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Conflitos => Conflitos do Passado e História Militar => Tópico iniciado por: Miguel Silva Machado em Março 04, 2011, 11:16:11 am

Título: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Miguel Silva Machado em Março 04, 2011, 11:16:11 am
O “Operacional” inicia hoje com a publicação de uma série de artigos alusivos à Grande Guerra 1914-1918, mais uma parceria. Com a colaboração desinteressada de Manuel Ribeiro Rodrigues, vamos dar a conhecer acontecimentos de épocas que marcaram a História Militar de Portugal.

http://www.operacional.pt/grande-guerra-1914-a-1918-i/ (http://www.operacional.pt/grande-guerra-1914-a-1918-i/)

http://www.operacional.pt/grande-guerra-1914-a-1918-ii/ (http://www.operacional.pt/grande-guerra-1914-a-1918-ii/)

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2011/03/0001.jpg)


Mais artigos se seguirão quer sobre a Grande Guerra quer sobre outras campanhas militares nacionais.
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: jopeg em Fevereiro 08, 2012, 10:40:41 am
Caros,

In JN:
Citar

Morreu a última veterana sobrevivente da I Guerra

Publicado às 00.56
 

A britânica Florence Green, considerada a última veterena sobrevivente da I Guerra Mundial, morreu em Norfolk, na zona este do Reino Unido, aos 110 anos.

 
Florence Green, natural de King's Lynn, em Norfolk, alistou-se na Força Aérea Feminina britânica (WRAF, na sigla em inglês), em 1918, quando tinha 17 anos, dois meses antes do armistício, e trabalhou como camareira em duas bases daquela força militar até Julho de 1919.

Na sua última entrevista, concedida à BBC em 2010, Green assegurou que passou bem os seus tempos na WRAF e que conheceu pessoas muito interessantes.

Florence Green morreu no sábado numa residência em King's Lynn, poucos dias antes de cumprir os 111 anos, a 19 de fevereiro, informou esta quarta-feira a AP.

A mulher era considerada a última pessoa viva entre as que tinham participado na I Guerra Mundial (1914-1918), ainda que nunca tenha entrado em combate.


Jopeg
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: HSMW em Fevereiro 06, 2014, 03:36:45 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Menacho em Junho 03, 2014, 07:04:13 pm
(http://www.theatlantic.com/static/infocus/wwi/wwisoldiers/l_06.jpg)


Western front, a group of captured Allied soldiers representing 8 nationalities: Anamite (Vietnamese), Tunisian, Senegalese, Sudanese, Russian, American, Portugese, and English. (National Archive/Official German Photograph of WWI)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Alvalade em Junho 12, 2014, 11:40:34 pm
(http://delagoabayworld.files.wordpress.com/2014/04/soldados-portugueses-a-combater-no-rovuma-i-guerra-mundial8005453_orig.jpg)

1916 - Soldados Portugueses em Moçambique

http://delagoabayworld.wordpress.com/
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: HSMW em Junho 20, 2014, 02:33:39 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: mafets em Junho 28, 2014, 06:18:33 pm
(https://scontent-a-mad.xx.fbcdn.net/hphotos-xpf1/t1.0-9/10307367_245478088978809_8008580062144392882_n.jpg)
100 anos do inicio da I Guerra Mundial (28 Junho de 1914 - 28 Junho de 2014.).

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Alvalade em Junho 30, 2014, 12:19:38 pm
(http://i.imgur.com/zdhK9bQ.jpg)
(http://i.imgur.com/40x7Kca.jpg)
(http://i.imgur.com/TKVm2dG.jpg)
(http://i.imgur.com/uQOcLNt.jpg)
(http://i.imgur.com/DDyRMG0.jpg)
(http://i.imgur.com/NuITYtC.jpg)
(http://i.imgur.com/RAyfKtE.jpg)
(http://i.imgur.com/iSbnbGu.jpg)

in Ilustração Portugueza
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Lusitano89 em Julho 09, 2014, 02:48:30 am
Memorial da I Guerra online


Através de um simples clique é possível descobrir o que viveram os militares portugueses na Grande Guerra, entre 1914 e 1918, e como morreram 7.760 desses homens. Num projecto inédito, o Arquivo Histórico Militar (AHM), colocou online toda a informação sobre os combatentes nacionais que perderam a vida no teatro de operações na Europa e em África - disponibilizando dados pessoais, local onde estão enterrados e até fotografias das sepulturas, muitas em cemitérios no estrangeiro.

Chama-se Memorial Virtual, está acessível ao público desde 8 de Abril (http://www.memorialvirtual.defesa.pt (http://www.memorialvirtual.defesa.pt)) e revela a história dos homens que Portugal mobilizou para a I Guerra: 56 mil para França, 30 mil para Moçambique e mais de 18 mil para Angola.

“É uma forma de homenagear os que morreram sacrificando-se pelo país”, explicou ao SOL o director do AHP, Coronel Carvalho Pires, adiantando que este Memorial vem ainda responder a um apelo que a instituição registava nos últimos tempos: “Recebíamos diariamente pedidos de autarquias, escolas e famílias que queriam saber informações sobre os portugueses mortos na Guerra”.

O projecto é uma das iniciativas lançadas para assinalar os 100 anos da Grande Guerra - lideradas pela Comissão Coordenadora das Evocações do Centenário da Primeira Grande Guerra, nomeada pelo Ministério da Defesa.

2.200 mortos em Moçambique

No Memorial estão já os dados de  5.500 portugueses mortos. “Os que faltam são essencialmente militares que estiveram em África”, informa Carvalho Pires, esclarecendo que, para descobrir informação sobre eles, estão dois profissionais do AHM destacados no Arquivo Histórico Ultramarino.

Além da pesquisa de nomes, a plataforma online disponibiliza a história daqueles anos de conflito armado - desde a acção do Governo português até ao quotidiano dos militares, passando pelos campos de batalha, os cemitérios e os monumentos que relatam a história dos portugueses envolvidos.

Para encontrar algum militar não é preciso saber muito sobre ele: a pesquisa pode ser feita pelo nome, mas também pela naturalidade, pelo posto, pela unidade, pelo ramo das Forças Armadas e pela zona de teatro de operações.

Segundo o Memorial, foi em Moçambique que Portugal perdeu mais homens (2.240). Segue-se França (1.940) e Angola (517). No mar, morreram 41 militares e em terras portuguesas outros seis.

“Em África muitos morreram por doenças, resultado das más condições sanitárias. Já em França morreram mais em combate”, explica o coronel.

Dos 7.760 portugueses que perderam a vida na I Guerra, a quase totalidade pertencia ao Exército. Só cerca de 200 eram da Marinha e dois de aeronáutica militar (na época ainda não existia o ramo da Força Aérea) - sendo eles Óscar Monteiro Torres e Jorge Gorgulho. Este, segundo o Memorial, morreu de acidente a 8 de Setembro de 1917 e foi sepultado em Moçambique, no Cemitério de Mocímboa da Praia Já Monteiro Torres faleceu em combate, a 20 de Novembro de 1917, encontrando-se o seu corpo num jazigo particular no Cemitério do Alto de S. João, em Lisboa.

“Quanto aos da Marinha é mais difícil ter as sepulturas, pois muitos morreram no mar”, refere o director do AHM. Quanto aos do Exército que faleceram em África, também é complicado ter imagem das campas, por muitos “cemitérios terem sido destruídos”.

Mas os que lutaram em França, integrando o Corpo Expedicionário Português (CEO), têm quase todos fotografias das sepulturas, a maioria em Richebourg l'Avoué, em França, um cemitério exclusivamente português, criado para reunir os mortos espalhados por França, Bélgica e Alemanha.

“Uma equipa de militares que está na Bélgica deslocou-se a l'Avoué e tirou fotos a cada uma das 1.831 sepulturas que lá estão, para pôr no Memorial”, conta o director do AHM.

No Memorial, é ainda possível ver o documento com a ficha individual dos militares do Exército, cujo original está digitalizado. Isso é possível porque o AHM tem em curso um outro projecto, de digitalização e descrição dos documentos dos 75 mil portugueses do CEP.

Feito em dois meses

“Já temos, no site do AHM, 40 mil nomes disponíveis, mas o objectivo é ter todos” - garante Carvalho Pires, recordando que o Memorial (assim como a digitalização das fichas) foi feito em dois meses, com uma equipa de seis funcionários do AHM, aos quais se juntaram durante algum tempo 10 militares de outras unidades.

“É um trabalho enorme. O digitalizador trabalha oito horas por dia”, conta Carvalho Pires, revelando que já tem tido provas de que a tarefa vale a pena. Não só porque se conseguiu “prestar homenagem aos que morreram”, como permitiu que houvesse pessoas a descobrir o paradeiro de familiares. É o caso de uma senhora de Palmela que não sabia do bisavô. Consultando o Memorial, descobriu que o familiar, o soldado Pedro da Costa Frescata, morreu a 14 de Março de 1918 e está no talhão A, fila 2, coval 23 do cemitério Richebourg l'Avoué.

SOL
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: HSMW em Julho 14, 2014, 08:07:12 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Alvalade em Julho 21, 2014, 04:59:34 pm
(http://www.momentosdehistoria.com/DesfileVitoriaCEP1919.jpg)

14 de Julho 1919 - Desfile da Vitória

(http://imgur.com/zYa1mej.jpeg)

14 Julho 2014 - Desfile dos participantes na Grande Guerra
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: PILAO251 em Julho 22, 2014, 12:06:18 am
Com a típica falta de MARCIALIDADE e de PASSO TROCADO, tropa de opereta
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Luso em Julho 22, 2014, 12:39:33 am
Citação de: "PILAO251"
Com a típica falta de MARCIALIDADE e de PASSO TROCADO, tropa de opereta

Bem dito.
Deve ser por causa de problemas orçamentais...
Isto está a ficar mesmo muito rasca.
Representam bem o estado da Nação.
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: PereiraMarques em Julho 24, 2014, 10:23:33 pm
Realmente  :?  e como porta-estandarte devem ter escolhido o maior "caga-tacos" que encontraram na Marinha.

(http://www.emgfa.pt/images/Full_8tbwd0z5cn6h.jpg)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Alvalade em Julho 24, 2014, 10:38:01 pm
Só não fomos os piores representados porque estava lá o Malawi
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: HSMW em Julho 25, 2014, 09:18:51 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Realmente  :evil:  :evil:

E porque é o porta-guião um Militar da Armada?
É por ser o ramo mais antigo das FA?

Os militares a enviar deveriam ser das unidades herdeiras daquelas que participaram na 1ªGM.
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: mafets em Julho 28, 2014, 10:33:53 am
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/pai-e-filho-foram-a-duas-guerras-1664243
Citar
Quando, em 1964, António Espadinha Monte foi chamado a ir para a Guerra Colonial parecia que a história se estava a repetir. Ele, tal como o pai, também era o único filho homem e, tal como tinha acontecido com o pai na Primeira Guerra Mundial, era chamado a ir defender os interesses de Portugal, lá longe. Cada um a seu tempo, tiveram que deixar para trás a aldeia alentejana de Peroguarda para partirem do mesmo cais, em Lisboa. António Espadinha para passar dois anos da sua vida na cidade moçambicana de Tete, de 1964 a 1965, o pai, José Manuel do Monte, para rumar até Brest, França, em 1917.
Entrevista ao tio da minha esposa, sobre a participação do pai (bisavô) na Primeira Guerra Mundial a propósito das comemorações do seu centenário.
(http://imagens9.publico.pt/imagens.aspx/864279?tp=UH&db=IMAGENS)

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Clausewitz em Julho 28, 2014, 05:06:17 pm
O Público publicou uma reportagem interessante sobre a I Guerra Mundial em Moçambique. É lamentável como algumas coisas não mudaram muito... De resto,
recordar o enorme sacrifício que os nossos soldados e a população moçambicana passaram.

http://www.publico.pt/culturaipsilon/no ... er-1664212 (http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-grande-guerra-que-portugal-quis-esquecer-1664212)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: papatango em Julho 31, 2014, 04:58:29 pm
Passou nos últimos dias na SIC notícias, uma minissérie, que creios ser de apenas 3 episódios (transmitidos 2ª 3ª e 4ª) sobre os trinta e poucos dias que antecederam a I guerra mundial.

