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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: Chicken_Bone em Outubro 19, 2008, 11:38:45 pm

Título: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 19, 2008, 11:38:45 pm
Não me parece que o tópico já existisse...

A apresentação de título: A Indústria Aeronáutica Europeia e Oportunidades para Portugal  está no link seguinte:

http://www.inteli.pt/uploads/documentos ... 6_5241.pdf (http://www.inteli.pt/uploads/documentos/documento_1220958666_5241.pdf)

Já agora, quem estiver interessado no tema que diga algo, pf já que ainda não consegui identificar pessoal que esteja mt interessado (e talvez ligado) nesta indústria, particularmente em Pt.
Se houver moçoilas jeitosas é só deixar o número de telefone na minha caixa de mensagens. he he he
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 19, 2008, 11:40:41 pm
PeMA - Working Group for the integration of Portuguese industrial SME in aerospace supply chain
http://www.inteli.pt/uploads/documentos ... 6_2683.pdf (http://www.inteli.pt/uploads/documentos/documento_1221063646_2683.pdf)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Abril 07, 2009, 12:39:15 am
A PEMA ( http://www.pema.pt/ (http://www.pema.pt/) ) tem empresas afiliadas novas.
Se não estou em erro são:

- acos-pib (franciú)

- groupe lauak(franciú, mas do País Basco)

- inegi

- mdu

- spin-works ( o site está errado. deverias ser www.spinworks.pt (http://www.spinworks.pt))

O site da PEMA está mais chunga, porque não está a possibilitar ler a info sobre o que cada membro faz. Parece-me que o valor da "turn-over" que mencionam (70 milhões de euros) só está a ter em conta os antigos membros e, logo desactualizado.
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Abril 07, 2009, 11:23:41 pm
Uns mecos novos na área espacial:

http://www.evolve.pt/index.php?option=c ... e&Itemid=1 (http://www.evolve.pt/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1)

http://r2dspace.com/ (http://r2dspace.com/) - site muito crude. Devem estar mesmo a começar.
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Abril 13, 2009, 05:05:55 pm
Critical Materials moves to SpinPark, a technology-based business incubator in Guimarães

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Wednesday, 08 April 2009 11:34

Guimarães, Portugal, 8th April, 2009 – Critical Materials, a technology provider for the monitoring and diagnosis of critical applications of intelligent materials, founded in 2008, announces the opening of new facilities at Spinpark, a technology-based business incubator in Guimarães, Portugal.

With the opening of these new facilities, Critical Materials seeks the proximity of the University of Minho Business Campus, thus boosting the development of its product & Services portfolio. “The choice of Spinpark is part of Critical group strategy of being close to knowledge centers that enable business development. The type and quality of these facilities allows flexibility and complete Critical Materials’ activities integration. For the future, we consider that Spinpark is a site with the necessary conditions to install our HTC – Headquarters and Technical Centre, in order to develop technology for the global market”, states Gustavo Rodrigues Dias, CEO of Critical Materials.

Critical Materials, technology provider for the “nervous system and bio-brain” of critical applications of advanced materials, is committed to supply technology and efficient products for monitoring and diagnosis of critical applications of intelligent materials for the aerospace and defense markets.

About Critical Materials [ www.critical-materials.com (http://www.critical-materials.com) ]
Critical Materials is a start-up company that provides technology-based products for monitoring and diagnosis of critical applications of advanced materials The company develops its own technology in integration and application prevision constructive models for functional materials. Thus, Critical Materials is a supplier to the international markets of aerospace and defense. Founded in 2008 and integrating Critical Group, the company is located in Guimarães.

About Spinpark [ www.spinpark.pt (http://www.spinpark.pt) ]
The Spinpark, University of Minho Business Campus, hosts technology-based companies by promoting advanced knowledge transfer to the society and by contributing actively to the region development. As a hatchery dedicated to technology-based companies that provide form the academic world, the Spinpark receives companies of different business areas as biotechnology, environment, media, software, health or electronics. Since March, Critical Materials has integrated the Spinpark.


http://www.critical-materials.com/lates ... npark.html (http://www.critical-materials.com/latest-news/cmt-moves-to-spinpark.html)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Abril 13, 2009, 07:22:42 pm
OLÉÉÉÉÉ!


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Lisboa, 13 Abr (Lusa) - O projecto do novo avião não-tripulado com a Lockheed Martin prevê que Portugal funcione como base de testes para produção de soluções de bens para exportação, disse hoje à agência Lusa fonte do promotor do projecto (PEMAs).

"O projecto do consórcio (PAIC) em que participam doze empresas portuguesas tem uma vertente internacionalização, prevendo que Portugal funcione como base de testes para produção de soluções e bens exportáveis", explicou a mesma fonte.

O Portuguese Aerospace Industrial Consortium (PAIC) será responsável pelo desenvolvimento dos sistemas de aviação sem piloto (UAV) e a aeronave, um P-3C, poderá operar com diversos sistemas para fins civis, nomeadamente de observação florestal.

O investimento no projecto está estimado em 10 milhões de euros para os próximos cinco anos, tendo o PAIC sido hoje constituído pelos principais responsáveis das doze entidades que constituíram o grupo português.

"Este foi o primeiro acto que culminará na terça-feira, no Ministério da Economia e da Inovação, em Lisboa, com uma sessão de apresentação, em linhas gerais, do projecto, numa sessão que envolverá [também] os actores políticos", salientou a fonte.

Segundo esta, "a proposta da PEMAs [que conta com três anos de trabalho] foi apresentado à Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC), tendo a Lockheed Martin aceite a sugestão".

A constituição hoje do consórcio vai permitir às 12 empresas portuguesas "ganharem em dimensão e complementaridade" para responderem a uma produção tão complexa.

A área de desenvolvimento de aeronaves não tripuladas para aplicações civis "é muito apetecível e constitui um mercado emergente nos próximos dez anos", sublinhou.

O investimento no projecto está estimado em 10 milhões de euros, dos quais já estão cativos pelas empresas 1,5 milhões de euros entre 1999 até ao primeiro trimestre de 2010, prevendo-se que a restante parcela venha do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional).

Na terça-feira, o PMAs, chefe do consórcio PAIC, organiza às 15:00 horas no Ministério da Economia, em Lisboa, sob os auspícios da Comissão Portuguesa de Contrapartidas (CPC) uma sessão de apresentação geral do projecto.

O evento contará com a presença do presidente da CPC, embaixador Pedro Catarino, o presidente do PEMAS, José Rui Marcelino e o presidente interino do PAIC, Gustavo Ribeiro Dias.

Por confirmar estão os ministros da Defesa, Nuno Severiano Teixeira e da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, fazendo-se no entanto representar na sessão.

O consórcio inclui a Active Space Tecnologies, CeNTI, Critical Software, Edisoft, Empordef, Ibermoldes, INEGI, PEMAS, PIEP, Skysoft e Tekever.

Aviação: Projecto de avião não tripulado da Lokheede vai funcionar para o mercado externo

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interio ... id=1200351 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1200351)[/quote]
Título:
Enviado por: nelson38899 em Abril 21, 2009, 11:14:13 am
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Aerocork: Eco-Avião "fala" português e é de cortiça

Um consórcio entre 4 organizações (Dyn'Aero Ibérica, a Corticeira Amorim através da Amorim Cork Composites, o PIEP - Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros da Universidade do Minho e a ActiveSpace Technologies) vai investir 1,2 milhões de euros (50% financiado pelo QREN) no projecto Aerocork.
Neste projecto vão ser produzidos, testados e certificados diversos compósitos de cortiça com a finalidade de substituir materiais sintéticos num avião ultraleve. Os primeiros voos deste avião ecológico estão previstos para o 2º semestre de 2010.
Os compósitos de cortiça apresentam-se como uma das alternativas mais promissoras aos materiais sintéticos para a construção de painéis “sandwich”, fundamentais para a integridade estrutural da aeronave. Além das suas características estruturais únicas, a cortiça possui inegáveis vantagens ambientais – é um material sustentável, ecológico, natural e reciclável -, esperando-se uma diminuição do impacto ambiental da indústria aeronáutica.
Este consórcio conta com diversos tipos de experiências nas suas organizações. Desde logo a Dyn'Aero é uma empresa de construção de ultraleves com fábrica em Ponte de Sôr (onde já é produzido o avião MCR que servirá de base para este protótipo), passando pela Corticeira Amorim que é lider mundial no sector da cortiça e conta já com conhecimento na área dos aglomerados de cortiça aplicados à aeronáutica. O pólo da UM vai efectuar estudos do comportamento mecânico dos aglomerados enquanto a ActiveSpace Technologies será responsável pela avaliação estrutural e térmica dos componentes em desenvolvimento.

http://www.ecologicalcork.com/files/aerocork.html (http://www.ecologicalcork.com/files/aerocork.html)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Maio 22, 2009, 11:13:20 pm
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Date: 18/05/2009
AgustaWestland Opens New Regional Business Headquarters In Portugal

In support of its increasing business activities in Portugal, AgustaWestland, a Finmeccanica company is pleased to announce the opening of its new regional business headquarters in Lisbon, following the establishment of its in-country subsidiary AgustaWestland Portugal S.A. The opening ceremony was attended by Italian Minister Gianfranco Rotondi, Portuguese Deputy Minister for Industry and Innovation Antonio Castro Guerra, Deputy Minister for National Defence and Sea Affairs João Mira Gomes, Italian Ambassador Luca del Balzo di Presenzano, British Ambassador Alexander Ellis, AgustaWestland Managing Director Business Graham Cole and other dignitaries.



Graham Cole, MD, AgustaWestland commented “We are proud to announce the opening of our new business headquarters in Lisbon to support our expanding presence in Portugal. AgustaWestland has seen its position in the Portuguese helicopter market increase in recent years to become a major supplier of helicopters to both the commercial and government markets. The new headquarters will play an important role in supporting our latest initiatives and partnerships as well as helping to expand our business in Portugal where we see significant future business opportunities.” AgustaWestland has a long and successful presence in Portugal; as a supplier of helicopters to both the commercial and government markets where it is the market leader, and as a purchaser where AgustaWestland has long established industrial relationships with Portuguese companies such as OGMA. Over 20 commercial and military helicopters have been ordered and are in service including AW101, Lynx, AW139, AW109 Power and Grand models, while 10 NH90 helicopter are also on order for the armed forces.

The offset agreement related to the AW101 helicopter contract signed in August 2008 included the provision of aerospace manufacturing and engineering services in which AgustaWestland Portugal will play a major role as will other local companies including OGMA and CEIIA. A six year agreement was signed in December 2008 for the Research and Development, Design and Engineering Project (RDE) under which Portuguese companies and universities are being involved in diversified aerospace-related projects. The main aeronautical fields targeted include mechanical systems, aircraft interiors, structures and composites, electronic and software systems. AgustaWestland sees a significant number of new opportunities in the Portuguese market including the Portuguese Army’s and Air Force’s potential requirements for light twin multirole and training helicopters as well as for various applications in the commercial helicopter market including EMS (Emergency Medical Service)


http://www.agustawestland.com/communica ... 88&yy=2009 (http://www.agustawestland.com/communication_det.php?id_news=488&yy=2009)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Agosto 01, 2009, 08:57:40 am
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Tecnologia portuguesa para evitar queda de aviões (vídeo)
Uma empresa nacional está a desenvolver um projecto que pode evitar acidentes como o do A330 da Air France, além de também permitir o acesso à Internet em pleno voo.

Os recentes acidentes de aviação levantam, inevitavelmente, questões sobre a segurança das aeronaves. Uma empresa portuguesa está a desenvolver vários projectos que poderão evitar acidentes no futuro.

A queda do A330 da Air France no Atlântico matou mais de duzentas pessoas. Uma inovação informática que está a ser desenvolvida pela Skysoft, uma empresa portuguesa em conjunto com parceiros internacionais, como a própria Air France, poderia ter evitado a tragédia. Os relatos do acidente indicam que "o piloto atravessou praticamente o centro da tempestade, enfrentou temperaturas de 60 graus negativos e o Flysafe a funcionar irá melhorar a situação do piloto durante o voo", como explica José Neves da Skysoft.

