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Indústrias de Defesa e Tecnologia Militar => Indústrias de Defesa => Tópico iniciado por: Get_It em Julho 18, 2007, 01:57:46 am

Título: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Get_It em Julho 18, 2007, 01:57:46 am
À falta de um tópico específico acerca do Arsenal do Alfeite criei este tópico.
Citação de: "Correio da Manhã"
Protestos de trabalhadores
Os trabalhadores do Arsenal do Alfeite concentraram-se ontem à tarde junto da residência oficial do primeiro-ministro para protestar contra a destruição do Arsenal do Alfeite.

Os funcionários criticaram o silêncio do Governo e exigiram saber qual o futuro da empresa, protestando pela manutenção dos seus postos de trabalho, das carreiras profissionais e vínculos de nomeação.

2007-07-18
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=250454&idselect=11&idCanal=11&p=200

Notícias anteriores:
Citação de: "Ana Patrícia Dias, Correio da Manhã"
95 mil euros por um estudo
O Governo vai pagar 95 mil euros ao ex-presidente do conselho de administração da hidroeléctrica de Cahora Bassa, Carlos Veiga Anjos, para fazer um estudo sobre a empresarialização do Arsenal do Alfeite. Com um prazo de seis meses para realização do trabalho, o economista irá auferir 15 833 euros por mês, mais do dobro do salário do Presidente da República, que é de 7155 euros.

O Governo vai pagar 95 mil euros ao ex-presidente do conselho de administração da hidroeléctrica de Cahora Bassa, Carlos Veiga Anjos, para fazer um estudo sobre a empresarialização do Arsenal do Alfeite. Com um prazo de seis meses para realização do trabalho, o economista irá auferir 15 833 euros por mês, mais do dobro do salário do Presidente da República, que é de 7155 euros.

Bloco de Notas
Arsenal do Alfeite

O Arsenal do Alfeite é um estabelecimento fabril de projecto, construção e reparação naval da Marinha Portuguesa. Localizado em Alfeite, perto de Almada, este estabelecimento foi criado em 1937 e tem cerca de 1400 funcionários.

513 Nomeações

O Governo procedeu o ano passado a 513 nomeações de profissionais das mais diversas áreas para integrarem os 79 grupos de trabalho formados no segundo ano de governação. Só o Ministério das Finanças é responsável pela constituição de onze e integra mais 12, segundo apurou o CM numa pesquisa no ‘Diário da República’.

Reforma da Saúde

A coordenadora do grupo de trabalho para a reforma do sistema de saúde militar, a médica Ana Jorge, recebe por mês 1696 euros, enquanto os restantes quatro elementos do grupo, que deveria ter terminado os relatórios até 31 de Julho de 2006, auferem 700 euros.

2007-01-13
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=227362&idCanal=90

Citação de: "António Sérgio Azenha, Correio da Manhã"
Arsenal do Alfeite: 95 mil euros por 4 meses
Carlos Veiga Anjos, ex-presidente da hidroeléctrica de Cabora Bassa, terá uma remuneração de 95 mil euros pelo trabalho de quatro meses na realização de um estudo sobre a empresarialização do Arsenal do Alfeite, em Almada, e não de seis meses, como estava previsto inicialmente e como o CM já noticiou. Por mês, Veiga Anjos ganhará 23 750 euros brutos.

Previsto para ser executado entre “20 de Novembro de 2006 e 31 de Maio de 2007”, segundo um despacho conjunto dos ministros das Finanças e da Defesa, o estudo será agora realizado entre 10 de Dezembro de 2006 e 31 de Março de 2007, refere uma rectificação do Ministério da Defesa publicada ontem em ‘Diário da República’. Apesar da redução do prazo temporal para a execução do estudo, o Ministério da Defesa manteve inalterado o valor da remuneração total de 95 mil euros de Veiga Anjos.

As despesas com o funcionamento do grupo de trabalho serão financiadas com verbas do orçamento da secretaria-geral do Ministério da Defesa. Nomeado por despacho do ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, Veiga Anjos irá exercer “funções em regime de tempo integral e dedicação exclusiva”. O Ministério da Defesa justificou a escolha de Veiga com o argumento de que se trata “de um consultor a nível internacional com um vasto currículo”, até porque a reforma do Arsenal do Alfeite “é um processo muito complexo com um prazo muito curto”.

2007-01-30
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=229347&idCanal=11


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 01, 2007, 08:46:22 pm
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A aposta nas “tecnológicas” da Defesa

A aposta no desenvolvimento do Arsenal do Alfeite, com a criação de "um centro tecnológico de excelência da indústria naval" que "contribua para crescimento geral da economia nacional", é um sinal positivo e revelador de um reconhecimento do papel fundamental das tecnologias de Defesa.Muito positivo também o facto do ministro da Defesa garantir a criação e desenvolvimento deste "centro tecnológico de excelência naval" pois revela a ultrapassagem, no sétimo andar da Ilha da Madeira, da velha cultura das compras chave-mão (próprias de países terceiro-mundistas e dominadas pela lógica das comissões) e o avanço, finalmente, para uma cultura de país desenvolvido que integra a Defesa como um investimento no desenvolvimento da sua economia.

A grande lacuna estratégica da política de Defesa, em Portugal, tem sido a sua impotência para conjugar a economia da Defesa como uma defesa da Economia, como investimento e alavanca para alcançar o modelo económico, tecnológico e competitivo, que Portugal necessita. Claro que só um entendimento bem estruturado entre Governo, Forças Armadas e Indústria nacional, em que as responsabilidades de todos se encontrem perfeitamente clarificadas, poderá dar corpo a uma tal política que supere a referida lacuna estratégica, conduzindo a um reequipamento das Forças Armadas eficaz e profícuo para o País. Instrumento fundamental para essa política, o investimento público no âmbito da Lei de Programação Militar permitirá, simultaneamente, modernizar as Forças Armadas e, sobretudo, criar uma oportunidade de envolvimento sério da indústria nacional, que projecte a sua inserção nas cadeias de valor internacionais, colocando-a num lugar de que está ainda longe e permitindo recolher os respectivos benefícios económicos.

