ForumDefesa.com

Forças de Segurança e Policiais de Elite => Forças de Segurança => Tópico iniciado por: inox em Fevereiro 14, 2009, 12:06:38 pm

Título: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: inox em Fevereiro 14, 2009, 12:06:38 pm
Vamos lá a mais um debate polémico. :D

No meu entender para Portugal o melhor é que a PSP; o SEF; a Protecção Civil; Bombeiros; Policia Maritima; Policia Militar; Policia Aérea e PJM sejam integrados na GNR.
As policias municipais terminavam porque a tendência é que fiquem demasiado politizadas e anexadas ao poder local o que destroi um pouco o conceito de neutralidade.

Numa primeira fase existira um regime duplo em que o pessoal civil coexistia com o pessoal militar (à semelhança do que aconteceu com os Guardas Florestais), mas os novos concorrentes passariam todos a receber formação militar, sendo depois direccionados para as áreas de interesse. Deste modo, à medida que pessoal civil fosse passando à reserva os quadros eram alimentados por militares.

As vantangens são (entre outras): reorganização do património; recursos melhor direccionados; fusão de serviços redundantes; profissionalização de vários corpos de bombeiros a nível nacional; aquisição de fardamento e equipamento a custo mais reduzido (com as devidas adaptações ao tipo de missão); manutenção das capacidades militares; comando e controlo em situações de crise em diversas áreas; maior interligação da informação e investigação criminal; mais capacidade de projecção internacional; efectivo diversificado e especializado em muitas actividades importantes para a Segurança.

Como incentivo adicional: criação de um sistema de saúde mais sólido de suporte aos militares e familiares (extensivel à PJ e aos Guardas Prisionais) bem como actualização digna dos salários a todos os graus da Hierarquia.

O que o Estado pouparia a longo prazo neste conceito conseguia em boa verdade investir na melhoria das condições de vida e de trabalho dos membros desta nova Força de Segurança e como tal obter pessoal ainda mais motivado e eficiente.

Nota:
Não é obrigatório que se chame GNR, mas é importante que inclua as caracteristicas de uma força tipo Gendarmerie, mantendo ligação à EUROGENDFOR - e reforçar especialmente o intercâmbio e a cooperação com a Guardia Civil.

Está aberto o debate, peço apenas que não entrem em guerras pessoais mas que apresentem argumentos válidos que suportem este conceito ou alternativas interessantes para o Futuro das Forças de Segurança.

Exemplo: Guarda Nacional
(http://i42.tinypic.com/k5k5f.png)

Divisão Geral (DG): inclui o territorial mais as unidades de transito e de controlo costeiro e fiscal

Divisão de Investigação Criminal e Informações de Segurança (DICIS): como o proprio nome indica união da investigação criminal e informações.

Divisão de Intervenção e Operações Especiais (DIOE): inclui as unidades de intervenção (Infantaria e Cavalaria); de inactivação de engenhos explosivos; as cinotéctnicas; as un análogas ao GIPS; e as operações especiais incluindo ainda as de segurança pessoal (a VIPs e afins).

Divisão de Apoio de Serviços e Recursos Internos (DASRI):
a parte financeira; os serviços sociais; os serviços de saude; manutenção; etc...

Divisão de Doutrina e Formação (DDF): tudo o que fosse relacionado com a parte de formação desde o recrutamento até aos cursos de promoção e especialização.

Cada divisão seria de Comando de General ou Equivalente.
As unidades de Honras de Estado e Etc ficariam directamente integradas no comando geral. De salientar a existencia de um departamento de Relações Públicas com consultores civis para lidar com os media e afins.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 14, 2009, 01:28:08 pm
Epá acho um perfeito exagero. Se fosse entre a PSP, a GNR e a PM, eu concordava, o resto é desnecessário.

Por exemplo, PM e PA são unidades das Forças Armadas e não são nenhuma força de segurança.

Protecção civil engloba muitas instituições e não é uma estrutura militar.

Bombeiros...que tal começar-mos por profissionalizar todos os Corpos de Bombeiros e dar-lhes uma formação adequada, é que cursos de TAT de 35 horas chega a ser patético (o curso, não os Bombeiros, é claro!)

O SEF, acho um orgão mais perdisposto a ser fundido com a PJ.

PJM é uma unidade que abrange tanto as Forças Armadas como a prórpia GNR, como tal não deve ser unificada com a própria.

PJ é uma força que deve estar acima de todas as outras pelas caracteristicas das suas competências e sou totalmente contra a extinsão desta instituição.
Título:
Enviado por: inox em Fevereiro 14, 2009, 09:47:18 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
(...) Se fosse entre a PSP, a GNR e a PM, eu concordava, o resto é desnecessário.
Também me parece uma boa alternativa, salvaguardando sempre o carácter militar pelas razões que referi.

Citação de: "Cabeça de Martelo"
PJ é uma força que deve estar acima de todas as outras pelas caracteristicas das suas competências e sou totalmente contra a extinsão desta instituição.

Eu não disse que a PJ era para ser extinta. A PJ deve continuar, e a questão do SEF ser ligado a essa força também é outra alternativa interessante. :)
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 15, 2009, 10:48:01 am
Eu votei "concordo totalmente" porque pensei que era uma fusão PSP e GNR, neste caso então diria "concordo parcialmente" pois não concordo que se funda forças de segurança, com forças militares, com forças de bombeiros, que grande salada.

Mas dessas todas mencionadas no inicio (PSP; o SEF; a Protecção Civil; Bombeiros; Policia Maritima, Policia Militar, Policia Aérea, PJM, GNR) concordo com a formação de três ou quatro forças a partir dessas todas.

Uma força policial nacional (PSP, PM e GNR).
Uma entidade de salvamento (Protecção Civil e Bombeiros).
Uma unidade de Policia Militar (PE e PA).
Unificar a PJ e o SEF parece também uma boa ideia...
Título:
Enviado por: Trafaria em Fevereiro 15, 2009, 04:46:01 pm
Tambem nao percebo porque é q a PJ há-de ficar à parte.

Assim de repente recordo-me da Belgica, da Austria e mais recentemente da Espanha, que fundiram recentemente a sua policia de investigação criminal na sua policia nacional e parece que com bons resultados.

Será a PJ portuguesa alguma vaca sagrada ou é por causa de algum complexo que nao consigo descortinar?

Tal como o assunto está exposto nao consigo votar, a ideia é boa mas parece-me muito mal enunciada.

Só quem nao vê nada de nada de segurança pode misturar no mesmo saco, por exemplo, PC, Policias Municipais com PJM. Começando logo pelo principio, nenhuma delas é uma força de segurança...

Convem pensar um pouco antes de as dizer...
Título:
Enviado por: Trafaria em Fevereiro 15, 2009, 04:54:17 pm
Já agora uma pergunta:
Porquê unificar o SEF à PJ?
Alguma simpatia especial ...
Título:
Enviado por: cãocompulgas em Fevereiro 16, 2009, 10:58:37 pm
Citar
No meu entender para Portugal o melhor é que a PSP; o SEF; a Protecção Civil; Bombeiros; Policia Maritima; Policia Militar; Policia Aérea e PJM sejam integrados na GNR.

Unificar a PSP e a GNR até pode fazer algum sentido, afinal Portugal é um pequeno rectângulo com uma área de 92.391 km². É uma questão algo complexa mas teoricamente exequível...Agora meter  PSP, GNR, SEF, PJ, PM, Bombeiros e Protecção Civil na mesma "panela" simplesmente não faz sentido. Zero. Nem vale a pena justificar.


Citar
PJ é uma força que deve estar acima de todas as outras


Esta confesso que não entendo....O que é estar acima de todas as outras???
(só se for por ver aqueles filmes americanos em que os "specials agents" chegam de heli e dizem "Who´s in charge?"...e já estâo a ver o resto do filme!!!....pois mas se for por isso...já os vi em cima, de lado e até em baixo.
Título:
Enviado por: foxtrotvictor em Fevereiro 17, 2009, 08:05:53 am
Esteve quase para haver uma P.O.P. (Polícia de Ordem Pública) e uma P.I.C. (Policia de Investigação Criminal). Foi pena não se ter avançado com a ideia. Creio que é uma questão de mais ano, menos ano.
Título:
Enviado por: Trafaria em Fevereiro 17, 2009, 02:58:52 pm
Estou convencido de que não esteve assim tão perto a criação dessa policia nacional. Até porque quem cá anda dentro tem a noção da distancia que é preciso percorrer, das montanhas que é preciso remover, das N capelas que é preciso demolir, das “culturas” que é preciso varrer, etc… etc …

Mas vão sendo dados passos nessa direcção e a reestruturação entretanto ocorrida na GNR é um deles, um dos grandes. Essa força afastou-se dum modelo organizacional mais próximo do militar para se aproximar muitíssimo do existente na PSP … assim se escreveu um parágrafo da obra que será a (possível) fusão.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 17, 2009, 04:40:45 pm
Citação de: "foxtrotvictor"
Esteve quase para haver uma P.O.P. (Polícia de Ordem Pública) e uma P.I.C. (Policia de Investigação Criminal). Foi pena não se ter avançado com a ideia. Creio que é uma questão de mais ano, menos ano.


Com agentes e guardas ou com um quadro próprio?
Título:
Enviado por: inox em Fevereiro 17, 2009, 06:34:29 pm
A fusão GNR - PSP numa Força de Segurança (FS) única tem que ocorrer mais cedo ou mais tarde. (Principio da Unidade de Comando).
Criar mais policias (POP e PIC) em estruturas diferentes só vai fragmentar e causar mais entropia no sistema. Portugal é o pais das autoridades multiplicadas para tudo, depois quando é preciso apurar responsabilidades ou cruzar dados é complicado...

Uma fusão entre pelo menos a GNR e PSP é muito importante pois vai fortalecer essas instituições: ficam cerca de 50.000 profissionais disponíveis para o território nacional; acabam os problemas de distribuição de competências; de fardamento/equipamento; etc...

A UEP (PSP) e a UI (GNR) formam uma mega-unidade dessa nova FS recheada de forças prontas a intervir.  :D

Quanto às outras forças é uma questão de se ver.
- Faz sentido haver uma policia municipal? (a meu ver, NÃO!)
- Juntar a PJ? (é um assunto discutível, a PJ depende do MJ...)
- Porquê o SEF indepedente? (é uma força que fazia mais sentido integrada noutra, a PJ por investigar por exemplo os crimes de tráfico de pessoas será uma força candidata para receber o SEF)
- As polícias das forças armadas, porque não integra-las numa Força de Segurança com caracter militar? incluindo a PJM que é meio constituida por curiosos (apesar da aura de judiciaria "gestapo")
- A protecção civil é tipo "o engenheiro responsável por coisas", eu acabava com isso e colocava oficiais de ligação nos municipios e ficava a FS a gerir o sistema.
- Os bombeiros acabam e o GIPS tomava conta de tudo (com os devidos efectivos) ou então têm de ficar Profissionais (podendo ser reforçados quando houver necessidade por pessoal voluntário).

Digo mais uma vez: o Problema de Portugal é ter múltiplos institutos e organismos para muita coisa e depois gasta-se dinheiro a triplicar com menos eficácia.

Tem de haver alguém com tomates e dizer basta de "quintas e quintais" vamos fazer uma "herdade" como deve ser que produza a SEGURANÇA com Qualidade e Eficiência.
Título:
Enviado por: foxtrotvictor em Fevereiro 17, 2009, 07:13:19 pm
Essa reestruturação de uma policia vocacionada para a ordem pública e outra vocacionada para a investigação criminal partiu do estudo encomendado ao actual Ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira. Se António Costa tem continuado no MAI, creio que tinha havido grande possibilidades de isso ter acontecido.  Quanto à integração do SEF na PJ, já se levantou essa hipóteses uma ou duas vezes. Como a investigação dos crimes de auxílio à emigração ilegal estão “na moda”, está a haver uma pequena guerra de números SEF/PJ, que é bem esqusada.
Título:
Enviado por: inox em Fevereiro 17, 2009, 07:27:36 pm
Citação de: "foxtrotvictor"
Essa reestruturação de uma policia vocacionada para a ordem pública e outra vocacionada para a investigação criminal partiu do estudo encomendado ao actual Ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira. Se António Costa tem continuado no MAI, creio que tinha havido grande possibilidades de isso ter acontecido.  Quanto à integração do SEF na PJ, já se levantou essa hipóteses uma ou duas vezes. Como a investigação dos crimes de auxílio à emigração ilegal estão “na moda”, está a haver uma pequena guerra de números SEF/PJ, que é bem esqusada.


É porque é que a policia vocacionada para a ordem publica e a policia vocacionada para a investigação criminal não podem fazer parte de uma força singular com unidades diferentes?

Será para criar mais tachos? Dividir para reinar?
Se fosse uma empresa existiam vários departamentos, cada qual com sua especialidade mas todos contribuiam para o produto que vai ser vendido e o director é o mesmo.

Ainda não percebi porque é que Portugal sendo um país pequeno não tem esta questão melhor definida...
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 17, 2009, 09:33:07 pm
Citação de: "inox"
Os bombeiros acabam e o GIPS tomava conta de tudo (com os devidos efectivos) ou então têm de ficar Profissionais (podendo ser reforçados quando houver necessidade por pessoal voluntário).


Acabar com os bombeiros? :lol: .

Em relação a serem os bombeiros todos profissionais concordo mas gostava que explicasse a parte de (podendo ser reforçados quando houver necessidade por pessoal voluntário). É que não se pode inventar "Amanhã precisamos de mais bombeiros!!!" e ir pedir voluntários hoje e amanhã já temos bombeiros. É que mesmo os voluntários tem treinos e exercicios durante todo o ano, além dos fogos do verão e as inundanções no inverno.
Título:
Enviado por: inox em Fevereiro 18, 2009, 10:04:20 am
Citação de: "Lightning"
Em relação a serem os bombeiros todos profissionais concordo mas gostava que explicasse a parte de (podendo ser reforçados quando houver necessidade por pessoal voluntário).

Cada quartel de bombeiros era constituido por efectivos profissionais, no entanto haveria uma quota destinada a voluntários que receberiam formação e treino frequente (espécie de reserva) sempre que houvesse necessidade (ex. fogos no Verão).
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 18, 2009, 10:33:48 am
Citação de: "inox"
Citação de: "Lightning"
Em relação a serem os bombeiros todos profissionais concordo mas gostava que explicasse a parte de (podendo ser reforçados quando houver necessidade por pessoal voluntário).
Cada quartel de bombeiros era constituido por efectivos profissionais, no entanto haveria uma quota destinada a voluntários que receberiam formação e treino frequente (espécie de reserva) sempre que houvesse necessidade (ex. fogos no Verão).


Inox sabes qual é o aspecto mais engraçado disto tudo, é que em Espanha eles estão a apontar para os nossos voluntários como uma boa opção e em Portugal os voluntários são apontados como o alvo de todas as criticas.

Meu caro, eu fui Bombeiro Voluntário com muita honra e se não fosse a minha mulher ainda agora estava lá.

O GIPS são unidades de primeira intervenção que não conseguem fazer nem metade do que uma unidade de Bombeiros com VF's e VTTU. Depois há a questão dos salários, sabes quanto é que um GNR ganha e quanto é que um Bombeiro ganha? Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! :evil:

No Corpo de Bombeiros onde servi, a maior parte dos Bombeiros são assalariados, ou seja, fazem dista a sua profissão. Mas nem sempre isso acontece porque não há dinheiro. Em muitos concelhos do interior não há corpos de Bombeiros e os que há funcionam mal.

Porquê? Não há dinheiro!

O estado paga pouco e muitas vezes atrasado aos corpos de Bombeiros pelos seus serviços.

Se quiseres discutir a formação dada aos voluntários, tudo bem. É que não são poucas as vezes em que TAT (Tripulantes de Ambulância de Transporte) têm que fazer emergências e isso na minha perspectiva é errado já que o TAT é muito fraquinho. Não é com 35 horas de formação que te transformas em especilista na área. A formação dos Bombeiros voluntários entretanto mudou e já não sei como está a ser feita. No meu tempo era 6/9 meses a treinar em horário pós-laboral com práticas aos domingos. Ouvi dizer que agora é muito mais longa. O TAT é sem dúvida insuficiente e devia ser no mínimo o dobro do que é actualmente. Vi muitas pessoas a entrar nos bombeiros porque pensava que aquilo era só grunhos com 2 neurónios na cabeça e ter saido porque não aguentava a pedalada. Não é toda a gente que aguenta estar as suas folgas a combater fogos, a ter a responsabilidade sobre pessoas doentes a precisar de ajuda, etc.

Quando tentas misturar forças de segurança com Bombeiros não percebes que falas de coisas completamente diferentes! Eu tinha colegas que eram PSP, militares do Exército e Força Aérea e por isso acho que posso falar com tranquilidade sobre o assunto.
Título:
Enviado por: inox em Fevereiro 18, 2009, 10:45:41 am
O "não haver dinheiro" é sempre a desculpa para baixar a qualidade ou para não se procurar alternativas válidas. Não me vai convencer que um corpo constituido só por voluntários (por muito boa vontande que tenham) é melhor que que um corpo maioritariamente formado por profissionais com salários decentes que possam dedicar exclusiamente à profissão.
Pegando nessa linha de pensamento para isso também se criavam policias voluntários...

Eu acredito que há bons bombeiros e pessoal altamente dedicado à causa, porque não aproveitar os melhores e oferecer as condições necessárias? Ter inclusivé um corpo de paramédicos como existe nos EUA.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 18, 2009, 01:15:36 pm
Mas aí estamos a falar de várias coisas ao mesmo tempo.

Como já disse no Corpo de Bombeiros onde servi, a maior parte dos Bombeiros eram assalariados. É isso que se pretende para os Corpos de Bombeiros Voluntários, ou seja, um quadro de profissionais apoiado por voluntários.

Paramédicos? Sabias que os Bombeiros estão a apoiar um curso de "Para-médicos" à anos e os médicos/enfermeiros são contra? Sabes porquê? Porque um médico ou um enfermeiro no INEM ganha uma pequena fortuna.

O curso (pelo que me disseram) seria de 3 anos.

