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Forças Armadas e Sistemas de Armas => Força Aérea Portuguesa => Tópico iniciado por: Mar Verde em Março 21, 2007, 12:16:56 pm

Título: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Mar Verde em Março 21, 2007, 12:16:56 pm
....O documento «Estudos de Localização» realizado pela Direcção de Estudos Aeroportuários, da ANA, em Agosto de 1994, defendeu que conjugando todos os aspectos se permitia «concluir com clareza pela vantagem da localização do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) na hipótese definida como Montijo B»...

....Seguida do Montijo A, Rio Frio e Ota.....

...De acordo com Direcção de Estudos Aeroportuários, todos os locais, na margem Sul - Montijo e Rio Frio - obrigam à desactivação do Campo de tiro de Alcochete e da Base aérea nº 6 do Montijo....

http://www.portugaldiario.iol.pt/notici ... &id=787482 (http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=&id=787482)



a desactivação constituiria um problema ?
Título:
Enviado por: Lightning em Março 21, 2007, 05:33:31 pm
Bem em primeiro lugar a ANA não possui qualquer autoridade sobre a Força Aérea por isso esse papel não quer dizer nada, isso compete ao MDN decidir.
Para já na FAP não me parece que haja qualquer movimento de fechar a BA6, visto que ainda recentemente ai se construiu e se planeia construir vários edificios novos, para os EH-101 e futuramente para o C295.
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Março 21, 2007, 07:04:06 pm
O ex-ministro Ferreira do Amaral, volta não torna, reencaminha o NAL para a BA6, tal como o quis teimosamente fazer quando integrava o executivo de Cavaco Silva. Nessa altura - 1992/4 - foi constituído um grupo de trabalho para estudar a hipótese da Base Aérea do Montijo se poder vir a tornar no Novo Aeroporto de Lisboa (afinal, em finais da década de 1970, um Boeing 747 espanhol até havia lá aterrado por engano e tudo e como tal podia ser que a coisa prometesse). :|
Título:
Enviado por: Mar Verde em Março 21, 2007, 07:32:43 pm
a apostar num cenário Portela + 1, quais seriam as alternativas a considerar?

seria um aeroporto secundário para as low cost e voos charter

(http://img240.imageshack.us/img240/5069/otaot6.png)


Solução Montijo (rápida e barata)
(shuttle de autocarro para a EXPO: Metro, Estação de Comboio e Central de Camionagem)

(http://img470.imageshack.us/img470/3558/montijoml3.png)
Título:
Enviado por: papatango em Março 21, 2007, 09:46:26 pm
O Montijo é demasiado pequeno, não tem possibilidade de crescimento, a não ser que se crie uma ilha no meio do estuario do Tejo para construir mais pistas.

Confesso que a ideia de Rio Frio não me é muito apelativa, mas o Porto Alto já faria mais sentido.

Há ali muito espaço para construir, só não sei é se o solo é adequado, pois quando passo por ali normalmente encontro muitos pequenos lagos quando chove.

O terreno é além disso extremamente fértil, embora na maioria dos casos esteja desaproveitado com pastagens para touros bravos...  :roll:
Título:
Enviado por: Luso em Março 21, 2007, 09:54:09 pm
Do Blasfémias:

Citar
Olhómetro
Ontem, num debate na SIC-Notícias sobre os aspectos tecnicos do novo aeroporto de Lisboa foi possível perceber três coisas:

1. Nunca foi feita uma comparação objectiva e quantificada entre a OTA e uma outra alternativa. A OTA foi escolhida a olhómetro com base na ideia de que Rio Frio teria que ser rejeitada por critérios ambientais. Não foi feito nenhum esforço para quantificar em termos de valor os diferentes bens ambientais em jogo. O que pesou na decisão foi algo do género: o ambiente estava numa fase de afirmação e quando se tomou a decisão os sobreiros de Rio Frio foram decisivos.
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2. Nunca foi feita uma comparação objectiva e quantificada entre a OTA e a alternativa Portela+1. A alternativa Portela+1 foi rejeitada porque os técnicos "acham" ( e é mesmo um achismo porque não existe quantificação objectiva) que dois aeroportos na região de Lisboa não são rentáveis. Mas quando se tenta perceber o que é que se quer dizer com isto chega-se à conclusão que o problema não é a rentabilidade do aeroporto, o problema é que a TAP, para ser rentável no seu actual modelo de negócio, precisa de um grande aeroporto para operar. A TAP precisa de um grande aeroporto monopolista no país, o que implica que só pode haver um aeroporto na região de Lisboa e que os restantes aeroportos portugueses têm que estar subordinados a esse aeroporto.

3. Todos os técnicos envolvidos têm um interesse próprio nesta matéria. Não lhes é indiferente se se constrói um grande aeroporto ou não. Eles dedicaram a sua vida ao planeamento de aeroportos e esta é a oportunidade de uma vida. Se não colocarem em prática as suas ideias agora, nunca o poderão fazer. O mesmo acontece com todas as organizações que fazem estudos sobre o novo aeroporto. Todas têm interesse em participar na sua construção, todas têm interesse em concluir que o aeroporto é necessário e viável.
Etiquetas: elefantíase, ota

Ontem, num debate na SIC-Notícias sobre os aspectos tecnicos do novo aeroporto de Lisboa foi possível perceber três coisas:

1. Nunca foi feita uma comparação objectiva e quantificada entre a OTA e uma outra alternativa. A OTA foi escolhida a olhómetro com base na ideia de que Rio Frio teria que ser rejeitada por critérios ambientais. Não foi feito nenhum esforço para quantificar em termos de valor os diferentes bens ambientais em jogo. O que pesou na decisão foi algo do género: o ambiente estava numa fase de afirmação e quando se tomou a decisão os sobreiros de Rio Frio foram decisivos.



2. Nunca foi feita uma comparação objectiva e quantificada entre a OTA e a alternativa Portela+1. A alternativa Portela+1 foi rejeitada porque os técnicos "acham" ( e é mesmo um achismo porque não existe quantificação objectiva) que dois aeroportos na região de Lisboa não são rentáveis. Mas quando se tenta perceber o que é que se quer dizer com isto chega-se à conclusão que o problema não é a rentabilidade do aeroporto, o problema é que a TAP, para ser rentável no seu actual modelo de negócio, precisa de um grande aeroporto para operar. A TAP precisa de um grande aeroporto monopolista no país, o que implica que só pode haver um aeroporto na região de Lisboa e que os restantes aeroportos portugueses têm que estar subordinados a esse aeroporto.

3. Todos os técnicos envolvidos têm um interesse próprio nesta matéria. Não lhes é indiferente se se constrói um grande aeroporto ou não. Eles dedicaram a sua vida ao planeamento de aeroportos e esta é a oportunidade de uma vida. Se não colocarem em prática as suas ideias agora, nunca o poderão fazer. O mesmo acontece com todas as organizações que fazem estudos sobre o novo aeroporto. Todas têm interesse em participar na sua construção, todas têm interesse em concluir que o aeroporto é necessário e viável.

E da Grande Loja (esta é porreira):

Citar
Depois de muito reclamar, o governo lá colocou na página da NAER , os estudos que sustentam a sua decisão. Nada de extraordinário, e o Ministro ainda na sexta-feira passada disse, que os estudos estavam todos publicados.
Há só uma pequena coincidência.
Se repararmos os estudos intitulados " Relatório para a preparação da escolha do local (Parte 1)" e Relatório para a preparação da escolha do local (Parte 2)" foram elaborados pela conceituada empresa Aéroports de Paris (ADP). Se repararmos o estudo " Aeroporto de Lisboa - Feasibility studies" foi elaborado pela empresa inglesa BAA.
Se lermos os estudos, percebemos que a escolha do local foi elaborada e sustentada com estudos da ADP e da BAA.
A empresa inglesa BAA foi adquirida pela empresa Espanhola Ferrovial.
Em 29 de Janeiro de 2007, são divulgadas as empresas interessadas na Ota, e quem vai á frente, é a Ferrovial e a AdP.

Curioso não é.
Título:
Enviado por: Ricardo Pinheiro em Março 27, 2007, 03:01:28 pm
não sei se este post está no tópico certo...
para quem quiser comentar...
 
Centro de instrução da Força Aérea sai da Ota para Ovar

O centro de instrução da Força Aérea vai sair da Ota para Ovar, segundo um despacho do chefe do Estado-Maior da FA, general Luís Araújo. A informação foi confirmada à TSF pelo porta-voz da Força Aérea, que explicou, todavia, que este despacho não deu qualquer opinião sobre a opção do Governo pela construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota.
 
«Surge apenas na sequência de uma decisão governamental de construção do aeroporto nesse local e uma vez que temos infra-estruturas localizadas na Ota, a sequência lógica seria iniciar os estudos com vista à transferência deste nosso centro para outra localização», acrescentou o tenente-coronel António Seabra em declarações à emissora.
A existência deste despacho foi avançada na edição de hoje do Jornal de Notícias.

No referido despacho, o general Luís Araújo aponta as vantagens da mudança para Ovar, onde poderá ser construída uma «infra-estrutura moderna, com reduzido impacto ambiental, dotada de todas as valências».
 


Copyright Diário Digital 1999/2006
Título:
Enviado por: me163 em Março 28, 2007, 12:32:19 am
Estava a ler isto e lembrei-me que quando o Paulo Portas era Ministro da Defesa, houve uma tentativa de levar as OGMA para Beja e tornar a BA Beja num centro de manutenção de C-130, salvo erro.

Esta mudança permitiria transformar Alverca num aeroporto para as low cost e charters.
Ainda por cima a pista de Alverca fica muito próxima da autoestrada A1 e da linha de comboio, pelo que não seria necessário muita coisa para criar bons acessos.

Em termos de expansão, Alverca talvez esteja um pouco limitada, mas se movermos as OGMA para Beja e o Museu do Ar para Sintra, deve haver espaço suficiente para fazer um aeroporto decente.
Título:
Enviado por: Raul Neto em Abril 05, 2007, 09:28:33 pm
Afinal foi um 747 da Ibéria que lá aterrou por engano. Não sei porquê durante anos acreditei ter sido um 727. Bom.. se foi um 747 a "gaffe" teve outra dimensão maior do que aquela que eu imaginava.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Novembro 03, 2014, 09:16:55 pm
Citar
Força Aérea diz que é viável um terminal para voos civis na base do Montijo
Segundo militares, o espaço reúne as condições para receber um terminal para voos civis.


A Força Aérea Portuguesa (FAP) considerou esta quarta-feira que a base aérea do Montijo reúne as condições para receber um terminal para voos civis, à semelhança do que já acontece com a base aérea de Beja.

"A Força Aérea considera que a eventual abertura da Base Aérea n.º 6 [no Montijo] ao tráfego civil, bem como a utilização comum das respetivas infraestruturas aeronáuticas, tem viabilidade", diz a instituição militar, depois de questionada pela agência Lusa sobre se o Montijo reúne as condições para receber um futuro terminal civil, como já acontece em Beja.

A FAP informa que os contactos e as reuniões com a ANA-Aeroportos de Portugal, comprada pelo grupo francês Vinci, relativos à possibilidade da abertura da Base Aérea do Montijo às companhias aéreas de baixo custo ('low cost'), tiveram início há cerca de dois meses.

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/soci ... ntijo.html (http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/forca_aerea_diz_que_e_viavel_um_terminal_para_voos_civis_na_base_do_montijo.html)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: nelson38899 em Novembro 03, 2014, 09:44:53 pm
Citação de: "Lightning"
Citar
Força Aérea diz que é viável um terminal para voos civis na base do Montijo
Segundo militares, o espaço reúne as condições para receber um terminal para voos civis.


A Força Aérea Portuguesa (FAP) considerou esta quarta-feira que a base aérea do Montijo reúne as condições para receber um terminal para voos civis, à semelhança do que já acontece com a base aérea de Beja.

"A Força Aérea considera que a eventual abertura da Base Aérea n.º 6 [no Montijo] ao tráfego civil, bem como a utilização comum das respetivas infraestruturas aeronáuticas, tem viabilidade", diz a instituição militar, depois de questionada pela agência Lusa sobre se o Montijo reúne as condições para receber um futuro terminal civil, como já acontece em Beja.

A FAP informa que os contactos e as reuniões com a ANA-Aeroportos de Portugal, comprada pelo grupo francês Vinci, relativos à possibilidade da abertura da Base Aérea do Montijo às companhias aéreas de baixo custo ('low cost'), tiveram início há cerca de dois meses.

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/soci ... ntijo.html (http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/forca_aerea_diz_que_e_viavel_um_terminal_para_voos_civis_na_base_do_montijo.html)

Nada contra, mas estamos a chegar à solução, 3 bases para o exercito, duas bases para a força aérea e 1 base para a marinha
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Novembro 04, 2014, 06:31:08 pm
Citação de: "nelson38899"
Nada contra, mas estamos a chegar à solução, 3 bases para o exercito, duas bases para a força aérea e 1 base para a marinha

Só por curiosidade, como é que é isso?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: nelson38899 em Novembro 04, 2014, 09:02:21 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "nelson38899"
Nada contra, mas estamos a chegar à solução, 3 bases para o exercito, duas bases para a força aérea e 1 base para a marinha

Só por curiosidade, como é que é isso?

Um base para cada brigada do exercito, duas bases uma para o F16 e outra para as restantes e a base do alfeite
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Novembro 04, 2014, 10:40:39 pm
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Lightning"
Citação de: "nelson38899"
Nada contra, mas estamos a chegar à solução, 3 bases para o exercito, duas bases para a força aérea e 1 base para a marinha

Só por curiosidade, como é que é isso?

Um base para cada brigada do exercito, duas bases uma para o F16 e outra para as restantes e a base do alfeite

Ah ok, já percebi  :D.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Johnnie em Novembro 05, 2014, 11:18:14 am
Citação de: "Lightning"
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Lightning"
Citação de: "nelson38899"
Nada contra, mas estamos a chegar à solução, 3 bases para o exercito, duas bases para a força aérea e 1 base para a marinha

Só por curiosidade, como é que é isso?

Um base para cada brigada do exercito, duas bases uma para o F16 e outra para as restantes e a base do alfeite

Ah ok, já percebi  :D.


E a base das Lages?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Novembro 05, 2014, 11:25:16 pm
Citação de: "Johnnie"
Citação de: "Lightning"
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Lightning"
Citação de: "nelson38899"
Nada contra, mas estamos a chegar à solução, 3 bases para o exercito, duas bases para a força aérea e 1 base para a marinha

Só por curiosidade, como é que é isso?

Um base para cada brigada do exercito, duas bases uma para o F16 e outra para as restantes e a base do alfeite

Ah ok, já percebi  :D.


E a base das Lages?

A BA4 não tem nenhuma esquadra de vôo atribuída funciona com destacamentos, tal como o AM3 em Porto Santo e o AT1 em Figo Maduro (Lisboa). Qualquer uma delas partilha a pista com vôos civis e a BA4 maior ou menor terá sempre um destacamento americano lá estacionado.
A reorganização que o nelson38899 sugere será mais a nível de unidades com meios aéreos atribuídos. Faltam outras unidades que garantam apoio logístico e , instrução de pilotagem mas não sobrará muito mais com as unificações a nível de ensino militar, tanto academias como curso de sargentos QP.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Setembro 21, 2015, 01:31:12 am
Artigo sobre a opção Portela + Montijo.

Lisboa vai ter 72 voos por hora
(20 de Setembro de 2015)
Citação de: "Margarida Fiúza / Expresso"
O memorando de entendimento que pretende fixar o aeroporto complementar ao da Portela na base aérea do Montijo, e que o Governo espera assinar ainda antes do final da legislatura, já está na posse das várias entidades envolvidas (ministérios das Finanças, da Economia e da Defesa, NAV, Câmara de Lisboa, Câmara do Montijo e ANA), segundo apurou o Expresso junto de fontes próximas do processo.

O documento define o Montijo como localização complementar — recorde-se que na equação chegaram a estar também as bases aéreas de Alverca, Sintra, Monte Real e Beja — e prevê o aumento do número máximo de movimentos por hora em Lisboa dos actuais 40 que a Portela consegue operar para um total de 72.

O objectivo é que o aeroporto de Lisboa aumente a sua capacidade para um limite de 48 movimentos por hora e que a infraestrutura do Montijo — actualmente base da Força Aérea com duas pistas (2187 metros e 2448 metros) — permita um máximo de 24 movimentos por hora.

O aumento da capacidade na Portela já foi, aliás, testado pela NAV, em 2014, aquando da final da Liga dos Campeões em Lisboa, quando chegou a ser registado um pico de 47 movimentos numa hora no aeroporto de Lisboa.

O memorando de entendimento tem o propósito de fixar assim a localização no Montijo e pressupõe um investimento da ANA na base aérea complementar, mas também no aeroporto de Lisboa. Caso haja consenso, caberá ainda à gestora aeroportuária apresentar o master plan para o projecto do Montijo, sujeito a aprovação do Estado.

O projecto prevê também um investimento em acessibilidades — a Administração do Porto de Lisboa (APL) chegou a ser sondada sobre a criação de uma ligação fluvial e o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, tem defendido que para adaptar a base do Montijo a aeroporto civil será preciso uma nova ligação da Ponte Vasco da Gama — e em navegação aérea, através de um reajustamento da gestão do espaço aéreo. O que está previsto é que as bases aéreas do espaço aéreo de Lisboa deixem de ter uma disponibilização permanente e passem a ser geridas através de uma abordagem mais utilitária, consoante as necessidades.

Conforme o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações avançou em entrevista ao Expresso há dois meses, o Governo ainda espera, até ao final da legislatura, assinar o memorando de entendimento onde se fixe em definitivo a localização Montijo. «A informação que temos, e com base na proposta que a ANA já nos fez chegar e que tem de ser construída num clima de consenso com os municípios de Lisboa e do Montijo, é que o somatório da capacidade da Portela com as operações que teremos no Montijo permite riscarmos completamente a necessidade de um novo aeroporto durante a vida deste contrato de concessão, ou seja, nos próximos 50 anos», disse na altura Sérgio Monteiro.
Já esta semana, o secretário de Estado reiterou a expectativa deste Governo em chegar a entendimento e definir o futuro da capacidade aeroportuária de Lisboa.

Espero que seja possível assinar um memorando com diversas partes onde nos comprometemos com a localização. Mesmo que não seja possível, julgo que a decisão será essa e tudo ficará preparado para que o Montijo seja a alternativa complementar à Portela”, sublinhou. Os próximos 10 dias úteis, que contam até à data das eleições, serão decisivos para o processo.
Fonte: http://expresso.sapo.pt/economia/2015-09-20-Lisboa-vai-ter-72-voos-por-hora

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Outubro 03, 2016, 01:10:44 am
Citar
Portela+1 já só depende da Força Aérea

Regulador e Defesa já entregaram estudos sobre o aeroporto complementar no Montijo.
Executivo em negociações com a Força Aérea.

http://expresso.sapo.pt/economia/2016-10-01-Portela-1-ja-so-depende-da-Forca-Aerea
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Novembro 21, 2016, 03:33:16 pm
Este mister e o  mister da Ryannair não largam o osso será que também tencionam oferecer-se para pagar a despesa?

http://www.presstur.com/empresas---negocios/aviacao/david-neeleman-mobiliza-hoteleiros-para-pressionar-solucoes-para-o-aeroporto-de-lisboa/ (http://www.presstur.com/empresas---negocios/aviacao/david-neeleman-mobiliza-hoteleiros-para-pressionar-solucoes-para-o-aeroporto-de-lisboa/)

Esta já é antiga.
http://www.transportesenegocios.pt/ryanair-disponivel-para-gerir-o-aeroporto-do-montijo/ (http://www.transportesenegocios.pt/ryanair-disponivel-para-gerir-o-aeroporto-do-montijo/)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Novembro 21, 2016, 04:50:50 pm
Este mister e o  mister da Ryannair não largam o osso será que também tencionam oferecer-se para pagar a despesa?

http://www.presstur.com/empresas---negocios/aviacao/david-neeleman-mobiliza-hoteleiros-para-pressionar-solucoes-para-o-aeroporto-de-lisboa/ (http://www.presstur.com/empresas---negocios/aviacao/david-neeleman-mobiliza-hoteleiros-para-pressionar-solucoes-para-o-aeroporto-de-lisboa/)

Esta já é antiga.
http://www.transportesenegocios.pt/ryanair-disponivel-para-gerir-o-aeroporto-do-montijo/ (http://www.transportesenegocios.pt/ryanair-disponivel-para-gerir-o-aeroporto-do-montijo/)


Não sei o que me espanta mais: se ver dois empresários estrangeiros a pressionar o Estado, e consequentemente um ramo das Forças Armadas, a praticamente abdicar de uma unidade vital como é a BA6, ou do silêncio do Ministério da Defesa, e consequentemente do Governo, na salvaguarda dos interesses da Força Aérea, das Forças Armadas e nacionais, em prol do turismo. E já não vou falar nos estudos de impacto ambiental e ecológico feitos dos anos 90 para cá a desaconselhar seriamente a opção pelo uso - ou duplo uso como agora querem chamar - da Base Aérea do Montijo, todos eles arquivados longe da vista muito provavelmente.  ::)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Novembro 21, 2016, 09:31:31 pm

Citar
Não sei o que me espanta mais: se ver dois empresários estrangeiros a pressionar o Estado, e consequentemente um ramo das Forças Armadas, a praticamente abdicar de uma unidade vital como é a BA6, ou do silêncio do Ministério da Defesa, e consequentemente do Governo, na salvaguarda dos interesses da Força Aérea, das Forças Armadas e nacionais, em prol do turismo. E já não vou falar nos estudos de impacto ambiental e ecológico feitos dos anos 90 para cá a desaconselhar seriamente a opção pelo uso - ou duplo uso como agora querem chamar - da Base Aérea do Montijo, todos eles arquivados longe da vista muito provavelmente.  ::)



Pelo vistos passaram-se todos a borrifar para a zona de nidificação dos flamingos, ou o outro tipo de passarocos de que tanto se falou quando construíram a ponte Vasco da Gama. Ecologias à parte e esquecendo os futuros surdos a viver no Montijo, podemos sempre esperar pelo primeiro avião a enfiar uma ave de 8/12kg nos motores à descolagem e assistir a um remake do milagre do rio Hudson realizado no rio Tejo com cacilheiros. Isso deve dar cá um aumento de receitas ao turismo....

http://edition.cnn.com/2016/08/11/us/hudson-landing-archive-news-story/ (http://edition.cnn.com/2016/08/11/us/hudson-landing-archive-news-story/)

Mais a sério e visto que não vi nada aqui no fórum há mais este artigo que menciona o estudo da Defesa

http://observador.pt/2016/10/03/defesa-recusa-quaisquer-despesas-com-o-uso-civil-do-aeroporto-do-montijo/ (http://observador.pt/2016/10/03/defesa-recusa-quaisquer-despesas-com-o-uso-civil-do-aeroporto-do-montijo/)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 06, 2016, 11:12:32 am
Expresso dia 3 de Dezembro

Força Aérea quer 400 milhões para sair do Montijo

Enquanto a parte civil considera que é possível compatibilizar o uso militar e civil da base sem ter de deslocalizar a base militar fontes da Força Aérea julgam impossível tal coabitação acima de determinado volume de tráfego.

Fontes militares alegam também que um dos motivos que podem fazer subir o custo da alternativa é a deslocalização do campo de tiro de Alcochete contíguo à base. Acima dos 12 movimentos por hora uma aterragem descolagem de cinco em cinco minutos fica em causa a atividade do campo diz fonte ligada ao meio. Ora a ANA prevê esse número de movimentos logo num primeiro ano de atividade podendo subir para 20 no segundo.
Deslocalizar Alcochete ia engordar a fatura pelo menos em 250 milhões de euros verba que assenta num estudo feito ainda no tempo do Governo de José Sócrates quando se planeou construir um aeroporto de raiz na margem sul.

Se a verba dos 400 milhões já é vista no Governo como demasiado elevada e sobretudo como um número atirado para a negociação então com Alcochete nem pensar. Fontes governamentais salientam que em princípio a decisão do alargamento do aeroporto de Lisboa deverá recair sobre o Montijo que se revela como a solução mais evidente para o problema mas nada é ainda dado como adquirido.
A decisão do ministro do Planeamento e das Infraestruturas Pedro Marques deverá ser tomada no princípio do próximo ano e estará dependente da conclusão de um estudo sobre a procura e evolução do tráfego que está a ser ultimado sob a responsabilidade do regulador a Autoridade Nacional de Aviação Civil ANAC. Um outro preliminar sobre o impacto ambiental também está a ser elaborado. O Governo inscreveu essa decisão nas Grandes Opções do Plano para 2017.

Entre compatibilizar o uso civil e militar e a deslocalização completa da base há várias alternativas com diferentes custos. A Defesa já disse que não pagará e que esse custo tem de ser visto de um ponto de vista financeiro global. O custo da eventual ou total deslocalização da base nº6 e o custo do aeroporto dependem da solução final decidida disse ao Expresso fonte oficial do Ministério do Planeamento. Nos termos do contrato de concessão esse custo caberá ao Estado mas pode reverter para a concessionária a ANA em troca do prolongamento por exemplo do período de concessão.
Entre as alternativas está a ser considerada a dispersão dos meios aéreos atualmente estacionados na base do Montijo os helicópteros de busca e salvamento poderiam ir para a base de Sintra e os de transporte os C130 e C295 para Tancos.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Dezembro 06, 2016, 05:43:43 pm
Tancos! :bye:

Alguém consegue mesmo imaginar o governo compensar a Força Aérea pelo Montijo e por Alcochete? Eu não consigo.

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 06, 2016, 09:18:15 pm
Eu acho que já fui mais adepto da solução Montijo, é que se fosse para aproveitar as infraestruturas aeronáuticas já existentes na Base e só construir o terminal de passageiros, uma placa de estacionamento de aviões comerciais, uma via rápida de acesso à ponte Vasco da Gama, do género do que temos nas Lajes e em Beja, até achava boa ideia.

Aeroporto de Beja
(http://www.proengelinternational.com/files/portefolio/1.aejjroporto.jpg?1430438400043)

Aeroporto da Terceira (placa de estacionamento à esquerda da pista e terminal de passageiros)
(http://1.bp.blogspot.com/_OBNkEfX4ALg/TKNhe55SvlI/AAAAAAAADZw/gutASEHWsjU/s1600/Lajes_FieldOverhead.jpg)

Mas o que vejo não é isso, parece que é preciso "arrasar" com a Base Aérea para construir o aeroporto, a pista principal da BA6 cruza com a aproximação à pista da Portela, tem que se utilizar a outra pista da Base Aérea mas parece que não tem condições para isso, tem que ser aumentada, se for aumentada as estruturas da Base, a Esquadra 751 e a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha podem permanecer onde estão? Terão que ser deslocadas, dentro da Base, para outra Base? Então isso não é construir um aeroporto novo?

(http://3.fotos.web.sapo.io/i/N5d014412/1914474_zoC6g.jpeg)

(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/ba6/201201201051206_2241.JPG)

E até parece que a CM do Montijo está cheia de exigências, quer uma circular rodoviária, quer obras nos esgotos, sei lá mais o quê.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Dezembro 07, 2016, 06:54:30 pm
Face a essa situação, não ficaria mais barato meter Tancos como extensão à Portela e construir um maglev entre Tancos e Lisboa? ;D

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 07, 2016, 08:29:18 pm
E visto que querem criar uma pista nova no Montijo, porque a existente interfere com o corredor aéreo das aproximações à Portela, porque não redesenhar a orientação da pista de Alverca de maneira a ficar paralela à da Portela. Provavelmente incomoda-se menos gente e fica na margem certa do rio, porque toda a gente sabe que a margem sul é um deserto como dizia um certo ministro.

Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: imaginário em Dezembro 07, 2016, 09:16:29 pm
Por isso é que todos os Camelos têm que o atravessar para ir para o Algarve.....
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: HSMW em Dezembro 07, 2016, 09:21:43 pm
Alverca tem espaço para crescer? Não me parece.
E porque não Tires + Sintra? Não esquecendo Évora e Beja!
Não vejo qual o problema dos aeroportos partilhados com bases da FA. De um lado o civil, do outro o militar.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 07, 2016, 10:22:40 pm
Alverca tem espaço para crescer? Não me parece.
E porque não Tires + Sintra? Não esquecendo Évora e Beja!
Não vejo qual o problema dos aeroportos partilhados com bases da FA. De um lado o civil, do outro o militar.
Se considerarmos o terreno agrícola existente, Alverca tem espaço para se expandir aproximadamente num rectângulo de 1600mX500m. Como a pista teria de mudar de ângulo teria que ganhar espaço ao rio, mas com muito dinheiro é tecnicamente possível. Apenas apresentei esta hipótese "ridícula" porque segundo se escreve nos posts anteriores na base do Montijo não se querem limitar a aproveitar o espaço junto ao rio e ao pé do terminal fluvial para criar um novo terminal  aéreo e sim modificarem a orientação das pistas e outras alterações em vez do que aconteceu nas Lajes ou em Beja.

Tires só tem uma pista de 1500/1600m e pouco terreno para expansão além de que os tios e as tias de certeza que têm dinheiro suficiente para contratar os advogados necessários para não terem aviões a rebentarem-lhes com os tímpanos todos os cinco minutos.

Sintra tem espaço à sua volta com a orientação actual, mas duvido que se precisarem de alterarem a pista como nos casos anteriores isso continue a ser verdade, estava a pensar em 2000-2500m de pista mais as áreas livres nas cabeceiras para os aviões poderem levantar voo e aterrarem. De certa maneira é uma pena, sempre aproveitava para visitar o museu do ar e recordar os tempos do liceu em que estava no apeadeiro da CP da Portela de Sintra a ver os T-37 dos Asas de Portugal a treinarem as suas rotinas, ou a tentarem ensinar os futuros pilotos deste país.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: HSMW em Dezembro 07, 2016, 10:46:46 pm
Tires só tem uma pista de 1500/1600m e pouco terreno para expansão além de que os tios e as tias de certeza que têm dinheiro suficiente para contratar os advogados necessários para não terem aviões a rebentarem-lhes com os tímpanos todos os cinco minutos.

Tendo em conta que o que está a fazer rebentar a Portela são as low cost como a EasyJet e Ryanair mais os constantes Tap Express.
Esses 1600 não são suficientes para os A319 e Boeing 737 e ATR destas companhias? Era o antigo comprimento da pista da Madeira.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 08, 2016, 12:28:16 am
Tires só tem uma pista de 1500/1600m e pouco terreno para expansão além de que os tios e as tias de certeza que têm dinheiro suficiente para contratar os advogados necessários para não terem aviões a rebentarem-lhes com os tímpanos todos os cinco minutos.

Tendo em conta que o que está a fazer rebentar a Portela são as low cost como a EasyJet e Ryanair mais os constantes Tap Express.
Esses 1600 não são suficientes para os A319 e Boeing 737 e ATR destas companhias? Era o antigo comprimento da pista da Madeira.

Primeiro que tudo aviso já que sou apenas um curioso e não um engenheiro de pistas, mas se olharmos por exemplo para a pista do London City que tem 1500m o maior avião que lá pode operar é o Airbus 318. O Boeing 727 foi criado a pensar nos aeroportos de algumas cidades "relativamente" pequenas dos EUA e as suas pistas de 4500'  (1371), mas atenção que não era com o máximo peso à descolagem e no aeroporto da Madeira após o acidente da TAP começaram as diligências para aumentar a pista.
Em Tires aterram os ATR ou qualquer outro turbo-hélice regional e os jactos Bae 146-100/200 na melhor das hipóteses. Os 737/320/321 aviões só numa emergência ou condições muito especiais  pois a pista só tem uma largura de 30m E 1500m de comprimento asfaltados, mas para isso mais vale irem directos ao Montijo ou Alverca.

Boeing 727: http://www.modernairliners.com/boeing-727-and-boeing-727-specs/ (http://www.modernairliners.com/boeing-727-and-boeing-727-specs/)

Distância requerida para vários modelos( versão muito simplificada):http://aircyber.weebly.com/aircraft-runway-requirements.html (http://aircyber.weebly.com/aircraft-runway-requirements.html)

http://cavok.pt/mapa-das-pistas-de-portugal/ (http://cavok.pt/mapa-das-pistas-de-portugal/)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: typhonman em Dezembro 08, 2016, 10:36:57 pm
Fechem o Montijo e metam os C-130 e C-295 em Ovar, e os EH-101 em Sintra ! (Fala-se em reativar Tancos), mas duvido !
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 09, 2016, 11:16:18 am
Tires só tem uma pista de 1500/1600m e pouco terreno para expansão além de que os tios e as tias de certeza que têm dinheiro suficiente para contratar os advogados necessários para não terem aviões a rebentarem-lhes com os tímpanos todos os cinco minutos.

Tendo em conta que o que está a fazer rebentar a Portela são as low cost como a EasyJet e Ryanair mais os constantes Tap Express.
Esses 1600 não são suficientes para os A319 e Boeing 737 e ATR destas companhias? Era o antigo comprimento da pista da Madeira.

Primeiro que tudo aviso já que sou apenas um curioso e não um engenheiro de pistas, mas se olharmos por exemplo para a pista do London City que tem 1500m o maior avião que lá pode operar é o Airbus 318. O Boeing 727 foi criado a pensar nos aeroportos de algumas cidades "relativamente" pequenas dos EUA e as suas pistas de 4500'  (1371), mas atenção que não era com o máximo peso à descolagem e no aeroporto da Madeira após o acidente da TAP começaram as diligências para aumentar a pista.
Em Tires aterram os ATR ou qualquer outro turbo-hélice regional e os jactos Bae 146-100/200 na melhor das hipóteses. Os 737/320/321 aviões só numa emergência ou condições muito especiais  pois a pista só tem uma largura de 30m E 1500m de comprimento asfaltados, mas para isso mais vale irem directos ao Montijo ou Alverca.

Boeing 727: http://www.modernairliners.com/boeing-727-and-boeing-727-specs/ (http://www.modernairliners.com/boeing-727-and-boeing-727-specs/)

Distância requerida para vários modelos( versão muito simplificada):http://aircyber.weebly.com/aircraft-runway-requirements.html (http://aircyber.weebly.com/aircraft-runway-requirements.html)

http://cavok.pt/mapa-das-pistas-de-portugal/ (http://cavok.pt/mapa-das-pistas-de-portugal/)

Perdadetempo,

As LD e TOD necessárias para os diversos tipos de aeronaves dependem muito de alguns factores tais como vento, temperatura, tipo de pavimento que a pista tem,  ALW e ATOW, dos tipos dos acft visados, para mencionar só alguns factores. ;D
O acidente na Madeira deveu-se fundamentalmente, não ao comprimento da pista mas sim, ás condições atmosféricas na altura da aterragem, que obrigou a um Touch down, bem depois da zona de toque o que reduziu bastante a LDA, o cizalhamento, AKA WS, verificado na altura ajudou e muito a que este acidente tivesse acontecido.
O aumento do comprimento da pista nada pode fazer contra esse tipo de acontecimentos atmosféricos, apenas uma reorientação da mesma poderia ter alguma eficácia de monta para reduzir o risco durante as aterragens/descolagens. ;) :G-beer2:

Quanto ao B722/3 ainda são excelentes aeronaves, utilizadas em larga escala nos últimos anos, pelas companhias de carga expresso, com capacidades de transporte de carga muito boas e também com uma centragem muito facilitada pela possibilidade de adicionar, real ou ficticiamente, peso no tanque central de combustivel, para efeitos de LC.
Ainda foram feitos upgrades a nivel de motores nos stageIII para que o ruido dos mesmos fosse reduzido e em simultãneo a potência fosse aumentada, alterando a designação dos mesmos para os silent one, possuimos ainda alguns acft com essa motorização nomeadamente na defunta companhia aérea Air Colombus a Air Atlantis se bem me lembro operou os últimos 727 da TAP mas ainda com stageIII.

(http://i1357.photobucket.com/albums/q745/jolumeme/Boeing_727-2J4-AdvRE_Super_27_Air_Columbus_AN09273951_zps7jvssp7u.jpg) (http://s1357.photobucket.com/user/jolumeme/media/Boeing_727-2J4-AdvRE_Super_27_Air_Columbus_AN09273951_zps7jvssp7u.jpg.html)

(http://i1357.photobucket.com/albums/q745/jolumeme/CS-TBL_B727_Air_Atlantis_43319198171_zpsmapjh8ap.jpg) (http://s1357.photobucket.com/user/jolumeme/media/CS-TBL_B727_Air_Atlantis_43319198171_zpsmapjh8ap.jpg.html)

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: miguelbud em Dezembro 09, 2016, 07:31:55 pm
Li o texto em baixo num comentário a uma notícia no Jonal Económico e os argumentos fazem sentido. Porque é que nao se debate isto? A FAP tem interesse em manter o Figo Maduro?

Citar
Aeroporto Humberto Delgado não está esgotado e, com poucos euros e melhor organização, tem capacidade para operações de voo durante mais 20 anos. Pilotos e a própria TAP consideram que o drama do Aeroporto Humberto Delgado, é o espaço. Mas a simples previsão de chegadas e partidas, normalmente, apenas às oito e nove da manhã há alguma dificuldade para aterrar, pode melhorar tudo: “O número de ‘slots’ [que se dizem esgotadas] corresponde a apenas 6,8 por cento do total disponível no aeroporto para todo o ano. Os pedidos de ‘slots’ podem ser rejeitados às horas de pico, contudo, as aeronaves podem aterrar ou descolar em Lisboa noutra altura do dia de menor tráfego. Esta situação também ocorre nos principais aeroportos da Europa, como Paris ou Londres”. Uma ‘slot’ é uma “vaga” no aeroporto. As transportadoras querem, naturalmente, chegar cedo e partir tarde, e vice-versa, nos voos de médio curso – dentro da Europa. Isto permite aos passageiros chegar ainda de manhã à cidade de destino e regressar à noite. A falta destas ‘slots’em Lisboa, no entanto, revela-se um falso problema. “Se existissem obras no Humberto Delgado isso permitiria ainda conseguir 64 posições de estacionamento – os lugares onde os aviões esperam enquanto não fazem novo voo. Ora, levando em conta os movimentos possíveis em Lisboa, do que a cidade pode necessitar não é de um novo aeródromo: é de mais lugares para estacionar. Há dois problemas No aeroporto de Lisboa, que podem ser resolvidos com poucos milhares de euros: a criação de mais espaço para estacionar e um novo “taxiway” (uma “estrada” para os aviões se deslocarem dentro do espaço do aeroporto, vindos dos terminais até às pistas e vice-versa.
Mais espaço consegue-se com a retirada dos militares de Figo Maduro. Se houvesse vontade de passar a Base Militar para outro local, podia repavimentar-se a zona militar para aguentar os jactos civis e, assim, aumentar a capacidade da Portela”.
Entretanto, o “taxiway” da pista principal do Aeroporto Humberto Delgado vai apenas até dois terços da pista, sem obrigar a cruzamento da mesma. Ora, se os aviões pudessem circular livremente, sem interferir com os que estão a levantar ou aterrar na pista 03/21, aumentavam-se as “slots”, e o tempo de espera era menor. Fala-se de pouco mais de um quilómetro de asfalto e de um aumento significativo de capacidade. Mais quatro movimentos por hora – de 35 para 39 possíveis –, o que daria a Lisboa uma entrada, em hora de ponta, de mais cem mil passageiros/ano, considerando apenas quatro dias de tráfego intenso no Humberto Delgado. Quem paga? paga a Vinci e a Tap, e esta é a solução mais barata.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 09, 2016, 08:19:00 pm
Boas Miguelbub

os meus cinco tostões para o autor deste artigo, que deve ser um especialista de aeroportos e descobridor de todos os remédios para as lacunas operacionais do Aeroporto de Lisboa.
Gostei de ler !!!!

Li o texto em baixo num comentário a uma notícia no Jonal Económico e os argumentos fazem sentido. Porque é que nao se debate isto? A FAP tem interesse em manter o Figo Maduro?
A FAP não tem, mas os políticos sim !!!!

Citar
Aeroporto Humberto Delgado não está esgotado e, com poucos euros e melhor organização, tem capacidade para operações de voo durante mais 20 anos. Pilotos e a própria TAP consideram que o drama do Aeroporto Humberto Delgado, é o espaço. Mas a simples previsão de chegadas e partidas, normalmente, apenas às oito e nove da manhã há alguma dificuldade para aterrar, pode melhorar tudo: “O número de ‘slots’ [que se dizem esgotadas] corresponde a apenas 6,8 por cento do total disponível no aeroporto para todo o ano. Os pedidos de ‘slots’ podem ser rejeitados às horas de pico, contudo, as aeronaves podem aterrar ou descolar em Lisboa noutra altura do dia de menor tráfego. Esta situação também ocorre nos principais aeroportos da Europa, como Paris ou Londres”. Uma ‘slot’ é uma “vaga” no aeroporto. As transportadoras querem, naturalmente, chegar cedo e partir tarde, e vice-versa, nos voos de médio curso – dentro da Europa. Isto permite aos passageiros chegar ainda de manhã à cidade de destino e regressar à noite. A falta destas ‘slots’em Lisboa, no entanto, revela-se um falso problema.


O Drama do Aeroporto de Lisboa, não é só o espaço de estacionamento é também e principalmente a capacidade de movimentos hora da Pista de serviço !!!
Teoria interessante..... gostava de saber quais as companhias que aceitariam negociar slots para horas de rotação, em que não conseguiriam que os seus pax apanhassem os voos de ligação, ou que as horas de operação não fossem as mais úteis para os mesmos !!
As companhias operam, ou tentam operar nos aeroportos, ás horas que lhes permitam, no menor espaço de tempo possível, sem terem de pagar estacionamento, efectuar as rotações com a maior ocupação possível da aeronave.
Quem escreveu desconhece por completo os picos de operação diária do ALS, Aeroporto de Lisboa, voos a chegar e sair entre as 08 e as 09, muito bom mesmo !!!
Uma slot não conheço o que é, mas um slot sim !!!! 
 

Citar
“Se existissem obras no Humberto Delgado isso permitiria ainda conseguir 64 posições de estacionamento – os lugares onde os aviões esperam enquanto não fazem novo voo. Ora, levando em conta os movimentos possíveis em Lisboa, do que a cidade pode necessitar não é de um novo aeródromo: é de mais lugares para estacionar. Há dois problemas No aeroporto de Lisboa, que podem ser resolvidos com poucos milhares de euros: a criação de mais espaço para estacionar e um novo “taxiway” (uma “estrada” para os aviões se deslocarem dentro do espaço do aeroporto, vindos dos terminais até às pistas e vice-versa.

Eureka descobriu a pólvora !!!!
Um aeródromo é apenas área de movimento de um aeroporto, este sr não sabe mesmo do que está a falar, então construíamos, pistas, táxi ways e placas de estacionamento e os pax ficavam onde ????? Deviam ir para a Av de Berlim só pode, santa ignorância.
Mas que grande borrada para aqui vai.........uma estrada dos terminais para as pistas e já agora vice-versa.


Citar
Mais espaço consegue-se com a retirada dos militares de Figo Maduro. Se houvesse vontade de passar a Base Militar para outro local, podia repavimentar-se a zona militar para aguentar os jactos civis e, assim, aumentar a capacidade da Portela”.

Afirmativo conseguiríamos colocar na plataforma charlie pelo menos quatro WBs sem problema algum, e caro amigo sem ser necessário qualquer repavimentação, já por variadíssimas vezes assisti aeronaves civis com mais de 230 tons de PMD, nessa plataforma.

Citar
Entretanto, o “taxiway” da pista principal do Aeroporto Humberto Delgado vai apenas até dois terços da pista, sem obrigar a cruzamento da mesma. Ora, se os aviões pudessem circular livremente, sem interferir com os que estão a levantar ou aterrar na pista 03/21, aumentavam-se as “slots”, e o tempo de espera era menor. Fala-se de pouco mais de um quilómetro de asfalto e de um aumento significativo de capacidade. Mais quatro movimentos por hora – de 35 para 39 possíveis –, o que daria a Lisboa uma entrada, em hora de ponta, de mais cem mil passageiros/ano, considerando apenas quatro dias de tráfego intenso no Humberto Delgado.

Não completamento correcto caro especialista em pistas e aeroportos, mesmo com o TW completo, e não tendo a variável de espera pelo cruzamento da pista, se o trafego anterior que descolou é um Heavy, por exemplo a aeronave que se segue, não havendo nenhuma na aproximação, tem de esperar pois a turbulência provocada pelas descolagem do acft anterior a isso obriga por questões de segurança.
Esse estudo, do taxy-way a nascente da 03/21 já foi efectuado há muitos anos e a concretização até é relativamente simples mas quem sabe se não serão outros valores mais altos a levantarem-se como no caso da plataforma do figo Maduro, para que tal não aconteça, olhe que até tenho razão. ;) ;)
Mesmo com a construção da pista paralela, são necessários 1050m de distãncia entre as pistas e teria que ficar mais avançada ou recuada em relação á 03/21, mas como na década de 80 fomos permitindo a construção nas zonas de segurança do Aeroporto agora nicles de espaço para a 2ª pista, é mais barato fazer um 2º Aeroporto, dá mais dinheiro aos amigos !!! :G-beer2: :G-beer2: :G-beer2: 


Citar
Quem paga? paga a Vinci e a Tap, e esta é a solução mais barata.

Porque diabo teria a TAP que pagar essas obras ????? Quem explora os aeroportos em Portugal é a ANA, caro amigo.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: miguelbud em Dezembro 09, 2016, 08:45:39 pm
Obrigado pelo esclarecimento tenente.

Esse comentário que coloquei está de facto em vários sites noticiosos, para um leigo na matéria a coisa parece de facto muito válida, mas afinal nao  resolve nada.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 09, 2016, 08:48:21 pm
Para completar a discussão em relação ao Figo Maduro coloco uma foto da mesma para o pessoal ter a percepção do tamanho (a Força Aérea designa esta unidade como Aerodromo de Transito nº1)

(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/at1/a-107023_1474.jpg)

Em relação à Força Aérea, eu acho que ela quer é poder ter a Esquadra dos Falcon com o seu alerta de orgãos e evacuações médicas e outros serviços que ali são feitos como o transporte de pessoal militar para missões internacionais, se poder ser ali continua tudo na mesma, se tiver que sair, sai mas tem que ir para outro lado, talvez base aérea do Montijo (se não fechar), ou base aérea de Sintra, e isso envolve sempre obras que tem que ser feitas.

Mas tal como o forista Tenente disse, isso pode não ser do interesse politico, podem não querer aliviar o problema da Portela para assim justificar melhor a construção de outro aeroporto, e acho eu, há uma espécie de acordo de "cavalheiros" de que quando um chefe politico visita outro pais, ele não paga pelo estacionamento do avião, em Portugal esses aviões ficam estacionados na placa militar, se essa placa desaparecesse esses aviões teriam que pagar as tais taxas a quem gere o aeroporto (ou o governo português pagar por eles), mas isso deve ser trocos em relação ao dinheiro que envolve a construção de um aeroporto.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 09, 2016, 08:58:27 pm
Para completar a discussão em relação ao Figo Maduro coloco uma foto da mesma para o pessoal ter a percepção do tamanho (a Força Aérea designa esta unidade como Aerodromo de Transito nº1)

(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/at1/a-107023_1474.jpg)

Em relação à Força Aérea, eu acho que ela quer é poder ter a Esquadra dos Falcon com o seu alerta de orgãos e evacuações médicas e outros serviços que ali são feitos como o transporte de pessoal militar para missões internacionais, se poder ser ali continua tudo na mesma, se tiver que sair, sai mas tem que ir para outro lado, talvez base aérea do Montijo (se não fechar), ou base aérea de Sintra, e isso envolve sempre obras que tem que ser feitas.

Mas tal como o forista Tenente disse, isso pode não ser do interesse politico, podem não querer aliviar o problema da Portela para assim justificar melhor a construção de outro aeroporto, e acho eu, há uma espécie de acordo de "cavalheiros" de que quando um chefe politico visita outro pais, ele não paga pelo estacionamento do avião, em Portugal esses aviões ficam estacionados na placa militar, se essa placa desaparecesse esses aviões teriam que pagar as tais taxas a quem gere o aeroporto (ou o governo português pagar por eles), mas isso deve ser trocos em relação ao dinheiro que envolve a construção de um aeroporto.

As aeronaves de chefes de estado e afins estão isentas de pagamento de taxas, esse problema não se põe:
A ANA mantêm um excelente relacionamento com o CMD do AT1, como disse noutro post aeronaves civis já por várias vezes tem sido estacionadas na placa militar, como se vê na foto um B733, nem de propósito............se tal relacionamento não existisse..........
Essa foto tem quase vinte anos.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 09, 2016, 09:04:21 pm
Obrigado pelo esclarecimento tenente.

Esse comentário que coloquei está de facto em vários sites noticiosos, para um leigo na matéria a coisa parece de facto muito válida, mas afinal nao  resolve nada.

Sempre ás ordens é a minha praia já há muitos anos desde que em 86 saí do exército.
Para complementar apenas a operação das Low-costs que na altura do inicio dos voos deveriam ter sido encaminhados para o Montijo, Sintra ou para Beja.......... :rir: :rir: :rir: :rir: :rir:, mas na altura a ANA na sua ansia de mais lucros abriu as pernitas aos meninos e até lhes facilitou o Terminal dois, retirando de lá os voos domésticos, e, agora para os posicionar no Montijo vai ser o bom e o bonito, pois gabam-se dos milhões de pax que trazem para Lisboa, como se antes de iniciarem a operação cá, o aeroporto estivesse ás moscas, a ANA vai ter de abrir os cordões á bolsa novamente, fazendo grandes negócios uma vez mais !!!!!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 09, 2016, 09:07:48 pm
As aeronaves de chefes de estado e afins estão isentas de pagamento de taxas, esse problema não se põe:

Pois se é assim então essa justificação de não pagar taxas fica sem efeito, talvez seja para ficarem mais isolados.

E em relação à placa, também me parece que aguente bem o peso, já lá esteve o Air Force One.

(http://3.bp.blogspot.com/_XKvLAmR1MkA/TOZ3e7WDqKI/AAAAAAAAPis/JRcwRksHoF8/s1600/IMG_0259.JPG)

PS: Não mete raiva quando alguém diz, "aterrou" em Figo Maduro? É que aquilo é só uma placa de estacionamento, não tem pista. Para quem não conheça esses pormenores vai pensar que é mais uma Base da Força Aérea tipo Monte Real, Montijo, Beja, que tem pista e tem todos os serviços e dimensão que essas bases tem, quando na verdade é apenas uma placa de estacionamento e até relativamente pequena.

E já agora o Putin também, para não dar favoritismos :D, mas não sei que avião ele usa, deve ser algo de fabrico russo, mas pelo tamanho das naceles também é bem grande ;).

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2009/11/6-putin-prt-ghonra-pa-copy.jpg)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Dezembro 09, 2016, 10:04:46 pm
Engraçado é virem dizer que se vai ter de mudar o campo de tiro de Alcochete devido à utilização de Montijo por voos civis. Tal deve ir de encontro aos interesses de muito pessoal da área da imobiliária que anda por ali.

Não é construído um gigantesco novo aeroporto mas pelo menos fica uma grande área livre para outros negócios.

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: miguelbud em Dezembro 09, 2016, 10:12:18 pm

E já agora o Putin também, para não dar favoritismos :D, mas não sei que avião ele usa, deve ser algo de fabrico russo, mas pelo tamanho das naceles também é bem grande ;).

É um Ilyushin Il-96.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 10, 2016, 01:13:57 am
Citar
erdadetempo,

As LD e TOD necessárias para os diversos tipos de aeronaves dependem muito de alguns factores tais como vento, temperatura, tipo de pavimento que a pista tem,  ALW e ATOW, dos tipos dos acft visados, para mencionar só alguns factores. ;D
O acidente na Madeira deveu-se fundamentalmente, não ao comprimento da pista mas sim, ás condições atmosféricas na altura da aterragem, que obrigou a um Touch down, bem depois da zona de toque o que reduziu bastante a LDA, o cizalhamento, AKA WS, verificado na altura ajudou e muito a que este acidente tivesse acontecido.
O aumento do comprimento da pista nada pode fazer contra esse tipo de acontecimentos atmosféricos, apenas uma reorientação da mesma poderia ter alguma eficácia de monta para reduzir o risco durante as aterragens/descolagens.

Tem razão no que diz, mas se a pista tivesse o comprimento da actual haveria muito mais hipóteses de neste caso particular o avião  ter ficado na pista em vez de ter caído na ravina e partido em dois com o consequente incêndio. Naquelas condições o acidente ia sempre acontecer mas provavelmente não teria consequências tão graves.

http://notempodosaraujos.blogspot.pt/2009/05/o-acidente-da-tap-na-madeira.htm (http://notempodosaraujos.blogspot.pt/2009/05/o-acidente-da-tap-na-madeira.htm)

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Dezembro 12, 2016, 12:27:03 pm
Embora habituado a ouvir falar do possível encerramento da Base Aérea do Montijo praticamente desde que me conheço como gente, não deixa porém de me chocar ainda um pouco a leviandade das afirmações e comentários de certos actores políticos e não só no que a isto diz respeito, como se esta unidade da Força Aérea Portuguesa não fosse uma, ou a, mais importante a nível militar neste momento em Portugal.

Vamos fazer tudo: vamos retirar os militares dali; vamos dispersar os meios aéreos e unidades pelas poucas bases que restam como se isso fosse também uma coisa simples a nível técnico, material, logístico e sobretudo humano; vamos já agora encerrar o Campo de Tiro que aquilo ali é chato, não serve para nada pois os turistas não podem ir ver os aviões a fazer tiro ao alvo e os flamingos e restante fauna preservada não interessam para nada; vamos mandar passear os estudos de impacto ambiental e ecológico e não ligar nenhuma aos anteriores estudos técnicos efectuados e recomendações de variados grupos de trabalho a desaconselhar a opção Montijo; vamos explicar à NATO porque é que a BA6, considerada uma importante unidade de rectaguarda ao ponto de ser servida (ou ter sido servida) como o Alfeite pelo oleoduto da POL NATO, vai ser fechada para que possa crescer o turismo e o negócio das tuk-tuks, vamos fazer isso tudo.

Já agora, esqueçamo-nos também dos (muitos) milhões perdidos quando o aeroporto ia ser na Ota e depois em Alcochete, e vamos mas é aproveitar essa vaga de fundo para encerrar uma unidade militar que está a ocupar ali muito espaço, numa zona privilegiada, porque Sintra ou Alverca não podem ser, e também já agora porque em Tancos até dará jeito ao Exército ter uns meios aéreos ao dispor, mesmo que não sejam do ramo.  ::)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 12, 2016, 01:35:43 pm
Embora habituado a ouvir falar do possível encerramento da Base Aérea do Montijo praticamente desde que me conheço como gente, não deixa porém de me chocar ainda um pouco a leviandade das afirmações e comentários de certos actores políticos e não só no que a isto diz respeito, como se esta unidade da Força Aérea Portuguesa não fosse uma, ou a, mais importante a nível militar neste momento em Portugal.

Vamos fazer tudo: vamos retirar os militares dali; vamos dispersar os meios aéreos e unidades pelas poucas bases que restam como se isso fosse também uma coisa simples a nível técnico, material, logístico e sobretudo humano; vamos já agora encerrar o Campo de Tiro que aquilo ali é chato, não serve para nada pois os turistas não podem ir ver os aviões a fazer tiro ao alvo e os flamingos e restante fauna preservada não interessam para nada; vamos mandar passear os estudos de impacto ambiental e ecológico e não ligar nenhuma aos anteriores estudos técnicos efectuados e recomendações de variados grupos de trabalho a desaconselhar a opção Montijo; vamos explicar à NATO porque é que a BA6, considerada uma importante unidade de rectaguarda ao ponto de ser servida (ou ter sido servida) como o Alfeite pelo oleoduto da POL NATO, vai ser fechada para que possa crescer o turismo e o negócio das tuk-tuks, vamos fazer isso tudo.

Já agora, esqueçamo-nos também dos (muitos) milhões perdidos quando o aeroporto ia ser na Ota e depois em Alcochete, e vamos mas é aproveitar essa vaga de fundo para encerrar uma unidade militar que está a ocupar ali muito espaço, numa zona privilegiada, porque Sintra ou Alverca não podem ser, e também já agora porque em Tancos até dará jeito ao Exército ter uns meios aéreos ao dispor, mesmo que não sejam do ramo.  ::)

Na minha opinião a base pode e deve coexistir com um possível futuro aeroporto !!!! :G-beer2: :G-beer2:
O mesmo já existia nas décadas de 60/70 tanto em Angola como em Moçambique em inúmeros Aeroportos/bases Aereas porque é que não se pode fazer o mesmo agora e cá ?????
Alguns especialistas (des)governamentais que de actividade aeroportuária, Aviação Civil e Militar nada percebem é que são de opinião que a BA6 deve ser pura e simplesmente desactivada, para que os seus pontos de vista, e interesses prevaleçam em relação ao que seria útil para o nosso País, a ver vamos a ver vamos como dizia o ceguinho, só teríamos a ganhar se a BA6ali  permanecesse e se um terminal de pax para as Low costs fosse construído de modo a que este trafego fosse desviado do aeroporto de Lisboa permitindo a sua existência por mais umas décadas.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 20, 2016, 04:12:01 pm
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Força Aérea aceita saída da base, mas ministro quer saber quem paga mudança

Ministro Azeredo Lopes considera que custos de transferir aeronaves ou de treinarem noutras bases têm de ser pagos por terceiros.

http://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-aceita-saida-da-base-mas-ministro-quer-saber-quem-paga-mudanca-5561693.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 20, 2016, 07:32:27 pm
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Força Aérea aceita saída da base, mas ministro quer saber quem paga mudança

Ministro Azeredo Lopes considera que custos de transferir aeronaves ou de treinarem noutras bases têm de ser pagos por terceiros.

http://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-aceita-saida-da-base-mas-ministro-quer-saber-quem-paga-mudanca-5561693.html

Depois de ler o artigo, irei repetir-me ao dizer que, novamente estão os decisores políticos deste País, a levantar um problema que não existe, para uma vez mais arrastar, aliás empurrar com a BARRIGA, a decisão termos um Aeroporto de Lisboa + 1 VS Novo Aeroporto de Lisboa.

A área que alberga a BA6 é mais suficiente para o ALS + 1 e para ser utilizada pelos acfts SAR, Transporte e EHM, não venham com tretas e invenções para continuarmos a prolongar a agonia do Aeroporto de Lisboa em termos de capacidade, ou não sabem os valores de pax processados no aeroporto de Lisboa até ao fim do Mês de Novembro ??????
São 21 milhões meus senhores (IR)responsáveis políticos deste País, 21 milhões para um máximo de 22 que será ainda atingido este Mês ou o mais tardar, por projecção, no inicio de Janeiro o que nos diz que em 2017 teremos bem mais de 22 milhões de pax processados !!!!

Se com os actuais valores as limitações em estacionamento, movimentos hora/pista já estão mesmo no máximo das capacidades, com as actuais alocações de slots pedidos pelos operadores deste Aeroporto, estamos á espera de quê para iniciarmos a construção das novas infraestruturas aeroportuárias, para dialogar com a FAP, ASAP ??????

Devemos estar á espera que ocorra um acidente e depois sim vamos fazer tudo a correr como é habitual quando somos geridos por pessoas que de gestão aeronáutica nada percebem e mais grave são assessorados por alguns capangas que servem os interesses de outros que só estão á espera que uns TROCOS, MUITOS, lhes caiam nos bolsos !!!

Interessante esta polémica sobre quem pagaria a transferência da FAP da BA6 para outras bases, então até um ignorante como eu sabe que teria de ser o Explorador das infraestruturas aeroportuárias que fossem construídas no Montijo........ ou,........Não será a ANA que vai explorar as ditas ?? será que está mais alguém já na corrida e ninguém sabe ????  :G-deal: :G-deal: :G-deal: :G-deal:
Serão mais Chineses ?? :banana: :rir: :banana: :rir: :banana: :rir: :banana: :rir:

Agora digam-se srs inteligentes, onde se vão colocar as aeronaves SAR ???
Há melhor localização no continente que a BA6 ?????? :G-Ok: :G-Ok: :G-Ok: :G-Ok:
Como em outros fóruns já alguns entendidos se manifestam, que vão para TANCOS, BEJA, OVAR etc, etc, LINDO !!!
Claro que uns dez minutos de voo a mais para compensar da actual localização, de certeza que em nada afectam quem de ajuda no MAR aguarda ansiosamente a chegada de socorro, quem espera uma hora pode esperar mais dez minutos, SINCERAMENTE, ESPERTEZA SALOIA. :bang: :bang: :bang:
Só peço que a haver tal deslocalização, que sejam as famílias destes decisores, muito inteligentes a sofrer com as consequências dessa decisão, da demora na chegada do socorro, desculpem a minha frieza, mas para gente estúpida tem de ser assim. :diabo: :diabo: :diabo: :diabo: :diabo:

Quanto ás aeronaves de transporte até podem ir para Vila Real.......ou mesmo Bragança......... pois como outros já dizem como estão velhas estão em hangares na MNT.
Santa Paciência Sr Ministro veja se cuida da FAP com mais respeito, deixe-se de delongas e não se enrole com os lobies da podridão que assola este País no que diz respeito ao novo Aeroporto de Lisboa
A FAP merece não só o seu respeito mas e também a sua admiração, se não for por outra coisa que seja SÓ pelos milhares de vidas que até hoje salvou . :G-Ok: :G-Ok: :G-Ok: :G-Ok:

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: NVF em Dezembro 20, 2016, 09:18:19 pm
Qual é o problema da BA1 para os helis SAR, camarada tenente? Ainda fica mais perto do mar ;D Já existe a estrutura de treino, pelo que os novos helis de treino se deveriam integrar facilmente e fica suficientemente perto do Alfeite para os Lynx da Marinha.

