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Forças Armadas e Sistemas de Armas => Forças Aéreas/Sistemas de Armas => Força Aérea Brasileira => Tópico iniciado por: silversantis em Março 26, 2008, 02:23:15 am

Título: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: silversantis em Março 26, 2008, 02:23:15 am
Olá Amigos. Esse é meu primeiro post nesse forum. Como brasileiro que sou, considerei que o assunto inicial de minhas postagens trata-se da necessidade de se modernizar a aviação de combate da força aérea brasileira (FAB)
Os caças Mirage 2000 C/B, F-5EM e os AMX A-1, são aeronaves que não permitem ao Brasil se manter na vanguarda do combate aéreo na America do Sul, devido as recentes aquisições venezuelanas e chilenas. Na verdade até a força aérea do Peru pode ser considerada mais bem preparada que a FAB. O projeto FX 2 tomou o lugar do primeiro programa FX para aquisição de aeronaves de 4º geração para substituir os Mirage III parece não ter fim. O governo impóe que haja transferencia de tecnologia, porém é claro que essa "tecnologia" que o governo pede, não se transfere, principalmente numa encomenda de apenas 30 unidades.
Talvez essa imposição seja, na verdade, maliciosa, só para poder justificar os atrasos da conclusão da aquisição de uma nova aeronave.
Sobre os candidatos, o Su-35BM é o avião com maior capacidade. Ele tem o radar de maior alcance, maior autonomia, maior capacidade de carga e um desempenho acrobatico que supera por longa margem seus concorrentes. Porém a França faz um forte lobby promovendo seu Rafale, um avançado caça que sofre com o estigma dos elevados preços de aquisição e manutenção praticados pelos franceses. Qual dos dois poderia satisfazer a força aérea brasileira é uma visão que cada um pode sustentar independentemente, pois esse asunto muitas vezes desbanca para opiniões apaixonadas que não refletem, muitas vezes as reais necessidades da força.
Abraços
Título:
Enviado por: papatango em Março 26, 2008, 10:19:12 pm
É melhor ter os pés na terra.

O Su-35-xpto é sempre o mesmo avião.
O Su-30 é um Su-27-MLU. O Su-35, é um Su-27-MLU(III).

Os próprios russos têm, ou pelo menos aparentam ter, ideias próprias sobre o futuro, que não passam necessariamente por aí.

A autonomia das aeronaves russas, é importante, sem dúvida, mas outras aeronaves também têm autonomia e capacidades interessantes.

Além do mais, quando aos sistemas e radares russos, é preciso pensar sempre duas vezes, porque eles nem sequer fazem as medições dos alcances da mesma forma. Os números ocidentais são normalmente muito mais conservadores.

Os russos apontam os numeros possíveis que em condições excepcionais podem ser atingidos.
Os ocidentais, por seu lado apresentam sempre os números garantidos e não os números possíveis.

Um dos casos mais conhecidos é o do alcance dos mísseis ESSM.
Se os russos vendessem o sistema afirmariam que o alcance máximo é de 50 a 60km. Já o fabricante norte-americano afirma que o alcance é inferior a 20km.

Isto só para concluir que acho que as aeronaves russas não podem ser colocadas no mesmo campeonato, porque são medidas por uma bitola diferente.

De resto, o Brasil vai ter sempre problemas com autorizações para a utilização de tecnologias mais recentes. Os russos também têm restrições à exportação de tecnologia (vide os casos com os indianos).

Os atrasos e indecições do FX e FX-2 são o resultado do que parece ser uma interminável discussão bizantina dentro da Força Aérea Brasileira, sobre por um lado as vantagens de aeronaves de concepção brasileira ou com tecnologia que o Brasil adquira, contra a opção por adquirir aeronaves que o Brasil não controla completamente, mas que são mais eficientes naquilo que devem, ou seja, na defesa.

As discussões desse tipo, têm sempre a mesma consequência. Entre o óptimo sem o bom e o bom sem o óptimo, acaba por não se escolher nada.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: silversantis em Abril 01, 2008, 01:01:11 pm
O Brasil negligencia sua defesa aérea e isso é explicito. Quando se precisa adquirir um avião de transporte, a decisão e o contrato são assinados rapidamente. A capacidade de combate da FAB não desperta interesse por parte das autoridades brasileiras. Talves o tamanho do Brasil seja um motivador desta postura ridicula. Pois é provavel que as autoridades não sintam que algum país pudesse ameaçar o Brasil devido ao seu grande tamanho politico e economico frente as nações vizinhas. Eu não concordo com essa postura. Para mim essa atitude é arrogante e irresponsavel. Se o governo não quer investir em uma aeronave nova, então que compre caças usados mas de qualidade. O F-16 de segunda mão e os Gripens usados disponibilisados pela Suécia são , de longe melhores opções que os Mirage 2000 adquiridos junto a França.
Abraços
Título:
Enviado por: Sintra em Abril 02, 2008, 12:15:28 am
Bom apenas complementando o que o Papatango já disse, estive a rever o artigo que se encontra no seu blog acerca do SU-35BM e...
 Bom, muitos dos nºs são "diferentes" (para cima  :shock: ) daqueles que o proprio construtor apresenta, apenas alguns exemplos, o empuxo do AL-41F é 14,5 ton e não 17,5 ton, não existe absolutamente nenhuma informação vinda da Sukhoi que o aparelho seja capaz de voar a mach 1.6 sem utilizar pós combustão, apresentar armas como o Kh-55SM Granat e dizer que os aviões da familia Flanker podem "atirar pelo menos 2 destes mísseis sem problema algum" é sui generis (algo como dizer que um Super Hornet pode utilizar um "TacTom"), esta arma nunca foi integrada em nenhum elemento da familia Flanker, idem para o Kh-41 Moskit (apesar de existirem fotografias deste missil instalado no avião em terra a arma nunca foi integrada), o Kh-15 Kickback, o R-37, etc, etc, etc.
 Entretanto se um Typhoon é um projecto de 1984, um Su-35BM (também conhecido por SU-27SM2) é um projecto de 1969, que é a data de inicio dos estudos que levaram ao SU-27...
Título:
Enviado por: Portucale em Abril 10, 2008, 01:00:23 am
A escolha de um avião de combate é sempre o sumatório de multiplos factores.
Três dos factores mais importantes são; o preço, a capacidade da aeronave e a capacidade de sustentar os aviões (manutenção e reparação).
Na minha opinião a solução é a mesma que o Chile aplicou, comprar uma determinada quantidade de aviões novos e complementar com o dobro ou triplo de aviões em segunda mão mas de qualidade.
Perante o que existe no mercado a solução Mirage é a mais práctica.
Os F-16 e os gripen estão sujeitos a autorização e restrições de tecnologia dos americanos.
Os Russos têm bons aparelhos, no entanto, ao longo dos últimos 50 anos em que conflito aereo é que o interveniente usando aparelhos de origem Russa derrotaram, tacticamente, o seu inimigo que usava aparelhos de origem Ocidental?
No caso do Brasil, penso que devem ter dois tipos de aviões, primeiro porque são um País que deve ter um número apreciavel de aviões, depois para não ficarem dependentes de nenhum fornecedor/País e por fim porque devem ser capazes de efectuar a manutenção e reparação das aeronaves.
É que os aviões são necessários em momentos de tensão internacional e um determinado fornecedor pode perfeitamente deixar de dar apoio quando este é mais necessário.
Título:
Enviado por: handrey em Junho 12, 2008, 04:57:05 am
pessoal com a quase entrada do brasil no pak-fa as coisas mudan de aspecto, apesar dos f-5M mike da FAB semdo pareos até para os su-30 da venezuela, por comta de sua tecnologia , acho que chavito vai tremer quando os primeiros su-50 comecarem a pousar en terras brasileiras,iso se o progama for posto em pratica...fontes disem que a russia pode enviar para o brasil caças su-30 e su-33"embarcada" para faserem a defesa brasileira até a chegada dos su_50 "pak-fa".
Título: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: Stalker em Junho 16, 2008, 10:43:18 am
F-5 como pares para o Su-30??
Talvez pelo número, já que as performances não são exactamente as mesmas.
Ou será que os mike têm uma aviónica ao nível dos Flankers? Os russos andam a vender equipamento de segunda, ainda?

