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Forças Armadas e Sistemas de Armas => Exército Português => Tópico iniciado por: dremanu em Junho 08, 2006, 12:22:00 am

Título: Artilharia do Exército
Enviado por: dremanu em Junho 08, 2006, 12:22:00 am
Que tipo de equipamento tem hoje em dia o exército Português?
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 08, 2006, 08:23:14 am
Bem, temos os obuses autopropulsados M-109 A2/A5 de 155mm na BMI; os  obuses (ou será canhões :?: ) L-119 de 105mm na BAI,  os obuses M-101 de 105mm, verdadeiras peças de museu; os OTO-Melara 56 de 105mm que já li por aqui que estão a ser substituidos e enviados para as RA; os obuses M-114 de 155mm, outras velhas glórias, acho que para instrução........
Falta os  morteiros e a AA........

Sites recomendados:
www.areamilitar.net (http://www.areamilitar.net) - do forista papatango
www.geocities.com/militaryzone_portugal (http://www.geocities.com/militaryzone_portugal) - do forista Pedro Monteiro
www.emgfa.pt (http://www.emgfa.pt) - este parece que está em baixo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Equipament ... ugu%C3%AAs (http://pt.wikipedia.org/wiki/Equipamento_do_Ex%C3%A9rcito_Portugu%C3%AAs)
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 08, 2006, 04:02:18 pm
Pois, o velho M-40A1 de 106mm montado noutro velho jipe Cournil..............
Nem o canhão sem recuo dispara, nem a Cournil pega :twisted:
apesar dos esforços do pessoal do parque auto do RG3
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 08, 2006, 09:33:20 pm
Deve estar a falar do "Zarco 05" com o Rh202 bitubo de 20mm a fazer fogo na Ponta do Pargo......
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 12, 2006, 10:32:26 pm
Artigo do Jornal do Exército, história da Artilharia Antiáerea na Madeira:
http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... LHARIA.pdf (http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/ueo/JE/ARTILHARIA.pdf)
Título:
Enviado por: typhonman em Novembro 10, 2006, 09:25:56 pm
Para quando uns M777 UltralightHotwizer?
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Novembro 10, 2006, 09:35:59 pm
Já ficava feliz com isto:

(http://img503.imageshack.us/img503/4624/300pxdenelg7qn3.jpg) (http://http)


Denel G7 de 105 mm, alcance máximo de 32km

http://www.denel.co.za/Landsystems/LS_A ... wedGun.pdf (http://www.denel.co.za/Landsystems/LS_ArtillerySysTowedGun.pdf)
Título:
Enviado por: TazMonster em Novembro 11, 2006, 09:11:24 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Já ficava feliz com isto:

(http://img503.imageshack.us/img503/4624/300pxdenelg7qn3.jpg) (http://http)


Denel G7 de 105 mm, alcance máximo de 32km

http://www.denel.co.za/Landsystems/LS_A ... wedGun.pdf (http://www.denel.co.za/Landsystems/LS_ArtillerySysTowedGun.pdf)


B20... ficava voçê e ficava eu.

Neste momento o Exército dispõe dos seguintes meios de Artilharia de Campanha:
14 Obuses M109A5 155mm AP (12 GAC/BM e 2 EPA)
21 Obuses LG M119A1 105mm Reb (18 GAC/BRR/RA4 e 3 EPA, e creio que mais um ou dois no depósito)
Os M109A2 155mm AP estão no GAC/BM mas não estão operacionais. Para os colocar no padrão A5 é preciso muito dinheiro, pois têm de ir aos EUA. A solução para equipar o GAC/BM com os 18 obuses que lhe pertencem (3 baterias a 6 obuses) é mandar vir mais 4 dos EUA e enviar os da EPA para Sta Margarida.

M101A1 105mm Reb, OM 105mm Reb e M114A1 155mm Reb estão fora de serviço. Ainda se encontram alguns na EPA que servem sobretudo para instrução de quadros (os procedimentos tácticos são os mesmos que em qualquer outro material).

Está em estudo a aquisição de M777 155mm Reb, mas... ainda vai demorar tempo.
A opção do M777 em deterimento do LG M119 105mm tem a ver com a standardização ao nível das munições. Hoje em dia os grandes avanços na Artilharia de Campanha fazem-se nas munições e cargas propulsoras. Em resumo, um projéctil 105mm não tem tamanho suficiente para as tarefas que se esperam da futura Artilharia.
Mas... concordo que o LEO está uma grande máquina, aliás como qualquer um dos obuses produzidos pela DENEL.
Título:
Enviado por: Leonidas em Novembro 12, 2006, 03:41:51 pm
Saudações guerreiras

Justifica-se o sistema «ASTROS» para Portugal?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: TazMonster em Novembro 12, 2006, 08:10:04 pm
Uma das lacunas da Artilharia Portuguesa é  precisamente a falta de um sistema que permita a contra-bateria.
No entanto, e embora seja um bom sistema, não creio que o ASTROS fosse a melhor escolha para Portugal. A simples razão é que não utiliza a munição padrão da NATO (foguete de 227mm).
Assim o melhor sistema seria sem duvida o MLRS que é largamente utilizado pelos países da NATO (EUA, GBR, Alemanha, França entre outros). O próprio MLRS tem algumas lacunas graves (Ex. se só disparar um foguete de um pod de 6, tem de substituir o pod completo). O desenvolvimento que se esta a efectuar ao nível das munições para este sistema, também o torna numa boa aposta para o futuro.
Título:
Enviado por: Miguel em Novembro 12, 2006, 08:37:18 pm
TazMonster

Creio que actualmente a Artilharia é composta por:

GAC/BriInt/RAC com 18 obuseiros L119 (3 Batarias)
GAC/BriMec com 12 M109A5 e 6 M109A2
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 12, 2006, 10:22:18 pm
Pelas informações que tenho, de facto há 14 M-109A5

Dos M-109A2 mais antigos, a última informação que tenho que já tem algum tempo, diz que dos seis iniciais, é possivel utilizar/recuperar três unidades.

A modernização do M-109A2, é possivel, mas provavelmente fica mais barato "arranjar" algumas unidades usadas e já convertidas.

A alteração principal do M-109A2 para o M-109A5, é a modificação da peça e além disso, neste momento as modernizações que os americanos fazem, é do M-109A5 para o M-109A6 Paladin.
E essa evidentemente é mais cara.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 12, 2006, 10:41:21 pm
Porque não G6 sul-africanos?
Título:
Enviado por: TazMonster em Novembro 13, 2006, 04:59:19 pm
Citação de: "Luso"
Porque não G6 sul-africanos?

Seria excelente caro Luso.
Mas ainda recentemente adquirimos o sistema AFATDS que tem a desvantagem de só "reconhecer" material norte americano (já está pronto para o M777).
Essa é a principal desvantagem do sistema. Pode ser que daqui a uns anos, quando desenvolvermos um sistema nosso, seja mais fácil adaptá-lo à utilização de material de origem não EUA.

E para informação geral, os M109A2 estão para lá de qualquer recuperação, seria necessário trocar não só o Tubo canhão como tambem o motor (o do M109A5 é diferente). Basicamente o M109A5 é o M109A6 mas sem o sistema automático de calculo de tiro e sem a navegação inercial (que é essencial para se poder fazer tiro em qualquer altura, tipo ir em deslocamento, parar e fazer tiro).
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Novembro 13, 2006, 05:23:11 pm
E a opinião do nosso "artilheiro" de serviço TazMonster sobre sistemas montados em chassis 6X6 / 8X8 como o CAESAR francês e o  Archer da BAE System ?

http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=4401 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=4401)
http://www.army-guide.com/eng/product.php?prodID=1470 (http://www.army-guide.com/eng/product.php?prodID=1470)

Quem não tem cão, caça com gato.... :lol:
Título: EPA
Enviado por: Nuno em Novembro 19, 2006, 02:13:38 am
Eu sei que já é bater no ceguinho mas isto.

 
Citar
No dia 20 de Abril, realizaram no Polígono de Tiro da Escola, uma sessão de Fogos Reais com o Obus 155mm Light Gun.

SOISRP / EPA


Citação no Site do Exercito,referindo-se ás actividades da Escola Practica de Artilharia.
Título:
Enviado por: Miguel em Novembro 19, 2006, 04:51:34 pm
Desde quando os Light Gun são de calibre 155mm? :lol:
Título:
Enviado por: TazMonster em Novembro 19, 2006, 05:56:31 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
E a opinião do nosso "artilheiro" de serviço TazMonster sobre sistemas montados em chassis 6X6 / 8X8 como o CAESAR francês e o  Archer da BAE System ?


Como já disse... são todos muito bons, até melhor que a actual tecnologia americana, mas... presentemente incompativeis com o sistema automático de comando e controlo adquirido (AFATDS 6.3.1)
Título:
Enviado por: typhonman em Novembro 19, 2006, 08:49:42 pm
O M777 é compativel?
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 20, 2006, 04:10:31 pm
Também não entendi...

"Light Gun de 155mm?"

Não será o de 105mm?
Título:
Enviado por: NVF em Novembro 20, 2006, 04:28:55 pm
Citação de: "Typhonman"
O M777 é compativel?


E ja' agora, o PzH2000 e' compativel com esse sistema de comando e controlo? Ainda ha' umas semanas vi no Military Channel ou no Science Channel (ja' nao me lembro qual) uma reportagem sobre este sitema alemao e aquilo e' impressionante: devido ao seu elevado "rate of fire" uma bateria de 6 PzH2000 pode substituir uma bateria de 18 M109.
Título:
Enviado por: typhonman em Novembro 20, 2006, 06:01:08 pm
Uns 10 Phz2000 mais uns 15 a 20 M777 rebocados, juntamente com o sistema de controlo.. Já n era mau...
Título:
Enviado por: TazMonster em Novembro 20, 2006, 09:39:39 pm
Os M177 são compativeis com o AFATDS, pois são de origem americana (desenhados pela BAe).
O problema da compatibilidade tem a ver com o software reconhecer as capacidades do sistema, por exemplo: alcances, cargas, granadas e outras caracteristicas.
Os PzH2000 por serem alemães também não são compativeis.
Atenção que por $$$$$$ suficientes, os americanos podem fazer o software compativél com qualquer sistema de armas, mas é preciso "a Hell of a lot of USD", porque eles por $$$ até vendem a mãe... e por mais uns $$$ trás garantia.

E quanto aos PzH2000... deixem-me sonhar... sim porque aquilo é um sonho (a verdadeira razão pela qual os americanos desistiram do Crusader, os alemães conseguiram o mesmo, mas mais barato e primeiro) a Holanda tem 18 para vender, uma excelente aquisição para a BM juntamente com os Leo A6.
E quanto às quantidades... porque parece que há pessoal que não conhece o conceito de quadro orgânico... cada Grupo de Artilharia tem 18 obuses, 3 Baterias de Bocas de Fogo a 6 armas.
Creio que a melhor combinação seria mesmo 18 Pzh2000 para a BM e 18 CAESAR (ou outro 155 de rodas) para a BrigInt (RA4) seria o ideal.
Para alem disso, mais uma Bateria de MLRS para as tropas de Corpo de Exército e idealmente mais um GAC 155AP (idealmente PzH2000).
Ah e o LG cá da terra é mesmo 105mm, deve ter sido um misstype.
Título:
Enviado por: migbar2 em Novembro 21, 2006, 01:53:28 am
Citação de: "TazMonster"
.
.
Ah e o LG cá da terra é mesmo 105mm, deve ter sido um misstype.






O Site do exercito é no seu todo um "misstype"  :twisted:
Título:
Enviado por: Nuno em Novembro 21, 2006, 06:35:29 pm
Citação de: "papatango"
Também não entendi...

"Light Gun de 155mm?"

Não será o de 105mm?


 Deve ser mas o pessoal do site do Exercito não deve saber.
Título:
Enviado por: karma52 em Novembro 24, 2006, 03:48:36 pm
Boas,
por curiosidade,

www.dogsofwar.fotopic.net (http://www.dogsofwar.fotopic.net)

Abraço,

Karma52
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 09, 2007, 11:52:14 pm
Artigo sobre o Regimento de Artilharia n.º 4
http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... Leiria.pdf (http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/ueo/JE/RELeiria.pdf)

Confirma-se que o GAC passou para a BrigInt, não é referida a possível criação de um segundo GAC com peças reboçadas de 155mm, voltando o actual GAC à BrigRR, conforme tinha sido referido em artigo anterior do JN.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 09, 2007, 11:58:57 pm
Excelente artigo, já deu para perceber os planos do Exército em relação a esta Arma.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 10, 2007, 12:11:32 am
Citando o Sr. Cor. Vieira
Citar
O GAC que aprontamos para a Brigada de Intervenção tem uma dotação de 18 obuses, sendo este número um standard da nossa doutrina.
Estes materiais de origem britânica são rebocados, têm a designação de light gun e são de calibre 105mm.
Para além destes obuses, o Exército possui obuses de maior calibre, especificamente os de 155 mm autopropulsados, que equipam o GAC da Brigada Mecanizada. Por vezes, somos ainda confrontados com um terceiro tipo de material, de calibre 88 mm, mas que hoje apenas se utiliza para a execução de salvas para honras militares. Encontramo-los na Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas, e no Regimento de Artilharia n.º 5, em Gaia.


Só temos isto :shock:
Título:
Enviado por: typhonman em Janeiro 10, 2007, 12:12:27 am
Nada de 155mm então?
Título:
Enviado por: migbar2 em Janeiro 10, 2007, 12:24:51 am
Citação de: "ricardonunes"
Citando o Sr. Cor. Vieira
Citar
O GAC que aprontamos para a Brigada de Intervenção tem uma dotação de 18 obuses, sendo este número um standard da nossa doutrina.
Estes materiais de origem britânica são rebocados, têm a designação de light gun e são de calibre 105mm.
Para além destes obuses, o Exército possui obuses de maior calibre, especificamente os de 155 mm autopropulsados, que equipam o GAC da Brigada Mecanizada. Por vezes, somos ainda confrontados com um terceiro tipo de material, de calibre 88 mm, mas que hoje apenas se utiliza para a execução de salvas para honras militares. Encontramo-los na Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas, e no Regimento de Artilharia n.º 5, em Gaia.

Só temos isto :shock:












Para que é que vamos ter mais ??
A artilharia é util enquanto ferramenta de apoio a outras unidades, como infantaria ou carros de combate por exemplo. Ora se não há mais unidades para apoiar, para quê ter mais artilharia ?
Até os carros de combate que temos são demais !! Nem tripulações para eles temos...se tivessemos hoje um combate, para se pôr 30 tanques a combater muito provavelmente 15 teriam de ser tripulados por oficiais e sargentos exclusivamente, ou seja, as tripulações mais caras do mundo em carros de combate ! E ainda se fala em mais artilharia...para quê ?...ou melhor, para quem ?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 10, 2007, 12:29:50 am
Deduzo dessa resposta que temos excedentes, isto para além do que já foi descoberto pelo governo, que os quer tentar vender.
Título:
Enviado por: migbar2 em Janeiro 10, 2007, 12:39:08 am
Citação de: "ricardonunes"
Deduzo dessa resposta que temos excedentes, isto para além do que já foi descoberto pelo governo, que os quer tentar vender.






 :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:
Pois, se eu tenho um carro apenas e não o sei guiar e ele está na garagem e enferrujar que eu saiba é excedentário, não ??
Qual terá sido o raciocinio dos nossos queridos governantes para vender 12 F-16 ?? "Estes tipos eram capazes de fazer tudo e agora só completam um MLU em cada 9 meses !!! Por este andar só em 2030 é que estão todos prontos...e mesmo que estejam antes de que nos serve 40 se não conseguimos manter mais de 30 pilotos F-16 ??? " Vai daí e a nossa esquerda tem a ideia de vender 10 e o nosso querido governo, não seja por isso, toca a vender 12, que é para verem quem sabe disto e manda ...e mai nada !!!!
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 10, 2007, 12:51:01 am
Uma GAC da BM equipada com M-109 A-5 e a GAC da BI com os ditos 18 obuses light gun. Não acho que estemos maus a esse nível, afinal temos 2 GAC's relativamente bem equipadas. Só falta mesmo uma GAC para a BRR...  :wink:
Título:
Enviado por: migbar2 em Janeiro 10, 2007, 01:06:02 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Uma GAC da BM equipada com M-109 A-5 e a GAC da BI com os ditos 18 obuses light gun. Não acho que estemos maus a esse nível, afinal temos 2 GAC's relativamente bem equipadas. Só falta mesmo uma GAC para a BRR...  c34x . Sei que ultimamente se tem investido qualquer coisa nisso...mas quanto mais melhor, só com indiscutivel qualidade de equipamento e preparação se pode combater a nossa pouca quantidade. Quem vê primeiro, dispara primeiro...
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 10, 2007, 01:15:34 am
Reli o tópico, e revejo as palavras do Sr. Cor nas do TazMonster.


Citar
Neste momento o Exército dispõe dos seguintes meios de Artilharia de Campanha:
14 Obuses M109A5 155mm AP (12 GAC/BM e 2 EPA)
21 Obuses LG M119A1 105mm Reb (18 GAC/BRR/RA4 e 3 EPA, e creio que mais um ou dois no depósito)
Os M109A2 155mm AP estão no GAC/BM mas não estão operacionais. Para os colocar no padrão A5 é preciso muito dinheiro, pois têm de ir aos EUA. A solução para equipar o GAC/BM com os 18 obuses que lhe pertencem (3 baterias a 6 obuses) é mandar vir mais 4 dos EUA e enviar os da EPA para Sta Margarida.

M101A1 105mm Reb, OM 105mm Reb e M114A1 155mm Reb estão fora de serviço. Ainda se encontram alguns na EPA que servem sobretudo para instrução de quadros (os procedimentos tácticos são os mesmos que em qualquer outro material).


O que pensava era que este material ainda estava em serviço M101A1 105mm Reb, OM 105mm Reb e M114A1 155mm Reb, dai a minha estupefacção ao ler as palavras do Sr. Cor. Vieira.
Título:
Enviado por: Lightning em Janeiro 29, 2007, 06:18:01 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Já ficava feliz com isto:

(http://img503.imageshack.us/img503/4624/300pxdenelg7qn3.jpg) (http://http)


Denel G7 de 105 mm, alcance máximo de 32km

http://www.denel.co.za/Landsystems/LS_A ... wedGun.pdf (http://www.denel.co.za/Landsystems/LS_ArtillerySysTowedGun.pdf)


Os americanos parecem interessados no G7.


Denel makes a hit with artillery technology in USA
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12 December 2005

At a demonstration in the United States last month Denel scored high with its 105mm light artillery ammunition and turret mounted on the LAV III (Stryker) vehicle built by US company General Dynamics Land Systems (GDLS).

o resto do artigo está no fim da página
http://www.denel.co.za/news.asp#Denel%2 ... 20in%20USA (http://www.denel.co.za/news.asp#Denel%20makes%20a%20hit%20with%20artillery%20technology%20in%20USA)

Podiamos fazer o mesmo com o chassi do Pandur :wink:
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Fevereiro 21, 2007, 05:59:45 pm
Necessito de uma informação:

 :arrow: Qual era o modelo da peça de artilharia alemã de 88 mm utilizada na guerra colonial ?
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 21, 2007, 07:00:16 pm
Nao era um 88 mm de origem alema

Deve confundir com o 87,6mm de origem inglesa

Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??

Aqueles que devem equipar a CAC ??
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 21, 2007, 07:21:42 pm
Miguel os morteiros de 120mm, vão equipar quanto muito os BIParas e o Pelotão de Morteiros Pesados do BAAT.
CAC?
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 21, 2007, 07:40:31 pm
Os BIParas estao equipados com morteiros de 81mmRoyal Ordnance

CAC= Companhia Apoio Combate do BAAT com Pelotao de Morteiros Pesados, Pelotao Anti Carro, Pelotao AA,Pelotao Engenharia
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 21, 2007, 08:15:10 pm
Olha que os BIParas tb estão equipados com alguns Morteiros de 120mm que eram da antiga Companhia de Morteiros Pesados.
Título:
Enviado por: Spectral em Fevereiro 21, 2007, 09:17:05 pm
Citar
Necessito de uma informação:

 Qual era o modelo da peça de artilharia alemã de 88 mm utilizada na guerra colonial ?

Acho que o Miguel está correcto, a peça desse calibre usada pelo nosso exército era a famosa inglesa "25 Pounder". As alemãs usadas na guerra colonial eram de 105mm, tendo sido enviadas para lá até o stock de munições se esgotar, enquanto no continente ficava o material compatível NATO.

Suponho que esta

Citar
http://en.wikipedia.org/wiki/10.5_cm_leFH_18


25 Pounder :

http://en.wikipedia.org/wiki/QF_25_pounder
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 21, 2007, 10:09:04 pm
Citação de: "Miguel"
Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??

Aqueles que devem equipar a CAC ??

Refere-se a este?

Citar
Morteiro 120mm

É um arma colectiva, com uma guarnição de 5 militares, de tiro curvo, de carregar pela boca. O lançamento do projéctil é conseguido pelo sistema de propulsão, podendo este utilizar várias cargas para conseguir diferentes alcances.
O transporte desta arma é feito com um atrelado, rodado, que pode ser operado por meios humanos ou viaturas. Pode ser lançado em pára-quedas.

País de origem: Singapura
Comprimento: 2600mm
Peso total em posição de transporte: 512 Kg
Calibre: 120 mm
Alcance mínimo/máximo: 400m/6.500m
Cadência de tiro máxima: 10 t.p.m.
Munições utilizáveis: Explosivas e de fumo
 


(http://img484.imageshack.us/img484/1008/3143101142002morteiro12cm7.jpg)

(http://img128.imageshack.us/img128/315/5528111542002morteiro12ju3.jpg)

(http://img130.imageshack.us/img130/4826/2930111542002morteiro12hu8.jpg)

EMGFA (http://http)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Fevereiro 21, 2007, 10:59:12 pm
Pensei que os morteiros de 120mm em Portugal fossem os Tempella finlandeses...
Título:
Enviado por: zecouves em Fevereiro 21, 2007, 11:13:36 pm
Citação de: "Miguel"
Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??


Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Um artilheiro que se chegue à frente no forum para explicar a diferença entre Peças e Obuses ...
Título:
Enviado por: LM em Fevereiro 21, 2007, 11:30:21 pm
Citar
Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Mas julgo ter lido algures que os morteiros de 120mm já eram considerados uma arma de artilharia... pelo menos não costumam fazer parte organica do escalão batalhão de infantaria "ligeiro" como os paras (ie, só como reforço), ainda por cima sem grande apoio motorizado.

Segundo sei levar morteiros (e munições!) de 81mm já é um pesadelo logístico neste tipo de tropas:

Citar
It takes 50 men to move just two 81mm medium mortars and their units of fire for one battle--a short one
http://www.geocities.com/Pentagon/Quarters/2116/mortars.htm
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 21, 2007, 11:33:14 pm
Citação de: "zecouves"
Citação de: "Miguel"
Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??

Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Um artilheiro que se chegue à frente no forum para explicar a diferença entre Peças e Obuses ...

Citar
Peça de artilharia, simplesmente Peça, ou Canhão é a designação das bocas de fogo que disparam granadas em tiro tenso. Distinguem-se dos obuses e morteiros em virtude destes se distinarem a disparar granadas em tiro curvo.

Na Artilharia terrestre actual, a maioria das bocas de fogo são capazes de fazer tiro tenso e tiro curvo, sendo melhor denominadas peças-obuses.


Citar
O Morteiro é uma boca de fogo de carregar pela boca, destinada a lançar granadas em tiro curvo de curto alcance. Os actuais Morteiros, têm origem nos Morteiros de Trincheira desenvolvidos na 1ª Guerra Mundial para serem especialmente usados na guerra de trincheiras. Na década de 1960, foi desenvolvido para o Exército Português um tipo especial de morteiro ultra-ligeiro denominado morteirete.

Actualmente os Morteiros são normalmente usados como arma de apoio de infantaria. No entanto, os Morteiros pesados são, em alguns casos, usados como arma de artilharia.
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 22, 2007, 08:08:00 am
Penso que temos morteiros de varias origens.

Soltam, Tampella e Brandt

Agora vou fazer uma sugestao c34x

Seria interessante reconstituir a CMP dos Paras com 18 peças de 120mm
Título:
Enviado por: zecouves em Fevereiro 22, 2007, 10:04:05 am
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "zecouves"
Citação de: "Miguel"
Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??

Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Um artilheiro que se chegue à frente no forum para explicar a diferença entre Peças e Obuses ...

Citar
Peça de artilharia, simplesmente Peça, ou Canhão é a designação das bocas de fogo que disparam granadas em tiro tenso. Distinguem-se dos obuses e morteiros em virtude destes se distinarem a disparar granadas em tiro curvo.

Na Artilharia terrestre actual, a maioria das bocas de fogo são capazes de fazer tiro tenso e tiro curvo, sendo melhor denominadas peças-obuses.


Citar
O Morteiro é uma boca de fogo de carregar pela boca, destinada a lançar granadas em tiro curvo de curto alcance. Os actuais Morteiros, têm origem nos Morteiros de Trincheira desenvolvidos na 1ª Guerra Mundial para serem especialmente usados na guerra de trincheiras. Na década de 1960, foi desenvolvido para o Exército Português um tipo especial de morteiro ultra-ligeiro denominado morteirete.

Actualmente os Morteiros são normalmente usados como arma de apoio de infantaria. No entanto, os Morteiros pesados são, em alguns casos, usados como arma de artilharia.



No exército português não há Morteiros na Artilharia. Noutros exércitos tal poderá acontecer, de momento não me lembro de nenhum. Salvo erro, a Artilharia da ex-URSS possuia na sua orgânica unidades de Morteiros Pesados de 120 mm. Não sei se isso ainda se passa no exército Russo.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 22, 2007, 10:40:14 am
Citação de: "zecouves"
No exército português não há Morteiros na Artilharia. Noutros exércitos tal poderá acontecer, de momento não me lembro de nenhum. Salvo erro, a Artilharia da ex-URSS possuia na sua orgânica unidades de Morteiros Pesados de 120 mm. Não sei se isso ainda se passa no exército Russo.

Não querendo ser muito chato :wink:
Citar
No dia 27 de Janeiro teve lugar no Polígono Militar da Escola Prática de Artilharia uma instrução conjunta, dos Tirocínios para Oficial de Infantaria, Artilharia, Cavalaria, Engenharia e dos Cursos de Formação de Sargentos de Artilharia, Cavalaria e Engenharia.

A instrução realizou-se no âmbito das matérias de Material, Tiro e Vigilância do Campo de Batalha e culminou com a execução de uma Missão de Tiro de Iluminação Coordenada com execução de fogos reais nocturnos de Obus e Morteiro.

A fase nocturna da instrução teve a especial atenção de S.Ex.a o Ministro de Estado e da Defesa Nacional que, acompanhado de S.Ex.a o General Chefe do Estado Maior do Exército, do Ex.mo Tenente-general Comandante da Instrução, do Ex.mo Tenente-general Comandante da Região Militar do Sul e do Ex.mo Major-general Director de Instrução, observou in loco o desempenho dos futuros Oficiais e Sargentos do Quadro Permanente. A instrução, no seu todo, compreendeu três fases: - prática diurna das matérias de Material e Tiro, com execução de fogos reais de Morteiro e Obus; - visita das Altas Entidades com entrada em posição nocturna de uma Secção de Morteiros Médios 81 mm, exposição de uma Secção Morteiro Pesado 107 mm, montado na Viatura Blindada Porta Morteiros M106, mostra de um Pelotão de Bocas de Fogo com Obus 105 mm M119 Light Gun e respectivo Posto Central de Tiro, e exposição de equipamentos de visão nocturna; - execução de uma missão de tiro designada de “Supressão Imediata” com Iluminação Coordenada, em que a Artilharia executou tiro com Obus 105 mm, garantindo a iluminação da área de objectivos, e a Infantaria e a Cavalaria executaram tiro de Morteiro 81 mm e 107 mm, atingindo os objectivos definidos. Esta instrução contou com o empenhamento total de: - 13 Oficiais, 08 Sargentos, 32 Praças, 31 Oficiais Alunos e 20 Sargentos Alunos; - 02 Morteiros Pesados 120 mm, 02 Morteiros Pesados 107 mm e 02 Morteiros Médios 81 mm; - 01 Morteiro Pesado 107 mm, montado em Viatura Blindada Porta Morteiros M106; - 02 Obuses 105 mm M119 Light Gun e Posto Central de Tiro; - Diversos equipamentos de visão nocturna, observação e transmissões; Diversas Viaturas Tácticas.

A visita de S.Ex.a o Ministro de Estado e da Defesa Nacional terminou com a assinatura do Livro de Honra da Escola Prática de Artilharia.

SOISRP/EPA


A noticia foi retirada do site do Exército da página da EPA, mas está um pouco desactualizada pois o ministro era o Paulo Portas.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 22, 2007, 11:24:32 am
No meu tempo a sub-especialidade de morteiros era dada na ETAT, por isso pelo menos para o Exército Português os morteiros pertencem à arma de Infantaria.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 22, 2007, 11:46:26 am
Pessoalmente não sei se é ás unidades de Artilharia que compete operar os morteiros pesados, se os têm ou não, acho que isso é um mal menor.
O importante é eles existirem :wink:

Agora, deixo-vos este texto:

 UMA VISÃO SOBRE O PAPEL DA ARTILHARIA DE CAMPANHA NOS NOVOS AMBIENTES OPERACIONAIS (http://http)
Título:
Enviado por: zecouves em Fevereiro 22, 2007, 01:57:51 pm
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "zecouves"
No exército português não há Morteiros na Artilharia. Noutros exércitos tal poderá acontecer, de momento não me lembro de nenhum. Salvo erro, a Artilharia da ex-URSS possuia na sua orgânica unidades de Morteiros Pesados de 120 mm. Não sei se isso ainda se passa no exército Russo.

Não querendo ser muito chato :wink:

Lembro-me desse exercicio: os cadetes de infantaria e os de cavalaria operaram os morteiros e parte dos alunos de artilharia operaram guarneceram os Light Gun.

Num post anterior faltou referir que os Esquadrões de Reconhecimento das nossas Brigadas também possuem organicamente um pelotão de morteiros. Portanto morteirada não é exclusivo da Infantaria mas também da Cavalaria.
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 22, 2007, 07:52:54 pm
Em França os Morteiros de 120mm passaram, a responsabilidade da arma de artilharia

Um exemplo para seguir?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 22, 2007, 08:05:08 pm
Citação de: "Miguel"
Em França os Morteiros de 120mm passaram, a responsabilidade da arma de artilharia

Um exemplo para seguir?


Pelo que estive a ler hoje, fiquei com a ideia que esse é o conceito que deve ser adoptado tendo em consideração os novos conflitos, guerrilha, guerras assimétricas, batalhas em cenários urbanos.
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Fevereiro 22, 2007, 08:07:01 pm
Citar
No dia 27 de Janeiro teve lugar no Polígono Militar da Escola Prática de Artilharia uma instrução conjunta, dos Tirocínios para Oficial de Infantaria, Artilharia, Cavalaria, Engenharia e dos Cursos de Formação de Sargentos de Artilharia, Cavalaria e Engenharia.


Se bem me lembro, na altura, o jornal "Correio da Manhã" publicou uma reportagem sobre o evento com fotografias a cores.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: zecouves em Fevereiro 22, 2007, 09:34:00 pm
Citação de: "Miguel"
Em França os Morteiros de 120mm passaram, a responsabilidade da arma de artilharia

Um exemplo para seguir?


Miguel: onde posso encontrar referencia relativa à integração de morteiros  pesados nas unidades de artilharia do exército francês? Fiquei curioso.
 :o
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 22, 2007, 09:48:54 pm
Para já encontrei isto
Citar
The Mortier 120mm Rayé Tracté Modèle F1 (MO-120-RT-61, "120mm rifled towed mortar, model F1") is a heavy mortar used by the French Army.

The MO-120-RT-61 was designed by Thomson-Brandt. It is currently used by the French Army, and produced under licence by Germany, Belgium, the Netherlands, Brazil, Turkey and the USA. It exists in smooth-bore version for the mountain artillery. The MO-120-RT-61 is affected to artillery units, where it augments the 155mm towed artillery. It is towed by the Véhicule de l'Avant Blindé or the AMX-10P.

The MO-120-RT-61 uses standard NATO 120mm mortar ammunition. They can be fired either directly when dropping the bomb in the muzzle, or by a trigger system.


Mas de certo que o srº Miguel, terá mais dados :wink:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 22, 2007, 10:07:17 pm
O meu francês é muito mau, mas acho que esta página explica qualquer coisa (http://http) :wink:
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 23, 2007, 09:36:48 am
Ricardo
Le mortier rayé tracté de 120 mm Mle F1 est une arme lourde à tir vertical équipant en double dotation l'ensemble des régiments d'artillerie canon et lance-roquettes multiples (LRM).

O Morteiro de 120mm Modelo F1 é uma arma pesada de tiro vertical, que equipa os Regimentos de Artilharia, equipados com canhoes ou lança roquets LRM

Na pratica isto quer dizer que um Regimento Artilharia é equipado assim:

4 Batarias de Bocas de Fogo com 8 Obuseiros ou 8 Morteiros cada bataria

Os franceses utilizam o sistema quartenario, para permitir uma rotaçao permanente de uma bataria ou companhia no ultramar, isso significa que fica permanente a força de combate do Regimento com 3 Batarias ou Companhias operacionais alem das unidades de apoio.


Bem eu julgo que nos podiamos, equipar a nossa artilharia assim:

GAC da Brigada Reacçao Rapida, com 18 Morteiros 120mm (3 batarias)
GAC da Brigada Intervençao,com os 18 M119 de 105mm
GAC da Brigada Mecanizada com 18 M109 de 155mm

Penso que as unidades de infantaria devem ficar apenas com morteiros de 81mm e 60mm.
Título:
Enviado por: zecouves em Fevereiro 23, 2007, 02:15:31 pm
Sobre novos desafios do apoio de fogos, "encalhei" neste artigo, muito interessante: http://www.rainews24.rai.it/ran24/inchi ... /FEMAG.pdf (http://www.rainews24.rai.it/ran24/inchiesta/pdf/FEMAG.pdf)

Prognósticos para o futuro da artilharia só no fim do jogo ... http://usacac.leavenworth.army.mil/cac/ ... /tracy.pdf (http://usacac.leavenworth.army.mil/cac/milreview/download/english/JanFeb04/tracy.pdf)

Quanto à artilharia francesa e os seus morteiros pesados encontrei a confirmação em: http://www.rama3.terre.defense.gouv.fr/ ... on_b2.html (http://www.rama3.terre.defense.gouv.fr/02_coeur/022_organisation_b2.html)

Este processo de equipamento de unidades de artilharia com morteiros pesados está a acontecer noutros paises da NATO?
Título: Artilharia, morteiros e etc
Enviado por: TazMonster em Fevereiro 23, 2007, 11:56:38 pm
No nosso exercito os morteiros estão na Infantaria e na Cavalaria.
Não existem GAC (Grupo de Artilharia de Campanha) de morteiros.
Os morteiros pesados (107mm, na BrigMec ou 120mm nas Un da BRR ou BrigInt) estão organizados em pelotões de morteiros pesados de 4 armas, na CAC dos Batalhões. As CAt têm 3 morteiros médios (81mm).
No futuro, com os morteiros de carregamento automático (Ex. AMOS e NEMO) o emprego táctico e técnico destas armas vai ficar muito parecido com o da artilharia, fazendo com que pode-se haver uma passagem destes para a artilharia.

Quanto à diferença entre Obus e peça.
Obus - Comprimento do tubo inferior a 30 calibres (mais orientado para o tiro curvo e com velocidades iniciais menores, normalmente <1000m/s)
Peça - Comprimento do tubo >30 calibres e velocidades iniciais >1000m/s. (normalmente orientadas para tiro tenso).

Actualmente há a tendencia para se designarem por Obuses todas as armas de AC (com o comprimento do tubo cada vez maior), por estas manterem uma velocidade inicial relativamente baixa quando comparadas com as peças.
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 24, 2007, 11:20:15 am
Saudações guerreiras

É verdade que para os morteiros dispararem têm que assentar em chão nivelado?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 24, 2007, 12:25:40 pm
Técnica de Tiro de Morteiro (http://http)

Morteiros (http://http)
Título:
Enviado por: Yosy em Fevereiro 24, 2007, 12:36:25 pm
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras

É verdade que para os morteiros dispararem têm que assentar em chão nivelado?

Cumprimentos


Não necessáriamente. Os melhores operadores de morteiros conseguem atingir alvos quase por instinto.
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 24, 2007, 01:39:51 pm
Muito obrigado a ambos

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 26, 2007, 05:30:53 pm
A Belgica passou igualmente a utilizar morteiros de 120mm nas suas Batarias de Artilharia.

Deviamos constituir 2 grupos de artilharia campanha cada com 6 Light Gun numa bataria pesada e 2 batarias ligeiras com morteiros de 120mm.

Assim ficavam a BRR e BriInt cada com o seu GAC.

A missao dos light gun, seria o tiro na profundidade e contra bataria, ficando as batarias de morteiros pesados para apoio fogo das unidades da brigada.

Os Batalhoes Infantaria e Paras, ficam esses com os morteiros de 81mm num pelotao.
Título:
Enviado por: TazMonster em Fevereiro 26, 2007, 08:11:17 pm
Citação de: "Yosy"
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras

É verdade que para os morteiros dispararem têm que assentar em chão nivelado?

Cumprimentos

Não necessáriamente. Os melhores operadores de morteiros conseguem atingir alvos quase por instinto.


Yosy

Acredite que o instinto nada tem a ver com a precisão.

A arma deve estar o mais nivelada possivél, pois esse é um factor essencial para que as pontarias sejam as mais correctas (vou-me escusar a falar de conceitos como, planos de pontaria e planos de tiro, para o pessoal não ficar com a cabeça a andar a roda).
E acreditem... mais vale um pouco mais devagar e no lugar certo do que depressa e mal.
Título:
Enviado por: Yosy em Fevereiro 26, 2007, 08:20:34 pm
Citação de: "TazMonster"
Citação de: "Yosy"
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras

É verdade que para os morteiros dispararem têm que assentar em chão nivelado?

Cumprimentos

Não necessáriamente. Os melhores operadores de morteiros conseguem atingir alvos quase por instinto.

Yosy

Acredite que o instinto nada tem a ver com a precisão.

A arma deve estar o mais nivelada possivél, pois esse é um factor essencial para que as pontarias sejam as mais correctas (vou-me escusar a falar de conceitos como, planos de pontaria e planos de tiro, para o pessoal não ficar com a cabeça a andar a roda).
E acreditem... mais vale um pouco mais devagar e no lugar certo do que depressa e mal.


Tem toda a razão, eu não nego isso, mas a experiência também conta.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 28, 2007, 03:48:13 pm
Será que são boas noticias, ou não passam disso  :?:

Citar
O Exército não é o responsável pela organização da defesa aérea. Essa é a responsabilidade primária da Força Aérea. A responsabilidade do Exército recai sobre a colaboração com a Força Aérea na protecção de áreas e pontos sensíveis do Território Nacional, por intermédio de meios SHORAD e HIMAD, assim como das suas forças e instalações.

De acordo com as Missões Específicas das Forças Armadas, a Missão Específica do Exército é a de “Colaborar na defesa antiaérea de muito baixa e baixa altitude, de áreas e pontos sensíveis do Território Nacional”. Para tal, o Exército deve dispor de meios SHORAD orgânicos, para a protecção das suas Brigadas Independentes e de um Grupo de Artilharia Antiaérea com a responsabilidade de garantir a defesa antiaérea a baixas e muito baixas altitudes de instalações, tanto na zona avançada como na área de retaguarda, assegurar a defesa antiaérea de instalações e infra-estruturas essenciais ao esforço nacional de guerra, assim como colaborar nas operações de defesa aérea com outros Ramos das Forças Armadas, nomeadamente com a Força Aérea.

No que diz respeito aos sistemas HIMAD, não está prevista a sua aquisição, apesar de haver quem defenda a sua existência para a protecção do Corpo de Batalha “A protecção do Corpo de Batalha exige meios SHORAD/HIMAD idênticos aos necessários para a defesa de pontos e zonas sensíveis do Território Nacional” (BORGES, 1998)[53].

É, de certo modo, despropositado julgar-se que é possível a aquisição de toda a panóplia dos sistemas de armas, detecção, localização, comando e controlo, pois são conhecidas as dificuldades orçamentais para esta área. Em sintonia com esta realidade, o RAAA1 tem vindo a desenvolver estudos no domínio da viabilidade da aquisição de novos equipamentos, uma vez que tem a responsabilidade de unidade de ensino na vertente da Artilharia Antiaérea e de subcomissão Técnica da Arma no programa de reequipamento em Portugal.

A adopção dos sistemas SHORAD, não reflecte a preferência doutrinária, mas torna-se cada vez mais uma referência na definição das unidades de Artilharia Antiaérea em Portugal.

