No fim vai ser um programa em cada quintal
A competição é coisa má?
Não, mas idealmente deveríamos ter 1 programa totalmente europeu e outro com participação maioritariamente europeia.
Mais do que isso é complicado...
Sendo que será necessário de futuro esclarecer definitivamente o que é europeu ou da UE.
Porque o GCAP não é (para já) maioritariamente UE.
E isso torna imprescindível a existência do FCAS e outro.
Mesmo em relação a financiamentos conjuntos, padronização de meios... é necessário distinguir as coisas, e deveremos fazê-lo já.
O Reino Unido não é UE. Nem a Noruega. Mas são 2 players importantes na indústria de defesa.
A UE não pode ficar dependente de aprovações destes 2 países (por exemplo), nas suas decisões geoestratégicas e militares.
Nesse caso, faz sentido investir em programas conjuntos que eventualmente poderão ser limitativos de futuro?
Eu acho que a França vai manter a sua política e desenvolver um G6 a sólo.
E que a SAAB vai unir esforços com a AIRBUS para desenvolver o FCAS.
E que o GCAP vai ser, independentemente do seu valor enquanto equipamento, "terra de ninguém"...
Por isso considero importante deixar estabilizar esses programas antes de avançarmos.
É que Portugal é Europa, mas sobretudo UE. Mais não seja porque são eles que financiam, como se viu agora com o SAFE.