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Economia => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: Luso-Efe em Abril 09, 2011, 10:43:13 pm

Título: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Abril 09, 2011, 10:43:13 pm
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Economia angolana deverá crescer 6,5% este ano e 8% em 2011.

A recuperação será uma das mais dinâmicas da África subsaariana e muito mais expressiva que a da Africa do Sul, por exemplo, depois da queda do Produto Interno Bruto (PIB) registada em 2009 ter sido também inferior, indica o relatório preliminar do Banco Mundial hoje publicado.

No ano passado, "a economia de Angola teve uma fraca performance, com as exportações de petróleo a caírem abaixo dos 1,8 milhão de barris por dia, a queda das receitas petrolíferas a levarem o Governo a fazer cortes nas despesas de investimento e o consumo privado a contrair", refere o Banco Mundial no seu relatório.

http://programas.rtp.pt/noticias/?t=eco ... ut=10&tm=6 (http://programas.rtp.pt/noticias/?t=economia-angolana-devera-crescer-65-este-ano-e-8-em-2011---previsoes-do-Banco-Mundial.rtp&article=312378&visual=3&layout=10&tm=6)

P.S. - Na minha opinião neste item sobre a economia dos países lusófonos poderia ser criado um tópico para cada pais lusófono, assim evitava-mos dezenas e dezenas de tópicos que levam uma ou das mensagens e depois ficam ali n tempo encostados, e poderíamos ter a informação mais centralizada neste tópico onde poderiamos colocar as noticias diárias sobre as respectiva economias.

Isto não implica obviamente a não criação de outros tópicos, desde que se justifique e seja uma noticia para tal, agora para noticias gerais sobre crescimento, investimentos, etc, parece-me a solução ideal, já existe um tópico do genero para Cabo Verde e Guiné Bissau acho que se justificava para os restantes também, por isso tomei a liberdade de o fazer.

Estes tópicos na minha modesta opinião deviam ser hierarquizados e estar sempre no topo, qualquer noticias sobre crescimento, investimentos poderia ser aqui colocada.

Deixei isto nas sugestões, espero pelo feedback da moderação em relação a esta sugestão.

Cumprimentos.
Título: Re: Economia de Angola.
Enviado por: Luso-Efe em Abril 09, 2011, 10:55:01 pm
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Economia de Angola está viciada em petróleo

Académicos e sociedade civil preocupados com incapacidade de diversificação da economia angolana.

Sábado, 05 Fevereiro 2011

O petróleo vai continuar a ocupar ano um lugar estratégico na reconstrução nacional e no crescimento da economia angolana.

O anúncio é oficial em Angola, mas analistas locais consideram que o executivo devia apostar fortemente na diversificação da economia.

Para isso terá de deixar o discurso e partir para a prática.

Apesar dos investimentos dos últimos anos na agro-industria, pesca e hotelaria, o sector não petrolífero não representa nenhum peso na balança económica.

O facto está a deixar cada vez mais apreensivos os actores da sociedade civil, academicos e jornalistas, ouvidos nesta mesa redonda sobre o futuro da economia de Angola, que deverá reguistar, este ano, um crescimento robusto.

O jornalista Miguel Gomes, diz que o crescimento da economia deve ser em todas as áreas e não apenas no sector petrolífero. E sustenta que, apesar das declarações de interesse dos governantes sobre a dioversificação da economia, esse interesse só dura quando há crise no petróleo.

Os investimentos no sector não petrolífero continuam, mas o petróleo domina como nota Miguel Gomes a respeito de a agricultura ter perdido a atenção política recebida do estado em 2009.

Para o economista Paulo Leitão "é importante que haja mais receitas e mais recursos", logo é positivo que haja um incremento nas receitas do petróleo. Mas os outros sectores devem receber tratamento prioritário, pois, ao contrário do petróleo, precisam de incentivo e fomento.

O petróleo não precisa de muita mão de obra, e não ajuda a criar emprego ao angolano comum. Já a agricultura emprega muita mão de obra, mas o governo não a fomenta o suficiente, como devia, tanto mais que Angola importa 80% dos seus alimentos.

Ouça mais opiniões sobre estratégias para a diversificação da economia angolana, clicando na barra acima, antes do texto desta noticia.

http://www.voanews.com/portuguese/news/ ... 02314.html (http://www.voanews.com/portuguese/news/economia-de-angola-115302314.html)
Título: Re: Economia de Angola.
Enviado por: Luso-Efe em Abril 10, 2011, 12:06:54 am
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Angola tem "potencial" para aproveitar fontes de energia renováveis .

16 março '11

O vice-ministro do Ambiente angolano garantiu em Lisboa que Angola tem "potencial" para aproveitar fontes de energia renováveis e que o Governo está empenhado em que setores importantes da economia se desenvolvam dentro das "melhores práticas ambientais".

Numa altura em que "transição para a economia verde é uma realidade" internacional, Syanga Abílio destacou, em entrevista à Agência Lusa, o empenho do Executivo angolano em contribuir para que vários setores da economia introduzam nas suas atividades os "melhores procedimentos e políticas ambientais".

Um esforço "imprescindível" que vai permitir que Angola dê os seus "primeiros passos" rumo a uma "economia mais verde e um desenvolvimento sustentável", salientou o governante, em Lisboa, onde esteve a promover a 1ª Feira Internacional do Ambiente de Angola, que decorre de 26 a 29 de maio em Luanda.

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Angola-te ... ut=10&tm=6 (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Angola-tem-potencial-para-aproveitar-fontes-de-energia-renovaveis.rtp&article=424762&visual=3&layout=10&tm=6)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2011, 03:52:40 pm
Vestas prevê criar um parque eólico em Angola no próximo ano


A empresa dinamarquesa Vestas prevê instalar no próximo ano em Angola uma unidade de produção de energia eólica, avança hoje a agência angolana de notícias, Angop, citando o director da empresa em Portugal.

Mário de Graviria Forbian, director-geral da Vestas em Portugal, anunciou ontem a intenção da empresa dinamarquesa, em Luanda, durante uma palestra sobre o poder transformador da energia eólica no âmbito do fórum económico Angola-Dinamarca.

O responsável da Vestas adiantou que a escolha de Angola para aplicar o projecto teve em conta o facto de o país ter estabilidade política e económica e uma capacidade financeira "brutal".

A Vestas opera já em Cabo Verde, onde tem em curso um projecto semelhante ao que pretende instalar em Angola, e prevê apostar igualmente em Moçambique, país que recebeu financiamento internacional para investir em energias renováveis.

As possibilidades de cooperação entre Angola e a Dinamarca marcaram todo o fórum, com o secretário de Estado para Ciência e Tecnologia angolano, João Teta, a apontar a cooperação científica e tecnológica como um dos objectivos do Executivo angolano nas relações económico-comerciais com a Dinamarca.

Segundo o secretário de Estado, que intervinha na conferência "Soluções Tecnológicas e Inovadoras para Angola", o país precisa da experiência dos dinamarqueses no sector agrícola e das pescas, para desenvolver uma agricultura intensiva baseada em tecnologias que permitam aumentar a produtividade.

João Teta destacou também a necessidade de criar laboratórios de qualidade nas indústrias, petrolíferas e outras, de forma a evitar a importação de tecnologias.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Abril 17, 2011, 10:35:51 pm
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Investimentos sul-coreano podem facilitar transferência de tecnologia ao país.

18-03-2011 19:02

Luanda - O Executivo Angolano espera que os empresários sul- coreanos venham viabilizar a intensificação da cooperação económica entre os dois países, com base na igualdade de benefícios e vantagens mutuas, facilitando a transferência de tecnologia para Angola, disse hoje, em Luanda, o ministro da Economia, Abraão Gourgel.
 
 “É nossa expectativa que os investimentos Sul Coreanos facilitem o processo de transferência de tecnologia ao nosso país e tragam melhorias de gestão empresarial, assim como contribuam para melhorar o ambiente de negócios e o aumento da produtividade, em particular nos sectores da Agricultura e da indústria transformadora” – sublinhou o governante.
 
 Abraão Gourgel, que discursava no Fórum Económico Angola/Coreia do Sul, explicou que Angola prioriza o investimento directo estrangeiro deste país asiático e dá suporte institucional à constituição de parcerias com empresários angolanos nas áreas da agricultura, geologia, minas, indústria transformadora, pecuária e pescas.
 
De acordo com o ministro, o mercado angolano oferece muitas oportunidades de negócio, daí que os apoios são extensivos ao fornecimento e distribuição de energia e águas, refinação de derivados de petróleo e até mesmo nos sectores transversais de apoio a outras áreas como os transportes, comunicações e banca comercial.
 
 “A Coreia do Sul é um país com uma base industrial forte e voltada para a exportação. Com uma população de 48 milhões de habitantes, um PIB superior a 1.243 mil milhões de dólares e consequentemente um PIB pc (Per Cápita) de USD 25.000, qualifica esse país como uma potência industrial e um país de elevado nível de desenvolvimento humano” observou.
 
 Abraão Gourgel referiu, nesse sentido, que o Executivo procura com as parcerias não apenas adicionar recursos financeiros para os investimentos públicos e privados, mas também recursos reais, ou factores produtivos, com destaque para as transferências de tecnologias as capacidades de gestão, o capital humano altamente especializado.
 
 Angola, prosseguiu o interlocutor, está em pleno processo de construção de uma economia mais diversificada, de forma a ir muito além de uma economia petrolífera, sendo a sua base de recursos naturais, na sua maior parte ainda inexplorada, muito generosa, aguardando pelo empenho do sector empresarial privado.
 
 “Há portanto, muitas oportunidades a serem aproveitadas, e precisamos desses investimentos, não apenas para ampliar a oferta interna de bens e serviços e a disponibilidade de divisas pela via de novas exportações, como também para a geração de rendimentos internos e de empregos produtivos, a uma população jovem” – reiterou.
 
Para que a mobilização dos esforços do sector privado seja bem sucedida, o Executivo tem consciência de que não basta assegurar as condições de estabilidade financeira e política, motivo pelo que insistirá na melhoria das infra-estruturas e assegurar um clima favorável aos negócios privados, principalmente aos investidores estrangeiros.
 
Neste contexto, disse ser necessário continuar-se a implementar os incentivos aos investimentos privados, incluindo sobretudo fiscais e aduaneiros, e regras estáveis e saudáveis de convivência e de parceria entre o sector empresarial público e o privado.    
 
Segundo o ministro da Economia, o motor do crescimento económico é o sector privado, razão pela qual afirmou que os investimentos privados vão assegurar a sustentação do crescimento de Angola.
 
“Mas sustentar taxas de crescimento do PIB ao nível dos dois dígitos, que é o nosso objectivo, requer rácios de investimento superiores a 25 porcento do Produto Interno Bruto. Se o sector público mantém os níveis de 10 porcento, caberá então ao sector empresarial privado alcançar rácios da ordem dos 15% ao ano” - concluiu.

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_p ... 877c1.html (http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2011/2/11/Investimentos-sul-coreano-podem-facilitar-transferencia-tecnologia-pais,038e4442-4ed0-406e-a57f-e60f4af877c1.html)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Abril 24, 2011, 06:25:18 pm
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Angola vai conhecer novo modelo de comércio.

21-04-2011 19:05

Luanda - O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Carlos Feijó, afirmou quarta-feira,  em Luanda, que durante o primeiro trimestre do ano em curso, o ministério do Comércio concentrou as suas atenções na criação de condições materiais para o arranque do novo modelo de comércio interno e externo em Angola.

Ao falar durante a apresentação do balanço das actividades desenvolvidas pelo Executivo no primeiro trimestre do presente ano, explicou que o novo modelo a ser implementado no país significa um melhor acompanhamento da actividade comercial externa, melhor registo das importações e exportações, que permitam ter um conhecimento exacto do pulsar da economia angolana e das suas relações comerciais com o exterior.

Assim, afirmou, neste processo de reorganização, o Ministério do Comércio contratou serviços para a criação do aplicativo informático que lhe permitirá ter o registo de toda a actividade comercial, sobretudo com o exterior.

Em relação ao crédito à agricultura, referiu que “em termos comerciais, decidiu-se que só o crédito agrícola nos termos em que estava concebido não resolveria o problema, porque  poderia permitir a produção de produtos agrícolas,  mas não criaria  condições para que os empresários mas comerciais pudessem desenvolver a sua actividade”.

O risco que se corria era o de ter produção mas não ter comercialização, sublinhou Carlos Feijó.

Por este facto, adiantou, o Executivo decidiu que para além do crédito agrícola se deveria também cuidar do crédito comercial.

Neste âmbito, frisou, “foi actualizado o diploma sobre o crédito agrícola permitindo-lhe também o financiamento a quem vai desenvolver  a actividade de distribuição e comercialização”.

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_p ... 45735.html (http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2011/3/16/Angola-vai-conhecer-novo-modelo-comercio,c0196465-736e-4949-85d6-4a4c56c45735.html)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Abril 24, 2011, 07:47:12 pm
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Sonangol começa a operar em São Tomé e Príncipe em Maio.

Luanda, 21-04-2011 18:18

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) tem todas as condições para começar a operar, em São Tomé e Príncipe, a partir de Maio próximo, disse hoje, em Luanda, o primeiro-ministro do arquipélago, Patrice Emery Trovoada.

Em declarações à imprensa no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, momentos antes de deixar Luanda, no termo da visita de 24 horas, Patrice Emery Trovoada adiantou que "nós pensamos que as parcerias e as novas estruturas jurídicas que envolvem a Sonangol estarão operacionais em princípios do próximo mês".

De acordo com o primeiro-ministro, a participação económica da Sonangol, no seu país, estende-se aos domínios da gestão de infra-estruturas portuárias e aeroportuárias, assim como ao sector aéreo.

Segundo Patrice Emery Trovoada, apesar de pequeno, o mercado são-tomense tem inúmeras vantagens comparativas evidentes a oferecer aos investidores angolanos.

"O mercado doméstico de São Tome e Príncipe é um mercado pequeno, mas o posicionamento da nossa ilha oferece oportunidades para os investidores e pensamos que a evolução económica de Angola hoje e futuramente, se presta a que investidores angolanos possam migrar para São Tomé", frisou

Para o primeiro-ministro, além do clima de negócios do seu país ser positivo, as relações políticas são boas e, por conseguinte, as condições estão reunidas para que o sector privado angolano possa prosperar em São Tomé.

Patrice Trovoada deixou na tarde de hoje, quinta-feira, Luanda à frente de uma delegação que integrou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Manuel Salvador do Ramos, e o secretário-geral do Governo de São Tomé, António da Graça.

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_p ... f319f.html (http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/economia/2011/3/16/Sonangol-comeca-operar-Sao-Tome-Principe-Maio,bf8c873b-7d68-4f4d-8f51-c493c1bf319f.html)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Maio 08, 2011, 01:10:18 am
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Apex-Brasil e FIEMG promovem seminário sobre oportunidades em Angola.

Com previsão de crescer 7,5% ao ano, Angola tem forte demanda por produtos manufaturados

A Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), em parceria com a FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), promove o Seminário Mercado Foco Angola, na próxima terça-feira (03/05), na sede da FIEMG em Belo Horizonte.

O objetivo do evento é fornecer informações estratégicas sobre a economia de Angola e apresentar os canais de negócios que a Apex-Brasil oferece tanto para o empresário que deseja exportar para o país, quanto para aquele que pretende ampliar seu espaço de atuação no mercado angolano. Além disso, será dada consultoria individualizada aos empresários que pretendam elaborar um plano de atuação no país.

Além do Seminário, a Apex-Brasil realizará reuniões de negócios durante o evento entre tradings exportadoras que operam em Angola e empresas que desejem utilizar seus serviços. Com base em análises de inteligência comercial, a ação foca três grupos de setores: casa e construção; alimentos, bebidas e agronegócios; e máquinas e equipamentos.

“Angola é um mercado com imenso potencial para as exportações brasileiras. As nossas vendas para lá passaram de US$ 64 milhões em 1999 para US$ 947 milhões em 2010, tendo atingido US$ 1,3 bilhão em 2009. Por isso, desenvolvemos uma nova estratégia de atuação para o país, fundamentada em debates e avaliações técnicas. Nosso objetivo é que empresas de todos os portes se beneficiem das oportunidades do mercado angolano”, afirma Mauricio Borges, presidente da Apex-Brasil.

Em consistente crescimento econômico, Angola localiza-se numa das regiões mais dinâmicas da economia mundial, e tem grande potencial de absorção de bens manufaturados. Estima-se que sua economia cresça, em média, 7,5% ao ano entre 2011 e 2014. O país já está entre os três principais destinos das exportações brasileiras no continente africano.

Angola está em processo de reconstrução desde 2002, pós guerra civil no país, que durou 27 anos. Atualmente, o comércio internacional é a principal fonte de dinamismo econômico, e a grande produção de petróleo garante os recursos para a modernização da economia angolana.

Há um forte investimento do Governo angolano na reconstrução do país. As autoridades angolanas têm incentivado a instalação de empresas estrangeiras no país para garantir o desenvolvimento econômico sustentado e, assim, têm oferecido diversos benefícios para os investidores. Angola já é o principal destino dos investimentos brasileiros na África.

Em 2010, empresas de Minas Gerais exportaram US$ 45,6 milhões para Angola. De 2006 a 2010, houve crescimento médio de 8,2% nas vendas mineiras para o país. Os principais produtos exportados pelo estado para o país foram: ovos de aves, açúcar, transformadores elétricos, carne de frango e de peru, móveis de metal, laticínios, portas e janelas de alumínio, garrafas e outros artigos de plástico.

http://www.revistapib.com.br/noticias_v ... php?id=641 (http://www.revistapib.com.br/noticias_visualizar.php?id=641)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Maio 15, 2011, 07:40:19 pm
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Angola regressará rapidamente a um crescimento de dois dígitos.

"O grande desafio é a criação de um desenvolvimento sustentado", diz presidente da Agência Nacional para o Investimento Privado em Angola.

Carlos Caldeira
13/05/11 18:35

A economia angolana deverá regressar rapidamente a um crescimento de dois dígitos por ano, assegurou hoje o presidente da Agência Nacional para o Investimento Privado em Angola (ANIP), Aguinaldo Jaime.

"As previsões de crescimento da economia de Angola são de cerca de 6%. A economia angolana sofreu com a crise, mas rapidamente estaremos de regresso ao crescimento de dois dígitos", afirmou Aguinaldo Jaime na conferência Triângulo Virtuoso: Angola, Brasil e Portugal', organizada pelo semanário Sol.

Segundo o responsável, "o grande desafio de Angola é a criação de um desenvolvimento sustentado", assentado em quatro pontos: "forte crescimento económico acima da taxa de crescimento a população; crescimento com justiça social; crescimento gerador de fortes e duradouras condições de emprego; e crescimento baseado na inovação e conhecimento".

Mas "tudo isto fazendo uma boa gestão dos recursos naturais que são finitos", alertou Aguinaldo Jaime.

O presidente da ANIP indicou ainda que grande parte do investimento privado no país tem sido canalizado para a indústria transformadora. "Angola por si só não tem capacidade para este projecto de crescimento e por isso teve de se abrir ao capital privado e estrangeiro. E tem-se verificado que este investimento se tem dirigido fundamentalmente para a indústria transformadora, como era nosso desejo", frisou.

http://economico.sapo.pt/noticias/angol ... 18038.html (http://economico.sapo.pt/noticias/angola-regressara-rapidamente-a-um-crescimento-de-dois-digitos_118038.html)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Maio 15, 2011, 07:43:22 pm
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Angola afirma-se como destino turístico até 2015.

O Turismo vai contribuir para reduzir a ‘petrodependência’ da economia angolana. O Governo pretende que a actividade do sector represente 7% do PIB em 2020.

14 de Maio, 2011Por Francisco Kalenga

(http://sol.sapo.pt/storage/ng1086993_435x288.jpg?type=big)

Colocar Angola nas rotas dos destinos turísticos internacionais até 2015 é um dos objectivos anunciados pelo Governo angolano no Fórum Empresarial sobre Turismo, que se realizou esta semana, em Luanda. A ideia é atrair para o país cerca de quatro milhões de turistas até 2020 e fazer com que o sector gere receitas de 5,5 mil milhões de dólares e contribua com 7% para o Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo dados oficiais, o volume de negócios do sector foi de 2,1 mil milhões de dólares nos últimos cinco anos. Só as receitas geradas no ano passado totalizaram 35,1% do total da facturação dos últimos cinco anos. Em 2010, o maior acréscimo registou-se nas agências de viagens e turismo (30,8%), alojamento (27,7%) e alimentação (25,1%). Considerando as províncias, Luanda foi a origem de 86% das receitas, seguida de Cabinda (7,2%) e Benguela (3,6%). De acordo com o Banco Nacional de Angola, o Turismo empregou 138,8 mil trabalhadores directos, a maioria em Luanda (78%).

Bornito de Sousa, ministro do Administração do Território, sublinhou a importância do sector: «Angola tem um grande potencial no domínio do turismo, não apenas em função do carácter hospitaleiro e alegre do povo, mas também devido à riqueza da sua cultura e património artístico e belezas naturais espalhadas por todo o território nacional».

Segundo o governante, apesar das dificuldades que as cidades angolanas enfrentam – devido às migrações maciças das áreas rurais para as urbanas – o Executivo está a criar condições sociais, como habitação, empregos, saúde pública e prestação de serviços municipalizados para garantir o bem-estar das populações. Bornito de Sousa defendeu a possibilidade de o turismo elevar as receitas do PIB, diminuindo a ‘petrodependência’.