Quanto a Ovar, penso que, durante o inverno (quando as condições meteorológicas são piores), deveria haver aí um destacamento permanente de, pelo menos, um heli SAR. Isso sim retiraria muito tempo de resposta (entre 40 a 60 min), numa área em que existe elevada concentração de embarcações de pesca.

Mas, com toda a honestidade, concordo contigo quanto ao resto. É mais uma palhaçada à tuga.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: miguelbud em Dezembro 20, 2016, 09:56:07 pm
Só agora é que reparei o quao perto a Ba6 fica da ponte Vasco da Gama. A Vinci nao tem uma participaçao na Lusoponte?
(https://s20.postimg.org/fi8ymat7h/kllll.png)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 21, 2016, 01:14:36 am
Agora digam-se srs inteligentes, onde se vão colocar as aeronaves SAR ???
Há melhor localização no continente que a BA6 ?????? :G-Ok: :G-Ok: :G-Ok: :G-Ok:
Como em outros fóruns já alguns entendidos se manifestam, que vão para TANCOS, BEJA, OVAR etc, etc, LINDO !!!

Como o NVF disse, para os helis SAR tem-se falado na BA1 Sintra, mas não acredito no que o NVF disse de lá colocar os helicopteros todos.

Aquilo já teve duas esquadras de Aviocar lá colocadas, uns 20 aparelhos, mas os hangars não servem para os EH101, até porque penso que alguns dos hangars foram absorvidos pelo Museu do Ar..

Base Aérea nº1 - Sintra
(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/ba1/A_107248.jpg)

Como dá para perceber pela foto, a Base de Sintra é de tamanho pequeno/médio, não possui muito espaço para estacionamento de aeronaves, ainda com a agravante de uma parte da placa que se vê mais perto estar ocupada por aeronaves do Museu do Ar.

Nesta foto vê-se essa parte melhor.
(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/ba1/A_107308.jpg)

O Hangar cilíndrico a meio e a placa lá ao fundo eram ocupadas pelo Aviocar, penso que agora serão do Epsilon que também tem um bom numero de aeronaves, acho que são 16.

O que quero dizer é que dificilmente dá para colocar em Sintra os helicópteros todos da FAP e Marinha, teriam que mandar os epsilon para outro lado (regresso a Beja?) e mesmo assim não sei, mesmo que seja só a esquadra 751 algumas obras teriam que fazer pois só os epsilon e o Museu do Ar deixam pouco espaço de placa livre,

Citar
Quanto ás aeronaves de transporte até podem ir para Vila Real.......ou mesmo Bragança......... pois como outros já dizem como estão velhas estão em hangares na MNT.

Não me importava pois até sou do norte ;D, um jornal falou em Tancos (que até é do Exército, mas não sei se o sr jornalista sabe isso) e Ovar, eu apostava as minhas fichas em Beja, aquilo tem espaço que cabia lá a FAP toda, tem placas grandes, tem hangars grandes, e por causa dos Real Thaw, Tridente, etc, aquilo até tem levado obras nos alojamentos de pessoal.

Aerodromo Militar de Tancos (foto do DN)
(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2016/dn2015_detalhe_topo/ng8028971.jpg)

Aerodromo de Manobra nº1 -  Ovar
(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/am1/vista-geral-aerea_2916.JPG)

Base Aérea nº11 - Beja
(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/ba11/a-048701-1_564.jpg)
(foto anterior à construção do aeroporto de Beja)

Aerodromo de Manobra nº3 - Porto Santo ;D (este foi a brincar)
(http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2009/11/Base-a%C3%A9rea-foto-J-C-Carvalho-visao.jpg)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 21, 2016, 01:30:40 am
Quanto a Ovar, penso que, durante o inverno (quando as condições meteorológicas são piores), deveria haver aí um destacamento permanente de, pelo menos, um heli SAR. Isso sim retiraria muito tempo de resposta (entre 40 a 60 min), numa área em que existe elevada concentração de embarcações de pesca

Não sei se sabe, mas já existe um destacamento SAR permanente de Alouette III em Ovar.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: NVF em Dezembro 21, 2016, 02:27:15 pm
Não fazia ideia, mas estava a pensar num Merlin, pois helis ligeiros têm capacidades muito limitadas em termos de SAR oceânico. Mas, se calhar, 'não há procura' suficiente.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 21, 2016, 04:06:12 pm
Não fazia ideia, mas estava a pensar num Merlin, pois helis ligeiros têm capacidades muito limitadas em termos de SAR oceânico. Mas, se calhar, 'não há procura' suficiente.

Faz o que pode, principalmente junto à costa, quando é algo superior às suas capacidades vem o Merlin.
http://www.emfa.pt/www/mobile/noticia-299-helicoptero-alouette-iii-em-missao-de-busca-e-salvamento

O Alouette III também não tem capacidade de operações noturnas, de noite é tudo para o EH101.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 21, 2016, 04:25:35 pm
Quanto a Ovar, penso que, durante o inverno (quando as condições meteorológicas são piores), deveria haver aí um destacamento permanente de, pelo menos, um heli SAR. Isso sim retiraria muito tempo de resposta (entre 40 a 60 min), numa área em que existe elevada concentração de embarcações de pesca

Não sei se sabe, mas já existe um destacamento SAR permanente de Alouette III em Ovar.
Afirmativo, com as limitações inerentes ao equipamento referido, depois de esgotadas que venha o grandalhão............mas com os tempos dispendidos ...........que venham as consequências disso !!!!

A BA6 está geograficamente muito melhor colocada que OVAR e afins.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 21, 2016, 06:47:21 pm
Afirmativo, com as limitações inerentes ao equipamento referido, depois de esgotadas que venha o grandalhão............mas com os tempos dispendidos ...........que venham as consequências disso !!!!

É verdade, mas ai já vamos para outro assunto que é o substituto do Alouette III, se deveria ser um aparelho com mais capacidades, como operações nocturnas, 2 motores, um bocadinho mais de autonomia, etc.

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A BA6 está geograficamente muito melhor colocada que OVAR e afins.

Pois, mas parece que também está muito bem colocada para futuro aeroporto de Lisboa, se der para conciliar tudo, maravilha, mas se não ser, é isso que estamos aqui a falar.

É que os outros locais que se falaram para aeroporto também tem os seus problemas, impacto ambiental, povoações nos arredores, rio como no caso de Alverca, terrenos pantanosos, montes na aproximação à pista, problemas de ligação a outros meios de transporte, no caso da Ota.

DGMFA - Alverca (e OGMA)
(http://4.bp.blogspot.com/-VTAZ8Q1mZGk/T47iddFmR4I/AAAAAAAAC8o/oKtOAGA4ztQ/s1600/alverca.jpg)

CFMTFA - Ota
(http://farm4.static.flickr.com/3200/3364571013_d03f540e3d_b.jpg)
(http://fotos.sapo.pt/joansantos/pic/000417kk)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 21, 2016, 07:39:44 pm
Afirmativo, com as limitações inerentes ao equipamento referido, depois de esgotadas que venha o grandalhão............mas com os tempos dispendidos ...........que venham as consequências disso !!!!

É verdade, mas ai já vamos para outro assunto que é o substituto do Alouette III, se deveria ser um aparelho com mais capacidades, como operações nocturnas, 2 motores, um bocadinho mais de autonomia, etc.

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A BA6 está geograficamente muito melhor colocada que OVAR e afins.

Pois, mas parece que também está muito bem colocada para futuro aeroporto de Lisboa, se der para conciliar tudo, maravilha, mas se não ser, é isso que estamos aqui a falar.

É que os outros locais que se falaram para aeroporto também tem os seus problemas, impacto ambiental, povoações nos arredores, rio como no caso de Alverca, terrenos pantanosos, montes na aproximação à pista, problemas de ligação a outros meios de transporte, no caso da Ota.


Os problemas do Montijo como aeroporto satélite de Lisboa são/serão :

1) a orientação da Pista principal/única;
2) a proximidade desta em relação á 03/21 de Lisboa;

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 21, 2016, 07:52:10 pm
Qual é o problema da BA1 para os helis SAR, camarada tenente? Ainda fica mais perto do mar ;D Já existe a estrutura de treino, pelo que os novos helis de treino se deveriam integrar facilmente e fica suficientemente perto do Alfeite para os Lynx da Marinha.

Quanto a Ovar, penso que, durante o inverno (quando as condições meteorológicas são piores), deveria haver aí um destacamento permanente de, pelo menos, um heli SAR. Isso sim retiraria muito tempo de resposta (entre 40 a 60 min), numa área em que existe elevada concentração de embarcações de pesca.

Mas, com toda a honestidade, concordo contigo quanto ao resto. É mais uma palhaçada à tuga.

Mas eu nem mencionei a BA1, NVF .
É a única com localização geográfica semelhante á BA6, estando numa zona central do nosso território, permite uma cobertura mais eficaz da nossa Costa, mas se se pudesse,  dispersar os meios SAR, eu por mim acho que seria muito mais eficaz, mas......
com que meios se faria???  :conf: :conf: :conf:
Não teríamos Helis disponíveis H24 em duas localizações/bases muitos menos se fossem três localizações Norte/Centro/Sul
perto ou mesmo mais afastados da costa, para acorrer aos pedidos de socorro, seria o ideal meus camaradas foristas, mas não temos ACFTS/CREWS suficientes, nem dinheiro para tal proeza. :crit: :crit: :crit:
Acho e digo acho que os meios SAR conseguiriam ser todos colocados na Granja do Marquês sem grandes problemas...... a ANA que pagasse as instalações para os EH101 e até poderia, se fosse pessoa de Bem, coadjuvar a FAP na compra de mais um EH101, com as centenas de milhões de euros de lucros anuais, nem lhe ficava nada mal !! :G-beer2: :G-beer2:

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 22, 2016, 11:15:59 am
Eu por acaso não estava a considerar realmente à hipotese dos aviões de carga da FAP irem para Tancos, mas afinal à quem esteja...

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Reativar base de Tancos como alternativa à saída do Montijo

http://www.dn.pt/portugal/interior/reativar-base-de-tancos-como-alternativa-a-saida-do-montijo-5565862.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Dezembro 22, 2016, 12:50:00 pm
Eu por acaso não estava a considerar realmente à hipotese dos aviões de carga da FAP irem para Tancos, mas afinal à quem esteja...

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Reativar base de Tancos como alternativa à saída do Montijo

http://www.dn.pt/portugal/interior/reativar-base-de-tancos-como-alternativa-a-saida-do-montijo-5565862.html

Não estavas, mas desde que se começou a falar cada vez com maior frequência da hipotética saída da FAP do Montijo que isso se fala e bastante. Como referi num post anterior em tom irónico, deve dar jeito ao Exército ter meios aéreos ao seu dispor, mesmo que oficialmente não lhes pertençam, já que a UALE é e continuará a ser uma miragem.

Só uma nota que é para mim importante e que, se calhar, vai destoar um pouco de todas as opiniões técnicas, logísticas e financeiras que aqui têm vindo a ser expressas: o factor humano. É a última coisa que se tem falado, se é que tem sido de todo falada: o impacto nos homens e mulheres que servem na BA6, que têm a sua vida estruturada em função do local onde trabalham. Dizem certos ignorantes que os militares só têm é de cumprir ordens e que vâo para onde os ordenarem... é uma afirmação que tem um fundo de razão - como é óbvio os militares obedecem a ordens -, mas que esquece em absoluto que esses militares são também pessoas como todos nós, com vida própria, famílias, problemas e dilemas. E a deslocalização ou desenraizamento da área geográfica onde se encontra o seu local de trabalho decerto afectará muitos, a vários níveis.

Conhecendo muito bem a BA6 e muitas pessoas que lá trabalham diariamente, recordo-me por exemplo de uma coisa tão "simples" como foi a transferência da Esquadra 601 "Lobos" para a Base Aérea de Beja em 2008; a taxa de divórcios dentro desta Esquadra atingiu os 70% naquela altura (são dados não oficiais, mas sobejamente conhecidos dentro da Força Aérea), muito porque os familiares e cônjuges de membros desta unidade, trabalhando na área da Grande Lisboa, não estavam para abandonar o seu emprego, tirar os filhos da escola X ou Y, abdicar dos seus planos de vida e se mudar para Beja de armas e bagagens.

Não sendo o factor fundamental referido quer aqui, quer nos órgãos de comunicação social, é, apesar de tudo, um que se reveste de grande importância. É verdade, os militares cumprem ordens, porém numa altura em que não se encontram especialmente motivados devido aos sucessivos anos de aperto orçamental que lhes condiciona a carreira e a operacionalidade, poderá ser mais um que dê azo a desmotivação entre as fileiras. Decerto que o grupo de trabalho que está a estudar a opção Portela + 1 não estará a estudar o impacto humano e social do hipotético abandono e deslocalização dos militares da Força Aérea do Montijo para outras unidades.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 22, 2016, 02:21:43 pm
Não estavas, mas desde que se começou a falar cada vez com maior frequência da hipotética saída da FAP do Montijo que isso se fala e bastante. Como referi num post anterior em tom irónico, deve dar jeito ao Exército ter meios aéreos ao seu dispor, mesmo que oficialmente não lhes pertençam, já que a UALE é e continuará a ser uma miragem.

Eu estava mais virado para Beja, tal como aconteceu ao P-3, seria a Base que daria menos trabalho à FAP de recolocação de esquadras de transporte.
Para o Exército até é capaz de dar jeito a FAP regressar a Tancos, pois deixa de ter necessidade de manter o aerodromo, e talvez outros serviços.

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Só uma nota que é para mim importante e que, se calhar, vai destoar um pouco de todas as opiniões técnicas, logísticas e financeiras que aqui têm vindo a ser expressas: o factor humano. É a última coisa que se tem falado, se é que tem sido de todo falada: o impacto nos homens e mulheres que servem na BA6, que têm a sua vida estruturada em função do local onde trabalham. Dizem certos ignorantes que os militares só têm é de cumprir ordens e que vâo para onde os ordenarem... é uma afirmação que tem um fundo de razão - como é óbvio os militares obedecem a ordens -, mas que esquece em absoluto que esses militares são também pessoas como todos nós, com vida própria, famílias, problemas e dilemas. E a deslocalização ou desenraizamento da área geográfica onde se encontra o seu local de trabalho decerto afectará muitos, a vários níveis.

Conhecendo muito bem a BA6 e muitas pessoas que lá trabalham diariamente, recordo-me por exemplo de uma coisa tão "simples" como foi a transferência da Esquadra 601 "Lobos" para a Base Aérea de Beja em 2008; a taxa de divórcios dentro desta Esquadra atingiu os 70% naquela altura (são dados não oficiais, mas sobejamente conhecidos dentro da Força Aérea), muito porque os familiares e cônjuges de membros desta unidade, trabalhando na área da Grande Lisboa, não estavam para abandonar o seu emprego, tirar os filhos da escola X ou Y, abdicar dos seus planos de vida e se mudar para Beja de armas e bagagens.

Nos anos 90 também aconteceu isso, ai a FAP mexeu quase as esquadras todas, toda a gente saiu de Tancos e com a saida dos alemães da Base de Beja muita gente teve que ir para Beja, nessa época tivemos esquadra 103 (T-33 e T-38) de Monte Real para Beja, esquadra 301 (passou dos Fiats para os Alpha Jet) do Montijo para Beja, esquadra 502 (Aviocar) de Tancos para Sintra, esquadra 552 (Alouette III) de Tancos para Beja e penso que a esquadra 101 (Epsilon) de Sintra para Beja também foi nessa época.

Ainda hoje muitos camaradas que servem em Monte Real prestavam serviço na BA3 - Tancos e tinham a vida organizada por esse zona, agora fazem muitos kms todos os dias de casa para a base, outros devem ter refeito a vida nas unidades onde foram parar.

É claro que não fico contente pelo pessoal que for afectado por essas movimentações, mas faz parte da vida de ser militar.
É que mesmo que isso não acontecesse os militares vão sendo transferidos de unidade de tempos a tempos, ninguém faz a carreira toda na mesma unidade, mas claro que é diferente eu saber que tenho que ir 1 ou 2 anos para Beja mas que depois posso regressar ao Montijo do que ser transferido e a base fechar, impossibilitando-me o regresso. No caso dos P-3 sei que alguns dos seus elementos, passado alguns anos, regressaram ao Montijo, por exemplo integrando agora os C-295, outros devem ter ficado por Beja, mas se a Base fechar, não há regresso.

Esse drama é também devido à perca de poder de compra e maior dificuldade de arranjar emprego para os conjuges, se nos anos 90 não havia grande drama nessas movimentações pois o ordenado do militar era suficiente para a familia enquanto o conjuge arranjava emprego, que na época eventualmente acabaria por arranjar, actualmente não é nada assim, um dos elementos da familia ter que se despedir do emprego (se tiver) é um luxo, e dificilmente volta a ter algo parecido com o que tinha.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Dezembro 22, 2016, 03:49:22 pm
Nos anos 90 também aconteceu isso, ai a FAP mexeu quase as esquadras todas, toda a gente saiu de Tancos e com a saida dos alemães da Base de Beja muita gente teve que ir para Beja, nessa época tivemos esquadra 103 (T-33 e T-38) de Monte Real para Beja, esquadra 301 (passou dos Fiats para os Alpha Jet) do Montijo para Beja, esquadra 502 (Aviocar) de Tancos para Sintra, esquadra 552 (Alouette III) de Tancos para Beja e penso que a esquadra 101 (Epsilon) de Sintra para Beja também foi nessa época.

Ainda hoje muitos camaradas que servem em Monte Real prestavam serviço na BA3 - Tancos e tinham a vida organizada por esse zona, agora fazem muitos kms todos os dias de casa para a base, outros devem ter refeito a vida nas unidades onde foram parar.

É claro que não fico contente pelo pessoal que for afectado por essas movimentações, mas faz parte da vida de ser militar.
É que mesmo que isso não acontecesse os militares vão sendo transferidos de unidade de tempos a tempos, ninguém faz a carreira toda na mesma unidade, mas claro que é diferente eu saber que tenho que ir 1 ou 2 anos para Beja mas que depois posso regressar ao Montijo do que ser transferido e a base fechar, impossibilitando-me o regresso. No caso dos P-3 sei que alguns dos seus elementos, passado alguns anos, regressaram ao Montijo, por exemplo integrando agora os C-295, outros devem ter ficado por Beja, mas se a Base fechar, não há regresso.

Esse drama é também devido à perca de poder de compra e maior dificuldade de arranjar emprego para os conjuges, se nos anos 90 não havia grande drama nessas movimentações pois o ordenado do militar era suficiente para a familia enquanto o conjuge arranjava emprego, que na época eventualmente acabaria por arranjar, actualmente não é nada assim, um dos elementos da familia ter que se despedir do emprego (se tiver) é um luxo, e dificilmente volta a ter algo parecido com o que tinha.

Colocaste precisamente a questão no seu ponto fundamental, a vertente económica e a dramática perda de rendimentos e poder de compra que se verifica de há uns anos para cá e que motiva, por exemplo, o que mencionei relativamente ao sucedido na Esq. 601.

A reestruturação dos anos 90 na Força Aérea, pós-fim da Guerra Fria, foi bastante mais vasta e no entanto mais atenuada pela condições completamente diferentes da altura. Sem dúvida que a nossa adesão à moeda única, juntamente com o 11 de Setembro e anos mais tarde a crise do subprime, foram coisas nefastas para o nosso país. Mas isso são outros quinhentos.

Relativamente ao assunto em si, e conhecendo a BA6 como a palma da minha mão, por um lado não consigo perceber porque não poderia ser uma localização com duplo uso militar e civil - exemplos por esse mundo fora é o que não faltam -, mas por outro consigo perceber as razões invocadas pela Força Aérea para não estar de acordo com isso já que, e pelo menos é o que nos é dado a entender nas peças presentes na comunicação social, a prioridade não seria, ou será, dada à parte militar como deveria ser, mas antes à movimentação da aviação comercial.

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 22, 2016, 06:23:55 pm
Relativamente ao assunto em si, e conhecendo a BA6 como a palma da minha mão, por um lado não consigo perceber porque não poderia ser uma localização com duplo uso militar e civil - exemplos por esse mundo fora é o que não faltam -, mas por outro consigo perceber as razões invocadas pela Força Aérea para não estar de acordo com isso já que, e pelo menos é o que nos é dado a entender nas peças presentes na comunicação social, a prioridade não seria, ou será, dada à parte militar como deveria ser, mas antes à movimentação da aviação comercial.

Os casos que eu conheço, todos tem caracteristicas diferentes de um aeroporto civil no Montijo, temos o caso do aeroporto de Beja que quando tinha voos era um por semana, por isso nunca pos em causa os voos militares, temos o caso das Lajes em que mesmo havendo um fluxo de voos civis não incomoda os voos militares, também porque estes funcionam por destacamentos do Montijo, logo é pessoal que faz a maioria dos treinos de voo no Montijo e não nos Açores, um outro caso que tenho conhecimento, nas Canárias é duas pistas (tecnicamente são quatro) paralelas, uma civil e uma militar, aeroporto para a direita, base aérea para a esquerda, ninguém incomoda ninguém, e até numa aflição podem usar a pista do vizinho.
(https://flyawaysimulation.com/images/downloadshots/19822-gclpzip-1-aerea.jpg)

O que me parece que a Força Aérea diz é que, mesmo que fisicamente ficasse com espaço para continuar a ter as suas esquadras de voo no Montijo, a utilização de pista e espaço aéreo por cima da base para treinos ia estar sempre condicionado pelos voos civis, acho que havia ai um artigo que até dizia que nessa situação a FAP ia ter que deslocar as suas aeronaves para outras bases (Beja, Ovar, etc) nem que fosse temporariamente para fazer esses treinos e que isso tinha despesas em combustível, teoricamente parece que a FAP não se importa de ficar no Montijo com piores condições, se receber uma verba que compense essas deslocações para os treinos das tripulações. Será?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 22, 2016, 06:38:37 pm
Relativamente ao assunto em si, e conhecendo a BA6 como a palma da minha mão, por um lado não consigo perceber porque não poderia ser uma localização com duplo uso militar e civil - exemplos por esse mundo fora é o que não faltam -, mas por outro consigo perceber as razões invocadas pela Força Aérea para não estar de acordo com isso já que, e pelo menos é o que nos é dado a entender nas peças presentes na comunicação social, a prioridade não seria, ou será, dada à parte militar como deveria ser, mas antes à movimentação da aviação comercial.

Os casos que eu conheço, todos tem caracteristicas diferentes de um aeroporto civil no Montijo, temos o caso do aeroporto de Beja que quando tinha voos era um por semana, por isso nunca pos em causa os voos militares, temos o caso das Lajes em que mesmo havendo um fluxo de voos civis não incomoda os voos militares, também porque estes funcionam por destacamentos do Montijo, logo é pessoal que faz a maioria dos treinos de voo no Montijo e não nos Açores, um outro caso que tenho conhecimento, nas Canárias é duas pistas (tecnicamente são quatro) paralelas, uma civil e uma militar, aeroporto para a direita, base aérea para a esquerda, ninguém incomoda ninguém, e até numa aflição podem usar a pista do vizinho.
(https://flyawaysimulation.com/images/downloadshots/19822-gclpzip-1-aerea.jpg)

Qual é o problema de só existir uma pista para receber o trafego civil e os voos militares ???
Será que a BA6 tem actualmente um volume de trafego militar assim tão elevado ??
Treina assim tão intensamente, quantos toca e anda, ou abortagens á descolagem efectua por dia??
Será que o Montijo quando e se estiver a operar voos civis vai ter um número de movimentos/hora assim tão elevado, que não permite a operação de voos Militares ?? 
Se assim for olha,................. então reduzam a pista existente em Lisboa, as instalações de Figo maduro podem ser acrescidas pois há muito espaço na zona civil, nem era necessário construir hangares, o H6 consegue albergar todos os C's, os 295 e os EH101 e ainda sobrava espaço......e que se mudem os militares para lá e fiquem os civis com o Montijo, porque não ?????
As zonas não necessárias, algumas centenas de hectares, podem ser vendidos e assim ressarcir a ANA, a CML, os Políticos etc, etc.

À já me esquecia dos interesses instalados e da corrupção envolvida, $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$, .....................nada a fazer, os militares para as casernas/hangares !!!!!

Abraços e boas festas
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 22, 2016, 06:42:47 pm
O que se diz nos jornais não é que haja muitos voos militares, mas sim que vão haver muitos voos civis, mas essa ideia de trocar Portela por Montijo está bem metida ;D.

Anda muito dinheiro envolvido, e toda a gente quer uma fatia do bolo ;).
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 22, 2016, 07:19:57 pm
O que se diz nos jornais não é que haja muitos voos militares, mas sim que vão haver muitos voos civis, mas essa ideia de trocar Portela por Montijo está bem metida ;D.

Anda muito dinheiro envolvido, e toda a gente quer uma fatia do bolo ;).

As lowcosts operam cerca de quarenta a cinquenta voos diários em LISBOA, praticamente de 25% a 30% do total de voos diarios.
Basta fazer contas para ver que existe muito espaço temporal para a FAP Operar, e depois, quando se aumentar a capacidade do Montijo, a FAP, que se mude para Lisboa de acfts e bagagens !!!!!
Fica ou não fica o problema resolvido e toda a gente contente ?????
Bem toda, toda não.........os FdP dos corruptos iriam impugnar esta situação ASAP.

De vez em quando ainda vou tendo algumas ideias, a FAP que a aproveite e quem sabe se calhar até pega,  :rir: :rir: :rir: :rir: e ainda nos vamos rir, o que eu gostava de ver a FAP a operar em LISBOA, era mesmo lindo, spotters deviam ser ás dezenas, :banana: :banana: :banana: :banana:

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 22, 2016, 07:55:42 pm
o que eu gostava de ver a FAP a operar em LISBOA, era mesmo lindo, spotters deviam ser ás dezenas, :banana: :banana: :banana: :banana:

Era engraçado mas não acredito, acho que há muito interesse imobiliário na zona do aeroporto, no dia que os aviões saíssem de lá, os manda-chuvas da construção civil com amigos na politica caiam logo em cima daquilo, e a tropa não dá lucro.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Dezembro 22, 2016, 08:08:23 pm
o que eu gostava de ver a FAP a operar em LISBOA, era mesmo lindo, spotters deviam ser ás dezenas, :banana: :banana: :banana: :banana:

Era engraçado mas não acredito, acho que há muito interesse imobiliário na zona do aeroporto, no dia que os aviões saíssem de lá, os manda-chuvas da construção civil com amigos na politica caiam logo em cima daquilo, e a tropa não dá lucro.

Não tenho qualquer dúvida quanto a isso !!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Dezembro 22, 2016, 09:30:55 pm
o que eu gostava de ver a FAP a operar em LISBOA, era mesmo lindo, spotters deviam ser ás dezenas, :banana: :banana: :banana: :banana:

Era engraçado mas não acredito, acho que há muito interesse imobiliário na zona do aeroporto, no dia que os aviões saíssem de lá, os manda-chuvas da construção civil com amigos na politica caiam logo em cima daquilo, e a tropa não dá lucro.

Não tenho qualquer dúvida quanto a isso !!

Recordo-me de há uns valentes anos atrás, quando o NAL ia ser em Alcochete, um antigo membro de Governo ter afirmado em boa e alta voz perto do sítio onde me encontrava que os terrenos da Portela de Sacavém eram (sic) "uma verdadeira mina de ouro que nos ajudaria a sair da crise".

Relativamente ao assunto em si, e conhecendo a BA6 como a palma da minha mão, por um lado não consigo perceber porque não poderia ser uma localização com duplo uso militar e civil - exemplos por esse mundo fora é o que não faltam -, mas por outro consigo perceber as razões invocadas pela Força Aérea para não estar de acordo com isso já que, e pelo menos é o que nos é dado a entender nas peças presentes na comunicação social, a prioridade não seria, ou será, dada à parte militar como deveria ser, mas antes à movimentação da aviação comercial.

Os casos que eu conheço, todos tem caracteristicas diferentes de um aeroporto civil no Montijo, temos o caso do aeroporto de Beja que quando tinha voos era um por semana, por isso nunca pos em causa os voos militares, temos o caso das Lajes em que mesmo havendo um fluxo de voos civis não incomoda os voos militares, também porque estes funcionam por destacamentos do Montijo, logo é pessoal que faz a maioria dos treinos de voo no Montijo e não nos Açores, um outro caso que tenho conhecimento, nas Canárias é duas pistas (tecnicamente são quatro) paralelas, uma civil e uma militar, aeroporto para a direita, base aérea para a esquerda, ninguém incomoda ninguém, e até numa aflição podem usar a pista do vizinho.
(https://flyawaysimulation.com/images/downloadshots/19822-gclpzip-1-aerea.jpg)

O que me parece que a Força Aérea diz é que, mesmo que fisicamente ficasse com espaço para continuar a ter as suas esquadras de voo no Montijo, a utilização de pista e espaço aéreo por cima da base para treinos ia estar sempre condicionado pelos voos civis, acho que havia ai um artigo que até dizia que nessa situação a FAP ia ter que deslocar as suas aeronaves para outras bases (Beja, Ovar, etc) nem que fosse temporariamente para fazer esses treinos e que isso tinha despesas em combustível, teoricamente parece que a FAP não se importa de ficar no Montijo com piores condições, se receber uma verba que compense essas deslocações para os treinos das tripulações. Será?

Técnica e teoricamente, a BA6 também possui quatro pistas: a 08/26 e a 01/19. Podem não ser paralelas como o exemplo que mostraste do aeroporto da Gran Canária/Base Aérea de Gando, mas existem. Pode é a orientação de uma delas não ser a ideal face à pista principal da Portela, e nos tempos do NAL em Alcochete planeava-se desactivar a 08/26, porém o espaço aéreo sobre a Grande Lisboa vai ficar assim tão concorrido e caótico que só as aeronaves civis é que poderão voar dia e noite?  ::)

Um caro amigo e antigo controlador aéreo da FAP na BA6 que hoje trabalha no aeroporto londrino de Stansted, dizia-me há semanas não compreender esta questão toda em torno do espaço aéreo lisboeta e sua disponibilidade; na região de Londres existem 6 aeroportos: o de Heathrow, o de Stansted, o de Luton, o da City, o de Biggin Hill e finalmente o de Southend, juntamente com a base de Northolt, e não há problemas de maior, sabendo de antemão que os corredores aéreos para Londres são dos mais congestionados do mundo. Porque razão haverá aqui então?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Dezembro 23, 2016, 12:05:14 am
A razão é que serve de motivo para expulsar as forças armadas de Alcochete e assim vender aquilo aos amigos ao preço da chuva.

Conhecendo muito bem a BA6 e muitas pessoas que lá trabalham diariamente, recordo-me por exemplo de uma coisa tão "simples" como foi a transferência da Esquadra 601 "Lobos" para a Base Aérea de Beja em 2008; a taxa de divórcios dentro desta Esquadra atingiu os 70% naquela altura (são dados não oficiais, mas sobejamente conhecidos dentro da Força Aérea), muito porque os familiares e cônjuges de membros desta unidade, trabalhando na área da Grande Lisboa, não estavam para abandonar o seu emprego, tirar os filhos da escola X ou Y, abdicar dos seus planos de vida e se mudar para Beja de armas e bagagens.
Esse drama é também devido à perca de poder de compra e maior dificuldade de arranjar emprego para os conjuges, se nos anos 90 não havia grande drama nessas movimentações pois o ordenado do militar era suficiente para a familia enquanto o conjuge arranjava emprego, que na época eventualmente acabaria por arranjar, actualmente não é nada assim, um dos elementos da familia ter que se despedir do emprego (se tiver) é um luxo, e dificilmente volta a ter algo parecido com o que tinha.
Interessante e então poderá levantar-se aqui outra questão: quantos pilotos é que a FAP poderia vir a perder ao transferir as esquadras de Montijo para Tancos ou Beja? Isto assumindo que poderiam vir alguns pilotos a preferir pagar a indemnização e passar para o civil invés de passar por certas "chatices" com a família.

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Dezembro 23, 2016, 08:52:45 pm
Interessante e então poderá levantar-se aqui outra questão: quantos pilotos é que a FAP poderia vir a perder ao transferir as esquadras de Montijo para Tancos ou Beja? Isto assumindo que poderiam vir alguns pilotos a preferir pagar a indemnização e passar para o civil invés de passar por certas "chatices" com a família.

Cumprimentos,

Não trabalho na Direcção de Pessoal, mas acredito que é irrelevante, os pilotos que querem sair, já saiem com as esquadras no Montijo, se forem para outro lado é igual, os que querem fazer carreira na FAP, eles já tem a carreira orientada, e ao contrário da maioria das outras especialidades, eles não passam a carreira toda nas Bases, fazem aquele tempo de Alferes até Capitão/Major nas Bases como pilotos operacionais, os que querem sair é mais ou menos nesta altura que tem o tempo mínimo para o abate ao quadro, os que ficam na FAP começam a largar os aviões por posições de comando, é cadeira no Estado-Maior, é cadeira no Comando Aéreo, é cadeira em posições NATO no estrangeiro, instrutor na USAF (ai não se importam nada de estar longe de Lisboa ;D), depois quando chegam a Coronel tem que ir comandar uma Base Aérea (é condição para os que querem frequentar o curso de promoção a general), Lajes, Beja, Monte Real, etc, finalmente os que forem generais voltam às cadeiras do EMFA, Comando/Direcção disto ou daquilo que é tudo em Lisboa exepto Zona Aérea dos Açores, também há posições fora da FAP por exemplo EMGFA :G-beer2:.

Não quero demonizar os pilotos que saiem da FAP, se cumprirem com o que se comprometeram (de tempo), aquilo não é uma prisão, qualquer pessoa se pode despedir e ir para outro trabalho, e a tropa é igual, simplesmente há pilotos que não estão virados para trabalho de escritório ou numa sala de jogos de guerra, querem é voar, e se receberem muito dinheiro por isso, melhor ainda ;D.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 18, 2017, 08:41:03 pm
Citar
Estudos sobre aeroporto admitem coexistência com Campo de Tiro de Alcochete
18 DE JANEIRO DE 2017
14:10

Manuel Carlos Freire

Ministro da Defesa diz que solução da Portela+1 poderá exigir apenas alterações nas estruturas militares em Alcochete.

Os estudos em curso sobre a adaptação da base do Montijo ao tráfego aéreo civil admitem a sua coexistência com o Campo de Tiro de Alcochete, disse esta quarta-feira o ministro da Defesa. Azeredo Lopes falava na comissão parlamentar de Defesa, onde foi questionado sobre a solução que poderá implicar a saída da Força Aérea das infraestruturas no Montijo."Não contesto nem me cabe contestar o interesse nacional" de haver um aeroporto complementar onde está a base aérea do Montijo, mas isso "tem de ser harmonizado" com os interesses da Força Aérea e da Defesa Nacional, sublinhou o ministro aos deputados.

Aos jornalistas, o governante adiantou que esses estudos contemplam alterações na direção da pista de aterragem do Campo de Tiro de Alcochete, a fim de não conflituar com as descolagens e aterragens na que existe no Montijo e será complementar do aeroporto da Portela. O ministro da Defesa assegurou ainda que desconhece quaisquer valores de custos associados ao processo, como os já avançados 400 milhões de euros no caso de a Força Aérea ter de abandonar o Montijo.

A solução Portela+1 é uma alternativa à construção do novo aeroporto de Lisboa, cuja construção de raiz está estimada em mais de três mil milhões de euros e assim fica adiada por várias décadas, segundo fontes parlamentares e governamentais ouvidas pelo DN. Os estudos nesta fase ainda são preliminares e ainda não existe o de impacto ambiental, que se prevê durar mais de um ano, adiantou uma das fontes.

http://www.dn.pt/portugal/interior/estudos-sobre-aeroporto-admitem-coexistencia-com-campo-de-tiro-de-alcochete-5613219.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 19, 2017, 02:39:12 pm
Governo já tem estudo para avançar para alargamento do aeroporto ao Montijo

O Governo já tem o estudo da ANAC a defender que a melhor solução para o aeroporto de Lisboa é a utilização da Base Aérea N.º 6 como complemento. A decisão deve ser tomada até março

http://observador.pt/2017/01/19/governo-ja-tem-estudo-para-avancar-para-alargamento-do-aeroporto-ao-montijo/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 19, 2017, 05:13:46 pm
Governo já tem estudo para avançar para alargamento do aeroporto ao Montijo

O Governo já tem o estudo da ANAC a defender que a melhor solução para o aeroporto de Lisboa é a utilização da Base Aérea N.º 6 como complemento. A decisão deve ser tomada até março

http://observador.pt/2017/01/19/governo-ja-tem-estudo-para-avancar-para-alargamento-do-aeroporto-ao-montijo/

As Obras deviam começar de imediato !!
Os estudos estão feitos já há muito tempo, o Aeroporto de Lisboa está já no limite máximo das suas capacidades é urgentíssimo que o mais tardar em 2019, seja possivel transferir trafego para o Montijo, com o risco de Lisboa perder operadores devido á má qualidade do serviço prestado se tal não acontecer.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 19, 2017, 06:57:55 pm
Governo já tem estudo para avançar para alargamento do aeroporto ao Montijo

O Governo já tem o estudo da ANAC a defender que a melhor solução para o aeroporto de Lisboa é a utilização da Base Aérea N.º 6 como complemento. A decisão deve ser tomada até março

http://observador.pt/2017/01/19/governo-ja-tem-estudo-para-avancar-para-alargamento-do-aeroporto-ao-montijo/

As Obras deviam começar de imediato !!
Os estudos estão feitos já há muito tempo, o Aeroporto de Lisboa está já no limite máximo das suas capacidades é urgentíssimo que o mais tardar em 2019, seja possivel transferir trafego para o Montijo, com o risco de Lisboa perder operadores devido á má qualidade do serviço prestado se tal não acontecer.

Abraços

Não é bem assim. O artigo enfatiza, e muito bem, as fortes restrições à actividade militar daí decorrentes, que não se resolvem apenas com a mudança da Esq. 101 para Beja e dos EH-101 e Super Lynx para Sintra. É muito mais vasta a preocupação da Defesa nesse aspecto, já que ao que tudo indica o estudo de impacte ambiental pouco significará para isto.

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 19, 2017, 08:49:18 pm
Governo já tem estudo para avançar para alargamento do aeroporto ao Montijo

O Governo já tem o estudo da ANAC a defender que a melhor solução para o aeroporto de Lisboa é a utilização da Base Aérea N.º 6 como complemento. A decisão deve ser tomada até março

http://observador.pt/2017/01/19/governo-ja-tem-estudo-para-avancar-para-alargamento-do-aeroporto-ao-montijo/

As Obras deviam começar de imediato !!
Os estudos estão feitos já há muito tempo, o Aeroporto de Lisboa está já no limite máximo das suas capacidades é urgentíssimo que o mais tardar em 2019, seja possivel transferir trafego para o Montijo, com o risco de Lisboa perder operadores devido á má qualidade do serviço prestado se tal não acontecer.

Abraços

Não é bem assim. O artigo enfatiza, e muito bem, as fortes restrições à actividade militar daí decorrentes, que não se resolvem apenas com a mudança da Esq. 101 para Beja e dos EH-101 e Super Lynx para Sintra. É muito mais vasta a preocupação da Defesa nesse aspecto, já que ao que tudo indica o estudo de impacte ambiental pouco significará para isto.

O que é que não é bem assim Charlie jaguar??
O que eu escrevi sobre as capacidades/limitações do Aeroporto de Lisboa ?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 19, 2017, 11:08:42 pm
Governo já tem estudo para avançar para alargamento do aeroporto ao Montijo

O Governo já tem o estudo da ANAC a defender que a melhor solução para o aeroporto de Lisboa é a utilização da Base Aérea N.º 6 como complemento. A decisão deve ser tomada até março

http://observador.pt/2017/01/19/governo-ja-tem-estudo-para-avancar-para-alargamento-do-aeroporto-ao-montijo/

As Obras deviam começar de imediato !!
Os estudos estão feitos já há muito tempo, o Aeroporto de Lisboa está já no limite máximo das suas capacidades é urgentíssimo que o mais tardar em 2019, seja possivel transferir trafego para o Montijo, com o risco de Lisboa perder operadores devido á má qualidade do serviço prestado se tal não acontecer.

Abraços

Não é bem assim. O artigo enfatiza, e muito bem, as fortes restrições à actividade militar daí decorrentes, que não se resolvem apenas com a mudança da Esq. 101 para Beja e dos EH-101 e Super Lynx para Sintra. É muito mais vasta a preocupação da Defesa nesse aspecto, já que ao que tudo indica o estudo de impacte ambiental pouco significará para isto.

O que é que não é bem assim Charlie jaguar??
O que eu escrevi sobre as capacidades/limitações do Aeroporto de Lisboa ?

Não, amigo tenente, quando disse que as obras deveriam começar imediatamente. Que a Portela está prestes a rebentar pelas costuras já é sobejamente conhecido; mas, tal e qual é escrito - e bem - no artigo do Observador, há muita coisa ainda a considerar, e quase toda ela do lado militar. Não se pode "desalojar" assim sem mais nem menos uma unidade importante que ali se encontra há mais de 60 anos só porque os turistas estão loucos por Portugal, e Lisboa em particular. Caso contrário, de cada vez que o superior interesse nacional ditar, encerra-se ou desloca-se uma unidade militar para outro lado, e para isso mais vale então deixar de ter Forças Armadas.  ::)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 22, 2017, 06:03:35 pm
Governo já tem estudo para avançar para alargamento do aeroporto ao Montijo

O Governo já tem o estudo da ANAC a defender que a melhor solução para o aeroporto de Lisboa é a utilização da Base Aérea N.º 6 como complemento. A decisão deve ser tomada até março

http://observador.pt/2017/01/19/governo-ja-tem-estudo-para-avancar-para-alargamento-do-aeroporto-ao-montijo/

As Obras deviam começar de imediato !!
Os estudos estão feitos já há muito tempo, o Aeroporto de Lisboa está já no limite máximo das suas capacidades é urgentíssimo que o mais tardar em 2019, seja possivel transferir trafego para o Montijo, com o risco de Lisboa perder operadores devido á má qualidade do serviço prestado se tal não acontecer.

Abraços

Não é bem assim. O artigo enfatiza, e muito bem, as fortes restrições à actividade militar daí decorrentes, que não se resolvem apenas com a mudança da Esq. 101 para Beja e dos EH-101 e Super Lynx para Sintra. É muito mais vasta a preocupação da Defesa nesse aspecto, já que ao que tudo indica o estudo de impacte ambiental pouco significará para isto.

O que é que não é bem assim Charlie jaguar??
O que eu escrevi sobre as capacidades/limitações do Aeroporto de Lisboa ?

Não, amigo tenente, quando disse que as obras deveriam começar imediatamente. Que a Portela está prestes a rebentar pelas costuras já é sobejamente conhecido; mas, tal e qual é escrito - e bem - no artigo do Observador, há muita coisa ainda a considerar, e quase toda ela do lado militar. Não se pode "desalojar" assim sem mais nem menos uma unidade importante que ali se encontra há mais de 60 anos só porque os turistas estão loucos por Portugal, e Lisboa em particular. Caso contrário, de cada vez que o superior interesse nacional ditar, encerra-se ou desloca-se uma unidade militar para outro lado, e para isso mais vale então deixar de ter Forças Armadas.  ::)

O que reafirmo, Camarada Charlie Jaguar, é que a maioria das restricções que o ALS tem não são do conhecimento da grande maioria da população, nem sequer dos especialistas jornalistas do nosso Burgo, algumas estão tão bem camufladas que nem vos conto............ mas enfim continuemos para bingo pois a linha foi feita há muitos anos.......... desde o final da década de 80 !!!!

Como já referi num post anterior, porque não passa a FAP a operar na Portela, digo Humberto Delgado, os meios SAR, e alguns acfts de transporte deslocando os restantes meios para Sintra Por exemplo ????

Em Lisboa, vai haver espaço de sobra, com a deslocação das aeronaves da RYR e da EZY, esta mais difícil, para o Montijo, a placa junto ao T02 fica liberta para outros meios civis, mas volto a repetir a BA6 pode permanecer onde está, mesmo com o famoso +1 lá instalado !!!

Não nos podemos esquecer que se a BA6 permanecer onde está com o +1, os meios aéreos de asa fixa terão que ser reposicionados noutras bases, quando o PCN das pistas e táxi-ways estiver a ser reforçado !!
O PMD dos  " C "  é de 70 Tons.

Quanto a opções não tenho dúvidas que se os politicozecos quiserem tirar a FAP do Montijo o fazem, e sem espinhas, a Grande maioria dos Oficiais Generais não são mais que uns joguetes nas mãos daqueles montes de esterco !!!!! 

Alguém vai meter uns bons milhões ao bolso, e, não serão os Militares, digo eu !!!!


http://www.dn.pt/dinheiro/interior/ana-assina-em-fevereiro-projeto-para-aeroporto-no-montijo-5620376.html

https://eco.pt/2017/01/21/montijo-e-a-escolha-do-governo-para-novo-aeroporto/


Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 23, 2017, 04:40:17 pm

Como já referi num post anterior, porque não passa a FAP a operar na Portela, digo Humberto Delgado, os meios SAR, e alguns acfts de transporte deslocando os restantes meios para Sintra Por exemplo ????

Em Lisboa, vai haver espaço de sobra, com a deslocação das aeronaves da RYR e da EZY, esta mais difícil, para o Montijo, a placa junto ao T02 fica liberta para outros meios civis, mas volto a repetir a BA6 pode permanecer onde está, mesmo com o famoso +1 lá instalado !!!

Espaço para os aviões acredito que sim, no maximo estamos a falar de 29 aeronaves (12 EH101, 12 C-295 e 5 C-130) depende de quais deveriam ser enviados para Sintra, apesar de quem gere o aeroporto talvez não goste de ver spots ocupados. E espaço para os militares? Tem algum edificio perto dessa placa que as esquadras de voo poderiam usar para as Operações, e outras necessidades? E hangar de manutenção? Isso poderia estar tudo concentrado, idealmente junto ao AT1, assim poderiam ter o apoio da logistica do AT1, como transportes, messes, alojamentos, parte administrativa.

Temos ainda a questão da Esquadrilha de Helicopteros da Marinha, que não devem ir para muito longe da área de Lisboa, se tiverem de sair do Montijo, acredito em Sintra.

E temos ainda o Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea, enquanto existir um espaço militar no Montijo, não os afecta, eles não precisam da pista para fazer o trabalho deles. Mas se a BA6 encerrar completamente, são mais um grupo que tem que se pensar num sitio para os colocar, se o Campo de Tiro em Alcochete não fechar, acho que vão para lá.

Citar
Quanto a opções não tenho dúvidas que se os politicozecos quiserem tirar a FAP do Montijo o fazem, e sem espinhas, a Grande maioria dos Oficiais Generais não são mais que uns joguetes nas mãos daqueles montes de esterco !!!!! 

Acredito.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Janeiro 23, 2017, 06:50:51 pm
Citar
21/01/2017
Montijo como solução aeroportuária: Governo e ANA assinam memorando no próximo mês
Segundo avança o Expresso, o Governo avançará com a solução Montijo para o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa, onde pretende ter um aeroporto alternativo operacional já no final de 2018. O Expresso refere mesmo que, já no próximo mês de Fevereiro, a ANA e o Governo assinarão um memorando de entendimento tendo em vista o desenvolvimento de projectos para a transformação da Base Aérea do Montijo num aeroporto comercial.

O Governo terá avançado pela solução Montijo e não por outras que estiveram em cima da mesa, nomeadamente Alcochete que implicaria uma capacidade financeira bem maior. Os custos da solução complementar no Montijo ainda não são conhecidos, sendo que existirão sempre custos de ligações rodoviárias ao aeroporto ou da devida compensação a pagar à Força Aérea. O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, defendeu mesmo na Assembleia da República que os custos totais ficarão abaixo dos 400 milhões que têm sido ventilados.

A Vinci, grupo que controla a ANA, terá a ambição de manter a gestão do aeroporto de Lisboa por mais 30 anos e tem assim toda a vontade de encontrar solução alternativa ao Aeroporto Humberto Delgado. Mas o investimento adicional no Montijo, adianta o Expresso, poderá implicar o aumento da extensão do prazo do actual contrato da ANA.

http://www.cargoedicoes.pt/site/Default.aspx?tabid=380&id=16592&area=Cargo (http://www.cargoedicoes.pt/site/Default.aspx?tabid=380&id=16592&area=Cargo)

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 24, 2017, 12:29:36 pm
Parece que o assunto está encerrado e que, de facto, assistiremos ao encerramento definitivo da Base Aérea nº 6 do Montijo...

Citar
Governo e câmara não querem Montijo só com voos low cost

Expectativa do executivo e da autarquia é que a ANA encare o novo terminal não apenas como plataforma para as low cost. Autarquia pede 15 milhões para garantir ligações a Lisbo

Luísa Pinto   •24 de Janeiro de 2017, 7:12

A solução para os constrangimentos que está a enfrentar o aeroporto de Lisboa não vai passar pela construção de um novo aeroporto, mas pela readaptação de uma pista que faz actualmente parte da Base Aérea no Montijo. A ANA, concessionária dos aeroportos comerciais, confirmou ao PÚBLICO que esta proposta de localização é a mais viável. Em Fevereiro deverá ser assinado o memorando de entendimento com o Governo.

“Só parem de lhe chamar Portela+1, porque nós estamos a falar sempre, e apenas, de um único aeroporto: o Aeroporto Humberto Delgado, que deverá ter no Montijo a instalação de um novo terminal”, comentou, por seu lado, o presidente da Câmara do Montijo, o socialista Nuno Canta. A expectativa do autarca, que foi confirmada ao PÚBLICO por fonte do Governo, é que a ANA encare este novo terminal não só como uma plataforma para as low cost ou para empresas de carga aérea, mas também para companhias de bandeira. “É tudo uma questão de tarifas e de taxas que as empresas queiram suportar”, argumentou.

Depois de se ter recusado a assinar o memorando de entendimento que lhe foi enviado pelo então secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, o autarca continua à espera que o actual Governo lhe faça chegar o novo documento. “Temos estado em diálogo, mas apenas no sentido de responder às consultas que nos fazem no âmbito dos novos estudos que estão a fazer. Mas, como não poderia deixar de ser, manteremos as mesmas exigências de sempre, em termos de cadernos de encargos com vista a mitigar o impacto que essa nova realidade no município vai trazer para o Montijo”, afirmou Nuno Cante.

De acordo com o presidente da câmara, esse caderno de encargos não deverá ultrapassar os 15 milhões de euros, valor que servirá para resolver as questões de conectividade da base aérea com as infra-estruturas rodoviárias e fluviais de acesso à cidade de Lisboa. Depois de frisar que a Câmara do Montijo está muito satisfeita com a possibilidade de voltar a ter “o seu lugar na história” e reposicionar-se como “a capital da margem sul que já lhe pertenceu no tempo dos correios e da mala-posta”, Nuno Canta sublinha que tem consciência das mais-valias que o terminal trará para o concelho em termos de criação de emprego. Há, contudo, “uma factura inicial que tem de ser a ANA a pagar”, avisa. Os 15 milhões estimados serão necessários para que a população do Montijo suporte a prevista duplicação de movimentos aéreos.

“Não nos podemos esquecer que já estamos a falar de uma pista com actividade”, recorda. A verba envolve a conclusão da circular externa da cidade (que permitirá que todo o tráfego proveniente do sul possa aceder ao aeroporto sem passar pela malha urbana do Montijo), a requalificação de duas avenidas na cidade (Avenida do Seixalinho e Luís de Camões), uma nova ligação rodoviária à ponte Vasco da Gama, a requalificação da frente ribeirinha da cidade e melhor utilização do cais fluvial do Seixalinho. No mesmo caderno de encargos surgem ainda questões ambientais como a melhoria dos transportes públicos e fluviais, e o reforço da capacidade de tratamento dos esgotos e abastecimento de água.


Câmara fora do memorando

Ao que o PÚBLICO apurou, a autarquia não será, porém, envolvida no memorando que o Governo pretende assinar com a ANA em Fevereiro, e no qual a concessionária ficará formalmente mandatada para indicar a sua alternativa para o reforço de capacidade do actual aeroporto de Lisboa, tal como está obrigada pelo contrato de concessão. As reivindicações do Montijo ficarão, assim, para outra fase. O actual Governo criou um grupo de trabalho que juntou os ministérios da Defesa e do Planeamento, a Autoridade Nacional de Aviação Civil, a NAV e a Força Aérea e que voltou a apontar como solução o Montijo. O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, admitiu à Lusa que havia pressões para que houvesse um terminal civil na base do Montijo e, na Assembleia da República, desmentiu que já estivesse fixada a indemnização a pagar à Força Aérea (o valor indicado era de 400 milhões de euros).

Uma fonte ligada ao processo admitiu ao PÚBLICO, que dificilmente se pagará de indemnização mais do que o custo da própria infra-estrutura. Os valores ainda não são conhecidos. No estudo encomendado pela ANA à consultora Roland Berger, e divulgado na semana passada pelo Observador, conclui-se que a opção “Portela + Montijo” é viável até 2050 e é também a mais barata. Os valores do investimento não foram divulgados mas, apurou o PÚBLICO, rondarão os 200 milhões de euros. De acordo com a ANA, o Governo pediu novas avaliações para “confirmar as conclusões dos estudos da concessionária”. “Julgamos que estarão concluídos”, disse fonte oficial.

https://www.publico.pt/2017/01/24/economia/noticia/governo-e-camara-querem-montijo-tambem-para-as-companhias-de-bandeira-1759374

Entretanto, embora certas fontes mencionadas pelos vários artigos de imprensa afirmem que não, parece que a ideia de deslocalizar o Campo de Tiro de Alcochete para o Alentejo pode ser ressuscitada.

http://www.lidadornoticias.pt/mertola-campo-de-tiro-de-alcochete-podera-mudar-se-para-o-concelho/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Alvalade em Janeiro 24, 2017, 01:21:24 pm
O MDN apenas falou da reorientação da pista do Campo de Tiro.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 24, 2017, 04:04:24 pm
Quando cheira a dinheiro parecem as hienas. O Barreiro também quer uma fatia do bolo.

https://www.publico.pt/2017/01/24/economia/noticia/construcao-do-terminal-do-barreiro-e-excentrica-e-despropositada-1759380
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Johnnie em Janeiro 24, 2017, 04:10:14 pm


Como já referi num post anterior, porque não passa a FAP a operar na Portela, digo Humberto Delgado, os meios SAR, e alguns acfts de transporte deslocando os restantes meios para Sintra Por exemplo ????

Em Lisboa, vai haver espaço de sobra, com a deslocação das aeronaves da RYR e da EZY, esta mais difícil, para o Montijo, a placa junto ao T02 fica liberta para outros meios civis, mas volto a repetir a BA6 pode permanecer onde está, mesmo com o famoso +1 lá instalado !!!

Espaço para os aviões acredito que sim, no maximo estamos a falar de 29 aeronaves (12 EH101, 12 C-295 e 5 C-130) depende de quais deveriam ser enviados para Sintra, apesar de quem gere o aeroporto talvez não goste de ver spots ocupados. E espaço para os militares? Tem algum edificio perto dessa placa que as esquadras de voo poderiam usar para as Operações, e outras necessidades? E hangar de manutenção? Isso poderia estar tudo concentrado, idealmente junto ao AT1, assim poderiam ter o apoio da logistica do AT1, como transportes, messes, alojamentos, parte administrativa.

Temos ainda a questão da Esquadrilha de Helicopteros da Marinha, que não devem ir para muito longe da área de Lisboa, se tiverem de sair do Montijo, acredito em Sintra.

E temos ainda o Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea, enquanto existir um espaço militar no Montijo, não os afecta, eles não precisam da pista para fazer o trabalho deles. Mas se a BA6 encerrar completamente, são mais um grupo que tem que se pensar num sitio para os colocar, se o Campo de Tiro em Alcochete não fechar, acho que vão para lá.

Citar
Quanto a opções não tenho dúvidas que se os politicozecos quiserem tirar a FAP do Montijo o fazem, e sem espinhas, a Grande maioria dos Oficiais Generais não são mais que uns joguetes nas mãos daqueles montes de esterco !!!!! 

Acredito.
[/quote]

12 EH101 + 12 C295 + 5 C130 da FAP + 5  Linx da Marinha mais toda a tralha que trzem atrás, tudo em Sintra, não sei onde vais ter espaço...Só se acabares com o Museu e com a Academia...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 24, 2017, 08:09:56 pm
12 EH101 + 12 C295 + 5 C130 da FAP + 5  Linx da Marinha mais toda a tralha que trzem atrás, tudo em Sintra, não sei onde vais ter espaço...Só se acabares com o Museu e com a Academia...

Não sei se está a falar para mim ou para o Tenente, mas eu não disse que isso ia tudo para Sintra, eu disse que essas aeronaves todas até podem ter espaço na Portela, mas algumas poderiam ir para Sintra como por exemplo os (helicopteros EH101 e Lynx). Mas pessoalmente não acredito que nenhuma vá para a Portela, o que não couber em Sintra vai para outra Base qualquer, como Beja ou Tancos (é a que se tem falado).

Nunca vais acabar com a Academia. E acabar com o Museu do Ar acho que seria má gestão, anda-se a meter dinheiro naquilo, para agora mandar tudo abaixo e colocar noutro local. Mais depressa corres com os Epsilon de novo para Beja.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: typhonman em Janeiro 24, 2017, 10:57:46 pm
A solução está, em passar o AM1, para BA13 e colocar lá os C-130 e C-295, e enviar os EH-101 para Sintra.

Em linha reta, Ovar só dista mais 60 km, de Tancos em relação ao Montijo.


Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Janeiro 25, 2017, 11:04:41 am
O MDN apenas falou da reorientação da pista do Campo de Tiro.
Ainda vão lixar a vida à malta do Aeromodelismo com ventos e afins. Uma chatice...  ;D ::)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2009/CTA/CTA07.jpg)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2008/CTA/CTA02.jpg)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2008/CTA/CTA05.jpg)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2009/CTA/CTA09.jpg)
Citar
Veja aqui as fotos de um Domingo no Campo de Tiro de Alcochete.

http://www.hangar13.pt/501/aeromodelismo.html (http://www.hangar13.pt/501/aeromodelismo.html)

Saudações  :G-beer2:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 25, 2017, 02:54:44 pm
Mas a pista 01/19 do CTA tem assim tanto movimento que obrigue a tal? É que além de muito pequena, pelo que tenho conhecimento o movimento ali é esporádico, na melhor das hipóteses.  ???
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Johnnie em Janeiro 25, 2017, 04:36:40 pm
12 EH101 + 12 C295 + 5 C130 da FAP + 5  Linx da Marinha mais toda a tralha que trzem atrás, tudo em Sintra, não sei onde vais ter espaço...Só se acabares com o Museu e com a Academia...

Não sei se está a falar para mim ou para o Tenente, mas eu não disse que isso ia tudo para Sintra, eu disse que essas aeronaves todas até podem ter espaço na Portela, mas algumas poderiam ir para Sintra como por exemplo os (helicopteros EH101 e Lynx). Mas pessoalmente não acredito que nenhuma vá para a Portela, o que não couber em Sintra vai para outra Base qualquer, como Beja ou Tancos (é a que se tem falado).

Nunca vais acabar com a Academia. E acabar com o Museu do Ar acho que seria má gestão, anda-se a meter dinheiro naquilo, para agora mandar tudo abaixo e colocar noutro local. Mais depressa corres com os Epsilon de novo para Beja.

Concordo eu poria os EH-101 na Portela e assim ficam pertinho dos hospitais de Lisboa e os C´s em Beja, os Linx da Marinha que continuem no Montijo que nã odevem estorvar assim tanto, afinal pelo menos 2 andam sempre embarcados
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Janeiro 25, 2017, 04:40:27 pm
Mas a pista 01/19 do CTA tem assim tanto movimento que obrigue a tal? É que além de muito pequena, pelo que tenho conhecimento o movimento ali é esporádico, na melhor das hipóteses.  ???
A mais pura das mentiras. Olha só o Tráfego...  ;D :D

(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2010/H13_10Aniversario/fotos/H13XAniv_021.JPG)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2010/H13_10Aniversario/fotos/H13XAniv_043.JPG)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2010/H13_10Aniversario/fotos/H13XAnivAA_025.JPG)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2010/H13_10Aniversario/fotos/H13XAnivAA_024.JPG)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2010/H13_10Aniversario/fotos/H13XAnivAA_037.JPG)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2010/H13_10Aniversario/fotos/H13XAnivMC_044.JPG)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2010/H13_10Aniversario/fotos/H13XAnivMC_049.JPG)

Citar
http://www.hangar13.pt/501/H13Encontro2010.html (http://www.hangar13.pt/501/H13Encontro2010.html)

Saudações  ;D :D
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 25, 2017, 06:24:57 pm
 ;D

Outra coisa que sempre me falaram na BA6 como algo muito problemático foi o que ainda hoje se passou na região da Grande Lisboa: o nevoeiro denso. Estando a península do Samouco onde se situa a Base envolta pelo rio Tejo e várias áreas húmidas circundantes, e por conseguinte zonas onde bancos de nevoeiro se formam com facilidade, as operações aéreas já são difíceis na Portela em dias como hoje, obrigando ao desvio de vários voos, por isso imagine-se no Montijo.  ::)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Miguel em Janeiro 25, 2017, 06:47:23 pm
A soluçao é reativar a BA3 exUALE, exelente para o treino do Regimento Paras.
Com os 4/5 C130 sobreviventes e 9 C295, 3 estao em permanencia na BA4 e AM3

Passar os Hélis para a BA1 Sintra, esta passando a ser a base dos hélis com os 9 EH101 da 751, ( +3 na BA4 e AM3=
Os futuros 5 substitutos dos alII, e os Lynx quando em Terra.

