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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: André em Abril 12, 2008, 11:51:06 pm

Título: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: André em Abril 12, 2008, 11:51:06 pm
Visita ao Golfo abriu nova etapa nas relações bilaterais

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O ministro português dos Negócios Estrangeiros está convencido que a sua viagem, esta semana, pelo Golfo Pérsico, abriu caminho à intensificação das relações com um dos grandes mercados mundiais que, apesar dos laços históricos seculares com Portugal, nunca foi prioritário.
Ao longo de uma viagem de seis dias que terminou quinta-feira, Luís Amado visitou a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, e Qatar, países que atravessam uma fase de acentuado crescimento económico e estão a investir milhares de milhões de dólares no estrangeiro, no âmbito de uma estratégia de diversificação económica.

Luís Amado esteve também no Iémen, que é um dos países mais pobres do mundo e, por isso, em acentuado contraste com os outros quatro, onde os objectivos da visita foram naturalmente diferentes e sobretudo político- diplomáticos.

Para Portugal, que definiu há muito como prioridade da sua acção externa a captação de investimento directo estrangeiro e a criação de condições para a internacionalização das empresas portuguesas, as monarquias do Golfo deveriam ser há muito parceiros importantes.

Mas, à excepção da Arábia Saudita e dos Emirados, visitados há dois anos por Diogo Freitas do Amaral, as visitas de Luís Amado a Omã e ao Qatar foram as primeiras de sempre de um ministro português dos Negócios Estrangeiros.

Nos encontros que manteve, Amado disse ter constatado a «boa imagem» que Portugal tem junto destes países, que alguns dos seus interlocutores explicaram dever-se às «posições políticas equilibradas» que assume, nomeadamente quanto ao conflito israelo-palestiniano, e «grande abertura» à intensificação das relações económicas e comerciais com Lisboa.

Nos Emirados Árabes Unidos, país com o principal fundo soberano do mundo, avaliado em mais de 800 mil milhões de dólares, o ministro dos Negócios Estrangeiros, xeque Abdullah bin Zayed Al Nayhan, manifestou a Luís Amado disponibilidade para investir em Portugal e definiu como sectores prioritários as energias renováveis e o turismo.

O mesmo aconteceu no Qatar, cujo fundo soberano está estimado em cerca de 40 mil milhões de dólares, onde o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ahmed bin Abdullah al- Mahmoud, disse à imprensa que quer investir em Portugal, nas áreas da energia, construção, pontes e turismo.

Luís Amado regressou a Lisboa com quatro memorandos de entendimento sobre cooperação política assinados (com os Emirados Árabes Unidos, Omã, Iémen e Qatar) e propostas para futuros acordos de cooperação económica, protecção mútua de investimentos e dupla tributação.

Mas, para assegurar a conclusão e aplicação de todos os acordos necessários à consolidação da relação bilateral, tanto mais que um acordo geral de cooperação assinado com a Arábia Saudita em 1982 nunca chegou a ser implementado, o ministro prometeu agora propor ao Conselho de Ministros a criação de uma 'task force' com os Ministérios da Economia e das Finanças para trabalhar estes acordos.

O objectivo é «andar depressa» e, se possível, assinar os acordos mais importantes durante as visitas a Lisboa dos ministros que o receberam nestes dias, cujas datas têm ainda de ser acertadas mas que deverão ocorrer até ao final de 2008. Apenas a visita a Portugal do primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Hamad bin Jassim bin Jabir al-Thani, tem data marcada (21 de Abril).

Na visita a este país, o maior exportador do mundo de gás liquefeito, os administradores da Galp, Fernando Gomes e João Nuno Mendes participaram na reunião de Luís Amado com o ministro da Energia e Assuntos Industriais, Mohammed Saleh al-Sada, para contactos exploratórios no quadro de uma estratégia de diversificação de fontes de fornecimento.

Em Omã, em cuja costa Portugal chegou a ter quatro centenas de fortes nos séculos XVI e XVII, as relações culturais estiveram em destaque e Luís Amado anunciou o lançamento de um programa de inventariação, conservação e reabilitação do património da presença portuguesa no Mundo.

Trata-se de um programa que o Ministério dos Negócios Estrangeiros quer articular com os Ministérios da Cultura, da Educação e da Economia, envolvendo instituições públicas e privadas, e que visa «projectar a imagem do País (...) e, na medida do possível, os interesses económicos e comerciais» de Portugal.

Segundo Luís Amado, este programa é também «fundamental para garantir que as gerações seguintes possam ainda encontrar testemunhos da gloriosa História portuguesa».

O ministro frisou ainda que este programa é de longo prazo e vai ser concertado com a oposição para que se prolongue por várias décadas, independentemente da cor política dos governos.

A região do Golfo conta apenas com uma embaixada portuguesa, em Riade, um cônsul honorário em Omã e uma delegação do Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) no Dubai mas Luís Amado pretende fazer uma avaliação desta rede no sentido de determinar eventuais alterações.

No Dubai, num encontro com a comunidade portuguesa que se queixou da falta de apoio, o ministro dos Negócios Estrangeiros prometeu abrir uma embaixada em Abu Dhabi (capital dos Emirados Árabes Unidos) ou uma representação consular no Dubai (um dos Emirados), se possível até ao final do ano.

No final da viagem, Luís Amado disse estar «muito satisfeito» com a forma como ela decorreu por considerar que atingiu os objectivos que tinha definido e que se «abriu uma nova etapa» no relacionamento com esta região.

O ministro anunciou, por outro lado, que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, vai visitar, até ao final do ano, a Arábia Saudita e Omã, visitas que servirão para consolidar este reforço das relações.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 18, 2009, 02:00:20 pm
Emir do Qatar inicia segunda-feira primeira visita oficial a Portugal


O Emir do Qatar inicia segunda-feira uma visita oficial de dois dias a Portugal, a convite do Presidente da República, assinalando o profundamente da cooperação entre os dois países com a assinatura de vários acordos bilaterais.

Esta é a primeira vez que o Emir do Qatar, Sheikh Hamad Bin Khalifa Al-Thani, e a mulher, Sheikha Mozah, visitam Portugal.

Segundo uma nota da Presidência da República, Sheikh Hamad Bin Khalifa Al-Thani e a mulher serão recebidos oficialmente no Palácio de Belém pelo chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva, com honras militares.

No Palácio de Belém, Cavaco Silva e o Emir do Qatar terão uma reunião de trabalho, após o que prestam declarações à imprensa, seguindo-se um almoço.

À noite, no Palácio da Ajuda, o Presidente da República irá ainda oferecer um banquete em honra do Emir do Qatar e da sua mulher.

No segundo dia da visita, terça-feira, o Emir do Qatar será recebido, às 12:00, na Assembleia da República, com honras militares, e onde irá assinar o Livro de Honra.

Está prevista uma audiência com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e os representantes dos partidos políticos com assento parlamentar.

O programa oficial de terça-feira inclui ainda um encontro com o primeiro-ministro, José Sócrates, e a assinatura de acordos bilaterais.

Após a assinatura dos acordos, realiza-se um almoço de trabalho oferecido pelo chefe de Governo português.

Nessa mesma manhã, a primeira-dama portuguesa, Maria Cavaco Silva, e Sheikha Mozah vão visitar a Fundação Calouste Gulbenkian e o respectivo museu.

A visita do Emir do Qatar a Portugal acontece um ano depois da visita do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, ao emirato, em Abril do ano passado.

Na altura, o chefe da diplomacia do Qatar afirmou que queria investir fundos soberanos em Portugal, elegendo como áreas prioritárias a energia, construção, pontes e turismo.

"Esperámos muito tempo por esta visita e pretendemos reforçar as relações bilaterais. Sabemos de Portugal pelos livros de história, mas queremos conhecer o país que é hoje", disse então Hamed bin Abdullah al-Mahmoud.

"Queremos ter cá Portugal", reforçou, acrescentando que essa presença devia concretizar-se tanto através de investimentos de empresas portuguesas no Qatar, bem como de investimentos dos fundos soberanos em Portugal, "nas áreas da energia (gás), construção, pontes e turismo".

O Qatar tem avultados fundos soberanos, constituídos com as receitas da exploração e liquefacção do gás natural e que estão estimados em 40 mil milhões de dólares, que está a aplicar no estrangeiro para diversificar a economia nacional e reduzir a sua dependência das receitas daquele sector.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 21, 2009, 01:00:31 pm
Teixeira dos Santos defende fundo para apoiar negócios no Qatar

(http://jpn.icicom.up.pt/imagens/economia/teixeira_dos_santos_ric_jpn2.jpg)

O ministro das Finanças defendeu hoje a criação de um fundo de investimento para apoiar as empresas portuguesas que queiram investir no Qatar.

"Perante as dificuldades que as empresas encontram neste momento, o Estado tem de tomar parte do risco e fornecer os meios em termos de financiamento para ajudar o sector privado".

Nesta óptica, e tendo em conta a visita de Estado dos representantes do Qatar a Portugal, Teixeira doas Santos diz que o Governo está "disposto a criar instrumentos para ajudar as empresas a internacionalizarem-se" e em relação ao Qatar "a criação de um fundo de investimento seria importante para sustentar o relacionamento entre as empresas dos dois países e ajudaria a encontrar oportunidades de negócio no Qatar".

