O Governo aprovou esta quinta-feira o contrato de investimento da nova unidade industrial de produção de células fotovoltaicas a partir de silício em Vila do Conde.
Em causa está uma verba de 99,766 milhões de euros e a criação de 200 postos de trabalho. A capacidade instalada é de 100 mega Watt por ano, com potencial para aumentar até 250 mega Watt.
O investimento é da Itarion Solar, empresa que resulta da joint venture entre as empresas alemãs Quimonda e Centrosolar e prevê o alcance de um volume de vendas acumulado de 2008 a 2017 de 2.261 milhões de euros.
«Trata-se de um projecto pioneiro em Portugal na área das energias renováveis que visa melhorar a eficiência das células fotovoltaicas, fazendo uso da profunda experiência da Qimonda nos processos de optimização das propriedades eléctricas do silício, através de acções de aperfeiçoamento das matérias-primas, do desenho das células, do processo de fabrico, da eficiência e das economias de escala», refere o comunicado do Conselho de Ministros.
A totalidade da produção da Itarion Solar destina-se ao mercado externo, contribuindo para o aumento das exportações e para a melhoria do saldo da balança comercial portuguesa de produtos electrónicos.
A EDP Renováveis revelou resultados líquidos de 58,8 milhões de euros, referentes aos primeiros nove meses do ano, valor que fica ligeiramente aquém das estimativas dos analistas. O EBITDA da empresa liderada por Ana Maria Fernandes atingiu os 306,5 milhões.
Os lucros apresentados pela mais jovem cotada do PSI-20 comparam com a previsão de resultados líquidos de 60,3 milhões de euros do CaixaBI e os 62,3 milhões estimados pelo Citigroup. Em termos de EBITDA, ou “cash flow” operacional, a quarta maior empresa de energias renováveis superou ligeiramente as previsões.
“A margem bruta alcançou os 402 milhões de euros, suportada pelo aumento da produção para 5.353 GWh (+76% face aos primeiros nove meses de 2007) e pelos preços de venda atractivos de 97,9 euros por megawatt/hora na Europa e 87 dólares por megawatt/hora nos EUA. O EBITDA atingiu os 306,5 milhões com uma margem EBITDA de 76%”, refere a empresa no comunicado.
A mesma fonte realça que no período em análise “investiu cerca de 1.250 milhões de euros, dos quais aproximadamente 40% com projectos já concluídos e o restante com projectos em construção e com adiantamentos de turbinas” e que tem, actualmente, 1.229 milhões em investimentos em curso.
“Nos primeiros nove meses, a EDP Renováveis instalou 515 megawatts, 272 megawatts na Europa e 243 megawatts nos EUA”. Actualmente, tem 1.612 megawatts em construção, “o que lhe dá uma boa visibilidade da capacidade a instalar durante 2009”.
A carteira de projectos, durante os primeiros nove meses do ano, aumentou para “uns robustos 29,2 gigawatts, o que confere à companhia as opções e a flexibilidade necessária para as suas ambições de crescimento sustentado de longo prazo”. A Renováveis salienta que a “dívida líquida diminuiu significativamente para 513 milhões de euros, reflectindo a capitalização de suprimentos no valor de 1,3 mil milhões, e o encaixe do IPO no valor de 1.567 milhões.
Um consórcio, liderado pela Magnum Capital de João Talone, adquiriu a grande maioria dos activos da Enersis, que actua em Portugal na gestão de parques de produção de energia eólica.
Com um portfolio de 515 MegaWatts (MW) de activos em operação e 156MW em construção, a marca da empresa será alterada para Iberwind e já conta com uma quota de mercado de 25% de capacidade instalada.
A empresa prevê facturar 120 milhões de euros em 2008, com um EBITDA de mais de 100 milhões e com uma forte geração de cash-flow dada a natureza do mercado onde opera. A regulação actual estipula que a energia eólica produzida deverá ser comprada pelo operador local num regime de tarifa fixa garantida por um prazo de 15 anos, o que implica que, desta forma, as receitas deste investimento estão desligadas da crise financeira mundial.
«O consórcio, tendo conseguido assegurar o financiamento num momento de grave crise de liquidez dos mercados, apresentou uma oferta num curto espaço de tempo para compra destes activos, cuja marca será alterada para Iberwind», refere a empresa.
O investimento global é de 1,2 mil milhões de euros, que inclui a finalização dos parques em construção, constitui a maior operação de sempre de energia eólica na Europa feita por uma sociedade de capital privado (private equity).
Magnum assegurou 65% dos fundos próprios
De acordo com a Magnum, esta operação foi «montada e concluída durante o período da maior crise financeira da Europa das últimas décadas, confirmando a capacidade de investimento do Consórcio num momento particularmente complexo». A Magnum Capital assegurou 65% dos fundos próprios.
«Para o sucesso desta operação, foi importante o apoio de um forte grupo de investidores institucionais e empresários portugueses: A Espírito Santo Capital, a ECS Capital, o grupo Multipower (holding pessoal de António Gellweiler), bem como as holdings de empresários portugueses Gotan e Madre (holding liderada por António Parente). A este grupo junta-se o fundo Fjord Capital, um fundo internacional com enfoque especial em energias limpas», comentam.
João Talone, sócio fundador da Magnum com Angél Corcóstegui e Enrique Leyva, será o presidente da Iberwind. O conselho de administração da empresa contará ainda com António Gellweiler como vice-presidente. Pela parte dos restantes investidores será nomeado um representante para cada um dos participantes.
Sobre a conclusão desta operação, João Talone diz que «este investimento é muito importante, uma vez que consagra a entrada da Magnum no sector de energias renováveis, que sempre considerámos como um sector alvo para investimento. Este é um sector importante pela sua estabilidade e potencial futuro. Com esta aquisição entramos com força, pelo líder português de energia eólica, que é simultaneamente uma das mais importantes empresas ibéricas. Este é o quarto investimento desde que foi fechado o fundo Magnum, em Novembro de 2007, tendo sidos investidos já 30% dos seus fundos próprios».
A Martifer anunciou hoje que a sua participada Rosa dos Ventos inaugurou dois parques eólicos, no Estado do Ceará, no Brasil.
Num comunicado a Martifer refere que este parques têm uma potência total de 14,7 MW, estimando a empresa que a produção anual combinada dos parques eólicos de Canoa Quebrada e Lagoa do Mato ascenda a 61.000 MWh, “energia suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes evitar a emissão de cerca de 25.800 toneladas de CO2 para a atmosfera”.
A mesma fonte salienta que as turbinas destes parques são das maiores instaladas no Brasil até hoje, quer em termos da potência unitária quer na altura das torres instaladas, sendo que estes parques inserem-se no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Eléctrica (Proinfa), promovidos pelo governo brasileiro, para estimular a produção de energia a partir de fontes renováveis.
Jorge Martins, o CEO da empresa do grupo para as energias renováveis, a Martifer Renewables, está presente no Brasil para a inauguração dos dois projectos, que são os primeiros 14,7 MW a serem concluídos dos 110 MW que a Martifer Renewables tem actualmente em construção, os quais se juntam aos 53 MW em funcionamento que o Grupo tem na Alemanha”.
A Martifer Renewables passa agora a ter parques em operação na Alemanha e Brasil, 96MW de parques eólicos em construção em Portugal, Polónia Roménia e soma em projectos em operação e desenvolvimento, um valor superior a 4,000MW.
A companhia está neste momento presente em Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Eslováquia, Ucrânia, Estados Unidos da América, Brasil, Bulgária, Austrália, Grécia e Itália.
Galp, EDP, Martifer e Efacec trabalham com o MIT no projecto de um novo sistema energético. Investimento pode chegar a 300 milhões.
Entre 200 a 300 milhões de euros vão ser investidos na ilha de S. Miguel, nos Açores, naquele que vai ser o primeiro passo para testar um novo “paradigma de sistemas energéticos”. O programa, com o nome de Green Island, está a ser desenvolvido em parceria pelo MIT Portugal e por quatro empresas (EDP, Galp, Efacec e Martifer). Paulo Ferrão, director nacional do MIT, explicou ao Diário Económico que o objectivo do Green Island é criar “um sistema energético que aproveite ao máximo as energias renováveis, através de redes inteligentes, que permitem a cada agente armazenar e gerir a compra e venda de energia a cada instante”. Um dos grandes objectivos passa por diminuir os consumos, através da criação de sistemas inteligentes. Ou seja, o MIT, em colaboração com as empresas, pretende criar tecnologias que permitam uma melhor distribuição da energia, eliminando perdas da rede e diminuindo os consumos.
Assim, e numa primeira fase, Galp, EDP e Martifer vão investir nas renováveis, de forma a aumentar a produção. Efacec e EDP devem ficar responsáveis pela construção de redes eléctricas inteligentes, enquanto a Martifer quer desenvolver sistemas de armazenamento de energia.
Paulo Ferrão acredita que no início de 2009 todos os estudos devem estar concluídos e que os primeiros investimentos terão de ser feitos já no próximo ano. De resto, o MIT quer resultados, com “demonstrações validadas”, num prazo máximo de três anos. Aí, o objectivo é “levar clientes aos Açores e dizer isto funciona”. E, com o modelo comprovado, existe um “potencial de negócio muito grande” para as empresas portuguesas que participam no projecto desde a sua criação. Estas vão poder “vender equipamento e os sistemas de gestão inteligente” desenvolvidos no âmbito do Green Island.
Entre estes equipamentos, Paulo Ferrão dá alguns exemplos. De forma a eliminar picos de consumo, estão a ser desenvolvidas tecnologias de informação que “dêem indicações aos equipamentos para se ligarem e desligaram”. A instalação de microcogeradores nos edifícios, que além de produzirem energia eléctrica produzem calor para aquecer as casas, e de painéis fotovoltaicos são outra opção, o que significa que os edifícios deixam de ser “passivos para também fornecerem energia à rede”.
Paulo Ferrão considera que está é a aposta correcta para as empresas nacionais, até porque as tecnologias de produção de energia eólica ou solar já estão desenvolvidas. “O que podemos fazer é agarrar grandes partes do ‘software’, da gestão do sistema”, diz o responsável que acredita que “apesar de muito complexo” este novo sistema integrado pode vingar. Isto porque na sua base tem conceitos muito simples: “tornar o consumo e a produção mais sustentável, aumentar as renováveis e racionalizar a distribuição e a procura, fazendo uso das tecnologias do conhecimento”. Os ganhos podem ser imensos, quer económicos quer ambientais. E em caso de sucesso, o MIT terá o seu objectivo cumprido, a criação de “uma rede com inteligência portuguesa que pode ser vendida” para todo o mundo.
“Queremos atrair os jovens para a ciência”
No dia 22 e 23 o MIT Portugal vai apresentar alguns dos seus projectos no Fórum Ciência Viva, na FIL. Paulo Ferrão, director do instituto em Portugal, disse ao Diário Económico que o grande objectivo do encontro é “comunicar com os jovens, mostrando o que é uma carreira ligada à ciência”. Para tal, diversos investigadores do MIT Portugal vão estar presentes no Fórum, disponíveis para explicar os diversos projectos. Diversos grupos escolares vão deslocar-se à FIL e o MIT Portugal quer “atrai-los para as áreas de conhecimento, que no fundo podem gerar inovação e valor económico para o país”. Paulo Ferrão faz um “balanço muito positivo” dos dois anos do MIT Portugal, sobretudo pela ligação que foi conseguida entre universidades e empresas. “Já temos massa crítica
Portugal pode avançar em breve com as primeiras experiências de parques de energia eólica no alto mar. O ministro da Economia revelou à TSF que o Governo está a ser contactado por várias empresas do sector que querem utilizar a plataforma marítima continental para a instalação de moinhos produtores de electricidade.
Manuel Pinho, ministro da Economia, avança que o Governo quer fazer algumas experiências de parques de energia eólica em alto mar
No entanto, Manuel Pinho frisou que a aposta do Governo continua a ser a ocupação das serras portuguesas.
«Ainda temos muito espaço para instalar torres eólicas em terra, mas como queremos experimentar um pouco de tudo nisto das energias renováveis, é intenção do Governo fazer algumas experiências na área das off-shore», disse, acrescentando que existem «algumas empresas interessadas» em avançar nesse sentido.
O titular da pasta da Economia ressalvou que o Executivo tem de ter «consciência que qualquer experiência que seja feita ao nível do off-shore não é comparável com o que está a ser feito com as eólicas instaladas em terra».
Os últimos dados apontam para que daqui a sete anos esteja esgotado o espaço útil em Portugal para a instalação de parques eólicos. Neste sentido, a partir de 2015, os parques eólicos em alto mar deverão ser encarados como alternativa para a produção de electricidade a partir do vento.