Transferir a 101 com os seus Epsilon para a BA11 Beja

Beja passando a ser uma Base de treino e PatMar.
Tancos/Transporte
Sintra/Helicopteros
Monte Real/Combate
Lajes/Porto Santo ZAA/ZAM
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Aegir em Janeiro 25, 2017, 08:01:48 pm
Boa noite,

Não seria sempre mais fácil alocar uns quantos vôos internacionais ao aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Afinal são tantos km de Lisboa ao Porto, como do Porto a Lisboa.

  ;) ;) ;)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 26, 2017, 07:15:26 pm
Citar
Aeroporto. Governo e ANA chegam a acordo sobre o Montijo

Memorando de entendimento deverá ser assinado em Fevereiro. Governo quer tudo pronto em 2018

https://sol.sapo.pt/artigo/545273#disqus_thread
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 26, 2017, 07:57:15 pm
Aeroporto do Montijo apresentado a 15 de fevereiro
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/aeroporto-do-montijo-apresentado-15-fevereiro-115506

Aeroporto do Montijo: "Uma terceira travessia do Tejo seria um disparate"
http://www.tsf.pt/economia/interior/aeroporto-do-montijo-uma-terceira-travessia-do-tejo-seria-um-disparate-5630110.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 27, 2017, 12:39:56 pm
Boa noite,

Não seria sempre mais fácil alocar uns quantos vôos internacionais ao aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Afinal são tantos km de Lisboa ao Porto, como do Porto a Lisboa.

  ;) ;) ;)

Desculpa dizer-te mas não é assim tão simples !!!!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 27, 2017, 12:43:19 pm


Como já referi num post anterior, porque não passa a FAP a operar na Portela, digo Humberto Delgado, os meios SAR, e alguns acfts de transporte deslocando os restantes meios para Sintra Por exemplo ????

Em Lisboa, vai haver espaço de sobra, com a deslocação das aeronaves da RYR e da EZY, esta mais difícil, para o Montijo, a placa junto ao T02 fica liberta para outros meios civis, mas volto a repetir a BA6 pode permanecer onde está, mesmo com o famoso +1 lá instalado !!!

Espaço para os aviões acredito que sim, no maximo estamos a falar de 29 aeronaves (12 EH101, 12 C-295 e 5 C-130) depende de quais deveriam ser enviados para Sintra, apesar de quem gere o aeroporto talvez não goste de ver spots ocupados. E espaço para os militares? Tem algum edificio perto dessa placa que as esquadras de voo poderiam usar para as Operações, e outras necessidades? E hangar de manutenção? Isso poderia estar tudo concentrado, idealmente junto ao AT1, assim poderiam ter o apoio da logistica do AT1, como transportes, messes, alojamentos, parte administrativa.

Temos ainda a questão da Esquadrilha de Helicopteros da Marinha, que não devem ir para muito longe da área de Lisboa, se tiverem de sair do Montijo, acredito em Sintra.

E temos ainda o Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea, enquanto existir um espaço militar no Montijo, não os afecta, eles não precisam da pista para fazer o trabalho deles. Mas se a BA6 encerrar completamente, são mais um grupo que tem que se pensar num sitio para os colocar, se o Campo de Tiro em Alcochete não fechar, acho que vão para lá.

Citar
Quanto a opções não tenho dúvidas que se os politicozecos quiserem tirar a FAP do Montijo o fazem, e sem espinhas, a Grande maioria dos Oficiais Generais não são mais que uns joguetes nas mãos daqueles montes de esterco !!!!! 

Acredito.

12 EH101 + 12 C295 + 5 C130 da FAP + 5  Linx da Marinha mais toda a tralha que trzem atrás, tudo em Sintra, não sei onde vais ter espaço...Só se acabares com o Museu e com a Academia...
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mas quem disse que ia tudo para Sintra, Lisboa ou onde quer que fosse ???
Eu não de certeza mas daqui a pouco já transmito o meu ponto de vista.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 28, 2017, 05:48:37 pm
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/montijo-vai-mesmo-aeroporto-complementar-lisboa-116515
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 28, 2017, 07:05:51 pm
“Coabitação” civil e militar no Montijo só será viável com número reduzido de voos

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea, o general Manuel Rolo, não descarta, contudo, a hipótese de "deslocalizar definitivamente" a base aérea do Montijo para outra localização

http://expresso.sapo.pt/economia/2017-01-28-Coabitacao-civil-e-militar-no-Montijo-so-sera-viavel-com-numero-reduzido-de-voos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Janeiro 30, 2017, 12:24:07 am
http://defesanacionalpt.blogspot.pt/2017/01/autarcas-da-comunidade-intermunicipal.html (http://defesanacionalpt.blogspot.pt/2017/01/autarcas-da-comunidade-intermunicipal.html)
Citar
Autarcas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo querem a reabertura da Base Aérea de Tancos
Os autarcas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) querem a reabertura da Base Aérea de Tancos para acolher da base aérea n.º 6 do Montijo, que poderá ser encerrada para ali se instalar o novo aeroporto da Grande Lisboa.

"Considerando que se perspectiva que a Força Aérea deixará de operacionalizar a Base Aérea n.º 6, no Montijo, para aí ser instalado o novo aeroporto de Lisboa, é opinião dos Autarcas da CIM do Médio Tejo que a opção natural para sediar as aeronaves de transporte C-130 e C-295, aquando da transferência daquela Base, seja o Polígono Militar de Tancos, em Vila Nova da Barquinha", refere um comunicado da CIMT, emitido após a reunião do Conselho Intermunicipal realizada a 20 de Janeiro.

Entre as várias justificações apresentadas, os autarcas do Médio Tejo lembram que é em Tancos que se realizam os treinos de lançamento dos para-quedistas da Brigada de Reacção Rápida do Exército, bem como a preparação e projecção de várias Forças Nacionais Destacadas; a base fica no centro de Portugal pelo que a futura opção política de dotar a Força Aérea com meios para combate a fogos florestais terá que ter uma sede operacional em local de centralidade territorial; e que em Tancos já existem servidões militares constituídas, espaço livre e público no Polígono para poder alargar o Aeródromo Militar e para instalar as diferentes esquadras de transporte da Força Aérea e as suas esquadras de helicópteros. (RedeRegional)

Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2017, 11:47:10 am
Governo prevê manter os militares na base aérea do Montijo


Os estudos sobre a adaptação da base aérea do Montijo (BA6) ao tráfego aéreo civil vão ser feitos "no pressuposto" de essa infraestrutura continuar a ser utilizada pela Força Aérea, disseram ontem diferentes fontes do Governo ao DN.

"O objetivo não é inviabilizar qualquer infraestrutura militar" na Grande Lisboa, pois "em todos os documentos vai estar escrito que ficará garantida a operacionalidade da Força Aérea" numa região que abrange também as bases de Sintra e Monte Real, além das áreas de Alverca e da Ota, sublinhou uma das fontes.

"Os estudos são sobre a convivência" entre civis e militares, pois "nada aponta" para o cenário da Força Aérea ter de deixar a BA6, adiantou esta fonte, reconhecendo contudo que "terá de haver alguma arrumação" por parte do ramo - podendo implicar a transferência de alguns meios.

Outra das fontes frisou que "o que está a ser analisado é a compatibilidade" civil-militar. Mas "se houver meios [aéreos] a deslocar, isso terá de resultar dos estudos", alertou, lembrando que os modelos terão de avaliar as implicações no curto, médio e longo prazo.

Note-se que este dossiê vai ser abordado esta manhã pela Comissão parlamentar de Defesa na audição do ministro da tutela, Azeredo Lopes. O seu presidente, Marco António Costa (PSD), disse ao DN que "parece inevitável abordar o tema para agendar uma conversa mais detalhada" com o governante, tendo em conta "os últimos desenvolvimentos.

Pedro Roque (PSD) lamentou haver "algum secretismo" do Governo em relação ao futuro da BA6 e insistiu na necessidade de saber "como compatibilizar as missões da Força Aérea com o uso civil" dessa infraestrutura. "Numa primeira fase é possível compatibilizar" aviões civis com aeronaves militares, "mas depois... há que saber como está salvaguardada" a atividade do ramo militar, frisou.

Com a decisão já assumida de abrir a BA6 ao tráfego civil, para complementar a atividade do aeroporto de Lisboa, ganha importância a questão das acessibilidades ao que agora é um espaço militar no domínio público do Estado - os quais, pela sua natureza e à luz da lei, "estão fora do comércio jurídico, não podendo ser objeto de direitos privados ou de transmissão por instrumentos de direito privado".

Nuno Canta (PS), presidente da câmara do Montijo, disse ao DN que "o grande objetivo é criar uma ligação da cidade à nova infraestrutura aeroportuária civil, para garantir" que não há problemas, nomeadamente de trânsito. Embora não existam estudos sobre a matéria, o autarca estimou os custos das obras a fazer "em cerca de 15 milhões de euros".

Concluir a circular externa do Montijo, para muito do trânsito do sul não ir pelo interior da cidade, construir a variante da Atalaia para ligar a estrada nacional 4 (entre Montijo e Alentejo) ao aeroporto, avenidas para ligar a circular externa às vias internas da localidade e nova ligação da A12 à área da BA6 são algumas das exigências, apontou Nuno Canta.

O PCP é que continua desagradado, com o vereador Carlos Almeida a declarar que a divergência com o PS (e o PSD) "não é uma questão ideológica". A "solução de futuro" passa por um aeroporto de raiz e na zona do Campo de Tiro de Alcochete, pois "esta é de curto prazo" e "não é mais barata" para os cofres públicos, insistiu.


>>>>>  http://www.dn.pt/portugal/interior/governo-preve-manter-os-militares-na-base-aerea-do-montijo-5640301.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 02, 2017, 03:23:18 pm
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Força Aérea estuda relocalização de meios para libertar Montijo para voos civis
 
 Rui Sá - RTP
 01 Fev, 2017, 23:20 / atualizado em 01 Fev, 2017, 23:20  | País

Até abril a Força Aérea terá concluído o estudo de relocalização das esquadras que operam atualmente na base aérea do Montijo e de como será feita a articulação do tráfego civil e militar, no cenário Portela mais um. No dia 15 governo e ANA assinam o documento que assume que a BA6 passa a ser objeto único de estudo para descongestionar o aeroporto da capital adiando, sem prazo, a construção de um novo aeroporto para Lisboa.

É dado adquirido. A base aérea do Montijo vai ser transformada em aeroporto civil complementar ao de Lisboa. O ministro da defesa assinou esta quarta feira o despacho que dá inicio ao estudo de co-habitação entre os voos civis e militares na base do Montijo, as alternativas de que a Força Aérea dispõem para manter as missões operacionais a partir de outras bases no país e quais os custos envolvidos com eventuais mudanças. Até final de abril os resultados serão tornados públicos. Lembre-se que a Força Aérea Portuguesa opera as esquadras de transporte pesado, vigilância marítima e busca e salvamento a partir da BA6.

Quer a Força Aérea, quer a Marinha (que também usa a base para apoio aos seus helicópteros), vão manter-se no Montijo mas, por razões de segurança e operacionalidade, essa presença poderá ter que ser reduzida. Dia 15 ANA e Governo assinam o outro documento que sela o compromisso em torno desta solução."Trata-se do memorando para determinar o Montijo como objeto de estudo, a partir de agora único, para definir o que será o futuro aeroporto complementar de Lisboa" , explicou Azeredo Lopes à saída de uma audiência na Comissão de Defesa da Assembleia da Republica.

O Contrato de concessão da ANA previa o inicio de estudos para a construção de um novo aeroporto em Lisboa assim que o o movimento na Portela atingisse os 22 milhões de passageiros / ano. A concessionária teria no entanto que apresentar alternativas mais eficientes, e menos dispendiosas, do que uma construção de raiz. Os estudos preliminares já demonstraram que, para manter a operação no Humberto Delgado, sem interferir nos corredores aéreos da capital, o Montijo é a melhor solução para uma pista alternativa que possa receber voos charter e de baixo custo. ANA, governo e autarquia do Montijo assumem os encargos. O plano de engenharia financeira prevê o recurso a fundos comunitários para a execução das obras.

http://www.rtp.pt/noticias/pais/forca-aerea-estuda-relocalizacao-de-meios-para-libertar-montijo-para-voos-civis_v980116

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Força Aérea vai realizar estudo sobre tráfego civil na base do Montijo
01 DE FEVEREIRO DE 2017
11:40

Manuel Carlos Freire

Ministro da Defesa disse no Parlamento que opção do Montijo como complementar da Portela "está mais consolidada"

O ministro da Defesa vai requerer à Força Aérea que se pronuncie sobre a abertura da base aérea do Montijo ao tráfego civil. A informação foi dada esta quarta-feira por Azeredo Lopes à Comissão parlamentar de Defesa, depois de questionado pelo deputado João Rebelo (CDS) sobre a adaptação daquela base militar como aeroporto complementar do de Lisboa. Azeredo Lopes precisou que a opção da base do Montijo como complementar do aeroporto da Portela "está mais consolidada" por parte do Governo, "o que não quer dizer que esteja decidida" a escolha do local alternativo. Nesse sentido, o governante pretende que a Força Aérea se pronuncie formalmente sobre a matéria, analisando os impactos para a Defesa da compatibilização do uso civil e militar da base do Montijo no curto, médio e longo prazo (e na fase de transição decorrente das obras de adaptação).

Bruno Vitorino (PSD) lamentou "o chorrilho de omissões e contradições do governo" sobre a solução aeroportuária complementar no Montijo e questionou quais os custos da eventual deslocalização de esquadras da Força Aérea para que outras bases e quem os paga. O centrista João Rebelo considerou "absolutamente insuportável" que a Comissão de Defesa continue sem receber o recente estudo da ANAC sobre a solução "Portela+1" no Montijo, quando o documento "está nos jornais".

João Rebelo argumentou ainda que a tutela da Defesa "tem sido menorizada em todo este processo" conduzido pelo Ministério das Infraestruturas, o qual "parece dar como tudo decidido" quando o ministro Azeredo Lopes diz não haver ainda decisões - e está previsto para meados deste mês a assinatura de um memorando entre o Governo e a ANA que refere expressamente o Montijo como complementar da Portela. O deputado anunciou ainda que vai requerer a audição parlamentar do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Manuel Rolo, sobre essa matéria.

Azeredo Lopes rejeitou haver menorização da Defesa nas discussões sobre a matéria e também a ideia de que a Força Aérea seja proprietária da base do Montijo."O papel da Defesa não é discutir onde" vai ser instalado o aeroporto complementar de Lisboa mas garantir que a operação da Força Aérea "vai continuar a realizar-se no mesmo plano, qualidade e eficiência" que tem ocorrido até agora.

http://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-vai-realizar-estudo-sobre-trafego-civil-na-base-do-montijo-5641126.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 08, 2017, 09:24:49 pm
 ::) ou como isso já se sabia há muito tempo...

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Aeroporto no Montijo condicionado a estudo de migração de aves
08 DE FEVEREIRO DE 2017
17:28

Estudo deverá estar concluído no final do ano, anunciou António Costa no debate quinzenal

O primeiro-ministro afirmou hoje que uma decisão definitiva sobre a localização do futuro aeroporto no Montijo está condicionada à conclusão de um relatório sobre o impacto da migração de aves naquela zona, nomeadamente para a segurança migratória."Temos acordado com a ANA [Aeroportos de Portugal] que é necessário aprofundar o estudo relativamente à solução que aparenta viabilidade, que é a do Montijo, mas é uma viabilidade que está condicionada ainda a dados que só poderemos ter no final do ano, designadamente sobre o impacto de ser uma zona de migração de pássaros", afirmou António Costa.

O chefe de executivo falava no debate quinzenal no parlamento em resposta à presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, que o questionou sobre o futuro aeroporto de Lisboa, reiterando que a Assembleia da República tem pedido estudos que não têm sido enviados."O resultado sobre esse impacto, sobre a migração dos pássaros, só pode estar concluído no final do ano. Não permitirá decisões definitivas até essa altura, mas permite concentrar a nossa avaliação relativamente a uma das várias soluções possíveis e ir desenvolver o trabalho nesse sentido", afirmou ainda António Costa, sublinhando que a "segurança aeronáutica" pode conflituar com esse percurso migratório de aves, que passa pelo Montijo.

http://www.dn.pt/portugal/interior/aeroporto-no-montijo-condicionado-a-estudo-de-migracao-de-aves-5656305.html


Porém, para o sempre afoito autarca do Montijo, não se passa nada demais...

Citar
Autarca do Montijo desconhece adiamento sobre novo aeroporto e diz que PM “reforçou” processo
08.02.2017 às 20h05

“Existe uma série de questões que faltam estudar e algumas das quais tem a ver com essas questões das aves migratórias. Todas estas situações estavam previstas. Os estudos realizados demonstram que esta localização, no Montijo, garante a capacidade aeroportuária em Lisboa por mais 50 anos e é nesse sentido que será decidida esta localização", disse autarca

O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, disse esta quarta-feira à Lusa que não tem nenhuma indicação do adiamento da assinatura do memorando sobre o novo aeroporto na base aérea no concelho, referindo que o primeiro-ministro reforçou o processo."Existe uma série de questões que faltam estudar e algumas das quais tem a ver com essas questões das aves migratórias e outras, e isso nunca esteve fora. Todas estas situações estavam previstas. Os estudos realizados demonstram que esta localização, no Montijo, garante a capacidade aeroportuária em Lisboa por mais 50 anos e é nesse sentido que será decidida esta localização", disse à Lusa o autarca.

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que uma decisão definitiva sobre a localização do futuro aeroporto no Montijo está condicionada à conclusão de um relatório sobre o impacto da migração de aves naquela zona, nomeadamente para a segurança migratória."Temos acordado com a ANA [Aeroportos de Portugal] que é necessário aprofundar o estudo relativamente à solução que aparenta viabilidade, que é a do Montijo, mas é uma viabilidade que está condicionada ainda a dados que só poderemos ter no final do ano, designadamente sobre o impacto de ser uma zona de migração de pássaros", afirmou António Costa.

O chefe de executivo falava no debate quinzenal no parlamento em resposta à presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, que o questionou sobre o futuro aeroporto de Lisboa, reiterando que a Assembleia da República tem pedido estudos que não têm sido enviados."O resultado sobre esse impacto, sobre a migração dos pássaros, só pode estar concluído no final do ano. Não permitirá decisões definitivas até essa altura, mas permite concentrar a nossa avaliação relativamente a uma das várias soluções possíveis e ir desenvolver o trabalho nesse sentido", afirmou ainda António Costa, sublinhando que a "segurança aeronáutica" pode conflituar com esse percurso migratório de aves, que passa pelo Montijo.

O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, referiu que estes estudos "não colocam em causa a localização", salientando que são normais nestes processos."Vai ter que haver uma decisão sobre a localização e até agora temos essa intenção e nenhuma manifestação contrária. A questão das aves é importante observar a nível técnico e ambiental, mas nós já ali temos uma infraestrutura aeroportuária naquela zona com aviões a descolar todos os dias e a segurança também se colocaria para a infraestrutura aeroportuária militar", defendeu.

O autarca socialista referiu que a declaração do primeiro-ministro vem "reforçar o processo", referindo que não se trata de um adiar da decisão."Acho que não é um adiar, é uma afirmação que vamos ter esta decisão de se localizar na base aérea no Montijo. O que temos como indicação é que continua a intenção de dia 15 se assinar o memorando para desenvolvimento dos outros estudos, nos quais se incluem os estudos das aves", disse.

Já depois do debate quinzenal, uma fonte ligada ao processo disse à Lusa que o Governo e a ANA - Aeroportos de Portugal mantêm a intenção de assinar brevemente um memorando de entendimento sobre a viabilidade de transformar a Base Aérea do Montijo num aeroporto comercial. O presidente da Câmara do Montijo sublinhou que a Associação de Municípios da Região de Setúbal, que engloba os municípios de Alcácer do Sal, Almada, Alcochete, Barreiro, Palmela, Moita, Montijo, Santiago do Cacém Seixal, Sesimbra, Setúbal, tem prevista uma reunião para debater este assunto na segunda-feira, em Alcochete."Sabemos que a posição não é unânime sobre esta decisão e não sei como os outros presidentes de Câmara se vão manifestar. O que nós esperamos é que a Associação defenda os interesses da região e do concelho do Montijo", concluiu.

http://expresso.sapo.pt/politica/2017-02-08-Autarca-do-Montijo-desconhece-adiamento-sobre-novo-aeroporto-e-diz-que-PM-reforcou-processo

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: HSMW em Fevereiro 08, 2017, 09:36:13 pm

Porém, para o sempre afoito autarca do Montijo, não se passa nada demais...


Ai não! Tanto dinheirinho que vem aí!!!
Até podia a própria mãe ser sugada para um motor...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Fevereiro 13, 2017, 07:40:55 pm
Aeroporto faz nascer projetos para novos hotéis no Montijo

http://www.dn.pt/dinheiro/interior/aeroporto-faz-nascer-projetos-para-novos-hoteis-no-montijo-5663208.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Fevereiro 14, 2017, 02:23:56 pm
Aeroportos de Lisboa vão custar até 600 milhões

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/aeroportos-lisboa-vao-custar-ate-600-milhoes-121158
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Fevereiro 14, 2017, 02:30:54 pm
Já agora...  ;D : http://observador.pt/2017/02/13/municipios-da-regiao-de-setubal-contra-aeroporto-complementar-no-montijo/ (http://observador.pt/2017/02/13/municipios-da-regiao-de-setubal-contra-aeroporto-complementar-no-montijo/)
Citar
A Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) anunciou, esta segunda-feira, que está contra a solução do aeroporto complementar no Montijo e que vai solicitar uma reunião urgente ao primeiro-ministro.

Perante os dados que existem, a solução de que o país precisa é um novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete, cuja construção pode ser de forma faseada. O aeroporto complementar no Montijo não serve a região e não é uma alavanca de crescimento económico”, disse o presidente da AMRS, Rui Garcia, que é também presidente da Câmara da Moita (CDU).
O responsável falava aos jornalistas numa conferência de imprensa na Câmara Municipal de Alcochete, após uma reunião da associação para discutir o tema do novo aeroporto. Dos municípios associados da AMRS, apenas o Montijo é liderado pelo PS, sendo os restantes presididos por autarcas comunistas.

Rui Garcia lamentou que os municípios não tivessem sido ouvidos durante este processo, com exceção do Montijo, liderado pelo socialista Nuno Canta, e anunciou que vai ser pedida de imediato uma “reunião urgente” com o primeiro-ministro, António Costa.
(http://img.obsnocookie.com/s=w800,pd1/o=80/http://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2017/02/08171236/18587098_770x433_acf_cropped.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Fevereiro 14, 2017, 02:41:59 pm
Aeroporto da Portela terá novo terminal para voos internacionais
http://www.dn.pt/dinheiro/interior/aeroporto-da-portela-tera-novo-terminal-para-voos-internacionais-5665408.html

Parece-me que a FAP já não sai do Montijo, (é uma maneira de não ser preciso estar a transferir esquadras para outras bases e toda a despesa que isso implica) mas vai ter que concentrar os seus serviços e forças numa parte  abandonando outra parte, a chamada área da NATO.

(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2017/medium/ng8282093.jpg)
(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/ba6/201201201051206_2241.JPG)

Visualmente parece-me que é, a Força Aérea fica com a parte oeste, onde tem a maioria das suas infra-estruturas, e a parte civil na parte leste, onde quase não há nada construido e até fica proximo do terminal fluvial.

(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2017/medium/ng8282094.jpg)

A nivel das pistas, os aviões civis ficam com a pista mais paralela à pista da Portela e os militares continuam com a pista prependicular a estas, o problema é o tamanho da pista atribuido aos voos civis, tem havido criticas à dimensão desta e do tipo de aviões que pode operar.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Fevereiro 14, 2017, 03:09:46 pm
Boa foto que mostra a proximidade da ponte Vasco da Gama e Base Aérea do Montijo.

(http://static.panoramio.com/photos/large/768174.jpg)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 14, 2017, 03:35:49 pm
Aeroportos de Lisboa vão custar até 600 milhões

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/aeroportos-lisboa-vao-custar-ate-600-milhoes-121158

A mentalidade da quase totalidade da classe política é precisamente aquela patente nesta ilustrativa frase retirada da notícia acima:
Citar
(...) Outro dos obstáculos a remover para localizar o novo aeroporto da capital (pelo menos, uma parte dele) na base aérea do Montijo é precisamente a Força Aérea. (...)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: typhonman em Fevereiro 14, 2017, 10:25:42 pm
Aeroportos de Lisboa vão custar até 600 milhões

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/aeroportos-lisboa-vao-custar-ate-600-milhoes-121158

A mentalidade da quase totalidade da classe política é precisamente aquela patente nesta ilustrativa frase retirada da notícia acima:
Citar
(...) Outro dos obstáculos a remover para localizar o novo aeroporto da capital (pelo menos, uma parte dele) na base aérea do Montijo é precisamente a Força Aérea. (...)

Basicamente é um cancro que ali está para muita gente...

E muita gente vai esfregar as mãos com os negócios que vão andar paralelos a este...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Fevereiro 15, 2017, 10:11:53 am
E já reorientaram (como dizia ser necessário o Sr Ministro da Defesa), a pista do Campo de Tiro de Alcochete. É que a malta do Aeromodelismo está a ficar impaciente...  ;D :D

(http://www.clubeaerolisboa.pt/alcochete%20100/folheto.jpg)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2008/CTA/CTA02.jpg)
(http://4.bp.blogspot.com/_dZAFl-5vn6Q/TRsc_2l3RpI/AAAAAAAAE8I/fQZg2Kl9tOI/s1600/IMG_0057.JPG)
(http://www.hangar13.pt/img/aeromodelismo/2008/CTA/CTA05.jpg)

Saudações  ;D ;)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Fevereiro 15, 2017, 01:38:41 pm
Enquanto isso outras coisas vão surgindo à volta do aeroporto no Montijo.

Montijo é a pior alternativa em termos de impactos ambientais
https://www.publico.pt/2017/02/15/economia/noticia/onde-esta-a-riqueza-da-reserva-natural-do-estuario-do-tejo-1761595

Acções de socorro terão prioridade face aos aviões comerciais no Montijo
https://www.publico.pt/2017/02/15/economia/noticia/accoes-de-socorro-terao-prioridade-face-aos-avioes-comerciais-no-montijo-1762031

Metro ligeiro na Ponte Vasco da Gama pode fazer ligação ao novo aeroporto
https://www.publico.pt/2017/02/15/economia/noticia/metro-ligeiro-na-ponte-vasco-da-gama-pode-fazer-ligacao-ao-novo-aeroporto-1762049

Autarcas preferem ver Alverca na rota dos voos executivos
https://www.publico.pt/2017/02/15/economia/noticia/autarcas-preferem-ver-alverca-na-rota-dos-voos-executivos-1762027

Marcelo sugere dar o nome de Mário Soares ao aeroporto do Montijo
https://www.publico.pt/2017/02/15/economia/noticia/marcelo-sugere-o-nome-de-mario-soares-para-o-novo-aeroporto-do-montijo-1762117

Montijo. Vantagens e desvantagens apontadas pelo Governo para o novo aeroporto
http://observador.pt/2017/02/15/montijo-as-vantagens-apontadas-pelo-governo-para-o-novo-aeroporto/

Pilotos alertam que Montijo não dará para voos de longo curso
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-02-14-Pilotos-alertam-que-Montijo-nao-dara-para-voos-de-longo-curso

Governo garante que mesmo os aviões maiores poderão aterrar no Montijo
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-02-15-Governo-garante-que-mesmo-os-avioes-maiores-poderao-aterrar-no-Montijo

TAP diz “estar fora de questão” transferir parte da operação para o Montijo
https://www.publico.pt/2017/02/15/economia/noticia/tap-diz-estar-fora-de-questao-transferir-parte-da-operacao-para-o-montijo-1762100
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Fevereiro 15, 2017, 06:16:46 pm
Aeroporto da Portela terá novo terminal para voos internacionais
http://www.dn.pt/dinheiro/interior/aeroporto-da-portela-tera-novo-terminal-para-voos-internacionais-5665408.html

Parece-me que a FAP já não sai do Montijo, (é uma maneira de não ser preciso estar a transferir esquadras para outras bases e toda a despesa que isso implica) mas vai ter que concentrar os seus serviços e forças numa parte  abandonando outra parte, a chamada área da NATO.

(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2017/medium/ng8282093.jpg)
(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/ba6/201201201051206_2241.JPG)

Visualmente parece-me que é, a Força Aérea fica com a parte oeste, onde tem a maioria das suas infra-estruturas, e a parte civil na parte leste, onde quase não há nada construido e até fica proximo do terminal fluvial.

(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2017/medium/ng8282094.jpg)

A nivel das pistas, os aviões civis ficam com a pista mais paralela à pista da Portela e os militares continuam com a pista prependicular a estas, o problema é o tamanho da pista atribuido aos voos civis, tem havido criticas à dimensão desta e do tipo de aviões que pode operar.

Boas,

Não enganei muito ao ter afirmado que há mais que espaço SUFICIENTE, para civis e militares operarem as mesmas pistas de serviço. de todas  as aeronaves da FAP que operarão na futura infra-estrutura da BA6, os lynx da EHM e os 101's de Alerta SAR ali estacionados serão os que menos incomodarão o trafego civil diário.
Mesmo a ali operarem os C130, preferencialmente os " J 30",  ;) ;) ;), e os C295 mais os P3 mesmo assim não haverá problemas de maior.

No que diz respeito ao PCN das pistas terão de ser todas reforçadas para permitir a operação de acft super heavies, pois se LIS fechar por qq motivo, menos os relacionados com WX,  os voos tem de divergir para o Montijo e os voos intercontinentais são efectuados por B777, B747, A340 e A330, por isso com aeronaves com até 300+ tons de Landing Weight, estão a ver o que poderá acontecer com pistas não preparadas para tais LW.
O comprimento mínimo para termos uma pista no montijo apta a receber os mais pesados, nunca pode ser inferior a 2800 m, se fosse possível ter 4000 m de extensão seria o ideal.
Quanto ao CTA, veremos o que lhe vai acontecer num futuro próximo, veremos...... ;D ;D ;D.

http://www.dn.pt/dinheiro/interior/aeroporto-da-portela-tera-novo-terminal-para-voos-internacionais-5665408.html

Apenas uma achega a quem escreveu este artigo, a pista secundária não é a 13/35, que nunca existiu, não existe nem nunca existirá tal pista em LIS nem em aeroporto nenhum do Planeta,  mas a pista 17/35 !!!

Não acredito que os militares ou quem quer que seja, operem na pista perpendicular, será um grave erro se tal for executado, iria obrigar a que o trafego na aproximação, ou descolagem em ambas as pistas principais LIS e Montijo, trafego bem mais intenso, fosse suspenso para que uma aeronave operasse na dita pista perpendicular, pois interferiria nos corredores da aproximação e descolagem
das duas pistas de serviço, para o trafego " Civil ".

Abraços

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 15, 2017, 09:07:05 pm
O comprimento mínimo para termos uma pista no montijo apta a receber os mais pesados, nunca pode ser inferior a 2800 m, se fosse possível ter 4000 m de extensão seria o ideal.

É uma questão que me intriga: como seria possível aumentar a extensão das pistas 01/19 e 08/26 da BA6? Assoreando-as?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Fevereiro 15, 2017, 11:03:57 pm
Alguns dados sobre pistas que me pareceram interessantes:

NORTE:
Porto: 3480 x 45, asfalto
Bragança: 1707 x 30, asfalto - faz voos internacionais para Paris.
Braga -950 x 25, asfalto

CENTRO- possibilidade de reconversão para aeroporto com utilização civil:
Monte Real (militar) - 2992 x 45, concreto
Coimbra: 920 x 30, concreto
Viseu: 1224 x 30, asfalto
Covilhã: 960 x 23, asfalto

SUL:
Portela - 2 pistas: 3805 x 45, asfalto; 2800 x 45, asfalto
Montijo (militar) - 2 pistas: 2147 x 45, asfalto; 2440 x 45, concreto . Esta última é a 01/19 a que tem a orientação mais próxima da 03/21 de LIS, no entanto a sua extensão actual é apenas adequada á operação de A319/20/21,  B737/757 no máximo dos máximos
Cascais: 1190 x 30, asfalto
Beja (militar) - 2 pistas: 2951 x 45, concreto; 3450 x 60 (!), concreto
Faro: 2490 x 45, asfalto
Portimão: 859 x 30, asfalto

AÇORES:
Ponta Delgada: 2497 x 45, asfalto
Horta: 1595 x 45, asfalto
Pico: 1755 x 45, asfalto

MADEIRA:
Funchal: 2777 x 45, asfalto
É a que tem mais limitações :
"Severe turb when wind is 15 Kt (or possibly less) btn 300 and 020 . Downdrafts or updrafts are to be expected near thld of Rwys 05 and 23. When landing on Rwy 23 fr S and W sctrs, exp severe turb at lo alt over rwy thld. With westerly winds, tall windshears may be expected. Due to hi terrain no deviation to lt of apch path in ldg Rwy 05, immed lt turn aft tkof fr Rwy 23. Str-in apch not auth fr FUN DVOR to Rwy 23. Bird haz."
Porto Santo: 2006 x 45, concreto

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Fevereiro 15, 2017, 11:16:29 pm
O comprimento mínimo para termos uma pista no montijo apta a receber os mais pesados, nunca pode ser inferior a 2800 m, se fosse possível ter 4000 m de extensão seria o ideal.

É uma questão que me intriga: como seria possível aumentar a extensão das pistas 01/19 e 08/26 da BA6? Assoreando-as?

A 08/26 é a que supostamente será usada pelo Militares ??
Se for é melhor esquecê-la vai trazer mais limitações e custos á operação que benefícios, pelos constrangimentos na operação que já referi.
Agora não sei se haverá capacidade de :
A) prolongamento da 01/19 de modo a aumentar a extensão em, pelo menos, mais 500m;
B) adicionar-lhe as duas soleiras;
C) e, equipar com ILS, a pista 19, para permitir operações em LVO, em LIS temo-lo na 21 !!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Viajante em Fevereiro 16, 2017, 12:06:51 am
Falta pelo menos a pista do Aeródromo de Vila Real:

Pista 02/20: 945 m x 30 m Asfalto
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Fevereiro 16, 2017, 08:29:42 am
Falta pelo menos a pista do Aeródromo de Vila Real:

Pista 02/20: 945 m x 30 m Asfalto

faltam muitas pistas!!!!!
Apenas coloquei as que acho que tem algumas infra estruturas e extensão que podem interessar á operação de trafego civil mais encorpado a de Vila Real apenas serve quando muito a DO228/328, ATR's e a outros turbo props nada mais.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 16, 2017, 12:58:43 pm
O comprimento mínimo para termos uma pista no montijo apta a receber os mais pesados, nunca pode ser inferior a 2800 m, se fosse possível ter 4000 m de extensão seria o ideal.

É uma questão que me intriga: como seria possível aumentar a extensão das pistas 01/19 e 08/26 da BA6? Assoreando-as?

A 08/26 é a que supostamente será usada pelo Militares ??
Se for é melhor esquecê-la vai trazer mais limitações e custos á operação que benefícios, pelos constrangimentos na operação que já referi.
Agora não sei se haverá capacidade de :
A) prolongamento da 01/19 de modo a aumentar a extensão em, pelo menos, mais 500m;
B) adicionar-lhe as duas soleiras;
C) e, equipar com ILS, a pista 19, para permitir operações em LVO, em LIS temo-lo na 21 !!!

Abraços

Sim tenente, ao que tudo indica a(s) pista(s) reservada(s) para as operações militares serão a 08/26. Apesar da extensão da mesma não chegar aos 2,5km, a verdade é que no final da década de 70 aterrou lá por engano um Boeing 747 da Iberia, e no final dos anos 90 por duas vezes vi eu um C-5B Galaxy lá aterrar e descolar sem problemas de maior. E a 26 poderia sim ser estendida um pouco mais se se aproveitasse aquelas aparentes taxyways desactivadas que conduziam à antiga placa dos Fiats, hoje maioritariamente abandonada.

(https://c1.staticflickr.com/3/2932/14458641164_46c62f7afc_b.jpg)

Quanto à 01/19, que tudo aponta ser a escolhida para os voos civis, poderia aumentar-se o comprimento desta a sul da base, assoreando-se algum do terreno pantanoso que fica antes da cabeceira da 01 e levando um pouco mais rio adentro, por exemplo até à frente do "hangar dos hidros" onde hoje se encontram os EH-101 da Esq. 751.

(http://www.emfa.pt/www/conteudos/galeria/unidades/ba6/201201201051206_2241.JPG)

Na parte norte, pelo contrário, a sua extensão cortaria a estrada militar que é até hoje o único acesso de entrada e saída da base, e causa principal da pista 19 ter sido muito raramente usada para descolagens, entrando pelas salinas e perigosamente junto da ponte Vasco da Gama, além da reserva natural do estuário do Tejo.

Não tive tempo ainda de ler todas as notícias de ontem a respeito do compromisso assinado, mas pelo que depreendi o terminal civil ficará na parte NATO, a norte da base, onde hoje se encontram situadas as Esquadras 501 e 502, correcto? Outra coisa que ontem também me foi adiantada é a preocupação com a capacidade das pistas, construídas sobre solo arenoso, poderem aguentar com aeronaves mais pesadas. Contudo creio que os estudos que estarão concluídos até daqui a dois anos deverão adereçar essa preocupação, assim como o comprimento das pistas e a falta de instrumentos.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Fevereiro 16, 2017, 02:40:42 pm
Já lixaram foi a vida aos Argelinos... Agora fogem para onde?  ;D :D ;) 8)

(https://imagens.publicocdn.com/imagens.aspx/1076611?tp=UH&db=IMAGENS)

Saudações   :P
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Fevereiro 16, 2017, 03:12:13 pm
AÇORES:
Ponta Delgada: 2497 x 45, asfalto
Horta: 1595 x 45, asfalto
Pico: 1755 x 45, asfalto

Penso que a ilha de Santa Maria também tem uma pista grande, acho que teve grande uso militar durante a 2ª guerra mundial, mas pouco após esta terminar as operações militares passaram todas para a Terceira, também não puseste a Base das Lajes na Terceira ;D, mas não sei se foi com intenção.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Fevereiro 17, 2017, 02:13:44 am
Entretanto em Santarém...

Arquitectos do Sardoal apresentam projecto para Aeroporto do Tejo
(14 de Fevereiro de 2017)
Citar
Os arquitectos do atelier Modo, com sede no Sardoal, apresentaram, recentemente, o projecto para um novo aeroporto civil e comercial em Tancos, Santarém. O investimento previsto para o Aeroporto do Tejo, assim denominado, é de 18 milhões de euros.

A ideia surge numa altura em que os autarcas do Médio Tejo defendem a reabertura da base militar aérea de Tancos. Como afirma o mesmo atelier, o Aeroporto do Tejo «apresenta-se aqui num primeiro esboço, cujo propósito é dar forma a uma ideia que, concretizada, seria alavanca inevitável e óbvia para uma nova e enérgica dinâmica económica em toda a região Centro do país, especialmente no Médio Tejo».

Segundo refere, «a centralidade geográfica de Tancos, mas especialmente a proximidade com o nó ferroviário central do Entroncamento, com o suporte relevante da rede de auto-estradas e itinerários principais, mas também a plataforma logística em Riachos, são razões privilegiadas e auxiliadoras da instalação deste aeroporto».

O mesmo atelier aponta a possibilidade de um entreposto de transporte de mercadorias poder estabelecer-se entre Tancos e Entroncamento/Riachos, o qual «constituiria uma plataforma importante de incentivo e apoio às empresas e indústrias da região, como é o caso das que opera no sector automóvel, curtumes e têxteis, exploração florestal, madeira, mobiliário e papel, algumas delas com elevada penetração no mercado internacional».
Fonte: http://logisticamoderna.com/arquitectos-do-sardoal-apresentam-projecto-para-aeroporto-do-tejo/ (http://logisticamoderna.com/arquitectos-do-sardoal-apresentam-projecto-para-aeroporto-do-tejo/)

"Aeroporto do Tejo” em Tancos (http://modoarquitectos.blogspot.pt/2017/02/aeroporto-do-tejo-em-tancos-quando-os.html)

O blog tem um render da proposta (https://2.bp.blogspot.com/-vz2U856Eda8/WJj4HUf1r2I/AAAAAAAAABI/DEtPmH_eCWkLsDdxQyYgKLGKMcyVBCDQQCLcB/s1600/aeroportotancos01.jpg).

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Fevereiro 17, 2017, 04:54:27 pm
Entretanto em Santarém...

Arquitectos do Sardoal apresentam projecto para Aeroporto do Tejo
(14 de Fevereiro de 2017)
Citar
Os arquitectos do atelier Modo, com sede no Sardoal, apresentaram, recentemente, o projecto para um novo aeroporto civil e comercial em Tancos, Santarém. O investimento previsto para o Aeroporto do Tejo, assim denominado, é de 18 milhões de euros.

A ideia surge numa altura em que os autarcas do Médio Tejo defendem a reabertura da base militar aérea de Tancos. Como afirma o mesmo atelier, o Aeroporto do Tejo «apresenta-se aqui num primeiro esboço, cujo propósito é dar forma a uma ideia que, concretizada, seria alavanca inevitável e óbvia para uma nova e enérgica dinâmica económica em toda a região Centro do país, especialmente no Médio Tejo».

Segundo refere, «a centralidade geográfica de Tancos, mas especialmente a proximidade com o nó ferroviário central do Entroncamento, com o suporte relevante da rede de auto-estradas e itinerários principais, mas também a plataforma logística em Riachos, são razões privilegiadas e auxiliadoras da instalação deste aeroporto».

O mesmo atelier aponta a possibilidade de um entreposto de transporte de mercadorias poder estabelecer-se entre Tancos e Entroncamento/Riachos, o qual «constituiria uma plataforma importante de incentivo e apoio às empresas e indústrias da região, como é o caso das que opera no sector automóvel, curtumes e têxteis, exploração florestal, madeira, mobiliário e papel, algumas delas com elevada penetração no mercado internacional».
Fonte: http://logisticamoderna.com/arquitectos-do-sardoal-apresentam-projecto-para-aeroporto-do-tejo/ (http://logisticamoderna.com/arquitectos-do-sardoal-apresentam-projecto-para-aeroporto-do-tejo/)

"Aeroporto do Tejo” em Tancos (http://modoarquitectos.blogspot.pt/2017/02/aeroporto-do-tejo-em-tancos-quando-os.html)

O blog tem um render da proposta (https://2.bp.blogspot.com/-vz2U856Eda8/WJj4HUf1r2I/AAAAAAAAABI/DEtPmH_eCWkLsDdxQyYgKLGKMcyVBCDQQCLcB/s1600/aeroportotancos01.jpg).

Cumprimentos,

O País dos especialistas iluminados de pacotilha é o que é !!!!!
18 milhões não dão para aumentar/reforçar as pistas e os TW, mas enfim é o que temos .

BA3 Tancos Dados das Pistas         
Código Pista:   AGA 2-25    QFU:   077º-257º
Números  :     08-26    Comprimento:   2440
Largura:   45    Natureza:   Asfalto
Resistência:   LCN30 (h=48cm) Altitude:   253
Declive:   0.1       
Observações:   Soleira da pista 08 deslocada 100m.
   
   
Código Pista:   AGA 2-25    QFU:   117º-297º
Numeros :   12-30    Comprimento:   1200
Largura:   22.5    Natureza:   Asfalto
Resistência:   LCN40 (h=48cm)    Altitude:   261
Declive:   -0.3    
   
Observações: Pistas 08-26 e 12-30 de pavimento   flexivel


não é necessário escrever mais digo eu, pois está tudo dito !!   
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Março 13, 2017, 10:49:29 am
Aves e aviões em rota de colisão?

http://expresso.sapo.pt/multimedia/2017-03-10-Aves-e-avioes-em-rota-de-colisao-
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Março 16, 2017, 07:39:20 pm
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Tamanho da pista da base do Montijo é insuficiente para descolagem de aviões grandes

Conselho Metropolitano de Lisboa discutiu preocupação da ANA em relação à impossibilidade de ali descolarem aviões como o Boeing 737. Pista teria de ser aumentada.

Lusa    •16 de Março de 2017, 19:17

O tamanho da pista do Aeroporto do Montijo, alternativa ao de Lisboa, é insuficiente para a descolagem de alguns aviões de grande porte, foi nesta quinta-feira revelado numa reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa. Os dados foram revelados pelo primeiro secretário da comissão executiva da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Demétrio Alves, que deu conta ao órgão político da AML dos resultados de uma reunião mantida com a ANA - Aeroportos de Portugal, acerca do desenvolvimento da capacidade aeroportuária na região de Lisboa.

Demétrio Alves destacou que a ANA lhe transmitiu esta preocupação acerca do tamanho da pista 01/19 do Montijo, que será usada como alternativa ao aeroporto Humberto Delgado, e que tem 2.147 metros de comprimento, o que “é insuficiente" para a descolagem "de alguns aviões de grande porte”.“Para aterrar, quase todos os aviões aterram aqui. O problema é descolar. Não dá nem para o Boeing 737, nem para o Airbus 320, nem para o Airbus 322”, disse, salientando que foi “referido como altamente provável a [necessidade de] extensão da pista do Montijo”.“A pista tinha de ser aumentada em 350 metros”, disse, salientando que a pista começa e termina muito perto do estuário, pelo que, a ser aumentada, entraria pelo estuário.

O presidente do Conselho e presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, mostrou preocupação pela segurança do aeroporto nestas condições.“Estarmos aqui a ver que há uma pista em que há aviões que aterram mas não descolam, é capaz de ser um problema complicado. (…) Estarmos a gastar 200 e tal milhões de euros e depois o Boeing não aterra, o Airbus também não, é uma coisa insólita. Mas estou convencido que isso se resolve”, disse.

Já o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, destacou que os pilotos que utilizam a base aérea do Montijo referem que o tamanho da pista não será um problema, mas admitiu que a opinião dos pilotos não é unânime. O autarca do Montijo salientou que não está preocupado com este assunto, até porque “a pista tem sido usada ao longo dos tempos para a aterragem e descolagem de aviões muito pesados, nomeadamente militares”, tendo até dado apoio à guerra do Iraque.“A base foi sempre conquistada ao rio, com aterros sucessivos. E é possível fazer um aterro sem muito impacto ambiental, não apenas de 300 metros, mas de cerca de meio quilómetro, se for necessário”, adiantou, salientando que, caso seja ponderado o aumento da pista, ele deverá ocorrer “na direcção do Barreiro”.

Em meados de Fevereiro, o presidente da Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA) disse à Lusa que a base aérea do Montijo não poderá ser alternativa ao aeroporto de Lisboa nos voos de longo curso caso avance a desativação de uma das duas pistas do Aeroporto Humberto Delgado, devido a fenómenos atmosféricos moderados a severos que ocorrem durante três a quatro meses por ano, nomeadamente ventos cruzados.“O Governo já está absolutamente ciente de que a pista 01/19 do Montijo, fechando a 17/35 [do aeroporto de Lisboa], não é uma alternativa para voos de longo curso, pois é muito pequena, não tem ajudas rádio que permitam aterragens por instrumentos e o pavimento, eventualmente, não tem resistência para suportar aviões de grande porte”, afirmou à agência Lusa Miguel Silveira.

De acordo com Demétrio Alves, a ANA considera “crítica” a situação no Aeroporto de Lisboa devido ao aumento extraordinário de passageiros e tem um plano de contingência a pensar em agosto. Segundo dados da ANA, desde o início do ano passaram pelo aeroporto mais 660 mil passageiros em comparação com o mesmo período do ano passado, que já tinha registado um aumento em relação ao ano anterior, acrescentou.“Em 2017 é muito provável que [no Aeroporto de Lisboa] se ultrapassem os 22 milhões de passageiros (...). Não é só na Portela, é também no Porto e em Faro. Portugal está a ser um destino turístico muito procurado”, salientou.

https://www.publico.pt/2017/03/16/local/noticia/tamanho-da-pista-da-base-do-montijo-e-insuficiente-para-descolagem-de-avioes-grandes-1765474
 

Por coincidência, esta tarde um C-130H da Esq. 501 esteve quase uma hora a efectuar circuitos na BA6 utilizando a pista 19, pista essa que é raramente utilizada. O vento de facto soprava de E/SE o que pode indiciar a necessidade de utilizar a 19, mas ainda nos dias que correm no Montijo são muito raras as aterragens e descolagens usando esta pista.

Durante muitos anos na base correu a famosa história que, certo dia, dois Alpha-Jet A alemães estacionados em Beja tiveram de partir da 19 - cuja cabeceira fica directamente em frente à estrada militar que liga a porta de armas às várias zonas da base aérea - e que ao descolarem o impulso dos seus motores empurrou a viatura do vice-comandante da BA6 que na altura passava para fora da estrada, quase indo parar ao Tejo.  ;D
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Março 16, 2017, 08:14:39 pm
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Tamanho da pista da base do Montijo é insuficiente para descolagem de aviões grandes

Conselho Metropolitano de Lisboa discutiu preocupação da ANA em relação à impossibilidade de ali descolarem aviões como o Boeing 737. Pista teria de ser aumentada.

Lusa    •16 de Março de 2017, 19:17

O tamanho da pista do Aeroporto do Montijo, alternativa ao de Lisboa, é insuficiente para a descolagem de alguns aviões de grande porte, foi nesta quinta-feira revelado numa reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa. Os dados foram revelados pelo primeiro secretário da comissão executiva da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Demétrio Alves, que deu conta ao órgão político da AML dos resultados de uma reunião mantida com a ANA - Aeroportos de Portugal, acerca do desenvolvimento da capacidade aeroportuária na região de Lisboa.

Demétrio Alves destacou que a ANA lhe transmitiu esta preocupação acerca do tamanho da pista 01/19 do Montijo, que será usada como alternativa ao aeroporto Humberto Delgado, e que tem 2.147 metros de comprimento, o que “é insuficiente" para a descolagem "de alguns aviões de grande porte”.“Para aterrar, quase todos os aviões aterram aqui. O problema é descolar. Não dá nem para o Boeing 737, nem para o Airbus 320, nem para o Airbus 322”, disse, salientando que foi “referido como altamente provável a [necessidade de] extensão da pista do Montijo”.“A pista tinha de ser aumentada em 350 metros”, disse, salientando que a pista começa e termina muito perto do estuário, pelo que, a ser aumentada, entraria pelo estuário.

O presidente do Conselho e presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, mostrou preocupação pela segurança do aeroporto nestas condições.“Estarmos aqui a ver que há uma pista em que há aviões que aterram mas não descolam, é capaz de ser um problema complicado. (…) Estarmos a gastar 200 e tal milhões de euros e depois o Boeing não aterra, o Airbus também não, é uma coisa insólita. Mas estou convencido que isso se resolve”, disse.

Já o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, destacou que os pilotos que utilizam a base aérea do Montijo referem que o tamanho da pista não será um problema, mas admitiu que a opinião dos pilotos não é unânime. O autarca do Montijo salientou que não está preocupado com este assunto, até porque “a pista tem sido usada ao longo dos tempos para a aterragem e descolagem de aviões muito pesados, nomeadamente militares”, tendo até dado apoio à guerra do Iraque.“A base foi sempre conquistada ao rio, com aterros sucessivos. E é possível fazer um aterro sem muito impacto ambiental, não apenas de 300 metros, mas de cerca de meio quilómetro, se for necessário”, adiantou, salientando que, caso seja ponderado o aumento da pista, ele deverá ocorrer “na direcção do Barreiro”.

Em meados de Fevereiro, o presidente da Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA) disse à Lusa que a base aérea do Montijo não poderá ser alternativa ao aeroporto de Lisboa nos voos de longo curso caso avance a desativação de uma das duas pistas do Aeroporto Humberto Delgado, devido a fenómenos atmosféricos moderados a severos que ocorrem durante três a quatro meses por ano, nomeadamente ventos cruzados.“O Governo já está absolutamente ciente de que a pista 01/19 do Montijo, fechando a 17/35 [do aeroporto de Lisboa], não é uma alternativa para voos de longo curso, pois é muito pequena, não tem ajudas rádio que permitam aterragens por instrumentos e o pavimento, eventualmente, não tem resistência para suportar aviões de grande porte”, afirmou à agência Lusa Miguel Silveira.

De acordo com Demétrio Alves, a ANA considera “crítica” a situação no Aeroporto de Lisboa devido ao aumento extraordinário de passageiros e tem um plano de contingência a pensar em agosto. Segundo dados da ANA, desde o início do ano passaram pelo aeroporto mais 660 mil passageiros em comparação com o mesmo período do ano passado, que já tinha registado um aumento em relação ao ano anterior, acrescentou.“Em 2017 é muito provável que [no Aeroporto de Lisboa] se ultrapassem os 22 milhões de passageiros (...). Não é só na Portela, é também no Porto e em Faro. Portugal está a ser um destino turístico muito procurado”, salientou.

https://www.publico.pt/2017/03/16/local/noticia/tamanho-da-pista-da-base-do-montijo-e-insuficiente-para-descolagem-de-avioes-grandes-1765474
 


Lá me vou repetir.

Pistas no continente Zona SUL:

SUL:
Portela - 2 pistas: 3805 x 45, asfalto; 2800 x 45, asfalto
Montijo (militar) - 2 pistas: 2147 x 45, asfalto; 2440 x 45, concreto . Esta última é a 01/19 a que tem a orientação mais próxima da 03/21 de LIS, no entanto a sua extensão actual é apenas adequada á operação de A319/20/21,  B737/757 no máximo dos máximos
Cascais: 1190 x 30, asfalto
Beja (militar) - 2 pistas: 2951 x 45, concreto; 3450 x 60 (!), concreto
Faro: 2490 x 45, asfalto
Portimão: 859 x 30, asfalto

Baralhar e dar de novo...... A especialidade de quem não sabe do que fala, ou faz que não sabe, porque defende alguns interesses e pretende ganhar tempo,............. PDM, PDM, PDM, caso OTA para quem não se lembra, refiro-me aos autores dessa noticia!
Acft's grandes no Montijo ????
Quais se posso perguntar ????
depois de apontar para o Montijo é que foram ver as dimensões das pistas ???
Espectacular noticias de Merda é o que é !
A TAP nunca operará no Montijo com os voos intercontinentais, o volume dos pax em ligação é enorme e as futuras instalações no Montijo nunca mas nunca comportariam o processamento de tais volume em tempo útil.
Ora se a TAP não vai operar no Montijo, e muito bem, o que resta de companhias com WB ????
TAAG, US, Azul, MMZ, ora porra um, dois, três voos diários qual o impacto disso em LIS ?? 
Nenhum então o que fica as LC e os voos regionais da TAP, ATR, E190 e os A319/20/21 das restantes companhias, mais nada, á e os acft´s de carga !!!!
Deixem-se de merdas e iniciem as obras já !!!!!
Este verão IATA no Aeroporto vai ser de morrer, e as noticias sairão cá para fora podem ter a certeza disso, masi do mesmo a nossa incompetência no seu melhor !!!

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Março 16, 2017, 09:57:40 pm
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Tamanho da pista da base do Montijo é insuficiente para descolagem de aviões grandes

Conselho Metropolitano de Lisboa discutiu preocupação da ANA em relação à impossibilidade de ali descolarem aviões como o Boeing 737. Pista teria de ser aumentada.

Lusa    •16 de Março de 2017, 19:17

O tamanho da pista do Aeroporto do Montijo, alternativa ao de Lisboa, é insuficiente para a descolagem de alguns aviões de grande porte, foi nesta quinta-feira revelado numa reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa. Os dados foram revelados pelo primeiro secretário da comissão executiva da Área Metropolitana de Lisboa (AML), Demétrio Alves, que deu conta ao órgão político da AML dos resultados de uma reunião mantida com a ANA - Aeroportos de Portugal, acerca do desenvolvimento da capacidade aeroportuária na região de Lisboa.

Demétrio Alves destacou que a ANA lhe transmitiu esta preocupação acerca do tamanho da pista 01/19 do Montijo, que será usada como alternativa ao aeroporto Humberto Delgado, e que tem 2.147 metros de comprimento, o que “é insuficiente" para a descolagem "de alguns aviões de grande porte”.“Para aterrar, quase todos os aviões aterram aqui. O problema é descolar. Não dá nem para o Boeing 737, nem para o Airbus 320, nem para o Airbus 322”, disse, salientando que foi “referido como altamente provável a [necessidade de] extensão da pista do Montijo”.“A pista tinha de ser aumentada em 350 metros”, disse, salientando que a pista começa e termina muito perto do estuário, pelo que, a ser aumentada, entraria pelo estuário.

O presidente do Conselho e presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, mostrou preocupação pela segurança do aeroporto nestas condições.“Estarmos aqui a ver que há uma pista em que há aviões que aterram mas não descolam, é capaz de ser um problema complicado. (…) Estarmos a gastar 200 e tal milhões de euros e depois o Boeing não aterra, o Airbus também não, é uma coisa insólita. Mas estou convencido que isso se resolve”, disse.

Já o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, destacou que os pilotos que utilizam a base aérea do Montijo referem que o tamanho da pista não será um problema, mas admitiu que a opinião dos pilotos não é unânime. O autarca do Montijo salientou que não está preocupado com este assunto, até porque “a pista tem sido usada ao longo dos tempos para a aterragem e descolagem de aviões muito pesados, nomeadamente militares”, tendo até dado apoio à guerra do Iraque.“A base foi sempre conquistada ao rio, com aterros sucessivos. E é possível fazer um aterro sem muito impacto ambiental, não apenas de 300 metros, mas de cerca de meio quilómetro, se for necessário”, adiantou, salientando que, caso seja ponderado o aumento da pista, ele deverá ocorrer “na direcção do Barreiro”.

Em meados de Fevereiro, o presidente da Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA) disse à Lusa que a base aérea do Montijo não poderá ser alternativa ao aeroporto de Lisboa nos voos de longo curso caso avance a desativação de uma das duas pistas do Aeroporto Humberto Delgado, devido a fenómenos atmosféricos moderados a severos que ocorrem durante três a quatro meses por ano, nomeadamente ventos cruzados.“O Governo já está absolutamente ciente de que a pista 01/19 do Montijo, fechando a 17/35 [do aeroporto de Lisboa], não é uma alternativa para voos de longo curso, pois é muito pequena, não tem ajudas rádio que permitam aterragens por instrumentos e o pavimento, eventualmente, não tem resistência para suportar aviões de grande porte”, afirmou à agência Lusa Miguel Silveira.

De acordo com Demétrio Alves, a ANA considera “crítica” a situação no Aeroporto de Lisboa devido ao aumento extraordinário de passageiros e tem um plano de contingência a pensar em agosto. Segundo dados da ANA, desde o início do ano passaram pelo aeroporto mais 660 mil passageiros em comparação com o mesmo período do ano passado, que já tinha registado um aumento em relação ao ano anterior, acrescentou.“Em 2017 é muito provável que [no Aeroporto de Lisboa] se ultrapassem os 22 milhões de passageiros (...). Não é só na Portela, é também no Porto e em Faro. Portugal está a ser um destino turístico muito procurado”, salientou.

https://www.publico.pt/2017/03/16/local/noticia/tamanho-da-pista-da-base-do-montijo-e-insuficiente-para-descolagem-de-avioes-grandes-1765474
 


Lá me vou repetir.

Pistas no continente Zona SUL:

SUL:
Portela - 2 pistas: 3805 x 45, asfalto; 2800 x 45, asfalto
Montijo (militar) - 2 pistas: 2147 x 45, asfalto; 2440 x 45, concreto . Esta última é a 01/19 a que tem a orientação mais próxima da 03/21 de LIS, no entanto a sua extensão actual é apenas adequada á operação de A319/20/21,  B737/757 no máximo dos máximos
Cascais: 1190 x 30, asfalto
Beja (militar) - 2 pistas: 2951 x 45, concreto; 3450 x 60 (!), concreto
Faro: 2490 x 45, asfalto
Portimão: 859 x 30, asfalto

Baralhar e dar de novo...... A especialidade de quem não sabe do que fala, ou faz que não sabe, porque defende alguns interesses e pretende ganhar tempo,............. PDM, PDM, PDM, caso OTA para quem não se lembra, refiro-me aos autores dessa noticia!
Acft's grandes no Montijo ????
Quais se posso perguntar ????
depois de apontar para o Montijo é que foram ver as dimensões das pistas ???
Espectacular noticias de Merda é o que é !
A TAP nunca operará no Montijo com os voos intercontinentais, o volume dos pax em ligação é enorme e as futuras instalações no Montijo nunca mas nunca comportariam o processamento de tais volume em tempo útil.
Ora se a TAP não vai operar no Montijo, e muito bem, o que resta de companhias com WB ????
TAAG, US, Azul, MMZ, ora porra um, dois, três voos diários qual o impacto disso em LIS ?? 
Nenhum então o que fica as LC e os voos regionais da TAP, ATR, E190 e os A319/20/21 das restantes companhias, mais nada, á e os acft´s de carga !!!!
Deixem-se de merdas e iniciem as obras já !!!!!
Este verão IATA no Aeroporto vai ser de morrer, e as noticias sairão cá para fora podem ter a certeza disso, masi do mesmo a nossa incompetência no seu melhor !!!