É uma série muito interessante que gravarei quando encontrar uma maneira de gravar as coisas no meu PC  :mrgreen:

No entanto, mesmo a 100 anos de distância, devemos sempre olhar para as coisas com uma ponta de espirito crítico.
A série, apresenta os ministros austríacos como um bando de incompetentes inseguros, que não sabe o que está a fazer.
O Kaiser, é um tipo maneta, que não está minimamente interessado na situação, que manda os seus ministros forçar a Áustria a invadir a Sérvia, que entretanto vai de férias para a Noruega e só quando chega é que fica irritado porque os seus ministros nao fizeram o que ele mandou.

A culpa da guerra, segundo os ingleses, ficará assim no general Molkte, o líder militar alemão que forçou a nota, forçando a declaração de guerra à França e arrastando assim a Grã Bretanha para a guerra.

Algo que merece um estudo continuo. Há muita coisa escrita e muitas responsabilidades que ainda hoje não foram atribuidas.
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: HSMW em Agosto 01, 2014, 11:11:34 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)-Batalha da Jutlândia
Enviado por: Carlos Rendel em Agosto 22, 2014, 07:32:12 pm
Agora que se comemora  o eclodir da Iª  Grande  Guerra  há  cem  anos  vem a propósito  lembrar  a única  batalha
marítima  travada no âmbito da guerra de  14-18. A Royal Navy  tinha  uma superioridade de  sete  para  quatro  em navios
de guerra  sobre  a Marinha de  Guerra  Alemã. No almirantado  em  Londres  o  pessoal  estava  de  semblante carregado,
ao  decifrar  uma mensagem,cujo  código , conhecido  dos  britânicos,  ordenava  peparação  para  combate.A proporção  de
navios  de    guerra  jogava  a favor dos  britânicos,ia por-se em disputa  quem alcançaria a vitória  na unica  batalha navaI Grande Guerra.Na verdade,havia uma certa  semelhança  no  destino  destes adversários,os  alemães petendiam evitar  o reabastecimento  do Reino Unido  com  matérias primas  dos aliados- daí  a importancia  da arma  submarina, enquanto os envoltos  em nações adversas,dependiam  do  mar para os  reabastecimentos.
O almirante Reinhart Scheer.novo comandante da frota,tem  como  objectivo  atraír  navios britânicos a   uma cilada,de imediato,ao largo da Noruega,uma  operação  de controle da marinha mercante.
Pelas escutas do IN,parece  que o navio "Hipper"irá  para o mar alto  nove horas antes da saída da frota (Scheer).O vice-
- almirante Sir  David  Beatty  ignora  que o Hipper  não está  a nove horas,mas  apenas a hora e meia da frota alemã.A  31 de Maio de 1916  os britanicos dão o "Alto" a  um navio mercante,quando se ouvem os disparos do "Galatea"."O  Von der Tann",com disparos colocados no "Indefatigable"  de cerca de mil homens,morrem  quase todos afogados.Passados dez minutos, o "Seydlitz e o "Derfflinger" bombardeiam o "Queen Mary"onde  irrompe o fogo.De 1 264 homens só  sobreviveram nove.Nesta batalha ainda há a registar o afundamento do  "Wiesbaden", o  "Lutzau" e o "Defflinger"atacam  o cruzador
"Defence",até este explodir (900 mortos) ,o "Lutzau" também afunda, arrastando consigo largas centenas de tripulantes.
Jellicoe aplica a manobra "Crossing the  T" para  detruir o adversário. Scheer ordena  a manobra em  180  graus e con-
segue  escapar à armadilha,voltando  para  casa.
Resumindo,quer política quer militarmente  ficou tudo na mesma (excepto os 8 648  desaparecidos). Hoje admite-se
para este combate naval na Jutlândia,uma indefenição,como  tão  comum  foi na frente ocidental.
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)-Batalha da Jutlândia
Enviado por: Lightning em Agosto 22, 2014, 11:20:22 pm
Citação de: "Carlos Rendel"
Agora que se comemora  o eclodir da Iª  Grande  Guerra  há  cem  anos  vem a propósito  lembrar  a única  batalha
marítima  travada no âmbito da guerra de  14-18.

Foi muitas coisas, mas única não.
http://en.wikipedia.org/wiki/Naval_warf ... I#Theaters (http://en.wikipedia.org/wiki/Naval_warfare_of_World_War_I#Theaters)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 02, 2014, 08:10:09 pm
Investigadores procuram navio afundado por submarino ao largo de Sagres durante a I Guerra Mundial


Uma equipa do Centro de Investigação Naval da Marinha Portuguesa (CINAV) está a tentar localizar o veleiro italiano "Bienaimé Prof. Luigi", afundado pelo submarino alemão U-35 ao largo de Sagres, em abril de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial.

Os trabalhos de arqueologia naval que decorrem junto à costa algarvia são coordenados pelo comandante Augusto Salgado e pelo historiador Jorge Russo e comparticipados em 15 mil euros pela Câmara de Vila do Bispo. A vereadora com o pelouro da Cultura, Rute Silva, disse à agência Lusa que a comparticipação financeira é justificada “com a importância que os trabalhos representam, porque está a ser feito o registo arqueológico subaquático".

"A localização do veleiro italiano e a sinalização de vários navios e aviões afundados junto a Sagres permitirão catalogar e elaborar um roteiro com o objetivo de colocar a zona costeira nos mapas da primeira Guerra Mundial e promover o turismo de mergulho no concelho", indicou Rute Silva.
Os termos do apoio vão ser oficializados na quarta-feira, através de um protocolo que vai ser assinado entre a Câmara de Vila do Bispo e a Escola Naval da Marinha Portuguesa.

A viagem do veleiro italiano entre o Reino Unido e Génova (Itália) terminou no mar de Sagres, em 24 de abril de 1917, sendo um dos quatro navios afundados naquele dia pelo submarino alemão na costa portuguesa. De acordo com os historiadores, o U-35, um submarino imperial alemão comandado por Lothar von Arnauld de la Perière, já tinha afundado os navios Nordsöen, Torvore e Vilhelm Krag.

O historiador Paulo Costa relacionou alguns destroços encontrados no mar de Sagres com os dos navios, mas essa relação ainda não foi comprovada. O veleiro italiano continua com paradeiro desconhecido, indicando o diário de bordo do submarino alemão U-35 o seu afundamento numa posição a grande profundidade. Em 28 de maio, resultou infrutífera uma tentativa dos investigadores para localizar o navio a mais de 650 metros de profundidade, apesar de terem sido utilizados sondadores multifeixe e um 'ROV', um veículo subaquático controlado remotamente e que permite a observação do fundo do mar e de estruturas submarinas, utilizado pela primeira vez na arqueologia portuguesa.

Está previsto que os trabalhos para localizar os destroços do "Bienaimé Prof. Luigi" decorram até domingo.

Lusa
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Carlos Rendel em Setembro 08, 2014, 07:48:23 pm
Caros foristas,

As águas de Sagres são profundíssimas e só para atingir o submarino  será  necessária  uma fortuna
que passará  pela  união  de esforços da comunidade  internacional.E, será  imprescindível que
haja pleno acordo, senão,não...  Já agora  faço  uma  pergunta  sem  malícia, o  que  esperam
os  nossos  cientistas  encontrar  nas  profundezas  que justifique  tal  dispêndio  de meios  e
tantos  riscos? Está  bem,sei  que vão  falar  na arqueologia  submarina,em  meia dúzia  de cacos
e  "c'est  tout". De resto não  creio  que o submersível comportasse  uma das armas  secretas de
Hitler para ganhar a guerra  no mar.E pronto. Aguardo  que surjam  mais elementos  que nos
desmintam,mas  a dúvida, ela aí  está , lançada ao  vento.

                                                                                                                                                cr
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 08, 2014, 09:07:14 pm
Citação de: "Carlos Rendel"
De resto não  creio  que o submersível comportasse  uma das armas  secretas de
Hitler para ganhar a guerra  no mar.

 :mrgreen:  O afundamento data de 1917!
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: mafets em Setembro 08, 2014, 09:53:12 pm
Citação de: "Carlos Rendel"
Caros foristas,

As águas de Sagres são profundíssimas e só para atingir o submarino  será  necessária  uma fortuna
que passará  pela  união  de esforços da comunidade  internacional.E, será  imprescindível que
haja pleno acordo, senão,não...  Já agora  faço  uma  pergunta  sem  malícia, o  que  esperam
os  nossos  cientistas  encontrar  nas  profundezas  que justifique  tal  dispêndio  de meios  e
tantos  riscos? Está  bem,sei  que vão  falar  na arqueologia  submarina,em  meia dúzia  de cacos
e  "c'est  tout". De resto não  creio  que o submersível comportasse  uma das armas  secretas de
Hitler para ganhar a guerra  no mar.E pronto. Aguardo  que surjam  mais elementos  que nos
desmintam,mas  a dúvida, ela aí  está , lançada ao  vento.

                                                                                                                                                cr
A equipa tenta localizar um dos 4 navios afundados pelo u-35 e catalogar outros destro¢os que se encontrem na area. O submarino referido foi o que mais sucesso teve na primeira guerra mundial da kiserliche marine e rendeu-se aos aliados em 26 de novembro de 1918. http://pt.m.wikipedia.org/wiki/SM_U-35
(http://zap.aeiou.pt/wp-content/uploads/2014/09/292f210c5bfb6f1c50ac7aad7e26a73b.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Carlos Rendel em Setembro 09, 2014, 12:06:48 pm
Caros companheiros,lamento o lapso  em que incorri,de que peço desculpa.

     O que não significa  que para lá da  porta dos fundos  não existissem armas novas em  prepa-
     ração, de imediato  confiscadas pelos Aliados.Possívelmente davam matéria  para outro livro.
     Não sei se repararam  que desde cedo,as Forças Armadas do Reich  trabalharam  em novos
     projectos  em cooperação  com as Universidades o que torna mais explícita  a designação de
     Novas Armas.Veja-se a evolução rápida  da aviação, dos submersíveis,e da metralhadora.
     Cadernos de encargo elaborados no E.M. eram  facultados aos construtores  e depois seleccio
     nados.O professor  Messerschmidt  criou  o primeiro  caça a jacto, o Me-262,embora nesta
     tecnologia houvesse  outro  concorrente de peso  construído na fábrica da BMW em Berlim.


Cumprimentos aceites e devolvidos.cr
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Alvalade em Dezembro 04, 2014, 05:47:49 pm
(http://www.portugal1914.org/portal/media/k2/items/cache/1bbaad13db4af2c2ee70cb76148e9d8a_XL.jpg)

Capitão Óscar Monteiro Torres com o seu Nieuport 17 na Escola de Aviação de Pau. As cocares do avião foram alterados (provavelmente para as cores nacionais).

Nieuport 17 com as cores francesas
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/db/Nieuport_23_C.1_%28colour%29.jpg)


Imagem tirada de http://www.portugal1914.org
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Alvalade em Fevereiro 01, 2015, 12:25:10 am
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 16, 2015, 07:12:27 pm
China não combateu na Grande Guerra mas a Flandres está cheia de cemitérios chineses

(http://www.dn.pt/storage/DN/2015/big/ng3955611.jpg?type=big&pos=0)


Já o armistício fora assinado e as armas se tinham calado e os trabalhadores chineses continuavam a morrer na Europa, a limpar os campos de batalha. É essa história que Luís Cunha conta.

É de acreditar que o assassínio do arquiduque Francisco Fernando, em Sarajevo, no início do verão de 1914, não tenha chegado aos ouvidos dos 140 mil trabalhadores chineses que tempos depois vieram para a Europa ajudar a produzir munições durante a Grande Guerra. Afinal, a Bósnia ficava longe e a morte do herdeiro do Império Austro-Húngaro um assunto de escassa importância para a jovem república chinesa, ameaçada pela guerra civil.

Talvez em Shandong, possessão alemã a sudeste de Pequim, fosse um pouco diferente, até porque não tardou a que o Japão, ao lado da Entente, ali atacasse os germânicos, aliados dos austríacos, ajudando a que um tiro disparado nos Balcãs se tornasse a Primeira Guerra Mundial. É do papel da China nesse conflito que fala este livro de Luís Cunha, investigador do Instituto do Oriente (ISCSP/UL).

Intitulado China na Grande Guerra, o estudo mostra como o gigante asiático, apesar de ter estado ao lado da Grã-Bretanha e da França contra as potências centrais, foi maltratado na Conferência de Versalhes, onde o Japão recebeu todas as atenções dos líderes ocidentais.