Os especialistas apontam para a produção, numa primeira fase, de 3500 megawatts, um potencial bastante abaixo dos planos do Reino Unido que espera, em 2020, ter instalados 25 gigawatts de energia eólica off-shore.
A VentoMinho, Energias Renováveis, vai inaugurar na próxima quarta-feira o maior parque eólico da Europa, em Monção. O investimento ultrapassou os 361 milhões de euros.
O novo parque eólico vai contar com 120 aerogeradores e tem uma capacidade instalada de 240 megawatts.
Está prevista uma produção anual de 530 gigawatts por hora.
A cerimónia de inauguração vai contar com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Economia, Manuel Pinho.
Uma Casa Limpa preparada para produzir energia eléctrica está a ser construída na Escola Secundária de Silves, um projecto pioneiro em Portugal, segundo os mentores, que visa sensibilizar para a utilização de energias renováveis, noticia a agência Lusa.
A casa pré-fabricada de madeira produzirá energia eléctrica limpa através da instalação de painéis fotovoltaicos, que captarão a energia solar, e de um aerogerador, que captará a energia eólica (vento).
Segundo o coordenador do projecto, os dois sistemas em conjunto poderão produzir energia na ordem dos 500 watts, o que permitirá assegurar a iluminação da casa e o funcionamento de uma televisão e de um computador.
Um sistema térmico permitirá ainda aquecer a água da casa - de tipologia T0 e sem casa de banho, mas com pontos de água -, acrescentou Luís de Abreu, mentor do projecto «Casa Limpa - Autonomia Energética».
A ideia é que parte da energia produzida seja lançada na rede pública, embora em quantidade pouco significativa, explicou o professor de Electrotecnia, que começou a desenhar o projecto há mais de um ano.
Uma casa portuguesa
Ladeada por um jardim com rega monitorizada e com acessos feitos em calçada portuguesa, a casa, que ficará instalada no pátio daquela escola, ao lado de uma nora, deverá poder ser visitada a partir de Maio.
Por enquanto pouco se vê no terreno, apenas algumas tubagens e pequenos blocos a delimitar a área, pois o projecto começou a ser implementado há menos de um mês, apesar de já despertar a curiosidade da comunidade escolar.
O projecto é considerado pioneiro pelo seu mentor, por ser feito numa escola e pelo facto de o objectivo ser produzir energia para que possa ser utilizada não só na casa, como eventualmente lançada na rede.
Envolve os professores do grupo de Electrotecnia e cerca de duas dezenas de alunos, que serão envolvidos na actividade, com a missão principal de sensibilizar para a utilização de energias renováveis.
A obra começou com um orçamento de cerca de 15 mil euros, mas a fasquia já terá atingido os 50 mil euros, apesar da construção da estrutura e todos os equipamentos tenham sido cedidos por empresas.
A Câmara de Silves também tem prestado algum apoio, assim como o Instituto Superior Técnico (IST), e o departamento de Geografia, Geofísica e Energia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que têm dado apoio científico ao projecto.
Numa fase posterior, a escola quer estender a produção de energia limpa a todo o perímetro escolar, com a colocação de mais painéis fotovoltaicos e outros sistemas.
Um ano depois de ter entrado em funcionamento, o maior empreendimento de produção de energia através do vento da Europa é hoje inaugurado. A aposta passa pela exportação de energia.
O designado Parque Eólico do Alto Minho I, que compreende um total de 120 torres, distribuídas por cinco subparques instalados nos concelhos de Monção, Melgaço, Paredes de Coura e Valença, será inaugurado hoje de manhã, na presença do primeiro-ministro e do ministro da Economia. A produzir energia eléctrica desde Dezembro de 2007, mas com uma instalação progressiva ao longo do último ano, o parque deverá, quando em plena laboração, gerar o equivalente a cerca de "quatro vezes" o consumo de energia eléctrica nos quatro concelhos e "1% da electricidade do país".
A produção anual expectável do Parque Eólico do Alto Minho I é, segundo os seus promotores, de 530 GWh, o equivalente também a aproximadamente "60% do consumo de electricidade do distrito de Viana do Castelo, traduzindo- -se numa poupança anual de 370 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono". A rentabilização deste investimento de cerca de 400 milhões de euros iniciou-se em finais de 2007, com a ligação do parque à rede eléctrica (Rede Nacional de Transporte) de uma parte dos cinco subparques do projecto: Mendoiro-Bustavade (Monção), Picoto-S.Silvestre (Valença/Monção), Santo António, Alto Corisco e Picos (Melgaço).
O subparque de Mendoiro funciona como "coração do projecto", com 26 torres eólicas e uma subestação de transformação, que receberá, através de dezenas de quilómetros de cabos subterrâneos, toda a energia produzida pela globalidade do empreendimento. A concretização deste megaprojecto eólico no terreno foi iniciada no final de 2004, a partir do litoral, com a construção de três parques em municípios banhados pelo rio Minho, o de S. Paio, em Vila Nova de Cerveira e os de Agra e Espiga, em Caminha. O grosso da produção, que futuramente permitirá abastecer todo o Alto Minho e exportar energia, ficará concentrado nos concelhos do interior da região, que oficialmente hoje se tornarão produtores
Na sua intervenção no painel sobre «Aplicações, custos, oportunidadese barreiras», Campos Rodrigues, presidente da SRE (Soluções Racionaisde Energia), afirmou que «não é razoável» a discussão sobre os custosda tecnologia do hidrogénio, uma vez que esta ainda está «em fase deevolução».
«O hidrogénio não é uma tecnologia madura, está em fasede evolução, pelo que a discussão sobre os seus custos é injusta», afirmou.
Segundo o especialista, «as energias renováveis e o hidrogénio poderão assegurar a energia para a nova era livre de carbono», até porque, particularmente no caso do hidrogénio, está ao alcance de qualquer comunidade por ser um modelo de produção descentralizada.
Campos Rodrigues acredita que o hidrogénio tem um mercado económicocom um «grande potencial, sem um custo de entrada muito avultado». Actualmente, está em construção um cluster, apoiado no projecto Eden,que visa dinamizar a criação de uma plataforma tecnológica quecontribua para o desenvolvimento da economia do hidrogénio em Portugal.
Lisboa, 28 Nov (Lusa) - Portugal atingiu no final de Setembro de 2008 uma potência renovável instalada de 8.031 megawatts (MW), tendo já licenciada mais 20 por cento, referem as estatísticas rápidas divulgadas pela Direcção-Geral de Energia e Geologia.
O aumento da capacidade eólica em Setembro, face a Agosto, deveu-se à entrada em funcionamento de dois novos parques eólicos, refere a entidade.
A direcção-geral afirma que até Setembro já foram licenciadas 9.653 MW de instalações electroprodutoras a partir de fontes de energia renováveis, mais 20 por cento do que a actual potência instalada.
A produção total de energia eléctrica a partir de fontes de energia renovável desceu 5 por cento no terceiro trimestre, devido à quebra em 16 por cento da produção hídrica.
A produção eólica subiu 9 por cento no terceiro trimestre deste ano, face a igual período de 2007, mas em Setembro subiu apenas 1,0 por cento, face a igual mês do ano passado, devido à ausência de vento.
A produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renovável está concentrada no Norte do país, principalmente nos distritos de Viana do Castelo, Bragança, Viseu, Coimbra, Braga e Vila Real.
Os distritos com maior potência eólica são Viseu, Castelo Branco, Viana do castelo, Coimbra, Lisboa, Vila Real, Leiria, Santarém e Braga.
ACF.
Lusa/fim
Energia: Portugal atingiu no final de Setembro uma potência renovável instalada de 8.031 MW
Aposta na produção de energias renováveis dá a Portugal um terceiro lugar no ranking dos países europeus. Energia eólica domina a produção
Segundo dados revelados pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), em complemento da análise feita nos finais de 2006, Portugal apresenta-se em terceiro lugar no grupo de países da Europa que produzem mais energia vinda de fontes renováveis.
Nos últimos dados lançados pela DGEG, no total de energia consumida em Portugal, 42% teve origem em produções renováveis.
Foi igualmente notório até ao terceiro trimestre deste ano, um aumento de cerca de 9% na produção de energia vinda da força do vento, em comparação ao mesmo período do ano passado.
À frente de Portugal encontram-se a Áustria e a Suécia, num consumo de aproximadamente 60% energias de origem renováveis no total de consumo, com a utilização de energia hídrica, eólica, de biomassa e biogás.
Neste momento a energia eólica é a grande aposta de Portugal na produção de energia de fonte renovável.
Cada vez mais apresenta-se numa potência rentável para as zonas que beneficiam muitas horas de vento. No nosso país existem cerca de 157 parques eólicos, com um total de 1271 aerogeradores.
Os distritos com maior recurso vento foram, em 2007, Bragança, Guarda, Lisboa, Vila Real, Santarém, Porto, Viana do Castelo e Aveiro.
O Presidente da República, Cavaco Silva, preconizou esta sexta-feira uma «aposta forte» do País na produção de energias renováveis, pela sua importância na preservação do ambiente e enquanto «oportunidade de negócio».
«É no domínio da energia que se situa hoje um dos maiores desafios que Portugal enfrenta», disse, citado pela «Lusa».
O Presidente da República usava da palavra em Oliveira do Bairro, distrito de Aveiro, na cerimónia de inauguração da fábrica de painéis fotovoltaica Solar Plus.
Fundada em 2005, a empresa «iniciou integralmente a sua actividade em 2008», de acordo com um desdobrável distribuído pela firma aos jornalistas.
«Trata-se da primeira empresa em Portugal a produzir painéis solares de sílico amorfo, com a mais evoluída e sofisticada tecnologia do mercado», designada thin-film.
Montou no quintal de casa, em Vila Nova de Tonda, Tondela, um sistema de painéis solares. Com eles produz energia, que depois injecta na rede pública. A EDP paga-lhe quase seis vezes mais do que ele pagaria a energia tradicional.
É um dos primeiros produtores privados do país que vende à EDP electricidade que produz em casa, através de um sistema de placas fotovoltaicas que instalou no quintal.
O complexo, constituído por 20 painéis solares, está a funcionar desde 10 de Outubro passado e custou cerca de 28 mil euros a António Correia, funcionário público, chefe de uma repartição de Finanças em Viseu, que espera conseguir o retorno do capital investido, num prazo máximo de oito anos.
Nos primeiros 40 dias, de 10 de Outubro a 20 de Novembro, já recuperou 360 euros.
A contabilidade comparativa entre o que produzem as duas dezenas de painéis solares e a energia que depois é injectada na rede pública, é controlada por mecanismos distintos. É através deles que António Correia faz a leitura dos custos e dos proveitos. "Sei sempre a quantidade de electricidade que foi produzida", garante.
O sistema fotovoltaico que instalou no quintal de casa, converte a energia solar em electricidade, devido ao seu material semi-condutor. Com a ajuda de um conjunto de baterias pode-se armazenar a energia ou então optar-se por injectá-la directamente da rede eléctrica. É o que faz António Correia. E ganha muito com a opção tomada, já que a EDP lhe paga cada Kw que produz a 65 cêntimos, quase seis vezes mais do valor que a empresa cobra por cada KW ao consumidor.
Mas o sistema proporciona ainda ganhos a outro nível, designadamente na redução de emissões de CO2 para a atmosfera. Há estudos que apontam para uma diminuição mínima de 20%, por exemplo, relativamente a uma central térmica convencional.
A quantidade de energia que produz no quintal, depende da intensidade com que os painéis captam os raios solares. No Verão, o volume é bastante maior que no Inverno. "Mas mesmo quando o céu está cinzento, há sempre produção de energia", sublinha António Correia.
Portugal, logo a seguir à Grécia e à Espanha, goza do maior potencial de aproveitamento de energia solar da Europa, com mais de 2300 horas/ano de insolação na região norte, e 3000 horas/ano no Algarve. No entanto, o aproveitamento que em Portugal se faz da energia do sol "é francamente reduzido, verificando-se que este sector tem estado confinado à sombra, quando comparado com a utilização das fontes eólica e hídrica", lembram vários especialistas na matéria, com estudos e obra publicada.
António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis, garante que no fim de 2008 Portugal vai ascender à segunda posição no consumo de energia produzida a partir do vento. Numa década poderá subir ao primeiro lugar do pódio.
Até ao momento, foram instalados 47 sistemas solares fotovoltaicos, estando 40 já em funcionamento e ligados à Rede Eléctrica - nomeadamente o que se encontra junto ao depósito de abastecimento da população de Giões, em Alcoutim - e que já produzem 271MWh, suficientes para cobrir as necessidades energéticas de 50 famílias.