 Mais 200 hotéis.

Segundo as estatísticas oficiais, os projectos de investimento actuais prevêem a construção de mais duas centenas de unidades hoteleiras e estabelecimentos similares e a criação de cerca de 40 mil novos empregos directos.

Para os analistas da Abacus, o aumento da concorrência vai proporcionar «uma redução controlada dos preços dos quartos por noite».

A rede hoteleira é constituída por 4.486 estabelecimentos, entre hotéis, pensões, aldeias turísticas, apartamentos, albergarias, hospedarias, estalagens, restaurantes, entre outros. Luanda lidera, com 60 hotéis, seguida de Benguela e Kuanza Sul, com 16 estabelecimentos cada.

Nas restantes províncias o número de hotéis varia entre zero e seis. Segundo as mesmas estatísticas do BNA, só existem dois hotéis de cinco estrelas em Angola, ambos em Luanda.

http://sol.sapo.pt/inicio/Lusofonia/Ang ... t_id=19220 (http://sol.sapo.pt/inicio/Lusofonia/Angola/Interior.aspx?content_id=19220)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Maio 15, 2011, 08:32:44 pm
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Banco Millennium Angola lança Academia Financeira.
13 de Maio, 2011

Carlos Santos Ferreira é o presidente do Banco Millennium Angola, que faz hoje cinco anos.

Ao mesmo tempo é líder do maior banco privado português. A sua aposta pessoal é colocar o BMA no mercado financeiro angolano ao nível do seu “irmão” em Portugal. “Ao mesmo tempo estou empenhado em desenvolver a Academia Financeira, que já está a formar quadros angolanos do sector financeiro, mas queremos alargar a todas as áreas de actividade”, disse Carlos Santos Ferreira em entrevista exclusiva ao Jornal de Angola.

http://jornaldeangola.sapo.ao/25/0/banc ... financeira (http://jornaldeangola.sapo.ao/25/0/banco_millennium_angola_lanca_academia_financeira)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 16, 2011, 07:25:11 pm
Angola quer expandir serviços em banda larga


O governo angolano está a criar condições para a expansão dos serviços em banda larga, no âmbito do Livro Branco das Telecomunicações que está a ser preparado para o sector, anunciou hoje em Luanda o vice-ministro das Telecomunicações angolano. Aristides Safeca, que intervinha no fórum angolano das tecnologias de informação e comunicações, que decorre esta semana em Luanda, acrescentou que o Livro Branco contém, entre outros, "um conjunto de pilares práticos" para uma reforma legislativa no sector.

Além da expansão da banda larga, para o qual está a ser criado o Parque Tecnológico Nacional de Camama, em Luanda, o Livro Branco vai abordar as licenças de operadores de telecomunicações e estabelecer a criação de um observatório da sociedade de informação.

"O livro trata da regulação independente, porquanto não é possível criar mercado sem que exista o contexto legislativo apropriado para que as forças do mercado actuem e todos os participantes saibam os seus limites, deveres, direitos e, em caso de litígio, que os tribunais possam funcionar", salientou o governante.

Na abertura dos trabalhos, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, afirmou que o Instituto Superior de Tecnologias de Informação e Comunicação, em construção, vai permitir a formação neste sector no país.

O instituto vai ministrar cursos superiores, mestrado e pós-graduação em telecomunicações, e conta com o apoio do Inatel-Brasil.

José Carvalho da Rocha acrescentou que, "num futuro próximo", as TIC em Angola tornar-se-ão numa realidade, e destacou os projectos de instalação de cabos de fibra óptica, bem como a expansão da rede de mediatecas (REMA) ao interior.

O fórum angolano das tecnologias de informação e comunicação realiza-se no âmbito do Dia Internacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, que se celebra no próximo dia 17, e visa fomentar acções para a utilização das TIC, de forma a contribuir para a inclusão digital de todos os angolanos, bem como para o desenvolvimento sócio-económico de Angola.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Maio 22, 2011, 08:59:26 pm
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Economia angolana será a quinta maior de África em 2014.

A economia angolana poderá tornar-se a quinta maior do continente africano em 2014, segundo projecções do economista angolano Alves da Rocha, avançadas hoje à imprensa, em Luanda.
 
"Caso esse desiderato seja atingido, a economia angolana ficará a frente das economias de Marrocos e Líbia e atrás da África do Sul, Nigéria, Egipto, Argélia", declarou o técnico, durante uma palestra sobre "A posição estratégica de Angola em África" no Fórum Estratégia e Competitividade, realizado em Luanda.

Segundo o também professor universitário, essa projecção é feita com base na evolução satisfatória que se tem registado nos últimos anos na taxa de Rendimento Nacional Bruto (RNB), na dinâmica da economia e no poder de compra dos seus habitantes.

Essa posição, advertiu, pode também ser concretizada caso haja uma estratégia
empresarial consolidada, maior abertura da economia nacional ao estrangeiro, de modo ponderado, e maior competitividade nas empresas, assim como em outros sectores de actividade.
 
Nos anos de 2007 e 2008, mencionou, a economia angolana foi consecutivamente a sétima maior de África, entre 48 países, posicionando-se atrás da África do Sul (primeira da lista), Nigéria e Egipto, de acordo com dados da revista internacional de Economist Intelligent.
 
Nos anos em análise, notou, Angola apresentou valores do RNB que a permitiram ocupar essa posição, um lugar, que na sua óptica, constitui um desafio para os empresários angolanos e estrangeiros.
 
"O alcance dessa posição significa que há um espaço em África que pode ser cada vez mais conquistado, a julgar pela capacidade económica que Angola vem apresentando nos últimos anos, por isso é necessários mais investimentos e atitude empresarial", afirmou.
 
Referiu que pesquisas da revista Intelligent demonstram que Angola tem condições para se tornar numa potência regional em África, avançando, entre outras, razões para isso o poderio militar, considerada já uma potência regional, pelo efectivo militar (constituído  pelo menos 100 mil militares), equipamentos modernos das Forças Armadas Angolanas (FAA), assim como pela influência política do país.
 
A nível da Comunidade Económica do Estados da África Central (CEEAC), salientou que em 2008 a economia angolana foi a primeira da zona, seguida das economias dos Camarões, Gabão, RD Congo, Congo, Tchad e Ruanda.
 
Já na SADC, referiu que em 2008 Angola foi a segunda maior economia da região, a seguir a África do Sul e afrente da Tanzânia, Botswana, Zâmbia, Namíbia.
 
A dissertação de Alves da Rocha inseriu-se no fórum sobre Estratégia e Competitividade, uma promoção do FACIDE (Fórum Angolano para a Competitividade, Inovação e desenvolvimento), destinado a contribuir na dinâmica económica e comercial que se regista no país nos últimos dias, através de palestras de economistas nacionais e internacionais.
 
Com duração de um dia, foram abordados no período da manhã temas como "A posição estratégica de Angola em África" e "ABC Política económica de Angola: As lições da Crise", tendo como oradores os economistas angolanos Alves da Rocha e Carlos Rosado de Carvalho.
 
No período da tarde, estiveram reservadas dissertações de temas, como a "Competitividade nacional" e "Como construir uma economia forte", essa última teve como orador o prémio Nobel da Economia 2008, Paul Krugman.  

Fonte: Angop

http://www.angolaglobal.net/ (http://www.angolaglobal.net/)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Maio 22, 2011, 09:02:41 pm
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Grupo português Sonae vai abrir o primeiro hipermercado Continente em Angola em 2013.

A Sonae e a empresa angolana Condis celebraram um acordo para a entrada do grupo português em Angola com uma rede de hipermercados da marca Continente, anunciou sexta-feira a Sonae, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

"O acordo concretizar-se-á pela criação de uma parceria cujo capital é detido em 51 por cento pela Condis e 49 por cento pela Sonae, em que as decisões relevantes são partilhadas, cabendo à Sonae a gestão operacional", adianta o comunicado distribuído pelo grupo português.

Ainda de acordo com o comunicado, com esta parceria estratégica "alia-se o conhecimento técnico e experiência de retalho que a Sonae possui ao forte conhecimento do mercado angolano da Condis", estando o projecto ainda "sujeito à apreciação final das autoridades angolanas".

A abertura do primeiro hipermercado vai demorar, pelo menos, 18 meses, disse Luís Moutinho, o presidente executivo da Sonae MC, "sub-holding" da Sonae para o retalho alimentar.

http://www.angolaglobal.net/ (http://www.angolaglobal.net/)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Maio 29, 2011, 09:11:41 pm
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Nova descoberta de petróleo.

26 de Maio, 2011

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, Sonangol-EP, e a congénere francesa Total E&P (Angola) anunciaram, na terça-feira, em Luanda, a descoberta de um poço de petróleo denominado Canna-1, localizado na parte nordeste do Bloco 17/06 em águas profundas do "offshore" angolano.

Num comunicado de imprensa, a Sonangol refere que o poço, perfurado numa lâmina de água de 445 metros, atingiu uma profundidade total de 2.034 metros abaixo do nível do mar. “Os resultados dos testes deste poço confirmaram uma capacidade de produção de mais de cinco mil barris por dia de petróleo de elevada qualidade”, lê-se no comunicado.

A Sonangol-EP é a concessionária do Bloco.

A Total E&P (Angola), como operadora do bloco 17/06, detém uma participação de 30 por cento. Os parceiros deste bloco são a Sonangol P&P, com 30 por cento, Sonangol Sinopec International Seventeen Limited, com 27,5 por cento, ACREP Bloco 17 S.A, com cinco por cento, a  Falcon Oil Holding Angola, com cinco por cento, e a PARTEX Oil & Gás, com 2,5 por cento.

http://jornaldeangola.sapo.ao (http://jornaldeangola.sapo.ao)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Junho 19, 2011, 11:23:26 pm
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Angola na gestão do Afreximbank.

Angola vai obter um mandato à frente do Conselho de Administração do Afreximbank, uma instituição multilateral africana, durante a realização da Assembleia-geral do banco, que se realiza na próxima semana, em Luanda, foi ontem oficialmente anunciado na capital angolana.

Em conferência de imprensa, António Ramos da Cruz, administrador do Banco Nacional de Angola (BNA), disse que a instituição também passará para o nosso país a Mesa da Assembleia-geral.

Outros pontos da agenda de trabalhos da reunião prendem-se com a aprovação de uma proposta de nova sede do Afreximbank e com a discussão do relatório e contas de 2010.

De acordo com António Ramos da Cruz, a reunião vai permitir que empresários angolanos obtenham financiamentos da instituição, já que, desde a criação do Afreximbank, em 1993, um acto subscrito por Angola, apenas uma organização empresarial angolana se habilitou a um empréstimo.

Trata-se, segundo explicou, da Sonangol Integrated Logistic Services (Sonils), que em Outubro de 2002 se habilitou a um financiamento de 20 milhões de dólares para investimentos na expansão da base logística que apoia as empresas petrolíferas em Luanda. António Ramos da Cruz explicou que estes financiamentos podem servir empresas públicas e privadas, “desde que se apresentem com potencial em exportação”.

Durante a realização da Assembleia, Angola vai realizar uma feira onde serão mostradas as potencialidades das empresas nacionais, das quais 40 já estão inscritas, representando os sectores da indústria, agricultura, petróleos e serviços.

Posição de Angola

O BNA é accionista fundador do Afreximbak, onde possui a categoria “A” e detém 400 acções, representadas no capital social do banco em quatro milhões de dólares, um valor realizado em cinco tranches de 800 mil dólares cada.

Actualmente, o Afreximbank procedeu apenas à cobrança das duas tranches, das quais os accionistas têm recebido dividendos anuais. Além das 400 acções ordinárias adquiridas aquando do arranque da instituição, o BNA adquiriu 27 outras, resultantes da reconversão dos dividendos em acções.

Um dos objectivos da criação desta instituição em 1993, em Abuja, Nigéria, foi precisamente o de conceder financiamentos directos para pré e pós-expedição de contratos recebidos pelas grandes empresas exportadoras africanas, conceder financiamentos e empréstimos a curto e médio prazo aos exportadores e importadores africanos e às importações essenciais ao desenvolvimento das exportações, de equipamentos, peças e matérias-primas.

O capital social do banco foi fixado em 750 milhões de dólares, repartidos em três categorias, designadamente a “A”, com 35 por cento de acções, a “B” com 40 por cento e a “C” com 25 por cento. O Conselho de Administração é assegurado por 10 membros e é eleito pelo período de um ano.

http://jornaldeangola.sapo.ao/15/25/ang ... freximbank (http://jornaldeangola.sapo.ao/15/25/angola_na_gestao_do_afreximbank)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Luso-Efe em Julho 10, 2011, 12:22:55 am
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Investimento directo estrangeiro em Angola deverá crescer mais de 50% este ano.

Lisboa, Portugal, 15 Jun - O investimento directo estrangeiro em Angola deverá este ano registar um aumento superior a 50% devido ao aumento dos preços do petróleo, de acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) sobre a economia africana segunda-feira apresentado em Lisboa.

No relatório African Economic Outlook 2011 ou Perspectivas para a Economia Africana 2011, a OCDE informa que a formação bruta de capital fixo (investimento) deverá crescer 13,1% este ano e 6,6% em 2012, com o investimento público angolano a aumentar 15% em 2011 e 7% em 2012.

O crescimento da economia angolana deverá atingir 7% este ano, “impulsionado pelos preços elevados do petróleo e pela retoma do Programa de Investimentos Públicos (PIP), refere o documento.

De acordo com a OCDE “apesar da recuperação dos preços do petróleo, o crescimento foi prejudicado por atrasos nos pagamentos do governo aos sectores de construção e infra-estruturas”.

Para 2012 a estimativa para o crescimento do PIB situa-se em 11,1%.

http://www.angolahub.com/index.php?opti ... 64&lang=pt (http://www.angolahub.com/index.php?option=com_content&view=article&id=660:investimento-directo-estrangeiro-em-angola-devera-crescer-mais-de-50-este-ano&catid=35:angola&Itemid=64&lang=pt)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 11, 2011, 09:22:39 pm
Merkel inicia visita a Angola com encontro empresarial


A chanceler alemã Angela Merkel aterra no aeroporto de Luanda na noite de terça-feira, onde será recebida pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, George Chicoty, iniciando assim a visita de um dia a Angola.

Em conferência de imprensa, o embaixador da Alemanha em Luanda, Jorg-Werner Wolfgang Marquardt, disse que a chefe do Governo germânico chega acompanhada de uma delegação de mais de 110 pessoas, entre ministros, secretários de Estado, empresários, jornalistas, interpretes, tripulação e seguranças.

Na quarta-feira, Angela Merkel inicia o seu programa de trabalho com a abertura do encontro empresarial entre angolanos e alemães, realizado em cooperação com a Câmara de Indústria e de Comércio alemã e o delegado da economia alemã em Angola. Vão estar presentes no encontro o vice-presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, os ministros da Economia e das Finanças de Angola, Abraão Gourgel, e Carlos Lopes, respectivamente, além do coordenador da Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), Aguinaldo Jaime.

Após a abertura do encontro, Angela Merkel e a comitiva seguem para o Palácio Presidencial, onde a chanceler alemã será recebida em audiência pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Segue-se a assinatura de um Memorando de Entendimento e de uma Declaração de intenções dos dois Governos no domínio da política, economia, educação, ciência e tecnologia, e depois haverá uma declaração à imprensa, antes do almoço oferecido pelo presidente angolano.

Da parte da tarde, o programa começa com uma visita ao Museu das Forças Armadas angolanas e, posteriormente, haverá um encontro com a sociedade civil e com o líder da Unita, Isaías Samakuva.

O lançamento da primeira pedra de uma unidade de catering, a Angola Air Catering, um investimento de 12 milhões de dólares (8,5 milhões de euros), resultante de uma parceria entre a angolana TAAG e a LSG, empresa alemã ligada à Lufthansa, é o último ponto da visita.

À margem do programa de Angela Merkel, os ministros da Agricultura da Alemanha e de Angola terão um encontro para abordarem questões ligadas ao ressarcimento de terras de antigos colonos alemães e com a cooperação nesta área.

Deputados alemães, por seu lado, reunirão com o presidente da Assembleia Nacional angolana, Paulo Kassoma, e com representantes dos partidos políticos com assento parlamentar.

De acordo com o embaixador alemão, o principal objectivo desta visita da chanceler alemã a Angola é retribuir a que o presidente angolano realizou em 2009 à Alemanha.

Esta é a segunda vez que Angela Merkel visita Angola, a primeira aconteceu em Outubro de 1992, como integrante de um grupo de observadores das primeiras eleições multipartidárias no país africano.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 12, 2011, 04:26:43 pm
:arrow: http://tv2.rtp.pt/noticias/?t=Inaugurad ... 60023&tm=6 (http://tv2.rtp.pt/noticias/?t=Inaugurada-nova-cidade-perto-de-Luanda.rtp&headline=20&visual=9&article=460023&tm=6)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 27, 2011, 01:19:07 pm
Sonangol inicia projecto «mais complexo de Angola»


O projecto petrolífero, denominado Pazflor, composto por uma imensa rede de instalações submarinas, «a mais complexa jamais realizada em Angola», entrou em actividade, foi este sábado anunciado pela Sociedade Nacional de Combustível de Angola (Sonangol).
Em comunicado de imprensa, a Sonangol, a Total E&P Angola e suas associadas do Bloco 17 anunciaram o início da produção no Pazflor, um conjunto de campos situados no offshore angolano, a 150 quilómetros de Luanda.

De acordo com o documento, a profundidade dos campos do Pazflor oscila entre os 600 mil e 200 mil metros, possuindo reservas provadas e prováveis estimadas em 590 milhões de barris diários, com capacidade de produção de 220 mil barris de petróleo/dia, que deverá ser atingida progressivamente.

O documento avança ainda que o projecto, com 325 metros de cumprimento, 62 de largura e 120 mil toneladas de peso, podendo armazenar até 1,9 milhões de barris, contém 180 quilómetros de linha de produção, que liga 49 poços submarinos de grande dimensão.

A nota refere ainda que o Pazfloor tem como particularidade «a produção e tratamento de dois tipos de petróleo com características muito diferentes provenientes de quatro reservatórios distintos», que «constituem um enorme desafio técnico».

Outra característica particular, indica o comunicado, é «a produção de petróleo pesado e viçoso dos três reservatórios do Mioceno», um desafio a enfrentar para o qual torna-se necessário separar o gás dos líquidos no fundo do mar, para de seguida bombeá-lo para a superfície.

«A concepção e instalação de módulos de separação submarina gás/líquidos e de bombagem constitui estreia tecnológica mundial a esta escala, sendo as bombas polifásicas, concebidas e testadas especialmente para o projecto Pazflor», faz referência a nota.

O Bloco 17 é operado pela Total E&P Angola, com uma participação de 40 por cento, com participação das associadas Statoil com 23,33 por cento, ESSO Exploration Angola com 20 por cento e a BP Exploration Angola, com 16,67 por cento.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: miguelbud em Setembro 29, 2011, 01:29:36 pm
Angola inicia no próximo ano exportação de gás natural para os EUA

O projecto estará pronto dentro de seis meses e está avaliado em 8 mil milhões de dólares.
A Angola vai começar a exportar gás natural para os Estados Unidos, dentro de seis meses, noticiou ontem a Rádio Nacional de Angola.

Em declarações ao meio de comunicação angolano, o director-geral do projecto Angola LNG, Daniel Rocha, indicou que o país pode também exportar para o mercado europeu e asiático.

“Durante o próximo trimestre do próximo ano iniciaremos a exportação de grande parte da nossa produção, inicialmente para os Estados Unidos da América e também estamos a considerar a exportação para os outros mercados como o europeu e o asiático onde poderemos obter margens mais bonificadas”, disse.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=508801 (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=508801)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 18, 2011, 01:17:47 am
Grande reserva de fosfato descoberta na província do Zaire


O director nacional de minas de Angola, Kavungo Marlon, revelou a existência de uma reserva de duzentos milhões de toneladas de fosfato na bacia de Lukunga, na província do Zaire.

Feito o estudo de viabilidade económica, as autoridades angolanas decidiram avançar para a produção de adubo fosfatado e ácido fosfórico, a partir de 2014, começando as obras já em 2012, enquanto continua a prospecção na província.

Este projecto prevê a criação directa de quatro mil novos postos de trabalho, número que subirá devido às implicações com outras empresas locais.

Outra prioridade vai para a prospecção de potássio, rochas betuminosas, reservas de bauxite e ouro e exploração de blocos de granito.

A Bola
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 12, 2012, 02:47:04 pm
Angolanos em Portugal regressam a Angola


Os cidadãos angolanos a viver em Portugal estão a regressar cada vez mais ao país de origem, onde enfrentam, porém, dificuldades de alojamento e disparidades salariais, explicaram fontes ligadas à comunidade. Fabiana Gomes ainda está em Lisboa, mas só pelo tempo de terminar o mestrado em Psicologia. «O momento actual» – de tempestade em Portugal e bonança em Angola – balizou uma data para o seu regresso a Luanda: Janeiro de 2013.

«Os angolanos estão a regressar em força», garante Elisa Vaz, da direcção da Associação de Coordenação e Integração de Imigrantes Angolanos, que atende pessoas com vontade de regressar a Angola «todas as semanas».

