ForumDefesa.com

Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: Lusitanus em Março 03, 2008, 02:09:35 pm

Título: Portugal Ultramarino
Enviado por: Lusitanus em Março 03, 2008, 02:09:35 pm
Bom axo que estou na secção certa.

Ontem vi o programa da Maria Elisa  "E depois do adeus" que o tema era sobre os Retornados,aqueles que voltaram a Portugal depois do que estava a acontecer em Angola e Moçambique,e apercebi-me da riqueza e qualidade de vida que ambos os países tinham e que hoje são o que são por causa da sua independência.

Os Portugueses viam Portugal como sendo Portugal+Angola+Moçambique,o que na época seria como se fosse um enorme país,e que o PIB chegou a ser 9%,ainda acima do que a China consegue actualmente.

Realmente nunca me tinha apercebido de tamanha riqueza que gerava este trio,já para não falar da enormissima capacidade de formação por parte dos trabalhadores,especialmente de Angola e Moçambique.

Após o retorno a Portugal,por terem sido "expulsos" de Africa,mtos retornados foram tratados como se tivessem outra nacionalidade,ou seja, foram esquecidos pela própria pátria,(como se retratam).

Hoje em dia até pessoas Angolanas me dizem que Angola era mto melhor do que é hoje,podia haver mtos brancos "patrões",mas fome ninguém passava como passam actualmente,além de ter sido um país mto mais seguro do que é hoje.

Tb li algures que a intenção de Salazar seria de transformar Angola num novo Portugal,não sendo por acaso o nome de Nova Lisboa (hoje Huambo) ter existido por acaso,mas infelizmente os Angolanos estão a mudar os nomes das cidades para nomes africanos em vez de estarem em Português,entristece-me e não é por ser português,é por ver um pais como angola de raízes portuguesas não ser aproveitado para o bem da população,mas foi a própria população que quis que assim fosse.

Se esse trio não tivesse sido interrompido,Portugal Angola e Moçambique rebentavam de desenvolvimento e riqueza,e hoje em dia seriam uma potencia mundial,sem fomes,doenças nem guerras.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Março 03, 2008, 08:47:03 pm
Citar
Se esse trio não tivesse sido interrompido,Portugal Angola e Moçambique rebentavam de desenvolvimento e riqueza,e hoje em dia seriam uma potencia mundial,sem fomes,doenças nem guerras.


E se não fossem os 8290 mortos e mais de 200 000 feridos e doentes em 13 anos de conflito.........
A descolonização nos moldes em que foi feita foi a maior tragédia portuguesa do séc. XX
Título:
Enviado por: Ataru em Março 03, 2008, 08:52:26 pm
Portugal, Angola, Moçambique, mas também São Tomé e Princípe, Cabo Verde, Timor, Macau e as Indías...

De facto a nossa descolonização foi um desastre, só temos de agradecer ao PCP e ao MFA...
Título:
Enviado por: P44 em Março 04, 2008, 09:53:06 am
eu diria que temos de agradecer ao salazar e ao seu pensamento tacanho de  não ter feito uma descolonização como fizeram as outras potências da altura, mas certa gente não vê mais do que a cartilha... :roll:
Título:
Enviado por: Lusitanus em Março 04, 2008, 05:52:41 pm
Foi o maior êxodo no séc.XX a seguir á II guerra mundial.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Março 04, 2008, 06:03:00 pm
Citação de: "Lusitanus"
Foi o maior êxodo no séc.XX a seguir á II guerra mundial.


Foi o maior em termos relativos (população deslocada em relação ao total da população do país receptor), não em termos absolutos. Explicaram bem isso no programa.
Título:
Enviado por: Lusitanus em Março 05, 2008, 04:00:25 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "Lusitanus"
Foi o maior êxodo no séc.XX a seguir á II guerra mundial.

Foi o maior em termos relativos (população deslocada em relação ao total da população do país receptor), não em termos absolutos. Explicaram bem isso no programa.


Eu sei,mas não deixa de ser o maior êxodo.
Título:
Enviado por: Heraklion em Janeiro 29, 2009, 03:53:39 pm
Havemos de recuperar o Império...
:Soldado2:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 29, 2009, 05:52:39 pm
Citação de: "Heraklion"
Havemos de recuperar o Império...
:Soldado2:


Como? Cuspimos no chão e dizemos: - Angola é nossa!

 :roll:
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 29, 2009, 07:31:51 pm
Podemos até vir a concorrer com o Bugio

(http://www.inepcia.com/bugio/mapamundo.jpg)
http://www.inepcia.com/bugio/pais.html (http://www.inepcia.com/bugio/pais.html)
Título:
Enviado por: Duarte em Janeiro 29, 2009, 07:39:16 pm
Citação de: "P44"
eu diria que temos de agradecer ao salazar e ao seu pensamento tacanho de  não ter feito uma descolonização como fizeram as outras potências da altura, mas certa gente não vê mais do que a cartilha... :roll:


Eu diria que temos que agradecer à URSS e aos EU, e aos fantoches e oportunistas que serviram os interesses das super-potências em Portugal durante muito tempo.

Culpar Salazar por defender aquilo que os nossos antepassados levaram séculos a criar é no mínimo desonestidade histórica.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 29, 2009, 08:59:05 pm
Código: [Seleccione]
eu diria que temos de agradecer ao salazar e ao seu pensamento tacanho de não ter feito uma descolonização como fizeram as outras potências da altura, mas certa gente não vê mais do que a cartilha... Rolling Eyes

Qual descolonização? Nos outros países vejo uma descolonização igual ou pior à nossa. Um grande exemplo é o o Zimbabwe
Título:
Enviado por: Duarte em Janeiro 30, 2009, 12:04:46 am
Citação de: "Cabecinhas"

Qual descolonização? Nos outros países vejo uma descolonização igual ou pior à nossa. Um grande exemplo é o o Zimbabwe


A antiga Rhodesia é outro exemplo GRITANTE do duplicismo e traição das super-potências (o REino Unido e EU especialmente), que tornou um país com uma economia outrora vibrante, e um nível de vida dos melhores do continente num país mísero onde reina a fome.
Título:
Enviado por: Heraklion em Janeiro 30, 2009, 12:07:07 am
Cabeça de Martelo, há que ter esperança no futuro.
Os angolanos tem saudades de ser portugueses, o que nos diz qualquer coisa
Cumprimentos
Título:
Enviado por: TOMSK em Janeiro 30, 2009, 12:53:39 am
O pensamento de Salazar quanto às colónias foi tudo menos tacanho.

Eu diria mais, tacanho é haver portugueses que,
Queiram cortar um laço com o passado de 500 anos, o dos heróis e das grandes descobertas, pleno de glórias e sacrificíos,

O enaltecer o valor dos antepassados que embarcaram nas caravelas por mares tormentosos, lutaram pelo Império Português, mas depois no presente não ter a vontade nem espiríto de corpo de sacrificío e de união comum para continuar esses feitos,

O cair aos pés de potências estrangeiras, que chegam ao ponto de serem tão hipócritas de mandar cá para fora frases como "Either you're with us, or with the terrorists."... quando durante anos foram eles a potenciar e apoiar o terrorismo contra solo português ultramarino,

O dizer "Nem mais um soldado para o Utramar" quando estava em causa o direito de continuarmos em África,
E hoje mandar os nossos soldados para o Iraque e o Afeganistão, para ajudar a resolver as trampas dos outros, esses mesmo que há alguns anos atrás nos quiseram expulsar de África para depois irem lá meter o nariz,

Nomeadamente os EUA, que aquando da ilegal invasão de território português da Índia, nos viraram as costas. Território esse de constituição anterior a qualquer "União Indiana".
Sim porque, quando nós chegamos lá conquistamos essas terras a Turcos e Muçulmanos!
Não foram a Hindus!

Felizmente o tempo tem vindo a mostrar as inúmeras borradas que saíram do 25 de Abril.

Que fique claro então, que as províncias ultramarinas ficaram independentes de Portugal e dependentes dos EUA e ex-URSS!

Em 1963 chegou uma proposta americana, de algumas centenas de milhar de dólares, daquelas que se baseiam na ideia que o dinheiro compra tudo, mesmo a honra da Pátria, para que abdicássemos de território português, dando a independência às colónias. (Entenda-se, para posterior exploração por parte dos EUA)

«Portugal não está à venda»- foi a resposta de Salazar.

Tacanho?
Título:
Enviado por: TOMSK em Janeiro 30, 2009, 01:12:34 am
E mais! :G-clever:

"Não pode ter lugar a menor dúvida de que o golpe-revolução de 25 de Abril de 1974 foi o maior desastre que incidiu sobre Portugal nos oito séculos e meio da sua História. Ele não pode deixar de ter sido realizado por quem era de uma pobreza intelectual e cultural confrangedora, ou por quem se motivava e agia perante interesses estrangeiros, ou, ainda, por quem era dotado de uma ingenuidade imensa capaz de considerar credíveis as mais absurdas e obtusas miragens.

Isto porque, este golpe-revolução destruiu, de forma irreversível, a Pátria que era a Portuguesa, esse Prodigioso Conjunto Português de então. Prodigioso na sua textura étnico-social, na sua estrutura pluricontinental, na sua economia florescente, nas suas posições geo-estratégicas excepcionais, na dignidade com que se processava a vida portuguesa, e ainda, prodigioso na posição de grande respeito, que Portugal acabou por conquistar no Mundo Civilizado.

Tal destruição transformou, o que foi a Metrópole Portuguesa, em período áureo de progresso (7,5% de crescimento económico anual), num País pequeno, pequeníssimo, pobre, paupérrimo (próximo de 0% de crescimento económico anual), que sobrevive face a esmolas estrangeiras, e num País onde campeiam a marginalidade e a insegurança, a amoralidade e a corrupção, que se não querem ou sabem combater no bastante.

E destruição que transformou, o que foi o Ultramar Português, particularmente Angola e Moçambique, espectacularmente prósperas (respectivamente, cerca de 15% e 9% de crescimento económico anual), em espaços de tirania, de miséria e fome, de doença, de ódio e guerra, de mutilação e morte, atrasando-os de séculos, no seu percurso para a civilização.

Assim, mantenho como "dogma", que o "25 de Abril" foi a maior catástrofe da História de Portugal."

Kaúlza de Arriaga
Título:
Enviado por: Duarte em Janeiro 30, 2009, 02:38:48 pm
Citação de: "TOMSK"
E mais! :Palmas:
Título:
Enviado por: Heraklion em Janeiro 31, 2009, 03:19:37 pm
:Palmas:  :Palmas:  :Palmas:  :Palmas:  :Palmas:
Título:
Enviado por: TOMSK em Fevereiro 02, 2009, 02:20:10 am
O Último Dia do Império

(http://i380.photobucket.com/albums/oo246/panzer18/rochavieira.jpg)

"Cidade do Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal"
Era a divisa, atribuída em sinal de reconhecimento pelo Rei D.João IV a Macau, por esta ter mantido sempre hasteada a bandeira portuguesa durante o domínio espanhol da Pátria.

Relembro com saudade e tristeza aquela manhã, em que RTP transmitiu toda a cerimónia da entrega de Macau. As despedidas, o hino, o arrear da bandeira nacional, mas acima de tudo, as lágrimas do último Governador da última filha do Império Português, quando recebeu a nossa bandeira dobrada, e a colocou junto ao coração.

Depois disso, Rocha Vieira esboçou um último olhar ao Escudo Português presente no alto do edificío governamental. Com claro pesar no rosto, o Governador entrou no carro que o levaria de volta à Pátria, mãe de Macau.
A seguir, acabou. Mais de 400 anos de presença portuguesa desvaneceram-se numa manhã...

Os vídeos da cerimónia.
É sempre com pesar que relembro estas imagens...
 :cry:
http://www.youtube.com/watch?v=YGc-iTxwa1w (http://www.youtube.com/watch?v=YGc-iTxwa1w)

http://www.youtube.com/watch?v=J0wpq1brZVY (http://www.youtube.com/watch?v=J0wpq1brZVY)

http://www.youtube.com/watch?v=ZE7iee4y5A0 (http://www.youtube.com/watch?v=ZE7iee4y5A0)
Título:
Enviado por: Daniel em Fevereiro 02, 2009, 10:00:17 am
Ao ver a descida da nossa bandeira, e o nosso hino, só deu pra chorar, emocionate. :cry:
Título:
Enviado por: Xô Valente em Fevereiro 02, 2009, 10:38:10 am
Eu fico triste ao ver o que tínhamos e o que temos. Fico triste ao ver a minha amada Pátria a ser maltratada. :cry:
 Isto tem de mudar, e para melhor... :roll:
Título:
Enviado por: jmosimoes em Fevereiro 02, 2009, 09:41:06 pm
Isto que se passa desde o 25 para cá é o resultado, de sermos muito pacientes com certas tribos que democráticamente vão entregando a pátria a retalho.
Título:
Enviado por: Heraklion em Fevereiro 17, 2009, 06:12:35 pm
É triste ver este video.
A morte de um Império.... :(  :(
Viva o (futuro) Império Português!
Título:
Enviado por: TOMSK em Fevereiro 23, 2009, 11:52:57 pm
---------------------O FIM DO ULTRAMAR PORTUGUÊS-------------------

-----------------------------ERRO E TRAIÇÃO------------------------

 Abril de 1994
Kaúlza de Arriaga


 A DESCOLONIZAÇÃO

SÍNTESE

 A chamada descolonização do Ultramar Português, realizada logo após o "25 de Abril", foi, na sua essência, um erro, diria um erro maior, e , no relativo à Pátria Portuguesa, que era, e às populações portuguesas metropolitanas e ultramarinas, que o eram, uma traição, diria, uma alta traição.

-I. O ERRO
 
O erro maior, resulta de duas realidades que, na ocasião, dominavam a conjuntura – o grau de desenvolvimento das populações ultramarinas e a situação internacional.

As Populações
A primeira realidade contém a verdade, verdade importante, das populações ultramarinas da época, não só não terem o menor sentimento nacional próprio, mas apenas sentimentos fortemente tribais, como terem por única ligação consistente, entre si, a sua qualidade portuguesa.

Também, nesta realidade, se contém outra verdade, esta certamente decisiva. As mesmas populações usufruiam de um esforço imenso que se fazia, nos anos 60 e começo dos anos 70, no sentido da sua promoção em geral e especialmente nos planos da educação, civismo, saúde, nível de vida e desempenho de cargos políticos, este sempre que a qualidade o aconselhava. Mas, mesmo assim, essas populações não possuíam, ainda, características que lhes permitissem autodeterminações minimamente autênticas e governações, se disso fosse o caso, minimamente capazes. As autodeterminações seriam forçosamente uma obtusidade e, no caso das independências, estas seriam fatalmente o caos.

Como, de resto, sucedeu factualmente e por forma trágica. Aqui há que afirmar, com nitidez e desmentindo frontalmente quem, por ignorância ou má fé, propagandeie o contrário, que se mais cedo tivesse sido feita a descolonização, mais generalizado e profundo teria sido o caos.

Dentro de cerca de três décadas, a partir de 1960, isto é, nos anos 90, e se continuasse o esforço de promoção referido, talvez, sim, as populações, principalmente as de Angola e Moçambique, tivessem atingido um grau de desenvolvimento permissivo de autodeterminações autênticas no bastante e de governações, se fosse esse o caso, suficientemente capazes.

A não consideração das verdades acabadas de expôr foi o erro.

A Situação Internacional

A segunda realidade dizia respeito à situação internacional então vivida, mas vivida intensamente. Era a confrontação Leste-Oeste no seu auge, que, na estratégia indirecta da URSS e durante algum tempo também da China Continental, continha, como grande objectivo, a conquista do controle da África Austral, fonte importantíssima de minérios essenciais à vida normal do Ocidente e ao seu esforço militar, e base de possíveis intervenções no fluxo do petróleo, não menos essencial, que vindo do Golfo Pérsico, abastecia a Europa e mesmo os EUA. Esse controle era, até então e na ocasião, exercido pelo Ocidente, através de Portugal - Angola e Moçambique - , da República da África do Sul e da Rodésia.

Nesse sentido da conquista do controle da África Austral e independentemente de um curto período em que os EUA - administração Kennedy - paternizaram uma infeliz intervenção no Noroeste de Angola, a URSS e a China Continental transformaram, em seus tele-satélites, os países fronteiriços a Norte da África Austral, os, hoje, Congo, Zaire, Zâmbia e Tanzânia. E, a partir destes países, lançaram-se na promoção, apoio e condução de ofensivas subversivas em Angola e Moçambique, com a finalidade de atacarem a África do Sul e o que, hoje, é a Namíbia, e conseguirem o seu objectivo anti-ocidental – o referido controle da África Austral.

Deste modo, qualquer autodeterminação ou independência de Angola ou Moçambique teria, como consequência imediata e inexorável, o seu domínio pela URSS e pela China Continental.

Como, de resto, sucedeu factualmente e por forma dramática em relação à URSS, dada a desistência da China Continental. Aqui, há, igualmente, que afirmar, com nitidez e desmentindo frontalmente quem, por ignorância ou má fé, apregoe o contrário, que se mais cedo tivesse sido a descolonização, mais depressa se teria verificado esse domínio de Angola e Moçambique pela URSS.

Dever-se-ia, em Angola e Moçambique, aproveitando e reforçando a paralização da guerra, verificada por impossibilidade do MPLA e da FRELIMO, isto é, o sucesso português em termos de contra-subversão, ter esperado pelo fim da URSS, o que teve lugar em 1991 e que era, mais década menos década, previsível, como eu próprio o previ, em conferência pública, proferida em 1966, no então Secretariado Nacional de Informação. E ter esperado, também, pela desistência da China Continental, o que teve lugar mais cedo.

A não consideração da realidade acabada de expôr foi mesmo erro maior.

 
II. A TRAIÇÃO

A Pátria é uma entidade estrutural, mais espiritual do que física, indiscutível e perene, e que se sobrepõe às diversas e sucessivas situações conjunturais nacionais que se vão vivendo.

E há Pátrias com vocação para gerarem outras Pátrias. É o caso de Portugal. Porém, isso só, exclusivamente, quando as Pátrias em gestação tenham já possibilidades factuais de realmente o serem, quer no relativo a sentimentos nacionais, quer no relativo ao seu desenvolvimento e quer no relativo ao seu enquadramento político internacional. E isso, também, só, exclusivamente, quando as populações da Pátria mãe, na execução da sua vocação, e as populações das Pátrias em gestação, o expressarem conscientemente, maioritariamente e empenhadamente.

Sempre que alguém pretenda afectar a estrutura da Pátria, no seu espírito ou no seu âmbito físico, sem que as populações interessadas se tenham expressado, como se disse, em consciência, maioritáriamente e com empenho, esse alguém está a praticar ou a tentar praticar um acto de traição ou de alta traição.

No caso do Conjunto Português, vigente em 1974, além de se não verificarem, como já se considerou, as condições citadas relativas a sentimentos nacionais próprios, ao desenvolvimento e ao enquadramento político internacional, as populações não expressaram minimamente qualquer desejo de que se formassem novas Pátrias. Isto, no referente às populações metropolitanas, com excepção de alguns, muito poucos: medíocres em demasia, ou cegos pelo ódio político; ou, ainda, servidores de interesses estrangeiros. E, no referente às populações ultramarinas, com excepção talvez em parte das da Guiné e de algumas pequenas parcelas de etnias de Angola e Moçambique, cujo "habitat" se situava de um e de outro lado das fronteiras com países tele-satélites da URSS e da China Continental, onde eram sujeitas a intensas lavagens cerebrais, verdadeiras intoxicações políticas. Assim, a esmagadora maioria das populações interessadas considerava-se bem, muito bem, na sua condição portuguesa.

E a descolonização em causa, efectivada, traiu a Pátria Portuguesa e traiu aquelas populações. A descolonização foi, pois, uma traição. O grau de traição elevou-se quando essa descolonização apenas consistiu na entrega, que se lhe sabia inerente e, deste modo, premeditada, dos territórios em causa à URSS. A descolonização foi mesmo alta traição.


III. OS ANOS 90

Se o "25 de Abril" não tivesse feito desaparecer os estadistas do Poder em Portugal, não teria tido lugar a descolonização efectivada e ter-se-ia esperado pelos Anos 90, nos quais se poderia oferecer a autodeterminação às populações de Angola e Moçambique, com a certeza de que, se tivesse continuado o esforço de sua promoção exercido nos anos 60 e começo dos anos 70, estas saberiam tomar as opções certas e de que não haveria intervenção alguma da URSS e da China Continental.

Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe poderiam ser Regiões Autónomas Portuguesas, segundo o modelo da Madeira e dos Açores.

Idêntica solução talvez fosse de encarar para Timor e Macau.
Título:
Enviado por: TOMSK em Fevereiro 26, 2009, 01:12:02 am
Citar
Dr. Mário Soares "Desapareça"

(http://cesaredama.blogs.sapo.pt/arquivo/mario%20soares.jpg)

No que diz respeito ao Ultramar português, Mário Soares esforçou-se de forma empenhada para que o processo se passasse como se passou. Contrariamente ao que diz e à fama que se auto-atribui.

Em tempos de PREC, o dr. Soares cativava inocentes com promessas de consultas populares, a serem feitas cá, e lá, mas a verdadeira intenção era não perguntar nada a ninguém e entregar todo o nosso território ultramarino a elementos directissimamente ligados ao estalinismo soviético. Soares executou, objectivando-o, um desiderato do Partido Comunista. É assim deste personagem a responsabilidade pelo que considero ter sido, e ser ainda, a maior catástrofe nacional a destruição, traiçoeira e vil, de um ideal eminentemente português e a sequente, horrorosa e previsível mortandade que se seguiu.

A gravidade deste horror indescritível vem ainda do facto de nunca ninguém ter investido Soares de poderes para dispor de território nacional. Nem mesmo isso seria jamais possível, por muito que invoque a legalidade revolucionária (que substancialmente não foi legalidade alguma, por se ter traduzido naquilo em que se traduziu destruição de Portugal). A partir daqui, o que se passou é da enorme responsabilidade de uma pessoa imputável há 81 anos e que dá pelo nome de Mário Soares. A "descolonização exemplar" foi "exemplarmente" criminosa, e é imperdoável, tendo em vista a sua enorme gravidade.

Na nossa entrada na CEE o género continua. Depois de consultar técnicos, por si escolhidos, e aqueles o terem esclarecido de que não seria naquela altura, nem por aquele processo, que deveríamos entrar na então CEE, Soares, à revelia de tudo e de todos, comprometeu-se com Bruxelas e "implorou" que nos aceitassem. Segue-se a cedência de tudo a todos e o desprezo olímpico pelos pareceres que iam no sentido oposto.

Para defesa do indefensável, Soares não se cansa de nos tentar convencer de que não haveria alternativas. Só que havia. E várias. A que escolheu era a pior. Todas eram melhores, incluindo a entrada na CEE, mas bem negociada.

Soares, com o maior dos desaforos tem assumido atitudes quase majestáticas, como se tudo lhe fosse devido, reivindicando "direitos" que o têm colocado em ridículos patamares, como que a cobrar-se por uma resistência que está longe de ser a tal desgraça de que se queixa. Só que o que se deveria passar seria exactamente o contrário. Por razões de gravidade infinitamente menor das que vêm descritas em documentação vastíssima, e não desmentida, como na de Rui Mateus, entre outra, e pelo que está gravado na memória de centenas de milhares de espoliados do Ultramar, até o Ministério Público já, de alguma forma, se pronunciou. Havendo mesmo um notável parecer do prof. Cavaleiro Ferreira, eminente penalista, que por completo esclarece a situação. Mas o Dr. Soares, estranha, presumida e humilhantemente para todos, arroga- -se o direito de ter direitos que ninguém mais tem.

Mário Soares está ainda longe de ter sido o responsável, como se diz, por vivermos neste simulacro de democracia. O que se passou foi que, no segundo 1.º de Maio depois de 74, quando Soares se pretendia juntar aos comunistas, foi por estes rejeitado. Só mais tarde, e por ter percebido que se não se afastasse do PC teria a sorte que tiveram as dezenas de centros regionais daquele partido, que foi terem ido pelo ar na sequência de reacções populares, aproveitou para inventar o chamado socialismo democrático, que nunca ninguém percebeu muito bem o que é, mas que é do que tem vivido até agora.

Soares, como governante, foi ainda pouco menos que uma nulidade. Nos Governos Provisórios foi o desastre que se sabe. Em 1978 foi demitido pelo gen. Eanes por má governação. Em 1983-85 frustrou completamente os acordos de coligação com o PSD, que permitiriam a Portugal desenvolver-se e modernizar a economia. Em 1983-85, com Soares no poder, a inflação chegou a uns impensáveis 24% e o défice desses governos alcançou a vergonhosa marca de 12%! O País estava quase sufocado pela dívida externa e viveu, até essa data (1985), praticamente com as estruturas do Estado Novo e com empréstimos do FMI. Tudo por culpa da teimosia do dr. Soares que, obstinadamente, se recusava a rever a Constituição que permitiria uma liberalização da nossa economia. Facto este que estava previsto nos acordos de coligação entre o PS e o PSD em 1983. O radicalismo de esquerda, no Verão Quente, foi, mais uma vez, bem mais da responsabilidade de Mário Soares do que do PC, realidade que está na base do estado actual de Portugal.

Por todas estas, e por muitas outras razões, Mário Soares é a figura política que mais e mais gravemente prejudicou Portugal em toda a sua existência. Outros terão tentado, como Afonso Costa, mas, graças a Deus, não conseguiram. Mário Soares conseguiu. Assim, e usando a expressão que ele próprio usou com um GNR que o servia, exijo-lhe dr. Mário Soares deixe-nos em paz. Desapareça.

jmportugal@hotmail.com
Título:
Enviado por: dannymu em Fevereiro 27, 2009, 01:45:05 pm
Citação de: "TOMSK"
---------------------O FIM DO ULTRAMAR PORTUGUÊS-------------------

-----------------------------ERRO E TRAIÇÃO------------------------

 Abril de 1994
Kaúlza de Arriaga


 A DESCOLONIZAÇÃO

SÍNTESE

 A chamada descolonização do Ultramar Português, realizada logo após o "25 de Abril", foi, na sua essência, um erro, diria um erro maior, e , no relativo à Pátria Portuguesa, que era, e às populações portuguesas metropolitanas e ultramarinas, que o eram, uma traição, diria, uma alta traição.

-I. O ERRO
 
O erro maior, resulta de duas realidades que, na ocasião, dominavam a conjuntura – o grau de desenvolvimento das populações ultramarinas e a situação internacional.

As Populações
A primeira realidade contém a verdade, verdade importante, das populações ultramarinas da época, não só não terem o menor sentimento nacional próprio, mas apenas sentimentos fortemente tribais, como terem por única ligação consistente, entre si, a sua qualidade portuguesa.

Também, nesta realidade, se contém outra verdade, esta certamente decisiva. As mesmas populações usufruiam de um esforço imenso que se fazia, nos anos 60 e começo dos anos 70, no sentido da sua promoção em geral e especialmente nos planos da educação, civismo, saúde, nível de vida e desempenho de cargos políticos, este sempre que a qualidade o aconselhava. Mas, mesmo assim, essas populações não possuíam, ainda, características que lhes permitissem autodeterminações minimamente autênticas e governações, se disso fosse o caso, minimamente capazes. As autodeterminações seriam forçosamente uma obtusidade e, no caso das independências, estas seriam fatalmente o caos.

Como, de resto, sucedeu factualmente e por forma trágica. Aqui há que afirmar, com nitidez e desmentindo frontalmente quem, por ignorância ou má fé, propagandeie o contrário, que se mais cedo tivesse sido feita a descolonização, mais generalizado e profundo teria sido o caos.

Dentro de cerca de três décadas, a partir de 1960, isto é, nos anos 90, e se continuasse o esforço de promoção referido, talvez, sim, as populações, principalmente as de Angola e Moçambique, tivessem atingido um grau de desenvolvimento permissivo de autodeterminações autênticas no bastante e de governações, se fosse esse o caso, suficientemente capazes.

A não consideração das verdades acabadas de expôr foi o erro.

A Situação Internacional

A segunda realidade dizia respeito à situação internacional então vivida, mas vivida intensamente. Era a confrontação Leste-Oeste no seu auge, que, na estratégia indirecta da URSS e durante algum tempo também da China Continental, continha, como grande objectivo, a conquista do controle da África Austral, fonte importantíssima de minérios essenciais à vida normal do Ocidente e ao seu esforço militar, e base de possíveis intervenções no fluxo do petróleo, não menos essencial, que vindo do Golfo Pérsico, abastecia a Europa e mesmo os EUA. Esse controle era, até então e na ocasião, exercido pelo Ocidente, através de Portugal - Angola e Moçambique - , da República da África do Sul e da Rodésia.

Nesse sentido da conquista do controle da África Austral e independentemente de um curto período em que os EUA - administração Kennedy - paternizaram uma infeliz intervenção no Noroeste de Angola, a URSS e a China Continental transformaram, em seus tele-satélites, os países fronteiriços a Norte da África Austral, os, hoje, Congo, Zaire, Zâmbia e Tanzânia. E, a partir destes países, lançaram-se na promoção, apoio e condução de ofensivas subversivas em Angola e Moçambique, com a finalidade de atacarem a África do Sul e o que, hoje, é a Namíbia, e conseguirem o seu objectivo anti-ocidental – o referido controle da África Austral.

Deste modo, qualquer autodeterminação ou independência de Angola ou Moçambique teria, como consequência imediata e inexorável, o seu domínio pela URSS e pela China Continental.

Como, de resto, sucedeu factualmente e por forma dramática em relação à URSS, dada a desistência da China Continental. Aqui, há, igualmente, que afirmar, com nitidez e desmentindo frontalmente quem, por ignorância ou má fé, apregoe o contrário, que se mais cedo tivesse sido a descolonização, mais depressa se teria verificado esse domínio de Angola e Moçambique pela URSS.

Dever-se-ia, em Angola e Moçambique, aproveitando e reforçando a paralização da guerra, verificada por impossibilidade do MPLA e da FRELIMO, isto é, o sucesso português em termos de contra-subversão, ter esperado pelo fim da URSS, o que teve lugar em 1991 e que era, mais década menos década, previsível, como eu próprio o previ, em conferência pública, proferida em 1966, no então Secretariado Nacional de Informação. E ter esperado, também, pela desistência da China Continental, o que teve lugar mais cedo.

A não consideração da realidade acabada de expôr foi mesmo erro maior.

 
II. A TRAIÇÃO

A Pátria é uma entidade estrutural, mais espiritual do que física, indiscutível e perene, e que se sobrepõe às diversas e sucessivas situações conjunturais nacionais que se vão vivendo.

E há Pátrias com vocação para gerarem outras Pátrias. É o caso de Portugal. Porém, isso só, exclusivamente, quando as Pátrias em gestação tenham já possibilidades factuais de realmente o serem, quer no relativo a sentimentos nacionais, quer no relativo ao seu desenvolvimento e quer no relativo ao seu enquadramento político internacional. E isso, também, só, exclusivamente, quando as populações da Pátria mãe, na execução da sua vocação, e as populações das Pátrias em gestação, o expressarem conscientemente, maioritariamente e empenhadamente.

Sempre que alguém pretenda afectar a estrutura da Pátria, no seu espírito ou no seu âmbito físico, sem que as populações interessadas se tenham expressado, como se disse, em consciência, maioritáriamente e com empenho, esse alguém está a praticar ou a tentar praticar um acto de traição ou de alta traição.

No caso do Conjunto Português, vigente em 1974, além de se não verificarem, como já se considerou, as condições citadas relativas a sentimentos nacionais próprios, ao desenvolvimento e ao enquadramento político internacional, as populações não expressaram minimamente qualquer desejo de que se formassem novas Pátrias. Isto, no referente às populações metropolitanas, com excepção de alguns, muito poucos: medíocres em demasia, ou cegos pelo ódio político; ou, ainda, servidores de interesses estrangeiros. E, no referente às populações ultramarinas, com excepção talvez em parte das da Guiné e de algumas pequenas parcelas de etnias de Angola e Moçambique, cujo "habitat" se situava de um e de outro lado das fronteiras com países tele-satélites da URSS e da China Continental, onde eram sujeitas a intensas lavagens cerebrais, verdadeiras intoxicações políticas. Assim, a esmagadora maioria das populações interessadas considerava-se bem, muito bem, na sua condição portuguesa.

E a descolonização em causa, efectivada, traiu a Pátria Portuguesa e traiu aquelas populações. A descolonização foi, pois, uma traição. O grau de traição elevou-se quando essa descolonização apenas consistiu na entrega, que se lhe sabia inerente e, deste modo, premeditada, dos territórios em causa à URSS. A descolonização foi mesmo alta traição.


III. OS ANOS 90

Se o "25 de Abril" não tivesse feito desaparecer os estadistas do Poder em Portugal, não teria tido lugar a descolonização efectivada e ter-se-ia esperado pelos Anos 90, nos quais se poderia oferecer a autodeterminação às populações de Angola e Moçambique, com a certeza de que, se tivesse continuado o esforço de sua promoção exercido nos anos 60 e começo dos anos 70, estas saberiam tomar as opções certas e de que não haveria intervenção alguma da URSS e da China Continental.

Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe poderiam ser Regiões Autónomas Portuguesas, segundo o modelo da Madeira e dos Açores.

Idêntica solução talvez fosse de encarar para Timor e Macau.


Não conheço muito bem as ideias políticas do Kaúlza de Arriaga mas tenho que admitir que a história de Angola, Moçambique e de outras ex-colónias africanas desde a descolonização, está a a dar razão a esse artigo. Se não fosse a interferência dos comunistas, Angola e Moçambique não teriamse tornado nos países pobres e sub-desenvolvidos que hoje são. Mas talvez acha esperança de esses dois países desenvolverem-se, pois agora muitos Portugueses bem qualificados estão a ir viver nesses países e a dar empregi e educação de jeito aos seus cidadãos.
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 28, 2009, 08:18:53 pm
Falava-se nesse tempo dum Portugal pluricontinental e multiracial, por este ideal morreram muitos portugueses numa guerra que nao começou em 1961 mas sim em 1415 com a conquista de Ceuta.
No periodo da  guerra do ultramar (1961-1975) morreram 8000 soldados portugueses por esta ideia. Mas regressados os nossos soldados à metropole, quantos milhoes de vitimas isso nao provocou ? so em Timor foram cerca de 300 000 civis massacrados por nossa culpa...e em Angola ? e  em Moçambique ?
Na minha opiniao, Portugal perdeu porque foi fraco, nao ha mais desculpas senao isto. Outros paises tomaram-nos o lugar, e agora nada mais nos resta que a evocaçao das glorias passadas... e as glorias do futebol :)
Título:
Enviado por: TOMSK em Fevereiro 28, 2009, 08:43:01 pm
Citação de: "legionario"
Falava-se nesse tempo dum Portugal pluricontinental e multiracial, por este ideal morreram muitos portugueses numa guerra que nao começou em 1961 mas sim em 1415 com a conquista de Ceuta.
No periodo da  guerra do ultramar (1961-1975) morreram 8000 soldados portugueses por esta ideia. Mas regressados os nossos soldados à metropole, quantos milhoes de vitimas isso nao provocou ? so em Timor foram cerca de 300 000 civis massacrados por nossa culpa...e em Angola ? e  em Moçambique ?
Na minha opiniao, Portugal perdeu porque foi fraco, nao ha mais desculpas senao isto. Outros paises tomaram-nos o lugar, e agora nada mais nos resta que a evocaçao das glorias passadas... e as glorias do futebol :cry: :evil:
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 28, 2009, 11:42:00 pm
Citação de: "Heraklion"
É triste ver este video.
A morte de um Império.... :(  :) ?
aproveita as termas da tua terra para descansares amigo  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Heraklion em Março 01, 2009, 03:03:26 am
Sou um optimista!! :D  :D  :D
De facto enquanto existirmos teremos sempre oportunidade de mostrar ao mundo do que somos feitos e de fazermos novamente grandes feitos!!
Enquanto houver Portugal haverá Império, e enquanto houver Império este poderá expandir-se pelo mundo, lembrando a todos o poder lusitano!
Claro que não digo que amanhã faremos um excursão a Angola e conquistamos aquilo, mas quem sabe? O futuro só a Deus pertence....
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 01, 2009, 10:16:47 am
Citação de: "Heraklion"
Sou um optimista!! :D  :D  :D
De facto enquanto existirmos teremos sempre oportunidade de mostrar ao mundo do que somos feitos e de fazermos novamente grandes feitos!!
Enquanto houver Portugal haverá Império, e enquanto houver Império este poderá expandir-se pelo mundo, lembrando a todos o poder lusitano!
Claro que não digo que amanhã faremos um excursão a Angola e conquistamos aquilo, mas quem sabe? O futuro só a Deus pertence....


esquece o mundo o nosso império agora é apenas o da língua. Agora temos que ser os descobridores do seculo 21 e conquistar a lua e Marte
Título:
Enviado por: teXou em Março 02, 2009, 08:43:47 pm
Citação de: "TOMSK"
....
O Professor bem avisava...Não seria mal de todo deixarem o homem ter estado mais algum tempo à frente dos destinos da Nação.
Mas... glória ao 25 de Abril pela entrega de território português!
Pelo abandonar das terras ultramarinas que tanto nos custaram a ganhar!
....