A média, calculada pelo Observatório do Algarve, baseia-se na estimativa de consumo hora/ano prevista pela União Europeia para Portugal.
Pelas contas da empresa, cada uma destas unidades de microprodução de energia solar garantem 3,68 kW por unidade, estando assim instalada uma potência de 172,96 kW.
Estas instalações estão acopladas a equipamentos do Sistema Multimunicipal de Saneamento do Algarve, gerido pela empresa e vão originar receitas com a venda de energia, equivalentes a 6.5 por cento do custo que a Águas do Algarve paga pelo fornecimento energético da Rede Eléctrica, valor que subirá para 8% quando todos os sistemas estiverem a funcionar.
Em números, a Águas do Algarve vai poupar cerca de 176.000 euros, 4,28 por cento do custo com a energia que a empresa despende anualmente, factura que atinge um total de 4,12 milhões de Euros.
Com estes painéis solares, a empresa vai contribuir para a redução da emissão de 128 toneladas de CO2 para a atmosfera, através de um investimento na ordem dos 894 mil euros, mas cujo retorno se prevê compensado dentro de "cinco anos", informa a Águas do Algarve.
Eólica e águas residuais podem aumentar poupança
A preocupação em produzir energia verde pela empresa que abastece água no Algarve passa também pelo aproveitamento, não só da força da água, mas também da energia dos ventos (eólica).
O potencial eólico está a ser estudado há cerca de nove meses através de uma torre de medição instalada em terrenos da Águas do Algarve, no mesmo local do concelho de Alcoutim, e caso os resultados sejam satisfatórios, a empresa pretende criar um "parque eólico", referiu Artur Ribeiro.
Refira-se ainda, no capítulo das energias renováveis, que se encontra em estudo a produção de energia – biogás – através de Centrais de Digestão Anaeróbica a instalar nas ETAR – Estações de Tratamento de Águas Residuais de Portimão.
Os Açores poderão ter em 2018 entre 75 e 80 por cento da sua electricidade fornecida por energias renováveis, admitiu hoje o director do MIT Portugal. A conquista é fruto da aplicação do projecto "Green Island".
"A convicção é que podemos rapidamente até 2018 tentar transformar os Açores numa região que tenha pelo menos 75 a 80 por cento da sua electricidade fornecida por recursos renováveis", afirmou Paulo Ferrão.
Após uma audiência com o presidente do Governo açoriano, em Ponta Delgada, o director do MIT Portugal sublinhou que o encontro permitiu alinhar as estratégias que têm vindo a ser discutidas no último ano.
Segundo Paulo Ferrão, o projecto deverá tornar os Açores "mais sustentáveis", esperando que sejam consolidadas um conjunto de modificações, que tornem o arquipélago "alvo de atenção internacional".
"Os Açores dão cartas em termos de penetração das energias renováveis, mas queremos mais. Para isso temos que sair do sector eléctrico e passar para o sector dos transportes e para a casa das pessoas", frisou.
De acordo com Paulo Ferrão, não se tratam apenas de transformações tecnológicas, mas também sociais, referindo-se em concreto à introdução de carros eléctricos e de novas soluções energéticas para edifícios.
"Não se muda de um dia para o outro parque automóvel de uma região como os Açores, mas gostávamos de contribuir para que a penetração das renováveis em termos de energia primária triplique até 2018", disse.
Para o presidente do Governo açoriano trata-se de uma iniciativa de "grande alcance estratégico" e de "grande prestígio" para o arquipélago.
"O sucesso deste projecto e um envolvimento de uma instituição internacional prestigiada como o MIT também contribuem para a notoriedade da nossa região", afirmou Carlos César garantindo que o seu Executivo está empenhado no projecto e vai "estimular" parcerias.
A Universidade dos Açores e a Eléctrica açoriana (EDA) são duas das empresas regionais que poderão integrar o projecto.
OJE/Reuters
A estatal Águas de Portugal (AdP) está a preparar um pacote de investimentos superior a 600 milhões de euros para entrar na produção eléctrica a partir de fontes renováveis, visando instalar 170 megawatts (MW) e 140 milhões de receitas em quatro anos, segundo um administrador, em entrevista à Reuters.
António Branco referiu que aqueles investimentos serão feitos também em parcerias com a Galp Energia e com a EDP-Energias de Portugal, embora a fatia de leão caiba à detentora dos sistemas de abastecimento de água para consumo público em Portugal.
"Tendo feito uma primeira avaliação, viemos a confirmar que o grupo tinha um grande potencial na área das renováveis e o que estamos a pretender fazer é aproveitar os recursos endógenos, criando economias de escala e uma optimização da exploração das instalações", disse António Branco.
"Contamos investir entre 600 e 620 milhões de euros, sem contar com as eólicas. Dentro de quatro anos, queremos ter uma potência instalada dentro do grupo em energias renováveis de 170 MW", afirmou este responsável pelo pelouro das renováveis.
Explicou que estes 170 MW vão produzir 950 gigawatts hora (GWh) de energia por ano que vai ser vendida à EDP.
Adiantou que já foram detectadas oportunidades no domínio do biogás, energia hídrica, biomassa, micro-geração, co-geração de combustíveis derivados de resíduos e ainda na energia eólica.
"Esperamos que isto venha a corresponder a uma receita de 140 milhões de euros para a AdP, excluindo as eólicas", frisou.
Em 2007, o volume de negócios da AdP sitou-se nos 553,2 milhões, tendo a empresa investido naquele ano 640,5 milhões e alcançado um lucro líquido de 7,9 milhões de euros.
António Branco realçou que os investimentos serão financiados "com recurso a capitais próprios e dos parceiros, com recurso à banca e eventualmente ao Banco Europeu de Investimento".
"Noutra altura teríamos recorrido ao project-finance, mas com os actuais constrangimentos não foi possível", disse.
A AdP está em processo de formalização de uma sub-holding que irá agregar os activos ligados a esta nova área de negócio, prevendo António Branco que esteja em velocidade de cruzeiro dentro de dois anos.
Actualmente, a AdP, para além do sector de abastecimento de água, actua também nas áreas de saneamento de águas residuais e tratamento de resíduos.
Alqueva, Beja, 06 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a construção de uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva, no Alentejo, vai permitir "aumentar a autonomia energética" de Portugal e reduzir a dependência do petróleo.
"É um investimento dirigido para o nosso futuro, para que possamos depender mais das energias renováveis e não depender tanto do petróleo", declarou José Sócrates, durante uma visita às obras de construção de uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva.
Em 2007, a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) e a EDP assinaram um contrato para a exploração da central hidroeléctrica de Alqueva.
A EDIA recebeu um encaixe financeiro imediato de 195 milhões de euros e vai receber da EDP uma renda anual de 12,6 milhões de euros durante os próximos 35 anos.
Ao abrigo do contrato, a EDP está a construir uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva, que vai permitir duplicar a capacidade instalada (de 260 para 520 Megawatts), tornando-se a segunda maior hídrica em Portugal.
A nova central, que deverá começar a funcionar em Dezembro de 2011, na sequência de um investimento total de 160 milhões de euros, vai ter uma produção média anual de 470 gigawatts/hora, o suficiente para abastecer 300 mil pessoas e evitar 235 kilotoneladas de emissões de CO2 por ano.
A obra vai permitir criar 450 postos de trabalho directos.
"Para um país que dependia e depende tanto do petróleo, era realmente um erro (Portugal) não aproveitar o seu potencial hídrico" para produzir energia", declarou José Sócrates, acompanhado pelos ministros da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e da Agricultura, Jaime Silva.
Nesse sentido, garantiu, que Portugal aposta no aproveitamento da energia hidroeléctrica.
Depois dos investimentos nas barragens do Picote, Bemposta e Alqueva, José Sócrates garantiu que Portugal vai continuar a fazer reforços do potencial instalado noutras barragens para que o país "possa depender menos do petróleo e depender mais de si próprio, das energias renováveis.
Sete anos após o fecho das comportas da barragem, o projecto Alqueva produz energia, está pronto para abastecer 70 mil habitantes e poderá regar 24 mil hectares na próxima campanha de rega, prevendo atingir 110 mil até 2013.
Após 12 anos de obras e sete a encher a albufeira, o projecto, considerado estruturante para o Alentejo, já envolveu um investimento superior a 1.430 milhões de euros, distribuído pelas valências agrícola, hidroeléctrica e de abastecimento público.
A albufeira de Alqueva, localizada no "coração" do Alentejo, no rio Guadiana, começou a encher a 08 de Fevereiro de 2002 e, actualmente, está a 81,8 por cento da sua capacidade total, à quota de 148,37 metros.
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) prevê concluir o projecto global até 2013, depois de inicialmente previsto para 2025, revista para 2015 e, entretanto, antecipada em dois anos.
No que respeita à energia, além das centrais de Alqueva e do Pedrógão, concessionadas à EDP, a empresa gestora do Alqueva prevê instalar sete pequenas centrais hidroeléctricas (Pisão, Alvito, Odivelas, Vale do Gaio, Roxo, Serpa e uma central reversível na Estação Elevatória dos Álamos), com uma potência total superior a 21 megawatts (MW).
A primeira destas centrais, instalada na barragem do Pisão (Beja), está concluída, estando a decorrer as empreitadas de construção das centrais de Serpa, Alvito, Roxo e Odivelas.
Após o contrato de concessão celebrado com a EDIA, a EDP já iniciou as obras para duplicar a capacidade instalada da central hidroeléctrica de Alqueva (de 260 para 520 MW), tornando-se a segunda maior hídrica em Portugal.
A EDIA aposta ainda noutras fontes de energia renovável e instalou, numa área com cerca de 2.000 metros quadrados, localizada junto à barragem de Alqueva, uma central com 65 Kilowatts pico, com uma produção anual de 120 MW e em exploração há dois anos.
O projecto global de Alqueva obrigou à construção de uma nova povoação para alojar os cerca de 400 habitantes da aldeia da Luz e implicará, segundo a nova programação, um investimento total acumulado de 2.363 milhões de euros, até 2013.
Alqueva já é o maior lago artificial de Portugal e, quando atingir a capacidade total de armazenamento, à cota de 152 metros, será o maior da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160 quilómetros de margens.
LL/MLM.
Lusa/Fim
Gabinete do Ministro
Ministério da Agricultura financia investimentos na produção de energias renováveis nas explorações agrícolas
O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas apoia os investimentos na produção de energias a partir de fontes renováveis e melhoria da eficácia energética nas explorações agrícolas através de uma ajuda pública de 15 milhões de euros
Deste modo, qualquer pessoa, individual ou colectiva, que exerça a actividade de gestão de uma exploração agrícola pode candidatar-se, através do Programa Operacional Agricultura e Desenvolvimento Rural à aquisição e instalação de equipamentos que visem a eficiência energética e utilização de energias renováveis, particularmente painéis fotovolotáicos, aero-micro geradores, bombas e motores.
Os interessados devem apresentar as suas candidaturas até 31 de Março de 2009, sabendo que terão direito a um subsídio não reembolsável até 50% do investimento elegível.
boas
aqui fica o quanto mal se fala de nós lá fora
http://www.cbc.ca/mrl3/8752/news/featur ... 081020.wmv (http://www.cbc.ca/mrl3/8752/news/features/durham-portugal081020.wmv)
:lol:
A empresa Tecneira já está a construir uma terceira central solar fotovoltaica em Ferreira do Alentejo. O projecto representa um investimento na ordem dos 45 milhões de euros e prevê uma potência a instalar de 10 MW. A central deverá estar concluída em Outubro deste ano e, de acordo com o presidente da Câmara Municipal, Aníbal Reis Costa, “vem confirmar a grande importância do concelho de Ferreira do Alentejo na área das energias renováveis, designadamente na energia solar fotovoltaica”.
A central vai produzir energia “limpa” para a rede eléctrica nacional num período útil de vida superior a 25 anos. Nos próximos nove meses serão implantados numa área de 31 hectares, nas imediações daquela vila, cerca de 45.500 painéis de silício policristalino que produzirão energia suficiente para abastecer 7.300 habitações.
Na fase de construção deverão ser criados cerca de 200 postos de trabalho na região e, para assegurar o funcionamento da central, estão previstos cinco novos empregos.
Esta central solar vem juntar-se a outras duas já em fase de conclusão naquele concelho: uma a cargo da empresa Netplan, com uma potência a instalar de 2 MW e um investimento na ordem dos 10 milhões de euros; e outra promovida pela Generg, com uma potência total de cerca de 12 MW e um investimento de cerca de 50 milhões de euros.