Foi preciso esperar até 1917 para a China declarar guerra à Alemanha, mas era uma neutralidade cooperante com a Entente aquela que os líderes republicanos tinham adotado desde o primeiro momento. Tanto os britânicos como os franceses, com falta de mão-de-obra por causa dos milhões de homens enviados para a frente, recrutaram logo trabalhadores chineses. Mas se eram úteis, e tiveram um papel digno no esforço de guerra, mesmo assim esses trabalhadores chineses, chamados de coolies, não deixaram de sofrer humilhações, como, depois de atravessar o Pacífico, terem de cruzar o Canadá em vagões fechados a caminho da costa atlântica. Era uma época marcada pelo fantasma do perigo amarelo, que levara até os Estados Unidos a excluir a imigração chinesa. Mesmo já na Europa, o racismo mantinha-se, apesar de ser menos notório da parte dos franceses.

DN
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: nelson38899 em Março 30, 2015, 10:09:49 pm
Citar
O Milagre de Tancos - Portugal na 1ª Guerra Mundial | 07 Dez, 2014 | Episódio 3


http://www.rtp.pt/play/p1683/e175123/historia-a-historia
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: mafets em Abril 09, 2015, 12:31:36 pm
97 anos da batalha de La Lys.
http://www.portugal1914.org/portal/pt/noticias/item/7762-9-de-abril-de-1918-9-de-abril-de-2015-97-anos
Citar
Recordemos. Hoje é o 97º Aniversário da Batalha de La Lys. Recordamos aqui os que nela combateram, foram capturados, feridos, gaseados. Os que necessitaram fugir ao horror e os que tal não conseguiram fazer... Os caídos, os desaparecidos, os que nela pereceram... Recordemos os combatentes portugueses. Recordemos todos eles. Desta e de todas as batalhas, em todos os teatros de operações da Primeira Guerra Mundial. Por dever de Memória!
(https://c2.staticflickr.com/4/3697/12599106455_951b931cc3_z.jpg)
(http://www.areamilitar.net/analise/images/LALYS_11.jpg)

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Lusitano89 em Abril 22, 2015, 02:23:15 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: olisipo em Abril 24, 2015, 03:04:07 pm
Reportagem da televisão militar britânica Forces TV (http://http) no centenário do começo da campanha de Gallipoli, uma das mais custosas e trágicas da Grande Guerra.

http://forces.tv/45959387 (http://forces.tv/45959387)

Reportagem da Euronews sobre este centenário

Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: olisipo em Abril 25, 2015, 08:43:41 pm

A cerimônia de hoje em Gallipoli.
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Lusitano89 em Abril 26, 2015, 01:07:56 am
Também merecem  ser lembrados ...





 :Soldado2:  :Soldado2:  :Soldado2: :Soldado2:
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Vespita em Maio 22, 2015, 11:53:29 am
Vou colocar a História de um velho Lobo do Mar Ilhavense.

Artur da Velha
Artur da Velha nasceu, na Lagoa, a 20 de setembro de 1885 e morreu em 16 de novembro de 1954. Capitão da Marinha Mercante, foi o marinheiro mais destemido que comandou barcos em Portugal.
 
Apesar de todos os ataques que sofria de cruzadores, de minas, de submarinos e de aeroplanos nunca se desviou da rota normalmente seguida. Foi sempre insubmisso e audaz. Naturalmente que a sua rebeldia lhe podia trazer dissabores. A sua submissão ás ordens do Almirante Inglês, a desobediência constante às autoridades marítimas francesas e o seu quase desconhecimento das preocupações que os barcos deviam tomar em tempo de guerra levaram a França a instaurar-lhe três processos a que recusou comparecer.
 
Durante a Primeira Guerra Mundial, foi comandante do vapor "Machico", que como todos os outros andava artilhado com um canhão. Este nunca disparou um tiro pois o capitão achava desnecessário. No entanto afundou dois submarinos alemães no Mediterrâneo, que eram o terror da navegação. O seu processo era simples: quando avistava um submarino dirigia-se a ele a todo o vapor por forma que este ou fugia perante o ímpeto invulgar ou ficava despedaçado.
 
Por este fato foi condecorado com a "Victória Cross" pelo governo Inglês, a "Legião de Honra" pelo governo Francês, a "Torre de Espada" e a "Cruz de guerra" pelo governo Português. Mas o governo alemão, com o seu orgulho ferido, ofereceu trinta mil Marcos a quem o aprisionasse. Artur da Velha é uma das mais nobres figuras dessa lendária série de Velhos Lobos do Mar que honra o país e dignificam as profissões a que pertencem.

Fonte: http://www.cm-ilhavo.pt/frontoffice/pages/987 (http://www.cm-ilhavo.pt/frontoffice/pages/987)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: olisipo em Maio 30, 2015, 06:23:14 pm

25 interesting things that you didn't know about First World War
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: olisipo em Julho 05, 2015, 10:28:12 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: HSMW em Julho 31, 2015, 11:21:21 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: olisipo em Agosto 08, 2015, 06:27:43 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 18, 2015, 12:37:14 pm
(http://i.imgbox.com/qPVgMkZG.jpg)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918 (I) e (II)
Enviado por: HSMW em Janeiro 22, 2016, 11:27:31 pm
Grande Guerra, 1916 - O ano da viragem
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: olisipo em Fevereiro 21, 2016, 06:18:28 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 23, 2016, 09:55:10 pm
Encontrado navio português afundado na I Guerra Mundial

(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2016/dn2015_detalhe_topo/ng6023301.jpg)

No dia 26 de julho de 1917, o caça-minas Roberto Ivens, um antigo arrastão chamado Lordelo, afundou-se em poucos minutos, quando embateu numa mina deixada por um submarino alemão perto da entrada da barra do Tejo. Esta foi a primeira baixa de um navio português na Primeira Grande Guerra, na qual o país entrou oficialmente a 9 de março de 1916, quando a Alemanha declarou guerra a Portugal - vão cumprir-se agora 100 anos. O destroço do Roberto Ivens foi agora localizado a 12 milhas a sul de Cascais pela Marinha Portuguesa.

A descoberta surge na sequência de uma investigação lançada pela equipa de Paulo Costa, do Instituto de História Contemporânea, com o apoio da Comissão Cultural da Marinha e do Instituto Hidrográfico, no âmbito da preparação do programa de atividades para assinalar o centenário da entrada de Portugal na guerra.

O afundamento do Roberto Ivens causou a morte de 15 elementos da tripulação, incluindo o comandante Raul Alexandre Cascais. Os sete sobreviventes foram recolhidos pelo rebocador Bérrio.

A localização do Roberto Ivens numa zona distinta da que era era dada como certa na documentação oficial vai permitir "aprofundar o conhecimento sobre a presença e o papel da Marinha durante o período conturbado da Grande Guerra e, simultaneamente, lança um novo olhar sobre a real dimensão da ameaça submarina alemã em águas territoriais portuguesas",segundo um comunicado do ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A Marinha vai prosseguir agora os trabalhos com a utilização de um ROV, para inspecionar de perto os destroços, recolhendo imagens que permitam aprofundar o seu estudo arqueológico.


DN
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Março 19, 2016, 02:45:08 pm
(http://i.imgur.com/QCNqHlv.jpg)


(http://1.bp.blogspot.com/-xz2s1ziXQOA/VFiTwAbRazI/AAAAAAAACp8/3vtORNnv64A/s1600/106Sergeant%2BStubby%2Bcopy.jpg)

 :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2::Soldado2:
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Alvalade em Março 22, 2016, 04:26:49 pm

Se alguém tiver a paciência para ouvir a Fátima Campos Ferreira.   :N-icon-Axe:
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: olisipo em Abril 25, 2016, 10:47:49 am


Recordar Gallipoli
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: olisipo em Maio 26, 2016, 11:07:09 pm


The Battle of Jutland Best Full Documentary
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: olisipo em Maio 27, 2016, 12:39:51 pm

Batalha de Verdun faz 100 anos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Julho 01, 2016, 05:05:27 pm
Reino Unido e França recordam a Batalha do Somme


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Julho 04, 2016, 02:41:55 pm
http://www.forte.jor.br/2016/07/01/cem-anos-da-batalha-de-somme/ (http://www.forte.jor.br/2016/07/01/cem-anos-da-batalha-de-somme/)
Citar

A Batalha do Somme, também conhecida como Ofensiva do Somme, foi travada entre julho a novembro de 1916, sendo considerada uma das maiores batalhas da Primeira Guerra Mundial.

Tratou-se de uma ofensiva anglo-francesa, com o objetivo de romper as linhas de defesa alemãs, ao longo de 12 milhas (19 km), estacionadas na região do Rio Somme (França). As baixas foram elevadíssimas para ambos os lados, sobretudo para a Grã-Bretanha, ainda mais pelo fato de o objetivo não ter sido atingido.

Em verdade, a Ofensiva do Somme foi concebida para ser uma manobra secundária, cujo objetivo era desafogar o peso das forças alemãs sobre Verdun, palco dos combates mais violentos até então. No entanto, a violência dos combates no rio Somme fez as perdas para ambos os lados ultrapassassar as perdas de Verdun. A infantaria dos Aliados enfrentou um pesadelo de granadas, fogo de metralhadoras, arame farpado, lama, mas, em vinte dias de luta, não conseguiu avançar mais do que 8 km, porquanto os alemães encontravam-se em posição de vantagem no terreno, estrategicamente entrincheirados, quando se deu o ataque principal na frente norte do Rio Somme. Essa vantagem foi decisiva para o desfecho do confronto.

Se Verdun tornou-se um ícone que afetaria a consciência nacional da França, o Somme teria o mesmo efeito em gerações de cidadãos britânicos. A batalha é mais lembrada pelo seu primeiro dia, 1 de Julho de 1916, data em que os britânicos sofreram 57.470 baixas (19.240 mortos),considerado o mais sangrento dia na história do Exército britânico. Pela primeira vez, a sociedade britânica foi exposta aos horrores da guerra moderna, com o lançamento, em agosto, do filme A Batalha de Somme, que utilizava vídeos reais, a partir do primeiro dia da batalha.

Com mais de 1,2 milhão de vítimas (entre mortos e feridos), em cinco meses de combate, foi uma das operações militares mais violentas da História da humanidade. E, levando-se em conta os ganhos territoriais (cerca de 300 quilômetros quadrados), foi, decerto, uma das mais inúteis. Nunca em toda a história militar tantos pereceram por tão pouco. A batalha também marcou a estreia dos tanques de guerra.
(http://i0.wp.com/www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2016/07/Somme-foto-wiki.jpg?resize=640%2C466)

Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Julho 18, 2016, 09:26:17 pm
Muito interessante: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=351042671599184&set=oa.378976808799678&type=3&theater (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=351042671599184&set=oa.378976808799678&type=3&theater)

(https://scontent.flis3-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/398188_351042671599184_622281076_n.jpg?oh=fc99561477fb0fa5d1a0f4cd88291cff&oe=57F2E384)
Citar
Pilotos portugueses que actuaram em França (1917 - 1918)
in Lopes, Mário Canongia e Costa, José Manuel Rodrigues, Os Aviões da Cruz de Cristo 75 anos de Aviação Militar em Portugal, Dinalivro, Lisboa: 1989 - pag. 27

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Alvalade em Julho 18, 2016, 11:31:26 pm
O Capitão Lello Portela foi o lusófono que esteve mais próximo de se tornar um às.
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Julho 19, 2016, 10:44:17 am
O Capitão Lello Portela foi o lusófono que esteve mais próximo de se tornar um às.
Correcto. 3 aviões e um balão inimigo abatidos. Monteiro Torres terá sido 2 aparelhos inimigos derrubados (existem fontes que indicam 3), antes de ter sido ele próprio abatido. Os restantes tenho de investigar quando tiver tempo.  :P
(http://farm6.static.flickr.com/5252/5523488662_1cf8789891.jpg)
Citar
Avião do Capitão Alberto Lello Portela, em 1918, SPA-124
(http://4.bp.blogspot.com/-ZyKKl0ompVQ/UsXWXYmiE_I/AAAAAAAADMU/08oH1kvPnrs/s1600/Spad+S.+VII+-+www.momentosdehistoria.com.jpg)
Citar
O SPAD de Monteiro Torres  http://nme-modelismo.blogspot.pt/2014/01/a-26-de-marco-de-1889-nasce-na-cidade.html (http://nme-modelismo.blogspot.pt/2014/01/a-26-de-marco-de-1889-nasce-na-cidade.html)

Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Vitor Santos em Agosto 24, 2016, 07:45:57 pm
Brazil: The only Latin American nation to fight in World War I

SÃO PAULO — As Remembrance Sunday is commemorated, people around the world continue to mark 100 years since the start of the First World War, honouring the millions of casualties, both military and civilian, and recounting the tales of death and destruction for new generations – lest we forget.

