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Indústrias de Defesa / Re: Programa Espacial Brasileiro
« Última mensagem por Vitor Santos em Hoje às 12:22:34 pm »
Programa espacial do Brasil foi alvo da CIA


Papéis mostram que satélites americanos espionaram complexo militar brasileiro

A CIA (Agência Central de Inteligência) usou satélites para espionar o programa espacial brasileiro e o complexo industrial militar do País entre 1978 e 1988. Documentos desclassificados pelo governo americano em dezembro de 2016 mostram análises de fotos aéreas das instalações de fábricas, da base de lançamentos de foguetes em Natal (RN), e do campo de provas de armamentos da Serra do Cachimbo, onde a Força Aérea Brasileira (FAB) construía um poço que poderia ser usado em testes de artefatos nucleares.

Além de satélites, os papéis mostram que os adidos de defesa e a embaixada americana dispunham de uma rede de informantes que permitiu aos Estados Unidos saber detalhes das negociações secretas entre Brasil e Arábia Saudita e as vendas de blindados e foguetes para o regime de Saddam Hussein, no Iraque, e para a Líbia, governada então por Muamar Kadafi. Os americanos temiam que, por meio dessas vendas, a tecnologia ocidental fosse parar nas mãos da União Soviética. Tinham ainda restrições às entregas a nações hostis aos Estados Unidos. Mas também enxergavam uma vantagem: o equipamento brasileiro podia roubar dos russos mercados inacessíveis a Washington.

Produzido pelo Centro Nacional de Interpretação Fotográfica, o relatório com o título Alcance de Mísseis: Instalações Mísseis Estratégicos SSM (Míssil Terra-Terra) lista dez locais de interesse da espionagem americana. O primeiro a ser fotografado foi a Base Aérea de São José dos Campos.

Na mesma cidade, os satélites registraram o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e a fábrica da Avibrás, que participava dos projetos de foguetes militares. Na vizinha Santa Branca, outra área da Avibrás foi vigiada, assim como em Piquete, uma fábrica de explosivos – os americanos pensavam que ali seria feito o combustível sólido do foguete meteorológico Sonda IV e do VLS (Veículo Lançador de Satélites).

O relatório de novembro de 1982 usa fotos da Base Aérea de Natal e de sua área de lançamento de foguetes e, por fim, do campo de teste de arma do Cachimbo. Os americanos previam que, em 1988, o País teria condições de lançar o VLS – ele só seria lançado em 1997 e seria abandonado após explodir em 2003 na Base Aérea de Alcântara, no Maranhão, deixando 21 mortos.

Em 1.º de outubro de 1982, os americanos fotografaram um protótipo do Sonda IV. Ele podia atingir mil quilômetros de altitude e levar uma carga de 300 quilos. Pelas coordenadas geográficas da foto é possível saber que ela foi feita sobre São José dos Campos. Em 27 de março de 1984, novo documento informava que se detectara a construção da torre de lançamento do Sonda IV, em Natal. Para os americanos “o Sonda IV podia ser adaptado para o transporte de arma”, o que nunca aconteceu
.

Engesa

Os satélites americanos também espionaram a Engesa, maior indústria de armamentos brasileira. Fabricante dos blindados Cascavel e Urutu, ela pretendia produzir o tanque pesado Osório. Em 25 de agosto de 1978, o satélite identificou pela primeira vez na fábrica em São José dos Campos oito Urutus e um Cascavel. O Brasil passou a vender esses blindados a países como Líbia, Iraque e Colômbia.

Em 1980 e em 1984 a CIA produziria relatórios sobre as vendas, acusando o País de não se importar com o destino final das armas. Segundo eles, blindados Cascavel foram repassados pela Líbia aos rebeldes da Frente Polisário, que lutavam pela independência do Saara Ocidental (território ocupado hoje pelo Marrocos), e a rebeldes do Chade.

No papel de 1984, os americanos analisavam as vulnerabilidades da indústria bélica brasileira. A principal delas, segundo a CIA, era depender de vendas externas. Qualquer corte de compras podia ser letal para ao setor.

