EUA fora das Lajes?

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #150 em: Abril 21, 2015, 07:08:35 pm »
Remarks With Portuguese Minister of State and Foreign Affairs Rui Machete

Remarks
John Kerry
Secretary of State
Treaty Room
Washington, DC
April 21, 2015



SECRETARY KERRY: Good morning, everybody. Bom dia. It’s my pleasure to welcome Foreign Minister Machete here back to Washington, and I’m delighted to be able to have a chance to talk with him about important issues between our countries.

Portugal, as everybody knows, is an old and firm ally of the United States, a NATO ally. And we’re particularly grateful for Portugal’s many efforts of global responsibility, not the least of which now are their support in the coalition against ISIL, their commitment to counterterrorism, their support for sanctions with respect to the Russian activities in Ukraine and our efforts to try to implement the Minsk agreement, which we all believe will help to quiet things down and stabilize the region and be good for everybody. We also are grateful for their support for our efforts in Iraq. And there is a very significant effort by Portugal to exercise responsibility towards the environment, towards the oceans, particularly the Gulf of Guinea.

So we appreciate it – that leadership – very much. And I know recently Portugal, like other countries in Europe, has been making difficult economic choices. And I want to congratulate Portugal on the fact that it is growing. We want to see that continue. We have high hopes, but we welcome you here. So thank you very much. We’re happy to have you here.

FOREIGN MINISTER MACHETE: Thank you very much. For me, it’s a great pleasure to come back to Washington and to see John Kerry again. We will have to talk about important international issues such as terrorism, Iran and the nuclear negotiations, and to congratulate John Kerry by the results and the negotiable – strong-willed stand in which – with which he led the negotiations, with of course the problems of the Middle East and terrorism.

And we have to talk about the bilateral problems we have on agenda. We have some difficulties to settle, but they are not – this is natural among allies. So we expect to have a good conversation. Thank you.

SECRETARY KERRY: Thank you. Welcome. Thank you very much, everybody. Thank you.

http://www.state.gov/secretary/remarks/ ... 240931.htm
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Cabeça de Martelo

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7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Lusitano89

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #152 em: Dezembro 12, 2015, 12:00:44 pm »
PSD quer EUA a decidir se fica nas Lajes ou sai e paga limpeza


O PSD considera ter chegado a altura de Portugal traçar uma linha vermelha face aos EUA, sobre o futuro da base das Lajes: ou Washington fica ou sai, pagando a despoluição das áreas afetadas.

"Nesta fase, a situação é bastante mais clara: ou os norte-americanos aproveitam as infraestruturas, capacidades e potencial geoestratégico das Lajes ou então limpam o que lá deixaram, em termos de infraestruturas e de poluição", afirmou o líder do PSD-Açores, Duarte Freitas, ouvido pelo DN a propósito da reunião bilateral entre Portugal e os EUA que decorreu ontem em Angra do Heroísmo.

Questionado sobre se essa opção pela linha dura face aos EUA se deve à mudança de governo em Portugal, Duarte Freitas foi categórico: "Não. Mas agora está concretizada a redução" da presença militar norte-americana nas Lajes e já houve perto de 400 trabalhadores a aceitarem as propostas de rescisão, salientou o dirigente do PSD, garantindo que "não há questões político-partidárias" nesse dossier.

O deputado socialista Miranda Calha parece ter uma perceção diferente. Após lembrar o facto de o ex-secretário da Defesa dos EUA Leon Panneta não ter sido recebido pelo anterior primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, quando visitou Lisboa, o antigo secretário de Estado da Defesa disse ter "confiança que, com este governo, haverá um um novo impulso no relacionamento bilateral".

"Há um novo governo, há boas possibilidades que se possa reativar um melhor relacionamento e encaminhamento destas matérias EUA/Portugal", referiu Miranda Calha, sublinhando ter "a expetativa de que se possa encetar um relacionamento diplomático muito mais positivo em relação ao que interessa".