In Brazil, there has been little mention of the “war to end all wars” or the fact the country played a role in the conflict.

Although only a small military contribution, historians believe WWI was a turning point for Brazil, acting as a wake-up call that convinced the country it needed a more substantial role in global politics, as well as driving domestic economic and military reforms.


On 4 August 1914, a day after German troops entered Belgium and as Britain officially declared war on Germany, Brazil announced it would be taking a neutral stance in the war, in line with neighbouring South American countries and the United States.

FONTE / INTEGRA: https://bentavener.com/2014/11/09/brazil-the-only-latin-nation-to-fight-in-world-war-i/

(https://newslingdobrasil.files.wordpress.com/2014/11/medicalmission.jpg?w=610&h=350)
Brazil WWI medical mission to France. Photo: Brazilian government archive

(https://newslingdobrasil.files.wordpress.com/2014/11/brazilian_soldiers_first_war.jpg?w=610&h=386)
Brazilian cavalry soldiers in WWI. Photo: Brazilian government archive

(https://newslingdobrasil.files.wordpress.com/2014/11/riograndedosul.jpg?w=800)
WWI warship in Rio de Janeiro, Brazil. Photo: Fundación Histarmar

(https://newslingdobrasil.files.wordpress.com/2014/11/declguerrabrasil.jpg?w=800)
Brazil Declaration of War WW1 – Brazilian president Venceslau Brás (left), foreign minister Nilo Peçanha (standing), president of Minas Gerais, Delfim Moreira (right). Photo: Fundación Histarmar
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 03, 2016, 06:00:35 pm
Documentário
 Jogos no Campo de Batalha


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: HSMW em Outubro 23, 2016, 06:23:34 pm

Postal da Grande Guerra - Custos da Aviação

100 anos sempre à rasca...  ;D
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 23, 2016, 06:41:09 pm

Postal da Grande Guerra - Custos da Aviação

100 anos sempre à rasca...  ;D


Foi sempre o problema de Portugal, com breves tempos de exepção  :( >:(
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 03, 2016, 11:16:06 am
Postal da Grande Guerra - A conquista do Rovuma


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 08, 2016, 02:35:11 pm
Postal Grande Guerra - Operários Portugueses em França


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 12, 2016, 04:00:13 pm
Primeira Guerra Mundial moldou o mundo em que vivemos


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 16, 2016, 10:03:32 am
Postal da Grande Guerra - Entre a aliança e o protectorado britânico


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 22, 2016, 12:45:10 pm
Postal da Grande Guerra - O Aragão


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 03, 2016, 01:45:19 pm
Há 100 anos, a Madeira foi bombardeada por um submarino alemão


O porto do Funchal sofreu, faz hoje cem anos, um ataque de um submarino alemão que afundou três navios estrangeiros, provocando 39 mortos, além de danos na cidade, nove meses depois de a Alemanha ter declarado guerra a Portugal.

A declaração de guerra fora proclamada a 09 de março de 1916, sete dias depois da apreensão pelo Estado português de quatro navios alemães que se encontravam no porto do Funchal - o Colmar, o Petrópolis, o Guahyba e o Hochfeld.

Hoje, na ilha, são escassas as evocações àquele domingo de dezembro de 1916, quando o submarino da marinha imperial alemã entrou no porto do Funchal, comandado pelo capitão-tenente Max Valentiner, e investiu contra a canhoneira francesa La Surprise, o navio francês Kanguroo, o vapor mercante inglês Dácia, e, por se encontrarem em operações de abastecimento, duas embarcações madeirenses fornecedoras de carvão, da casa Blandy.

A operação saldou-se no afundamento destes navios, tendo sido, no entanto, poupado o iate americano Eleanor A. Percy (os Estados Unidos ainda não tinham entrado na guerra).

"O bombardeamento teve a ver com a necessidade, não de atingir a Madeira, mas de inutilizar três unidades de guerra, duas francesas e uma britânica, que tinham um papel concreto no esforço de guerra aliado, porque a Madeira, e gradualmente os Açores, inseria-se já num quadro Atlântico de muita importância. Não foi um bombardeamento gratuito", explicou agência Lusa o historiador Paulo Miguel Rodrigues.

Na investida, que durou cerca de duas horas, o U38 disparou também, já na retirada, contra alvos em terra, designadamente a fortaleza de São Tiago e a bateria da Vigia, rudimentarmente equipadas.

O pânico instalou-se e muitas pessoas fugiram para "os subúrbios do Funchal".

Segundo os relatos da época, da canhoneira francesa La Surprise desapareceram 33 homens da guarnição, além do madeirense Henrique Rodrigues Teixeira, que se encontrava a bordo a supervisionar o fornecimento de carvão.

Manuel Vieira, José Gomes Camacho, Augusto Garcez, Manuel Rodrigues e Francisco Franco foram também vítimas madeirenses do torpedeamento, por se encontrarem na embarcação que apoiava o abastecimento.

"O espírito de covardia, traição e maldade da raça teutónica", como escrevia, então, o Diário de Notícias do Funchal, fez emergir a problemática da defesa da ilha e as consequências económicas e sociais da insegurança daí resultantes.

No debate que então se seguiu, o semanário A Verdade criticou a "vulnerabilidade" a que o Governo central remetia o arquipélago: "Não obstante estar declarado o estado de beligerância de Portugal, e o Funchal ser considerada a terceira cidade do país, nunca o Governo central pôde ou quis dispensar um chaveco ao menos para policiamento do nosso porto".

Estampando "A Madeira bombardeada por um submarino alemão", o Diário da Madeira escrevia: "a verdade nua e crua - embora triste seja confessar - é que se apurou estarmos, aqui, no meio do mar, quase desamparados (…), nunca se cuidou a sério da defesa da Madeira".

O semanário Trabalho e União, com o título "Pobre Madeira", expunha: "afirmou-se, sob influências de cálculos científicos, que a ação dos submarinos alemães seria impossível nos países mais afastados como Portugal e os ‘bárbaros do norte’, zombando dos civilizados do sul (…) acabam de vir à pobre e indefesa ilha da Madeira em pleno dia".

"E é, isto, um dos mais importantes portos dum país em guerra nada menos do que com a formidável Alemanha! Um único submarino adversário não nos derreteu, aqui, no domingo, simplesmente - porque não quis! Esta é a dolorosa verdade. São estas as consequências de quem se mete em cavalarias altas?", acrescentava.

Para o historiador Paulo Rodrigues, "é evidente que a defesa, numa perspetiva exclusivamente militar, na Madeira, será sempre inevitavelmente periclitante, quer queiramos, quer não, porque não há capacidade do Estado português de fazer isso".

Para este investigador, "ontem, como hoje, Portugal procurou sempre estar próximo e com boas relações com aquela que era a potência naval, ontem a Inglaterra, hoje os Estados Unidos", reconhecendo não haver a menor "hipótese de sobrevivência" para o país "se não tiver o apoio daqueles que são os seus aliados".

Há cem anos, o diretor do Diário da Madeira, Juvenal Abreu, resumia assim o ataque de que foi alvo o porto do Funchal: "espreitou a fera, matreira e traiçoeira, o momento de cair sobre a presa - pequenina e débil".


>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ha-100-anos-a-madeira-foi-bombardeada-por-um-submarino-alemao#_swa_cname=bloco24&_swa_csource=sapo.pt&_swa_cmedium=web
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 07, 2016, 01:52:02 pm
Postal da Grande Guerra - Bombardeamento do Funchal


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 21, 2016, 11:00:36 am
Guerra Aérea 1914-1918


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 27, 2017, 10:40:26 am
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Março 06, 2017, 10:37:47 am
Faz hoje 101 anos.

http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=131 (http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=131)

Citar
A 6 de Março de 1916, o governo do Império Alemão, dá ordens ao seu embaixador em Lisboa para apresentar a declaração de Estado de Guerra entre o governo do Império Alemão e o governo da República Portuguesa.

A declaração de guerra da Alemanha a Portugal, pode afirmar-se que foi provocada pelas iniciativas portuguesas contra a Alemanha, com o objectivo aparente de levar o país à guerra, sem assumir o ónus da declaração propriamente dita.

A entrada de Portugal na guerra, entende-se melhor quando se recua alguns anos no tempo e se constata que os problemas económicos e financeiros do país, tinham levado duas das principais potências europeias a negociar secretamente a divisão das duas principais parcelas do império português entre si. Tratava-se da Grã Bretanha e da Alemanha.

A posição portuguesa nos primeiros anos do século foi complexa e periclitante, até que em 1914, a guerra levou alemães e britânicos a ficar de lados opostos. Nessa altura, o governo português estava tremendamente fragilizado após a chegada de um grupo de políticos republicanos inexperientes ao poder, na sequência de um golpe de estado ocorrido em 1910.

Logo que rebentou a guerra, os políticos aproveitaram imediatamente a situação para tentarem uma aproximação à Grã Bretanha e a entrada na guerra. Se Portugal entrasse na I guerra, seria muito mais fácil aos republicanos portugueses - desesperados por esconder a sua profunda incompetência - garantir a sua permanência no poder.

No entanto, a entrada de Portugal na guerra não era de imediato do interesse dos britânicos, pelo que Portugal continuou à margem, embora tivesse várias vezes feito saber junto dos aliados ocidentais (França e Grã Bretanha), que o país estava interessado em entrar no conflito.

A altura chegou após o dia 17 de Fevereiro de 1916. Nesse dia, a Grã Bretanha accionou mais uma vez o Tratado de Windsor, a mais antiga aliança militar do mundo, para pedir a Portugal que capturasse os navios alemães em portos portugueses, para ajudar no esforço de guerra.

A guerra no Atlântico tinha atingido um ponto preocupante, com submarinos alemães a destruir muitos dos navios mercantes britânicos, ameaçando a linha vital de abastecimentos que vinha do império até às ilhas britânicas.

Os portugueses não se fizeram rogados e apenas 6 dias depois, a 23 de Fevereiro, eram aprisionados em portos portugueses nada mais nada menos que 72 (setenta e dois) navios, ao abrigo do Decreto 2.229. A maioria desses navios pertencia ao Império Alemão, mas também foram requisitados navios do Império Austro-Hungaro, aliado da Alemanha.

Ao aprisionamento dos navios seguiu-se o protesto dos alemães, mas os portugueses não se demoveram. Afinal, o objectivo do governo português era exactamente o de garantir que a Alemanha declarava guerra a Portugal e não o contrário, pois assim, mais facilmente se poderia unir o país em torno de uma causa comum.

O plano funcionou. No dia 6 de Março de 1916, a declaração de guerra é entregue em Lisboa, pelo embaixador alemão.
(https://www.revistamilitar.pt/recursos/imagens/imgs2012/RM2524_530.jpg)
(http://2.bp.blogspot.com/-3veIiwhc85E/UrCtMXUTrkI/AAAAAAAAhVk/3XoAOjgyr3c/s1600/Portugueses+nas+trincheiras.jpg)

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Março 22, 2017, 10:29:55 am
http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=92 (http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=92)
Citar
No entanto, se a operação Michael tinha sido travada no sector sul, mais a norte, o grande esforço alemão iria colocar o seu foco, apenas quatro dias depois, no I exército britânico, na operação Georgette, onde a mais conhecida batalha ficou conhecida como «Batalha do Lys».
(http://i33.photobucket.com/albums/d52/areamilitar/HM/1918_1GM_Michael.jpg)
(http://i33.photobucket.com/albums/d52/areamilitar/HM/Michael_logist.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Alvalade em Abril 03, 2017, 09:08:44 pm
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Abril 05, 2017, 05:11:29 pm
EUA entraram na I Guerra Mundial há 100 anos


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Abril 09, 2017, 11:47:27 pm
99 anos sobre a Batalha de La Lys. http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=4 (http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=4)
Citar
A operação Georgette, é a segunda operação da grande ofensiva alemã de 1918.