A política de Defesa terá, assim, como objectivo real contribuir para a dinamização, desenvolvimento e modernização do dispositivo económico português e produzirá duas resultantes: um salto tecnológico no aparelho produtivo nacional com a respectiva criação de empregos altamente qualificados e exportação de produtos de alto valor acrescentado e, segunda resultante, o reequipamento das Forças Armadas. Esta afirmação da indústria nacional, feita através do seu relacionamento com a Defesa, constitui uma contribuição estratégica para a afirmação da economia nacional num universo globalizado e de alta exigência competitiva. Mais, é aqui que temos uma das vias fundamentais e mais eficientes para aplicar ao dispositivo económico nacional a “injecção tecnológica”, o tal “choque tecnológico”, que ele necessita para sobreviver.

Tal implica, porém, uma alteração profunda na abordagem da questão do reequipamento, uma mudança total em relação ao que tem sido a política tradicional nesta matéria, por parte dos diversos decisores envolvidos, tendo sempre presente como objectivo orientador a modernização do tecido económico e a rejeição total da lógica das “comissões” e das compras chave-na-mão ao exterior. Se a política tradicional privilegia a lógica das “comissões” e das compras chave-na-mão ao exterior, uma verdadeira política sustentada de Defesa privilegiará o “choque tecnológico” na indústria portuguesa, as parcerias, as políticas de contrapartidas e todos os factores que implementem a modernização do tecido económico. Só assim os investimentos da Defesa farão todo o sentido, contribuirão para o desenvolvimento e se poderá dizer que conjugam a economia da Defesa como defesa da Economia, característica de todos os países desenvolvidos.

Esta iniciativa do “centro tecnológico de excelência naval” do Alfeite mostra e demonstra bem que temos as capacidades e condições para dar o salto tecnológico (mas, sobretudo, político…) e que está mais que na altura de
tirar Portugal do terceiro-mundo em matéria de aquisição de equipamentos de Defesa e pôr fim a práticas pouco transparentes…

A política para a área da Defesa Nacional tem de assumir como objectivos a Segurança, o Bem-estar e o Desenvolvimento, usar para alcançar tais objectivos uma óptica de Inteligência Estratégica e Económica. E, no momento presente do País que somos, sem esquecer a Segurança e o Bem-estar, terá de privilegiar o Desenvolvimento. Só assim a política de Defesa será Nacional e só assim se afirmará a capacidade necessária para levar os Portugueses a superar os desafios económicos, tecnológicos e de segurança que se colocam ao País.


TECNOLOGIAS DUAL-USE

O carácter cada vez mais dual das tecnologias de Defesa e de Segurança confere às mesmas uma relevância que extravasa em muito a sua aplicação militar, com múltiplas utilizações na área civil. Exemplo claro é o trabalho de excelência tecnológica desenvolvida pelas empresas tecnológicas portuguesas da área Defesa – Edisoft, EID e ETI – reunidas no Pólo Tecnológico do Aeroespacial e da Defesa.

A título de exemplo, a história da Edisoft é sintomática da crescente relevância destas empresas. Começou no mar, com a concepção de software para as fragatas da classe Vasco da Gama e conquistou o muito apetecível e milionário mercado da indústria espacial, com um desempenho que a tornou já um player incontornável nos projectos da ESA e NASA, entre outros, e negoceia com a Agência Espacial Russa.

A contribuição tecnológica e económica das empresas da área da Defesa é fundamental, inclusive, para a afirmação tecnológica e económica do país, daí que o anuncio da criação de "um centro tecnológico de excelência da indústria naval" possa apenas ser acusado de pecar por tardio, dada a relevância atribuída ao sector por parte de outros estados, onde a componente Defesa, assume um papel estruturante, quer em termos tecnológicos, quer em termos comerciais.


Novo modelo de gestão para o Alfeite

O novo modelo de gestão idealizado para o Alfeite visa "abrir outros mercados" e melhorar a sua competitividade, com a as garantias do ministério da Defesa, sobre a continuidade do Arsenal e seu desenvolvimento, a surgirem depois de receber o relatório do grupo de trabalho encarregue de estudar os modelos de gestão e as propostas de modernização, cuja apreciação ficará concluída no início de Setembro.

O Ministério, nesta fase, assegura "a continuidade do Estaleiro do Arsenal do Alfeite e da actividade produtiva na sua actual localização", considerado "fundamental para a Marinha portuguesa e para o país". Também os “direitos e garantias [dos trabalhadores] estão perfeitamente garantidos, ao abrigo do seu actual vínculo à função pública”.

Depois de Setembro, quando terminar a avaliação das propostas do grupo de trabalho, promete "apresentar os seus objectivos aos representantes dos trabalhadores".

O executivo reitera, no entanto, que "seja qual for o modelo de gestão escolhido, a privatização do Arsenal do Alfeite não é um dos objectivos do Ministério da Defesa Nacional".




2007/07/31
Título:
Enviado por: ShadIntel em Agosto 31, 2009, 05:24:58 pm
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Defesa: Arsenal do Alfeite S.A. arranca terça-feira com postos de trabalho assegurados - Governo


Lisboa, 31 Ago (Lusa) - A conversão do Arsenal do Alfeite em sociedade anónima, que terça-feira entra em vigor, não implicará o despedimento de trabalhadores, garantiu hoje o secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, João Mira Gomes.

"Desde o início do processo que assegurámos que não ia haver despedimentos. Por ter sido reconhecido o vínculo de emprego público não há despedimentos e os trabalhadores não seleccionados transitarão para o regime de mobilidade especial", explica o governante, assegurando que o "todo o processo foi feito pensando na salvaguarda dos postos de trabalho e do ´know-how´" da empresa.

