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Economia => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: comanche em Outubro 11, 2007, 12:27:14 am

Título: Cabo Verde
Enviado por: comanche em Outubro 11, 2007, 12:27:14 am
Cabo Verde é país africano que mais investimento atrai - Governo

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Cidade da Praia, 10 Out (Lusa) - Cabo Verde é o país que atrai mais investimento em África e quer melhorar ainda mais, pelo que vai aumentar o ritmo de reformas estruturais, disse hoje o ministro da Economia, Crescimento e Competitividade, José Brito.

O ministro falava após uma reunião do Conselho de Ministros especializada em assuntos económicos, um encontro que, a partir de agora, se vai repetir todas as semanas, disse.

A ideia é, referiu José Brito, "imprimir nova dinâmica" económica e acelerar as reformas no país, resolvendo ao mesmo tempo "problemas de planeamento" e de "maior coerência dos planos de reforma".

O jornal A Semana divulgou segunda-feira que uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que está em Cabo Verde desde quinta-feira, concluiu que a economia do país cresceu no ano passado 10,8 por cento.

A confirmarem-se estes números seria a primeira vez desde 1999 que tal aconteceria e a primeira também dos governos de José Maria Neves à frente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

A missão do FMI apenas termina quinta-feira pelo que hoje, questionado em relação a este tema, o ministro da Economia disse apenas que o governo está à espera do relatório final mas que a taxa de crescimento é superior àquela que o executivo tinha previsto (sete a oito por cento).

Título:
Enviado por: André em Outubro 23, 2007, 10:22:38 pm
José Sócrates prepara consagração de parceria especial UE/Cabo Verde

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O primeiro-ministro, José Sócrates, recebe quarta-feira, em São Bento, o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria das Neves, para definir os termos da consagração da parceria especial da União Europeia com Cabo Verde.

Já ao nível das relações bilaterais, Portugal está a preparar a assinatura de contratos no valor de 150 milhões de euros para o apoio ao desenvolvimento de infra-estruturas em Cabo Verde.

Segundo fonte do Governo, em Novembro, o ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, desloca-se em Novembro à Cidade da Praia, onde assinará com as autoridades cabo-verdianas dois contratos.

O primeiro contrato diz respeito à concessão de um crédito de 50 milhões de euros para o apoio à construção de estradas em Cabo Verde.

Já o segundo crédito, no valor de 100 milhões de euros, destina-se à ampliação dos portos da Boavista, Santo Antão, Fogo e Brava.

Esta última linha de crédito vai também permitir a reabilitação dos aeródromos do Fogo (São Filipe e Maio) e apoiar as obras nos aeroportos internacionais da Boavista e de São Vicente.

De acordo com fonte do Governo português, ao nível da cooperação, um dos objectivos de Portugal passa por reforçar o estatuto de Cabo Verde junto da União Europeia.

«Portugal apoiou desde o início o Governo de Cabo Verde no objectivo de alcançar uma parceria especial com a União Europeia, que se traduzisse numa nova visão estratégica das suas relações com Bruxelas, passando de uma lógica de cooperação para o desenvolvimento para um quadro de cooperação baseado em interesses comuns», refere um documento do executivo português».

Segundo o Governo a Parceria Especial, que a presidência portuguesa da UE visa impulsionar, abrir novas perspectivas de cooperação, nomeadamente no diálogo político, segurança, migração e desenvolvimento económico».

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Outubro 31, 2007, 08:38:27 pm
Cabo Verde inaugura terceiro aeroporto internacional e anuncia abertura do quarto em 2008


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Cidade da Praia, 31 Out (Lusa) - Cabo Verde dispõe a partir de hoje de três aeroportos internacionais - nas Ilhas do Sal, Santiago e Boavista - tendo o governo anunciado a inauguração, no próximo ano, de um outro, na Ilha de São Vicente.

O anúncio foi feito na inauguração do Aeroporto Internacional da Ilha da Boavista, hoje, o que segundo o primeiro-ministro, José Maria das Neves, representa a "concretização de um sonho para os boavistenses e para todos os cabo-verdianos".

José Maria Neves presidiu esta tarde às cerimónias de inauguração do aeroporto internacional da ilha da Boavista, uma infra-estrutura que, referiu, tem como objectivo potenciar o crescimento da Ilha.

"O mais importante é que este aeroporto vai ser um motor de crescimento e

competitividade para a Ilha da Boavista e temos de desenvolver novas

empresas no domínio dos transportes, novos hotéis, actividades de

restauração, desenvolver a agricultura e um conjunto de actividades que

possam trazer valor acrescentado a este aeroporto, frisou o chefe do Governo.

José Maria Neves garantiu que os problemas com terrenos, que nas últimas semanas geraram polémica à volta do novo aeroporto, vão ser resolvidos.

"O governo está profundamente empenhado em resolver a questão dos terrenos

da Boavista", afirmou, referindo-se às queixas dos donos dos terrenos onde fica o aeroporto, que ainda não receberam qualquer indemnização.

A Ilha da Boavista vai receber, nos próximos anos, grandes investimentos na

área do turismo, superiores a 220 milh��es de euros, que incluem a construção

de uma estrada ligando todo o território e de um hotel com dois mil quartos.

Um consórcio que inclui o grupo espanhol Rio é o principal investidor.

A Boavista é a terceira maior ilha do Arquipélago e uma das de maior

vocação turística, com as mais extensas praias do país.

As autoridades nacionais estimam que, a partir de agora, a Ilha passará a

receber vários voos charters por semana.

Com o aeroporto da Boavista inaugurado, Cabo Verde passa a ter três aeroportos

internacionais (Sal, Santiago e Boavista) mas o chefe do governo anunciou que, em 2008, será inaugurado o aeroporto internacional da Ilha de São Vicente.

José Maria Neves acrescentou que, no próximo ano, ficarão concluídas as obras

e, após o processo de certificação, o aeroporto de São Vicente estará pronto

para a inauguração.



Cabo Verde continua a afirmar-se como um dos países mais desenvolvidos de África.
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Enviado por: André em Novembro 13, 2007, 07:33:47 pm
Dívida externa chega aos 492 M€ este ano

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A dívida externa de Cabo Verde deverá atingir este ano 492 milhões de euros, segundo projecções do Banco de Cabo Verde, citadas pela Inforpress.

Os quase 500 milhões correspondem maioritariamente à dívida do Governo Geral, em cerca de 84%, contratada em larga maioria junto a credores multilaterais, em condições concessionais.
A dívida prevista para este ano representa um aumento de 7% relativamente a 2006, embora o Banco Central de Cabo Verde (BCV) considere que está longe de ser preocupante, já que o montante se encontra «dentro da capacidade de absorção e de pagamento do país».

A dívida interna deverá atingir no final do ano, segundo a mesma fonte, os 253 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 4% relativamente ao ano passado.

As estimativas indicam que o rácio da dívida interna no Produto Interno Bruto (PIB) deverá registar assim uma descida substancial, situando-se nos 23,4% do PIB em 2007, contra os 27,5% em 2006.

O Banco Central de Cabo Verde, citado pela Inforpress, considera que a evolução positiva da dívida interna retrata, fundamentalmente, a política de redução de stock da dívida e a liquidação de atrasados no âmbito do Instrumento de Apoio à Política Económica (Policy Support Instrument - PSI), assinado entre o Governo de Cabo Verde e o Fundo Monetário Internacional (FMI), cujo objectivo final é a redução do stock da dívida interna para 20% do PIB, até 2009.

As receitas totais arrecadadas pelo Estado cabo-verdiano no primeiro semestre deste ano ascenderam a quase 135 milhões de euros, que representa um crescimento de cerca de 5% relativamente a igual período do ano passado.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Novembro 15, 2007, 07:25:34 pm
Reino Unido é o maior investidor imobiliário e turistico

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O Reino Unido é actualmente o maior investidor estrangeiro em Cabo Verde na área do imobiliário e do turismo, sendo responsável por investimentos que ascendem aos seis mil milhões de euros, revelou hoje a Cabo Verde Investimentos.

«Actualmente, o Reino Unido ocupa o primeiro lugar em termos de montante e de número de projectos», adiantou em declarações à agência Lusa em Londres o presidente da agência de promoção externa do país, Vítor Fidalgo.
A posição dominante do investimento britânico foi alcançada em 2006, «consolidando-se em 2007», precisou o responsável, à margem da feira de turismo «World Travel Market», na qual Cabo Verde participou.

O aumento das ligações aéreas directas a partir de Londres e Manchester, reduzindo o tempo de viagem, o facto de existir apenas uma hora de diferença no fuso horário e o clima constituem, no seu entender, as principais razões por esta evolução.

A opinião é partilhada por Jim Campbell, director de marketing da Sambala, uma das principais promotoras britânicas em Cabo Verde.

«É próximo da Europa, tem sol todo o ano e o jetlag é praticamente inexistente», salienta, razões para Cabo Verde constituir um forte concorrente em relação a Portugal, Espanha ou as Caraíbas.

«É um novo destino fascinante porque ainda não está estragado e, pelo mesmo dinheiro, o investidor pode ter uma propriedade maior», acrescenta.

A Sembala foi uma das primeiras empresas britânicas a investir no arquipélago, na ilha de Santiago, onde a família proprietária da empresa possuía um terreno de 40 kilómetros quadrados desde os anos 1960.

«Começámos há cerca de três anos e estamos a concluir a primeira parte do projecto para inaugurar no início do ano», revelou o responsável.

O complexo turístico inclui uma série de apartamentos, lojas e restaurantes e vai oferecer actividades, como mergulho, equitação ou bicicleta todo-o-terreno (BTT).

O investimento total ronda os 700 milhões de euros e até ao momento foram vendidos cerca de 750 propriedades, num valor estimado de 100 milhões de euros, avançou Campbell.

O projecto inclui o uso de energias renováveis, uma estação de dessalinização e a preservação de um «corredor biológico» na propriedade.

De acordo com Victor Fidalgo, os projectos têm de cumprir algumas regras, como uma ocupação de apenas 20 por cento do solo, o índice de edificação não pode ultrapassar os 50 por cento e a altura média é de 2,5 pisos.

«Mas somos flexíveis em termos arquitectónicos, pois os ingleses, alemães e italianos têm gostos diferentes», admite.

Além do Reino Unido, onde vai voltar em Dezembro para uma feira imobiliária, a Cabo Verde Investimentos está também a tentar atrair investidores russo e escandinavos.

«O investimento estrangeiro deve crescer a uma taxa média de 40 por cento nos próximos 20 anos, graças essencialmente à área imobiliária e turística», calcula.

«Mas esta é uma previsão bastante conservadora, esperamos crescer mais», conclui.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Novembro 15, 2007, 11:38:37 pm
Cabo Verde deverá aderir à OMC em Dezembro, anuncia governo

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Cabo Verde deverá entrar para a Organização Mundial do Comércio (OMC) em Dezembro, disse hoje o secretário de Estado da Economia, Crescimento e Competitividade, Jorge Borges.

A questão foi hoje debatida no Conselho de Ministros do governo de Cabo Verde, esclarecendo o responsável no final da reunião que a maior parte das negociações multilaterais e bilaterais estão concluídas, pelo que o processo de adesão estará fechado até final deste mês e que "Cabo Verde pode ser aceite na reunião da OMC em Dezembro".

Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano, decorreram cinco reuniões negociais, registando-se tais progressos este ano que "tudo leva a crer que a adesão se concretiza" até final de 2007, disse Jorge Borges.

Além das negociações multilaterais, Cabo Verde já estabeleceu acordos bilaterais com a União Europeia, com o Brasil, com os Estados Unidos e com o Japão, estando para breve um acordo com o Canadá.

A adesão, disse o responsável aos jornalistas, vai garantir "certa segurança aos investidores externos" e Cabo Verde vai ser apoiado em matéria de boa governação e de modernização, além de harmonização de leis, mais consentâneas com os mercados externos.

"A ideia é aprofundar as reformas económicas, para criar uma economia mais competitiva", afirmou Jorge Borges, acrescentando que Cabo Verde procura criar uma economia com vantagens competitivas em áreas chave.

A OMC é uma organização mundial criada em 1995, com 151 países, que supervisiona acordos sobre regras de comércio.

No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a União Europeia de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada para a OMC.

O acordo permite a possibilidade de Cabo Verde comercializar os seus produtos no mercado europeu, com tarifas competitivas, comprometendo-se a aplicar tarifas abaixo dos 40 por cento para os produtos agrícolas e próximas de 30 por cento para produtos não agrícolas.

Em Julho, o ministro da Economia, Crescimento e Competitividade, José Brito, já tinha afirmado que Cabo Verde poderia aderir à OMC ainda este ano, depois de se ter encontrado, em Genebra, Suíça, com o director-geral da organização, Pascal Lamy.

"A adesão é possível. Será difícil mas chegaremos lá", disse na altura o ministro, recordando que em Janeiro Cabo Verde passa a ser classificado como país de rendimento médio e não, como até agora, como país menos avançado.

José Brito já tinha dito, em Março, que o governo estava a trabalhar para concretizar a adesão até final do ano, antes da passagem a país de rendimento médio.

"A meta que fixamos a nível do Ministério é a de que, antes do fim de 2007, possamos ter a nossa adesão", afirmou, a propósito da aprovação, na altura, da proposta de lei que autorizou o Governo a estabelecer o regime jurídico aplicável à promoção e protecção dos direitos da propriedade industrial , uma das condicionantes da adesão.

A reunião do conselho geral da OMC realiza-se a 19 e 20 de Dezembro.

Lusa
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Enviado por: André em Novembro 16, 2007, 08:17:16 pm
Governo prevê crescimento do PIB para 2008 entre 7 e 8 por cento

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O governo de Cabo Verde prevê um crescimento do produto interno bruto (PIB) em 2008 entre os sete e oito por cento e uma inflação entre os dois e os três por cento.

As projecções do governo, contidas no Orçamento de Estado (OE) para o próximo ano, situam-se abaixo das previsões do Instituto Nacional de Estatística, que aponta um crescimento do PIB em 2008 de 10,8 por cento.

"A nossa projecção da taxa de crescimento é cautelosa, como é também a de outros governos. As projecções do Ministério das Finanças têm de ser conservadoras e prudentes", disse hoje a ministra das Finanças, Cristina Duarte, ao apresentar o OE de 2008 a jornalistas.

Segundo a responsável, as projecções do governo serão sempre abaixo dos números apontados pelo INE, embora tenha admitido que, dentro de um ano ou dois, as projecções do executivo cheguem aos dois dígitos.

O OE de Cabo Verde para o próximo ano ascende a 44,6 milhões de contos (404 milhões de euros), dos quais 27 milhões (244 milhões de euros) representam despesas de funcionamento e 17,5 milhões de contos (158 milhões de euros) despesas de investimentos.

No encontro com jornalistas, Cristina Duarte considerou que os recursos humanos na administração pública são o "calcanhar de Aquiles" do Ministério e defendeu mudanças profundas na "política de gestão dos recursos humanos", para acabar com um "modelo de gestão rígido, sem avaliações de desempenho e com falta de formação académica".

"Vem aí uma nova lei de bases do regime da função pública", que vai mudar a actual gestão administrativa para uma gestão de competências.

Actualmente, salientou Cristina Duarte, a administração pública de Cabo Verde não tem mecanismos que distingam o mérito e a produtividade, além de que há uma administração pública com excesso de pessoal não qualificado e falta de pessoal qualificado.

Garantindo que não vai haver despedimentos de funcionários públicos, a ministra avisou no entanto que estes vão ser "obrigados a estudar e a trabalhar" e que será criado um sistema de avaliação em que os que não progredirem serão penalizados na carreira, por exemplo com a não atribuição de subsídios e isenções.

"Não serão despedidos mas não progredirão", frisou.

Cabo Verde tem cerca de 22 mil funcionários públicos. No OE para o próximo ano está contemplado o congelamento de novos recrutamentos, com excepção dos Ministérios da Educação, da Saúde, da Administração Interna e da Justiça.

Lusa
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Enviado por: André em Novembro 23, 2007, 07:19:29 pm
Portugal concede empréstimo até 40 M€

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Portugal vai conceder a Cabo Verde um empréstimo até 40 milhões de euros, para financiar projectos de infra-estruturas rodoviárias nas ilhas de Santo Antão, S. Vicente, Maio e Fogo.

O acordo será assinado sábado na capital de Cabo Verde, na presença do ministro das Finanças de Portugal, Teixeira dos Santos, e da ministra das Finanças de Cabo Verde, Cristina Duarte.

Na mesma altura, segundo o Ministério das Finanças de Cabo Verde, será assinado outro acordo, que concede uma linha de crédito da Caixa Geral de Depósitos até 100 milhões de euros, destinados a financiar projectos integrados no programa de investimentos de Cabo Verde.

Os dois países assinam ainda um memorando de entendimento para intensificar, «de forma global e duradoura» a cooperação financeira e a cooperação técnica na área das finanças e da administração pública.

A visita de Teixeira dos Santos a Cabo Verde, acompanhado pelo secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, acontece por ocasião da inauguração (sábado) da Circular da Praia, uma infra-estrutura financiada por Portugal.

A Circular liga a zona do aeroporto, a leste da capital, à saída oeste da Praia, a caminho da Cidade Velha. Com duas faixas, betonada, a circular vai permitir um melhor escoamento do trânsito na cidade.

Com um custo a rondar os 27 milhões de euros e considerada a mais importante via rodoviária de Cabo Verde, a Circular tem uma extensão de 17 quilómetros e cada faixa de rodagem 3,25 metros, com um separador central de 1,5 metros.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Novembro 29, 2007, 06:34:04 pm
Cabo Verde: Ministro da Economia anuncia entrada na OMC


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Pequim, 29 Nov. (Lusa) - O ministro da Economia de Cabo Verde, José Brito, confirmou hoje à Lusa, a entrada de Cabo Verde na Organização Mundial de Comércio (OMC).

"Podemos dizer que a partir de hoje está confirmada a entrada de Cabo Verde na OMC, acabámos há pouco as negociações", assegurou José Brito à Lusa, em Pequim, na primeira visita oficial de um ministro da Economia de Cabo Verde à China.

As formalidades burocráticas desta adesão à OMC continuam a decorrer e o anúncio oficial deverá acontecer em Dezembro.

"Cabo Verde é um país que tem vocação para ser global, não vamos olhar para Cabo Verde como um micro-mercado, mas sim na sua dimensão mais global", observou José Brito.

"Cabo Verde tem força somente em parceria com outras entidades que podem conquistar o mercado, mas esta entrada abriu-nos uma porta" para o mercado global, acrescentou.

Segundo o ministro, é a perspectiva global que confere ao país africano os "requisitos" para entrar na OMC e "para conquistar novos mercados, que é o seu interesse maior".

A entrada para a OMC coincide com uma visita oficial à China com o objectivo de "criar as bases para uma cooperação económica com a China, que tem acontecido sobretudo através da uma ajuda ao desenvolvimento".

A pesca, a construção e o turismo são áreas de potenciais parcerias Cabo Verde-China.

Cabo Verde pediu a adesão à OMC em 1999 e desde então que o caso cabo-verdiano estava a ser analisado. Os representantes dos países-membros da OMC reuniram-se hoje em Genebra para analisar os acordos comerciais nas áreas de mercadorias e bens já assinados por Cabo Verde com a União Europeia, Estados Unidos, Brasil e, mais recentemente, (na última semana) com o Japão e o Canadá.

Os mesmos representantes voltam a reunir-se no dia 06 de Dezembro para a conclusão formal do processo.

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Enviado por: André em Janeiro 01, 2008, 01:49:54 pm
Cabo Verde sobe na classificação de Desenvolvimento

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Cabo Verde deixa, a partir de hoje, de fazer parte do grupo dos Países Menos Avançados (PMA), a que pertence desde 1977, para passar a ser um País de Desenvolvimento Médio.

Esta «promoção» decidida pelas Nações Unidas em Dezembro de 2004, deve-se ao facto de Cabo Verde preencher dois dos três critérios exigidos para um País de Desenvolvimento Médio ao ter subido o seu Índice de Desenvolvimento Humano e o rendimento per capita.
No entanto, e conforme a resolução da Assembleia Geral 59/209, a passagem de Cabo Verde ao grupo de Países de Desenvolvimento Médio só se tornará efectiva após um período de três anos, durante o qual deverá preparar, em estreita colaboração com os seus parceiros internacionais, uma estratégia de transição para permitir uma saída por etapas e criar condições para que a «promoção» não constitua um obstáculo ao desenvolvimento do arquipélago.

É neste sentido que as autoridades cabo-verdianas, com o apoio do Sistema das Nações Unidas, criaram o Grupo de Apoio à Transição (GAT) do qual fazem parte os principais parceiros internacionais de desenvolvimento.

Este grupo tem por objectivo facilitar a elaboração de estratégias de transição e identificar medidas e acções necessárias com vista à realização da visão de transformação de Cabo Verde num país social e economicamente viável.

Apesar de Cabo Verde ter um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cerca de 0,717%, acima da média do grupo de 86 países do mundo com um nível médio de desenvolvimento (0,695), o arquipélago padece ainda de algumas vulnerabilidades, como a fraca capacidade produtiva interna e a forte dependência da sua economia de factores externos, nomeadamente a flutuação dos preços dos combustíveis no mercado internacional.

«A vulnerabilidade económica é um critério com um peso maior que os outros porque é a economia que deve gerar índices de desenvolvimento humano e rendimento per capita», defende o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Victor Borges.

Mas em Cabo Verde o processo foi diferente, já que a boa aplicação das ajudas internacionais e a estabilidade social, económica e política contribuíram para os níveis de desenvolvimento do país desde da independência.

Um processo que agora precisa ser sustentável, para que o país entre no ponto de não retorno.

Para o ministro Victor Borges, nesta hora as responsabilidades têm que ser compartilhadas.

«É preciso que os cabo-verdianos (Governo, partidos políticos, a sociedade civil), de um lado, assumam plenamente as suas responsabilidades, mas também sabemos que é importante, por outro, que Cabo Verde continue a beneficiar do apoio da comunidade internacional para realizar os seus objectivos de desenvolvimento», afirmou.

Neste sentido, o chefe da diplomacia cabo-verdiana defende que a «transição suave» deve ser gerida de forma dinâmica em função dos objectivos de desenvolvimento e não de um prazo definido «administrativamente».

Para o executivo cabo-verdiano, durante esta fase de transição a comunidade internacional deverá continuar a apoiar o país, nomeadamente com empréstimos concessionais, um dos «privilégios» que Cabo Verde pode perder quando sair dos PMA.

Entretanto, Vítor Borges recusa considerar a nova classificação em termos de perdas e ganhos, preferindo falar em desafios diferentes.

«A sociedade cabo-verdiana tem que aceitar o princípio de que algo pode e deve mudar. Faz parte do amadurecimento das pessoas o momento em que temos de assumir de forma autónoma as nossas responsabilidades. Neste momento os cabo-verdianos precisam trabalhar mais, produzir mais e criar mais rendimentos.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 06, 2008, 04:43:20 pm
Microsoft e Cabo Verde assinam acordo estratégico

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A multinacional norte-americana de informática Microsoft estabeleceu sábado na Praia uma parceria com o Governo de Cabo Verde para a criação no arquipélago dum centro de inovação para a governação electrónica.

O centro, destinado a melhorar as capacidades de pesquisa e desenvolvimento das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC), foi assinado pela ministra da Presidência do Conselho de Ministros e da Reforma do Estado de Cabo Verde, Cristina Fontes, e pelo presidente da Microsoft África, Cheick Diarra.
Nos termos do acordo, a empresa fundada por Bill Gates vai apoiar Cabo Verde na formação de quadros, na capacitação de escolas, no acesso e utilização das NTIC e na sua vulgarização no seio das comunidades.

O apoio ao sector privado e à educação, com programas de acesso à tecnologia com preço aceitável, de modo fomentar a literacia digital, é outro dos pontos contemplados no acordo, de três anos, renováveis se as partes assim o desejarem.

O acordo visa também estabelecer um quadro amplo de cooperação nas áreas de governação electrónica, educação, desenvolvimento das indústrias de tecnologia de informação e comunicação, bem como a transferência de tecnologias.

Na educação, a parceria prevê a criação de uma rede escolar com infra- estruturas e conteúdos para o ensino à distância.

O acordo estabelece que a Microsoft apenas cobrará a Cabo Verde os «custos mínimos» relacionados com a licença de utilização dos seus produtos.

Em contrapartida, a empresa espera poder utilizar os resultados do modelo da cooperação com Cabo Verde no âmbito da sua estratégia de conquista do mercado africano.

Durante a sua estada na Cidade da Praia, Cheick Diarra foi recebido pelas principais personalidades políticas cabo-verdianas, como o presidente Pedro Pires e o primeiro-ministro José Maria Neves.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 10, 2008, 11:49:32 pm
Ligações inter-ilhas e energia nas prioridades do governo para 2008

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Melhorar as ligações entre as ilhas e desenvolver a produção e distribuição de energia eléctrica, com recurso nomeadamente a energias renováveis, são objectivos prioritários do governo cabo-verdiano para 2008.

