Crescimento económico através de crescimento populacional...

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dremanu

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Tem Portugal a capacidade de adicionar mais 10M de habitantes a sua população, e qual seria o consequente crescimento económico, aqui estam uns nos. para que possam comparar a outros países e decidir.

Semelhançes geográficas entre Portugal e Coreia do Sul:

Coreia do Sul
Pop:48M Dimensão:98,480km2 PIB:$931B

Portugal
Pop:10.1M Dimensão:92,391km2 PIB:$182B

Aqui se vê que Portugal tem praticamente a mesma dimensão geográfica que a Coreia do Sul, a maior diferença està na população, e consequentemente no PIB

Países com dimensões geográficas inferiores à de Portugal, mas com mais população, e com exceção do Sri Lanka, um maior PIB que o nosso país:

Sri Lanka
Pop:19.7M Dimensão:65,610km2 PIB:$73B

Holanda
Pop:16M Dimensão:41,526km2 PIB:$434B

Twain
Pop:22.6M Dimensão:35,980km2 PIB:$$406B

Belgium
Pop:10.2M Dimensão:30,510km2 PIB:$$297B


Cidades estado com dimensões semelhantes a Lisboa e Porto, mas com mais população, e um PIB superior:

Área Metropolitana de Lisboa
Pop:2.6M Dimensão:3,128km2 PIB:$92B

Hong Kong
Pop:7.3M Dimensão:1,092km2 PIB:$186B

Área Metropolitana do Porto
Pop:1.2M Dimesão:817km2 PIB:$46B

Singapura
Pop:4.6M Dimensão:692km2 PIB:$105B

Ao dobrar-se a população de Portugal, triplica a população de Lisboa e dobra o PIB da área, e dobra a população do Porto e triplica o PIB da mesma; Se criármos mais trés áreas metropolitanas no resto do Portugal continental- Uma na Guarda, outra em Évora, e outra em Faro- aumenta-se essas também.

E claro aumentá-se o que todos desejám, o PIB Português, para uns $400B ou mais, duplicando o que se fáz hoje. O perfil de Portugal 2040 poderá ser igual ao que é hoje em dia Twain. Ou com um pouco de sorte, consegui-mos alcançar isto tudo mais cedo.

Crescimento populacional = Alto crescimento económio, progresso acelaràdo, país dinâmico, jovem, empreendedor, moderno, rico, em contínuo desenvolvimento

Países que apresentam crescimento populacional para os próximos 30 anos = U.S.A., Canadá, Nova Zelândia, Austrália...todos eles países de primeiro mundo, com ecónomias diversificadas, alto grau de produtividade, dinamismo económico, etc, etc, etc...

Países que apresentam crescimento populacional negativo para os próximos 30 anos = A velha Europa, e entre eles, quem diria, o nosso querido Portugal. O que se espera da velha Europa, lentidão, falta de dinamismo económico, falta de empreendimento, etc, etc...

E abra-se a imigração a Ucránianos, Lituanios, Russos, Indianos, Chinêses, Japonêses, Alemães, Brasileiros, Africanos, Inglêses, Timorenses, etc...Divide-se o crescimento populacional entre nascidos aqui na terra 250M + 150M imigrantes por ano...Os imigrantes querem-se de preferência homens e mulheres solteiros para que se possam casar com os da terra e terem filhos misturados, para serem educados aqui nos custumes Portuguêses. E fazemos como os Americanos e Canadianos, emprega-se políticas de multi-culturalismo, para que toda a gente se sinta bem aqui nas terras lusitanas.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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komet

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« Responder #1 em: Março 03, 2004, 12:02:42 pm »
Acho que antes de abrir as portas à imigração "à maluca", deveria haver programas no governo, incentivos á populaçao portuguesa em ter filhos, sim, porque a razão de muitas familias optarem por ter apenas um filho é na maior parte das vezes por questões económicas, e o culpa disso também é o nosso miseravel sistema de educaçao, porque até na Grécia não há propinas, e os livros sao financiados pelo governo, só de si, uma educação financiada é um optimo incentivo às pessoas para ter filhos, assim evita-se até certo ponto, o ter q tornar este país uma "salada russa" que a meu ver não é bom, mas é uma opinião pessoal.