"Espero que Portugal e Qatar sejam cada vez mais parceiros num contexto internacional", sublinhou o ministro das Finanças no encerramento do seminário "Oportunidades de negócio no Qatar", que decorreu esta manhã no hotel Ritz.

Para o ministro das Finanças e da Economia do Qatar, Yousef Hussain Kamal, este seminário abre um novo capítulo no relacionamento entre os dois países" e deixou o desafio aos empresários portugueses: "gostava de vos ver a todos no Qatar para procurar oportunidades de negócio para os dois países".

Entre os oradores deste seminário estiveram gestores como António Mexia, CEO da EDP, Zeinal Bava, CEO da PT e José Roquette, administrador do grupo Pestana. Da parte do Governo, estiveram presentes Basílio Horta, presidente do AICEP e o ministro da Economia, Manuel Pinho.

Diário Económico
Título:
Enviado por: André em Abril 29, 2009, 02:16:59 pm
Missão empresarial ao Irão finda com perspectivas de parcerias


As 17 empresas portuguesas que hoje regressaram de uma missão empresarial ao Irão deixaram "esboçadas" naquele país parcerias ao nível da representação e da distribuição de produtos portugueses, disse à Lusa fonte da Associação Empresarial de Portugal (AEP).

Segundo Paulo Nunes de Almeida, vice-presidente da AEP, a missão - em que participaram a Amorim Cork Composites, Balflex, Bial, CGD, Cifial, CIN, Frasa, Frezite, Guialmi, Microfil, Mota Soluções Cerâmicas, Recer, Simmons & Simmons Rebelo de Sousa, Sofarimex, Sovena, Tecnimede e Viriato Hotel Concept - correu particularmente bem às empresas dos sectores farmacêutico, alimentar, máquinas e ferramentas, tecnologias da informação e revestimentos.

Num balanço da iniciativa, a que se associou o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, Paulo Nunes de Almeida considerou como "muito positiva" a visita de quatro dias ao Irão.

A AEP destacou, nomeadamente, a "boa receptividade" dos dirigentes da Câmara de Comércio e Indústria de Teerão à proposta de parceria luso-iraniana avançada pelo presidente da associação portuguesa na área da organização de feiras, na linha das recentemente firmadas com congéneres da Exponor em Angola e na Rússia.

Segundo Paulo Nunes de Almeida, os responsáveis da AEP propuseram ainda uma visita de empresários iranianos a Portugal, para "aprofundamento do conhecimento recíproco sobre as economias dos dois países e reforço do relacionamento agora iniciado entre empresas portuguesas e parceiros iranianos".

Lusa
Título:
Enviado por: André em Junho 01, 2009, 11:22:37 pm
Manuel Pinho em visita oficial aos Emirados Árabes Unidos e ao Dubai


O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, inicia terça-feira uma visita oficial aos Emirados Árabes Unidos e ao Dubai, acompanhado por uma comitiva de empresários portugueses de vários sectores, sobretudo energia e turismo.

Manuel Pinho vai aos Emirados Árabes Unidos, a convite deste país, onde irá realizar contactos governamentais «ao mais alto nível», divulgou o gabinete do ministro em comunicado hoje emitido.

O objectivo desta visita de três dias é «criar novas oportunidades de negócios entre os dois países, estando previstos encontros com um conjunto de empresários locais», refere ainda o mesmo comunicado.

Lusa
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Junho 01, 2009, 11:40:14 pm
Finalmente André! Tens andado desaparecido da área de "Economia"! Andei para mais agora que o Comas não coloca notícias.
Título:
Enviado por: André em Junho 02, 2009, 12:35:53 pm
Emirados Árabes Unidos interessados no Magalhães, diz Pinho


O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje à partida para uma visita oficial aos Emirados Árabes Unidos que o Governo dos Emirados está interessado no computador Magalhães e no quadro electrónico.
"O Governo [dos Emirados Árabes] está interessado no computador Magalhães e no quadro electrónico. Vamos fazer uma demonstração de funcionamento no Ministério da Educação no Dubai", disse o ministro.

Em declarações aos jornalistas, Manuel Pinho referiu que o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados, o xeque Abdullah bin Zayed Al Nayyan, aquando da sua visita a Portugal, em Maio, ficou tão "impressionado" com a tecnologia que levou um computador com ele.

Do programa da visita oficial de três dias, a convite dos Emirados Árabes Unidos, Manuel Pinho destacou o papel das energias renováveis e do turismo, em que o objectivo é "convidar os residentes dos Emirados a virem a Portugal para investir e aos fundos imobiliários para fazerem investimentos no turismo".

O ministro da Economia e Inovação inicia hoje uma visita oficial aos Emirados de Abu Dhabi e do Dubai com o objectivo de encontrar novas oportunidades de negócio entre os dois países.

A visita integra uma comitiva empresarial de 13 empresas de vários sectores, que acompanhará o ministro da Economia em várias reuniões com autoridades governamentais e com empresários locais.

Manuel Pinho viaja acompanhado pelas principais empresas da área da energia, uma grande aposta dos Emirados Árabes Unidos, que querem ser a sede da Agência Internacional das Energias Renováveis e que pretendem afirmar-se como uma referência global no processo de transição para as energias limpas.

EDP, Galp Energia, REN, Visabeira e DST foram as escolhidas para dar a conhecer o que Portugal está a fazer em matéria de energias renováveis.

Sendo o turismo uma das principais actividades dos Emirados Árabes Unidos, o ministro da Economia integrou na comitiva empresarial três grandes referências portuguesas do sector: o grupo Pestana, Vila Galé e Amorim Turismo. O sector está também representado pelo presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão, e pela coordenadora do programa Art Algarve, Guta Moura Guedes.

As novas tecnologias vão estar representadas por três empresas do Norte: JP Sá Couto, a fabricante do computador Magalhães; a Microfil, responsável pela Plataforma Camões para a gestão de dados em salas de aula; e a Cabelte, fabricante de fibra óptica.

Na agenda da visita a Abu Dhabi constam reuniões sectoriais com representantes do Ministério da Energia, o Ministério do Comércio Externo, o Departamento do Turismo e a Câmara do Comércio.

No Dubai, a cidade mais populosa da Federação, Manuel Pinho tem agendadas reuniões com o Ministério da Educação e da Economia e com o Departamento de Turismo.

As relações entre Portugal e os Emirados Árabes Unidos têm vindo a estreitar-se. No início de Maio os dois países assinaram um memorando de entendimento que prevê a abertura de embaixadas recíprocas ainda este ano.

Do ponto de vista económico, Portugal pretende dinamizar a entrada de empresas portuguesas num dos Estados mais ricos do mundo e captar investimento estrangeiro para Portugal.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Junho 03, 2009, 09:21:22 pm
Min. da Energia dos Emirados Árabes Unidos reconhece avanço português

O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed Bin Dhaen Hamli, considerou hoje "Portugal um país muito importante na área das renováveis", mostrando interesse em retribuir a visita portuguesa para estreitar negócios entre os dois países.

"Há muitas oportunidades de negócios em muitas áreas. Portugal é dos países mais importantes nas energias renováveis e nós também queremos desenvolver esta área. Existem muitos interesses comuns e, por isso, oportunidades para trabalhar juntos", disse aos jornalistas, no final de uma reunião com o ministro da Economia, Manuel Pinho, e alguns empresários portugueses.

"Pensámos que podemos trabalhar juntos em projectos como as cidades livres de carbono", acrescentou o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, numa referência ao projecto da eco-cidade de Masdar, em Abu Dhabi, que a comitiva portuguesa visitou hoje ao início da tarde.

"Somos ricos em petróleo e gás, mas não vão durar para sempre. Talvez mais uns 70 anos. Durante a minha vida, não vou ter problemas, mas precisamos de encontrar outras formas de energia complementares às formas tradicionais para os nossos filhos", explicou Mohamed Bin Dhaen Hamli.

Em declarações aos jornalistas, o governante realçou que "a experiência portuguesa é muito importante", acrescentando que as parcerias podem acontecer na área das energias renováveis, mas também "em negócios tradicionais, como o do petróleo e do gás e até nas telecomunicações e na fibra óptica".

O ministro da Energia prometeu visitar "assim que for possível" Portugal para conhecer mais de perto a realidade empresarial e prosseguir a missão de incentivar as parcerias económicas entre os dois países.

Na reunião de 45 minutos, EDP, Galp Energia, REN, Visabeira, DST e Cabelte tiveram oportunidade de mostrar os seus projectos na área das energias e das telecomunicações.

De acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), "as relações comerciais entre Portugal e os Emirados Árabes Unidos estão ainda muito aquém das suas potencialidades".

Em 2008, o mercado arábico ocupava a 40ª posição como cliente e a 56ª como fornecedor de Portugal.

As trocas comerciais são favoráveis a Portugal, com as exportações portuguesas a crescerem a um ritmo médio anual de 23 por cento nos últimos cinco anos.