Em nome de que, é necessário fazer a apologia de um regime fascista ?  :crit:  :evil:
Título:
Enviado por: pedro em Março 02, 2009, 09:14:41 pm
Desculpa lá o texou com tudo o respeito.
Aqui cada um é livre de dizer o que quer.
Não é que eu defenda o fascismo, mas cada um têm direito a dizer o que pensa.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: teXou em Março 02, 2009, 10:14:45 pm
Citação de: "pedro"
Desculpa lá o texou com tudo o respeito.
Aqui cada um é livre de dizer o que quer.
Não é que eu defenda o fascismo, mas cada um têm direito a dizer o que pensa.
Cumprimentos

Para falar assim suponho que nunca perdeu ninguem pela a culpa dessa mancha negra. E se somos livres de dizer o que queremos, isso deve-se a quem deu a sua vida pela a liberdade, a democracia.
E em respeito por essa oferenda .... temos o dever da memoria, do respeito e da .... verdade.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 02, 2009, 11:48:22 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "pedro"
Desculpa lá o texou com tudo o respeito.
Aqui cada um é livre de dizer o que quer.
Não é que eu defenda o fascismo, mas cada um têm direito a dizer o que pensa.
Cumprimentos
Para falar assim suponho que numca perdeu ninguem pela a culpa dessa mancha negra. E se somos livres de dizer o que queremos, isso deve-se a quem deu a sua vida pela a liberdade, a democracia.
E em respeito por essa oferenda .... temos o dever da memoria, do respeito e da .... verdade.

O que transparece das suas intervenções é que devemos ter todos o dever da proibição de falar de assuntos referentes ao Estado Novo, a não ser que seja para recorrer ao insulto fácil ou para criticar, o que aliás se comprova pelas suas intervenções quando o tema vai desembocar no antes do 25 de Abril:

Citação de: "teXou"
Acho que o que disse o fascista supremo do estado novo não tem interesso nenhum.

Legião Portuguesa um nome a esqueçer !

O f**** d* p**** dizia: "... soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos ..."

Que é esta m***** !  :censurado:


Foram todas frases da sua autoria.
O texou ainda é um membro relativamente novo no FD, então aproveito para o esclarecer que este espaço serve para discutirmos cordialmente sobre várias temáticas de defesa, história miltar, política, etc, tendo como pano de fundo o respeito mútuo.
Depois, e não é que eu precise de estar a dar satisfações a nínguem, mas pode verificar pelos meus posts anteriores, que tanto tenho criticado opções tomadas pelo Estado Novo, como se assim achar necessário elogiado determinadas posições.
Assim, nem de salazarista poder-me-á acusar de ser!
O amigo texou vai ter que se habituar a conviver com opiniões contrárias, e quando elas existirem, a aceitá-las sem recorrer ao insulto, sobre risco de estar a entrar nos mesmos hábitos pelos quais despreza Salazar.
Título:
Enviado por: teXou em Março 03, 2009, 01:07:07 am
:conf:

O esquecimento é o pior de todo !
-------------------------------------------------------------------------------------

Que leve a mal ou não, digo-lhe que certas intervenções são todo ... so não são "objectivas". Uma coisa é de falar/descutir/partilhar idéas/assuntos da historia do Estado Novo, outra coisa é de fazer a apologia das ideias, das palavras ou dos atos desse mesmo sistema.
Se não se quer uma reação virulenta, deve-se tomar conta que todos não têem 18/20 anos neste fórum e que o que  se esta a falar ou a promover, foi vivido por certos fóristas.

Então atenção a maneira de expôr certas "verdades".

E que gostem ou não mas falar de fascista(s), de ditadura, e de recordar derivações do Estado Novo. Não è "proibição" mas ´é dever cidadão, é dever de memoria !

Obrigado de ter-me lido.  

:G-beer2:
Título:
Enviado por: pedro em Março 03, 2009, 11:56:41 am
Caro texou sabe eu não digo que a liberdade seija má, e até estou contente com o 25 de abril, mas não com o que veio depois.
Os militares não honraram a sua patria a 100% com o 25 de abril.
Olha uma coisa importante caro amigo, o povo não come liberdade.
O governo de vasco gonçalves conseguio destruir em parte tudo o tecido industrial português e não venha dizer que é mentir que a provas.
A esquerda afundou Portugal disso estou convicto.
E digo-lhe mais honrar a patria é entregar a vida se necessario, por isso não venha cá dizer que eu não perdi ninguem, que houve familiares meus que morreram lá.
Você pensa que manter um país unido é facil, não o é, conseguimos destruir tudo o que os nossos ante passados nos deixaram.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Março 03, 2009, 12:52:24 pm
oh pedro

o Vasco Gonçalves não esteve tempo nenhum no poder e ele é que destruiu?

E o bloco central que governa portugal há mais de 30 anos fez o quê?

sabes o que destruiu o tecido empresarial português? a entrada para a CEE e os subsidios para NÃO PRODUZIR, aliada á "bela" competência dos empresários portugueses que podem não ter dinheiro para pagar salários mas se fôr preciso trocam todos os meses de Mercedes

Andas muito iludido
Título:
Enviado por: pedro em Março 03, 2009, 04:17:58 pm
Eu é que ando iludido, quêm governa Portugal neste momento é a esquerda.
Não a amor pela patria, entramos na CEE para que??Somos os ultimos em quase tudo, o povo não esta qualificado e o tecido industrial é dos mais fracos.
Quem nacionalizou 50% da economia nacional?? Agora queres me dizer que foi a direita??
Ok não foi o general Vasco gonçalves nisso tens razão, foi a junta de salvação nacional que ainda é pior para a reputação da esquerda.
Estas mumias politicas deveriam dar passo a outra geração visto que a actual foi uma pessima.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Março 04, 2009, 08:08:38 pm
Citar
quêm governa Portugal neste momento é a esquerda.


meu caro , se achas que ESTE PS é de Esquerda, então é que estás mesmo muitoooooooooooooooooooo iludido.

Este PS governa mais á direita do que o PSD alguma vez governou, não te iludas por se chamar "socialista" pois na realidade é um partido neoliberal.

Aliás, porque achas que o PSD nem consegue passar qq mensagem que seja? porque o PS "ocupou" o espaço do PSD e a única maneira do PSD ter alguma hipótese seria propôr medidas de "esquerda" :mrgreen:

Neste momento até o CDS é mais á esquerda que  o PS Socrático.
Título:
Enviado por: teXou em Março 04, 2009, 09:48:26 pm
Citação de: "pedro"
... estou contente com o 25 de abril, mas não com o que veio depois.
Eu tambem !  ys7x9

O MFA que já estava a nascer anos antes do 25.  :conf:
http://www.25abril.org (http://www.25abril.org)
http://www.guerracolonial.org (http://www.guerracolonial.org)
Citar
... , o povo não come liberdade....

Sim .. mas vale mais ter fome e liberdade, que de ter fome e nem poder queixar-se do preço do pão. Porque esta queixa podia ir ter com os ouvidos de certos serviços que eles é que não "honravam a pátria".

Como não havia fome em Portugal ! (http://http)  ys7x9

C.E.E / U.E :
Portugal agrícola (http://http)
Comissão de agricultura, desenvolvimento rural e pescas - Relatório (http://http)
Investimentos em Portugal (http://http)
....

Onde estaria Portugal sem a U.E ???  :roll:
Título:
Enviado por: legionario em Março 05, 2009, 07:56:02 pm
Como estaria Portugal sem a UE ?  
A Suécia ou a Suiça portam-se muito bem sem a UE ! Apesar de tudo, no contexto actual sou favoravel à UE, mas paralelamente sou favoravel tambem ao incremento da CPLP,  a exemplo do que fazem a GBR ou a França nos seus respectivos espaços de influencia ; é a unica maneira de Portugal nao se diluir.

Antes do 25 de abril, so nao eramos da CEE, porque nao quizemos ; preferimos ter um projecto bem nosso que era um Portugal "global" do Minho a Timor. Este projecto nao vingou por multiplas razoes...
Olhando para o Portugal de hoje, pergunto-me se nao estariamos melhor se em vez duma revoluçao de barbudos nao tivessemos deixado a "primavera marcelista" continuar o seu trabalho de democratizaçao "en douceur". Havia uma abertura gradual do regime que forçosamente teria que se alinhar pelos padroes europeus de democracia. Em Espanha nao houve nenhuma revoluçao e evoluiu normalmente para o Estado democratico que hoje é !

Os capitaes de Abril estavam mais interessados em resolver as suas questoes salariais do que em trazer democracia para o Pais : tivemos o COPCON que foi uma especie de guarda vermelha parola (a que o povo chamava : "Com Outra Pide Com Outro Nome" ;  tivemos um PREC , tivemos um Conselho da Revoluçao  que eram uma especie de Aiatolas do regime , tivemos um louco chamado Otelo que queria fuzilar os "fascistas" no Campo Pequeno :  nada disto indiciava democracia !... e foi necessario que miltares honestos se chateassem e fizessem mais um golpe para por as coisas mais ou menos nos eixos.

Economicamente foi tambem um desastre , ora se nacionaliza, ora se privatiza,  e ainda hoje estamos a pagar a factura dos erros cometidos.
Como dizia o Prof Saraiva : "quem esta bem nao se queixa !" e eu acrescento : quem esta mal esta-se a borrifar para o "dever de memoria" ! Quem esta mal preocupa-se com outras coisas que nao forçosamente tecer elogios a uma democracia madrasta que so serve alguns.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 05, 2009, 08:09:49 pm
Portugal sem a CEE hoje estaria na PEE (Penuria Economica Extrema).
É certo que estamos a caminhar para lá, mas já viu se tivessemos de alimentar este chulos (PS-PSD) sem a ajuda dos fundos da UE com estariamos agora?  :)

Claro que as questões corporativas principalmente na questão dos oficiais milicianos (o motor sustentador do esforço de guerra) foram um grande impulsionador para o golpe.

Quanto á primavera marcelista, a acreditar em vários documentos que pouco a pouco têm vindo a publico, nunca poderia chegar a bom termo. Na revista da LC vem lá um exerto de um documento que chama a atenção para isso.
Título:
Enviado por: P44 em Março 06, 2009, 11:20:02 am
o problema é que com a entrada na CEE foi um "fartar vilanagem" de meter ao bol$o

e agora já não há mais teta onde mamar:
India, Brasil, África, UE...e agora??????
Título:
Enviado por: legionario em Março 06, 2009, 06:35:40 pm
Agora esta na altura de Portugal olhar novamente para Africa, os chineses e tambem os brazileiros que estao longe de ser estupidos ja o perceberam muito bem e investem massivamente neste continente...pois é la que estao as matérias primas e é de la que sairao os proximos paises  emergentes (Angola é um bom exemplo).
Tambem é em Africa que Portugal pode exportar a nossa tecnologia em matéria de energias renovaveis por exemplo,...e  tambem podera ser Africa a absorber o nosso excesso de mao-de-obra através de grandes projectos de cooperaçao duravel em areas como o agro-alimentar , turismo, obras publicas, extraçao mineira, exploraçao de madeiras, pescas ,  etc.
Título:
Enviado por: André em Março 06, 2009, 06:42:13 pm
Pois é Legionário, um dos paises que mais imigrantes portugueses acolheu nos ultimos anos é precisamente Angola, assim aquela frase do Salazar "Para Angola rapidamente e em força" têm todo o sentido, não com soldados e militares claro, mas sim com empresários e trabalhadores especializados ...  :lol:  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 07, 2009, 06:41:33 pm
Declarações de Salazar a Franco Nogueira

(http://1.bp.blogspot.com/_4dtnh-8TB_4/SIeVvB5HJnI/AAAAAAAABqA/uWeCzHPf2_E/s400/salazar.PNG)

Lisboa, 29 de Agosto de 1963.

«Não há dúvida: os americanos evoluíram alguma coisa, mesmo muito», principia Salazar.

«Há ano e meio, há dois anos, julgaram que uma pressão, uma ameaça, um ultimato nos fariam cair, ou pelo menos modificar a nossa política. Bem: já viram que não dava resultado, desistiram. E eles próprios vêem os seus interesses afectados, têm muitos problemas, não sabem como resolvê-los, e estão perplexos. E por isso nos mandam um emissário especial de alta categoria, sem que o tivéssemos solicitado. Muito bem. Mas que nos vem propor? Na conversa consigo e na que teve comigo, reparei que Ball usou repetidamente estas palavras: assegurar a presença, a influência e os interesses de Portugal em África.

Ora que significa isto? Que está por detrás disto? Que conteúdo têm estas palavras?

A verdade é que se Angola ou Moçambique são Portugal, este não está nem deixa de estar presente: é, está. Presença, para os americanos, quer dizer outra coisa: a língua, a cultura, alguns costumes que ficassem durante algum tempo até sermos completamente escorraçados. Isto e nada, é o mesmo. E o mesmo se quer dizer com a influência e os interesses. Com isto pretendem os americanos dizer que seriam garantidos os interesses económicos da metrópole, isto é, de algumas empresas ou grandes companhias.
Mas tudo isto não vale nada.
Que a economia comande a política é particularmente verdadeiro quanto a África. Bem vê: quem tem o dinheiro é que empresta, quem produz é que exporta; e quem tem dinheiro e empresta, e depois não lhe pagam, é levado a emprestar mais e mais; e para garantir esses novos empréstimos é depois levado a intervir, a controlar, a dominar as posições chave.
E quem produz é que exporta; mas quando lhe não pagam as exportações, reembolsa-se com a exploração do trabalho e das matérias-primas locais. E ao fazer tudo isto é evidente que expulsa a influência e os interesses económicos de outros mais fracos, que nem podem emprestar tanto, nem exportar tanto. É o neo-colonialismo.

Ora, meu caro senhor, nós não poderemos comparar a força económica e financeira da metrópole com a dos Estados Unidos. E o senhor está a ver, não está? Os americanos a oferecerem empréstimos baratos e a longo prazo; os americanos a oferecerem bolsas de estudo para formar médicos, engenheiros, técnicos nos Estados Unidos; os americanos a percorrer os territórios com a propaganda dos seus produtos.

Em menos de um ano, de português não havia nada. Não, meu caro senhor, uma vez quebrados os laços políticos, ficam quebrados todos os outros. Mas então, sendo Angola parte de Portugal, não podem os americanos investir e exportar? Podem, decerto, mas têm de negociar com uma soberania responsável e com um governo que sabe exigir, ao passo que se o fizerem com um governo africano, inexperiente e fraco, sai-lhes mais barato.
De resto, tudo isto está demonstrado: veja a Argélia, veja o Congo.

Mas, para nós, o Ultramar não é economia, e mercado, e matérias-primas, e isso os americanos não o podem entender.
Bem: este é um aspecto. Mas que quer dizer Ball com os prazos?

É evidente que se os americanos estivessem dispostos a aceitar que Angola seja Portugal, não falavam de prazos. Poderiam querer discutir ou negociar connosco uma qualquer construção política ou jurídica que coubesse nos seus princípios teóricos, e depois apoiar-nos-iam sem reservas.
Mas não: querem um prazo. Um prazo, para quê?
E que se passa findo esse prazo?
E enquanto decorre esse prazo, não acontece nada?
Deixamos de existir no mundo, não se fala mais de nós?
E os terroristas cessam os seus ataques?
Ah!, mas se os americanos podem garantir que os terroristas depõem as armas, então é porque têm autoridade sobre os terroristas, orientam-nos, estão em contacto com eles.
E os terroristas depõem as armas sem mais nada? Não exigem condições, não apresentam preço, e os americanos não assumem compromissos? Quais, como, para quando?
E que promessas fazem ou fariam à Organização da Unidade Africana?
E como justificaria esta o seu silêncio sobre nós e a ausência de ataques contra Portugal?
Não, meu caro senhor, os americanos continuam a pensar que com jeito, docemente, conseguem anestesiar-nos e impelir-nos para um plano inclinado. (…)
Está claro que se aceitássemos o caminho dos americanos, em troca do Ultramar choveriam aqui os dólares, receberíamos umas tantas centenas de milhões.
Ficaríamos para aí todos inundados de dólares e de graça. E sabe?
Os que vierem depois de nós ainda haveriam de dizer: afinal era tudo tão fácil, não se percebe mesmo por que é que aqueles tipos não fizeram isto.
Mas os dólares iam-se num instante, deixavam umas fábricas e umas pontes, e depois começava a miséria. Duraria o ouro dois ou três anos. Depois era a pobreza, a miséria, a dependência do estrangeiro.
E em qualquer caso é-nos defeso vender o país.»


In Franco Nogueira, «Um político confessa-se (Diário 1960-1968)»

 ys7x9
Título:
Enviado por: legionario em Março 07, 2009, 08:37:08 pm
Se queremos um lugar no futuro vamos ter que o conquistar ... porque as nossas joias de familia ja se foram :)  Nalgumas coisas o Velho acertou ...
Título:
Enviado por: Edu em Março 07, 2009, 09:07:50 pm
Bem caro TOMSK fiquei de veras impressionado com esse texto de Salazar, o homem sabia bem o que dizia, sabia mesmo muito bem. Olhe que eu inicialmente tinha uma opinião má do Salazar, fruto de tudo aquilo que nos é ensinado no sistema de ensino Português. Mas ao ter contacto com outros documentos que retratam Salazar cada vez a minha opinião muda mais e à medida que cada vez tenho mais conhecimento sobre ele cada vez mais tenho de admitir que ele tinha razão em muita coisa e fez muita coisa bem. Se não fosse a falta de humanismo dele talvez (não sei se é melhor forma de classificar isso) e a falta de visão para alguns aspectos ele era de facto o homem perfeito para governar portugal.

Talvez se alguns exemplos que ele nos deu da sua governação fossem aplicados hoje em dia o país avançasse muito melhor.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 07, 2009, 11:23:43 pm
Citação de: "Edu"
Bem caro TOMSK fiquei de veras impressionado com esse texto de Salazar, o homem sabia bem o que dizia, sabia mesmo muito bem. Olhe que eu inicialmente tinha uma opinião má do Salazar, fruto de tudo aquilo que nos é ensinado no sistema de ensino Português. Mas ao ter contacto com outros documentos que retratam Salazar cada vez a minha opinião muda mais e à medida que cada vez tenho mais conhecimento sobre ele cada vez mais tenho de admitir que ele tinha razão em muita coisa e fez muita coisa bem. Se não fosse a falta de humanismo dele talvez (não sei se é melhor forma de classificar isso) e a falta de visão para alguns aspectos ele era de facto o homem perfeito para governar portugal.

Talvez se alguns exemplos que ele nos deu da sua governação fossem aplicados hoje em dia o país avançasse muito melhor.


Não foi por nada que foi votado o Maior Português de Sempre, para grande azia de alguns.


 :D

Salazar foi o estadista mais inteligente, mais honesto que Portugal já teve,  entregou-se totalmente ao seu pais, que amava acima de tudo.
Título:
Enviado por: Xô Valente em Março 07, 2009, 11:33:06 pm
Citação de: "Duarte"
Citação de: "Edu"
Bem caro TOMSK fiquei de veras impressionado com esse texto de Salazar, o homem sabia bem o que dizia, sabia mesmo muito bem. Olhe que eu inicialmente tinha uma opinião má do Salazar, fruto de tudo aquilo que nos é ensinado no sistema de ensino Português. Mas ao ter contacto com outros documentos que retratam Salazar cada vez a minha opinião muda mais e à medida que cada vez tenho mais conhecimento sobre ele cada vez mais tenho de admitir que ele tinha razão em muita coisa e fez muita coisa bem. Se não fosse a falta de humanismo dele talvez (não sei se é melhor forma de classificar isso) e a falta de visão para alguns aspectos ele era de facto o homem perfeito para governar portugal.

Talvez se alguns exemplos que ele nos deu da sua governação fossem aplicados hoje em dia o país avançasse muito melhor.

Não foi por nada que foi votado o Maior Português de Sempre, para grande azia de alguns.


 :wink:  :D
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 08, 2009, 01:03:34 am
Eu penso que essencialmente, se queremos conhecer a verdade, devemos procurar mais, ler mais, estudar mais, e ir ao fundo das coisas.
Porque como sabem, a história é escrita pelos vencedores, e desde o 25 de Abril que só uma versão é aceitável:
-A do constante ataque e perseguição a toda a obra do Estado Novo e de Salazar.
Teve Salazar defeitos? Muitos!
Teve Salazar virtudes? Ainda mais!
Foi um patriota? Sem dúvida!

E porque comecei com uma declaração de Salazar termino igualmente com outra, que muito possivelmente define a sua passagem pelo mais alto cargo da Nação:

"Fui humano.
Não posso envaidecer-me, pois que não realizei tudo o que desejava; mas realizei o suficiente para não se poder dizer que falhei na minha missão."
Título:
Enviado por: Duarte em Março 08, 2009, 01:54:06 am
Para um conhecimento mais profundo, recomendo o livro de António Ferro, "Salazar, o Homem e a Obra".

Salazar. Governou e não roubou. Humilde, honesto, patriota, justo. Uma vida ao serviço da nação.  :Soldado2:
Título:
Enviado por: legionario em Março 08, 2009, 06:37:36 pm
O meu pai, que chegou a ser interrogado pela PIDE e que votava pela oposiçao democratica, agora diz que nem meia-duzia de Salazares endireitavam o pais. Tenho a certeza que ha muitos portugueses honestos e competentes que poderiam fazer alguma coisa, tao bem ou melhor que Salazar :(
Título:
Enviado por: Daniel em Março 08, 2009, 08:14:30 pm
Grande Português, sem sombra de dúvidas, um homem que amava Portugal, e acima de tudo, não se deixou vender, ao contrário de alguns hoje.

Seria excelente, mandar as declarações de Salazar a Franco Nogueira, para os actuais políticos lerem, talvez aprendessem algo, pelo menos o que é ser português, e amar Portugal. :roll:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 08, 2009, 11:22:35 pm
Amou Portugal, ninguém duvida. Fez obra, sem dúvida. Não soube adaptar-se ao novo rumo do mundo, indubitavelmente.

Amou a nação mas o seu apego foi o que a "matou". Acreditava que sem o império não existia Portugal e recusou-se a negociar uma saída que minimizasse a perdas para a nação. Dizer que a guerra estava ganha militarmente é mentir. Estava controlada em Angola, praticamente insustentável na Guiné e em Moçambique estava a alastrar a um nível de intensidade que colocava as nossas forças numa imensa camisa de 7 varas.

A reserva humana da nação estava nos limites (em lugar dos 24 meses, havia pessoal a ser rendido com 30 e 36 meses de zona 100%) assim como o nosso capital de manobra politico.

Não tenho a mínima dúvida que, se a situação fosse negociada antes do ponto de ruptura a nossa nação estaria actualmente muito melhor e não teríamos quase 9000 mortos, dezenas de milhar de feridos e toda uma geração a sofrer até ao dia da morte com o que se passou.

Por tudo isso não lhe consigo achar respeito porque tudo o que de bom possa ter feito morre na destruição e atraso onde mergulhou a nação.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 09, 2009, 12:41:51 am
Citação de: "FoxTroop"
Amou Portugal, ninguém duvida. Fez obra, sem dúvida. Não soube adaptar-se ao novo rumo do mundo, indubitavelmente.

Amou a nação mas o seu apego foi o que a "matou". Acreditava que sem o império não existia Portugal e recusou-se a negociar uma saída que minimizasse a perdas para a nação. Dizer que a guerra estava ganha militarmente é mentir. Estava controlada em Angola, praticamente insustentável na Guiné e em Moçambique estava a alastrar a um nível de intensidade que colocava as nossas forças numa imensa camisa de 7 varas.

A reserva humana da nação estava nos limites (em lugar dos 24 meses, havia pessoal a ser rendido com 30 e 36 meses de zona 100%) assim como o nosso capital de manobra politico.

Não tenho a mínima dúvida que, se a situação fosse negociada antes do ponto de ruptura a nossa nação estaria actualmente muito melhor e não teríamos quase 9000 mortos, dezenas de milhar de feridos e toda uma geração a sofrer até ao dia da morte com o que se passou.

Por tudo isso não lhe consigo achar respeito porque tudo o que de bom possa ter feito morre na destruição e atraso onde mergulhou a nação.


Infelizmente os políticos nem sempre têm o bom senso de aproveitar as vitórias militares e os sacrifícios das forças armadas para resolução dos problemas. A Guiné teria sido a primeira das províncias a ser auscultada quanto à auto-determinação ou a continuação como parte de Portugal. Foi uma oportunidade perdida.

Mas, com duas super-potências adversárias, e sedentas pelos recursos do ultramar, havia pouco espaço para manobra.

Dito isto, nada do que Salazar fez ou deixou de fazer justifica a debandada cobarde, o irresponsável abandono do ultramar. Isto sim, foi um crime contra a humanidade. Abandonar territórios que nos pertenciam há séculos e povos, tanto africanos e europeus, a regimes totalitários; subsitituir a administração Portuguesa pelo neo-colonialismo Soviético-Cubano; deixar cidadãos portugueses à sua sorte, para serem mortos, violentados, fuzilados, despojados dos seus bens; entregar territórios ao comunismo, foi um crime pelo qual ainda hão de responder os "democratas" de Abril.



 :twisted:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 09, 2009, 01:23:50 am
Salazar entendeu manter e guardar Portugal como o tinha recebido.
E esse Portugal, pluricontinental e pluriracial, disperso nos seus territórios mas com a firme certeza na unidade nacional, devia ser entendido como parte integrante e indivisível do Portugal Continental.
O que nos separava era apenas o Mar.
Mar esse, que por nossa obra e galhardia foi descoberto, cruzado, e até porque não, ocupado pelos nossos navegadores. Assim, só mentes menos versadas na história da Pátria Portuguesa ou levadas ao sabor de corrente alheias, poderiam entender algo díspar do conceito de irem defender a terra portuguesa. O que inclusive, juraram, e ainda hoje o juram.

"Juro defender a minha Pátria e estar sempre pronto a lutar pela sua liberdade e independência, mesmo com o sacrifício da própria vida.”
Serão então estas palavras um verdadeiro juramento, ou uma simples cerimónia de momento?

Por conseguinte, a injusta guerra que nos foi movida, e que rapidamente mereceu uma resposta à altura, naturalmente que comportava sacrificíos.
Aliás, como todas as outras batalhas pelas quais os Portugueses tiveram que passar. Porque todos deverão concordar que a Nação Portuguesa não se construíu nem se manteu com apertos de mão.
Houve que lutar, houve que morrer, houve que vencer. Com sacrificíos, não há dúvida.

Ora, isto é preciso que fique claro na mente de todos os portugueses, que os nossos soldados partiram para defender a terra portuguesa, essa que dispersa pelo mundo, mantia no entanto, no fundo dos seus corações, o sentimento de Portugalidade, que era preciso defender a todos os custos.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 09, 2009, 09:30:55 am
Citação de: "TOMSK"
Salazar entendeu manter e guardar Portugal como o tinha recebido.


Um país pobre, estúpido e em que as pessoas do campo não viviam mas sobreviviam, nas  províncias ultra marinas era quase a mesma coisa, até que em após 1960 alguém teve a brilhante ideia de as começar a desenvolver, mas claro já era tarde pois já estávamos em guerra e os pretos o que queriam era verem-se livres de nós .
Pessoalmente e após ver os episódios sobre a sua vida a única coisa que me espantou e isso admirei-o foi ele pagar as suas coisas com o seu dinheiro e não usar o dinheiro do estado como usam muitos dos políticos da treta que hoje nos governam.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 09, 2009, 12:18:23 pm
O Fim do Portugal do Minho a Timor
Tenente-Coronel PILAV João Brandão Ferreira
 
(http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_ago2005/pag22_1.jpg)

"Portugal se quiser sobreviver como um país que tenha lugar próprio no conceito das Nações, terá que repensar matrizes antigas e conceber um novo conceito estratégico “Ultramarino”, pois o futuro passa por aí.

Em primeiro lugar, tem que considerar a Geografia e o Carácter do Povo, elementos fundamentais da Geopolítica portuguesa. A Geografia não muda e quer isso agrade ou não, sempre condicionou, condiciona e condicionará, o futuro dos portugueses. E neste ponto há a destacar a atlanticidade do território, que possui três parcelas espalhadas no Atlântico Norte; a orientação Norte/Sul do Continente, com pouca profundidade no sentido Leste/Oeste e o facto de confinar apenas com um único país, a Espanha, cujo poder relativo é quatro a cinco vezes superior ao português. O carácter do povo, por sua vez, muda muito pouco e muito devagar. E é tendo em conta essa maneira de ser, do povo, e as suas motivações, que deve ser equacionada a sua governação.

Em termos de comportamento interno convém estar atento a algumas características nacionais que se podem classificar como vulnerabilidades:

A falta de consistência das elites nacionais sempre pródigas em dividir-se quanto a defender um ou outro interesse estrangeiro, que surja num dado momento da cena internacional, em vez de reflectirem, equacionarem e procurarem defender, os interesses portugueses nessa mesma conjuntura.
E a História mostra, que as elites em momentos de crise nacional, traem, por vezes, o povo e a Pátria;

A extrema dificuldade que os portugueses têm em estabelecer um desenvolvimento sustentado e transformar as riquezas momentâneas, em mais valias futuras;

O abandono a que se sujeita a Instituição Militar em épocas em que não se sente ameaça ou esta é mais difusa. Ainda em relação às Forças Armadas existe uma tradição de intervenção política das mesmas, na vida nacional, desde 1817, e em todos os momentos fundamentais da História Nacional – para o bem e para o mal – o que demonstra uma fraqueza e instabilidade muito grande, na organização política do Estado;

Por último, como reminiscência do passado, atravessa a sociedade portuguesa, de quando em quando, a questão do Iberismo, isto é, a ideia da junção, com este ou aquele contorno, dos Estados que coabitam a Península Ibérica. Que os políticos espanhóis, sobretudo castelhanos, sejam Iberistas isso deve ser encarado em Portugal como apriorístico. José de Carvajal y Lencastre, ministro de Estado no tempo de Fernando VI, de Espanha, referia-se assim a Portugal. “A perda de Portugal foi de puro sangue, e por isso o ministro espanhol que não pense constantemente na reunião ou não obedece à lei ou não sabe do seu oficio”.

Verdadeiramente a ameaça para Portugal, vem dos Iberistas nacionais, pois são verdadeiros “Cavalos de Tróia” no tecido nacional português.

Uma última reflexão: Portugal enquanto manteve o seu potencial elevado, durante os séculos XV e parte de XVI, não precisou de alianças para a sua defesa nem a sua soberania e integridade correram perigo real. Mas a partir do declínio, que culminou com o sistema de Coroa Dual imposta pelos Filipes, Portugal só sobreviveu devido à sua enorme “profundidade estratégica” e à complementaridade entre as suas partes. De facto, Portugal conseguiu ultrapassar as suas três maiores crises de existência à custa do seu património ultramarino.

Assim, para restaurar a independência, em 1640 e na luta que se seguiu, a factura a pagar foi a perda de quase todo o “império” do Oriente;
Para expulsar os invasores napoleónicos, teve que abrir mão do Brasil e para entrar na CEE, perdeu-se a África.

E no futuro como será?"
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 09, 2009, 03:46:28 pm
Defender a Pátria foi coisa que não fez. Se o fizesse não teria permitido a exploração, para alem de tudo o que é admissível, dos povos nativos em prol dos interesses de meia dúzia de corporações.

Causou repudio em muitos dos militares enviados para os territórios do ultra-mar a forma como as corporações estabelecidas tratavam os nativos e como tentaram manipular as próprias FA em função dos seus interesses prejudicando os da nação. E a todos esses relatórios e avisos o que fez?!!! Nada. Limitou-se a esperar que passasse.

Se depois as coisas correram como correram existe apenas um culpado. Salazar
As FA deram-lhe todo o tempo do mundo para que se encontrasse uma saída em que os interesses da nação fossem preservados ao máximo. Tentar branquear o passado e deitar as culpas nos acontecimentos pós 25 Abril é hipócrita e cínico pois foram justamente os acontecimentos passados o fio condutor de tudo o que se passou.

Quanto a defender terra portuguesa, qualquer chefe militar ou politico consciente sabe que o sacrifício supremo só pode e deve ser pedido com vista a um fim maior. Pedido como foi pedido à nossa juventude da altura foi um crime, um crime que mergulhou a nossa nação no atraso e os nossos territórios ultra-marinos no inferno da guerra civil.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 09, 2009, 04:16:15 pm
Citação de: "FoxTroop"

Tentar branquear o passado e deitar as culpas nos acontecimentos pós 25 Abril é hipócrita e cínico


Quem está a branquear o quê? Como eu já afirmei aqui, nada do aconteceu antes do 25 de Abril impediu uma descolonização ordeira e justa. Nada impediu que se auscultasse a vontade popular dos povos africanos quanto ao seu futuro. A debandada traicoeira e irresponsável que se fez não tem perdão, não tem desculpa possível, não tem justificação qualquer.

Culpabilizar Salazar por algo feito por militares e políticos de esquerda, traidores, a soldo de interesses estrangeiros, vários anos após a sua morte, é uma fraude histórica.
Título:
Enviado por: Daniel em Março 09, 2009, 04:16:34 pm
Citar
Para expulsar os invasores napoleónicos, teve que abrir mão do Brasil e para entrar na CEE, perdeu-se a África.


Alguém que explique melhor  :conf: é que não estou a ver, onde é que Portugal teve de abrir mão do Brasil, para expulsar os invasores napoleónicos, para entrar na CEE perdeu-se a África, talvez sim talvez não.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 09, 2009, 04:29:15 pm
Citar
Quem está a branquear o quê? Como eu já afirmei aqui, nada do aconteceu antes do 25 de Abril impediu uma descolonização ordeira e justa.


Tudo o que se passou é que levou a isso mesmo. Chegou-se ao extremo e quando se deu a deflagração não havia margem para meios termos. Não havia mais nada que se pudesse fazer. Por causa das politicas feitas a descolonização foi imposta em vez de ser negociada e mais uma vez afirmo. Só existe um culpado. Se os comunas ,etc, etc fizeram o que fizeram foi porque não foi dada alternativa a essa saida. Numa palavra, num nome, SALAZAR
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 09, 2009, 04:49:58 pm
Citação de: "FoxTroop"
Citar
Quem está a branquear o quê? Como eu já afirmei aqui, nada do aconteceu antes do 25 de Abril impediu uma descolonização ordeira e justa.

Tudo o que se passou é que levou a isso mesmo. Chegou-se ao extremo e quando se deu a deflagração não havia margem para meios termos. Não havia mais nada que se pudesse fazer. Por causa das politicas feitas a descolonização foi imposta em vez de ser negociada e mais uma vez afirmo. Só existe um culpado. Se os comunas ,etc, etc fizeram o que fizeram foi porque não foi dada alternativa a essa saida. Numa palavra, num nome, SALAZAR
´

É impressionante esse discurso.
Como não havia mais nada a fazer?
Quais foram "políticas feitas"?
E a que negociação se refere? A da venda do Ultramar?
Se para si vender território português é aceitável, para mim não.
Para mais, mesmo que não goste, convido-o a ler uma opinião de Salazar sobre a venda das colónias, na página anterior a esta.
É bom para esclarecer algumas fantasias que vão aí nalgumas cabeças...
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 09, 2009, 05:06:05 pm
Citar
Quais foram "políticas feitas"?

Nenhumas, caro Tomsk, e é esse o cerne do problema. Não houve uma politica, houve apenas um "temos de aguentar" e "isto é nosso"

Citar
E a que negociação se refere? A da venda do Ultramar?

Venda?!!! Não, nunca falei em venda. Falei em uma negociação que permitisse uma autodeterminação progressiva e permitisse também ao país manter no possível os seus interesses.

Citar
Para mais, mesmo que não goste, convido-o a ler uma opinião de Salazar sobre a venda das colónias, na página anterior a esta.
É bom para esclarecer algumas fantasias que vão aí nalgumas cabeças...


Já li, e percebi. Percebi que quem não se adapta morre e a falta de visão de Salazar sobre o rumo da História quase que condenou Portugal.
Deixou aquilo vendido a corporações que fizeram o que lhes apeteceu lesando o interesse da Pátria e quando a guerra rebentou é que se lembrou da unidade de Portugal?!!!!

Fantasias, sim há muitas, agora ao longe, quando as coisas já se passaram, e quando se pode dar interpretações cor-de-rosa à realidade bem negra das coisas.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 09, 2009, 06:27:00 pm
Citação de: "FoxTroop"
Citar
Quais foram "políticas feitas"?

Nenhumas, caro Tomsk, e é esse o cerne do problema. Não houve uma politica, houve apenas um "temos de aguentar" e "isto é nosso"

Isto não é verdade. Houve uma política, uma política militar, uma política de melhorar o nível de vida das populações, investimento social, saúde, educação, investimento económico, e um esforço para corrigir muitas das injustiças que existiam antes.


Citar
Percebi que quem não se adapta morre e a falta de visão de Salazar sobre o rumo da História quase que condenou Portugal.
Deixou aquilo vendido a corporações que fizeram o que lhes apeteceu lesando o interesse da Pátria e quando a guerra rebentou é que se lembrou da unidade de Portugal?!!!!


Felizmente já não existem corporações a explorar ninguém..  :roll:

Ainda não deu qulaquer razão válida para justificar a descolonização desarticulada e apressada que se fez. Portugal tinha os meios, a força militar, a estrutura administrativa, a responsibilade legal de país administrador, de fazer uma auscultação eleitoral e se assim o quisessem os povos, um descolonização ordeira, e justa. Portugal tinha o dever histórico e legal de não deixar um vácuo de poder como fez. Tinha a obrigação de fazer uma descolonização com prazos, com medidas de segurança para as populações.

A descolonização foi feita da forma que foi porque era ista que convinha às superpotências.
É imperdoável.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 09, 2009, 06:37:10 pm
Citação de: "Duarte"
Portugal tinha os meios, a força militar, a estrutura administrativa, a responsibilade legal de país administrador, de fazer uma auscultação eleitoral e se assim o quisessem os povos, um descolonização ordeira, e justa. Portugal tinha o dever histórico e legal de não deixar um vácuo de poder como fez. Tinha a obrigação de fazer uma descolonização com prazos, com medidas de segurança para as populações.


E mais importante que isso, Mário Soares não tinha nem autoridade nem legitimadade para dispôr de território português como o fez.
Acho incrível que alguem que vendeu, entregou ao desbarato parcelas territoriais portuguesas ainda tenha o descaramento de andar por aí à nossa frente, a aparecer na televisão, a dar as suas opiniões.