O número de angolanos que regressam ao país «tem aumentado», corrobora Susete Antão, presidente da Casa de Angola. «Há uma série de associados cujas cartas vieram para trás porque já não estão a viver em Portugal. Muitos mesmo, aí uns 30 por cento de associados regressaram ao país», concretiza, acrescentando que «muitos são trabalhadores da construção civil», mas também há os que estiveram a estudar em Portugal e «os quadros, da banca, das empresas de comunicações».

Mário Pinto de Andrade, reitor da Universidade Lusíada de Angola, confirma que estão a regressar «muitos quadros».

«Deve-se ao bom momento que Angola está a atravessar, tem a ver com a paz (…) e, por outro lado, com a estratégia de crescimento económico», explica. «Se não há emprego para os europeus, muito menos haverá para os angolanos», realça.

Susete Antão diz que os angolanos regressam «não só por ausência de oportunidades em Portugal, mas porque vêem que começa a haver boas condições de vida em Angola».

Admitindo que «a crise em Portugal» contribui para um aumento do retorno, Fabiana Gomes realça que os angolanos estão a regressar, sobretudo «porque o país está em desenvolvimento e precisa do contributo de todos».

Por seu lado, a psiquiatra Eduarda Ferronha, que presta apoio a imigrantes, realça que muitos angolanos estão a ver-se «forçados a regressar» e que recebe «queixas permanentes sobre as condições de vida e emprego» em Portugal. «As obras estão paradas» e «até as limpezas estão a falhar. Muitos até estão a perder as casas que entretanto tinham adquirido», relata.

A «falta de oportunidades para os jovens em Portugal» tem levado muitos colegas da faculdade a pedirem a Fabiana Gomes a opinião sobre Angola.«Tem aparecido muita gente a fazer perguntas. Muitos jovens têm tentado ir, estão a ir constantemente», refere.

Susete Antão tem a percepção de que os angolanos regressam sobretudo com o apoio do consulado, não dispondo, porém, de dados concretos. Mas, sublinha, o retorno não é todo facilidades. E deixa dois reparos ao governo angolano. «O estrangeiro tem melhores condições do que o próprio angolano e isso o Estado tem de fiscalizar. O estrangeiro ganha sempre mais. Não tem sentido um angolano ganhar dois mil dólares e um estrangeiro ganhar quinze ou dez mil, com carro e casa», critica. Outro problema é o aluguer de casa, que «é muito caro».

Alguns angolanos têm recorrido ao Programa de Retorno Voluntário (PRV), através do qual o Estado português, ao abrigo de um protocolo celebrado com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), apoia financeiramente o regresso de cidadãos estrangeiros.

A OIM recebeu, no ano passado, 2114 pedidos de imigrantes em Portugal para regressarem aos seus países de origem, dos quais 594 embarcaram efectivamente.

Segundo os dados globais fornecidos à Lusa pelo escritório da OIM em Portugal, os angolanos representam 4,2 por cento do total de cidadãos retornados em 2011, a segunda posição de uma lista liderada pelos brasileiros (84,2 por cento).

Para voltar a Angola, Fabiana Gomes diz que não precisa de ter nada certo, basta-lhe a confiança no futuro. «Quando estiver no terreno, algo hei de arranjar».

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 30, 2012, 11:55:28 pm
Israelitas investem 755 milhões de €€€ nos fosfatos em Angola


O grupo israelita LR vai investir mil milhões de dólares (cerca de 755 milhões de euros) na exploração de fosfatos e construção de infraestruturas para exportação deste minério, na província do Zaire, norte de Angola, avançou a Angop.

O investimento será feito através da Vale Fértil, empresa do grupo israelita, que se estabeleceu em Angola em 1991, onde mantém avultados investimentos nos setores do imobiliário, construção civil, telecomunicações e recursos naturais.
 
Segundo a Angop, os estudos de prospeção efetuados pela Vale Fértil apontam para a existência de reservas avaliadas em 180 milhões de toneladas de fosfatos na bacia de Lucunga, consideradas economicamente viáveis para a execução do projeto.
 
O investimento, repartido em 60 milhões de dólares para a exploração do fosfato e os restantes 940 milhões na construção de fábricas de transformação do minério em amoníaco e na construção de um cais e infraestruturas para o transporte de inertes, criará 7 mil postos de trabalho, diretos e indiretos.
 
O grupo israelita LR foi fundado em 1985 por três antigos quadros da força aérea israelita.


Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2013, 05:10:11 pm
Governo angolano prevê recuperar 1.500 pontes até 2017


O Governo angolano prevê recuperar até 2017 milhar e meio de pontes destruídas durante os mais de 30 anos da guerra civil que assolou Angola, noticiou, esta sexta-feira, a agência Angop.

Citando o director-geral do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Molares D'Abril, que falava à margem do I Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Construção, a agência acrescenta que o plano prevê ainda a substituição de pontes provisórias.

Segundo Molares D'Abril, desde o fim da guerra em Abril de 2002, o INEA montou em todo o país mais de 800 pontes definitivas e metálicas.

Relativamente às pontes metálicas, instaladas provisoriamente "em situações de emergência", o responsável referiu que o projecto para o quinquénio 2013/2017 prevê também que as mesmas sejam substituídas por outras de betão.

O INEA trabalha em cooperação com o Laboratório de Engenharia de Angola, a entidade oficial do controlo de qualidade das obras públicas, no que respeita ao estudo dos materiais para a elaboração dos projectos.

Molares D'Abril realçou que o projecto de pontes está incluído no programa de reparação de estradas da rede fundamental.

Para este ano, o INEA prevê ainda asfaltar 12.000 quilómetros de estradas nacionais, que se enquadram no programa de recuperação de infra-estruturas rodoviárias destruídas durante o conflito armado.

Em 2012, foram asfaltados mais de 4.500 quilómetros de estradas, que agora serão submetidos a trabalhos de tapa buracos, limpeza de drenagem e desmatação, de modos a garantir a sua funcionalidade e durabilidade.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 08, 2013, 12:50:14 pm
Rússia interessada em investir em diamantes e indústria em Angola


A Rússia está interessada em investir nas áreas diamantíferas e na indústria pesada em Angola, foi anunciado à margem do Fórum de Negócios Rússia-Angola, que termina hoje em Luanda.

 Segundo a agência Angop, que cita o presidente do Conselho de Administração (PCA) do banco russo VTB-África, Igor Skvortsov, a segunda fase do projeto diamantífero de Catoca, na província da Lunda Sul, avaliado em 20 mil milhões de kwanzas (154,9 milhões de euros), será financiado por aquela instituição bancária, tendo por base um estudo de viabilidade.

Além do projeto diamantífero Catoca, o VTB-África está a estudar a possibilidade de também financiar a segunda fase do projeto hidroelétrico de Chicapa, situado igualmente na Lunda Sul.

Sobre a possibilidade de Angola investir no mercado russo, o PCA do VTB-África apontou a necessidade de serem identificados os interesses angolanos, dado que a economia russa "é muito grande".

"Há muitos setores por desenvolver. Eu penso que, se o interesse for no setor petrolífero e de gás, os investimentos são muito dispendiosos e a Rússia tem políticas próprias para regular este setor, a fim de geri-lo bem", adiantou Igor Skvortsov.

A produção alimentar é, segundo o gestor russo, outra área que Angola pode apostar "como qualquer outro investidor estrangeiro, mas, "as maiores oportunidades para desenvolver o setor da economia estão em Angola".

A Sociedade Mineira de Catoca é constituída pela empresa diamantífera angolana (Endiama) com 32,8%, a russa Alrosa com 32,8%, a israelita Daumonty com 18% e a brasileira Odebrechet com 16,4%.

No setor da indústria pesada, Igor Skvortsov disse que duas empresas russas, a Uralvagonzavod e a Kamaz, anunciaram a intenção de investir em fábricas de vagões e montagem de carros em Angola.

A Uralvagonzavod pretende investir 10 mil milhões de Kuanzas (77,4 milhões de euros), ajudando Angola a satisfazer as suas necessidades e a tornar-se exportador em África.

Estas manifestações da disponibilidade russa para investir em Angola vêm ao encontro do discurso de abertura no Fórum, feito pelo ministro da Economia de Angola.

Na ocasião, Abrahão Gourgel apelou aos empresários russos a investirem nos grandes projetos estruturantes da economia angolana.

Abrahão Gourgel disse também que Angola está aberta a parcerias público-privadas e empresariais.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Get_It em Agosto 14, 2013, 11:34:06 pm
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Daddy's Girl: How An African 'Princess' Banked $3 Billion In A Country Living On $2 A Day

LAST DECEMBER Isabel dos Santos commemorated her tenth wedding anniversary to Congolese businessman Sindika Dokolo with a party. Subtlety wasn’t on the menu. She jetted in dozens of friends and relatives from as far as Germany and Brazil, who joined with hundreds of local guests in Angola for three days of lavishness, including a bash at the Fortress of Sao Miguel in the capital city of Luanda and a beachside Sunday brunch on the posh Mussulo peninsula. The invitation, according to one attendee, came in a sleek white box, promising a celebration of “a decade of passion/ a decade of friendship/ a decade worth a hundred years. …”

A decade worth $3 billion is more like it. At 40 Dos Santos is Africa’s only female billionaire, and also the continent’s youngest. She has quickly and systematically garnered significant stakes in Angola’s strategic industries–banking, cement, diamonds and telecom–making her the most influential businessperson in her homeland. More than half of her assets are held in publicly traded Portuguese companies, adding international credibility. When FORBES outed her as a billionaire in January the government disseminated the news as a matter of national pride, living proof that this country of 19 million has arrived.
http://www.forbes.com/sites/kerryadolan/2013/08/14/how-isabel-dos-santos-took-the-short-route-to-become-africas-richest-woman/

Vamos esperar para ver se o governo angolano vai chorar para a porta dos norte-americanos a queixar-se desta "difamação".

Citar
First, Grab the Diamonds.
Telecom: Father Knows Best.
Banking: A Friend in Europe.
Oil: A Strange Partnership.
Cement: Safeguarding the “Public Interest.”
Esqueceram-se do tráfico de narcóticos, mas aí sem dúvida que já seriam mesmo processados por difamação.

Cumprimentos,
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Cabecinhas em Agosto 16, 2013, 01:46:10 pm
Citação de: "Get_It"
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Daddy's Girl: How An African 'Princess' Banked $3 Billion In A Country Living On $2 A Day

LAST DECEMBER Isabel dos Santos commemorated her tenth wedding anniversary to Congolese businessman Sindika Dokolo with a party. Subtlety wasn’t on the menu. She jetted in dozens of friends and relatives from as far as Germany and Brazil, who joined with hundreds of local guests in Angola for three days of lavishness, including a bash at the Fortress of Sao Miguel in the capital city of Luanda and a beachside Sunday brunch on the posh Mussulo peninsula. The invitation, according to one attendee, came in a sleek white box, promising a celebration of “a decade of passion/ a decade of friendship/ a decade worth a hundred years. …”

A decade worth $3 billion is more like it. At 40 Dos Santos is Africa’s only female billionaire, and also the continent’s youngest. She has quickly and systematically garnered significant stakes in Angola’s strategic industries–banking, cement, diamonds and telecom–making her the most influential businessperson in her homeland. More than half of her assets are held in publicly traded Portuguese companies, adding international credibility. When FORBES outed her as a billionaire in January the government disseminated the news as a matter of national pride, living proof that this country of 19 million has arrived.
http://www.forbes.com/sites/kerryadolan/2013/08/14/how-isabel-dos-santos-took-the-short-route-to-become-africas-richest-woman/

Vamos esperar para ver se o governo angolano vai chorar para a porta dos norte-americanos a queixar-se desta "difamação".

Citar
First, Grab the Diamonds.
Telecom: Father Knows Best.
Banking: A Friend in Europe.
Oil: A Strange Partnership.
Cement: Safeguarding the “Public Interest.”
Esqueceram-se do tráfico de narcóticos, mas aí sem dúvida que já seriam mesmo processados por difamação.

Cumprimentos,

Esta revista faz um bom artigo... mas não tão bom como transmitem pois não incluem nele o petróleo "amaricano"...
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2013, 03:57:28 pm
Reservas petrolíferas de Angola estimadas em 12,6 mil milhões de barris


O ministro angolano dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, disse, nos EUA, que as reservas provadas de petróleo de Angola estimam-se em 12,6 mil milhões de barris, em função das novas descobertas.

Segundo Botelho de Vasconcelos, as recentes descobertas "foram feitas em águas rasas, profundas e ultraprofundas".
 
Botelho de Vasconcelos fez ainda referência ao lançamento, este ano e em 2014, do leilão de 15 novos blocos em terra, com vista a inserir empresas privadas angolanas na exploração de petróleo, bem como promover possibilidades de parcerias.
 
O processo de licitações está distribuído pelas bacias do Cuanza e do Baixo Congo.
 
Relativamente à produção petrolífera em Angola, o ministro angolano disse que está estimada numa média de 1,650 milhões de barris diários, perspetivando-se um aumento, a curto prazo, para os dois milhões por dia, como consequência do aumento previsto da produção dos campos petrolíferos existentes.
 
A inserção de empresas nacionais no setor petrolífero, segundo Botelho de Vasconcelos, constitui "preocupação bastante" do Governo angolano, salientando que estão a ser reanalisadas as políticas de elaboração e definição da filosofia para o conteúdo nacional no setor de petróleo.
 
"Nos últimos 20 anos, o setor tem observado uma dinâmica sem precedentes na costa ocidental de África. Como corolário desta dinâmica, Angola tornou-se referência mundial no domínio do desenvolvimento e produção de campos petrolíferos em águas profundas", referiu o governante angolano numa caracterização do setor dos petróleos de Angola.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 03, 2013, 10:27:20 pm
Banco Mundial concede crédito de 55 milhões para Angola formar professores


O Banco Mundial (BM) aprovou um crédito de 75 milhões de dólares (55,3 milhões de euros), destinados à formação de 24 mil professores em Angola, que vão ensinar meio milhão de alunos, em quase mil escolas primárias. Em comunicado, o BM adianta que aquele valor foi aprovado no âmbito da Estratégia de Parceria do País (CPS) para Angola, para apoiar os esforços do Governo angolano na melhoria do acesso à saúde, educação de qualidade e outros serviços chaves, fortificação da governação, criação de oportunidades para as mulheres e combate às alterações climáticas.
 
Angola vai alterar a sua posição junto da Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), em junho de 2014, como resultado de uma subida acentuada do seu rendimento "per capita", que já ultrapassou o limite de elegibilidade para continuar a beneficiar dos recursos da AID.
 
"Portanto, esta CPS foi preparada para apoiar a transição e definir áreas que poderiam ser apoiadas com um novo conjunto de instrumentos, entre os quais o conhecimento que ocupa um lugar de destaque", sublinha a nota.
 
A AID, fundo do BM criado em 1960 para ajudar os países mais pobres, através da concessão de créditos sem juros, financia o "Projeto Angola Aprendizagem para Todos", com vista a ajudar os professores a adquirirem habilidades e conhecimentos nos próximos cinco anos.
 
O projeto vai ainda apoiar a criação de um sistema de avaliação regular dos alunos, em particular para português e matemática, bem como ajudar a administração baseada na escola.
 
O Governo angolano participa neste projeto com uma contribuição de cinco milhões de dólares (3,6 milhões de euros).
 
Para o diretor residente do BM para Angola, Lawrence Clarke, a aprovação desta estratégia constitui "um marco histórico nas relações de Angola com o grupo Banco Mundial".

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 14, 2013, 07:15:31 pm
LNEG integra consórcio em Angola


O Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG) de Portugal integra um dos três consórcios, que assinaram hoje em Luanda contratos com Angola para a execução do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO). O objetivo é no prazo de cinco anos se concluir o cadastro e mapas completos sobre os recursos minerais existentes, criando um instrumento que vai permitir a Angola conhecer o potencial mineiro do país, determinar o que existe, em que quantidades e onde.  

Posteriormente, essa informação será disponibilizada, conforme as regras do mercado, a potenciais investidores privados, nacionais e estrangeiros.  

O LNEG participa no consórcio dirigido pela empresa espanhola Impulso, em que participa ainda o laboratório congénere espanhol e que vai trabalhar nas províncias do Huambo, Benguela, Bié, Cunene e Namibe.  

Os restantes dois consórcios são dirigidos pela empresa chinesa CITIC e pela brasileira Costa Negócios/Topocart.  

A escolha destas empresas e instituições foi feita em concurso internacional e a área total de intervenção corresponde à totalidade da superfície do país, à exceção de Cabinda: 1.238.877 quilómetros quadrados.  

Os contratos foram assinados com o Instituto Geológico de Angola (IGEO).

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 15, 2013, 04:36:28 pm
Citar
Eduardo dos Santos lembra “biliões de dólares” que portugueses levam de Angola

Num discurso sobre o estado da Nação, na Assembleia Nacional de Angola, José Eduardo dos Santos teceu duras críticas a Portugal.

O presidente de Angola disse no seu discurso do Estado da Nação que "não faz sentido" que empresas privadas estrangeiras obtenham em Angola rendimentos bastante elevados e "os angolanos" não o possam fazer.

José Eduardo dos Santos referiu-se especificamente "a empresas americanas, inglesas e francesas" na área do petróleo e "empresas e bancos com capitais portugueses" que todos os anos levam de Angola "biliões de dólares".

Num discurso que está a ter eco internacional pelas críticas ferozes que faz a Portugal, a quem acusa de "incompreensões ao nível da cúpula", o presidente angolano falou ainda de "campanhas de intimidação" contra cidadãos africanos e de uma tentativa dos países ocidentais de qualificar como corruptas "as elites capazes" que Angola tem vindo a criar.

"As nossas leis que regulam essas matérias são claras e devem continuar a ser implementadas".


 :roll:
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: P44 em Outubro 15, 2013, 06:47:45 pm
é continuar a baixar as calças e a assobiar para o lado
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 07, 2013, 03:20:59 pm
Norte-americana Vaalco vai começar a explorar petróleo em Angola


A petrolífera norte-americana Vaalco anunciou hoje ter recebido autorização do Ministério do Petróleo de Angola para participar num consórcio com a Sonangol para a exploração de petróleo no pré e pós-sal, mostrando-se "muito entusiasmada". "Estamos muito entusiasmados por começar a perfuração na costa de Angola, especialmente devido às recentes e significativas descobertas feitas noutro local da Bacia de Kwanza, na qual o Bloco 5 está localizado", disse o presidente da Vaalco, Steve Guidry, num comunicado enviado ao mercado.

"Ter a Sonangol como parceiro, com o seu vasto conhecimento da bacia, reafirma a nossa confiança no potencial de descoberta de quantidades comercialmente viáveis de hidrocarbonetos na nossa concessão e 1,4 milhões de hectares", acrescentou o responsável.

Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana, atrás da Nigéria, com cerca de 1,7 milhões de barris/dia e o objetivo confesso é atingir a cifra de 2 milhões em 2017, depois de anteriormente ter sido equacionado o ano de 2015.

O crude representa 97% das exportações e 80% da receita fiscal, mas a indústria petrolífera emprega apenas 1% da população, que já soma mais de 21 milhões, segundo o Banco Mundial, dos quais a maioria vive com menos de 2 dólares por dia, de acordo com os dados das Nações Unidas.

A Vaalco Energy, Inc é uma empresa norte-americana com sede em Houston e com interesses no Gabão, em Angola e nos Estados Unidos, e está principalmente vocacionada para a aquisição, exploração, desenvolvimento e produção de crude, de acordo com o site da petrolífera.

As propriedades da empresa estão maioritariamente no Gabão, em Angola e na Guiné Equatorial.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 04, 2014, 06:10:32 pm
Angola volta a adiar adesão à zona comércio livre da SADC


Angola voltou a adiar a adesão à Zona de Comércio Livre (ZCL) da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o que deverá acontecer somente em 2017, noticia hoje o Jornal de Angola.

Em agosto de 2013 a ministra do Comércio de Angola, Rosa Pacavira disse que a adesão à ZCL apenas se deveria verificar em 2014 ou 2015 e justificou o adiamento com a necessidade de proceder a "alguns acertos", designadamente nos setores da energia e agricultura.

Na edição de hoje, o diário angolano, que cita a ministra Rosa Pacavira, destaca que a adesão à ZCL apenas será feita quando o país concluir o roteiro de adesão, atualmente em fase de elaboração, mas salientou que a entrada de Angola "continua na agenda do Executivo no quadro da sua política de integração regional". "Estamos a elaborar um roteiro e vamos ver se, até 2017, Angola consegue aderir à Zona de Comércio Livre, mas para isso temos que criar indústria e capacidade interna para que Angola possa fazer frente aos outros países que já estão nesta zona", disse Rosa Pacavira.

Este novo adiamento surge na mesma altura em que Angola tem em aplicação uma nova Pauta Aduaneira, que visa proteger a produção interna, aumentando as taxas sobre os produtos importados, num valor que pode chegar aos 50%, no caso da cerveja e da água mineral, cuja taxa é atualmente de 30%. Segundo o Jornal de Angola, Rosa Pacavira considera que se Angola abrisse agora o mercado a produtos dos países da SADC teria de deixar de produzir "muita coisa". "Se nós abrirmos agora o mercado vamos deixar de produzir muita coisa que temos que produzir, porque se Angola adere agora vamos ter aqui toda a SADC a vender produtos e nós não vamos produzir", frisou.