Embora possível o emprego destes sistemas contra armas de destruição maciça, isto requer um posicionamento no terreno muito próximo da área controlada pelo Inimigo. Melhorias ao nível do alcance destes sistemas de armas bem como dos seus sistemas de detecção e localização, permitirão um posicionamento menos vulnerável e fora do alcance da Artilharia Inimiga.

Actualmente, o Exército Português não apresenta condições para fazer face às novas ameaças (mísseis cruzeiro, UAV’s e aeronaves de asa fixa de ultima geração). Os sistemas de armas existentes sofrem de desactualização e falta de manutenção. As restrições económicas conduzem a isso mesmo. No entanto, a Lei de Programação Militar (LPM) 5/22 prevê a aquisição de novos sistemas SHORAD, devendo esta ser executada de forma integrada e tendo em conta a interoperabilidade com os restantes ramos das Forças Armadas.

Na Proposta de Revisão da LPM, constava a aquisição de sistemas do tipo Linebacker que se destinam a suprimir as falhas, mais que evidentes, no sistema de defesa antiaérea, vindo substituir o ultrapassado sistema Chaparral da Brigada Mecanizada até 2014. Este sistema, para além de garantir uma protecção antiaérea mais eficaz da Força, integra-se com muito maior facilidade nas operações da manobra, típicas de uma unidade mecanizada.

Para a Brigada de Intervenção, está prevista[54] a aquisição de sistemas do tipo Avenger até 2012, visto tratar-se da unidade que irá responder com maior frequência aos compromissos internacionais, logo terá de usufruir de uma Artilharia Antiaérea suficientemente credível, quanto mais não seja pela sua função dissuasora. Para 2007 ainda está prevista a aquisição do radar Sentinel (3D), que contribuirá fortemente para alargar o espectro de actuação dos sistemas de armas.

Para a BAAA das Forças de Apoio Geral, está prevista a constituição de Pelotões equipados com sistemas do tipo Avenger e de Pelotões MANPAD[55], capazes de responder aos pedidos de reforço endereçados a esta unidade.

Brevemente entrará ao serviço o recentemente adquirido radar P-STAR (2D), e posteriormente, prevê-se a aquisição do radar Sentinel[56].

Todos os sistemas que forem substituídos pelos mais modernos, serão colocados nas respectivas BAAA dos Agrupamentos de defesa territorial dos Açores e Madeira, complementando o sistema canhão existente.

Apesar da aquisição de sistemas HIMAD não está prevista na LPM não se pode concluir, como foi visto anteriormente, que a escolha destes é menos importante. Muito pelo contrário. São as dificuldades orçamentais que limitam a escolha e “ditam” os sistemas preferenciais a serem adquiridos, conduzindo a que a prioridade dada aos meios HIMAD será inferior à dos meios SHORAD. Apesar deste facto, não se deverá descurar a formação dos quadros nestes sistemas para que, numa hipotética situação de crise ou conflito, se possam erguer este tipo de unidades, contribuindo de forma decisiva para dissuasão da eventual ameaça.  

Espera-se que com a aquisição destes novos sistemas de armas e vigilância, a capacidade de defesa antiaérea aumente exponencialmente, materializando a defesa eficaz das novas unidades do Exército Português, embora sem esquecer que “só uma defesa combinada com sistemas SHORAD e HIMAD garante uma protecção adequada, permitindo que reciprocamente as limitações de um sistema sejam colmatadas pelas possibilidades do outro sistema” (TCor Art Benrós, 2005)[57]



Revista de Artilharia on-line (http://http)
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 28, 2007, 05:00:22 pm
Se o artigo é de 2005, é como o Ricardo sugere: não passa disso.
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 01, 2007, 05:14:15 am
Mas acaba por ser interessante, apesar de datar de 2005.

Citar
...conduzindo a que a prioridade dada aos meios HIMAD será inferior à dos meios SHORAD. Apesar deste facto, não se deverá descurar a formação dos quadros nestes sistemas para que, numa hipotética situação de crise ou conflito, se possam erguer este tipo de unidades, contribuindo de forma decisiva para dissuasão da eventual ameaça.


Este excerto poderá explicar de certa forma a presença em alguns manuscristos do sistema Hawk nas FAs Portuguesas, por exemplo.


Cumptos
Título:
Enviado por: typhonman em Março 01, 2007, 07:38:44 pm
O sistema linebacker são misseis Stinger ou estou errado?
Título:
Enviado por: Spectral em Março 01, 2007, 07:44:42 pm
É o sistema Avenger montado num Bradley.
Foram todos retirados recentemente ao serviço e convertidos para Bradleys normais.

http://www.defenseindustrydaily.com/2006/11/the-us-armys-bradley-remanufacture-program-updated/index.php
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Março 05, 2007, 10:38:25 pm
Esta notícia, penso, é sobretudo pelo valor reduzido do contrato - 60 milhões de euros - para a aquisição quer de um sistema de mísseis antiaéreo, como de um radar de busca (tridimensional, actualmente inexistente no apoio ao Stinger).

Citar
No dia 28 de fevereiro o governo da Estônia assinou o contrato de aquisição de um novo sistema missilístico de defesa aérea aproximada (VSHORADMS, Very Short Range Air Defense Missile System) no valor de €60 milhões. O novo sistema combinará mísseis MBDA Mistral com radares Saab Giraffe AMB, além de centros de Comando e Controle e um sistema de comunicações. in http://www.segurancaedefesa.com/Mistral+Giraffe.html
Para referência, alguns dados sobre o Giraffe:

Citar
(http://www.army-technology.com/projects/bamse/images/bamse_11.jpg)

Giraffe Radar is a C Band radar it is integrated to RBS-70 Missile System. It is interfaced with the Missile Systems provided by the Target Data Receiver which can be programmed for any system.

It has a capability of tracking multiple targets simultaneously.The Giraffe radar itself is able to track over 100 targets at once, if there is more radars within network, the tracking capacities are summed up. in http://www.pakistanidefence.com/Electronics/Giraffe_Radar.html
O seu alcance é de cerca de 100km. Existe também uma versão naval do mesmo (http://www.naval-technology.com/contractors/weapon_control/ericsson_microwave/)
 
Citar
Giraffe is the family designation of a series of combined G/H- Band pulse Doppler search radars and combat control centres from Ericsson for mobile and static short- or medium-range Command, Control, Communications and Intelligence (C³I) air defence systems.

The Giraffe AMB (Agile Multi Beam) is a True Three Dimensional Search Radar - specially designed for operation with Medium and Short Range SAMsystems which features an active phased array antenna with full 3-D capability. It is in development for the Swedish RBS 23 BAMSE air defence missile system. A new integrated C³I system, adapted to air defence systems up to medium range is being developed. Giraffe AMB can be integrated into most air defence systems. Some 450 Giraffe systems have been ordered since 1978 and the radar is in service in 18 countries outside Sweden.

The „stacked beam” antenna concept, employs one wide beam for transmission and multiple narrow beams for simultaneous reception and provides not only an unparalleled 3D target update rate of one per second but also extremely high Altitude coverage. All targets within the elevation envelope are determined using monopulse techniques thus ensuring high quality 3D target data. The antenna sidelobe level is reduced to an absolute minimum giving the Giraffe AMB outstanding jamming resistance. in http://www.radartutorial.eu/19.kartei/karte408.en.html (http://www.radartutorial.eu/19.kartei/karte408.en.html)

O ensaio da Revista da Artilharia é uma excelente base para debater e compreender o que é hoje, e num futuro próximo, a realidade nacional. Aliás, esta é uma das melhores publicações do género em Portugal.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: Lancero em Março 29, 2007, 06:15:06 pm
:oops:


Citar
Defesa: Exercício com mísseis terra-ar falhou todos os alvos

Marinha Grande, Leiria, 29 Mar (Lusa) - Um exercício militar com mísseis terra-ar de curto alcance realizado hoje na Marinha Grande falhou os objectivos do Exército, já que nenhum dos oito alvos foi destruído.

        O exercício Relâmpago 07, para testar com fogo real o sistema de míssil antiaéreo Chaparral, não cumpriu os objectivos iniciais e os militares responsabilizaram os alvos utilizados, cuja data de validade expirava este ano.

        "Falhou o espectáculo mas valeu o treino", disse o comandante do Regimento de Artilharia Antiaéreo 1, coronel Vieira Borges, que endereçou as responsabilidades dos erros para os alvos LZS 5000.

        O balanço deste exercício "será devidamente analisado", afirmou o oficial, que destacou o "grande empenhamento" dos artilheiros, apesar dos "factores aleatórios" que contribuíram para o falhanço dos disparos.

        No total, foram apenas lançados quatro mísseis - um dos quais detonou no areal enquanto os outros seguiram para o mar - já que nas outras situações os artilheiros não conseguiram fixar os alvos para disparar os projécteis.

        Eram "alvos que tinham alguns anos e com data de validade até este ano", e os mísseis não os conseguiram fixar, explicou Vieira Borges.

        Este exercício é realizado de forma regular pelo exército mas foi a primeira vez que nenhum dos oito alvos foi destruído pelos mísseis, que fazem parte do sistema de defesa antiaérea do país.

        Este treino é considerado essencial para garantir a capacidade operacional do Exército em reagir a ameaças terroristas que podem utilizar aeronaves para atacar locais estratégicos, à semelhança do que sucedeu no World Trade Center.

        No total, foram envolvidos 180 militares e a interdição do espaço aéreo e marítimo foi assegurada pela Armada e pela Força Aérea.

        Os mísseis Chaparral são de origem norte-americana e entraram ao serviço no Exército português em 1990, sendo considerado um equipamento moderno que visa os alvos em voo com recurso a localização por infra-vermelhos e busca de calor.  

        Os lançadores estão assentes em carros com lagartas e possuem uma autonomia de 480 quilómetros.

        Após o disparo, o míssil segue o alvo num raio de cinco mil metros mas neste exercício as falhas do sistema estarão relacionadas com o facto dos alvos utilizados serem mais pequenos (1,1 metros) que as aeronaves e não produzirem muito calor.  
Título:
Enviado por: ferrol em Março 29, 2007, 06:53:16 pm
Descoñezo en absoluto o modelo de Chaparral que usa Portugal, pero vamos, que se ven usando desde mediados-finais dos 70´s, logo paréceme moi estraño que se diga que foi un equipo moderno en 1990, cando o mercou Portugal. ¿Será algún tipo de misil modernizado?
Título:
Enviado por: Spectral em Março 29, 2007, 07:15:14 pm
Citar
Descoñezo en absoluto o modelo de Chaparral que usa Portugal, pero vamos, que se ven usando desde mediados-finais dos 70´s, logo paréceme moi estraño que se diga que foi un equipo moderno en 1990, cando o mercou Portugal. ¿Será algún tipo de misil modernizado?


Existe um modelo do Chaparral que foi actualizado com a cabeça de procura do Stinger nos anos 80 (não tenho informações sobre que modelo é usado pelo Exército Português), mas continuam a ser sucata à mesma. Já o eram quando foram adquiridos, e ainda o mais são agora.

Sucata com eles, sucata com eles...  :roll:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 29, 2007, 08:06:09 pm
O Exército tem muitas lacunas, muitas delas são do conhecimento público. A nossa Artilharia Anti-aérea é na minha opinião, a maior lacuna do Exército. Neste momento qual é a nossa arma mais avançada a este nível?! São os misseis anti-aéreos Stinger, que foram adquiridos pela FAP para os Pára-quedistas. Pois é...vejam lá à quanto tempo foi!  :?
Título:
Enviado por: typhonman em Março 30, 2007, 01:26:48 am
Foram os Sentinel, dava jeito um sistema do tipo Rapier2 ou NASAMS.
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 30, 2007, 04:50:38 am
Também nunca percebi o "desinteresse" por este tipo de valências dentro das Forças Armadas Portuguesas. A questão do custo já nem é um grande problema hoje em dia, quando vemos sistemas AA excedentários noutros países a passarem para países aliados através de condições economicamente favoráveis. Usados sim, mas muito melhor do que temos.


Cumptos
Título:
Enviado por: tenente em Abril 08, 2007, 09:22:07 am
Boas,

Se ainda ninguém respondeu aqui vai : essa pequena/grande diferença está relacionada com o comprimento do tubo peça parte estriada. As peças de artilharia têm tubos com comprimento superior a trinta calibres e os obuses possuem tubos com comprimento inferior aos ditos trinta calibres.
Por calibre entenda-se a medida interior do tubo 10,5cm  15,5cm etc.
Os morteiros médios e pesados 81mm a 120mm não fazem parte do equipamento das BBF's, são armas colectivas da Infantaria/cavalaria.

Abraços/ten  

Citação de: "zecouves"
Citação de: "Miguel"
Sobre artilharia, alguém tem fotos dos morteiros pesados de 120mm da Brigada Reacçao Rapida??

Não que seja muito importante para este assunto mas é só para lembrar: os Morteiros não são armas utilizadas pela Artilharia, são armas da Infantaria. A Artilharia tem Peças e Obuses.

Um artilheiro que se chegue à frente no forum para explicar a diferença entre Peças e Obuses ...
Título:
Enviado por: tenente em Abril 08, 2007, 09:32:40 am
Boas Ricardo,

Não querendo parecer chato, pois ainda há pouco comecei, reafirmo que os morteiros não fazem parte do material das BBF's.
A notícia que aqui li não refere nada sobre a colocação dos morteiros médios/pesados sob a alçada da Artª. apenas nesse exercício se juntaram os finalistas dos cursos das diferentes armas para o realizar.
Em exercícios e não só,  é possível coordenar o fogo/apoio de fogo de diferentes tipos de armas colectivas das diferentes armas, neste caso os 10,5cm com os morteiros e foi só isso o que aconteceu.

Abraços/ten

Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "zecouves"
No exército português não há Morteiros na Artilharia. Noutros exércitos tal poderá acontecer, de momento não me lembro de nenhum. Salvo erro, a Artilharia da ex-URSS possuia na sua orgânica unidades de Morteiros Pesados de 120 mm. Não sei se isso ainda se passa no exército Russo.

Não querendo ser muito chato :wink:
Citar
No dia 27 de Janeiro teve lugar no Polígono Militar da Escola Prática de Artilharia uma instrução conjunta, dos Tirocínios para Oficial de Infantaria, Artilharia, Cavalaria, Engenharia e dos Cursos de Formação de Sargentos de Artilharia, Cavalaria e Engenharia.

A instrução realizou-se no âmbito das matérias de Material, Tiro e Vigilância do Campo de Batalha e culminou com a execução de uma Missão de Tiro de Iluminação Coordenada com execução de fogos reais nocturnos de Obus e Morteiro.

A fase nocturna da instrução teve a especial atenção de S.Ex.a o Ministro de Estado e da Defesa Nacional que, acompanhado de S.Ex.a o General Chefe do Estado Maior do Exército, do Ex.mo Tenente-general Comandante da Instrução, do Ex.mo Tenente-general Comandante da Região Militar do Sul e do Ex.mo Major-general Director de Instrução, observou in loco o desempenho dos futuros Oficiais e Sargentos do Quadro Permanente. A instrução, no seu todo, compreendeu três fases: - prática diurna das matérias de Material e Tiro, com execução de fogos reais de Morteiro e Obus; - visita das Altas Entidades com entrada em posição nocturna de uma Secção de Morteiros Médios 81 mm, exposição de uma Secção Morteiro Pesado 107 mm, montado na Viatura Blindada Porta Morteiros M106, mostra de um Pelotão de Bocas de Fogo com Obus 105 mm M119 Light Gun e respectivo Posto Central de Tiro, e exposição de equipamentos de visão nocturna; - execução de uma missão de tiro designada de “Supressão Imediata” com Iluminação Coordenada, em que a Artilharia executou tiro com Obus 105 mm, garantindo a iluminação da área de objectivos, e a Infantaria e a Cavalaria executaram tiro de Morteiro 81 mm e 107 mm, atingindo os objectivos definidos. Esta instrução contou com o empenhamento total de: - 13 Oficiais, 08 Sargentos, 32 Praças, 31 Oficiais Alunos e 20 Sargentos Alunos; - 02 Morteiros Pesados 120 mm, 02 Morteiros Pesados 107 mm e 02 Morteiros Médios 81 mm; - 01 Morteiro Pesado 107 mm, montado em Viatura Blindada Porta Morteiros M106; - 02 Obuses 105 mm M119 Light Gun e Posto Central de Tiro; - Diversos equipamentos de visão nocturna, observação e transmissões; Diversas Viaturas Tácticas.

A visita de S.Ex.a o Ministro de Estado e da Defesa Nacional terminou com a assinatura do Livro de Honra da Escola Prática de Artilharia.

SOISRP/EPA

A noticia foi retirada do site do Exército da página da EPA, mas está um pouco desactualizada pois o ministro era o Paulo Portas.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 14, 2007, 11:42:41 am
É o link de toda uma revista, no entanto tem um artigo muto interessante sobre a GAC da BM:

http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... iros15.pdf (http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/ueo/CMSM/Atoleiros15.pdf)
Título:
Enviado por: zecouves em Abril 15, 2007, 10:17:03 am
:lol:
Título:
Enviado por: TazMonster em Abril 16, 2007, 01:44:21 am
Citação de: "zecouves"
:lol: Deus nos livre da nossa Artilharia porque do Inimigo livramo-nos nós! :lol:

ZÉ... isso diz você... mas quando tiver o material entre as pernas, apertadinho, vai-se lembrar daquela chuva de ferro e fogo, que como providência divinal, cai sobre as cabeças daqueles que nos assolam...

AMEN...
Título:
Enviado por: zecouves em Abril 16, 2007, 09:10:55 am
Citação de: "TazMonster"
Citação de: "zecouves"
:lol: Deus nos livre da nossa Artilharia porque do Inimigo livramo-nos nós! :gren:

just kidding!
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Abril 17, 2007, 02:43:38 pm
Citar
EXERCÍCIOS “ROSA BRAVA 07” E “EFICÁCIA 07"
 
 
Desde 13Abr07 até 20Abr07, decorrem no Campo Militar de Santa Margarida (CMSM) e de forma integrada, os Exercícios “ROSA BRAVA 07” (exercício da Brigada Mecanizada) e “EFICÁCIA 07” (exercício do Comando Operacional do Exército).

De uma forma geral, estes exercícios têm como grandes objectivos:

- Desenvolver e exercitar a capacidade de planeamento, comando, coordenação e controlo de operações tácticas, procedimentos de apoio de serviços e de integração do apoio de combate, de escalão Brigada, Batalhão/Agrupamento e de Companhia Independente numa Operação Ofensiva do tipo Ataque Deliberado no quadro de uma intervenção “Out of Area” de uma Força Multinacional/OTAN;

- Exercitar as Unidades de Apoio de Fogos do Sistema de Forças do Exército no planeamento, controlo e conduta de operações terrestres.

Participam nestes exercícios, diversas Unidades do Exército, três Unidades da Força Aérea Portuguesa e uma Unidade da Marinha (1678 militares, 350 viaturas e 22 saídas de aeronaves), nomeadamente:

- Exército:

- Brigada Mecanizada (BrigMec), com todo o seu Encargo Operacional presente no Território Nacional, num total de 1230 militares e 267 viaturas.

- Unidades exteriores à BrigMec:

- 1 Companhia de Infantaria Pára-quedista (Regimento de Infantaria Nº15) para as Forças Opositoras e Elementos para o Controlo e Arbitragem da Brigada de Reacção Rápida;

- Elementos para o Controlo e Arbitragem do Regimento de Artilharia Nº5;

- Elemento de Apoio de Fogos da Escola Prática de Artilharia;

- Grupo de Artilharia de Campanha (Regimento de Artilharia Nº4), Pelotão de Morteiros (Regimento de Infantaria Nº 13) e Célula de Resposta de Batalhão (Regimento de Cavalaria Nº 6) da Brigada de Intervenção;

- Pelotão de Morteiros do Regimento de Guarnição Nº1;

- Pelotão de Morteiros do Regimento de Guarnição Nº 3;

- Equipa de Coordenação Aérea do Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1.

- Marinha:

- Pelotão de Morteiros Pesados do Corpo de Fuzileiros.

- Força Aérea:

- 18 saídas na Base Aérea Nº5.

- 8 saídas de aviões F-16 A;

- 10 saídas de aviões F-16 MLU;

- 8 saídas da Base Aérea Nº 11.

- 4 saídas AlphJet;

- 4 saídas de Heli ALII;

- Equipa de Controlo Aéreo Táctico Comando Operacional da Força Aérea.

Na manhã do dia 19Abr07 realizar-se-á o Distinguished Visitors Day destes exercícios, que incluirá uma demonstração do Pelotão de Aquisição de Objectivos e Pelotão de Defesa NBQ e um exercício táctico com fogos reais, integrando os sistemas funcionais de Combate, Apoio de Combate, Apoio de Fogos e Apoio de Serviços orgânicos das Unidades participantes nos exercícios.

Fonte:  http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... e=2&id=146 (http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/allbrowsers/asp/projucompinfo.asp?stage=2&id=146)

A parte que me deixa preocupado/interrogado é a da BrigMec com apenas 1230 homens em território nacional, afinal quantos estão em missões no estrangeiro? Uma Brigada não devia ter entre 3.000 a 4.500 militares?
Título:
Enviado por: hellraiser em Abril 17, 2007, 07:25:40 pm
Será que meia dúzia de canhões rebocados e uns obuses se qualificam como artilharia?! eu cá acho que numa situação real se tivesse-mos de nos fiar na artilharia do nosso exercito... :lol: ok nem vou dizer mais nada... já perceberam a ideia...
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 19, 2007, 04:46:24 pm
Citar
Defesa: Exército junta exercícios para combate combinado de artilharia

Santa Margarida, Santarém, 19 Abr (Lusa) - Cerca de 1.700 militares realiza ram hoje em Santa Margarida um dos maiores exercícios do género em Portugal, co mbinando operações de artilharia e de carros de combate em situação de fogo rea l. Segundo o general Pinto Ramalho, chefe do Estado-Maior do Exército, este exe rcício constitui o ponto alto do treino da Brigada Mecanizada, juntando num "am biente convencional tradicional o apoio mútuo entre várias unidades de manobra" .

   As operações conciliaram os meios utilizados nos exercícios Brava e Eficáci a - até agora feitos em separado -, combinando recursos militares mecanizados e m situação de fogo real, juntando 1700 militares e 350 viaturas de diversas uni dades do Exército. A aquisição de alvos, ataque ao solo com F16, exercícios de  artilharia e treino com carros de combate em movimento foram alguns dos momento s altos deste treino global. A utilização de equipamento informático on-line pa ra identificação do terreno e da localização dos equipamentos foi outra das sol uções que puderam ser testadas, embora de forma parcial.

   Trata-se de um "exercício de grande envergadura que no passado não se fazia com esta dimensão" mas esta solução permite uma operação "mais adequada à real idade dos acontecimentos e das exigências da instrução", explicou Pinto Ramalho . A maior parte dos recursos utilizados pertencem à Brigada Mecanizada, sedeada em Santa Margarida, que verá alguns dos seus equipamentos substituídos ou suje itos a melhorias nos próximos anos. Segundo Pinto Ramalho, chefe do Estado-maio r do Exército, os tanques M60 deverão ser substituídos em breve pelos Leopard I I, num calendário que está ainda a ser definido pela tutela. "O exército aguard a com grande optimismo e grande expectativa" a definição desse calendário, afir mou o general, salientando que os 37 novos tanques Leopard II irão substituir a centena de M60 de que Portugal dispõe.

   É um "programa de modernização realista e adequado às necessidades do país" , afirmou o general, salientando que os M60 serão desactivados.

   No que respeita aos veículos M113, que constituem a estrutura-base da maior parte das viaturas blindadas do Exercito, Pinto Ramalho já apresentou uma prop osta ao Governo para a sua modernização nas Oficinas Gerais de Material de Enge nharia.

(http://img292.imageshack.us/img292/5601/83842163ap8.jpg)

(http://img58.imageshack.us/img58/9196/35331795ec7.jpg)

(http://img338.imageshack.us/img338/5614/98285586ht6.jpg)

(http://img338.imageshack.us/img338/3214/67654240wo9.jpg)

(http://img58.imageshack.us/img58/4089/22371366sz6.jpg)

Citar
Exercicio tactico com fogos reais no Campo Militar de Santa Margarida, no ambito dos exercicios "ROSA BRAVA 07" e "EFICACIA 07", quinta-feira, 19 de Abril de 2007, em Abrantes, Portugal. PAULO NOVAIS/LUSA
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 19, 2007, 05:13:52 pm
Obrigado Lancero por mais este registo.

Destaco ainda o seguinte:

Citar
Segundo Pinto Ramalho, chefe do Estado-maior do Exército, os tanques M60 deverão ser substituídos em breve pelos Leopard II, num calendário que está ainda a ser definido pela tutela. "O exército aguarda com grande optimismo e grande expectativa" a definição desse calendário, afirmou o general, salientando que os 37 novos tanques Leopard II irão substituir a centena de M60 de que Portugal dispõe.


Compreendo o enquadramento e o salto qualitativo já vária vezes aqui discutido…mas continua-me a fazer confusão a compra de só 37.
Título:
Enviado por: Lightning em Abril 19, 2007, 05:30:47 pm
Se o objectivo da Brigada Mecanizada é de ser capaz de mobilizar dois Agrupamentos Tácticos, então só são necessários 26 Leopard 2A6 dividios em 2 Esquadrões de Carros de Combate, um Esquadrão para cada Agrupamento.
Os restantes 11 serão para instrução e substituir algum que se perca nos esquadrões operacionais.

Ou existe alguma unidade que deveria ter carros de combate e com a substituição dos M60 por Leo 2A6 os venha a perder? Tipo BiMec, ERec, ou outra qualquer?
Título:
Enviado por: typhonman em Abril 19, 2007, 09:14:23 pm
Qual será a modernização dos M113?
Título:
Enviado por: Miguel em Abril 19, 2007, 09:24:44 pm
Citação de: "Typhonman"
Qual será a modernização dos M113?


Pintura c34x
Título:
Enviado por: Artífice em Abril 19, 2007, 10:56:21 pm
Citação de: "Miguel"
Citação de: "Typhonman"
Qual será a modernização dos M113?

Pintura :twisted:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 28, 2007, 11:20:11 pm
Artilharia de Campanha no RAAA1?

No outro dia vi camiões do RAAA1, pelo menos identificados como tal nas portas:

RAAA1
(http://www.armystudyguide.com/content/moxiepix/b1_1839.gif)
GML

A rebocarem obuses, que me pareceram ser OTO Melara M-56 de 105mm com escudo blindado frontal. Os referidos obuses tinham ainda no canto superior esquerdo um autocolante com as armas do RAAA1:
(http://www.geocities.com/Area51/5906/bras_raaa1.jpg)

Alguém tem algumas luzes sobre o assunto?
Título:
Enviado por: TazMonster em Junho 29, 2007, 01:08:52 am
os obuses são 88 da bateria de salvas...
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 29, 2007, 02:09:30 am
Ok, obrigado pela explicação...
Título:
Enviado por: Duarte em Junho 29, 2007, 02:10:39 am
Shhh... são arma secreta..  :lol:
Título:
Enviado por: tenente em Julho 05, 2007, 01:50:20 pm
A arma de artilharia não tem canhões.

Penso que o comentário sobre a qualidade da nossa artilharia é feito por experiência própria ?  Ou será que a quantidade faz a qualidade ?  :toto:

Ten


Citação de: "hellraiser"
Será que meia dúzia de canhões rebocados e uns obuses se qualificam como artilharia?! eu cá acho que numa situação real se tivesse-mos de nos fiar na artilharia do nosso exercito... :lol: ok nem vou dizer mais nada... já perceberam a ideia...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 05, 2007, 02:10:55 pm
Quando se faz exercicios com cerca de 1700 militares só para a Arma de Artilharia como no Eficácia 07, acho que pudemos dizer com calma e convicção que TEMOS Artilharia.  :wink:
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Julho 05, 2007, 08:45:28 pm
Do ponto de vista de equipamento e capacidade de comando e controlo e transmissão de dados, há muito que a artilharia de campanhia portuguesa não estava tão bem equipada. Exceptuando, claro, a artilharia antiaérea. Agora, no tiro curvo (morteiros e obuses), estamos muito bem equipados e, pelo que me foi dado a conhecer no CMSM, com um bom estado de operacionalidade. Aliás, basta ver a Revista de Artilharia para se perceber o conjunto de importantes aquisições feitas nos últimos dez anos...

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: pmdavila em Julho 05, 2007, 08:50:24 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Quando se faz exercicios com cerca de 1700 militares só para a Arma de Artilharia como no Eficácia 07, acho que pudemos dizer com calma e convicção que TEMOS Artilharia.  :lol:
Título:
Enviado por: LM em Julho 06, 2007, 10:49:38 am
Citar
Do ponto de vista de equipamento e capacidade de comando e controlo e transmissão de dados, há muito que a artilharia de campanhia portuguesa não estava tão bem equipada. Exceptuando, claro, a artilharia antiaérea. Agora, no tiro curvo (morteiros e obuses), estamos muito bem equipados e, pelo que me foi dado a conhecer no CMSM, com um bom estado de operacionalidade


Caro Pedro,

Podias por favor elaborar um pouco mais este texto? Eu tinha alguns sinais que, fora o mais visível ("canhões"), a artilharia tinha conseguido alguns equipamentos essenciais mas a que não damos tanta importância (ie, não tão "visíveis").

Mas a nível de "canhões" de moderno só temos os M109A5 e os M119 Light Gun m/98? Fica a faltar algo para equipar a BrLigInt (M198 howitzer?), salvo se esta ficar com o M119 Light Gun m/98 e a BRR ficar com morteiros de 120mm.

Por outras palavras, fora os M109A5 e os M119 Light Gun m/98, existe algo mais com valor?
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Julho 06, 2007, 10:58:14 am
Mais do que os obuses, é nos equipamentos de comando e controlo e aquisição que a Artilharia tem dado importantes passos.
Por exemplo, o Exército irá incorporar o Automatic Fire Control System nos seus M109 A5; o que, conjuntamente com a capacidade dos novos rádios tácticos PRC-525 para transmissão de dados, tornará mais eficiente e rápida a capacidade de resposta da artilharia de campanha da Brigada Mecanizada. Na área da electrónica, a Artilharia tem recebido vários sistemas sofisticados como o caso do Advanced Field Artillery Tactical Data System para planeamento e controlo da direcção de tiro e do Closed Loop Artillery Simulation System para instrução sem recurso a tiro real.

Quanto ao facto da BRR não possuir nenhuma unidade orgânica de artilharia, o actual CEME, na directiva para o Exército para 2007-2009, ordenou a análise do levantamento de uma unidade.
Na minha opinião pessoal, um grupo de artilharia de campanha autopropulsado e um rebocado totalmente equipados com obuses modernos são suficientes para as actuais necessidades de projecção de forças no exterior. Ou seja, mesmo não sendo levantada uma terceira unidade, o Exército possui uma capacidade de resposta muito credível.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: LM em Julho 06, 2007, 11:23:41 am
Obrigado! :wink:
Título:
Enviado por: zecouves em Julho 06, 2007, 11:29:08 am
Citação de: "Pedro Monteiro"
Mais do que os obuses, é nos equipamentos de comando e controlo e aquisição que a Artilharia tem dado importantes passos.
Por exemplo, o Exército irá incorporar o Automatic Fire Control System nos seus M109 A5; o que, conjuntamente com a capacidade dos novos rádios tácticos PRC-525 para transmissão de dados, tornará mais eficiente e rápida a capacidade de resposta da artilharia de campanha da Brigada Mecanizada. Na área da electrónica, a Artilharia tem recebido vários sistemas sofisticados como o caso do Advanced Field Artillery Tactical Data System para planeamento e controlo da direcção de tiro e do Closed Loop Artillery Simulation System para instrução sem recurso a tiro real.


Palavra chave: INTEGRAÇÃO

Pois é meus caros, a deficiência mais grave do exército português ao nivel operacional não é tanto ao nos sistemas de armas (CC, PANDUR, Espingardas automáticas, etc etc...) mas antes ao nivel dos Sistemas Integrados de Comando e Controlo (SIC2). Por este andar qualquer dia não podemos operar com outras forças estrangeiras e mesmo entre os diversos sistemas operativos do exército português. A artilharia tem os AFATDS mas eu pergunto se ele é interoperável com algum sistema homólogo da manobra? Teremos a artilharia no séc. XXI e a manobra, apoio de serviços, anti-aérea, etc, no séc. XX? Com podem todos os sistemas actuar de forma integrada e coordenada se uns estão a comunicar por sinais de fumo e outros por sistemas digitais? Parece que há falta de visão por parte de quem decide comprar alguns brinquedos ...

Para quê Leopards modernaços, M113 quitados, espingardas fashion e bonitas PANDUR se ninguem conseguir comunicar no futuro com uma força aliada do século XXI?

Se não fui muito explicito talvez ajude ver o que pensam e fazem aqueles que têm dinheiro e sabem o que querem e como deve ser feito: http://www.fas.org/man/dod-101/sys/land/abcs.htm (http://www.fas.org/man/dod-101/sys/land/abcs.htm) ou http://en.wikipedia.org/wiki/ABCS (http://en.wikipedia.org/wiki/ABCS)

Se quiserem saber ainda mais procurem no google em army battle command system

Acho curioso como ainda nenhum forista "abriu" um tópico sobre sistemas de C2 (eu incluido  :oops: ).
Título:
Enviado por: Lince em Julho 06, 2007, 04:54:11 pm
Citação de: "zecouves"
Acho curioso como ainda nenhum forista "abriu" um tópico sobre sistemas de C2 (eu incluido  :G-Ok:

Brinde-nos com isso, caro zecouves :G-beer2:
Título: Delirios
Enviado por: zocuni em Agosto 04, 2007, 03:48:43 pm
Tudo bem,

Eu e meus delirios auto-propulsados.Imagens irreais!!!
PHZ 2000
http://www.kmweg.de/frame.php?page=19

MARS

http://www.kmweg.de/frame.php?page=20

AGM

http://www.kmweg.de/frame.php?page=21


Isto tudo com os Leopard A6,ficaria sem graça...


Abraços,
Título:
Enviado por: typhonman em Agosto 28, 2007, 12:59:38 am
Para refectir

Citar
SISTEMAS DE DEFESA ANTIAÉREA
- Novos Equipamentos -
 

Artigo realizado pela

SET/RAAA 1

 

 

Em Dezembro de 1932, o Exército Português adquire o seu primeiro material de Antiaérea, proveniente de Inglaterra, a peça “Vickers-Amstrong” de 75mm, com um alcance de 9.200 m e uma cadência máxima de 15 tiros por minuto. Esta peça cujo único exemplar existente em Portugal se encontra no Museu do Regimento de Artilharia Antiaérea nº1, viria a equipar as 3 primeiras Baterias, do Grupo de Artilharia Contra Aeronaves (GACA), criado em 17 de Junho de 1935.

 A constituição desta 1ª Unidade de Artilharia Antiaérea em Portugal, a implementação do dispositivo de Defesa Antiaérea de Lisboa (DAAL) e a entrada ao serviço, no início da década de 90, dos sistemas míssil Portátil Stinger e míssil Ligeiro Chaparral, constituem-se como principais marcos da Artilharia Antiaérea em Portugal. Mas a antiaérea, pode e deve ser mais do que uma vertente histórica do Sistema de Forças Nacional. Quem ouvisse os noticiários do dia 08 de Março, do presente ano, poderia ser levado a pensar que se tratava de um seminário televisionado sobre a Antiaérea. Em primeiro lugar, a alusão às medidas de segurança em redor da cimeira de Madrid, sobre terrorismo, que passavam pela implementação de um dispositivo de defesa antiaérea nesta cidade. De seguida a realização de testes do sistema de defesa antiaérea PATRIOT, em Taiwan, e a consequente reacção do Estado Chinês.

  E em Portugal, que espaço deverá ter a antiaérea no nosso Sistema          de forças?

 

Debates sobre o terrorismo e a nova ameaça, a necessidade de protecção aérea em eventos de alta visibilidade, tais como o Euro 2004 ou a cimeiras no âmbito da União Europeia, levam-nos a reflectir sobre o papel da Antiaérea na protecção de pontos e áreas sensíveis. A missão de Defesa Aérea, conferida primariamente à Força Aérea pode ser susceptível de alguma reflexão, pois este ramo não dispõe de Mísseis SHORAD                 (Short-Range Air Defense) ou HIMAD (High to Medium Altitude Air Defense), nem de doutrina de emprego, experiência ou tradição, para a sua utilização, de forma a poder cumprir cabalmente esta missão.

Sobre esta matéria dizia Sua Excelência o General Chefe de Estado Maior do Exército, em entrevista ao Jornal do Exército: “Em matéria de prevenção e combate ao terrorismo, a intervenção do Exército deve fazer-se com as Unidades existentes. O único aspecto a desenvolver é o do planeamento e treino da defesa de áreas e pontos sensíveis”.

Para melhor avaliar as nossas necessidades, e sem qualquer tipo de complexos, decidimos analisar alguns dos Sistemas que constituem a arquitectura de defesa aérea do País que historicamente seguimos como doutrina de referência, os Estados Unidos da América.  

A utilização de sistemas SHORAD tipo Stinger, são de novo a base da arquitectura de defesa aérea dos EUA, pois providenciam a mobilidade e fogo em movimento necessários para o apoio à manobra da força.

Os sistemas SHORAD têm quatro componentes básicos:

 

Os mísseis, as plataformas de lançamento, os radares e os sistemas de Comando e Controlo, FAAD C 2I (Forward Area Air Defense Command, Control & Intelligence).

O sistema SHORAD está em fase de transição do seu papel fundamental de protecção da força, para um novo conceito, o – EAADS – (Enhanced Area Air Defense System).

As capacidades do EAADS conjugam a função clássica de protecção contra as ameaças tradicionais (aeronaves de asa fixa e helicópteros) de mísseis e de UAV’s, com uma nova valência contra ameaças RAM (rockets, artilharia e morteiros), utilizando sistemas de energia dirigida.

A corrente arquitectura do AMD (Air and Missile Defense), programa base de todo o sistema de defesa aérea, consiste em lançadores, mísseis, sensores e sistemas de comando e controlo, operando de forma conjunta e integrada.

A capacidade EAADS irá combater lado a lado com a actual capacidade SHORAD que irá substituir gradualmente.

O EAADS irá aumentar em grande escala a capacidade de defesa contra mísseis cruzeiro, UAVs (Unmanned Aerial Vehicles), aeronaves de asa fixa e helicópteros em relação aos sistemas SHORAD existentes (Avenger, Linebacker).

As capacidades iniciais do EAADS serão alcançadas através da integração de sistemas SLAMRAAM (Surface Launched Advanced Medium Range Air-to-Air Missile), do sistema radar SENTINEL, complementado por outros sensores, e de sistemas de comando e controlo.

Os sistemas SLAMRAAM fazem parte do bloco I de desenvolvimento do sistema EAADS, que aumenta o alcance na protecção da futura força.

As capacidades do bloco I do sistema EAADS serão maximizadas com o sistema SLAMRAAM, com  o desenvolvimento da unidade de tiro e do sistema de comando e controlo BMC4 I, com a integração do SENTINEL e do JLENS (Joint Land Attack Cruise Missile Defense Elevated Netted Sensors System).

O sistema SENTINEL é um radar de aquisição tridimensional com um alcance de 40 Km.

O Sentinel transmite a sua imagem radar via link radio, este sistema será transformado através do programa ETRAC (Enhanced  Target Range and Classification) o que permitirá  aumentar para o dobro o alcance de detecção e servirá de apoio ao sistema SLAMRAAM.

Integrado no sistema EAADS, o MTHEL (Mobile Tactical High Energy Laser) surge como a sua peça basilar que transforma e confere novas capacidades à defesa antiaérea, programa desenvolvido com base no conceito de energia dirigida, integrando tecnologia capaz de adquirir, fazer o seguimento, empenhar-se e destruir munições de morteiros e de artilharia e mísseis balísticos.

O MTHEL, em exercícios, provou a sua eficácia abatendo 28 rockets e 5 granadas de 155mm.

Como único sistema de defesa antiaéreo na zona avançada, surge o Stinger, um sistema míssil de guiamento por Infra Vermelhos e Ultra Violetas, do tipo Fire and Forget, MANPAD e que pode ser montado em diversas plataformas, nomeadamente em unidades de tiro Avenger (8 mísseis prontos a disparar e alcance máximo eficaz de 10Km), no helicóptero Black Hawk e no Bradley Linebacker (4 mísseis prontos a disparar e alcance máximo eficaz de 10Km).

Um degrau acima, na arquitectura de defesa aérea, actua o sistema MEADS (Medium Extended Air Defense System) que confere protecção aérea integrada, contra ataques de mísseis às forças terrestres e outros elementos críticos durante todas as fases das operações.

 

O MEADS irá operar na protecção de zonas de reunião e zonas de desembarque, bem como conferir protecção na área de responsabili-dade da divisão, durante a marcha para o contacto e noutras operações decisivas.