No entanto há coisas mais importantes para aumentar a operacionalidade dos Bombeiros, como por exemplo um curso TAT com maior dimensão. O curso de Tripulante de Ambulância de Socorro deveria estar mais acessivel aos Bombeiros e o número de cursos deveriam aumentar. Infelizmente a maior parte dos Corpos de Bombeiros não têm TAS em número suficiente.
Título:
Enviado por: inox em Fevereiro 18, 2009, 05:08:18 pm
Tens razão, isso é um tema que dá para abrir outro thread à parte. :D

Centrando o tema mais às Policias:
Penso que a maior parte do pessoal concorda pelo menos com a fusão da GNR e PSP - ficando uma estrutura sólida com vários "departamentos"/"unidades" (ou outro nome qq) destinados às diferentes missões.
Destaco que dentro desta força também incluiria uma Guarda Costeira - uma evolução da actual UCC da GNR.

Rapidamente haveria uma nova FS que cobriria todo o Territorio Nacional, com várias competencias reforçadas e mantendo  caracteristicas militares que permitem cobrir todo o espectro de missões no âmbito das denominadas OOTW “Operations Other Than War”.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 19, 2009, 02:12:24 pm
Citação de: "inox"
Centrando o tema mais às Policias:
Penso que a maior parte do pessoal concorda pelo menos com a fusão da GNR e PSP



Nem por isso. O nosso sistema é uma mais valia em vários aspectos. Uma total colaboração e partilha de informações sim, fusão não.

Este tema já foi amplamente aqui debatido.


http://www.forumdefesa.com/forum/viewto ... sc&start=0 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=2086&postdays=0&postorder=asc&start=0)
Título:
Enviado por: Trafaria em Fevereiro 19, 2009, 02:43:33 pm
Citar
Pegando nessa linha de pensamento para isso também se criavam policias voluntários...

E porque não?
Em muitos paises existem policias voluntarios, auxiliares, reservistas, tec... a terminologia e a doutrina varia.

Os estados unidos é um dos casos. Porque nao em Portugal?
Título:
Enviado por: inox em Fevereiro 19, 2009, 03:15:59 pm
Citação de: "Trafaria"
Os estados unidos é um dos casos. Porque nao em Portugal?

Nos EUA, LA, em 1998 debatiam a unificação sob um mesmo Departamento...
http://articles.latimes.com/1998/jan/27/local/me-12547

Actualmente, o próprio pres. Obama considera a criação de uma Força de Segurança Interna mais abrangente.
“(...) national security force that's just as powerful, just as strong, just as well-funded as our military"
http://directorblue.blogspot.com/2008/10/obama-plans-paramilitary-force-for.html
http://digg.com/political_opinion/Obama_s_civilian_national_security_force

É um tema polémico para eles (não se esqueçam que quando estamos a falar dos EUA cada Estado tem coisas específicas nas suas Leis), mas para nós devia ser muito mais pacifico e teoricamente mais simples de concretizar.

No Futuro talvez se discuta a criação de uma Força de Segurança única para a União Europeia.

Quanto a policias voluntários e a xerifes eleitos, isso seria uma maravilha para certas personagens deste país... mais um sítio para infiltrarem os seus tentáculos purulentos...
Os portugueses não querem isso.

Nós queremos uma Polícia Disciplinada, Forte e Eficiente!
Título:
Enviado por: LM em Fevereiro 19, 2009, 05:20:56 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
Citação de: "inox"
Centrando o tema mais às Policias:
Penso que a maior parte do pessoal concorda pelo menos com a fusão da GNR e PSP


Nem por isso. O nosso sistema é uma mais valia em vários aspectos. Uma total colaboração e partilha de informações sim, fusão não.


x2
Título:
Enviado por: inox em Fevereiro 19, 2009, 05:33:25 pm
Os que dizem que o nosso sistema actual é muito bom... expliquem então
qual a vantagem da haver uma série de policias?  :twisted:

Porque "total colaboração e partilha de informações" consegue-se muito melhor numa Força de Segurança única.
Título:
Enviado por: foxtrotvictor em Fevereiro 19, 2009, 11:04:00 pm
Citação de: "inox"
No Futuro talvez se discuta a criação de uma Força de Segurança única para a União Europeia


Isso só quando os alemães conseguirem o seu objectivo de tornar a UE numa federação.
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 20, 2009, 12:05:35 am
Citação de: "inox"
expliquem então
qual a vantagem da haver uma série de policias?  :twisted:


Para o governo existe uma grande vantagem, é que no caso de existir só uma policia e ela se revoltar o governo tem que se submeter às suas exigencias.

Mas no caso de haver mais que uma, no caso de uma se revoltar o governo pode mandar outra fazer o trabalho desta ou até mesmo mandar por a policia que se revoltou na ordem.

Normalmente os governantes não costumam dar o exclusivo da força bruta a uma unica entidade.
Título:
Enviado por: Duarte em Fevereiro 20, 2009, 03:31:58 am
Boa ideia! E deve-se chamar Polícia Integrada de Defesa do Estado.  :lol:
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 20, 2009, 12:29:37 pm
Citação de: "Duarte"
Boa ideia! E deve-se chamar Polícia Integrada de Defesa do Estado.  :lol:


Escreveu isso assim de proprósito ou queria dizer:
 - Polícia Internacional e de Defesa do Estado
Título:
Enviado por: Duarte em Fevereiro 20, 2009, 02:09:13 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "Duarte"
Boa ideia! E deve-se chamar Polícia Integrada de Defesa do Estado.  :wink:
Título:
Enviado por: inox em Março 01, 2009, 05:41:12 pm
Citação de: "Lightning"
(...) é que no caso de existir só uma policia e ela se revoltar o governo tem que se submeter às suas exigencias. Mas no caso de haver mais que uma, no caso de uma se revoltar o governo pode mandar outra fazer o trabalho desta ou até mesmo mandar por a policia que se revoltou na ordem.


Então é melhor criar 2 forças aéreas para o caso de se revoltarem contra o estado. Assim pelo menos uma mantém os aviões a voar... Que raio de justificação!

Uma policia única com caracteristicas militares não faz greve.
E se por acaso "se revoltar contra o Estado" por um lado existem sempre as Forças Armadas (portanto a "força bruta" não está concentrada num unico local) e por outro se isso acontecesse então é porque Portugal estaria mesmo muito mal...
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 01, 2009, 11:06:45 pm
Eu votei discordo completamente, mas depois de ver os diferentes comentários acho que não fazem por exemplo ter haver duas forças policiais dentro de uma cidade, faria mais sentido haver apenas uma força. Outra coisa que não concordo é termos por exemplo uma policia marítima e ao mesmo tempo a GNR ambas a fazer trabalho similar. Finalmente concordo que haja capacidade de investigação tanto na psp, gnr e pj, pelo menos no meu ponto de vista a gnr e a psp ficavam com a pequena criminalidade e a pj com os crimes complexos. Para concluir não concordo com o numero de corpos especiais dentro da policias portuguesas, faz sentido na gnr e psp e guardas prisionais quanto ás outras  forças acho que não.
Título:
Enviado por: nosso cabo em Março 13, 2009, 04:49:39 pm
Agora já acredito numa única força, mas militar/de natureza militar/militarizada.
http://dn.sapo.pt/2009/03/13/sociedade/ ... feren.html (http://dn.sapo.pt/2009/03/13/sociedade/agentes_psp_estao_a_pedir_transferen.html)
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Naciona ... id=1168333 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1168333)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 13, 2009, 05:28:48 pm
Nosso Cabo, não vamos misturar descontentamento de ordem sindical, com outras coisas. Ainda há pouco tempo houve militares da GNR a queixarem-se de outras coisas aos seus colegas europeus.
Ainda se está por comprovar a maior eficiência de uma força policial militarizada.
Título:
Enviado por: nosso cabo em Março 13, 2009, 08:39:32 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Nosso Cabo, não vamos misturar descontentamento de ordem sindical, com outras coisas. Ainda há pouco tempo houve militares da GNR a queixarem-se de outras coisas aos seus colegas europeus.
Ainda se está por comprovar a maior eficiência de uma força policial militarizada.

O que eu quis dizer é que, vendo os ante-projectos do estatutos da PSP e da GNR aliados aos desabafos do polcias, vai levar a uma polcícia nacional de natureza militar/militar/militarizada.
Quanto à efeciência, no coments.
Título:
Enviado por: AgentePM em Março 18, 2009, 05:12:10 pm
Aqui está uma questão polémica, sem dúvida!

Até agora ninguém falou na ASAE, não se esqueçam que é mais um OPC!  ;)

PJ e SEF juntas? Também concordo. Duas carreiras de inspecção numa Instituição só.

ASAE... Para o grupo da PJ e SEF? Também são da carreira de inspecção...

E o que fazer com os inspectores do trabalho e das actividades culturais que também podem usar arma?

Ideias que ainda têm muito para amadurecer...
Título:
Enviado por: Pedr0 em Março 21, 2009, 10:22:40 pm
Desde quando é que os Bombeiros são autoridade para estar incluido nessa lista? Os Bombeiros quanto muito são elementos de carácter prioritário e apenas em serviço e em carácter urgente, e a sua autoridade fica-se pela Protecção Civil.
Título:
Enviado por: inox em Março 22, 2009, 12:37:05 pm
Citação de: "AgentePM"
(...)  Mas já que toda a gente "bate" nas polícias municipais... Já percebi que acabavam com elas, mas o que fariam aos seus agentes? Eu percebo que a imagem das polícias municipais pode não ser a melhor (fruto de algumas que funcionam com meia dúzia de agentes...), mas se quiserem conhecer a onde presto serviço, a de Cascais, estou à vossa disposição e tenho a certeza que iriam ficar agradavelmente surpreendidos... ;)

(...) ASAE Para o grupo da PJ e SEF?
E o que fazer com os inspectores do trabalho e das actividades culturais que também podem usar arma?


Os agentes das policias municipais eram integrados na nova Força de Segurança policial.
(Não ponho em causa a dedicação da maior parte desses profissionais, mas devemos separar as àguas e manter as Forças de Segurança independentes dos poderes políticos locais - porque todos sabemos como são as autarquias enquanto viveiros de obscuridade...)

Quanto à ASAE fundia-se na PJ+SEF (mantendo-se as mesmas competências); os inspectores do trabalho e das "actividades culturais" também passavam para a nova PJ.

Resumindo:
1) Guarda Nacional (com natureza militar e competências da GNR e PSP e policias militares / marítima / aérea)

2) PJ renovada (incluindo ASAE; SEF e afins)

3) Serviços Secretos Únicos  (com competências de actuação a nivel nacional e internacional tanto na área civil como militar.
NOTA: com autorização para uso e porte de arma; para escutas telefónicas/informáticas; etc.)

Quanto à Protecção Civil, que poderia integrar INEM e Bombeiros, fica a questão se deveria ser mais uma instituição à parte ou fazer parte da Guarda Nacional. (eu sou da opinão que se podem juntar as coisas para optimizar a gestão de recursos e coordenação de meios).
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 24, 2009, 01:00:14 pm
Inox o que é que a PA/PE tem a haver com a PSP /GNR? :roll:

Acho que ainda não percebeste a verdadeira natureza destas duas unidades.

Guarda Nacional de caracter militar, para quê? O que é que se ganha com isso?


Para além de não perceberes a natureza das várias instituições/unidades, também não percebes/não sabes o que é a Protecção Civil e como funciona.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Março 24, 2009, 03:54:03 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Inox o que é que a PA/PE tem a haver com a PSP /GNR? :roll:


Provavelmente inspirado nos casos francês e italiano em que as polícias militares das forças armadas são membros da Gendarmerie e dos Carabinieri, respectivamente.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 24, 2009, 04:31:57 pm
Acho um perfeito desperdicio, um agente/guarda ganha mais do que um soldado da PE/PA. Vamos meter um COE/GOE a fazer as missões da UPF?

Vamos analisar as coisas da perspectiva da PA:

-Protecção e Defesa das Infra-estruturas, Material e Pessoal da Força Aérea (para isso não havia necessidade de mais instrução);
-Reconhecimento e Inactivação de Engenhos Explosivos (lá se tinha que ir buscar homens e material que há em pouca quantidade);
-Combate em ambiente convencional (lá se tinha que ir buscar pessoal ao RI/GNR ou à UEP/PSP);
-Combate em ambiente de Guerra Nuclear, Biológica e Química (lá se tinha que ir buscar pessoal ao RI/GNR ou à UEP/PSP).
-CSAR/Protecção de forças destacadas no estrangeiro (lá se tinha que ir buscar pessoal ao RI/GNR ou à UEP/PSP).

Ou seja, tinha-se que meter as unidades especiais ao barulho e dar-lhes formação especifica que não tem nada a haver com as suas funções policiais.
Título:
Enviado por: inox em Março 26, 2009, 10:52:43 pm
Cabeça de Martelo: para todas essas actividades já existe pessoal na GNR/PSP com formação na área e especialmente com experiência de actuação tanto nacional como internacional (muito mais do que os da PA), por isso só torna mais válida a minha ideia inspirada nas forças tipo gendarmerie para uma Guarda Nacional.

Quanto ao caracter militar, quem realmente sabe a natureza das várias instituições/unidades e trabalha ou trabalhou nesse meio, compreende facilmente que é essencial para optimizar o desempenho e trazer eficiência a esse tipo de forças nos vários papeis que lhe são atribuidos.
Quem nunca teve contacto com o meio militar é levado a pensar que tanto faz porque nunca conheceu alternativa melhor (ou então o contacto que teve foi no ambito do serviço militar obrigatório e vem com um viez de pensamento).

Quanto à Protecção Civil realmente não sei como funciona... se é que funciona: "A protecção civil é a actividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e Autarquias Locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas, com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos, proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram." Quando eu falo em juntar a PCivil à Guarda Nacional, refiro-me ao comando e gestão das operações em situação de perigo / catástrofe mantendo a ligação com as outras entidades.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 27, 2009, 10:10:58 am
E ias meter militares que estão sobre a alçada do MAI a controlar unidades/outros militares que estão sobre a alçada do MDN? Não faz sentido. A questão é que uma coisa é uma unidade anti-terrorista, outra coisa é uma unidade para CSAR, uma coisa é andar a lidar com bombas pelo país fora, outra coisa é estar num TO e ter que lidar com minas, bombas de desfragmentação, etc.

À 1ª vista parece tudo igual, na prática é completamente diferente.

Em relação à Protecção Civil...acho que é assunto para outro tópico e se calhar para outro fórum (ex: http://www.portaldafenix.com/ (http://www.portaldafenix.com/) )
Título:
Enviado por: inox em Março 29, 2009, 12:46:28 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
E ias meter militares que estão sobre a alçada do MAI a controlar unidades/outros militares que estão sobre a alçada do MDN?


Isso já existe. Especialmente entre Exercito e GNR.
O exemplo mais frequente são os Generais que vão comandar Unidades da GNR. Está também previsto na Lei que um Almirante possa comandar as UCC. Se aparentemente não há problema que militares do MDN controlem unidades do MAI o contrário também será válido.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 31, 2009, 11:11:54 am
Mas nestes casos são militares das Forças Armadas que vão servir em unidades da GNR/PM e não unidades inteiras. Estamos a falar de coisas diferentes.
Título:
Enviado por: inox em Abril 02, 2009, 07:34:45 pm
Sinceramente não percebo qual é o problema então.

O que propões?
10 policias (PSP; GNR; PE; PA; PM; PJ; SEF; ASAE; PMunicipal; Guarda Prisional)? Fora as unidades especiais dentro de cada uma mais todas as outras autoridades que andam por aí a servir de tacho para os "Engenheiros responsáveis por coisas"...

Onde está a Unidade de Comando?
Não é mais simples e eficiente unificar esta dispersão de recursos?
Para não falar de mais económico e de ser melhor para a partilha de informações. Quem tem experiência de comando sabe perfeitamente que sim e concorda com a fusão.
Já se fez no Passado com algumas forças e resultou (ex.: Guarda Fiscal e Guarda Florestal).

No Futuro uma Guarda Nacional Militar será o melhor para o nosso País!
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 03, 2009, 12:30:30 pm
Eu defendo que as unidades que estão sob a tutela do MAI fiquem lá e as que estão sob a tutela do MDN a mesma coisa. São coisas diferentes.

Antes de unificar, temos que saber que tipo de Policia/Guarda queremos. Essa nova unidade seria "militar" como a GNR ou "civil" como a PSP?

Que tipo de unificação queremos? Assimilação pura e dura como foi a Guarda Fiscal (conheço um tipo que com os seus quase 50 anos se calhar vai sair porque não se adaptou ao ambiente na GNR), ou um integração dos elementos das várias forças numa nova unidade com caracteristicas e regras próprias?

É isso que ainda está para ser esclarecido e se não o for, estamos a ter uma conversa oca de significado, já que estamos a falar de coisas superficiais.
Título:
Enviado por: inox em Abril 03, 2009, 06:45:11 pm
O facto de haver um que não se adaptou por não ser significativo no meio de Centenas que se adaptaram.
Queremos uma Assimilação que seja Justa para os profissionais em questão e que maximize a sua Motivação.

No periodo de transição seria dada a opção do pessoal civil se manter como tal (tal como aconteceu com a guarda florestal).  
Todos os novos recrutas receberiam formação militar. Havendo porém, espaço para contratar quadros técnicos civis quando fosse necessário.
A Ideia é que o grosso da Força seja formado por Militares (num quadro permanente) e ter Pessoal civil quando/onde fosse justificado (contratado ou num quadro permanente).

A Hierarquia seria equivalente ao já existente com os postos/classes militares; e os Orgãos de direcção só podiam ser constituidos por pessoal do quadro permanente militar (até General).
A nova Força só faz sentido ser Militar como a GNR.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 04, 2009, 11:17:42 am
Porquê? Por acaso a GNR é mais eficiente do que a PSP?

Tu básicamente querias que essa força fosse como as Forças Armadas, o que é basicamente o padrão que eu não concordo nem queria para uma força destas.
Título:
Enviado por: inox em Abril 04, 2009, 12:30:46 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Porquê? Por acaso a GNR é mais eficiente do que a PSP?