A Zona de Comércio Livre foi lançada em agosto de 2007, em Joanesburgo, na 28ª Cimeira da SADC e teve a adesão da África do Sul, Botsuana, Lesoto, Malaui, Ilhas Maurícias, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué e Madagáscar, tendo ficado de fora além de Angola, a República Democrática do Congo e as Ilhas Seychelles.

O objetivo é reforçar a integração económica e a industrialização rápida nesta sub-região do continente, através da expansão de oportunidades de negócio e remover de forma gradual as barreiras no comércio.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 19, 2014, 03:35:21 pm
Angola será o maior destino de investimentos no petróleo nos próximos dois anos


Angola vai ser o principal destino para os investidores do sector do petróleo neste e no próximo ano, prevê a consultora Business Monitor International (BMI), que aposta num crescimento médio do PIB de 7,4% até 2018.

"Esperamos que Angola mantenha a posição de principal destino de investimento dentro da indústria do petróleo", afirma o Relatório sobre Gás e Petróleo em Angola, sublinhando que apesar de se antever um abrandamento da produção de petróleo, os planos para novos projectos vão garantir um crescimento forte durante grande parte do período em análise – 2014 a 2018.

O documento cita o responsável da Sonangol em Luanda, Domingos Cunha, para sustentar que os próximos tempos serão muito atarefados, tendo em conta o lançamento de explorações na área do pré-sal, uma camada por baixo do fundo do mar, que as autoridades angolanas acreditam ter enorme potencial, à semelhança do Brasil.

"Antecipamos uma temporada atarefada de perfuração nos próximos trimestres, com 32 poços planeados em Angola este ano, incluindo 15 que vão testar as formações de pré-sal", lê-se no relatório, que explica que os 32 poços de 2014 contrastam com apenas dois no ano passado.

O responsável da Sonangol, aliás, é ainda citado para explicar que, até 2022, o número médio de poços vai ser, no total, de 25, e não apenas no pré-sal.

Na mesma altura em que foi divulgado este relatório sobre o sector do petróleo, a BMI lançou também outra análise sobre o ambiente empresarial em Angola, na qual estima que o crescimento económico vai acelerar nos próximos trimestres, alicerçado num grande programa de investimentos públicos e nas novas capacidades de produção petrolífera: "Prevemos que o PIB real cresça 7,3% em 2013, e depois 7,4%, em média, entre 2014 e 2018", lê-se no Relatório de Perspetivas Empresariais de Angola.

Pese embora as tensões políticas que "subiram muito nos últimos meses e que deverão continuar altas dada a proximidade das eleições e o aumento da frustração com a Presidência de José Eduardo dos Santos", os analistas da BMI estimam que a inflação se mantenha controlada este ano, "oscilando entre 8 e 9,5%".

Sobre o ano passado, a BMI reviu em baixa a previsão de crescimento da economia, de 7,1% para 5,3%, essencialmente devido à seca, aos projectos adiados e à reduzida produção petrolífera, e estima que o défice das contas públicas tenha melhorado de 2,7% do PIB para 2,1, motivado pela diminuição de despesa pública face ao inicialmente previsto.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 21, 2014, 12:52:59 pm
Angola vai dar prioridade às relações com China, Índia e Japão


Angola vai dar prioridade às relações com a China, Índia e Japão, anunciou em Luanda o ministro das Relações Exteriores, na abertura dos trabalhos da V Reunião de embaixadores de Angola.

Georges Chikoti acrescentou no discurso de abertura dos trabalhos, que decorreram na segunda-feira e que é hoje a manchete do Jornal de Angola, que em 2014, além daqueles três países, as relações externas vão ser intensificadas com os Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, França, Alemanha, Cuba e Brasil.

Ao referir-se às relações com a Europa, elogiou a cooperação com a União Europeia, que classificou como «boa», garantindo «maior atenção» à Espanha, França, Alemanha e Inglaterra.

A prioridade no relacionamento com a China, Índia e Japão foram justificadas por Georges Chikoti pelas linhas de crédito concedidas para apoiar a reconstrução nacional e aumentar o volume de trocas comerciais.

Dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), revelam que Angola representa para Portugal o mercado mais importante fora do espaço da União Europeia.

Todavia, as relações bilaterais entraram em crise na sequência da reação angolana às fugas ao segredo de justiça, em Portugal, a investigações a altos quadros do Estado angolano e familiares do Presidente José Eduardo dos Santos.

Os valores das exportações de bens e serviços de Portugal para Angola nos primeiros quatro meses de 2013 totalizaram 1,343 mil milhões de euros.

No sentido inverso, e no mesmo período, as vendas de Angola a Portugal totalizaram 1,127 mil milhões de euros.

Segundo dados do International Trade Center (ITC), subsidiária da Organização Mundial do Comércio, a quota de mercado de Portugal no contexto das importações angolanas, fixou-se em 18,1% em 2011 (último ano disponível), posicionando-se no primeiro lugar enquanto fornecedor.

Por outro lado, Portugal representou cerca de 2,5% no total das exportações angolanas em 2011, ocupando a 8.ª posição na relação de clientes.

Estes valores representam uma continuidade nas relações comerciais bilaterais.

A expressão pública da deterioração das relações bilaterais foi dada a 15 de outubro por José Eduardo dos Santos, que no discurso sobre o Estado da Nação, anunciou perante os deputados angolanos, a suspensão da anunciada parceria estratégica com Portugal, alegando não estarem reunidas condições.

Nove dias depois, foi Georges Chikoti, em declarações à Televisão Pública de Angola que disse que Luanda tinha deixado de considerar prioritária a cooperação com Portugal e, quanto à anunciada primeira cimeira luso-angolana, disse não ter "muita certeza" sobre a sua realização.

Essa cimeira tinha sido anunciada em fevereiro desse ano, aquando de uma deslocação oficial a Luanda do então ministro dos Negócios Estrangeiros português e atual vice-primeiro ministro, Paulo Portas.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 24, 2014, 05:38:18 pm
Angola tem espaço para todos que desejem prospectar diamantes


Angola tem espaço disponível para os investidores que queiram prospectar diamantes, disse hoje à Lusa o presidente do Conselho de Administração da Endiama, empresa estatal angolana de exploração diamantífera. Carlos Sumbula, que falava à Lusa no final da cerimónia de posse do novo vice-presidente do Processo de Kimberley (PK), manifestou-se optimista no desenvolvimento do sector, que em 2012 gerou receitas superiores a 865 milhões de euros.

Questionado sobre se Angola vai continuar a promover o sector, o responsável máximo da Endiama respondeu que agora são os investidores que "lutam para conseguir espaço". "Felizmente temos espaço para todos", acentuou.

Carlos Sumbula acredita, por isso, que o sector diamantífero em Angola vai desenvolver-se cada vez mais.

"Nos últimos três anos fizemos um estudo com a empresa (russa) Alrosa e verificámos que durante 100 anos nós exploramos diamantes aluvionares, que vieram de kimberlitos ainda por descobrir", salientou.

O optimismo de Carlos Sumbula fundamenta-se no poder de atracção do sector, na sequência de estudos geológicos que apontam para um potencial diamantífero em Angola de mil milhões de quilates.

A produção de diamantes em 2012 em Angola foi de 8 milhões de quilates, posicionando o país como quarto maior produtor do mundo.

"Empresas que trabalham connosco na prospecção de diamantes, como a Alrosa e a De Beers, estão todas engajadas agora na procura desses kimberlitos por descobrir. Isto para dizer que o potencial diamantífero de Angola ainda está por descobrir", acrescentou.

Na cerimónia realizada hoje no Ministério das Relações Exteriores, Bernardo Campos, antigo administrador da Endiama e formado em Portugal, foi empossado pelo chefe da diplomacia angolana no cargo de vice-presidente do PK.

Angola substituirá em 2015 a China na presidência deste órgão de concertação, criado em Maio de 2000 a partir de um processo liderado pela África do Sul, que juntou mais 30 países produtores.

Actualmente, o PK integra 75 países envolvidos na produção, exportação, importação e comércio de diamantes.

O objectivo é evitar que os diamantes brutos, explorados ou comercializados por grupos armados sirvam para financiar conflitos armados para derrubar governos legítimos e, ao mesmo tempo, proteger a indústria legal de diamantes, importante no desenvolvimento económico e social de muitos países.

Angola detém actualmente a presidência do Grupo de Trabalho de Produtores Artesanais e de Aluvião (WGAAP, no acrónimo em inglês).

Assegurado o controlo de proveniência dos diamantes, o Processo Kimberley está agora sob escrutínio de organizações não-governamentais internacionais, as quais pretendem que a boa prática na prospecção diamantífera não seja feita à custa da violação dos direitos humanos.

A este respeito, em declarações à Lusa também no final da cerimónia, o embaixador da China em Luanda, Gao Kexiang respondeu que o combate aos diamantes de sangue foi um esforço que envolveu todos os países.

"Qualquer coisa tem de ser passo a passo. Mas esse primeiro passo, diamantes de sangue, já é um grande passo, mas com esforço, com trabalho de todos os países e a globalização internacional, qualquer trabalho neste sentido será muito fiscalizado pelo mundo inteiro", disse.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 27, 2014, 05:35:14 pm
Novos blocos petrolíferos de Angola representam mais de metade das reservas conhecidas


Os 10 blocos que a petrolífera angolana Sonangol vai licitar representam mais de metade das reservas conhecidas de petróleo de Angola, foi hoje anunciado em Luanda.

O anúncio foi feito por Severino Cardoso, diretor de Exploração da Sonangol, que disse ser de pelo menos 7 mil milhões de barris o potencial dos 10 blocos.
Aquele quadro da Sonangol fez o anúncio na conferência de imprensa que se seguiu ao primeiro «roadshow» de apresentação das potencialidades dos 10 blocos, sete dos quais se situam na bacia do rio Kwanza e os restantes três na do rio Congo.

Em outubro passado, o ministro dos Petróleos angolano, Botelho de Vasconcelos, disse serem de 12,6 mil milhões de barris as reservas conhecidas de Angola.
No encontro com os jornalistas, Paulino Jerónimo, do Conselho de Administração da Sonangol, destacou o interesse da petrolífera angolana em ver empresários nacionais a participar, "de forma gradual e ponderada", nos leilões, mas reconheceu que a indústria petrolífera exige capital intensivo. Como exemplo avançou os custos de exploração de poços no "offshore", que disse serem de cerca de 100 milhões de dólares, enquanto no "onshore" os valores se situam entre os 15 e os 20 milhões de dólares.

Paulino Jerónimo salientou que a apresentação dos 10 blocos que vão ser leiloados, divulgados no "roadshow" de hoje, vai agora ser replicada em Londres, Reino Unido (03 de fevereiro), e Houston, Estados Unidos (10 de fevereiro).

Para evidenciar o potencial da capacidade disponível, o administrador da Sonangol adiantou que a exploração petrolífera nas bacias do Kwanza e do Congo chegou a ser feita no passado pelas empresas Fina e Total, tendo, somente no poço Canguela Norte, a 60 quilómetros de Luanda, a Fina produzido 100 milhões de barris. Quanto a prazos, Paulino Jerónimo manifestou-se otimista que a partir de 2015 já se poderá começar a extrair petróleo dos 10 blocos que vão ser leiloados, um processo que deverá estar concluído até ao final do ano em curso. Quanto a projetos futuros, Paulino Jerónimo anunciou que a empresa pretende realizar uma segunda licitação de cinco blocos no "onshore" angolano, sendo quatro na bacia do rio Kwanza e o restante na do rio Congo.

Estes cinco blocos apenas serão leiloados dentro de dois anos e meio a quatro anos, e vão ser alvo de avaliação geofísica e geológica pela Sonangol, destacou.
Angola é atualmente o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana, atrás da Nigéria, com cerca de 1,7 milhões de barris/dia e o objetivo é atingir a cifra de 2 milhões em 2017, depois de anteriormente ter sido equacionado o ano de 2015.

O crude representa 97% das exportações e 80% da receita fiscal, mas a indústria petrolífera emprega apenas 1% da população, que já soma mais de 21 milhões, segundo o Banco Mundial, dos quais a maioria vive com menos de 2 dólares por dia, de acordo com os dados das Nações Unidas.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 12, 2014, 06:03:48 pm
Lançamento de satélite angolano volta a ser adiado, agora para 2017


O lançamento do Angosat, primeiro satélite angolano, voltou a ser adiado, agora para 2017, noticia hoje o diário estatal Jornal de Angola.

O jornal cita declarações do ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, feitas recentemente em Moscovo, no final de um encontro com o homólogo russo, Sergey Lavrov, por ocasião da visita oficial que efetuou à Rússia. "O ministro angolano lembrou ser necessário criar estruturas tecnológicas no país antes da concretização do projeto, o que apenas pode verificar-se ao longo dos próximos 36 meses", escreve o Jornal de Angola.

O anúncio de Chikoti representa o segundo adiamento. O primeiro foi anunciado em Luanda, em agosto de 2013, à margem de um fórum de negócios Angola/Rússia pelo embaixador russo em Luanda, Dmitri Lobach, que anunciou 2016 como ano de lançamento.

Na ocasião, Lobach anunciou ainda a libertação do financiamento necessário, 37 mil milhões de kuanzas (286,2 milhões de euros), pelo banco público russo Ruseximbank, para o arranque da construção do Angosat. Projeto a cargo de um consórcio russo e com lançamento inicialmente previsto para 2015, o primeiro adiamento deveu-se ao atraso no seu financiamento, anunciado originalmente em dezembro de 2012.

Em dezembro de 2012, o financiamento russo foi anunciado como sendo da responsabilidade dos bancos Ruseximbank e VTB. A construção do Angosat está a cargo de um consórcio russo liderado pela RSC.

Com a entrada em funcionamento deste satélite, Angola vai fornecer serviços de suporte às telecomunicações eletrónicas, incluindo a prestação de serviços em banda larga e de televisão. O Angosat terá um período de vida de 15 anos e possui 22 "transponders", dispositivos de comunicação eletrónica, e o projeto inclui a criação de duas estações de rastreio, em Angola e na Rússia.

Na cerimónia formal de lançamento das obras, em dezembro de 2012, o secretário de Estado angolano das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Alcides Safeca, disse que o Angosat marca a entrada de Angola "numa nova era das telecomunicações, o que pressupõe a condução de um programa espacial que inclua, futuramente, o lançamento de satélites subsequentes".

"Estas estações permitem uma intervenção russa no controlo e comando do satélite, sempre que se mostre necessário, enquanto Angola cria autonomia neste domínio", disse então Alcides Safeca, acrescentando que o Angosat vai ter uma utilização de 99,2% da capacidade prevista.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 18, 2014, 02:48:09 pm
Empresa francesa ganha contrato que pode valer 500 milhões de €€ em Angola


O grupo francês de engenharia Technip anunciou hoje que a petrolífera Total lhe adjudicou um contrato de 250 milhões de euros a 500 milhões de euros para a fabricação de cabos para o Bloco 32, em Angola. Em causa está a fabricação de 120 quilómetros de cabos de alimentação eléctrica para o projecto Kaombo, localizado no Bloco 32 do 'offshore' de Angola, revelou em comunicado a Technip, citada pela agência de notícias francesa (AFP), realçando a importância do negócio.

A Technip lidera um consórcio que integra a Angoflex, uma 'joint venture' entre a Technip (70%) e a Sonangol (30%), e a Duco, uma filial da própria Technip.

No espaço de dois dias, este é o segundo contrato de dimensão relevante anunciado pela empresa francesa, depois de, na quarta-feira passada, ter conquistado o maior contrato da história da empresa, também ligado ao fabrico de componentes para o projecto Kaombo, cujo valor ascende a 3.500 milhões de dólares (mais de 2.500 milhões de euros).

"O projecto vai começar imediatamente, com as primeiras entregas em Angola programadas para 2016", adiantou em comunicado Jean-Louis Rostaing, presidente da Duco.

A produção será feita a partir da fábrica da Angoflex, situada no Lobito, em Angola, e deverá estar concluída em 2017.

O projecto Kaombo está situado 260 quilómetros ao largo da capital angolana, Luanda, a uma profundidade entre os 1.400 metros e os 1.900 metros.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 01, 2014, 07:46:09 pm
Sonangol anuncia "maior descoberta" de petróleo na bacia do rio Kwanza


A petrolífera angolana Sonangol anunciou hoje em Luanda o que designou como "maior descoberta" de petróleo, na camada do pré-sal da bacia do rio Kwanza.
Em comunicado de imprensa, a Sonangol salienta uma "recente descoberta de petróleo, em quantidades significativas", ocorrida na camada do pré-sal no poço Orca, do bloco 20/11.

O texto precisa que o poço de pesquisa Orca, perfurado no pré-sal da bacia, atingiu uma profundidade final de 3.872 metros e salienta que foi testado com sucesso, permitindo produzir mais de 3.700 barris diários e 16,3 milhões de metros cúbicos de gás.

"Os resultados em complemento ao teste de produção, confirmam a importância da descoberta, considerada a maior feita até agora na bacia do (rio) Kwanza", indica a Sonangol.

O bloco 20/11 é operado pela norte-americana Cobalt, que lidera com 40 por cento, e o consórcio integra a Sonangol Pesquisa e Produção e a britânica BP, ambas com 30 por cento, respectivamente.

Segundo o comunicado da Sonangol, a Cobalt avaliou as reservas entre 400 e 700 milhões de barris de petróleo.

O anúncio da descoberta surge cinco meses depois da Cobalt e da Sonangol terem referenciado uma descoberta "à escala internacional" noutro poço do mesmo bloco 20.

Na ocasião, em comunicado enviado à agência Lusa, a Sonangol e a Cobalt referiram que, durante um teste, o poço Lontra "produziu um fluxo estável de 2.500 barris de condensados por dia e 39 milhões de pés cúbicos de gás em igual período".

"O poço de exploração Lontra perfurou até uma profundidade total de mais de 4.195 metros e penetrou aproximadamente 67 metros de espessura útil, de um reservatório de muito boa qualidade. A descoberta foi de um volume significativo de líquidos no intervalo de gás e um intervalo de petróleo bruto", salientava-se no comunicado.

A Sonangol tem agendado para o próximo dia 30 de maio um leilão de 10 novos blocos para exploração, nas bacias terrestres dos rios Kwanza e Congo.

O prazo limite para o envio das propostas terminou quarta-feira, 30 de Abril.

Dos 10 blocos que vão a leilão, sete situam-se na bacia do rio Kwanza e os restantes três na do rio Congo.

Em Janeiro passado, em conferência de imprensa em Luanda, Severino Cardoso, director de Exploração da Sonangol, disse que os 10 blocos representam mais de metade das reservas conhecidas de petróleo de Angola, ou seja, pelo menos 7 mil milhões de barris.

Em Outubro de 2013, o ministro dos Petróleos angolano, Botelho de Vasconcelos, disse que as reservas do país atingem os 12,6 mil milhões de barris.

Na ocasião, um administrador da Sonangol, Paulino Jerónimo, manifestou-se optimista, confiando que, a partir de 2015, já se poderá começar a extrair petróleo dos 10 blocos que vão ser leiloados.

Angola é actualmente o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana, atrás da Nigéria, com cerca de 1,7 milhões de barris/dia e o objectivo é atingir a cifra de 2 milhões em 2017, depois de anteriormente ter sido equacionado o ano de 2015.

O crude representa 97% das exportações e 80% da receita fiscal, mas a indústria petrolífera emprega apenas 1% da população, que já soma mais de 21 milhões, segundo o Banco Mundial, dos quais a maioria vive com menos de 2 dólares por dia, de acordo com os dados das Nações Unidas.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2014, 03:00:37 pm
Angola 'longe' de estar imune às crises internacionais


Angola está "longe" de ser imune às crises financeiras internacionais, sobretudo se houver um menor crescimento da economia mundial, o que afectará os preços do petróleo, que constituem 40% das exportações, afirmou o governador do banco central angolano. Em declarações à agência Lusa e à RTP África, à margem do VII Encontro dos Governadores dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, realizado na sexta-feira na Cidade da Praia, José Lima Massano indicou que tal cenário pode influenciar a capacidade de Angola continuar a desenvolver os seus programas de desenvolvimento.

"Longe disso (de estar imune). Sentimos os efeitos da crise de 2008/09 na nossa própria economia, que ainda é muito dependente do sector externo. Temos um produto de exportação que é dominante. O sector petrolífero tem um peso de cerca de 40% do PIB ", indicou o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

"Daí que, uma alteração do quadro internacional, como, por exemplo, um menor crescimento da economia mundial, pode afectar o preço do petróleo, como de resto aconteceu em 2010, com os chamados "spillovers" da crise financeira internacional. Fazemos parte de um mundo que é global", sustentou.

José Lima Massano lembrou que Angola, apesar das limitações, está a fazer o seu próprio percurso, admitindo, porém, que qualquer situação de instabilidade nas principais economias internacionais não vai deixar de afectar a angolana.

Questionado sobre o facto de 60% das exportações de Angola já não estarem ligadas ao setor petrolífero, José Lima Massano lembrou que a diversificação da economia ainda depende muito do petróleo que, ao ser "dominante" nas exportações, acaba por criar condições para desenvolver outras áreas.

"Os 60% correspondem ao sector não petrolífero, mas, no caso concerto de Angola, há que entender que o sector petrolífero, ao ser dominante, acaba por criar condições para que a própria diversificação da economia vá acontecendo. Aquilo que gera o sector petrolífero cria potencialidades noutros sectores", explicou.