O deputado João Rebelo (CDS), outro membro da comissão de Defesa, contrapôs: "Não vou entrar na demagogia de quem era oposição na anterior legislatura e dizia que a culpa era do governo PSD/CDS... como não será deste governo se não houver alteração" nas posições de Washington.

"Foi uma decisão unilateral dos EUA em reduzir a sua presença nas Lajes e ficámos muito dependentes da alteração da [sua] vontade. Sabemos do esforço feito pelos congressistas norte-americanos de origem portuguesa para que tal não aconteça, as autoridades na anterior legislatura fizeram tudo o que era possível. Tenho a certeza que o PS vai perceber agora a dificuldade de alterar uma decisão unilateral tomada" pelos EUA, frisou João Rebelo.

Segundo o social-democrata Duarte Freitas, há congressistas norte-americanos - em especial luso-descendentes - que "acham que esse é o caminho para poder pressionar" os EUA, nomeadamente levando-os a instalar o Centro Conjunto de Análise de Informações nas Lajes em vez numa base aérea de Croughton (Reino Unido). "O Governo tem de colocar isto em cima da mesa com esta simplicidade: [os EUA] ou ocupam ou limpam. Já estamos numa fase em que as coisas têm esta simplicidade", insistiu o líder do PSD-Açores.

João Vasconcelos (BE), vice-presidente da Comissão Parlamentar de Defesa, deixou clara a oposição do Bloco à continuação da presença militar dos EUA nos Açores: "A redução norte-americana na base das Lajes não se compadece apenas com medidas de mitigação, devendo o espaço ter uma utilização unicamente civil".

"Torna-se necessário encontrar soluções alternativas à utilização da base que possibilitem a revitalização da economia da região, da ilha Terceira e do concelho da Praia da Vitória", prosseguiu João Vasconcelos, uma vez que "não é desejável manter uma presença militar "adormecida" por parte dos norte- -americanos e a utilização mista [civil e militar, que existe há anos] do espaço afigura-se irrealista".

Certo é que "são necessárias contrapartidas adequadas", através de "medidas indemnizatórias compensatórias que tenham em conta a total e eficaz descontaminação da área em causa, assim como a criação de um plano de emergência que minimize os efeitos da redução de pessoal civil ao serviço das forças militares norte-americanas" nas Lajes, concluiu o deputado bloquista.

O deputado António Filipe (PCP) sublinhou ao DN que "qualquer decisão" de Washington "deve respeitar os direitos das pessoas e ressarcir a ilha Terceira e as populações" pelos custos financeiros, económicos e sociais de reduzir a sua presença nas Lajes.

"Não somos adeptos da presença dos EUA" nas Lajes, "mas os governos central e regional devem ter em conta que a economia e as populações devem ser defendidas da melhor forma" - e se isso envolver a continuação dos militares norte-americanos na Terceira, "não temos nenhuma contraproposta a fazer", argumentou o também deputado da comissão de Defesa.


DN
 

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #153 em: Março 29, 2016, 12:10:11 am »
Será interessante ver o impacto que a saída dos EUA das Lajes vai ter no orçamento da defesa no futuro. Há muito equipamento (e muita sucata) que foi adquirido totalmente às custas das contrapartidas da utilização das Lajes.

Além de praticamente todos os caças que operamos desde o final da Segunda Guerra Mundial, também se utilizou as contrapartidas para, se não me engano, pagar os C-130 e P-3.

Assim sendo, e visto que de certo modo sempre fomos um país pobrezinho, vamos ter sérios problemas a financiar projectos de grande envergadura que temos vindo a discutir noutros tópicos (substituição ou modernização dos F-16 e substituição dos C-130), o pagamento pelo treino de pilotos nos EUA e a necessidade de financiar a aquisição de outro equipamento que até agora não pesava tanto no orçamento graças às contrapartidas.

Estarei a ser demasiado pessimista em relação a isto ou será que ainda vamos conseguir arranjar uma alternativa às Lajes para os norte-americanos ou alguma espécie de pacote de ajuda financeira para a defesa?

