ForumDefesa.com

Economia => Países Lusófonos => Brasil => Tópico iniciado por: Luso-Efe em Abril 09, 2011, 10:46:17 pm

Título: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Abril 09, 2011, 10:46:17 pm
Citar

Economia brasileira inicia 2011 em crescimento.

Ritmo é menor do que o de janeiro de 2010, mas riquezas do país continuam aumentando.

A economia brasileira iniciou 2011 com crescimento, apesar de o ritmo ter sido menor do que o do ano passado. Em janeiro, o PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no país) cresceu 4,58% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica).
O IBC-Br é um indicador criado pelo BC para tentar antecipar o resultado do crescimento econômico, cujos dados oficiais são feitos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e só saem a cada três meses.

O índice incorpora e sintetiza informações sobre os diferentes setores da economia, como a indústria, serviços e a agropecuária, na tentativa de antecipar a evolução da atividade econômica. A ideia é usar os números para definir a política de juros da taxa Selic (hoje em 11,75% ao ano).

Em 2010, o PIB brasileiro cresceu 7,5%. Grande parte desse resultado se deveu aos avanços econômicos do primeiro semestre. Embora a economia esteja hoje em um nível maior do que o do ano passado, o avanço percentual do indicador não foi maior do que o da comparação de janeiro de 2010 com o de 2009.

O IBC-Br atingiu 141,74 pontos. Em dezembro, ele estava em 140,74 pontos. Um ano antes, em 137,03.

http://noticias.r7.com/economia/noticia ... 10316.html (http://noticias.r7.com/economia/noticias/economia-brasileira-inicia-2011-em-crescimento-20110316.html)

P.S. - Na minha opinião neste item sobre a economia dos países lusófonos poderia ser criado um tópico para cada pais lusófono, assim evitava-mos dezenas e dezenas de tópicos que levam uma ou das mensagens e depois ficam ali n tempo encostados, e poderíamos ter a informação mais centralizada onde poderiamos colocar as noticias diárias sobre as respectiva economias, por isso tomei a liberdade de o fazer.

Isto não implica obviamente a não criação de outros tópicos, desde que se justifique e seja uma noticia para tal, agora para noticias gerais sobre crescimento, investimentos, etc, parece-me a solução ideal, já existe um tópico do genero para Cabo Verde e Guiné Bissau acho que se justificava para os restantes também.

Estes tópicos na minha modesta opinião deviam ser hierarquizados e estar sempre no topo, qualquer noticias sobre crescimento, investimentos, etc,  poderia ser aqui colocada.

Deixei isto nas sugestões, espero pelo feedback da moderação em relação a esta sugestão.

Cumprimentos.
Título: Re: Economia do Brasil.
Enviado por: Luso-Efe em Abril 09, 2011, 11:02:44 pm
Citar

Mantega diz que Brasil vive "bons problemas do crescimento".

Pressão inflacionária, valorização do real e escassez de mão de obra continuarão a ser alvo de combate de ministro, que vê essas questões como consequência do bom momento do país.

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta sexta-feira (8) que a inflação no país preocupa a equipe econômica do governo Dilma Rousseff, mas ponderou que a alta de preços faz parte da nova posição do Brasil no cenário econômico. “Estamos enfrentando os bons problemas do crescimento. São ajustes para modelar o crescimento num patamar adequado de crescimento de longo prazo. O Brasil reúne as condições para isso.”

Durante um seminário em São Paulo, ele afirmou que a pressão inflacionária é um desses problemas, mas observou que vem sendo cumprida a meta estabelecida pelo Banco Central e que neste ano a taxa oficial ficará abaixo da registrada no ano passado (em 2010, o IPCA atingiu 5,91%). “O governo não dará guarida a uma inflação mais alta, não vamos titubear em adotar novas medidas para conter essa inflação”, advertiu, durante o debate "Rumos da Economia no Brasil", organizado pela revista Brasileiros.

O ministro disse ainda que a maior parte da pressão sobre preços advém do mercado internacional e indicou que vêm sendo tomadas várias medidas para conter qualquer problema, como o estímulo ao aumento da oferta de alimentos e freios a uma demanda considerada excessiva. Mantega voltou a defender que a equipe econômica trabalha numa perspectiva anticíclica, ou seja, de trabalhar na corrente contrária à da economia. No momento em que era necessário crescer, deu incentivos. Agora, frente a indícios de superaquecimento, trabalha para tentar trazer a economia a um caminho considerado sustentável.

Mantega ponderou que a situação atual é absolutamente diferente da que se via no passado em períodos de pressão inflacionária. Um dos exemplos citados pelo ministro é a valorização do real ante o dólar, considerada excessiva pelos setores exportadores. O patamar atual, entre R$ 1,55 e R$ 1,60, é visto pela indústria como uma ameaça, já que a importação de produtos, em especial da China, torna-se mais lucrativa, podendo prejudicar a competitividade das empresas nacionais.

Mantega ressaltou, no entanto, que a cotação atual não é muito diferente da registrada há cinco anos, quando chegou ao ministério, e indicou que se trata de um nível condizente com a importância que o Brasil ganhou no mundo. A leitura do governo é de que a apreciação do real é fruto da grande atratividade que o país exerce no cenário externo. Em meio a uma situação de incerteza nos Estados Unidos e na União Europeia, os investidores têm apostado em massa no mercado brasileiro, trazendo para cá uma grande quantidade de dólares. Essa oferta de moeda estrangeira em demasia provoca uma valorização do real.

"O que temos evitado é que haja sobressaltos, um excesso de valorização. Alguns analistas acham que isso é desnecessário, que seria melhor deixar o câmbio se valorizar livremente. Não acho isso porque você causaria uma forte conturbação na economia brasileira", ressaltou Mantega, que lembrou que o governo vai continuar atuando porque não acredita que o mercado possa se regular sozinho.

Em entrevista a jornalistas após sua intervenção, Mantega rechaçou a hipótese aventada de que a tentativa de contenção da valorização do real esteja sendo conduzida com "improviso". Segundo o ministro, algumas das medidas adotadas demoram a surtir efeito.

Nesta semana, foi promovida a extensão da alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos no exterior com prazo de até dois anos. A estratégia visa a reduzir a entrada de dólares na economia. Outras elevações do tributo haviam sido promovidas.

Ele considera que será preciso continuar pensando em medidas para frear os capitais especulativos, que são aqueles que ingressam no país apenas para um lucro de curto prazo, não investindo no desenvolvimento da economia e colaborando ainda mais para a valorização excessiva do real. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o saldo da entrada de capitais externos no país foi de US$ 36 bilhões, mais do que o total registrado durante todo o ano passado. Mantega não tem dúvidas de que boa parte se trata de capital especulativo e considera que esse é um dos reflexos negativos do crescimento brasileiro.

 “O que está ocorrendo é uma grande mudança da economia mundial. Os países avançados estão perdendo dinamismo e os países emergentes vêm tomando a dianteira do crescimento mundial”, indicou o ministro, que considera que o Brasil está em uma situação privilegiada mesmo entre as nações em crescimento, como China, Índia e Rússia.

Mantega citou a redução da dívida pública, o controle fiscal e o forte investimento público como garantias de que o crescimento brasileiro é sustentável a longo prazo. Ele lembrou que a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já tem projetos que totalizam mais de R$ 1,5 trilhão.

O ministro concorda que um outro "bom problema" do crescimento econômico é a escassez de mão de obra. Ele antecipou que o governo vai anunciar em breve um plano de formação de trabalhadores para enfrentar aquele que é um dos problemas centrais indicados pelos empresários. "No passado, nosso problema era o alto desemprego. Não tínhamos emprego para o trabalhador brasileiro", comparou.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas ... ao-em-2011 (http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2011/04/mantega-culpa-cenario-externo-por-inflacao-mas-celebra-reducao-em-2011)
Título: Re: Economia do Brasil.
Enviado por: Luso-Efe em Abril 10, 2011, 12:10:35 am
Citar

FMI eleva previsão de crescimento do Brasil em 2011.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu hoje em alta a previsão de crescimento para a economia brasileira este ano de 4,1% para 4,5%.


A projecção para 2012, no entanto, permaneceu inalterada em 4,1%, em relação à estimativa anterior, divulgada em outubro do ano passado. Para a América Latina e Caraíbas, o FMI também reviu em alta o crescimento em 0,3 pontos percentuais para 4,3% em 2011. Para 2012, o Fundo prevê um crescimento de 4,1% para toda a região, levemente inferior (quebra de 0,1 pontos percentuais) em relação à estimativa do fim do ano passado.

Em relação à economia global, a previsão é de alta de 4,4% este ano, dois décimos acima do projetado há três meses, resultado de uma melhora do ambiente económico.

As novas projecções do relatório Actualização das Perspetivas Económicas Mundiais indicam um crescimento global de 4,5% em 2012. O estudo conclui que a recuperação da economia global segue velocidades distintas, uma para países em desenvolvimento e outra para desenvolvidos. Nas economias avançadas desenvolvidas, a actividade é apontada como moderada e o desemprego terá uma taxa elevada.

Em 2010, o desempenho oficial da economia brasileira ainda não foi divulgado, mas a projecção indica um crescimento de 7,5%, no melhor resultado da década.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interi ... id=1765971 (http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1765971)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Abril 17, 2011, 10:38:36 pm
Citar
China/Brasil: Dilma Rousseff fala das vantagens em investir no país.

Brasília, 15 abr (Lusa) - A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, enumerou hoje no Fórum de Boao, China, as vantagens de se investir no Brasil, lembrando que é uma nação que está “num momento de expansão”, noticia a imprensa brasileira.

No seu discurso, Dilma Rousseff explicou que o Brasil precisa de investimentos no setor das infraestruturas - para a modernização das suas redes de distribuição e dos seus aeroportos - e no setor energético, com a construção de refinarias e gasodutos.

O país também pretende ampliar os investimentos na área da ciência, tecnologia e informação, indicou.

O Brasil está num “momento de expansão e com excelentes oportunidades de investimento”, disse a Presidente no seu discurso no plenário do fórum, os presidentes da China, Hu Jintao, Rússia, Dmitri Medvedev, e África do Sul, Jacob Zuma, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, entre outros.

No último dia da visita oficial à China, Dilma Rousseff ofereceu um país “com democracia e estabilidade política, comprometido com os direitos humanos e com a sustentabilidade do meio ambiente”.

“O Brasil reconhece a importância das economias asiáticas”, disse a Presidente, mostrando-se “propícia a todas as iniciativas de desenvolver intercâmbios” e melhorar as relações entre Ásia e América Latina, “as duas regiões do mundo que mais crescem”.

Afirmando que o mundo atravessa um momento de “transformações profundas”, a chefe de Estado brasileira considerou que a “Ásia é um pólo emergente e a América Latina é um ator económico relevante”.

Também o ex-Presidente brasileiro, Lula da Silva, defendeu na quinta-feira, em Londres, as “crescentes oportunidades de investimento” que a América Latina e o Brasil, em particular, oferecem no atual cenário de crise.

Lula da Silva destacou que a região “cresce com grande rapidez, com infraestruturas integradas de transporte, energia e telecomunicações”.

Enquanto os chamados países desenvolvidos enfrentam baixo crescimento económico e altas taxas de juro, os países da América Latina “alcançaram no final de 2010 um alto crescimento no Produto Interno Bruto (PIB)”, disse.

Referindo-se especificamente ao Brasil, o ex-Presidente disse que o país “está a projetar uma imagem de grande respeito no estrangeiro, de país com democracia consolidada, que vive em paz com os seus vizinhos, que tem uma economia vigorosa e equilibrada capaz de promover o crescimento económico, enquanto fomenta a inclusão social”.

Lusa

http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showite ... d=12425820 (http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=12425820)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Abril 17, 2011, 10:43:09 pm
Citar

Foxconn anuncia investimentos de US$ 12 bi no Brasil.

Dilma se encontrou com o presidente da empresa em Pequim. Multinacional monta iPhones e iPads para a Apple.
12/04/2011 10h48

A multinacional de origem chinesa Foxconn, que monta produtos eletrônicos como iPhones e iPads, comunicou nesta terça-feira à presidente Dilma Roussef a intenção de investir US$ 12 bilhões no Brasil. A informação foi confirmada pelo Itamaraty. Ainda não foram detalhados prazos e a área do investimento.

Dilma se encontrou com o presidente da empresa durante seminário de negócios em Pequim, que reuniu quase 300 empresas brasileiras e chinesas.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que a Apple e a Foxconn vão produzir o computador tablet iPad no Brasil até o final de novembro deste ano.

O investimento anunciado pela Foxconn reafirma o interesse da China no Brasil. Em 2010, a China liderou os investimentos diretos feitos no Brasil, com negócios que somaram cerca de US$ 17 bilhões, de acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet).

Os US$ 12 bilhões anunciados superam a previsão de investimento da Petrobras, a maior empresa brasileira, no exterior. Até 2014, a estatal prevê investir US$ 11,7 bilhões fora do Brasil.

A empresa
A Foxconn, fundada em 1974 em Taiwan, é uma das maiores fabricantes de aparelhos eletrônicos no mundo. A companhia monta computadores e aparelhos para empresas como Apple, para a qual produz iPods, iPads e iPhones, placas-mãe para a Intel, componentes para PCs da Dell, celulares da Motorola e videogames como o PlayStation 3, da Sony, Wii, da Nintendo.

No Brasil, a empresa fabrica produtos para Sony, Dell, HP e Sony Ericsson e possui hoje três fábricas: em Manaus (AM), Indaiatuba (SP) e Jundiaí (SP). A Foxconn iniciou as suas atividades no país em 2005, com a fabricação de celulares. Mais tarde, a empresa passou a fabricar máquinas fotográficas digitais. Em 2007, inaugurou a sua maior fábrica no país, em Jundiaí, para a fabricação de computadores, notebooks e netbooks, além das placas mãe desses equipamentos.

Atualmente, a Foxconn está presente em 14 países.

Tablets no Brasil. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior realiza até sexta-feira (15) consulta pública sobre as condições para a inclusão dos tablets (microcomputadores portáteis sem teclado e com tela sensível ao toque) no Processo Produtivo Básico (PPB), o que possibilitaria a redução de impostos do equipamento. O Ministério das Comunicações, que solicitou a consulta pública, estima que, com a inclusão no PPB, os tablets terão redução de até 31% nos preços na comparação com os importados, já que o IPI cairia de 15% para 3% e o ICMS, caso a produção seja em São Paulo, de 18% para 7%.

A consulta começou no dia 1º de abril e sugere as condições de fabricação do produto. De acordo com a proposta de portaria publicada na convocação da consulta, a produção nacional de componentes dos tablets, como placas e carregadores, devem aumentar gradativamente a cada ano até 2014. As empresas devem ainda encaminhar relatório anualmente sobre os componentes adquiridos no mercado nacional.

Outra possibilidade é a inclusão dos tablets na lei 11.196, originada pela MP do Bem, que isenta de PIS e Cofins a venda de computadores e modems até o fim de 2014. O Ministério da Fazenda, que decide questões de desoneração, informou que não apresenta temas ainda em discussão e que não há nada formalizado sobre o assunto.

http://g1.globo.com/economia/noticia/20 ... araty.html (http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/04/foxconn-anuncia-investimentos-de-us-12-bi-no-brasil-diz-itamaraty.html)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Abril 17, 2011, 10:47:11 pm
Citar
Empresas portuguesas reforçam investimentos no Brasil.

A crise económica que atingiu também Portugal não deverá afectar significativamente o processo de investimentos portugueses no Brasil, considerou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado, após uma reunião com o seu homólogo brasileiro, António Patriota.
O ministro sublinhou, aliás, que o reforço da internacionalização da economia portuguesa é uma das respostas para contornar o cenário de crise.

«Não vejo forma de impedir essa dinâmica e o reforço da participação das empresas portuguesas na economia brasileira nos próximos anos», disse Luís Amado, realçando o grande volume de investimentos portugueses no Brasil que hoje já soma 25 mil milhões de euros, distribuídos por vários sectores como transportes, energia, telecomunicações, construção civil, turismo, entre outros.

Estes dados, observou o governante português, revelam o forte apetite dos investidores privados nacionais pela economia brasileira, em virtude do forte processo de crescimento vivido pelo país.

O chefe da diplomacia portuguesa referiu que não se pode ignorar a dimensão da crise, mas o Brasil está identificado pelo sector privado de Portugal como um destino prioritário.

«Do meu ponto de vista, é estrutural a relação dos principais sectores da economia portuguesa com a brasileira», afirmou Luís Amado, destacando que esse movimento de internacionalização, a busca de novos investimentos, mercados e produtos contribui para alimentar o ciclo das exportações de Portugal.

Luís Amado reuniu-se hoje em Brasília com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e o seu homólogo, António Patriota.

Na avaliação de Luís Amado, Brasil e Portugal desenvolveram, ao longo dos anos, um diálogo permanente e uma «cumplicidade estratégica», que contribuiu para fortalecer, cada vez mais, a aproximação bilateral.

António Patriota, por seu lado destacou o termo usado por Amado, de «cumplicidade estratégica» e afirmou: «Apesar das realidades geográficas e de desenvolvimento económico e social distintos, temos o mesmo desejo de nos posicionarmos como ponte entre diferentes regiões do mundo e diferentes civilizações».

Portugal «faz isso com muita habilidade», realçou o ministro das Relações Exteriores brasileiro, o que pode ser percebido no trabalho para a sua eleição no Conselho de Segurança da ONU, e o que reflecte também as suas capacidades de diálogo com o mundo islâmico, África, Ásia, disse ainda António Patriota.

Durante a reunião, os dois ministros avaliaram a situação económica da Europa, incluindo a de Portugal, e conversaram também sobre os desenvolvimentos da crise no Médio Oriente, um cenário que preocupa os dois países que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas, (ONU). O Brasil está na presidência do órgão até Dezembro deste ano.

Para os dois governantes, é um problema crucial na agenda internacional. Para Luís Amado, é um momento histórico, de enorme sensibilidade, grande responsabilidade que exige das principais entidades internacionais, muita cooperação e concertação estratégica.

«A resposta tem que ser uma resposta que integre uma visão nova para o novo Médio Oriente, e essa visão nova pressupõe a acção da comunidade internacional no seu conjunto» afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, acrescentando que a resposta a essa situação tem que ser baseada numa forte participação do sistema das Nações Unidas.

 Sol/Lusa

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Inte ... t_id=12187 (http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=12187)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Abril 17, 2011, 10:49:54 pm
Citar
Brasil foi principal destino de investimento chinês em 2010.

11/04/2011 - 08h09

Um levantamento da entidade americana Heritage Foundation indica que o Brasil se tornou o principal destino de investimentos diretos chineses em 2010.

No levantamento, intitulado China Global Investment Tracker, a entidade lista o equivalente a cerca de US$ 13,7 bilhões investidos por chineses no Brasil em 2010. O número exclui títulos públicos e investimentos de menos de U$ 100 milhões.

Para efeitos comparativos, Nigéria e Argentina receberam em torno de US$ 8 bilhões cada um da China em 2010; e EUA e Canadá, por volta de US$ 6 bilhões cada, de acordo com os números do levantamento.

“O Brasil foi o grande destaque de 2010. E o perfil dos investimentos segue o padrão que vem se mostrando recorrente no resto do mundo: chineses em busca de acesso a recursos naturais. O investimento chinês é definitivamente liderado pela busca por commodities”, disse à BBC Brasil Derek Scissors, pesquisador do Centro de Estudos Asiáticos da entidade, com sede em Washington.

Um dos desafios da presidente Dilma Rousseff é criar bases, em sua visita à China, para investimentos chineses em setores considerados estratégicos para o Brasil e que tenham mais alto valor agregado.

Com o salto em 2010, o Brasil passa a terceiro destino de investimentos diretos chineses quando se considera o valor acumulado nos cinco anos entre 2006 e 2010. Austrália e Estados Unidos continuam sendo os principais alvos dos recursos da China nessa contagem mais ampla.

Onda da investimentos
Segundo o levantamento, o Brasil faz parte de uma onda recente de investimentos que atinge a América do Sul. Segundo Scissors, isso pode ser explicado pelo fato de que há comunicação entre as empresas estatais chinesas, o que acaba criando bases para uma estratégia comum.

“Essas ondas acabam gerando uma forte reação contrária em alguns países, mas não necessariamente serão duradouras”, acrescentou o pesquisador.

Para tentar formar o quebra-cabeças do destino dos investimentos diretos chineses, o especialista em China acompanha anúncios de empresas, relatórios de instituições multilaterais, informações de governos locais e informações da própria imprensa.

“Há uma série de dificuldades para se conseguir esses dados por país, já que o Ministério do Comércio chinês considera Hong Kong destino final quando, na maioria das vezes, é apenas uma ponte para os recursos. Por essa metodologia oficial, Hong Kong aparece como destino de 65% dos investimentos chineses, o que distorce qualquer conclusão sobre destino final”, disse Scissors. “A cada seis meses, revisamos todos os dados para expurgar investimentos que não se concretizaram”, acrescentou.

Os investimentos chineses no exterior vêm aumentando nos últimos anos. De 2006 até 2010, passaram de US$ 21,2 bilhões para US$ 59 bilhões, segundo o Ministério do Comércio (Mofcom).

Nesse período de cinco anos, a Austrália recebeu o maior volume, cerca de US$ 34 bilhões, segundo a contagem da Heritage Foundation. Os Estados Unidos foram o segundo destino, com US$ 28,1 bilhões.

Nigéria, Irã e Brasil aparecem em terceiro, com praticamente o mesmo volume acumulado, cerca de US$ 15 milhões. Cazaquistão, Canadá, Indonésia, Argélia e Venezuela, são os próximos da lista.

A China tem hoje um total de 215 bilhões investidos no exterior, segundo a contagem da entidade conservadora americana.

Deste total, US$ 102,2 bilhões foram investidos em energia e US$ 60,8 em mineração.