Como alguém disse uma vez,
" Desapareça daqui, Dr. Mário Soares! Deixe-nos em paz!"
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 09, 2009, 07:17:31 pm
As razões estão à vista e dei-as nas minhas afirmações.

-As províncias estavam no marasmo, entregues a meia dúzia.
-Os nativos eram menos considerados que cães vadios e explorados até dizer chega.
-A politica e gestão das províncias foi entregue aos militares durante a guerra sem uma articulação central capaz e um plano de desenvolvimento sustentado, drenando a capacidade militar de fazer a guerra e alocando as nossas forças armadas em funções administrativas por notável incompetências dos organismos civis.
-A intransigência da politica central em relação a qualquer solução negociada criou um extremismo que infelizmente desembocou noutro extremismo. A culpa de se chegar a esse extremo é só de uma única pessoa e dos sicários que a rodeavam

Se a descolonização foi mal feita? Foi
Se no contexto onde se chegou em 1974 se poderia fazer de outra forma? Não
Porquê? Porque se esgotou a capacidade militar e diplomática ao fim de 14 anos a negar o óbvio.

Gostaria eu e muitos outros de saber então qual era a descolonização possível, porque ainda não vi argumentos que sustentassem outra coisa.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 09, 2009, 07:22:49 pm
Você centra a discussão aqui à volta da "descolonização".
Só que quem tem comentado aqui, como eu ou o Duarte, não concordamos com essa via.
Não pode haver argumentos para algo com que não defendemos.
Descolonização é uma coisa, e auto-determinação é outra.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 09, 2009, 07:39:27 pm
Caro Tomsk. A descolonização foi consequência directa da incapacidade politica anterior.

Portugal tinha um dever perante a História e perante as populações das províncias. O poder politico falhou. Falhou ao não fazer uma serie de coisas como as que o sr. Duarte enumerou. Como não as fez quando se chegou onde chegou já não havia possibilidade alguma de o fazer.

Por isso é que eu digo e afirmo que a culpa vem de trás. Mais traidor que Mário Soares e companhia foram os que não viram o abismo a vir ou pior, viram mas não quiseram ver.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 09, 2009, 08:27:05 pm
Citar
As razões estão à vista e dei-as nas minhas afirmações.

-As províncias estavam no marasmo, entregues a meia dúzia.

Qual meia dúzia? E a abertura que se fez a investimento estrangeiro? E as centenas de milhares de Europeus? Não detinham casas, terras, empresas, lojas, fazendas, bens, etc.?

Citar
-Os nativos eram menos considerados que cães vadios e explorados até dizer chega.

Que houve injutsiças, houve, muitas e graves até, mas houve melhorias enormes, e mais haveria se tivessem proesseguido com as reformas necessárias. Não foi por falta de vontade ou esforço que não se conseguiu mais e melhor. Mais uns anos e talvez a URSS teria caido mais cedo. Faltou a força de vontade que nos é caracterítsica, e ficou-se pelo comodismo, a servilidade a potências estrangeiras que tem sido o pão nosso de cada dia desde o 25 de Abril. O império foi conquistado por homens com tomates, e destruído por cobardes, traidores, que não os tinham.

Citar
-A politica e gestão das províncias foi entregue aos militares durante a guerra sem uma articulação central capaz e um plano de desenvolvimento sustentado, drenando a capacidade militar de fazer a guerra e alocando as nossas forças armadas em funções administrativas por notável incompetências dos organismos civis.

Esta dupla missão das Forças Armadas foi uma mais valia e um dos aspectos mais elogiados e bem sucedidos da forma de combater a insurreição desenvolvida pelos Portugueses. Não faz qualquer sentido estar a criticar esta duplicidade. Foi necessário e não prejudicou a missão de combate, muito pelo contrário evitou combates e mortes.

Citar
-A intransigência da politica central em relação a qualquer solução negociada criou um extremismo que infelizmente desembocou noutro extremismo. A culpa de se chegar a esse extremo é só de uma única pessoa e dos sicários que a rodeavam

Mas Salazar tinha poderes para além da morte? :lol:
Entregou-se territórios que nos pertenciam há séculos a movimentos marxistas, para criar regimes de partido único, totalitários, sujeitos a guerra civil pelas maquinações das super-potências e outras potências regionais, e a subsequente fome e miséria, para serem colonizados pelos Soviéticos e Cubanos. Abandonaram-se centenas de milhares de cidadãos Portugueses Europeus e Africanos, sem garantias de segurança, ou de preservação de bens.
E acha que não se poderia ter feito melhor?  :N-icon-Axe:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 09, 2009, 08:49:48 pm
Podia-se sem duvida, antes de 1974. Quais eram as tais possibilidades de se fazer de outra forma em 1974/75?

Ficou-se pelo comodismo?!!!! Durante 14 anos combateu-se uma guerra em 3 frentes com meios paupérrimos e chama a isso que ficámos pelo comodismo?!!!! O único comodismo foi o dos representantes da nação que não souberam aproveitar o tempo dado pelos militares.  

Estávamos esgotados. O meu pai por exemplo tinha 30 meses numa zona 100% (sector de Mueda, norte de Moçambique) e a companhia que ía render a dele nem vê-la. E nesse estado estavam uma enorme parte das unidades destacadas. A capacidade e mobilização e rotação de tropas estava em risco.

Perante isto como é que se iria fazer a descolonização? Acredita mesmo que fosse o governo que fosse a sair do golpe militar, teria condições para negociar de outra forma? Com que meios? Com que capacidade.

Muito menos aguentaram os "amaricados" no Vietname ou os Popov's no Afeganistão e com meios muito superiores.

E tal como disse se houvesse serviços administrativos competentes e capazes, as nossas FA poderiam dedicar-se ao que melhor fazem, combater e isto sem por em causa o enorme esforço das nossas FA.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Março 09, 2009, 09:37:49 pm
Caro FoxTroop se se conseguiu fazer uma descolonização com pés e cabeça em relação a Macau porque não se conseguiria o fazer com o resto das colónias.
A China caso quisesse tinha invadido aquilo em menos de nada... nem que seja por afogamento, bastava meter os chineses todos em aviões e começassem a mijar cá para baixo  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: teXou em Março 09, 2009, 09:44:00 pm
Para os amantes do estado fascista da UN, do Estado Novo  :rir: do chefe supremo: Goa, Damão e Diu. Se isto não é suficiente, posso continuar com Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. Assim todos serão capazes de ver como o chefe supremo tinha uma boa visão e sempre tentou defender a Pátria  :rir:

1948:
  A 27 de Fevereiro, o Governo da União Indiana solicita ao Governo português que se iniciem negociações quanto ao futuro das colónias portuguesas na Índia.

  A 15 de Julho, o Governo português responde declarando que a questão apresentada "não se pode discutir e muito menos aceitar para ela a solução que se lhe propõe".

1953:  Salazar afirma que se Nehru recorrer à força negará ao mundo a sua política pacifista.
  A 11 de Junho, o governo indiano retira de Lisboa a sua missão diplomática, mantendo os portugueses a sua em nova Deli.
  Nos finais do ano, a União Indiana institui o bloqueio a Goa. Exigências de visto paralisam a circulação de pessoas e funcionários portugueses entre Goa, Damão e Diu e os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli.

1954:
 A 22 de Julho, cidadãos da União Indiana, vinda daquele país, alguns armados e enquadrados por forças regulares da Polícia e de tropas de reserva, assaltam o enclave de Dadrá, onde morrem em combate, o subchefe da Polícia e o guarda António Fernandes. O mesmo processo é utilizado horas depois, no assalto ao enclave de Nagar-Aveli.

  Em discurso proferido, em 30 de Novembro, na Assembleia Nacional, Salazar afirma que considera Goa indefensável.

1955:
 A 8 de Agosto, a União Indiana decide encerrar a legação portuguesa em Nova Deli.
  No parlamento indiano Nehru afirma: "Nós não estamos dispostos a tolerar a presença portuguesas em Goa, ainda que os goeses queiram que eles aí estejam".

1956: Elementos provenientes da União Indiana violam as fronteiras, roubam e causam mortos e feridos entre a população e o pessoal da Polícia.
  O embaixador Marcello Mathias defende, junto de Salazar, que o problema de Goa seja resolvido por referendo. Salazar, em Conselho de Ministros, expõe o assunto nesses termos mas os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros levantam as maiores objecções. A situação mantém-se inalterável.

1957: O general Humberto Delgado, candidato à presidência da República, defende o plebiscito para a resolução do caso do Estado da Índia.

1958: Em Goa, Damão e Diu continuam, quase diariamente, as incursões de agentes indianos, os roubos de bens e as agressões a goeses.

  A 4 de Dezembro, chega a Goa o novo e último governador-geral da Índia Portuguesa, general Manuel António Vassalo e Silva.

1960: Um importante núcleo de goeses, contrário à política do Governo central mas evidenciando repúdio pela integração na União Indiana, prepara um Projecto de Estatuto de Autonomia Administrativa e Financeira do Estado da Índia, que é enviado para Lisboa e rejeitado pelo chefe de estado.

  Um grupo de destacadas figuras de Goa, sabendo que o primeiro-ministro da Grã-Bretanha MacMillan se dispõe a servir de medianeiro no caso de Goa, envia ao presidente da República um telegrama pedindo que sejam ouvidos os goeses nessa mediação e reclamando plena autonomia administrativa e financeira - pedido que o governo de Lisboa recusa.

1961: Khrishna Menon, ministro indiano da Defesa, pressiona Nehru no sentido de este ordenar o ataque a Goa. Salazar não acredita que este se concretize.
  Recrudescem em Goa acções de que resultam mortos e feridos.
  Verifica-se grande concentração de de meios militares indianos em redor das fronteiras de Goa, Damão e Diu. Do facto é avisado o Conselho da Segurança das Nações Unidas.
  Ao largo de Damão e Diu cruzam-se navios de guerra indianos e ao largo do porto de Mormugão paira uma poderosa esquadra. Aviões de combate indianos violam o espaço aéreo português.
  Datados de 14 de Dezembro, são recebidos pelo governador-geral dois telegramas do presidente do Conselho. O primeiro refere que há que contar com o pior e exorta as forças armadas do Estado da Índia ao sacrifício total. O segundo confirma que no dia imediato a União Indiana desencadeará o ataque.
  Na noite de 17 para 18 de Dezembro, a União Indiana, com um exército de cerca de 50 000 homens, dispondo de moderno material de guerra e apoiado por poderosas forças aéreas e navais, invade e ocupa os territórios de Goa, Damão e Diu, defendidos por cerca de 3500 homens, deficientemente armados e municiados.
  A resistência portuguesa distingue-se nas guarnições da ilha da Angediva, Forte de Aguada, Damão, Diu e aviso Afonso de Albuquerque.
  No dia 19, dá-se a rendição das tropas portuguesas, que ficam prisioneiras das forças indianas durante cerca de seis meses.
Fontes (http://http)

O grande chefe supremo, o homem que sabia tudo, que era o melhor de todos os portugueses  lo3x4  :rir:

Salazar numca quis ouvir falar da unica solução possível: autonomia, federalismo, etc ...

Quem perdeu o Ultramar foi ele a não querer houvir os outros ![/u]

Portanto outros já tinham compreendido e muito mais cedo, que seija Henrique Galvão, H. Delgago, Spínola, os diferentes governadores de Angola, Mocambique ou Guiné- (e isto antes de 1961), ....
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 09, 2009, 10:03:27 pm
Bem, a resposta a essa pergunta, deu-a você mesmo sr. Cabecinhas. Eles não queriam. Bastava esperar pelo fim da concessão e voltava para eles. Para quê fazer barulho?!! Esses têm paciência, sabem esperar e acima de tudo conhecem muito bem de que lado sopra o vento.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Março 09, 2009, 11:49:00 pm
Sr. Cabecinhas gostei  c34x Já não "ouvia" a algum tempo  :wink:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 10, 2009, 12:16:54 am
A União Indiana não tinha qualquer direito aos territórios do Estado Português da Índia. Esta nem existia aquando da conquista destes territórios quatros séculos antes.  :lol:

Não foi com Portugueses assim que se construiu Portugal.  :twisted:
Título:
Enviado por: P44 em Março 10, 2009, 10:07:40 am
Os ingleses e os franceses é que foram parvos em conceder a independência aos seus ex- territórios africanos, sem derramamento de sangue e mantendo bons interesses económicos, num processo de auto-determinação progressiva e estudada.

o salazar não, era um gajo esperto para caraças e como aquilo era "nosso" por decreto divino, conseguiu uma guerra de 14 anos que ainda empobreceu mais o país e deu no que deu, em que portugal foi corrido a pontapé de áfrica.

Realmete, o gajo era muito "esperto" ...
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 10:22:32 am
Uma coisa é certa, Portugal nao tinha os meios para tanta ambiçao : guardar o Ultramar . E aqui acho que o Salazar (que tinha aversao às armas) pecou por excesso de confiança ou por falta de visao. Portugal se queria continuar como "império" teria que criar as condiçoes para isso, nomeadamente umas FA's bem equipadas , fortes, aguerridas e motivadas.

Nos ultimos anos do regime procurou-se remediar as lacunas em termos de material humano com o recrutamento massivo de nativos para as nossas FA's, que ja representavam mais de 50% do efectivo nalgumas provincias, mas em termos de equipamento nunca estivemos bem servidos.

Por ultimo, faltava-nos a vontade de continuar, faltava-nos uma ideologia galvanizadora , e o nosso povo estava longe de ter o entusiasmo unissono que tem actualmente pela nossa seleçao de futebol :)

A "culpa" se calhar nao foi do Salazar nem do Soares, mas sim de todos nos colectivamente, da nossa ignorancia  e da nossa fraqueza.
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 10:29:41 am
Citação de: "P44"
Os ingleses e os franceses é que foram parvos em conceder a independência aos seus ex- territórios africanos, sem derramamento de sangue e mantendo bons interesses económicos, num processo de auto-determinação progressiva e estudada.

o salazar não, era um gajo esperto para caraças e como aquilo era "nosso" por decreto divino, conseguiu uma guerra de 14 anos que ainda empobreceu mais o país e deu no que deu, em que portugal foi corrido a pontapé de áfrica.

Realmete, o gajo era muito "esperto" ...


A França perdeu dezenas de milhar de soldados nas guerras da Indochina (Vietnam) e da Argélia. Apesar de tudo conserva até hoje alguns territorios ultramarinos, um dos quais, a Guyana, é do tamanho de Portugal. Ainda hoje a França faz e desfaz os governos nas suas antigas colonias e tem a sua presença assegurada em Africa.
A Inglaterra manteve inumeras guerras contra os movimentos de libertaçao : Quénia, Malasia (onde venceu a guerrilha comunista), etc e tal como a França, assegurou a continuidade da metropole nas antigas colonias.  
Portugal perdeu tudo e rapidamente .
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 10, 2009, 10:38:42 am
Exactamente. Basta olhar para um mapa do globo, devidamente identificado, para se aperceberem das ínumeras ilhas e localizações espalhadas pelo globo, ainda em poder de França e da Inglaterra.

O mesmo devia ter acontecido connosco. Até compreendo que se tenha entregado Angola, Moçambique e Guiné. Revoltaram-se contra a presença portuguesa, e a "comunidade internacional" estava em cima de nós.

Agora, Cabo-Verde?
Timor?
Macau?
Peço desculpa, mas isto foi das maiores vergonhas que aconteceu ao nosso país.
Até me admira como o Dr.Soares não entregou os Açores e a Madeira.
Concerteza que os Americanos lhe devem ter pedido isso enquanto estava lá em Paris, com as "férias" pagas pela CIA...
Título:
Enviado por: P44 em Março 10, 2009, 10:45:16 am
Citação de: "legionario"
Citação de: "P44"
Os ingleses e os franceses é que foram parvos em conceder a independência aos seus ex- territórios africanos, sem derramamento de sangue e mantendo bons interesses económicos, num processo de auto-determinação progressiva e estudada.

o salazar não, era um gajo esperto para caraças e como aquilo era "nosso" por decreto divino, conseguiu uma guerra de 14 anos que ainda empobreceu mais o país e deu no que deu, em que portugal foi corrido a pontapé de áfrica.

Realmete, o gajo era muito "esperto" ...

A França perdeu dezenas de milhar de soldados nas guerras da Indochina (Vietnam) e da Argélia. Apesar de tudo conserva até hoje alguns territorios ultramarinos, um dos quais, a Guyana, é do tamanho de Portugal. Ainda hoje a França faz e desfaz os governos nas suas antigas colonias e tem a sua presença assegurada em Africa.
A Inglaterra manteve inumeras guerras contra os movimentos de libertaçao : Quénia, Malasia (onde venceu a guerrilha comunista), etc e tal como a França, assegurou a continuidade da metropole nas antigas colonias.  
Portugal perdeu tudo e rapidamente .


e a culpa é de quem?

Comparem a actuação desses governos com o "orgulhosamente sós" de salazar.

ps- Tomsk, Portugal ofereceu Macau á RPC logo a seguir ao 25 de Abril, os Chineses é que disseram "não"

Cabo Verde até digo que seria uma hipótese para continuar a ter sido uma "região autónoma" portuguesa , como os Açores e a Madeira

quanto a Timor é o que se sabe  :roll: , além de que um Portugal tão instável nunca teria possibilidades de manter um território do outro lado do mundo
(mais a mais qd a Indonésia tinha o apoio dos "nossos amigos" dos EUA para a Invasão)
Título:
Enviado por: Ataru em Março 10, 2009, 10:53:17 am
Penso que o importante neste momento é consolidar laços com os CPLP's e pretendentes.

Há que tornar o Português a língua número 1 nos PALOP's sem oposição do francês ou inglês para isso é importante Portugal e Brasil trabalharem em conjunto e enviarem professores para esses países em especia paa a Guiné-Bissau mas também Timor e Macau.

No futuro talvez se possa reunificar Cabo Verde e São Tomé com Portugal mas isso deverá ser pensado mais daqui a uns anos.

Seria também importante fomentar o Português em regiões de influência portuguesa, como por exemplo, Olivença, Galiza, e toda a fronteira com Espanha, Casamance, Guiné Equatorial, Uruguai, Goa, Mallaca, Timor ocidental etc...
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 10, 2009, 10:53:24 am
Citação de: "P44"
Tomsk, Portugal ofereceu Macau á RPC logo a seguir ao 25 de Abril, os Chineses é que disseram "não"
Pois, mas não haviam de oferecer. E a verdade é que os homens não quiseram...

Citar
Cabo Verde até digo que seria uma hipótese para continuar a ter sido uma "região autónoma" portuguesa , como os Açores e a Madeira
Claro! Até em termos geo-estratégicos Portugal tinha muito a ganhar!

Citar
quanto a Timor é o que se sabe  :roll: , além de que um Portugal tão instável nunca teria possibilidades de manter um território do outro lado do mundo
(mais a mais qd a Indonésia tinha o apoio dos "nossos amigos" dos EUA para a Invasão)
 
Sim, mas a invasão só aconteceu quando os soldados portugueses saíram de lá...Além disso, uma invasão é sempre uma invasão, e aí a razão estava do lado Português. Bem como a população timorense, que concerteza queria continuar portuguesa, e ficou um pouco atónita quando se viu invadida pela Indonésia...
Título:
Enviado por: P44 em Março 10, 2009, 11:13:48 am
Tomsk

e achas que os Americanos e os Indonésios estavam preocupados com a opinião dos Timorenses?
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 10, 2009, 11:18:10 am
Citação de: "P44"
Tomsk

e achas que os Americanos e os Indonésios estavam preocupados com a opinião dos Timorenses?


Não, mas como referi, uma invasão é uma invasão!

Por outro lado, hoje parece que devemos nos rebaixar à vontade dos mais poderosos é?
Bem, agora, substancialmente fracos, sem as nossas posições ultramarinas, esse parece ser o nosso destino...
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 12:12:23 pm
O bom filho à casa do Pai torna !
Regressamos às nossas fronteiras medievais, porque nao estreitar ainda mais as nossas relaçoes com Espanha , apresentando à UE e ao mundo uma frente unida em materias que sao do nosso mutuo interesse ?
A CPLP, SIM , e em força ! mas tambem toda a hispanidad !  Vejam voces que formidavel vector de influencia no mundo nao seria a uniao dos povos irmaos de lingua portuguesa e espanhola  :)
Título:
Enviado por: André em Março 10, 2009, 12:22:51 pm
Citação de: "legionario"
mas tambem toda a hispanidad !  Vejam voces que formidavel vector de influencia no mundo nao seria a uniao dos povos irmaos de lingua portuguesa e espanhola  :shock:  :shock:

Seria mais ao contrário a maior influência da lingua espanhola nos paises lusofonos, um autêntico cavalo de Troia ...  :roll:  :evil:
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 12:24:54 pm
eu sabia....ahahahahahahah
pega sempre !
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 10, 2009, 12:34:44 pm
Citação de: "legionario"
eu sabia....ahahahahahahah
pega sempre !


Se queres falar castelhano é contigo e nisso estamos um país livre, agora vir para aqui defender uma união de dois povos que não se querem unir e alem disso um deles adora oprimir as línguas dos outros, ao ponto de as fazer desaparecer, isso na minha opinião é fogo que já ardeu.
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 12:59:52 pm
Nao estou a falar duma uniao de dois povos, estou a falar duma uniao de todos os povos (sao varios)de cultura lusa e hispanica. Tambem nao estou a falar duma uniao politica, estou a falar duma conjugaçao de esforços em matérias de nosso comum interesse. Os anglo-saxoes sao unidos, e nos nao somos !
Tu nao tens argumentos, faltam-te talvez os meios para isso, mas se evitares deturpar as ideias dos outros, fazes melhor figura do que tendo essas reaçoes histéricas :(
Título:
Enviado por: André em Março 10, 2009, 01:09:47 pm
Citação de: "legionario"
Os anglo-saxoes sao unidos, e nos nao somos !


Mas isso são contextos diferentes, para quê uma conjugaçao de esforços em matérias de nosso comum interesse com um pais que já foi opressor e quis acabar com a nossa cultura e já conhecida o seu modus operandi nos casos da Galiza e da Catalunha, seria apenas uma maneira mais soft de nos voltarem a dominar e para isso já bastam os gajos de Bruxelas ...  

:roll:  :roll:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 10, 2009, 01:16:20 pm
Citação de: "P44"
Comparem a actuação desses governos com o "orgulhosamente sós" de salazar.

ps- Tomsk, Portugal ofereceu Macau á RPC logo a seguir ao 25 de Abril, os Chineses é que disseram "não"

Cabo Verde até digo que seria uma hipótese para continuar a ter sido uma "região autónoma" portuguesa , como os Açores e a Madeira

quanto a Timor é o que se sabe  :roll:

Mas façamos um estudo hipotético. Imagina que os Republicanos tivessem ganho a Guerra Civil de Espanha, e Portugal também caiu nas mãos dos anarcho-comunistas. Nunca houve Estado Novo, nem Salazar. Imagina que na República Popular Socialista de Portugal, governada por um partido único, o Bloco Nacional, um partido de índole anarquista, anti-capitalista, trotskyista, com um cheirinho a maoismo .. :banana: (http://www.forumdefesa.com/forum/images/smiles/lou.gif)

Aguardamos as suas decisões, Sr. Presidente.  :wink:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 10, 2009, 02:04:43 pm
Citação de: "FoxTroop"
-A politica e gestão das províncias foi entregue aos militares durante a guerra sem uma articulação central capaz e um plano de desenvolvimento sustentado, drenando a capacidade militar de fazer a guerra e alocando as nossas forças armadas em funções administrativas por notável incompetências dos organismos civis.


Leia, por favor, e comente.

http://www.revistamilitar.pt/modules/ar ... php?id=348 (http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=348)
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 10, 2009, 02:07:05 pm
Citação de: "legionario"
Nao estou a falar duma uniao de dois povos, estou a falar duma uniao de todos os povos (sao varios)de cultura lusa e hispanica. Tambem nao estou a falar duma uniao politica, estou a falar duma conjugaçao de esforços em matérias de nosso comum interesse. Os anglo-saxoes sao unidos, e nos nao somos !
Tu nao tens argumentos, faltam-te talvez os meios para isso, mas se evitares deturpar as ideias dos outros, fazes melhor figura do que tendo essas reaçoes histéricas :(


e isto já não se faz, dou-te um exemplo: O mundial de futebol Portugal/Espanha, pelas ordens de ideias cada um devia ficar com metade dos jogos e o inicio da competição era numa país e o fim era noutro. Mas pelo que estou a ver, Portugal apenas vai ter direito a ter três estádios e pelo andar das coisas nem jogo de inicio ou final da competição. Se isto acontece no desporto, nem quero imaginar no outros assuntos.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 10, 2009, 02:13:50 pm
Citação de: "Duarte"
A União Indiana não tinha qualquer direito aos territórios do Estado Português da Índia. Esta nem existia aquando da conquista destes territórios quatros séculos antes.  :lol:

Não foi com Portugueses assim que se construiu Portugal.  :bang:  :bang:
Título:
Enviado por: Roque em Março 10, 2009, 02:19:38 pm
Citar
Seria também importante fomentar o Português em regiões de influência portuguesa, como por exemplo, Olivença, Galiza


Aclare que significa iso de que Galicia é unha zona de influencia portuguesa.

 :evil:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 10, 2009, 02:38:40 pm
Citação de: "FoxTroop"
resistiria até onde me fosse permitido e depois sim renderia-me. A rendição não é vergonha.


Um dos sinais do declínio do país é e o estado lastimoso em que se encontra a língua Portuguesa. Render-me-ia

Muito obrigado por esclarecer-nos. Não é vergonha, não. Nem é preciso insultos gratuítos, nem comparações com o Adolfo. Está a misturar as coisas e a ser incoerente. Ninguém lhe insultou. Não sei por que razão se picou.. Foi apenas uma pergunta. Se queria ou não responder, é consigo.. não precisa descer ao insulto.

Se quiser, pode responder ao cenário acima exposto. Fico curioso para saber que decisões tomaria.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 10, 2009, 03:10:17 pm
Não caro Duarte não estou a ser incoerente. Estou apenas a dizer que não se pode exigir sem dar meios. Um soldado deve estar pronto a dar a vida pela sua nação, mas têm de lhe ser dados meios para o fazer. Esses meios são da competência do poder politico.

Ferveu-me o sangue, senti-me insultado, não queria descer ao insulto. O meu pai esteve em Moçambique assim como todos os meus tios que estiveram espalhados pelas 3 províncias e todos eles em zonas 100%. Quando consigo que falem qualquer coisa sobre o ultramar, não vejo mágoa por o 25 Abril ou a descolonização ser feita como foi. A mágoa expressada é por ter sido necessário chegar a esse ponto, por todo o capital, humano e não só, investido se ter esgotado sem que ao menos se tentasse uma solução.

Li o link sobre a forma de Portugal fazer guerra e não altero a minha posição. Posso caso o deseje discutir a nossas opiniões.

Quanto ao seu hipotético cenário.
-- Perante uma situação dessas a margem de manobra é pouca. Reforçaria imediatamente as guarnições das ilhas chave. Não disporia forças em todas a ilhas por força da superioridade IN.
--Encetaria também conversações com o FLA. Saber tudo o que pudesse sobre os seus lideres, doutrina, linha politica e objectivos, negociando de modo a tentar ganhar o máximo tempo possível com vista á consolidação de posições militares e reforço dos serviços administrativos.
--Como me parece que o país estaria integrado em algo tipo Pacto de Varsóvia, imediatamente activaria a aliança de modo a formar um bloco contra o agressor.
--Em caso de ser deixado só e perante a superioridade militar IN, tentaria negociar de modo a minimizar as perdas para a nação.
--Se mesmo assim a invasão se concretizasse as ordens seriam para lutar.

E veja que a situação nada tem a ver com o que se passou em África.
Título:
Enviado por: P44 em Março 10, 2009, 03:41:10 pm
Citação de: "Duarte"
Citação de: "P44"
Comparem a actuação desses governos com o "orgulhosamente sós" de salazar.

ps- Tomsk, Portugal ofereceu Macau á RPC logo a seguir ao 25 de Abril, os Chineses é que disseram "não"

Cabo Verde até digo que seria uma hipótese para continuar a ter sido uma "região autónoma" portuguesa , como os Açores e a Madeira

quanto a Timor é o que se sabe  :roll:

Mas façamos um estudo hipotético. Imagina que os Republicanos tivessem ganho a Guerra Civil de Espanha, e Portugal também caiu nas mãos dos anarcho-comunistas. Nunca houve Estado Novo, nem Salazar. Imagina que na República Popular Socialista de Portugal, governada por um partido único, o Bloco Nacional, um partido de índole anarquista, anti-capitalista, trotskyista, com um cheirinho a maoismo .. :banana: (http://www.forumdefesa.com/forum/images/smiles/lou.gif)

Aguardamos as suas decisões, Sr. Presidente.  :mrgreen: nenhum GOVERNO que se prezasse, ou pelo menos que tivesse algum nivel de inteligência faria tal coisa.

Mas como tu vives na América se calhar julgas que os Rambos existem na realidade  :roll:
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 05:49:14 pm
P44, os territorios que hoje formam Angola e Moçambique eram decerto habitados pelos africanos negros, mas estes nao formavam uma naçao organizada em torno dum estado, estavam e estao divididos em diversas etnias muitas delas tambem migrantes, ou seja , povos de pastores e de guerreiros que vinham de outras regioes de africa, nao sendo nativos de Angola ou de Moçambique.
Além disso ,havia vastas zonas despovoadas que foram efectivamente ocupadas e rentabilizadas com o esforço dos tugas . Angola ou Moçambique nao existiam antes da nossa chegada a Africa, foram criadas por nos. Nao existem uma lingua  nem uma identidade angolanas, existem dezenas !  é a lingua portuguesa que os une. E se os colonos tugas tivessem feito como fizeram os judeus na Palestina ? em meia duzia de anos, os israelitas foram, viram e venceram...e hoje,  estao !
Decerto os ingleses fizeram as coisas muito diferentes : exterminaram os indigenas na América do norte ou na Australia e fizeram dessas terras , terras suas... e quase que faziam o mesmo na Africa do Sul...!  Fizeram as coisas à maneira deles e nao falavam dos "ventos da Historia" : faziam a Historia !
Penso que a ideia do Portugal espalhado pelo mundo poderia resultar se se tivessem criado condiçoes para isso pela razao que a colonizaçao lusa era efectivamente diferente dos outros , era uma colonizaçao que tendia à integraçao e à assimilaçao , ao contrario dos anglo-saxoes inventores do apartheid ou dos franceses terrivelmente descriminatorios .    Mas que esperar dum povo atrazado e individualista como era ( é) o nosso ? Demos o que tinhamos a dar e acabou-se ! Os nossos governantes dos séculos passados nao souberam aproveitar os rios de ouro e de dinheiro que ganharam durante as descobertas, nao investiram esses recursos em educaçao, investigaçao, organizaçao, etc....ficamos para traz !

Nao existem Ventos da Historia, somos nos que fazemos a Historia . Os outros descolonizam, os outros autorizam o aborto, os outros aceitam casamentos gay, os outros isto e aquilo... e nos  limitamo-nos a fazer igual ! Nao ha no "mercado" ideias nossas ! Ja houve uma altura em que eramos pioneiros e inovadores, mas obviamente hoje nao passamos de seguidores : seguimos os Ventos da Historia que outros escrevem !
Título:
Enviado por: Duarte em Março 10, 2009, 07:00:09 pm
Citação de: "legionario"
ao contrario dos anglo-saxoes inventores do apartheid ou dos franceses terrivelmente descriminatorios .


Totalmente de acordo!
 Uma pequena correcção apenas, o apartheid foi criação dos boeres, não dos anglo-saxões. É claro que havia racismo nas ex-colónias britâncias, mas não havia apartheid na forma em que foi imposta pelos boeres na África do Sul. Basta ver o caso da Rhodésia, que não tinha qualquer lei racista na sua constituição. Haveria injustiças talvez, mas não havia qualquer impedimento de voto baseado em cor da pele ou raça.
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 07:21:02 pm
Nos estados americanos do sul existiram até meados dos anos sessenta leis segregacionistas ; nao empregariam talvez o termo apartheid, que penso é de origem holandesa, mas existiam leis de "separaçao" (apartheid),. Brancos e pretos nao partilhavam as mesmas escolas, autocarros, etc  Penso que posso falar de apartheid quando me refiro ao comportamento dos anglo-saxoes em relaçao a outros povos que eles consideravam abertamente como sendo inferiores.
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 07:25:58 pm
Citação de: "André"
Citação de: "legionario"
Os anglo-saxoes sao unidos, e nos nao somos !

Mas isso são contextos diferentes, para quê uma conjugaçao de esforços em matérias de nosso comum interesse com um pais que já foi opressor e quis acabar com a nossa cultura e já conhecida o seu modus operandi nos casos da Galiza e da Catalunha, seria apenas uma maneira mais soft de nos voltarem a dominar e para isso já bastam os gajos de Bruxelas ...  

:roll:  :(
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 10, 2009, 07:38:31 pm
Os Holandeses, Franceses. Ingleses e Espanhóis tiveram de maneira geral, um historial ultramarino bastante mais agressivo e racista para com as populações nativas do que os Portugueses. Isso está documentado, estereótipado, e a história parece-nos ter dado razão.

É necessário entender isto, para que a nossa colonização não seja metida no mesmo saco das outras.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 10, 2009, 07:42:45 pm
Concordo. Não se pode comparar o historial ultramarino de Portugal com o de mais nenhuma potencia. Não quero dizer que fomos exemplares mas nesse campo pouco nos podem apontar.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 10, 2009, 07:52:13 pm
Citação de: "FoxTroop"
Não caro Duarte não estou a ser incoerente. Estou apenas a dizer que não se pode exigir sem dar meios. Um soldado deve estar pronto a dar a vida pela sua nação, mas têm de lhe ser dados meios para o fazer. Esses meios são da competência do poder politico.

Ferveu-me o sangue, senti-me insultado, não queria descer ao insulto. O meu pai esteve em Moçambique assim como todos os meus tios que estiveram espalhados pelas 3 províncias e todos eles em zonas 100%. Quando consigo que falem qualquer coisa sobre o ultramar, não vejo mágoa por o 25 Abril ou a descolonização ser feita como foi. A mágoa expressada é por ter sido necessário chegar a esse ponto, por todo o capital, humano e não só, investido se ter esgotado sem que ao menos se tentasse uma solução.

Li o link sobre a forma de Portugal fazer guerra e não altero a minha posição. Posso caso o deseje discutir a nossas opiniões.

Quanto ao seu hipotético cenário.
-- Perante uma situação dessas a margem de manobra é pouca. Reforçaria imediatamente as guarnições das ilhas chave. Não disporia forças em todas a ilhas por força da superioridade IN.
--Encetaria também conversações com o FLA. Saber tudo o que pudesse sobre os seus lideres, doutrina, linha politica e objectivos, negociando de modo a tentar ganhar o máximo tempo possível com vista á consolidação de posições militares e reforço dos serviços administrativos.
--Como me parece que o país estaria integrado em algo tipo Pacto de Varsóvia, imediatamente activaria a aliança de modo a formar um bloco contra o agressor.
--Em caso de ser deixado só e perante a superioridade militar IN, tentaria negociar de modo a minimizar as perdas para a nação.
--Se mesmo assim a invasão se concretizasse as ordens seriam para lutar.

E veja que a situação nada tem a ver com o que se passou em África.


O paralelo que queria fazer é com a União Indiana e a sua invasão brutal e ilegal e não com África, embora para mim são iguais.
 :lol:

Também meu pai e 3 tios serviram a pátria nos 3 teatros.

Acho interessante as suas respostas ao cenário hipotético à crise dos Açores. De certeza que não faria nada de diferente? Olhe que a FLA, treinada pela CIA anda a incendiar esquadras de polícia e matar militares e polícias em embuscadas e com explosivos improvisados. Mauzinhos...
Título:
Enviado por: teXou em Março 10, 2009, 08:36:00 pm
Citação de: "legionario"
... , era uma colonizaçao que tendia à integraçao e à assimilaçao , ...

 :rir:  :rir:  :rir:

É excelente, posso repetir-la ?
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 08:48:19 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "legionario"
... , era uma colonizaçao que tendia à integraçao e à assimilaçao , ...
:rir:  :rir:  :rir:

É excelente, posso repetir-la ?


Você ja esteve em Africa ?
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 10, 2009, 09:06:29 pm
De forma a contribuír para a riqueza informativa do tópico, sugiro a leitura desta tese:

A Tese Federalista

(http://2.bp.blogspot.com/_vmSPzNX4nEE/STGelvakarI/AAAAAAAAGAA/-90w9E35kP4/s400/CR-AHE.JPG)

"Solicitado (em 1962) pelo Ministro do Ultramar, Adriano Moreira, a elaborar um parecer sobre as soluções a adoptar para o Império Lusitano, o professor Marcello Caetano ousa propor aquilo que Salazar não queria ouvir: a transformação do "Estado unitário que hoje somos num Estado federal".

Caetano sugere a criação de três "Estados federados": Portugal, Angola e Moçambique, adquirindo os restantes territórios o mesmo estatuto das então desginadas ilhas adjacentes ( Açores e Madeira). Os orgãos federais seriam o presidente da República («presidente da comunidade» ou «União»), a Assembleia da Comunidade, o Conselho Federal e o Supremo Tribunal Federal. Cada Estado possuiria como orgãoes de soberania uma Assembleia Nacional, um governo e os tribunais.

