General Tommy Franks visita Portugal

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Jorge Pereira

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General Tommy Franks visita Portugal
« em: Novembro 12, 2004, 05:29:08 pm »
Diário Digital 2004/11/11

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Tommy Franks prevê presença dos EUA no Iraque mais um a três anos.

O exército norte-americano deverá ainda permanecer no Iraque mais um a três anos, previu esta quinta-feira o general na reserva Tommy Franks, que comandou a invasão daquele país pela coligação liderada pelos EUA, a 19 de Março de 2003.

O militar norte-americano, que falava em Lisboa num almoço-conferência organizado pelo Diário Digital e Diário de Notícias, mostrou-se optimista quanto ao desfecho da situação no Iraque, mas advertiu que é preciso «resolver as questões, uma de cada vez, até que os iraquianos sejam capazes de assegurar a própria segurança e controlar a economia nacional».
Franks considerou também haver condições para a realização de eleições gerais no Iraque no final de Janeiro, apesar da insegurança que se regista no país.

Para o general, «a paz não acontecerá de repente», mas o povo iraquiano entenderá, nem que seja daqui a muitos anos, que «a liberdade é uma boa coisa e que a oportunidade de se conhecer o capitalismo também». «Em Fallujah perceberão isso, em Ramadi, Bassorá e Bagdad também», afirmou, frisando, no entanto, que à instabilidade que afecta o Iraque não é alheia a divergência entre sunitas e xiitas.

Reconheceu, contudo, que o desenlace da invasão era imprevisível, à semelhança do que acontece nestas situações. Poderia acontecer uma de duas coisas: ou a emergência de um líder a partir do caos, como aconteceu no Afeganistão com Ahmid Karzai, um cenário que conviria à coligação, ou, no outro extremo, a guerra civil.

Tommy Franks abordou ainda a estratégia militar que utilizou para invadir o país, a qual foi questionada por muitos críticos, explicando que a opção foi levar menos tropas e o mais cedo possível, a fim de ganhar com o factor surpresa e evitar que o regime de Saddam Hussein pudesse «preparar-se».

«A estratégia era ir com menos forças, atacar de surpresa e reagir em função do que encontrássemos», explicou.

«Se tivéssemos enviado mais tropas para o Iraque, demoraríamos mais tempo a posicioná-las e Saddam teria oportunidade de destruir as infraestruturas, incluindo as petrolíferas, e atacaria os curdos», afirmou.

Daí que o plano militar escolhido tenha sido posicionar uma frente a norte, uma segunda frente de unidades especiais vinda da Jordânia e da Arábia Saudita, uma terceira frente destinada a neutralizar as zonas onde estavam instalados os mísseis Scud e uma quarta frente «vertical» -designada de «Choque e horror» - para ataques de precisão a pontos-chave do regime.

Foi igualmente criada uma quinta frente, designada de «informação», com o fim de evitar que o regime iraquiano percebesse o que se passava nas restantes quatro, explicou, frisando que tudo foi executado nas primeiras 12 horas da invasão.

«Foi, provavelmente, a execução mais perfeita de um plano militar. Os rapazes portaram-se bem», disse.


O general minimizou também os diferendos que antecederam a decisão de invadir o Iraque, sublinhando que no fim permanece «uma ponte sobre o Atlântico» e que os franceses «são amigos» dos norte-americanos.

«Nunca esquecemos que foram os franceses que nos ajudaram», salvando os soldados norte-americanos quando o navio USS Cole foi alvo de um ataque suicida atribuído à Al Qaeda, em 2000, perto do Iémen, onde morrerem 17 marinheiros.

Quanto ao Irão e à Coreia do Norte, países que têm estado sob vigilância dos EUA, Tommy Franks defendeu a diplomacia como meio para solucionar a crise que se tem gerado em torno das sua eventuais capacidades nucleares bélicas.

Caracterizado por ter um low profile em termos públicos, Tommy Franks, manifestou uma veia humorística pouco conhecida, brincando, inclusivamente, com o facto de, por ser do Texas, tal como o presidente norte-americano, George W. Bush, falar mal inglês.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

 

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