“A reação americana à expansão do investimento chinês tem sido se desesperar, e a corrida para a América do Sul vai gerar ainda mais tensão. Os Estados Unidos, no entanto, têm como se beneficiar do investimento chinês e neutralizar qualquer tipo de impacto negativo na política externa”, escreve o autor no relatório.

Segundo o pesquiador, os Estados Unidos não têm como determinar que empresas americanas invistam em determinados países, como pode fazer o governo chinês, mas podem criar um ambiente mais favorável aos investimentos por meio, por exemplo, de acordos de livre comércio com países da região.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noti ... idade.jhtm (http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2011/04/11/brasil-foi-principal-destino-de-investimento-chines-em-2010-diz-entidade.jhtm)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Abril 24, 2011, 07:55:22 pm
Citar
Agência de classificação de risco eleva nota de risco do Brasil.

Da Redação, em São Paulo


A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou a nota do Brasil em um nível, de BBB-, primeiro nível de grau de investimento, para BBB. A perspectiva passou de "positiva" para "estável".

Na teoria, a classificação de risco feita por agências, como a Fitch, indica que, quanto melhor é a nota, mais seguro é para o investidor aplicar em determinadas empresas ou país.

Segundo a Fitch, o potencial de crescimento do país aumentou, ao mesmo tempo em que o governo mostra maior contenção fiscal.

"A transição de poder para o governo (Dilma) Rousseff tem sido suave, e o consenso sobre as políticas macroeconômicas responsáveis continua bem ancorado", disse em comunicado Shelly Shetty, diretora de rating para a América Latina da Fitch.

"Além disso, o governo Dilma tem mostrado sinais de maior contenção fiscal, o que somado a perspectivas saudáveis de crescimento pode permitir uma queda da pesada dívida do governo do país."

A agência acredita que a economia do Brasil deve crescer a uma taxa sustentável de 4% a 5%.

É a primeira das três grandes agências de risco a elevar o Brasil a duas notas acima do grau especulativo.

A agência Moody's já afirmou que pode aumentar a nota do Brasil na primeira metade do ano. A Standard & Poor's ainda tem perspectiva estável para a nota "BBB-".

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a elevação da nota pela Fitch reflete a força da economia brasileira, e que o governo irá trabalhar em novas medidas para conter a valorização do real se o movimento atrair mais capital para o país.

"Quanto mais sólida a economia brasileira fica, mais ela tende a atrair investimento externo em dólares. O que nesse momento é um certo problema, mas é melhor ter o problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado de falta de dólares. O governo vai continuar fazendo medidas pra conter excesso de dólares", disse Mantega a jornalistas em Brasília.

Para o mercado, o impacto do anúncio da Fitch nos mercados não deve ser relevante.

"A revisão já estava precificada, então o impacto (no mercado) acaba sendo meio neutro. Claro, pode reforçar o fluxo de capitais entrando, mas por outro lado você tem o governo tentando segurar esse excesso", afirmou Flávio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noti ... rasil.jhtm (http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/04/04/agencia-de-classificacao-de-risco-eleva-nota-de-risco-do-brasil.jhtm)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Snowmeow em Maio 01, 2011, 08:17:43 pm
Como brasileiro que sou, eu acho que esse excesso de dólares pode ser contido gastando esses dólares, comprando mercadorias de valor imutável com eles. Por exemplo, pegar o excedente de dólares e comprar ouro e prata, e guardar esse ouro e essa prata nos cofres do Banco Central do Brasil. :mrgreen:
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2011, 07:30:12 pm
Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres


Cerca de 16,2 milhões de brasileiros são extremamente pobres, 8,5 por cento do total da população, segundo uma estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que hoje foi divulgada. A estimativa foi realizada com base nos limites definidos pelo Governo brasileiro para a extrema pobreza. A linha define como extremamente pobres as famílias cujo rendimento per capita seja de até 70 reais (30 euros).

Esse parâmetro será usado para a elaboração das políticas sociais, como o Plano Brasil sem Miséria, que deve ser lançado, em breve, pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). De acordo com a ministra do MDS, Tereza Campello, o valor é semelhante ao definido pelas Nações Unidas.

Para fazer um levantamento do número de brasileiros em extrema pobreza, o IBGE tomou em consideração, além do rendimento, outras condições, como a existência de casas de banhos nas residências, acesso à rede de esgoto e água e também energia elétrica.

O IBGE também avaliou se os integrantes da família são analfabetos ou idosos. Dos 16,2 milhões em extrema pobreza, 4,8 milhões não têm nenhum rendimento e 11,4 milhões têm rendimento per capita de 1 real (0,42 euros) a 70 reais (30 reais).

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Maio 08, 2011, 01:06:59 am
Citar

Brasil será a sétima maior economia em 2011, prevê The Economist .

Na edição especial "O mundo em 2011", a revista semanal inglesa "The Economist", projeta que o Brasil tornar-se-á a sétima maior economia do planeta este ano, com Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 2 trilhões.

Em 2002, no governo FHC, o PIB brasileiro era de US$ 450 bilhões, o que garantia a 12ª posição no ranking das maiores economias do planeta, atrás de países como Coréia do Sul, México, Espanha, Canadá e Itália. Essas nações que, de acordo com a publicação britânica, serão deixadas para trás em 2011 pela economia brasileira, que vem crescendo desde 2003, com o governo do PT e aliados.

Atualmente, o Brasil já é a oitava maior economia global e teve PIB acima de US$ 1,9 trilhão em 2010. Para que salte para a sétima posição, será necessário desbancar a economia italiana, que nunca antes foi menor do que a brasileira. É é isso que acontecerá nos próximos 11 meses, segundo os analistas ingleses. Para eles, o PIB italiano não deve passar de R$ 1,8 tri neste período.

Confira:
Ranking The Economist das maiores economias em 2011

1. Estados Unidos - US$ 14,996 tri
2. China - US$ 6,460 tri
3. Japão - US$ 5,621 tri
4. Alemanha - US$ 3,127 tri
5. França - US$ 2,490 tri
6. Reino Unido - US$ 2,403 tri
7. Brasil - US$ 2,052 tri
8. Itália - US$ 1,888 tri
9. Índia - US$ 1,832 tri
10. Rússia - US$ 1,737 tri
11. Canadá - US$ 1,616 tri
12. Espanha - US$ 1,337 tri
13. Austrália - US$ 1,190 tri
14. México - US$ 1,119 tri
15. Coreia do Sul - US$ 1,094 tri

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, prevê que, uma vez que está em rápido desenvolvimento, o Brasil pode ser a quarta economia mundial em 2050, perdendo apenas para Índia (3ª), Estados Unidos (2ª) e China (1ª).

http://www.ptnacamara.org.br/index.php? ... Itemid=108 (http://www.ptnacamara.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5871:brasil-sera-a-setima-maior-economia-em-2011-preve-the-economist&catid=42:rokstories&Itemid=108)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Maio 11, 2011, 10:08:25 pm
Bilionário brasileiro lança maior porto das Américas

 
(http://exame.abril.com.br/assets/pictures/25412/size_590_eike-batista.jpg?1299715649)

Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, afirma que porto Açu Superport estará a funcionar no próximo ano.

A chamada Auto-Estrada para a China é um dos primeiros projectos de infra-estruturas no Brasil construídos a uma escala só comparável ao país ao qual foi buscar o nome. Conhecida oficialmente como Açu Superport, estas instalações prolongam-se mar adentro na costa do estado do Rio de Janeiro e são o elemento mais ambicioso da carteira de Eike Batista, o homem mais rico do Brasil.

Quando iniciar as suas operações no próximo ano, terá profundidade suficiente para acolher o Chinamax - um novo navio com capacidade para transportar 400 mil toneladas de minério de ferro entre o Brasil e a China, duas vezes o volume transportado pelos grandes cargueiros que operam esta rota. Açu é um dos projectos mais ambiciosos apoiados por Batista, um antigo campeão de corridas e considerado pela revista Forbes como o oitavo homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em 30 mil milhões de dólares.

Batista, que gere o seu império a partir do Rio de Janeiro através da sua ‘holding' Grupo EBX, cresceu no meio das minas e da exploração. O seu pai, Eliezer, na qualidade de ministro das minas presidiu na altura à transformação da Companhia Vale do Rio Doce (mais tarde privatizada e redominada Vale) no maior produtor mundial de minério de ferro. Batista montou e geriu as suas próprias operações mineiras na Amazónia nos anos 80.

Entre 2004 e 2008, angariou dez mil milhões de dólares de investidores de capital quando lançou subsidiárias da EBX em bolsa, subsidiárias estas com alguns planos ambiciosos.

Diário Económico
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Maio 13, 2011, 07:45:16 pm
Brasil investe 71 mil milhões de reais na construção de habitações sociais até 2014


(http://img696.imageshack.us/img696/4682/imagecnqi.jpg)

O Governo brasileiro vai investir 71,1 mil  milhões de reais (cerca de 30 mil milhões de euros) até 2014 na construção  de dois milhões de moradias ao abrigo do programa "Minha Casa, Minha Vida".A secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, citada pela Agência Brasil, disse que do total do investimento, 62,2 mil  milhões de reais (cerca de 27 mil milhões de euros) sairão do Orçamento  Geral do Estado, enquanto os restantes 9,5 mil milhões de reais (3,8 mil milhões de euros) serão financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Inês Magalhães disse ainda que a segunda fase do programa "Minha Casa, Minha Vida", que pretende reduzir a falta de habitação nas camadas mais  pobres, terá alguns ajustes em relação à primeira etapa, nomeadamente permitindo às mulheres assinarem os contratos individualmente.

A secretária da Habitação disse que nesta nova fase, 60 por cento das moradias serão reservadas para famílias com rendimento mensal até 1.395  reais (pouco mais de 600 euros).

"São as mais carentes de inclusão social", disse, acrescentando que as ações serão mais centralizadas na urbanização de favelas e de zonas habitacionais precárias.

Até final do ano, o programa deverá entregar 300 mil casas, relativas  aos contratos da primeira fase, que superou um milhão de moradias entregues  até final de 2010.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Maio 15, 2011, 07:37:34 pm
Citar
Economia brasileira vive novo ciclo de expansão’, diz diretor do BC.

Carlos Hamilton comentou ‘riscos de cauda’ alertados por diretor do FMI.

Países da América Latina devem estar atentos às políticas fiscais.

Bernardo Tabak
Do G1 RJ

13/05/2011 14h37
 
O diretor de Política Econômica do Banco Central do Brasil, Carlos Hamilton Araújo, encerrou o 13º Seminário de Metas de Inflação, nesta sexta-feira (13), exaltando o crescimento econômico do Brasil e comentando as declarações do diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Hemisfério Ocidental, Nicolás Eyzaguirre, que fez alertas sobre as políticas econômicas do país. “Ele (Eyzaguirre) falou dos ‘riscos de cauda’, que são aqueles para os quais não estamos olhando muito no dia a dia, mas que é importante que estejamos atentos a esses riscos”, disse Araújo.

Entre os riscos de cauda, Araújo, referindo-se a Eyzaguirre, falou de uma possível “reversão no valor das commodities” e do fato de o crescimento dos Estados Unidos “não estar garantido”, visto que o país norte-americano ainda vai passar por um grande ajuste fiscal. O diretor do BC recordou, ainda sobre as declarações do diretor do FMI, que a América Latina como um todo vive um “boom” econômico, e que é importante os países estarem atentos às políticas fiscais.

“A economia brasileira está vivendo um novo ciclo de expansão. O Brasil evoluiu nos últimos anos”, ressaltou Araújo. “Mas e gente ainda tem muito o que fazer caso queiramos continuar em uma trajetória sustentável de crescimento”, alertou.

Araújo também lembrou as declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e concluiu: “O presidente Tombini reafirmou o compromisso da instituição com o sistema de metas. O cenário contempla a volta da inflação ao centro da meta, de 4,5%, em 2012. Esse cenário exige que a ação de política monetária do BC seja suficiente prolongada.”

http://g1.globo.com/economia/noticia/20 ... do-bc.html (http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/05/economia-brasileira-vive-novo-ciclo-de-expansao-diz-diretor-do-bc.html)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Junho 13, 2011, 12:43:45 am
Citar
Brasil terá excedente de 5 mil a 6 mil MW de energia até 2014.

12/06/2011 | 16h08 | EPE  

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse à Agência Brasil que há muito tempo o país não convivia com uma situação hidrológica tão favorável. Em consequência, o sistema deverá ser operado com um excedente de 5 mil a 6 mil megawatts (MW) médios por ano.

Segundo Tolmasquim, a situação é de absoluta tranquilidade tanto do ponto de vista dos reservatórios quanto das condições estruturais. “A situação energética do Brasil hoje, do ponto de vista hidrológico, é excepcionalmente boa e fazia muito tempo que a gente não vivia um momento tão bom”.

Na avaliação do presidente da EPE, o país terá total garantia de energia para fazer frente ao crescimento da demanda, mesmo que nos próximos anos a situação hidrológica não se mantenha tão favorável.

“A nossa realidade hoje é essa: a oferta é muito maior do que a demanda. Então, a situação é de total tranquilidade, independentemente da evolução dos reservatórios. Se considerarmos a relação oferta/demanda até 2014, temos total garantia de fornecimento de energia e com grande excedente”, disse.

Maurício Tolmasquim ressaltou que esse excedente leva em conta, inclusive, a possibilidade de uma taxa de crescimento médio da economia da ordem de 5% ao ano. “É um excedente bastante expressivo”, acrescentou.

http://www.pernambuco.com/ultimas/nota. ... e=Economia (http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110612160818&assunto=25&onde=Economia)

Citação de: "Snowmeow"
Como brasileiro que sou, eu acho que esse excesso de dólares pode ser contido gastando esses dólares, comprando mercadorias de valor imutável com eles. Por exemplo, pegar o excedente de dólares e comprar ouro e prata, e guardar esse ouro e essa prata nos cofres do Banco Central do Brasil. :mrgreen:

Amigo Snow.

Enquanto o sistema financeiro mundial estiver assente nos acordos de Bretton Woods vai ser sempre assim, os americanos têm a faca e o queijo na mão.

Em relação ao ouro, não é por acaso que anda ai uma autentica caça ao ouro em Portugal, aqui são dezenas de casas.

E o caminho é esse que voc~e diz, trocar dinehor por ouro, porque qualquer dia o papel moeda passa a história, e o ouro nunca perde valor, aliás nestas fases é quando se valoriza mais.

Cumprimentos.
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Junho 16, 2011, 08:28:59 pm
Brasil é o melhor mercado para os grupos de retalho


O Brasil é o melhor mercado para a expansão dos grupos de retalho mundiais, uma posição antes ocupada pela China, num ranking liderado pela América do Sul, revelou hoje uma pesquisa da A. T. Kearney. Em declarações à Lusa, o vice-presidente da A.T. Kearney defendeu que "o Brasil é um mercado-alvo prioritário para a expansão das cadeias de distribuição, devido à taxa de crescimento do PIB de 5% ao ano, esperada para os próximos cinco anos, à elevada percentagem de população urbana e também face ao incremento nas vendas a retalho".

Para além disso, sublinhou existem "o investimento em infra-estruturas previsto para o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos".

José Ignacio Nieto realçou que, "no estudo de 2002, o Brasil ocupava a última posição (30.ª) do Global Retail Development Índex (GRDI) e, dois anos depois, nem sequer figurava na pesquisa", considerando que é um mercado com "boas oportunidades" para as empresas portuguesas.

"A ligação centenária de Portugal ao Brasil e a ausência de qualquer barreira linguística pode ser, uma vantagem competitiva dos players nacionais face à concorrência internacional, para entrar neste mercado através de oportunidades de aquisição, parceria ou franchising", declarou.

Segundo a 10.ª edição do GRDI, a que a Lusa teve acesso, o Uruguai subiu da 8.ª posição para o número dois do ranking em apenas um ano, beneficiando da subida acentuada do Brasil e de um crescimento significativo do seu Produto Interno Bruto (PIB), de 8,5%, em 2010.

O Chile ascendeu à 3.ª posição após de uma forte recuperação da recessão de 2009, resultado dos incentivos do Governo ao consumo no retalho que, em consequência.

Índia, Koweit e China são os mercados que aparecem nas posições seguintes desta lista, que revela que a instabilidade política vivida no Médio Oriente e Norte de África não afectou as potencialidades destas regiões.

"O Koweit, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos não sofreram qualquer efeito da instabilidade dos países vizinhos e espera-se que permaneçam mercados estáveis no futuro, sendo desta forma susceptíveis de atrair novas acções de internacionalização de retalhistas portugueses, como já o fizeram no passado a Sonae SR - através da Zippy - e a Sacoor Brothers por exemplo", explica o estudo da A. T. Kearney.

Para o vice-presidente da A.T. Kearney, "a experiência dos últimos dez anos a analisar o retalho global mostra que não existe nenhuma fórmula mágica padronizável para a expansão das cadeias de distribuição e retalho", realçando que "as cadeias retalhistas têm que adequar as suas abordagens de acordo com as realidades, reunindo um portefólio de mercados que equilibrem, por um lado, os riscos de curto-prazo, com aspirações de crescimento de longo-prazo, por outro".

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Julho 05, 2011, 11:30:29 pm
Dilma defende construção de grandes hidroeléctricas no Brasil


A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, exaltou hoje o potencial hidroeléctrico do país e defendeu a construção de centrais hidroeléctricas de grande porte, durante a cerimónia de inauguração das obras de desvio do rio Madeira, em Rondónia.

"Nos últimos anos, havíamos parado a estratégia de construção de centrais hidroeléctricas de grande porte no Brasil e recentemente retornámos. Santo António reflecte esse momento do Brasil, em que voltámos a pensar no nosso desenvolvimento", declarou a presidente.

Dilma foi à cidade de Porto Velho, no norte do país, especialmente para marcar o início das obras de desvio do rio Madeira, onde está a ser construído um complexo hidroeléctrico, com duas mega centrais geradoras, conhecidas como Santo António e Jirau.

A central de Santo António, que terá capacidade para produzir 3 500 megawatts de energia, começou a ser construída em 2008 e deverá estar concluída ainda este ano. O desvio do rio faz parte da fase preliminar de enchimento do reservatório.

A declaração de Dilma, que defendeu a produção da energia "limpa", em detrimento da construção de mais centrais nucleares e termoeléctricas, ocorre num momento em que o Brasil tem sofrido forte pressão internacional por causa dos megaprojetos hidroeléctricos em curso. Diversas organizações internacionais de protecção do meio ambiente e dos direitos humanos, em especial dos povos indígenas, acusam os projectos do Governo de colocar em risco a sobrevivência de tribos indígenas que vivem isoladas na região amazónica, além de serem responsáveis por grandes operações de desflorestação em áreas de rica biodiversidade.

Mais recentemente, a central hidroeléctrica de Belo Monte, no rio Xingu, também no norte do país, foi alvo de um relatório da Amnistia Internacional que pedia que o Ibama (órgão responsável pela concessão de licenças ambientais no país) não autorizasse o início das obras.

Em Abril, a Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) solicitou oficialmente ao Governo brasileiro que nenhuma obra fosse executada até que as obrigações dos estudos de impacto ambiental fossem cumpridas. Na ocasião, o Governo brasileiro emitiu uma resposta na qual dizia ter recebido com "perplexidade" as recomendações que, a seu ver, seriam "precipitadas e injustificáveis".

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Luso-Efe em Julho 10, 2011, 12:35:52 am
Citar

Indústria perde espaço na economia brasileira, alerta diretor da CNI.

Brasília – A indústria está perdendo espaço na economia brasileira. Ao longo dos últimos anos, o setor reduziu a participação no Produto Interno Bruto (PIB), no emprego e nas exportações. Mas os instrumentos para frear esse processo estão nas mãos do governo e do Congresso. Essa é a avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes. Ele participou no dia 06 de julho (quarta-feira), da audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), que discutiu os riscos de um processo de desindustrialização no país e a agenda em favor da competitividade industrial.

“Nossa agenda está sob nosso controle”, afirmou Fernandes. Para o diretor executivo da CNI, é preciso trabalhar para reduzir o custo Brasil, desonerando os investimentos e as exportações. Além disso, é necessário eliminar as assimetrias competitivas, como as provocadas pela redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas importações, incentivo concedido por alguns estados em prejuízo de outros.

Fernandes destacou que é também preciso investir na qualidade da educação e na inovação, aperfeiçoar a política macroeconômica garantindo maior controle dos gastos públicos e melhorar os mecanismos de defesa e negociação comercial. “Tudo isso requer urgência. O tempo econômico é diferente do tempo político e o atraso poderá comprometer a indústria.”

Dados da CNI mostram que a participação da indústria no PIB brasileiro caiu de 35,9% em 1984 para 15,8% no ano passado. O setor que foi responsável por 30,6% de todos os postos de trabalho no país em 1985 hoje emprega apenas 17,4% do contingente de trabalhadores. As exportações industriais, que representavam 60,8% em 1993, hoje participam com 39,4% do total de bens e serviços vendidos ao exterior. Em compensação, as importações industriais aumentaram de 11,4% do total de compras externas do país em 2000 para 18,7% atualmente.

Segundo Fernandes, vários fatores contribuem para a perda de espaço da indústria. Questões macroeconômicas, como a instabilidade econômica dos anos 80 e do início dos 90, o novo padrão de crescimento global e a recente política econômica – que acelerou os gastos públicos, aumentou os juros e fortaleceu o real – contribuíram para a perda de participação da indústria na economia. E fatores estruturais, como o aumento da terceirização, a alta do custo de produção e o crescimento das despesas das famílias com serviços, como o de telecomunicações, que subtrai renda para gastos com outros produtos.

O mesmo diagnóstico também foi feito pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Aguinaldo Diniz Filho, que estimou em mais de oito milhões os empregos diretos e indiretos na cadeia têxtil e de confecções. “O importador de tecido hoje está importando a peça pronta e matando toda a cadeia da confecção. Precisamos de um regime diferenciado de tributação para ganhar escala”, argumentou Diniz.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, lembrou que o setor emprega 360 mil pessoas e paga bons salários. “Quando o setor de confecção deixa de investir ou fecha uma fábrica, é a nossa indústria que deixa de vender máquinas e equipamentos”, contou Aubert Neto.