Antecipar a tragédia em tempo real

O objectivo do Flysafe é antecipar, em tempo real, algumas das ameaças mais graves que podem provocar a queda das aeronaves. Neste caso esta aplicação informática "envolveria, ainda mais, o piloto no voo já que saberia com uma antecedência de 20 minutos,todos os potenciais conflitos e ficaria com mais tempo para prever a melhor rota para o avião", acrescenta o representante da Skysoft.

Internet durante o voo

Até 2020 prevê-se que o trafego aéreo europeu duplique. Um aumento de circulação que torna urgente a optimização de todos os meios de comunicação e detecção aeronáutica. O Anastasia, outra aplicação desenvolvida pela Skysoft, pretende tornar as comunicações a bordo mais eficientes e mais baratas. Com esta inovação tecnológica, que poderá estar operacional daqui a seis anos, será mais fácil para um piloto indicar a sua posição e receber informação actualizada, até de outras aeronaves, em tempo real. Para os passageiros também haverá mudanças para melhor, nomeadamente ao nível dos serviços disponíveis a bordo, já que por exemplo a Internet vai passar a estar disponível durante os voos.

As inovações aeronáuticas das Skysoft incluem um outro do projecto que pretende tornar as aeronaves suficientemente autónomas para atingirem o solo em segurança.

Se todas estas aplicações funcionarem a cem por centro os acidentes de aviação poderão diminuir drasticamente.


VER VIDEO

http://aeiou.expresso.pt/tecnologia-por ... eo=f528109 (http://aeiou.expresso.pt/tecnologia-portuguesa-para-evitar-queda-de-avioes-video=f528109)
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lightning em Outubro 02, 2017, 08:03:38 pm
Segunda oportunidade para Portugal crescer no domínio espacial
https://www.dn.pt/portugal/interior/segunda-oportunidade-para-portugal-crescer-no-dominio-espacial-8809382.html

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Ministério procura associar privados num projeto, financiado por Bruxelas, de vigilância e rastreio de objetos na órbita terrestre.

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Lisboa formalizou no passado a 21 de agosto a sua candidatura ao programa europeu de Vigilância e Rastreio Espacial (SST, sigla em inglês), ao qual está associado um pacote financeiro de 190 milhões de euros.

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"Portugal oferece condições de observação do espaço que outros locais não têm", podendo ceder terrenos nos Açores e na Madeira para os privados instalarem telescópios e radares.

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"este é o único programa espacial [europeu] sob o chapéu da Defesa"

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O programa SST - que se segue ao Galileu (sistema de navegação por satélite), Copernicus (observação da Terra) e GOVSATCOM (comunicações via satélite de governos e Forças Armadas da UE) - visa detetar, catalogar, prever e mapear a trajetória dos milhares de objetos que circulam na órbita do planeta.
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 19, 2017, 12:05:19 am
Infante. Vem aí o primeiro satélite criado em Portugal

(https://static.globalnoticias.pt/dn/image.aspx?brand=DN&type=generate&name=original&id=8855247&w=579&h=371&t=20171018225500)


Contrato para a construção do satélite é assinado hoje no Taguspark. Projeto é uma iniciativa da indústria espacial nacional e é cofinanciado pelo programa Portugal 2020

Chama-se Infante, vai ser criado por um consórcio que agrupa o conjunto das empresas e institutos de investigação portugueses na área do espaço e tem lançamento agendado para o primeiro semestre de 2020. O Infante é primeiro satélite português totalmente desenvolvido e construído no país - o PoSAT, lançado em 1993 por um foguetão europeu Ariane, embora tivesse sido construído por um conjunto de empresas e laboratórios portugueses, foi um projeto de transferência de tecnologia.

Com um investimento global de 9,2 milhões de euros para os próximos três anos, o projeto Infante foi aprovado pela Agência Nacional de Inovação (ANI) para ser cofinanciado pelos fundos estruturais do programa Portugal 2020 em cerca de 60% (o restante é suportado pelo próprio consórcio), e nasce hoje formalmente com a assinatura do contrato entre todos os parceiros, no Taguspark.

"A grande novidade aqui foi que conseguimos agrupar num grande projeto espacial nacional praticamente todas as empresas e institutos de investigação que trabalham nesta área em Portugal", adianta ao DN Pedro Sinogas, fundador e administrador da Tekever, a empresa que lidera o consórcio.

Com o formato de um pequeno paralelepípedo (20 x 20 x 40 cm) e um peso que não excederá os 25 kg, o Infante será o primeiro de uma futura constelação de 12 satélites idênticos que serão construídos e lançados nos anos seguintes pelo mesmo consórcio (eventualmente com outros parceiros que entretanto queiram juntar-se), no que será a primeira rede de satélites portuguesa para fazer monitorização dos oceanos e da Terra e vender esses serviços.

O projeto, conta Pedro Sinogas, nasceu há um ano. "Começámos a discutir a ideia com os nossos colegas da indústria espacial no país, o projeto foi enriquecido nesse diálogo e decidimos avançar", conta Pedro Sinogas.

Ao todo integram o consórcio nove empresas da área do espaço - além da Tekever, participam a Active Space Technologies, a Omnidea, a Active Aerogels, a GMV, a HPS ou a Spin Works, entre outras - e dez centros de I&D (investigação e desenvolvimento) de várias universidades e laboratórios de investigação de todo o país que trabalham em espaço.

Entre eles estão, por exemplo, o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que ficará com toda a área "de testes das peças e do produto final", como conta o responsável da Tekever, ou ainda o INL (International Iberian Nanotechnology Laboratory), em Braga, que terá neste projeto o papel de desenvolver um nanomaterial com a capacidade proteção contra as radiações cósmicas, e que será testado a bordo do Infante.

Já a SpinWorks, uma das empresas que integra o consórcio, ficará responsável pelo desenvolvimento e construção da câmara multiespectral (capaz de captar várias cores do espetro de luz) para observação da Terra.

"O processamento de imagem tem sido uma das nossas áreas mais fortes e portanto já temos muitas das tecnologias a incorporar neste equipamento", explicou ao DNTiago Hormigo, um dos fundadores e responsáveis da SpinWorks, sublinhando que a participação num projeto deste tipo "permite desenvolver e consolidar estas tecnologias e abre a porta a novos mercados".

Para Tiago Hormigo, o satélite Infante "será uma grande desafio, sobretudo para o coordenador do projeto", e tem "o grande mérito" de ser uma iniciativa da indústria. "Não há precedente na indústria espacial portuguesa de um projeto como este", nota Tiago Hormigo, sublinhando que "é de elogiar esta capacidade de iniciativa de um projeto em torno do qual toda a gente une esforços."

Outro "bom sinal", diz, "foi a aprovação do projeto pela ANI", diz. "Significa que é possível ambicionar coisas novas e ter o apoio do Estado para que se tornem possíveis". Desenvolvidas as tecnologias e construído o Infante, o seu lançamento será feito pela agência espacial chinesa.


>>>>>>  https://www.dn.pt/sociedade/interior/infantevem-ai-o-primeiro-satelite-criado-em-portugal-8855247.html
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Viajante em Outubro 19, 2017, 11:36:30 am
Infante. Vem aí o primeiro satélite criado em Portugal
Com o formato de um pequeno paralelepípedo (20 x 20 x 40 cm) e um peso que não excederá os 25 kg, o Infante será o primeiro de uma futura constelação de 12 satélites idênticos que serão construídos e lançados nos anos seguintes pelo mesmo consórcio (eventualmente com outros parceiros que entretanto queiram juntar-se), no que será a primeira rede de satélites portuguesa para fazer monitorização dos oceanos e da Terra e vender esses serviços.

Já que vamos criar 12 satélites para monitorizar os oceanos e a Terra, recorrendo aos fundos comunitários do Portugal2020 e a serem lançados (pelo menos o primeiro satélite) pela Agência Espacial Chinesa, não haverá possibilidade de criarem um satélite de telecomunicações geoestacionário, para substituírem o SIRESP? É que no Domingo e na 2ª Feira, era quase impossível fazer chamadas na zona norte e centro do país!!!!! (falo por experiência própria, precisava de tentar fazer 2 ou 3 vezes uma chamada para conseguir rede!!!!!)
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: HSMW em Outubro 19, 2017, 11:40:27 am
CubeSats. Se precisarem de ajuda podem pedir a qualquer universidade indiana ou chinesa...  :o

Pode ser o 1º passo para um satélite a sério. Como um de comunicações táticas para a protecção civil......  8)
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 05, 2018, 02:12:47 pm
Portugal coordena projeto de aceleração de 150 'startups' no setor do espaço


O Instituto Pedro Nunes, incubadora de Coimbra, vai coordenar um projeto europeu de aceleração para 150 'startups' com ideias de negócio direcionadas para o mercado espacial ou que incorporem tecnologia espacial para aplicações na Terra.

O programa “Astropreneurs” arranca na terça-feira com a reunião dos parceiros envolvidos, tendo um orçamento de dois milhões de euros para alavancar novas ideias ligadas ao Espaço, informou hoje o Instituto Pedro Nunes (IPN), em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O programa conta com parceiros da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Reino Unido e República Checa e espera-se que cerca de 500 empreendedores tenham acesso a uma formação intensiva, que inclui 50 horas de mentoria e consultoria conduzida por 100 peritos “para apoiar os empreendedores na aceleração dos seus projetos e na captação de financiamento público e privado, visando uma mais rápida entrada e consolidação no mercado”, sublinha o IPN.

Os participantes, acrescenta, vão ainda ter acesso a um conjunto de ‘workshops’ técnicos e a reuniões com os principais agentes na indústria espacial.

De acordo com a nota de imprensa, o “Astropreneurs” é financiado pela Comissão Europeia, através do Programa H2020, procurando “criar novos negócios, gerar emprego e estimular o crescimento económico em cooperação com a indústria, investidores e instituições nacionais e europeias”.

A colaborar com o programa está “uma vasta rede de investidores, indústria e agências de apoio que integram a chamada “economia do Espaço”, para que as empresas tirem o máximo partido dos mercados-alvo e das oportunidades globais”.

Em setembro, abrem as candidaturas para este programa focado no espaço, setor que é “cada vez mais uma fonte de crescimento económico e de inovação”, realça o IPN.

“A “economia do Espaço” tornou-se um setor com impacto real, trazendo inovações disruptivas e muitas novas oportunidades de negócio, sobretudo quando aplicadas a outros setores terrestres da economia”, salienta a incubadora de Coimbra, dando como exemplo o sistema europeu de localização por satélite Galileo, que “está a criar a sua própria área de negócios”.

O IPN já esteve envolvido em iniciativas semelhantes no passado, com programas de transferência de tecnologia, e criou em 2014 uma incubadora de empresas portuguesas da Agência Espacial Europeia (ESA), sediada em Coimbra.


>>>>>  http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/portugal-coordena-projeto-de-aceleracao-de-150-startups-no-setor-do-espaco

Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2018, 10:42:11 pm
Projeto europeu Astropreneurs "levanta voo" em Portugal


Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Get_It em Janeiro 21, 2018, 10:35:47 pm
Multinacional francesa investe 32 milhões de euros em Grândola
(17 de Janeiro de 2018)
Citação de: Jornal Económico, Lusa
A construção das instalações industriais da empresa em Grândola, num projecto de investimento de «32 milhões de euros», aguarda a conclusão de formalidades, como a assinatura do contrato da obra e a obtenção da licença para remoção de terras, explicou hoje à agência Lusa o director-geral da Lauak Portugal, Armando Gomes.

«A primeira fase é a remoção de terras e na segunda fase vamos começar a construir para que em Outubro a construção principal tenha terminado e as máquinas comecem a ser instaladas», adiantou o responsável da empresa, que prevê começar a produzir no início de 2019.

