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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: comanche em Fevereiro 23, 2008, 11:16:24 pm

Título: Sector Vinícola
Enviado por: comanche em Fevereiro 23, 2008, 11:16:24 pm
Vinhos: Sogrape compra empresa chilena Chateau Los Boldos por cerca de 20ME

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Porto, 22 Fev (Lusa) - A Sogrape Vinhos anunciou hoje a compra à família Dominique Massenez da empresa chilena Chateau Los Boldos, proprietária de mais de 270 hectares de vinhas no Vale de Rapel e presente em 70 países.

Fonte da Sogrape disse à agência Lusa que a aquisição envolveu um investimento de 30 milhões de dólares (cerca de 20 milhões de euros).

As vinhas da Chateau Los Lobos, localizadas próximo da cidade de Requinoa, "beneficiam de um microclima excepcional para completar o portfólio da Sogrape com mais e novos vinhos premium".

Para o presidente da empresa, Salvador Guedes, "este é mais um passo importante no processo de internacionalização da Sogrape", que está apostada em reforçar a penetração nos "países de maior êxito no cenário vitivinícola internacional".

Nesta linha, a Sogrape já exportou o processo produtivo para a Argentina, em 1997, e recentemente para a Nova Zelândia.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 25, 2008, 11:28:40 am
Vinhos: Imprensa chinesa destaca marcas, castas e colheitas portuguesas

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Xangai, China, 25 Fev (Lusa) -- O maior jornal em língua inglesa de Xangai, centro económico e financeiro da China, põe hoje em destaque os vinhos portugueses poucas semanas depois de uma acção de promoção da Viniportugal na metrópole chinesa.

Com o título "O novo miúdo no bairro dos vendedores de vinho", o Shanghai Daily acolhe de braço abertos a acção que a associação para a promoção dos vinhos portugueses desenvolveu em Xangai a 01 de Fevereiro, afirmando mesmo que se tratou de "um gosto do que está para vir" no mercado chinês, onde "os amantes de vinho ainda sofrem alguma frustração com a pouca oferta disponível".

"O grupo veio trazer algo de diferente a esses paladares fatigados", diz o jornal.

O Shanghai Daily afirma também que os vinhos que a Viniportugal trouxe a Xangai são um acompanhamento "maravilhoso" para a culinária chinesa, dadas as suas características leves e frutadas.

O jornal, que destaca a oferta das marcas J Portugal Ramos (Conde de Vimioso 2005) e Finagra (Esporão Reserva 2005), guarda no entanto os maiores elogios para o moscatel de Favaios, que considera "excelente".

"O Vintage de 1975 da Adega Cooperativa de Favaios é simplesmente de perder a cabeça", diz um Shanghai Daily em êxtase, "com a sua maturidade aveludada e a sua turba de sabores a ervas aromáticas e a citrinos".

No entanto, a crítica aos vinhos portugueses do Shanghai Daily não se faz só de elogios e guarda o único reparo negativo para o Brutalis 2005, das Caves Vidigal.

'É um vinho de piada. Uma garrafa grande de castas Alicante bouschet e cabernet sauvignon selada a borracha...uma pessoa teria vergonha de levar tal marca à mesa", diz o jornal.

Sublinhando que os primeiros sinais são animadores, o Shanghai Daily conclui a crítica perguntando se o mercado chinês está já maduro o suficiente para que os vinhos portugueses consigam conquistar um nicho no país.

O consumo médio anual de vinho na China é de 0,3 litros por pessoa, contra uma média mundial de sete litros por pessoa e uma média de 45 litros por pessoa em Portugal, segundo os dados do sector.

"Com mais de 200 varietais indígenas, os vinhos de Portugal podem chegar demasiado cedo para um mercado que ainda se esforça para ver as diferenças entre o cabernet sauvignon e o cabernet franc", afirma o jornal.

"Com touriga nacional, tinta pinheira, trincadeira e quejandos, o consumidor local deverá ficar confuso e pedir antes uma cerveja", conclui o Shanghai Daily.

Apesar das confusões e das cervejas, os chineses estão no entanto a encher cada vez mais os copos de vinho numa tendência que, segundo estudos do sector, deverá continuar.

Uma recente pesquisa de mercado da consultora IWSR (International Wine and Spirit Record) prevê um aumento de 70 por cento no consumo chinês de vinho entre 2006 e 2011, no que tornará a China no oitavo maior mercado mundial.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 25, 2008, 09:24:27 pm
Vinho: Instituto dos Vinhos do Douro e Porto investe 2,3 ME em promoção este ano

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Porto, 25 Fev (Lusa) - O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) vai investir 2,3 milhões de euros em promoção este ano, apostando em aumentar o consumo em novos mercados, mas concentrando a divulgação num número mais restrito de países.

Em comunicado, o instituto destaca o potencial do mercado russo, assim como do Japão, do Reino Unido e dos EUA.

"Neste momento, as atenções voltam-se para Reino Unido e Estados Unidos, como mercados que têm tido um crescimento sustentado em termos de volume de negócios. É nesses mercados, a par com Rússia, que será investida a grande fatia do montante que o IVDP vai despender na promoção e divulgação dos vinhos do Douro e Porto", lê-se no documento.

Segundo destaca, no mercado norte-americano estão centradas "grandes atenções e expectativas", dado o potencial de crescimento do volume de exportações e as margens que permite às empresas.

Para além destes mercados, o IVDP pretende também investir na promoção em Portugal, "até porque o mercado nacional está em reconversão".

As acções de promoção previstas irão centrar-se na educação e formação de públicos especializados, visitas de jornalistas e provas de harmonização como apoio à actividade comercial dos agentes do sector, quer em Portugal quer no estrangeiro.

No `ranking` dos principais mercados do Vinho do Porto a França e a Holanda ocupam, respectivamente, o 1º e 2º lugares, surgindo Portugal na 3ª posição.

Já o Vinho do Douro continua a ser maioritariamente consumido no mercado português, embora comece a conquistar "grande prestígio" no Canadá, Brasil e Angola, a par com mercados do Vinho do Porto.

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Enviado por: André em Fevereiro 26, 2008, 06:02:22 pm
Universidade do Minho "ensina" empresas portuguesas a exportar vinhos através do Instituto Confúcio

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O Instituto Confúcio da Universidade do Minho (UMinho) anunciou hoje que vai organizar um curso para empresários exportadores, nomeadamente de vinhos portugueses para a China.

O curso, que é ministrado em português e em inglês, destina-se a empresários, directores e quadros superiores, gestores de mercado, responsáveis associativos, dirigentes e outros interessados no sector dos vinhos.

Luís Cabral, da universidade minhota, adiantou que, devido ao desenvolvimento económico, ao aumento do poder de compra e a uma melhor qualidade de vida, "o vinho de mesa, sobretudo o vinho maduro tinto do Sul da Europa, tem vindo a afirmar-se como símbolo de requinte e bom gosto nas metrópoles chinesas".

"Tem-se verificado também a procura da parte de muitos produtores e exportadores de vinhos portugueses para este mercado, com uma potência de consumo gigante", salientou o docente.

O curso, que decorre na Universidade do Minho, em Braga, quinta e sexta-feiras, visa transmitir informação qualificada sobre temas referentes à realidade chinesa e explorar as ligações dos vinhos portugueses com a gastronomia daqauele país.

Segundo Luís Cabral o curso vai também "apresentar técnicas e ferramentas de gestão e marketing que permitam às empresas maximizar os seus resultados na abordagem a este mercado".

"Os formadores que abordarão cada um dos temas são todos eles profissionais de mercado, enólogos e sinólogos", sublinhou Luís Cabral.

Lusa
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Enviado por: comanche em Março 13, 2008, 07:17:24 pm
Prémio francês
Melhor vinho tinto do mundo vem de Portugal

Por Pedro Guerreiro

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Os enólogos franceses elegeram o Syrah 2005 da Casa Ermelinda Freitas, de Palmela, como o melhor tinto de 2008. A concurso estavam mais de 3 mil vinhos de 36 países.
O vinho foi o grande vencedor do Vinailes Internacionales 2008, que se realizou em Paris. No concurso, mais de 3 mil vinhos são objecto de uma prova cega pelos mais conceituados enólogos franceses.

O Syrah 2005 foi produzido pela Casa Ermelinda Freitas, sediada na aldeia de Fernando Pó, concelho de Palmela.

Nos últimos anos, a adega familiar fundada em 1920 conquistou 18 medalhas de ouro, 21 de prata e 14 de bronze em concursos internacionais.

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Enviado por: André em Março 13, 2008, 07:20:12 pm
No Tintol ninguém nos para  ....  :lol:
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Enviado por: comanche em Março 24, 2008, 10:34:22 pm
Vinhos: Alentejanos representaram quase metade das vendas em Portugal em 2007


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Lisboa, 24 Mar (Lusa) - Os vinhos alentejanos representaram quase metade das vendas em Portugal em 2007, num mercado que atingiu mais de 300 milhões de euros e cerca de 70 milhões de litros, segundo dados hoje divulgados pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).

Os dados, com base num estudo da empresa de estudos de marketing ACNielsen, apontam para vendas de 33 milhões de litros de vinhos alentejanos no valor de 152,8 milhões de euros.

O volume de vinho alentejano vendido corresponde a 42,98 por cento do total, enquanto o valor das vendas equivale a 45,52 por cento.

"E se, em relação a 2006, a região vendeu 2,2 milhões de litros a menos [quebra de 2,83 por cento], em contraponto, o volume de negócios sofreu um incremento de 3,6 milhões de euros", referiu a CVRA.

Este decréscimo nas vendas deveu-se, segundo a CVRA, à "estabilização dos preços dos maiores produtores da região, nomeadamente das adegas cooperativas, que não caíram na tentação de uma desenfreada quebra dos preços durante o ano de 2007".

As vendas em volume na Grande Distribuição e no Canal Horeca [estabelecimentos de hotelaria, restauração e cafetaria] alcançaram, no ano passado, um total de 76,9 milhões de litros de vinho vendido, mais 2,2 milhões do que em 2006.

No total das regiões consideradas pela ACNielsen, a empresa estima que tenham sido transaccionados 335,7 milhões de euros na Grande Distribuição e no Canal Horeca, o que representa um aumento de 21,3 milhões de euros em relação a 2006.

De acordo com a CVRA, "os Vinhos do Alentejo continuam a liderar o mercado nacional".

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Enviado por: comanche em Abril 22, 2008, 06:27:52 pm
Vinho: Investigadora internacional salienta melhoria da qualidade dos vinhos do Douro

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Vila Real, 22 Abr (Lusa) - A investigadora internacional Carmo Vasconcelos, actualmente a trabalhar na Nova Zelândia, salientou hoje, em Vila Real, a "melhoria impressionante" da qualidade dos vinhos do Douro verificada nas duas últimas décadas.

O convite da Vinideas para participar no congresso técnico e científico de viticultura, enologia e mercado, "Infowine Fórum", que decorre entre hoje e quarta-feira, em Vila Real, representou a oportunidade da investigadora regressar a Portugal, de onde saiu há 23 anos.

Carmo Vasconcelos é actualmente cientista sénior da HortResearch Malborough, na Nova Zelândia, e é professora associada da Universidade do Estado do Oregon, nos Estados Unidos da América.

É considerada como das especialistas mundiais em Pinot Noir e possui um vasto trabalho publicado na área da viticultura.

"Eu apaixonei-me pela viticultura no Douro. É a minha região favorita do mundo", afirmou a especialista.

Carmo Vasconcelos tem 46 anos, nasceu em Lisboa e estudou no Instituto Superior de Agronomia, tendo estagiado há 25 anos na Cooperativa Vitivinícola do Peso da Régua.

"O que esta região tem de especial é a paisagem. Eu estive em regiões vitícolas de todo o mundo, mas não há nenhuma tão fantástica como o Douro", salientou.

Nestas duas últimas duas décadas, a especialista diz que a qualidade do vinho tem vindo a melhorar muito.

"É impressionante como os vinhos melhoraram durante o tempo em que estive fora. Como o vinho de mesa atingiu qualidade excepcional que não existia quando eu saí, numa altura em que o melhor fruto era dedicado ao vinho de benefício", frisou.

As informações sobre o Douro chegam a Carmo Vasconcelos através de Tiago Sampaio, que foi seu aluno em Oregon, mas que é natural da região.

Nas suas viagens à volta do mundo, a especialista diz que não tem visto muito o vinho de mesa do Douro nos mercados internacionais e considera que Portugal tem que apostar na qualidade do produto e não na quantidade.

"No mundo do vinho ou se é bastante pequeno ou bastante grande. No caso do Douro, os vinhos de nicho são a melhor estratégia", afirmou.

Porque diz gostar muito de desafios, depois de passar pela Régua a investigadora foi estagiar para a Suiça, onde acabou por tirar o doutoramento e um pós-doutoramento.

Da Suiça seguiu para os Estados Unidos da América, onde viveu durante 14 anos no Oregon, onde foi convidada para trabalhar na Nova Zelândia.

Entre a região vinícola do Douro e a Nova Zelândia, a especialista diz que não há comparação possível, apontando a escala é uma das maiores diferenças.

Segundo referiu, na Nova Zelândia a zona de maior crescimento é precisamente aquela onde está a trabalhar, a de Marlborough, que diz ter "já tem uma certa reputação internacional.

"Na Nova Zelândia é tudo grande, as vinhas são a perder de vista. Aqui no douro é tudo pequeno", frisou.

No outro lado do mundo, a investigadora diz que está a ser utilizada a tecnologia de ponta australiana, considerando que a parte enológica está também a ser muito influenciada pela Austrália.

Quanto à parte da viticultura, Carmo Vasconcelos refere que ainda "há muito para aprender".

"Na Nova Zelândia também estão no mercado de topo de qualidade não de quantidade. Eles ainda estão a aprender muito sobre a viticultura. Porque não há tradição, é tudo novo", salientou.

O grande sonho da investigadora é regressar a Portugal, lamentando, no entanto, que não hajam vagas para poder seguir uma carreira académica no nosso país.

Nesta sua primeira conferência em português, Carmo Vasconcelos falou sobre "as práticas culturais e níveis de produção: impacto na fisiologia da videira e composição final da uva".

A especialista considerou que a intercepção da luz solar e a redução de dióxido de carbono em carbohidratos através da fotossíntese regulam o crescimento vegetativo da videira, a produção, a composição do fruto e as reservas de carbohidratos que permanecerem para as épocas seguintes.

Frisou ainda que a escolha da combinação variedade - porta-excerto e a sua interacção com o ambiente, o sistema de condução, a nutrição mineral e a disponibilidade de água determinam o vigor da videira, a densidade da sebe vegetativa e a produção e a qualidade potencial do fruto.

Compreender a forma como os carbohidratos são produzidos e translocados dentro da videira e como podem ser controlados através das práticas culturais permitirá, de acordo com a especialista, a optimização da produção e da composição do fruto.

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Enviado por: comanche em Abril 28, 2008, 07:09:24 pm
Vinhos: Tinto alentejano da Herdade das Barras conquista medalha de ouro em concurso internacional


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Alvito, Beja, 28 Abr (Lusa) - O vinho tinto Herdade das Barras, de 2004, produzido no concelho de Alvito pela Sociedade Agro-Pecuária do Oeste Alentejano (Sapoa), conquistou a medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas deste ano, anunciou hoje a empresa.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Sapoa congratula-se pela distinção obtida pelo Herdade das Barras Tinto 2004 no concurso internacional.

"É um importante reconhecimento internacional da qualidade dos vinhos" produzidos na herdade, localizada na zona de Vila Nova da Baronia, Alvito, sublinha a empresa.

Além desta medalha de ouro, a Sapoa dá conta de que outro dos seus vinhos, o tinto Serros da Mina, foi premiado no X Concurso Mundial de Vinhos Wine Masters Challenge, que decorreu no Estoril.

Pelo segundo ano consecutivo, o Serros da Mina Tinto obteve medalha de prata nesta competição, desta feita através da produção de 2005.

O Wine Masters Challenge distinguiu com a medalha de ouro 16 vinhos e com a de prata 173, de entre os 1.787 que chegaram à final, seleccionados de um total de 4.003 amostras.

"A Sapoa vê, assim, premiada a aposta na produção de vinhos com os mais elevados padrões de qualidade", o que confirma "um dos principais objectivos do projecto que a empresa começou a equacionar em 2000 e a que deu início, com a plantação da vinha, em 2002", destaca a empresa.

A Herdade das Barras está inserida numa das sub-regiões com mais tradição na produção de vinhos no Alentejo, a da Vidigueira.

Dos cerca de 500 hectares da exploração, 25 foram seleccionados para vinha, tendo sido plantadas castas tintas em 21 desses hectares, divididos em talhões, cada um dos quais apenas com uma casta.

O Herdade das Barras Tinto 2004 reúne as castas Syrah, Alicante Bouschet e Aragonez, enquanto que o Serros da Mina Tinto 2005 é formado por Aragonez, Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.

A adega recentemente construída permite à empresa apostar também no enoturismo, possibilitando aos visitantes provar os vinhos da herdade e realizar visitas guiadas, não só àquele equipamento, como também à vinha.

O X Concurso Mundial de Vinhos Wine Masters Challenge no Estoril foi também proveitoso para a Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (Carmim), a maior produtora do Alentejo.

A Carmim granjeou duas medalhas de prata, para o Reguengos Reserva Tinto 2005 e para o Garrafeira dos Sócios Tinto 2001, e a medalha de Vinho Recomendado para o Régia Colheita Branco 2006.

A Carmim é responsável, desde 1971, pela produção e comercialização de uma vasta gama de vinhos regionais alentejanos e DOC's Alentejo, sendo a principal empresa da região, em representação de um milhar de associados.

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Enviado por: comanche em Outubro 10, 2008, 11:57:56 pm
Vinhos: adega líder na produção de Alvarinho investe 6,5 ME na ampliação das instalações


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Viana do Castelo, 10 Out (Lusa) - A Adega Cooperativa de Monção, líder na produção e comercialização de vinho Alvarinho, assinala sábado o 50º aniversário com a inauguração da quarta fase da ampliação das instalações, um investimento de 6,5 milhões de euros.

Segundo fonte da direcção, este investimento permitiu criar estruturas físicas para a recepção das actuais quantidades de uvas e a sua vinificação, armazenamento e engarrafamento.

Foi também criado um novo laboratório para controlo de qualidade e apoio à produção e à inovação tecnológica e uma cave destinada à produção de espumantes.

"Estes investimentos estratégicos possibilitaram a criação de condições físicas que tornam possível o posicionamento da Adega Cooperativa de Monção como uma das mais modernas e rentáveis do país", sublinhou a fonte.

Paralelamente, a adega tem em curso uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP), no valor de 2, 6 milhões de euros, que visa a construção de um armazém de produto acabado, linha completa para espumantes, melhorias no frio, investimentos em equipamento de laboratório e em fermentação de vinho branco.

O objectivo deste novo investimento é "iniciar a produção de espumante em escala e dotar a Adega Cooperativa de Monção de maior flexibilidade produtiva".

Fundada em 1958, por 25 viticultores, a Adega de Monção conta actualmente com mais de 1700 cooperantes.

A sua evolução tecnológica e social reflectiu-se também na produção, representando um crescimento contínuo: em 1990 facturava 1,5 milhões de euros, enquanto que em 2007 as vendas atingiram o maior valor de sempre, cerca de 12,2 milhões de euros.

Um valor que equivale a 50 por cento do total facturado pelo sector cooperativo da região dos vinhos verdes.

A exportação é cada vez mais o destino do vinho da Adega de Monção, que já chega "em força" a países à Alemanha, França, Brasil, Estados Unidos e Angola, os seus principais mercados externos.

A marca Muralhas de Monção é a terceira em volume de vendas da região dos vinhos verdes, sendo líder dos verdes no segmento horeca, ou seja, em restaurantes e hotéis.

A marca Deu-La-Deu é líder nos alvarinhos, sendo também a primeira nos vinhos de casta engarrafados na região dos vinhos verdes.

Em 2007, a adega lançou três novos produtos: espumante tinto e Alvarinho (branco) e um vinho Rosé.

Na colheita deste ano, a casta Alvarinho desceu quatro por cento em relação à produção de 2007, que por sua vez já tinha conhecido uma quebra de 26 por cento em relação a 2006.

No entanto, a maior quebra, na ordem dos 22 por cento, registou-se na casta trajadura, enquanto que na tinta se estima uma diminuição de 15 por cento em relação à última colheita.

VCP.

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Enviado por: André em Outubro 19, 2008, 05:06:47 pm
Madeira promove vinho da região em Tóquio

O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira (IVBAM) realiza segunda-feira, no Japão, várias acções promocionais de vinhos da região num «mercado considerado de valor acrescentado por litro superior à média»

Segundo uma nota do IVBAM, diversas iniciativas darão a conhecer os vinhos madeirenses em Tóquio, sendo sobretudo acções dirigidas «ao meio jornalístico da especialidade, importadores, escanções e sommeliers».

Nos últimos três anos, segundo a nota divulgada, «o mercado japonês foi o quarto mercado de exportação de Vinho Madeira, tendo em 2007 registado um volume de exportação de 190.117,8 litros o que representou um rendimento bruto 1.006.035,22 euros».

No mercado nipónico, «o vinho de três anos representa a principal fatia com um volume de comercialização de 184,096,80 litros, seguindo-se o vinho Madeira de 10 anos com um volume de 5.148,00 litros».

Esta acção promocional é financiada no âmbito do projecto a três anos do IFADAP/INGA 'Acções de Informação e Promoção a favor de Produtos Agrícolas em Países Terceiros', co-financiado pela União Europeia em 50 por cento, por Portugal em 20 por cento e o restante pela Região. Para além do Japão, contempla acções promocionais no Brasil, Estados Unidos da América e Canadá.

Lusa
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Enviado por: comanche em Novembro 18, 2008, 08:02:03 pm
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 no 3º lugar do 'ranking' 2008 da Wine Spectator



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Porto, 18 Nov (Lusa) - O vinho Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 foi considerado este ano o terceiro melhor do mundo pela revista norte-americana Wine Spectator, que pela primeira vez classificou um vinho português nos 10 melhores do seu 'ranking' anual.

Considerada internacionalmente 'a Bíblia' dos vinhos, a Wine Spectator analisou mais de 19.500 vinhos na elaboração do Top 100 de 2008, tendo eleito o vinho chileno Clos Apalta Colchagua Valley 2005, Casa Lapostolle, como o melhor do mundo.

Seguiu-se o francês Château Rauzan-Ségla, Margaux 2005 e o vinho português Quinta do Castro, Douro Reserva Vinhas Velhas 2005.

"Nunca anteriormente um vinho português tinha entrado na lista dos 10 melhores", salientou fonte da Quinta do Crasto em declarações à agência Lusa, acrescentando que as primeiras posições do 'ranking' são, normalmente, ocupadas por vinhos franceses, italianos, argentinos, chilenos ou espanhóis.