Para o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, Sérgio Marques, há 15 anos os sindicatos alertavam para a necessidade de combater a importação de produtos de baixa qualidade. A saída, para ele, é investir em formação profissional e no combate à pirataria.

http://www.revistafator.com.br/ver_noti ... not=164618 (http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=164618)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 16, 2011, 01:16:19 am
Dilma Rousseff acredita que Brasil conseguirá escapar à crise


A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse durante um encontro com empresários que «não é bravata» afirmar que o Brasil não entrará em recessão devido à crise financeira internacional, divulgou hoje a imprensa brasileira. Segundo a Agência Brasil, as declarações de Dilma Rousseff foram feitas na noite de quarta-feira, durante um discurso num evento para empresários da construção civil, em São Paulo.

«Quando eu digo que não entraremos em recessão, não é uma bravata. Temos condições de reagir. Só seremos presas fáceis se não reagimos», disse a Presidente.

A chefe de Estado assegurou que o país tem mecanismos ainda não utilizados para evitar que as turbulências internacionais atinjam a economia brasileira.

Rousseff sublinhou que o Governo vai continuar a olhar para a crise mais como uma «oportunidade».

«Momentos de crise são momentos de oportunidades (…) Esta crise é criada em outros países. É uma crise financeira pela qual o Brasil não tem responsabilidade alguma», referiu.

A Presidente ainda citou as reservas internacionais como um dos recursos de que o Brasil poderá lançar mão. As reservas somam actualmente quase 350 mil milhões de dólares (151,8 mil milhões de euros).

Rousseff lembrou que a primeira fase do Programa Minha Casa, Minha Vida (construção de casas sociais) foi lançada após o início da crise internacional, em 2008, e elogiou a parceria que os empresários fizeram com o Governo naquele momento.

De acordo com a Presidente, o programa foi fundamental para gerar emprego e assegurar os rendimentos das famílias.

«Muitos olharam incrédulos para nós», acrescentou.

A Presidente criticou as medidas adoptadas, em 2008, nas economias desenvolvidas, que se focaram em proteger o sistema financeiro, mas não se preocuparam com a população endividada.

«Naquela época, todos os países do mundo utilizaram mecanismos para superar a situação de crédito, utilizaram recursos fiscais, entregaram para os bancos e deixaram sua população endividada com um [crédito à habitação] ‘subprime’. Outros, como nós [o Brasil], apostámos no consumo, nos investimentos», afirmou.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 02, 2011, 07:03:42 pm
Crescimento do Brasil é o segundo mais baixo entre os BRICS


O ritmo de crescimento da economia brasileira é superior ao dos países ricos, mas entre as nações que formam os BRICS, grupo que inclui também China, Rússia e Índia, só supera o da África do Sul. Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 3,1% no segundo trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2010, com o PIB a alcançar 1,02 biliões de reais (pouco mais de 445 mil milhões de euros).

O levantamento feito pelo IBGE com base em dados do Banco Mundial aponta que em termos de crescimento do PIB, o Brasil está, assim, em quarto lugar entre os países que formam o grupo dos BRICS.

No segundo trimestre, o PIB da China cresceu 9,5%, o da Índia 7,7% e o da Rússia, 3,4%. Já a economia sul-africana registou 1,3% de crescimento.

Considerando o PIB per capita, no entanto, o Brasil ocupa a segunda posição no bloco, com 10.900 dólares por habitante, atrás apenas da Rússia, que regista 15.900 dólares por habitante.

O PIB per capita da África do Sul é de 10.700 dólares, o da China, de 7.400 dólares e o da Índia, de 3.400 dólares.

Segundo o IBGE, o crescimento da economia brasileira é sustentado pelo mercado interno, tanto pelo consumo das famílias como pelos investimentos.

O sector externo continua a contribuir negativamente para o crescimento económico do Brasil, já que o volume dos bens importados cresce sistematicamente mais que o volume dos bens exportados.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 15, 2011, 12:23:47 am
Dilma aposta no mercado interno para evitar crise


A presidente Dilma Rousseff previu hoje um cenário de recessão para os países desenvolvidos e defendeu a manutenção do consumo e de investimentos na produção interna para garantir a estabilidade económica brasileira.

"Estamos a viver uma crise internacional. Sabemos que as economias dos Estados Unidos (EUA) e da Europa estão a sofrer um grande 'stress' e, na melhor das hipóteses, ou estagnam ou, na pior - talvez a mais realista -, entram em recessão", declarou, durante a cerimónia que marcou o início das obras de uma rodovia em São Paulo.

Dilma admite que o Brasil seja afectado: "A crise que começou em 2008 continua e é impossível que não atinja o conjunto dos países do mundo, quando acontece em países da dimensão dos EUA e dos países da Europa", declarou.

A governante brasileira defendeu que a melhor forma de combater os efeitos negativos do fantasma da recessão é continuar a consumir e produzir.

"Temos que ter muito clara a necessidade de o país continuar a investir em infraestruturas, continuar a tomar decisões que vão levar a um investimento de três mil milhões de reais (1,28 mil milhões de euros) e fazer a sua parte para garantir que continua a consumir, investir e produzir para o seu mercado interno", acrescentou.

Dilma voltou a mencionar as condições macroeconómicas que o Brasil possui para enfrentar eventuais problemas, citando as reservas internacionais e os depósitos no Banco Central como recursos que poderão ser usados para expansão do crédito, sem necessidade de mexer nas contas públicas.

"Nós temos um orçamento equilibrado, com recursos depositados no Banco Central que permitem, se quisermos expandir o crédito, perante a crise internacional, que não tenhamos de recorrer ao nosso orçamento", afirmou.

A presidente participou na cerimónia que marcou a autorização para a expansão nas obras de uma das principais rodovias de São Paulo. Com um custo total de 6,11 mil milhões de reais (cerca de 6,4 mil milhões de euros), a obra é em parte financiada pelo governo federal -- que arca com 1,72 mil milhões de reais (735 milhões de euros) -- e em parte pelo governo de São Paulo e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: miguelbud em Setembro 21, 2011, 07:21:16 pm
Já houve alguém a começar a encher os bolsos.  :twisted:  :twisted:

Orçamento do Mundial do Brasil derrapa em 2.450 mil milhões de euros em oito meses

A imprensa brasileira revelou, esta terça-feira, que desde Janeiro até Setembro o orçamento referente às obras para o Mundial de 2014 aumentou em cerca de 28,7 por cento, ou seja, em cerca de 2.450 mil milhões de euros.

Segundo revela a Lancenet, este aumento substancial no orçamento está ligado à confirmação de Itaquerão como sede paulista do Mundial e à inclusão de três novas obras no projecto de mobilidade urbano de Belo Horizonte.

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=288512 (http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=288512)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 07, 2011, 07:50:56 pm
Produção de automóveis no Brasil cresce 1,7% em Outubro


A produção de veículos no Brasil cresceu 1,7% em Outubro face ao mês anterior, segundo dados divulgados hoje pela ANFAVEA, associação que representa os fabricantes do país. De acordo com o balanço, em Outubro, foram produzidos 265.600 automóveis. Apesar do crescimento verificado relativamente ao mês de Setembro, o número representa uma redução de 9,5% em relação a Outubro de 2010, quando a indústria automóvel brasileira produziu 293.500 unidades.

Já no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, a produção de carros, camiões e autocarros no Brasil cresceu 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre Janeiro e Outubro de 2011, foram fabricados 2,87 milhões de veículos no país.

A ANFAVEA divulgou ainda que, além da produção, também a exportação de veículos registou uma subida em Outubro. O aumento foi de 17% em relação a Setembro, para 52.249 unidades.

Nas comparações homólogas, as exportações aumentaram 2,2% em Outubro e 4,1% no acumulado dos dez primeiros meses de 2011.

O balanço também revela que a indústria automóvel brasileira tem hoje 145.391 empregados. O número representa uma subida de 0,2% comparativamente a Setembro e de 7,5% em relação a Outubro de 2010.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 25, 2011, 09:00:16 pm
Dilma exorta ao consumo e ao investimento em tempo de crise


A Presidente Dilma Rousseff defendeu hoje que toda a crise representa também «oportunidades» e exortou os trabalhadores e os empresários a não se «atemorizarem» e a continuarem a consumir e a investir. «O que nós temos de fazer diante da crise não é nos atemorizar. Ao contrário, o que temos de fazer é avançar, garantir que o setor privado continue investindo e que o povo brasileiro continue consumindo», afirmou Dilma Rousseff num evento no Rio de Janeiro.

No discurso, a líder brasileira admitiu que este é um momento «muito delicado internacionalmente» e disse que os países europeus demorarão ainda um tempo «expressivo» para se recuperarem.

«É certo que a Europa ficará um tempo bastante expressivo em crise. Essa crise europeia não acaba em um ano e, possivelmente, nem em dois anos», previu.

Dilma Rousseff garantiu ainda que, como Presidente do Brasil, não deixará que a crise internacional represente uma quebra na criação de empregos no país, e muito menos que o país «exporte mão de obra».

As declarações da Presidente foram feitas durante a cerimónia de inauguração do navio «Celso Furtado», entregue ao Sistema Petrobras.

A embarcação marca a retoma da indústria naval brasileira, que passou um longo período de estagnação, antes das políticas de incentivo promovidas pelo governo de Lula da Silva.

O navio foi fabricado pelo estaleiro brasileiro Mauá, localizado em Niterói, cidade metropolitana do Rio de Janeiro. A embarcação será utilizada para transporte de diesel e gasolina entre estados do país.

O último navio fabricado por uma empresa brasileira havia sido entregue em 1997 e levou dez anos a ser construído.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 11, 2012, 12:27:54 am
Brasil precisa de 60 mil engenheiros


Com a realização no país do Mundial de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, a carência de mão-de-obra estrangeira é maior na área de Engenharia Civil.

A aproximação do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 tem aquecido o mercado de trabalho brasileiro e proporcionado diversas oportunidades para estrangeiros com objectivo de trabalhar no país. Com a pujança económica do Brasil - e o resfriamento dos mercados nas grandes potências -, a procura de estrangeiros por um espaço no mercado de trabalho brasileiro tem aumentado de ano para ano.

Mais do que a receptividade atribuída à cultura e população brasileira, a carência de mão- de-obra em sectores específicos da economia é o principal factor atractivo. O ano passado, só até final de Junho, já haviam sido autorizados 26.545 trabalhadores de outras nacionalidades a trabalhar no Brasil. A maior parte desses imigrantes - cerca de 52,92% do total - já tinha terminado os estudos universitários.

Por outro lado, desde 2008, é decrescente o número de autorizações não concedidas pelo Ministério do Trabalho. Entre Janeiro e Junho de 2011, 866 vistos tinham sido negados - cerca de 25% deles por indícios de que viriam substituir mão-de-obra nacional.

Com o país transformado num grande estaleiro de obras graças aos dois eventos internacionais que terão lugar no Brasil, um dos sectores ainda bastante desfasados no mercado de trabalho nacional é o de engenharia - principalmente civil. Segundo a ‘partner' de Human Capital da Ernst & Young, Raquel Teixeira, há um défice de 60 mil engenheiros no mercado nacional.

Muitas oportunidades também se têm concentrado no sector de óleo e gás, uma vez que a descoberta, pesquisa e exploração do pré-sal criou novas necessidades de profissionais para o mercado brasileiro. Faltam técnicos especializados no trabalho de prospecção e gestão das actividades neste sector. Não é por acaso que as plataformas de petróleo em todo o litoral brasileiro são preenchidas por trabalhadores de diversas nacionalidades - mais estrangeiros que propriamente brasileiros.

Portugueses

A entrada de portugueses no Brasil é crescente. Em 2010, foram concedidas 798 autorizações, enquanto, entre Janeiro e Junho de 2011, o Ministério do Trabalho já havia concedido 509 vistos de trabalho para o país. A maior parte deles - 211, segundo dados do Ministério do Trabalho - têm-se direccionado para o Estado de São Paulo, cuja capital é o principal centro financeiro do país.

Segundo Raquel Teixeira, os portugueses chegam ao Brasil sobretudo para preencher cargos directivos, ou seja, já encaminhados por multinacionais com actuação em Portugal. "Geralmente os portugueses que desembarcam aqui não têm um perfil muito técnico", adianta a responsável da Ernst & Young.

Norte-Americanos, filipinos e indianos


Actualmente, a maioria dos imigrantes que vai trabalhar para o Brasil chega dos Estados Unidos. Segundo Raquel Teixeira, a maior parte dos 7.550 americanos que conseguiram visto de trabalho no país, no mesmo período em análise, trabalham em cargos de direcção em multinacionais locais.

Entre Janeiro e Junho de 2011, o Brasil já tinha autorizado também o trabalho de 6.531 filipinos, que compõem o segundo lugar na concessão de vistos de trabalho. A maior parte deles recebe autorização para trabalhar em navios turísticos que aportam no litoral brasileiro.

Os indianos são conhecidos internacionalmente pelo trabalho na área das Tecnologias de Informação. Graças a essa habilidade, no primeiro semestre do ano passado, 3.237 foram autorizados a trabalhar no Brasil.

Brasil


O maior país lusófono do mundo é também a maior economia da América do Sul. Com mais de 192 milhões de habitantes, é o único onde se fala português em todo o continente americano. Resultado da imigração vinda de muitos países, o Brasil é uma das nações mais multiculturais e com mais diversidade de etnias do planeta.


Diário Económico
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 24, 2012, 11:20:31 pm
Brasil quer aumentar oferta de cana-de-açúcar


O governo brasileiro anunciou hoje o lançamento do Plano Estratégico do Sector Sucroalcooleiro, que pretende expandir o cultivo de cana-de-açúcar para produção de etanol nos próximos quatro anos. A primeira medida, com custo estimado de 29 mil milhões de reais (12,6 mil milhões de euros), será a renovação de 6,4 milhões de hectares plantados com cana até 2015, informa a Agência Brasil.

Outra decisão é aumentar a área plantada, devido à crescente procura de etanol no mercado interno e para exportação. Serão investidos 8,5 mil milhões de reais (3,7 mil milhões de euros) no plantio de 1,4 milhões de hectares.

O plano prevê ainda a organização de produtores em associações e cooperativas e a transferência de 40 milhões de reais (17,4 milhões de euros) para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para financiamento de investigação sobre novas variedades de cana.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Março 15, 2012, 12:03:34 pm
Maioria dos aeroportos brasileiros opera acima da sua capacidade


Cerca de 85 por cento dos 20 principais aeroportos do Brasil estão numa situação «crítica» ou «preocupante» por operarem acima do limite da sua capacidade, revela um estudo do Instituto de Investigação Económica Aplicada (IPEA). De acordo com a pesquisa realizada por aquele instituto estatal, apenas os aeroportos de Porto Alegre, no sul do Brasil, de Salvador, no nordeste, e de Manaus, no norte, operam em condições «adequadas» e 12 infra-estruturas aeroportuárias do país operam acima do limite da sua capacidade.

O crescimento da procura foi muito significativo nos últimos nove anos e a estrutura dos terminais aeroportuários alterou-se pouco, «causando o estrangulamento de 17 dos 20 maiores aeroportos» do país, aponta o estudo, salientando que não foi investido o necessário nos aeroportos do país.

O IPEA cita como exemplo o aeroporto internacional de São Paulo, o maior do Brasil, que tem capacidade para acolher 24,9 milhões de passageiros por ano, mas recebeu 30 milhões em 2011, o que significa uma taxa de ocupação de 121 por cento.

O estudo foi realizado antes da concessão da administração dos aeroportos de Brasília, São Paulo e Campinas a privados, em Fevereiro.

De acordo com o IPEA, a situação é preocupante por o país estar prestes a acolher o Mundial de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro, eventos que farão aumentar consideravelmente o fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros, cujas reformas estão ainda, na maioria deles, numa fase inicial.

O instituto questionou também o facto de apenas 0,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ser destinado ao sector dos transportes.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Abril 03, 2012, 04:23:46 pm
Brasil quer Internet em todo o país


O Brasil vai lançar em 2014 um satélite para alargar a todo o país a cobertura da Internet de banda larga e que terá também fins militares, anunciou na segunda-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva. O satélite exigirá um investimento de 750 milhões de reais (308 milhões de euros) e será desenvolvido pela empresa pública brasileira de telecomunicações Telebrás e pela fabricante aeronáutica Embraer.

O ministro brasileiro das Telecomunicações explicou, citado pela Agência Brasil, que o satélite vai permitir oferecer uma ligação à Internet de banda larga a 40 milhões de lares, incluindo em zonas remotas, como a região da Amazónia.

De acordo com o Governo brasileiro, o satélite permitirá ainda responder às necessidades de comunicação das Forças Armadas.

O satélite deverá ser lançado fora do Brasil, porque o país carece de tecnologia necessária para o colocar em órbita geoestacionária.

Por outro lado, o Executivo do Brasil prevê lançar nos próximos meses um concurso para conceder frequências para a quarta geração móvel (4G) com o objectivo de alargar o acesso à Internet de alta velocidade em dispositivos móveis até 2014, ano em que o país vai organizar o Mundial de Futebol.

O Brasil lançou em 1985 o primeiro satélite de telecomunicações, propriedade da empresa estatal Embratel, e dispõe de outros dois para a recolha de dados ambientais e de três, em parceria com a China, também para fins científicos.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Snowmeow em Abril 03, 2012, 06:08:42 pm
Já tava mais do que na hora, desde que FHC vendeu o Brasilsat para o grupo americano Star One que o Brasil estava sem um canal 100% seguro para suas comunicações estratégicas.

Com certeza, será lançado a partir de Kourou. Uma pena que Alcântara ainda não possa lançar os Cyclone, um lançamento em território nacional seria excelente pra imagem do país. :mrgreen:
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2012, 10:24:46 pm
Brasil quer inaugurar 80 novos aeroportos até ao Mundial
 

O governo brasileiro quer aumentar o número de aeroportos regionais até 2014, ano do Mundial de futebol.

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil brasileira afirmou que vai ser lançado este ano um programa para aumentar de 130 para 210 o número de aeroportos regionais até 2014.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, com os 80 novos aeroportos, a cobertura desse tipo de transporte aumentará de cerca de 80% para 94%, disse Wagner Bittencourt.

Bittencourt acrescentou que parte do Fundo da Aviação Civil, que tem recursos disponíveis de dois mil milhões de reais (825 milhões de euros) por ano, será utilizado na construção e expansão desses aeroportos regionais.

"Ainda estamos discutindo com as empresas para ver para onde elas querem voar, para onde o governo quer expandir o turismo, analisando o desenvolvimento regional com dados do IBGE (Fundação Instituto de Geografia e Estatística) e conversando com os estados", disse Bittencourt, citado pelo jornal.

A construção de novos aeroportos, segundo o titular da Secretaria de Aviação Civil, é necessária porque muitos terminais atuais não têm espaço para crescer.

Diário Económico
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2012, 12:38:01 pm
Produção de gás natural aumenta 7,7% num ano


O Brasil produziu em março 66 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, o que representa um aumento de 7,7 por cento relativamente ao mesmo mês de 2011, divulgou hoje a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Já se comparada com a produção de fevereiro deste ano, registou-se uma queda de 1,4 por cento. Segundo a ANP, a maior redução foi verificada no campo de Frade, no Rio de Janeiro, em função de um derrame de petróleo detetado no ano passado.

A paralisação também afetou a produção de petróleo, que alcançou 2,085 milhões de barris por dia em março, um crescimento de 0,1 por cento em relação ao mesmo mês de 2011 e uma queda de 5,4 por cento em comparação com fevereiro deste ano, segundo a ANP.

O panorama já havia sido adiantado na sexta-feira, com a divulgação dos resultados da Petrobrás, que representa 92,7 por cento da produção de petróleo e gás natural do Brasil.

O relatório da empresa apontou para uma redução de cinco por cento da produção de petróleo em março, em comparação com fevereiro, ao totalizar uma média de 1,993 milhões de barris por dia.

Além do derrame no campo de Frade, no qual a Petrobras é sócia minoritária, as paragens para manutenção nas plataformas P-51, no campo de Marlim Sul, P-57, no campo de Jubarte, e FPSO Brasil, no campo de Roncador, todos na Bacia de Campos, influenciaram no resultado, segundo a empresa.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Maio 22, 2012, 12:34:30 pm
Dilma Rousseff diz que Brasil está '300%' preparado para enfrentar crise


A presidente brasileira, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o Brasil está «300 por cento» preparado para enfrentar a crise económica mundial, durante inauguração de uma obra em Laguna, Santa Catarina. «Perguntaram-me noutro dia se estávamos preparados para o que puder acontecer na Europa. Eu posso assegurar-vos, nós estamos 100% preparados, 200% preparados, 300% preparados», disse Rousseff.

A presidente frisou ainda que o país criou condições, como a reserva de dólares, para enfrentar os efeitos da crise internacional e que hoje o Brasil não «pega pneumonia» se o mundo «espirra».

Em declarações à imprensa, Rousseff referiu ainda que a «situação se tem deteriorado bastante» na Europa e que o governo brasileiro estimula o crescimento, enquanto o velho continente escolhe o caminho da recessão.

«Hoje damos mais uma demonstração de que o Brasil é diferente da Europa. A Europa está a enfrentar a crise com recessão, a ponto de alguns países terem taxas de desemprego que nem sequer concebemos. Metade dos jovens de lá está sem emprego. É um absurdo, é uma desesperança», disse a presidente, citada pela imprensa brasileira.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Maio 24, 2012, 07:02:02 pm
Repsol anuncia uma das maiores descobertas petrolíferas do ano na costa do Brasil


A empresa espanhola Repsol anunciou hoje que o seu novo bloco petrolífero, encontrado recentemente ao largo da costa do Brasil, foi «uma das maiores descobertas no mundo em 2012», com reservas de mais de 700 milhões de barris. O bloco petrolífero conta também com três milhões de metros cúbicos de gás, «que é equivalente a 545 milhões de barris de petróleo», disse a Repsol em comunicado.