O sistema irá conferir protecção antiaérea a pontos críticos de Corpo e Divisão e defesa contra ataques múltiplos e simultâneos de mísseis balísticos e outros vectores aéreos que se constituam como ameaça para a força. É rapidamente aerotransportado em C-130, tem grande mobilidade para apoiar e proteger os elementos da força, a sua arquitectura modular aumenta a sua sobrevivência e flexibilidade de emprego perante diferentes configurações da operação.

Permite também uma maximização do poder de fogo com redução de pessoal e de requisitos logísticos.

Este sistema utiliza o míssil PATRIOT e é desenvolvido por três nações USA, Alemanha e Itália,

O sistema míssil PATRIOT tem por missão conferir protecção antiaérea contra ataques aéreos efectuados por aeronaves, mísseis balísticos e cruzeiro a elementos críticos pertencentes ao escalão Corpo de Exército ou superior.

O PAC-2, que é um melhoramento do sistema, dá uma capacidade acrescida de defesa táctica contra mísseis.

A Unidade Táctica fundamental é a Bateria constituída por um radar de fase, uma estação de controlo de empenhamentos, ECS (Engagement Control Station) , uma central de electricidade, o grupo da antena, um grupo de comunicações e as plataformas de lançamento.

O radar confere ao sistema todas as funções tácticas de vigilância do espaço aéreo, detecção de alvos e seguimento para além de guiamento de mísseis, no apoio a um empenhamento.

A ECS garante a introdução do elemento humano no comando e controlo das operações.

Cada estação de lançamento contêm quatro mísseis prontos a disparar selados em canisters que têm a dupla função de contentores e tubos de lançamento.

A capacidade de reacção rápida do sistema PATRIOT, o seu poder de fogo, a capacidade de seguir vários alvos simultanea-mente e de operar num ambiente saturado em medidas e contra medidas electrónicas são melho-rias significativas em relação a outros sistemas de defesa aérea.

O PAC-3 (Patriot Advanced Capability) incorpora principal-mente melhorias ao nível da ECS e do Radar, e apresenta um     novo míssil que utiliza tecnologia     Hit-To-Kill, para uma maior eficácia contra mísseis balísticos tácticos (TBMs) com ogivas de destruição maciça, somada á possibilidade de aumentar para o número de 16 a quantidade de mísseis por lançador.

A missão primária do PAC-3 é o abate de TBMs, de mísseis cruzeiro e aeronaves, melhorando as capacidades de interoperabilidade com sistemas conjuntos.

O JTAGS (Joint Tactical Ground Station) é um dos programas ainda em desenvolvimento que permitirá ao comandante ter actualizado um sistema de processamento de informação para um plano de contingência ou em tempo de guerra.

O JTAGS recebe informação de três sensores que pertencem ao programa DSP (Defense Support Program), para determinar pontos de lançamento, trajectórias e pontos prováveis de impacto de mísseis balísticos tácticos.

Esta informação utiliza sistemas de comunicações, de sistemas anteriores, já existentes, o que diminui o tempo de transmissão de dados e permite ao comandante tomar acções de retaliação em tempo oportuno com o objectivo de empenhar e destruir ameaças e proteger elementos críticos nas áreas projectadas de impacto.

Ao longo da última década, os comandantes de teatro têm insistente-mente referido a necessidade da existência de um sistema de aviso prévio contra mísseis.  

O JLENS (Joint Land Attack cruise missile Defense Elevated Netted Sensors System) é um sensor de baixo custo que permite a detecção acima da linha do horizonte de mísseis cruzeiro.

O sistema utiliza aeróstatos que operam a cerca de 15.000 pés por períodos limitados de tempo de operação.

O JLENS é constituído por um radar de vigilância e um radar de iluminação.

O radar de vigilância fornece uma imagem aérea de grande alcance com capacidades de identificação IFF (Identification Friend or Foe).

O radar de iluminação é um dirigível com peso mínimo, capaz de detectar alvos múltiplos num determinado sector.

O JLENS autonomamente faz o seguimento de alvos, operado local-mente ou por controlo remoto e aceita pedidos externos para seguimentos de precisão e apoio a empenhamentos.

Como elemento chave no apoio à formação de uma imagem aérea comum, o JLENS integra informação de vários sensores e redes de comando e controlo, para fornecimento da mesma aos sistemas de armas.

O JLENS fornece ao comandante as seguintes capacidades:

 

–  Detecção e seguimento de ameaças voando a baixas altitudes (mísseis cruzeiro e aeronaves), que podem não ser detectadas por sensores terrestres como consequência do mascaramento ou da falta de linha de sítio para os alvos.

–  Apoio a armas antiaéreas como o PATRIOT e sistemas míssil SLAMRAAM.

–  Detecção de movimentos de alvos de superfície inimigos.

 

O Exército Americano, em Janeiro de 2003, validou os requisitos de protecção da força para as suas forças no Iraque. Estas forças foram submetidas a fogos indirectos, na sua área de responsabilidade, que afectaram a capacidade da força fornecer segurança adequada a aeródromos e bases avançadas.

Estes e outros ataques inopinados, aumentaram consideravelmente a necessidade de detectar e identificar movimentos que se tornem ameaça a uma distância suficiente, para uma tomada de decisão táctica.

O JLENS colmatou a baixo custo esta necessidade operacional tendo os primeiros sistemas entrado em pleno funcionamento pleno em Março de 2003.

O sistema é agora conhecido como RAID (Rapid Aerostat Initial Deployment) e a sua missão é  fornecer protecção à força e segurança às forças da coligação.

Seria despropositado e irreal, como consequência de vários condiciona-lismos, pensarmos numa arquitectura de defesa aérea desta envergadura, para Portugal. No entanto, a valori-zação dos quadros, o acompanhamento e estudo da evolução de modelos de sucesso para melhor equacionarmos soluções para os desafios que nos são colocados, são e serão sempre úteis à evolução do nosso Exército.  

 

Perante um Mundo em continua transformação e com o aumento da diversidade, letalidade e proliferação de múltiplas plataformas que se podem constituir como ameaças, o Exército tem que desenvolver uma estratégia de defesa aérea em que a aquisição de Sistemas Míssil que preencham os requisitos impostos pelas novas ameaças aéreas, terão um papel fundamental.

Novas ameaças aéreas conferem, a potenciais nações inimigas, ou grupos terroristas, uma variedade de opções que permitem afectar qualquer fase de uma operação, ou atingir infra-estruturas, em território Nacional, assim nos próximos 20 anos, evoluções significativas na defesa aérea e antí-míssil são esperadas. O Regimento de Artilharia Antiaérea nº1, continuará a desenvolver estudos e a acompanhar estas evoluções, com o objectivo de responder a solicitações e elaborar pareceres que permitam contribuir para a tomada de decisão nesta área da Defesa.


O sistema Avenger está em processo de vinda para o Exército, faltava mesmo um SHORAD e o SLAMRAAM.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 28, 2007, 09:27:59 pm
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O sistema Avenger está em processo de vinda para o Exército, faltava mesmo um SHORAD e o SLAMRAAM.


O sistema SHORAD é baseado nas várias configurações do FIM-92 Stinger, ou seja, a versão portátil (shoulder-fired), o M1097 Avenger e o M6 Linebacker, curiosamente este último parece que vai ser retirado de serviço nos States.
Título:
Enviado por: fischt75 em Agosto 30, 2007, 12:13:39 am
Citação de: "Pedro Monteiro"
Mais do que os obuses, é nos equipamentos de comando e controlo e aquisição que a Artilharia tem dado importantes passos.
Por exemplo, o Exército irá incorporar o Automatic Fire Control System nos seus M109 A5; o que, conjuntamente com a capacidade dos novos rádios tácticos PRC-525 para transmissão de dados, tornará mais eficiente e rápida a capacidade de resposta da artilharia de campanha da Brigada Mecanizada. Na área da electrónica, a Artilharia tem recebido vários sistemas sofisticados como o caso do Advanced Field Artillery Tactical Data System para planeamento e controlo da direcção de tiro e do Closed Loop Artillery Simulation System para instrução sem recurso a tiro real.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro


É importante que assim seja porque segundo um relato de um colega que fez tropa já vai ai uns 3 anos, estava destacado a um M-109, num exercício em que apareceu uma comitiva de políticos e representantes militares estrangeiros, eles tinham de dar 3 salvas com munição real em alvos com coordenadas diferentes, dos 3 tiros nenhum caiu nem perto do alvo, mas o pior foi o 3º que caiu demasiado perto da tribuna, a partir desse dia ele e os colegas passaram a varrer as sarjetas da base em Santa Margarida. Isso também me faz lembrar o episódio do teste de tiro dos Chaparral!!!!
Que apostem em alguma coisa ou modernizar ou comprar novos mas não comprem lixo.
Já dizia o ditado “O BARATO SAI CARO”.
Título:
Enviado por: TazMonster em Agosto 30, 2007, 12:26:19 am
Citação de: "fischt75"
Citação de: "Pedro Monteiro"
Mais do que os obuses, é nos equipamentos de comando e controlo e aquisição que a Artilharia tem dado importantes passos.
Por exemplo, o Exército irá incorporar o Automatic Fire Control System nos seus M109 A5; o que, conjuntamente com a capacidade dos novos rádios tácticos PRC-525 para transmissão de dados, tornará mais eficiente e rápida a capacidade de resposta da artilharia de campanha da Brigada Mecanizada. Na área da electrónica, a Artilharia tem recebido vários sistemas sofisticados como o caso do Advanced Field Artillery Tactical Data System para planeamento e controlo da direcção de tiro e do Closed Loop Artillery Simulation System para instrução sem recurso a tiro real.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro

É importante que assim seja porque segundo um relato de um colega que fez tropa já vai ai uns 3 anos, estava destacado a um M-109, num exercício em que apareceu uma comitiva de políticos e representantes militares estrangeiros, eles tinham de dar 3 salvas com munição real em alvos com coordenadas diferentes, dos 3 tiros nenhum caiu nem perto do alvo, mas o pior foi o 3º que caiu demasiado perto da tribuna, a partir desse dia ele e os colegas passaram a varrer as sarjetas da base em Santa Margarida. Isso também me faz lembrar o episódio do teste de tiro dos Chaparral!!!!
Que apostem em alguma coisa ou modernizar ou comprar novos mas não comprem lixo.
Já dizia o ditado “O BARATO SAI CARO”.


Pois... nestes casos o material não tem nada a ver... é mais metidela de patas. O tiro de Artilharia é todo ele um processo muito permissivel ao erro.
Desde o Observador localizar mal o OBJ e a ele. Um pequeno desvio na implantação da prancheta, um calculo em que se soma e devia subtrair. Só quem sabe do assunto...
Título:
Enviado por: jmg em Setembro 05, 2007, 11:12:54 am
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Acho curioso como ainda nenhum forista "abriu" um tópico sobre sistemas de C2 (eu incluido  ).
 
 

Podem pesquisar o SICCE (sistema integrado de comando e controlo do exercito).
É um projecto nacional a cargo da arma de transmissões que já é frequentemente utilizado em exercicios CPX.
Título:
Enviado por: jmg em Setembro 05, 2007, 11:20:26 am
E já agora muito se fala de artilharia de campanha e de anti aérea, mas será que alguém me pode esclarecer quanto a situação da nossa artilharia de costa. Somos um país com um litoral extenso penso que não se deveria descurar este campo.
Lembro-me de visitar os complexos de costa na madeira quando estive colocado no RG3. Infraestruturas impressionantes, mas segundo os artilheiros o material já estava praticamente obsoleto.....
Título:
Enviado por: nelson38899 em Setembro 05, 2007, 11:30:35 am
boas

Segundo me disseram a unidade de artilharia de costa foi extinta por volta de 93 e o pessoal foi integrado na artilharia de campanha. Em termos de defesa das ilhas, são usados canhões tipo o ligthing gun de 105 mm.


Cump.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Setembro 05, 2007, 10:39:55 pm
Citação de: "nelson38899"
boas

Segundo me disseram a unidade de artilharia de costa foi extinta por volta de 93 e o pessoal foi integrado na artilharia de campanha. Em termos de defesa das ilhas, são usados canhões tipo o ligthing gun de 105 mm.


Cump.


Não creio que haja L-119 de 105mm colocados nos arquipélagos. Quanto muito, alguma bateria de Oto-Melara 56 nos Açores. Na Madeira, só o CSR de 106mm montado num Cournil, aparte as peças de museu já mencionadas pelo jmg
Título:
Enviado por: Duarte em Setembro 06, 2007, 12:06:06 am
Citação de: "Bravo Two Zero"
Citação de: "nelson38899"
boas

Segundo me disseram a unidade de artilharia de costa foi extinta por volta de 93 e o pessoal foi integrado na artilharia de campanha. Em termos de defesa das ilhas, são usados canhões tipo o ligthing gun de 105 mm.


Cump.

Não creio que haja L-119 de 105mm colocados nos arquipélagos. Quanto muito, alguma bateria de Oto-Melara 56 nos Açores. Na Madeira, só o CSR de 106mm montado num Cournil, aparte as peças de museu já mencionadas pelo jmg


Não há Light Gun nas Ilhas. Já li aqui que havia os Oto, mas tanto quanto sei, o orgânica do RG2 não tem bataria de artilharia de campanha, nem de costa. Talvez estejam armazenados no RG2 para emprego eventual?
Título:
Enviado por: jmg em Setembro 06, 2007, 10:42:13 am
Citar
Não há Light Gun nas Ilhas. Já li aqui que havia os Oto, mas tanto quanto sei, o orgânica do RG2 não tem bataria de artilharia de campanha, nem de costa. Talvez estejam armazenados no RG2 para emprego eventual?

Provavelmente hoje em dia se aposte na dissuasão submarina como melhor arma para a defesa dos arquipelagos. Não há dúvidas que o futuro submarino, furtivo e armado de misseis será um bom defensor do nosso território.
Título:
Enviado por: tenente em Setembro 09, 2007, 08:04:00 am
Boas jmg,

Então concerteza que visitas-te o PO e a linha de peças do pico da Cruz ?
As três bocas de fogo 15cm TR M1897, material alemão, fizeram fogo real pela última vez em 1964 !
Em 1982, estava eu colocado no GAG2, como alferez miliciano, e conseguimos colocar as peças e as instalações operacionais, desde 1964 é compreensível que o estado operacional não fosse o melhor...... e executar fogo reduzido, calibre 37mm .
Não se efectuou fogo real por três motivos :

1) falta de treino dos serventes e chefes de secção.

2) Falta de cargas para as 300 granadas disponíveis e principalmente.

3) fuga de info que houve depois de ter sido planeado o exercício fuga essa que originou uma reunião com os representantes das freguesias limitrofes ao destacamento pois o receio do tiro real já feito anos atrás poderia ter os mesmos resultados anteriores, montes de telhados levantados devido à onda de choque da passagem das granadas .

Durante esse ano tentei juntamente com o Cmdt penso que era o TCor Estorninho, que fossem colocados no GAG2 pelo menos um pelotão, duas BF  10,5 cm Oto Melara, para o Grupo ter alguma capacidade de tiro de campanha, mas tal não foi possível e lá continuou o GAG2 com  as únicas BF que ali existiam operacionais, as oito  4cm AA e os oito reparos quádruplos de 12,7mm da bataria operacional, os quatro 8,76 cm existente, os vulgo 25 libras eram usados para tiro de salva, e tiveram de ser exaustivamente reparadas pois até bocados de estrias retirei à mão das almas dos tubos.

espero ter ajudado com esta info.

Abraços/ten

 
Citação de: "jmg"
E já agora muito se fala de artilharia de campanha e de anti aérea, mas será que alguém me pode esclarecer quanto a situação da nossa artilharia de costa. Somos um país com um litoral extenso penso que não se deveria descurar este campo.
Lembro-me de visitar os complexos de costa na madeira quando estive colocado no RG3. Infraestruturas impressionantes, mas segundo os artilheiros o material já estava praticamente obsoleto.....
Título:
Enviado por: tenente em Setembro 09, 2007, 08:08:53 am
Boas B2Zero,

Os CSR são pertença da Infantaria, nunca o GAG2 teve material de Artilharia de campanha operacional.

Abraços/ten

Citação de: "Bravo Two Zero"
Citação de: "nelson38899"
boas

Segundo me disseram a unidade de artilharia de costa foi extinta por volta de 93 e o pessoal foi integrado na artilharia de campanha. Em termos de defesa das ilhas, são usados canhões tipo o ligthing gun de 105 mm.


Cump.

Não creio que haja L-119 de 105mm colocados nos arquipélagos. Quanto muito, alguma bateria de Oto-Melara 56 nos Açores. Na Madeira, só o CSR de 106mm montado num Cournil, aparte as peças de museu já mencionadas pelo jmg
Título:
Enviado por: tenente em Setembro 09, 2007, 08:14:22 am
Boas,

Pena é que os nosso responsáveis políticos não saibam isso, eles até sabem mas os objectivos é que são outros........ e não invistam nesse sistema de armas a sério .

Abraços/ten

Citação de: "jmg"
Citar
Não há Light Gun nas Ilhas. Já li aqui que havia os Oto, mas tanto quanto sei, o orgânica do RG2 não tem bataria de artilharia de campanha, nem de costa. Talvez estejam armazenados no RG2 para emprego eventual?
Provavelmente hoje em dia se aposte na dissuasão submarina como melhor arma para a defesa dos arquipelagos. Não há dúvidas que o futuro submarino, furtivo e armado de misseis será um bom defensor do nosso território.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Setembro 09, 2007, 08:36:39 pm
Obrigado pelos esclarecimento, caro tenente
Título:
Enviado por: papatango em Setembro 09, 2007, 09:08:49 pm
Caro tenente, por acaso você tem ideia de onde vieram essas peças de 150mm alemãs ?
Título:
Enviado por: tenente em Setembro 10, 2007, 06:55:41 am
Boas Papatango,

Afirmativo, peças de destroyers alemães, compradas para as batarias de costa.
As batarias de 15,2cm e 23,4cm de fabrico britânico também eram provenientes de navios.

Abraços/Ten

 
Citação de: "papatango"
Caro tenente, por acaso você tem ideia de onde vieram essas peças de 150mm alemãs ?
Título:
Enviado por: jmg em Setembro 10, 2007, 08:34:03 am
Em 1995, fizeram tiro de munição reduzida.
O alvo era uma jangada com um grande pano branco (tipo vela).
A jangada era rebocada por um navio patrulha classe Cunene.
Devo admitir que mesmo antigas, as armas fizeram um tiro incrivelmente preciso.
Título:
Enviado por: tenente em Setembro 10, 2007, 09:59:26 am
jmg,

O mesmo aconteceu em 82 depois de enquadrado o tiro pelas BF das1 ª e 3ª secções, então a 2ª Secção também fará o tiro para a eficácia.

Na artilharia de Campanha é exactamente o contrário a regulação é feita pela(s) BF centrais da BBF 2ª ou 3ª secções consoante a BBF tem 4 ou 6 BF, penso que é assim já lá vão vinte e tal anos peço desculpa se algo não for exactamente assim .

Os tubos reduzisdos são tubos do PAK36 o famoso  " door knocker "
pois para o meio da 2ª GM já quase não tinha eficácia contra os CC, a não ser quando utilizava a  " stielgranate ".

Abraços/ten
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 01, 2009, 09:25:36 pm
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Exército regressa à Marinha Grande para sessão de fogos reais
As Unidades de Artilharia Antiaérea do Exército regressam, amanhã, à Marinha Grande, para testar a operacionalidade dos meios antiaéreos portugueses em caso de ataques terroristas e a capacidade dos aparelhos utilizados pelo exército português.
O exercício com fogo real, intitulado 'Relâmpago 09', irá decorrer na praia do Samouco, à semelhança dos últimos dois anos, em que foram empregues todos os meios e unidades de Artilharia Antiaérea do Exército Português, nomeadamente os sistemas míssil antiaéreos, Stinger e Chaparral, e o Sistema Canhão Bitudo.
A acção, que irá decorrer entre as 09h30 e as 16h30, é da responsabilidade do Comando Operacional do Exército e conduzida pelo Regimento de Artilharia Antiaérea n.0 1, em colaboração com a Bateria Antiaérea da Brigada Mecanizada.
A sessão de fogos reais irá contar com a presença do Chefe do Estado-Maior do Exército, general José Luís Pinto Ramalho.

Alvos lançados sobre o mar
Em seis alvos disparados, os mísseis testados pelo Exército atingiram três, durante a operação 'Relâmpago 08'. Os alvos foram lançados sobre o mar.
Os mísseis portáteis Stinger estão ao serviço do exército português desde 1997, utilizados como apoio a combate. Por sua vez, os mísseis ligeiros Chaparral são utilizados pelo exército português desde 1990. Trata-se de um sistema dissuasor, cuja missão é atingir alvos aéreos a baixas altitudes, numa extensão de cinco quilómetros, e encontra-se integrado no sistema de defesa nacional.
Têm capacidade de atingir mais do que um alvo aéreo, sob quaisquer condições de visibilidade e de tempo, devido à utilização do sistema FLIR, de detecção por infravermelhos, e de mísseis tipo 'Fire and Forget'.
Os sistemas míssil ligeiro Chaparral transportam 12 mísseis, oito dos quais nos compartimentos de armazenagem da torre e quatro já montados nas rampas de lançamento. Têm capacidade de travessia de cursos de água, quando devidamente preparado. Têm autonomia de 480 quilómetros a uma velocidade de deslocamento de 40 quilómetros por hora.
Além dos mísseis Stinger e Chaparral, foi também testado no exercício do ano passado o canhão Bitubo de 20 milímetros, utilizado contra alvos aéreos de baixa e muito baixa altitude, e que serve de complemento aos sistemas míssil. Para o exercício de ontem, foram utilizados balões como alvos.
O exercício 'Relâmpago 08' envolveu 235 militares e 47 viaturas. Para a operação foram utilizados dois sistemas míssil ligeiro Chaparral e dois sistemas míssil portátil Stinger, 10 alvos aéreos, dois radares, um controlador aérea avançado, um navio da Marinha de Guerra Portuguesa e uma equipa de destruição de minas e combate a incêndios.

http://www.diarioleiria.pt/19324.htm (http://www.diarioleiria.pt/19324.htm)
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 02, 2009, 03:34:05 pm
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Marinha Grande: Exército treina defesa anti-aérea no Pinhal de Leiria para testar prontidão


    Marinha Grande, Leiria, 02 Abr (Lusa) -- Cerca de 240 militares do Exército estão a participar, esta semana, no Pinhal de Leiria, num exercício de defesa antiaérea com o objectivo treinar todas as unidades de artilharia antiaérea ao nível técnico e táctico.  

 

    A operação, denominada "Relâmpago 09", incluiu hoje uma sessão de fogos reais, com todos os sistemas de armas e todas as unidades da artilharia antiaérea portuguesa.  

 

    O oficial director do exercício, coronel Luís Batista, afirmou que este é um teste ao "estado de prontidão" do Exército.  

 

    "Treinamos para uma situação o mais real possível", precisou, adiantando que o Exército "está preparado para fazer face a uma grande panóplia de utilização de meios por parte de entidades ou movimentos de natureza terrorista ou outros".  

 

    O exercício, que iniciou uma hora mais tarde do que o previsto devido a uma avaria de um avião F16 estacionado na Base Aérea nº 5, em Monte Real, começou pela interdição do espaço aéreo e marítimo, este último da responsabilidade de uma corveta da Marinha.  

 

    Seguiu-se o lançamento de um míssil, pelo sistema "Stinger", que tem um alcance de 4.000 metros, sendo guiado por um mecanismo de infravermelhos, tiro que foi repetido.  

 

    Os militares usaram depois, por quatro vezes, o sistema míssil "Chaparral", que dispõe de um sistema autopropulsado anfíbio e uma câmara de infravermelhos, chegando a atingir 5.000 metros.  

 

    Este sistema foi descontinuado nos Estados Unidos da América em 1997.

 

    O fogo real terminou com o uso do sistema canhão bitubo, com um alcance de 1.200 metros, que disparou cerca de 450 munições de 20 milímetros, com o objectivo de acertar balões colocados a uma distância de mil metros.  

 

    O chefe de Estado-Maior do Exército, general José Luís Pinto Ramalho, disse, no final do lançamento dos mísseis, que o "saldo é extremamente positivo".

 

    "Em seis disparos, nós tivemos cinco que satisfizeram aquilo que esperávamos", afirmou, sublinhando que a situação "confirma a boa preparação do nosso pessoal e, realmente, a resposta que esperávamos do material que estamos a utilizar".  

 

    Admitindo que o material usado no exercício tem já alguma idade e embora Portugal não seja o único País que o use, há poucos países que o façam, o chefe de Estado-Maior do Exército realçou que "o Exército tira o máximo rendimento do material que tem".  

 

    "Se tiver material mais moderno, fará melhor, mas esteve aqui à vista o rendimento que conseguimos tirar do material que dispomos e continua a cumprir a missão que lhe está atribuída", destacou, reiterando: "O Exército está a fazer o que pode com aquilo que tem".  

 

    Confrontado com a capacidade de motivar os militares trabalhando com este material, o general respondeu: "Somos uma instituição nacional coesa, que tem a noção correcta daquilo que é a sua missão, e de acordo com os meios que a nação põe à sua disposição há que tirar o máximo de rendimento".

 

    Sobre a Lei de Programação Militar, o chefe de Estado-Maior do Exército acrescentou que a expectativa é que a lei "se vá cumprindo, vá sendo financiada conforme está prevista e que dê resposta em termos de reequipamento e da renovação natural do reequipamento e dos materiais que estão à disposição do Exército".  

 

    O general disse ainda não temer que a actual crise possa levar a maior procura pela carreira militar, sublinhando que o Exército não abdicará da qualidade para preencher entre 1.500 e 1.800 vagas, sobretudo praças.  

 

    "Não trocamos a quantidade pela qualidade. Vamos continuar a ser extremamente exigentes porque isso é também um factor de prestígio e dignificação do Exército", acrescentou.  

 
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 02, 2009, 03:42:23 pm
O Exército já abdicou da qualidade à muitos anos... :roll:
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 02, 2009, 08:02:15 pm
(http://i205.photobucket.com/albums/bb187/sonias_2007/abril09/20090402172440PTLUS9510467123869308.jpg)

(http://i205.photobucket.com/albums/bb187/sonias_2007/abril09/20090402172001PTLUS9510466123869280.jpg)

(http://i205.photobucket.com/albums/bb187/sonias_2007/abril09/20090402170917PTLUS9510470123869215.jpg)

(http://i205.photobucket.com/albums/bb187/sonias_2007/abril09/20090402170347PTLUS9510499123869182.jpg)

(http://i205.photobucket.com/albums/bb187/sonias_2007/abril09/20090402165826PTLUS9510464123869150.jpg)

(http://i205.photobucket.com/albums/bb187/sonias_2007/abril09/20090402174012PTLUS9510465123869401.jpg)

Citar
Militares disparam dois Canhoes Bitubo AA de 20mm durante o exercicio militar "Relampago 09" de fogo real onde foram tambem disparados misseis Chaparral e Stinger. este contou com a participacao de cerca de 300 militares do exercito, e decorreu no pinhal de Leiria, junto a costa, 2 de Abril de 2009, em Vieira de Leiria. PAULO CUNHA/LUSA
Título:
Enviado por: Nuno Calhau em Abril 02, 2009, 08:43:50 pm
Boa noite.

Perdoem-me a ignorância, mas qual é a origem dos "drones" que se vêem na foto?

Um Abraço.
Título:
Enviado por: macer em Abril 02, 2009, 10:23:18 pm
USA  :wink:
Título:
Enviado por: Nuno Calhau em Abril 03, 2009, 12:32:06 am
Tanks :!:

Um Abraço.
Título:
Enviado por: old em Abril 03, 2009, 09:16:22 am
Buenas fotos!!

¿ De cuantos Chaparral dispone el Exercito?
Título:
Enviado por: cromwell em Abril 03, 2009, 06:05:11 pm
Desculpem a minha ignorância, mas que mísseis laranjas são aqueles?
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 03, 2009, 06:40:09 pm
Alvos
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 04, 2009, 06:20:57 pm
Confesso que há dois sistemas de armas que já quase não suporto ver nas nossas Forças Armadas em pleno século 21: Alouette 3 e os Chaparral. Com todo o respeito para os bravos e excelentes profissionais que fazem milagres para manter estes sistemas jurássicos operacionais!
Título:
Enviado por: HSMW em Maio 04, 2009, 10:09:20 pm
Tenho uma duvida que tenho estado aqui a discutir com um camarada.
A artilharia portuguesa teve mais algum AP para além daquele que está à porta de armas da EPA (que nem sei bem o que é! Uma derivação do Priest?) e do M109A2 e A5?
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 04, 2009, 10:12:15 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
Confesso que há dois sistemas de armas que já quase não suporto ver nas nossas Forças Armadas em pleno século 21: Alouette 3 e os Chaparral. Com todo o respeito para os bravos e excelentes profissionais que fazem milagres para manter estes sistemas jurássicos operacionais!


e M-113, M-60TTS...e Walther P-38 e G-3..
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 04, 2009, 11:12:35 pm
Bem vamos la falar de sistemas do Jurassico ainda ao serviço do nosso Exercito:


Aproximação em termos de idade:

Chaimites - 40 anos
G3 (nem todas mas pronto) - 45 anos
Chaparral (velhinhos ja quando chegaram a Portugal 1991, pelas mãos do entao MD Fernando Nogueira) - 30 anos
M113 - 41 anos
Allouettes III - 40 anos
M60 A3 TTS (velhinhos quando chegaram a Portugal 1990) - 30 anos
Walther 9mm - 50 anos
Unimogs - 30 anos
AA Bitubo - 30 anos
UMM Alter II - 20 anos

Bem acho que chega ja me estou a passar so de ver esta pequena lista :evil:  :lol:  :lol:  ela seria muito mais extensa.
Título:
Enviado por: Nuno Calhau em Maio 05, 2009, 07:36:04 pm
Caro Instrutor.

O senhor não está a ser metódico...

A titulo de exemplo:

G-3; 1961, portanto 48 anos de destinto serviço.

P-38 (As armas adquiridas por portugal eram da variante P-1), 1961, logo 48 anos.

Alouette III; 1963, logo...

Etc. etc. etc.

Um Abraço.
Título:
Enviado por: Nuno Calhau em Maio 05, 2009, 07:40:46 pm
Citação de: "HSMW"
Tenho uma duvida que tenho estado aqui a discutir com um camarada.
A artilharia portuguesa teve mais algum AP para além daquele que está à porta de armas da EPA (que nem sei bem o que é! Uma derivação do Priest?) e do M109A2 e A5?



Caro camarada.

Penso que não.

O veiculo a que o senhor se refere, é um Sexton, variante Canadiana do citado Priest.

Um Abraço.

PS

Esse material veio no decurso dos anos cinquenta.
Título:
Enviado por: HSMW em Maio 05, 2009, 09:19:09 pm
Obrigado. Também só sei da existência porque vi na EPA porque na net procurei e não encontrei informação.
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 06, 2009, 11:00:56 am
Citação de: "Nuno Calhau"
Caro Instrutor.

O senhor não está a ser metódico...

A titulo de exemplo:

G-3; 1961, portanto 48 anos de destinto serviço.

P-38 (As armas adquiridas por portugal eram da variante P-1), 1961, logo 48 anos.

Alouette III; 1963, logo...

Etc. etc. etc.

Um Abraço.


Caro colega eu frizei bem a idade em termos de aproximação so para dar uma idade da antiguidade dos varios sistemas, não frizei que ia dar a idade correcta, só uma aproximação para termos uma mera ideia.
Título:
Enviado por: Nuno Calhau em Maio 06, 2009, 05:02:38 pm
Oscar Kilo!

Um Abraço.
Título:
Enviado por: Miguel em Maio 06, 2009, 08:09:49 pm
Citação de: "Instrutor"
Bem vamos la falar de sistemas do Jurassico ainda ao serviço do nosso Exercito:


Aproximação em termos de idade:

Chaimites - 40 anos
G3 (nem todas mas pronto) - 45 anos
Chaparral (velhinhos ja quando chegaram a Portugal 1991, pelas mãos do entao MD Fernando Nogueira) - 30 anos
M113 - 41 anos
Allouettes III - 40 anos
M60 A3 TTS (velhinhos quando chegaram a Portugal 1990) - 30 anos
Walther 9mm - 50 anos
Unimogs - 30 anos
AA Bitubo - 30 anos
UMM Alter II - 20 anos

Bem acho que chega ja me estou a passar so de ver esta pequena lista :evil:  :lol:  :lol:  ela seria muito mais extensa.



E qual é o problema que eu saiba isso tudo é excelente material, e num excelente estado e elevado grau de prontidao.
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 06, 2009, 08:25:13 pm
Citação de: "Miguel"
Citação de: "Instrutor"
Bem vamos la falar de sistemas do Jurassico ainda ao serviço do nosso Exercito:


Aproximação em termos de idade:

Chaimites - 40 anos
G3 (nem todas mas pronto) - 45 anos
Chaparral (velhinhos ja quando chegaram a Portugal 1991, pelas mãos do entao MD Fernando Nogueira) - 30 anos
M113 - 41 anos
Allouettes III - 40 anos
M60 A3 TTS (velhinhos quando chegaram a Portugal 1990) - 30 anos
Walther 9mm - 50 anos
Unimogs - 30 anos
AA Bitubo - 30 anos
UMM Alter II - 20 anos

Bem acho que chega ja me estou a passar so de ver esta pequena lista :evil:  :lol:  :lol:  :lol:

Alcançe anti aereo dos Chaparrais é igual a cerca de 9k a uma velociade maxima de 1500km/h logo é impossivel abater um aviao em mach 1.5 a uma altitude de 10km nao me venha a dizer que a defesa aérea pertence a FAP, porque é sempre necessario ter defesa AA para proteger areas sensíveis. Ja ouve inumeros exercicios com este sistema alguns abatem outros nada.
Chaimites com 40 anos..... ve-se mesmo que nunca andou numa...... que digam os meninos que foram para a Bosnia e Kosovo com a cabecita de fora quase congelada para alem nao oferece protecção contra armas do tipo RPG nem .50.
Whallters  nunca fez tiro com aquilo????????? eu inumeras vezes...... muitas das vezes a somente 9m de distancia do alvo...... uns acertava no alvo em cheio outros apontava ao centro e a munição perfurava o alvo meio metro ao lado..... nao era azelhice minha aos outros tb acontecia o fenómeno e para nao falar que encravavam com facilidade.........
M113 disto percebo eu..... lagartas a precisarem de substituição rapida......... fraca protecção contra o condutor e apontador da .50 em caso de ataque ou o apontador se abrigava ou levava um balazio, logo se se abrigasse ficavamos sem defesa para contra atacar..... muitíssimo vulneravel em ambientes urbanos, um rpg disparado de um telhado entrava por tras no compartimento da tripulação, blindagem muito fraca para os cenarios actuais.....
allouetts bem esses nem vou comentar... portaram-se muito bem na guerra de africa mas o peso pesa nas peças precisa de urgente substituição..... a é verdade andei varias vezes neles em patrulhas heli transportadas bem mas aquilo mete medo.......... e apanhei pilotos malucos que faziam voos picados junto ao solo...... :lol: sao bons sim senhor mas como disse a troca é urgente

nesta lista o que se safam sao os unimog que ainda aguentam as suas missoes e os UMM.... do resto .........
Título:
Enviado por: Miguel em Maio 07, 2009, 05:22:26 pm
O Chaparral e Stinger sao misseis para defesa proxima da area de combate, a maioria dos seus alvos seria helicopteros e aeronaves voando a menos de 900km/h por baixa altitude.

O M113 é um exelente taxi blindado, é a RPG pode danificar qualquer blindado e mesmo tanques pesados como o LeopardII.

A G3 e a pistola P38 fazem parte de uma geraçao de armas que podem durar uma eternidade como a AK47.

Os armamentos hoje em dia é para durar uns 40 a 50 anos.

Acabou-se a epoca que se substituia o material de 10 em 10 anos.
Título:
Enviado por: antoninho em Maio 07, 2009, 09:08:20 pm
Caro Miguel já viste um M113 apanhado por um RPG...
Sabes qual é a liga da blindagem???

http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... hp?t=61708 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=61708)
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 08, 2009, 02:30:06 pm
Citação de: "Miguel"
O Chaparral e Stinger sao misseis para defesa proxima da aerea de combate, a maioria dos seus alvos seria helicopteros e aeronaves voando a menos de 900km/h por baixa altitude.

O M113 é um exelente taxi blindado, é a RPG pode danificar qualquer blindado e mesmo tanques pesados como o LeopardII.
A G3 e a pistola P38 fazem parte de uma geraçao de armas que podem durar uma eternidade como a AK47.

Os armamentos hoje em dia é para durar ums 40 a 50 anos.

Acabou-se a epoca que se substituia o material de 10 em 10 anos.


Nos cenarios de Guerra Actual não precisamos dos ditos "Taxis" mas sim de VCI tipo o ULAN/Pizarro, o Puma alemao ou entao o CV90 sueco com grande poder de fogo falo de canhoes de 20 ou 30mm, que ofereçam protecção a todos os tribulantes, ofereçam grande protecção contra minas e engenhos explosivos improvisados nas bermas da estrada, protecção NBQR coisa que os M113 ja não oferecem e duvido que alguma vez oferecessem e fui instrutor deles.... e sim caro colega Miguel os Leopardos aguentam a explosao de uma RPG de ogiva dupla.... sao actualmente os mais modernos, sofisticados e blindados CC construidos pelo Homem, para nao falar que possui o canhao com maior alcance cerca de 6,5km. Sem na minha optica e opinião face as armas Acar actuais a sua unica desvantagem poderia ser o trilho de lagartas ficar danificado, porque em termos de blindagem as tripulaçoes estariam a salvo.
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 08, 2009, 02:41:41 pm
Citação de: "Miguel"
O Chaparral e Stinger sao misseis para defesa proxima da aerea de combate, a maioria dos seus alvos seria helicopteros e aeronaves voando a menos de 900km/h por baixa altitude.

O M113 é um exelente taxi blindado, é a RPG pode danificar qualquer blindado e mesmo tanques pesados como o LeopardII.

A G3 e a pistola P38 fazem parte de uma geraçao de armas que podem durar uma eternidade como a AK47.
Os armamentos hoje em dia é para durar ums 40 a 50 anos.

Acabou-se a epoca que se substituia o material de 10 em 10 anos.


Bem entao na sua optica de ver as coisas...... seria o seguinte:
a sua Força Aérea ainda utiliziva o F-86 ou entao o A7 em vez dos actuais F-16 MLU.  A marinha em vez de utilizar as fragatas VdG ou agora as BD e futuramente os U209PN, continuava a usar as Pereira da Silva ou as Joao Belo e o Exercito em vez dos Leo II usava os M48A5.....


Como voce  frizou o material pode durar uns 40 ou 50 anos.... ve como voce até me dá razao....é que esse material que eu falei ja atingiu essa idade, logo voce da-me razao em substituir esse materias desgastado e pouco moderno por algo novo e com capacidade militar.


Relativamente á G3 que pode durar uma eternidade bem dou como exemplo muito pouco ortodoxo o seguinte: as fisgas e as pedras duram tb uma eternidade e sao mais baratas...... o arco e a flecha tambem duaram um eternidade e até pode ser fabricado localmente....... o tempo deste magnifico material chegou ao fim apos muitos bons anos de serviço, nao digo o contrario..... mas quando estamos a ser ultrapassados por países ditos do 3º Mundo como o caso do magreb é urgente a substituição por meios modernos e que nos deem ainda tranquilidade.
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 08, 2009, 11:10:37 pm
Miguel, ja era hora de parar de escrever esses "clichés" aqui no fórum, mas pior que isso é alguem ainda gastar teclas a responder, mas cada um lá sabe.... :roll:
Título:
Enviado por: Portucale em Agosto 01, 2009, 11:58:35 am
Nos últimos tempos o site do Exército tem recebido umas pequenas melhorias.  c34x
Título:
Enviado por: Portucale em Agosto 01, 2009, 12:04:15 pm
Noticias sobre a constituição e operacionalidade do GAC da BrigInt, do RA5;
 http://www.exercito.pt/portal/exercito/ ... sp?stage=2 (http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/allbrowsers/asp/projuactivity.asp?stage=2)

:D
Título:
Enviado por: cromwell em Agosto 01, 2009, 12:59:51 pm
Não mostra nada. :cry:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 01, 2009, 02:23:33 pm
Vai às unidades e procura o RA5.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 01, 2009, 05:31:50 pm
Aqui o Exército poderá ter-se precipitado. É que estão já a contar com os "ovos no c* da galinha", isto é a aprovação da revisão da LPM em 2010. Onde se lê "inscritos em LPM" deve ler-se "a inscrever na futura revisão da LPM". É que salvo erro (e se estiver enganado peço o favor de me corrigirem), a actual versão da LPM não prevê nada ao nível de um GAC de obuses de 155mm rebocados...E pior apontam já para um modelo em concreto (M777 Lightweight), então é por ajuste directo, é cedência por parte dos EUA, não há concurso público? :?  