Adenda ao meu post anterior,

Na pista 17/35  de Lisboa, com 2800 METROS, operam/operaram, ( aterram/aterraram, descolam/descolaram) A330, A340, B747SP, etc ......ora então se em 2800 METROS, operam estes WB em 2440 METROS da 01/19 do Montijo não conseguem operar os B737 e/ou B757 ????
Se não sabem eu ensino meus amigos, peçam para ver o que são os testes de performance desses acfts e aprendam antes de fazerem/dizerem merdas que não tem sentido nenhum, não tentem mandar areia para os olhos e fiquem calados que é bem melhor !!!

Num post meu bem anterior a esta noticia, colocado neste thread,  referi que era necessário, para se ter maior segurança, nas operações de aterragem/descolagem que a 01/19 tivesse pelos menos mais 400/500 metros !!!
Serei eu um iluminado ou adivinho ????   

post de 15FEV17

........No que diz respeito ao PCN das pistas terão de ser todas reforçadas para permitir a operação de acft super heavies, pois se LIS fechar por qq motivo, menos os relacionados com WX,  os voos tem de divergir para o Montijo e os voos intercontinentais são efectuados por B777, B747, A340 e A330, por isso com aeronaves com até 300+ tons de Landing Weight, estão a ver o que poderá acontecer com pistas não preparadas para tais LW.
O comprimento mínimo para termos uma pista no montijo apta a receber os mais pesados, nunca pode ser inferior a 2800 m, se fosse possível ter 4000 m de extensão seria o ideal.
Quanto ao CTA, veremos o que lhe vai acontecer num futuro próximo, veremos...... ;D ;D ;D.


Desculpem-me mas estas noticias de merda tiram-me do sério, cambada de incompetentes e ignorantes !!!!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Março 24, 2017, 02:46:47 pm
 ::)

Citar
Em vez de 40 anos, aeroporto do Montijo pode ser solução durante apenas seis
Joana Rebelo Morais - 23.03.2017 / 22:51

Se o número de movimentos e de passageiros do Aeroporto de Lisboa continuar a aumentar ao ritmo previsto, o reforço do Montijo deverá durar apenas entre seis a oito anos e não 40, como o presidente da ANA – Aeroportos de Portugal, Jorge Ponce de Leão, tem vindo a afirmar. O alerta foi feito por Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico, durante o painel sobre os transportes e o posicionamento geoeconómico do país, na I Convenção Nacional dos Serviços, realizada hoje. “Os estudos para fazer um novo aeroporto começaram há mais de 40 anos e, desde então, o aeroporto tem sido ampliado numa série de remendos que só têm resolvido problemas de curto prazo”, disse o professor, que depois lembrou as recentes declarações do presidente da ANA ao Negócios, em que apontou o Montijo como solução para 40 anos: “Fiquei intrigadíssimo. Não há estudos públicos e escrutináveis que sustentem esta afirmação e a opção pelo Montijo. Isto não quer dizer que seja uma opção má, eu próprio acho que é inevitável, mas isto está a ser feito sem transparência.”

“Nos últimos anos a procura tem estado a crescer a mais de 10% ao ano. Se a evolução se vai manter, não se sabe, mas sabe-se que nos últimos anos aumentou muito. E criou um grande problema. Se for preciso construir um novo aeroporto, não há tempo. Ou vamos prejudicar fortemente o turismo de Lisboa. O professor apresentou vários dados, como o número passageiros e de movimentos e, feitas as contas, o Montijo seria apenas solução para um período entre seis a oito anos: “Se a procura continuar a crescer assim, com o aumento do número de movimentos, dá para seis anos. E se o número de passageiros aumentar 123% para 50 milhões ao ano, como refere o presidente da ANA, dá para oito anos. Além da falta de transparência do processo, os números não batem certo.” Mário Lopes falou ainda no investimento feito até agora em remodelações na Portela, em estudos e no custo previsto do reforço do Montijo e defendeu que a melhor solução seria um novo aeroporto, porque todo o dinheiro gasto até agora “é essencialmente um desperdício de recursos”, uma vez que nenhuma das soluções resolve o problema a longo prazo. (...)

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/em-vez-de-40-anos-aeroporto-do-montijo-pode-ser-solucao-durante-apenas-seis/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Março 24, 2017, 04:03:11 pm
::)

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Em vez de 40 anos, aeroporto do Montijo pode ser solução durante apenas seis
Joana Rebelo Morais - 23.03.2017 / 22:51

Se o número de movimentos e de passageiros do Aeroporto de Lisboa continuar a aumentar ao ritmo previsto, o reforço do Montijo deverá durar apenas entre seis a oito anos e não 40, como o presidente da ANA – Aeroportos de Portugal, Jorge Ponce de Leão, tem vindo a afirmar. O alerta foi feito por Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico, durante o painel sobre os transportes e o posicionamento geoeconómico do país, na I Convenção Nacional dos Serviços, realizada hoje. “Os estudos para fazer um novo aeroporto começaram há mais de 40 anos e, desde então, o aeroporto tem sido ampliado numa série de remendos que só têm resolvido problemas de curto prazo”, disse o professor, que depois lembrou as recentes declarações do presidente da ANA ao Negócios, em que apontou o Montijo como solução para 40 anos: “Fiquei intrigadíssimo. Não há estudos públicos e escrutináveis que sustentem esta afirmação e a opção pelo Montijo. Isto não quer dizer que seja uma opção má, eu próprio acho que é inevitável, mas isto está a ser feito sem transparência.”

“Nos últimos anos a procura tem estado a crescer a mais de 10% ao ano. Se a evolução se vai manter, não se sabe, mas sabe-se que nos últimos anos aumentou muito. E criou um grande problema. Se for preciso construir um novo aeroporto, não há tempo. Ou vamos prejudicar fortemente o turismo de Lisboa. O professor apresentou vários dados, como o número passageiros e de movimentos e, feitas as contas, o Montijo seria apenas solução para um período entre seis a oito anos: “Se a procura continuar a crescer assim, com o aumento do número de movimentos, dá para seis anos. E se o número de passageiros aumentar 123% para 50 milhões ao ano, como refere o presidente da ANA, dá para oito anos. Além da falta de transparência do processo, os números não batem certo.” Mário Lopes falou ainda no investimento feito até agora em remodelações na Portela, em estudos e no custo previsto do reforço do Montijo e defendeu que a melhor solução seria um novo aeroporto, porque todo o dinheiro gasto até agora “é essencialmente um desperdício de recursos”, uma vez que nenhuma das soluções resolve o problema a longo prazo. (...)

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/em-vez-de-40-anos-aeroporto-do-montijo-pode-ser-solucao-durante-apenas-seis/

basta fazer contas, 22,5 milhões em 2016 a um aumento de 10% ao ano temos daqui a seis anos 39,8 milhões de pax/ano e daqui a oito anos, 48,2 milhões de pax/ano processados!

Quanto aos movimentos/dia se agora chegamos a ter 400/dia daqui a seis anos teremos mais ou menos 715/dia e daqui a oito anos cerca de 800/dia !
Ora se Lisboa pode ir até aos 42/46 movimentos/hora com as duas pistas, se o aeroporto funcionasse a full capacity H18, poderíamos operar um máximo entre os 756 e os 828 movimentos/dia, e eu digo e rpt poderíamos mas devido ás limitações de capacidade em stands, portas de embarque, capacidade do sistema de tratamento de bagagens, capacidade de processamento de controlos de segurança e fronteiras e, principalmente aos pedidos de slots para as horas mais convenientes dos diferentes operadores, não o conseguimos fazer!!!

Assim não nos resta outra opção que avançar, e já vamos tarde, com um aeroporto satélite deste para pelo menos evitar a fuga de operadores para outros destinos, o que, meus senhores, quer queiram quer não VAI ACONTECER !!!!

A execução de um aeroporto novo de raiz é o mais acertado, e a longo prazo menos dispendiosos, mas................pura e simplesmente não temos tempo para esperar seis anos, para que tal aconteça, deste modo á boa maneira TUGA, deixamos tudo para a última hora e vamos a correr apanhar os prejuízos da nossa inação  !!!

Lembra-me por exemplo a substituição dos nossos equipamentos militares, é usar até rebentar ou alguém ficar ferido ou até morrer........ neste caso é usar/explorar até á exaustão mas na aviação por vezes, a exaustão/incompetência, paga-se MUITO CARO MEUS SENHORES!!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Abril 20, 2017, 03:37:36 pm
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Azeredo Lopes. Aeroporto no Montijo é "plano do Governo" e "terá de haver" solução
20 abr, 2017 - 00:00 • Raquel Abecasis (Renascença) e David Dinis (Público)

"O problema que pode ser colocado é este: lá, onde apenas estava a Força Aérea, vai passar a haver parcialmente - ou integralmente no futuro - uma presença da aviação civil, num aeroporto complementar de Lisboa".


Está previsto que a Força Aérea apresente um estudo até ao fim de Abril sobre a convivência da base com o novo aeroporto...

Não é até ao fim de Abril, é até hoje. Já tive a informação, confirma-se que está pronto e vai-me ser entregue esta quinta-feira, pelo chefe de Estado-Maior da Força Aérea.

 
Sabe qual é o resultado? Levanta problemas ao plano do seu colega Pedro Marques?

Não, o plano é do Governo. O problema que pode ser colocado é este: lá, onde apenas estava a Força Aérea, vai passar a haver parcialmente - ou integralmente no futuro - uma presença da aviação civil, num aeroporto complementar de Lisboa. A única questão que tenho de resolver não é se isto vai acontecer. É de que maneira é que vamos garantir que a Força Aérea (não ali integralmente, ou não ali de todo) vai continuar a exercer tudo o que actualmente depende da base do Montijo. Estamos a falar dos C-130, estamos a falar da própria colaboração com os helicópteros da Marinha, etc. Há um conjunto, uma espécie de catálogo de funções da Força Aérea. Agora é preciso fazer uma avaliação operacional e para onde vamos garantir que a FA continua a exercer as suas funções.


Há uma alternativa? Sabe quanto custa?

Não. O relatório vai-me ser entregue, essa é uma avaliação feita pela Força Aérea, onde seguramente irão ser elencadas propostas de solução que terão que ser cruzadas e assumidas ao nível políticas.


Mas haverá sempre soluções? Não há hipótese de esse relatório concluir que não há solução?

Terá de haver [uma solução]. Aquilo que não tem solução é a morte e não é disso que estamos a falar - e ainda assim há para quem é crente. Do ponto de vista técnico, do que se trata é garantir que no século XXI, e tendo em conta um processo de aquisições que é inevitável, como o novo avião de transporte médio, de que maneira é que vamos de forma racional, com um custo médio mais baixo, garantir que a mesma operação é assegurada pela Força Aérea.

http://rr.sapo.pt/noticia/81608/azeredo_lopes_aeroporto_no_montijo_e_plano_do_governo_e_tera_de_haver_solucao


Para mim o aeroporto complementar de Lisboa ia para Beja e enviavam a pouco mais de dezena e meia de aparelhos que ainda lá têm para a BA6. Estava o problema encerrado.  ::)


Entretanto, o "menino guerreiro" continua a dar-lhe com um aeroporto em Monte Real, 13 anos depois de ter veiculado essa estupenda ideia. Qualquer dia mais vale pôr a Força Aérea à venda no ebay...

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/pedro-santana-lopes/detalhe/o-aeroporto-de-monte-real
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 20, 2017, 05:48:12 pm
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Azeredo Lopes. Aeroporto no Montijo é "plano do Governo" e "terá de haver" solução
20 abr, 2017 - 00:00 • Raquel Abecasis (Renascença) e David Dinis (Público)

"O problema que pode ser colocado é este: lá, onde apenas estava a Força Aérea, vai passar a haver parcialmente - ou integralmente no futuro - uma presença da aviação civil, num aeroporto complementar de Lisboa".


Está previsto que a Força Aérea apresente um estudo até ao fim de Abril sobre a convivência da base com o novo aeroporto...

Não é até ao fim de Abril, é até hoje. Já tive a informação, confirma-se que está pronto e vai-me ser entregue esta quinta-feira, pelo chefe de Estado-Maior da Força Aérea.

 
Sabe qual é o resultado? Levanta problemas ao plano do seu colega Pedro Marques?

Não, o plano é do Governo. O problema que pode ser colocado é este: lá, onde apenas estava a Força Aérea, vai passar a haver parcialmente - ou integralmente no futuro - uma presença da aviação civil, num aeroporto complementar de Lisboa. A única questão que tenho de resolver não é se isto vai acontecer. É de que maneira é que vamos garantir que a Força Aérea (não ali integralmente, ou não ali de todo) vai continuar a exercer tudo o que actualmente depende da base do Montijo. Estamos a falar dos C-130, estamos a falar da própria colaboração com os helicópteros da Marinha, etc. Há um conjunto, uma espécie de catálogo de funções da Força Aérea. Agora é preciso fazer uma avaliação operacional e para onde vamos garantir que a FA continua a exercer as suas funções.


Há uma alternativa? Sabe quanto custa?

Não. O relatório vai-me ser entregue, essa é uma avaliação feita pela Força Aérea, onde seguramente irão ser elencadas propostas de solução que terão que ser cruzadas e assumidas ao nível políticas.


Mas haverá sempre soluções? Não há hipótese de esse relatório concluir que não há solução?

Terá de haver [uma solução]. Aquilo que não tem solução é a morte e não é disso que estamos a falar - e ainda assim há para quem é crente. Do ponto de vista técnico, do que se trata é garantir que no século XXI, e tendo em conta um processo de aquisições que é inevitável, como o novo avião de transporte médio, de que maneira é que vamos de forma racional, com um custo médio mais baixo, garantir que a mesma operação é assegurada pela Força Aérea.

http://rr.sapo.pt/noticia/81608/azeredo_lopes_aeroporto_no_montijo_e_plano_do_governo_e_tera_de_haver_solucao


Para mim o aeroporto complementar de Lisboa ia para Beja e enviavam a pouco mais de dezena e meia de aparelhos que ainda lá têm para a BA6. Estava o problema encerrado.  ::)


Entretanto, o "menino guerreiro" continua a dar-lhe com um aeroporto em Monte Real, 13 anos depois de ter veiculado essa estupenda ideia. Qualquer dia mais vale pôr a Força Aérea à venda no ebay...

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/pedro-santana-lopes/detalhe/o-aeroporto-de-monte-real

Para mim a questão não é tirar a FAP de Beja, que eu acho que a base deve ser mantida, mas sim onde está BEJA !!!!
O que há em BEJA.
Quem, que CIAS, querem operar em BEJA.
O erro crasso foi permitir que as Lowcost operassem em LIS !
Antes dessas operações se terem iniciado, a opção Lisboa+1, ou Novo Aeroporto, devia ter sido executada tão simples quanto isso, se a procura foi assim tão repentina, então, na minha santa Ignorância, devíamos ter acautelado a operação em LIS das e LC para que assim que existisse a opção A ou B, fossem recambiadas para a dita opção, e mais nada. :G-bigun:
A ânsia de angariar CIAS e aumentar o volume de pax a todo custo vai-nos trazer dissabores a médio longo prazo.
Se o novo Aeroporto ou o +1 demorarem N tempo, leia-se muito tempo, para mim, mais de três e até cinco anos, não tenham dúvidas que antes desses três anos, lisboa, rebenta pelas costuras, a qualidade do serviço prestado degrada-se bastante e a opção espanhola de mais um aeroporto na Andaluzia será uma realidade mais rápida que qq das nossas, com as fugas de CIAS e pax a todo o vapor, com vento de cauda melhor dizendo ! ;)
Pelo menos é como eu vejo o problema e as possíveis soluções para o mesmo !

Novo Aeroporto em Monte Real só fala nisso que é básico, e ignorante e não sabe o que diz, que se juntem ao grupo da OTA !!!! :new_argue: :new_argue: :new_argue: :new_argue:

Quanto á venda da FAP no Ebay quando souberes diz que sou capaz de comprar alguns souvenirs, para mais tarde recordar !

Abraços

ATTN ás obras na 17/35, para fecho da pista em Lisboa, digo agora para daqui a uns meses ou anos quando acontecer algo mais pesado pensarem nesta minha frase !!!!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Abril 20, 2017, 06:52:49 pm
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O erro crasso foi permitir que as Lowcost operassem em LIS !
Antes dessas operações se terem iniciado, a opção Lisboa+1, ou Novo Aeroporto, devia ter sido executada tão simples quanto isso, se a procura foi assim tão repentina, então, na minha santa Ignorância, devíamos ter acautelado a operação em LIS das e LC para que assim que existisse a opção A ou B, fossem recambiadas para a dita opção, e mais nada.

O problema não será permitir a operação das chamadas Lowcost mas uma(s) alminha(s) terem transformado o antigo/novo terminal dos voos internos num terminal low cost, que deu como resultado o aeroporto de Lisboa ter passado a receber criticas bastante negativas no Skytrax. Uma solução simples quando/se um ano destes, existir o +1 é 1º é eliminar o terminal lowcost e transformá-lo num local dedicado aos aviões de negócios, todos os aviões de passageiros passarem a pagar o mesmo pelos serviços aeroportuários no aeroporto da Portela e quem quiser valores mais em conta e condições mais espartanas passe a utilizar o +1.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 20, 2017, 09:07:20 pm
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O erro crasso foi permitir que as Lowcost operassem em LIS !
Antes dessas operações se terem iniciado, a opção Lisboa+1, ou Novo Aeroporto, devia ter sido executada tão simples quanto isso, se a procura foi assim tão repentina, então, na minha santa Ignorância, devíamos ter acautelado a operação em LIS das e LC para que assim que existisse a opção A ou B, fossem recambiadas para a dita opção, e mais nada.

O problema não será permitir a operação das chamadas Lowcost mas uma(s) alminha(s) terem transformado o antigo/novo terminal dos voos internos num terminal low cost, que deu como resultado o aeroporto de Lisboa ter passado a receber criticas bastante negativas no Skytrax. Uma solução simples quando/se um ano destes, existir o +1 é 1º é eliminar o terminal lowcost e transformá-lo num local dedicado aos aviões de negócios, todos os aviões de passageiros passarem a pagar o mesmo pelos serviços aeroportuários no aeroporto da Portela e quem quiser valores mais em conta e condições mais espartanas passe a utilizar o +1.

Claro que foi a operação das low cost que deu cabo da pouca qualidade que existia no aeroporto de Liaboa !!!

A falta de portas de embarque, stands, e outras limitações que vieram á tona são bem demonstrativas do que afirmo, não tenhas dúvidas.

O segundo erro crasso foi a alocação do T02 para esses voos, e bem mal atamancado diga-se de passagem, pois nem espaço para o SEF tinha/tem as CIAS que lá operam bem o podem comprovar.

Os voos de negócios não devem operar em LIS, desculpa mas a aviação executiva/ligeira é um negócio bem diferente da aviação comercial com necessidades bem distintas, se acontecer lá vamos misturar alhos com bugalhos, Tires/Cascais com eles até estão bem mais perto do habitat do jetset, e, nem eles, qual raça superiora........gostam de misturas, são finos de mais para os comuns dos mortais !!!!

Quando os tínhamos no antigo parque DELTA era o bom e o bonito, reclamações atrás de reclamações pela falta de condições !!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Abril 20, 2017, 10:03:30 pm
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Os voos de negócios não devem operar em LIS, desculpa mas a aviação executiva/ligeira é um negócio bem diferente da aviação comercial com necessidades bem distintas, se acontecer lá vamos misturar alhos com bugalhos, Tires/Cascais com eles até estão bem mais perto do habitat do jetset, e, nem eles, qual raça superiora........gostam de misturas, são finos de mais para os comuns dos mortais !!!!

Eu tenho uma, muito vaga, noção disso. O problema é que para acabar com o terminal lowcost, será necessária alguma justificação, por causa dos direitos "adquiridos" etc... logo a ideia de transformar aquilo numa zona business com o seu lugarzinho de aparcamento e os restantes voos  a pagar o mesmo  e quem quiser baratinho mude-se para o aeroporto +1.
Eu como consumidor que nunca viajei nem estou interessado em viajar  nas pontes aéreas para o Brasil e para África mas que apanhava alguns voos para a Europa vi-me cada vez mais obrigado na últimos dez/quinze anos, antes do aparecimento das lowcost, a fazer vos com escala em Madrid, Hanover ou Zurique para chegar ao meu destino final.

Provavelmente o que a malta "fina" mais gosta em Tires é poder passar as malas com dinheiro ,produtos brancos inaláveis e outros artigos sem perguntas indiscretas de agentes abelhudos. Se aquilo fosse um conjunto de cabanas ao lado de uma pista de terra eles continuavam lá batidos ;D ;

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Abril 20, 2017, 10:46:05 pm
Provavelmente o que a malta "fina" mais gosta em Tires é poder passar as malas com dinheiro ,produtos brancos inaláveis e outros artigos sem perguntas indiscretas de agentes abelhudos. Se aquilo fosse um conjunto de cabanas ao lado de uma pista de terra eles continuavam lá batidos ;D ;

Verdade sim senhor.  ;)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Abril 20, 2017, 11:02:21 pm
Provavelmente o que a malta "fina" mais gosta em Tires é poder passar as malas com dinheiro ,produtos brancos inaláveis e outros artigos sem perguntas indiscretas de agentes abelhudos. Se aquilo fosse um conjunto de cabanas ao lado de uma pista de terra eles continuavam lá batidos ;D ;

Essa parte de aeródromos sem controlo faz-me uma "comichão"!!! Eu percebo que arranjar pessoal do SEF para 40 aeródromos é um absurdo, mas a GNR da Territorial não podia "andar de olho"? Isto é algo inevitável? Como é noutros países? Pelo menos devia de haver uma maneira de controlar os aviões que vem do estrangeiro.

Aviões sem qualquer controlo nos aeródromos nacionais

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Todas as semanas, centenas de aeronaves - entre pequenos aviões utilizados em actividades turísticas, como lançamento de pára-quedistas, transporte de passageiros e ultraleves - circulam por aeródromos e pistas espalhadas pelo País, descolando e aterrando sem qualquer tipo de controlo.

"Entram e saem do espaço aéreo português, vão a Espanha ou a Marrocos e aterram sem qualquer tipo de fiscalização", diz fonte policial, recordando que a Polícia Judiciária já por diversas vezes alertou para a possibilidade de algumas destas pistas poderem ser utilizadas em operações desencadeadas por organizações terroristas ou ligadas ao tráfico de droga. A mesma fonte critica a "facilidade" com que "se entra e sai deste tipo de aviões", sem que seja feita a identificação dos passageiros ou exista qualquer tipo de segurança.

http://www.dn.pt/portugal/sul/interior/avioes-sem-qualquer-controlo-nos-aerodromos-nacionais-1495216.html

Neste segundo artigo vemos a bagunça, a PJ até tem boas ideias, mas o INAC (agora ANAC) empurra para a GNR, GNR diz que só faz policiamento local e que não tem responsabilidade sobre tráfego aéreo, e que na zona de Beja isso até está atribuído à Força Aérea... o artigo é de 2005, talvez as coisas já estejam melhor.

https://www.publico.pt/sociedade/jornal/ha-dezenas-de-pistas-de-aterragem-a-funcionar-sem-controlo-em-todo-o-pais-11177

Um artigo mais recente.

https://sol.sapo.pt/artigo/518139/crimes-aerodromos-com-controlo-reduzido-
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Abril 21, 2017, 02:10:35 am
Quanto à história de estar atribuído à Força  Aérea a zona de Beja só se fôr para rir. Quanto muito a torre de Beja controla a passagem dos aviões no espaço aéreo militar, que chega ao Alto Alentejo, e mesmo isso de pouco serve em termos práticos se houver alguém interessado em baralhar o sistema.
Lembra-me à uns anos quando abriu a fábrica da Dyn'aero no aeródromo de Ponte de Sôr, a sede da empresa  em França decidiu fazer um raid de clientes da companhia que terminaria nas novas instalações. Dois dos participantes vendo que ainda faltavam umas horas para o pôr do sol em vez de pararem em Espanha como previsto decidiram continuar até Ponte de Sôr onde aterraram.  Aí tiraram as suas bicicletas desdobráveis do ultra ligeiro onde viajavam e fizeram-se à estrada para comer uma refeição à povoação, mas estranharam no caminho a passagem de um par de F-16 em manobras a baixa altitude. Só quando regressaram já noite feita ao aeródromo é que perceberam pela presença de uma patrulha da GNR que eles tinham sido a causa de todo o alvoroço.

Cumprimentos,

PS: A Dyn'Aero em Portugal  já foi à falência mas o site da casa mãe ainda está activo http://www.dynaero.com/ (http://www.dynaero.com/)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 21, 2017, 06:34:28 am
Quanto à história de estar atribuído à Força  Aérea a zona de Beja só se fôr para rir. Quanto muito a torre de Beja controla a passagem dos aviões no espaço aéreo militar, que chega ao Alto Alentejo, e mesmo isso de pouco serve em termos práticos se houver alguém interessado em baralhar o sistema.
Lembra-me à uns anos quando abriu a fábrica da Dyn'aero no aeródromo de Ponte de Sôr, a sede da empresa  em França decidiu fazer um raid de clientes da companhia que terminaria nas novas instalações. Dois dos participantes vendo que ainda faltavam umas horas para o pôr do sol em vez de pararem em Espanha como previsto decidiram continuar até Ponte de Sôr onde aterraram.  Aí tiraram as suas bicicletas desdobráveis do ultra ligeiro onde viajavam e fizeram-se à estrada para comer uma refeição à povoação, mas estranharam no caminho a passagem de um par de F-16 em manobras a baixa altitude. Só quando regressaram já noite feita ao aeródromo é que perceberam pela presença de uma patrulha da GNR que eles tinham sido a causa de todo o alvoroço.

Cumprimentos,

PS: A Dyn'Aero em Portugal  já foi à falência mas o site da casa mãe ainda está activo http://www.dynaero.com/ (http://www.dynaero.com/)

Penso que se está a baralhar um pouco as coisas.........Espaço Schengen com N/Schengen, no que diz respeito á origem e destino dos voos que operam cá no Burgo.

Não quero com isto dizer que não há fugas ao controlo, claro que há mas no caso de França, para virem directos para cá teve que haver aprovação do plano de voo para puderem proseguir tão simples quanto isso e, porque se voaram sem plano de voo, bem então aí temos um incidente aéreo com as consequências que todos os pilotos sabem que vão acarretar.

Também neste caso, se a origem é França o controlo de fronteiras não se faz pois mesmo que a aeronave tenha vindo de pais n/schengen, mas que tenha entrado na UUEE, por por exemplo a França, é nesse país que se faz/deve fazer o controlo.

Quanto á GNR aparecer, alguém deve lhes ter dito que andam a voar aviões durante a missa e não ouvimos o Pároco...........estou a brincar só pode ser mesmo para rir !!! :N-icon-Gun:

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Abril 21, 2017, 10:38:48 am
Não percebo porque é que Ponte de Sor foi metida ao barulho, eu estava  a falar em Beja, mas não conheço a realidade do aerodromo de Beja, pelo que está escrito no artigo fiquei com a impressão que fosse como o de Leiria, este aerodromo  (não deve ter controlo de tráfego aéreo) é relativamente perto da BA5 em Monte Real, e é o controlo de tráfego aéreo da Base que dá o apoio necessário às aeronaves que pretendem aterrar no aerodromo. Pelo artigo pensei que fosse a mesma situação no aerodromo de Beja.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Abril 21, 2017, 10:41:19 am
Só quando regressaram já noite feita ao aeródromo é que perceberam pela presença de uma patrulha da GNR que eles tinham sido a causa de todo o alvoroço.

Deve ter-lhes saido barato lol, acho que estas coisas dão multa.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Abril 21, 2017, 11:08:49 am
Quanto à história de estar atribuído à Força  Aérea a zona de Beja só se fôr para rir. Quanto muito a torre de Beja controla a passagem dos aviões no espaço aéreo militar.

Acho que já sei qual foi o equivoco, o caro perdadetempo, não leu o artigo que eu postei, só leu o que eu escrevi certo? Eu quando disse zona de Beja, queria dizer o "aerodromo", não queria dizer nenhuma área de maiores dimensões distrital/regional, etc. :G-beer2:

Não sou especialista na área, mas que eu saiba, as torres de controlo nas bases aéreas controlam o tráfego aéreo de aproximação às pistas dessas mesmas bases, e o trágefo que atravessar o espaço por cima da base, isto até uma certa altitude (imaginemos um cubo por cima da base), penso que isso também pode variar, se existir tráfego militar ou não, por exemplo aos fins de semana há menos voos militares, ai esse "cubo de espaço aéreo restricto" pode desaparecer ou diminuir e libertar espaço para voos civis, penso que monte Real é um bom exemplo pois fica na rota de aproximação a Lisboa vindo do norte..
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 21, 2017, 04:03:49 pm
Quanto à história de estar atribuído à Força  Aérea a zona de Beja só se fôr para rir. Quanto muito a torre de Beja controla a passagem dos aviões no espaço aéreo militar.



Não sou especialista na área, mas que eu saiba, as torres de controlo nas bases aéreas controlam o tráfego aéreo de aproximação às pistas dessas mesmas bases, e o trágefo que atravessar o espaço por cima da base, isto até uma certa altitude (imaginemos um cubo por cima da base), penso que isso também pode variar, se existir tráfego militar ou não, por exemplo aos fins de semana há menos voos militares, ai esse "cubo de espaço aéreo restricto" pode desaparecer ou diminuir e libertar espaço para voos civis, penso que monte Real é um bom exemplo pois fica na rota de aproximação a Lisboa vindo do norte..

+ ou - isso, está a ficar morno............. andas quase lá.
Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Abril 21, 2017, 04:15:43 pm
+ ou - isso, está a ficar morno............. andas quase lá.
Abraços

Só falta o especialista para explicar/corrigir melhor :G-beer2:.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Abril 21, 2017, 10:04:55 pm
Em relação ao aeródromo de Beja suponho que esta página poderá dar melhor informação

http://cavok.pt/2015/08/19/beja-ul/ (http://cavok.pt/2015/08/19/beja-ul/)

1- A parte do se for para rir referia-se mesmo à resposta da GNR no artigo de que não tinha nada a ver com o tráfego aéreo e que a responsabilidade  era da Força Aérea. Apenas porque que eu saiba não é responsabilidade da força aérea andar a fazer policiamento em terra dos aeródromos que não sejam militares mesmo que se encontrem dentro da sua área de influência em termos do controlo de tráfego aéreo.

2- Há uns anos atrás quando ainda existia uma pequena pista de ultra ligeiros ao pé da Barragem do Caia segundo o roteiro da APAU, que também já deixou de estar no site infelizmente, lembro-me vagamente de aconselharem contactar Beja por causa da Força Aérea também utilizar aquele espaço como zona de treinos. Cheguei a observar várias aeronaves ,nomeadamente os EPSILON, a andarem às voltas por lá, por isso a minha extrapolação para a zona de influência da torre da base de Beja.

3- Daí foi o seguimento natural para o exemplo de Ponte de Sôr (natural para este escritor entenda-se, para o resto dos intervenientes foi mais um WTF??? ??? )

3- Os indivíduos do voo para Ponte de Sôr fizeram os planos de voo, acho que vinham inicialmente da Alemanha, com escalas em França, e  não vieram a salto. Apenas na ultima parte decidiram saltar uma etapa e partir para o seu destino final, coisa que só deveriam ter feito no dia seguinte de acordo com o planeado. Ideias tristes que lhes devem ter dado alguns problemas administrativos.
A moral da história era que se  pode falar o que se quiser sobre quem tem a responsabilidade do policiamento etc...etc... mas é perfeitamente possível aterrar um ultraligeiro num aeródromo a 100km de Monte Real e mais ou menos outro tanto da fronteira com Espanha antes que a Força Aérea possa intervir em tempo de paz. Logo alguém em terra que faça o trabalho.

4- Lembrar-me de não voltar a escrever às 2h da manhã para não aumentar a confusão sobre o que é que se está a tentar dizer com o triste resultado que se viu. Existem substitutos mais eficientes para a insónia. Desculpem. :-[

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Abril 22, 2017, 05:39:00 pm
1- A parte do se for para rir referia-se mesmo à resposta da GNR no artigo de que não tinha nada a ver com o tráfego aéreo e que a responsabilidade  era da Força Aérea. Apenas porque que eu saiba não é responsabilidade da força aérea andar a fazer policiamento em terra dos aeródromos que não sejam militares mesmo que se encontrem dentro da sua área de influência em termos do controlo de tráfego aéreo.

São aquelas zonas cinzentas, para o GNR tanto faz que ali tenha aviões, autocarros ou comboios, ele não vai andar a identificar ninguém, faz o policiamento normal, se querem saber perguntem à Força Aérea que eles é que fazem o controlo de aproximação ao aerodromo de Beja, mas a FAP também não tem pessoal no chão, bem dito, e tudo o que faz é na vertente de segurança (safety) e não securitária (security) tipo policia ou andar a confirmar isto ou aquilo, praticamente é só para evitar algum acidente.

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2- Há uns anos atrás quando ainda existia uma pequena pista de ultra ligeiros ao pé da Barragem do Caia segundo o roteiro da APAU, que também já deixou de estar no site infelizmente, lembro-me vagamente de aconselharem contactar Beja por causa da Força Aérea também utilizar aquele espaço como zona de treinos. Cheguei a observar várias aeronaves ,nomeadamente os EPSILON, a andarem às voltas por lá, por isso a minha extrapolação para a zona de influência da torre da base de Beja.

Toda a lógica dos aviões de treino da FAP estarem na BA de Beja é na região ter um grande espaço aéreo disponível, menos população, bom tempo :).

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A moral da história era que se  pode falar o que se quiser sobre quem tem a responsabilidade do policiamento etc...etc... mas é perfeitamente possível aterrar um ultraligeiro num aeródromo a 100km de Monte Real e mais ou menos outro tanto da fronteira com Espanha antes que a Força Aérea possa intervir em tempo de paz. Logo alguém em terra que faça o trabalho.

Pois, a FAP não vai enviar ninguém para nenhum aerodromo ver nada, no máximo comunica à GNR/PSP se achar algo estranho.

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4- Lembrar-me de não voltar a escrever às 2h da manhã para não aumentar a confusão sobre o que é que se está a tentar dizer com o triste resultado que se viu. Existem substitutos mais eficientes para a insónia. Desculpem. :-[

Cumprimentos,

Não há tv cabo? ;D :G-beer2:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Abril 22, 2017, 11:04:20 pm
Não há tv cabo? ;D :G-beer2:

Haver há, mas desde que acabou o MOV a minha vida nunca mais foi a mesma  ;D ;

Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 03, 2017, 04:37:57 pm
Há cerca de 20 minutos que se encontra a fazer circuitos na pista 26 da BA6 um Boeing 767 da Euro Atlantic Airways. É esta a aeronave, registada como CS-TLO.

(https://cdn.jetphotos.com/full/6/57601_1489486961.jpg)

https://www.flightradar24.com/MMZ609/d445b20

Se é para começarem os testes às pistas não deveria ser primeiro na 01/19?  :conf:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Maio 03, 2017, 05:13:22 pm
Há cerca de 20 minutos que se encontra a fazer circuitos na pista 26 da BA6 um Boeing 767 da Euro Atlantic Airways. É esta a aeronave, registada como CS-TLO.

(https://cdn.jetphotos.com/full/6/57601_1489486961.jpg)

https://www.flightradar24.com/MMZ609/d445b20

Se é para começarem os testes às pistas não deveria ser primeiro na 01/19?  :conf:

Ora então lê CJ

Este é parte de um Relatório de Engenharia, que não é "CONFIDENCIAL":

(...) Caracterização da situação em ( 2006) da pista 08/26 da Base Aérea do Montijo

"A pista 08/26 situa-se na área de movimento da Base Aérea do Montijo (BA6) tem um comprimento de 2440m, uma largura de 45m e bermas com 7,5m de cada lado da pista. A pista foi construída no início da década de 60, em pavimento rígido, constituído por lajes de betão de cimento. Em 1985, um troço de 912 m a partir da soleira 08 foi objecto de reconstrução pelo facto de apresentar elevada percentagem de fissuração e perda de capacidade de carga.
A pista pode assim ser dividida em dois troços distintos devido a diferenças: de idade do pavimento; das dimensões das lajes e ainda das inclinações transversais. O primeiro troço está compreendido entre a soleira 08 e o km 0+912, foi reconstruído em 1985, as lajes são quadradas de 5,0 m x 5,0 m com espessura de 0,28m e estão assentes sobre as lajes iniciais, que por sua vez assentam numa base de solo estabilizado com cimento com 0.10m de espessura. O seu perfil transversal tem uma só água com inclinação de aproximadamente 0,8% no sentido Sul.
O segundo troço corresponde à restante parte da pista até à soleira 26 (km 2+440), não tendo sofrido qualquer acção de reconstrução ate ao presente, isto é, tem aproximadamente 40 anos. As lajes são quadradas de 7,5 m x 7,5 m com espessura de 0,28m e estão assentes sobre uma base de solo estabilizado com cimento com 0,10 m de espessura. O seu perfil transversal é constituído por duas águas com inclinações de 1,5% para o extradorso.
Para a caracterização do pavimento seguiu-se o proposto pela AENA e pela NAVAL FACILITIES ENGINEERING COMMAND, foi feita uma inspecção visual, uma consulta de catálogo para classificação de patologias devidamente acompanhadas por uma campanha de ensaios realizada pelo Laboratório do GEAFA (Grupo de Engenharia de Aeródromos da Força Aérea). Destas avaliações resultou um relatório elaborado pela DI (Direcção de Infra-Estruturas da Força Aérea) sobre o estado de conservação dos pavimentos da área de movimento da BA6 no Montijo. Este relatório conduziu à decisão de interdição de utilização da pista 08/26 por aeronaves a reacção."
(...) Caracterização funcional
"O primeiro troço da pista (entre a soleira 08 e o cruzamento com a pista 14/32) caracteriza-se favoravelmente no que se refere à sua condição superficial. Com excepção do envelhecimento generalizado do produto de selagem das juntas, pode afirmar-se que a condição superficial do pavimento é boa. Relativamente à drenagem superficial as características não são as mais favoráveis atendendo a que o seu perfil transversal tem uma só uma água. No segundo troço da pista (entre o cruzamento com a pista 14/32 e a soleira 26) as lajes apresentam uma condição superficial muito deficiente em consequência da idade do pavimento. Para além de ser um pavimento antigo as dimensões das lajes estão no limite do recomendado pela FAA, que para lajes de betão de cimento com 0,30m de espessura admite larguras máximas de 7,5m, sendo aconselháveis lajes com larguras entre os 5 e os 6m. As lajes centrais apresentam fissuração longitudinal e desfasamentos relativamente às faixas externas. Também se registam lajes com fissuração em cruz indiciadoras de ruína estrutural. As lajes contíguas às bermas provocam fenómenos de deslocamento/escorregamento do pavimento da berma (em BB) prejudicando a drenagem transversal e produzindo material com elevado potencial de “Foreign Object Damage” – FOD. Existem muitas lajes com cantos partidos, não se considerando no entanto estas ocorrências como fractura de canto uma vez que esta não atinge toda a espessura da laje. Há cantos desagregados, alguns deles reparados. As juntas, especialmente as transversais, estão desagregadas verificando-se o aparecimento de aberturas de grande largura, a existência de cunhas de betão destacáveis ou memo destacadas, que representam um elevado perigo FOD para aeronaves de motores de reacção e para os hélices e fuselagem das aeronaves com motores alternativos. Verifica-se ainda, embora em percentagem reduzida a ocorrência de “popouts”. Nas juntas em que ainda existe, o material selante está envelhecido e rigidificado. Nas outras verifica-se falta desse material o que dá origem a outros perigos e patologias. A ruína das juntas quer longitudinais quer transversais deve-se à ausência de material de preenchimento de juntas ou à existência desse material mas envelhecido, não cumprindo por isso cabalmente a sua função. Quanto às condições de drenagem superficial, este troco tem a máxima inclinação transversal admissível para este tipo de código de pista ou seja 1,5%. Resumidamente o pavimento do segundo troço apresenta-se em muito mau estado de conservação no que se refere a sua condição."
Agora é só presumir-mos quem será a empresa que ganhará os concursos....é do catano, isto vai servir de troca nas PPP`s. E fico por aqui, porque vou vomitar.
Publicado 13th May 2012 por Diogenes

O 767 da MMZ, praticamente vazio, ferry flight, está a  " utilizar " esta pista devido á sua extensão, ter mais quase 1000 m que a 01/19, só por isso, mesmo assim a ver vamos se o PCN aguenta !!!!!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Maio 03, 2017, 05:25:54 pm
Apenas apanhei perto da BA6 agora um ligeiro DEGXI, mas nada de toca e anda e muito menos aterragens era o bom e o bonito.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Maio 03, 2017, 11:10:15 pm


Haver há, mas desde que acabou o MOV a minha vida nunca mais foi a mesma  ;D ;

Cumprimentos
Também me sinto órfão desde então.  :-\
(http://www.magazine-hd.com/apps/wp/wp-content/uploads/2017/03/canal-mov.jpg)
Já agora (ainda vai para a Covilha...  :rir: ) : http://www.tsf.pt/sociedade/ambiente/interior/clima-base-aerea-do-montijo-e-vulneravel-a-subida-do-nivel-medio-do-mar-5696786.html (http://www.tsf.pt/sociedade/ambiente/interior/clima-base-aerea-do-montijo-e-vulneravel-a-subida-do-nivel-medio-do-mar-5696786.html)
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Clima: Base Aérea do Montijo é vulnerável à subida do nível médio do mar
01 DE MARÇO DE 2017 - 07:39
Estudo identificou zonas de maior risco em Portugal à previsível subida do nível médio do mar. Conheça o que aproxima o Montijo das ilhas barreira no Algarve. Base Aérea é extremamente vulnerável.
(http://static.globalnoticias.pt/tsf/image.aspx?type=generate&name=original&id=5696786&w=700&t=20170301190000)

Saudações
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 24, 2017, 01:45:50 pm
Governo descarta Beja como aeroporto complementar de Lisboa, e adianta que o mesmo deverá estar a funcionar no Montijo no final de 2021.

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Governo rejeita aeroporto complementar em Beja e defende "aposta" no Montijo
24 DE MAIO DE 2017
13:27
Lusa

Beja seria "alternativa suficiente", considerou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje que o aeroporto de Beja "não é uma boa solução" como infraestrutura complementar ao de Lisboa, defendendo a opção de construção no Montijo."É uma alternativa insuficiente [Beja], eu diria não é uma boa solução para aeroporto complementar porque está demasiado distante de Lisboa, o tempo de transporte dos passageiros transportados, depois aos principais polos, é excessivo face a outros aeroportos complementares que existem no espaço europeu", disse."Os estudos internacionais indicam de forma clara que em comparação com outros aeroportos que têm, em termos de transportes ao centro da região metropolitana, [distâncias] superiores a 30 minutos não são competitivos para aeroportos complementares", acrescentou.

Pedro Marques falava aos jornalistas à margem da sessão de abertura do Portugal Air Summit, que decorre no Aeródromo de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre até sábado. O governante, que elogiou o "cluster" aeronáutico no Alentejo, adiantou que o Governo espera, "no próximo ano", depois de "acabados" os estudos ambientais e de segurança, avançar com a construção da obra para, "em 2021 ou 2022" ter o aeroporto do Montijo a funcionar.

No decorrer da sua intervenção, Pedro Marques considerou que a construção de um aeroporto complementar no Montijo é uma "situação financeira comportável para o Estado"."A ser implementada, como acreditamos, uma solução também equilibrada do ponto de vista do desenvolvimento de toda a área metropolitana de Lisboa e das regiões adjacentes, incluindo o Alentejo", disse. Para o governante, a "opção Montijo" vai impulsionar a criação de emprego, estimando-se que possa gerar a prazo "20 mil postos de trabalho diretos e indiretos".

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas enalteceu ainda o investimento feito em Portugal no setor da aeronáutica nos últimos 10 anos, transformando o país num "'player' [ator] importante" a nível mundial.

http://www.dn.pt/portugal/interior/governo-rejeita-aeroporto-complementar-em-beja-e-defende-aposta-no-montijo-8503048.html

Tanto o Governo como certos empresários nacionais e estrangeiros falam do Montijo como se não fosse uma base militar operada pela Força Aérea Portuguesa. Mas quando o respeito pela instituição Forças Armadas não é defendido e acautelado pelos seus próprios governantes, é só natural ouvir coisas como estas e outras que por estes dias se podem ler na imprensa.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Maio 24, 2017, 02:40:51 pm
Governo descarta Beja como aeroporto complementar de Lisboa, e adianta que o mesmo deverá estar a funcionar no Montijo no final de 2021.

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Governo rejeita aeroporto complementar em Beja e defende "aposta" no Montijo
24 DE MAIO DE 2017
13:27
Lusa

Beja seria "alternativa suficiente", considerou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje que o aeroporto de Beja "não é uma boa solução" como infraestrutura complementar ao de Lisboa, defendendo a opção de construção no Montijo."É uma alternativa insuficiente [Beja], eu diria não é uma boa solução para aeroporto complementar porque está demasiado distante de Lisboa, o tempo de transporte dos passageiros transportados, depois aos principais polos, é excessivo face a outros aeroportos complementares que existem no espaço europeu", disse."Os estudos internacionais indicam de forma clara que em comparação com outros aeroportos que têm, em termos de transportes ao centro da região metropolitana, [distâncias] superiores a 30 minutos não são competitivos para aeroportos complementares", acrescentou.

Pedro Marques falava aos jornalistas à margem da sessão de abertura do Portugal Air Summit, que decorre no Aeródromo de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre até sábado. O governante, que elogiou o "cluster" aeronáutico no Alentejo, adiantou que o Governo espera, "no próximo ano", depois de "acabados" os estudos ambientais e de segurança, avançar com a construção da obra para, "em 2021 ou 2022" ter o aeroporto do Montijo a funcionar.

No decorrer da sua intervenção, Pedro Marques considerou que a construção de um aeroporto complementar no Montijo é uma "situação financeira comportável para o Estado"."A ser implementada, como acreditamos, uma solução também equilibrada do ponto de vista do desenvolvimento de toda a área metropolitana de Lisboa e das regiões adjacentes, incluindo o Alentejo", disse. Para o governante, a "opção Montijo" vai impulsionar a criação de emprego, estimando-se que possa gerar a prazo "20 mil postos de trabalho diretos e indiretos".

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas enalteceu ainda o investimento feito em Portugal no setor da aeronáutica nos últimos 10 anos, transformando o país num "'player' [ator] importante" a nível mundial.

http://www.dn.pt/portugal/interior/governo-rejeita-aeroporto-complementar-em-beja-e-defende-aposta-no-montijo-8503048.html

Tanto o Governo como certos empresários nacionais e estrangeiros falam do Montijo como se não fosse uma base militar operada pela Força Aérea Portuguesa. Mas quando o respeito pela instituição Forças Armadas não é defendido e acautelado pelos seus próprios governantes, é só natural ouvir coisas como estas e outras que por estes dias se podem ler na imprensa.

Para mim estas posturas dos nossos politicozecos de pacotilha, não são nada de novo a FAP que se cuide não tarda nada temos um Aeroporto em cada capital de distrito e afins e se por lá houver bases aereas...................................já foram/eram o que quiserem !!!!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Maio 27, 2017, 10:47:55 am
Governo descarta Beja como aeroporto complementar de Lisboa, e adianta que o mesmo deverá estar a funcionar no Montijo no final de 2021.

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Governo rejeita aeroporto complementar em Beja e defende "aposta" no Montijo
24 DE MAIO DE 2017
13:27
Lusa

Beja seria "alternativa suficiente", considerou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje que o aeroporto de Beja "não é uma boa solução" como infraestrutura complementar ao de Lisboa, defendendo a opção de construção no Montijo."É uma alternativa insuficiente [Beja], eu diria não é uma boa solução para aeroporto complementar porque está demasiado distante de Lisboa, o tempo de transporte dos passageiros transportados, depois aos principais polos, é excessivo face a outros aeroportos complementares que existem no espaço europeu", disse."Os estudos internacionais indicam de forma clara que em comparação com outros aeroportos que têm, em termos de transportes ao centro da região metropolitana, [distâncias] superiores a 30 minutos não são competitivos para aeroportos complementares", acrescentou.

Pedro Marques falava aos jornalistas à margem da sessão de abertura do Portugal Air Summit, que decorre no Aeródromo de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre até sábado. O governante, que elogiou o "cluster" aeronáutico no Alentejo, adiantou que o Governo espera, "no próximo ano", depois de "acabados" os estudos ambientais e de segurança, avançar com a construção da obra para, "em 2021 ou 2022" ter o aeroporto do Montijo a funcionar.

No decorrer da sua intervenção, Pedro Marques considerou que a construção de um aeroporto complementar no Montijo é uma "situação financeira comportável para o Estado"."A ser implementada, como acreditamos, uma solução também equilibrada do ponto de vista do desenvolvimento de toda a área metropolitana de Lisboa e das regiões adjacentes, incluindo o Alentejo", disse. Para o governante, a "opção Montijo" vai impulsionar a criação de emprego, estimando-se que possa gerar a prazo "20 mil postos de trabalho diretos e indiretos".

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas enalteceu ainda o investimento feito em Portugal no setor da aeronáutica nos últimos 10 anos, transformando o país num "'player' [ator] importante" a nível mundial.

http://www.dn.pt/portugal/interior/governo-rejeita-aeroporto-complementar-em-beja-e-defende-aposta-no-montijo-8503048.html

Tanto o Governo como certos empresários nacionais e estrangeiros falam do Montijo como se não fosse uma base militar operada pela Força Aérea Portuguesa. Mas quando o respeito pela instituição Forças Armadas não é defendido e acautelado pelos seus próprios governantes, é só natural ouvir coisas como estas e outras que por estes dias se podem ler na imprensa.

Para mim estas posturas dos nossos politicozecos de pacotilha, não são nada de novo a FAP que se cuide não tarda nada temos um Aeroporto em cada capital de distrito e afins e se por lá houver bases aereas...................................já foram/eram o que quiserem !!!!
Quer dizer, se todos forem o estrondoso sucesso do Aeroporto de Beja, a Fap está safa (e quem se lixa é o contribuinte). ;D :nice: :G-sig:

Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Junho 04, 2017, 12:16:09 pm
Mais um artigo de opinião sobre o assunto. Nada que já não se tenha dito por aqui, mas sempre terá outro peso.

http://revistacargo.pt/j-martins-pereira-coutinho-aeroporto-portela-montijo/ (http://revistacargo.pt/j-martins-pereira-coutinho-aeroporto-portela-montijo/)

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: paraquedista em Junho 07, 2017, 02:20:52 pm
http://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-estima-custos-de-372-milhoes-para-deixar-montijo-8542480.html

73 ME para reactivar a BA3 Tancos !!!! E eu pensava que isso nao passava de umas ideias sem fundamento...

E agora a questao...que esquadras la vao por ? Esq 501 Bisontes 5 C130 ou Esq 502 Elefantes 12 C295, as duas ?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Junho 07, 2017, 02:52:17 pm
http://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-estima-custos-de-372-milhoes-para-deixar-montijo-8542480.html

73 ME para reactivar a BA3 Tancos !!!! E eu pensava que isso nao passava de umas ideias sem fundamento...

E agora a questao...que esquadras la vao por ? Esq 501 Bisontes 5 C130 ou Esq 502 Elefantes 12 C295, as duas ?

Para complementar essa notícia fica aqui uma peça que deu no Jornal da Noite da SIC no passado Domingo, dia 5 de Junho, a propósito das dificuldades que a Força Aérea irá enfrentar quando o aeroporto complementar começar a operar no Montijo.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-06-04-Aeroporto-do-Montijo-vai-condicionar-operacoes-da-Forca-Aerea
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Junho 07, 2017, 03:15:08 pm
73 ME para reactivar a BA3 Tancos !!!! E eu pensava que isso nao passava de umas ideias sem fundamento...

E agora a questao...que esquadras la vao por ? Esq 501 Bisontes 5 C130 ou Esq 502 Elefantes 12 C295, as duas ?

O governo deve ter exigido à Força Aérea que apresentasse planos para todas as diferentes variáveis (Tancos, Beja, Sintra), o Montijo partilhado ou só para civis, os custos disso, etc.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: ARIES em Junho 07, 2017, 10:30:11 pm
Entretanto para os lados de Monte Real...
http://www.asbeiras.pt/2017/06/coimbra-leiria-e-figueira-da-foz-unidas-na-reivindicacao-da-aviacao-civil-em-monte-real/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Junho 08, 2017, 05:12:53 pm
Uma notícia um pouco mais detalhada que as anteriores e com pormenores que não li nas mesmas.

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Força Aérea propõe manter Centro de Treino no Montijo
Dinheiro Vivo/Lusa 07.06.2017 / 19:50

A Força Aérea propõe manter, na base militar n.º 6, apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito.

A Força Aérea propõe manter, na base militar n.º 6, apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito, segundo o relatório sobre as implicações da instalação de um aeroporto civil no Montijo. Com a instalação do aeroporto complementar ao da Portela no Montijo, a FA propõe passar toda a operação para outras bases, mantendo no local apenas o atual Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea e a construção de um aeródromo de trânsito.

De resto, o relatório aponta para que toda a operação seja reorganizada e deslocalizada da base n.º 6 para outras unidades, com custos que a FAP (Força Aérea Portuguesa) estima em 372 milhões de euros, mais 21,7 de encargos relacionados com o Exército e a Marinha, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo. A instalação de um aeroporto complementar ao da Portela na base militar do Montijo implicará, em específico, um custo de 73 ME com a reativação de Tancos, 31 ME com a transferência de parte da operação para a base de Sintra e 05 ME para a base de Beja. A estimativa inclui uma despesa de 20 ME para a desativação do dispositivo na base n.º 6, Montijo, incluindo 6,5 milhões de euros para obras de estruturas da NATO ali sediadas.

O estudo, que foi entregue ao Governo no final de abril e hoje discutido, à porta fechada, na primeira parte da audição parlamentar ao ministro da Defesa, Azeredo Lopes, estima ainda 242 ME com custos relacionados com a deslocalização do Campo de Tiro de Alcochete, somando no total 372 milhões de euros. Fontes parlamentares adiantaram à Lusa que coube ao secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, responder às perguntas dos deputados, reforçando a ideia de que os custos previstos não poderão sair do orçamento do ministério da Defesa e de que terá de haver uma negociação.

Aos 372 milhões de euros para deslocalizar a operação, acrescem 21, 7 ME: a Marinha precisará de 14 ME para deslocalizar os seus helicópteros da base do Montijo para outra base [Sintra] e o Exército precisará de 7,7 ME para retirar o efetivo atualmente em Tancos. Na base de Tancos ficariam as esquadras de transporte militar, C-130 e C-295, e para a base de Sintra seriam transferidos os dispositivos de salvamento marítimo. No estudo, segundo fontes ligadas ao processo, a FAP considera previsível que a construção de um aeroporto civil complementar ao da Portela no Montijo implique um rápido aumento do tráfego aéreo, tornando inviável manter a operação no Montijo, tal como está, a partir de 2023/24.

https://www.dinheirovivo.pt/economia/forca-aerea-propoe-manter-centro-de-treino-no-montijo-e-aerodromo-de-transito/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Junho 08, 2017, 05:53:28 pm
Entretanto para os lados de Monte Real...
http://www.asbeiras.pt/2017/06/coimbra-leiria-e-figueira-da-foz-unidas-na-reivindicacao-da-aviacao-civil-em-monte-real/

O que é que eu disse no meu post de 24MAIO, que iria acontecer ????? Exactamente isto !!!!

Cada distrito ou ajuntamento de Distritos vai querer ter um AEROPORTOZITO, Pais de gente Rica é o que somos, não de Rica Gente !!!!
Mesmo sem dinheiro, para mandar cantar um............... temos cá uma Cagança, podemos andar com os cueiros Rotos, mas temos que ter um Aeroportozito em cada chafarica, para Português ver, muito bom !!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Junho 08, 2017, 06:34:22 pm
Ainda tive alguma esperança que desse para manter as esquadras de voo no Montijo, mas afinal...

Se esse plano for para a frente ainda há alguns detalhes que faltam saber, por exemplo existe ai uma verba para a BA11 - Beja, mas não deve ir nenhuma esquadra do Montijo para lá, parece-me que deve ser para receber os Epslion da esquadra101, pois para ser possivel os 12 EH101 e 5 Lynx irem para Sintra não me parece que sobre muito espaço para os cerca de 16 Epsilons.

Também é referido a criação de um aeródromo de transito, o que é que isso quer dizer? Vai receber os Falcon da Portela e fechar o AT1 ou vai a Força Aérea ficar com 2 aeródromos de Transito, um na Portela e um no Montijo?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: HSMW em Junho 08, 2017, 07:43:32 pm

Também é referido a criação de um aeródromo de transito, o que é que isso quer dizer? Vai receber os Falcon da Portela e fechar o AT1 ou vai a Força Aérea ficar com 2 aeródromos de Transito, um na Portela e um no Montijo?

Os movimentos de cargas com destino ao teatros era feito pelo Regimento de Transportes no AT1 mas recentemente passou a ser maioritariamente na BA6.
Qualquer que seja a decisão terá implicações diretas nesta unidade do Exército. 
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Junho 08, 2017, 08:32:53 pm
Ainda tive alguma esperança que desse para manter as esquadras de voo no Montijo, mas afinal...

Se esse plano for para a frente ainda há alguns detalhes que faltam saber, por exemplo existe ai uma verba para a BA11 - Beja, mas não deve ir nenhuma esquadra do Montijo para lá, parece-me que deve ser para receber os Epslion da esquadra101, pois para ser possivel os 12 EH101 e 5 Lynx irem para Sintra não me parece que sobre muito espaço para os cerca de 16 Epsilons.

Também é referido a criação de um aeródromo de transito, o que é que isso quer dizer? Vai receber os Falcon da Portela e fechar o AT1 ou vai a Força Aérea ficar com 2 aeródromos de Transito, um na Portela e um no Montijo?

Não acredito que se mantenham dois AT's tão perto, com a falta de espaço que temos em LIS para parqueamento das aeronaves o AT1 vai pura e simplesmente ser transferido para o Montijo.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Junho 09, 2017, 10:04:02 am
Não acredito que se mantenham dois AT's tão perto, com a falta de espaço que temos em LIS para parqueamento das aeronaves o AT1 vai pura e simplesmente ser transferido para o Montijo.

Sim, parece-me a hipótese mais lógica, ainda por cima se há necessidade de mais espaço de parqueamento.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 09, 2017, 10:39:57 am
Uma notícia um pouco mais detalhada que as anteriores e com pormenores que não li nas mesmas.

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Força Aérea propõe manter Centro de Treino no Montijo
Dinheiro Vivo/Lusa 07.06.2017 / 19:50

A Força Aérea propõe manter, na base militar n.º 6, apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito.

A Força Aérea propõe manter, na base militar n.º 6, apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito, segundo o relatório sobre as implicações da instalação de um aeroporto civil no Montijo. Com a instalação do aeroporto complementar ao da Portela no Montijo, a FA propõe passar toda a operação para outras bases, mantendo no local apenas o atual Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea e a construção de um aeródromo de trânsito.

De resto, o relatório aponta para que toda a operação seja reorganizada e deslocalizada da base n.º 6 para outras unidades, com custos que a FAP (Força Aérea Portuguesa) estima em 372 milhões de euros, mais 21,7 de encargos relacionados com o Exército e a Marinha, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo. A instalação de um aeroporto complementar ao da Portela na base militar do Montijo implicará, em específico, um custo de 73 ME com a reativação de Tancos, 31 ME com a transferência de parte da operação para a base de Sintra e 05 ME para a base de Beja. A estimativa inclui uma despesa de 20 ME para a desativação do dispositivo na base n.º 6, Montijo, incluindo 6,5 milhões de euros para obras de estruturas da NATO ali sediadas.

O estudo, que foi entregue ao Governo no final de abril e hoje discutido, à porta fechada, na primeira parte da audição parlamentar ao ministro da Defesa, Azeredo Lopes, estima ainda 242 ME com custos relacionados com a deslocalização do Campo de Tiro de Alcochete, somando no total 372 milhões de euros. Fontes parlamentares adiantaram à Lusa que coube ao secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, responder às perguntas dos deputados, reforçando a ideia de que os custos previstos não poderão sair do orçamento do ministério da Defesa e de que terá de haver uma negociação.

Aos 372 milhões de euros para deslocalizar a operação, acrescem 21, 7 ME: a Marinha precisará de 14 ME para deslocalizar os seus helicópteros da base do Montijo para outra base [Sintra] e o Exército precisará de 7,7 ME para retirar o efetivo atualmente em Tancos. Na base de Tancos ficariam as esquadras de transporte militar, C-130 e C-295, e para a base de Sintra seriam transferidos os dispositivos de salvamento marítimo. No estudo, segundo fontes ligadas ao processo, a FAP considera previsível que a construção de um aeroporto civil complementar ao da Portela no Montijo implique um rápido aumento do tráfego aéreo, tornando inviável manter a operação no Montijo, tal como está, a partir de 2023/24.

https://www.dinheirovivo.pt/economia/forca-aerea-propoe-manter-centro-de-treino-no-montijo-e-aerodromo-de-transito/

Ok, então o Quartel-General da BrigRR vai ser transferido ( Estado Maior e a Companhia de Transmissões) e isso é pacifico. Já o Agrupamento Sanitário talvez seja mais problemático, mas também há de se arranjar uma solução. Para mim o essencial são os C-130 irem voltar a Tancos! Isso são excelentes noticias a serem confirmadas! ;D

Dito isto e como eu não sou militar da FAP, para mim é tudo pacifico, mas não estou a pensar em quem tem família e casa nas imediações da dita Base Aérea...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Junho 09, 2017, 11:07:42 am
Ok, então o Quartel-General da BrigRR vai ser transferido ( Estado Maior e a Companhia de Transmissões) e isso é pacifico. Já o Agrupamento Sanitário talvez seja mais problemático, mas também há de se arranjar uma solução. Para mim o essencial são os C-130 irem voltar a Tancos! Isso são excelentes noticias a serem confirmadas! ;D

Pois, nem se tem falado no que o Exército tem em Tancos, para o Estado-Maior e as transmissões deve-se arranjar espaço do outro lado da estrada no Regimento? Ou Tomar? O Agrupamento Sanitário teria lógica ir para Abrantes, já que é lá que está o RAME (não conheço aquilo, não sei se tem capacidade).