«Esses números confirmam o alto potencial do bloco BM-C-33, na Bacia de Campos (na costa do Rio de Janeiro), onde se encontram as recentes descobertas dos poços Seat, Gávea e Pão de Açúcar», acrescentou a empresa espanhola.

O anúncio impulsionou os títulos da empresa na Bolsa de Madrid ao meio da manhã e as acções subiram 3,18 por cento, num mercado que subia a 1,16 por cento.

A Repsol, no âmbito da sua parceria com a chinesa Sinopec, participa com 35 por cento no consórcio que explora o bloco, juntamente com a norueguesa Statoil (35 por cento) e a Petrobras (30 por cento).

Esta descoberta confirma que «o mar brasileiro é uma das zonas de maior importância no crescimento em reservas de petróleo no mundo», segundo a Repsol.

O grupo espanhol considera o Brasil como uma das áreas mais importantes de sua estratégia e está bem estabelecido na costa brasileira, onde as descobertas de petróleo em águas profundas se multiplicaram nos últimos anos.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2012, 02:40:58 pm
Brasil vai capacitar mulheres para trabalhos masculinos


O Governo brasileiro aliou a onda de empregos em sectores como a construção civil e agronegócios à política para mulheres e decidiu investir dois milhões de reais (800 mil euros) na capacitação feminina para trabalhos normalmente dominados pelos homens.

"A definição das áreas procurou articular os desafios de políticas participativas para as mulheres às procuras de mão-de-obra do sector produtivo local", explicou à Lusa a secretária responsável pelo projeto, Tatau Godinho.

De acordo com a secretária, o programa foi desenhado em parceria com órgãos locais de desenvolvimento que ajudaram a selecionar as "vocações produtivas" de cada região, identificando também os sectores dispostos a oferecer oportunidades para mulheres.

"Essa disposição indica uma abertura cultural importante para o sucesso da iniciativa", ressaltou a responsável.

Realizado pela Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, o projeto prevê a capacitação inicial de 400 mulheres para trabalhos em áreas como construção civil, metalurgia e agronegócio.

"São todos sectores tradicionalmente ocupados por homens. Não temos estatísticas precisas da participação das mulheres neles, mas é possível constatar, por observação, que esta é ínfima", observou.

O curso terá como foco principalmente as mulheres em situações sociais de maior vulnerabilidade, como aquelas que sofrem violência doméstica, ou as que são mães solteiras e chefes de família.

"Todas as mulheres de baixo rendimento que demonstrem interesse poderão candidatar-se. As possíveis exigências prévias serão apenas relacionadas com a escolaridade, em cursos que o requisito for indispensável", explicou.

A Secretaria de Políticas para Mulheres foi criada no primeiro ano de Governo do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, tendo como um dos objetivos o planeamento de políticas de género que atuem em consonância com as diversas esferas do Governo Federal.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 04, 2012, 12:15:33 am
Dilma Rousseff quer transformar Brasil num país de classe média


A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou ao jornal britânico Financial Times que quer diminuir a desigualdade social, ao mesmo tempo que pretende reforçar a classe média no país.
 
"Eu acho que seria um ganho importante, transformar o Brasil num país com uma população de classe média", afirmou Rousseff em entrevista hoje publicada.
 
A presidente brasileira também comentou as críticas norte-americanas sobre um alegado protecionismo aplicado pelo Brasil. Segundo Rousseff, as medidas adotadas são de legítima defesa diante da situação internacional, conforme já tinha defendido no discurso proferido na 67.ª assembleia geral da ONU, na semana passada.
 
"Nós queremos um país que produza, que crie conhecimento e o aplique aqui, queremos uma mão-de-obra preparada", disse a presidente.
 
De acordo com a publicação inglesa, Rousseff defendeu as concessões em infraestruturas, como aeroportos e portos, à iniciativa privada, e afirmou querer parceiros de "qualquer origem".
 
A presidente brasileira também se referiu à queda dos juros cobrados pelos bancos no Brasil e afirmou que o país "foi o último almoço grátis" do mundo para as instituições financeiras.
 
"Nós estamos a voltar a um patamar com níveis normais de lucro. Isso significa que alguns de nós terão de começar a procurar lucros adequados em atividades produtivas que são boas para o país", disse ao jornal.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 27, 2012, 01:15:30 pm
Brasil retomará ritmo de crescimento a partir de 2013


Os estímulos fiscais e monetários realizados pelo Governo brasileiro no último ano apresentarão resultados a partir de 2013, com uma retoma do crescimento de cerca de 4 por cento, prevê a OCDE. "Depois de um início decepcionante, a actividade parece ter ganhado impulso no segundo semestre de 2012, como resultado do estímulo fiscal, corte de impostos e efeitos atrasados da flexibilização da política monetária, tornando-se cada vez mais visíveis", avalia o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Para 2012, a previsão é de que a economia brasileira apresente um crescimento de 1,2 por cento.

Entre as evidências para a retomada de um crescimento mais forte a partir de 2013, o estudo cita ainda índices de confiança e de vendas no comércio, bem como a taxa de inflação controlada, com um crescimento próximo do centro da meta, de 4,5 por cento ao ano.

"Índices de confiança e vendas no retalho sugerem que o aumento da procura doméstica vai salvar a actividade, apesar do fraco ambiente externo. A recuperação virá inicialmente dos sectores mais ligados às medidas recentes de incentivo, mas depressa será generalizada", estima o relatório.

Os investimentos previstos para a realização do Mundial de 2014 bem como os Jogos Olímpicos de 2016 também são apontados como um forte indicador de que o país conseguirá manter a economia aquecida, a despeito do cenário externo.

O relatório admite, no entanto, que o Brasil, assim como os demais países emergentes que compõem o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão a sentir os efeitos da crise na zona do euro, principalmente na redução do volume de exportações comummente destinado a este mercado.

A OCDE alerta ainda para a adopção de políticas de protecção à indústria no Brasil - como a recente ampliação da lista de excepção do Mercosul (Mercado Comum do Sul) - a ressaltar que a medida poderá ser prejudicial no longo prazo.

"O recente aumento de tarifas para 100 itens visa dar apoio temporário aos setores da indústria que passam por um período difícil, porém, na medida em que distorcem ajustes estruturais necessários na economia, podem dificultar, no longo prazo, a melhora da produtividade", refere a organização.

A análise prevê ainda que um esperado aumento no volume de exportações ocorrerá a partir do próximo ano, mas será praticamente anulado por igual subida nas importações, o que deverá resultar numa queda na conta corrente do país num futuro próximo.

"Projecta-se que o saldo da conta corrente caia um pouco, mas isso pode ser facilmente financiado por entradas de capital, incluindo investimento estrangeiro directo", conclui a organização.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 01, 2012, 06:45:27 pm
Dilma investe todas as receitas do petróleo na Educação


A partir de agora, as taxas petrolíferas que os estados brasileiros produtores de petróleo recebiam passam a ser destinadas exclusivamente à educação em todos os estados do país.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tomou esta sexta-feira uma decisão histórica: para os novos contratos para exploração de petróleo brasileiro em terra e mar, a taxa ou compensação que recebiam todos os anos os estados produtores de petróleo, serão agora destinados exclusivamente para a educação.

Em 2011, a taxa foi de 13.000 milhões de reais (cerca de 4.600 milhões de euros), que poderá aumentar á medida que se vão explorando novos poços de petróleo.

O Ministro da Educação, Aloizio Mercandante, que juntamente com outros três ministros apresentou o novo projeto de lei presidencial em conferência de imprensa, acentuou o valor histórico da decisão do governo de Dilma Rousseff. "Não esxite futuro melhor para o país que investir na educação", disse.

Para o ministro, "só a educação fará do Brasil uma nação efetivamente desenvolvida, já que a educação é o fundamento de todo o desenvolvimento económico futuro".

O tema das taxas petrolíferas, que depende todos os anos da produção de crude, tem sido um verdadeiro quebra-cabeças para Dilma Rousseff, já que o Congresso há muito tempo, desde os governos do ex-presidente Lula da Silva, discute se as taxas se deviam dedicar exclusivamente aos estados produtores ou a todo o país em geral, uma vez que se trata de uma riqueza nacional.

Finalmente, o Congresso aprovou uma lei neste último sentido. A partir de agora, as taxas benificiarão todos os estados.

DN
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 07, 2013, 04:35:28 pm
Incentivos «não impedem» menor produção automóvel no Brasil


A produção de veículos no Brasil em 2012 caiu 2% em relação ao ano anterior, para 3,342 milhões de unidades, mesmo após as medidas de incentivo adotadas pelo Governo para apoiar o setor automóvel, foi hoje anunciado.
   
Os dados, divulgados pela Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores no Brasil (Anfavea), apontam que houve uma queda significativa da produção em dezembro relativamente a novembro, de 14%.
 
O Governo brasileiro adotou, em 2012, isenções fiscais para estimular o consumo em alguns setores, como o automóvel. Uma das mais importantes foi a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, incluindo veículos, móveis e eletrodomésticos.
 
Os estímulos, apesar de não impedirem uma queda na produção, influenciaram nas vendas do mercado interno, que tiveram um volume recorde, de 3,8 milhões de unidades, 4,6% mais do que em 2011, de acordo com a Anfavea.
 
O crescimento da economia brasileira em 2012 deve ser divulgado oficialmente apenas em março, mas analistas financeiros consultados pelo Banco Central do país apontaram para um crescimento de apenas 0,98% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Boletim Focus publicado pela instituição.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2013, 09:23:43 pm
Brasil estuda três novas linhas de comboio de alta velocidade


O Governo brasileiro pretende começar este ano estudos de viabilidade para projectar três novas linhas de comboio de alta velocidade, antes mesmo da primeira, que ligará o Rio de Janeiro a São Paulo, sair do papel. O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, afirmou que a intenção é começar os estudos para as novas linhas no segundo semestre de 2013, em entrevista publicada hoje pelo Valor Económico.

As três novas ligações do chamado "trem-bala" seriam entre São Paulo e Curitiba (no estado do Paraná), São Paulo e Belo Horizonte (Minas Gerais) e São Paulo e Triângulo Mineiro (também em Minas Gerais).

Figueiredo afirmou que a intenção é conduzir ao mesmo tempo os estudos de viabilidade dos trechos, para indicar "se vale a pena" fazê-los.

O concurso para a escolha da empresa que vai operar o comboio entre as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro vai ocorrer em 19 de setembro, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres brasileira (ANTT).

O Governo brasileiro tenta pôr a concurso o primeiro comboio de alta velocidade desde o ano passado, sem sucesso. Em 2011, nenhuma empresa apresentou uma proposta.

O custo estimado do projecto é de 35,6 mil milhões de reais (13 mil milhões de euros).

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 19, 2013, 07:25:51 pm
Dilma diz que 22 milhões de brasileiros saíram da miséria


O governo brasileiro retirou da pobreza extrema 22 milhões de brasileiros em dois anos e vai retirar ainda 2,5 milhões, afirmou hoje a presidente Dilma Rousseff.

"Em breve deixará de haver brasileiros na miséria. Conseguimos de junho de 2011 até hoje, dia em que assino este novo programa social, retirar 22 milhões de brasileiros e de brasileiras da miséria", afirmou Rousseff numa cerimónia em Brasília em que anunciou um complemento ao programa social "Brasil sem miséria".

Este complemento vai beneficiar até 2014 2,5 milhões de pessoas que vivem na miséria.

Quando chegou ao poder, em janeiro de 2011, Dilma Rousseff comprometeu-se a pôr fim à pobreza extrema num país com 194 milhões de habitantes, sétima economia do mundo, mas com muitas desigualdades.

Os programas sociais como a "Bolsa família", uma iniciativa do antigo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2004-2010), "diminuíram bastante a miséria" no Brasil, mas em 2011 havia ainda 22 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema", indicou a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello.

O programa "Brasil sem miséria" visa garantir que todas as famílias inscritas em programas sociais do Governo têm um rendimento mínimo de 70 reais por mês, ou seja 1,25 dólar por dia.

Tereza Campello explicou que existem ainda 700 mil famílias (cerca de 2,5 milhões de pessoas) não inscritas em programas governamentais porque vivem em regiões remotas do país, como a Amazónia, ou na periferia das grandes cidades.

"O nosso objetivo é localizar estas pessoas até 2014", quando termina o mandato de Rousseff, explicou a ministra.

DN
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Abril 12, 2013, 10:40:20 pm
Brasil reforça investimento na produção de medicamentos


O governo brasileiro anunciou quinta-feira uma linha de crédito de 7.000 milhões de reais (2.703 milhões de euros) para incentivar a produção nacional de medicamentos. Os recursos procuram estimular a inovação nas empresas que produzem medicamentos biológicos, especialmente para o tratamento do cancro e artrite e nas linhas dedicadas ao desenvolvimento de produtos biotecnológicos.

A linha de crédito será gerida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social que libertará recursos de 5.000 milhões de reais (1.931 milhões de euros) e o próprio Ministério da Saúde que aplicará 2.000 milhões de reais (772 milhões de euros).

O Ministério da Saúde anunciou também oito acordos com laboratórios públicos e privados que prevêem a transferência de tecnologia estrangeira para a produção de equipamentos médicos e de cinco medicamentos para tratamentos da Sida, Alzheimer, aneurisma cerebral, malária que são actualmente importados pelo Sistema Único de Saúde.

Os equipamentos serão, contudo, utilizados no tratamento de um tipo de anemia e por pessoas com incapacidade auditiva.

Com a produção nacional, o Ministério da Saúde prevê poupar 354 milhões de reais (136,6 milhões de euros) e poderá ajudar, através do Serviço Público de Saúde, a 800.000 pessoas.

Com os oito novos acordos, o Brasil passa a deter 63 contratos do género com entidades públicas e privadas que representam uma poupança de 2.500 milhões de reais (965 milhões de euros) segundo dados da Agência Brasil.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Julho 09, 2013, 08:45:53 pm
Governo brasileiro falhou ao não explicar benefícios do Mundial


O actual governador do Rio Grande do Sul afirmou hoje que o Governo de Dilma Rousseff falhou politicamente por não ter explicado ao povo brasileiro os benefícios económicos que a organização do Mundial 2014 irá trazer ao país.

"O governo, que fez esses contratos e foi quem decidiu fazer essas obras, é responsável por não ter explicado suficientemente quais eram os objectivos e quais eram os benefícios (...) Tratou-se de uma falha de comunicação que na verdade é uma falha política", disse em declarações à agência Lusa Tarso Genro, antigo ministro da Justiça brasileiro e figura próxima da presidente brasileira.

"Primeiro a população perdeu acesso aos estádios, a entrada e caríssima, segundo foi incomodada e no seu quotidiano devido as obras e terceiro não tinha informação sobre os benefícios económicos", sustentou o governante, explicando que "tudo isso" trouxe de cima o descontentamento geral com as "desigualdades" que ainda existem no país e com as "graves falhas" nos sistemas de saúde e de transportes públicos, entre outros.

O actual governador do Rio Grande do Sul, que falava à Lusa à margem de uma conferência em Lisboa, considerou, contudo, que os recentes protestos populares no Brasil não foram "um primeiro grande teste à presidente Dilma Rousseff, mas sim ao projecto de desenvolvimento iniciado nos governos de Lula da Silva".

"Não foi um primeiro grande teste da presidente [Dilma Rousseff], acho que ela tem sido uma boa presidente e os níveis de confiança que o povo tem nela vão voltar. Foi o primeiro grande teste do projecto de desenvolvimento que foi articulado no país com o governo do presidente Lula da Silva e que hoje está sob escrutínio", acrescentou.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Julho 11, 2013, 09:34:15 pm
Médicos interessados em trabalhar no Brasil terão viagem paga e visto facilitado para familiares


Os médicos estrangeiros interessados em trabalhar no Brasil terão todos os custos de viagens pagos pelo governo brasileiro e visto facilitado também para os cônjuges e dependentes, informou hoje o ministro da Saúde brasileiro, Alexandre Padilha. "O Brasil vai arcar com os custos da viagem internacional desse médico, que receberá também um visto especial, com validade de três anos, renováveis por mais três, para ele e também para os cônjuges", explicou o ministro brasileiro em conferência à imprensa estrangeira no Rio de Janeiro.

Esta segunda-feira, o Governo brasileiro lançou um plano de investimentos para a área de saúde que abrange, entre outras medidas, um programa para atracão de médicos estrangeiros para zonas carentes no interior do país.

Actualmente, o Brasil possui uma relação de 1,8 médicos para cada 1.000 habitantes, enquanto que países como Portugal e Espanha possuem um índice próximo a quatro médicos por 1.000 habitantes.

Para tornar mais atraente a deslocação desses profissionais, o ministro afirma que serão dadas todas as facilidades de documentos, como vistos e carteira de trabalho, também para os cônjuges e filhos que acompanhem o médico.

"Os prefeitos dos municípios que participam do programa têm todo o interesse em aproveitar essa mão-de-obra também dos maridos e esposas que acompanharão esses médicos", ressaltou.

As inscrições para o programa foram abertas nesta quarta-feira e vão até o dia 25 de Julho, quando haverá uma primeira ronda de escolha.

A previsão, segundo o ministro brasileiro, é de que o programa, com ordenados na ordem dos 10 mil reais (3.400 euros), atraia tanto médicos jovens, recém-formados, como profissionais mais experientes, interessados em novos desafios ligados à realidade brasileira, como trabalhar na região Amazónica e com a população indígena.

"Essa chamada é para trabalhar na unidade de saúde básica, então esperamos a adesão principalmente de médicos generalistas e de família, mas os especialistas também se podem inscrever", explicou o ministro.

Os profissionais estrangeiros que decidam aderir ao programa estarão directamente vinculados a uma universidade pública brasileira, que ficará responsável por realizar um pequeno estágio, ao longo das três primeiras semanas.

No final, o médico receberá um certificado de especialista em Atenção Básica, emitido por uma universidade brasileira.

Ainda de acordo com Padilha, o governo já negocia o reconhecimento desse certificado com instituições de Espanha e Portugal, para que os profissionais recebam os créditos pelo trabalho nos seus países de origem.

O programa "Mais Médicos para o Brasil", anunciado esta semana pela presidente Dilma Rousseff, está aliado a um amplo programa que prevê também a ampliação nas vagas dos cursos de medicina, além de investimentos da ordem de 7,5 mil milhões de reais (2,5 mil milhões de euros) na construção e modernização de novas unidades de atendimento médico, até 2015.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 12, 2013, 01:38:55 pm
Brasil vai propor acordo comercial a Bruxelas separado do Mercosul


O Brasil está a ponderar apresentar uma proposta para um acordo comercial com a União Europeia para além daquele em negociação entre a Europa e outros quatro países da América Latina, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro. Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, António Patriota avançou que a intenção é apresentar a proposta no final deste mês, não revelando, no entanto, os contornos da tentativa de acordo comercial.

"Há condições objectivas para fazermos avanços no campo do acordo entre a Mercosul e a União Europeia, mas há também a ideia de que cada país pode avançar separadamente, a velocidades diferentes", disse.

De acordo com a análise do Financial Times, a intenção do Brasil está relacionada não só com o atraso no acordo entre a União Europeia e os cinco países do Mercosul (Brasil, Argentina, Venezuela, Paraguai e Uruguai), mas também com o próprio crescimento económico do Brasil, que para o ano perde o estatuto preferencial na relação económica com a União Europeia por ter sido reclassificado como um país de rendimento médio/elevado.

O Brasil, a quarta economia da América Latina, foi responsável, em 2011, por 37% do comércio entre a Europa e os países da América Latina, valendo cerca de 80 mil milhões de dólares (pouco mais de 60 mil milhões de euros), de acordo com os números da Comissão Europeia.

Os economistas e analistas contactados pelo Financial Times para comentarem a intenção aprovam a ideia, considerando que o Brasil corre o risco de ficar para trás por causa das demoradas negociações, que se arrastam desde há mais de uma década, e que um acordo com a Europa faz todo o sentido para o Brasil.

Um exemplo das dificuldades que o Brasil sente foi, aliás, expresso pelo presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, numa entrevista à Lusa em Junho, por ocasião da visita da presidente brasileira a Portugal.

O grande entrave ao aumento do fluxo comercial entre Portugal e Brasil é a falta de diálogo franco e aberto entre a União Europeia e o Mercosul, disse António Bustorff, salientando que os acordos bilaterais eram precisamente a solução.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2013, 02:28:16 pm
Brasil adia novamente concurso da primeira linha de alta velocidade


O Governo brasileiro anunciou hoje um novo adiamento, de pelo menos um ano, da licitação da primeira linha de comboio de alta velocidade do país, entre Rio de Janeiro e São Paulo. O presidente da empresa que organiza a operação, a Empresa de Planeamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, informou que a decisão foi tomada depois de conversar com os consórcios de Alemanha, Espanha e França.

Os franceses estavam dispostos a participar já na operação, mas os espanhóis pediram "mais tempo" e os alemães que fosse atrasada mais de um ano, especificou Figueiredo, durante uma conferência de imprensa.

Estava previsto que os consórcios interessados entregassem as suas propostas na próxima sexta-feira e o vencedor fosse anunciado em 19 de Setembro.

O ministro dos Transportes, César Borges, afirmou, na mesma ocasião, que o projecto "está de pé" e vai exigir um investimento equivalente a cerca de 13 mil milhões de euros.

Borges acrescentou que, apesar do novo adiamento, mantém-se a previsão para 2020 do início do funcionamento da linha férrea, que vai ter uma extensão de 511 quilómetros.

O comboio de alta velocidade, o primeiro do Brasil e da América Latina, vai unir Rio e São Paulo e terá um ramal para a cidade de Campinas, situada a cem quilómetros de São Paulo.