(http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/ueo/RA5/OrganogramaRA5.jpg)
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 01, 2009, 06:12:35 pm
Quando no desfile de 10 de Junho, foram mostrados os velhos e reactivados M114 fui alertado para a questão. Afinal a artilharia rebocada é daquelas coisas que normalmente esquecemos.
É curiosa a menção ao M777 porque em principio o equipamento que substituiria o M114 deveria ser o M198.

Só que o M198 pesa 7.2t.
Já o M777 pesa 4.7t.
O velho M114 tem um peso de 5.8t.

A necessidade de substituir aquela arma era evidente, mas uma unidade ligeira já tem dificuldade em transportar um óbus de 5.8t, passar para 7.2t é complicado e dificulta a mobilidade da unidade.

A arma é além disso parcialmente idêntica à que equipa o sistema auto-propulsado utilizado nos M-109A5

Para substituir o M114, o mais adequado seria de facto o M777, e a solução aparentemente mais adequada de um ponto puramente técnico e logístico.

Mas o M777 pelo que sei, é caro.

Cumprimentos
Título: 155.
Enviado por: tsahal em Agosto 01, 2009, 06:14:41 pm
PereiraMarques, a revisão da LPM tem legalmente que ser publicada antes do fim de 2009 e não em 2010. Não o foi até hoje por causa das eleições mas até que já está tecnicamente pronta e conta com o 155m. O exército não refere o M777 em particular ou em concreto, refere um 155mm lightweight porque todas as peças modernas de 155mm actuais são lightweight, é uma caracteristica que todos os exércitos querem por motivos obvios. Sobre ajuste directo até pode ser porque já ha movimentações de uma determinada empresa agora cedencia por parte dos USA é impossivel visto que eles até estão a encomendar mais por necessidade operational. Se encomendam mais para a sua própria utilização não vão vender a outros. O M777 (concretamente M777A1/A2) é chamado de ultra lightweight howitzer.
Título:
Enviado por: _Gabriel_®™ em Agosto 02, 2009, 03:02:42 am
Sinceramente considero estes sistemas rebocados como o M777 obsuletos para equipar uma brigada de intervenção moderna, o futuro é sistemas auto-propulsados de rodas e eles até já existem sendo que as vantagens são obvias...

Quanto ao concurso de aquisição do sistema M777..., enfim, para quem conhece o sistema AFATDS (Advanced Field Artillery Tactical Data System), com certeza que o RA5 será equipado com esse sistema americano logo é 1 pouco obvio... :roll:
Título: 155.
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 09:23:07 am
O CAESAR da Nexter Systems com camião Renault Sherpa ou Daimler Unimog seria uma boa solução.

Será que o AFADTS agora que permite a transmissão de dados atraves do PRC 525 não permite ser usado com sistemas de artilharia Europeus?
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 02, 2009, 03:36:42 pm
O M777 é provavelmente a peça de artilharia rebocada mais moderna que existe no mundo.
As unidades ligeiras precisam de grande poder de fogo e capacidade para atirar a distâncias tão grandes quanto possível e com a maior precisão.

Mover uma simples bataria, não é apenas transportar as peças de artilharia. É necessário transportar o veículo rebocador (que precisa de ser mais potente se a peça for mais pesada).

:arrow:  É necessário um sistema de controlo de tiro e um sistema de comunicações que possa receber os pedidos de apoio das unidades avançadas.
:arrow: É necessaria uma capacidade minima para alimentar as tropas com rações de combate para pelo menos 48 horas (isto depende das condições no terreno e do lugar onde a força for colocada e das possibilidades de apoio por parte de unidades limitrofes).
:mrgreen: ).

Isto tudo tem que ser transportado e apoiado, normalemnte por via aérea. Um sistema que pesa menos de 5 toneladas, implica a possibilidade de transportar uma bataria de seis M777 em quatro C-130.

Uma peça relativamente leve permite por exemplo o seu transporte por helicóptero.
Há uma quantidade de situações em que não é possível substituir uma peça de 155mm rebocada por outra não rebocada.

A complementaridade com os sistemas actuais também é determinante. Os actuais sistemas poderiam ser utilizados com armamento francês ou alemão, mas quem pagaria os custos do desenvolvimento do software ?

nota: O preço de três M777 é aproximadamente o preço de dois Leopard-2A6 em segunda mão. Tudo o que até hoje temos falado refere-se à possibilidade de utilizar o M198.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: sivispacem em Agosto 02, 2009, 05:53:58 pm
Citação de: "papatango"
nota: O preço de três M777 é aproximadamente o preço de dois Leopard-2A6 em segunda mão. Tudo o que até hoje temos falado refere-se à possibilidade de utilizar o M198.

Cumprimentos


Obrigado pela pertinente explicação!

E perdoem-me a ignorância, mas o que raio pode ter uma peça de artilharia para custar tantos $$?????

Obrigado
Carlos Ferreira
Título: M777.
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 07:25:30 pm
Seria melhor afirmar que na area dos sistemas de 155mm rebocados, o M777A1/A2 é sim o melhor que ha visto que existem sistemas rebocados de 105mm. Isso do vehiculo rebocador ter que ser mais potente que a peça a rebocar é outra invenção moda Papatango visto que o M777 pode ser rebocado até por um Land Rover ou um Supacat HMT, dai ser Ultra Light Weight! E não digo isso baseado em sites mas sim porque vi com os meus próprios olhos. Falar de preços é inventar e especular mas se o Papatango sabe o preço é porque se calhar ja comprou algum.
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 02, 2009, 09:14:20 pm
tsahal -> Estamos a falar de peças de artilharia de 155mm e não de peças de artilharia de 105mm 88mm ou outros milímetros quaisquer.

O veículo que reboca o sistema depende do peso do sistema.

A foto seguinte mostra o «novo» Prime Mover para o M777:

(http://img80.imageshack.us/img80/9899/m777mover01.jpg)

Trata-se de um veículo mais ligeiro e com capacidade para ser transportado num C-130.
Para sua informação tsahal, e porque eu não quer que lhe falte nada e que lhe fiquem dúvidas:
A seguir coloco-lhe a foto do «Prime Mover» para a peça M198 também, de 155mm:

(http://img80.imageshack.us/img80/7817/m198mover01.jpg)

E se qiser saber tsahal, eu garanto-lhe que o M777, pode até ser transportado por cavalos, mas a explicação que dei, foi sobre o que implica transportar uma bataria de artilharia para algum lugar com capacidade de combate e sobre as vantagens de ter uma peça de artilharia que poupa vários milhares de kg.

A bataria tem que ter capacidade para se movimentar e para transportar a respectiva guarnição. Você pode transportar uma peça com um Land Rover, mas se o fizer, vai ter que deixar alguma coisa para trás.
Numa demonstração, qualquer um pode demonstrar até um Hummer a fazer o pino.
Mas nas operações a sério, ou nos exercícios, qualquer um vai querer ter um veículo de reboque adequado. Não demasiado grande, mas suficiente para sair dali à pressa, se for necessário evitar fogo de contra-bateria.

Por isso, é que os americanos, esses tipos que como o papatango inventam coisas e não percebem nada de guerras, até têm um veículo mais pequeno para transportar uma peça de artilharia que pesa várias toneladas a menos o M777 e utilizam outra maior para o M198.

<sarcasmo>
Quanto a se comprei ou não comprei, meu caro tsahal, como eu já sabia o preço antes de o sistema ter sido lançado, aproveitei logo para comprar dois para decorar a porta de entrada...
<fim de sarcasmo>

:mrgreen:


Os meus cumprimentos ...
Título:
Enviado por: Lightning em Agosto 02, 2009, 09:23:41 pm
Citação de: "papatango"
Se quer saber tsahal, o M777, pode até ser transportado por cavalos


Os cavalos são caros, que tal uns escravos :toto: .
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 02, 2009, 09:26:25 pm
Lighting: Por escravos, ou por mulas ... :mrgreen: :mrgreen:

Aliás, a dimensão dos tractores de artilharia sempre foi pensada consoante o tipo de armamento a rebocar. É algo de absolutamente básico.
Os alemães desenvolveram uma familia inteira de Half-Track para rebocar os seus canhões, desde os A/T de 50mm a 88mm até à artilharia de 105 a 150mm.

Portanto, a vantagem do M777 é evidente. Uma unidade armada com este tipo de sistema vai poupar muitos kg e reduzir por isso a sua necessidade de transporte.
Título: 155mm.
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 09:36:00 pm
Ficam para traz a rodas da peça Papantango?  Veja por quais vehiculos elas são rebocadas no Afeganistão e na net até pode encontrar fotos do M777 ser rebocado por Land Rovers e semelhantes e não necessariamente apenas por viaturas pesadas como vc pensava.

Um M777 transportado a cavalo so se for na sua mente inventora ou vc é um super homem e faz de cavalo especialmente criado para transportar peças de 155mm. O Oto Melara M56 de 105mm sim mas o M777 apenas na sua mente. Ele até ficou conhecido por isso.

Esse vehiculo apresentado por si é apenas uma supacat HMT 600 blindado e com uma caixa de carga para as munições, nada de novo.

O M198 não pode rebocado por uma viatura ligeira pq sendo antigo não foi desenvolvido para ser Ultra Light Weight como foi o M777.

Uma bateria é constituida n apenas pelas peças mas tb com outros meios e cada meio tem o seu modo e adquado meio de trnasporte.

Como eu ja lhe disse varias fale de coisas que vc entenda e assim a malta fica esclarecida e não baralhada.
Título: 155mm
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 09:51:20 pm
Mais uma forte sua Papatango ``a dimensão dos tractores de artilharia sempre foi pensada consoante o tipo de armamento a rebocar´´, hehe!

Em qualquer pais quer seja para rebocar peças de 155mm ou de 105mm são usadas viaturas normais que para alem de rebocar a peça levam as munições e os operadores da peça, camiões normais. Essas viaturas hoje rebocam peças, amanhã rebocam um atrelado qualquer ou levam tropas. Veja a foto do M198 postada por si.

Olhe no caso dos M114 em Portugal, são viatura Daimler 1222A que antes serviam para transportar tropas dos BiMecs de Santa Guida.

Uma das poucas peças que tem uma viatura configurada especialmente para ela é o SIAC da GD SBS que usa um camião normal da Iveco adaptado com uma cabine isto porque é no seu todo um sistema integrado. Agora se o cliente n quer comprar o camião, leva a peça e para a rebocar usa uma viatura que ja tenha em uso para transportar tropas.
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 02, 2009, 10:06:01 pm
tsahal, eu não pensava nada nem penso nada. Eu limito-me apenas a analisar e a conhecer o que existe.

Agradeço-lhe que não responda com rajadas de metralhadora, porque eu não gosto. Leia primeiro o que está escrito, e tente entender o que é que se está a discutir para não cair no ridiculo.

O veículo que você vê ali, chama-se LWPM, é da Lockeed Martin e é o veículo que foi selecionado como  «Prime Mover» para o M777. Ele é mais compacto e mais leve que os veículos utilizados para transportar o M198.
http://defense-update.com/newscast/0207 ... 7_LWPM.htm (http://defense-update.com/newscast/0207/news/210207_LWPM.htm)
É essencialmente uma viatura mais pequena que os M923 ou o M925 que são normalmente os «Prime Mover» para a peça de artilharia M198 de 155mm.

Se os americanos utilizam o veículo acima para Prime Mover, e ele é mais leve que o M923 ou o M925 e mais compacto que os camiões da série M1078 ou que os MTVR, parece que é evidente que aproveitam o facto de a peça M777 ser mais leve que a peça M198, tentando aumentar a transportabilidade do conjunto.

Quando você tem que transportar uma unidade do ponto A para o ponto B, e considera a necessidade de ela operar de forma independente, terá que ter todas estas características do equipamento em consideração.

É por isso que os americanos utilizam a expressão «PRIME MOVER» ou transportador primário ou principal.

Isto quer dizer que em condições normais os americanos utilizam um determinado veículo para transportar a peça M777 e outro «Prime Mover» para transportar a peça M198 porque é mais pesada.

Ao utilizar uma peça mais leve, em conjunção com equipamentos de transporte mais compactos e mais leves, você consegue meter uma bataria de artilharia num menor numero de aeronaves.

É disso que falamos.

Cumprimentos




PS:
Quanto aos cavalos, meu caro, lamento mas você não tem a mais pequena ideia do que fala.
Os cavalos rebocavam até peças maiores durante a I guerra mundial.
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 02, 2009, 10:18:48 pm
Citação de: "tsahal"
Citar
Aliás, a dimensão dos tractores de artilharia sempre foi pensada consoante o tipo de armamento a rebocar. É algo de absolutamente básico.
Os alemães desenvolveram uma familia inteira de Half-Track para rebocar os seus canhões, desde os A/T de 50mm a 88mm até à artilharia de 105 a 150mm.

Mais uma forte sua Papatango ``a dimensão dos tractores de artilharia sempre foi pensada consoante o tipo de armamento a rebocar´´, hehe!
tsahal -> Já lhe pedi para não cair no ridiculo que parece mal. O grave, é que você parece nem sequer ter ideia da barbaridade que acaba de dizer...

Quem desenha um sistema pensado para tractor de artilharia, tem em consideração a sua função e o sistema que vai ser rebocado.
Estude um pouco sobre o desenvolvimento dos sistemas de artilharia desde os anos 30, como é que apareceu a artilharia auto-propulsada, as suas vantagens tácticas e desvantagens etc.
Depois poderá vir discutir estas questões.

De resto, como é evidente, qualquer exército que não pode comprar um determinado equipamento para rebocar um sistema de armas poderá aproveitar outro que tiver e que se adeque às necessidades.

Mas isso não altera em nada a equação. Um sistema mais leve, tem a vantagem de poupar peso e sistemas que ocupam menos espaço e menos peso são mais facilemnte transportáveis, especialmente se servirem para apoiar uma brigada aerotransportada.

Isto é uma daquelas verdades mais velha que o andar para a frente tsahal. :roll:

Eu escrevi, sobre as vantagens de possuir uma peça de artilharia mais leve, e sobre o que isso significa em termos de uma unidade básica de artilharia. Foi o que pretendi explicar.

Você vem dizer que quando não há cão se caça com gato, mas isso já todos nós sabemos há muito tempo.

Portanto, se não se importa, responda a uma questão que eu não entendo.
Exactamente o que é que você quer provar ou explicar ?




Cumprimentos
Título: 1555.
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 10:30:18 pm
Como eu lhe disse, ele usa o chassis da SUPACAT. Eles fornecem o HMT à LM esta que o modifica para essa função e até desenvolveu no passado uma para levar uma peça de 155mm na própria viatura. é normal que seja mais pequeno visto que o M777 é ultra light weight ou seja vc com isso chega à conclusão que n é necessario que seja um pesado para rebocar um M777, parabens! A diferença desse é que foi especialmente desenvolvido para isso, permite transporte protegido tanto da tropa como das munições. Ja selecionado? Será?

Os camioes da serie M900 transportam peças de 155mm até que sejam totalmente substituidos pelos MTVR e outros. Antes da serie M900 eram camioes da serie M30 que fazia esse trabalho. Qualquer camião reboca peças não precisa de ser modificado para isso.

Agora tb seguem para a 2 guerra mundial, mais logo vai para o tempo da idade media. Tamos a falar do presente caro Papatango!

Ja ficou mais esclarecido hoje sobre sistemas rebocados de artilharia. Espero q entenda de uma vez por todas pq ja estou cansando de repetir coisas simples mas que vc n consegue entender. Com centrum vai la!talvez.
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 02, 2009, 10:56:56 pm
Meu caro, de que o «Prime Mover» da peça de artilharia M777 deriva é irrelevante.

O que importa, e o que eu afirmei, desde que escrevi o primeiro texto, é que sendo o M777 uma peça de artilharia muito mais leve, sendo rebocado por uma viatura muito mais leve e de menores dimensões e com capacidade para ser transportado numa aeronave do tipo C-130 isso implica que uma bataria de seis peças de artilharia pode ser transportada por um numero relativamente reduzido de C-130 Hercules.

Isto, partindo do principio de que a unidade é aerotransportada de um ponto A para um ponto B, e tem que seguir para um ponto X onde é necessário que entre em acção, tendo que garantir que tanto as guarnições quanto as necessárias forças para protecção estão devidamente municiadas e providas de combustível e rações.

Eu estpu a falar, desde o inicio de um ponto de vista táctico.
Eu estou-me marimbando, para quem é que comprou o projecto a não sei quem e se o modelo é derivado do não sei das quantas.

Estou a falar de uma questão táctica, sobre o que é mais ou menos vantajoso para uma força e sobre quais seriam as vantagens e desvantagens da utilização daquele equipamento.

Peço-lhe que leia primeiro.

Mas acima de tudo, depois de ler, faça um esforço para ENTENDER.
às vezes ler duas ou três vezes ajuda.

= = = =

Quanto à II Guerra Mundial, ou à Idade Média, tenho apenas um conselho a dar.

Se você quiser ter uma visão abrangente sobre armamentos e as questões que estão directamente relacionadas com o seu emprego, você vai ter que estudar história militar, antes de começar a discorrer sobre quem vendeu aquele equipamento a não sei quem.

Para construir uma casa você não pode começar pelo telhado.

As regras sobre a guerra que se aplicam hoje, são em muitos aspectos as mesmas. As armas que hoje são puxadas por camiões eram no passado puxadas por cavalos mulas ou por homens.

Desde que começou a era do automóvel, que as industrias concebem veículos para transportar armas. E os principios básicos são os mesmos.

E, mais uma vez, garanto-lhe que você pode utilizar cavalos para puxar o M777.

Quanto aos seus esclarecimentos, infelizmente tsahal, tenho que lamentar não ter percebido o que você tentou explicar. Porque o que você disse já eu sabia, e os seus restantes comentários foram completamente extemporâneos, porque você não chegou sequer a perceber de que é que nós estávamos a falar.

Não lhe recomendo Centrum, apenas lhe recomendo atenção. Ler duas ou três vezes ajuda bastante. Não responder depressa demais, também ajuda muito.

Cumprimentos
Título: 155.
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 11:02:35 pm
``a dimensão dos tractores de artilharia sempre foi pensada consoante o tipo de armamento a rebocar´´.

Como vc sabe, esta barabaridade foi proferida por si, eu limitei-me a rir e a esclarecer. O unico vehiculo especialmente desenvolvido para rebocar peças é esse da Supacat/LM e mesmo assim não é nada de mt novo visto que é uma HMT modificado.

Agora vc diz ``De resto, como é evidente, qualquer exército que não pode comprar um determinado equipamento para rebocar um sistema de armas poderá aproveitar outro que tiver e que se adeque às necessidades´´.

Muito bem ja aprendeu alguma coisa hoje visto que ja concorda comigo. Se todos os exércitos tivessem que comprar camioes so para as peças, vai la vai, ninguem vendia peças! Fique ainda a saber que algumas peças de 155mm estão equipadas com uma APU que lhe permite mover-se em curtas distancias sem a necessidade um vehiculo.

Agora bota para a auto-propulsada, concentre-se na rebocada antes de falar de coisas que tb vc n entende!

N preciso de voltar a repetir visto que vc finalmente ja entendeu que qualquer viatura militar 4x4 ligeira pode rebocar o M777 isto por ele ser Ultra LW e não o M198 que é mt pesado e por isso precisa de uma viatura mais pesada por ser um sistema antigo. Ao desenvolver uma peça de 155mm, uma empresa olha principalmente para o alcance, munições e peso pq se desenvolver uma coisa pesada ninguem compra dai o M777 ser uma boa solução, é ultra light weight, entendeu o filme?

Um Hummer basico reboca um M777 e n é uma viatura pesada e nem sequer foi pensado para isso.

Opine sobre carros e motas, safa-se melhor! Ja lhe disse isso por diversas vezes e não preciso de papagaios, se vc se sente magoado é pq é muito sensivel então.
Título:
Enviado por: HSMW em Agosto 02, 2009, 11:06:36 pm
:roll:
Título: 155mm
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 11:23:13 pm
O passado n se aplica aos tempos actuais ou queria cavalos a rebocar o M777 no Afeganistão, hahahaha! Afirma que os cavalos podem rebocar o M777! essa é mais uma bujarda aluciante sua, obrigado fez me rir mais uma vez.

Santo nome, vc precisa de passar uns tempos numa escola de artilharia ou de ver e aprender sobre peças de artilharia actuais in loco e n sobre peças dos anos 30 porque felizmente as coisas evoluiram. Deve ser uma nova tactica inventada por si, rebocar peças no TO com cavalos. Se quiser posso enviar-lhe uma fotos do M777 a ser rebocado por viaturas n blindadas land rover, hummer ou supacat, ou heli transportado ou a fazer fogo, fotos que vc não encontrará na internet até. Por cavalos n tenho visto e a BAE nunca testou isso porque n faz sentido como é obvio. Rebocar peças com cavalos era no passado porque n havia outra forma de as rebocar mas agora ha. Agora n desenvolvem peças de forma que sejam rebocadas por equideos.

Vc caro amigo, quer que os americas morram la no Afeganistão, se eles seguirem as suas teorias, vai la vai! Eu sei que falei no M56 mas é um caso especial visto que esse foi pensado para ser rapidamente desmontado e montado para permitir transporte em cavalos (e n rebocado por equideos) em embiente montanhoso, por isso teve o sucesso que teve.

Enquanto atrelam os cavalos ao M777 e os convençam a bazar, os talibãs mandam uma prendas. Ou vai dizer que o M777 entra em posição com os cavalos e faz fogo com eles atrelados????? e a seguir a tropa monta nos cavalos e vamos  embora??
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 02, 2009, 11:31:25 pm
Em primeiro lugar tsahal, eu não me sinto nunca magoado com o que quer que seja. No máximo posso sentir alguma pena.

Como você já mostrou que não estudou nada sobre o tema de que fala, deixe-me explicar-lhe.

A expressão «Tractor de Artilharia» designa um veículo feito especialmente para a função de rebocar uma peça de artilharia.
Desde que inventaram os automóveis que se produzem veículos que foram especialmente produzidos com o objectivo principal de operar como tractor de artilharia.

Temo-los desde o inicio da I Guierra Mundial.

É claro, que há sistemas motrizes que podem ser utilizados para a função sem terem sido inicialmente desenhados para isso: Cavalo, mulas e burros.

Posteriormente vários países se detiveram na necessidade de transportar a artilharia e após a I guerra a Alemanha começou a construir o primeiro grande exército mecanizado da História.

Nos planos alemães, estavam naturalmente os veículos destinados especialmente à função de tractor de artilharia. Os veículos das séries SdKfz-8, SdKfz-6, SdKfz-11, SdKfz-7 e SdKfz-9, por essa ordem, foram concebidos para a função de rebocar peças de artilharia.

Os exércitos que não tinham atingido esse tipo de sofisticação adaptaram veículos para essa função, mas quer soviéticos quer americanos quer britânicos, fizeram as suas opções e colocaram as suas encomendas para veículos de transporte, considerando as armas que eles deveriam rebocar, juntamente com a guarnição da arma e as munições, e isto dependendo do tipo de unidade de artilharia em que iriam servir e da forma como a unidade estaria enquadrada na estrutura de um exército de um corpo de exército, de uma divisão ou de um regimento.

Mesmo depois da II Guerra Mundial, quando os russos lançaram por exemplo o GAZ URAL-4320 no inicio dos anos 60, eles consideraram-no em função do óbus  D-20 (2A65) de 152mm.

Ou seja, desde que há camiões e artilharia para rebocar, que nenhuma força militar adquire camiões, sem considerar a sua adequação para rebocar as suas peças de artilharia.

A potência, capacidade de carga e capacidade de reboque, são sempre estudadas e testadas para verificar a sua adequação às necessidades.

Portanto, aquilo que você chama uma barbaridade, é um facto histórico.
O que é uma barbaridade, é que alguém que era suposto ter conhecimentos sobre estes temas, faça uma figura tão triste quanto a que você está a fazer.

- - -

A Auxiliary Power Unit das peças de artilharia mais modernas e mais pesadas tsahal, não substitui a necessidade de um reboque. A APU serve para manobra local e é adequada para facilitar as operações de apoio de fogo, ao permitir alterar o alvo com muito mais facilidade, coisa que sem a APU ainda tem que ser feita à mão ou de forma mais ou menos arcaica.


Citação de: "tsahal"
N preciso de voltar a repetir visto que vc finalmente ja entendeu que qualquer viatura militar 4x4 ligeira pode rebocar o M777

Meu caro, eu acho que o que você não precisa é de fazer figuras tristes.
Eu não sinto qualquer necessidade de provar nada a ninguém.


Se eu afirmo que até com cavalos é possivel rebocar um M777,  é obvio que isso implica que qualquer viatura ligeira o poderia mover não acha ?

tsahal. Você está a meter os pés pelas mãos, porque não percebeu o inicio da discussão.
Limite-se à questão inicial, que verá que é mais facil discuti-la.

Volto a pedir-lhe: Leia primeiro com atenção o que está escrito, e faça como eu.
Eu parto sempre do principio de que o meu interlocutor sabe mais que eu.
Até prova em contrário ...
 :roll:


Cumprimentos
Título: LWPM.
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 11:31:59 pm
Papatango, vc manda para o meio da conversa o LWPM com foto e tudo e agora está a marimbar-se para ele??? Antes de ter metido ao barulho o coitado do LWPM, deveria saber o que ele é, não? vc podia ser então grato visto que ficou a saber o que é o LWPM. Limitou-se a pescar isso num website e botar aqui no entanto teve azar porque conheço bem esse projecto. Se quiser até lhe posso enviar fotos do HMT em diversas configurações e não são fotos pescadas por ai mas sim fotos tiradas por mim. Com a Supacat, a LM desenvolve ainda o AVA 4x4 e o AVA 6x6, blindados mt recentes ainda na fase de prototipos, mais uma informação gratis para si!
Título: 155mm
Enviado por: tsahal em Agosto 02, 2009, 11:55:05 pm
Sobre a APU eu fui claro no incio não sei pq vc quer dar uma lição sobre a sua utilização mas se vc se sente feliz com isso repita la mil vezes o que eu disse logo no inicio e que vc diz por outras palavras que vão dar ao mesmo.

Um tractor de artilharia é um vehiculo usado para rebocar uma peça, n tem que ter sido especialmente desenvolvido para isso pq hoje em dia ja n se fazem tractores de artilharia especias. No passado talvez (rodas e lagartas) mas não actualmente e nós debatemos o M777 que é um sistema actual por isso concentre-se em 2009 se conseguir claro visto que volta sempre ao passado.

Em Portugal a BRR usa antigos UNIMOGs para rebocar o Light Gun ou seja é um tractor de artilharia e não foi especialmente desenvolvido para essa finalidade. Deixe la a 1 e 2 guerra mundial, antigamente usavam cavalos para rebocar as peças hoje em dia não, hellooooooooo tamos em 2009. Se vc tem o passado mt enraizado na sua mente, acorde ASAP. Hoje em dia ninguem compra viaturas desenvolvidada de raiz unicamente para rebocar peças. O LWPM é uma modificação do HMT que segundo sei ainda ninguem o utiliza de forma operacional, o SIAC Espanhol usa uma camião iveco militar de serie modificado atraves da instalação de uma cabine e pouco mais e usa isso para permitir que seja feito fogo remotamente desde o interior do camião dai ser Sistema Integrado bla bla bla. o conjunto foi adquirido por espanha. A colombia adquiriu a peça mas acho que não adquiriu o camião modificado ou seja deve usar viaturas normais em uso nas suas forças.

Na epoca dos M56, usavam-se os UNIMOG U1300 que agora servem para transportar pessoas ou rebocar meios logisticos como atrelados WC, ect Esse como eu disse não era rebocavel por equideos mas sim transportado que são coisas differentes.

Em breve estarei com gente da BAE, fabricante do M777, vou sugerir isso de testar o M777 no Afeganistão com cavalos. Os talibãs vão adorar!! Parabens Papatango. Vc é uma ave extremamente rara como eu ja lhe disse por diversas vezes. Mas vc até sabe o preço de um M777, grande man! Viu isso à venda no Continente foi?
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 03, 2009, 12:08:57 am
Citação de: "tsahal"
Papatango, vc manda para o meio da conversa o LWPM com foto e tudo e agora está a marimbar-se para ele??? Antes de ter metido ao barulho o coitado do LWPM, deveria saber o que ele é, não? vc podia ser então grato visto que ficou a saber o que é o LWPM. Limitou-se a pescar isso num website e botar aqui no entanto teve azar porque conheço bem esse projecto.

Citação de: "tsahal"
Seria melhor afirmar que na area dos sistemas de 155mm rebocados, o M777A1/A2 é sim o melhor que ha visto que existem sistemas rebocados de 105mm. Isso do vehiculo rebocador ter que ser mais potente que a peça a rebocar é outra invenção moda Papatango visto que o M777 pode ser rebocado até por um Land Rover ou um Supacat HMT, dai ser Ultra Light Weight! E não digo isso baseado em sites mas sim porque vi com os meus próprios olhos. Falar de preços é inventar e especular mas se o Papatango sabe o preço é porque se calhar ja comprou algum.


Esta foi a primeira vez que se falou no sistema de tração do M777. Não fui eu que falei nele, foi você. É que você nem sequer se dar ao trabalho de ler o que você mesmo escreve.

Veja primeiro o que eu disse, e pior, veja o que você mesmo disse.
Um tractor de artilharia é o sistema motriz utilizado para transportar a peça.
Existem tractores feitos propositadamente e outros que são adaptados.

Nenhuma força militar que utilize artilharia rebocada deixará de considerar o sistema de tracção que vai utilizar.
Se você não quer chamar tractor de artilharia aquilo qeur reboca a peça, chame-lhe «filha da mãe» ou qualquer outra coisa, mas para mim é um tractor de artilharia a partir desse momento.
Quem trata com este tipo de temas tem que ter as ideias organizadas e tem que dar nomes às coisas ... :mrgreen:

Lembro mais uma vez:
A questão tem a ver com um post do Pereira Marques sobre uma peça de artilharia de 155mm para substituir o M114.

O que eu disse, foi que o M777 tem a vantagem de ser mais leve que o M114 e mais leve que o M198.

Uma peça de artilharia muito mais leve permite o transporte de maior numero de peças e sistemas de suporte dentro de uma aeronave.


Eu não sei o que é que você quer que eu lhe explique mais.

Só se for assim:


Um canhão grande, é puxado por um pópó grande
um canhão pequenino, pode ser puxado por um pópó pequenino
muitos popós pequeninos e um canhões pequeninos, podem ser metidos dentro do avião grande, enquanto que os pópós grandes e os canhões grandes não cabem...


Não sei mais como explicar o que disse.


Meu caro, se você se deu ao trabalho de se cobrir de ridiculo, apenas para dizer que vai estar com o pessoal da BAE systems, ficámos informados.
Tenha boa viagem.

Infelizmente não aprendemos nada consigo, mas talvez para a próxima...


Cumprimentos
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 03, 2009, 01:03:56 am
Voltando à terra, e continuando com a questão dos sistemas de artilharia para o exército...

Citação de: "sivispacem"
Citação de: "papatango"
nota: O preço de três M777 é aproximadamente o preço de dois Leopard-2A6 em segunda mão. Tudo o que até hoje temos falado refere-se à possibilidade de utilizar o M198.

Cumprimentos

Obrigado pela pertinente explicação!

E perdoem-me a ignorância, mas o que raio pode ter uma peça de artilharia para custar tantos $$?????

Obrigado
Carlos Ferreira



Há varias referências ao preço estimado do sistema M777 e o valor mais recente anda por 1.1 a 1.3 milhões de Euros.
Evidentemente que estes contratos são sempre sujeitos a clausulas e muitas vezes a contrapartidas, mas é um valor de referência tendo em consideração que o M198 custava em volta de 400.000 Euros.

O preço do M777 é  justificado pela utilização intensiva de ligas especiais de metal, entre as quais o titânio, o que explica também a redução do peso da arma, que foi uma redução muito significativa, principalmente considerando o peso do anterior M198.

Mas todos os fabricantes, principalmente os norte-americanos (e a BAE Systems é praticamente uma empresa americana) abusam um bocado nos preços iniciais. Todos os sistemas parecem sempre extremamente caros quando são lançados e quando não existe um concorrente efectivo na praça.

O 2A36 russo de 152mm pode-se comprar por 300.000 Euros
(no Continente, claro :mrgreen: )
Ele atinge alvos a 28-33km e pesa 9 toneladas
O M777 pesa cerca de 4.7 toneladas e atinge alvos a 30-40km


Cumprimentos
Título: 155mm
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 01:36:18 am
Agora vc mete o pereiramarques ao barulho. Eu esclareci o homem visto que ele falou no M777 e a LPM a sair em 2010, quando a fotografia na referia nada disso. Vc fala em preços do M777, acha sinceramente que sabe o preço de um?????

Não vou perder mais o meu tempo consigo vc n quer meter a informação nesse seu cerebro oco, problema seu.

Claro que vc aprendeu e muito, Visto que vc n se respeita a si mesmo n tem a coragem de admitir que aprendeu apenas repete a palavra ridiculo como se fosse uma criança a chorar. Vc é que fugia ao tema, eu sempre falei do M777 mas vc ia buscar as guerras mundiais, os cavalos, o LWPM, apesar de não saber o que é!

O tractor de artilharia não transporta a peça, rebocaaaaaaaaaaaa! Meta isso na sua cabeça e não afirme isso como fez no seu ultimo post. A peça não é posta na caixa do camião!
Vc defendeu que o eles eram pensados para as peças depois ja podiam ser adaptados depois da minha explicação. Isso do M777 ser mais leve toda a gente sabia dai ele ter o nome de Ultra Light Weight até fui que postei isso pela primeira vez, a questão era saber se podia ser rebocado (e não transportado) por uma viatura ligeira, vc defendeu que não e eu esclareci mas vc foi buscar o LWPM (viatura ligeira), as guerras, os cavalos, ect. Ainda pensei que fosse meter ao barulho o presidente da republica! Aquilo que afirmei quando comentei o seu post, a defendi sempre vc é que é mt sensivel e ficou magoado. A minha intenção n era essa mas sim apenas esclarecer a bem do forum mas vc é mt sensivel ou seja levou a mal.

Vc ao referir que o M777 era provavelmente o melhor devia ter referido nos 155mm visto que os 105mm são outra historia, depois eu disse que ele podia ser rebocado por uma viatura ligeira e n obrigatoriamente por uma pesada. Vc disse que tinha que ser rebocado por uma viatura mais potente. Potente em q? Em cavalos?????

Vc Papatango é como eu disse uma ave rara. Sempre que vc proferir informaçãoes erradas, aqui estarei (como tenho feito) para o elucidar. Opine sobre carros e motas, talvez se safe melhor porque de artilharia actual, zeroooooooo. E transmita ideias suas e não ideias pescadas na internet tipo o LWPM e a terminologia de APU. Mas a pior ideia que vc teve foi essa dos cavalos rebocarem o M777, essa foi de topo. é uma afirmação à sua imagem! Será que no Afeganistão os Americas e Canadas usam cavalos para rebocarem a peça????????hehe!
Título: BAE.
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 01:57:10 am
Agora o Papatango afirma que a Bae systems é uma empresa practicamente americana, hehe!!! Ele é Inglesa e bem Inglesa, até anuncia no metro de Londres. O M777 foi desenvolvido pela Inglesa ROYAL Ordonance para os USA que é o maior cliente da peça e que na epoca procurava uma peça de 155mm para substituir o M198 dos Marines. A peça é 30% fabricada em Inglaterra e a 70% nos USA numa das fabricas que a BAE tem por la.

Segundo a brochura do produto, o M777 tem um peso de 4218 e não cerca de 4.7 como afirmou o Papatango. A peça atinge alvos a 24.7km quando não assistida e a mais de 30km quando assistida. Tudo dependendo da munição e da carga inserida. Mais informação gratis para o bicho!
Título: M777.
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 02:04:50 am
Papatango deixo aqui a morada do fabricante do M777A1/A2, que é a BAE Systems Global Combat Systems, uma empresa Inglesa e sedeada em Inglaterra como poderá verificar. Espero que seja bom a geografia para não confundir United Kingdon com USA.

Global Combat Systems
Scotswood Road
Newcastle upon Tyne
NE99 1BX
United Kingdom
Título:
Enviado por: sivispacem em Agosto 03, 2009, 08:33:04 am
Citar


Há varias referências ao preço estimado do sistema M777 e o valor mais recente anda por 1.1 a 1.3 milhões de Euros.
Evidentemente que estes contratos são sempre sujeitos a clausulas e muitas vezes a contrapartidas, mas é um valor de referência tendo em consideração que o M198 custava em volta de 400.000 Euros.

O preço do M777 é  justificado pela utilização intensiva de ligas especiais de metal, entre as quais o titânio, o que explica também a redução do peso da arma, que foi uma redução muito significativa, principalmente considerando o peso do anterior M198.

Mas todos os fabricantes, principalmente os norte-americanos (e a BAE Systems é praticamente uma empresa americana) abusam um bocado nos preços iniciais. Todos os sistemas parecem sempre extremamente caros quando são lançados e quando não existe um concorrente efectivo na praça.

O 2A36 russo de 152mm pode-se comprar por 300.000 Euros
(no Continente, claro :mrgreen: )
Ele atinge alvos a 28-33km e pesa 9 toneladas
O M777 pesa cerca de 4.7 toneladas e atinge alvos a 30-40km


Cumprimentos


Obrigado Papatango. Sempre pensei que a atilharia (rebocada) fosse do hardware militar menos caro, mas pelo vistos estava fora da realidade

Cpmts
Carlos Ferreira
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 03, 2009, 12:24:28 pm
Já agora, coloco aqui o meu comentário inicial ao assunto:

Citação de: "papatango"
O M777 é provavelmente a peça de artilharia rebocada mais moderna que existe no mundo.
As unidades ligeiras precisam de grande poder de fogo e capacidade para atirar a distâncias tão grandes quanto possível e com a maior precisão.

Mover uma simples bataria, não é apenas transportar as peças de artilharia. É necessário transportar o veículo rebocador (que precisa de ser mais potente se a peça for mais pesada).

:arrow:  É necessário um sistema de controlo de tiro e um sistema de comunicações que possa receber os pedidos de apoio das unidades avançadas.
:arrow: É necessaria uma capacidade minima para alimentar as tropas com rações de combate para pelo menos 48 horas (isto depende das condições no terreno e do lugar onde a força for colocada e das possibilidades de apoio por parte de unidades limitrofes).
:arrow: É necessário transportar combustível para os veículos ligeiros de apoio que são sempre necessários. Estes veículos fazem coisas como ir buscar comida se ela não chegar a tempo
(é que o pessoal nos fórums normalmente esquece-se de que um dos problemas mais complicados é conseguir alimentar a tropa. Mesmo em exercícios, quando não há comida as coisas começam a funcionar mal :mrgreen).

Isto tudo tem que ser transportado e apoiado, normalemnte por via aérea. Um sistema que pesa menos de 5 toneladas, implica a possibilidade de transportar uma bataria de seis M777 em quatro C-130.

Uma peça relativamente leve permite por exemplo o seu transporte por helicóptero.
Há uma quantidade de situações em que não é possível substituir uma peça de 155mm rebocada por outra não rebocada.

A complementaridade com os sistemas actuais também é determinante. Os actuais sistemas poderiam ser utilizados com armamento francês ou alemão, mas quem pagaria os custos do desenvolvimento do software ?

nota: O preço de três M777 é aproximadamente o preço de dois Leopard-2A6 em segunda mão. Tudo o que até hoje temos falado refere-se à possibilidade de utilizar o M198.

Cumprimentos



sivispacem -> O seu pressuposto está correcto. Na verdade as peças de artilharia estão entre os armamentos mais baratos, quando se analisa a proporção entre custo e dano.

Até aos anos 70 a antiga União Soviética continuava a basear a maior parte do seu fenomenal poder de fogo nas peças de artilharia rebocadas.

O que aconteceu, com o aparecimento das unidades mecanizadas e com os sistemas autopropulsados, foi o entendimento de que a mobilidade das forças era da maior importância especialmente nos cenários da Europa. As necessidades da guerra moderna levaram ao aparecimento de sistemas auto-propulsados que começaram a ser introduzidos durante a II guerra com o objectivo de permitir levar o poder da artilharia a apoiar rápidos avanços.

Mas mesmo quando já se estava a desenvolver a artilharia auto-propulsada existia já na altura a necessidade de peças de artilharia mais leves que pudessem ser transportadas em cima dos pobres dos burros.

É o caso das peças de artilharia de montanha, que em muitos casos podiam ser desmontadas para permitir o seu transporte.

As necessidades das guerras assimétricas que se têm vindo a desenvolver no mundo, levam a que as forças tenham os mesmos problemas quando têm que debater-se com inimigos em terrenos montanhosos ou então em terrenos com poucos ou nenhuns acessos como os do Afeganistão.

É por isso, que uma arma que pesa 4.7t (é o peso máximo da peça segundo o Global Security, e em movimento ela pesa cerca de 4.2t) se torna especialmente interessante, por causa de facilitar o transporte de uma unidade básica de artilharia a longas distâncias.