A GNR é mais eficiente que a PSP.
Porque é que não concordas com uma Força tipo Gendarmerie?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 04, 2009, 12:53:00 pm
Eu não concordo que a GNR seja mais eficiente que a PSP. Em quê?

A GNR é a nossa instituição do género da Gendarmerie, mas tal como em França (Police Nationale), também nós temos uma Força Policial de carácter civil.

Em Espanha também há uma Guardia Civil e uma Cuerpo Nacional de Policía.

Acho que para um melhor entendimento de como é que se fez este processo lá fora (pelo que eu ouvi aqui no fórum já há vários países onde se unificaram as várias Forças de Segurança).
Título:
Enviado por: Trafaria em Abril 04, 2009, 03:42:37 pm
Inox,
A tendência é precisamente a inversa. A de acabar com as forças de segurança militares ou militarizadas. Tens ai o exemplo da Grécia, da Belgica e mais recentemente da Austria... que acabaram com as suas "GNRs"... Nuns casos fundiram-na na Policia Nacional e noutros criaram uma nova policia de raiz.

A Espanha será talvez a proxima. Já as colocaram (Guardia Civil e Policia Nacional) sob o mesmo comando. Já há uns anos sa tinham colocado no mesmo ministério.

A doutrina em que se basearam para essas alterações defende que a condição militar é perniciosa para um serviço publico com forte interacção e presença junto da população. Será obviamente benéfica noutras situações.

No entanto acho que a tradição/teimosia e aversão à mudança nos manterá por muitos mais anos num (estupido) sistema dual de forças de segurança territoriais...  nao tenho nada especialmente contra embora defenda obviamente algumas alterações (todos somos treinadores de bancada, não é? Eu tambem)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 04, 2009, 05:18:33 pm
E cá está a minha resposta. :wink:
Título:
Enviado por: inox em Abril 06, 2009, 01:38:04 pm
A questão entre a nova força ser militar ou civil acaba por ser secundária (apesar de eu preferir por várias razões que já fui referindo o cariz militar).

A questão principal é multiplicidade de "Forças e forcinhas" existente em Portugal quando seria muito melhor para todos (incluindo para o erário público) uma Instituição Forte e Bem Equipada.

Se a maior parte preferir que a Guarda Nacional / Policia Nacional seja civil por mim tudo bem. Agora que se discorde da fusão só para manter as quintas de cada um, isso já não aceito.

Já agora, gostava que o Trafaria desenvolvesse mais acerca das alterações que queria fazer.
Título:
Enviado por: inox em Abril 09, 2009, 04:08:53 pm
Citar
(...) Na reunião da EuroCOP, o ministro [Rui Pereira] disse ainda que 'é bom para Portugal o sistema dual', uma força de segurança militarizada (GNR) e outra civil (PSP) (...).

Como diz o Bruno Aleixo: "ka burro!".
O ministro, como tem as eleições à porta, não quer mexer em algo que causa controvérsia (como se verificou neste forum).
Mas não é a fugir da questão que ela desaparece!

Por várias razoes, o sistema dual é um desperdicio e consome recursos (FUNDOS) desnecessários. A Fusão tem de ocorrer!
Mas o processo vai ser complicado, começando pela discussão do militar VS civil; passando pela equivalencia de postos/funções; pela definilção de competências, pela definição de que forças devem ser unificadas (a GNR e a PSP serão de certeza); etc.

Vamos ver quem terá a coragem necessária para andar com isto para a frente e melhorar o nosso País.
Título:
Enviado por: NinjaCode em Abril 11, 2009, 01:44:06 am
Eu acho que o que é do MDN fica ai e o que esta no MAI fica ai.

A PSP, a GNR e a PJ (Pois já existem na psp, brigadas de investigação criminal na PSP) e todas as policias de investigação ou não devem passar para um só comando, mantendo certas divisões.

Tudo o que é investigação passa para uma departamento de investigação, tudo o que é policia para policiamento e segurança passa para um departamento proprio, tudo o que é intervenção e reação para o seu departamento e assim sucessivamente.

Os Proteção civil, bombeiros, Inem, Guarda Costeira e tudo o que esteja relacionado com salvamentos e respostas a calamidades publicas devia estar numa repartição propria.

Tambem acho que os bombeiros deviam ser proficionalizados e que a guarda costeira devia fazer salvamentos no mar e não a marinha.

Assim até se podia dar vazamento a pessoas do exercito para certos ramos civis, embora que grande parte das contratações provavelmente iria ser civil. Mas combatia-se bem o desemprego.
Título:
Enviado por: inox em Abril 11, 2009, 11:35:55 am
Uma sugestão a considerar na eventual Fusão:
(http://i42.tinypic.com/k5k5f.png)

Divisão Geral (DG): inclui o territorial mais as unidades de transito e de controlo costeiro e fiscal

Divisão de Investigação Criminal e Informações de Segurança (DICIS): como o proprio nome indica união da investigação criminal e informações.

Divisão de Intervenção e Operações Especiais (DIOE): inclui as unidades de intervenção (Infantaria e Cavalaria); de inactivação de engenhos explosivos; as cinotéctnicas; as un análogas ao GIPS; e as operações especiais incluindo ainda as de segurança pessoal (a VIPs e afins).

Divisão de Apoio de Serviços e Recursos Internos (DASRI): a parte financeira; os serviços sociais; os serviços de saude; manutenção; etc...

Divisão de Doutrina e Formação (DDF): tudo o que fosse relacionado com a parte de formação desde o recrutamento até aos cursos de promoção e especialização.

Cada divisão seria de Comando de General ou Equivalente.
As unidades de Honras de Estado e Etc ficariam directamente integradas no comando geral. De salientar a existencia de um departamento de Relações Públicas com consultores civis para lidar com os media e afins.
Logicamente que isto é em modo "treinador de bancada", possivelmente existem arestas a ajustar, mas é um ponto de partida.
 :idea:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 11, 2009, 11:39:52 am
Citação de: "NinjaCode"

Os Proteção civil, bombeiros, Inem, Guarda Costeira e tudo o que esteja relacionado com salvamentos e respostas a calamidades publicas devia estar numa repartição propria.

Tambem acho que os bombeiros deviam ser proficionalizados e que a guarda costeira devia fazer salvamentos no mar e não a marinha.


Guarda-Costeira? Mais uma instituição? Já temos A marinha de Guerra, A Policia Maritima e a GNR.

Em relação aos Bombeiros, a total profissionalização dos nossos Bombeiros Voluntários ainda é uma miragem, não há dinheiro para tal. Se conseguirem que todos os Corpos de Bombeiros Voluntários tenham um quadro de profissionais (assalariados) apoiado por voluntários já aumentamos e muito a operacionalidade. É que infelizmente à muito concelho do interior do país (onde a população é mais carente e precisa de mais apoio), quando tem um único Corpo de Bombeiros Voluntários, por vezes não há poucos assalariados, de tal forma que se há uma emergência é preciso chamar os voluntários própriamente ditos.

 :arrow: GNR: http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20 ... cle=174735 (http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=8&t=GNR-tem-novas-lanchas-no-Algarve.rtp&article=174735)
Título:
Enviado por: NinjaCode em Abril 11, 2009, 12:50:52 pm
Citação de: "inox"
Uma sugestão a considerar na eventual Fusão:
(http://i42.tinypic.com/k5k5f.png)

Divisão Geral (DG): inclui o territorial mais as unidades de transito e de controlo costeiro e fiscal

Divisão de Investigação Criminal e Informações de Segurança (DICIS): como o proprio nome indica união da investigação criminal e informações.

Divisão de Intervenção e Operações Especiais (DIOE): inclui as unidades de intervenção (Infantaria e Cavalaria); de inactivação de engenhos explosivos; as cinotéctnicas; as un análogas ao GIPS; e as operações especiais incluindo ainda as de segurança pessoal (a VIPs e afins).

Divisão de Apoio de Serviços e Recursos Internos (DASRI): a parte financeira; os serviços sociais; os serviços de saude; manutenção; etc...

Divisão de Doutrina e Formação (DDF): tudo o que fosse relacionado com a parte de formação desde o recrutamento até aos cursos de promoção e especialização.

Cada divisão seria de Comando de General ou Equivalente.
As unidades de Honras de Estado e Etc ficariam directamente integradas no comando geral. De salientar a existencia de um departamento de Relações Públicas com consultores civis para lidar com os media e afins.
Logicamente que isto é em modo "treinador de bancada", possivelmente existem arestas a ajustar, mas é um ponto de partida.
 :idea:


Quais são as competencias do estado maior e do comando geral? Disses-te todas as competencias de todos menos destes dois. E eles estão subordinados a quem?
Título:
Enviado por: NinjaCode em Abril 11, 2009, 01:11:21 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "NinjaCode"

Os Proteção civil, bombeiros, Inem, Guarda Costeira e tudo o que esteja relacionado com salvamentos e respostas a calamidades publicas devia estar numa repartição propria.

Tambem acho que os bombeiros deviam ser proficionalizados e que a guarda costeira devia fazer salvamentos no mar e não a marinha.

Guarda-Costeira? Mais uma instituição? Já temos A marinha de Guerra, A Policia Maritima e a GNR.

Em relação aos Bombeiros, a total profissionalização dos nossos Bombeiros Voluntários ainda é uma miragem, não há dinheiro para tal. Se conseguirem que todos os Corpos de Bombeiros Voluntários tenham um quadro de profissionais (assalariados) apoiado por voluntários já aumentamos e muito a operacionalidade. É que infelizmente à muito concelho do interior do país (onde a população é mais carente e precisa de mais apoio), quando tem um único Corpo de Bombeiros Voluntários, por vezes não há poucos assalariados, de tal forma que se há uma emergência é preciso chamar os voluntários própriamente ditos.

 :arrow: GNR: http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20 ... cle=174735 (http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=8&t=GNR-tem-novas-lanchas-no-Algarve.rtp&article=174735)


A Policia maritima acabava, os efectivos eram transferidos para a guarda costeira. A marinha de guerra patrulha em alto mar e a guarda costeira patrulha a zona costeira. As acções que mostras-te no link passariam a ser feitas pela guarda costeira.

Quais são as competencias da policia maritima e da gnr? Não havera conflito de jurisdição?
Título:
Enviado por: Trafaria em Abril 11, 2009, 01:58:26 pm
Citar
Guarda-Costeira? Mais uma instituição? Já temos A marinha de Guerra, A Policia Maritima e a GNR.


Cabeça de Martelo,
Sim, uma Guarda Costeira,
Na minha opinião faz todo o sentido. A junção de todos os organismos que superintendem ou têm jurisdição nessa area numa unica força; o ISN, Policia Maritima, Brigada Fiscal da GNR, Nadadores Salvadores, etc.. etc... são umas 20 entidades...

De resto e noutros locais deste forum já me referi mais detalhadamente sobre este tema.
Título:
Enviado por: inox em Abril 11, 2009, 04:35:01 pm
Citação de: "NinjaCode"
Quais são as competencias do estado maior e do comando geral?

O Comando-Geral está subordinado directamente ao MAI com o qual mantem estreita ligação, tem a função de Comandar as Divisões e de definir a Estratégia a seguir face às necessidades em matéria de segurança requeridas pelo MAI. Tem também o dever de exercer controlo; supervisão e avaliação interna fornecendo ao mesmo tempo um feedback sobre a matéria ao Governo.
O Estado Maior é um orgão que tem como objectivo principal, ser consultor do Comandante-Geral, preparando estudos e sugerindo caminhos a seguir face às diferentes missões atribuidas - ie. auxiliar o processo de tomada de decisão.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 11, 2009, 04:56:00 pm
Citação de: "Trafaria"
Citar
Guarda-Costeira? Mais uma instituição? Já temos A marinha de Guerra, A Policia Maritima e a GNR.

Cabeça de Martelo,
Sim, uma Guarda Costeira,
Na minha opinião faz todo o sentido. A junção de todos os organismos que superintendem ou têm jurisdição nessa area numa unica força; o ISN, Policia Maritima, Brigada Fiscal da GNR, Nadadores Salvadores, etc.. etc... são umas 20 entidades...

De resto e noutros locais deste forum já me referi mais detalhadamente sobre este tema.


Mas aí já estamos a falar uma vez mais da unificação/fusão de entidades e não da criação de outra.

Se for para unir/fundir entidades numa única entidade concreta e coerente (na sua natureza), por mim tudo bem. Mas há a questão de alguns gostarem de uma Super Força de Segurança e outros em várias
Super Forças de Segurança:

Uma que unisse a PSP/GNR;
Outra que unisse a PJ/SEF;
Outra que unisse a PM/BF (ou seja lá como eles se chamam)/lanchas da marinha;
etc.
Título:
Enviado por: NinjaCode em Abril 11, 2009, 11:41:31 pm
Citação de: "inox"
Citação de: "NinjaCode"
Quais são as competencias do estado maior e do comando geral?
O Comando-Geral está subordinado directamente ao MAI com o qual mantem estreita ligação, tem a função de Comandar as Divisões e de definir a Estratégia a seguir face às necessidades em matéria de segurança requeridas pelo MAI. Tem também o dever de exercer controlo; supervisão e avaliação interna fornecendo ao mesmo tempo um feedback sobre a matéria ao Governo.
O Estado Maior é um orgão que tem como objectivo principal, ser consultor do Comandante-Geral, preparando estudos e sugerindo caminhos a seguir face às diferentes missões atribuidas - ie. auxiliar o processo de tomada de decisão.


Mas que experiencia teem o estado maior em materias de policiamento e investigação criminal?

Eu acho que a policia deve ter um caracter civil e não militar. Se a sua acção é primariamente civil.

Cabeça de Martelo, só falo em fundir as forças da mesma especialidade numa só e entregalas a um só ministerio.
Título:
Enviado por: inox em Abril 12, 2009, 07:28:12 pm
Citação de: "NinjaCode"
Mas que experiencia teem o estado maior em materias de policiamento e investigação criminal?

Para este caso o Estado Maior é formado por Oficiais das forças de segurança (GNR/PSP; etc) não é o Estado Maior do Exercito...

Para ser mais fácil pensa assim: o estado maior é nada mais nada menos que uma equipa de acessores/conselheiros do comandante que têm experiencia em várias áreas e aplicam esses conhecimentos no processo de tomada de decisão.
Título:
Enviado por: sapito em Abril 12, 2009, 07:42:38 pm
eu concordo com a fusao!
para portugal nao faz sentido ter muitas policias que fazem a mesma coisa. eh mais dinheiro espalhado por varios locais quando podia ser melhor aplicado numa so instituicao.
 c34x
Título:
Enviado por: AgentePM em Abril 23, 2009, 07:36:19 pm
De acordo coma votação, a maioria gosta das coisas tal como estão  :roll:
Título:
Enviado por: inox em Abril 25, 2009, 09:14:45 pm
Nem por isso. Se somarmos o "concordo" com o "concordo parcialmente"  há mais gente a querer mudar.
Título:
Enviado por: BLZ_xFAP em Abril 29, 2009, 12:52:52 am
E que tal a criação de uns "Internal Affairs"?Há muita coisa dentro das FA e FS qua anda mal(más condições de trabalho, horas de trabalho excedentes,a recente tabela mínima de detenções mensais, viaturas de patrulha com pneus em péssimo estado quando multam um gajo por trazer um Aileron Matias, entre outros...) e não tem supervisão, não existe entidade que regule...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 25, 2009, 11:12:40 am
Parece que no Brasil as coisas estão a se emcaminhar para uma unificação da Policia Militar (algo como a nossa GNR) e a Policia Civil.

Citar
Polícias unificadas com Formação superior...

As propostas do Ceará para a política nacional de segurança pública que o Governo Federal pretende implantar no País foram definidas ontem, durante o último dia do evento preparatório para a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). Ao todo, foram escolhidos sete princípios e 21 diretrizes que serão encaminhadas para a etapa nacional do evento, marcada para agosto de 2008, em Brasília (DF).

Entre as propostas, estão a de criar uma polícia unificada - atualmente ela é dividida em militar e civil - e a de exigir formação de nível superior para o ingresso na carreira policial. As diretrizes sugeridas também exigem melhores salários para os profissionais e mais recursos para a área de segurança.

“Acredito que nós teremos resultados bastantes eficazes se essas propostas foram aceitas. O nível delas está muito bom”, diz o coordenador do evento no Ceará, major Plauto Roberto de Lima.

Nova política
Assim como o Ceará, todos os estados irão enviar suas propostas para Brasília. Lá, um grupo de mais de 2 mil pessoas, de todo o Brasil, irá definir quais princípios e diretrizes devem nortear as políticas públicas na área de segurança, nos âmbitos federal, estadual e municipal.

A escolha das propostas que devem constar no relatório final será feita durante o evento nacional programado para agosto. A ideia é, a partir do que for definido, construir uma política de Estado e não de Governo.

A secretária executiva adjunta da Conseg, Mariana Carvalho, explica que cada Governo, nas esferas municipal e estadual, continuará elaborando seus próprios projetos na área de segurança. O que mudará, com a nova política pública, é que esses projetos terão que seguir os princípios e as diretrizes apontadas na conferência.

“A gente espera que um um dia isso chegue a nós”, comenta dona Maria Inês Sousa, 42, moradora da comunidade Favela Vertical, no Parque São José. Ela, que é membro de uma associação comunitária no bairro, está entre as 877 pessoas que ajudaram a construir as propostas do Ceará, durante a etapa estadual do Conseg.

“É importante a sociedade civil participar desse processo porque a gente conhece os problemas da violência e da criminalidade de perto”, lembra. Todas as conferências contam com representantes da sociedade civil, de trabalhadores da área de segurança e de gestores.

DIRETRIZES PROPOSTAS

> Desmilitarizar a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros com o intuito de criar uma só Polícia, com acesso único à carreira policial através de concursos públicos que tenham como pressuposto uma formação superior.

> Garantir piso salarial nacional e uma jornada de trabalho de seis horas por dia, com hora extra, adicional noturno e risco de vida.

> Destinar, na Constituição Federal, um fundo de participação dos entes federativos (União, Distrito Federal, Estados e Municípios) como forma de cota orçamentária em um percentual destinado às políticas de segurança pública, atendendo às necessidades de reestruturação, aparelhamento, capacitação e financeiro.

> Criar o Ministério da Segurança Pública, em substituição à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), de modo a permitir o orçamento próprio para estados e municípios.