Segundo a AICEP, o comportamento das importações está fortemente dependente das compras de combustíveis minerais, verificando-se, nos últimos cinco anos, um crescimento médio anual da ordem dos 111 por cento.

DN
Título:
Enviado por: André em Junho 05, 2009, 07:39:22 pm
Pestana vai concorrer à gestão de hotéis em Abu Dhabi


O presidente do grupo Pestana, Dionísio Pestana, pretende concorrer à gestão dos novos hotéis que estão a ser construídos em Abu Dhabi, considerando "uma honra" entrar na capital dos Emirados Árabes Unidos.
"Vamos ser convidados a concorrer à gestão de novos hotéis e vamos enviar o nosso currículo. Eles fazem o investimento e nós faremos a gestão", disse o presidente do grupo Pestana, no final da visita oficial de três dias aos Emirados Árabes Unidos.

Em declarações à Lusa, Dionísio Pestana afirmou que "era um honra" gerir um hotel naquele país, considerando que seria uma referência no portefólio do grupo que contabiliza um total de 80 hotéis.

O empresário madeirense avançou que, se a marca Pestana chegar aos Emirados, "será necessário fazer deslocações, formação e algumas adaptações às especificidades culturais", mas, sublinhou, "faríamos boa figura"

Pela primeira vez país, Dionísio Pestana ficou surpreendido com a dimensão e o planeamento a longo prazo dos projectos turísticos.

"A dimensão, os projectos e o planeamento não têm nada a ver com a nossa realidade. Tenho até muita dificuldade em compreender como é possível pensar a 20 e 30 anos, investindo aquilo que eles investem. Só nos últimos três anos foram investidos mil milhões de euros por ano em projectos em Abu Dhabi", acrescentou o presidente do grupo Pestana.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 23, 2010, 04:44:42 pm
Portugal e Kuwait assinam acordos para reforço das relações


Portugal e o Kuwait assinaram hoje em Lisboa dois acordos para o reforço das relações bilaterais, projectando organizar visitas recíprocas de missões económicas nos próximos meses.
Os acordos hoje assinados - para evitar a dupla tributação e para a supressão de vistos para os passaportes diplomáticos - seguem-se a um primeiro memorando sobre consultas políticas assinado em Abril no Kuwait.

Em declarações à imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, considerou estes acordos "fundamentais para o reforço das relações económicas" e falou na importância de tentar organizar missões económicas num futuro próximo.

O seu homólogo do Kuwait, Mohammed al-Sabah al-Salim al-Sabah, disse ver Portugal como "um país com enorme potencial e capacidades" e "uma ponte entre o mundo árabe e o resto do mundo".

Al-Sabah defendeu ser altura de "capitalizar a sólida cooperação política" que existe entre os dois países numa "interacção económica profícua".

"Vamos organizar uma equipa económica para visitar Portugal, provavelmente antes do Verão, e esperamos receber uma delegação de empresários no Kuwait", disse.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Março 15, 2010, 06:13:41 pm
Bahrain quer cooperar com empresas portuguesas


O presidente do Euro-Arabian Business Center, Kalifa al Mannai, afirma que o Bahrain quer ser uma "nova centralidade" no desenvolvimento no Médio Oriente, após a crise internacional, contando com "o estreitamento da cooperação" com empresários portugueses.

"O Bahrain e Portugal têm uma boa relação de cooperação desde há longos anos. Mas podemos e queremos reforçar essa relação e tornarmo-nos ainda mais próximos, pois os empresários e investidores portugueses têm muitas coisas a fazer no país em diversas áreas tecnológicas", disse à agência Lusa o xeique do Bahrain, em Lisboa.

Kalifa al Mannai, que está a fazer um périplo pelos países da Europa de Leste, bem como a Rússia, que teve início na capital portuguesa, garante que no Bahrain "há muitas oportunidades para serem usadas diversas tecnologias, por exemplo, na construção imobiliária e de estradas, na petroquímica, petróleo e gás natural".

"São tantas as coisas que podemos discutir e analisar para criarmos negócios entre os dois países que faz sentido que as empresas portuguesas olhem para o Bahrain e a partir deste país para a região do Médio Oriente".

Segundo Kalifa al Mannai "a coisa mais importante é virem para o Bahrain e, para as empresas, isso permite-lhes estarem muito mais próximas de mercados como a Arábia Saudita, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, numa perspectiva regional". "É muito importante estar presente, pois se estiverem presentes é muito mais fácil deslocarem-se e moverem-se não só no Bahrain, mas mesmo até no caso de países como o Irão".

A passagem por Portugal faz parte de um périplo por diversos países, desde os da Europa de Leste que pertencem à União Europeia até à Rússia.

O seminário sobre "Oportunidades de Negócio no Golfo", que decorre amanhã no Palácio Estoril Hotel, é "o ponto alto" da visita a Portugal do xeique do Bahrain, uma vez que permitirá reunir empresários e responsáveis de ambos os países.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Maio 05, 2010, 06:15:10 pm
AEP retoma aposta no Irão e leva 15 empresas em missão


Um ano depois da primeira missão empresarial portuguesa ao Irão, onde os parceiros de negócios se revelaram "exigentes, mas extremamente cumpridores", a Associação Empresarial de Portugal (AEP) organiza de sábado a quinta-feira uma nova investida naquele mercado.

"Temos de sair dos mercados fáceis, de que estamos próximos, que conhecemos bem e onde nos sentimos mais tranquilos e protegidos, porque esses não terão crescimento sensível nos próximos anos e são os que estão mais saturados, por durante muitos anos terem sido alvo de todos os exportadores internacionais", afirmou o líder da associação.

Em conferência de imprensa no Porto, José António Barros defendeu a aposta em "mercados menos explorados, com grande capacidade de crescimento e onde ainda não haja muita gente a trabalhar" e realçou o Irão como "um país grande e em forte crescimento", onde "a cultura portuguesa é muito apreciada e há uma memória histórica muito grande da presença nacional".

Depois da dúzia de empresas do ano passado, a AEP leva agora 15 interessados em iniciar ou reforçar relações comerciais com o Irão, na tentativa de "tornar menos desequilibrada a balança comercial entre os dois países, que no final de 2009 era desfavorável a Portugal em mais de 117 milhões de euros".

Segundo a AEP, na missão participarão as empresas Agrofield (produtos agrícolas), António Meireles (electrodomésticos), Cei-Zipor (maquinaria de corte), CGC Genetics (genética), Cinca (construção), Decflex (ar condicionado) e a companhia de voos charter Euroatlantic. Também representadas estarão a Fase (consultoria em engenharia), Flexidoor (portas metálicas), Irbal (maquinaria), Mota Ceramic Solutions (cerâmica), Plimat (PVC), VHM (consultoria de construção) e Vicaima (madeiras).

De acordo com José António Barros "há muitas oportunidades no Irão em toda a área metalúrgica e metalomecânica", com destaque para o sector automóvel, onde a produção interna iraniana "é forte".

Outras áreas de aposta são a construção civil, já que o país "tem uma necessidade muito grande de crescimento e substituição do seu parque habitacional"; e a saúde, onde o Irão "é muito desenvolvido", dispondo de "um sistema de protecção social do tipo ocidental, com um Estado previdência".

Os parceiros iranianos são descritos por Barros como não sendo "negociadores fáceis, mas exigentes e extremamente rigorosos no cumprimento dos compromissos".

Para além do Irão, o plano de internacionalização da AEP para 2010 privilegia as "vantagens competitivas" de Portugal nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e no Brasil.

No total a associação organizará este ano 31 acções de promoção da oferta portuguesa (20 feiras e 11 missões empresariais) em 23 países, destacando-se os mercados de Angola, Rússia e do emirado do Dubai.

Salientando que o programa de internacionalização de 2010 é "o mais ambicioso desde 1990", o presidente da AEP considerou que este facto "não é sinal de retoma, mas de que é preciso acordar e procurar [oportunidades] lá fora".

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Maio 05, 2010, 06:25:25 pm
Portugal quer reforço das relações económicas e comerciais com o Qatar


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse hoje acreditar que se deu «mais um passo importante» no sentido de reforçar as relações económicas e comerciais de Portugal com o Qatar.

Luís Amado falava aos jornalistas no final de um encontro no Palácio das Necessidades com o primeiro-ministro e chefe da diplomacia do Qatar, xeque Hamad Bin Jassim Bin Jaber Al Thani.

«Acreditamos que a partir de agora mais um passo importante está dado no sentido de reforçar as nossas relações económicas e comerciais», declarou Amado.

O chefe da diplomacia portuguesa assinalou que o Qatar é um país com «grandes excedentes e com reservas financeiras importantes» e que Portugal pretende que as suas empresas «possam beneficiar a prazo dos investimentos dos fundos soberanos» daquele país.

Segundo o ministro, o seu homólogo veio acompanhado dos responsáveis das principais «holdings» e principais fundos de investimento do Qatar e «houve uma série de contactos» com empresas portuguesas, existindo «oportunidades que estão a ser identificadas».

Os sectores que têm vindo a ser «objecto de atenção particular» são o turismo, o imobiliário, o financeiro e as telecomunicações, adiantou.