Para além da posição destacada da Quinta do Crasto, surgem ainda entre os 100 melhores do mundo o Sogrape Dão Callabriga 2005 (no 57º lugar), o Churchill Douro Churchill Estates 2006 (no 90º lugar) e o Niepoort Douro Vertente 2005 (na 98ª posição).

A Região Demarcada do Douro surge, assim, como a mais representada de Portugal nesta lista, com três dos vinhos escolhidos, seguida pela região do Dão, com um vinho.

PD.

Lusa/fim

Título:
Enviado por: comanche em Novembro 26, 2008, 09:58:33 pm
Reino Unido: Garrafas antigas de vinho da Madeira vão a leilão com preços entre 140 e 4220 euros


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Londres, 26 Nov (Lusa) - Uma série de garrafas de vinho da Madeira raras que inclui colheitas de 1795 vão a leilão no início de Dezembro em Londres, com preços estimados entre os 141 e os 4220 euros.

As garrafas são provenientes da colecção privada de William Leacock, último herdeiro da família inglesa que começou a produzir e comercializar o vinho da Madeira ainda no século XVIII.

A companhia, proprietária das marcas Leacock's e Blandy's, fundiu-se com outros produtores e pertence agora à Madeira Wine Company.

As valiosas garrafas estiveram guardadas durante anos na cave da mansão de Leacock no Funchal e após serem avaliadas pela leiloeira Christie's foram transportadas para a capital britânica.

De acordo com Chris Munro, responsável pelo departamento de vendas de vinho da leiloeira britânica, as garrafas "foram transportadas para Londres por mar à semelhança de inúmeras exportações ao longo do últimos 500 anos".

A estrela do leilão é o vinho Terrantez de 1795 produzido pela F. F. Ferraz & Cia., cujo lote de seis garrajas está avaliado entre 2111 e 2815 euros.

A um preço mais acessível, uma garrafa de Madeira Seco-Vintage de 1825 e engarrafada de novo em 1932 tem um valor estimado entre 141 e 178 euros.

O vinho da Madeira é muito apreciado no Reino Unido, onde foram encontradas referências que remontam a meados do século XVI e até em textos do dramaturgo William Shakespeare.

Segundo a página da Madeira Wine Company, o vinho da Madeira foi usado no brinde à declaração de independência dos Estados Unidos de América, a 04 de Julho de 1776, e era consumido diariamente pelo presidente George Washington.

Para dar a provar o conteúdo de algumas das garrafas do vinho português em leilão, a Christie's programou uma sessão de provas de 10 destes vinhos para 04 de Dezembro, antes da dada do leilão, a 11 de Dezembro. Participar nesta sessão custa por pessoa 77 euros.

BM.

Lusa/fim

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Enviado por: comanche em Dezembro 09, 2008, 11:46:15 pm
Vinhos portugueses aumentam vendas nos EUA


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As vendas de vinhos portugueses nos Estados Unidos da América aumentaram, segundo dados da Nielsen, 17,1% em valor e 15,4% em volume entre Julho de 2007 e Julho de 2008. Estes números, divulgados recentemente pela ViniPortugal no Fórum Anual do Sector do Vinho vêm confirmar a tendência de crescimento registada desde 2006: nos últimos dois anos, as vendas em valor neste país aumentaram 44,8% e em volume 37,9%.



No Fórum Anual do Sector do Vinho, reunião anual promovida pela ViniPortugal com os Agentes Económicos do Sector do Vinho, ficou a saber-se também que, na Alemanha, as vendas dos vinhos portugueses aumentaram 11,4% em volume e 21,6% em valor entre Outubro de 2007 e Outubro de 2008.

Já o mercado do Reino Unido registou uma ligeira quebra, face aos resultados obtidos o ano passado, o que reflecte a tendência da quebra do consumo de vinho naquele mercado: as vendas diminuíram no último ano 0,52% em volume e 0,29% em valor.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações de vinho aumentaram 12,5% entre 2006 e 2007, acima do aumento de 9,2% das exportações portuguesas no total. Os vinhos tranquilos (que não incluem Porto e Madeira) registaram um acréscimo de 16,9%, o maior aumento do sector do vinho.

Estes números reflectem uma tendência dos últimos anos: entre 2003 e 2007, as exportações dos vinhos tranquilos aumentaram 38,6%, também acima das exportações portuguesas que se situaram nos 30,8%.



http://lusowine.com/displayarticle4539.html (http://lusowine.com/displayarticle4539.html)
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Enviado por: André em Janeiro 07, 2009, 03:18:21 pm
Vinho do Porto: Vendas caem para mínimo de duas décadas

As vendas de Vinho do Porto registaram em 2008 o pior desempenho das últimas duas décadas, caindo cinco por cento, o que leva o sector a reclamar do Governo alterações legislativas que permitam «enfrentar a crise» com mais «flexibilidade».

Em declarações à Lusa, a directora da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP) afirmou que não se pretende alterar «os pilares fundamentais» do sector, como a Lei do Terço ou do Benefício, mas «algumas regras deverão ser simplificadas», até porque «a legislação [em vigor] é muito antiga».

O objectivo é, num contexto mundial de crise de consumo que penaliza muito um sector altamente exportador como o Vinho do Porto, «dar-lhe mais flexibilidade para enfrentar a crise, quer a nível do comércio, quer da produção», salientou Isabel Marrana.

Apesar de os dados não serem ainda definitivos, a AEVP aponta para uma quebra na ordem dos cinco por cento nas vendas de Vinho do Porto, que se segue a um «ciclo de progresso extraordinário» nos últimos anos.

Em 2007, as vendas do sector haviam ultrapassado os 400 milhões de euros e os 10 milhões de caixas de 9 litros.

Apesar de a comercialização dos Vinhos do Douro ter aumentado, o facto de se tratarem de valores absolutos são largamente inferiores ao Vinho do Porto, não foi suficiente para compensar o recuo registado por este último.

Pela positiva, em 2008 Isabel Marrana destaca a capacidade do Vinho do Porto em manter «um reconhecimento e qualidade extraordinários no mundo inteiro», como provam os diversos prémios internacionais conquistados.

«O investimento produtivo [no sector] aumentou e há uma maior qualidade na forma de produzir e elaborar o vinho», referiu.

Apontado como estratégico, o mercado dos EUA não teve no ano passado o desempenho esperado, «devido à crise», mas continuará a ser uma grande aposta da AEVP.

A penalizar as exportações quer para este mercado, quer para o Reino Unido, estiveram em 2008 os «problemas cambiais», agravados pelo facto de o Vinho do Porto ser um produto cujas vendas estão ainda muito concentradas em determinadas ocasiões, como o Natal, e o 3º trimestre do ano ter sido dos mais difíceis.

Para Isabel Marrana, apesar de esta pior performance ser atribuível ao «contexto mundial de crise», há que «fazer uma reflexão», «repensar a eficácia de estratégias» e «eliminar desperdícios».

O objectivo é assegurar vendas «a níveis aceitáveis» durante a crise, assim como «manter o produto na sua notoriedade e qualidade» e «mitigar descidas».

Relativamente ao estudo estratégico para o sector dos Vinhos do Porto e Douro, elaborado pelo consórcio Quartenaire/Universidade Católica, a directora da AEVP acredita que será para por no terreno já este ano.

A Região Demarcada do Douro é a principal região vitícola do país, responsável por cerca de 80 por cento das exportações dos vinhos portugueses, ao exportar 85 por cento da produção.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 17, 2009, 08:28:58 pm
Exportações da região de Lisboa devem manter-se em 2009 sem ser afectadas pela crise

As exportações de vinho da região de Lisboa, essencialmente produtos certificados, deverão manter-se em 2009, passando ao lado da crise internacional, disse à Lusa o presidente da respectiva Comissão Vitivinicola.

João Ghira avançou à agência Lusa que a vindima de 2008 "correu bem em termos qualitativos, mas não se sabe se a redução de produção prevista será compensada pelo aumento do valor do vinho".

Este ano, "os preços deverão manter-se face a 2008 na globalidade, devido ao período de crise económica internacional, que afecta o consumo deste produto", disse.

No entanto, as exportações da região de Lisboa não deverão ser atingidas pela crise e João Ghira não espera que os volumes vendidos sofram qualquer quebra, seguindo o comportamento positivo dos vinhos certificados.

O responsável salientou que a área de Lisboa poderia ter metade do vinho que produz certificado, mas actualmente fica nos 17 por cento por falta de interesse dos produtores neste processo.

João Ghira explicou que somente 17 por cento dos vários tipo de vinho produzido nos cerca de 1.200 hectares de vinhas, ou seja, 17 milhões de litros, tem certificação de Denominação Origem Controlada (DOC) ou Indicação Geográfica, atribuições geridas pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa).

No entanto, o volume de vinho certificado tem vindo a aumentar na região, passando de cinco milhões de litros em 1996 para os 17 milhões de litros estimados para 2008, equivalentes a um volume de negócios que ronda 100 milhões de euros, acrescentou João Ghira.

"Até 50 por cento dos vinhos produzidos [na região de Lisboa] reúne condições para obter certificação, mas os produtores não são obrigados a certificar os seus produtos", referiu o responsável.

Também a quantidade de vinho da Estremadura, ou região de Lisboa, destinada a exportação tem vindo a aumentar e cerca de metade dos produtos certificados é vendida em outros países, contra 45 por cento em 2007.

O presidente da CVR Lisboa salienta que, entre os principais mercados de destino para as marcas de vinho produzidas na Estremadura, estão os países escandinavos, Reino Unido, Alemanha, EUA, Canadá, Angola ou Brasil.

A Comissão Vitivinícola tem um orçamento de 150 a 200 mil euros para participar em acções de promoção, como feiras internacionais.

Entre Janeiro e Outubro do ano passado, as vendas de vinho certificado desta região cresceram 20,3 por cento face a igual período de 2007, o que é considerado pelo presidente da CVR Lisboa "bastante positivo, atendendo à situação de crise vivida".

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa é uma associação regional interprofissional que tem a competência de controlar a origem, garantir a genuinidade e promover os produtos vitivinícolas com Denominação de Origem Controlada Indicação Geográfica.

A região apresenta vários tipos de vinho como o regional, licoroso, leve ou de mesa, aguardentes vínica e bagaceira, espumante, além da uva de mesa e abrange as áreas de Alenquer, Arruda, Encostas d' Aire, Óbidos e Torres Vedras.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 29, 2009, 09:24:47 pm
Crise económica não afectou sector do vinho em Portugal

Os efeitos da crise económica internacional ainda não se fizeram sentir no sector português do vinho, cujas exportações em 2008 deverão, pelo menos, ter-se mantido nos níveis de 2007, em torno dos 600 milhões de euros.

"O sector está ainda sem sinais de estar a entrar em crise", afirmou o presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) em declarações à agência Lusa.

O forte esforço feito em promoção e a tendência mundial para aumento do consumo de vinho são os factores apontados por Afonso Correia como estando na base desta boa "performance".

O presidente da Viniportugal, associação inter-profissional responsável pela promoção do vinho português, vai ainda mais longe e admite que as exportações portuguesas do sector tenham ultrapassado os 700 milhões de euros em 2008.

"Do ponto de vista da Viniportugal o balanço é positivo", afirmou Vasco Avillez, salientando que "o ano correu bem, tendo em conta o período difícil que foi".

Vasco Avillez destaca que em 2008 as vendas aumentaram "em todos os mercados" do vinho português, quer em quantidade, quer em valor, desde o Brasil ao Canadá, países nórdicos, Extremo Oriente, EUA, Reino Unido e Alemanha.

"As excepções são a Dinamarca, que é um país pequeno e muito difícil, e, no Reino Unido, o segmento dos hipermercados, onde as vendas de vinho português se mantiveram iguais", disse.

"E isto - frisou - num ano em que tudo desceu".

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, - que sexta-feira vai à Assembleia da República explicar como têm sido utilizados os fundos comunitários para a modernização agrícola, a pedido do CDS-PP - também afirmou esta semana que o sector vitícola português ainda não foi afectado pela crise internacional, embora não ponha de parte que o venha a ser.

Para 2009, o presidente do IVV não arrisca previsões, dada a grande incerteza sobre a evolução da economia mundial, mas aponta como "indicadores positivos" as muitas candidaturas apresentadas à medida de reestruturação da vinha, que contrastam com a pouca adesão registada ao arranque.

"Isto indica que o sector continua a ter confiança", salientou.

Já Vasco Avillez diz encarar este ano "com o maior cuidado" e afirma estar a planear "trabalhar o dobro" em promoção, de forma a "não deixar nenhuma oportunidade de lado".

"Senão qualquer milímetro é ocupado imediatamente por vinhos do Novo Mundo", disse.

De fora das acções de promoção da Viniportugal ficam os vinhos do Porto e da Madeira, promovidos por organismos próprios.

No caso do Vinho do Porto, 2008 correu em contra-ciclo com a tendência global do sector, já que, segundo dados da Associação das Empresas do Vinho do Porto (AEVP), as vendas caíram cinco por cento em volume até Novembro, recuando para níveis de 1994/1995.

Já em valor, as exportações de Vinho do Porto até Novembro somaram cerca de 377 milhões de euros, ao nível das vendas registadas em 1998/1999, tendo o preço médio caído dois por cento.

Com uma produção global na ordem dos 1.500 milhões de euros, o sector vitícola português é responsável por um por cento do produto interno bruto (PIB), assumindo-se Portugal como o 5º maior produtor na União Europeia e o 10º a nível mundial.

Lusa
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Enviado por: comanche em Março 04, 2009, 11:32:19 pm
Vinhos portugueses no telemóvel

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O Portal Infovini ( www.infovini.com (http://www.infovini.com) ) disponibiliza conteúdos para plataformas móveis, permitindo aos apreciadores de vinho obter informações e efectuar pesquisas através do telemóvel sobre rotas do vinho ou marcas.

O portal on-line de promoção e divulgação do vinho português desenvolvido pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), permite aos seus utilizadores aceder a conteúdos recorrendo a plataformas móveis.

Com esta nova opção qualquer utilizador poderá obter este tipo de informações, esteja onde estiver. Para tal basta aceder ao Infovini e descarregar para o telemóvel os conteúdos disponíveis.

A disponibilização dos dados é obtida sob a forma de aplicações desenvolvidas em Java ME que, consoante os pedidos de informação do utilizador, transferem e apresentam dados contactando Web Services. Actualmente são três as áreas às quais os utilizadores têm acesso: «Uma Ocasião, um Vinho»; «Pesquisa de Vinhos» e «Rotas do Vinho».

Os utilizadores podem pesquisar oito mil vinhos, segundo um conjunto de atributos considerados mais relevantes, tais como nome, produtor, casta, tipo, região, colheita/idade.

A aplicação «Uma Ocasião, um Vinho» fornece ao utilizador uma lista de sugestões acerca dos vinhos mais apropriados para uma determinada ocasião. Por exemplo, combinação entre a situação romântica, festa, convívio, entre outras e o tipo de refeição carne, peixe ou saladas.

Os itinerários disponíveis surgem numa lista que permite ver as imagens das rotas através do Google, proporcionando ao utilizador uma experiência próxima daquela que tem quando acede ao portal a partir de um computador pessoal.
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Enviado por: comanche em Abril 16, 2009, 08:38:19 pm
Vinhos: "Moscatel Favaios 10 anos" conquista Grande Medalha de Ouro em Itália


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Vila Real, 16 Abr (Lusa) - A Adega Cooperativa de Favaios, concelho de Alijó, conquistou a Grande Medalha de Ouro na feira italiana "Vinitaly" 2009 com o "Moscatel de Favaios 10 anos", anunciou hoje fonte da empresa.

Segundo a fonte, em Itália a adega duriense conquistou ainda uma medalha de prata com o "Favaios 1989" e outra de bronze como o "Favaíto".

A "Vinitaly" decorreu de 02 a 06 de Abril, em Verona, sendo considerada a maior festa do vinho italiana e uma das maiores e mais importantes feiras do sector em todo o mundo.

Instalada no concelho de Alijó, em pleno coração da Região Demarcada do Douro, a Adega de Favaios é hoje um dos mais modernos centros de vinificação duriense.

Criada em 1952, a adega é conhecida pelo Moscatel de Favaios, o qual já detém cerca de 80 por cento da quota de mercado dos moscatéis.

O vinho vencedor da Grande Medalha de Ouro foi lançado em Maio de 2007 e é da responsabilidade do enólogo Miguel Ferreira, sendo produzido à base de uvas moscatel galego.

Com uma idade media de 10 anos, é elaborado a partir da mistura de vários vinhos de colheitas jovens que, com as mais velhas enriquece o aroma e sabor resultantes, aumentando a complexidade.

Dos vinhos jovens predominam os aromas a tangerina, casca de laranja, limão, tília e rosas, e dos vinhos envelhecidos a torrefacção, os frutos secos, o mel e o caramelo.

A fonte anunciou ainda o lançamento da nova embalagem do "Encostas de Favaios", um vinho Regional Terras Durienses, uma das marcas mais fortes nesta categoria, e com um volume de vendas projectado para este ano de 1,6 milhões de litros.

A nova imagem deste vinho explora a origem do vinho, reforçando a alusão às encostas de Favaios e adicionando símbolos como o barco rabelo e o rio Douro.

O "Encostas de Favaios" é um vinho branco e tinto, para consumo diário, cujo sucesso, segundo a fonte, deriva da sua excelente relação qualidade/preço.

Esta nova imagem do vinho regional é um passo adicional na estratégia de diversificação do negócio da Adega de Favaios através dos vinhos, depois de 2008 ter sido o ano do relançamento do DOC Douro "Foral da Vila".

PLI.

Lusa/Fim
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Enviado por: André em Abril 17, 2009, 08:09:24 pm
Primeiro-ministro pede a empresários que apostem no sector


O primeiro-ministro José Sócrates pediu hoje, em Viseu, aos empresários do sector dos vinhos para "arregaçarem mangas" e apostarem numa área em que "Portugal tem orgulho".

"Este é um sector que melhorou muito" e "tem vinhos de altíssima qualidade", disse José Sócrates.

"Vivemos uma das mais sérias e profundas crises mundiais. Este é o momento para deixar uma palavra de confiança, e dizer que é preciso investir", acrescentou o primeiro-ministro.

Durante a cerimónia de assinatura de contratos de atribuição de verbas para promoção de vinhos portugueses fora da União Europeia, que decorreu durante a tarde de hoje no Solar do Dão, em Viseu, o primeiro-ministro sublinhou que "Portugal tem orgulho no sector do vinho".

José Sócrates referiu que sempre que fez viagens ou deslocações, "o sector dos vinhos foi sempre um dos que esteve presente, acrescentando prestígio a Portugal".

"Queremos que [as exportações] subam. Temos de trabalhar na promoção e os vinhos portugueses são de qualidade", acrescentou.

Sobre os contratos hoje assinados, Sócrates considerou que "permitem uma parceria estratégica entre Estado e empresas, para promover o vinho português, como forma de afirmar a agricultura e a economia portuguesa".

O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, realçou que "o vinho é importantíssimo para a agricultura portuguesa. São 200 mil postos de trabalho, 600 milhões de euro de exportação por ano".

"Curiosamente, num momento de crise, é um sector que mostra dinamismo, com um aumento das exportações", acrescentou.

O programa de promoção de vinhos em mercados de países terceiros é uma parceria com o sector privado, financiado publicamente com 16 milhões de euros, num investimento de 32 milhões de euros.

De acordo com o ministro da Agricultura, "os mercados do norte da Europa, dos países escandinavos, Estados Unidos e Canadá" são os mercados prioritários.

"Contrariamente ao que os sinais de crise dão noutros sectores, estamos a crescer nos Estados Unidos e Canadá", disse Jaime Silva.

O ministro referiu ainda que a "China e Rússia foram indicados como novos mercados, com potencialidade enorme de crescimento", mas onde é preciso começar por "fazer a pedagogia de consumo".

As verbas que alicerçam este programa de promoção de vinhos em mercados de países terceiros resultam de um envelope financeiro que Portugal conseguiu para apoiar o sector vitivinícola, quando, em Dezembro de 2007, sob a presidência portuguesa da União Europeia, se concluiu a reforma da Organização Comum do Vinho.

Lusa
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Enviado por: Chicken_Bone em Maio 05, 2009, 09:47:23 pm
Grupo Fladgate vence Prémio BES Biodiversidade
Um novo modelo de vinha na região do Douro é o nome do projecto vencedor do prémio BES biodiversidade, atribuído ao grupo The Fladgate Partenership, donos das casas de vinho do Porto Taylor’s, Croft e Fonseca.

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Um novo modelo de vinha na região do Douro é o nome do projecto vencedor do prémio BES biodiversidade, atribuído ao grupo The Fladgate Partenership, donos das casas de vinho do Porto Taylor’s, Croft e Fonseca.

O projecto foi totalmente desenvolvido pela equipa técnica do grupo, liderada pelo enólogo David Guimaraens, e implementado desde 2002. “É um passo de gigante para a vitivinicultura sustentável na sua avaliação económica, social e ambiental”, afirma David Guimaraens, que acrescenta: “os resultados deste modelo situam a Fladgate e Portugal na linha da frente da investigação mundial em viticultura de montanha”.

O novo modelo de vinha assenta na construção de patamares estreitos com talude em terra e uma só linha de plantação de videiras. A construção dos patamares estreitos é feita com equipamento laser próprio, que garante um declive longitudinal de 3%. A precisão do declive longitudinal dos patamares é uma inovação que assegura o compromisso desejável entre a infiltração e o escoamento ao longo do patamar da chuva em excesso sem haver erosão.

Portanto, o grupo Fladgate está, desde 2002, a desenhar uma nova paisagem no Douro, uma vez que é nítida a harmonia que a construção guiada por laser consegue na arquitectura da paisagem.

O Fladgate facturou no último exercício 63 milhões de euros, valor idêntico ao do ano anterior. A estagnação do crescimento é explicada pelas variações cambiais, “com a libra a desvalorizar 25% no último trimestre do ano e o dólar também sofreu significativas variações”.

“Estamos em crer que 2009 será um ano em que a procura pelos nossos vinhos continuará a crescer com o aumento do consumo em casa, pois o consumidor reduzirá a despesa no restaurante”, sustenta Adrian Bridge, director-geral do grupo.

Apesar de a actual conjuntura obrigar a “um apertado controlo de custos”, Adrian Bridge garante que o grupo continuará a “investir nas nossas marcas bem como nos nossos programas de inovação”.

Recorde-se que o grupo iniciou em Janeiro último a construção do The Yeatman Hotel Wine SPA, a primeira unidade de luxo na zona história de Vila Nova de Gaia. O hotel tem abertura prevista para Junho de 2010. É um Projecto de Interesse Nacional (PIN) - construído em socalcos na margem esquerda do rio Douro e com vistas privilegiadas para o Porto -, que representa um investimento de 32 milhões de euros e permitirá a criação de 100 empregos.


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=366104 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=366104)
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Enviado por: André em Maio 13, 2009, 05:07:05 pm
Vinhos de Lisboa à conquista dos mercados russo e polaco


Os vinhos da região de Lisboa deverão passar a ser exportados para a Rússia e Polónia, dois novos mercados onde a Comissão vitivinícola Regional (CVR) de Lisboa vai intensificar este ano as acções promocionais.

