ForumDefesa.com

Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Mundo => Tópico iniciado por: André em Novembro 25, 2007, 12:49:56 am

Título: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: André em Novembro 25, 2007, 12:49:56 am
Sequestrados e torturados dois estudantes que apelavam contra a reforma constitucional

Citar
Dois estudantes da Universidade Fermin Toro, de Barquisimeto, Estado de Lara (400 quilómetros a oeste de Caracas) que entregavam panfletos contra a reforma constitucional, foram sequestrados e depois torturados, revelaram hoje as televisões privadas venezuelanas.

Segundo o canal televisivo de notícias Globovisión os estudantes foram sequestrados pouco depois das 17:30 horas locais (21:30 horas em Lisboa) de sexta-feira, num centro comercial de Barquisimeto.

"Três estudantes da Universidade Fermin Toro estavam distribuindo informação contra a reforma constitucional, quando apareceu uma carrinha Chevrolet Blazer de cor preta, sem matrícula, com pessoas armadas que levaram dois deles", disse a Globovisión.

Segundo o canal os dois estudantes foram libertados durante a noite da última sexta-feira depois "de golpeados fortemente no rosto e com queimaduras de cigarros nos braços".

A Globovisión transmitiu imagens dos jovens depois de torturados e precisou que as queimaduras de cigarros foram feitas durante um interrogatório sobre as intenções do movimento de jovens universitários que nas últimas semanas tem promovido acções de rua contra a reforma constitucional.

A polícia venezuelana reprimiu, nas últimas semanas e nalgumas ocasiões violentamente, marchas de estudantes nas cidades de Caracas, Barquisimeto, Arágua, Táchira, Mérida e Valência.

A 2 de Dezembro os venezuelanos vão às urnas para decidir sobre a reforma aprovada pela Assembleia Nacional, que prevê alterar 69 artigos da Carta Magna, 33 deles sugeridos pelo presidente Hugo Chávez.

A reforma inclui mudanças polémicas, como a reeleição presidencial indefinida, o alargamento de seis para sete anos do mandato do chefe de Estado, o fim da autonomia do Banco Central e a introdução de novos conceitos de propriedade pública, social (comunal ou estatal), colectiva e privada.

Contempla ainda uma nova geometria do poder baseada em distritos, municípios e territórios federais e a criação de distritos insulares em que a unidade política primária assenta em cidades formadas por comunas ou células geo-humanas.

Prevê igualmente a atribuição ao Presidente da República de poderes para decretar regiões especiais militares com fins estratégicos de defesa em qualquer parte do território e a transformação das Forças Armadas Nacionais num organismo "essencialmente patriótico, popular e anti-imperialista".

Contempla ainda limitações às garantias processuais e à liberdade de imprensa se for decretado o estado de sítio.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Novembro 25, 2007, 01:38:06 am
Quem foi Simon Bolivar?

Citar
General e político venezuelano, nascido em 1783, em Caracas, e falecido em 1830, foi o principal protagonista das lutas pela independência das colónias espanholas na América do Sul.

Filho de uma família abastada, estudou na Europa e regressou em 1807 à Venezuela. Detentor de um pensamento revolucionário e de génio político-militar, não acreditava na democracia na América do Sul devido à imaturidade das populações, mas defendeu a abolição da escravatura e mostrou-se favorável a uma união dos povos. Em 1799 viajou para a Espanha com o propósito de aprofundar os seus estudos. Em Madrid ampliou os seus conhecimentos de História, Literatura, Matemática e aprendeu a Língua francesa. Na capital espanhola casou-se com María Teresa Rodríguez del Toro y Alaysa (26 de Maio de 1802) mas, de regresso à Venezuela, María veio a falecer de febre amarela (1803). Bolívar voltou à Europa em 1804, passando de novo pela Espanha antes de fixar residência em Paris.

No dia 14 de Agosto de 1805, no Monte Sacro, em Roma, Simón Bolívar proclamou diante de Simón Rodríguez e do seu amigo Francisco Rodríguez del Toro que não descansaria enquanto não libertasse toda a América do domínio espanhol (Juramento do Monte Sacro). O local tinha grande valor simbólico uma vez que havia sido palco de protesto dos plebeus contra os aristocratas na Roma Antiga. Ainda na Itália escalou o Vesúvio na companhia de Humboldt e do físico Louis Joseph Guy-Lussac. De regresso a Paris ingressou na Maçonaria.

Combateu o exército colonial espanhol, com o apoio do Reino Unido, em várias rebeliões, libertando a Venezuela em 1821, a Colômbia e o Equador em 1822, o Peru em 1824 e a Bolívia em 1825. Em 1826, ainda munido dum espírito unificador para a América Latina, convocou o Congresso do Panamá, mas os seus planos sofreram um revés ao ser acusado de tentar dominar, pela força, a região. Simón Bolívar faleceu vítima de tuberculose, solitário, num casebre em Santa Marta. Ficou conhecido como "o Libertador".  
Título:
Enviado por: André em Novembro 25, 2007, 11:04:30 pm
Hugo Chávez diz que as relações com Espanha também foram congeladas
 
Citar
O Presidente venezuelano Hugo Chávez garantiu hoje que até que o rei Juan Carlos de Espanha lhe apresente desculpas pelo incidente no encerramento da cimeira Ibero-americana, também as relações com Madrid serão congeladas.

A garantia foi feita durante a cerimónia realizada hoje em Maracaíbo, em que anunciou igualmente o congelamento das relações com a vizinha Colômbia.

"É como o caso de Espanha. Até que o rei de Espanha se desculpe, eu congelo as relações com Espanha, porque aqui há dignidade... dignidade", frisou Chávez, que continua a reafirmar, desde a cimeira Ibero-americana, em Santiago do Chile, que Juan Carlos lhe deve pedir desculpa por o ter interpelado com "porque é que não te calas" quando o presidente venezuelano insistia em interromper o primeiro-ministro espanhol, José Luís Zapatero, acusando o anterior chefe do governo de Madrid, José Maria Aznar de "fascista".

Na cerimónia realizada hoje em Maracaíbo, 700 quilómetros a Oeste de Caracas e a apenas 30 quilómetros da fronteira com a Colômbia, Chávez anunciou que tinha decidido congelar as relações com Bogotá, na sequência da anulação pelas autoridades colombianas do seu mandato de mediação na questão dos reféns da guerrilha colombiana.

"Declaro ao mundo que coloco as relações com a Colômbia no congelador. Já não acredito em ninguém no governo colombiano", disse Chávez.

No sábado, Hugo Chávez tinha já declarado que se sentia "traído" pela decisão de Álvaro Uribe em lhe retirar a mediação no conflito que opõe Bogotá à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbias (FARC), designadamente no processo para a troca entre 500 guerrilheiros presos e um grupo de 45 reféns, entre as quais a franco-colombiana Ingrid Betancourt e três norte-americanos, um deles luso-americano.

A decisão (de Uribe) "vai afectar as relações bilaterais", sentenciou então Chávez.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Novembro 26, 2007, 06:43:50 pm
Homem morre em protestos contra Chávez

Citar
Um trabalhador de 19 anos morreu hoje num protesto contra a reforma constitucional prevista pelo presidente Hugo Chávez no estado de Aragua, Venezuela, indicou o vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, que responsabilizou os manifestantes opositores pela morte.
Além disso, 80 pessoas foram detidas, disse Rodríguez falando aos jornalistas numa acção de campanha eleitoral para o referendo sobre a reforma constitucional, previsto para 2 de Dezembro.

Segundo Rodriguez, um grupo de pessoas em Aragua ateou fogo a pneus e fechou a passagem de algumas vias, em manifestações de rejeição à reforma constitucional de teor socialista.

O jovem, identificado como José Aníbal Oliveros, dirigia-se para o trabalho quando encontrou as ruas fechadas.

«Não deixaram que ele passasse, dispararam a matar. Vamos actuar com toda a força da lei», afirmou Rodríguez.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Novembro 26, 2007, 09:54:42 pm
Igreja Católica refuta ataques de Chávez

Citar
A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) refutou os recentes «ataques difamatórios e injuriosos» contra a hierarquia católica da Venezuela e considerou a reforma constitucional que será referendada a 02 de Dezembro, como «desnecessária, moralmente inaceitável e inconveniente para o país».

«Reiteramos a nossa convicção expressa em anteriores documentos de que a reforma é desnecessária, moralmente inaceitável e inconveniente para o país», refere a CEV num comunicado a que a Agência Lusa teve acesso.

O documento explica que além de «restringir muitos direitos humanos, civis, sociais e políticos, consagrados na Constituição», a reforma constitucional «cria motivos de discriminação política e introduz novos campos de confrontos e polarização entre os venezuelanos».

A CEV pede «a todos os eleitores que participem activamente e se expressem livre e conscientemente com o voto» e recorda «ao Conselho Nacional Eleitoral a imperiosa obrigação constitucional, democrática e ética, que tem ante Deus e ante a Pátria de assegurar a transparência da consulta», tanto no período de campanha como na «entrega de resultados».

Por outro lado, a CEV considera que os venezuelanos vivem «dias prévios a uma decisão histórica da qual dependerá o futuro» da Venezuela, apelando para o «respeitos pelos outros» para que «impere um clima de paz e de sã convivência».

O documento sublinha ainda que «todos os cidadãos têm o direito de ter uma opinião sobre a proposta de reforma e a expressá-la democraticamente» e que ninguém deve «insultar» os que discordam dela.

No comunicado, a CAV refuta ainda as recente críticas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, à hierarquia da Igreja Católica.

«Repudiamos os ataques, difamatórios e injuriosos contra o Sr. Cardeal Jorge Urosa Savino, Arcebispo de Caracas, os bispos em geral e outros personagens e sectores do povo venezuelano», afirma.

Na última sexta-feira, no programa «La Hojilla» da estação estatal Venezuelana de Televisão (VTV), Hugo Chávez acusou os bispos venezuelanos de «malfeitores», vagabundos«, «desavergonhados», «mentirosos», «golpistas» e «traidores de Jesus».

Acusou-os ainda de «estúpidos» e «tarados mentais» e classificou o arcebispo de Caracas, cardeal Jorge Urosa Sabino, de «bandido da pior laia».

«Que o diabo os receba no seu seio, monsenhores. Faço-vos uma cruz em nome dos verdadeiros cristãos. Vocês são o próprio demónio, defensores dos mais podres interesses», disse Chávez.

«Os bispos sabem o que sabem, sabem que estão mentindo descaradamente e isso os faz uns vagabundos, desde o cardeal para baixo«, acrescentou o presidente da Venezuela.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 26, 2007, 10:23:43 pm
Um verdadeiro presidente-pimba!:mrgreen:
À distância, o tipo tem piada.
Título:
Enviado por: André em Novembro 26, 2007, 10:25:39 pm
Citação de: "Luso"
Um verdadeiro presidente-pimba!:mrgreen:
À distância, o tipo tem piada.


Pois mas pode propagar-se, a Bolivia e a Nicaragua já foram afectadas.  :conf:
Título:
Enviado por: André em Novembro 26, 2007, 10:37:25 pm
Proibida divulgação de sondagens sobre referendo

Citar
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela proibiu hoje a divulgação de sondagens de opinião sobre a reforma constitucional, que será referendada a 02 de Dezembro.

Em comunicado divulgado na imprensa venezuelana, o CNE informa os «representantes dos blocos do 'sim' e do 'não' e dos meios de comunicação social» da «proibição de divulgar sondagens», ao abrigo do artigo 209º da Lei Orgânica de Sufrágio e Participação Política.

Segundo a presidente do CNE, Tibisay Lucena, «não se pode publicar, explicar ou fazer menção, ou referência a sondagens» porque o tempo até ao referendo deve ser usado para a respectiva campanha.

A 02 de Dezembro, os venezuelanos vão às urnas para decidir sobre a reforma aprovada pela Assembleia Nacional, que prevê alterar 69 artigos da Carta Magna, 33 deles sugeridos pelo presidente Hugo Chávez.

A reforma inclui mudanças polémicas, como a reeleição presidencial indefinida, o alargamento de seis para sete anos do mandato do chefe de Estado, o fim da autonomia do Banco Central e a introdução de novos conceitos de propriedade pública, social (comunal ou estatal), colectiva e privada.

Contempla ainda uma nova geometria do poder baseada em distritos, municípios e territórios federais e a criação de distritos insulares em que a unidade política primária assenta em cidades formadas por comunas ou células geo-humanas.

Prevê igualmente a atribuição ao Presidente da República de poderes para decretar regiões especiais militares com fins estratégicos de defesa em qualquer parte do território e a transformação das Forças Armadas Nacionais num organismo «essencialmente patriótico, popular e anti-imperialista».

Contempla ainda limitações às garantias processuais e à liberdade de imprensa se for decretado o estado de sítio.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Novembro 28, 2007, 12:11:09 pm
Chávez diz que «bando de fascistas não vai deter a História»

Citar
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a denunciar alegados «planos de desestabilização» e afirmou que «um bando de fascistas» não vai conseguir deter «a marcha da História», salientando que as autoridades estão preparadas para enfrentar qualquer situação.
«Faremos o que for preciso fazer», disse Chávez, num discurso de cerca de duas horas no programa «La Hojilla» do canal estatal Venezolana de Televisión, que terminou esta madrugada.

«Um bando de fascistas não vai conseguir deter a marcha da História», disse o presidente venezuelano, referindo supostos planos para causar distúrbios no referendo de domingo sobre a reforma constitucional.

Ao chamar os venezuelanos a votar a favor da reforma, Chávez disse que as forças da ordem estão preparadas para responder contra distúrbios de rua.

«Eu disse aos generais, almirantes e oficiais comandantes de guarnição que redobrem a inteligência. A melhor guerra é a que se ganha sem disparar um tiro», disse.

«Em todo caso, as Forças Armadas estão activadas. A ordem que dei é de neutralizar, travar, evitar. Mas faremos o que for preciso», disse.

Chávez defendeu as respectivas propostas de alteração constitucional, afirmando que se destinam a dar «mais poder» ao país.

«Vamos ganhar com limpeza. Aconselho serenidade. Vamos a outra grande vitória», acrescentou.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 28, 2007, 12:43:01 pm
Esquerda caviar... :roll:
Título:
Enviado por: FinkenHeinle em Novembro 30, 2007, 08:41:39 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Esquerda caviar... :wink:
Título:
Enviado por: André em Novembro 30, 2007, 11:22:40 pm
Citação de: "FinkenHeinle"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Esquerda caviar... :wink:


O Cabeça de Martelo não estava a falar no Lula da Silva, mas sim no Chavez.  :wink:
Título:
Enviado por: André em Novembro 30, 2007, 11:28:27 pm
Portugueses marnifestam-se a favor da reforma constitucional de Hugo Chávez

Citar
Milhares de venezuelanos, entre eles dezenas de portugueses, manifestaram-se, hoje, em Caracas, em apoio à reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez, que será referendada no domingo.

Vestidos com t-shirts vermelhas e empunhando cartazes com a palavra "sim" e a foto do presidente Hugo Chávez, portugueses e venezuelanos desfilaram até à Av. Bolívar de Caracas (centro), onde quinta-feira milhares de opositores se manifestaram contra a reforma constitucional.

"Sim, sim, agora sim", "Chávez, amigo, o povo está contigo" e "uh! Ah! Chávez não se vai (embora)" eram algumas das palavras de ordem ditadas e cantadas pelos manifestantes que argumentam que a reforma constitucional dará "mais poder ao povo".

Maria de Lourdes Ferreira de Olival, natural de Vilanzuelos do Chão, Algodres, foi uma entre as dezenas de portugueses que hoje se manifestaram a favor de Chavez.

Para ela, é importante aprovar a reforma constitucional porque Hugo Chávez é o "melhor" presidente que a Venezuela teve desde que chegou ao país, há 30 anos.

"Eu amo-o, porque é o primeiro presidente que chegou à Venezuela que defende os pobres. Estou aqui há 30 anos e, antes do Chávez chegar, eu perguntava sempre porque é que na Venezuela não valorizam o ser humano".

"Digam o que disserem, no estrangeiro ou na Venezuela, é o único presidente que é verdadeiramente humano, que ajuda os pobres. Toda a vida, enquanto Chávez houver na Venezuela, vou votar nele", disse à Agência Lusa e à RTP-Madeira.

No seu entender, a reforma constitucional "dá a possibilidade aos pobres, profissionais liberais e desempregados, de terem direito à segurança social, o que antes eram só para doutores e cultos".

Vai votar "sim" porque "a reforma promove a igualdade social", adianta.

Interrogada sobre a possibilidade do presidente Hugo Chávez concentrar excessivamente o poder, ela argumenta: "Chávez terá só o poder que o povo lhe der".

"Chávez está consciente e nós também, que não tem poder, porque quem tem o poder somos nós (povo) e ele terá só o que lhe dermos".

Vários manifestantes explicaram à Agência Lusa que o presidente Hugo Chávez "ajuda muito as pessoas pobres" e que "a reforma fortalecerá os programas de assistência social.

A manifestação de hoje, a favor da reforma constitucional, aparentava ter muito mais participantes do que a realizada quinta-feira, dia do fecho de campanha pelos opositores do presidente Hugo Chávez.

Vários conrespondentes estrangeiros disseram à agência Lusa estarem a sentir dificuldades em transmitir as suas imagens para o exterior do país, por não lhes ter sido dada a autorização necessária.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 01, 2007, 02:16:27 pm
Chávez ameaça interesses dos EUA e de Espanha

Citar
O presidente venezuelano Hugo Chávez, que este domingo submete a sua proposta de reforma constitucional a um referendo nacional, ameaçou agir contra interesses dos EUA e da Espanha no país.
No comício de encerramento da campanha para o escrutínio deste fim-de-semana, Chávez reiterou denúncias que vem fazendo há alguns dias contra a CIA e a administração de George W. Bush e prometeu que, se os norte-americanos tentassem boicotar o referendo «não haverá nem mais uma gota de petróleo» para os Estados Unidos.

Zeloso, Chávez adiantou que a segurança das instalações petrolíferas será reforçada com forças militares no domingo.

Sobre a Espanha e recuperando o incidente da Cimeira Ibero-Americana (quando o Rei de Espanha se lhe dirigiu com um «porqué no se calla?»), Chávez voltou a insistir no pedido de desculpas por parte do monarca espanhol.

Endurecendo o discurso perante milhares de apoiantes disse ainda que, caso não receba o reclamado pedido de desculpas do monarca Juan Carlos, começará a pensar em tomar medidas (visando interesses espanhóis na Venezuela).

Neste sentido afirmou: «(…), compraram alguns bancos por aqui (…). Não me custa nada voltar nacionalizá- los». Segundo a imprensa espanhola, os visados nesta ameaça são os grupos Santander e BBVA.

Na consulta popular de domingo, cerca de 16 milhões d e eleitores irão votar uma reforma constitucional à Carta Magna de 1999, com base na qual o presidente Chávez reforça os seus poderes (incluindo a possibilidade de se manter indefinidamente na presidência), propondo mais algumas medidas de carácter económico e social.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: FinkenHeinle em Dezembro 01, 2007, 05:58:47 pm
Citação de: "André"
Citação de: "FinkenHeinle"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Esquerda caviar... :wink:

O Cabeça de Martelo não estava a falar no Lula da Silva, mas sim no Chavez.  :wink:  :twisted:
Título:
Enviado por: papatango em Dezembro 01, 2007, 09:33:28 pm
Não acredito que seja possível uma vitória do Não nesse referendo.

O Chavez vai fazer tudo o que estiver ao alcance para ganhar, nem que seja com fraude.

Nota-se o costume dos caudilhos ditadores de ameaçar com o perigo externo quando o tapete começa a ficar instável.

Chavez começa a atacar de traidores todos os venezuelanos que não se regem pela sua cartilha.
Mas num mundo onde o Czar voltou ao Kremlin e onde um elemento da policia política do PC soviético se auto coroa imperador não podemos achar estranho que este tipo de coisas aconteça.
Título:
Enviado por: André em Dezembro 01, 2007, 10:21:10 pm
Citação de: "papatango"
Não acredito que seja possível uma vitória do Não nesse referendo.

O Chavez vai fazer tudo o que estiver ao alcance para ganhar, nem que seja com fraude.

Nota-se o costume dos caudilhos ditadores de ameaçar com o perigo externo quando o tapete começa a ficar instável.

Chavez começa a atacar de traidores todos os venezuelanos que não se regem pela sua cartilha.
Mas num mundo onde o Czar voltou ao Kremlin e onde um elemento da policia política do PC soviético se auto coroa imperador não podemos achar estranho que este tipo de coisas aconteça.


E quando um extremista islâmico está no governo do Irão. :roll:
Título:
Enviado por: André em Dezembro 02, 2007, 02:10:12 pm
Venezuelanos votam «sim» ou «não» ao Estado socialista de Chávez

Citar
Os venezuelanos começaram já hoje a votar no referendo sobre a polémica reforma constitucional do presidente Hugo Chávez, que quer instaurar um Estado socialista e reforçar os respectivos poderes.
Em Caracas, os moradores foram acordados pelos partidários do governo, que promoveram um grande «buzinão» nas primeiras horas do dia, muito antes da abertura oficial da votação, às 06:00 locais.

Cerca de 16 milhões de eleitores são convidados a dizer «sim» ou «não» a uma reforma que permitiria a Chávez candidatar-se às presidenciais sem limites de mandatos e censurar a imprensa em caso de crise.

Grupos de pessoas, sobretudo simpatizantes do governo, aguardaram durante horas nos bairros populares da capital frente às assembleias de voto, que encerram às 16:00 locais.

«Todos às urnas», «um dia histórico para a Venezuela», clamavam as pessoas na multidão.

Eleito desde 1999 para presidir a maior potência petrolífera da América Latina, Chávez, ex-oficial golpista de 53 anos e grande amigo dos líderes cubano, Fidel Castro, boliviano Evo Morales e iraniano, Mahmud Ahmadinejad, proclamou a intenção de «dar o poder ao povo», classificando os seus detratores de «traidores».

O projecto de alteração da Constituição, que defende um modelo económico socialista, divide profundamente a população, inclusivamente entre as camadas sociais populares, feudos tradicionais do regime.

As últimas sondagens, que apontam para um empate entre o «sim» e o «não», fazem temer o risco de eclosão da violência na Venezuela, onde Chávez ganhou folgadamente todas as eleições realizadas até agora.

Reeleito no ano passado até 2013, o presidente venezuelano, que diz suspeitar que a Casa Branca de apoia a contestação, ameaçou o «império americano» de cortar o fornecimento de petróleo aos Estados Unidos em caso de tumultos após o referendo.

Sexto exportador mundial de petróleo, o país sul-americano, membro da OPEP, vende actualmente aos Estados Unidos quase 60% da respectiva produção, que se eleva a 2,6 milhões de barris por dia (mbd) segundo a Agência do Departamento da Energia norte-americano, e a 3,2 mbd segundo os dados oficiais.

A campanha transcorreu num clima de violência marcado por vários enfrentamentos entre as forças da ordem e os opositores à reforma.

O movimento de contestação é simbolizado pelos estudantes, que denunciam a instauração de uma «ditadura cubana» na Venezuela e anunciaram a intenção de estar presentes em todos os centros de votação para evitar as fraudes.

Novo herói da oposição, o ex-general Raúl Baduel, ex-companheiro de Chávez, apelou aos venezuelanos a votarem contra a reforma, que classificou como um «golpe de Estado».

Mais de 100.000 soldados foram mobilizados em todo o país para garanti a segurança na votação, que não conta com a supervisão habitual da União Europeia (UE) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) já que o governo convidou os seus próprios observadores internacionais.

O porte de armas e as manifestações perto dos centros de votação foram hoje proibidos na Venezuela, país que tem uma das taxas de homicídios por armas de fogo mais elevada do mundo.

Diário Digital
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Dezembro 02, 2007, 08:00:00 pm
Alguem duvida do resultado? So quem for ingenuo!
Título:
Enviado por: Mar Verde em Dezembro 03, 2007, 08:01:57 am
Citar
Chavez defeated over reform vote
Venezuelan President Hugo Chavez has narrowly lost a referendum on controversial constitutional changes.

KEY PROPOSALS

Indefinite re-election of president, term increased from 6 to 7 years

Central Bank autonomy ended

Structure of country's administrative districts reorganised

Maximum working day cut from 8 hours to 6

Voting age lowered from 18 to 16

Social security benefits extended to workers in informal sector


Voters rejected the raft of reforms by a margin of 51% to 49%, the chief of the National Electoral Council said.

Mr Chavez described the defeat as a "photo finish", and urged followers not to turn it into a point of conflict.

Correspondents say the opposition could barely hide their delight and that the victory will put a brake on Mr Chavez's self-styled "Socialist revolution".

Celebrations by the opposition began almost immediately in the capital, Caracas, with activists cheering, beeping car horns and waving flags.

Mr Chavez swiftly conceded and urged the opposition to show restraint.

"To those who voted against my proposal, I thank them and congratulate them," he said. "I ask all of you to go home, know how to handle your victory."

He insisted that he would "continue in the battle to build socialism".

"Don't feel sad," he told his supporters, saying there were "microscopic differences" between the "yes" and "no" options.

He said the reforms had failed "for now" but they were "still alive".

'Too much power'

The result marks the president's first electoral reverse since he won power in an election in 1998.



Since then he has set about introducing sweeping changes in the country's laws aimed at redistributing Venezuela's oil wealth to poorer farmers in rural areas.

Just a year ago, he was re-elected with 63% of the vote.

With his constitutional reform proposals, Mr Chavez was seeking an end to presidential term limits and the removal of the Central Bank's autonomy.

Having lost the vote, the current rules state that he will have to stand down in 2013.

The main opposition parties had claimed during the referendum campaign that Mr Chavez was seeking to give himself too much power, and was trying to establish a dictatorship.

Mr Chavez said the package of reforms was necessary to "construct a new socialist economy".

Story from BBC NEWS:
http://news.bbc.co.uk/go/pr/fr/-/2/hi/a ... 124313.stm (http://news.bbc.co.uk/go/pr/fr/-/2/hi/americas/7124313.stm)
Título:
Enviado por: André em Dezembro 03, 2007, 09:30:53 am
Edições online espanholas falam na 1ª derrota de Chávez

Citar
A imprensa escrita espanhola destaca hoje o resultado renhido do referendo constitucional da Venezuela, cabendo às edições electrónicas, devido à diferença horária, destacar a «primeira derrota de Chávez desde 1998».
Esse é o destaque de hoje de manhã na página online da Europa Press, principal agência de noticias privada de Espanha, que refere a vitória do não «por escassa margem» no referendo de domingo.

Devido à diferença horária, a imprensa escrita destaca o resultado renhido, com o jornal Público a referir em primeira página que Hugo Chávez «compromete-se a acatar o que digam as urnas».

No interior, porém, o jornal destaca que «Chávez roça a vitória», explicando depois os elementos centrais da reforma constitucional proposta.

Também o El Pais sugeria que o referendo poderia terminar com um vitória mínima do «sim», recordando declarações de Chávez de que respeitará o resultado, «seja ele qual seja».

O jornal dedica três páginas ao tema, que abre o seu caderno de Internacional, que inclui um artigo sobre a situação actual na Venezuela, intitulado «um país com luxos mas sem leite» onde «a insegurança dos cidadãos e a corrupção minam a revolução chavista».

O jornal conservador ABC refere que ambas as partes reivindicam vitória.

O jornal usa uma foto de Chávez com o seu neto ao colo e uma imagem da votação dos venezuelanos em Madrid para ilustrar duas páginas de artigos, entre eles comentários de observadores eleitores do Parlamento Europeu, em Caracas, que denunciam «falta de neutralidade».