Quero dizer. Os F-5M parecem, de facto, ser aeronaves bastante eficientes, eu comparalos-ia a F-2A de baixo custo, mas não sei se terão o alcance de radar e eficiencia de aviónica do Su-30MK. Creio que em confronto forntal os flankers simplesmente derrubariam os Tigers antes de eles os verem. Claro que estou a ignorar as capacidades de controlo aereo do Brazil, que sinceramente desconheço. Sei que estavam com um atraso tecnológico, mas já não sei onde isso vai neste momento.

Em qualquer dos casos, poderias dizer onde posso arranjar mais informações em relação aos F-5M, e aos sistemas de descoberta-radar e contorlo aéreo do Brazil, fiquei curioso.  :wink:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Junho 16, 2008, 10:49:21 am
veja neste site:

http://www.defesanet.com.br/0806bf/001_fae.htm (http://www.defesanet.com.br/0806bf/001_fae.htm)
Título: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: Stalker em Junho 16, 2008, 10:57:26 am
Obrigado.
 :wink:
Título:
Enviado por: Oziris Lucio em Junho 16, 2008, 09:19:42 pm
http://www.defesabr.com/FAB/R_99_A_2.jpg
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 03, 2008, 10:17:59 am
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    O Comando da Aeronáutica, atento às necessidades operacionais para as próximas décadas e obedecendo ao cronograma de desativação de aeronaves de combate da Força Aérea Brasileira, instituiu, no dia 15 de maio de 2008, a Comissão Gerencial do Projeto F- X2, com o objetivo de conduzir os processos de aquisição de aeronaves de caça a serem incorporadas ao acervo da Força.

    O intuito deste trabalho é dotar a FAB de uma frota padronizada de aeronaves de caça de múltiplo emprego, com o início das operações no Brasil previsto para o ano de 2015 e para serem utilizadas por aproximadamente 30 anos. O planejamento prevê a substituição gradual das frotas de Mirage-2000, F-5M e A-1M.

    Para tanto, seis empresas foram pré-selecionadas e receberam solicitação para apresentarem informações (request for information – RFI):
    1 - as norte-americanas Boeing (F/A-18 E/F Super Hornet) e Lockheed Martin (F-35 Lightning II);
    2 - a francesa Dassault (Rafale);
    3 - a russa Rosoboronexport (Sukhoi SU-35);
    4 - a sueca Saab (Gripen), e,
    5 - e o consórcio europeu Eurofighter (Typhoon).

    O processo de escolha da aeronave vencedora levará em conta, principalmente, o atendimento aos requisitos operacionais estipulados pela FAB. Outros critérios a serem utilizados na avaliação dizem respeito à logística, aos custos, às condições das ofertas de compensação comercial e o grau de transferência de tecnologia para a indústria aeronáutica brasileira.


http://www.defesanet.com.br/fx2/fab_02jul08.htm (http://www.defesanet.com.br/fx2/fab_02jul08.htm)
Título:
Enviado por: AMRAAM em Julho 03, 2008, 11:36:29 am
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Brazil Signs $1B+ Production Deal for Cougar Helicopters
EC725 SAR/SOF
French Cougar SAR/SOF
(click to view full)

In November 2007, “Brazil Embarking Upon F-X2 Fighter Program?” discussed both the revived fighter competition, and Brazil’s surprising 50% boost to its defense budget. Other programs mentioned in that article included Brazil’s selection of a medium transport helicopter and of an attack helicopter, with other programs to follow. After decades of neglect, Brazil is reconstituting both its armed forces, and a defense industry that once offered an array of competitive products on the global stage.

The medium transport helicopter competition featured 3 established players: AgustaWestland’s EH101 has found success in Britain, Europe, Japan, and even in America as the next Presidential helicopter. Eurocopter’s EC725 Cougar is an updated version of the popular AS332/532 Super Puma, and has been ordered in limited quantities by the French government for special forces and search and rescue roles. An up-to-date version of Russia’s widely used Mi-17 was the 3rd contender; like the Super Puma, Mi-8 and Mi-17 helicopters are already in wide use within Latin America.

In truth, however, Eurocopter always had an edge. The Brazilian Amy’s Aviacao do Exercito already uses the AS532/”HM-3” Super Puma, basing them in the Amazon at Manaus. Its Navy also uses Super Puma variants: AS332s and AS532s both serve in the Navy as the UH-14, flying from Brazil’s NAe Sao Paulo aircraft carrier and from the southeastern base of Sao Pedro da Aldeia in support of Brazil’s Marines. Now, Eurocopter’s offering will become Brazil’s medium-lift helicopter across all services…

    * The Cougar and the Opportunity
    * Contracts & Key Events

The Cougar and the Opportunity
Super Puma Marinha
Brazilian Super Puma
(click to view full)

Given media descriptions to date, the exact model of helicopter to be produced under this contract remains unclear. While Eurocopter itself uses the Cougar designation primarily for its new EC725 and its EC225 civilian version, Helibras’ pages refer to the AS532 as “Cougar” in line with Aerospatiale marketing efforts since 1990. Compared to the AS532, the EC725 Cougar uses more advanced modular design of the mechanical assemblies, more composite materials, state of the art avionics, and prognostic monitoring systems for key components. Jobim’s reference to a “Super Cougar” helicopter, and the need to invest hundreds of millions in the Minas Gerais plant, both point to the EC725 as the likely model under order. DID is seeking clarification.

Meanwhile, the deal itself offers important benefits to both parties. The Brazilians make some progress in the area of fleet standardization, though they will continue to operate helicopters from Bell and Sikorsky as well. They also strengthen a key defense industry relationship, and build national capability. Both moves will make a difference to their long term costs. Production of Cougar helicopters in Brazil also creates a local source for state firms like Petrobras who may need long-range helicopters for their offshore oil rigs, and with “para-public” agencies like law enforcement et. al.

On EADS Eurocopter’s end, the deal also offers important benefits. On the one hand, the deal doesn’t quite establish production in a dollar zone, which has been a goal of EADS leadership. Brazil’s Real has increased in value from about $0.35 in January 2004 to almost $0.65 in June 2008, and has even increased in value relative to the Euro, rising from EUR 0.28 to EUR 0.40 over that same period. With Brazil moving away from the US dollar as a reference currency in international trade, Brazilian production will have to compete on its own economic merits, rather than benefiting from currency externalities.

On the other hand, the global medium helicopter market is currently very tight, with demand outstripping supply. EH101 production is backlogged to the point that Britain moved to buy Denmark’s fleet rather than wait for factory deliveries of extra machines for the front lines. NHI/Eurocopter’s smaller NH90 is in an even worse state, and is backlogged by years; so is Boeing’s heavy-lift CH-47 Chinook. Sikorsky’s medium-heavy CH-53K will not be a realistic option before 2016 or so. Its smaller H-92 Superhawk has yet to be delivered, has not been ordered in a military transport version, and currently has just small one military customer in Canada. This leaves Russia’s Mi-17, which may have a large Saudi order to work on and attracts questions about its Rosoboronexport’s support and negotiating approaches, or Eurocopter.

An additional production line and firm orders for the EC725 offer Eurocopter additional capacity to meet global demand, while fulfilling their existing commitments. It also offers them a key reference customer beyond France, giving their new model credibility as a viable long-term choice for existing Puma and Super Puma operators.

Contracts & Key Events
EC725
EC725 Cougar
(click to view full)

June 30/08: Brazil and France sign an agreement in principle for Eurocopter to build helicopters in the South American country via its subsidiary Helibras. Brazil’s Defense Minister Nelson Jobim reportedly said that the country intended to buy 50 “Super Cougar” models, the first of which would be delivered in 2010. The deal’s value is reportedly around $1.2 billion.

Under the agreement in principle, France would transfer technology and help Brazil expand the export capacity of its aviation industry by aiding the assembly of helicopter components such as engines and electrical systems. Eurocopter will also invest $300-400 million in Helibras Minas de Gerais plant in central Brazil, in order to prepare it for production.