Na primeira reunião do conselho de ministros de 2008, o governo escalonou as áreas que vão merecer atenção especial, segundo disse aos jornalistas a porta-voz do conselho de ministros, Cristina Fontes Lima.

Além dos transportes inter-ilhas e da energia, o governo, afirmou, vai dar também prioridade à iluminação pública (na Cidade da Praia há ruas inteiras e bairros sem luz exterior), criando uma taxa de iluminação.

De acordo com Cristina Fontes Lima, o governo acredita que os cabo-verdianos não se importam dar o seu contributo para uma melhor iluminação das localidades, reforçando, assim, a segurança.

A questão da segurança é de resto outra prioridade do executivo chefiado por José Maria Neves, tendo em conta que nos últimos meses se registou uma vaga de assaltos, a maior parte por parte de grupos de jovens, sendo necessário tomar medidas para "devolver a tranquilidade aos centros urbanos", afirmou a ministra.

Formação profissional, sobretudo para os mais jovens, requalificação urbana e construção de habitações sociais além de maior disponibilidade de água potável, através da dessalinização, são outros objectivos do governo ao longo do ano.

Cristina Fontes Lima adiantou ainda que "o saneamento básico é outro grande desafio a nível nacional, com a criação de um plano nacional de melhoria do ambiente, que inclui para breve, por exemplo, a construção de uma incineradora de resíduos sólidos na ilha de Santiago.

Depois, acrescentou ainda, 2008 será o ano das privatizações de várias empresas, destacando-se a transportadora aérea TACV, mas também de um apoio específico à cultura, industrializando-a e fazendo com que se torne uma área também rentável.

Lusa
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Enviado por: comanche em Janeiro 15, 2008, 01:54:53 pm
Cabo Verde é o 5º país africano em governação electrónica



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Cabo Verde é o quinto país africano melhor posicionado em governação electrónica, segundo o último relatório das Nações Unidas sobre «e-government», que coloca em primeiro lugar a África do Sul.
Segundo o relatório «UN e-Government Survey 2008 - Do governo electrónico à governação conectada», o país africano melhor posicionado, a África do Sul, surge em 61º lugar na tabela de todos os países, seguindo-se as Ilhas Maurícias, em 63º, as Seicheles, em 69º no cômputo geral e terceiro em África, e o Egipto, em 79º, que subiu 20 posições em relação à tabela de 2005.

No quinto lugar aparece Cabo Verde, em 104º lugar na tabela geral, que subiu 12 posições em relação a 2005.

O ranking das Nações Unidas é estabelecido com base num índice quantitativo composto por indicadores de acesso à Internet, das infra-estruturas de telecomunicações e da qualificação dos recursos humanos.

Angola subiu 31 lugares e está agora em 127º no cômputo geral, S. Tomé e Príncipe, em 130º, subiu cinco posições, Moçambique, em 152º, desceu seis em relação a 2005, e a Guiné-Bissau, em 177º, subiu três posições na tabela geral.

Segundo o NOSI (Núcleo Operacional da Sociedade de Informação) de Cabo Verde, o país poderá no futuro alcançar lugares ainda mais elevados, tendo em conta nomeadamente a parceria estratégica estabelecida recentemente com a empresa Microsoft que inclui a criação de um Centro de Inovação no arquipélago.

Na área da sociedade da informação Cabo Verde tem também acordos com a China para reforçar as infra-estruturas do país.

O governo cabo-verdiano tem tomado medidas no sentido de melhorar a governação electrónica, como o recentemente criado portal que permite pedir certidões online em qualquer parte de Cabo Verde ou no estrangeiro.

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Enviado por: André em Janeiro 21, 2008, 02:18:19 pm
João Cravinho assina acordo de cooperação de 70 milhões de euros para os próximos quatro anos

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A cooperação de Portugal com Cabo Verde para o período 2008-2011 ascende a 70 milhões de euros, destinados maioritariamente a ajudas orçamentais, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros do arquipélago, Victor Borges.

O ministro cabo-verdiano falava após um encontro com o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português, João Cravinho, que hoje iniciou uma visita de uma semana a Cabo Verde.

O encontro foi o primeiro acto oficial de João Cravinho, que no final explicou que a ajuda orçamental, e não a projectos como até agora, significa um "atestado de confiança" e uma "nova filosofia na cooperação".

"Dá ao país uma maior margem de manobra para orientar os recursos, mas também é um desafio importante para a administração de Cabo Verde, particularmente no que respeita à gestão financeira", disse Victor Borges.

O programa indicativo da cooperação para os próximos anos será assinado na quarta-feira, um dos muitos "pontos altos" da agenda de João Cravinho, que durante esta semana vai "explorar todas as possibilidades de cooperação" com Cabo Verde, como disse aos jornalistas.

"O relacionamento com Cabo Verde é uma parte muito importante da nossa política externa", frisou João Cravinho, explicando que esse relacionamento deve agora evoluir, tirando partido do facto de o país estar, desde este mês, no grupo dos países de rendimento médio, de pertencer à Organização Mundial do Comércio desde Dezembro, e de ter assinado, também em 200, uma parceria especial com a União Europeia.

Estes foram, de resto, os temas do encontro entre João Cravinho e Victor Borges, conforme explicou o ministro cabo-verdiano.

Victor Borges salientou, a propósito, o papel da presidência portuguesa da União Europeia, no segundo semestre de 2007, que apoiou a criação de uma parceria especial entre Cabo Verde e a Europa, que viria a ser aprovada a 19 de Novembro passado.

"Agradeci o apoio da presidência portuguesa e agradeci pessoalmente o empenho do secretário de Estado neste processo", disse Victor Borges.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 24, 2008, 03:13:37 pm
País de rendimento médio é etapa, objectivo é país desenvolvido

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O primeiro-ministro de cabo-verdiano, José Maria Neves, afirmou hoje que Cabo Verde ambiciona entrar para o grupo dos países desenvolvidos e que a actual graduação como país de rendimento médio é apenas "uma etapa".

"Para nós, ser graduado não é um objectivo. País de rendimento médio não é um fim em si, mas uma etapa", afirmou José Maria Neves numa reunião com chefes de missões diplomáticas e representantes de organismos internacionais acreditados em Cabo Verde, que hoje começou na Cidade da Praia.

A ONU determinou, em 2004, que a partir de 01 de Janeiro de 2008, Cabo Verde passaria à categoria de países de rendimento médio. O último país a ter sido graduado, antes de Cabo Verde, foi o Botswana, em 1994.

Apesar de satisfazer dois critérios para deixar a categoria dos países menos avançados, o do rendimento per capita e o índice de desenvolvimento humano, Cabo Verde não conseguiu ainda atingir o terceiro critério, o índice de vulnerabilidade económica.

No entanto, foi hoje um primeiro-ministro muito optimista que garantiu a embaixadores e representantes de organizações internacionais que Cabo Verde quer cumprir todos os Objectivos do Milénio até 2015.

Debelar a pobreza e combater o desemprego "continuam a ser os principais desafios", afirmou.

"Mesmo assim, estamos crentes que nesta matéria também honraremos os Objectivos do Milénio", sublinhou.

Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio foram adoptados em 2000 por todos os Estados membros da ONU, para serem atingidos num prazo de 25 anos, e compreendem, entre outros, erradicar a pobreza extrema e a fome, reduzir a mortalidade infantil e alcançar a educação primária universal.

Cabo Verde teve um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006 de 10,9 por cento e diminuiu entre 2001 e 2006 o índice de pobreza em oito pontos percentuais, lembrou também José Maria Neves.

Pedindo à comunidade internacional que continue a ajudar Cabo Verde nesta nova etapa de país de rendimento médio, o primeiro-ministro salientou que um dos principais desafios é fazer face às necessidades energéticas e de água.

Citou ainda um desafio que é de Cabo Verde mas de todos os países: "as ameaças que pairam sobre a região em matéria de segurança".

"Elas derivam de uma perigosa mistura de fenómenos, como o crime organizado, o tráfico de drogas e de pessoas e as ameaças terroristas", disse.

O encontro, promovido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, é o primeiro do género que se realiza e não se destina a pedir mais dinheiro aos países doadores mas sim a "partilhar informações e dados sobre a evolução de Cabo Verde e desafios futuros", segundo o chefe da diplomacia cabo-verdiana, Victor Borges.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 31, 2008, 04:28:28 pm
Empresários radicados nos Estados Unidos prontos para investir no arquipélago

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Transportes, turismo, imobiliário ou banca são áreas em que um grupo de empresários cabo-verdianos radicados nos Estados Unidos da América admitiu hoje investir em Cabo Verde, no final de uma visita de oito dias ao arquipélago.

Os empresários, também hoje recebidos na Cidade da Praia pelo primeiro-ministro, José Maria Neves, formam a Cape-Verdean American Business Organization, CABO, uma associação que pretende aplicar a experiência e capital em Cabo Verde, contando com as oportunidades de financiamento oferecidos pela banca norte-americana.

De acordo com o vice-presidente da CABO, César da Silva, um dos grandes objectivos imediatos da associação é criar o primeiro banco cabo-verdiano nos Estados Unidos da América.

"A CABO tem o objectivo de formar o primeiro banco cabo-verdiano nos EUA, estamos a tentar e o processo está em andamento, se conseguirmos é bom para a comunidade cabo-verdiana aí residente", explicou.

Para este e outros empreendimentos que os membros da CABO pretendem trazer para Cabo Verde a associação já mantém contactos avançados com várias instituições financeiras norte-americanas.

Os projectos em perspectiva abrangem áreas desde a construção civil até aos transportes marítimos, nomeadamente a montagem de uma rede de "ferryboat" para ligar as diferentes ilhas, passando pela criação de uma empresa na área da construção civil.

"Estamos já na implementação de uma nova companhia de construção, NOVATEC, que irá apresentar um novo produto: painéis de construções, para a utilização de menos areia na construção civil", afirmou.

De acordo com César da Silva, este empreendimento estará a funcionar dentro de poucos meses, mais concretamente no final do primeiro semestre do corrente ano.

A CABO foi criada em 2007, respondendo a um apelo lançado pelo chefe do Governo cabo-verdiano, em 2006, numa deslocação aos Estados Unidos da América, com o objectivo de reforçar o espírito empresarial no seio da comunidade cabo-verdiana residente nos EUA e a sua participação no processo de desenvolvimento do país.

O Governo quer estimular e incentivar os cabo-verdianos que estão no exterior a investirem no país, ao mesmo tempo que pretende criar junto da comunidade cabo-verdiana na Europa e na América um forte "lobby" a favor do país e as condições necessárias para o fortalecimento das comunidades cabo-verdianas", refere uma nota do gabinete do primeiro-ministro.

A visita dos empresários deve-se aos esforços desenvolvidos pelo actual ministro da Economia, Crescimento e Competitividade, José Brito, quando ainda era embaixador de Cabo Verde nos Estados Unidos.

José Brito considerou hoje que se está perante uma nova etapa de participação das comunidades emigrantes no desenvolvimento de Cabo Verde:

"É já um grupo de empresários de sucesso nos Estados Unidos é a primeira vez que conseguimos trazê-los aqui. Eu como embaixador trabalhei muito para juntá-los e trazê-los a Cabo Verde", afirmou.

"São empresários de sucesso nos Estados Unidos com capacidade de acesso ao mercado e ao investimento e portanto constituem um elemento essencial para a concretização da ideia de participação da comunidade no desenvolvimento de Cabo Verde", defendeu o ministro após a reunião dos empresários com José Maria Neves.

Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 11, 2008, 06:43:06 pm
Banco Mundial apoia combate à pobreza com 4,1 M€

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O Banco Mundial (BM) anunciou hoje que vai apoiar financeiramente o programa governamental de combate à pobreza em Cabo Verde com seis milhões de dólares (4,1 milhões de euros).

No comunicado em que anuncia o apoio, a instituição financeira salienta o progresso recente dos principais indicadores económicos e sociais, mas lembra os "desafios" que o arquipélago enfrenta, em particular as previsíveis dificuldades no acesso ao financiamento externo, depois de no início do ano Cabo Verde ter atingido a categoria de país de rendimento médio.

Também em relação às remessas de emigrantes, salienta, "pode haver um decréscimo ao longo dos próximos tempos, à medida que diminuem a diferença de rendimentos [entre Cabo Verde e os países da emigração cabo-verdiana] e os laços com a diáspora".

"O país está altamente dependente das importações petrolíferas (incluindo para a dessalinização de água, que representou 75 por cento da produção de água em 2003), que, no contexto de aumento continuado dos preços pode trazer alguns riscos a nível fiscal", alerta ainda o Banco Mundial.

A instituição financeira salienta ainda que está a registar-se um aumento da desigualdade de rendimentos, e que a crescente urbanização está a colocar sob pressão os serviços básicos, como água e electricidade.

"A capacidade para o ambiente suportar uma expansão em larga escala do turismo, indústria e construção pode estar em causa se não for adequadamente gerida", refere ainda o Banco Mundial.

Cabo Verde é um dos poucos países africanos que está actualmente em linha com as metas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, acordados com as Nações Unidas.

Entre 2001 e 2006, a pobreza recuou oito pontos percentuais, e a taxa de alfabetização atingiu os 79 por cento (97 por cento entre os jovens), e a esperança média de vida (69 anos) é actualmente a terceira mais alta de África.

O quarto crédito de Apoio à Redução da Pobreza (PRSC, na sigla inglesa), no valor se seis milhões de dólares, coincide com o último ano de implementação da Estratégia de Crescimento e Redução da Pobreza no arquipélago, quando ainda está em desenvolvimento o segundo documento do género.

O apoio tem como pilares a promoção da boa governação, através de reformas na gestão da despesa pública, a capacitação da administração pública e descentralização.

Outros objectivos são o desenvolvimetno do capital humano, com um enfoque na saúde, e o fortalecimento do sistema de protecção social.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 29, 2008, 08:03:44 pm
Cabo Verde investe 2,7 M€ na electrificação de zonas rurais

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O governo de Cabo Verde investiu 2,7 milhões de euros em material para electrificação de zonas rurais das ilhas de Santiago, Fogo e Maio, pretendendo assim atingir 85 por cento da cobertura eléctrica do país.

O material eléctrico, quase na totalidade comprado a empresas portuguesas, está já armazenado na Cidade da Praia e vai servir os concelhos da Ribeira Grande, São Jorge dos Órgãos, Santa Cruz, S. Miguel, Tarrafal e Santa Catarina, na ilha de Santiago, e também as ilhas do Fogo e Maio.

«Os projectos já estão em curso, os contratos assinados e os empreiteiros no terreno», disse hoje o secretário de Estado da Energia, Abraão Lopes.

A actual taxa de cobertura eléctrica em Cabo Verde é de 80 por cento, disse o responsável, acrescentando que na conclusão dos projectos referidos ela chegará aos 85 por cento.

Até 2011, disse o ministro da Economia, José Brito, o governo pretende ter 95 por cento do país com acesso a energia eléctrica, atingindo a cobertura total em 2015.

Para breve, disse também, estará a entrada em funcionamento de uma empresa com capitais suíços, suecos e holandeses, no domínio das energias renováveis, que irá aumentar a capacidade de fornecimento de energia nos centros urbanos.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Março 07, 2008, 04:49:47 pm
Pequenos empresários de Cabo Verde recebem formação na área de gestão

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Pequenos e micro empresários de Cabo Verde vão receber formação em gestão numa das principais instituições brasileiras do sector, disse hoje à Agência Lusa fonte do processo.

Adriano Cruz, secretário-geral da Câmara de Comércio de Cabo Verde, salientou que a formação resulta de um acordo a assinar em Maio próximo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O acordo prevê a formação e a transferência de tecnologia de ferramentas de gestão e de marketing para pequenos e médios empresários, ao longo do segundo semestre deste ano.

"A nossa expectativa é muito grande, porque temos muito a ganhar e a aprender com o trabalho desenvolvido há anos pelo Sebrae, um verdadeiro modelo para o mundo", disse Adriano Cruz.

O executivo salientou que, com uma pequena base industrial, uma das soluções para a economia de Cabo Verde é o "auto-emprego, como potencial para criação de riqueza".

Adriano Cruz avançou igualmente que os empresários de Cabo Verde estão a reivindicar a abertura de uma representação do Banco do Brasil, a maior instituição financeira estatal, no arquipélago africano.

"Queremos que o Governo brasileiro apoie o comércio bilateral com Cabo Verde por meio da abertura de linhas de crédito do Banco do Brasil", salientou, destacando o "grande esforço" de aproximação entre os dois países desenvolvido nos últimos anos, por parte das autoridades, com a abertura de ligações áreas e marítimas.

"Cabo Verde é um país importador, compra cerca de 90 por cento do que consome, e o Brasil é um parceiro natural pela proximidade geográfica e cultural", afirmou.

O executivo, que falava à margem de um encontro internacional de empresários, no Nordeste brasileiro, salientou que Cabo Verde importou cerca de 19 milhões de dólares do Brasil, no ano passado.

Esse volume tem vindo a crescer este ano, sendo que a ligação marítima directa com Cabo Verde a partir de Santos, no litoral de São Paulo, já está com a capacidade esgotada até Agosto.

Os dois países mantêm ainda uma segunda ligação marítima a partir do porto de Fortaleza, capital do Ceará, mas com uma passagem por Lisboa.

Em Setembro deste ano, a Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) iniciará a operação de uma quarta ligação semanal directa com capitais do Nordeste brasileiro.

O XII Encontro Internacional de Negócios do Nordeste, que termina hoje, reuniu mais 300 empresas brasileiras e estrangeiras, em Fortaleza.

Entre os participantes estiveram empresas dos sectores de alimentos, bebidas, artesanato, calçados e acessórios de couro, têxtil, construção civil, floricultura, turismo e cultura.

O encontro, organizado pelo Sebrae, do Ceará, inclui a realização da Bolsa de Negócios Turísticos, com foco na CPLP, Europa e América do Sul.

O responsável pelo Sebrae do Ceará, Carlos Cruz, salientou durante o encontro a importância da aproximação comercial entre o Brasil e os países africanos de língua oficial portuguesa.

"Com uma pequena base industrial, esses países representam um franco mercado para as pequenas e medias empresas brasileiras", afirmou.

Lusa
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Enviado por: comanche em Março 19, 2008, 08:57:49 pm
Cabo Verde: País está a estudar circulação do euro - primeiro-ministro José Maria Neves

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Cidade da Praia, 19 Mar (Lusa) - O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, disse hoje que, no quadro da parceria especial com a União Europeia (UE), o país está a estudar a possibilidade de circulação do euro em Cabo Verde.

Discursando no evento que assinalou os 10 anos de assinatura do acordo cambial entre Cabo Verde e Portugal, José Maria Neves defendeu a possibilidade da circulação do euro no arquipélago como um aprofundamento do acordo de cooperação cambial entre os dois países.

"Estamos a estudar, com as cautelas técnicas e políticas, a possibilidade de circulação do euro em Cabo Verde. Trata-se de uma questão de grande alcance técnico e político, que deve merecer a necessária ponderação, constituindo todavia um caminho possível no quadro da parceria especial com a UE", garantiu.

Para o chefe do governo, tanto do lado de Portugal como de Cabo Verde, já se iniciou um processo de reflexão com vista a consolidar e explorar novas valências para que o "acordo cambial seja cada vez mais actual, responda melhor aos desafios futuros e continue a ser um instrumento de referência nas relações entre Portugal e Cabo Verde".

Segundo o ministro português das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, que está em Cabo Verde desde terça-feira, a circulação do euro é "uma ambição natural" da parte do arquipélago.

"Face aos bons resultados que este acordo cambial tem vindo a proporcionar à economia cabo-verdiana, face à estabilidade que tem existido, e também constatando uma situação de facto em que o euro já vai circulando e é aceite de uma forma mais ou menos generalizada em Cabo Verde, é o definir uma nova ambição que acho que é muito positiva porque revela um forte comprometimento das autoridades cabo-verdianas na estabilidade macroeconómica", afirmou Teixeira dos Santos.

Entretanto, para que esta ambição se concretize, Teixeira dos Santos alerta para a necessidade de um trabalho dos técnicos dos dois países mas também junto da União Europeia.

"Isto requer um trabalho técnico e político muito cuidado, é um trabalho que tem agora que ser desenvolvido pelos técnicos portugueses e cabo-verdianos que têm acompanhado a implementação do acordo cambial, e também vai exigir que ao mais alto nível se estabeleçam contactos com as autoridades europeias no sentido de desbravar esta possibilidade", explicou.

Fernando Teixeira dos Santos encontra-se em Cabo Verde para participar na cerimónia comemorativa do décimo aniversário do acordo de cooperação cambial entre os dois países.

Durante o acto, tanto as autoridades cabo-verdianas como o governante português realçaram a necessidade do aprofundamento do acordo e a exploração de novas possibilidades.

Teixeira dos Santos afirmou que neste momento se deve reforçar a convergência normativa e introduzir mais rigor na disciplina orçamental em Cabo Verde.

"Acima de tudo reforçar a necessidade de uma mais forte convergência técnica e normativa de Cabo Verde com a economia europeia, que é importante no quadro da parceria especial, e por outro lado definir um quadro mais rigoroso que o actualmente existente no âmbito da disciplina orçamental e na condução do politica monetária e cambial de Cabo Verde", explicou.

O ministro português acredita que estas duas propostas irão tornar ainda mais forte e mais estável o que foi conseguido nestes 10 anos no âmbito do acordo cambial.

O acordo assinado a 19 de Março de 1998 estabelece uma relação de paridade fixa entre o escudo cabo-verdiano e o euro e vincula o país a uma política de estabilidade macroeconómica.

O acordo cambial prevê ainda uma linha de crédito a ser concedida pelo Tesouro português ao Tesouro cabo-verdiano em caso de dificuldade na balança de pagamentos, com vista a assegurar a credibilidade e sustentabilidade da paridade.

De acordo com o Ministério das Finanças de Cabo Verde, desde a assinatura do acordo, a economia cabo-verdiana tem apresentado uma boa performance em termos de crescimento económico, de inflação, de défice orçamental e ainda de estabilidade macroeconómica, de uma forma geral.

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Enviado por: André em Abril 16, 2008, 09:28:17 pm
Banco Árabe financia estudos para ampliação aeroporto de Cidade da Praia

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O Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África (BADEA) vai financiar os estudos de viabilidade de expansão do aeroporto internacional da Cidade da Praia, segundo acordo hoje assinado na capital cabo-verdiana.

O acordo foi rubricado pela ministra das Finanças do Governo de Cabo Verde, Cristina Duarte, e pelo director-geral do BADEA, Abdelaziz Khélef, que esta semana está a visitar o país, com o qual o banco árabe coopera desde 1975.

A contribuição do BADEA "tem sido modesta, quase simbólica" em áreas como a modernização de infra-estruturas, agricultura e educação, disse Abdelaziz Khélef, acrescentando que esses são "sectores cruciais para o desenvolvimento de Cabo Verde" e "no quadro das prioridades estabelecidas pelo governo".

Mas a cooperação simboliza também, acrescentou, "a colaboração entre o povo árabe e Cabo Verde", um exemplo "da ligação entre o mundo árabe e o mundo africano", salientou Abdelaziz Khélef.

O responsável do BADEA garantiu que a cooperação com Cabo Verde, no futuro, continuará em outras áreas além do aeroporto da Praia, como o ensino e a agricultura.

Até agora o BADEA já financiou projectos em Cabo Verde na ordem dos 78 milhões de dólares (50 milhões de euros).

Os projectos, salientou Cristina Duarte, têm sido sempre de acordo com as necessidades indicadas pelo governo e estão actualmente patentes na construção de dois liceus e na construção do anel do Fogo, uma estrada circular da Ilha.

No futuro, acrescentou, o BADEA continuará a colaborar com Cabo Verde no sector da Educação e desenvolvimento rural e hidrográfico.

O actual aeroporto da Praia, que ainda não está concluído, teve também apoio do BADEA, nomeadamente para a construção da pista.

Lusa
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Enviado por: André em Abril 17, 2008, 10:08:40 pm
EUA podem perdoar dívida, governo congratula-se

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Os EUA poderão perdoar a dívida de mais de 20 países em desenvolvimento, incluindo Cabo Verde, onde o governo se congratulou hoje com a medida, aprovada quarta-feira pela Câmara de Representantes mas ainda dependente do acordo do Senado.

A decisão coloca, além de Cabo Verde, mais 23 países em desenvolvimento na lista de possíveis beneficiários de perdão da dívida pelo Governo americano e por instituições financeiras internacionais.

Hoje, na ilha do Fogo, onde se reúne o conselho de ministros, a ministra da Presidência do Conselho de Ministros explicou que o Governo está satisfeito com a medida mas lembrou que a escolha ainda terá que ser confirmada pelo Senado.

"Ficamos extremamente satisfeitos, embora a escolha de Cabo Verde tenha que ser confirmada pelo Senado dos Estados Unidos, em função da observância pelos países beneficiários de certos critérios a que pensamos corresponder perfeitamente", explicou.