O matutino El Mundo também apontava para a vitória do «sim», realçando no entanto a baixa participação no referendo, com três páginas de cobertura e análise, incluindo artigos de opinião de opositores a Hugo Chávez.

O La Vanguarda, de Barcelona, é um dos poucos que não dá ao referendo da Venezuela honra de abertura do caderno internacional, optando pela cobertura das eleições na Rússia.

As relações entre Espanha e a Venezuela têm estado em clima de tensão desde que o rei Juan Carlos, de Espanha, mandou calar o presidente venezuelano durante a cimeira ibero-americana, realizada no Chile a 09 e 10 de Novembro.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 03, 2007, 08:16:31 pm
Relógios atrasam meia hora no próximo domingo

Citar
- A hora oficial na Venezuela será atrasada em 30 minutos no próximo domingo (9 de Dezembro), confirmou hoje, em Caracas, o ministro do Poder Popular para a Ciência e Tecnologia, Héctor Navarro.

Segundo o ministro venezuelano, a mudança horária terá lugar pelas 03:00 locais (07:00 em Lisboa), passando os relógios a marcas 02:30.

Héctor Navarro explicou que a nova hora procura "dar um melhor uso à energia e adequar a hora ao pôr-do-sol"

A hora venezuelana actual, fixada em 1964, está regida pelo meridiano 60º, que estabelece uma diferença horária de menos quatro horas (-4:00) em relação a Greenwich.

A nova hora passará a reger-se pelo meridiano 66º, que estabelecerá uma diferença horária de -4:30.

O Presidente Chávez defende a medida, afirmando que as actuais divisões horárias foram impostas pelos Estados Unidos e oficialmente uma das justificações indicadas por Chávez é dar mais tempo de dias às crianças em idade escolar.

Lusa


 :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: André em Dezembro 05, 2007, 05:50:39 pm
Parlamento e eleitores poderão retomar reforma

Citar
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, admitiu hoje que está impedido de insistir em reformar a Constituição depois da derrota de domingo nas urnas, mas disse que os eleitores e o Parlamento estão habilitados a retomá-la.
«Adversários, não achem que estamos a chorar. Teremos que dizê-lo, sobretudo ao império americano, que estamos mais fortes do que nunca e continuaremos em frente a construir o socialismo. Não perdemos nada», declarou.

Ao falar durante 45 minutos num programa de TV nocturno da emissora VTV, Chávez reiterou que «virá a nova ofensiva» em busca de uma próxima tentativa eleitoral.

A Constituição de 1999, que o Governo tentou modificar, estabelece que uma «iniciativa de reforma constitucional que não seja aprovada não poderá ser apresentada de novo num mesmo período constitucional».

Também estabelece que «a iniciativa da reforma desta Constituição poderá ser tomada» pela Assembleia Nacional «mediante acordo aprovado pelo voto da maioria dos seus membros» ou pelos eleitores, com «um número não menor de 15%» do eleitorado - actualmente de pouco mais de 16 milhões de venezuelanos.

«A proposta de reforma continua. É certo que neste período constitucional eu já perdi o direito a apresentar outra como iniciativa minha, mas o povo tem o poder e o direito de apresentar, se assim quiser, uma solicitação antes de este período terminar, para o que ainda falta cinco anos», lembrou Chávez.

O presidente também rejeitou os apelos à reconciliação que os adversários fazem insistentemente e exortou-os a «avaliar a sua vitória de Pirro».

«Se tivessem acabdo de contar, isto teria terminado em empate técnico. E quem sabe se recontando nós teríamos ganho, mas eu tomei a decisão, sem pressões de nenhum tipo, de optar pela derrota ideal», alegou.

«Optei por uma derrota ideal. Bom, não digamos ideal, optei pela melhor forma de ser derrotado, em vez de optar por uma vitória catastrófica, ou a possibilidade de uma vitória catastrófica. E por isso disse ’não quero uma vitória nestas condições`», frisou.

Com quase 90% dos votos apurados, a vitória do «não» à reforma constitucional foi selada com o voto de 4,5 milhões do total de 8,8 milhões.

A abstenção foi de 7,2 milhões de eleitores.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 05, 2007, 10:08:13 pm
Chavez insurge-se contra a "vitória de merda" da oposição e anuncia novo referendo

Citar
O presidente venezuelano deixou hoje transparecer a sua cólera depois da derrota no referendo de domingo, declarando que a oposição obtivera uma "vitória de merda" e reiterou que a reforma da Constituição irá às urnas outra vez.

"Foi uma vitória de merda e a nossa uma derrota de coragem", afirmou Hugo Chavez num discurso pronunciado no Palácio presidencial de Caracas e transmitido pela televisão oficial VTV.

Cercado de todo o estado-maior do Exército, o presidente venezuelano organizou esta cerimónia para desmentir rumores veiculados pela imprensa acusando-o de ter querido recusar admitir a sua derrota antes de ser instado por alguns militares a recuar na sua decisão.

"Para mim foi a melhor derrota", porque uma "vitória pírrica (...) teria antes sido catastrófica" e "a esta altura o país estaria incendiado e nunca teria ficado claro quem ganhou".

"As dúvidas, e com razão, teriam sido dirigidas contra mim", sustentou.

Repetiu, como já dissera às primeiras horas de hoje, numa chamada telefónica para um programa da VTV, que a proposta de reformar a Constituição será submetida a novo referendo numa data que não precisou.

A sua reforma, que visava assegurar-lhe a possibilidade de se fazer reeleger sem limites de mandatos e a passar para a Constituição os contornos de um Estado socialista, foi rejeitada por 51 por cento dos votos no referendo de domingo.

Lusa
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 07, 2007, 11:53:37 am
Citação de: "Walter Gomes"
http://www.youtube.com/v/YYs2IDfVRpw&rel=1

Video filmado en Chacao. Zona de Caracas con gran concentracion de Portugueses. Chavistas armados atacan a manifestantes desarmados,estos (los antichavistas)no huyeron, mas bien los persiguieron y los retrocedieron hasta el predio de donde salieron.
Sobran las palabras!


 :evil:

Muito democráticos os Chavistas, não são?
Título:
Enviado por: André em Dezembro 07, 2007, 06:55:15 pm
Chávez diz que deixará o poder em 2012

Citar
O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, criticou na quinta-feira os seus simpatizantes por não terem comparecido todos às urnas no referendo constitucional de domingo e anunciou que terá de deixar o poder em 2012.

«Estive estes dias a reflectir muito e tenho de deixar o governo no ano 2012. Vocês não aprovaram a reforma, eu tenho de ir (embora)», disse.

Hugo Chávez falava a um grupo de simpatizantes, no Poliedro de Caracas, que ruidosamente manifestaram o seu desacordo em que deixe a Presidência da República.

«Por mais que gritem, a verdade é a verdade, o sim perdeu em Miranda e em Caracas, tomem nota, perdeu em Petare, nos bairros não foram votar, uma boa parte não foi votar, milhões que não foram votar«, disse.

Sublinhou ainda que »vocês poderão dizer o que queiram mas não têm desculpa, falta de consciência, de resolução, pela pátria, não têm desculpas, um revolucionário não procura uma desculpa«.

Segundo Hugo Chávez, algumas das desculpas dos seus simpatizantes »são escusas de débeis, de cobardes e de preguiçosos, dos que têm falta de consciência, de pátria, de consciência revolucionária«.

Insistiu que »estamos a enfrentar o império dos Estados Unidos« e que os resultados do referendo constitucional de 2 de Dezembro são uma advertência »se nos descuidamos e não fazemos o trabalho que temos que fazer e nos deixamos confundir«.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 08, 2007, 01:56:59 pm
Hugo Chávez tem nova rival: a sua ex-mulher

Citar
Uma nova voz emergiu no combate contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a sua sociedade socialista: a sua ex-mulher Marisabel Rodriguez.

Esta luta não é contra uma pessoa em particular», disse Marisabel Rodriguez numa entrevista em sua casa à Associated Press.

«Esta luta é contra o perigo de ter a mesma pessoa no poder por muito tempo». A ex-mulher de Chávez esteve afastada da exposição pública desde que se divorciou do presidente em 2004.

Mas a ex-primeira dama reapareceu agora apelando aos eleitores a votar «não» no referendo do último domingo em que se decidia sobre uma alteração constitucional que iria permitir a Chávez ser reeleito por um número indefinido de mandatos.

Chávez perdeu o referendo por uma curta margem, a sua primeira derrota nas urnas em quase nove anos na presidência. «Estávamos à beira de passar um cheque em branco ao presidente», disse, concluindo que este seria o «caminho para o totalitarismo».

Rodriguez negou qualquer interesse em candidatar-se à presiência, mas a sua posição pública contra Chávez transformou-a numa líder de oposição.

Enquanto primeira dama, fez parte da assembleia que votou a Constituição de 1999. Agora propõe uma emenda para encurtar os mandatos presidenciais de seis para quatro anos, dizendo que Chávez já esteve no poder tempo suficiente. Marisabel falou também em defesa dos dissidentes políticos e estudantes contra o presidente.

SOL
Título:
Enviado por: André em Dezembro 09, 2007, 06:09:24 pm
Cardeal denuncia ter sido agredido em Caracas

Citar
O cardeal D. Jorge Urosa Sabino denunciou, no sábado, aos prelados venezuelanos, que foi agredido verbal e fisicamente por um grupo de pessoas afectas ao Presidente Hugo Chávez, junto do Palácio Arcebispal de Caracas.

Na carta enviada aos arcebispos e bispos venezuelanos, a que a Agência Lusa teve acesso, D. Jorge Urosa Sabino, quem também é arcebispo de Caracas, explica que as agressões ocorreram pelas 15h20 locais de sexta-feira (19h20 em Lisboa), «quando saía do Palácio, no meu carro e com o meu motorista».

O cardeal precisa: «Fui violentamente agredido verbal e fisicamente, ainda que não tenha recebido golpes, porque estes e os pontapés foram dados ao carro» (um Toyota Yaris da Arquidiocese de Caracas).

Sublinha ainda que «foram umas 15 pessoas das que integram o grupo violento chamado "La Esquina Caliente"» com reputação de serem simpatizantes do Presidente Hugo Chávez.

D. Jorge Urosa explica ainda que tiveram dificuldade em avançar e que «não houve protecção de parte da Polícia de Caracas» que permanecia a escassos metros, junto do Conselho Municipal.

«Deixei duas mensagens sobre o assunto ao ministro (do Interior e Justiça) Pedro Carreño que não me replicou o telefonema», diz.

Desde a chegada de Hugo Chávez ao poder (finais de 1998) que as relações entre a Igreja Católica venezuelana e o Governo têm passado por altos e baixos, tendo o Chefe de Estado, numa ocasião, dito que era um «cancro na sociedade».

Mais recentemente, as relações passaram por momentos de tensão quando os bispos advertiram os católicos que a reforma constitucional (referendada e recusada a 2 de Dezembro último) era «desnecessária, moralmente inaceitável e inconveniente para o país».

Os bispos consideraram também que a reforma «restringia muitos direitos humanos, civis, sociais e políticos, consagrados na Constituição».

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 09, 2007, 06:28:53 pm
A Venezuela tem fuso horário próprio

Citar
Hugo Chávez já o havia prometido em Agosto e adiado duas vezes mas, a partir de hoje, domingo, a Venezuela passa a regular-se por um fuso horário exclusivo, atrasando os relógios em meia hora.

A medida fará com que as pessoas encontrem uma maior quantidade de luz solar no momento em que acordam, o que, segundo o presidente venezuelano, aumentará a produtividade no país, sem mostrar qualquer preocupação relativamente às vozes que o critiquem o desdenhem da ideia: «Não me importo se me chamarem maluco, mas a nova hora irá para a frente».

Os críticos, contudo, defendem que a medida é desnecessária e que se trata de um mero capricho de Chávez, desejoso de ter um fuso horário diferente do que rege parte dos Estados Unidos.

Com o novo fuso, a Venezuela fica quatro horas e meia atrasada relativamente há hora GMT, a partir do meridiano de Greenwich (e de Lisboa) e descompassada dos seus vizinhos.

Para o Ministro da Ciência e Tecnologia da Venezuela, Hector Nacarro, a medida é saudável sobretudo pelo argumento usado pelo presidente: «Creio que é muito positivo que, enquanto houver luz, nós a possamos aproveitar».

O presidente já havia aplicado o argumento aos jovens estudantes – nomeadamente às crianças – que «se levantam às 5h da manhã, chegam à escola mortas de cansaço. E porquê? Por causa da nossa hora».

Esta é a última de uma série de medidas apresentadas por Chávez, depois de ter mudado o nome oficial do país ou a bandeira.

SOL
Título:
Enviado por: André em Dezembro 12, 2007, 12:32:47 pm
Proibição de compra de divisas leva a fecho de jornais

Citar
O jornal venezuelano Correo del Caroní circulou hoje pela última vez em versão impressa devido às dificuldades em comprar divisas para importar papel, situação que poderá levar também ao cancelamento de vários jornais regionais.

«Amanhã [quarta-feira] já não circulará o Correo del Caroní porque o regime de [Hugo] Chávez nega os dólares à empresa Dipalca, importadora do papel de jornal que utilizamos na impressão deste diário desde há muitos anos», diz o diário no editorial de hoje.

Desde Fevereiro de 2003 que vigora na Venezuela um regime de controlo cambial que impede a livre aquisição ou troca de moeda estrangeira no país, estando as divisas para importações condicionadas a aprovação pela Comissão de Administração de Divisas (Cadivi).

A não concessão de divisas para importar papel afecta também, segundo o director do jornal El Nacional, Miguel Henrique Otero, muitos outros jornais que poderão deixar de circular em breve.

«Que os inimigos da liberdade de expressão, os chefes da corrupção não celebrem«, apelou David Natera, director do Correo del Caroní, assegurando que o jornal actualizará diariamente uma versão electrónica no endereço www.correodelcaroni.com (http://www.correodelcaroni.com).

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 18, 2007, 02:51:28 pm
Chávez acusa Europa e EUA de «plano conspirativo»

Citar
O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou na segunda-feira a oligarquia e a imprensa da Europa e EUA de terem «uma agenda anti-Venezuela» e um «plano conspirativo» contra o seu Governo para fomentar uma invasão do país.
«Eu alerto contra um novo plano imperial», disse Hugo Chávez durante um acto evocativo dos 177 anos da morte de Simón Bolívar, que teve lugar no Panteão Nacional.

«Começou um novo ataque vindo da Europa e da América, a imprensa oligárquica já começou a dizer que a Venezuela é um santuário do narcotráfico, da guerrilha», disse.

Segundo o Presidente venezuelano, a imprensa recomenda que «os exércitos de outros países deveriar vir até cá» para eliminar os acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC), mas o principal objectivo é apoderar-se da riqueza petrolífera do país.

«Alerto os governos da América Latina, os líderes da América Latina, sobretudo aqueles que têm muito boas relações com os Estados Unidos (...) que não podem estar de bem com Deus e com o diabo (...) chegou a hora de definições», disse o Presidente venezuelano que avançou que os governos do Brasil, Equador, Bolívia e Nicarágua ponderam criar um conselho de defesa da América do Sul.

Hugo Chávez advertiu aos promotores da «invasão» que «não brinquem com o fogo» porque os países da América do Sul e das Caraíbas não ficariam quietos se houvesse alguma agressão contra a Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina ou Nicarágua e acusou o seu homólogo norte-americano, George W. Bush, de tentar promover uma guerra civil na Bolívia.

Por outro lado, garantiu que como parte da campanha contra a Venezuela está o escândalo em torno da detenção, a 12 de Dezembro, em Miami, Florida, de três venezuelanos e um uruguaio, suspeitos de serem agentes ilegais do Governo de Caracas.

Carlos Kauffmann, Moisés Maionica, Franklin Durán foram detidos e acusados de «coordenar e participar numa série de reuniões, a partir de Agosto de 2007, para contar com a sua ajuda e ocultar a origem e destino de 800.000 dólares como contribuição para a campanha política de um candidato nas últimas eleições presidenciais» na Argentina.

Em causa está o caso, ocorrido a 04 de Agosto, quando o venezuelano Guido Alejandro Antonini Wilson tentou, sem declarar às autoridades, introduzir na Argentina quase 800.000 dólares.

«O império norte-americano voltou ao ataque, contra os governos venezuelano e argentino, usando, com bem o disse, a Presidente companheira Cristina Kirchner, os lixeiros (contentores de lixo) que muitas vezes reinam nas relações internacionais«, disse.

«Eles não são agentes nossos, mas, isso sim, temos amigos que nos informam em todas as partes do mundo, incluindo nos Estados Unidos. Só que não puderam encontrá-los e morderam em falso», sublinhou.

Segundo a imprensa venezuelana, os detidos prestaram, na segunda-feira, declarações às autoridades americanas, tendo um procurador revelado que os venezuelanos ofereceram dois milhões de dólares a Antonini Wilson para «não revelar a origem e o destino» do dinheiro.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 18, 2007, 11:51:37 pm
Bispos apelam à reconciliação e libertação dos presos políticos

Citar
A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) apelou hoje às autoridades e aos cidadãos venezuelanos em geral para que se reconciliem e que sejam libertados os "civis e militares presos por razões políticas".

O apelo está contido num mensagem de Natal, divulgada em comunicado pela Conferência.

No comunicado, a que a Agência Lusa teve acesso, a Conferência Episcopal refere que o referendo constitucional de 2 de Dezembro, "marca o início de uma nova etapa da nossa democracia".

Segundo a Conferência Episcopal, todos os venezuelanos, quer tenham votado a favor ou contra, têm agora "o grande desafio de superar a polarização e o confronto, e trabalharem unidos para tornarem realidade o Estado democrático e social de Direito e Justiça que defende como valores superiores (...) a vida, liberdade, justiça, igualdade, democracia, responsabilidade social e os direitos humanos".

"Este novo contexto político e a proximidade das festas de Natal convidam-nos a realizar gestos concretos de aproximação, de diálogo e reconciliação. Neste sentido, apelamos a que se restitua a liberdade aos civis e militares presos por razões políticas, através da concessão de medidas de graça e indultos".

No comunicado, os bispos católicos venezuelanos reiteram a sua convicção de que "o único caminho para construir uma Venezuela unida é através do diálogo aberto e construtivo, do perdão e do re-encontro".

A missiva condena as recentes agressões verbais e físicas ocorridas na capital venezuelana, contra o cardeal Jorge Urosa Savino, arcebispo de Caracas.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 20, 2008, 10:49:27 pm
Leite, farinha, arroz, frango e outros produtos "desapareceram" dos supermercados

Citar
Os problemas de abastecimento alimentar intensificaram-se nas últimas semanas, com o desaparecimento das prateleiras dos supermercados de produtos como o leite, queijos, ovos, açúcar, farinha de trigo, frango e ovos, entre outros.

A agravar a situação, quando alguns destes produtos reaparecem momentaneamente, os preços de venda são superiores aos fixados pelo Governo, nalguns casos são 40 por cento mais altos que em Dezembro de 2007, altura em que a inflação acumulada, segundo o Banco Central da Venezuela, atingiu os 22,5 por cento.

A falta de produtos - que o Governo diz ser manipulada pelos meios de comunicação e os políticos de oposição - afecta também as famílias portuguesas que passaram a ter que dispensar mais tempo semanal para ir "à caça" do que necessitam, muitas vezes sem sucesso, como é caso de Cisaltina Teixeira.

Nascida no Funchal, Madeira, há 45 anos e radicada na Venezuela há mais de 30 anos, Cisaltina Teixeira teve que visitar, sábado e domingo,as sucursais dos supermercados Central Madeirense, Unicasa, Plazas e Cada, no leste de Caracas, para conseguir a maioria dos produtos que necessitava.

"Em nenhum deles consegui leite homogeneizado nem em pó. Também não encontrei arroz nem frango. Queijo só consegui de uma marca que não estou habituada a comprar", disse à Agência Lusa, salientando que, enquanto "antes dedicada umas três horas da manhã dos sábados para ir ao supermercado", agora passa "quase 10 horas semanais há procura dos produtos".

"Ainda assim vou comprando uma coisinha aqui e outra acolá mas nunca consigo tudo", acrescentou.

A falta de produtos afecta também os proprietários das padarias, que têm reservas de "sémola de trigo" apenas para algumas semanas. Obrigados pelas autoridades a vender o pão a um preço fixo foram agora forçados a limitar a quantidade de pão diário que produzem.

"Em Dezembro, a troco de um obséquio monetário, consegui que me vendessem farinha de trigo, mas agora só tenho stock para 15 dias e o meu fornecedor não sabe quando poderá abastecer-me novamente", disse à Lusa o proprietário de uma padaria, no município Libertador, Caracas, que exigiu o anonimato.

"As pessoas vêem de outros lados comprar pão, porque não conseguem por lá. Para poder aguentar um pouco optámos por reduzir a quantidade de pão e as vezes que amassamos", acrescentou este proprietário.

"Antes ao fim da tarde ainda tínhamos 'canillas' (pão comprido), mas agora, pouco depois do (horário de almoço), já não há. Os nossos clientes já se estão a habituar que têm que comprar o pão cedinho ou não conseguem nada", sublinhou.

As autoridades venezuelanas atribuem a falta de produtos a uma maior demanda, ao contrabando de empresários que os exportam para a Colômbia e ao açambarcamento.

Os empresários queixam-se de dificuldades e burocracia na obtenção de divisas para importar e de que a Venezuela se está a transformar num país cada vez mais dependente das importações, por uma alegada falta de estímulo à produção nacional.

Na Venezuela está vigente, desde 2003, um controlo cambial que impede a livre troca de moeda estrangeira no país.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 21, 2008, 12:16:26 am
Chávez ameaça expropriar fábricas de produção de leite

Citar
O presidente da Venezuela ameaçou hoje os produtores de leite e de carne do país que expropriará as suas fábricas se optarem por vender os seus produtos ao estrangeiro ou se os comercializam a preços superiores aos fixados pelo Executivo.

"Se houver um produtor que se negue a comercializar o produto (leite e carne) ou o vende mais caro ao estrangeiro, os ministros vão procurar as provas para expropriá-lo", alertou Hugo Chávez.

O presidente falava da Empresa Láctea Socialista, em Machiques, Estado de Zúlia (800 quilómetros a oeste de Caracas), durante o programa "Alô Presidente", transmitido em directo pelas rádios e televisões estatais, e alguns meios de comunicação privados.

A advertência de Hugo Chávez tem lugar numa altura em que a Venezuela tem graves problemas de abastecimentos de produtos alimentares, com os supermercados a "exibirem" as prateleiras vazias de alimentos como o leite, queijos, açúcar, farinha de trigo, ovos, arroz e frango.

Segundo o presidente venezuelano o abastecimento "de alimentos não é um jogo, pois deles depende a existência do ser humano" pelo que quem se negue a comercializar leite no país ou prefira vendê-lo para que produzam "queijos finos (...) é um traidor à pátria e será tratado como tal".

Durante o programa, Chávez anunciou que as autoridades vão conceder créditos a uma taxa de juro de 4 por cento, com os dois primeiros anos bonificados, para estimular a produção de leite.

Lusa
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 23, 2008, 12:49:57 pm
Ganda maluco  :Amigos:

Chávez admite mastigar folhas de coca todas as manhãs

A oposição venezuelana acredita ter encontrado o segredo dos prolongados discursos e das extensas viagens internacionais do presidente Hugo Chávez: «Drogar-se» com folhas de coca todas as manhãs

O próprio presidente revelou a prática em meados deste mês, quando pediu durante um discurso na Assembleia Nacional para que a associação dos produtores de coca, encabeçada pelo líder boliviano Evo Morales, não seja criminalizada.

«A coca não é cocaína. Eu mastigo coca todos os dias pela manhã e vejam como estou», disse Chávez, provocando gargalhadas dos ouvintes enquanto mostrava o bíceps. «Evo manda-me a pasta de coca. Eu recomendo, recomendo», acrescentou Chávez durante o discurso transmitido na televisão.

Entretanto, sectores da oposição não acharam piada ao comentário e pediram à procuradoria para acusar Chávez de incentivar o consumo de drogas e exigir que se submeta a um exame de controlo toxicológico. «Vamos pedir que se faça um exame toxicológico ao presidente da República, como se faz a qualquer pessoa, a qualquer jogador», disse o líder da oposição Antonio Ledezma, do pequeno partido Alianza Bravo Pueblo.

«Mas o mais grave é que é uma apologia ao consumo de drogas enquanto se exibe como um homem forte, como um homem vigoroso», acrescentou Ledezma. Adversários do líder de esquerda já haviam pedido antes à Justiça que obrigasse Chávez a submeter-se a exames para comprovar o seu estado de saúde mental, mas a petição foi recusada.

Fora da região de Andina, a coca é conhecida unicamente como matéria-prima para a elaboração da cocaína. Mas para os indígenas locais é considerada uma folha que se mastiga para minimizar o efeito da altitude e aliviar a fome, além de ser utilizada na medicina tradicional e em cerimónias religiosas.

Reuters/SOL
Título:
Enviado por: André em Janeiro 23, 2008, 06:48:39 pm
Citação de: "ricardonunes"
Ganda maluco  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Luís Fernando em Janeiro 25, 2008, 10:50:33 pm
De tudo o mais interessante é que a Revolução Bolivariana, não tem fundamento filosófico. Bolívar nada tinha em conduta ou idéias que o aproximassem de Socialismo. O pior, nem mesmo o Chaves.
Por sinal, encontra-se agora em franca decadência interna em termos de apoio popular. A oposição cresce em influência.
A falta de alimentos e produtos básicos tem levado a população a tê-lo em descrédito.
Isto tudo acaba sendo perigoso. Ditadores por estas bandas, sempre procuram uma situação semelhante à das Malvinas para alcançar créditos perdidos.
Atualmente vive Chaves a espezinhar a Colômbia.
Com recente reconhecimento de um novo "status" à gerrilha colombiana, dado pela Assembléia Naciona Venezoelana, pode o caudilho inclusive, se quiser, abrir uma embaixada das FARC na Venezoela,  mantendo inclusive relações comerciais...
Imaginem só, com tal circunstância, Chaves pode reconhecer o estado de beligerância, dois governos na Colômbia se contestando e predispor-se a ajudar um deles.
Daí...
Título:
Enviado por: André em Janeiro 26, 2008, 01:43:40 am
Chávez acusa Colômbia e EUA de prepararem agressão bélica para assassiná-lo

Citar
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou hoje os chefes de Estado da Colômbia, Álvaro Uribe, e dos EUA, George W.Bush, de estarem a preparar uma "agressão bélica" contra a Venezuela com vista a assassiná-lo.

"Eu acuso o governo da Colômbia de estar a fabricar uma conspiração, actuando como peão do império norte-americano, de estar a fabricar uma provocação bélica contra a Venezuela", disse.

O presidente venezuelana falava em Caracas durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo de Nicarágua, Daniel Ortega, por ocasião da VI Cimeira da Alternativa Bolivariana para os Povos da América (ALBA).

"Temos informação da inteligência, não só da nossa, mas de outros países da América Latina, que nos fizeram chegar as suas preocupações, porque a visita de três altos funcionários norte-americanos à Colômbia não é casual e os três têm vindo a agredir a Venezuela", disse.

O primeiro mandatário venezuelano acusou ainda o governo colombiano de "semear paramilitares na Venezuela, treiná-los" para o matar e de acolher "golpistas venezuelanos como Pedro Carmona Estanga", ex-presidente da Federação de Câmaras de Comércio da Venezuela, que em 2001 chegou a ocupar brevemente a presidência da República durante os acontecimentos que afastaram temporariamente Hugo Chávez do poder.

"O DAS (Departamente Administrativo de Segurança, da Colômbia) planeou o meu assassínio em várias ocasiões, como braço do império de da oligarquia colombiana", sublinhou.