A fábrica de Grândola vai ter três linhas autónomas de produção, sendo a primeira a entrar em funcionamento, no início do próximo ano, destinada a produzir peças destinadas ao avião A320 da Airbus, estando também previsto posteriormente o fornecimento de componentes para o modelo A330 e o Falcon.

O investimento, que inicialmente estava previsto ser de 25 milhões de euros, subiu para os 32 milhões de euros, após negociações com a Airbus para a«produção de outras peças maquinadas».

«Houve uma alteração. Houve uma parte de peças maquinadas, um contrato que estamos a fechar agora com os nossos clientes, que fez aumentar o projecto de investimento em sete milhões de euros, por conta de novas máquinas para produzir essas peças», revelou o responsável da empresa em Portugal.

Armando Gomes explicou haver o compromisso da empresa com a Airbus para assegurar o fornecimento das componentes produzidas em Grândola a partir de 2019.

«Queremos começar a fornecer os elementos desses compósitos em 2019, temos que fornecer, [porque] temos contratos já feitos», afirmou, indicando que há peças que têm de ser fornecidas «a partir de Janeiro».

A Lauak, que já tem uma unidade de produção em Setúbal, vai produzir a partir de Grândola materiais compósitos e portas de bagageira de carga para a Airbus.

A empresa já deu início ao processo de recrutamento para a formação de trabalhadores, que vai decorrer ao longo de 2018, tendo hoje decorrido em Grândola uma sessão pública de apresentação do projecto e de recolha de candidaturas, que lotou o auditório do Cine-teatro Grandolense.

«São formações que vão demorar entre seis meses e um ano», adiantou o mesmo responsável, indicando que o processo de formação em «Tratamento de Metais, Montagem de Estruturas e Compósitos», que atribui uma qualificação de nível IV, vai decorrer em Grândola, Évora e Setúbal.

A fábrica deve iniciar a laboração com «40 a 50 trabalhadores», estando previsto que dois anos depois empregue «200 a 250» pessoas.

A empresa anunciou também hoje a construção de uma creche, destinada a acolher os filhos dos trabalhadores.

[continua] (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/multinacional-francesa-investe-32-milhoes-de-euros-em-grandola-257326)
Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/multinacional-francesa-investe-32-milhoes-de-euros-em-grandola-257326 (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/multinacional-francesa-investe-32-milhoes-de-euros-em-grandola-257326)

Cumprimentos,
Título: Re: Espaço
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 15, 2018, 05:33:39 pm
Governo vai criar Agência Espacial Portuguesa e apoiar construção de satélites de nova geração

Resolução do Conselho de Ministros desta quinta-feira determina que a proposta para a criação, instalação, financiamento e operação da Agência Espacial Portuguesa seja apresentada até ao final do ano por um grupo de trabalho interministerial a criar para o efeito

Portugal vai criar uma agência espacial que deverá integrar todos os programas nacionais ligados ao espaço. Esta é uma das principais medidas da Estratégia Portugal Espaço 2030, que é aprovada esta quinta-feira num Conselho de Ministros temático dedicado ao conhecimento e à inovação.

A Resolução do Conselho de Ministros sobre a estratégia até 2030, a que o Expresso teve acesso, determina que a proposta para a criação, instalação, financiamento e operação da Agência Espacial Portuguesa (AEP) seja apresentada até ao final do ano por um grupo de trabalho interministerial a criar para o efeito, denominado Portugal Espaço 2030. Este grupo de trabalho irá alargar o âmbito, os objetivos e o impacto do atual Programa do Espaço da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a principal agência pública nacional de apoio à investigação científica.

O documento ressalva que a criação da AEP será feita "sem prejuízo das competências atribuídas ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) no domínio da observação da Terra e da meteorologia, clima e mar, bem como das responsabilidades assumidas no quadro da EUMETSAT", a organização intergovernamental europeia a que Portugal pertence que fornece dados de satélite, imagens e produtos sobre o tempo e o clima 24 horas por dia aos serviços meteorológicos nacionais.

BASE ESPACIAL NOS AÇORES: ATRAIR INVESTIMENTO ESTRANGEIRO

Por outro lado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em colaboração com o Governo Regional dos Açores, vai coordenar a divulgação e promoção do estudo da Universidade do Texas em Austin (UTA) sobre a instalação de uma base espacial no Açores para prestar serviços de lançamento de satélites para o espaço, através da FCT, da Agência Nacional de Inovação, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e da Agência Espacial Europeia (ESA). O objetivo é atrair investimento direto estrangeiro para o setor espacial português.

Ao mesmo tempo, a Resolução do Conselho de Ministros determina que será lançado até ao fim do ano um concurso público internacional de ideias para "a eventual instalação nos Açores de serviços de lançamento de satélites" com base no estudo da UTA e de estudos em cursos desenvolvidos através da ESA, que devem funcionar através de um modelo que promova a segurança das populações da ilha onde os serviços forem instalados, a proteção ambiental e a cooperação internacional, bem como a capacidade da tecnologia e das empresas portuguesas na área dos sistemas e equipamentos espaciais.

A Estratégia Portugal Espaço 2030 encara o espaço "como um recurso fundamental para as ambições coletivas de Portugal, das suas empresas e instituições científicas e tecnológicas, públicas e privadas, e estimula a democratização contínua do acesso ao espaço" com base em três eixos estruturantes. O primeiro é a exploração de dados e sinais espaciais para promover novos mercados e emprego qualificado na agricultura, pescas e outras atividades marítimas, ambiente, infraestruturas, desenvolvimento urbano, saúde pública, defesa e segurança. O segundo é o desenvolvimento , construção e operação de equipamentos, sistemas, infraestruturas e serviços de produção de dados espaciais, dando prioridade aos satélites de nova geração (mini, micro e nanosatélites) e respectivos lançadores (foguetões). E o terceiro é reforçar as competências nacionais no espaço através da investigação científica, inovação tecnológica, formação e educação.

INVESTIMENTO PÚBLICO NO ESPAÇO VAI AUMENTAR CINCO VEZES

O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas vai, entretanto, adaptar os fundos estruturais europeus e os programas de financiamento público do setor espacial de modo a que o investimento no espaço aumente cinco vezes nos próximos cinco anos.

O Conselho de Ministros aprova também esta quinta-feira uma resolução em que autoriza a FCT a criar ou participar "na constituição de um entidade de direito privado português de tipo associativo" que tenha como objetivo a criação, instalação e funcionamento do Centro Internacional de Investigação do Atlântico (AIR Center) nos Açores. O orçamento até 2023 para tornar operacional o AIR Center é de 5,3 milhões de euros.

O AIR Center, que se vai dedicar ao espaço, oceanos, clima, energia e ciência de dados, foi fundado numa cimeira em Florianópolis, no Brasil, a 21 de novembro de 2017, pelos governos de Portugal, Açores, Brasil, Espanha, Angola, Nigéria, Cabo Verde, Uruguai e São Tomé e Príncipe, tendo nesta fase o Reino Unido, África do Sul, Argentina e Índia como países observadores.

Um dos objetivos da Estratégia Portugal Espaço 2030 é a criação de emprego científico e emprego qualificado. A indústria aeroespacial portuguesa, constituída por mais de 70 empresas, já emprega cerca de 20 mil pessoas, tendo um índice de exportação de 87%.

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2018-02-15-Governo-vai-criarAgencia-Espacial-Portuguesa-e-apoiar-construcao-de-satelites-de-nova-geracao
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lightning em Fevereiro 15, 2018, 09:04:05 pm
Estudo dá “luz verde” com reservas para projecto de porto espacial nos Açores

Especialistas da Universidade de Austin, nos EUA, consideram que a criação de uma base de lançamentos para pequenos satélites nos Açores é “tecnicamente viável”. Relatório será usado numa estratégia de captação de investimento privado da indústria espacial para Portugal.

https://www.publico.pt/2018/02/15/ciencia/noticia/estudo-da-luz-verde-com-reservas-para-projecto-de-porto-espacial-nos-acores-1803142
Título: Porto espacial nos Açores
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 17, 2018, 02:46:38 pm
Estudo dá “luz verde” com reservas para projecto de porto espacial nos Açores

Especialistas da Universidade de Austin, nos EUA, consideram que a criação de uma base de lançamentos para pequenos satélites nos Açores é “tecnicamente viável”. Relatório será usado numa estratégia de captação de investimento privado da indústria espacial para Portugal.

ANDREA CUNHA FREITA

Um estudo da Universidade do Texas, em Austin (EUA), que será divulgado esta quinta-feira, dá um parecer favorável à instalação de uma base espacial para lançamento de pequenos satélites nos Açores, apontando para a ilha de Santa Maria (mais precisamente, para o lugar de Malbusca, na freguesia de Espírito Santo), como o melhor lugar para o fazer. O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, encara esta “luz verde” sobretudo como uma “alavanca” da estratégia nacional para o espaço que será discutida e aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, e modera as expectativas. O relatório, avisa, vai servir sobretudo para “dinamizar” acções que querem atrair o investimento destas novas indústrias para Portugal.

Foi o Ministério da Ciência que encomendou o estudo ao grupo de especialistas, liderado por Burk Fort, da Universidade do Texas, mas é o próprio ministro que faz questão de sublinhar que este é “apenas” um estudo. “Isto é um estudo de viabilidade e tem de ser considerado nesse âmbito e apenas nesse âmbito”, diz ao PÚBLICO Manuel Heitor. Assim, o ministro resume que o estudo confirma que os Açores têm uma localização estratégica muito relevante para as chamadas “novas indústrias do espaço”, mas o projecto de criação de um porto espacial terá de ser muito discutido até uma decisão final. É, admite o governante, sobretudo “um bom pretexto” para atrair investimento privado desta área para Portugal.

O estudo conclui que a ideia de criar uma base de lançamentos para pequenos satélites, avançada há já quase um ano, é “tecnicamente viável” e expõe algumas das principais “forças, fraquezas, oportunidades e ameaças” do projecto que, adiantam os peritos, poderá custar entre 100 milhões e 200 milhões de euros. Um “luxo”, portanto, que, segundo o ministro (a concretizar-se), só será possível se estiverem garantidas as necessárias parcerias com o sector privado.

Uma das principais dúvidas sobre este plano era a sua localização precisa, tendo como certo que o arquipélago dos Açores possui uma posição geográfica privilegiada no Atlântico. Em Abril de 2017, quando Manuel Heitor lançou o desafio da criação do Centro Internacional de Investigação do Atlântico (AIR Centre) para unir forças a nível internacional e explorar o Atlântico, através dos oceanos, atmosfera, clima, energias renováveis e espaço, já se falava nesta “peça” virada para o espaço. Apesar de ter sido apresentado como um ambicioso plano, a ideia perdeu fôlego quando, no final da reunião nos Açores, o ministro concluía que, afinal, esta não era uma “peça essencial” do AIR Centre.

(https://i.imgur.com/ffO1CI4.png)

Sobre o lugar certo para fazer nascer o projecto, desde o primeiro momento apontou-se na direcção da ilha de Santa Maria. Confirma-se. Burk Fort e a sua equipa analisaram vários locais, atribuindo uma pontuação a vários critérios que estabeleceram. E, dos quatro locais com melhor pontuação – Fajã Lopo Vaz (na ilha das Flores), sítio de Ponta Delgada (na ilha das Flores), Estação Loran da NATO (na freguesia de Santa Bárbara, na ilha de Santa Maria) e lugar da Malbusca (na freguesia de Santo Espírito, também na ilha de Santa Maria) –, ganhou Malbusca. É, concluíram, a localização mais adequada, devido a duas características importantes: a amplitude e orientação do seu “corredor de lançamento” e as condições de segurança. A localização do sítio de Ponta Delgada, na ilha das Flores, ficou em segundo lugar.