Both countries are expected to also sign a broader strategic defense alliance in December, whose terms could have some influence on Brazil’s choice of fighter for its F-X2 competition.

http://www.defenseindustrydaily.com/Brazil-Signs-1B-Production-Deal-for-EC725-Cougar-Helicopters-04959/#more-4959
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: HenriqueJr em Agosto 15, 2008, 02:54:30 pm
Citação de: "Stalker"
F-5 como pares para o Su-30??
Talvez pelo número, já que as performances não são exactamente as mesmas.
Ou será que os mike têm uma aviónica ao nível dos Flankers? Os russos andam a vender equipamento de segunda, ainda?

Quero dizer. Os F-5M parecem, de facto, ser aeronaves bastante eficientes, eu comparalos-ia a F-2A de baixo custo, mas não sei se terão o alcance de radar e eficiencia de aviónica do Su-30MK. Creio que em confronto forntal os flankers simplesmente derrubariam os Tigers antes de eles os verem. Claro que estou a ignorar as capacidades de controlo aereo do Brazil, que sinceramente desconheço. Sei que estavam com um atraso tecnológico, mas já não sei onde isso vai neste momento.

Em qualquer dos casos, poderias dizer onde posso arranjar mais informações em relação aos F-5M, e aos sistemas de descoberta-radar e contorlo aéreo do Brazil, fiquei curioso.  :wink:


 Em termos de aviônica os F-5M são tão modernos quanto os Su-30MK, conta com um radar menos potente em relação ao do Flanker mas em compensação o F-5M tem uma assinatura radar muito menor por causa de seu pequeno tamanho e da utilização de pintura RAM.

 Cockpit dianteiro e traseiro do F-5FM
(http://i104.photobucket.com/albums/m200/henriquejr/CockpitF-5EM02.jpg)

Cockpit do F-5EM
(http://i104.photobucket.com/albums/m200/henriquejr/CockpitF-5EM.jpg)
Título:
Enviado por: 2dmaio em Junho 16, 2009, 11:42:31 pm
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Em termos de aviônica os F-5M são tão modernos quanto os Su-30MK, conta com um radar menos potente em relação ao do Flanker mas em compensação o F-5M tem uma assinatura radar muito menor por causa de seu pequeno tamanho e da utilização de pintura RAM.


Os F-5 da FAB foram modernizados, porém os SU-30MK são tecnologicamente mais avançados, não há duvida quanto a isto.

O Flanker tem maior alcance, utiliza pintura RAM, carrega mais armamento, tem capacidade para um número enorme de tipos de armamento, seu radar tem um alcance enorme e os misseis que pode carregar também.

O que ocorre é que no caso do Brasil, a FAB e seus pilotos utilizam algumas taticas que em parte anulam algumas vantagens da superioridade tecnologica.
No que se refere ao alcance do radar, em varios treinamentos tem sido empregado voos em baixissima altitude de forma a provocar os combates simulados em distancias mais proximas, ao alcance dos seus BVR.
Tambem se utilizam os R-99 cujos radares e sistemas são superiores aos de um caça, (pois não tem as limitações de tamanho e peso dos mesmos para portar sistemas mais potentes) e a partir dos link de dados recebem as informações dos radares dos R-99 e de outros F-5 em outras localizações, atuam em grupo de combate "on-line" o tempo todo.
 
Com o FX-2 essa superioridade tecnologica atual de alguns outros caças deixara de existir e com as taticas arduamente aprendidas e treinadas acredito que a FAB tera uma força aérea de combate que correspondera em sua plenitude ao profissionalismo dos seus pilotos.

Saudações
Título:
Enviado por: ShadIntel em Agosto 06, 2009, 09:47:31 am
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U.S. Offers Technology To Win Brazil Fighter Deal

BRASILIA - The U.S. is prepared to make an unprecedented offer to transfer technology behind its F/A-18 fighter jets to Brazil to score a multi-billion-dollar contract, U.S. officials said Aug. 5.

U.S. State Department under-secretary for arms control Ellen Tauscher and Pentagon acquisition and technology chief Ashton Carter said they outlined the proposal to Brazilian officials on Aug. 4 and 5.

 Accompanied in Brasilia by President Barack Obama's national security adviser, Marine Gen. Jim Jones, they said the technology transfer was part of a final gambit to try to persuade Brazil's air force to buy 36 new combat aircraft.

The deal is worth up to an estimated $4 billion and involves delivering the aircraft from 2014 to replace Brazil's aging fleet of 12 French-made Mirage-2000 jets.

"The transfer... would be something that we had never done before, and specifically because the relation with Brazil is so prized, so significant for us," Tauscher told reporters.

She stressed that the move would be a "big departure from what the U.S. typically does" when it exports sophisticated weaponry, and added that a decision would be made in the next 45 to 60 days.

Carter said: "We want to have a technology relationship with Brazil that gets deeper and deeper with the time. This is just the first step."

The offer appeared an attempt to blunt competing bids from France's Dassault, which was putting forward its advanced Rafale fighter, and Sweden's Saab, which was proposing its yet-to-be-built Gripen NG.

The Rafale, which has stealth-like technology and cutting-edge cockpit interfaces and threat detection, was seen as Brazil's favored choice, largely because France was offering full transfer of technology - the key demand in the tender.

Saab, too, has promised to share know-how with Brazil - even though the Gripen's engines were U.S.-designed and therefore subject to U.S. foreign military sales authorization.

It was not clear what technology the U.S. was prepared to share from the F/A-18, which was the oldest model aircraft on offer, having been flying since 1980.

One consideration, both for Brazil and for the U.S., was likely to be how the F/A-18 might stack up against Venezuela's air force should any future confrontation take place.

Venezuela recently purchased 24 Russian and Chinese-developed Su-30MK2s, a modern fighter considered to have superior performance over the U.S. plane.

Defense News (http://http)
Título:
Enviado por: nelson38899 em Agosto 06, 2009, 05:14:27 pm
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As primeiras fotos dos Mi-35M da FAB

http://vootatico.com.br/archives/2717 (http://vootatico.com.br/archives/2717)
Título:
Enviado por: Leonardo Besteiro em Agosto 10, 2009, 01:02:10 am
Sinceramente, o Su-35 é um grande caça, mas a FAB o eliminou e acredito que para isso teve seus motivos, acredito que os  caças que participaram do short list atendam as suas necessidades, deixando a escolha de qual será o vencedor para o governo. Agora pensar em mais caças usados, não, é preferivel uma concorrencia que demore mais, mas que traga um caça 0Km que traga junto novas tecnologias para o país, e que este ajude na criação do caça de 5ª Geração brasileiro. Para superioridade temos o E-99, e os F-5M que no mano a mano podem muito bem vencer qualquer caça.
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 07, 2009, 05:14:01 pm
RAFALE acaba de ser confirmado vencedor do FX-2
Título:
Enviado por: Paisano em Setembro 07, 2009, 05:25:46 pm
Governo brasileiro anuncia negociação para compra de caças franceses

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0 ... CESES.html (http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1295164-5601,00-GOVERNO+BRASILEIRO+ANUNCIA+NEGOCIACAO+PARA+COMPRA+DE+CACAS+FRANCESES.html)

Citar
Presidentes da França e do Brasil emitiram comunicado nesta segunda (7).

Sarkozy manifestou intenção de compra de aeronaves de transporte militar.


Os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, emitiram comunicado conjunto nesta segunda-feira (7), em que anunciam a intenção da parte do governo brasileiro de entrar em negociação para aquisição de 36 caças GIE Rafale.

O comunicado diz ainda que o presidente francês manifestou a intenção de seu país de adquirir 10 unidades da futura aeronave de transporte militar KC-390, que será produzida pela Embraer. Os franceses também pretendem contribuir com o desenvolvimento do programa desta aeronave. Os presidentes estão em reunião privada e devem conceder uma coletiva após o encontro. .

O avião Rafale, da empresa francesa Dassault, compete em uma acirrada licitação com o Gripen da sueca Saab e o F/A18 Super Hornet da norte-americana Boeing. O contrato é de US$ 4 bilhões. A expectativa é que até o fim de outubro o governo tome uma posição sobre a compra dos caças.