«O nosso objectivo é tentar comercializar na Rússia e Polónia porque têm demonstrado apetência pelos nossos vinhos, mantêm transacções de bens alimentares com Portugal e por isso temos de aproveitar a vantagem comercial e porque começaram a abrir-se à Europa» com a integração na União Europeia, revelou à Lusa o presidente da CVR, João Ghira.

As exportações de alguns agentes económicos para estes países representam um por cento do total de vinhos regionais exportados e o objectivo da CVR é «chegar aos cinco por cento», tornando os vinhos regionais mais competitivos no mercado externo.

No caso da Polónia o sector pretende tirar vantagem comercial das transacções de bens alimentares com Portugal, potenciadas pela adesão do país à União Europeia.

Já os russos, também produtores de vinho, mantêm hábitos no consumo de bebidas alcoólicas e têm vindo a demonstrar interesse «pela novidade dos nossos vinhos e pela diversificação do tipo de vinhos», explicou o responsável.

Assim, os vinhos de Lisboa vão estar representados pela primeira vez em acções promocionais na Polónia (21 a 25 de Maio) e na Rússia (21 a 25 de Julho), face ao reforço dos incentivos à promoção externa dos vinhos, que pela primeira vez rondam cerca de um milhão de euros.

«Estamos a apostar forte na promoção para ganharmos quota de mercado», frisou João Ghira.

A Estremadura, que detém a segunda maior área de vinhas do país (30 mil hectares), exporta metade da sua produção, arrecadando 20 milhões dos 50 milhões de euros facturados por ano, graças à qualidade reconhecida do vinho regional nos mercados externos.

Angola é o principal mercado, absorvendo cerca de 40 por cento do volume das exportações, com 2,5 milhões de garrafas vendidas e sete milhões de euros facturados em 2008, seguindo-se Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos da América e Holanda.

Entre os mercados actuais, Estados Unidos da América e Canadá têm surpreendido os agentes económicos face ao consumo dos vinhos da região de Lisboa, o que permitiu facturar em 2008 três milhões de euros com a venda de 850 mil garrafas.

A Estremadura produz por ano 15 mil litros de vinho (18 milhões de garrafas), assegurando 17 por cento da quantidade de vinhos portugueses.

Além do Vinho Regional de Lisboa, a região possui ainda oito vinhos (Alenquer, Arruda, Torres Vedras, Óbidos, Encostas D’Aire, Bucelas, Carcavelhos e Colares) e uma aguardente (Lourinhã) com Denominação de Origem Controlada.

Lusa
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Enviado por: André em Maio 14, 2009, 10:02:13 pm
Exportações de Vinho Português para Macau aumentaram quase 90%


As exportações de vinho português para Macau aumentaram entre o primeiro trimestre de 2008 e 2009 quase 90 por cento em valor e 21,6 por cento em volume, disse hoje à agência Lusa Miguel Crespo, delegado da AICEP no território.

Nos primeiros três meses de 2008, Portugal exportou para Macau 72.886 litros de vinho correspondente a uma quota de 12,3 por cento e com um valor exportado de 961.000 dólares americanos, ou 4,8 por cento das compras de vinho por Macau.

Já entre Janeiro e Março de 2009, o volume de vendas atingiu 88.610 litros, 11,5 por cento de quota, e uma subida de 21,6 por cento face ao primeiro trimestre de 2008 e um valor de 1,8 milhões de dólares, 5,9 por cento de quota, e mais 89,9 por cento do que no período homólogo anterior.

Miguel Crespo falava à agência Lusa à margem de uma acção promocional dos vinhos portugueses feita pela ViniPortugal nos jardins da residência consular de Portugal no território e explicou que em Macau "há uma clara acentuação da aposta em qualidade" dos produto consumido.

"Os vinhos que outrora vinham para Macau vinham para o mercado da saudade, para restaurantes simples, modestos e para conhecedores portugueses e hoje em dia o desafio em Macau é para o cliente que porventura não conhece ainda o vinho português e a conhecer o vinho português começa por cima, razão pela qual cada vez mais são as grandes marcas e os melhores produtos que aqui encontram mercado", disse.

Miguel Crespo explicou também que o objectivo das acções promocionais "é renovar iniciativas de promoção" para os produtores que já possuem agentes e distribuidores ao mesmo tempo que são abertas portas para aqueles que ainda não possuem representante no território.

No entanto, explicou, os produtores portugueses já não olham para o mercado fechado de Macau e procura agentes também para Hong Kong e sobretudo para a China.

O mesmo responsável justificou ainda a quebra de quase 30 por cento da exportação de vinho português para Macau em 2007 com a constituição de stocks por parte dos novos casinos sendo que os vinhos mais procurados, por não existirem localmente, foram os franceses.

"Daí para a frente temos vindo a crescer sistematicamente em valor e naturalmente porque o mercado é cada vez mais sofisticado estamos a crescer menos em volume", concluiu.

Já Márcio Ferreira, da ViniPortugal salientou a importância de regressar a Macau e de os vinhos portugueses estarem pelo menos "uma vez por ano" no território.

"Os vinhos portugueses têm de estar presentes uma vez por ano em Macau, sobretudo esta nova onda de vinhos, de enólogos e de novas pessoas que estão no vinho português, que estão a dar os primeiros passos" disse.

Sobre o mercado chinês, Márcio ferreira sustentou a "maior abertura" dos cidadãos chineses para os vinhos portugueses e salientou a importância das acções promocionais para impulsionarem as vendas que desde o ano 2000 "subiram vertiginosamente".

"Estamos na nona posição dos países que exportam para a China e por isso é que vamos estar na SIAL (feira agro-alimentar de referência em Xangai) com um programa não só de feira mas com jantares e com algumas acções paralelas promocionais para aumentar a exposição dos vinhos portugueses", concluiu.

Além dos importadores e operadores do mercado hoteleiro, a ViniPortugal convidou para a residência consular muitos consumidores que "ao fim do dia compram o vinho português" como salientou ainda Márcio Ferreira.

DN
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Enviado por: Chicken_Bone em Junho 27, 2009, 08:21:16 pm
Homem forte da PT quer exportar vinhos para EUA
Maior parte da produção destina-se ao mercado nacional mas já exporta para Brasil, África, Extremo Oriente e Europa

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A empresa vitivinícola alentejana Granacer, de Reguengos de Monsaraz - detida pelo empresário Henrique Granadeiro - lançou este sábado uma nova marca e renovou os rótulos dos seus vinhos para aumentar as exportações e apostar no mercado norte-americano.

«Granadeiro - Vinho de Autor» vai ser a nova marca da empresa que conta com 120 hectares de vinha, no Monte dos Perdigões, avança Lusa.

A Granacer já produzia o vinho Tapada do Barão, que existe nas referências tinto (colheita e colheita seleccionada), branco e rosé, os quais vão ter rótulos com uma imagem renovada.

Outra das novidades divulgadas hoje é o vinho Poliphonia Tinto, que começará a ser comercializado na versão Reserva 2007 e, nos «melhores anos, em quantidades limitadas», será acompanhado no mercado pelo Poliphonia Signature Tinto.

Com uma produção que, anualmente, ronda «as 600 mil a 800 mil garrafas» e que, este ano, deve aproximar-se das «680 mil», o empresário, que preside ao Conselho de Administração da Portugal Telecom, quer consolidar o seu negócio vitivinícola.

«É nestes tempos de crise que, cada um, deve mostrar o que vale», disse, explicando que a sua empresa pertence ao «Portugal dos pequeninos», dado o reduzido volume de produção, mas está centrada nos «vinhos de qualidade», destinados à «gama média-alta».

Criar emprego

«A nossa resposta à crise é pela via do investimento, da conquista de novos mercados e do aumento de quota de mercado naqueles onde já estamos», assegurou, salientando também a importância da criação de emprego.

A «maior parte» da produção da Granacer ainda se destina ao mercado nacional, mas as exportações já seguem para o Brasil, África, Extremo Oriente e Europa.

«O que pretendemos com esta nova fase é acrescentar um peso maior à quota-parte destinada à exportação» e procurar, em especial, «entrar nos EUA», um mercado «muito aberto e receptivo a standards de qualidade elevados», frisou.


http://diario.iol.pt/economia/portugal- ... -4058.html (http://diario.iol.pt/economia/portugal-vinhos-vinha-alentejo-eua-henrique-granadeiro/1072260-4058.html)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Julho 03, 2009, 03:10:36 pm
E a melhor pinga vem do Norte.

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Favaíto eleito o melhor vinho Português em Bordéus
11h12m

Produzido em plena Região Demarcada do Douro, é um moscatel da Adega de Favaios, em Alijó.

O vinho moscatel da Adega de Favaios (Alijó), Favaíto, conquistou uma medalha de ouro e foi eleito o melhor vinho português no concurso "Citadelles du Vin", que decorreu em Bordeús, França, anunciou fonte da cooperativa.

O Favaíto, produzido em plena Região Demarcada do Douro, conquistou o "Special Prize", um prémio especial que condecora o melhor de 10 vinhos de cada país participante.

A Adega de Favaios, fundada em 1952, é líder nos Moscatéis em Portugal com uma Quota de Mercado de 70 por cento, exportando para mais de uma dúzia de países.

Na edição 2009 do "Citadelles du Vin" foram provados 887 vinhos de 29 países, classificados por 45 provadores de 18 nacionalidades.

Só 12 dos 887 vinhos a concurso no "Citadelles du Vin" foram premiados.

O moscatel de Favaios foi distinguido entre 66 vinhos portugueses.

 Segundo a fonte, "esta medalha de ouro faz do Favaíto o vinho que obteve a melhor classificação de todos os vinhos de Portugal".

 Este vinho é feito de uva moscatel galego da região de Favaios, apresentando um aspecto límpido e tonalidade dourada, um paladar intenso e um aroma fino com notas de lima e amêndoa.

Trata-se de um vinho licoroso com características de aperitivo, de qualidades únicas e está disponível em mini-doses individuais em caixas de 1O unidades e em garrafas de 75 centilitros.

O concurso internacional de vinhos "Citadelles du Vin" repete-se anualmente desde 1992 para valorizar e dar a conhecer os melhores vinhos mundiais, sendo considerado um dos melhores eventos da vitivinicultura mundial.

Na edição 2009 foram também premiados alguns vinhos americanos, como o Chile que recebeu 44 troféus, enquanto que o Canadá levou seis prémios para casa.


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Naciona ... id=1291467 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1291467)
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 13, 2010, 05:18:45 pm
Vinhos portugueses ganham quota nos EUA


Relação qualidade-preço explica aumento de 12% nas exportações para o mercado americano no ano passado, a compensar a quebra das vendas para Angola e França.

Os Estados Unidos estão a transformar-se no novo eldorado dos vinhos portugueses. Entre 2008 e 2009, as exportações nacionais para aquele mercado cresceram cerca de 12%, passando de 73 669 hectolitros para 82 841 hectolitros e compensando parcialmente as quebras nos dois principais mercados: Angola e França.

Para o presidente da ViniPortugal, o aumento das exportações para os EUA tem uma explicação simples: "A relação entre preço e qualidade revelou-se muito favorável para os vinhos portugueses", cujo consumo já "extravasa em muito" o da comunidade portuguesa. Segundo Francisco Borba, trata-se de colher frutos de um trabalho promocional "que vem do passado" e que mobiliza associações e produtores. No caso da ViniPortugal, desde há três anos que o maior investimento na promoção é feito naquele mercado: 1,7 milhões de euros anuais.

"Temos crescido admiravelmente nos EUA", reconhece o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), Manuel Pinheiro, revelando que as exportações da região para aquele país cresceram 27%. Em 2009 aquele mercado consumiu cerca de três milhões de litros de vinho verde, mais 539 mil litros do que no ano anterior, o que representa um "encaixe" de 6,1 milhões de euros.

Entre os factores deste sucesso, Manuel Pinheiro destaca o preço - em média, uma garrafa de vinho português é vendida a cerca de 15 euros - e o menor grau alcoólico dos vinhos da região do Minho. "Actualmente o mercado está a procurar produtos com menos álcool. As pessoas fazem uma gastronomia mais ligeira e escolhem vinhos mais leves."

No início deste mês, Nova Iorque acolheu a maior prova anual de sempre de vinhos portugueses: 450 brancos, tintos e verdes. A presença de mais de 20 produtores - entre os quais a Herdade da Comporta e a Adega Cooperativa de Borba - foi outra demonstração do interesse pelo mercado americano. No final do mês, os vinhos nacionais voltam "ao ataque", agora numa iniciativa da CVRVV, que está a fechar um contrato publicitário exclusivo para Nova Iorque, com uma semana do "vinho verde" em diversos restaurantes. Do total da produção de vinho verde, 18% (150 milhões de euros) é já direccionada para as exportações. Ao contrário do mercado nacional, dominado pelos vinhos alentejanos, nas exportações é o Minho que dá cartas. "Representamos 40% das exportações na- cionais de vinho não licoroso", precisou Manuel Pinheiro.

O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) aponta para uma quebra das exportações, em volume, de cerca de 25% entre 2008 e 2009, muito por culpa da retracção do mercado angolano (- 61 872 hectolitros) e francês (- 64 308 hectolitros). Em causa está não só a conjuntura económica internacional mas também a concorrência "apertada" dos vinhos sul-africanos, explica o presidente da ViniPortugal, que tem dúvidas quanto à "capacidade financeira das empresas" para aproveitarem os incentivos anunciados recentemente pelo Ministério da Agricultura para aumentar o valor das exportações em 10 %, ao longo dos próximos cinco anos.

DN
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 05, 2010, 12:42:29 pm
Empresa de Luís Figo lança novo vinho do Douro


A sociedade Drink & Dreams, de que Luís Figo e o ator espanhol Imanol Árias são acionistas, lançou o seu segundo vinho, o D+D tinto 2006, oriundo do Douro e que alia «uma poderosa estrutura» a um «longo e apetecível final».

A sociedade surgiu em 2 de agosto de 2007, fruto da união entre o grupo Sogevinus (Calém, Kopke, Barros, Burmester e Gilberts), detido pela entidade financeira galega Caixanova, a casa espanhola Bodegas Emílio Moro e acionistas particulares como o ex-futebolista Luís Figo e o ator espanhol Imanol Árias.

Em junho de 2008, a Drink & Dreams apresentou-se ao mundo com «um vinho do Douro super premium», ou seja, de gama alta, o D+D Tinto 2005.

A empresa avança agora com o D+D tinto 2006, arquitetado por dois enólogos, o português Francisco Gonçalves, da Sogevinus, e o espanhol José Carlos Alvarez, das Bodegas Emílio Moro.

O primeiro está ligado ao Douro e o segundo à região vitivinícola Ribera del Duero, berço de alguns dos melhores vinhos espanhóis. É por isso que a Drink & Dreams salienta que «este novo lançamento alia a força e caráter» dessa duas regiões vinhateiras.

As uvas com que o D+D 2006 foi feito, são todas elas do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, de vinhas com mais de 10 anos, exclusivamente provenientes da Quinta de Arnozelo, situada na sub-região do Douro Superior, entre S. João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa.

A Drink & Dreams vai colocar no mercado cerca de 25 mil garrafas o seu novo vinho ao preço recomendado de 24 euros.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 28, 2010, 12:19:18 pm
Vinhos portugueses conquistam 24 medalhas em Itália


Oitenta produtores de vinho portugueses participaram este ano pela primeira vez no concurso enológico internacional "Selezione del Sindaco", em Itália, conquistando 24 medalhas, seis delas de ouro e 18 de prata.

A participação, em representação dos 22 municípios filiados na Associação de Municípios Produtores de Vinho (AMPV), insere-se na estratégia de "elevar a notoriedade e valorização dos vinhos portugueses" no mercado internacional, segundo um comunicado da associação com sede no Cartaxo.

O "Selezione del Sindaco" (a seleção do presidente) é um concurso enológico internacional organizado pela Citta del Vino, congénere italiana da AMPV, que decorreu no passado fim de semana na cidade italiana de Brindisi, sendo o único concurso internacional a prever a participação conjunta de produtores e municípios.

O júri das provas é composto por enólogos, provadores, somelliers e jornalistas do setor enogastronómico, tendo contado este ano pela primeira vez com um provador português, Sérgio Oliveira, enólogo da AMPV, sublinha a nota divulgada hoje.

A AMPV afirma que, como entidade parceira, fez a promoção do concurso em Portugal, tendo as comissões vitivinícolas regionais dado apoio no envio de amostras, reduzindo os custos financeiros da operação.

Segundo Sérgio Oliveira, Portugal pode "não ter os melhores vinhos do Mundo, mas tem vinhos para estar ao lado dos melhores".

Na prova estiveram 1400 vinhos de toda a Europa a concurso. As medalhas serão entregues a 06 de julho aos produtores e aos municípios vencedores.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2010, 07:30:41 pm
Joe Berardo quer comprar grupo de vinhos Calém


Empresário quer aumentar o seu portefólio no sector onde já tem a Bacalhôa e uma particiapação na Sogrape.

O empresário Joe Berardo está interessado em comprar o grupo Sogevinus, ex-Calém, à Caixanova. O Diário Económico sabe que o empresário já se reuniu com a administração da Caixanova, que detém 100% do capital da Sogevinus, dando conta desse interesse.

Ao que o Diário Económico apurou, junto de fontes do sector, o objectivo de Joe Berardo seria mesmo o de "ficar com a totalidade do grupo, mas esse cenário não deve ser fácil".

Contactado pelo Diário Económico, Joe Berardo limitou-se a afirmar: "Não falo sobre isso porque há muita coisa em jogo." Mas logo a seguir acrescentou: "Só em Setembro é que poderão existir desenvolvimentos."

Berardo está presente no sector dos vinhos através da Bacalhôa Vinhos de Portugal e também pela participação de 31,51% que detém na Sogrape.

O grupo Sogevinus é detido na totalidade pela espanhola Caixanova. Entre as suas principais marcas estão a Calém, Burmester, Barros, Gilberts e Kopke.

Contactado, o director-geral da Sogevinus, Dionísio Oseira foi peremptório ao afirmar que "o grupo não está interessado em vender". Dionísio Oseira nega, inclusive, que já tenha estado reunido com Joe Berardo. E garante: "Eu estaria presente se uma reunião dessas tivesse acontecido. Não faço parte da administração, mas reporto directamente ao conselho de administração e para que esse assunto fosse falado, eu teria que ter estado presente".

No entanto, fontes do sector garantem que a "última reunião teve lugar na sexta-feira dia 16 de Julho".

O director-geral do grupo Sogevinus explica ainda "têm surgido, nos últimos tempos, notícias sobre a Sogevinus, que atribuímos ao facto do nosso accionista ter estado envolvido num processo de fusão com a Caixa Galicia".

Fontes do sector garantem que a fusão entre as duas instituições pode implicar a redução de algumas participações das duas instituições.

Diário Económico
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 09, 2010, 06:23:18 pm
Melhor vinho Rosé do mundo é português


Produzido na região do Tejo, o "Casal da Coelheira Rosé 2009" recebeu o galardão de melhor vinho rosé do mundo em 2010.

O troféu foi atribuido pelo júri do Concurso Mundial de Bruxelas, competição que se vem afirmando como o "O Concurso Mundial" e que este ano se realizou na Sicília (Itália).

Produzido na região do Tejo, pelo Centro Agrícola de Tramagal, o vinho ‘Casal da Coelheira Rosé 2009' recebeu o mais honroso galardão atribuído por aquele concurso - o Best Wine Trophy - título reservado aos vinhos que obtêm a mais alta pontuação na sua categoria.

"Este prémio é motivo de um grande orgulho para quem dedica a sua vida à actividade vitivinícola, pois além de afirmar a qualidade dos vinhos produzidos na Região do Tejo, projecta também o nome de Portugal além-fronteiras", refere José Pinto Gaspar, Presidente da CVR Tejo, em comunicado.

Refira-se que, além desta distinção, o ‘Casal da Coelheira Rosé 2009' arrecadou também uma ‘Grande Medalha de Ouro', feito alcançado por menos de 1% dos quase 7.000 vinhos presentes na competição.

Segundo a equipa de enólogos da Quinta do Casal da Coelheira, este vinho, por ser fresco, jovem e elegante, reúne um conjunto de características que apelam ao seu consumo nos meses de Verão, sendo perfeito para acompanhar iguarias leves, como marisco, peixes, carnes brancas ou saladas.

Feito a partir das castas Syrah e Touriga Nacional, o "Casal da Coelheira Rosé 2009" possui mais volume e estrutura do que os rosés tradicionais, apresentando um teor de álcool equivalente aos vinhos tintos (13,5C) e devendo ser servido a uma temperatura entre os 8 e os 10º.

Diário Económico
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Cabecinhas em Agosto 10, 2010, 06:16:25 pm
:G-beer2:
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: ShadIntel em Agosto 10, 2010, 11:53:05 pm
Citação de: "Lusitano89"
Melhor vinho Rosé do mundo é português
Parabéns ! O rosé Casal da Coelheira é excelente e até bastante barato.

Isto lembra-me que bebi um dia um Bandol francês de mais de 30€ que era simplesmente horrível...
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: HSMW em Agosto 11, 2010, 12:01:19 am
Mas ainda gastam dinheiro em vinho estrangeiro? Ou de rolha de plástico?

Vinhos, leite, azeite e vinagre, agua de nascente, fumeiro, doçaria e grande parte da fruta, o melhor é nacional e não há necessidade de importar.
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: ShadIntel em Agosto 11, 2010, 12:58:01 am
Citação de: "HSMW"
Mas ainda gastam dinheiro em vinho estrangeiro? Ou de rolha de plástico?

Vinhos, leite, azeite e vinagre, agua de nascente, fumeiro, doçaria e grande parte da fruta, o melhor é nacional e não há necessidade de importar.
No meu caso, não fique preocupado: compro quase exclusivamente Português agora que estou em Portugal. Mas em certas zonas do mundo, ainda é por vezes complicado encontrar produtos portugueses; foi o que aconteceu quando experimentei esse rosé francês.  :wink:
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 25, 2010, 06:34:09 pm
O vinho português é «especial», dizem clientes estrangeiros


Portugal produz castas únicas no mundo que fazem com que o vinho nacional se evidencie e seja cada vez mais procurado em todo o mundo, consideram clientes estrangeiros, que visitaram hoje a Casa de Santar (Nelas) em época de vindimas.

Para Carine Goedertier, da Alhambra (Bélgica), Portugal tem castas que não se encontram em mais nenhum ponto do mundo.

“Os vinhos portugueses têm algo de especial, destacando-se pela originalidade de castas únicas que fazem a diferença”, evidenciou.

Durante a manhã de hoje, Carine Goedertier integrou uma comitiva de 50 clientes estrangeiros do setor dos vinhos, oriundos de 16 países, que participaram num 'peddy-paper' promovido pela Global Wines/Dão Sul, na Casa de Santar, no concelho de Nelas.