O projecto foi anunciado inicialmente em 2007, adiado por duas vezes para dar mais tempo aos potenciais interessados e licitado em Julho de 2011, mas então sem nenhuma empresa se apresentar, em resultado do que o Governo brasileiro reformulou o concurso, tendo-o dividido em duas fases.

A primeira etapa, a que foi adiada hoje, refere-se à operação da linha e à sua manutenção, enquanto a segunda, ainda sem data, vai ser escolhida a empresa que vai construir a infra-estrutura.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 31, 2013, 03:35:46 pm
Médicos portugueses satisfeitos com ida para o Brasil


Os médicos portugueses que foram trabalhar no Brasil dizem-se satisfeitos com o tratamento recebido na chegada e com a primeira semana de curso e estão ansiosos para iniciar o trabalho nas cidades escolhidas.

"Toda a gente tem sido muito acolhedora, prestável e simpática. Foram-nos buscar ao aeroporto e todos os procedimentos foram feitos por eles, não tivemos de esperar", contou à Lusa a médica portuguesa Kátia Abrantes Miranda, de 61 anos.

Nascida no Congo, de pais portugueses, Kátia já trabalhou em diversos países além de Portugal, incluindo França, Inglaterra e Holanda, o último país onde esteve a morar.

Mesmo com toda a sua experiência, considera que está a aprender coisas novas no curso oferecido pelo Governo brasileiro durante as três primeiras semanas de estada, antes da escolha definitiva de cada profissional para as regiões onde irão passar a atender.

No curso, os médicos aprendem sobre doenças típicas do clima tropical e sobre a forma de funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), para o qual irão trabalhar.

"Chamou-me a atenção sobretudo a forma como [o SUS] está bem organizado, com pessoas muito dedicadas, só faltam médicos", observou Kátia.

No seu caso, a opção de aderir ao programa Mais Médicos foi pessoal, para estar mais próxima do filho, casado com uma brasileira, e da neta, de sete anos, que está a viver em São Paulo.

As vagas oferecidas são, no entanto, para os municípios da periferia e interior e Kátia aceitou a opção sem nunca ter estado na cidade, que fica a 90 quilómetros da capital de São Paulo.

Ainda mais aventureiro é Miguel Soutim, médico português reformado, que, aos 70 anos, decidiu retomar o trabalho no Brasil, sem nunca ter estado antes naquele país.

"Em Portugal já me reformei e queria continuar a trabalhar", contou à Lusa, no Rio de Janeiro, onde está a receber o curso antes de ir para Blumenau, cidade do sul do Brasil onde escolheu ficar.

"Só tenho a dizer bem até agora. Nos últimos anos, fomos [Portugal] invadidos por brasileiros, por médicos e por doentes também, agora as coisas viraram ao contrário, mas as relações são boas na mesma", referiu.

Outra portuguesa, Maria Pereira, de 59 anos, também ressaltou a qualidade das aulas que os médicos estão a receber, mas disse saber que as verdadeiras dificuldades só aparecerão quando começarem a trabalhar.

"Os problemas vão surgir com o trabalho certamente, sei que não será nenhum paraíso", afirmou a médica portuguesa que, no entanto, está disposta a "fazer a diferença" para os mais carentes.

"O que me seduziu no programa foi mesmo a possibilidade de atuar em áreas com altas taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil, de saber que posso fazer a diferença", disse entusiasmada.

Os três médicos ouvidos pela Lusa fazem parte da primeira leva de 17 portugueses que chegaram há uma semana ao Brasil para trabalhar no programa Mais Médicos, cuja intenção é atrair médicos estrangeiros para o interior do país.

Na mesma altura vieram outros 27 brasileiros formados em Portugal.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 07, 2013, 07:47:15 pm
Dilma diz existirem «problemas urgentes» para resolver


A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou na noite de sexta-feira, numa mensagem transmitida pela rádio e televisão por ocasião do Dia da Independência, que se assinala hoje, que existem "problemas urgentes" para resolver no país."O governo deve ter humildade e autocrítica para admitir que existe um Brasil com problemas urgentes a vencer e a população tem todo o direito de se indignar com o que existe de errado e cobrar mudanças", disse Rousseff, referindo-se às manifestações populares previstas para hoje por ocasião do 191.º aniversário da independência.

A Presidente brasileira salientou, no entanto, que também há "um Brasil de grandes resultados" ao apontar o crescimento económico do país no segundo trimestre, de 1,5 %.

"Não podemos aceitar que uma capa de pessimismo cubra tudo e ofusque o mais importante: o Brasil avançou como nunca nos últimos anos", constatou.

Rousseff defendeu a necessidade de se acelerar o "ciclo de mudanças" ao apontar que o "povo quer, o Brasil pode e o Governo está preparado para avançar" neste sentido.

"Apesar da delicada conjuntura internacional, a nossa economia continua firme e a superar desafios. Falharam mais uma vez os que apostavam num aumento do desemprego, inflação alta e crescimento negativo. O nosso tripé de sustentação continua a ser a garantia do emprego, a inflação contida e a retoma gradual do crescimento", acrescentou.

A Presidente prometeu a manutenção do "equilíbrio fiscal, estímulo ao investimento e ampliação do mercado interno", recordando que este ano o Brasil registou 900 mil novas vagas de emprego e mais de 4,5 milhões desde o início da sua governação.

A polémica contratação de médicos estrangeiros, a maioria cubanos, para o programa "Mais Médicos", foi abordada por Dilma Rousseff, que defendeu que a "chegada de médicos estrangeiros, que estão a ocupar somente os lugares que não interessam e não são preenchidos pelos brasileiros, não é uma decisão contra os médicos do país, mas a favor da saúde".

"O Brasil deve muito aos seus médicos, mas o país tem uma grande dívida também com a saúde pública", defendeu.

No seu discurso à nação, Rousseff destacou os "cinco pactos" propostos pelo Governo nos setores da saúde, educação, política fiscal, transportes públicos e reforma política como resposta à onda de protestos registada em junho no país e reconheceu que, apesar de o Brasil ter avançado em muitos campos, ainda é "um país com serviços públicos de baixa qualidade".

"Mais que nunca, o Brasil está a aprender que o mais importante não é termos problemas. O importante é termos as soluções, e mais soluções estão a caminho. Faremos novos leilões de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias, que vão injetar bilhões na economia, gerando milhares de empregos. Vamos também leiloar, em outubro, um imenso campo de petróleo do pré-sal, o Campo de Libra", indicou.

Dilma apontou ainda que as riquezas do pré-sal devem revertidas a favor da educação.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Snowmeow em Outubro 06, 2013, 05:35:09 am
Citação de: "Lusitano89"
Brasil adia novamente concurso da primeira linha de alta velocidade

Na minha humilde opinião, devia-se fazer maior investimento nas universidades, é delas que estão saindo soluções dignas de "primeiro mundo"


Não Desperdice, Por Favor! - Trem de Levitação Magnética brasileiro começa a ser construído

(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010170130523-maglev-cobra.jpg)
O trem de levitação magnética possui uma eficiência energética quase 20 vezes maior do que a de um ônibus a diesel. [Imagem: COPPE/UFRJ]

Levitação brasileira.
Dentro de um ano, os frequentadores do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) poderão usar o primeiro trem que levita da América Latina.

Já começaram as obras da construção da estação de embarque do Maglev-Cobra, o trem de levitação magnética da Coppe/UFRJ, que ligará inicialmente os dois centros de tecnologia do campus.

A implantação do Maglev-Cobra é fruto de convênios firmados com o BNDES e com a FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), envolvendo investimentos de R$ 10,5 milhões.

Desenvolvido no Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a coordenação do professor Richard Stephan, o Maglev-Cobra terá capacidade para transportar até 30 passageiros em quatro módulos, que estão sendo construídos na Cidade Universitária pela empresa Holos.

"O Maglev-Cobra coloca o Brasil em lugar de destaque no desenvolvimento de tecnologias de levitação", afirma o professor Richard Stephan.

Segundo ele, a China e a Alemanha estão criando, no momento, protótipos em laboratório com essa tecnologia, mas o Brasil já está construindo uma linha operacional.

O veículo, que dispensa rodas, não emite ruído e nem gases de efeito estufa, entrará em operação em 2014, antes da Copa do Mundo, percorrendo um trajeto de 200 metros.
Supercondutores.
(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010170130523-maglev-cobra-2.jpg)
"O Maglev-Cobra coloca o Brasil em lugar de destaque no desenvolvimento de tecnologias de levitação." [Imagem: COPPE/UFRJ]

Além de sustentável, o veículo também é econômico. Suas obras de infraestrutura chegam a ser 70% mais baratas do que as obras do metrô subterrâneo, com muito menos impacto na vida da cidade.

A construção de um metrô no Rio de Janeiro tem o custo de R$ 100 milhões por quilômetro. Já o trem de levitação, calculam os pesquisadores, poderá ser implantado por cerca de R$ 33 milhões por quilômetro.

"Na área de transporte público, podemos dizer que o Maglev é um dos veículos mais limpos do mundo, em termos de emissões. Trata-se de uma solução para o transporte urbano, perfeitamente adaptável a qualquer tipo de topografia", ressalta Stephan.

O pioneirismo do Maglev-Cobra está na utilização da técnica de levitação com emprego de supercondutores e ímãs de terras raras.

Os supercondutores são refrigerados com nitrogênio líquido a uma temperatura de -196ºC. Um protótipo funcional utilizado hoje no laboratório de testes desliza por um trilho de 12 metros, com 8 passageiros.

Movido a energia elétrica, o Maglev possui baixo consumo de energia, cerca de 25 kJ/pkm (unidade que mede a quantidade de energia gasta para transportar cada passageiro por um quilômetro).

Fonte:http://geniosdobrasil.blogspot.com.br/2013/05/nao-desperdice-por-favor-trem-de.html
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 07, 2013, 05:53:05 pm
Brasil precisa de médicos portugueses


O vice-presidente do Brasil, Michel Temer, reiterou hoje em Lisboa que o seu país precisa de médicos estrangeiros, "especialmente portugueses", e de outros profissionais qualificados, admitindo que haja ainda condições para receber emigrantes menos qualificados. "Toda e qualquer actividade nacional demanda pessoas qualificadas de Portugal", disse o vice-presidente, em entrevista à agência Lusa.

O responsável, que efectua hoje uma visita a Portugal, sublinhou que a prioridade continua a ser a saúde, nomeadamente o programa "Mais Médicos", que já recebeu 17 médicos portugueses e deverá receber mais quatro este mês.

"Foram para o Brasil ainda um número pequeno de médicos portugueses, que naturalmente são muito bem recebidos", disse, sublinhando que a intenção é atrair clínicos portugueses quando exista excesso em Portugal.

"Eu verifico que os médicos que estão a ir são médicos aposentados, que já encerraram actividade aqui em Portugal", afirmou.

No entanto, o número dois de Dilma Rousseff deixou o apelo a outros profissionais qualificados em Portugal: "Aqueles que puderem dirigir-se ao Brasil, assim como no passado foram bem recebidos, agora serão também muito aplaudidos".

Embora admita que o país precisa sobretudo de mão-de-obra qualificada, Michel Temer não fechou a porta a outras profissões: "O Brasil, que é um país que cresce enormemente na construção civil e em outras áreas, pode receber também uma mão-de-obra menos qualificada".

O programa "Mais Médicos", que provocou a contestação da classe médica brasileira, foi lançado como uma das respostas da Presidente Dilma Rousseff à onda de protestos populares que atingiram o país inteiro em Junho.

Numa primeira fase, chegaram ao Brasil 682 médicos estrangeiros, incluindo 17 portugueses, e na segunda etapa deverão chegar outros 149, incluindo quatro portugueses.

Uma sondagem recente demonstra que 73,9% dos brasileiros apoia a decisão do Governo em contratar médicos no exterior para ajudar resolver o problema de falta de condições da saúde pública.

Dados oficiais indicam que o Brasil tem uma taxa de 1,8 médicos por mil habitantes, uma taxa considerada baixa pela Organização Mundial de Saúde.

A emigração de Portugal para o Brasil tem vindo a aumentar nos últimos anos, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações, que no seu último relatório identifica esta rota como um dos grandes corredores migratórios.

Segundo o documento, intitulado "Bem-estar e desenvolvimento dos migrantes" e divulgado no mês passado, um total de 2.247 portugueses receberam um visto de trabalho no Brasil em 2012, contra 708 em 2009.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 21, 2013, 09:33:44 pm
Brasil faz primeiro leilão para exploração de petróleo em regime de partilha


O Governo brasileiro realiza hoje o primeiro leilão para exploração de petróleo sob o novo regime de partilha, oferecendo uma das áreas do pré-sal de maior potencial do país, sob fortes medidas de segurança para enfrentar eventuais protestos. O leilão suscitou protestos de grupos sociais e dos trabalhadores da petrolífera brasileira que consideram tratar-se da privatização dos recursos naturais.

Por isso, segundo o Ministério da Defesa, vão estar cerca de 1.000 soldados e várias centenas de polícias em redor do hotel onde decorrerá o leilão, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A área a ser leiloada é identificada como prospecto de Libra, e está localizada em águas profundas, na Bacia de Santos, no litoral sudeste do Brasil, com uma reserva estimada entre 8 e 12 mil milhões de barris recuperáveis, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo do Brasil (ANP), que é responsável pelo leilão.

O termo "pré-sal" designa uma formação de rochas sedimentares de mais de 100 milhões de anos, encontradas a uma profundidade de cerca de 6.000 metros abaixo do nível do mar, o que requer alta tecnologia para perfuração e produção.

A previsão é de que o contrato a ser assinado entre a empresa vencedora e a União, pessoa jurídica que representa todos os estados brasileiros, seja de cerca de 15 mil milhões de reais (2,9 mil milhões de euros).

O valor é pago como um "bónus" pelo direito à exploração da área, uma vez que o grau de previsibilidade do retorno do investimento é muito grande.

O novo regime de partilha prevê que parte da produção física do petróleo produzido pertencerá ao Estado brasileiro.

Vencerá o leilão o consórcio que oferecer a maior percentagem de óleo excedente, a começar pelo mínimo de 41,65 por cento da produção.

A nova regra prevê ainda que a petrolífera brasileira Petrobras seja, necessariamente, a operadora do consórcio vencedor com, no mínimo, 30 por cento de participação, seja qual for a empresa vencedora.

De acordo com a ANP, registaram-se onze empresas para participar no leilão, incluindo a Petrogal Brasil, formada por 70 por cento de capital da Galp e 30 por cento da chinesa Sinopec.

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 03, 2014, 07:07:15 pm
Desenvolvimento do Brasil assemelha-se ao «voo da galinha», diz investigador


O desenvolvimento do Brasil tem altos e baixos contínuos, realçou hoje, numa conferência em Lisboa, o investigador Alfredo Valladão, recorrendo à imagem do «voo da galinha».

Na sua intervenção, o professor da Escola de Relações Internacionais de Paris justificou o recurso à imagem do "voo da galinha" - que chegou mesmo a imitar em palco - para frisar que o Brasil continua demasiado dependente da venda de matérias-primas e presa a obstáculos à competitividade externa.

Alfredo Valladão intervinha na 1.ª Conferência de Lisboa, dedicada ao desenvolvimento global, que decorre hoje e na quinta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian,
Reconhecendo que se têm verificado "grandes progressos" no gigante lusófono, o professor rejeitou que o protecionismo seja visto como "um dogma", pois pode ser vantajoso ou não, dependendo do momento.

Porém, sublinhou que, para se desenvolver, o Brasil precisa de adotar uma série de reformas, que vão "mexer no bolso de muita gente". Ora, lembrou, as elites nunca querem "largar o osso". O que não é uma realidade apenas no Brasil, mas também noutros países emergentes, como China e Índia, onde "os poderes locais são tão fortes que ninguém quer adotar reformas".

Em tudo o resto, "não há uma estratégia de grupo" entre as potências emergentes. Trata-se de "um grupo muito heterogéneo" e "conservador", que "não quer mudar o sistema", mas apenas "mais voz e mais direito de veto sobre decisões gerais". Os chamados BRIC -- Brasil, Rússia, Índia e China -- "apenas descobriram que quem não está na mesa, está no menu", mas ainda não perceberam que quem se senta à mesa "tem de fazer contas".

E, por isso, a única estratégia que têm partilhado é "alavancar o protagonismo internacional de cada membro [do grupo dos BRIC], mas sem uma visão coletiva", repetiu.
Embora "a coisa esteja avançando", Valladão considera que ainda existe no Brasil "uma mentalidade de Casa-Grande & Senzala [obra do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre]", querendo com isso dizer "uma ideia autárquica de economia que é muito difícil mudar".

O professor brasileiro sustentou ainda que "o próprio conceito de desenvolvimento" está a tornar-se "obsoleto", não fazendo "mais sentido num mundo globalizado".
As apostas do futuro devem -- apontou -- passar por sistemas jurídicos "previsíveis e estáveis", inovação, liberdade de movimento e de capitais, sociedades que aceitem "uma maior competição interna", criação de polos de excelência na educação.

Sublinhando que haverá sempre pessimistas e otimistas, o professor concluiu, distinguindo: "O pessimista acha que tem razão mas sofre o tempo inteiro, o otimista acha que tem razão e só sofre no fim".

Lusa
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: NVF em Junho 06, 2015, 09:26:54 pm
Comércio exterior registra queda de 18% no ano


http://economia.estadao.com.br/noticias ... no,1700993 (http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,comercio-exterior-registra-queda-de-18-no-ano,1700993)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Junho 09, 2015, 10:45:50 am
http://www.jornalopcao.com.br/reportagens/2015-sera-o-ano-dos-reajustes-para-economia-brasileira-entenda-o-porque-7027/
Citar
Marcos Nunes Carreiro

Grande parte dos em­presários e economistas tem chegado a uma conclusão comum: 2015 não será um bom ano para a e­conomia brasileira. Os motivos são muitos e todos estão ligados aos equívocos cometidos pelo governo federal, resultados da “nova matriz econômica” — co­mo ficou conhecida a política econômica adotada pela presidente Dilma Rousseff (PT), em 2011. Devido a isso, o próximo governo, sendo Dilma ou não (só outubro dirá), precisará fazer fortes reajustes para que o Brasil não sofra com uma grande crise.

Para os próximos anos, as projeções da Focus são: 1,8% (2015), 2,5% (2016), 3% (2017) e 2,8% (2018). Assim, é possível ver que o ano que vem sofrerá com condições piores que as vividas atualmente. Por quê? Podemos analisar, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano: o crescimento foi de 0,2% em comparação com o trimestre anterior. Não foi um bom resultado, visto que ficou clara não apenas a retração do consumo das famílias (0,1%), como a queda de 0,8% da indústria, além do negativo desempenho dos investimentos (-2,1%).

Para o segundo trimestre deste ano, as previsões também não são animadoras, devido ao cenário pessimista demonstrado pelo setor de serviços, em função do comércio e de serviços da informação. Fora isso, a indústria também deve recuar ainda mais, em virtude da indústria de transformação (que transforma matéria-prima em produto final) e da construção civil, que sofre, entre outros motivos, com a desaceleração do crédito imobiliário. O índice de confiança da indústria da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que recuou em maio 5,1% em relação ao mês anterior reforça esse cenário. Os índices da situação atual e das expectativas também caíram (5,1% e 5%, respectivamente).

A inflação

O cenário geral apresentado acima é, sem sombras de dúvidas, preocupante. Sobretudo quando colocamos em análise um dos principais problemas no Brasil atualmente: a inflação. Marcel Grillo Balassiano, economista do setor de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, lembra que a inflação fechou 2013 em 5,9%, bem acima da meta de inflação determinada pelo Conselho Monetário Nacional de 4,5% e acima também da “meta informal” do Banco Central (BC), que foi de 5,84%. Em maio, a inflação (em 12 meses) foi de 6,4%, e, segundo o último relatório Focus, deve encerrar o ano em 6,5%, no topo do intervalo de tolerância.

A inflação não é o único problema

E a falta de confiança no Banco Central, consequentemente, desconfiança do mercado brasileiro, cria um ambiente impróprio para investimentos, que devem fechar o ano no negativo, em função, entre outros fatores, da queda de confiança dos empresários. Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que o índice de confiança empresarial caiu 4,9% em maio, em comparação com o mês anterior. Esse foi o maior recuo desde o final de 2008. Os índices da situação atual, das expectativas também caíram: 3,9%, 4,9% e 3,3%, respectivamente.

E a falta de confiança faz, consequentemente, com que a taxa de investimentos seja menor. Isto é, sem investimentos, sem melhorias. Em comparação com outros países da América Latina, por exemplo, o Brasil está muito abaixo quando o assunto são investimentos. Em 2013, a taxa de investimentos foi de aproximadamente 18% do PIB. Em contrapartida, o mundo investiu 24,5%, os países emergentes 32,2% e a América Latina 21,3%. Países como Chile (24%), Colômbia (24,2%), México (22,2%) e Peru (27,6%), têm níveis bastante superiores aos brasileiros.A política protecionista do governo — classificada como “nacional-desenvolvimentismo” por Nathan Blanche — gera efeitos negativos, já que torna as empresas menos competitivas e eficientes, além de provocar distorções na economia e gastos públicos desnecessários. A título de esclarecimento, temos os seguintes dados: os gastos do governo brasileiro, em relação ao PIB, ficam na casa dos 19%, enquanto os investimentos estão em 1,3%.

Segundo Nathan Blanche, o Brasil é muito fechado, o que considera um erro ideológico da presidente Dilma. “Um problema para o Brasil é ser um país fechado. É o nacional-desenvolvimentismo. Ou seja, proteger a indústria e o trabalhador nacionais. Isso tudo é um grito para o atraso. Para se ter uma ideia, o nível de abertura do Brasil é de 21%, enquanto em países como o Peru é de 44%. No Chile é 57%. Na Colômbia é 32%. No México é 63%. O problema da presidente é estar equivocada em sua ideologia”, diz.