Para Cristina Fontes Lima, este acto dos EUA deve-se sobretudo à boa governação, o respeito pelos direitos humanos, transparência de coisas públicas e boa gestão de Cabo Verde.

"Será um reconhecimento do trabalho que vimos fazendo para avançar, e deveremos congratular-nos e agradecer o facto de países como os Estados Unidos apoiarem os nossos esforços de desenvolvimento do país", disse.

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou quarta-feira a medida que inclui países africanos e asiáticos na lista de possíveis beneficiários do perdão da dívida.

Entre os países incluídos na lista encontra-se Cabo Verde, Angola, Quénia, Lesoto e Nigéria, no continente africano.

O projecto denominado "Jubilee Act" conseguiu 285 votos a favor e 132 contra.

Uma das patrocinadoras da iniciativa, a congressista democrata pelo Estado de Califórnia, Maxine Waters, disse que o cancelamento da dívida visa permitir aos países pobres usar os recursos que seriam destinados à dívida para responder às necessidades das populações.

O diploma que autoriza ao Departamento de Estado negociar os acordos de cancelamento da dívida deve ser agora debatido no Senado.

Para entrar na lista dos beneficiados, os candidatos devem reunir alguns requisitos como o respeito pelos direitos humanos, transparência orçamentária e possuir regras rigorosas de prestação de contas públicas.

A Agência Lusa procurou saber, junto do governo de Cabo Verde, qual o montante da dívida do país para com os Estados Unidos mas ninguém esteve disponível para dar essa informação.

Lusa
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Enviado por: André em Abril 24, 2008, 09:48:46 pm
Quatro ilhas com 18% de energias renováveis em 2009

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O governo cabo-verdiano vai instalar, até 2009, parques eólicos nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boavista, que permitem gerar cerca de 28 megawatts (Mw) de potência, correspondentes a 18 por cento do total da produção energética.

O director-geral de Energia, Abraão Lopes disse hoje que se trata de um grande projecto, que deverá começa a ser implementado já no segundo semestre deste ano.

O responsável garantiu que o projecto já está em fase de lançamento de concurso, com financiamentos já garantidos.

«Os investimentos são extremamente avultados, estamos a falar para as energias eólicas de cerca de um milhão e meio de euros por cada Mw instalado. O projecto já tem uma estimativa de cerca de 140 milhões de euros e há uma sociedade multinacional participada por cinco países europeus que vão co-financiar o projecto mas do ponto de vista da parceria público-privado», disse.

Segundo Abraão Lopes, a conclusão do projecto irá repercutir-se na redução da factura energética em termos de importação de combustíveis, além de melhorar o impacto no meio ambiente.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Maio 07, 2008, 11:54:27 pm
Governo garante que não haverá ilhas isoladas

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O governo de Cabo Verde garantiu hoje que não haverá ilhas isoladas, apesar de dois barcos que faziam a ligação no arquipélago terem afundado no espaço de um mês.

No início de Abril, afundou o navio Barlavento e esta terça-feira afundou o Musteru, barcos que faziam a ligação entre as ilhas do sotavento cabo-verdiano, Maio, Santiago, Fogo e Brava.

Hoje, a ministra Cristina Fontes Lima, porta-voz do Conselho de Ministros, disse que ainda que a ligação marítima entre as ilhas seja da iniciativa privada, "o governo dá a garantia de que haverá serviços mínimos", através de subsídios a privados.

A ministra lembrou a abertura em breve do aeroporto da Boavista (prevista para dia 16), o que permitirá uma reorganização dos barcos existentes, que irão fazer a ligação entre Santiago, Fogo e Brava.

Reunido hoje em Conselho de Ministros, o governo manifestou-se solidário com a companhia, que num mês perdeu dois navios, e enalteceu o trabalho do Serviço Nacional de Protecção Civil e da população de Porto Mosquito, localidade a oeste da Cidade da Praia, que ajudou no salvamento dos passageiros e tripulantes do Musteru.

Cristina Lima disse que no próximo ano deverá começar a funcionar uma nova carreira para fazer a ligação entre a Brava e o Fogo.

O navio Musteru, que terça-feira se dirigia para a ilha da Brava carregado de contentores e com cerca de 100 pessoas a bordo, afundou-se pouco antes das 10:00 ao largo de Porto Mosquito, ilha de Santiago.

Passageiros e tripulantes foram salvos mas perdeu-se toda a carga, avaliada em 1,3 milhões de euros, segundo o armador.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Maio 08, 2008, 11:42:20 pm
Holanda concede apoio para formação profissional de nove milhões de euros

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A Holanda vai dar um apoio orçamental a Cabo Verde de nove milhões de euros, destinados aos sectores da Educação e Formação Profissional e a serem usados até 2011.

O acordo, a ser assinado sexta-feira na Cidade da Praia, prevê para este ano o desembolso, por parte dos Países Baixos, de um milhão de euros, diz uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, hoje divulgada.

O objectivo do financiamento, diz o governo cabo-verdiano, é "reestruturar e reforçar" o sector da Educação, Formação e Emprego, para proporcionar "uma formação técnica profissional de qualidade e ajustada às reais necessidades do mercado de trabalho".

O dinheiro vai permitir, nomeadamente, criar uma unidade de Formação de Formadores e gestores de formação técnico-profissional, organizar um sistema de informação estatística sobre emprego e formação profissional, e promover a formação continua, com a participação de empresas.

Na próxima segunda-feira também o MCA (Millennium Challenge Account, cooperação norte-americana) assina um acordo com a Caixa Económica de Cabo Verde mediante o qual concede um crédito de 292 mil euros para apoio a agricultores na aquisição de equipamento para rega gota-a-gota e desenvolvimento de negócios agrícolas.

Os beneficiários são agricultores das Ilhas de S. Nicolau, Santo Antão e Fogo.

Lusa
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Enviado por: André em Maio 09, 2008, 12:25:08 am
Arquipélago é "uma história de sucesso em África", diz nova embaixadora dos EUA

Cabo Verde é "uma história de sucesso em África" e parte de uma "aliança estratégica" dos Estados Unidos no continente, afirmou quinta-feira a nova embaixadora norte-americana para o Arquipélago, Marianne Myles.

Myles falava na audiência de confirmação da sua nomeação perante a Comissão de Relações Externas do Senado, por onde passou também quinta-feira a nova embaixadora para a Guiné-Bissau, Marcia Bernicat.

"É uma das mais velhas e mais fortes democracias do continente (...), um país politicamente estável, a corrupção é baixa e a transparência elevada. Talvez mais importante do que tudo isso é o facto do respeito pelos direitos humanos em Cabo Verde ser excelente," disse a diplomata.

Myles fez notar ainda a "posição estratégica do país nas principais vias maritimas Norte-Sul" e a possibilidade de se tornar "numa ponte transatlantica em termos de turismo, comércio e investimento".

"O apoio sólido de Cabo Verde a visitas de navios dos Estados Unidos e actividades de combate aos narcóticos são outro indício da sua política de serem um participante activo e construtivo numa parceria estratégica bem como um modelo para a região", disse a embaixadora, que fala português fluentemente.

A nova embaixadora observou ainda que a passagem do Arquipélago para o estatuto de país de rendimento médio obriga a "padrões mais elevados".

Mas, disse ela, Cabo Verde já fez grandes melhorias e atingiu "altos níveis de desempenho, mesmo quando comparado com os seus parceiros neste nível de rendimento mais alto, em áreas de responsabilização, liberdades cívicas, controlo da corrupção, efectividade governamental e respeito pela lei".

Lusa
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Enviado por: comanche em Junho 06, 2008, 10:33:53 pm
Desenvolvimento: Cabo Verde tem potencial para criar Pequenas e Médias Empresas de transformação e montagem - OCDE

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Lisboa, 06 Jun (Lusa) - Cabo Verde tem potencial para criar pequenas e médias empresas de transformação, nomeadamente informáticas, de manufacturas e montagem, disse hoje à agência Lusa o porta-voz do Centro de Desenvolvimento da OCDE, Colm Foy.

"Penso que o futuro em Cabo Verde passa pela criação de pequenas e médias empresas de transformação, por exemplo em informática, computadores e outros produtos electrónicos, de manufacturas e de montagem. Há um clima perfeito para a criação de produtos delicados", disse Colm Foy, no dia em que apresentou em Lisboa o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre as Perspectivas Económicas para África 2008.

Satisfeito com os "bons números" sobre Cabo Verde, Colm Foy sublinhou que o país lusófono tem um "bom programa de investimento público, desenvolvimento do sector privado, crescimento do investimento exterior, um sistema político muito equilibrado e aposta na formação".

"Cabo Verde pode beneficiar de uma população relativamente sofisticada, estruturada e da situação política muito estável. Por exemplo, no que diz respeito à montagem pode importar [peças] e exportar resultados, beneficiando da diferença de preços", disse.

Apesar disso, Cabo Verde tem alguns problemas, como a pobreza e o desemprego que só em 2006 chegou aos 18 por cento.

"A criação de um emprego é muito difícil porque os investidores estão interessados na indústria do turismo, que não dá muitos postos de trabalho", salientou Colm Foy, dando como exemplo o desenvolvimento de Singapura que também é uma ilha e onde o desemprego "é nulo".

"Se é possível em Singapura, também o é em Cabo verde", frisou o porta-voz, acrescentando que também a localização geográfica de Cabo Verde, entre três continentes, representa um enorme mercado potencial, pelo que a aposta na formação é essencial para permitir a comunicação entre ilhas e com portos e aeroportos.

Colm Foy lembrou que Cabo Verde deverá ter este ano um crescimento igual ao de 2007, de 6,6 por cento, antecipando um aumento para 7 por cento no próximo ano.

"Cabo Verde ocupa uma das melhores posições no Índice de Percepção da Corrupção em África, em que se encontra em terceiro lugar, estando ainda em 49º entre 180 países, no âmbito do Relatório de Transparência Internacional. Foi ainda considerado pela Freedom House como o país mais livre em termos de direitos políticos e liberdades civis em toda a África subsaariana e é um país muito aberto", frisou.

Segundo Colm Foy, o Governo de Cabo Verde deve buscar soluções para que "os cidadãos possam passar da dependência à independência", extravasando esta recomendação a todos os governos africanos.

"Pensamos que as soluções se situam a nível regional no continente africano, de forma a atacar problemas de energia, abastecimento de água, produção agrícola, transportes e telecomunicações. Isto não é revolucionário, mas é necessário", defendeu.

Por outro lado, acrescentou, as organizações regionais devem ser desenvolvidas de forma a ultrapassar problemas de desigualdade.

"O problema da riqueza baseia-se nas matérias-primas: todos os que têm recursos pensam que não precisam da ajuda dos vizinhos, mas isso não é verdade. É preciso cooperação regional", frisou.

"Em países, como a Argélia, Nigéria, Angola e outros com recursos, dizemos que a vontade política é necessária para mudar a situação actual. As soluções estão à mão de semear", acrescentou Colm Foy.

O porta-voz recomenda por isso a aposta nas infra-estruturas, na diversificação da economia, na racionalização das importações e exportações, na conservação dos rendimentos das exportações do petróleo e na transparência da utilização das receitas das exportações
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Enviado por: comanche em Junho 10, 2008, 02:52:46 pm
10 Junho: Santos Silva defende apoio de Portugal à conversão digital da televisão de Cabo Verde

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Cidade da Praia, 10 Jun (Lusa) -- Portugal poderá apoiar a televisão pública de Cabo Verde na passagem de equipamento analógico para digital, admite o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva.

O ministro, que tutela também o sector da Comunicação Social, está em Cabo Verde onde participa hoje no assinalar do Dia de Portugal na Cidade da Praia, aproveitando para contactar com as autoridades cabo-verdianas.

Depois de ter visitado as instalações da Rádio e Televisão Públicas, de se ter encontrado com o Presidente da República e com o primeiro-ministro, e ter inaugurado uma antena retransmissora do sinal de TV financiada por Portugal, o ministro português disse que os dois países têm colaborado intensamente mas que "outras etapas" de cooperação se podem abrir na área da Comunicação Social.

Além da "troca de experiências profissionais" e da formação, Santos Silva disse que a próxima cooperação poderá ser na área da passagem da televisão analógica para a digital no arquipélago.

"Vou transmitir estes projectos e vontades" à televisão pública de Portugal e "estou certo de que serão bem acolhidos", afirmou.

Destacando a importância da língua, "um património comum que tem de ser valorizado", Santos Silva salientou que a comunicação social tem "uma responsabilidade incontornável".

Convidado a deixar uma mensagem aos portugueses que vivem em Cabo Verde, o ministro disse que os cidadãos nacionais que vivem no arquipélago se sentem "em casa", sendo certo que todos os que trabalham em Cabo Verde "estão também a trabalhar em prol dos interesses portugueses e desse interesse maior que é a cooperação de Portugal com os países irmãos".

O ministro participa hoje numa recepção na embaixada de Portugal, por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e assiste a um espectáculo musical.

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Enviado por: comanche em Agosto 07, 2008, 09:08:52 pm
Cabo Verde: O grupo empresarial do Kuwait quer construir hotel de cinco estrelas.



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Cidade da Praia, 07 Ago (Lusa) - O grupo empresarial "Kharafi Holdings" do Kuwait quer investir em Cabo Verde, começando pela construção de um hotel de negócios de cinco estrelas, na Cidade da Praia.

O projecto foi anunciado quarta-feira, no final do encontro entre o Presidente da República e o director executivo do grupo para África, Mahmoud Shehata.

"Decidimos avançar de forma rápida e um dos projectos prioritários será a construção de um hotel de negócios de cinco estrelas na Cidade da Praia", anunciou.

Segundo Mahmoud Shehata, o grupo está a procura de terreno para a construção do referido empreendimento turístico hoteleiro, pelo que o encontro com o chefe de Estado, serviu para mostrar o interesse do grupo em investir em diversos sectores de desenvolvimento no Arquipélago.

Para além da construção de infra-estruturas turísticas, o grupo tem interesse em investir em outras áreas como energia e água, e espera que o Governo apresente outros sectores, onde o grupo Kharafi poderá investir.

Bom clima, boa governação, democracia são os atractivos, que conforme aquele empresário, despertaram o interesse do grupo para Cabo Verde.

"Kharafi Holding" é a maior holding do Kuwait e tem negócios nas mais variadas áreas - finanças, banca, infra-estruturas, água, indústria.



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Enviado por: André em Setembro 17, 2008, 06:36:06 pm
Cabo Verde forma técnicos para pesquisar património subaquático com ajuda de Espanha

Cabo Verde quer começar a pesquisar o património subaquático do país e está a formar técnicos, tendo hoje recebido uma ajuda da cooperação espanhola, em equipamentos, no valor de 70 mil euros.

Além da ajuda, que compreende desde fatos de mergulho a garrafas de oxigénio ou material informático, três cabo-verdianos terminaram também recentemente um curso em Espanha que os habilita a desenvolver acções de arqueologia subaquática no arquipélago.

Carlos Carvalho, presidente do Instituto da Investigação e do Património Culturais (IIP), disse à Lusa que o principal objectivo do governo é investir na formação de técnicos para que futuramente se possam fazer autonomamente pesquisas subaquáticas.

"É o grande investimento: formação e capacitação, para podermos ter condições técnicas para actuar", disse à Lusa, admitindo que o país, como de resto muitos outros, "tem dificuldades em controlar o património subaquático".

"Temos consciência de que o mar é alvo de pilhagem, temos essa informação e tentamos evitar. O que estamos a fazer é sensibilizar mergulhadores e pescadores, que sabem as áreas onde estão barcos afundados, para não tocarem nessas peças e serem nossos parceiros nesse controlo", afirmou.

Cabo Verde, adiantou à Lusa, tem um trabalho de pesquisa feita sobre o espólio que está submergido e o que for recolhido irá para uma exposição permanente no Núcleo Museológico da Praia, actualmente em fase de remodelação.

O material hoje oferecido pela cooperação espanhola será utilizado em todo o arquipélago, tendo Carlos Barbosa, um dos cabo-verdianos que frequentou o curso em Cádis, afirmado que dele faz parte uma importante base de dados sobre património subaquático.

Manuel José Veja, embaixador de Espanha na capital cabo-verdiana, disse que Cabo Verde tem um interessante património subaquático que é necessário recuperar, para bem do arquipélago e da comunidade internacional, e que o governo de Madrid vai continuar a apoiar esse esforço, até porque Espanha, acrescentou, tem grande tradição na recuperação de património subaquático.

Uma cooperação que deixa o ministro da Cultura, Manuel Veiga, muito satisfeito, tanto mais que, como disse na cerimónia de entrega do material, Cabo Verde está muito exposto nas fronteiras marítimas e precisa de ajuda da cooperação internacional para a pesquisa e para "dar segurança" às águas do país.

Manuel Veiga não deixou de enaltecer a cooperação com Espanha na área cultural, afirmando mesmo que se a Cidade Velha, na ilha de Santiago, for reconhecida pela UNESCO como património da Humanidade para isso terá sido decisivo o contributo espanhol.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 22, 2008, 03:23:37 pm
Biblioteca inaugura "melhor sala" para conferências com apoio português

A Biblioteca Nacional de Cabo Verde tem a partir de hoje a melhor sala para conferências internacionais da capital do país, totalmente equipada e que teve um apoio de Portugal de 102 mil euros.

A inauguração simbólica da sala foi feita hoje com a presença do ministro da Cultura de Cabo Verde, Manuel Veiga, da embaixadora de Portugal na Cidade da Praia, Graça Guimarães, e do director da biblioteca, Joaquim Morais.

"Para conferências é a melhor sala neste momento", disse Joaquim Morais à Lusa, depois de ter afirmado na pequena cerimónia que o equipamento doado por Portugal foi essencial para equipar um espaço que já na terça-feira acolhe uma conferência internacional de organizações não governamentais.

Do equipamento oferecido por Portugal fazem parte 30 microfones de conferência e 60 mesas polivalentes, que servirão também para fins como a feira do livro (que também é feita com apoio português), tornando a Biblioteca Nacional autónoma.

Portugal ofereceu ainda equipamento para tradução simultânea, com capacidade para 100 pessoas, tendo a biblioteca ficado responsável pela instalação de equipamentos suplementares, como as cabines de tradução.

A cooperação entre Portugal e Cabo Verde no domínio da Cultura "tem sido intensa", ficando a partir de hoje a biblioteca com "um espaço único" da Cidade da Praia, que pode albergar grande número de participantes em conferências mas que pode também receber manifestações culturais e ser rentabilizado para outras iniciativas, disse Graça Guimarães.

E foi um ministro da Cultura satisfeito quem encerrou a cerimónia, lembrando que este ano, a área que tutela já recebeu outros contributos da China (instrumentos musicais) e de Espanha (equipamento para mergulho e pesquisa subaquática).

Também este ano, lembrou Manuel Veiga, a cooperação portuguesa está a financiar a remodelação da réplica da Torre de Belém que foi construída no Mindelo (S. Vicente), o lançamento, provavelmente até final do ano, de um dicionário crioulo-português, e o lançamento, a 25 de Outubro, da "História concisa de Cabo Verde".

Uma obra sobre cartografias antigas também irá ser lançada em breve, igualmente com o apoio da cooperação portuguesa.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 22, 2008, 09:39:12 pm
PM pede à comunidade internacional que não olhe apenas para PIB do país

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2f/Jm_neves.jpg/250px-Jm_neves.jpg)

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, pediu hoje para o arquipélago "um apoio continuado por parte da comunidade internacional", apesar dos elevados índices de crescimento do país.

"Que não tenha em conta apenas o critério PIB per capita e que continue a ajudar os nossos esforços nacionais de desenvolvimento, evitando, assim, regressões sócias e económicas e potenciando o cumprimento atempado dos Objectivos do Milénio", disse.

José Maria Neves intervinha, por vídeo-conferência, numa sessão especial sobre Cabo Verde no âmbito da reunião da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), a decorrer em Genebra, Suíça.

José Maria Neves lembrou que Cabo Verde deixou de pertencer à categoria de países menos avançados em Janeiro deste ano, que entrou para a OMC (Organização Mundial do Comércio) também este ano, e que assinou em 2007 um acordo de parceria especial com a União Europeia, sendo hoje um "país confiante" e "de oportunidades".

Ainda assim, "temos plena consciência de Cabo Verde continuar a ser um país extremamente vulnerável, tanto no plano económico e ambiental, como também no plano securitário", alertou.

Como causas estão a seca e a desertificação e a falta de água, que contribuem para "uma estrutural vulnerabilidade económica", a que acresce a necessidade de fazer face "aos problemas decorrentes do narcotráfico na sub-região e da criminalidade transnacional organizada", disse também.

Afirmando que Cabo Verde apoia o processo de reforma das Nações Unidas, José Maria Neves apelou também para que seja dada continuidade aos programas de cooperação de forma a diminuir desigualdades socio-económicas e disparidades geográficas e regionais.

Criada em 1964, a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento é o principal órgão da Assembleia Geral da ONU na área do comércio e desenvolvimento.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 25, 2008, 03:52:21 pm
Ilha de S. Vicente com aeroporto internacional no próximo ano

O aeroporto da ilha cabo-verdiana de São Vicente inaugura hoje o novo terminal de passageiros e deverá estar pronto para voos internacionais no primeiro trimestre do próximo ano.

A informação foi avançada pelo presidente da ASA (Aeroportos e Segurança Aeroportuária), Mário Paixão, que explicou que aquela entidade já terminou os trabalhos no aeroporto, estando neste momento a tratar da certificação da infra-estrutura.

"A última intervenção foi o desbaste de alguns obstáculos naturais às operação de aterragem e descolagem nesse aeroporto. Tivemos de fazer o levantamento de novas coordenadas depois destas intervenções, mandar elaborar no estrangeiro cartas de obstáculos. Com esta carta de obstáculos vamos elaborar os procedimentos de aproximação e aterragem e fazer o requerimento de certificação à Agência de Aviação Civil", afirmou.

De acordo com Mário Paixão, são procedimentos exigidos pelas normas nacionais e internacionais que têm que ser cumpridas para garantir as operações em condições de segurança.

"A previsão da ASA é ultimar toda a documentação até o fim do ano, nomeadamente as cartas, o Manual de Operações e os planos de segurança e emergência e fazer o requerimento à AAC. Nós pensamos que no primeiro trimestre de 2009 o aeroporto estará pronto para as operações internacionais", adiantou.

A ASA inaugura hoje o novo terminal de passageiros no aeroporto da segunda ilha mais importante de Cabo Verde, mas que por enquanto irá funcionar apenas para os voos domésticos.

Mário Paixão explicou a necessidade de abrir o terminal para melhorar o serviço prestado ao utentes e também preparar o pessoal para a abertura do aeroporto internacional.

"O terminal já está pronto há já algum tempo e decidimos abri-lo às operações domésticas para facilitar a vida dos passageiros, melhorar o conforto e nível do serviço. Permite ainda que todos os operadores do aeroporto ganhem experiência enquanto decorre o processo de certificação para as operações internacionais e também rentabilizar as instalações que já estão prontas", disse.

Mário Paixão explicou que o novo terminal tem uma área de 11 mil metros quadrados distribuídos em três pisos e com capacidade para processar 500 passageiros por hora.

Aeroportos em Cabo Verde com capacidade para receber voos internacionais são até agora os da ilha do Sal (o primeiro), Santiago e desde o ano passado o da Boa Vista.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 26, 2008, 06:51:18 pm
Porto do Sal ampliado com empréstimo de 47 milhões de euros do BEI

O Banco Europeu de Investimentos (BEI) emprestou a Cabo Verde 47 milhões de euros para ampliação do porto da Palmeira, na ilha do Sal.

O acordo é assinado hoje na ilha do Sal pela ministra das Finanças do arquipélago, Cristina Duarte, e pelo responsável do BEI para a zona da África Ocidental, Guus Hein.

A ampliação do porto da Palmeira é uma das prioridades do Governo de Cabo Verde, sendo que é por via marítima que chegam nomeadamente os materiais de construção, numa altura em que a ilha do Sal e a vizinha Boa Vista têm um grande aumento de construção de novas unidades hoteleiras.

Além do Sal, o Governo vai remodelar os portos de Vale dos Cavaleiros, na ilha do Fogo, e o de Porto Novo, na ilha de Santo Antão.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da ENAPOR, Franklin Spencer, citado pela Inforpress, com o início das obras da primeira fase o porto terá mais 120 metros de cais e uma rampa que permite o transporte horizontal, entre outras melhorias.

Pretende-se, disse, reduzir a fila de espera no porto, já que actualmente a média é dois dias e meio de espera para descarregar no porto da Palmeira.

A fase seguinte do projecto consiste na construção de uma bacia paralela à actual, com um cais de 150 metros e um quebra-mar e infra-estruturas e vias de acesso em terra, num superfície total de nove hectares, a par dos 2,5 hectares já existentes.