A proposta dos «Estados Portugueses Unidos», uma Commonwealth à lusitana, é ignorada tanto pelo Chefe do Executivo como pelo seu Ministro do Ultramar, que vêem nela um traição aos valores nacionais. Dirá Franco Nogueira mais tarde que Salazar julgava levar este cenário à perda das colónias."
Título:
Enviado por: teXou em Março 10, 2009, 09:21:17 pm
Citar
Integração dos povos:
A integração dos povos, é um fator essencial da cooperação entre as civilizações. O problema mais complexo da cooperação entre as civilizações é a capacidade e habilidade de dialogar sem optar a sua própria supremacia neste diálogo e sem optar á possessão da verdade na instância suprema. Para o diálogo entre as civilizações, leva-se em conta as estruturas, institutos e práticas existentes em todo o mundo. Uma das particularidades principais da integração dos povos consiste no diálogo em que aspira-se a consideração entre as civilizações nas suas relações recíprocas e ao povo na sua atitude até os valores espirituais e culturais. ...

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Integra%C3%A7%C3%A3o_dos_povos "
Não era integração ... era colonialismo !

Citar
assimilação
nome feminino

1. acto ou efeito de assimilar
2. processo em que duas ou mais coisas se tornam semelhantes
3. acto de considerar uma coisa semelhante a outra ; identificação
....
http://www.infopedia.pt/pesquisa?qsExpr=assimila%E7%E3o&qsFiltro=14

Não era assimilação ... era colonialismo !

Exemplos do colonialismo:
- Fim do tráfico negreiro em 1842
- Aboliçãoa  da escravidão em 1869.
- Trabalho indígena nos campos de algodão ou nas obras públicas.
- Trabalho forçado.
- "Missão civilizadora".
- Estatuto legal de indígenas.
- Estatuto legal de integrados.

pretos, indígenas, assimilados,  ... sim sim ... que bela prova de integração e de assimilação !


Você consegue dizer isso sem pôr-se a rir  ?
Eu não !  :toto:
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 09:21:43 pm
Citação de: "FoxTroop"
Concordo. Não se pode comparar o historial ultramarino de Portugal com o de mais nenhuma potencia. Não quero dizer que fomos exemplares mas nesse campo pouco nos podem apontar.


Essa diferença de comportamento começou logo na India com a politica dos casamentos mistos.
Milhoes de mulatos por esse mundo fora provam que aos portugueses nao repugnava o contacto com outras raças .:):)

é um grande contraste com ingleses ou franceses que quando residem em africa é em bairros exclusivos, vedados e protegidos.
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 10:21:13 pm
Texou, vc mandou-me com esse peixe todo para cima, mas eu nao estou com vontade nenhuma de lhe responder ! ... até podia, mas é que nao me esta a apetecer nada ;)
Título:
Enviado por: Duarte em Março 10, 2009, 10:53:44 pm
Citação de: "teXou"
Não era integração ... era colonialismo !


Não era assimilação ... era colonialismo !

Exemplos do colonialismo:
- Fim do tráfico negreiro em 1842
- Aboliçãoa  da escravidão em 1869.
- Trabalho indígena nos campos de algodão ou nas obras públicas.
- Trabalho forçado.
- "Missão civilizadora".
- Estatuto legal de indígenas.
- Estatuto legal de integrados.

pretos, indígenas, assimilados,  ... sim sim ... que bela prova de integração e de assimilação !



Mas que disco riscado..  :lol:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 10, 2009, 11:51:14 pm
Citação de: "P44"
Meu Caro, tu partes do presuposto do "Portugal Uno e Indivisivel do Minho a Timor", quando tal "entidade" nunca existiu na realidade.

Usas a mesma desculpa do Estado Novo de que as "provincias ultramarinas" eram "provincias" de Portugal, quando a realidade é que sempre foram COLÓNIAS (e até 1950 e picos tinham essa designação OFICIAL...aliás a alteração cosmética de nome foi forçada pela Ditadura para impedir os ventos da história, qd já se adivinhavam as independencias das colonias francesas e inglesas)

Camarada Sr. Dr. P44, o cenário é sobre os Açores. Não há Estado Novo, nem Salazar..

Citação de: "P44"
Que eu saiba os Açores foram POVOADOS pelos Portugueses, ao contrário das "provincias ultramarinas" que já eram povoadas por Africanos!

Não é isto que dizem os Americanos. Vá lá, um pouco de imaginação.. :mrgreen: nenhum GOVERNO que se prezasse, ou pelo menos que tivesse algum nivel de inteligência faria tal coisa.

Mas como tu vives na América se calhar julgas que os Rambos existem na realidade  :lol:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 14, 2009, 08:58:00 pm
(http://3.bp.blogspot.com/_51fHCNwhzFg/SA_586-i_SI/AAAAAAAABDs/LB5V6gh5YrA/s320/Salazar_Antonio.jpg)

A profecia de Salazar

«É para mim seguro que a dualidade peninsular só tem valor e significado, existindo o Império Português; sem ele é duvidosa e precária nos tempos futuros a existência de Portugal independente da Espanha».

Como diz um vizinho meu, que viveu no tempo de Salazar, o "homem previu tudo, o homem deixou tudo escrito..."
Título:
Enviado por: sierra002 em Março 15, 2009, 10:36:13 am
Foxtroop dixo:

Citar
Os Holandeses, Franceses. Ingleses e Espanhóis tiveram de maneira geral, um historial ultramarino bastante mais agressivo e racista para com as populações nativas do que os Portugueses. Isso está documentado, estereótipado, e a história parece-nos ter dado razão.


Con todo respeto, una de las principales razones del colonialismo portugués fue la búsqueda de esclavos, tanto en África como en América, y fue el esclavismo uno de los mayores motores, sino el mayor, de la la economía portuguesa hasta el siglo XIX. Por poner un ejemplo, apenas quedan indígenas en Brasil, cuando en hispanoamerica hay millones, y eso se debió a que la la esclavitud de los indígenas estaba prohibida en los dominios hispánicos, mientras que en los portugueses se alentaba.
Creo que todos tendemos a pensar que nuestro país fue el más bueno, pero eso no tiene porqué ser cierto.
Título:
Enviado por: legionario em Março 15, 2009, 06:40:23 pm
Ha aqui uma grande confusao . Ninguem afirmou que a colonizaçao portuguesa foi isenta de excessos e de crimes. O que foi dito  foi que a nossa colonizaçao tinha sido diferente da dos demais paises colonizadores.

O comercio de escravos até fins do séc XIX, e o trabalho forçado dos indigenas até principios do séc XX foram praticados pelos portugueses , ninuguem o nega  (nesses tempos os portugueses e os espanhois tambem eram vendidos como escravos quando eram capturados pelos mouros),  .. .mas os tugas, ao mesmo tempo, conseguiam establecer relaçoes de priximidade com os nativos, inclusivé através do casamento ; estas "misturas" eram impensaveis para os ingleses ou holandeses...

Mesmo nos nossos dias, as tensoes étnicas e religiosas sao relativamente pouco frequentes em Portugal e a maioria dos imigrantes africanos lusophonos em Portugal conseguem integrar-se na sociedade. Isto quer dizer alguma coisa, nao ?

Para quem nao acredita, que viaje até Angola ou Moçambique e que veja como sao os tugas recebidos . Os nossos ex-colonizados, partilham com os "metropolitanos" o seu amor pelo Benfica ou pelo Sporting e sao adeptos ferverosos de Portugal quando defrontamos os espanhois ou os ingleses ,  :):):)
Título:
Enviado por: Luso em Março 15, 2009, 11:37:12 pm
À laia de guisa, e pedido antecipadamente perdão os foristas pelo eventualmente despropositado postal, deixo aqui um poema que acabo de encontrar...

http://quiteriabarbuda.com.sapo.pt/ (http://quiteriabarbuda.com.sapo.pt/)

Duzentos capitães ! Não das caravelas

Não os heróis das descobertas e conquistas,

A Cruz de Cristo erguida sobre as velas

Como um altar

que os nossos marinheiros levavam pelo mar

À terra inteira !(Ó esfera armilar. Que fazes tu nessa bandeira?)

Ó marujos do sonho e da aventura,

Ó soldados da nossa antiga glória,

Por vós o Tejo chora,

Por vós põe luto a nossa História !

Duzentos capitães destes de agora ! (Pobres inconscientes)

Levando hilares, ufanos e contentes

A Pátria à sepultura,

Sem sequer se mostrarem compungidos

Como é dever dos soldados vencidos,

Soldados que sem serem batidos

Abandonaram terras, armas e bandeiras,

Populações inteiras

Pretos, brancos, mestiços (Milagre português da nossa raça)

Ao extermínio feroz da populaça.

Ó capitães traidores dum grande ideal

Que tendo herdado um Portugal

Longínquo e ilimitado como o mar

Cuja bandeira, a tremular,

Assinalava o infinito português

Sob a imensidade do céu,

Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,

Um Portugal em miniatura,

Um Portugal de escravos

Enterrado num caixão d'apodrecidos cravos !

Ó tristes capitães ufanos da derrota,

Ó herdeiros anões de Aljubarrota,

Para vossa vergonha e maldição

Vosso filhos mais tarde ocultarão

Os vossos apelidos d'ignomia...

Ó bastardos duma raça de heróis,

Para vossa punição

Vossos filhos morrerão

Espanhóis !
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 15, 2009, 11:44:55 pm
Impressionante e ao mesmo tempo triste, esse poema... :censurado:  :bang:  :down:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 16, 2009, 09:15:54 am
Boas

á pouco tempo comecei a fazer colecção que sai num jornal todas as quartas feiras, sobre a guerra colonial. Ontem pela primeira vez tive o tempo de começar a ler o primeiro livro da colecção, depois de algumas páginas lidas, começou a aparecer informação que me custou a ler, ou seja, Salazar desde 1960 sabia que a upa se preparava para atacar os colonos no norte de Angola, mesmo depois de ter sido avisado pelos americanos de que iria acontecer o ataque, Salazar continuou  sereno e nada fez, deixando 800 brancos e cerca de 8000 pretos morrerem à catanada.
Pelo livro a explicação para Salazar não ter feito nada, era a sua necessidade de voltar a juntar o povo á sua volta, pois sentia que depois das eleições com Humberto DElgado o povo já não estava com ele.
Querem maior filho da puta que Salazar.
Título:
Enviado por: Luso em Março 16, 2009, 09:39:32 am
Citação de: "nelson38899"
Boas

á pouco tempo comecei a fazer colecção que sai num jornal todas as quartas feiras, sobre a guerra colonial. Ontem pela primeira vez tive o tempo de começar a ler o primeiro livro da colecção, depois de algumas páginas lidas, começou a aparecer informação que me custou a ler, ou seja, Salazar desde 1960 sabia que a upa se preparava para atacar os colonos no norte de Angola, mesmo depois de ter sido avisado pelos americanos de que iria acontecer o ataque, Salazar continuou  sereno e nada fez, deixando 800 brancos e cerca de 8000 pretos morrerem à catanada.
Pelo livro a explicação para Salazar não ter feito nada, era a sua necessidade de voltar a juntar o povo á sua volta, pois sentia que depois das eleições com Humberto DElgado o povo já não estava com ele.
Querem maior filho da *** que Salazar.


Estou (estava?) a fazer essa colecção. Já vi o tipo de conteúdo e os lugares comuns habituais.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 16, 2009, 09:54:34 am
Citação de: "Luso"
Citação de: "nelson38899"
Boas

á pouco tempo comecei a fazer colecção que sai num jornal todas as quartas feiras, sobre a guerra colonial. Ontem pela primeira vez tive o tempo de começar a ler o primeiro livro da colecção, depois de algumas páginas lidas, começou a aparecer informação que me custou a ler, ou seja, Salazar desde 1960 sabia que a upa se preparava para atacar os colonos no norte de Angola, mesmo depois de ter sido avisado pelos americanos de que iria acontecer o ataque, Salazar continuou  sereno e nada fez, deixando 800 brancos e cerca de 8000 pretos morrerem à catanada.
Pelo livro a explicação para Salazar não ter feito nada, era a sua necessidade de voltar a juntar o povo á sua volta, pois sentia que depois das eleições com Humberto DElgado o povo já não estava com ele.
Querem maior filho da *** que Salazar.

Estou (estava?) a fazer essa colecção. Já vi o tipo de conteúdo e os lugares comuns habituais.


e???
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 16, 2009, 10:54:46 am
O que Salazar sabia sobre esse assunto, baseava-se nas informações dos americanos, e para ele, essas informações nunca eram para levar muito a sério, dado que os americanos não eram uma parte completamente desinteressada no problema colonial...
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 16, 2009, 11:36:58 am
Citação de: "TOMSK"
O que Salazar sabia sobre esse assunto, baseava-se nas informações dos americanos, e para ele, essas informações nunca eram para levar muito a sério, dado que os americanos não eram uma parte completamente desinteressada no problema colonial...


 e os relatórios da PIDE, também devia ter sido levados a sérios???

já agora em 1960 Portugal tinha 1800 militares para angola toda
Título:
Enviado por: Duarte em Março 16, 2009, 02:49:36 pm
O que deveria preocupar mais era o facto da UPA ter recebido treino e finaciamento dos EUA, através da CIA, via o Congo.  :roll:

Os aviso dos "amigos" Americanos não eram mais que chantagem, e foram tratados como tal pelo regime.
Título:
Enviado por: legionario em Março 16, 2009, 06:33:30 pm
Ja vi em qualquer lado uma teoria que diz que o Salazar queria que Portugal aparecesse aos olhos do mundo como vitima de actos de agressao e de terrorismo, para melhor poder legitimar a  reaçao das nossas tropas contra os terroristas.
De qualquer das maneiras, Portugal no principio dos anos sessenta tinha um exercito pouco preparado para a guerra subversiva ...
Nao deixa de ser estranho que Portugal querendo manter o império, nao tenha desenvolvido um aparelho militar à altura.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 16, 2009, 06:46:10 pm
Citar
Nao deixa de ser estranho que Portugal querendo manter o império, nao tenha desenvolvido um aparelho militar à altura


Simples. Nem sequer se pensava que existiam as provincias ultramarinas.

Esse território estava entregue a meia duzia de grandes corporações (algodão, diamantes, marmores, café, etc) que a ultima coisa que queriam era uma presença politico-militar capaz no terreno. Quando os abuso dessas corporações foi capitalizado por forças estrangeiras e rebentou a guerra é que em Lisboa se lembraram das provincias. Excusado será dizer que foram essas mesmas corporações que exigiram ao governo medidas para que tudo voltasse ao mesmo, nunca pensando que a coisa se poderia arrastar. Basta ler os relatórios militares sobre a situação encontrada no terreno e sibre a forma como esses povos eram tratados para perceber muita coisa.

Claro que a raposa fedorenta do Salazar precisava de uma coisa como o massacre da UPA em 61. Unificou o povo e galvanizou a opinião publica. Então deixa acontecer, afinal que são 9000 portugueses entre brancos e negros?......
Tecnica aliás muito usada nestes dias por outras nações......
Título:
Enviado por: Duarte em Março 16, 2009, 06:54:24 pm
Citação de: "legionario"
Ja vi em qualquer lado uma teoria que diz que o Salazar queria que Portugal aparecesse aos olhos do mundo como vitima de actos de agressao e de terrorismo, para melhor poder legitimar a  reaçao das nossas tropas contra os terroristas.

Será difícl imaginar qual a origem desta tese?


Citação de: "legionario"
De qualquer das maneiras, Portugal no principio dos anos sessenta tinha um exercito pouco preparado para a guerra subversiva ...
Nao deixa de ser estranho que Portugal querendo manter o império, nao tenha desenvolvido um aparelho militar à altura.


Foi a forretice lendária de Salazar..
c34x
Título:
Enviado por: Duarte em Março 16, 2009, 07:10:25 pm
Citação de: "FoxTroop"
Citar
Nao deixa de ser estranho que Portugal querendo manter o império, nao tenha desenvolvido um aparelho militar à altura

Simples. Nem sequer se pensava que existiam as provincias ultramarinas.

Claro que **censurado** :roll:
Título:
Enviado por: legionario em Março 16, 2009, 07:42:02 pm
Fosse como fosse, uma coisa é certa : nos nao perdemos militarmente em Angola e Moçambique , e os anos da guerra conheceram tambem um extraordianrio desenvolvimento nestes territorios, nao so material mas tambem ao nivel das leis.
Outra certeza que temos é que a descolonizaçao exemplar provocou muitas centenas de milhar de vitimas .
Foi penas nao termos tido uma transiçao para a democracia da mesma maneira que em Espanha. Ou antes, foi pena nao termos tido democracia nenhuma nessa altura, porque se democracia houvesse, tinham-se referendado as independencias e feito as coisas com calma.
Pegue-se por onde se pegar, os capitaes de abril sao culpados de grandes crimes que so no futuro serao julgados.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 16, 2009, 08:21:16 pm
Por favor, não se faça de tolo, nem de ignorante, e jogue com as palavras. O que escrevi está bem claro. Se quer desconversar isso já é outra coisa, mas não lhe abona muito.

Uma coisa é planear outra coisa muito diferente é executar e planos sempre houve muitos. Uma pedra e alicerce que só quando deflagrou a guerra é que se lembraram. Mais uma vez digo. As provincias estavam entregues a meia duzia de corporações. O governo nada fazia nem tinha interesse nisso. Nunca houve uma politica ultramarina coesa com um plano definido. Apenas, e só apenas, depois da guerra iniciada é que se tomaram medidas de desenvolvimento e investimento e revogadas muitas das disposições legais que permitiram a revolta (junto com apoio e incitamento externo) dos povos autocnes. Essas medidas foram muitas vezes tomadas isoladamente num contexto sem articulação com outras medidas.

Mais uma vez afirmo o que ouvi da boca de quem passou por aquilo tudo.
Angola estava controlada sem dúvida (muito diferente de estar ganha)

Moçambique apenas com uma imaginação fertil é que se poderia dizer que estava controlada. Toda a região dos Macondes era um inferno onde por exemplo uma coluna de Mueda a Nangololo que dista pouco mais de 30kms demorava mais de 10 dias a percorrer e sempre com baixas significativas. O distrito de Cabo Delgado estava paralizado e a Frelimo tinha já conseguido abrir nova frente em Tete. Várias infiltrações para ul por parte da guerrilha chegaram tão longe com o parque nacional de Gorongosa. Operação Nó Gordio foi um fiasco e a partir daí as NT levaram cada vez mais porrada.

Guiné nem vale a pena dizer nada.

Se o que aconteceu na descolonização foi errado (eu reconheço que foi) não foi por culpa só dos capitães e afins. Foi em primeira mão por culpa de um governo que não soube aproveitar  14 anos de esforço sem igual dos seus militares para resolver um problema que só tinha uma saida.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 16, 2009, 08:55:13 pm
Citação de: "FoxTroop"
As provincias estavam entregues a meia duzia de corporações. O governo nada fazia nem tinha interesse nisso. Nunca houve uma politica ultramarina coesa com um plano definido.

E agora, estão controladas por quem? Não há corporações a controlar aquilo? Houve, e haverá sempre corporações e empresas a controlar aquilo. A diferencça agora é que não são Portuguesas. Foram primeiro os Russos, os Cubanos, alemãs da RDA, Americanos, Sul-Africanos a meter o nariz em Angola. E Agora são as petroleiras, e quem está podre de rico? O povo Angolano?  :wink:

Citar
Moçambique apenas com uma imaginação fertil é que se poderia dizer que estava controlada. Toda a região dos Macondes era um inferno onde por exemplo uma coluna de Mueda a Nangololo que dista pouco mais de 30kms demorava mais de 10 dias a percorrer e sempre com baixas significativas. O distrito de Cabo Delgado estava paralizado e a Frelimo tinha já conseguido abrir nova frente em Tete. Várias infiltrações para ul por parte da guerrilha chegaram tão longe com o parque nacional de Gorongosa. Operação Nó Gordio foi um fiasco e a partir daí as NT levaram cada vez mais porrada.

Guiné nem vale a pena dizer nada.

A Guiné tinha pouco valor económico, e basicamente é um país inviável. Será "colonizada" pelos vizinhos, duma forma ou doutra. Ou possívelmente será outra Somália, pelo andar da carruagem.
Teria sido a primeira das províncias a ter a escolha se queria continuar como parte de Portugal, ou a independência. Estaria bem melhor hoje se tivesse optado por permanecer como parte de Portugal.

Moçambique, é também outra colecção de etnias que pouco ou nada têm a ver umas com as outras, para além da cor da pele. O investimento económico e social que se estava a desenvolver teria feito de Moçambique um sucesso na África austral. A situação não era tão má como quer pintar..

Citar
Se o que aconteceu na descolonização foi errado (eu reconheço que foi) não foi por culpa só dos capitães e afins. Foi em primeira mão por culpa de um governo que não soube aproveitar  14 anos de esforço sem igual dos seus militares para resolver um problema que só tinha uma saida.


Está a torcer a verdade.
A mesmíssima crítica pode ser feita, e com muito maior culpabilidade, aos traidores de Abril. Não era Salazar quem estava no poder em 1974.
Estes 14 anos de esforços foram deitados fora. Por quem?
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 17, 2009, 12:21:13 am
Malaca foi Portuguesa durante 130 anos
João Brandão Ferreira

(http://www.pedalandoeeducando.com.br/galeria/malasia/images/a%20Famosa%20-%20Malaca_jpg.jpg)
 
“... e perdido o Poder Político tudo o resto será perdido”.  (frase inscrita numa placa à entrada do Museu de Marinha, em Malaca)

Visitámos Malaca à algum tempo. Confessamos que foi com alguma emoção que percorremos os lugares que portugueses antigos e ilustres, calcorrearam, e pisámos as pedras do que resta da Fortaleza, cognominada “A Famosa” mandada erigir pelo grande Afonso de Albuquerque e da Igreja de Santiago onde, durante nove meses, repousou o corpo de S. Francisco Xavier, em 1552, depois da sua morte na China, e antes de ser transladado para a sua morada final, em Goa, onde ainda hoje repousa.

Malaca, era no princípio do século XVI, a chave da entrada para o Extremo Oriente, já que dominava o estreito do mesmo nome. Cedo se aperceberam os portugueses da sua importância e, logo em 1509, uma delegação Lusa, comandada por Lopes de Sequeira, visitou a cidade a fim de propor termos de comércio. As negociações goraram-se com o governador da praça que era muçulmano, e alguns portugueses ficaram cativos. Aí os foi resgatar o “tirribil” Albuquerque, em 1511.

Não havendo novamente acordo, os cerca de 1400 homens do contingente português tomaram a cidade de assalto, em 10 de Agosto desse ano. Por lá ficámos 130 anos resistindo a todos os ataques que, entretanto, foram intentados pelos nossos inimigos. Até que, em 1641, após prolongado cerco, as reduzidas forças nacionais sucumbiram aos holandeses, gente que sempre nos tentou piratear e com os quais já estivemos em guerra durante 80 anos. Não julguem os contemporâneos que estas coisas se apagam com o tempo ou deixaram de ter importância. Basta, aliás, ver a posição da Holanda relativamente a Portugal aquando das operações de soberania em reforço das autoridades locais, realizadas em África, entre 1961 e 1974, e no seu posterior posicionamento após a invasão de Timor-leste pela Indonésia, em 1975.

Os holandeses permaneceram em Malaca até 1824, data em que foram substituídos pelo emergente imperialismo britânico, que intentou destruir a fortaleza portuguesa na sua estratégia para vencer os holandeses (que já tinham destruído todas as igrejas portuguesas, à excepção da referida, na sua sanha persecutória contra o catolicismo).

Os ingleses vieram a ser expulsos, por sua vez, em 1963, data da independência da Malásia, após uma acesa guerra de guerrilha.

Malaca é hoje capital de uma província com cerca de meio milhão de habitantes e a cidade malaia com maior e mais diversidade histórica. O que resta da presença portuguesa em Malaca é pouco, mas faça-se justiça às autoridades actuais que têm preservado o que resta e têm dos factos históricos uma visão equilibrada. Mais espantoso é haver uma pequena comunidade, hoje muito dispersa, de descendentes de portugueses, que mantiveram alguns costumes e um “dialecto” repleto de palavras portuguesas. A força da cultura é de facto insuspeitável!...

Agora o que nunca pensámos que nos podia acontecer é ter que ir a Malaca para poder apreciar e visitar uma réplica à escala verdadeira de uma nau portuguesa do século XVI! E lá está ela, no museu de Marinha a que aludimos. É certo que já temos a réplica de uma caravela, construída por altura da exposição de Sevilha, em 1992, se não estamos em erro; e conseguiu-se ainda esse milagre que foi a reconstrução da fragata D. Fernando e Glória a partir de uns destroços carcomidos, do casco original.

Mas que diabo, num país que deve a sua existência ao Mar, que atingiu a sua glória maior nos Oceanos da Terra, cuja Marinha de Guerra se reclama a mais antiga em todo o mundo, convenhamos que não é muito. Mar esse que é hoje em dia, ainda e sobretudo, a chave da nossa liberdade e independência e janela aberta ao desenvolvimento. Apesar de, desde há 30 anos, termos deixado de entender isto.

Daí nos vir à ideia que seria razoável e patriótico que o Museu de Marinha e respectiva Liga de Amigos, conseguissem reunir os apoios necessários (devia ser o governo a incentivar isto, mas enfim ...), para se conseguirem construir réplicas dos principais tipos de navios que equiparam a Marinha Nacional o que, conjuntamente com o muito espólio que há ainda para tratar e expor, pudessem vir a construir núcleos museológicos noutras partes do país – note-se que, por exemplo, o Porto, sendo a segunda cidade do país e terra de nascimento do Infante D. Henrique não tem um Museu de Marinha, idem para Lagos cuja importância no início da saga marítima foi fundamental!

Do mesmo modo apelamos à Armada para que consiga vir a conservar um submarino da classe Albacora, uma fragata da classe João Belo e um patrulha da classe Cacine e respectiva “palamenta”, com o mesmo fim. O esforço de apoio à conservação dos monumentos que os portugueses construíram pelo mundo, já há alguns anos levada a cabo pela Fundação Gulbenkian e outras entidades, deve ser continuada.

Mas tal deve passar a estar ligado a outros eventos de índole cultural e de reforço da identidade nacional: divulgação nas escolas, complementaridade de acção de outras instituições (por exemplo, Academia de Marinha, Sociedade de Geografia, Academia Portuguesa de História, Sociedade Histórica para a Independência de Portugal, Revista Militar, Fundação Oriente, Academia Portuguesa de Cultura, etc.) e até a criação de uma espécie de “roteiro lusíada do mundo”, que pudesse ser fomentado junto do grande público e “explorado” pelas agências de viagens em termos de turismo.

Em Portugal, salvo melhor opinião, não há “deficit” de democracia, nem de cooperação, nem de intervenção e outras. O que tem havido é uma tremenda falta de autoridade e liderança que nos está a conduzir ao aviso das autoridades malaias e que deveríamos fazer nosso: “... e perdido o Poder Político tudo o resto será perdido”.


 ys7x9
É sempre um prazer ler as opiniões do Tenente-Coronel Brandão Ferreira.
Este, juntando ao Medina Carreira, também é dos poucos que lá vai dizendo publicamente umas verdades incómodas...
Título:
Enviado por: legionario em Março 17, 2009, 11:12:39 am
Se calhar o Velho do Restelo tinha razao ! Os portugueses deveriam ter ficado em casa a cuidar da horta em vez de se meter em aventuras maritimas , conquistando, matando, escravizando, ocupando e explorando  outros povos e outras terras ...,  foi isto nao foi ?
Fox Troop, nao foi o regime do Salazar que ocupou o Ultramar, foram as geraçoes anteriores durante mais de 5 seculos. Vc critica a colonizaçao , esta no seu direito e nao lhe faltarao argumentos para isso,  mas olhe que tambem nao faltam argumentos para quem critica a descolonizaçao. Mas neste ultimo caso (da descolonizaçao) ainda nao parece bem criticar ; os homens da situaçao nao gostam e é se calhar por causa disso que eu tenho um gosto especial em faze-lo :)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 17, 2009, 12:07:03 pm
Se alguém aqui troce a verdade é o sr. O que me está a dizer é que todas a pessoas que me contaram a situação em Moçambique (incluindo o meu pai) combinaram essa versão de forma a que batesse tudo certo entre eles, ou seja mentem deliberadamente. E que os livros e relatórios militares foram escritos por conspiradores que queriam ocultar a "vitória" das NT. O sr. como certamente esteve presente e andou por lá e como também leu os relatórios de missão pode, sem sombra de duvida dizer que não é assim como se pinta.

Manipulando de novo as palavras, o sr. retirou uma parte da frase para a usar noutro contexto, coisa que começo a desconfiar que é crónica de quem lhe falta os argumentos,mas torno a colocar aqui a frase completa
Citar
Foi em primeira mão por culpa de um governo que não soube aproveitar 14 anos de esforço sem igual dos seus militares para resolver um problema que só tinha uma saída.

Espero que no dicionário encontre a palavra saída e a englobe no contexto da frase.


 
Citar
Fox Troop, nao foi o regime do Salazar que ocupou o Ultramar, foram as geraçoes anteriores durante mais de 5 seculos. Vc critica a colonizaçao , esta no seu direito e nao lhe faltarao argumentos para isso, mas olhe que tambem nao faltam argumentos para quem critica a descolonizaçao


Caro Legionário eu não critico a colonização. A nossa até foi bem mais suave para os povos colonizados que a de outra potencias. Também não consigo criticar a descolonização. Ela era uma inevitabilidade. Poderia ter sido feita com pés e cabeça e salvaguardando os interesses nacionais ao máximo, pelo governo de Salazar/Caetano ou então como aconteceu.

Portugal, o seu seu povo e os seus militares estavam esgotados. Chegou-se ao ponto de tensão em que as coisas só poderiam rebentar. Se se chegou a esse ponto os únicos responsáveis foram quem governou até lá.

Quanto às gestas dos portugueses nos descobrimentos, nunca me ouviu nem ouvirá dizer que deveríamos ter ficado em casa a semear batatas na horta. Não confunda coisa, por favor.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 17, 2009, 02:15:00 pm
Citação de: "FoxTroop"
Se alguém aqui troce a verdade é o sr. O que me está a dizer é que todas a pessoas que me contaram a situação em Moçambique (incluindo o meu pai) combinaram essa versão de forma a que batesse tudo certo entre eles, ou seja mentem deliberadamente. E que os livros e relatórios militares foram escritos por conspiradores que queriam ocultar a "vitória" das NT. O sr. como certamente esteve presente e andou por lá e como também leu os relatórios de missão pode, sem sombra de duvida dizer que não é assim como se pinta.

Se V. Ex.a é detentora da verdade absoluta, peço mil perdões.. Não sabia. Eu também tive um familiar em Moçambique, e conheço muitos que lá serviram, no distrito de Tete. Conhecer alguém não lhe confere o monopólio sobre a verdade. Os livros, escritos pelos "intelectuais" também só devem conter a verdade absoluta, sem qualquer colorido político..

Os relatórios das missões, é claro, só diziam a verdade.. Não serviam por vezes para encobrir actos de cobardia, incompetência militar, falta de iniciativa e agressiviade nos patrulhamentos e combates? Quando as forças armadas estavam minadas por dentro por traidores, derrotistas e cobardes, senão mesmo por aqueles que trabalhavam a soldo de outros países, não era de esperar outra coisa. Este mito que deseja tanto perpetuar, de que a guerra estava perdida, só serve para encobrir e desculpar a cobardia e a grande traição que foi a descolonização.


Citação de: "FoxTroop"
Manipulando de novo as palavras, o sr. retirou uma parte da frase para a usar noutro contexto, coisa que começo a desconfiar que é crónica de quem lhe falta os argumentos,mas torno a colocar aqui a frase completa
Foi em primeira mão por culpa de um governo que não soube aproveitar 14 anos de esforço sem igual dos seus militares para resolver um problema que só tinha uma saída.

Espero que no dicionário encontre a palavra saída e a englobe no contexto da frase.


Manipluando as palavras? V. Exa. está a manipular a História!
Quem detinha o poder aquando da descolonização? Ou melhor, da debandada cobarde e irresponsável que agora chama-se "descolonização"? Culpar Salazar e o anterior regime é como culpar Clinton pela invasão do Iraque.

Só havia uma saída? Diz quem? Só havia uma saída para agradar aos Russos e Americanos, e aos traidores lambe-botas das super-potências que llhes serviam. Sá havia uma saída que convinha aos cobardes. Sair dali e depressa, que se lixassem os povos, abandonados à sua sorte, que se lixassem os seus compatriotas, esquecidos que nem lixo humano. Que se perdesse cinco séculos de presença, não interessava. E temos o Portugal que temos, liderado por políticos medíocres, corruptos, porque não havia outra saída? Só um pobre de espírito, sem noção da nossa história, um velho do Restelo, pronto a render-se ao primeiro sinal de incómodo, poderia dizer que não havia outra saída.

Se quer defender o indefensável, e continuar a torcer a verdade, para desculpar a maior traição da nossa história, força!.
Certamente que haverá aqueles que concordarão com a sua versão. E terá, pelo menos por enquanto, a versão "oficial" e cor de rosa  do seu lado.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 17, 2009, 03:45:03 pm
Sr. Duarte, não sou detentor da verdade absoluta.

Aqui à distancia é fácil acusar outros de covardia. Aqui à distancia é fácil dizer que havia outra opções (quais, já agora, e com que meios humanos e materiais?)

A sua ladainha é a dos revisionistas, acusando de estarem minadas as nossas FA e gritando ao vento uma vitória, apenas possível na cabeça de fantasiosos. Acusando de covardia quem durante 14 anos lutou de uma forma considerada exemplar. Soldados que combateram sem condições mínimas de salubridade com escasso equipamento e cujas mortes por falta de assistência se deviam à grande máxima do querido lider "antes um soldado perdido que uma viatura" que deixou centenas de homens à espera de um heli que nunca veio.

Quer explicar como é que o povo português na sua quase totalidade quis acabar com a guerra? Quer explicar como é toda a estrutura militar nada fez para defender tão querido regime durante o golpe?

Delire homem, delire. É tão fácil aqui assim.....
Título:
Enviado por: legionario em Março 17, 2009, 08:58:14 pm
FoxTroop, em Timor nao havia guerra nenhuma contra Portugal, mas foi sem sombra de duvidas o abandono precipitado do territorio que levou à invasao por parte da Indonésia. Os descolonizadores nao têm culpa por estas 300 000 vitimas ?  Oh para si, sao so danos colaterais ?
Título:
Enviado por: Duarte em Março 17, 2009, 09:22:48 pm
Citação de: "legionario"
FoxTroop, em Timor nao havia guerra nenhuma contra Portugal, mas foi sem sombra de duvidas o abandono precipitado do territorio que levou à invasao por parte da Indonésia. Os descolonizadores nao têm culpa por estas 300 000 vitimas ?  Oh para si, sao so danos colaterais ?


Nem havia guerra em Cabo Verde, ou S. Tomé e Príncipe, mas enfim...  :roll:
Título:
Enviado por: teXou em Março 17, 2009, 10:05:06 pm
Citação de: "FoxTroop"
...
A sua ladainha é a dos revisionistas, ....
Delire homem, delire. .....

FoxTroop, você aínda não compreendeu com quem se está a lidar aqui (com alguns)?  :wink:
Então deixe-la, não vale a pena.
Infelizemente, ... aínda não á lei contra os revisionistas e branqueadores do Estado Novo (1933 - 1974).
 :no:
Título:
Enviado por: Luso em Março 17, 2009, 10:52:40 pm
Citação de: "teXou"
Infelizemente, ... aínda não á lei contra os revisionistas e branqueadores do Estado Novo (1933 - 1974).
 :mrgreen:
E atenção à ortografia, "faxóbor".
Título:
Enviado por: Luso em Março 17, 2009, 11:23:23 pm
Sendo enorme a minha generosidade, resolvi partilhar com o povo chão mínimamente capaz de ler um pouco mais de um par de páginas sem figuras e que não fale de futebol, um texto da autoria de Rui Ramos "Outra Opinião - Ensaios de História" para sua ilustração ou - pasme-se  :shock: - contraditório.
Porque a democracia também deve ser divertida!
Ora aí vai a 1.ª parte (porque a minha vida não é isto)...

(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/01-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/02-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/03-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/04-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/05-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/06-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/07-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/08-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/09-1.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/10-1.jpg)

Querem mais?
Título:
Enviado por: Duarte em Março 18, 2009, 12:04:31 am
Citação de: "teXou"
Infelizemente, ... aínda não á lei contra os revisionistas e branqueadores do Estado Novo (1933 - 1974).
 :lol:  :wink:

Ai, a incoerência...

 :police:  :censurado:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 18, 2009, 12:15:52 am
Citação de: "Luso"
Querem mais?

Chega e sobra Luso!
Obrigado por compartilhar!


teXou escreveu:
Citar
Infelizemente, ... aínda não á lei contra os revisionistas e branqueadores do Estado Novo (1933 - 1974).


As pessoas esquecem-se que ao proferirem estas afirmações estão a cair no mesmo "erro" pelo qual acusam Salazar.

Lembra-me a Odete Santos, que quase entrava em curto-circuito quando foi anunciada a vitória de Salazar para o "Maior Português de Sempre". As pessoas aplaudiram, e a senhora, muita nervosa, vira-se para o público e diz assim:
-"A apologia ao fascismo é proíbida!"

E apologia ao comunismo, não deve ser?
"Não atire não pedras ao telhado do vizinho, se o seu tem telhas de vidro"
Título:
Enviado por: Daniel em Março 18, 2009, 08:32:23 am
Muito bom caro Luso. c34x
Título:
Enviado por: legionario em Março 18, 2009, 10:07:44 am
O Texou quer é chamar a atençao ; dve estar a atravessar a fase do acne juvenil (com 20 anos de atrazo)  :):)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 18, 2009, 10:28:32 am
Muito bom caro Luso. Todo o texto aponta a quase inevitabilidade do que se seguiu.

Bem, para os revisionistas, caso não saibam, existem leis por essa Europa fora, contra tais atitudes. Isto em países democráticos tal como a Alemanha ou a França só para dar uns exemplos. No "bastião" da democracia (USA) também têm por lá umas leis engraçadas que podem valer umas valentes multas ou mesmo prisão. Em Portugal, felizmente, não existe. E ainda bem que assim é.
Título:
Enviado por: teXou em Março 18, 2009, 09:06:02 pm
Citação de: "TOMSK"
...
-"A apologia ao fascismo é proíbida!"
...