O enólogo e administrador da Dão Sul, Carlos Lucas, explicou que esta iniciativa, a primeira do género no país, teve por objetivo demonstrar como se produz vinho em Portugal.

“Divulgar não é só dar a provar os nossos vinhos, pois para isso enviávamos as garrafas para serem provadas além fronteiras. É preciso trazer os clientes às vinhas para que possam interpretar a linguagem desta terra e destas castas”, justificou.

Para Carlos Lucas, é importante que se divulguem as castas portuguesas de que os clientes estrangeiros vão ouvindo falar, mas a quem não se explica a diversidade da vinha portuguesa.

“As adegas são iguais em todo o mundo, mas as vinhas fazem a diferença e a ideia é mostrar que as nossas são diferentes”, alegou.

Na competição de hoje, que serviu para ver quem melhor conhece os vinhos portugueses, participou também Philippe Mirabelli, da Red Dog (Canadá), que frisou que os vinhos portugueses são uma novidade no mercado internacional.

“O mercado tem sido dominado pelos grandes países, nomeadamente a França, mas agora os consumidores estão mais sofisticados e procuram vinhos novos, como é o caso dos vinhos portugueses”, sublinhou.

Para Philippe Mirabelli, os vinhos portugueses têm castas únicas que fazem a diferença.

“Encontramos vinhos com personalidade e pujança, em que há uma excelente relação entre qualidade e preço”, referiu.

Sustenta que os vinhos portugueses têm atualmente um lugar pequeno no mercado internacional, mas não tem dúvidas de que o salto será dado dentro de três ou quatro anos.

Segundo Pedro Veloso, da Aidil Olde World Import (EUA), os vinhos portugueses são hoje mais competitivos, não só pela qualidade, mas também pela imagem (nomeadamente rótulos), que vem sendo melhorada e é cada vez mais apelativa.

“O aumento da qualidade do vinho nacional assim como a melhoria da sua imagem fizeram com que penetrasse no mercado americano, que o carateriza de interessante, intrigante e promissor”, revelou.

Pedro Veloso informou que, nos EUA, as regiões mais difundidas e reconhecidas pelos consumidores são as do Vinho Verde, Douro e Alentejo.

No entanto, em termos de volume, são o vinho verde e alentejano que mais vendem.

“No mundo há muitos vinhos tintos, mas o vinho verde é uma região marca de Portugal. Em vinhos verdes frutados, com baixo teor em álcool e acidez refrescante, somos únicos”, concluiu.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 09, 2010, 06:08:36 pm
Exportações para a China crescem 83,5% no 1º Semestre de 2010


As exportações de vinhos portugueses para a China e o Brasil aumentaram 83,5 por cento e 56 por cento, respetivamente, nos primeiros seis meses de 2010 (1ºS10) face ao período homólogo de 2009, indicou hoje o presidente da ViniPortugal.

Segundo Francisco Borba, os dados revelam que o setor vitivinícola nacional continua a crescer no exterior.

No cômputo geral, as exportações de vinhos portugueses subiram cerca de 11 por cento entre janeiro e junho de 2010 face a igual período de 2009. Nos Estados Unidos, as vendas aumentaram 33 por cento.

O presidente da ViniPortugal falava à Agência Lusa no dia em que começa, no Porto, uma conferência internacional de três dias sobre vinhos portugueses, a "Wines of Portugal Internacional Conference", uma oportunidade "acrescida" para "projetar" os vinhos nacionais no mundo.

O enfoque da iniciativa, organizada pela ViniPortugal, é dado à Touriga Nacional, considerada uma das mais nobres castas tintas portuguesas.

"Wines of Portugal Internacional Conference", que decorre até sábado no Centro de Congressos e Exposições da Alfândega do Porto, conta com o patrocínio do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e com a presença, na sessão de abertura, do ministro da Agricultura, António Serrano, e dos secretários de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, e da Agricultura, Luís Vieira.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 10, 2010, 12:59:37 pm
Valha-nos as exportações, porque o consumo interno baixou e muito.
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 11, 2010, 10:44:36 pm
:G-beer2:  

Eu tenho estado a contribuir para que o consumo interno não baixe mais :mrgreen:
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: JLRC em Dezembro 12, 2010, 01:27:47 am
Citação de: "PereiraMarques"
:G-beer2:  

Eu tenho estado a contribuir para que o consumo interno não baixe mais :mrgreen:  Ultimamente tenho experimentado o espumante a acompanhar as refeições. Já o meu falecido pai gostava de comer bacalhau cozido acompanhado com espumante branco. E então o leitão acompanhado com espumante bruto tinto? :wink:
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Miguel em Dezembro 12, 2010, 10:10:51 am
:mrgreen:  :mrgreen:  O JLRC capitalista!
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: JLRC em Dezembro 14, 2010, 01:25:34 am
Citação de: "Miguel"
:mrgreen:  :wink: Tudo bem?
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 15, 2010, 09:17:16 am
Citação de: "JLRC"
Citação de: "PereiraMarques"
:G-beer2:  

Eu tenho estado a contribuir para que o consumo interno não baixe mais :mrgreen:  Ultimamente tenho experimentado o espumante a acompanhar as refeições. Já o meu falecido pai gostava de comer bacalhau cozido acompanhado com espumante branco. E então o leitão acompanhado com espumante bruto tinto? :twisted:

O povo unido, jamais será vencido!!!

Dá-me dinheiro para comprar um carro noooovo, pá. c34x
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 06, 2011, 11:15:21 pm
Vendas de Vinho do Porto aumentam pela primeira vez na década


As vendas de Vinho do Porto aumentaram em 2010 pela primeira vez em 10 anos, impulsionadas pelo "fenómeno" Vintage 2007.

Segundo dados hoje divulgados pela Associação das Empresas do Vinho do Porto (AEVP), no ano passado o volume de exportações aumentou 2,2%, enquanto o mercado nacional cresceu 7,6%, tendo sido vendidos um total de 86 milhões de litros.

O volume de negócios do Vinho do Porto exportado foi de 315,9 milhões de euros e, no mercado nacional, as vendas somaram 54,5 milhões de euros, o que representa uma subida de 5,2 e de 5%, respectivamente.

O preço médio de venda aumentou 3% na exportação e 2,5% no mercado português, surgindo a França, Holanda, Portugal, Bélgica, Reino Unido, Alemanha, EUA, Canadá, Dinamarca, Espanha e Brasil como os 11 principais mercados do Vinho do Porto.

Para o presidente da AEVP, os dados de 2010 são "um sinal positivo", mas traduzem o "impacto muito grande" do "fenómeno Vintage 2007" e a contribuição positiva do efeito cambial.

A "grande preocupação" de António Saraiva é, por isso, "que esta recuperação seja perene no tempo", já que o sector do Vinho do Porto acumulou, na última década, uma quebra "brutal" de 12 milhões de garrafas, equivalente a menos 10%, e a um recuo de 40 milhões de euros (também menos 10%) em valor.

Adicionalmente, "nos últimos 10 anos a autorização para a produção de vinho generoso foi reduzida em cerca de 40.000 pipas, representando tal que a região demarcada do Douro viu o seu rendimento reduzido em 34 milhões de euros".

Defendendo que "o sector do Vinho do Porto necessita, acima de tudo, de estabilidade institucional para conseguir ultrapassar as dificuldades trazidas pela crise internacional dos mercados", a AEVP diz ter já preparado um plano estratégico "que irá apresentar ao conselho interprofissional mal o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) seja transformado em entidade empresarial do Estado (EPE)".

Diário Económico
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 13, 2011, 10:25:15 pm
Exportações de vinhos alentejanos para o Brasil cresceram 48%


As exportações de vinhos do Alentejo para o Brasil cresceram cerca de 48% em 2010, face ao ano anterior, sendo o mercado que registou o maior aumento de vendas, revelou hoje a presidente da CVRA.

A presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Dora Simões, adiantou à Agência Lusa que o Brasil é o segundo mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram exportados 2,1 milhões de litros em 2010, enquanto no ano anterior as vendas tinham atingido 1,4 milhões de litros, representando um crescimento "significativo".

"Estamos muito satisfeitos com este notável aumento de vendas num mercado competitivo como é o brasileiro e consideramos que este é o resultado prático de acções de divulgação e de um trabalho comercial intenso dos produtores de vinhos do Alentejo e dos importadores no Brasil", salientou.

A presidente da CVRA considerou ainda que, se os vinhos do Alentejo conseguiram este "espantoso aumento de 48 por cento", essa é a tradução efectiva que demonstra que o vinho e os produtores alentejanos se encontram num patamar de qualidade e de notoriedade elevados". Segundo a responsável da CVRA, Angola continua a ser o principal mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram vendidos 2,3 milhões de litros em 2010, logo seguido do Brasil com 2,1 milhões de litros.

Dora Simões indicou que os vinhos do Alentejo estão a ser exportados para os quatro cantos do mundo, sendo Angola, Brasil, Estados Unidos, Canadá e Suíça alguns dos principais mercados. O Alentejo abrange oito sub-regiões vitivinícolas: Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vidigueira, Moura, Évora e Granja/Amareleja.

DN
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitanian em Janeiro 15, 2011, 05:00:24 pm
Há uma coisa que me faz confusão há muuuuuuiiiito tempo. Portugal é um país pequeno. Os vinhos portugueses, que eu saiba, são na maioria, produzidos no norte do País. Então como é que uma pequena região de Portugal consegue produzir imensos vinhos? Não haja dúvidas, quantos mais clientes melhor. Mas de certeza que não conseguem satisfazer o factor`procura´. Já se exporta vinhos, para imensos países, então como é que conseguem com pouco terreno satisfazer essa procura do mundo inteiro? Ou os clientes são muito poucos e está a aumentar (e os jornais dão ideia que é muito vendido), ou simplesmente cedem a um cliente e a outro não...Espero que tenham percebido a minha dúvida lol  :oops:
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 15, 2011, 08:32:22 pm
(http://www.portugalweb.pt/images/wine-regions.gif)

fonte: http://www.portugalweb.pt/regioes-vinic ... uesas.html (http://www.portugalweb.pt/regioes-vinicolas-portuguesas.html)

Citar
Brasil é o segundo mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram exportados 2,1 milhões de litros em 2010, enquanto no ano anterior as vendas tinham atingido 1,4 milhões de litros,

é muito binho para uma só região
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitanian em Janeiro 15, 2011, 10:18:26 pm
:lol:  :lol:  Obrigado. Bem não é só vinhos, mas tambem se vende muito a cortiça e etc. Bolas, se tivessemos pelo menos metade da Peninsula Ibérica teriamos uma exportação do caraças.
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 14, 2011, 07:36:41 pm
Região vitivinícola do Tejo prevê duplicar exportações em 2011


A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) prevê "mais do que duplicar" as exportações este ano, para seis milhões de litros, devido à celebração de dois contratos de fornecimento de vinhos na Suécia.

Em comunicado, a CVR Tejo adianta que um dos contratos foi fechado pela Adega Cooperativa de Almeirim (1,5 milhões de litros de vinho branco) e o outro pela Quinta da Alorna (500 mil litros de vinho rosé), "o que é desde já uma garantia de que a Suécia será o principal mercado internacional deste ano" para os vinhos do Tejo.

"Com estes fornecimentos para a Suécia, se este ano mantivermos o desempenho na exportação ao nível de 2010 nos restantes países temos como praticamente garantida a duplicação das vendas nos mercados internacionais", refere o presidente daquela comissão vitícola, José Pinto Gaspar.

Neste sentido, a entidade diz ter traçado uma estratégia de exportação "em consonância com a estratégia comercial dos produtores da região", no âmbito da qual serão mantidas "as apostas nos mercados brasileiro, angolano, chinês e russo".

Já na Europa, além da Suécia, a CVR Tejo diz pretender também "potenciar as vendas na Suíça, Bélgica e Holanda".

Relativamente ao desempenho das exportações em 2010, os 2,9 milhões de litros de vinhos do Tejo vendidos ao exterior representam um aumento de 15% face a 2009, o que corresponde a mais de 3,8 milhões de garrafas vendidas.

Segundo José Pinto Gaspar, só nas exportações para países terceiros (extra União Europeia) o aumento foi de 37%, o que equivale a 1,7 milhões de litros de vinho vendidos.

"Os vinhos do Tejo registaram aumentos notáveis nas vendas para Angola, China e Brasil, o que coincide, aliás, com os mercados que elegemos como estratégicos em 2010 e onde apostamos na realização de acções de promoção", referiu.

Tal como em 2009, o mercado angolano liderou as compras de vinhos do Tejo, ao importar 975 mil litros de vinho desta região (mais 26%), estando também "em crescendo" as vendas para a China, que em 2010 aumentou em 86,9% o número de litros adquiridos (335 mil).

Já o Brasil, com 154 mil litros de vinho importados, foi, entre os principais mercados consumidores de vinhos do Tejo, o que mais cresceu (183%) nas vendas face a 2009.

Entre os países terceiros, a CVR Tejo destaca ainda em 2010 a entrada dos vinhos regionais no mercado russo, numa aposta "a renovar" em 2011.

Segundo a CVR Tejo, os vinhos da região estão presentes em cerca de 40 mercados internacionais, para os quais são exportados cerca de 34% dos vinhos produzidos na região.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2011, 10:16:25 pm
Sogrape reforça aposta no Reino Unido e Brasil


(http://www.mariajoaodealmeida.com/img_upload/logo%20sogrape.jpg)

A Sogrape, dona das marcas Mateus, Gazela ou Grão Vasco, está a preparar o reforço da posição que detém no distribuidor de vinhos britânico Stevens Garnier. No final de 2010, a empresas portuguesa já tinha aumentado a sua participação de 19,4% para 35,5%, mas o objectivo é alargar esta percentagem em 2011.

Sem querer revelar qual será a posição final da Sogrape na Stevens Garnier, o director de planeamento e controlo de gestão, Pedro Sottomayor, apenas afirma ao SOL que este «é um mercado importante» para produtora de Avintes, fundada em 1942.

«Essa empresa distribui parte do nosso portefólio de marcas de Portugal. E também distribui o equivalente a um pequeno volume de facturação da nossa associada Finca Flichman (Argentina), de Los Bolbos (Chile) e um pouco da Framingham (Nova Zelândia)», detalha.

No mercado britânico - onde trabalha também com outros distribuidores para a Mateus Rosé, Porto Ferreira e Casa Ferreirinha - a Sogrape e a Stevens Garnier distribuem vinhos portugueses do Dão, Douro Bairrada e verdes, com marcas como Grão Vasco, Planalto, Gazela, Callabriga ou Terra Franca. No ano passado, esta geografia representou um volume de negócios de 10,5 milhões de euros. Este ano, a empresa liderada por Salvador Guedes quer chegar aos 12 milhões de euros.

Exportando para mais de 120 países, com distribuição própria em Angola, EUA e Ásia-Pacífico, e facturando cerca de 195 milhões de euros, a Sogrape está também a posicionar-se no Brasil, onde, em 2010 passou a ter um gestor de área residente para apoiar distribuidores locais e aumentar as vendas. Em 2010 o volume de negócios no mercado brasileiro foi de 3 milhões de euros e deverá chegar aos 3,5 milhões em 2011.

«Temos três origens de produção que são da maior relevância no Brasil: Portugal, Argentina, Chile. A Argentina e o Chile porque estão ali ao lado e são os vinhos que os brasileiros consomem muito até por proximidade geográfica. E Portugal por afinidade cultural e porque é uma tradição», explica Pedro Sottomayor.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Março 18, 2011, 07:49:31 pm
Vinhos portugueses são únicos, mas devem ser mais competitivos


A colunista do Financial Times, Jancis Robinson, considerou hoje os vinhos portugueses únicos no mundo, mas desafiou os produtores a tentarem perceber melhor os seus mercados e a serem mais competitivos.

Durante o I Encontro e Prova Internacional de Vinho, que decorre até sábado em Celorico da Beira, a jornalista optou por não dizer qual a sua região vinícola portuguesa preferida, destacando antes a qualidade e a diversidade dos vinhos portugueses.

«São muito distintos, têm um sabor e um estilo muito interessante, que não se consegue encontrar em mais lado nenhum do mundo», afirmou, aludindo à mais valia resultante das diferentes variedades autóctones de uvas que os produtores têm mantido.

Na opinião de Jancis Robinson, que é das mais influentes críticas de vinho mundiais, a qualidade dos vinhos portugueses «cresce a toda a hora» e está a viver um bom momento, mas os produtores de vinho portugueses precisam «entender os seus mercados um pouco melhor».

Defendeu que, para que os vinhos portugueses consigam singrar nos mercados internacionais, é preciso os produtores terem estratégias de competição.

«A qualidade está a ser incrementada em todo o lado, por isso é importante para os produtores de vinho portugueses perceberem onde enfraquecem na competição com os outros», justificou.

Neste âmbito, Jancis Robinson sublinhou que não podem apenas «atirar os vinhos para o mercado», mas sim vê-los «do ponto de vista dos consumidores e porque os escolhem em vez dos argentinos, dos franceses ou dos australianos».

Durante a sua intervenção no congresso inserido no I Encontro e Prova Internacional de Vinho, a colunista, que esteve pela primeira vez em Portugal para escrever sobre vinhos em meados da década de 70, congratulou-se por os produtores portugueses terem conseguido «um equilíbrio óptimo do sabor a carvalho» e «resistido à tentação» de usar castas estrangeiras.

«Portugal conseguiu dar passos muito importantes para preservar as castas portuguesas», frisou, destacando como uma das mais importantes a Touriga Nacional, mas esclarecendo que é «apenas uma entre muitas».

Exortou os produtores a provarem outros vinhos além dos seus, inclusive estrangeiros.

A este nível, considera que «podem beneficiar de um espírito de cooperação técnica», inclusive na partilha dos custos de compra dos vinhos estrangeiros, saboreando-os depois em conjunto.

«Bebam os vinhos uns dos outros e façam críticas positivas», apelou, por entender que se conseguirem ser sinceros todos saem a ganhar.»

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitanian em Março 29, 2011, 10:06:15 pm
http://economico.sapo.pt/noticias/ip8-vai-cortar-ao-meio-olival-que-produz-o-melhor-azeite-do-mundo_114628.html

Apesar de não ser um tópico sobre azeite, este exemplo é apenas um dos poucos que o nosso Governo faz  :cry: ...estamos mesmo condenados se não fizermos nada, seja a bem ou a mal.
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 22, 2011, 01:38:37 pm
Alemães dão Óscar do Vinho a enóloga portuguesa


A enóloga Filipa Pato, venceu o Óscar do Vinho pela melhor produtora do ano, uma distinção atribuída pela prestigiada publicação gourmet alemã Feinschmecker, tornando-se na primeira e mais nova mulher portuguesa a receber esta distinção. Produtora de vinhos da região das Beiras, Filipa Pato, com 36 anos e dez anos de experiência na área, foi a melhor das seis enólogas nomeadas para o título, por ser a que «mais impressionou pela excelência e pelo carácter inovador dos seus vinhos», refere uma nota divulgada pela revista alemã.

«Este ano, pela primeira vez, fomos nomeadas seis mulheres e havia uma candidata muito forte que faz um vinho de grande referência em Itália e por isso nunca pensei que fosse ganhar. É um reconhecimento muito importante para o nosso projeto na Bairrada mas também para Portugal», disse Filipa Pato em entrevista à agência Lusa.

A sua jovialidade não a intimida, bem como o facto de ser mulher, já que as nomeações para os Óscares do Vinho deste ano mostram bem que as mulheres estão a dominar cada vez mais as adegas.

«Isso mostra a abertura do sector do vinho para as mulheres e não é por acaso que este é um dos setores mais evoluídos de Portugal. Todo este equilíbrio entre homem e mulher é fundamental para um vinho equilibrado», sustentou.

Filha do enólogo Luís Pato, Filipa cresceu a brincar nas vinhas, nos campos e lagares, cujo cheiro característico ainda hoje recorda com nostalgia.

Esteve na Austrália, mas foi nas castas portuguesas, nomeadamente do Dão e da Bairrada, que dedicou toda a sua atenção, com o objetivo de «trabalhar essas uvas da melhor forma possível para que o vinho fosse cada vez melhor».

Tradição e inovação são duas palavras-chave da sua produção. «Tentamos sempre fazer a união entre a tradição e modernidade, tentamos manter a boa tradição e ao mesmo tempo inovar, porque o que hoje é inovação, amanhã pode ser tradicional», disse.

Com vinhas alugadas no Dão e Bairrada, Filipa admite ter o sonho de um dia ter as suas próprias vinhas, embora considere que «o mais importante é perceber a vinha e tratá-la bem».

Filipa mudou recentemente o nome da sua produção para «FPato», para o caso de os seus filhos, à semelhança do que aconteceu consigo, seguirem as pisadas da mãe.

Filipa criou ainda em 2007 o projecto «Vinhos Doidos», em parceria com o marido, William Wouters, que comercializa dois vinhos, o «Bossa» e o «Nossa», uma inspiração do Brasil.

«Bossa» é um vinho de exportação para festas e convívios e o «Nossa» pertence a uma só vinha da Bairrada, «muito bom para vinhos brancos» e que, segundo Filipa, traduz-se na concretização de um sonho, já que é um vinho «mais estruturado, mais complexo, com melhor capacidade de envelhecimento e que vai bem com vários tipos de comida».

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 30, 2011, 11:15:50 pm
Adega de Monção exporta para 32 países e espreita Rússia e Israel


A Adega de Monção, que já exporta para 32 países, sobretudo França e EUA, quer apostar na Rússia e Israel este ano.

Em comunicado, a adega sublinha que, em 2010, as suas exportações registaram um crescimento global de 6%, mas o consumo em Portugal teve "uma ligeira refracção".

Fonte da adega disse à Lusa que o valor da facturação em 2010 foi de 12,8 milhões de euros, o que significou uma quebra em relação ao ano anterior, em que o volume de negócios atingira 13 milhões.

Segundo os responsáveis da adega, o crescimento das exportações, "num ano marcado pela contracção económica", é o reflexo de uma estratégia virada para o mercado internacional, "indo de encontro aos diferentes hábitos dos consumidores".

A França e os EUA são os dois principais destinos das exportações da Adega da Monção, sobretudo do "Muralhas", tendo em 2010 as vendas nestes países aumentado cerca de 10%.

O Brasil "rendeu-se" ao "Alvarinho". Angola e Suíça são outros dos países que mais procuram o vinho da Adega de Monção.

"A perspectiva para 2011 é que as vendas para o mercado internacional continuem em sentido ascendente, com uma franca aposta no aumento das exportações na Polónia e nos esforços de entrada em países como a Rússia e Israel", lê-se no mesmo comunicado.

A Adega Cooperativa de Monção é o "principal" produtor de Alvarinho em Portugal.

Com dois pólos de vinificação, em Monção e Melgaço, a Adega de Monção emprega um total de 27 trabalhadores.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Luso-Efe em Junho 04, 2011, 11:56:26 pm
Citar

Dez vinhos portugueses conquistaram medalhas de ouro em concurso internacional.