Dos 1.150 trabalhadores que integram os quadros actuais do Arsenal do Alfeite, 950 permanecem na nova empresa, na Marinha ou em departamentos do Ministério da Defesa e "110 ou 120" passam para o regime de mobilidade especial, calculou João Mira Gomes.

LUSA
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: nelson38899 em Março 05, 2012, 09:57:18 am
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Com pouco ou nada para fazer, os trabalhadores do Arsenal do Alfeite limitam-se a fazer a manutenção das oficinas ou então a fazer pequenos trabalhos em barcos civis.

Os 600 trabalhadores dos Estaleiros Navais do Alfeite, em Almada, dizem que pouco ou nada têm para fazer e os sindicatos já receiam o despedimento de duas centenas de funcionários.
Num local cuja principal função é tratar dos navios da Marinha, muitos ocupam o tempo a substituir pregos ferrujentos nas oficinas, uma vez que há muito que não entram barcos de guerra para manutenção.
O último navio da Marinha saiu há cinco meses e desde então os trabalhadores destes estaleiros dizem que apenas têm aparecido reparações rápidas a barcos civis.
«Invento trabalho. Ando às vezes nas oficinas e só vejo o sol encostado às bancadas, porque não há trabalho. Psicologicamente, é bastante traumatizante estar aqui oito horas a não fazer aquilo que devia dar lucro ao país e ao Arsenal do Alfeite», explicou Mário Matos, um dos trabalhadores.
O serralheiro civil Hélder Viegas diz que se vê «tudo parado» e o electromecânico Pedro Dias lembra que «tudo o que aparece para as pessoas que existem é muito pouco».
O sindicalista Rogério Caeiro classifica a situação de «confrangedora, porque neste momento temos 600 trabalhadores que se apresentam todos os dias no seu local de trabalho a fim de desempenhar a sua profissão, um direito que lhes é negado».
«Neste momento, podemos dizer que não há nada para fazer. A carteira de encomendas no Arsenal do Alfeite é zero», acrescentou.
Os trabalhadores já indicaram que as chefias avisaram que Governo e administração preparam-se para despedir 200 pessoas, numa altura em que já se teme o fim desta empresa.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2342459&page=2
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: P44 em Março 10, 2012, 12:21:27 pm
a culpa é dos comunas que estão no Governo!!!!

ah...espera aí...
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: chaimites em Março 28, 2012, 01:00:21 am
Alfeite e Viana unidos nos problemas ... e no presidente

Os Estaleiros Navais de Viana do Casteloe o Arsenal do Alfeite, as duas empresas da holding Empordef para a construção naval, passaram a partilhar, além da reduzida carteira de encomendas e dos problemas financeiros, também o mesmo presidente do Conselho de Administração:  Jorge Camões
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: JQT em Abril 27, 2012, 09:55:08 pm
E entretanto a web do AA foi renovada, recomenda-se e dá conta de umas coisas interessantes como isto:

(http://www.arsenal-alfeite.pt/images/bloco508.jpg)

A ver:

Projectos a relevar: http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=155 (http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=155)

e

Novos Projectos: http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=160 (http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=160)

Pois é meninos: já têm aqui o TPC para o fim de semana. :D

JQT
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: zawevo em Abril 27, 2012, 11:50:36 pm
Interessante!

O L 490 é muito parecido com o agora entregue a Cabo Verde.
O armamento parece-me ser igual para todas as propostas.

Obrigado JQT.

z
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: miguelbud em Novembro 05, 2012, 04:02:21 pm
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Alfeite está a reparar navio de Marrocos

O Arsenal do Alfeite está a reparar um navio da Marinha Real de Marrocos, o BSL Dakhla, mas o valor do contrato não foi revelado.

José Pedro Aguiar-Branco anunciou, esta segunda-feira, no Parlamento o contrato dos estaleiros do Alfeite para a manutenção e reparação de um navio de Marrocos. Contactada pelo Negócios, a Arsenal do Alfeite confirmou este trabalho, mas pouco disse sobre o acordo.

"Confirmamos a colaboração encetada pela Arsenal do Alfeite com a Marinha Real de Marrocos, nomeadamente no que diz respeito à manutenção/reparação do 'Bâtiment de Soutien Logistique' [BSL] Dakhla", disse fonte oficial da empresa ao Negócios.

O valor não foi revelado. No entanto, em Diário da República já foram publicados dois concursos públicos lançados pela Arsenal do Alfeite para subcontratos desta reparação. O Alfeite pretende contratar serviços de desgaseificação, lavagem e desengorduramento dos tanques de combustível do BSL Dakhla, tendo fixado um valor base de 10 mil euros. E lançou, ainda, um concurso para aquisição de serviços de tratamento de superfícies a bordo do BSL Dakhla com preço base de 20,5 mil euros.

In Jornal de Negócios
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: chaimites em Novembro 05, 2012, 11:36:56 pm
MAU! Muito mau!!!!!!!! inacreditável!!

 Os   laboratórios do Arsenal do Alfeite, únicos em Portugal e indispensáveis á  construção naval  podem perder creditaçao pelas sociedades classificadoras por causa de despacho do Ministério das Finanças que impede  gastar 6 mil euros (seis mil Euros) em auditorias!

Sem essa creditação os laboratórios nao podem trabalhar,
seria por exemplo  impossível  os ENVC terem feito o projecto das LFC´s  conjuntamente com o Alfeite!!

teriamos que ir á Alemanha ou a outro qualquer Pais, com tais laboratórios!

O Ministro da Defesa nacional afirmou no Parlamento que desconhece a situação!!! :evil:  :evil:

Quando e que nos livramos desta cambada de idiotas, que nao sabe o que anda a fazer, nem tem o minimo de qualificação para o cargo que ocupa??????!!!!!  :G-bigun:
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: P44 em Novembro 06, 2012, 10:34:59 am
passos coelho forever.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Daniel em Novembro 06, 2012, 11:58:38 am
A culpa é do Sócrates!!!
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: P44 em Novembro 06, 2012, 05:22:44 pm
Citação de: "Daniel"
A culpa é do Sócrates!!!