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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raphael

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #154 em: Março 29, 2016, 11:07:39 am »
O título do tópico acaba por ser pessimista por excesso. Os americanos nunca vão sair das Lages. O "porta-aviões" dá imenso jeito.
O que há efetivamente é uma redução de pessoal tanto militar como civil de apoio.
E isso tem um impacto económico grande na ilha.
Mas por mais que reduzam há sempre interesse americano em manter presença nas Lages.
Um abraço
Raphael
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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #155 em: Abril 10, 2016, 11:50:31 pm »
#AzoresBailout ;D

Açores reivindicam 175 milhões por ano para reduzir impacto da Base das Lajes
(10 de Abril de 2016)
Citação de: Márcio Berenguer, Público
Os Açores querem receber perto de 175 milhões de euros por ano, durante os próximos quinze anos, para atenuar o impacto negativo na ilha Terceira resultante do desinvestimento norte-americano na Base das Lajes.

Os valores constam do Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT), que foi apresentado em Fevereiro do ano passado pelo governo açoriano e entrou em Março último na Assembleia da República, pelas mãos do PS-Açores. O Plano, prevê ainda uma transferência extraordinária do Estado para a região autónoma, a rondar os 240 milhões de euros e vários compromissos do executivo de Ponta Delgada e das duas autarquias da ilha Terceira.

O PREIT, que foi chumbado pelo anterior governo de Pedro Passos Coelho, ganhou em Março último um novo fôlego, com um projecto de resolução dos deputados do PS açoriano, que recomenda a Lisboa que crie um Grupo de Acompanhamento Permanente, constituído pelos executivos nacional, regional e autarquias locais, para monitorizar o cumprimento das medidas previstas no documento.

(...)

No total, o governo açoriano reivindica aos Estados Unidos um financiamento anual de 167 milhões de euros durante os próximos 15 anos, em regime de phasing out (-5% ao ano), sendo a maior fatia (100 milhões de euros) destinada à demolição, limpeza e reconversão das infra-estruturas ocupadas e para o passivo ambiental que será deixado pela Base das Lajes. O valor, explica o documento, tem por base um estudo norte-americano de 2008 que apontava para 1,5 milhões de euros o custo do desmantelamento daquela infra-estrutura militar.

(...)

A este montante anual, Ponta Delgada reivindica mais um envelope financeiro de 240 milhões de euros através do reforço do Programa Operacional 2020 (117 milhões de euros) e de um investimento de 77 milhões de euros na dinamização das instalações portuárias do porto da Praia da Vitória, município onde as Lajes estão localizadas. O objectivo é dotar aquela infraestrura portuária de condições de forma a transformar-se numa hub para a navegação e transporte de carga internacional no Atlântico Norte.

(...)
Fonte: https://www.publico.pt/politica/noticia/acores-reivindicam-175-milhoes-por-ano-para-reduzir-impacto-da-base-das-lajes-1728662?page=-1

PSD-Açores critica plano: Foi feito para "sacar dinheiro"
(10 de Abril de 2016)
Citação de: Márcio Berenguer, Público
O PSD-Açores olha para o PREIT como a prova de que as políticas socialistas falharam no arquipélago. “O Plano foi feito para os Açores sacarem dinheiro à República e aos Estados Unidos, para o governo receber um cheque em branco”, acusa, ao PÚBLICO, o deputado social-democrata açoriano António Ventura.

O parlamentar responsabiliza os sucessivos governos socialistas de Ponta Delgada pela situação grave que a ilha Terceira atravessa. “Governam a região há 20 anos com estabilidade, pois tiveram maiorias absolutas, e dinheiro, já que receberam 2,6 mil milhões de euros de fundos comunitários desde 2000”, argumenta o deputado em São Bento, dizendo que o chefe do executivo açoriano quer atirar dinheiro para os problemas. “Essa não pode ser a receita”, defende, acusando o governo regional de querer, através do PREIT, “esconder” a falta de uma estratégia para a Terceira e para os Açores.