Para convencer o Brasil, a França aceitou em sua oferta uma transferência tecnológica considerada sem precedentes por Paris e conta ainda que a relação especial entre os dois chefes de Estado leve o Brasil a optar pelo modelo francês. Até hoje, a fabricante Dassault não conseguiu vender para estrangeiros o caça Rafale, projeto iniciado em 1988, em operação na força aérea francesa desde 2006.


 :Amigos:  :Amigos:  :Amigos:
Título:
Enviado por: Duarte em Setembro 07, 2009, 05:29:37 pm
:G-beer2:

Excelente notícia. Parabéns ao Brasil.
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 07, 2009, 05:30:13 pm
Parabéns Venceu o MELHOR!!!!!!

 cax23  :feliz:
Título:
Enviado por: Paisano em Setembro 07, 2009, 08:34:32 pm
Citação de: "faterra in Fórum Defesa Brasil"
(http://fotos.subefotos.com/0547bf47dd561fe3deae2a0f4a5e6077o.jpg)
Vejam o que encontrei no Fórum AviaciónArgentina.net / Litio 71
Não resisti. 8-]  :mrgreen:
Título:
Enviado por: Miguel em Setembro 07, 2009, 09:16:23 pm
O que vao fazer dos 12 Mirage2000BR ??

Certo que o Brasil vai ser com esta e outras, o lider da america do sul.

E a caminho dos grandes :wink:
Título:
Enviado por: Paisano em Setembro 07, 2009, 11:12:01 pm
Citação de: "Miguel"
O que vao fazer dos 12 Mirage2000BR ??


Grande Miguel,

Em princípio não se sabe qual será o destino dos M2000 da FAB.

Contudo, já foi especulado que poderiam ir para os hermanos (Argentina).

Um abração.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Setembro 07, 2009, 11:13:43 pm
Citação de: "Paisano"
Citação de: "Miguel"
O que vao fazer dos 12 Mirage2000BR ??

Grande Miguel,

Em princípio não se sabe qual será o destino dos M2000 da FAB.

Contudo, já foi especulado que poderiam ir para os hermanos (Argentina).

Um abração.


Não querendo se advogado do Diabo, mas acho que os outros concorrentes não vão desistir tão facilmente deste concurso.
Título:
Enviado por: Paisano em Setembro 07, 2009, 11:32:10 pm
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Paisano"
Citação de: "Miguel"
O que vao fazer dos 12 Mirage2000BR ??

Grande Miguel,

Em princípio não se sabe qual será o destino dos M2000 da FAB.

Contudo, já foi especulado que poderiam ir para os hermanos (Argentina).

Um abração.

Não querendo se advogado do Diabo, mas acho que os outros concorrentes não vão desistir tão facilmente deste concurso.


O jus sperniandi é livre, contudo, se terão sucesso já é outra história completamente diferente. :twisted:
Título:
Enviado por: pchunter em Setembro 07, 2009, 11:48:11 pm
A maquina é boa de prestações fantásticas mas para mim o problema é o armamento. Tem claramente um deficit quanto a misseis BVR vamos ver como corre a incorporação do METEOR.
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 08, 2009, 12:22:21 pm
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Paisano"
Citação de: "Miguel"
O que vao fazer dos 12 Mirage2000BR ??

Grande Miguel,

Em princípio não se sabe qual será o destino dos M2000 da FAB.

Contudo, já foi especulado que poderiam ir para os hermanos (Argentina).

Um abração.

Não querendo se advogado do Diabo, mas acho que os outros concorrentes não vão desistir tão facilmente deste concurso.

os americanos, como de costume, bem tentaram nos ultimos meses, quando viram que a sua oferta "magnânima" ia ser rejeitada, inclusivé recorreram a ameaças veladas do tipo "o Brasil sabe que é do SEU interesse manter boas relações com os EUA..."

Felizmente que o Brasil está a dar grandes passos para que a AL deixe definitivamente de ser o quintal das traseiras dos EUA.

Quanto ao Grippen , era nitidamente uma carta fora do baralho.

Muito boa a escolha do Brasil, ao preferir um modelo de país de confiança, ao contrário de outros que gostam de oferecer sucata e dar punhaladas pelas costas quando lhes dá jeito.

Agora é avançar com os SSK e o SNB para proteger o petróleo do Pré-sal de certos interesses e cobiças :twisted:


Citar
Compra de caças ilustra corrida por armas na AL, diz 'Monde'

Para o jornal francês, Brasil quer reforçar sua posição estratégica na região e se opor à influência americana


 - O acordo para a compra de caças franceses pelo Brasil, anunciado nesta segunda-feira, 7, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicolas Sarkozy, ilustra a corrida armamentista vivida atualmente pela América Latina, diz o jornal francês Le Monde desta terça-feira, 8.



 

"Sarkozy também finaliza em Brasília a venda de helicópteros de combate e a construção de quatro submarinos convencionais e um submarino nuclear - o que configura o maior contrato militar já assinado pelo Brasil", afirma o diário.

"Com isso, o Brasil está tentando reforçar sua posição estratégica na região (da América Latina) e se opor à influência americana sobre o continente sul-americano."

Em entrevista ao Le Monde, analistas ressaltam que a decisão do Brasil de procurar parceiros fora da América Latina para a obtenção de know-how de tecnologia militar pode "provocar uma corrida armamentista no continente e ser um obstáculo a uma maior cooperação com os países vizinhos no setor da defesa".

Colômbia e EUA

Segundo o jornal, o orçamento militar dos países sul-americanos aumentou 91% entre 2003 e 2008.

O diário cita como exemplos a aquisição pelo Chile de tanques Leopard 2 e o recente acordo de cooperação militar entre os Estados Unidos e a Colômbia, que provocou reações negativas da Venezuela e do próprio Brasil.

"Esses anúncios aceleraram a compra de armamentos por Argentina, Peru, Equador e Bolívia", afirma o Le Monde.

"Além disso, a tensão se agravou nos últimos meses, com o golpe de Estado em Honduras, que lembrou aos países latino-americanos que as armas ainda têm sua voz no continente."

Ainda de acordo com os analistas ouvidos pelo jornal, por se oferecer a fabricantes franceses, o Brasil acabou contrariando seu próprio discurso de ser soberano em matéria de armamentos.

"O Brasil deveria dar o exemplo e não contribuir para a criação, no continente, de um cenário de possíveis enfrentamentos geopolíticos entre grandes potências estrangeiras", disse ao diário o analista brasileiro Thiago de Aragão.

'Bilhete premiado'

O acordo entre França e Brasil também foi destaque no jornal francês Libération, segundo o qual, trata-se de um "bilhete premiado" para a indústria bélica francesa, que atualmente atravessa uma crise.

O diário informa que os aviões Rafale, que o Brasil deve importar, serão vendidos "nus", o que deve obrigar o país a comprar também da França os armamentos que vão equipar as aeronaves.

O Libération diz ainda que, sem o mercado brasileiro, a fabricante do Rafale, a Dessault Aviation, poderia fechar.

"Desde sua chegada ao poder, Nicolas Sarkozy se dedica a dar a Serge Dessault, o grande patrão da empresa e também do jornal Le Figaro, um lugar central no jogo industrial francês", comenta o diário de oposição.


 http://www.estadao.com.br/noticias/naci ... 1095,0.htm (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,compra-de-cacas-mostra-corrida-armamentista-na-al-diz-monde,431095,0.htm)
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Enviado por: Paisano em Setembro 08, 2009, 01:39:59 pm
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Título:
Enviado por: P44 em Setembro 08, 2009, 01:40:38 pm
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Cerca de 4 mil milhões de euros
Brasil fecha negócio com França para a compra de 36 caças Rafale
2009-09-08 12:59:25

Brasília - O Brasil aproveitou a deslocação do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, para entrar na fase final das negociações com a França para a compra de 36 caças de combate Rafale.
França estava à procura do primeiro comprador dos jactos Rafale no exterior. Disputando o negócio com a americana Boeing e com a sueca Saab da venda de 36 aviões para a renovação da Força Aérea brasileira, a França conseguiu vencer.

Sarkozy embarcou de regresso à França com contractos para fornecimento de equipamentos militares ao Brasil no valor global de cerca de 12,5 mil milhões de euros - 6,7 mil milhões de submarinos, 1,8 mil milhões para helicópteros e 4 mil milhões de euros dos caças.