Segundo Hugo Chávez, o seu assassínio e um ataque bélico contra a Venezuela fazem parte de um plano estratégico chamado "Operação Balboa".

"Os invasores terão de passar por cima dos nossos cadáveres", advertiu contudo Hugo Chávez.

Chavez afirmou, por outro lado, que George W.Bush "já se vai [embora]. Vai-se o esterco da história. Ele tem, pessoalmente, algo contra mim, pensa que estamos debilitados e que chegou o momento".

A 17 de Janeiro último, a tensão entre a Venezuela e a Colômbia subiu de tom na sequência de trocas de palavras entre os dois presidentes, com Hugo Chavez acusado de promover "agressões" contra Bogotá e Álvaro Uribe classificado de instrumento do "império" norte-americano.

As diferenças de posição dos governos de Bogotá e Caracas aumentaram após o recente pedido do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para eliminar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) da lista de organizações terroristas após a libertação de duas reféns.

A Venezuela militarizou, na última semana, a fronteira colombo-venezuelana, argumentando estar a aplicar um plano para impedir o contrabando de alimentos para o país vizinho, na sequência das cada vez mais graves dificuldades para abastecer o mercado nacional.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 26, 2008, 07:57:13 pm
Presidente Hugo Chávez mastiga folha de coca ao vivo na televisão

Citar
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mastigou hoje uma folha de coca durante uma transmissão ao vivo pelo canal estatal "Venezuelana de Televisão", argumentando que "a coca não é cocaína" e é saudável.

Chávez falava, em Caracas, durante a VI Cimeira Presidencial da Alternativa Bolivariana para os povos das Américas (ALBA), acompanhado pelos homólogos de Nicarágua, Daniel Ortega, da Bolívia, Evo Morales, e o vice-presidente de Cuba, Carlos Lager Dávila.

A cimeira contou ainda com a presença de representantes de Haití, Equador e Uruguai, e as das ilhas Antigua e Barbuda, San Vicent, Granadinas, São Cristóbal e Neves, e Dominica.

"Evo (Morales) trouxeste-me a coca, onde estão as folhas de coca que me trouxeste, porque já me acabaram", disse Hugo Chávez que sublinhou que mastiga folhas de coca todos os dias pela manhã.

Depois de recusar uma pequena caixinha verde, aparentemente por conter uma marca internacional de coca, Hugo Chávez recebeu, nas palmas das mãos, que lhe fez chegar o seu homólogo boliviano, várias folhas de coca.

"Isto sim é coca, a tradicional. É a folha sagrada dos [indígenas] "aymará", disse.

A pedido do presidente venezuelano o primeiro mandatário boliviano, Evo Morales, explicou que há anos, após um forte debate, uma investigação de universidade norte-americana concluiu que "a coca é o melhor alimento do mundo (...) tem vitaminas e proteínas".

Evocando estudos científicos frisou ainda que tem propriedades nutritivas e curativas e que "as folhas de coca no seu estado natural não fazem dano à saúde" e com elas se fabricam vários produtos, entre eles um creme dental.

Acusou o "império" [norte-americano] de adicionar produtos químicos para transformar a coca em cocaína e chamou a combater com o narcotráfico.

A coca (Erythroxylum coca) é um arbusto de flores minúsculas, frutos vermelhos e cor branco, que atinge até 2,5 metros de altura. As suas folhas de cor verde intenso têm 1 cm de dimensão.

É conhecida pelos indígenas latino-americanos que a mastigam para ter força e mitigar a fome, "adormecer" feridas e dores dentais.

Lusa
Título:
Enviado por: Luís Fernando em Janeiro 27, 2008, 04:24:17 pm
Ola, André!
Escrevo de Juiz de Fora - MG

Envio neste post um artigo do El Universal (de Caracas):

Alianzas peligrosas
¿Hay el propósito de incorporar a las FARC como parte del proyecto bolivariano continental? La confrontación Uribe-Chávez y el reconocimiento de los insurgentes colocan el tema en el debate. Por Francisco Olivares


Conflicto armado De llegarse a demostrar que en el presente o el pasado, el Estado venezolano, preste o haya prestado, algún tipo de ayuda material a la insurgencia colombiana del ELN o de las FARC, y que a su vez ese apoyo pueda ser demostrable, será inevitable la internacionalización del conflicto armado, por el momento interno en el territorio de Colombia. Desde el mismo momento en que pueda demostrarse cualquier suministro logístico, de apoyo a una de las fuerzas en conflicto dentro de Colombia, eso generará consecuencias para Venezuela, como involucrar al conjunto del país y su Fuerza Armada Nacional en un conflicto bélico, o la complicidad directa con una de las partes, involucradas éstas, en crímenes de guerra, actos terroristas y delitos de lesa humanidad, tipificados en los cuatro Convenios de Ginebra de 1949, suscritos por Venezuela el 21 de febrero de 1956 y más que tarde, el 6 de junio de 1998, fueron ratificados al firmarse los dos Protocolos Adicionales, que obligan al país a cumplir con el principio de jurisdicción universal respecto a los crímenes de guerra.

Partiendo de esa premisa, la abogada, especialista en derecho internacional Rocío San Miguel, acudió el pasado 17 de enero a la Fiscalía General, donde interpuso una solicitud ante la fiscal general, Luisa Ortega Díaz, a fin de que el Estado venezolano, "adopte en función del principio de jurisdicción universal, todas las medidas legales pertinentes, que permitan capturar y procesar a los miembros de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia y del Ejercito de Liberación Nacional, organizaciones guerrilleras colombianas, que se encuentren, por cualquier motivo, en territorio nacional o ingresen en el futuro y que hayan incurrido en crímenes de guerra, o se encuentren siendo procesados por ello por otros estados, tal como lo establece los mencionados convenios.

La solicitud fue realizada por la abogada en nombre de la asociación civil que preside, "Control Ciudadano para la Seguridad y Defensa y la Fuerza Armada Nacional.

El escrito se sustenta en que el Presidente de la República, Hugo Chávez, decidió asignar el carácter de deliberantes o de combatientes a los miembros de las organizaciones guerrilleras colombianas y reconoce el conflicto armado "no internacional" en Colombia, conforme están definidos en el Protocolo Adicional II a los Convenios de Ginebra de 1949. Es evidente que como presidente, su postura obliga internacionalmente al Estado que representa. Y ello genera consecuencias respecto a la aplicación del principio de jurisdicción universal sobre crímenes de guerra, siendo esto necesario para que el Ministerio Público pueda actuar en consecuencia.

¿Estaría dispuesto el gobierno de Hugo Chávez a entregar guerrilleros solicitados por la justicia internacional o colombiana? ¿O por el contrario las últimas declaraciones en la Asamblea Nacional colocan al Estado venezolano, como un aliado de una de las partes del conflicto interno?

Colombia-FARC-Chávez
La postura Chávez ha recorrido un largo camino de controversias que se iniciaron cuando en 1999, el Presidente se declaró neutral frente al conflicto armado en Colombia, colocando en el mismo estatus a insurgentes y gobierno. Al mismo tiempo se produjo una serie de incidentes como la visita de una delegación de las FARC para asistir como invitados a un foro sobre el Plan Colombia en la Asamblea Nacional, denuncias de presencia de campamentos en territorio venezolano y hasta un plan proyectado por el actual ministro Rodríguez Chacín, con acuerdos de apoyo logístico y atención médica a "combatientes" de la guerrilla. Tales acciones han estado acompañadas por confrontaciones y declaraciones de ruptura entre ambos gobiernos, alimentadas en proyectos ideológicos contrapuestos.

El pasado domingo, Chávez calificó al presidente colombiano Alvaro Uribe, como "cobarde, mentiroso, cizañero, maniobrero y de sostener fuertes vinculaciones con el paramilitarismo. De esa manera el presidente venezolano respondía a los cuestionamientos que hiciera el zar de la droga, John Walters, y el jefe de Estado Mayor Conjunto de EEUU, Glen Mullen, de visita en Bogotá, sobre la poca colaboración venezolana en materia de narcotráfico. "La oligarquía colombiana pide refuerzos para atacar y traen a los gringos", dijo agregando más leña al fuego, en una cadena de declaraciones contra Uribe que se ha incrementado desde que fue excluido como mediador en el caso de los rehenes de la guerrilla. Una declaración de ese calibre, si hubiese sido dada a mediados del siglo XX, a juicio de la especialista Rocío San Miguel, habría constituido de inmediato una declaración de guerra.

Pero como dice el refrán: Chávez no da puntada sin dedal, y su enfrentamiento con el Gobierno colombiano está inscrito en su política exterior de expansión continental de la revolución, de alianza y fortalecimiento de los movimientos radicales y de ultraizquierda del continente. Esa tesis ha sido expuesta por analistas como el fallecido Alberto Garrido y evidenciada en el apoyo directo que han recibido algunas organizaciones, según denuncias desde esos países.

Desde Colombia, diversos analistas y voceros políticos ven con preocupación el acercamiemto de Chávez a los insurgentes y cómo, una posible alianza Chávez-FARC, puede ser letal para la estabilidad política de la democracia en Colombia. El pasado miércoles, el editor de las páginas editoriales de El Tiempo de Bogotá, Álvaro Sierra, señaló en un trabajo publicado en ese diario que: "El peor escenario (para Colombia) sería que Hugo Chávez incorpore a las FARC como componente de su proyecto continental. Sobran argumentos -dice-. El proyecto chavista es expansionista: el ministro del Interior venezolano, Ramón Rodríguez Chacín, dio a un secuestrador una despedida de camarada, y el coronel -presidente- con el aplauso unánime de su Asamblea Nacional, pidió a Colombia dar deliberancia a las FARC (¿) Hay argumentos de detalle: los comunicados de las FARC aparecen antes en la Agencia Bolivariana de Noticias que en Anncol, su vocero oficioso, o en su página web." (¿) En tal escenario, basta imaginar por un momento lo que podría pasar a lo largo de semejante geografía (2.219 kilómetros de frontera) si Venezuela decide pasar de la complacencia, hasta hoy reportada, a un apoyo logístico y económico activo y sostenido a las FARC" (¿) Una cosa es que se la juegue por el proyecto armado de las FARC y otra que planee convertirse en mesías de la paz en Colombia, creyendo que su cercanía ideológica y su influencia podrían llevarlas a negociar el desarme, para integrarlas, eventualmente, a la expansión bolivariana¿"

¿Cuál de estas dos posturas es la que seguirá el presidente Chávez? Las estadísticas muestran una disminución de la capacidad bélica de las FARC y el ELN. Militarmente el gobierno colombiano ha logrado avances importantes en la reducción de las fuerzas guerrilleras y el número de secuestros, sabotaje y acciones armadas se redujó en los últimos dos años (ver pagina Fundación Seguridad & Democracia) por lo que, la alianza venezolana es fundamental para esos grupos, independientemente de que cada lado tenga su propia agenda.

El pasado miércoles fue difundida una declaración de uno de los más importantes jefes de las FARC, Raúl Reyes, quien una vez más expresó su afinidad ideológica con Hugo Chávez y la coincidencia en la beligerancia de la organización guerrillera: "Es incuestionable la gestación del nuevo Estado Bolivariano socialista en las FARC, hecho que estimula a destacados jefes bolivarianos, como el señor Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, a quien el pueblo colombiano debe agradecer todos sus esfuerzos para conseguir la liberación de los prisioneros y allanar el camino de la reconciliación y paz con justicia social de Colombia".

Deliberancia y terrorismo
En su intención de ayudar en la causa de las FARC, el presidente Chávez utilizó la calificación de deliberancia buscando un estatus de igualdad y respetabilidad en el concierto internacional para los insurgentes. A juicio de Rocío San Miguel, ese es un término político al cual apela el Presidente pretendiendo utilizar el Derecho Internacional Humanitario a favor de ese objetivo. Sin embargo, sostiene la especialista, que un individuo puede ser combatiente tanto de una fuerza insurgente como de una fuerza regular, pero al mismo tiempo convertirse en criminal de guerra o en terrorista. Es decir, no son estándares inamovibles. En el caso de las FARC y el ELN la situación se complica ya que hay una tipificación colectiva muy poderosa porque proviene de la Unión Europea. Las FARC han cometido crímenes que estarían dentro de la calificación de crímenes de guerra o terrorismo, como la utilización de víctimas como escudos humanos, el secuestro, ataques a poblaciones civiles con cilindros de gas, las condiciones inhumanas y degradantes en que son tratados los secuestrados.

folivares@eluniversal.com
Título:
Enviado por: Luís Fernando em Janeiro 27, 2008, 04:46:26 pm
Do La Nacion de hoje:

MIAMI.– En una escalada sin precedente en la relación bilateral de los últimos años, el presidente Hugo Chávez acusó ayer al gobierno de Colombia de ‘’estar fraguando una provocación bélica contra Venezuela’’, presuntamente instigada por el gobierno de Estados Unidos, lo que, según analistas, está creando una situación “prebélica”.

Las declaraciones del mandatario venezolano encendieron las alarmas en sectores militares y civiles de Venezuela y de Colombia, mientras se producían reportes de movilizaciones preventivas de tropas hacia zonas fronterizas.

“Yo acuso al gobierno de Colombia de estar fraguando una conspiración, actuando como peón del imperio norteamericano, de estar fraguando una provocación bélica contra Venezuela”, declaró Chávez durante una conferencia que ofreció acompañado por el presidente de Nicaragua, Daniel Ortega.

El mandatario venezolano acusó a Estados Unidos de ser el instigador de la “agresión militar”, y anticipó que si se produce un conflicto bélico, “el petróleo llegaría como a 300 dólares”.

“Aquí tendrán que pasar sobre nuestros cadáveres los invasores”, advirtió Chávez.

El jefe de Estado basó su denuncia en fuentes de inteligencia venezolana y de otros países, así como en las visitas de tres altos funcionarios norteamericanos a Colombia en las últimas semanas; entre ellos, la secretaria de Estado, Condoleezza Rice, y el jefe del comando sur, general James Stadrivis.

"Yo quiero alertar al mundo: no se le vaya a ocurrir al gobierno de Colombia una provocación contra Venezuela... porque tenemos información de inteligencia, no sólo las nuestras, sino también de otros países de América latina nos han hecho llegar preocupaciones, porque la visita de Condoleezza Rice a Colombia no es casual", dijo Chávez.

"Alerto al mundo de lo siguiente: el imperio norteamericano está creando las condiciones para generar un conflicto armado entre Colombia y Venezuela", sentenció el presidente venezolano.

"Más claro no canta un gallo. En menos de una semana vino el jefe de las fuerzas armadas del imperio [por Estados Unidos] a Colombia, vino el zar antidrogas norteamericano a decir en Colombia que soy el gran facilitador del narcotráfico", dijo Chávez.

El mandatario venezolano denunció que el ministro de Defensa de Colombia, Juan Manuel Santos, dijo anteayer que en Venezuela viven por lo menos tres jefes guerrilleros de las FARC, "pero no tiene pruebas, sólo acusaciones temerarias para justificar cualquier acción contra Venezuela desde Colombia", dijo.

El vocero de la presidencia colombiana, César Velásquez, se abstuvo de reaccionar a las declaraciones de Chávez. La denuncia se produjo en medio de una de las peores crisis entre los gobiernos de Venezuela y Colombia.

Coincidió además con el comienzo, esta semana, de la Operación Caribe 01, una serie de ejercicios de guerra convencional del ejército venezolano, que se prolongarán hasta el 3 de febrero.

Unos 3000 efectivos de la Fuerza Armada Nacional (FAN) concluyeron ayer la primera etapa de la operación, que incluyó movilizaciones de aeronaves de ataque, tanques pesados y ligeros, helicópteros y abundante munición -entre ellos, obuses de 155 milímetros-, según la Agencia Bolivariana de Noticias.

Los ejercicios tienen como objetivo que "el pueblo venezolano esté consciente y tranquilo de que tiene una Fuerza Armada Nacional bolivariana que, a la hora de cualquier conflicto, estará presente, eficiente y eficazmente", afirmó el jueves el general Cliver Alcalá Cordones, comandante de la Guarnición de Valencia, en el centro del país, que participó en los ejercicios.

Las declaraciones de Chávez generaron preocupación en sectores militares y civiles de Venezuela y Colombia, según una consulta realizada por El Nuevo Herald.

"Me parece que esto está llegando a unos niveles casi inmanejables", dijo Rafael Pardo Rueda, ex ministro de Defensa de Colombia. "Esto tiene el gran peligro de que en una frontera tan grande [de unos 2000 kilómetros] cualquier incidente no intencional puede generar una situación preconflicto muy complicada."

"Esta es una escalada de tensiones muy preocupante", señaló por su parte el vicealmirante Rafael Huizi Clavier, ex inspector de la Fuerza Armada en Venezuela.

Huizi Clavier dijo que en un escenario en el que Chávez ha venido sufriendo derrotas políticas sistemáticas, y en medio de una situación social muy negativa en Venezuela, "cualquier provocación puede llevarlo a cometer una irresponsabilidad y meter a Venezuela en un conflicto bélico que va a ser una tragedia para el país".

El general Harold Bedoya Pizarro, ex comandante de las Fuerzas Militares de Colombia, afirmó que "todo indica que va a haber una agresión de Venezuela", en la que "está metida seguramente Cuba".

"Venezuela está muy bien armada, pueden hacer una agresión a Colombia y la cosa es gravísima", subrayó.

Rafael Guarín, experto en seguridad de la Universidad de Los Andes, en Bogotá, dijo que "Chávez hace todo lo posible por confirmar los señalamientos que indican que estaría dispuesto a emplear sus recursos militares con tal de expandir la revolución bolivariana".

El aparente descontento que existe entre los militares venezolanos por las políticas de apoyo a la guerrilla colombiana de Chávez podría, sin embargo, generar problemas adicionales.

"La diplomacia pendenciera de Chávez ha encontrado una gran resistencia en las fuerzas armadas de Venezuela", dijo dese Nueva York el analista de seguridad y defensa Orlando Ochoa Terán.

El experto recordó que el detonante de la crisis de abril de 2002, en la que Chávez fue sacado momentáneamente del poder, fue la decisión de las fuerza armadas de no acatar la orden del mandatario de contener una manifestación popular que se dirigía hacia Miraflores, sede de la presidencia venezolana.

"Existe un alto riesgo de que la FAN no acate una orden de iniciar un conflicto bélico con Colombia", argumentó Ochoa.

Vía diplomática

Por su parte, el gobierno colombiano evitó responder a las acusaciones y ratificó ayer que tratará las diferencias con Venezuela por la vía diplomática. El ministro de Relaciones Exteriores de Colombia, Fernando Araújo, aseguró ayer que "a través de los canales diplomáticos se tienen los contactos con Venezuela".

Se prevé que Araújo tratará hoy la crisis con su par de Venezuela, Nicolás Maduro, durante la cumbre de cancilleres de la Unión de Naciones Sudamericanas (Unasur), que se realizará en la ciudad colombiana de Cartagena de Indias.

Por Casto Ocando y Gonzalo Guillén
De El Nuevo Herald
Título:
Enviado por: André em Janeiro 27, 2008, 10:31:32 pm
Chávez propõe aliança militar "anti-imperialista"

Citar
Hugo Chávez instou hoje os países aliados da Venezuela a formarem uma aliança militar "anti-imperialista" para defender a América Latina de um possível ataque dos Estados Unidos.

O presidente da Venezuela, que falava no seu programa televisivo semanal "Alô Presidente!", afirmou que os Estados Unidos são uma ameaça à segurança regional e apelou à Nicarágua, Bolívia e Cuba para a "formação de uma estratégia de defesa comum e de uma força armada" conjunta.

"O inimigo é o mesmo: o império dos Estados Unidos", disse Chávez. "Se atacarem um de nós, será um ataque contra todos nós"

O presidente venezuelano, que diz estar a liderar o país para o "socialismo do século XXI", avançou com esta proposta numa altura em que estão a deteriorar-se as relações com a vizinha Colômbia, evolução que Chávez atribui a uma influência norte-americana para sabotar e, depois, isolar o seu governo.

As relações entre os dois países atravessam uma crise desde que, em Novembro, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, pôs termo à mediação de Hugo Chávez numa troca de prisioneiros com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Lusa
Título: Chaves, o maluco, não desiste nunca!
Enviado por: Luís Fernando em Janeiro 29, 2008, 08:51:24 pm
Olhem o que ele continua aprontando:

DEFESA@NET 28 Janeiro 2008
El Nuevo Pais 27 Janeiro 2008 - Venezuela
   

Venezuela
El Informe de Edgar C. Otálvora

        *** Chávez amenaza militarmente a Colombia y mantiene contactos con las Farc
        *** Trancado el juego diplomático entre los dos países
        *** Uribe se fortalece en medio del pleito con Chávez
        *** Casa Blanca y Demócratas reconstruyen pacto para apoyar a Uribe

Hugo Chávez es el primer mandatario venezolano, en muchas décadas, que menciona expresamente la palabra "guerra" para referirse a Colombia. Alegando la presencia de altos funcionarios estadounidenses en Colombia durante la última semana, Chávez afirmó, en rueda de prensa acompañado del comandante Daniel Ortega, que Colombia estaría "fraguando una conspiración bélica contra Venezuela". Chávez igualmente amenazó con iniciar hostilidades, al afirmar que : "la provocación buscaría obligarnos a dar una respuesta que podría ir a una guerra".

Las declaraciones de Chávez se producen luego que el anterior domingo dedicara, durante su programa de TV, epítetos como mafioso, cizañero, o Vito Corleone, entre otros, contra el jefe de estado de la vecina Colombia.
***********************************************************
Ortega siguiendo la ruta de su anfitrión, optó por denunciar a Colombia desde Caracas, por presencia de la Armada colombiana en las aguas bajo disputa con Nicaragua. El nicaragüense acusó a Colombia de ser un instrumento de Washington.
*********************************************************** *
El juego diplomático entre Caracas y Bogotá está trancado. Bogotá busca mantener abiertos los canales de comunicación oficiales. El gobierno chavista, por el contrario, ha cerrado las pocas ventanas de comunicación que a nivel diplomático existían.

Según fuentes bogotanas, el embajador de Colombia en Venezuela, Fernando Marín Valencia, informó a Uribe sobre la imposibilidad de comunicarse, incluso telefónicamente, con el alto gobierno en Caracas. Incluso están paralizadas las pocas relaciones institucionales que fluían en los últimos años a nivel de la Comisión de Asuntos Fronterizos, encabezada en el caso venezolano por el superintendente aduanero José Vielma Mora.
******************************************************** ********
Hace dos semanas Venezuela cambió al Encargado de Negocios en la embajada en Bogotá, donde ya no hay Embajador. El recién llegado, que ya fue funcionario en esa Embajada en los años 90, es un diplomático de carrera sin acceso directo con el alto gobierno venezolano. Pareciera comprobarse la decisión de Chávez de minimizar la presencia diplomática en Colombia.

La ausencia de contactos fluidos entre los dos gobiernos es un potencializador para que cualquier pequeño (y usual) incidente fronterizo pueda devenir en una verdadera crisis militar entre los dos países.
********************************************************* ********
Desde noviembre cuando Uribe prescindió de sus servicios como facilitador ante las Farc, Chávez anunció diversas represalias contra el gobierno colombiano. Uribe cortó las alas a Chávez como interlocutor oficial ante las Farc, alegando que los contactos de Caracas con el Secretariado de la guerrilla bajo la excusa de la liberación de secuestrados, estaban adquiriendo características inadecuadas. Chávez se mostraba públicamente cada vez más cercano a las Farc y embarcado en una campaña internacional para mejorar la imagen de la golpeada guerrilla colombiana.
*********************************************************** **
Cuando Uribe - en un raro momento de absoluta sinceridad ante Chávez- denunció la existencia de un plan de expansión de la revolución bolivariana sobre Colombia, quedaron puestas definitivamente las cartas de ambos sobre la mesa. Desde entonces, Chávez ha desarrollado una intensa campaña -con múltiples frentes- para desacreditar a Uribe, demostrarle el poderío político, económico y militar, así como la osadía de la cual es capaz el actual gobierno venezolano cuando el Presidente se siente retado.

Adicionalmente, Chávez pareciera haber decidido que este era el momento oportuno para lanzar públicamente su proyecto político hacia Colombia: legalización de las Farc, alianza política de la izquierda hacia las elecciones del 2010, incorporación de Colombia al eje La Habana-Caracas.

En ese contexto, Chávez organizó la fracasada Operación Emmanuel, la cual se diseñó como un operativo en territorio colombiano sin participación - y con notificación a última hora- del gobierno Uribe.
************************************************************ **
Aparte de los gruesos ataques verbales contra Uribe, Chávez continuaría en cercano contacto con el Secretariado de las Farc, a espaldas de Bogotá. La información fue divulgada el viernes por Carlos Lozano, el director de La Voz, el semanario comunista colombiano.

En otro frente de confrontación contra Colombia, Chávez ha vinculado en sus recientes discursos dos temas: el desabastecimiento de alimentos en Venezuela con el contrabando de productos hacia Colombia, al parecer promoviendo razones "domésticas" para el enfrentamiento con Uribe. Se trataría de una maniobra compleja que buscaría un chivo expiatorio externo para uno de los problemas que mayor daño han causado a la popularidad del mandatario venezolano.

Chávez ha insistido en la connotación militar de la operación para impedir el flujo de alimentos y gasolina hacia las zonas fronterizas con Colombia. Internacionalmente, este control de la carga fue entendido como la "militarización" de la frontera por parte de Chávez, y ha sido calificada como la primera movida de Venezuela ante un escenario potencialmente bélico.
************************************************************ ***
Las últimas semanas fueron escenario para una medición de apoyo internacional entre Uribe y Chávez. El éxito mediático obtenido por Chávez al lograr que las Farc le entregaran a dos secuestradas se convirtió rápidamente en una derrota. Para gobiernos amigos y mandatarios que sienten simpatía personal hacia Chávez resultó imposible apoyar la propuesta de otorgar reconocimiento legal a las Farc. Al parecer, el Club de Chávez contra Uribe apenas logró captar Ortega.

*****************************************************************
En tanto, Uribe con el apoyo político interno reconstruido, se fue a Europa para contar su versión de los hechos y negociar el apoyo internacional para una gestión ante las Farc. Francia, España y Suiza le garantizaron su participación en un esquema de facilitación, diseñado siguiendo rígidas normas diplomáticas, que no dejan espacio para el voluntarismo de Chávez y que frenan los ímpetus del francés Nicolás Sarkozy.

******************************************************************
En Washington pareciera estarse reconstruyendo la alianza bipartidista que permitió en el pasado la ejecución del Plan Colombia. Por más de dos años la bancada demócrata en el Congreso de EEUU, ha obstaculizado las iniciativas de la Casa Banca hacia Colombia. Tanto congresistas como sindicalistas demócratas, han estado abiertos a sectores de la izquierda colombiana que acusan (como ahora lo hace Chávez) a Uribe de ser un agente del paramilitarismo. Esta versión ha comenzado a debilitarse y, al parecer, existe dentro de líderes demócratas la intención de reevaluar su posición ante el conflicto colombiano. Nueve diputados del Partidos Demócrata formaron parte de la delegación que acompañó a la secretaria de Estado, Condoleezza Rice, en su visita a Medellín esta semana. La señora Rice llevó un mensaje a Uribe: Colombia cuenta con el apoyo de EEUU por encima de las diferencias partidistas.
Título:
Enviado por: Luís Fernando em Fevereiro 02, 2008, 04:49:57 pm
DEFESA
DEFESA@NET 02 Fevereiro 2008
Correio Braziliense 02 Fevereiro 2008
 
Viagem França - Rússia
Jogada de mestre

Claudio Dantas Sequeira


O ministro Nelson Jobim desembarca hoje em Moscou para a segunda fase de sua turnê internacional pelo mercado de defesa. Leva na maleta uma proposta que promete tirar o sono de ninguém menos que… Hugo Chávez. É que as cúpulas do Kremlin e do Planalto negociam em segredo a instalação em território brasileiro de um parque industrial para manutenção dos caças de combate russos e, possivelmente, helicópteros. Os mesmos que o caudilho venezuelano tem adquirido, às dezenas, com seus petrodólares. Chávez gastou US$ 3 bilhões em 24 Sukhoi Su-30MK2 e 33 helicópteros blindados de ataque, inclusive o poderoso Mi-35. Mas o acordo foi meramente comercial e não incluiu troca de tecnologia. Se fechado o negócio com o governo Lula, Chávez será obrigado a fazer a manutenção de suas aeronaves no Brasil. Nas palavras de um diplomata, “ele virá comer nas nossas mãos”.