Luís Amado disse ainda que os dois ministros tiveram oportunidade de «passar em revista algumas questões que estão na ordem do dia na agenda internacional, nomeadamente a situação na região» do Golfo Pérsico.

A expectativa é de os dois países continuarem «a estreitar relações», disse ainda, assinalando que «existe uma agenda bilateral de interesse político» que Portugal quer reforçar.

A visita do primeiro ministro do Qatar a Portugal ocorre cerca de um ano depois da visita do emir do Qatar, xeque Hamad Bin Khalifa Al Thani.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Julho 09, 2010, 07:49:55 pm
Portugal envia missão empresarial a Omã em 2011


Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de Omã acordaram hoje o envio de uma missão empresarial portuguesa àquele país do Golfo Pérsico no princípio de 2011.

Luís Amado recebeu hoje em Lisboa Yusuf bin Alawi bin Abdullah, primeiro chefe da diplomacia de Omã a visitar Portugal, no âmbito do reforço das relações bilaterais, tanto políticas como económicas e comerciais.

"Convidamos as empresas portuguesas e o sector privado, assim como as nossas empresas e o nosso sector privado, a terem um papel na relação entre o Sultanato de Omã e Portugal", disse bin Alawi bin Abdullah na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro.

O ministro adiantou que os dois países estão "a preparar uma série de documentos que vão regular a cooperação entre os dois países" e "uma visita de um grupo de empresários portugueses a Omã".

Tal missão, disse, deverá realizar-se "no princípio do próximo ano, em Janeiro ou Fevereiro", altura em que "os acordos (económicos e comerciais) estarão prontos para serem assinados".

Omã é um pequeno país do Golfo Pérsico com importantes ligações históricas a Portugal e significativos vestígios da presença portuguesa dos séculos XVI e XVII. Todavia, actualmente, as relações bilaterais são praticamente inexistentes.

O relançamento da relação foi decidido em 2008, durante uma visita de Luís Amado a Mascate, a primeira de um chefe da diplomacia portuguesa, com a assinatura de um memorando de entendimento sobre cooperação política que estabelece um quadro de diálogo político assente em encontros regulares.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Julho 27, 2010, 07:10:10 pm
Fundos árabes interessados nas privatizações portuguesas


Os megafundos de investimento dos Emirados Árabes Unidos (EAU) andam às compras em Portugal. Até agora foi para ver as montras. As mais apelativas: as empresas que estão no plano das privatizações (EDP, REN e ANA), algumas tecnológicas (Ydreams e Alert), outras tantas oportunidades nas renováveis e no turismo, explicou fonte conhecedora das negociações.

Segundo apurou o i, os representantes de dois desses veículos financeiros - controlados pelas famílias reais dos EAU - estiveram em Lisboa e levaram mais informações sobre as compras mais interessantes que podem ser feitas por cá. Mostraram-se muito interessados nas empresas a privatizar. Com a venda dessas empresas, o Estado português espera encaixar cerca de seis mil milhões de euros. "Tivemos contactos dessa natureza e no sentido desses investimentos, nesses sectores", confirmou Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). "Agora a bola está do lado deles", diz. Os magnatas gostaram muito da Ydreams, diz a fonte do i que preferiu o anonimato.

Os dois fundos soberanos em questão visitaram o país e tiveram encontros formais com o governo em Maio, num hotel luxuoso de Lisboa. Foram eles o Qatar Holding e o Mubadala (do Abu Dhabi). O primeiro é o braço principal da Qatar Investment Authority, que gere um património avaliado em 65 mil milhões de dólares (50,3 mil milhões de euros). O Mubadala, é o terceiro maior fundo do Abu Dhabi, com activos avaliados em 13 mil milhões de dólares (10,3 mil milhões de euros).

Mas há mais nomes a circular. Existem contactos feitos com outros dois megafundos, ainda sem consequências conhecidas: o ADIA (Abu Dhabi Investment Authority), o maior fundo soberano do mundo, com um património avaliado em 485,5 mil milhões de euros (quase o triplo do valor da economia portuguesa); e o IPIC (International Petroleum Investment Company), também do Abu Dhabi, que gere 11 mil milhões de euros, segundo o Instituto dos Fundos de Riqueza Soberanos. Todos os fundos são controlados pela coroa dos respectivos emiratos: Qatar e Abu Dhabi.

Esta aproximação aos megafundos do Médio Oriente - a maioria construiu fortuna a partir do petróleo - faz parte da estratégia de diversificação das fontes de financiamento da economia portuguesa e de parceiros comerciais. Isto numa altura em que o investimento directo estrangeiro (IDE) líquido produtivo que entra na economia tem caído de forma notória desde 2006, chegando ao mínimo de sete anos em 2009 (ver texto ao lado).

O presidente da AICEP confirma que "os contactos preliminares foram feitos, mas fizemos questão de sublinhar que não aceitamos que apenas queiram comprar participações em empresas das privatizações". Quais? "Diria que os alvos mais prováveis são EDP, REN e ANA", responde. Segundo Basílio Horta, "a nossa proposta é que se constitua um fundo misto - que alie capitais portugueses e capitais desses países - que enverede por uma estratégia mais ampla e transversal de investimento, que alcance investimentos no turismo, nas tecnologias de informação". A AICEP está consciente que os fundos soberanos costumam ter uma estratégia muito agressiva nos negócios que fazem - investir quando os preços estão muito baixos. Não é o que se quer para Portugal. "Não faz sentido investirem como fizeram na Grécia, onde os chineses [da COSCO] compraram a concessão do terminal portuário [Porto do Pireu, maior da Grécia] a um preço baixo. Não é isso que queremos".

O i confrontou os presidentes das tecnológicas Ydreams e Alert com estas informações. Ambos dizem desconhecer o interesse dos árabes nos seus negócios.

Ionline
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 25, 2010, 11:08:40 pm
Ministro da Economia no Qatar à procura de investimentos


O ministro da Economia, Vieira da Silva, considerou hoje que estão criadas as condições para que em 2011 Portugal e o Qatar reforcem a cooperação económica de modo a que este país comece a investir em Portugal.

"Devemos assinar brevemente memorandos de entendimento nas áreas de turismo, relações económicas, energia e telecomunicações", para reforçar as relações de cooperação e tentar captar investimento para o país, disse à agência Lusa Vieira da Silva, que está em visita oficial ao Qatar.

Vieira da Silva, que se reuniu hoje com o primeiro ministro e o ministro da Indústria e Energia do Qatar, considerou a "visita muito produtiva", dado que o primeiro ministro do Qatar reafirmou o interesse do seu país em investir em Portugal.

"O primeiro ministro do Qatar fez um apelo aos responsáveis do seu país e aos de Portugal para que trabalhem nesse sentido", afirmou.

No encontro bilateral esteve também em discussão a possibilidade de cooperação entre entidades de ambos os países noutras áreas do mundo, como África ou América Latina.

O ministro português foi ao Qatar acompanhado por responsáveis do BES, do BCP, da REN, da EDP, entre outros.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 15, 2011, 12:03:35 am
Abu Dhabi na mira das empresas portuguesas


Colocar produtos na 'cidade das renováveis' de Abu Dhabi é o objectivo da missão portuguesa que se desloca à maior Cimeira da Energia do mundo.

A missão, além de representantes do ministério da Economia, da Agência de Energia - ADENE, do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica (GAMEP), inclui uma delegação de empresários da EDP, EFACEC, Eneida, Amorim Isolamentos, Solar Plus, Martifer Solar, Novabase, Tekever, a Janz e o Instituto de Soldadura e Qualidade.

"A missão portuguesa tem vários intuitos: para começar a participação numa feira [World Future Energy Summit] global, onde se cria oportunidades de negócio para o mundo inteiro, depois há a possibilidade de captar investimento para projectos portugueses", disse o secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho, à margem
de uma reunião preparatória com as 10 empresas.

"Alguns fundos desta região [Emirados Árabes Unidos, especialmente Dubai e Abu Dhabi] mostram interesse em projetos concretos, que estejam em fase avançada de execução e que tenham retornos garantidos", acrescentou.

No entanto, há excepções. Pelo menos um projecto português de inovação tecnológica, disse Zorrinho, tem levantado interesse na região: a rede de mobilidade elétrica portuguesa, o Mobi-e.

O responsável do Gabinete da Mobilidade Eléctrica em Portugal (GAMEP), João Dias, revelou que a empresa que gere o maior projecto de Masdar, a cidade carbono-zero que Abu Dhabi está a construir, classificou recentemente o Mobi-e como um "projecto fascinante".

"Masdar ainda não escolheu uma rede de carregamento para os carros eléctricos que terá a circular nas suas ruas", disse João Dias, acrescentando que a missão portuguesa poderá mostrar na feira uma solução em tempo real.

"Como já temos a rede em Portugal poderemos mostrar no pavilhão português tudo a funcionar em tempo real: com o cartão de carregamento, o sistema de gestão da operação", disse o mesmo responsável. E a solução criada em Portugal, completou, pode ser facilmente replicada noutros locais.

"É a vantagem de não termos um projecto-piloto limitado a uma cidade, como noutros países. A nossa solução estende-se por todo o território e isso não há em nenhum outro país, o que pode 'vender' a ideia", disse João Dias.