Para Aníbal Reis Costa, “estes investimentos são geradores de riqueza, contribuem para a economia local, não só na construção com a grande empregabilidade, mas também do ponto de vista de contribuintes relevantes para a riqueza do concelho”.
Com estes investimentos, a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo quer manter a aposta nas energias renováveis como forma de promover a economia regional e nacional. Este é, de resto, um dos grandes objectivos que a autarquia procura desenvolver através do projecto “Ferreira Sustentável”.
Terminou, esta sexta-feira, a terceira edição da “Semana do Desenvolvimento Sustentável”. Anualmente, durante uma semana, vários projectos ecológicos são apresentados ao público e aos profissionais. A Comissão Europeia recompensa os mais inovadores na matéria.
Mas o certame serve também para dar a conhecer o que já existe. É o caso da Casa das Energias Renováveis, inaugurada há três anos em Bruxelas. “Pensámos que seríamos mais credíveis se nos candidatássemos e se fizéssemos as coisas que promovemos. Tivemos a possibilidade de realizar este projecto e de integrar estas tecnologias. E agora esta casa é, não só a sede e os escritórios das Associações Europeias de Energias Renováveis, mas também um modelo de exposição”, explica Christine Lins, secretária-geral do Conselho Europeu de Energias Renováveis.
Duzentos e cinquenta projectos estavam em liça. Seis foram premiados. Entre eles, um autocarro movido a hidrogénio. Quarenta e sete exemplares estão a ser usados em 10 cidades do mundo. O projecto, co-desenvolvido por vários países, incluindo Portugal, foi liderado pela Alemanha. “Houve um grande envolvimento por parte de 10 cidades. E poder mostrar que o hidrogénio nos transporte é possível… é fantástico”, congratula-se a responsável do projecto, Monika Kentzler.
Outro dos galardoados foi um jogo didáctico, destinado a incitar alunos e pais a usarem meios ecológicos para irem para a escola. Porque a ecologia começa em nós, como explica Raf Canters: “Acreditamos que temos um papel a desempenhar. É por isso que uma dos nossos ‘slogans’ é: “Isto connosco. Não é contigo, não é com os outros, não é com eles. É com todos nós.”
A portuguesa Sonae Sierra foi também premiada, pelo conceito de “centro verde” como factor-chave no desenvolvimento e gestão dos centros comerciais.
A EDP continua "empenhada em manter a liderança na área das energias renováveis" e considera "perfeitamente natural" existirem reveses no processo da energia das ondas, como no caso do parque de Aguçadoura, cujas máquinas estão paradas há quatro meses.
Segundo o administrador da EDP, Jorge Cruz Morais, o processo deste energia das ondas "é algo que ainda está em desenvolvimento", de "quase inovação ainda" e que "é evidente que existem reveses no processo, o que é perfeitamente natural num processo de investigação como é este caso".
"Neste momento, não estamos ainda perante uma tecnologia completamente estabilizada. As máquinas do Parque da Aguçadoura tiveram um Inverno duro, do ponto de vista marítimo, e vieram para terra fazer algumas reparações, isso não é nada de especial e não podemos esquecer que isto é um projecto", afirmou o administrador.
Refutou as declarações de Rui Barros, da Companhia da Energia Oceânica, que considerou estar "seriamente comprometido" o projecto do 'cluster' português da energia das ondas, devido à paragem do parque de ondas de Aguçadoura.
Rui Barros, da Companhia da Energia Oceânica (empresa do grupo de investimento australiano Babcock&Brown) disse estarem há quatro meses paradas no Porto de Leixões as três máquinas fabricadas pelos escoceses da Pelamis com que arrancou o parque de ondas da Aguçadoura, considerado pelo ministro da Economia a "bandeira" da liderança portuguesa neste sector.
"Neste momento está seriamente comprometido" o projecto do 'cluster' português da energia das ondas, considerou Rui Barros, acrescentado que já perdida estará a "corrida" pela liderança de Portugal nesta área das energias renováveis, pois, se o parque de ondas da Aguçadoura era o primeiro do género a nível mundial, "daqui a pouco vai deixar de o ser", concluiu.
Potencial energético
Jorge Cruz Morais garantiu que "a EDP continua empenhada em manter uma liderança na área das energias renováveis e agora, em particular, na energia das ondas" e que a eléctrica portuguesa está a analisar novas tecnologias, nas quais estão já "preparados para investir", estando inclusivamente a negociar com a Pelamis Wave Power para obter a versão II da tecnologia disponível no parque de Aguçadoura.
"Achamos que aquilo que está no mar é um enorme potencial energético, quer do ponto de vista do vento, porque o vento é muito constante e com mais horas do que sopra em terra, por outro lado, a energia das ondas, que tem um elevadíssimo potencial. Portugal quer ter uma liderança nisso e a EDP quer ter uma liderança nessa área", afirmou.
"Os projectos em que neste momento estamos empenhados do ponto de vista do mar são os de aproveitamento da energia das ondas, com duas ou três tecnologias, e também o chamado Wind Offshore, em águas mais profundas como são as nossas", explicou o administrador, adiantando que no caso do Wind Offshore está ainda a ser analisada "qual é a melhor tecnologia" para o efeito.
Segundo a Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN), 13% da energia consumida em Portugal no primeiro trimestre de 2009 foi eólica. Estes números fazem de Portugal o segundo país do mundo com melhor aproveitamento daquele tipo de energia, a cerca de cinco pontos percentuais da líder mundial, a Dinamarca.
O presidente da APREN acredita que esta fatia "poderá aumentar para 20 ou 22%". Ao JPN, António Sá da Costa perspectiva ainda que o total de "consumo das energias renováveis possa atingir os 64%" em 2020, bem acima dos 60% previstos pelo Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Este é um dado positivo tendo em conta o compromisso estabelecido con o governo no sentido de "fazer a produção de electricidade com base em energias renováveis passar do objectivo inicial de 39% para 45% do consumo a atingir no próximo ano". Quanto aos prazos estipulados pela Associação Europeia de Energia Eólica, a APREN lembra que "os dados portugueses terão de ser indicados até Junho de 2010".
Portugal com comportamento energético "positivo"
Confrontado com a previsão da European Wind Energy Association (EWEA), segundo a qual a energia eólica representará, em 2020, entre 14% a 18% do fornecimento eléctrico aos lares da União Europeia, o líder da APREN considera que Porugal está "no bom caminho, que há boa vontade dos cidadãos e dos parques eólicos". Alerta, porém, para as incertezas que esta área pode representar e que "os dados não podem ser isolados, já que a produção de energia poderá não ser compatível caso o consumo aumente".
Já a Quercus refere que as energias renováveis são o forte de Portugal no que compete ao Protocolo de Quioto. Os dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia mostram que as energias renováveis em 2008 representavam mais de 38% do pacote energético, focando o aumento de produção da energia eólica de 42% desde 2007.
Por tudo isso, António Sá da Costa considera "positivo" o comportamento do sector energético nacional, não deixando de realçar a colaboração da EDP e da REN.
Vestas Wind Systems AS (Randers, Denmark) has received an order for a total of 76 units of the V90-3.0 MW turbine for two projects in Romania. The contract comprises supply, installation, a VestasOnline Business SCADA solution, as well as a five-year service agreement. The first turbines are expected to be installed by the end of 2009.
The order has been placed by Portugal-based EDP Renováveis, the third largest wind energy operator in Europe and the fourth largest operator in the world. At the customer’s request, details about the name of the project cannot be disclosed.
“We are very pleased with this order from EDP Renováveis, which is the result of a well-established relationship between the two companies. In the currently challenging economic and financial scenario, it is very important to receive this sign of confidence in our products and our technology from a leading company like EDP Renováveis,” says Juan Araluce, president of Vestas Mediterranean.
“Our global key account team in Vestas Mediterranean has been working very closely with other units in the Vestas organisation, including Vestas Central Europe and Vestas Americas to deliver the best solution to EDP Renováveis. We are very glad to collaborate with EDP Renováveis worldwide and to support directly their activities in the development of the wind energy industry across countries,” emphasises Juan Araluce.
“By the end of 2008, Romania had a total installed wind capacity of 76 MW. This is an important project for the Romanian market, and together with EDP Renováveis we look forward to contributing to expanding the wind capacity in this country,” says Hans Jørn Rieks, president of Vestas Central Europe.
As aldeias do Montesinho são cada vez mais procuradas por empresas estrangeiras que querem aproveitar os seus recursos para a produção de energia. Há irlandeses interessados no vento e espanhóis na água.
A empresa irlandesa Airtricity, que há dois anos desenvolve estudos no Montesinho com vista a instalar um parque eólico com capacidade até 600 megawatts (MW), quer dar andamento ao projecto dentro de dois anos para começar a produzir pelo menos 250 MW.
A Airtricity está, actualmente, a elaborar o Estudo de Impacto Ambiental e, segundo uma fonte oficial da empresa, espera-se que dentro de dois anos existam condições para começar a instalar o parque, em várias aldeias dos concelhos de Bragança e Vinhais.
No entanto, o Governo ainda não abriu o concurso público para a instalação de eólicas no Montesinho, uma área protegida, onde aquele tipo de investimento está sujeito a condicionalismos.
Há dois anos que o projecto foi anunciado em Bragança, pela Airtricity, e, desde então, as várias freguesias abrangidas recebem uma verba anual pelo arrendamento do espaço.
A freguesia de S. Julião de Palácios recebeu, nestes dois últimos anos, cerca de 6300 euros, uma quantia que "tem dado bom jeito, mas se calhar podia-se estar a receber mais do que isso por ano, se o parque estivesse a produzir energia", explicou o presidente da Junta de Freguesia, Elias Vara. É ponto assente entre os autarcas de que é preciso "fazer pressão para o parque ir em frente".
A empresa ainda não estabeleceu, também, qualquer acordo com a Câmara Municipal de Bragança. O edil local, Jorge Nunes, referiu que "não há nenhuma parceria formalizada com a Airtricity, mas o município tem apoiado o processo de instalação de eólicas na região".
Todavia, o autarca adiantou que não excluiu a hipótese de chegar a um acordo quando existirem condições que satisfaçam as indicações da autarquia.
Refira-se que os irlandeses já terão gasto cerca de um milhão de euros na realização de estudos de viabilidade e na mediação do vento naquela área protegida, "para fazer a triagem das zonas mais viáveis".
Entretanto, várias aldeias do Montesinho, nomeadamente as de França e de S. Julião, já assinaram os protocolos com uma empresa espanhola que vai recuperar os moinhos de água, para a instalação de mini-hídricas de produção de energia eléctrica.
Vai ser assinado em Moura um memorando de entendimento entre cinco entidades que pretendem conjugar esforços no sentido de analisar a viabilidade da instalação de uma central solar termoeléctrica com 50 MW de potência instalada no concelho de Moura, no próximo dia 23 de Abril.
As cinco entidades são: Martifer Renewables SA, Câmara Municipal de Moura, Lógica EM, Martifer Energy Systems SA e Iskandar. Estas entidades pretendem ainda actuar conjuntamente no sentido de sensibilizar as entidades governamentais da necessidade da adopção de um enquadramento regulamentar mais favorável que permita a viabilidade de projectos desta natureza, refere o comunicado.
Este tipo de projectos tem tido uma aceitação crescente em vários países permitindo aumentar a capacidade de produção energética recorrendo a fontes renováveis.
Existe um entendimento entre as partes que a localização desta central solar termoeléctrica no concelho de Moura beneficiará do abundante recurso natural e da conhecida receptividade do município a projectos de energias renováveis.
Esta parceria poderá também contribuir para o desenvolvimento de um conjunto de actividades inerentes a um projecto desta dimensão, tanto no âmbito de I&D como no desenvolvimento de estudos respeitantes a eficiência energética naquele Concelho.
Nesta reunião ficaram ainda definidas algumas áreas de actuação para o progresso energético na Europa, sendo que o LNEG, o único representante português nesta aliança, irá contribuir para o desenvolvimento de projectos nas áreas de Energia Eólica, Captura e Armazenamento de CO2, Energia das Ondas e Energia Solar.
Fazendo parte da direcção da EERA, Portugal terá um lugar de destaque na investigação energética, aproximando-se dos melhores parceiros internacionais que poderão garantir o sucesso do investimento nas áreas da energia.
Recorde-se que a EERA tem como objectivo potenciar a investigação energética e acelerar a sua inserção na indústria europeia. Esta reunião marcou o início da actividade da EERA, aliança fundada por Portugal, Espanha, Grécia, Holanda, Itália, Alemanha, Reino Unido, Finlândia e Dinamarca.