Felizmente que ela não lê os comentários que alguns fazem aqui !  :wink:
Título:
Enviado por: Luso em Março 18, 2009, 10:17:14 pm
2.ª Parte...

(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/11.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/12.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/13.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/14.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/15.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/16.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/17.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/18.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/19.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/20.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/21.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/22.jpg)
(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/2-25%20do%20a/23.jpg)

Pessoal, coloquei isto aqui sem ninguém me pedir nada. Apenas peço que tenham um pouco mais de respeito pela inteligência de todos os foristas e da comunidade. Não apelo à unanimidade da opinião mas apenas o respeito pelos outros e por aqueles que, connosco, partilham o melhor que têm.

Texou, um à parte: pode admirar o Delgado quanto quiser mas permita-me sugerir que investigue melhor a personagem. Não lhe faço recomendações de leitura mas apenas digo-lhe para procurar saber mais.
Título:
Enviado por: legionario em Março 19, 2009, 11:00:50 am
A ideia que sobressai destas paginas que acabei de ler é que, a descolonizaçao da nossa africa impunha-se, mas foi muito mal feita .
Nao so as grandes potencias , a Onu e até a propria Igreja condenavam Portugal, como no seio da nossa propria sociedade, havia forças que claramente se opunham à guerra, inclusivé as proprias FA's onde se  murmurava contra o governo.

A falta de vontade de continuar o esforço de guerra é visivel nos poucos candidatos para as academias militares...o que nao é de estranhar numa juventude influenciada pelas ideias de maio de 68, e mais inclinada para outros valores, que nao o de repetir a gesta dos antepassados :)

Uma coisa que sempre me chocou muito foram os relatos de acontecimentos vividos por pessoas familiares e amigas (retornados de africa) que sistematicamente acusam a tropa portuguesa de se ter colocado contra eles. Tenho relatos duma senhora de Leiria que assistiu à morte do proprio marido cortado aos pedaços diante dela e dos filhos . A tropa portuguesa mantinha-se impavida nos quarteis ou confraternizava com os movimentos, ou pior ainda, reprimia as manifs da sua propria gente  enquanto cenas como essa se reproduziam.   Vejam aqui o contraste com o comportamento dos franceses na Argélia ( citado pelo post anterior) onde a tropa francesa se revolta contra o governo para se colocar ao lado dos colonos ...

Todas estas coisas ja fazem parte da Historia...têm os historiadores e outros estudiosos e investigadores a obrigaçao de a escrever honestamente, sem mentiras nem omissoes, e sobretudo sem paixao.

O Portugal ultramarino continua a existir duma outra maneira, através da nossa lingua e  sobretudo do relacionamento que temos com os Palop . As regras deste relacionamento ja nao sao as mesmas mas o resultado sera !
Título:
Enviado por: P44 em Março 19, 2009, 11:01:26 am
já me vais fazer ir gastar dinheiro num tinteiro novo, oh Luso  :lol:
Título:
Enviado por: Luso em Março 19, 2009, 11:49:32 am
Citação de: "P44"
já me vais fazer ir gastar dinheiro num tinteiro novo, oh Luso  :wink:
Título:
Enviado por: P44 em Março 19, 2009, 03:02:28 pm
não pá, é para imprimir os teus scannings  :oops:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 20, 2009, 11:08:10 am
Concerteza que já assistiram à opinião do Tenente Coronel Brandão Ferreira sobre a descolonização portuguesa.


 :arrow: http://www.youtube.com/watch?v=WoW2TOXK41s (http://www.youtube.com/watch?v=WoW2TOXK41s)
Título:
Enviado por: André em Março 20, 2009, 12:31:46 pm
:arrow: URSS deu grande importância a audiência de Paulo VI a movimentos de libertação das colónias portuguesas
José Milhazes


A União Soviética viu com bons olhos a audiência que o Papa Paulo VI concedeu aos dirigentes dos movimentos de guerrilha em Angola, Guiné e Moçambique, em Junho de 1969, considerando a iniciativa um duro golpe no regime salazarista.

"Tratou-se de um duríssimo golpe no ditador de Portugal, Salazar, e no ramo português da igreja católica que apoia a guerra dos colonizadores nas colónias", escreveu nas suas memórias Piotr Evsiukov, antigo alto funcionário da Secção Internacional do Partido Comunista da União Soviética e um dos responsáveis pela política soviética em relação às colónias portuguesas.

Piotr Evsiukov, que foi também embaixador soviético em Moçambique após 1975, considerou que essa audiência foi um dos factores fundamentais do êxito da Conferência Internacional de Apoio aos Povos das Colónias Portuguesas, realizada em Roma entre 27 e 29 de Junho de 1970.

"Primeiro, a política de Portugal, país-membro da NATO, foi sujeita a uma dura crítica. Segundo, na conferência participaram Agostinho Neto do MPLA, Amílcar Cabral do PAIGC e Marcelino dos Santos da FRELIMO, que também foram recebidos pelo Papa Paulo VI no Vaticano", escreveu o diplomata soviético nas suas memórias.

A Conferência de Roma foi fulcral para o processo de reconhecimento dos movimentos de libertação nacional pela comunidade internacional.

"Estamos convencidos de que a Conferência de Roma abre uma nova etapa na prestação de apoio material, político e moral de que o nosso povo necessita", declarou, então, Agostinho Neto.

A delegação soviética nessa conferência era constituída pelo professor Igor Blischenko, mais conhecido por "camarada Pedro" entre os dirigentes do MPLA, pelo historiador Vladimir Chubin e por Vassili Solodovnikov, director do Instituto de África da Academia das Ciências da URSS e vice-presidente do Comité Soviético da Organização de Solidariedade com os Países da Ásia e da África.

Após a Conferência de Roma e a audiência do Vaticano, Solodovnikov recebeu autorização dos dirigentes soviéticos de tornar público, através de uma entrevista ao jornal Pravda, órgão do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética, o facto de Moscovo fornecer armamentos e prestar outra ajuda aos movimentos de libertação nas colónias portuguesas de África.

Nessa entrevista, Solodovnikov revelou também que a URSS preparava quadros militares e civis para esses movimentos.

Segundo dados dos arquivos soviéticos, em 1963, a URSS prestou ao MPLA uma ajuda no valor de 50 mil dólares norte-americanos, quantia que subiu até 220 mil em 1973. Nesse mesmo ano, o PAIGC recebeu apoios no valor de 150 mil dólares e a Frelimo, 85 mil.

A ajuda material e financeira era canalizada através do Fundo Sindical Internacional de Ajuda às Organizações Operárias de Esquerda, com sede na Roménia.

Lusa
Título:
Enviado por: Lancero em Março 20, 2009, 03:21:56 pm
Deve ter sido um abalo tremendo. Tão grande que o Botas até caiu da cadeira/banheira um ano antes dessa reunião em Roma.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 21, 2009, 12:42:14 am
QUE NUNCA TENHAMOS DE O CHORAR

(http://static.blogstorage.hi-pi.com/bloguepessoal.com/j/ja/jasg08/images/gd/1234140204.jpg)

"Nunca fui um salazarista, pelo menos na acepção corrente do termo. Cumpre explicar porquê, pois adivinho laivos de escândalo nalguns, e acrescentar que talvez venha um dia a sê-lo. Não posso dizer que fui salazarista na medida em que não fui, nem sou, incondicional de ninguém. Só da minha Fé e das minhas Ideias. De Deus e dos Valores. E se é bom guardar a lucidez e o espírito crítico perante os grandes deste mundo, tenho uma certa pena por não ter sentido aquela devoção cega a um Chefe, a dádiva sem limites, a gloriosa loucura da abdicação de nós, que faz as grandes fidelidades, os grandes e silenciosos sacrifícios.
Posto isto, traçadas que são as fronteiras e situações, não tenho dúvidas em falar dum Homem que vi pela primeira vez no dia da sua morte e a quem então beijei as mãos; e falar, dizendo um pouco do muito que deveria ser dito, sem pretender fazer análises, mas apenas, com humildade e respeito, dar testemunho.
Salazar é para mim e para os da minha geração (os que pensamos, cremos e queremos por igual medida) nascidos depois da Segunda Guerra, formados nos anos sessenta, quando a Europa e o Ocidente se arrependeram e culparam do melhor que foram, o Homem das apostas contra a Decadência, da Vontade inflexível perante os factos, ao serviço constante da Verdade. É Vida. Exemplo. Raiz. Deus, as Pátrias, os outros, exigem homens assim: que vivam para os seu ministério, a privarem-se das coisas que para o comum (e não só) importam: um Lar, uma Família, Filhos, bens palpáveis, pequenos ou grandes não interessa, mas de sua pertença exclusiva, afectos certos, que são nossos, se fazem e se perpetuam, que são esperança, e depois razão, e depois vínculo, e continuidade, só nossos, por um certo tempo e num certo espaço. Ele a tudo isto renunciou. Confundindo-se num dado instante com sua Missão e Serviço, com o Poder e o Estado, renunciou a tudo, ganhando tudo. Escolheu, como grande que era, ser senhor da sua vida e do seu Futuro. E as opções são difíceis, não pelo que se segue, mas pelo que se deixa para trás...
Há tanto de singular neste Homem: a coerência, a fidelidade, a si e suas ideias, o sentido da hierarquia e da permanência, o modo sóbrio, o querer inquebrantável. Na Grécia seria talvez um Sábio, em Roma um cidadão dos que geriam a República até ao fim dos dias, se abriam as veias perante a iniquidade do Príncipe; na Idade Média a meditar sobre a História de Deus ou, chanceler zeloso do Bem Comum, a exorcizar maus sacerdotes. Um grande na Renascença, obscuro em Setecentos; e não o vejo senão no seu Vale de Lobos no «estúpido século XIX».
Mas a Providência deu-o a nós, em nosso Tempo. Penso, como Huxley, que as coisas mais importantes são a Graça e a Predestinação. E aí conta para mim (e hoje para quase todos...) o Salazar de Abril de 61, o Salazar da Resistência, o Salazar imperturbável perante a imensidade dos obstáculos e dos trabalhos. Lembro-me, da noite em que em breves palavras nos explicou porque íamos fazer a guerra, porque íamos para um tempo de sangue e lágrimas: Angola.
E Angola para além da tragédia concreta era um símbolo do que de maior tem o País e a gente. Era o Bojador, as Tormentas, a Índia, a História, o Sangue, o Império, o Futuro. Angola era um desafio, uma encruzilhada. Chegava o nosso tempo. Éramos postos à prova. Éramos livres de partir ou ficar. De perder ou sair vitoriosos. Ele não hesitava. Era um Homem de Deus que pode significar ser um Homem de Estado, na mais nobre e grande acepção. Falou o que era preciso e como era preciso. Sem dramatizar nem minimizar. Foi, como diria o Pessoa, o Homem-Média, a soma de nós todos e dos melhores. Alma da Raça. Intérprete.
A grandeza daquele velho, que sabia pôr em pé um Povo, que sabia tocar clarim, que sabia traduzir as Razões por que os outros podem e devem morrer. E eu, que tinha quinze anos e admirava os condottieris que arriscavam fisicamente a pele, os grandes chefes de guerra e aventura que morrem jovens e em combate e são enterrados à luz de archotes, compreendi que se pode ser Herói aos setenta anos, num gabinete de trabalho, em silêncio, entre papéis e livros, ensinando a boa administração, a viver habitualmente.
E talvez devo-o a Salazar. Como lhe devo o reforço da convicção que sempre tive de ser a Verdade uma categoria independente do tempo, do lugar, dos números, dos votos, das opiniões, das penas, dos riscos, da morte! E ter preservado esta terra, mantendo-a grande e partida pelo mundo.
E este orgulho em ser Português, em pertencer aos únicos que desafiaram e venceram a ofensiva dos ventos da História, e uma herança que temos oportunidade de conservar e dar aos nossos filhos, uma Nação plena de espaços e aventura, onde a vida ainda não é contabilizada e planificada à maneira dum corpo sem vontade ou alma.
Era um grande senhor, duma estirpe que vai sendo rara. Tinha a consciência da Razão de Estado, do Poder como coisa rara, que vem de Deus e só a Ele, a cada instante, e na hora última se deve dar contas. Que não pode ser profanado, nem malbaratado, nem estar à mercê da rua, dos grupos de interesses, dos fluxos da opinião. Sabia que governar não era agradar mas servir. Não descia ao povo, não o adulava (nem aos poderosos, aliás...) não o cultivava. Mas o Povo compreendia-o, guardava-lhe respeito e amor, e, mais, para o fim, uma grande ternura; não o culpava dos males e erros que em seu tempo, como em todos, houve, e que foram graves. Porque todo o humano tem limites, até o génio.
Salazar morreu numa manhã de Verão, dum dia de sol que foi belo e ele já quase não viu. A essa hora em Angola, em Moçambique, na Guiné, os Portugueses batiam-se pelo que ele se bateu e mostrou ser mais importante que a vida de cada um. No décimo ano da Defesa, tínhamos vencido, graças à sua Acção, o pior inimigo: a Dúvida.
Creio que, como nos ensinou tão bem, não devemos chorá-lo. Eu sou contra os elogios fúnebres e tal, por paradoxo que pareça, é uma das razões porque escrevo sobre Salazar.
Ele vive agora entre nós, em sua Obra. Ele vive em suas Palavras e seus Actos, que aqui estão e hão-de ficar, se formos dignos deles e os soubermos preservar.
Só devemos chorar os mortos se os não merecermos. Só devemos chorar Salazar, se por nosso desânimo, medo, fraqueza, inércia, por nossa culpa, Portugal for mais pequeno que o que nos legou; se o erro, a mentira, o oportunismo, a decadência, a abdicação triunfarem; se a integridade da soberania for atingida e, se a Nação perecer, então sim, devemos chorar o Homem, porque lhe desbaratámos a Obra, e viveu e morreu em vão.
Mas tal não há-de suceder. Agora que ele se foi definitivamente, o Futuro de todos pertence mais a cada um. Tomemos pois em nossas mãos o que ficou, o que é bom e merece amor. E vamos amar mais e querer com mais força o que está por fazer. E vamos continuá-lo. E merecê-lo. Para que nunca tenhamos de o chorar."

Jaime Nogueira Pinto
(In Política, n.º 14/15, 15/30.07.1971, pág. 3)
Título:
Enviado por: teXou em Março 23, 2009, 10:34:37 pm
Citar
... Angola era um desafio, uma encruzilhada ...
Tantos arrotos ... ja começa a ser doênça  :evil:

Citar
...
têm sido frequentes os processos em que é acusado de "delito de opinião", normalmente relacionados com opiniões sobre a Segunda Guerra Mundial, que lembram a época medieval em que se encarcerava quem apresentava uma visão diferente da História. Se não está de acordo com esta atitude persecutória no seio da União Europeia, e defende a liberdade de expressão, poderá enviar o seu protesto ... http://nonas-nonas.blogspot.com/2009/03/por-negar-o-holocausto.html


Além de nós "fartar" com os vossos discursos fascistas e de um outro mundo. Vem dar audiência ao revisionismo !
Muito bem ... ó menos, já não precisa esconder as suas opiniões.  :|
Título:
Enviado por: Lancero em Março 23, 2009, 10:44:52 pm
teXou, deixe lá que a democracia abrileira - e os populares por ela armados - também tratou muito bem o Jaime Nogueira Pinto depois da maioria silenciosa.
Telhados de vidro...
Título:
Enviado por: teXou em Março 23, 2009, 10:47:49 pm
f2x2x
Título:
Enviado por: Duarte em Março 24, 2009, 01:44:01 am
Citar
se o erro, a mentira, o oportunismo, a decadência, a abdicação triunfarem; se a integridade da soberania for atingida e, se a Nação perecer, então sim, devemos chorar o Homem, porque lhe desbaratámos a Obra, e viveu e morreu em vão.


Caro TOMSK,

Infelizmente acho que é a este ponto que Portugal chegou. Entregue a uma classe política corrupta, sem valores, reduzida em axila da Europa, a pátria está nas convulsões finais duma morte lenta.  Quando se celebra a covardia, e traidores são pintados como heróis, e generais de meia-tigela, que trairam a pátria a soldo da CIA são celebrados, quando celebram a república, imposta pela força das armas e dirigida por sociedades secretas e poderes estrangeiros ocultos, e nunca eleitos pelo povo, e chamam a isto democracia e liberdade, pouco mais há a fazer.

 :roll:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 24, 2009, 09:29:57 am
Olhe texou enganou-se.
Eu não "fui pesquisar elogios de um ditador" a esse blog. Mas não interessa, pois este texto está presente em vários sites.

Os clientes habituais que quando lhes cheira a Salazar vem cá dar as suas comuns opiniões, podem também, com toda a liberdade, colocar aqui artigos sobre Álvaro Cunhal, Humberto Delgado, ou quem sabe, até do homem que pisou e conspurcou a bandeira nacional, o Dr.Mário Soares.

Agora, tal como referiu o Duarte, esta excerto do texto escrito em 1971, é interessante de se ler. Secalhar também é "revisionismo".
"Revisionismo" para aqui, "revisionismo" para ali...

Citar
Só devemos chorar Salazar, se por nosso desânimo, medo, fraqueza, inércia, por nossa culpa, Portugal for mais pequeno que o que nos legou; se o erro, a mentira, o oportunismo, a decadência, a abdicação triunfarem; se a integridade da soberania for atingida e, se a Nação perecer, então sim, devemos chorar o Homem, porque lhe desbaratámos a Obra, e viveu e morreu em vão.


Olhe, vá acusar de "revisionismo", as milhares de pessoas que votaram em Salazar para melhor português! ( não concordo, mas enfim)
E também aquelas, que vivendo em ambos os períodos históricos, elogiam e homem, com o célebre, "Um Salazar em cada esquina é que fazia falta"!
E já agora, acuse também os jovens, que vendo a podridão da política actual, as políticas do Estado Novo, o fomos e o que somos, interessam-se por Salazar!
Revisionismo para todos!
Título:
Enviado por: Luso em Março 24, 2009, 12:00:27 pm
O texou é mesmo um menino...
Para já julga que descredibiliza o conteúdo de um texto por o ter encontrado num site defensor de ideias suspeitas. O que diria se encontrasse "O Capital" no mesmo lugar.
Depois para tem a ousadia de classificar de "arrotos" um texto bastante bem escrito e com ideias muito bem articuladas e claras.
Para quem mal argumenta é de uma displicência do caraças!
E o pior é que julga que os outros o podem levar a sério!

Estes adolescentes (independentemente da idade) são particularmente irritantes porque a sua mundivisão é bastante limitada. Um livreco ou outro ou uma conversa tida com o papá ou amigo do papá. Fanaáticos de coisa nenhuma, como aquelas velhinhas semi-analfabetas que nos vêm bater à porta para nos convencer das maravilhas de Jeová e que só leram umas páginazitas de uma qualquer bíblia e de meia dúzia de folhetos.

Não chateiem, moços!
Cresçam e apareçam!
Título:
Enviado por: teXou em Março 24, 2009, 02:24:00 pm
Citação de: "Luso"
...
Depois para tem a ousadia de classificar de "arrotos" um texto bastante bem escrito e com ideias muito bem articuladas e claras.
....

Sim ... arrotos de ditadura ! :rir:

Como eram as de Hitler, Mussolini, Staline, Lenine, Franco, Pinochet, Mao, etc ...  blx2x1
Título:
Enviado por: ShadIntel em Março 24, 2009, 03:03:34 pm
teXou, a ver se trata essas recorrentes crises de riso incontrolável e despropositado.

Espero que não sofra de hamartoma hipotalâmico...
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 24, 2009, 07:38:40 pm
Tenho conversado longamente com quem viveu os anos do Estado Novo. Na tentativa de realmente tentar perceber o que era tudo aquilo. As opiniões não variam muito, mas uma tem feito aqui o "servo" pensar.

A pessoa em questão nasceu na miséria (como a esmagadora maioria nessa epoca á 65 anos) Contou-me muita coisa sobre os equilibrios e as relações sociais. O trabalho quase escravo em que se trabalhava por comida. Onde o poder dos caciques locais era absoluto e quem se lembrasse de levantar a voz era como se comprasse todas as rifas para uma festa à conta da GNR. Até aí tudo batia com outras histórias que tinha ouvido.

Contou-me de ter emigrado para França e do medo que sentiu ao ver as manifestações em Paris, coisa impensavel por cá. Voltou algum tempo depois.

A melhoria só foi sentida com o Marcelo Caetano, pois até ali, meia duzia de "senhores" controlavam o país numa especie de feudos. Com o marcelismo o "aperto" foi-se folgando e as coisas dinamizaram-se.

Depois o 25A. Foi o fim do feudalismo mas passou-se do 8 ao 80 na opiniãao deste senhor.

Perguntei-lhe se o actual estado de coisas, com a corrupção e nepotismo descarado, eram culpa do 25A

A resposta foi surpreendente. "Não, senhor. A culpa foi do Salazar"
Porquê?
"Porque os que estavam á sombra dele e mamavam da teta com o 25A foram corridos. Mas não esqueceram e agora se for a ver estão outra vez instalados. Pouco a pouco voltaram ao lugar e agora vamos pagar. Por terem vivido assim a escravizar o pobre com o olhar do mestre a quem interessava que assim fosse para poder ter a pata em cima do resto, agora querem voltar a fazer o mesmo. O Salazar com a corrupção descarada dessa época, os cargos atribuidos por conhecimentos em vez de por valor, os compadrios, etc, deixou uma raiz. Raiz essa que dificilmente nos vamos livrar e a prova está aqui agora. O salazarismo nunca morreu porque é o que as elites querem. Elas querem ser Salazar."

Confesso que não percebi a lógica da argumentação mas pouco a pouco tem feito cada vez mais sentido. Tenho de admitir que a pessoa em questão tem razão, para mais vendo o perigoso endeusamento que se tem feito à personagem.

Basta ver o congresso do PS. Arrepiou-me. Aquilo mais paarecia o Congresso da Unidade Nacional ou o cogresso do PCUS na URSS.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 24, 2009, 09:01:57 pm
A vivência das pessoas que viveram tanto no Estado Novo como no pós 25 de Abril, é de facto o melhor relato, e possivelmente o mais imparcial que se pode obter sobre este tema.

Também eu já tive a oportunidade de ouvir essas pessoas, e apesar de divergências, há algo que todos, em termos gerais acabam por concordar:
- O "25 de Abril" enviesou fortemente muito dos aspectos relacionados com com o Estado Novo e Salazar para os tornar negativos, e por conseguinte, assim criar um escudo protector para a aparente decadência política que se seguiu à revolução.

Se havia desemprego, fome, emigração, e o interior empobrecido? Concerteza que sim, tal como houve antes da chegada de Salazar ao poder, ou como ainda o existe hoje.
E tanto o houve e existe em Portugal, como em Espanha, Itália, etc.
Culpar Salazar por esses males é historicamente errado.

A censura, controlo, e repressão da PIDE havia também, mas não existia nem por sombras um clima de medo ou horror nas ruas, que fizesse alguém ter medo de sair de casa. Nada disso. Não exageremos.

Tal como afirmou o Foxtroop, também as pessoas com quem falei relataram que a vinda de Marcello Caetano trouxe de facto uma nova "ordem", digamos que este não partilha tanto do rigor e autoridade de Salazar, o que trouxe uma certa onda de entusiasmo.

Agora, como já tive oportunidade de referir anteriormente, as opiniões convergem-se quando toca à segurança do País.
E nenhum deles rejeita, mas que elogia e recorda com saudade, os tempos em que brincava na rua, com a porta de casa aberta, até pelas altas horas da noite, sem qualquer receio de qualquer tipo de assaltante ou criminoso.
Bem como a libertinagem e vadiagem que hoje anda para aí.
"Não havia", é a resposta.
Neste ponto o elogio é maioritariamente endereçado a Salazar e à PIDE.

Sobre a corrupção, quem quiser analisar isto friamente, verá que esse é uma mal de que sofre Portugal, há muito e muito tempo, desde os seus primórdios.
Relembro a todos, que desde os Descobrimentos, há relatos que muitos capitães dos navios eram escolhidos com base em títulos e amizades, bem como por subornos às autoridades régias. O caso torna-se ainda mais grave, quando muitos desses homens nem sequer tinham uma ínfima noção da arte da navegação...Adivinhava-se o desastre...
Há no entanto a sensação expressa pelas pessoas com quem falei, da honestidade de Salazar.
Bem como da sua política rigorosa e "poupadinha", o que dava azo a muitas anedotas, contadas pelos cafés, um pouco em segredo, como a célebre da nova forma de cozinhar bacalhau.

"Sabes como se cozinha "Bacalhau à Salazar"?
Como?
Só batatas."
 :D

O 25 de Abril, veio trazer coisas positivas, nisto todos concordam.
Mas houve algo que uma destas pessoas me disse, que me deixou a pensar.

"Nós somos um país complicado, com pessoas boas mas complicadas.
É preciso alguém com espiríto forte, rigorosa e honesta para nos manter juntos. E esse alguém era Salazar.
Estes do 25 de Abril, além de aproveitarem para põr algum ao bolso, optam por nos separar.
É o chamado separar para governar."
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 24, 2009, 09:26:12 pm
Tomsk o que essa ultima afirmação quer dizer é que só andamos bem acaimados e tocados a chicote. Não acredito nem aceito isso. Não acredito nem aceito que seja preciso um ditador para este povo.

Se em vez de nos pegarmos em discussões futeis sobre novelas e futebol, dedicarmos esse tempo a ser cidadãos não tenha duvida que melhora e muito rápido. O que está implicito nessa frase é uma coisa muito grave. O que aí está implicito é o germe da nossa destruição com povo e nação. Em vez de nos queixar-mos que o arbrito roubou um ou outro ou se a cavalona da Diana Chaves anda com a, b ou c, discutissemos o que realmente importa para o futuro colectivo e fossemos cidadãos de facto nunca por nunca chegavamos a este ponto.

Quando nos descartamos da nossa responsabilidade com cidadãos não podemos esperar que quem está no poder as assuma por nós. Em Democracia somos responsaveis por o todo e os dirigentes eleitos têm de sentir que estão lá para servir o todo e não a si mesmos. Isso só se consegue com participação activa. Como queremos todas as benesses da democracia e nenhuma das suas obrigações e responsabilidades é facil que o caminho das servidão e da ditadura surja. Que surja alguem que nos vai tirar esse "fardo" de sermos responsaveis.

Nos paises por onde andei discutia-se politica com um afinco que me surpreendia. Tanto homens, como mulheres de todas as idades participam. As radios etão constantemente a transmitir programas onde a opinião dos ouvintes tem peso e se ouve pessoas de todos os quadrantes. Existe uma consciencia de cidadania.

Aqui a unica consciencia que vejo é a inveja de não se ser tão esperto como o gajo que foi para politico e agora está um capitalista feito. Incrivelmente não o condenam pelo roubo mas sim pelo facto de não estarem no lugar dele. Essa mentalidade tem de ser tratada senão a nossa nação morre pura e simplesmente.

Culpar o 25A por os nossos males actuais é cinico. Tentar limpar a imagem de um cacique que quase destruiu a nossa nação também não abona.

Teve coisas boa, sem duvida mas por esse prisma até o Adolfo teve. Afinal quem foi o pai das autoestradas?....
Título:
Enviado por: teXou em Março 24, 2009, 10:19:04 pm
Entre 1933 e 1974: O total da emigração é de 2.000.000 de emigrantes que se foram "para uma vida melhor" ...
Para os amantes do estado novo era certamente para fazer turismo por todo o mundo e não para fugir a miséria.
Só de 1960 a 1974, se foram embora cerca de 1.500.000 portugueses  :dormir:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 24, 2009, 11:08:36 pm
Como já disse o Luso, informe-se um pouco mais acerca do Humberto Delgado. A fundo. É um conselho que também dou.

E as restantes factos, nomeadamente a guerra colonial, o que vem para aqui fazer?
Já leu as páginas que o Luso teve a amabilidade de nos trazer?
Verá então escrito, não por mim, não pelo legionario, não pelo Duarte (os fascistas-branqueadores-revisionistas para si), que o Ultramar era uma questão, não monárquica, não republicana, não comunista, não fascista, mas sim uma questão nacional, herdade pelo esforço dos nossos avós, pesado fardo que o dever nos incitava a proteger.  

E agora tire lá as postas de pescada da mesa que é para discussão continuar...
Título:
Enviado por: zeNice em Março 24, 2009, 11:12:35 pm
Porque hoje em dia os líderes do nosso pais já não são Militares (Generais)? secalhar faziam melhor que essa cambada de corruptos.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 25, 2009, 02:41:32 am
Citação de: "FoxTroop"
A culpa foi do Salazar".


Resta algum problema nacional que ainda não tenha sido atribuído ao Dr. Salazar?

Para além de maior Portugês do Séc. XX, parece que também foi o mais poderoso, até para além da morte. Deveria ter poderes sobrenaturais, talvez..

Culpar Salazar por esta corja de bandidos que constitui a actual classe política só pode ser mesmo coisa de velho gágá.. o homem morreu há 4 décadas e é rsponsável pela corrupção actual? Isto já é obsessão compulsiva. Santa paciência..
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 25, 2009, 09:18:12 am
Para amenizar um pouco as coisas...

http://www.youtube.com/watch?v=on1wDpOaZQ0 (http://www.youtube.com/watch?v=on1wDpOaZQ0)

 :nice:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 25, 2009, 11:02:08 am
Citação de: "TOMSK"
Para amenizar um pouco as coisas...

http://www.youtube.com/watch?v=on1wDpOaZQ0 (http://www.youtube.com/watch?v=on1wDpOaZQ0)

 :lol:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 25, 2009, 11:08:07 am
Sr. Tomsk leia também as paginas que o caro Luso disponibilizou, já agora. E também tal como o sr. Luso afirmou quando da sua colocação, que não fosse usado para defender posições de ninguém. Se reparar a 2ª parte do texto exposto desmonta a 1ª e com tal nível de contradição o texto diz muito, sem na realidade se poder afirmar nada.

Infelizmente o sr. teXou tem dado factos de uma forma pouco ortodoxa mas eles são factos inegáveis. Vá saber também as razões dessa emigração em massa.

Quanto à segurança que supostamente existia e que se podia brincar na rua e etc. Qualquer país totalitário tem geralmente um elevado nível de segurança interna e não lhe preciso de dizer porquê. Mas se isso mede o desenvolvimento de um país então Chinas, Cubas, Coreias do Norte e afins são os lideres da Humanidade. Na cauda podemos colocar muitas das mais fortes democracias do mundo.

Sr. Duarte sabe por que razão na Alemanha num concurso idêntico teve de ser proibido a nome de Hitler na lista? Foi por iria ganhar o titulo de maior alemão do século. Isso diz-lhe alguma coisa?  
Agora deixe de ser saloio e exponha factos e argumentos em vez de desconstruir conversa.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 25, 2009, 11:51:31 am
Eu acho que nós também devemos fazer uma diferenciação.

Há o jovem Salazar, Ministro das Finanças, que em geral recolhe elogios na importância que teve para "levantar o país".
E o Salazar maduro, Presidente do Conselho de Ministros, esse sim o mais polémico.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 25, 2009, 12:17:01 pm
Sem duvida caro Tomsk. Salazar ajudou a levantar o país da miséria que foi a 1ª República.

Depois ficou viciado e não saiu quando deveria.

Por sinal uma das afirmações que mais ouço de quem viveu esses tempo é mesmo esta "Esteve bem durante a primeira metade e deu cabo do que arranjou na segunda metade"

Uma afirmação interessante.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 25, 2009, 01:39:30 pm
Citação de: "FoxTroop"
Infelizmente o sr. teXou tem dado factos de uma forma pouco ortodoxa mas eles são factos inegáveis. Vá saber também as razões dessa emigração em massa.

Estes dados seriam ainda mais interessantes, se comparados com os de anos anteriores ao Estado Novo, ao século passado, e aos dados posteriores ao 25A. A emigração já existia, para o Brasil, os EU antes de Salazar estar no poder, mesmo antes dele nascer. Ela continua a existir, e provavlemente crescerá, pelo andar da carruagem..
Mas a emigração era culpa de Salazar também. Mesmo após a sua morte, E até antes..?

Estes dois milhões de emigrantes voluntários, têm um maior peso na história, serão mais importantes dos que foram despojados das suas casas, terras, bens, perseguidos e deslocados à força pela descolonização?


Citação de: "FoxTroop"
Quanto à segurança que supostamente existia e que se podia brincar na rua e etc. Qualquer país totalitário tem geralmente um elevado nível de segurança interna e não lhe preciso de dizer porquê. Mas se isso mede o desenvolvimento de um país então Chinas, Cubas, Coreias do Norte e afins são os lideres da Humanidade. Na cauda podemos colocar muitas das mais fortes democracias do mundo.

O Estado Novo dificilmente poderia ser comparado à Coreia do Norte, Cuba ou China. Uma comparação mais correcta seria com a Singapura. Um estado capitalista, democrático (com um partido único dominante), autoritário "soft", e altamente repressivo da criminalidade, corrupção e comunismo internacional. Não será por nada que Singapura é o quinto país mais rico do mundo em termos de PIB, e tem um nível de vida invejoso e umas forças armadas dignas e fortes.

Quanto ao alegado clima de medo, nunca nenhum familiar meu, ou conhecido meu referiu este medo, este horror que tanto gosta de apregoar. É pura mentira. Talvez algum membro duma célula clandestina do PCP sentiria, e muito bem, este medo. Mas o cidadão comun? Tretas.

Até um familiar de uma pessoa conhecida, membro do PCP, que andou a colar cartazes e era activo durante o início dos anos 70 nunca foi nem preso nem sofreu qualquer abuso da PIDE nem da PSP, apesar de ter sido apanhado a colar tais cartazes. Esta auto-glorificação dos "lutadores" da liberade nada mais é que promoção desonesta. Ser "torturado" pela PIDE parece que era um rito de passagem das cliques da esquerda. Mesmo que nada mais fosse que um safanão, ou mesmo pura invenção fantasiosa.


Citação de: "FoxTroop"
Sr. Duarte sabe por que razão na Alemanha num concurso idêntico teve de ser proibido a nome de Hitler na lista? Foi por iria ganhar o titulo de maior alemão do século. Isso diz-lhe alguma coisa?  
Agora deixe de ser saloio e exponha factos e argumentos em vez de desconstruir conversa.



De facto diz-me algo: os Alemães devem ser parvos. Mas maior parvoice é comparar Salazar a Hitler, uma táctica tão ao gosto da esquerda caviar, asquerosa e mentirosa.
Mais uma vez, está a comparar alhos com bugalhos. Que tem Salazar a ver com Nazismo e Hitler? É como comparar Sócrates a Estaline (bem, se calhar, até não...).
Se se der ao trabalho de ler e informar-se, verá que Salazar nunca apoiou, nem nunca gostou pessoalmente de Hitler.

Descoversa mas é o senhor. E já se torna cansativo ouvir o mesmo disco riscado que anda a tocar.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 25, 2009, 05:24:34 pm
Deixando as questões "técnicas" de lado, para mim, uma das imagens de marca que ficou de Salazar foi o patriotismo real e verdadeiro, o amor a Portugal, quer fosse nos livros escolares, na Grandiosa Exposição do Mundo Português, no evocar dos símbolos e heróis nacionais.

Este vídeo, em que Salazar discursa no Castelo de Guimarâes, em 1940, é dos meus favoritos.
Podem-me chamar de atrasado ou mentalidade retrógada, mas basta ver esta estrondosa manifestação de amor a Portugal para se admirar Salazar!
 :Soldado2:  :Bajular:

http://www.youtube.com/watch?v=2JnmuDdU ... r_embedded (http://www.youtube.com/watch?v=2JnmuDdUtf4&feature=player_embedded)
 
E isso, mau grado tudo o que critiquem, foi algo que nunca mais transpareceu no poder político que surgiu no nosso país após a sua morte.

Compreende-se.
Portugal, caminhando hoje para ser uma provincía europeia, não deve deixar transparecer patriotismo, pois essa é um dos maiores inimigos da federação europeia...
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 25, 2009, 05:44:34 pm
Citação de: "teXou"
"Obviamente, demito-o".

H. Delgado 10/05/1958
-------------------------------------------------------
" Não Apaguem a Memória! "

http://maismemoria.org (http://maismemoria.org)
   

Citação de: "Duarte"

Obviamente, não demitiste.
_______________________

Não Apaguem a Memória! http://oliveirasalazar.org/ (http://oliveirasalazar.org/)



 :rir:  :rir:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 25, 2009, 06:37:44 pm
Citar
Singapura. Um estado capitalista, democrático (com um partido único dominante), autoritário "soft", e altamente repressivo da criminalidade, corrupção e comunismo internacional. Não será por nada que Singapura é o quinto país mais rico do mundo em termos de PIB, e tem um nível de vida invejoso e umas forças armadas dignas e fortes.

Acredito que esteja a gozar comigo com esta afirmação. Eu conheço Singapura e qualquer comparação com o Estado Novo só mesmo na sua cabeça.  :shock:   :evil:   :evil:



Citar
Ser "torturado" pela PIDE parece que era um rito de passagem das cliques da esquerda. Mesmo que nada mais fosse que um safanão, ou mesmo pura invenção fantasiosa

Realmente fantasiosa sem dúvida. Claro que é tudo inventado, não é?


Citar
De facto diz-me algo: os Alemães devem ser parvos. Mas maior parvoice é comparar Salazar a Hitler, uma táctica tão ao gosto da esquerda caviar, asquerosa e mentirosa.
Mais uma vez, está a comparar alhos com bugalhos. Que tem Salazar a ver com Nazismo e Hitler? É como comparar Sócrates a Estaline (bem, se calhar, até não...).
Se se der ao trabalho de ler e informar-se, verá que Salazar nunca apoiou, nem nunca gostou pessoalmente de Hitler.