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Dito isto e como eu não sou militar da FAP, para mim é tudo pacifico, mas não estou a pensar em quem tem família e casa nas imediações da dita Base Aérea...

Pois, não vai ser fácil, mas faz-se, os P-3 também foram para Beja. Mas aconselho as pessoas a esperar para ver, eu acredito quando vir as rodas lá a aterrar. Os P-3 quando foi decidido que teriam que sair do Montijo para dar espaço para o C-295, também tudo estava planeado para irem para Ovar, e à ultima hora viraram 180º.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Junho 09, 2017, 11:14:17 am
Uma notícia um pouco mais detalhada que as anteriores e com pormenores que não li nas mesmas.

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Força Aérea propõe manter Centro de Treino no Montijo
Dinheiro Vivo/Lusa 07.06.2017 / 19:50

A Força Aérea propõe manter, na base militar n.º 6, apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito.

A Força Aérea propõe manter, na base militar n.º 6, apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito, segundo o relatório sobre as implicações da instalação de um aeroporto civil no Montijo. Com a instalação do aeroporto complementar ao da Portela no Montijo, a FA propõe passar toda a operação para outras bases, mantendo no local apenas o atual Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea e a construção de um aeródromo de trânsito.

De resto, o relatório aponta para que toda a operação seja reorganizada e deslocalizada da base n.º 6 para outras unidades, com custos que a FAP (Força Aérea Portuguesa) estima em 372 milhões de euros, mais 21,7 de encargos relacionados com o Exército e a Marinha, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo. A instalação de um aeroporto complementar ao da Portela na base militar do Montijo implicará, em específico, um custo de 73 ME com a reativação de Tancos, 31 ME com a transferência de parte da operação para a base de Sintra e 05 ME para a base de Beja. A estimativa inclui uma despesa de 20 ME para a desativação do dispositivo na base n.º 6, Montijo, incluindo 6,5 milhões de euros para obras de estruturas da NATO ali sediadas.

O estudo, que foi entregue ao Governo no final de abril e hoje discutido, à porta fechada, na primeira parte da audição parlamentar ao ministro da Defesa, Azeredo Lopes, estima ainda 242 ME com custos relacionados com a deslocalização do Campo de Tiro de Alcochete, somando no total 372 milhões de euros. Fontes parlamentares adiantaram à Lusa que coube ao secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, responder às perguntas dos deputados, reforçando a ideia de que os custos previstos não poderão sair do orçamento do ministério da Defesa e de que terá de haver uma negociação.

Aos 372 milhões de euros para deslocalizar a operação, acrescem 21, 7 ME: a Marinha precisará de 14 ME para deslocalizar os seus helicópteros da base do Montijo para outra base [Sintra] e o Exército precisará de 7,7 ME para retirar o efetivo atualmente em Tancos. Na base de Tancos ficariam as esquadras de transporte militar, C-130 e C-295, e para a base de Sintra seriam transferidos os dispositivos de salvamento marítimo. No estudo, segundo fontes ligadas ao processo, a FAP considera previsível que a construção de um aeroporto civil complementar ao da Portela no Montijo implique um rápido aumento do tráfego aéreo, tornando inviável manter a operação no Montijo, tal como está, a partir de 2023/24.

https://www.dinheirovivo.pt/economia/forca-aerea-propoe-manter-centro-de-treino-no-montijo-e-aerodromo-de-transito/

O mais tardar em 2020/21 o Montijo vai ter de estar a operar como Aeroporto Civil, e, mesmo nessas datas já é muito tarde para que a Operação em LIS não sofra disturbios de grande monta, tal é a previsão de aumento de trafego para este e anos seguintes !!!!

As principais obras no Montijo irão passar pelo aumento em, pelo menos, 1000 Metros da 01/19 e reforço do PCN dessa pista, o que levará bem mais de um ano e meio a ser executado.
A Aerogare, se for de piso terreo, tendo cerca de 60 balcões de check-in, com o sistema de tratamento de bagagens no subsolo, chega e sobra para um máximo de capacidade por hora de cerca de 24 movimentos, aterragens/descolagens, não demorará tanto quanto as restantes estruturas, assim a NAV tenha o sistema que vai ter de desenvolver para os dois circuitos de aproximação/aterragens desenvolvido atempadamente para ser implementado, desde que não haja esperteza saloia metida ao barulho, pois para atrasos, com as implicações desta " envergadura " já basta o que basta.

A meu ver no ano de 2018 nada a quase nada irá ser feito no Montijo, pois estudos e mais estudos estarão na calha.....e os atrasos do costume irão emergir, daí a minha previsão apontar, a abertura da referida infra-estrutura aeroportuaria, mais para 2021 que 2020 o que vai sobrecarregar e muito a operação do actual aeroporto de Lisboa.

Os empurrões de barriga para a frente, que os nossos especialistas da treta deram nos últimos 10 a 15 anos, para não resolver este problema de falta de capacidade, dão este resultado !!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Junho 09, 2017, 11:18:11 am
Ok, então o Quartel-General da BrigRR vai ser transferido ( Estado Maior e a Companhia de Transmissões) e isso é pacifico. Já o Agrupamento Sanitário talvez seja mais problemático, mas também há de se arranjar uma solução. Para mim o essencial são os C-130 irem voltar a Tancos! Isso são excelentes noticias a serem confirmadas! ;D

Pois, nem se tem falado no que o Exército tem em Tancos, para o Estado-Maior e as transmissões deve-se arranjar espaço do outro lado da estrada no Regimento? Ou Tomar? O Agrupamento Sanitário teria lógica ir para Abrantes, já que é lá que está o RAME (não conheço aquilo, não sei se tem capacidade).

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Dito isto e como eu não sou militar da FAP, para mim é tudo pacifico, mas não estou a pensar em quem tem família e casa nas imediações da dita Base Aérea...

Pois, não vai ser fácil, mas faz-se, os P-3 também foram para Beja. Mas aconselho as pessoas a esperar para ver, eu acredito quando vir as rodas lá a aterrar. Os P-3 quando foi decidido que teriam que sair do Montijo para dar espaço para o C-295, também tudo estava planeado para irem para Ovar, e à ultima hora viraram 180º.

Na aviação o chamado backtrack  ;) ;) ;) ;) ;) ;)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Junho 09, 2017, 03:26:40 pm
Hoje no Diário de Notícias.

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Ministérios divergem sobre Campo de Tiro de Alcochete
09 DE JUNHO DE 2017 01:28

Força Aérea quer área de treino analisada "desde o início" do processo de abertura do Montijo à aviação civil, mas Planeamento afasta liminarmente a hipótese

O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas reagiu com desagrado à posição assumida pela Força Aérea (FA) sobre a desativação do Campo de Tiro de Alcochete (CTA), no âmbito do processo de criação no Montijo do aeroporto complementar ao da Portela, reafirmando que essa hipótese "não está em equação"."Nenhum estudo realizado até agora - incluindo o relatório do Grupo de Trabalho (de 30 de junho de 2016), do qual fez parte a Força Aérea - conclui pela necessidade de desativação do CTA", declarou ontem ao DN fonte oficial do Ministério de Pedro Marques, que tutela o dossiê. O estudo da FA sobre os impactos da abertura da base do Montijo (BA6) à aviação civil, a pedido do Ministério da Defesa e já entregue no Parlamento, é claro: "Face aos constrangimentos" de usar o CTA, que acarretarão a "impossibilidade de operação militar nos termos atuais" daquela infraestrutura a prazo, "este assunto deverá fazer parte do processo inerente à implementação do aeroporto complementar do Montijo desde o seu início".

Não, responde o Planeamento: "Essa medida não está em equação, sendo assegurado pela navegação aérea civil [a empresa NAV] a disponibilidade do espaço aéreo afeto ao CTA sempre que necessário para a realização de exercícios militares, conforme procedimentos operacionais já hoje em vigor."O CTA destina-se a garantir que as Forças Armadas (portuguesas e estrangeiras), as Forças e Serviços de Segurança e as indústrias de Defesa ali possam treinar e fazer testes. A unidade serve ainda como armazém de material de guerra e a FA estima o custo da sua deslocalização em 242 milhões de euros.

As largadas em alta altitude (até aos 24 mil pés) de armamento real e o treino de tiro ar-solo pelos F-16, bem como tiro direto e indireto com sistemas de armas e equipamento terrestre fazem-se numa área que "é vital" para a Defesa. Daí a FA ser taxativa: "O CTA é, atualmente, uma infraestrutura fundamental, crítica e indispensável ao país e particularmente à Força Aérea, sem a qual impossibilita o treino, a qualificação e a manutenção das qualificações operacionais" dos pilotos dos F-16, assim como a "satisfação dos compromissos nacionais e internacionais assumidos" na NATO ou UE.

O Ministério da Defesa disse ao DN que "o estudo tem de ser considerado e corresponde ao que foi pedido" à FA por Azeredo Lopes. "É um contributo imprescindível para se construir uma boa solução", mas "não [se coloca a] questão de o ministro subscrever" o documento, até porque os 242 milhões de euros de mudar o CTA foram estimados há uma década e não resultam de uma avaliação atual. Note-se que a Defesa continua a declarar que não será o seu orçamento - leia-se o da FA - a financiar as mudanças impostas pela abertura do Montijo à aviação civil e como complemento da Portela.

Restrições aéreas sobre o CTA

A FA nota também que o estudo sobre a gestão de tráfego aéreo em Lisboa, feito pelo Eurocontrol, "prevê que no espaço à vertical do CTA [...] a altitude de 9000 pés já seja utilizado pela aviação civil", pelo que essa restrição de uso até aos 24 mil pés "inviabiliza a largada de armamento ar-solo, de precisão e não precisão, real e de treino, efetuada a altitudes acima dos 9000 pés e até" àquele limite, "cuja disponibilidade (de espaço aéreo) é essencial para a realização do perfil de voo previsto". Segundo fontes ouvidas pelo DN, a FA incluiu no estudo registos de uso do CTA entre 2004 e 2016 que revelam "a predominância da utilização desta área até aos 24 mil pés de altitude, o que representa um rácio acima de 80% da atividade operacional" naquele campo de tiro.

Quanto aos 130 milhões de custos estimados pela Força Aérea para adequar o seu dispositivo, "ainda que nalguns casos careçam de fundamentação e aprofundamento, estão em linha com o esperado", adiantou o Ministério do Planeamento ao DN. Isso permite "manter o pressuposto de construção do aeroporto complementar do Montijo sem encargos para o Estado", acrescentou fonte oficial.

http://www.dn.pt/portugal/interior/ministerios-divergem-sobre-campo-de-tiro-de-alcochete-8548881.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 22, 2017, 10:39:03 am
Ok, então o Quartel-General da BrigRR vai ser transferido ( Estado Maior e a Companhia de Transmissões) e isso é pacifico. Já o Agrupamento Sanitário talvez seja mais problemático, mas também há de se arranjar uma solução. Para mim o essencial são os C-130 irem voltar a Tancos! Isso são excelentes noticias a serem confirmadas! ;D

Pois, nem se tem falado no que o Exército tem em Tancos, para o Estado-Maior e as transmissões deve-se arranjar espaço do outro lado da estrada no Regimento? Ou Tomar? O Agrupamento Sanitário teria lógica ir para Abrantes, já que é lá que está o RAME (não conheço aquilo, não sei se tem capacidade).

Beja? O Regimento pertence à BrigRR, mas não tem unidade operacional.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Junho 22, 2017, 08:03:30 pm
Beja? O Regimento pertence à BrigRR, mas não tem unidade operacional.

O que queres por em Beja? O agrupamento sanitário?
Eu pensava que aquilo era o alojamento do pessoal do exército nos exercícios por aquelas bandas ;D.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 23, 2017, 11:06:33 am
Beja? O Regimento pertence à BrigRR, mas não tem unidade operacional.

O que queres por em Beja? O agrupamento sanitário?
Eu pensava que aquilo era o alojamento do pessoal do exército nos exercícios por aquelas bandas ;D.

Estava a falar do Estado Maior da Brigada e da Companhia de Transmissões. Dúvido que o Exército escolha um dos Regimentos de uma das Tropas Especiais que a integram.

O Agrupamento sanitário não é algo que eu esteja a debruçar-me e muito sinceramente por mim até ficava onde está.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Junho 23, 2017, 06:55:04 pm
Entretanto nos Açores...

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Parlamento dos Açores chumba recomendação para ampliar estacionamento da aviação civil
Lusa/AO Online /  Regional /  21 de Jun de 2017, 19:34

O parlamento dos Açores chumbou hoje uma recomendação do PSD para que o Governo Regional, do PS, desencadeasse nesta legislatura todos os procedimentos para a ampliação da placa de estacionamento da aviação civil nas Lajes, ilha Terceira.
 
O PS, partido maioritário na Assembleia Legislativa Regional, votou contra, PCP e BE abstiveram-se, enquanto PSD e CDS-PP votaram favoravelmente. Na apresentação do projeto de resolução, na sede do parlamento, na Horta, ilha do Faial, Luís Rendeiro (PSD) considerou que esta é muito mais do que uma recomendação para que se faça uma obra, mas antes “um ato político clarificador que colocará cada interveniente eleito no seu lugar, separando aqueles que honram os compromissos assumidos com as populações daqueles que falham os compromissos, enganam e têm lealdades de ocasião e de fação”.

“A ampliação da placa C [destinada à aviação civil] é um dos poucos compromissos políticos assumidos pelos três maiores partidos desta casa [PS, PSD e CDS-PP]”, salientou Luís Rendeiro. No debate que se seguiu, o deputado comunista João Paulo Corvelo declarou que se impõe que o aeroporto “sirva adequadamente” as necessidades da aviação civil e militar, sem esquecer “a relevantíssima missão” da Força Aérea Portuguesa na busca e salvamento, e evacuações médicas. Já para Paulo Mendes, do Bloco de Esquerda, a proposta social-democrata “prova, de facto, o real inconseguimento da compatibilização entre a utilização militar e uma utilização civil” da base.

O secretário Regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias, referiu estar em curso um processo de certificação da pista através de um grupo de trabalho criado para tratar de um conjunto de questões que permita agilizar a sua utilização para operações civis. Berto Messias adiantou que foi definido um ‘timing’ de dois anos, a contar de 27 de julho de 2016, para concluir este processo, sendo que o Governo dos Açores, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro, defende que dele “resulte uma agilização e flexibilização da utilização civil da pista das Lajes”.

O governante explicou que, “neste momento, a placa C responde a 98% das solicitações” aéreas que são feitas, destacando que o atual Governo da República, do PS, em um ano e meio fez mais do que o anterior Governo da República (PSD/CDS-PP) em quatro anos sobre esta matéria”, para acrescentar que neste último esteve como secretária de Estado da Defesa Berta Cabral (ex-líder do PSD/Açores). “Julgamos que neste momento, e nesta fase, a proposta [do PSD] não acrescenta nada ao processo de certificação que está a decorrer”, sublinhou.

Na resposta, Luís Rendeiro notou que, em 2006, o então presidente do Governo dos Açores, o socialista Carlos César, “defendeu que a placa devia ser aumentada”. Por seu turno, a deputada do PS Mónica Rocha realçou “não haver queixas por parte das companhias” aéreas, que “estão satisfeitas” com a “boa gestão da aerogare e com o espaço em si”.“Desvalorizar a certificação é incoerente e insensato”, afirmou, para sublinhar que é igualmente necessária “coerência na gestão do erário público”.

O líder parlamentar dos centristas, Artur Lima, declarou que o projeto de resolução do PSD “não diz rigorosamente nada a não ser copiar - mas mal - aquelas que têm sido as posições do CDS-PP de defesa desta infraestrutura”, considerando a iniciativa “mal-intencionada” porque defende a necessidade de “aumentar a placa, mas onde e como não diz”.

http://www.acorianooriental.pt/noticia/parlamento-dos-acores-chumba-recomendacao-para-ampliar-estacionamento-da-aviacao-civil
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Junho 24, 2017, 12:24:44 pm
Estava a falar do Estado Maior da Brigada e da Companhia de Transmissões. Dúvido que o Exército escolha um dos Regimentos de uma das Tropas Especiais que a integram.

Para ser imparcial, estou a perceber.

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O Agrupamento sanitário não é algo que eu esteja a debruçar-me e muito sinceramente por mim até ficava onde está.

Mas se o aeródromo voltar a ser uma Base Aérea da FAP, será que pode?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: nelson38899 em Junho 24, 2017, 02:33:28 pm
Fala-se tanto de Tancos,  o aeródromo de maceda, não poderia servir para o C130 e c295, ou até para o helis do FAP.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Julho 13, 2017, 07:53:03 pm
Noticia sobre a sessão de debate da ADFERSIT (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transportes) sobre a opção Montijo.

Apresenta várias questões práticas que aparentemente continuam sem resposta.

http://revistacargo.pt/sessao-adfersit-solucao-montijo/ (http://revistacargo.pt/sessao-adfersit-solucao-montijo/)

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Julho 19, 2017, 09:22:48 am
https://newsavia.com/desenho-do-novo-aeroporto-no-montijo-surpreende-responsaveis-da-fap/ (https://newsavia.com/desenho-do-novo-aeroporto-no-montijo-surpreende-responsaveis-da-fap/)
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Desenho Do Novo Aeroporto No Montijo Surpreende Responsáveis Da FAP
18/07/2017No CommentsAeroportos, Aviação Comercial, Aviação Militar, Destaques - Aviação Comercial, Destaques - Aviação Militar, Portugal - Aeroportos, Portugal - Aviação MilitarRedacção 2
O chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa (FAP) manifestou nesta terça-feira, dia 18 de julho, surpresa face ao desenho da pista do previsto aeroporto civil na base do Montijo, apresentado pela ANA, empresa gestora dos aeroportos nacionais.

O general Manuel Rolo respondia aos deputados na comissão parlamentar de Defesa Nacional, numa audição centrada no relatório da FAP sobre as implicações da construção de um aeroporto civil na Base Aérea n.º 6, no Montijo.

O estudo feito pela FAP, e já entregue ao Ministério da Defesa Nacional, aponta para “fortes constrangimentos” na operação da Força Aérea num cenário em que é expetável que o número de 24 movimentos/hora seja ultrapassado em 2025.

O general referiu existirem a curto prazo “severas restrições operacionais”, o que aconselha a deslocalização das esquadras para outras bases, mantendo o centro de treino e um aeródromo de transporte militar.

Contudo, mesmo este cenário pode estar em causa face ao desenho da pista apresentado pela ANA numa conferência sobre o novo aeroporto realizada nesta terça-feira, dia 18 de julho, na Assembleia da República, em Lisboa.

 

Chefe de Estado-Maior da FAP viu o desenho pela primeira vez

Manifestando “surpresa” e admitindo ter sido a primeira vez que tomou conhecimento do novo desenho da pista prevista pela ANA, o general Manuel Rolo disse que, a concretizar-se, “obriga a encontrar outras alternativas”.

“Nesta modalidade, e neste formato da pista, temos de repensar tudo isso”, disse, considerando ainda que com a dimensão prevista pela ANA “é capaz de absorver voos de longo curso”.

“Provavelmente, teremos que viver em situação de contingência até as obras concluídas”, disse, prevendo “mexida em redes de energia” e deslocalização dos paióis ali existentes.

O general disse que, face à opção política por um aeroporto civil na base militar do Montijo, as propostas contidas no relatório constituem também uma oportunidade para “recentrar o dispositivo e adequá-lo às necessidades do país”.

Como exemplo, o general Manuel Rolo disse que se a FAP vier a ter, como prevê o governo, a capacidade de combate a incêndios, será mais útil que os meios estejam concentrados no centro do país, garantindo maior capacidade de resposta, e não na base do Montijo.

O general afirmou que se o plano para a deslocalização das esquadras for aceite pela tutela – com um custo de cerca de 130 milhões de euros – a FAP “voltará a ter a todas as condições para garantir o cabal cumprimento da missão” com “infraestruturas mais adequadas”.

“Quem suportará os custos, não faço a mínima ideia”, disse, afirmando acreditar que será encontrada uma solução “até pela forma como a proposta viabiliza um desígnio nacional”.

 

Obras do novo aeroporto serão incompatíveis com a atividade da Força Aérea

Na audição, o CEMFA assumiu que algum “défice de informação” entre a FAP e a ANA, que espera ver ultrapassado.

Questionado sobre se já existe alguma resposta do Ministério da Defesa sobre o relatório, o general disse que “a FAP ainda não tem um despacho” com uma decisão definitiva mas sim um despacho a promover a ligação com as outras entidades envolvidas.

Na audição, o deputado do PS Ascenso Simões admitiu que o relatório deixa “preocupações para o futuro”.

“No dia em que o Governo decidir instalar o aeroporto civil, termina nesse mesmo dia a operação da Força Aérea. Não vale a pena inventarmos nenhuma possibilidade de convívio entre obras e a operação da Força Aérea”, defendeu.

O general Manuel Rolo disse concordar que a partir do momento em que as obras se iniciem no Montijo a operação da FAP fica “fortemente condicionada”.

“O relatório procurou retratar algum nível de urgência para que haja uma decisão definitiva nesta matéria”, visando um planeamento atempado da deslocalização, disse Manuel Rolo.

 

Texto distribuído pela agência de notícias portuguesa ‘Lusa’
(https://i0.wp.com/newsavia.com/wp-content/uploads/2017/03/Aero-Complementar-Montijo-Logo.jpg?resize=750%2C400&ssl=1)

Saudações
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Julho 20, 2017, 12:24:13 pm
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Deslocalizar Força Aérea do Montijo custará 130 milhões nos próximos cinco anos
18/7/2017, 13:21 LUSA

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, estimou que se gastem 130 milhões de euros, nos próximos cinco anos, na deslocalização de atividade militar para transformar a base.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, estimou esta segunda-feira que se gastem 130 milhões de euros, nos próximos cinco anos, na deslocalização de atividade militar para transformar a base do Montijo em aeroporto complementar. [Os custos de 130 milhões de euros] diria que isso teria que acontecer nos próximos cinco anos ou seja quando o Montijo estiver a operar em pleno, com mais de 12 movimentos, já perto dos 18 movimentos por ano, teoricamente a Força Aérea já teria que estar nas suas bases”, explicou o militar, à margem da conferência sobre o novo aeroporto, a decorrer esta terça-feira na Assembleia da República.

Segundo a sua proposta, a Força Aérea pretende que as “obras acontecessem em simultâneo: enquanto se está a construir a infraestrutura civil, estar-se-ia a construir a infraestrutura militar e a renovação das infraestruturas em outras bases“. Aos jornalistas, o militar precisou estarem em causa dois custos diferentes: “Há os custos da deslocalização para outras unidades para o cumprimento da sua missão, o que ronda os 130 milhões de euros, e depois há os custos da deslocalização do campo de tiro [de Alcochete], de uma cifra mais significativa, na ordem dos 240 milhões de euros, mas que não se antecipa que tenha de ser feito já”. Os 240 milhões de euros poderão ser desembolsados “para lá de 2023/2024”, acrescentou, referindo que deverá ser possível compatibilizar o uso do campo militar de tiro, “com a ajuda da NAV”, por ser necessário desviar o tráfego aéreo civil para “salvaguardar os períodos de tiro mais específico”.

Quando houver os 24 movimentos [de aviões] será praticamente impossível que isso aconteça [a compatibilização entre voos civis e atividade militar]”, referiu o Chefe de Estado Maior da Força Aérea. O militar precisou que a proposta da Força Aérea explicita “todos os constrangimentos” face ao aumento do número de movimentos, cujo “crescimento é exponencial”, pelo que “tem de se encontrar as soluções de forma mais rápida”: A Força Aérea terá que sair mais cedo do que eventualmente se poderia ter pensado”. Manuel Teixeira Rolo referiu ainda que compensações à NATO estão já cifradas e que se houver uma deslocalização para Tancos as “despesas relacionadas com infraestruturas” naquele local já “acomodam essa circunstância”. O que temos é que continuar a disponibilizar à NATO um espaço e uma aérea suficiente para eles continuarem a operar e para se continuar a assegurar os compromissos que estão assumidos pelo Estado português”, concluiu.

A parte dos custos “terá agora de ser pensada”, nomeadamente com o Estado a negociar com a ANA (gestora dos aeroportos nacionais), que recebe taxas aeroportuárias, como “é que os custos adicionais, que são subordinados à deslocalização da Força Aérea como serão suportados”. A proposta da Força Aérea foi entregue ao Ministério da Defesa, com o militar a referir estar “feito o trabalho a montante”, assim como a coordenação com o Exército, “que não põe qualquer objeção à reativação de Tancos”. Dentro da área da Defesa Nacional, o assunto está resolvido”, garantiu.

Depois da sua intervenção na conferência parlamentar, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu que o “trabalho está muito avançado da parte da Força Aérea, um estudo sobre as condições para manterem a operacionalidade de forma adequada e partilharem aquela infraestrutura com a utilização civil”. Este é um trabalho muito detalhado e feito com muito rigor e foi ao encontro do trabalho realizado em 2016 como poderíamos partilhar a infraestrutura militar e civil e nesse sentido demos mais um passo muito importante para a realização desta solução”, afirmou. Em fevereiro, Governo e a ANA assinaram um memorando para aprofundar o estudo para a transformação da base aérea militar do Montijo como aeroporto complementar de Lisboa.

ANA afirma capacidade de crescimento do aeroporto do Montijo

O presidente executivo da ANA – Aeroportos de Portugal, Carlos Lacerda, assumiu esta terça-feira que poderá haver no futuro mais uma pista no aeroporto do Montijo, mas que, por agora, os trabalhos serão de reforço do piso e aumento da pista existente. Na conferência sobre o novo aeroporto, a decorrer no parlamento, o responsável explicou que o plano atual é “beneficiar a pista já existente”, mas perante a eventualidade de necessidade de crescimento no futuro, “a configuração da base aérea” permite mais uma pista.“Mas não há intenção de ir construir já uma pista nova”, uma vez que os projetos são de reforçar o piso e aumentar em cerca de 350 metros a atual, de 2.147 metros, segundo Lacerda, que afirmou que a “solução do Montijo tem capacidade de crescimento”. A ideia de que estamos limitados pelo tamanho da pista ou por qualquer outro constrangimento não é verdade”, garantiu. O responsável informou ainda que se “está a entrar em muito mais detalhe” no estudo ambiental do Montijo, que “irá ser concluído no final do ano”.

Durante a conferência, Carlos Lacerda explicou que a solução do Montijo enquanto aeroporto complementar em Lisboa é “melhor” por ser a hipótese “mais rápida, mais barata e a que tem menos riscos de operacionalizar pela sua proximidade a Lisboa”. Lacerda explicou ainda que esta solução mais barata possibilitará “taxas aeroportuárias mais agressivas”, no sentido de competir com outros aeroportos. No final da conferência, aos jornalistas, o presidente garantiu a disponibilidade para dialogar com a Força Aérea, nomeadamente na “transmissão de informação sem constrangimentos”.

http://observador.pt/2017/07/18/deslocalizar-forca-aerea-do-montijo-custara-130-milhoes-nos-proximos-cinco-anos/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Setembro 24, 2017, 09:18:32 am
Militares dão luz verde a aeroporto no Montijo
http://www.dn.pt/portugal/interior/militares-dao-luz-verde-a-aeroporto-no-montijo-8793362.html

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Posições da Marinha e do Exército foram transmitidas à Força Aérea no estudo sobre a abertura da Base Aérea do Montijo à aviação civil.

(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2017/medium/ng8814824.jpg)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Setembro 24, 2017, 10:17:40 am
O Comando da Brigada de Reacção Rápida vai para Évora? Isso é para evitar ter de recuperar/modernizar as instalações em Tancos para a Companhia de Transmissões?

Basicamente, quanto à FAP não tem nenhum surpresa. É o que já tinham proposto e discutido aqui inúmeras vezes. No entanto, ainda estava na expectativa que poderiam encontrar alguma solução para manter os EH-101 e os Lynx no Montijo e evitar ter de mover toda a infraestrutura de apoio.

É agora dado um fim à BA5 e à reactivação da BA3. Vamos ver o impacto social que vai ter mover as esquadras e o aumento de pessoal em Tancos.

Off-topic: lá está a imprensa a impingir os 390. ;D Ninguém perguntou por eles nem levantou questões quanto a eles. Mas lá estão eles mencionados...

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: jpthiran em Setembro 24, 2017, 11:54:08 am
...mandar o comando da BRR para Évora não é uma imprudência?...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Setembro 24, 2017, 12:00:21 pm
Só uma pequena questão prática, o exército quando pensou nas suas mudanças não reparou numas instalações  que até devem ter muito espaço livre a apenas a 10km de Tancos? estou-me a referir a Santa Margarida.

Cumprimentos,

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Setembro 24, 2017, 12:14:23 pm
É agora dado um fim à BA5 e à reactivação da BA3.

BA6. A BA5 é Monte Real :).
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Setembro 24, 2017, 12:18:29 pm
Só uma pequena questão prática, o exército quando pensou nas suas mudanças não reparou numas instalações  que até devem ter muito espaço livre a apenas a 10km de Tancos? estou-me a referir a Santa Margarida.

Cumprimentos,

Acho que é porque em Santa Margarida até pode haver espaço, mas não tem edifícios para tal, a não ser que fiquem no quartel do 2BIMec, ou em tendas, ou gastar dinheiro a construir um edifício, mas talvez não seja o indicado.

Em Évora tem ou tiveram várias direcções e acho que um Comando da estrutura superior do Exército, por isso tem as instalações para alojar uma estrutura do tipo Comando de Brigada, ou se estiver vazio serve pelo menos para lhes dar uso.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Setembro 29, 2017, 02:29:02 pm
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Tancos | Novo Aeroporto no Montijo reforça reativação da Base Aérea nº 3
Por Sónia Leitão - Set 28, 2017

A Marinha e o Exército aceitaram as indicações do estudo sobre a construção do Aeroporto do Montijo na Base Aérea n.º 6 (BA6), avançou o jornal Diário de Notícias no passado dia 24. No caso do Exército, haverá a retirada do comando da Brigada de Reação Rápida (BRR) do Polígono Militar de Tancos, para onde serão transferidas as esquadras de transporte aéreo da BA6. O “sim” que agora se aguarda é o do governo e ditará a reativação da Base Aérea n.º3 (BA3), uma decisão que Fernando Freire, presidente da autarquia, considera lógica e fator de desenvolvimento local.

Segundo o artigo do DN, as posições do Exército e da Marinha – a última aceita transferir a esquadra de helicópteros EH-101 para Sintra – já foram transmitidas à Força Aérea e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, terá admitido que “a própria hipótese de uma decisão sobre o aeroporto do Montijo vai levar a um redefinir de dispositivos e de capacidades da Força Aérea”.

A construção do novo aeroporto na BA6 e as alterações em avaliação terão consequências não só ao nível das infraestruturas militares do Polígono Militar de Tancos, mas também no próprio concelho de Vila Nova da Barquinha. Contactado pelo mediotejo.net sobre este assunto, o presidente da autarquia afirmou não ter sido informado oficialmente desta decisão e confirmou a existência de “contactos informais com os militares do Exército, da Força Aérea e com o Ministério da Defesa Nacional”.

Para Fernando Freire o mesmo deve ser abordado de forma moderada “pois o que existem são estudos” e falta “o essencial a este processo, a decisão política”. Uma decisão e um processo que podem ser acelerados por fatores como a “saturação do espaço aéreo no Lisboa-Montijo”, o “aumento exponencial das rotas para Portugal” e a “relocalização da sede da Ryanair por causa do Brexit em Portugal ou na Áustria”.

Quanto às implicações diretas no concelho, Fernando Freire destaca que serão “enormes”, nomeadamente com a chegada de recursos humanos qualificados – aponta cerca de 850 militares – e materiais da Força Aérea que se traduzirão em novas experiências, crescimento demográfico e desenvolvimento económico locais.

A hipótese das esquadras de transporte aéreo da BA6 serem transferidas para o Polígono Militar de Tancos é considerada “uma excelente solução”, acrescentando que além dos aviões C-295 e C-130, “as cinco aeronaves KC-390, a adquirir à Embraer (…) poderão ser adaptadas no combate a incêndios florestais. Uma posição reiterada depois de no passado mês de fevereiro ter defendido que a localização da BA3 constitui uma mais-valia no combate aos incêndios, devendo “ficar próximo das florestas” e “estar num território de centralidade do país”.

Na altura, o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, tinha expressado a “intenção deste Governo ceder os meios de combate a incêndios florestais à Força Aérea”, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) defendia a reabertura da BA3 para acolher as funções da BA6 e o autarca barquinhense destacava que “toda a minha energia está direcionada para o regresso da BA3”, referindo os C-295 e C-130.

Fernando Freire relembra que a infraestrutura militar localizada no concelho serve, atualmente, para operações de treino e de transporte das tropas paraquedistas e que estas aeronaves se deslocam semanalmente do Montijo para Vila Nova da Barquinha. Se ficarem sediadas em Tancos, diz, existirá “uma poupança de combustível e de custos” e que “o treino de aproximações por instrumentos e das tripulações sairá altamente favorecido” no que respeita à questão do espaço aéreo uma vez que “o Polígono tem uma área sem restrições, ou seja não há aeronaves a operar”.

O “sim” por parte do Exército e da Marinha às propostas do estudo que implica a abertura da BA6 à aviação civil com a construção do novo Aeroporto do Montijo é um passo, o próximo cabe ao governo. Se o último for dado, tem início um processo que Fernando Freire situa num prazo de “dois a três anos” pelas “muitas alterações logísticas, novos hangares, requalificação de espaços (pistas, torre, alojamentos, etc.)” implicados.

No que respeita à possível retirada do comando da BRR de Tancos, o presidente da câmara municipal defende que o mesmo “deveria ficar em território da nossa Comunidade Intermunicipal”, dando como exemplo “o Regimento de Paraquedistas (Polígono Militar de Tancos) ou em Tomar (atual RI15)” e sem deixar de referir que a decisão cabe “exclusivamente ao Comando do Exército Português”.

http://www.mediotejo.net/vn-barquinha-tancos-sim-do-exercito-reforca-reativacao-da-ba3/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Setembro 29, 2017, 04:13:51 pm
Não sabia que era a Marinha que autorizava o movimento da esquadra dos EH101, ah ah ah, adoro estas pesadas de jornalistas.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Stalker79 em Setembro 29, 2017, 04:33:22 pm
Só uma curiosidade acerca de este topico. Que tal ampliar a BA-1 e colocar lá parte do componente SAR? Ainda tem bastante espaço a volta, deveria dar para construir uma segunda pista, hangares e afins aparte da academia e ficava na mesma perto de Lisboa. Só uma ideia.
 :Combate:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 29, 2017, 06:14:53 pm
Só uma curiosidade acerca de este topico. Que tal ampliar a BA-1 e colocar lá parte do componente SAR? Ainda tem bastante espaço a volta, deveria dar para construir uma segunda pista, hangares e afins aparte da academia e ficava na mesma perto de Lisboa. Só uma ideia.
 :Combate:

SAR? Isso é basicamente feito pelos EH-101 e os mesmos vão para a BA1.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Setembro 29, 2017, 06:26:20 pm
Não sabia que era a Marinha que autorizava o movimento da esquadra dos EH101, ah ah ah, adoro estas pesadas de jornalistas.

É isso e a comunicação social, no geral, falar da capacidade de combate a incêndios do KC-390 como se fosse finalmente o milagre de que estávamos a precisar...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Setembro 29, 2017, 10:30:02 pm
Fazendo um pouco de história a  BA3 nos fim dos anos 80chegou a ter três esquadras operacionais, além de ser a casa dos pára-quedistas, mas os C-130 acho que nunca lá estiveram baseados.
Pelo que li numa revista da altura quem lá estava eram as esquadras de transporte 502, 551e 552 e a esquadra 101 que fazia a conversão para os AVIOCAR e os Alouette. Tem piada que já naquela altura se referia que os Alouette estavam a ficar muito velhos e que o  Agusta A109 era a aeronave desejada.

Por caso no SITE da FAP diz-se que a esquadra 552 absorveu a 551 em 30 de Setembro de 1986 , mas pelo visto esqueceram-se de informar quem escreveu a reportagem na revista mencionada acima em 1987, pois nesta escreveram que a 552 dispunha de 25 Alouette e a 551 tinha 21. Nada mau para quem actualmente só consegue comprar 5 helicópteros por 20 milhões.

Quanto à notícia no mediotejo.net temos que ver o aspecto positivo de pela primeira este ano termos um politico satisfeito por ter uma base cheia e que não reivindica a imediata construção de um novo aeroporto para a sua região.

Cumprimentos,

PS: Stalker79  a BA1 já chegou a ter lá os Elefantes (502) e também a 401, mas foi no tempo dos AVIOCAR. Provavelmente devido  à  (talvez pouca) quantidade de pessoal técnico que têm devem pretender manter todos os C-295 a receberem o apoio/manutenção no mesmo local e evitar gastar dinheiro a fazer muitas obras em infra-estruturas adicionais sem necessidade.
Tancos fica só a 70km da costa e isso para o C-295 é um salto.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Setembro 29, 2017, 10:52:02 pm
Não sabia que era a Marinha que autorizava o movimento da esquadra dos EH101, ah ah ah, adoro estas pesadas de jornalistas.

É isso e a comunicação social, no geral, falar da capacidade de combate a incêndios do KC-390 como se fosse finalmente o milagre de que estávamos a precisar...

Isso é que vai ser cá um aumento da capacidade de combate a FF que nem sei o que te diga !!!!!

O tempo de rotação necessário que o acft vai " gastar " da zona de combate á base/aerodromo, para atestar de retardante/agua e retornar á zona de descarga, vai ser muitíssimo maior, que um hidroavião, a efectuar a mesma operação pelas razões óbvias, logo a sua utilidade no dito combate aos FF, será reduzidíssima, se não vejamos:

1) mais horas de voo/maior consumo de combustível, para o mesmo volume de descarga de um CL215/415;
3) maior desgate do equipamento/tripulação;
3) maior custo de operação;
4) maior numero de pessoal envolvido na operação/rotação da aeronave, o CL415 não necessita de extra crew para atestar de agua e só precisa de estar onze segundos na zona do reabastecimento para tal operação ser concluída, onze segundos, porra  !!!!

Só mesmo vindo de gente ignorante é que se pode pensar em eficácia nos combates aos FF por meios aéreos de asa fixa, que não tem capacidade de amarar, os tais, como alguns jornaleiros/Ardinas, sem ofensa, chamam de anfibios,  :rir: :rir: :rir: :rir:

Meus senhores não inventem pois na Aviação já está tudo inventado !!

Venham mas é os CL415MP para a FAP ASAP

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Setembro 29, 2017, 11:00:59 pm
Só uma curiosidade acerca de este topico. Que tal ampliar a BA-1 e colocar lá parte do componente SAR? Ainda tem bastante espaço a volta, deveria dar para construir uma segunda pista, hangares e afins aparte da academia e ficava na mesma perto de Lisboa. Só uma ideia.
 :Combate:

SAR? Isso é basicamente feito pelos EH-101 e os mesmos vão para a BA1.

A segunda pista em Sintra não a consegues fazer por falta de espaço, é preciso mais que asfalto/betão para se fazer uma pista Stalker !!!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Stalker79 em Setembro 29, 2017, 11:07:04 pm
Fazendo um pouco de história a  BA3 nos fim dos anos 80chegou a ter três esquadras operacionais, além de ser a casa dos pára-quedistas, mas os C-130 acho que nunca lá estiveram baseados.
Pelo que li numa revista da altura quem lá estava eram as esquadras de transporte 502, 551e 552 e a esquadra 101 que fazia a conversão para os AVIOCAR e os Alouette. Tem piada que já naquela altura se referia que os Alouette estavam a ficar muito velhos e que o  Agusta A109 era a aeronave desejada.

Por caso no SITE da FAP diz-se que a esquadra 552 absorveu a 551 em 30 de Setembro de 1986 , mas pelo visto esqueceram-se de informar quem escreveu a reportagem na revista mencionada acima em 1987, pois nesta escreveram que a 552 dispunha de 25 Alouette e a 551 tinha 21. Nada mau para quem actualmente só consegue comprar 5 helicópteros por 20 milhões.

Quanto à notícia no mediotejo.net temos que ver o aspecto positivo de pela primeira este ano termos um politico satisfeito por ter uma base cheia e que não reivindica a imediata construção de um novo aeroporto para a sua região.

Cumprimentos,

PS: Stalker79  a BA1 já chegou a ter lá os Elefantes (502) e também a 401, mas foi no tempo dos AVIOCAR. Provavelmente devido  à  (talvez pouca) quantidade de pessoal técnico que têm devem pretender manter todos os C-295 a receberem o apoio/manutenção no mesmo local e evitar gastar dinheiro a fazer muitas obras em infra-estruturas adicionais sem necessidade.
Tancos fica só a 70km da costa e isso para o C-295 é um salto.

Eu sei que para um avião não é uma distancia enorme, mas se colocassem lá o aparato de SAR e de patrulha maritima (C-295 MPA, P-3 e os EH-101), ficaria mais perto da costa e no caso dos helicopteros é mais importante até porque tem impacto na autonomia do aparelho e no tempo de permanencia em patrulha. Mas como digo, era só uma idea como a base já lá está, era só ampliar/modificar o existente. As esquadras de transporte essas sim passar para Tancos. Muito provavelmente re-distribuir os esquadrões por essas duas bases fica mais barato que os 400 milhões que a força aerea estava a pedir para sair do Montijo.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Setembro 29, 2017, 11:08:41 pm
Não sabia que era a Marinha que autorizava o movimento da esquadra dos EH101, ah ah ah, adoro estas pesadas de jornalistas.

...... e não só aproximação á pista da base feita por instrumentos em voos VFR ????????
Muito bom mesmo !!!!!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Setembro 29, 2017, 11:15:58 pm
Fazendo um pouco de história a  BA3 nos fim dos anos 80chegou a ter três esquadras operacionais, além de ser a casa dos pára-quedistas, mas os C-130 acho que nunca lá estiveram baseados.

A unidade BA3 nunca foi a casa dos pára-quedistas, a casa destes (que também teve muitos nomes) ficava do outro lado da estrada, eram vizinhos. Sim a esquadra 501 com os C-130 nunca esteve sediada em Tancos, foi criada logo de origem no Montijo, foi em certa medida, também o substituto dos quadrimotores que a FAP teve no tempo do ultramar a operar de Lisboa.

Citar
Pelo que li numa revista da altura quem lá estava eram as esquadras de transporte 502, 551e 552 e a esquadra 101 que fazia a conversão para os AVIOCAR e os Alouette.

A esquadra 551 era na BA6 - Montijo.

Citar
Por caso no SITE da FAP diz-se que a esquadra 552 absorveu a 551 em 30 de Setembro de 1986 , mas pelo visto esqueceram-se de informar quem escreveu a reportagem na revista mencionada acima em 1987, pois nesta escreveram que a 552 dispunha de 25 Alouette e a 551 tinha 21. Nada mau para quem actualmente só consegue comprar 5 helicópteros por 20 milhões.

Foi quando os Alouettes sairam do Montijo e foram-se juntar aos de Tancos.

Citar
PS: Stalker79  a BA1 já chegou a ter lá os Elefantes (502) e também a 401, mas foi no tempo dos AVIOCAR. Provavelmente devido  à  (talvez pouca) quantidade de pessoal técnico que têm devem pretender manter todos os C-295 a receberem o apoio/manutenção no mesmo local e evitar gastar dinheiro a fazer muitas obras em infra-estruturas adicionais sem necessidade.
Tancos fica só a 70km da costa e isso para o C-295 é um salto.

A esquadra 401 eram "os cientistas", além dos Aviocar terem sido mais de 20, o dobro dos C-295M, também os seus equipamentos não eram de tão fácil remoção/instalação como no C-295M, este usa um sistema "palete" com todas as consolas integradas, os Aviocars as consolas eram fixas no estrado do avião e todos os equipamentos electrónicos instalados individualmente, além dos aviões de vigilância marítima, fotografia aérea, instrução de navegadores, ainda existiam a versão de Geofísica. Os C-295M para capacidade de guerra electrónica pode ser equipado com dois pods ALQ-131.
A esquadra 502 tinha os aviões de transporte, ainda existiam 2 aviões de guerra electrónica, acho que estavam na 502, mas já não tenho a certeza.

Com isto quero dizer que não tem lógica estar a separar os C-295M em dois locais diferentes, pois em relativamente pouco tempo muda-se um avião de transporte para vigilância marítima ou instrução de navegadores, quando o C-295M ViMar avariar ou for fazer uma inspecção tem que se andar a pedir um avião a outra esquadra para lá meter a palete? Ou a esquadra VIMAR vai ter mais aviões para fazer essa gestão? Mas assim vai ter aviões a mais que se estivessem a voar podiam ser aproveitados em missões de transporte. Além disso o C-295M de transporte de alerta SAR/MEDEVAC vai estar em Tancos ou em Sintra? Os C-295M tem que estar todos juntos num sítio, seja Tancos, Sintra, ou outro.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Stalker79 em Setembro 29, 2017, 11:17:05 pm
Só uma curiosidade acerca de este topico. Que tal ampliar a BA-1 e colocar lá parte do componente SAR? Ainda tem bastante espaço a volta, deveria dar para construir uma segunda pista, hangares e afins aparte da academia e ficava na mesma perto de Lisboa. Só uma ideia.
 :Combate:

SAR? Isso é basicamente feito pelos EH-101 e os mesmos vão para a BA1.

A segunda pista em Sintra não a consegues fazer por falta de espaço, é preciso mais que asfalto/betão para se fazer uma pista Stalker !!!

Não sei se será por algum processo legal ou burocratico que impeça, porque terreno á volta da base há suficiente para construir uma pista paralela com 1800m como a que lá está.
Pelo menos no Google maps parece bastante....
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: HSMW em Setembro 29, 2017, 11:17:38 pm
As esquadras de transporte essas sim passar para Tancos. Muito provavelmente re-distribuir os esquadrões por essas duas bases fica mais barato que os 400 milhões que a força aerea estava a pedir para sair do Montijo.

Essas contas à político é que me dão cabo da cabeça...  E Tancos porquê? Só porque tem lá pedaço de alcatrão plano?
Uma das missões principais!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Setembro 29, 2017, 11:19:35 pm
e não só aproximação á pista da base feita por instrumentos em voos VFR ????????
Muito bom mesmo !!!!!

Se o piloto tem que olhar para os instrumentos, então é visual. ;) cabecinhas pensadoras estes jornalistas.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Setembro 29, 2017, 11:20:55 pm

https://www.dn.pt/portugal/interior/reativar-base-de-tancos-como-alternativa-a-saida-do-montijo-5565862.html

Não consigo ver o ILS em qq das pistas para aproximação por instrumentos , alguém me pode dizer onde este está ????
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Setembro 29, 2017, 11:23:55 pm
Só uma curiosidade acerca de este topico. Que tal ampliar a BA-1 e colocar lá parte do componente SAR? Ainda tem bastante espaço a volta, deveria dar para construir uma segunda pista, hangares e afins aparte da academia e ficava na mesma perto de Lisboa. Só uma ideia.
 :Combate:

SAR? Isso é basicamente feito pelos EH-101 e os mesmos vão para a BA1.

A segunda pista em Sintra não a consegues fazer por falta de espaço, é preciso mais que asfalto/betão para se fazer uma pista Stalker !!!

Não sei se será por algum processo legal ou burocratico que impeça, porque terreno á volta da base há suficiente para construir uma pista paralela com 1800m como a que lá está.
Pelo menos no Google maps parece bastante....

nem só de comprimento se faz uma pista Stalker, largura da mesma, taxiways, distâncias mínimas de segurança entre pistas, altitudes minimas de aproximações, obstáculos naturais, glide paths,  etc, etc .

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Setembro 29, 2017, 11:24:54 pm
e não só aproximação á pista da base feita por instrumentos em voos VFR ????????
Muito bom mesmo !!!!!

Se o piloto tem que olhar para os instrumentos, então é visual. ;) cabecinhas pensadoras estes jornalistas.

Calhaus com olhos é o que são mas botam cá umas faladuras..........
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Setembro 29, 2017, 11:25:15 pm
Não sei se será por algum processo legal ou burocratico que impeça, porque terreno á volta da base há suficiente para construir uma pista paralela com 1800m como a que lá está.
Pelo menos no Google maps parece bastante....

Há muitos anos que não meto lá os pés, mas tenho ideia (de leigo) que os terrenos do outro lado da pista da BA1 eram assim para o pantanoso, ou então fui lá sempre depois de grandes chuvadas ;D, ou plantam lá arroz, sei lá eh eh eh.

(http://3.bp.blogspot.com/-eytCJhhx3pA/TtFAkbuqTcI/AAAAAAAAAyA/-tZRA6LK52s/s1600/Base.jpg)

Mas pessoal perito nessas coisas que fale tecnicamente, acho que a Ota tinha o mesmo problema.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Setembro 29, 2017, 11:36:11 pm
Não sei se será por algum processo legal ou burocratico que impeça, porque terreno á volta da base há suficiente para construir uma pista paralela com 1800m como a que lá está.
Pelo menos no Google maps parece bastante....

Há muitos anos que não meto lá os pés, mas tenho ideia (de leigo) que os terrenos do outro lado da pista da BA1 eram assim para o pantanoso, ou então fui lá sempre depois de grandes chuvadas ;D, ou plantam lá arroz, sei lá eh eh eh.

(http://3.bp.blogspot.com/-eytCJhhx3pA/TtFAkbuqTcI/AAAAAAAAAyA/-tZRA6LK52s/s1600/Base.jpg)

Mas pessoal perito nessas coisas que fale tecnicamente, acho que a Ota tinha o mesmo problema.

Só acrescento mais isto quanto á 2ª Pista :
- distância mínima entre pistas paralelas, é de 1015 m, basta olhar para a foto para ver onde a 2ª pista ia ficar;
-  e a área de servidão e de segurança da pista onde ficava ??????
-  e a zona para efectuar uma papada se for necessário onde fica ????
Se os nossos espertos dos políticos pensarem em que se por algum motivo Sintra tiver de ser utilizadas por trafego civil........... já não tem de gastar dinheiro que não é deles em OBRAS, para reposicionar a 2ª pista, mas isto sou eu a pensar alto !!!!

Já nem falo da consistência do solo, á semelhança da OTA, como referiste, teria de ser estacado para ser possível depois iniciar a construção da 2ª pista em condições do seu PCN comportar aeronaves heavies ou mesmo super heavies.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Setembro 30, 2017, 02:28:31 am
Citar
A unidade BA3 nunca foi a casa dos pára-quedistas, a casa destes (que também teve muitos nomes) ficava do outro lado da estrada, eram vizinhos. Sim a esquadra 501 com os C-130 nunca esteve sediada em Tancos, foi criada logo de origem no Montijo, foi em certa medida, também o substituto dos quadrimotores que a FAP teve no tempo do ultramar a operar de Lisboa.

É para provar que nunca se é suficientemente velho para aprender. Durante estes anos todos estava convencido que estavam no mesmo local. Só após ler o post acima é que verifiquei que existe uma estrada a separá-los. Já estou apto a uma carreira no jornalismo. :N-icon-Axe:

Citar
A esquadra 551 era na BA6 - Montijo.

Li com mais atenção o artigo e fiquei com a impressão que no ano a que me refiro (1987) eles estavam em situação de "despejo" ,por causa da criação da esquadra 601 que iria usar Orion P3-P que estavam na altura a ser preparados na OGMA, e esse facto obrigou a consolidação das operações com os  Alouette III na BA3.

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: night_runner em Setembro 30, 2017, 03:20:34 am

https://www.dn.pt/portugal/interior/reativar-base-de-tancos-como-alternativa-a-saida-do-montijo-5565862.html
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Há pelo menos quatro condições de partida que justificam a opção de transferir, para Tancos, as esquadras de transporte militar dos C-295 e dos C-130
Tantas condiçoes e ninguém menciona as principais: as pessoas e os euros!
As pessoas porque Tancos está mais perto do Montijo(Lisboa) do que Beja. Para a enorme quantidade de gente que pode ser afectada pela mudança (militares e famila) será o factor mais relevante. Tenho a certeza que a irem para Beja haveria gente a ponderar acabar a carreira militar mais cedo, o que não seria muito bom, numa altura em que até há falta de pessoal...

Os euros... As unicas alternativas ao Montijo sao Tancos e Beja. Beja parte muito à frente. Tancos precisa de muita obra em pouco espaço, já Beja é uma base em funcionamento total com infra-estruturas para absorver pessoas e material em larga escala e tem zonas de treino proprias perto do aerodromo. Isto é o fundamental para operar uma esquadra de voo. O resto é secundário ou ate mesmo conversa para inglês ver (que aqui ate convem tambem à FAP), como as razoes que a fonte do DN aponta para a não-utilização de Beja:
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está longe das unidades de paraquedistas e das áreas de maior incidência dos fogos florestais, além de ter um terminal para a aviação civil
Alguém acredita mesmo que as chefias tenham realmente estes aspectos em consideraçao ao tomarem uma decisao destas?
Nao tenho duvidas que se fosse a FAP a pagar estas mudanças ia tudo para Beja. Tal como ha uns anos uns avioes que fazem SAR e patrulha maritima tambem foram porque era mais barato do que fazer obras no Montijo. Mas como nao será a FAP a pagar... "people matter"!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Stalker79 em Setembro 30, 2017, 02:44:42 pm
Tanto pormenorzinho de m***a, já arranjei sitio pra construir uma base nova de raiz. Perto de Lisboa e junto ao mar ainda por cima.
Nos terrenos entre o deposito de munições da marinha e a estação Ibéria da NATO. Tá resolvido!!!!
Já se escusa de andar com esquadras pra trás e pra frente.
 :G-bigun:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 30, 2017, 03:07:30 pm
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A unidade BA3 nunca foi a casa dos pára-quedistas, a casa destes (que também teve muitos nomes) ficava do outro lado da estrada, eram vizinhos. Sim a esquadra 501 com os C-130 nunca esteve sediada em Tancos, foi criada logo de origem no Montijo, foi em certa medida, também o substituto dos quadrimotores que a FAP teve no tempo do ultramar a operar de Lisboa.

É para provar que nunca se é suficientemente velho para aprender. Durante estes anos todos estava convencido que estavam no mesmo local. Só após ler o post acima é que verifiquei que existe uma estrada a separá-los. Já estou apto a uma carreira no jornalismo. :N-icon-Axe:

Se o senhor meu pai tivesse lido isto, já tinha conversa para um mês...como ele gosta de dizer que passou por Tancos e o pessoal rematar logo com "Páras"... ui! :rir:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Setembro 30, 2017, 04:04:59 pm
É impressionante: para a generalidade das pessoas parece que a Base Aérea nº 6 do Montijo já encerrou e lhe foi feita a missa de 7º dia!

Dá toda a sensação que mesmo que o estudo de impacto ambiental dê um parecer negativo, já nada demove a intenção do aeroporto complementar se situar nos terrenos da BA6. E se Esquadras e meios podem ser relocalizados, o que será feito, por exemplo, do CTSFA? E depois do Montijo o próximo alvo será o CTA, como se sabe, obrigando à procura de uma nova localização para um campo de tiro. E por aí adiante.

O que me escapa - e nisto creio que o CEMFA está a ajudar e muito na vontade política de remover a FAP do Montijo - é que mesmo que relocalizassem os meios mais pesados eventualmente para Tancos (Esquadras 501 e 502), era mesmo necessário "evacuar" também as esquadras de helicópteros? A base ia ser partilhada, ter duplo uso militar e civil, ou não? Era só a pista 01/19 e a parte norte da base para os voos civis ou, afinal, é toda a unidade militar?

Quando o próprio Presidente da República fala em reorganização de meios na FAP creio que está tudo dito e não há volta atrás, nem mesmo se os flamingos e outra fauna ameaçada da reserva natural do estuário do Tejo sejam para continuar a proteger e não para serem sugados para dentro do motor de um qualquer voo charter. E se o nevoeiro cerrado em Lisboa já é tramado, no Montijo é ainda mais.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Stalker79 em Setembro 30, 2017, 06:00:15 pm
Caro Charlie Jaguar vai-me perdoar, mas até parece que isso de estudos ambientais adianta um grosso....
Há muita guita á espera que se possa meter voos comerciais ali, até parece que não conhece o pais onde vive. Não viu a especulação que já começou em tudo o que é terreno perto da base!?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Setembro 30, 2017, 08:37:24 pm
É impressionante: para a generalidade das pessoas parece que a Base Aérea nº 6 do Montijo já encerrou e lhe foi feita a missa de 7º dia!

Dá toda a sensação que mesmo que o estudo de impacto ambiental dê um parecer negativo, já nada demove a intenção do aeroporto complementar se situar nos terrenos da BA6. E se Esquadras e meios podem ser relocalizados, o que será feito, por exemplo, do CTSFA? E depois do Montijo o próximo alvo será o CTA, como se sabe, obrigando à procura de uma nova localização para um campo de tiro. E por aí adiante.

O que me escapa - e nisto creio que o CEMFA está a ajudar e muito na vontade política de remover a FAP do Montijo - é que mesmo que relocalizassem os meios mais pesados eventualmente para Tancos (Esquadras 501 e 502), era mesmo necessário "evacuar" também as esquadras de helicópteros? A base ia ser partilhada, ter duplo uso militar e civil, ou não? Era só a pista 01/19 e a parte norte da base para os voos civis ou, afinal, é toda a unidade militar?

Quando o próprio Presidente da República fala em reorganização de meios na FAP creio que está tudo dito e não há volta atrás, nem mesmo se os flamingos e outra fauna ameaçada da reserva natural do estuário do Tejo sejam para continuar a proteger e não para serem sugados para dentro do motor de um qualquer voo charter. E se o nevoeiro cerrado em Lisboa já é tramado, no Montijo é ainda mais.

Eu continuo a afirmar que a coabitação Militar/Civil é bem mais que possível na BA6 !!

Agora também sei que muitos interesses estão em jogo e já há muito tempo em campo, essa é uma grande verdade !!

Há muitos milhares de milhões de interesses em jogo e a FAP neste caso é o elo mais fraco, mas, se as sua chefias quisessem os meios Aéreos da BA6 poderiam ali permanecer e continuar a operar normalmente!

Os movimentos por hora dos voos civis que para ali irão operar, em nada irão afectar as operações das esquadras da FAP e MdG que ali estão sediadas, nem tão pouco estes meios aéreos, terão implicações operacionais, nos horários, do volume de slots aeroportuários das diversas CIAS, para os próximos anos !

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Outubro 02, 2017, 01:03:50 am
Num país com o estado prepotente e aldrabão que sempre tivemos, e onde a politica dos factos consumados é um dado adquirido, não é um ou dois estudos de impacto ambientais ou até uma mera questão de bom senso que vão impedir seja o que for. Esses "entraves" no caminho do progresso só funcionam quando algum partido/entidade decide jogar com o assunto para estampar o oponente ou quando é necessário fundos externos para pagar a conta.

Como nas relações entre as entidades do próprio estado a cultura é exactamente a mesma, a parte mais fraca o melhor que pode fazer é tentar obter o melhor preço que conseguir pela sua colaboração forçada nesta situação. A Força Aérea sempre vincou bem a sua posição em que achava que o uso da BA6 pela aviação comercial era incompatível com a sua operação pelos militares a partir de um certo nível, logo torna-se inevitável a saída da FAP da BA6. O melhor que a FAP pode fazer é tentar obter o maior preço possível pela sua saída e pelos vistos aproveitar para facturar também com o campo de tiro de Alcochete.

Não deixa de ser irónico/(ou talvez outra expressão) ver o património publico ser tão facilmente posto em causa ao serviço de entidades privadas, e não me estou a referir aos futuros passageiros do Montijo, mas a verdade é que estamos em Portugal.

Esquecendo o que acabei de dizer e passando a assuntos mais práticos acabei de ver os voos com partida de Lisboa do terminal 2 para amanhã da RYANNAIR/EASYJET/TRANSAVIA e dava um total de 53 voos e provavelmente outras tantas chegadas o que deverá dar um total diário de 100/120 voos se contarmos com algum outro operador mais pequeno.
 
Mesmo partindo do principio que se mudem todos os lowcost para o Montijo, e é melhor esperarem sentados, a verdade é que  esses voos concentram-se num certo numero de horas do dia ( à falta de melhor expressão horas de ponta) havendo uma série de horas do dia  em que haverá pouca utilização da pista.

E já agora alguém pode fazer o favor de arranjar um link/informação com  os futuros corredores aéreos para os dois aeroportos a operarem em simultâneo? É que a história do campo de tiro de Alcochete só me parece fazer sentido com a utilização da pista 08/26 como pista principal mas a verdade é que nisto sou na melhor das hipóteses um curioso.

Cumprimentos,

PS: Se alguém quiser investir num terreno para um construir um hotel junto ao futuro aeroporto do Montijo não se acanhem, são só 350.000,00€ :D
]https://www.imovirtual.com/anuncio/terreno-p-construcao-de-hotel-junto-ao-futuro-aeroporto-do-montijo-IDaPfr.html#gallery[1] (https://www.imovirtual.com/anuncio/terreno-p-construcao-de-hotel-junto-ao-futuro-aeroporto-do-montijo-IDaPfr.html#gallery[1)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Outubro 02, 2017, 05:34:58 pm
Há muitos milhares de milhões de interesses em jogo e a FAP neste caso é o elo mais fraco, mas, se as sua chefias quisessem os meios Aéreos da BA6 poderiam ali permanecer e continuar a operar normalmente!