A missão portuguesa inclui uma visita à cidade de Masdar, cuja conclusão está prevista para cerca de 2020, e conta com um outro apoio: a visita oficial ao país do primeiro-ministro, José Sócrates, que está agendado para ser um dos chefes de Estado e Governo que inauguram a World Future Energy Summit.

A feira, uma das maiores do mundo do sector, deverá receber mais de 25 mil visitantes, 100 delegações oficiais, mais de 4.600 CEO e directores das maiores empresas do mundo e constitui mais uma oportunidade para Portugal mudar o seu perfil exportador para este país.

Portugal representa 0,06% das importações do Abu Dhabi, essencialmente materiais de construção, pedra e ladrilhos.

Diário Económico
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 15, 2011, 05:18:51 pm
Governo e empresários portugueses viajam para os Emirados e Qatar


Sócrates, vários ministros e dirigentes do BES, CGD, EDP, TAP e Efacec, entre outras empresas, partem domingo rumo ao Qatar e aos Emirados Àrabes Unidos.

O primeiro-ministro José Sócrates inicia domingo uma visita oficial ao Golfo Pérsico para incentivar as exportações e a internacionalização das empresas portuguesas com deslocações previstas ao Qatar e aos Emiratos Árabes Unidos, disse fonte governamental à Lusa.

Naquela que é a sua primeira deslocação aquela zona do globo, José Sócrates estará domingo em Doha, capital do Qatar, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos na segunda e terça-feira. Na viagem oficial está incluída uma comitiva de 60 empresários de diversas áreas de actividade, desde o sector financeiro, passando pelas energias renováveis, imobiliário, construção civil e gestão hoteleira.

De entre a vasta representação empresarial, destaca-se a forte presença do sector bancário com a deslocação de Ricardo Salgado, presidente do BES, Faria de Oliveira, presidente da CGD, José Amaral, administrador do BPI, e Duarte Pita Ferraz, do BCP.

O sector da energia estará também representando por Manuel Ferreira de Oliveira, presidente da Galp, Rui Cartaxo, presidente da REN, Luís Filipe Pereira, presidente da Efacec, Carlos Costa, presidente da Martifer, António Costa e Silva, da Partex, ou de Cruz Morais, administrador da EDP.

Neste périplo de três dias, José Sócrates será também acompanhado, entre outros, por Fernando Pinto (TAP), João Castro (Visabeira), Jorge Sá Couto (JP Sá Couto), João Reis (Lanidor) ou Tiago Neiva de Oliveira (Cabelte).

Esta é uma visita em que o primeiro-ministro far-se-á acompanhar por vários ministros, entre os quais Teixeira dos Santos (Finanças), Vieira da Silva (Economia), Luís Amado (Negócios Estrangeiros) e António Mendonça (Obras Públicas e Transportes), em que está previsto encontros bilaterais com os respetivos homólogos nos dois países.

Fonte governamental afirmou que esta visita pretende reforçar a presença de empresas portuguesas naquela área do globo de forma a posicionarem-se para o «enorme investimento» que ambos países estão a programar para a próxima década e que culminará com a realização do campeonato do mundo de futebol no Qatar em 2022.

Na segunda-feira, José Sócrates fará a abertura da Cimeira Mundial de Energia onde estará presente como orador ao lado de chefes de Estado e de Governo de outros países.

A Cimeira Mundial de Energia, que decorre entre 17 e 20 de janeiro, vai juntar personalidades como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o presidente da Islândia, Ólafur Ragnar Grimsson, a princesa Victoria da Suécia, o Grão-Duque Guilherme do Luxemburgo ou o presidente do Paquistão Asif Ali Zardari.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2011, 04:53:27 pm
Sócrates garante que não foi ao Qatar vender a dívida


O primeiro-ministro assegurou hoje no Qatar que o objectivo da sua visita ao país é desenvolver oportunidades de investimento.
 
José Sócrates garantiu hoje, no Qatar, que a sua visita a este país do Golfo Pérsico não se destina a vender dívida pública portuguesa.

"Discutimos sobre as oportunidades de investimento que existem em Portugal para as empresas do Qatar e para as empresas portuguesas no Qatar", afirmou o primeiro-ministro quando questionado sobre os jornalistas à saída de um encontro com o seu homólogo do Qatar.

Visivelmente crispado com a insistência dos jornalistas a respeito do tema da dívida, Sócrates lembrou que a visita ao emirado do Golfo estava prevista há cerca de seis meses e que não está relacionada com um eventual "pedido de ajuda".

"A dívida pública portuguesa está no mercado e investir nela não é uma ajuda mas um investimento", acrescentou o governante.

Sócrates chegou ontem ao Qatar onde ficará este domingo, seguindo depois para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para uma visita de dois dias.

Na comitiva do primeiro-ministro vão 60 empresários de diversas áreas de actividade, desde o sector financeiro, passando pelas energias renováveis, imobiliário, construção civil e gestão hoteleira.

Diário Económico
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Abril 27, 2012, 07:30:27 pm
Emirados Árabes querem diversificar investimentos em Portugal


O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos disse hoje que gostaria de diversificar os investimentos em Portugal.

"Os investimentos em Portugal são novos mas nós gostaríamos de os expandir e diversificar a nossa presença em Portugal e há um elemento em que nos deveríamos focar: a forma que podemos trabalhar juntos aqui e em outros países", afirmou o sheikh Abdullah Bin Zayed Al Nhyan, após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, em que foram assinados acordos de cooperação nas áreas das energias renováveis, educação e investigação científica.
 
"Estamos aqui com uma grande delegação e que representa o sector publico mas também o sector privado dos Emirados Árabes Unidos. As áreas de que falámos hoje foram portos e aeroportos. Analisamos também oportunidades em que podemos estar unidos nas telecomunicações, no sector bancário, que é também muito interessante para os Emirados, e falámos também do sector da energia e das oportunidades que existem em Portugal", explicou ainda o chefe da diplomacia árabe.
 
"Assinamos um acordo sobre energias renováveis e este é um sector que nos une. Portugal é mundialmente conhecido nas energias renováveis e este é um dos sectores em que podemos trabalhar em conjunto, quer em Portugal quer em países terceiros também", disse ainda o sheikh Abdullah.
 
"Portugal e os Emirados Árabes Unidos trabalham afincadamente para que o comércio entre os dois países cresça muito. E quero deixar claro que Portugal vê como forma muito favorável o investimento dos Emirados Árabes Unidos e coloca à disposição dos investidores o programa de privatizações", disse Paulo Portas aos jornalistas após a cerimónia de assinatura dos protocolos em que estiveram presentes, além de empresários dos Emirados, Faria de Oliveira, presidente da GALP, Leonor Beleza, da Fundação Champalimaud, o banqueiro Ricardo Salgado e Pedro Reis, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
 
O programa do ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos tinha previsto para hoje um encontro com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no Palácio de São Bento, seguido de uma deslocação ao Ministério das Finanças para uma reunião com o ministro Vítor Gaspar.
 
Ao fim do dia, visita a Fundação Calouste Gulbenkian e finalmente desloca-se à sede da EDP, em Lisboa.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Maio 29, 2012, 08:37:16 pm
Assinado acordo sobre transporte aéreo entre Portugal e Qatar


Portugal e o Qatar assinaram na segunda-feira um acordo sobre transporte aéreo que visa «agilizar a cooperação» e contribuir para o desenvolvimento de serviços aéreos entre os dois países, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
«O Acordo sobre transporte aéreo entre a República Portuguesa e o Estado do Qatar visa agilizar a cooperação no domínio aéreo, constituindo um importante impulso ao desenvolvimento de serviços aéreos regulares entre os dois países», afirmou fonte da diplomacia portuguesa.

«As matérias abrangidas incluem segurança aérea, troca de estatísticas, reconhecimento de certificados e licenças, entre outros», disse a mesma fonte.

O acordo que foi assinado pelo embaixador de Portugal em Doha e o director da Autoridade da Aviação Civil do Qatar prevê, segundo a fonte do MNE, o incremento «do fluxo de pessoas, bens e serviços com benefícios económicos para os dois estados».

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, visitou o Qatar em Dezembro de 2011 onde contactou com empresários portugueses, tendo estabelecido os primeiros contactos com o governo de Doha.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Junho 16, 2012, 01:57:17 pm
Empresários iranianos visitam Porto de Leixões em busca de oportunidades


Uma comitiva de empresários iranianos visita hoje o Porto de Leixões, em Matosinhos, no âmbito de uma missão em busca de oportunidades de negócio e parcerias em Portugal, revelou a Associação Empresarial de Portugal (AEP). Liderada pelo governador da província de Hormozgan, a comitiva iraniana conclui hoje uma visita de negócios de dois dias ao Porto e a Matosinhos, tendo sido acolhida na AEP e mantido contactos com perto de nove dezenas de empresas portuguesas de diversos sectores, interessadas em estabelecer parcerias ou em exportar para o Irão.