> Criar e legalizar institutos de mediação dentro das delegacias com a participação das entidades sociais de representação municipal e da Defensoria Pública.

> Construir cultura de paz através de políticas públicas com integração social das famílias, investindo em programas temáticos contra a violência.

> Criar escola de tempo integral junto aos centros comunitários e cursos de capacitação profissional para jovens, facilitando a geração de empregos.

> Unificar, padronizar e integrar as estatísticas de estados e municípios relacionadas à segurança pública, investindo na criação de um órgão nacional de estatística.

E-MAIS

> No último dia 23, o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Monteiro, avaliou como positiva a proposta de unificar as polícias, em entrevista ao O POVO. “Qualquer polícia no mundo faz o serviço total (o da civil e o da militar). Aqui, as duas não se entendem, não dialogam”, afirmou.

> A etapa estadual da 1ª Conseg foi realizada entre os dias 24 e 26 deste mês, no Centro de Convenções e na Universidade de Fortaleza (Unifor).

> Os representantes do Ceará que irão viajar para Brasília, foram definidos ontem, por meio de eleição.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 28, 2009, 12:24:01 pm
Acabou a Conferência Nacional de Segurança Publica no Rio Grande do Norte (Brasil) e a conclusão que eles chegaram foi:

Citação de: "henriquejr"
Terminou hoje a CONSEG etapa RN, as duas Diretrizes mais votadas foram:

1º Carreira Única, com Nível Superior, para Policiais Militares, Bombeiros e Policiais Civis.

Foi grande o loby da Polícia Civil e Federal para aprovar essa diretriz!!! Caso seja acatada na CONSEG Nacional, só haverá concurso público para ingresso nessas instituição para o cargo inicial, para chegar aos demais cargos (Oficiais e Delegado) somente atravéz de concurso interno com pré-requisito do bacherelado em Direito.

2º Desmilitarização das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares.

Foram aprovadas também:

- Regulamentação da Carga Horária de trabalho dos trabalhadores da Segurança Pública, com pagamento de horas extras e adcionais noturno caso a carga horária estabelecida seja ultrapassada.

- Piso salarial nacional para as instituições de Segurança Pública

- Criação do Ministério da Segurança Pública e do Fundo Nacional de Segurança pública.

- Regulamentação dos Agentes Penitenciários e criação da Polícia Penitenciária.

Essas foram algumas Diretrizes aprovadas e que deverão está na Proposta do RN que será encaminhada para a CONSEG NACIONAL.

Assim que tiver de posse do relatório completo disponibilizarei aqui.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2011, 10:46:48 am
PSD prevê "Ministério dos Assuntos Internos e Justiça"

por VALENTINA MARCELINO

Não está no programa eleitoral apresentado na passada sexta-feira por Pedro Passos Coelho, mas num relatório, que sustenta a estratégia para a Segurança Nacional, é considerada a hipótese de juntar os ministérios da Administração Interna e da Justiça.

No documento, a que o DN teve acesso em primeira mão, são apresentadas com maior detalhe, as propostas para estas áreas. A investigação criminal, hoje dispersa por várias polícias, como a PJ, PSP, GNR e SEF, será concentrada numa só Direcção da Polícia Nacional.

 :arrow: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interi ... id=1850043 (http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1850043)
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: PedroI em Maio 12, 2011, 02:53:39 pm
Boas,

Não concordo com a unificação da GNR com a PSP, são distintas na índole e na função social. Se me disserem e que tal unificar o GOE com a COE, ai talvez concorde de modo a racionalizar os meios, experiência mas numa óptica de especialização máxima como uma força como o GOE ou a COE deve ter. Já as unidades de intervenção acho que nas se aplicaria.

Não concordo com as policias municipais deviam pertencer a PSP.

A PSP devia ter a exclusividade das grandes áreas citadinas mas não necessariamente  das metropolitanas, a GNR do interior e das zonas problemáticas nas cidades apenas nos locais tradicionais e honorários como a AR e Palácio de Belém, o que já existe com a USHE.

Agora que se semeie um bocadinho de tudo na quintinha da GNR já não concordo.

Agora a unificação, como solução, não tenho duvidas para as áreas de direito publico marítimo. Sim juntar policia marítima, capitanias, ISN e toda a quinta da GNR com vista para a praia  :lol: , numa óptica de força para-militarizada assim como a GNR está para o Exercito, claro que a Marinha, a GNR e os pançudos das Capitanias não iam achar piada.

SEF com PJ não me soa grande coisa com a falta de inspectores ainda por alguns de controlar vistos, e operações relacionadas com lenocínio e ou prostituição simples, a menos que haja indícios de associações criminosas, tráficos, etc. Mas isso também já acontece hoje em dia creio.

Para finalizar o principal problema que as diversas forças de segurança atravessam hoje em dia não decorre das competências de cada uma, eventualmente sobrepostas, ou da falta de recursos, é a meu ver a total falta de respeito da hierarquia politica pelas forças e ainda pior a sua desautorização pelos mesmos e pelo sistema judicial.

Não podemos ter agentes, guardas e inspectores a trabalhar por amor a camisola que "fazem-se e desejam-se"  para prender alguém para o sistema judicial os porem em liberdade.
Que mandando parar, ninguém para, e quando os fazem parar são acusados de homicídio negligente e outras que tais.

Cumprimentos.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2011, 03:02:52 pm
Citação de: "PedroI"
Boas,

Não concordo com a unificação da GNR com a PSP, são distintas na índole e na função social.

A GNR e a PSP têm exactamente a mesma missão, a única diferença é que em caso de guerra a GNR pode ter um papel activo na defesa do território nacional.

Já agora as pessoas esquecem-se, mas nas Regiões Autónomas quem lá estão é a PSP.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: PereiraMarques em Maio 12, 2011, 03:32:32 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "PedroI"
Boas,

Não concordo com a unificação da GNR com a PSP, são distintas na índole e na função social.

A GNR e a PSP têm exactamente a mesma missão, a única diferença é que em caso de guerra a GNR pode ter um papel activo na defesa do território nacional.

Já agora as pessoas esquecem-se, mas nas Regiões Autónomas quem lá estão é a PSP.

Também existe GNR:

Citar
Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, os comandos territoriais têm sede em Ponta Delgada e no Funchal e, sem prejuízo de outras missões que lhes sejam especialmente cometidas, prosseguem, na respectiva área de responsabilidade,as atribuições da Guarda no âmbito da vigilância da costa e do mar territorial e da prevenção e investigação de infracções tributárias e aduaneiras, dependendo funcionalmente da Unidade de Controlo Costeiro e da Unidade de Acção Fiscal, relativamente às respectivas áreas de competência.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: PedroI em Maio 12, 2011, 03:58:28 pm
Enquanto respondia a este tópico passei no site da GNR para confirmar a sigla da USHE e dei com esta imagem muito interessante relativamente ao papel da GNR.

(http://www.gnr.pt/multimedia/internet/imagens/portal/gnr/organizacao/PosInstitucionalGnr.png)

Uma dos muitos amigos próximos que tenho na GNR costuma dizer que apoia incondicionalmente que a PSP seja sindicalizada e que tenha o direito a greve, é no entanto o primeiro a dizer que à GNR não devem ser permitido ambos.

Por uma razão muito simples as pessoas sabem que se mandarem a GNR bater ela bate, se mandarem a GNR carregar a velhinha ao colo ela carrega, se mandarem um soldado desgraçadamente para um posto no cú de Judas sem condições dormir na mesma área que o seu cavalo como acontecia na costa Vicentina ele vai sem reclamar, ou melhor reclama mas só para ele.

Está certo? Talvez não, agora é inegável ser dai que advém o respeito que a sociedade civil pela GNR e os Guardas respeitam isso.

(Não estou a dizer que a GNR só serve para bater e muito menos que quando a mandam bater é bem mandada)
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2011, 04:25:41 pm
Pedro, em certos países da Europa até os militares das Forças Armadas são sindicalizados.

Em relação ao que disseste a seguir...sinceramente não entendo o que queres dizer. A PSP manda os seus agentes para onde bem a instituição quer e eles têm que cumprir com as ordens dadas superiormente (isso até eu tenho e não estou numa instituição destas).
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2011, 04:28:35 pm
Citação de: "PereiraMarques"

Também existe GNR:

Citar
Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, os comandos territoriais têm sede em Ponta Delgada e no Funchal e, sem prejuízo de outras missões que lhes sejam especialmente cometidas, prosseguem, na respectiva área de responsabilidade,as atribuições da Guarda no âmbito da vigilância da costa e do mar territorial e da prevenção e investigação de infracções tributárias e aduaneiras, dependendo funcionalmente da Unidade de Controlo Costeiro e da Unidade de Acção Fiscal, relativamente às respectivas áreas de competência.

Está bem, mas são unidades especializadas, não é a guarda que faz a patrulha nas localidades.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: militar03 em Maio 12, 2011, 05:25:25 pm
concordo em parte com a unificação,temos chefias a mais e determinados departamentos simultaneos com funções identicas.
em época de crise acho que se deviam ver as coisas por esse prisma.

temos C,I,GOE,cinotecnia,explosivos,segurança pessoal na psp
temos as mesma mas com nomes diferentes na GNR
ou seja pagamos a duas diferentes forças quando podíamos usar uma

temos asae e pj que investigam por vezes as mesmas coisa. crimes económicos
temos a unidade costeira, que em contra partida temos a policia maritima
temos a força de elite dos bombeiros, mas tambem temos os gisps da gnr...


não defendo unificação, mas a melhor racionalização dos meios e acabar com alguns "tachos"
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Maio 13, 2011, 01:47:48 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "PereiraMarques"

Também existe GNR:

Citar
Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, os comandos territoriais têm sede em Ponta Delgada e no Funchal e, sem prejuízo de outras missões que lhes sejam especialmente cometidas, prosseguem, na respectiva área de responsabilidade,as atribuições da Guarda no âmbito da vigilância da costa e do mar territorial e da prevenção e investigação de infracções tributárias e aduaneiras, dependendo funcionalmente da Unidade de Controlo Costeiro e da Unidade de Acção Fiscal, relativamente às respectivas áreas de competência.

Está bem, mas são unidades especializadas, não é a guarda que faz a patrulha nas localidades.
Tens razão cabeça. Nas ilhas o GNR faz basicamente aquilo que lá fazia a extinta Guarda Fiscal.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Camuflage em Maio 13, 2011, 11:31:05 pm
Para mim é simples:

-Fim de todos os órgãos de fiscalização que existem actualmente ligados aos vários ministérios (ex: na saúde há o IGAS e ERS) e essas funções serão assumidas pela única entidade que tem competência e meios para fiscalizar crimes económicos é a ASAE ao qual deveria alagar-se e fiscalizar a segurança e higiene no trabalho. Ter a capacidade de entrar em empresas pedir contratos e meter esta gente na linha.

-Mais autonomia para a policia desenvolver investigação, deixando para a PJ os crimes complexos;

-Uma só policia, GNR ou PSP, não há  lugar para a duplicação de meios.

-Menos oficiais, menos pagode e mais gente a trabalhar a sério.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Maio 23, 2011, 11:59:32 pm
Eu acredito numa total fuzão de todas as forças policiais numa só (como acontece em muitos paises).

porque é que a ASAE, o SEF e a PJ não podem ser futuramente preenchidos com elementos vindos da PSP, porque é que temos duas policias com a mesma função (sendo que uma é uma verdadeira policia (a PSP) e a outra uma guarda pretoriana que assumiu funções policiais (GNR)).

se acham que a fusão de policiais não funciona, então a absorção pela GNR da Guarda Fiscal e dos guardas florestais foi um rotundo falhanço.

Acabar com as policias municipais (exepto nos moldes que acontecem em por exemplo lisboa, onde é pessoal da psp que tem essa função), pois grande parte do pessoal que lá esta é pessoal que não conseguiu entrar para forças policiais, por não ter perfil.

e vou mais longe, porque é que cada força tem escolas de formação duplicadas (inclusive com as forças armadas), por exemlo temos actualmente em portugal 5 escolas de inactivação de engenhos explosivos, e eu pergunto, não faz mais sentido ter uma só que forneceria os modulos de formação requeridos a cada força?
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Desertas em Maio 24, 2011, 12:03:34 am
Citação de: "Camuflage"
-Menos oficiais, menos pagode e mais gente a trabalhar a sério.


E menos polícias a trabalhar em gabinetes , secretárias e oficinas .

Um Abraço
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Get_It em Maio 24, 2011, 02:13:12 am
Citação de: "tyr"
Eu acredito numa total fuzão de todas as forças policiais numa só (como acontece em muitos paises).

porque é que a ASAE, o SEF e a PJ não podem ser futuramente preenchidos com elementos vindos da PSP, porque é que temos duas policias com a mesma função (sendo que uma é uma verdadeira policia (a PSP) e a outra uma guarda pretoriana que assumiu funções policiais (GNR)).

se acham que a fusão de policiais não funciona, então a absorção pela GNR da Guarda Fiscal e dos guardas florestais foi um rotundo falhanço.

Acabar com as policias municipais (exepto nos moldes que acontecem em por exemplo lisboa, onde é pessoal da psp que tem essa função), pois grande parte do pessoal que lá esta é pessoal que não conseguiu entrar para forças policiais, por não ter perfil.

e vou mais longe, porque é que cada força tem escolas de formação duplicadas (inclusive com as forças armadas), por exemlo temos actualmente em portugal 5 escolas de inactivação de engenhos explosivos, e eu pergunto, não faz mais sentido ter uma só que forneceria os modulos de formação requeridos a cada força?
tyr indique países como exemplo que eu não estou a perceber completamente a sua ideia.

Fusão da PSP e GNR concordo plenamente. ASAE e SEF não sei. Mas PJ? Como a sua função é a investigação acho que até faz muito sentido que seja independente.

Cumprimentos,
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Maio 24, 2011, 04:04:16 pm
Get_it, queres um exemplo de um pais, dou te a Islândia.
E se não concordas com o SEF e a ASAE serem absorvidos, fica sabendo que antigamente o controlo de estrangeiros era efectuado internamente pela PSP e a nível de fronteiras pela Guarda Fiscal. E a ASAE só foi criada há coisa de 5 anos, antes disso o trabalho no terreno era feito principalmente pela PSP e GNR.

e pergunto, qual é a diferença entre o pessoal da investigação criminal da PSP e GNR do que faz a PJ (as diferenças a nível operacional, têm mais a ver com politiquices, do que com capacidades).


E a extinção da GNR, pensando bem não é a melhor opção, pensando bem o reestruturação seria (a meu ver):
a PSP absorvia todas as unidades territoriais da GNR, absorvia a PJ, a ASAE, o SEF e as policias municipais.

e a GNR ficava com o SEPNA, Brigada de transito, brigada fiscal e absorvia todas as forças policiais especiais que se fundiriam, absorvia a guarda prisional, e a policia marítima (mas esta continuaria a nível operacional dependente da Armada).

o GIPS seria absorvido pelos bombeiros sapadores (pois policias a fazerem trabalho de bombeiro é uma parvoíce e uma clara declaração de quintismo).
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Maio 25, 2011, 12:46:58 am
Ó Tyr, você parece que está na carreira de tiro…. Deu-lhe para ai e vai de descarregar… hahaha

A segurança, a sua orgânica e estrutura é bem complexa, bem mais que a sua tropa. Envolve para, alem das forças e das pessoas e seus estatutos, vários ministérios, aspectos legais complicadíssimos e muito diferentes.

Citar
E se não concordas com o SEF e a ASAE serem absorvidos, fica sabendo que antigamente o controlo de estrangeiros era efectuado internamente pela PSP e a nível de fronteiras pela Guarda Fiscal. E a ASAE só foi criada há coisa de 5 anos, antes disso o trabalho no terreno era feito principalmente pela PSP e GNR.
Tudo errado. Desculpa: o controlo dos assuntos de estrangeiros nunca foi atribuição da PSP. Até ao 25 de Abril de 74 essa uma das competências da PIDE (como também era a Protecção Pessoal e de Altas entidades e instalações sensíveis – estas sim, passaram para a PSP a partir dessa data).
Com a dissolução dessa policia (e que não era somente politica de combate ao PCP) o controlo dos postos fronteiriços foi entregue à Guarda Fiscal (que já lá estava mas controlando sobretudo a entrada e saída de mercadorias) e o seu serviço de estrangeiros passou para a PJ.

Em 94, quando se dá a extinção da Guarda Fiscal e consequente criação do SEF, o novo serviço de segurança (atenção, não é uma força de segurança) herda o controlo dos postos fronteiriços dessa extinta Guarda e recebe o serviço de estrangeiros da PJ.

A ASAE é sobretudo a antiga e também famosa IGAE (inspecção geral das actividades económicas) à qual se juntaram mais uns quantos e pequenos serviços de inspecção. Esse nunca foi trabalho da PSP.


Citar
e pergunto, qual é a diferença entre o pessoal da investigação criminal da PSP e GNR do que faz a PJ (as diferenças a nível operacional, têm mais a ver com politiquices, do que com capacidades).
As pessoas não podem ser diferenciadas em função da força ou serviço onde trabalham …  as da PJ não serão só por isso certamente mais capazes que as da PSP, concordo.

Citar
E a extinção da GNR, pensando bem não é a melhor opção, pensando bem o reestruturação seria (a meu ver):
a PSP absorvia todas as unidades territoriais da GNR, absorvia a PJ, a ASAE, o SEF e as policias municipais.


Isto aqui já são opiniões e cada um tem direito à sua. A minha é de que a fiscalização das actividades económicas e dos assuntos administrativos deveria continuar a ter sempre os seus serviços próprios. Leia-se, sou a favor da manutenção da ASAE e das Policias Municipais, são complementares e não concorrenciais às forças de segurança.

A manutenção de um sistema de segurança dual (com uma força de segurança civil e outra militar) nem é bom nem mau, é uma opção, ainda está para nascer quem consiga dizer qual é inequivocamente o melhor. Pessoalmente já fui mais a favor duma polícia nacional única, hoje tenho muitas duvidas. Todavia acho que a tendência será para que a PSP cada vez mais seja a policia no terreno e a GNR cada vez mais uma força de retaguarda, de reserva; por muitas razoes e porque a tem 11 vagas para general do exercito a GNR não acabará nas décadas mais próximas.