Lusa
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Enviado por: André em Outubro 01, 2008, 04:40:08 pm
Empresários portugueses da metalurgia e electromecânica procuram parceiros no arquipélago

Um grupo de responsáveis de seis empresas ligadas à metalurgia e electromecânica vai estar em Cabo Verde toda a próxima semana, a estabelecer contactos com empresários e instituições para futuros investimentos no arquipélago.

Rui Guimarães, da Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas, que está em Cabo Verde a preparar a missão portuguesa, disse hoje à Lusa que os seis empresários estarão na Cidade da Praia e no Mindelo, e que pretendem acima de tudo estabelecer parcerias em Cabo Verde.

"O nosso objectivo é a perspectiva de negócios e estabelecer parcerias. Porque o negócio em países como Cabo Verde por vezes é feito uma única vez, pelas dificuldades de manutenção e assistência. E isso as empresas portuguesas não devem permitir", afirmou.

Além do mercado local, os empresários portugueses, acrescentou Rui Guimarães, vêem Cabo Verde como um passo para investimentos nos países da costa ocidental africana.

Na semana que estará em Cabo Verde, o grupo terá encontros com empresas de construção civil, portuárias, armazenistas, empresas de montagem e de electricidade, mas também com instituições como a Cabo Verde Investimentos, a direcção-geral da Indústria e Energia e com as Câmaras de Comércio.

Em Cabo Verde estarão responsáveis da Setronix (antenas), Tec.Container (capitais espanhóis e portugueses, contentores e cargas marítimas), Electro Portugal (eléctrodos e soldadura), Horácio Costa (coberturas, isolamentos, pavimentos), Norfer (estruturas metálicas) e Totalener (maquinaria construção civil, alternadores, compressores).

Segundo Rui Guimarães, a maior parte do sector metalúrgico português está representado em duas associações, sendo uma delas a Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas, que juntas englobam 4.500 grandes empresas.

O sector, disse, emprega em Portugal cerca de 400 mil pessoas e contribui com 32 por cento do Produto Interno Bruto do país.

Lusa
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Enviado por: André em Outubro 21, 2008, 07:37:40 pm
Crise internacional: Cabo Verde sem problemas mas teme "efeitos perversos" no futuro

Cabo Verde está para já imune à crise internacional mas teme efeitos da mesma no futuro, disse hoje a ministra da Economia do arquipélago, Fátima Fialho.

"A nossa ideia é a de que não há uma crise em Cabo Verde, o que não significa que não haja efeitos perversos", afirmou.
A ministra falava no intervalo de um ciclo de reuniões com associações ligadas ao sector privado cabo-verdiano, destinadas a analisar eventuais implicações na economia de Cabo Verde da crise internacional.

Segundo Fátima Fialho, os representantes ouvidos afirmam que até agora não sentem os efeitos dessa crise mas estão preocupados "com um abrandamento de fluxos turísticos", sendo que o turismo é, a par das remessas dos emigrante, o principal "motor" da economia de Cabo Verde.

Cabo Verde, um país sem recursos, tem uma economia muito "vulnerável e dependente" e as crises internacionais sempre preocupam o arquipélago, sendo necessário que o país se prepare para eventuais constrangimentos.

"Ninguém sabe quando a crise vai terminar nem quão profunda será. Temos é de transformar a crise em oportunidades e aprofundar as reformas" que são necessárias em Cabo Verde, disse a responsável.

Por exemplo, referiu, o aumento da taxa de crescimento do país não se tem reflectido no aumento do emprego, pelo que é preciso tomar medidas nesse sentido.

Fátima Fialho também admitiu que as remessas dos emigrantes venham a baixar, em consequência da crise internacional, mas manifestou-se, ainda assim, optimista quanto à reacção da economia do país.

Cabo Verde tem adoptado medidas para fazer face a eventuais repercussões no arquipélago da crise internacional, como o ajustamento de tarifas aduaneiras, contenção de preços de água e energia ou aumentos das pensões de sobrevivência.

O próprio Orçamento de Estado para o próximo ano foi feito a pensar nessa crise, disse recentemente a ministra das Finanças, Cristina Duarte.

Esta posição tem sido expressa pelas autoridades do país, que garantem que Cabo Verde está preparado para enfrentar a crise financeira. "Numa economia aberta há sempre algum impacto, mas temos conseguido resistir", segundo fonte do executivo.

No entanto a questão da crise financeira internacional tem estado na ordem do dia em Cabo Verde, e embora não seja tema de conversas de café, a imprensa, especialmente a televisão, tem dado algum destaque ao assunto.

Excepcionalmente, a televisão de Cabo Verde tem noticiado, por exemplo, as flutuações na Bolsa de Valores de Lisboa.

As reuniões de responsáveis europeus para fazer face à crise são também noticiadas em Cabo Verde, onde por norma o noticiário internacional é muito pouco desenvolvido e às vezes praticamente inexistente.

Nos últimos semanários que foram publicados, por exemplo, a crise internacional foi objecto de dois artigos de opinião (um em cada um) e os esforços dos governos da União Europeia para fazer face ao problema foram noticiados noutro.

Lusa
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Enviado por: André em Outubro 31, 2008, 12:14:23 am
Empresas portuguesas constroem primeira linha de alta tensão do arquipélago

Duas empresas portuguesas vão construir a primeira linha eléctrica de alta tensão de Cabo Verde, um projecto orçado em cerca de 40 milhões de euros.

A obra, prevista para arrancar num prazo de seis meses, prevê a construção de uma linha de alta tensão de cerca de 45 quilómetros e das respectivas subestações, segundo o Ministério da Economia de Cabo Verde.

A construção foi adjudicada esta semana às empresas Construção e Manutenção Electromecânica e Efacec Engenharia e engloba-se no projecto cabo-verdiano de Reforço das Capacidades de Produção, Transporte e Distribuição de Electricidade na ilha de Santiago.

O projecto é financiado pelo Estado cabo-verdiano, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco Japonês para a Cooperação Internacional (JBIC) e Banco de Investimento e Desenvolvimento (BIDC) da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).

Segundo o Ministério da Economia de Cabo Verde, trata-se de um projecto estratégico e o maior para o sector da energia alguma vez realizado no país.

O Governo realça que pela primeira vez se constrói uma linha de alta tensão, de 60.000 volts, em Cabo Verde, que vai ligar a central eléctrica de Palmarejo, Cidade da Praia, na ponta sul de Santiago, a Calheta de S. Miguel, 45 quilómetros a norte da ilha.

Com as obras concluídas, Santiago beneficiará de uma central única de energia, redução de custos, mais facilidade de manutenção do parque produtor (porque são eliminadas todas as micro-centrais do interior) e maior facilidade de gestão e manutenção, além da redução dos problemas ambientais, diz também o Governo.

De referir-se que a cooperação energética entre Cabo Verde e Portugal conheceu o seu ponto alto com a entrada de capital e know-how português – as empresas ADP e EDP -  na Electra, empresa de distribuição de energia. Em 2006, estas duas empresas portuguesas transferiram para o Estado cabo-verdiano cerca de 18% de acções, permitindo que este passasse a ter a maioria das acções da empresa.

Lusa
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Enviado por: André em Novembro 03, 2008, 07:37:46 am
Chineses pretendem investir na Ilha do Sal

Uma delegação de empresários chineses de Sanya visitará o Sal no início de 2009, pela primeira vez, para "estudar as potencialidades turísticas" daquela ilha cabo-verdiana, anunciou hoje à Agência Lusa a vereadora Luceth Santos.

"Eles estão muito interessados em projectos nas áreas do turismo e da formação e ficaram encantados com a nossa cultura", disse Luceth Santos acerca da sua participação na Conferência Internacional das Cidades Geminadas com Sanya, que decorreu no fim-de-semana.

Sanya, que assinou há um ano um acordo de geminação com o Sal, é a mais conhecida estância balnear de Hainan, uma ilha tropical situada no extremo sul da China.

Luceth Santos viajou acompanhada pelo vereador da Juventude e Desporto, Gilson Lima, e a cantora Maria de Barros, que actuou no domingo em Sanya.

"É uma viagem muito cansativa (com escalas em Lisboa, Amesterdão e Hong Kong), mas valeu a pena. O turismo aqui está muito desenvolvido e esta relação com Sanya é benéfica para o Sal e para Cabo Verde", disse Luceth Santos.

Lusa
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Enviado por: comanche em Dezembro 11, 2008, 09:34:06 pm
Pobreza em Cabo Verde cai 10% em sete anos


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A pobreza em Cabo Verde diminuiu cerca de 10% nos últimos sete anos, segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatística conhecido pela sua sigla QUIBB. A redução da pobreza é mais acentuada no meio urbano.
Em termos absolutos, numa população de meio milhão de pessoas, o número de pobres baixou de 163 mil para cerca de 130 mil.

De 2001 a 2007 a pobreza em Cabo Verde decresceu cerca de 10 por cento, caindo de 36,7% para 26,6%.

A Cidade da Praia e a ilha de S.Vicente, os dois maiores centros populacionais do país, são os lugares onde se registou uma redução mais substancial.

No caso da capital, a população pobre caiu de 19% para 12%. Em S.Vicente, a mesma medida caiu de 25 % para 17%.

Sal (4%) e Boa Vista (8%) são as ilhas ou concelhos com menores índices de pobreza. No extremo oposto - isto é, os lugares com os maiores índices de pobreza - encontram-se as ilhas do Fogo e de Santo Antão.

Em termos absolutos, de aproximadamente 163,000 o número de pobres situa-se hoje em torno dos 130,000. Isto num universo de cerca de meio milhão de pessoas que é o número de habitantes residentes em Cabo Verde.

Rural vs Urbano

Noemi Ramos, coordenadora do presente inquérito, salienta que, além de rural, a pobreza em Cabo Verde continua a ter uma maior dimensão entre os agregados chefiados por mulheres.

Também a ministra do Trabalho e Solidariedade, Madalena Neves, já avançou com a primeira leitura politica deste estudo, congratulando-se, como não podia deixar, com os resultados ora apurados.

Apoiado pelo Banco Mundial e outros parceiros externos, Cabo Verde tem vindo a realizar desde os finais dos anos noventa vários programas de luta contra a pobreza.

De uma forma geral, estes são avaliados positivamente pelas referidas instituições que consideram Cabo Verde um modelo de referência.

Mas é de referir também que nem todos acreditam na bondade dos referidos programas de luta contra a pobreza em Cabo Verde.

Aliás, não é de estranhar que sobre números agora apresentados acabem por surgir leituras críticas e menos entusiásticas àquelas já apresentadas

http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/n ... eslc.shtml (http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2008/12/081211_cvpovertyfigureslc.shtml)
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Enviado por: André em Dezembro 19, 2008, 04:43:29 pm
Cabo Verde e organização norte-americana assinam acordo de 287 milhões euros para criar hospital de referência em África

Cabo Verde e uma organização norte-americana do ramo da medicina assinam hoje um acordo de 400 milhões de dólares (287 milhões de euros) para criar no arquipélago um complexo hospitalar.

O acordo é assinado entre a Cabo Verde Investimentos e a Community Medical Concepts, INC, com sede em Miami.

O acordo prevê, segundo a Cabo Verde Investimentos, a cedência de um terreno de 15 hectares, onde será criado "um complexo hospitalar ao nível dos existentes nos EUA", a ser construído por fases, num período de 10 anos.

A ideia é dotar o país de um "serviço de alto nível" para os cabo-verdianos, mas também para os turistas e para "uma elite, integrada por chefes de Estado e do Governo e altos executivos, de preferência do Médio Oriente, África, Ásia e Austrália".

O projecto chama-se Iniciativa de Cuidados de Saúde (ICS) e o objectivo da empresa investidora é criar em Cabo Verde um "complexo hospitalar de qualidade internacional".

Pretende-se também que o hospital seja reconhecido pela maior agência norte-americana de acreditação de Saúde (The Joint Comission), dotado de cuidados primários de saúde, serviços de urgência e medicina alternativa.

Paralelamente, será criado "um Complexo Universitário, que visa a formação da próxima geração de profissionais de Saúde do continente africano".

Depois, segundo os termos do protocolo, pretende-se desenvolver "o turismo médico, proveniente de mercados como Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália e países do Médio Oriente e de África", transformando Cabo Verde na "principal referência no atendimento de Saúde em África".

A Community Medical Concepts, INC é uma organização não governamental, criada em 2004 e que tem como objectivo assistir entidades públicas e privadas nos domínios da investigação, estabelecimento, gestão e expansão de organizações médicas e hospitalares.

O projecto tem o apoio do Governo de Cabo Verde e de instituições como a Lincoln Corporation Ltd ou a Miami Children´s Hospital, dos Estados Unidos.

O complexo hospitalar será criado nas imediações da Cidade da Praia, capital de Cabo Verde.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 26, 2009, 05:02:22 pm
Cabo Verde negoceia dívida de 3 milhões de euros com o Brasil

Os governos de Cabo Verde e do Brasil iniciaram hoje dois dias de reuniões para discutir a dívida do arquipélago, que é de cerca de quatro milhões de dólares (três milhões de euros) e que o governo da Praia quer ver perdoada.

A dívida remonta a 1983 e decorreu de um empréstimo concedido pelo Banco do Brasil para a modernização das telecomunicações cabo-verdianas.

"O primeiro cenário será um pedido de perdão, mas não havendo esse entendimento iremos para outros cenários", disse hoje a directora-geral do Tesouro do governo de Cabo Verde, Rosa Pinheiro, pouco antes do início das conversações com a equipa brasileira, chefiada pela embaixadora de Brasília na Cidade da Praia, Dulce Barros.

A dívida de Cabo Verde já foi objecto de reuniões entre as duas partes em 1989, 1999 e 2005.

"Por causas várias Cabo Verde não conseguiu cumprir", lamentou Rosa Pinheiro, explicando que o empréstimo foi de três milhões de dólares e que os juros já elevaram a dívida para quatro milhões, porque as taxas de juro no momento do empréstimo eram muito elevadas.

Em 1999 o Brasil, disse também, já tinha perdoado parte desses juros.

No início da reunião Dulce Alves, com responsáveis do Ministério da Fazenda e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil que viajaram para a Praia para participar no encontro, não explicou se o Brasil vai ou não perdoar a dívida.

A embaixadora disse que a reunião é uma oportunidade para "debater assuntos fundamentais da agenda bilateral".

"Queremos até final da reunião ter um programa futuro de decisões acordadas bilateralmente", disse Dulce Barros.

José Luís Rocha, director-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, lembrou que o Presidente do Brasil, em 2004, quando esteve em Cabo Verde, "acolheu favoravelmente a proposta de perdão" da dívida.

"É um dado, não vou dizer que tenha de ser assim mas é um dado", disse.

Lusa
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Enviado por: Heraklion em Fevereiro 01, 2009, 07:11:38 pm
Estariam bem melhores como portugueses...
Só os apoios da UE chegariam para desenvolver aquilo como deve de ser, e dar finalmente uma vida acritavel aos seus cidadãos.
Pode ser que em breve eles queiram voltar para Portugal :D
Cumprimentos
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Enviado por: comanche em Fevereiro 06, 2009, 12:08:26 am
Portugal vai reforçar cooperação em tecnologias de informação e energias renováveis


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Cidade da Praia, - Tecnologias de informação e energias renováveis são duas áreas em que Portugal vai reforçar significativamente a cooperação com Cabo Verde quando da visita do Primeiro-ministro, José Sócrates, ao arquipélago, em Março.  
A informação foi hoje (quinta-feira)  deixada pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, João Gomes Cravinho, no primeiro de dois dias de visita a Cabo Verde para preparar a visita de José Sócrates, a primeira de um Primeiro-ministro português em cinco anos.  
São áreas em que queremos aprofundar (a cooperação) de forma substancial e significativa, e estamos a trabalhar para criar as bases para que os primeiros-ministros possam lançar essa nova fase, um novo marco, no relacionamento entre os dois países", disse João Gomes Cravinho após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Brito.
A visita de José Sócrates, adiantou, "irá permitir lançar um novo conjunto de actividades de cooperação", adiantou João Gomes Cravinho, sem referir projectos concretos.  
Quer o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, na semana passada, quer João Gomes Cravinho, agora, pouco têm adiantado sobre a deslocação de José Sócrates, porque segundo fontes diplomáticas ouvidas pela Lusa as "novidades" serão anunciadas na altura da visita, marcada para Março.  
João Gomes Cravinho disse também que discutiu com José Brito a situação na Guiné-Bissau, nomeadamente a necessidade de apoiar o país no âmbito da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), a que Portugal preside agora, e no âmbito da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).  
Esse apoio, disse o secretário de Estado, será de âmbito financeiro mas também político, no sentido de reforçar "aspectos de alguma fragilidade" nas instituições guineenses.  
João Gomes Cravinho encontra-se ainda hoje com o ministro da Administração Interna, Lívio Lopes, e preside à oferta de livros para bibliotecas de Cabo Verde.


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Enviado por: comanche em Fevereiro 16, 2009, 10:20:31 pm
Governo de Cabo Verde busca fontes renováveis para aumentar produção de energia

Quatro parques eólicos, orçados em 50 milhões de euros, serão instalados no país

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Praia - O Governo cabo-verdiano, em parceria com InfraCo - fundo criado por cinco países europeus, visando o desenvolvimento de projetos de infra-estruturas na África, pretende aumentar, brevemente, a produção da energia no país, com a instalação de quatro parques eólicos, orçados em cerca de 50 milhões de euros.

Conforme o diretor-geral da Energia, Abraão Lopes, os parques serão instalados nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boa Vista e têm capacidade para 28 Megawatts (MW), em termos de potência instalada.

Segundo informações da Inforpress, desse total, 10 MW serão canalizados para a Praia, oito para Mindelo, seis para Espargos e quatro para Sal Rei, servindo como complemento para a resolução dos problemas energéticos no arquipélago.

“O projecto está sendo desenvolvido na totalidade, pelo Governo e o seu parceiro. Já foi lançado o concurso, e realizados todos os estudos técnicos e de condições preliminares para o seu desenvolvimento.

Neste momento, está-se na fase de contratação para o fornecimento de máquinas e instalação”, disse, Abraão Lopes, revelando que até o momento já receberam quatro propostas de empresas internacionais, concorrentes com as quais Cabo Verde está em negociação.

O diretor-geral da Energia aponta como próximo passo a identificação de um parceiro para gerir o parque, pois, segundo disse, nem o Estado e nem a Electra irão administrar a empresa.

De acordo com Abraão Lopes, o projeto é uma boa aposta no que se refere à energia renovável, pois, vai ajudar o país na diminuição de gastos em combustível. Vai ser poupado o equivalente a 25 ou 28% do total do consumo, no final de cada ano.

“Um megawatts instalado significa um montante de 45 milhões de escudos de combustível por ano. Logo, é só fazer contas e saber o que se vai ganhar em termos de poupança, além de se contribuir para a proteção ambiental, pois, representa cerca de 30 mil toneladas de Dióxido de Carbono (Co2) a menos, em termos de poluição do ambiente, por ano”, explica.

Entretanto, referindo-se ao Centro Regional de Energias Renováveis da África Ocidental, a ser financiado pela Comunidade Económica para Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO), através de apoios externos, Abraão Lopes defendeu ter sido uma grande aposta de Cabo Verde, que, segundo disse, irá beneficiar politicamente e tecnologicamente.

“Nesse momento vamos entrar na fase de instalação do Centro, visto que este seria o ano da instalação de agência. É uma grande vitória para o arquipélago que irá instalar um Centro de Investigação e desenvolvimento de energias renováveis, para servir toda a região ocidental africana”, concluiu.

Vale lembrar que 2009 vai ser um ano da implementação dos grandes projetos anunciados, no ano anterior, pelo Ministério da Economia. Comentar Enviar por e-mailImprimir Download PDF     Enviar por e-mail
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Enviado por: Chicken_Bone em Fevereiro 17, 2009, 12:19:49 am
Alguém sabe se os PALOP africanos já adoptaram o Acordo de Lingua Pt? pergunto porque nesta ultima noticia q o comanche pôs acerca dos 4 parques eolicos, faltam consoantes em "director" e "protecçao".
Título:
Enviado por: André em Março 02, 2009, 05:05:03 pm
Governo português vai oferecer 12 mil Magalhães a Cabo Verde


O Governo português vai oferecer a Cabo Verde 12 mil computadores Magalhães durante a visita que o chefe do executivo de Lisboa, José Sócrates, vai efectuar ao país a partir de 12 deste mês.

Segundo a ministra da Educação e Ensino Superior de Cabo Verde, Vera Duarte, a oferta do Governo português enquadra-se num programa denominado «Mundo Novo», que as autoridades locais pretendem ver concretizado e que consiste na distribuição de 150 mil computadores a todos os níveis de ensino.

A iniciativa do governo cabo-verdiano deverá permitir que, até o final do programa, que se estenderá ao longo dos próximos anos e que deverá entrar em funcionamento já no próximo ano lectivo, todos os alunos, do ensino primário ao superior, bem como os professores, tenham um computador pessoal ligado à Internet.

Para já, os primeiros 12.000 computadores Magalhães serão distribuídos aos alunos do Ensino Básico Integrado e do sétimo e oitavo ano de escolaridade.

«A ideia é começar com os 12 mil computadores que o primeiro-ministro de Portugal vai oferecer ao país na sua próxima visita e, a partir daí, ir aumentando gradualmente o número de computadores que serão disponibilizados aos alunos e professores», disse a ministra.

«Estamos a pensar em todo o corpo docente do país, que, do ensino básico ao superior, já abrange cerca de 150 mil alunos. Além disso, temos cerca de oito mil professores, pelo que a perspectiva do governo é de que serão necessários 150 mil computadores», acrescentou Vera Duarte.

O programa «Mundo Novo» vai permitir instalar, já a partir deste mês, uma rede de cerca de 135 telecentros para a massificação das Novas Tecnologias da Informação e o acesso à Internet em todas as ilhas do arquipélago e aos jovens empreendedores ou à procura do primeiro emprego.

«Esse programa visa todos os alunos e professores do país com um computador pessoal que lhes permita o acesso à Internet. Vamos também criar 135 ciber-cafés, onde os jovens empreendedores cibernautas podem ter acesso a Internet e outras facilidades ligadas às novas tecnologias, criando oportunidades de emprego para a camada jovem», disse.

O «Mundo Novo» inclui, ainda, iniciativas de formação de alunos e professores no uso dessas tecnologias, um sistema em rede informática de educação integrada, além de uma especial atenção à gestão das escolas.

Questionada sobre o horizonte temporal da implementação do programa, Vera Duarte referiu que o governo pretende que os primeiros computadores estejam operacionais no próximo ano lectivo, já com ligação à Internet.

«Será assim porque se está também à espera que a Cabo Verde Telecom (empresa responsável pela Internet) aumente a sua capacidade de banda larga em todo o país. Depois, iremos implementar gradualmente o programa», adiantou.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, afirmou este fim-de-semana que se trata de uma «revolução do sistema de ensino cabo-verdiano para dar respostas às necessidades crescentes de desenvolvimento do país».

«Irá proporcionar o acesso dos jovens a uma possibilidade infinita de informação e conhecimento, através da Internet, contribuindo para uma juventude mais criativa, inovadora, empreendedora e capaz de construir este Mundo Novo em Cabo Verde», sublinhou.

Lusa
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Enviado por: André em Março 08, 2009, 03:01:16 pm
Tecnologias da informação e energias renováveis centram visita de José  Sócrates

As novas tecnologias da informação e as energias alternativas, além do reforço da vertente política, centram a visita oficial que o primeiro-ministro português, José Sócrates, efectua de 12 a 14 deste mês a Cabo Verde.

Integrando nove ministros e sete secretários de Estado do seu governo, José Sócrates pretende dar um novo "salto qualitativo" e "elevar para um novo patamar" as relações bilaterais, visando criar uma relação de parceria estratégica e efectiva, de igual para igual, para pôr termo à de dador/recebedor.

Em declarações à Agência Lusa hoje na Cidade da Praia, a embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Graça Andresen Guimarães, indicou que a visita do chefe do executivo de Lisboa mostra que há "espaço para evoluir em novas avenidas de cooperação".

Se, por um lado, Cabo Verde está a despontar nas novas tecnologias da informação - todo o sistema de governação e administração pública está em rede na Internet -, por outro, é nas energia alternativas que surge a "grande aposta" para combater a dependência do combustível fóssil.

Com sol quase todo o ano e com uma "qualidade de ventos" propícia, a ideia é "aproveitar a experiência de sucesso" registada em Portugal nos últimos anos, até porque Cabo Verde tem "enormes potencialidades", declarou a diplomata portuguesa.

Já nas novas tecnologias da informação, acrescentou Graça Guimarães, a cooperação portuguesa está a caminhar para a ideia de um "cluster", onde serão incluídas várias valências, nomeadamente nas áreas da modernização da administração pública, educação básica - serão disponibilizados, até ao fim deste ano, 12.000 computadores Magalhães - e superior e ainda no empreendorismo, designadamente na valorização do papel das micro, pequenas e médias empresas locais.

Com o apoio dos Magalhães, a ceder a preços reduzidos, o governo cabo-verdiano já tem em curso o Programa Mundo Novo, que visa dotar o arquipélago de um sistema escolar em rede, semelhante ao existente em Portugal com o "e-escola" e "e-escolinha".