Multiculturalismo? Lol, basta olhar para os EUA, em o q há são bairros tipo chinatown (mais de metade dos quais, nao deve saber uma palavra em ingles), latino-americanos (idem),getthos de afro-americanos, etc, muitos deles com tendencias desordeiras, cada um só quer andar com os seus geralmente, e temos exemplos desses em bairros sociais de Portugal, autenticos barris de pólvora (culpa tambem, do governo, porque mete estas pessoas arrumadas a um canto).
"History is always written by who wins the war..."
 

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Luso

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pois
« Responder #2 em: Março 03, 2004, 09:30:16 pm »
"Acho que antes de abrir as portas à imigração "à maluca", deveria haver programas no governo, incentivos á populaçao portuguesa em ter filhos, sim, porque a razão de muitas familias optarem por ter apenas um filho é na maior parte das vezes por questões económicas".

De acordo com os nossos ilustres "governantes", o progressivo envelhecimento da nossa população e baixa taxa de natalidade deve-se não aos problemas económicos e culturais (avanço pernicioso do feminismo e da desagregação da família tradicional) mas sim devido à... baixa fertilidade da população. Mas quem ainda se acredita no Estado...  :?
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komet

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(sem assunto)
« Responder #3 em: Março 03, 2004, 10:52:40 pm »
LoL, para eles é melhor ter imigrantes, nao dao trabalho a criar, a educar, a subsidiar, veem prontinhos a trabalhar e a descontar para a caixa (not?), é a maneira fácil de aumentar a população, e no meu ponto de vista, a pior.
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dremanu

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« Responder #4 em: Março 03, 2004, 11:09:10 pm »
Pois é, tanto o Luso quanto o Komet tão certos. Mas o que se poderia esperar destes governos Portuguêses que temos hoje em dia, que se acham mais governos Europeus do que deveriam ser de verdade, governo de Portugal.

Não existe razão nenhuma para nós como país alinhar-mos nas políticas de gestão de população do resto da Europa, como vocês podem ver pela minha mensagem hà montes de espaço aqui na terra para aguentar mais uns 10M de Portuguêses.

Isso não só traria um enorme crescimento económico ao nosso país, mas com certeza iria assegurar ainda mais a nossa independência, e aumentar o nosso poder negocial a nível Europa, e mundo. O que escolhe o governo Português para o nosso futuro?  Que no futuro de Portugal se encontre gente mais velha que gente nova, e que o no. da população reduza ainda mais. Isto é incrível, e as pessoas aceitam como se fosse inevitável, e sem se poder alterar o curso que está-se a tomar.

Eu nada tenho contra gente idosa, a minha querida ávo morreu com 95 anos e eu sinto falta dela sempre, e sempre sentirei, mas até ela me dizia que um país não se constroi com gente velha, mas sim com gente nova.

Também sou a favor de programas de apoio a família Portuguêsa, especialmente à educação. A forma que os Gregos utilizam, é tb utilizada pelos Canadianos e Americanos, só me pergunto porque raio não fazemos nós aqui o mesmo?
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Luso

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Só uma coisa...
« Responder #5 em: Março 03, 2004, 11:27:23 pm »
"Não existe razão nenhuma para nós como país alinhar-mos nas políticas de gestão de população do resto da Europa"

De experiência própria, posso dizer que a maioria da legislação que sobre nós paira resulta de um mero "copy-paste" de legislação estrangeira feito por gente que não sabe e nunca quis saber, porque nunca trabalhou e só se preocupou em conspirar.
As leis que se fazem são assim: as nossas sumidades (elites políticas e intelectuais) estão mais interessados não em resolver os problemas de maneira simples mas antes em inventar novos problemas - ou melhor conceitos e frases sonantes - para demonstrar aos seus pares e à plebe ignara a sua suposta superioridade. Uma multidão de conselheiros Acácios que sabem fazer apresentações em Powerpoint.