Fonte da associação disse à Lusa que os materiais de construção, serviços de engenharia, pescas e aquacultura, energias renováveis, turismo e infra-estruturas e gestão portuária «são as actividades económicas que mais interessam» aos representantes das 24 empresas da missão iraniana, que integra vários responsáveis institucionais e da administração regional.

«Os nossos materiais de construção e toda a fileira casa têm ali atractivas oportunidades de negócio, uma vez que está prevista a edificação de cerca de 56.000 habitações, nos próximos anos, na província de Hormozgan, economicamente uma das mais fortes do país», destacou o presidente da AEP, José António Barros.

Adicionalmente, disse, «todas as actividades relacionadas com a economia do mar, a começar pelas pescas e a aquacultura e a acabar na operação portuária, despertaram o interesse» da comitiva iraniana.

Com novos encontros empresariais marcados para segunda-feira em Lisboa, a comitiva dedica-se hoje a conhecer os recursos tecnológicos do Porto de Leixões, numa deslocação de trabalho onde participará também o presidente e a autoridade portuária de Shahid Rajaee, um complexo descrito por José António Barros como sendo «muito maior que Leixões», com 2.400 hectares de superfície e 36 terminais de carga.

Na missão iraniana, a terceira que desde 2008 é recebida na AEP, participam ainda o embaixador da República Islâmica do Irão em Lisboa, Hossein Gharibi, e o presidente do Portugal-Iran Business Council, Nader Haghighi.

O sector da construção, com oito empresas, é o mais representado, seguindo-se-lhe as empresas de turismo (cinco), de serviços de engenharia e do sector agro-alimentar (quatro cada), indústria pesada (duas) e mineração (uma).

Depois de em 2009 e 2010 ter realizado duas missões à capital iraniana, Teerão, e a Isfahan, a terceira cidade do país, a AEP diz projectar levar «este ano ou no princípio de 2013» uma nova comitiva de empresários portugueses ao Irão.

«Dando seguimento aos contactos agora estabelecidos, muito provavelmente iremos, desta vez, à província de Hormozgan, cujo tecido empresarial tem características muito parecidas com o que temos no Norte de Portugal», adiantou à Lusa José António Barros.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Junho 24, 2012, 07:30:42 pm
Iraque vem a Lisboa apresentar oportunidades de negócio


As possibilidades de investimento e cooperação entre empresas portuguesas e iraquianas em áreas como a construção, as obras públicas e a energia estarão em foco no primeiro Fórum Económico Portugal-Iraque, que decorre na segunda-feira, em Lisboa. O fórum é organizado pela Câmara de Comércio e Industria Árabe-Portuguesa (CCIAP), em cooperação com a Federação das Câmaras de Comércio do Iraque, e conta com mais de 100 empresas portuguesa inscritas, disse à Lusa o secretário-geral da CCIAP.

«É altura de trazer para cá [Portugal] empresários iraquianos para nos dizerem quais são as suas necessidades e em que é que podemos ajudar», afirmou Allaoua Karim Bouabdellah, acrescentando que o objetivo do fórum é «dar o pontapé de saída para a cooperação» entre os dois países, de modo a que possam ser estabelecidas relações «sólidas e duradouras».

O secretário-geral da CCIAP afirmou que, no final do fórum, será assinado um protocolo de cooperação entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a Federação das Câmaras de Comércio do Iraque, o Instituto de Investimento Iraquiano e a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

«O objetivo deste protocolo é facilitar a informação dos dois lados, de modo a que seja possível saber o que está a passar-se em termos de obras no Iraque» para que as empresas portuguesa possam «participar no desenvolvimento e reconstrução do país», explicou Allaoua Karim Bouabdellah.

O plano de investimento quinquenal iraquiano, para o período entre 2010 e 2014, contempla reformas nos setores dos hidrocarbonetos, o desenvolvimento dos campos de petróleo e das infraestruturas dos oleodutos, bem como a reconstrução das infraestruturas básicas (como estradas e habitações), o restabelecimento da energia e do abastecimento de água, o desenvolvimento da indústria transformadora, os projetos de obras públicas e as parcerias público-privadas, segundo uma informação divulgada pela CCIAP.

No total, estes projetos deverão mobilizar um investimento de «cerca de 190 mil milhões de dólares [cerca de 151 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual], repartidos entre o governo e o setor privado», de acordo com a mesma fonte.

O primeiro Fórum Económico Portugal-Iraque contará com as presenças dos ministros da Economia, Álvaro Santos Pereira, e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, bem como de um conjunto de representantes do governo iraquiano e de responsáveis de empresas portuguesas.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Junho 25, 2012, 06:35:10 pm
Paulo Portas apela ao investimento do Iraque em Portugal


O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse hoje em Lisboa que Portugal quer captar investimento iraquiano e fortalecer as relações com Bagdad.
«Portugal prevê abrir um consulado honorário no Iraque focado na Economia e está nos planos do Governo a presença diplomática», anunciou Paulo Portas perante os ministros da Construção e dos Recursos Hídricos do Governo iraquiano, que participam em Lisboa no I Fórum Económico Portugal-Iraque, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa.

«Estamos abertos ao investimento na nossa economia, procuramos não apenas aumentar as exportações mas também promover a nossa economia ao investimento gerador de riqueza», referiu Paulo Portas, que disse aos empresários iraquianos e aos membros do governo de Bagdad que Portugal tem uma política de vistos especial para os investidores estrangeiros.

«Aqueles que transferirem para o nosso sistema financeiro determinadas somas de capital; aqueles que adquirirem no nosso país propriedades ou casas ou investirem em postos de trabalho em Portugal terão autorizações de residência excepcionalmente favoráveis», disse Paulo Portas, que se mostrou favorável a negociações sobre um acordo de dupla tributação entre os dois Estados.

«Investir em Portugal é um ato de confiança no nosso país que os portugueses sabem devidamente reconhecer e creio que há muita gente com património que quer poder ter um título de residente na Europa que se tudo correr bem pode ser definitivo e que permite usufruir com tranquilidade aquilo que Portugal tem de atractivo», disse ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros.

«As exportações portuguesas para o Iraque ainda são pequenas, mas estão a crescer muito significativamente. Nos primeiros quatro meses de 2012 as exportações para o Iraque cresceram 362 por cento. O número é grande porque a base de partida é reduzida mas mostra um caminho: aumentar as relações comerciais entre os nossos dois países», explicou Paulo Portas.

«Há cinco anos apenas sete empresas exportavam para o Iraque, neste momento são mais de trinta. O Iraque está a passar a mensagem de que é um mercado importante e que as empresas portuguesas estão a fazer essa aposta», afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

«Queremos uma economia mais internacionalizada e um dos sinais positivos de antecipação de confiança está a acontecer com as exportações de Portugal que estão a crescer significativamente e ainda mais significativamente para mercados não tradicionais e não europeus. Não desprezamos os mercados tradicionais, mas temos uma estratégia concertada para sermos competitivos em mercados novos onde temos uma efectiva possibilidade de crescimento. É o caso dos mercados do Golfo e o caso de um país tão importante como o Iraque», sublinhou Paulo Portas.

«Conhecem bem a capacidade dos portugueses quando se trata de construir e promover pontes e estabilizar uma situação difícil porque, como sabem, militares portugueses da GNR ajudaram na reconstrução do Iraque», afirmou Paulo Portas sem nunca se ter referido ao conflito de 2003 que opôs as forças internacionais e o regime de Saddam Hussein.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 15, 2012, 10:28:31 pm
É possível exportar «ainda mais» para o Golfo Pérsico diz Paulo Portas


As exportações portuguesas para a região do Golfo Pérsico aumentaram este ano 30 por cento em relação a 2011 e “é possível” exportar mais, disse hoje em Mascate o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Paulo Portas, à margem dos encontros com as autoridades do Sultanato de Omã, disse aos jornalistas que na região do Golfo Pérsico “somam-se já” mais de 500 empresas portuguesas (Omã, Dubai, Kuwait e Emiratos Árabes Unidos), e que o valor das exportações aumentou 30 por cento em relação a 2011 e que “ainda é possível exportar mais para estes países onde há forte poder de compra e forte crescimento económico”.

Paulo Portas referiu-se também aos interesses de Omã em Portugal e o investimento do sultanato na privatização da Rede Elétrica Nacional (REN)

“Quando se verifica um investimento tão importante como o que fez o sultanato de Omã na REN, significa apostar no país. Eles percebem que Portugal tem uma localização que é estratégica: é uma ponte para a Europa, para África é uma ponte para a América Latina. Portugal tem muito boa reputação histórica na região do Golfo” disse Portas sublinhando também que as autoridades locais vêm com agrado uma maior presença de Portugal na região.

“De todas as entidades políticas com quem estive hoje e com quem estarei amanhã, sobretudo nos ministérios económicos, querem empresas portuguesas com maior presença aqui em Omã e eu acho que este ano vamos dar um impulso. Se este ano já crescemos trinta por cento, para o ano, as exportações vão ser ainda maiores” disse ainda Paulo Portas que iniciou hoje em Mascate, capital do sultanato de Omã, uma deslocação ao Golfo Pérsico, que se vai prolongar até ao dia 21, com viagens ao Kuwait, Dubai e ainda aos Emirados Árabes Unidos.