Nunca antes na história deste país… se teve chance tão boa para garantir superioridade estratégica em relação à Venezuela, com incrível poder de contenção das estripulias bolivarianas. Os russos pensaram em montar seu aparato industrial lá em solo venezuelano, mas toparam com dois problemas: a carência de mão-de-obra especializada e um desgaste desnecessário (e extremamente arriscado) com os EUA — uma espécie de reedição da crise dos mísseis em Cuba, em 1962.

Para efeitos do novo programa de reaparelhamento brasileiro (F-X2), os russos mantêm a oferta de transferência de tecnologia a partir da compra de 36 aparelhos Sukhoi-35. Também se analisa a participação do programa russo PAK-FA T-50, um avião de combate de 5ª geração, que já conta com a participação da Índia. Para Lula, a parceria com os russos é complementar à aliança estratégica com a França. Enquanto a produção de helicópteros Cougar com o consórcio EADS acalma o poderoso lobby da Embraer, o negócio com os aviões russos satisfaz o comando da FAB. A Marinha terá seus submarinos e o Exército, seus blindados, sejam de Paris ou Moscou. Quanto mais diversificação, maior a autonomia do país.
Título:
Enviado por: Luís Fernando em Fevereiro 05, 2008, 02:44:22 pm
Da inserção do contexto Ideológico na revolução Bolivariana:

"El contexto ha orientado lo ideológico

 
En 2006 Chávez inició la etapa del socialismo del siglo XXI inspirado en la Revolución Cubana (AP)
 
Artículos relacionados
 
- Discurso cambiante

- "El proyecto bolivariano no tiene doctrina revolucionaria
 
 
 
 
 
 
Analistas observan que correlación de fuerzas ha guiado el discurso chavista
REYES THEIS

EL UNIVERSAL

El candidato presidencial Hugo Chávez decía a finales de 1998 que no era socialista, ofrecía garantías a los capitales extranjeros para que vinieran a invertir en Venezuela y decía que el gobierno del presidente de Cuba, Fidel Castro, era una dictadura. ¿Era aquello simple retórica u operó en estos 9 años un proceso de profunda transformación ideológica?

Para el profesor del postgrado en Ciencias Políticas de la Universidad Simón Bolívar, Federico Welsh, no hay una ideología definida que inspire al Presidente y a la política que está conduciendo. "Lo que tiene Chávez son ingredientes de un sancocho ideológico", asegura.

Argumenta que en el mandatario venezolano están presentes elementos del socialismo tradicional: "De ese que murió con la Unión Soviética y que hoy sólo queda en algunas partes como Cuba y Corea del Norte", sumados a elementos de un ideal bolivariano "que no está muy claramente definido, porque (Simón) Bolívar puede ser citado como fuente para muchas cosas" , y aspectos de militarismo conservador, "que visualiza la política como un asunto de permanente guerra".

Para Welsh, los cambios que ha experimentado Chávez en el transcurso de estos nueve años "son más bien producto de la correlación de fuerzas", pues mientras "éstas no le estaban del todo favorable, abrió la puerta sólo un poco para dejar ver lo que había en ese cuarto ideológico y después la abrió más, conforme a la conquista de la hegemonía política que indudablemente tiene".

La opinión es respaldada por el sociólogo y profesor de la Universidad Católica Andrés Bello, Antonio Cova, para quien los cambios en el discurso de Chávez no significan que ello trascienda al campo ideológico, "lo que implica es que el personaje ha entendido que él tiene que simular algo de lo que es", dijo.

"No creo que haya una evolución en él, Chávez sigue pensando igual, pero la realidad le ha forzado a detenerse, a echar para adelante un poquito y para atrás otro poco", sostiene.

Tres etapas
Aunque el doctor en Ciencias Políticas Carlos Raúl Hernández concuerda con que la estrategia del Presidente "cambia sólo en la medida en que encuentra una fuerza que le impide hacer lo que él quiere hacer", destaca variaciones ideológicas en el Presidente y su gobierno.

Hernández divide los cambios de Chávez en tres partes: una "cuando gana las elecciones (1998), con un planteamiento ideológico de demócrata radical, que se manifestaba respetuoso por las instituciones"; la siguiente fase cuando triunfa en la Asamblea Nacional Constituyente de 1999 y "se convierte en un populista revolucionario y mantiene la vigencia del Estado de Derecho, pero con una estrategia de movilización de grupos contra las instituciones", y en 2006, cuando es reelecto y "se inicia la etapa del socialismo que llama del siglo XXI, que era una estrategia clara de establecer un poder unipersonal, inspirado en la Revolución Cubana", pero que encontró el obstáculo de la derrota a la reforma constitucional en 2007, con el consecuente retroceso en sus intenciones.

En todo caso, analistas consultados coinciden en que del Presidente electo de 1998 al mandatario que tiene en funciones 9 años, muchos aspectos han variado en su discurso, cambios que muchas veces tienen que ver más con el entorno y el momento político que se vive que con su pensamiento ideológico.

rtheis@eluniversal.com"
Título:
Enviado por: Luís Fernando em Fevereiro 05, 2008, 02:47:15 pm
Da inserção do contexto Ideológico na revolução Bolivariana II:

"El proyecto bolivariano no tiene doctrina revolucionaria

 
 
 
El Hugo Chávez conspirador en el Ejército blandía como eje de su pensamiento ideológico el Árbol de las Tres Raíces (Bolívar, Zamora y Simón Rodríguez). Luego, en fase de campaña electoral para la Presidencia, propuso aplicar la Tercera Vía, que en el Reino Unido desarollaba Tony Blair; años más tarde llegó a la conclusión de que había que escoger entre "patria, socialismo o muerte".

Para el historiador y profesor de la UCV, Agustín Blanco Muñoz, "hoy está completamente claro que el llamado proyecto revolucionario y bolivariano no está ligado a ninguna doctrina que le pueda garantizar la condición revolucionaria de la que hace tanto alarde".

Señala que Chávez, en su afán de presentarse como un radical tipo Ernesto Guevara, ha pretendido mostrarse como un antiguo militante de la izquierda que ha evolucionado. No obstante, considera extraño que el hoy Presidente dijera en 1998 que "no puede ser marxista porque él no ha leído ninguno de los textos de Marx". Blanco Muñoz recuerda que en 2004 el mandatario declaró que "Venezuela cambió para siempre". Según el historiador, la idea era comenzar a implantar el modelo cubano.

No obstante, resalta que no  se ha asumido a plenitud -en lo teórico- el modelo cubano. "Por ello se ha creado la figura del socialismo del siglo XXI, en el cual parece no tener espacio el Árbol de las Tres Raíces o la Tercera Vía", mientras "la ideología militarista" crece y se extiende en ambiciones y búsqueda de cuotas de poder". <span style="text-transform:uppercase"
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 11, 2008, 10:47:01 pm
Hugo Chavez ameaça cortar fornecimentos de petróleo aos EUA

Citar
No seu programa semanal, Chavez alertou: «anote isto, Senhor Bush, Senhor Perigo – eu vou cortar os fornecimentos de petróleo» caso o presidente norte-americano decidir continuar o que o seu homólogo venezuelano considera «uma guerra económica».

Tribunais britânicos e norte-americanos congelaram os bens da companhia estatal petrolífera da Venezuela, como consequência de uma proposta de nacionalização das instalações venezuelanas do gigante americano do petróleo – a Exxon Mobil.

A companhia texana considerou que os montantes propostos para a nacionalização eram insuficientes. Chavez considera que o plano de nacionalização iria trazer milhões de dólares e de recursos para o seu povo, tornando-se um dos elementos cruciais na sua revolução socialista.

No seu discurso semanal, o presidente venezuelano apelidou directores da Exxon de «bandidos imperialistas», afirmando que pertencem a uma campanha americana para destabilizar aquele país sul-americano.

«Eu falo ao império americano, porque esse é a raiz do mal: continuem e vão ver que não vamos enviar nem um gota de petróleo», declarou Chavez. «Esses bandidos da Exxon Mobil nunca mais nos vão roubar».

A batalha, consideram os analistas, não vai ser fácil. Enquanto Chavez é um líder reputado e carismático que se rebela contra o sistema capitalista, a Exxon é uma empresa experiente e reconhecida por uma política de mercado muito forte, pouco habituada a derrotas.

Para além disso, os cortes no abastecimento de petróleo iriam afectar tanto Washington quanto Caracas, dado que os EUA são os seus maiores clientes.

SOL
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 15, 2008, 07:38:50 pm
Popularidade de Hugo Chávez caiu 20 pontos num ano

Citar
A popularidade do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, caiu 21 por cento desde Janeiro de 2007, passando de 54 para 33 por cento, indica uma sondagem hoje divulgada em Caracas.

O agravamento da insegurança no país, o elevado custo de vida, o desemprego e a corrupção estão na origem dos resultados do inquérito, que foi realizado pela empresa de sondagens Hinterlaces, a mesma que prognosticou a vitória de Chávez nas presidenciais de Dezembro de 2006 e que goza de grande credibilidade no sector empresarial venezuelano, em especial na banca privada.

Segundo Óscar Shélmer, director da Hinterlaces, 50 por cento dos venezuelanos «está desagradado ou reprova» a imagem do presidente Hugo Chávez, 33 por cento crê que é positiva, 10 por cento não concorda, nem discorda e 7 por cento não respondeu.

«Agora o chavista (simpatizante) é menos tolerante. É mais crítico e está mais impaciente. A qualidade do apoio é distinta porque já não está disposto a dar a vida pelo presidente, questiona, e uma percentagem importante crê que é responsável pelo agravamento de alguns problemas», disse.

Sublinhou ainda que a sua popularidade «caiu mais de 20 pontos desde que ganhou as eleições presidenciais de Dezembro de 2006, altura em que contava com 54 por cento de aprovação».

A sondagem, realizada em 15 Estados e que envolveu 1.103 pessoas, tem uma margem de erro de 3,3 por cento, aponta como razão para a queda da popularidade «a falta de resultados, o incumprimento de promessas, o agravamento de problemas como a insegurança, que 80 por cento dos venezuelanos dizem ser o mais grave, as dificuldades para abastecer o mercado de produtos, o alto custo de vida, o desemprego e a corrupção».

Segundo Óscar Shélmer, a imagem presidencial entrou em «desgaste» desde finais de Dezembro de 2006, altura em que «o presidente começou a radicalizar o seu discurso», perdendo «sintonia com as aspirações e expectativas dos sectores pobres, queda que se agravou com o encerramento da RCTV (o mais antigo canal de televisão do país)».

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 19, 2008, 02:25:43 pm
Problemas de abastecimento geram polémica

Citar
A ausência, nos supermercados, de produtos como leite, queijo, frango, algumas carnes, açúcar e café, está a intensificar as divergências entre empresários e o Executivo que se responsabilizam mutuamente pela «crise» que afecta pequenos comerciantes.

As autoridades acusam os distribuidores e comerciantes de promover o açambarcamento. Os empresários queixam-se de demoras e de travões na concessão de divisas para as importações. Argumentam que a listagem oficial de preços de alguns produtos gera perdas e queixam-se de que são acusados de açambarcadores se tiverem alimentos armazenados mais de quatro dias.

No último domingo o Presidente Hugo Chávez acusou os distribuidores, entre eles o Grupo Polar - a principal distribuidora de alimentos do país -, de estar ao serviço da oposição e de «tentar tirar os alimentos» da boca do povo.

No seu programa radiofónico, Alô Presidente, pediu «mão dura» aos seus ministros e instou a tomar medidas, entre elas a «intervenção» nas empresas que incorram em açambarcamento de produtos.

A «ameaça» ocasionou mal-estar no sector privado, motivando a Federação de Câmaras de Comércio da Venezuela (Fedecâmaras) a acusar o Governo de avançar com uma «estratégia errada» e a condenar ameaças do Instituto de Defesa do Consumidor, de medidas para «confiscar, expropriar ou intervir nas empresas».

O presidente de Fedecâmaras, José Manuel González, instou o Governo a dialogar com as empresas privadas, argumentando que «não somos o problema, somos a solução do problema» e a que «permita ao sector privado que trabalhe em paz e abasteça todos os venezuelanos, os diferentes bens e serviços que procurem».

Por outro lado, anunciou que estão prontos a dialogar com o Governo nacional para procurar uma solução para o problema do abastecimento.

Segundo José Manuel González, no passado, os supermercados mantinham um inventário de produtos que oscilava entre 15 e 30 dias, sendo importante que «o Governo tenha claro a diferença entre armazenamento e açambarcamento» e que este último não pode ocorrer «com 3 ou 4 dias de armazenagem».

«Não é precisamente com medidas deste tipo (confisco e intervenção) que o Governo vai solucionar este problema. Somos conhecedores de como se abastece o país e continuar a atentar contra o sector privado afugenta os investimentos e gera atraso», disse.

O Grupo Polar reagiu à ameaça. Num comunicado enviado à Agência Lusa, a empresa explica que «nos últimos quatro meses» foi alvo de «mais de 70 inspecções» que comprovam que «é impossível que açambarque» produtos.

Acrescenta que não produz nenhum dos produtos que escasseiam nos supermercados, como leite, frango, carne, açúcar e café. Precisa ainda que distribui alimentos a 50 mil estabelecimentos comerciais, através de 16 armazéns e 33 sucursais.

«Desde há um ano que a empresa, de maneira responsável, tem alertado ao mais alto nível o Executivo Nacional sobre os riscos de implementação de algumas políticas que afectam a rede de distribuição agro-alimentar e consequentemente o oportuno abastecimento de alimentos ao povo venezuelano», diz o documento.

Na Venezuela, a maioria dos supermercados e armazéns são propriedade de empresários portugueses radicados no país, que se queixam frequentemente de atrasos dos fornecedores na entrega de mercadorias.

A Fedecâmaras promoveu, em Dezembro de 2001, uma paralisação de 12 horas em protesto contra a política económica do Presidente Hugo Chávez e a aprovação, pelo Executivo, de 53 leis, 49 das quais consideradas, por alguns sectores, violadoras de direitos estabelecidos pela nova Constituição nacional.

Em Abril de 2002 - altura em que Hugo Chávez foi afastado temporariamente do poder -, apoiou as grandes marchas em protesto contra o despedimento de funcionários da estatal Petróleos de Venezuela S. A. (PDVSA) e em Dezembro desses mesmo ano, uma iniciativa de comerciantes, políticos e oposicionistas que paralisou o país durante 63 dias.

Desde 2003 que na Venezuela está vigente um sistema de controlo de câmbio que obriga os empresários a solicitar às autoridades a concessão de divisas para a importação de produtos.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Março 12, 2008, 11:55:00 pm
Chávez teme conspirações e ciladas de Washington

Citar
Hugo Chávez afirmou que o governo americano poderia torná-lo numa vítima de conspirações, emboscadas e provocações durante os meses finais do mandato de George W. Bush.

Chávez também comemorou a superação da crise andina na semana passada.

As relações entre Caracas e Bogotá regularizam-se depois da crise gerada pela resposta de Chávez à incursão militar da Colômbia em território equatoriano, que representou o encerramento da sua embaixada em Bogotá e a expulsão dos representantes colombianos em Caracas, além de mobilizar tropas para as áreas fronteiriças

«É preciso prestar atenção a todas as emboscadas e provocações. Serão a ordem do dia...Este é o último ano do governo do actual presidente dos Estados Unidos e ele é o senhor da guerra», discursou o popular presidente venezuelano.

Chávez, que considera Bush o seu inimigo ideológico e acusa de tentar derrubar o seu Governo, afirma que o presidente colombiano, Alvaro Uribe, é marionete da Casa Branca, que «move os seus cordelinhos».

Washington mantém um plano de apoio militar e económico à Colômbia para ajudar na luta contra o narcotráfico e a guerrilha. O presidente, que diz liderar uma revolução socialista em favor dos pobres, fez votos pela vitória de um governo pacifista nas disputas eleitorais norte-americanas de Novembro.

«Tomara que o povo dos Estados Unidos eleja um presidente que venha com uma mensagem de paz, de irmandade, de fraternidade com o mundo, de respeito à paz, à vida dos povos, de respeito à humanidade. Ainda que tenhamos diferenças, poderemos respeitar e viver em paz como seres humanos e não como bestas», disse.

Chávez confirmou que as relações entre Caracas e Bogotá se normalizaram, mas assegurou que continuará alerta a movimentos «de guerra» impulsionados por Washington.

A Venezuela, que é um dos principais fornecedores de petróleo aos Estados Unidos, ameaçou cortar o fornecimento a este país.

Reuters/SOL
Título:
Enviado por: routechecker em Março 26, 2008, 10:38:29 am
Citar
The Coming War on Venezuela
By George Ciccariello-Maher

More than a year ago, I attended the official book release for the Venezuelan edition of Eva Golinger's Bush Versus Chávez, published by Monte Avila, and the book had previously been printed in Cuba by Editorial José Martí. I recount this to make the following point: long before the publication of Bush Versus Chávez in the current English-language edition, the book was already a crucial contribution to international debates regarding United States' efforts to destroy Venezuela's Bolivarian Revolution.

In choosing to publish the English edition of the book, Monthly Review Press has opened that debate to an entirely new audience, and for this we should be grateful. Furthermore, in an effort to streamline production, Monthly Review has further made the appendices to Bush Versus Chávez, largely composed of declassified or leaked documents, available publicly on its website, at the address: http://monthlyreview.org/bushvchavez.htm (http://monthlyreview.org/bushvchavez.htm).

A New Toolbox

Golinger, a U.S.-born lawyer who has recently taken up full-time residence in Venezuela (and Venezuelan citizenship), first shot to prominence with her 2005 book The Chávez Code: Cracking U.S. Intervention in Venezuela. There, Golinger drew on a multitude of documents requested via the Freedom Of Information Act (FOIA) to thoroughly and convincingly document the role of the U.S. government in funding and sponsoring those Venezuelan opposition groups that participated in the undemocratic and illegal overthrow of Chávez in April 2002, most of which also signed the interim government's Carmona Decree which dissolved all constitutionally-sanctioned branches of Venezuelan power. All this against Condoleezza Rice's recent claim, patently preposterous, that "we've always had a good relationship with Venezuela."

In Bush Versus Chávez, Golinger continues this diabolical narrative, this time relying less on FOIA requests than on a series of other key documents and bits of testimony gleaned from anonymous sources. After the failed 2002 coup, Golinger documents how the United States changed its tack slightly, drawing upon the variety of experiences gained in the military overthrow of Salvador Allende in Chile and the electoral overthrow of the Nicaraguan Sandinistas. While it would be easy to say that this represented a "Nicaraguanization" of U.S. policy in the aftermath of the botched coup, in reality this new policy draws equally heavily on the many other elements that constituted the multifaceted war against Allende, and hence the thesis of the "Chileanization" of Venezuela remains all-too-relevant.

The key institutional devices deployed by the U.S. in its covert support for the coup remained the same in its aftermath: the neoconservative National Endowment for Democracy (NED) and the U.S. Agency for International Development (USAID), both convenient mechanisms for bypassing Congressional oversight. What was new on this front, as Golinger demonstrates, was the establishment by USAID in the months following the coup of a sinister-sounding Office of Transition Affairs (OTI). Both the NED and USAID (via the OTI) immediately began to shift strategies, providing covert support for the opposition-led bosses lockout of the oil industry which crippled the Venezuelan economy for two months in late 2002 and early 2003, and when this failed, by providing direct support for efforts to unseat Chávez electorally (a là Nicaragua) in a 2004 recall referendum spearheaded by opposition "civil society" organization Súmate. Needless to say, doing so entailed continuing to support those very same organizations who had proven their anti-democratic credentials in 2002, but such things are hardly scandalous these days.

Through the popular and military support enjoyed by the Chávez government, all these efforts failed, which is unprecedented in and of itself. In response to the emptying of its traditional toolbox, the U.S. government has been forced to diversify its tactics even more drastically than ever before, and this is where Bush Versus Chávez comes in.

Domestic Continuity

In her analysis of contemporary U.S. strategies to unseat Chávez, Golinger speaks of three broad fronts: the financial, the diplomatic, and the military (43-48). But we should be extremely wary of distinguishing too cleanly between such tightly-interwoven categories: the "financial front" remains largely in the hands of the NED and USAID, agencies directly controlled by the U.S. government and the embassy in Caracas, funding the domestic side of the equation through support for destabilizing opposition organizations and even psychological operations (psyops) targeting the Venezuelan press and military.

Since 2004, the NED and USAID have seen massive budgets earmarked for activities in Venezuela: currently, some $3 million for the former and $7.2 million for the latter's OTI operation (77). Of the NED funds, most went to the very same groups that participated in the 2002 coup, the 2003-4 oil lockout, and the 2004 recall referendum. Súmate, which headed up the recall effort, and whose spokesperson and Bush confidant Maria Corina Machado had signed the Carmona Decree, was granted more than $107,000 in 2005 alone. Súmate, to which Golinger devotes a chapter, had also received $84,000 in 2003 from USAID and $53,000 in 2003 and $107,000 in 2004 from the NED, as well as an inexplicable $300,000 from the U.S. Department of Health and Human Services (90). All of which demonstrates, for Golinger, that "Súmate is and continues to be Washington's main player in Venezuela" (91).

While USAID's funding structure has become more secretive, a turn that Golinger deems illegal, one project in particular has been publicly discussed: the establishment of "American Corners" throughout Venezuela, institutions which even the U.S. Embassy deem "satellite consulates" (145). Aside from the patent illegality of such underground U.S. institutions, Golinger points out that their primary function is the distribution of pro-U.S. propaganda to the Venezuelan population.

Perhaps most frightening on the domestic front is the strategic transformation that such U.S. funding has undergone. Specifically, such funding has increasingly begun to target what had previously been considered core Chavista constituencies, such as the nation's Afro and Indigenous populations (77-78). What Golinger doesn't emphasize is the fact that this has occurred alongside a concerted effort by opposition political parties, notably the NED-funded Primero Justicia, to penetrate the poorest and most dangerous Venezuelan barrios, like Petare in eastern Caracas.

While this domestic element has remained shockingly continuous, with the U.S. continuing to directly fund the groups involved in Chávez's 2002 overthrow, the military and diplomatic fronts are where Golinger reveals some veritably frightening new developments.

Asymmetrical Aggression

Perhaps the most intriguing and frightening revelation in Bush Versus Chávez surrounds a 2001 NATO exercise carried out in Spain under the title "Plan Balboa." Here we should bear in mind the open support provided by then Popular Party Prime Minister José Maria Aznar for the brief coup against Chávez. And while we might be struck by the irony of naming a NATO operation after the Spanish conquistador who invaded Panama, the name is far more accurate than we might initially believe.

Plan Balboa was, in fact, a mock invasion plan for taking over the oil-rich Zulia State in western Venezuela. In thinly veiled code-names (whose coded nature is undermined by the satellite imagery showing the nations involved), it entailed a "Blue" country (the U.S.) launching an invasion of the "Black" zone (Zulia) of a "Brown" country (Venezuela), from a large base in a "Cyan" country (Howard Air Force Base, in Panama) with the support of an allied "White" country (Colombia) (95-98). The fact that a trial-run invasion was carried out less than 11 months before the 2002 coup against Chávez should further convince us that this was mere contingency planning.

But Plan Balboa would be only the beginning, and Golinger deftly documents a series of increasingly overt military maneuvers carried out in recent years by the U.S. government in an effort to intimidate the Chávez government while preparing for any necessary action. Here, Golinger rightly trains her sights on the small Dutch Antillean island of Curaçao, which she deems the U.S.'s "third frontier." Curaçao hosts what is nominally a small U.S. Forward Operating Location (FOL) as well as, not coincidentally, a refinery owned by Venezuelan national oil company PDVSA. Furthermore, it sits fewer than 40 miles off Venezuela's coast, and more specifically, off the coast of the oil-rich "Black Zone" of Plan Balboa that is Zulia State.

Until February 2005, Curaçao probably seemed to be of little concern to Venezuelan security, given that its FOL housed only 200 U.S. troops. But this all changed when the U.S.S. Saipan made its unannounced arrival. The United States' premier landing craft for invasion forces, the Saipan arrived in Curaçao with more than 1,400 marines and 35 helicopters on board (104). When the Venezuelan government responded to the hostile gesture, U.S. Ambassador William Brownfield claimed there had been a "lack of communication," while simultaneously declaring that "it is our desire to have more visits by ships to Curaçao and Aruba [only 15 miles off the Venezuelan coast] in the coming weeks, months, and years" (105).

This veiled threat would come to fruition with Operation Partnership of the Americas in April 2006. In that instance, which dwarfed the Saipan's visit, the aircraft carrier U.S.S. George Washington arrived in Curaçao with three warships. The total strength of the force was of 85 fighter planes and more than 6,500 marines (106). Were this not worrying enough, then-intelligence chief and Latin American Cold Warrior par excellence John Negroponte admitted around the same time that the U.S. had deployed a nuclear sub to intercept communications off the Venezuelan coast (100). When we factor in the Curaçao-based Operation Joint Caribbean Lion, carried out in June 2006 with the goal of capturing the mock-terrorist rebel leader "Hugo Le Grand," there can remain little doubt that at the very least, the United States is keen to prepare for the possibility of a direct invasion of Venezuelan territory.

Of Terror and Dictators

But, one might ask, what are the chances that the U.S. would actually invade Venezuela, given the predictably harsh international rebuke that such an invasion would earn? It is here that another aspect, what Golinger loosely characterizes the "diplomatic front," comes into play, and it is here that U.S. policies and strategies have seen the most striking innovations.

Here Golinger cites a document by retired U.S. Army Colonel Max G. Manwaring published by the Army's Institute for Strategic Studies in 2005 (112). This document represents above all an inversion of strategies applied to Venezuela, and one which drastically complicates the military picture: Manwaring advocates appropriating the concept of "asymmetrical warfare" that many guerrillas and rebel movements have historically used with success against the United States, and converting it into an explicit U.S. strategy. Somewhat bizarrely, Manwaring compares this employment of asymmetric warfare to the "Wizard's Chess" of Harry Potter, deeming Chávez a "true and wise enemy" who must be dealt with by a panoply of maneuvers on all levels (112-113. Central to this strategy is the deployment of psychological operations (psyops), which had been previously focused on the Venezuelan press (toward the objective of justifying a coup or electoral removal of Chávez) to the international and diplomatic arena (toward what one could presume to be an objective of direct or indirect military action).

While domestic psyops have continued, notably in the 2005 deployment of "Gypsy" (JPOSE, Joint Psychological Operations Support Element) teams to Venezuela with the objective of spreading propaganda among the Venezuelan military and keeping tabs on radical Chavista organizations (117), much of their focus has been the spreading of news stories in the international arena. These stories, as Golinger astutely documents, tend to follow "three major lines of attack":

1.) Chávez is an anti-democratic dictator
2.) Chávez is a destabilizing force in the region
3.) Chávez harbors and supports terrorism (125).