Engraçado, pensava que esse irmão gémeo do pinócrates II (passos coelho) tinha deixado  o governo em 2011. É ele que vai fazer com que o AA perca a acreditação? mmmmm...tá bem! Foi ele que deu ordens ao gasparzinho para não avançar com os 6 mil euros??????
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Charlie Jaguar em Agosto 06, 2013, 05:46:59 pm
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Empordef propõe construção de lanchas no Alfeite e não em Viana

Nuno Sá Lourenço e Andrea Cruz
06/08/2013

Projecto de construção de 10 lanchas de fiscalização - 5 para Portugal e 5 para Angola - foi apresentado em Luanda ao ministro da Defesa de Angola.
Última lancha de fiscalização ali construída foi em 2006


A proposta foi feita durante uma visita de trabalho a Angola que decorreu entre 10 e 13 de Julho deste ano. O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, levou consigo o presidente do conselho de administração da Empordef (Empresa Portuguesa de Defesa), Rui Vicente Ferreira, que aproveitou a viagem para defender um programa conjunto para a construção de lanchas para as Marinhas de Portugal e de Angola. Ao que o PÚBLICO apurou, a ideia era construir dez lanchas de fiscalização, cabendo cinco a Portugal e outras cinco a Angola.

Na altura, apenas transpirou a proposta de "construção conjunta de navios de guerra", sem mais pormenores. Mas ontem o PÚBLICO confirmou junto da Empordef que esses navios seriam lanchas de fiscalização costeira a construir no Arsenal do Alfeite e não nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. O "Arsenal do Alfeite e a Marinha Portuguesa" seriam as "entidades envolvidas", confirmou a assessoria de imprensa da empresa, caso a proposta fosse aceite por Angola. De acordo com a Empordef, as "vantagens" do projecto resultam das "economias de escala na construção, sustentação do ciclo de vida dos navios e na formação".

Até ao momento, pouco mais se avançou no processo. Aquando da visita, o ministro da Defesa Nacional angolano, Cândido Van-Dúnem, classificou os projectos apresentados pela delegação da holding portuguesa como "interessantes". "Recebemos com muito bom grado estas propostas. Ali, onde Portugal e a sua capacidade puderem fazer parte deste longo caminho que ainda vislumbramos, não tenho sombra de dúvida que nós, com base na nossa cooperação estratégica, com base nos laços de irmandade e fundamentalmente culturais que nos unem, sempre teremos bem presentes as propostas vindas de Portugal", vincou. Há largos anos que o Arsenal do Alfeite não constrói navios para a Marinha Portuguesa. A última fora a lancha de fiscalização Sagitário, entregue em 2001. Depois disso, entregou em 2005 e 2006 duas lanchas à Direcção-Geral de Autoridade Marítima e três salva-vidas (entre 2007 e 2008) ao Instituto de Socorros a Náufragos. As duas últimas construções no Alfeite - duas lanchas passa-cabos - datam de 2008.

De então para cá, o grosso das encomendas navais da Marinha estava concentrado nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Quando Paulo Portas era ministro da Defesa, foi assinado um protocolo que previa a construção dez navios de patrulha oceânica, um navio logístico e cinco lanchas de fiscalização. O mesmo número de lanchas que caberia a Portugal no projecto conjunto com Angola. O protocolo de Portas nunca chegou a ser concluído na sua totalidade, com os estaleiros a lançar à água apenas dois navios de patrulha oceânicos. Em Abril deste ano, o Governo decidiu extinguir os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e avançar com um concurso para subconcessão dos terrenos e infra-estrutura dos ENVC depois de a averiguação feita pela DGCom (Direcção-Geral da Concorrência da União Europeia) ter concluído pela exigência de devolução de 180 milhões de euros ao Estado por ajudas recebidas entre 2006 e 2011.

Entretanto, o presidente socialista da Câmara de Viana do Castelo anunciou que vai formalizar, hoje, o pedido de levantamento do caderno de encargos da subconcessão dos estaleiros. José Maria Costa alegou ser esta a única forma de conhecer o que está previsto para a empresa, informação que diz não ter ainda recebido do Ministério da Defesa Nacional. Para o autarca, o processo está envolto em "opacidade", tanto mais que se trata de uma empresa e de terrenos públicos. "É tudo menos claro, é tudo menos transparente. É inacreditável o que se está a passar num Estado de direito. Estas coisas de grande confidencialidade costumam ser nas centrais nucleares, nessas coisas assim muito complicadas. Mas pelos vistos os Estaleiros de Viana têm de facto alguma coisa muito confidencial que o senhor ministro quererá esconder de alguém", sustentou o autarca no final da reunião quinzenal do executivo. José Maria Costa manifestou-se igualmente indignado por ter de assinar um compromisso de confidencialidade sobre os documentos a que terá acesso.

 :arrow: http://www.publico.pt/portugal/jornal/e ... a-26922334 (http://www.publico.pt/portugal/jornal/empordef-propoe-construcao-de-lanchas-no-alfeite-e-nao-em-viana-26922334)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 08, 2013, 12:12:21 pm
Alguém sabe qual é o modelo que se coloca a hipótese de ser construido para os dois países?

Já agora, estive a trocar impressões com um "conhecido" e ele ao ver os novos projectos do AA ficou espantado ao ver o L490. Alguém sabe quais as caracteristicas principais do NPC que a Armada pretende adquiri no futuro. Coloco esta questão porque se os ENVC passar realmente para as mãos dos privados, dúvido que eles se metam a fazer negócios com a nossa Armada.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: HSMW em Agosto 31, 2013, 07:17:01 pm
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Fragata marroquina é o primeiro navio combatente estrangeiro a reparar no Alfeite

A fragata marroquina "Hassan II" chega na segunda-feira ao Arsenal do Alfeite (AA), sendo o primeiro navio combatente estrangeiro a reparar por aqueles estaleiros, disse hoje à agência Lusa fonte da administração daquela empresa pública.