Acho que um dos problemas da FAP é que ela não quer simplesmente aterrar/descolar e ir para qualquer lado, por exemplo os voos de teste de aviões que saem de inspecção são por cima da base, os pilotos fazem muitos toca-e-anda nos seus voos de treino regulares. Devem querer mais tempo por cima da pista, o que com aviões civis a querer aterrar e descolar deve ser complicado de organizar.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 04, 2017, 10:16:27 am
(https://scontent.flis6-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/22090149_1049890855150738_2458850866510764773_n.jpg?oh=ba11fc7607b43e83b5ce1f49fed92027&oe=5A4A571F)

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A Força Aérea apresenta o livro "Base Aérea de Tancos 1921-1994", da autoria do Tenente-coronel Aires Marques, no dia 21 de outubro, pelas 11h15, na ex-Base Aérea N.º3 em Tancos.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Novembro 11, 2017, 06:48:49 pm
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Governo quer ANA a pagar 130 milhões para Força Aérea sair do Montijo
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt
10 de novembro de 2017 às 13:18

A base aérea do Montijo vai começar a ser utilizada para voos civis a partir de 2022 e para atingir os 24 movimentos por hora que estão planeados será necessário que a Força Aérea abandone estas instalações militares. Essa operação foi quantificada por este ramo das Forças Armadas: em causa está um custo de 130 milhões de euros para deslocalizar para outras bases aéreas as operações que estão actualmente baseadas no Montijo. O Governo está convencido que será possível passar esse custo para a ANA, que gere os aeroportos nacionais. Durante a audição que decorre esta manhã no Parlamento para apresentação do orçamento da Defesa para 2018, o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, disse acreditar que esse custo não recaia sobre o Estado. "Estamos convencidos que é possível que os ganhos futuros da operação civil do Montijo sejam suficientes para suportar os encargos com as alterações que é preciso fazer", afiançou o governante, que acompanha o ministro da Defesa Azeredo Lopes.
 
O que seria previsível é que fosse o Estado a pagar essa verba, mas o Ministério do Planeamento e Infraestruturas (MPI) tem estado a negociar com a gestora aeroportuária. Em resposta ao deputado do CDS João Rebelo, o governante disse que "o que está consagrado no contrato de privatização da ANA é que os encargos com o aumento da operação competem ao Estado, não competem à ANA". "O esforço do MPI é de encontrar uma solução em que a operação civil – no fundo a ANA – acabe por suportar os encargos que sejam necessários".
 
A base do Montijo é considerada a maior da Força Aérea e alberga quatro esquadras distintas. É na base aérea 6 que estão localizadas as seis aeronaves "C-130 Hercules para a execução de missões de transporte", os 12 aviões C-295M "para efectuar missões de transporte, vigilância marítima e busca e salvamento", os três jactos Falcon 50 "para o transporte aéreo especial (por exemplo de altas entidades ou de órgãos)" e ainda os 12 helicópteros EH-101 Merlin para "transporte, busca e salvamento e vigilância e reconhecimento". Nas instalações da base aérea do Montijo funciona também o "Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea (CTSFA) que tem por missão ministrar cursos de sobrevivência e salvamento individual, incluindo em ambientes de natureza nuclear, radiológica, biológica ou química (NRBQ), bem como ainda no domínio do reconhecimento e inactivação de engenhos explosivos". Dentro da base, com mil hectares de terra plana, estão ainda estacionados os helicópteros Lynx da Marinha.
 
Custos totais podem chegar aos 370 milhões
 
No estudo que foi entregue ao Governo, a Força Aérea colocou "duas hipóteses em cima da mesa: uma de convivência entre função militar e civil e outra de saída da Força Aérea daquela base e deslocação para outras bases", recordou Marcos Perestrello. Em causa está a deslocação dos helicópteros EH-101 "para a Base Aérea 1, em Sintra", a deslocação da componente de formação para Beja, e "a asa fixa" que opera no Montijo, isto é, as esquadras de C-295 e C-130 "passariam para a base de Tancos".
 
Mas os custos não ficarão por aqui, porque será igualmente necessário abandonar a operação no campo de tiro de Alcochete. A Força Aérea entende que, quando forem atingidos os 24 movimentos por hora (aterragens ou descolagens) não será possível compatibilizar as operações de tiro com a operação aérea. A deslocalização dessas operações deverá ocorrer apenas em 2023 ou 2024, antecipou o Chefe do Estado Maior da Força Aérea, Manuel Teixeira Rolo, em Julho. Manuel Teixeira Rolo também afirmou nessa altura que o Estado poderia negociar esses custos de deslocação com a ANA, aproveitando o facto de a gestora ir cobrar mais taxas aeroportuárias com a abertura do terminal civil do Montijo.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/defesa/detalhe/governo-quer-ana-a-pagar-130-milhoes-para-forca-aerea-sair-do-montijo
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Novembro 17, 2017, 03:42:12 pm
Já agora, porque não acabar de uma vez por todas com a própria Força Aérea se esta causa sempre assim tantos empecilhos?  ::)

https://www.dinheirovivo.pt/economia/ana-quer-partilhar-espaco-aereo-com-militares-para-fazer-crescer-a-portela/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: perdadetempo em Novembro 17, 2017, 06:30:19 pm
Já agora, porque não acabar de uma vez por todas com a própria Força Aérea se esta causa sempre assim tantos empecilhos?  ::)

https://www.dinheirovivo.pt/economia/ana-quer-partilhar-espaco-aereo-com-militares-para-fazer-crescer-a-portela/

Porque é que metem Alverca ao barulho? Não só tem muito pouco movimento, como provavelmente quem tem problemas de interferência na sua utilização é Alverca e não a Portela. Senão estou em erro foi por causa das interferência no acesso em simultâneo às pistas dos dois aeródromos em simultâneo que Alverca foi descartado como local alternativo para um aeroporto de apoio à Portela?

Cumprimentos,

PS: E como o presidente da ANA de aviação só deve saber quais as companhias aéreas que têm o software da SAP e a sua experiência como passageiro, talvez não se deva levar as suas palavras muito à letra.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Novembro 17, 2017, 06:57:18 pm
Já agora, porque não acabar de uma vez por todas com a própria Força Aérea se esta causa sempre assim tantos empecilhos?  ::)

https://www.dinheirovivo.pt/economia/ana-quer-partilhar-espaco-aereo-com-militares-para-fazer-crescer-a-portela/

Porque é que metem Alverca ao barulho? Não só tem muito pouco movimento, como provavelmente quem tem problemas de interferência na sua utilização é Alverca e não a Portela. Senão estou em erro foi por causa das interferência no acesso em simultâneo às pistas dos dois aeródromos em simultâneo que Alverca foi descartado como local alternativo para um aeroporto de apoio à Portela?

Cumprimentos,

PS: E como o presidente da ANA de aviação só deve saber quais as companhias aéreas que têm o software da SAP e a sua experiência como passageiro, talvez não se deva levar as suas palavras muito à letra.

Ai os assessores, ai os assessores é o que é !!!

Pergunto eu na minha santa Ignorância, mais espaço aéreo para quê se não temos posições de estacionamento, portas de embarque, balcões de check-in, etc, etc suficientes sequer para o trafego que agora vai operando no Aeroporto de Lisboa ????

Será que já estão a pensar no Montijo, epá porque se estão então pensem nos corredores de aproximação/saída das duas pistas que estarão de serviço quando os dois aeroportos estiverem a operar mas, nesse caso, podemos e devemos ver as suas orientações e as tais necessidades de mais espaço Aéreo ?????

(http://imagizer.imageshack.us/v2/xq90/922/kdGt2n.jpg) (https://imageshack.com/i/pmkdGt2nj)

(http://imagizer.imageshack.us/v2/xq90/924/qzRAEM.jpg) (https://imageshack.com/i/poqzRAEMj)

Já estou como o CJ, acabem mas é com a FAP, mas que chatice, e façam a ANA ir fazer os combates aéreos aos FF, já agora !

PS os terrenos do CTA fazem tanta comichão a muita gente que só pensa em encher os bolsos, lembra-me o que aconteceu nos terrenos perto da OTA !!!

(http://imagizer.imageshack.us/v2/xq90/924/OFhZkp.jpg) (https://imageshack.com/i/poOFhZkpj)

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: typhonman em Novembro 21, 2017, 07:00:32 pm
Com o passar dos anos vamos ficar como as FA da Irlanda...

Esqueçam F-35 e semelhantes...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Stalker79 em Novembro 21, 2017, 07:17:31 pm
Mas se fosse necessario qual o impedimento de construir uma base militar neste local!?
Tem mais que espaço e penso que não interferiria com as operações dos aeroportos.
(Ver box)

(https://img-9gag-fun.9cache.com/photo/a7DBQ6z_700b.jpg)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Novembro 21, 2017, 08:55:37 pm
Mas se fosse necessario qual o impedimento de construir uma base militar neste local!?
Tem mais que espaço e penso que não interferiria com as operações dos aeroportos.

Não sei se não interferia com os aviões a operar para sul do aeroporto do Montijo...
Outras razões talvez o tipo de terreno, ai não é muito arenoso tipo praia? E logo a sul do quadrado tem uma lagoa...

Mas porque é que se haveria de construir uma base ai e do zero? Há várias instalações militares já com terreno e pista feitas capazes de receber os meios da BA6, talvez precisem só de algumas obras, temos Tancos, Beja, Ovar, na loucura Ota.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 27, 2018, 03:33:02 pm
Continuam as dúvidas e questões acerca da escolha da BA6 como aeroporto complementar ao da Portela.

https://www.dn.pt/portugal/interior/solucao-portelamontijo-pode-ter-um-tempo-curto-de-vida-so-ate-2035-9077578.html

https://www.dn.pt/portugal/interior/vamos-deixar-de-ter-sossego-na-margem-sul-espera-se-o-novo-aeroporto-9077549.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Março 18, 2018, 12:04:11 pm
Nova versão, mantendo agora parte da operação militar no Montijo diminuindo assim os custos envolvidos.

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FAP entregou nova proposta ao Governo para reorganização da operação da base do Montijo
16/3/2018, 19:36

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea entregou ao Ministério da Defesa um plano alternativo para a reorganização da sua operação, face à instalação de um aeroporto civil na base do Montijo.

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Teixeira Rolo, entregou esta sexta-feira ao Ministério da Defesa um plano alternativo para a reorganização da sua operação, face à instalação de um aeroporto civil na base do Montijo. O novo plano prevê um custo inferior ao que foi estimado no estudo da FAP de julho passado, confirmou à Lusa o general Teixeira Rolo, que não quis, para já, adiantar mais detalhes sobre a proposta entregue. Segundo fontes ligadas à Defesa, o plano alternativo admite que uma parte da operação da Força Aérea possa manter-se na base aérea nº6, Montijo, reduzindo dessa forma os custos globais da relocalização da operação.

O relatório entregue pela FAP em junho passado previa uma reorganização de toda a operação do ramo, propondo que se mantivesse na base do Montijo apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito. O novo plano permite manter na base n.º 6 a operação dos helicópteros Lynx, da Marinha, e a dos aviões da FAP de transporte tático, atualmente os C-130 que serão substituídos futuramente pelos KC-390, entre outras alterações. Em julho passado, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea estimou que se gastem 130 milhões de euros, nos próximos cinco anos, na deslocalização de atividade militar para transformar a base do Montijo em aeroporto complementar civil.

A base aérea n.º 6 conta hoje com as frotas C-130 para as missões de transporte, os C-295M para as missões de transporte, vigilância marítima e busca e salvamento, com os FALCON 50 para o transporte aéreo especial (por exemplo de altas entidades ou de órgãos), e helicópteros EH-101 para transporte, busca e salvamento e vigilância e reconhecimento. No estudo entregue em julho passado, a FAP considera previsível que a construção de um aeroporto civil complementar ao da Portela no Montijo implique um rápido aumento do tráfego aéreo, tornando inviável manter a operação no Montijo, tal como está, a partir de 2023/24.

https://observador.pt/2018/03/16/fap-entregou-nova-proposta-ao-governo-para-reorganizacao-da-operacao-da-base-do-montijo/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Março 18, 2018, 12:45:53 pm
Nova versão, mantendo agora parte da operação militar no Montijo diminuindo assim os custos envolvidos.

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FAP entregou nova proposta ao Governo para reorganização da operação da base do Montijo
16/3/2018, 19:36

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea entregou ao Ministério da Defesa um plano alternativo para a reorganização da sua operação, face à instalação de um aeroporto civil na base do Montijo.

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Teixeira Rolo, entregou esta sexta-feira ao Ministério da Defesa um plano alternativo para a reorganização da sua operação, face à instalação de um aeroporto civil na base do Montijo. O novo plano prevê um custo inferior ao que foi estimado no estudo da FAP de julho passado, confirmou à Lusa o general Teixeira Rolo, que não quis, para já, adiantar mais detalhes sobre a proposta entregue. Segundo fontes ligadas à Defesa, o plano alternativo admite que uma parte da operação da Força Aérea possa manter-se na base aérea nº6, Montijo, reduzindo dessa forma os custos globais da relocalização da operação.

O relatório entregue pela FAP em junho passado previa uma reorganização de toda a operação do ramo, propondo que se mantivesse na base do Montijo apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito. O novo plano permite manter na base n.º 6 a operação dos helicópteros Lynx, da Marinha, e a dos aviões da FAP de transporte tático, atualmente os C-130 que serão substituídos futuramente pelos KC-390, entre outras alterações. Em julho passado, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea estimou que se gastem 130 milhões de euros, nos próximos cinco anos, na deslocalização de atividade militar para transformar a base do Montijo em aeroporto complementar civil.

A base aérea n.º 6 conta hoje com as frotas C-130 para as missões de transporte, os C-295M para as missões de transporte, vigilância marítima e busca e salvamento, com os FALCON 50 para o transporte aéreo especial (por exemplo de altas entidades ou de órgãos), e helicópteros EH-101 para transporte, busca e salvamento e vigilância e reconhecimento. No estudo entregue em julho passado, a FAP considera previsível que a construção de um aeroporto civil complementar ao da Portela no Montijo implique um rápido aumento do tráfego aéreo, tornando inviável manter a operação no Montijo, tal como está, a partir de 2023/24.

https://observador.pt/2018/03/16/fap-entregou-nova-proposta-ao-governo-para-reorganizacao-da-operacao-da-base-do-montijo/

Parece-me que é o que eu venho defendendo já há uns meses, esta Base é de fundamental importância para muitas operações da FAP, haja alguém que veja também a importância desta base e dê um murro na mesa.
Continuo a afirmar que há espaço, mais que suficiente para todos operarem, até porque, o Montijo nunca será Aeroporto principal de Lisboa, pois como sabemos, não tem muito por onde crescer, vai ser mais uma improvisação onde se vão enterrar muitos milhões para que quando estiver pronto, e ao fim de uns quinze anos esgotadas as suas capacidades, tenha que ser substituído por outro, o tal construído de raiz, e com áreas de servidão que permitam o seu crescimento, mas fico-me por aqui, cala-te boca !! 

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: NVF em Março 18, 2018, 05:28:59 pm
Até lá, já devemos ter um OE com superavits de 15 ou 20% e não vai haver falta de dinheiro para construir um aeroporto decente com dinheiros públicos. Posteriormente, pode entregar-se a concessão a privados, para que os seus acionistas possa beneficiar dos dividendos. Isso da FAP e dos restantes ramos das FFAA não passam de pequenos transtornos que, daqui a 15 ou 20 anos, já se devem ter extinguido naturalmente devido ao continuado desinvestimento, falta de recursos humanos e obsolescência de equipamentos.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Março 18, 2018, 06:13:12 pm
Até lá, já devemos ter um OE com superavits de 15 ou 20% e não vai haver falta de dinheiro para construir um aeroporto decente com dinheiros públicos. Posteriormente, pode entregar-se a concessão a privados, para que os seus acionistas possa beneficiar dos dividendos. Isso da FAP e dos restantes ramos das FFAA não passam de pequenos transtornos que, daqui a 15 ou 20 anos, já se devem ter extinguido naturalmente devido ao continuado desinvestimento, falta de recursos humanos e obsolescência de equipamentos.

Nem mais, quem fala assim não é gago, depois também se pode oferecer aos privados a defesa do País, desde que a empresa, Portugal, esteja em bolsa, com os superavits esperados vai ser fácil arranjar comprador....... estamos mesmo entregues aos bichos !!!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 15, 2018, 01:36:37 pm
Peça presente hoje no Diário de Notícias que refere que a FAP está preocupada com o atraso na execução do plano de retirar as esquadras de voo para outras unidades, nomeadamente Sintra e Beja. A fazer fé no que vem escrito na peça, no segundo estudo apresentado pela FAP para a BA1 seguirão a Esquadra 751 e EHM, para Beja a Esq. 502, mantendo-se a 501 (e provavelmente a 504) no Montijo.

https://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-alerta-para-atrasos-na-saida-da-base-do-montijo-9340783.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Maio 15, 2018, 03:12:19 pm
Peça presente hoje no Diário de Notícias que refere que a FAP está preocupada com o atraso na execução do plano de retirar as esquadras de voo para outras unidades, nomeadamente Sintra e Beja. A fazer fé no que vem escrito na peça, no segundo estudo apresentado pela FAP para a BA1 seguirão a Esquadra 751 e EHM, para Beja a Esq. 502, mantendo-se a 501 (e provavelmente a 504) no Montijo.

https://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-alerta-para-atrasos-na-saida-da-base-do-montijo-9340783.html

Não se esqueça da 552 que sai de Beja...com Alouette III ou Koala também para Sintra....
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 15, 2018, 03:37:46 pm
Não se esqueça da 552 que sai de Beja...com Alouette III ou Koala também para Sintra....

Sim, é verdade Raphael. E podes tratar-me por tu.  ;)

E assim, e ao que parece, Tancos estará fora de cogitação a não ser que se repense a permanência dos Bisontes no Montijo.

Outra coisa que não percebo é porque no novo plano da ANA se acaba com a 08/26 para instalar o terminal, sobrando apenas a 01/19. Há espaço de sobra para o construir no lado Norte da Base e assim manter aquela que é hoje ainda a pista principal da BA6. Naquelas alturas do ano em que o vento roda para o quadrante Leste (NE, E, SE) vai ser engraçado vê-los a tentar descolar da 01/19.

(http://mediaserver2.rr.pt/newrr/base_aerea_numero_6_montijo_foto_luis_rosa1570b367.jpg)


Uma única pista e tanta coisa para uma infraestrutura que poderá durar apenas até 2035...  ::)

(http://images-cdn.impresa.pt/expresso/2017-11-17-Aeroporto-do-Montijo/original/mw-860)

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Maio 15, 2018, 05:39:05 pm
São umas cabecinhas pensadoras é o que é !!

A infraestrutura aeroportuária se estiver a funcionar em 2023/25 vai apenas operar em segurança, sem exceder a sua capacidade com o actual aumento de trafego propagueado pela ANA, digamos em dez anos, até 2035, a partir daí acontece o que actualmente acontece na Portela, capacidade esgotada !

Portanto valerá a pena o deslocamento da BA6 e investir umas largas centenas de milhões pois sabemos como os orçamentos em Portugal são respeitados, num Aeroporto que durará 10/15 anos ??
Não, claro que não !!

É muito mais, lógico, inteligente, muito melhor aplicado, e investido a médio/longo prazo, os milhares de milhões necessários na construção do novo Aeroporto, em Rio Frio ou perto, porque, se pode ir efectuando a sua construção e implementado um plano de expansão, de acordo com o expectável aumento de trafego Aéreo, pois existe área, vital, de servidão aeroportuária suficiente para tal, e mais importante, sem interferir, na sua utilização inicial, conjunta, com o actual Aeroporto, nos corredores de aproximação/descolagem  ! 

A construção imediata do novo Aeroporto não se concretiza por um simples motivo, não há tempo para tal, Bem se calhar até haveria digo eu........  porque a incompetência da Tutela, enquanto, responsável pela ANA como empresa do sector empresarial do Estado, não actuou em devido tempo, na sua construção, há pelo menos quatro anos, quando foram processados quase vinte milhões de pax, e, agora temos de improvisar, atrasando a resolução de um problema de capacidade, empurrando o problema com a barriga, e inventando, fazendo um pseudo Aeroporto, que daqui a vinte anos estará esgotado, e, irá ser o motivo pelo qual os Franceses, da VINCI, quando tiverem de investir no Novo Aeroporto, os tais milhares de milhões, adicionados com largas centenas devido á inflação dos custos,  irão mencionar, como investimento perdido, sem utilidade/retorno e, pelo qual quererão ser ressarcidos, Não tenham dúvida !!
Concluo, é mais do mesmo a incompetência em toda a linha impera neste País, continuamos a agir reactivamente e não proactivamente !!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Stalker79 em Maio 15, 2018, 05:54:00 pm
Para o investimento que é e para a duração que vai ter de vida util, penso que é mais um gigantesco desperdício de dinheiro como foi com o de Beja.
Mas como já começaram a comprar terrenos á volta se calhar já á muita gente á espera do tacho do costume....
Mais valia mesmo pegar no dinheiro e ir construindo um aeroporto internacional em condições.
 >:(
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Maio 15, 2018, 05:58:09 pm
Para o investimento que é e para a duração que vai ter de vida util, penso que é mais um gigantesco desperdício de dinheiro como foi com o de Beja.
Mas como já começaram a comprar terrenos á volta se calhar já á muita gente á espera do tacho do costume....
Mais valia mesmo pegar no dinheiro e ir construindo um aeroporto internacional em condições.
 >:(

lembra-te da OTA, dos terrenos á sua volta e do que aconteceu !!!!
São décadas perdidas para nada quem vai acabar por ganhar com estes atrasos vai ser o Turismo Espanhol !!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitano89 em Maio 20, 2018, 03:12:17 pm
Força Aérea não sai do Montijo até operação estar assegurada, diz ministro


O ministro da Defesa assegurou hoje em Peniche que a Força Aérea só vai sair da base do Montijo, para onde está projetado o novo aeroporto de Lisboa, quando não estiver em causa a continuidade da sua operação.

“Não há qualquer atraso” quanto à saída da Força Aérea da base do Montijo e “ainda não é possível estabelecer um calendário”, afirmou à agência Lusa José Azeredo Lopes, à margem das comemorações do Dia Marinha, em Peniche, no distrito de Lisboa.

“A entrada de outros naquele espaço [base do Montijo] terá sempre de garantir que a Força Aérea continue a desenvolver a sua operação e essa é a garantia que temos de apresentar”, justificou.

Para o ministro da Defesa, as decisões do Governo em relação ao aeroporto “andam a par” com as da Força Aérea, motivo pelo qual, sublinhou, “seria impensável que Portugal ficasse com uma Força Aérea sem operação”, sem que estejam garantidas as condições para a Força Aérea operar noutro local.

O Diário de Notícias noticiou esta semana que a Força Aérea está preocupada com o atraso na execução do plano que propôs para retirar as suas esquadras da base do Montijo – onde está prevista a construção do novo aeroporto — onde vão haver limitações para as suas aeronaves logo que comecem aí as obras do aeroporto, previstas para 2019.

Em março, a Força Aérea entregou ao ministro da Defesa uma proposta nesse sentido, para a qual ainda não houve uma decisão do Governo.

A concessionária do aeroporto, a ANA – Aeroportos de Portugal já submeteu o Estudo de Impacto Ambiental à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade a quem caberá emitir um parecer final sobre os impactos ambientais.

Na quinta-feira, em declarações à agência Lusa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas manifestou-se confiante no sucesso do projeto, sublinhando que o Montijo “é a melhor opção”.

“Este relatório não trouxe surpresas em relação ao que esperávamos. É uma infraestrutura que já serve de pista de aterragem [militar] e que, neste caso, terá uma mudança no seu uso, passando a ter também uma utilização por civis”, apontou o governante.

Sobre os alertas e sugestões deixadas por este estudo, Pedro Marques disse apenas que os impactos apontados “são limitados e capazes de ser mitigados”.

Para o governante, a opção no Montijo “é a mais eficiente” e a que “melhor servirá” a região de Lisboa e o país.

“Estamos confiantes no desenvolvimento deste processo para que a região de Lisboa e o resto do país não fiquem limitados no crescimento do turismo e da atividade económica por este constrangimento do aeroporto de Lisboa”, concluiu.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/forca-aerea-nao-sai-do-montijo-ate-operacao-estar-assegurada-diz-ministro
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Julho 11, 2018, 06:54:29 pm
Ovar é melhor alternativa que Tancos, diz Azeredo Lopes
(1 de Julho de 2018)
Citação de: Manuel Carlos Freire / DN
O ministro da Defesa privilegia Ovar no novo dispositivo da Força Aérea em detrimento de Tancos, no quadro das alterações impostas pela abertura da base do Montijo à aviação civil. «Já estamos perto da solução» a aprovar, adianta Azeredo Lopes ao DN.

Questionado sobre um processo que levou a Força Aérea a apresentar este ano um segundo estudo sobre as implicações do futuro aeroporto complementar de Lisboa, Azeredo Lopes não hesitou: «Prefiro uma solução mais equilibrada territorialmente» e que favoreça «uma maior representatividade» do ramo «junto da população», desde logo porque essa maior proximidade reforça a percepção de segurança dos cidadãos.

Ao contrário do primeiro estudo (2017), onde a Força Aérea propunha a reactivação da base aérea de Tancos como elemento central da reforma do seu dispositivo de forças, o novo documento indica o Aeródromo de Manobra nº1 - a 30 quilómetros do Porto - como base dos meios aéreos médios e pesados de combate aos fogos. Essa opção é complementada com o envio para Beja das esquadras de transporte (C-130 e C-295).

O referido equilíbrio territorial decorre do alargamento da presença da Força Aérea ao norte do país, sendo que Ovar - ao contrário de Tancos - ocupa uma posição central face às regiões (norte e centro) onde ocorrem mais incêndios.

(...)
Fonte: https://www.dn.pt/portugal/interior/ovar-e-melhor-alternativa-que-tancos-diz-azeredo-lopes-9534785.html (https://www.dn.pt/portugal/interior/ovar-e-melhor-alternativa-que-tancos-diz-azeredo-lopes-9534785.html)

Cá temos a lengalenga dos meios de combate aos incêndios da FAP. ::) Vê-se mesmo que estamos outra vez na época dos incêndios.

Missões principais das esquadras de transporte: apoio ao treino/formação dos pára-quedistas (Tancos e São Jacinto), transporte logístico em apoio das forças destacadas (Tancos e Lisboa) e vigilância marítima (os P-3 foram transferidos para Beja por causa disto). Se fossem directos e nos dissessem que grande parte dos militares e as famílias dos mesmos não querem ir para o meio do nada e que Ovar pelo menos tem melhores acessos públicos e outras infra-estruturas... tudo bem. Agora vir com uma de «uma maior representatividade» do ramo «junto da população».

Ou interpretei mal?

Cumprimentos,
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Julho 11, 2018, 07:16:50 pm
Ovar é melhor alternativa que Tancos, diz Azeredo Lopes
(1 de Julho de 2018)
Citação de: Manuel Carlos Freire / DN
O ministro da Defesa privilegia Ovar no novo dispositivo da Força Aérea em detrimento de Tancos, no quadro das alterações impostas pela abertura da base do Montijo à aviação civil. «Já estamos perto da solução» a aprovar, adianta Azeredo Lopes ao DN.

Questionado sobre um processo que levou a Força Aérea a apresentar este ano um segundo estudo sobre as implicações do futuro aeroporto complementar de Lisboa, Azeredo Lopes não hesitou: «Prefiro uma solução mais equilibrada territorialmente» e que favoreça «uma maior representatividade» do ramo «junto da população», desde logo porque essa maior proximidade reforça a percepção de segurança dos cidadãos.

Ao contrário do primeiro estudo (2017), onde a Força Aérea propunha a reactivação da base aérea de Tancos como elemento central da reforma do seu dispositivo de forças, o novo documento indica o Aeródromo de Manobra nº1 - a 30 quilómetros do Porto - como base dos meios aéreos médios e pesados de combate aos fogos. Essa opção é complementada com o envio para Beja das esquadras de transporte (C-130 e C-295).

O referido equilíbrio territorial decorre do alargamento da presença da Força Aérea ao norte do país, sendo que Ovar - ao contrário de Tancos - ocupa uma posição central face às regiões (norte e centro) onde ocorrem mais incêndios.

(...)
Fonte: https://www.dn.pt/portugal/interior/ovar-e-melhor-alternativa-que-tancos-diz-azeredo-lopes-9534785.html (https://www.dn.pt/portugal/interior/ovar-e-melhor-alternativa-que-tancos-diz-azeredo-lopes-9534785.html)

Cá temos a lengalenga dos meios de combate aos incêndios da FAP. ::) Vê-se mesmo que estamos outra vez na época dos incêndios.

Missões principais das esquadras de transporte: apoio ao treino/formação dos pára-quedistas (Tancos e São Jacinto), transporte logístico em apoio das forças destacadas (Tancos e Lisboa) e vigilância marítima (os P-3 foram transferidos para Beja por causa disto). Se fossem directos e nos dissessem que grande parte dos militares e as famílias dos mesmos não querem ir para o meio do nada e que Ovar pelo menos tem melhores acessos públicos e outras infra-estruturas... tudo bem. Agora vir com uma de «uma maior representatividade» do ramo «junto da população».

Ou interpretei mal?

Cumprimentos,

Claro que estás certo !!!
Então o Desgoverno advoga o repovoamento do interior do território Nacional para combater os despovoamento e não seria um medida mais correcta, sei que os militares não gostam e tem razão, de colocar as duas esquadras em Tancos ????
Serão assim tantos C's e 295's a operar que não há plataforma de estacionamento para os acft's da FAP que vão combater, deixem-me rir, os FF ???? :nice: :nice: :nice:
Não se poupava umas horas de voo quando os paras da BETP e não só, tem de saltar ???? :conf:
Ou será que estão a guardar Tancos para um Aeroporto interior e mandar para lá os franceses da Vinci o staff da Ground Force e também da Portway  para completar o ramalhete ???   :rir:  :rir: :rir: :rir:

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Julho 11, 2018, 07:37:02 pm
Eu consigo ver essa expressão "ter uma maior representação junto da população" de um ponto de vista de recrutamento, no norte do país temos cerca de 1/3 da população de Portugal e a FAP quase não tem unidades aí, não existe nenhuma unidade de grande efectivo acima da BA5 Monte Real. O pessoal do Norte que vai para a FAP é por maluqueira pelos aviões porque já sabem que vão estar sempre longe de casa, ou então mudam-se para perto de uma base.

Também me parece que do ponto de vista de custo seja o menos mau, pois o aeródromo está mantido pela FAP e desocupado, basta construção de capacidade de alojar o pessoal, talvez hangars. Enquanto que o aeródromo de Tancos está muito degradado, precisa de obras na pista, nas placas de estacionamento, possivelmente obras em partes administrativas e logísticas, além de que essa unidade não está desocupada, o Exército tem que retirar forças que têm lá para outros locais para libertar espaço para a FAP o que também tem custos pois os novos locais dessas forças também têm que ser preparados.

Mas Tancos seria melhor na perspectiva de colocar uma base mais no interior, e do ponto de vista do pessoal de Lisboa, Tancos é mais perto do que Ovar, deve ser quase a mesma coisa que Beja.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: typhonman em Julho 11, 2018, 09:55:46 pm
Se os C-130 e os C-295, vão para Beja, então quais sãos os meios que vão para Ovar?

Não entendo nada..
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Julho 11, 2018, 11:20:55 pm
São a esquadra de Canadairs, esquadra de Kamov, Talvez esquadra de helis ligeiros para combate a fogos.

O único pormenor é que a FAP ainda não tem nada disso  :toto:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: typhonman em Julho 12, 2018, 12:35:42 pm
Pelo que li hoje serão:

4 Canadair

10 Fireboss

e helis e UAVS perfazendo um total de 33 meios aéreos permanentes.

Fala-se também que os C-130 e futuramente os C-390 irão rumar a Ovar.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Agosto 02, 2018, 10:57:17 am
https://www.dn.pt/poder/interior/montijo-novos-avioes-a-jato-e-simuladores-abrem-porta-a-permanencia-dos-militares-9657090.html

Mais uma nova possibilidade de organização da FAP.

No Montijo ficam os KC390 e os Lynx da Marinha.
Para Sintra vão os EH101.
Para Beja vão os C-295M.
Para Ovar vão os C-130H configurados para combate aos fogos.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: typhonman em Agosto 02, 2018, 12:31:17 pm
Não de podem ter 2 esquadras de caças de tipo diferente por causa dos custos, mas vamos operar KC-390 e C-130H, para fogos, quando poderiamos normalizar com C-130J e fazer o upgrade dos H para o mesmo padrão.... :-\
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Get_It em Agosto 02, 2018, 06:44:02 pm
Para Ovar vão os C-130H configurados para combate aos fogos.
:rir:

É cada uma que esses gajos vos contam.

Daqui a uns meses ainda vão dizer que os Mercedes dos ministros também vão dar para apagar incêndios.

Cumprimentos!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Agosto 05, 2018, 02:49:59 pm
Montijo. Novos aviões a jato e simuladores abrem porta à permanência dos militares

Simuladores de voo para os futuros KC-390 e helicópteros Lynx, além da falta de espaço para juntar Força Aérea e Marinha em Sintra, favorecem permanência militar no Montijo.

As futuras aeronaves militares KC-390 da Força Aérea deverão ficar sediadas no aeroporto complementar de Lisboa, o que significará a continuação da Força Aérea na base do Montijo, admitiram fontes militares ao DN.

O dossiê continua por decidir, admitindo a ANA (gestora do Aeroporto Humberto Delgado) que fique fechado no segundo semestre deste ano. Mas parecem ultrapassadas muitas das dúvidas surgidas com a proposta de desnivelar as pistas cruzadas do Montijo, ficando uma para a aviação civil e a secundária para a militar - e sobre os helicópteros da Marinha.

Segundo fontes militares e do Ministério da Defesa, os estudos em cima da mesa indicam que é possível manter a esquadrilha de helicópteros Lynx da Marinha no Montijo - paredes-meias com a base naval de Lisboa (Alfeite) na margem sul do rio Tejo, onde atracam as fragatas de que fazem parte e donde operam no mar.

Esse foi um dos três cenários equacionados desde o início pela Marinha. Mas esta solução de acompanhar a transferência dos EH-101 da Força Aérea para a base de Sintra exige uma resposta: haverá espaço suficiente para os helicópteros e as estruturas de apoio dos dois ramos coexistirem na Granja do Marquês?

As avaliações preliminares indicaram haver limitações de espaço suficientes para se admitir que essa solução terá poucas probabilidades de se concretizar, admitiu uma das fontes militares, sob anonimato por não estarem autorizadas a falar sobre essa matéria.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/Mkmmhz.jpg) (https://imageshack.com/i/poMkmmhzj)
Caça-bombardeiro Fiat G-91 à entrada da base do Montijo. Paulo Spranger/Global Imagens

Certo é que a coexistência de civis e militares no Montijo é atualmente vista como quase certa. Embora com as reservas inerentes ao facto de não haver decisões, o certo é que "a ANA deixou de falar na questão de as pistas" que se cruzam terem de ser desniveladas (proposta inicial da empresa gestora do aeroporto de Lisboa), revelou uma das fontes.

Este ponto era um dos grandes entraves à permanência da Força Aérea no Montijo, mesmo num espaço mais reduzido e com a transferência das frotas do ramo para outras bases.

Por outro lado, a natureza dos aparelhos de transporte militar KC-390 que vão substituir os Hércules C-130 na próxima década torna-os compatíveis com o movimento dos aviões comerciais pois operam com motores a jato, frisaram as fontes.

O KC-390 "é perfeitamente adequado e perfeitamente encaixável" no tráfego aéreo comercial e também "não precisa de fazer voos de treino locais" no Montijo, ao contrário do que sucede com as atuais aeronaves a hélice e de asa rotativa ali sediadas, enfatizou um oficial general da Força Aérea.

As várias fontes continuam a alertar para a incerteza e as muitas dificuldades operacionais decorrentes do atraso na conclusão do processo para transformar a base aérea do Montijo no aeroporto complementar de Lisboa.

No entanto, talvez por causa do mantra assumido há muitos anos - "somos parte da solução, não do problema" - pela Força Aérea, o certo é que neste momento são quase nulas as probabilidades de o ramo ter de abandonar o Montijo quando este espaço for essencialmente civil.

Como lembrou um dos oficiais envolvidos nesse dossiê, "o volume de tráfego militar [no Montijo] vai ser muito menor só com o KC" - já que os C-295 e os helicópteros EH-101 vão ser transferidos para outras bases.

Segundo o último estudo elaborado pelo ramo, aquelas aeronaves de transporte irão para Beja e as de asa rotativa para Sintra. Já os C-130 irão para Ovar, configurados para participar no combate aos fogos.

Continuar a dar apoio à Marinha

O facto de o programa de aquisição dos KC-390 incluir um simulador, onde os pilotos aviadores vão treinar "todo o tipo de emergências e todo o tipo de manobras", explica porque é que as tripulações dessas aeronaves não precisarão de fazer voos reais de treino no Montijo, como sucede com as atuais frotas dos C-130, dos C-295 e dos EH-101, precisou uma das fontes.

Para além do fator simbólico de o ramo aeronáutico das Forças Armadas manter "uma pegada no Montijo", onde está desde 1954, a Força Aérea elenca também aspetos operacionais em continuar ali.

Segundo algumas fontes, um deles é o de ser sempre mais fácil projetar forças a partir do Montijo para as missões de paz e humanitárias no estrangeiro. Outro é que também "ajuda a garantir todo o apoio logístico que é preciso continuar a dar à Marinha", realçou um dos oficiais.

Recorde-se que o espaço militar no Montijo - cerca de mil hectares - nasceu dentro da Marinha em 1953, como Centro de Aviação Naval (até então instalado em Lisboa), sendo integrado no ano seguinte na recém-nascida Força Aérea.


Mas a Marinha também prefere continuar no Montijo, desde logo pela proximidade ao Alfeite. O apoio logístico que aí recebe da Força Aérea - segurança da área militar, alimentação, serviços de tráfego aéreo, comunicações, meteorologia, bombeiros, combustível, energia - também favorece essa posição.

A verdade é que, tirando o aspeto da cultura militar comum aos dois ramos, a maioria daqueles serviços podem ser fornecidos à Marinha pela ANA.

Essa solução, a confirmar-se, evitará despesas estimadas de 15 milhões de euros para concretizar a transferência da esquadrilha dos Lynx para a base aérea de Sintra - e os inerentes custos posteriores, associados à maior distância a percorrer pelos aparelhos quando as fragatas partirem em missão.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/ggpKEW.jpg) (https://imageshack.com/i/pmggpKEWj)
Base dos helicópteros Lynx em terra fica na base área do Montijo. Marinha

Contudo, a continuidade da Marinha no Montijo, ainda que no mesmo local, implicará a construção de um simulador de convés de voo - dummy deck, em terminologia naval - noutro sítio da base para o treino de aterragens, descolagens e acidentes dos helicópteros por parte dos pilotos aviadores navais e das equipas de bordo.

Essa nova infraestrutura, indicou um oficial superior, terá um custo estimado de três milhões de euros.

https://www.dn.pt/poder/interior/montijo-novos-avioes-a-jato-e-simuladores-abrem-porta-a-permanencia-dos-militares-9657090.html

PS : O que eu venho defendendo já há muitos meses, há espaço mais que suficiente para a utilização civil/militar na infraestrutura aeroportuária da actual BA6, depois de transformada em Aeroporto complementar de Lisboa, se for transformada, mas isso são outros cinco tostões!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Outubro 01, 2018, 12:59:12 am
Aeroporto no Montijo e obras na Portela custarão mil milhões de euros

https://www.publico.pt/2018/09/30/politica/noticia/aeroporto-no-montijo-e-obras-na-portela-custarao-mil-milhoes-de-euros-1845809
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Outubro 01, 2018, 07:06:09 am
Aeroporto no Montijo e obras na Portela custarão mil milhões de euros

https://www.publico.pt/2018/09/30/politica/noticia/aeroporto-no-montijo-e-obras-na-portela-custarao-mil-milhoes-de-euros-1845809

Com que então mil milhões ????
Dizem eles !!!
Só essa verba vai ser enterrada no Montijo se não for mais mas, cá estamos para ver !!!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Outubro 01, 2018, 10:08:16 am
Aeroporto no Montijo e obras na Portela custarão mil milhões de euros

https://www.publico.pt/2018/09/30/politica/noticia/aeroporto-no-montijo-e-obras-na-portela-custarao-mil-milhoes-de-euros-1845809

Com que então mil milhões ????
Dizem eles !!!
Só essa verba vai ser enterrada no Montijo se não for mais mas, cá estamos para ver !!!!

Abraços

De referir que este valor será pago na "totalidade" pela ANA, que em compensação verá o tempo da sua concessão aumentado.

A 2ª pista da portela será eliminada, e segundo li acho que deixamos de ter 1 pista em Lisboa com um orientação diferente. o que em caso de ventos laterais nem portela nem montijo serviram pois as pistas acho que vão acabar por ter a mesma orientação.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Outubro 01, 2018, 11:43:39 am
Aeroporto no Montijo e obras na Portela custarão mil milhões de euros

https://www.publico.pt/2018/09/30/politica/noticia/aeroporto-no-montijo-e-obras-na-portela-custarao-mil-milhoes-de-euros-1845809

Com que então mil milhões ????
Dizem eles !!!
Só essa verba vai ser enterrada no Montijo se não for mais mas, cá estamos para ver !!!!

Abraços

De referir que este valor será pago na "totalidade" pela ANA, que em compensação verá o tempo da sua concessão aumentado.

A 2ª pista da portela será eliminada, e segundo li acho que deixamos de ter 1 pista em Lisboa com um orientação diferente. o que em caso de ventos laterais nem portela nem montijo serviram pois as pistas acho que vão acabar por ter a mesma orientação.

a 17/35 que já tem sido desactivada em part-time e, que quanto a mim é um erro crasso pois em caso de emergência de uma aeronave parada na 03/21 os voos tem de divergir, para FAO ou OPO !!
Os ventos laterais em LIS não são assim tão fortes nem limitativos da operação, já o cizalhamento, AKA W/S é outra cantiga  !!!!!
Temos muitos iluminados e srs que sabem tudo, mas, depois na operação diária, é que se vêm as merdas que esses gajos parem nos gabinetes a darem barracada !!!!

É um mal geral esta gente que sobe os degraus da hierarquia em passo de corrida mas depois na hora das tomadas de decisão, de preferência boas decisões, é que são elas, os resultados estão á vista !

Então agora vão começar os trabalhos no Montijo e vão levar o mesmo tempo que construir uma pista c/ 3+ kms e um terminal no Rio frio ou wherever, e depois de estoirar mil milhões na BA6, vamos ter, passados dez/quinze anos o mesmo fado de fazer outro aeroporto pois o Montijo estará com Lisboa está agora .

Cabecinhas pensadoras !!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Outubro 05, 2018, 01:47:24 pm
Simplesmente espectacular.....anda tanta gente agarrada ás tetas da pobre da vaca, a MAMAR !!!!!

O que implica avançar com o aeroporto no Montijo? Sete pontos para explicar a decisão

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/OG4C7R.jpg) (https://imageshack.com/i/poOG4C7Rj)
A ANA vai mesmo pagar mil milhões para construir um terminal no Montijo? Como fica o contrato de concessão com o Estado? E é uma decisão consensual? Sete pontos para explicar a decisão.

Marques Mendes deu o acordo entre o Governo e a concessionária como praticamente fechado. Desenvolver a base aérea do Montijo como terminal de apoio à Portela é a solução apontada já desde o anterior Governo, mas agora está finalmente em condições de avançar, revelou este domingo no seu espaço de comentário da SIC. Vai custar mil milhões de euros, financiados integralmente pela ANA, e implicará uma alteração do contrato de concessão dos aeroportos, segundo Marques Mendes.

As informações avançadas reforçam os sinais dados na semana passada. Primeiro pelo presidente da ANA, que disse no Parlamento que a negociação da parte económica estava a ser finalizada com o Governo. E depois pela voz do próprio primeiro-ministro, que foi até mais longe. Para António Costa, a solução Portela +1 (Montijo) é quase irreversível, falta apenas o estudo de impacte ambiental. O primeiro-ministro defende ainda que existe “consenso nacional” sobre o projeto, o que não será bem assim, e defendeu que “não há tempo a perder”.

Mas afinal que passos faltam dar para a solução se tornar irreversível?

Negociação do contrato de concessão

O presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, reconheceu no Parlamento que avançar com o terminal do Montijo “é uma mudança radical no equilíbrio económico da concessão“, razão pela qual o processo está a demorar mais tempo. O contrato de concessão da ANA, que entrega à empresa controlada pelos franceses da Vinci a exploração dos aeroportos por 50 anos, tem abertura para acomodar esta solução, mas ela não está prevista nas suas implicações financeiras e económicas. Isto significa que o contrato de concessão assinado em dezembro de 2012 pelo anterior Governo vai ter que ser alterado, para passar a incluir um aeroporto no Montijo como parte da resposta aeroportuária de Lisboa e para entregar a sua gestão à ANA. Foi isto que Marques Mendes quis dizer quando disse na SIC que o investimento total da empresa “será compensado com o alargamento da concessão inicial“. Mas isto é apenas uma parte da história. É preciso avaliar quanto custa, quem vai pagar, como será financiado e que implicações terá nas receitas futuras da concessionária e nos custos para companhias e utilizadores do aeroporto. O acordo poderá ser anunciado nas próximas semanas, diz Marques Mendes. É um cenário plausível, mas não está totalmente garantido. Sabe-se que o Governo quer fechar o dossiê este ano.

Quanto vai custar e quem vai pagar

Marques Mendes avançou com um valor redondo de mil milhões de euros. De acordo com informação recolhida pelo Observador, este investimento será faseado ao longo de vários anos e inclui a compensação a pagar pela transferência da Força Aérea instalada na agora base militar do Montijo. Mas não só: inclui também o custo dos acessos, o reforço da oferta de transportes para assegurar um rápido e eficiente transbordo para a capital, bem como as obras que continuam a ser necessárias para reforçar a capacidade da Portela e que passam pela eliminação de uma das pistas. Aos deputados da comissão de Obras Públicas, Thierry Ligonnière disse que o valor do investimento também “integra uma verba para compensações ambientais”, já que o projeto implica o prolongamento a sul da pista do Montijo. A concessionária ANA é que irá pagar, disse Marques Mendes, confirmando uma indicação que já estava prevista há bastante tempo. Mas se a resposta a esta pergunta parece fácil, tem por detrás uma outra questão muito mais complexa.

Como será financiado?

Partindo do pressuposto de que é a concessionária a assumir a conta, é preciso avaliar como é que isso irá afetar o equilíbrio da concessão para 50 anos. E se é certo que a solução Montijo pressupõe um custo para a empresa, também é certo que esse custo irá gerar mais receitas no futuro do que aquelas que estavam previstas na concessão original. Isto considerando que esta solução é uma alternativa mais barata do que a construção de um novo aeroporto para substituir a Portela. As receitas da concessionária provêm, essencialmente, das taxas aeroportuárias cobradas nas operações aéreas. As fórmulas usadas para atualizar estas taxas constam do contrato de concessão e foram acertadas pelas duas partes em 2012. Agora, o governo quer mexer nessa forma de atualizar as taxas. Esta é a parte mais sensível da negociação e que, segundo apurou o Observador, ainda não está fechada.
 Aos deputados, Thierry Ligonnière admitiu que a equação é “difícil e desafiante”, o que justifica a demora nas negociações.  Quanto às expectativas da empresa, diz que a ANA “não precisa de ganhar mais dinheiro, mas também não quer perder dinheiro face à situação anterior”. O Governo pretenderá maximizar o argumento das receitas futuras da ANA para mexer no atual modelo de atualização das taxas aeroportuárias.

Como se vai lá chegar

Na sua audição no Parlamento, Thierry Ligonnière apontou duas formas de transporte para o terminal do Montijo: rodovia e barco. Tanto quanto o Observador conseguiu apurar, a ideia de um metro ligeiro de superfície ou shuttle em carris dedicados estará afastada — é demasiado cara. Em alternativa, uma das opções que está em cima da mesa é a criação de uma faixa bus, dedicada ao transporte público ao serviço do aeroporto, na Ponte Vasco da Gama. Será ainda necessária uma estrada para melhorar o acesso rodoviário ao novo terminal. E estará ainda previsto o aumento da oferta de transporte fluvial para Lisboa com a remodelação e eventual relocalização do atual cais no Montijo.

E o que falta

A autorização ambiental é a maior incerteza desta solução e o que pode vir a atrasar mais o processo. O primeiro estudo de impacte ambiental apresentado pela ANA foi devolvido pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente) com o pedido de muito mais informação. O novo estudo estará pronto para ser remetido, mas ainda deverá demorar algum tempo até se iniciar o processo de consulta pública que, pelas vozes que já se levantaram, vai ser muito participado. Mais dois meses. Depois é preciso esperar pela DIA (declaração de impacte ambiental) favorável, ainda que se admita que possa ser condicionada a algumas alterações ao projeto. No pior cenário, a queixa dos ambientalistas obrigará o Governo a promover uma avaliação ambiental estratégica que prevê a comparação de dois cenários concorrentes. O que poderá fazer arrastar o processo de autorizações ao longo do ano de 2019, fazendo derrapar a construção e colocando em cheque o prazo de 2022. Esta data indicativa para o início das operações comerciais no Montijo tem vindo a ser avançado por vários agentes, desde o ministro das Obras Públicas, reguladores, a ANA e até os reguladores do setor.

E é consensual?

Nem tanto assim. O proposto para um aeroporto no Montijo, pelo menos na forma como está a ser realizado, suscita críticas junto de organizações ambientais que não estão tranquilas como a forma como o processo de avaliação ambiental tem vindo a ser feito. Há uma queixa na Comissão Europeia a exigir uma avaliação ambiental estratégica como aquela que foi feita para as soluções de um novo aeroporto na Ota ou no Campo de Tiro de Alcochete durante o Governo de José Sócrates.

Do lado dos descontentes, estão também alguns habitantes de concelhos vizinhos do Montijo, como o Barreiro e a Moita, que já vieram para a rua protestar.

E quem quer voar para o Montijo?

Thierry Ligonnière revelou aos deputados que a ANA já recebeu “manifestações de interesse” de companhias aéreas para “serem as primeiras” a operar no futuro aeroporto do Montijo. Mas não especificou quais.
Em público, as duas principais low-cost a operar em Lisboa — a Easyjet e a Ryanair — são menos entusiastas em relação a trocar o terminal 2 do Humberto Delgado pelo Montijo. Em maio, o diretor-geral da EasyJet para Portugal, José Lopes, declarou ao Jornal de Negócios que “o objetivo principal continua a ser crescer na Portela“. “O Montijo estará pronto em 2022 e ainda não se sabe em que condições. Ainda não podemos dizer sim ou não”, completou o responsável, admitindo, porém, que a falta de condições do Humberto Delgado poderá obrigar a uma mudança para a outra margem.

 Já o polémico diretor-geral da Ryanair, Michael O´Leary é mais direto quanto ao Montijo. A nova estrutura serviria, essencialmente, para albergar “todo o crescimento” da operação que já não cabe na Portela, disse em fevereiro. Isto é: a companhia quer manter Lisboa como o seu “hub” principal e ter “seis a dez aviões” no futuro terminal da margem sul. “Não podemos crescer na Portela porque o aeroporto está sempre a dizer-nos que não temos sítio para pôr as aeronaves […] porque o terminal está cheio. O terminal não está cheio, nalgumas horas até está vazio”, observou Michael O’Leary.

https://observador.pt/2018/10/01/o-que-implica-avancar-com-o-aeroporto-no-montijo-sete-pontos-para-explicar-a-medida/

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Outubro 12, 2018, 02:30:58 pm
Ficam os Kcs e os Lynx. O resto Beja e Sintra com mais 115 milhões.

https://www.publico.pt/2018/10/12/politica/noticia/ja-ha-acordo-forca-aerea-recebe-115-milhoes-para-reduzir-montijo-1847206 (https://www.publico.pt/2018/10/12/politica/noticia/ja-ha-acordo-forca-aerea-recebe-115-milhoes-para-reduzir-montijo-1847206)

Citar
Já há acordo. Menos aviões da Força Aérea no Montijo custa 115 milhões
Plano passa pela transferência dos C295 para Beja e dos helicópteros de busca e salvamento para Sintra. Mas os aviões maiores ficarão no Montijo pois são compatíveis com voos civis

(https://mediaserver2.rr.pt/newrr/base_aerea_numero_6_montijo_foto_luis_rosa1570b367.jpg)

Saudações
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Outubro 12, 2018, 02:54:51 pm
Ficam os Kcs e os Lynx. O resto Beja e Sintra com mais 115 milhões.

https://www.publico.pt/2018/10/12/politica/noticia/ja-ha-acordo-forca-aerea-recebe-115-milhoes-para-reduzir-montijo-1847206 (https://www.publico.pt/2018/10/12/politica/noticia/ja-ha-acordo-forca-aerea-recebe-115-milhoes-para-reduzir-montijo-1847206)

Citar
Já há acordo. Menos aviões da Força Aérea no Montijo custa 115 milhões
Plano passa pela transferência dos C295 para Beja e dos helicópteros de busca e salvamento para Sintra. Mas os aviões maiores ficarão no Montijo pois são compatíveis com voos civis

(https://mediaserver2.rr.pt/newrr/base_aerea_numero_6_montijo_foto_luis_rosa1570b367.jpg)

Saudações

115 MILHÕES  é obra...mas o problema é que vão necessitar das obras de readapatção para ontem...e algo vai andar a derrapar. Em sintra as instalações atuais em termos de esquadra só consegue albergar os koala alouette III com a saída do epsilon. Para o EH vai ter de se construir tudo. Não há alojamentos para o pessoal extra, os atuais já estão a rebentar pelas costuras em capacidade e já são bastante antigos em concepção.

Depois ainda bem que os lynx têm de ficar por lá e irem ter a companhia dos KC...porque assim que se desafetasse a operação da Força Aérea os donos dos terrenos (herdeiros) iriam reclamar dos seus direitos de preferência nas propriedades onde está inserida a base.

E beja também vai precisar de obras...vamos ver se os chegam para tudo.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 13, 2018, 12:23:59 pm
Tancos é que ficou para trás... uns KC ficavam lá tão bem!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Outubro 13, 2018, 03:15:50 pm
Tancos é que ficou para trás... uns KC ficavam lá tão bem!

Pois mas a base tinha que ser quase toda reconstruída, e depois tinhas que correr com as unidades do Exercito de lá para outro local, que também tinham que ser, muito ou pouco, preparados para as acolher.

Se o governo quisesse mesmo isso acontecia, nem que ficasse mais caro, mas os ramos também não devem ter feito muita força nesse sentido, devem ter feito é o oposto, tentar soluções que mesmo com aeroporto do Montijo não mexam muitas unidades, ou para muito longe, só os C-295M é que devem ir para Beja, o resto não mexe (Lynx, C-130H/KC390, CTSFA, unidades do Exercíto em Tancos) ou fica perto EH101 para Sintra.

Esqueci-me, indirectamente as movimentações de esquadras do Montijo implicam movimentações de esquadras de outras bases, Epsilon e helis ligeiros trocam de base, os primeiros de Sintra para Beja e os helis o sentido oposto.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: mafets em Outubro 24, 2018, 10:17:31 am
Por este andar ainda acabamos com um Aeroporto nas Berlengas... :-\ :o

https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-10-22-Novo-aeroporto-no-Montijo-em-risco?fbclid=IwAR1dCgnH3DWSppUwahey1oSJ9EZVDtZfbtK_QAB6OZCqVNyuMjkVJwzTNMY (https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-10-22-Novo-aeroporto-no-Montijo-em-risco?fbclid=IwAR1dCgnH3DWSppUwahey1oSJ9EZVDtZfbtK_QAB6OZCqVNyuMjkVJwzTNMY)

Citar
A construção de um novo aeroporto está de novo num impasse. Uma investigação SIC descobriu que foi recusado o Estudo de Impacto Ambiental apresentado na última primavera pela ANA, para a construção de um Aeroporto Complementar no Montijo. O estudo não conseguiu demonstrar a viabilidade ambiental do projeto.

(https://images-cdn.impresa.pt/expresso/2016-09-09-Base-Aerea-do-Montijo/original/mw-860)

Saudações
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Outubro 24, 2018, 10:31:15 am
Por este andar ainda acabamos com um Aeroporto nas Berlengas... :-\ :o


Pois construir um aeroporto no "meio" de um estuário tem destas coisas desagradáveis, pássaros, natureza. Fiquei foi espantando pelo tema que é, que as entidades publicas não terem sido corrompidas pelo poder político para deixar passar o estudo. Será já efeitos do furacão Joana Marques Vidal que já não permite o "á vontadinha" para se fazer tudo o que se quer?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Outubro 24, 2018, 10:37:00 am
O que me espanta é nnguém ter detectado que por aquelas bandas, existe um enorme numero de aves todo o ano com todos os riscos inerentes, e, mesmo assim continuam a insistir num aeroporto no montijo !!
Os iluminados devem pensar que o numero de voos diarios da FAP na BA6 é semelhante aos que irão operar se ali for construido um aeroporto !!
mas que cabeçinhas pensadoras !!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Outubro 24, 2018, 11:01:18 am
Também estão agora a repensar Alcochete, que vem da altura do amigo Sócrates com o estudo de impacto ambiental validado tipo Freeport, isto porque do Montijo a Alcochete uma ave demora 5min....logo os problemas de Alcochete serão semelhantes aos do Montijo.

Já vi Tancos mais longe...ou isso ou uma linha de alta velocidade para Beja e pronto. Dinamiza-se o investimento fora do pólo central.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Outubro 24, 2018, 11:06:15 am
O que me espanta é nnguém ter detectado que por aquelas bandas, existe um enorme numero de aves todo o ano com todos os riscos inerentes, e, mesmo assim continuam a insistir num aeroporto no montijo !!
Os iluminados devem pensar que o numero de voos diarios da FAP na BA6 é semelhante aos que irão operar se ali for construido um aeroporto !!
mas que cabeçinhas pensadoras !!

Abraços

É no que deu a privatização da ANA. Isto porque os políticos são estúpidos, não sabem nada de nada e só se movem por interesses. Além disso quando Lisboa deixar de estar na "berra" ficaria ali um verdadeiro elefante branco, por isso espero sinceramente que tanto o novo estudo de impacto ambiental como Bruxelas voltem a dar um parecer negativo à escolha da BA6 para aeroporto complementar de Lisboa. E atenção que o mesmo se passa se um dia se decidir voltar à opção Alcochete.

A propósito das aves do estuário, que muitas vezes sobrevoam a própria base, recordo-me de uma vez há uns anos um controlador da "Torre de Controlo do Samouco" (alcunha deles) ter dito a um par de F-16 que vinha de uma sessão de tiro-ar solo no CTA e queria sobrevoar o Montijo para ter cautela porque tinham flamingos à esquerda e à direita da pista 26. Diz ele que nunca tinha visto 2 aviões dar meia volta tão depressa. :mrgreen:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Outubro 24, 2018, 11:26:40 pm
Já vi Tancos mais longe...ou isso ou uma linha de alta velocidade para Beja e pronto. Dinamiza-se o investimento fora do pólo central.

Tancos para aeroporto ou para Base Aérea?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Outubro 25, 2018, 03:44:56 am
Já vi Tancos mais longe...ou isso ou uma linha de alta velocidade para Beja e pronto. Dinamiza-se o investimento fora do pólo central.

Tancos para aeroporto ou para Base Aérea?

Sinceramente o que for mais vantajoso....
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Outubro 25, 2018, 05:59:56 am
O que me espanta é nnguém ter detectado que por aquelas bandas, existe um enorme numero de aves todo o ano com todos os riscos inerentes, e, mesmo assim continuam a insistir num aeroporto no montijo !!
Os iluminados devem pensar que o numero de voos diarios da FAP na BA6 é semelhante aos que irão operar se ali for construido um aeroporto !!
mas que cabeçinhas pensadoras !!

Abraços

É no que deu a privatização da ANA. Isto porque os políticos são estúpidos, não sabem nada de nada e só se movem por interesses. Além disso quando Lisboa deixar de estar na "berra" ficaria ali um verdadeiro elefante branco, por isso espero sinceramente que tanto o novo estudo de impacto ambiental como Bruxelas voltem a dar um parecer negativo à escolha da BA6 para aeroporto complementar de Lisboa. E atenção que o mesmo se passa se um dia se decidir voltar à opção Alcochete.

A propósito das aves do estuário, que muitas vezes sobrevoam a própria base, recordo-me de uma vez há uns anos um controlador da "Torre de Controlo do Samouco" (alcunha deles) ter dito a um par de F-16 que vinha de uma sessão de tiro-ar solo no CTA e queria sobrevoar o Montijo para ter cautela porque tinham flamingos à esquerda e à direita da pista 26. Diz ele que nunca tinha visto 2 aviões dar meia volta tão depressa. :mrgreen:

Eu espero, sinceramente, que o estudo volte a chumbar e pela medida grande !!!
Esta situação e muitas outras, lembro-me do combate aos FF por exemplo, são exemplos das incompetências dos politicos que nos DesGovernam, esse grupinho de pseudo dirigentes da Nação, não passa de uma cambada de incompetentes e também, muitos deles, além de ignorantes tem corrupto, como apelido !!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: HSMW em Outubro 25, 2018, 07:57:40 pm
Já vi Tancos mais longe...ou isso ou uma linha de alta velocidade para Beja e pronto. Dinamiza-se o investimento fora do pólo central.