Hoje, Portas encontrou-se com Sayyed bin Mahmoud Al-Said, vice-ministro para o Conselho de Ministros do sultanato em que esteve presente o chefe da diplomacia de Omã.

“Somos amigos de há cinco séculos. Temos mais de 500 anos de conhecimento mútuo e de referências comuns e de uma mútua amizade”, recordou Paulo Portas durante um encontro entre empresários promovido pela Companhia de Petróleo de Omã em que anunciou a assinatura de um acordo que vai evitar a dupla tributação entre o sultanato e Portugal tendo-se referido igualmente à política de vistos do Estado português.

“Há uma nova política de vistos que visa o investimento. Portugal oferece acesso ao Espaço Shengen a cidadãos que não são da União Europeia”, disse Portas, para investidores que se interessem por “áreas ligadas ao imobiliário, que tenham projetos industriais e que criem emprego em Portugal”.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 16, 2012, 03:23:55 pm
Portuguesa recomenda Golfo Pérsico como "território para comandar" negócios


Luísa Rita Rackham, empresária portuguesa em Omã há mais de dez anos recomenda o Golfo Pérsico como território para investimentos e afirma que ser mulher não a impede de “comandar” negócios. “Abri uma empresa com estatuto de investimento estrangeiro e ao estabelecer a companhia com essas características, que exigem 400 mil dólares de capital social inicial, posso desenvolver negócios em qualquer ponto do Golfo e ninguém me pode recusar o visto. Mesmo como mulher”, disse à Lusa a empresária que acompanha a delegação empresarial portuguesa que se encontra em Mascate, capital de Omã.

“Não sinto nenhuma dificuldade por ser mulher, sinto-me extremamente respeitada pela comunidade de negócios omani”, acrescentou Luísa Rita, casada com um inglês que se dedica igualmente à empresa de agenciamento que fundaram em 2004, após alguns anos como diretora de marketing de empresas internacionais.

“Estive em 2001 pela primeira vez em Omã como diretora de marketing de uma empresa de marketing relacionada com eventos de desportos motorizados e decidi ficar no golfo”, explica a portuguesa que viveu durante cinco anos na Arábia Saudita antes de se fixar em Mascate.

“Criei uma empresa, a ‘Al-Luar’. Eu queria uma empresa com nome árabe e se disser o nome muito depressa quer dizer Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas em árabe. Por várias vezes, no início, quando dizia o nome da empresa tinha logo acesso ao diretor geral da empresa porque pensavam que eu era general das Forças Armadas, mas agora sou mais cuidadosa”, conta.

A empresa da portuguesa dedica-se à importação, exportação, tratamento burocrático de alfandegamento e desalfandegamento de mercadorias nos portos ou no aeroporto de Omã e “sobretudo” ao agenciamento.

“Identifico empresas de pequena e média dimensão portuguesas que não têm capacidade comercial para poder internacionalizar-se com velocidade e tento dar-lhes oportunidades de negócio através dos meus contactos. Para as ajudar no primeiro arranque”, explica.

Luísa Rita Rackham diz que a crise afetou Omã em 2008 mas que os “retrocessos” económicos estão a ser compensados atualmente e os projetos que tinham sido “congelados”estão a arrancar outra vez.

“Aqui há consumo e circula dinheiro na economia. As pessoas podem queixar-se da inflação porque afetou o mundo inteiro quando o preço do barril de petróleo aumentou acima dos 100 dólares mas há um entusiasmo que não morreu, ao contrário do que acontece em Portugal”, diz a empresária que concorda com a aposta das empresas portuguesas nesta região do mundo.

“Faz todo o sentido porque temos excelentes empresas em Portugal e Omã é uma oportunidade. A internacionalização pode ser uma dificuldade ao princípio mas há empresários aqui que lhes podem dar apoio”, concluiu Luísa Rita.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, o presidente da Agência de Investimento para o Comércio Externo de Portugal (AICEP), e cerca de 50 empresários iniciaram no sábado uma visita ao Golfo Pérsico, como deslocações ao Kuwait, Dubai e Emiratos Árabes Unidos, além da primeira paragem de 48 horas na capital do Sultanato de Omã.

No sábado, Paulo Portas encontrou-se em Mascate com Sayyed bin Mahmoud Al-Said, vice-ministro para o Conselho de Ministros do sultanato em que esteve presente o chefe da diplomacia de Omã.

“Somos amigos de há cinco séculos. Temos mais de 500 anos de conhecimento mútuo e de referências comuns e de uma mútua amizade”, sublinhou Paulo Portas durante um encontro entre empresários promovido pela Companhia de Petróleo de Omã em que anunciou a assinatura de um acordo que vai evitar a dupla tributação entre o sultanato e Portugal tendo-se referido igualmente à política de vistos do Estado português.

“Há uma nova política de vistos que visa o investimento. Portugal oferece acesso ao Espaço Shengen a cidadãos que não são da União Europeia”, disse Portas, para investidores que se interessem por “áreas ligadas ao imobiliário, que tenham projetos industriais e que criem emprego em Portugal”.

Hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros vai encontra-se com o ministro do Petróleo e Gás de Omã antes da partida para o Kuwait.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 16, 2012, 03:42:40 pm
Omã manifestou interesse no setor agro-alimentar e na construção naval portuguesa


O sultanato de Omã mostrou-se interessado em áreas relacionadas com os produtos agro-alimentares e construção naval portuguesa, disse hoje à Lusa o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. “Ao ser um país portuário, Omã, tem interesse na construção naval e isso é um dado importante para os nossos estaleiros no sentido do fabrico ou simplesmente manutenção de embarcações de pequena e média dimensão” disse Pedro Reis, que acompanha, desde sábado, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros na deslocação a vários Estados do Golfo Pérsico, acrescentando que o agro-alimentar é um dos sectores de interesse por parte das autoridades de Mascate.

“A outra área em que nos foi sugerido interesse é toda a área agro-alimentar e nesse sentido promovemos uma série de reuniões com importadores que queremos levar agora a Portugal. Nas áreas dos vegetais e de alguns produtos já transformados como polpas de fruta, sumos e derivados de cereais. Depois há toda a área das tecnologias de informação e conhecimento, sobretudo, na rede de comunicações e há também interesse em farmacêuticas e análises médicas”, explicou o presidente da AICEP no final da visita a Mascate.

Pedro Reis diz ainda que encontra similitudes entre Omã, Portugal e Singapura porque, afirma, funcionam como plataformas logísticas para grandes blocos regionais.

“Singapura faz isso para o sudeste asiático e China, Portugal está a posicionar-se para a África e América Latina e Omã está a fazer isso para o Golfo Pérsico, Norte de África e na aproximação à Índia através da implementação de zonas francas e de uma rede de estruturas portuárias”, acrescentou o presidente da AICEP, sublinhando o crescimento económico do sultanato.

“Omã aumentou quase quatro vezes o seu Produto Interno Bruto (PIB): tinha 20 biliões de dólares e passou para 73 biliões de dólares, mas curiosamente isso não foi só apenas à conta do gás e do petróleo que se associam muito a estes Estados, mas foi também muito por consequência de se terem posicionado numa plataforma logística desta região. Sendo assim, 50 por cento da economia deixou de depender do petróleo e do gás”, concluiu.

A delegação do Ministério dos Negócios Estrangeiros português termina a visita a Omã e viaja hoje para o Kuwait onde vai permanecer durante 48 horas.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 17, 2012, 01:32:49 pm
Portugal vai ter acesso a informação empresarial "antecipada" no Kuwait


Portugal vai ter acesso a informações antecipadas sobre concursos públicos e estabelecer canais sobre projectos de obras públicas no Kuwait disse hoje à Lusa Pedro Reis, da AICEP. O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que acompanha o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ao Golfo Pérsico disse que os contactos que vão ser estabelecidos no Kuwait vão permitir, entre outros, fornecer às empresas portuguesas, informação antecipada sobre concursos públicos na área da construção.

“Conseguimos sensibilizar o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait a ajudar-nos a posicionar as nossas empresas de construção, engenharia e projecto e nesse sentido vamos ter uma reunião com uma série de empresas para que eles nos ajudem para termos informação, logo à cabeça, dos concursos públicos e construir canais para que as nossas empresas possam concorrer aos futuros projectos do Kuwait, seja como empreiteiros, seja também para subempreitadas para empresas portuguesas trabalharem para grandes grupos” do Kuwait disse Pedro Reis que considera ser informação “atempada” para os portugueses se poderem posicionar.

Após uma visita ao Sultanato de Omã, a delegação do ministro dos Negócios Estrangeiros, acompanhada por cerca de 50 empresários, cumpre a partir de hoje, e até terça-feira, a visita ao Kuwait com encontros previstos com membros do governo do emirato.

“O Kuwait tem uma economia diferente. Na lógica dos grandes fundos soberanos do Kuwait, vamos ter duas reuniões muito interessantes: uma com a Kuwait Investment Aithority, que é um potentado financeiro e uma reunião com a United Investment da família Al Barrah e que já está em Portugal e a quem queremos apresentar-lhes mais activos imobiliários”, disse ainda à Lusa, o presidente da AICEP.