Segundo Rui Solheiro, os 10 vinhos portugueses são todos da sub-região de Monção e Melgaço, sendo dois do primeiro concelho e oito do segundo.

"Isto só prova a qualidade do vinho Alvarinho que aqui é produzido", referiu Solheiro, sublinhando a "craveira " do júri do concurso, constituído por 12 especialistas internacionais.

Nesta primeira edição do "Alvarinho International Wine Challenge" concorreram 70 amostras de vinhos daquela casta, oriundas da sub-região de Monção e Melgaço, de outras regiões portuguesas e ainda da Espanha, Estados Unidos da América e Uruguai.

Do júri faziam parte escansões, chefes de cozinha, jornalistas e críticos de vinhos, oriundos do Brasil, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Dinamarca e Portugal.

Fortalecer o processo de produção de qualidade do vinho Alvarinho no Mundo, destacar a diversidade e a riqueza das produções actuais e criar um ponto de encontro de todos os Alvarinhos do Mundo de forma a desenvolver uma abordagem mais qualitativa, foram alguns dos objectivos do concurso.

O evento visa ainda potenciar sinergias que ajudem à promoção do vinho Alvarinho nos diferentes canais nacionais e internacionais, incentivar a investigação científica e o conhecimento do vinho Alvarinho e promover o desenvolvimento de sinergias com todos os produtores de Alvarinho do Mundo.

"Consolidada há muito a fase de afirmação do Alvarinho no mercado interno, esta é uma forma de divulgar a casta pelos quatro cantos do mundo, graças à presença em Melgaço de prestigiados especialistas em vinho de distintas nacionalidades", disse ainda Solheiro.

Para o autarca, "não se pode ignorar que a casta Alvarinho, embora sendo um dos maiores patrimónios da sub-região de Monção e Melgaço, onde se expressa de forma única, há muito que extravasou as fronteiras regionais, estando já plantada noutras regiões e países".

Iniciativas como esta, acrescenta, também servem para perceber "as diferenças que esta casta verdadeiramente excepcional assume consoante o local onde está plantada e o modo como é vinificada".

O "Alvarinho International Wine Challenge" é uma organização do Município de Melgaço, com o apoio da ViniPortugal e produção da Essência do Vinho.  

http://www.jn.pt (http://www.jn.pt)
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Junho 08, 2011, 09:06:17 pm
Vinhos da Beira Interior vão ser promovidos internacionalmente


Os vinhos da Beira Interior, cujas exportações aumentaram 19,9 por cento entre 2009 e 2010, vão ser alvo este mês de uma acção de promoção de carácter internacional. Entre os dias 16 e 19, importadores e jornalistas estrangeiros vão conhecer os vinhos da região numa iniciativa com provas e visitas a explorações e incluída no IV Concurso de Vinhos da Beira Interior, promovido pelas Associações Empresariais da Guarda e de Castelo Branco e pela Comissão Vitivinícola Regional (CVR) da Beira Interior.

Segundo a organização, após o sucesso das edições anteriores, o concurso aposta este ano «na promoção internacional dos néctares produzidos na região, sem esquecer a divulgação do património e demais produtos tradicionais».

«O grande objectivo da jornada de promoção internacional dos vinhos da região é, precisamente, contribuir para a sua divulgação e incentivar os negócios e a exportação», explicou Luís Baptista Martins, da organização do evento.

O representante disse que a CVR da Beira Interior, com cerca de 16 mil hectares de vinha, conta actualmente com 30 agentes económicos: cinco Adegas Cooperativas e 25 produtores/engarrafadores particulares, certificando anualmente «cerca de seis milhões de litros de vinho DOC Beira Interior e VR Beiras».

Luís Baptista Martins recordou que os vinhos da região «têm figurado entre os 50 melhores, nos últimos três anos, para o mercado do Reino Unido e para o mercado do Brasil» e nos concursos mundiais «têm vindo a ser distinguidos com regularidade, sinónimo do potencial e do crescimento que a região está a ter».

Além disso, destacou, «nos últimos anos, tem-se dado nesta região uma grande evolução relativa ao aumento do número de produtores e à qualidade dos seus vinhos», pretendendo a zona «afirmar-se como uma região de excelência e qualidade na produção de vinhos e ocupar o seu legítimo lugar juntamente com as grandes regiões vitivinícolas portuguesas».

Relativamente às vendas, o responsável indicou que se ultrapassou no ano passado as 500 mil garrafas de vinho exportado.

«Os maiores destaques nos mercados fora da União Europeia vão para os Estados Unidos da América, Angola, Brasil, China e Canadá e nos mercados da União Europeia para Reino Unido, França, Alemanha e Luxemburgo», esclareceu.

A iniciativa inclui uma visita de quatro dias, com 40 convidados internacionais, entre jornalistas e empresários do sector da comercialização de vinhos e de agro-alimentares.

A acção, apoiada pelo projecto COOPETIR - Cooperação para a Competitividade Empresarial, levará os participantes até Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Belmonte, Idanha-a-Nova e Castelo Branco. Do programa constam visitas a aldeias históricas provas de vinhos, de doces e de queijos.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Junho 09, 2011, 06:48:37 pm
José Roquette já exporta mais de 50% dos vinhos do Esporão


A Herdade do Esporão já exporta mais de metade da sua produção. Um marco conseguido, pela primeira vez, no passado mês de Maio, revelou José Roquette, proprietário da empresa vitivinícola, acrescentando que, em Portugal, a marca tem uma quota de mercado de 6%.

"Nesta altura, a Herdade do Esporão deve ser o maior exportador do Alentejo, em termos de valores", afirmou o empresário ontem, durante uma sessão de "Histórias de Vida", um evento promovido pela Associação Comercial de Lisboa, em colaboração com o Económico e a editora Dom Quixote.

Os principais mercados de destino dos vinhos e azeites da marca Esporão são o Brasil e Angola, além dos Estados Unidos, onde a empresa portuguesa está a reforçar a sua presença. José Roquette realçou ainda que a Herdade do Esporão tem um "modelo de negócio diferente de muitas das outras empresas de vinhos. Começámos na vinha e acabámos nos mercados. Eles compram muita vinha fora". E é com este "modelo integrado" que o antigo banqueiro considera "ganhar vantagem competitiva. As pessoas percebem de onde vem a uva que colocamos na garrafa", defende.

Uma história de vida marcada pelo Sporting e pelos negócios

Descendente da família Holtreman, José Roquette é o mais velho de 11 irmãos e passou a infância no Porto. Depois de frequentar o Colégio Brotero, na Foz do Douro, ingressou na Universidade do Porto, onde se licenciou em Economia.

Em 1959 iniciou a sua vida profissional na mesma cidade, no Banco Espírito Santo. Em 1960 é promovido e chega a Lisboa, tornando-se num dos homens de confiança de Manuel Espírito Santo Silva, patrão da instituição.

Já em 1973 participa na constituição da Finagra, sociedade com que adquire a Herdade do Esporão (onde se situa o Castelo do Esporão), nacionalizada com o 25 de Abril de 1974. Preso duas vezes durante o PREC (Processo Revolucionário em Curso), saiu de Portugal e viajou ao serviço do Grupo Espírito Santo, numa altura em que exercia funções na administração das suas principais ‘holdings'.

"Fui acusado, por um mandato assinado por Otelo Saraiva de Carvalho, de pertencer a uma associação de malfeitores", recorda José Roquette. No final da década de 1980, deixa a instituição financeira da família Espírito Santo para assumir a presidência da sociedade Valores Ibéricos, através da qual assegurou o controlo do Banco Totta e Açores, em aliança com os espanhóis do Grupo Banesto, beneficiando do processo de privatizações levado a cabo pelo governo social-democrata de Cavaco Silva.

Em 1996, a ligação ao futebol leva-o à presidência do Sporting Clube de Portugal, o clube fundado pelo seu avô, José Holtreman Roquette, conhecido como José de Alvalade. No Sporting, começou também a aplicar uma lógica empresarial, tendo sido o responsável pela criação da sociedade anónima desportiva (SAD), numa atitude pioneira no futebol português.

Actualmente, além dos negócios do vinho e azeite da Herdade do Esporão, lidera o investimento no Parque Alqueva, com o projecto turístico Roncão d'El Rei, um antigo monte de caça do rei D. Carlos.

Diário Económico
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 17, 2011, 08:48:41 pm
Produtores de vinho contra directiva europeia


Os produtores de vinho portugueses estão a mobilizar-se – tal como empresários e associações do sector a nível europeu – para lutar contra uma directiva europeia que poderá proibir o dióxido de enxofre (SO2) na desinfecção de barricas ou balseiros de madeira.
Segundo os produtores, o método inventado na Holanda há mais de 300 anos é o mais eficaz e menos prejudicial ao ambiente, não tendo isso sido acautelado na directiva nº98/8. O SO2 integra uma lista de 400 biocidas a proibir.

Segundo Miguel Pessanha, director de enologia da Sogrape, «não há alternativas ao dióxido de enxofre, ou então são mais caras e mais prejudiciais tanto para as pessoas como para o meio ambiente». Todos estão ameaçados, «mas principalmente os pequenos produtores, cujos custos aumentariam drasticamente».

O enólogo explicou ao SOL que a directiva comunitária afecta directamente os fabricantes de químicos, que teriam de apresentar um dossier à Comissão Europeia a defender o produto. «Sendo uma fatia muito pequena no seu negócio, as empresas ignoraram isso», afirmou.

Só este ano é que os produtores de vinho e as associações do sector se aperceberam das implicações da directiva na sua actividade. Desde logo vários organismos mobilizaram-se contra a proibição, principalmente em França, mas também em Portugal, Itália e Espanha.

A CE aceitou adiar a directiva, devendo os produtores europeus apresentar um estudo – que custa cerca de 500 mil euros – que comprove a necessidade do enxofre, a falta de alternativas e o facto de não ser prejudicial. A votação da proibição dos biocidas em Bruxelas será em Setembro e o estudo terá de ser entregue nos 12 meses seguintes.

A nível nacional, o Instituto da Vinha e do Vinho é um dos organismos públicos que está envolvido nesta matéria. «Tivémos conhecimento do problema, estamos em contacto a nível nacional e europeu e já manifestámos a nossa preocupação com as consequências para o secto», confirmou ao SOL a vice-presidente, Edite Azenha, que realçou a necessidade de «criar esse estudo». Segundo Miguel Pessanha, a nível internacional os produtores estão ainda a angariar as verbas para o relatório, estando já garantido cerca de metade do dinheiro.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 30, 2011, 05:57:28 pm
Vinhos da Quinta do Portal apostam no mercado russo


Rússia já representa 11% das exportações da empresa de vinhos do Douro. É, a par dos EUA, o segundo maior.

A Quinta do Portal, empresa de vinhos do Douro, conseguiu contornar as dificuldades de exportar para a Rússia e o seu vinho do Porto "Porta Alegre" "tornou-se uma das marcas de referência" no mercado russo, assegura o director-geral da empresa, Manuel Castro Ribeiro. No ano passado, a Rússia valeu 11% dos dois milhões de exportações da Quinta do Portal, sendo o segundo mercado externo do grupo.

A estratégia para o vinho do Porto passa pela conquista de mercados ainda à margem dos tradicionais, sem descurar o potencial de países como os Estados Unidos ou o Brasil. Castro Ribeiro sublinha que a Dinamarca tem demonstrado "grande apetência para o vinho do Porto" e mercados longínquos como o Cazaquistão, Turquia, China e Tailândia começam também a comprar as marcas de Porto e de vinhos de mesa da Quinta do Portal.

Este ano, e para contornar as dificuldades do País, a empresa da família Mansilha Branco está a fazer um esforço comercial nos países escandinavos, nos quais espera "um excelente desempenho". As previsões para o actual exercício apontam para um volume de vendas de 5,5 milhões de euros, que, a concretizarem-se, significam um aumento de 10% face a 2010 (cinco milhões).

Castro Ribeiro explica que a empresa tem ainda no mercado interno o seu principal cliente, valendo 60% das vendas. Apesar da retracção do consumo já ter dado fortes sinais no ano passado, a Quinta do Portal garantiu um crescimento de 11% no País. Para esse desempenho contribuíram os moscatéis - procurando desafiar a liderança à Adega de Favaios -, o lançamento de novos produtos e também o vinho do Porto.

Nas vendas ao exterior, a Bélgica é o principal mercado - pesa 12% nas exportações -, seguida da Rússia e dos Estados Unidos da América (ambos valem 11%). No ano passado, as exportações cresceram 20%. Castro Ribeiro quer fortalecer a posição no mercado norte-americano, no qual conta lançar um vinho do Porto mais adaptado ao gosto do consumidor e meias garrafas.

A Quinta do Portal - que nos últimos cinco anos investiu 12 milhões de euros na construção de um armazém com assinatura de Siza Vieira, na renovação da adega e na oferta hoteleira -, facturou 300 mil euros em 2010 com o enoturismo (mais 20% que em 2009). "A taxa de ocupação é de perto de 30%, quase 100% na época das vindimas, o que é muito bom no Douro", adianta o gestor.

Diário Económico
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 15, 2011, 10:35:16 pm
Vendas do Vinho Madeira crescem 6%


O Vinho Madeira registou um aumento de 6% no volume de vendas no primeiro semestre deste ano.

Para o presidente do Instituto do Vinho, este aumento do volume de vendas é um "sinal positivo apesar da actual conjuntura internacional".

Paula Cabaço acrescentou que, em 2010, a venda desta produção regional representou 6,750 milhões de euros, verificando-se um aumento superior a 400 mil euros, totalizando nos primeiros seis meses deste ano 7,164 milhões de euros.

A responsável do Instituto do Vinho, Bordado e Tapeçarias da Madeira (IVBTM) mencionou que a quantidade produzida diminuiu 2%, de 1,392 milhões de litros no período homólogo de 2010 para 1,363 milhões de litros nos primeiros seis meses deste ano.

Paula Cabaço indicou ainda que a França foi neste período o mercado mais importante, com 420 mil litros, seguindo-se o Japão (102 mil litros), o Reino Unido (101 mil litros) e os Estados Unidos da América (98 mil litros).

"Felizmente, apesar de toda esta conjuntura internacional, o Vinho Madeira tem dado sinais positivos", concluiu.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 08, 2011, 11:43:38 am
Três vinhos portugueses entre os 25 melhores mundiais


Três vinhos portugueses foram eleitos para o grupo dos 25 melhores a nível mundial pela revista especializada Decanter, que anunciou na quarta-feira à noite os vencedores dos Prémios Mundiais do Vinho. O Bacalhoa Moscatel 2004 foi eleito o melhor vinho licoroso a menos de 10 libras (11 euros), o Tagus Creek Shiraz e Trincadeira 2010 o melhor tinto de mistura a menos de 10 libras e o Madeira Verdelho Henriques & Henriques 15 anos o melhor vinho licoroso a mais de 10 libras.

Sarah Amed, crítica de vinhos que recebeu em nome da Falua, disse à Agência Lusa que os júris "ficaram encantados" com o Tagus Creek, por ser "muito fresco e aromático e [possuir] carácter para um vinho deste preço".

Hugo Campbell, importador e director da Ehrmanns wines, explicou que o "estilo português de moscatel está tornar-se mais conhecido [no mercado britânico] pela elevada relação qualidade-preço", como o Bacalhoa, que custa cerca de nove libras (10 euros), "tendo em conta que estes vinhos são envelhecidos cerca de seis anos".

Para Humberto Jardim, administrador, este é mais um prémio internacional para os vinhos da Henriques & Henriques, produtor de vinho da madeira que já tinha sido galardoado há dois anos pela Decanter, algo que admite ser "benéfico" para as vendas, embora não tenha quantificado.

Este ano, Portugal igualou a França, país tradicionalmente reconhecido pelos seus vinhos, no número de prémios internacionais e ultrapassou-a no total de medalhas atribuídas este ano.

O júri da Decanter avaliou no total 12 254 candidatos, dos quais 237 foram distinguidos com medalhas de ouro e 118 receberam troféus regionais.

Na lista dos vencedores internacionais estão também vinhos franceses, italianos, espanhóis, neo-zelandeses, argentinos e, surpreendentemente, um chinês, vencedor do prémio internacional de tinto varietal Bordéus a mais de 10 libras.

França foi o país produtor com maior número de prémios e Espanha concorreu com o maior número de vinhos (1200), que receberam um recorde nacional de medalhas e distinções (828).

Mas a Decanter afirma que "o país para o qual os consumidores e especialistas devem estar atentos é Portugal, que ganhou prémios para mais de 84 por cento dos candidatos, incluindo três troféus internacionais".

Os vencedores dos prémios partem agora em digressão por uma série de provas de vinho em 21 países, incluindo o Brasil, EUA, França, China e Rússia.

Ganham também o direito de usar para efeitos promocionais o prémio e um autocolante nas garrafas com um D dourado correspondente à distinção feita pela Decanter, cujo efeito nas vendas é substancial.

Hugo Campbell revelou à Agência Lusa que uma recomendação como esta pode impulsionar as vendas em "30 a 40 por cento".

A Decanter é uma revista especializada em vinhos com milhares de leitores em mais de 150 países, tendo lançado estes prémios internacionais em 2004.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 10, 2011, 01:27:19 pm
Região Demarcada do Douro brilha em certame internacional


Os vinhos da Região Demarcada do Douro e Ribeira do Douro, a par dos néctares da Rioja (Espanha), foram as “estrelas” do concurso Arribes 2011, certame que elege os “melhores” vinhos da região transfronteiriça do Douro.

 Os vinhos portugueses obtiveram “uma excelente pontuação”, conquistando prémios em oito das nove categorias a concurso.

“Os prémios conquistados pelos produtores de vinho da região do Douro, vem mais uma vez atestar a qualidade dos vinhos ali produzidos e dar a conhecer aos apreciadores o trabalho dos vitivinicultores durienses na elaboração dos seus néctares”, disse à Lusa o promotor do certame, José Luís Pascual.

A região DOC do Douro arrecadou, a par da região espanhola da Rioja, os 10 galardões a concurso, nas diversas categorias.

O júri do concurso premiou ainda mais 19 vinhos portugueses entre verdes e regionais de Trás-os-Montes, Beira Interior e Tejo.

Nesta VII edição do certame, marcaram presença 351 vinhos, que foram avaliados por um conjunto de jurados através de um “prova cega”.

O júri do concurso foi composto por 15 personalidades ligadas ao sector vitivinícola, oriundas de países como Espanha, Portugal, Alemanha e Estados Unidos.

O prémio Arribes está integrado na Rota Internacional do Vinho, entidade que agrega cerca de 70 parceiros portugueses e espanhóis de sectores que vão desde a restauração, produtos endógenos, produção de vinho e azeite ou turismo em espaço rural e meio ambiente.

“Para o próximo ano, vamos aumentar o número de vinho a concurso e por esse motivo queremos ser um dos maiores concursos de vinhos da Península Ibérica ”, rematou José Luís Pascual.

Os dois países ibéricos “unidos” são capazes de organizar rotas turísticas que projetem a região transfronteiriça para os mercados internacionais, já que os produtos ali produzidos começam a ser conhecidos e procurados pelos mercados externos.

Para os apreciadores de vinhos, “as iniciativas promovidas pelos três organismos ibéricos associados entre si são encaradas como uma forma de potenciar o enoturismo numa região com história e potencial ambiental”.

A entrega dos prémios “Arribes 2011” está agendada para o dia 12 de novembro, numa gala transfronteiriça que ocorrerá em Trabanca, Espanha.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 17, 2011, 07:57:53 pm
Vitivinicultores durienses querem ajuda de Cavaco Silva para resolução dos problemas


Os vitivinicultores do Douro querem pedir ajuda ao Presidente da República para a resolução dos problemas da Casa do Douro e de toda a região que, nesta vindima, foi confrontada com o corte na produção de vinho do Porto. Cavaco Silva está hoje no distrito de Vila Real, para uma visita que inclui uma passagem pelo Peso da Régua, cidade que, desde julho, já foi palco de duas manifestações de pequenos e médios produtores de vinho durienses.

Vítor Herdeiro, vice-presidente da Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO), disse à Agência Lusa que os lavradores querem pedir ajuda ao Chefe de Estado para a resolução dos problemas que afectam a mais antiga região demarcada do mundo.

O responsável destacou as questões relacionadas com a Casa do Douro (CD) porque, segundo defendeu, é necessário voltar a atribuir competências à instituição representativa de cerca de 30 mil vitivinicultores durienses.

Isto para, acrescentou, «um reequilíbrio entre as forças, a produção e o comércio».

O Governo PS apresentou um acordo, em que propunha a entrega dos vinhos empenhados da CD ao Estado para a regularização da sua dívida (110 milhões de euros) e um adiantamento de 1,3 milhões de euros ao organismo duriense para apoiar no pagamento dos ordenados em atraso.

O acordo nunca foi aprovado pelo Conselho Regional de Vitivinicultores da instituição. As negociações foram entretanto suspensas por causa das eleições de 5 de Junho.

Entretanto, o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território afirmou que a «situação actual da CD está a ser acompanhada de perto» pela ministra, Assunção Cristas, e pelo secretário das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, «estando neste momento em análise qual a melhor solução a apresentar à CD».

Com uma CD «forte», Vítor Herdeiro acredita que seria mais fácil lutar pelos lavradores que, nesta vindima, foram confrontados, com um corte de 25 mil pipas no benefício, ou seja, na quantidade de mosto que cada produtor pode destinar ao vinho do Porto.

O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) fixou em 85 mil o número de pipas a beneficiar.

Ao mesmo tempo, acrescentou, a região regista uma quebra generalizada na produção de vinho por causa das intempéries e doenças, que obrigaram a muitos tratamentos na vinha.

«E, enquanto o preço do vinho tem vindo a decrescer de ano para ano, os custos de produção, desde combustíveis aos produtos para tratamentos estão sempre a subir», salientou.

Em 2001, o preço médio pago à produção foi de 1.106 euros e, em 2010, rondou os 930 euros. Vítor Herdeiro reivindicou, pelo menos, 1.250 euros por pipa de vinho beneficiado. «Isso ia ajudar muito a região», salientou. No final da vindima, a AVIDOURO vai organizar um plenário de vitivinicultores para analisar a situação.

«Se tivermos que vir para a rua e de uma forma mais agressiva, iremos fazê-lo, porque não nos resta outra alternativa», concluiu.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 01, 2011, 01:21:25 am
"Vão desaparecer 15 mil pequenos produtores de vinho", alerta associação de vitivinicultores do Douro


Vítor Herdeiro, vice-presidente da Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (Avidouro), garante que a longo prazo a região vai perder cerca de 15 mil vitivinicultores devido às injustiças e restrições do mercado e à falta de um plano de emergência.

"Se houver uma doença generalizada na vinha ou uma tempestade, o dinheiro para cobrir esses custos sai todo do nosso bolso", lamenta Vítor Herdeiro, que reivindica há vários anos por um plano de emergência.

"É preciso que se tomem medidas, que não se façam só estudos. Caso contrário, a Região Demarcada do Douro vai perder 15 mil vitivinicultores nos próximos anos", assevera.