A acção, ocorre na sequência da tentativa alemã de quebrar as linhas da Força Expedicionária Britânica no norte de França e no oeste da Bélgica.
Essa tentativa (ver operação Michael) foi cancelada a 5 de Abril, mas a sequência de ofensivas prosseguiu de imediato a 9 de Abril.

A ofensiva alemã contra as forças britânicas, nas quais se encontrava inserido o Corpo Expedicionário Português (CEP), pretendia bloquear o acesso dos britânicos aos portos do Canal da Mancha, tentando assim isolar forças que facilmente pudessem ser aniquiladas por falta de apoio.

O grosso do ataque alemão, ocorrerá sobre o sector considerado mais débil, o sector ocupado por uma das duas divisões portuguesas que se encontravam na frente, fazendo incidir o ataque com mais dureza, na linha de separação entre as forças portuguesas e britânicas, no flanco esquerdo das tropas portuguesas.

A operação foi levada a cabo por dois exércitos alemães.
O principal, o VI exército, comandado por Von Quast, foi especialmente reforçado e era constituído por um total de 16 divisões distribuídas por uma primeira linha de 9 divisões, uma segunda linha com 5 divisões e uma terceira linha com três divisões.

No seu flanco direito, o VI exército alemão teria o apoio de quatro divisões do IV exército.

O ataque das nove divisões na primeira linha do VI exército alemão incide directamente sobre as posições do CEP, Corpo Expedicionário Português, enviado para França, como participação portuguesa na guerra contra a Alemanha.

O ataque ocorre a partir das 04:15 com uma fortíssima preparação de artilharia, à qual a artilharia portuguesa responde, embora esteja perante forças alemãs absolutamente superiores.
(http://www.areamilitar.net/historia/map/19180409_LaLys_05.jpg)
(http://i33.photobucket.com/albums/d52/areamilitar/HM/CEP_Jan1918_01.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Abril 22, 2017, 10:08:26 pm
Faz hoje 102 anos que os Alemães inauguraram a Guerra Química. http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=35 (http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=35)
Citar
Neste dia ocorre a única grande ofensiva alemã nas trincheiras da I Guerra Mundial. A mais importante nota relativa a esta batalha, tem a ver com o procedimento alemão.

A ofensiva alemã começou como normalmente, com recurso a uma cerrada barragem de artilharia pesada que tinha o objectivo de desorganizar as defesas inimigas, para permitir um mais fácil avanço da infantaria a pé. Este foi aliás o procedimento normal durante grande parte da guerra.

No entanto, depois da fortíssima barragem de artilharia, a infantaria não avançou.

Em vez do avanço da infantaria, ocorreu um ataque maciço dos alemães numa frente com a largura de cerca de 6Km, em que pela primeira vez na história foram utilizadas armas químicas, tendo os alemães disparado cartuchos de gás de cloro sobre as posições aliadas.
(http://www.areamilitar.net/historia/images/Ypres_1915_1.jpg)

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Abril 25, 2017, 12:15:54 pm
Dia Anzac: Austrália e Nova Zelândia assinalam aniversário


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: HSMW em Maio 07, 2017, 12:40:38 am
Algumas fotos do Exército Português durante a 1ªGG. A maior parte são digitalizações de fotografias que se encontravam em molduras ou álbuns.


(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan69_zpsmju9tqn4.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan70_zpsjme9nyg7.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan71_zps4bg27kxd.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan68_zpsglkzzinu.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan65_zps6qgg6hnw.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan67_zpsz7dtmdej.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan64_zps1lmexihe.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan63_zpstromffjz.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan61_zpsrlcrfkpk.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan58_zpso2xvbxpi.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan59_zpshgchoqwk.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan55_zps8lcpzj3v.jpg)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: HSMW em Maio 07, 2017, 02:00:52 pm
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan53_zpsrco2huqq.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan50_zpsowxfryuo.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan46_zpsrhgpfwwr.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan49_zpsinc6c0sr.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan51_zps8atgs2xj.jpg)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Alvalade em Maio 07, 2017, 02:49:50 pm

(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Portugese%20Expeditionary%20Corps%20in%20WWI/Scan71_zps4bg27kxd.jpg)


Esta não me parece ser da 1a Guerra.

O uniforme e os pneus parecem ser de mais tarde. 
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: HSMW em Maio 07, 2017, 06:15:56 pm
É provável. Se alguém conseguir identificar a viatura...  ::)
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: perdadetempo em Maio 11, 2017, 06:01:21 pm
Uma arte perdida?

Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Maio 22, 2017, 10:10:00 am
Recordar a homenagem a Lello Portela. o quase ás português.  ;)
Citar
O arranque da aviação militar Portuguesa teve lugar em plena Primeira Guerra Mundial, com todas as consequências de falta de apoio aliado que a época implicava. A aviação militar Portuguesa não conseguia obter as aeronaves de combate que necessitava, pela que a solução foi de incorporar aviadores nas esquadrilhas Francesas.

O Alferes Alberto Lello Portela, em 1916, fez parte do pequeno grupo inicial de militares portugueses que foram a Inglaterra triar o brevet de piloto militar. Seguidamente, Lello Portela seguiu para França onde incorporou a esquadrilha SPA-124, “Jeanne d’Arc”, antiga esquadrilha “Lafayette”, com Base em La Noblette, voando um avião de combate Spad 13-C1.
Para exteriorizar o seu patriotismo, Lello Portela pintou a fuselagem do seu Spad com uma larga lista diagonal branca, onde inseriu as cores Nacionais e, no dorso da aeronave, exibia as cinco quinas. Combateu durante um ano, onde fez 22 missões e obteve 3 vitórias confirmadas em combates aéreos e 1 balão inimigo abatido.

Após o Governo Português ter decido retirar as Forças Portuguesas do conflito, os 31 aviadores Portugueses destacados em França receberam ordens para regressar a Portugal. Contudo, 13 deles decidiram continuar a combater sob o estatuto de voluntários.

Já no final da Guerra, Lello Portela foi o último aviador Português a regressar à Pátria. Foi promovido a capitão por mérito, obteve 3 citações do Exército Francês, entre as quais uma em Ordem do IV Exército, e recebeu a condecoração francesa de Legião de Honra. Anos mais tarde, retirado da vida militar, Lello Portela foi Governador Civil de Lisboa.

Numa altura em que se comemora o Centenário da Aviação Militar Portuguesa, fica a homenagem a um grande aviador Luso, que combateu voando na Flandres com as cores de Portugal. Sobreviveu a um dos piores conflitos, onde a expectativa média de vida para um piloto eram 93 horas de voo.

Paulo Gonçalves, 28JUN2015


http://www.operacional.pt/homenagem-a-lello-portela/ (http://www.operacional.pt/homenagem-a-lello-portela/)
(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2015/06/combate_Lello_Portela-1.jpg)
(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2015/06/Foto-de-Lello-Portela.jpg)

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Junho 28, 2017, 10:12:33 am
https://www.warhistoryonline.com/world-war-i/battle-jutland-pyrrhic-victory-germany-mm.html (https://www.warhistoryonline.com/world-war-i/battle-jutland-pyrrhic-victory-germany-mm.html)
Citar
Even though Imperial German Navy was a well-prepared force during WWI, with a considerable amount of powerful vessels, it was still no match for the traditional European naval superpower – Great Britain. That is why the Germans hoped to lure a large portion of the British Grand Fleet near the coast of Jutland Peninsula, gaining slight tactical advantage through entrapment.

The Battle of Jutland, which took place on May 31st and lasted for one day, has often been cited as one of the greatest naval battles of WWI.
(https://www.warhistoryonline.com/wp-content/uploads/2016/05/Hochseeflotte_2-640x358.jpg)
Citar
A battleship squadron of the German High Seas Fleet.
(https://www.warhistoryonline.com/wp-content/uploads/2016/05/SMS_Seydlitz_damage-640x472.jpg)
Citar
SMS Seydlitz was heavily damaged in the battle, hit by twenty-one main calibre shells, several secondary calibre and one torpedo. 98 men were killed and 55 injured.

Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Julho 25, 2017, 09:04:07 pm
Roberto Ivens: 100 anos do naufrágio do caça-minas à entrada de Lisboa


(http://thumbs.web.sapo.io/?epic=ZmRlRlDi0L0IEJt50W9U+gpxD8T1vb7+yvO5pwurCJvFd2e7B5wrEh5iz/D+NBvtqO6utpy2zjh6DkPSGaH22y2H2MhzwqF7r+JkTcRECY98wMU=&W=650&H=0&delay_optim=1)


Na quarta-feira assinalam-se os cem anos do afundamento do navio caça-minas Roberto Ivens que explodiu ao embater numa mina colocada por um submarino alemão à entrada de Lisboa, tendo morrido 15 dos 22 tripulantes que se encontravam a bordo. Os destroços do navio, naufragado em 1917, ficam protegidos pela convenção da UNESCO sobre património subaquático.

“O interesse deste naufrágio que vai fazer 100 anos na quarta-feira tem um interesse simbólico e legal. A partir do dia 26 de julho fica sob a proteção da Convenção da UNESCO sobre Património Cultural Subaquático. Portugal subscreveu a convenção para proteger todos os naufrágios, tenham ou não tesouros a bordo, porque pretende privilegiar o naufrágio como um testemunho”, disse à Lusa Alexandre Monteiro, um dos investigadores que localizou o navio caça-minas à entrada do Tejo, em 2015.

Analisar diários de guerra para encontrar destroços

O caça-minas Roberto Ivens naufragou ao embater, “pelas 15:15” de 26 de julho de 1917, numa mina lançada por um submarino alemão a quatro milhas náuticas a sul do forte do Bugio, "à entrada" de Lisboa.

“Há naufrágios que são praticamente anónimos, com história desconhecida, mas neste caso, temos o caso inverso do que é costume em Portugal, onde os naufrágios são encontrados de uma forma inopinada ou em contexto de obra. Neste caso, partimos de investigação em arquivo e fomos à procura do destroço”, disse o arqueólogo.

A localização do navio foi durante muitas décadas assunto de debate entre investigadores, marinheiros e pescadores, apesar da versão oficial que situava o local do naufrágio a 12 milhas náuticas ao largo de Cascais.

“Chegou a pensar-se que o destroço era de uma traineira (Maria Eduarda), de madeira, que naufragou nos anos 1950 e que na verdade está perto, mas foi só quando nós nos apercebemos de que o que ali estava era um navio de ferro com um motor a vapor é que começamos a duvidar”, recorda Alexandre Monteiro acrescentando que a existência de minas inimigas às portas da capital foram um "assunto sensível" para o poder político.

“Há um logro que o governo de então fez passar para a opinião pública para encobrir a falta de preparação para enfrentar a nova ameaça dos submarinos e das minas”, admite o arqueólogo que participou na investigação.

A posição exata dos destroços do caça-minas ocorreu em 2015 tendo o Instituto Hidrográfico da Marinha colaborado com os trabalhos de investigação do arqueólogo Alexandre Monteiro, do Instituto de Arqueologia e Paleociências e do investigador Paulo Costa, do Instituto de História Contemporânea, da Universidade Nova de Lisboa.

Uma das fontes decisivas para detetar o Roberto Ivens foi a descoberta e a análise do diário de guerra do submarino alemão UC54 que lançou as várias minas a apenas quatro milhas náuticas a sul do forte do Bugio, na foz do rio Tejo.

A versão oficial, logo após a explosão, indicava que o campo de minas alemão estava mais afastado, a cerca de 12 milhas náuticas ao largo de Cascais.

O diário de bordo do Bérrio, o outro navio que participa na mesma operação de desminagem e que recolheu os sete sobreviventes do Roberto Ivens na tarde de 19 de julho de 1917, desapareceu apesar do relato de um dos tripulantes.

“Este naufrágio atirou o navio para o fundo. Parte da popa foi volatizada na explosão e, por isso, é que só temos a casa das máquinas, incluindo a câmara dos oficiais que está no local, além de vários destroços espalhados à volta”, relata Alexandre Monteiro que conhece os destroços do caça minas, atualmente uma sepultura de guerra da Marinha.

“As sepulturas de guerra têm um estatuto especial. Não é por estar no fundo que o Roberto Ivens não deixa de ser uma unidade da Marinha de Guerra Portuguesa”, frisa o arqueólogo,

No passado dia 19 de julho o funeral militar dos tripulantes do Roberto Ivens tombados num ato de guerra - morreram 15 dos 22 tripulantes - realizou-se a bordo da fragata Bartolomeu Dias, na presença de descendentes, com deposição de flores no local do afundamento e disparos de tiros de salva efetuados pela corveta João Roby.