Depois legislam. E legislam. A alteram a legislação legislando. E a realidade continua a mesma, com a rara e ocasional multa e prisão apenas para "mostrar bandeira".
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emarques

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« Responder #6 em: Março 04, 2004, 04:26:29 am »
Por acaso, é das coisas que mais me incomodam na forma como se governa este país (não sei como será nos outros). Há um qualquer problema, portanto legisla-se. Ninguém faz grande coisa para aplicar a legislação, claro. Então vem outro grupo de luminárias que "descobre" que o problema não desapareceu por si próprio. Mas, em vez de ver porque é que as leis não funcionaram, fazem leis novas... Só que se não fizerem isso, cai-lhes tudo em cima porque não têm política definida, governam na base do "deixa andar", etc. Um governo que tente seguir uma política de evolução em vez da revolução do costume vai ter esse problema: os resultados do que fizerem vão ser outros governos que os vão apresentar, porque é raro que as pessoas dêem por um trabalho bem feito, e esse governo vai dar uma imagem de não fazer grande coisa.

Uma situação interessante é a reforma da função pública. "Ai, não fazia a mínima ideia que a função pública fosse ineficiente!", diz o(a) ministro(a), surpreendido. Deve ser daquelas pessoas que estão muito ocupadas a trabalhar para ter tempo de abrir um jornal. Então, adoptam-se um conjunto de medidas destinadas a "moralizar a função pública", que inclui o parafraseamento de todas as medidas já anunciadas pelo ministro anterior. Criam-se sistemas de avaliação de desempenho, e esquece-se convenientemente que os avaliadores estão mais interessados na carreira que no funcionamento do serviço, e que consideram que toda a gente tem um "bom" desempenho.

Ou seja, usando a boa velha expressão popular, "só mudam as moscas".
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Luso

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emarques
« Responder #7 em: Março 04, 2004, 09:43:20 am »
Veja o artigo que coloquei na secção Geopolítica - Portugal.
Um pequeno extracto:

"The apparent government isn't the real government. The real power in America resides in what George Will once called the "permanent political class," of which the formal government is a subset. It consists of the professoriate, journalists, politicians, revolving appointees, high-level bureaucrats and so on who slosh in and out of formal power. Most are unelected, believe the same things, and share a lack of respect for views other than their own."

O problema são essas moscas. São essas moscas ruidosas, bem falantes e perfumadas que aparecem em colóquios e seminários e que estão filiadas num partido. Estes pertensos estudiosos fazem o papel de quem domina bem os assuntos que na prática lhes são totalmente estranhos.
Como os eleitos estão a borrifar-se para isto, e como nunca se interessaram por nada a não ser pelos seus lindos umbigos, ficam mais que felizes em entregar a elaboração da legislação a tais criaturas que passarão a auferir de chorudos salários.
É assim porque eu sei, porque "estive lá e assisti". Por várias vezes e ainda irei assistir a muitas mais.

A aplicação da Lei?
Na! Aplicação da lei gera descontentamento e perda de votos.  

Lembro-me uma vez que um responsável político foi incapaz de dar várias respostas que deveria ser capaz de fornecer competentemente, apenas limitou-se, com um ar blasé, a delegar as suas respostas a alguém que ninguém conhecia.

Os nossos políticos são isentos de ideias mas plenos de imagem. Nenhuma política é traçada pelos eleitos mas sim pelas varejeiras que permanente os acompanham.
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Jorge Pereira