O vice-presidente da Avidouro alerta também para os problemas que advêm do novo limite à produção imposto pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).

No início de setembro, o organismo aplicou mais uma restrição de 25 mil pipas à produção de benefício - a quantidade de mosto que pode ser transformado em Vinho do Porto. O responsável afirma que a situação pode conduzir a uma crise social na região, já que em dez anos os produtores deixaram de vender 12 milhões de garrafas, o que corresponde a uma perda de 37 milhões de euros.

A medida foi justificada como sendo “ajustada face à conjuntura e às necessidades do Vinho do Porto", defendeu, na altura, Luciano Vilhena Pereira, presidente do IVDP.

A Avidouro lamenta ainda a discrepância entre os valores pagos aos agricultores e a receita obtida pelo comércio. "Os produtores são explorados. Esta situação indigna-nos", confessa.

Vítor Herdeiro dá um exemplo. "Os exporadores pagam ao produtor 600 euros por uma pipa de vinho do Porto e depois vendem-na por 1500", diz, explicando que a margem de lucro dos vitivinicultores é muito pequena e, por vezes, nula.

Sapo
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: chaimites em Outubro 01, 2011, 01:03:37 pm
15 mil produtores fazem 1 grande produtor!

Este sempre foi um grande mal da agricultura em geral em Portugal  os produtores tuem que deixar de olhar só para a sua quintinha!

 Quem quer sobreviver tem que criar "marca" e colocar ele próprio os  seus produtos no mercado, caso contrário só  vai estar a trabalhar para o lucro de outros.
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: miguelbud em Outubro 06, 2011, 01:36:29 pm
Empresas de vinho verde querem captar turistas das ‘low-cost’

A Rota dos Vinhos Verdes está a ser reestruturada para potenciar o turismo e o vinho.

A Quinta da Aveleda, propriedade emblemática da região do vinho verde, foi recentemente escolhida para um jovem americano pedir a namorada em casamento. A pretendida é uma consumidora habitual do vinho Casal Garcia, marca da Aveleda que tem nos Estados Unidos o seu principal mercado de exportação, conta fonte oficial da empresa de Penafiel. Esta é uma história singular que se destaca entre os cerca de dez mil turistas que anualmente visitam a Aveleda.

Outras empresas da região do vinho verde estão apostadas em receber turistas, nacionais e estrangeiros. O crescimento das rotas aéreas das ‘low-cost' vieram potenciar o turismo no Norte do País, assim como a entrada em funcionamento do novo terminal de cruzeiros do Porto de Leixões.

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) quer aproveitar este fluxo de visitantes e também a maior notoriedade do vinho verde, que no primeiro semestre deste ano viu as exportações crescerem 8% para mais 20,7 milhões de euros. Isto sem esquecer o turista nacional.

E as empresas agradecem. O Palácio da Brejoeira, um ‘ex-libris' do Alto Minho, classificado como património nacional, abriu ao público no Verão do ano passado e em seis meses ultrapassou as 12 mil visitas, conta o administrador da empresa, Emílio Magalhães.

http://economico.sapo.pt/noticias/empre ... 28311.html (http://economico.sapo.pt/noticias/empresas-de-vinho-verde-querem-captar-turistas-das-lowcost_128311.html)
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 31, 2011, 11:33:21 am
Região do Tejo quer aumentar 50% exportações para China


Os produtores da região vitivinícola do Tejo querem aumentar em 50% as exportações de vinho para a China nos próximos três anos até aos 600 mil litros, disse à agência Lusa Teresa Batista, responsável pelo marketing da região. Com oito produtores em Cantão, cidade chinesa capital da província de Guangdong, adjacente a Macau e Hong Kong, Teresa Batista salienta a importância do mercado chinês nas exportações da região que correspondem ao segundo mercado mais importante a seguir a Angola.

"Para Angola exportámos em 2010 cerca de 600.000 litros e para a China, o nosso segundo maior mercado 335.000 litros, mas queremos aumentar cerca de 50% nos próximos três anos e ter no mercado chinês o mesmo volume que tivemos em Angola no ano passado", disse.

A mesma responsável salientou que no primeiro semestre de 2011, e comparativamente ao mesmo período de 2010, as exportações de vinho do Tejo para a China aumentaram 28%.

Além do aumento das exportações, a região do Tejo quer ter ainda mais produtores a exportar para a China, um mercado onde incluem as Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau.

"No início deste ano eram 13 os produtores a exportar, agora já são 17 e queremos aproveitar estar mostra em Cantão para subir para 20", disse.

Depois de Cantão, os produtores do Tejo seguem para Macau onde fazem duas mostras, uma destinada a profissionais e outra ao público em geral e, depois, para Hong Kong, onde vão participar, com um stand próprio, numa feira de vinhos entre 3 e 5 de Novembro, "o que acontece pela primeira vez".

"São mercados a consolidar, a continuar a trabalhar para reforçar a nossa posição e para ter mais um canal de entrada na China, também para a província de Guangdong que oferece um grande potencial de desenvolvimento", considerou.

Teresa Batista disse ainda que o mercado chinês é "para continuar a trabalhar no futuro" e defendeu Macau também como uma base para os produtores da sua região.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 23, 2011, 07:21:11 pm
Riberalves investe 5 milhões em adega vitivinícola


A ministra da Agricultura inaugurou hoje em Torres Vedras uma adega vitivinícola, um investimento de cinco milhões de euros do Grupo Riberalves, que pretende exportar metade da produção já em 2012. A AdegaMãe, do Grupo Riberalves, tem 40 hectares de vinhas e uma adega com uma área de 4500 hectares, onde a arquitectura e a arte convivem com a tecnologia de ponta associada à maturação dos vinhos e com a paisagem de vinhedos, virando-se por isso para a aposta no enoturismo. Os promotores começaram já a comercializar o vinho tinto Dory 2010 e preparam-se para iniciar em 2012 a produção do vinho branco Dory 2011.

Bernardo Alves, director-geral da empresa, disse à Lusa que os objectivos para 2012 passam por facturar um milhão de euros, ao comercializar "metade da produção no mercado interno e outra metade no mercado externo", principalmente Angola, Moçambique, Brasil, China, Suíça, EUA, Inglaterra e países escandinavos.

Em 2010 e 2011, as vindimas renderam em cada ano 400 mil litros de vinho, mas a adega tem capacidade para 1,2 milhões de litros.

O investimento, localizado no concelho que mais vinho produz no país, permitiu criar sete postos de trabalho directos e mais 20 indirectos, associados aos trabalhos agrícolas sazonais.

Assunção Cristas considerou que o investimento constitui um projecto agrícola que "alia tradição e modernidade à arquitectura e ao enoturismo".

A ministra sublinhou a importância dos vinhos como um dos subsectores agrícolas estratégicos para o crescimento da economia no país, ao adiantar que os vinhos representam 16% da produção agrícola nacional, facturando por ano mil milhões de euros.

A manutenção da taxa do IVA nos 13% para o vinho é, segundo a governante, o "sinal do empenho do Governo em querer contribuir para o crescimento económico".

Nas exportações, os vinhos geram uma receita de 650 milhões de euros por ano, um valor que deverá crescer em 2011. "Temos um aumento este ano de 4% na venda dos vinhos, face às estratégias de internacionalização dos nossos vinhos, que estão a ser catalogados como os novos vinhos da Europa", disse Assunção Cristas.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Malagueta em Novembro 29, 2011, 03:42:59 pm
Vinho já representa 650 milhões de euros por ano em exportações


Crescimento:  O vinho, as frutas e o azeite são alguns dos produtos que mais contribuem para as exportações no sector agro-alimentar.  
.
Em média são comprados cerca de dois milhões de euros em vinho, por dia, às empresas nacionais.  Apesar de ser um país de dimensão média, Portugal assume-se como o 38º maior fornecedor mundial.  Só nos últimos cinco anos, as exportações aumentaram de 2,6 para 3,7 mil milhões de euros.


Artigo na integra

http://www.portugalglobal.pt/PT/Portuga ... 291111.pdf (http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/RevistaImprensaNacional/Comercio/Documents/Vinho_DN291111.pdf)
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: miguelbud em Dezembro 12, 2011, 06:21:17 pm
Exportações de Vinhos vão crescer 12% este ano

As exportações de vinhos portugueses vão crescer este ano 12% em termos de volume e 4% em termos de valor em relação a 2010, segundo dados do Instituto do Vinho e da Vinha (IVV) divulgados hoje.

Francisco Mateus, do IVV, apresentou hoje, no Fórum Nacional da ViniPortugal, que decorre no Centro Nacional de Exposições em Santarém, as projecções de crescimento das exportações de vinhos portugueses até 2014.

Segundo disse, até Setembro, Portugal exportou um total de 461 milhões de euros de vinhos, mais 4% que em 2010.

De acordo com as projecções matemáticas, no período 2012/2014 as exportações de vinhos portugueses vão continuar a crescer 1% ao ano em termos de volume e 5% em termos de valor."Se as projecções se concretizarem, podemos chegar a 2014 com vendas no valor de 750 milhões de euros", afirmou.

Retirando os vinhos do Porto e da Madeira, as perspectivas apontam para um valor de 458 milhões de euros (que praticamente duplica o valor de 2005).

Em relação aos vinhos com denominação de origem, em 2011 as exportações cresceram 7% em termos de volume e 10% em termos de valor, devendo em 2014 atingir os 170 milhões de euros.

Francisco Mateus disse ainda que os espumantes, que representam ainda quantidades muito pequenas em termos de exportações, podem vir a ser "uma alegre surpresa para o sector", estimando-se que em 2014 se chegue aos 20 milhões de euros de exportações.

A sessão de abertura do Fórum Nacional da ViniPortugal contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, que garantiu o empenho do Governo na continuação da aposta na reestruturação e promoção do sector.

José Diogo Albuquerque congratulou-se com o facto de a Comissão Europeia manter nas propostas para a Política Agrícola Comum pós 2013 o envelope financeiro para a Organização Comum do Mercado do Vinho.

O secretário de Estado realçou ainda o peso que o sector tem tido no Plano de Desenvolvimento Rural (Proder), conquistando 20% das verbas destinadas à modernização das explorações.

"É importante que o Proder no futuro possa continuar a veicular estas ajudas, mas de uma forma mais constante, mais cadenciada, mais simples, com menos medidas e com regras mais simples", disse.

http://economico.sapo.pt/noticias/expor ... 33515.html (http://economico.sapo.pt/noticias/exportacoes-de-vinhos-vao-crescer-12-este-ano_133515.html)
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 25, 2011, 12:53:20 pm
Exportações de vinhos do Alentejo sobem 34,5%


Os vinhos do Alentejo aumentaram de Janeiro a Outubro deste ano as exportações para os principais mercados fora da União Europeia (UE) em 34,5 por cento, com Angola a liderar o "ranking", segundo a CVRA. Comparando os dados com igual período de 2010, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) revelou que os países que mais aumentaram o volume de importações foram Angola, em primeiro lugar, com 82,5 por cento de aumento, seguido da China (juntamente com Macau e Hong Kong) com 44 por cento, e Brasil e Canadá, com 14,9 e 10,2 por cento, respectivamente.

O director de marketing da CVRA, Tiago Caravana, disse à Agência Lusa que Angola, Brasil, Estados Unidos, China e Canadá são, actualmente, por esta ordem, os cinco principais mercados de destino dos vinhos do Alentejo.

"Felizmente para os vinhos do Alentejo, os nossos principais mercados de exportação, à excepção dos Estados unidos, são os países que estão a apresentar maior crescimento económico a nível mundial", salientou Tiago Caravana.

O director de marketing da CVRA considerou que Angola foi o mercado que registou este ano, até Outubro, um "maior aumento" das importações dos vinhos alentejanos, realçando que "não era esperado um crescimento tão grande".

Em relação ao Brasil, Tiago Caravana referiu que esperavam "um crescimento maior", mas ressalvou que os dados de 2011 ainda não estão totalmente apurados, considerando que o mercado brasileiro "tem potencial para crescer muito".

"O mercado dos Estados Unidos, apesar da crise, teve um pequeno crescimento", observou.

Segundo a CVRA, a Rússia e a Noruega tiveram "um elevado aumento a nível percentual", embora com "números brutos" inferiores, comparativamente com Angola, China, Brasil e Canadá.

Para a Noruega, por exemplo, já foi exportado este ano, até Outubro, cinco vezes mais vinho do que em igual período de 2010.

A CVRA considera que "estes fortes aumentos são bastante positivos para o país e demonstrativos da saúde dos vinhos portugueses, em particular dos vinhos do Alentejo, cada vez mais bem representados nos mercados mundiais".

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2012, 04:00:01 pm
Angola é o principal destino dos vinhos do Alentejo


Angola é o principal destino de exportação dos vinhos do Alentejo. Vendas para o país aumentaram 82,5% entre Janeiro a Outubro de 2011.

O director de marketing da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Tiago Caravana, revelou à Agência Lusa que, de Janeiro a Outubro do ano passado, foram exportados para Angola 3,2 milhões de litros de vinho do Alentejo.

Um volume de exportações que, disse, faz daquele país africano o "maior importador de vinhos portugueses".

"A tendência é para crescer ainda mais a exportação de vinho do Alentejo para Angola, visto que a economia daquele país está a evoluir e existe uma parte da população que já consome, com frequência, vinhos de qualidade", salientou.

Segundo Tiago Caravana, é essencialmente o "vinho de qualidade" do Alentejo, sobretudo o tinto, que é "apreciado" em Angola e que está a ser exportado para aquele país africano, com tendência para um crescimento.

Os vinhos do Alentejo, juntamente com os vinhos verdes, lembrou, foram pioneiros na promoção de vinhos portugueses em Angola e a CVRA já promove anualmente em Luanda, desde há alguns anos, provas de vinhos da região.

A CVRA adiantou que, de Janeiro a Outubro de 2011, os vinhos alentejanos aumentaram as exportações, em 34,5%, para os principais mercados fora da União Europeia (UE), com Angola a liderar o "ranking".

Comparando com igual período de 2010, referiu a CVRA, os países que mais aumentaram o volume de importações, além de Angola (82,5%), foram a China (juntamente com Macau e Hong Kong) com 44%, e o Brasil e Canadá, com 14,9% e 10,2%, respectivamente.

Tiago Caravana explicou que Angola, Brasil, Estados Unidos, China e Canadá são, actualmente, por esta ordem, os cinco principais mercados de destino dos vinhos do Alentejo.

Na lista de mercados de exportação para fora da União Europeia seguem-se a Suíça, Rússia, Japão, Cabo Verde, Moçambique, Austrália, Suazilândia, Venezuela, Noruega e São Tomé e Príncipe.

Os vinhos da região são também vendidos para o mercado da União Europeia e para "muitos outros destinos" como Singapura, Timor-Leste, México, Guiné-Bissau, Índia e Namíbia, frisou.

O Alentejo abrange oito sub-regiões vitivinícolas: Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vidigueira, Moura, Évora e Granja/Amareleja.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2012, 08:53:28 pm
Vinho precisa de promoção mais eficaz para exportar, diz secretário de Estado


O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, defendeu hoje a necessidade de os vinhos portugueses serem promovidos de “forma eficaz” para exportar mais, cabendo ao Governo a articulação com as organizações do setor.

“Portugal tem muitos vinhos, muitos de alta qualidade. Muitas vezes não temos é oportunidade de os promover e de arranjar forma eficaz na sua promoção. É isso que falta a muitos produtos portugueses, nomeadamente ao vinho”, frisou Daniel Campelo.

O secretário de Estado falava aos jornalistas no Porto, onde esteve no evento “Essência do Vinho”, em representação do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do Território.

“Todas ações de promoção são importantes para promoção, sobretudo junto dos exportadores, porque temos de exportar mais vinho português. Temos excelentes vinhos mas há ainda um défice de conhecimento do vinho português no estrangeiro”, alertou.

Daniel Campelo referiu-se ainda a um encontro recente com o vice-ministro da Agricultura da China, no qual este lhe disse que “era importante” que os vinhos portugueses “tivessem mais notoriedade no estrangeiro, onde ainda há algum desconhecimento” sobre eles.

Questionado sobre o papel do Governo na promoção do setor, Daniel Campelo esclareceu que “é ao nível da articulação com as organizações do setor que o Governo tem de trabalhar”.

“O Governo tem de se articular com o setor. É uma ação que não compete só ao Governo. O Governo tem alguns mecanismos de incentivo, alguns organismos que se dedicam a essa tarefa, mas temos de articular esse esforço com os empresários e empresas, porque é com eles que o produto tem de funcionar”, afirmou.

Dinheiro Vivo
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Março 04, 2012, 06:47:30 pm
Potencial do mercado dos EUA entusiasma portugueses


As exportações de vinho português para os Estados Unidos têm crescido continuamente, com bom acolhimento da crítica especializada e consumidores, e produtores de vinhos, AICEP e ViniPortugal mostram-se entusiasmados com o potencial do mercado.

A delegação portuguesa à principal feira de vinhos de Nova Iorque, a Wine Expo, entre sexta-feira e domingo na cidade norte-americana, é este ano mais pequena do que em 2011, mas a ViniPortugal, que representa as empresas do setor, vai investir em 2012 mais do que nunca no mercado norte-americano.

«Os vinhos portugueses aqui são bem aceites, cada vez mais consumidores e profissionais os conhecem, este ano foi recorde em termos de prémios ganhos nas revistas do setor - Wine Spectator, Wine and Spirits, Wine Enthustiast - e tudo isso são fatores de sucesso para a nossa aposta nos Estados Unidos», disse à Lusa Sónia Fernandes, da ViniPortugal.

O menor número de expositores, em relação aos 47 de recorde do ano passado, deve-se ao facto de as datas terem coincidido com a feira ProWein na Alemanha, mas «os produtores clarmente estão a apostar imenso no mercado norte-americano», diz Sónia Fernandes.

As vantagens dos vinhos portugueses estão na diferença de ter castas únicas ao país, como Trincadeira ou Touriga, uma boa relação preço-qualidade e a própria cultura do país, «aberta, convidativa», adianta.

O setor tem estado a crescer sobretudo graças às exportações, que tendem a aumentar e, enquanto grande parte do país se debate com a crise, este setor «está com saúde», segundo a representante da ViniPortugal.

A ViniPortugal reduziu este ano os mercados em que vai investir em promoção, reservando as maiores fatias para os Estados Unidos (2,5 milhões de euros) e Brasil (um milhão de euros).

«2012 vai ser o grande ano dos vinhos portugueses nos Estados Unidos, porque corresponde a uma grande aposta de todas as instituições encarregadas da promoção do vinho», disse à Lusa o delegado do AICEP, Rui Boavista Marques.

As exportações de vinho subiram 6 por cento em 2010 e 7 por cento em 2011, e os dados dos primeiros meses do ano permitem ter «confiança de que vai continuar essa tendência», adianta o delegado do AICEP para o mercado norte-americano.

Com escritório no país há mais de 13 anos, a Aveleda, tem nos Estados Unidos um «mercado estratégico» e um «trampolim», com as exportações a crescerem de maneira «exponencial nos últimos anos».

«Se há país onde se pode ser ambicioso é nos Estados Unidos, posso dizer com alguma segurança», disse à Lusa Francisco Guedes, da Aveleda.

A delegação portuguesa incluiu ainda outros grandes exportadores como a Esporão, Caves Messias, Croft Port, Sogrape Vinhos e Dão Sul, mas também mais pequenas como a Herdade da Malhadinha Nova.

Maria Stevens, da José Maria da Fonseca, já tinha vendido cerca de 25 caixas de marcas como Periquita ou Domini a consumidores antes do final do primeiro dia da feira.

Destacava em particular a «receção fantástica» ao Douro Domini, que recentemente obteve 90 pontos do conhecido crítico Robert Parker, «um orgulho para empresa e para Portugal».

Já para a brasileira Gabriela Paiva, a Wine Expo foi a primeira experiência no mercado norte-americano, representando 16 produtores de várias regiões com a sua empresa recém-criada, Tambuladeira, que em seis meses exportou «cinco contentores para o Brasil».

«Falta vinho português aqui, os vinhos são poucos, a maior parte estão na prateleira da Espanha quase, e acho que tem um mercado gigante aqui. Todos os que provam adoram», disse à Lusa.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 24, 2012, 08:50:16 pm
Sogrape investe seis milhões de €€ no Chile


A Sogrape, o maior grupo português do sector dos vinhos, está a construir uma nova adega no Chile, onde detém a Vinã los Boldos. Este investimento ascende a 4,5 milhões de dólares (cerca de 3,4 milhões de euros) e deverá estar concluído em Outubro, avança o presidente-executivo do grupo, Salvador Guedes, ao Diário Económico. O grupo prevê ainda terminar, no próximo ano, a reestruturação de 150 hectares de vinha na propriedade chilena, programa que levou à aplicação de mais de três milhões de euros. No total, a Sogrape está a investir mais de seis milhões de euros no Chile.
 
As operações internacionais da Sogrape representaram cerca de 20% das vendas registadas no ano passado, que atingiram 180 milhões de euros. Ainda assim, o volume de negócios da empresa registou um decréscimo de 4% face a 2010, o que se deveu nomeadamente à quebra de 10% nas vendas no mercado interno. Já os resultados líquidos cresceram 9,9% para 10,3 milhões.
 
A construção da nova adega do grupo liderado por Salvador Guedes resulta dos danos causados pelo terramoto, que assolou o país sul-americano no início de 2010. A Vinã los Boldos, adquirida em 2008, foi mais uma aposta do grupo português no chamado "novo mundo" dos vinhos. A primeira incursão do grupo nacional nesta região deu-se há 15 anos, com a compra da argentina Finca Flichman. Em 2007, a empresa expandiu a actividade internacional à Nova Zelândia, através da aquisição da Framingham.

Diáeio Económico
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2012, 12:30:44 pm
China de olho nos vinhos portugueses


No último ano foram vários os produtores de vinhos portugueses que decidiram entrar ou reforçar a sua presença no mercado chinês. Em 2011, as exportações para a China duplicaram para 8 milhões de euros e a perspectiva, para os próximos anos, é que as vendas ascendam a 24 milhões por ano a a partir de 2014. Este mercado continua a ser, contudo, de pequena expressão para o sector vinícola português. A China produz 80% dos vinhos que consome, ou seja, apenas 20% vem de países terceiros, estando França, Austrália e Chile no topo das preferências dos chineses. «A imagem dos vinhos portugueses ainda não é muito conhecida», disse ao SOL David Chow, CEO da Altavis Fine Wines, uma das maiores importadoras chinesas de vinhos de luxo.

Para resolver este problema e conquistarem os consumidores chineses, David Chow recomenda que os produtores e entidades do sector luso invistam mais na promoção dos vinhos no país, como por exemplo em provas e nas cadeias de retalho, «mas tudo dependendo do budget, claro».

De visita a Portugal, a propósito do seminário Mercados Estratégicos para os Vinhos Portugueses, que se realizou na semana passada em Guimarães, David Chow adiantou ao SOL que a Altavis «ainda não importa vinhos portugueses, mas está à procura de parcerias», não revelando mais detalhes.