Os trabalhos deverão decorrer durante seis semanas e visam a revisão periódica e reposição da condição do casco, incluindo limpeza e pintura integrais, verificações dos sistemas de propulsão, governo e estabilização de balanço, explicou a mesma fonte.

Durante esta operação serão realizados outros trabalhos complementares, como a limpeza de tanques, revisão e reparação de válvulas de casco, aferição de condição das linhas de veios e do leme, inspeção e beneficiação de amarras e ferros, assim como a reposição do sistema de proteção catódica.

Agência Lusa

http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo ... 90166.html (http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/fragata-marroquina-e-o-primeiro-navio-combatente-estrangeiro-a-reparar-no-alfeite_16590166.html)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Charlie Jaguar em Outubro 12, 2013, 01:21:01 pm
Saiu ontem à tarde da doca-seca do Arsenal do Alfeite a fragata "Hassan II" da Armada Real Marroquina. Encontra-se neste momento acostada no AA, quase prontinha.  :arrow: http://www.defense-aerospace.com/articl ... gates.html (http://www.defense-aerospace.com/article-view/release/148610/portugal-to-maintain-moroccan-frigates.html) [/quote]
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Charlie Jaguar em Outubro 15, 2013, 10:42:15 am
Só para ir complementando a informação acerca da "Hassan II", este vaso de guerra zarpou ontem do Arsenal do Alfeite ao início da tarde.  :wink:
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: P44 em Outubro 15, 2013, 06:46:01 pm
pics or didn't happen
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: miguelbud em Novembro 29, 2013, 09:05:55 am
Esquisita esta notícia, se nao é para privatizar para o ano, é para privatizar quando?

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Arsenal do Alfeite não é para privatizar no próximo ano


O Arsenal do Alfeite fechou 2012 com prejuízos de 5,4 milhões de euros, face ao resultado negativo de 2,6 milhões em 2011.

O Arsenal do Alfeite pertence ao universo da Empordef, ‘holding' pública que ainda detém os ENVC, e é responsável por construção e reparação, trabalhando sobretudo para a Marinha Portuguesa e outras Marinhas da NATO. A empresa tem 600 trabalhadores e, segundo o relatório e contas de 2012, a empresa efectuou várias actividades de reparação e também construção, não só para a Marinha (portuguesa, holandesa e de Gibraltar) mas iniciando um projecto de um barco-rabelo para a Douro Azul.
http://economico.sapo.pt/noticias/arsen ... 82717.html (http://economico.sapo.pt/noticias/arsenal-do-alfeite-nao-e-para-privatizar-no-proximo-ano_182717.html)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Charlie Jaguar em Dezembro 11, 2013, 07:56:06 pm
Para complementar a notícia deixada pelo colega miguelbud, o mesmo assunto no Público.

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Privatização do Alfeite não está prevista para 2014, diz ministro

Nuno Sá Lourenço   04/11/2013 - 18:33
 
Aguiar-Branco remete decisão de alienação total ou parcial para mais tarde.

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou esta segunda-feira que durante o ano de 2014 não se realizará a privatização do Arsenal do Alfeite. A revelação foi feita depois do deputado socialista Marcos Perestrello o ter questionado, esta segunda-feira, no Parlamento, numa audição a propósito do Orçamento, sobre o que “quer fazer” com o sector empresarial na Defesa, depois de acusar de nada mais fazer a não ser alienar. Na resposta, o ministro lembrou que o Programa do Governo já previa a “privatização das empresas da área da Defesa”. Priorizou depois que o Executivo tencionava começar pelas “empresas onde faz menos sentido o Estado estar presente”. E acrescentou que não estavam em causa as OGMA (Oficinas Gerais de Material Aeronáutico) e que sobre o Arsenal do Alfeite, a sua alienação “não está prevista para 2014”.

A deputada do BE, Mariana Aiveca, recuperou o tema para alertar que “no programa a privatização não estava assim tão clara”. E instou o ministro a explicar a implicação da redução do pessoal civil nesse sector. Aguiar-Branco acrescentou que o esforço do Governo poderia “não significar a alienação na totalidade”. O comunista António Filipe criticou os cortes aplicados no sector, denunciando mesmo que os subsistemas sociais estavam a “ser demolidos a camartelo” pelo Governo. Falou no IASFA e na redução da qualidade dos serviços prestados pelo novo Hospital das Forças Armadas, que resulta da fusão dos hospitais dos três ramos.

O centrista João Rebelo, apesar de fazer parte da coligação, não deixou de lançar o alerta sobre as prestações sociais, nomeadamente sobre a possibilidade das viúvas de militares de deficientes das FA poderem vir a ser abrangidas pelos cortes. “A lei não é clara”, reconheceu Rebelo, antes de admitir a disponibilidade do seu partido para alterar o Orçamento.

 :arrow: http://www.publico.pt/politica/noticia/ ... ro-1611345 (http://www.publico.pt/politica/noticia/privatizacao-do-alfeite-nao-esta-prevista-para-2014-diz-ministro-1611345)  

Torno a dizer, e sou suportado pelas recentes notícias que quase todos os dias vêm patentes na comunicação social, que urge indagar directa e claramente este Governo para determinar se o actual Executivo conta com as Forças Armadas e indústrias de Defesa ou se, pelo contrário, é tudo para desbaratar.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: miguelbud em Dezembro 11, 2013, 10:13:50 pm
Caro Charlie,

infelizmente, é tudo para deabaratar. Aqui fica outra que saiu ontem no Diário Económico.

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Empordef preparada para vender duas tecnológicas
 A Empordef, 'holding' que agrega as participações em empresas da indústria da Defesa, está preparada para vender duas das suas tecnológicas: a totalidade da ETI e a participação maioritária na EID,

Vicente Ferreira, na sua intervenção inicial na comissão parlamentar de Defesa, afirmou que "a ETI está pronta para ser lançada no mercado" e que, na EID, a "participação maioritária está pronta a ser vendida", aguardando o acordo dos outros dois accionistas.