Even the briefest of glances at any mainstream newspaper in the United States, or many other countries for that matter, will show to what degree this mediatically-constructed image has been a success.

New Strategies Unfold

This international effort to discredit the Chávez regime, thereby clearing the way for future intervention, brings us to a series of recent events that have transpired since Golinger first published Bush Versus Chávez.

The first was the sudden rebirth of the Venezuelan "student movement" in early 2007, nominally in response to the non-renewal of the broadcasting license for opposition television station RCTV. I have documented elsewhere the fact that this "student movement" was by and large supported if not directed by the traditional opposition parties, but what is more relevant here is that the strategies and even imagery of the movement were adapted directly from those used in countries such as Serbia and the Ukraine. These strategies, consisting largely of "non-violent" direct action, have been formulated and disseminated through institutions such as the Albert Einstein Institution which, in an irony of ironies, Golinger shows to be directly supported by the State Department (135), and linked to prior attempts to train Colombian paramilitaries to assassinate President Chávez (136-137).

Here again we have an inversion, in which the U.S. government has adopted the very strategies that had previously been deployed against it, and in this case the audience was international: the foreign press was so eager to show a violent repression of the students that it exaggerated the response of the largely unarmed police and, in an infamous incident, transformed an armed attack by opposition students against Chavistas at the Central University into just the opposite. The objective? To discredit and isolate the Chávez regime internationally, clearing the way for more directly offensive action.

Secondly, we have seen a concrete example of such offensive action in Colombia's recent illegal cross-border raid into Ecuador. The particular players involved should not distract our attention: this was a test-run, both militarily and diplomatically, for future U.S. interventions in the region. With Colombia standing in as proxy for the U.S. and the more recently-established Correa government standing in as proxy for the Chávez government, this was above all a test of the international response.

While that response was overwhelming in Latin America, with the OAS and even right-leaning governments condemning the Colombian raid as a violation of sovereignty, the U.S.'s international psyops campaign seems to have been overwhelmingly effective within its own borders. Rather than being presented as an instance of Colombian aggression, the initial raid was immediately erased from the picture in much of the international press, with the focus being diverted to what was perceived as Venezuela's bellicose response. But such a response was a strategic necessity aimed at discouraging any possible future intervention.

Furthermore, the revelations gleaned from the FARC's magic laptop, which allegedly implicate Chávez himself in funding the FARC (a charge which Colombia, not coincidentally, eventually decided not to pursue), are also drawn straight from the playbook of Plan Balboa, which was premised upon the threat posed by an alliance between the radical sectors of the "Brown" and "White" countries. The U.S. seems to be preparing to put that plan into motion with its recent legal gestures toward declaring Venezuela a supporter of terrorism, and given recent evidence of a massive influx of Colombian paramilitaries into the "Black Zone" of western Venezuela, the danger that Plan Balboa might become a reality should not be underestimated.

What would be the international response to such an incursion? Here there is little ground for optimism. After all, during the 2002 coup against Chávez, that bastion of the American left celebrated the maneuver, declaring that "Venezuelan democracy is no longer threatened by a would-be dictator." And all this before the concerted psyops campaign deployed against the Venezuelan government in recent years. Now, one democratic candidate spurns facts to declare Chávez a "dictator" while the other, eager to demonstrate his leftist credentials, deems the massively-popular Venezuelan leader a "despotic oil tyrant," and is promptly pilloried for his soft line.

George Ciccariello-Maher is a Ph.D candidate in political theory at U.C. Berkeley, who is currently writing a people's history of the Bolivarian Revolution. He can be reached at gjcm(at)berkeley.edu
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Maio 19, 2008, 01:26:48 am
Citar
Colômbia: Hugo Chávez paga, arma e protege FARC há dois anos - imprensa
18 de Maio de 2008, 23:42

Caracas, 18 Mai (Lusa) - Nos últimos dois anos, o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem armado, pago e dado protecção à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), garante hoje a revista Semana, de Bogotá.

A notícia é avançada com base em dados extraídos dos computadores apreendidos ao "número dois" das FARC, Raul Reyes, abatido a 01 de Março numa incursão militar colombiana contra bases da guerrilha no vizinho Equador

Na passada quinta-feira, a INTERPOL, depois de passar a pente fino os dados contidos nos computadores de Reyes, anunciou que eram fidedignos.

A revista colombiana asegura que esses dados provam o envolvimento directo do governo de Chávez com as FARC, nos últimos dois anos, em questões políticas, económicas e logísticas.

Os computadores guardavam correios electrónicos segundo os quais o presidente venezuelano ajuda a guerrilha colombiana a conseguir armas nos mercados internacionais.

A revista avança que Caracas doou, como solidariedade para coma s FARC, 300 milhões de dólares (192,5 milhões de euros).

Chávez também terá ordenado - segundo os mesmos dados - a crianção de abrigos e enfermarias próximos da fronteira colombiana.
Título:
Enviado por: André em Agosto 26, 2008, 11:56:35 pm
Luso-venezuelanos esperam que nacionalizações «sejam justas»

Os empresários luso-venezuelanos reagiram, hoje, com “prudência” ante o anúncio da nacionalização das empresas de distribuição e estações de abastecimento de combustível.

Os luso-venezuelanos dizem esperar que o Estado “seja justo, reconheça os investimentos e o suor” dos empresários e que “garanta o emprego e condições de trabalho” dos empregados.

Em Caracas, mais de uma dezena de estações de abastecimento de combustível está nas mãos de portugueses (em grande parte originários da Ilha da Madeira) que, na sua maioria, evitam emitir opinião sobre a nova lei, argumentando que está em vias de aprovação e que, como possuem dupla nacionalidade, para as autoridades locais, eles são venezuelanos assim como as suas empresas.

Uma situação parecida à que acontece em localidades como San Juan de Los Moros e Cágua, onde nalguns casos as bombas foram herdadas de familiares, passando de filhos para netos.

Nos diferentes contactos efectuados pela Agência Lusa, alguns empresários, depois de algumas reticências, acederam a fazerem declarações com a condição de manterem o anonimato e de não serem revelados dados ou localização das suas estações de serviço. Alegam que “é preciso muita prudência” - uma situação semelhante à que acontece quando os empresários são interrogados sobre os sucessivos encerramentos do fisco.

“Nos últimos anos, as coisas estão a mudar muito neste país. Nós estamos habituados a ver as coisas de uma outra maneira, mantendo a qualidade do serviço prestado mas não olhando para os negócios com o mesmo carinho e emoção”, disse à Lusa um empresário luso-venezuelano do Sul de Caracas.

Contactado sobre a questão das nacionalizações das estações de abastecimento de combustíveis, o presidente da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio e Indústria (Cavenpor), José Luís Ferreira, argumentou ter conhecimento de que vários portugueses se dedicam a essa actividade mas vincou não ter contacto directo com eles e que desconhecia a sua posição.

Composta na sua quase totalidade por partidos políticos que apoiam o presidente Hugo Chávez, a Assembleia Nacional votará, quarta-feira, a nova Lei Orgânica de Reordenamento do Mercado Interno de Combustíveis Líquidos, que prevê a nacionalização das estações de abastecimento de combustíveis e das empresas que os transportam, desde que tenham mais de cinco veículos.

O novo instrumento legal estabelece que “se reserva ao Estado, por razões de conveniência nacional, a actividade de intermediação para o abastecimento deste produtos, realizada entre as filias de Petróleos da Venezuela (Pdvsa) e os estabelecimentos dedicados ao seu dispêndio”.

Prevê-se também a criação de comissões de transição que se encarregarão das negociações para garantir que o serviço continue a ser prestado, dispondo as empresas intermediárias, alvo de nacionalização ou expropriação, de 60 dias para negociar com o Executivo Nacional.

Vencido o prazo, se as negociações forem infrutíferas, a PDVSA deverá iniciar “o procedimento de expropriação por causa de utilidade pública e interesse social, para aquisição dos aludidos activos”.

Segundo dados não oficiais, na Venezuela existem 1.600 estações de abastecimento de combustível e 200 empresas de transporte de combustível, que movimentam diariamente 75 milhões de litros de combustível para veículos. A nova lei abrange o transporte terrestre, aquático e de cabotagem de combustíveis líquidos.

Lusa
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 12, 2008, 10:15:34 pm
Citar
Venezuela: Chávez expulsa o embaixador americano em solidariedade com La Paz
12.09.2008 - 09h27 AFP
O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou esta madrugada numa manifestação pública ter ordenado a expulsão, em 72 horas, do embaixador americano em Caracas, em solidariedade com a Bolívia, que também expulsou quarta-feira o representante americano em La Paz. Simultaneamente, Hugo Chávez ameaçou suspender o fornecimento de petróleo venezuelano para os Estados Unidos, que são o seu principal cliente, se Washington hostilizar o governo de Caracas.

“A partir deste momento, o embaixador ‘yankee’ em Caracas tem 72 horas para deixar a Venezuela, em solidariedade com a Bolívia”, declarou durante um encontro do seu partido em Puerto Cabello, a 120 quilómetros a oeste de Caracas.

“Vão para o diabo, yankees de merda”, acrescentou o Presidente Chávez.

O chefe de Estado venezuelano exprimiu a sua solidariedade com o seu homólogo boliviano, aliado e amigo, Evo Morales, que expulsou ontem o embaixador americano em La Paz, acusando-o de alimentar a divisão e o separatismo na Bolívia, confrontada com uma grave crise política interna.

Em resposta, os Estados Unidos decidiram ontem, por seu lado, expulsar o embaixador da Bolívia em Washington.

O Presidente Morales defronta os presidentes de cinco províncias (das nove do país) dirigidas por opositores, que lançaram em Agosto uma campanha de bloqueio de estradas a fim de protestar contra o poder central e obter um estatuto de maior autonomia.

Confrontos violentos eclodiram na passada segunda-feira nessas regiões chefiadas pela oposição. Os confrontos entre militantes pró-Morales e partidários da oposição terão feito pelo menos oito mortos durante o dia de ontem, no norte do país.

“Aqui há um povo digno, ‘yankees’ de merda. Vão para o Diabo cem vezes!”, repetiu Chávez, um dos homens mais odiados por Washington naquela região.

Os Estados Unidos abstiveram-se de fazer comentários. Um porta-voz do Departamento de Estado, Noel Clay, sublinhou apenas que “os Estados Unidos não foram informados através dos canais diplomáticos apropriados”.

A expulsão do embaixador americano em Caracas acontece poucas horas depois de Chávez ter denunciado uma alegada tentativa de Golpe de Estado contra si, precisando que o seu país é vítima de um “novo assalto imperialista”, em referência aos Estados Unidos.

Ameaça de corte de petróleo aos EUA

Durante a mesma reunião pública de ontem, Chávez ameaçou ainda suspender o fornecimento de petróleo venezuelano aos Estados Unidos, o seu principal cliente, se Washington ameaçar e hostilizar a Venezuela.

Em caso de agressão americana contra a Venezuela, “não haverá mais petróleo para o povo dos Estados Unidos”, advertiu.

A Venezuela é o quinto fornecedor de petróleo aos EUA, com 1,1 milhões de barris por dia durante o primeiro trimestre de 2008.

“Nós queremos ser livres, aconteça o que acontecer”, sublinhou.


http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20080912121226&z=1

Fonte: Público Online
Título:
Enviado por: André em Setembro 20, 2008, 12:06:52 pm
Quem opinar contra o governo será expulso

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, anunciou sexta-feira que os estrangeiros não podem entrar ao país para fazer política ou agredir as instituições nacionais, advertindo que quem opinar contra o governo será expulso.

«O estrangeiro que opine contra a nossa pátria será expulso de forma imediata», disse.

O ministro venezuelano falou aos jornalistas depois de questionado sobre a decisão do governo venezuelano de expulsar, quinta-feira, dois activistas de direitos humanos da Human Right Watch (HRW), o norte-americano Daniel Wilkinson e o chileno José Miguel Vivanco.

Esta atitude foi considerada «despropositada» por parte das autoridades chilenas que pediram explicações a Caracas.

«Ninguém deve meter-se na decisão soberana tomada pelo nosso país», exclamou Nicolás Maduro, esclarecendo que sará dada uma «resposta no momento específico» ao pedido de explicações do Chile.

Os activistas foram expulsos quinta-feira após apresentarem um relatório elaborado pela HRW, segundo o qual o desrespeito pelos Direitos Humanos piorou sob o regime do Presidente Hugo Chávez, existindo situações que colocam em risco a democracia e a liberdade de expressão.

A expulsão, segundo o MNE, aconteceu porque foram cometidas «graves ofensas» contra as instituições venezuelanas.

Lusa
Título:
Enviado por: rafafoz em Setembro 22, 2008, 08:33:40 pm
Citar
Ação Russa na Região Irrita Lula
Media : O Estado de São Paulo
Data : 20/09/2008

Ação russa na região irrita Lula

Brasileiro advertirá Chávez de que laço com Moscou é provocação inútil


A crescente articulação militar e diplomática entre os governos da Venezuela e da Rússia, a ponto de os dois países terem agendado para novembro um grande exercício aeronaval conjunto no Caribe, irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O assunto foi discutido no Planalto com assessores, ficando decidido que a insatisfação brasileira será transmitida ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, quinta-feira, em Nova York, na cúpula dos países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas).

Na avaliação do governo brasileiro, a Venezuela está “importando desnecessariamente para a América do Sul” uma disputa diplomática entre EUA e Rússia a reboque do xadrez geopolítico que levou forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à Geórgia, à porta da fronteira russa. Virão, até mesmo, os bombardeiros supersônicos TU-160, que têm capacidade de carregar armas convencionais e nucleares.

“Não achamos isso positivo e o presidente Lula só não falou ainda com Chávez porque não teve oportunidade. Mas vai falar”, disse ao Estado um ministro. Apesar de ter expulsado o embaixador do EUA, Chávez confirmou sua presença em Nova York para cumprir uma agenda que começa com a abertura da 63ª Assembléia-Geral das Nações Unidas (ONU), terça-feira. Na avaliação de diplomatas e assessores do Planalto a aliança Venezuela-Rússia, bem no rastro dos conflitos na Geórgia, deixou claro que se tratou de um jogo de resposta aos EUA, com Chávez fazendo o papel de “intermediário” da provocação. “Já temos os nossos problemas e as nossas questões, não precisamos de mais nenhum ingrediente para acrescentar tensão à região”, observou o mesmo ministro.

Também incomodou o Brasil o fato de Chávez declarar-se “aliado estratégico” da Rússia. Outra preocupação: os russos também vão pôr um pé na Bolívia, o que já é do conhecimento do Itamaraty. Como o governo Evo Morales expulsou o embaixador dos EUA, La Paz vai perder, em dezembro, a preferência tarifária para exportações direcionadas ao mercado americano, assim como terá cortada a ajuda para o combate ao narcotráfico. A opção de Evo foi autorizar a ajuda do governo russo no combate ao narcotráfico, tarefa na qual Moscou tem pouca experiência.

A aproximação de Chávez, ressuscita uma influência russa sobre espaços latino-americanos, que existia a partir da revolução cubana (1959), mas que foi se esvaindo com o fim da União Soviética. A Venezuela viu na parceria, entre outras coisas, uma forma de responder à iniciativa dos EUA de reativar a 4ª Frota americana, com base no Mar do Caribe, que faz a vigilância do Atlântico Sul.

Para o exercício militar conjunto, em novembro, a Rússia promete enviar cerca de mil militares e quatro navios, entre eles o cruzador russo nuclear Pedro, O Grande, um dos maiores do mundo, com capacidade para lançar até 500 mísseis.

Diante da reclamação de Lula, Chávez tende a lembrar que 9 mil militares brasileiros, argentinos e dos EUA fizeram, em abril passado, na costa do Rio de Janeiro a Operação Unitas.

A operação, que é realizada há 49 anos, trouxe para o Brasil o maior porta-aviões da frota dos EUA, o George Washington - 333 metros de comprimento, 257 metros de largura e 74 metros de altura.

 
Nosso Comentário :

O presidente Chávez continua levando a Venezuela a um jogo perigoso entre EUA e Rússia, em sua renovada Guerra Fria. Ele parece querer reviver os terríveis anos 60 na América do Sul, incendiando-a. E cutucar onça com vara curta nunca tende a acabar bem.

O problema é que o Brasil é um vizinho e tem sua Amazônia Verde para zelar. Mais uma vez : sem uma Defesa forte já, agora, não haverá salvação. Olhos abertos.


http://defesabr.com/blog/index.php/20/0 ... rita-lula/ (http://defesabr.com/blog/index.php/20/09/2008/acao-russa-na-regiao-irrita-lula/)
Título:
Enviado por: André em Janeiro 09, 2009, 06:37:28 pm
Chavez considera que deve permanecer pelo menos 10 anos como presidente

O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, considerou quarta-feira que «deve» permanecer «pelo menos» dez anos no poder e indicou que se considera como «candidato potencial» às presidenciais de 2012, fim teórico do seu mandato.

«Pondo em perspectiva os 10 últimos anos e colocando em perspectiva o futuro, digo sem complexo nenhum: creio que devo permanecer ainda pelo menos 10 anos à frente do governo venezuelano» , declarou Chavez, num discurso proferido na televisão destinado a promover a alteração constitucional que deve autorizar um número ilimitado de mandatos presidenciais.

«Não posso dizer que sou candidato para 2012, mas, posso dizer que, se a alteração for aprovada, considero-me como candidato potencial à presidência para 2012, porque sinto que não é realmente o momento de me retirar» , acrescentou.

O Parlamento, dominado pela maioria de Chavez, começou em meados de Dezembro a debater esta proposta de alteração à Constituição de 1999, destinada a permitir ao presidente candidatar-se a um número indefinido de mandatos para prosseguir a sua «revolução bolivariana».

A Constituição actual proíbe o chefe do Estado de se candidatar a um terceiro mandato e, por conseguinte, Chavez, reeleito em 2006, deveria abandonar o poder em 2012 se a Constituição não fosse alterada.

Sob proposta do chefe do Estado, os deputados devem estender a proposta de alteração a todos os mandatos de eleitos, ou seja governadores, presidentes de câmaras municipais, deputados e conselheiros.

A abolição da limitação do número de mandatos presidenciais era um dos principais pontos de uma proposta de reforma constitucional apresentada por Chavez em 2007 e rejeitada por referendo.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 16, 2009, 12:48:28 pm
Washington quer melhorar as relações com Caracas

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, está interessado em melhorar as relações bilaterais com o governo do presidente Hugo Chavez, revelou quinta-feira o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, John Caufield.

A posição do novo presidente dos Estados Unidos foi comunicada aos jornalistas através de um comunicado emitido após um encontro, em Caracas, entre o diplomata norte-americano e o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, que se revelou uma "oportunidade para manter uma conversa franca e cordial sobre as relações bilaterais".

O comunicado precisa que John Caufield reiterou "a esperança de existir mais diálogo e uma maior cooperação entre os dois países com a investidura de um novo presidente dos Estados Unidos".

Caufield manifestou ainda o desejo de que a reunião "seja o início de uma maior comunicação entre ambos os governos com o fim de evitar mal-entendidos ou fricções desnecessárias entre os dois países".

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou recentemente expulsar o diplomata norte-americano caso se comprovasse a sua participação numa reunião de oposicionistas ao seu regime, realizada num hotel de Porto Rico.

O diplomata confirmou que esteve em Porto Rico, mas explicou que foi "assistir a um casamento de uns amigos", garantindo que notificou o Ministério de Relações Exteriores da Venezuela e que foi recebido no Aeroporto de Caracas por funcionários do governo venezuelano.

"Quando as relações (bilaterais) são tensas, há tendência para imaginar a pior hipótese em qualquer evento", disse o diplomata, que desde Setembro de 2008, está à frente da Embaixada dos EUA em Caracas.

A Venezuela expulsou o embaixador, Patrick Duddy, em solidariedade com uma decisão similar tomada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales.

Desde a chegada de Hugo Chávez ao poder, em finais de 1998, que as relações entre a Venezuela e os Estados Unidos têm passado por altos e baixos, caracterizando-se essencialmente por tensões.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 22, 2009, 10:34:16 pm
Hugo Chávez deixará poder em 2013 se «Não» vencer

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou hoje que deixará o poder em 2013 se a maioria dos venezuelanos votar contra a aprovação de uma emenda constitucional para permitir a reeleição presidencial ilimitada no referendo marcado para 15 de Fevereiro.
“Este soldado revolucionário fará o que o povo mande. Se a maioria disser não, então eu me irei noutro Fevereiro, no de 2013”, disse.

O anúncio foi feito na primeira coluna de opinião escrita pelo primeiro mandatário venezuelano, “As linhas de Chávez” publicada hoje, pela primeira vez, no jornal Últimas Notícias (o de maior tiragem no país) e noutros 28 jornais regionais da Venezuela e que terá continuidade às terças, quintas-feiras e domingos, na imprensa venezuelana.

“Em contrapartida, se a maioria de vocês, venezuelanos, apoiar a emenda com o sim, então será possível que eu continue à frente do timão depois de 2013”, sublinha.

Hugo Chávez começa a coluna explicando que “as linhas mais fortes que na minha de pelotero (jogador de baseball) dei, foram sempre para o lado direito. Agora sobre o terreno do jogo da política e revolução, estas linhas que hoje começam, vão para todos os lados com a mesma força. Só que agora vão com a força das ideias, da convicção, da paixão pátria”.

“Sou em essência um soldado. E como tal fui forjado na escola do compromisso e da obediência ao legítimo poder que orienta o esforço colectivo, na busca dos objectivos tácticos e os fins estratégicos. As circunstâncias e condições que foram moldando a minha vida converteram-me, bem cedo, num soldado revolucionário. Daí que, deste então, foi assumindo como legítimo e superior o poder soberano do povo venezuelano, ao qual agora estou absolutamente subordinado e estarei até ao fim dos meus dias”, prossegue.

Chávez explica que no início de 2009 “recrudesce a batalha política” entre uns que querem a “independência nacional” e outros “converter de novo a Venezuela numa colónia, num país sub-imperial, numa sub-república”.

“Não há mais caminho para conseguir a independência venezuelana que a Revolução Nacional. Não há mais caminho para a grandeza Pátria que este, já começado, o do socialismo, o nosso socialismo bolivariano, a Democracia Socialista”, sublinha Hugo Chávez que escreve as palavras Independência, Revolução Nacional e Democracia Socialista com a letra inicial em maiúscula.

“O outro caminho, pelo que nos querem levar os colonialistas pitiyanquis (pequenos amigos dos americanos), condenaria o nosso país a uma deficiência, à pequenez e à tumba histórica; o caminho do capitalismo e a sua expressão política, a democracia burguesa (em minúsculas)”.
Depois de fortes críticas contra os oposicionistas de quem diz “são a negação, são a não-pátria”, Chávez refere-se ao significado do mês de Fevereiro para os venezuelanos.

“Fevereiro, outra vez Fevereiro. Sinto desde há anos, que a minha vida está poderosamente ligada a este mês (...) 27 de Fevereiro (1989, o Caracazo, explosão social contra medidas económicas), 4 de Fevereiro (1992, intentona de golpe de Estado contra Carlos Andrés Pérez, liderada por Hugo Chávez), 2 de Fevereiro (1999, tomada de posse) e agora 15 de Fevereiro (referendo sobre reeleição ilimitada)”.

“Vinte anos depois do “Caracazo” que me engendrou, 17 anos depois da Rebelião Militar Bolivariana que me pariu e 10 anos depois da toma de posse que me trouxe aqui ponho de novo a minha vida e todo o meu futuro nas mãos do povo e a sua soberana decisão”,explica.

O presidente da Venezuela termina a sua coluna explicando que “o essencial é que, se ganhar o não, se imporá a colónia, a contra-pátria” e que “se ganhar o sim se imporá a Pátria, a Independência”.

“Os que querem pátria, venham comigo. Os que vierem comigo terão pátria!”, conclui.

A direcção do Últimas Notícias explica, numa nota, que também a oposição terá voz no jornal, publicado uma coluna às segundas-feiras, o partido Um Novo Tempo, às quarta-feiras os partidos Acção Democrática e Copei e às sextas-feiras o partido Primeiro Justiça e os integrantes do Comando Angostura (grupo que coordena a campanha pelo não à reeleição presidencial ilimitada).

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 01, 2009, 05:10:16 pm
Hugo Chávez quer governar até 2049

Hugo Chávez revelou que pretende governar até 2049, quando completa 50 anos na presidência, e que alongará os mandatos presidenciais de 6 para 10 anos, se ganhar o referendo de 15 de Fevereiro sobre a reeleição presidencial.

"Hoje a situação mudou e mudou bastante. Que nos falta fazer? Sim. Falta-nos fazer muito. Agora começa o terceiro período 2009-2019 e depois 2019 - 2029, 2029-2039, 2039-2049", disse o presidente venezuelano, que hoje completa 10 anos desde que assumiu oficialmente a presidência da República.

Hugo Chávez falava, sábado, durante um acto com dirigentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), transmitido pela estatal Venezuelana de Televisão (VTV), destinado a rever a estrutura política do partido.

A revelação das suas intenções tem lugar numa altura em que a Venezuela se prepara um polémico referendo para emendar a Constituição, para permitir a reeleição ilimitada do presidente e de todos os cargos de eleição popular.

As sondagens apontam valores superiores a 51% a favor da emenda e 47% contra, dados que indicam, segundo os analistas, um "empate técnico".

As palavras do presidente Hugo Chávez revelam ainda a intenção de modificar o mandato presidencial de 6 para 10 anos e motivaram reacções de diversos sectores da sociedade venezuelana.

Alguns alegam que a pergunta do referendo representa uma "carta branca" ao presidente e ao parlamento, e não explica como ficarão redigidos os novos artigos.

Os simpatizantes do presidente venezuelano argumentam que para que a "revolução bolivariana" avance é preciso que Hugo Chávez continue a gerir os destinos do país.

A 16 de Janeiro último, o parlamento venezuelano oficializou, junto do Conselho Nacional Eleitoral, o pedido de realização de um referendo para mudar cinco artigos da Constituição e permitir a reeleição ilimitada do presidente e de todos os cargos de eleição popular.

O referendo foi marcado para 15 de Fevereiro, altura em que os venezuelanos deverão responder a apenas uma pergunta: "Aprova a emenda dos artigos 160, 162, 164, 194 e 230, da Constituição da República, votada pela Assembleia Nacional, que amplia os direitos políticos do povo com o fim de permitir que qualquer cidadão ou cidadã em exercício de um cargo de eleição popular possa estar sujeito a apresentar-se como candidato ou candidata para o mesmo cargo pelo tempo estabelecido constitucionalmente, dependendo a sua possível eleição exclusivamente do voto popular?".

Em caso de concretizar as suas ambições, Hugo Chávez deixaria o poder com 95 anos, superando, provavelmente, o recorde de permanência estabelecido pelo ex-presidente de Cuba, Fidel Castro.

Em Dezembro de 2007, os venezuelanos reprovaram uma proposta de reforma de 69 artigos da Constituição nacional, promovida pelo próprio presidente Hugo Chávez, que estabelecia a possibilidade de reeleição presidencial indefinida.

Os constitucionalistas dizem que, segundo a própria Constituição, o mesmo assunto não pode ser referendado mais que uma vez durante um mandato constitucional.

Lusa
Título:
Enviado por: MARIA JOSE em Março 11, 2009, 11:00:33 am
Segundo patrullero para Venezuela que mañana será botado en Cadiz
De Orca en fotos de barcos.