Tancos para aeroporto ou para Base Aérea?

Para mim Base aérea dos meios de combate aos incêndios.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 25, 2018, 09:03:59 pm
Então e a treta de que não pode ser usada por civis por causa da OTAN?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Outubro 25, 2018, 10:03:03 pm
Para mim Base aérea dos meios de combate aos incêndios.

Pelo que tenho percebido das noticias essa função deverá ser para o AM1, Aeródromo de Manobra em Ovar, Tancos não se tem falado, acho que vai continuar nas mãos do Exército, mas às vezes, quando não se fala de algo, é quando acontecem as coisas.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Outubro 25, 2018, 10:04:30 pm
Então e a treta de que não pode ser usada por civis por causa da OTAN?

Acho que é isso, treta.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Outubro 30, 2018, 07:18:45 pm
Muito bom gostei em especial dos comentários do ex DOV da PGA !!!

https://www.rtp.pt/play/p4234/e371893/pros-e-contras

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 03, 2019, 11:05:36 am
Para quê esperar pelos resultados da nova avaliação de impacte ambiental, não é?  ::)

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/transportes/aviacao/detalhe/estado-e-ana-fecham-acordo-para-o-montijo-no-dia-8?fbclid=IwAR1Jg0NxX4WTftGKF4MmkRSZ4Puq1XdGYyMhMRN4NWUTYS65F2hQg1ic2Rk
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 03, 2019, 12:28:00 pm
Para quê esperar pelos resultados da nova avaliação de impacte ambiental, não é?  ::)

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/transportes/aviacao/detalhe/estado-e-ana-fecham-acordo-para-o-montijo-no-dia-8?fbclid=IwAR1Jg0NxX4WTftGKF4MmkRSZ4Puq1XdGYyMhMRN4NWUTYS65F2hQg1ic2Rk

Ora bem , já se sabia que o estudo do impacto ambiental era fogo de vista e que valores mais altos se  "alevantam ".

Sempre vou querer ver quantas vezes a operação diária vai ser suspensa devido aos inúmeros bandos de passarada que por ali se passeiam, se agora as companhias já se queixam e com razão da sua pontualidade depois quero ver a quem vão atribuir as responsabilidades de mais aqueles atrasos !!!

Nós é que vamos arcar com o pagamento deste aeroporto que em menos de quinze anos estará esgotado, e com a construção de um novo, daqui a uns vinte e poucos anos, e assim vamos andar a esbanjar o erário público ao invés de se começar já a construção de uma infraestrutura aeroportuária nova para se poder daqui a uns anos, transferir toda a operação para o novo aeroporto !

Andamos sempre de improvisação em improvisação, não conseguimos nada de correcto á primeira sempre com ideias mal paridas, não aprendemos com os erros do passado nem com o que de bom lá por fora se vai fazendo na área aeroportuária !

Abraços


 
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 03, 2019, 12:46:50 pm
Eu pessoalmente estou de acordo com a localização Montijo. Ota ou Alcochete são cartas fora do baralho. Com a expansão do HD e o Montijo, Lisboa fica servido para 30 anos no minimo.
A questão da passarada é preocupante, mas é solucionavel.
Outra questão que poucos falam é porque não se usar Tires para os voos internos da TAP, com uma melhoria do aeródromo penso que ficava viável.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 03, 2019, 03:18:12 pm
Agora comecem a rezar aos santinhos que não haja terramotos, porque senão o novo aeroporto seria engolido, não se esqueçam que aquilo é areia.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 03, 2019, 03:40:32 pm
Agora comecem a rezar aos santinhos que não haja terramotos, porque senão o novo aeroporto seria engolido, não se esqueçam que aquilo é areia.

Areia a precisar de ser muito bem reforçada e depois compactada antes de levar com concreto em cima, que a pequena península do Samouco onde se situa a BA6 tens os solos bem macios devido à constante infiltração das águas do Tejo. Ainda me lembro em 1987, durante o Tiger Meet, do FB-111A que literalmente afundou na raquete de dispersão onde o colocaram perto da terceira pista desactivada, e a confusão/pesadelo que foi desatolá-lo de noite com o pessoal com a água acima dos tornozelos.

O Montijo ser transformado no Aeroporto Complementar de Lisboa é um desastre à espera de acontecer, para além do rude golpe que é dado na Força Aérea com a perda da sua mais activa base aérea e todos os custos e transtornos inerentes à quase completa deslocalização de meios materiais e humanos para outras unidades. Parece que este último facto não interessa absolutamente para nada, mas no estado em que estão as coisas não é de estranhar. E a seguir à BA6 preparem-se que o "ataque" segue dentro de momentos em Monte Real...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Janeiro 03, 2019, 04:25:56 pm
Eu pessoalmente estou de acordo com a localização Montijo. Ota ou Alcochete são cartas fora do baralho. Com a expansão do HD e o Montijo, Lisboa fica servido para 30 anos no minimo.
A questão da passarada é preocupante, mas é solucionavel.
Outra questão que poucos falam é porque não se usar Tires para os voos internos da TAP, com uma melhoria do aeródromo penso que ficava viável.

Ota, concordo consigo, agora Alcochete não concordo. Alias para mim Alcochete é das poucas soluções viáveis a"sul" do Tejo.

Eu não sei como tenciona resolver a questão da passarada, mas estou curioso, se me pudesse explicar diga-me.

A questão é que a TAP não quer ir para Tires por vários motivos, desde custos, ligações entre voos, logística, ... e dispersar nestas questões nunca é solução.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Janeiro 03, 2019, 04:30:16 pm
Eu sinceramente gostava de perceber o porque da embirração no montijo, é que até por questões de corrupção a curto e médio prazo dá para roubar na solução Alcochete e secalhar até mais.

As obras que são preciso no Montijo são as mesmas que são preciso em Alcochete, com a agravante dos custos de deslocação da FAP e de demolição dos edifícios na base do montijo. Para além que a solução Alcochete permite construir um aeroporto até com 10 pistas se for preciso. Não percebo mesmo o porque.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Viajante em Janeiro 03, 2019, 04:33:14 pm
antes de levar com concreto em cima.....

Cimento ou betão :)
Concreto é uma afirmação brasileira de uma má tradução descarada americana de concrete!

 :-P
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 03, 2019, 05:01:50 pm
Eu pessoalmente estou de acordo com a localização Montijo. Ota ou Alcochete são cartas fora do baralho. Com a expansão do HD e o Montijo, Lisboa fica servido para 30 anos no minimo.
A questão da passarada é preocupante, mas é solucionavel.
Outra questão que poucos falam é porque não se usar Tires para os voos internos da TAP, com uma melhoria do aeródromo penso que ficava viável.

só podes estar a gozar, correcto ??
Que expansão é a que te referes que irá acontecer no AHD ??
Trinta anos de operação vai durar, e no mínimo os aeroportos do Montijo e o AHD ???
para afirmares o que afirmaste, deves saber então qual a capacidade máxima de processamento de pax no AHD e em que ano foi excedida e também qual é o limite máximo de aterragens por hora no AHD, por tipo de aeronave ??
E de descolagens, também sabes qual o numero máximo de capacidade da pista 03 ???
Já nem pergunto a capacidade da operação aterragens/descolagens, do AHD em operações de LVO.......
Onde poderás acrescentar stands para as aeronaves em rotação ??
Quais são as horas em que o AHD tem slots disponíveis para atribuir ás CIAS ??
E a capacidade/hora/bagagens dos STB e  a capacidade de processamento de pax/hora dos controlos de RX ???

Tires para voos " internos " ??
Bem só em volume de pax em ligação tires num dia processava os pax de um ano, seria com mandares num dia o trafego de LIS para Beja !

Bem, e para terminar a questão da passarada ser solucionável........ se tens solução para isso digo-te aqui, que podes ganhar uns milhões, com a tua solução, até te digo com quem da IATA deves falar para apresentar a tua solução, porque daria para umas dezenas de aeroportos, e, todos eles com problemas de aves bem menores que o futuro Aeroporto do Montijo vai enfrentar.

Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 03, 2019, 07:11:10 pm
antes de levar com concreto em cima.....

Cimento ou betão :)
Concreto é uma afirmação brasileira de uma má tradução descarada americana de concrete!

 :-P

E tem V. Ex.ª toda a razão. É o que dá ter de raciocionar boa parte do tempo em Inglês simultaneamente.  ;)

Quanto à língua de fora, segue outra de volta ao remetente.  :-P  :mrgreen:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 04, 2019, 12:59:08 am
Eu sinceramente gostava de perceber o porque da embirração no montijo, é que até por questões de corrupção a curto e médio prazo dá para roubar na solução Alcochete e secalhar até mais.

Calma... calma... assim dá para os país agora e daqui a 30 anos para os filhos quando forem grandes :mrgreen:.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 06:30:09 am
Eu sinceramente gostava de perceber o porque da embirração no montijo, é que até por questões de corrupção a curto e médio prazo dá para roubar na solução Alcochete e secalhar até mais.

Calma... calma... assim dá para os país agora e daqui a 30 anos para os filhos quando forem grandes :mrgreen:.

Basta olhar para as dimensões da Pista que vai ser utilizada, e pensarmos assim :
AHD, pista 03/21 fechada porque um maçarico rebentou com o trem principal quando aterrava, ou estamos em situação de LVO e o ILS está KAPUT, enfim o que quiserem, mas como sempre temos trafego em espera e este trafego é composto, também, por vários WB, uns 330, 340, 767 e 777, acham que este tipo de aeronaves aterra no Montijo ?????
Mais comentários para quê ??
É só a esperteza dos investidores pelo mais barato, mais rápido e de retorno a curto prazo, para, depois, irmos novamente gastar uns sete mil milhões, ou mais, numa estrutura Nova, quando era agora que se devia investir num novo Aeroporto e é melhor que se apressem, é o que eu digo, já vamos nos 29 milhões e o limite da capacidade era de ……….

Abraços

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 06:45:15 am
o artigo na integra:

https://www.noticiasaominuto.com/economia/1172965/ana-e-estado-assinam-acordo-sobre-modelo-de-financiamento-para-aeroporto

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: NVF em Janeiro 04, 2019, 07:59:48 am
antes de levar com concreto em cima.....

Cimento ou betão :)
Concreto é uma afirmação brasileira de uma má tradução descarada americana de concrete!

 :-P

A palavra “concrete” é inglesa e não americana. Como aliás é inglês o betão moderno. E os brasileiros também podem dizer que o nosso betão é uma má e descarada tradução do francês bėton.  :)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Janeiro 04, 2019, 09:20:17 am
É só a esperteza dos investidores pelo mais barato, mais rápido e de retorno a curto prazo, para, depois, irmos novamente gastar uns sete mil milhões, ou mais, numa estrutura Nova, quando era agora que se devia investir num novo Aeroporto e é melhor que se apressem, é o que eu digo, já vamos nos 29 milhões e o limite da capacidade era de ……….

Abraços

Abraços

É que nem é a solução mais barata nem deve ser a mais rápida. Montijo implica mandar quase tudo abaixo e construir de novo, não se vai aproveitar nada até a pista. Logo construir a mesma infraestrutura no montijo ou em Alcochete não deve implicar mais custos ou mais tempo. Ainda mais porque no Montijo é preciso mandar abaixo o que existe e extender a península mais uns 200/300 metros para a pista.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 10:22:32 am
É só a esperteza dos investidores pelo mais barato, mais rápido e de retorno a curto prazo, para, depois, irmos novamente gastar uns sete mil milhões, ou mais, numa estrutura Nova, quando era agora que se devia investir num novo Aeroporto e é melhor que se apressem, é o que eu digo, já vamos nos 29 milhões e o limite da capacidade era de ……….

Abraços

Abraços

É que nem é a solução mais barata nem deve ser a mais rápida. Montijo implica mandar quase tudo abaixo e construir de novo, não se vai aproveitar nada até a pista. Logo construir a mesma infraestrutura no montijo ou em Alcochete não deve implicar mais custos ou mais tempo. Ainda mais porque no Montijo é preciso mandar abaixo o que existe e extender a península mais uns 200/300 metros para a pista.

É mesmo só para inglês ver e estoirar dinheiro ao erário público, porque eficácia esperada não vai ter os passageiros em ligação que chegarem ao Montijo e saiam da Europa, para américa latina, América do Norte, Asia e Africa tem de vir para o AHD, o que me vai fazer rir além de fazer com que este volume de pax não perca os voos de ligação, é ver como irão transportar para lis o volume de bagagens associadas aos ditos pax, mas os espertos e iluminados de certeza que já pensaram em todas as vertentes, mas quanto a soluções é que vamos ver quais serão.
vai como o radar para detectar a passarada no estuário e prever os seus voos, só mesmo para rir !!

A pista não só vai ter de aumentar pelo menos 400 metros, mínimo, como tem de ser reforçada pois o PCN existente não comporta aeronaves com PMD/LW superior a 200 Tons !

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 04, 2019, 12:04:48 pm
era bom se desse para o A380.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Janeiro 04, 2019, 12:36:17 pm
era bom se desse para o A380.

O único aeroporto em Portugal que dá para o A380 é o de Beja.

Contudo o de Alcochete tb daria pois espaço não falta
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Janeiro 04, 2019, 12:45:05 pm
Um artigo de opinião muito interessante:
https://plataformacivicaba6nao.pt/2018/07/31/portela-mais-montijo-dos-mitos-a-realidade/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 01:17:39 pm
era bom se desse para o A380.

O único aeroporto em Portugal que dá para o A380 é o de Beja.

Contudo o de Alcochete tb daria pois espaço não falta

pois Beja dá mas caía-se no ridículo que, num voo full  o 380 transportava o dobro do passageiros que o Pseudo terminal comporta, só o dobro !!!!

Coisas bem feitas as nossas não são ??
Só a maior pista, idêntica a das Lages, mas com o menor terminal………. assim como o de PXO !!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 04, 2019, 02:55:37 pm
Eu pessoalmente estou de acordo com a localização Montijo. Ota ou Alcochete são cartas fora do baralho. Com a expansão do HD e o Montijo, Lisboa fica servido para 30 anos no minimo.
A questão da passarada é preocupante, mas é solucionavel.
Outra questão que poucos falam é porque não se usar Tires para os voos internos da TAP, com uma melhoria do aeródromo penso que ficava viável.

só podes estar a gozar, correcto ??
Que expansão é a que te referes que irá acontecer no AHD ??
Trinta anos de operação vai durar, e no mínimo os aeroportos do Montijo e o AHD ???
para afirmares o que afirmaste, deves saber então qual a capacidade máxima de processamento de pax no AHD e em que ano foi excedida e também qual é o limite máximo de aterragens por hora no AHD, por tipo de aeronave ??
E de descolagens, também sabes qual o numero máximo de capacidade da pista 03 ???
Já nem pergunto a capacidade da operação aterragens/descolagens, do AHD em operações de LVO.......
Onde poderás acrescentar stands para as aeronaves em rotação ??
Quais são as horas em que o AHD tem slots disponíveis para atribuir ás CIAS ??
E a capacidade/hora/bagagens dos STB e  a capacidade de processamento de pax/hora dos controlos de RX ???

Tires para voos " internos " ??
Bem só em volume de pax em ligação tires num dia processava os pax de um ano, seria com mandares num dia o trafego de LIS para Beja !

Bem, e para terminar a questão da passarada ser solucionável........ se tens solução para isso digo-te aqui, que podes ganhar uns milhões, com a tua solução, até te digo com quem da IATA deves falar para apresentar a tua solução, porque daria para umas dezenas de aeroportos, e, todos eles com problemas de aves bem menores que o futuro Aeroporto do Montijo vai enfrentar.

Cumprimentos

Eu morei pouco mais de um ano em Alcochete e passava todas as semanas na PVG, e antes da construção da mesma os passarinhos eram motivo para a não realização da obra, os passarinhos andam por lá e nada mudou, é evidente que um aeroporto é diferente, mas pista já lá está e os passarinhos também.
Os pássaros irão continuar a usar o estuário e o próprio barulho irá fazer com que não rondem o aeroporto tão próximo. Os animais têm uma memória seletiva e se a FAP nunca teve problemas com a passarada já é um bom indicador.
Todos os pormenores técnicos referente ao AHD eu deixo para quem percebe deles, limito-me a ler o que dizem que vão melhorar a capacidade, se o dizem e vão injectar capital é porque têm razão, pois não acredito que gastem dinheiro para o boneco.
O novo aeroporto já devia era estar concluído, pois é uma vergonha como está.

Tires devia mesmo ser uma opção para os voos internos. Mesmo que fossem só uns 10 voos diários, já dava um jeitaço ao AHD. Mas poderiam usar a frota dos ATR e Embraer toda em Tires, já seria um movimento interessante!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Clausewitz em Janeiro 04, 2019, 03:36:20 pm
Tires devia mesmo ser uma opção para os voos internos. Mesmo que fossem só uns 10 voos diários, já dava um jeitaço ao AHD. Mas poderiam usar a frota dos ATR e Embraer toda em Tires, já seria um movimento interessante!

Os vôos internos são muito usados como vôos de ligação, se forem deslocados perdem-se as sinergias criadas pelo Hub, tanto a nível de recursos como a nível comercial. Além de que ter 3 aeroportos comercias numa área do tamanho de Lisboa seria o cúmulo do ridículo mesmo, mas como já perdemos a virgindade nessas coisas com Beja, já nem digo nada.

Para desviar parte do trafego para outro aeroporto menor, que fosse o tráfego das low cost, que é expressivo, não tem lógica de Hub/vôos de ligação e é a solução adotada em todo o lado, permitindo inclusivamente tarifas menores.

Outra coisa que poderia ser feita para desafogar um pouco a Portela seria um aeroporto na região Centro – em Coimbra de preferência, mas como parece que cada base aérea é um aeroporto em potencial acho que Monte Real não escapará...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 04, 2019, 05:17:15 pm
Será que ficam na mesma as pistas mas aumentadas?
Estive aqui a medir e na minha modesta opinião as pistas têm que ter no mínimo 10000 pés ou 3,05 km e dá para ter uma com 3,5km.

https://community.infiniteflight.com/t/list-of-aircraft-runway-requirements/107832


(https://i.postimg.cc/dtyT2Pt7/Screenshot-20190104-170310.png) (https://postimg.cc/kB74CHS9) (https://i.postimg.cc/76tTVq2z/Screenshot-20190104-170508.png) (https://postimg.cc/nj7zVbTV)


Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 05:44:49 pm
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 06:04:27 pm
vejam este powerpoint muito elucidativo...... :mrgreen:

http://www.ordemengenheiros.pt/fotos/dossier_artigo/duarte_silva_portela_montijo_24marco2017_21097934958de5b7911177.pdf

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 04, 2019, 06:47:58 pm
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

Abraços

Mas de acordo com os dados no link que postei 8000 pés é o mínimo para todos os aviões e 2500 metros são 8202 pés.
Eles podiam reclamar um pouco mais de terreno ao estuário, pelo menos mais 200 metros.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 07:00:36 pm
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

Abraços

Mas de acordo com os dados no link que postei 8000 pés é o mínimo para todos os aviões e 2500 metros são 8202 pés.
Eles podiam reclamar um pouco mais de terreno ao estuário, pelo menos mais 200 metros.

Então, se é o mínimo para todos os aviões, como queres utilizar o aeródromo de Tires, para os voos domésticos/internos ??  ::)

http://aerodromo-cascais.pt/pista/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 07:03:45 pm
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

Abraços

Mas de acordo com os dados no link que postei 8000 pés é o mínimo para todos os aviões e 2500 metros são 8202 pés.
Eles podiam reclamar um pouco mais de terreno ao estuário, pelo menos mais 200 metros.

Então, se é o mínimo para todos os aviões, como queres utilizar o aeródromo de Tires, para os voos domésticos/internos ??  ::)

http://aerodromo-cascais.pt/pista/

Onde foste buscar essa info do mínimo de 2500 metros para todas as aeronaves, posso saber ????

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 04, 2019, 07:25:19 pm
Aqui neste link podes ver que para os Embraer 5000 pés é o ideal e para os ATR ainda é menos, só falei em usar estes aviões e Tires tem mais de 5000 pés.
Para todos nessa lista 8000 pés é quanto baste para o 747 mais pesadão, o único que precisa de 8700 pés é o A340-600, daí que podiam no novo aeroporto do Montijo puderam ir reclamar um pouco mais ao estuário e levar a pista para os 2700 metros.
https://community.infiniteflight.com/t/list-of-aircraft-runway-requirements/107832
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 04, 2019, 08:18:02 pm
Aqui neste link podes ver que para os Embraer 5000 pés é o ideal e para os ATR ainda é menos, só falei em usar estes aviões e Tires tem mais de 5000 pés.
Para todos nessa lista 8000 pés é quanto baste para o 747 mais pesadão, o único que precisa de 8700 pés é o A340-600, daí que podiam no novo aeroporto do Montijo puderam ir reclamar um pouco mais ao estuário e levar a pista para os 2700 metros.
https://community.infiniteflight.com/t/list-of-aircraft-runway-requirements/107832

Essas medidas, são referidas apenas como guia genérico, em condições optimas de meteo e com a aeronave abaixo do PMD.
Alguns 747SP, assistidos pelo serviço de operações de voo, onde trabalho, operaram na 17/35 em Lisboa, descolando no limite dos limites, a corrida utilizou toda a extensão da TODA, tirando os trens do chão mesmo na última.

Isto para dizer que, mesmo que a 01/19, do Montijo, tivesse 2700 metros, que não pode fisicamente, pois tens de adicionar as duas soleiras das pistas e demais terreno após as ditas, mesmo assim, as aterragens e descolagens dos Heavies seriam efectuadas no limite, dos limites de segurança e na Aviação Civil a segurança das aeronaves e passageiros são levadas muito a sério e não se inventa nada pois já está tudo inventado.
Os espertos na Aviação, duram muito pouco tempo.

Agora lê com atenção o que escreveste sobre as distâncias necessárias para " todos os aviões " pois foste tú que o escreveste e não eu .

Cumprimentos
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 05, 2019, 04:58:27 pm
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

O mais engraçado, ou curioso, é que a 08/26 (a tal que não pode ser utilizada e vai ser destruída) era a pista que mais facilmente podia ser "estendida" para os 3km+ e na qual aeronaves como o Boeing 767 da Euroatlantic, C-17 ou C-5 Galaxy da USAF já aterraram e descolaram sem problemas de maior. Os Vulcan e Victor da RAF então, nos anos 80, percorriam a pista quase toda, é verdade, mas descolavam em segurança.  ::)

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 05, 2019, 11:29:25 pm
A única pista que vai ser utilizada para voos comerciais, na BA6, é a 01/19, tem 2147 metros e depois de prolongada, ficará com 2500 metros o que impede a operação dos WB mais pesados, os B777/767, e limita em muito, a operação dos A330/340, PMD não pode ser atingido .

A outra pista, que é um pouco maior, não pode ser usada devido á sua orientação.

O mais engraçado, ou curioso, é que a 08/26 (a tal que não pode ser utilizada e vai ser destruída) era a pista que mais facilmente podia ser "estendida" para os 3km+ e na qual aeronaves como o Boeing 767 da Euroatlantic, C-17 ou C-5 Galaxy da USAF já aterraram e descolaram sem problemas de maior. Os Vulcan e Victor da RAF então, nos anos 80, percorriam a pista quase toda, é verdade, mas descolavam em segurança.  ::)

Se a 08/26 estivesse em uso, os corredores de aproximação/descolagem não permitiriam o uso da 03/21 de LIS e vice versa tais são as suas orientações, portanto lá ia ao ar o tal aumento de capacidade mov/hora tão apregoados por quem nada sabe.

O que me revolta é estarem, os iluminados, só preocupados com o impacto ambiental, mas, estarem-se nas tintas para os factores de segurança quando por exemplo estiver como pista de serviço a 19, com as descolagens sensivelmente para sul, basta ver o corredor de saída e pensar, se acontece uma falha de motor(es) durante a corrida de descolagem, na dificuldade da aeronave em ganhar altitude pós descolagem, para ultrapassar os obstáculos naturais agora existentes  !!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Daniel em Janeiro 08, 2019, 02:59:23 pm
5 factos e 5 dúvidas sobre a expansão da Portela e a construção do Montijo
https://eco.sapo.pt/2019/01/08/5-factos-e-5-duvidas-sobre-a-expansao-da-portela-e-a-construcao-do-montijo/
Citar
Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal assinam, esta terça-feira, o memorando de entendimento que vai definir o modelo de financiamento da expansão aeroportuária de Lisboa, com a construção de um aeroporto complementar na base aérea do Montijo e a expansão do Humberto Delgado. Foram meses de negociação para que as duas partes chegassem a um entendimento e para avançar com um projeto que vai permitir quase duplicar os movimentos e o número de passageiros em Lisboa.

No momento em que arranca um novo marco da história aeroportuária da capital, vários pontos são já certos, como o valor do investimento ou as datas previstas de finalização das obras. Mas sobram ainda algumas dúvidas; a mais premente é relativa ao estudo de impacto ambiental, que ainda não existe.

O que se sabe

1.Quanto custa? O primeiro valor, um número redondo, foi lançado por Marques Mendes, ainda em setembro do ano passado, no espaço habitual de comentário na SIC: mil milhões de euros. O valor final do investimento a ser feito para aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa deverá ficar um pouco acima disso: 1.150 milhões. Segundo o Expresso, que cita fonte governamental, os memorandos que vão ser assinados estipulam um investimento de cerca de 650 milhões no aeroporto Humberto Delgado, a ser feito até 2028, e outro de 500 milhões para a construção de um novo aeroporto no Montijo.

2.Como vai ser financiado? O valor do investimento será integralmente pago pela ANA – Aeroportos de Portugal, que, com o memorando de entendimento assinado com o Governo, passa a estabelecer um novo modelo de fixação das taxas aeroportuárias. Estas taxas passarão, a partir de agora, a aumentar em função do investimento feito pela concessionária dos aeroportos, sendo esse aumento condicionado pelo tráfego de passageiros. Deste modo, não haverá qualquer custo para os contribuintes, mas não é ainda conhecido qual o valor exato do aumento que as taxas pagas pelas companhias aéreas vão sofrer.

3.Quando estará pronta a nova infraestrutura? O objetivo é arrancar com as obras de transformação da base militar do Montijo num aeroporto civil ainda este ano e ter o novo aeroporto operacional em 2022. No aeroporto Humberto Delgado também haverá obras, que deverão arrancar ainda antes das do Montijo. Os obras do principal aeroporto de Lisboa vão implicar o encerramento da pista 17/35, que permitirá ganhar espaço de estacionamento reclamado pelas companhias aéreas. A Portela vai ainda ganhar novos acessos rodoviários e mais espaço para check-in de passageiros.

4.A capacidade aeroportuária de Lisboa aumenta quanto? O aeroporto Humberto Delgado opera, atualmente, 40 movimentos por hora, devendo alcançar os 29 milhões de passageiros no ano de 2018. A expansão da capacidade aeroportuária, incluindo já o Montijo, bem como a introdução de um novo sistema de gestão do tráfego aéreo, que estará operacional em 2020, vão permitir alcançar os 72 movimentos por hora. A meta do Governo e da ANA, para um prazo de 40 anos, é superar o marco dos 50 milhões de passageiros por ano, dos quais, segundo o Expresso, 42 milhões serão na Portela e dez milhões no Montijo.

5.O que acontece à Força Aérea? A base militar do Montijo tem sediada, atualmente, uma frota de aviões C-130, C-295, Falcon 50 e helicópteros Merlin EH 101 e Lynx. Com o novo acordo entre o Estado e a ANA, a base militar vai manter-se, mas com menos aviões. Os C-295 e os C-130 serão transferidos para as bases aéreas de Sintra e de Beja, uma deslocalização que será feita ao longo de dois a três anos e que terá um custo de 200 milhões de euros. Por outro lado, a ANA vai comprar à Força Aérea o aeródromo militar de Figo Maduro, na Portela, que será, por sua vez, transferido para o Montijo. No Montijo, mantém-se a operação dos Lynx. É também lá que ficarão instalados os futuros KC-390 que o Ministério da Defesa deverá adquirir nos próximos meses, pelo que as operações militar e civil serão conciliáveis no Montijo.

E o que falta saber

1.Que companhias vão para o Montijo? O plano inicial era levar as transportadoras lowcost para o Montijo, mas não será isso, obrigatoriamente, que irá acontecer. O acordo que será agora assinado define que o novo aeroporto estará vocacionado para companhias aéreas que operem as rotas “ponto a ponto”, isto é, sem correspondências. Não há, para já, nenhuma companhia que manifeste, sem margem para dúvidas, o interesse em deslocar-se da Portela para o Montijo. A easyJet afirma que o seu “ADN” é “operar em aeroportos principais” e que o “ideal” seria continuar na Portela, enquanto a Ryanair admite operar alguns voos no Montijo, mas mantendo Lisboa como o seu hub. Já a TAP deixa a sua posição bem clara: “Eu preciso de resolver o meu problema com a Portela, o Montijo é muito pequeno para a TAP”, disse, no mês passado, o presidente executivo da companhia portuguesa, Antonoaldo Neves. Será através de taxas aeroportuárias significativamente mais baixas que a ANA vai procurar atrair companhias aéreas para o Montijo.

2.Como será feita a ligação a Lisboa? Numa audição no Parlamento, o presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, referiu que a ligação do aeroporto do Montijo para Lisboa seria feita de duas formas: rodoviária, pela Ponte Vasco da Gama, e fluvial. No primeiro caso, segundo o Observador, está prevista a criação de uma faixa bus dedicada aos transportes públicos ao serviço do aeroporto, devendo ainda ser necessária uma nova estrada para melhorar o acesso rodoviário ao terminal do Montijo. Já no segundo caso, está previsto o aumento da oferta de transporte fluvial para Lisboa e, possivelmente, a relocalização do atual cais no Montijo.

3.Quando será conhecido o estudo de impacto ambiental? O acordo entre o Governo e a ANA vai ser assinado sem que seja conhecido o estudo de impacto ambiental sobre a construção do novo aeroporto. Na semana passada, o presidente da Câmara do Montijo revelou que este estudo será divulgado ainda no primeiro trimestre deste ano. Só depois de este estudo ser validado pela Agência Portuguesa do Ambiente é que as obras de expansão poderão arrancar. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu já que “ninguém fará nenhum aeroporto sem cumprir integralmente todas as medidas de mitigação que vierem a resultar da declaração de impacto ambiental”.

4.Qual será o impacto na economia? Este ponto é ainda uma incógnita. Por um lado, o objetivo é, com o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, chegar aos 50 milhões de passageiros por ano, o que virá aumentar em muito o número de hóspedes e, consequentemente, as receitas turísticas da região. A meta do Turismo de Portugal é chegar aos 80 milhões de dormidas e 26 mil milhões de receitas turísticas até 2027, um objetivo para o qual Lisboa, com este novo projeto aeroportuário, irá contribuir significativamente. Há ainda que contar com o incremento de empregos. No início de 2017, o Governo estimava que o novo aeroporto permitiria criar 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, só no terminal do Montijo.

5.O aumento das taxas vai refletir-se nos bilhetes? É outra das grandes incógnitas. As companhias aéreas, sobretudo a TAP, têm vindo a apelar à redução das taxas em Lisboa, que dizem ter preços pouco competitivos no contexto europeu. Sendo certo que o acordo vai estipular as taxas do Humberto Delgado não poderão financiar a construção do Montijo, é também certo que as taxas na margem norte vão aumentar em função do investimento — que, por sua vez, será substancial ao longo dos próximos anos. Assim, as taxas vão aumentar, não sendo certo se as companhias aéreas vão repercutir esse aumento sobre os preços dos bilhetes.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Daniel em Janeiro 08, 2019, 03:14:28 pm
Querem o novo aeroporto em Alcochete e dizem ter provas de ser mais vantajoso
https://tvi24.iol.pt/sociedade/montijo/querem-o-novo-aeroporto-em-alcochete-e-dizem-ter-provas-de-ser-mais-vantajoso
(https://www.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/5af340890cf2c09c9a15f00a/800)

Citar
Uma plataforma cívica defendeu hoje a utilização do Campo de Tiro de Alcochete em alternativa à Base Aérea n.º 6, no Montijo, distrito de Setúbal, para a construção do novo aeroporto, argumentando que a decisão está fundamentada em mitos.

“A alternativa Campo de Tiro de Alcochete é uma opção mais vantajosa”, disse à Lusa o engenheiro e antigo ex-presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Carlos Matias Ramos.

Na apresentação da Plataforma Cívica Aeroporto BA6 – Montijo Não, realizada hoje perto do Parque Empresarial Fisipe, no Barreiro, com vista para a Base Aérea n.º 6, o responsável apontou que a decisão do Governo “não é uma opção pensada”.

“Não há um documento que sustente a decisão no Montijo”, frisou.

O que o responsável e a plataforma pedem é o acesso a um documento que justifique a decisão, que tenha em conta “o impacto nas pessoas e o comportamento e desempenho desta solução aeroportuária”.

De acordo com Carlos Matias Ramos, “os mitos constantes têm sido a base da fundamentação do processo de decisão”.

Segundo o engenheiro, o Governo diz que esta é uma solução mais barata, rápida e com impactos ambientais semelhantes a outras hipóteses.

Nada mais falso. Temos a solução alternativa Campo de Tiro de Alcochete, onde podemos construir dois edifícios que custam o mesmo. A pista na Base Aérea do Montijo não serve e tem que ser aumentada. E mesmo assim não permite aviões de classe C”, explicou.

O novo aeroporto no Montijo terá também “um risco estrutural”, ao ser “construído sobre lodo”, indicou o ex-presidente do LNEC.  ???
“Temos conhecimento que a espessura de lodo nesta zona anda pelos quinze metros, logo, a capacidade de carga é nula. O edifício que ali se situa foi construído sobre estacaria, foi buscar capacidade de resistência a uma profundidade adequada”, referiu.

O responsável apontou, neste sentido, que “no Campo de Tiro de Alcochete não acontece nada disto”.

“Quando se diz que no Montijo é mais barato porque já há uma pista, é falso”, frisou.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Janeiro 08, 2019, 03:32:25 pm
Bem com tanto risco mesmo que o aeroporto não avance no Montijo ainda tiram de lá a Força Aérea também...
Campo de Tiro é uns quilometros ao lado..depois vai ser ambientalistas por causa da companhia das lezirias e montados de sobreiro na zona que serão destruídos...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 08, 2019, 05:35:42 pm
5 factos e 5 dúvidas sobre a expansão da Portela e a construção do Montijo
https://eco.sapo.pt/2019/01/08/5-factos-e-5-duvidas-sobre-a-expansao-da-portela-e-a-construcao-do-montijo/
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Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal assinam, esta terça-feira, o memorando de entendimento que vai definir o modelo de financiamento da expansão aeroportuária de Lisboa, com a construção de um aeroporto complementar na base aérea do Montijo e a expansão do Humberto Delgado. Foram meses de negociação para que as duas partes chegassem a um entendimento e para avançar com um projeto que vai permitir quase duplicar os movimentos e o número de passageiros em Lisboa.

No momento em que arranca um novo marco da história aeroportuária da capital, vários pontos são já certos, como o valor do investimento ou as datas previstas de finalização das obras. Mas sobram ainda algumas dúvidas; a mais premente é relativa ao estudo de impacto ambiental, que ainda não existe.

O que se sabe

1.Quanto custa? O primeiro valor, um número redondo, foi lançado por Marques Mendes, ainda em setembro do ano passado, no espaço habitual de comentário na SIC: mil milhões de euros. O valor final do investimento a ser feito para aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa deverá ficar um pouco acima disso: 1.150 milhões. Segundo o Expresso, que cita fonte governamental, os memorandos que vão ser assinados estipulam um investimento de cerca de 650 milhões no aeroporto Humberto Delgado, a ser feito até 2028, e outro de 500 milhões para a construção de um novo aeroporto no Montijo.

2.Como vai ser financiado? O valor do investimento será integralmente pago pela ANA – Aeroportos de Portugal, que, com o memorando de entendimento assinado com o Governo, passa a estabelecer um novo modelo de fixação das taxas aeroportuárias. Estas taxas passarão, a partir de agora, a aumentar em função do investimento feito pela concessionária dos aeroportos, sendo esse aumento condicionado pelo tráfego de passageiros. Deste modo, não haverá qualquer custo para os contribuintes, mas não é ainda conhecido qual o valor exato do aumento que as taxas pagas pelas companhias aéreas vão sofrer.

3.Quando estará pronta a nova infraestrutura? O objetivo é arrancar com as obras de transformação da base militar do Montijo num aeroporto civil ainda este ano e ter o novo aeroporto operacional em 2022. No aeroporto Humberto Delgado também haverá obras, que deverão arrancar ainda antes das do Montijo. Os obras do principal aeroporto de Lisboa vão implicar o encerramento da pista 17/35, que permitirá ganhar espaço de estacionamento reclamado pelas companhias aéreas. A Portela vai ainda ganhar novos acessos rodoviários e mais espaço para check-in de passageiros.

4.A capacidade aeroportuária de Lisboa aumenta quanto? O aeroporto Humberto Delgado opera, atualmente, 40 movimentos por hora, devendo alcançar os 29 milhões de passageiros no ano de 2018. A expansão da capacidade aeroportuária, incluindo já o Montijo, bem como a introdução de um novo sistema de gestão do tráfego aéreo, que estará operacional em 2020, vão permitir alcançar os 72 movimentos por hora. A meta do Governo e da ANA, para um prazo de 40 anos, é superar o marco dos 50 milhões de passageiros por ano, dos quais, segundo o Expresso, 42 milhões serão na Portela e dez milhões no Montijo.

5.O que acontece à Força Aérea? A base militar do Montijo tem sediada, atualmente, uma frota de aviões C-130, C-295, Falcon 50 e helicópteros Merlin EH 101 e Lynx. Com o novo acordo entre o Estado e a ANA, a base militar vai manter-se, mas com menos aviões. Os C-295 e os C-130 serão transferidos para as bases aéreas de Sintra e de Beja, uma deslocalização que será feita ao longo de dois a três anos e que terá um custo de 200 milhões de euros. Por outro lado, a ANA vai comprar à Força Aérea o aeródromo militar de Figo Maduro, na Portela, que será, por sua vez, transferido para o Montijo. No Montijo, mantém-se a operação dos Lynx. É também lá que ficarão instalados os futuros KC-390 que o Ministério da Defesa deverá adquirir nos próximos meses, pelo que as operações militar e civil serão conciliáveis no Montijo.

E o que falta saber

1.Que companhias vão para o Montijo? O plano inicial era levar as transportadoras lowcost para o Montijo, mas não será isso, obrigatoriamente, que irá acontecer. O acordo que será agora assinado define que o novo aeroporto estará vocacionado para companhias aéreas que operem as rotas “ponto a ponto”, isto é, sem correspondências. Não há, para já, nenhuma companhia que manifeste, sem margem para dúvidas, o interesse em deslocar-se da Portela para o Montijo. A easyJet afirma que o seu “ADN” é “operar em aeroportos principais” e que o “ideal” seria continuar na Portela, enquanto a Ryanair admite operar alguns voos no Montijo, mas mantendo Lisboa como o seu hub. Já a TAP deixa a sua posição bem clara: “Eu preciso de resolver o meu problema com a Portela, o Montijo é muito pequeno para a TAP”, disse, no mês passado, o presidente executivo da companhia portuguesa, Antonoaldo Neves. Será através de taxas aeroportuárias significativamente mais baixas que a ANA vai procurar atrair companhias aéreas para o Montijo.

2.Como será feita a ligação a Lisboa? Numa audição no Parlamento, o presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière, referiu que a ligação do aeroporto do Montijo para Lisboa seria feita de duas formas: rodoviária, pela Ponte Vasco da Gama, e fluvial. No primeiro caso, segundo o Observador, está prevista a criação de uma faixa bus dedicada aos transportes públicos ao serviço do aeroporto, devendo ainda ser necessária uma nova estrada para melhorar o acesso rodoviário ao terminal do Montijo. Já no segundo caso, está previsto o aumento da oferta de transporte fluvial para Lisboa e, possivelmente, a relocalização do atual cais no Montijo.

3.Quando será conhecido o estudo de impacto ambiental? O acordo entre o Governo e a ANA vai ser assinado sem que seja conhecido o estudo de impacto ambiental sobre a construção do novo aeroporto. Na semana passada, o presidente da Câmara do Montijo revelou que este estudo será divulgado ainda no primeiro trimestre deste ano. Só depois de este estudo ser validado pela Agência Portuguesa do Ambiente é que as obras de expansão poderão arrancar. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garantiu já que “ninguém fará nenhum aeroporto sem cumprir integralmente todas as medidas de mitigação que vierem a resultar da declaração de impacto ambiental”.

4.Qual será o impacto na economia? Este ponto é ainda uma incógnita. Por um lado, o objetivo é, com o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, chegar aos 50 milhões de passageiros por ano, o que virá aumentar em muito o número de hóspedes e, consequentemente, as receitas turísticas da região. A meta do Turismo de Portugal é chegar aos 80 milhões de dormidas e 26 mil milhões de receitas turísticas até 2027, um objetivo para o qual Lisboa, com este novo projeto aeroportuário, irá contribuir significativamente. Há ainda que contar com o incremento de empregos. No início de 2017, o Governo estimava que o novo aeroporto permitiria criar 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, só no terminal do Montijo.

5.O aumento das taxas vai refletir-se nos bilhetes? É outra das grandes incógnitas. As companhias aéreas, sobretudo a TAP, têm vindo a apelar à redução das taxas em Lisboa, que dizem ter preços pouco competitivos no contexto europeu. Sendo certo que o acordo vai estipular as taxas do Humberto Delgado não poderão financiar a construção do Montijo, é também certo que as taxas na margem norte vão aumentar em função do investimento — que, por sua vez, será substancial ao longo dos próximos anos. Assim, as taxas vão aumentar, não sendo certo se as companhias aéreas vão repercutir esse aumento sobre os preços dos bilhetes.

Depois de ler este lindo documento só digo isto daqui a dez anos, com um aumento anual de trafego, volume de pax, não forçosamente de voos, de apenas 5%, cerca de metade do crescimento anual dos últimos três anos, atingimos a cifra dos 39 milhões em que dados de crescimento se baseia esta apresentação/estudo para dizer que atingimos os 50 milhões daqui a quarenta anos, se, em 2018 Lisboa atingiu os 29,6 milhões ? 

Será que os especialistas estão a prever um crescimento anual de apenas 2%, quando neste ano e nos dois anteriores o crescimento anual rondou os 10% ou até mesmo um pouco mais ?

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 08, 2019, 05:44:41 pm
Querem o novo aeroporto em Alcochete e dizem ter provas de ser mais vantajoso
https://tvi24.iol.pt/sociedade/montijo/querem-o-novo-aeroporto-em-alcochete-e-dizem-ter-provas-de-ser-mais-vantajoso
(https://www.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/5af340890cf2c09c9a15f00a/800)

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Uma plataforma cívica defendeu hoje a utilização do Campo de Tiro de Alcochete em alternativa à Base Aérea n.º 6, no Montijo, distrito de Setúbal, para a construção do novo aeroporto, argumentando que a decisão está fundamentada em mitos.

“A alternativa Campo de Tiro de Alcochete é uma opção mais vantajosa”, disse à Lusa o engenheiro e antigo ex-presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) Carlos Matias Ramos.

Na apresentação da Plataforma Cívica Aeroporto BA6 – Montijo Não, realizada hoje perto do Parque Empresarial Fisipe, no Barreiro, com vista para a Base Aérea n.º 6, o responsável apontou que a decisão do Governo “não é uma opção pensada”.

“Não há um documento que sustente a decisão no Montijo”, frisou.

O que o responsável e a plataforma pedem é o acesso a um documento que justifique a decisão, que tenha em conta “o impacto nas pessoas e o comportamento e desempenho desta solução aeroportuária”.

De acordo com Carlos Matias Ramos, “os mitos constantes têm sido a base da fundamentação do processo de decisão”.

Segundo o engenheiro, o Governo diz que esta é uma solução mais barata, rápida e com impactos ambientais semelhantes a outras hipóteses.

Nada mais falso. Temos a solução alternativa Campo de Tiro de Alcochete, onde podemos construir dois edifícios que custam o mesmo. A pista na Base Aérea do Montijo não serve e tem que ser aumentada. E mesmo assim não permite aviões de classe C”, explicou.

O novo aeroporto no Montijo terá também “um risco estrutural”, ao ser “construído sobre lodo”, indicou o ex-presidente do LNEC.  ???
“Temos conhecimento que a espessura de lodo nesta zona anda pelos quinze metros, logo, a capacidade de carga é nula. O edifício que ali se situa foi construído sobre estacaria, foi buscar capacidade de resistência a uma profundidade adequada”, referiu.

O responsável apontou, neste sentido, que “no Campo de Tiro de Alcochete não acontece nada disto”.

“Quando se diz que no Montijo é mais barato porque já há uma pista, é falso”, frisou.

Completamente de acordo e até acrescento que, já na OTA, os estudos revelavam que a natureza dos solos apresentava um risco/custo muito elevado para a construção dos edifícios e pistas.
Também ali era necessário proceder a estacaria para que a construção das ditas infraestruturas fosse devidamente efectuada, de modo a que futuramente não acontecessem daquelas cenas tristes, que estamos habituados !!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2019, 07:35:58 pm
Montijo. Deslocalização da frota de Base Aérea n.º 6 pode ser inferior a 200 milhões de euros


O chefe do Estado-Maior da Força Aérea disse esta terça-feira que o custo da deslocalização da frota da base do Montijo ainda está a ser estudado, admitindo que poderá ser inferior aos cerca de 200 milhões de euros estimados.

“Os valores estão ainda a ser apreciados e estudados, mas provavelmente poderá ser inferior a esses (200 milhões inicialmente estimados). Com o tempo os valores evoluem, mas a seu tempo será encontrado o enquadramento financeiro para que isso aconteça”, disse à Lusa Manuel Rolo, no final na cerimónia de assinatura do acordo de financiamento de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que decorreu hoje na Base Aérea n.º 6, no Montijo, distrito de Setúbal.

Quando questionado sobre se já é possível avançar se os custos serão suportados pelo Governo ou pela ANA – Aeroportos de Portugal, Manuel Rolo afirmou que “não cabe à Força Aérea Portuguesa pronunciar-se sobre isso”.

De acordo com uma estimativa avançada pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, no passado dia 30 de novembro, a deslocalização das aeronaves da Força Aérea que estão na base do Montijo custará perto dos 200 milhões de euros, demorará pelo menos dois a três anos e o financiamento é assegurado pela contratualização com a ANA e a Vinci.

Já o chefe do Estado-Maior da Força Aérea disse hoje que, ao que tudo indica, “a deslocalização deve acontecer simultaneamente ao início das obras” do novo aeroporto.

“Se as obras começarem em 2019, no final do segundo semestre ou no final do primeiro, é possível que algo aconteça por essa altura”, indicou.

Manuel Rolo explicou ainda que a Força Aérea vai continuar a operar na Base Aérea n.º6 de forma parcial, “mantendo uma esquadra de transporte”.

“Não é uma saída completa da Força Aérea. Isso não impede e não obstaculiza a construção do novo aeroporto do montijo e vai ser possível operar em simultâneo”, garantiu.

De acordo com o responsável, será necessário “redimensionar e organizar” o dispositivo da força aérea em função do tipo de aeronaves e deslocalizá-las para diferentes unidades no país, onde pode ser necessário “construir infraestruturas adequadas para poderem operar que nas mesmas condições que o Montijo”.

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea não vê esta operação como uma preocupação, mas sim “como um desafio”.

Manuel Rolo indicou, assim, que os helicópteros serão colocados na Base Aérea n.º1, em Sintra e que as esquadras de transporte irão para Beja, e talvez exista a possibilidade de colocar uma delas em Ovar.

Na segunda-feira o PSD informou que vai chamar o ministro da Defesa e o chefe do Estado Maior da Força Aérea ao parlamento para prestarem esclarecimentos sobre as implicações do novo aeroporto nas missões do ramo sediadas na base do Montijo.

Na base aérea n.º 6 estão sediados a frota de aviões de transporte C130 Hercules, a frota de C295 M com as missões transporte, vigilância marítima de busca e salvamento, os Falcon 50 e os helicópteros Merlin EH 101, de busca e salvamento e o apoio aos helicópteros Lynx, da Marinha.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/montijo-deslocalizacao-da-frota-de-base-aerea-n-o-6-pode-ser-inferior-a-200-milhoes-de-euros
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 08, 2019, 08:27:54 pm
A ANA e a Vinci já tem um video todo bonito cheio de animações sobre como vai ser o futuro aeroporto.

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: goldfinger em Janeiro 09, 2019, 01:38:06 pm
Portugal da 'luz verde' al polémico segundo aeropuerto de Lisboa

https://www.elmundo.es/economia/macroeconomia/2019/01/08/5c34fc1321efa0dd2b8b4640.html
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: typhonman em Janeiro 09, 2019, 06:49:37 pm
Será que os C-295 vão para Ovar?
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 09, 2019, 08:14:21 pm
Será que os C-295 vão para Ovar?

Acho que o plano é os C-295 irem para Beja e os C-130, se continuarem a voar após a vinda do KC390, irem para Ovar.

Ainda na apresentação no novo aeroporto o CEMFA disse que é possível uma das esquadras de transporte irem para Ovar, vamos ver...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 10, 2019, 11:42:47 am
A ANA e a Vinci já tem um video todo bonito cheio de animações sobre como vai ser o futuro aeroporto.


Confesso que esse vídeo me deixou mais confuso do que esclarecido, mas já lá vamos. Antes uma nota prévia: apesar do que o PM ontem afirmou acerca do estudo de impacte ambiental e que um possível parecer negativo do mesmo impediria a construção do aeroporto na BA6, penso que já estamos todos vacinados e cientes de que tal não virá a acontecer; primeiro porque António Costa é um político profissional, tem muito jogo de cintura, e é um verdadeiro "animal" político. Segundo porque a pressão que está a ser exercida, directa ou indirectamente, sobre os técnicos que estão a concluir a AIA (Avaliação de Impacte Ambiental) é tremenda e indecente. Cá estarei para ver se o PM cumpre a sua palavra caso o parecer a nível ambiental continue a ser negativo, se bem que em ano de eleições legislativas tudo pode ser possível.

Agora quanto ao aeroporto e ao vídeo da ANA/Vinci: fiquei deveras confuso e não com a parte civil da coisa, antes com a parte militar. Com a localização do terminal, numa área actualmente utilizada na BA6 para treino militar e de aeronaves, não vejo sinceramente e a nível de espaço, qualquer necessidade das Esquadras ali sediadas terem de se mudar para outras bases, senão vejamos o print screen que fiz do referido vídeo:

(https://i.postimg.cc/xjtctRmr/Screen-Shot-01-10-19-at-11-09-AM-001.jpg)

1º - A placa Norte, onde se encontram os hangares NATO e neste momento estão colocadas as Esquadras 501 e 502 vai continuar a existir. Os hangares e as raquetes de dispersão disponíveis tanto nesse local, como do lado contrário da 08/26 são suficientes para o número de aeronaves existente: 7/8 C-295M, 4 C-130 e posteriormente 5/6 KC-390. Por isso não entendo.

2º - A placa Sul, antiga placa dos Fiats e que depois deles foi a placa dos Puma e dos Aviocar, encontra-se às moscas e, que se saiba, irá lá continuar. Possui um grande hangar, a precisar de algumas obras é certo, e até a área é maior na placa desde que há vários anos se demoliu a antiga torre de controlo. Por isso também não entendo.

3º - A placa, heliporto e hangar dos Hidros, atribuídos à Esq. 751, lá permanecem intocados. Estão na final da 01, é certo, porém lá continuam. E se a Marinha irá permanecer com a sua placa e hangar na BA6, situados nas traseiras dos da Esq. 751, porque é que os Merlin têm de ir para Sintra? Não entendo.

4º - Último ponto: a dificuldade de coexistência de civis e militares numa mesma estrutura aeroportuária. Ao contrário do que sucede um pouco por quase todo o mundo, parece que no Montijo logo à partida se levantaram problemas de coexistência por falta de espaço físico, espaço aéreo, movimentos por hora, etc. Ora se por todo o mundo vemos bases aéreas, que também são aeroportos regionais ou internacionais, e que sempre que tal é necessário é o voo militar que tem prioridade na descolagem e aterragem parando as operações civis nesse momento, porque é que no Montijo estamos, ou vamos, assistir ao contrário? É por irem partilhar a pista 01/19 com a mais que certa inutilização da 08/26?
Podem até dizer que não os membros do Governo e a chefia da Força Aérea, mas o que claramente transparece do discurso é que a presença da FAP ali é um empecilho e que a prioridade será dada ao tráfego aéreo civil e não militar, ainda para mais se formos a ver que as Esquadras com a missão de busca e salvamento ali se encontram. E qual é a solução? Deslocalizar, pirem-se daqui meus senhores que são um estorvo!

Fico a aguardar pelos próximos capítulos, sejam eles quais forem, para tentar entender (se é que tal é possível) um pouco mais sobre o maior erro nacional dos últimos tempos que pode estar prestes a acontecer.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Janeiro 10, 2019, 11:47:30 am
Será que os C-295 vão para Ovar?

Acho que o plano é os C-295 irem para Beja e os C-130, se continuarem a voar após a vinda do KC390, irem para Ovar.

Ainda na apresentação no novo aeroporto o CEMFA disse que é possível uma das esquadras de transporte irem para Ovar, vamos ver...

Vamos ver vamos...este ano tens vários destacamentos das esquadras de transporte no AM1 para treino operacional...ou seja, habituação ao aeródromo!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 10, 2019, 12:23:50 pm
e como por milagre já temos o novo aeroporto c/ uma página na wiki, impressionante esta rapidez.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_do_Montijo

Só pergunto como será possível construir estas infraestruturas todas com 500 milhões, quando as obras no aeroporto de Lisboa, os acrescentos orçam só 680 milhões e não há construção e reforço de pcn de pista, não há construção de terminal de pax......muito estranho estas contas e o custo de apenas 500 milhões para o aeroporto do Montijo.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 10, 2019, 12:43:29 pm
A ANA e a Vinci já tem um video todo bonito cheio de animações sobre como vai ser o futuro aeroporto.


Confesso que esse vídeo me deixou mais confuso do que esclarecido, mas já lá vamos. Antes uma nota prévia: apesar do que o PM ontem afirmou acerca do estudo de impacte ambiental e que um possível parecer negativo do mesmo impediria a construção do aeroporto na BA6, penso que já estamos todos vacinados e cientes de que tal não virá a acontecer; primeiro porque António Costa é um político profissional, tem muito jogo de cintura, e é um verdadeiro "animal" político. Segundo porque a pressão que está a ser exercida, directa ou indirectamente, sobre os técnicos que estão a concluir a AIA (Avaliação de Impacte Ambiental) é tremenda e indecente. Cá estarei para ver se o PM cumpre a sua palavra caso o parecer a nível ambiental continue a ser negativo, se bem que em ano de eleições legislativas tudo pode ser possível.

Agora quanto ao aeroporto e ao vídeo da ANA/Vinci: fiquei deveras confuso e não com a parte civil da coisa, antes com a parte militar. Com a localização do terminal, numa área actualmente utilizada na BA6 para treino militar e de aeronaves, não vejo sinceramente e a nível de espaço, qualquer necessidade das Esquadras ali sediadas terem de se mudar para outras bases, senão vejamos o print screen que fiz do referido vídeo:

(https://i.postimg.cc/xjtctRmr/Screen-Shot-01-10-19-at-11-09-AM-001.jpg)

1º - A placa Norte, onde se encontram os hangares NATO e neste momento estão colocadas as Esquadras 501 e 502 vai continuar a existir. Os hangares e as raquetes de dispersão disponíveis tanto nesse local, como do lado contrário da 08/26 são suficientes para o número de aeronaves existente: 7/8 C-295M, 4 C-130 e posteriormente 5/6 KC-390. Por isso não entendo.

2º - A placa Sul, antiga placa dos Fiats e que depois deles foi a placa dos Puma e dos Aviocar, encontra-se às moscas e, que se saiba, irá lá continuar. Possui um grande hangar, a precisar de algumas obras é certo, e até a área é maior na placa desde que há vários anos se demoliu a antiga torre de controlo. Por isso também não entendo.

3º - A placa, heliporto e hangar dos Hidros, atribuídos à Esq. 751, lá permanecem intocados. Estão na final da 01, é certo, porém lá continuam. E se a Marinha irá permanecer com a sua placa e hangar na BA6, situados nas traseiras dos da Esq. 751, porque é que os Merlin têm de ir para Sintra? Não entendo.

4º - Último ponto: a dificuldade de coexistência de civis e militares numa mesma estrutura aeroportuária. Ao contrário do que sucede um pouco por quase todo o mundo, parece que no Montijo logo à partida se levantaram problemas de coexistência por falta de espaço físico, espaço aéreo, movimentos por hora, etc. Ora se por todo o mundo vemos bases aéreas, que também são aeroportos regionais ou internacionais, e que sempre que tal é necessário é o voo militar que tem prioridade na descolagem e aterragem parando as operações civis nesse momento, porque é que no Montijo estamos, ou vamos, assistir ao contrário? É por irem partilhar a pista 01/19 com a mais que certa inutilização da 08/26?
Podem até dizer que não os membros do Governo e a chefia da Força Aérea, mas o que claramente transparece do discurso é que a presença da FAP ali é um empecilho e que a prioridade será dada ao tráfego aéreo civil e não militar, ainda para mais se formos a ver que as Esquadras com a missão de busca e salvamento ali se encontram. E qual é a solução? Deslocalizar, pirem-se daqui meus senhores que são um estorvo!

Fico a aguardar pelos próximos capítulos, sejam eles quais forem, para tentar entender (se é que tal é possível) um pouco mais sobre o maior erro nacional dos últimos tempos que pode estar prestes a acontecer.

Além das lacunas que detectaste e muito bem referiste, espaço é o que não falta a nascente do novo aeroporto e a pista civil poderia muito bem acomodar o trafego militar, mas se necessário fosse, a outra pista daria e sobraria, para ser utilizada pelas aeronaves de menor porte os 295, os 101, a excepção seriam apenas os C's e algum P3. Mas já agora e de acordo com a foto das instalações aeroportuárias e das redondezas que postaste, repara em dois pormenores de extrema importância para o processamento/escoamento do trafego aéreo civil, só civil, mas ainda e só quando no solo.

1º) O não prolongamento do taxiway até a soleira da 01 é um enorme erro. Vai afectar o numero de movimentos/hora uma vez que a sua união c/ a pista a cerca de 1/3- 1/4 da extenção desta, obriga a que as descolagens sejam suspensas, atrasadas, ou até com minimum approach speed ou mesmo algum holding necessário, quando a aeronave que está a taxiar já entrou na pista para chegar á soleira da 01 com o objectivo de iniciar a corrida da descolagem, ( repara bem que com esta configuração apenas uma aeronave de cada vez se pode dirigir á soleira para descolar, não há espaço para outras, porquê numa obra nova, que está a ser feita ???? ).
Se o taxiway fosse prolongado não só evitaria esta situação como permitiria que as aeronaves em sequência de descolagem ficassem em espera muito mais próximo da soleira logo, descolagens em maior numero/hora e em maior segurança  ;

2º) então não existem saídas rápidas quando a 01 está de serviço !! Tais saídas permitiriam que as aeronaves saíssem directamente para a placa de estacionamento, em frente ao terminal de pax, não só libertando a pista uns dez segundos mais cedo, mas e também poupando tempo de rolagem e combustível ??

Estes dois pormenores foram detectados por uma pessoa que nada percebe disto, nem quero pensar nos erros que os especialistas da aviação, se é que os temos, não datectarão......

Na minha opinião sobre este aeroporto, é que não vai ser construído.
Quanto a mim toda esta encenação/teatro vai servir para que ao este projecto ser chumbado........a Vinci possa reclamar do Governo os custos da ampliação do Aeroporto de lisboa, os tais 680 milhões.
Posso estar enganado mas é assim que eu vejo toda esta trapalhada, como pode um apeadeiro, mesmo sendo apeadeiro custar apenas 500 milhões ???
Como é possível assinar um contrato de construção, sem estarem acauteladas todas as variáveis de segurança e ambientais ??
Como os responsáveis podem alegar não existir um plano B ??
Irresponsabilidade e incompetência são os dois adjectivos que mais se aplicam a esta palhaçada, e, mais impressionante é a não haver um pingo de vergonha nos intervenientes desta palhaçada, os nossos políticos, esses senhores, já a isso nos habituaram mas, os dirigentes da VINCI ?????
RIDÍCULA TODA ESTA ENCENAÇÃO !

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 10, 2019, 10:32:42 pm
Charlie Jaguar o que me parece de todas as notícias que já vi é que possivelmente os C-130 e os C-295  não é por não terem espaço para as suas esquadras, mas parece que vão "atrapalhar" as aterragens e descolagens dos aviões comerciais, serão mais lentos? Os EH101 deve ser o facto de fazerem alerta 24/7 e poderem ter que descolar a qualquer momento, também atrapalha. Os únicos que parecem não atrapalhar serão os KC390, devem ter os tempos de aterrar/descolar idêntico aos comerciais, e só fazem voos planeados, dá para inserir no "plano diário" outra vantagem parece que é, os pilotos de KC390 vão fazer muito treino em simulador, os outros não têm, e andar às voltas ao redor da base a aterrar e descolar constantemente também deve atrapalhar.

Realmente parece quererem dar prioridade aos voos civis.