O Governo de Lula da Silva revelou que a decisão de negociar com a Dassault, fabricante francesa do Rafale, se deveu, em grande parte, ao compromisso assumido por Sarkozy de comprar uma dúzia de aviões de transporte militar KC-390, que serão fabricados no Brasil pela Embraer, num contrato avaliado em 500 milhões de euros, segundo fonte francesa.

O Brasil terá optado pelo Rafale «levando em conta a amplitude das transferências de tecnologia propostas e das garantias oferecidas». Os dois presidentes deixaram claro que França e Brasil serão, a partir de agora, «parceiros estratégicos no domínio aeronáutico».
(c) PNN Portuguese News Network


http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=19412 (http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=19412)
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Enviado por: rafafoz em Setembro 08, 2009, 02:22:23 pm
P44.

Eu iria falar justamente isso.
Por mim os EUA fizeram algumas tentativas fracassadas, como ultimas cartadas para tentar levar a concorrência do FX-2, como as bases Colombianas, pra mim foi uma tentativa de pressão por parte dos EUA também referentes a escolha do Brasil.

Pois não vejo motivos para os EUA instalarem essas bases (fechar o acordo) nas vésperas do resultado do FX-2, não tem lógica, por que seria clara a reação contraria do Brasil, que poderia interferir até mesmo no resultado negativo para os americanos. Eles poderiam ter esperado até final do ano para ter feito esse acordo com a Colômbia, depois do resultado sendo que não mudaria se ele fosse positivo.

Pra mim não foi tanto um erro dos EUA (referentes ao acordo EUAxColômbia) e sim uma forma de pressionar o governo e dizer que as coisas poderiam piorar se não aceitasse a oferta americana.

Mais o governo foi claro e não se deixou levar por pressões externas, Parabéns FAB e Brasil, pra mim a melhor escolha.
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 08, 2009, 03:39:03 pm
Rafafoz, 100% de acordo.

O Brasil enviou um sinal muito claro de que o tempo em que era pau-mandado da América, acabou.
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Enviado por: Paisano em Setembro 08, 2009, 04:07:14 pm
http://www.tv5.org/TV5Site/info/afp/fra ... /start.swf (http://www.tv5.org/TV5Site/info/afp/francais/animation/RafaleFR0709/start.swf)
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Enviado por: Nukualofa77 em Setembro 08, 2009, 09:45:41 pm
Impressão artística do futuro Rafale biposto da FAB feita pelo forista Skyway do Fórum Defesa Brasil (http://www.defesabrasil.com/site/ (http://www.defesabrasil.com/site/)):

(http://img514.imageshack.us/img514/4179/60937461.jpg) (http://http)
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Enviado por: P44 em Setembro 09, 2009, 04:53:56 pm
do MD do BRASIL

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Acordo com a França garante tecnologia para modernizar as Forças Armadas

Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 885 - Brasília, 8 de Setembro de 2009

Brasil e França assinaram, nesta segunda-feira (7), um acordo militar no valor de cerca de R$ 24 bilhões, a serem pagos em 20 anos, para modernizar as Forças Armadas brasileiras. Os recursos serão investidos na compra de 50 helicópteros de transporte militar e cinco submarinos, um deles de propulsão nuclear, para operações de longa duração. Além disso, está em negociação a compra de aviões de combate. A França manifestou interesse de comprar cerca de dez aviões de transporte militar KC-390, que serão fabricados no Brasil pela Embraer. É o maior acordo do gênero já assinado pelo governo brasileiro desde a Segunda Guerra Mundial e tem significado histórico porque envolve transferência de tecnologia.

Essa opção de negociação resulta na geração de empregos para o Brasil e de oportunidades para que o País possa exportar equipamentos militares, juntamente com a França, para a África e a América Latina. De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil aposta em um projeto de defesa voltado para a construção da paz no continente, da confiança, da integração e da construção do desenvolvimento da região.

O acordo - Segundo o Ministério da Defesa, a França vai contribuir para o projeto do avião KC-390, um cargueiro a jato que a Embraer está desenvolvendo, sob encomenda da Força Aérea Brasileira (FAB), para substituir os aviões a hélice Hércules, fabricados pelos Estados Unidos. A França poderá adquirir dez unidades do novo avião. O Brasil também abriu negociações com a companhia francesa GIE, para adquirir 36 aviões de combate Rafale, como parte do projeto FX-2, para equipar a FAB.

O Comunicado Conjunto, informando os avanços nas negociações relativas ao Rafale e ao KC-390, foi divulgado na segunda-feira pelo presidente Lula e pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. O programa prevê a construção do submarino a propulsão nuclear (com construção intermediária de quatro convencionais) e a construção de 50 helicópteros de transporte franceses EC-725. No ano que vem, começa a construção de um estaleiro e de uma base naval em Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro, onde os submarinos serão montados, com tecnologia francesa.

“É a consolidação de uma parceria estratégia de dois povos que têm muita coisa em comum”, disse o presidente Lula. Ele destaca que a parceria não é apenas comercial. “Nós queremos pensar juntos, criar juntos, construir juntos e, se possível, vender juntos”, afirmou, acrescentando que até o fim desta semana poderão ser divulgados mais detalhes das negociações.

Ainda de acordo com o presidente Lula, a iniciativa protege o Brasil contra uma possível ameaça às riquezas do pré-sal. “Fazer investimentos na área da defesa é a gente cuidar do nosso território e da nossa soberania com muito mais cuidado. Afinal de contas, deve sempre passar pela nossa cabeça a idéia de que o petróleo já foi motivo de muitas guerras, de muitos conflitos, e nós não queremos nem guerra e nem conflito”, destacou. Os 50 helicópteros de transporte militar serão produzidos pela Helibras, que tem entre os acionistas a francesa Eurocopter.
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Enviado por: Paisano em Setembro 09, 2009, 10:54:20 pm
Exclusivo: o Acordo Militar Brasil-França

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/ ... il-franca/ (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/09/exclusivo-o-acordo-militar-brasil-franca/)

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Conversei agora com o Ministro da Defesa Nelson Jobim, sobre as negociações com os franceses da licitação FX - os caças da Força Aérea Brasileira.

O quadro é o seguinte.

Em abril de 2008, Lula mandou reativar o projeto, que tinha sido paralisado devido à crise econômica de 2005. Incumbida de levantar as propostas, a FAB pediu novas informações aos concorrentes. Cinco haviam se apresentado: a Boeing F/A18, a Dassault Rafale, a Eurofighter Typhoon, a Lockeed MArtin F-16, a Saab Gripen e o Sukhoi Su-35.

Em outubro, foram eliminados a Eurofighter, a Lockeed e o Sukhoi. O primeiro, pelo fato de ser um consórcio europeu de vários países, o que dificultaria a transferência de tecnologia. A Lockeed, por não haver informações mais precisas sobre o controle que detinha sobre a tecnologia. E a Sukhoi por não aceitar falar em transferência de tecnologia. Ficaram F18, da Boeing, o novo Gripen NG, que ainda não existe, e o Rafale.

A FAB prosseguiu com os trabalhos e, em outubro de 2008, pediu para as três finalistas a oferta final. Começou a trabalhar, então, em um relatório com os detalhes técnicos das propostas, aspectos individuais dos aviões, preço e custo de manutenção.

As promessas de Sarkozy

Enquanto os trabalhos prosseguiam, surgiram os primeiros sinais da aproximação do presidente francês Nicolas Sarkozy com o presidente Lula. O francês manifestou intenção de se anunciar os termos do acordo militar Brasil-França no dia 7 de Setembro.

Sentindo que a intervenção presidencial poderia lhe ser favorável, a Dassault jogou para cima os preços da proposta. Não seria possível porque o processo ainda não tinha se encerrado.

Na primeira conversa que tiveram, Lula alertou Sarkozy dos problemas em relação aos preços e à transferência de tecnologia. Além disso, os franceses não haviam fixado um mercado para a comercialização dos Rafales brasileiros. Não interessava só comprar tecnologia, mas dispor de um ambiente para a comercialização do produto.