"Precisamos de continuar a ter um sector petrolífero forte, robusto, capaz de provocar esta onda positiva para o sector não petrolífero", sustentou o governador do BNA, lembrando que o fundo soberano angolano foi constituído com uma capitalização, "do ponto de vista legal", de 5.000 milhões de dólares (3.700 milhões de euros).

Sobre o encontro dos governadores na Cidade da Praia, subordinado ao tema "Experiências de Regulação e Supervisão em Contexto de Crise Económica", José Luís Massano lembrou que Angola tem em curso um "processo agressivo de modernização".

"Em Angola, sobretudo depois de uma avaliação feita ao nosso sistema financeiro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM), em que foram detectadas também algumas insuficiências, quer do ponto de vista normativo, como da própria capacidade de supervisão do Banco Nacional de Angola, começamos com um processo agressivo de modernização", indicou.

"Nesta altura, temos um quadro regulamentado muito em linha com as práticas internacionais e continuamos a fazer o exercício de reforço da capacidade institucional, permitindo que o sistema financeiro continue no curso da estabilidade", concluiu.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 11, 2014, 02:46:01 pm
Angola só consegue 2 milhões de barris por dia em 2017


A produção de petróleo em Angola só vai conseguir quebrar a barreira dos 2 milhões de barris por dia em 2017, escreve a prestigiada revista The Banker, num relatório de 13 páginas dedicado à terceira maior economia africana.

"Os analistas geralmente pensam que a previsão de Sonangol, de que as exportações vão chegar aos 2 milhões de barris por dia em 2015 são irrealistas, e mesmo que as petrolíferas estejam optimistas relativamente aos blocos terrestres e ultraprofundos [pré-sal], quaisquer descobertas daí provenientes vão demorar alguns anos até ficarem operacionais", lê-se no artigo na edição deste mês da revista The Banker, do grupo Financial Times.

As 13 páginas que a publicação dedica a Angola estão divididas em cinco partes: a primeira trata da história de Angola a seguir ao final da guerra civil e apresenta os principais desafios, a segunda debruça-se sobre o sector bancário e financeiro, ao passo que a terceira apresenta um perfil e entrevista com o governador do banco central, José de Lima Massano.

Os últimos dois artigos analisam, no essencial, as reformas macroeconómicas e os impactos para as empresas, nomeadamente no que diz respeito à lei que obriga aos pagamentos na moeda nacional aos fornecedores das petrolíferas e à nova pauta aduaneira.

Para a revista, Angola vai produzir 1,79 milhões de barris este ano, acelerando para 1,85 e 1,90 em 2015 e 2016, só quebrando a barreira dos 2 milhões no ano seguinte.

No que diz respeito ao crescimento económico, o abrandamento face às taxas de dois dígitos da década passada é também evidente, considera a The Banker: Angola terá crescido 4,1% no ano passado, acelerando para 5,3% este ano e 5,5 e 5,9 em 2015 e 2016.

Depois de passar em revista as taxas de crescimento económico e o "frenesim" que se vive em Luanda, com "gruas a rasgar o horizonte, construindo luxuosos escritórios, hotéis de luxo e apartamentos", a revista explica que "os dias de Angola poder contar com o petróleo para alimentar o seu forte crescimento acabaram", subscrevendo, aliás, a generalidade dos analistas e instituições internacionais, que apostam num abrandamento do crescimento económico de Angola.

"Depois de uma queda significativa em 2009 e 2010, causada por um 'crash' nos preços do crude, as autoridades angolana esperavam que a economia recuperasse rapidamente a sua força, mas a produção de petróleo tem estado estagnada desde 2009, quando desceu para os 1,8 milhões de barris por dia devido a problemas técnicos".

O resultado, afirma a revista The Banker, "é que o crescimento de Angola, apesar de alto para os padrões da África subsariana, está ainda longe dos níveis anteriores à crise".

Os dirigentes angolanos, assegura a revista, estão cientes da "necessidade vital" de impulsionar a economia não petrolífera, que nalguns sectores já é vibrante, como na banca, nas telecomunicações e no retalho, mas as dificuldades, conclui a revista, são mais que muitas, como a excessiva burocracia, os enormes engarrafamentos rodoviários, a falta de energia, os tribunais ineficientes e os altos custos de contextos.

O artigo termina com a mesma lição que a revista The Economist deixou na edição de 14 de Abril, e que tem a ver com as expectativas da nova geração de angolanos: "60% dos angolanos tem menos de 25 anos, com pouca ou nenhuma memória da guerra; a paz por si só não os satisfaz, eles vão querer empregos e mais prosperidade e, para isso, a diversificação económica é mesmo precisa".

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 24, 2014, 11:08:14 pm
Coreia do Norte quer exportar bens e serviços para Angola


A Coreia do Norte pretende exportar bens e serviços para Angola, de acordo com informação do Governo angolano transmitida durante a visita do vice-ministro do Comércio daquele país asiático.

A visita de Ri Myong San a Luanda, que terminou hoje, visava o "reforço da cooperação económica", explicou à Lusa fonte do Ministério das Relações Exteriores angolano.

O governante manteve desde quinta-feira contactos com os representantes do Governo de Angola para as áreas da Cooperação, Saúde, Águas, Tecnologias da Informação, Comércio e Agricultura.

A exportação de brinquedos, plásticos, material informático ou artigos de confecção foi uma das possibilidades discutidas, neste caso com o secretário de Estado para o Comércio Externo, Alexandre David de Sousa Costa.

A revisão do acordo comercial entre os dois países, datado de 1980, foi também analisada pelas duas delegações, relata hoje a comunicação social pública angolana.

A delegação em representação do regime de Kim Jong-un apresentou igualmente propostas de investimento no sector do abastecimento de água potável, as quais serão estudadas por uma comissão técnica bilateral, informou por sua vez o secretário de Estado das Águas, Luís Filipe da Silva.

"A delegação norte-coreana quer participar nos projectos do executivo usando tecnologias sem componentes químicos de desinfecção. Por isso vamos iniciar um programa de cooperação", explicou o governante angolano.

A exportação norte-coreana para Angola poderá passar igualmente pelos sectores da engenharia de informação e comunicação, assim como por sistemas de telemedicina e de teleducação.

Uma comissão angolana deverá visitar a Coreia do Norte para preparar um acordo de colaboração entre os dois países.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Junho 11, 2014, 08:27:20 pm
Angola vendeu 600 mil quilates de diamantes no mês de maio


O setor diamantífero angolano comercializou durante o mês de maio 600 mil quilates de diamantes, numa faturação de 72 milhões de euros, indicam dados revelados num boletim do Ministério da Geologia e Minas consultado hoje pela Lusa.

De acordo com a publicação, o setor diamantífero angolano encaixou no mês passado 97,6 milhões de dólares (72 milhões de euros), correspondendo ao preço médio de 156 dólares (115 euros) por quilate.

«Estes valores representam uma diminuição comparativamente ao mês de abril, altura em que foram comercializados 785 mil quilates no valor de 128,8 milhões de dólares [95 milhões de euros], à razão de 164 dólares [121 euros] por quilate», lê-se no boletim.

Esta quebra é justificada no documento com a diminuição de 17,24 por cento verificada na produção da Sociedade Mineira de Catoca, na província angolana de Lunda Sul, que é também a grande produtora diamantífera nacional.

Esta primeira edição do boletim quinzenal «Geominas» acrescenta que em maio registou-se produção industrial de diamantes por parte de 10 empresas instaladas no país.

O ministério da Geologia e Minas, liderado por Francisco Queiróz, fixou a meta de aumentar a produção de diamantes, até 2015, em termos médios, em 5% ao ano.

A produção diamantífera angolana cifrou-se em maio de 2013 em 730 mil quilates e rendeu nesse mês 103,6 milhões de dólares (cerca de 76,5 milhões de euros), o que representa uma quebra em comparação com os dados do mesmo mês de 2014.

A produção de diamantes em Angola está avaliada em cerca de 8,3 milhões de quilates por ano, correspondendo a uma receita bruta na ordem de 1,1 mil milhões de dólares (cerca de 800 milhões de euros).

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Junho 13, 2014, 03:24:48 pm
Angola arrisca os mesmo problemas do Brasil se mantiver poder da Sonangol


A companhia petrolífera estatal de Angola (Sonangol) não devia ter tanto poder na definição e gestão dos direitos de exploração, sob pena de Angola sofrer os mesmos problemas e atrasos que o Brasil, avisa Virendra Chauhan, da Energy Aspects.

Em entrevista à Lusa, este consultor de uma das principais empresas de consultoria na área energética explica que foi a excessiva preponderância dada à Petrobras na gestão dos projetos brasileiros no petróleo que originou os vários atrasos com que o Brasil se tem confrontado na produção, e acrescenta esperar que a Sonangol não siga o mesmo caminho, porque senão os investidores vão, pura e simplesmente, investir noutro sítio.

"Se realmente encontrar grandes reservas no pré-sal [uma camada do solo, imediatamente após o sal petrificado que compõe o fundo dos oceanos], Angola devia olhar para o Brasil e ver como se desenvolveu a exploração, para poder comercializar de forma mais eficiente e garantir que os erros do Brasil não acontecem também em Angola", argumentou o analista, lembrando que "o ambiente em que as empresas operam é cada vez mais desafiante, complexo e técnico".

Por isso, sublinha, "se [as autoridades] tornarem as coisas mais e mais complicadas para as grandes companhias petrolíferas internacionais, elas vão concluir que é muito caro e difícil operar no país, e que não faz sentido economicamente" investir em Angola.

Virenda Chauhan, que segue de perto a evolução do setor da energia em países como Angola, Brasil e Moçambique, explica, em entrevista à Lusa, que "as maiores companhias petrolíferas internacionais, como a Shell, Total ou Eni, ou seja, as que têm direitos de exploração de uma perspetiva do investidor, estão a olhar para os números e se a Sonangol operar como a Petrobras, dizendo 'quem manda somos nós', então Angola torna-se cada vez menos atrativo para os investidores", explica.

Isto porque "a perfuração em águas profundas precisa de injeções enormes de capital, e exige um horizonte de investimento de pelo menos uma década, por isso se a Sonangol ou a Petrobras tornarem o processo menos atrativo, as empresas vão ter dúvidas sobre o risco a que expõem os investidores" e podem optar por investir noutra área geográfica.

O Brasil descobriu há vários anos um conjunto vasto de reservas no pré-sal, uma espécie de camada por baixo do fundo do mar, a 7 quilómetros de profundidade, ou mais, e as autoridades angolanas estão esperançadas, alicerçadas numa tese geológica que diz, em resumo, que há semelhanças entre as costas do Brasil e de Angola neste âmbito, que o 'off-shore' angolano seja igualmente rico nestes recursos naturais.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Junho 22, 2014, 12:33:38 am
Novo Aeroporto internacional de Luanda vai custar 2.800 Milhões de €€€


O novo aeroporto internacional de Luanda, considerada a maior obra pública em Angola, vai custar mais de 2,8 mil milhões de euros, segundo o contrato entre Governo angolano e um fundo chinês já publicado em Diário da República.

De acordo com o sumário do Despacho Presidencial n.º 46/14, de 02 de maio, o Contrato Comercial para a construção do novo aeroporto celebrado entre o Ministério dos Transportes e a Empresa China International Fund Limited - CIF, foi aprovado no valor de 3.828.609.665 de dólares (2,8 mil milhões de euros).

Além disso, de acordo com o mesmo texto, consultado hoje pela agência Lusa, o despacho assinado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, "autoriza" o "Ministro das Finanças a desmobilizar" mais de 1,56 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros) da Reserva Financeira Estratégica Petrolífera para Infra-Estruturas de Base, "para execução financeira do contrato em 2014".

A construção do novo aeroporto de Luanda arrancou em 2004 mas continua a ser desconhecida a data de conclusão, sucessivamente prorrogada e com paragens nas obras.
O projeto deveria ser financiado por fundos chineses englobados na linha de crédito aberta por Pequim para permitir a reconstrução de Angola, depois de terminado um período de três décadas de guerra civil.

O China International Fund Limited, entidade que financia o projeto, mantém no seu sítio oficial na internet esse desígnio, afirmando que tem em mãos a construção do "maior aeroporto em África", referindo-se ao que estava previsto para a comuna do Bom Jesus, a cerca de 40 quilómetros de Luanda, já na província do Bengo. Adianta o China International Fund Limited, com sede em Hong Kong, que o projeto contempla um terminal com 160 mil metros quadrados, com capacidade para movimentar 13 milhões de passageiros/ano e ainda um terminal de mercadorias de 6,2 mil metros quadrados que permitirá escoar 35 mil toneladas por ano. O novo aeroporto internacional está implantado numa área de 1.324 hectares e terá duas pistas duplas com capacidade de aterragem do maior avião comercial do mundo, o Airbus A380.

A pista norte do aeroporto terá 4200 metros de comprimento, enquanto a sul, 3800 metros de comprimento, cada uma delas com 60 metros de largura cada.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 30, 2014, 01:47:18 pm
Angola planeia impor quotas à importação de alguns produtos agroalimentares


O Executivo angolano está a estudar a imposição de quotas, a partir de 2015, à importação de alguns produtos, como ovos, hortofrutícolas, bebidas ou sal, de acordo com a ministra do Comércio, Rosa Pacavira.

A medida visa fomentar a produção nacional, travando a importação de alguns produtos do mercado exterior, acompanhada de iniciativas públicas e investimentos ao nível dos setores da Agricultura, da Economia e da Indústria, explicou a governante.

«A partir de 2015 nós vamos tomar algumas decisões relativamente às quotas de importação. Possivelmente o sal, porque temos já alguma produção e uma indústria nacional, e os ovos, que já temos estado a acompanhar a entrada. Pensamos que estes produtos serão os que estarão, numa primeira fase, sujeitos a quotas de importação», disse Rosa Pacavira.

A ministra falava à margem de uma reunião, na segunda-feira, com parceiros do Ministério do Comércio e acrescentou que o volume das importações de alguns produtos por Angola, em 2013 e 2014, está a ser analisado antes de uma decisão sobre a imposição destes limites.

Bebidas e produtos hortofrutícolas estão igualmente na linha para integrar estas quotas de importação por Angola, com o Executivo a garantir que o assunto está a ser estudado em conjunto com os produtores e os grandes importadores.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2014, 08:15:33 pm
Receitas do petróleo rendem a Angola 13.400 mil milhões de €€€ até Julho


As receitas fiscais com a exportação de petróleo de Angola desceram para cerca de 13,4 mil milhões de euros entre janeiro e julho, segundo dados do Ministério das Finanças consultados hoje pela Lusa.

De acordo com a mesma informação, nos primeiros sete meses do ano Angola exportou 338,7 milhões de barris de petróleo - menos cerca de 30 milhões de barris face ao mesmo período de 2013 -, a um preço médio (por barril) de 107,51 dólares (80,4 euros). Estes dados projetam uma produção diária de 1,59 milhões barris, partindo do pressuposto que a quase totalidade do petróleo angolano se destina à exportação. Trata-se, ainda assim, de uma ligeira subida face aos primeiros cinco meses do ano, o último registo anterior disponível, período em que a produção se fixou em 1,57 milhões de barris de petróleo por dia.

Ainda segundo os dados consultados hoje pela Lusa, nos primeiros sete meses de 2013 estas mesmas receitas totalizaram mais de 16,7 mil milhões de euros, mais que os 13,4 mil milhões de euros do mesmo período deste ano. Depois do mínimo mensal de 2014 atingido em maio, com 198 mil milhões de kwanzas (perto de 1,5 mil milhões de euros) arrecadados em receita fiscal - oriunda de companhias operadoras e da concessionária nacional -, esses valores subiram fortemente nos meses seguintes.

As receitas ordinárias do petróleo, nas contas do Ministério das Finanças, atingiram em junho os 242,2 mil milhões de kwanzas (1,8 mil milhões de euros) e em julho fixaram-se nos 270,8 mil milhões de kwanzas (dois mil milhões de euros). De acordo com aquele ministério, estes dados resultam das declarações fiscais submetidas à Direção Nacional de Impostos pelas companhias petrolíferas, incluindo a concessionária nacional angolana, a empresa pública Sonangol.

Estas receitas são provenientes de 13 áreas de produção, com destaque para o denominado bloco 17 - em águas profundas a norte da costa de Luanda -, que assegurou à volta de um terço (113,6 milhões de barris) do petróleo exportado por Angola desde janeiro. O ministro dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, reafirmou, em julho passado, o objetivo do Governo em atingir a marca dos dois milhões de barris de petróleo produzidos por dia no país, embora admitindo "ajustamentos".

Os dois milhões de barris de petróleo é uma marca traçada para o próximo ano, mas nos últimos meses - segundo os analistas devido a dificuldades técnicas e à redução de reservas em alguns poços -, a produção até tem vindo a diminuir. O ministro dos Petróleos recordou, na altura, a "habitual tolerância de 10 por cento" nesta atividade e que os ajustamentos dependem também da relação entre a produção e a procura, mas sem adiantar prazos concretos para as metas.

O petróleo é responsável pela quase totalidade das exportações de Angola e vale cerca de dois terços da receita fiscal.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 22, 2014, 05:37:09 pm
Diamantes angolanos rendem 490 milhões de €€€


A produção angolana de diamantes atingiu no primeiro semestre de 2014 mais de 651 milhões de dólares (490 milhões de euros) em receitas brutas, indicam dados compilados pelo Ministério da Geologia e Minas, consultados hoje pela Lusa.

Os resultados referem-se à produção industrial e artesanal, esta última através da emissão de senhas mineiras a cidadãos particulares, e envolvem dados contabilizados entre Janeiro e Junho de 2014.

Em termos da actividade industrial, concessionada, os números oficiais apontam para uma produção de 3,759 milhões de quilates no primeiro semestre. Trata-se de uma taxa de execução de 39,9 por cento face aos objectivos estabelecidos pelo Executivo angolano para todo o ano.

A produção industrial do primeiro semestre representou receitas brutas superiores a 468,4 milhões de dólares (352,6 milhões de euros), de acordo com os mesmos dados.

A actividade artesanal atingiu no mesmo período os 466,6 mil quilates produzidos e receitas brutas totais de 183.290 milhões de dólares (138 milhões de euros).

As receitas da produção diamantífera artesanal representam, segundo os mesmos dados, mais de 100% do valor que orçamentado pelo Executivo para a totalidade do ano.

A produção de diamantes em Angola, em termos de actividade industrial e artesanal, é gerida pela empresa pública Endiama, concessionária do sector.

No caso da produção artesanal, a actividade pode ser desenvolvida, segundo informação daquela empresa, com recurso a enxadas, catanas, pás e picaretas, exclusivamente através de "métodos e meios artesanais, não mecanizados e sem tecnologia mineira industrial".

A actividade de exploração artesanal é permitida mediante um título designado por "senha mineira", acessível apenas a cidadãos angolanos.

A produção angolana de diamantes está avaliada em cerca de 8,3 milhões de quilates por ano, correspondendo a uma receita bruta perspectivada na ordem de 1,1 mil milhões de dólares (cerca de 828 milhões de euros) por ano.

O ministério da Geologia e Minas, liderado por Francisco Queiróz, fixou a meta de aumentar a produção total de diamantes, até 2015, em termos médios, em 5% ao ano.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 10, 2014, 05:35:41 pm
Produção petrolífera recupera em Angola após quebras do primeiro semestre


O ministro dos Petróleos de Angola assegurou esta quarta-feira que a produção petrolífera nacional está a “evidenciar uma recuperação”, após quebras no primeiro semestre, reafirmando o objetivo de atingir os dois milhões de barris por dia em 2015.

Para sustentar a posição, José Maria Botelho de Vasconcelos recordou que se iniciou em junho a produção no projeto CLOV (Bloco 17), no qual a operadora francesa Total estima atingir ainda este ano o pico de produção diária de 160 mil barris de petróleo. “Após alguns constrangimentos de caráter operacional registados em alguns blocos durante o primeiro semestre do corrente ano, a produção nacional de petróleo começa a evidenciar uma recuperação, impulsionada em grande medida pelo início de produção do Clov”, assegurou.

O ministro discursava em Luanda, na sessão de abertura da conferência anual da associação de produtores de petróleo e gás OGP (Oil & Gas Producers), que reúne 83 petrolíferas. No caso do CLOV, a 140 quilómetros ao largo de Luanda, deverá estar em operação durante vinte anos e conta com reservas estimadas de mais de 500 milhões de barris.

“Prevemos que esta tendência de retoma e crescimento da produção [nacional de petróleo] se mantenha, rumo ao objetivo traçado para 2015, que é atingir a produção de dois milhões de barris por dia, tendo em conta os projetos em curso”, enfatizou José Maria Botelho de Vasconcelos.

A produção angolana de petróleo desceu para pouco mais de 1,5 milhões de barris por dia no primeiro semestre de 2014, com consequências nas receitas fiscais e no crescimento da economia angolana, cuja previsão tem vindo a ser sucessivamente revista em baixa. Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, atrás da Nigéria, representando esta atividade mais de 90 por cento das receitais fiscais angolanas.

De acordo com os dados apresentados pelo ministro angolano na abertura do seminário da OGP, “mais de 99%” da produção angolana de petróleo tem origem no ‘offshore’, enquanto cerca de dois terços são “provenientes de campos localizados em águas profundas e ultra-profundas, apresentado, portanto, enormes desafios e riscos”.