A Língua Portuguesa está igualmente no centro das atenções e, apesar dos problemas relacionados com a perda de qualidade do ensino do português em Cabo Verde, o Projecto Mobilidade de Docentes vai centrar-se também no ensino universitário, uma vez que o arquipélago necessita de professores doutorados.

Segundo a agenda oficial provisória, na manhã de dia 12, e depois de uma reunião a sós com o seu homólogo cabo-verdiano, José Sócrates e comitiva reúnem-se numa "sessão plenária" com as autoridades locais que, depois, se encontrarão sectorial e individualmente para o cumprimento dos respectivos programas, procedendo-se, logo a seguir, à assinatura de alguns dos acordos previstos.

Na agenda de Sócrates estão também previstos encontros com o chefe de Estado, Pedro Pires, e com o presidente do Parlamento, Aristides Lima, almoço com empresários e encontro com a comunidade portuguesa, bem como uma deslocação, dia 14, ao Mindelo (ilha de São Vicente), onde almoçará com as autoridades locais e com a "elite" do "coração cultural" de Cabo Verde.

Lusa
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Enviado por: André em Março 08, 2009, 05:00:37 pm
Investimento directo português subiu 7.593 por cento nos primeiros 11 meses de 2007

 O investimento directo português em Cabo Verde aumentou 7.593,7 por cento nos primeiros 11 meses de 2006 para 2007, , indicam os dados mais recentes da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

É neste contexto que o primeiro-ministro português, José Sócrates, efectua uma visita oficial de três dias a Cabo Verde, trazendo consigo nove ministros e sete secretários de Estado para, por um lado, consolidar as relações comerciais já existentes e abrir portas a outras vertentes, nomeadamente na das energias alternativas.

Segundo os números, e tendo em conta a variação homóloga, até Novembro de 2006, Portugal tinha efectuado investimentos directos no montante de dois milhões de euros, subindo para 192 milhões em idêntico período de 2007.

Já de Janeiro a Novembro de 2008, as exportações portuguesas aumentaram 14,2 pc, para os 238,9 milhões de euros, crescimento menor do que as importações, que subiram 27,6 por cento em relação ao mesmo período de 2007.

As exportações portuguesas para Cabo Verde, país que ocupava, em fins de 2007, a 26ª posição do mercado enquanto destino do investimento externo (0,1 pc), tem vindo a registar aumentos sucessivos desde 2003, quando atingiram 136,7 milhões de euros.

Quanto às importações, houve um crescimento de 2003 para 2004, altura em que se atingiu o pico, com 10,8 milhões de euros, tendo-se registado sucessivos decréscimos, que atingiram o ponto mais baixo nos primeiros 11 meses de 2007, com 6,6 milhões de euros, subindo para os 8,4 milhões de Janeiro a Novembro de 2008.

Nos primeiros 11 meses de 2008, o coeficiente de cobertura das exportações manteve-se a um nível elevado, 2.841,6 pc favorável a Portugal, embora tenha decrescido a partir dos 3.173,8 pc.

O saldo da Balança Comercial entre os dois países também tem vindo a crescer desde 2003, passando dos 128 milhões de euros nesse ano para os 230,5 milhões de Janeiro a Novembro de 2008.

Dados referentes à variação entre 2006 e 2007 sobre os sectores de actividade, indicam que o grande aumento se situou nas Actividades Financeiras, sobretudo no sector da banca, com uma variação de 398,3 pc, seguido pelas indústrias transformadoras, com 60,9 por cento.

No pólo oposto, e em idêntico período, a variação negativa é substancial no sector dos Transportes, Armazenagem e Comunicações, que deixou de operar (-100 pc), bem como nas Actividades Imobiliárias, Alugueres e Serviços às Empresas (82,2 pc).

No entanto, segundo os dados provisórios referentes a 2008, fonte do AICEP disse à Agência Lusa que, a este respeito, ambos os sectores recuperaram os índices negativos, perspectivando-se "um bom ano".

Sobre o investimento directo português em Cabo Verde entre 2003 e 2007 por tipo de operação, o valor médio mais elevado, em percentagem, regista-se na área dos Créditos, Empréstimos e Suprimentos (49 pc), seguido pela dos Lucros Reinvestidos (27 pc), pela do Capital de Empresas (22 pc) e, por fim, pela das Operações sobre Imóveis (2 pc).

Lusa
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Enviado por: André em Março 09, 2009, 12:22:38 pm
Um arquipélago em crescimento pronto para dar o salto


Cabo Verde é um país em franco crescimento e, apesar da crise internacional, os índices económicos continuam equilibrados, como provam os mais recentes dados oficiais de um país africano que deixou de figurar entre os mais pobres do mundo.

O investimento directo estrangeiro continua a subir e, apesar de os indicadores referentes a 2008 ainda serem desconhecidos, os dados dos anos anteriores dão conta de um crescimento quer do Produto Interno Bruto (PIB), quer do PIB per capita.

Segundo dados do Banco de Cabo Verde (BCV), elaborados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) local, de 2005 a 2007 o PIB aumentou de 1.052 milhões de dólares (809,2 milhões de euros) para 1.429,5 milhões de dólares (1.099 milhões de euros).

O PIB per capita também tem aumentado, passando de 2.206 dólares (1.697 euros) em 2005 para 2.893 dólares em 2007 (2.225 euros) num país que vai ser alvo, de 12 a 14 deste mês, de uma visita oficial de três dias do primeiro-ministro português, José Sócrates.

Paralelamente, aumentou o índice de preços ao consumidor, que, já com dados referentes a 2009, subiu de uns "históricos" 0,4 por cento em 2005, para 5,4 pc em 2006, descendo em 2007 para 4,5, mas subindo para 7,0 em 2008.
Segundo o BCV, a 31 de Janeiro deste ano, a taxa de inflação mensal foi negativa (-0,2 pc), enquanto a homóloga se situou nos 5,9 pc e a referente aos 12 últimos meses nos 7,0 pc, enquanto o desemprego se mantém relativamente estável, situando-se nos 17,8 pc.

Sexta-feira passada, o primeiro-ministro José Maria Neves, admitiu que os efeitos da crise económica internacional estão a ser visíveis na diminuição do fluxo turístico, nas remessas dos emigrantes e no volume do investimento externo, os três grandes pilares da economia cabo-verdiana, o que terá reflexos da taxa de desemprego.

Assegurando que o governo tem medidas em curso para atenuar os impactes da crise mundial, José Maria Neves desdramatizou o futuro, garantindo que as dificuldades económicas sentidas a nível mundial estão a afectar "moderadamente" um país "vulnerável economicamente".

Com uma dívida externa contratada a situar-se, em 2008, em 1.196 milhões de dólares (920 milhões de euros), e uma dívida efectiva acumulada nos 683,3 milhões de dólares (525,6 milhões de euros), ambas têm subido bastante desde 2005, anos em que se situavam, respectivamente, nos 751 milhões de dólares (577,7 milhões de euros) e 489,4 milhões de dólares (376,4 milhões de euros).

Quanto às remessas dos emigrantes - o total de cabo-verdianos e respectivos descendentes na diáspora é maior dos que habitam no arquipélago -, os dados oficiais do BCV, referentes a 31 de Janeiro deste ano, revelam uma diminuição acentuada no crescimento.

Na luta contra a pobreza os resultados também estão a ser visíveis, tal como refere um estudo do INE cabo-verdiano que, em Dezembro de 2008, indicou que a percentagem de pobres no arquipélago passou de 36,7 por cento em 2001 para 26,6 em 2007.

Lusa
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Enviado por: André em Abril 20, 2009, 06:00:54 pm
Portugal continua a ser maior parceiro comercial


Portugal manteve em 2008 o estatuto de maior parceiro comercial de Cabo Verde, constituindo 43% do total das exportações cabo-verdianas, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) local.

Os dados globais das importações e exportações de bens em 2008 - o INE apenas divulgou os valores em termos percentuais - apontam para um crescimento de 3,4% e 71,9%, respectivamente, face ao ano anterior.

No período em análise, o défice da balança comercial sofreu um agravamento de 1,6%, enquanto a Taxa de Cobertura, que em 2007 foi de apenas 2,4%, melhorou em 2008, subindo para 4,3%.

O pescado, vestuário e calçado continuam a ser os principais produtos da exportação cabo-verdiana, com o primeiro produto a triplicar, de 2007 para 2008, o montante global, constituindo actualmente 61% do total.

No sentido oposto, o vestuário e o calçado tiveram evoluções negativas, diminuindo, respectivamente, 8% e 12,4% em relação a 2007.

Por zonas económicas e principais países, o continente europeu continua a ser o maior parceiro de Cabo Verde, tendo reforçado a sua posição em termos de importância, passando de 79,2% em 2007 para 88,5% em 2008.

No mesmo período, as exportações para a Europa cresceram 92,1%, com Portugal a continuar como maior destino, com 48,9% do total dos bens destinados ao continente europeu.

Além disso, Portugal continua também como o maior cliente de Cabo Verde, com 43,3% do total das exportações.

Em relação aos continentes americano e asiático, as exportações, diz o INE cabo-verdiano, "caíram drasticamente" em 2008, com reflexos directos na respectiva estrutura de repartição.

Em 2007, os dois mercados representavam 5,3% e 7,7% do total das exportações e, em 2008, ambos se situaram em apenas 0,3%, com o destino americano a diminuir 89% e o asiático 92,1%.

Já em direcção ao continente africano, as exportações em 2008 situaram-se em 8,7% do total (7,9% em 2007).

Sobre o comportamento das importações de Cabo Verde em 2008, a Europa mantém-se como a principal zona de proveniência de mercadorias, tendo o seu peso relativo subido de 79,6% em 2007 para 80,6% no ano passado.

As importações da Europa cresceram 4,7% em 2008, com uma contribuição para a variação global de 109,3%.

Portugal, Países Baixos, Espanha, Brasil, Japão, Alemanha e França foram os principais parceiros comerciais de Cabo Verde, sendo responsáveis por 80,8% o total de importações em 2008, contra 77,6% em 2007.

Entre esses países, quatro deles evoluíram positivamente - Espanha (54,2%), Países Baixos (31,4%), Alemanha (23,7%) e Portugal (17,9%) - e dois negativamente - França (-78,7%) e Japão (-2,6%).

Lusa
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Enviado por: André em Abril 22, 2009, 05:34:00 pm
Delegação da ASAE reforça cooperação em Cabo Verde


Uma delegação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) de Portugal chega hoje à Cidade da Praia, em Cabo Verde, para "incrementar a cooperação" com a sua congénere cabo-verdiana, a Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE), disse à Agência Lusa fonte oficial.

Fonte da IGAE adiantou que a delegação da ASAE, que ficará no arquipélago até domingo, é chefiada pelo inspector-geral António Nunes, que participará numa conferência, subordinada ao tema "Desafios para a Inspecção num Mundo Globalizado", e liderará quatro acções de formação aos agentes locais do IGAE, devendo também entregar vários equipamentos.

No programa estão ainda previstas visitas de cortesia à ministra e ao secretário de Estado da Economia de Cabo Verde e a presidentes de várias entidades reguladoras locais.

A missão, que acontece na sequência de idêntica visita a Portugal de uma delegação da IGAE, em Março último, onde acompanhou acções de inspecção diurnas e nocturnas feitas pela ASAE a vários estabelecimentos comerciais e de diversão.

Em Lisboa, os técnicos da IGAE visitaram os laboratórios acreditados da ASAE, inteiraram-se do mecanismo de planeamento operacional desta Autoridade, instrução processual e aplicação de medidas sancionatórias.

Na mesma ocasião, ficou a promessa da ASAE de oferecer vários materiais de apoio à inspecção, com destaque para o projecto para a criação de um Plano de Controlo Inspectivo Laboratorial para vários produtos.

Lusa
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Enviado por: André em Junho 27, 2009, 07:46:13 pm
TACV cancela início de voo semanal Madeira/São Vicente


Aeroporto Internacional de São Pedro, na ilha de São Vicente não está devidamente certificado, de acordo com o director de marketing da companhia aérea.

A companhia aérea cabo-verdiana TACV confirmou hoje o cancelamento, "até novas ordens", do voo semanal que permitiria, a partir de Julho próximo, ligações directas entre o arquipélago da Madeira (Portugal) e a ilha de São Vicente.

Segundo o Director de Marketing da TACV, António Socorro, citado hoje pela agência noticiosa cabo-verdiana Inforpress, o cancelamento deve-se ao facto de o Aeroporto Internacional de São Pedro, na ilha de São Vicente, que passou por obras de ampliação e reforço da pista, não estar ainda devidamente certificado.

Os voos entre as ilhas de São Vicente e da Madeira estavam programados para vigorarem de 16 de Julho a 10 de Setembro, havendo já no mercado alguns operadores e agências de viagens com pacotes à venda.

Questionado sobre se o início dos voos poderá acontecer ainda em Julho, António Socorro sublinhou que a TACV recebeu uma comunicação do Ministério das Infra-estruturas e Transportes de Cabo Verde que dá conta de que o aeroporto não estará ainda certificado nessa altura.

Segundo a Inforpress, a TACV colocou ainda a hipótese de fazer as ligações para São Vicente com escala e mudança de avião na ilha do Sal, mas verificou-se, depois, que a transportadora aérea não teria condições para assegurar a todos os passageiros tempo de ligação razoável, pelo que também essa hipótese se gorou.

O aeroporto de São Vicente fecha à noite para obras, o que significaria que parte dos passageiros teria de aguardar cerca de 12 horas no Sal para poder prosseguir a viagem, acrescentou.
A operação dos TACV seria regular e experimental e visava a forte componente turística, atendendo ao investimento hoteleiro de madeirenses naquela ilha cabo-verdiana, nomeadamente com o Hotel Foya Branca, localizado na baía de São Pedro, a cerca de dez quilómetros do Mindelo, e mesmo junto ao aeroporto.

Ionline
Título:
Enviado por: Heraklion em Agosto 13, 2009, 12:22:55 am
Pode ser que quando D.Sebastião (e D.Nuno Álvares Pereira, preferencialmente) voltarem Cabo Verde se una politamente a Portugal.
Quanto a mim não me parece, sinceramente, má ideia..
Que pensam vocês?
Título:
Enviado por: Onurb em Agosto 13, 2009, 10:29:53 am
Citação de: "Heraklion"
Pode ser que quando D.Sebastião (e D.Nuno Álvares Pereira, preferencialmente) voltarem Cabo Verde se una politamente a Portugal.
Quanto a mim não me parece, sinceramente, má ideia..
Que pensam vocês?


A ideia é boa, tinha vantagens para ambas as partes Cabo Verde automaticamente pretencia a UE, e Portugal alargava a sua influencia mais para sul.

Duvido é que o povo Cabo Verdiano queira tal coisa.
Título:
Enviado por: Heraklion em Agosto 13, 2009, 07:23:33 pm
Pois, talvez...
No entanto se eles ficassem com bastante autonomia, tipo Madeira ou Açores tavez ficassem mais interessados.
No geral Cabo Verde é um falhanço enquanto país (tal como a maioria dos países africanos).
Cumprimentos!
Título:
Enviado por: JLRC em Agosto 13, 2009, 07:59:56 pm
Citação de: "Heraklion"

No geral Cabo Verde é um falhanço enquanto país (tal como a maioria dos países africanos).


 :shock:  :shock:  :shock:

Tanto disparate!!!
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 13, 2009, 08:10:33 pm
Mas o que é que torna Cabo-Verde num estado falhado? Tem uma ecónomia bastante prospera, é uma democracia estável, tem vindo a melhorar em todas as áreas...não percebo. :?
Título:
Enviado por: Heraklion em Agosto 13, 2009, 08:45:40 pm
Com um PIB per capita de 3000 dólares chama a Cabo Verde uma "economia próspera"?
Quem não percebe sou eu.. :lol:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 13, 2009, 09:13:01 pm
Leia as noticias que são colocadas neste tópico. É só isso que tem que fazer.

Ou então:

 :arrow: http://www.bes.pt/sitebes/cms.aspx?plg= ... 23f436f6db (http://www.bes.pt/sitebes/cms.aspx?plg=5965fbef-d271-432d-a2f4-9b23f436f6db)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Agosto 13, 2009, 11:00:04 pm
"Bis" o que o Martelão disse no último "post".
Tb seria melhor leres 1 pouco sobre os países com quem estás a comparar Cabo Verde...

Não esquecer que Cabo Verde tem a Mayra Andrade. Ahhhh, a jeitosa.
Título:
Enviado por: João das Caldas em Agosto 13, 2009, 11:22:09 pm
Bis a Mayra Andrade
Título:
Enviado por: Heraklion em Agosto 22, 2009, 01:43:56 am
Lamento Cabeça de Martelo, mas não consigo abrir o que me disse para ler.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Agosto 22, 2009, 08:31:31 am
Fogo klingon, tens que instalar os módulos (shockwave, flash player, acrobat pdf reader, etc) que te faltam. A ligação do Martelão abre um PDF de uma apresentação do BES.
Tenta pelo google (o que não deverá fazer diferença); é logo a primeira ligação.
~http://www.google.pt/#hl=pt-BR&source=hp&q=banco+espirito+santo+republica+de+cabo+verde+oportunidades+de+investimento&btnG=Pesquisa+Google&aq=f&fp=557c72a085fe6d4a

Tb podes tentar a ligação seguinte:
http://www.google.pt/#hl=pt-BR&q=herakl ... a085fe6d4a (http://www.google.pt/#hl=pt-BR&q=heraklion+gosta+de+homens&fp=557c72a085fe6d4a)
 :lol:
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Maio 11, 2010, 08:08:07 pm
Banco de Cabo Verde prevê crescimento entre 4 e 5% este ano


O Banco de Cabo Verde (BCV) prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 4 e 5% para Cabo Verde em 2010.

Segundo o último Relatório de Política Monetária divulgado hoje pelo BCV, prevê-se igualmente um aumento moderado nos preços, devendo a taxa de inflação média fixar-se no intervalo entre 1,5 e 2,5%.

O relatório alerta no entanto para os dados provisórios do Ministério das Finanças até o primeiro trimestre de 2010, que apontam um agravamento na generalidade das contas do sector público, sobretudo nas receitas orçamentais e, em particular, das provenientes da cobrança de impostos.

Em termos prospectivos, espera-se, até ao final de 2010, uma ligeira recuperação das receitas públicas, em virtude sobretudo do acréscimo, ainda que moderado, das receitas tributárias e do aumento dos donativos.

Contudo as despesas públicas deverão acusar um acréscimo significativo, sobretudo no que toca as despesas de investimento relacionadas com obras de infra-estruturas, revelou o BCV.
Assim, para 2010, o défice público incluindo donativos deverá até o final do ano atingir os 9,7% do PIB, o que representa uma significativa deterioração da posição orçamental de 3,7% face ao ano anterior.

O BCV destacou ainda que o défice público, incluindo donativos, deverá atingir os 9,7% do PIB.

Já para o quadro de programação monetária, a previsão é de que haverá um crescimento da massa monetária em torno de 7,5% das reservas internacionais líquidas do BCV, de 7,8% e do crédito à economia de 8,4%.

Nas previsões divulgadas o BCV prevê a retoma do consumo privado e das exportações de bens e serviços no país.

No entanto nem tudo é motivo para optimismo. O relatório aponta para um agravamento do défice da conta corrente para 12,7%.

O documento revela que o consumo, a componente principal da procura interna, interrompeu o período de declínio registado a partir de 2007 e começa a dar mostras de recuperação.

Por seu lado as exportações, beneficiando de um enquadramento externo mais favorável, embora frágil, apresentam no período em análise uma evolução positiva, aponta o relatório.

A nível de investimento, apesar de dar sinais de alguma recuperação, continua a evoluir ainda em terreno negativo, confirma o documento.

Nesta perspectiva, para 2010, o crescimento do PIB deverá situar-se no intervalo 4 e 5%, mantendo-se a previsão apresentada no relatório publicado em Outubro de 2009.

O enquadramento externo mais favorável nos últimos meses tem tido reflexos positivos na evolução das transacções internacionais de Cabo Verde, conforme as informações do primeiro trimestre de 2010. Com efeito a retoma da actividade económica internacional tem tido um impacto positivo na recuperação das receitas do turismo e de fluxos direccionados para o sector da imobiliária turística.

Contudo o BCV confirma no seu relatório que as remessas dos emigrantes registaram uma diminuição de 10,7%.

As projecções da balança de pagamentos para 2010 apontam ainda para um agravamento do défice da conta corrente de 10,85 do PIB em 2009 para 12,7% em 2010, traduzindo o crescimento do défice da balança comercial, em resultado do aumento significativo das importações de bens de capital.

Em relação ao quadro de programação monetária revisto para 2010, os analistas prevêem o crescimento da massa monetária em torno de 7,5%. Neste cenário a criação monetária prevista é de cerca de 7,8 mil milhões de escudos, representando um aumento da procura de moeda relativamente aos valores de 2009, com o crescimento previsto do crédito à economia a evidenciar um ritmo inferior ao registado no ano anterior.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Julho 16, 2010, 05:12:16 pm
Cabo Verde suspende exportação de pescado para a UE


A Direcção Geral das Pescas de Cabo Verde suspendeu a exportação de lagostas vivas e peixe fresco para a União Europeia (UE) a partir do complexo de pescas de Cova da Inglesa, na ilha de São Vicente.

A medida, que deixou descontentes os armadores de São Vicente, é justificada pelo director-geral das Pescas cabo-verdiano, Adalberto Vieira, como sendo temporária, para permitir a realização de "obras indispensáveis", que deverão servir para cumprir as exigências da UE.

Adalberto Vieira garantiu que é necessário dar a garantia de salubridade dos produtos da pesca, tendo em conta a responsabilidade para com os consumidores e os deveres de uma autoridade competente.

As obras de beneficiação no complexo devem iniciar-se na segunda-feira e custarão Estado cabo-verdiano 30.000 contos (272.000 euros).

Entre os problemas que deverão ser resolvidos destaca-se a necessidade da descarga em ambiente refrigerado dos produtos da pesca, melhoria da estrutura do pavilhão, construção de uma estrutura amovível refrigerada para a recepção do pescado e a reabilitação do piso e do teto das unidades de congelação.

"É uma aposta que visa também a melhoria da confiança dos consumidores nos produtos adquiridos e melhoria das condições de vida dos milhares dos intervenientes ligados ao sector das pescas, nomeadamente os armadores, os pescadores artesanais e as vendedeiras ambulantes do pescado", acentuou Adalberto Vieira.

A última inspecção da UE ao complexo de pesca de Cabo Verde foi em 2009. Na altura, apesar de recomendar algumas modificações, a missão da UE não restringiu a exportação dos produtos em causa.

Em breve deverá chegar nova missão de avaliação das condições de acondicionamento do pescado e o não cumprimento dos requisitos da UE pode levar ao embargo dos produtos de pescas de São Vicente.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 22, 2010, 07:08:47 pm
Qatar estuda oportunidades de investimento em Cabo Verde


O Qatar, com quem Cabo Verde estabeleceu relações diplomáticas em Março de 2005, está a estudar oportunidades de investimento no arquipélago cabo-verdiano, disse hoje o ministro de Estado e da Cooperação Internacional do Emirado.

Khaled Ben Mohamed Al Atia está desde quinta-feira em Cabo Verde à frente de uma delegação do seu Ministério e terá ainda hoje contactos com os ministros cabo-verdianos das Infra-Estruturas e dos Transportes, Manuel Inocêncio Sousa, dos Negócios Estrangeiros, José Brito, e das Finanças, Cristina Duarte.

Al Atia, após uma visita de cortesia ao chefe de Estado cabo-verdiano, Pedro Pires, disse que Cabo Verde tem "muitas áreas para explorar", salientando ser esta uma "oportunidade" para ambos os países darem início a uma "boa cooperação".

A visita de Al Atia surge na sequência da participação de Pedro Pires na cimeira Árabo-Africana, que decorreu há cerca de duas semanas em Tripoli, onde o presidente de Cabo Verde se reuniu com altos responsáveis do Qatar, ficando acordada a vinda de uma delegação à Cidade da Praia.

"Estamos cá para estabelecer uma cooperação e vamos agora explorar em que áreas vamos fazer. É para isso que cá estamos, para ver as oportunidades que existem", disse o ministro do Qatar, sem adiantar as áreas em análise.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 30, 2010, 08:34:04 pm
Parque Expo assina contrato de 100 mil euros com Cabo Verde


A Parque Expo assinou hoje com a Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH, de Cabo Verde) um contrato para a elaboração da proposta de gestão integrada da localidade de Palmarejo Grande no valor de mais de 100 mil euros.

Paralelamente, as duas partes assinaram também um protocolo de colaboração no domínio do desenvolvimento urbano.

O contrato tem o prazo de execução de quatro meses e prevê o apoio à IFH na elaboração do plano de gestão integrada de Palmarejo Grande, um dos novos bairros da Cidade da Praia, e também na execução do plano, à semelhança do trabalho feito no Parque das Nações, em Lisboa.