Quando uma força, pretende uma peça de artilharia e o objectivo é que essa peça esteja distribuída a uma unidade de grande mobilidade, o peso total é sempre da maior importância, daí a necessidade que os americanos tiveram em adoptar um tractor de artilharia adequado à especificação que o exército americano apresentou.

Em Portugal, uma unidade que utilize os M114, e os substitua pelos M198, que são muito mais poderosos mas também muito mais pesados perderá inevitavelmente mobilidade.
É por isso que um M777 seria sempre muito mais útil que um M198. Se não fosse assim os americanos não íam gastar dinheiro a mais para adquirir o sistema.

Um M777 pode ser transportado por um helicóptero EH-101 Merlin. Um M198 não.


Cumprimentos
Título: 155mm.
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 01:19:28 pm
A unica peça de artilharia que permite o transporte é o M56 que está a ser retirado em todo o lado. Hoje em dia para levar peças e colocar em determinado ponto montanhoso não acessivel por estrada usa-se o heli-transporte. O equideo não consegue transportar o Light Gun ou o LG1 que são os 105mm mais usados na Europa. Pode haver uma peça qualquer de origem Russa mas desconheço.

Ontem vc afirma-va que eram rebocadas por cavalos hoje ja diz que são transportadas em cima, vês como aprendeu! Não pesque dados na internet Papatango, va à fonte de quem o constroi!
O USA usam qualquer camião para rebocar o M777 e não um com um  especifica, Papantango vc é mesmo uma ave mt rara, ficava bem na minha gaiola de aves!

Da BAE: Towing vehicles MTVR, FMTV, M800, M900 5-tonne trucks,
any 2.5-tonne truck and HMMWVs.

Onde vê um vehiculo especial Papatango?

Da BAE:
Fixed Wing C130, C141, C17, C5,
Roll-on Roll-off/LVAD
Rotary Wing CH53E, CH47D, MV22

Onde vê o AW 101 Papatango? Posso enviar-lhe a brochura do M777 se desejar, evitará dizer asneiras.
Título: Re: 155mm.
Enviado por: Lightning em Agosto 03, 2009, 02:23:10 pm
Citação de: "tsahal"
Da BAE:
Fixed Wing C130, C141, C17, C5,
Roll-on Roll-off/LVAD
Rotary Wing CH53E, CH47D, MV22

Onde vê o AW 101 Papatango? Posso enviar-lhe a brochura do M777 se desejar, evitará dizer asneiras.


Não me parece que "só" essas aeronaves é que tenham capacidade de transporte dessa peça, os que estão na lista são sim os mais usados, são de origem americana :twisted:  e não aparecem na sua lista.

(http://www.aerospaceweb.org/question/helicopters/size/mi26_01.jpg)
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 03, 2009, 02:24:38 pm
tsahal : Você é parvo ou faz-se ?

Você não entende que se está a comportar como um puto de 10 anos a tentar entrar numa conversa de adultos ?
Não seja parvo e não chateie as pessoas. Se não tem nada para dizer cale o bico e volte para os brinquedos ou para a Playstation.

E é melhor deixar de colocar palavras na minha boca afirmando que eu disse não sei o quê, quando isso é absolutamente mentira. Até agora ninguém percebeu o que diabo é que você quer dizer e que tipo de tese é que defende.

O que eu disse está dito, e reafirmo tudo o que disse quantas vezes for necessário. Eu não tenho necessidade de provar nada a ninguém. Os meus parcos conhecimentos valem pelo que valem.

Você comporta-se como um puto, que agarra nuns quantos dados técnicos sobre equipamentos, mas não tem qualquer capacidade de visão estratégica ou táctica.
Isso ficou perfeitamente visível lendo os disparates que você escreveu e eu não tenho tempo para perder com putos reguilas.


Volto a pedir-lhe que leia o que está escrito e que se comporte como um homenzinho.

Estávamos a discutir quais as vantagens da utilização de um sistema mais leve sobre um sistema mais pesado e quais as vantagens de um sistema mais leve para um exército.
A questão dos cavalos, referi-a eu quando você começou a disparatar a a falar de assuntos que nada têm a ver com o que discutimos ou analisamos.

Você pode locomover qualquer sistema de artilharia rebocada com cavalos.
Os americanos têm um sistema primário de transporte diferente, consoante o tipo de peça de artilharia.

Se não tem nada a acrescentar que se aproveite (e infelizmente só tem dito disparates) então dedique-se a outro assunto, e não importune as pessoas que apenas estão a discutir amenamente uma questão.



Cumprimentos
Título: 155mm
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 03:04:10 pm
O C160, C295 e C27 são mais pequenos dai n poderem levar um M777 no interior, logico não ou está a pensar que são transportados de forma suspensa???? Dai eles n referirem esses mesmos. A lista n é minha mas sim de quem fabrica a peça ou seja eles é que sabem. Quanto mais aeronaves eles terem para o M777 melhor não acha? Mas eles não vão inventar. Invenções é para outros. Ja viajei num C160 e num CN235 (mano do C295) e n me parece que consigam por dentro um M777! Posso enviar-lhe fotos do interior se desejar.

O facto de um qualquer heli ter uma capacidade de carga superior a um determinado sistema n significa que o pode transportar, ha depois varios factores a considerar, a estabilidade, as munições a transportar, os operadores e sistemas adicionais usados com a peça que são necessarios quando se projecta uma peça no TO. Sem eles ela n serve para nada.

No final são mais de 5 Toneladas!!!! La se vai a capacidade do AW 101 e EC 725 Caracal e companhia.

Papatango vc é mesmo uma ave rara para não dizer outra coisa visto que ao contrario de si recebi educação. Entendo que vc ja esteja stressado mas tenha calma. Vc tem inventado e sabe bem isso, desde os cavalos, a bae ser americana, o LWPM, camioes especiais para o M777 ect ect, a meter coisas ao barulho como as guerras mundiais, ect. Eu apenas estou aqui para corrigir os seus erros. Vc é que vai pescar coisas no globalsecurity como vc afirmou. Eu até à data apenas consultei o PDF do M777 para copiar dados e postar aqui.

Vc deve comer mt queijo, esquece mt rápido!
Título: 155mm
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 03:13:14 pm
Lighting, vc não viu na lista o CH47????? Veja bem que aparece. Falta la o nome chinook tudo bem mas toda a gente sabe que o nome é CH 47 Chinook, como o C130 é Hercules, o C17 Globemaster, ect.
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 03, 2009, 03:20:38 pm
O utilizador tsahal, afirmou que eu inventei factos por diversas vezes neste fórum.

As afirmações são não só absurdas, como pode perfeitamente ser verificado através da leitura do que se encontra escrito, como além do mais são insultuosas.

Solicito em conformidade que a administração do Forumdefesa.com, se pronuncie sobre as mesmas e ajuize sobre se:

- Foi de minha parte proferida alguma afirmação que de alguma forma ainda que remota possa conter alguma inverdade.
- Se a Global Security, tem credibilidade suficiente para ser referência da CNN nos Estados Unidos, que entrevistou por diversas vezes o seu director, também será sem dúvida suficiente para o Forum Defesa.
- Eu nunca afirmei nada que não fosse público.
- Todas as referências e factos apresentados são públicos
- As referências ao contexto histórico, são normais no tratamento e discussão de qualquer tema, nomeadamente limitar

O utilizador tsahal, não está naturalmente a corrigir erros, que só existem na cabeça dele, está aqui unica e exclusivamente para criar problemas.

Infelizmente eu não tenho paciência nem tempo para ser insultado por um puto, reguila, que não lê o que está escrito, não entende o que está a ser discutido e inventa afirmações disparatadas para conseguir protagonismo.
Todos sabemos que este tipo de comportamento tem uma designação nos fórums da Internet.

Eu por mim, se for achado conveniente retiro-me.




Cumprimentos
Título: 155mm
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 03:30:33 pm
Foi de minha parte proferida alguma afirmação que de alguma forma ainda que remota possa conter alguma inverdade diz agora o Papatango. Pense bem que ainda que vai ultrapassar o estado da remota inverdade.

Uma das inverdades mais caricatas foi dizer que a BAE é praticamente US quando na fonte global security duvido que venha lá isso e é uma coisa facil de saber para assim evitar erros. Não venha agora dizer que não disse papatango.

Para além de nervoso vc é um chorão ou seja uma criança mas chama criança aos outros. Deve ter um problema de personalidade.
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 03, 2009, 04:01:10 pm
Senhor tsahal, eu não me dou ao trabalho de perder tempo consigo, mas sim com as pessoas que podem ser induzidas em erro pelos sus disparates de imberbe.

Citação de: "tsahal"
Uma das inverdades mais caricatas foi dizer que a BAE é praticamente US quando na fonte global security duvido que venha lá isso e é uma coisa facil de saber para assim evitar erros. Não venha agora dizer que não disse papatango.

O que eu disse foi o seguinte:
Citar
Mas todos os fabricantes, principalmente os norte-americanos (e a BAE Systems é praticamente uma empresa americana) abusam um bocado nos preços iniciais. Todos os sistemas parecem sempre extremamente caros quando são lançados e quando não existe um concorrente efectivo na praça.


Como é evidente, eu quando falo com as pessoas parto do principio de que estou a falar com adultos com capacidade para interpretar as coisas.

Eu expliquei, que as empresas americanas apresentam muitas vezes preços demasiado salgados, porque as forças armadas norte-americanas são as que mais investem em inovações no mundo. Por isso os fabricantes aproveitam essa condição das forças armadas e muitas vezes salgam os preços, sobre o disfarce dos custos de desenvolvimento. A BAE Systems é um conglomerado que inclui muitas empresas norte-americanas, e obedece às leis e aos preceitos norte-americanos.

Por isto, a politica de preços da BAE System é típica da das empresas norte-americanas e por isso eu, quando falei na politica de preços disse que a BAE Systems é quase uma empresa americana.

Um adulto, com capacidade para pensar e para juntar dois e dois percebe este tipo de coisas.


Cumprimentos.
Título: 155mm.
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 04:08:14 pm
Sabe uma coisa Papatango, vc ta com sono, ou seja deite-se e descanse esse stress. Amanhã a BAE vai ser praticamente Maroquina se calhar!
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 03, 2009, 04:41:23 pm
Como é óbvio, se amanhã a BAE Systems quisesse adquirir um fabricante marroquino de peças de artilharia, e os marroquinos fizessem uma lista de exigências a determinar o que é que a BAE Systems de Marrocos poderia ou não fazer, obrigando a empresa a comportar-se como uma empresa marroquina, então a BAE Systems em Marrocos seria praticamente uma empresa marroquina porque tinha que obedecer às regras e leis marroquinas relacionadas com a segurança e os segredos de estado.

O que é que você acha eu o Sr. Tony Blair foi fazer naquelas inumeras visitas que fez a Washington e ao Texas durante a presidência Bush ?
Acha que ele foi só fazer turismo ?

Ele foi conceder aos americanos uma parte recondita da anatomia humana, para conseguir que os americanos autorizassem a venda à BAE Sytems de algumas industrias consideradas vitais para a segurança nacional, e os britânicos tiveram que assinar em baixo e de olhos fechados se queriam o negócio.

É por isto, que muitas empresas norte-americanas pertencentes à BAE systems por aquisições desde 2001 podem continuar a serconsideradas quase como empresas americanas, porque comportam-se como tal, agem como tal e acima de tudo estão obrigadas às leis norte-americanas sobre segredos e propriedade industrial.

Se a BAE Systems quiser vender alguns sistemas para o estrangeiro, não adianta o governo de sua majestade autorizar. Ela só os pode vender SE TIVER AUTORIZAÇÃO DO CONGRESSO NORTE-AMERICANO.

Você deveria ter a maturidade suficiente para perceber este tipo de coisas e para perceber porque é que um adulto diz «A BAE systems é praticamente uma empresa americana».

Como não tem essa maturidade, fez figura de parvo com todas as suas alegações típicas de um miúdo de 10 anos que apenas procura protagonismo entrando num assunto de que pensa conhecer os contornos.

As suas alegações são tão infantis, que nem é por sua causa que me dou ao trabalho de contestar, mas sim porque alguém o pode levar a sério...
Cresça e apareça tsahal.


Cumprimentos
Título: 155mm.
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 05:17:31 pm
Isso das divisões US da BAE ou de qualquer outra empresa europeia, africana ou asiatica ser regida pelas leis US é normal, acontece em todo o lado e em todos os sectores de actividade.

Essas leis não fazem da BAE uma empresa US que é aquilo que discutimos.

Apesar do copy past ter la o CH47 ainda houve gente que veio dizer que n estava la o CH47!

Aceite isso com serenidade, enganou-se ponto final. Vã ao site da bae e veja onde está a sede, quem adquiriram nestes ultimos anos, origem da empresa ect. Se n tiver, envie um mail para eles.
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 03, 2009, 05:32:38 pm
Isso das divisões da BAE Systems, e a obrigação que a BAE Systems tem para com o governo dos Estados Unidos, é o que faz de muitas divisões da BAE Systems quase empresas americanas. Você percebeu o QUASE ?

Se você sabia que a BAE systems não tem liberdade completa nos Estados Unidos, e que a compra de algumas das suas divisões nos Estados Unidos tiveram que ter uma «forcinha» do Pentágono e do Sr Cheney no congresso, então poderia evitar toda a cantilena tonta que só nos fez perder tempo.
Se não sabia, então ficou a saber.

Mas por amor de Deus, não nos faça perder tempo.

Este tópico é sobre a artilharia do exército e sobre as intenções de substituir as atuais peças de 155mm M114, por outr arma.

Se tem algo a acrescentar para realmente dizer qualquer coisa que não saibamos (e ainda estou à espera), eu pessoalmente agradeço.
Mas pare de nos chatear com criancices que nada têm a ver com o assunto.


Obrigado
Título: Re: 155mm
Enviado por: Lightning em Agosto 03, 2009, 05:49:24 pm
Citação de: "tsahal"
Lighting, vc não viu na lista o CH47????? Veja bem que aparece. Falta la o nome chinook tudo bem mas toda a gente sabe que o nome é CH 47 Chinook, como o C130 é Hercules, o C17 Globemaster, ect.


Sim vi na lista o CH-47 e estou relativamente familiarizado com os numeros e nomes das aeronaves americanas, eu não coloquei na lista o CH-47, mas sim o CH-46, todas as aeronaves que eu coloquei a mais foi as que sei que tem capacidade de transportar um peso igual ou superior ao peso dessa peça apesar de não ter tido em consideração o tamanho dela e se será suficiente para caber dentro dos aviões que eu referi.

A unica vez que eu falei no CH-47 foi quando disse que se o Mi-6 é capaz de transportar em carga suspensa um CH-47, também deve ser capaz de fazer o mesmo com o M777 e o Mi-6 não aparece na lista.
Título:
Enviado por: _Gabriel_®™ em Agosto 03, 2009, 05:56:25 pm
Depois de tanta discusão sobre o mesmo assunto que tal opinar-mos sobre o melhor sistema a adoptar pela brigada de intervenção?

Obuses locomovidos por tratores ou autopropulsados?!

Quais as vantagens? Consideremos todo o empenho táctico possivel dentro da brigada...


Ps: Com a actual redução de efectivos nas forças armadas, incluindo no exercito, não será logo uma grande vantagem os sistemas autopropulsados? Pode-se constituir 3 baterias com cerca de 4 secções cada, com 1 numero de homens mais reduzido podendo no entanto realizar as mesmas missões de tiro que as baterias comuns a 6 secções e com sistemas rebocados...
Título: Re: 155mm
Enviado por: Lightning em Agosto 03, 2009, 05:57:24 pm
Citação de: "tsahal"
O facto de um qualquer heli ter uma capacidade de carga superior a um determinado sistema n significa que o pode transportar, ha depois varios factores a considerar, a estabilidade, as munições a transportar, os operadores e sistemas adicionais usados com a peça que são necessarios quando se projecta uma peça no TO. Sem eles ela n serve para nada.

No final são mais de 5 Toneladas!!!! La se vai a capacidade do AW 101 e EC 725 Caracal e companhia.


Eu falei do Merlin da mesma forma que você falou do Land Rover, isto é, o suficiente para mover a peça, ou o Land Rover também consegue transportar as munições, operadores, e tudo isso que você falou?
Título: 155.
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 06:19:08 pm
Mas não cabem Lightining apesar de vc ter dito que podiam e no entanto n apareciam na lista.

Falo essencialmente do C160 e CN235 visto que ja voei nelas e ja por diversas vezes vi um M777 e n tenho duvidas que n cabem no interior. Sobre o C27 n vou emitir nada visto nunca estive no interior e nunca voei nele mas n acredito que não seja possivel por um M777 dentro a não ser desmontado. Nunca voei num C295 que é um clone do CN235 mas ja estive no interior de uma da FAP e de um Polaco ou seja se o CN235 n pode ou C295 tb não.

Julgo que seria do interesse da empresa ter mts helis capazes de levar um M777 mas eles não vão inventar nada. Acredito que um Black Hawk, um AW 101 e um EC725 sejam capazes de ter um M777 suspenso mas para curtas distancias, com motores com mais potencia e nunca em situação de combate seja de baixa, media ou alta intensidade. Ou seja a combinaçao do M777 com o BH, EC727 ou AW não é operacionalmente indicada e uma peça é feita para estar no TO.

Sobre o CH-46, não estará ele em vias de ser retirado por todos os seus utilizadores? E não é destinado a missões que não transporte de carga suspensa?
Título: 155mm
Enviado por: tsahal em Agosto 03, 2009, 06:28:48 pm
eu acho o CAESAR uma boa solução Gabriel mas julgo que seja mais caro que um M777 porque combina a plataforma e a peça para além do sistema electrónico de gestão Thales ATLAS, o INS e outros sub-sistemas.

O M777 deve sair mais barato e pode ser heli-transportado. Ganha no transporte por helis pesados mas perde na mobilidade em relação ao CAESAR. Ja vi a tropa Francesa a operar o CEASAR e fiquei bastante impressionado. Vou pedir para um amigo colocar umas fotos tiradas por mim.

Penso que será adquirido o M777, nada mau.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Agosto 03, 2009, 06:40:18 pm
a pedido do Tsahal

(http://i26.tinypic.com/23ll2px.jpg)(http://i29.tinypic.com/2vlldhl.jpg)
Título: Re: 155.
Enviado por: Lightning em Agosto 04, 2009, 12:05:37 pm
Citação de: "tsahal"
Mas não cabem Lightining apesar de vc ter dito que podiam e no entanto n apareciam na lista.

Falo essencialmente do C160 e CN235 visto que ja voei nelas e ja por diversas vezes vi um M777 e n tenho duvidas que n cabem no interior. Sobre o C27 n vou emitir nada visto nunca estive no interior e nunca voei nele mas n acredito que não seja possivel por um M777 dentro a não ser desmontado. Nunca voei num C295 que é um clone do CN235 mas ja estive no interior de uma da FAP e de um Polaco ou seja se o CN235 n pode ou C295 tb não.

Julgo que seria do interesse da empresa ter mts helis capazes de levar um M777 mas eles não vão inventar nada. Acredito que um Black Hawk, um AW 101 e um EC725 sejam capazes de ter um M777 suspenso mas para curtas distancias, com motores com mais potencia e nunca em situação de combate seja de baixa, media ou alta intensidade. Ou seja a combinaçao do M777 com o BH, EC727 ou AW não é operacionalmente indicada e uma peça é feita para estar no TO.

Muito bem, visto que eu nunca vi um M777 ao vivo, o mais parecido a que assisti foi ao Light Gun do RA5 ser transportado em carga suspensa por um Puma, e uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, por isso vou parar com as suposições.

Citar
Sobre o CH-46, não estará ele em vias de ser retirado por todos os seus utilizadores? E não é destinado a missões que não transporte de carga suspensa?


sim vai ser substituido pelo MV-22 Osprey a partir de 2014, provavelmente. Mas ainda está no activo no corrente ano de 2009 :lol: .
Título:
Enviado por: _Gabriel_®™ em Agosto 04, 2009, 04:27:40 pm
Citação de: "nelson38899"
a pedido do Tsahal

(http://i26.tinypic.com/23ll2px.jpg)(http://i29.tinypic.com/2vlldhl.jpg)


Boas fotos!!

Alguem possui alguma informação referente ao preço do CAESAR?
Título:
Enviado por: Portucale em Agosto 05, 2009, 10:59:34 am
Pelo que está neste site mais de 5Milhões;

http://www.army-guide.com/eng/product1470.html (http://www.army-guide.com/eng/product1470.html)
Título:
Enviado por: Portucale em Agosto 05, 2009, 06:57:26 pm
Transcrevo parte da mensagem do CEME na cerimónia comemorativa do Dia da Arma de Artilharia e da sua Escola Prática.
Faz uma análise do que foi feito e do que se prevê fazer.

Transcrição;
Na senda do que vem sendo tradição, o último ano foi fértil em actividades em prol do desenvolvimento da Arma, de que se destacam o início do levantamento do GAC 155 mm rebocado da Brigada de Intervenção, a transferência do GAC 105 mm rebocado para a Brigada de Reacção Rápida, o incremento da utilização do Sistema Automático de Comando e Controlo, pela utilização dos rádios GRC 525, a participação em inúmeros exercícios, de que se destacam decerto os da série Eficácia e Relâmpago, estes com recurso à utilização de alvos aéreos BATS, a recuperação dos sistemas radar de antiaérea PSTAR e a sua integração num sistema de comando e controlo moderno e credível, a realização de um seminário e de um workshop, sobre temas actuais da realidade artilheira, entre tantas outras.
Mas a nossa ambição não deve terminar aqui. Exorto-vos a continuarem a ser dedicados e exigentes na procura da excelência, nas tarefas de treino operacional, na investigação e desenvolvimento, no emprego operacional dos meios, no estudo de novas e inovadoras soluções para os problemas que se nos deparam no dia-a-dia, mas particularmente com o investimento no Homem, como elemento mais nobre da Instituição militar, através da formação, pois só assim poderemos ter a certeza que estaremos prontos para vencer os desafios da modernidade. O Comando do Exército tudo fará para que os objectivos traçados sejam prosseguidos e isto significa que está ao nosso alcance querer ir mais longe. A generalização da utilização do AFATDS, o estudo de projectos de reequipamento, nomeadamente na aquisição de um novo obus 155 mm rebocado, de meios para equipar um novo Pelotão de Aquisição de Objectivos, a ampliação da capacidade ISTAR no Exército, através da aquisição de UAV tácticos e de novos sensores, de novos sistemas de armas e de radares de antiaérea, a participação de unidades e quadros na NRF e em FND, entre outros, são horizontes que não podem ser abandonados.


Toda a mensagem pode ser lida aqui;
http://www.revista-artilharia.net/index ... 7&Itemid=1 (http://www.revista-artilharia.net/index.php?option=com_content&task=view&id=107&Itemid=1)

:)
Título:
Enviado por: Portucale em Agosto 05, 2009, 07:09:08 pm
Últimas sobre a comercialização do M777;

Transcrição;
June 3, 2009 by worldef
BAE Systems Global Combat  Systems has received an order to deliver 38 additional M777A2 155 mm advanced lightweight towed howitzers to the US Army and US Marine Corp (USMC) and 25 to the Canadian Army under the US Foreign Military Sales (FMS) programme.
BAE Systems Global Combat  Systems yet delivered the 500th M777A1/A2 of over 700 howitzers originally ordered for the US Army and USMC.
Canada on its side has received 12 under a previous contract. The Canadians have had 4 guns in Afghanistan for nearly 3 years. The guns have fired over 20,000 rounds on operations.
The Australian Army has stated their intent to acquire a minimum of 35 systems pending a Ministerial agreement planned to be taken during June.
The company is looking to sell is M777 system in countries like India, Oman and Thailand as well to seven NATO countries like Portugal and Denmark. The weapon can fire the M982 Excalibur trajectory correctable artillery shell, jointly developed by Raytheon Missile Systems and BAE Systems AB.

:)
Título:
Enviado por: _Gabriel_®™ em Agosto 05, 2009, 11:43:49 pm
O M777 será sem duvida uma boa opção desde que salvaguardado o fornecimento de sobressalentes através de 1 canal logistico que efectue todas as entregas atempadamente, algo muito importante nas manutençoes destes sistemas!!

Quanto a este sistema poder disparar as famoas XM982 Excalibur, algo que os uav's muito apreciam, será algo que não passará de uma capacidade da arma as poder disparar tal é o custo destas munições, de lembrar que os M109 A5 também podem executar tiro com estas mesmas munições, mas de igual modo, não passa de uma capacidade da arma... :roll:

Deixo aqui 1 video destas fantásticas munições:
http://www.youtube.com/watch?v=i_vsodyfsXw
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: cromwell em Setembro 18, 2009, 11:09:51 pm
Citar
September 18, 2009 by worldef
French Nexter Systems is looking to sell its CAESAR (CAmion Équipé d’un Système d’ARtillerie) 155mm/52 self propelled artillery system to the Portuguese Army.

In May, the company briefed in Portugal the Portuguese Army about the system ordered by France (77), Saudi Arabia (76) and Thailand (6) and Portuguese artillery officers attended a CAESAR demonstration in France.



The Portuguese Army is planning to replace around 12 M114A1 155mm howitzers towed by the Daimler AF 1222 4×4 truck with modern guns. The BAE Systems Global Combat Systems M777A1/A2 lightweight 155mm/39 towed howitzer is seen as the best solution but the CAESAR can be also a good and suitable possibility. After a refurbishment carried by OGME (Oficinas Gerais de Material de Engenharia), the M114A1 returned to service.



The CAESAR feature a 155mm gun integrated on a Renault Trucks Défense SHERPA 5 6×6 heavy truck. The whole system inlude the Sagem Défense Sécurité SIGMA 30 inertial navigation system, the Thales Joint & Land Systems ATLAS artillery C4I system, a Thales PR-4G tactical communications system, the EADS D&S/Nexter Systems FAST-Hit computerised fire management system and the Intertechnique ROB-4 muzzle velocity radar. The system can also be based on a Daimler AG Unimog U5000 truck. Saudi Arabia ordered the CAESAR based on Daimler AG/SOFRAME U5000 trucks converted to 6×6. According declarations to PoADU, Nexter Systems expect to receive additional orders from France and a contract in Belgium. The Belgian Army operates 14 LG1 MKII 105mm/30 towed howitzers manufactured in the past by GIAT Industries, now Nexter Systems.



This last years, the Portuguese artillery has been upgraded thanks to the procurement of Lockheed Martin PSTAR (Portable Search and Target Acquisition Radar) detection systems, the Raytheon AN/TPQ-36 V8 weapon locating radar, 18 BAE Systems Global Combat Systems M109A5 self propelled 155mm howitzers, the Raytheon AFADTS (Advanced Field Artillery Tactical Data System) command and control system and the Vaisala Oy MARWIN 12 meteorological station and Lockheed Martin MK-48A3 Chaparral and Raytheon FIM-92 STINGER air defence systems. The procurement of a new detection system and a news air defence systems is scheduled.


 :D
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Setembro 19, 2009, 03:17:53 pm
Porreiro, na minha opinião o M-777A2 seria mais vantajoso do ponto de vista da mobilidade táctica, visto poder ser transportado por via aérea para apoio de fogo as  tropas no terreno, caso do Afeganistão.

Quanto a sistema SAM, espero que o NASAM´s seja avaliado.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: LM em Setembro 20, 2009, 02:07:32 am
Citação de: "typhonman"
Porreiro, na minha opinião o M-777A2 seria mais vantajoso do ponto de vista da mobilidade táctica, visto poder ser transportado por via aérea para apoio de fogo as  tropas no terreno, caso do Afeganistão.]


Excluding its crew and ready ammunition supply, Caesar can be carried in a single load of a C-130 Hercules transporter (http://http)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Setembro 20, 2009, 03:37:54 am
Citação de: "LM"
Citação de: "typhonman"
Porreiro, na minha opinião o M-777A2 seria mais vantajoso do ponto de vista da mobilidade táctica, visto poder ser transportado por via aérea para apoio de fogo as  tropas no terreno, caso do Afeganistão.]


Excluding its crew and ready ammunition supply, Caesar can be carried in a single load of a C-130 Hercules transporter (http://http)

Caro LM, sem dúvida, mas no caso do Afeganistão se precisar de transportar artilharia para o sopé de uma montanha para fazer contra-bateria, se tiver um vale estreito e muito cavado o C-130 não poderá aterrar, daí considerar o M-777 mais versátil em termos de colocação táctica no terreno.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: LM em Setembro 20, 2009, 10:35:51 am
Citação de: "typhonman"
Citação de: "LM"
Citação de: "typhonman"
Porreiro, na minha opinião o M-777A2 seria mais vantajoso do ponto de vista da mobilidade táctica, visto poder ser transportado por via aérea para apoio de fogo as  tropas no terreno, caso do Afeganistão.]


Excluding its crew and ready ammunition supply, Caesar can be carried in a single load of a C-130 Hercules transporter (http://http)

Caro LM, sem dúvida, mas no caso do Afeganistão se precisar de transportar artilharia para o sopé de uma montanha para fazer contra-bateria, se tiver um vale estreito e muito cavado o C-130 não poderá aterrar, daí considerar o M-777 mais versátil em termos de colocação táctica no terreno.

Ok, faz todo o sentido - quem diria que um país NATO como Portugal teria em consideração à 10 anos atrás na escolha de um sistema de artilharia as condições extremas de terreno tipo Afeganistão...? E talvez seja para nós mais fácil integrar os M-777 nos equipamentos (doutrina?) existentes do que o CAESAR, mas isso já sou eu a adivinhar.

Mas também confesso que não vejo a BrigInt / 155mm a serem projectados (em especial nesse tipo de terreno/missão), talvez a BRR / 105mm...
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Setembro 20, 2009, 04:54:40 pm
Citação de: "LM"
Citação de: "typhonman"
Citação de: "LM"
Citação de: "typhonman"
Porreiro, na minha opinião o M-777A2 seria mais vantajoso do ponto de vista da mobilidade táctica, visto poder ser transportado por via aérea para apoio de fogo as  tropas no terreno, caso do Afeganistão.]


Excluding its crew and ready ammunition supply, Caesar can be carried in a single load of a C-130 Hercules transporter (http://http)

Caro LM, sem dúvida, mas no caso do Afeganistão se precisar de transportar artilharia para o sopé de uma montanha para fazer contra-bateria, se tiver um vale estreito e muito cavado o C-130 não poderá aterrar, daí considerar o M-777 mais versátil em termos de colocação táctica no terreno.

Ok, faz todo o sentido - quem diria que um país NATO como Portugal teria em consideração à 10 anos atrás na escolha de um sistema de artilharia as condições extremas de terreno tipo Afeganistão...? E talvez seja para nós mais fácil integrar os M-777 nos equipamentos (doutrina?) existentes do que o CAESAR, mas isso já sou eu a adivinhar.

Mas também confesso que não vejo a BrigInt / 155mm a serem projectados (em especial nesse tipo de terreno/missão), talvez a BRR / 105mm...

Concordo consigo, é mais provável que seja a BRR com os Light Gun de 105 mm, os americanos usam os M-777 nas FOB (Forward Operation Base) para fazer contra-bateria.
Algo que optimizaria o M-777 seria a munição guiada por GPS a Excalibur, mas penso que são bastante caras.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tsahal em Setembro 20, 2009, 07:09:21 pm
Bem mas para mandar (por algum milagre) uns Light Gun para o Afeganistão, teriam que adquirir um sistema de navegação inercial para cada uma das peças, respectivo displays, um muzzle velocity radar tb para cada um, viaturas protegidas e outros equipamentos. Isto tudo custa dinheiro como é obvio. Hoje em dia quem compra peças de 105mm ou 155mm compra uma panoplia de equipamentos associados. Vejam a Colombia, 20 LG1 MKIII com um sistema de navegação da Kearfott e o mesmo equipamento paras 13 peças de 155mm A GD SBS APU SBT. O próprio CAESAR que ja está no Afeganistão incorpora um sistema de navegação, o muzzle velocity radar e um sistema de comando e controlo. As peças de 155mm M777 no Afeganistão usam o Selex LINAPS.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Setembro 20, 2009, 07:40:58 pm
Citação de: "tsahal"
Bem mas para mandar (por algum milagre) uns Light Gun para o Afeganistão, teriam que adquirir um sistema de navegação inercial para cada uma das peças, respectivo displays, um muzzle velocity radar tb para cada um, viaturas protegidas e outros equipamentos. Isto tudo custa dinheiro como é obvio. Hoje em dia quem compra peças de 105mm ou 155mm compra uma panoplia de equipamentos associados. Vejam a Colombia, 20 LG1 MKIII com um sistema de navegação da Kearfott e o mesmo equipamento paras 13 peças de 155mm A GD SBS APU SBT. O próprio CAESAR que ja está no Afeganistão incorpora um sistema de navegação, o muzzle velocity radar e um sistema de comando e controlo. As peças de 155mm M777 no Afeganistão usam o Selex LINAPS.

Exactamente.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Camuflage em Setembro 25, 2009, 02:29:42 pm
Quando é que compramos algo a serio como um sistema de misseis S400?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Setembro 25, 2009, 03:41:08 pm
Citação de: "Camuflage"
Quando é que compramos algo a serio como um sistema de misseis S400?

Para que russo ? Existe o NASAM´s ou então Patriot PAC 2+
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Camuflage em Setembro 25, 2009, 06:12:08 pm
O S400 parecem-me ser superiores.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Miguel em Setembro 25, 2009, 07:49:06 pm
Aquisiçao de peças de artilharia novas de 155mm, existe outras prioridades.

E os obuseiros M114 ainda estao em muito bom estado.

Caso precisamos de enviar artilharia para fora, julgo que os LG105 fazem o trabalho.

Outra soluçao talvez mais economica era a aquisiçao de outros 10 LG usados
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Outubro 09, 2009, 12:36:13 am
porque não um MLU aos M109A5

Citar
BAE Systems Receives $63.9 Million U.S. Army Contract for Prototype Paladin Integrated Management Vehicles


The total contract value is $63.9 million.

"The Paladin provides critical fire support for soldiers in the Heavy Brigade Combat Team," said Joe McCarthy, vice president and general manager, Heavy Brigade Combat Team (HBCT) Systems for BAE Systems. "The PIM program will ensure that this essential fire support system remains sustainable through its projected life beyond the year 2050."

The Paladin PIM uses the existing M109A6 main armament and cab structure while replacing outmoded chassis components with up-to-date components from the Bradley Combat Systems to increase sustainability and commonality across the HBCTs. Paladin PIM incorporates a state-of-the-art “digital backbone” and robust power generation capability. PIM also integrates electric elevation and traverse drives, electric rammer and a digital fire control system. The M992A2 FAASV provides armor protected ammunition delivery for the M109A6 Paladin.

Design and engineering analysis work for the vehicle structure, automotive systems and electric and vehicle electronics will be performed at BAE Systems facilities in Pennsylvania, California, New York, Minnesota and Michigan as well as U.S government facilities at the Army Research and Development Center in Picatinny, New Jersey. The remanufacture program for the Paladin fleet will be performed in partnership with the Anniston Army Depot and at BAE Systems facilities in York, Pennsylvania and Elgin, Oklahoma.

The M109A6 PIM is supported by the Army as a vital technology enhancement program to sustain the M109 Family of Vehicles well into the future, and maintain the combat capability of the HBCT.
http://www.army-guide.com/eng/article/a ... a8a162f6e8 (http://www.army-guide.com/eng/article/article_1442.html?PHPSESSID=51d48758f51d4201ce30e7a8a162f6e8)
(http://www.army-guide.com/eng/images/paladin1254844886.jpg)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: cromwell em Fevereiro 20, 2010, 07:53:44 pm
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Posted on February 20, 2010 by worldef
At Future Artillery 2010 event to be held in London from March 24 to 26, Portuguese Army Lieutenant Colonel Mendes Dias, Deputy Commander of Vendas Novas located Artillery School (Escola Prática de Artilharia) will do a presentation on day 25th called “Developing a target acquisition battery for the Portuguese Army´´.

The presentation will showcase the following issues:

- Moving from a Platoon level unit to a Battery level unit and the reasoning behind this.

- Key plans for structural reorganization and equipment.

- Challenges and suggestions.

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http://poadu.wordpress.com/ (http://poadu.wordpress.com/)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 08, 2011, 03:05:54 pm
Ao que parece a Holanda anda vendedora e quer vender 26 PzH2000. Seria uma compra de momento!
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Desertas em Janeiro 08, 2011, 08:27:00 pm
Citação de: "nelson38899"
Ao que parece a Holanda anda vendedora e quer vender 26 PzH2000. Seria uma compra de momento!

Seria, a meu ver , uma óptima aquisição para o nosso exército . Mas no estado actual das finanças portuguesas , e com os actuais políticos , não me parece que as forças armadas consigam adquirir este material.

Um Abraço
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Pedro Monteiro em Janeiro 09, 2011, 04:16:16 pm
Citação de: "nelson38899"
Ao que parece a Holanda anda vendedora e quer vender 26 PzH2000. Seria uma compra de momento!

Não falemos do actual contexto de financeiro, que desaconselha uma aquisição como esta, mas de aspectos mais objectivos: a actual Lei de Programação Militar não prevê, no curto ou médio prazo, a renovação da artilharia de campanha da Brigada Mecanizada; existem outras prioridades ao nível da própria artilharia, como a substituição do sistema Chaparral ou da artilharia rebocada de 155mm; o sistema M109 A5 que entrou em serviço recentemente, é sobretudo quando associado ao rádio PRC-525 para transmissão digital de dados e os novos sistemas em serviço, pelo seu alcance e eficácia, um sistema a par de outros sem serviço na OTAN.

Pensemos noutros programas mais prioritários, e não falo de mais carros de combate Leopard 2A6: a modernização dos blindados M113, sistemas de comando e controlo modernos, viaturas tácticas ligeiras com blindagem para missões no exterior ou o próprio programa de helicópteros ligeiros para a UALE.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Instrutor em Janeiro 13, 2011, 11:05:23 am
Aproveitemos para compar somente o melhor sistema de artilharia autopropulsada actualmente em serviço no mundo o PZH2000 e vender os M109A5.... existem muitos países interessados.... ou passarem a reserva.

Que lindo ver a nossa BM com os melhores carros de combate do mundo e com o melhor sistema de artilharia do mundo. Ai sim teriamos um Brigada Mecanizada ao nível dos melhores... ficando a faltar em termos de carros o Pizarro ou o ULAN para substituir os M113.

Sonhem comigo:

55 carros de combate Leo II A6;
26 artilharia autopropulsada PZH2000; (aqui o unico problema que levanto é que o CMSM é demasiado pequeno :mrgreen:  :mrgreen:  :G-beer2:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Pedro Monteiro em Janeiro 13, 2011, 11:27:20 am
Citação de: "Instrutor"
Que lindo ver a nossa BM com os melhores carros de combate do mundo e com o melhor sistema de artilharia do mundo. Ai sim teriamos um Brigada Mecanizada ao nível dos melhores... ficando a faltar em termos de carros o Pizarro ou o ULAN para substituir os M113.
Você compra equipamentos militares por ser uma coisa linda de se ver? A questão é uma e só uma: os equipamentos que temos satisfazem as nossas necessidades e empenhos operacionais? as alternativas do mercado representam um salto tecnológico tal que justifica o investimento? No caso dos M109 A5 a necessidade, pura e simplesmente, não se põe. Há outras prioridades, como exemplifiquei. Muito mais necessárias, muito mais importantes.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Janeiro 13, 2011, 11:28:25 am
Citação de: "Instrutor"
Que lindo ver a nossa BM com os melhores carros de combate do mundo e com o melhor sistema de artilharia do mundo.

Uma Brigada protegida pelo pior sistema antiaéreo do mundo, alimentada com o pior orçamento do mundo, movida pela pior cadeia logística do mundo.  :mrgreen:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Crypter em Janeiro 13, 2011, 12:01:16 pm
Citação de: "HSMW"
Uma Brigada protegida pelo pior sistema antiaéreo do mundo, alimentada com o pior orçamento do mundo, movida pela pior cadeia logística do mundo.  :mrgreen:

Que exagero!!! O HSMW deve estar confundido com algo.. Tem a noção da capacidade anti-aérea de maior parte dos países do mundo, ou mesmo da logistica??! Que diga, das piorzinhas do chamado 1º Mundo! Isso ok, mas para o Mundo inteiro vai uma grande diferença..
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Pedro Monteiro em Janeiro 13, 2011, 04:13:41 pm
Citação de: "Crypter"
Que exagero!!! O HSMW deve estar confundido com algo.. Tem a noção da capacidade anti-aérea de maior parte dos países do mundo, ou mesmo da logistica??! Que diga, das piorzinhas do chamado 1º Mundo! Isso ok, mas para o Mundo inteiro vai uma grande diferença..
Ponho aqui uma questão simples e que convido a que seja rebatida com factos e opiniões tecnicamente fundamentadas: para quê uma Brigada Mecanizada completamente equipada com Leopard 2A6 e Phz2000 se neste momento não temos viaturas de recuperação sobre lagartas ou as mulas para transporte em camiões tractores necessárias para elas?