No relatório, os especialistas dão um parecer favorável ao projecto – “é tecnicamente viável”, dizem –, mas também deixam alguns avisos e conselhos. Defendem, por exemplo, que é preciso fazer mais estudos, centrados em questões específicas como a viabilidade financeira do projecto, a segurança, o impacto ambiental, entre outras frentes. Manuel Heitor concorda e subscreve esta recomendação. O ministro sublinha que o “estudo diz que estamos longe de poder tomar uma decisão, são precisos mais estudos e mais aprofundados”.

O relatório também ressalva que o eventual sucesso de uma infra-estrutura como esta num mercado espacial com cada vez mais procura mas também mais oferta (há vários países com planos de criação de bases para lançamentos de satélites na Europa) tem de ser especial. Tem, nomeadamente, de garantir clientes (ou seja, empresas lançadoras de satélites como parceiros e que se estabeleçam nos Açores) antes sequer de pensar em avançar. E tem de ter algo único como, sugerem os peritos, uma aposta clara e investimento nos Açores (local, portanto) na formação e treino a nível superior direccionado para a indústria de pequenos satélites.

Portugal na corrida para o espaço

Ilha de Santa Maria a caminho de ter uma base espacial?
Então, o que é que o ministério vai fazer com este relatório? Basicamente, vai usá-lo como isco numa operação mais vasta. “O mais importante, quer venha ou não a existir uma base espacial, que requer sempre a atracção de investimentos privados avultados, é posicionar Portugal nos novos mercados emergentes para o espaço. O que queremos é mostrar que Portugal é um país atraente para o investimento privado no espaço, mesmo que não venha a existir um porto espacial”, refere Manuel Heitor. Assim, adianta, a estratégia para o espaço que será discutida esta quinta-feira no Conselho de Ministros “passa por divulgar Portugal como um novo país na corrida para o espaço e, sobretudo, orientado para as novas tecnologias espaciais de observação da Terra”. “Pode funcionar como uma alavanca para posicionar Portugal nos novos mercados. Estamos a usar isto para um posicionamento estratégico de Portugal nas áreas de maior desenvolvimento científico e tecnológico”, admite. Independentemente de se concretizar.

O ministro adianta ainda que a partir de Maio vai arrancar uma série de eventos em vários países (da Índia aos EUA, passando pela China) para atrair investidores desta área para Portugal. Além da aprovação da estratégia para o espaço até 2030, o Conselho de Ministros deverá também discutir e aprovar esta quinta-feira a Lei do Espaço. O objectivo destes dois instrumentos é o mesmo: colocar Portugal na corrida do mercado internacional das novas indústrias do espaço. Com ou sem porto espacial nos Açores.

https://www.publico.pt/2018/02/15/ciencia/noticia/estudo-da-luz-verde-com-reservas-para-projecto-de-porto-espacial-nos-acores-1803142
Título: Re: Porto espacial nos Açores
Enviado por: HSMW em Fevereiro 17, 2018, 09:07:19 pm

No relatório, os especialistas dão um parecer favorável ao projecto – “é tecnicamente viável”, dizem –, mas também deixam alguns avisos e conselhos. Defendem, por exemplo, que é preciso fazer mais estudos, centrados em questões específicas como a viabilidade financeira do projecto, a segurança, o impacto ambiental

Tem, nomeadamente, de garantir clientes (ou seja, empresas lançadoras de satélites como parceiros e que se estabeleçam nos Açores) antes sequer de pensar em avançar.

Ora cá está o qie realmente interessa! Garantir que queira lançar de lá alguma coisa.
E não vai ser fácil porque pequenos lançadores já existem no mercado.
Desde o Electron lançado da Nova Zelândia, construindo totalmente em fibra de carbono e componentes feitos em impressoras 3D:
http://space.skyrocket.de/doc_lau/electron.htm

O mais pequeno de todos estes. O SS-520 japonês:
http://space.skyrocket.de/doc_lau/ss-520.htm

Futuramente teremos o americano também em carbono e com o 1º estagio a reutilizável, Vector
http://space.skyrocket.de/doc_lau/vector-1.htm 

Os já maiores Epsilon da JAXA:
http://space.skyrocket.de/doc_lau/epsilon.htm

KZ-1A chinês:
http://space.skyrocket.de/doc_lau_det/kuaizhou-1a.htm

E Vega da ESA:
http://space.skyrocket.de/doc_lau/vega_p80.htm

Ou então usar os aviões da SATA para lançar projectos como o Pegasus-XL
http://space.skyrocket.de/doc_lau_det/pegasus-xl.htm

E o LaucherOne da Virgin:
http://space.skyrocket.de/doc_lau/launcherone.htm
 
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 22, 2018, 03:35:06 pm
Projeto "Space Rider" da Agência Espacial Europeia vai aterrar nos Açores

(https://static.globalnoticias.pt/dn/image.aspx?brand=DN&type=generate&guid=1684008a-2207-4e4d-9fef-1e39d9f3ff95&w=579&t=20180221163700)

Situação vai "gerar emprego qualificado, quer ao nível dos serviços, quer ao nível dos recursos afetos", disse o presidente do Governo Regional açoriano

A Agência Espacial Europeia (ESA) escolheu os Açores para acolher um local de aterragem do projeto "Space Rider', declarou esta quarta-feira o presidente do Governo Regional açoriano, Vasco Cordeiro.

Falando no plenário Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), na Horta, Vasco Cordeiro valorizou a escolha da ESA, garantindo que vai "gerar emprego qualificado, quer ao nível dos serviços, quer ao nível dos recursos afetos" ao projeto.

O projeto da agência "tem como objetivo proporcionar à Europa um sistema de transporte espacial integrado, acessível, independente e reutilizável para acesso e retorno do Espaço", indica nota do Governo Regional dos Açores.

Os Açores, através do coordenador da estrutura de missão para o Espaço, estão representados neste grupo de trabalho da ESA, sendo que responsáveis deste grupo irão visitar o arquipélago português em abril com o objetivo de analisar os potenciais locais que possam servir para este projeto.

As atividades a desenvolver no local de aterragem que vier a ser escolhido nos Açores "irão envolver a telemetria e telecomando do veículo, a gravação e arquivo de dados, tratamento e distribuição de dados pós-voo, gestão e controle de emergência, controlo na reentrada da atmosfera e aterragem do veículo", indica ainda o executivo açoriano.

https://www.dn.pt/portugal/interior/projeto-space-rider-da-agencia-espacial-europeia-com-local-de-aterragem-nos-acores-9134914.html
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 22, 2018, 03:42:48 pm
Acerca do Space Rider:

(http://www.esa.int/var/esa/storage/images/esa_multimedia/images/2017/06/space_rider/16966839-1-eng-GB/Space_Rider_medium.jpg)

Space Rider aims to provide Europe with an affordable, independent, reusable end-to-end integrated space transportation system for routine access and return from low orbit. It will be used to transport payloads for an array of applications, orbit altitudes and inclinations.

Launched atop Vega-C, Space Rider follows ESA’s Intermediate eXperimental Vehicle (IXV) which on 11 February 2015 performed a flawless suborbital flight with atmospheric reentry and sea landing.

Europe has solid knowhow in getting to space and operating in space – but not returning from space. IXV was designed to help fill that gap in knowledge by demonstrating critical technologies in hypersonic flight conditions, fully representative of an atmospheric reentry from low orbit.

Several additional technology developments and flight demonstrations have since taken place in Europe, adding valuable information.

Space Rider will have the potential to allow:

experiments in microgravity;
in-orbit validation of technologies required for several application missions;
educational missions;
enhancement of European industry competitiveness in paving the way to a commercial service.
The operational missions for Space Rider include a wide spectrum of orbital altitudes and inclinations in low orbit, compatible with the performance of the Vega-C launch system and its future evolutions.

The spacecraft will be launched from Europe’s Spaceport in Kourou, French Guiana, stay in orbit as required by its payloads, and then perform a ground landing. Afterwards, it will be refurbished and equipped with new payloads for the next flight.

 The operational mission is based on the following elements:

A small reusable orbital system designed to minimise refurbishment and turn-around life-cycle cost. It builds on the system and technological knowhow acquired through IXV and the European launchers technology and flight experience, implementing design innovations such as a multipurpose cargo bay, and maximising the use of off-the-shelf components.
A small launch system to minimise launch service cost. The reference launch system is the Vega-C. The AVUM+ fourth stage of Vega-C constitutes the service module of the reusable orbital system, providing manoeuvrability for the payloads as well as the reentry braking.
A ground segment to support the in-orbit operations as well as the reentry and landing, and the early processing of the payloads after landing.

Space Rider way forward
The System Requirements Review is planned for 2017. The Preliminary Design Review, to be completed in 2018, will lead to the Detailed Design phase, with the Critical Design Review in 2019.

Current activities include:

Final trade-off and down-selection of the payloads involving the end-users.
Finalisation of mission and system design, benefiting from the IXV development and commonalities with Vega-C.

Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: HSMW em Fevereiro 22, 2018, 06:59:23 pm


É como tu dizes Martelo. Existe um tempo antes da SpaceX e outro depois da SpaceX.
Se queremos entrar no mercado espacial temos de concorrer com eles e também reutilizar os meios.
Mas o que acontece a é a ESA a ser subsidiada pelos estados 20 estados membros. Pela ciência não me importo que assim seja mas para o negócio dos satélites os lançamentos têm de ser rentáveis. 

https://www.fct.pt/apoios/cooptrans/esa/

Quanto ao Vega, é basicamente o booster do Ariane-5.C
O Vega-C uma evolução com novos motores, principalmente no 1º estágio passa a utilizar o motor P120C do futuro Ariane-6.

http://space.skyrocket.de/doc_lau/vega_p80.htm


Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: HSMW em Fevereiro 22, 2018, 07:16:25 pm
(http://images-cdn.impresa.pt/exameinformatica/2018-02-16-Acores?v=original&mw=1440)
http://leitor.exameinformatica.pt/#library/exameinformatica/16-02-2018/edicao-52/noticias/portugal-vai-ter-agencia-espacial-e-base-de-lancamentos
O artigo na exame informática.

Entretanto Espanha colocou hoje mais um satélite no espaço.
O Paz de observação da terra por radar.
http://space.skyrocket.de/doc_sdat/paz.htm


E dia 25 segue o hispasat de comunicações comerciais.
http://space.skyrocket.de/doc_sdat/hispasat-1f.htm
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Viajante em Fevereiro 22, 2018, 07:56:31 pm
É como tu dizes Martelo. Existe um tempo antes da SpaceX e outro depois da SpaceX.
Se queremos entrar no mercado espacial temos de concorrer com eles e também reutilizar os meios.
Mas o que acontece a é a ESA a ser subsidiada pelos estados 20 estados membros. Pela ciência não me importo que assim seja mas para o negócio dos satélites os lançamentos têm de ser rentáveis.

http://leitor.exameinformatica.pt/#library/exameinformatica/16-02-2018/edicao-52/noticias/portugal-vai-ter-agencia-espacial-e-base-de-lancamentos
O artigo na exame informática.

Por falar em satélites, não será a altura de termos um satélite geoestacionário de telecomunicações que substitua o ultrapassado SIRESP?
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: HSMW em Fevereiro 23, 2018, 11:45:59 pm
Não sei quais os custos associados mas duvido da rentabilidade de ter um satélite e todo a estrutura associada a fazer a cobertura de um território tão pequeno como o nosso.

O SIRESP até é interessante. O problema é que vai ao ar quando a coisa aperta. E pouco se utiliza o VHF/UHF como recurso...
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Abril 02, 2018, 03:00:08 pm
Empresas portuguesas desenvolvem sonda de cortiça para explorar Marte

(http://oje-50ea.kxcdn.com/wp-content/uploads/2018/04/isq-925x578.jpg)

Este projeto para a ESA - Agência Espacial Europeia é coordenado pela Corticeira Amorim e integra o ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade, PIEP - Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros e a Critical Materials.

Um grupo de empresas portuguesas está a desenvolver um projeto para a Agência Espacial Europeia (ESA) com o objetivo de explorar Marte.

O projeto é coordenado pela Corticeira Amorim e integra o ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade, PIEP – Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros e a Critical Materials.