Vicente Ferreira referiu ainda que esta administração procedeu à reestruturação da Edisoft, "que tinha 9 milhões de euros de capital negativo no final do ano passado, através de um entendimento com a NAV e a Thales conseguimos salvar a empresa, concedendo o controlo maioritário e a gestão à Thales".

O presidente da Empordef, que está a ser ouvido a propósito dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, cujo contrato de subconcessão foi entregue à Martifer, fez um ponto de situação da situação em que encontrou a empresa em 2011.

"A subconcessão não será a solução perfeita mas é a que permite manter a viabilidade da construção naval nos Estaleiros".

A empresa contava com um "serviço de dívida insuportável", a construção de vários navios, incluindo os asfalteiros, estava parada e o prejuízo total do Atlântida e do Anticiclone atingia os 70 milhões de euros. As rendas estavam por pagar, aliás, frisou, "à Parpública nunca se tinha pago nenhuma renda" e o défice do fundo de pensões atingia os 14 milhões de euros.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: miguelbud em Março 25, 2014, 10:32:17 am
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Arsenal do Alfeite preparado para negócios com Argélia e Angola

 Governo rejeita intenção de desmantelar Alfeite depois de adjudicar reparação do Tridente à TKMS.

O Governo está a desenvolver "contactos comerciais para diversificar a carteira de clientes do Arsenal do Alfeite" e avança com Argélia, Angola e outros países da América Latina como mercados externos em que existem projectos em vista.
Numa resposta enviada ao PCP, a que o Diário Económico teve acesso, o gabinete do ministro da Defesa José Pedro Aguiar-Branco sublinha que, além do contrato para a reparação de quatro navios que foi assinado com a Marinha Real de Marrocos, "têm decorrido contactos com entidades para projectos em países como Argélia, Angola e outros da América Latina".
http://economico.sapo.pt/noticias/arsen ... 89633.html (http://economico.sapo.pt/noticias/arsenal-do-alfeite-preparado-para-negocios-com-argelia-e-angola_189633.html)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: chaimites em Agosto 07, 2014, 05:43:33 pm
De fonte segura:
   
    O Alfeite é para privatizar!
 
    Podem começar a preparar as manifs!

   PS: Eu falo por mim, e não tenho problemas em afirmar que sair da bandalheira de uma empresa Pública foi a melhor coisa que me podia ter acontecido!
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: WTTJungle em Agosto 09, 2014, 03:01:19 am
Para ser sincero não percebo o bocadinho de inteligência racional que guia o caro ministro.
Sim, ele está a seguir a sua querida ideologia.
Mas será que custa assim tanto para o caro pensar um bocadinho? Ah e tal é muito bonito ser liberalito de economia, no entanto, julgo que isso não lhe tire capacidade lógica nenhuma: a industria de defesa é aquela que tem potencial para ser a que fica mais cara para o estado. Mas isso só acontece quando o estado não tem industria própria de defesa e a partir daí passa a comprar ao exterior, passa a pagar a valores mais altos pelo que é exterior, e passa a dar emprego aos cidadãos de países onde compra e não ao país que o ministro supostamente trabalha para. E, claro, outra vantagem para o estado - e portanto, para os portugueses - de possuir o minimo de industria de defesa é que poderá passar a vender ao exterior de forma a ter um conjunto de empresas autosustentáveis.
E digo mais, não me admirava absolutamente nada que certas falhas de administrações de empresas públicas (posteriormente privatizadas) fossem golpe para...
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: P44 em Fevereiro 20, 2015, 07:47:14 pm
Um blog com algumas fotos antigas do AA

http://restosdecoleccao.blogspot.pt/201 ... feite.html (http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2013/05/arsenal-do-alfeite.html)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: dc em Março 27, 2015, 05:24:22 pm
Para quem visitar o site do Arsenal do Alfeite, irá encontrar por lá uns quantos projectos bastante interessantes, que infelizmente ainda não saíram do papel...

(http://www.arsenal-alfeite.pt/images/bloco506.jpg)

(http://www.arsenal-alfeite.pt/images/bloco505.jpg)

(http://www.arsenal-alfeite.pt/images/bloco508.jpg)

(http://www.arsenal-alfeite.pt/images/bloco504.jpg)

(http://www.arsenal-alfeite.pt/images/bloco509.jpg)

Projectos que hoje em dia poderiam ser interessantes para nós, tanto como para exportação...
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 27, 2015, 05:41:33 pm
A L490 é visualmente brutal! Sempre gostei do design desde que vi à uns anos atrás no site do Arsenal do Alfeite. :G-beer2:
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: dc em Março 27, 2015, 07:12:48 pm
Especialmente o casco tipo Zumwalt  :G-beer2:
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 28, 2015, 10:41:12 am
DC as únicas coisas que podiamos aprender com as Stanflex 300, seria os módulos (que não adquirimos) e o material que com que é feito o casco. Presumo que a L490 seja feita com aço e/ou alumínio, já as S300 são feitas com materiais compósitos (?). A questão é que dúvido que o Arsenal do Alfeite tenha essa capacidade já que desconheço qualquer investimento na dita empresa à anos por parte do governo. Já o falecido Chaimites queixava-se que em tempo de vacas gordas quem estava a gerir os ENVC não investiu o suficiente nessa área e é por isso que quando a dita empresa quase que foi vendida e que um dos interessados eram um Estaleiro Norueguês (?), ele ficou a salivar e até colocou um video do que eles eram capazes de fazer... muito à frente!
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: dc em Março 29, 2015, 07:31:00 pm
Eu referia-me mesmo à construção modular, que é algo que podia e devia ter sido feito nos NPO's.
Lá está, falta de vontade politica... se virmos bem, teríamos algumas vantagens, como por exemplo, mais postos de trabalho, a marinha com umas LFC's a complementar as Stanflex e claro, possibilidade de exportação dado o aspecto apelativo destes projectos.
E não falo só nos patrulhas, aquela lancha de desembarque seria o substituto ideal para a Bacamarte, mesmo que não possa ser utilizada a partir do Siroco (devido à dimensão, pelas fotos parece demasiado alto, mas posso estar enganado), seria um meio quase multiusos, utilizado para muito mais missões para alem de desembarque de tropas, tal como combate à poluição ou por exemplo para testes (e até operação) com sistemas não tripulados como o LAUV entre outros. E seria um meio com possibilidade de exportação, moderno e barato, e como muitas marinhas não têm dinheiro ou capacidade de operar navios de desembarque ou LPDs, é uma solução, tal como foi para nós as da classe Bombarda ao longo dos últimos anos.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: faica em Abril 22, 2015, 07:53:50 pm
Governo avança com concessão do Arsenal do Alfeite a privados.