“Foi importante do ponto de vista simbólico porque foi o último grande conflito internacional em que Portugal participou de forma ativa e numa altura em que se assinala o centenário da entrada de Portugal na Grande Guerra (1914-1918)”, frisa Alexandre Monteiro.

O Augusto Castilho foi o outro navio da Marinha portuguesa afundado durante I Guerra Mundial, após um combate com um submarino alemão ao largo dos Açores, em 1918, tendo morrido o comandante, o primeiro-tenente Carvalho Araújo e cinco membros da guarnição.

Neta do comandante do Roberto Ivens diz que Portugal lida mal com tragédias


“Portugal está como estava há cem anos e não lida bem com estas coisas estranhas do ‘inimigo às portas’, como aconteceu com o submarino que pôs bombas à porta de Lisboa. O que quiseram fazer foi não criar pânico. Não deixar saber-se …”, disse Maria Fernanda Gargaté Cascais, neta mais velha do primeiro-tenente Raul Cascais, que comandava o caça-minas que naufragou ao colidir com uma mina alemã.

“A minha mãe tinha seis anos quando o meu avô morreu. O meu avô era muito novo, tinha 36 anos. O corpo nunca foi encontrado e quando faleceu deixou seis filhos: o mais velho teria oito anos e a mais nova tinha poucos meses”, conta a neta mais velha do comandante Raul Cascais.

“A minha mãe lembrava-se do pai e fazia muita questão de dizer o que lhe tinha acontecido. Tinha a farda do meu avô que sempre nos mostrou. Fui criada com a fotografia do meu avô e que esteve sempre presente na sala dos meus pais e com os meus tios sempre a falarem do Roberto Ivens”, recorda Maria Fernanda Cascais.

“Eu tinha uma carta de um dos marinheiros (o então grumete Tiago Gil) e que pedia uma homenagem aos mortos. Ele bateu-se a vida toda, para se fazer isto que se fez agora”, conta Maria Teresa Cascais, referindo-se ao funeral militar organizado pela Marinha no passado dia 19 de julho.

Um século após o afundamento, realizou-se o funeral militar. “Nunca pensei assistir ao funeral do meu avô e dos outros marinheiros. Estou muito grata para com a Marinha e para com os investigadores. A minha mãe morreu há dez anos. Teria sido uma grande uma emoção para ela, como foi para nós”, disse referindo-se ao funeral militar que considera inédito.

“O país ainda não está muito preparado para fazer estas homenagens e há tanta gente que morre ingloriamente”, afirma frisando o “sofrimento” das famílias das vítimas.

“Eu sei o que a minha avó passou e não sei se os portugueses não continuam a passar pelo mesmo. Muito morrem a defender a população, sejam eles bombeiros, polícias, médicos ou militares. Sabemos que as dificuldades que os familiares enfrentam são muito grandes e nisso ainda estamos aquém do que devíamos estar. É o que temos”, conclui.

Um naufrágio que dá origem a uma tese


O investigador Paulo Costa, que participou na localização do navio caça-minas Roberto Ivens prepara uma tese de mestrado sobre o naufrágio provocado por uma mina alemã na barra do Tejo, em 1917, e em plena crise política e social.

“A minha tese de mestrado conclui que o caça-minas Roberto Ivens não está onde se pensava e é contextualizada no ambiente que se vivia em julho de 1917, um mês complicadíssimo para o governo de Afonso Costa, em Lisboa” explica o historiador, um dos responsáveis pela localização exata dos destroços do navio da Marinha Portuguesa durante a Grande Guerra.

O historiador recorda que no mês de julho de 1917 decorrem sessões secretas no Parlamento, “porque havia muitas complicações na gestão de Portugal” e com a oposição a pedir também satisfações ao governo sobre o Corpo Expedicionário Português em França.

No mesmo mês verificam-se “revoltas em Lisboa e há fome”.

No Parlamento há sessões à porta fechada em que participa como membro do Partido Democrático (oposição) o comandante Leote do Rego, da Divisão da Marinha, ocorrendo uma “guerra de tinteiros” e insultos entre os deputados.

No dia 25 de julho de 1917 a oposição abandona o parlamento criticando a falta de diálogo do governo e no dia 26 de julho o caça minas Roberto Ivens afunda-se às portas de Lisboa.

“Foi a pior altura possível. Os jornais da época dizem-nos que Leote do Rego foi imediatamente à Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, receber os sobreviventes. No mesmo dia sai uma nota da Marinha que diz que o afundamento ocorreu ‘a 12 milhas ao sul de Cascais, um pouco ao norte do Cabo Espichel’”, sublinha Paulo Costa.

Na tarde do dia 26 de julho, o Roberto Ivens estava a navegar com o rebocador Bérrio, porque nas operações de desminagem participavam sempre dois navios, mas o diário de bordo não existe.

“Do Bérrio, existem os diários anteriores e os posteriores, mas o diário do dia da explosão da mina alemã não existe. Nunca entrou no arquivo histórico”, sublinha o autor do estudo.

“Eu penso que era muito complicado assumir-se perante o público e a oposição que submarinos alemães tinham entrado no Tejo, até ao Bugio. A informação foi ocultada e se lermos os diários de guerra dos submarinos alemães ficamos a saber que o inimigo navega à superfície e à vista de terra”, diz Paulo Costa acrescentando que o “assunto Roberto Ivens” acaba por cair no esquecimento com o passar do tempo.

“Dificilmente haverá outro episódio que possa ter tantos aspetos diferentes: História da Grande Guerra (1914-1918); História da Primeira República (1910-1926); destroços; património cultural subaquático; arqueologia subaquática; investigação em arquivo; memória, tradição oral da comunidade piscatória. Tudo no mesmo tema. Não sei se nos voltamos a cruzar com uma história desta dimensão”, refere o historiador que defende igualmente o estudo da memória dos factos junto dos descendentes.

“Há muito trabalho a fazer a esse nível: um sobrinho de um dos sargentos com quem já falei várias vezes conta que o tio morreu uma semana antes do casamento. Foi esta a memória que ficou na família: a noiva que ficou viúva antes de se casar. Espero desenvolver os aspetos relacionados com as memórias das famílias”, diz Paulo Costa acrescentando que os investigadores foram convidados pela Marinha a publicar uma monografia sobre o Roberto Ivens, em 2018.


>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/roberto-ivens-100-anos-do-naufragio-do-caca-minas-a-entrada-de-lisboa
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Julho 31, 2017, 08:45:44 pm
Passchaendale: o marco dos horrores da I Guerra Mundial


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Agosto 17, 2017, 01:40:51 pm
(https://scontent.flis3-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/20664863_1418364201534685_6796837258903321764_n.jpg?oh=54830445398ffe3c99cdd0a1020083f2&oe=5A323B53)
Citar
A group of Portuguese pilots and ground crewman on the grounds of the ‘Château de la Morande’, France, June 1917.

The third man from the left is Lieutenant (later Captain) Óscar Monteiro Torres: the first pilot in the history of Portuguese Aviation to shoot down an enemy aircraft, and also the only Portuguese pilot to be shot down and die in aerial combat.

With the formation of a Portuguese Flying Corps suffering constant delays, Óscar Monteiro, together with two other pilots, moved to Great Britain in February 1916, where he attended a flying school at Hendon and later Northold.

After returning from Great Britain in June of the same year, he was sent to France were he first flew with a British Squadron, later joining the French Escadrille SPA 65, based at Soissons.

On November 19, 1917, while on patrol with another Portuguese pilot, Captain Lamy, they were attacked by two German aircraft between Dames and Laon. Captain Lamy, more experienced, managed to outmaneuver the attackers, but Monteiro was unable to evade the German airplanes and ended up being chased into German held territory.

In a combat witnessed by the people of Laon, Captain Monteiro engaged his pursuers, and making the most of his SPAD S.VII, managed to shoot down both: first a Halberstadt reconnaissance aircraft, and next a Fokker fighter. Moments later he is himself shot down by German ace Rudolf Windisch from Jasta 32, in what was Windisch’s sixth victory of the war.

Monteiro survived the forced landing but died from his wounds the next day, being later buried by the Germans with full military honors. It is believed that his SPAD was salvaged, repaired, and later flown by Windisch himself, although some doubts remain as to whether he flew it on operations.

From left to right: Chief-mechanic Alferes (Second Lieutenant) João Branco, followed by 4 pilots, Lieutenant António Maya, Lieutenant Monteiro Torres, Alferes Portela and Lieutenant Barbosa Leite. The remaining men are unknown mechanics and ground crewmen.

Original: Fond des Albums Valois (VAL 312/118)

https://www.facebook.com/TheTruthInColor/ (https://www.facebook.com/TheTruthInColor/)

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Setembro 03, 2017, 10:15:46 pm
Fala-se pouco disto mas aconteceu em plena primeira grande guerra.  :-[ https://incrivelhistoria.com.br/guerras/massacres-e-genocidios/genocidio-armenio-1915/ (https://incrivelhistoria.com.br/guerras/massacres-e-genocidios/genocidio-armenio-1915/)
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Durante a comemoração da Páscoa de 1915, o Império Turco-Otomano abriu as fervorosas portas do Século da Violência, quando deu início ao pouco conhecido Genocídio Armênio — onde mais de 1,5 milhão de pessoas (de uma população de apenas 2 milhões) foram mortas. O mundo, infelizmente, voltava seus olhos para a Primeira Guerra Mundial e Adolf Hitler, poucos anos depois, teria dito: “Afinal, quem ainda ouve falar sobre o extermínio dos armênios?”. Ainda hoje o governo turco nega o fato e proíbe qualquer manifestação a respeito.
(https://incrivelhistoria.com.br/app/uploads/2013/07/crucificados-genocidio-armenio.jpg)
Citar
Mulheres crucificadas durante o Genocídio Armênio. Créditos: autoria desconhecida.

Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Luso em Setembro 05, 2017, 07:23:04 pm
Fala-se pouco disto mas aconteceu em plena primeira grande guerra.  :-[ https://incrivelhistoria.com.br/guerras/massacres-e-genocidios/genocidio-armenio-1915/ (https://incrivelhistoria.com.br/guerras/massacres-e-genocidios/genocidio-armenio-1915/)
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Durante a comemoração da Páscoa de 1915, o Império Turco-Otomano abriu as fervorosas portas do Século da Violência, quando deu início ao pouco conhecido Genocídio Armênio — onde mais de 1,5 milhão de pessoas (de uma população de apenas 2 milhões) foram mortas. O mundo, infelizmente, voltava seus olhos para a Primeira Guerra Mundial e Adolf Hitler, poucos anos depois, teria dito: “Afinal, quem ainda ouve falar sobre o extermínio dos armênios?”. Ainda hoje o governo turco nega o fato e proíbe qualquer manifestação a respeito.
(https://incrivelhistoria.com.br/app/uploads/2013/07/crucificados-genocidio-armenio.jpg)
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Mulheres crucificadas durante o Genocídio Armênio. Créditos: autoria desconhecida.

Cumprimentos

Nunca tinha abordado este assunto desde que passei a abordar a história numa perspectiva mais rigorosa e, confirmando as espectactivas resultantes do conhecimento prévio dos fins e dos métodos e dos meios,  meios, passei a conhecer isto:
Emmanuel Carasso: https://en.wikipedia.org/wiki/Emmanuel_Carasso
http://www.hellinon.net/NeesSelides/sephardic_jews.htm.

Digamos que é uma perspectiva... "diferente" da narrativa habitual que merece um outro olhar.

Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Setembro 15, 2017, 11:50:47 pm
https://www.facebook.com/LeFanaDelAviationMagazine/?hc_ref=ARQeH9y_GvrK5TV7k4TnZmWgTl2819KGwEX4cyGPYKBchcRjWBA5i11WW1nf5cS2ynI&pnref=story (https://www.facebook.com/LeFanaDelAviationMagazine/?hc_ref=ARQeH9y_GvrK5TV7k4TnZmWgTl2819KGwEX4cyGPYKBchcRjWBA5i11WW1nf5cS2ynI&pnref=story)
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Guynemer - 11 septembre 1917.
Pour marquer les 100 ans de la disparition en combat du plus célèbre as français de la Première Guerre mondiale, voici son Spad VII N°254 Vieux Charles exposé au Musée de l'Air et de l'Espace. 19 victoire homologuées à son bord.
Hommage à celui dont la devise "Faire Face" est toujours forte dans l'armée de l'Air.
(https://www.facebook.com/LeFanaDelAviationMagazine/photos/pcb.1534276543305798/1534273743306078/?type=3&theater)
(https://scontent.flis3-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/21433215_1534273739972745_7929838205157515990_n.jpg?oh=171860f106aac36fda7162b852457637&oe=5A499FA0)
(https://scontent.flis3-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/21433030_1534273846639401_4927720293379867423_n.jpg?oh=f7760cd8e8db5ad3c974e565dd5e0e9e&oe=5A4C910F)
(https://scontent.flis3-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/21558857_1534273849972734_95394450931480042_n.jpg?oh=a9c40473bee49d51b0f4aa879b8753c7&oe=5A180047)

Saudações
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 19, 2017, 08:25:00 pm
Descoberto submarino da 1ª Guerra Mundial com tripulantes a bordo


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 31, 2017, 01:05:36 pm
Brasil na Primeira Guerra Mundial | Nerdologia 280


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: HSMW em Outubro 31, 2017, 07:57:27 pm

2ª série do Postal da Grande Guerra.
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: HSMW em Novembro 10, 2017, 09:09:56 pm

Grande Guerra - Operações do CEP em França
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 11, 2017, 01:45:28 pm
Europa celebra 99 anos do dia do "Dia do armistício"




Big Ben volta a soar pelas vítimas da I Guerra Mundial


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Novembro 19, 2017, 05:34:13 pm


https://www.warhistoryonline.com/war-articles/world-war-one-many-americans-german-heritage-interned-camps-usa.html (https://www.warhistoryonline.com/war-articles/world-war-one-many-americans-german-heritage-interned-camps-usa.html)

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Pictures from World War I are circulating on the Internet. They show the hardships faced by many subjected to internment camps, tar and feathering, and even lynching. The twist is that the photos are of the indignities foisted on German immigrants in America.

While Europe descended into the hell of war, German immigrants in America had their own nightmare scenario to face. Once welcomed to America to the extent that German had become the second-most spoken language in the US, fear and paranoia had turned public sentiment against German-Americans in the country. Even President Woodrow Wilson announced that German-Americans were ‘alien-enemies’ and that they must renounce their German heritage if they wanted to remain a part of American society. He went on to say that every German-American carried “a dagger that he is ready to plunge into the vitals of this Republic when he gets ready.”

German churches, schools, clubs and newspapers were assumed to be agents of the German government involved in a conspiracy against the US government. Thousands were fired from their jobs. Fourteen states banned the German language from being taught in schools. The American Defense Society provoked public burnings of German books and encouraged communities to change German names of streets, cities, parks and schools to the names of Belgian and French towns destroyed in the war. Some Germans even saw their property seized by authorities – in total, the US confiscated half a billion dollars in private property during WWI. In 1915, 25% of all high school students in the US studied German. It was the most studied modern foreign language in the country. By the end of the war, only 1% of high schools in America still taught the language.
(https://www.warhistoryonline.com/wp-content/uploads/2017/11/untitled-design-21-1.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 22, 2017, 04:25:25 pm
Marinha australiana encontra submarino da I Guerra Mundial


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Abril 08, 2018, 11:32:24 pm
Marcelo e Costa lembram soldados caídos em La Lys



Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Abril 09, 2018, 02:50:14 pm
Marcelo e Macron lembram batalha de La Lys


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: HSMW em Abril 09, 2018, 06:33:02 pm

Finalmente relembrados com dignidade. :Soldado2:
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Abril 10, 2018, 10:47:36 am
Soldados portugueses da I Guerra Mundial homenageados em Inglaterra


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: tenente em Abril 10, 2018, 01:04:07 pm

Finalmente relembrados com dignidade. :Soldado2:

Antes tarde que NUNCA !!!!

Quando fizer um século que terminou a Guerra Colonial também os nossos Ex-Combatentes serão lembrados COM DIGNIDADE E HONRA, enfim, é a triste sina deste Povo, ser liderado por gentinha deste calibre, que nunca soube o que é ser PORTUGUÊS e Nacionalista !!!


Abraços
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 08, 2018, 08:37:29 pm
Batalha de Amiens recordada no norte de França


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 25, 2018, 12:12:54 pm
100 Anos do Armistício da Grande Guerra


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 04, 2018, 11:42:23 pm
Primeira Guerra Mundial terminou há 100 anos: Data lembrada em todo o mundo


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 05, 2018, 03:15:09 pm
Europa assinala os 100 anos do armistício


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 05, 2018, 09:34:40 pm
Vida nas trincheiras: relatos na primeira pessoa


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 06, 2018, 03:47:04 pm
França: a memória dos "indígenas" da I Guerra Mundial


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 06, 2018, 09:20:21 pm
Macron homenageia os mortos de Verdun


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 08, 2018, 09:16:14 pm
Macron homenageia ex-combatentes no Anel da Memória


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 08, 2018, 10:10:48 pm
A difícil tarefa de identificar os soldados caídos em Verdun


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 09, 2018, 06:39:02 pm
May e Macron prestam homenagem aos soldados mortos na Grande Guerra


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: mafets em Novembro 10, 2018, 03:03:36 pm
Para recordar...

https://www.azpmedia.com/espacohistoria/index.php/primeira-guerra-mundial/a-primeira-guerra-mundial-em-africa?fbclid=IwAR0_iI7Eqyii68TXwhzCv8e6OzabT9NxQkz9_OqlpDjk5U_0ZjfjH7hTTS4 (https://www.azpmedia.com/espacohistoria/index.php/primeira-guerra-mundial/a-primeira-guerra-mundial-em-africa?fbclid=IwAR0_iI7Eqyii68TXwhzCv8e6OzabT9NxQkz9_OqlpDjk5U_0ZjfjH7hTTS4)

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O IMPÉRIO ALEMÃO EM ÁFRICA E OS SEUS VIZINHOS
Os Alemães tinham colónias no Extremo Oriente e em África. As primeiras eram formadas por um conjunto de ilhas no Pacífico e parte da ilha de Nova Guiné, além de dois territórios na China. Esta parte das colónias alemãs foi prontamente atacada e ocupada pelo Japão, Austrália e Nova Zelândia, assim que começou a guerra. Em África (Ver mapa «ÁFRICA 1914»), tinham adquirido quatro colónias: Togolândia (frequentemente designada por Togo) que, com algumas alterações de fronteiras, corresponde ao atual Togo ou República Togolesa; a colónia de Camarões (Kamerun), que tinha sido substancialmente alargada por ocasião da convenção franco-alemã assinada a 4 de novembro de 1911, decorrente da Crise de Agadir ou Segunda Crise de Marrocos. A Togolândia e os Camarões constituíam os domínios coloniais alemães da África Ocidental. Mais para sul, encontrava-se o Sudoeste Africano Alemão, a atual Namíbia. Na outra costa africana, virada para o Oceano Índico, existia a África Oriental Alemã, correspondendo aproximadamente aos atuais Burundi, Ruanda e Tanzânia.

A Togolândia tinha fronteira com territórios franceses (Daomé, atual Benin) e britânicos (Costa do Ouro, atual Gana). A colónia de Camarões também estava rodeada por territórios britânicos (Nigéria) e franceses (África Equatorial Francesa que corresponde hoje ao Chade, República Centro-Africana, Gabão e República do Congo). O Sudoeste Africano Alemão tinha fronteira com Angola, a norte; com a Rodésia do Norte (atual Zâmbia) no extremo de uma estreita faixa de território conhecida como Faixa de Caprivi; com o protetorado da Bechuanalândia (atual Botswana), a leste; com a União Sul-Africana (Domínio do Império Britânico, hoje República da África do Sul), a sul e sudeste. Na África Oriental, a colónia alemã tinha fronteira com territórios britânicos, a norte (África Oriental Britânica, atual Quénia, e Uganda); com o Congo
Belga (atual República Democrática do Congo), a leste, onde uma parte da fronteira passava pelo Lago Tanganica; com a Rodésia do Norte a sudoeste; com Moçambique a sul, sendo a fronteira delimitada em quase toda a sua extensão pelo rio Rovuma. Como podemos ver, todas as colónias alemãs em África tinham fronteiras com os seus inimigos (Britânicos, Franceses e Belgas) e duas delas, o Sudoeste Africano Alemão e a África Oriental Alemã, tinham fronteira com Portugal.

(https://www.azpmedia.com/espacohistoria/images/mmourao/Imagens/guerraafrica/FFFFFE2.jpg)

As colónias portuguesas tinham, assim, duas fronteiras potencialmente perigosas: a fronteira sul de Angola e a fronteira norte de Moçambique. Em ambas as fronteiras, como veremos, registaram-se conflitos entre as forças portuguesas e alemãs. Embora a declaração de guerra entre Portugal e a Alemanha só tenha surgido em março de 1916, desde o início da guerra que se sentia um ambiente tenso, um mal-estar, que prejudicou as relações entre as autoridades dos respetivos territórios coloniais e que terão sido a principal causa das ações militares ocorridas em 1914. Após a declaração de guerra, a situação agravou-se consideravelmente, mas foi no norte de Moçambique que se registaram os principais confrontos. A situação no sul de Angola foi muito diferente da do norte de Moçambique. Para compreendermos a diferençana evolução da guerra em ambos os territórios portugueses, teremos de ter a visão global do conflito em África, nas quatro colónias alemãs, e não apenas nas nossas fronteiras. Se a conquista e ocupação dos territórios da Togolândia e dos Camarões não tiveram significado para nós, portugueses, já o mesmo não poderemos dizer do conflito nas outras duas colónias alemãs.

MOTIVOS PARA A PAZ E PARA A GUERRA
Muito se tem especulado sobre as causas da Primeira Guerra Mundial em África. Será que a guerra no Continente Africano interessava aos Alemães? Os factos que conhecemos mostram-nos duas tendências opostas que se manifestaram tanto do lado alemão como dos Aliados: tentativas de manter a paz nas colónias em África, por um lado, e decisões no sentido de iniciar rapidamente a guerra e de a prolongar o mais possível, por outro. Vejamos os factos que sustentaram essas duas tendências.

A Conferência de Berlim1 , conhecida entre os Alemães como Conferência do Congo (Kongokonferenz) ou Conferência da África Ocidental (Westafrika-Konferenz), decorreu entre 15 de novembro de 1884 e 26 de fevereiro de 1885. No final da conferência, as potências participantes assinaram uma ata geral elaborada em Berlim, a 26 de fevereiro de 1885, onde constavam as disposições acordadas «para regular a liberdade de comércio nas bacias do Congo e do Níger, bem como as novas ocupações de territórios na costa ocidental da África». Esta ata, para além da introdução, contém sete capítulos, dos quais interessa mencionar dois: o Capítulo I é constituído pela «Declaração relativa à liberdade de comércio na bacia do Congo, suas embocaduras e regiões circunvizinhas, e disposições anexas.». Esta declaração é formada por oito artigos e define no seu artigo 1 os limites da "bacia convencional do Congo", isto é, do território assim designado e que corresponde a uma área muito mais vasta do que a bacia geográfica daquele rio (ver mapa n° 2).

1 BRUNSCHWIG, 1971, 80 A 97

O Capítulo III daquela ata é formado pela «Declaração relativa à neutralidade dos territórios compreendidos na bacia convencional do Congo.» e, no artigo 10, dispõe:

«A fim de dar uma nova garantia de segurança ao comércio e à indústria e de favorecer, pela manutenção da paz, o desenvolvimento da civilização nas regiões mencionadas no artigo 1 e colocadas sob regime de liberdade comercial, as altas partes signatárias da presente Ata, e aquelas que a ela aderirem posteriormente, comprometem-se a respeitar a neutralidade dos territórios ou partes dos territórios dependentes das ditas regiões, incluindo as águas territoriais, durante tanto tempo quanto as Potências que exercem ou venham a exercer direitos de soberania ou de protetorado sobre esses territórios, usando da faculdade de se proclamarem neutros, preencham os deveres que a neutralidade comporta.»

Os artigos 11 e 12 deste capítulo estabelecem também que as Potências devem empregar os seus bons esforços no sentido de colocar os territórios sob o regime de neutralidade e se comprometem, «antes de pegar em armas, a recorrer à mediação de uma ou de várias potências amigas.»