Goste-se ou não, o que o HSMW disse não mais é que a realidade.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Crypter em Janeiro 14, 2011, 12:31:17 am
Citação de: "Pedro Monteiro"
Goste-se ou não, o que o HSMW disse não mais é que a realidade.

Oh Pedro!! Eu não disse que nós não estamos mal! Mas daí a sermos as piores forças armadas do MUNDO!!!! Poxa!! Ha velhos do restelo, mas não exageremos!
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Janeiro 14, 2011, 11:02:54 am
Está bem. Claro que estou a exagerar. Era só para engrenar na expressão melhor do mundo.  :mrgreen:

Mas a realidade não é muito melhor. Chaparral, M548, M578, M728, M816...

A BrigMec é uma unidade destinada ao combate convencional contra um inimigo convencional. Não é para missões de paz, não é para combater terroristas.
Ou como disse um ex-comandante: É para partir vidros

É para defender o nosso território ou invadir e ocupar território inimigo.


Mas toda a força de manobra (Leo2, M109) está dependente das forças de apoio.
Estão dependentes de de fornecimento de munições, combustíveis, alimentação, material sanitário, consumíveis...
Se isto não for fornecido a tempo e horas, se o Leo do Comandante de Esquadrão não for imediatamente reparado ou substituído no local por outro, se a cadeia parar todas as forças param e são destruídas.

Talvez como aconteceu aos alemães na frente Leste (mas sem a parte da neve).

E como iriam os Pzh200 adquirir as coordenadas dos alvos a 40Km? Ainda seria um observador avançado, com um rádio às costas, inserido numa força de infantaria movidos em M113 a 38Km de distância?
Ou seria melhor um UAV operado pela UALE ou pela FA. Mas terá o M577 capacidade de receber informação desta forma?

E quem os iria proteger de ataques de helicópteros de ataque. As .50? O Chaparral talvez? Depende do alcance da munição a utilizar pelo IN.
Ou será o F16 capaz de destruir helicópteros a voar a baixa altitude ao nível das copas das árvores?  

E dinheiro para alterar este cenário?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Instrutor em Janeiro 14, 2011, 02:33:53 pm
Os Pizarros e os Ulan tem diversas versoes entre elas o Sistema Anti-Aéreo... nao tenho a certeza que tipos de misseis AA podem disparar, mas se puderem disparar o Avenger é o ideal. Relativamente aos PZH2000 é de facto o melhor sistema de artilharia presentemente ao serviço, e as coordenadas sobre os alvos sim poderiam ser fornecidas por UAV´s ou observadores avançados em Jipes Blindados tipo Panhard ou outro que venha entrar ao serviço ou mesmo em Pizarros.
Ja agora que tipo de misseis podem levar o Sistema AA dos Pizzaros ou Ulan?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 14, 2011, 03:41:39 pm
Citação de: "Instrutor"
mas se puderem disparar o Avenger é o ideal

O Avenger é um sistema de armas (i.e. veículo lançador de mísseis), o míssil em sí é que o FIM-92 Stinger.

Citação de: "Instrutor"
Ja agora que tipo de misseis podem levar o Sistema AA dos Pizzaros ou Ulan?

Julgo que era só projecto e que nem sequer existe protótipo...
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 14, 2011, 08:55:35 pm
Apesar de não ser este o tópico, ainda estou para perceber porque é que o pandur não tem uma versão anti-aérea.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 19, 2011, 03:38:28 pm
A Chaimite também não tinha versão de lança foguetes e bastou que um sargento com arte o transforma-se  :G-beer2:
(http://i121.photobucket.com/albums/o215/Cabecinhas/Chaimite_foguetes.jpg)

Claro que um sistema anti-aéreo é um pouco mais complicado.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: armando30 em Janeiro 19, 2011, 09:04:43 pm
Citação de: "Cabecinhas"
A Chaimite também não tinha versão de lança foguetes e bastou que um sargento com arte o transforma-se  :G-beer2:
(http://i121.photobucket.com/albums/o215/Cabecinhas/Chaimite_foguetes.jpg)

Claro que um sistema anti-aéreo é um pouco mais complicado.
seria uma boa opção para as FA Portuguesas conseguir adaptar um sistema semelhante ao novo sistema AVENGER nos PANDUR II.
eu vi um vídeo da apresentação desse novo sistema numa exposição internacional e o representante disse  que o novo sistema além de ter a capacidade de defesa aérea possuí agora a capacidade de luta anti-tanque.
o representante da empresa disse que o novo AVENGER pode ser adaptado a várias plataformas diferentes, o que o torna versátil.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: paraquedista em Janeiro 21, 2011, 03:12:25 pm
Citar
Mensagem de Sua Excelência o General Chefe do Estado-Maior do Exército        
Escrito por General JOSÉ LUÍS PINTO RAMALHO    
16-Jan-2011  
Oficiais, Sargentos, Praças da Arma de Artilharia,
Militares e funcionários civis da Escola Prática de Artilharia

É com apreço e satisfação que o Comandante do Exército preside às comemorações do dia da Arma de Artilharia e da sua Escola Prática, prestando justo reconhecimento a todos os que servem o Exército nesta prestigiada Arma, relevando todo o seu esforço, determinação e competência.
A Arma de Artilharia, considerando as suas duas vertentes, «Campanha» e «Antiaérea», possui hoje uma estrutura coerente e integrada na componente operacional, designadamente nas três Brigada e nas Forças de Apoio Geral. Com o estabelecimento dos encargos operacionais desta Escola e do Regimento de Artilharia Antiaérea de Queluz, está materializada a capacidade das referidas unidades para organizar, planear e treinar.

A Artilharia Portuguesa sempre cultivou uma imagem de prontidão e de rigor, sustentada no profundo conhecimento dos seus sistemas, técnicas e tácticas, por forma a garantir um emprego operacional eficaz e eficiente. Esta forma de estar, conjugada com um espírito persistente e paciente na exploração dos meios existentes, materializa uma visão sustentada do futuro.
Destacaria neste domínio: a necessidade de implementação das capacidades ISTAR, designadamente pela aquisição das plataformas de vertente robótica, «UAV», previstas na revisão da LPM; o imperativo urgente de revisão do Sistema de Defesa Aérea Nacional no contexto do novo Conceito Estratégico da OTAN, com implicações directas para o Exército pela necessidade de concretização dos meios HIMAD; e, no âmbito dos materiais de Artilharia de Campanha, devem ser consideradas as tendências dos Exércitos de referência para calibres como o 155 mm, de grande mobilidade e capacidade tecnológica, com alcances acima dos 40 Km, ou outros que, com a mesma ordem de alcances, proporcionem elevada capacidade de interdição com fogos, garantindo as missões tácticas de Reforço de Fogos e Acção de Conjunto.  
No quadro da nova conflitualidade, a Artilharia tem uma palavra a dizer, quer pelo envolvimento de subunidades suas, quer pela presença de artilheiros nos mais diversos domínios operacionais da actualidade, quer ainda, pela participação assídua nos de discussão, onde se procura estudar e sistematizar o emprego da Artilharia, nos variadíssimos cenários operacionais.
Constitui corolário deste desígnio a integração de uma Bateria de Artilharia de Campanha «Light Gun 10,5», na “NATO Response Force 17”, encontrando-se neste momento em fase de aprontamento Nacional para o seu período “Stand by” no segundo semestre de 2011.
Reconhecendo a Escola Prática de Artilharia como a mais antiga do Exército, aproximando-se os seus 150 anos de existência, presto justa homenagem às sucessivas gerações de artilheiros que contribuíram para a sua criação, desenvolvimento, consolidação e transformação ao longo dos tempos, sublinhando a sua dedicação à formação e ao treino operacional nesta “Casa Mãe”.
A Escola continua hoje a cumprir a sua missão com empenho e dedicação, distribuindo a sua atenção pela formação, quer no âmbito do Quadro Permanente quer no âmbito do RV/RC; pela investigação e desenvolvimento doutrinário, destacando-se a produção de manuais tácticos e técnicos; e pelo treino operacional, com a sua participação em inúmeros exercícios. É de referir ainda a sua ligação à comunidade e ao município de Vendas Novas, onde se registam relações de reciprocidade e interacção assináveis, em sintonia com as directrizes do Comando do Exército.
Perspectivando o futuro, muitos desafios se colocam à EPA, sendo de destacar a sua integração no processo de acreditação e certificação da estrutura de formação do Exército; bem como o seu envolvimento num Programa de Regeneração Urbana de Vendas Novas, com possibilidades de intervenção no património sob a sua responsabilidade.  

Militares e funcionários civis que servem na Arma de Artilharia

O Comandante do Exército expressa o seu optimismo perante os desafios que se colocam, manifestando a sua inequívoca confiança em todos os que servem na Arma de Artilharia. Consciente da vossa competência, espírito de sacrifício e criatividade, exorto-vos a uma atitude centrada na busca permanente da excelência, servindo o Exército e prestigiando Portugal.

Vendas Novas, 04 de Dezembro de 2010.

O CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO
JOSÉ LUÍS PINTO RAMALHO
General  

Sistemas UAV e HIMAS na revisao da LPM...sao boas noticias...sera que podemos sonhar com 1 bateria de misseis Patriot ?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Desertas em Janeiro 21, 2011, 03:56:10 pm
Citação de: "paraquedista"

É com apreço e satisfação que o Comandante do Exército preside às comemorações do dia da Arma de Artilharia e da sua Escola Prática, prestando justo

Sistemas UAV e HIMAS na revisao da LPM...sao boas noticias...sera que podemos sonhar com 1 bateria de misseis Patriot ?

Julgo que devido à actual conjuntura económica do país não passa mesmo de um sonho Portugal adquirir uma bateria de mísseis Patriot .
Em compensação na Assembleia da Républica abundam sistemas nacionais ultra-sofisticados de "baterias Idiot " :lol:  :lol:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 21, 2011, 05:08:14 pm
Podemos sonhar com isso depois de termos a nova GAC para a Brigada de Intervenção, depois de termos substituido o armamento ligeiro nas Forças Armadas, os Helis para a UHE, etc.

Antes de começarmos a falar em Patriot vamos primeiro substituir os Chaparral. :oops:  :evil:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Janeiro 21, 2011, 06:10:35 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Podemos sonhar com isso depois de termos a nova GAC para a Brigada de Intervenção, depois de termos substituido o armamento ligeiro nas Forças Armadas, os Helis para a UHE, etc.

Antes de começarmos a falar em Patriot vamos primeiro substituir os Chaparral. :oops:  :mrgreen: .
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: paraquedista em Janeiro 21, 2011, 10:58:13 pm
E claro que os sistemas HIMAD nao virao ja este ano nem nos proximos 5...novos programas na LPM so a partir de 2013...mas desde que ja aparecam incluidos na Revisao da LPM...ja e um comeco.

Penso tambem que o Exercito devia ter as maiores verbas atribuidas nesta Revisao, pois ate aqui tem sido sempre a Armada e a Forca Aerea a serem favorecidadas

Como referiu o Cabeca de Martelo, as prioridades do exercito deverao ser:

Armas Ligeiras
Viaturas Blindadas Ligeiras
Helicopteros Ligeiros
Artilharia de Campanha 155mm - Gac Brigada de Intrevencao
ISTAR (UAV)
Por fim entao viria a artilharia anti-aerea...com sistemas de curto e Medio/Longo alcance

...ahhh e claro os 18 Leopard 2A6 que estaram dependentes da alineacao de equipamentos
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: LuisC em Janeiro 21, 2011, 11:39:36 pm
Não sei se deve ser prioridade ou não, face a outros programas…mas uma coisa é certa…neste momento a capacidade anti-aérea do exército é paupérrima.

Lá vão utilizando as fragatas com o sistema Sea Sparrow para garantir alguma capacidade anti-aérea durante eventos importantes.

Ainda estou para ver se algum dia se lembram de realizar uma cimeira NATO em Guimarães!

Cumps.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Desertas em Janeiro 22, 2011, 12:09:58 am
Citação de: "LuisC"
Não sei se deve ser prioridade ou não, face a outros programas…mas uma coisa é certa…neste momento a capacidade anti-aérea do exército é paupérrima.

Lá vão utilizando as fragatas com o sistema Sea Sparrow para garantir alguma capacidade anti-aérea durante eventos importantes.

Ainda estou para ver se algum dia se lembram de realizar uma cimeira NATO em Guimarães!

Cumps.

Nessa ocasião compram algo à pressa , ou pedem algo emprestado , ou requesitam um serviço a outro país da NATO. De qualquer das formas ficaremos sempre lixados. Compras à pressa não resultam , vejam o exemplo das viaturas blindadas para a PSP . As outras duas hipoteses nem quero pensar .

Um Abraço
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Janeiro 22, 2011, 02:52:23 am
Sem dúvida boas notícias, há vários sistemas HIMAD no mercado, como o NASAMS, o PATRIOT PAC2+ ou PAC 3,SPADA etc.., julgo que o exército irá usar o argumento do novo conceito estratégico da NATO para a defesa anti-míssil para "assambarcar" no bom sentido, os sistemas de defesa aérea de média e alta altitude para o seu ramo, o que até faz sentido, visto possuir oficiais formados na arma de artilharia, vamos ver é quando....

Quanto a artilharia,o M-777 (155mm) parece-me a melhor opção, pois é bastante mais leve que o M-198, podendo ser transportado por heli, seria também desejável adquirir algumas munições EXCALIBUR, guiadas por GPS, penso que seria mais útil equipar as 2 brigadas com M-777, do que comprar mais 1 esquadrão de LEO2... Mas essa é a minha opinião.

A necessidade de UAV´s de reconhecimento é um imperativo nos dias de hoje, já era para ontem...


Penso que na revisão da LPM deveria considerar-se equipar a BRR,Fuzileiros com um novo míssil portátil anti-carro, como o JAVELIN ou SPIKE, este ultimo até seria mais vantajoso pois preve-se que vá equipar as viaturas PANDUR dos fuzileiros.


Esperemos que seja desta que a substituta da G-3 vá para a frente, sendo a HK-417 e SCAR/TAVOR a minha short list pessoal.


Cumprimentos
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: cromwell em Janeiro 22, 2011, 01:43:57 pm
Citar
Posted on January 21, 2011 by worldef
French company Nexter Systems has presented its CAESAR (Camion Équipé d’un Système d’Artillerie) 155mm self-propelled artillery system to the Portuguese Army (Exército Português). The presentation has been made in December 2010 at the Portuguese Army High Staff (Estado Maior do Exército) premises and has included an audience composed by around twelve personnel from field artillery units.

CAESAR is in service with armies of France and Thailand where they are based on Renault Trucks Defense SHERPA 5 6×6 heavy tactical trucks. The SANG (Saudi Arabian National Guards) has procured several systems based on DaimlerChrysler AG Unimog U5000 vehicles modified by French Soframe company.

The French army operates CAESAR systems in Afghanistan and in Lebanon. Nexter Systems has presented in June an improved configuration called CAESAR Mk2.

Portugal is considering the acquisition of around eighteen 155mm systems to replace the M114A1s in service with a field artillery unit part of the Brigada de Intervenção (BrigInt) brigade.

The BAE Systems Global Combat Systems M777A2 lightweight towed howitzer is seen as the favorite solution but the CAESAR is seen a serious candidate.

Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Janeiro 22, 2011, 02:05:44 pm
http://areamilitar.net/DIRECTORIO/ter.aspx?NN=255
http://www.military-today.com/artillery/caesar.htm
Seria interessante, mas existem maiores prioridades.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2011, 02:30:43 pm
Mas a mim parece-me que um sistema semelhante ao CAESER é uma das prioridades do CEME, basta ler o artigo colocado neste tópico pelo Paraquedista.

Na prática iamos ficar:

- GAC da Brigada Mecanizada com os M-109 A5 ( :N-icon-Axe: );
- GAC da Brigada de Reacção Rápida com os Light Gun;
- GAC da Brigada de Intervenção com os CAESAR ou sistema semelhante.

Para além disso, alguém sabe quais são os UAV que puderam equipar a Artilharia?

Entregar os UAV à artilharia é um bocado à francesa, não é?!
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2011, 02:47:04 pm
Citação de: "typhonman"
Esperemos que seja desta que a substituta da G-3 vá para a frente, sendo a HK-417 e SCAR/TAVOR a minha short list pessoal.


Cumprimentos

Sabes que estás a misturar uma espingarda-automática que dispara a 7.62x51mm NATO (HK-417), com uma que dispara a 5.56x45mm NATO (Tavor), com uma que dispara tanto uma como a outra (SCAR)?

Infelizmente acredito que o Exército vai fechar os olhos à experiência que teve no Afeganistão e vá adquirir a G-36...e é só.

Quanto mais leio, mais fico ciente que tanto o 7.62x51mm NATO como o 5.56x45mm NATO, tem as suas limitaçõese se não queremos uma grande variedade de armas e calibres em escalões tão reduzidos como pelotão ou mesmo secção, teremos que ver outra solução. Vejam o que está acontecer no Exército e nos Fuzileiros Norte-Americanos, aquilo está ridiculo tal a quantidade de armas e calibres diferentes que eles têm. O mesmo se passa nas Forças Armadas Britânicas, etc.

Devia-se pensar na adopção de um outro calibre. Já há no mercado toda uma série de calibres intermédios, como são o exemplo do 6.8 mm Remington SPC, o 6.5 mm Grendel, etc.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 22, 2011, 02:53:01 pm
Citação de: "Cabecinhas"
A Chaimite também não tinha versão de lança foguetes e bastou que um sargento com arte o transforma-se  :shock:  :shock:  O que foram buscar!!!!!  :shock:  :D   :lol:   :lol:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2011, 03:01:06 pm
Fox qual é aquela novo calibre que tu gostas muito?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: GI Jorge em Janeiro 22, 2011, 03:12:00 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Para além disso, alguém sabe quais são os UAV que puderam equipar a Artilharia?

Entregar os UAV à artilharia é um bocado à francesa, não é?!

A mim parece-me uma óptima ideia, assim não precisam de depender de ninguém para encontrar alvos.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 22, 2011, 03:18:15 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Fox qual é aquela novo calibre que tu gostas muito?

É o 7x46mm UIAC, um calibre desenvolvido a pensar numa plataforma que ultrapasse as limitações do design AR-15. Foi testado num AR-10 e estão a adaptar uma MG-42 para testes ulteriores. Existem rumores (carece de informação oficial) de que os russos adaptaram uma PKM para este calibre e os testes foram bastante satisfatórios (mais uma vez isto são rumores). Este calibre foi baseado principalmente no calibre checo 7.62x45mm.

Tem mais informação sobre o calibre aqui.

http://www.thefirearmblog.com/blog/2010 ... cartridge/ (http://www.thefirearmblog.com/blog/2010/04/07/7x46mm-uiac-universal-intermediate-assault-cartridge/)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Janeiro 22, 2011, 04:24:42 pm
Citação de: "GI Jorge"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Para além disso, alguém sabe quais são os UAV que puderam equipar a Artilharia?

Entregar os UAV à artilharia é um bocado à francesa, não é?!

A mim parece-me uma óptima ideia, assim não precisam de depender de ninguém para encontrar alvos.

Por principio parece que tem lógica, (mas eu não sou artilheiro), funciona como os pelotão de aquisição de objectivos, mas eu tenho uma questão, é este tipo de funcionamento autonomo não poderia causar erros de fogo amigo? Os UAV identificiar erradamente uma força aliada como inimiga, não seria melhor serem as forças de cavalaria e infantaria a dizer à artilharia onde querem o apoio de fogo?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Duarte em Janeiro 22, 2011, 05:20:48 pm
ISTAR deve depender do comando de brigada, e ser uma unidade tipo batalhão inter-armas, agregando as unidades de reconhecimento de cavalaria, LRRP, informações humanas e electrónicas, vigilância do campo de batalha, TACP, UAVs e aquisição de objectivos ao nível brigada para uma mais eficaz coordenação.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Janeiro 22, 2011, 05:32:07 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "typhonman"
Esperemos que seja desta que a substituta da G-3 vá para a frente, sendo a HK-417 e SCAR/TAVOR a minha short list pessoal.


Cumprimentos

Sabes que estás a misturar uma espingarda-automática que dispara a 7.62x51mm NATO (HK-417), com uma que dispara a 5.56x45mm NATO (Tavor), com uma que dispara tanto uma como a outra (SCAR)?

Infelizmente acredito que o Exército vai fechar os olhos à experiência que teve no Afeganistão e vá adquirir a G-36...e é só.

Quanto mais leio, mais fico ciente que tanto o 7.62x51mm NATO como o 5.56x45mm NATO, tem as suas limitaçõese se não queremos uma grande variedade de armas e calibres em escalões tão reduzidos como pelotão ou mesmo secção, teremos que ver outra solução. Vejam o que está acontecer no Exército e nos Fuzileiros Norte-Americanos, aquilo está ridiculo tal a quantidade de armas e calibres diferentes que eles têm. O mesmo se passa nas Forças Armadas Britânicas, etc.

Devia-se pensar na adopção de um outro calibre. Já há no mercado toda uma série de calibres intermédios, como são o exemplo do 6.8 mm Remington SPC, o 6.5 mm Grendel, etc.

Sim eu sei isso, foi uma opinião pessoal.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Janeiro 23, 2011, 01:30:42 am
Citação de: "Lightning"
Citação de: "GI Jorge"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Para além disso, alguém sabe quais são os UAV que puderam equipar a Artilharia?

Entregar os UAV à artilharia é um bocado à francesa, não é?!

A mim parece-me uma óptima ideia, assim não precisam de depender de ninguém para encontrar alvos.

Por principio parece que tem lógica, (mas eu não sou artilheiro), funciona como os pelotão de aquisição de objectivos, mas eu tenho uma questão, é este tipo de funcionamento autonomo não poderia causar erros de fogo amigo? Os UAV identificiar erradamente uma força aliada como inimiga, não seria melhor serem as forças de cavalaria e infantaria a dizer à artilharia onde querem o apoio de fogo?

UAV maiores para utilização pela UALE em coordenação com a Brigadas e Força Aérea e outros de menor capacidade para utilização a nível de Grupo ou Bateria/Esquadrão.
Quanto ao fratricídio... Se soubermos em tempo real onde estão as nossas forças isso não acontece. É preciso é que haja ligação...
Mas como já se dizia à 100 anos atrás: Deus no proteja da nossa artilharia, que do inimigo tratamos nós!
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: GI Jorge em Janeiro 23, 2011, 12:25:39 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "GI Jorge"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Para além disso, alguém sabe quais são os UAV que puderam equipar a Artilharia?

Entregar os UAV à artilharia é um bocado à francesa, não é?!

A mim parece-me uma óptima ideia, assim não precisam de depender de ninguém para encontrar alvos.

Por principio parece que tem lógica, (mas eu não sou artilheiro), funciona como os pelotão de aquisição de objectivos, mas eu tenho uma questão, é este tipo de funcionamento autonomo não poderia causar erros de fogo amigo? Os UAV identificiar erradamente uma força aliada como inimiga, não seria melhor serem as forças de cavalaria e infantaria a dizer à artilharia onde querem o apoio de fogo?

Não me parece, porque a ordem de fogo dependeria sempre do aval de um humano. E assim, era desnecessário arriscar homens ou meios para ver para onde se tem de disparar. E como disse o HSMW, teoricamente, devemos saber sempre onde estão as nossas forças. E o apoio de fogo poderia na mesma ser requisitado.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 23, 2011, 10:15:37 pm
Citar
French company Nexter Systems has presented its CAESAR (Camion Équipé d’un Système d’Artillerie) 155mm self-propelled artillery system to the Portuguese Army (Exército Português). The presentation has been made in December 2010 at the Portuguese Army High Staff (Estado Maior do Exército-EME) premises and has included an audience composed by around twelve personnel from field artillery units.

CAESAR is in service with armies of France and Thailand where they are based on Renault Trucks Defense SHERPA 5 6×6 heavy tactical trucks. The SANG (Saudi Arabian National Guards) has procured several systems based on DaimlerChrysler AG Unimog U5000 vehicles modified by French Soframe company.

The French army operates CAESAR systems in Afghanistan and in Lebanon. Nexter Systems has presented in June an improved configuration called CAESAR Mk2.

Portugal is considering the acquisition of around eighteen 155mm systems to replace the M114A1s in service with a field artillery unit part of the Brigada de Intervenção (BrigInt) brigade.

The BAE Systems Global Combat Systems M777A2 lightweight towed howitzer is seen as the favorite solution but the CAESAR is seen as a serious candidate.

http://poadu.wordpress.com/ (http://poadu.wordpress.com/)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Desertas em Janeiro 23, 2011, 11:25:18 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citar
French company Nexter Systems has presented its CAESAR (Camion Équipé d’un Système d’Artillerie) 155mm self-propelled artillery system to the Portuguese Army (Exército Português). The presentation has been made in December 2010 at the Portuguese Army High Staff (Estado Maior do Exército-EME) premises and has included an audience composed by around twelve personnel from field artillery units.

CAESAR is in service with armies of France and Thailand where they are based on Renault Trucks Defense SHERPA 5 6×6 heavy tactical trucks. The SANG (Saudi Arabian National Guards) has procured several systems based on DaimlerChrysler AG Unimog U5000 vehicles modified by French Soframe company.

The French army operates CAESAR systems in Afghanistan and in Lebanon. Nexter Systems has presented in June an improved configuration called CAESAR Mk2.

Portugal is considering the acquisition of around eighteen 155mm systems to replace the M114A1s in service with a field artillery unit part of the Brigada de Intervenção (BrigInt) brigade.

The BAE Systems Global Combat Systems M777A2 lightweight towed howitzer is seen as the favorite solution but the CAESAR is seen as a serious candidate.

http://poadu.wordpress.com/ (http://poadu.wordpress.com/)

Qualquer um dos sistemas , na minha opinião é bom . Resta saber os preços (julgo que o CAESAR é mais caro custando cerca de 5 milhões de dolares ) , e as contrapartidas para a aquisição de cada um dos modelos  .

Um Abraço
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Janeiro 23, 2011, 11:40:34 pm
Citar
The BAE Systems Global Combat Systems M777A2 lightweight towed howitzer is seen as the favorite solution but the CAESAR is seen as a serious candidate.

Mais uma vez volto a frisar, num cenário como o Afeganistão, como é que vão transportar um obus montado num chassis de um camião através de montanhas íngrimes?


Espero que o M777A2 seja mesmo o escolhido, com a aquisição me munições EXCALIBUR, levando assim o exército para a geração GPS, além da FAP com as JAM e EGBU-12 e os futuros HARPOON II da classe tridente, guiados por GPS.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Janeiro 24, 2011, 12:32:57 am
Citação de: "typhonman"
Mais uma vez volto a frisar, num cenário como o Afeganistão, como é que vão transportar um obus montado num chassis de um camião através de montanhas íngrimes?

Mais facilmente do que transportar um sistema rebocado pelo lamaçal de Santa Margarida.
E devemos pensar primeiro nos nossos interesses, na nossa geografia, e não nas guerras dos outros.

Sinceramente não gosto de sistemas rebocados...

Mobilidade - e quanto mais pesados pior para o Unimog (que é o melhor que há).
Protecção e vulnerabilidade a fogos de contra bateria.
E ainda exige um condutor com categoria C+E.

Mas como não sou artilheiro...  :roll:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Janeiro 24, 2011, 08:02:47 pm
Citação de: "HSMW"
Citação de: "typhonman"
Mais uma vez volto a frisar, num cenário como o Afeganistão, como é que vão transportar um obus montado num chassis de um camião através de montanhas íngrimes?

Mais facilmente do que transportar um sistema rebocado pelo lamaçal de Santa Margarida.
E devemos pensar primeiro nos nossos interesses, na nossa geografia, e não nas guerras dos outros.

Sinceramente não gosto de sistemas rebocados...

Mobilidade - e quanto mais pesados pior para o Unimog (que é o melhor que há).
Protecção e vulnerabilidade a fogos de contra bateria.
E ainda exige um condutor com categoria C+E.

Mas como não sou artilheiro...  :roll:

Caro HSMW, voltamos a mesma questão relativa aos SAM para a Madeira, pela mesma ordem de ideias não nos interessa artilharia,para ser usada contra quem ?

Voltamos a mesma questão ou ponto ZERO.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 27, 2011, 11:32:36 am
Citação de: "typhonman"
Citar
The BAE Systems Global Combat Systems M777A2 lightweight towed howitzer is seen as the favorite solution but the CAESAR is seen as a serious candidate.

Mais uma vez volto a frisar, num cenário como o Afeganistão, como é que vão transportar um obus montado num chassis de um camião através de montanhas íngrimes?


Espero que o M777A2 seja mesmo o escolhido, com a aquisição me munições EXCALIBUR, levando assim o exército para a geração GPS, além da FAP com as JAM e EGBU-12 e os futuros HARPOON II da classe tridente, guiados por GPS.

Da mesma forma que os CC andam pelo Afeganistão, veiculos da mesma classe dos nossos Pandur também andam, etc. Depois há a questão, quando é que nós vamos ver um contigente português destacado no estrangeiro grande o suficiente para levarem artilharia? O máximo dos máximos o que tivemos foi um batalhão reforçado em Timor e mais nada. Se isso alguma vez ocorrer os primeiros a ir será o GAC da BrigRR.

Confesso que sou apologista de que se compre mais material europeu e que se corte ao máximo no material Norte-Americano.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Janeiro 27, 2011, 10:46:49 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Confesso que sou apologista de que se compre mais material europeu e que se corte ao máximo no material Norte-Americano.

Considerar o M777 material americano ou europeu depende do ponto de vista  :mrgreen: .

É que ele foi desenvolvido no Reino Unido (BAE Systems, empresa britânica), mas a fábrica que o constroi é uma subsidiária da BAE Systems que se situa nos EUA.

http://en.wikipedia.org/wiki/BAE_Systems (http://en.wikipedia.org/wiki/BAE_Systems) (empresa Britânica)
http://en.wikipedia.org/wiki/BAE_System ... _Armaments (http://en.wikipedia.org/wiki/BAE_Systems_Land_and_Armaments) (subsidiária da BAE Systems nos EUA).
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Portucale em Maio 07, 2011, 03:10:47 am
Para os que não conhecem aqui fica o link do Boletim de divulgação da EPA de 2010.

http://www.revista-artilharia.net/bolet ... PA2010.pdf (http://www.revista-artilharia.net/boletins/BolEPA2010.pdf)

Tem uma série de artigos interessantes, nomeadamente o historial da artilharia durante o século XX.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 12, 2011, 11:57:04 am
Sobre o obus 155mm M109 em Portugal.

http://www.revista-artilharia.net/index ... &Itemid=33 (http://www.revista-artilharia.net/index.php?option=com_content&task=view&id=498&Itemid=33)
Título: Substituição de Artilharia 155
Enviado por: typhonman em Novembro 24, 2011, 09:17:56 pm
Citar

Escrito por Tenente-Coronel de Artilharia CARLOS MANUEL BRANCO VALENTIM     
12-Jun-2010
O presente artigo resulta de um estudo elaborado pelo autor, na Escola Prática de Artilharia, cuja finalidade foi comparar as características de um conjunto de materiais, tendo em vista a substituição do obus M114A1 155m rebocado do Grupo de Artilharia de Campanha da Brigada de Intervenção (GAC/BrigInt).
O autor começa por estabelecer o enquadramento do estudo, referindo entre outros documentos à Directiva nº 13/CEME/08, de 13 de Janeiro, onde S. Exla o General Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) decidiu que se tornava necessário levantar o GAC/BrigInt à custa do obus M114A1 155mm rebocado e tendo as NATO Force Proposals 2008 solicitado para a necessidade de disporem da capacidade de Indirect Fire Support Capability.
O artigo continua com o estudo comparativo entre os diversos materiais 155 mm rebocados ou motorizados, existentes no mercado, e centrou-se em cinco materiais, designadamente, o obus 155mm M198, o obus 155mm M777 LW, o obus CAESAR 155mm, o obus ARCHER 155mm e o Obus G6-52 e respectivas características, capacidades e limitações. Termina com umas considerações finais e com a proposta de aquisição de material para substituição do obus M11A1 155mm rebocado. 1.    INTRODUÇÃO

Em 2006, através do Decreto-Lei (DL) nº 61/2006 (LOE ) de 21 de Março, o Exército passa a integrar uma componente operacional na Força Operacional Permanente e uma componente fixa, que se afasta de um perfil territorial e que assenta na Estrutura de Comando e na Estrutura Base.
A Força Operacional Permanente do Exército (FOPE) é constituída pelas unidades operacionais, tendo como objectivo dar cumprimento às missões de natureza operacional, também numa perspectiva de emprego conjunto ou combinado, bem assim como no aproveitamento das estruturas e meios disponíveis, também às outras missões de interesse público. A FOPE depende do Comandante das Forças Terrestres e compreende:

    As grandes unidades e as unidades operacionais;
    As zonas militares dos Açores e da Madeira;
    As forças de apoio geral.

Por outro lado, considera-se que o Apoio de Fogos mínimo em proveito de uma Brigada é de um Grupo de Artilharia de Campanha (GAC). O Exército Português na sua estrutura operacional possui três Brigadas, designadamente a Brigada Mecanizada (BrigMec), a Brigada de Intervenção (BrigInt) e a Brigada de Reacção Rápida (BrigRR) e, até ao início de 2008, possuía apenas dois GAC que apoiavam a BrigMec e BrigInt.
Por essa razão, através da Directiva nº 13/CEME/08, S. Exla o General CEME decidiu que se tornava necessário conferir uma capacidade de apoio de fogos autónoma à BrigRR e constituir um GAC 155 mm Reb para a BrigInt. Sendo missão do Exército levantar um GAC 155 mm Reb no Regimento de Artilharia nº5 (RA5), sedeado em Vila Nova de Gaia, orientado para o apoio da BrigInt e, em paralelo, transferir o GAC/BrigInt (GAC M119 105 mm Light Gun) para a BrigRR (Quadro 1).

Esta missão implicou duas tarefas: a primeira que consistiu em transferir, até 30Jun08, o GAC instalado no Regimento de Artilharia nº4 (RA4), sedeado em Leiria, e equipado com o material M119 105 mm Light Gun para a BrigRR e, a segunda, de forma faseada, consistiu em, até 2010, levantar o GAC/BrigInt à custa de material existente (obus M114A1 155mm rebocado) e a partir de 2010 substituir o material do GAC/BrigInt por Obuses ligeiros de calibre 155 mm, entretanto adquiridos.
Para suprir as necessidades de equipamento das unidades de AC, encontram-se inscritas em Lei de Programação Militar (LPM) verbas especificamente destinadas à substituição dos sistemas 155 mm rebocados do GAC/BrigInt por Obuses ligeiros de calibre 155 mm, no sexénio (2012 a 2017). A aquisição de um GAC 155mm Reb garantirá, assim, os meios orgânicos adequados de apoio de fogos à BrigInt com a mobilidade e capacidade de projecção da força apoiada.
Específico da capacidade de Indirect Fire Support Capability, as NATO Force Proposals 2008 orientam-nos para:

a.    O imperativo de garantir que cada unidade de escalão Brigada possua meios orgânicos de AC e capacidade de integrar outros não orgânicos de acordo com o preconizado no Indirect Fire Support Capability Statements associadas às Force Proposals 2008;
b.    Até 2018, introduzir sistemas com alcances de 25 km ou superior;
c.    Até 2018, garantir a capacidade de utilização de uma panóplia variada de munições, no qual se inclui: scatterable anti-tank mines e terminally guided;
d.    Até 2018, garantir que unidades de escalão superior a Brigada possuam sistemas com alcances superiores a 40 Km – futuramente os 150 km.
É sobre a temática do material 155 mm para equipar o GAC/BrigInt, que se prevê venha a entrar ao serviço do Exército Português a partir de 2010, que nos propusemos fazer um estudo comparativo dos materiais existentes, baseando-nos nas características da BrigInt (rodas), pelo que optamos por materiais rebocados ou motorizados O estudo centrou-se em cinco materiais, designadamente, o obus 155mm M198, o obus 155mm M777 LW, o obus CAESAR 155mm, o obus ARCHER 155mm e o Obus G6-52 e respectivas características, capacidades e limitações.


2.    MATERIAIS

a.    OBUS 155MM M198 (REBOCADO)

O Obus rebocado M198 (Figura 1) é um material de origem norte-americana fabricado pela Rock Island, que veio substituir o obus M114A1, conferindo às unidades de Artilharia de Campanha (AC) um maior poder de fogo, capacidade de empenhamento e de movimento, podendo além de rebocado, ser helitransportado por helicópteros CH-47 ou CH-53 ou, ainda, aerotransportado por avião Hércules C-130.
O M198 é construído em liga de alumínio e aço, pesa cerca de 7.154 Kg e possui uma guarnição de 9 elementos. O tempo de entrada em posição é de cerca de 6 minutos, podendo disparar até 4 tiros obus minuto (TOM) nos primeiros 2 minutos, sendo que a cadência normal é de 2 TOM. Tem, ainda, a possi-bilidade de usar vários tipos de munições, desde as convencionais (HE , HC , WP ), cujos alcances máximos são de 22.400 m, até munições assistidas (RAP ) (Figura 2), com um alcance máximo de 30.000 m, e a munição Copperhead , com um alcance máximo de 16.100 m.


b.    OBUS 155MM M777 LIGHTWEIGHT (REBOCADO)

O Ultralightweight Field Howitzer (UFH ), designado por M777 (Figura 3) nos Estados Unidos da América (EUA), foi seleccionado em 1997 conjuntamente pelo Exército e pelo Corpo de Marines norte-americano para substituir o obus rebocado M198 155mm.

O M777 foi desenvolvido pela British Aerospace (BAE) System, em Inglaterra. Os primeiros obuses M777 foram entregues em 2005 ao Corpo de Marines, tendo começado no ano seguinte a equipar o Exército norte-americano e será o Sistema de Artilharia que vai equipar as Stryker Brigade Combat Teams (SBCT).
A guarnição do obus é de 7 elementos, podendo operar apenas com 5, sendo que o tempo de entrada e saída de posição ronda os 3 minutos.
O M777 foi empregue pelo Exército e pelo Corpo de Marines norte-americano no Afeganistão, em Dezembro de 2007, e no Iraque, em 2008. Sendo que o M777 com munição Excalibur (Figura 4) foi empregue no Afeganistão em Março de 2008, apurou-se que a utilização desta munição permitiu aumentar o alcance de 30 para 40 Km (versão M777A2). A Excalibur 155mm Precision Guided Extended Range Artillery Projectile, também conhecida como M982 ERDPICM (Extended Range Dual Propose Improved Convencional Munitions), é uma munição”fire and forget”, isto é, uma munição inteligente. Pode utilizar guiamento através de Sistema de Posicionamento por Satélite (GPS)  / Sistema de Navegação Inercial (INS)  com a finalidade de melhorar a precisão e aumentar o alcance para além dos 30 Km.

O uso massivo de titânio na construção deste obus permitiu uma redução de peso, na ordem dos 3.175kg, comparado com o M198 que veio substituir, sendo o seu peso de apenas 3.745 Kg, podendo ser helitransportado (Figura 5), transportado em aviões de carga e transportado por navio.

O obus pode ser rebocado por uma viatura de tonelagem superior a 2,5 Ton, sendo a sua velocidade máxima de 88 Km/h em estrada e de 50 Km/h em todo-o-terreno.
O seu preço unitário varia de $3M  a $3,5M, estimando-se que, se a encomenda for recebida até Dezembro de 2009, os obuses possam ser entregues a partir de 2011. A sua produção prevê-se que se mantenha até 2009, estando equacionada a introdução de melhoramentos em futuras versões, tais como a capacidade de cálculo de elementos de tiro.
Além dos EUA, também o Canadá utiliza o M777, e está prevista a sua entrega à Austrália e à Dinamarca em 2009, sabendo-se que outros países             já manifestaram o interesse na sua aquisição, nomeadamente a Alemanha                        e a Índia.

c.    OBUS CAESAR  155MM (MOTORIZADO)

O obus CAESAR 155mm (motorizado) (Figura 6) é de origem francesa e foi desenvolvido pela Nexter Systems (GIAT), sedeada em Versalhes, em cooperação com a Lohr of Hangenbieten, também francesa. Os primeiros sistemas CAESAR foram entregues em Julho de 2008 ao Exército Francês, prevendo-se que venham a ser equipadas oito Baterias de Bocas de Fogo (BBF), até final de 2011, com o objectivo de substituir o obus rebocado                TRF 1.
O obus CAESAR 155mm deverá equipar, também, os Exércitos Tailandês e da Arábia Saudita. Encontra-se montado numa viatura tractora Sherpa 6x6 da Renault Trucks Defense (Figura 6) ou numa viatura tractora Daimler Benz Unimog 6x6, conforme os exércitos que equipa.

