Temos liberdade para utilizar os F-16 MLU onde quisermos?

  • 4 Respostas
  • 2750 Visualizações
*

papatango

  • Investigador
  • *****
  • 5512
  • Recebeu: 9 vez(es)
  • +18/-0
    • http://www.areamilitar.net
Temos liberdade para utilizar os F-16 MLU onde quisermos?
« em: Fevereiro 22, 2005, 06:15:13 pm »
Pensando na questão do update dos caças F-16A/B da FAP e a sua transformação em F-16AM/BM, e considerando ainda que, estes aviões adquirem capacidades muito superiores, Portugal podería, por exemplo, (num cenário descabelado) deslocar aviões F-16 para Cabo Verde, se fosse necessário efectuar qualquer tipo de operação na Guiné-Bissau?

Fico na dúvida sobre a viabilidade de utilizar livremente os meios disponíveis.

Cumprimentos
 

*

Ricardo Nunes

  • Investigador
  • *****
  • 1262
  • Recebeu: 4 vez(es)
  • Enviou: 5 vez(es)
  • +1/-0
    • http://www.falcoes.net/9gs
(sem assunto)
« Responder #1 em: Fevereiro 22, 2005, 06:26:30 pm »
Podemos.

É uma questão muito interessante que, como todas as questões relativas a assuntos militares, se sobrepõe em 2 dimensõs.

Por um lado a teoria e a capacidade militar de efectuar a missão, e por outro a capacidade política.

Não tenho dúvidas que se o poder político fosse favorável a tal operação, ela fosse possível. Desde que Cabo-Verde possuísse as instalações básicas necessárias ( uma pista em condições e alguns weather-shelters ) a operação não iria diferir em muito dos destacamentos portugueses nos NATO Air Meets por exemplo. Caso essas instalações não existam também é possível que a engenharia - com o devido intervalo temporal prévio - as crie.
Claro que estaríamos a falar de um destacamento de, máximo dos máximos, uma dúzia de aeronaves que já representaria um custo diário de algumas dezenas de milhares de euros.

Lá no fundo tudo se resume à vontade política e disponibilidade económica existente. Com dinheiro tudo é possível.
Ricardo Nunes
www.forum9gs.net
 

*

papatango

  • Investigador
  • *****
  • 5512
  • Recebeu: 9 vez(es)
  • +18/-0
    • http://www.areamilitar.net
(sem assunto)
« Responder #2 em: Fevereiro 22, 2005, 06:36:51 pm »
Bom, eu estou a pensar não em 10 aeronaves, mas sim em duas ou três. A verdade, é que este tipo de avião pode ser determinante em termos de estabelecer a superioridade aérea.

Não existe nada na região que lhe possa fazer frente.

Em Cabo Verde, no Sal, está um aeroporto internacional capaz de receber Boeing-747 e os aeroporto da Cidade da Praia, foi recentemente aumentado. Acho que pode receber o Boeing-757.

A outra questão, naturalmente, prende-se com a distância entre as ilhas e o espaço aéreo da Guiné-Bissau. Creio que ainda é uma viagem de quase uma hora, em vôo comercial, entre Bissau e o Sal.

Provavelmente 2 ou 3 seria muito pouco. no entanto, sería sempre uma posição politica que demonstrasse vontade. Como em todas as coisas, o que conta não é se se vai utilizar um equipamento, é se se mostra estar na disponibilidade de o utilizar.

(É aliás por isso que acho que deveríamos optar por uma marinha contra-torpedeiros e NPO/Corvetas)

Cumprimentos
 

*

JLRC

  • Investigador
  • *****
  • 2509
  • Recebeu: 1 vez(es)
  • +2/-42
(sem assunto)
« Responder #3 em: Fevereiro 22, 2005, 07:07:06 pm »
Eu ponho a questão noutros termos. Teríamos autorização dos EUA para utilizarmos os aviões fora do contexto da OTAN? E se sim, com todo o armamento disponível? Nomeadamente os AMRAAM?
 

*

Ricardo Nunes

  • Investigador
  • *****
  • 1262
  • Recebeu: 4 vez(es)
  • Enviou: 5 vez(es)
  • +1/-0
    • http://www.falcoes.net/9gs
(sem assunto)
« Responder #4 em: Fevereiro 22, 2005, 07:15:36 pm »
Citação de: "JLRC"
Eu ponho a questão noutros termos. Teríamos autorização dos EUA para utilizarmos os aviões fora do contexto da OTAN? E se sim, com todo o armamento disponível? Nomeadamente os AMRAAM?


Os EUA não têm qualquer poder sobre a utilização dos F-16 nacionais, ao contrário do que se passou na década de 1960 com os F-86 estacionados em Bissau. Os F-86 tinham sido entregues como ajuda NATO, e, como tal, estariam condicionados a missões relacionadas com o interesse da Aliança Atlântica ( e não EUA ).
Os F-16s não sofrem da mesma restrição embora a 2ª esquadra, e parte da 1ª ( os EUA pagaram uma percentagem por avião no programa Peace Atlantis I ) tenham sido fornecidas como "contrapartida" pelo uso da base aérea das Lajes.

Um abraço,
Ricardo Nunes
www.forum9gs.net
 

 

Qual as prioridades para a Força Aérea entre 2011-2020 ?

Iniciado por dc

Respostas: 38
Visualizações: 10017
Última mensagem Novembro 15, 2010, 02:34:53 pm
por bokaido
Sistemas de defesa antiaérea de longo alcance para Portugal

Iniciado por Tiger22

Respostas: 24
Visualizações: 11518
Última mensagem Agosto 21, 2006, 08:26:19 pm
por Pedro Monteiro
CDS propõe 12 anos de serviço para pilotos da Força Aérea

Iniciado por Marauder

Respostas: 19
Visualizações: 8704
Última mensagem Setembro 12, 2007, 02:40:44 am
por raphael
A voar contra o tempo para tentar salvar vidas

Iniciado por Jorge Pereira

Respostas: 21
Visualizações: 11086
Última mensagem Abril 01, 2010, 11:40:11 am
por Ricardo Nunes
Qual a Aeronave mais adequada para a futura FAP

Iniciado por luis simoes

Respostas: 61
Visualizações: 13597
Última mensagem Março 31, 2013, 12:05:51 am
por Lightning