“Apesar das tecnologias de ponta empregue nas operações, e dos sofisticados sistemas de prevenção e de segurança utilizados, os incidentes acontecem”, apontou o governante, a propósito das questões de segurança nestas explorações, abordadas durante o seminário. “As perspetivas para a exploração e produção de petróleo e gás em Angola são positivas e animadoras tendo em conta a previsão do aumento dos investimentos em exploração, desenvolvimento e produção em áreas tradicionais, mas sobretudo no pré-sal, uma nova fronteira exploratória para o setor petrolífero angolano”, destacou José Maria Botelho de Vasconcelos.

O desafio do pré-sal – camada localizada abaixo de segmentações rochosas a grandes profundidades marítimas – surge “também por se tratar de um ambiente geológico complexo e que requer inovações tecnológicas a todos os níveis e com desafios ambientais enormes”, disse ainda o ministro dos Petróleos de Angola.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 13, 2014, 05:48:01 pm
Ferrangol quer explorar ouro, ferro e manganês em várias províncias angolanas


A empresa pública angolana Ferrangol, concessionária de direitos mineiros, está a preparar projetos de exploração de minerais e metais preciosos em várias províncias do país, nomeadamente de ouro, ferro e manganês.

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração da Ferrangol, Diamantino Pedro Azevedo, a prospeção desenvolve-se essencialmente nas províncias da Huíla, Cabinda e Cuanza Norte, mas este tipo de projeto poderá ser alargado a outros pontos do país e minerais.

"Os nossos projetos são todos de prospeção. Não temos ainda nenhum de produção e os projetos de prospeção precisam de tempo, de paciência, de financiamento. São projetos de risco", afirmou hoje o administrador da Ferrangol, após reunir-se com o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz. Nesta altura estão em curso prospeções de ouro no Chipindo e Mpopo, com as atenções concentradas na província da Huíla. "Estes dois projetos estão em franco desenvolvimento. Ao nível do ouro estão também a ser preparados alguns projetos em Cabinda", explicou Diamantino Pedro Azevedo. No mesmo sentido, numa entrevista recente à Lusa, o ministro da Geologia e Minas tinha já admitido que será possível avançar com a produção industrial de ouro em Angola até 2017.

Decorrem igualmente prospeções de ferro em Kassinga, Huíla, e Kassala e Kitungo, no Cuanza Norte, com vista à sua extração e transformação. "Pretendemos criar as condições para que a diversificação, tanto do setor mineiro como da economia nacional, seja um facto", admitiu o responsável da Ferrangol, aludindo à dependência angolana das receitas com a exportação de petróleo.

Durante a visita à sede da Ferrangol, o ministro da Geologia e Minas sublinhou tratar-se de uma "empresa estratégica", sendo a concessionária nacional para a exploração de ouro. "A Ferrangol é a Sonangol [concessionária petrolífera e maior empresa de Angola] dos nossos minerais comuns", apontou o ministro Francisco Queiroz.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 28, 2014, 12:42:50 pm
Angola produziu 51 milhões de barris de petróleo em setembro


Angola produziu aproximadamente 51 milhões de barris de petróleo no mês de setembro, de acordo com um relatório do Ministério dos Petróleos a que a agência Lusa teve acesso esta segunda-feira.

Segundo o documento sobre o setor de Petróleo e Gás em Angola, apesar de a produção angolana até estar a recuperar das quebras no primeiro semestre do ano, este resultado apresenta uma “diminuição em torno de 2,5 por cento”, em comparação com o mês anterior.

A produção angolana cifrou-se em agosto (31 dias) em quase 53 milhões de barris de petróleo.

Com estes dados a produção estabilizou entre agosto e setembro em 1,7 milhões de barris de petróleo diários, por contraste com os cerca de 1,5 milhões de barris por dia verificados no primeiro semestre.

Já as exportações de petróleo bruto totalizaram cerca de 49,4 milhões de barris, o que demonstra uma diminuição de 6,9%, face a agosto.

O mesmo relatório indica que Angola produziu, ainda durante o mês de setembro, cerca de 539,2 mil barris de gás de petróleo liquefeito, um aumento de 3,34% por comparação com o mês anterior.

O documento reflete também a atividade da Refinaria de Luanda, que processou aproximadamente 190,4 mil toneladas de petróleo bruto, uma quebra de cerca de 9% face a agosto.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 17, 2014, 01:15:20 pm
Agricultura impulsiona crescimento da economia angolana além do petróleo


A agricultura angolana deverá liderar o crescimento do peso do setor não petrolífero na economia nacional no próximo ano, segundo a proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015.

De acordo com o documento, que começa hoje a ser discutido na especialidade, na Assembleia Nacional, e cuja aprovação deverá ser concluída até 11 de dezembro, a Agricultura, considerado um setor chave para o desenvolvimento economia nacional, lidera o crescimento entre oito áreas não petrolíferas identificadas.

O crescimento da agricultura angolana está estimado em 12,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ou seja, acima dos 11,9% previstos para este ano, mas distante da marca de 2013. Nesse ano, o crescimento foi de 42,3% face a 2012, ano marcado pela seca no país, que fez a produção agrícola cair 22,5%. O ministro da Agricultura angolano, Afonso Pedro Canga, admitiu este mês que aquele setor foi o que mais cresceu nos últimos anos, nomeadamente com grande contributo da produção familiar.

"Por isso é justo que deva merecer toda a atenção", referiu o ministro. Além disso, acrescentou, as explorações agrícolas familiares, com um universo de cerca de 2,5 milhões de famílias, são responsáveis por mais de 80% da produção de culturas alimentares básicas - cereais, raízes, leguminosas - e detêm os maiores efetivos de gado do país.

No relatório de fundamentação do OGE de 2015, o Governo angolano reconhece que a "dinâmica recente da economia agrícola tem sido um dos determinantes do desempenho do PIB não petrolífero".

"Não obstante a produção agrícola constituir um dos principais fatores indutores do crescimento do PIB nacional, a dinâmica recente exibida pelo setor agrícola tem marcado abrandamentos ao ritmo de crescimento do PIB não petrolífero por flutuações severas e preocupantes", admite ainda o Executivo, numa referência nomeadamente aos efeitos que ainda se fazem sentir da seca.

Além da agricultura, o setor não petrolífero prevê um aumento de 3,3% na pesca e derivados, de 12% na energia, de 11,2% na indústria transformadora, de 10,5% na construção e de 9% nos serviços mercantis. Os diamantes, o segundo maior produto de exportação de Angola, a seguir ao petróleo, deverá crescer apenas 0,7% em 2015, depois de aumentos de 1% estimado para este ano e de 3,3% em 2013.

Segundo as contas do Governo, o setor não petrolífero angolano, globalmente, deverá crescer 8,2% este ano e 9,2% em 2015. Já o setor petrolífero, com base nas exportações de crude, deverá crescer 10,7% no próximo ano, enquanto para este ano a perspectiva é de quebra de 3,5%. Províncias como o Cuanza Sul, Benguela, Huambo, Huíla e Bié lideram o desenvolvimento do setor não petrolífero, através da agricultura e do desenvolvimento industrial. De acordo com a proposta do OGE para 2015, as contas públicas angolanas deverão apresentar um défice orçamental de 7,6% do PIB, prevendo-se um crescimento da economia nacional de 9,7%.

O Executivo angolano justifica este desempenho com a incerteza na cotação internacional do preço de crude, estabelecendo 81 dólares por barril de petróleo como valor de referência na exportação, contra os 98 dólares inscritos no OGE de 2014. Este valor serve de base ao cálculo das receitas fiscais petrolíferas, que em 2015 deverão render ao Estado 2.551 biliões de kwanzas (20.475 milhões de euros).


Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Março 30, 2015, 05:35:37 pm
"Dramática queda nos preços do petróleo" pode fazer subir tensões em Angola


O chefe de departamento de mercadorias do Fundo Monetário Internacional considerou que a descida dos preços do petróleo pode "exacerbar as tensões sociais em Angola".

"A dramática queda nos preços do petróleo está a obrigar alguns países exportadores de petróleo com um limitado espaço orçamental a consolidarem [o Orçamento], o que pode exacerbar as tensões sociais", disse o economista Rabah Arezki em declarações à estação de televisão norte-americana NBC.

De acordo com este órgão de comunicação social, "os tumultos económicos e sociais em países como a Venezuela e a Rússia - principalmente por causa da queda dos preços do petróleo - desviaram as atenções de Angola, um país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo que é o segundo maior produtor de África".

O artigo da CNBC com o título “Angola junta-se à Venezuela entre os maiores perdedores com a queda do petróleo”, diz que a situação económica angolana "não é tão má como na Venezuela, mas ainda assim é bastante má".

Para sustentar a afirmação, os autores exemplificam com a queda de 12% nas exportações, no ano passado, para 24 mil milhões dólares, levando Rabah Arezki e notar que o país enfrenta os mesmos problemas de outros países fortemente dependentes da exportação de uma matéria-prima para equilibrarem os orçamentos e garantirem o financiamento para os programas sociais e para os investimentos públicos.

Tal como na Venezuela, a crise do petróleo levou a moeda angolana a sofrer uma forte desvalorização nos últimos meses, perdendo terreno face ao dólar, com implicações significativas ao nível da política orçamental e monetária.

Angola, assim como outros países dependentes do petróleo, vão notar que pagar as dívidas vai ser mais caro, dado que as receitas fiscais do petróleo diminuem e a depreciação das suas moedas tornam a dívida, geralmente em dólares, mais onerosa, lembrava a Brookings Institution num relatório recente.

Angola colocou cerca de 750 milhões de euros em dívida pública durante o mês de Março, no mercado primário, segundo dados do banco central angolano compilados pela agência Lusa.


Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 12, 2015, 04:55:20 pm
Perspetivas já não são tão más, Angola está a recuperar


"A AICEP tem estado em permanente contacto com as empresas", disse Miguel Frasquilho em declarações à Lusa, sublinhando que "os dados das exportações de fevereiro já demonstram alguma estabilização" e acrescentando que janeiro foi o pior mês em termos de trocas comerciais entre os dois países.

Em causa está a degradação do ambiente económico em Angola, particularmente no que diz respeito às finanças públicas do país, afetadas pela descida do preço do petróleo que teve um impacto significativo na receita fiscal deste setor e obrigou à aprovação de um Orçamento retificativo que cortou a fundo na despesa pública, suspendeu investimento e obrigou a uma racionalização acrescida dos recursos públicos.

Para o presidente da AICEP, "hoje já se assiste a uma recuperação" em Angola, "embora ténue" e "as perspetivas já não são tão más".

Na quinta-feira, o Instituto Nacional de Estatística divulgou os números das trocas comerciais entre os dois países, dando conta de uma quebra de cerca de 30% nas exportações de produtos e bens para Angola, e de uma queda de 79% nas compras de Portugal àquele país africano, o que melhrou o saldo favorável a Portugal em 635%, para 245 milhões de euros.

De acordo com os dados do INE recolhidos pela Lusa, Portugal exportou para Angola nos dois primeiros meses deste ano 339,7 milhões de euros em produtos e bens, o que representa uma descida de 29,6% face aos 482,3 milhões exportados em janeiro e fevereiro do ano passado.

As importações de produtos angolanos, principalmente de petróleo, o produto mais comprado por Portugal a Angola, caíram quase 80%, passando de 448,9 milhões de euros nos primeiros dois meses de 2014 para apenas 94,2 milhões, em janeiro e fevereiro deste ano.

O saldo entre os dois países, que no mesmo período do ano passado era favorável a Portugal em 33,4 milhões de euros, teve uma vertiginosa subida de 635,2% para 245,5 milhões de euros.

Estes valores, aliás, explicam boa parte da significativa melhoria do saldo da balança comercial entre Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que quase duplicou (99,4%), passando de 179,6 para 358,1 milhões de euros no mesmo período.

As exportações de Portugal para os restantes oito países lusófonos até desceram 16,4%, de 687,2 milhões para 574,3 milhões de euros, mas a queda de 57,4% nas importações, de 507,5 para 216,1 milhões, influenciou decisivamente a balança comercial.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: HSMW em Maio 26, 2015, 10:29:39 pm
Citar
As operações em Angola foram o refúgio de lucros para a banca portuguesa nos anos duros do ajustamento e da crise económica. Agora por causa da descida do petróleo, Angola está na lista das ameaças

Em 2014, as operações angolanas do BCP, BPI e Caixa Geral de Depósitos geraram lucros da ordem dos 186 milhões de euros, suavizando a conta dos prejuízos da banca portuguesa.  Mas se, até agora, Angola foi uma bóia de salvação para alguns bancos nacionais, que se habituaram a perder dinheiro no mercado doméstico, o país surge pela primeira vez como um ameaça à estabilidade financeira da banca portuguesa. E tudo por causa da desvalorização do petróleo.

O resto em:
 :arrow: http://observador.pt/2015/05/26/angola- ... ortuguesa/ (http://observador.pt/2015/05/26/angola-passou-de-boia-de-salvacao-a-risco-para-a-banca-portuguesa/)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Junho 09, 2015, 11:53:59 am
A Pilhagem de África – e de Angola – contada por um jornalista do Financial Times

(http://i.ytimg.com/vi/hXQTe07TQ2I/maxresdefault.jpg)



Um jornalista do Financial Times investigou a corrupção instalada nas capitais africanas, com Luanda em grande destaque. Aqui está o capítulo dedicado a Angola.


 :arrow: http://observador.pt/especiais/a-pilhag ... destaque/# (http://observador.pt/especiais/a-pilhagem-de-africa-com-angola-em-destaque/#)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 06, 2015, 06:32:35 pm
Saíram 17 mil milhões de dólares de Angola nos últimos anos


Os angolanos investem 13 vezes mais no estrangeiro do que os estrangeiros em Angola. Esta informação estatística do Banco Nacional de Angola está a provocar uma onda de indignação na opinião pública local.

Os dados avançados por aquela instituição apontam para um investimento dos angolanos no estrangeiro, designadamente em Portugal, nos últimos cinco anos, na ordem dos 17 mil milhões de dólares. Brasil e África do Sul, em menor escala, são outras das apostas dos investimentos angolanos no estrangeiro. A banca, energia, telecomunicações e mais generalizadamente o imobiliário são os sectores em que o Estado, através da Sonangol e influentes figuras do regime, mais fizeram os seus investimentos.

Em contrapartida, os estrangeiros, desde 2010 até ao ano passado, excluindo o petróleo e os diamantes, não investiram em Angola mais do que 1269 milhões de dólares. “Entre o que é anunciado e a realidade, esses números sugerem que o investimento estrangeiro em Angola não passa de mera intenção”, disse ao Expresso o economista Carlos Rosado.

Decompostos os números mais recentes, fora deste sector e da área dos diamantes, em 2014, contra o anúncio da assinatura de contratos avaliados em mais de mil milhões de dólares, o investimento estrangeiro na prática não passou de 155 milhões de dólares.

O excesso de burocracia, o défice de infraestruturas básicas e as crescentes dificuldades impostas pelo mercado para repatriar dividendos, segundo o consultor Galvão Branco, estão a criar em Angola um ambiente pouco apelativo para atração de capitais externos e internos.

Por outro lado, para alguns analistas, é duvidoso qualificar como investimento a maioria do dinheiro saído de Angola. O antropólogo António Tomás considera que “muito desse dinheiro não é investimento, é simplesmente desvio. É corrupção. Decorre da própria extroversão da nossa economia, virada apenas para o estrangeiro”.

Em Angola, há quem considere este fenómeno como falta de patriotismo. Mas essa crítica encontra poucos adeptos na elite política angolana, tanto a ancorada no poder, como aquela que lhe faz oposição. A primeira acumula e exporta dinheiro, como se Angola fosse acabar em 2017 — ano das próximas eleições. A segunda segue a mesma trajetória.

A verdade é que, segundo um antigo governante angolano ligado à banca desde o tempo colonial, praticamente desde a independência já saíram, de forma fraudulenta de Angola, centenas de milhares de milhões de dólares. O regresso de, pelo menos 10% desse montante, acrescentou, representaria hoje uma boa almofada para a crítica economia do país.

Paul Collier, economista da Universidade de Oxford, explica que há um fluxo ilícito de capitais feito através de importações de contentores “vazios”, evasão fiscal, corrupção e especulação cambial.

Durante os últimos 12 anos, Angola acumulou receitas fiscais petrolíferas na ordem dos 302 mil milhões de dólares. Tendo saído de Angola entre 2013 e 2014 mais de 10 mil milhões de dólares, sem quaisquer retorno de dividendos, a pergunta que o cidadão comum coloca agora é esta: como e onde foi parar este dinheiro?

“Andamos a mostrar na montra aquilo que, afinal, não temos no armazém”, diz o professor universitário Jaime Faria. A preocupação aumenta perante a incerteza que resultará quando terminar o longo reinado de José Eduardo dos Santos, que deverá voltar a ser o “candidato único” do MPLA às próximas eleições de 2017. Para onde irá o país a seguir? É a questão que se impõe.

Por outro lado, sendo Angola vítima de esquemas de branqueamento de capitais, parte substancial do dinheiro canalizado para o exterior é feito através de operações licenciadas no BNA. Outra parte, segundo fonte dos serviços de migração e fronteira, é transportado para o estrangeiro em malas, através de aviões estacionados no aeroporto 4 de Fevereiro contra uma comissão de 5% a 7% para os respetivos “pombos-correios”.


Expresso
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 13, 2015, 06:55:38 pm
Sem reduzir os custos Angola vai ficar sem indústria do petróleo


"Se não houver uma significativa redução dos custos, tudo vai parar", disse o director-geral da Total em Angola, Jean-Michel Lavergne, em declarações à agência financeira Bloomberg, nas quais explicou que caso as condições não melhorem, a indústria petrolífera angolana "vai desaparecer", partindo do princípio que o preço do barril de petróleo se mantém nos 60 dólares.

Em causa estão as várias medidas que o Governo angolano tem tomado nos últimos anos, que fizeram os custos de produção aumentar em 500 milhões de dólares por ano, disse Lavergne durante um fórum empresarial em Luanda, no qual anunciou que está pedida uma reunião com o Governo angolano para dar conta destas preocupações causadas pelos custos da regulação.

Em Junho, Angola ultrapassou pela primeira vez a Nigéria enquanto maior produtora subsariana, tendo bombeado 1,77 milhões de barris por ano, contra 1,9 milhões da Nigéria, embora no total do ano passado a média de produção tenha sido de 1,66 milhões, comparado com os 1,9 milhões da Nigéria.

A Total é a maior produtora de petróleo em Angola, com cerca de 700 mil barris por dia, o que representa mais de 40% da produção do país.

Os poços de petróleo em águas profundas na costa de Angola têm um desenvolvimento muito caro, e a indústria precisa de preços entre 60 a 80 dólares por barril "para a operação fazer sentido", disse Lavergne.

O preço do barril de petróleo 'Brent' está nos 50 dólares por barril, menos de metade do pico do ano passado, e as previsões apontam para um ligeiro acréscimo de preço no próximo ano.

As novas normas sobre as emissões o desperdício, aliadas aos preços baratos, significam que algumas companhias estão a pensar em sair do país, que se tornou o mais recente membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em 2007, disse o director da câmara de comércio Estados Unidos - Angola, Pedro Godinho.

"Há muitas petrolíferas que estão a ponderar sair do país se o cenário mundial não mudar", disse o responsável durante o evento em que participou também o director da Total em Angola, concluindo que a solução para a quebra nas receitas fiscais e consequentes dificuldades orçamentais "não é matar a galinha que põe os ovos de ouro".

Económico
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 28, 2015, 11:07:54 am
Angola gasta mais de 5 milhões de €€ por dia para importar combustíveis


Em causa estão dados compilados pela Lusa com base no mais recente relatório mensal sobre o setor do Petróleo e Gás do país e que indicam que Angola importou em julho mais de 189 milhões de dólares (169 milhões de euros) em derivados do petróleo.

Em todo o mês foram importados por Angola cerca de 278,91 mil toneladas de produtos refinados, sobretudo gasóleo (75%) e gasolina (21,6%). Em contrapartida, a refinaria de Luanda produziu neste período apenas 214,98 mil toneladas de derivados de petróleo, essencialmente gasóleo.

"Devido a problemas técnico-operacionais não houve produção de gasolina", aponta o relatório.

Construída em 1955, esta refinaria opera a cerca de 70% da sua capacidade e apresenta custos de produção superior aos dos combustíveis importados, indica um relatório de 2014 sobre o setor, produzido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Angola tem em curso projetos para a construção de duas novas refinarias, no Lobito e no Soyo, com previsão de funcionamento para 2017.

O consumo de derivados do petróleo quadruplicou em Angola desde 2005, ascendendo a 119 mil barris por dia em 2013, segundo o mesmo relatório. O gasóleo responde pelo grosso do consumo (63%), utilizado também para a produção de eletricidade, seguido da gasolina (15%) e do GPL (11%).

Ainda segundo o FMI, apesar de Angola ser o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, tendo atingido este ano a marca dos 1,8 milhões de barris por dia, a maioria dos produtos refinados são importados (82%) e o restante é processado no país pela refinaria nacional.

Devido à necessidade de importação e para manter os preços ao consumidor artificialmente baixos, o Estado angolano subsidia a aquisição dos combustíveis no exterior, operação que representou 3,7 % do Produto Interno Bruto (PIB) angolano em 2014.

Esses apoios começaram a ser eliminados progressivamente nos últimos meses, com o consequente aumento de preços nos postos de abastecimento.