O CAESAR está equipado com um tubo de 155 mm, de 52 calibres, podendo disparar 3 tiros nos primeiros 15 segundos e possui uma cadência normal de 3 TOM. Transporta 18 munições completas na viatura e dispõe de uma guarnição de 6 homens incluindo o condutor. Opcionalmente, pode-se montar uma metralhadora 12,7 mm no topo da viatura.
Possui um sistema de carregamento semi-automático, que permite a uma Bateria a oito bocas de fogo disparar cerca de uma tonelada de munições em menos de um minuto, dispondo para isso cada obus de uma viatura de transporte de munições (Figura 7). Utiliza todas as munições 155mm standard NATO, desde as munições HE convencionais, a munições assistidas, anti-carro, de fragmentação, fumos e iluminantes, contra objectivos desprotegidos e protegidos, com vista a criar obstáculos de contramobilidade e, assim, bloquear a manobra das forças inimigas e para obscurecer ou iluminar o campo de batalha. O seu alcance máximo é de 42 Km com munição Extended Range Full Bore – Base Bleed (ERFB-BB).
O CAESAR pode operar autonomamente com o seu próprio sistema de navegação inercial, computador balístico e velocímetro. Tem a possibilidade de percorrer cerca de 600 km sem ser reabastecido, a uma velocidade máxima de 100 km/h, em estrada, e de 50 km/h, em todo-o-terreno. Pesa cerca de 18,5 Ton, podendo ser transportado de navio e excluindo a guarnição e a viatura de munições o CAESAR pode ser aerotranportado por um Hércules C-130 (Figura 8).

d.    OBUS ARCHER  155MM (MOTORIZADO)

O projecto ARCHER (Figura 9) é o desenvolvimento de uma nova geração de obuses motorizados, a partir do obus 155 mm 77B rebocado, sendo a arma montada num veiculo articulado da Volvo. A arma sofreu um upgrade com vista a aumentar o poder de fogo e ser compatível com as munições internacionais e a facilitar operações remotas via computador da arma.
O ARCHER é interoperável, adaptado para cenários internacionais e pode operar com diferentes condições climatéricas. O sistema usará os métodos NATO para cálculos balísticos e está preparado para usar o sistema de referência e munições NATO.
O projecto ARCHER começou em 1995, com os primeiros estudos sobre o obus 155mm 77AD, continuando nos anos seguintes com o obus 155mm 77B. Entre 2004 e 2006, foram realizados os testes de fiabilidade, tendo-se definido o produto em 2007. A produção em série do ARCHER avançou a partir de 2007.
O ARCHER ainda se encontra em fase final de projecto, prevendo-se que a validação de todo o projecto esteja pronta a partir do final do 1º quadrimestre de 2009, altura em que, de acordo com o planeamento, os obuses deverão começar a ser entregues ao Exército Sueco, prevendo-se que os Grupos ARCHER estejam prontos para serviço em 2011.
Já vários países, tais como a Dinamarca, Austrália e Índia, mostraram interesse no ARCHER tendo já solicitado informação adicional à BAE Systems Bofors AB, empresa fabricante.
O ARCHER é operado por 4 homens (1 condutor e 3 operadores), podendo, se necessário, ser operado por 2 (condutor mais operador). O obus tem um alcance máximo entre 30 a 50 Km dependendo do tipo de munição. Assim, para munição standard o alcance é de cerca de 30 Km e para munições Base-Bleed aproximadamente de 40 Km, sendo que para munições guiadas de precisão (XM982 Excalibur) o alcance máximo é de cerca de 40 Km. A sua cadência de tiro é de 8-9 TOM, podendo disparar 432 tiros por dia, sendo que na versão 08 o sistema conta com uma viatura de transporte de munições por arma e uma viatura de apoio, reabastecimento e manutenção, perfazendo um total de três viaturas por secção (Figura 10).

O ARCHER pode percorrer cerca de 500 Km sem ser reabastecido, tendo uma velocidade máxima de 70 Km/h e um peso de cerca de 39 Ton.  Não tem possibilidade de ser helitransportado, podendo, contudo, ser transportado por via-férrea, navio ou ser aerotransportado por Airbus A400M.
Para navegar possui um sistema para determinar a posição e o rumo (POS) suporta o sistema GPS e pode operar com sistema de coordenadas NATO (UTM WGS84) . Demora cerca de 30 segundos a entrar em posição e a estar pronto para fazer tiro, sendo que a saída de posição se faz, também, em cerca de 30 segundos o que lhe permite evitar a contra-bateria.

e.    OBUS G6-52 (MOTORIZADO)

O Obus G6-52 (Figura 11) é de origem Sul-Africana, foi produzido pela Denel e equipa os Exércitos da África do Sul, Oman e Emirados Árabes Unidos. O seu peso ronda os 47.000Kg e tem uma guarnição de 5 homens, mas pode operar em caso de emergência com apenas 3.
O G6-52 é uma evolução do sistema G6-45, optimizado através de um maior alcance, uma maior cadência de tiro e uma maior mobilidade, acompanhada duma diminuição da guarnição.
O obus está montado numa viatura 6X6, atinge uma velocidade máxima de 80Km/h, em estrada, sendo de 70Km/h em todo-o-terreno e apresenta uma autonomia de cerca de 700 Km.
Com um comprimento de tubo de 52 calibres, pode atingir 30 Km com munição convencional, 42 Km com munições Base-Bleed, ou 58 Km com munições V-Lap  (Figura 12). Utiliza todas as munições 155mm e dispõe de capacidade para efectuar MRSI , até 5 impactos a 25 Km. Tem uma cadência de tiro máxima de 8 TOM, sendo o carregamento semi-automático e transporta 40 munições no veículo principal, mas pode ser remuniciado em 10 segundos.

O obus vem equipado com um moderno sistema de controlo de tiro, de navegação inercial e GPS e pode entrar e sair de posição em 30 segundos. Para além disso, o G6-52 dispõe de protecção Nuclear, Biológica e Química (NBQ), bem como protecção blindada contra armas de pequeno e médio calibre.
Existe, actualmente, uma versão melhorada do G6-52, denominada G6-52L Extended Range, com câmara de combustão de 25 litros (a do G6-52 tem 22). O G6-52 Extended Range tem um alcance máximo de 67 km com munição V-Lap. Este sistema pode disparar até um máximo de 6 tiros em modo MRSI.


3.    ESTUDO COMPARATIVO

a.    Face aos materiais seleccionados para estudo construiu-se um quadro comparativo (Quadro 1) no sentido de melhor permitir retirar conclusões, quanto à melhor solução para a substituição do actual obus M114A1 155mm rebocado:

b.    Assim, face às características dos materiais estudados, podemos retirar desde já algumas ilações:

(1)    Os materiais rebocados sendo mais leves, como é o caso do obus 155mm M777 LW (Rebocado) com um peso inferior a 4.000 Kg, têm a capacidade de ser helitransportado ao contrário dos obuses motorizados, com pesos entre os 18.500 e os 47.000Kg, que apenas permitem o aerotransporte, nomeadamente por Hércules C-130 ou Airbus A410, o que limita a acção de uma Brigada que se quer móvel;
(2)    Por outro lado, os tempos de entrada/saída de posição dos materiais motorizados (ARCHER, CAESAR e G6-52) são bastante inferiores (menores que 1 minuto) ao mais rápido dos obuses rebocados, o M777, com um tempo de entrada/saída de posição de cerca de 3 minutos. Este facto, aumenta desde logo a capacidade de empenhamento e de sobrevivência das unidades equipadas com estes materiais;
(3)    No que se refere aos alcances máximos, os obuses em estudo apresentam valores bastante aproximados, com excepção do M198, de fabrico mais antigo, tendo capacidade de utilizar todas as munições mais modernas tipo NATO, com alcances da ordem dos 40 Km ou até cerca de  58 Km, no caso do Obus G6-52 Extended Range com munição V-Lap. Assim, com excepção do Obus M198, todos cumprem as NATO Force Proposals (capacidade de Indirect Fire Support Capability) no que diz respeito aos alcances e tipos de munição a utilizar.


5.    CONCLUSÕES

a.    O obus M198 155LW está a ficar obsoleto e este facto deu origem ao desenvolvimento do programa M777, desde o ano 2000, sendo que neste momento já se encontra na versão M777A2. O LW utiliza a munição Excalibur que lhe permite alcances de cerca de 40 Km, não sendo necessária a utilização de Goniómetros para efeitos de pontarias, uma vez que dispõe de um sistema de autolocalização e pontaria (erro máximo de 1 milésimo);
b.    A guarnição do M777 é bastante mais reduzida que a do M198, podendo operar com 5 elementos;
c.    ARCHER é o nome do sistema completo, composto pelo obus rodado (77BW L52), viatura de munições e viatura de apoio, reabastecimento e manutenção, sendo que cada Secção compreende as três viaturas. O sistema é totalmente autónomo, podendo ser utilizado num cenário de guerra convencional, bem como nos novos cenários internacionais de Operações de Resposta a Crises, e dispõe de capacidade para actuar isoladamente, mas tem no seu peso e no número de viaturas (3 por Secção) o seu maior handicap que lhe limita em muito a capacidade de projecção;
d.    O ARCHER ainda se encontra em fase de validação, estando prevista a entrega dos primeiros obuses ao Exército Sueco no final de 2009 e só se prevê a operacionalidade dos Grupos em meados de 2011, não tendo por isso sido ainda testados em operações de combate;
e.    Assim, face ao anteriormente exposto o obus mais indicado para substituir o M114 A1, parece ser o obus 155mm M777 A2 LW (Rebocado) ou versão subsequente. Trata-se de um obus bastante mais leve, que os restantes estudados, é helitransportável, o que lhe permite uma maior capacidade de projecção, face às missões que lhe são atribuíveis no moderno Espaço de Batalha e às características da BrigInt. É de salientar, ainda, que apenas o obus 155mm M777 A2 e o obus M198 são compatíveis, pelo menos de momento, com o Advanced Field Artillery Tactical Data System (AFATDS), como Sistema Automático de Comando e Controlo existente na Artilharia de Campanha.





BIBLIOGRAFIA

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FELICIANO, Elton (2008). Bocas de Fogo Motorizadas, Escola Prática de Artilharia, Boletim de Divulgação Técnica, Ano II, nº1, Janeiro-Fevereiro de 2008.
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G6 155 mm self-proelled howitzer. (disponível na web em: http://www.army-technology.com/projects/g6/ (http://www.army-technology.com/projects/g6/))
G6-52. (disponível na web em: http://www.army-guide.com/eng/product (http://www.army-guide.com/eng/product) 1207.html)
G6-52 gun howitzer. (disponível na web em: http://www.denellandsystems (http://www.denellandsystems). co.za/g6_52_artillery_product.html)
M198 Towed Howitzer. (disponível na web em http://www.globalsecurity.org/ (http://www.globalsecurity.org/) military/systems/ground/m198.htm)
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PINTO, EMANUEL et al (2008). O reequipamento na Artilharia de Campanha, possibilidades para a substituição do obus Rebocado m114/23 155mm do GAC/Brigint, Escola Prática de Artilharia, trabalho de Investigação, CPCA 08.
PMLP (2007-2024) 2007. Plano de Médio e Longo Prazo 2007-2024. Lisboa: CEME
Sistema de Forças Nacional Componente Fixa (SFN04 – CF)
XM982 Excalibur Precision Guided Extended Range Artillery Projectile. (disponível na web em: http://www.globalsecurity.org/military/ ... 82-155.htm (http://www.globalsecurity.org/military/systems/munitions/m982-155.htm))
 
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Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Novembro 26, 2011, 06:03:34 pm
Gostei do artigo, eu preferencialmente penso que a artilharia ideal para equipar a Brigada de Intervenção é o CAESER, pois este tipo de unidade move-se por rodas, não é com uso de helicopteros, por isso não me parece que a nivel de doutrina operacional isso seja uma desvantagem importante, tal como todos os restantes equipamentos da Brigada de Intervenção, deve ser capaz de ser transportado por avião, idealmente C-130 que é o que temos, por isso nesse patamar ponho de lado o ARCHER e o G6 pois não podem ser transportados via C-130.

As duas peças de artilharia rebocada também me parecem boas hipoteses, pois também tem as suas vantagens, (além da vantagem referida no fim do artigo que é utilizarem um sistema de comando e controlo que já existe actualmente no Exército), o M198 deve ser provavelmente o sistema mais barato de adquirir, e nos tempos que correm isso é um factor importante, pode ser helitransportado por helicopteros CH-47 Chinook, mas em Portugal não há disso, o EH101 da Força Aérea tem uma capacidade máxima de carga suspensa de 4.5 toneladas logo não consegue levantar o M198 (peso de 7 toneladas), por isso é o mesmo que dizer que na prática para nós o M198 não é helitransportado, ou então muito de vez em quando em treinos com os Chinooks Espanhois.
O M777 é o topo de gama dos sistemas rebocados, melhor em tudo comparado com o M198 (exepto preço), com um peso de 3.7 toneladas já pode ser helitransportado pelo EH101, o que permite treinos mais frequentes com a Força Aérea tal como existe actualmente com o Light Gun, mas o factor destas duas peças poderem ser helitransportados, pessoalmente, não me parece que seja um factor importante numa unidade motorizada como é o caso da Brigada de Intervenção, penso sim, como já disse no inicio, deve ser capaz de ser transportada em C-130, nesse caso não temos problemas nem com o M198 nem com o M777, para mim uma grande vantagem do M777 é o facto de poder num futuro a curto/médio prazo substituir o Light Gun da Brigada de Reacção Rápida (tem todas as caracteristicas necessárias, equipa paras e marines dos EUA e RU) , o que era bom para a uniformização do Exército pois a nivel de instrução e logistica passariamos a ter duas unidades (BrigInt e BrigRR) com o mesmo sistema de artilharia.

Conclusão:

1º lugar o CAESER, desvantagem de não poder ser helitransportado é irrelevante.
2º lugar o M777, vantagem de poder equipar a Brigada de Reacção Rápida, uniformização de sistemas.
3º lugar o M198, sistema inferior ao M777 mas tem a vantagem de ser mais barato.
ARCHER e G6 eliminados por não poderem ser transportados via C-130.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Novembro 26, 2011, 06:47:23 pm
A vantagem do CAESAR é a sua mobilidade, e no caso de haver fogo de contrabateria, em 1 minuto, mexe-se da sua posição inicial. No entanto penso que é o M-777 que satisfaz as nossas necessidades pois:

1) É aerotransportável, quer por C-130H/H-30, EH-101, PUMA (e seria pelos NH-90, mas é um projecto "morto"), nos cenários mais prováveis de uso, o transporte por heli é fundamental.

2) É leve comparado com o M-198, isto conjugado com o uso de munições GPS faz deste obus uma arma formidável, além de ser compatível com o sistema de controlo de tiro do Exército,AFATDS.

3) Como bem referiu o "Lightning" o M-777 poderá ser uniformizado, podendo por ventura os LG 105mm passar para unidades de reserva.


Vamos ver é quando... :P
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Novembro 26, 2011, 11:38:14 pm
Alguns videos :D

M777

M198

CAESER

ARCHER

G6
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: JPMM em Novembro 27, 2011, 06:58:50 pm
Certamente iremos optar pelo M777, mas o Caesar è melhor :D
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Instrutor em Novembro 29, 2011, 12:02:37 pm
Com os Cortes dos vencimentos na Função Pública proponho a aquisição de:
Brigada Mecanizada: passagem á reserva dos 18 M109A5 e a compra de 18 PZH2000;
BRR: compra de 6 M777
Brigada de Intervenção: 18 M777.
 :G-beer2: Agora na altura de fim de ano dizemos a troika que precisamos de Obuses 155mm para ir varejar a azeitona. Pode ser que assim eles deixem.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Novembro 29, 2011, 05:58:32 pm
Citação de: "Instrutor"
Com os Cortes dos vencimentos na Função Pública proponho a aquisição de:
Brigada Mecanizada: passagem á reserva dos 18 M109A5 e a compra de 18 PZH2000;
BRR: compra de 6 M777
Brigada de Intervenção: 18 M777.
 :roll:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Novembro 29, 2011, 07:26:45 pm
Citação de: "typhonman"
Citação de: "Instrutor"
Com os Cortes dos vencimentos na Função Pública proponho a aquisição de:
Brigada Mecanizada: passagem á reserva dos 18 M109A5 e a compra de 18 PZH2000;
BRR: compra de 6 M777
Brigada de Intervenção: 18 M777.
 :roll:

Comprar peças de artilharia com os subsidios de natal e de férias :roll: , acho que os próprios militares de artilharia (os militares também vão ter cortes de subsidios) eram os primeiros a fazer alguma coisa contra isso, nem que fosse vender as peças ao quilo para o ferro-velho :mrgreen: .
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 29, 2011, 10:50:44 pm
Então querem reduzir as Forças Armadas, em pessoal e material, não há dinheiro, e andam a sonhar com obuses... :dormir:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Novembro 30, 2011, 12:26:40 am
Citação de: "PereiraMarques"
Então querem reduzir as Forças Armadas, em pessoal e material, não há dinheiro, e andam a sonhar com obuses... :lol: Ainda pior, agora que cortaram a 1ª e a 3ª refeição em algumas unidades...

Então compramos novos sistemas e continuamos apenas a usar munições HE, de fumos e de iluminação do campo de batalha...

O M109A5 e o Ligth Gun são suficientes, o que faz e sempre fez falta falta são munições modernas! Guiamento GPS, munição assistida...
Radares de VCB e detecção de fogo. UAV's. Ou então o tiro continua a ser à zona.
Já que quisemos fazer a BrigInt à imagem de uma Brigada Stryker...


Citar
REFLEXÕES SOBRE A REALIDADE NACIONAL

As limitações orçamentais impedem a aquisição de sistemas de armas, de C2 ou de aquisição de objectivos sofisticados. Temos de ser realistas, pois a ilusão da aquisição de sistemas que estão fora da capacidade económica do país, apenas provoca distracção e desgaste de meios, tão escassos e necessários à implementação de outras realidades, essas sim ao nosso alcance.
A Artilharia portuguesa deve investir na formação e na implementação de procedimentos modernos, nomeadamente ao nível da gestão de informação e do incremento da aplicação e desenvolvimento das modernas áreas do conhecimento militar, incluindo gestão da informação, Command and Control, Psycological Operations, Info Operations, targeting, Effects Based Operations, network Centric warfare e operações conjuntas e combinadas.
Na área do armamento de artilharia de campanha, para além de um esforço contínuo e melhorado na área da manutenção, pouco mais haverá a fazer. Ao nível das munições, é de importância crucial a aquisição, mesmo que em número reduzido, de munições inteligentes e de maior alcance.
O Sistema Automático de Comando e Controlo (SACC) de Artilharia de Campanha existente em Portugal, com base nos equipamentos americanos AFATDS, BCS, FOS e GDU, pode ser considerado como actual, embora careça de alguns melhoramentos. Deve ser considerada a aquisição de um sistema completo para equipar o GAC da BrigInt, ao mesmo tempo que se deve efectuar o upgrade do software existente, de modo a incluir os dados do Obus M114A1.
Na área da aquisição de objectivos deverá ter-se em consideração os seguintes aspectos:

•    Deverá procurar-se equipar a Bateria de Aquisição de Objectivos (BAO), sedeada na EPA, com os sistemas em falta, em particular os sensores acústicos de localização de armas e os UAV, bem como incrementar o número de radares existentes (faltam 2 RLA e 1 RLAM);
•    É necessário fazer o upgrade à estação meteorológica automática MARWIN MW12, sob pena da mesma ficar completamente obsoleta, no curto prazo;
•    Deverá proceder-se à transferência do Radar de Localização de Alvos Móveis RATAC-S existente no CME para a EPA, dotando-o de viatura, de torre extensível e restante equipamento de apoio;
•    Deverá avaliar-se a possibilidade de trabalhar em conjunto com a FA, no desenvolvimento de UAV.

Na falta de capacidade para aquisição de novos equipamentos, a prioridade deve ser na formação do pessoal. É necessário formar pessoal artilheiro com regularidade na Escola NATO e nos EUA. Na formação devem aproveitar-se as sinergias existentes, concentrando e melhorando as estruturas disponíveis.
É necessário formar pessoal na área da informática, gestão de redes, comunicações e sistemas de informação. Deverá considerar-se a utilização de engenheiros informáticos, engenheiros geográficos e outros subject matter experts (SME) nas unidades de artilharia.
Alguns exemplos de aplicações informáticas que podem ser utilizadas no curto prazo:
•    Área operacional: SICCE, functional area subsystems (FASS), tais como o BICES, ADAM, etc.
•    Área administrativa e formação: gestão de correspondência, moodle, etc.

Deve procurar-se melhorar os sistemas de simulação existentes.
A reactivação da Comissão Técnica da Arma (ou de outra estrutura semelhante) é uma necessidade imperiosa, guarnecida com pessoal experiente e motivado, apto a garantir a vanguarda do conhecimento artilheiro.
Deve procurar-se incentivar a investigação e desenvolvimento, incluindo a elaboração de artigos para a Revista de Artilharia, com prémios adequados e atractivos.
Os lugares em estruturas militares internacionais na área de apoio de fogos, tais como os existentes no NRDC-SP HQ, devem ser preenchidos preferencialmente por artilheiros.

http://www.revista-artilharia.net/index ... 6&Itemid=1 (http://www.revista-artilharia.net/index.php?option=com_content&task=view&id=596&Itemid=1)

Claro que o Exército continua a analisar e manter-se a par com a evolução da tecnologia na artilharia de outros países, explorando as possibilidades.
Mas isto é como quando compramos uma revista de carros, e vemos os novos topo de gama da BMW.
Só que de sonhar até comprar...  :mrgreen:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Novembro 30, 2011, 04:55:40 pm
O CEME já veio várias vezes defender a comprar de novos sistemas de artilharia e sistemas de defesa aérea... Vamos ver a revisão da LPM...
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Duarte em Dezembro 30, 2011, 06:05:07 pm
Na revista Atoleiros no. 24 há uma reportagem sobe o excercicio Eficácia 10 que menciona os meios envolvidos, 8 M109A5, 8 M114, 9 Light Gun..
o que me deixa na dúvida se as BBF dos GAC agora estão a 8 bocas de fogo, tal como fazem diversos exércitos  :conf:
Alguém sabe mais? Até faz algum sentido, já que os meios existentes dão para formar 3 BBF por GAC, o que de facto não acontece. Não seria uma melhor organização, ter a BBF a 8 bocas de fogo, ficando cada GAC com 2 BBF com 16 bocas de fogo? As pecas restantes em cada GAC ficam de reserva, para instrução, suplentes?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: JPMM em Dezembro 30, 2011, 06:56:05 pm
Espero bem que não. A razão eternamente evocada contra as baterias de 8, é o espaço necessário para a sua colocação. Na realidade estas baterias operam em Pelotões de 4 peças com o seu próprio PCT (Posto de Comando de Tiro), e nesses Pelotões 2 peças abrem fogo enquanto as outras 2 se movem. Assim só tens 2 armas disponíveis a qualquer altura, foi por isso que durante a 2ªGM se aumentaram as baterias para 6 peças. :)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Outubro 11, 2012, 11:25:11 am
(http://sphotos-b.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/487063_389148734490192_391286953_n.jpg)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 02, 2013, 09:49:48 pm
Li numa revista do exercito, que artilharia antiaérea portuguesa tinha comprado estes meninos para treinar o chaparral, alguém me confirma?

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f4/UAV_MQM-171.png)

Citar
The Griffon Aerospace MQM-170 Outlaw is an unmanned aerial vehicle (UAV). It can serve as a target drone, surrogate training platform, or in a reconnaissance and forward observation role, and can carry a guided payload. The aircraft has been in use since 2004.
The system consists of an Air Vehicle and a ground control station (GCS), including an optional satellite link communication suite. The Outlaw may be launched pneumatically or by runway takeoff.

http://en.wikipedia.org/wiki/MQM-170_Outlaw
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Get_It em Dezembro 02, 2013, 10:04:12 pm
Foi este artigo (http://http) que leu ou foi um da Azimute?

Cumprimentos,
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 02, 2013, 10:20:49 pm
Citação de: "Get_It"
Foi este artigo (http://http) que leu ou foi um da Azimute?

Cumprimentos,

foi nesse
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Get_It em Dezembro 03, 2013, 05:10:17 am
Testemunho no site do fabricante:
Citar
The Outlaw Team was tireless in responding to our requests and suggestions, what facilitates the integration of the new target on the exercise concept. The personal effort of each one of the members of the Team contributed to achieve the high level of effectiveness recognized by all the ADA Bn Personnel. For everything stated on the paragraphs above I would like to reiterate our sincere gratitude for your professionalism and availability to assist on the improvement of the Portuguese Air Defense performance. signed COL Jose Domingos.
Fonte: http://griffonaerospace.com/testimonial/company-3/

Não encontrei mais nada acerca da compra. Mas também não é surpreendente dado que trata-se do exército e que não é nada por aí além.

Cumprimentos,
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Crypter em Março 10, 2014, 08:24:55 pm
Não pudemos comprar meia dúzia destes e resolve-se de vez o problema da Artilharia Portuguesa?


 :mrgreen:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Março 12, 2014, 01:16:44 pm
Citar
Desenrolou-se entre 03 de fevereiro e 14 de fevereiro de 2014 o Exercício organizado pela Força Aérea Portuguesa (FAP) “REAL THAW 14” na modalidade LIVEX/FTX, consubstanciado numa Operação Conjunta e Combinada.
A BrigMec participou como Audiência de Treino Secundária com unidades de manobra, unidades de apoio de fogos e de defesa aérea, a fim de proporcionar o treino conjunto às equipas de Controladores Aéreos Avançados (Forward Air Controler – FAC) e às Esquadras Aéreas no quadro do apoio aéreo a prestar às Forças Terrestres.
O 2ºBIMec como Comando do AgrMec 141, integrando forças dos 1ºBIMec e GCC conduziu operações no quadro das Operações de Estabilização, nomeadamente numa escolta humanitária e numa operação de cerco e busca com o apoio dos FAC, garantindo assim  a adequada Situational Awareness, para a condução da operação e exercitar o processamento de pedidos de Apoio Aéreo Próximo (Close Air Support – CAS).
O GAC conduziu uma sessão de fogos reais que permitiu o treino e coordenação entre o apoio de fogos de Artilharia e os Fogos Aéreos. Por seu turno, a BAAA, no âmbito do seu treino operacional, conduziu o treino das suas Subunidades na deteção e seguimento das aeronaves.
O Exercício Real Thaw 14 materializou-se numa excelente oportunidade de treino das unidades da BrigMec no que respeita ao planeamento e integração com os meios aéreos.

(http://www.exercito.pt/sites/BrigMec/Noticias/Documents/14-FEv-2014%20-%20Brigada%20Mecanizada%20assumiu%20componente%20terrestre%20do%20exerc%C3%ADcio%20Real%20Thaw/Real%20Thaw%201web.JPG)

(http://www.exercito.pt/sites/BrigMec/Noticias/Documents/14-FEv-2014%20-%20Brigada%20Mecanizada%20assumiu%20componente%20terrestre%20do%20exerc%C3%ADcio%20Real%20Thaw/Real%20Thaw%202web.JPG)

http://www.exercito.pt/sites/BrigMec/Noticias/Paginas/14-02-2014-BrigadaMecanizadaassumiucomponenteterrestredoexerc%C3%ADcioRealThaw.aspx
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: dc em Março 21, 2015, 03:06:15 pm

 :shock:
O que me dizem a isto?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Março 29, 2015, 10:39:22 pm
Aqui está um exemplo porque a meu ver a artilharia anti-aérea é tão importante

Citar
NATO forces intercepted Russian bombers and fighter jets as the warplanes flew over the Baltic Sea. Only 12 miles away, a U.S. military Stryker convoy was leaving Lithuania to make its way to Poland.

According to the International Business Times, the Russian warplanes were detected last week, flying at supersonic speeds and refusing to respond to calls from air traffic control. One of the bombers was allegedly flying in the direction of Denmark, which raised red flags as Russia had threatened to aim nuclear missiles at the country.

Shortly before the incident, Russia had told Denmark that it would become a target if the country decided to join NATO’s missile defense program. Denmark has been considering giving its naval radar systems to the program as a way for NATO to detect and intercept data.

When the Russian aircraft did not respond to air traffic control, they also refused to reveal their intended flight path while in international airspace and maintained radio silence. NATO was forced to alert and deploy Italian Typhoon fighters patrolling the area to intercept the Russian bombers.

The International Business Times reported that U.S. Army soldiers, along with the Stryker convoy, were in the area as part of Operation Dragoon Ride. The group was on its fourth day of a 1,100 mile trek across Eastern Europe when the NATO jets intercepted the Russian warplanes.

According to Lt. Commander Frank Magallon, a U.S. European Command spokesman, the intercept was handled in a very professional manner. He confirmed that the Russian bombers were escorted by the NATO fighter jets to Kaliningrad located between Lithuania and Poland.

Magallon said NATO will continue to be vigilant in guarding and defending the region in agreement with its international commitment.

http://popularmilitary.com/nato-forces-intercept-russian-bombers-miles-from-u-s-convoy/

Para um país como o nosso, onde ter aviões de combate é um luxo, não nos sairia mais barato comprar um bom sistema anti-aéreo do que ter  por exemplo 40 F16?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Março 29, 2015, 11:48:35 pm
Citação de: "nelson38899"
Para um país como o nosso, onde ter aviões de combate é um luxo, não nos sairia mais barato comprar um bom sistema anti-aéreo do que ter  por exemplo 40 F16?

Um bom sistema anti-aéreo é bom para mandar aviões abaixo, mas não pode escoltar aviões que estão no sitio errado para o sitio certo, não pode fazer apoio aéreo próximo de tropas amigas, não pode fazer bombardeamento de alvos inimigos.

Se calhar um luxo é ter um sistema anti-aéreo desses.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: dc em Março 30, 2015, 12:49:09 am
A meu ver, uma coisa não impede de ter a outra... de qualquer forma, 40 F16 já não teremos, e nesta LPM nem foi considerada uma prioridade a defesa aérea, seja de curto seja de medio/longo alcance...
Uma coisa que poderia ter sido considerada, era fazer com a capacidade antiaérea o mesmo que se vai fazer com a substituição das G3, isto é, fazer o programa por fazes. Em vez de se adquirir de uma só vez todas as baterias que o exército necessitaria (de Nasams por exemplo, é o mais usado entre os aliados e parece-me ser bastante bom), adquirir-se por exemplo, duas baterias inicialmente, permitindo iniciar a formação de pessoal no novo sistema e formar uma capacidade antiaérea forte gradualmente. Uns anos depois, tratava-se de adquirir mais uma ou duas baterias, até chegar ao numero pretendido. O mesmo podia ser feito para os sistemas de curto alcance, nomeadamente para substituir o Chaparral! Penso que seria um método aceitável para ir preenchendo as lacunas das forças armadas, e esta "formula" podia estender-se, por exemplo à substituição dos All3, 6 agora, 4 daqui a 5 anos.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Johnnie em Março 30, 2015, 03:08:20 pm
O Chaparral não poderá com vantagem ser substituido por um sistema baseado no Stinger que já usamos?

Estou-me agora a lembrar de um exercicio há uns anitos com o Chaparral em que estava presente  a TV e tudo e foi um fiasco completo...  :mrgreen: Ou se calhar a ideia era essa mesmo, mas desta vez não resultou como com os M60  :mrgreen:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: dc em Março 30, 2015, 05:24:11 pm
Penso que não seria suficiente, o alcance do Stinger só permite uma defesa de ponto, enquanto que um sistema mais moderno, com alcance na ordem dos 10km ou mais, autopropulsado e com radar implementado (ADATS, ARSRAD-R, Crotale NG, entre outros), pois permite a operação do sistema, tanto dos radares como da unidade de tiro juntamente com o avanço da força, enquanto que um Stinger teria de ser utilizado em conjunto com um radar rebocado para saber se havia inimigos na área... para alem disso, com 5 km de alcance, pouco fazia contra caças com armas modernas, cujos alcances são no caso de misseis anti tanque é sempre acima de 10 km... provavelmente nem para defender de um Heli de ataque dava, se este utilizasse misseis Hellfire ou semelhante... Resumindo, para defesa de ponto serve muito bem, para defender um esquadrão de carros de combate é inútil, visto o avião inimigo poder atacar a grandes distâncias.
Defenderia mais algo tipo, brigada de intervenção e brigada mecanizada com sistema tipo ASRAD-R ou semelhante, BRR com Stinger e caso sobrasse dinheiro, equipar veículos 4x4 com algo deste género:
(http://greekmilitary.net/airdefence1/asradpict01091pq0.jpg)
E claro está, finalmente adquirir um sistema de medio alcance, que equiparia o exército e eventualmente a força aérea (cuja defesa aérea das bases se resume a Stinger e bitubo de 20 mm), e nesta categoria penso que o Nasams parece o melhor.

Lembro-me desse episódio  :roll:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Março 30, 2015, 09:09:52 pm
Se lá estivesse o presidente da republica ou o primeiro ministro, talvez tivessem mais sorte, agora na minha opinião mais valia ter pouco e bom do que muito e fraco.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: dc em Março 30, 2015, 10:42:50 pm
O problema é que por cá nem é uma coisa nem outra... o que temos é relativamente pouco e não é bom, pelo menos comparado com o resto dos países.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: NVF em Março 31, 2015, 01:30:39 am
Concordo que o NASAMS é muito bom e que faria sentido a FAP possuir algumas unidades para defesa das suas bases aéreas e para equipar a BriMec do Exército. O problema é o custo. O sistema em sim não é barato e os AMRAAM a cerca de 1 milhão de dólares a unidade são proibitivos. Actualmente, a FAP deve dispor de pouco mais de 20 AMRAAM para os F-16, agora imaginem que se adquiriam, por exemplo, 10 lançadores para a FAP e 5 para o Exército, só isto representa 90 misseis sem ter em conta reservas.

Acho que é mais fácil (e barato) seguir a via da segunda mão, como fez a Espanha com os Patriot. Ainda recentemente anunciaram a compra de mais alguns por uns 40 milhões de euros:

http://www.janes.com/article/47063/spai ... om-germany (http://www.janes.com/article/47063/spain-buys-extra-patriot-sam-batteries-from-germany)

(http://www.janes.com/images/assets/063/47063/1568365_-_main.jpg)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: dc em Março 31, 2015, 12:52:39 pm
Um milhão por cada AMRAAM? Alguma coisa está mal...  c34x
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: NVF em Abril 01, 2015, 06:17:38 pm
Tantos os PAC2 como os PAC3 novos custam cerca de 3 milhões de dólares. Segundo o site do SIPRI, a encomenda inicial que os espanhóis receberam da Alemanha em 2005 valeu entre 40 a 50 milhões de euros e incluiu 60 mísseis PAC2. Ainda segundo o mesmo site, a nova encomenda de 41 milhões de euros inclui 80 mísseis PAC2+. A notícia da Jane's postada anteriormente não referia as quantidades de mísseis, no entanto, referia tudo o resto que era incluído em ambas encomendas.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: dc em Abril 01, 2015, 06:34:52 pm
:shock: Tanto por tão pouco? Por uns meros 80 milhões de dólares, teríamos 4 baterias Patriot? Bem, alguém tem de ir abrir os olhos ao CEME...
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Abril 01, 2015, 10:04:41 pm
80 milhões que resolviam tantos problemas do dia a dia... Em vez de Patriots para abater gaivotas...
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Abril 18, 2015, 02:08:42 am
Citar
Late in 1996, following an extensive series of user trials between the French Nexter Systems 105 mm LG1 Mk II Light Gun and the UK's 105 mm Light Gun, the latter was selected to meet the requirements of the Portuguese Army.

The contract for 21 105 mm L119 Light Guns was signed late in December 1997 and the first batch of eight guns was shipped in February 1998.

Portugal selected the 105 mm L119 gun which fires standard 105 mm HE M1 semi-fixed high-explosive ammunition. The Portuguese order included a 100 per cent offset.

L118 Quantities:
Country  Quantity

PORTUGAL   41
http://www.army-guide.com/eng/product1941.html

Alguem me consegue confirmar esta quantidade de l118
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Abril 29, 2015, 09:22:57 pm
ARTILHARIA PORTUGUESA NA “NATO RESPONSE FORCE”

Uma bateria de artilharia da Brigada de Reacção Rápida está de novo atribuída às forças da NATO mantidas em elevado grau de prontidão. Depois de um ano de formação e treino – apetece repetir, os Exércitos não se improvisam! – foi avaliada, primeiro pelas autoridades nacionais, depois pelas da Aliança, e está neste momento em stand-by para eventual emprego no exterior do território nacional. Fomos ver o seu treino operacional e os elevados níveis de prontidão em que se encontra.

http://www.operacional.pt/artilharia-po ... nse-force/ (http://www.operacional.pt/artilharia-portuguesa-na-nato-response-force/)

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2015/04/7-Trov%C3%A3o-151-DSC_5693-copy.jpg)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Abril 29, 2015, 10:52:42 pm
Citação de: "Lightning"
ARTILHARIA PORTUGUESA NA “NATO RESPONSE FORCE”

Uma bateria de artilharia da Brigada de Reacção Rápida está de novo atribuída às forças da NATO mantidas em elevado grau de prontidão. Depois de um ano de formação e treino – apetece repetir, os Exércitos não se improvisam! – foi avaliada, primeiro pelas autoridades nacionais, depois pelas da Aliança, e está neste momento em stand-by para eventual emprego no exterior do território nacional. Fomos ver o seu treino operacional e os elevados níveis de prontidão em que se encontra.

http://www.operacional.pt/artilharia-po ... nse-force/ (http://www.operacional.pt/artilharia-portuguesa-na-nato-response-force/)

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2015/04/7-Trov%C3%A3o-151-DSC_5693-copy.jpg)

Excelente artigo,
Arti, Arti, Artilharia.............
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Maio 01, 2015, 07:36:16 pm
Fiquei a saber que os M109A5 sofreram uma actualização ao nível das comunicações

aqui fica a historia disso

http://www.exercito.pt/sites/BrigMec/Publicacoes/Documents/Publica%C3%A7%C3%B5es/Atoleiros/ATOLEIROS%2027/Revista%20Reduzida.pdf
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Lightning em Maio 05, 2015, 11:10:02 pm
EXERCÍCIO “TROVÃO 151”, O VÍDEO

De 13 a 20 de Abril de 2015, no Campo Militar de Santa Margarida, o Grupo de Artilharia de Campanha da Brigada de Reacção Rápida (GAC/BrigRR), levou a cabo o exercício “Trovão 151”. Este pequeno apontamento vídeo é uma síntese de um dia de fogos reais da LightArtBty/NRF2015.

http://www.operacional.pt/exercicio-trovao-151-o-video/ (http://www.operacional.pt/exercicio-trovao-151-o-video/)

Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Toni87 em Maio 06, 2015, 02:12:43 pm
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Novembro 19, 2015, 10:24:36 pm
Citar
he AN/TPQ-36 is a mobile radar system developed by Hughes Aircraft Company and manufactured by Northrop Grumman and ThalesRaytheonSystems. The AN/TPQ-36 is a highly mobile short range radar which can locate mortars, artillery and rockets within the accuracy of that weapons system. The AN/TPQ-36 was originally developed in the 70s and fielded in the early 80s. With high system reliability and maintainability simplified by computer-controlled, built-in test equipment, ThalesRaytheonSystems’ AN/TPQ-36 provides unusually high system availability. On-line fault detection and off-line fault diagnostics alert the operator to system faults, directing repair action to the unit that must be replaced. Ninety percent of all repairs required in the field can be performed by the crew, with a mean-time-to-repair of only 30 minutes. A total of 130 systems were built for the US Army and Marine Corps. The system has proven to be very effective in numerous situations and continues to be used by the Army, Marines, National Guard and many Foreign Military Sales Customers. The TPQ-36 is operated by the US Army (22) and the USMC (22), Portugal (2) , Turkey (4) which also purchased the -36(V)8 version and other  NATO countries.
 