Esse protecionismo cria situações como um superávit de US$ 105 bilhões — comercial (2,5 bilhões), minério de ferro (32 bilhões) e agronegócio (74,4 bilhões). Em contrapartida, o restante está no negativo, inclusive a própria indústria que o governo quer proteger. O petróleo, por exemplo, ficou em US$ -23,7 bilhões.
Agência de classificação de risco rebaixa nota do Brasil

No ano passado, a agência de clas­si­ficação de risco Moody’s rebaixou a pers­pectiva do rating soberano do Brasil de po­sitiva para estável. De acordo com o e­conomista Marcel Balassiano, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), isso se aconteceu devido aos seguintes fatores:

1) elevada e crescente dívida bruta do setor público; 2) o crescimento baixo e prolongado, incluindo-se as projeções; 3) queda da taxa de investimento; 4) a piora na qualidade dos relatórios das contas públicas (a chamada “contabilidade criativa”, isto é, manobras contábeis para esconder a expansão da despesa pública, do déficit e da dívida governamental, ou o uso frequente de receitas não recorrentes); e 5) os recorrentes empréstimos do Tesouro aos bancos públicos.

Em abril deste ano, a agência S&P re­baixou o rating da dívida de longo prazo em moeda estrangeira de BBB para BBB-. Se­gundo o economista, para a agência, esse rebaixamento foi fruto da condução da política fiscal (com a chamada “con­ta­bi­lidade criativa”); expectativa de baixo crescimento nos próximos anos; dificuldade de cumprimento da meta primária de 2014; e piora das contas externas. Ou seja, diante da deterioração das contas fiscais, baixa credibilidade da política econômica, di­fi­culdade que o governo terá para melhorar os números neste ano, por ser ano eleitoral, e diante do baixo crescimento da economia, a agência tomou essa atitude.Dilma não seguiu passos de Lula na área econômica

Por que o crescimento econômico durante o governo Lula foi de 4% e o de Dilma Rous­seff, 1,9%, muito abaixo dos 2,3% do período FHC? Não é Dilma um fruto de Lula? Na área econômica, não. Dilma é mais ideológica que Lula — como já mostrado, ela está mais ligada ao protecionismo típico da política “nacional desenvolvimentista”.

Mas também é preciso dizer que a presidente não contou com uma conjuntura tão favorável para a economia brasileira quanto a que Lula experimentou no começo dos anos 2000. Aquele foi um período em que houve um aumento tanto dos produtos manufaturados quanto dos primários, pois a China estava crescendo a taxas extraordinárias. O mundo, em geral, estava bem. Além disso, foi um período em que houve o maior efeito de dinâmica do mercado interno.
Para quem não percebe e diz que não existe crise no Brasil... :roll:
(http://image.slidesharecdn.com/transparenciasreuniaocosec171011-ilangoldfajn-111025044412-phpapp01/95/palestra-perspectivas-da-economia-mundial-e-brasileira-cosec-fiesp-ilan-goldfajn-out2011-21-728.jpg?cb=1378366427)
(http://i0.wp.com/www.jornalopcao.com.br/wp-content/uploads/2014/06/economia.jpg?resize=620%2C350)

Saudações
Título: Re: FAB - Força Aérea Brasileira
Enviado por: Vitor Santos em Junho 30, 2015, 06:44:51 pm
Programa Espacial Brasileiro e a transferência de tecnologias

(http://www.iae.cta.br/images/vls1-salina.jpg)

Concebido com o objetivo de colocar em órbita satélites brasileiros de pequeno porte, o programa do Veículo Lançador de Satélites (VLS), desenvolvido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), tem trazido diversos benefícios para a indústria brasileira, representando autonomia e geração de recursos para o País.

“Os resultados indiretos desse desenvolvimento já possibilitaram conquistas tecnológicas aplicadas na exploração de petróleo, equipamentos automotivos e gerenciamento de sistemas de produção, entre outros”, explicou o tenente-coronel José Duarte, chefe da Divisão de Sistemas Espaciais do IAE.

Desenvolvido graças a mais de 25 anos de experiência acumulada pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e a indústria nacional, o VLS-1 tem o objetivo de lançar um satélite de 200 Kg a 750 Km na órbita equatorial.

“O VLS-1 colocará o Brasil no seleto rol dos países capazes de projetar, fabricar, lançar, controlar, estabilizar e entregar uma carga útil em órbita terrestre. Além disso, o projeto permite elaborar tecnologias críticas, capacitando e garantindo autonomia para a indústria brasileira”, disse o tenente-coronel Duarte.

(http://tecnodefesa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-2-PEB-Transf.Tecnologias.1.jpg)

A seguir ,um panorama das principais tecnologias transferidas para a indústria brasileira pelo Programa Espacial Brasileiro:

Exploração de petróleo

Os conceitos de estruturas otimizadas em materiais compostos, desenvolvidos no IAE, vêm sendo aplicados de maneira crescente pela Petrobras para exploração de petróleo em águas profundas, no qual a redução de peso é um fator de importância vital para equipamentos embarcados nas plataformas offshore.

Ventiladores industriais

As técnicas desenvolvidas para a produção de cascas finas estruturais permitiram a total nacionalização de diversos tipos de ventiladores industriais, equipamentos que até 1985 eram importados. Atualmente, com mais de 300 unidades operando em indústrias nacionais, o país começa a exportar o produto, ingressando num mercado avaliado em milhões de dólares.

Rotores de turbinas eólicas

(http://tecnodefesa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-3-PEB-Transf.Tecnologias..jpg)

Os conhecimentos de estruturas aeroelásticas, aliados aos processos de laminação a vácuo de compostos aeroespaciais, permitiram o ingresso do Brasil no mercado mundial de rotores para turbinas eólicas. Uma das mais limpas e modernas formas de geração elétrica, a energia eólica vem apresentando crescimento vertiginoso em todo o mundo. Após certificação internacional da qualidade de seus produtos, a indústria brasileira ingressou nesse mercado com turbinas operando em diversas usinas no Brasil e no exterior.

Sistemas de ventilação

As técnicas de cálculo de aerodinâmica permitiram a fabricação de sistemas especiais de ventilação de alto desempenho e baixo ruído, que hoje equipam as mais novas estações de metrô de São Paulo, com expressivas melhorias em relação aos sistemas importados da Europa.

Sistemas de flutuação

A metodologia de cálculo empregada para estruturas espaciais vem sendo aplicada nos sistemas de flutuação do robô-protótipo empregado pela Petrobras em operações especiais a grande profundidade, e também nos sistemas de geração de empuxo na extração de óleo. Protótipos desses equipamentos já foram aprovados para uso nos campos de produção da Petrobras nas costas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Usinas de álcool

(http://tecnodefesa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-4-PEB-Transf.Tecnologias..jpg)

Avançadas técnicas de cálculo estrutural e os conhecimentos de mecânica de fadiga permitiram a análise detalhada, revisão de projeto e alterações em componentes críticos de usinas paulistas de produção de álcool, visando eliminar perdas de produtividade durante as fases de moagem de cana-de-açúcar.

Indústria automotiva

(http://tecnodefesa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Imagem-5-PEB-Transf.Tecnologias..jpg)

A metodologia de projeto e análise de componentes do programa espacial está sendo usada na modernização dos veículos nacionais. São exemplos: novos tanques de combustível de ônibus da Mercedes-Benz; vasos de pressão para estocagem de gás natural dos ônibus urbanos que começam a rodar nas grandes cidades brasileiras; laminados anti-chama para o metrô do Distrito Federal; entre outros.

Desenvolvimento de produtos

Os conceitos de engenharia de sistemas utilizados nos sofisticados equipamentos de apoio aos lançamentos de foguetes, como é o caso do Banco de Controle de Lançamento do VLS, feito pelo IAE e empresas brasileiras, está sendo empregado em verificações informatizadas de produtos, contribuindo para o aumento da qualidade e produtividade das empresas. Um exemplo é o conjunto de sistemas de testes eletrônicos desenvolvido para a General Motors do Brasil.

Controle e gerenciamento de processos

Os elevados padrões de controle de processos requeridos pelo programa espacial vêm propiciando a implantação em outros segmentos de controle e gerenciamento de processos especiais, facilitando, ou mesmo automatizando, a tomada de decisões. O sistema também assegura economia de recursos por meio da racionalização de estações de supervisão e gerenciamento de distribuição de energia, de telecomunicações e de fluxos de veículos. Um exemplo significativo é a implantação de postos de pedágio informatizados em São Paulo.

O programa espacial também obteve conquistas no desenvolvimento de produtos como o aço de alta resistência, o propelente sólido para motores de foguetes e materiais compostos estruturais e termoestruturais. Outro projeto importante é o Sistema Inercial Aeroespacial (SIA), considerado tecnologia crítica, já que possui alto custo de aquisição.

Fonte:  http://tecnodefesa.com.br/programa-espa ... cnologias/ (http://tecnodefesa.com.br/programa-espacial-brasileiro-e-a-transferencia-de-tecnologias/)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Julho 01, 2015, 10:57:41 am
http://www.brasilpost.com.br/2015/06/24/marisa-renner-ca-demitem_n_7655856.html
Citar
A crise no mercado de trabalho começa a bater nas portas das maiores varejistas do país. Depois de a Via Varejo anunciar ontem que demitiu 3.000 funcionários do Ponto Frio e das Casas Bahia nas últimas semanas, chegou a vez de o segmento de moda e vestuário entrar na onda das demissões.

De acordo com o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, o aumento do desemprego é reflexo da retração econômica e da queda nas vendas no varejo.

Reportagem desta quarta-feira do jornal Valor Econômico mostra que, em São Paulo, Renner, Marisa, C&A e Riachuelo, as quatro maiores varejistas de moda do país, fecharam 1.200 postos de trabalho de janeiro até 15 de junho.

"O número de homologações é 45% maior que as demissões efetuadas no mesmo período de 2014, quando as empresas demitiram 818 pessoas", informou o sindicato.

Procuradas pelo jornal, Riachuelo e Renner não responderam ao pedido de entrevista. A C&A informou em comunicado que "oscilações no quadro de funcionários podem acontecer em função das exigências de mercado".

A empresa também informou que vai manter seu plano de expansão de longo prazo no Brasil. Já a Marisa informou que realizou uma adequação no quadro de colaboradores para o cenário deste ano.
(http://i.huffpost.com/gen/3113492/images/n-C-E-A-large570.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Julho 29, 2015, 10:54:59 am
http://www.naval.com.br/blog/2015/07/28/a-crise-na-industria-naval/
Citar
A mágica do Estado que tudo pode, movido a voluntarismo e “vontade política”, está se desfazendo. Um dos últimos setores atingidos pela frieza dos fatos foi o da indústria naval – justamente aquele que deveria simbolizar a pujança nacional dentro do projeto desenvolvimentista estatal impulsionado pelos governos petistas.

Cerca de 14 mil trabalhadores foram demitidos no setor somente neste ano, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Conforme mostra reportagem do Estado, vive-se uma crise semelhante à enfrentada pela indústria naval nos anos 80, quando faltavam financiamentos e competitividade.

Trabalhadores experientes no setor ouvidos pelo jornal atestam, no entanto, que a situação atual é ainda pior do que aquela enfrentada na chamada “década perdida”. Naquela época, dizem eles, ainda era possível encontrar emprego, mesmo com dificuldades. Hoje, não – os estaleiros ou estão demitindo em massa para conseguir atravessar a crise ou estão simplesmente fechando as portas.

O saldo entre demissões e contratações no setor entre janeiro e junho deste ano foi negativo em 2.404 empregos, ante um saldo positivo de 740 no mesmo período de 2014. Um ano antes, em 2013, a indústria naval havia registrado um saldo positivo de cerca de 5 mil vagas no primeiro semestre, um desempenho condizente com todo o enorme investimento estatal feito no setor.

Tal investimento foi tratado como estratégico pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff – e, como toda má ideia, esta também não veio desacompanhada. O desejado impulso à indústria naval foi dado não apenas com aporte de vultosos recursos públicos, o que já seria em si discutível, mas também com a malsinada imposição de que as empresas participantes dessem preferência a conteúdo nacional em seus empreendimentos.

Cálculos de dirigentes do setor apontam majoração de 15% nos preços de plataformas, navios e sondas de perfuração por conta dessa exigência. A esses erros se acrescentou ainda outro – o de obrigar a Petrobrás, estatal convertida em instrumento de política industrial, a privilegiar a indústria naval nacional ao fazer suas compras.

O incentivo à indústria naval era obviamente defensável, mas desde que feito com prudência e racionalidade. Como foi um mero impulso nacionalisteiro, a realidade logo se impôs. A falta de competitividade das empresas, o encarecimento da produção graças à política de conteúdo nacional e a dependência extrema de dinheiro público foram uma combinação fatal para as pretensões do governo petista. “É uma situação previsível. Houve tempo para as empresas se estruturarem, melhorarem o desempenho e buscarem competitividade. O dever de casa não foi feito e já se sabia que a ideia de basear a indústria permanentemente em benefícios estatais era errada”, comentou Floriano Carlos Martins, professor de Engenharia Oceânica da Coppe/Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em maio passado, na ânsia de criar a tal “agenda positiva” para superar a crise de seu governo, Dilma foi ao Estaleiro Atlântico Sul, no Porto de Suape (PE), para inaugurar o navio petroleiro André Rebouças. “Diziam que a gente não era capaz” de lançar o navio, exultou a presidente no palanque. Um mês depois, o estaleiro anunciou a demissão de 330 funcionários, elevando o total de dispensas no ano a cerca de 2 mil.

O resultado da teimosia estatista de Dilma é que, agora, o que restou da indústria naval não está preparado para enfrentar as enormes dificuldades resultantes da crise da Petrobrás, obrigada a rever seus investimentos em razão de erros administrativos e do escândalo de corrupção, e também para suportar os efeitos do ajuste fiscal, que, entre outras coisas, cortou os investimentos do Ministério da Defesa em navios de guerra que deveriam ser construídos aqui.

Antes festejados por Dilma como a prova do “renascimento” da indústria naval brasileira, há estaleiros que hoje não têm condições sequer de pagar as indenizações trabalhistas aos milhares de demitidos.

FONTE: Estadão
Muita "sede ao pote"... :roll:
(http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/11/transpetro-580x386.jpg)

Saudações
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Edu em Julho 30, 2015, 09:16:10 am
As 10 economias com pior desempenho em 2015
Citar
Uma série de economistas entrevistados pela Bloomberg comunicaram as suas previsões de que países terão um menor crescimento económico em 2015.

Segundo as previsões feitas por economistas entrevistados pela Bloomberg, a Ucrânia concluirá o ano de 2015 como sendo o país com o pior desempenho em termos de crescimento mundial.

O país da Europa de Leste atingido pelo conflito verá o seu produto interno bruto contrair no quarto trimestre por 4% desde a mesma altura em 2014, a pior das 47 economias inquiridas pela Bloomberg desde abril a junho. Esta pouca sorte vai ser partilhada pelo país vizinho Rússia, onde o PIB vai diminuir 3,5% no final do ano principalmente devido a sanções internacionais e rendimentos mais reduzidos provenientes do petróleo.

Algumas partes da América Latina também vão ficar em dificuldades na véspera de 2016. Em relação ao Brasil e à Argentina, ambos a sofrer com a crescente inflação e o desemprego, os dados do inquérito mostram que irão ver contrações de 1,6% e 1,5% em relação ao ano anterior. O Brasil foi o país que teve a maior queda entre as 28 economias incluídas no inquérito da Bloomberg de Janeiro. Nessa altura, era esperado que o poder económico da América do Sul crescesse 1% este ano.

A Suíça, ainda a vacilar por causa da decisão tomada em janeiro pelo Banco Nacional Suíço de acabar com a taxa de nivelamento do franco em relação ao euro, ficou em 5º lugar na lista dos PIBs mais desfavoráveis, prevendo-se que conseguisse registar algum crescimento de 0,1%. No caso da Grécia, à medida que a sua crise financeira vai prendendo a atenção internacional, a sua posição no 8º lugar pode ser precária; os economistas previram em abril que o país iria crescer 0,9% no final de 2015.

A completar a lista dos 10 piores estão a Croácia, a Sérvia, a Itália e o Cazaquistão. Atualmente espera-se que o Cazaquistão, cujo principal parceiro comercial é a Rússia, cresça 1,2%, tendo descido em relação aos 3,6% que os economistas previram há três meses atrás.

No outro lado da escala, o Vietname junta-se às economias emergentes da Índia e da China no grupo das três economias com o crescimento mais rápido registado no final do ano.

As previsões atuais representam a média feita em função do inquérito realizado a cada país em junho exceto no caso da Croácia e da Grécia, em que se utilizou o inquérito de abril, e da Sérvia, em que se utilizou o inquérito de maio. Os dados referentes ao início de 2015 vêm dos inquéritos realizados aos países em janeiro, exceto no caso da Ucrânia e do Cazaquistão, em que se utilizou o inquérito de março, e do Vietname, em que se utilizou o de dezembro. O estudo reuniu o total de 47 economias.

 

https://insider.pro/pt/article/35149/?utm_content=35149&utm_medium=cpc&utm_source=facebook&utm_campaign=webclicks_pt_finance2

Não é apenas sobre o Brasil, mas também fala no Brasil. Este ano prevê-se que a economia Brasileira tenha a terceira pior prestação mundial com uma recessão de 1.6%.
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Julho 30, 2015, 11:46:46 am
http://www.naval.com.br/blog/2015/07/29/apogeu-e-queda-de-santos-exibem-retrato-de-uma-quase-superpotencia/
Citar
(SÃO PAULO) – O Porto em Santos sempre foi conhecido como o portão de acesso do Brasil para o mundo. Agora, é também uma janela que mostra o que deu errado na maior economia da América Latina.

As exportações por Santos despencaram com a desaceleração da demanda da China. Empresas que apostaram nas vantagens do desenvolvimento de gigantescas descobertas de petróleo passaram a recuar depois que a Petrobras informou que cortará um terço dos investimentos. E os preços dos imóveis estão em queda, pois edifícios inteiros permanecem vazios.

Em nenhum lugar, talvez, as promessas não cumpridas de uma quase superpotência como o Brasil são mais evidentes do que em Santos, cidade do porto mais movimentado da América Latina. A cerca de uma hora de São Paulo, Santos se beneficiou com a dupla bênção do superciclo de commodities e a onda de investimentos estatais que isso gerou. Agora, o porto sente o duplo golpe do escândalo de corrupção na Petrobras e da pior recessão do Brasil em 25 anos.

“Existe uma frustração muito grande pois Santos, assim como o Brasil, perdeu sua oportunidade e os anos dourados ficaram para trás”, disse Karla Simionato, coordenadora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Santos.

Apenas uma das três torres que a Petrobras planejava construir para um novo complexo de escritórios de 25.000 metros quadrados em Santos teve a obra concluída e as outras duas estão suspensas. Negócios locais que migraram para a região industrial, elevando os preços das propriedades devido à previsão da chegada de 6.000 funcionários, agora estão fechando ou nunca sequer abriram as portas.

Remorso dos compradores

“Muitos proprietários compraram terrenos para restaurantes e se arrependem”, disse Paulo Latrova, presidente de uma associação de donos de lojas de Santos. “Em todo lugar onde colocou os pés, a Petrobras levou progresso e investimento. Não há nada acontecendo aqui”.

A Petrobras não respondeu aos pedidos de comentário e o gabinete da Prefeitura de Santos preferiu não comentar.

Nos tempos em que o apetite da China por commodities parecia interminável e a Petrobras era a queridinha dos investidores globais, empresas como a Saipem, uma unidade da Eni SpA, e a Iesa Óleo Gás SA anunciaram planos para estabelecer operações em Santos ou nas proximidades. Localizada na intersecção entre as maiores descobertas de petróleo da história do Brasil em uma área offshore conhecida como pré-sal e o principal reduto agrícola do país, Santos teve suas exportações quase duplicadas em um período de seis anos, com um pico de US$ 5,93 bilhões em 2012, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.

Os tempos mudaram. As receitas com os embarques caíram 20 por cento nos primeiros seis meses de 2015 após diminuírem 25 por cento no ano passado, mostram os dados. O desemprego em Santos subiu para 12,2 por cento em maio, mais de 2 pontos porcentuais a mais do que quatro anos antes, segundo a Universidade Santa Cecília. E a queda na demanda por grandes espaços de escritórios reduziu os preços em 3 por cento de dezembro para cá, Segundo levantamentyo feito por Robert Zarif, consultor econômico que monitora o mercado local.

Neymar, Pelé

“Podemos culpar dois fatores pela situação de Santos: os efeitos da redução nos investimentos da Petrobras e a recessão econômica”, disse Carlos Eduardo Lima, presidente da comissão de Obras Públicas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. “É uma fotografia perfeita da desaceleração econômica do Brasil”.

Mais conhecida como a cidade onde a estrela do futebol Neymar Júnior foi revelada e onde a lenda do esporte Pelé passou a maior parte de sua carreira, Santos é uma das cidades mais antigas do Brasil. Fundada em 1546, seu centro é alinhado com ruas de paralelepípedos e edifícios coloniais.

A três quadras da torre da Petrobras existe outro projeto de edifício de escritórios, este terminado, mas praticamente desocupado. Quando iniciou a fundação do projeto, em 2010, a Cyrela Brazil Realty SA declarou que Santos era “o centro de excelentes oportunidades”.

‘Ainda piores’

O ex-time de Neymar, o Santos FC, era um grande argumento de venda à época. Na ocasião, o Santos FC estava no caminho para se tornar campeão da Copa Libertadores, o que ocorreu um ano depois. Agora, corre o risco de ser rebaixado na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Hoje, apenas três dos 212 escritórios do edifício foram alugados. A Cyrela informou, em resposta por e-mail a perguntas, que vendeu todas as unidades e que o aluguel é responsabilidade dos proprietários.