(...)
Fonte: https://www.publico.pt/politica/noticia/psdacores-critica-plano-foi-feito-para-sacar-dinheiro-1728665

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Lightning

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #156 em: Junho 27, 2016, 12:16:12 pm »
Citar
Portugal e EUA estudam criação de base espacial no aeroporto das Lajes

Centro internacional de investigação para o clima, energia, espaço e oceanos vai nascer nos Açores em 2017

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-06-26-Portugal-e-EUA-estudam-criacao-de-base-espacial-no-aeroporto-das-Lajes
 

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mafets

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #157 em: Setembro 28, 2016, 12:30:19 pm »
http://www.naval.com.br/blog/2016/09/27/china-acelera-movimentacao-para-os-acores/
Citar
Em artigo publicado no site do “think tank” American Enterprise Institute, o articulista Michael Rubin alerta para o fato de que a China está se movimentando para montar uma base no arquipélago dos Açores, depois que os EUA se retiraram por medida de economia e deixaram sua infraestrutura e apenas uma pequena equipe para trás. O arquipélago fica a aproximadamente 1.000 milhas da costa de Portugal e 2.500 milhas da costa leste dos Estados Unidos.

Os Açores são um arquipélago transcontinental e um território autônomo da República Portuguesa, situado no Atlântico nordeste, dotado de autonomia política e administrativa

Ao invés de localizar um novo centro de inteligência no campo de Lajes, que tem infraestrutura e precisa de muito poucos upgrades, o Pentágono decidiu construir um novo centro a partir do zero próximo de Londres, a um custo de mais de um bilhão de dólares.

De acordo com uma carta enviada em 20 de setembro de 2016, pelo deputado Devin Nunes, presidente da Câmara Permanente do Comitê Restrito sobre Inteligência, ao secretário de Defesa Ashton Carter, “vários altos funcionários chineses visitaram os Açores nos últimos anos, e mais recentemente a China enviou uma delegação de cerca de vinte funcionários, todos fluentes em Português, em uma expedição de averiguação com várias semanas de duração, para culminar em uma visita do premiê chinês Li Keqiang.

A delegação chinesa está declaradamente em negociações para expandir os investimentos da China e sua presença global sobre as ilhas, incluindo o porto de embarque na Terceira, e eles também têm manifestado interesse em utilizar a pista no campo de Lajes.A China espalhou sua influência por meio de investimentos de infraestrutura semelhantes em Djibouti, Sri Lanka, e em outros lugares ao redor do globo. Ela agora está usando as mesmas táticas para estabelecer um ponto de apoio nos Açores que, se bem sucedida, será utilizada para um centro de logística e inteligência que poderia finalmente ser expandido para outros fins militares, adjacentes às instalações militares críticas dos EUA.

Efetivamente, os EUA estão desinvestindo bilhões de dólares em infraestrutura no campo de Lajes, que é provável que acabe na posse do governo chinês.”

Os chineses podem dizer que seu investimento em Lajes e no porto nas proximidades da Praia da Vitória é apenas de caráter civil, mas, como têm feito em Gwadar, Paquistão, os chineses atualizam as instalações para especificações militares, tornando-as bases em tudo, menos no nome.
Interessante...  ;) :P



Cumprimentos

Será que?  naaaa ;D  :D



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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #158 em: Setembro 28, 2016, 02:09:01 pm »
Isso não é apenas reciclagem da notícia de 2015 com um bocado da notícia sobre a carta do deputado?

Cumprimentos,
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mafets

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #159 em: Setembro 28, 2016, 02:16:47 pm »
Isso não é apenas reciclagem da notícia de 2015 com um bocado da notícia sobre a carta do deputado?

Cumprimentos,
Possivelmente apimentada pela escala do primeiro ministro Chinês nos Açores e da Reunião com o MNE português.  ;)
Citar
Primeiro-ministro chinês faz escala de dois dias nos Açores

Ministro dos Negócios Estrangeiros português esteve reunido com Li Keqiang. Aos jornalistas Santos Silva diz que acordos com a China só durante a visita do primeiro-ministro português. Encontro serviu para preparar visita

Questionado sobre a possibilidade de se ter discutido no encontro o alegado interesse da China no porto da Praia da Vitória e na economia do mar dos Açores, o ministro dos Negócios estrangeiros português disse apenas que a reunião foi um “gesto de cortesia” de Portugal a um país com quem tem “relações históricas”.