A ideia, segundo o presidente do conselho de administração da Parque Expo, Rolando Borges Martins, é pensar e estruturar o plano integrado e também trabalhar na sua materialização.

"Esta colaboração põe-nos a trabalhar com uma empresa também pública que trabalha nas mesmas áreas que começamos a trabalhar em Portugal: desenvolvimento urbano numa perspectiva pública e com preocupações de envolvimento de questões sociais, urbanísticas e de infra-estruturação dos territórios, sempre com o objectivo de melhorar a vida das pessoas", disse.

Rolando Borges Martins salientou que a experiência da empresa neste domínio é grande e que, através do contrato, vai poder-se trabalhar na execução do plano.

"No fundo, é como fazer acontecer no terreno o Palmarejo Grande: na gestão diária e quotidiana, nas suas vertentes urbanística e de gestão urbana. É isso que fazemos um pouco no Parque das Nações, porque somos a entidade que ainda faz a gestão daquele território e é esse know-how que queremos passar ao IFH, sempre com as necessárias adaptações ao território", adiantou.

O presidente da IFH, Paulo Soares, explicou que o projecto Palmarejo Grande é o que está melhor planificado no país e que o plano visa dar continuidade a este trabalho.

"No projecto do Palmarejo Grande estão previstos todos os equipamentos e infra-estruturas, bem como a gestão e a resposta célere e de forma planificada aos utentes da urbanização, conservação e manutenção do pavimento e passeios, acompanhamento de entidades especializadas de saneamento, electrificação e água, recolha de resíduos sólidos, sinalização e ainda a fiscalização do processo de consolidação da urbanização", enumerou.

O projecto Palmarejo Grande é desenvolvido numa área de 54 hectares, localizado no eixo Cidade da Praia/Cidade Velha, e integra 300 lotes de terreno infra-estruturados, permitindo a construção de 3000 habitações e 552 espaços comerciais.

Além do contrato, foi também assinado entre as duas empresas públicas um protocolo de colaboração, que estabelece que a Parque Expo vai apoiar a IFH e o Governo cabo-verdiano no planeamento e desenvolvimento urbano em vários municípios do país.

Segundo Paulo Soares, a meta é ter em Cabo Verde cada vez mais zonas urbanizadas e organizadas, para resolver os diversos problemas que a falta de urbanização tem criado no território.

A Ministra da Descentralização e Habitação cabo-verdiana, Sara Lopes, recordou que entre a Parque Expo, o governo e a Câmara praiense já existe um acordo de parceria para a requalificação da frente marítima da capital.

Em breve, acrescentou, deverá ser assinado um acordo semelhante para a ilha de São Vicente

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 23, 2010, 06:43:30 pm
UE aumenta em 83% o apoio às pescas de Cabo Verde


A União Europeia vai aumentar em 83% o apoio financeiro concedido a Cabo Verde para o desenvolvimento das pescas, disse o director-geral das Pescas cabo-verdiano, Adalberto Vieira.
Adalberto Vieira falava depois das negociações, que decorreram na quarta-feira, para a renovação do Acordo de Parceria no Sector das Pescas que o arquipélago mantém com a UE.

A reunião, que definiu as novas regras do Acordo de Parceria no Sector da Pescas com a UE, aumentou o apoio financeiro passou agora a ser de 435 mil euros anuais.

Adalberto Vieira, citado pelo jornal A Semana, classificou a reunião de vantajosa para Cabo Verde.

"De entre os ganhos importantes, destacamos o facto de Cabo Verde ver aumentado em 83 por cento - relativamente ao último acordo - a parte respeitante ao apoio financeiro sectorial da UE para o desenvolvimento focalizado das Pescas no país", disse.

O novo acordo, que entrará em vigor a partir de 1 de Setembro de 2011, prevê ainda o recrutamento obrigatório de um número determinado de marinheiros cabo-verdianos por parte das embarcações de pesca europeias que operam nas águas nacionais.

Adalberto Vieira chefiou a delegação de Cabo Verde nessa ronda negocial, que integrou ainda representantes do INDP (Instituto Nacional para o Desenvolvimento das Pescas) e da embaixada de Cabo Verde em Bruxelas.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 16, 2011, 04:56:07 pm
Turistas em Cabo Verde sobem 15,6%, Portugal é o 3.º mercado


Cabo Verde registou uma subida de turistas de 15,6% em 2010, em relação ao ano anterior, com a entrada no arquipélago de 382.831 hóspedes, indica uma nota do Instituto Nacional de Estatística (INE) cabo-verdiano.

Portugal mantém-se como o terceiro mercado emissor (12,8%), atrás do Reino Unido (26,1%) e da Alemanha (15,8%), e ultrapassando a Itália (11,9%), refere o documento.

Segundo o INE, no mesmo período de referência, o total de dormidas ascendeu a mais de 3,4 milhões, o que equivale a um aumento de 15,9%.

No inquérito à movimentação de hóspedes, o INE adianta que a ilha do Sal continua a ser o destino prioritário, com 40,5%, seguida pela da Boavista (32,95) e pela de Santiago (13,6%).

A taxa média de ocupação/cama em todo o país ao longo de 2010, foi de 50%, com os hotéis da Boavista a atingirem 79%.

Cabo Verde terá, ainda este ano, mais dois hotéis de cinco estrelas, estando em fase de conclusão a legislação sobre casinos (estão previstos quatro - Santiago, São Vicente, Sal e Boavista), que permitirá, diz o Governo, continuar a política de expansão turística, com vista a atingir o milhão de turistas num horizonte próximo.

O Turismo, uma das principais fontes de receita do arquipélago, tem sido alvo da prioridade do governo de José Maria Neves e, em 2010, dados do INE indicaram que a rede hoteleira local aumentou 9,5% em 2009, passando para 173 estabelecimentos, que disponibilizam 6.367 quartos, 11.720 camas e 14.096 lugares.

A ilha de Santiago, onde se situa a capital do país, Cidade da Praia, é a que dispõe do maior número de alojamentos turísticos, com 38 (22% do total), seguindo-se as do Sal (35 estabelecimentos), São Vicente (28) e Santo Antão (23).

No que se refere ao pessoal, em finais de 2009, os estabelecimentos hoteleiros inventariados empregavam 4.120 pessoas, o que corresponde a um acréscimo de 1% em relação ao ano de 2008.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Luso-Efe em Abril 09, 2011, 11:12:54 pm
Citar

The Economist avalia positivamente economia cabo-verdiana para 2011.

6-4-2011, 16:38:32

Um relatório elaborado por um grupo de peritos da revista The Economist, uma das mais prestigiadas publicações económicas a nível mundial, divulgado no início deste mês, faz uma avaliação positiva da economia de Cabo Verde para 2011.

De acordo com a Rádio de Cabo Verde (RCV), citada pela agência noticiosa Inforpress, o último relatório preparado pela Intelegent Unit da revista The Economist considera que, apesar dos riscos externos, Cabo Verde será o país mais estável da África.

O segundo relatório elaborado por esta revista económica e publicado este ano sobre Cabo Verde observa que devido à conjuntura internacional, o preço da matéria-prima vai aumentar, mas "não vai minar a estabilidade económica do país".

De acordo com os dados tornados públicos, os "preços praticados ao consumidor vão também sofrer aumento, passando de 5,5 por cento do PIB para 6,5 por cento".

O documento indica, ainda, que vai haver uma ligeira diminuição do investimento público, mas que as infra-estruturas e o turismo são os sectores onde vão haver mais investimentos.

O relatório sublinha que o turismo vai continuar a ser o sector estratégico para a economia cabo-verdiana, perspectivando que a procura do produto Cabo Verde vai continuar a aumentar no mercado internacional.

Em 2010, Cabo Verde recebeu 382 mil turistas, um aumento de 15,6 por cento em relação aos anos anteriores, estando previstas mais visitas em 2011 e com estadas mais prolongadas.

O grupo de peritos que analisou Cabo Verde afirma que o défice vai baixar de 8,2 por cento do PIB em 2011, para 6,5 em 2012, sendo também que a inflação vai aumentar um por cento.

O relatório preparado pela The Economist faz também referência a um outro documento do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Este documento faz uma avaliação positiva do país, sustentada pela redução de pobreza em 2009, referindo-se à boa governação, forte crescimento do PIB real e uma boa execução orçamental.

No entanto, o FMI, sem avançar com os dados em relação a 2011, sustenta que o desemprego "manteve-se persistentemente elevado", tendo descido de 21, 7 por cento em 2007 para 17,8 em 2009.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/ ... l/id/24039 (http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/detail/id/24039)
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Abril 13, 2011, 01:07:21 am
Governo caboverdiano prepara respostas face à crise portuguesa


O governo de Cabo Verde iniciou hoje um retiro de dois dias no Convento de São Francisco, na Cidade Velha, para reflectir sobre o programa do Executivo já apresentado no Parlamento para a legislatura iniciada a 21 de Março.

Segundo a imprensa local, o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, decidiu juntar os 16 ministros e três secretários de Estado para preparar respostas ao desafio de manter os níveis de investimentos públicos, no momento em que a crise em Portugal, principal parceiro do arquipélago, e a catástrofe natural que afecta o Japão, ameaçam condicionar projectos em Cabo Verde.

José Maria Neves já disse que "a prioridade das prioridades" do programa de governo para os próximos cinco anos é a economia, pelo que irão ser analisadas acções que a dinamizem, criem riqueza e gerem emprego "para que haja mais justiça social".

Fonte da presidência do Conselho de Ministros indicou que o Executivo pretende com o encontro na Cidade Velha, 15 quilómetros a oeste da Cidade da Praia, "uma melhor integração de toda a actividade governativa".

Por outro lado, pretende-se perspectivar acções concretas para evitar que as "dificuldades internas" dos países parceiros, como os casos de Portugal e Japão, "atrapalhem o andamento" de projectos importantes para o país.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Luso-Efe em Junho 19, 2011, 11:19:24 pm
Citar
Regime económico de Cabo Verde entre os mais abertos do continente.

Cabo Verde é o terceiro país com mais liberdade económica na África Subsariana, atrás das ilhas Maurícias e do Botsuana, segundo a classificação publicada pelo instituto norte-americano Heritage Foundation.

A classificação do Índice de Liberdade Económica 2011, elaborado em parceria com a  publicação económica “The Wall Street Journal”, atribui a Cabo Verde 64,6 pontos, o que coloca o arquipélago no 65º lugar do “ranking” dos países onde o exercício da actividade económica é feito de forma mais transparente.

Em relação ao ano passado, Cabo Verde conquistou mais 2,8 pontos, resultado das melhorias alcançadas em seis dos dez critérios que servem de avaliação para elaborar o “ranking”.

A Heritage Foundation destaca que o “sólido desempenho económico reflecte o empenho de Cabo Verde em reformar as suas contas”.  O estudo aponta alguns pontos que devem ser melhorados para que o país tenha “uma economia mais vibrante”.

O relatório refere que “com um crescimento superior a quatro por cento, os investimentos em infra-estruturas e a liberalização do comércio melhoraram o ambiente empresarial”, acrescentando que “Cabo Verde tem um desempenho relativamente bom nos domínios da liberdade financeira, da liberdade de investimento e dos direitos de propriedade, que são particularmente protegidos pela jurisprudência”.

Entre as lacunas, aponta-se a reestruturação das “empresas estatais ineficazes que minam a produtividade nacional e a competitividade a longo prazo”, a revisão das leis laborais que “serviriam para tornar o mercado de trabalho mais flexível, mas dada a prevalência do sector informal, o seu efeito é quase nulo”. O Índice de Liberdade Económica 2011 é elaborado tendo em conta dez critérios: liberdade empresarial, liberdade de comércio, liberdade fiscal, despesa do Estado, liberdade monetária, liberdade de investimento, liberdade financeira, direitos de propriedade, combate à corrupção e liberdade laboral. Em seis destes critérios, Cabo Verde registou uma subida de pontuação, que foi mais acentuada na liberdade fiscal (77.3 pontos, mais 11.7), graças à eliminação pelo Governo do imposto de selo.

O índice assinala ainda o bom desempenho de Cabo Verde quanto à despesa do Estado (71 pontos, mais 5.7), mas critica o trabalho “insignificante” na reestruturação da companhia aérea cabo-verdiana, a TACV, e da empresa de produção e distribuição de electricidade e água, a Electra.

O arquipélago tem também nota positiva no capítulo da liberdade monetária (79.2 pontos, mais 4.7), que é a melhor obtida por Cabo Verde, um país onde “o mercado determina a maioria dos preços, mas o Governo controla os preços da água e da electricidade e regula outros, incluindo os derivados do petróleo e os alimentos básicos”.
No que diz respeito à liberdade de comércio (67.6 pontos, mais 2.1), o índice assinala que não há barreiras formais, mas que as restrições de acesso ao mercado, as taxas de importação, os processos de regulação ineficientes, as regras sanitárias pouco transparentes, a intervenção do Estado na comercialização de certos produtos e a reduzida força dos direitos de autor pesam no custo total do sector comercial em Cabo Verde.

Relativamente ao critério de liberdade empresarial (64.8 pontos, mais 1.5), o índice considera que o ambiente de negócios é cada vez mais eficiente em Cabo Verde, graças aos esforços de melhoria dos processos de abertura e licenciamento de empresas. A economia informal é um factor negativo.

http://jornaldeangola.sapo.ao/15/27/reg ... continente (http://jornaldeangola.sapo.ao/15/27/regime_economico_de_cabo_verde_entre_os_mais_abertos_do_continente)
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 29, 2011, 05:00:34 pm
Entrada de turistas em Cabo Verde sobe 27,5% no 1.º semestre


A entrada de turistas em Cabo Verde subiu 27,5% no primeiro semestre deste ano em relação a idêntico período de 2010, com o Reino Unido, França e Itália, Alemanha e Portugal entre os principais mercados emissores.

Os dados são avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) cabo-verdiano, que adiantam que, nos primeiros seis meses deste ano, entraram em Cabo Verde 219.042 turistas, mais 47.291 que no semestre homólogo anterior.

O Reino Unido é responsável por 16,6% das entradas, seguido pela França e Itália (com 16%), Alemanha (13,8%) e Portugal (13,2%).

De Portugal foram oriundos 28.857 turistas - 9.654 para a ilha de Santiago, 9.087 para a do Sal, 8.037 para a da Boavista e 1.587 para a de São Vicente, com os restantes 492 a repartirem pelas restantes ilhas.

Em relação às dormidas, em que se registou um aumento de 17,8 % face ao primeiro semestre de 2010, também o Reino Unido continua em primeiro lugar, com 24,5% do total, seguido da Itália (19,6%), Alemanha (16%), França (11,9%) e Portugal (11,5%).

Segundo os dados do INE, os hotéis continuam a ser os mais procurados, representando 84% do total, seguidos das pensões (5,5%) e das residenciais (4,9%). Em relação às dormidas, os hotéis representam 91,5%, os aldeamentos turísticos 3,2% e as pensões 2,2%.

A ilha do Sal continua a ser a que maior número de turistas recebe, com 37,7%, seguida pela Boavista (35,6%), Santiago (13,4%) e São Vicente (6,2%), com as restantes cinco ilhas - Santo Antão, São Nicolau, Maio, Fogo e Brava - a representarem 7,1% do total.

Durante o primeiro semestre de 2011, em média, a taxa de ocupação/cama, a nível geral, foi de 55%, aumento de 10 pontos percentuais em relação aos primeiros seis meses de 2010.

As ilhas do Sal, com 76%, e da Boavista, com 74 %, foram as que tiveram maior taxa de ocupação/cama.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 20, 2011, 08:12:41 pm
Armando Cunha e Tâmega ganham construção de barragem


O governo cabo-verdiano assinou hoje com as empresas portuguesas Armando Cunha e Tâmega o contrato de construção da barragem de Canto das Cagarras na ilha de Santo Antão, no valor de mais de 5 milhões de euros. A barragem de Canto das Cagarras é financiada pela linha de crédito concedida pelo Banco Português de Investimento (BPI), destinado a projectos de energias renováveis e de construção de infra-estruturas de mobilização de água que aproveitarão as novas tecnologias.

Neste domínio, serão construídas seis barragens (quatro em Santiago, uma em São Nicolau e outra em Santo Antão), além de 74 furos e outros projectos de captação de água em vários pontos do país, segundo o Ministro cabo-verdiano das Infra-estruturas, José Maria Veiga.

"A meta é ter, até 2015, 75 milhões de toneladas de água. Hoje, estamos entre os 38 e os 40 milhões de toneladas, tendo em conta todos os eixos de intervenção: a dessalinização, a perfuração e a mobilização das águas residuais e das superficiais. São quatro eixos estratégicos, mas ainda temos muito para fazer", sublinhou o ministro.

A área irrigada será substancialmente aumentada e vai permitir sobretudo "revolucionar" a área da Agricultura, beneficiando os agricultores e produtores, gerando emprego (cerca de 1000 novos postos de trabalho só para a construção das infra-estruturas) e um aumento da produção agrícola.

A ministra do Desenvolvimento Rural, Eva Ortet, destacou que estas barragens terão uma novidade que será a construção de pontes que ligará as duas margens do vale da Garça onde se situa a infra-estrutura.

A barragem de Canto das Cagarras deverá estar concluída num prazo de aproximadamente dois anos. Espera-se que, a partir dessa altura, sejam mobilizados perto de 335 metros cúbicos de água de escoamento superficial.

A construção dessa barragem e as aduções para a irrigação no vale da Garça vão permitir valorizar as terras agrícolas nas zonas periféricas da barragem, prevendo-se que 50 hectares de terrenos passem a ser irrigados com recurso à água mobilizada com essa barragem.

A barragem do Canto das Cagarras terá uma albufeira que comportará um volume máximo de cerca de 420 metros cúbicos de água e um volume útil de perto de 335 metros cúbicos, numa extensão de cerca de 84 mil metros quadrados.

Depois de concluída terá uma altura máxima de 30 metros, 25 metros até ao descarregador e 100 metros de comprimento do coroamento por quatro metros de largura.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 20, 2011, 07:52:13 pm
Cabo Verde inaugura hoje parque eólico no valor de 56 Milhões de €€€


O novo parque eólico da Cidade da Praia, com uma capacidade instalada de produção de 10 megawatts (MW), é hoje inaugurado, sendo já possível observar as 11 turbinas eólicas no Monte de São Filipe. A obra esteve a cargo da Cabeólica, empresa mista resultante de uma parceria público privada entre o Estado de Cabo Verde, a Electra, a InfraCO, a AFC e a FinnFund, e representa um investimento de 56 milhões de euros, dos quais 45 milhões são oriundos de bancos de desenvolvimento.

Ana Monteiro, responsável da Cabeólica, disse hoje à Agência Lusa que a cerimónia, a realizar às 15h00 locais (17h00 em Lisboa), contará com a presença do primeiro-ministro cabo- verdiano, José Maria Neves, vários membros do executivo e entidades nacionais e estrangeiras.

A parceria envolve a construção de quatro parques eólicos noutras ilhas de Cabo Verde - Santiago, São Vicente, Boavista e Sal -, que, na sua totalidade, irão garantir uma potência instalada de cerca de 25,5 mw.

Em Santiago, o parque ocupa cerca de 30 hectares, totalizando 11 turbinas eólicas, o que se traduz numa capacidade instalada de aproximadamente 10 MW.

Com a construção e entrada em funcionamento dos quatro parques eólicos, a Cabeólica irá contribuir "de forma significativa" para que o Governo de Cabo Verde possa alcançar, até 2012, a meta de produzir 25% da energia consumida a partir de fonte renovável, disse Ana Monteiro.

"O projecto da construção dos quatro parques eólicos irá impulsionar o desenvolvimento da economia cabo- verdiana, quer pela criação de novos postos de trabalho, quer pela transferência de conhecimento, proporcionado pela introdução de tecnologias modernas e avançadas no país", acrescentou.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 17, 2011, 08:43:53 pm
PM de Cabo Verde quer ligação marítima com São Tomé


O primeiro-ministro de Cabo Verde afirmou hoje ser imperioso o reforço das relações empresariais com São Tomé e Príncipe, sublinhando que a criação de uma ligação marítima entre os dois arquipélagos poderá potenciá-las.

José Maria Neves falava aos jornalistas no final de uma breve reunião que manteve hoje de manhã na sala VIP do Aeroporto da Cidade da Praia com o seu homólogo são-tomense, Patrice Trovoada, que fez uma breve escala na capital cabo-verdiana no regresso a São Tomé, após uma visita oficial a Cuba.

"As relações são excelentes e temos tido oportunidade de conversar e de convergir na necessidade do reforço das relações, não só intergovernamentais, mas sobretudo económicas e empresariais", disse, salientando os projectos já em curso de apoio à importante comunidade cabo-verdiana residente em São Tomé e Príncipe.

"Mas há um conjunto de sectores importantes, para além dos que dizem respeito às duas comunidades. Há a possibilidade de algumas empresas cabo-verdianas poderem trabalhar, em parceria, com as empresas e com o governo de São Tomé e Príncipe na busca de um relacionamento empresarial mais consistente entre os dois arquipélagos", exemplificou.

"Há também a possibilidade de conseguirmos uma ligação marítima, que temos estado a perseguir há algum tempo. As conversações entre os dois governos deverão permitir, em breve, concretizar esse objectivo, o que facilitará enormemente o comércio entre os dois países", acrescentou.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 01, 2011, 12:22:36 am
FMI recomenda a Cabo Verde que reduza a dívida pública


O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou ontem ao governo cabo-verdiano a redução do rácio da dívida pública externa em relação ao Produto Interno Bruto para níveis abaixo de 50%. A recomendação faz parte do relatório de avaliação da missão do FMI, chefiada por Janet Stotsky, que esteve no país no âmbito da revisão do Instrumento de Apoio às Políticas (PSI), que prevê avaliações periódicas da política económica do governo.

A missão do FMI reconheceu que a economia cabo-verdiana está a crescer a "um ritmo mais moderado", mas apoiada num sector turístico forte e na implementação do programa de infra-estruturas públicas.

O relatório dá conta ainda que, apesar destes avanços, os riscos aumentaram devido às dificuldades financeiras e económicas na Europa.

O endividamento interno e externo também deverá ser mais contido em 2012, com a recomendação de que "será necessário criar espaço suficiente para o crescimento do crédito privado".

Segundo a avaliação "os rácios do serviço da dívida pública continuam dentro dos parâmetros moderados, mas a missão recomenda as autoridades se comprometam com um quadro orçamental e monetário de médio prazo que reduza o rácio da dívida pública externa/PIB a um nível abaixo dos 50% do PIB e que se aumentem as reservas".

Reagindo ao relatório, a Ministra das Finanças, Cristina Duarte, afirmou que "a missão validou as políticas públicas que o governo tem vindo a adoptar em matéria de crise internacional, nomeadamente todo o esforço de contenção das despesas, a nível orçamental". Cristina Duarte explicou que o Banco Central e o governo tiveram que gerir um dado novo que foi o da diminuição das reservas internacionais, devido a choques externos.

"Para resgatar os níveis confortáveis em torno de três meses de reservas internacionais já adoptamos um conjunto de medidas com o FMI, quer a nível monetário quer fiscal. Medidas essas que têm vindo a ser adoptadas pelo governo e pelo Banco Central", disse. Estas medidas irão exigir durante o primeiro semestre de 2012 uma gestão mais cuidadosa do endividamento interno. Sobre o endividamento do país, Cristina Duarte explicou que o governo já tinha negociado com o FMI, em 2009, a redução da dívida.

"Em 2009 já tínhamos acordado com o FMI que (...) a partir de 2010 faríamos a diminuição gradual do programa de investimentos que reconduziria à recentragem do défice público. Não é por acaso que de 31 milhões de contos no programa de investimentos (no orçamento de 2010) passamos para 27 (em 2011) e depois para 25 (no Orçamento para 2012)", lembrou. Entretanto, Cristina Duarte afirmou que a dívida pública externa de Cabo Verde está abaixo dos 50%, mas em termos de análise de sensibilidade (simulação do agravamento de choques externos) é que o país ultrapassa os 50%.

"A recomendação do FMI é de que devemos manter abaixo dos 50%, mas em termos de análise de sensibilidade, tendo em conta a situação da Zona Euro, a probabilidade de choques externos é alta. Por isso a prudência aconselha a que se mantenha a dívida abaixo desta linha", adiantou. A governante considerou que a avaliação do FMI é muito positiva e explicou que a missão do FMI reconheceu uma evolução do lado do turismo, da exportação do pescado e das remessas.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Março 20, 2012, 08:32:34 pm
Unidades hoteleiras em Cabo Verde crescem 9,6% em 2011


O número de estabelecimentos hoteleiros em Cabo Verde aumentou 9,6% em 2011, permitindo também reforçar a oferta de quartos (34,1%), camas (23,5%) e lugares (22,6%).Os dados constam no inventário anual realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) cabo-verdiano junto dos estabelecimentos hoteleiros, e indicam que Cabo Verde viu aumentar, entre 2010 e 2011, o número de unidades hoteleiras de 178 para 195.
 