A ESA está a desenvolver duas missões que envolvem o envio de sondas para Marte, a Mars Sample Return (em associação com a NASA) e a Phootprint – Phobos Sample Return, que implica o envio de sondas para Marte, com o objetivo de recolher amostras de solo marciano, transportando-as de seguida para o planeta Terra.

“O projeto desenvolvido por este conjunto de entidades portuguesa teve como objetivo o desenvolvimento de um sistema de escudo de proteção técnica e amortecimento de choques na aterragem”, destaca um comunicado do ISQ.

A Corticeira Amorim, líder do projeto, construiu o demonstrador, enquanto a Critical Materials procedeu ao desenvolvimento da engenharia.

O ISQ e o PIEP ficaram encarregues dos testes de desenvolvimento, sendo que o ISQ ficou também responsável pelos testes de validação final do demonstrador, executados nas suas instalações de Castelo Branco.

“Durante a fase de desenvolvimento tecnológico do sistema foram realizados ensaios mecânicos, ensaios de condutividade térmica, de calor específico, de impacto e de caracterização de materiais”, explica o referido comunicado do ISQ.

Segundo esse documento, “este sistema será colocado num veículo que trará amostras de Marte para a Terra”, tendo como propósito “conseguir que essas amostras oriundas de Marte cheguem intactas à Terra”.

O ISQ acrescenta ainda que, na fase de validação final, foi realizado um ensaio de impacto, onde foi simulada a aterragem da sonda.

“O projeto atingiu os objetivos planeados, embora seja um projeto a longo prazo. Estamos perante uma solução de engenharia portuguesa, que exigiu mais de dois anos de trabalho e um investimento de 400 mil euros, com a mais-valia de ser uma solução mais leva, mais simples, 25% abaixo do peso máximo exigido”, conclui a mesma nota.


>>>>>>>>>  http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/empresas-portuguesas-desenvolvem-sonda-de-cortica-para-explorar-marte-287981
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 24, 2018, 11:40:33 pm
Lançado concurso para apresentação de projetos para porto espacial nos Açores


O Governo de Portugal e o Governo dos Açores apresentaram esta segunda-feira um concurso aberto a organizações de "todo o mundo" para a criação de um porto espacial na ilha de Santa Maria que permita o lançamento de microssatélites. O anúncio foi hoje feito em Ponta Delgada pelo secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia do Governo dos Açores, Gui Menezes, que destacou o objetivo de criar nos Açores "uma infraestrutura para o lançamento de microssatélites".

A consulta internacional, que decorre até 31 de outubro, pretende "analisar o interesse deste projeto junto de parceiros internacionais, no sentido de ser instalado na ilha de Santa Maria um porto espacial atlântico", concretizou o governante.

Os Açores, vincou Gui Menezes, têm "alguma vantagem competitiva" face a outros territórios para a instalação de um porto espacial.

"Estamos mais a sul, no meio do Atlântico, temos a possibilidade de a direção dos lançamentos serem muito mais abertas, sem obstáculos, e isso não é replicável em outros sítios da Europa", assinalou.

O concurso é lançado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e tem o apoio técnico da Agência Espacial Europeia (ESA).

Em Ponta Delgada, maior cidade açoriana, reúnem-se esta semana 400 pessoas para o simpósio internacional "25 anos de progresso na Altimetria de Radar", organizado pela Agência Espacial Europeia e pela Agência Espacial Francesa.


:arrow: https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-09-24-Lancado-concurso-para-apresentacao-de-projetos-para-porto-espacial-nos-Acores
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 26, 2018, 10:30:12 am
(https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/42465655_1106054616210608_5967225697599488000_n.png?_nc_cat=110&oh=e4b57af5c2d683e86590bb682e559daa&oe=5C146A17)

Citar
Comparativo do tamanho do foguetão Orbex que será um dos foguetões propostos para serem lançados desde a futura Base de Lançamentos dos Açores.
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2018, 11:17:16 am
Dos Açores para o espaço. Lançamento de satélites de Santa Maria a partir de 2021


Do lugar de Malabusca, na ilha da Santa Maria, Açores, podem partir para o Espaço pequenos foguetões já a partir de 2021. Governo português vende a localização privilegiada do arquipélago e apresenta concurso internacional na maior feira aeroespacial europeia que decorre em Bremen, cidade espacial alemã e um dos maiores centros europeus.

Dos Açores, mais precisamente da Ilha de Santa Maria, podem partir pequenos satélites para o espaço, com a data prevista para os primeiros lançamentos começarem em 2021.

É esta a mensagem (e desejo) que o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, transmitirá esta terça-feira durante o 69º Congresso Internacional de Aeronáutic, evento que está a decorrer em Bremen, na Alemanha.

Nesta apresentação do Porto Espacial dos Açores num congresso que reúne 4 mil especialistas do setor, players internacionais e investidores, Manuel Heitor apresenta formalmente o Programa Internacional do Atlântico de Lançamento de Satélites.

O documento elaborado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia e pela Estrutura da Missão dos Açores para o Espaço (EMA- Space), que tem o apoio do governo português e do governo regional lança um convite internacional a entidades qualificadas para manifestarem o seu interesse até 31 de outubro (a primeira fase de três do programa arrancou a 24 de setembro) em colaborar com empresas portuguesas e centros de investigação e engenharia para conceber, instalar e operar um porto espacial na Ilha de Santa Maria, nos Açores, em associação com o desenvolvimento e operação de uma nova geração de serviços de lançamento de satélites para o espaço, numa iniciativa apoiada pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Malbusca. O lugar eleito para os pequenos foguetões

O Programa Internacional do Atlântico de Lançamento de Satélites arranca com a auscultação do mercado internacional sobre esta corrida ao Espaço e, especificamente, na área dos lançamentos de pequenos satélites (até 500 quilos), procurando atrair investimento direto estrangeiro para apoiar a dinamização do setor espacial em Portugal.

Os interessados devem apresentar propostas até 31 de outubro, sendo que um dos pré-requisitos é que o plano contemple a possibilidade de realização dos primeiros lançamentos já em 2021 na ilha de Santa Maria, nos Açores.

A localização dos Açores, no Atlântico, e a sua centralidade em relação à Europa, Américas e África, são mais-valias para estes lançamentos de pequenos satélites

Malbusca, na freguesia de Espírito Santo, tem sido apontado como um dos melhores locais para acolher este projeto se a proposta for da construção de um porto vertical. Mas o lançamento também pode ser horizontal, através de aviões recorrendo-se ao aeroporto de Santa Maria.

No caderno de encargos entre os direitos e os deveres que os candidatos à corrida ao espaço do lançamento para pequenos satélites constam ainda a obrigatoriedade de colaboração com empresas portuguesas durante todo o processo, estudos de impacto ambiental na ilha, a descrição da solução de lançamento (que pode ser vertical ou horizontal) e a indicação da carga prevista a transportar e o número de lançamentos a executar por ano.

O governo português e regional dá um apoio “logístico” na ordem dos seis milhões de euros, contemplando investimento ao nível de acessibilidades e infraestruturas no aeroporto e porto marítimo na ilha de Santa Maria. O ministério da Ciência criará ainda bolsas de investigação e desenvolvimento nesta área num valor que pode ir até aos 10 milhões de euros por ano, no período entre 2019 e 2023.

Os presidentes da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Paulo Ferrão, e da Estrutura de Missão para o Espaço dos Açores (EMA - Açores), Luís Santos, Henrique Martins, representante do CEC - Conselho Empresarial do Centro e Rui Santos, Diretor Geral do AED Cluster Portugal, que representa o projeto KnowNow4Aerospace, acompanham o responsável da pasta da Ciência em Bremen, a cidade espacial alemã e um dos centros espaciais lideres a nível europeu, na promoção das empresas portuguesas do setor aeronáutico sector, “nomeadamente as relacionadas com a Indústria 4.0” promovendo “os valores da competitividade e da qualificação dos nossos recursos humanos”, sustenta Rui Santos, diretor deste cluster que arrancou em 2017.

:arrow: https://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/dos-acores-para-o-espaco-lancamento-de-satelites-de-santa-maria-a-partir-de-2021
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 04, 2018, 05:50:15 pm
O futuro do setor espacial português vai ser discutido em Coimbra


O Diretor-Geral da Agência Espacial Europeia e o Ministro da Ciência e Tecnologia vão estar no evento de celebração do 4.º aniversário da incubadora espacial portuguesa, organizado pelo Instituto Pedro Nunes. Iniciativa vai mostrar as mais recentes aplicações de tecnologia espacial na Terra, apresentar novas start-ups e discutir o futuro do setor espacial em Portugal.

A incubadora espacial portuguesa da Agência Espacial Europeia (ESA BIC Portugal), coordenada pelo Instituto Pedro Nunes (IPN), assinala nos dias 20 e 21 de dezembro, em Coimbra, o seu 4.º aniversário com o evento “Portugal Espaço 2030”, organizado em colaboração com a Ciência Viva e o Gabinete do Espaço da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

No dia 20, quinta-feira, seis novas start-ups incubadas na ESA BIC Portugal vão ser apresentadas nesta iniciativa e é inaugurada uma exposição onde se poderão conhecer ao vivo produtos e protótipos funcionais com aplicação terrestre desenvolvidos com tecnologia espacial.

A impressora 3D da BeeVeryCreative, desenhada para a Estação Espacial Internacional – MELT, capaz de imprimir em ambiente de microgravidade vai estar em funcionamento à vista de todos. Com a ajuda do IPN, enquanto Broker de Transferência Tecnologia da ESA, a BeeVeryCreative está a transferir tecnologia desta impressora para desenvolver um novo produto para prototipagem industrial.

Outra empresa que estará presente com um protótipo é a Pavnext. Vencedora de vários prémios, esta startup está a aplicar uma cortiça da Amorim Cork Composites, usada no isolamento de foguetões, no desenvolvimento um pavimento que reduz a velocidade dos carros e gera energia.

Também a ActiveSpace Automation, spin-off da Active Space Technologies, está a incorporar tecnologia espacial em aplicações terrestres e terá para mostrar um veículo teleguiado usado para suporte à logística em ambientes industriais. Este veículo incorpora o know-how que a Active Space Technologies adquiriu no desenvolvimento de um sistema robótico para os testes de locomoção de um rover utilizado na exploração de Marte, na missão europeia ExoMars.

Já a Matereo vai apresentar um rover aquático e um satélite marítimo capazes de recolher, em tempo real, dados bioquímicos de monitorização da qualidade das águas, combinados com dados de Observação da Terra.

O futuro do setor espacial em Portugal

Os trabalhos do segundo dia, 21 de dezembro, sexta-feira, começam às 10 horas com as intervenções de Teresa Mendes, Presidente da Direção do Instituto Pedro Nunes, Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Gui Menezes, Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia dos Açores.

Estará também presente o Diretor-Geral da ESA, Jan Wörner, keynote speaker, com uma intervenção sobre as novas oportunidades no Espaço 4.0.

Durante a manhã, tem destaque o tema da plataforma de lançamento de satélites nos Açores – Atlantic International Satellite Launch Programme, numa sessão conduzida por Luís Santos, coordenador da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço, e que conta com a participação de Chris Larmour, presidente executivo da Orbex, Tiago Rebelo, do Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, e ainda da PLD Space, que trabalha com foguetões suborbitais.

O projeto Space Rider, que deverá aterrar nos Açores, vai ser outro tema marcante. Pelas suas condições de microgravidade, este projeto pode trazer muitas oportunidades de investigação nas áreas da saúde e farmacêutica como, por exemplo, testar como o sangue circula em microgravidade. A Avio, empresa italiana que opera no setor aeroespacial, tem presença confirmada neste painel.

Empresas como a Spin.Works e a organização EUMETSAT também vão estar presentes para fazer uma análise sobre os futuros mercados terrestres potenciados por dados de Observação da Terra.