Também não percebo porque é que os EH101 não podem ficar onde estão e operar a partir de uma placa de heliporto, tem que ir para a pista fazer "corrida"? Temem que possa atrapalhar o tráfego aéreo com a sua presença ao descolar?

Quando falaste na parte militar pensei que ias falar no AT1, pelo vídeo vai mudar de sítio.

Pelo plano parte das funções do AT1 vai para o Montijo, toda aquela parte de receber/enviar forças militares e cargas para o estrangeiro passa a ser na BA6, mas já tem sítio definido? olha que esse zona do antigo hangar dos Fiats parece bom para isso.

Como não sou entendido em operações de aeroportos ou acredito nessas notícias ou pode ser tudo um esquema.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: HSMW em Janeiro 10, 2019, 11:17:37 pm
Acho que uma parte do AT1 passa para a zona das cargas junto aos CTT mas as armas e munições não podem ser carregadas lá... e a parte dos VIP mantém-se onde está.

Confuso. Confirma tu isto. ;)
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Janeiro 11, 2019, 01:51:55 am
Quais CTT? Isso é no aeroporto ou na BA6? Eu li isso numa notícia de jornal, mas agora no vídeo publicitário o AT1 aparece noutro sítio, é aí os CTT?

Como é que têm feito até agora com as armas e munições? No AT1 dava? Podem sempre ir carregar num avião numa base aérea.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: HSMW em Janeiro 11, 2019, 10:05:11 am
CTT no aeroporto de Lisboa, no lado Sul da Pista. É ao lado da futura posição do AT1 mas aparece desfocado não ser porquê.
CTT e DHL. Acho que é o terminal de mercadorias.

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 11, 2019, 12:02:02 pm
Acho que uma parte do AT1 passa para a zona das cargas junto aos CTT mas as armas e munições não podem ser carregadas lá... e a parte dos VIP mantém-se onde está.

Confuso. Confirma tu isto. ;)

O AT1, ou parte dele, melhor dizendo, será implantado perto do GOC, ocupará a soleira da 35 e uns metros ainda da pista 35, com acesso pelo lado poente da 03/21. A sua localização será de modo a não perturbar o trafego no taxyway, poente, quando estiver em uso a 21.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 16, 2019, 10:17:31 pm
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Novo aeroporto no Montijo afetará entre 600 a 800 militares e famílias
16/1/2019, 17:26
Entre 600 a 800 militares e famílias terão de ser transferidos, devido à construção do aeroporto complementar no Montijo. A deslocalização de esquadras implicará movimentar 10% do efetivo da FAP.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Manuel Rolo, disse esta quarta-feira que a reorganização das esquadras na sequência da construção do aeroporto complementar no Montijo implicará a transferência de entre 600 a 800 militares e famílias. Segundo o plano previsto, a deslocalização de esquadras para outras bases implicará movimentar “mais de 10% do efetivo da FAP, entre 600 a 800 militares”, disse o general Manuel Rolo, em declarações à Lusa, no final de uma audição parlamentar destinada a prestar esclarecimentos sobre as implicações da construção de um aeroporto civil na base militar do Montijo.

Um novo aeroporto no Montijo não irá prejudicar a atividade operacional e as missões da Força Aérea, assegurou o general Manuel Rolo perante os deputados, acrescentando que os “incómodos” decorrerão mais a nível interno, com a deslocalização, que espera para breve, da Esquadra 101 [aeronaves Epsilon, que servem missões de instrução elementar e básica da FAP] da base n.º 1, Sintra, para a base n.º 11, em Beja. A deslocalização das aeronaves Epsilon e do simulador, bem como a construção de um depósito de combustível e a criação de estruturas de alojamento para os militares são os projetos que têm “mais urgência” e deveriam ocorrer durante 2019, declarou. A retirada dos Epsilon da Base de Sintra é “uma necessidade absoluta” que também decorre da reestruturação do espaço aéreo, disse.“A partir do momento em que ANA [concessionária] entrar no aeroporto precisamos de ter nossas obras em andamento, ainda vamos viver com algumas restrições. Em termos operacionais há um acréscimo de 3,5 milhões de euros anualmente para deslocalizar aeronaves para missões de treino porque não as podemos fazer no Montijo”, frisou.

Questionado sobre o modelo de financiamento e sobre qual o custo da construção da nova infraestrutura, o general escusou-se a responder, remetendo para os ministérios do Planeamento e Infraestruturas e da Defesa Nacional. Afastado para já dos planos de deslocalização, o Campo de Tiro de Alcochete é “uma variável que não pode sair da equação”, admitiu Manuel Rolo, frisando que é fundamental para a operacionalidade dos aviões F-16. Admitindo que se mantenha o campo de tiro “nos primeiros anos” de funcionamento do aeroporto complementar no Montijo, Manuel Rolo disse que “o que há a fazer é garantir que, sempre que a FAP tenha de utilizar o campo, o tráfego aéreo é reorientado”. Contudo, “quando os movimentos aumentarem, terá de se deslocalizar o campo”, um projeto adiado que tem um custo estimado de cerca de 242 milhões de euros, disse, lembrando que há um estudo que aponta uma localização possível para o campo de tiro [Alentejo] quando a questão se colocar.

Com 50% da frota a operar a partir da base do Montijo, a FAP prevê deslocalizar para Sintra a Esquadra 751, dos helicópteros de transporte que realizam missões de busca e salvamento, pela “proximidade do mar”. A Esquadra 502 vai para a base de Beja e os helicópteros atualmente naquela base são transferidos para Sintra, entre as alterações previstas. Quanto aos aviões C-130, de transporte tático, a FAP espera empenhá-los futuramente no dispositivo de combate a incêndios, deslocando-os para a estrutura de Ovar.

A FAP, disse, tem a expetativa de que possa ser a concessionária a preparar os contratos de adjudicação das obras necessárias permitindo mais “celeridade” nos processos, já que dessa forma são dispensados os passos previstos na contratação pública. ” A FAP não tem um corpo técnico suficiente para fazer tudo isto, se ANA-Vinci não fizer, não temos capacidade para executar este projetos, temos de contratar externamente”, disse. Entre as obras de reconfiguração das bases, o general apontou ainda a demolição dos paióis localizados no Montijo e “de um ou dois em Beja”, prevendo a construção de um “pequeno paiol” para o armamento e equipamento de sobrevivência ligado aos helicópteros EH 101.

Para a base de Beja, segundo o calendário apresentado, serão transferidos 225 novos militares, o que implica a reconstrução e melhoramento das condições de alojamento e messes. A projeção das Forças Nacionais Destacadas, atualmente feita no aeródromo AT1, Figo Maduro, na Portela, será transferida para a base do Montijo, tal como os terminais de carga.

https://observador.pt/2019/01/16/novo-aeroporto-no-montijo-afetara-entre-600-a-800-militares-e-familias/
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 16, 2019, 11:08:57 pm
Estão  a pensar usar os aviões c-130 para o combate aos incêndios essa não sabia.
Realmente é uma ótima ideia!
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 17, 2019, 10:41:42 am
Estão  a pensar usar os aviões c-130 para o combate aos incêndios essa não sabia.
Realmente é uma ótima ideia!

Não disseram é quanto é que isso vai custar: quanto vai custar a aquisição de equipamentos para tal, o MAFFS I ou II, quanto vai custar a formação dos pilotos (e onde os irão buscar) numa arte há muito esquecida no seio da Esq. 501, se para esse efeito não será necessário efectuar também um reforço estrutural nas aeronaves ao invés de somente lhe acrescentar uns quantos novos aviónicos, etc, etc.

Querem a FAP a combater incêndios num futuro próximo com meios próprios, mas com a mesma dotação orçamental de sempre. Não se fazem omoletes sem ovos, isto é estar a brincar com a instituição e com a vida das pessoas. Estou mesmo a ver daqui a uns anos a FAP a arcar com as culpas e já não o SIRESP, o MAI, a ANPC e a Liga de Bombeiros.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 17, 2019, 12:22:25 pm
Estão  a pensar usar os aviões c-130 para o combate aos incêndios essa não sabia.
Realmente é uma ótima ideia!

Não disseram é quanto é que isso vai custar: quanto vai custar a aquisição de equipamentos para tal, o MAFFS I ou II, quanto vai custar a formação dos pilotos (e onde os irão buscar) numa arte há muito esquecida no seio da Esq. 501, se para esse efeito não será necessário efectuar também um reforço estrutural nas aeronaves ao invés de somente lhe acrescentar uns quantos novos aviónicos, etc, etc.

Querem a FAP a combater incêndios num futuro próximo com meios próprios, mas com a mesma dotação orçamental de sempre. Não se fazem omoletes sem ovos, isto é estar a brincar com a instituição e com a vida das pessoas. Estou mesmo a ver daqui a uns anos a FAP a arcar com as culpas e já não o SIRESP, o MAI, a ANPC e a Liga de Bombeiros.

Deus queira que o bom senso prevaleça e que nunca se vejam imagens como esta.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/vUiZOM.jpg) (https://imageshack.com/i/plvUiZOMj)

Empenhar estas aeronaves para este fim, com as limitações de eficácia que sabemos que iriam acontecer, adicionar os custos para as colocar minimamente operacionais, ir-se-ia revelar um erro crasso pois tais custos seriam suficientes para adquirir um par de Canadairs que seriam, bem mais eficazes que quatro C's na mesma missão !!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Igor em Janeiro 17, 2019, 02:40:51 pm
É de lamentar certas decisôes que são tomadas neste pais, nomeadamente a implantacâo de um novo aeroporto para uso civil na base aérea do Montijo, no que diz respeito à deslocalização dos meios da FAP para outras bases com todos os custos inerentes a esta reorganização. Mas mais grave é ainda prolongar a vida do aeroporto da portela por mais 4 décadas, um aeroporto implantado na malha urbana da cidade, e como se não basta se querem construir um segundo aeroporto numa zona habitacional como é o Montijo, ignorando completamente a componente de segurança que é ter aeroportos a operar em zonas urbanas, os impactes ambientais, bem como a qualidade de vida das populações. Qual é o pais que actualmente controi um novo aeroporto numa área urbana, só mesmo em Portugal, acrescentando a tudo isto o facto da área da actual base aérea do Montijo condicionar a expansão futura do aeroporto que lá querem implantar. Rídiculo.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 29, 2019, 03:03:09 pm
Correio da Manhã
 
Avião da Força Aérea colide com pássaro ao descolar de base aérea do Montijo
Foto Direitos ReservadosAvião da Força Aérea colide com pássaro ao descolar de base aérea do Montijo

Por Natacha Loureiro | 12:54

Incidente aconteceu pelas 8h30 desta manhã de terça-feira.
Uma aeronave da Força Aérea colidiu com um pássaro no momento da descolagem, durante a manhã desta terça-feira, na base aérea do Montijo.

O incidente aconteceu pelas 8h30 quando uma tripulação da Esquadra 502 - Elefantes ia destacada para Porto Santo. No momento da descolagem deu-se a colisão com o animal o que obrigou a um alerta imediato de emergência.

De acordo com fonte oficial da Força Aérea, a aeronave C-295M não chegou a levantar, não houve feridos mas causou danos no motor, ainda sob avaliação.

Este incidente reforça a importância do estudo de impacto ambiental do aeroporto do Montijo, depois de o primeiro ter sido chumbado pela comissão de avaliação por não comportar os impactos do movimento dos aviões sobre as aves nem equacionar a mortalidade das espécies que ocupam a área protegida do Estuário do Tejo.

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 29, 2019, 03:15:43 pm
Correio da Manhã
 
Avião da Força Aérea colide com pássaro ao descolar de base aérea do Montijo
Foto Direitos ReservadosAvião da Força Aérea colide com pássaro ao descolar de base aérea do Montijo

Por Natacha Loureiro | 12:54

Incidente aconteceu pelas 8h30 desta manhã de terça-feira.
Uma aeronave da Força Aérea colidiu com um pássaro no momento da descolagem, durante a manhã desta terça-feira, na base aérea do Montijo.

O incidente aconteceu pelas 8h30 quando uma tripulação da Esquadra 502 - Elefantes ia destacada para Porto Santo. No momento da descolagem deu-se a colisão com o animal o que obrigou a um alerta imediato de emergência.

De acordo com fonte oficial da Força Aérea, a aeronave C-295M não chegou a levantar, não houve feridos mas causou danos no motor, ainda sob avaliação.

Este incidente reforça a importância do estudo de impacto ambiental do aeroporto do Montijo, depois de o primeiro ter sido chumbado pela comissão de avaliação por não comportar os impactos do movimento dos aviões sobre as aves nem equacionar a mortalidade das espécies que ocupam a área protegida do Estuário do Tejo.

Isto pode mudar um pouco os planos para a mudança do novo aeroporto.
Alguém neste momento deve estar com as mãos na cabeça.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: NVF em Janeiro 29, 2019, 04:17:14 pm
Não há falcões no Montijo, como em Monte Real? Cá por mim, a FAP espantou umas aves do estuário em direção à pista para resolver o assunto de uma vez por todas.  :mrgreen:
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 29, 2019, 06:47:03 pm
Não há falcões no Montijo, como em Monte Real? Cá por mim, a FAP espantou umas aves do estuário em direção à pista para resolver o assunto de uma vez por todas.  :mrgreen:

olha que vai na volta....... ::) ::) :conf:

Agora que este incidente real, aconteceu, com uma aeronave da FAP, que, provavelmente tinha O/B apenas a tripulação e nem chegou a descolar, alguém responsável, pense um pouco e........ se acontecesse com uma aeronave comercial, com 160 almas a bordo e que estivesse na corrida da descolagem ?????
È que a FAP deve operar quantos voos/dia na BA6 ???
Cerca de cinco, dez voos ??
e aconteceu o que aconteceu !!!

Quando o Apeadeiro estiver a operar cerca de 80, 100 voos dia, se as probabilidades destes incidentes acontecerem forem as mesmas então, teremos quantos birdstrikes/dia ???
Dez, quinze, vinte ???

E quantas probabilidades existem de um destes incidentes se transformar num acidente ?
10%, 20%, 30 % ??

Quantos birdstrikes/dia acontecem no AHD, com 280 operações/dia ???

Abram os olhos !!!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Janeiro 30, 2019, 09:20:01 am
Não há falcões no Montijo, como em Monte Real? Cá por mim, a FAP espantou umas aves do estuário em direção à pista para resolver o assunto de uma vez por todas.  :mrgreen:

olha que vai na volta....... ::) ::) :conf:

Agora que este incidente real, aconteceu, com uma aeronave da FAP, que, provavelmente tinha O/B apenas a tripulação e nem chegou a descolar, alguém responsável, pense um pouco e........ se acontecesse com uma aeronave comercial, com 160 almas a bordo e que estivesse na corrida da descolagem ?????
È que a FAP deve operar quantos voos/dia na BA6 ???
Cerca de cinco, dez voos ??
e aconteceu o que aconteceu !!!

Quando o Apeadeiro estiver a operar cerca de 80, 100 voos dia, se as probabilidades destes incidentes acontecerem forem as mesmas então, teremos quantos birdstrikes/dia ???
Dez, quinze, vinte ???

E quantas probabilidades existem de um destes incidentes se transformar num acidente ?
10%, 20%, 30 % ??

Quantos birdstrikes/dia acontecem no AHD, com 280 operações/dia ???

Abram os olhos !!!!

Abraços
É que os motores do c295 são turbo-prop, agora imaginem o birdstrike num motor turbofan
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Janeiro 30, 2019, 11:45:44 am
Não há falcões no Montijo, como em Monte Real? Cá por mim, a FAP espantou umas aves do estuário em direção à pista para resolver o assunto de uma vez por todas.  :mrgreen:

olha que vai na volta....... ::) ::) :conf:

Agora que este incidente real, aconteceu, com uma aeronave da FAP, que, provavelmente tinha O/B apenas a tripulação e nem chegou a descolar, alguém responsável, pense um pouco e........ se acontecesse com uma aeronave comercial, com 160 almas a bordo e que estivesse na corrida da descolagem ?????
È que a FAP deve operar quantos voos/dia na BA6 ???
Cerca de cinco, dez voos ??
e aconteceu o que aconteceu !!!

Quando o Apeadeiro estiver a operar cerca de 80, 100 voos dia, se as probabilidades destes incidentes acontecerem forem as mesmas então, teremos quantos birdstrikes/dia ???
Dez, quinze, vinte ???

E quantas probabilidades existem de um destes incidentes se transformar num acidente ?
10%, 20%, 30 % ??

Quantos birdstrikes/dia acontecem no AHD, com 280 operações/dia ???

Abram os olhos !!!!

Abraços
É que os motores do c295 são turbo-prop, agora imaginem o birdstrike num motor turbofan

um dos piores num 310 da TAP, que assisti o motor #01 engoliu uma gaivota já a aeronave tinha descolado na 03, e passava á frente da TWR, um enorme estrondo, e, o rasto de fogo ultrapassou o comprimento do acft de tal ordem que eu estava no lado oposto e me apercebi disso.
Lá foi efectuado o ATB, air turn back, e declarada emergência local.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 06, 2019, 03:31:35 pm
Para este obcecado é Montijo, Montijo e nada mais que o Montijo. Solução duradoura e eficiente? Deixa-me rir...  ::)

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Acordo entre Estado e ANA prevê 100 milhões para a Força Aérea
Pedro Marques recusou no Parlamento alternativas ao Montijo, seja Alcochete ou Beja. No primeiro caso salientou que faria com que a capital perdesse 114 milhões de passageiros. Já Beja “seria enganar os alentejanos”.

Maria João Babo mbabo@negocios.pt
06 de fevereiro de 2019 às 10:49

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/acordo-entre-estado-e-ana-preve-100-milhoes-para-a-forca-aerea
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Vicente de Lisboa em Fevereiro 06, 2019, 04:59:24 pm
Este Governo está a fazer asneira, mas também o faz no fim de uma série de asneiras estratégias (ou estratégicas asneiras...). Que Lisboa precisa de um novo aeroporto já sabíamos desde antes do 25 de Abril. Mas entre as guerras de alecrim e manjerona financiadas pelos detentores de terrenos nas várias opções, a falta de vontade em investir em obra que só vai estar pronta para o Governo a seguir, a cobardia em enfrentar a malta que chora "centralismo" sempre que se investe na área metropolitana de Lisboa, e os votos que se ganhavam em ir construindo auto-estradas para nenhures, chegámos a este ponto. Vamos finalmente fazer obra vital e estratégica sem pensar, à pressa, dando tudo e mais um par de botas à empresa (estrangeira) que a vai construir, gerir, administrar e até cobrar as portagens na ponte mais próxima. Mas o gajo que tentasse evitar isto teria sido atacado por fazer obras faraónicas.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 10, 2019, 03:55:08 pm
Boa peça do semanário "Sol" que enumera algumas das maiores empresas e grupos económicos interessados em que a BA6 se torne no aeroporto complementar de Lisboa.

https://sol.sapo.pt/artigo/645872/governo-so-admite-montijo
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 20, 2019, 05:37:37 pm
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Força Aérea terá 100 milhões pagos pela ANA para sair do Montijo
Ministro da Defesa diz que alterações no dispositivo da Força Aérea só avançam quando houver verbas disponibilizadas pela empresa concessionária.

Manuel Carlos Freire
20 Fevereiro 2019 — 10:33

A Força Aérea "vai ter 100 milhões de euros", a pagar pela ANA, para deixar parcialmente a base do Montijo e transferir várias esquadras para Sintra e Beja, disse esta quarta-feira o ministro da Defesa. João Gomes Cravinho, que intervinha na Comissão parlamentar de Defesa, respondia a um requerimento do PSD sobre a transformação da base aérea do Montijo no aeroporto complementar de Lisboa. O processo está dependente das conclusões do estudo de impacto ambiental, ainda por terminar, mas o processo está a ser planeado e, "havendo possibilidade de avançar, estaremos em condições de o fazer rapidamente" para "evitar que qualquer atraso seja imputável à Força Aérea", frisou o governante. "Não haverá custos imputáveis ao orçamento de funcionamento da Força Aérea" para financiar as mudanças, que implicam transferir as esquadras de helicópteros para Sintra e a das aeronaves de transporte C-295 para Beja, precisou Gomes Cravinho.

A esses 100 milhões de euros, "acrescem despesas não suportadas pela Força Aérea" - estimadas em 28 milhões de euros - relacionadas com a deslocalização do terminal militar de Figo Maduro para outra área do aeroporto de Lisboa, informou o ministro da Defesa."A Força Aérea só começará" a fazer a mudança quando houver "financiamento disponível" da concessionária do aeroporto e quando esta "entender que há condições para avançar", sublinhou João Gomes Cravinho."Não avançaremos com a relocalização do dispositivo sem a certeza que o aeroporto complementar de Lisboa será no Montijo", prosseguiu o ministro da Defesa - que não respondeu à pergunta do deputado Jorge Machado (PCP) sobre se esse processo teve alguma influência na não recondução do atual chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Manuel Rolo. João Gomes Cravinho precisou que a esquadra de transporte dos Hércules C-130 - e os seus substitutos, os KC-390 - vai continuar no Montijo, assim como a esquadrilha de helicópteros da Marinha.

O ministro da Defesa adiantou estar a ser criada uma "equipa de projeto" com representantes de vários ministérios e entidades para "acompanhar todas as dimensões" do projeto de abertura da base do Montijo à aviação civil, desde o financiamento às obras e ao seu cronograma ou às alterações na gestão do espaço aéreo. A continuação do Campo de Tiro de Alcochete "representa uma poupança muito significativa", da ordem dos 240 milhões de euros, pois o Ministério do Planeamento e a ANA deram garantias de que a atividade naquela estrutura próxima da base do Montijo não será afetada.

Gomes Cravinho reconheceu ainda o grande esforço que todo esse processo representará para os militares da Força Aérea, uma vez que vão continuar a ter de cumprir as outras responsabilidades atribuídas ao ramo (combate aos fogos e operação das futuras aeronaves de transporte militar KC-390, por exemplo). Essa limitação de "não termos suficientes meios para fazer tudo em simultâneo" obriga a "fazer um planeamento rigoroso e a contratar serviços" externos "quando necessário", sendo "entendimento que a concessionária [será] responsável por tudo o que forem obras" relacionadas com a criação do aeroporto complementar de Lisboa no Montijo.

https://www.dn.pt/poder/interior/forca-aerea-tera-100-milhoes-pagos-pela-ana-para-sair-do-montijo-10597885.html

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Saída do Montijo só quando houver "confirmação

Na audição no Parlamento, Gomes Cravinho afirmou que a Força Aérea não vai começar os trabalhos de saída dos militares da Base Aérea do Montijo até que haja a "confirmação" final que o novo aeroporto de Lisboa será mesmo naquele espaço."A Força Aérea apenas começará a desenvolver os seus trabalhos (...) quando o financiamento estiver disponível" e esse, disse, só será disponibilizado pela concessionária, pela ANA Aeroportos, "quando houver estudo de impacto ambiental e, portanto, a confirmação de que é o Montijo", disse na comissão parlamentar de Defesa, onde está a ser ouvido. "Não avançaremos sem a confirmação de que o aeroporto vai ser no Montijo. Se não for, a Força Aérea continuará a utilizar o Montijo como até agora", disse.

https://www.publico.pt/2019/02/20/politica/noticia/forca-aerea-so-sai-montijo-luz-verde-aeroporto-1862654#gs.UBcG593a
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 21, 2019, 11:38:49 am
OCDE tem dúvidas sobre "viabilidade" do novo aeroporto


(https://static.globalnoticias.pt/dn/image.aspx?brand=DN&type=generate&name=original&id=10599509&source=ng9354179.jpg&w=800&h=450&t=20190221003753)


A viabilidade económica do futuro novo aeroporto de Lisboa no longo prazo levanta dúvidas à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No estudo económico sobre Portugal (Economic Survey of Portugal 2019), divulgado nesta semana, a OCDE diz claramente que é preciso acautelar o impacto deste tipo de projetos de valor elevado no futuro financeiro do país.

Embora o governo do PS garanta que o novo aeroporto não vai custar dinheiro aos contribuintes (será todo financiado pela empresa concessionária, a francesa Vinci), a OCDE tem as suas dúvidas, pois além do contrato de concessão ser muito longo (50 anos), há infraestruturas públicas (como estradas, acessos, etc.) que vão ter de ser construídas para que o projeto faça globalmente sentido.

"O aeroporto de Lisboa está a funcionar perto da capacidade total e existem planos para construir um segundo aeroporto internacional no Montijo, a 20 milhas [cerca de 32 quilómetros] de Lisboa por estrada", diz a OCDE. No entanto, alerta que, "para ser eficaz, o novo aeroporto vai precisar de ser complementado por ligações de transporte que efetivamente o conectem à cidade".

A OCDE observa que "os aeroportos portugueses são operados ao abrigo de um contrato de concessão de 50 anos com uma empresa privada [Vinci]" pelo que "a viabilidade da expansão da capacidade do aeroporto de Lisboa ou a capacidade do governo para induzir melhorias de eficiência nesse projeto também deve ser exaustivamente investigadas".

Mais. A organização recomenda ao governo que o investimento público "dê prioridade aos projetos com maiores retorno económico e social no longo prazo".

"As decisões de investimento público devem ser tomadas no contexto de uma visão estratégica nacional de longo prazo que aborde as necessidades de infraestruturas, como satisfazer essas necessidades e deve identificar as entidades responsáveis", pede a OCDE.

Primeira fase: 1,3 mil milhões. Segunda fase: mais 507 milhões

No início de janeiro, o governo anunciou um "investimento por parte da ANA/Vinci superior a 1,3 mil milhões de euros, para financiar a primeira fase da solução (até dez anos) do novo aeroporto, que inclui 520 milhões de euros para o Montijo, 650 milhões de euros para o Aeroporto Humberto Delgado e cerca de 160 milhões de euros para a Força Aérea e acessibilidades".

No entanto, ainda não se sabe se o aeroporto vai mesmo para a frente no Montijo, pois precisa ainda de passar nas avaliações de impacto ambiental.

Se o projeto Montijo for adiante, e depois da sua conclusão, o governo prevê investimentos adicionais de 507 milhões no aeroporto Humberto Delgado (Portela, Lisboa) e 200 milhões em outros aeroportos do país (Porto, Faro, etc.), entre 2022 e 2030.

Segundo o ministério que tutela este projeto, "esses 507 milhões de euros dizem respeito a obras de fundo no Aeroporto Humberto Delgado, na Portela, mas só devem ocorrer depois de o aeroporto do Montijo abrir". A obra implicará ainda a desativação da pista secundária da Portela.

Tal como a primeira fase (até 2022, valor 1,3 mil milhões de euros), a segunda fase da expansão do aeroporto de Lisboa (Portela +1) vale os referidos 507 milhões de euros, sendo o valor suportado pela ANA - Aeroportos de Portugal (Vinci), empresa que foi privatizada em 2012, no tempo da troika e do governo PSD-CDS.


:arrow: https://www.dn.pt/edicao-do-dia/21-fev-2019/interior/ocde-tem-duvidas-sobre-viabilidade-do-novo-aeroporto-10599509.html?fbclid=IwAR2zV_oGiPaEA92Exc_M6dq6pA2IHSPZLJ3bdvFv37S3zqukhlWsk4goyVA
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Abril 02, 2019, 11:09:51 am
Verdade de La Palice ou mais umas boas toneladas de pressão para cima dos técnicos que se encontram a concluir o estudo? ::)

Citar
António Costa: Única alternativa ao Montijo é “construção de aeroporto de raiz”
O primeiro-ministro assegura que não existe plano B caso o estudo de impacto ambiental inviabilize a solução do Montijo e lamenta que há dez anos não se tenha avançado com Alcochete.

Negócios jng@negocios.pt
30 de março de 2019 às 11:25

O primeiro-ministro António Costa garante que o Governo não tem um plano B caso o estudo de impacto ambiental inviabilize a solução do Aeroporto do Montijo. Nesse caso, defende, a única alternativa será a construção de um aeroporto de raiz. Em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, o chefe do Executivo lamentou que, há dez anos, não se tenha optado pela construção de um aeroporto em Alcochete, que teria sido, na sua opinião, a "melhor solução"."Entendo que há dez anos deveria ter sido feito aquilo que era a melhor solução que era a construção de um aeroporto de raiz em Alcochete. Não foi feito. Na altura entendeu-se que os números que demonstravam a necessidade de um novo aeroporto eram números megalómanos", afirmou.

Lembrando que, hoje, a solução "mais rápida e de menor custo" é a do Montijo, o primeiro-ministro insiste que não "não existe um plano B" caso o estudo de impacto ambiental seja desfavorável." Eu já tenho dito, com toda a clareza, que não há plano B", reiterou."O plano B é simples: é construir um aeroporto de raiz porque todas as outras soluções alternativas, de Alverca, de Sintra, todas aquelas já foram estudadas, são sempre piores do que as outras. Enfim, o estudo de impacto ambiental, vamos aguardar a sua apresentação e depois a sua avaliação. Há uma coisa que é certa. No sítio onde já há um aeroporto seguramente haverá um impacto ambiental menor do que ir construir um de raiz onde não há nenhum aeroporto", concluiu.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/antonio-costa-unica-alternativa-ao-montijo-e-construcao-de-aeroporto-de-raiz?fbclid=IwAR1Pp3PziGhXdPYAelNQAUGFSEcgarEvSHGCBRmLdZhgE4zYiLbfVpDSYRQ
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 02, 2019, 11:25:05 am
Verdade de La Palice ou mais umas boas toneladas de pressão para cima dos técnicos que se encontram a concluir o estudo? ::)

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António Costa: Única alternativa ao Montijo é “construção de aeroporto de raiz”
O primeiro-ministro assegura que não existe plano B caso o estudo de impacto ambiental inviabilize a solução do Montijo e lamenta que há dez anos não se tenha avançado com Alcochete.

Negócios jng@negocios.pt
30 de março de 2019 às 11:25

O primeiro-ministro António Costa garante que o Governo não tem um plano B caso o estudo de impacto ambiental inviabilize a solução do Aeroporto do Montijo. Nesse caso, defende, a única alternativa será a construção de um aeroporto de raiz. Em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, o chefe do Executivo lamentou que, há dez anos, não se tenha optado pela construção de um aeroporto em Alcochete, que teria sido, na sua opinião, a "melhor solução"."Entendo que há dez anos deveria ter sido feito aquilo que era a melhor solução que era a construção de um aeroporto de raiz em Alcochete. Não foi feito. Na altura entendeu-se que os números que demonstravam a necessidade de um novo aeroporto eram números megalómanos", afirmou.

Lembrando que, hoje, a solução "mais rápida e de menor custo" é a do Montijo, o primeiro-ministro insiste que não "não existe um plano B" caso o estudo de impacto ambiental seja desfavorável." Eu já tenho dito, com toda a clareza, que não há plano B", reiterou."O plano B é simples: é construir um aeroporto de raiz porque todas as outras soluções alternativas, de Alverca, de Sintra, todas aquelas já foram estudadas, são sempre piores do que as outras. Enfim, o estudo de impacto ambiental, vamos aguardar a sua apresentação e depois a sua avaliação. Há uma coisa que é certa. No sítio onde já há um aeroporto seguramente haverá um impacto ambiental menor do que ir construir um de raiz onde não há nenhum aeroporto", concluiu.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/antonio-costa-unica-alternativa-ao-montijo-e-construcao-de-aeroporto-de-raiz?fbclid=IwAR1Pp3PziGhXdPYAelNQAUGFSEcgarEvSHGCBRmLdZhgE4zYiLbfVpDSYRQ

Mau, então sempre há um plano B, ou não ??

Se o PM diz se o estudo do impacte ambiental for desfavorável a construção do aeroporto do Montijo não avança, o plano B é fazer um aeroporto de raiz, isso quer dizer o quê ??
Que afinal havia e há plano B, ou estou a ver mal a coisa ?

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Abril 02, 2019, 11:42:18 am
Para mim significa que está mandar a brita para cima do PSD...e que se as coisas descambarem a culpa é do PSD...

E que avançarão para Alcochete com os atrasos que daí advirão.

Discurso com tons eleitoralistas mas credível ao ponto Alcochete ser a solução a adoptar ambientalmente...está o estudo todo feito, mas não me admira que precisem de novo estudo...em 10 anos o ecossistema mudou.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Abril 02, 2019, 05:03:09 pm
Verdade de La Palice ou mais umas boas toneladas de pressão para cima dos técnicos que se encontram a concluir o estudo? ::)

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António Costa: Única alternativa ao Montijo é “construção de aeroporto de raiz”
O primeiro-ministro assegura que não existe plano B caso o estudo de impacto ambiental inviabilize a solução do Montijo e lamenta que há dez anos não se tenha avançado com Alcochete.

Negócios jng@negocios.pt
30 de março de 2019 às 11:25

O primeiro-ministro António Costa garante que o Governo não tem um plano B caso o estudo de impacto ambiental inviabilize a solução do Aeroporto do Montijo. Nesse caso, defende, a única alternativa será a construção de um aeroporto de raiz. Em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, o chefe do Executivo lamentou que, há dez anos, não se tenha optado pela construção de um aeroporto em Alcochete, que teria sido, na sua opinião, a "melhor solução"."Entendo que há dez anos deveria ter sido feito aquilo que era a melhor solução que era a construção de um aeroporto de raiz em Alcochete. Não foi feito. Na altura entendeu-se que os números que demonstravam a necessidade de um novo aeroporto eram números megalómanos", afirmou.

Lembrando que, hoje, a solução "mais rápida e de menor custo" é a do Montijo, o primeiro-ministro insiste que não "não existe um plano B" caso o estudo de impacto ambiental seja desfavorável." Eu já tenho dito, com toda a clareza, que não há plano B", reiterou."O plano B é simples: é construir um aeroporto de raiz porque todas as outras soluções alternativas, de Alverca, de Sintra, todas aquelas já foram estudadas, são sempre piores do que as outras. Enfim, o estudo de impacto ambiental, vamos aguardar a sua apresentação e depois a sua avaliação. Há uma coisa que é certa. No sítio onde já há um aeroporto seguramente haverá um impacto ambiental menor do que ir construir um de raiz onde não há nenhum aeroporto", concluiu.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/antonio-costa-unica-alternativa-ao-montijo-e-construcao-de-aeroporto-de-raiz?fbclid=IwAR1Pp3PziGhXdPYAelNQAUGFSEcgarEvSHGCBRmLdZhgE4zYiLbfVpDSYRQ

Gostava de saber como é que o Sr. Ministro sabe que a melhor opção agora é o montijo? Existe algum estudo que diga tal coisa? Comparando as 2 soluções?

É que senão é mais uma aldrabice do Sr. PM
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Abril 06, 2019, 03:58:49 pm
Aquilo que há muito se sabe e a ANA tenta esconder.

Citar
Água ‘mete-se’ no estudo do aeroporto
06.04.2019 às 0h00

Traçado de vias de acesso ao aeroporto do Montijo está localizado sobre captações de água para consumo humano

Carla Tomás

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projetado aeroporto do Montijo detetou um novo obstáculo: as vias de acesso atravessam zonas de proteção de captações de água de um aquífero que abastece as populações do Montijo e de Alcochete. De acordo com a lei, o terreno delimitado tem de ser “mantido limpo de quaisquer produtos ou líquidos que possam provocar infiltração de substâncias indesejáveis para a qualidade da água captada”, o que impede, por exemplo, a passagem de camiões de combustível.

A descoberta obrigou a novas análises e à ponderação de alternativas que podem, segundo fonte próxima do processo, atrasar a entrega do EIA “uma semana”. Para ultrapassar o obstáculo estão a ser analisadas três hipóteses: a relocalização das captações de água; a alteração do traçado de acesso ao aeroporto; ou a revisão das zonas de proteção. A ANA confirma ter conhecimento da questão “há muito” e diz que “as alternativas estão a ser estudadas e serão apresentadas em devido tempo”, mas mantém a previsão de entrega do EIA “até ao final da segunda semana de abril”.

Os impactos que o novo aeroporto terá na avifauna continuam a ser uma das preocupações dos ambientalistas e não só. “Com aviões a levantar e a aterrar de sete em sete minutos, este aeroporto vai afetar de forma drástica a Reserva Natural do Estuário do Tejo”, afirma o deputado do BE Pedro Soares. O presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente visitou esta semana a área, classificada como a mais importante zona húmida do país. Por ali passam mais de 200 mil aves por ano em rota migratória. Para Pedro Soares, “é um crime afastar dali as aves e colocar em causa um sistema ecológico prioritário, em função de interesses económicos”.

https://expresso.pt/sociedade/2019-04-05-Agua-mete-se-no-estudo-do-aeroporto-1?fbclid=IwAR0yd_HDJdnJIvSdyrVymetetmNVjhFTFwrPrb1Y5lP4U_wCu7tR4lOd4Oc#gs.3zhh4g
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 06, 2019, 04:10:41 pm
Aquilo que há muito se sabe e a ANA tenta esconder.

Citar
Água ‘mete-se’ no estudo do aeroporto
06.04.2019 às 0h00

Traçado de vias de acesso ao aeroporto do Montijo está localizado sobre captações de água para consumo humano

Carla Tomás

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do projetado aeroporto do Montijo detetou um novo obstáculo: as vias de acesso atravessam zonas de proteção de captações de água de um aquífero que abastece as populações do Montijo e de Alcochete. De acordo com a lei, o terreno delimitado tem de ser “mantido limpo de quaisquer produtos ou líquidos que possam provocar infiltração de substâncias indesejáveis para a qualidade da água captada”, o que impede, por exemplo, a passagem de camiões de combustível.

A descoberta obrigou a novas análises e à ponderação de alternativas que podem, segundo fonte próxima do processo, atrasar a entrega do EIA “uma semana”. Para ultrapassar o obstáculo estão a ser analisadas três hipóteses: a relocalização das captações de água; a alteração do traçado de acesso ao aeroporto; ou a revisão das zonas de proteção. A ANA confirma ter conhecimento da questão “há muito” e diz que “as alternativas estão a ser estudadas e serão apresentadas em devido tempo”, mas mantém a previsão de entrega do EIA “até ao final da segunda semana de abril”.

Os impactos que o novo aeroporto terá na avifauna continuam a ser uma das preocupações dos ambientalistas e não só. “Com aviões a levantar e a aterrar de sete em sete minutos, este aeroporto vai afetar de forma drástica a Reserva Natural do Estuário do Tejo”, afirma o deputado do BE Pedro Soares. O presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente visitou esta semana a área, classificada como a mais importante zona húmida do país. Por ali passam mais de 200 mil aves por ano em rota migratória. Para Pedro Soares, “é um crime afastar dali as aves e colocar em causa um sistema ecológico prioritário, em função de interesses económicos”.

https://expresso.pt/sociedade/2019-04-05-Agua-mete-se-no-estudo-do-aeroporto-1?fbclid=IwAR0yd_HDJdnJIvSdyrVymetetmNVjhFTFwrPrb1Y5lP4U_wCu7tR4lOd4Oc#gs.3zhh4g

mais do mesmo, mais do mesmo, cambada de trafulhas e incompetentes !!!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Abril 06, 2019, 04:25:00 pm
Está tudo contra o Montijo é certo...até os birdstrikes comuns com aeronaves militares têm sido empolados...

Mas captações de água de aquíferos??? desvia-se a captação...protege-se o aquifero...mais betão menos betão...blinda-se o aquifero...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: asalves em Abril 08, 2019, 10:54:45 am
Eu acho que a se a construção do aeroporto do montijo se for para a frente vai ser um dos ponto mais altos da incompetência e fácil permeabilização dos políticos por interesses e com questões a roçar na corrupção. Com tanta mediatização que houve, estudos e gente a falar que a solução não chega sequer a ser uma solução, e mesmo assim o governo insiste. Só governo e a ANA é que estão a favor desta solução que para mim já está demonstrada há muito que não vai funcionar ou vai-se enterrar muito dinheiro naquilo.

Tem de haver qualquer coisa (talvez €) para continuarem a insistir nesta solução. Existindo Alcochete onde mais de metade dos problemas do Montijo não existem porque motivo se insiste no Montijo?

É que não estou a falar em construir um Aeroporto completo em Alcochete façam um portela +1 mas em Alcochete, daqui a 15/20 anos logos se aumenta a capacidade de Alcochete para um grande aeroporto internacional
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: raphael em Abril 08, 2019, 01:54:34 pm
Eu acho que a se a construção do aeroporto do montijo se for para a frente vai ser um dos ponto mais altos da incompetência e fácil permeabilização dos políticos por interesses e com questões a roçar na corrupção. Com tanta mediatização que houve, estudos e gente a falar que a solução não chega sequer a ser uma solução, e mesmo assim o governo insiste. Só governo e a ANA é que estão a favor desta solução que para mim já está demonstrada há muito que não vai funcionar ou vai-se enterrar muito dinheiro naquilo.

Tem de haver qualquer coisa (talvez €) para continuarem a insistir nesta solução. Existindo Alcochete onde mais de metade dos problemas do Montijo não existem porque motivo se insiste no Montijo?

É que não estou a falar em construir um Aeroporto completo em Alcochete façam um portela +1 mas em Alcochete, daqui a 15/20 anos logos se aumenta a capacidade de Alcochete para um grande aeroporto internacional

Essa é a próxima...

Porque a ideia futura é só Alcochete e terminar a Portela pela especulação imobiliária daqueles terrenos em Lisboa.
O problema é que vão vislumbrar isso assim que o Montijo arrancar.
Tudo vai depender e muito se conseguirem protelar o Montijo até depois das eleições.

Se o dono da cadeira mudar ou tiver de ter outras parcerias a coisa pode mudar de rumo.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Daniel em Abril 11, 2019, 05:16:48 pm
Aeroporto em Alverca seria "grave atentado” ambiental e “desastre” financeiro, diz Governo
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/aeroporto-em-alverca-seria-grave-atentado-ambiental-e-desastre-financeiro-diz-governo
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=NmRj+TrsswbOEa38CFoD2bvzu4CM2XfcfMFjBRW6LrrMjo2y5vGyi+9d1M9N1FFoCn/XaqoEahpHn5Jg4tjwlFX6hMiGWhT/SEiCgJazMS0v2BQ=&W=800&H=0&delay_optim=1)
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Alberto Souto Miranda lembra, em comunicado, que “o país discutiu durante anos” e o Governo estudou o “necessário” e “decidiu fundadamente” a solução que passa pela transformação da base aérea do Montijo, sendo que o avanço das obras “só está dependente” da aprovação pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que “deve ser entregue” na sexta-feira.

A APA “deve pronunciar-se até outubro, no prazo legal, se não o conseguir fazer antes”, assinala o governante, segundo o qual “no Montijo o impacto ambiental será muito mitigado” e “será um aeroporto facilmente acessível por via rodoviária, fluvial e ferroviária e será um dia o grande aeroporto de Lisboa”.

“Todos esperamos que a ANA, SA possa começar as obras até ao final do ano”, sublinha.

O presidente da Aliança, Pedro Santana Lopes, defendeu na terça-feira que o aeroporto complementar ao de Lisboa deve ficar situado em Alverca e não no Montijo, apontando para “ganhos ambientais e socioeconómicos” para sustentar a posição.

“Não há nenhuma razão que torne o Montijo preferível do que esta solução óbvia que é Alverca. Alverca é a solução mais lógica e racional”, afirmou o líder da Aliança.

Para Alberto Miranda, “a ideia de Santana Lopes de localizar o novo Aeroporto em Alverca, nem é uma ideia nova, nem é uma ideia boa”, mas sim “uma ideia antiga” que “foi sempre má”.
“O Governo não está disponível para brincar à localização de aeroportos, nem para aterrar várias centenas de hectares no Rio Tejo. É um fogacho de campanha eleitoral inconsequente”, critica.

Segundo o secretário de Estado, “como a pista de Alverca conflitua com a pista do aeroporto Humberto Delgado em termos de normas de navegação aérea, Santana Lopes quer construir uma nova pista em Alverca, no meio do rio Tejo”.

“Ambientalmente seria um grave atentado. Financeiramente seria um desastre. E a capacidade de expansão desse aeroporto penderia da nossa vontade em ir aterrando o rio Tejo”, destaca.

A ANA e o Estado assinaram em 08 de janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e inclui a extensão da atual estrutura Humberto Delgado (em Lisboa) e a transformação da base aérea do Montijo.

Em 04 de janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas pelo estudo de impacto ambiental para o aeroporto complementar do Montijo.

O primeiro-ministro, António Costa, também já disse que apenas se aguarda o EIA para ser "irreversível" a solução aeroportuária Portela + Montijo, considerando haver consenso nacional sobre o projeto.

Em 11 de janeiro, António Costa admitiu que "não há plano B" para a construção de um novo aeroporto complementar de Lisboa caso o estudo de impacto ambiental chumbe a localização no Montijo e voltou a garantir que "não haverá aeroporto no Montijo" se o estudo de impacte ambiental não o permitir.

Em 08 de março, a associação ambientalista Zero anunciou que tinha interposto uma ação judicial contra a APA, para que seja efetuada uma Avaliação Ambiental Estratégica ao novo aeroporto do Montijo.

Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 11, 2019, 07:36:45 pm
Aeroporto em Alverca seria "grave atentado” ambiental e “desastre” financeiro, diz Governo
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/aeroporto-em-alverca-seria-grave-atentado-ambiental-e-desastre-financeiro-diz-governo
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=NmRj+TrsswbOEa38CFoD2bvzu4CM2XfcfMFjBRW6LrrMjo2y5vGyi+9d1M9N1FFoCn/XaqoEahpHn5Jg4tjwlFX6hMiGWhT/SEiCgJazMS0v2BQ=&W=800&H=0&delay_optim=1)
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Alberto Souto Miranda lembra, em comunicado, que “o país discutiu durante anos” e o Governo estudou o “necessário” e “decidiu fundadamente” a solução que passa pela transformação da base aérea do Montijo, sendo que o avanço das obras “só está dependente” da aprovação pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que “deve ser entregue” na sexta-feira.

A APA “deve pronunciar-se até outubro, no prazo legal, se não o conseguir fazer antes”, assinala o governante, segundo o qual “no Montijo o impacto ambiental será muito mitigado” e “será um aeroporto facilmente acessível por via rodoviária, fluvial e ferroviária e será um dia o grande aeroporto de Lisboa”.

“Todos esperamos que a ANA, SA possa começar as obras até ao final do ano”, sublinha.

O presidente da Aliança, Pedro Santana Lopes, defendeu na terça-feira que o aeroporto complementar ao de Lisboa deve ficar situado em Alverca e não no Montijo, apontando para “ganhos ambientais e socioeconómicos” para sustentar a posição.

“Não há nenhuma razão que torne o Montijo preferível do que esta solução óbvia que é Alverca. Alverca é a solução mais lógica e racional”, afirmou o líder da Aliança.

Para Alberto Miranda, “a ideia de Santana Lopes de localizar o novo Aeroporto em Alverca, nem é uma ideia nova, nem é uma ideia boa”, mas sim “uma ideia antiga” que “foi sempre má”.
“O Governo não está disponível para brincar à localização de aeroportos, nem para aterrar várias centenas de hectares no Rio Tejo. É um fogacho de campanha eleitoral inconsequente”, critica.

Segundo o secretário de Estado, “como a pista de Alverca conflitua com a pista do aeroporto Humberto Delgado em termos de normas de navegação aérea, Santana Lopes quer construir uma nova pista em Alverca, no meio do rio Tejo”.

“Ambientalmente seria um grave atentado. Financeiramente seria um desastre. E a capacidade de expansão desse aeroporto penderia da nossa vontade em ir aterrando o rio Tejo”, destaca.

A ANA e o Estado assinaram em 08 de janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e inclui a extensão da atual estrutura Humberto Delgado (em Lisboa) e a transformação da base aérea do Montijo.

Em 04 de janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas pelo estudo de impacto ambiental para o aeroporto complementar do Montijo.

O primeiro-ministro, António Costa, também já disse que apenas se aguarda o EIA para ser "irreversível" a solução aeroportuária Portela + Montijo, considerando haver consenso nacional sobre o projeto.

Em 11 de janeiro, António Costa admitiu que "não há plano B" para a construção de um novo aeroporto complementar de Lisboa caso o estudo de impacto ambiental chumbe a localização no Montijo e voltou a garantir que "não haverá aeroporto no Montijo" se o estudo de impacte ambiental não o permitir.

Em 08 de março, a associação ambientalista Zero anunciou que tinha interposto uma ação judicial contra a APA, para que seja efetuada uma Avaliação Ambiental Estratégica ao novo aeroporto do Montijo.


Como nós andamos, agora também já os especialistas iluminados, pensam em Alverca, Santo Deus !! ::)
Porque não se faz uma  " pistinha " na avenida de Berlim, se calhar até dava jeito, fica tão pertinho do Aeroporto de Lisboa ??? :bang:

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: PereiraMarques em Abril 11, 2019, 08:34:35 pm
Isso de Alverca é um mero "sound bite"   do Santana para que se fale do seu partido... Ninguém com dois palmos de testa leva isso a sério...
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Abril 12, 2019, 07:52:46 am
Isso de Alverca é um mero "sound bite"   do Santana para que se fale do seu partido... Ninguém com dois palmos de testa leva isso a sério...

É mais um soundbyte do Santana e das suas (e seus) santanetes. Ainda em 2005, nas vésperas das eleições legislativas, apareceu de surpresa em Monte Real com a ideia peregrina de abrir a base ao tráfego civil sem que a FAP tivesse sido alertada para esse facto com antecedência ou mesmo sequer consultada quanto a isso. E mais grave foi nessa altura pois a dita personagem era Primeiro-Ministro.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 12, 2019, 08:02:22 am
Isso de Alverca é um mero "sound bite"   do Santana para que se fale do seu partido... Ninguém com dois palmos de testa leva isso a sério...

è um sound bite de uma pessoa que é ignorante até dizer basta !
Se o Montijo é o que é então alverca ainda é melhor com a pista no enfiamento da 03 de lisboa, sem espaço por onde crescer e construído em cima de uma zona populacional, só mesmo alguém muito ignorante para propor uma merda dessas !!!

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Daniel em Abril 15, 2019, 05:18:13 pm
Aeroporto ganha asas no Montijo
https://sol.sapo.pt/artigo/653495
(https://cdn1.newsplex.pt/fotos/2019/4/13/688279.jpg?type=Artigo)
Citar
O estudo de impacte ambiental terminado na semana passada alerta para problemas de ruído excessivo e riscos para várias espécies de aves, mas o Governo e a Vinci mantêm a decisão: o aeroporto de apoio à Portela vai ser na base aérea do Montijo. Alverca e Monte Real estão fora de causa.Não há plano B» para o aeroporto do Montijo, frisou António Costa, em janeiro, no primeiro debate quinzenal do ano. E parece que, independentemente das conclusões do estudo de impacte ambiental ontem publicado, o Governo e a Vinci vão mesmo avançar com a construção do novo aeroporto na base aérea daquele concelho do distrito de Setúbal.

Recorde-se que a Vinci, detentora da ANA - Aeroportos, se comprometeu a entregar o documento à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) nesta primeira quinzena de abril, o que fez ontem. E o resultado final não agrada ao Governo nem à Vinci: uma vez que aponta para problemas como a ameaça a espécies de aves que se encontram na zona e questões relacionadas com o ruído e a influência negativa que terá nas populações vizinhas.

Apesar disso, e independentemente das conclusões serem positivas ou negativas, o SOL sabe que a decisão do Governo e da concessionária é manter a construção no Montijo e arranjar soluções para os problemas apontados pela avaliação. Tanto do lado do Executivo como da Vinci existe a convicção de que não é possível construir um aeroporto sem impedimentos ambientais.

Monte Real e Alverca de fora

Além da proximidade com Lisboa, um dos aspetos que mais pesou na decisão do Governo de manter a construção do aeroporto no Montijo foi o facto de as pistas daquela infraestrutura serem em paralelo, o que permite a descolagem ou aterragem de dois aviões em simultâneo.

Razão pela qual nem o aeroporto de Alverca – com implicações de corredor aéreo –, nem o de Monte Real – a mais de 45 kms da capital – são hipóteses colocadas em cima da mesa. Em fevereiro deste ano, o Governo chegou a ponderar avançar com um projeto em Monte Real, para que a base militar passasse também a ter uma utilização civil.

«Representantes dos Ministérios da Defesa Nacional e do Planeamento e Infraestruturas reuniram-se com o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, com o qual fizeram um ponto de situação relativo ao estudo sobre a utilização civil da Base Aérea de Monte Real», apresentado em junho do ano passado, referia o comunicado do Ministério agora tutelado por Pedro Nuno Santos – e à época por Pedro Marques. «Nesta reunião, foi analisado o trabalho já realizado e equacionadas as próximas etapas do mencionado estudo», acrescentava a nota, sem adiantar quaisquer pormenores. No entanto, o SOL sabe que Monte Real já não é uma hipótese alternativa. Para a concessionária, a distância à capital portuguesa obriga a descartar esta opção.

No início deste mês, uma outra alternativa voltou a ser muito discutida: Alverca. O partido Aliança, liderado por Pedro Santana Lopes, defendeu na terça-feira que esta é a melhor solução para um projeto que tem como objetivo tirar alguma pressão do aeroporto da Portela. «Não há nenhuma razão que torne o Montijo preferível do que esta solução óbvia que é Alverca. Alverca é a solução mais lógica e racional» quer em termos de «acesso», «segurança» ou de «rapidez», afirmou Santana Lopes. O Governo descartou publicamente esta hipótese, considerando que criar um aeroporto em Alverca «seria um grave atentado» ambiental e «um desastre» financeiro. «O Governo não está disponível para brincar à localização de aeroportos, nem para aterrar várias centenas de hectares no Rio Tejo. É um fogacho de campanha eleitoral inconsequente», afirmou o secretário de Estado Alberto Souto Miranda.

Aeroporto Humberto Delgado no limite

Segundo os resultados de tráfego do primeiro trimestre de 2019, divulgados pela Vinci na passada sexta-feira, o aeroporto de Lisboa conseguiu apenas um crescimento de 4,2% – Faro cresceu 12,3% e Porto 9,5% – por estar no limite das suas capacidades.

«No hub de Lisboa, o tráfego cresceu 4,2%, apesar da elevada base de comparação e das atuais limitações de capacidade», lê-se no comunicado a que o SOL teve acesso, que refere que o acordo estabelecido com o Governo português quanto à abertura de um novo aeroporto civil no Montijo, a 25 quilómetros do centro da capital, ajudará a «acomodar a evolução do tráfego até que a concessão termine em 2063».

Segundo os dados revelados pela Vinci, no primeiro trimestres deste ano, Portugal recebeu mais de 11 milhões de passageiros nos seus aeroportos. Destes, mais de seis milhões passaram pelo aeroporto de Lisboa, 2,6 milhões pelo Porto, um milhão por Faro, 731 mil  pela Madeira e apenas 408 mil pelos Açores. De todos estes aeroportos, Lisboa foi o que registou menor crescimento face a período homólogo do ano anterior.

Zero apresenta queixa

Durante o ano de 2018, Portugal recebeu um total de quase 56 milhões de passageiros: 29,2 milhões passaram pelo aeroporto de Lisboa, 12,1 milhões pelo Porto, 8,7 milhões por Faro, 3,3 milhões pela Madeira e 2,3 milhões pelos Açores. Comparando com o ano de 2017, Lisboa registou um cresicmento de 6,5%, o Porto 10,2% e Faro 0,8%.

Recorde-se que a AssociaçãoZero apresentou no início de março uma queixa contra a APA exigindo uma avaliação ambiental estratégica, que  seja mais abrangente e evidencie todas as alternativas, incluindo a não construção de um novo aeroporto. Além disso, a associação ambiental avançou em agosto do ano passado com uma reclamação contra o Governo na Comissão Europeia, com o objetivo de tentar travar o avanço do novo projeto sem que haja uma atenção a questões como as influências no meio ambiente e nas populações vizinhas.

«[A queixa apresentada em Portugal] foi interposta com caráter de urgência, mas até ao momento não obtivemos resposta. Estamos a estudar quais serão os próximos passos. Estamos a reforçar a queixa feita à Comissão Europeia em agosto. Ainda não obtivemos resposta, mas sabemos que está a ser analisada», explicou ao jornal i Carla Graça, vice-presidente da Zero.
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Abril 15, 2019, 06:13:09 pm

Pergunto eu :

Para que se fez o estudo de impacte ambiental, se a decisão é avançar com o Montijo ????
Porque é que o Governo perdeu este tempo para decidir se se construía ou não o Aeroporto no Montijo se sabia de antemão que o estudo de impacte ambiental não era fundamental e mandatório para tal decisão ??

O facto de se ter perdido estes quase dois anos para iniciar a construção, um atraso que só em numero de pax no Aeroporto de lisboa, representou um aumento em quase quatro milhões de pax, tal atraso vai penalizar ainda mais a qualidade da operação diária no dito aeroporto, qualidade que diga-se de passagem é medíocre para não dizer pior em muitas areas operacionais.

Se as obras começarem agora provavelmente só daqui a dois anos, na melhor das hipóteses, se iniciarão as operações no Montijo, e, quando tal acontecer, daqui a dois anos, os 29 milhões de pax anuais do AHD, serão cerca de 32 milhões, para um aeroporto cuja capacidade máxima de processamento de pax era de 22 milhões, penso que está tudo dito !

Como se não bastasse este atraso nas obras do Montijo, e suas implicações no Aeroporto de Lisboa, vamos ser brindados, com as obras de ampliação do terminal de pax, no terminal de bagagens e nas plataformas, obras essas que irão limitar alguns acessos e condicionar ainda mais a operação diária !

Concluindo:
perdeu-se tempo com uma decisão que á partida já estava tomada;
decidiu-se pela localização errada, pois como veremos daqui a quinze/vinte anos, o apeadeiro do Montijo, AKA, apeadeiro da Maçonaria, :mrgreen:,  estará esgotado, sem possibilidade de expansão, e será necessário construir um Novo e muito maior Aeroporto;
e também se limitou a capacidade de receber os fluxos de turistas que nos procuram, devido ao limite de processamento de pax a que chegou o Aeroporto Humberto Delgado.

Estas tomadas de decisão, ERRADAS e muito tardias, trarão consequências brutais em volume de impostos para o contribuinte Lusitano.

Abraços
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 04, 2019, 08:43:45 pm
Governo autoriza o encerramento definitivo da pista 17/35 do Aeroporto de Lisboa.

https://observador.pt/2019/05/03/governo-autoriza-encerramento-definitivo-de-pista-secundaria-do-aeroporto-de-lisboa/?fbclid=IwAR0F2hkYW6qBmBX4281_Yvv3Eyc8Z832c3hia5cKpkRLNxRG8bN0yVNUiNw
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 19, 2019, 09:01:37 pm
É aquilo que já disse anteriormente: para isto mais vale acabar de uma vez por todas com a Força Aérea Portuguesa.  >:(

https://www.dn.pt/lusa/interior/e-urgente-acordar-com-militares-aumento-de-capacidade-do-aeroporto-de-lisboa---easyjet--10910591.html?fbclid=IwAR3J2aO_aXWM0lQlZDCawnjtBWWN89RBSYoA84W6sd0TxYcDC9Evg3VD3gM
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: tenente em Maio 19, 2019, 10:11:18 pm
É aquilo que já disse anteriormente: para isto mais vale acabar de uma vez por todas com a Força Aérea Portuguesa.  >:(

https://www.dn.pt/lusa/interior/e-urgente-acordar-com-militares-aumento-de-capacidade-do-aeroporto-de-lisboa---easyjet--10910591.html?fbclid=IwAR3J2aO_aXWM0lQlZDCawnjtBWWN89RBSYoA84W6sd0TxYcDC9Evg3VD3gM

CJ, Também já não falta muito pois a FAP, só são 5900 elementos, esta saga do futuro aeroporto do Montijo é linda, vamos enterrar dinheiro numa infraestrutura, que, depois de operacional, durará até ao limite da capacidade, cerca de quinze anos tais são as hipóteses de expansão que alberga.
Mais grave o facto da pista 01/19 não ter as dimensões adequadas para a operação de WB, nem a TAP querer operar neste aeroporto devido a ter em Lisboa o seu HUB, e a maioria das aeronaves aí estacionadas em especial as que operam no Longo curso, com o elevado numero de pax em ligação.

Atenção que não estou a referir as questões técnicas, tais como a gestão do espaço aéreo, o tema que a EZY aflora sobre o aumento de capacidade para o actual aeroporto, mas esquece-se que quando os dois aeroportos estiverem a operar em simultâneo, esse problema será muito maior e continuará por resolver, os corredores de aproximação e descolagem, o factor da vida selvagem que circunda aquela península etc, etc.

Somos um País muito rico para andarmos a esbanjar o dinheiro dos contribuintes, o nosso dinheiro, num projecto que está condenado a fracassar !!

Abraços   
Título: Re: Desactivação da Base aérea nº 6 do Montijo
Enviado por: Lightning em Maio 19, 2019, 11:46:54 pm
É aquilo que já disse anteriormente: para isto mais vale acabar de uma vez por todas com a Força Aérea Portuguesa.  >:(

https://www.dn.pt/lusa/interior/e-urgente-acordar-com-militares-aumento-de-capacidade-do-aeroporto-de-lisboa---easyjet--10910591.html?fbclid=IwAR3J2aO_aXWM0lQlZDCawnjtBWWN89RBSYoA84W6sd0TxYcDC9Evg3VD3gM

CJ calma ai com o modo "fim do mundo", que eu saiba a mudança da esquadra 101 de Sintra para Beja tem a ver com esta libertação de espaço aéreo.
As esquadras do Montijo dependem do aeroporto ir para a frente.
Alverca não entendo muito bem pois a FAP não tem lá aeronaves, e é uma pista muito importante para a OGMA. Alcochete para já não há necessidade de deslocalizar.