No âmbito empresarial, Pedro Reis disse também que se vão realizar hoje uma série de encontros bilaterais, entre empresas portugueses e o emirado, “nomeadamente a nível das tecnologias de informação e comunicação e da banca”.

Hoje, a delegação portuguesa vai encontrar-se com o chefe de Estado do Kuwait, Al Jaber Al-Sabah, o primeiro-ministro Al-Hamad al Sabah e ainda com o chefe da diplomacia do emirato onde vão ser assinados um memorando de entendimento sobre supressão de vistos em passaportes diplomáticos e especiais e um memorando de entendimento na área do desporto.

Paulo Portas vai ainda estar presente no seminário empresarial e tem previsto um encontro com membros da comunidade portuguesa radicada no Kuwait.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 20, 2012, 02:10:33 pm
Dez empresas portuguesas com negócios e parcerias no Golfo Pérsico


Cinco empresas portuguesas assinaram negócios e outras cinco firmaram parcerias com empresas de Estados do Golfo Pérsico visitados pela delegação do ministério dos Negócios Estrangeiros esta semana, de acordo com o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Pedro Reis.

O responsável disse hoje aos jornalistas no Dubai, a última escala da deslocação ao Golfo Pérsico do ministro dos Negócios Estrangeiros, que cinco empresas portuguesas assinaram negócios e outras cinco acordaram parcerias durante a visita à região, nos últimos dias.
 
"A Aquapor fez uma parceria muito importante que cobre Omã, o Bahrain, e o Kuwait, e que prevê a construção de estações de tratamento de águas residuais; um outro contrato foi celebrado entre uma empresa de vigilância eletrónica, a Eneida, nos Emirados Árabes Unidos e também uma empresa portuguesa de sinalética fechou um negócio nos Emirados no âmbito desta visita", referiu Pedro Reis.
 
A GCC, empresa de análises clínicas do Porto, celebrou um contrato para dois negócios do setor para o mercado do Sultanato de Omã. A Vivafit, ginásios para mulheres, assinou uma parceria também para o Omã, e é possível, segundo a AICEP, seguir-se a implantação de uma cadeia de ginásios nos mercados da zona.
 
"O contrato da Groundforce na área da logística de aeroportos, integrando a área rodoviária e aeronáutica, com o fundo Shuaa do Dubai, pode dar outro patamar à Groundforce, consolidando o seu negócio e os seus postos de trabalho em Portugal", adiantou ainda Pedro Reis, referindo-se ao contrato assinado nos Emiratos Árabes Unidos.
 
Na área da construção civil, o Grupo Catarino celebrou uma parceria para se posicionar em obras na região do Golfo Pérsico, seja diretamente como empreiteiros, seja funcionando como subempreiteiros de grande grupos locais. E uma empresa de telhas cerâmicas também fechou um negócio de venda para a região.
 
Finalmente, durante a visita ao Golfo Pérsico que termina na sexta-feira, foi anunciado o investimento de 200 milhões de euros do fundo Al Bahra, do Kuwait, no Algarve.
 
"Temos já situações muito concretas, são cinco negócios concretizados e cinco parcerias celebradas. Isto pode levar, juntamente com as três missões que vamos organizar em Portugal no primeiro trimestre - trazendo depois ao Golfo as empresas imobiliárias, banca e empresas listadas no PSI 20 - que se suba, ainda mais, o investimento, seja do Kuwait, do Qatar, do Omã em Portugal", sublinhou o presidente da AICEP.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Abril 06, 2013, 08:50:05 pm
Arábia Saudita "é um mercado com elevado potencial" para as empresas portuguesas


O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) considerou, em declarações à Lusa, que a Arábia Saudita é "um mercado elevado potencial" para as empresas portuguesas. Pedro Reis integra uma missão empresarial liderada pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, que visita a Arábia Saudita hoje e domingo, acompanhado de 53 empresas.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que tutela a diplomacia económica, cancelou a sua presença na visita à Arábia Saudita devido à decisão do Tribunal Constitucional, que foi conhecida na sexta-feira à noite.

"Ocupando actualmente a 34.ª posição no ranking das nossas exportações de bens e serviços, a Arábia Saudita é um mercado com elevado potencial para as empresas portuguesas, aliás, como se comprova pelo elevado número de empresas que integram esta missão", disse à Lusa Pedro Reis.

No ano passado, as exportações portuguesas totalizaram 133 milhões de euros, registando um crescimento de 43% face a 2011, quando foram de 93 milhões de euros.

"O crescimento médio entre 2008 e 2012 foi de 12%, ou seja, estamos perante um crescimento sustentado, com margem de progressão nos próximos anos e esta missão, seguramente, irá contribuir para solidificar o relacionamento económico e comercial bilateral".

Nesta missão "estão previstas reuniões bilaterais entre empresas portuguesas e autoridades e empresas sauditas, além de um amplo seminário empresarial que reunirá um conjunto alargado de empresários e instituições sauditas que terão oportunidade de conhecer melhor a oferta nacional, em diversos sectores".

Segundo Pedro Reis, esta missão integra empresas da área agro-alimentar, construção e engenharia, saúde, sector financeiro, tecnologias de informação e comunicação e energia.

O presidente da AICEP sublinhou que os países árabes da zona do Golfo Pérsico têm vindo a ganhar expressão no panorama das exportações nacionais e nesse âmbito a agência "organizou já diversas missões empresariais a países como Omã, Kuwait, Qatar, Dubai, Emirados Árabes Unidos".

A visita "à Arábia Saudita é mais um passo no reforço da estratégia de diversificação de mercados", um dos "eixos fundamentais da actuação da AICEP e que tem sido uma das pedras de toque da nova diplomacia económica de Portugal".

O aprofundamento dos laços entre Portugal e a Arábia Saudita pretende "estimular e reforçar um clima de negócios mais favorável à realização das parcerias comerciais entre as empresas dos dois países".

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 06, 2013, 05:03:48 pm
Saúde: Dubai e Abu Dhabi recrutam portugueses


As cidades árabes do Dubai e de Abu Dhabi estão à procura de enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de saúde portugueses. O recrutamento está a ser feito pela MedPharm Careers Portugal e as entrevistas decorrem em Setembro, em território nacional.

Um bom nível de inglês, disponibilidade de deslocação para os Emirados Árabes Unidos nos próximos dois meses para uma estadia de pelo menos 12 meses (tempo mínimo de contrato), formação e experiência profissional na área a que se candidata e motivação são as características exigidas aos candidatos destas vagas.

De acordo com informação avançada pelo Facebook oficial da MedPharm Careers Portugal, os interessados podem enviar os seus currículos, em inglês, até dia 14 de Agosto, para o email alvaro.moreira@medpharmgroup.com

As entrevistas com os candidatos pré-selecionados deverão decorrer em Setembro, em Portugal. De acordo com informação avançada pelo site da MedPharm Careers, os salários variam entre os 2.500 dólares por mês para pessoal técnico (cerca de 1.900 euros) e os 10 mil dólares (cerca de 7.500 euros) no caso de pessoal médico.

O MedPharm Careers representa o maior site e as mais conceituadas feiras de emprego internacionais para médicos, enfermeiros, dentistas e estudantes, que ocorrem duas vezes por ano em mais de 50 cidades e 21 países europeus.

Boas Notícias
Título: Re: Relações Portugal-Médio Oriente
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 21, 2014, 11:47:17 pm
Exportações para os Emirados Árabes Unidos cresceram 25% no primeiro semestre do ano


As exportações portuguesas para os Emirados Árabes Unidos (EAU) registaram um crescimento de 25% no primeiro semestre deste ano, mas "estão muito aquém do que é possível" atingir, observou hoje fonte da Presidência da Repúiblica.

Falando a propósito da visita oficial que o Presidente da República realiza na próxima semana aos EAU, a mesma fonte assinalou que as exportações portuguesas de bens e serviços para aquele país atingiram os 160 milhões de euros em 2013. "É um mercado muito difícil de penetrar", pois o processo de decisão nos Emirados está concentrado em poucos decisores e a um nível a que a generalidade dos empresários portugueses não consegue atingir, observou a mesma fonte.

Assim, a visita de Cavaco Silva ao Abu Dhabi e ao Dubai nos próximos dias 26 e 27 deste mês - a primeira de um Chefe do Estado português - pretende "dinamizar o que já está em movimento" e que, atualmente, se traduz na presença de 613 empresas portuguesas a exportar para os EAU.

Esse esforço de Portugal envolve "duas ações em simultâneo", pois na véspera da chegada de Cavaco Silva realiza-se a primeira reunião da Comissão Mista bilateral, sendo a delegação portuguesa presidida pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

"Pretendemos relançar as relações bilaterais e reforçar a cooperação em diferentes domínios", desde as energias renováveis aos setores económico e financeiro, às indústrias farmacêutica e de defesa ou à construção civil, referiu outra fonte da Presidência.

Cavaco Silva vai estar acompanhado por uma delegação governamental - que inclui Paulo Portas e o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco - e por outra empresarial, um grupo restrito que estará presente nos diversos encontros oficiais do Chefe do Estado com as autoridades dos EAU.

Lusa