Governo quer concessionar parte das infraestruturas do Arsenal do Alfeite a empresas privadas. Mas processo só avançará depois das legislativas.

O Executivo liderado por Pedro Passos Coelho já decidiu o destino a dar à empresa Arsenal do Alfeite, S.A., no âmbito da reestruturação alargada da Empordef – Empresa Portuguesa de Defesa. A solução passa por abrir a infraestrutura que hoje acolhe o Arsenal do Alfeite a novas parcerias públicas ou privadas, que lá queiram desenvolver atividades relacionadas com a “economia do Mar e da Defesa”. O processo, contudo, só vai avançar depois das legislativas.

Berta Cabral, secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, admitiu esta terça-feira, num briefing com os jornalistas, que esta se trata de uma solução “complexa”, mas também “inovadora” e mostrou-se otimista quanto aos resultados a médio-longo prazo desta medida.


 

Na prática, o Governo pretende criar, a partir das infraestruturas já existentes, uma “Plataforma Naval Global”, onde sejam desenvolvidas “parcerias técnicas e colaborações internacionais que permitam alcançar níveis mais elevados de autonomia”, financeira, leia-se, para a Marinha Portuguesa.

Ou seja, o Arsenal do Alfeite continuará a desenvolver todas as atividades de reparação e manutenção dos meios da Marinha, mas haverá uma “separação entre a propriedade da infraestrutura e a atividade operacional”, o que significa que o dono do terreno não será o mesmo que explora as atividades. Todo o espaço não necessário à atividade do Arsenal do Alfeite será “alocado” a uma empresa “que deverá promover a emergência de uma plataforma abrangente de empreendedorismo e de formação de recursos humanos explorando as sinergias entre indústrias e competências navais, civis e militares”, como se pode ler do documento disponibilizado aos jornalistas.

Esta solução, explicou Berta Cabral, permitirá a “rentabilização das infraestruturas já existentes”, à semelhança do que já hoje acontece com o porto de Lisboa, cujas infraestruturas pertencem ao Estado, mas que são geridas por uma outra entidade que depois subconcessiona o espaço a várias outras empresas privadas.

Em junho do ano passado, o Governo encomendou um estudo à sociedade liderada por Augusto Mateus, ex-ministro da Economia, Indústria, Comércio e Turismo de António Guterres que analisou vários cenários possíveis para o futuro da empresa, desde logo a reintegração da Arsenal do Alfeite, S.A. na Marinha ou a privatização completa. Cenários, entretanto, descartados pelo Executivo.

A secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional admitiu, ainda, que para a prossecução deste projeto será necessário investimento público, a ser quantificado por um “grupo de trabalho multidisciplinar, em articulação com outros ministérios”.

Para já, foi nomeado um novo conselho de administração que deverá tomar posse na próxima sexta-feira. O órgão é presidido por Andreia Ventura, anterior membro, precisamente, do conselho de administração do Porto de Lisboa, pelo Contra-almirante Rapaz Lérias e por Miguel Silva Pereira, membro conselho executivo da Empordef. Caberá a este novo órgão a “identificação” e a “apresentação” do “plano de ação de parcerias estratégicas” no prazo máximo de seis meses. Todo o processo, acredita Berta Cabral, deverá estar concluído até ao final de 2016.

fonte:observador
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: P44 em Maio 06, 2015, 06:44:52 pm
este projecto da Damen faz lembrar o L490

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Damen presenta sus OPVs de segunda generación

(http://defensa.com/images/stories/noticias/2015/5/newly%20designed%202nd%20generation%20damen%20opv%201.jpg)

(defensa.com) Damen hizo una presentación previa de sus patrulleros oceánicos OPV (Offshore Patrol Vessel) de segunda generación reconfigurables, nuevo diseño que el fabricante considera muy eficiente y versátil. La famosa forma Sea Axe de sus cascos se ha utilizado de cara a un comportamiento en el mar superior, incluidas unas aceleraciones verticales excepcionalmente bajas. Todo ello hace que la embarcación sea muy cómoda, incluso en caso de temporal, y como el casco está diseñado para reducir la resistencia al agua, consume muy poco combustible y es capaz de alcanzar velocidades de 25-26 nudos. Gracias a tres espacios multimisiones recién desarrollados (el puente, el hangar y la bodega), es todo un ejemplo de versatilidad. La MM Bay (Bodega Multimisiones) se puede dotar de módulos especiales (por ejemplo, contenedores) para todo tipo de misiones, como por ejemplo lucha contra la piratería, operaciones contra la droga, guerra antiminas (AMW), búsqueda y rescate (SAR), etc.

http://defensa.com/index.php?option=com ... Itemid=164 (http://defensa.com/index.php?option=com_content&view=article&id=15493:damen-presenta-sus-opvs-de-segunda-generacion&catid=56:industria&Itemid=164)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: miguelbud em Junho 02, 2015, 08:28:31 am
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Alfeite apresenta proposta de 180 milhões à Marinha angolana