“Quando compramos espaço para escritórios, nós tínhamos o atrativo da Petrobras e do pré-sal”, disse Edson Delgado Boschilia, administrador da empresa imobiliária Infinity Holding. “Desde abril ninguém procurou alugar um escritório da gente. E se você não tem locatários interessados, as chances de vender são ainda piores”.

FONTE: www.infomoney.com.br (http://www.infomoney.com.br)
(http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/07/porto-santos-11-580x389.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Setembro 17, 2015, 11:51:37 am
http://www.forte.jor.br/2015/09/16/por-que-a-economia-brasileira-foi-para-o-buraco/
Citar
Até poucos anos atrás havia grande otimismo em relação à economia brasileira. Chegamos a crescer 7,6% em 2010. Os salários cresciam, o desemprego ia para zero, a pobreza e a desigualdade caiam. A ascensão da classe C era festejada com a ampliação do consumo. De repente tudo mudou: a economia entrou em recessão em meados de 2014. As previsões para os próximos anos, coletadas junto ao mercado pelo Banco Central, são sombrias: uma recessão de 2% esse ano e crescimento zero em 2016.

E mesmo quando a luz no final do túnel aparecer, o que se espera são medíocres taxas de crescimento do PIB de, no máximo, 2% ao ano. A taxa de desemprego calculada pelo IBGE não para de subir, passando de 4,3% em dezembro de 2014 para 7,5% em julho de 2015. Os dados sobre o déficit e a dívida do Governo Federal só mostram deterioração: festejados programas de governo, como o Fies e o Pronatec, tiveram que ser encolhidos por falta de dinheiro. A inflação disparou. Alguns governos estaduais não conseguem sequer pagar o funcionalismo, e estão parcelando os contracheques. Afinal, o que aconteceu para que caíssemos do nirvana para o buraco tão rapidamente?

A crise econômica atual tem causas antigas, que remontam ao início do atual período democrático (iniciado em 1985), bem como causas recentes, ligadas a uma política econômica equivocada e inconsistente, adotada por volta de 2005/2006 e aprofundada a partir de 2011.

Leia o artigo completo clicando aqui.
(http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2015/09/industria-580x387.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Setembro 30, 2015, 03:23:55 pm
http://www.aereo.jor.br/2015/09/30/aviacao-comercial-brasileira-tera-pior-deficit-de-sua-historia/
Citar
A aviação comercial brasileira deve ter o pior déficit de sua história no encerramento deste ano. O prejuízo deve ser superior a R$ 7,3 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). O valor é equivalente à soma dos resultados líquidos negativos registrados em três anos consecutivos pelo transporte aéreo (2011 a 2013), ou R$ 7,4 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Segundo a Abear, o déficit está sendo impulsionado pela alta do dólar e pelo aumento de custos de 24% previsto para este ano, enquanto a receita deve crescer bem menos, ou 3,7%.

“Esse cenário coloca em risco uma década de conquistas, pois saltamos de um patamar de 30 milhões para 100 milhões de passageiros”, avaliou o presidente da associação, Eduardo Sanovicz. “Com o câmbio nesse valor, não é admissível trabalhar com custos muito acima da média mundial, como é o caso do combustível”, completou, ainda lembrando que, até agosto, a cotação do dólar acumula valorização de 55% na comparação anual. “Cerca de 60% dos custos da aviação são dolarizados.”

Para 2016, as projeções também indicam déficit de caixa. O valor deve ser de até R$ 12,2 bilhões, caso a cotação do dólar fique em torno de R$ 4,44. Se a moeda americana for cotada na casa dos R$ 3,88, as perdas poderão se situar em R$ 11,4 bilhões.

Sanovicz ainda afirmou que o cenário precisa ser enfrentado com maturidade, caso contrário os passageiros voltarão ao transporte rodoviário. “A Abear apresentou, na semana passada, seis propostas para enfrentar a atual situação econômico-financeira ao ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha. Nesta quinta-feira, será a vez do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.”

Entre tais medidas, de acordo com a Abear, está o alinhamento do preço do querosene de aviação (QAV) com o mercado internacional, a eliminação da incidência do ICMS sobre o combustível, um “waiver” das tarifas aeroportuárias e de navegação com financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e a revisão da regulação das Condições Gerais do Transporte Aéreo, entre outros temas.

“Não estamos propondo a isenção de subsídios. Nossas contas nós assumimos. O que a gente não pode mais é trabalhar em um cenário no qual os insumos que recaem sobre as empresas tenham preços tão díspares em comparação com o mercado internacional”, afirmou Sanovicz.

FONTE: www.panrotas.com.br (http://www.panrotas.com.br)
(http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2015/09/TAM-580x387.jpg)

Saudações
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Dezembro 30, 2015, 04:25:56 pm
http://www.economist.com/news/briefing/21684778-former-star-emerging-world-faces-lost-decade-irredeemable?fsrc=scn/fb/te/pe/ed/brazilscrisis (http://www.economist.com/news/briefing/21684778-former-star-emerging-world-faces-lost-decade-irredeemable?fsrc=scn/fb/te/pe/ed/brazilscrisis)
Citar
THE longest recession in a century; the biggest bribery scandal in history; the most unpopular leader in living memory. These are not the sort of records Brazil was hoping to set in 2016, the year in which Rio de Janeiro hosts South America’s first-ever Olympic games. When the games were awarded to Brazil in 2009 Luiz Inácio Lula da Silva, then president and in his pomp, pointed proudly to the ease with which a booming Brazil had weathered the global financial crisis. Now Lula’s handpicked successor, Dilma Rousseff, who began her second term in January 2015, presides over an unprecedented roster of calamities.

By the end of 2016 Brazil’s economy may be 8% smaller than it was in the first quarter of 2014, when it last saw growth; GDP per person could be down by a fifth since its peak in 2010, which is not as bad as the situation in Greece, but not far off. Two ratings agencies have demoted Brazilian debt to junk status. Joaquim Levy, who was appointed as finance minister last January with a mandate to cut the deficit, quit in December. Any country where it is hard to tell the difference between the inflation rate—which has edged into double digits—and the president’s approval rating—currently 12%, having dipped into single figures—has serious problems.
(http://cdn.static-economist.com/sites/default/files/imagecache/full-width/images/print-edition/20160102_FBD001_0.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Janeiro 05, 2016, 04:47:25 pm
http://www.economist.com/news/leaders/21684779-disaster-looms-latin-americas-biggest-economy-brazils-fall?fsrc=scn/fb/te/pe/ed/brazilsfall (http://www.economist.com/news/leaders/21684779-disaster-looms-latin-americas-biggest-economy-brazils-fall?fsrc=scn/fb/te/pe/ed/brazilsfall)
Citar
AT THE start of 2016 Brazil should be in an exuberant mood. Rio de Janeiro is to host South America’s first Olympic games in August, giving Brazilians a chance to embark on what they do best: throwing a really spectacular party. Instead, Brazil faces political and economic disaster.

On December 16th Fitch became the second of the three big credit-rating agencies to downgrade Brazil’s debt to junk status. Days later Joaquim Levy, the finance minister appointed by the president, Dilma Rousseff, to stabilise the public finances, quit in despair after less than a year in the job. Brazil’s economy is predicted to shrink by 2.5-3% in 2016, not much less than it did in 2015. Even oil-rich, sanction-racked Russia stands to do better. At the same time, Brazil’s governing coalition has been discredited by a gargantuan bribery scandal surrounding Petrobras, a state-controlled oil company. And Ms Rousseff, accused of hiding the size of the budget deficit, faces impeachment proceedings in Congress
(http://cdn.static-economist.com/sites/default/files/imagecache/full-width/images/print-edition/20160102_LDD001_0.jpg)

Saudações
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Janeiro 27, 2016, 11:11:47 am
http://www.naval.com.br/blog/2016/01/26/preco-baixo-do-petroleo-inviabiliza-o-pre-sal/ (http://www.naval.com.br/blog/2016/01/26/preco-baixo-do-petroleo-inviabiliza-o-pre-sal/)
Citar
A cotação em torno de US$ 30 por barril inviabiliza investimentos em novos projetos para extrair petróleo em alto mar, incluindo o pré-sal brasileiro, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Os preços atuais também tornam arriscada a realização de leilões para abrir frentes de exploração “offshore” no futuro imediato, mas a tendência é de recuperação e a cotação deve voltar ao patamar de US$ 80 até 2020, diz o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol.

Ao Valor, Birol disse que se os preços se mantiverem na casa de US$ 30, o PIB de países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, pode cair até 20% e o da Rússia cerca de 10% em 2016. Projetos que estavam na prateleira em nações consumidoras, como o desenvolvimento de óleo e gás não convencional nos Estados Unidos, correm sério risco de paralisação.
Só boas notícias... ::) :o
(http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/05/26-10-2010-fpso-cidade-de-angra-dos-reis-1280x853.jpg)

Saudações
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Fevereiro 05, 2016, 11:51:02 pm
https://espresso.economist.com/4e222482a7c2c1230a745b96138d0c6d?fsrc=scn%2Fesp%2Ffb (https://espresso.economist.com/4e222482a7c2c1230a745b96138d0c6d?fsrc=scn%2Fesp%2Ffb)
Citar

Breaking off: Brazil’s distracted rulers




Congressmen return to work today after their Christmas break. Like most Brazilians, they won’t get much done until Carnival ends on February 10th. They can scarcely afford another week’s holiday. The economy is tanking, joblessness is up, yet inflation refuses to dip below 10%. Public finances are in tatters: the budget deficit exceeded one-tenth of GDP in December. To close it, and boost confidence, Congress must approve urgent spending cuts and tax rises—which the embattled president, Dilma Rousseff, will call for in her annual letter to the assembly. Legislators will listen, possibly even nod. But their minds will wander: in the coming months they must decide whether to impeach Ms Rousseff over dodgy accounting practices, boot out the lower-house speaker over corruption allegations (which he denies), and strip a senior senator of his seat following his arrest in a bribery probe last November. Reforms can wait; samba can’t.

Cumprimentos




Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 23, 2016, 08:03:14 pm
Goldman Sachs diz que o Brasil caminha para a falência a médio prazo


O economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs disse hoje que o Brasil pode estar a caminho da falência a médio prazo, no final de três dias de reuniões no país com investidores, analistas e autoridades.

"Há uma perceção crescente entre os investidores locais e os analistas de que o Brasil está numa trajetória que pode acabar por levar a uma insolvência orçamental a médio prazo", disse Alberto Ramos, numa nota de análise divulgada depois de uma visita de três dias ao Brasil, na qual visitou o Ministério das Finanças, o banco central, o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e a petrolífera Petrobras.

Na nota do Goldman Sachs, Alberto Ramos acrescenta que "a principal preocupação é que as autoridades ainda não mostraram nem vontade nem força política para lidar de forma eficaz com estes desafios crescentes".

O sentimento no Brasil continua claramente negativo e a perceção é que as coisas ainda vão ficar piores antes de ficarem melhores, acrescentou o diretor do departamento de pesquisa para a América Latina no gigante financeiro Goldman Sachs, citado pela agência financeira Bloomberg.

Hoje, a moeda brasileira caiu novamente face ao dólar, e o Goldman Sachs prevê que o real perca mais 10% do seu valor até ao final deste ano, valendo 4,4 reais por dólar.

O real é, de resto, a moeda com o pior desempenho nos últimos 12 meses, tendo perdido 28% num contexto de recessão que deve rondar os 4% neste e no último ano, e com a inflação e a taxa de desemprego acima dos 10%.

DN
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 10, 2016, 01:38:42 pm
(http://imgur.com/S73DzMP.jpg)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 15, 2016, 09:40:49 pm
Os problemas da Transnordestina:

Citar
Railway to nowhere shows Brazil's infrastructure woes
Plants grow on the Ferrovia do Nordeste section of the Transnordestina railway track in Missao Velha, Ceara state, Brazil, October 25, 2016. Picture taken October 25, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino

By Leonardo Goy | SALGUEIRO, Brazil

The rusting tracks of Brazil's Transnordestina railway peter out and give way to a dirt trail in a remote corner of the country's arid northeast, far from the ports or farms it was meant to serve.

No trains run on these tracks and the cleared path for one of Brazil’s most ambitious infrastructure projects is used only by local cars, and the odd stray cow.

It was due to be delivered next month, but after 10 years of construction and 6 billion reais ($1.76 billion) of mostly public investment, the 1,700-km project is only half complete.

As a new center-right government seeks billions of dollars in private investment for airports, roads and railways, the Transnordestina highlights the challenge of resolving Brazil's massive infrastructure problems, especially now that the worst recession in decades has battered its ability to finance public works.

The railroad's future is in doubt as the new government is wary of sinking billions of reais more into a venture unlikely to offer a return on investment.

That reluctance could be the death knell for a generation of grand projects meant to drive development, including an east-west railway in Bahia state and an oil refinery in Rio de Janeiro state that hemorrhaged public funds for years without ever being finished.

"This was meant to bring cheap fuel and jobs for the population," said farmer Francisco Emiliano, a 58-year-old father of seven, who lives beside the railway line here. "Everything has stopped. A lot of people are unemployed now."

Emiliano watches over his cattle from a small hut beside where ex-President Luiz Inacio Lula da Silva launched construction a decade ago, pledging the railroad would end the region's endemic poverty.

On Tuesday, the government pledged 430 million reais to restart work on the line. That money is unlikely to go far, but wins time for a Cabinet wrestling with whether to support or scrap a project in which public institutions are so heavily invested.

The railway has always been politically divisive. Left-leaning supporters have argued it can help develop a region ignored by private investors, while free market proponents say demand from businesses never warranted a railway of its size.

All, however, agree the execution so far has been flawed.

Amid accusations of poor design and financial mismanagement, the government is considering negotiating the concession's return from its operator TLSA - controlled by Brazilian steelmaker Cia Siderurgica Nacional SA - so it can be re-tendered, four sources said.

TLSA, in a statement, said building stopped due to delayed public payments. With fresh funds, the consortium said it could have 6,500 people working the line within six months.

Just 800 people are now working on the railway, down from 11,000 in 2010.

The Transnordestina was designed to carry commodities like soy, corn, iron ore and gypsum from the remote northern state of Piaui north to the port of Pecem and east to the port of Suape, and from there be shipped to China, Brazil's main export market.

Its collapse would be a huge blow for these communities, forcing businesses to continue using poor roads to transport goods.

For Renato Pavan, president of infrastructure consultancy Macrologística, it is a lesson in the perils of state-led development.

"The Transnordestina was thought along the lines of 'Let's build a railway and the economy will adapt,'" said Pavan. "But it doesn't work like that."
Continua...................

https://widerimage.reuters.com/story/brazils-railway-to-nowhere (https://widerimage.reuters.com/story/brazils-railway-to-nowhere)

E uma explicação académica para o sucedido

http://www.icpublicpolicy.org/conference/file/reponse/1433991693.pdf (http://www.icpublicpolicy.org/conference/file/reponse/1433991693.pdf)
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Dezembro 18, 2016, 10:58:47 pm
Pareceu-me interessante: http://www.debatesculturais.com.br/quem-acabou-com-o-nosso-pau-brasil-2/ (http://www.debatesculturais.com.br/quem-acabou-com-o-nosso-pau-brasil-2/)
Citar
Contrariamente ao que muita gente pensa, não foram os portugueses que praticamente extinguiram o pau-brasil da nossa mata atlântica. Nem foram eles que praticamente extinguiram essa mata. Os portugueses sempre tiveram uma preocupação preservacionista muito grande, com relação à natureza do Brasil. Foram, nessa matéria, verdadeiros precursores do moderno ambientalismo, numa época em que ninguém, absolutamente ninguém, tinha essa preocupação.

Os franceses levavam o pau-brasil, pagavam aos índios no sistema clássico dos espelhinhos e lantejoulas e voltavam para sua terra sem maiores preocupações ou escrúpulos de consciência.

Os portugueses, entretanto, agiam de forma bem diversa. Transcrevo trecho muito elucidativo a respeito, de artigo publicado no jornal “O Estado de S. Paulo” de 17-1-2007, pelo Prof. Evaristo Eduardo de Miranda, doutor em Ecologia e chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite: “Na maioria dos países, a defesa da natureza é fenômeno recente. No Brasil, vem de longa data. Desde o Século XVI, as Ordenações Manuelinas e Filipinas estabeleceram regras e limites para exploração de terras, águas e vegetação. Havia listas de árvores reais, protegidas por lei, o que deu origem à expressão madeira-de-lei. O Regimento do Pau Brasil, de 1600, estabeleceu o direito de uso sobre as árvores e não sobre as terras. As áreas consideradas reservas florestais da Coroa, não podiam ser destinadas à agricultura. Essa legislação garantiu a manutenção e a exploração sustentável das florestas de pau-brasil até 1875, quando entrou no mercado a anilina. Ao contrário do que muitos pensam e propagam, a exploração racional do pau-brasil manteve boa parte da Mata Atlântica até o final do Século XIX e não foi a causa do seu desmatamento, fato bem posterior”.

Numa conferência a que assisti, no Rio de Janeiro, o Prof. Miranda esclareceu que, quando o pau-brasil deixou de ser explorado, em 1875, com certeza havia mais árvores de pau-brasil em nosso território do que em 1500, porque se plantara mais do que se abatera.

Sei que essa idéia surpreende, porque vai na contra-mão do que todos imaginam e repetem, mas essa é a realidade.

No mesmo estudo, Miranda aponta outros documentos legais portugueses que revelam a preocupação ambiental. Em 1760, por exemplo, um alvará do rei D. José I procurou proteger os manguezais. Ainda no século XVIII, em 1797, várias cartas-régias do Príncipe Regente D. João (depois, rei D. João VI) consolidaram leis ambientais referentes às matas da costa. Foram, ainda, instituídos os Juízes Conservadores, encarregados de julgar e aplicar as penas em casos de atentados à vegetação. Eram severas as penas aplicadas aos infratores: multa, prisão, degredo e até, em caso de incêndios dolosos de florestas, pena de morte. Foi, ainda, promulgado um Regimento de Cortes de Madeira. No Império, a monarquia brasileira manteve essa mesma política preservacionista, conforme documenta Miranda em seu artigo, sustentando documentadamente que a política florestal adotada pelos Reis de Portugal e pelos Imperadores do Brasil conseguiu preservar a cobertura vegetal brasileira até à proclamação da República. Foi já no atual regime, mais precisamente ao longo do século XX, que se deu o triste fenômeno do desmatamento.

Vejo, com pasmo, a desinibição com que norte-americanos e europeus falam da nossa Amazônia como “patrimônio mundial”… Logo eles, que devastaram suas próprias florestas enquanto nós preservávamos muito das nossas! A esse respeito, passo novamente a palavra ao Prof. Miranda: “Há oito mil anos o Brasil possuía 9,8% das florestas mundiais. Hoje, o país detém 28,3%. Dos 64 milhões de km2 de florestas existentes antes da expansão demográfica e tecnológica dos humanos, restam menos de 15,5 milhões, cerca de 24%. Mais de 75% das florestas primárias já desapareceram. Com exceção de parte das Américas, todos continentes desmataram, e muito, segundo estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite sobre a evolução das florestas mundiais. A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%. A África possuía quase 11% e agora tem 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das florestas mundiais (23,6%), agora possui 5,5% e segue desmatando. No sentido inverso, a América do Sul que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4% e o grande responsável por esses remanescentes, cuja representatividade cresce ano a ano, é o Brasil”.

Assim sendo, apesar da devastação que nós próprios fizemos ao longo do século XX, o Brasil ainda pode ser considerado um bom exemplo mundial em matéria de preservação. Justamente o Brasil, agora tão acusado pelos verdadeiros campeões do desmatamento!

Quis recolher aqui essas informações porque são pouco divulgadas e têm o maior interesse. Recomendo vivamente que se leia na íntegra o próprio texto de Miranda, muito atual, aliás, neste momento em que nossa Amazônia é cobiçada por estrangeiros.

Fonte: “PAZ”
(http://i1.wp.com/www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/2015/12/Quem-acabou-com-o-nosso-pau-brasil.jpg?w=504)

Cumprimentos
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: mafets em Janeiro 13, 2017, 09:39:35 am
http://www.aereo.jor.br/2017/01/12/2017-orcamento-da-defesa-do-brasil/ (http://www.aereo.jor.br/2017/01/12/2017-orcamento-da-defesa-do-brasil/)
Citar
O governo federal aprovou na última quarta-feira, 11, a Lei Orçamentária de 2017. O texto, sancionado pelo presidente em exercício Rodrigo Maia, prevê um repasse de mais de R$ 94 bilhões para o Ministério da Defesa. Deste montante, mais de 73% será destinado para gastos com pessoal e encargos sociais.

GASTOS COM PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Defesa, os gastos previstos com pessoal e encargos sociais são de mais de R$ 69 bilhões, contra R$ 61 bilhões de 2016. A fatia correspondente do orçamento geral, no entanto, diminuiu de 74,6% em 2016 para 73,8% neste ano.

INVESTIMENTOS
Ainda segundo dados do MD, a pasta recebeu um incremento de 40,8% no orçamento de 2017 para investimento no PAC da Defesa, em comparação com o valor repassado no ano passado. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) contempla os projetos estratégicos das três Forças: Marinha, Exército e Aeronáutica.