No domingo à noite houve outra reunião, à qual Jobim foi convidado. Participaram vários brasileiros e franceses. Dentre os brasileiros, o Brigadeiro Saito, Comandante da FAB.

Na conversa, Sarkozy disse que garantiria os pleitos brasileiros. A Dassault é uma companhia privada, mas da qual 43% é de propriedade da estatal EDS - que, no entanto, não participa da gestão. Mesmo assim, Sarkozy deu sua palavra. Disse que enquadraria a Dassault para que fizesse oferta competitiva e razoável, e compatível com os valores praticados pela Dassault para as Forças Armadas francesas.

Do lado brasileiro, havia dúvidas sobre esses valores. E se neles estivesse embutido alguma espécie de subsídio cruzado do governo francês à companhia? Decidiu-se então que esses valores seriam o teto, para as negociações.

Sarkozy garantiu também o mercado latino-americano com exclusividade para o Brasil. Em relação ao custo de manutenção, havia dúvidas sobre o custo da hora-vôo apresentado pelos franceses. Avaliações informadas por Saito indicavam que, para um período de 30 anos (período de obsolescência), o cálculo da FAB chegara a valores pedidos muito elevados.

Houve uma discussão a respeito da metodologia de medição. No final, Sarkozy se comprometeu a conversar com a Dassault e assegurar que ofereça um preço fixo por hora-vôo. O teto a ser fixado é aquele pago pelas Forças Armadas francesas. Acima desse valor, ficaria por contad a Dassault.

Finalmente, tratou-se da transferência irrestrita de tecnologia e da compra de dez cargueiros que estão sendo desenvolvidos pela Embraer. A EDS se comprometeu a adquirir e, se necessário, a participar do desenvolvimento com a Embraer.

Os próximos passos

Depois da conversa, Lula manifestação interesse pela opção francesas, atendendo aos requisitos que foram negociados. Mas era só o primeiro passo.

No dia seguinte, Jobim informou o presidente sobre a necessidade de formatar juridicamente o processo.

Está em curso um processo de seleção, substitutivo da licitação. Surgiu o fato novo, nas promessas do governo francês, a serem endossadas pela Dassault.

O próximo passo será definir os procedimentos jurídicos para a formalização do prometido. Em seguida, a nova proposta será comparada às duas outras selecionadas. E será aberta a possibilidade de uma contraproposta por parte de ambas. O procedimento será encerrado com a FAB analisando as três propostas.

A imprensa, especialmente a estrangeira, deu o caso encerrado, diz Jobim, mas isso não aconteceu. Há uma série de caminhos a serem percorridos, como os preços do Rafale, as condições do financiamento francês. Se bate o martelo, o governo brasileiro perde as condições de arrancar mais vantagens da Dassault.

De qualquer modo, espera-se para o final do ano a conclusão das negociações.
Título:
Enviado por: old em Setembro 11, 2009, 09:16:25 am
Acabo de leer en un portal de noticias de defensa que Brasil niega haber firmado contrato alguno con Dassault para adquirir el Rafale y que sigue negociando con Boeing y Saab

Hay algo en firme o todavia nada?
Título:
Enviado por: pchunter em Setembro 13, 2009, 12:08:32 pm
Fica o link para um artigo de comparação dos 3 concorrentes.

http://www.areamilitar.net/analise/analise.aspx?NrMateria=50&p=1
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 14, 2009, 05:44:02 pm
Citação de: "old"
Acabo de leer en un portal de noticias de defensa que Brasil niega haber firmado contrato alguno con Dassault para adquirir el Rafale y que sigue negociando con Boeing y Saab

Hay algo en firme o todavia nada?


:arrow:

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Brazil president has last word on fighter jets: FM
(AFP) – 1 hour ago
RIO DE JANEIRO — President Luiz Inacio Lula da Silva will have the final say on who will sell billions of dollars in fighter jets to Brazil to modernize its air force, Foreign Minister Celso Amorim said Friday.

"President Lula has the last word; of course, he will take into account the position of the National Defense Committee," Amorim told international journalists in Rio.

"Let me reiterate: there was an evaluation of various proposals, and Brazil made the decision to start negotiations with France. Its proposal was the most favorable," he added.

Rival bidders trying to sell fighter jets to Brazil have made a final push for the multi-billion-dollar contract, which had looked all but sewn up by France's Dassault.

Sweden's Saab and the United States, backing defense contractor Boeing in the race, both emphasized they would transfer important technology to meet Brazil's requirement that it not only acquire new jets but also the knowhow to build them.

But a Brazilian official speaking to AFP on condition of anonymity said French President Nicolas Sarkozy wrote to Lula promising "unrestricted access to technology" in the Dassault offer and a competitive price.

That letter was "instrumental" in Lula's announcement on Monday that he was opening negotiations to buy 36 Rafale fighter jets from Dassault, the official said. A French official said the deal was worth up to seven billion dollars.

Lula's announcement prompted the US government, through a statement on its embassy website in Brazil, to say it had approved the transfer to Brazil of "all necessary technology" related to its F/A-18 Super Hornet aircraft.

Saab, in its own statement on Thursday, underlined that it, too, would give "key technology" if Brazil chose its Gripen NG fighter.

But the Brazilian official said those offers were "unlikely to change the situation because it's not clear what is 'necessary technology' when another competitor guarantees 'unrestricted technology.'"


http://www.google.com/hostednews/afp/ar ... SaEcnSI16g (http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hJHhAydrdV4V2MbTJlSaEcnSI16g)
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: ShadIntel em Outubro 09, 2009, 02:33:30 pm
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Boeing garante preço 40% menor que o Rafale

A empresa norte-americana Boeing, que concorre no programa F-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB) com o caça F/A-18 Super Hornet, considera que está mais na disputa do que nunca. Segundo o vice-presidente da Boeing para o programa F-18, Bob Gower, a última oferta, apresentada ao governo brasileiro em 2 de agosto, traz argumentos "muito convincentes", como um preço até 40% menor que a da francesa Dassault, que participa da competição com o Rafale, e a transferência de "toda a tecnologia pedida pela FAB". "Acredito que seríamos até 40% mais baratos que o Rafale tanto nos custos de aquisição como de manutenção", revelou Gower em entrevista ao Correio.

O representante da Boeing, que se reuniu com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta semana, questionou a "transferência de tecnologia irrestrita" oferecida pelo governo francês. "Para nós, isso significa ofertar tudo o que é preciso para projetar e construir uma aeronave. Eles possuem, por exemplo, os direitos do chip da Intel, que está dentro da plataforma do avião?", indagou.

Quanto à outra concorrente, a sueca Saab, Gower alertou para o fato de o Gripen NG ainda ser um avião em desenvolvimento, e de os custos e prazos para entrega, nestes casos, sempre serem maiores do que o estimado. Sobre a recente ofensiva da Saab no Brasil — que, nos últimos dez dias, teve uma audiência pública no Senado, convocou uma coletiva de imprensa e tem publicado anúncios do Gripen NG em jornais brasileiros —, Gower ironizou: "Alguns concorrentes estão mais desesperados por uma venda, porque sem uma venda, eles (os aviões) potencialmente não existem."


Correio Braziliense: Em visita à Suécia, nesta semana, o presidente Lula disse que a única proposta que ele conhece "textualmente" é a da Dassault, entregue pelo presidente Nicolas Sarkozy. Isto torna a disputa desigual?
Bob Gower: Acredito que seremos tratados de maneira justa na concorrência. O nosso entendimento é que a Força Aérea Brasileira ainda está avaliando todas as três propostas, e levará suas recomendações ao ministro Nelson Jobim e ao presidente Lula. E quando isso acontecer, o presidente Lula poderá ter acesso a todas as propostas, já com as recomendações da FAB. No caso da Boeing, usamos este período a mais para atualizar a nossa proposta e acreditamos que, com essa nova oferta, a decisão pode se voltar a nosso favor. Temos argumentos muito convincentes sobre a mesa, considerando que a nossa proposta sairá muito mais barata ao governo brasileiro do que a do Rafale e o nosso programa de transferência de tecnologia.