De acordo com Teresa Ponce de Leão, Presidente do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, o único representante português na EERA, “esta aliança pretende reforçar, expandir e optimizar as competências da Europa na investigação energética. Portugal tem sido apontado na vanguarda das políticas para a energia e o LNEG, como membro fundador da EERA e como garante da articulação das competências nacionais nas suas áreas de intervenção, pretende ser um membro bastante activo nas actividades dentro desta rede de investigação”, diz a responsável deste Laboratório de Estado tutelado pelo Ministério da Economia e da Inovação.
Sobre a European Energy Research Alliance
A EERA tem como objectivo acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias energéticas concebendo e implementando Programas de Investigação conjuntos de suporte ao Plano Estratégico de Tecnologias Energéticas, através da utilização integrada de actividades e recursos, combinando fontes de financiamento nacionais e comunitárias e maximizando as sinergias e complementaridades.
Este projecto pretende assim fortalecer, expandir e optimizar as capacidades de investigação da UE na área da energia através da partilha de instalações de nível mundial na Europa e da realização conjunta de programas pan-europeus, contribuindo assim para o desenvolvimento estratégico das próximas gerações de tecnologias energéticas, apresentando resultados da investigação e amadurecendo as tecnologias para que possam ser implementadas na indústria.
Os projectos baseados na energia solar continuam a preencher o território do concelho de Moura, onde já se encontra em funcionamento a maior central fotovoltaica do mundo na freguesia da Amareleja, já denominada a "Meca do fotovoltaico" da Europa.
Anteontem foi assinado em Moura por cinco entidades - Martifer Renewables SA, Câmara de Moura, Lógica EM, Martifer Energy Systems SA e Iskandar - um memorando de entendimento para a instalação de uma central termoeléctrica com 50 MW de potência. Aquele conjunto de entidades diz ser seu propósito sensibilizar o Governo para a necessidade de um enquadramento regulamentar mais favorável que permita a viabilidade de projectos desta natureza.
Este tipo de projectos, segundo o município de Moura, tem tido uma aceitação crescente em vários países que estão a optar pela produção energética recorrendo a fontes renováveis. Existe um entendimento entre as partes que a localização desta central solar termoeléctrica beneficiará do abundante recurso natural e da conhecida receptividade do município a projectos de energias renováveis.
Em Dezembro de 2008, a Câmara de Moura, a SKY Enegy, a TOM, Lda e a Lógica EM assinaram um outro memorando de entendimento para materializar a construção de uma central solar, com capacidade até 10 MW, que prevê um investimento de 40 milhões de euros.
O aparecimento de novos projectos resulta da experiência adquirida em matéria de energias renováveis, área definida para o concelho como um dos suportes para o desenvolvimento da cidade e do município.
Empresas de energia travam investimentos nas eólicas em Portugal
A EDP e a Iberdrola assumiram que o tarifário fixado pelo Governo torna o investimento nas eólicas pouco interessante. Na Conferência do Económico sobre energias renováveis, as empresas exigiram mudanças. Em causa estão as metas do Executivo para as eólicas.
A EDP Renováveis perdeu o interesse nos projectos de energia eólica em Portugal. Em causa está o actual sistema tarifário que, segundo a empresa, atrasa o retorno do investimento feito na construção dos parques.
"Não fomos sequer aos últimos concursos de atribuição de licenças", disse João Paulo Costeira, responsável pela área operacional da EDP Renováveis, durante a sua intervenção na IV Conferência de Energias Renováveis do Diário Económico. "Se tivéssemos uma obrigação de investimento anual em Portugal cumpríamos, mas podemos investir noutros países. Portugal não é muito interessante", diz, embora garanta que o País "ainda tem condições para ser um mercado interessante porque a tarifa é fixa."
http://economico.sapo.pt/noticias/empre ... _9436.html (http://economico.sapo.pt/noticias/empresas-de-energia-travam-investimentos-nas-eolicas-em-portugal_9436.html)
Pronto, vai tudo abaixo.
A luz solar produziu mais electricidade na Península Ibérica, no ano de 2008, do que o petróleo. Estes são dados da WWF/Adena, uma das maiores organizações mundiais dedicadas à preservação da natureza, noticia o «20minutos».
Heikki Willstedt, investigador do WWF na área da Energia e Mudanças Climáticas, revela que «em 2002, 7 por cento da electricidade peninsular era produzida através do petróleo, em 2008 apenas são produzidos 0,82 por cento». Wildstedt acredita que «graças à aposta nas energias renováveis, a energia solar conseguiu um feito histórico ao produzir 0,85 por cento da electricidade». Para o investigador «há a possibilidade de duplicar este número neste ano».
No entanto, considera que «em Espanha, devido ao último decreto aprovado, que diminui e limita o desenvolvimento da energia fotovoltaica, estão a ser arruinadas várias empresas e o emprego está a ser destruído». Willstedt afirma que enquanto nos Estados Unidos à empresas que dizem produzir electricidade mais barata com energia slar e com carvão, em Espanha o Governo tenta paralisar o sector.
Do que ninguem fala e na falta de "back up"! Para toda a producao de energia renovavel instalada tem que haver 80% da mesma em "stand by". E a melhor forma de back up e nuclear ou combinado ciclo. A electricidade nao pode ser armazenada, e conforme a procura da rede temos que gerar mais para satisfazer a rede! Como a noite nao ha sol nao ha energia solar, se nao ha vento tambem nao ha energia eolica! E se e um dia quente e todos ligam o ar ao mesmo tempo? Nao pode ser so pelo lado das renovaveis!
oultimoespiao: ó pá, tu existes mesmo ou é alguém que criou a personagem oultimoespiao para dar gozo?
já agora, a electricidade (ou devo dizer energia) pode ser armazenada. baterias, condensadores, etc.
oultimoespiao: ó pá, tu existes mesmo ou é alguém que criou a personagem oultimoespiao para dar gozo?
já agora, a electricidade (ou devo dizer energia) pode ser armazenada. baterias, condensadores, etc.
Citação de: "Chicken_Bone"oultimoespiao: ó pá, tu existes mesmo ou é alguém que criou a personagem oultimoespiao para dar gozo?
já agora, a electricidade (ou devo dizer energia) pode ser armazenada. baterias, condensadores, etc.
A UPS onde este computador está ligado, pesa alguns 6 Kg e mantem o PC ligado durante uns 5 minutos...
Já vi uma UPS de bastidor, parece as baterias de um submarino! Não creio que a opção de armazenamento seja muito prática ou sequer económica!
A Martifer Solar reforçou a sua presença no mercado italiano.
A empresa vai instalar um novo parque solar fotovoltaico na região de Puglia, em Itália, e nos próximos três dias marca presença na SolarExpo, onde vai apresentar dois novos produtos: o módulo fotovoltaico, desenvolvido e produzido pela Martifer Solar em Oliveira de Frades, e a solução solar fotovoltaica para parques de estacionamento exteriores.
Na Feira de Verona serão apresentados os módulos solares fotovoltaicos da Martifer Solar, cuja produção já se iniciou com uma capacidade produtiva de 50 MW, ampliáveis até 100 MW, nas suas próprias instalações, «até hoje uma das mais vanguardistas no sector devido à sua automação», acrescentam em comunicado.
Os módulos, em silício multicristalino, têm «uma garantia sobre a potência de 90% após os primeiros 10 anos e de 80% após 25 anos, bem como uma garantia de produto de 5 anos».
«Apesar da crise económico-financeira global estar a afectar toda a cadeia de valor do sector fotovoltaico, os nossos objectivos para 2009 são ambiciosos. A construção de um novo parque solar fotovoltaico em Puglia confirma isso mesmo, assim como outros projectos que em breve terão início», conclui Pedro Pereira.
Recorde-se que ainda no mês de Maio a Martifer Solar participa em nas Feiras Genera, em Madrid, e na Intersolar, em Munique.
Há ai vários niveis de "fiabilidade".
Barragens de albufeira estão num nível completamente diferente da eólica e solar.
Com a energia solar, se num momento houver solicitação mas não houver vento/sol suficiente não se produz. E se houver vento/sol mas não houver solicitação também não se produz e desperdiça-se potencial.
Já uma barragem de albufeira, enquanto houver àgua na albufeira, adapta rapidamente a produção às solicitações (mais rapidamente que uma central termoeléctrica convencional, diga-se), sem desperdicio de potencial.
Uma barragem de fio de água está num meio termo.
Já agora, há uma forma realista de armazenar alguma energia: bombear àgua de volta para barragens de albufeira.
Mas essencialmente o oultimoespiao foca um ponto importante: à medida que as energias renováveis forem assumindo uma fatia maior da produção nacional, vamos ter de manter muita capacidade de standby para poder responder a casos excepcionais.
Primeiro Parque da Energia português
Turismo, ambiente e negócios promovem energias renováveis
00h30m
LUÍS HENRIQUE OLIVEIRA
Parceria público-privada na origem de investimento de 25 milhões em Ponte da Barca. Empreendimento alia o turismo e os negócios às energias renováveis. Estrutura ocupará 200 hectares e deverá criar 100 postos de trabalho directos.
"Estratégico. Não só para o concelho mas para toda a região." É assim que o executivo municipal de Ponte da Barca alude ao Parque da Energia, investimento pioneiro a nível nacional que pretende aliar o turismo à promoção de fontes de energia renováveis.
Surgindo na sequência do Plano Estratégico de Desenvolvimento do município, o empreendimento pretende conciliar diversas vertentes - da científica e empresarial à de lazer e turismo - num só espaço, situado junto à albufeira de Touvedo e às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês. As obras devem arrancar até Junho do próximo ano, prolongando-se até 2013. Uma vez concluído, o Parque da Energia deverá gerar perto de uma centena de postos de trabalho directos e outros tantos indirectos.
"Trata-se de um projecto que valoriza a estratégia turística de toda a região, além de criar um importante número de postos de trabalho", assinala o autarca local, Vassalo Abreu. Segundo o edil, promotores privados houve que manifestaram interesse no espaço em causa, situado na sua globalidade na freguesia de Entre-Ambos-os-Rios. Contudo, a opção da autarquia recairia na proposta da Engenheiros Associados, em detrimento de investidores, tanto portugueses como estrangeiros, que chegaram a contactar a Câmara com o intuito de ali criar um campo de golfe.
Do investimento a realizar, mais de duas dezenas de milhões de euros caberão ao parceiro privado, que conta, para o efeito, com o apoio da empresa constituída por investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores. À Câmara de Ponte da Barca caberá, enquanto parceira do projecto, a construção de um posto náutico, estrutura a erguer junto ao Parque da Energia e que terá por função prestar apoio às diversas actividades desportivas e de aventura ligadas à água e à montanha.
O empreendimento prevê a construção de uma unidade hoteleira de quatro estrelas (com SPA e 40 quartos), bem como de perto de uma centena de casas modulares de pequena/média dimensão, que se pretendem auto-suficientes do ponto de vista energético. No âmbito da promoção das energias renováveis, a proposta contempla um centro de interpretação, que incluirá um museu interactivo sobre a evolução das diferentes fontes energéticas, bem como a futura Academia das Energias, espaço destinado à investigação e que funcionará em articulação com estabelecimentos do Ensino Superior. Paralelamente, o complexo destinará um espaço às empresas do sector, compreendendo a área um centro de negócios e um "showroom", destinado a exposições. Uma área de restauração, comércio e lazer complementam a oferta.
EDP ajuda refugiados com energias renováveis
Investimento de 1,3 milhões de euros
O grupo português EDP lançou um projecto-piloto «integrado e sustentável na área das energias renováveis» para o campo de refugiados de Kakuma, no Quénia, num investimento de 1,3 milhões de euros.
«O projecto, inédito à escala mundial, foi apresentado na 5ª Conferência anual Clinton Global Initiative, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados - UNHCR (ACNUR)», avança fonte da eléctrica portuguesa.
A 5ª Conferência anual da Clinton Global Initiative, está a decorrer entre 22 a 25 de Setembro, em Nova Iorque.
Aqui esta uma alternativa, mas que ainda está em estudo, mas pode revolucionar a produção de energia renováveis.Só é pena a magia não existir... isso é que era!
Pela sua informação no japão já existe estudos sobre ente tipo de produção de energia!!Citação de: "Nitrox13"Aqui esta uma alternativa, mas que ainda está em estudo, mas pode revolucionar a produção de energia renováveis.Só é pena a magia não existir... isso é que era!
E porque não, em vez de tentar exportar energia, diminuir a carga das nossas centrais termoelétricas e diminuir as importações de combustiveis fosseis?Isso é o que já se faz.
Ou então porque não utilizar essa energia para fazer hidrolise da água e produzir hidrogénio para vir a ser utilizado mais tarde?De momento, a melhor forma de armazenar grandes quantidades de energia eléctrica é bombear àgua para as barragens. Equipar as barragens para fazer isso está contemplado no plano nacional de barragens.