O documento secreto via risco de vazamentos de tecnologia para países hostis do Terceiro Mundo e para Moscou. O Brasil já teria despertado a atenção dos russos, mas não estaria preparado para proteger seus segredos. Também informava que os governo brasileiro vetara a vendas para Cuba e Coreia do Norte.

As vendas da indústria bélica a países árabes eram apontadas pelos americanos como a causa de o Brasil votar contra os Estados Unidos e Israel nas Nações Unidas. Por fim, o documento revelava um segredo: o Brasil teria feito um acordo secreto em janeiro de 1984 de US$ 2 bilhões para desenvolver e produzir o tanque Osório para a Arábia Saudita.

Só três meses depois os dois governos tornariam público um protocolo de cooperação militar, assinado em Brasília pelo ministro da defesa saudita, o príncipe Sultan Ibn Abdulaziz. Em 1989, os governos anunciariam a produção do Al Fahad, a versão saudita do Osório, que acabou não se concretizando – os sauditas compraram o tanque americano Abrams. Os Estados Unidos estavam certos: a quebra do acordo com os árabes foi letal à Engesa, que faliu em 1993.

Brigadeiro

A rede de informantes americana atuou ainda na espionagem das atividades da empresa Órbita, uma parceira montada nos anos 1980 com a participação da Engesa e da Embraer. Além dos informantes, a CIA recebia informações da embaixada americana, que mantinha contatos com empresários brasileiros.

Vito Antonio de Grassi, então presidente da Órbita é apontado no relatório de 20 de maio de 1988 como a fonte da informação de que a empresa ia produzir mísseis terra-ar, ar-ar e antitanque para as Forças Armadas brasileiras. O vice-presidente da Órbita era o brigadeiro Hugo Piva, que depois chefiaria uma missão técnica brasileira que desenvolvia armas para Saddam Hussein.

O mesmo relatório informava que a Avibrás estaria desenvolvendo um míssil tático terra-terra. A embaixada dos Estados Unidos não quis se manifestar sobre o caso, assim como a Força Aérea Brasileira, a Embraer, a Avibrás e Vito Antonio de Grassi.

FONTE: Estadão / http://www.forte.jor.br/2018/05/21/programa-espacial-do-brasil-foi-alvo-da-cia/
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Conflitos do Passado e História Militar / Re: Efemérides
« Última mensagem por Lusitano89 em Hoje às 12:00:31 pm »
Neste mesmo dia, em 1998, abria a Exposição Mundial de 1998 (Expo 98) em Lisboa. O tema foi "Os oceanos: um património para o futuro", realizou-se em Lisboa, entre 22 de maio e 30 de setembro de 1998. Teve o propósito de comemorar os 500 anos dos Descobrimentos Portugueses. Recebeu cerca de 11 milhões de visitantes e mudou para sempre a zona oriental da capital portuguesa.


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Marinha no ForumDefesa.com / Re: Novo Reabastecador da Marinha Portuguesa
« Última mensagem por mafets em Hoje às 11:44:47 am »
Segundo o link que postei atrás, já deve ter começado a viagem para a India com o intuito de ser desmantelado (estava previsto para Março de 2018).

http://www.navy.mil.nz/mtf/endeavour/default.htm

Citar
ENDEAVOUR will be scrapped in India, this is first time both New Zealand and India have processed a vessel under Basel. The voyage will take about 27 days leaving Devonport Naval Base on 20 March 2018.

Cumprimentos
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Marinha no ForumDefesa.com / Re: Novo Reabastecador da Marinha Portuguesa
« Última mensagem por tenente em Hoje às 11:18:58 am »
Em Jun 2017, está quase a fazer um ano, eu coloquei aqui alguma info referente ao AOR NZ,  mas, pelos vistos e apesar de ser mais moderno, ter casco duplo e poder embarcar um heli lig, não servia para nós, pois, com o navio que temos, com mais dezasseis anos de serviço e casco simples, estamos melhor.
Uma Nação como a nossa que não tem dinheiro e não quer investir nas FFAA, não pode perder as poucas e boas oportunidades que por esse mundo aparecem para aquisição/substituição dos nossos meios Navais.  Apesar de serem usados, são mais recentes e possuem mais valências que os que actualmente nós possuimos.
O HMNZS Endeavour apenas tinha mais três anos que as Fragatas VdG !!!!!

http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=12345.15

New Zealand Navy’s sole tanker concludes her last deployment

https://navaltoday.com/2017/06/13/new-zealand-navys-sole-tanker-concludes-her-last-deployment/


HMNZS Endeavour entering Devonport Naval Base. Photo: Royal New Zealand Navy

Royal New Zealand Navy’s fleet oiler returned to her homeport of Devonport Naval Base on June 13 completing her last operational deployment.