ADMINISTRAÇÃO CENTRAL
Os projetos a cargo da Administração Central do MD receberão um repasse de mais R$ 545 milhões. Trata-se de empreendimentos que atendem aos interesses das três Forças. O H-X BR prevê a aquisição de 50 helicópteros de transporte EC-725 para uso da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O EC-725 realiza missões de transporte tático, de tropas, de cargas, reabastecimento em voo, busca e salvamento, combate e esclarecimento e proteção de superfície marítima. Além disso, o helicóptero é considerado fundamental para prestar apoio em calamidades públicas, como resgate e transporte em enchentes.
(http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2017/01/Or%C3%A7amento-Defesa-2017-6.jpg)
(http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2017/01/Or%C3%A7amento-Defesa-2017-5.jpg)
(http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2017/01/Or%C3%A7amento-Defesa-2017-4.jpg)

Saudações
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 17, 2017, 03:45:45 pm
Cidade Olímpica do Rio ao abandono


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Julho 14, 2017, 05:07:13 pm
FMI prevê fim da recessão no Brasil


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Julho 23, 2017, 06:00:14 pm
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Vitor Santos em Setembro 26, 2017, 09:08:09 pm
Maior companhia aérea do mundo vai erguer mega-hangar no Brasil

(http://aeromagazine.uol.com.br/media/american-airlines-maintenance-and-engineering-center.jpg)

American Airlines firma parceria com o Aeroporto de Guarulhos para montar seu primeiro centro de manutenção fora dos EUA

Citar
A American Airlines vai construir no Brasil seu primeiro hangar de manutenção fora dos Estados Unidos. Uma parceria firmado com a GRU Airport, empresa gestora do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, vai permitir a construção de uma megaestrutura de cerca de 36 mil m2 , que ocupará a antiga planta da Vasp.

Com previsão de investimento de pelo menos US$ 100 milhões, o novo hangar da American Airlines em Guarulhos será destinado à manutenção de aeronaves e testes de giro de motor. A intenção é que as novas instalações sejam entregues já em 2018.

De acordo com a GRU Airport,  a decisão significa, no médio prazo, a possibilidade de aumentar o número de voos da American Airlines que voam para os Estados Unidos, além de reforçar a sinergia entre as empresas que compõem a Oneworld - aliança que envolve 14 companhias aéreas, incluindo Qatar Airways, Latam, British Airways, Iberia e American Airlines.   

O consórcio também destaca que, no curto prazo, o novo hangar deve gerar dezenas de empregos, além de know-how em manutenção na área de aviação para o Brasil. Segundo a concessionária, a escolha do Brasil para instalação do primeiro hangar da American Airlines fora do território americano também comprova a confiança da maior companhia aérea do mundo, em número de aeronaves, no mercado brasileiro.

http://aeromagazine.uol.com.br/media/american-airlines-maintenance-and-engineering-center.jpg
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 27, 2017, 10:23:07 pm
Brasil admite privatizar ilhas, praias e florestas


O Brasil vai lançar um vasto plano de privatização de territórios naturais, como praias paradisíacas, florestas virgens e centenas de ilhas, susceptíveis de atrair investidores, disse o ministro do Turismo do país, Marx Beltrão.

"O Brasil tem centenas de lugares que fazem parte da herança do Estado, onde nada está instalado e com grande potencial de turismo", afirmou o ministro, citado pela agência de notícias France-Presse. "O nosso objectivo é identificá-los, transformá-los em áreas de interesse turístico e dá-los em concessão à iniciativa privada onde poderão ser construídos bares, restaurantes, centros comerciais, hotéis e 'resorts'", acrescentou.

Segundo Max Beltrão, a ideia do Governo brasileiro é conseguir dinheiro concedendo uso à iniciativa privada destes lugares que praticamente não passaram de paisagem. Agora que a primeira economia latino-americana acaba de sair de dois anos de recessão, o Presidente Michel Temer já implementou planos de privatização, incluindo aeroportos, centrais elétricas e poços de petróleo. O próximo alvo do Governo brasileiro é incluir o património natural do país gigantesco, ocupado em parte pela Amazónia, no plano de privatização.

O Brasil é conhecido pelas suas praias de areia branca, selva e vida noturna, mas o setor de turismo paradoxalmente não está muito desenvolvido: o país é o segundo destino da América Latina após o México e apenas o 27.º no mundo. Em 2016, o Brasil recebeu apenas 6,8 milhões de visitantes estrangeiros, contra 35 milhões no México, de acordo com dados oficiais, apesar de o Rio de Janeiro ter organizado os Jogos Olímpicos, dois anos depois de ter acolhido o Mundial de Futebol. "É muito pouco", disse o ministro do Turismo, explicando que o plano de privatização começará no sul do Brasil, perto das Cataratas do Iguaçu, uma das principais atrações turísticas da região.

Sobre o Rio de Janeiro, que tem sido afetado por dificuldades económicas e problemas de violência, o ministro do Turismo afirmou que "o objetivo [do Governo] também é trazer o turismo de volta ao Rio de Janeiro". Max Beltrão disse que o Governo espera duplicar o número de visitantes estrangeiros no Brasil dentro de cinco anos, enquanto aumenta o fluxo de turistas brasileiros que viajam pelo país de 60 para 100 milhões de pessoas, incluindo a criação de quatro milhões de empregos.


>>>>>   http://rr.sapo.pt/noticia/94369/brasil_admite_privatizar_ilhas_praias_e_florestas?utm_source=rss
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 29, 2017, 10:30:32 am
Brasil arrecada mil milhões na exploração de petróleo e gás


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 30, 2018, 05:57:12 pm
Vegetação nativa combate seca na Bahia


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Março 06, 2018, 12:33:16 pm
Detenções no caso "Carne Fraca"


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Vitor Santos em Abril 20, 2018, 03:44:25 pm
Banco Mundial: Brasil e Argentina puxarão crescimento econômico da América Latina e Caribe em 2018

(https://global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/assets/2016/09/25199/image1170x530cropped.jpg)

Citar
Gerardo Pesantez/Banco Mundial

Trabalhadores no Canal do Panamá, que está a ser aumentado.
Relatório semestral do economista-chefe para a região também discute os benefícios de reorganizar as contas fiscais; gastos ineficientes e improdutivos devem se tornar o foco das reformas.
O Banco Mundial divulgou esta semana, em Washington, que o Brasil e a Argentina devem puxar o crescimento econômico da América Latina e do Caribe neste ano. A previsão para o Brasil é de 2,4% em 2018 e de 2,5% em 2019. A Argentina deverá expandir 2,7% e 2,8%, respectivamente.

Em seu relatório semestral, o economista-chefe para a América Latina e o Caribe, Carlos Végh, estima que a região deve crescer 1,8% em 2018 e 2,3% em 2019. Em 2017, a expansão foi de 1,1%.

Ambiente positivo

Por trás desses números, está um ambiente externo positivo, que inclui aumentos nos preços das commodities e crescimento nos Estados Unidos e na China. No entanto, muitos países apresentam uma situação fiscal delicada após anos de pouco crescimento.

Trinta e um dos 32 países da América Latina e Caribe registraram déficit fiscal em 2017. Além disso, a dívida pública da região é de 57,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

O estudo defende que, nesta fase de retomada, é importante fortalecer as contas fiscais para promover um crescimento inclusivo e de longo prazo. Reorganizar as contas também ajuda a manter conquistas das últimas décadas, como inflação baixa, redução da pobreza e da desigualdade.

Reformas

Segundo o relatório, gastos ineficientes e improdutivos devem se tornar o foco das reformas. Esses ajustes também devem ser graduais e não se concentrar em cortar o investimento público ou as transferências sociais.

Entre os países que já começaram esse movimento, estão Argentina, Colômbia, El Salvador, Equador, México, Panamá e Uruguai.

O lançamento do estudo ocorreu em meio às reuniões de primavera do Banco Mundial com o Fundo Monetário Internacional, que vão até domingo.

Apresentação: Mariana Ceratti, de Washington, para a ONU News

*Reportagem do Banco Mundial Brasil

http://www.planobrazil.com/banco-mundial-brasil-e-argentina-puxarao-crescimento-economico-da-america-latina-e-caribe-em-2018/
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: HSMW em Abril 25, 2018, 08:59:32 pm
Brasil: pobreza extrema aumenta 11% e atinge 14,8 milhões de pessoas

(http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2018/04/Extrema-Pobreza.jpg)

http://www.forte.jor.br/2018/04/13/brasil-pobreza-extrema-aumenta-11-e-atinge-148-milhoes-de-pessoas/


E depois vemos cenas destas:
https://www.liveleak.com/view?t=sOHl0_1524527871

Lixo pela rua, miséria...
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Vitor Santos em Abril 30, 2018, 09:26:50 pm
Brasil: pobreza extrema aumenta 11% e atinge 14,8 milhões de pessoas

(http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2018/04/Extrema-Pobreza.jpg)

http://www.forte.jor.br/2018/04/13/brasil-pobreza-extrema-aumenta-11-e-atinge-148-milhoes-de-pessoas/


Citar
E depois vemos cenas destas:
https://www.liveleak.com/view?t=sOHl0_1524527871

Lixo pela rua, miséria...

Esse tipo de cena não se reproduz em todo o Brasil. O Brasil é grande demais para ser somente isso aí apresentado.

Não obstante, é inegável que a pobreza extrema no Brasil cresceu nos últimos anos.

Contudo há de se ter cuidado com informações que contribuem apenas para reforçar preconceitos e esteriótipos.
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: HSMW em Abril 30, 2018, 10:32:29 pm
Por cá circulam cenas ainda piores que competem com as mais chocantes que vi na Síria.
A rapariga que queria sair do gang e aparece a ser decapitada e esfaqueada na selva...
O miúdo amarrado no chão em que lhe cortam as orelhas antes de cortar a cabeça...
Um jovem que foi morto numa lixeira com um machado e esmagado com pedras....

O Brasil tem GRAVES problemas internos que tem de resolver antes de falar de submarinos nucleares, programas espaciais, porta-cenas...
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Vitor Santos em Maio 01, 2018, 06:33:08 pm
Por cá circulam cenas ainda piores que competem com as mais chocantes que vi na Síria.
A rapariga que queria sair do gang e aparece a ser decapitada e esfaqueada na selva...
O miúdo amarrado no chão em que lhe cortam as orelhas antes de cortar a cabeça...
Um jovem que foi morto numa lixeira com um machado e esmagado com pedras....

O Brasil tem GRAVES problemas internos que tem de resolver antes de falar de submarinos nucleares, programas espaciais, porta-cenas...

Sinceramente, nunca soube de tais barbaridades citadas. Não duvido. Sou brasileiro, moro aqui, portanto, sei da realidade.

Mas insisto. O Brasil é grande, tem múltiplas realidades. Isso não quer dizer que não tenha problemas graves sociais e econômicos.

Porém, mesmo que haja problemas internos, isso não anula a necessidade do País exercer sua soberania e galgar ter, em suas forças armadas, armas táticas e estratégicas, como SSK-N, porta-helicopetos, mísseis de cruzeiro, etc.

O Brasil há coisas ruins e distantes do padrão de civilização ocidental? Há. Do mesmo modo que aqui também há coisas positivas, avançadas e ocidentais.

Insisto!
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2018, 02:56:45 pm
Rendimento dos brasileiros só duplica em 2081


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: jpthiran em Agosto 04, 2018, 05:19:20 pm
Vitor,

o Brasil é um continente, sem dúvida...
mas enquanto houver fome haverá violência e a sociedade não será segura...
a desigualdade social é das mais acentuadas do mundo...
o sistema político parece estar totalmente podre...
se isso continuar assim por muito mais tempo, o país vai entrar em convulsão...
e aí tudo é possível, ou seja, qualquer coisa pode acontecer...
seria preferível o país viver com um modelo de governo - tipo democracia Ocidental (com todos os seus defeitos)...
a ter outras coisas piores, como ditaduras de esquerda ou de direita...
a Portugal chegam todos os dias Brasileiros fugidos às dificuldades económicas mas sobretudo fugidos à violência...
há que olhar seriamente para a maneira como o país funciona...

atenção - não se trata de dar lições aqui a ninguém...
Portugal também tem problemas muito graves e está muito podre em muitos aspectos e temos de mudar muita coisa...
o comentário é feito apenas porque obviamente o Brasil e Portugal estão naturalmente ligados e os Portugueses interessam-se e gostam do Brasil - só isso...

No area da defesa, o plano de o Brasil se dotar de uma Força Aérea de qualidade com a compra dos Gripen, parece-me uma decisão perfeitamente normal...

Até porque o vizinho Maduro ainda pode vir a dar problemas (que até podem ser graves)...
Já submarinos nucleares parece um exagero!...

Cumprimentos,
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Viajante em Agosto 06, 2018, 10:43:20 am
Ainda ontem ouvi um senhor brasileiro dos seus 70 anos afirmar claramente que no Rio de Janeiro vive-se uma autêntica guerra, não esteve com meios termos.
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 23, 2018, 12:03:22 pm
Incerteza política desvaloriza Real


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 30, 2018, 12:17:28 pm
Mercados reagem a Bolsonaro


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 03, 2019, 01:20:29 pm
Efeito Bolsonaro vale novo recorde na bolsa brasileira



Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 18, 2019, 07:48:43 pm
Exportações do Brasil para a Liga Árabe em risco


Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 30, 2019, 07:37:13 pm
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Viajante em Março 23, 2019, 02:45:48 pm
Assassinada líder do Movimento dos Atingidos por Barragens do Brasil

A líder do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Dilma Ferreira Silva, o seu marido e uma terceira pessoa foram assassinados a tiro num acampamento no Estado brasileiro do Pará, denunciaram várias organizações sociais.

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MjkxKCD0cyjUB965DCLy1xwD851qka1zE11kgRIEdK7Ugn1F3MKymYED3GkwBGNSQq7VbcPvfmm1j1oBwXWMnScqUelYrSzeLx7aMEpIkDiDlC0=&W=800&H=0&delay_optim=1)

Dilma Ferreira Silva, coordenadora do MAB, o seu marido, Caludinor Costa da Silva, e um homem identificado como Hilton Lopes foram baleados numa área rural a 60 quilómetros da cidade de Tucuruí, na Amazónia, por razões ainda desconhecidas.

O MAB exigiu em comunicado a “investigação rápida do crime” e a implementação de “medidas de segurança para os atingidos por barragens em todo o Brasil”, país que em Janeiro passado testemunhou uma das piores tragédias mineiras do mundo, após a ruptura de uma barragem em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais.

Um mar de lama arrasou, em segundos, as casas adjacentes à barragem e parte das instalações da Vale, a maior produtora e exportadora mundial de ferro, provocando 209 mortos e 97 desaparecidos.

“O assassinato de Dilma é mais um triste momento na história dos atingidos por barragens, que hoje comemoravam o Dia Internacional da Água”, destacou o movimento nas suas redes sociais.

A Comissão Pastoral da Terra, uma organização ligada à Igreja Católica, referiu que o acampamento onde as três pessoas foram mortas tem um histórico de conflitos.

O terreno foi ocupado há 12 anos por 400 famílias ligadas ao Movimento dos Sem Terra e desde então o acampamento tem sido alvo de vários ataques.

Segundo aquela Comissão Pastoral, se se confirmar que os assassinatos estão relacionados com conflitos agrários, este será o primeiro confronto com mortes no campo desde o início do ano.

A morte de Dilma Ferreira Silva foi anunciada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pela ex-Presidente brasileira Dilma Rousseff, que em 2011 teve uma audiência com a coordenadora do MAB e obteve um documento com diversos pedidos do movimento.

Rousseff disse em comunicado que Dilma Ferreira e as outras duas pessoas mortas são “as novas vítimas da violência no campo”, referindo que a morte da líder do MAB foi “autorizada pelo discurso de ódio e pela negligência do actual Governo” do Presidente Jair Bolsonaro.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/assassinada-lider-do-movimento-dos-atingidos-por-barragens-do-brasil

Mais parecido com o faroeste! Quem se mete à frente dos poderosos...... acontece alguma desgraça!
Título: Re: Economia do Brasil
Enviado por: Viajante em Maio 13, 2019, 11:08:55 am
Cortes e ataques às universidades públicas catalisam mobilização contra Bolsonaro

Mobilização contra reforma da Previdência feita por professores, marcada para a quarta, é engrossada por mal-estar de estudantes nas instituições de ensino e pesquisa

(https://ep01.epimg.net/brasil/imagenes/2019/05/11/politica/1557603454_146732_1557702590_noticia_normal_recorte1.jpg)

O Governo Bolsonaro conseguiu algo pouco habitual, que os cientistas saiam de seus laboratórios para protestar nas ruas. Concretamente, aconteceu no centro nervoso de São Paulo, na avenida Paulista. A oceanógrafa Maila Guilhom, de 28 anos, estava entre os manifestantes que clamaram contra o anúncio do congelamento de 30% das despesas não obrigatórias das universidades federais, colocando em risco inúmeras pesquisas, sem falar no cancelamento de centenas de bolsas para mestrado e doutorado. “Tentamos pressionar (contra os cortes), explicar a importância da ciência para o avanço, o desenvolvimento e o bem-estar do país”, afirma antes de admitir que “no Brasil, a ciência nunca foi prioridade”.

Marina Correa, de 27 anos, com quem Guilhom pesquisa sobre a sustentabilidade dos oceanos, está especialmente preocupada com o desdém presidencial. “As declarações dele (Jair Bolsonaro) prejudicam a nossa credibilidade, ele diz que a ciência não é produtiva, tentando nos afastar ainda mais da sociedade”, explica cercada por faixas com slogans como “O Governo quer derrubar a educação porque ela derruba Governos” ou “os cientistas não existem só nos filmes”.

Jair Messias Bolsonaro, que estudou em uma academia militar nos anos setenta, durante a ditadura, antes de empreender uma longa carreira parlamentar, nunca escondeu que considera as universidades públicas um ninho de vermelhos perigosos e a qualidade da educação, desastrosa. Erradicar o que denomina de “marxismo cultural” e “ideologia de género” das salas de aula é uma de suas obsessões.
Foi neste panorama já polarizado que o ministro da Educação, Abraham Weintraubm resolveu usar uma retórica ainda mais belicosa contra as instituições para anunciar os cortes. Foi o que ajudou a tirar as cientistas do laboratório. Foi o ingrediente que faltava para unir o mal-estar no sector, onde os professores de todos os níveis já se mobilizavam contra as mudanças prometidas na reforma da Previdência. Agora, a convocatória nacional da categoria contra alterações nas aposentadorias, prevista para a quarta-feira dia 15, ganhou o reforço da UNE (União Nacional dos Estudantes).
Para além dos chamados das organizações, o chamariz dos protestos se mostra nas redes sociais. Já houve atos maiores e menores em capitais e cidades médias. Universidades e institutos federais afectados pelos cortes também fazem assembleias específicas para aderir ao movimento. A articulação projecta a quarta-feira como um teste importante tanto para o fôlego da mobilização como para a capacidade de reacção de Bolsonaro.

Mobilização no exterior
“Balbúrdia” tornou-se o grito de guerra dos afetados porque é o termo que Weintraub usou ao anunciar os cortes: “As universidades que, ao invés de tentar melhorar o desempenho académico, estiverem gerando caos terão seus recursos reduzidos”, alertou em uma entrevista. Diante do calibre da polémica, Weintraub se explicou em uma cena inesquecível: juntou-se a uma transmissão ao vivo via Facebook de Bolsonaro para explicar didacticamente o impacto dos cortes com uma centena de bombons sobre a mesa. “Não estamos cortando, estamos deixando (uma parte) para comer depois de Setembro”, disse.
João Marcelo Borges, director de estratégia política do Todos pela Educação, um movimento da sociedade civil, explica que todos os Governos costumam bloquear temporariamente os recursos para que as contas fechem. Mas critica que este seja “um corte linear, sem critério” e sem diálogo com os reitores. Acrescenta que “desde as eleições, vários ministros manifestaram certa oposição à universidade pública com base em percepções ideológicas, precisamos saber se os cortes irão além da crise fiscal”.
Ou Ministro dá Educação @abrahamWeinT estuda descentralizar investimento em faculdades de filosofia e sociologia (humanas). Alunos já matriculados não serão afectados. Ou objectivo é focar em áreas que gerem volta imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 26 de abril de 2019

Os quatro longos meses de Bolsonaro na presidência foram particularmente tormentosos no ministério da Educação, palco de uma guerra fratricida entre sectores do Governo que levou à queda do ministro original, 15 demissões e semanas de paralisia. O actual ministro, um bolsonarista ideologizado que é economista e professor universitário, anunciou sem grandes detalhes que pretende manter o plano nacional de alfabetização anunciado por seu antecessor e expandir o ensino técnico e profissional. Borges ressalta que o ministro abriu um diálogo com o mundo educacional. “Ainda não temos prioridades claras, mas sim uma mudança de procedimento”, afirma.
Embora o Brasil gaste 6% do PIB em educação, a despesa média por aluno equivale a um terço da média da OCDE (clube de países ricos ao qual o país aspira pertencer) e seus resultados ainda são pobres, apesar das melhorias na última década. Excepto em rincões muito remotos, o problema não é ir à escola, mas aprender. O Banco Mundial calculou que os estudantes brasileiros levarão 260 anos para alcançar a média da OCDE em capacidade de leitura e 75 anos em matemática. Acontece no resto da América Latina e é ainda mais grave na África.
Bolsonaro tem martelado que a obrigação da escola é ensinar a ler, escrever e a ter um ofício que produza benefícios tangíveis. Por isso, recentemente sugeriu em um tuíte que o orçamento dos cursos de Sociologia e Filosofia fosse redireccionado para “áreas que gerem um retorno imediato ao contribuinte: veterinária, engenharia e medicina”.
A sugestão do presidente de deixar de investir no ensino de sociologia e filosofia foi rapidamente respondida também do exterior. Cerca de 800 instituições de todo o mundo assinaram uma carta aberta, uma iniciativa de dois estudantes de Harvard, em favor da manutenção do financiamento para ambas as disciplinas. Um dos signatários, a professora Jocelyn Viternam, explicou ao diário estudantil Harvard Crimson que “quando os partidos tentam limitar a criação e o desenvolvimento de conhecimentos sobre o poder, a desigualdade e a sociedade, é para se preocupar”.
Quando durante a campanha Bolsonaro propôs, como grande solução, o ensino à distância, elogiou que os jovens chineses, japonesas e israelenses soubessem equações químicas, fazer uma integral, uma derivada... e zombou do que interpreta como pensamento crítico, “Enquanto isso, nosso menino tem pensamento critico. Está decidindo se é homem ou mulher, que é a grande questão de sua vida, além da militância política”.

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/11/politica/1557603454_146732.html