Lusa
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lightning em Dezembro 09, 2015, 02:25:36 am

Depois do ouro negro, Angola vira-se para o "ouro verde"
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Viajante em Abril 06, 2016, 04:29:57 pm
Angola pede ajuda ao FMI

O prazo é de 3 anos, mas o montante ainda não está definido!
Não quiseram reduzir os custos quando o preço do petróleo não parava de descer....... (as receitas do país dependem 80% do petróleo).

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/mundo/africa/detalhe/angola_pediu_ajuda_ao_fmi.html
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Viajante em Junho 07, 2016, 03:37:33 pm
Sonangol com imparidades de 50 mil milhões de dólares (44 mil milhões de euros!!!!!!)

Para onde terá ido parar tanto dinheiro!!!!!!

http://economico.sapo.pt/noticias/sonangol-com-imparidades-de-50-mil-milhoes-de-dolares_251449.html
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Viajante em Junho 07, 2016, 11:11:23 pm
O último Relatório de Contas disponível é do exercício de 2014! A empresa responsável pela auditoria externa às contas (chamada Revisão Legal de Contas, emitida por um Revisor de Contas), é a filial portuguesa da Ernst & Young. A partir da página 59 começa o relatório do Auditor....... a partir da página 60 começam as reservas do auditor, ponto por ponto (uma reserva é o equivalente a um cartão vermelho do Auditor às contas da empresa).

Assim por alto eu conto 9 reservas, que o auditor refere, ou que a empresa não mostrou documentos que confirme os valores apresentados na contabilidade, ou porque o auditor duvida dos valores apresentados, principalmente na avaliação de activos ou ainda mais grave, o auditor expressa "escusa de opinião" em várias situações, que em termos de auditoria financeira quer dizer para os leigos que o auditor não confia minimamente dos dados financeiros para sequer emitir opinião!!!!!!

Já vi relatórios de gestão com ênfases e até com 1 reserva. Com 9 reservas às contas nunca vi e mais grave com escusa de opinião........

http://www.sonangol.co.ao/Portugu%C3%AAs/Paginas/In%C3%ADcio.aspx
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Viajante em Junho 08, 2016, 10:54:00 am
"Sonangol: O Partido da Monarquia Dos Santos

   Autor: Rafael Marques de Morais

6/6/2016, 14:10

Isabel dos Santos foi a raposa nomeada para cuidar do galinheiro que é a Sonangol. Vão-se as galinhas, vão-se os ovos, e ficam as penas e as cascas. Isabel dos Santos adora ovos.

Texto originalmente publicado no Maka Angola.

Isabel dos Santos é presidente do Conselho de Administração da Sonangol. Muito pródiga, a filha do presidente. Está, justamente, a caminho da presidência. Depois da Sonangol, estagiará alguns meses como ministra, e pronto: sucede ao pai na monarquia em que Angola tem vindo a ser transformada pelo clã Dos Santos.

Isabel dos Santos foi a raposa nomeada para cuidar do galinheiro que é a Sonangol. Vão-se as galinhas, vão-se os ovos, e ficam as penas e as cascas. Isabel dos Santos adora ovos. Aliás, começou a sua carreira empresarial a vender ovos. Agora já não precisa de pedir empréstimos à Sonangol, de pedir para pagar as suas contas e receber acções como oferta, por exemplo, as da GALP, que usa para ser a mulher mais rica de África. Isabel dos Santos já não precisa assaltar o galinheiro, porque se tornou dona do galinheiro.

José Eduardo dos Santos é um bom pai. É tirano e ladrão para o povo, mas é um bom pai. Angola é para os seus filhos. O que é de Angola é para os seus filhos. O que sobrar é para o MPLA e para os filhos dos tipos do MPLA. Sim, são tipos. Apenas celebram a corrupção, o poder da repressão. O MPLA é hoje apenas uma comissão de oportunistas ao serviço da família Dos Santos. O povo é o estrume que usam para fertilizar os seus esquemas de enriquecimento ilícito, de estatuto social, de esquemas mil. O MPLA é o partido que sustenta as raposas. Ou seja, o MPLA é um partido que apenas serve para atirar areia aos olhos do povo, para pedir o seu voto e para cafricar o povo quando este se manifesta descontente.

Anos atrás, um colega sul-africano, tendo tomado contacto com a realidade do interior de Angola, perguntou-me por que é que o país, com tantos recursos naturais e tanto potencial humano e de investimento estrangeiro, era tão mal gerido e tinha uma população tão pobre. Perguntou-me por que razão os dirigentes não faziam o mínimo esforço pela população.

Respondi com o seguinte exemplo:

Um grupo de bandidos torna-se bastante bem-sucedido em assaltar sempre o mesmo banco durante muitos anos. Os accionistas do banco decidem, para pôr cobro aos assaltos, nomear o líder do gangue como gestor do banco. Perguntei ao colega quais eram as probabilidades de o líder do gangue gerir bem o dinheiro dos clientes que toda a vida roubara. Entregar a gestão permanente do cofre aos ladrões seria uma solução funcional para se acabar com os roubos? Qual seria a motivação dos ladrões para deixarem de roubar e empreenderem uma boa gestão?

É isto que acontece actualmente: o presidente é ladrão e nomeia a sua filha ladra para gerir o maior cofre de Angola, a Sonangol. E nós, o povo, somos obrigados a acreditar que é para o bem da Sonangol, de Angola e dos angolanos. Mas ninguém acredita. Ainda assim, já há quem se prepare para enviar o currículo a Isabel dos Santos, procurando uma oportunidade de emprego e/ou de negócios. É a Sonangol que conferirá poder político a Isabel. O pai, José Eduardo dos Santos, colocou-a ali para esse efeito. A Sonangol, ou melhor, o controlo das receitas produzidas com a venda de petróleo, é o verdadeiro poder do presidente, que este agora transfere para a filha.

Angola passou efectivamente a ser uma monarquia, e o verdadeiro partido no poder é a Sonangol. O MPLA é apenas um símbolo, a história de que a família Dos Santos precisa para legitimar a monarquia que entretanto instituiu.

Como prova, o presidente praticamente ofereceu o segundo canal da TPA aos filhos José Paulino “Coréon Dú” e Welwitchia “Tchizé” dos Santos. Houve algum burburinho, é certo, mas passou depressa.
Tchizé foi para o parlamento, como deputada, cargo que acumulava com as funções de direcção na TPA. Falou-se disso, mas passou depressa. A primeira-dama também foi “eleita” deputada, mas suspendeu o mandato.

Veio então a grande nomeação. O presidente colocou o seu filho Filomeno José dos Santos a presidir o Fundo Soberano de Angola. Calaram-se as vozes. Os dirigentes do MPLA ficam à espera de oportunidades também para os seus filhos: estão unidos pelos votos da corrupção e do nepotismo. Os da oposição e os jovens como José Hata, Nelson Dibango ou Fernando Tomás (do Processo dos 17) levam porrada se refilarem.

Os filhos do povo vão para a cadeia se criticarem José Eduardo dos Santos. Os filhos do ditador têm direito a apossar-se do país. Esta é a realidade.

Qual é então a solução?

A solução é clara. José Eduardo dos Santos tem de ser pressionado a devolver o poder ao povo angolano. A sua família tem de largar o poder juntamente com JES. Mas remover apenas o líder é somente o início de um processo complexo.

O modelo de gestão corrupta e venal de José Eduardo dos Santos congrega um extraordinário apoio no seio do MPLA e da sociedade. É um modelo de vida fácil, de lotaria, de esquemas a que muitos angolanos se foram habituando e que os beneficiários e aspirantes a beneficiários querem manter.

Esse é o problema maior. Como mudar as consciências dos militantes do MPLA que se habituaram a apoiar o seu líder em troca de comida, de emprego, de estatuto social? Como convencer os militantes do MPLA, a força de choque de José Eduardo dos Santos, que há muito se perderam no caminho que os deveria conduzir à defesa dos interesses da pátria, da cidadania e de uma Angola melhor para todos? Como convencê-los de que continuam a viver no mundo da propaganda da TPA, da RNA, do Jornal de Angola, enquanto a maioria deles também vive no meio do lixo, com um sistema de saúde desumano e uma educação que aliena os seus filhos?

A culpa principal do estabelecimento da monarquia em Angola é do MPLA, dos seus militantes que protegem os abusos do presidente. A discussão começa aqui."

Fonte: http://observador.pt/opiniao/sonangol-o-partido-da-monarquia-dos-santos/ (por sua vez retirado do Jornal Maka Angola
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 01, 2016, 09:04:45 pm
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A presidente da Sonangol, Isabel dos Santos, disse hoje que a petrolífera angolana precisa de uma reestruturação financeira e de 1.569 milhões de dólares (1.476 milhões de euros) para fazer face às necessidades de pagamentos até final do ano.

Em conferência de imprensa na sede da petrolífera, em Luanda, Isabel dos Santos explicou que a "redução acentuada de receitas" com a venda de petróleo, fruto da queda na cotação do barril de crude no mercado internacional, "não foi acompanhada" na Sonangol "pela necessária revisão da estratégia de investimento do grupo".

Este cenário, apontou, "conduziu a uma situação difícil perante os credores internacionais, dificultando a capacidade de obter novos financiamentos fundamentais para a sustentabilidade das operações, manutenção dos níveis de produção, pagamentos a fornecedores e cumprimento dos seus compromissos financeiros".

Isabel dos Santos foi nomeada para aquelas funções, e para liderar o processo de reestruturação da petrolífera estatal, em junho deste ano, tendo hoje revelado que a avaliação entretanto realizada ao grupo, para "conhecimento total da situação de partida", permitiu detetar "inconsistências entre a informação contabilística e a informação real da empresa", bem como "uma falta de controlo sobre várias participações financeiras".

Afirmou mesmo que a situação da Sonangol "é bastante mais grave do que o cenário inicialmente delineado", obrigando a "decisões de gestão com caráter de urgência".

"Fica assim cada vez mais evidente a necessidade de implementar de imediato um programa de reestruturação financeira do grupo para conseguir garantir os compromissos financeiros assumidos até à data", disse Isabel dos Santos.

Durante a conferência de imprensa, foi divulgado que a dívida financeira do grupo para 2016 está estimada em 9.851 milhões de dólares (9.263 milhões de euros) e que atualmente "existe a necessidade de contrair novos financiamentos", em face dos compromissos financeiros "ainda por financiar", para que a Sonangol "possa cumprir com os pagamentos até ao final do ano".

Esta necessidade, foi ainda adiantado, totaliza 1.569 milhões de dólares (1.476 milhões de euros).

A administração da Sonangol era liderada desde 2012 até à nomeação (junho de 2016) de Isabel dos Santos pelo chefe de Estado, por Francisco de Lemos José Maria, que por sua vez sucedeu a Manuel Vicente, eleito então vice-Presidente da República.

Segundo a presidente do Conselho de Administração da petrolífera, foi igualmente detetada nesta avaliação um "sobredimensionamento da estrutura" do grupo, com cerca de 22.000 pessoas ligadas ao universo Sonangol, 8.000 colaboradores ativos, mais de 1.100 colaboradores não ativos - estes representando um custo anual superior a 40 milhões de dólares (37 milhões de euros) - e mais de 8.000 trabalhadores pertencentes a empresas de trabalho temporário.

Face ao cenário vivido pela petrolífera, foi admitido a possibilidade de a Sonangol não entregar dividendos ao acionista Estado


http://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/sonangol-precisa-de-quase-1-500-meuro-para-fazer-pagamentos-ate-ao-final-do-ano_21589418.html (http://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/sonangol-precisa-de-quase-1-500-meuro-para-fazer-pagamentos-ate-ao-final-do-ano_21589418.html)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Viajante em Dezembro 30, 2016, 03:43:58 pm
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Junho 19, 2017, 03:38:12 pm
Angola vira-se para o desenvolvimento de infraestruturas


Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Junho 26, 2017, 09:03:19 pm
A aposta angolana no caminho do turismo



Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 03, 2017, 11:40:27 pm
Angola rumo ao futuro


Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2017, 04:03:18 pm
Odebrecht vende participação em mina de diamantes de Angola


Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 22, 2017, 07:08:45 pm
Os desafios da eletrificação


Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 29, 2017, 04:50:14 pm
Construção do novo aeroporto de Luanda atrasada dois anos


O Novo Aeroporto Internacional de Luanda, em construção desde 2004 por empreiteiros chineses nos arredores da capital angolana, só deverá iniciar a operação em 2019, um atraso de dois anos face à previsão anterior, justificado com dificuldades financeiras.

A informação foi prestada no sábado pelo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, após a visita realizada pelo Presidente angolano, João Lourenço, à empreitada, que globalmente, incluindo os novos acessos, já ultrapassa os 5.500 milhões de euros.

O novo aeroporto está em construção no município de Icolo e Bengo, a 30 quilómetros da capital, e o início da operação chegou a ser anunciada para o primeiro semestre de 2017.

Contudo, conforme dados avançados durante esta visita à infraestrutura, a obra está concluída em apenas 57,5 por cento e apenas no final de 2019 deverá ter condições para entrar em funcionamento.

O ministro Augusto Tomás adiantou que problemas de ordem financeira, técnica e operacional condicionaram o decurso da empreitada e obrigaram mesmo à substituição do empreiteiro, com garantia de financiamento para a execução dos trabalhos.

Angola vive desde finais de 2014 uma profunda crise financeira, económica e cambial, decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo, condicionando a execução de várias obras públicas.

Só a edificação propriamente dita do aeroporto está a cargo da empresa China International Fund Limited (CIF), contratada pelo Governo angolano por 3.800 milhões de dólares (3.270 milhões de euros).

No equipamento da infraestrutura, o Estado angolano vai gastar mais 1.400 milhões de dólares (1.200 milhões de euros), tendo contratado para o efeito a empresa China National Aero-Technology International Engineering Corporation.

Em 2015 foi escolhido o consórcio da China Hyway Group Limited para construir o acesso ferroviário ao aeroporto.

Nesta empreitada, a construção e fornecimento de equipamentos para as cinco novas estações do Caminho de Ferro de Luanda (CFL) representa um investimento público de 255 milhões de dólares (220 milhões de euros).

Somam-se a construção do respetivo ramal ferroviário desde a atual Estação de Baia do CFL ao novo aeroporto internacional de Luanda (num total de 15 quilómetros), por 162,4 milhões de dólares (140 milhões de euros).

Já o programa de obras e intervenções nos acessos viários ao novo aeroporto está avaliado em 692,7 milhões de dólares (596 milhões de euros), envolvendo igualmente empresas chinesas.

O novo aeroporto é descrito como um “projeto estruturante fundamental para a concretização da estratégia do Governo angolano, no que concerne ao posicionamento do país no domínio do transporte aéreo na região da África austral”.

Duas das pistas foram concluídas em 2015, assim como a torre de controlo, decorrendo a construção dos terminais, que segundo o Governo angolano deverão receber 15 milhões de passageiros por ano.

O projeto é financiado por fundos chineses englobados na linha de crédito aberta por Pequim para permitir a reconstrução de Angola, depois de terminado um período de três décadas de guerra civil.


>>>>>   http://24.sapo.pt/economia/artigos/construcao-do-novo-aeroporto-de-luanda-atrasada-dois-anos
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 08, 2017, 08:43:38 pm
Angola e os Paradise Papers


Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Daniel em Novembro 10, 2017, 05:29:28 pm
Governo angolano admite privatizar empresas. Podem ir para a bolsa
http://www.sapo.pt/noticias/economia/governo-angolano-admite-privatizar-empresas_5a05aab6223473bb7860c5ca
(http://thumbs.web.sapo.io/?H=1440&epic=bbjiFaKax/8PVLcveEi8Yu+1uFMRYLHnzqIxqraXxgJ2ODCEJ55WxRw+SYAKyOmCC6xmvfp/2SmnQOr9auzTW6XwBn6kGd6M3S8N5l45t7aZAiY=)
Citar
O Governo angolano poderá privatizar algumas empresas públicas de forma a melhorar a situação económica e social do país. Algumas empresas angolanas já estão na corrida à estreia na cotação da bolsa.O Governo angolano poderá privatizar algumas empresas públicas de forma a melhorar a situação económica e social do país. Algumas empresas angolanas já estão na corrida à estreia na cotação da bolsa.

O Governo angolano admite privatizar algumas das principais empresas públicas através da futura bolsa do país, no âmbito do Plano Intercalar a seis meses, a concluir até março, para melhorar a situação económica e social do país.

Trata-se de uma das medidas inseridas no capítulo do designado “fortalecimento do setor financeiro” deste plano, aprovada em outubro, na primeira reunião do Conselho de Ministros presidida pelo novo chefe de Estado, João Lourenço, documento que reconhece que “algumas medidas de política necessárias e inadiáveis podem ser impopulares” e por isso “politicamente sensíveis”.

“Promover o mercado de ações por via da privatização em bolsa de empresas de referência” é uma dessas propostas, bem como outras específicas para a banca. O Governo prevê “aumentar o requisito mínimo de capital próprio dos bancos comerciais“, para garantir “níveis adequados de solvabilidade e de liquidez”, promovendo a “consolidação da banca”.

Também pretende “avaliar a vulnerabilidade de todos e de cada um dos bancos comerciais por via de diferentes métodos de avaliação e testes de stress”, lê-se no documento.
Questionada pela Lusa, há precisamente um ano, a então administradora executiva da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) de Angola, Vera Daves, entretanto indicada pelo novo Presidente angolano, João Lourenço, para secretária de Estado para as Finanças e Tesouro, assumiu que algumas empresas nacionais, de seguradoras à distribuição, estão a preparar-se para serem cotadas em bolsa.
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Viajante em Novembro 15, 2017, 02:09:03 pm
Agora é oficial. Isabel dos Santos exonerada da Sonangol pelo Presidente da República de Angola

O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou Isabel dos Santos, filha do anterior chefe do Estado, José Eduardo dos Santos, do cargo de presidente da Sonangol. É substituída pelo homem que despediu.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2017/11/15125556/ids-ambosetti-forum_770x433_acf_cropped.jpg)

O Presidente angolano, João Lourenço, exonerou Isabel dos Santos, filha do anterior chefe do Estado, José Eduardo dos Santos, do cargo de presidente do conselho de administração da Sonangol, nomeando para o seu lugar Carlos Saturnino, que deixou o cargo de secretário de Estado dos Petróleos para assumir a petrolífera nacional, disse fonte oficial.

A informação foi confirmada à Lusa pela Casa Civil do Presidente da República, dando conta ainda da exoneração de Carlos Saturnino do cargo de secretário de Estado dos Petróleos, para ocupar a liderança da petrolífera estatal.

A exoneração acontece duas semanas depois de a RTP ter anunciado a saída de Isabel dos Santos da petrolífera pública angolana. Uma notícia que foi prontamente desmentida quer pela filha de José Eduardo dos Santos quer pelo novo governo angolano.

O site de notícias Club-K (bastante crítico do governo angolano) noticiou que os despachos de exoneração assinados por João Lourenço destituíram da Sonangol não só Isabel dos Santos, como também Eunice Paula Figueiredo Carvalho, do cargo de Administradora Executiva; Edson de Brito Rodrigues dos Santos, do cargo de Administrador Executivo; Manuel Lino Carvalho Lemos, do cargo de Administrador Executivo; João Pedro de Freitas Saraiva dos Santos, do cargo de Administrador Executivo; José Gime, do cargo de Administrador Não Executivo; André Lelo, do cargo de Administrador Não Executivo; e Sarju Raikundalia, do cargo de Administrador Não Executivo. Apenas dois foram reconduzidos nos cargos: José Gime e André Lelo.

Pouco tempo depois, no site da presidência angolana, esta mesma informação surgia confirmada.

Carlos Saturnino tem um passado com Isabel dos Santos. O novo presidente da Sonangol tinha sido demitido pela filha de José Eduardo dos Santos da presidência da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa & Produção, em dezembro do ano passado. Isabel dos Santos acusava a Sonangol Pesquisa & Produção de ser débil e de apresentar muitos desvios financeiros. Saturnino não gostou e reagiu acusando a filha do então presidente de falta de ética.

Por isso foi muito noticiada a nomeação de Carlos Saturnino para o governo de João Lourenço. Ainda para mais, Saturnino foi escolhido para dirigir a secretaria de Estado dos Petróleos, órgão que tutela a Sonangol. Pouco tempo depois, confirma-se a exoneração da filha do ex-presidente de Angola que acaba substituída no cargo pelo homem que despediu.

A saída de Isabel dos Santos é agora oficializada depois de serem conhecidas quebras significativas nas receitas fiscais geradas pela petrolífera com a exportação de crude a reduzira em mais de 30 por cento entre setembro e outubro, para 70,7 mil milhões de kwanzas (361 milhões de euros).

Nova administração já é conhecida

Ao mesmo tempo que proferia o despacho de exoneração, João Lourenço assinou o despacho de nomeação da nova administração da empresa petrolífera angolana. Ainda segundo o Club-K, é a seguinte a nova administração da Sonangol: Carlos Saturnino Oliveira – Presidente do Conselho de Administração; Sebastião Pai Querido Gaspar Martins- Administrador Executivo; Luís Ferreira do Nascimento José Maria- Administrador Executivo; Carlos Eduardo Ferraz de Carvalho Pinto- Administrador Executivo; Rosário Fernando Isaac- Administrador Executivo; Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel – Administrador Executivo; Alice Marisa Leão Sopas Pinto da Cruz- Administradora Executiva; José Gime-Administrador Não Executivo; e André Lelo- Administrador Não Executivo.