Descoversa mas é o senhor. E já se torna cansativo ouvir o mesmo disco riscado que anda a tocar


Disco riscado aqui é o seu. Um disco que tem tanto de perigoso coo de asqueroso. Até o raio de certas tiradas patrióticas do seu querido "Botas" são do Adolfo e do Mussolini. Quer exemplos?  :evil:   :roll:
Título:
Enviado por: legionario em Março 25, 2009, 08:16:07 pm
Para mim o maior mérito que teve o Salazar foi o de ter lutado pelo ultramar e pelo ideal dum Portugal no mundo. Foi um homem que sempre jogou na nossa equipa e que nao se deixou corromper. Se os tipos da oposiçao fariam melhor ou pior que ele, nao sabemos ; mas o que sabemos é que aqueles que lhe sucederam sao culpados de graves crimes cometidos durante a descolonizaçao e responsaveis pelas guerras civis em Angola e Moçambique assim como pelos acontecimentos em Timor . Para mim, esta questao faz toda a diferença quando faço comparaçoes entre o antes e o depois.

O que mais enerva as pessoas honestas, é ouvir certas criticas (algumas decerto bem fundadas) em relaçao ao antigo regime,  ...quando actualmente se vivem problemas graves: leis repressivas da UE (muito bem descritas pelo Sr Brandao Ferreira citado num post du Tomsk), a precaridade, as sopas dos pobres, a emigraçao , a falta de justiça, as desigualdades sociais, a omnipotencia e a corrupçao das instituiçoes financeiras...

O regime abrileiro deu  esta impressao de bem-estar geral, tao evocado por alguns (e que nos deixa a todos muito contentes e endividados ) e apresenta-o como obra sua, mas acabadas as reservas de ouro da "pesada herança" e as remessas da UE ja a dar o ultimo suspiro, vamos vêr como se vai portar a plutocracia que nos governa. Os sinais que estamos a receber nao sao animadores : penhoras e despejos, falencias e desemprego, gente a viver nas ruas...

Existe aqui uma culpa colectiva da parte de nos todos portugueses, porque somos todos nos que criamos e/ou toleramos os regimes, sejam eles quais forem . Quando um dia houver em Portugal uma verdadeira democracia (o que depende de nos) as coisas mudarao , mas esse dia ainda nao chegou e pessoalmente estou farto destes abrileiros contentes e satisfeitos  ; se estao contentes e satisfeitissimos com este regime é porque dele tiram beneficios, mas tenham a honestidade de aceitar que ha HOJE milhoes de potugueses na m...   que se estao rigorosamente a borrifar para a nossa "democracia" e respectivos politicos democraticos e que para o mostrar, votam em Salazar como o maior portugues de sempre. Se calhar até foi ;)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 25, 2009, 08:45:14 pm
Caro legionário, as leis da UE podem ser consideradas repressivas por alguns, mas comparando com as que existiam no Estado Novo  :shock:   :shock:

Assim como comparar o nível de vida dos portugueses hoje com esse tempo também nem de perto nem de longe se pode comparar. É um mundo de diferença.

A culpa da corrupção estar a minar o nosso país é só nossa. No Estado novo era um problema tão rampante com agora, mas agora podemos tentar fazer algo. Temos um poder. Chama-se voto e podemos escolher em quem votar. Antes calava-se senão comia.

Os abrileiros, como lhe chama, decerto cometeram erros e alguns graves, mas usar isso para desculpar o que se passava antes.......

E acima de tudo deixaram uma coisa que é a nossa maior bênção ou a nossa maior perdição, dependendo da maneira como a usarmos.
Deu-nos a possibilidade de denunciar, falar, lutar, mudar. Enfim deu-nos a possibilidade de escolhermos.

Se acharmos que isso é um fardo por não suportarmos a ideia que liberdades trazem responsabilidades então voltem a esse belo regime.
Nesse dia abandonarei o meu país-
Título:
Enviado por: dremanu em Março 25, 2009, 08:49:45 pm
Eu só acho pena que o Salazar não tenha governado Portugal ao estilo do Marquês de Pombal, pois hoje seria um herói nacional. Foi, lamentávelmente, uma oportunidade perdida.
Título: comunismo
Enviado por: Heraklion em Março 25, 2009, 10:29:38 pm
Há que ser dito que os comunistas inventaram muitas mentiras sobre o salazarismo, como as dezenas de milhar de soldados portugueses mortos no ultramar, ou o "Campo de Concentração" do Tarrafal, onde durante toda a sua existencia morreram meia dúzia de idiotas...
Também aprecio a democracia, mas prefiro mil vezes um Salazar que um Fidel, um Estaline, um Pol Pot ou um Mao.
A um Estaline prefiro, inclusivamente, um Hitler.

Quanto ao tema acredito que todo o angolano com cabeça devia estar neste momento a bater com a cabeça nas paredes...
De heróicos lusitanos passaram a simples cidadãos do mundo (o que não se compara a cidadãos de Portugal, pois está claro), o que é uma evolução mais negativa que a da economia espanhola neste momento <img src="{SMILIES_PATH}/icon_twisted.gif" alt=":twisted:" title="Twisted Evil" />
Cumprimentos!


Viva Portugal!

PS: Lamento que o meu comentário tenha sido considerado de ter racista, pois não era, de todo, essa a minha intenção. De facto estava sim a brincar com a situação, não a fazer pouco ou a denegrir os amigos angolanos, por quem, aliás, tenho o maior respeito e amizade.
Cumps
Título:
Enviado por: Duarte em Março 25, 2009, 11:07:15 pm
Citação de: "FoxTroop"
Citação de: "Duarte"
Quanto ao alegado clima de medo, nunca nenhum familiar meu, ou conhecido meu referiu este medo, este horror que tanto gosta de apregoar. É pura mentira. Talvez algum membro duma célula clandestina do PCP sentiria, e muito bem, este medo. Mas o cidadão comun? Tretas.

Citação de: "FoxTroop"
Realmente um caso a ser estudado esse. Eu tenho tido azar, então nas pessoas com quem falo. Se calhar são todos comunistas.

Se calhar.. Olhe que eles andam por aí..  Nem todos foram exterminados nos muitos e vastos campos de concentração de Estdao Novo..:shock:   :shock: [/quote]

:!:

Gozar? De modo algum. Não, claro que não. Está mal informado. Singapura é um estado autoritário, com uma longa história de repressão feroz do comunismo e em anos mais recentes, do fanatismo islâmico. Não tem nada a ver com o Estado Novo?

http://www.mha.gov.sg/isd/ct.htm (http://www.mha.gov.sg/isd/ct.htm)


É claro que não é igual, é um país asiático, que herdou as tradicões democráticas do colonialismo britânico, mas há muitos aspectos em comun com o estado novo. Até ultrapassa este nas suas restrições às liberdades individuais.

http://www.state.gov/g/drl/rls/hrrpt/2003/27788.htm (http://www.state.gov/g/drl/rls/hrrpt/2003/27788.htm)

Em Singapura a tortura é ilegal, tal como é, e era, em Portugal. Mas, existem castigos corporais.

http://en.wikipedia.org/wiki/Caning_in_Singapore (http://en.wikipedia.org/wiki/Caning_in_Singapore)

Singapura é um país multi-étinico, com uma estrututra política muito específica à sua situação. Um único partido domina a vida política. Há liberdade de expressão, mas existem limites, que são frequentemente impostos. É um estado paternalista, autoritário, capitalista, anti-comunista.

http://www.postcolonialweb.org/singapor ... /lim4.html (http://www.postcolonialweb.org/singapore/government/lim4.html)

http://www.thelockeinstitute.org/books/singapore.html (http://www.thelockeinstitute.org/books/singapore.html)

http://en.wikipedia.org/wiki/Singapore_military (http://en.wikipedia.org/wiki/Singapore_military)

Há mais paralelos do que quererá admitir. Informe-se.


Citação de: "FoxTroop"
Citar
Quanto ao alegado clima de medo, nunca nenhum familiar meu, ou conhecido meu referiu este medo, este horror que tanto gosta de apregoar. É pura mentira. Talvez algum membro duma célula clandestina do PCP sentiria, e muito bem, este medo. Mas o cidadão comun? Tretas.

Citação de: "FoxTroop"
Citar
Ser "torturado" pela PIDE parece que era um rito de passagem das cliques da esquerda. Mesmo que nada mais fosse que um safanão, ou mesmo pura invenção fantasiosa

Realmente fantasiosa sem dúvida. Claro que é tudo inventado, não é?

Em qualquer força policial há sempre excessos e abusos. Isto não deixou de existir com o 25A. Mesmo após o 25A Portugal continuou nas listas negras da Amnestia Internacional. Deve ser culpa do Dr. Salazar, como tudo mais.. :evil:   :evil:

O maior mal disto tudo foi querem apagar o nome do homem de tal maneira que agora a realidade se confunde com o mito.  :roll:[/quote]

Lá vem a mesma badalada do Hitler. Esta insistência obcessiva e compulsiva em introduzir Hitler e os Nazis neste debate deve-se a quê? Alguma patologia, ou é o frequente e comun recurso daqueles que não têm argumentos válidos? O Estado Novo poderia ter alguns elementos em comun com a Itália fascista, mas com a Alemanha Nazi? A história não lhe dá a razão, por mais que tente reescrevê-la.

Mitos e mentiras interessam a quem? Aos Abrileiros "democratas". Para esconder o seu falhanço quase total em todos os aspectos no pós-25A.

Qualquer estado defende-se de terroristas, golpistas, agitadores que querem derrubar o estado pela força das armas, espiões e agentes de potências estrangeiras, e traidores da pátria variados. Foram estes que foram reprimidos pelo Estado Novo. Guarda lá as teorias de camponeses e estudantes inofensivos oprimidos para os tolos que vão nestas cantigas. Se alguns foram "reprimidos", foi por se deixarem manipular por agitadores.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 26, 2009, 01:00:43 am
Como disse antes, qualquer semelhança, só na sua cabeça. Informe-se você.  :roll:

Isso dos agitadores e afins faz-me lembrar muita coisa sim senhor. Quando trabalhava em prol do "mundo democrático" também não se torturava ninguém. "Induzia-se a atenção" que é um termo bem mais simpático. Claro que num regime desse, eu por pura "simpatia" para consigo poderia dar uma denunciazinha anónima a dizer que você era um terrível comunista e no fim de uma pequena sessão de "indução de atenção" quando já tivesse bem tratado, descobriam que afinal estava errado. Como é bom a ditadura......

E mais uma vez o falhanço foi de todos nós que continuamos a não querer assumir as responsabilidades que a democracia nos trouxe.

Este pensamento do "Enquanto houver comida na mesa e futebol na TV isto anda bem por isso que se lixe e se houver um gajo que tome conta disto melhor desde que não vá chatear" O problema é dar-mos por nós a ser novamente ovelhas sem voz.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 26, 2009, 04:05:01 pm
Foxtroop, é aparente que tem dificuldade em aceitar que existe uma nação com um sistema político autoritário, embora uma democracia parlamentar nominal, é de facto uma nação de partido único, um sistema neo-corporativo. Um estado forte, paternalista, capitalista, onde a criminalidade e a corrupção, e outras ameaças à segurança do estado são fortemente reprimidas. Uma nação onde as liberdades de expressão e de imprensa são limitadas, e a soberania e defesa nacionais, e a segurança interna são assuntos levados muito a sério. O nacionalismo, o patriotismo, o serviço nacional, a educação nos valores de pátria, família, multi-racialismo e sociedade são promovidas. Tal como no Estado Novo.

Incomoda-o ainda mais que este país é um sucesso económico, com reservas de ouro e moeda, um país estável, próspero, que é uma nação multi-étnica, onde as tensões étnicas já foram exploradas pelo comunismo internacional, sem sucesso.  Um país que, quando ainda colónia britânca combateu e derrotou uma insurreição comunista de vários anos.

http://en.wikipedia.org/wiki/Malay_Emergency (http://en.wikipedia.org/wiki/Malay_Emergency)

http://www.country-data.com/frd/cs/sing ... #Emergency (http://www.country-data.com/frd/cs/singapore/sg_glos.html#Emergency)

http://countrystudies.us/singapore/ (http://countrystudies.us/singapore/)

http://www.mas.gov.sg/data_room/reserve ... erves.html (http://www.mas.gov.sg/data_room/reserves_statistics/Official_Foreign_Reserves.html)

É incomodativo, porque prova que o Estado Novo, se não tivesse sido minado por dentro por traidores e derrubado por maquinações exteriores, provavelmente também teria vencido a insurreição comunista no ultramar, e teria progressivaamente evoluído para uma maior abertura às liberdades individuais, como aliás estava a decorrer com a liberalização do Marcelismo.

Portugal estava em vias de expansão económica, propulsionada em grande parte pelo desenvolvimento do ultramar, esta expansão só foi interrompida pelo golpe do 25A e a subsequente instabilidade política, social e laboral, e as experiências desatrosas com o colectivismo e as nacionalizações que nos atrasaram décadas!

A verdade está bem aparente, e os paralelos entre Singapura, um estado neo-corporativo e o Estado Novo, existem de facto. Só quem continua a ver tudo pelo prisma cor-de-rosa abrileiro é que pode teimosamente negá-lo.

http://en.wikipedia.org/wiki/People%27s_Action_Party (http://en.wikipedia.org/wiki/People%27s_Action_Party)

http://www.pap.org.sg/ (http://www.pap.org.sg/)

http://en.wikipedia.org/wiki/Politics_of_Singapore (http://en.wikipedia.org/wiki/Politics_of_Singapore)


Citar
Singapore has consistently been rated as the least-corrupt country in Asia and amongst the top ten cleanest in the world by Transparency International.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 26, 2009, 06:57:44 pm
(http://www.iscsp.utl.pt/cepp/portugueses/adriano_moreira.gif)
http://www.tvi.iol.pt/mediacenter.html? ... ad=3&pos=2 (http://www.tvi.iol.pt/mediacenter.html?mul_id=13124105&load=3&pos=2)

Entrevista na TVI24 ao Professor Adriano Moreira, Ministro do Ultramar no tempo de Salazar, fala sobre o seu livro, Salazar, o Ultramar, o 25 de Abril e a Descolonização.
Uma visão interessante, de quem viveu os assuntos "por dentro".

Destaco uma das suas afirmações:

"Se Salazar tivesse resignado ao cargo após a guerra (2º Guerra Mundial) seria hoje venerado pelo país."
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 26, 2009, 06:58:53 pm
Quer comparar o quê, afinal?

Que paralelismos quer encontrar?

Qualquer comparação entre o Estado novo e Singapura, na mente de qualquer pessoa, excepto a sua, é irrealista e nem com a maior das manipulações dos factos consegue arranjar um só paralelismo.

Posso relatar-lhe mil e um factos de Singapura durante a minha presença lá, desde o governo devolver aos cidadãos o excedente dos impostos (creio que em 2004 ou 2005), ou a todos os cidadãos ser proporcionado um nivel de vida capaz e seguro.

Aqui guardava-se o ouro, mantinha-se o povo na ignorancia, deixava-se quem tinha estudos emigrar e proibia-se os iletrados de sair do país, etc, etc.... A corrupção nem é bom falar e sobre o nivel de vida proporcionado então...... Dois mundos tão diferentes como terra e Marte (isso agora se acredita nos marcianos é lá consigo)

Meu caro Duarte nem me vou alongar mais, que o assunto já está fora do tópico, mas tentar essa comparação é completamente ridiculo. (Para mais, Malasia é uma coisa e Singapura, no seu extremo, é outra)
Título:
Enviado por: legionario em Março 26, 2009, 07:03:14 pm
Muito bem Duarte !  Subscrevo a 99,9 % !

Quer apostar que os post's que se vao seguir da parte dos situacionistas abrileiros vao verificar a Lei de Godwin ? :):)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 26, 2009, 07:34:36 pm
Citar
Quer apostar que os post's que se vao seguir da parte dos situacionistas abrileiros vao verificar a Lei de Godwin


Caro legionário, andou a ler o dicionário, foi?.....

Mais uma vez, se aqui alguém me consegue explicar como é que o povo português não saiu à rua para defender tão belo regime? Deviam ser todos comunistas (esses gajos que comem criancinhas ao pequeno-almoço). E também é engraçado verificar que com tantos comunistas (já disse que esses gajos palitam os dentes com os ossinhos das criancinhas que comeram ao pequeno-almoço?!!!)esse partido nunca tenha estado sequer perto de ganhar as eleições.

 :roll:  :roll: [/b]
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 26, 2009, 07:43:29 pm
Vamos tentar voltar ao tema, ok?  :wink:

Aconselho vivamente a entrevista ao Professor Adriano Moreira, um relato eloquente e imparcial do tema em questão.
Título:
Enviado por: legionario em Março 26, 2009, 08:10:39 pm
FoxTroop, vc tem direito a dois pontos Godwin pelo seu ultimo post , parabens ! :)
Título:
Enviado por: dremanu em Março 26, 2009, 08:20:13 pm
Hoje em dia já se pode, pelo menos para alguns, chegar-se à conclusão que o 25 de Abril foi completamente desnecessário. Só serviu para arrasar Portugal, e ainda mais as ex-colónias. Puderia se ter feito uma transição para um sistema democrático, e a descolonização, ser ter que se atravessar todo aquele periodo.

Do meu ponto de vista pessoal eu culpo o Salazar por ter "permitido" que a situação social/económica/política em Portugal chegou ao ponto em que foi necessário, na mente de alguns, ter que se ter um 25 de Abril para se efectuar uma mudança no país.

O Salazar foi "bom" admnistrador do governo, mas ao mesmo foi um líder sem visão, um empata. Enquanto o resto da Europa e América do Norte, e até América Latina progrediam, industrializavam-se, construiam infraestruturas nacioanaís modernas, ampliavam os serviços do estado, e procuravam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, o nosso país era um atraso de vida, com a maioria da população a viver da agricultura e da pesca.

Era impossível manter esse sistema a longo-prazo, a única coisa que era possível fazer, e foi o que o Salazar fez, foi procurar prolongar o periodo até que algum evento impusesse a necessidade de efectuar a mudança do mesmo.

O Salazar teve toda oportunidade para deixar um legado fantástico. Revolucionar o país, contruir estradas, hospitaís, escolas, etc, etc, etc....Havia recursos para isso tudo, sem precisar de pedir nada a ninguém, mas foi o que foi, lamentávelmente.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 26, 2009, 08:31:35 pm
Caro Dremaru  :G-Ok:

Sr. legionário faça um favor ao seu neurónio e veja a entrevista que o sr.Tomsk colocou. Pode ser que entenda umas coisinhas.

Já agora, não querendo sobrecarregar o seu neuronio, essa lei também se aplica aos que vêm comunistas em qualquer um que seja anti-fascista (ou anti-qualquer extremo)?
Título:
Enviado por: legionario em Março 26, 2009, 08:39:27 pm
Vc agora deu-lhe para falar de comunistas nem sei porquê ...ontem falava de nazis, hoje fala de comunistas, em ambos os casos se aplica a lei de Godwin , é a conversa dos que ja nao têm inspiraçao  :)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 26, 2009, 08:42:58 pm
Citar
Vc agora deu-lhe para falar de comunistas nem sei porquê ...ontem falava de nazis, hoje fala de comunistas, em ambos os casos se aplica a lei de Godwin , é a conversa dos que ja nao têm inspiraçao


Inspiração?!!!! Ora essa meu caro!!!! De si é que ainda não vi uma opinião fundamentada. E tem razão, essa lei aplica-se também em sentido inverso. Ou seja, também já se auto-atribuiu uns pontinhos  :lol:   :twisted:
Título:
Enviado por: legionario em Março 26, 2009, 08:47:06 pm
Ai Ambrosio, apetece-me algo ...
Título:
Enviado por: P44 em Março 26, 2009, 08:51:39 pm
quando vai ser o casamento? :mrgreen:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 26, 2009, 09:00:10 pm
:lol:  Não sei se vai haver casório, caro P44. É que para isso tinha de me desfazer da estatueta do Lenin que tenho à mesa de cabeceira e retirar o quadro do Stalin que tenho na sala. (isto para não falar das garrafas de Stolichnaya e Moskovskaya que tenho no frigorifico)

Também não quero trocar Das Kapital do mau grande idolo Marx, por um livreco qualquer, à minha cabeceira. Enfim todo um oceano de imcompatibilidades que só poderia dar em divorcio (daqueles litigiosos, com pancadaria e tudo). Coisa horrivel :snip:  :lol:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 26, 2009, 09:05:49 pm
Citação de: "FoxTroop"
Quer comparar o quê, afinal?

Que paralelismos quer encontrar?

Qualquer comparação entre o Estado novo e Singapura, na mente de qualquer pessoa, excepto a sua, é irrealista e nem com a maior das manipulações dos factos consegue arranjar um só paralelismo.

Posso relatar-lhe mil e um factos de Singapura durante a minha presença lá, desde o governo devolver aos cidadãos o excedente dos impostos (creio que em 2004 ou 2005), ou a todos os cidadãos ser proporcionado um nivel de vida capaz e seguro.

Aqui guardava-se o ouro, mantinha-se o povo na ignorancia, deixava-se quem tinha estudos emigrar e proibia-se os iletrados de sair do país, etc, etc.... A corrupção nem é bom falar e sobre o nivel de vida proporcionado então...... Dois mundos tão diferentes como terra e Marte (isso agora se acredita nos marcianos é lá consigo)

Meu caro Duarte nem me vou alongar mais, que o assunto já está fora do tópico, mas tentar essa comparação é completamente ridiculo. (Para mais, Malasia é uma coisa e Singapura, no seu extremo, é outra)

Caro Foxtroop, Singapura foi um dos estados federados da Malásia em 1963. Mais tarde saiu desta federação. São países contíguos. Um dos 3 grandes grupos étnicos de Singapura são os Malaios. Na altura da insurreição comunista, Singapura fazia parte da colónia britância da União Malaya. Não são a mesma coisa, mas já foram, por várias ocasiões, especialmente durante a "Emergency" do comunismo.



Citar
Malaysia as a unified state did not exist until 1963. Previously, a set of colonies were established by the United Kingdom from the late-18th century, and the western half of modern Malaysia was composed of several separate kingdoms. This group of colonies was known as British Malaya until its dissolution in 1946, when it was reorganised as the Malayan Union. Due to widespread opposition, it was reorganised again as the Federation of Malaya in 1948 and later gained independence on 31 August 1957.[10] Singapore, Sarawak, British North Borneo and the Federation of Malaya joined to form Malaysia on 16 September 1963.[11] The early years of the new union were marred by an armed conflict with Indonesia and the expulsion of Singapore on 9 August 1965.[12][13]

Paralelos são muitos enumero-os todos. Não se deu ao trabalho de ler?

1- ambos estados de partido único (na prátcia) PAP - UN /ANP
2- Singapura estado neo-corporativo  - Estado Novo corporativo
3- limitações das lberdades de expressão e imprensa, censura
4- ISD - PIDE / DGS, ambos com poderes especiais de detenção
5- ambos estados capitalistas, fortemente anti-comunistas
6- reservas moeda / ouro
7- estados multi-étnicos , multi-raciais
8- valores de família, pátria, nacionalismo
9- ambos estados totalitários "soft"
10- ambos com orgãos legislativos uni-câmara: Parlamento - Assembleia Nacional
11- ambos dão uma importância extrema à soberania nacional e segurança interna
12- regime de direita com iniciativas de apoio social, apoio à habitação social
13- ambos regimes com nível de segurança dos cidadãos acima da média
14- feroz repressão da criminalidade e subversão
15- combateram insurreições comunistas

Quer mais?...



Então acha que o governo de Singapura é assim tão bondoso?

Olhe que a esquerda liberal acha que não. Dizem que é um regime totalitário. Então é a favor de regimes totalitários?
Estou deveras confuso..

http://www.google.com/search?client=saf ... 8&oe=UTF-8 (http://www.google.com/search?client=safari&rls=en-us&q=singapore+totalitarian+regime&ie=UTF-8&oe=UTF-8)

Informe-se sobre o PAP..




(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/4/4d/Pap_logo.png)
Citar
The PAP symbol is similar to the old Flash and Circle used by British Union of Fascists under Sir Oswald Mosley, and later under the Union Movement with the same leader. The meaning assigned to these symbols is also similar. The BUF and UM version (which was white and blue on red) was supposed to represent "the flash of action inside the circle of unity", while the PAP symbol (which is red and blue on white) stands for action inside "interracial unity".
Título:
Enviado por: legionario em Março 26, 2009, 09:44:11 pm
Citação de: "FoxTroop"
:lol:  :Combate:  :G-bigun:

 :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 27, 2009, 01:38:51 am
Citação de: "FoxTroop"
É que para isso tinha de me desfazer da estatueta do Lenin que tenho à mesa de cabeceira e retirar o quadro do Stalin que tenho na sala. (isto para não falar das garrafas de Stolichnaya e Moskovskaya que tenho no frigorifico)

Também não quero trocar Das Kapital do mau grande idolo Marx, por um livreco qualquer, à minha cabeceira.

 :lol: E não esquecer o pin-up da Odete, nua e crua?


(http://mysite.verizon.net/dmendonc/images/Odete.jpg) (http://planetsmilies.net/vomit-smiley-9529.gif)
Título:
Enviado por: zeNice em Março 27, 2009, 12:27:29 pm
Antigos Combatentes atirados para a probreza (http://http)
Título:
Enviado por: teXou em Março 27, 2009, 12:32:01 pm
Citação de: "Morkanz"
Antigos Combatentes atirados para a probreza (http://http)
:censurado:  :G-beer2:
Citação de: "TOMSK"
...
Entrevista na TVI24 ao Professor Adriano Moreira,  ...
:roll:
Citar
...
“A questão da emigração era abafada pelo Estado Novo”
“A forte emigração que se fez sentir durante as décadas de 60 e 70 para os países industrializados da Europa, como a França e Alemanha, foi uma questão que o Estado Novo nunca gostou de mediatizar e de desenvolver”, sobretudo porque muitos portugueses “saíram do país por questões de sobrevivência económica”, lembra Conceição Meireles.
...
“Se os portugueses emigravam é porque não havia ‘pão’ em Portugal”, e por isso, “o Estado Novo nunca quis reconhecer a emigração que, nos anos 60 e 70, estava a ser fortíssima por razões de sobrevivência, por questões de exílio político e de fuga à guerra colonial”. ... JPN (http://http)

Citar
“QUANDO OS PORTUGUESES PARTIAM A SALTO PARA FRANCA” (http://http) ...
Sabendo que em Portugal a censura[7] controlava a imprensa e que não eram bem-vindos temas como “emigração”, críticas ao sistema político, social ou económico do país, todos os artigos publicados ou livros que saíram nos anos 60 (auge da emigração clandestina) retiveram toda a nossa atenção aguçando a nossa curiosidade. A censura prévia amordaçava os jornais mas também os livros, inclusivamente, após estarem em exposição e à venda nas livrarias, desencadeando situações perversas, ambíguas, arbitrárias, incompreensíveis, ou mesmo surpreendentes, obrigando os escritores e jornalistas à auto-censura. José Cardoso Pires denunciando a censura afirmou que ela “fez-nos viver num país alienado”, Maria Teresa Horta ficou “marcada para sempre” e Luiz Francisco Rebello foi “civilmente assassinado”. Para mais, Manuel Ramos, redactor do Jornal de Notícias responde à pergunta “A emigração também era tabú para Salazar ?” salientando que :

Nos anos 60 houve muita emigração. As pessoas não tinham condições de vida e emigravam. ...

Emigrantes e Taxa Bruta de Emigração (TBE) segundo o ano de saída de 1960 a 1988: (http://http) Até 13,1% da população em 1966  :idea:

Boa reflexão !  :wink:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 27, 2009, 03:30:08 pm
Citar
deixava-se quem tinha estudos emigrar e proibia-se os iletrados de sair do país, etc, etc....


Então quer dizer que os educados e inteligentes emigravam e só ficaram aí os ignorantes? :lol:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Março 27, 2009, 07:48:00 pm
Sr. Duarte, para alem das suas comparações, que só podem ser feitas numa optica tão especial que ainda não consegui entender (não sei se existe mais alguem nessa situação) também fiquei a saber que não conhece muitos dos factos sobre o qual quer falar.  :roll:

Mas assim sendo aqui vai:
Decreto de lei nº 33918 de 5 Setembro 1944

Entenda que a propria Constituição Portuguesa não reconhecia o direito à imigração, mas para atribuição do passaporte era necessário saber ler e escrever além de não poder ser operário ou trabalhador rural, mas se houvesse a suspeita de que a pessoa requeria o passaporte para emigrar este mesmo era negado e a pessoa em questão sujeita a detenção, assim como quaisquer terceiros que se suspeitassem estarem envolvidos. Foi revogada a pena de crime e prisão em 1969 passando para multa, excepto nos casos de suspeita de fuga ao serviço militar.

Tem muito mais leitura sobre o assunto se se der ao trabalho de se informar em vez de disparar bacoradas. Talvez consiga entender muitas das coisas que se passavam e as rupturas que se formaram nessa altura na nossa sociedade.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 27, 2009, 09:55:02 pm
Citação de: "FoxTroop"
Sr. Duarte, para alem das suas comparações, que só podem ser feitas numa optica tão especial que ainda não consegui entender (não sei se existe mais alguem nessa situação) também fiquei a saber que não conhece muitos dos factos sobre o qual quer falar.  :roll:

Mas assim sendo aqui vai:
Decreto de lei nº 33918 de 5 Setembro 1944

Entenda que a propria Constituição Portuguesa não reconhecia o direito à imigração, mas para atribuição do passaporte era necessário saber ler e escrever além de não poder ser operário ou trabalhador rural, mas se houvesse a suspeita de que a pessoa requeria o passaporte para emigrar este mesmo era negado e a pessoa em questão sujeita a detenção, assim como quaisquer terceiros que se suspeitassem estarem envolvidos. Foi revogada a pena de crime e prisão em 1969 passando para multa, excepto nos casos de suspeita de fuga ao serviço militar.

Tem muito mais leitura sobre o assunto se se der ao trabalho de se informar em vez de disparar bacoradas. Talvez consiga entender muitas das coisas que se passavam e as rupturas que se formaram nessa altura na nossa sociedade.


Talvez quem tem uma "óptica especial" é o Foxtroop?

Quanto ao decreto-lei, nunca ouvi falar de tal coisa. Mas neste caso fica muita coisa esclarecida.  :conf:

Não teria sido mais sensato permitir aos iletrados emigrar, e reter os letrados? Coisas do diabo...

Continuo a não compreender como muitos familiares (o meu pai tem 5 irmãos e 1 irmã, todos emigraram para os EUA com documentos de imigração americanos a partir de 1965 e até 1970, ninguém foi detido..) e conhecidos dos meus pais emigraram ao longo dos anos 60, para vários países. Este decreto era feito cumprir de forma rigorosa? Onde podemos encontrar o texto deste decreto, e mais informações? As suas informações não se coadunam com os factos...
Título:
Enviado por: Lancero em Março 27, 2009, 10:29:25 pm
Este tópico devia chamar-se: "Quem é o melhor morto? Cunhal ou Salazar?"
Para mim tanto me faz, já que nem um nem outro vão ressuscitar para ajudar a encaminhar o País.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 27, 2009, 11:59:42 pm
Citação de: "Lancero"
Este tópico devia chamar-se: "Quem é o melhor morto? Cunhal ou Salazar?"
Para mim tanto me faz, já que nem um nem outro vão ressuscitar para ajudar a encaminhar o País.


Obviamente, o melhor morto é Cunhal  :wink:
Vivo, não serviu para nada.
Título:
Enviado por: zeNice em Março 29, 2009, 06:11:55 am
Vi agora uma reportagem sobre Salazar e houve muitas coisas que me surpreenderam positivamente, pois nunca ouvi na escola.

http://www.youtube.com/watch?v=CDBtgA-81D4 (http://www.youtube.com/watch?v=CDBtgA-81D4) (parte 1)

Não tenho palavras... só tenho pena que não haja gente pelo menos parecida á frente do país actualmente. Quanto mais "estudo" sobre esta época de Portugal, mais sem palavras fico.
Se acontecer o que Salazar pensava: sem o Ultramar, Portugal (apenas um réctangulo na Europa) iria "morrer e ser vendido a espanhóis" acho que nasci num momento errado.

Acho que o unico ponto negativo foi a PIDE, e foi isso que estragou a opinião de muitos Portugueses sobre Salazar.

Enfim, amanhã acordo com corrupção nas noticias, e receio de sair á rua com valores nos bolsos.
Título:
Enviado por: André em Março 29, 2009, 02:00:06 pm
Será que foi só a Pide o único ponto negativo ???  :?

E essa ideia de Portugal não sobreviver sem Império é de rir, muitos países do mundo que são minusculos como o Luxemburgo e outros que nunca tiveram Império e que têm dimensão idêntica a Portugal conseguem além de sobreviver, de serem altamente desenvolvidos e ricos ...  :wink:
Título:
Enviado por: legionario em Março 29, 2009, 04:14:24 pm
Vamos sobreviver fisicamente talvez, mas seremos assimilados e integrados na cultura coca-cola, ... é o sindrome do Highlander : no fim so havera Um .
Os percursores desta catastrofe ja ai andam e nao se escondem e até assinam post's com um " Good bless united states of america"  :):):)
Título:
Enviado por: André em Março 29, 2009, 05:00:09 pm
Citação de: "legionario"
Vamos sobreviver fisicamente talvez, mas seremos assimilados e integrados na cultura coca-cola, ... é o sindrome do Highlander : no fim so havera Um .


Tudo bem então bora lá conversar com o tio Patinhas ...  :lol:  :lol:  :lol:

(http://pwp.netcabo.pt/optic/blog/salazar.jpg)
Título:
Enviado por: Luso em Março 29, 2009, 05:09:49 pm
Respeitem as assinaturas pessoais, oh nabos!
São excelentes descritores do "assinante".

Safa: começo a concordar com o "pessoal do sistema". Sabem, aqueles que defendem o status quo e os tachistas. Aqueles que defendem um forum restrito a password...
Título:
Enviado por: Ataru em Março 29, 2009, 05:25:39 pm
Existem pontos negativos e positivos seja no Estado Novo seja na III República. O ideal seria tentar reunir os pontos bons de ambos. Mas falar é mais fácil que fazer como é óbvio.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 29, 2009, 06:26:03 pm
Citação de: "legionario"
Os percursores desta catastrofe ja ai andam e nao se escondem e até assinam post's com um " Good bless united states of america"  :):):)


E nem sequer sabem ser lambe-botas como deve ser.. ao menos utilizem inglês correcto, que seria "God bless The United States of America"

(http://www.myemoticons.com/emoticon-critic/images/rude/kiss-my-ass.gif)
Título:
Enviado por: André em Março 29, 2009, 06:32:03 pm
Eu não tou a lamber botas a ninguêm, nem vou vender o país aos States ou aos Bilderbergers eu nem quero ser politico apenas admiro essa nação e nada mais revisionistas ...  :roll:  :lol:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 29, 2009, 06:33:35 pm
Citação de: "Ataru"
Existem pontos negativos e positivos seja no Estado Novo seja na III República. O ideal seria tentar reunir os pontos bons de ambos. Mas falar é mais fácil que fazer como é óbvio.


Caro Ataru
Uma excelente sugestão. Infelizmente anda aqui pessoal demasiado politicizado para poder ver as coisas duma forma clara, vêm apenas pela perspectiva "especial" do prisma cor de rosa.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 29, 2009, 06:52:51 pm
Citação de: "André"
Eu não tou a lamber botas a ninguêm, nem vou vender o país aos States ou aos Bilderbergers eu nem quero ser politico apenas admiro essa nação e nada mais revisionistas ...  :roll:  :lol:


Há muito que admirar, mas em épocas passadas. Os EUA são desde há muitas décadas uma oligarquia de "banksters" e uma ditadura de dois partidos, que apenas diferem em pequenos detalhes. O poder está sempre nas mãos dos mesmos.

Change We Can Beleive in..

 :roll:
Título:
Enviado por: André em Março 29, 2009, 06:56:55 pm
Ah ok voçê agora prefere admirar o governo do fantoche Medvedev ...  :lol:  :P  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 29, 2009, 07:19:14 pm
Citação de: "André"
Ah ok voçê agora prefere admirar o governo do fantoche Medvedev ...  :lol:  :P  :lol:  :roll:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 29, 2009, 10:16:12 pm
Citação de: "Morkanz"
Vi agora uma reportagem sobre Salazar e houve muitas coisas que me surpreenderam positivamente, pois nunca ouvi na escola.

http://www.youtube.com/watch?v=CDBtgA-81D4 (http://www.youtube.com/watch?v=CDBtgA-81D4) (parte 1)

Não tenho palavras... só tenho pena que não haja gente pelo menos parecida á frente do país actualmente. Quanto mais "estudo" sobre esta época de Portugal, mais sem palavras fico.
Se acontecer o que Salazar pensava: sem o Ultramar, Portugal (apenas um réctangulo na Europa) iria "morrer e ser vendido a espanhóis" acho que nasci num momento errado.

Acho que o unico ponto negativo foi a PIDE, e foi isso que estragou a opinião de muitos Portugueses sobre Salazar.

Enfim, amanhã acordo com corrupção nas noticias, e receio de sair á rua com valores nos bolsos.


Morkanz,  
"No dia em que eu abandonar o poder, quem voltar os meus bolsos do avesso só encontrará pó." São palavras de Salazar.
Este não amealhou um único tostão que não fosse seu.
Um homem controverso. Odiado e amado.
Mas de uma honestidade fora do comum na classe dos políticos.
Todos devem concordar.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 29, 2009, 10:35:40 pm
Citação de: "TOMSK"
"No dia em que eu abandonar o poder, quem voltar os meus bolsos do avesso só encontrará pó." São palavras de Salazar.