CB: Quão mais barato é o Super Hornet, comparado ao Rafale?
BG: Acredito que seríamos até 40% mais baratos que o Rafale tanto nos custos de aquisição como de manutenção.

CB: A Saab chegou a dizer que, em 40 anos, o custo de um caça como o Super Hornet ou o Rafale equivaleria ao de dois Gripen NG. No fator custo, não seria mais interessante para o Brasil investir então na proposta sueca?
BG: É preciso observar que, hoje, o Gripen NG não é um avião pronto, então qualquer projeção que se faça sobre o Gripen NG não tem base em uma trajetória, como é o caso do Super Hornet, que já teve 400 unidades entregues. Além disso, a nossa experiência com o desenvolvimento de aviões, como o 787 e o Joint Strike Fighter, mostra que os custos sempre acabam sendo bem mais altos do que o esperado e o prazo para entrega, maior. E esse é o grande risco de se pegar um programa que ainda está sendo desenvolvido.

CB: O governo brasileiro, em especial o presidente Lula e o ministro Jobim têm afirmado, reiteradamente, desde o 7 de setembro, que o Brasil tem preferência política pela proposta francesa. Você acha que, com isso, o governo pula etapas no processo?
BG: Tudo o que vimos até agora está de acordo com o processo original: a FAB está fazendo a sua avaliação, vai encaminhá-la ao Ministro da Defesa, que levará ao presidente. Então, todos os passos que o governo brasileiro afirmou que iria tomar, ele está tomando agora. E eu realmente acredito que o Brasil obteve, no último mês, uma vantagem, já que todas as concorrentes tiveram a oportunidade de melhorar as suas propostas, que agora estão mais competitivas.

CB: Na última terça-feira, o senhor se reuniu com o ministro Jobim. Como foi o encontro? O senhor obteve garantias sobre o processo?
BG: Foi um encontro muito bom. Tive a oportunidade de explicar o que significa o termo "necessário" quando falamos de transferência de tecnologia, e ele me garantiu que a competição ainda está aberta para os três concorrentes, o que dá muita segurança. Também foi muito importante porque queríamos ter a certeza de que todos no processo estão informados sobre o que está na nossa proposta para fazer a melhor escolha para o Brasil.

CB: O que a Boeing melhorou na sua proposta?
BG: A principal mudança é a possibilidade de finalizar os caças aqui. Nós já tínhamos oferecido fazer uma parte significante da fuselagem, assim como as asas, mas agora temos a oportunidade de entregar os caças a partir do Brasil. Outro ponto significante é que conseguimos, no início de setembro, a aprovação do Congresso para toda a tecnologia que foi oferecida. Então não precisamos nenhuma aprovação adicional à tecnologia que propomos transferir.

CB: Mas o que, de fato, poderá ser produzido aqui?
BG: A montagem final dos 24 últimos aviões será feito no Brasil. Isso inclui unir a fuselagem, as asas, colocar a cauda, instalar toda a aviônica (instrumentos de vôo) e testar o avião para ver se ele está pronto para voar. Mas mais do que isso, vamos fazer a frente da fuselagem e uma parte significativa das asas para as 36 aeronaves aqui. E esta fuselagem produzida aqui não será apenas para os caças vendidos ao Brasil, mas o país poderá produzir para qualquer outra venda internacional que fizermos. E uma parceria deste tipo com a indústria brasileira é muito interessante, já que temos um grande mercado internacional.

CB: O garoto-propaganda dos caças franceses tem sido, desde o início, o presidente Nicolas Sarkozy, que veio pessoalmente ao Brasil em meio à concorrência. Vocês acreditam que faltou um pouco deste tipo de empenho do governo americano?
BG: O governo americano respalda totalmente a oferta que foi feita ao Brasil. A venda do Super Hornet, inclusive, é uma venda de governo a governo, não é da Boeing ao Brasil. Toda a proposta passou pelo governo americano, que enviou ao Brasil assessores próximos ao presidente Barack Obama para reafirmar que Washington aprova a oferta e a transferência de tecnologia. Eles fizeram o que era preciso nesta campanha. Desde o início, o nosso foco tem sido em colocar o nosso compromisso no contrato, para não haver surpresas. Então o fato de alguém vir aqui e falar sobre compromissos é uma coisa; se preocupar em colocar isso no contrato é um outro patamar. O que assinamos, o que colocamos no contrato é mais importante do que o que um dignatário possa falar em um discurso. E essa é uma preocupação que a Boeing e o presidente Obama tem tido: colocar tudo por escrito.

CB: Por conta da recente ofensiva do governo sueco, que tem vindo constantemente ao Brasil, alguns tem considerado apenas a Saab e a Dassault no páreo. Como você vê esta suposição?
BG: Nós estamos muito mais na disputa do que antes, e a nossa proposta falará por si só. Nós estamos acompanhando a disputa de perto, estivemos aqui nos últimos dois dias. No entanto, alguns concorrentes estão mais desesperados por uma venda, porque sem uma venda, eles (os aviões) potencialmente não existem. Nós temos um negócio estável, e não estamos em pânico como eles aparentemente estão.

CB: A França oferece transferência de tecnologia irrestrita, e os EUA, a transferência de tecnologia "necessária". O ministro Jobim inclusive já questionou este termo. O que é uma transferência de tecnologia "necessária"?
BG: "Necessária" quer dizer que vamos transferir toda a tecnologia que foi pedida pela FAB. Honestamente, nós não conseguimos entender como alguém oferece transferência de tecnologia "irrestrita", porque, para nós, isso significa ofertar tudo o que é preciso para projetar e construir uma aeronave. Eles possuem, por exemplo, os direitos do chip da Intel, que está dentro da plataforma do avião? Eles estão oferecendo acesso a essa tecnologia? Nós não oferecemos transferência irrestrita porque não temos os direitos sobre os chips da Intel. Acho que essa é a diferença. O governo americano tem se preocupado em colocar tudo no contrato, porque assim, há a segurança de que será cumprido. Quando fica só nas palavras, pode até agradar, mas se não for colocado no papel, eu não acredito.

CB: A Saab disse que ofereceu 175% do valor de seu pacote em contrapartidas comerciais e tecnológicas (offset) ao Brasil. O que a Boeing ofereceu, neste sentido, em sua última proposta?
BG: Consideramos o nosso programa de offset muito completo, porque inclui não só a aeronave, mas coisas que extrapolam, como ajudar no desenvolvimento do KC-390 (futura aeronave de transporte militar da Embraer), e de um caça supersônico comercial. Estamos fazendo tudo isso para ajudar a indústria brasileira e dar acesso ao mercado americano, que é o maior mercado de Defesa do mundo — dez vezes maior que o Francês e 100 vezes maior que o da Suécia. É preciso destacar ainda que, até hoje, cumprimos com todos os nossos offsets — que somam mais de US$ 30 bilhões —, e todos dentro do prazo. Além disso, passadas as obrigações do offset, continuamos fazendo negócios com todas as empresas.

CB: Na proposta de vocês, estão previstos o apoio e o co-desenvolvimento do KC-390. Mas o governo americano compraria este tipo de aeronave do Brasil, uma vez que já dispõem de aviões de transporte como o C-17 e C-130?
BG: O foco inicial do co-desenvolvimento é pegar o que temos feito com a plataforma e a tecnologia do C-17 (produzido pela Boeing), e aplicar para reduzir os riscos no programa de desenvolvimento do KC-390. Os aviões C-17 e KC-390 são muito parecidos, mas o C-17 é muito maior. Hoje, o equivalente ao KC-390 nos EUA é o C-130, que é um modelo mais antigo, com menor velocidade e menor alcance. E a Boeing não tem aviões deste tipo do tamanho do KC-390, então nos interessa não só o mercado americano, mas de todo o mundo para esta aeronave — vai depender de o quanto a Embraer vai querer investir nestes mercados. É importante notar que os EUA tem buscado um substituto para o C-130, e, em conversas com a Força Aérea Americana, vimos que o KC-390 atende muito bem às expectativas. Mas isso é para daqui a sete anos.