O CEO também não adianta números relativos à facturação da Altavis. Comenta apenas que a maior parte dos vinhos que distribui é oriunda de França, Itália e Chile, e que os de Bordéus são os mais procurados. Os preços variam entre os 10 e os 40 mil euros.

SOL
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 25, 2012, 08:17:56 pm
Secretário regional afirma que incêndios na Madeira não afectaram produção de vinhos


O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais afirmou hoje que os incêndios não afectaram a produção de uvas para o Vinho Madeira, acrescentando que o tempo quente está a favorecer a qualidade e que será «um ano excepcionalmente bom». Manuel António Correia falava na apresentação de uma nova campanha de Vinho Madeira, que este ano sugere o seu consumo refrescado durante os meses de verão, para demonstrar que esta produção tradicional é «versátil» e pode ser consumida «fresca e num ambiente descontraído».

«No sector vitícola, dada a distribuição das principais manchas de produção de uva, não houve afectação directa, embora possam existir alguns casos pontuais, mais de produtores directos», disse o governante.

Manuel António Correia adiantou que «nos locais onde os incêndios tiveram mais incidência as uvas tradicionais do Vinho Madeira não foram muito atingidas», embora se admita «um ou outro caso pontual, mas sem expressão para a produção deste ano».

O responsável realçou que, apesar do "tempo quente ter muitos efeitos negativos, este ano o aumento da temperatura vai beneficiar a produção de uvas, especialmente os que regaram na altura devida as parreiras».

«O tempo quente só favorece a maturação e qualidade das uvas», salientou, acrescentando que «a vinha está limpa saudável, é um ano com condições de qualidade muito bom e, até aqui, excepcionalmente bom».

Por seu turno, a presidente do Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira (IVBAM), Paula Cabaço, acrescentou que devido a esta situação «existe um avanço de maturação de sete a 10 dias, sendo provável que, se se mantiverem estas condições, as vindimas comecem uma semana mais cedo».

O secretário regional destacou ainda a importância da campanha do Vinho Madeira hoje apresentada, considerando que em altura de dificuldades é necessário ser «regionalista e parcial no sentido comercial».

O programa integra-se num projecto desencadeado há alguns anos de «promoção e valorização do mercado regional para o Vinho Madeira», que representa já 16 por cento do total do negócio e 21 por cento do valor.

Manuel António Correia opinou também que esta campanha, que representa um investimento de 7.000 mil euros, 85 por cento dos quais co-financiados por fundos comunitários, constitui igualmente um «desafio e estímulo para toda a sociedade madeirense», apostando no consumo de uma produção regional que se traduz em dividendos para a economia madeirense.

«Isto é bem mais que uma campanha de vinho, é por toda a economia e todos os aspectos sociais da Madeira», concluiu.

A responsável do IVBAM realçou que a campanha aposta em servir o Vinho Madeira fresco durante os meses de verão, sobretudo as produções de três e cinco anos, uma sugestão que será divulgada em associação com o Rali Vinho Madeira (que vai para a estrada este fim de semana) e em cerca de 15 restaurante que aderiram à iniciativa ‘Madeira com entradas’ (concurso para apresentar a melhor associação deste produto com a gastronomia) nas chegadas do aeroporto da Madeira e nas redes sociais.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 02, 2012, 09:15:47 pm
Mais e melhor produção nas vindimas deste ano


A produção de vinho deverá ser este ano superior em qualidade e quantidade à de 2011, apesar de haver regiões onde se prevêem quebras, estima o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV). De acordo com as previsões do IVV, as vindimas estão atrasadas duas semanas, tendo em conta o estado de maturação das uvas, mas a produção deverá aumentar entre quatro e cinco por cento em relação à campanha do ano passado.

Além do aumento em termos quantitativos, prevê-se um bom ano em termos de qualidade, graças às condições climatéricas registadas na generalidade do território.

Os maiores aumentos localizam-se na Península de Setúbal (30 por cento), Madeira (24 por cento), Tejo (25 por cento), Lisboa e Trás-os-Montes (20 por cento).

Na região da Península de Setúbal, o presidente da comissão vitivinícola, Henrique Soares, explica à Lusa que o aumento da produção deve-se ao facto de o ano passado «ter sido anormalmente baixo», com 28 milhões de litros produzidos, contribuindo para um acréscimo mais significativo este ano, com 39 milhões de litros previstos.

Entre os Vinhos de Lisboa, a Comissão Vitivinícola Regional (CVR), através do seu vice-presidente, Carlos João da Fonseca, estima um aumento de 10 por cento na produção, abaixo das previsões do IVV, devido à seca e à falta de água que, contrapostos com a reconversão e plantação de vinha e com a ausência de pragas, explicam o acréscimo de uvas.

Em Trás-os-Montes, também o aumento da área de vinha, com centenas de novos hectares, explicam, segundo o presidente da CVR, Francisco Pavão, o aumento previsto na produção, apesar de esta ser proporcionalmente inferior em 20 por cento, devido a factores como a seca, o abandono dos campos e fenómenos como o desavinho e a destruição de uvas pelo calor excessivo em Julho.

Em contraponto, os Açores é a região vitivinícola do país com maiores quebras. O presidente da CVR, Paulo Machado, adianta que as quebras nos vinhos brancos atingem os 80 por cento e nos tintos entre 60 a 70 por cento e foram causadas por «ventos muito fortes ocorridos em Maio e por míldio que atacou as videiras em Junho», fazendo de 2012 o segundo pior ano da última década.

Também no Minho e no Algarve, estimam-se quebras na produção avaliadas em 15 e 30 por cento. A norte, as chuvas e as temperaturas baixas prejudicaram a produção, causando desavinho à floração, enquanto a sul a falta de água e as temperaturas mais baixas do que é comum são os factores apontados pela CV do Algarve.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 29, 2012, 05:15:46 pm
Dão prepara-se para mais um ano de "bons vinhos"


A região do Dão prepara-se para um ano de «bons vinhos» em qualidade e quantidade, mas a chuva que apanhou as vindimas em pleno curso impõe «algumas cautelas» Mendes, da comissão vitivinícola regional. Os cerca de 45 milhões de quilos de uva que o Dão aguarda, na média dos últimos anos, pode resultar numa ligeira diminuição em litros de vinho, entre os 28 e os 34 milhões, «dois a três por cento menos que em 2011», mas, afiança António Mendes, «sem impacto comercial de relevo».

Quanto à qualidade, este membro da direcção da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD), nota que esta «depende dos cuidados que os técnicos tiverem», de forma a «minimizar o efeito das últimas chuvas», o que passa por, «se for necessário, interromper as vindimas e aguardar uns dias para defender a qualidade das uvas».

«Mas nós temos técnicos na região que permitem garantir que esses efeitos negativos das últimas chuvas sejam ultrapassados sem quaisquer efeitos na qualidade do vinho», sinaliza António Mendes.

O mesmo pensa António Teixeira, da Sociedade Vinhos Borges, que tem, na sua Quinta de São Simão, em Nelas, a maior mancha de vinha contínua da região do Dão, apontando este técnico para «perspectivas muito boas» para a produção deste ano, «tanto nos brancos como nos tintos».

Uma das vantagens das vindimas dos Vinhos Borges, no Dão, é o recurso à mecanização, tendo em conta que, como explica António Teixeira, «a máquina, ao mesmo tempo que colhe a uva, separa as humidades que não são próprias do cacho», minimizando assim a possibilidade de a chuva importunar a qualidade do vinho a produzir.

Nos 73 hectares de vinhas que os Vinhos Borges possuem na Quinta de São Simão, a produção deste ano, detalha António Teixeira, «vai rondar as 350 toneladas», o que se traduz numa «muito ligeira quebra na quantidade», mas que, «em matéria de qualidade pode até ter um efeito positivo».

Também João Teixeira, pequeno produtor da área de Silgueiros, admite que «uma ligeira diminuição da quantidade» não implica necessariamente uma má notícia, porque, explica, «isso resulta de algum "stress" hídrico nos primeiros meses do ano, mas que a vinha conseguiu ultrapassar».

E, tal como os restantes produtores, João Teixeira acrescenta um ponto em que este ano se revelou melhor que 2011: «Fomos capazes, porque estávamos mais atentos, de combater com eficácia algumas doenças que o ano passado causaram estragos», como a podridão negra ou, em inglês, como é também conhecida, a "black roth".

«Por altura da primavera cheguei a temer o pior, com as chuvas a chegarem no tempo adverso às necessidades da vinha, seja por altura do ciclo vegetativo, seja da floração, mas o ano acabou por ser equilibrado», aponta.

E a chuva permitiu mesmo «algumas correcções», como no grau de acidez, por exemplo, refere João Teixeira, acrescentando: «Agora que as vindimas caminham para o fim, a expectativa é quase óptima».

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Malagueta em Novembro 26, 2012, 03:23:21 pm
".Vinhos
Adega de Favaios: o moscatel do Douro que derrotou os italianos


A Adega Cooperativa de Favaios foi funda­da em 1952 com cerca de 100 sócios, uma maioria de pequenos produtores e mais meia dúzia de grandes produtores que se uniram para defender um capital que lhes era querido e lhes havia sido "roubado" duas dezenas de anos antes.
.
Até à década de 1930 os lavradores da região podiam beneficiar o seu vinho, isto é, podiam adi­cionar aguardente ao mosto e fazer vinho generoso. Nessa altura a Casa do Douro proibiu o benefício de uvas provenientes de vinhas plantadas a altitudes superiores a 500 metros. Ora como todas as vinhas situadas no planalto de Sabrosa estão a cer­ca de 600 metros, o prejuízo para os agri­cultores na zona era evidente. A Adega cres­ceu, em número de sócios - hoje conta com cerca de 550, que gerem uma mancha de vinha de 1100 hectares, uma adega com tec­nologia moderna, produzindo uma gama alargada de vinhos, que vão desde o inte­ressante Espumante Bruto 100% Moscatel, moscatéis populares, passando por vinhos tranquilos como os Encosta de Favaios e Foral da Vila (branco e tinto), a preços abai­xo dos 2,5€ e com uma qualidade interes­sante como vinho de todos os dias, até aos moscatéis topo de gama e Vinho do Porto. O mais recente lançamento é um Colheita Tardia, surgido o ano passado.

 

Mário Monteiro, presidente da Adega e também grande produtor explicou-nos que neste momento a produção ronda os seis milhões de litros, dos quais 55% moscatel. O grande sucesso na massificação foi quan­do lançaram o Favaíto em doses individuais de 6cl, passando a ocupar um lugar até aí pertença do Vermute (vinhos italianos com mistura de ervas, os mais conhecidos dos quais são o Martini e o Cinzano). Vendem actualmente 25 milhões de garrafas/ano e são já copiados por outros produtores, no formato das garrafas e nos rótulos...

 

A enologia da adega é dirigida por Celso Pereira (autor dos prestigiados Espuman­tes Vértice), integrando ainda Miguel Fer­reira e Filipe Carvalho. Seguem-se notas de prova dos moscatéis:

 

FAVAÍTO MOSCATEL DO DOURO (6,20€ a embalagem de 10 unidades individuais de 6 cl) É um vinho aperitivo que passou por um estágio de cerca de dois anos em depó­sitos de aço inox. Destina-se a ser consumi­do em novo. Final curtinho que é para se esquecer depressa e pedir logo outro a seguir. Vende-se também em garrafas de 75 cl ao preço de 4,70€. Consumo imediato.

 

ADEGA DE FAVAIOS RESERVA MOSCATEL GALEGO (8,40€) Tem uma estrutura inte­ressante e uma boa relação qualidade/pre­ço. Aromático com notas de flores secas, laranja e alperce seco. Na boca mostra-se cheio, com bom equilíbrio entre o açúcar (140g/l) e a acidez (4g/l). Final persistente e agradável. Álcool 17%. Vinho obtido a par­tir de lotes com idade média de 4 anos, enve­lhecidos em balseiros de carvalho.

 

ADEGA DE FAVAIOS 10 ANOS (13€) Vinho de outro campeonato. Notas aromáticas com­plexas com laivos de aguardente velha, fru­tos secos e mel, tangerina e casca de laran­ja caramelizada. Na boca revela doçura (apesar de ter menos 5g/l de açúcar e mais lg/1 de acidez do que o Reserva) mas tam­bém uma boa secura e acidez. Constituído por lotes envelhecidos em balseiros das colheitas de 1989,1999 e 2004, esta enve­lhecida em inox, em proporções diferentes. Um belíssimo moscatel do Douro que já foi premiado 38 vezes em concursos nacionais e internacionais desde 2007.

 

ADEGA DE FAVAIOS 1989 (25€) Segue os aromas do 10 Anos embora seja mais discre­to na sua complexidade. Corpo médio, embo­ra se note finura e delicadeza. Boa doçura e acidez. Final bastante persistente. Vinho da colheita de 1989 foi envelhecido em tonéis de castanho e balseiros de carvalho. Foram produzidos quatro mil litros.

 

ADEGA DE FAVAIOS 1980 (49€) É um mosca-tel digno dos melhores apreciadores. Aro­ma muito complexo com notas de passa de figo, bolo inglês, iodo, torrefacção, algum cacau e mel. Na boca essas sensações repe­tem-se, associadas a uma acidez e uma doçu­ra muito equilibrada. Um moscatel requin­tado e complexo com um final muito lon­go. Considerado o terceiro melhor moscatel do mundo num recente concurso interna­cional "Lê Moscat du Monde"."

PS:  Este  natal, ofereçam garrafas de vinho e aguardentes e vinhos licorosos Portugueses.
Deixem de comprar bugiganga nas lojas dos chineses etc, ou wisky. Contribuam para um produtos que é 100 % na maioria
dos casos ( Garrafa, rolha e caixas de cartão, vinho, é tudo nacional  ) gera  riqueza para todos nós.
com 2 a 10 euros, pode-se oferecer uma boa prenda.
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: HSMW em Novembro 26, 2012, 04:44:41 pm
Xii... Tá-me a dar cá uma sede...  :Amigos:

Mas também ouvi dizer que é importada aguardente espanhola para um desses produtos 100% portugueses...
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Malagueta em Novembro 26, 2012, 05:51:45 pm
caro HSMV,

Provavelmente deve acontecer alguns desses casos, e é sobre isso que ASAI devia andar em cima, para não venderem gato por lebre.

Quanto a sede, também te acompanho, apesar de ter regado bem o meu jantar este fim de semana com umas garrafas de Monte de Anfora, da bacalhoa.
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Malagueta em Novembro 28, 2012, 09:11:13 am
As exportações de vinhos portugueses cresceram 9,9% no primeiro semestre deste ano face ao período homólogo de 2011, atingindo os 304,3 milhões de euros, disse à Lusa o presidente da ViniPortugal, Jorge Monteiro.

Em termos interanuais, ou seja, os 12 meses até junho deste ano, o crescimento das exportações de vinhos nacionais atinge os 9,4%, de acordo com o presidente da associação responsável pela promoção dos vinhos no mercado interno e externo.

"Há aqui alguns dados que não são extraordinariamente elevados, mas que são bons e que se se mantiverem por um período longo é excelente", disse Jorge Monteiro, explicando que se o ano do sector fosse encerrado em junho o total anual móvel somaria 679 milhões de euros em exportações, mais 22 milhões do que em 2011.

O presidente da ViniPortugal acrescentou que nos últimos 10 anos o sector assistiu a um crescimento anual de 4,5% em valor, o que "visto ano a ano é pouco, mas é muito mais do que a economia".

Em termos externos, Jorge Monteiro salientou que em mercados como o Brasil e a Alemanha se registaram crescimentos de dois dígitos, enquanto a China está também com números "significativos", ainda que a base de partida fosse pequena.

O responsável da ViniPortugal lembrou que é preciso estar atento a medidas proteccionistas por parte das economias emergentes, à semelhança do que aconteceu com o Brasil este ano, quando aquele país quis elevar os impostos sobre os vinhos importados.

"Temos que estar muito atentos e logo que haja conhecimento de uma ameaça dessas actuar", disse Jorge Monteiro, sublinhando a importância de uma acção concertada entre vários intervenientes
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 13, 2013, 02:15:57 pm
Vinhos portugueses cada vez mais presentes no mercado russo


As exportações de vinhos portugueses estão a conhecer um aumento significativo para a Rússia e as empresas nacionais investem cada vez mais neste mercado.
A Associação Empresarial de Portugal (AEP) juntou no seu pavilhão, na feira Prodexpo, várias empresas que exportam produtos alimentares e vinhos para a Rússia.

O Grupo Carmin, que produz conhecidos vinhos do Alentejo, exportou no ano passado para a Rússia entre 200 mil e 250 mil garrafas.

"Estamos aqui para consolidar as nossas posições e novos parceiros", declarou à Lusa Luís Ribeiro, representante dessa empresa alentejana, esperando para o ano corrente "um aumento de 20 a 30 por cento".

"Sentimos orgulho em que os nossos vinhos sejam vendidos, não só em Moscovo, mas noutras regiões da Rússia", frisou.

A empresa Enopartner, que promove vinhos de várias regiões de Portugal no estrangeiro, também já não é novata no mercado russo.

"Em 2012, exportámos para aqui cerca de dez mil garrafas de vinho e, se estamos nesta feira, é porque tencionamos aumentar o volume de vendas", declarou Carlos Moreira, chefe das exportações dessa empresa, enquanto dava a provar os seus vinhos a potenciais clientes.

A Comissão Vitivinícola Regional do Tejo também está presente com o seu pavilhão, que reúne 14 empresas da região, mais seis da Fenadegas, outra organização de produtores de vinhos portugueses.

"No ano passado, exportámos 40 mil litros de vinho para a Rússia e este é um dos mercados prioritários para nós", disse à Lusa Edna Barbosa, responsável do Departamento de Marketing da CVR do Tejo.

"A Rússia é o sexto mercado extraeuropeu para nós, mas queremos reforçar aqui as nossas posições", frisa.

Por seu lado, Gonçalo Furtado, da Fenadegas, referiu que o grupo de empresas que representa exportou para o mercado russo, no ano passado, 300 mil garrafas de vinho e que está optimista quanto a este ano.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2013, 10:45:42 pm
Douro vai produzir 100.000 pipas de vinho do Porto este ano


A Região Demarcada do Douro vai produzir 100 mil pipas de vinho do Porto este ano, mais 3.500 do que na campanha anterior, disse à agência Lusa fonte do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP). O conselho interprofissional do IVDP fixou hoje em 100.000 o número de pipas (550 litros cada) a beneficiar nesta vindima (quantidade de mosto que cada viticultor pode destinar à produção de vinho do Porto).

O presidente do IVDP, Manuel de Novaes Cabral, afirmou que o quantitativo para a vindima de 2013 foi aprovado com o voto contra do comércio, enquanto a produção se mostrou favorável.

Em 2012, foram produzidas 96.500 pipas de vinho do Porto na mais antiga região demarcada do mundo.

O benefício resulta da avaliação de um conjunto de factores técnicos, designadamente os níveis de vendas de vinho do Porto nos últimos meses e as projecções para o resto do ano de 2013, o nível de stocks existentes e as intenções das compras dos comerciantes até ao final do ano.

Segundo o responsável, a avaliação feita foi no sentido de que era possível subir um pouco a produção de vinho do Porto comparativamente com o aprovado para 2012.

António Saraiva, da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), disse à Lusa que o comércio defendia as 97.000 pipas, um número que disse ter sido "consensualizado com as intenções de compra das empresas".

"Estamos em período recessivo, o mercado continua a cair e, não obstante estar a cair, nós estávamos dispostos a aumentar um pouco para dar um sinal de alguma esperança ao Douro. Mas achamos que o valor aprovado é demasiado elevado", frisou.

António Saraiva referiu que a AEVP não quer "que fique vinho por vender na região" e que, por isso, "toda a prudência apontava para as 97.000 pipas".

"De qualquer maneira não acho que seja um problema muito grave este diferencial", acrescentou.

A Lusa tentou uma reacção por parte da produção, o que não foi possível.

O benefício é a principal fonte de rendimento dos viticultores durienses.

Em dez anos, o benefício foi reduzido em 45 por cento, de 145 mil pipas em 2001 para as 85 mil em 2011. A redução entre 2010 e o ano passado atingiu as 25 mil pipas. Nesta década, o vinho do Porto perdeu 12 milhões de garrafas, correspondendo a uma perda de valor de 37 milhões de euros.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Julho 30, 2013, 10:08:52 pm
Vinhos do Tejo exportam 44% da produção


Em quatro anos, a região vitivinícola do Tejo duplicou o seu índice exportador. A próxima meta é exportar 50% da produção

Foi para a Suécia que viajaram no ano passado grande parte dos carregamentos de garrafas de vinhos regionais do Tejo comercializadas para mercados externos. A Suécia é, atualmente, o principal destino das exportações de vinho da região, liderando uma lista onde figuram também Angola, China, Brasil, Inglaterra e Polónia.

"Entre 2008 e 2012 duplicámos as exportações, que representam agora 44% da nossa produção certificada", confirma João Silvestre, secretário-geral da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) Tejo.

Só no ano passado, a região produziu 63 milhões de litros de vinho a partir dos seus 19 000 hectares de vinha e a venda de garrafas para os mercados externos é uma prioridade assumida. "O nosso objetivo é exportar metade da produção e estamos a trabalhar para isso, com bons índices de crescimento", adianta João Silvestre. A CVR Tejo identificou a Rússia, o Brasil, a China e os Estados Unidos da América como os quatro destinos prioritários das ações de promoção dos vinhos da região.

A viver dias de crescimento acima da média de mercado está também a região da Península de Setúbal, com uma produção média anual de 40 milhões de litros de vinho. No ano passado, foi também esta a terceira região que mais vinho exportou para mercados fora da União Europeia, destacando-se a Suécia, a Holanda, o Reino Unido e a Alemanha entre os principais destinos de vendas em mercados não comunitários. "Só em 2012 esta região exportou 34% do seu vinho certificado, o que nos permite criar fundadas expectativas num futuro risonho", admite Henrique Soares, presidente da CVR da Península de Setúbal. "Esta é também uma das regiões que mais exporta para Angola, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América e China", assegura Henrique Soares, reconhecendo que a entrada nestes mercados representa um potencial de crescimento muito relevante.

Com uma quota de mercado nacional de 12,5% no primeiro semestre deste ano, a região vitivinícola da Península de Setúbal aposta no equilíbrio entre vinha nova, vinha madura e vinha velha para obter uma produção diferenciada, conseguindo ser já a região que mais cresceu na última década.

DN
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 19, 2013, 09:15:42 pm
Licores tradicionais entram no mercado asiático


A amêndoa amarga e a groselha produzidas em Portugal estão a suscitar o interesse do mercado asiático. A Xarão, empresa de Valongo de produção de licores, entrou recentemente no mercado chinês, avançou ao SOL o administrador do negócio familiar, Hugo Monteiro. O Vietname também está nos planos, tal como a Colômbia.
O empresário, que pertence à segunda geração da família que fundou o negócio dos licores em 1982, explica que a entrada no Vietname poderá ocorrer através de um intermediário luso-vietnamita, com um projecto próprio para levar para o país produtos portugueses.