 :G-beer2:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 30, 2009, 12:46:59 am
Citação de: "André"
Tudo bem então bora lá conversar com o tio Patinhas ...  :lol:  :lol:  :lol:

(http://pwp.netcabo.pt/optic/blog/salazar.jpg)



Deixa que ele agora está a rir às gargalhadas lá em cima quando olha para isto..

"Vá meus amigos, a meter ao bolso, a roubar, a abandalhar, a vender Portugal, viva, viva!"

É fartar vilanagem!

(http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//51/ea/46/2721829_rKP4h.jpeg)
Título:
Enviado por: André em Março 30, 2009, 01:02:34 am
Vá vamos então restaurar o Estado Novo, tornar os portugueses analfabetos e ignorantes, guardar o dinheiro debaixo dos colchões e nunca gastar no que quer que seja, vamos censurar tudo e todos, tornar Portugal isolado do mundo reconquistando de novo o império ...   :wink:
Título:
Enviado por: zeNice em Março 30, 2009, 01:44:18 am
Se no estado novo os Portugueses eram ignorantes, então agora ainda mais...

Roubam e roubam, passado 1 semana já ninguém se lembra, nas próximas eleições já podem ser novos heróis.

Bandeiras de Portugal nas varandas no Euro2004, nos outros dias já votam para se unirem a Espanha.

Guardar dinheiro debaixo dos colchões? Não podemos, a qualquer momento podemos ser assaltados e mesmo que sejam apanhados ainda saiem a rir dos tribunais  :D, pôr no banco? viva o BPN

Em 2008 tanto se falava em mais Polícias e em meios, hoje em Vialongo a GNR patrulha as ruas numa carrinha celular, enquanto o senhor diz "Não tenho soluções" e vai para sua casa num carro de luxo
Título:
Enviado por: André em Março 30, 2009, 01:58:39 am
Citação de: "Morkanz"
Se no estado novo os Portugueses eram ignorantes, então agora ainda mais...

Em termos politicos sempre foram ignorantes, tiveram que esperar quase sempre pelas classes mais altas decidirem por eles  ...  :roll:

Citar
Guardar dinheiro debaixo dos colchões? Não podemos, a qualquer momento podemos ser assaltados e mesmo que sejam apanhados ainda saiem a rir dos tribunais  :wink:
Título:
Enviado por: Duarte em Março 30, 2009, 02:18:11 am
Citação de: "André"
Citação de: "Morkanz"
Se no estado novo os Portugueses eram ignorantes, então agora ainda mais...

Em termos politicos sempre foram ignorantes, tiveram que esperar quase sempre pelas classes mais altas decidirem por eles  ...  :roll:

Bem, agora é que é tudo uns chico-espertos, que sabem tudo (de futebol e telenovelas!) Alguém tem que tomar decisões.. :D, pôr no banco? viva o BPN[/quote]

Quando disse isso, foi que o Estado Novo foi tão poupadinho que deixou o povo na miséria, e não apostou na Educação, Saúde, melhoria de nivel da população etc quando até outros regimes ditatoriais quer comunistas quer nacionalistas apostavam nessas áreas sem medos ...  :wink:

É só falar sem ter a noção da realidade..


 :roll:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 31, 2009, 11:18:54 am
A +ponte foi constuida com a oposição do Salazar.

Porra que este fórum está-se a tornar num fórum Salazarista!

O mais engraçado é que tanto os meus pais como os meus avós (que vivieram nesses tempos) são profundamente anti-Salazar. Porque é que será? Ah, já sei, antigamente Portugal era o paraiso e como os Portugueses são masoquistas preferem o inferno... :evil:
Título:
Enviado por: André em Março 31, 2009, 01:09:41 pm
Não... o pessoal começa a ler textos de pessoal mais salazarista que Salazar e depois dá nisto ...  :roll:  :?  :?
Título:
Enviado por: Ataru em Março 31, 2009, 01:10:44 pm
lol os meus avós gostam todos do salazar, os meus pais nao gostam nem desgostam... Tu, cabeça de Martelo também nao gostas deles porque a tua familia nao gosta, eu gosto tambem porque fui um pouco influenciado, mas acredita que não fui muito.
Título:
Enviado por: zeNice em Março 31, 2009, 02:14:34 pm
Acho que não é questão de gostar ou não gostar... ele foi um grande Português e toda a gente gostava dele, o problema foi a criação da PIDE, a perseguição, a falta de liberdade. Há pessoas que se lembram da parte negativa, e outras da positiva.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 31, 2009, 02:42:44 pm
Citação de: "Morkanz"
Acho que não é questão de gostar ou não gostar... ele foi um grande Português e toda a gente gostava dele, o problema foi a criação da PIDE, a perseguição, a falta de liberdade. Há pessoas que se lembram da parte negativa, e outras da positiva.


Toda a gente gostava dele?!

Acho que alguém andou a levar uma lavagem cerebral... :shock:
Título:
Enviado por: Ataru em Março 31, 2009, 02:55:17 pm
Da mesma o Morkanz pode dizer que foram os comunistas que te fizeram uma lavagem cerebral a ti lol
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 31, 2009, 03:10:30 pm
Meu caro eu de comunista não tenho nada, nem sequer sou de esquerda, agora andarem a dizer que toda a gente gostava do Salazar é no mínimo ridiculo.

Nem o meu tio que é todo PP (eu já fui, mas passou-me), gostou do Salazar.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 31, 2009, 03:24:23 pm
Amigos,
Qualquer regime tem os seu pros e contras. Que faz falta um pouco de honestidade e seriedade na governação, ninguém duvida. Muita da admiração do Dr. Salazar deve-se à sua inquestionável honestidade, amor ao país e dedicação.

Podemos muito bem ter o melhor de todos os regimes, deixando para trás a repressão política, e falta de liberdade de expressão, que ninguém certamente quer. Ninguém está a querer voltar ao passado. Isto é exagero. Haverá sempre opiniões divergentes, e experiências diferentes, mas podemos concordar em muitas coisas básicas, pelo bem maior do país, e deixar as discussões poliíticas estéreis no caixote do lixo, onde pertencem.

Pessoalmente detesto os partidos políticos todos. Os políticos devem servir o país e não os seus partidos e ideologias, e sabe-se lá que interesses mais.
Título:
Enviado por: zeNice em Março 31, 2009, 03:26:44 pm
Tirou o Pais duma crise, pôs o pais a andar para frente em termos de obras públicas, pontes, vias.

Todo o povo o aplaudia e não gostava dele... :wink:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 31, 2009, 03:31:06 pm
Só porque o Salazar não roubou, não quer dizer que no regime não tivesse havido corrupção. Na verdade a corrupção era uma realidade muito mais presente e visivel antes do que agora.

O Ballet Rose, alguém se lembra? Os Guardas-Fiscais que apreendiam o que podiam e não podiam? O porquê da criação da BT na GNR?

Vejam com calma as evidências, as histórias, e depois venham cá dizer que a corrupção na politica é algo novo.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 31, 2009, 04:25:05 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Só porque o Salazar não roubou, não quer dizer que no regime não tivesse havido corrupção. Na verdade a corrupção era uma realidade muito mais presente e visivel antes do que agora.

O Ballet Rose, alguém se lembra? Os Guardas-Fiscais que apreendiam o que podiam e não podiam? O porquê da criação da BT na GNR?

Vejam com calma as evidências, as histórias, e depois venham cá dizer que a corrupção na politica é algo novo.

Nem novo, nem do tempo de Salazar. Está-nos no geme. Desde os primórdos.
Este texto do papatango elucida-nos sobre essa matéria:

Citar
O declínio do império

O domínio marítimo português entraria em declínio, quando outras potências chegaram ao Índico e quando Portugal, começou a decair também em grande parte vitima da corrupção interna, dos golpes e dos truques das elites que governavam o país.

Muitos pagavam para terem o direito a administrar uma praça no oriente nem que fosse por apenas dois ou três anos. Ao fim desse período de tempo, estava feita a fortuna para uma vida inteira.

Os portugueses ganharam assim, na Índia a fama de um povo de ladrões e de salteadores, muito por culpa de grupos das elites da nobreza e da burguesia de Lisboa que em nome de Portugal roubaram, exploraram e mataram.

O império começou a decair não por culpa dos holandeses, do domínio dos espanhóis ou da ascensão dos ingleses.

Será a corrupção uma característica portuguesa ?

O império começou a decair, porque grupos de facínoras portugueses, com o apoio do governo que tinham corrompido, começaram a destruir tudo o que os seus antecessores tinham construído. Este processo começou poucos anos depois da batalha de Diu ter iniciado um período de domínio militar e de presença no Índico que só terminaria em 1974.

A ascensão e a inevitável queda do Império português (e todos os impérios tem um fim), teve muito a ver com a intervenção dos próprios portugueses.

Desenganem-se os que pensam que a corrupção, o compadrio, ou os negócios por debaixo da mesa, são uma característica dos portugueses de hoje.
Os negócios escuros, o poder do Estado como patrão corrupto, o desleixo da administração pública, já eram características que se apontavam às elites portuguesas em pleno século XVI no auge do império.

O país foi no entanto capaz de resistir contra ventos e marés.
Junto com a ânsia corrupta das elites de Lisboa, navegou também um espírito de apego à terra e à ideia de Portugal, em suma à ideia de Liberdade.

Por isso mesmo nos momentos mais negros, em que a corrupta elite portuguesa nos enoja, com o seu comportamento devasso e ladrão, com a sua falta de princípios, de ética ou moral, mesmo assim, continuamos contra ventos e marés a acreditar que um povo tem o direito de ser livre, mesmo que tenha para isso que pagar muito caro.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 31, 2009, 04:48:07 pm
Citação de: "Morkanz"
Tirou o Pais duma crise, pôs o pais a andar para frente em termos de obras públicas, pontes, vias.

Todo o povo o aplaudia e não gostava dele... :wink:


Mas a PIDE/DGS teve antecessoras, os ataques às liberdades não começou com a PIDE. O povo aplaudio até ao final da 2ª GM, depois disso o tipo estava a mais e atrasou o desenvolvimento do país e das colónias.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 31, 2009, 05:01:23 pm
Quando se fala em corrupção no Estado Novo referem sempre um ou dois casos pontuais bem conhecidos, mas em 48 anos, a que houve, nem chega aos pés dos casos de corrupção desde o 25A. É um nunca mais acabar de casos de corrupção, compadrio, desvio de fundos comunitários, pedófilia, etc.. abrangendo os mais altos cargos políticos, até aos municipais e locais.

Um pouco de rigor, honestidade, patriotismo, dedicação, serviço ao país e o seu povo, não fazem mal nenhum, e seriam bemvindos, em qualquer regime, mas o corrente regime é especialmente deficiente nestas áreas.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 31, 2009, 05:45:49 pm
Citação de: "Duarte"
Quando se fala em corrupção no Estado Novo referem sempre um ou dois casos pontuais bem conhecidos, mas em 48 anos, a que houve, nem chega aos pés dos casos de corrupção desde o 25A. É um nunca mais acabar de casos de:
-corrupção (já falei vários exemplos e há muitos mais para dizer);
-compadrio (já viste o "Conta-me como foi"?, apesar de ser uma obra de ficção revela muito de como Portugal funcionava naquele tempo);
-desvio de fundos comunitários (não havia comunidade para sacra dinheiro),
-pedófilia (já falei de um desses casos), etc.. abrangendo os mais altos -cargos políticos, até aos municipais e locais (claro as pessoas se falassem eram presas)! :roll:

Um pouco de rigor, honestidade, patriotismo, dedicação, serviço ao país e o seu povo, não fazem mal nenhum, e seriam bemvindos, em qualquer regime, mas o corrente regime é especialmente deficiente nestas áreas.


Claro que é! Mas não vejo nenhum retrocesso em relação ao que havia no Estado Novo, muito pelo contrário, pelo menos hoje em dia, vamos conhecendo os casos e sabendo das coisas.
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 31, 2009, 05:49:22 pm
Isaltino Morais, que está a ser ouvido por "suspeitas" de corrupção, admitiu à alguns dias atrás que cometeu alguns ílicítos porque "os outros também o faziam".
Aí está...

É esta a mentalidade vigente, meus amigos.
"Vamos meter algum ao bolso, porque o outro também mete, e o político ainda mete mais, e como não vai nenhum preso, porque os juízes se fôr preciso também metem algum, as coisas acabam por ficar em nada...

Não vale a pena estar aqui a dizer que isto é só corruptos em todo o lado, porque eles não vão mudar.
Primeiro, porque a justiça (também ela alvo de corrupção) não os condena;
E porque o povo critca quando está cá em baixo. Mas provavelmente, fazia o mesmo se se apanhasse no lugar.
E assim, encontramo-nos num círculo vicioso.

Soluções?
Eu destaco duas, a nível dos modelos sociais, e da justiça.

Há que ter realmente a noção que a corrupção é um crime muito grave, e quem o fizer será rapidamente e exemplarmente punido.

É seguir aquela analogia do bebé que põe os dedos na tomada.
Se o fizer uma vez e não acontecer nada, ele voltará concerteza a fazer o mesmo, 2, 3, 4 vezes...
Se à primeira vez que o fizer apanhar um valente choque, provavelmente aprenderá de vez.

Para isto acontecer claro, tem que haver uma remodelação no sistema judicial e os problemas de excesso de processos e lentidão na resolução de casos tem que ser tratados. Falta vontade.
Mas a bem ou a mal ( que é para onde caminhamos) isso vai ter que acontecer.

E a segunda, a escola e os meios de comunicação tem que ter um papel relevante em transmitir aos mais pequenos modelos de conduta válidos e correctos, valores de honestidade e patriotismo e de bem comum.
Os ídolos da juventude são hoje contudo os Cristiano Ronaldo, o 50 cent, e sei lá mais o quê...
A nossa sociedade está apontada para o lucro, para o dinheiro, para o consumismo desenfreado, como diz o Medina Carreira:
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer lado!"

Que voltemos a ensinar às nossas crianças os exemplos dos incorruptíveis João de Castro, Nuno Álvares Pereira, ou até se for preciso o de Salazar na figura de governante honesto...

A corrupção não se erradicará.
Mas lutar contra ela deve começar em cada um de nós.
E assim tudo irá melhorar, não duvidem!
Título:
Enviado por: Ataru em Março 31, 2009, 06:37:33 pm
Ponham se no lugar de Salazar, acaba a 2ª Guerra Mundial, conseguem manter o país neutro e receber o Plano Marshall, até que se inicia a Guerra Fria. De forma a impedir o Comunismo de se alastrar pelo país, O Dr. Salazar não teve outra alternativa se não manter-se no poder, caso tivesse renunciado sem dúvida teriamos caído no jugo comunista e o mais provavel era haver uma guerra civil onde morreriam milhões.
Salazar salvou a pátria e não foram poucas vezes.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 31, 2009, 07:01:41 pm
Citação de: "Ataru"
Ponham se no lugar de Salazar, acaba a 2ª Guerra Mundial, conseguem manter o país neutro e receber o Plano Marshall, até que se inicia a Guerra Fria. De forma a impedir o Comunismo de se alastrar pelo país, O Dr. Salazar não teve outra alternativa se não manter-se no poder, caso tivesse renunciado sem dúvida teriamos caído no jugo comunista e o mais provavel era haver uma guerra civil onde morreriam milhões.
Salazar salvou a pátria e não foram poucas vezes.




Agora é que certos foristas vão ter um enfarte..  :lol:
Título:
Enviado por: Ataru em Março 31, 2009, 07:59:59 pm
Deixa lá Duarte que se eu fosse velhote já tinha tido aqui uns quantos enfartes com o que dizes esses defensores do comunismo do socialismo do anarquismo...
Título:
Enviado por: TOMSK em Abril 01, 2009, 12:52:10 am
De forma a contribuir para a discussão que aqui se desenrola, ficam aqui alguns pensamentos de Salazar sobre a "pobreza", a democracia e os partidos. Não deixo de salientar a certeza e correcção delas, destacando especialmente a última...

(http://caminhosdamemoria.files.wordpress.com/2008/12/salazar_agosto1931-amlxb093851_a.jpg)

«As pessoas felizes são as que se contentam com pouco. Tal como os povos. Aliás, o chamado progresso, a industrialização intensiva, o consumismo massificado, são feitos à custa da destruição da natureza, o que representa um suicídio para a humanidade».

«Se a democracia consiste no nivelamento por baixo e na sua recusa de admitir as desigualdades naturais; se consiste em acreditar que o poder emana das massas e que o Governo deve ser obra das massas e não das elites, então efectivamente, creio que a democracia é uma ficção.»

«Sou profundamente antiparlamentar porque detesto os discursos ocos, palavrosos, as interpelações vistosas, vazias, a exploração das paixões. O Parlamento assusta-me. Tenho horror ao partidarismo em Portugal. Os nossos partidos formaram-se à volta de pessoas, de interesses mesquinhos, de apetites, existindo para satisfazer esses apetites e interesses.»

A actualidade das mesmas é também interessante...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 01, 2009, 11:27:21 am
Citação de: "TOMSK"
De forma a contribuir para a discussão que aqui se desenrola, ficam aqui alguns pensamentos de Salazar sobre a "pobreza", a democracia e os partidos. Não deixo de salientar a certeza e correcção delas, destacando especialmente a última...

(http://caminhosdamemoria.files.wordpress.com/2008/12/salazar_agosto1931-amlxb093851_a.jpg)

«As pessoas felizes são as que se contentam com pouco. Tal como os povos. Aliás, o chamado progresso, a industrialização intensiva, o consumismo massificado, são feitos à custa da destruição da natureza, o que representa um suicídio para a humanidade».

Ou seja, mantenham-se na lavoura, não estudem nem procurem melhorar a vossa vida.

Citar
«Se a democracia consiste no nivelamento por baixo e na sua recusa de admitir as desigualdades naturais; se consiste em acreditar que o poder emana das massas e que o Governo deve ser obra das massas e não das elites, então efectivamente, creio que a democracia é uma ficção.»

Ou seja, mantenham-se na lavoura, não estudem nem procurem melhorar a vossa vida. Eu que sou elite mando em vocês todos, vocês que são o povinho só têm de obedecer.

Já agora, vocês são povo ou são elite? É que eu sou do povo e orgulho-me disso.

Citar
«Sou profundamente antiparlamentar porque detesto os discursos ocos, palavrosos, as interpelações vistosas, vazias, a exploração das paixões. O Parlamento assusta-me. Tenho horror ao partidarismo em Portugal. Os nossos partidos formaram-se à volta de pessoas, de interesses mesquinhos, de apetites, existindo para satisfazer esses apetites e interesses.»


E a alternativa é...?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 01, 2009, 11:28:19 am
Citação de: "Ataru"
Deixa lá Duarte que se eu fosse velhote já tinha tido aqui uns quantos enfartes com o que dizes esses defensores do comunismo do socialismo do anarquismo...


Não sou nem uma coisa nem outra, sou democrata...ah pois, isso também é mau para vocês... :roll:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 01, 2009, 11:36:08 am
Citação de: "Ataru"
Ponham se no lugar de Salazar, acaba a 2ª Guerra Mundial, conseguem manter o país neutro e receber o Plano Marshall, até que se inicia a Guerra Fria. De forma a impedir o Comunismo de se alastrar pelo país, O Dr. Salazar não teve outra alternativa se não manter-se no poder, caso tivesse renunciado sem dúvida teriamos caído no jugo comunista e o mais provavel era haver uma guerra civil onde morreriam milhões.
Salazar salvou a pátria e não foram poucas vezes.


Salazar recusou o Plano Marshall numa primeira fase e só cedeu numa segunda fase (e mesmo assim com limitações).

O PCP não conquistou o poder nos anos 70 quando estavam mais fortes do que nunca (muito graças à guerra colonial e à repressão) e iam conquitar o poder nos anos 40/50? :lol:
Título:
Enviado por: TOMSK em Abril 01, 2009, 12:07:49 pm
Para responder à minha parte:
Nada disso.
Apenas constata-se os factos pelos quais Salazar pensava legitimar a sua acção política.
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 01, 2009, 02:59:32 pm
Por estar aqui o debate ideológico,,,

Citar
Cultura: Severiano Teixeira elogia lado humano de Marcelo Caetano

Lisboa, 31 Mar (Lusa)- O ministro da Defesa, Severiano Teixeira, elogiou  hoje o lado humano do antigo Presidente do Conselho de Ministros Marcelo  Caetano e considerou que "houve sempre uma contradição entre a sua formação  de jurista" e o "autoritarismo do Estado Novo".  

 

   "Houve sempre uma contradição entre a formação de jurista de Marcelo  Caetano com o autoritarismo do Estado Novo", afirmou Nuno Severiano Teixeira,  citando como exemplo a "intervenção da polícia política na Faculdade de  Medicina em 1947", à qual Marcelo se opôs.  

 

   O governante falava na apresentação do livro "Marcelo Caetano -- O Homem  que perdeu a fé", da jornalista Manuela Goucha Soares, na Sociedade Portuguesa  de Geografia, em Lisboa, perante uma audiência de mais de uma centena de  pessoas que contou com a presença do antigo Presidente da República general  Ramalho Eanes e dos secretários de Estado da Defesa, João Mira Gomes, e  dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.  

 

   "O interesse e o valor deste livro está nas entrelinhas, naquilo que  escapou aos historiadores (...) o lado humano do personagem, a sua relação  com a vida e com o trabalho, a sua organização metódica e o seu rigor",  acrescentou Nuno Severiano Teixeira.  

 

   O responsável pela pasta da Defesa Nacional disse ainda que esta obra  vem "atenuar" a carga negativa que habitualmente está associada ao exílio  de Marcelo Caetano no Brasil, a seguir à revolução do 25 de Abril.  

 

   "Ironia das ironias, o homem que alargou a Segurança Social em Portugal  nunca teve reforma", disse, acrescentando contudo que o emprego que lhe  foi oferecido na universidade e a companhia da família e dos amigos facilitou  a Marcelo Caetano a vida do outro lado do Atlântico.  

 

   O ministro português defendeu ainda que o exílio permitiu ao ex-Presidente  do Conselho de Ministros "encontrar-se a si próprio".  

 

   "Tendo começado monárquico, acabou republicano, tendo começado católico,  tornou-se descrente", declarou Severiano, considerando no entanto que o  título do livro -- "O Homem que perdeu a fé" - indicia a "tendência jornalística  de por vezes tomar a parte pelo todo".  

 

   A autora do livro "Marcelo Caetano -- O Homem que perdeu a fé", Manuela  Goucha Soares, formou-se na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade  Nova de Lisboa e é jornalista do semanário "Expresso", tendo sido assessora  de Severiano Teixeira aquando da sua passagem pelo ministério da Administração  Interna, no final da década de 90.  

 
 
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 01, 2009, 03:09:15 pm
Marcelo Caetano é outra história, apesar de não ter tido a coragem de reformar o regime, sempre foi fazendo algumas coisas para melhorar as condições de vida da população. É pena ele não ter dado aquele passo que poderia ter-nos poupado do caos do pós-25 de Abril.
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 01, 2009, 04:43:30 pm
Citar
Já agora, vocês são povo ou são elite?

Define ambos e logo te digo...

Citar
Não sou nem uma coisa nem outra, sou democrata...ah pois, isso também é mau para vocês...

um democrata é o defensor da democracia, mas há muitos graus de democracia, o ideal nem é ser 100% democrata nem 0%, mas algo no meio, só o equilibrio pode trazer algo próspero.

Eu não sou contra democratas, sou contra esquerdistas.

Citar
O PCP não conquistou o poder nos anos 70 quando estavam mais fortes do que nunca (muito graças à guerra colonial e à repressão) e iam conquitar o poder nos anos 40/50?


o PCP não conquistou o poder graças ao 25 de Novembro se não se calhar eramos hoje a Bielorrusia da Europa ocidental...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 01, 2009, 05:09:02 pm
Então não conquistaram, pois não?!
Título:
Enviado por: Duarte em Abril 01, 2009, 07:07:35 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Então não conquistaram, pois não?!


Mas foi por pouco.. Este foi sempre um dos perigos reais sob o qual Portugal existiu, uma ameaça real, desde os anos 30 até aos anos 70.


Falando em democracia, eu sempre admirei o sistemo Suiço. É único no mundo, mas eles andam a fazer algo correctamente. Tiveram também a sensatez de proibir o partido comunista em 1948.

Um caso a estudar. Portugal, restituída a monarquia para a chefia do estado,  e com um sistema representativo directo baseado no Suiço, seria uma possibilidade que eu defenderia.


http://en.wikipedia.org/wiki/Swiss_democracy (http://en.wikipedia.org/wiki/Swiss_democracy)
Título:
Enviado por: Ataru em Abril 01, 2009, 07:48:06 pm
O modelo americano também é muito eficiente, um Presidente com muitos poderes e 2 grandes partidos, com o obviamente partido comunista fora das contas.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Abril 01, 2009, 08:43:48 pm
O modelo americano é tão eficiente que até está no top das tabelas de bem estar humano e de igualdade e distribuição de riqueza  :roll:   :roll:   :roll:

O querido lider "Botas" tal como qualquer outro querido lider (Mao, Kim, Adolfo, Franco, Fidel, Chavez, etc) assim como essa oligarquia manhosa que anda a ver se mete isto outra vez na base do senhorio feudal não quer nem nunca quis dinheiro. Não precisam de amealhar tusto porque o que qualquer "animal" desse calibre deseja é poder. Nada mais que poder. Todos nós, na mão dessa corja não somos nada, nem temos nada que entender ou ter voto sejaa no que for. É esse tipo de vida que querem para vós proprios os que defendem tão bondosos regimes?

É que se não querem ser responsaveis por vós e pelos vossos actos e querem um pai iluminado que vos resolva todas as coisas por vós então depois não se queixem que eles vos tratem como criancinhas sem cabecinha e sem direito a nada. Comem e calam.

Na entrevista aqui postada com o Prf. Adriano Moreira está lá isso bem assente a quem viu com olhos de ver. "Assim que a sentiu a sede do poder ameaçada, retraiu-se"

Mas também é bom de entender a parte em que afirma que em 1974 não existia outra alternativa ao que veio a acontecer (12:34)

Sobre o Ultramar também é bem explicito (7)

Até o "guru" de muitos aqui (MC), afirmou em entrevista que a nossa situação actual se está a aproximar da que se vivia em 1973. Comentava ele que nessa altura dizia que as coisas não podiam continuar assim, que não havia solução naqueles moldes.

Só uma grande falta de informação (culpa da nossa educação em que os alunos nunca estudam o Estado Novo nem o conflito ultramarino, para não dizer que não estudam História) é que permite que coisas dessas voltem á tona.

Os partidos fascistas nunca deveriam ter sido banidos. Assim talvez muitos aqui vissem realmente o que ali está. Se pudemos viver com o fantasma comunista (que nos abriu os olhos para a realidade vermelha) também deveriamos ter tido a podssibilidade de viver com o fantasma fascista (pelas mesmas razões)
Título:
Enviado por: Duarte em Abril 01, 2009, 09:44:02 pm
Pai iluminado?  c34x

Precisamos é de mais maçons, de um estado mais laico, com mais escândalos, e mais partidos que servem só os seus intereses e interesses estrangeiros nebulosos. Precisamos de prolongar a moribunda república dos bananas mais tempo, porque ainda há algum suor e sangue a extrair do povo Português. Precisamos de mais deputados, porque ainda são poucos à mama. Precisamos de mais corrupção, porque ainda há pouca... Precisamos de uma maior e mais potente lavagem cerebral, porque ainda restam alguns que se lembram de um tempo em que Portugal não era apenas uma província de Bruxelas. :roll:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Abril 01, 2009, 09:57:58 pm
Sr. Duarte, onde é que nos meus post's está escrito que eu considero o estado actual das coisas, como algo que está bem?!! Onde é que eu afirmo o que o sr. escreve aí? Se não estivessemos na CEE estavamos agora era na PEE (Penuria Economica Extrema). Ou o sr. também é daqueles que enquanto a teta deu leite dava vivas á CEE e agora que secou e temos compromissos assumidos, abaixo a CEE?

Crianças incapazes de assumir os compromissos da nação. Em vez de olhar em frente e dizer "isto está mal, vamos unir-nos e dar a volta a isto, porque isto é nossa responsabilidade e o futuro somos nós a faze-lo", olha para trás e diz "como era bom dantes, era quase escravo, não tossia nem mungia mas, na minha ignorancia, era feliz, volta paizinho"

E pior é ver que as nossas supostas "elites" que nos dirigem pensam tão tacanho, ou ainda pior que as suas "bases". Vamo bem encaminhados, sim senhor.....
Título:
Enviado por: P44 em Abril 02, 2009, 11:36:04 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "Ataru"
Deixa lá Duarte que se eu fosse velhote já tinha tido aqui uns quantos enfartes com o que dizes esses defensores do comunismo do socialismo do anarquismo...

Não sou nem uma coisa nem outra, sou democrata...ah pois, isso também é mau para vocês... :twisted:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 02, 2009, 01:05:23 pm
Aqui sou chamado de Comuna, no DB sou chamado de Fascista... c34x  c34x
Título:
Enviado por: teXou em Abril 02, 2009, 02:21:27 pm
Citação de: "Duarte"
... sempre admirei o sistemo Suiço. É único no mundo, mas eles andam a fazer algo correctamente.  ...

Na Suiça não á corrupção, criminalidade, minorias, pobreza, lacunas no sistema de saúde, ...... é um paraíso ....
 :rir:  :rir:  :rir:
Título:
Enviado por: Duarte em Abril 02, 2009, 11:16:52 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "Duarte"
... sempre admirei o sistemo Suiço. É único no mundo, mas eles andam a fazer algo correctamente.  ...
Na Suiça não á corrupção, criminalidade, minorias, pobreza, lacunas no sistema de saúde, ...... é um paraíso ....
 :rir:  :rir:  :?: Sr. Texou, mas quem é que disse que não havia corrupção, criminalidade, minorias, pobreza, lacunas no sistema de saúde na Suiça?
Existem em qualquer país. Agora, que na Suiça são um muito menos preocupantes, e que é um país democrático, neutro, com um nível de vida muito superior ao Português, com um sistema de defesa forte, ninguém pode duvidar.

Mudando de assunto, estes seus episódios frequentes de riso incontrolável sem nexo, não acha isto um pouco preocupante?  Há alguma patologia por diagnosticar?  :?:
Título:
Enviado por: Duarte em Abril 02, 2009, 11:38:43 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Aqui sou chamado de Comuna, no DB sou chamado de Fascista... c34x  c34x



 :mrgreen:
Título:
Enviado por: TOMSK em Abril 20, 2009, 11:06:35 am
Citar
Mário Soares e Angola


Por António Marinho (advogado e jornalista) in «Diário do Centro», de 15 de Março de 2000

A polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.

Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares ), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc?

Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel.

Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel. Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares , os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».

Vejamos então por que é que eu não gosto dele (s).

A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins.

É-lhe atribuída a célebre frase: «Em política, feio, feio, é perder». São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.

Já depois do 25 de Abrol, assumiu-se como o homem dos americanos e da CIA em Portugal e na própria Internacional Socialista.
Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.

Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e foi amigo de Nicolau Ceascescu, figura que chegou a apresentar como modelo a ser seguido pelos comunistas portugueses.

Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem « Partido Socialista, Partido Marxista », mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.

INSULTO A UM JUIZ

Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos. Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia. Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares , mas sua excelência não foi incomodado.

Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas.

Soares é arrogante, pesporrento e malcriado. É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa : « Ó sr. Guarda desapareça ». Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.

Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se fôr ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações. Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.

Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país. Em 1980, não hesitou em apoiar objectivamente o General Soares Carneiro contra Eanes, não por razões políticas mas devido ao ódio pessoal que nutria pelo General Eanes. E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.

Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo, apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares. Na altura todos meteram a cabeça na areia, incluindo o próprio clâ dos Soares, e nem tugiram nem mugiram, apesar de as acusações serem então bem mais graves do que as de agora.
Porque é que Jorge Sampaio se calou contra as calúnias de Rui Mateus?

«DINHEIRO DE MACAU».

Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por Mário Soares , Rosado Correia, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do
dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, António Vitorino, foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora. Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecido.
O caso EMAUDIO e o célebre fax de Macau é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. Menano do Amaral chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou seja, pela angariação de fundos no estrangeiro

Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau. No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial : os pretensos corruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos. Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (e nos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, com os chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses. E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.

Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português. Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis. Veja-se o caso de Betino Craxi, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.

Veja-se também a amizade com Filipe Gonzalez, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver o problema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA.

Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal. Ele, que tanta austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto Primeiro Ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses « viajantes » que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.

Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto as mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado». Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares , da Ordem da Liberdade. Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma : Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.

FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS

 A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal. Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco. Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo. Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democrática e verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa. Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia portuguesa.»


Nojento!
Como é que este animal ainda anda aparece por aí a ladrar umas quantas "recomendações" de moral ?
Título:
Enviado por: André em Abril 22, 2009, 01:57:12 pm
Samora Machel portou-se como Estaline em relação à população branca portuguesa


Diplomatas soviéticos que deram início às relações diplomáticas entre URSS e Moçambique criticam a política de Samora Machel face à população portuguesa branca, sublinhando que, nesta área, o Presidente moçambicano se comportou de forma semelhante ao ditador soviético, José Estaline.

"De forma dura, como Estaline, Samora Machel tratou os portugueses que viviam em Moçambique. Muitos deles receberam com entusiasmo os combatentes pela independência quando entraram em Lourenço Marques e estavam prontos a cooperar de todas as formas com a Frelimo", escreve Piotr Evsiukov, primeiro embaixador soviético em Moçambique, em "Memórias sobre o trabalho em Moçambique", a que a Lusa teve acesso.

"Não obstante, também aqui se revelou o extremismo de Samora Machel. Ele apresentou condições tais de cidadania e residência aos portugueses em Moçambique que eles foram obrigados, na sua esmagadora maioria, a abandonar o país... Com a fuga dos portugueses, a economia de Moçambique entrou em declínio", recorda.

Lusa
Título:
Enviado por: TOMSK em Abril 30, 2009, 12:12:51 pm
Um mapa do Portugal Ultramarino datado de 1934.

(http://i380.photobucket.com/albums/oo246/panzer18/mapadoportugalinsularecolonial.jpg)
Título:
Enviado por: Ataru em Maio 11, 2009, 08:56:49 pm
Para o pessoal da zona de Lisboa, há agora uma exposição sobre a Guerra do Ultramar na faculdade de Letras/Direito da Universidade Católica Portuguesa, é bastante intressante e penso que os foristas mais intressados no assunto poderiam apreciar se a visitassem.
Título: MUCHOS DE ELLOS......
Enviado por: VICTOR4810 em Maio 20, 2009, 05:39:30 pm
De los retornados portugueses expulsados de las colonias, encontraron en España el apoyo y la acogida que un Portugal exhausto y arruinado no pudo prestarles.¡¡
    No es presunción, es un simple apoyo de vecino que otras veces y a la inversa ha recibido España de Portugal.¡¡¡
    No todo ha sido malo entre los dos paises ibéricos.¡¡¡¡
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 20, 2009, 05:54:49 pm
Não sabia que tinha havido retornados Portugueses em Espanha. Soube de retornados irem para a África do Sul, Brasil e é claro em maior número para Portugal.

Portugal recebeu 1 milhão de retornados.
Título: EN MADRID FUERON MUCHÍSIMOS.¡¡¡
Enviado por: VICTOR4810 em Maio 20, 2009, 08:35:35 pm
Las señoras encontraron trabajo de dependientas y en el servicio doméstico, los maridos trabajaban y los hijos quedaron con los abuelos en Portugal, a donde retornaron todos un tiempo despues.
Título: Re:
Enviado por: Snowmeow em Março 26, 2010, 12:11:55 am
Citação de: "TOMSK"
Um mapa do Portugal Ultramarino datado de 1934.

(http://i380.photobucket.com/albums/oo246/panzer18/mapadoportugalinsularecolonial.jpg)

Sobre a descolonização das regiões ultramarinas de Portugal:

Não há erro que não possa ser desfeito, ainda que com muito trabalho e dedicação.

O Império pode estar morto, mas pode surgir uma Federação Lusófona Unida.

Quem sabe, daqui a trinta anos, não vejamos um mapa assim no futuro?
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 26, 2010, 10:24:13 am
Dúvido, nós estamos enterrados até eo pescoço na UE e não estou a ver os PALOPs a aceitarem uma união com os "imperialistas". Nestas coisas há que ser racional e não se deixar levar pelas emoções, eles querem muita coisa de Portugal, mas não uma união politica.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: SSK em Março 28, 2010, 08:11:12 pm
Com os últimos sinais dados pela UE no caso da Grécia, com toda a arrogância alemã, isenção francesa, apatia inglesa e silêncio espanhol, não auguro grande futuro à UE. Assim não há tratados que aguentem...

Dificilmente o mapa voltará a ser esse, mas nunca se sabe...
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Snowmeow em Abril 08, 2010, 01:58:52 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Dúvido, nós estamos enterrados até eo pescoço na UE e não estou a ver os PALOPs a aceitarem uma união com os "imperialistas". Nestas coisas há que ser racional e não se deixar levar pelas emoções, eles querem muita coisa de Portugal, mas não uma união politica.
Concordo com o amigo Cabeça de Martelo sobre não se deixar levar pelas emoções. O nosso argumento pela reunião dos países lusófonos deve ser puramente racional.
Vê bem, apesar de sermos separados por oceanos, temos muito mais em comum entre nós (Portugal, Brasil, PALOPs e Timor) do que entre Portugal e a UE ou Brasil e a América do Sul.