(http://i541.photobucket.com/albums/gg384/Orca-FdB/10Marzo20090002.jpg)
Título:
Enviado por: André em Março 14, 2009, 01:48:54 pm
Hugo Chávez oferece a Moscovo ilha para base militar aérea


O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, propôs aos militares russos que utilizem um aeródromo na ilha La Orchila como base temporária para os aviões estratégicos da Força Aérea russa, anunciou o general Anatoli Jikhariov, comandante da Aviação de Longo Alcance.

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, propôs aos militares russos que utilizem um aeródromo na ilha La Orchila como base temporária para os aviões estratégicos da Força Aérea russa.

Em declarações à agência Interfax, o general Anatoli Jikhariov afirmou que « a proposta foi feita pelo Presidente da Venezuela. Se for tomada a respectiva decisão política, isso é possível».

O general que já visitou, no ano passado, a ilha La Orchila, no norte da Venezuela, chefiando uma delegação de oficiais russos, referiu que o aeródromo da base aérea naval local, depois de uma pequena reconstrução, «será capaz de receber os bombardeiros estratégicos russos com carga completa».

«A Constituição proíbe a instalação de bases de Estados estrangeiros na Venezuela, mas é permitida a instalação temporária de um contingente, por exemplo, para a realização de patrulhamento aéreo, que é aquilo que fazemos», acrescentou.

Segundo o general russo, Chávez fez a sua proposta durante um encontro com pilotos russos no ano passado.

Em Setembro de 2008, tripulações de dois bombardeiros estratégicos russos Tupolev 160, comandadas pelo general Jikhariov, aterraram na Venezuela durante um patrulhamento aéreo do Mar das Caraíbas.

As autoridades militares russas declararam então que os aparelhos, capazes de transportar 12 mísseis de cruzeiro de longo alcance, não estavam equipados com armas nucleares.

Maisfutebol
Título:
Enviado por: André em Abril 17, 2009, 02:39:27 pm
Presidente da Câmara de Caracas diz que Chávez já age como um ditador

O presidente da Câmara de Caracas, Antonio Ledezma, uma grande figura da oposição na Venezuela, denunciou uma recente lei promulgada pelo presidente Hugo Chávez para limitar os seus poderes e acusou-o de agir como um ditador, numa entrevista publicada pelo jornal El País.

"Os governos autoritários são cegos ante os limites. Os governantes que têm limites são os democráticos. E Chávez já actua como um ditador", afirmou Ledezma.

Ledezma, classificado pelo jornal espanhol de "presidente sem gabinete e sem orçamento", criticou uma lei promulgada na terça-feira por Hugo Chávez que cria o cargo de "chefe de Governo de Caracas", uma nova figura administrativa, nomeada pelo presidente da República, "para quem foram transferidas quase todas as competências e bens que o prefeito administrava, incluindo o seu palácio de Governo".

"O presidente venezuelano não assimila o resultado eleitoral que me converteu em presidente de câmara", em Novembro de 2008, criticou Ledezma.

"Um presidente que não respeita a Constituição, que não tolera a dissidência, que criminaliza a opinião contrária, deixa de ser democrático. Os verdadeiros chefes de Estado democráticos são os que estão submetidos ao império da lei".

O presidente espera que o Conselho Nacional Eleitoral, alta instância venezuelana, aceite o pedido de organizar um referendo sobre a questão e que "se ouça a opinião das pessoas".

Sapo/AFP
Título:
Enviado por: André em Maio 25, 2009, 08:12:24 pm
Venezuela e Bolívia ajudam programa nuclear iraniano


A Venezuela e a Bolívia estariam envolvidas em actividades de apoio ao programa nuclear do Irão, inclusivamente com fornecimento de urânio, indicou hoje um relatório do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel.

Segundo o documento, divulgado uma semana antes da visita do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Danny Ayalon, à América Latina, os dois países da região violam desta forma as sanções impostas pela Organização das Nações Unidas ao Irão.

O relatório ainda reitera que «a Venezuela fornece urânio ao Irão para os seus programas nucleares», no âmbito da política de forte aproximação entre Caracas e Teerão promovida pelo presidente Hugo Chávez, junto do iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Uma política na qual Chávez pretende «envolver também a Bolívia», país que «parece igualmente transformado em fornecedor de urânio para o programa nuclear iraniano», segundo o relatório.

O governo de Caracas, acusado recentemente pelo governo israelita de estimular sentimentos anti-semitas na Venezuela, também é criticado por ter desenvolvido «relações particularmente estreitas» com o Irão, a ponto de emitir «passaportes venezuelanos a emissários iranianos» para que estes possam transitar «sem visto e com plena impunidade por toda América Latina», diz o documento.

Lusa
Título:
Enviado por: Duarte em Agosto 01, 2009, 06:09:26 pm
http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/ ... index.html (http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/08/01/venezuela.radio.stations/index.html)
Título:
Enviado por: cromwell em Agosto 01, 2009, 07:17:28 pm
Citação de: "Duarte"
http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/08/01/venezuela.radio.stations/index.html


Pronto, gente, é oficial: TEMOS DITADURA NA VENEZUELA! :x
Título:
Enviado por: teXou em Agosto 01, 2009, 07:21:38 pm
Citação de: "cromwell"
Citação de: "Duarte"
http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/08/01/venezuela.radio.stations/index.html

Pronto, gente, é oficial: TEMOS DITADURA NA VENEZUELA! :(
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 05, 2010, 01:18:10 am
Confissões confirmam que Venezuela é santuário da ETA


Confissões de dois membros da ETA que estão detidos e provas documentais confirmam os indícios de que a Venezuela se tornou num santuário da organização terrorista, depois de a pressão da colaboração entre autoridades espanholas e francesas ter terminado com o porto seguro que o Sul de França representava para os independentistas bascos.

Juan Carlos Besance e Xabier Atristain foram detidos a 29 de Setembro, em Guipúzcoa. Segundo o El País, durante os interrogatórios, ambos admitiram que viajaram para a Venezuela em 2008, para um curso de armas. À sua espera estava Arturo Cubillas Fontán, nomeado em 2005 como director adjunto da Oficina de Administração e Serviços do Ministério da Agricultura e Terras da Venezuela.

Cubillas Fontán é um dos visados numa investigação do juiz de instrução Eloy Velasco, sobre um plano para assassinar personalidades colombianas em território espanhol, no qual membros da ETA e da organização terrorista colombiana FARC beneficiaram de "cooperação governamental venezuelana". Segundo este juiz da Audiência Nacional de Espanha, Cubillas Fontán era "responsável pelo colectivo da ETA naquela parte da América desde 1999" e "coordenava as relações entre as FARC e a ETA e a participação de membros da ETA em cursos de manuseamento de explosivos e de técnicas de guerrilha urbana".

Esta acusação criou uma forte polémica entre Espanha e o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Além do cargo no Ministério da Agricultura, Cubillas é casado com uma venezuelana, Goizeder Odriozola Lataillade, que já ocupou vários cargos públicos desde que Chávez chegou ao poder. O mandado de detenção internacional não teve qualquer resposta por parte de Caracas e Cubillas continua a viver em liberdade, adianta ainda o El País.

De acordo com os dois etarras, a ida à Venezuela foi-lhes justificada por Mikel Carrera 'Ata', que já foi líder das ETA, pelo facto de aquele país latino-americano ser "mais seguro que França". De acordo com o mesmo jornal, os relatos dos dois detidos indicam que, para os terroristas bascos, a Venezuela e transformou num local de "descanso, treino e assessoria de organizações armadas amigas como as FARC".

Também em Março foi detido, no Nordeste de França, José Lorenzo Ayestaran Legorburu, conhecido por "Fanecas", um dos quatro membros da ETA que estiveram refugiado na Venezuela e aos quais chegou a ser proposto um processo de nacionalização. "Fanecas" fugira para a América Latina em 1984, depois de ter participado em dez assassinatos entre 1979 e 1983, enquanto membro dos comandos da ETA.

As confissões e os documentos agora obtidos confirmam as informações recolhidas no computador de um chefe das FARC, Raúl Reyes,apreendidos quando este guerrilheiro foi morto pelas forças colombianas, e explicam o porquê de nos últimos anos, segundo os serviços de inteligência espanhóis, muitas pessoas ligadas à ETA terem-se mudado de França e do México para a Venezuela.

DN
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 06, 2010, 08:58:00 pm
Viatura de ex-ministro de Hugo Chávez alvo de disparos


Um grupo de homens armados disparou hoje contra a viatura do coronel Luís Alfonso Dávila, ex-ministro das Relações Exteriores do governo de Hugo Chávez, ferindo com gravidade o seu filho, José António Dávila, no pulmão direito.

Fontes não oficiais avançaram à agência Lusa que o "atentado" teve lugar quando Luís Alfonso Dávila e o seu filho circulavam pela população de San Mateo, a 450 quilómetros a sudeste de Caracas, rumo à cidade de Maturín, onde se encontrariam com o governador opositor Oswaldo Álvarez Paez.

Os atacantes dispararam a partir de outra viatura em andamento e o ferido, de 21 anos, foi internado de emergência numa clínica em Anzoátegui.

Luís Alfonso Dávila foi presidente do Congresso Nacional aquando da chegada de Hugo Chávez ao poder (1999) e ministro das Relações Exteriores da Venezuela entre 2000 e 2002.

Há pouco mais de um ano denunciou que "uma elite de técnicos e assessores cubanos" participava ativamente "no controlo de funções oficiais chave no governo da Venezuela, com a anuência das autoridades, incluindo do alto comando militar".

Denunciando que a Constituição Nacional estava a ser violada, fundou o partido Abre Brecha, com a missão de, entre outras coisas, combater a "ladroagem".

Lusa
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 10, 2010, 10:52:34 pm
Chávez radicaliza medidas nacionalistas, apesar de aviso das urnas


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acelerou o processo de nacionalizações no âmbito da sua «radicalização do socialismo», num ano em que o seu partido perdeu nas urnas a maioria qualificada com a qual controlava o Parlamento.

«Vem aí um processo de radicalização do socialismo. Vamos continuar a radicalizar democraticamente a revolução», disse Chávez no início de Outubro, antes de anunciar sucessivas nacionalizações e expropriações em diversos sectores da economia para, segundo ele, o «bem-estar do povo» venezuelano.

«A Assembleia Nacional (AN) vai continuar a ser bolivariana, não vai mudar nada (...) a dialética», declarou o líder, poucos dias depois das eleições parlamentares de 26 de Setembro, cujos candidatos vencedores assumem em Janeiro de 2011.

«O debate (com a oposição parlamentar) vai fortalecer-nos», acrescentou.

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder) obteve no pleito 98 dos 165 assentos da Assembleia, com o que manteve uma maioria absoluta de deputados, mas não alcançou as 110 - dois terços - que o próprio presidente tinha colocado como meta durante a campanha eleitoral.

Os partidos opositores, agrupados na coligação Mesa de Unidade Democrática (MUD), conseguiram 65 assentos, com os quais definem o seu regresso ao plenário após uma ausência de cinco anos - quando boicotaram as parlamentares de 2005 - e outras duas cadeiras ficaram com o grupo Pátria Para Todos (PPT), dissidente do chavismo.

No meio de críticas da oposição e de empresários, Chávez anunciou novas nacionalizações no âmbito do processo empreendido em Janeiro de 2007, após a sua reeleição para um novo mandato, que será concluido em 2012.

O processo continuou no meio da crise económica internacional que afecta o país há dois anos, com altos índices de inflação, um reduzido crescimento e a desvalorização de 100% e de 20% da moeda nacional, o bolívar, que passou em Janeiro a ter duas paridades em relação ao câmbio único controlado anterior.

Após as eleições de Setembro e em menos de um mês, Chávez ordenou a nacionalização de empresas do sector agrícola, como a Agroisleña, de capital espanhol, e decretou novas expropriações, como a da filial na Venezuela da norte-americana Owens Illinois, líder mundial na fabrico de vasilhas de vidro.

O líder também decretou a expropriação da Siderúrgica del Turbio (Sidetur), filial do principal grupo siderúrgico privado do país, Sivensa, e seis conjuntos urbanísticos de construtoras privadas que, segundo ele, estavam paralisados. Enquanto isso, lançou novas advertências à empresa de alimentos Polar, maior corporação privada da Venezuela.

Perante essas novas medidas, líderes da oposição e dirigentes empresariais pediram uma mobilização dos cidadãos para rejeitar o que consideraram um «atropelo» oficial «contra as empresas e os trabalhadores».

O presidente da entidade patronal opositora Fedecámaras, Noel Álvarez, também repudiou a acção do Governo contra o sector privado e anunciou que o organismo iria preparar «estratégias claras» para enfrentar a situação.

Na opinião do líder patronal, o apetite de confronto de Chávez com o sector privado aumentou devido às eleições legislativas, nas quais o Governo perdeu essa maioria qualificada necessária para aprovar leis orgânicas ou nomear membros dos poderes estaduais.

O governante, que mais uma vez tentou transformar as eleições num plebiscito, apostando na popularidade que ainda tem após mais de uma década no poder, tinha insistido durante a campanha que o seu partido deveria conseguir os dois terços para aprofundar a «Revolução Bolivariana» e pôr mais atenção nas presidenciais de 2012.

À espera do Parlamento multipartidário que a oposição aguarda ver, a polarisada cena política venezuelana passou por outro ano de turbulências, alimentadas por incessantes polémicas como as acusações contra o dono do canal privado Globovisión, Guillermo Zuloaga, e as ameaças contra a estação, muito crítica do Governo Chávez.

Ao longo do ano, continuaram os desencontros do promotor do «socialismo do século XXI» com os Estados Unidos, e, até Agosto, continuou a crise com a vizinha Colômbia.

A extrema tensão entre Caracas e Bogotá, que chegou à ruptura de relações nos últimos dias de mandato do agora ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, desvaneceu-se com a posse do seu sucessor no cargo, José Manuel Santos, e uma imediata reconciliação bilateral.

Chávez e Santos ratificaram em Outubro a sua renovada relação, afirmando que ninguém iria corroer o compromisso bilateral de trabalhar pela integração e pela segurança da sua extensa e conflituosa fronteira comum.

Lusa
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 15, 2010, 12:19:21 pm
Chávez recebe primeira aprovação para poderes especiais


O Parlamento venezuelano deu a primeira aprovação na terça-feira ao pedido do presidente Hugo Chávez de um ano de poderes especiais, que lhe permitirá aprovar leis por decreto, decisão que é vista pela oposição como um golpe à democracia.

A previsão é que a segunda e última votação seja realizada na quinta-feira.

Chávez justificou o seu pedido pela necessidade de atender à emergência suscitada por fortes chuvas que deixaram 40 mortos e cerca de 130 mil desabrigados no país.

Chávez já legislou por decreto por três vezes durante os seus 11 anos no poder.

Depois de apresentar à Assembleia Nacional o projecto de lei conhecido popularmente como Habilitante, o vice-presidente do país, Elías Jaua, salientou que a norma permite legislar em questões tributárias, de segurança, defesa e infraestruturas.

«A solicitação foi feita pelo presidente por 12 meses com a finalidade de criar as leis necessárias para atender a uma profunda crise, sustentada sobretudo nas causas estruturais que mantêm a população venezuelana numa situação de pobreza», disse Jaua a jornalistas.

«São profundas as medidas que devemos tomar. Quase 40% do território foi afectado, temos uma alta porcentagem de vias do país destruída (...) o impacto na economia e as condições de vida são graves e precisam de um corpo legislativo para solucioná-las», argumentou.

A presidente da Assembleia Nacional, Cilia Flores, assegurou que a lei seria aprovada de maneira definitiva até quinta-feira.

Por sua vez, o deputado Mario Isea explicou que o projecto «recebeu urgência regulamentar e foi aprovado em primeira discussão». «O presidente é habilitado por 12 meses»,declarou.

A oposição política, renovada depois de Chávez perder a maioria necessária para aprovar leis na Assembleia, negou que a norma tenha a ver com a situação de emergência no país e classificou-a como um ataque à democracia.

«(O pedido da lei Habilitante significa) um ataque brutal e sem anestesia contra a vida democrática», escreveu o editor do jornal da oposição Tal Cual, Teodoro Petkoff.

O líder do partido da oposição Primeiro Justiça, Henrique Capriles, disse que Chávez «se etá a aproveitar de uma situação de apuro para avançar num projecto político, não um projeto social». «Para atender a emergência das chuvas não são necessários poderes especiais», afirmou.

A oposição terá maior participação na Assembleia a partir de Janeiro de 2011 depois de ter conquistado um grande número de assentos nas eleições legislativas de Setembro, mas os partidários de Chávez continuam com a maioria.

Lusa
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 21, 2010, 06:48:24 pm
Venezuela passa a controlar difusão de mensagens e imagens pela Internet


A difusão de mensagens e textos através da Internet, passam a estar submetidos a uma nova lei aprovada pela Assembleia Nacional (parlamento) que estabelece sanções e permite a suspensão das páginas web.

Trata-se da Lei de Responsabilidade Social em Rádio, Televisão e Meios Electrónicos, aprovada pelos deputados na noite de quinta-feira, apesar dos protestos da minoria parlamentar opositora, que aumenta as regulações impostas desde 2004 à imprensa.

A lei tem como propósito "fomentar o equilíbrio democrático" e estabelece que a Comissão Nacional de Telecomunicações poderá restringir nos meios electrónicos (Internet) a difusão de mensagens e o acesso a portais, em todos os horários, que promovam ódio e intolerância por razões políticas, diferenças de género, racismo ou xenofobia.

Também as mensagens que perturbem a sociedade, incitem a ignorar as autoridades, promovam o desrespeito pelos poderes públicos ou induzam ao assassínio do Presidente.

A nova regulamentação abrange os textos, imagens e sons cuja difusão e recepção tenha lugar no território venezuelano.

Estabelece que os administradores dos portais são "responsáveis pela informação e conteúdos" publicados, estando obrigados a criar mecanismos para restringir, sem dilações, a difusão de mensagens com elementos proibidos.

Por outro lado estipula sanções equivalentes a 3 e 4 por cento das receitas brutas do ano anterior e também a suspensão inicial do serviço por 72 horas e em caso de reincidência a revogação definitiva.

Para o deputado opositor Isamel Garcia, a lei "viola a Constituição, a liberdade de expressão e o livre exercício da comunicação no país".

A também opositora Pastora Medina é da opinião que estimula "a censura e a auto-censura".

Segundo Frank de Prada, director do portal noticias24.com -um dos mais visitados do país-, a lei contém "conceitos demasiado amplos" que limitam a liberdade de expressão e o direito dos cidadãos a receber informação.

 Para evitar sanções o portal passou reforçou a atenção à moderação dos comentários dos leitores.

A Câmara Venezuelana de Comércio Eletrónico condenou a aprovação da lei, assegurando que "pretende estabelecer a censura e bloqueios" de sítios web, bem como "atentar contra a liberdade de expressão".

JN
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 24, 2010, 05:59:40 pm
Cardeal adverte que Venezuela avança para a ditadura


Savino alertou também os governantes para as suas responsabilidades. "Estamos a avançar para uma ditadura (...) o apelo que faço aos que dirigem o governo neste momento é que tenham em conta a responsabilidade que terão perante a História e perante Deus, se querem impor uma ditadura totalitária, o que seria terrível para a Venezuela", disse.

Em declarações ao canal de televisão privado de notícias Globovisión, Jorge Urosa Savino manifestou a preocupação da Igreja Católica face à aprovação pelo parlamento de 22 leis em apenas duas semanas, para consolidar o sistema socialista, antes de os novos deputados assumirem funções, a 5 de Janeiro de 2011.

"Temos um ponto de referência fundamental que é a Constituição de 1999, aprovada há 11 anos. Isso é no que nós devemos insistir, o ponto fundamental é a defesa dos nossos direitos humanos pela via democrática", frisou o arcebispo.

Vincando que a defesa da Constituição deve ser firme e pacífica, recordou que o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem manifestado a intenção de instaurar no país um regime marxista-socialista, que "é um regime comunista".

Por outro lado, assegurou que a Igreja Católica não abandonará a defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos.

"Se alguém se incomoda porque o Episcopado refere a existência de presos políticos, se alguém se sentir visado porque pedimos respeito pelo direito à informação, lamentamos muito, mas isso é um postulado da Constituição", frisou.

Explicou que o episcopado venezuelano não serve nenhum partido político, nem a Mesa de Unidade Democrática (na oposição), nem o Partido Socialista Unido da Venezuela. "Está ao serviço do povo, vai na linha dos melhores interesses do povo", sublinhou.

A 5 de Janeiro de 2011 tomam posse os novos deputados da Assembleia Nacional, eleitos a 26 de Setembro último.

O parlamento, que integrava apenas simpatizantes de Chávez - porque a oposição desistiu de participar nas anteriores eleições - vai passar a ter 67 dos 165 lugares ocupados por deputados da oposição.

JN
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Jorge Pereira em Maio 20, 2011, 12:46:58 pm
Citar
Opinión
Gen Carlos Peñaloza
ND


Pacto mortal con Irán

*** El pacto Chávez-Irán para instalar una base de misiles en Paraguaná reproduce el modelo de Fidel Castro que puso al mundo al borde de la guerra atómica en la famosa Crisis de los Misiles, en 1962. Chávez puso a Venezuela en medio de un pleito nuclear

*** La base de misiles iraníes a instalar en Paraguaná, al lado del corazón de nuestra industria petrolera, no tiene sentido sino como preparativo para una guerra en la cual Venezuela sería reducida a escombros.

El 8 de diciembre pasado el prestigioso diario alemán “Die Welt”, generalmente bien informado sobre la situación del Medio Oriente, informó que Irán y Venezuela habían firmado un pacto secreto para construir en Paraguaná una base de misiles de alcance intermedio. El pasado viernes 13 de mayo, el diario alemán reportó los progresos de este acuerdo, con la designación de la empresa y la institución iraníes que ejecutarán el trabajo, en el cual Irán pondrá el dinero y Venezuela pondrá la locación.
Según “Die Welt”, la base será operada conjuntamente por militares iraníes y venezolanos. Estará equipada con misiles Shahab 3 con alcance de 1500 km, Scud-B (330 km) y Scud-C (300, 500 and 700 km). Como las instalaciones militares tienen un objetivo bélico o carecen de sentido, hay que pensar contra quienes estarán dirigidos estos misiles y por tanto quiénes pueden sentirse amenazados. En este caso los amenazados serían Colombia, Panamá (con su estratégico canal), la Costa Este de los Estados Unidos y el norte del Brasil.
El acuerdo permitirá a Irán evadir las sanciones de las Naciones Unidas. Estas sanciones obligaron a Rusia a cancelar la venta a Irán de cinco batallones de misiles anti aéreos S-300PMU-1. Aparentemente estos misiles serían ahora adquiridos por Venezuela e instalados en Paraguaná. Debido a los retardos en los pagos de Venezuela, Rusia está exigiendo la cancelación en efectivo de más de $800 millones en el momento de la entrega por ese material bélico.
Aparte de los misiles rusos adquiribles a través de Venezuela, Irán ha anunciado que ya tiene misiles de mediano alcance con los cuales atacar a Israel, y trabaja aceleradamente en el desarrollo de una capacidad nuclear propia, incluyendo la fabricación de misiles propulsados con combustible sólido. Estos proyectiles serán capaces de transportar bombas atómicas desde Irán hasta Israel, y de Paraguaná a muchas ciudades norteamericanas, colombianas y del norte del Brasil, así como el Canal de Panamá. Si se presenta la posibilidad de implementar este escenario estaremos frente a una crisis misilístico-nuclear como la que se presentó entre la Unión Soviética y Estados Unidos en 1962. En aquella oportunidad el mundo estuvo al borde del holocausto atómico y Fidel Castro aconsejó a Kruschev lanzar un ataque bombas atómicas a Estados Unidos en un ataque sorpresivo.
En la península de Paraguaná está el corazón de la industria petrolera venezolana, representado en el centro de refinación petrolera con la segunda mayor capacidad del mundo. Colocar misiles de alcance intermedio y capacidad atómica en las inmediaciones de ese complejo petrolero es ponerlo en el foco de una posible acción militar. De ocurrir un intercambio militar su destrucción sería muy probable.
En su nota del viernes pasado, 13 de mayo, “Die Welt” informa que este proyecto va viento en popa. Ya se seleccionó la empresa iraní que se encargará de ejecutarlo. La constructora Khatm-al Ambia ha sido escogida conjuntamente con la universidad de Schariff en Teherán. Según el diario alemán Irán envió dinero en efectivo para iniciar los trabajos preliminares. Poner en práctica esta espeluznante idea tendría un costo de varios miles de millones de dólares, de los cuales Venezuela no dispone en este momento.
La discusión pública de un tema como éste, donde está en juego la supervivencia física de la república de Venezuela, es lo más importante que hay en este momento en el ámbito suramericano. El presidente no puede considerarnos como invitados de piedra en este debate. Ya no se trata de discutir nuestra libertad, sino nuestra existencia. Este pacto entre los presidentes Ahmadinejad y Chávez puede reducir Venezuela a escombros.

Gmail genpenaloza@gmail.com

Localização de Paraguaná:

(http://3.bp.blogspot.com/-BqT75zq7NXY/TdHZnSslf4I/AAAAAAAAAs4/4InTTTF50GA/s1600/mapa_venezuela.gif)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Junho 04, 2011, 04:57:39 pm
Presos venezuelanos têm acesso a drogas e computadores Magalhães

(http://img824.imageshack.us/img824/4773/imageikio.jpg)

É uma imagem insólita num local ainda mais insólito. Repórteres do New York Times visitaram uma prisão venezuelana dominada por um narcotraficante e lá encontraram um pouco de tudo, desde drogas a metralhadoras, passando pelo portátil português Magalhães.

Imagine uma prisão em que os detidos mais poderosos impõem a lei, onde qualquer pessoa pode entrar para uma visita (até turistas), onde as armas automáticas circulam ostensivamente e onde as tardes são passadas à beira da piscina, a beber álcool e a comer grelhados, entre frequentes contactos sexuais e o consumo de drogas.

Esta prisão existe. Fica em San António, Ilha Margarita, Venezuela, e foi visitada por repórteres do New York Times cujo trabalho merece lugar de destaque na edição online este sábado, 3 de Junho. A penitenciária é dominada pelo gangue armado do narcotraficante Teófilo Rodríguez, mais conhecido por El Conejo, que impôs um clima de terror e liberdade, violência e hedonismo sobre detidos e guardas prisionais.

Os homens de El Conejo, tatuados com o famoso coelho da Playboy na cara ou no pescoço, patrulham a prisão empunhando AK-47, Uzis e outros modelos de arma automática, enquanto o chefe cumpre uma pena onde a privação não existe. Durante a visita do New York Times, El Conejo é entrevistado enquanto come ostras arranjadas pelos seus guarda-costas.

Os detidos de ambos os sexos, pese embora a submissão ao narcotraficante, gozam de uma invulgar liberdade. Podem receber a visita de familiares, namorados, turistas, jornalistas ou dos muitos venezuelanos que se deslocam à prisão para comprar droga - é esse o motor da economia da prisão de San António. Ao fim-de-semana, são frequentes as festas ao som do reggaton, populares entre os habitantes da Ilha Cristina. Regadas a álcool e à beira da piscina, com a presença constante de droga e sexo.

A prisão onde tudo parece ser possível - menos a fuga - atrai igualmente tudo o que seria impossível numa penitenciária normal. A reportagem do New York Times foi filmada com uma câmara digital de um detido. E no meio da peça, eis que surge um portátil Magalhães.

Os computadores fabricados em Portugal, e conhecidos na Venezuela como Canaima, chegaram ao país sul-americano através de um acordo entre os Governos de Hugo Chávez e José Sócrates. Só em 2011, pelo menos 300.000 unidades seguiram para Caracas. Tal como em Portugal, o portátil lowcost é destinado ao ensino. Mas tal como tudo o resto na prisão de San António, a regra é outra.