À semelhança do que ocorreu em Espanha, Belgica e Austria, sou a favor da anexação da PJ à PSP constituindo um corpo especilizado. Neste momento a PJ é uma policia altamente especializada no combate ao crime complexo mas está amputada, não tem homens na rua. Só tem inspectores, é como um exercito de elite sem sargentos nem soldados, ou seja, não tem olhos nem ouvidos na rua, é cada vez mais uma policia de gabinete. O país e essa policia só ficaria a ganhar se a ela fossem associadas as esquadras e divisões de investigação criminal da PSP, os homens da rua, os furões. Muito teria a dizer sobre o tema… mas mais não é apropriado referir aqui.


Citar
e a GNR ficava com o SEPNA, Brigada de transito, brigada fiscal e absorvia todas as forças policiais especiais que se fundiriam, absorvia a guarda prisional, e a policia marítima (mas esta continuaria a nível operacional dependente da Armada).
Uma vez mais estamos no campo da opinião.
Então você entregava o policiamento do pais quase todo à PSP e tirava-lhe as forças especiais?
As forças especiais da PSP (e falo dessa por que é a que melhor conheço) não são como os páras ou comandos, não são avisadas com 3 meses de antecedência antes irem para o Afeganistão, são avisadas em cima da hora. Sabe o que isso significa, não sabe?

Quando a um agente (ou carro patrulha) da PSP é transmitido que deve ocorrer a qualquer situação (na psp vai quem nessa zona estiver mais próximo; na gnr assim não é e não percebo porquê – orgânicas diferentes), chegado ao local faz uma avaliação e em função dessa, acciona ele mesmo imediatamente os meios necessários à resolução da ocorrência. Para ai em 70% dos casos ele mesmo resolve o caso sozinho (ou com apoio do pessoal da sua esquadra). Nos restantes 30% ele (por intermédio do seu coordenador) chama pessoal especializado … e isso vai desde uma comum ambulancia ou agente de transito até peritos em inactivação ou elementos do GOE. Veja: esses meios altamente especializados não existem só para existir, existem para servir e actuar a qualquer instante e efectivamente estão em permanete protidão… e a força que os tem de ter é aquela que mais probabilidade tem de a eles recorrer, aquela que está no terreno … e nos aeroportos, nas embaixadas, na protecção das altas entidades, etc…locais onde a susceptibilidade de serem necessários é maior. Retirar isso à PSP (e entregar ou faze-la depender da GNR) seria como você ir à sua cozinha e transferir o frigorifico e fogão para casa do vizinho…. O mais provável era que quando precisasse de comer ou beber o vizinho ano estivesse em casa.

Quanto á policia marítima, pô-la a depender da armada, apraz-me dizer-lhe o seguinte:
Num pais moderno, civilizado, de lei e de direito as forças militares não tutelam forças policiais. São campos distintos.
Eu sou a favor da fusão da Brigada Fiscal da GNR, do ISN, da Policia Marítima, etc… (são cerca de 20 as entidades que superintendem no mar e orla marítima em Portugal) numa única entidade militarizada do tipo duma Guarda Costeira, copiando assim o que de melhor se faz lá fora.

Já a Guarda Prissional… é um caso muito especial, lida com um grupo social muito especial… deve estar onde está e como está, no ministério da justiça.

Citar
o GIPS seria absorvido pelos bombeiros sapadores (pois policias a fazerem trabalho de bombeiro é uma parvoíce e uma clara declaração de quintismo).
Os Gips devem simplesmente ir para onde fazem falta: reforçar o dispositivo territorial da GNR.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Maio 25, 2011, 01:55:13 am
Pois Trafaria, estou chateado, farto de corrupção, farto de quintismos, farto de incompetência institucional, farto de burocracias, farto de desvio de pessoal operacional para trabalhos administrativos, farto de competição entre forcas que deveriam cooperar, farto da ver má gestão de fundos publico, etc...

mas aqui vai a minha resposta.


eu tentei simplificar a resposta relativamente ao SEF e ASAE (e só olhei para o pós 25 Abril) e não falei do IGAI, pois  tirando as inspecções a estabelecimentos comerciais, nunca vi pessoal do IGAI a fiscalizar feiras, mas via pessoal da PSP e GNR a faze-lo. E o IGAI que eu siaba não tinha nada de policial.

a minha questão das policias municipais não é a de serem concorrenciais, mas sim a de serem uma força que muitas vezes não passam de securitas mal formados e seleccionados, com autoridade excessiva e sem chefias competentes (em muitos municípios a chefia da policia municipal é um menino politico sem conhecimentos nem competência). Simplesmente não vejo a utilidade de muitas destas forças policiais (mas só posso falar das que conheço).

relativamente as forças de elite, o meu raciocínio é simples, fundir tudo e mete-las debaixo de um comando (mas com vagas abertas a pessoal de qualquer das forças policiais) que poderia ser GNR (por ser militar na sua natureza) ou dependentes de uma estrutura superior que coordenasse todo o policiamento.


Relativamente a marinha o problema de Portugal é a de que o trabalho de guarda costeira é executado pela marinha (a maior parte dos meios navais estão vocacionados exactamente para isso) pois se tirarmos os meios de guarda costeira, a armada resume se a 2 submarinos, 5 fragatas e um navio reabastecedor. a fiscalização das nossas aguas (excepto em alguns pontos junto da costa) é efectuada exclusivamente pela marinha.

a minha solução seria dar a função de guarda costeira à marinha, pois (se exceptuarmos os navios que mencionei acima, os navios hidrográficos, navios escola e o corpo de fuzileiros) a maior parte do trabalho executado pela marinha é esse. Pois a única coisa que se faria para criar essa guarda costeira seria a marinha mudar de nome e repintar os seus navios (e as fragatas seriam o equivalente aos cutters da guarda costeira americana).

mas pelo menos concordamos com a fusão da guarda com a policia marítima, mas eu faria a fusão total de todas as forças que mandam na nossa costa e a nível operacional coloca las ia sob a tutela da marinha, para não andar a criar uma força de coordenação das actividades marítimas (mais tachos).

a guarda prisional pode ter sido mal pensado da minha parte mas o serviço que é feito por ela, pode ser executado perfeitamente por pessoal da GNR ou PSP, o que isto faria seria reduzir cadeias de comando, serviços administrativos e daria capacidade de adaptação à estrutura de comando (quer para reforçar o pessoal nas prisões, quer para reforçar os meios humanos na rua).

relativamente ao GIPS concordamos que não faz sentido a sua existência (apesar de eu (chateado) pensar, ai querem ser bombeiros, então que o sejam  :G-bigun: ).


mas sublinho que o que digo é a minha opinião e ela vem do que experiencio e o que conheço das forças de segurança (passei grande parte da minha vida num um bairro da GNR (porque tinha familiares nela)  e a grande maioria dos meus amigos é ou policia ou guarda)
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Maio 29, 2011, 01:07:30 pm
O que para mim é importante, é aumentar o produto operacional, reduzir os serviços de apoio e  de comando.
Tornar praticamente desnecessários gabinetes de coordenação entre as varias forças e reduzir drasitcamentes custos com materiais (se houver uma standardização de meios e menos chefes a gastarem dinheiros com luxos desnecessários poupa se e de que maneira), reduzir o custo com pessoal (menos oficiais (e descorromper a estrutura da PSP, pois houveram alguns iluminados que quiseram aumentar os ordenados dos oficiais dizendo que para a função x era preciso um oficial de patente superior ao que é realmente necessário (e hipocritamente boicotarem completamente as carreiras de agentes e chefes)) e nivelar os subsidios por baixo, não só nas forças de segurança, mas em todo o estado, pois não existem policias de primeira, nem de segunda (pois eu sou mais militar que um praça e menos que um oficial, pois os meus subsidios quer de condição militar, quer de missão quer de especialidade assim o indicam (pois se ganho mais subsidio ou menos, quer dizer que sou mais ou menos)) e se alguem com um ordenado base baixo se desenrrasca com um subsidio baixo, qual é a razão para quem ganha mais ter um subsidio mais alto (a não ser que o praça/guarda/agente tenha que obrigamente comer na tasca mais rasca e na pensão mais xungosa, que os sargentes/chefes tenham que comer num restaurante medio e dormir em hoteis 3 estrelas e os oficiais/classes dirigentes tenham que ter tudo 5 estrelas (obviamente pago pelo erário publico)).

E se as coisas a nivel policial são exessivamente complexas, assim o é porque existem interesses que o defendem, pois a necessidade dessa complexidade é a de criar muitos lugares de chefia, quer para seduzir as chefias com cargos altos (e assim serem bem cooperantes), quer para arranjar lugares para os amiguinhos e boys.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: securita em Junho 03, 2011, 03:06:22 pm
Hoje quando abri o JN deparei me com a seguinte noticia: PSD congela admissão de novos polícias.
 
A proposta do psd que prevê a criação de uma policia nacional (pn) , mediante a fusão do sef,PSP;PJ, permitirá congelar a ADMISSÃO de novos polícias nos próximos três a cinco anos. E empreenderá uma redução de órgãos e cargos dirigentes, que  se situará em mais de  30%.
 As metas constam de um documento interno do psd, a que o jn teve acesso, alicerce da proposta eleitoral que a direcção de passos coelho tem evitado explicar. A junção do sef, psp, pj. O documento começa por apoiar a opção por um sistema dual- com uma policia civil (pn) e outra de natureza militar(gnr)- no argumento de que é o modelo de todos os países da Europa do sul.
 
O PSD está a tapar os olhos a todos nós,o psd nunca falou da área da segurança , se não fosse o JN a informar esta situação através de um documento retirado do alicerce do psd . O mais provável é o PSD , ganhar as eleições e espetar com esta bomba no parlamento. O meu voto é cds-pp, pois o cds vai votar contra isto tudo.
  A união faz a força.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: HSMW em Junho 03, 2011, 04:16:03 pm
Será assim tão mar fundir o SEF com a PSP?
Quanto à PJ é que não concordo. Deverá ser sempre independente de todas as outra forças.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 03, 2011, 11:03:07 pm
Citação de: "HSMW"
Será assim tão mar fundir o SEF com a PSP?
Quanto à PJ é que não concordo. Deverá ser sempre independente de todas as outra forças.
Só para começar:
Imagina que um "soldado" do SEF ganha mais que um "tenente" da PSP ... e agora põe a imaginação de lado par que eu te acorde: isto é a pura verdade.
E como é que fazias: punhas os agentes da psp (cerca de 20 mil) a ganhar como tenentes ou despromovias os (cerca 500) "carimbadores" do sef?

Isto foi só um detalhe... francamente... do HSMW esperava que fosse uma pessoa mais atenta.

Se nao te importares explica porque é que, a teu ver, a PJ tem de ser independente.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: HSMW em Junho 03, 2011, 11:30:08 pm
Tem lá calma Trafaria!
Eu de forças policiais pouco percebo. E de contabilidade muito menos.

Mas sei que não é por causa de vencimentos em que cada um só está preocupado com o seu umbigo, ou com o fim do mês, que as coisas não devem mudar para melhor.
Se é uma decisão para melhor ou não, os profissionais que se prenunciem.


Quanto à PJ será isso uma pergunta necessária? Não devem ser as policias ser também fiscalizadas?
É que não acredito na auto-fiscalização.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 04, 2011, 12:39:52 am
Compreendo... mas eu só falei na questão dos vencimentos (onde como podes verificar as diferenças são incompreensivelmente abismais) para dar substancia aos discursos, incluindo ao teu. As pessoas estranhas às forças de segurança falam da uniões e fusões nas FS como se isto fosse transferir soldados ou pelotões de um quartel para outro. Só te quis dizer que isso nao é bem assim... e espero que o exemplo que te dei, os dos vencimentos, te ajude a ver melhor o esquema.

Como é que seria? Um colega a fazer o mesmo que eu mas vindo do sef ganharia o dobro de mim ou o vencimento dele seria reduzido a metade?
Eu faço esta pergunta simples (porque outras bem mais complicadas existem) aos espertos que por aqui andam a mandar bitaites...
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 04, 2011, 12:44:17 am
A investigação criminal é apenas um sub-sector, um capitulo, uma parte, de um campo mais vasto que no seu todo se chama SEGURANÇA e é desse inseparável. Separando-os só enfraquecemos o conjunto...
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: PereiraMarques em Junho 04, 2011, 01:08:42 am
Obviamente que aos elementos do SEF e da PJ serão atribuídos postos e vencimentos equivalentes na categoria de Oficiais da PSP. Neste caso a PSP (ou melhor dito a "Polícia Nacional") ficaria com umas centenas de "Oficiais" a mais...e dai? Foi o que a Espanha fez quando fundiu as suas "PJ" e "PSP" em 1978 no actual Cuerpo Nacional de Polícia...
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Junho 04, 2011, 01:27:35 am
Os entraves à fusão de meios são na maior parte dos casos, derivados de anticorpos corporativistas (no exército já assisti a isso, quando da proposta da fusão de certas escolas e unidades especializadas foi tudo mandado as urtigas, por causa dos lugares de chefia).

Para mim as únicas coisa que interessa são o produto operacional (quantidades de meios no terreno) e a viabilidade financeira de todo o sistema. E não a quantidade de chefias, quantidade de fardas, quantidades de gabinetes de coordenação, etc... e se me dizem que para o conseguir têm que se transpor inúmeros obstáculos, a única coisa que posso dizer como militar, é que os obstáculos existem para serem transpostos (quer seja harmonização salarial, quer seja harmonização operacional, quer seja para fazer a transição sem que os interesses cooperativos boicotem tudo).
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 04, 2011, 01:33:57 am
Ok Marques Pereira, essa será obviamente parte da solução.
E os outros, a maioria? Aqueles antigos praças da GF que nada fizeram na vida se nao carimbar passaportes... promovia-os a quê, a intendente (coronel)? Devem ter quase todos idade para isso...
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 04, 2011, 01:35:29 am
Tem razão Tyr.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 04, 2011, 01:37:05 am
Para que nao restem duvidas: eu sou favorável a essa fusão.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 04, 2011, 12:53:27 pm
E o que fazer com o direitos como o da greve e de regalias como o pagamento de horas extraordinárias... que na psp obviamente nao existem?
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Junho 04, 2011, 01:21:40 pm
Dava se por exemplo a opção de ou serem integrados na Policia Comum com as regras da actual PSP ou então seriam colocados em outros serviços do estado como meros funcionários públicos (mas com funções pouco atraentes (para quem tem família), como por exemplo como uma equipa do Ministério dos Negócios estrangeiros para zonas de conflito e com um nível de prontidão inferior a 24 horas (malas sempre prontas)), ou então serviços burocráticos, ou serviços administrativos na Protecção civil ou MAI. E com o risco dos que não fossem integrados na policia entrarem no sistema de mobilidade.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 04, 2011, 09:40:52 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Obviamente que aos elementos do SEF e da PJ serão atribuídos postos e vencimentos equivalentes na categoria de Oficiais da PSP. Neste caso a PSP (ou melhor dito a "Polícia Nacional") ficaria com umas centenas de "Oficiais" a mais...e dai? Foi o que a Espanha fez quando fundiu as suas "PJ" e "PSP" em 1978 no actual Cuerpo Nacional de Polícia...
Em Espanha a "judiciaria" tinha uma estrutura hierárquica clássica, com "soldados, sargentos e oficiais" e que estavam colocados numa tabela salarial comum a todas as forças. Mas em Portugal somos mais finos. Quando se passou a exigir a licenciatura  para concorrer à PJ eles auto-promoveram-se todos a "oficial", acabaram com a classe de agentes e chefes ... (que existiam até há bem poucos anos)... agora são todos "doutores", mesmo os que só tinham a escolaridade minima (e há alguns; o anterior chefe do sindicato deles é um).
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: PereiraMarques em Junho 04, 2011, 10:01:25 pm
Conclusão: a tal "Polícia Nacional" ficava com umas centenas de Comissários e Intendentes a mais, é um problema assim tão grande? Há uns tipos na PJ e no SEF que nunca tiveram Ordem Unida e que não estão habituados a reconhecer insígnias de posto, em duas semanas aprendem isso tudo...

Até parece que não se acabou com a Guarda Fiscal...e o mundo não acabou...Para os mais antigos, nem sei se se lembram da PVT - Polícia de Viação e Trânsito...e o mundo também não acabou...
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Junho 06, 2011, 12:04:21 am
Cada vez mais desapontado com o Pereira Marques...
A GF era um corpo militarizado com o seu pessoal distribuido pelas mesmas três classes comuns á principal força por onde foram distribuidos ... e tinham os mesmos vencimentos, regalias sociais, etc... só foram para a psp e guarda prisional os que o pediram (que nao se importaram de perder a condição militar) e a maioria foi para a nova brigada fiscal.

A PVT nao era nem mais nem menos que um corpo especial da psp e nesta reentraram com os mesmos postos, vencimentos ... os mais deles integrando as divisoes de transito fazendo exactamente o mesmo serviço que faziam.

Agora é diferente. Estas pessoas têm estatutos, vencimentos e regalias muito diferentes dos corpos policiais que vão integrar. São civis, nao sao obrigados a trabalhar para alem do seu horário, tem direito à greve, a horas extraordinarias, etc... será que vao querer perder tudo isso?
Depois... o facto de ganharem bem nao quer dizer que estejam à altura de desempenhar as funções que na psp correspondem a esse vencimento. Lá porque um servente na suissa ganha mais que um engenherio em portugal isso não o intitula nem qualifica de engenheiro quando voltar para cá. Da mesma maneira um carimbador de passaportes do sef só porque ganha mais que um comissário da psp isso por si nunca poderá fazer dele um oficial...
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Get_It em Junho 07, 2011, 06:22:24 pm
Sobre a GNR e a "guarda costeira": Racionalizar, não é a palavra de ordem? (http://http)

Cumprimentos,
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: foxtrotvictor em Junho 09, 2011, 12:26:07 am
Carago! Vou ser promovido a brigada!  E carimbos só os vi no estágio.   E, na formação de tiro, damos mais tirinhos que a PSP, a GNR e a Pj, lerolero.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 09, 2011, 05:42:31 pm
O SEF e a ASAE, a policia mais operacional em Portugal. :twisted:  c34x
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: PCartCast em Junho 09, 2011, 08:12:26 pm
Sou a favor da eliminação de redundâncias e sobreposições, tais como como o GOE e o COE... Mas de Resto Ficava-se por ai.