A Ciência Viva estará presente num painel dedicado à Educação para o Espaço e Espaço para a Educação, contando ainda com a participação das parcerias internacionais MIT Portugal e UTAustin.

A ESA BIC Portugal é coordenada pelo IPN e tem polos no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e na agência DNA Cascais. É um dos 20 centros de incubação da Agência Espacial Europeia a nível europeu, onde são apoiadas start-ups que transfiram tecnologia espacial para setores terrestres, mas também novas empresas que pretendam entrar no mercado espacial comercial, no chamado New Space.

O Instituto Pedro Nunes é também membro da rede de Brokers de Transferência Tecnologia da ESA, apoiando a comercialização da tecnologia espacial em mercados não espaciais e divulgando as melhores e mais promissoras tecnologias espaciais e competências das empresas e academia espaciais portuguesas.


:arrow: https://boasnoticias.pt/o-futuro-do-setor-espacial-portugues-vai-ser-discutido-em-coimbra/?fbclid=IwAR0WOgXHSy4CXaj67T80hST9Gi8VWazJ2R2sX_RTwD-HoImH5-hsDjjRQpU
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 21, 2018, 01:00:12 pm
É a Portugal Espaço. A Agência Espacial Portuguesa nasce no início de 2019


A Agência Espacial Portuguesa - Portugal Espaço vai nascer durante o primeiro trimestre de 2019. Com sede na ilha de Santa Maria, nos Açores, e pelo menos um polo em Lisboa, o novo organismo vai promover o desenvolvimento do setor nacional do espaço, dinamizando a criação de programas, de novas empresas e de mais emprego qualificado nesta área, no país.

O objetivo "é multiplicar por 10 em 2030 o volume de negócios deste setor em Portugal, que é atualmente de 40 milhões de euros, e chegar pelo menos aos 400 milhões de euros dentro de uma década. A criação da agência espacial faz parte da estratégia para lá chegar", explica ao DN o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Pedra de toque para toda essa estratégia serão as verbas do financiamento público da União Europeia, através do novo programa europeu para o espaço, que será lançado em 2021, para vigorar até 2027. "Vão ser ao todo 16 mil milhões de euros, e Portugal ambiciona captar 2% [320 milhões de euros] dessa verba", adianta Manuel Heitor, sublinhando que "a ambição para a próxima década é também criar pelo menos mil novos postos de trabalho qualificado nesta área em Portugal"

"Para isso temos de nos preparar, e a criação da agência faz parte dessa estratégia", garante o ministro, que anuncia hoje a Portugal Espaço em Coimbra, na presença de Johann-Dietrich Woerner, o diretor-geral da ESA, a agência espacial europeia, e de Gui Menezes, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, do Governo Regional dos Açores.

A agência será criada "em articulação com o Governo regional dos Açores", um dos membros associados fundadores do novo organismo.

A Portugal Espaço "será sobretudo um corpo técnico profissional de peritos, que vai dinamizar novos mercados e negócios, e novas atividades do espaço no país", resume Manuel Heitor, sublinhando que "não se trata de criar uma agência espacial tradicional de grandes dimensões e com laboratórios próprios", mas um organismo "afiliado da ESA", no que será "uma nova geração de agências nacionais nesta área, promotoras de novas atividades".

Estratégia para 2030, com novos mercados e atividades

O espaço, acredita Manuel Heitor, está cheio de novas oportunidades e a sua estratégia para a próxima década no setor passa por tirar partido delas. "Há um leque crescente de novas aplicações na observação da Terra para satélites de baixa altitude, entre 400 e 800 km, e novos mercados que vão desde a segurança marítima à agricultura de precisão, às pescas ou ao desenvolvimento urbano", explica.

Esse é um dos nichos que o setor nacional, com a criação de novas empresas e mais emprego qualificado, poderá explorar, defende o governante. Atualmente os pequenos satélites e microssatélites, "que já têm resolução de imagem dos ordem dos 10 centímetros, abrem essa possibilidade de novas aplicações em tecnologias e sistemas de observação da Terra", e Portugal pode aproveitar essa via aberta.

Outra linha a ser dinamizada é a da produção própria de satélites no país, na gama dos pequenos e microssatélites, que fazem, justamente, essas observações. "A ideia é que possa ser lançada uma indústria de pequenos satélites e de microssatélites em Portugal", avança Manuel Heitor.

O terceiro objetivo é entrar na área dos pequenos lançadores e facilitar o acesso ao espaço através dos Açores", enumera o ministro. Esse plano está delineado, "e em curso", e se tudo correr como previsto, os primeiros lançamentos a partir do porto espacial que está planeado para a ilha Santa Maria, poderão começar em 2021.

Estações de rastreio e um porto espacial

Essa é, de resto, uma aposta concertada com o Governo Regional dos Açores, que vê o setor espacial como decisivo. "Temos uma estratégia para o espaço desde 2008, e os Açores têm condições muito favoráveis ao desenvolvimento de projetos nesta área", sublina ao DN o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Meneses.

Isso mesmo ficou demonstrado em 2016, com a instalação na ilha de Santa Maria da estação de rastreio de lançamentos espaciais da ESA. Depois disso, os projetos multiplicaram-se. Já em fevereiro do próximo ano, começa a ser montada ali uma nova antena de 15 metros, "para fazer rastreio de satélites e prestar outros serviços à ESA", adianta Gui Meneses.

Entre outras atividades, a nova antena vai integrar a rede mundial de estações no solo que vão receber os dados da sonda europeia Proba 3 que vai estudar o Sol, e que tem lançamento previsto para o final de 2020.

Nos próximos meses, será igualmente concluída a instalação de uma outra antena, essa destinada ao serviço da EUMETSAT, a organização europeia que opera e coordena os satélites meteorológicos.

Quanto ao porto espacial, o plano prossegue, para já, como delineado. Há duas semanas, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tutelada pelo Ministério da Ciência, anunciou que foram selecionados cinco consórcios, entre os 14 que tinham manifestado interesse em instalar e operar um porto espacial na ilha de Santa Maria. Esses cinco - AVIO, AZUL Consortium, Isar Aerospace Technologies GmbH, PLD Space, Rocket Factory Augsburg e Edisoft - terão agora de apresentar, em fevereiro, os respetivos estudos de impacto ambiental, que até maio de 2019 serão avaliados pelas autoridades regionais.

Se tudo correr de feição, e com a "salvaguarda absoluta de todas as questões ambientais e de segurança", como sublinhou há dias Gui Menezes numa audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, os primeiros lançamentos poderão acontecer em 2021.

Em toda esta estratégia, a nova agência Portugal Espaço será uma peça central.


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Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 15, 2019, 05:22:43 pm
Conheça a primeira astronauta portuguesa


Ana Pires terminou com sucesso o curso da NASA que prepara os candidatos para voos espaciais.
A investigadora do Instituto Superior de Engenharia do Porto foi uma das 12 pessoas selecionadas para um programa de investigação apoiado pela agência espacial norte-americana. Durante um mês e meio esteve em formação na Flórida, naquela que considera ter sido uma experiência única.

Em breve parte para o Estado do Arizona, onde vai fazer um curso de Geologia Lunar e de Marte.

:arrow: https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2019-01-15-Conheca-a-primeira-astronauta-portuguesa?fbclid=IwAR3fIsp2iyv_NKw1rmpL9U7qm0qW0FgU3DnWG6pVzP6SzBuA24Jgs6FhkVw
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 26, 2019, 11:45:52 am
Chiara Manfletti escolhida como presidente da Agência Espacial Portuguesa

Tem nacionalidade alemã e italiana, é assessora para os programas do director-geral da ESA e será a terceira mulher a presidir a uma agência espacial, segundo o ministério da ciência. A presidente da Agência Espacial Portuguesa tem agora pela frente um mandato de cinco anos.

(https://i.ibb.co/WP42s9B/CHIARA.jpg)

Chiara Manfletti é a primeira presidente da Agência Espacial Portuguesa – Portugal Espaço, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES). A escolha foi feita durante a primeira assembleia-geral da agência que decorreu esta sexta-feira em Lisboa e que contou com a presença de representantes das entidades fundadoras da Portugal Espaço: a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a Agência Nacional de Inovação, a Direcção-Geral de Recursos de Defesa Nacional e a Região Autónoma dos Açores através da Associação RAEGE Açores - Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais.

Chiara Manfletti tem nacionalidade italiana e alemã e é assessora para os programas do director-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Johann-Dietrich Woerner. Luís Santos, até agora coordenador da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço, foi o escolhido como vice-presidente da agência recém-criada.

Chiara Manfletti e Luís Santos terão agora pela frente um mandato renovável de cinco anos e terão de escolher entre uma e três pessoas para a direcção nos próximos seis meses. Haverá ainda um conselho de orientação e de estratégia e um conselho fiscal. A apresentação da presidente e do vice-presidente será feita no Workshop Portugal Espaço, a ESA e o Programa Espacial Europeu (2021-2027) no Teatro Thalia (Lisboa), na quinta-feira, às 14h30.


“Considerei que o facto de Portugal querer ter uma agência espacial é um avanço maravilhoso. Além disso, o país tem ideias inovadoras de como o espaço pode interagir com a sociedade e a economia”, diz ao PÚBLICO Chiara Manfletti sobre o desafio de liderar a agência, um papel que começará a desempenhar gradualmente a partir de segunda-feira. E reforça: “A ideia de ajudar um país a criar uma agência espacial do zero – e um tipo de agência diferente das que já existem hoje – é empolgante.”

Esta decisão foi tomada depois de um processo de selecção feito entre a FCT e a ESA e teve “vários candidatos”, segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. “Estamos a pôr a agência operacional até ao final de Março tal como nos tínhamos comprometido”, salienta sobre o passo dado esta sexta-feira.

Durante este mês, temos assistido ao desenrolar da criação da Portugal Espaço. A 7 de Março foi aprovada em Conselho de Ministros e no início desta semana foi formalizada nos Açores a sua constituição. Esta estrutura resulta da parceria entre o Governo português e Governo Regional dos Açores e tem a colaboração da ESA.

A sede da agência ficará na antiga casa do director do aeroporto da ilha de Santa Maria (Açores), que vai entrar em obras, e tem instalações no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, onde funciona o MCTES.

Mas o que se pretende com esta agência? Uma das grandes ambições é estimular o sector do espaço em Portugal. Para tal, irá pôr em prática a estratégia nacional do espaço (Portugal Espaço 2030) e articular a gestão de programas nacionais ligados ao sector para que o investimento e o emprego qualificado aumentem.

“Um dos objectivos é o crescimento económico em Portugal”, frisa Chiara Manfletti. Mas quando questionada sobre que estimativa faz desse crescimento, cita Manuel Heitor e refere que se espera que nos próximos dez anos o sector do espaço facture 400 milhões de euros (actualmente são 40 milhões de euros anuais). Para os próximos três anos, o Governo português – através da FCT e da Anacom - Autoridade Nacional de Comunicações – irá financiar a agência em oito milhões de euros.

Espera-se também que sejam criados mil novos postos de emprego qualificado, de acordo com Manuel Heitor. Até ao final do ano, prevê-se que estejam a trabalhar para a agência cerca de dez pessoas – incluindo a presidente, o vice-presidente, as pessoas do Gabinete do Espaço da FCT e da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço, que são agora integrados na agência. Estima-se que daqui a cinco anos o número de “funcionários” suba para 20. Mas Chiara Manfletti prefere não lançar números: “Seria bom termos dez pessoas a começar nos próximos meses, mas vamos ver. Não é tanto o número que conta, é a qualidade que fará a diferença.”

Projecto “muito interessante”

Outro dos grandes objectivos da Portugal Espaço está relacionado com o serviço de lançamento de micro-satélites que se pretende criar em Santa Maria, nos Açores. “Portugal tem uma visão interessante de como uma agência espacial deve ser diferente do que já existe e este projecto demonstra-o”, afirma Chiara Manfletti.