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Crescimento económico através de crescimento populacional...
« Responder #8 em: Março 05, 2004, 01:03:58 am »
A questão demográfica é, sem sombra de dúvidas, uma questão que urge “atacar” o quanto antes sob pena de estarmos a hipotecar o futuro do país. Mesmo no presente esses efeitos negativos já se fazem sentir: cada vez menos pessoas no activo contribuem para cada vez mais pessoas que estão na reforma, em certas zonas do nosso país encontramos uma população altamente envelhecida (e não é por falta de oportunidades que essas zonas oferecem aos jovens) etc. Aliás, os indicadores estatísticos revelam essa mesma realidade. Em suma, a nível económico essa tendência poderá tornar-se crítica para o crescimento sustentado da nossa economia podendo mesmo colocá-lo em causa.
Não devemos esquecer que, Portugal, se não tivesse passado pelos diversos percalços históricos que passou (que não importam aqui referir) e que obrigou milhões de pessoas a emigrar, hoje a nossa população rondaria, segundo os meus cálculos, os 16 milhões de habitantes.
Soluções? Sem dúvida que há muitas opções tais como o incentivo aos casais para terem mais filhos, nem que estes fossem só simbólicos, já que a meu ver, a opção por não ter nenhum ou um só filho é mais por comodismo do que por razões económicas. Esta solução tem o inconveniente de demorar muitos anos a surtir efeito. Outra opção é o recurso à imigração (como aliás já está a acontecer) com os inconvenientes que todos conhecemos quando esta política não é bem estruturada e com a vantagem de os seus resultados serem quase imediatos.
Eu pessoalmente sempre defendi que a solução “ideal” passaria por, com uma política bem definida e estruturada (para obter uma integração plena e sem sobressaltos), promover o regresso a Portugal dos luso descendentes que temos espalhados por esse mundo fora. São 5 milhões de cidadãos de origem portuguesa distribuídos pelos 5 continentes, a maior parte deles com a cultura portuguesa bem enraizada e com um grande orgulho de pertencerem a essa cultura e de serem parte dela.
Imaginem o seu contributo para a nossa sociedade!!!. Trariam experiências, conhecimentos, vivências, culturas, formas de pensar e agir dos 5 continentes com a vantagem de serem todos eles portugueses!!! e o resultado desta política não demorar anos a surtir efeito.
Seria algo parecido com o que Israel faz com os judeus que desejam ir viver para Israel.
Economicamente este programa não teria necessariamente que ser muito dispendioso, dado que, estas pessoas basicamente o que precisam é de saber que são cá desejadas e que serão bem recebidas, uma vez que, a “desenrascar-se” economicamente e com sucesso elas já estão bem habituadas.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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komet

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« Responder #9 em: Março 05, 2004, 01:33:55 am »
Ora aí está uma boa ideia, o problema é q a maior parte dos emigrantes portugueses tem uma vida feita no estrangeiro, negócios, etc, iam perder isso tudo em troca de uma vida mais dificil? E depois a questão dos seus filhos já nao terem tanto amor a Portugal como os pais (foram criados noutro estilo de vida).
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fgomes

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« Responder #10 em: Março 05, 2004, 06:51:35 pm »
Uma ideia muito interessante. Mais perto de nós a Irlanda tem feito a mesma coisa, atrair os quadros e  os investidores de origem irlandesa, espalhados pelo mundo. E os resultados estão à vista !
 

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Jorge Pereira

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« Responder #11 em: Março 05, 2004, 10:18:49 pm »
Citação de: "komet"
Ora aí está uma boa ideia, o problema é q a maior parte dos emigrantes portugueses tem uma vida feita no estrangeiro, negócios, etc, iam perder isso tudo em troca de uma vida mais dificil? E depois a questão dos seus filhos já nao terem tanto amor a Portugal como os pais (foram criados noutro estilo de vida).


Caro Komet:

Desse universo de 5 milhões de cidadãos de origem portuguesa que referi, 40% vivem em países que estão a passar por graves crises político-económicas (Venezuela, Africa do Sul etc.), pelo que essa mudança seria sempre para melhor. Inclusive muitos dos que vivem em países prósperos e têm lá uma vida estável, não colocam nunca de parte o regresso a Portugal.
No que diz respeito ao amor por Portugal dos filhos dos nossos emigrantes, posso-lhe dizer com conhecimento de causa e salvaguardando algumas excepções, é muito maior do que uma grande parte das pessoas que vivem em Portugal!!!
Claro que, e volto a repetir, isto tudo só seria possível e viável com um plano bem estruturado e organizado por parte do nosso governo.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






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Desenvolvimento económico e qualidade de vida

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