A haver unificação, punha o SEF na GNR (o SEF deriva directamente da ex-Guarda Fiscal, que também era uma força militarizada, grande porte dos inspectores actuais do SEF vieram da Guarda Fiscal).

Integrar a Asae numa força civil, PSP ou PJ, penso que funcionaria melhor do que fazer o mesmo numa força militarizada.

Quanto aos Bombeiros, e aos serviços de Protecção civil são órgãos que não se querem centralizados, por isso é que uma, das poucas, competências dos Governos civis é a organização dos serviços de Protecção civil local. No entanto concordo com a reestruturação dos serviços de Bombeiros. Devia haver pelo menos uma força de Bombeiros Sapadores por Distrito, e as estruturas das brigadas de intervenção rápidas que a GNR actualmente detêm, passavam a funcionar exclusivamente nos sapadores distritais. Eu sei que estamos com falta de verbas, mas a floresta é património, que deve ser salvaguardado.

Quanto ao resto, a especialização é uma virtude, por isso mantinha PSP, GNR, PJ e GP... Embora ache que a PM deveria integrar a GNR.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Junho 09, 2011, 08:29:16 pm
tenho andado a pensar, e não faz sentido, o trabalho, da guarda costeira continuar a ser feito pela marinha, mas em cada embarcação embarcar uma equipe de abordagem da GNR (assim, acabava- se com a PM, não havia redundância de meios, e tínhamos pessoal com formação policial a fazer policiamento).

PCartCast, porque discordas da absorção da PJ, pela PSP? porque achas que tem que existir uma policia que fiscaliza outra?
se for essa a razão, eu discordo, pois se mantivermos quer a guarda, quer a PSP, uma pode vistoriar a outra, e na minha opinião o SIS, deveria servir, também para supervisionar as forças policiais (claro que a única coisa que poderiam fazer era isso, e as acções a serem tomadas, seriam pelas policias e meios judiciais).
Se a razão tem a ver com competências, então ai discordo totalmente, pois um agente da PJ não é nem mais nem menos competente que um elemento da investigação criminal (pode ter é mais ou menos meios, mais ou menos formação e mais ou menos competências decididas politicamente)

quanto a Guarda Prisional, continuo a achar que deve ser absorvida por uma das policias para aumentar a adaptabilidade da força e reduzir custos quer a nivel de cadeia hierárquica, quer a nível de custos com selecção e formação dos novos elementos.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Junho 09, 2011, 08:32:55 pm
Relativamente aos meios de protecção civil, eu acho que a estrutura de comando deve estar centralizada e ser o mais simples possível (mas mantendo uma dispersão territorial e comandos territoriais).
e as forças de bombeiros sapadores, não estarem presas a distritos, mas sim distribuídas de modo a que com o mínimo de custos, consigam cobrir o mais rápida e economicamente a totalidade do nosso território.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: foxtrotvictor em Junho 09, 2011, 09:51:28 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
O SEF e a ASAE, a policia mais operacional em Portugal. :twisted:  c34x
Pois fique o ilustre "pára" sabendo que o SEF deve ser a polícia onde mais se investe em formação táctica. Quase todos os operacionais tem formação em socorrismo táctico, em entradas dinámicas, em arrombamento, em condução defensiva. A tutela investiu na formação dos formadores de armamento e tiro, com formações do que melhor há lá fora e cá dentro. Rob Pincus, Tactical Response (formações de 2000 disparos) e CTOE, são alguns bons exemplos. Somos o unico serviço de segurança em que os formadores de armamento e tiro tem o curso de combate a curta distância ministrado pelo CTOE (um abraço Ranger). O curso de espingarda tática é de 600 disparos (quando frequentei o curso de formadores de técnicas policiais, na PSP, foram 25 disparos). O SEF não é só "carimbadores". Temos centenas de processos crime a decorrer (e sim que alguns de arrombar porta com ariete). Depois, temos um gabinete de cooperação polícial internacional, onde trabalham em conjunto GNR, PSP, PJ e SEF (isso sim, um verdadeiro embrião de Polícia Nacional) e a cordenação é exercida pelo SEF. Tenho dito.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: PCartCast em Junho 09, 2011, 11:41:50 pm
Citação de: "tyr"
PCartCast, porque discordas da absorção da PJ, pela PSP? porque achas que tem que existir uma policia que fiscaliza outra?
se for essa a razão, eu discordo, pois se mantivermos quer a guarda, quer a PSP, uma pode vistoriar a outra, e na minha opinião o SIS, deveria servir, também para supervisionar as forças policiais (claro que a única coisa que poderiam fazer era isso, e as acções a serem tomadas, seriam pelas policias e meios judiciais).
Se a razão tem a ver com competências, então ai discordo totalmente, pois um agente da PJ não é nem mais nem menos competente que um elemento da investigação criminal (pode ter é mais ou menos meios, mais ou menos formação e mais ou menos competências decididas politicamente)

O problema principal é mesmo a formação, manter uma estrutura de formação para policiamento e outra para investigação criminal, representa custos... Se a PJ se juntasse é PSP os custos de formação continuariam idênticos...

O aspecto de haver uma força que actua não só sobre os civis, mas também sobre as forças policiais é importante... Apesar de os próprios agentes da PJ não serem imunes ao crime, a sua selecção é mais criteriosa, normalmente um agente da PJ, existem excepções, é formado em Direito, e estão á partida menos susceptíveis ao crime por já estarem familiarizados com o código processo penal e afins :)...

Eu sugeria ainda a redução do Estatuto Militar, por forma a que estes possam ser inquiridos pela PJ sem ter que se aceder a procedimentos especiais, que normalmente são requeridos nestas situações, e nesse caso, a PJM seria integrada na actual estrutura da PJ. Tal como aconteceu com a antiga Guarda Fiscal, sem prejuízo para aqueles que desejam continuar carreira Militar. No caso da ex-GF o pessoal com habilitações inferiores ao 11º ano foi integrado na GNR, e os que tinham habilitações superiores podiam requerer admissão imediata, no então recém criado SEF.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: foxtrotvictor em Junho 10, 2011, 08:55:02 am
Citação de: "PCartCast"
Citação de: "tyr"
PCartCast, porque discordas da absorção da PJ, pela PSP? porque achas que tem que existir uma policia que fiscaliza outra?
se for essa a razão, eu discordo, pois se mantivermos quer a guarda, quer a PSP, uma pode vistoriar a outra, e na minha opinião o SIS, deveria servir, também para supervisionar as forças policiais (claro que a única coisa que poderiam fazer era isso, e as acções a serem tomadas, seriam pelas policias e meios judiciais).
Se a razão tem a ver com competências, então ai discordo totalmente, pois um agente da PJ não é nem mais nem menos competente que um elemento da investigação criminal (pode ter é mais ou menos meios, mais ou menos formação e mais ou menos competências decididas politicamente)
No caso da ex-GF o pessoal com habilitações inferiores ao 11º ano foi integrado na GNR, e os que tinham habilitações superiores podiam requerer admissão imediata, no então recém criado SEF.
 11 ano, menos de 35 anos e olhe que não. Houve provas de acesso curso e estágio. Nem todos entraram.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Junho 10, 2011, 10:20:17 am
PCartCast, pelo que dizes, parece que a investigação criminal da PSP não existe (e fazem exactamente o mesmo que fazem os agentes da PJ, com a diferença que existem crimes que não são da sua competência).
e a selecção dos agentes da PJ não é mais criteriosa que os dos elementos  da investigação criminal, pois estes são parcialmente seleccionados pelo desempenho diário como agentes, e não somente por psicotecnicos, médicos e canudos já adquiridos (o que tem uma boa taxa de erro e entra muita gente que não devia).
O conhecerem o código de processo penal, todos os bons policias o sabem, e o terem andado a estudar uma versão anterior na universidade, até pode tornar as coisas confusas (pois se eu durante 3 ou 5 anos andei a ouvir constantemente que o código é assim e vou para a rua e ele é grandemente alterado, vou ficar durante bastante tempo baralhado).

Olha que a historia de terem curso superior e afins,não os afasta da corrupção, muito pelo contrario, pois quem se julga superior aos outros (por ter mais formação, por não ter ninguém acima dele e por ser o responsável máximo), cedo se sente também acima da lei (principalmente se não teve uma educação rígida). Com uma força não policial a supervisionar as policias já nada disso ocorre.

Relativamente ao fim do estatuto "especial" dos militares, eu honestamente concordo (eu até ia mais longe e fazia como os italianos, a Guarda fazia o trabalho de Policia Militar).
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: foxtrotvictor em Junho 10, 2011, 02:02:03 pm
-Para os senhores inspectores da PJ e do SEF, Firme! Se up! Ombro arma! :mrgreen:
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: STI Executive em Junho 15, 2011, 05:49:20 pm
Citar
Somos o unico serviço de segurança em que os formadores de armamento e tiro tem o curso de combate a curta distância ministrado pelo CTOE (um abraço Ranger).


Não é verdade, caro forista. Há por aí outros formadores de armamento e tiro de outro serviço de segurança com essa mesma formação.

Cumps
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 15, 2011, 06:01:38 pm
Citação de: "foxtrotvictor"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
O SEF e a ASAE, a policia mais operacional em Portugal. :twisted:  c34x
Pois fique o ilustre "pára" sabendo que o SEF deve ser a polícia onde mais se investe em formação táctica. Quase todos os operacionais tem formação em socorrismo táctico, em entradas dinámicas, em arrombamento, em condução defensiva. A tutela investiu na formação dos formadores de armamento e tiro, com formações do que melhor há lá fora e cá dentro. Rob Pincus, Tactical Response (formações de 2000 disparos) e CTOE, são alguns bons exemplos. Somos o unico serviço de segurança em que os formadores de armamento e tiro tem o curso de combate a curta distância ministrado pelo CTOE (um abraço Ranger). O curso de espingarda tática é de 600 disparos (quando frequentei o curso de formadores de técnicas policiais, na PSP, foram 25 disparos). O SEF não é só "carimbadores". Temos centenas de processos crime a decorrer (e sim que alguns de arrombar porta com ariete). Depois, temos um gabinete de cooperação polícial internacional, onde trabalham em conjunto GNR, PSP, PJ e SEF (isso sim, um verdadeiro embrião de Polícia Nacional) e a cordenação é exercida pelo SEF. Tenho dito.

Impressionante! :D

No entanto eu tenho a impressão que houve pessoal da PJ a ir a Lamego tirar o dito curso.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: foxtrotvictor em Junho 15, 2011, 09:56:00 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "foxtrotvictor"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
O SEF e a ASAE, a policia mais operacional em Portugal. :twisted:  c34x
Pois fique o ilustre "pára" sabendo que o SEF deve ser a polícia onde mais se investe em formação táctica. Quase todos os operacionais tem formação em socorrismo táctico, em entradas dinámicas, em arrombamento, em condução defensiva. A tutela investiu na formação dos formadores de armamento e tiro, com formações do que melhor há lá fora e cá dentro. Rob Pincus, Tactical Response (formações de 2000 disparos) e CTOE, são alguns bons exemplos. Somos o unico serviço de segurança em que os formadores de armamento e tiro tem o curso de combate a curta distância ministrado pelo CTOE (um abraço Ranger). O curso de espingarda tática é de 600 disparos (quando frequentei o curso de formadores de técnicas policiais, na PSP, foram 25 disparos). O SEF não é só "carimbadores". Temos centenas de processos crime a decorrer (e sim que alguns de arrombar porta com ariete). Depois, temos um gabinete de cooperação polícial internacional, onde trabalham em conjunto GNR, PSP, PJ e SEF (isso sim, um verdadeiro embrião de Polícia Nacional) e a cordenação é exercida pelo SEF. Tenho dito.

Impressionante! :D

No entanto eu tenho a impressão que houve pessoal da PJ a ir a Lamego tirar o dito curso.

Assim como a PM. Mas essa formação não teve quase nada a ver com a que nos foi ministrada a nós.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: anjorain em Junho 29, 2011, 10:42:59 am
Gostaria de dizer que nem o SEF deriva directamente da ex-Guarda Fiscal, nem a maioria dos efectivos da CIF/SEF têm formação técnico-táctica.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Dezembro 18, 2011, 09:43:10 pm
A nivel de unificação das Forças de Segurança digamos, territoriais, que são a PSP e a GNR, tenho uma ideia intermédia.
É sabido que Portugal está dividido em 18 distritos e 2 regiões autónomas, para esses distritos e regiões autónomas existem 20 Comandos da PSP e 20 Comandos da GNR, o que dá um total de 40 Comandos (também há as unidades especiais mas essas para a minha ideia são irrelevantes).

Que tal fazer-se um estudo, sobre as caracteristicas dessas duas Forças de Segurança, as caracteristicas de todos os distritos e regiões autónomas, depois distribuia-se os distritos e regiões autónomas entre a PSP e a GNR consoante o resultado desse estudo cada Força de Segurança teria a responsabilidade da segurança em todo o distrito, em vez de como actualmente, zona urbana para a PSP e zona rural para a GNR. Podia ser 10 Comandos para a PSP e 10 Comandos para a GNR, ou a PSP ficava com os distritos de maior densidade populacional, e a GNR com os de menor, etc, há muitas possibilidades, isso seria tudo feito pelo tal estudo que referi no inicio. Pelo menos a nivel de Comandos ficavam reduzidos a metade, um por distrito e região autónoma em vez dos actuais 2, e continuavam a existir ambas as Forças.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: tyr em Janeiro 11, 2012, 08:55:15 pm
Brave Sir Robin, falei do que sabia, pois conheço casos de alguns municípios em que isto é verdade. Agora esses casos, não representam todos os municípios, mas reflectem a falta de uniformização de exigências relativamente a policias nacionais e que o trabalho delas poderia ser feito por essas mesmas policias com aumento de qualidade (em alguns municípios) e provavelmente redução de custos.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: ptero em Fevereiro 07, 2012, 12:45:12 pm
Caros colegas,
Antes de mais faço aqui a minha declaração de interesses, pertenço ao SEF e já exerci funções nas mais diversas àreas, postos de fronteira, fiscalização, investigação criminal e oprações de índole internacional.
Dito isto e tendo em conta a minha experiência passo a tecer algumas considerações relativamente à unificação das forças de segurança.

Em primeiro lugar todos sabemos que as quintas existem e que constituem o maior entrave ao bom funcionamento das forças de segurança no terreno. Aqui cada entidade quer ter o controlo sobre a informação, o que como bem sabemos só cria dificuldades, existindo mesmo situação ridículas em que várias forças acabam por se encontrar a investigar os mesmos crimes e só se apercebem de tal situação porque acabam por "tropeçar" em elementos de um ou outro OPC.
Aliás todos tem consciência, que muitas vezes, são as lógicas de troca de informação a nível meramente informal que permitem que as diligências cheguem a bom porto, visto que se se utlizarem os canais oficiais, de tão burocráticos que são, o mais normal é não chegarem em tempo útil.

Mais triste ainda é o facto de sempre que se tenta fazer algum tipo de operação conjunta, o grande entrave é sempre quem coordena, quem manda, quem fica com os louros. Enfim.

Da minha experiência só posso dizer que já trabalhei com elementos da PSP, GNR e PJ e em todas as ocasiões se verificou que quando nos encontramos no terreno todos trabalhamos nos mesmo sentido sem qualquer problema de igual para igual.
Ou seja, para uma melhor eficiência e eficácia, qualquer remodelação passará inevitavelmente por uma situação em que diminuam as quintas e em que se permita que informação flua.  

Deste modo, e tendo como base o famoso estudo do PSD que já todos conhecem, podemos verificar que a base até não estará mal vista (mas com algumas nuances).
A criação de um modelo unificado de Polícia Nacional faz todo o sentido, considerando que seriam criadas uma divisão de segurança pública, uma de investigação criminal e uma de fronteiras.

Assim teriamos na divisão de segurança pública a GNR e a PSP. Sim porque se há caso em que as competências são 90% equivalentes (não me venham com questões menores como a competência relativamente às armas ou afins) e que a sua principal distinção é a componente militar e competência territorial não se compreende como é que o famoso estudo não vislumbra de imediato a sua fusão. Só aqui teriamos poupanças avultadas em termos de instalações e dimuição consequente de quadros de chefias que se tornariam redundantes, e em simultaneo um aumento dos meios disponíves para trabalhar no terreno, já para não falar na eficiência que adviria do simples facto de pertencerem a um mesmo comando.
Eventualmente a Guarda Prisional também poderia ser aqui integrada, permitndo uma maior flexibilidade na gestão de recursos.

Na divisão de investigação criminal, a PJ e elementos das BIC, NIC e investigação criminal do SEF. Aqui temos mais uma vez os mesmos ganhos referidos anteriormente, além de uma melhor circulação de informação pelo simples facto das bases de dados passarem a ser comuns e um ganho substancial na quantidade da mesma visto que como bem sabemos,é quem se encontra nas localidades no dia a dia que conhece e sabe o que realmente se passa, quem são as pessoas, quem faz o quê. Isto per si aumentaria de forma substancial os bons resultados em termos de investigação criminal. (sim, todos sabemos que a PJ ao longo dos anos perdeu muita dessa base de conhecimento devido às opções que foram sendo tomadas até à data).

Na divisão de fronteiras teriamos o SEF, policia maritima, alguns resistentes da GF e eventualmente Alfandega, o que permitiria fazer um controlo adequado das fronteiras maritimas e aéreas do país.
Conforme sabem a gestão da segurança num posto de fronteira roça o limiar do anedótico, pois neste momento temos o SEF a fazer o controlo documental de passageiros, a âlfandega para as bagagens, a PSP a segurança aeroportuária (mas só no aeroporto e numa pequana àrea circundante, cabendo depois dessa àrea à GNR) e ainda a PJ por questões que normalmente se prendem com o tráfico de estupefacientes. Enfim.  Ao contrário de outros países como é o caso da França ou da Holanda onde a divisão de fronteiras é simplesmente responsável por todos esses aspectos nos postos de fronteira com evidentes vantagens para a coordenação e gestão de elementos.