La energía eólica marcó a las 14:46 horas de ayer un récord de potencia instantánea con 14.962 megavatios (MW), lo que supone 1.785 MW más que el máximo alcanzado el día anterior, con 13.177 MW, según informó hoy Red Eléctrica de España (REE). EFE/Archivo
Los fuertes vientos de ayer permitieron además que, entre las 14:00 y las 15:00 horas, la energía eólica consiguiera un récord de producción horaria con 14.752 megavatios por hora (MWh), el 13,5% más que el máximo alcanzado el pasado 8 de noviembre entre las 13:00 y las 14:00 horas, y que fue de 12.995 MWh.
En la jornada de ayer también se logró un récord de energía eólica diaria con 315.258 MWh, lo que representa un 13,2% más que el máximo anterior que se registró el 4 de mayo con 278.507 MWh.
En el momento en que esta energía renovable logró ayer su máxima producción (14:46 horas) se tuvieron que exportar 1.498 MW de potencia para poder integrar en el sistema eléctrico toda la energía renovable de origen eólico generada.
Asimismo, a esa hora también se activó el consumo de bombeo -la energía empleada en las centrales hidráulicas de bombeo-, que fue capaz de absorber 1.951 MW.
Según explicó el operador del sistema eléctrico, estos datos subrayan la importancia de contar con unas interconexiones eléctricas robustas a nivel internacional y la necesidad de ampliar la capacidad de las centrales de bombeo para que se pueda integrar la energía eólica en el sistema eléctrico en condiciones de seguridad.
A las 14:46 horas de ayer, la energía eólica representó el 46,65% del total de generación; seguida de la nuclear, con el 23,05%; del resto del régimen especial, con el 18,73% y de la energía procedente de las centrales de ciclo combinado, que utilizan el gas natural en su producción, con el 15,6%.
A continuación se situó la energía hidráulica, que alcanzó el 4,62% del total de generación y la procedente del carbón, con el 2,1%.
Por su parte, los intercambios internacionales permitieron exportar el 4,67% de la generación.
Entre las 3:39 y las 5:41 de la madrugada de ayer, el Centro de Control de Energías Renovables (Cecre) de Red Eléctrica, tuvo que emitir órdenes de reducción de generación eólica para garantizar la seguridad del sistema eléctrico, ya que a esas horas, la demanda de electricidad no era suficiente para absorber toda la cantidad de energía eólica que se estaba produciendo.
EDP assina acordo para primeira torre eólica na costa portuguesa
Projecto pioneiro a nível mundial está orçado em 18,4 milhões de euros. Dinamarquesa Vestas vai implementar a torre. Veja aqui como funciona.
A WindPlus, uma joint-venture liderada pelo grupo EDP, assinou um acordo com a dinamarquesa Vestas para o fornecimento de uma turbina eólica de 2 megawatts destinada a um projecto na costa portuguesa.
A imprensa especializada está hoje a destacar este negócio, sublinhando o facto de a Vestas ter integrado o Projecto WindFloat – um projecto pioneiro que se baseia numa estrutura flutuante e que deverá custar 18,4 milhões de euros.
O financiamento do projecto foi assegurado através de contribuições de parceiros do projecto e com um subsídio a fundo perdido do Fundo de Apoio à Inovação (FAI), diz a EDP.
Esta será a primeira torre eólica offshore em Portugal e também a primeira da EDP, que tem prevista a sua instalação até ao Verão deste ano.
"A EDP, a InovCapital e a Principle Power, Inc. assinaram um acordo de projeto e um contrato em regime chave‑na‑mão, para a implantação do primeiro WindFloat à escala real equipado com um aerogerador de 2 megawatts (MW), ao largo da costa portuguesa. A EDP, a InovCapital, a Principle Power, a Vestas Wind Systems A/S, a A. Silva Matos (ASM) e o Fundo de Apoio à Inovação (FAI) são alguns dos parceiros deste projecto", refere em comunicado a empresa liderada por António Mexia.
O WindFloat é uma estrutura flutuante patenteada, com design simples e económico, para suporte de aerogeradores offshore. As funcionalidades inovadoras do WindFloat - que atenua os movimentos induzidos pelas ondas e pelos aerogeradores/vento - permitem implantar aerogeradores offshore em locais antes inacessíveis, onde a água excede os 50 metros de profundidade e os recursos eólicos são superiores, sublinha a EDP.
O projecto prevê a implantação, pela Principle Power, de um protótipo WindFloat, equipado com um aerogerador offshore Vestas V80 de 2,0 MW, ao largo da costa portuguesa ainda este ano.
O sistema será testado na Aguçadoura, num parque EDP, ligado à rede, por um período não inferior a 12 meses, com o objectivo de validar o desempenho da integração entre o WindFloat e o aerogerador. Serão ainda realizados estudos de comissionamento/descomissionamento e de operação e manutenção.
O projecto utilizará capacidades industriais existentes em Portugal e mão‑de‑obra portuguesa qualificada para a maior parte das actividades de fabricação e instalação. A Principle Power assumirá a responsabilidade pela execução do projeto. A Vestas terá a seu cargo o fornecimento, a instalação e o comissionamento de um aerogerador Vestas V80-2.0MW.
Empresas como a ASM e MPG, a Marine Innovation & Technology, a Houston Offshore Engineering, a Bourbon Offshore, a Smith Berger Marine e a Vryhof e Solidal foram subcontratadas para o projecto. A American Bureau of Shipping foi seleccionada como a agência de certificação independente, refere o documento da EDP.
"A EDP elegeu a energia eólica offshore como uma das suas cinco prioridades de inovação e o WindFloat é uma das tecnologias mais promissoras nesta área. Quando forem conhecidos os resultados desta fase de demonstração crucial, a EDP estará mais bem posicionada para superar os desafios da energia eólica offshore em todo o mundo", afirmou António Mexia, citado no comunicado.
João Fernandes, membro da administração do InovCapital, "acredita que o projecto windfloat tem potencial para mudar a forma como Portugal tira proveito da sua costa marítima, dando-lhe tecnologia inovadora na energia eólica e o envolvimento de parceiros locais e internacionais".
Por seu lado, Alla Weinstein, presidente e CEO da Principle Power, afirmou que "nós, na Principle Power, congratulamo‑nos por a EDP adoptar esta tecnologia facilitadora na sua fase inicial. Consideramos o Governo de Portugal e a indústria portuguesa parceiros no desenvolvimento de tecnologias eólicas offshore capazes de suprir a procura portuguesa e mundial de energias renováveis".
"Portugal dispõe das competências e instalações industriais necessárias para executar o projeto, incluindo uma Utility, que fomenta uma visão de promoção do crescimento económico dentro das suas próprias fronteiras. Este projecto representa um passo significativo na utilização do vasto potencial eólico offshore de Portugal para cumprir as metas traçadas no sector das energias renováveis", acrescentou Weinstein.
Juan Araluce, Presidente da Vestas Mediterranean, concluiu: "É com satisfação que anunciamos esta cooperação com a Principle Power e com o Grupo EDP, um dos nossos principais clientes a nível mundial. Trata-se de um projeto precursor na região mediterrânica. Os seus resultados poderão facilitar a implementação de boas práticas na região e noutras zonas do mundo".
Fonte (http://http)
CitarEDP assina acordo para primeira torre eólica na costa portuguesa
Projecto pioneiro a nível mundial está orçado em 18,4 milhões de euros. Dinamarquesa Vestas vai implementar a torre. Veja aqui como funciona.
A WindPlus, uma joint-venture liderada pelo grupo EDP, assinou um acordo com a dinamarquesa Vestas para o fornecimento de uma turbina eólica de 2 megawatts destinada a um projecto na costa portuguesa.
A imprensa especializada está hoje a destacar este negócio, sublinhando o facto de a Vestas ter integrado o Projecto WindFloat – um projecto pioneiro que se baseia numa estrutura flutuante e que deverá custar 18,4 milhões de euros.
O financiamento do projecto foi assegurado através de contribuições de parceiros do projecto e com um subsídio a fundo perdido do Fundo de Apoio à Inovação (FAI), diz a EDP.
Esta será a primeira torre eólica offshore em Portugal e também a primeira da EDP, que tem prevista a sua instalação até ao Verão deste ano.
"A EDP, a InovCapital e a Principle Power, Inc. assinaram um acordo de projeto e um contrato em regime chave‑na‑mão, para a implantação do primeiro WindFloat à escala real equipado com um aerogerador de 2 megawatts (MW), ao largo da costa portuguesa. A EDP, a InovCapital, a Principle Power, a Vestas Wind Systems A/S, a A. Silva Matos (ASM) e o Fundo de Apoio à Inovação (FAI) são alguns dos parceiros deste projecto", refere em comunicado a empresa liderada por António Mexia.
O WindFloat é uma estrutura flutuante patenteada, com design simples e económico, para suporte de aerogeradores offshore. As funcionalidades inovadoras do WindFloat - que atenua os movimentos induzidos pelas ondas e pelos aerogeradores/vento - permitem implantar aerogeradores offshore em locais antes inacessíveis, onde a água excede os 50 metros de profundidade e os recursos eólicos são superiores, sublinha a EDP.
O projecto prevê a implantação, pela Principle Power, de um protótipo WindFloat, equipado com um aerogerador offshore Vestas V80 de 2,0 MW, ao largo da costa portuguesa ainda este ano.
O sistema será testado na Aguçadoura, num parque EDP, ligado à rede, por um período não inferior a 12 meses, com o objectivo de validar o desempenho da integração entre o WindFloat e o aerogerador. Serão ainda realizados estudos de comissionamento/descomissionamento e de operação e manutenção.
O projecto utilizará capacidades industriais existentes em Portugal e mão‑de‑obra portuguesa qualificada para a maior parte das actividades de fabricação e instalação. A Principle Power assumirá a responsabilidade pela execução do projeto. A Vestas terá a seu cargo o fornecimento, a instalação e o comissionamento de um aerogerador Vestas V80-2.0MW.
Empresas como a ASM e MPG, a Marine Innovation & Technology, a Houston Offshore Engineering, a Bourbon Offshore, a Smith Berger Marine e a Vryhof e Solidal foram subcontratadas para o projecto. A American Bureau of Shipping foi seleccionada como a agência de certificação independente, refere o documento da EDP.
"A EDP elegeu a energia eólica offshore como uma das suas cinco prioridades de inovação e o WindFloat é uma das tecnologias mais promissoras nesta área. Quando forem conhecidos os resultados desta fase de demonstração crucial, a EDP estará mais bem posicionada para superar os desafios da energia eólica offshore em todo o mundo", afirmou António Mexia, citado no comunicado.
João Fernandes, membro da administração do InovCapital, "acredita que o projecto windfloat tem potencial para mudar a forma como Portugal tira proveito da sua costa marítima, dando-lhe tecnologia inovadora na energia eólica e o envolvimento de parceiros locais e internacionais".
Por seu lado, Alla Weinstein, presidente e CEO da Principle Power, afirmou que "nós, na Principle Power, congratulamo‑nos por a EDP adoptar esta tecnologia facilitadora na sua fase inicial. Consideramos o Governo de Portugal e a indústria portuguesa parceiros no desenvolvimento de tecnologias eólicas offshore capazes de suprir a procura portuguesa e mundial de energias renováveis".
"Portugal dispõe das competências e instalações industriais necessárias para executar o projeto, incluindo uma Utility, que fomenta uma visão de promoção do crescimento económico dentro das suas próprias fronteiras. Este projecto representa um passo significativo na utilização do vasto potencial eólico offshore de Portugal para cumprir as metas traçadas no sector das energias renováveis", acrescentou Weinstein.
Juan Araluce, Presidente da Vestas Mediterranean, concluiu: "É com satisfação que anunciamos esta cooperação com a Principle Power e com o Grupo EDP, um dos nossos principais clientes a nível mundial. Trata-se de um projeto precursor na região mediterrânica. Os seus resultados poderão facilitar a implementação de boas práticas na região e noutras zonas do mundo".
Fonte (http://http)
Será que isto se aguenta no nosso oceano?
Grande oportunidade de negocio
Para além de interferir diretamente com os sectores da construção naval (portos) e da indústria metalomecânica, de forma mais acentuada, a construção de eólicas flutuantes e parques em alto mar vai também dinamizar a indústria de cablagens, o transporte marítimo, a engenharia e empresas fornecedoras de serviços e bens ligados à eletricidade, como a Efacec, a Siemens ou a ABB.