Pelo que notei, a UE parece um condomínio no qual nenhum vizinho se entende, e uns são mais chegados a outros apenas pela afinidade linguística (Caso de Alemanha, Áustria e Suíça, Suíça, França e Bélgica, Bélgica e Holanda, e por aí vai). Aqui na América do Sul, apesar da UNASUL e tudo o mais, impera um clima de "Todos contra o Brasil", capitaneado principalmente pela Venezuela de Chávez. Não sei quanto aos PALOPs, mas eu andei lendo que há um movimento em Cabo Verde querendo que o país volte aos braços de Portugal como um protetorado, e o mesmo ocorrendo no estado/enclave de Cabinda, mas há uma tensão muito grande neste caso pois a maior parte do petróleo angolano está justamente em Cabinda. E quanto a Timor, que nem moeda própria tem, tendo que se virar com o Dólar?

A União Lusófona é um sonho possível, sim, mas deve ser muito bem arquitetado para que não hajam privilégios a países-membros em detrimento de outros países-membros. Nesse caso, a CPLP deve ser mais ativa. O sonho pode, sim, seguir bases puramente racionais. Precisamos de uma integração maior.

E, se eu falei besteira, me corrijam. :roll:
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Crypter em Abril 08, 2010, 02:29:05 pm
Citação de: "Snowmeow"
Não sei quanto aos PALOPs, mas eu andei lendo que há um movimento em Cabo Verde querendo que o país volte aos braços de Portugal como um protetorado, e o mesmo ocorrendo no estado/enclave de Cabinda, mas há uma tensão muito grande neste caso pois a maior parte do petróleo angolano está justamente em Cabinda. E quianto a Timor, que nem moeda própria tem, tendo que se virar com o Dólar?

Não sabia que existe uma infima parte de Cabo Verdianos com essa ideologia! A verdade é, que quando tive na ilha do Sal, vi, e para muita surpresa minha, que a nossa economia tem MUITA influência naquela parte de Cabo Verde! Não sei no resto das ilhas porque não visitei, mas na ilha do Sal senti-me em casa!

De qq das maneiras, uma união lusófona, para nós, se calhar não era mau pensado! Até pelo peso que Brasil e Angola têm hoje em dia no panorama mundial..

A ver o que o futuro nos guarda..
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: nelson38899 em Abril 08, 2010, 02:34:26 pm
Citação de: "Crypter"
Citação de: "Snowmeow"
Não sei quanto aos PALOPs, mas eu andei lendo que há um movimento em Cabo Verde querendo que o país volte aos braços de Portugal como um protetorado, e o mesmo ocorrendo no estado/enclave de Cabinda, mas há uma tensão muito grande neste caso pois a maior parte do petróleo angolano está justamente em Cabinda. E quianto a Timor, que nem moeda própria tem, tendo que se virar com o Dólar?

Não sabia que existe uma infima parte de Cabo Verdianos com essa ideologia! A verdade é, que quando tive na ilha do Sal, vi, e para muita surpresa minha, que a nossa economia tem MUITA influência naquela parte de Cabo Verde! Não sei no resto das ilhas porque não visitei, mas na ilha do Sal senti-me em casa!

De qq das maneiras, uma união lusófona, para nós, se calhar não era mau pensado! Até pelo peso que Brasil e Angola têm hoje em dia no panorama mundial..

A ver o que o futuro nos guarda..

E vais defender Cabo Verde com o quê??
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Crypter em Abril 08, 2010, 04:57:15 pm
Citação de: "nelson38899"
E vais defender Cabo Verde com o quê??

Desculpe caro nelson38899 mas viu-me a afirmar qualquer coisa semelhante a Cabo Verde vir para debaixo da saia de Portugal???  :roll:

Limitei-me a afirmar uma verdade incontestável, que nós temos uma grande presença no arquipélago!

E já agora, o que têm eles para se defender?? Provavelmente teriamos mais capacidade que eles.. Mas sou só eu a sonhar alto!

O assunto a que nos estamos a referir é uma união económica e social de todos os países Lusófonos. Não confunda isso com o regresso do império..
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Snowmeow em Abril 12, 2010, 06:34:08 pm
Citação de: "nelson38899"
E vais defender Cabo Verde com o quê??
Com um exército cabo-verdiano devidamente equipado, talvez...  :roll:

Limitei-me a afirmar uma verdade incontestável, que nós temos uma grande presença no arquipélago!

E já agora, o que têm eles para se defender?? Provavelmente teriamos mais capacidade que eles.. Mas sou só eu a sonhar alto![/quote]
Não seria um caso de confrontação, mas de adição. Mesmo assim, duvido que Cabo Verde vá entrar em um conflito que necessite a ajuda das Forças Armadas Portuguesas.

Citação de: "Crypter"
O assunto a que nos estamos a referir é uma união económica e social de todos os países Lusófonos. Não confunda isso com o regresso do império.
Fato, uma união econômica e social. Mas, no patamar atual, precisaria estar apoiada num tripé, constituído de Portugal, Brasil e Angola. E essa união precisa ser dada em passos bem planejados, uma coisa de cada vez.

E, se eu falei besteira, me corrijam. :wink:
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Thiago Barbosa em Outubro 30, 2010, 09:31:34 pm
Portugal explorou o Brasil por anos, matou nosso heróis e roubou muitas riquezas e ainda vejo brasileiros babando seus ovos, rs. É impressionante.
A criação de um grupo econômico sério seria uma boa, até porque há muitos recursos a serem explorados na Angola, mas a política, só se fosse pela tutela brasileira.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: HSMW em Outubro 30, 2010, 11:56:32 pm
Citação de: "Thiago Barbosa"
Portugal explorou o Brasil por anos, matou nosso heróis e roubou muitas riquezas e ainda vejo brasileiros babando seus ovos, rs. É impressionante.
A criação de um grupo econômico sério seria uma boa, até porque há muitos recursos a serem explorados na Angola, mas a política, só se fosse pela tutela brasileira.
Ó meu cala-te! Não se aproveita uma!
É com cada baboseira.  :down:
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Thiago Barbosa em Outubro 31, 2010, 01:02:33 am
HSMW, perdi o direito de opinar? rs
E o ''Cala-te'' não funciona mais, rs.
Se estou mentindo, corrijam-me. :)
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: pedro em Outubro 31, 2010, 03:08:21 pm
Caro Thiago Barbosa
Você têm o direito de opinar, claro que têm mas então vamos lá recapitular.
Portugal explorou o Brasil, sim temos que admitir que é certo.
Mas agora vamos lá tratar dessa sua azia de portugalidade: 1 Basta olhar para o seu nome Barbosa para ver que você têm antepassados  Portugueses na sua linhagem familiar, 2 você fala português pois então se vamos por ai a lingua é minha porque sou português de origem e você não, assim que pode já começar por aprender outra lingua, 3 Não se esqueça que secalhar esta a dizer mal de um país e de um povo com o qual você esta ligado por laços de sangue.
E para finalizar, não se esqueça Portugal esta mal, e até temos uma elite que esta vamos lá dizer a dormir, mas no dia em que os portugueses acordarem para a realidade e começarem a trabalhar aserio num Portugal melhor e mais capaz, num Portugal unido, com lideres capazes, quando isso acontecer você vai ter que vir aqui a este forum e admitir que estava errado. "Ps: e olhe que esse dia já esteve mais longe""
Eu ao contrario de você adoro o Brasil e desejo a esse povo irmão tudo de bom.
Cumprimentos
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Thiago Barbosa em Outubro 31, 2010, 10:07:27 pm
Eu nunca disse que não gostava de Portugal, muito pelo contrário. Tenho muito mais orgulho do meu sangue português do que do lado alemão da minha família, por exemplo. A língua é sua? Talvez, mas a situação é semelhante a dos EUA com a Inglaterra e isso já dispensa outros comentários. Quanto a Portugal voltar a ser uma elite, tem toda a minha torcida e não seria demérito nenhum me desculpar, mas também não posso fechar os olhos e ignorar a forma de pensar portuguesa que nos vê e sempre viu como um povo de 2° classe. Será que estou mentindo ou interpretando de forma equivocada a situação? Basta olhar alguns comentários neste mesmo tópico.
Sds.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: pedro em Novembro 01, 2010, 04:54:19 pm
Caro Thiago,
Olhe eu não odeio o Brasil nem nunca odiei.
Eu não acho vocês um povo de segunda classe, sabe porquê eu prefiro ver minha ""familia"" a desenpenhar um papel forte no mundo actual a ter que levar com os  anglo-saxonicos que sinceramente têm feito muito mal a este planeta com as suas ""guerrinhas do petroleo"". :wink:
E ainda bem que o Brasil está forte e ainda vai ficar mais forte, porque desde que o meu pai me mostrou pela primeira vez o mapa mundial, e me falou nos laços que unem Portugal e o Brasil eu sempre disse que o Brasil tinha tudo para ser uma potêncial mundial.
O util é nós os países lusofonos unirmos esforços e de uma vez por todas tentar melhorar este mundo de uma vez por todas.
Sds.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Snowmeow em Novembro 04, 2010, 12:20:22 pm
Não são os portugueses que nos veem como cidadãos de segunda classe:
São os americanos, ingleses, espanhóis, entre outros países que acham que todos os brasileiros que vão a tais países são pobres, e porventura tratam mal os turistas brasileiros como se fôssemos criminosos ou terroristas. Jean Charles (R.I.P.) que o diga.

O problema está no fato de que há certas mentes atrasadas que só veem coisas ruins do outro lado, e algumas dessas mentes têm influência. Daí, as piadas de português, a discriminação aos brasileiros, a troca de hostilidades em fóruns, redes sociais e no Youtube, e o pior: isso é joguinho de quem speaks English, pra evitar que o Brasil e Portugal cheguem a um acordo que pode transformar os dois países em uma força mundial.

(Tá, parei de viajar :mrgreen: )

Portugal explorou o Brasil porque Brasil era Portugal naquele tempo. Justo. E a Inglaterra, que fez pior a Portugal em nome de uma "aliança"?
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: J.Ricardo em Novembro 04, 2010, 04:08:07 pm
Depois de 188 de  independência e do heróico reinado de D.Pedro I pensei que este ranço com Portugal já não povoasse o imaginário nacional...
Portugal é um grande parceiro do Brasil, vide os investimento recíprocos que há em nossos países!
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: João Vaz em Novembro 05, 2010, 05:11:36 pm
j. Ricardo, "ranço" é a expressão certa para a ignorância arcaica que algumas aves-raras insistem em perpetuar. Coisa típica de quem não sabe do que fala.

As mesmas aves arqueológicas devem estar a roer-se pelo "dinheiro sujo" que o Estado Português encaixou com a venda da VIVO à Telefonica (http://http). 7,5 mil milhões, coisa pouca... Proveniente do mercado brasileiro e dos bancos espanhóis  :mrgreen:

Ai a raivinha...
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: reij em Novembro 06, 2010, 12:09:51 pm
não creio que o problema seja o ranço brasileiro com a colonização vou tentar diagnosticar, a situação é a seguinte, não todos os portugueses, com certeza mais tem uma minoria que não aceita que o brasil, uma ex-colonia tenha cada dia mais importancia que a antiga metropole, no seculo XX aconteceu tambem com a inglatera, que perdia importancia a nivel mundial enquanto os USA, cresciam é o que acontece em portugal não com maioria, mais com alguns e tenho que concordar em alguns aspectos ir dia após dia perdendo terreno em relação a sua antiga colonia é dificil, completamente compreensivel, por isso disse que não todos apenas os mais velhos os mais saudosistas e principalmente os jovens nacionalistas, não posso criticar esse tipo de sentimento.
deve ser doloroso saber que ja foram uma potencia, e hoje ja não tem mais a liderança no mundo lusofono e, que uma antiga colonia assumiu esse papel, creio que podemos tirar proveito ambos dessa nova realidade tanto brasileiros como portugueses, vejam o caso que citei entre USA e inlgaterra ambos tem uma otima realção tanto que a inglaterra ta mais ligada aos estados unidos que a união europeia
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: HSMW em Novembro 06, 2010, 01:56:54 pm
Não reij. Totalmente errado.
 A maioria dos portugueses não dá a mínima importância para a politica internacional.
Quem se interessa acaba por frequentar este tipo de fóruns, pois o resto quer é futebol e reality shows.

A imagem que cria rancor para com o Brasil é dada por alguns (muitos) brasileiros em Portugal.
Até eu já começo a sentir isso pelo que vejo na rua.
Mas o que me irrita mesmo é o analfabetismo crónico que demonstram quando escrevem, o que não é o seu caso reij apesar de começar as frases com minúsculas e terminar sem ponto final. "."
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: reij em Novembro 08, 2010, 02:45:15 pm
Citação de: "HSMW"
Não reij. Totalmente errado.
 A maioria dos portugueses não dá a mínima importância para a politica internacional.
Quem se interessa acaba por frequentar este tipo de fóruns, pois o resto quer é futebol e reality shows.

A imagem que cria rancor para com o Brasil é dada por alguns (muitos) brasileiros em Portugal.
Até eu já começo a sentir isso pelo que vejo na rua.
Mas o que me irrita mesmo é o analfabetismo crónico que demonstram quando escrevem, o que não é o seu caso reij apesar de começar as frases com minúsculas e terminar sem ponto final. "."

 :lol:  :lol:  :lol:
"pois o resto quer é futebol e reality shows."
no brasil acrescentaria cerveja, churrasco e mulher quase pelada, ah o lula vem conseguindo colocar as Relações exteriores nessa lista também pouco a pouco(principalmente sobre nuestros hermanos de habla hispanica)  :D
futebol é legal esses realityes shows são um lixo quanto a linguagem escrita realmente nós brasileiros não atentamos a essas regras gramaticais, na hora de escrever em foruns(internet), e afins, e normalmente também não gostamos de escrever a palavra completa nestes caso concordo contigo somos meio preguiçosos ao digitar, se este forum fosse frequentado apenas por brasileiro os lusófonos de outras nacionalidades não entenderia nada, não exisitiriam certas palavra
exemplo:
beleza = blz
voçê = vc
aqui = aki
ebijos = bjs/bijin
hoje=hj
cadê=kd
casa=kasa
muito=mto
e por ai vai
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Snowmeow em Novembro 08, 2010, 06:55:00 pm
Citação de: "reij"
(...)Quanto à linguagem escrita, realmente nós, brasileiros, não atentamos a essas regras gramaticais, na hora de escrever em foruns(internet), e afins, e normalmente também não gostamos de escrever a palavra completa. Nestes casos, concordo contigo, somos meio preguiçosos ao digitar, se este forum fosse frequentado apenas por brasileiros, os lusófonos de outras nacionalidades não entenderiam nada, não exisitiriam certas palavras.
exemplo:
beleza = blz
voçê = vc
aqui = aki
beijos = bjs/bijin
hoje=hj
cadê=kd
casa=kasa
muito=mto
e por ai vai
Ai "a última Flor do Lácio, inculta e bela..." Toda malcuidada e estropiada, seria uma destruição ou uma evolução? Sobre o que você disse aí acima, Reij, eu me orgulho de ser uma exceção à regra.

Como já dito tantas vezes, Brasil e Portugal têm muito a ganhar um com o outro. Mas, para que isso ocorra, é necessário erradicar o analfabetismo político, essa falta de vontade de se saber o que se passa nas "altas esferas" da governança nacional e internacional.
E não é só: Brasileiros precisam fazer um esforço e se comportarem nos países ra onde imigram (Não só portugueses, mas americanos, ingleses, espanhóis e principalmente japoneses reclamam do comportamento do "brasileiro médio" que reside lá. E, como os maus exemplos são mais numerosos e muito mais alardeados do que os bons exemplos, nós, os brasileiros ganhamos fama de bagunceiros.

(Er... Eu acho que fugi do assunto XD)
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: sergio21699 em Novembro 09, 2010, 08:33:36 pm
Citação de: "reij"
, e normalmente também não gostamos de escrever a palavra completa nestes caso concordo contigo somos meio preguiçosos ao digitar, se este forum fosse frequentado apenas por brasileiro os lusófonos de outras nacionalidades não entenderia nada, não exisitiriam certas palavra
exemplo:
beleza = blz
voçê = vc
aqui = aki
ebijos = bjs/bijin
hoje=hj
cadê=kd
casa=kasa
muito=mto
e por ai vai

qual a vantagem??   :roll:
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: João Vaz em Novembro 11, 2010, 11:58:04 am
Citação de: "sergio21699"
Citação de: "reij"
, e normalmente também não gostamos de escrever a palavra completa nestes caso concordo contigo somos meio preguiçosos ao digitar, se este forum fosse frequentado apenas por brasileiro os lusófonos de outras nacionalidades não entenderia nada, não exisitiriam certas palavra
exemplo:
beleza = blz
voçê = vc
aqui = aki
ebijos = bjs/bijin
hoje=hj
cadê=kd
casa=kasa
muito=mto
e por ai vai

qual a vantagem??   :oops:
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Luso em Novembro 11, 2010, 02:32:28 pm
Citação de: "Snowmeow"
O problema está no fato de que há certas mentes atrasadas que só veem coisas ruins do outro lado, e algumas dessas mentes têm influência. Daí, as piadas de português, a discriminação aos brasileiros, a troca de hostilidades em fóruns, redes sociais e no Youtube, e o pior: isso é joguinho de quem speaks English, pra evitar que o Brasil e Portugal cheguem a um acordo que pode transformar os dois países em uma força mundial.


Muito bem, e fico muito contente por ainda ir vendo que há gente com alguma cabeça, apesar de raras as demonstrações.
É efectivamente como diz. Há gente que não perdoa certas coisas e que ainda julga que pode dominar isto tudo sem mais nem menos. Não é bem assim. E por mim e por alguma boa gente que não será assim tão fácil

A hostilidade Portugal - Brasil é artificial e promovida por quem tudo faz para reinar dividindo.
E isto é assim desde finais do século XVIII, pelo menos.

As sombras, meus amigos. É através delas que as coisas se fazem e admitir isso já é bom para começar, pelo menos, a diagnosticar o problema e definir soluções.
É assim que aqueles levam a questão do PODER a sério.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Luso-Efe em Dezembro 11, 2010, 01:53:43 am
Citação de: "Luso"
Citação de: "Snowmeow"
O problema está no fato de que há certas mentes atrasadas que só veem coisas ruins do outro lado, e algumas dessas mentes têm influência. Daí, as piadas de português, a discriminação aos brasileiros, a troca de hostilidades em fóruns, redes sociais e no Youtube, e o pior: isso é joguinho de quem speaks English, pra evitar que o Brasil e Portugal cheguem a um acordo que pode transformar os dois países em uma força mundial.

Muito bem, e fico muito contente por ainda ir vendo que há gente com alguma cabeça, apesar de raras as demonstrações.
É efectivamente como diz. Há gente que não perdoa certas coisas e que ainda julga que pode dominar isto tudo sem mais nem menos. Não é bem assim. E por mim e por alguma boa gente que não será assim tão fácil

A hostilidade Portugal - Brasil é artificial e promovida por quem tudo faz para reinar dividindo.
E isto é assim desde finais do século XVIII, pelo menos.

As sombras, meus amigos. É através delas que as coisas se fazem e admitir isso já é bom para começar, pelo menos, a diagnosticar o problema e definir soluções.
É assim que aqueles levam a questão do PODER a sério.

X 2   :idea:

O que também é importante.   :idea:

Nós Portugueses temos que seguir o exemplo ingles em relação aos states, ou seja, apanhar o comboio brasileiro e subir com eles, que é o que os ingleses no fundo fazem em relação ao states.   :idea:

Mais, face ao perigo crescente do iberismo em Portugal que é bem real, prova disso é o facto do tópico sobre o iberismo já ir com mais de 70 páginas, e o do iberismo desportivo ir com 8 páginas, face a esse perigo que vem dos lados de castela, eu já defendi que no caso do pais estar prestes a cair no abismo Portugal se devia federar com o Brasil, prefiro de longe que portugal se federe com o Brasil que seja uma colonia castelhana.

Os senhores do costume, que passam a vida a concordar com os castelhanos e a atacar os Portugueses que alertam para o perigo do iberismo quase que me linchavam.


viewtopic.php?f=10&t=3652&start=1005 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=10&t=3652&start=1005)

( lê o tópico desde o inicio para te enquadrares, porque que isso vai lincado para o meio do tópico não sei porque motivo em vez de ir para a o inicio)

Infelizmente há muitos acéfalos por ai na internet, que entram nesse jogo de insultos entre Portugueses e Brasileiros, paises e povos irmãos, unidos pela lingua, história e pela cultura, infelizmente estes tipos não tem esta percepção nem nunca vão ter, a vida deles resume-se a jogos de futebol e pouco mais, fazem parte da manada que não vê um palmo à frente dos olhos, e é constantemntebe diariamente enganada pelo que lhes dizem nos telejornais.

Alias a contra-informação nunca foi tanta como actualmente, tanto em Portugal como no mundo, basicamente a generalidade do povo sabe aquilo que interessa ao poder politico que se saiba, e aquilo que os americanos e os senhores Bildenberg's, Rotchild's e afins querem que se saiba.

Cumprimentos.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 11, 2010, 11:20:25 am
[x2] :roll: ).
Mas olha só, parece que as coisas estão facilitando para nós, ao menos nos esportes: A candidatura de Portugal-Espanha à copa do mundo, que seria prato cheio para os iberistas, foi preterida em favor da Rússia. E a primeira etapa do brasileiro de GT de 2011 será em Portugal; ficaria lisonjeado de ver volantes portugueses correndo lado a lado com os brasileiros. Em especial o Filipe, que destronou as lendas no Race of Champions. :G-beer2:
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Luso-Efe em Dezembro 12, 2010, 06:07:58 pm
Citação de: "Snowmeow"
X 2  :roll: ).

Mas olha só, parece que as coisas estão facilitando para nós, ao menos nos esportes: A candidatura de Portugal-Espanha à copa do mundo, que seria prato cheio para os iberistas, foi preterida em favor da Rússia. E a primeira etapa do brasileiro de GT de 2011 será em Portugal; ficaria lisonjeado de ver volantes portugueses correndo lado a lado com os brasileiros. Em especial o Filipe, que destronou as lendas no Race of Champions. :G-beer2:

Caro Snow.

Já aqui o defendi várias vezes que o Brasil é a aposta certa para Portugal, temos que fazer de Portugal a porta de entrada do Brasil na Europa e alavancar aqui interesses brasileiros de modo a marcar também território face á ameaça castelhana.

Tal como te disse, eu defendi no tópico do iberismo, que se o pais estivesse perto do abismo, eu preferia que Portugal federa-se com o Brasil, do que fosse uma colónia castelhana.

Não sei se foste ao tópico ver o que eu disse, quase que fui linchado.

É o degredo total.

Obviamente que devemos manter a nossa relação transatlântica com os EUA, mas temos que apostar muito mais no Brasil e a todos os níveis.

Mesmo a nível de exercícios militares, a cooperação é nula, eu via com todo o interesse um exercício naval para os países lusófonos, ou se não fosse para tods, por exemplo um exercício em Angola, que pela localização, seria uma especia de ponto de encontro.

Depois nós já trocamos uma seria de argumentos e estamos sempre de acordo, para mim o Brasil é que é um pais irmão de Portugal, Espanha no máximo é um vizinho e mau vizinho a maior parte do tempo, quando não é inimigo.

A mim ate me dá náuseas ouvir aquela expressão iberista dos” nuestros hermanos”.

Isto é de vómitos.

Depois falas-te bem, os iberistas, incluindo os do fórum, que infelizmente aqui também os há,  andam com uma monca dos diabos devido ao facto de terem perdido o mundial esse mundial tenha como objectivo apenas e só castelhanizar os Portugueses, aquilo era só politica, não tinha nada de futebol.

Mas os traidores não vão desistir, eu já anadava a desconfiar, por isso é que criei o tópico iberismo desportivo, não se já viste.

viewtopic.php?f=10&t=9610 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=10&t=9610)

O objectivo agora é um europeu com os castelhanos, ou então acabar com o nosso campeonato, Portugal tem que mudar de governo e rápido e quem vier tem que cortar com estas iberices todos, senão o pais vai ter sérios problemas.

São iniciativas como essas, que fazem falta a Portugal e ao Brasil, essa ideia da 1ª etapa do Gt ser em Portugal é excelente.

Cumprimentos.

Off-topic- então o BOPE já encostou aquela bandidagem toda do tráfego de droga nas favelas.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 13, 2010, 10:38:33 am
Citação de: "Luso-Efe"
Off-topic- então o BOPE já encostou aquela bandidagem toda do tráfego de droga nas favelas.
Já era hora, e não foi só o BOPE, foram as polícias Civil, Militar e Federal, mais as três Forças (Marinha {Fuzileiros! :mrgreen: ) até que a lei e a ordem estejam restabelecidas, com certeza, esse estado de alerta vai perdurar até a Copa e as Olimpíadas.

Só não podemos perder impulso.

Voltando ao tópico...
Citação de: "Luso-Efe"
Mesmo a nível de exercícios militares, a cooperação é nula, eu via com todo o interesse um exercício naval para os países lusófonos, ou se não fosse para tods, por exemplo um exercício em Angola, que pela localização, seria uma especia de ponto de encontro.
Eu achava que o exercício FELINO, que ocorre com os países lusófonos a cada dois anos, fosse uma forma de cooperação entre as forças Lusófonas.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 15, 2010, 11:44:49 am
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "Luso-Efe"
Off-topic- então o BOPE já encostou aquela bandidagem toda do tráfego de droga nas favelas.
Já era hora, e não foi só o BOPE, foram as polícias Civil, Militar e Federal, mais as três Forças (Marinha {Fuzileiros! :mrgreen: ) até que a lei e a ordem estejam restabelecidas, com certeza, esse estado de alerta vai perdurar até a Copa e as Olimpíadas.

Só não podemos perder impulso.

Voltando ao tópico...
Citação de: "Luso-Efe"
Mesmo a nível de exercícios militares, a cooperação é nula, eu via com todo o interesse um exercício naval para os países lusófonos, ou se não fosse para tods, por exemplo um exercício em Angola, que pela localização, seria uma especia de ponto de encontro.
Eu achava que o exercício FELINO, que ocorre com os países lusófonos a cada dois anos, fosse uma forma de cooperação entre as forças Lusófonas.

E é, só há uma diferença, esse exercício ocorre todos os anos.
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Get_It em Abril 12, 2015, 06:47:32 pm
Memórias duma vida, em histórias ao acaso... por mim vividas.
Citação de: "Jose Luiz Costa Sousa"
Portugal “autorizou” o desembarque dos cubanos em Angola, muito antes da Independência...fui testemunha presencial.

Ou, de como o poder político de Lisboa 75 montou uma "golpada encoberta", político militar em Angola, e que poderia ter vitimado muitos pára-quedistas em 75, isto para apoiar o MPLA; a coisa falhou, por obra e graça de circunstâncias várias... conforme o relato que se segue...absolutamente factual.

Cinco, dos meus já muitos anos, ficaram por terras e guerras de Angola e Moçambique; desse tempo, ficou-me a África no coração, a honra do dever cumprido e memórias, histórias da História que, ao acaso, gosto de contar, tal qual as vivi.

Angola, Julho de 1975, o MPLA, pela força das armas, tinha expulso de Luanda a UNITA e também o FNLA, havendo ainda nessa altura, deste último movimento, milhares de pessoas refugiadas junto do Palácio do Governador, cargo na altura desempenhado por um Alto Comissário, o General Silva Cardoso, da FAP.

Comandante ocasional da 3ª CCP, uma companhia de pára-quedistas do BCP 21 em Angola, coube-me garantir a segurança militar do Palácio.

Vivia então o MPLA a euforia da vitória contra o FNLA em Luanda; as centenas de mortos, dos massacres ocorridos nesses dias, eram rapidamente carregados em viaturas militares portuguesas e enterrados, por uma escavadora, em valas comuns no campo de golf.

O recolher era obrigatório, a morte e o terror tinham-se instalado na cidade; havia centenas de prisioneiros feitos pelo MPLA detidos na Praça de Touros, no Morro da Luz e no forte de S. Pedro, onde eram torturados e assassinados, diariamente.

Portugal abandonou lá à morte umas largas centenas desses prisioneiros, criminosamente, depois da independência, por ordem expressa vinda de Lisboa, que os considerou reaccionários e inconvenientes politicamente em Portugal.

Foram pois condenados sumariamente á morte por uns quaisquer políticos de Lisboa, eram trezentos e tal... pelas minhas listas.

Eu próprio fiz entrega ao Capitão Fernandes da FAP, oficial de ligação com o Alto Comissário no Palácio, e várias vezes, da lista desses prisioneiros, a pedido dos familiares.

Fora da capital, o MPLA estava sob forte pressão militar em duas frentes, os sul-africanos a sul e o FNLA a Norte; o dia da Independência aproximava-se e o controle total de Luanda era fundamental ao MPLA, para justificar ser este o único recipiente formal da Independência, conforme vontade do então pró URSS poder político português.

Apesar das vitórias em Luanda, apoiadas totalmente por Portugal, o potencial militar do MPLA, face à situação geral, não garantia que este conseguisse manter Luanda até 11 de Novembro, dia acordado em Alvor para a Independência.

Moscovo e Lisboa, então irmanadas nos ideais políticos, tinham esta questão crítica a resolver; nos limites das águas territoriais de Angola, navios cubanos com milhares de militares a bordo, aguardavam a oportunidade política para os desembarcar e entrar em Angola...

O ambiente em torno do Palácio do Governador era caos e drama; os militantes do FNLA ali refugiados, aguardavam em terror, a prometida evacuação para o Norte; sobreviviam comendo folhas das árvores e pouco mais.

Grupos militares do MPLA e o seu “poder popular”, em louca orgia de morte e chacinas, varriam a cidade em todas as direcções...

Os motoristas do Exército Português, por medo e ou ordens, recusaram conduzir as viaturas para transporte dos FNLA´s ao aeroporto, donde seriam evacuados, via avião militar, para Carmona...tive eu, capitão, mais alguns pára-quedistas, de conduzir as viaturas!

Naquele dia, excepcionalmente, todas as autoridades portuguesas se encontravam reunidas no Palácio:- o Alto Comissário, o General Almendra, Cmdt Militar de Luanda, o General Valente, Cmdt da Região Aérea, o General Ferreira de Macedo, Cmdt da Zona Leste, etc...e, estranha mas, óbvia coincidência, o grande “Descolonizador”, Major Melo Antunes, chegava nessa noite, vindo de Portugal, em missão especial, o que significava algo de extraordinário.

Jornalistas de todas as nacionalidades, nervosos, adivinhavam novidades.

Naquele dia de manhã, um providencial jornalista brasileiro, insistiu em falar comigo, por ser eu o responsável da segurança do palácio; disse-me dispôr de informações, de fontes fidedignas internacionais, inclusivé da Reuters, afirmando que:

- “O MPLA, apoiado por forças do exército e da marinha portuguesa, sob coordenação dum general do exército português, que nomeou, iam naquela noite tomar de assalto o Palácio, deter o Alto Comissário, o Cmdt Militar de Luanda e os militares portugueses que se opusessem, para o MPLA declarar de imediato e, unilateralmente, a Independência e poder, afastado e desresponsabilizado o governo Português, pedir o apoio militar dos cubanos, já ao largo, prontos a desembarcar“.

Achei a história fantasiosa, agradeci e nada fiz.

Passada uma hora, insistiu de novo em falar comigo e disse-me para tomar muito a sério a informação dada. Pelo sim pelo não, reforcei a defesa do Palácio.

Horas depois, três da tarde, o sargento encarregado da segurança externa do Palácio reportou-me que duas viaturas blindadas, da polícia militar portuguesa, tinham tentado forçar a passagem para o Palácio, foram impedidas e recuaram; estranhei, dei mais credibilidade à informação do jornalista, reforcei seriamente o efectivo e tornei, absolutamente rigorosas, as ordens de não deixar aproximar quaisquer militares portugueses do Exército e da Marinha.

Falei com o general Valente, Cmdte da Região Aérea e presente no Palácio, de quem eu dependia, informei-o da situação, disse-me não acreditar, foi falar com o Alto Comissário e reafirmou-me ser tudo especulação.

Entretanto, a polícia militar portuguesa, desta vez, com sete viaturas sob comando dum capitão do meu curso da Academia, voltou a tentar penetrar a defesa exterior; eram apenas testes para verificar as defesas do Palácio; impedidos pela ameaça das armas pára-quedistas, recuaram.

Os militares do MPLA circulavam nervosamente em torno da área do palácio; já sem quaisquer dúvidas, fiz novo contacto com o General e exigi firmemente ordens claras, para defesa ou não do Palácio e disse-lhe para informar o Alto Comissário que, caso eu e os meus homens fossemos armadilhados, tal como tinha acontecido com outros pára-quedistas, no 11 de Março de 75, no Ralis em Lisboa, alguém dentro do Palácio responderia caro por isso e, no acto; confirmou-me as ordens para a defesa do Palácio.

Já noite, alguns tiros foram disparados contra as sentinelas sem as atingirem, o dispositivo de defesa reagiu de imediato e em força; do interior do Palácio, o primeiro elemento a sair, muito tenso, foi o General, que o jornalista alegava ser o homem mandatado por Lisboa, para execução deste plano; visivelmente perturbado, interpelou-me de forma extremamente agressiva acerca do porquê de tal aparato de defesa; depois de alguns desenvolvimentos, nada mais aconteceu; a determinação da defesa pára-quedista, abortara o plano.

Cerca da meia-noite, o Major Melo Antunes chegou ao aeroporto; veio e fez uma breve reunião no Palácio e foi encontrar-se de imediato com o Dr. Agostinho Neto, na sua residência no Futungo de Belas, o que por si só diz da urgência dos assuntos a decidir.

Vinha validar e gerir as consequências do golpe planeado mas, falhado.

Este sinistro major, alma negra e, “intelectual” pró moscovita da revolução, foi sempre o omnipresente mentor e condutor pró soviético da descolonização e não só, armadilhando-a onde foi preciso para o efeito; mais tarde diria, cinicamente, que foi a “descolonização possível”; pagaram-lhe com um tacho na UNESCO.

Dias depois, onze da noite, em Luanda, na recta da Samba, indo eu a caminho do BCP 21, encontrei-me sozinho, frente a frente, com uma coluna imensa de viaturas militares cubanas, que se deslocava a coberto da noite e do recolher obrigatório, que eu não tinha respeitado.

Surpreendido e confuso parei, saí da viatura e identifiquei-me aos dois militares que se me dirigiram, um MPLA e outro Cubano; por sorte eu estava fardado, se não....; mandaram-me seguir sem nada dizerem.

Tinham desembarcado lá para a barra do Quanza; abortada a planeada declaração, unilateral e antecipada, da independência de Angola e, como alternativa, Melo Antunes terá acordado, no encontro com Agostinho Neto, em nome de Portugal, o desembarque clandestino das tropas cubanas em Angola, cerca de três meses antes da independência.

Portugal traiu assim, politicamente e de facto, os acordos de Alvor, assinados com os três movimentos.

Mais tarde, os navios regressaram a Cuba, já depois da Independência, levando consigo o primeiro pagamento da solidariedade proletária, carregando os modernos equipamentos médicos saqueados dos hospitais de Luanda, mais café, autocarros que circularam em Havana ainda com “Mutamba” no destino, viaturas civis, mármores dos cemitérios e gado, (que veio a provocar a peste suína africana em Cuba); era a colonização proletária.

Uns seis meses depois, já em Portugal, encontrei-me num juramento de bandeira na Base Escola dos Pára-quedistas em Tancos, com o General Valente, o mesmo com quem tinha dialogado no Palácio em Luanda, no decurso deste episódio e, que lá me tinha garantido, convicto, que a história do jornalista não tinha fundamento.

Dirigiu-se-me e, sem eu nada perguntar, disse-me:- "Lembra-se daquele dia em Luanda no Palácio? Pois confirmei já, aqui em Portugal que, de facto, aquele plano de assalto e tomada do Palácio existiu, era para executar e, só falhou, pela resistência encontrada”.

Caso o milagroso jornalista brasileiro, não me tivesse alertado para o traiçoeiro e criminoso projecto de Lisboa, soldados portugueses teriam morto e teriam preso outros militares portugueses, tudo em nome da (in)dependência então pró URSS, hoje, ironicamente já pró USA.

Eram estes então os donos do poder político pós Abril, em Portugal... miseráveis traidores e criminosos.

Numa entrevista dada a António Ferro, em 1933, Salazar questionava assim a ideia de descolonizar, -“Porque é que havemos nós de sair de África, onde estamos, há mais de 500 anos, para dar lugar aos Russos ou aos Americanos, que nada têm a ver com tal continente?”- Tinha razão como em tudo o mais.

Este episódio, entre muitos outros que vivi, ilustra bem a traição e a irresponsabilidade criminosa e cobarde duma descolonização anti africana e anti portuguesa, que conduziu, ao longo destes 40 anos, milhões de seres humanos à morte, à tortura, à fome, à doença, ao não futuro, tudo em nome de supostos ideais políticos, que não foram mais do que máscaras das cobiças internacionais pelos nossos territórios ultramarinos..

Um ideal político, por si só, não é bom, sê-lo-á sim se, na prática, dele resultar mais “felicidade” para o povo a que se destina; não foi o caso; muitas das vezes o ideal é o pior inimigo dum povo, pois é apenas uma máscara de algo muito pior; foi e é o caso.

Enfim, misérias do agonizar e morte dum Portugal que foi Grande.

Que os milhões de mortos, porque é de milhões que se trata, de Angola, Moçambique, Timor e Guiné, acontecidos durante e, sobretudo, pós descolonizações e dos quais, são assassinos morais os nossos “descolonizadores”, lhes pesem na bestunta (in)consciência, nestes tempos de fim do País que fomos, pois, “Os Países também morrem”.
Fonte: http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/descolonizacao-1391204

Cumprimentos,
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: Crypter em Abril 12, 2015, 10:36:33 pm
Vocês nem imaginam a dor que tenho sempre leio estórias deste tipo!

Eu que estive, estou e estarei sempre pronto a dar vida pela Pátria..

Sacanas pá!
Título: Re: Portugal Ultramarino
Enviado por: HSMW em Abril 13, 2015, 12:18:35 am
Excelente texto!

 :Soldado2: