Tentativa de golpe na Guiné-Bissau

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JNSA

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Tentativa de golpe na Guiné-Bissau
« em: Outubro 07, 2004, 01:05:21 am »
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MNE português anuncia morte de CEMGFA
O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Veríssimo Correia Seabra, foi morto por um grupo de militares rebeldes guineenses, anunciou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros português. Jorge Sampaio diz que está em curso um «golpe de Estado» no país .
 
( 20:33 / 06 de Outubro 04 )

 
 
 
Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau foi morto por um grupo de militares rebeldes guineenses.

António Carneiro Jacinto anunciou também a morte do chefe de informações das Forças Armadas, general Domingos Barros, durante a movimentação militar registada hoje de madrugada em Bissau.

O general Veríssimo Seabra liderou o golpe de Estado de Setembro de 2003, que levou à destituição do então presidente guineense Kumba Iála.

A acção militar começou esta madrugada e fontes militares confirmaram à Agência Lusa que houve troca de tiros junto ao quartel.

Sampaio fala em «golpe de Estado

Numa breve declaração, o Presidente da República, Jorge Sampaio, disse que está em curso um «golpe de Estado» na Guiné-Bissau.

Jorge sampaio, que falava na sessão solene dos 40 anos da Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, apelou à comunidade internacional para que denuncie a «quebra do processo de transicção para a democracia» na Guiné-Bissau.

No entender de Sampaio, a acção desencadeada pelos militares é «uma grave violação da legalidade», uma vez que o regime «caminhava para eleições regulares».

 


fonte: http://www.tsf.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF154766
 

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JNSA

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(sem assunto)
« Responder #1 em: Outubro 07, 2004, 01:08:57 am »
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06-10-2004 23:06:00 UTC .  Fonte LUSA.    Notícia SIR-6410972
Temas:  política áfrica guiné-bissau portugal conflitos

Guiné-Bissau: Morte de Veríssimo Seabra desestabiliza transição (SÍNTESE)

 
Lisboa, 06 Out (Lusa) - A morte do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Veríssimo Correia Seabra, na sequência da sublevação militar na capital guineense volta a desestabilizar o processo de transição no país, a caminho de eleições presidenciais.

A movimentação militar de hoje em Bissau, que inicialmente e segundo a versão das autoridades guineense apenas reivindicava o pagamento de salários em atraso, assumiu ao fim da tarde maiores proporções ao serem anunciadas as mortes de Seabra e do Chefe de Informações das Forças Armadas guineenses, general Domingos Barros, pelo porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros português, António Carneiro Jacinto.

A mesma fonte disse desconhecer a morte de uma terceira alta patente militar, o Chefe de Estado-Maior do Exército, general Watan Na Lai, que, de acordo com fontes militares guineenses, poderá ter sido igualmente morto na sublevação.

No país, as autoridades não confirmam as mortes, nem tão pouco alguém até agora falou em golpe de Estado, sabendo-se apenas que tanto o Presidente como o executivo se mantêm em funções.

Apesar da aparente calma nas ruas, persiste alguma confusão patente nomeadamente num anúncio de recolher obrigatório pelo Estado- Maior das Forças Armadas, revogado 35 minutos depois a pedido do ministro dos Negócio Estrangeiro, Soares Sambu, que alegou "graves inconvenientes para a população".

A única declaração oficial até agora feita partiu do primeiro- ministro Carlos Gomes Júnior, ao deixar ao fim da manhã a ideia de que a "insubordinação militar" foi orquestrada por "certos círculos políticos", que não identificou, mas acusou de não saberem viver em democracia.

As conversações para pôr termo à crise entre os militares revoltosos e o governo, mediadas pelas Nações Unidas, foram iniciadas no quartel-general da marinha, prosseguindo depois com o presidente e, mais tarde, com o primeiro-ministro, sempre no maior secretismo.

As negociações decorrem agora no Ministério dos Negócios Estrangeiros. O representante da ONU na Guiné-Bissau, João Bernardo Honwana, que esteve no local até às 20:00 (21:00 em Lisboa) reuniu-se de seguida com o embaixador português em Bissau, António Jacob de Carvalho.

Reagindo à situação em Bissau, o governo português, que está a acompanhar em permanência os acontecimentos, apelou para "a moderação, respeito pela ordem constitucional vigente e pelo governo legitimamente eleito, instando todos os responsáveis a encontrar rapidamente uma solução pacífica".