É que, não só a EDP Renováveis se irá abastecer de eólicas flutuantes para os seus projetos como o modelo poderá ser vendido para outros clientes para qualquer sítio do mundo. "Isto é uma oportunidade fantástica para a metalomecânica e para os portos portugueses. Provavelmente, estamos aqui a falar do nascimento de um novo negócio de grandes dimensões ligado ao mar", enfatiza Cruz Morais. É com algum orgulho que diz ainda:
"Enquanto alguns falam da aposta que se deve fazer no cluster do mar, e passam o tempo a discursar sobre o assunto, nós já estamos a fazer algo de concreto nessa área, e este verão será uma realidade a nova eólica flutuante".
Sempre pensei que em instalações off-shore se podessem utilizar aerogeradores com maior capacidade à semelhança do que se faz penso eu na costa alemã. 2 MW é a potencia dos que se utilizam em terra.
CitarEDP assina acordo para primeira torre eólica na costa portuguesa
Será que isto se aguenta no nosso oceano?
Esse navio lembra-me o Alcyone do Comandante Jacques Cousteau.
Cluster eólico Vina do Castelo vai receber 7.ª fábrica, investimento de 4 MEuro
Viana do Castelo, 12 out (Lusa) - A multinacional alemã Saertex vai construir, em Viana do Castelo, uma segunda fábrica para produção de fibra de vidro para aerogeradores eólicos, a sétima no concelho, disse o presidente da Câmara à Agência Lusa.
Segundo José Maria Costa, o contrato para a venda dos 10 mil metros quadrados de terreno no Parque Empresarial de Lanheses foi rubricado esta quarta-feira com o município e levará a um aumento de produção, que implicará um investimento de quatro milhões de euros.
"Nos tempos que correm são excelentes notícias e sobretudo é a confirmação da grande força que tem o 'cluster' eólico que se instalou em Viana do Castelo. Deverá entrar em funcionamento no final de 2012 e já será a sétima", avançou o autarca.
A Enercon, e o `cluster` em si, já é uma das grandes empresas exportadoras da região, prova do sucesso desta aposta", sublinhou José Maria Costa.
Em Viana do Castelo, o `cluster` eólico empregará, direta e indiretamente, cerca de duas mil pessoas.
Além da nova fábrica da Saertex e das unidades da Enercon, também já está garantida a instalação no Parque de Lanheses de uma empresa de transporte e logística, encarregue da distribuição de torres e outros componentes para os parques eólicos.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/energia-cluste ... z1ajLbmXvk (http://aeiou.expresso.pt/energia-cluster-eolico-vina-do-castelo-vai-receber-7-fabrica-investimento-de-4-meuro=f680107#ixzz1ajLbmXvk)
Novembro 14 2011
Viana do Castelo será a primeira cidade portuguesa com um aerogerador a funcionar no perímetro urbano, um investimento de cinco milhões de euros e que será inaugurado em Abril de 2012.
Esta torre terá 78 metros de altura e será um dos mais modernos aerogeradores do mundo. “Será um marco na própria cidade, um sinal de modernidade da região”, explicou Fernando Laranjeira, administrador da Enercon, empresa responsável por este investimento. A empresa, que já é o maior empregador privado do distrito de Viana do Castelo, com 1400 postos de trabalho, começou a instalar este aerogerador na terça-feira, na sua fábrica.
Com uma potência de 2MW, este será o aerogerador número 1300 da Enercon Portugal e elevará para 2500 MW a potência já instalada em Portugal.
O aerogerador irá fornecer energia à própria fábrica da Enercon e servirá, também, para testes. A infra-estrutura será totalmente produzida em Viana do Castelo.
Desde Julho que a empresa está a exportar componentes a partir de Viana do Castelo, com a partida semanal de dois navios do porto local. Por outro lado, e depois de realizadas dragagens na entrada da foz do rio Lima, será aumentado o volume destas exportações.
fonte:http://www.greensavers.pt/2
publicado por adm às 21:55
Faz-me lembrar os negócios maravilhosos prometidos com a Venezuela...Este parece-me muito mais assustador.
Os chineses se fizerem a fabrica gostava de ver empregarem so filiados do PCP
Doca seca nº20, do estaleiro da Lisnave na Mitrena. A doca avista-se, ao longe, da estrada, que partindo de Setúbal segue ao longo da margem do Sado, e quem lançar um olhar curioso na sua direção, pode interrogar-se sobre o que será o estranho dispositivo que se avista para lá do pórtico. A dimensão dos navios que o rodeiam disfarça o seu tamanho real, que é impressionante: três colunas verticais de 23 metros de altura ligadas entre si por estruturas tubulares formando um imenso prisma com mais de 1000 toneladas de peso.:arrow: http://ecotretas.blogspot.com/2011/10/windfloat.html (http://ecotretas.blogspot.com/2011/10/windfloat.html)
Trata-se do WindFloat, um dispositivo flutuante para conversão de energia eólica em eléctrica, único no Mundo, que apresenta vantagens sobre todos os seus concorrentes.
Estou a ganhar o hábito de passar pela Lisnave todas as semanas, para verificar o avanço dos trabalhos. A semana passada decidi subir pelos andaimos até ao topo de uma das colunas do WindFloat, e foi aí que a sua verdadeira dimensão se tornou claramente aparente.
Trata-se do maior projecto que a EDP Inovação tem entre mãos. Olho para trás e revejo o longo caminho percorrido, desde que o projecto nos foi apresentado pela primeira vez pela Principle Power: os ensaios no tanque de Berkeley, o assegurar do financiamento e das parcerias, todo o projeto de engenharia.
É um projeto bem português, com a estrutura a ser construída pela A. Silva Matos e pela MPG, com a participação do Wave Energy Centre. Mas também com uma componente internacional: a Vestas – maior fabricante mundial de geradores eólicos - assegura o fornecimento da turbina de 2 MW assim como o desenvolvimento de todo o seu sistema de controlo.
Veio-me, então, à memória a última conversa que tive com Hernâni Lopes sobre a Economia da Mar. Com a veemência que o caracterizava, o Professor pedia para não nos esquecermos que, se Portugal tem algum futuro, ele passa necessariamente pelo Mar.
Foi nesta linha que promoveu o Forum Empresarial da Economia do Mar, como instrumento para capturar este potencial. Nele, um dos Grupos criados foi o da“Energia, Minerais e Biotecnologia”. É aqui que o projeto WindFloat pretende dar um contributo.
Pessoalmente, defendo que o País deve investir na energia “off-shore”. Temos reconhecido “know-how” nesta matéria e a tecnologia necessária está ao alcance da nossa indústria. Os dispositivos de vento “offshore”, abrem um espaço até hoje inacessível e podem ajudar a fazer a diferença tanto no sector energético como em sectores industriais que tanto precisam de ser relançados.
um excelente projecto a aproveitar as nossas capacidades atlanticas.
http://www.rtp.pt/noticias/?t=Peniche-c ... 15139&tm=8 (http://www.rtp.pt/noticias/?t=Peniche-constroi-primeira-plataforma-submersa-produtora-de-eletricidade.rtp&headline=20&visual=9&article=515139&tm=8)
A torre eólica de Cavaco e a da EDP
Na Póvoa de Varzim, Cavaco Silva inaugurou a primeira eólica flutuante do mundo em offshore. O projeto, de 23 milhões de euros, permite alimentar 1.300 habitações.
Margarida Cardoso (http://www.expresso.pt (http://www.expresso.pt))
16:52 Sábado, 16 de junho de 2012 Última atualização há 53 minutos
O Windfloat é pioneiro a nível mundial Pesa mais de duas mil toneladas, foi colocado a seis quilómetros da costa, tem um aerogerador de 2 megawatts, o suficiente para abastecer de energia 1.300 habitações e já está a trabalhar em fase de testes há seis meses. O Windfloat, hoje inaugurado na praia da Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, envolveu um investimento de 23 milhões de euros que promete colocar Portugal na liderança mundial dos sistemas eólicos em off shore.
Para o presidente da EDP, António Mexia, a nova tecnologia "representa mais um passo no aproveitamento dos recursos endógenos, na diminuição da dependência externa e no potencial aproveitamento do cluster marítimo português, com impactos positivos ao nível do emprego e das exportações".
Mexia aproveitou, aliás, a cerimónia de inauguração do projeto, para salientar que além do aproveitamento do potencial da costa portuguesa, o Windfloat mostra como é possível recuperar recursos já existentes, designadamente nos estaleiros navais, em novas aplicações, incentivando, simultaneamente, o trabalho de equipa, neste caso entre empresas portuguesas, dinamarquesas e americanas.
Cavaco orgulhoso
A concretização do projeto envolveu 60 empresas, 40 das quais portuguesas, através da joint-venture WindPlus, que reúne EDP, Repsol, Principle Power, A. Silva Matos, Vestas Wind Systems A/S e a Inovcapital. O protótipo deverá ficar dois anos em fase de testes, mas já está previsto criar, a partir daqui, o primeiro parque eólico flutuante do mundo, com cinco turbinas e uma potência cinco vezes superior à atual.
Confessando sentir "orgulho" ao ver o país na linha da frente das energias renováveis, o presidente da República, Cavaco Silva, vê este projeto como uma prova de que Portugal tem muito a ganhar se souber aproveitar os quase três mil quilómetros da sua costa e "um estímulo para que surjam mais empreendedores, investimento nacional e estrangeiro que apostem neste grande potencial".
"Muitos sectores ligados ao mar podem ter uma expansão significativa nos próximos tempos", da energia aos portos, pescas ou aquacultura, disse o presidente minutos antes de ser surpreendido pela equipa da Vestas com a oferta de uma torre eólica da Lego, "talvez para montar com os netos".
http://expresso.sapo.pt/a-torre-eolica- ... dp=f733365 (http://expresso.sapo.pt/a-torre-eolica-de-cavaco-e-a-da-edp=f733365)
Noruega explora potenciais parcerias com Portugal nas ondas
O Centro de Energia das Ondas recebe esta segunda-feira na sua conferência anual uma comitiva norueguesa que procurará em Lisboa não só apresentar os mais recentes desenvolvimentos da indústria energética "offshore", mas também explorar potenciais parcerias com Portugal neste domínio. "Vêm cá empresas de serviços e empresas financeiras, porque a Embaixada da Noruega entende que há possibilidades de cooperação", adiantou ao Negócios o presidente do Centro de Energia das Ondas, António Sarmento.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... 92105&pn=1 (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=592105&pn=1)
Vale a pena ler esta opiniao, fundada em factos, para perceber a barracada que foi a política energética do Sócrates.
É de facto assustador.
http://economicofinanceiro.blogspot.pt/ ... ectro.html (http://economicofinanceiro.blogspot.pt/2012/08/o-fim-dos-subsidios-aos-paineis-electro.html)
Citação de: "miguelbud"Vale a pena ler esta opiniao, fundada em factos, para perceber a barracada que foi a política energética do Sócrates.
É de facto assustador.
http://economicofinanceiro.blogspot.pt/ ... ectro.html (http://economicofinanceiro.blogspot.pt/2012/08/o-fim-dos-subsidios-aos-paineis-electro.html)
Especialmente para aqueles que defendiam a politica energética do sócrates.
E eu que até pensava que era a única coisa que se aproveitava.
Como alguém à uns tempos disse cá no fórum:
Fala quem sabe os outros só arrotam.
Évora vai albergar parque solar pioneiro na Europa
Nasceu, na cidade alentejana de Évora, um parque solar com tecnologia fotovoltaica de concentração inovadora na Europa, um investimento de cerca de cinco milhões de euros feito pela empresa Glintt Energy. A inauguração acontece esta quinta-feira, pretendendo-se que o parque se torne uma "montra" para captar negócios internacionais.
Em declarações à Lusa, Manuel Mira Godinho, diretor executivo da Glintt - Global Intelligent Technologies, detentora da Glintt Energy, afirmou que o parque "tem uma componente de 'showroom' internacional para mostrar ao cliente, a quem não basta a teoria, a quem quer ver para crer".
Segundo o responsável, a tecnológica portuguesa ambiciona "mostrar a sua competência para conceber e implementar um parque fotovoltaico de concentração". "Acreditamos tanto nesta tecnologia que arriscámos dinheiro da empresa para montar o parque", realçou Mira Godinho.
A central, localizada num antigo aterro sanitário próximo de Évora, envolveu um investimento de perto de cinco milhões de euros feito nos últimos quatro anos pela Glintt Energy, com sede no Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (da qual a empresa é acionista), naquela cidade.
De acordo com o diretor executivo da Glintt, a estrutura fotovoltaica de quarta geração, com 2.800 painéis solares e que começou a funcionar em Abril, tem 1,26 megawatts (MW) de capacidade instalada para uma produção anual estimada de dois gigawatts/hora (GWh) de energia.