The 30-year-old Endeavour wrapped up a four-month South-east Asia deployment and is set to be decommissioned later this year.

HMNZS Endeavour started her service in April 1988 after being built in South Korea. Endeavour is the third ship of this name to serve in the Royal New Zealand Navy and is named after James Cook’s HM Barque Endeavour on his first voyage to New Zealand.

Crewed by 50 officers and sailors, Endeavour spent her years in service refueling ships at sea, enabling other navy vessels to operate over long distances for extended periods of time.

She will be replaced by what will be the Royal New Zealand Navy’s largest ship ever.

HMNZS Aotearoa, as the vessel will be named, will have twice the displacement of HMNZS Endeavour and will carry 30 per cent more fuel.

Construction of the new 24,000-tonne vessel will start next year and is expected to be delivered in January 2020.

PS será que o Endeavour, vai ser vendido às Filipinas ou se custar menos de 20 Milhões será que ..................................
Tendo uma guarnição de apenas 50 elementos estou cá c/ um pressentimento que o sistema " D ", vai ser aplicado em força.
A Jane's de Junho que o camarada CJ fez o grande favor de aqui nos presentear, tem algumas linhas sobre a possibilidade da aquisição 2nd hand, e,com  small crew, heli deck, para datas muito interessantes, porque será ??



Abraços

Abraços
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Armadas/Sistemas de Armas / Re: Armada Chinesa
« Última mensagem por mafets em Hoje às 11:02:46 am »
Type 002 aircraft carrier returned to Dalian port today, after 5 days of sea trial.



Impressão minha, ou em relação ao Liaoning o piso do convêm de voo do novo Porta-Aviões foi feito com ladrilhos deflectores?







Saudações
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Marinha no ForumDefesa.com / Re: Novo Reabastecador da Marinha Portuguesa
« Última mensagem por mafets em Hoje às 10:57:58 am »
Não acredito que a Marinha aceite um navio para reabastecedor que não tenha casco duplo, hoje em dia é daquelas coisas básicas.

Por falar em casco duplo  ;D :jok: :nice: max1x1



Citar
ENDEAVOUR - A11
Decommissioned: ENDEAVOUR was the Navy's purpose built fleet replenishment tanker designed to refuel ships at sea enabling our frigates and other vessels to operate over long distances for extended periods of time. She operated independently throughout the Pacific and South East Asia as a key capability of the Navy and the New Zealand government. ENDEAVOUR was built in South Korea to a commercial design. Her replacement AOTEAROA is being built by the same shipping company.

ENDEAVOUR was delivered to the Ministry of Defence and commissioned into the Royal New Zealand Navy on 8 April 1988 and decommissioned on 15 December 2017. She was the third ship of this name to serve in the Royal New Zealand Navy and is named after James Cook's HM Barque Endeavour on his first voyage to New Zealand.

Endeavour was due to be decommissioned in 2013, but was retained after an 18-month refit to make the ship meet standards for double-hulled tankers. In March 2015, a request for tender for a replacement vessel was released by the New Zealand Ministry of Defence.

http://www.navy.mil.nz/mtf/endeavour/default.htm

https://en.wikipedia.org/wiki/HMNZS_Endeavour_(A11)

Saudações  8) :P
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Conflitos do Passado e História Militar / Re: Efemérides
« Última mensagem por mafets em Hoje às 10:48:47 am »

Citar
O 2ºtenente Carvalho Araújo, comandando a 1ª secção de metralhadoras, integrou o Batalhão Expedicionário de Marinha, que participou na Campanha do Sul de Angola, entre dezembro de 1914 e agosto de 1915.
Desde ontem, no Museu de Marinha, está patente a exposição temporária "Carvalho Araújo - Morrer pela Pátria".