Segundo comunicado divulgado pelo gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, foram estabelecidos contactos com a embaixada portuguesa em Bissau para, "caso se revele necessário, garantir a protecção e segurança da comunidade portuguesa residente naquele país".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português está igualmente a promover contactos no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e com outras organizações internacionais e regionais no sentido de recolher mais informação tendo em vista a normalização no país.

O presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio, apelou também para a reposição da legalidade na Guiné-Bissau, depois de tomar conhecimento da morte de Veríssimo Seabra.

O chefe de Estado que classificou a acção desencadeada pelos militares como "uma grave violação da legalidade", pediu ainda à comunidade internacional para que denuncie a "quebra do processo de transição para a democracia" na Guiné-Bissau.

Por seu lado a CPLP, já lamentou profundamente a perda de vidas humanas e condenou "com veemência os actos que conduziram a este trágico desfecho".

Num comunicado enviado à Agência Lusa, a CPLP apela para o "bom senso e o estrito respeito da legalidade democrática e das instituições legítimas da República, que garantem os mecanismos de resolução destes mesmos diferendos".

Apela ainda às Nações Unidas para "agilizar as ajudas de que o país carece para a resolução dos problemas mais prementes e que afligem a população guineense".

Hoje de manhã, registou-se uma movimentação inusitada de militares nas ruas de Bissau, tendo sido ouvidos tiros junto do quartel-general das forças armadas guineenses.

Segundo as primeiras informações, os militares envolvidos pertencem ao contingente guineense que participou desde o início de Setembro de 2003, na missão de paz da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na Libéria.

Estes militares, descontentes com a liderança de Veríssimo Seabra e que poderiam levantar objecções à concretização do golpe de Estado liderado por este general a 14 Setembro de 2003 contra Kumba Ialá, foram estrategicamente enviados em missão de paz para a Libéria.

MSE.

Lusa/Fim

 


fonte: http://www.lusa.pt
 

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capelo

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Guiné-Bissau
« Responder #2 em: Outubro 11, 2004, 11:04:46 am »
Segundo o que circula nos meios informativos, a crise está ultrapassada. Chegou-se a um acordo entre o Governo e os revoltosos.
Estarei mal informado ou, basicamente, o Governo comprometeu-se a pagar o que devia e "esquecer" os assassinatos cometidos pelos revoltosos, perdoando-os a favor da estabilidade.
É compreensível mas se assim foi, não tarda nada, mais alguém vai levar uma bala na testa. Parece ser a melhor forma de reinvidicar seja o que for naquele país.
"There seems to be something wrong with our bloody ships today." Admiral Sir David Beatty Jutland 31-05-1916
 

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« Responder #3 em: Outubro 11, 2004, 11:21:45 am »
Pois é, capelo. Parece-me que o governo da Guiné cedeu onde não devia ter cedido (sobretudo ao conceder uma amnistia aos golpistas). Assim dificilmente se conseguirá implementar uma democracia estável nos próximos anos... :(

De qualquer maneira, é de apreciar a forma rápida como a CPLP e Portugal reagiram. Ao que parece, uma fragata e duas corvetas já estavam a caminho da Guiné, para o caso de ser preciso evacuar civis.
 

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P44

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« Responder #4 em: Outubro 11, 2004, 11:55:31 am »
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De qualquer maneira, é de apreciar a forma rápida como a CPLP e Portugal reagiram. Ao que parece, uma fragata e duas corvetas já estavam a caminho da Guiné, para o caso de ser preciso evacuar civis.


Preocupam-se mais em ir arrumar a casa dos outros do que a nossa própria casa, como de habitual...

 :evil:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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papatango

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« Responder #5 em: Outubro 11, 2004, 04:59:55 pm »
Citação de: "P44"
Preocupam-se mais em ir arrumar a casa dos outros do que a nossa própria casa, como de habitual...

O que é que precisamos de evacuar? :twisted:  que devia ser desevacuado para a Venezuela. :twisted:

Cumprimentos
 

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P44

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« Responder #6 em: Outubro 12, 2004, 11:05:41 am »
Citação de: "papatango"
O que é que precisamos de evacuar? :twisted:  que devia ser desevacuado para a Venezuela. :twisted:


Mas o Chavez fez mal a alguém para ter de levar com o Adalberto João Jardim????
Evacuem-no para Marte!!!!

Ao Marcelo calaram-no logo, ao Jardim que diz todas as alarvidades e mais algumas, ninguém lhe põe uma rolha!!!!!
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