CB: A Embraer respondeu à primeira chamada da Força Aérea dos EUA para a compra de cem caças leves, concorrência que disputaria com o Super Tucano. O senhor acredita que isso pode influenciar na disputa do FX-2?
BG: Para mim, é muito claro que se o Brasil mostrar que seu mercado de Defesa está aberto aos competidores americanos, isso vai ajudar a garantir que o mercado americano esteja também aberto às empresas brasileiras. Eu realmente acredito que um resultado do FX-2 para uma empresa americana pode aumentar muito as chances do Super Tucano nos EUA.
Correio Braziliense (http://http)
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 09, 2011, 07:37:12 am
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SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse a autoridades dos Estados Unidos que considera o F-18 da Boeing como a melhor opção de caça para a Força Aérea Brasileira, mas que ainda está tentando obter melhores condições com relação à transferência de tecnologia.


Dilma citou o tema da compra dos caças durante uma reunião na segunda-feira, em Brasília, com o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmaram à Reuters fontes familiarizadas com a conversa.


Os demais concorrentes no processo de compra dos caças são o Rafale, da francesa Dassault, e o Gripen NG produzido pela sueca Saab.


As declarações de Dilma, junto a sua decisão prévia de adiar a licitação em vez de decidir imediatamente pelos Rafale, como propunha o Ministério da Defesa, sugerem que ela está se inclinando pela proposta da Boeing, num negócio que pode moldar as alianças militares do Brasil pelas próximas décadas.


Mas Dilma disse a Geithner que continua preocupada com as questões de transferência da propriedade tecnológica, algo que o Brasil pleiteia que seja incluído no acordo, para poder desenvolver sua própria indústria militar.


A presidente, segundo essas fontes, afirmou estar buscando condições melhores por parte da Boeing, além de garantias de que o governo dos EUA permitirá que tecnologias militares estratégicas mudem de mãos.


O Palácio do Planalto não quis comentar as informações.


A porta-voz da Boeing, Marcia Costley, afirmou que as garantias de transferência tecnológica são uma questão a ser decidida pelos dois governos.


Ela acrescentou que, como parte do eventual negócio, a empresa norte-americana estaria disposta a fornecer ao Brasil também tecnologia e outros tipos de assistência em áreas como transportes, satélites e sistemas bélicos.


"A Boeing tem capacidade e recursos para cumprir suas promessas ... a respeito da transferência de tecnologia, e tem um histórico para provar isso", disse Costley por e-mail.


TEMA PARA OBAMA


O contrato, que deve chegar a pelo menos 4 bilhões de dólares, sem incluir os lucrativos acordos de manutenção e possíveis aquisições adicionais, já sofreu vários adiamentos durante as últimas décadas, conforme o governo brasileiro tentava equilibrar as necessidades da FAB e fatores diplomáticos, de custo e outros.


Desde que a Reuters antecipou, em 17 de janeiro, que Dilma deveria adiar a licitação, os três finalistas têm se empenhado para melhorar suas ofertas. Fontes de uma empresa disseram que a última proposta havia sido apresentada há mais de um ano e que, por isso, seria preciso recalcular os termos.


Enquanto isso, o governo dos EUA quer oferecer as garantias adicionais que Dilma busca. A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse que já ofereceu uma garantia por escrito de que o eventual acordo com a Boeing será respeitado pelo governo dos EUA. Mas Dilma pediu que haja também algum tipo de resolução nesse sentido por parte do Congresso norte-americano.


Na visita que fará em março ao Brasil, o presidente Barack Obama pode oferecer novas condições.


A Dassault continua tentando fechar o negócio. Na semana passada, o diretor de exportações da empresa francesa, Eric Trappier, disse a jornalistas que estaria disposto a transferir para o Brasil toda a tecnologia disponível.


Mas há uma limitação para as empresas: em vez de reiniciar a licitação do zero, Dilma busca modificações nas atuais propostas, e pretende tomar a decisão ainda neste ano, segundo um assessor.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/manchetes_politica_cacas_boeing
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 09, 2011, 01:39:02 pm
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PARIS (Reuters) - A França ainda está confiante sobre suas chances de vender caças Rafale para o Brasil, disse o porta-voz do governo François Baroin nesta quarta-feira.

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"Estamos confiantes no resultado desta disputa", disse Baroin a jornalistas, quando indagado sobre as chances da fabricante francesa Dassault Aviation conseguir a primeira encomenda externa para o caça.


Fontes afirmaram à Reuters esta semana que a presidente Dilma Rousseff disse ao secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, durante visita dele ao Brasil na segunda-feira, que vê o jato F-18, da Boeing, como melhor opção para o Brasil, mas que busca melhorar as condições de transferência de tecnologia.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/manchetes_aereas_franca_cacas
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: HSMW em Fevereiro 09, 2011, 01:49:46 pm
Mas estes gajos ainda continuam nisto?!?!

Coloquem aqui a noticia quando houver uma decisão final e definitiva.

Até lá é tudo palha.
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 09, 2011, 02:18:31 pm
E eu a pensar que gostavas de telenovelas brasileiras!

O problema deste concurso é a falta de dinheiro brasileira!

Na minha opinião este programa vai durar mais uns dez anos e depois vai tudo para tribunal, ou seja, vamos ter o brasil a cumprir os anteriores FX.

Por exemplo o primeiro FX foi cancelado, entretando os brasileiros compraram o favorito do FX1 o mirage 2000. Agora fala-se do FX3, ou seja, com o fim de vida do F5 e os M2000 os mais certo é a vinda do rafale em segunda mão.
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: Desertas em Fevereiro 09, 2011, 03:40:10 pm
Citação de: "nelson38899"
E eu a pensar que gostavas de telenovelas brasileiras!

O problema deste concurso é a falta de dinheiro brasileira!

Na minha opinião este programa vai durar mais uns dez anos e depois vai tudo para tribunal, ou seja, vamos ter o brasil a cumprir os anteriores FX.

Por exemplo o primeiro FX foi cancelado, entretando os brasileiros compraram o favorito do FX1 o mirage 2000. Agora fala-se do FX3, ou seja, com o fim de vida do F5 e os M2000 os mais certo é a vinda do rafale em segunda mão.

Rafale em segunda mão !!! O número destas aeronaves é tão reduzido em França , como é que a FAB conseguirá aeronaves em 2ª mão?

Um Abraço
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 09, 2011, 03:55:09 pm
Citação de: "Desertas"
Citação de: "nelson38899"
E eu a pensar que gostavas de telenovelas brasileiras!

O problema deste concurso é a falta de dinheiro brasileira!

Na minha opinião este programa vai durar mais uns dez anos e depois vai tudo para tribunal, ou seja, vamos ter o brasil a cumprir os anteriores FX.

Por exemplo o primeiro FX foi cancelado, entretando os brasileiros compraram o favorito do FX1 o mirage 2000. Agora fala-se do FX3, ou seja, com o fim de vida do F5 e os M2000 os mais certo é a vinda do rafale em segunda mão.

Rafale em segunda mão !!! O número destas aeronaves é tão reduzido em França , como é que a FAB conseguirá aeronaves em 2ª mão?

Um Abraço

Os rafales que não forem passados para o nivel F3, podem ser vendidos ao Brasil.
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 09, 2011, 03:58:10 pm
O mais certo é eles terem que esperar pela decisão da Presidente e mais nada. :evil:
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: HaDeS em Fevereiro 26, 2011, 07:30:39 am
Mias certo é que não dará em nada como sempre.
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: HSMW em Março 01, 2011, 06:18:45 pm
http://navalpowercb.blogspot.com/2011/02/mais-idiotas-do-governo-falando-lixo.html
Estes ainda estão pior que nós. Tal pai tal filho. :mrgreen:
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: HaDeS em Março 10, 2011, 08:56:16 am
Não ha como sobrar dinheiro mesmo...

Sem falar que 90% do orçamento militar vai para folha de pagamento, se alguém imagina que o Brasil um dia será uma potência militar, esqueça. Não tem a minima chance disso ocorrer!
Título: Re: Modernização da Força Aérea Brasileira
Enviado por: HSMW em Junho 22, 2011, 05:40:41 pm
http://aircombatcb.blogspot.com/2011/06 ... te-da.html (http://aircombatcb.blogspot.com/2011/06/modernizacao-capacidade-de-combate-da.html)
Mais uma ideia de modernização da FAB.