https://www.facebook.com/revistademarinha/

Cumprimentos
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Força Aérea Portuguesa no ForumDefesa.com / Re: Actividade Operacional/Exercícios
« Última mensagem por mafets em Hoje às 10:42:48 am »
Um jacto de Instrução tem a sua lógica poder levar mísseis de instrução, faz parte da "matéria" a ensinar. Mas para fazer QRA 24/7 também dá jeito ter radar e capacidade NVG porque nem sempre os intrusos aparecem de dia.
Exacto Lightning. Mesmo por isso é que radar e ILS são ferramentas usadas ou equacionadas nestes aparelhos (alem do datalink, como no exemplo dado do Super Tucano).  ;)









http://sistemasdearmas.com.br/ca/p29.html

Cumprimentos










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Um jacto de Instrução tem a sua lógica poder levar mísseis de instrução, faz parte da "matéria" a ensinar. Mas para fazer QRA 24/7 também dá jeito ter radar e capacidade NVG porque nem sempre os intrusos aparecem de dia.
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Portugal / Re: Fogos Florestais
« Última mensagem por Viajante em Hoje às 12:24:22 am »
O mapa dos distritos que podem arder este ano

Equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia e da Universidade de Lisboa criou um mapa de risco para as zonas onde se podem gerar grandes incêndios. Veja quais são as zonas de risco.

Quais são as zonas do país onde há maior risco de incêndios no verão que se aproxima? Foi para responder a esta questão que a Estrutura de Missão para os Fogos Rurais pediu à equipa do Centro de Estudos Florestais (CEF), do Instituto Superior de Agronomia (ISA), que fosse feito um mapa de risco, numa tentativa de pegar no conhecimento científico existente nesta área e aplicá-lo na atuação das equipas de prevenção e combate a incêndios.

O mapa produzido indica a probabilidade de arderem mais de 250 hectares, por cada área de 400 hectares onde se verifiquem condições favoráveis aos incêndios. No topo dos pontos vermelhos do mapa aparecem concelhos como Monchique e Aljezur, no distrito de Faro, Oleiros, Vila de Rei, Covilhã e Proença-a-nova, no distrito de Castelo Branco, Caminha e Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, ou Vila Nova de Paiva e Moimenta da Beira, no distrito de Viseu.

“Estamos atentos ao que é produzido e integramos”, disse ao Observador Tiago Oliveira, presidente da Estrutura de Missão para a Instalação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais. Para o engenheiro florestal este é apenas mais um documento técnico. Integrar o conhecimento científico nas tomadas de decisão “é o que se deve fazer”.

O mapa agora produzido em conjunto pelo CEF, Centro de Estatística e Aplicações da Universidade de Lisboa (CEAUL) e Instituto Dom Luiz (IDL), também da Universidade de Lisboa, já “está a entrar na análise dos cenários deste ano”, confirmou Tiago Oliveira. Não é que as equipas de prevenção e intervenção não tivessem já ideia de onde deviam focar os esforços, mas este trabalho “dá mais evidência aquilo que já se intui”, disse o presidente da estrutura de missão.



José Miguel Cardoso Pereira, investigador no CEF e coordenador do trabalho, considera que este mapa pode alertar para os locais onde se deve reforçar a vigilância e patrulhamento terrestre ou onde se deve pré-posicionar os meios pesados. Para o professor do ISA, este mapa também contém informação útil para fornecer às pessoas, mas lembra que a nível local, e “nesta altura, já é tarde para fazer grande coisa na redução de combustíveis”.

Os combustíveis, ou seja, a vegetação que pode arder, são um dos focos da previsão do risco. Outro é a meteorologia. E, naturalmente, a forma como estas duas variáveis se combinam. O índice de severidade meteorológica é uma das variáveis mais importantes consideradas no modelo estatístico, explicou ao Observador Maria Antónia Turkman, investigadora no CEAUL. Mas há outras variáveis incluídas no modelo como: se ardeu ou não (ou que percentagem da área ardeu) no ano anterior; quantos anos passaram desde o último incêndio; que tipo de vegetação (matos ou florestas) predomina na região; entre outros.

continua.....
https://observador.pt/especiais/o-mapa-dos-distritos-que-podem-arder-este-ano/
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