Isabel dos Santos foi nomeada para a presidência da Sonangol em 2016, com a missão de levar a cabo a reestruturação da petrolífera. A maior empresa angolana enfrentava dificuldades financeiras por causa da queda dos preços do petróleo, mas também por decisões de investimento com perdas, como o caso do BCP, e ainda falhas ao nível de gestão e contabilidade.
Negócios em Portugal. Saiu do BPI, mas está nas telecom, indústria e energia

A filha do ex-presidente angolano chegou à liderança da Sonangol com uma carreira de empresária feita no próprio pais, mas também em Portugal onde Isabel dos Santos entrou diretamente em 2008 através da compra de uma participação no BPI. Seguiu-se a ZON, que mais tarde veio a dar origem à NOS, a segunda maior operadora de telecomunicações portuguesa, onde Isabel dos Santos tem cerca de metade do capital.

A empresária angolana já não está na banca portuguesa, vendeu a posição no BPI ao CaixaBank, em troca do controlo do Banco do Fomento Angola, e com a saída da Sonangol deixa de estar em posição de influenciar o BCP onde a petrolífera angolana é a segunda maior acionista. Mas Portugal ainda é um mercado muito importante para Isabel dos Santos, sobretudo agora que a família do ex-presidente angolano está a perder força na economia de Angola.

A empresária é acionista de referência do antigo BIC Portugal (atual EuroBic), dona da Efacec, último negócio que fechou em Portugal no ano passado, e acionista indireta da Galp, através da Amorim Energia onde está representada em associação com a Sonangol.
Irmãos de Isabel dos Santos retirados da televisão pública

João Lourenço, presidente angolano, também ordenou ao Ministério da Comunicação Social que os dois filhos de José Eduardo dos Santos fossem retirados na gestão do segundo canal da Televisão Pública de Angola (TPA). Tchizé e José Paulino dos Santos geriam o canal de televisão pública através da Semba Comunicação. A informação do afastamento dos dois filhos do ex-presidente de Angola já foi confirmada pelo Ministério da Comunicação Social, que anunciou a quebra de contrato com a Semba Comunicação: “No cumprimento das orientações do Presidente da República, cessam a partir desta data todos os contratos entre o ministério em questão, a TPA e as empresas privadas Westside e Semba Comunicação”, diz o comunicado.

João Melo, o novo ministro da Comunicação Social, diz que o canal passam a ser a “retornar ou passar para a esfera jurídica da TPA”.

http://observador.pt/2017/11/15/agora-e-oficial-isabel-dos-santos-exonerada-da-sonangol-pelo-presidente-da-republica-de-angola/
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Viajante em Dezembro 13, 2017, 09:51:47 am
Isabel dos Santos levantou 238 milhões do BPI antes de ver conta congelada

A brasileira Oi conseguiu que fosse decretada uma ordem de congelamento dos bens da Vidatel. Sete horas antes, Isabel dos Santos dava ordem de transferência de 238 milhões para contas pessoais.

(http://thumbs.web.sapo.io/?H=1440&epic=Lh5QTcs+H2lPaNBjKKFLc3dTO6/XqeUbgBm/Q4ys+zT1RB58PaM7ne/G6gsRjN4p4Q4DCkGYK9psY5LvZzEYcmLjbAc4mns2DXS7BHguPvMmBDA=)

A brasileira Oi conseguiu que fosse decretada uma ordem de congelamento dos bens da Vidatel. Sete horas antes, Isabel dos Santos dava ordem de transferência de 238 milhões para contas pessoais.

Isabel dos Santos levantou 238 milhões de euros de uma das contas da Vidatel, a empresa através da qual a angolana controla 25% da Unitel, no BPI, horas antes de ter visto essa conta e todos os bens da empresa congelados por uma ordem judicial emitida nas Ilhas Virgens Britânicas. O dinheiro desta operação, feita a 9 de outubro de 2015, teve como destino contas pessoais da empresária.

Como conta esta quarta-feira o jornal Público, a brasileira Oi conseguiu que fosse decretada, através da portuguesa PT Ventures, uma ordem de congelamento mundial dos bens da Vidatel. Sete horas antes, Isabel dos Santos ordenava as transferências para as suas contas.

Ainda que a ação não tenha sido encarada com um desrespeito à ordem judicial, por ter sido afirmado que a transferência em questão foi ordenada por Isabel dos Santos uma semana antes da mesma ter tomado conhecimento da ordem de congelamento, esta mereceu a reprovação do magistrado do Supremo Tribunal das Caraíbas Orientais. Este afirmou que “a senhora dos Santos demonstrou falta de franqueza” em relação ao assunto, visto que veio a descobrir-se que eram contas privadas da angolana.

Após depoimentos e trocas de documentação, o juiz à conclusão que a ordem de transferência foi realizada após as três da tarde, hora portuguesa, ou seja, sete horas antes de a ordem de congelamento ter sido emitida nas Ilhas Virgens Britânicas. O tribunal conclui então que “o timing e os propósitos indicariam que as transferências não se destinaram a contornar as ordens do tribunal”.

http://www.sapo.pt/noticias/economia/isabel-dos-santos-levantou-200-milhoes-do-bpi_5a30d996fc6978893b3bc9a5
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 30, 2018, 02:10:25 pm
Angola prevê mais de 650 milhões de euros para Programa de Investimentos Públicos em 2018


O Governo angolano prevê investir mais de 650 milhões de euros no Programa de Investimentos Públicos (PIP) em 2018, sendo perto de 10% com o alargamento da Kilamba, cidade construída de raiz pelo Estado a 30 quilómetros de Luanda.

O PIP é um plano que reúne as principais obras públicas, normalmente financiadas com recurso a linhas de crédito externas, mas que foi reavaliado devido à crise financeira e económica que afeta Angola.

Na proposta de lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, em discussão na especialidade, na Assembleia Nacional, até fevereiro, o Governo angolano prevê uma dotação global de superior a 165.000 milhões de kwanzas (655 milhões de euros) com os projetos PIP, nomeadamente a reabilitação de dezenas de quilómetros de estrada.

Só a construção da infraestrutura urbana da centralidade do Kilamba, no município de Belas, arredores de Luanda, com 10.000 fogos, está orçada, em 2018, em 15.825 milhões de kwanzas (62 milhões de euros).

Considerado um dos maiores do projeto do género em África, a cidade de Kilamba, inaugurada em julho de 2011, já conta com 20.005 apartamentos construídos, estando por isso, como anunciou em agosto de 2014, o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, concluída a primeira de três fases do projeto.

O Plano Diretor da Cidade do Kilamba, cuja construção está a cargo de empresas chinesas, abrange uma área de 54 quilómetros quadrados e prevê a construção de 710 edifícios, 24 creches, nove escolas primárias, oito escolas secundárias e 50 quilómetros de vias.

Vivem nesta centralidade 55.000 pessoas, que contam com vários serviços de apoio social, nomeadamente um centro de saúde.

O Estado angolano procura agora parceiros para avançar com a sua expansão até aos 90.000 apartamentos, conforme prevê o plano inicial, através de parcerias público-privadas, investimento privado e cooperativas, tendo em conta as limitações ao investimento público, devido à crise.

A Lusa noticiou em 18 de agosto de 2016 que o Governo angolano vai avançar com a construção de mais 10.000 fogos nesta centralidade, tendo então aprovado um crédito adicional ao OGE de 2016.

Já em 2015 tinha sido escolhida a empresa chinesa CITIC para construir, sob contrato do Governo angolano, mais 10.000 fogos habitacionais incluídos na segunda fase do desenvolvimento da centralidade urbana do Kilamba.

Esta empreitada esteve condicionada pelas dificuldades financeiras que o país atravessa, devido à quebra nas receitas do petróleo, o que travou o investimento público nos últimos meses.

Segundo despacho presidencial de 05 de novembro de 2015, a que a Lusa teve acesso na altura, a primeira etapa da fase 2 – que o chefe de Estado anunciou há dois anos – prevê a construção de mais de 10.000 fogos habitacionais pela CITIC Construção Angola, por 607 milhões de dólares (489 milhões de euros).


>>>>>>  http://24.sapo.pt/economia/artigos/angola-preve-mais-de-650-milhoes-de-euros-para-programa-de-investimentos-publicos-em-2018
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 14, 2018, 07:05:01 pm
Hungria alarga linha de crédito para Angola em quase 140 milhões de euros


A Hungria alargou a sua linha de crédito para Angola em mais 172 milhões de dólares (139,4 milhões de euros), para promover o investimento de empresas húngaras no país africano, anunciou hoje o chefe da diplomacia húngaro.

A informação foi avançada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Hungria, Péter Szijárto, no final de uma audiência concedida pelo vice-Presidente angolano, Bornito de Sousa, em Luanda.

“O Exim bank [banco de apoio às importações e exportações] da Hungria criou uma linha de crédito de 172 milhões de dólares para as empresas húngaras que pretendem investir em Angola”, disse o governante, sublinhando o aumento significativo, 16 vezes mais, das trocas comerciais entre os dois países com o reforço da cooperação económica.

Péter Szijárto referiu ainda que a cooperação económica entre os dois países é baseada nos setores da agricultura e energia, no entanto, Angola considera o setor da segurança muito importante e a Hungria decidiu também cooperar nessa área.

A nível da educação, a Hungria pretende atribuir anualmente 50 bolsas de estudo para a formação de quadros angolanos, contra as 20 que vinha concedendo.

Antes do encontro com o vice-Presidente angolano, o chefe da diplomacia da Hungria assinou dois acordos nos domínios da agricultura e formação superior, após conversações entre as delegações dos dois países.

Na sua intervenção, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Domingos Vieira Lopes, disse que Angola conta com a colaboração do Governo da Hungria para transformar o crescimento de Angola em desenvolvimento a curto, médio e longo prazo.

“A rubrica de um acordo de isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço entre os dois Governos vai garantir maior acesso dos cidadãos de Angola e da Hungria vai garantir maior acesso dos cidadãos dos dois países às oportunidades que ambos os mercados oferecem e intensificar de igual modo as trocas comerciais e de intercâmbio de experiência entre os mesmos”, disse Domingos Vieira Lopes.

Durante a sua estada de 24 horas, o chefe da diplomacia húngara vai encontrar-se com os ministros da Energia e Águas, do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e Inovação, e com o presidente da Assembleia Nacional, além de inaugurar a embaixada da Hungria em Angola.

Angola e a Hungria estabeleceram relações bilaterais em 1977, com a assinatura do Acordo de Cooperação económico, Técnico-Científico, que proporcionou vários protocolos e memorandos de entendimento, nos domínios do comércio, saúde, agricultura e cultura, em 1981.


>>>>>>>>  http://24.sapo.pt/economia/artigos/hungria-alarga-linha-de-credito-para-angola-em-quase-140-milhoes-de-euros
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 16, 2018, 01:30:57 pm
Angola inicia 2018 com produção petrolífera em queda


O país enfrenta desde 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial devido à forte quebra nas receitas petrolíferas.

A produção petrolífera angolana regressou às quedas em janeiro, reduzindo-se em 10.900 barris diários e distanciando-se da líder Nigéria, que iniciou 2018 no topo dos produtores africanos, segundo a OPEP.

De acordo com o último relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), relativo a janeiro, consultado hoje pela Lusa, Angola atingiu no primeiro mês de 2018 uma produção diária média de 1,615 milhões de barris de crude, com dados baseados em fontes secundárias.

Com este registo, em volume produzido, Angola continua atrás da Nigéria, país que viu a sua produção igualmente descer em janeiro, em 8.100 barris diários, para uma média de 1,819 milhões de barris por dia, de acordo com os mesmos dados da OPEP.

Durante praticamente todo o ano de 2016 e até maio de 2017, Angola liderou a produção de petróleo em África, posição que perdeu desde então para a Nigéria.

A produção naquele país foi condicionada entre 2015 e 2016 por ataques terroristas, grupos armados e instabilidade política interna.

O acordo entre os países produtores de petróleo, para reduzir a produção e fazer aumentar o preço do barril, obrigou Angola a cortar 78.000 barris de crude por dia com efeitos desde 01 de janeiro de 2017, para um limite de 1,673 milhões de barris diários.

Um acordo que Angola terá 'furado' em outubro passado, ao produzir 1,689 milhões de barris por dia, segundo os dados da OPEP com base em fontes secundárias.

O relatório da OPEP refere também que, em termos de "comunicações diretas" à organização, a Nigéria terá produzido 1,736 milhões de barris de petróleo por dia em janeiro, um aumento equivalente a 166.900 barris diários face a dezembro, enquanto Angola não comunicou dados.

O documento adianta ainda que em dezembro Angola desceu para terceiro fornecedor de petróleo à China (9% do total), atrás da Rússia (15%) e da Arábia Saudita (14%).

Angola enfrenta desde final de 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial decorrente da forte quebra nas receitas petrolíferas.

Em menos de dois anos, o país viu o preço do barril exportado passar de mais de 100 dólares para vendas médias, no primeiro semestre de 2016, de 36 dólares por barril, segundo dados do Ministério das Finanças de Angola.

Desde o início de 2017 que as vendas de petróleo angolano têm estado, em regra, acima dos 50 dólares por barril no mercado internacional, tendo, entretanto, tocado nos 70 dólares.


>>>>>>>  https://www.dn.pt/mundo/interior/angola-inicia-2018-com-producao-petrolifera-em-queda-9122240.html
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Março 16, 2018, 03:00:33 pm
Angola vende mil milhões de dólares em diamantes e quer aumentar vendas em 2018


A comercialização de diamantes em Angola representou vendas brutas de 1.000 milhões de dólares (811 milhões de euros) em 2017, informou hoje o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, que melhorar as vendas este ano.

“Para este ano, as projeções têm sempre em conta o preço base, e isto é uma variável exógena que não depende de nós. Queremos ainda assim melhorar o valor do ano passado”, disse Diamantino Pedro Azevedo, que falava aos jornalistas à margem do fórum de auscultação sobre a revitalização da política de comercialização de diamantes brutos no país, realizado hoje em Luanda.

O governante angolano disse ainda que o setor que dirige pretende melhorar a política de comercialização de diamantes, com vista a atrair mais investimentos.

“Já existe uma política de comercialização. O que nós queremos é melhorar essa política no sentido de, primeiro maximizar as receitas para o Estado, e segundo também acautelar os interesses dos produtores e das empresas de comercialização”.

Por outro lado, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos adiantou o objetivo de “criar incentivos” à instalação de empresas de lapidação de diamantes no país.

“Para isso, precisamos de melhorar toda a cadeia produtiva de exploração, transformação e comercialização de diamantes”, apontou.

Segundo Diamantino Pedro Azevedo, é propósito também do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos melhorar a posição de Angola no contexto internacional, sobretudo na produção e comercialização de diamantes, com vista à maximização de receitas para o Estado.

“E isso pressupõe melhorarmos todos os aspetos que concorrem para o bom funcionamento dessa indústria, e assim como estamos a fazer na parte de prospeção, de exploração e do tratamento deste recurso mineral, também pretendemos fazê-lo na parte de comercialização dos diamantes”, acrescentou.

O fórum sobre o comércio de diamantes brutos juntou em Luanda vários intervenientes diretos e indiretos do setor da exploração e prospeção de diamantes, entre empresas públicas, operadores privados nacionais e estrangeiros e ainda membros do grupo de trabalho criado pelo Presidente angolano para garantir maior transparência do negócio.

A Lusa noticiou a 11 de março que a quantidade de diamantes vendidos por Angola subiu quase quatro por cento entre 2016 e 2017, para 9,438 milhões de quilates, mas a quebra na cotação média por quilate permitiu apenas um ligeiro aumento no volume de vendas.

Segundo dados do Ministério das Finanças, em 2017 o país vendeu, globalmente, mais de 1.102 milhões de dólares (890 milhões de euros) em diamantes, um aumento neste caso inferior a 0,5%, face às vendas do ano anterior.

Em 2016, de acordo com os mesmos dados, cada diamante angolano foi vendido, em média, a 121,1 dólares por quilate, valor que em 2017 diminuiu para 117,23 dólares.

Globalmente, as receitas fiscais geradas com a venda destes diamantes, o segundo maior produto de exportação de Angola, subiram 5% entre 2016 e 2017, para 14,7 mil milhões de kwanzas (55,6 milhões de euros), entre Imposto Industrial e ‘royalties’ pagos pelas empresas mineiras.

Segundo o Governo angolano, com a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, na mina do Luaxe, na província angolana da Lunda Sul, e de outros projetos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, mas também em Malanje, Bié e no Cuando Cubango, Angola poderá duplicar a atual produção diamantífera anual já a partir deste ano.


>>>>>>>>>   https://24.sapo.pt/economia/artigos/angola-vende-mil-milhoes-de-dolares-em-diamantes-e-quer-aumentar-vendas-em-2018
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: HSMW em Maio 07, 2018, 10:30:11 pm

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Air Connection Express compra 6 aviões Q400 à Bombardier por 198 milhões de dólares
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 08, 2018, 12:20:26 pm
Empresa sul-africana De Beers pode regressar aos diamantes em Angola


(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=NWY4qjzy4JjGNhjmy87qpL4XFGzMw/8MPuCTan2pOOQHUw0gjAGqdNcQ0wUiQ5l2ZIFOD23ScAi2QP1+I8PExwU7XRT90vNZEwEV3QLIZe0XP98=&W=800&H=0&delay_optim=1)


A empresa sul-africana De Beers, que mantém desde 2014 uma presença residual em Angola, está a considerar investir novamente no país, intenção que surgiu após as recentes alterações na legislação do setor diamantífero angolano.

A intenção foi expressa na terça-feira pelo presidente do gigante diamantífero sul-africano, Bruce Cleaver, num encontro com o chefe de Estado angolano, João Lourenço, estando em cima da mesa em geral, assuntos ligados ao setor.

Após o encontro, Cleaver adiantou que a reunião decorreu de forma “construtiva e acertada” e mostrou-se “satisfeito” com a recente alteração na legislação, que, por exemplo, pôs fim à venda de diamantes a clientes preferenciais e permite às empresas diamantíferas em Angola venderem livremente até 60% da produção.

O presidente do grupo sul-africano, salientando que aguarda apenas pelos regulamentos da nova legislação, confirmou que a produção de diamantes no país e a participação da De Beers no processo esteve em cima da mesa.

Após o anúncio do regresso às concessões em 2014, que não se materializou, o gigante do setor diamantífero mantém uma presença residual em Angola, tendo reduzido o número de funcionários a 15 colaboradores, dos 280 com que contava em 2012.

Em causa esteve a falta de concessões para a exploração, emitidas pela Empresa Nacional de Prospeção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama).

Com a Alrosa, empresa russa do setor dos diamantes, faz parte das duas únicas multinacionais a operar em Angola nesse segmento.

As recentes mudanças feitas no setor mineiro determinadas pelo Presidente angolano, que envolveram também a nomeação de um novo Conselho de Administração da Endiama e o combate aos monopólios, podem resultar na captação de capital estrangeiro que o país precisa neste momento.

Com explorações mineiras no Botswana, Canadá, Namíbia e África do Sul, a De Beers controla 44% da produção mundial de diamantes.

:arrow:  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/empresa-sul-africana-de-beers-pode-regressar-aos-diamantes-em-angola
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: perdadetempo em Agosto 21, 2018, 08:17:33 pm
Angola vai começar conversações com o FMI
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Africa’s second-largest oil producer has been hit by lower oil prices, which have caused a dollar liquidity squeeze that has made it difficult for foreign companies to repatriate profits and discouraged many from investing.

Angola’s Finance Ministry said on Monday it had sought financial support from the IMF but did not provide further detail on how much money was involved.

“We expect to initiate programme discussions with the Angolan authorities as soon as feasible,” Deputy Managing Director of the IMF Tao Zhang said in a statement which confirmed the Fund had received a letter from the Angolan authorities to start talks.

The request came after the IMF was invited to Luanda in October to negotiate the programme, which would last for two years and then be extendable for one more.

“The IMF stands ready to help the authorities address Angola’s economic challenges by supporting their economic policies and reforms based on the government’s macroeconomic stabilisation programme and in the national development plan for 2018–22,” Zhang said.

Angola’s economy has struggled due to lower oil prices, a situation made worse by declining production. Output is expected to fall to 1.5 million barrels per day in 2018, down from 1.6 million last year and 1.9 million a decade ago.

The IMF expects the country’s economy to grow 2.2 percent this year, well below an original government forecast of 4.9 percent.

President João Lourenço, who took over last September after 38 years of rule by José Eduardo dos Santos, has said he wants to bring about an economic miracle in Angola by opening up to foreign investment and diversifying away from oil.

https://uk.reuters.com/article/uk-angola-imf/imf-to-begin-talks-with-angola-on-financial-support-idUKKCN1L61VY (https://uk.reuters.com/article/uk-angola-imf/imf-to-begin-talks-with-angola-on-financial-support-idUKKCN1L61VY)
Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 22, 2018, 04:42:46 pm
Angola quer criar câmara de comércio com Alemanha


Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 23, 2018, 10:52:27 pm
"O pedido de ajuda financeira de Angola ao FMI não é tão grave como o português"


Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 26, 2018, 11:23:36 am
Missão do FMI está em Luanda


Título: Re: Economia de Angola
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 25, 2018, 04:25:35 pm
"A banana pode ser o novo petróleo verde de Angola"