"É o suficiente para abastecer 800 habitações, mais de 3.200 pessoas, e permite evitar anualmente cerca de 1.000 toneladas de emissões de gases com efeito de estufa (CO2)", estimou Mira Godinho.
O CEO da Glintt adiantou que o parque fotovoltaico eborense é "o primeiro da Europa" a utilizar um determinado tipo de células fotovoltaicas com base em tecnologia aplicada nas estações espaciais da NASA com o apoio dos norte-americanos da EmCore Corporation (propriedade da chinesa Suncore).
"O painel fotovoltaico acompanha a trajetória do sol e é muito fundo, como uma caixa. No interior, tem um prisma que concentra os raios solares para um ponto específico, para uma pequena célula fotovoltaica", especificou.
Graças a este sistema, é possível obter "uma produtividade muito maior dos raios solares captados" em comparação com um "painel tradicional".
Além disso, o parque é também "muito menos exigente em termos dos componentes nobres para o fabrico das células". "E, como tenho menos células instaladas nos painéis, gasto menos energia para o funcionamento da central", acrescentou Mira Godinho.
Através deste investimento, que permitiu "a reabilitação ambiental de uma zona degradada", a Glintt espera conseguir "um 'showroom' para desenvolver projetos internacionais", encontrando-se, atualmente, "a procurar expandir" os seus negócios para países de África e da América Latina.
"[A construção do parque] é, igualmente, uma forma de atrair gestores de topo para Évora e de promover o Alentejo e Portugal, porque temos levado ao parque presidentes de empresas e gestores internacionais", conclui o empresário.
Boas Notícias
Boas noticias:
http://www.sol.pt/noticia/113646 (http://www.sol.pt/noticia/113646)
... o produtor produz para seu autoconsumo e a energia que sobrar é comprada à rede.
cada consumidor pode instalar até três painéis, com potência até 250Kw
Estes valores cobrem “em média grande parte do consumo de uma família”, defendeu Artur Trindade.
The European Commission has granted approval for a 25 MW floating wind farm demonstration project to be developed off the coast of Portugal.Fonte: http://cleantechnica.com/2015/04/27/eu-commission-approves-portuguese-floating-wind-farm/
Approval was granted last week for a wider scheme which intends to support demonstration projects for ocean and offshore wind technologies. The 25 MW “WindFloat project” is the first recipient of the scheme’s support, with the remaining 25 MW included in the scheme’s development to be awarded to winning proposals.
The European Commission found that the projects under the scheme would “contribute to increasing Portugal’s share of renewable energy by developing new generation technologies.” Furthermore, the affiliated feed-in tariff is “proportionate to the objective pursued,” allowing the Commission to conclude that both “the support scheme and the WindFloat project were in line with its Guidelines.”
(...)
This won’t be the first time a WindFloat has been deployed off the Portuguese coast, following a 2012 announcement, which marked the first time an offshore wind turbine was deployed in Portugal, as well as being “the first offshore wind turbine to be installed without the use of any heavy lift vessels or piling equipment at sea,” according to Principle Power, the developer of WindFloat.
A Comissão Europeia concluiu que um regime português destinado a promover as tecnologias de energias renováveis respeita as regras da UE em matéria de auxílios estatais. O regime irá apoiar projectos de demonstração da produção de energias renováveis a partir dos oceanos (energia das ondas, energia das marés) e tecnologias eólicas offshore inovadoras. A Comissão concluiu, em especial, que o projecto prosseguiria os objectivos da UE em termos de energia e ambiente sem provocar distorções indevidas da concorrência no mercado único.Fonte: http://europa.eu/rapid/press-release_IP-15-4836_pt.htm
A Comissária Margrethe Vestager, responsável pela política da concorrência, afirmou: « O desenvolvimento de novas tecnologias renováveis é fundamental para ajudar a Europa a cumprir os seus compromissos ambientais. O regime hoje aprovado é um passo importante para trazer novas tecnologias para o mercado.».
O regime irá apoiar projectos de demonstração para uma capacidade instalada total de 50 megawatt (MW), 25 MW dos quais foram já atribuídos ao «projecto Windfloat». Este projecto irá testar, em condições de funcionamento reais, turbinas eólicas offshore flutuantes. Trata-se de turbinas eólicas montadas numa plataforma flutuante, em vez de colunas ancoradas ao leito do mar, como é o caso da tecnologia offshore convencional, o que permite utilizar a tecnologia em águas mais profundas. Quanto à restante capacidade de 25 MW, podem apresentar-se propostas de projectos até ao final deste ano.
O auxílio será concedido por um período de 25 anos, sob a forma de uma tarifa de compra a preço garantido para compensar os custos mais elevados das novas tecnologias. O projecto irá também beneficiar de um auxílio ao investimento e financiamento do NER300 – o programa de apoio da UE destinado a projectos de demonstração hipocarbónicos inovadores.
A Comissão apreciou as medidas ao abrigo das suas Orientações relativas aos auxílios à protecção ambiental e à energia de 2014. A Comissão concluiu que os projectos contribuem para aumentar a quota de energias renováveis de Portugal, ao desenvolver tecnologias de nova geração. Além disso, as estimativas de custos para as tecnologias da energia dos oceanos apresentadas por Portugal revelam que a tarifa máxima de compra a preço garantido disponível ao abrigo do regime é proporcional ao objectivo perseguido, o que limitará as eventuais distorções da concorrência suscitadas pelo auxílio estatal.
A Comissão concluiu, portanto, que tanto o regime de apoio como o projecto Windfloat respeitavam as suas Orientações.
A versão não confidencial das decisões será publicada no Registo dos auxílios estatais no sítio Web da DG Concorrência com os números de processo SA.39347 (regime) e SA.40227 (projecto Windfloat), após a resolução de eventuais questões de confidencialidade. O State Aid Weekly e-News apresenta uma lista das novas publicações no domínio das decisões relativas a auxílios estatais na Internet e no Jornal Oficial da UE.
São mais de mil milhões de investimento potencial. Muki Solar, de Miguel Barreto, quer licenciar 1.000 MW de projectos fotovoltaicos.
A Muki Solar, uma nova empresa liderada por um dos antigos responsáveis pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGGE), Miguel Barreto, entrou com um pedido, neste organismo, para licenciar cerca de 1.000 megawatts de projectos fotovoltaicos. Uma carteira que corresponde a quase metade das centrais solares fotovoltaicas a aguardar aprovação na DGGE e que representa, a preços de mercado, um investimento potencial superior a mil milhões de euros.
Em causa estão várias dezenas de unidades de produção, com potências superiores a 10 megawatts, as quais equivalem à actual central de ciclo combinado a gás natural da Tapado do Outeiro ou a duas centrais hidroeléctricas do Alqueva.
O empresário Miguel Barreto tem já uma participação activa nesta área de negócio, com destaque para o continente africano, onde, através da Gesto Energia, está a desenvolver várias centrais fotovoltaicas, as mais recentes situadas na Libéria e no Senegal. A Gesto Energia marca ainda presença no Quénia, Moçambique, Angola, Senegal, Libéria, Ruanda e Cabo Verde.
O projecto da Muki Solar encontra-se ainda em fase de estruturação e deverá contar com a participação de parceiros internacionais.
Contactado pelo Diário Económico, o gestor confirmou apenas que este projecto é autónomo da Gesto Energia e que a sua concretização está sujeita à concretização de várias etapas.
Com o aumento de escala a nível mundial, a tecnologia fotovoltaica viu o seu custo cair cerca de 70%, desde 2010. Há cinco anos representava o triplo da eólica.
Apontada pelo presidente da Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa, como a terceira revolução deste sector, depois do pontapé de saída dado, em 2008, pelas mini-hídricas, a que se seguiu a eólica, a fotovoltaica promete agora ser um dos principais motores de crescimento nas energias verdes.
O director-geral de Energia, Carlos Almeida, revelou ontem, durante o congresso da APREN, que Portugal tem actualmente pouco mais de 400 megawatts de capacidade instalada fotovoltaica. Um valor que fica muito aquém dos cerca de cinco mil megawatts alcançados pela eólica.
“O panorama solar no nosso país é ainda muito desolador no nosso país”, sublinhou, no mesmo encontro, António Sá da Costa. “Temos mais do dobro da insolação dos países da Europa, mas só possuímos 450 megawatts instalados. A Grã-Bretanha tem 20 vezes mais potência instalada, nove mil megawatts, já para não falar na Alemanha, que superou os 40 mil megawatts, 100 vezes mais. E ambos com metade da insolação que Portugal”, destacou o responsável pela APREN.
“Temos que olhar para o solar de outra forma. O desenvolvimento que aí se adivinha não pode ser só a instalação de centrais, mas que consiga dinamizar o tecido empresarial e industrial”, acrescentou.
Um alerta que tem como referência o percurso da energia eólica em Portugal, responsável pela existência de um ‘cluster’ industrial que contribuiu com cerca de 300 milhões de euros para a balança de exportações nacional e a criação de 400 mil postos de trabalho.
Governo aposta na energia solar e repensa investir em barragens
Rede de carregamento de carros elétricos concluída no início de 2018
Rede de carregamento de carros elétricos concluída no início de 2018
E a partir de 2019, todas as casas particulares novas, vão ter obrigatoriamente um ponto de carregamento para veículos eléctricos, de 16 ou 32 amperes (monofásico ou trifásico). De referir que actualmente as casas em Portugal têem uma potência instalada máxima de 6,9Kva, ou seja 30 amperes!!!! Com esta obrigatoriedade, a potência instalada vai disparar!!!!! Quem esfrega as mãos são as eléctricas :)
https://pplware.sapo.pt/informacao/obrigatorio-carregadores-carros-eletricos-casas/
Rede de carregamento de carros elétricos concluída no início de 2018
E a partir de 2019, todas as casas particulares novas, vão ter obrigatoriamente um ponto de carregamento para veículos eléctricos, de 16 ou 32 amperes (monofásico ou trifásico). De referir que actualmente as casas em Portugal têem uma potência instalada máxima de 6,9Kva, ou seja 30 amperes!!!! Com esta obrigatoriedade, a potência instalada vai disparar!!!!! Quem esfrega as mãos são as eléctricas :)
https://pplware.sapo.pt/informacao/obrigatorio-carregadores-carros-eletricos-casas/
Por casas particulares com garagem suponho que se estejam a referir a vivendas. Recorrendo à tradicional esperteza tuga, passa a construir-se apenas telheiros em vez de garagens ou em alternativa instala-se um contador para a garagem e outro para a casa e mantêm-se o primeiro desligado e sem pagamento.
Já agora pago para ver uma instalação num prédio, no meio de uma área residencial cá da terra, subitamente a ter que aguentar fazer o carregamento de meia dúzia de viaturas eléctricas. Deve ser cá um apagão no bairro...
Cumprimentos,
Para esses não estou a ver nenhuma solução prática. Nem para os pesados, navios, locomotivas, motas, máquinas agrícolas e aviação.
Pode ser que o avanço da tecnologia nos ligeiros faça surgir algo mais eficiente.
Sempre tive mais expetativas no hidrogénio...
Toyota Project Portal is a hydrogen fuel cell system designed for heavy-duty truck use, emitting nothing but water vapor. The Project Portal heavy-duty truck concept generates more than 670 horsepower and 1,325 pound feet of torque from two Mirai fuel cell stacks and a 12kWh battery. The zero-emission class 8 truck’s gross combined weight capacity is 80,000 lbs., and its estimated driving range is more than 200 miles per fill, under normal drayage operation.
Nem de propósito. Publicado pela Toyota no dia 12.CitarToyota Project Portal is a hydrogen fuel cell system designed for heavy-duty truck use, emitting nothing but water vapor. The Project Portal heavy-duty truck concept generates more than 670 horsepower and 1,325 pound feet of torque from two Mirai fuel cell stacks and a 12kWh battery. The zero-emission class 8 truck’s gross combined weight capacity is 80,000 lbs., and its estimated driving range is more than 200 miles per fill, under normal drayage operation.
Energia renovável cobriu 57% do consumo em Portugal
Aqui está aquilo que tenho falado. Hidrogénio. Produzido a partir de energia eólica que separa o H2O em Hidrogénio e Oxigénio.
Autonomia de 600Km e abastece em 5 minutos.
Os elétricos são mais do mesmo. As baterias são feitas de Lítio que tem de ser extraído da terra e é limitado.
Tal como o petróleo.
Os elétricos são mais do mesmo. As baterias são feitas de Lítio que tem de ser extraído da terra e é limitado.
Tal como o petróleo.
Esqueçam os eléctricos!
O modelo da Hyundai a hidrogénio. Claro que em Portugal ainda não está disponível...