SOL
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 17, 2011, 11:53:20 pm
Chávez nacionaliza produção de ouro


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou esta quarta-feira que, nos próximos dias, vai aprovar a nacionalização da produção de ouro para converter em reservas internacionais. «A actividade de exploração do ouro vai ser nacionalizada e convertida em reservas internacionais. Temos 12 ou 13 milhões de dólares em ouro», disse Chávez ao telefone com a emissora estatal Venezuelana de Transmissão.

Hugo Chávez precisou que o novo instrumento legal será aprovado no âmbito da Lei Habilitante, aprovada pelo anterior parlamento e que concede ao presidente poderes especiais para legislar por decreto.

Explicou que a sul do Rio Orinoco, no estado venezuelano de Bolí­var (sul), a Venezuela tem uma das «maiores reservas mundiais» em ouro, bauxita, ferro e pedras preciosas. «Vamos converter isso em reservas internacionais, porque o ouro continua a aumentar de valor».

Segundo o Banco Central da Venezuela (BCV), as reservas de ouro ascendem a 364 toneladas.

Uma resolução emitida pelo BCV, a 05 de Maio de 2009, estabelece que pelo menos 70 por cento do ouro extraí­do legalmente na Venezuela deve ser usado internamente, podendo os restantes 30 por cento serem usados para exportação.

Observadores disseram que a nacionalização do ouro vai permitir ao governo combater a actividade mineira ilegal, numa altura em que o preço do ouro atinge valores recordes, na sequência da crise da dí­vida na Europa e nos Estados Unidos.

Lusa
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Março 05, 2013, 10:48:17 pm
Morreu Hugo Chavez
(http://mediaserver2.rr.pt/newrr/hugochavez-caracas-2304129567ffd8_400x225.jpg)
(http://edge.liveleak.com/80281E/s/s/20/media20/2013/Mar/5/LiveLeak-dot-com-8327dce01346-hugo-chavez-dead.jpg.resized.jpg?d5e8cc8eccfb6039332f41f6249e92b06c91b4db65f5e99818bad1944846ded2ade6&ec_rate=200)

Citar

“É um momento de dor profunda”, afirmou o vice-presidente venezuelano Nicolas Maduro, numa declaração televisiva ao país.



Citar
Morreu o Presidente da Venezuela Hugo Chavez, anunciou esta terça-feira o vice-presidente Nicolas Maduro.

Hugo Chavez perdeu a batalha contra o cancro depois de quatro operações. Tinha 58 anos, 14 dos quais à frente dos destinos da Venezuela. Tinha sido reeleito em Outubro do ano passado, mas não chegou a tomar posse.

O estado de saúde tinha-se agravado nos últimos dias com uma infecção grave nos pulmões que piorou a luta contra o cancro.
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.as ... &did=99156 (http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=99156)

http://www.liveleak.com/view?i=989_1362521320 (http://www.liveleak.com/view?i=989_1362521320)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Março 06, 2013, 09:05:58 pm
Indefinição vai marcar os próximos tempos na Venezuela diz o General Loureiro dos Santos


A indefinição vai marcar os próximos tempos na Venezuela, não só até às eleições, mas também em função do resultado destas e da liderança que daí emergir, chavista ou opositora, disse hoje ao Diário Digital o general Loureiro dos Santos. Horas depois da morte de Hugo Chávez, multiplicam-se as conjecturas, sem quaisquer certezas em relação ao futuro de um país cujo poder estava ancorado em torno de uma única figura, «El Comandante», que apesar de ter designado um «sucessor» não terá nas suas hostes um «herdeiro» do seu carisma e perfil de liderança.

Nicolás Maduro, 50 anos, antigo líder sindicalista e actual vice-presidente da Venezuela, é o delfim de Chávez e saltou para a frente das câmaras quanto «El Comandante» o apontou como sucessor, numa tentativa de assegurar um chavista puro como herdeiro, e não um representante de uma corrente dentro do socialismo, segundo os analistas.

Ora ainda não passaram 24 horas sobre o desaparecimento de Chávez e já há sinais de lutas internas.

Os que apoiam a Constituição consideram que deve ser o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, a assumir e dirigir o país até às eleições, como estabelece a Magna Carta. Por outro lado, há membros do Governo que defendem que deve ser Maduro a assumir, tal como disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Elías Jaua, que terça-feira à noite assegurou que será o vice-presidente a dirigir a Venezuela.

«A luta pelo poder não é só entre chavistas e oposição, é também entre os próprios chavistas. Não sabemos que figuras podem emergir entretanto», afirmou Loureiro dos Santos, salientando que também se desconhece o posicionamento dos militares em todo este cenário.

«Não sabemos que papel poderão ter no pós-Chávez, que era ele próprio militar e se preocupou muito com as Forças Armadas, e até com a constituição de uma milícia paralela para servir de contraponto a algumas posições de militares dissidentes», salientou o general.

«Há também a questão simbólica de Chávez, que pode ser  usada pela milícia, sublinhando não pôr de parte a possibilidade de poderem surgir tentativas golpistas nas eleições.

Nas eleições de Outubro de 2012, a oposição – liderada por Henrique Capriles - teve uma votação nunca antes alcançada durante a liderança de Chávez, 44%, um resultado que pode agora traduzir-se numa vitória absoluta, já sem «El Comandante» na corrida.

Um tal resultado poderia levar, por exemplo, os militares ou a milícia chavista a intervir pela força, considera Loureiro dos Santos.

Em termos internacionais, Cuba – aliada muito próxima de Chávez – pode ser muito prejudicada com a nova liderança da Venezuela, se esta surgir das fileiras da oposição, adianta ainda o general Loureiro dos Santos, frisando que também o movimento da «revolução bolivariana» poderá agora vir a ser dirigido por Rafael Corrêa, o presidente do Equador.

«É muito difícil prever neste momento o que se irá passar, há factores muito complexos em causa e é difícil saber qual é o actor que irá prevalecer», considerou Loureiro dos Santos.  

Diário Digital
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Julho 09, 2013, 08:20:08 pm
Temos de contratar este tipo para fazer o relato do 10 de Junho!  :mrgreen:
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Agosto 07, 2013, 09:14:23 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Fevereiro 28, 2014, 02:29:43 pm
Título: Venezuela anuncia participación de Rusia en maniobras hoy
Enviado por: olisipo em Março 14, 2015, 12:28:23 pm
(http://gdb.voanews.com/2C7BA2C5-E649-4F6C-AB07-041303E3B087_w640_r1_s.jpg)

La Radio Nacional de Venezuela anuncia que el ministro ruso de Defensa, Serguéi Shoigú, ha aceptado la invitación de su homólogo venezolano, Vladimir Padrino López, para que Rusia participe en el "despliegue militar de defensa" que tiene lugar desde hoy en el territorio nacional venezolano.

Ambos ministros acordaron el "ingreso amistoso de buques rusos en puertos venezolanos así como la participación de soldados rusos en maniobras de lanzacohetes múltiples rusos BM-30 Smerch y ejercicios militares de fuerzas de defensa antiaérea"

El ministro ruso de Defensa ya había anunciado en febrero la llegada de buques rusos a bases navales venezolanas.

El comienzo de estas maniobras tiene lugar dos días después de que el Gobierno de Moscú advirtiese a Washington por su decisión de declarar a Venezuela como una amenaza contra la seguridad nacional.
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: olisipo em Março 14, 2015, 11:34:49 pm

La versión de Russia Today en español. Ni una palabra sobre la participación de tropas y navíos rusos. Ni una palabra sobre el alcance de estas maniobras que, según el principal diario del país, supondrán la movilización durante diez días de 100.000 efectivos.

http://www.eluniverso.com/noticias/2015 ... iles-rusos (http://www.eluniverso.com/noticias/2015/03/14/nota/4657626/venezuela-inicia-ejercicios-militares-anfibios-chinos-misiles-rusos)

Incluso la propia página web del partido en el poder destaca como titular de la noticia la participación de soldados y buques rusos.

http://www.psuv.org.ve/temas/noticias/m ... enezolanas (http://www.psuv.org.ve/temas/noticias/maniobras-militares-conjuntas-soldados-y-buques-rusos-costas-venezolanas)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Abril 12, 2015, 01:13:18 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 14, 2015, 12:23:52 pm
(http://i.imgbox.com/UAGYaTRc.jpg)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: night_runner em Dezembro 14, 2015, 09:44:19 pm
Citar
Tendo-se realizado as eleições legislativas na República Bolivariana da Venezuela, onde após 17 anos (e 18 actos eleitorais em que foram derrotadas) as forças contra-revolucionárias alcançaram a maioria dos lugares no parlamento, o PCP expressa a sua solidariedade às forças reunidas no Grande Pólo Patriótico e, nomeadamente, ao Partido Socialista Unido da Venezuela e ao Partido Comunista da Venezuela, com a confiança de que as forças progressistas e revolucionárias venezuelanas encontrarão as soluções que defendam o processo revolucionário bolivariano e as suas históricas conquistas que tão importante repercussão têm tido na América Latina.

O PCP salienta que estas eleições se realizaram no contexto de uma conjuntura económica particularmente desfavorável em resultado da baixa do preço do petróleo e no quadro de grandes operações de desestabilização e boicote económico dos sectores mais reaccionários venezuelanos articuladas com a ingerência do imperialismo contra a Revolução Bolivariana.

O PCP alerta para a tentativa do imperialismo utilizar os desfavoráveis resultados eleitorais na Venezuela para intensificar o seu combate aos processos de soberania e progresso social que tem subtraído o continente latino-americano ao seu domínio e apela à solidariedade com os povos e as forças progressistas e revolucionárias venezuelanas e de toda a América Latina.
http://www.pcp.pt/solidariedade-com-venezuela-bolivariana
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Dezembro 14, 2015, 10:26:48 pm
(http://i34.tinypic.com/1zvsttz.jpg)
 :N-icon-Axe:
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 21, 2016, 12:57:34 pm
(http://i.imgur.com/k1wwb41.jpg)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 27, 2016, 11:15:06 am
Venezuela reduz semana laboral a dois dias úteis para evitar "apagão"


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Viajante em Abril 27, 2016, 04:37:36 pm
O último a saír que apague a Luz  ::)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: olisipo em Maio 16, 2016, 10:50:18 am

Madura decreta estado de emergência e anuncia nacionalizações e exercícios militares
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 20, 2016, 09:05:26 pm
(http://i.imgur.com/GkN7Bhq.jpg)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Junho 10, 2016, 11:42:41 am
Violência e pilhagens na Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: olisipo em Junho 15, 2016, 10:03:54 am


Oposição acusa autoridades de anular assinaturas de petição para referendo de revocação do presidente Maduro
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: olisipo em Junho 16, 2016, 11:39:08 am


Quatro mortos e centenas de detidos nos protestos contra Maduro
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: olisipo em Junho 24, 2016, 06:29:31 pm


Venezuelans stand in line to be fingerprinted as a condition to participate in a referendum on President Maduro
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Julho 12, 2016, 12:02:20 am
Nuvens negras sobre a Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Julho 13, 2016, 01:35:49 pm
Maduro passa controlo dos principais portos da Venezuela aos militares


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: olisipo em Setembro 02, 2016, 12:52:36 pm

Oposição venezuelana junta um milhão de pessoas em Caracas
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 13, 2016, 12:47:11 pm
Venezuela encerra fronteira para combater "guerra económica"


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 27, 2017, 08:58:13 pm
Conselheira da comunidade portuguesa acusa PCP de mentir sobre crise


A conselheira da comunidade portuguesa na Venezuela Maria de Lurdes Almeida acusou hoje o PCP de “blasfemar e mentir” sobre a crise social e política na Venezuela, lamentando a ausência de “um voto único de solidariedade” do parlamento português.
“Eu respeito muito as ideologias partidárias [do PCP], mas não concordo que, por defender umas ideologias de partido, se cometa o que se está a cometer de blasfemar, de mentir, dia após dia, sobre o que se está a passar na Venezuela”, afirmou hoje a representante dos portugueses na Venezuela no parlamento, à margem de uma audição dos membros do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) por deputados com assento na comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

Nas últimas semanas, o parlamento português aprovou um voto de solidariedade e apoio aos portugueses que vivem na Venezuela, mas o PCP votou contra um ponto por não fazer referência às “ingerências externas” no país, enquanto um voto de condenação proposto pelo CDS sobre o agravamento da "situação de instabilidade e insegurança" na Venezuela teve a oposição dos Verdes e dos comunistas, que foram acusados de "branquear” o regime “ditatorial".

Já o PCP viu aprovados dois pontos de um voto de "repúdio pelas ações de ingerência e desestabilização" contra a Venezuela, nos quais se reafirma "o direito do povo venezuelano a decidir soberanamente sobre o seu caminho de desenvolvimento livre de quaisquer ingerências e pressões externas e em paz".

Com a abstenção do PS, os votos contra do PSD, do CDS-PP e de oito deputados socialistas, o segundo ponto aprovado manifesta "apoio e solidariedade à comunidade portuguesa" que, "como o povo venezuelano, é vítima da campanha de ingerência e desestabilização".

Hoje, a conselheira portuguesa na Venezuela criticou declarações do eurodeputado comunista João Ferreira, de que o país “estava melhor do que nunca”.

“Disse-lhe para ir para a Venezuela e viver o que estamos a viver. É muito fácil falar quando se está longe”, lamentou.

A representante dos portugueses na Venezuela perguntou: “Se a comunidade está tão bem e o povo está tão bem, então por que é que estão a suceder estes protestos, que duram há três semanas, com pessoas mortas dos dois lados”.

“Que não me digam que na Venezuela diminuiu a pobreza, quando temos cada vez mais pessoas a procurar comida nos sacos do lixo. Que não me digam que aumentou a escolaridade, o que aumentou foi o absentismo, porque as crianças desmaiam nas aulas por falta de uma boa nutrição. Que não me digam que na Venezuela se vive melhor que nunca, quando a insegurança aumentou catastroficamente, e às cinco ou seis da tarde, quando vai ser de noite, todas as pessoas se refugiam nas suas casas”, descreveu, indignada.

Na Venezuela, acrescentou, “quem pensa diferente do regime é perseguido, é detido”.

Maria de Lurdes Almeida sustentou que era “muito importante” que o parlamento português tivesse uma voz única sobre a situação dos portugueses.

“Solidarizar-se com uma comunidade não implica que não tenhas as tuas ideias partidárias. Aqui, no parlamento, todos deveriam ter um só voto de solidariedade para com os problemas que estão a suceder e não pensar-se nas ideologias partidárias para estar a blasfemar e a mentir todos os dias”, considerou.

Em declarações aos jornalistas, a deputada comunista Carla Cruz garantiu que o PCP está preocupado com os portugueses na Venezuela.

“Temos dito que o Governo português deve acompanhar essa situação, mas também não desligamos que a situação da comunidade portuguesa na Venezuela não é alheia àquilo que são as dificuldades com que o povo venezuelano vive e que resultam claramente dos processos de ingerência e desestabilização que estão em curso na Venezuela”, afirmou a comunista.

Carla Cruz recordou que a iniciativa que apresentou no parlamento “fazia uma referência explícita de manifestação de solidariedade e apoio à comunidade portuguesa que vive na Venezuela”, além de os deputados comunistas terem votado favoravelmente o ponto do voto do PSD que se referia aos portugueses.

Desde o início de abril, uma onda de manifestações anti-Governo de Nicolás Maduro tem sido marcada por violentos confrontos com a polícia, que fizeram quase 30 mortos e centenas de feridos.


>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/venezuela-conselheira-da-comunidade-portuguesa-acusa-pcp-de-mentir-sobre-crise
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 23, 2017, 01:37:05 pm
Venezuela está a formar franco-atiradores para reprimir manifestantes



Um antigo militar do Exército venezuelano garante ter provas da partilha de "ideias radicais sobre as formas mais efetivas para pôr termo às manifestações da oposição", que incluem o recurso a mais violência para terminar com os protestos violentos.

As forças armadas da Venezuela estão a formar um grupo de franco-atiradores para dispararem sobre manifestantes da oposição, cuja luta contra o Governo de Nicolás Maduro se tem intensificado nos últimos dias. A denúncia terá sido feita esta segunda-feira pelo major-general reformado do Exército, Clíver Alcalá, que defende que o uso da violência desproporcionada é “alarmante e preocupante” e trata-se de uma clara “violação dos Direitos Humanos”.

“Pela magnitude da violência que se tem evidenciado, nos últimos dias no país, da parte de efetivos da Guarda Nacional Bolivariana, além do recente anúncio da ativação da segunda fase do Plano Zamora [para a militarização de zonas do país], sinto-me no dever moral e cívico de denunciar estes factos”, explica Clíver Alcalá no texto que entregou no Ministério Público venezuelano.

No documento, o antigo militar garante ter provas da partilha de “ideias radicais sobre as formas mais efetivas para pôr termo às manifestações da oposição”. Clíver Alcalá sublinha que durante uma reunião com militares, na qual terá sido gravado um ficheiro de aúdio que terá chegado à sua posse, terá sido debatida a possibilidade de se recorrer a mais violência para terminar com a instabilidade social e protestos nas ruas.

“O uso da violência desproporcionada nas manifestações constitui uma evidente violação dos Direitos Humanos, sob a forma de possíveis delitos que lesam a humanidade e que, segundo as gravações que recebi, parecem ser a próxima opção do Governo para reprimir os protestos e manifestações que ocorram no território nacional [venezuelano]”, destaca.


>>>>  http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/venezuela-esta-a-formar-franco-atiradores-para-reprimir-manifestantes-162253
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: mafets em Julho 29, 2017, 10:43:56 am
https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-07-27/balance-of-power-venezuela-heads-for-point-of-no-return?cmpid=socialflow-facebook-politics&utm_content=politics&utm_campaign=socialflow-organic&utm_source=facebook&utm_medium=social (https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-07-27/balance-of-power-venezuela-heads-for-point-of-no-return?cmpid=socialflow-facebook-politics&utm_content=politics&utm_campaign=socialflow-organic&utm_source=facebook&utm_medium=social)
Citar
Balance of Power: Venezuela Heads for Point of No Return
By Vivianne Rodrigues  and Andrew J Barden
27 de julho de 2017, 10:57 WEST
Venezuela is barreling toward a point of no return.

Despite food shortages and increasingly violent protests, President Nicolas Maduro is closing in on a vote that would allow him to rewrite the constitution and effectively end 59 years of modern democracy.

Barring a last-minute compromise, voters on Sunday will select 545 delegates -- including students, pensioners and workers -- for a constitutional convention. The opposition has boycotted the proceedings, essentially guaranteeing Maduro control.

The so-called constituyente has no set term and supersedes the national assembly, which has been a bulwark against Maduro’s autocratic government.

With the country roiled by a strike and state media bombarding voters with propaganda, the U.S. sanctioned 13 officials yesterday, including the interior minister, and threatened more punitive measures.

Some analysts contend that the constituyente is a negotiating tactic, while others say Maduro will use the body to delay indefinitely elections he can’t win. That raises the specter of a Cuba-style regime ruling OPEC’s sixth-largest crude producer at the very heart of the Americas.
(https://assets.bwbx.io/images/users/iqjWHBFdfxIU/inWgFEFwbrYk/v1/-1x-1.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Julho 31, 2017, 12:00:10 am
Milhares de venezuelanos procuram segurança fora do país


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Viajante em Julho 31, 2017, 12:39:21 pm
Retornados da Venezuela. A família de 18 que pagou para trazer o gato, o empresário que agora lava carros e a advogada com medo

Em Braga há uma família de 18 a começar de novo; na Madeira um jovem empresário a lavar carros; em Aveiro uma advogada do MP que viu muitas injustiças. A Venezuela decide domingo parte do seu futuro.

http://observador.pt/especiais/retornados-da-venezuela-a-familia-de-18-que-pagou-para-trazer-o-gato-o-empresario-que-agora-lava-carros-e-a-advogada-com-medo/

Histórias muito interessantes de luso-descendentes e venezuelanos que vieram para Portugal e contam o que deixaram!
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 02, 2017, 05:05:49 pm
Venezuelanos encontram no Brasil um refúgio precário


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2017, 03:57:58 pm
PCP critica Governo por não reconhecer Assembleia Constituinte da Venezuela


"A segurança da comunidade portuguesa residente na Venezuela implica a condenação das ações desestabilizadoras, terroristas e golpistas", afirma o PCP

O PCP criticou esta quinta-feira o Governo português por não reconhecer a Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela por ser "contrária aos interesses da comunidade portuguesa" e à necessidade de "estabilidade política" no país.

Um dia depois de o Governo ter seguido a opção da União Europeia, de não reconhecer a Constituinte eleita no domingo, o PCP afirmou, em comunicado, que "a segurança da comunidade portuguesa residente na Venezuela implica a condenação das ações desestabilizadoras, terroristas e golpistas".

Os comunistas portugueses têm apoiado o Governo do presidente Nicolas Maduro e acusam os Estados Unidos e a União Europeia de contribuir "para alimentar atos de ingerência".

É uma "atitude de respeito pela soberania da Venezuela e da sua ordem constitucional e não a contribuição para alimentar atos de ingerência que, indisfarçadamente a administração norte-americana e a própria União Europeia prosseguem", que ajudará a "assegurar a normalização da situação" no país, lê-se no comunicado.

Logo na segunda-feira, o PCP saudou o "ato de afirmação democrática" da Venezuela nas eleições de domingo para a Assembleia Constituinte e exigiu que o Governo português tenha uma "atitude de respeito pela soberania" do país.

A União Europeia recusou, na quarta-feira, reconhecer a Assembleia Constituinte eleita no domingo na Venezuela e pediu que a "instalação efetiva" daquele órgão seja suspensa, de acordo com declarações da chefe da diplomacia, Federica Mogherini, em nome dos Estados-membros.

Também na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que Portugal, tal como os restantes países da União Europeia, não pode reconhecer a Assembleia Constituinte da Venezuela eleita domingo, a qual classificou de "um passo negativo".

Convocada a 01 de maio pelo Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, a eleição da Assembleia Constituinte decorreu no domingo passado sob uma forte vigilância militar.

Maduro convocou a eleição com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

O governo reclama uma taxa de participação de 41% nas eleições, mas a oposição contesta estes números, havendo denuncias de manipulação da votação.


>>>>  http://www.dn.pt/portugal/interior/venezuela-pcp-critica-governo-portugues-por-nao-reconhecer-assembleia-constituinte-8682510.html
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2017, 08:00:23 pm
(http://img.pixady.com/2017/08/899934_177959231323095541116040796368597870349837n.jpg)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 12, 2017, 10:45:28 am
A "opção militar" de Trump contra Caracas


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Vitor Santos em Agosto 12, 2017, 07:57:35 pm
O perigo latente das armas militares da Venezuela

(http://www.planobrazil.com/wp-content/uploads/2017/08/38733031_303.jpg)

Citar
Embora fracassado, recente ataque contra um quartel no norte do país deixa especialistas apreensivos. Em termos armamentistas Venezuela tem status especial na América Latina, e sua situação política é altamente instável.

Após o levante na base militar de Forte Paramacay, na Venezuela, no último domingo (06/08), muitos se questionam até que ponto os arsenais do país politicamente instável estão em segurança, e se poderiam ser utilizados no caso de uma guerra civil.

Os Exércitos das nações latino-americanas não contam necessariamente entre os mais bem armados do mundo. No índice Global Firepower (GFP), compilado pelos Estados Unidos, a Venezuela aparece num modesto 45º lugar. Na América Latina, o país abalado por crises está em sexto lugar, atrás da Colômbia (40º), Peru (39º), Argentina (35º), México (34º) e o Brasil, de longe o de mais forte militarmente, ocupando a 17ª posição do GFP.

Força e perigo são relativos

Força é em conceito relativo, neste contexto, e dependente de diversos fatores, como o tipo das armas, sua idade ou construção. Contudo o consenso entre os analistas é que a região praticamente não dispõe de armamento pesado.

“Nesses países não há grandes quantidades de tanques blindados, navios de guerra ou similares, que em outros lugares se consideram representativos de uma grande potência militar”, comenta Matt Schroeder, do projeto internacional de pesquisa Small Arms Survey.

Num contexto político instável, como no caso da Venezuela, porém, cada arma tem potencial de perigo, independente de seu tamanho. “Estamos apreensivos com armas de mão, granadas e mísseis de curto alcance que possam cair em mãos criminosas”, alerta Schroeder.

Nesse contexto, mesmo tendo fracassado, o recente ataque contra um quartel no norte venezuelano suscita preocupação. “Terroristas, narcotraficantes e traficantes de armas não querem armamentos high-tech, mas sim pequenos e simples. Caso a situação na Venezuela siga piorando e incidentes assim se repitam, aí temos um problema.”

Meio milhão de soldados voluntários

Para Diego Sanjurjo, politólogo paraguaio da Universidade Autônoma de Madri, também em outro aspecto o país em questão é ímpar na América Latina: “Enquanto no resto da região houve desarmamento maciço nos últimos anos, a Venezuela é uma grande exceção”, tendo aumentado seus arsenais como nunca antes. Como justificativa, evoca “o perigo latente de invasão pelos EUA”.

Além disso, a república bolivariana não tem excedentes de armas, pois, além do Exército regular, mantém um de voluntários, com cerca de 500 mil cidadãos fiéis ao governo estão à disposição das Forças Armadas. O presidente Nicolás Maduro anunciou que até o fim do ano cada um deles deverá dispor de uma arma.

Segundo o especialista Matt Schroeder, uma determinada arma abriga potencial de ameaça especialmente elevado: “Durante o governo de Hugo Chávez, a Venezuela adquiriu um número inusualmente alto de mísseis russos Igla-S”, dos quais dispõe atualmente, no mínimo, de 4 mil a 5 mil unidades.

No resto da região esse sistema portátil, lançado a partir do ombro, não é muito difundido. O Brasil, por exemplo, possui um número bem mais modesto de Igla-S. “O problema, no caso da Venezuela, é a quantidade de armas de mão e mísseis, e a situação de segurança precária no país. É grande o risco de um soldado cair na tentação de vender armas a qualquer um, para alimentar a própria família”, adverte Schroeder.

“Perfeitos para uma guerra civil”

O pesquisador Pieter Wezeman, do Instituto de Estudos da Paz em Estocolmo (Sipri), partilha essa apreensão. “Todos os países latino-americanos têm arsenais armamentistas que servem perfeitamente para uma guerra civil. No caso, sua idade não é importante: armas de pequeno porte adquiridas 40 anos atrás bastam perfeitamente para inflamar um conflito.”

De uma maneira geral, em caso de guerra civil costumam se empregar as armas que já se encontram no país, pelo menos de início. Exemplos mais recentes são a Líbia, Síria e Iraque, onde os rebeldes assaltaram bases militares a fim de se armar, lembra Wezeman.

Fonte: DW / http://www.planobrazil.com/o-perigo-latente-das-armas-militares-da-venezuela/
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 14, 2017, 12:05:52 pm
Colômbia rejeita opção militar dos EUA para a Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 16, 2017, 10:35:31 pm
António Guterres quer Venezuela sem autoritarismo


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 26, 2017, 12:21:00 am
Trump impõe novas sanções contra a Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 27, 2017, 01:25:24 pm
Caracas promove exercícios de "soberania militar" com civis e forças armadas


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Outubro 09, 2017, 07:25:59 pm

E ainda têm dinheiro para meter mais um satélite no espaço...
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 12, 2017, 01:04:00 pm
Êxodo dos venezuelanos que fogem à crise


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 26, 2017, 07:35:46 pm
Oposição venezuelana vence Prémio Sakharov 2017 do Parlamento Europeu


A decisão foi hoje tomada em conferência de presidentes do PE, tendo a candidatura da oposição venezuelana ao Prémio Sakharov – que celebra a liberdade de pensamento – sido apresentada pelos grupos do Partido Popular Europeu (PPE) e Liberal (ALDE).