“Os Açores estão num sítio muito interessante em termos de lançamentos porque podem alcançar-se diferentes órbitas”, aponta Chiara Manfletti. “Também acho que pode contribuir para o desenvolvimento sustentável como o transporte marítimo autónomo, assim como criar núcleos de novas economias nos Açores.”

Como o lançador de Santa Maria será para pequenos satélites, Chiara Manfletti explica que estes microssatélites vão formar constelações que fornecerão dados espaciais – por exemplo – para o clima. “De todas as 50 variáveis essenciais climáticas para observar o clima e analisar o que está a acontecer em termos de aquecimento global, 26 podem ser estudadas a partir do espaço”, destaca. “Podemos observar a subida do nível do mar, a salinidade da água ou outros parâmetros como as concentrações de dióxido de carbono.”

Mesmo assim, Chiara Manfletti reforça que a Portugal Espaço só irá acompanhar o processo de negociação e concretização deste porto espacial. “Não vamos gerir o porto espacial, serão as empresas a fazer isso.” Esta semana começou a segunda fase do concurso público internacional para instalação e operação do porto espacial. Segundo o calendário oficial, os primeiros lançamentos acontecerão em 2021.

E será este um porto espacial competitivo? “Isso será da responsabilidade das empresas [dos consórcios interessados em operar o porto espacial], mas tenho a certeza que o Governo português e o Governo Regional dos Açores irão ajudar no desenvolvimento da sua competitividade”, responde Chiara Manfletti.

Mas os projectos desta recém-agência não ficam por aqui. Chiara Manfletti salienta o desenvolvimento do Centro Internacional de Investigação do Atlântico (AIR Centre) para estudar os oceanos, clima, atmosfera, espaço ou ciência dos dados.

Além disso, pretende-se aumentar a consciencialização da sociedade portuguesa sobre o espaço. “Por um lado, acho que é importante aumentar a consciencialização sobre o que a ciência pode fazer pelas futuras gerações e para o crescimento económico do país. Por outro, queremos aumentar a consciencialização sobre como as infra-estruturas do espaço podem contribuir no dia-a-dia.” Entre as iniciativas pode estar uma sondagem sobre o que os portugueses pensam da importância do espaço.

Citação de: Chiara Manfletti
A ideia de ajudar um país a criar uma agência espacial do zero – e um tipo de agência diferente das que já existem hoje – é empolgante

A Portugal Espaço tem uma “forte ligação” com a ESA, indica ainda Chiara Manfletti, adiantando que a agência vai representar Portugal no Conselho da ESA e discutir com a agência europeia as actividades portuguesas.

Segundo Manuel Heitor, a agência portuguesa terá uma “dupla tutela”. “Queremos ter uma agência com interesses nacionais, mas que ao mesmo tempo ajude a criar um hub [ligação] da ESA em Portugal”, explica Manuel Heitor, esclarecendo que o primeiro laboratório da ESA em Portugal ficará nas instalações do AIR Centre na ilha Terceira (Açores) e também será coordenado por Chiara Manfletti. “É uma forma de participarmos mais activamente na ESA e de a ESA ter uma maior presença em Portugal, assim como dar um contributo para modernizar a sua estrutura.”

Uma agência “diferente”

E quais são as prioridades de Chiara Manfletti? “Fazer a agência criteriosa, extremamente dinâmica, consciencializar as pessoas e acelerar o sector do espaço em Portugal”, afirma, acrescentando que é preciso falar com todos os intervenientes desde empresas, a partes interessadas como o Ministério da Defesa até ao público em geral.

Também é determinante perceber que o sector espacial está a mudar e que esta agência terá de ser diferente de outras já criadas. “No passado, uma agência espacial iria decidir o que seria o sector espacial. Mas hoje o que uma agência tem de fazer é perguntar aos utilizadores o que precisam e ser facilitadora e impulsionadora.” Como tal, a presidente da Portugal Espaço refere que se deverá abrir convocatórias para empresas que tenham boas ideias sobre o uso de dados do espaço e para assim se criar serviços e produtos que possam ser usados por outros sectores.

“Não lhes teremos de dizer [às empresas] necessariamente o que devem fazer, elas podem criar as suas opções e trazer ideias. Seremos um intermediário na interligação entre diferentes sectores.” E exemplifica: “O sector dos transportes marítimos, da inteligência artificial e da observação da Terra poderão criar transportes autónomos, uma das grandes áreas do futuro.”

E resume: “Uma agência tradicional actua sobretudo como uma agência. Já uma agência moderna actua como uma agência, um mediador, um facilitador, um intermediário e um impulsionador.” Para a presidente, há assim várias funções a ser desempenhadas desde estímulos ao surgimento de novos negócios até à divulgação científica. “Isto alavanca o financiamento público, mas também estimula investimentos privados e comerciais, ou promove interacções entre diferentes sectores e áreas de investigação do espaço e fora do espaço. É tudo sobre a construção de pontes e conexões.”

A aprender português

Chiara Manfletti tem 39 anos e nasceu em Itália, onde frequentou a Escola Americana de Milão. Tem no seu currículo um mestrado em engenharia aeronáutica no Imperial College de Londres e um doutoramento em propulsão de foguetões na Universidade Técnica de Aachen (Alemanha). Durante mais de 13 anos trabalhou na agência espacial alemã (DLR). Agora é assessora do director-geral da ESA, com sede em Paris. “Quando me perguntam a minha nacionalidade [que é italiana e alemã], é uma questão complicada. Sinto-me em casa na Europa.”

Assume-se como uma fascinada pela exploração espacial. “Gosto de missões científicas que estudam buracos negros e estrelas. E acho fantástico saber mais sobre como foi o Big Bang”, conta. Sobre as missões actuais, destaca a BepiColombo da ESA e da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, lançada em Outubro. “Vai estudar Mercúrio e dar-nos mais informações sobre um planeta do nosso sistema solar.”

Mas também a fascina o contributo que as missões espaciais podem ter na sociedade como o desenvolvimento sustentável. “Por exemplo, na Estação Espacial Internacional estamos a fazer crescer plantas em condições adversas com pouca água ou luz solar. Depois serão trazidas para locais da Terra onde há secas”, explica.

“Conseguimos atrair para Portugal uma verdadeira cidadã europeia e uma mulher”, frisa Manuel Heitor, referindo que só conhece mais dois exemplos de mulheres a presidir agências espaciais: Megan Clark, presidente da Agência Espacial Australiana; e Pascale Ehrenfreund, que dirigiu a DLR. Mas, embora assuma que está feliz por contribuir para o equilíbrio entre géneros, Chiara Manfletti relativiza: “Não gosto de dizer que vou alcançar isto ou aquilo porque sou mulher. Gosto mais de pensar que todos os seres humanos podem trazer diversidade.”

Por agora, diz que também vai contribuir para essa diversidade aprendendo português. “É uma língua que soa muito bem”, elogia. E, de certeza, uma língua que ouvirá nos próximos tempos neste seu “grande desafio”, como a própria considera.

https://www.publico.pt/2019/03/22/ciencia/noticia/chiara-manfletti-escolhida-presidente-agencia-espacial-portuguesa-1866397
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 28, 2019, 02:07:48 pm
“O Espaço é hoje parte da nossa vida diária”
Virgílio Azevedo

(https://img-s-msn-com.akamaized.net/tenant/amp/entityid/BBV8YUz.img?h=533&w=799&m=6&q=60&o=f&l=f&x=516&y=271)

Chiara Manfletti, presidente da Agência Espacial Portuguesa, disse ao Expresso que Portugal quer fazer parte de uma realidade maior e que é preciso abrir o país ao mundo. “Não se trata apenas de desenvolver atividades espaciais para Portugal, mas de trazer pessoas de fora e também desenvolver atividades para o resto do mundo”

A Agência Espacial Portuguesa foi constituída em Ponta Delgada no início da semana e nesta sexta-feira, em Lisboa, a primeira assembleia-geral nomeou para presidente a italiana Chiara Manfletti, conselheira da Agência Espacial Europeia (ESA). A cientista vai ser responsável pela execução da estratégia nacional para o sector aprovada pelo Governo e diz ao Expresso que acumula as duas funções e será “uma ponte entre a Portugal Space e a ESA”. Mas tem muitas tarefas pela frente, desde o apoio técnico ao projeto da base espacial de Santa Maria (Açores) e ao desenvolvimento de pequenos satélites e lançadores de nova geração, à representação de Portugal em organizações e programas internacionais ou à captação de financiamentos.

Ficou surpreendida por ter sido convidada para primeira presidente da Portugal Space?

Sim, claro [risos].

Não acha estranho que a responsável máxima da Agência Espacial Portuguesa seja estrangeira?

Bom, não sei como os portugueses vão reagir, mas para mim é uma forte indicação de que Portugal quer fazer parte de uma realidade maior e que é preciso abrir o país ao mundo. Não se trata apenas de desenvolver atividades espaciais para Portugal, mas de trazer pessoas de fora e também desenvolver atividades para o resto do mundo.

Vai viver em Portugal?

Parcialmente. Terei um apartamento em Lisboa. Na verdade, já vivo em vários lugares. No trabalho estou baseada em Paris, na sede da ESA, mas tenho casa na Alemanha e os meus pais estão em Itália. Fiz a licenciatura e o doutoramento no Centro Aeroespacial Alemão (DLR), acabei por viver 13 anos no país e tenho dupla nacionalidade italiana/alemã. Em Itália frequentei uma escola americana, depois estudei no Reino Unido e França, antes de ir para a Alemanha.

Que línguas fala?

Italiano, inglês, francês e alemão. E irei falar português [risos].

Que funções tem na ESA?

Sou conselheira de programas do diretor-geral, Johann-Dietrich Wörner. Dou-lhe apoio na gestão dos programas em curso e na preparação de futuras atividades a desenvolver pela agência.

Mas vai deixar a agência?

Não, vou estar uma parte do meu tempo no polo da Portugal Space em Lisboa e outra na sede da ESA em Paris. Serei uma espécie de ponte entre as duas agências.

A Portugal Space é a primeira agência da Europa a funcionar como um “ESA-Hub” para garantir a coerência entre atividades nacionais e programas europeus?

Precisamente. Vamos trabalhar juntos nas atividades que tiverem um contexto internacional, e quanto mais coordenadas forem mais produtivos serão os recursos investidos. E quanto maior a troca de ideias, maiores os benefícios para todos. Portugal acredita fortemente na Europa e a ESA também, por isso há muitas razões para trabalharmos juntos.

Todos os programas nacionais do Espaço serão integrados na Portugal Space, que é a executora da estratégia nacional para o sector. Quais são as prioridades?

A primeira é pôr a agência a funcionar, ligando-a às pessoas e entidades do sector: universidades, escolas, centros de investigação, empresas, instituições. E ligando-a também ao mundo exterior. Todas as tarefas da Portugal Space são extremamente importantes. Uma agência moderna não tem de fazer tudo, tem de ser mais uma mediadora e dinamizadora que junte pessoas e organizações em torno dos mesmos objetivos, promova programas, investimentos, negócios, conhecimento.

O sector espacial está a mudar muito rapidamente?

Sim, ainda está na sua infância. A corrida ao espaço começou com duas superpotências (EUA e União Soviética) que pretendiam demonstrar uma à outra o seu poder. Hoje a corrida é diferente, envolve cada vez mais países e está relacionada com infraestruturas ao serviço da nossa vida diária, onde não ficamos apenas fascinados com o que é descoberto no Espaço mas descemos à Terra sob a forma de informação, dados, tecnologias usadas em missões científicas e de exploração, telecomunicações e atividades de observação do nosso planeta. O Espaço tornou-se uma parte da nossa vida do dia a dia, mesmo se por vezes as pessoas não o reconhecem.

Como vê a atual democratização do acesso ao Espaço a países como Portugal, com a emergência dos pequenos lançadores e satélites?