Segundo o INE, Cabo Verde tem agora uma capacidade de alojamento de 7.901 quartos, 14.076 camas e 17.025 lugares, em que as ilhas do Sal (44,7%) e da Boavista (31%) continuam a liderar o número de unidades hoteleiras, seguidas pela de Santiago (9,6%) e a de São Vicente (6,9%).
 
O maior aumento no número de estabelecimentos ocorreu em São Vicente, com cinco empreendimentos, seguindo-se Santo Antão (quatro) e Maio (três).
 
Em finais de 2011, realça-se no documento, os estabelecimentos hoteleiros inventariados empregavam um total 5.178 pessoas, correspondendo a um acréscimo de 27,6% em relação a 2010.
 
Os hotéis continuam a empregar o maior número de pessoas (78,2%), seguidos pelas pensões (7,4%) e os aldeamentos turísticos (6,2%).
 
Além de ser a ilha com mais estabelecimentos e maior número de camas, o Sal conta com mais pessoas empregadas nos alojamentos turísticos. Cerca de 39 em cada 100 empregados estão no Sal. Em segundo lugar, vem a Boavista, com 34%, e Santiago, com 12%.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Abril 02, 2012, 12:53:41 pm
Japão concede 60 milhões de €€€ a Cabo Verde


O Japão vai conceder um empréstimo de 60 milhões de euros a Cabo Verde para um projeto de aumento da capacidade de produção, transporte e distribuição de energia elétrica em seis ilhas do arquipélago.
 
Santo Antão, São Vicente, Sal, Maio, Santiago e Fogo são as ilhas a ser beneficiadas com o projeto de modernização das redes elétricas, estando previsto um sistema de monitorização de toda a rede para permitir uma melhor exploração financeira e económica dos parques eólicos.
 
Para o ministro das Relações Exteriores cabo-verdiano, Jorge Borges, o projeto vai contribuir para aumentar a taxa de acesso à electricidade nas seis ilhas, além de modernizar as redes elétricas.
 
"Este projeto vem sustentar a aposta do Governo de Cabo Verde em garantir maior flexibilidade no sistema de distribuição de electricidade nessas seis ilhas e prosseguir com a eletrificação rural, aumentando desta forma o acesso a fontes modernas de energia para os cabo-verdianos e o investimento em atividades geradoras de rendimento", afirmou.
 
O acordo enquadra-se no esforço do Japão em contribuir para imprimir um ritmo "mais consistente" ao crescimento económico de Cabo Verde.
 
O embaixador de Japão, Hiroshi Fakuda, defendeu que o desenvolvimento de infraestruturas energéticas é uma prioridade. "Cortes de energia são também um obstáculo ao desenvolvimento, razão pela qual o Japão decidiu apoiar o setor energético através deste projeto porque o desenvolvimento da infraestrutura energética é uma prioridade".
 
Além do financiamento japonês, o projeto é cofinanciado pelo Banco Africano para o Desenvolvimento e do Governo de Cabo Verde.
 
Trata-se do segundo acordo entre o Japão e Cabo Verde neste domínio. O primeiro foi assinado em 2008 para reforçar a capacidade da central térmica do Palmarejo e a construção da linha para o Tarrafal, interior de Santiago.
 
O Governo nipónico tem concedido ajuda pública ao desenvolvimento desde os primórdios da independência de Cabo Verde, canalizada especialmente para os domínios da agricultura, pescas, telecomunicações, desporto, exploração e abastecimento de água às populações, saúde, formação de quadros, transportes e infraestruturas com vista ao combate à exclusão social e redução da pobreza.
 
O Japão atribui anualmente ajuda alimentar a Cabo Verde, cujos fundos de contrapartida são utilizados para a implementação de projectos no setor agrícola.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2012, 01:45:38 pm
Cabo Verde quer tornar-se no «Silicon Valley» das telecomunicações
 

Cabo Verde vai ter "entrada direta na globalização" quando ficar concluído o Centro Tecnológico, integrado num projeto mais ambicioso de tornar o arquipélago num "hub" de telecomunicações.
 
A frase é do diretor do Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI), Jorge Lopes, proferida ontem aos jornalistas durante uma "visita guiada" ao que será, até ao fim do ano, um dos centros tecnológicos mais avançados do mundo.
 
À semelhança de Silicon Valley, região californiana onde desde 1950 se situa um conjunto de empresas dedicadas à inovação científica e tecnológica, o Centro Tecnológico da Cidade da Praia é uma das peças do "puzzle" para o Cluster das Tecnologias da Informação e Comunicação em Cabo Verde.
 
O centro fará parte, "talvez ainda em 2013", do Parque Tecnológico inerente ao "cluster" em que o governo cabo- verdiano está a apostar para diversificar a economia local, criar postos de trabalho e gerar riqueza num país sem recursos naturais.
 
A obra encontra- se em fase avançada de construção, atrás do antigo aeroporto da Cidade da Praia, e é financiada maioritariamente pela China, com uma contribuição de 17 milhões de dólares (13,2 milhões de euros). Portugal participa no financiamento com um empréstimo de oito milhões de euros, para a aquisição dos equipamentos, estando já garantido que Pequim disponibilizará mais 13 milhões de dólares (10,1 milhões de euros) para a conclusão da primeira fase e outros 15 milhões (11,6 milhões de euros) para novos módulos.
 
"O centro é a coluna vertebral do Parque Tecnológico. Tem duas unidades: um Data Center de alta disponibilidade e um centro operacional. Tem níveis elevadíssimos de segurança e está preparado para prestar serviços de alta fiabilidade e disponibilidade ao Estado e a terceiros", afirmou Jorge Lopes.
 
O parque tecnológico - "a concretização de uma visão e a entrada direta para a globalização", disse Jorge Lopes - está orçado em 35 milhões de dólares (27,2 milhões de euros), financiados pelo Banco Africano de Investimentos (BAD).
 
Salientando a "grande atenção" dada aos serviços de energia e refrigeração, "os pontos mais críticos", Jorge Lopes lembrou que as medidas de eficiência energética e os recursos humanos "altamente qualificados" vão permitir criar um complexo para a instalação de empresas nacionais e estrangeiras. "Estamos a ter manifestações de interesse de multinacionais para o Parque Tecnológico, que terá outras valências, como espaços para empresas, qualificação e certificação e colaboração com academias. É uma espécie de Silicon Valley de prestação de serviços para a região, para África e para o Mundo", acrescentou.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 03, 2013, 09:53:10 pm
Cabo Verde vai ajudar famílias mais carenciadas a viver em Portugal


O primeiro-ministro de Cabo Verde disse hoje estar preocupado com as condições de vida da comunidade do seu país em Portugal e adiantou que o governo que lidera vai ajudar as famílias mais carenciadas. "Queremos ver se é possível apoiar os casos mais difíceis que precisariam de uma mão amiga do Governo de Cabo Verde. Estamos a identificar esses casos e, em articulação com a embaixada, vamos apoiar essas famílias", disse José Maria Neves.

O primeiro-ministro adiantou que o seu Governo vai alargar a Portugal um fundo de solidariedade que, até ao momento, apoia as comunidades da diáspora na Guiné-Bissau, em Moçambique e em São Tomé.

Este fundo será destinado a apoiar famílias em situações "sociais muito precárias" e até a emigrantes que pretendam regressar a Cabo Verde, mas que não têm condições financeiras para o fazer.

O chefe do Governo cabo-verdiano participou hoje numa iniciativa na Amadora, em que ouviu relatos da comunidade que reside nesse município e, no final da sessão, disse aos jornalistas estar "muito preocupado" com as condições de vida da comunidade cabo-verdiana em Portugal, ao nível da habitação e da segurança.

José Maria Neves ouviu relatos de vários moradores de Santa Filomena, bairro ilegal onde a câmara da Amadora está a desenvolver um processo de demolição de habitações para consequente desmantelamento do bairro.

O primeiro-ministro disse aos moradores que ficaram sem habitações, ou que estão em vias de não ter alojamento - e que disseram não ter condições para alugar um imóvel no mercado -, que o Governo de Cabo Verde não pode "impor" a sua vontade e que apenas pode dialogar com o município.

No final da iniciativa, o chefe do Governo de Cabo Verde disse aos jornalistas que parte de Portugal "com muitas preocupações, mas também com algumas propostas. Vamos continuar a dialogar com as câmaras e com o Governo português para apresentarmos novas soluções para ver como podemos ajudar ainda mais a comunidade", disse.

Em Novembro, a vereadora da Habitação e vice-presidente da câmara da Amadora, Carla Tavares, disse à Lusa que, desde o início do processo de demolição do Santa Filomena (2010), já foram demolidas 192 construções ilegais e que faltam demolir 251, das quais 158 são de agregados familiares inscritos no PER e outras são de ocupação ilegal.

Carla Tavares adiantou que o município não vai construir mais bairros sociais e que as soluções de alojamento têm sido encontradas através da aquisição de imóveis no mercado imobiliário livre.

Durante a iniciativa de hoje, vários moradores do bairro apelaram ao primeiro-ministro de Cabo Verde para que exija a suspensão da demolição de habitações.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2013, 09:00:53 pm
Nova central permite a Cabo Verde contar pela primeira vez com rede eléctrica de alta tensão


A ilha cabo-verdiana de Santiago terá a partir de sexta-feira uma rede elétrica de alta tensão com a inauguração da Central Única do Palmarejo, permitindo aumentar o potencial térmico de 25 para 47 megawatts.A nova central da Cidade da Praia, no valor de 52 milhões de euros, é o maior investimento jamais realizado em Cabo Verdeno setor energético e insere-se no Projeto de Reforço das Capacidades de Produção, Transporte e Energia em Santiago, cofinanciado pelo Governo cabo-verdiano (3,1 milhões de euros), Japão e por dois bancos oeste-africanos.

Segundo uma nota explicativa do Ministério do Turismo, Indústria e Energia, o projeto, também financiado pelos bancos Africano de Desenvolvimento (BAfD) e de Investimentos e de Desenvolvimento (BID) e pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), consistiu no reforço da capacidade de produção.

Esse aumento na central elétrica do Palmarejo deve-se à instalação de dois novos grupos, totalizando 22 megawatts de potência, além da aquisição de acessórios.

Nesse sentido, o total de potência térmica disponível na central passou a ser de 47 mw, tendo, paralelamente, sido construída também uma moderna oficina de manutenção e reparação dos grupos, bem como um armazém de peças de reserva.

O projeto permitiu também construir uma nova rede de transporte para o interior da ilha de Santiago em que, pela primeira vez no país, se implantou uma linha de alta tensão ao longo de40 quilómetros, ligando a subestação do Palmarejo à da Calheta.

De acordo com a nota do ministério cabo-verdiano, o projeto permitiu ainda construir, de raiz, três novas subestações, uma no Palmarejo (de 50 mw), outra em Monte Vaca (36 mw), também nos arredores da Cidade da Praia, e uma terceira na Calheta (26 mw).

Na nota, realça-se que o projeto criou assim a interligação elétrica de Santiago, possibilitou ainda a introdução de substanciais melhorias e extensão nas redes de distribuição de média e baixa tensão nas cidades da Praia e Assomada e garantiu melhor a iluminação pública e milhares de ligações domiciliárias à rede pública.

A cerimónia de inauguração decorrerá em três momentos e locais diferentes, com a inauguração da subestação da Calheta (10:30 locais - 11:30 em Lisboa), seguida pela apresentação dos benefícios do projeto na Assomada (12:30) e pela inauguração da subestação do Palmarejo, nova oficina e nova central (16:00).

A inauguração será presidida pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Maio 21, 2013, 10:00:15 pm
Cabo Verde quer ser referência na regulação da energia na África Ocidental


O presidente da Agência de Regulação Económica (ARE) cabo-verdiana afirmou hoje, na Cidade da Praia, que Cabo Verde quer servir de exemplo na sub-região oeste-africana na área da regulação, sobretudo no setor das energias renováveis.

Renato Lima falava à imprensa após a abertura do workshop "Interação das Energias Limpas Dentro do Mercado das Energias", promovido pela ARE, em parceria com Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
 
"A ideia é criar um quadro de referência em matéria de regulação que permita fazer uma análise consistente da evolução que se regista atualmente no mercado energético, nomeadamente com a entrada das energias renováveis", frisou Renato Lima.
 
Cabo Verde, lembrou, foi designado como um dos líderes em matéria de regulação e de investimento nas energias renováveis na sub-região, albergando a sede do Centro de Energias Renováveis da CEDEAO, na Cidade da Praia.
 
"Em termos de regulação, as questões técnicas são essencialmente as mesmas em todos os países. Em Cabo Verde já temos a primeira parceria público-privada no setor das renováveis - energia eólica e de referência internacional. Já temos alguma experiência que poderá ser aproveitada pelos países da nossa sub-região", sublinhou.
 
O seminário, que termina na quinta-feira, visa proporcionar uma formação avançada sobre o tratamento regulatório da integração das energias renováveis nos sistemas energéticos e servir como facilitador do diálogo para o arranque da elaboração de um documento sobre princípios da regulação das energias renováveis.
 
A ideia, segundo a ARE, é que esse documento seja um guia prático para os decisores da região da CEDEAO, fornecendo um leque variado de abordagens, mecanismos, ferramentas, melhores práticas e experiências nacionais.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Julho 13, 2013, 08:18:14 pm
Cabo Verde interessado em comprar à Rússia uma central nuclear flutuante


Cabo Verde está associado a uma lista de 15 outros países interessados em adquirir uma central nuclear flutuante à Rússia, noticia hoje a edição "online" do semanário cabo-verdiano Expresso das Ilhas, que cita uma estação de televisão iraniana. Segundo a Presstv, além de Cabo Verde, outros países como a China, Indonésia, Malásia, Argélia, Namíbia e Argentina estão também interessados neste tipo de central.

A informação voltou a surgir na imprensa depois de o diretor do projeto batizado como "Baltic Plant" ter discursado esta semana na 6.ª Feira Internacional Naval em São Petersburgo (Rússia) e de ter garantido que, no horizonte de três anos, até 2016, a Rússia terá a sua primeira central nuclear flutuante a operar.

A central flutuante, ou a "fábrica", como escreve a Presstv, citando o diretor do projeto, Aleksandr Voznesensky, tem capacidade para fornecer energia e calor a áreas remotas e também água potável para regiões áridas e será a primeira de uma série de outras que a Rússia planeia para os próximos tempos.

A unidade, que fornecerá energia à escala industrial, foi concebida com base nos reatores nucleares tradicionais, mas está equipada com elementos inspirados nos navios quebra-gelo. A tecnologia tem vindo a ser testada com sucesso nos últimos 50 anos em condições extremas, como no Árctico.

A central nuclear é um navio com 21.500 toneladas e uma tripulação de 69 pessoas.

Cada navio será equipado com dois reatores navais modificados do estilo KLT 40 que, juntos, poderão fornecer até 70 MW de electricidade ou 300 MW de calor, o suficiente para abastecer uma cidade com 200 mil pessoas (a população da Cidade da Praia é de cerca de 150.000 habitantes).

A unidade geradora de energia deverá ser substituída a cada 40 anos, com o reactor a ser levado para instalações especializadas onde será reutilizado.

Segundo o Expresso das Ilhas, não é a primeira vez que Cabo Verde aparece associado a este projecto. Em 2007, o governo de José Maria Neves já tinha feito esta abordagem com Moscovo para adquirir uma central desta natureza.

Na altura, o então ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, admitiu que a Rússia estava a estudar a possibilidade de fornecer a Cabo Verde uma mini-central nuclear flutuante, após conversações com o seu homólogo cabo-verdiano, na altura Vítor Borges.

Já em 2006, Moscovo anunciara o início da produção de mini-centrais nucleares flutuantes que poderiam ser transportadas para qualquer parte do mundo a fim de gerar energia elétrica. O projecto foi então apresentado em Cabo Verde pela empresa russa Rosenergoatom.

"Os autores deste projecto acreditam que este poderá ser uma alternativa para países como Cabo Verde, que têm uma crónica falta de energia e dependem quase em exclusivo do petróleo importado", pode-se ler nos artigos divulgados pelos jornais há seis anos.

O governo de José Maria Neves chegou a considerar o projecto "extremamente aliciante do ponto de vista económico" e solicitou à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) um parecer sobre a instalação na ilha de Santiago deste tipo de mini-central nuclear, lembra o Expresso das Ilhas.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: HSMW em Julho 13, 2013, 10:05:13 pm
E dinheiro para isso?
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 28, 2013, 05:32:43 pm
Programa contra a pobreza com 19,2 milhões para gerar emprego


O novo programa de luta contra a pobreza em Cabo Verde, a vigorar até 2018, vai priorizar atividades geradoras de emprego e de rendimento, contando com 19,2 milhões de euros, disse hoje o coordenador da instituição.
 
Ramiro Azevedo, responsável pelo Programa Nacional de Luta contra a Pobreza (PNLP), indicou que as atividades do Programa de Promoção das Oportunidades Socioeconómicas Rurais (POSER) já começaram com o processo de contratação das equipas locais, seguindo-se uma formação sobre objetivos e procedimentos e o início dos trabalhos no terreno.

O alvo deste novo programa, informou, citado pela Inforpress, continuam a ser a camada menos favorecida da sociedade, mas com enfoque forte nas atividades geradoras de rendimento para as quais vão ser destinados 85% dos recursos, filosofia que já era utilizada no programa anterior, que termina segunda-feira.

O financiamento vem do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), em colaboração com o Fundo Fiduciário Espanhol, com 15,4 milhões de euros, e o restante é garantido pelo Governo cabo-verdiano.

Como as ações são financiadas em parcelas, salientou Ramiro Azevedo, uma associação recebe 20% de adiantamento e só adquire direito à segunda parte do financiamento após a verificação da realização das atividades.

Nos próximos anos, acrescentou, as instituições de microfinanças (IMF) continuarão a ser um grande parceiro do PNLP, no âmbito do fundo rotativo de 770 mil euros obtido junto do Banco Árabe para o Desenvolvimento em África (BADEA).

Até 2018, são metas do programa a sustentabilidade dos projetos financiados e que, pelo menos, 50% das atividades beneficiem mulheres, além de incentivar o espírito empreendedor dos jovens, no que vai trabalhar, de forma concertada, com a Agência para o Desenvolvimento Empresarial (ADEI) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 30, 2013, 04:32:53 pm
Durão Barroso elogia Cabo Verde e diz que UE manterá apoio de 55 Milhões de €€


O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, revelou hoje que a Comissão Europeia vai manter um apoio de cerca de 55 milhões de euros a Cabo Verde, país que apontou como uma «democracia modelar» a nível mundial.

Numa conferência de imprensa após um almoço de trabalho com o Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, José Manuel Durão Barroso disse que a União Europeia pretende «reforçar ainda mais» a parceria especial (lançada em 2007) que tem com aquele país africano «nas áreas da segurança, das energias renováveis, da informação e tecnologia».
 
«Para tal, apesar da graduação [de Cabo Verde] para país de rendimento médio, vamos manter o mesmo nível de apoio no 11.º fundo europeu de desenvolvimento, cerca de 55 milhões de euros. Esta foi a proposta da Comissão Europeia e estou certo que os nossos Estados-membros a vão acolher positivamente», referiu Barroso.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 10, 2013, 01:12:41 pm
Chineses vão transformar palácio presidencial em edifício de luxo


O Palácio Presidencial cabo-verdiano, no centro histórico da Cidade da Praia, vai ser transformado num edifício luxuoso e o novo Estádio Nacional será entregue em Novembro, disse o embaixador chinês na Cidade da Praia, citado hoje pela Inforpress. Su Jian indicou que "tudo já está a postos para o início das obras", referindo que se aguarda pela mudança provisória do Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, para o emblemático edifício da Imprensa Nacional, actualmente em obras de decoração.

Garantindo que não haverá qualquer alteração na fachada, para salvaguardar a identidade enquanto património nacional, Su Jian indicou que o edifício será transformado num "palácio moderno e de luxo", remodelando e transformando dois terços da área total.

 O diplomata disse que os técnicos chineses já concluíram o plano de execução para a restruturação do edifício, "marcado por estruturas muito fracas", e que a China vai contribuir para que Cabo Verde tenha um Palácio Presidencial "digno, oferecendo, também, mobiliário de "boa qualidade".

A remodelação do edifício, construído no século XIX para servir de residência e local de trabalho aos governadores da antiga colónia portuguesa, foi rubricada ainda no consulado do ex-presidente cabo-verdiano Pedro Pires, poucos dias antes de deixar a chefia do Estado, em Setembro de 2011.

Em relação ao Estádio Nacional, edificado na zona de Monte Vaca, arredores da Cidade da Praia, o embaixador chinês classificou a obra como "emblemática" e disse ser um "orgulho" a China poder contribuir para o desenvolvimento desportivo e cultural.

Su Jian indicou que o Estádio Nacional será inaugurado em Novembro e que a infra-estrutura já está totalmente concluída, restando apenas, alguns trabalhos suplementares, como a construção de um acesso rodoviário.

Destacou ainda novos edifícios em construção pelo Governo chinês em Cabo Verde, como o Complexo Educativo na ilha do Sal, com capacidade para albergar 1800 alunos, de forma a tornar-se na maior escola técnica do país.

O diplomata chinês prometeu ainda que a China vai financiar o Centro de Processamento dos Produtos Agrícolas nas imediações da Barragem de Poilão, no interior da ilha de Santiago, para que a produção agrícola tenha um tratamento conveniente para garantir um valor acrescentado no mercado.

As obras de construção, de raiz, do Estádio Nacional começaram a 21 de Outubro de 2010 e estão orçadas em 1,48 milhões de contos (12,6 milhões de euros).

O novo estádio tem uma área de 11.530 metros quadrados, conta com relva sintética, autorizada pela FIFA, uma pista de atletismo de oito corredores e tem capacidade para 15.000 espectadores.

Até hoje, o principal estádio do país, onde joga a selecção e único autorizado pela FIFA, é o da Várzea, em pleno centro da Cidade da Praia.

A China mantém relações diplomáticas com Cabo Verde desde 25 de Abril de 1976 e tem apoiado o país em vários domínios, tendo construído infra-estruturas como os palácios da Assembleia Nacional e do Governo, Auditório Nacional, Biblioteca Nacional, Memorial Amílcar Cabral e barragem de Poilão.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 26, 2014, 02:35:34 pm
Cabo Verde recebeu mais de 75 mil passageiros de cruzeiro em 2013


As ilhas cabo-verdianas superaram em 2013 a marca das 150 escalas de navios de cruzeiro, tendo o Porto Grande, em São Vicente, recebido a maior "fatia" em escalas e em turistas, indicam hoje dados oficiais. Segundo estatísticas divulgadas pela Empresa Nacional de Portos (ENAPOR) de Cabo Verde, o Porto Grande do Mindelo recebeu 57 das 157 escalas e 40.273 dos 75.643 dos passageiros.

A seguir ao Porto Grande, o da Cidade da Praia foi o segundo mais concorrido, com 39 navios e 26.585 passageiros, à frente do de Porto Novo (Santo Antão), com 15 navios e 3.834 passageiros, do Porto de Vale de Cavaleiros (Fogo), com 13 navios e 1.142 passageiros, e do Porto da Furna (Brava), com 11 escalas e 546 passageiros.

O Porto de Palmeira (Sal) recebeu nove navios e 1.982 passageiros, à frente do Porto Inglês (Maio - seis navios para 601 passageiros), do Tarrafal (São Nicolau - cinco navios e 266 passageiros) e do Porto de Sal-Rei (Boavista - dois navios e 414 passageiros).

O Turismo de Cruzeiro, que tem crescido exponencialmente, é uma das apostas do Governo cabo-verdiano, que, em Julho de 2013, assinou com a Holanda um acordo de financiamento do estudo para a construção de um terminal de cruzeiros no Mindelo, que deverá estar operacional em Agosto de 2015.

O custo global do projecto está orçado em 35 milhões de euros, mas, para a fase do estudo de viabilidade económica e financeira, a cooperação holandesa vai desbloquear 12 milhões de euros através da empresa ORIO, que construiu idênticas infra-estruturas em diversas ilhas das Caraíbas e em Chipre.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Março 25, 2014, 07:25:14 pm
Holanda quer investir em Cabo Verde


Empresários holandeses vão investir nas áreas dos transportes aéreos e marítimos e no agronegócio em Cabo Verde, afirmou hoje na Cidade da Praia o embaixador da Holanda no arquipélago.

Pieter de Zwaan, que reside em Dacar (Senegal), falava aos jornalistas no final de um encontro de um grupo de cerca de uma dezena de empresários holandeses com o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, numa altura em que a Holanda é já o quatro parceiro comercial de Cabo Verde.

A vinda da delegação empresarial a Cabo Verde surgiu na sequência da visita que José Maria Neves efetuou em julho de 2013 à Holanda, onde reside uma vasta comunidade cabo-verdiana, em que o primeiro-ministro de Cabo Verde solicitou ao seu homólogo holandês, Mark Rutte, o reforço das relações económicas e empresariais. Pieter de Zwaan salientou sobretudo o interesse holandês na construção de um terminal de cruzeiros no porto do Mindelo, na ilha de São Vicente, bem como na venda de dois rebocadores para apoiar o renovado e ampliado porto da capital cabo-verdiana, e ainda na área do agronegócio.

Também aos jornalistas, o empresário holandês Arnout Nuijt foi mais longe a admitiu que a empresa que dirige, a Atlantico Businesse Development (Consultoria e Serviços de Informação), está a ponderar entrar na corrida à privatização do "handling" nos quatro aeroportos internacionais e três aeródromos existentes no arquipélago.
"Cabo Verde tem a ambição de, a longo prazo, tornar-se um país de primeiro mundo na área dos transportes aéreos e marítimos. Nós queremos investir no setor portuário e aeroportuário e no agronegócio", salientou.

José Maria Neves, por seu lado, salientou tratar-se da primeira missão empresarial holandesa a Cabo Verde e garantiu que outras se seguirão para reforçar as parcerias e promover o investimento direto estrangeiro em Cabo Verde. "Vamos criar todas as condições, internamente, com o apoio de várias instituições, para incrementar as relações económicas e empresariais com a Holanda", garantiu o primeiro-ministro cabo-verdiano.

A Holanda está presente em Cabo Verde em vários projetos ligados à construção de infraestruturas, eletrificação, economia marítima, transportes e pesca, bem como nas áreas policial, justiça e cultura, através do "Dutch Good Growth Fund", vocacionado para o apoio ao setor privado.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Abril 25, 2014, 10:50:48 pm
Cabo Verde garante país 100% electrificado em 2015


O Governo cabo-verdiano garantiu que, até 2015, o país estará 100% electrificado, percentagem que se situa actualmente em 91%, e que será dada prioridade também à iluminação pública, deficiente em muitas localidades do arquipélago. A garantia foi dada na quinta-feira no parlamento pelo ministro do Turismo, Indústria e Energia cabo-verdiano, Humberto Brito, na sequência de perguntas dos deputados, indicando também que falta electrificar pequenas localidades em alguns dos 22 concelhos de nove ilhas em que se divide administrativamente o país.

Ao falar dos esforços de cobertura energética em vários concelhos de Cabo Verde, Humberto Brito, citado hoje pela Inforpress, argumentou que, em alguns casos, são necessários grandes investimentos para ligar localidades sem luz à rede de alta tensão, situação que, disse, será ultrapassada nos próximos meses.

Reconhecendo que ainda existem problemas de iluminação pública, Humberto Brito lembrou que várias das câmaras, após 10 anos sem o fazer, só nos últimos meses começaram a pagar a respectiva taxa, permitindo que muitos dos equipamentos existentes ficassem danificados.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Junho 30, 2014, 09:57:53 pm
Cabo Verde quer universalizar acesso à água e saneamento


O Governo de Cabo Verde quer universalizar o acesso à água e saneamento e atingir a sustentabilidade ambiental, mas entende que isso só se consegue com a consolidação de comportamentos, atitudes e práticas mais amigas do ambiente.

O desafio foi lançado hoje pelo ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território cabo-verdiano, Antero Veiga, na abertura da segunda reunião do comité de pilotagem do projeto de gestão integral dos recursos hídricos na zona costeira no Oceano Atlântico, Índico e Pacífico, que acontece na Cidade da Praia.
Segundo Antero Veiga, Cabo Verde tem conhecido "ganhos assinaláveis" nos domínios da água e saneamento, pelo que é preciso caminhar para a sustentabilidade ambiental, mas "com ações diárias, rumo à naturalização e perenidade".

"A população com água potável em Cabo Verde passou de 42%, em 1990, para 91%, em 2012, enquanto a população com acesso a um sistema de seguro de evacuação de águas residuais passou de 24% para 73,4% no mesmo período", indicou Antero Veiga, para quem o objetivo é universalizar o acesso à água e saneamento no país. "Os indicadores demonstram ganhos qualitativos e quantitativos. Mas a ambição de universalizar o acesso à água e saneamento obriga-nos a redobrar esforços, a ser persistentes e consequentes, de forma a atingirmos, tão cedo quanto possível, a sustentabilidade ambiental, para o bem das futuras gerações", prosseguiu.

Segundo o ministro, as políticas e reformas em curso em Cabo Verde se ajustam às estratégias do projeto de gestão integral dos recursos hídricos, que também constitui uma mais-valia no reforço das ações em matéria de capacitação e sustentabilidade ambiental nos países insulares do Atlântico, Pacífico e Índico. A reunião do comité de pilotagem, que terá a duração de dois dias, serve para os representantes de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Comores, Maldivas, Maurícias e Seychelles analisarem os progressos realizados nos diferentes países no que diz respeito à gestão dos recursos hídricos, discutir o funcionamento do projeto a nível regional e nacional e analisar os planos de trabalhos e orçamentos anuais.

Pretende-se ainda com o encontro apreciar as lições aprendidas de planeamento participativo, estabelecer e reforçar os contactos entre todos pequenos Estados insulares e procurar estratégias para o uso racional da água e adaptação às mudanças climáticas e partilhar os ganhos do projeto. Com um financiamento de 600 mil dólares (431,4 mil euros), o Fundo Mundial para o Ambiente fez de Cabo Verde uma "experiência piloto" está a ser executada no concelho do Tarrafal (interior da ilha de Santiago), mas o objetivo é levar as boas práticas na gestão das águas a todas as ilhas e municípios do país.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 15, 2014, 05:11:22 pm
Índia ajuda Cabo Verde a melhorar formas de fazer negócios internacionais


Cabo Verde quer aproveitar a experiência da Índia para capacitar e trabalhar com os empresários do país sobre as melhores formas de fazer negócios internacionais, afirmou esta segunda-feira fonte oficial.

A intenção foi manifestada na Cidade da Praia, por Carlos Semedo, diretor-geral dos Assuntos Globais do Ministério das Relações Exteriores (MIREX) de Cabo Verde, na abertura de um seminário para capacitar setores empresariais sobre como fazer negócios internacionais.

O evento, promovido conjuntamente pelo MIREX, Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI) e Cabo Verde Investimentos (CV) será conduzido até sexta-feira por três professores do Instituto Indiano do Comércio Exterior (IIFT).

“A Índia tem um setor de pequenas e médias empresas muito avançado, um setor empresarial muito dinâmico e pessoas muito capacitadas, estando três professores na Cidade da Praia para ministrar o seminário. É bom transmitir essas informações ao setor privado”, sustentou.

Segundo Carlos Semedo, Cabo Verde participa regularmente no Indiafrica, um fórum de diálogo político entre a Índia e África, e o seminário é o resultado do interesse do governo indiano em ajudar os países africanos a enriquecer o seu tecido empresarial.

“Para internacionalizar as nossas empresas é preciso dotar o setor privado de conhecimentos sobre comércio. Não se pode cair de paraquedas e ir, por exemplo, à Europa e fazer negócios. Temos de saber como as coisas funcionam”, sustentou o responsável, desafiando o setor privado a tirar proveito da abertura dos mercados internacionais.

“Não podemos ocupar o papel do setor privado. Estamos a tirar tudo o que é conhecimento, possibilidades de financiamento e de abertura de mercado, e agora cabe ao setor privado também tirar proveito”, sublinhou, referindo que o papel do governo cabo-verdiano é “facilitar, abrir e criar as condições” para as empresas operarem.

“Cabo Verde sempre fez o seu melhor em termos de negócios internacionais. Trazer os peritos indianos para capacitar o nosso setor empresarial e económico é um exemplo de diplomacia económica cabo-verdiana”, disse Semedo, para quem o turismo é uma área que participa na “cadeia global de valor”, mas há outras indústrias também com chances de entrar na cadeia.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 26, 2014, 01:46:09 pm
Cabo Verde prevê crescimento entre os 3% e 4% no próximo ano


A economia cabo-verdiana deverá crescer em 2015 entre 3% e 4%, com o rácio de investimentos a situar-se nos 11,7% e a inflação entre 1% e 2,5%, indicou o novo ministro da Presidência do Conselho de Ministros Cabo Verde.

Démis Lobo falava aos jornalistas na qualidade de porta-voz do Conselho de Ministros, que se reuniu quinta-feira à noite para apreciar e aprovar o Orçamento do Estado para 2015, entre outros diplomas. O novo ministro, empossado segunda-feira, comunicou igualmente a alienação de 21.300 ações, correspondentes a 2,13% da participação social do Estado na Empresa Nacional de Combustíveis (ENACOL).

O mesmo se passou com a venda de 132.476 ações (10%) da participação social do Estado no Banco Comercial de Cabo Verde (BCA), detidos pelo Estado. As duas operações serão, disse, realizadas a título oneroso, através de venda direta, fora da Bolsa de Valores, mediante autorização que terá de ser solicitada à auditoria geral do mercado de valores mobiliários para o efeito.

Questionado quanto aos detalhes das transações (valores projetados ou manifestação de interessados) bem como os pormenores das projeções económicas para o próximo ano, Démis Logo remeteu as explicações técnicas para a ministra das Finanças e Planeamento cabo-verdiana, Cristina Duarte. Démis Lobo adiantou, porém, que o Governo optou pela alienação destes ativos "com a convicção de que estão cumpridos os objetivos essenciais instituídos para a privatização" das duas empresas.

"Hoje, o Estado tem a plena capacidade de regulação económica pelo que não há necessidade de um tratamento preferencial a estas empresas", salientou, lembrando que as vendas das participações "contribuirão" para a liberalização do mercado.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 01, 2015, 06:15:59 pm
Brasil vai ajudar Cabo Verde a desenvolver sistema de busca e salvamento


Jorge Tolentino e Mauro Vieira falavam à imprensa na Cidade da Praia após o final da 3.ª reunião do mecanismo de consultas políticas entre os dois países, enquadrada numa visita que o diplomata brasileiro realiza hoje ao arquipélago cabo-verdiano.

Segundo os dois governantes, a nova parceria será importante, tendo em conta a posição estratégica de Cabo Verde no Oceano Atlântico, tendo Mauro Vieira informado que o Brasil vai garantir a formação de um grupo de resgate e salvamento em Cabo Verde.

"É uma iniciativa que não é só do interesse de Governo de Cabo Verde, mas também de todos os Estados ribeirinhos e do Brasil, sobretudo porque tem uma grande frente no Oceano Atlântico", afirmou Mauro Vieira.

"É algo de uma importância extraordinária para Cabo Verde, um país que está no meio do atlântico e que tem compromissos no domínio da navegação aérea e marítima. Isto é um engajamento extraordinário para Cabo Verde neste momento", completou Jorge Tolentino.

Os dois governantes sublinharam ainda o reforço da cooperação nas áreas da educação, defesa, energias renováveis, apoio do Brasil para a afirmação de Cabo Verde e o reforço da conetividade aérea e marítima entre os dois países.

Questionado sobre se as recentes manifestações no Brasil terão alguma influência na relação com Cabo Verde e outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Mauro Viera afirmou que os protestos são "naturais" em democracia e que o Brasil continuará a manter os seus programas de cooperação com todos os países membros da CPLP.

"Tudo o que estiver ao nosso alcance no sentido de promover o entendimento, o diálogo e trazer uma palavra de apoio do Brasil aos outros países será sempre feito", garantiu.

Mauro Vieira está hoje em Cabo Verde para uma visita oficial de 24 horas, a convite do seu homólogo cabo-verdiano, Jorge Tolentino, para o reforço das relações de amizade de cooperação entre os dois países.

O ministro brasileiro será recebido ainda hoje em visitas de cortesia separadas pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, pelo Presidente da Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos, e pelo primeiro-ministro, José Maria Neves.

A passagem de Mauro Vieira por Cabo Verde insere-se num périplo que está a fazer desde sexta-feira por outros países africanos: República Democrática do Congo, Camarões e Senegal.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 07, 2015, 04:45:43 pm
CEDEAO vai financiar ligação marítima entre Cabo Verde e Senegal


"É um projeto que temos vindo a acarinhar, acabou por ser assumido e apadrinhado pelo Presidente do Senegal, Macky Sall, enquanto atual presidente da CEDEAO, ou seja esse projeto deixa de ser meramente bilateral e passa a ser um projeto no quadro dos investimentos da própria CEDEAO", informou Jorge Tolentino.

O chefe da diplomacia cabo-verdiana falava à imprensa hoje na Cidade da Praia após empossar quatro novos embaixadores e a primeira cônsul geral de Cabo Verde em Portugal e para fazer o balanço da sua recente visita ao Senegal.

Durante a sua estada no Senegal, Jorge Tolentino avançou que manteve um encontro com o primeiro-ministro daquele país, Mohammed Dionne, que deverá visitar Cabo Verde em janeiro próximo para presidir à reunião da comissão mista entre os dois países, juntamente com o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves.

O ministro cabo-verdiano referiu que as duas delegações vão continuar a trabalhar no processo para poderem ter resultados concretos sobre a ligação marítima direta em janeiro próximo.

"Já há algum trabalho a ser feito ao nível do ministério responsável pelos Transportes marítimos e cabe-nos a nós ter resultados nesse horizonte de janeiro de 2016", prosseguiu.

As autoridades cabo-verdianas têm pedido sistematicamente um tratamento especial de todas as instituições da CEDEAO para ajudar a debelar as vulnerabilidades subjacentes à insularidade do país e que possa ter condições de integração plena nesse espaço regional.

Jorge Tolentino reconheceu e agradeceu o apoio do Senegal às posições de Cabo Verde, nomeadamente a defesa das suas especificidades enquanto estado insular dentro do espaço comunitário.

Quanto à visita ao Senegal, país africano mais próximo de Cabo Verde (a 640 km) e que detém a presidência rotativa da CEDEAO, Jorge Tolentino disse que decorreu "extraordinariamente bem", e foram negociados, concluídos e assinados vários acordos de cooperação.

Entre eles está um relativo à circulação de pessoas entre os dois países, o no domínio técnico-militar, da formação profissional e um acordo aéreo para atualizar o de 1979.

Lusa
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Get_It em Fevereiro 13, 2017, 09:54:55 pm
Portugal a subsidiar inteiramente as construtoras e ainda a dar uns trocos.

Cabo Verde negoceia perdão de 200 milhões de dívida com Portugal
(13 de Fevereiro de 2017)
Citação de: Jornal de Negócios
Ulisses Correia e Silva falava hoje aos jornalistas no âmbito da assinatura de um memorando que transfere para as autarquias a gestão de 2.048 casas do referido programa.

"Está sobre a mesa. Não diria a totalidade, mas se for parcial seria muito bom", disse Ulisses Correia e Silva, adiantando que as negociações decorrem com o Governo português e que está igualmente em estudo a reestruturação do pagamento do valor em dívida.

"Estamos a negociar na possibilidade de reestruturação da dívida, tendo em conta que começa a vencer em 2021. Os encargos são elevadíssimos para um projecto que não tem rendimento em termos de retorno. Com a reestruturação da dívida ou com o perdão total ou parcial da dívida estaríamos em condições de pagar menos em termos de Dívida Pública", disse.

Para Ulisses Correia "óptimo, seria o perdão da dívida", mas o primeiro-ministro cabo-verdiano adiantou que se tal não for possível "há portas abertas para a renegociação".

O programa "Casa para Todos", gerido pela Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), foi lançado pelos governos do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), agora na oposição, e financiado ao abrigo de uma linha de crédito portuguesa de 200 milhões de euros.

As casas estão a ser construídas por consórcios de empresas cabo-verdianas (19) e portuguesas (22), como parte das condições do empréstimo negociadas com Portugal.

(...)

Por seu lado, o presidente do IFH, Francisco Neves, adiantou que foram já consumidos no programa 160 milhões de euros do total da linha de crédito com Portugal, faltando investir 39,5 milhões.

Valor que não deverá ser suficiente para concluir todas as obras devido às derrapagens, aos juros de mora e ao pagamento de indemnizações aos empreiteiros por causa das falhas nos prazos.

Estima-se, por isso, que sejam necessários mais cerca de 18 milhões de euros para concluir todas as obras previstas.

A dívida de 200 milhões a Portugal será um dos assuntos a abordar entre os dois governos durante a IV Cimeira Portugal-Cabo Verde, que decorre, na próxima semana, na cidade da Praia.

Cumprimentos,
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Alvalade em Fevereiro 13, 2017, 10:50:44 pm
É como ter regiões autónomas, mas independentes.

Não são independentes? Então safem-se sozinhos como faz o resto do mundo.
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: HSMW em Fevereiro 13, 2017, 11:09:34 pm
A menos que queiram voltar para casa dos pais...  8)
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Get_It em Fevereiro 14, 2017, 01:00:05 am
É como ter regiões autónomas, mas independentes.

Não são independentes? Então safem-se sozinhos como faz o resto do mundo.
Calma que há mais:

Portugal apoia com 5 milhões de euros projectos de desenvolvimento rural na CPLP
(13 de Fevereiro de 2017)
Citação de: Observador
Portugal vai apoiar com 5 milhões de euros projectos de desenvolvimento rural nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciou esta segunda-feira o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural português em Uberaba, no Brasil.

«Tive a oportunidade de anunciar hoje [segunda-feira] que o Ministério da Agricultura decidiu alocar cinco milhões de euros das medidas de cooperação transnacional do nosso programa de desenvolvimento rural para desenvolver projectos com os países da CPLP para atingir os grandes objectivos que estão traçados na estratégia aprovada, que é combater a fome e a má nutrição, naturalmente através de projectos que ensinem a pescar e não que dê o peixe, como se costuma dizer», disse à Lusa Capoulas Santos.

(...)

De acordo com o ministro, trata-se do «contributo português para a execução de acções concretas para atingir os objectivos que estão definidos» nas estratégias da CPLP.

«Nós iremos agora trabalhar com cada um dos países para a definição de prioridades e para a definição das regras, neste caso nos âmbitos nacionais e comunitários, que estão submetidas dentro do plano de desenvolvimento rural», afirmou Capoulas Santos.

Segundo o ministro, “foram adiantadas algumas hipóteses e cada um dos países já teve a oportunidade de avançar com as suas principais prioridades”.

Capoulas Santos disse que os trabalhos vão começar na próxima reunião do bloco lusófono, que se deverá realizar provavelmente em Maio no Brasil que assegura actualmente a presidência rotativa da CPLP.

(...)
Fonte: http://observador.pt/2017/02/13/portugal-apoia-com-5-milhoes-de-euros-projetos-de-desenvolvimento-rural-na-cplp/ (http://observador.pt/2017/02/13/portugal-apoia-com-5-milhoes-de-euros-projetos-de-desenvolvimento-rural-na-cplp/)

E mais uma:
Portugal prevê realizar programas de cooperação com países da CPLP no valor de 128 milhões de euros
(25 de Janeiro de 2017)
Citação de: Observador / Agência de Propaganda do Estado Português
Portugal tem uma perspectiva de realizar este ano programas de cooperação com países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na ordem dos 128 milhões de euros, disse esta quarta-feira a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

«Portugal tem procurado de uma forma consistente alavancar fundos de cooperação delegada para reforçar a sua capacidade financeira nos programas de cooperação nos PALOP (Países Africanos de Língua Portuguesa) e em Timor-Leste», disse Teresa Ribeiro.

«Neste sentido, este ano, e ao contrário do que vinha acontecendo no passado, nós temos já a perspectiva de realização, de execução, de um conjunto de programas na ordem dos 128 milhões de euros, que permitirão em diversas áreas executar programas de cooperação», afirmou Teresa Ribeiro.

De acordo com a secretária de Estado, estão em causa «programas na área da formação profissional, na área da segurança alimentar, na área da governação económica, enfim, em muitas outras áreas, quer em Angola, quer em São Tomé e Príncipe, quer na Guiné-Bissau, quer em Cabo Verde».

«Temos um programa de bolsas que vai ser proximamente lançado», disse ainda Teresa Ribeiro.

«Neste programa de bolsas o que queremos é associar o sector o privado, não tanto pela contribuição financeira que possam trazer ao programa, assim aumentando a sua capacidade, mas sobretudo porque trazem ao programa a dimensão do mercado e facilitam a integração daqueles que serão bolseiros nos mercados quando acabarem a sua formação, colocando-os em conexão directa com o emprego de que poderão beneficiar-se no futuro», sublinhou.

A secretária de Estado disse ainda que a Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (SOFID), até Março, terá um novo plano estratégico.

«A nossa ambição é que a SOFID, de facto, em março tenha já o seu plano estratégico e que isso possa coincidir também com a sua articulação com o Fundo Europeu do Desenvolvimento Sustentável, que está neste momento em discussão no Parlamento, que estará operacional ainda este ano», referiu ainda Teresa Ribeiro.

«Esperamos que a SOFID possa plenamente cumprir a sua missão enquanto banco de desenvolvimento, não apenas confinada aos fundos nacionais, mas ao contrário, capaz de captar outros fundos existentes nas (organizações) multilaterais, com outro volume financeiro importante para os grandes projectos», acrescentou a secretária de Estado.

No mesmo seminário, o director da cooperação da CPLP, Manuel Lapão, disse que o bloco lusófono deverá candidatar-se a uma auditoria, no âmbito da União Europeia, para que a organização lusófona possa gerir recursos em nome da União Europeia na execução de programas de cooperação nos países lusófonos.
Fonte: http://observador.pt/2017/01/25/portugal-preve-realizar-programas-de-cooperacao-com-paises-da-cplp-no-valor-de-128-milhoes-de-euros/ (http://observador.pt/2017/01/25/portugal-preve-realizar-programas-de-cooperacao-com-paises-da-cplp-no-valor-de-128-milhoes-de-euros/)

Grande Portugal, um país tão rico, sem dividas e um dos BRIC (o R é Portugal) que até se dá ao luxo de financiar países que volta e meia insultam os portugueses, queixam-se de os colonistas portugueses querem controlar os seus países e ainda têm ministros que defendem o fim da língua portuguesa como língua materna.

E leiam com especial atenção o último parágrafo da segunda notícia. Basicamente a CPLP (aquela cujos países membros volta e meia queixam-se de Portugal presidir a organização) vai poder gerir directamente fundos comunitários europeus.

Cumprimentos,
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Viajante em Fevereiro 14, 2017, 11:56:14 am
É isso que é mais confrangedor Get_it. Ajudamos, damos dinheiro, segurança, infraestruturas e ainda somos enxovalhados na volta!
Depois vamos construír e vender produtos para esses países que por sua vez não pagam às empresas portuguesas..... e lá assume o estado empréstimos/doações às empresas para não ficarem a olhar para as mãos! Tudo pessoas sérias e que por sua vez investem cá a comprar empresas nacionais com os trocos que vão amealhando da venda árdua de ovos e exploração de restaurantes......

Mas há muito mais, gostava de saber as dívidas de alunos oriundos dos PALOP às Escolas/Universidades, dos pacientes dos PALOP aos Hospitais nacionais e que no fundo sai-nos dos bolsos de todos nós! É assim que o dinheiro vai desaparecendo.

No entanto concordo que devemos investir para mantermos a nossa língua em todo o lado, não só nos PALOP (estou a lembrar-me nos países com emigrantes portugueses e que têem falta de professores de português)............

Venham lá os cheques para assinarmos.......
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Get_It em Fevereiro 14, 2017, 02:25:57 pm
O engraçado é que continuamos a ver empresas e chicos espertos que querem (exclusivamente) apostar nos membros da CPLP. Mas para mandarem-se para outros mercados como os EUA, Canadá, China ou Alemanha já não têm "coragem" nem capacidade para competir.

Dívidas é uma coisa. Agora se forem bolsas para alunos da PALOP que tenham mérito... tudo bem. Pior é mesmo andar a pagar o ensino a uns apenas porque são filhos do director X ou Y de um país PALOP. Como é possível um gajo ter direito a estudos em Portugal, pagos pelo Estado português, só porque é filho de um directorzinho de um aeroporto em Angola... Aí há gato. E este é só um exemplo.

Relativamente à língua portuguesa acho que nem vale a pena andar a financiar/investir na aprendizagem no estrangeiro desde que continue a existir o acordo ortográfico. Especialmente quando há países que já preferem contratar professores brasileiros e ensinar a variante brasileira em detrimento da portuguesa. Se antes a variante brasileira já tinha alguma fama de ser mais fácil de aprender, então agora ganha mais peso porque é basicamente utilizada em todo o lado.

Mas claro continua a existir aquele principal motivo para financiar esses projectos relacionados com o ensino da língua portuguesa: dar emprego aos milhares e milhares de professores que foram formados durante anos.

Cumprimentos,
Título: Re: Cabo Verde
Enviado por: Viajante em Fevereiro 15, 2017, 04:22:23 pm
Tens razão Get_it.

Nas Escolas/Universidades não estou a referir-me às bolsas. Não tenho objecção a isso. Estava a referir-me às propinas/despesas escolares que ficam em dívida. Também já me aconteceu ter de "limpar" do Balanço milhares de euros de créditos incobráveis!!!!!!