“As relações políticas e diplomáticas são excelentes. O processo de transição de Macau foi conduzido de forma exemplar pelo então primeiro-ministro António Guterres e pelas autoridades chineses e cimentou a nossa colaboração recíproca”, frisou.

Na curta reunião com o primeiro-ministro chinês, houve tempo para falar precisamente da candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU e, segundo Augusto Santos Silva, a China reafirmou o seu critério nesta matéria.

“A República Popular da China considera que o único critério que deve contar na seleção do próximo secretário-geral é a sua capacidade pessoal, as suas qualidades políticas e a sua experiência. E como Portugal entende que o engenheiro António Guterres é uma personalidade especialmente qualificada, com experiência bastante, quer do ponto de vista político, quer na gestão do alto comissariado para os refugiados, Portugal fica muito confortável com este critério”, salientou.

Por sua vez, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, que também participou na reunião, disse apenas que era “uma honra e um gosto” receber o primeiro-ministro chinês na ilha Terceira, fugindo às questões sobre o possível interesse da República Popular da China no Porto da Praia da Vitória.

“Os objetivos, os propósitos, a agenda oficiais desta visita são públicos e, portanto, é disso que se trata”, adiantou.

Questionado sobre a possibilidade de as visitas de governantes chineses aos Açores pressionarem os Estados Unidos da América, que iniciaram um processo de redução militar na base das Lajes, Vasco Cordeiro rejeitou essa hipótese.

O primeiro-ministro chinês visita, terça-feira, os principais pontos turísticos da ilha Terceira, antes de regressar à China, por volta das 17:00 (hora local, mais uma em Lisboa).

Em julho de 2014, esteve também na ilha Terceira o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, durante cerca de oito horas, numa escala entre o Chile e Pequim, em que aproveitou para se reunir com o então o vice-primeiro-ministro de Portugal, Paulo Portas.

Já em 2012, tinha estado na ilha Terceira o primeiro-ministro chinês da altura, Wen Jiabao, acompanhado por uma comitiva de mais de 100 pessoas, numa escala técnica entre o Chile e a China, que demorou cerca de cinco horas.

Em junho deste ano, o presidente do Governo Regional dos Açores, recebeu, em Ponta Delgada, o ministro do Mar da China, Wang Hong, que destacou o potencial dos Açores na área do mar.


http://www.tvi24.iol.pt/politica/santos-silva/primeiro-ministro-chines-faz-escala-de-dois-dias-nos-acores

Saudações
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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #160 em: Setembro 28, 2016, 02:32:27 pm »
Mais um artigo de qualidade do Poder Naval, um dia destes se alguém decidir abrir um site concorrente estão bem tramados.
 

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miguelbud

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #161 em: Outubro 13, 2016, 03:29:22 pm »
 

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HSMW

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #162 em: Outubro 13, 2016, 03:36:01 pm »
Isto é que me preocupa!!
Pesquisa... cientifica... Pois claro...

Parecemos um país africano a ser explorado pelos chinocas...

http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Camuflage

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #163 em: Outubro 13, 2016, 10:55:02 pm »
Mais vale ter os chineses por perto do que um "aliado" que não nos serve para nada e só abusa do seu poder. Ao menos a china não promove guerras nem vive delas, nem tão pouco dá facadas nos seus aliados.
 

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Cabeça de Martelo

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Re: EUA fora das Lajes?
« Responder #164 em: Outubro 13, 2016, 11:35:31 pm »
Mais vale ter os chineses por perto do que um "aliado" que não nos serve para nada e só abusa do seu poder. Ao menos a china não promove guerras nem vive delas, nem tão pouco dá facadas nos seus aliados.

A China não era aliado do Vietname? E a China, anda-se a portar bem com os seus vizinhos? E em áfrica eles têm feito melhor serviço que qualquer outro país ocidental? Eu devo viver noutra realidade alternativa...
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