Qaunto à ASAE, entendo que estes deveriam ser integrados num serviço tido finanças ou afins, enquanto fiscalizadores da actividade económica.

Relativamente às polícias municipais, julgo que poderiam manter a sua existência, mas num regime de complementaridade colocando-os mais como uma espécie de vigilantes camarários com competências na gestão do trânsito local.

Cordiais saudações.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: brunopinto90 em Abril 02, 2012, 12:38:51 pm
Tenho andado a seguir este tópico e faz-me confusão todas estas entidades. Procuro informações sobre as mesmas, mas nã encontro as suas áreas de operação e a sua jurisdição.

Pesquisei sobre as várias entidades da Itália e eis o que eu vejo:

Guarda di Finanza (ao que me parece, é equivalente á unidade de controlo costeiro da GNR)
Guardia Costiera (ao que me parece, é equivalente ao SAM)

Não entendo! Existe uma guarda costeira, mas a missão de patrulhamento das águas de itália é de responsabilidade da Guarda di Finanza.

Pelo que eu li, pareceu-me que a Guarda di Finanza é semelhante á unidade de controlo costeirol, mas também não será semelhante á Polícia Judiciária como o combate ao crime organizado e ao tráfico de droga?

Agora respondendo a ás perguntas colocadas, defendo que todas as entidades com meios e recursos de patrulha e monotorização marítima deviam estar sobre um comando unificado, como o SAM (Sistema de autoridade marítima) penso como a guarda costeira marítima federal da Alemanha.

PSP e GNR em comandos dependentes (com a GNR como está)
PJ independente

Quanto ao resto, não sei dizer.

Já agora quais as diferenças de jurisdição e área de operações destas seguintes forças (não entendo parece-me ser tudo igual)

Unidade de Controlo Costeiro da GNR
Polícia Marítima
SEF (se tiverem algum equipamento maritimo)
PJ (se tiverem algum equipamento maritimo)
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: inox em Julho 08, 2012, 01:36:11 pm
Guarda Nacional ou Policia Nacional?

Guarda Nacional = Fusão da GNR e PSP, mantendo a característica militar própria da GNR.
Policia Nacional = Fusão da GNR e PSP, mantendo a característica civil própria da PSP.

Qual será a melhor e porquê?
Eu sou a favor da Guarda Nacional. Acredito que o facto de ser militar funciona melhor em termos de organização, das valências atribuídas e do trabalho desempenhado em vários cenários (incluindo em missões internacionais no contexto NATO ou ONU).
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Julho 08, 2012, 05:12:13 pm
Bem... a tendência europeia (e até mundial) é precisamente a inversa dessa, a da "civilização" das forças policiais.
Seriamos caso unico e inédito se "militarizássemos" ou "gendarmizássemos" toda a nossa estrutura de segurança.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: 3520 em Julho 08, 2012, 09:24:11 pm
Eu acho que a reestruturação das Forças de Segurança se deveria aliar à reorganização do território. Como o caso dos Países-Baixos.
Ou o caso Alemão, BundesPolizei ( Polcia Nacional/Federal ) e LandesPolizei ( Policia Regional/Estadual ). Neste caso também ambas as policiais têm o mesmo uniforme e organização mas jurisdições diferentes.  


A policia  seria unificada mas assente em 5 unidades ( ou mais ) de comando territorial ou regiões.
Criar-se-ia  uma Agência Nacional de Polícia responsável por:
- (PJ) - Investigação criminal de crimes que a elevada complexidade o exijam;
- (SEF) – Serviço de Vigilância de fronteiras, aduaneiro e estrangeiros;
- (SIS) – Vigilância do território, segurança interna e informação policial;
- (UEP) - Unidades de apoio territorial;
- Unidade de meios tecnológicos de policia;
- Comando e inspecção central dos comandos territoriais;
- A unidade nacional de trânsito, responsável pela vigilância das auto-estradas, ficaria a cargo desta Agência ou seriam os comandos territoriais responsáveis pelas auto-estradas na sua área de jurisdição;
- Unidade de cooperação internacional de policia;
- Serviço de protecção diplomática;
- Unidade de Controlo Costeiro ( se necessário );

A GNR como o Koninklijke Marechaussee Holandês, passaria a uma força paramilitar, mais ou menos em regime de voluntariado para membros das forças armadas que seria responsável pela segurança de instalações militares. Instalações ou serviços de estado que o exijam. Sob alçada do Minitério da Defesa, que em condições especiais poderá também apoiar os comandos territoriais e a Agência Nacional de Policia.  

O comandante da Agência Nacional de Policia deverá ser sempre um magistrado ou um comandante oriundo dos comandos regionais.

O que acham deste modelo?
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: inox em Julho 09, 2012, 05:43:33 pm
3520
Se bem percebi, o modelo da Agência Nacional de Policia é no fundo uma fusão alargada GNR+PSP+SEF+PJ+ASAE+SIS. Tem as vantagens inerentes a qualquer fusão, especialmente na questão de equipamento, partilha de informações, inexistência de conflitos de jurisdição ou de redundância de atribuições.

Não concordo porém em ser um magistrado a comandar!
Quem comanda deve ser um oficial com experiência prévia no terreno. Os magistrados são bons para os tribunais e mesmo assim tenho dúvidas em alguns casos... não têm empatia nem sabem o que é fazer uma patrulha, o que é estar de baixo de fogo, etc. Nem nunca o vão saber porque não são da área, foram treinados na teoria, na retórica e na política.

Também discordo em transformar a GNR numa força paramilitar, e do regime de voluntariado...
Das duas uma, ou a GNR era fundida na Agência Nacional de Policia ou passava a 4 ramo das Forças armadas e neste caso chamava a si a competência das policias do exercito, da força aérea e da marinha (incluindo uma componente de guarda costeira), ficava também como força musculada para protecção de altas individualidades, cenários de manutenção de ordem pública, catástrofes, operações especiais (contraterrorismo, inactivação de engenhos explosivos, etc.) e missões internacionais. (em resumo, uma espécie de National Guard dos USA)

Trafaria
Sei que a prevalência europeia tem sido no sentido de "civilizar". Não creio porém que seja o melhor modelo, nem isso ficou provado. Por isso, mesmo inédito podia resultar bem em Portugal.
De qualquer forma, como resolverias o problema da fusão: X militares e X civis, conversão dos postos e das antiguidades, perda de estatutos, alteração das tabelas salariais, prioridade em colocações...
Que vantagens teriam os militares em deixar de o ser?
Boa parte do pessoal da PSP não está contente com o estatuto civil, e está até muito desmotivado com a maneira que a polícia os trata, com os concursos internos pouco transparentes, etc...

Uma coisa une ambos os mundos, é o descontentamento de como o Estado tem tratado aqueles que se sacrificam pela Pátria. Se a tendência não se inverter, a desmotivação vai ser um cancro que minará a Nação.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Julho 09, 2012, 08:25:46 pm
Xiça... isto nem tem ponta por onde se lhe pegue.  :D
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 10, 2012, 12:34:34 pm
E que tal uma coisa tão simples como:

Um comando unificado das várias forças de segurança, o fim das duplicações/triplicações de unidades/competências.

Por exemplo, num país tão pequeno como Portugal temos duas unidades especiais de Policia/Guarda, ambas com uma unidade de Operações Especiais/Anti-terrorismo, manutenção da ordem pública, minas e armadilhas, cinotécnica, etc. Essas unidades têm centenas de membros e gastam um horror de dinheiro. bastava haver uma unidade que fosse buscar os seus membros às várias forças e já estava resolvido o problema.

Não há necessidade nenhuma de acabar seja com o que for, deve-se é gerir como deve de ser os recursos humanos, materiais e financeiros que o país tem.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Trafaria em Julho 10, 2012, 02:24:54 pm
Isso é uma consequência do nosso sistema e um preço a pagar por ele. Enquanto tivermos um sistema dual de forças estas têm de dispor dessas valências.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: ptero em Julho 10, 2012, 03:15:48 pm
Caros colegas

Em primeiro lugar, quanto às duvidas do colega Bruno Pinto, que deu como exemplo o que se passa em Itália. Só lhe posso dizer que já tive oportunidade de trabalhar lá com as nossas congéneres e digo-lhes que aquilo é verdadeiramente caótico... As competências sobrepõem-se! Existem forças policiais para tudo e mais alguma coisa e como é natural ninguém se entende... Bem pior do que aqui... Enfim.

Quanto à questão da "civilização" das forças de segurança, acho que essa é demasiado óbvia! Basta falarem com qualquer colega da GNR e percebem depressa que isso não é impedimento, até agradeciam que o estatuto militar caisse! Excepto para algumas patentes superiores que iam ter alguma difculdade de justificar o cumprimento de algums ordens de carácter bem duvidoso(para não dizer mais...).

A proposta do colega 3520 até faz muito sentido, embora a questão da unidade paramilitar me faça alguma confusão! A existir uma unidade militarizada deveria ser apenas como unidade de reserva para conflitos graves, operações de indole internacional e eventualmente controle costeiro! Nesses termos não me fazia confusão nenhuma que estivesse ligada ao Min. Defesa!

Quanto à questão do magistrado à frente das polícias, é sempre uma questão complicada com os seus prós e contras! No meu entender pelo menos numa hipotética divisão criminal, o coordenador deveria ser um magsitrado! E digo mais, deveria ser um procurador do MP! Sim, porque para isto funcionar os departamentos de investigação criminal deveriam estar a ser efectivamente coordenados pelo Ministério Público em vez de ser a palhaçada que hoje em dia acontece! Estes deviam ter equipas alocadas e fazerem efectivamente e no terreno a instrução dos processos crime, ao contrário do que se passa agora! (tomem lá um processo; tem 90 dias; ainda não está?; tomem lá mais 90 dias;...) Enfim, não passam de revisores de relatórios!



Já agora, é de salutar que o pessoal vá partilhando pontos de vista, até porque esta questão da unificação está só em stand-by! Deixem passar a troika que alguém volta à carga!
Aliás como todos bem sabemos, a questão da fusão natural entre GNR e PSP só não se coloca por razões superiores...???
O que acho que é evidente, é que todos nós queremos é melhores condições para fazer o nosso trabalho e tudo o que diminua "quintas", "corrais" e afins é sempre bem vindo! Queremos é pessoal no terreno!

E já agora, só uma achega ao nossos decisores políticos, bem podem fazer todas as reestruturações nas policias, mas se não puserem o sistema judicial a funcionar como deve ser, bem que podem esperar sentados pelos bons resultados!



Um abraço.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: inox em Julho 10, 2012, 06:40:58 pm
O comando unificado parece uma boa ideia.
Mas como funcionaria? Quem compunha esse comando? E o que aconteciam às unidades duplicadas (ex.: GOE e GIOE)? Eram fundidas? Se sim, como funcionaria essa fusão?
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: 3520 em Julho 11, 2012, 08:13:39 am
Eu basei-me nas recentes reorganizações ocorridas em países com população equiparável ao nosso como a Suécia e os Países-Baixos. Inclusivamente as unidades. E creio que a futura reorganização das nossas forças de segurança não será muito diferente à destes países.  

Devo dizer que sempre tive noção da realidade policial devido a ser filho de um chefe da PSP na eic. E é com imenso respeito que falo destes temas.
 

Referi-me à GNR como força paramilitar porque esta também ficaria responsável pelas policias do exercito, força aérea e marinha. Como a gendarmerie. Funcionaria praticamente como 4º ramo das forças armadas. E acho que a extinção da PSP em prol da criação de uma nova força verdadeiramente unificadora, e a manutenção da GNR (com a mudança do excedente de pessoal para a nova força) mas atribuindo-lhe outras valências e responsabilidades, seria o mais aceitável para os ditos "velhos do restelo".


Não penso que a solução do comando unificado, para duas forças que se dizem diferentes, seja relevante. Só iria criar ainda mais guerrinhas entre ambas as forças.
- Qual seria a origem do comandante, ISCPSI (PSP) ou Academia Militar (GNR)?
- Quando um comandante fosse militar passariam as duas forças a ter cariz militar e vice-versa?
- Qual das forças aceitaria subordinar-se à outra perdendo valências?
- Porque razão uns portugueses continuariam a ser policiados por uma força e outros por outra? Serão uns portugueses diferentes de outros?



Inox, os civis devem ser policiados por civis e os militares por militares. As leis estabelecem uma clara diferença entre civis e militares, porquê meter tudo no mesmo saco?
E a verdade é que as habilitações académicas para se entrar na PSP sempre foram maiores que para entrar na GNR. É claro que nenhum PSP é mais que um GNR e vice-versa. Mas exigindo-se mais habilitações, poderá exigir-se mais formação o que significa mais profissionalismo e próximidade ao cidadão. E a formação que os paises nórdicos concedem às suas policias também não deixa de ser exemplo.

Creio que perante uma reorganização se devem fazer as coisas bem e aumentar a eficácia do policiamento que deverá ser a finalidade da dita reorganização
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 11, 2012, 10:36:35 am
3520 vê o que aconteceu no Exército com a BrigRR, já teve comandante Pára-quedista, Comando e agora um Ranger. Os militares de cada casa ficaram na mesma casa, têm é um comando/estado-maior comum.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Fevereiro 22, 2013, 09:23:52 pm
Citar
Fusão de polícias dá poupança de 624 milhões


Uma redução de despesa da ordem dos 624 milhões de euros, no final do sexto ano de execução, seria o impacte mínimo financeiro que resultaria da fusão da GNR, a PSP e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) numa só Polícia Nacional civilista.

As contas foram feitas num estudo para o Sindicato dos Oficiais de Polícia (SOP/PSP) e defende pela primeira vez que se prescinda do presente sistema dual, com uma estrutura de natureza militar e várias civilistas, apostando na poupança e no aumento de eficácia operacional. Frise-se, no entanto, que nunca nenhum partido do arco governativo, PS, PSD e CDS, colocaram sequer a possibilidade de acabar com o modelo dual e com a GNR.

O relatório a que o DN teve acesso - e que será entregue sexta-feira ao Governo, grupos parlamentares e às instituições que integram a Troika - demonstra que a criação de uma Polícia Nacional "aliviaria as contas de Estado no mínimo em 81 milhões de euros no primeiro ano. No sexto ano, atingida a velocidade cruzeiro em termos financeiros, a poupança acumulada seria acima dos 624 milhões de euros, ou seja, uma média de 104 milhões de euros ao ano".

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interi ... id=3067428 (http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3067428)
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Agosto 24, 2017, 10:10:44 am
Tenho algumas hipóteses, uma mais radical, uma menos radical, uma mais complicada.

O mais radical é simples, juntar a PSP e GNR numa nova força policial civil e cortar tudo o que está duplicado.

O menos radical, é dividir os 20 distritos e regiões autónomas entra a PSP e GNR, ficando com 10 cada um, aqui teríamos uma redução em 20 comandos distritais/regionais, permitiria ter pessoal disponível para completar o efectivo de outras unidades, tudo o resto ficava na mesma.

O mais complicado, primeiro é a nível teórico decidir que tipo de missões são melhores para a PSP e para a GNR, e tal como o nome indica, eu acho que o correcto é a Policia policiar (proteger o cidadão cumpridor e capturar o cidadão criminoso) e a Guarda guardar (instalações criticas do estado e reserva nacional). Então neste modelo a PSP ficaria com todo o policiamento de proximidade, Transito, Acção Fiscal e unidades especiais de operações especiais, ordem publica, cinotécnica e inativação de explosivos, gostaria que a ordem publica ficasse mais próxima do cidadão, um pelotão por distrito, (acho que actualmente a GNR funciona assim). A GNR voltaria a ter o Regimento de Infantaria e de Cavalaria, tendo toda a segurança dos palácios dos órgãos de soberania, embaixadas, segurança pessoal, honras de estado, o RI organizado em várias companhias de intervenção e uma de operações especiais, além dessas funções poderiam reforçar a PSP e Forças Armadas em caso de necessidade, por exemplo eventos de alta visibilidade.

Troquei os nomes das unidades especiais da PSP e GNR de propósito, acho que demonstram melhor a missão que tem que cumprir, a PSP fica com ordem pública pois a sua função é dedicada a manter a ordem e como força civil é um nome menos "agressivo", a GNR fica com companhias de intervenção, pois tanto podem operar em território nacional como ordem pública como podem operar no estrangeiro como infantaria ligeira (Iraque ou Timor),sendo militares ficam com um nome mais abrangente e agressivo.

O GIPS também desaparecia e todas as suas capacidades e responsabilidades de Protecção e Socorro passavam para a FEB.

Dúvidas:

 A UCC e Policia Marítima também juntam-se à PSP (esquadras marítimas ou costeiras?) ou não se juntam à PSP e serem uma Guarda Costeira dentro da Autoridade Marítima, mostrando a importância do mar ao ter uma policia própria, aqui tenho dúvidas. Outra possibilidade é a GNR absorver as Policias Militares, a PJ Militar, a segurança das unidades militares? E talvez, a GNR absorver a Guarda Prisional, e ficar com a segurança das prisões? O problema talvez seja mais a nível politico, pois as prisões estão na alçada do ministério da Justiça, os militares no ministério da Defesa. Ficam as ideias.

A PSP absorver SEF e ASAE também são possibilidades, no fundo a ideia seria a PSP ficar com tudo o que seja interacção com o cidadão em território nacional.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Get_It em Agosto 24, 2017, 02:32:44 pm
Lightning a missão visão seria quase essa. Só que no caso menos radical a GNR não faria policiamento e iria de forma faseada perder as suas zonas de responsabilidade: no início iria perder totalmente o literal e depois ia sendo substituída pela PSP no interior.

Concordo que todas as polícias militares seriam extintas, passando a GNR a ficar com as suas responsabilidades.

Não vejo é com bom olhos a GNR a ser utilizada como infantaria ligeira no estrangeiro, que talvez seja um termo demasiado abrangente. Agora, se fosse para algo do estilo «protecção de força» aí já acharia que faria mais sentido.

A UCC e a Polícia Marítima ou ficam numa nova unidade na Marinha (Guarda Costeira) ou na GNR. Talvez a UCC poderia era até passar para o SEF, mas isso já seria uma maluquice minha.