Para os governadores britânico e alemão da África Oriental, Sir Henry Conway Belfield e Heinrich Albert Schnee respetivamente, pareceu claro que deviam ser desenvolvidos esforços no sentido de ser proclamado o estatuto de neutralidade nos seus territórios, nos termos acordados na Conferência de Berlim. Foram realizadas ações diplomáticas nesse sentido e a Alemanha chegou a pedir a intervenção da diplomacia norte-americana junto das potências aliadas2. Mas a necessidade de manter a neutralidade nas colonias africanas foi evocada também pelos governadores de outros territórios, não só da África Oriental.

(https://www.azpmedia.com/espacohistoria/images/mmourao/Imagens/guerraafrica/FFFFFE3.jpg)

Em Portugal, no início da guerra, a maior parte das forças políticas defendiam a causa dos Aliados. Outras forças, nas alas mais radicais, apoiavam a causa alemã ou eram contrários à guerra e a qualquer envolvimento de Portugal no conflito. Embora a maioria das tendências políticas se posicionasse do lado dos Aliados, nem todos concordavam com a participação portuguesa no teatro de operações europeu, caso viesse a ser solicitada pela nossa antiga aliada, a Inglaterra, mas era causa comum o empenhamento na guerra em África. Após contactos com o governo britânico, o governo de Bernardino Machado adotou a atitude aconselhada por Londres: Portugal não declarou o estatuto de neutralidade, mas declarou-se não beligerante, ou seja, mantinha-se neutral sem declarar a neutralidade e, assim, podia apoiar os aliados sem entrar na guerra. Esta era uma posição pouco clara que foi tornada pública, também de forma pouco clara, em declaração feita perante o Congresso da República, no dia 7 de agosto de 19148.

Portugal necessitava do apoio britânico por duas ordens de razões: a defesa do território nacional e a manutenção do império colonial. Na Península Ibérica, o objetivo era conter a potencial ameaça (real ou imaginária) da Espanha que tinha acolhido a apoiado muitos monárquicos. Em África, para garantir a posse das colónias, especialmente Angola e Moçambique que tinham fronteira com o Sudoeste Africano alemão, a primeira, e com a África Oriental Alemã, a segunda. Este apoio britânico que a República esperava tal como tinha acontecido no tempo da Monarquia, tinha algo de paradoxal pois a Inglaterra e a Alemanha já antes tinham negociado a partilha das colónias portuguesas. Em 1897, por ocasião dasnegociações para a obtenção de um empréstimo a Portugal, foi estabelecido, a 30 de agosto de 1898, um acordo secreto entre os governos britânico e alemão que impunham as rendas das alfândegas das colónias como garantia, isto é, que previa a partilha entre a Inglaterra e a Alemanha do controlo económico das colónias portuguesas. Este empréstimo acabou por ser obtido em França.

Em 1914, Portugal tinha questões coloniais a resolver com os Alemães. A fronteira sul de Angola não estava completamente definida. Os Alemães pretendiam estender o seu território do Sudoeste Africano pelo sul de Angola e esta situação impediu que aquela fronteira fosse definida em tratado. Acordaram ambas as partes em estabelecer uma faixa do território que posteriormente seria estudada para se definir com rigor o traçado da fronteira. No início da guerra, esta questão estava em aberto. Em Moçambique também existiam questões territoriais que os Portugueses não queriam esquecer. A fronteira entre o norte de Moçambique e o sul da África Oriental Alemã era materializada em grande parte da sua extensão pelo Rio Rovuma, tal como ficou estabelecido na Convenção luso-alemã de 30 de dezembro de 1886. No entanto, em 1894, os Alemães ocuparam o território que ficou conhecido como "Triângulo de Quionga", entre o rio Rovuma e Cabo Delgado. Esta situação foi regulada por um acordo em 1904, ficando a Alemanha na posse daquele território que Portugal, apesar disso, continuou a querer recuperar. No entanto, quaisquer que fossem as questões fronteiriças a resolver com a Alemanha, Portugal não podia por sua iniciativa fazer valer o que considerava serem os seus direitos. Isso só seria possível numa ação consertada com os seus aliados na região, os Britânicos.

A guerra que teve início na Europa não surpreendeu os Alemães. Tratava-se de uma situação prevista para a qual procuraram preparar-se ao mais pequeno pormenor. Os cabos telegráficossubmarinos que não viessem a ser cortados, pois também serviam os Aliados, podiam ter o seu tráfego controlado pelos serviços de informações britânicos. Prevendo esta situação, os Alemães construíram uma série de transmissores sem fios cujo alcance atingia a maior parte do mundo. Isto significava que, através de uma rede de estações telegráficas instaladas nas suas colónias, podiam comunicar entre si, mas também podiam comunicar com os navios alemães no Atlântico e no Índico. Em África, existia uma destas estações na Togolândia, em Kamina, que podia comunicar com a Alemanha. Existiam mais cinco estações, uma em Douala, nos Camarões, três no Sudoeste Africano, em Windhoek, Swakopmund e Lúderitz, e uma em Dar-es-Salam, na África Oriental Alemã11. Estas estações, juntamente com navios e submarinos equipados com meios de comunicações adequados, podiam controlar e causar danos nas rotas marítimas da Europa para a América do Sul, para as costas ocidental e oriental africanas e para o Médio Oriente e Índia. Dado que a segurança das comunicações marítimas era, para os Britânicos, o objetivo prioritário fora da Europa, impunha-se destruir essa rede de comunicações telegráficas sem fio12. A ocupação dos portos que os alemães tinham construído ao longo da costa africana era outra prioridade.

Em 1914, Portugal tinha questões coloniais a resolver com os Alemães. A fronteira sul de Angola não estava completamente definida. Os Alemães pretendiam estender o seu território do Sudoeste Africano pelo sul de Angola e esta situação impediu que aquela fronteira fosse definida em tratado. Acordaram ambas as partes em estabelecer uma faixa do território que posteriormente seria estudada para se definir com rigor o traçado da fronteira. No início da guerra, esta questão estava em aberto. Em Moçambique também existiam questões territoriais que os Portugueses não queriam esquecer. A fronteira entre o norte de Moçambique e o sul da África Oriental Alemã era materializada em grande parte da sua extensão pelo Rio Rovuma, tal como ficou estabelecido na Convenção luso-alemã de 30 de dezembro de 1886. No entanto, em 1894, os Alemães ocuparam o território que ficou conhecido como "Triângulo de Quionga", entre o rio Rovuma e Cabo Delgado. Esta situação foi regulada por um acordo em 1904, ficando a Alemanha na posse daquele território que Portugal, apesar disso, continuou a querer recuperar. No entanto, quaisquer que fossem as questões fronteiriças a resolver com a Alemanha, Portugal não podia por sua iniciativa fazer valer o que considerava serem os seus direitos. Isso só seria possível numa ação consertada com os seus aliados na região, os Britânicos.

A guerra que teve início na Europa não surpreendeu os Alemães. Tratava-se de uma situação prevista para a qual procuraram preparar-se ao mais pequeno pormenor. Os cabos telegráficossubmarinos que não viessem a ser cortados, pois também serviam os Aliados, podiam ter o seu tráfego controlado pelos serviços de informações britânicos. Prevendo esta situação, os Alemães construíram uma série de transmissores sem fios cujo alcance atingia a maior parte do mundo. Isto significava que, através de uma rede de estações telegráficas instaladas nas suas colónias, podiam comunicar entre si, mas também podiam comunicar com os navios alemães no Atlântico e no Índico. Em África, existia uma destas estações na Togolândia, em Kamina, que podia comunicar com a Alemanha. Existiam mais cinco estações, uma em Douala, nos Camarões, três no Sudoeste Africano, em Windhoek, Swakopmund e Lúderitz, e uma em Dar-es-Salam, na África Oriental Alemã11. Estas estações, juntamente com navios e submarinos equipados com meios de comunicações adequados, podiam controlar e causar danos nas rotas marítimas da Europa para a América do Sul, para as costas ocidental e oriental africanas e para o Médio Oriente e Índia. Dado que a segurança das comunicações marítimas era, para os Britânicos, o objetivo prioritário fora da Europa, impunha-se destruir essa rede de comunicações telegráficas sem fio12. A ocupação dos portos que os alemães tinham construído ao longo da costa africana era outra prioridade.

Angola e o Sudoeste Africano Alemão

O sul de Angola faz fronteira com o norte da Namíbia que era então o Sudoeste Africano Alemão. Nesta fronteira, entre outubro e dezembro de 1914, registaram-se graves confrontos entre forças portuguesas e alemãs. Embora Portugal não estivesse em guerra com a Alemanha (a declaração de guerra data de 9 de março de 1916), o conflito na Europa não deixou de causar alguma crispação nas relações entre as autoridades e as forças militares na fronteira entre Angola e o Sudoeste Africano Alemão. Por duas ordens de razões: primeiro, porque Portugal, embora declarando-se "não beligerante", não deixou de lembrar a sua aliança com a Inglaterra e deixava claro que, a entrar por alguma razão na guerra, seria ao lado dos Aliados; segundo, porque Portugal receava as ambições alemãs sobre os nossos territórios e tinha conhecimento de, pelo menos, parte das cláusulas contidas nos acordos entre a Alemanha e o Reino Unido, de 1898 e de 1913, que estabeleciam as condições para uma hipotética partilha das nossas colónias. A guerra veio impedir a implementação do acordo de 1913 e o Reino Unido deu garantias de apoio na defesa das colónias portuguesas.

No início da guerra na Europa, a ocupação militar do sul de Angola era muito fraca, o que provocava na população de colonos um sentimento de insegurança relativamente à hostilidade de alguns povos indígenas e depois, também, em relação aos alemães do Sudoeste Africano. Sendo a Huíla uma zona de colonização portuguesa e bóer, onde também se encontravam muitos alemães, a guerra fez surgir uma natural desconfiança relativamente aos vizinhos do sul. O conhecimento das ambições alemãs sobre as nossas colónias foi um dos fatores que levaram o governo a decretar o envio de duas forças expedicionárias, uma para Angola e outra para Moçambique. No caso da África Ocidental, o objetivo era «assegurar a obediência dos povos no sul de Angola e vigiar a fronteira sul nos pontos importantes.


A Força Expedicionária ao sul de Angola desembarcou em Moçâmedes (atual Namibe) a 1 de outubro de 1914. Para Alves Roçadas, sem descurar a possibilidade de os alemães invadirem o sul da daquela província, o objetivo fundamental era ocupar o Cuanhama e submeter os povos sublevados17. Com esta finalidade começou a concentrar o grosso das suas tropas no planalto da Huíla. Contudo, foi nesse mesmo mês, no dia 19, que se deu o primeiro confronto com os alemães, em Naulila. Um grupo de alemães que tinha entrado em território português foi conduzido pelas tropas portuguesas ao posto de Naulila

(https://www.azpmedia.com/espacohistoria/images/mmourao/Imagens/guerraafrica/FFFFFE8.jpg)


Cumprimentos
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 11, 2018, 12:32:50 pm
Isabel II assiste ao concerto do Armistício


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 12, 2018, 11:45:27 am
Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 25, 2018, 02:52:22 pm
A Trégua de Natal na Primeira Guerra Mundial


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 11, 2019, 06:17:39 pm
UC61 alemão da Primeira Grande Guerra volta à tona em França


Título: Re: Grande Guerra 1914-1918
Enviado por: perdadetempo em Maio 18, 2019, 08:26:17 pm
Documentário do C&Rsenal ( se é que se pode chamar a uma produção no YouTube documentário) sobre a espingarda Mauser Vergueiro, inserida no contexto do projecto destes senhores https://www.youtube.com/user/TheGreatWar/videos (https://www.youtube.com/user/TheGreatWar/videos) que se proposeram apresentar entre realizar um conjunto de videos sobre todo o período da 1º guerra mundial semana a semana.


Apenas um detalhe que é mencionado no video, Portugal foi o ultimo país a escolher uma arma usando cartuchos de pólvora negra, imediatamente antes de começarem a ser fabricadas armas que utilizavam pólvora sem fumo; com a mauser vergueiro, foi práticamente o ultimo a escolher armas que usavam munições de ponta redonda, quando toda a gente estava ocupada em escolher armas que usassem munição de ponta ogival (spitzer).

Cumprimentos,

emenda: um video do mesmo site sobra a participação portuguesa na 1º guerra mundial (legendado)