É uma coisa maravilhosa. Na ESA chamamos-lhe Espaço 4.0. A fase inicial foi a 1.0, a 2.0 a corrida ao Espaço, a 3.0 a colaboração, como acontece na Estação Espacial Internacional, e a 4.0 está a emergir agora. É a era do Novo Espaço, do envolvimento crescente das empresas privadas com as suas próprias fontes de financiamento, da transformação digital, da participação de muitos atores e até do público, que tem aumentado. Portugal quer ganhar capacidades promovendo o desenvolvimento de empresas e startups e usando a grande quantidade de dados (big data) das constelações de satélites de observação da Terra. A futura base espacial a construir na ilha de Santa Maria, nos Açores, é parte desta grande visão.

Vai nascer um laboratório de observação da Terra, o ESA-Lab@Azores. É uma atividade promissora?

Sem dúvida, pode fornecer serviços a uma grande diversidade de áreas, como o ambiente, alterações climáticas, energia, segurança marítima, tráfego aéreo ou gestão das cidades.

https://www.msn.com/pt-pt/noticias/ciencia-e-tecnologia/%E2%80%9Co-espa%C3%A7o-%C3%A9-hoje-parte-da-nossa-vida-di%C3%A1ria%E2%80%9D/ar-BBV93Sm?fbclid=IwAR3c2sLxlvio8ACdsQxd2I619d0R1BfoXhV0eACnmdvCcgthImbPlGm7nl0
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Abril 27, 2019, 05:17:29 pm
China vai lançar satélite português "Infante" em 2021


A China vai lançar para o espaço o satélite português "Infante", com data prevista para 2021, no quadro da sua participação no laboratório tecnológico STARlab, uma parceria luso-chinesa, avançou hoje um dos parceiros.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da empresa aeroespacial portuguesa Tekever, Ricardo Mendes, adiantou que o envolvimento da China no satélite "Infante" passa pelo seu lançamento e pelo desenvolvimento de alguns sensores.

A colaboração da China na construção e no lançamento do satélite de observação da Terra, "totalmente português", é feita ao abrigo do STARlab, que resulta de uma parceria entre entidades públicas e privadas portuguesas e chinesas.

A Tekever é um dos parceiros e lidera o consórcio de empresas e universidades responsável pelo desenvolvimento do satélite "Infante", que irá recolher dados marítimos e da superfície terrestre.

Ricardo Mendes espera que o "Infante", que tem um custo de cerca de 10 milhões de euros, cofinanciado por fundos europeus, possa ser a antecâmara para o fabrico de novos satélites em Portugal.

Em outubro, o Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que faz parte do consórcio de construção do satélite, anunciou que o "Infante" será o precursor de outros satélites a lançar até 2025 para observação da Terra e comunicações, com foco em aplicações marítimas.

Direcionado para a produção de pequenos satélites e a observação dos oceanos, o STARlab está em fase de instalação em Portugal.

Para breve, disse o presidente da Tekever, sem precisar prazos, está a criação de um polo de investigação em Matosinhos, no CEiiA - Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, outro dos parceiros portugueses e que tem projetos na área da vigilância marítima e exploração do mar profundo.

O anunciado polo de Peniche do laboratório transitou para as Caldas da Rainha, onde a Tekever tem instalações, adiantou Ricardo Mendes, acrescentando que o STARlab será constituído como uma associação sem fins lucrativos, entre os parceiros públicos chineses e os privados portugueses.

Em novembro, em declarações à Lusa, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que o STARlab estaria a funcionar em pleno em março deste ano e teria dois polos em Portugal, um em Matosinhos e outro em Peniche.

Para Ricardo Mendes, o que tem demorado mais tempo é a harmonização entre a legislação portuguesa e a chinesa para formalizar a constituição do laboratório.

O STARlab vai candidatar-se a fontes de financiamento nacional, comunitário e chinês, estimando investir, em cinco anos, 50 milhões de euros, montante repartido em partes iguais entre Portugal e China, país que tem crescido no setor da construção e do lançamento de microssatélites.

O laboratório luso-chinês está também envolvido em projetos de robótica subaquática (veículos e sensores) e na produção e no lançamento de uma constelação de pequenos satélites para validar "tecnologias de posicionamento" de satélites no espaço.

O STARlab resulta da colaboração entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Tekever, o CEiiA - Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto, do lado português, e a Academia de Ciências Chinesa, através dos institutos de microssatélites e de oceanografia.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, o laboratório deverá incentivar a abertura de centros científicos e tecnológicos em Portugal e na China, neste caso em Xangai.


:arrow: https://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/china-vai-lancar-satelite-portugues-infante-em-2021
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: asalves em Maio 06, 2019, 06:09:31 pm
Secalhar sou eu que sou paranoico. Mas meter os chineses ao barulho com tecnologia que pode vir a ser usada por forças de segurança ou até as forças armadas, secalhar não é boa ideia. Mas isto sou eu que acho que o guito barato da China vem sempre com coisas atrás.
Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Maio 31, 2019, 12:57:40 pm
Portugal lembra Apollo 11 com equipamento que simula reentrada de naves na atmosfera


(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MzRmIVlGtF1i3Uwx/Eig83Gw/i+ARGQr5dNfXpaT3Qg0NBAUr27tFDKaVrJPvz6SYp5+JuiGX7ywTlCbZUSlaf/I0M6FdeilnijTQpXk5WuBz1o=&W=800&H=0&delay_optim=1)

Portugal vai assinalar simbolicamente os 50 anos da missão Apollo 11, que colocou o primeiro Homem na Lua, com a inauguração em julho, em Loures, de um equipamento que simula a reentrada de naves espaciais na atmosfera terrestre.

O equipamento, um tubo de 16 metros de comprimento instalado no Laboratório de Plasmas Hipersónicos do Instituto Superior Técnico (IST), será inaugurado em 24 de julho e estará a funcionar em pleno em setembro ou outubro, disse à Lusa o investigador Mário Lino da Silva, coordenador científico do projeto.

Em 24 de julho perfazem 50 anos sobre a reentrada na atmosfera terrestre da nave que levou a tripulação da Apollo 11 à Lua.

O tubo de choque, onde se gera uma onda de choque com energia equiparável à das estrelas cadentes, servirá as campanhas experimentais das missões da Agência Espacial Europeia (ESA), que financiou a infraestrutura, ao reproduzir as condições de reentrada de uma nave na atmosfera terrestre ou a sua entrada na atmosfera de outros planetas do Sistema Solar, com exceção de Júpiter.

As experiências que serão feitas servirão de balão de ensaio para a ESA otimizar o funcionamento dos veículos espaciais em futuras missões, com escudos térmicos mais eficientes, para evitar que ardam quando entram ou reentram na atmosfera planetária.

No tubo de choque, feito em aço ultrarresistente e com um diâmetro equivalente a uma mão, gera-se uma onda de choque a partir da combustão de uma mistura de gases a uma pressão extremamente elevada, tendo como fonte de ignição impulsos laser.

Numa câmara de alta pressão, a combustão de oxigénio, hidrogénio e hélio é feita a uma temperatura de 2.500 graus Celsius e a uma pressão de 600 atmosferas. A mistura explosiva inicia uma onda de choque quando se rompe a membrana que separa a câmara de alta pressão da câmara de baixa pressão.

A onda de choque percorre o tubo a uma velocidade superior a 10 quilómetros por segundo (mais de 30 vezes a velocidade do som) e, a jusante, o gás aquecido, que atinge uma temperatura acima dos 10.000 graus Celsius (quase o dobro da temperatura à superfície do Sol), leva à formação de plasma de reentrada atmosférica (plasma hipersónico), que emite uma grande luminosidade.

A nave da Apollo 11 reentrou, em 24 de julho de 1969, na atmosfera terrestre a uma velocidade de 12 quilómetros por segundo. Uma nave entra na atmosfera de Marte entre cinco a seis quilómetros por segundo, enquanto na de Saturno, Neptuno e Urano, que são gigantes gasosos, a 20 quilómetros por segundo, precisou Mário Lino da Silva, acrescentando que todas estas velocidades podem ser reproduzidas no tubo de choque.

Júpiter é o único planeta do Sistema Solar, o maior, cuja entrada na atmosfera não é possível de simular no equipamento, porque exige uma velocidade acima das potencialidades do tubo, na ordem dos 47 quilómetros por segundo, adiantou o investigador do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, ao qual pertence o Laboratório de Plasmas Hipersónicos, assinalando que tal velocidade apenas é testada nos Estados Unidos, num tubo de choque da agência espacial norte-americana NASA, mas onde os resultados são obtidos com "mais impurezas".

O tubo de choque do IST, único na Europa, está numa espécie de 'bunker', num edifício semienterrado feito com "betão reforçado para resistir a explosões". O edifício, construído de raiz, funciona desde 2015 no Campus Tecnológico e Nuclear do IST, em Bobadela, Loures, distrito de Lisboa.

Durante dois anos foram realizados testes num protótipo, um tubo de seis metros de comprimento, e desenvolvida "uma tecnologia inovadora a nível mundial de ignição por laser", que permitiu à equipa do IST quebrar em 2017 "um recorde de pressão", ao atingir numa experiência uma pressão de 610 atmosferas.

O tubo de choque foi financiado pela ESA, em três milhões de euros, e a construção do Laboratório de Plasmas Hipersónicos pelo IST, em 200 mil euros.

Portugal é Estado-Membro da Agência Espacial Europeia desde 2000.


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Título: Re: Indústria Aeroespacial
Enviado por: Lusitano89 em Julho 03, 2019, 04:52:33 pm
NASA vai usar vulcão dos Capelinhos para treinar exploração em Marte


(https://static.globalnoticias.pt/jn/image.aspx?brand=JN&type=generate&guid=18a083c5-8c98-47ff-83cc-3c6fe1914954&w=744&h=495&t=20190703152620)


A NASA vai usar o vulcão dos Capelinhos, nos Açores, para treinar a exploração da paisagem de Marte e perceber como evoluiu nos últimos milhões de anos.

A expedição, que ainda não tem data marcada mas que acontecerá "em breve", levará cientistas da NASA, do Reino Unido e de Portugal a estudar o vulcão da ilha do Faial que nasceu do mar no final dos anos 50, em condições muito semelhantes às que se terão verificado em Marte "há mil milhões de anos".

"Quando Marte tinha mares e lagos, vulcões entraram em erupção nas águas e produziram relevo como o que vemos nos Capelinhos, que erodiu na presença de água persistente. Depois, as águas secaram. O clima de Marte mudou e hoje só temos os esqueletos fantasmagóricos dessa paisagem, preservada nas rochas", disse James Garvin em entrevista à Lusa à margem da Global Exploration Summit, que começou hoje em Lisboa.

James Garvin, que dirigiu o departamento científico da NASA entre 2004 e 2005, afirmou que os Açores são "um laboratório especial" só comparável a mais dois locais da Terra, um na Islândia, outro em Tonga, com vulcões de erupção recente em meio aquático, com "água e lava a interagirem de forma dinâmica".

"Sítios como esses, quentes, húmidos e com atividade térmica, seriam bons para surgir vida microbial", disse.

Na próxima expedição aos Capelinhos, os cientistas olharão para a paisagem em terra e do ar, usando 'drones', em preparação para a próxima fase da exploração.

"Voltaremos lá para ver se podemos usar [o vulcão] como caso de estudo para o nosso 'helicóptero marciano', que enviaremos com a missão Mars Rover em 2020", que incluirá um veículo da NASA e outro da Agência Espacial Europeia.

Garvin explicou que "algumas coisas nos Capelinhos acontecem muito depressa numa escala menor, algumas numa escala maior" e que a expedição terá resultados úteis para as compreender na Terra.

"Vemos as maiores a acontecer do espaço e observamos nós próprios as mais pequenas. Depois, juntamos matematicamente as duas e podemos criar modelos para como o vulcão dos Capelinhos evoluirá à medida que o ambiente muda e o nível do mar sobe", acrescentou.

Comparando os dados recolhidos há 25 com os atuais, será possível ter "um registo dos últimos sessenta anos de erosão no oceano Atlântico" em torno da ilha.


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