O SEF e a ASAE não seriam absorvidas por nenhuma outra entidade e a Guarda Prisional também iria permanecer "independente".

A hipótese mais radical acho que seria um pesadelo em termos de moral e recursos humanos por isso acho que a separação de responsabilidades e de áreas, tal como o corte em tudo que está duplicado faria mais sentido; especialmente a longo-prazo.

Cumprimentos,
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Agosto 24, 2017, 03:40:19 pm
Não vejo é com bom olhos a GNR a ser utilizada como infantaria ligeira no estrangeiro, que talvez seja um termo demasiado abrangente. Agora, se fosse para algo do estilo «protecção de força» aí já acharia que faria mais sentido.

Certo, eu só dei o exemplo do que fizeram no Iraque, mas concordo com a ideia de ser mais Policia Militar e menos Infantaria.

Citar
A UCC e a Polícia Marítima ou ficam numa nova unidade na Marinha (Guarda Costeira) ou na GNR. Talvez a UCC poderia era até passar para o SEF, mas isso já seria uma maluquice minha.

Acho que isso, com algum aumento de pessoal e ficarem com os postos fronteiriços terrestres, e criamos uma Guarda de Fronteiras, que é a antiga Guarda Fiscal ;D.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: NVF em Agosto 26, 2017, 09:52:03 pm
Já varias vezes sugeri um modelo semelhante ao agora proposto pelo Lighting. Nos outros países com sistemas duais, as várias forças  complementam-se; é normal ver a Gendarmerie Nacionale a intervir ao lado dos CRS, tal como é normal ver os Carabinieri actuar ao lado da Polizia di Stato.

GNR ficava com: a UEP (para fundir com a sua UI), funções de Policia Militar e de guarda de instalações militares, mantinha as funções de guarda fiscal, de guarda florestal e o GISP. Intervinha no estrangeiro quando necessário e apoiava as  FFAA em caso de conflito. Total de elementos entre os 10 e os 15 mil.

PSP ficava com o PJ, ASAE, SEF, unidades de intervenção rápida, trânsito, policiamento geral. 30 a 35 mil elementos.

Guarda Costeira ficavam com Polícia Marítima, UCC da GNR, ISN, Faróis e capitanias. Cerca de 10 mil elementos.

MAI criava unidade de helis ligeiros para apoio às três forcas de segurança com cerca de 10 helis bimotores. SAR e combate a FF como missão secundaria.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Camuflage em Agosto 27, 2017, 01:08:05 pm
Não é possível ter os bombeiros todos profissionais, alias, maioria dos países europeus, está dentro do que temos, bombeiros voluntários em grande número e depois uma minoria de sapadores. Os sapadores estão normalmente concentrados em grandes meios populacionais e os voluntários em zonas mais de interior ou pequenos meios.

Sou favorável como disse noutras ocasiões a fusões:

SEF + PJM ser parte integrante da PJ
PSP + GNR + Guarda Prisional + Policia Municipal + Policia Marítima - não faz sentido existirem em separado num país tão pequeno
PM + PA + PE - pode-se facilmente criar uma formação unificada para este tipo de policias militares

Na Finlândia, só existe um corpo de policia, movem-se em carrinhas, observam as pessoas, marcam presença e actuam sempre que necessário, desde mau estacionamento a delitos graves. Não entendo por que raio por cá é preciso tanta especialização em vez de policias bem formados e bem equipados.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Agosto 27, 2017, 07:44:15 pm
Não é possível ter os bombeiros todos profissionais, alias, maioria dos países europeus, está dentro do que temos, bombeiros voluntários em grande número e depois uma minoria de sapadores. Os sapadores estão normalmente concentrados em grandes meios populacionais e os voluntários em zonas mais de interior ou pequenos meios.

Acho que "não é possível", não é grande justificação, podemos ter 50.000 polícias profissionais, 30.000 militares profissionais, milhares de polícias municipais, médicos, enfermeiros, e restantes funcionários públicos, mas não podemos ter 10.000 bombeiros? Vi um artigo sobre os bombeiros espanhóis em Portugal, e eles disseram que ficaram admirados de ver tanto voluntário,  pelo que parece em Espanha são bem menos em relação aos profissionais.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Camuflage em Agosto 27, 2017, 11:58:04 pm

Acho que "não é possível", não é grande justificação, podemos ter 50.000 polícias profissionais, 30.000 militares profissionais, milhares de polícias municipais, médicos, enfermeiros, e restantes funcionários públicos, mas não podemos ter 10.000 bombeiros? Vi um artigo sobre os bombeiros espanhóis em Portugal, e eles disseram que ficaram admirados de ver tanto voluntário,  pelo que parece em Espanha são bem menos em relação aos profissionais.

Temos cerca de 7000 bombeiros profissionais e 25000 voluntários. A maioria se fosse fazer o curso de bombeiro sapador ficaria pelo caminho. Não só perdes pessoal como aumentas depois a despesa do Estado a suportar os bombeiros sapadores. Foram sempre estes os dois motivos pelos quais grande parte dos países da UE nunca profissionalizaram os bombeiros.
O problema não é a bombeirada, a formação é sempre necessária, o problema é o que sempre existiu: falta de organização e fiscalização.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: mafets em Agosto 28, 2017, 02:18:40 pm
Este debate faz-me lembrar o ultimo Coastex 17, aquele tal exercício lá para os lados de Tróia em que os outros países mandaram as respectivas guardas costeiras. Portugal fez-se representar por 8 forças, além das que integram o ECGFF (não acabem com "tacharia" que não é preciso)... ;D :jok:
Citar
Além das entidades que integram o ECGFF, participaram neste exercício oito instituições nacionais (Força Aérea Portuguesa, Autoridade Tributária e Aduaneira, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Direcção-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, Polícia Judiciária, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Direcção-geral de Saúde e Agência Portuguesa do Ambiente).

https://www.diariodaregiao.pt/2017/05/29/troia-acolheu-primeiro-exercicio-europeu-de-guardas-costeiras-fotogaleria/ (https://www.diariodaregiao.pt/2017/05/29/troia-acolheu-primeiro-exercicio-europeu-de-guardas-costeiras-fotogaleria/)

(https://i0.wp.com/www.diariodaregiao.pt/wp-content/uploads/2017/05/edit.jpg?resize=840%2C480&ssl=1)

Saudações


Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Agosto 28, 2017, 04:19:47 pm
As entidades portuguesas que integram o ECGFF são a Marinha, a Autoridade Maritima Nacional e a GNR.
http://www.ecgff.eu/home/21-chair/downloads/category/12-working-documents?download=34

Podiamos só ter uma Guarda Costeira como a maioria dos países, mas também podiamos ser como a Itália que apesar de ter Guarda Costeira não a livra de também ter 3 entidades. ou podiamos ser como a Dinamarca, em que é a Marinha e pronto.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: nelson38899 em Setembro 03, 2017, 10:35:00 pm
As entidades portuguesas que integram o ECGFF são a Marinha, a Autoridade Maritima Nacional e a GNR.
http://www.ecgff.eu/home/21-chair/downloads/category/12-working-documents?download=34

Podiamos só ter uma Guarda Costeira como a maioria dos países, mas também podiamos ser como a Itália que apesar de ter Guarda Costeira não a livra de também ter 3 entidades. ou podiamos ser como a Dinamarca, em que é a Marinha e pronto.

Eu continuo achar, que quanto menos instituições melhor. A GNR pode ficar com o controlo terrestre costeiro, a marinha fica com o mar. 

Ainda no outro dia me questionei, todos os concelhos têm policias, mas corpos dos bombeiros não! Isto não faz sentido.

outro assunto sensível que muitas vezes me fazem pensar,  porque razão o Inem e os bombeiros fazem o mesmo trabalho?
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: raphael em Setembro 04, 2017, 02:58:00 am
Já em 2013 se discutia uma possível unificação no seio das Forças de Segurança e estamos em 2017 exatamente na mesma...

http://www.defesa.pt/Documents/20130307_IDN_reforma_do_estado_soberania_jan2013.pdf
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Setembro 04, 2017, 09:39:13 am
Ainda no outro dia me questionei, todos os concelhos têm policias, mas corpos dos bombeiros não! Isto não faz sentido.

Eu pensava que tinham :o, até a terrinha dos meus país no Minho tem bombeiros voluntários. O problema é que os bombeiros não são do governo, alguns sáo das câmaras municipais, mas a maior parte são das Associações, acho que é assim, e essas associações são independentes do governo ou câmaras, tem é acordos com essas entidades, com a Protecção Civil, INEM, etc, acho que é um sistema complicado.

Citar
outro assunto sensível que muitas vezes me fazem pensar,  porque razão o Inem e os bombeiros fazem o mesmo trabalho?

Acho que "o trabalho" é do INEM, mas como eles não tem pessoal para estar nas terrinhas todas, "emprestam/dão (não sei ao certo)" uma ambulância aos bombeiros de uma certa região para eles usarem nas emergências médicas a pedido do INEM, é um dos tais acordos.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Viajante em Setembro 04, 2017, 10:09:20 am
Ainda no outro dia me questionei, todos os concelhos têm policias, mas corpos dos bombeiros não! Isto não faz sentido.

outro assunto sensível que muitas vezes me fazem pensar,  porque razão o Inem e os bombeiros fazem o mesmo trabalho?

Quando refere que todos os concelhos têem polícias, está a referir-se à PSP + GNR, certo?
Dou-lhe o exemplo do distrito de Viseu, só 2 dos 24 concelhos têem PSP (Viseu e Lamego), todos os restantes concelhos estão sob a alçada da GNR. No interior do país é raro o concelho que tenha PSP, só capitais do distrito e pouco mais!

E mesmo os destacamentos de cada concelho não têem sequer operacionais suficientes para patrulhar o concelho (estou a falar de 1 só patrulha!). É muito frequente haver um acidente por exemplo no concelho de Sernancelhe e vir uma patrulha de Penedono ou de Moimenta, porque Sernancelhe não tem nenhuma disponível naquele instante.

Mas também pergunto se a PSP é o mais apropriado para o interior do país com sedes de concelho com 1.000 ou pouco mais habitantes!!!!!! Vejo-a muito mais como força citadina e sem meios sequer para andar em percursos sem alcatrão. O caso mais mediático do que descrevo foi o caso do Palito, tiveram de chamar a Cavalaria da GNR para patrulhar a área, porque..... a maior parte do terreno não é acessível por qualquer veículo!
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Viajante em Setembro 04, 2017, 10:14:26 am
Ainda no outro dia me questionei, todos os concelhos têm policias, mas corpos dos bombeiros não! Isto não faz sentido.

Eu pensava que tinham :o, até a terrinha dos meus país no Minho tem bombeiros voluntários. O problema é que os bombeiros não são do governo, alguns sáo das câmaras municipais, mas a maior parte são das Associações, acho que é assim, e essas associações são independentes do governo ou câmaras, tem é acordos com essas entidades, com a Protecção Civil, INEM, etc, acho que é um sistema complicado.

Citar
outro assunto sensível que muitas vezes me fazem pensar,  porque razão o Inem e os bombeiros fazem o mesmo trabalho?

Acho que "o trabalho" é do INEM, mas como eles não tem pessoal para estar nas terrinhas todas, "emprestam/dão (não sei ao certo)" uma ambulância aos bombeiros de uma certa região para eles usarem nas emergências médicas a pedido do INEM, é um dos tais acordos.

Julgo que todos os concelhos têem corpos de Bombeiros voluntários. Normalmente o Município lá do sítio "controla" a Direcção da Associação ou quando tal não acontece, vemos as guerras do costume nos telejornais, das Direcções das Associações (eleitas pelos sócios) contra o Comando dos Bombeiros (operacionais).
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: nelson38899 em Setembro 05, 2017, 10:19:44 pm
Ainda no outro dia me questionei, todos os concelhos têm policias, mas corpos dos bombeiros não! Isto não faz sentido.

outro assunto sensível que muitas vezes me fazem pensar,  porque razão o Inem e os bombeiros fazem o mesmo trabalho?

Quando refere que todos os concelhos têem polícias, está a referir-se à PSP + GNR, certo?
Dou-lhe o exemplo do distrito de Viseu, só 2 dos 24 concelhos têem PSP (Viseu e Lamego), todos os restantes concelhos estão sob a alçada da GNR. No interior do país é raro o concelho que tenha PSP, só capitais do distrito e pouco mais!

E mesmo os destacamentos de cada concelho não têem sequer operacionais suficientes para patrulhar o concelho (estou a falar de 1 só patrulha!). É muito frequente haver um acidente por exemplo no concelho de Sernancelhe e vir uma patrulha de Penedono ou de Moimenta, porque Sernancelhe não tem nenhuma disponível naquele instante.

Mas também pergunto se a PSP é o mais apropriado para o interior do país com sedes de concelho com 1.000 ou pouco mais habitantes!!!!!! Vejo-a muito mais como força citadina e sem meios sequer para andar em percursos sem alcatrão. O caso mais mediático do que descrevo foi o caso do Palito, tiveram de chamar a Cavalaria da GNR para patrulhar a área, porque..... a maior parte do terreno não é acessível por qualquer veículo!

estava mais a referir me à Policia Municipal!

Por exemplo  Guimarães e Vila Nova de Famalicão não têm bombeiros profissionais, mas enterram o dinheiro camarário na policia municipal.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: HSMW em Setembro 05, 2017, 10:42:05 pm
Uma policia municipal dá lucro... Bombeiros não.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 08, 2017, 10:21:46 am
Uma policia municipal dá lucro... Bombeiros não.

Na minha zona é possível que não, já que foram proibidos de andarem a multar o pessoal que não tirou o ticket de estacionamento. Só nisso eram uns bons milhares todos os meses. O pessoal tem que começar a perceber que o nome "Policia" está a ser usado de uma forma se calhar um tanto ou quanto abusiva, já que o trabalho deles é mais de vigilante/fiscal que de um agente de autoridade. Não podem prender, muitos nem arma têm e as competências variam muito de concelho para concelho. O "melhor" de tudo, ganham o mesmo que qualquer Assistente Técnico numa Câmara Municipal, ou seja, levam para casa menos de 700€.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: HSMW em Setembro 08, 2017, 11:42:57 am
Já me tinha lembrado disso!
De policia pouco tem pois é mais focada em fiscalização de transito e comércio.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: nelson38899 em Setembro 09, 2017, 12:19:49 am
Já me tinha lembrado disso!
De policia pouco tem pois é mais focada em fiscalização de transito e comércio.

logo não fazem sentido existir, mais valia investir o dinheiro numa força verdadeira de protecção civil!
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 09, 2017, 11:38:22 am
O que é que a Protecção Civil tem haver com isto? Por falar em dinheiro, sai mais barato ou mais caro ao contribuinte pagar 600 e poucos euros ou 1000? Vais ter Policias a fazerem o trabalho da Policia Municipal? Isso é que é um desperdício.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Maio 14, 2018, 02:23:10 pm
Não é unificação de forças, e não é nada decisivo, é apenas um estudo de reorganização.

PJ, PSP e GNR debaixo da mesma alçada? A proposta é apresentada hoje
http://rr.sapo.pt/noticia/113150/pj-psp-e-gnr-debaixo-da-mesma-alcada-a-proposta-e-apresentada-hoje

Citar
Com prefácio de Adriano Moreira e as assinaturas de uma dezena de académicos, militares e ex-governantes, é apresentada esta segunda-feira a Estratégia de Segurança Nacional – Horizonte 2030.
Título: Re: Unificação das Forças de Segurança
Enviado por: Lightning em Outubro 16, 2019, 12:47:40 pm
Em relação à polícia marítima temos dois problemas, um é a duplicação com a UCC da GNR e o outro é o de estar subordinado a um ramo militar e ministério da defesa.

Em relação à primeira situação vou deixar para depois, mas em relação ao segundo problema penso que se poderia solucionar do seguinte modo, tendo como exemplo a GNR e ANEPC que tem generais do exército na sua cúpula, mas o seu comandante não é o CEME, nem dependem do MdN.

Tranferia a AMN para o ministério do mar, já que a AMN trata de mais assuntos a ver com o mar além do policiamento, também trata do socorro a náufragos, instituto hidrográfico, faróis, combate à poluição, seria uma maneira de reforçar a importância desse ministério e da importância do mar para Portugal, por outro lado, não dá poder em demasia ao MAI.

A chefia da AMN podia continuar a ser um almirante (situação igual à GNR e ANEPC), mas não seria o CEMA, teria que ser outra pessoa, sem funções na Marinha, hierarquicamente dependente apenas do ministro.

Do mesmo modo que os oficiais da GNR frequentam o curso na Academia Militar, podia ser criado o curso de oficial de Guarda Costeira, dado na Escola Naval, uma mistura de curso de Marinha e de GNR, em que tivesse a componente marítima e a componente policial.

A Polícia Marítima passava toda a ser Guarda Costeira, a UCC da GNR ou também se juntava toda ou pelo menos passavam os meios sendo o pessoal transferido para outras unidades da Guarda.

A Guarda Costeira poderia ficar às ordens da Marinha em situação de crise, como a GNR com o exército.

A Guarda Costeira ao ser independente da Marinha e da GNR poderia melhorar as relações entre estas instituições e a cooperação, em situações na praia poderiam precisar de apoio da GNR e situações no mar o apoio de navios da Marinha.

A Guarda Costeira teria capacidade própria de fiscalização até às 12 milhas e patrulha nas praias, casos graves de desordem nas praias receberia apoio da GNR, operações na água para lá as 12 milhas em que seja necessário navios de maior capacidade, deveria embarcar uma equipa da GC nos navios da Marinha que estão afectos à patrulha da ZEE e SAR.

A FAP trabalha com a PJ, GNR, sem problemas, a Marinha também poderia ter um comportamento similar, fazendo a parte da navegação e transporte, a parte policial não.

Os oficiais da Marinha podiam continuar e exercer funções na AMN, no ISN, IH, faróis, etc, exepto na GC, aí, conforme os novos oficiais da GC  fossem aparecendo, os da Marinha teriam que sair das capitanias.

Os centros de busca e salvamento e de zona marítima, teriam que ter elementos da Marinha e da Guarda Costeira.