Várias fontes parlamentares confirmaram à AFP o mesmo resultado.

Após uma proposta da principal bancada do Parlamento, o Partido Popular Europeu (PPE, direita), e de seus sócios liberais do ALDE, a "oposição democrática da Venezuela" recebeu o reconhecimento à defesa dos direitos humanos e às liberdades.

Para Verhofstadt, "este prémio apoia a luta das forças democráticas a favor de uma Venezuela democrática e contra o regime de Maduro", enquanto para o deputado do PPE José Ignacio Salafranca homenageia um "povo corajoso" que luta por sua liberdade.

O reconhecimento acontece num momento de divisão na coligação opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), após a saída do grupo de Henrique Capriles, um de seus principais líderes, uma crise que ajuda o presidente Nicolás Maduro ante as eleições municipais e presidenciais previstas para 2018.

A Comissão Europeia concede a cada ano, desde 1988, o prémio, que tem o nome do cientista soviético dissidente Andrei Sakharov, a pessoas que deram uma "contribuição excecional à luta pelos direitos humanos no mundo".

A cerimónia de entrega acontecerá no dia 13 de dezembro.


>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/oposicao-venezuelana-vence-premio-sakharov-2017-do-parlamento-europeu
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 28, 2017, 04:20:50 pm
Pernil português causa incidente diplomático


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Menacho em Dezembro 28, 2017, 04:58:08 pm
Nicolas Maduro acusa a Portugal de sabotear la natal en Venezuela

  :o :o :o

Maduro está cada día peor...al borde de un internado mental

http://www.abc.es/internacional/abci-nicolas-maduro-culpa-portugal-no-haber-podido-repartir-jamones-navidenos-201712280207_noticia.html
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Viajante em Dezembro 28, 2017, 08:47:42 pm
Nicolas Maduro acusa a Portugal de sabotear la natal en Venezuela

  :o :o :o

Maduro está cada día peor...al borde de un internado mental

http://www.abc.es/internacional/abci-nicolas-maduro-culpa-portugal-no-haber-podido-repartir-jamones-navidenos-201712280207_noticia.html

Deu à pouco na RTP, uma reportagem a referir que a empresa portuguesa Iguarivarius, tinha um contrato de venda de 63,5 milhões de euros para a Venezuela (firmado em 2008). Uma das empresas que fornece a Iguarivarius é a também portuguesa Raporal. Esta última empresa refere que dos 63,5 milhões de euros fornecidos, a Venezuela ainda está a dever 40 milhões de euros, de vendas de vários anos!!!!!! Foi um negócio ruinoso para as empresas portuguesas!!!!!!!!
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Daniel em Dezembro 29, 2017, 02:37:15 pm
Afinal, pernil que Maduro reclama está retido na Colômbia
http://www.sapo.pt/noticias/economia/afinal-pernil-que-maduro-reclama-esta-retido-_5a4612df9b3f4317488bff3b
(http://thumbs.web.sapo.io/?H=1440&epic=rFNkNq3ezMC6skBUdhzurWrn2vLUMBZhKmm5eLmrgLa/w0BeNSOE6Q6irB9RadPx+HPfKLIMvdJRPQzLXqelxiplboj2phoMOlFetvTvEEygZhA=)
Citar
Mais de duas mil toneladas de pernil estão retidas na Colômbia. Os venezuelanos estão nas ruas a protestar contra o Governo de Maduro, que acusou Portugal de sabotar o Natal.

Depois de Nicolás Maduro ter acusado Portugal de sabotar a importação de pernil e de Augusto S antos Silva ter garantido que o Governo não tem poder para interferir na matéria, o mistério desfaz-se. Afinal, o alimento natalício está retido na Colômbia. Segundo avançou o ministro venezuelano da Agricultura Urbana, na sua conta do Twitter, há 2.200 toneladas de pernil no país comandado por Juan Manuel Santos à espera de um pagamento que não chega, porque as contas estão congeladas. Mesmo perante a atribuição das culpas deste incidente a Portugal pelo Presidente venezuelano, a comunidade emigrante portuguesa não sentiu represálias.

De acordo com Freddy Bernal, “o Governo colombiano mantém há sete dias os pernis retidos na fronteira de Paraguachón”, entre La Guajira e o estado venezuelano de Zulia. Numa outra mensagem, o ministro adiantou que “60% do pernil que até agora foi distribuído foi graças à compra feita aos produtores nacionais”.Em Portugal, a empresa agroalimentar Raporal — contratada pela Agrovarius, cujo presidente do conselho de administração é Mário Lino, para fornecer pernil à Venezuela — garantiu que a Venezuela deve cerca de 40 milhões de euros (destes, 6,9 milhões à própria) aos fornecedores lusitanos.
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: LM em Dezembro 29, 2017, 04:20:05 pm
Se não fosse uma tragédia era apenas uma comédia - que sirva de exemplo para as "revoluções" que muitos julgam românticas...
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Viajante em Janeiro 03, 2018, 10:28:36 am
S&P declara incumprimento de pagamento em títulos de dívida da Venezuela

A agência Standard & Poor's declarou o incumprimento do pagamento de um título com vencimento em 2018 por parte da Venezuela. A agência baixou a classificação da dívida venezuelana de CC para D.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2018/01/02220257/13458165_770x433_acf_cropped.jpg)

A agência de análise de risco Standard and Poor’s Global Ratings (S&P) anunciou esta terça-feira que baixou de CC para D (de incumprimento provável para default) a classificação dos títulos de dívida estatal de 2018, mantendo no entanto a Venezuela em SD (default seletivo).

Num comunicado, a S&P explica que a Venezuela incumpriu com o pagamento de um título com vencimento em 2018, por 35 milhões de dólares (29,4 milhões de euros). “Segundo os nossos critérios de incumprimento de pagamento, baixámos a nota para D”, explica a empresa.

Em novembro do ano passado, a S&P colocou a Venezuela em SD, devido ao incumprimento de obrigações da dívida. Por outro lado, a agência Fitch declarou a Venezuela, em dezembro passado, em “default parcial”. Apesar de a Venezuela ter as maiores reservas de petróleo do mundo, tem visto intensificar-se a crise económica interna nos últimos três anos.

No país são cada vez mais frequentes protestos da população por dificuldades no acesso a bens de primeira necessidade e medicamentose também pela alta inflação, que, segundo fontes não oficiais, foi de 2.000% nos últimos 12 meses.

http://observador.pt/2018/01/02/sp-declara-incumprimento-de-pagamento-em-titulos-de-divida-da-venezuela/

Não há problema, o PCP português vai transferir os muitos milhões de euros que tem no banco e que nunca pagaram 1 cêntimo de impostos para estas almas caridosas que impingiram o comunismo à população! Isto porque quem tem muitos milhões no banco só pode ser capitalista, certo? :)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 18, 2018, 11:05:37 am
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Daniel em Janeiro 25, 2018, 08:53:18 pm
Guerra diplomática entre Madrid e Caracas. Espanha ameaça expulsar embaixador da Venezuela
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/guerra-diplomatica-entre-madrid-e-caracas-espanha-ameaca-expulsar-embaixador-da-venezuela-261174
(http://thumbs.web.sapo.io/?epic=MWVlqBsM6NIZ6E7uSZtM+3Ikw7zJV3VsBnP7wYXYOot0G22Y3PLwCeYzhLvZWMsNR6wPvNhCe+uR+CdBmdJmWm7oUkoJl6FEMNpcPJbrsb7er/4=&W=800&H=0&delay_optim=1)
Citar
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expulsou o embaixador espanhol em Caracas. Agora é a vez de Espanha expulsar o embaixador da Venezuela em Madrid.O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela anunciou ter declarado ‘persona non grata’ o embaixador espanhol em Caracas, Jesús Silva Fernández, e decidiu a sua expulsão. Espanha vai responder com o mesmo tom: o ministro espanhol da tutela, Alfonso Dastis, vai esta sexta-feira levar a Conselho de Ministros uma proposta de expulsão do embaixador venezuelano em Madrid, Mario Isea.

O presidente Nicolás Maduro identifica a Espanha como o país culpado de a União Europeia ter acordado a imposição de sanções ao regime venezuelano. O ministério responsável pelas relações exteriores da Venezuela afirma ter tomado a decisão devido “aos ataques contínuos e atos recorrentes de interferência nos assuntos internos” do regime bolivariano por parte de Espanha.

Mariano Rajoy, chefe do governo espanhol afirmou recentemente que as últimas sanções impostas pela União Europeia à Venezuela – que pretenderam deixar claro aquilo que a Europa considera ser uma sucessão de atropelos à democracia – como “menores”, mas “muito merecidas”.

Citados pela imprensa espanhola, Alfonso Dastis lamentou “a declaração de ‘persona non grata’ do embaixador” do país em Caracas e afirmou que “medidas recíprocas” vão ser tomadas pelo seu ministério. Disse ainda que Espanha rejeita quaisquer “acusações de interferência” nos assuntos internos das Venezuela: “Sempre ajudámos a promover o diálogo, mas a fé e as promessas devem ser acompanhadas de factos para com o povo venezuelano”.

Caracas acusa ainda o chefe do governo espanhol de atuar sob as ordens dos Estados Unidos – que são há alguns anos uma espécie de inimigo figadal do país. “A Venezuela expressa a sua rejeição categórica das declarações do presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, neste 24 de janeiro, em relação a medidas restritivas, contrariamente aos princípios mais elementares do Direito Internacional, aplicadas de forma errática e unilateral pela União Europeia contra altos funcionários e chefes de poderes públicos venezuelanos”, escreve-se na declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Venezuela.

Entre as sanções importas pela União Europeia está o congelamento dos bens do número dois do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello – que ficou também impedido de entrar em território da União Europeia. A lista de impedidos é, contudo, maior: o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena; o atual procurador-geral, Tarek Saab; o presidente do Supremo Corte Tribunal de Justiça (TSJ), Maikel Moreno; o ministro dos Assuntos Internos, Justiça e Paz, Néstor Luis Reverol; o diretor do Serviço Nacional de Inteligência Bolivariana (SEBIN), Gustavo González; e o chefe do Governo do Distrito da Capital e ex-comandante da Guarda Nacional Bolivariana, Antonio Benavides, fazem parte do rol.
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 20, 2018, 07:52:59 pm
Venezuela torna-se o primeiro país e emitir uma moeda digital

(http://thumbs.web.sapo.io/?epic=YTg4gERfM/6lLhYud8Ij7YD5tecomyzs0wqivX6YZgB8DARrydrBttvOeJGuACofYjsYiLBf5QDBa9sWr9aWgfab9TX3Q0X1MCmRuPYgOq62mXE=&W=800&H=0&delay_optim=1)

As autoridades dizem que o ‘petro’, o nome da nova moeda digital, está sustentado nas reservas petrolíferas do país, as maiores do mundo sendo, portanto, seguro para os investidores, mas os analistas recomendam extrema cautela.

“O meu conselho é lidarem com isto de forma muito cautelosa, especialmente por causa do historial do Governo venezuelano”, disse o cofundador da Signatura, Federico Bond, uma ‘startup’ argentina especializada em moedas digitais, numa referência aos incumprimentos financeiros do passado recente.

“Eles não estão numa boa posição para obter financiamento de qualquer outra maneira, portanto isto pode ser visto como uma medida desesperada”, acrescentou o empresário.

O Departamento do Tesouro norte-americano, equivalente ao Ministério das Finanças nos governos europeus, avisou que quem investir nesta nova moeda pode estar a violar as sanções decretadas por Washington no ano passado.

No total, a Venezuela planeia emitir 100 milhões de unidades desta moeda digital, começando com uma pré-venda de 38,4 milhões que começa hoje e cujo preço de referência é o atual preço do barril de petróleo, cerca de 60 dólares.

“O petro vai ser um instrumento para estabilidade económica e independência financeira da Venezuela, juntamente com uma visão global e ambiciosa para a criação de um sistema financeiro internacional mais justo, mais livre e mais equilibrado”, lê-se numa nota de 22 páginas em inglês, assinada pelo Governo de Nicolas Maduro e divulgada pela agência de notícias AP.

A ‘bitcoin’ e outras moedas digitais já são comummente usadas na Venezuela como proteção contra a hiperinflação e são usadas para pagar tudo, desde uma visita ao médico até luas-de-mel, num país onde obter moeda estrangeira implica fazer transações ilegais no mercado negro.

O uso de moedas digitais é também impulsionado pelo preço da eletricidade, uma das mais baratas do mundo, e pelo desespero generalizado dos cidadãos, que enfrentam uma recessão económica maior do que a Grande Depressão dos anos 30 originada nos Estados Unidos.


>>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/venezuela-torna-se-o-primeiro-pais-e-emitir-uma-moeda-digital
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Março 20, 2018, 06:03:42 pm
Drama dos refugiados venezuelanos agrava-se no Brasil


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 01, 2018, 05:55:44 pm
Fronteira Brasil-Venezuela vai ter estrutura permanente de apoio


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 06, 2018, 01:11:42 pm
O êxodo venezuelano


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Julho 31, 2018, 12:53:31 pm
Maduro reconhece culpa própria na grave crise económica na Venezuela


O Presidente da Venezuela reconheceu ter responsabilidades na grave crise económica que o país com as maiores reservas de petróleo do mundo atravessa, definindo um período de dois anos para a situação se inverter.

"Os modelos produtivos que temos tentado até agora falharam e a responsabilidade é nossa, é minha (...). Temos de impulsionar o nosso poder económico", disse Nicolas Maduro, na segunda-feira, durante o IV Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), durante o qual foi de novo designado presidente do partido.

Apesar do país ter enormes riquezas em recursos naturais, a Venezuela atravessa uma grave crise económica que se traduz numa escassez de alimentos básicos e medicamentos, na deterioração dos serviços públicos e numa inflação muito elevada, que o Fundo Internacional Monetário estimou que no final do ano chegará aos 1.000.000% em 2018.

O governo venezuelano tem culpado o fraco desempenho económico devido a uma guerra liderada pelos Estados Unidos, mas hoje o próprio Maduro pediu a seus ministros para pararem de "choramingar".

"Que o imperialismo nos agride? Chega de choramingarmos (…) cabe-nos produzir com agressão ou sem agressão ", afirmou Maduro.

"A Venezuela tem tudo para ser uma potência no contexto da América Latina", declarou o Presidente, defendendo um aumento da extração de petróleo no país para seis milhões de barris por dia.

"Quebrar a dependência do petróleo não significa que não vamos desenvolver a indústria do petróleo ao mais alto nível", esclareceu.

Segundo o último relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a Venezuela extrai apenas 1,39 milhões de barris por dia.

De forma a enfrentar a crise, o presidente venezuelano anunciou na semana passada que vai eliminar cinco zeros ao bolívar.

O chamado bolívar soberano, substituto do bolívar forte, foi anunciado em março e devia ter entrado em vigor em junho.

De acordo com o líder venezuelano, a nova moeda vai estar indexada ao petro, a cripto moeda venezuelana, "para estabilizar e mudar a vida monetária do país de maneira mais radical".

Maduro explicou ainda que irá remeter um decreto à Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime) sobre ilícitos cambiais, que terá como propósito incentivar e permitir o investimento em moeda estrangeira no país.

Como parte das medidas para estabilizar a economia, Maduro assinou um decreto para isentar de impostos, por um ano, as importações de algumas matérias primas, consumíveis, materiais para a agroindústria, peças de reposição, equipamentos e produtos manufaturados.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/maduro-reconhece-culpa-propria-na-grave-crise-economica-na-venezuela
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2018, 01:20:30 pm
Colômbia concede autorização de permanência a 440 mil migrantes venezuelanos


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2018, 11:50:03 am
Nicolás Maduro culpa extrema direita e Colômbia por alegado atentado


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Viajante em Agosto 06, 2018, 10:41:24 am
Parece um golpe inventado!
Até no canal de propaganda Russa RT aparecem imagens perto do segundo 0:45 com uma mulher de branco e depois ao minuto 1:40 não aparece nenhuma mulher!

Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 06, 2018, 01:04:10 pm
Novas imagens do atentado contra Maduro


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 07, 2018, 11:15:25 am
Secreta procura rasto de bombistas num hotel português


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: jpthiran em Agosto 07, 2018, 03:17:53 pm
...lol...
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 15, 2018, 04:10:05 pm
ONU estima existirem 2,3 milhões de refugiados venezuelanos


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 19, 2018, 05:05:50 pm
Feriado na Venezuela para assinalar nova moeda


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 25, 2018, 08:06:23 pm
ONU alerta para a crise dos migrantes venezuelanos


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Viajante em Agosto 30, 2018, 10:22:18 pm
Portugueses devem preparar-se para receber os lusodescendentes da Venezuela

A crise humanitária está a levar cada vez mais cidadãos a abandonar o país. Coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados teme que as próximas semanas sejam ainda mais duras.

(http://mediaserver2.rr.pt/newrr/rui_marques_plataforma_refugiados_epa7034f0a4.jpg)

O Estado e a sociedade portuguesa têm que se preparar para acolher os refugiados da Venezuela, diz Rui Marques, o coordenador da PAR – Plataforma de Apoio aos Refugiados.

Com uma crise humanitária na Venezuela que leva os cidadãos a abandonar o país em massa, Rui Marques teme que as próximas semanas sejam ainda mais duras que os últimos tempos.

Por isso, considera que a PAR deve alargar o seu campo de ação e preparar o acolhimento aos portugueses, luso-descendentes ou mesmo venezuelanos que queiram regressar a Portugal.

A organização não governamental lançou um apelo à mobilização da sociedade civil portuguesa para ajudar estes migrantes obrigados a sair do país governado por Nicolas Maduro. Mais de 50 mil portugueses na Venezuela estão em situação particularmente precária.

O programa PAR Família é uma das formas de promover a integração dos refugiados, neste caso, venezuelanos. Com a estrutura que já está montada, “é possível apoiar as pessoas num período inicial, promovendo a sua integração, nomeadamente na procura de trabalho e casa, até que se consigam tornar autónomas”, refere Rui Marques.

Nos últimos meses têm chegado a Portugal e sobretudo à Região Autónoma da Madeira milhares de emigrantes da Venezuela. Nos próximos tempos deverão chegar mais. Por isso, Rui Marques considera que o Estado e a sociedade têm que estar preparados para o seu acolhimento.

http://rr.sapo.pt/noticia/122155/portugueses-devem-preparar-se-para-receber-os-lusodescendentes-da-venezuela

Temos 550.000 luso-descendentes na Venezuela!!!!!!!
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 16, 2018, 07:11:33 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 27, 2018, 11:55:18 am
Nicolás Maduro revela abertura para diálogo com EUA


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 23, 2018, 05:30:20 pm
Portugueses na Venezuela sem bacalhau no Natal


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 07, 2019, 11:07:27 pm
Falta água, luz, médicos. Venezuela atravessa pior crise de sempre na saúde


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2019, 07:45:44 pm
União Europeia quer novas presidenciais na Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 09, 2019, 04:15:46 pm
Nicolas Maduro vai assumir segundo mandato presidencial


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 11, 2019, 05:55:09 pm
UE: "Eleições na Venezuela não foram livres nem justas"


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 18, 2019, 11:55:20 am
Bolsonaro recebe membros exilados da oposição venezuelana



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 21, 2019, 11:58:32 am
Maduro diz que viajou até ao futuro e voltou com a certeza que “tudo vai ficar bem no país”



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 23, 2019, 07:58:16 pm
Juan Guaidó autoproclama-se Presidente da Venezuela



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 24, 2019, 01:55:13 pm
Venezuela, um país com dois presidentes



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 26, 2019, 04:02:12 pm
Ultimato a Nicolás Maduro


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 26, 2019, 07:05:38 pm
Aumenta a pressão sobre Nicolás Maduro


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 27, 2019, 08:25:12 pm
Maduro rejeita ultimato europeu



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2019, 07:55:54 pm
Juan Guaidó: "Não é pela força que vão ganhar"



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2019, 09:07:05 pm
Emigrantes portugueses na Venezuela recomeçam a vida em Portugal


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 29, 2019, 11:42:40 am
EUA impõem sanções à petrolífera venezuelana


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitan em Janeiro 29, 2019, 01:53:08 pm
5000 troops to Colombia

https://venezuela.liveuamap.com/en/2019/29-january-5000-troops-to-colombia-uss-boltons-notes-map

(https://venezuela.liveuamap.com/pics/2019/01/29/21786631_0.jpg)
(https://venezuela.liveuamap.com/pics/2019/01/29/21786631_1.jpg)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 29, 2019, 04:11:55 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 29, 2019, 10:40:18 pm
Impasse político e confrontos nas ruas



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2019, 02:11:17 pm
Parlamento Europeu reconhece Juan Guaidó como Presidente da Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2019, 06:14:19 pm
Mercados reagem à instabilidade na Venezuela



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2019, 09:33:28 pm
Guaidó agradece ao Parlamento Europeu


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: zocuni em Fevereiro 02, 2019, 11:51:27 am
Bem hoje expira o prazo que a UE colocou ao Governo de Miraflores renunciar e caso não ocorra o que fará a UE?Sinceramente não fao ideia alguma.Certo é que hoje haverão manifestaões quer na Venezuela quer na diáspora venezuelana onde inclui nosso país,vou ver o que acontece.
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Fevereiro 03, 2019, 09:22:59 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 03, 2019, 10:17:06 pm
"Eu quero viver, mas não posso devido à situação na Venezuela"


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lightning em Fevereiro 03, 2019, 11:54:45 pm
O GOE já foi enviado para a Venezuela.

https://www.dn.pt/poder/interior/portugal-reforca-seguranca-da-embaixada-em-caracas-10527941.html
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: zocuni em Fevereiro 04, 2019, 09:49:03 am
Posto este video por ser supostamente de um canal que não nao nada ou pouco a ver com o assunto.E mais para vermos outros pontos de vista ou os mesmos.

Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: zocuni em Fevereiro 04, 2019, 10:09:52 am
México, Uruguai e ONU fazem defesa de solução negociada para a Venezuela 1

 01/02/2019 22h43 Mario Villar. Nações Unidas, 1 fev (EFE).- México e Uruguai levaram nesta sexta-feira sua iniciativa de diálogo para a Venezuela às Nações Unidas, que concordam que ainda é possível dar uma solução negociada à crise, apesar da rejeição expressada pela oposição. O secretário-geral da ONU, António Guterres, recebeu no seu escritório os embaixadores do México e do Uruguai, que lhe informaram das últimas propostas de seus governos, incluindo a conferência internacional que convocaram para 7 de fevereiro em Montevidéu, onde reunirão países e organizações partidários da negociação. "Acredita... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2019/02/01/mexico-uruguai-e-onu-fazem-defesa-de-solucao-negociada-para-a-venezuela.htm?cmpid=copiaecola
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lightning em Fevereiro 04, 2019, 11:33:07 pm
Afinal is nossos GOE não foram autorizados a ficar na Venezuela, tiveram que regressar.
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 05, 2019, 01:22:30 pm
Venezuela, um país que se vai esvaziando


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: P44 em Fevereiro 05, 2019, 06:44:55 pm
Atenção que quem está por detrás do Gaidó ou lá o raio como se chama, é a máfia do avental

(https://i.ibb.co/FHNVV2S/FB-IMG-15493717951393546.jpg)
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 05, 2019, 10:32:33 pm
Papa Francisco disponível para mediar crise na Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 06, 2019, 06:50:47 pm
Braço-de-ferro humanitário entre Guaidó e Maduro



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 07, 2019, 01:25:16 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 08, 2019, 06:05:17 pm
Indústria petrolífera venezuelana em queda livre


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 10, 2019, 12:09:08 pm
Com a ajuda bloqueada, venezuelanos vão à Colômbia buscar bens


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: zocuni em Fevereiro 11, 2019, 03:56:23 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: zocuni em Fevereiro 14, 2019, 10:50:21 am
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2019, 03:45:27 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 20, 2019, 07:33:42 pm
Amnistia Internacional denuncia execuções e detenções arbitrárias na Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: zocuni em Fevereiro 22, 2019, 07:59:08 am
Um ponto de vista sobre o contexto venezuelano.

Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 22, 2019, 09:50:15 pm
Crise no sistema de saúde da Venezuela: hospitais vivem situação de emergência



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 23, 2019, 03:47:04 pm
Rocío San Miguel: “Um confronto militar entre EUA e Venezuela não duraria mais do que três dias”
Especialista no setor militar analisa o dilema enfrentado pelas Forças Armadas na Venezuela, que já sofreu com mais de 4.000 deserções

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/19/internacional/1550536205_076966.html
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 23, 2019, 10:28:07 pm
Nicolás Maduro corta relações com a Colômbia


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 24, 2019, 12:22:21 pm
Mortes, violência e deserções nas fronteiras da Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 24, 2019, 02:17:10 pm
Crise da Venezuela: Quais os cenários possíveis


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 25, 2019, 12:11:52 pm
150 deserções no exército venezuelano só no fim de semana



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: zocuni em Fevereiro 26, 2019, 07:41:30 am
Grupo de Lima

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das-dez/videos/v/grupo-de-lima-pede-que-maduro-seja-julgado-por-crime-contra-a-humanidade/7411060/
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 26, 2019, 09:58:20 am
Grupo de Lima e EUA reiteram apoio a Guaidó


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Março 01, 2019, 07:05:18 pm
Venezuela fecha escritório da petrolífera estatal em Lisboa


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Março 08, 2019, 11:00:32 am
Apagão deixa Venezuela às escuras



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Março 11, 2019, 12:43:25 pm
"Apagão" agrava crise na Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Março 16, 2019, 08:53:19 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Março 25, 2019, 04:10:54 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Março 30, 2019, 12:02:13 pm
Apagão volta a deixar Venezuela às escuras



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 01, 2019, 11:47:28 am
Racionamento elétrico na Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 02, 2019, 05:08:18 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 11, 2019, 11:30:15 am
Maduro anuncia acordo com a Cruz Vermelha



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2019, 12:17:53 pm
Nicolás Maduro aponta à produção agrícola


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: HSMW em Abril 16, 2019, 11:16:51 pm
https://twitter.com/OMAGOLIBERTARIO/status/1117887831773286400/video/1

A evolução da divida da Venezuela.
Ver com som.
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Abril 30, 2019, 04:45:57 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 01, 2019, 12:43:10 pm
Guaidó apela a uma "revolução pacífica"



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 02, 2019, 05:55:21 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2019, 11:00:27 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 04, 2019, 12:03:14 pm
Grupo de Lima quer Cuba nas negociações


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 07, 2019, 12:25:01 pm
Venezuela: Os mineiros do rio Guaire



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 08, 2019, 03:42:38 pm
Rádio Caracas luta pela sobrevivência


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 11, 2019, 09:22:44 pm
Protestos anti-regime em Caracas


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 12, 2019, 05:17:03 pm
Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Maio 18, 2019, 05:08:14 pm
Maduro e Guaído já "conversam" com crise a agravar-se na Venezuela



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Junho 07, 2019, 12:25:36 pm
Venezuela prestes a ficar sem gasolina



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Junho 08, 2019, 11:47:50 am
Venezuelanos são já uma das maiores comunidades deslocadas do mundo



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Junho 09, 2019, 05:36:50 pm
Nações Unidas alertam: 20 mil crianças podem tornar-se apátridas



Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Junho 15, 2019, 11:54:04 am
São semanas chave para a Venezuela


Título: Re: Venezuela e a Revolução Bolivariana
Enviado por: Lusitano89 em Junho 22, 2019, 03:54:58 pm
ONU pede compromisso entre governo e oposição