Variants:
- The AN/TPQ-36(V)8 is the most recent upgraded model

(http://www.armyrecognition.com/images/stories/north_america/united_states/military_equipment/an_tpq-36_firefinder/AN_TPQ-36_firefinder_weapon_locating_system_United_States_US_American_army_defence_industry_military_technology_640_001.jpg)

http://www.armyrecognition.com/united_states_military_equipment_uk/an/tpq-36_counter_artillery_radar_firefinder_weapon_locating_system_technical_data_sheet_11511153.html (http://www.armyrecognition.com/united_states_military_equipment_uk/an/tpq-36_counter_artillery_radar_firefinder_weapon_locating_system_technical_data_sheet_11511153.html)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HCardoso em Novembro 21, 2015, 04:28:10 pm
Boa tarde

No link que se segue, podem ver o novo  Fire Detection Center  e o  Tactical Operations Center do Exercito Português que já se deve encontrar no RAAA1 em Queluz.
Este equipamento faz parte do sistema SICCA3 e pertence ao PC GAAA.

link: http://www.teknel.eu/program-sicca3/

Um abraço a todos
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Novembro 21, 2015, 07:18:06 pm
Isto é para ser colocado em que viaturas?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HCardoso em Novembro 22, 2015, 10:14:20 am
Bom dia

De acordo com a seguinte publicação:
http://www.exercito.pt/sites/RAAA1/Documents/Boletins/Boletim%20da%20Artilharia%20Antiaérea%202014.pdf 
Será nas viaturas táticas tipo MAN 10.224 LAEK D 4x4 MA/98, ao serviço no Exército Português (http://www.exercito.pt/sites/RAAA1/Documents/Boletins/Boletim%20da%20Artilharia%20Antiaérea%202014.pdf 
Será nas viaturas táticas tipo MAN 10.224 LAEK D 4x4 MA/98, ao serviço no Exército Português)

Um abraço
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Maio 02, 2016, 12:57:03 am
Citar
Imposição tecnológica
(a) De acordo com a Lei de Programação
militar no final de 2015 foi adquirido pelo
exército a Estação de Observação Digital Coral-
CR. Este equipamento serve para a Observação e
Aquisição de Objetivos sendo constituído por
dois subsistemas o CORAL e o THOR. 22
O Coral é uma camara térmica, com
distanciómetro e com Global Positioning System

(GPS) integrado por outro lado o THOR é um
equipamento que permite referenciar através
de principalmente os astros mas não só e
permite sobretudo fazer correções no tiro
(FALL OF SHOT), aumenta também a precisão
azimutal para 0,5 milésimos de erro
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 23, 2017, 02:37:18 pm
Era bom, não era?! :-\

Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: perdadetempo em Março 23, 2017, 05:39:06 pm
Era bom sim senhor e mesmo seguindo o principio de que o máximo dinheiro a gastar seria os 20 Milhões de Euros mais IVA ainda dava para comprar uma bateria de 6 Caesar + manutenção.

nota:(Tomando por base o contracto da Dinamarca para 15 peças por $43.6M USD= 40.4M € ou 2.69M € por peça)
http://www.janes.com/article/68983/denmark-orders-caesar-howitzers-on-8x8-tatra-trucks (http://www.janes.com/article/68983/denmark-orders-caesar-howitzers-on-8x8-tatra-trucks)

O problema aqui é o exército que tem o sonho de comprar o M777 para equipar o Regimento de Artilharia nº5 para poderem brincar às Striker Brigades. O brinquedo em questão no ultimo contracto disponível para o exercito indiano ficou a 3.46M € por peça para uma aquisição de 145 obuseiros.

http://www.janes.com/article/61781/india-to-buy-145-m777-howitzers-from-the-us (http://www.janes.com/article/61781/india-to-buy-145-m777-howitzers-from-the-us)

Cumprimentos,
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Outubro 14, 2018, 05:38:22 pm
https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/8654/1/Silva_ART_2010.pdf

Vejam página 85.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: nelson38899 em Outubro 18, 2018, 06:37:14 pm
Será que houve ou haverá MLU aos M109A5?

Citar
Paladin Family of Vehicles (FOV) — M109A6 Paladin/M992A2 FAASV/M109A7 SPH/M992A3 CAT and Extended Range Cannon
Artillery (ERCA)

users:
FOREIGN MILITARY SALES
Austria, Bahrain, Brazil, Chile, Denmark, Egypt,
Ethiopia, Germany, Iran, Iraq, Israel, Jordan, Lebanon,
Malaysia, Morocco, Netherlands, Norway, Pakistan,
Portugal, Saudi Arabia, Spain, Switzerland, Taiwan,
Thailand and United Kingdom

https://www.army.mil/e2/c/downloads/533115.pdf (https://www.army.mil/e2/c/downloads/533115.pdf)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Outubro 18, 2018, 08:52:45 pm
Será que houve ou haverá MLU aos M109A5?

Citar
Paladin Family of Vehicles (FOV) — M109A6 Paladin/M992A2 FAASV/M109A7 SPH/M992A3 CAT and Extended Range Cannon
Artillery (ERCA)

users:
FOREIGN MILITARY SALES
Austria, Bahrain, Brazil, Chile, Denmark, Egypt,
Ethiopia, Germany, Iran, Iraq, Israel, Jordan, Lebanon,
Malaysia, Morocco, Netherlands, Norway, Pakistan,
Portugal, Saudi Arabia, Spain, Switzerland, Taiwan,
Thailand and United Kingdom

https://www.army.mil/e2/c/downloads/533115.pdf (https://www.army.mil/e2/c/downloads/533115.pdf)

Além do que referes sobre o upgrade/aquisição do M109/paladin, pág 107, também vamos adquirir os equipamentos mencionados nas pág 129,  205 e 273 !!!

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Novembro 10, 2018, 12:54:43 am
Passados 28 anos...Tudo na mesma..


https://arquivos.rtp.pt/conteudos/apresentacao-de-material-belico-ao-exercito-portugues/
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Março 10, 2019, 08:14:53 pm
Será que uma vez que compramos os ST5 também vamos substituir os tractores dos 119 por este modelo ?


(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/VL126i.jpg) (https://imageshack.com/i/poVL126ij)

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/fkGbNk.jpg) (https://imageshack.com/i/pmfkGbNkj)

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/YRXL5c.jpg) (https://imageshack.com/i/poYRXL5cj)

http://galaxiamilitar.es/el-ejercito-espanol-prueba-el-nuevo-camion-de-artilleria-vamtac-sk95/

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: jpthiran em Março 10, 2019, 08:47:58 pm
tenho uma dúvida à já algum tempo relativamente á artilharia...
se após o disparo há o risco de reacção, não seria preferível ter unidades auto-propulsionadas tipo M109 ?...
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Março 10, 2019, 11:22:51 pm
tenho uma dúvida à já algum tempo relativamente á artilharia...
se após o disparo há o risco de reacção, não seria preferível ter unidades auto-propulsionadas tipo M109 ?...

o tiro de contra bataria aliado á aviação são os dois maiores riscos das BBF's em combate!

Se o material das BBF for autopropulsado, AP, o tempo de entrada/saída de posição/bateria, é muito menor, cerca de 1/2 a 1/3, do que as BBF rebocadas mas o Exército não necessita só de BBF AP's, pois como sabes existem TO's e missões em campanha que não podem ser efectuadas pelo material AP, caso de zonas com orografia mais irregular e o apoio a unidades de infª Ligeira efectuada por  transporte aéreo/heli, daí a necessidade de ter as BBF's rebocadas.

SE tiveres reparado em alguns dos meus comentários sobre o apoio de fogos dos Bat infª muitas vezes comento a necessidade de obter os Pandur e os Vamtac Porta Morteiros e não é por serem bonitos é porque os serventes dos Morteiros estão protegidos e, a rapidez no deslocamento e tomada de novas posições garantem um apoio mais eficaz ás unidades de manobra, do que teres as esquadras dos morteiros a se deslocarem em viatura tractor, desmontarem, desengatarem o mort, colocarem-no em posição receberem os rumos/azimutes, a missão de tiro e iniciarem o tiro, e, depois fazerem exactamente a sequência inversa para saírem da posição/espaldão.   

Abraços 
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Joaoferriva em Março 12, 2019, 03:07:25 pm
Is the army still looking for the M777 or other alternatives in the future?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 12, 2019, 03:41:49 pm
Is the army still looking for the M777 or other alternatives in the future?

Yes, the Portuguese Army wants to acquire new resources for the Field artillery of the Intervention Brigade (something like the Stryker brigades).
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Joaoferriva em Março 12, 2019, 08:13:48 pm
Do you mean this is a direct replacement for the M109 and others also?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Março 12, 2019, 08:19:33 pm
Do you mean this is a direct replacement for the M109 and others also?

No, the replacement only concerns the remaining two batteries of old M114, 15,5 cm medium artillery howitzers.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/Pe4cKK.jpg) (https://imageshack.com/i/poPe4cKKj)

Cheers
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: jpthiran em Março 12, 2019, 09:19:23 pm
tenho uma dúvida à já algum tempo relativamente á artilharia...
se após o disparo há o risco de reacção, não seria preferível ter unidades auto-propulsionadas tipo M109 ?...

o tiro de contra bataria aliado á aviação são os dois maiores riscos das BBF's em combate!

Se o material das BBF for autopropulsado, AP, o tempo de entrada/saída de posição/bateria, é muito menor, cerca de 1/2 a 1/3, do que as BBF rebocadas mas o Exército não necessita só de BBF AP's, pois como sabes existem TO's e missões em campanha que não podem ser efectuadas pelo material AP, caso de zonas com orografia mais irregular e o apoio a unidades de infª Ligeira efectuada por  transporte aéreo/heli, daí a necessidade de ter as BBF's rebocadas.

SE tiveres reparado em alguns dos meus comentários sobre o apoio de fogos dos Bat infª muitas vezes comento a necessidade de obter os Pandur e os Vamtac Porta Morteiros e não é por serem bonitos é porque os serventes dos Morteiros estão protegidos e, a rapidez no deslocamento e tomada de novas posições garantem um apoio mais eficaz ás unidades de manobra, do que teres as esquadras dos morteiros a se deslocarem em viatura tractor, desmontarem, desengatarem o mort, colocarem-no em posição receberem os rumos/azimutes, a missão de tiro e iniciarem o tiro, e, depois fazerem exactamente a sequência inversa para saírem da posição/espaldão.   

Abraços
sim, vi várias vezes falam da vantagem / utilidade de instalar morteiros nas Pandur - mais poder de fogo e apoio à infantaria, mais rapidez no tiro e mais segurança dada pela viatura e pela mudança de posição mais rápida...parece uma coisa óbvia de ter...para além disso deve não me parece que instalar morteiros em Pandurs seja algo dispendioso!...bem pelo contrário!...assim pergunto, porque é que não se fez ainda?...não há dinheiro para isso?...será possível?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 13, 2019, 10:34:48 am
Do you mean this is a direct replacement for the M109 and others also?

Mechanized Brigade - M109 A5;
Intervention Brigade -  M114 (to be replaced by the M777, Caesar or some surprise that we are not seeing);
Rapid Reaction Brigade - L118 Light Gun

(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/98/Portugal_Army_2013.png/1024px-Portugal_Army_2013.png)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: PereiraMarques em Março 13, 2019, 11:00:50 am

Intervention Brigade -  M114 (to be replaced by the M777, Caesar or some surprise that we are not seeing);


Second-hand M198? https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer (https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Março 13, 2019, 11:14:26 am

Intervention Brigade -  M114 (to be replaced by the M777, Caesar or some surprise that we are not seeing);


Second-hand M198? https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer (https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer)

Muito provavelmente será este o substituto, não sei porquê mas algo me diz que será a opção !

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/a1RZcW.jpg) (https://imageshack.com/i/pla1RZcWj)
um M198 em tiro vertical.

O único erro é atribuir este obús, como apoio directo de fogos á BrigInt, quando deveria ser atribuído como 4ª BBF do GAC,  apoio de fogos de conjunto, sendo alocadas á BrigInt 03 BBF ligeiras, as adequadas e indicadas para o apoio de fogos directo, AFD !

https://www.defesaaereanaval.com.br/exercito/exercito-brasileiro-ira-adquirir-canhao-m198-howitzer

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Luso em Março 13, 2019, 11:18:33 am
Se isto fosse um país independente e não uma colónia conduzida por Condes e Condessas de Abranhos, eu daria todas as condições e mais algumas para a deslocalização da Denel, antes que a África do Sul dê o estoiro.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 13, 2019, 11:48:45 am

Intervention Brigade -  M114 (to be replaced by the M777, Caesar or some surprise that we are not seeing);


Second-hand M198? https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer (https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer)

Muito provavelmente será este o substituto, não sei porquê mas algo me diz que será a opção !

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/a1RZcW.jpg) (https://imageshack.com/i/pla1RZcWj)
um M198 em tiro vertical.

O único erro é atribuir este obús, como apoio directo de fogos á BrigInt, quando deveria ser atribuído como 4ª BBF do GAC,  apoio de fogos de conjunto, sendo alocadas á BrigInt 03 BBF ligeiras, as adequadas e indicadas para o apoio de fogos directo, AFD !

https://www.defesaaereanaval.com.br/exercito/exercito-brasileiro-ira-adquirir-canhao-m198-howitzer

Abraços

Com os meios da GAC da BrigRR? A BrigRR ficava com os morteiros pesados de 120mm como no tempo do CTP?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 13, 2019, 11:57:41 am
Se isto fosse um país independente e não uma colónia conduzida por Condes e Condessas de Abranhos, eu daria todas as condições e mais algumas para a deslocalização da Denel, antes que a África do Sul dê o estoiro.

Seria excelente, já que a Denel tem muita coisa interessante. Mas dúvida que um Exército com a envergadura do Português fosse chamativo ou sequer que houvesse vontade da parte sul-africana.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Março 13, 2019, 12:10:26 pm

Intervention Brigade -  M114 (to be replaced by the M777, Caesar or some surprise that we are not seeing);


Second-hand M198? https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer (https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer)

Muito provavelmente será este o substituto, não sei porquê mas algo me diz que será a opção !

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/a1RZcW.jpg) (https://imageshack.com/i/pla1RZcWj)
um M198 em tiro vertical.

O único erro é atribuir este obús, como apoio directo de fogos á BrigInt, quando deveria ser atribuído como 4ª BBF do GAC,  apoio de fogos de conjunto, sendo alocadas á BrigInt 03 BBF ligeiras, as adequadas e indicadas para o apoio de fogos directo, AFD !

https://www.defesaaereanaval.com.br/exercito/exercito-brasileiro-ira-adquirir-canhao-m198-howitzer

Abraços

Com os meios da GAC da BrigRR? A BrigRR ficava com os morteiros pesados de 120mm como no tempo do CTP?

Eu não sugeri isso, o que sei é que a artilharia necessita de, pelo menos, mais duas BBF de 10,5 para apoiar os dois Mini BatInf da BrigInt.
Os 15,5 são materiais muito pesados, que levam demasiado tempo a entrar em bateria, a sua deslocação é muito mais lenta que os 10,5 e quando é necessário adquirir novas posições para acompanhar o deslocamento das unidades de manobra o tempo necessário para se efectuar a saída das posições, movimentar para e tomar as novas posições é tempo que é desperdiçado, pois durante esse tempo, a guerra / o confronto não para, mas os batalhões ficam sem o apoio da artilharia, essa é uma verdade !

De qualquer modo seria preferível ter a BRR com o apoio dos 120 e uma BBF de 10,5 a colocar duas BBF's de 10,5 na BrigInt.
Eu até diria mais, quando as BF são em numero mais reduzido é preferível ter as BBF's a dois pelotões = quatro Bocas de Fogo.
Chegamos a formar GAC's com três Batarias a 04 BF cada !!

Se assim fosse feito a BRR poderia ter oito 10,5 em duas batarias e a BrigInt duas batarias com doze 10,5 isto de ter os 15,5 em apoio directo além de ser inadequado é errado !

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 13, 2019, 12:59:26 pm

Intervention Brigade -  M114 (to be replaced by the M777, Caesar or some surprise that we are not seeing);


Second-hand M198? https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer (https://en.wikipedia.org/wiki/M198_howitzer)

Muito provavelmente será este o substituto, não sei porquê mas algo me diz que será a opção !

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/a1RZcW.jpg) (https://imageshack.com/i/pla1RZcWj)
um M198 em tiro vertical.

O único erro é atribuir este obús, como apoio directo de fogos á BrigInt, quando deveria ser atribuído como 4ª BBF do GAC,  apoio de fogos de conjunto, sendo alocadas á BrigInt 03 BBF ligeiras, as adequadas e indicadas para o apoio de fogos directo, AFD !

https://www.defesaaereanaval.com.br/exercito/exercito-brasileiro-ira-adquirir-canhao-m198-howitzer

Abraços

Com os meios da GAC da BrigRR? A BrigRR ficava com os morteiros pesados de 120mm como no tempo do CTP?

Eu não sugeri isso, o que sei é que a artilharia necessita de, pelo menos, mais duas BBF de 10,5 para apoiar os dois Mini BatInf da BrigInt.
Os 15,5 são materiais muito pesados, que levam demasiado tempo a entrar em bateria, a sua deslocação é muito mais lenta que os 10,5 e quando é necessário adquirir novas posições para acompanhar o deslocamento das unidades de manobra o tempo necessário para se efectuar a saída das posições, movimentar para e tomar as novas posições é tempo que é desperdiçado, pois durante esse tempo, a guerra / o confronto não para, mas os batalhões ficam sem o apoio da artilharia, essa é uma verdade !

De qualquer modo seria preferível ter a BRR com o apoio dos 120 e uma BBF de 10,5 a colocar duas BBF's de 10,5 na BrigInt.
Eu até diria mais, quando as BF são em numero mais reduzido é preferível ter as BBF's a dois pelotões = quatro Bocas de Fogo.
Chegamos a formar GAC's com três Batarias a 04 BF cada !!

Se assim fosse feito a BRR poderia ter oito 10,5 em duas batarias e a BrigInt duas batarias com doze 10,5 isto de ter os 15,5 em apoio directo além de ser inadequado é errado !

Abraços

O 35e Régiment d'Artillerie Parachutiste tem o CAESAR, Morteiros de 120mm, Mistral, etc.

A GAC da BrigRR já emprega tanto os Light Gun como Morteiros de 120mm. Penso que fosse possível dispensar uma Bateria à BrigInt.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: NVF em Março 13, 2019, 01:32:02 pm
Adquirir as 198 em vez de 777 novas seria um erro estrondoso para umas FFAA pequenas como as nossas. Para o Brasil é perfeitamente razoável, já que não têm falta de pessoal e praticamente não empregam forças fora do seu território.

M777A2 vs legacy M198
                                       M777A2                           M198
Weight                          4,200 kg (9,300 lb)          7,154 kg (15,772 lb)
Emplacement time   2 min 10 s                   6 min 35 s
Displacement time   2 min 23 s                  10 min 40 s
No carried C-130      2                                   1
Crew Complement   5                                  9
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: LM em Março 13, 2019, 02:44:54 pm
Pois, mas desconfio que o custo não é o mesmo e como não apagam fogos florestais...
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Stalker79 em Março 13, 2019, 02:55:23 pm
Pois, mas desconfio que o custo não é o mesmo e como não apagam fogos florestais...

Inventa-se umas munições á base de Halon pra mandar tiro em cima dos fogos!!!
 :jok: :jok: :jok:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: NVF em Março 13, 2019, 03:19:38 pm
Se os suecos utilizam bombas guiadas por laser, não vejo qual é o problema de o nosso Exército disparar umas salvas de artilharia 'contra-fogos'.  :mrgreen:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Março 30, 2019, 07:29:41 pm
Se bem que não fazem propriamente parte da Arma de Artilharia, só em Forças de Defesa de reduzidas dimensões como a nossa é que integram aquela Arma, aqui vai um vídeo dos 120 em acção ! ;)


https://www.facebook.com/ExercitoPortuguesPRT/videos/830493037285247/

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: perdadetempo em Abril 09, 2019, 12:57:17 am
Mas afinal  a artilharia em Portugal serve para quê?

Explicando-me melhor o que eu gostava de saber é se alguém tem conhecimento de algum documento com a doutrina para o uso da arma de artilharia no exército português. Estive a ver as 23 páginas deste tema e não consegui ficar esclarecido sobre esse detalhe.

E aproveitando o post anterior se o problema do exército é falta de pessoal arranjem um sistema destes. Com jeito até podiam reciclar uns UMM Alter Turbo :D:



Piadas à parte este sistema parece que já foi vendido algures no Médio Oriente pelo que já está/estará operacional. A titulo de exemplo, e tendo em conta o pouco pessoal necessário, podia substituir perfeitamente os morteiros de 81mm passando o exército a só utilizar os calibres de 60mm(pelotão) e 120mm (pelotão 6 peças 120mm ao nível batalhão/regimento indo passear passear uma secção 2/3 peças a acompanhar a companhia nas missões Lituânia/RCA/Afganistão).

Cumprimentos,
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: LM em Abril 09, 2019, 03:46:53 pm
Salva de tiros e manter a "escola"... e não discordo, é como os Leopard 2 A6 - é de reter a capacidade, por muito diminuta que seja... se for necessário é mais fácil de melhorar.

 
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: asalves em Abril 09, 2019, 06:20:03 pm
Salva de tiros e manter a "escola"... e não discordo, é como os Leopard 2 A6 - é de reter a capacidade, por muito diminuta que seja... se for necessário é mais fácil de melhorar.

Não seria possível com pouco dinheiro (ou já o é) ter unidades (ou grupos, ou como se chama) em que podia participar em "pequenas" missões da NATO/ONU de baixo risco? tipo lituânias e afins?
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Stalker79 em Abril 09, 2019, 09:51:10 pm
Salva de tiros e manter a "escola"... e não discordo, é como os Leopard 2 A6 - é de reter a capacidade, por muito diminuta que seja... se for necessário é mais fácil de melhorar.

Não seria possível com pouco dinheiro (ou já o é) ter unidades (ou grupos, ou como se chama) em que podia participar em "pequenas" missões da NATO/ONU de baixo risco? tipo lituânias e afins?


Possivél é,mas tem de ser eles (NATO/UN) a pedir o destacamento de tal material pois são eles que pagam todas as despesas mais o destacamento das mesmas.
 :)
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: HSMW em Abril 09, 2019, 11:49:58 pm
Salva de tiros e manter a "escola"... e não discordo, é como os Leopard 2 A6 - é de reter a capacidade, por muito diminuta que seja... se for necessário é mais fácil de melhorar.

 

E uma capacidade perdida muito dificilmente voltará será restabelecida.

O morteiro de 120 é o morteiro da artilharia enquanto os restantes calibres são das unidades de infantaria.

Um morteiro, em relação a um obus, é sempre um sistema mais simples tanto como arma como na composição da sua guarnição.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: LM em Abril 10, 2019, 11:37:48 am
Já agora, neste momento - e esquecendo se há ou não pessoal adstrito suficiente - quais as unidades que temos de artilharia no exército (no "papel" e com equipamento)...? E a LPM (http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679595842774f6a63334e7a637664326c756157357059326c6864476c3259584d7657456c4a535339305a58683062334d76634842734d5463794c56684a53556b755a47396a&fich=ppl172-XIII.doc&Inline=true) em discussão prevê algum investimento em artilharia...?     
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: PereiraMarques em Abril 10, 2019, 12:25:59 pm
GAC/BrigMec em Santa Margarida - com duas BBF / 12 155mm M109A5 (?)
GAC/Brigint em Vendas Novas/RA5 - com duas BBF / 12 155mm M114 (?)
GAC/BrigRR em Leiria/RA4 - com 3 BBF e uma CMP / 18 105mm Light Gun e 12 120mm Tampella (?)

BAAA/BrigMec em Santa Margarida - um PMLigeiro - Chaparral, um PMPortátil - Stinger (ou apenas Chaparral?)
RAAA1 em Queluz:
BAAA/BrigInt: um PMLigeiro - Chaparral, um PMPortátil - Stinger (ou apenas Chaparral?)
BAAA (ou apenas PDA?)/BrigRR - Stinger
BAAA/Forças de Apoio Geral: Bitubos (?), resto dos Chaparral (?)

PDA/RG2 e RG3: 5/6/7 bitubos em cada um

Teoricamente ainda há 2 M109A2 e 3 Light Gun só para treino...


Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Abril 10, 2019, 06:53:56 pm
Salva de tiros e manter a "escola"... e não discordo, é como os Leopard 2 A6 - é de reter a capacidade, por muito diminuta que seja... se for necessário é mais fácil de melhorar.

 

E uma capacidade perdida muito dificilmente voltará será restabelecida.

O morteiro de 120 é o morteiro da artilharia enquanto os restantes calibres são das unidades de infantaria.

Um morteiro, em relação a um obus, é sempre um sistema mais simples tanto como arma como na composição da sua guarnição.

HSMW, os Morteiros sejam lig/Med/Pes são todos pertença das unidades de Infantaria.

A alocação dos Mort 120 á Arma de artilharia revela bem quanto estamos limitados não só em numero de BF, mas, e também em efectivos!

Organicamente a Artilharia não opera os Morteiros, mesmo os pesados, tanto os de 107 como os de 120. Estas armas colectivas são operadas pela Infantaria, e agrupadas em pelotões de 04/06 tubos e alocados aos batalhões de infantaria, como apoio de manobra do batalhão em suplemento dos pelotões de 81, alocados ás CAt's.

Continuamos a registar um enorme deficit em obuses/peças de 10,5 para fornecer o Apoio directo fogos, aos batalhões.
A Arma de Artilharia possui mais BF de 15,5 que de 10,5, quando o que deveria acontecer era termos para cada três BBF de 10,5 uma BBF 15,5.

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Abril 10, 2019, 07:11:18 pm
Mas afinal  a artilharia em Portugal serve para quê?

Explicando-me melhor o que eu gostava de saber é se alguém tem conhecimento de algum documento com a doutrina para o uso da arma de artilharia no exército português. Estive a ver as 23 páginas deste tema e não consegui ficar esclarecido sobre esse detalhe.

E aproveitando o post anterior se o problema do exército é falta de pessoal arranjem um sistema destes. Com jeito até podiam reciclar uns UMM Alter Turbo :D:



Piadas à parte este sistema parece que já foi vendido algures no Médio Oriente pelo que já está/estará operacional. A titulo de exemplo, e tendo em conta o pouco pessoal necessário, podia substituir perfeitamente os morteiros de 81mm passando o exército a só utilizar os calibres de 60mm(pelotão) e 120mm (pelotão 6 peças 120mm ao nível batalhão/regimento indo passear passear uma secção 2/3 peças a acompanhar a companhia nas missões Lituânia/RCA/Afganistão).

Cumprimentos,

A artilharia em qq país serve como apoio de fogos ás Unidades de manobra da Infantaria e da cavalaria !
Os Morteiros nunca conseguirão substituir eficazmente as peças/obuses da Artilharia tanto no alcance como no poder destruidor destes.
Se existe um morteiro que nunca deverá ser substituído pelo de 120, ou pelo de 60 é o mort 81.
O seu calibre e alcance intermédio entre o de 60 e o de 120 torna-o extremamente útil e eficaz.

O Exército tem de continuar a possuir três tipos de morteiros alocados ao apoio dos pelAt, com o mort lig/morteirete 60, ao apoio das CAt, com os mort méd 81 e ao apoio de manobra dos Batalhões com os mort Pes 107 ou de 120 !

O que nós deveriamos fazer nas nossas FDT, era apenas termos um calibre de morteiro pesado ou de 10,7 que equipa os M106, ou os mort de 120 que estão nos Pandur, quando os tivermos, e que possuímos na versão rebocada !

Tanto nas unidades c/ VBI(L) as viaturas com os mort 81, os M125, deveriam possuir a capacidade de transportar o morteiro pesado, 107/120 como nas Unidades de VBI(R) os Pandur PM 120, deveriam possuir a capacidade de transportar o mort médio 81 na mesma viatura,  podendo assim ser escolhido de acordo com a missão de tiro, o melhor armamento, ou seja, tanto o mort médio como o mort pesado !

Já as versões Porta morteiro dos Vamtac apenas estão equipadas, com os mort 81.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/SayjgI.jpg) (https://imageshack.com/i/pmSayjgIj)

Penso que os Vamtac não foram desenhados/construídos para suportar o choque dos disparos dos mort 107/120 !

http://wwa.you2repeat.com/watch/?v=MSX_yfq-ya4

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: dc em Abril 11, 2019, 12:12:18 am
Concordo com muito do que tem sido dito por aqui. No entanto ainda vejo como prioridade outro sector muito importante da artilharia. A Artilharia Anti-aérea. Podíamos até ter as peças mais sofisticadas do mundo, com munições guiadas por telepatia, mas num conflito real, é essencial garantir capacidade de protecção contra alvos aéreos. E o nosso problema aqui é talvez 10 vezes mais grave do que na Artilharia de apoio de fogos. Porque enquanto que temos obuses decentes e relativamente modernos (em comparação ao que vou referir a seguir), a AA está num estado muito mau, tanto em quantidade como qualidade! Ainda me lembro de há uns anos ter havido a Cimeira em Lisboa... e nós a proteger com Chaparral e Stingers... Eu já nem digo Patriots, mas umas baterias de Nasams ou algo semelhante, e para alcances mais curtos, sistemas de misseis que substituam directamente os Chaparral. Não me tenho mantido actualizado sobre novas soluções de armas anti-aéreas (nem em como ficou a situação por cá), mas parece-me uma vertente essencial.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: typhonman em Abril 11, 2019, 12:18:21 am
Concordo com muito do que tem sido dito por aqui. No entanto ainda vejo como prioridade outro sector muito importante da artilharia. A Artilharia Anti-aérea. Podíamos até ter as peças mais sofisticadas do mundo, com munições guiadas por telepatia, mas num conflito real, é essencial garantir capacidade de protecção contra alvos aéreos. E o nosso problema aqui é talvez 10 vezes mais grave do que na Artilharia de apoio de fogos. Porque enquanto que temos obuses decentes e relativamente modernos (em comparação ao que vou referir a seguir), a AA está num estado muito mau, tanto em quantidade como qualidade! Ainda me lembro de há uns anos ter havido a Cimeira em Lisboa... e nós a proteger com Chaparral e Stingers... Eu já nem digo Patriots, mas umas baterias de Nasams ou algo semelhante, e para alcances mais curtos, sistemas de misseis que substituam directamente os Chaparral. Não me tenho mantido actualizado sobre novas soluções de armas anti-aéreas (nem em como ficou a situação por cá), mas parece-me uma vertente essencial.

Pessoal do EP foi recentemente a Espanha ver os NASAMS em ação...

Cumprimentos,
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: LM em Abril 11, 2019, 10:42:28 am
Sem querer "atropelar" o tópico Novos Sistemas de Defesa Aérea (http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=12676.0):

http://www.janes.com/article/79062/portugal-details-shorad-acquisition-plan

Portugal details SHORAD acquisition plan

The Portuguese Army expects to receive its first vehicle-mounted short-range air defence (SHORAD) systems in 2019, it has told Jane’s . The request for proposals (RFP) is expected to be launched through the NATO Support and Procurement Agency (NSPA) in 2018, as is the contract signing. The NSPA is conducting the procurement under an agreement with Portugal.

In 2017, EUR32 million (USD39.3 million) were allocated for the acquisition of eight light or medium tactical armoured vehicles equipped with a lightweight missile launch system, eight weapon terminals and two 3D air surveillance radars with a range of at least 20 km.

Mas por €32.000k devem ser uns MISTRAL (mix MANPADS + ALBI, espero que para os VAMTAC ST5)... eu vou sonhando com um sistema EMADS (CAMM), que sonhar não custa.
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Barlovento em Abril 11, 2019, 12:42:41 pm
Mas afinal  a artilharia em Portugal serve para quê?

Explicando-me melhor o que eu gostava de saber é se alguém tem conhecimento de algum documento com a doutrina para o uso da arma de artilharia no exército português. Estive a ver as 23 páginas deste tema e não consegui ficar esclarecido sobre esse detalhe.

E aproveitando o post anterior se o problema do exército é falta de pessoal arranjem um sistema destes. Com jeito até podiam reciclar uns UMM Alter Turbo :D:



Piadas à parte este sistema parece que já foi vendido algures no Médio Oriente pelo que já está/estará operacional. A titulo de exemplo, e tendo em conta o pouco pessoal necessário, podia substituir perfeitamente os morteiros de 81mm passando o exército a só utilizar os calibres de 60mm(pelotão) e 120mm (pelotão 6 peças 120mm ao nível batalhão/regimento indo passear passear uma secção 2/3 peças a acompanhar a companhia nas missões Lituânia/RCA/Afganistão).

Cumprimentos,

A artilharia em qq país serve como apoio de fogos ás Unidades de manobra da Infantaria e da cavalaria !
Os Morteiros nunca conseguirão substituir eficazmente as peças/obuses da Artilharia tanto no alcance como no poder destruidor destes.
Se existe um morteiro que nunca deverá ser substituído pelo de 120, ou pelo de 60 é o mort 81.
O seu calibre e alcance intermédio entre o de 60 e o de 120 torna-o extremamente útil e eficaz.

O Exército tem de continuar a possuir três tipos de morteiros alocados ao apoio dos pelAt, com o mort lig/morteirete 60, ao apoio das CAt, com os mort méd 81 e ao apoio de manobra dos Batalhões com os mort Pes 107 ou de 120 !

O que nós deveriamos fazer nas nossas FDT, era apenas termos um calibre de morteiro pesado ou de 10,7 que equipa os M106, ou os mort de 120 que estão nos Pandur, quando os tivermos, e que possuímos na versão rebocada !

Tanto nas unidades c/ VBI(L) as viaturas com os mort 81, os M125, deveriam possuir a capacidade de transportar o morteiro pesado, 107/120 como nas Unidades de VBI(R) os Pandur PM 120, deveriam possuir a capacidade de transportar o mort médio 81 na mesma viatura,  podendo assim ser escolhido de acordo com a missão de tiro, o melhor armamento, ou seja, tanto o mort médio como o mort pesado !

Já as versões Porta morteiro dos Vamtac apenas estão equipadas, com os mort 81.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/SayjgI.jpg) (https://imageshack.com/i/pmSayjgIj)

Penso que os Vamtac não foram desenhados/construídos para suportar o choque dos disparos dos mort 107/120 !

http://wwa.you2repeat.com/watch/?v=MSX_yVAMTAC


Abraços

Mortero de 120 mm sobre VAMTAC

https://www.google.com/search?q=mortero+embarcado+alakran&oq=mortero+embarcado+alakran+&aqs=chrome..69i57.12851j0j7&client=tablet-unknown&sourceid=chrome-mobile&ie=UTF-8#imgrc=KcLudXLwudINlM:
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Abril 11, 2019, 01:22:01 pm
Mas afinal  a artilharia em Portugal serve para quê?

Explicando-me melhor o que eu gostava de saber é se alguém tem conhecimento de algum documento com a doutrina para o uso da arma de artilharia no exército português. Estive a ver as 23 páginas deste tema e não consegui ficar esclarecido sobre esse detalhe.

E aproveitando o post anterior se o problema do exército é falta de pessoal arranjem um sistema destes. Com jeito até podiam reciclar uns UMM Alter Turbo :D:



Piadas à parte este sistema parece que já foi vendido algures no Médio Oriente pelo que já está/estará operacional. A titulo de exemplo, e tendo em conta o pouco pessoal necessário, podia substituir perfeitamente os morteiros de 81mm passando o exército a só utilizar os calibres de 60mm(pelotão) e 120mm (pelotão 6 peças 120mm ao nível batalhão/regimento indo passear passear uma secção 2/3 peças a acompanhar a companhia nas missões Lituânia/RCA/Afganistão).

Cumprimentos,

A artilharia em qq país serve como apoio de fogos ás Unidades de manobra da Infantaria e da cavalaria !
Os Morteiros nunca conseguirão substituir eficazmente as peças/obuses da Artilharia tanto no alcance como no poder destruidor destes.
Se existe um morteiro que nunca deverá ser substituído pelo de 120, ou pelo de 60 é o mort 81.
O seu calibre e alcance intermédio entre o de 60 e o de 120 torna-o extremamente útil e eficaz.

O Exército tem de continuar a possuir três tipos de morteiros alocados ao apoio dos pelAt, com o mort lig/morteirete 60, ao apoio das CAt, com os mort méd 81 e ao apoio de manobra dos Batalhões com os mort Pes 107 ou de 120 !

O que nós deveriamos fazer nas nossas FDT, era apenas termos um calibre de morteiro pesado ou de 10,7 que equipa os M106, ou os mort de 120 que estão nos Pandur, quando os tivermos, e que possuímos na versão rebocada !

Tanto nas unidades c/ VBI(L) as viaturas com os mort 81, os M125, deveriam possuir a capacidade de transportar o morteiro pesado, 107/120 como nas Unidades de VBI(R) os Pandur PM 120, deveriam possuir a capacidade de transportar o mort médio 81 na mesma viatura,  podendo assim ser escolhido de acordo com a missão de tiro, o melhor armamento, ou seja, tanto o mort médio como o mort pesado !

Já as versões Porta morteiro dos Vamtac apenas estão equipadas, com os mort 81.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/SayjgI.jpg) (https://imageshack.com/i/pmSayjgIj)

Penso que os Vamtac não foram desenhados/construídos para suportar o choque dos disparos dos mort 107/120 !

http://wwa.you2repeat.com/watch/?v=MSX_yVAMTAC


Abraços

Mortero de 120 mm sobre VAMTAC

https://www.google.com/search?q=mortero+embarcado+alakran&oq=mortero+embarcado+alakran+&aqs=chrome..69i57.12851j0j7&client=tablet-unknown&sourceid=chrome-mobile&ie=UTF-8#imgrc=KcLudXLwudINlM:

Barlovento o mort 120 do Vamtac, não dispara na viatura, o sistema é idêntico ao do landrover acima, é necessário posicionar o tubo no solo e só depois de fixo é que se pode iniciar a missão de tiro, enquanto que os 81 dos vamtac disparam no reparo que esta colocado na caixa viatura !!
é um sistema que poderíamos adoptar e, que nos 107/120 não é tão perigoso, para os serventes como no caso do de 60 operado na RCA…... :mrgreen: acho que me entendes, camarada !!

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Abril 11, 2019, 01:23:57 pm
Concordo com muito do que tem sido dito por aqui. No entanto ainda vejo como prioridade outro sector muito importante da artilharia. A Artilharia Anti-aérea. Podíamos até ter as peças mais sofisticadas do mundo, com munições guiadas por telepatia, mas num conflito real, é essencial garantir capacidade de protecção contra alvos aéreos. E o nosso problema aqui é talvez 10 vezes mais grave do que na Artilharia de apoio de fogos. Porque enquanto que temos obuses decentes e relativamente modernos (em comparação ao que vou referir a seguir), a AA está num estado muito mau, tanto em quantidade como qualidade! Ainda me lembro de há uns anos ter havido a Cimeira em Lisboa... e nós a proteger com Chaparral e Stingers... Eu já nem digo Patriots, mas umas baterias de Nasams ou algo semelhante, e para alcances mais curtos, sistemas de misseis que substituam directamente os Chaparral. Não me tenho mantido actualizado sobre novas soluções de armas anti-aéreas (nem em como ficou a situação por cá), mas parece-me uma vertente essencial.

Portugal não possui AAA digna desse nome !!!!
Se a artilharia de campanha já é o que é, quanto mais a AAA !

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: LM em Abril 11, 2019, 02:38:12 pm
Lí algures, há muitos (muitos, uma vintena) anos atrás, em uma revista militar, que os 81mm estavam a perder "espaço", pois os 120mm estavam mais "ligeiros" e a tendência era ter ou 60mm ou 120mm... estará a minha memória a falhar...?   
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 11, 2019, 04:33:05 pm
Lí algures, há muitos (muitos, uma vintena) anos atrás, em uma revista militar, que os 81mm estavam a perder "espaço", pois os 120mm estavam mais "ligeiros" e a tendência era ter ou 60mm ou 120mm... estará a minha memória a falhar...?

Citar
“O Morteiro de 81 mm L16A2 foi especialmente concebido de materiais leves para ser utilizado por tropas de infantaria ligeira apeada ou por tropas pára-quedistas que necessitam de muita mobilidade” (EPI, 2008, p. A-24).
Tem um alcance máximo de 5650m, equipando assim o Pelotão de Morteiros Pesados, sendo que é o alcance que lhe permite ser considerado como Morteiro Pesado . O alcance mínimo é de 475m, o seu peso total são 39,35Kg.

http://www.ivo.unn.ru/portugal/BBC/artilharia/Morteiro%2081MM%20L16A2.pdf
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: tenente em Abril 11, 2019, 07:18:38 pm
Lí algures, há muitos (muitos, uma vintena) anos atrás, em uma revista militar, que os 81mm estavam a perder "espaço", pois os 120mm estavam mais "ligeiros" e a tendência era ter ou 60mm ou 120mm... estará a minha memória a falhar...?

Os novos morteiros de 81 tem alcances muito semelhantes aos dos 107/120.
Os tampella  81 KRH 96 - Morteiro  81mm/96 são muito superiores aos tampella 81mm de 1971, tanto em alcance como no seu peso muito inferior ao mod71.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/923/35MYVB.jpg) (https://imageshack.com/i/pn35MYVBj)

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/EwjuYr.jpg) (https://imageshack.com/i/poEwjuYrj)


Se fosse necessário abater um dos calibres que temos eu votava nos 60mm.

http://www.iqpc.com/media/1000800/48184.pdf

É favor tomar nota ver que possuímos morteiros de 120 AP que eu desconhecia termos, se calhar são os dos Pandur ?????
..... Portugal The Soltam 120mm Computerised Autonomous Recoil rapid Deployed Outrange Mortar (CARDOM) is in service with the the Portugese Army (General Dynamics Land Systems 8x8 Stryker) and other export customers. :mrgreen:

Abraços
Título: Re: Artilharia do Exército
Enviado por: dc em Abril 12, 2019, 12:56:16 pm
Pessoal do EP foi recentemente a Espanha ver os NASAMS em ação...

Cumprimentos,

Foram especificamente ver o NASAMS?