“Não há câmaras de comércio, não há consulados. Não sabemos se vai dar alguma coisa ou não, mas está previsto que o Vietname venha a ser, até 2020, a sétima economia mundial. Interessa a qualquer empresa”, justifica o gestor.

A empresa, que em 2012 teve um volume de negócios de três milhões de euros, estreou-se em mercados estrangeiros há anos, mas só em 2009 começou a levar a internacionalização a sério.

No ano passado, as exportações representaram 7% do volume de negócios da Xarão. Este ano, com os negócios com a China, as expectativas são exportar entre 13% e 15% da produção. As negociações neste país começaram em Março. E três meses depois, após a participação na HOFEX, a maior feira asiática na área da hotelaria e distribuição alimentar, em Hong Kong, seguiu a primeira encomenda.

A classe média da China, onde os parceiros da Xarão se renderam ao sabor da amêndoa amarga, representa “um nicho de mercado que anda perto dos 10 milhões de pessoas”, sublinha Hugo Monteiro, que refere ainda que os chineses “olham para os produtos portugueses como sendo de qualidade”. Os principais produtos da empresa são a groselha, a amêndoa amarga e o licor de anis.

Alternativas à Europa

O administrador reconhece que a entrada no mercado chinês aconteceu muito rapidamente, mas lembra que as dificuldades no mercado interno obrigam a pensar em voos mais altos. “Colocar produtos na Europa está muito difícil. O mercado encolheu bastante”, refere.

Recentemente, a empresa reactivou uma parceria no Rio de Janeiro, que lhe permitirá voltar a fornecer directamente o mercado brasileiro. No estado norte-americano do Massachusetts e na Venezuela, a Xarão tem em curso os registos de marca.

Em 2014, a empresa vai participar num roadshow na Colômbia, organizado pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Economia. Serão visitadas três cidades do país, uma oportunidade para fazer contactos com vista à entrada neste mercado.

Paraguai, Canadá, França, Suíça, Luxemburgo, Espanha são outras geografias onde a Xarão está presente. A empresa tem ainda “operações pontuais” em Moçambique, Cabo Verde e Angola. Neste momento, procura de um investidor local para entrar com outra força nestes mercados africanos, conta Hugo Monteiro. “Temos lá muitos clientes, mas não temos parceiros”, sublinha o administrador.

SOL
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 09, 2013, 07:41:01 pm
EUA é um mercado prioritário para os vinhos do Douro


Os Estados Unidos da América (EUA) são, neste momento, um dos mercados prioritários para os vinhos do Douro e Porto, pela sua dimensão e potencial de crescimento de consumo, disse hoje um empresário do sector. Paulo Osório trabalha para a empresa Porto Reccua Vinhos, situada no Peso da Régua mas, na acção de promoção que o Douro está a fazer nos EUA, traz na bagagem dez marcas de vinhos também de alguns dos fundadores do Museu do Douro (MD).

Esta missão, que passou por Nova Iorque, Newark e termina hoje em Washington, junta o projecto "Douro e Estrela - In Tourism", a Estrutura de Missão do Douro (EMD) e o MD. Como a Europa parece que não sai da crise, os empresários portugueses são obrigados a apostar em outros mercados.

Paulo Osório afirmou à agência Lusa que as grandes apostas do momento são os EUA, a Ásia e a África. No Brasil, os vinhos nacionais estão a ser "muito penalizados em termos fiscais", por isso, na sua opinião, aquele mercado "não é tão prioritário".

"A América está aparentemente em recuperação depois da crise de 2008 e é um mercado muito grande e com muito potencial por desenvolver", salientou. O responsável referiu que a Porto Reccua Vinhos pretende, nos próximos anos, "duplicar ou triplicar" as vendas para este país.

Não é, no entanto, "um mercado fácil", porque "ainda existem muitos consumidores que não conhecem os vinhos", e, depois, "ainda há que enfrentar as diferentes especificações legais de cada estado".

Paulo Osório salientou que "há muito trabalho de divulgação para fazer" nos EUA e disse que é preciso ensinar os norte americanos a beber.

"O vinho do Porto tem versatilidade. Há linhas mais jovens que se podem adaptar a cocktails e são formas de apelar a consumos mais jovens, mais descontraídos", frisou.

Nesta visita, Paulo Osório pode constatar que há vinhos produzidos na mais antiga região demarcada do mundo à venda em algumas lojas de bebidas, principalmente da zona portuguesa de Newark, mas praticamente nada em bares ou restaurantes.

"Ainda não e essa é uma falha que existe. É preciso, pelo menos, meter meia dúzia de vinhos portugueses na categoria dos vinhos do mundo que aparece nos restaurantes para, um dia, conseguirmos chegar a ter uma secção de vinhos portugueses nas cartas dos restaurantes", referiu.

Para o responsável, uma das maiores dificuldades com que se deparara neste país é "encontrar parceiros na importação e distribuição credíveis e com capacidade financeira para poder desenvolver o mercado à velocidade que se pretende".

Nesta viagem pelos EUA, Paulo Osório encontrou-se com alguns importadores. Rogério Tavares foi um deles. Importador e distribuidor há 31 anos, este português radicado na América referiu que, quando começou a trabalhar, eram muito poucas as marcas de vinhos nacionais que se encontravam à venda neste país.

Hoje a realidade é diferente mas, segundo Rogério Tavares, "ainda não é fácil" porque "não se sabe vender Portugal". "Não há uma imagem do país associada aos vinhos", frisou.

Este importador referiu ainda que os concorrentes dos portugueses "são muito agressivos" e sublinhou que os EUA são "um nicho de mercado que é preciso aproveitar e rápido".

De acordo com dados do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), entre Janeiro e Junho, foram vendidas 158 mil garrafas de nove litros de vinho do Porto para os EUA, menos 0,5% comparativamente com igual período do ano passado, o que se traduz num volume de negócios de cerca de 10 milhões de euros.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2013, 01:28:09 pm
Vinhos do Tejo querem duplicar exportação para os EUA


A Comissão Vitivinícola da Região do Tejo (CVR Tejo) quer duplicar o volume de litros de vinho exportado para os EUA nos próximos três anos, refere o presidente dos Vinhos do Tejo. Nesse sentido, é já na próxima semana, a 7 de Outubro, que os Vinhos do Tejo vão até Nova Iorque com o objectivo de aumentar a notoriedade da região no mercado norte-americano.
 
«Os EUA são, actualmente, o nosso 8º mercado de exportação, temos 15 produtores a exportar para lá e, em 2012, crescemos 119% neste território», afirma José Pinto Gaspar, presidente da CVR Tejo.
 
No dia 7 de Outubro, a CVR irá organizar duas mesas redondas e Master Class no Corckbuzz, em Nova Iorque. Esta acção, que conta com a Revista Beverage Media como media partner, permitirá apresentar ao «trade» nova-iorquino a região e alguns dos seus melhores vinhos.
 
Mas a acção promocional dos Vinhos do Tejo nos EUA não termina com a organização do evento da próxima segunda-feira, visto que entre os dias 22 e 25 de Outubro é a vez de vários norte-americanos virem até Portugal, conhecer esta região.
 
«Estamos a organizar uma visita à nossa região para que jornalistas, sommeliers, donos de restaurantes e importadores possam conhecer algumas das nossas especificidades e alguns dos nossos produtores», refere o presidente dos Vinhos do Tejo.
 
No último dia da visita à região, os convidados irão participar numa prova de vinhos, seguida de um jantar, num evento que ocorrerá num barco que estará a navegar nas águas do Rio Tejo, em Lisboa.
 
A aposta neste plano promocional para o mercado norte-americano deve-se ao facto de os EUA serem o importador de Vinhos do Tejo com crescimento mais positivo.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 19, 2013, 12:17:14 pm
Em Évora produz-se o primeiro gin biológico da Península Ibérica


O primeiro gin biológico da Península Ibérica e o sexto do mundo está a ser produzido por uma empresa de Évora, que aposta na produção biológica e artesanal para se diferenciar e conquistar o mercado. Na fábrica da empresa 3Bicos, na periferia de Évora, produz-se gin e vários licores, como o de poejo e o de romã, recorrendo a técnicas artesanais, mas o "segredo" está na utilização de apenas produtos biológicos.

"Todos os ingredientes são biológicos", afiança à Lusa João Monteiro, relações públicas da empresa, referindo que tanto as ervas aromáticas como os cereais maltados para a produção da aguardente "são certificados biologicamente".

Além disso, acrescenta que todo o processo de produção do gin "é feito de forma artesanal", com recurso a barricas para a fermentação dos cereais maltados e a alambiques de cobre para a destilação do gin.

"A única máquina é a de enchimento das garrafas", porque o resto "é feito artesanalmente, até o próprio arrolhamento da garrafa é feito à mão", conta o responsável.

Perante as "particularidades" da bebida, não tem dúvidas em afirmar que o facto de ser biológico, que "é saudável e está na moda", vai "diferenciar este gin de tantos milhares de gin's espalhados por esse mundo fora".

"É o primeiro gin biológico português e da Península Ibérica e o sexto do mundo. É a diferenciação do nosso gin para todos os outros", realça João Monteiro, assinalando que a fábrica é também "a única destilaria não vínica existente em Portugal".

Para a produção do gin, a técnica da empresa Cláudia Cascalho revela que se faz "a fermentação do cereal" em barricas, seguindo-se três destilações, sendo que a última inclui a colocação das "essências do gin" no alambique.

"São ervas aromáticas, tudo produtos biológicos. A base do gin é o zimbro", mas a receita inclui "o poejo e a hortelã da ribeira, entre outras", desvenda.

O gin "Templus", cujo nome lhe foi atribuído em "homenagem ao Templo Romano" de Évora, já pode ser consumido em bares e hotéis da cidade e está à venda em lojas "gourmet" em vários pontos do país.

No entanto, o objectivo da empresa, segundo o responsável, é fazer chegar o gin alentejano "a toda a parte do mundo", mas "sempre em pequenas quantidades" para não massificar o produto e manter a qualidade.

De Espanha, um dos maiores consumidores de gin do mundo, já chegou "um contacto" para a compra da bebida, estando a empresa de Évora à espera de uma resposta para a encomenda.

A 3Bicos está ainda a desenvolver testes e ensaios para a produção de uma vodka, para uma outra empresa, e prevê começar a produzir, a curto prazo, o primeiro whisky português.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 22, 2014, 01:03:18 pm
Vinhos do Tejo apostam no mercado dos EUA, Brasil, China e Rússia


A Comissão Vitivinícola Regional (CVR) Tejo vai apostar este ano na promoção dos vinhos da região nos mercados dos Estados Unidos, Brasil, China e Rússia, procurando manter a tendência de crescimento das exportações, disse o seu presidente à Lusa.

José Gaspar adiantou que o projeto para estes quatro mercados-alvo se insere na estratégia que permitiu que as exportações dos vinhos Tejo passassem dos 40%, há quatro anos, para 60% em 2013.

Para o presidente da CVR Tejo, a relação qualidade/preço constitui a grande vantagem dos vinhos com indicação geográfica e denominação de origem Tejo, permitindo que, num contexto de retração no mercado interno, estes vinhos tenham mantido, também aqui, uma tendência de crescimento. Numa região relativamente pequena no contexto nacional (cerca de 10% da produção), a marca Tejo tem vindo a impor-se pela qualidade, conseguida graças a "muito trabalho invisível" por parte dos produtores, na reestruturação das vinhas, no investimento em tecnologia nas adegas, na aposta no fator humano, com novos enólogos, e também na área comercial e no marketing, sublinhou.

A aposta nos quatro mercados-alvo, na qual estarão envolvidos 26 agentes, é conseguida graças à captação de apoios a fundo perdido (na ordem dos 72,5%) e ao apoio da CVR Tejo (metade dos restantes 27,5%), que torna possível a presença dos produtores em ações de promoção nesses países.
Em 2014, vai ser repetida a ação "Caravana do Tejo", uma itinerância por restaurantes e provas de vinhos no Brasil, a par das tradicionais presenças em eventos promocionais num mercado em franco crescimento, sublinhou.

Também com os Estados Unidos da América a CVR Tejo vai repetir, no segundo semestre de 2914, a experiência que se revelou positiva nos últimos anos de trazer a Portugal agentes, importadores e líderes de opinião norte-americanos.

Na China, além de integrar a comitiva da Viniportugal, os vinhos Tejo farão ações em Hong Kong e no sul do país, tendo também agendadas ações na capital da Rússia, mercado onde já há importadores a comercializar vinhos da região, acrescentou.

Com um orçamento sensivelmente igual ao de 2013 (um pouco mais de um milhão de euros), a CVR Tejo vai manter ações com a restauração da região, repetindo o concurso de gastronomia e vinhos, este ano alargado a restaurantes de Lisboa e do Porto.

Dado o "excelente" acolhimento na Feira do Livro de Lisboa, essa presença junto do consumidor final vai repetir-se este ano, tal como as ações na grande distribuição no Porto e em Lisboa, alargadas ao Algarve no verão. Moçambique poderá vir a ser palco de uma primeira ação promocional dos Vinhos Tejo em 2014, depois de dois anos de experiência no mercado angolano, disse ainda José Gaspar.

A CVR Tejo, que tem inscritos 80 agentes económicos da região, certifica anualmente 12 milhões de litros de vinho (cerca de 20% do vinho produzido na região).
O plano estratégico e de investimento para 2014 foi apresentado ao fim da manhã de hoje, no Instituto da Vinha e do Vinho, em Lisboa, numa sessão que contou com as presenças da Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo e da Rota dos Vinhos do Tejo.

A CVR Tejo assume a promoção integrada da região, cabendo à Confraria a promoção da região junto de enófilos e à Rota dos Vinhos do Tejo a promoção enoturística, sublinha uma nota de divulgação da iniciativa.

A Região do Tejo inclui as sub-regiões Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém e Tomar.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2014, 11:17:14 pm
Estudo defende um uso ponderado de químicos em vinhas


Um estudo realizado no centro de inovação Biocant, em Cantanhede, conclui que o uso excessivo de químicos pode alterar as comunidades de microrganismos presentes na vinha e defende o uso ponderado de químicos.

"Nas vinhas, há um equilíbrio entre microrganismos bons e maus", explicou à agência Lusa a investigadora responsável pelo estudo, Ana Catarina Gomes, afirmando que, quando se "exagera nos químicos", aquando do tratamento de doenças nas vinhas, destroem-se também os organismos que são benéficos para a planta. O estudo identificou e localizou o microbioma da vinha (a comunidade de microrganismos - fungos e bactérias - que se encontram na planta), observando, segundo Ana Catarina Gomes, um equilíbrio entre os organismos existentes.

Segundo o comunicado de imprensa, os investigadores do Biocant "recolheram amostras de folhas de videira numa vinha piloto instalada na região da Bairrada, durante todo o seu ciclo vegetativo".

Para a investigadora do Biocant, é necessário "preservar o equilíbrio" entre os microrganismos, sublinhando que os produtores de vinho não devem usar "os químicos de forma indiscriminada", pois, ao destruir os organismos benéficos, "estes são mais lentos" a desenvolverem-se, ao contrário dos organismos prejudiciais para a planta.

"Este é um alerta para se olhar para este micro-ecossistema como um dos fatores de equilíbrio, fundamental para uma agricultura mais sustentável", afirmou.
O estudo está inserido na linha de investigação do Biocant dedicada à vinha e ao vinho, sendo que, em torno dos resultados obtidos, serão feitas sessões de esclarecimento junto dos produtores de vinho, em colaboração com a Adega Cooperativa de Cantanhede.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Março 05, 2014, 08:00:51 pm
Reino Unido reduz importações de vinho português


A descida da taxa de inflação e a perda de poder de compra dos britânicos também teve impacto nas importações de vinho português em 2013, reconheceu hoje o presidente da ViniPortugal, Jorge Monteiro.

«Tivemos uma ligeira queda [em relação a 2012] porque o mercado retraiu, os britânicos estão a perder poder de compra», justificou, durante a prova anual em Londres organizada pela associação interprofissional do setor vitivinícola. A taxa de inflação britânica caiu em janeiro para 1,9 por cento, o valor mais baixo em mais de quatro anos.

De acordo com os números do Instituto da Vinha e do Vinho, as importações de vinho engarrafado português, licorosos, como o do Porto ou da Madeira, e espumantes, para o Reino Unido desceram 9,7 por cento em volume, de 213,362 hectolitros em 2012 para 192.584 hectolitros no ano passado. Já em termos de valor, houve uma quase estagnação, registando apenas uma subida de 0,2 por cento, de 71,497 milhões de euros em 2012 para 71,645 milhões de euros. «É um mercado muito difícil, onde há uma grande pressão fiscal e sobre o preço, mas também uma grande abertura a produtos novos por parte de lojas independentes e da restauração», vincou.Júlio Bastos, da Quinta do Carmo, no Alentejo, disse à agência Lusa que, apesar de ter um importador britânico, as vendas para o Reino Unido são pequenas em relação a mercados como Angola, EUA, Suíça, Bélgica e Brasil.

«Aqui querem preços baixos e por isso não entramos nos supermercados, os meus vinhos só vão para bons restaurantes», explicou. Jorge da Quinta, que começou a produzir vinho verde em Mondim de Basto no ano passado, veio ao certame procurar um importador porque as margens de lucro podem ser boas, apesar de ter uma pequena produção. «O mercado inglês é premium», garante.

Para Luís Castro, da Falua, um dos produtores com maior presença nos grandes retalhistas britânicos, o segredo tem sido «saber adaptar ao gosto inglês».
Isto implicou criar várias marcas, uma das quais, Tagus Creek, emulou nomes de vinhos australianos, e misturar castas tradicionais, como Trincadeira ou Aranogez, com outras estrangeiras, como Shiraz ou Cabernet Sauvignon.

Mas o resultado está à vista, garante: «Agora já conseguimos vender garrafas só de Touriga Nacional ou de Arinto. O país está lentamente a ter reconhecimento».
Segundo a ViniPortugal, participaram na prova de hoje, que incluiu pela primeira vez vinhos do Porto, cerca de 130 produtores e mais de 500 escanções, compradores, jornalistas, críticos de vinho, importadores e outros profissionais do setor britânicos.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 15, 2014, 02:05:18 pm
Exportações: Mais de metade dos vinhos portugueses foram para a Europa


Mais de metade das vendas além-fronteiras do setor de vinhos portugueses em 2013 teve como destino a União Europeia, tendo o valor atingido os 402,6 milhões de euros, indica um estudo da Informa D&B hoje divulgado.

As vendas de vinho para a União Europeia representaram 55% total das exportações do setor em 2013, tendo como principais mercados a França e o Reino Unido, segundo o estudo setorial.

Em 2013, as exportações do setor do vinho em Portugal cresceram 4% em relação ao ano anterior, situando-se nos 732 milhões de euros, de acordo com o estudo, que destaca «o bom desempenho das vendas no exterior» nos últimos anos.

«O crescimento das exportações em 2013 representou uma variação média anual de 6,5% face a 2009», adianta o estudo, destacando que mais de 60% das exportações registadas no ano passado corresponderam a vinhos com DOP - Denominação de Origem Protegida, caso do vinho do Porto que representou 45% do total das vendas além-fronteiras.

O crescimento das exportações tem motivado um aumento do excedente comercial com o exterior, que passou de 467 milhões de euros em 2009 para 610 milhões em 2013. Em 2013, verificou-se, no entanto, «um forte crescimento das importações», o que originou uma moderada redução do excedente comercial em relação ao valor observado em 2012.

O volume de produção provisório de vinho na colheita 2012-2013 foi de 6,3 milhões de hectolitros, o que significa um aumento de 12,2% em relação à colheita anterior. «A estimativa para a colheita 2013-2014 situa-se em 6.700 milhões de hectolitros», segundo o estudo. O número de empresas com atividade no setor registou "um ligeiro crescimento" no período 2010-2012, até se situar neste último ano em 799 unidades, face às 746 empresas em atividade em 2010.

Já o volume de emprego mostra uma tendência de queda, tendo passado neste período de 8.146 para 7.756 trabalhadores. Os operadores de pequeno tamanho predominam no setor, situando-se o número médio de empregados por empresa em 10 pessoas, com apenas 25 empresas a registarem mais de 50 trabalhadores.

A distribuição geográfica das empresas revela uma "acentuada concentração" na zona norte, onde se localizam cerca de metade do total das empresas.
Seguem-se a zona centro, com uma participação de cerca de 25%, e o Alentejo, com cerca de 15%, segundo o estudo.

Lusa
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Abril 24, 2014, 02:37:34 pm
Vinhos portugueses chegam a Singapura pela 1.ª vez


Pela primeira vez, os vinhos portugueses vão ser promovidos em Singapura. A associação nacional ViniPortugal pretende demonstrar o forte caráter gastronómico da produção vinícola nacional e atrair o interesse de um mercado com grande poder de compra.
 
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, a associação explica que a primeira iniciativa desenvolvida naquela região do sudeste asiático será um almoço de harmonização com vinhos para jornalistas a decorrer no dia 28 de Abril no restaurante Alkaff Mansion.
 
Durante este evento, o chef Marco Guccio vai proporcionar aos presentes um menu que potenciará a ligação dos vinhos portugueses à gastronomia e o mestre "sommelier" Evan Goldstein explicará as caraterísticas de cada vinho nacional, diferenciando-os pela diversidade e complexidade.
 
No dia seguinte, no mesmo espaço, terá lugar um almoço harmonizado cujo principal atrativo vai ser uma 'master class' de castas e regiões portuguesas para profissionais do sector, também conduzida por Goldstein, que vai orientar uma prova de 13 vinhos portugueses e apresentar as castas e regiões vinícolas lusitanas.
 
A promoção destas iniciativas em Singapura prende-se, segundo Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, com o facto de se tratar de "um mercado com elevado desenvolvimento económico, cosmopolita e com elevado poder de compra".
 
"Existe uma forte apetência e interesse pelos vinhos estrangeiros [em Singapura], que constitui uma oportunidade para os produtores nacionais", justifica o responsável.
 
A ViniPortugal é a associação interprofissional do setor vitivinícola que tem como missão promover a imagem de Portugal, enquanto produtor de vinhos por excelência.
 
O plano de marketing daquela entidade para este ano, no montante de 7,5 milhões de euros, prevê atingir 11 mercados internacionais estratégicos onde serão implementadas mais de 100 ações promocionais.

Boas Notícias
Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 12, 2018, 11:55:10 pm
Quebra de 50% na produção de vinho


Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 20, 2018, 11:54:00 am
O brexit poderia ser amargo para o vinho do Porto


Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 24, 2018, 04:07:58 pm
Alvarinho regista quebra de produção


Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 23, 2018, 05:48:36 pm
Sabrosa quer fazer vinho oficial da viagem circum-navegação


Título: Re: Sector Vinícola
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 14, 2018, 01:38:25 pm
O impacto do Brexit no comércio do vinho do Porto