O Arsenal do Alfeite apresentou uma proposta de 180 milhões de euros para a construção e reparação de navios para a Marinha angolana. A proposta entregue ao ministério da Defesa Nacional angolana e à Protecção Civil daquele país consiste em oferecer "reequipamento naval para a Marinha", diz ao Diário Económico Andreia Ventura, presidente do conselho de administração do Arsenal do Alfeite. "É uma proposta não só de construção de embarcações, mas para dotar a Marinha angolana das necessárias capacidades para operar os meios que vamos conceder e executar."
http://economico.sapo.pt/noticias/alfei ... 19978.html (http://economico.sapo.pt/noticias/alfeite-apresenta-proposta-de-180-milhoes-a-marinha-angolana_219978.html)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: ICE 1A+ em Junho 02, 2015, 09:46:52 am
Boa!
  A parada está a subir!  
  Ontem eram 50 milhões hoje vai nos 180 milhões
   
  Boa sorte para o Alfeite!
 Que os Angolanos aceitem  a proposta e que não façam  como fizeram com os Brasileiros ou

  como as figurinhas tristes  que vieram fazer a Ferrol,  um ano antes quando os Almirantes  Angolanos, foram inspecionar  o porta Aviões Principe de Astúrias e assumiram a sua compra conjuntamente com 4 patrulhas!
   
Ainda hoje são motivo de anedotas entre a comunidade

 
Citar
El  portaviones R-11, bautizado desde hace 25 años como ‘Príncipe de Asturias’, será traspasado a Angola.

El país africano se ha comprometido también a que sean los astilleros de Ferrol de la empresa española Navantia los que acometan las labores de actualización y adaptación del buque, necesarias para que vuelva a ser operativo.

Además, en el mismo contrato acordado entre Defensa y Angola, se contempla que el país africano reciba de forma complementaria cuatro patrulleros de la Armada que habían sido retirados: el P-27 Ízaro (de la clase Anaga, botado en 1980), el P-61 Chilreu (de la clase Chilreu, botado en 1988), el F-32 Diana (de la clase Descubierta, botado en 1976) y el L-42 Pizarro


  São uns brincalhões estes Angolanos!
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Alvalade em Junho 02, 2015, 10:53:14 am
Worst-case scenario, os Angolanos não pagam e nós ficamos com uns NPO extra  :twisted:
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: ICE 1A+ em Junho 02, 2015, 02:50:06 pm
Não são NPO´s são lanchas

 
Citar

  Em Luanda, no âmbito da visita da delegação oficial portuguesa, a administradora do AA apresentou ao Ministério da Defesa Nacional de Angola uma proposta para a construção de quatro lanchas de fiscalização de 28 metros e outras duas de 58 metros de comprimento, um negócio de 180 milhões de euros com entrega dos meios prevista a seis anos.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/deta ... dores.html (http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/detalhe/arsenal_do_alfeite_admite_ter_mais_trabalhadores.html)

 
 
Citar
O Arsenal do Alfeite propõe a construção de quatro lanchas de fiscalização costeira L280 (de 28 metros), dois navios de patrulha costeira L580 (de 58 metros) e ainda uma doca flutuante para dotar a Marinha de capacidade para a manutenção. ja desejável a proposta como um todo. O calendário para a realização decorre durante seis anos. A primeira embarcação estaria pronta no prazo de 19 meses.

 Mas por 180 milhões seria um grande negócio.
 Pena os Angolanos terem a credibilidade que tem,
Ainda falta  virem passear Portugal,  dizer que estão interessados e na hora de assinar  os contatos desaparecem
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Edu em Junho 02, 2015, 03:43:57 pm
Esse patrulha L580 não conheço. Alguém tem dados ou imagens sobre esse projecto?
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 02, 2015, 03:50:49 pm
:arrow: http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=169 (http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=169)

A dita L580 será maior que a L490 ( http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=171 (http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=171) ), algo entre os NPC e os NPO no que diz respeito ao tamanho.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: ICE 1A+ em Junho 02, 2015, 11:47:33 pm
Serão as LFC´s projetados pelo Alfeite e ENVC?

O projeto pertence ao Estado e esta concluído,  já se investiu 10 milhões nele, seria uma forma excelente de o rentabilizar.


 58 metros 600 toneladas...... bate certo!
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 03, 2015, 10:38:43 am
Encontrei um relatório de contas em que o L490, aparece como o projecto desenvolvido pelo Arsenal do Alfeite para as futuras LFC.

 :arrow: http://www.arsenal-alfeite.pt/downloads/file79_pt.pdf (http://www.arsenal-alfeite.pt/downloads/file79_pt.pdf)

Pág. 16
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Edu em Junho 03, 2015, 11:38:40 am
Estamos portanto perante um mistério. Que projecto é esse denominado L580, um género de Aurora ou Blackbird naval? Desenvolvido pelo DARPA do Arsenal do Alfeite?
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Crypter em Junho 03, 2015, 12:50:28 pm
Citação de: "ICE 1A+"
Serão as LFC´s projetados pelo Alfeite e ENVC?

O projeto pertence ao Estado e esta concluído,  já se investiu 10 milhões nele, seria uma forma excelente de o rentabilizar.


 58 metros 600 toneladas...... bate certo!

Tudo indica que sim

Citar
Projecto de construção de 10 lanchas de fiscalização - 5 para Portugal e 5 para Angola - foi apresentado em Luanda ao ministro da Defesa de Angola. Última lancha de fiscalização ali construída foi em 2006

A proposta foi feita durante uma visita de trabalho a Angola que decorreu entre 10 e 13 de Julho deste ano. O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, levou consigo o presidente do conselho de administração da Empordef (Empresa Portuguesa de Defesa), Rui Vicente Ferreira, que aproveitou a viagem para defender um programa conjunto para a construção de lanchas para as Marinhas de Portugal e de Angola. Ao que o PÚBLICO apurou, a ideia era construir dez lanchas de fiscalização, cabendo cinco a Portugal e outras cinco a Angola.

Na altura, apenas transpirou a proposta de "construção conjunta de navios de guerra", sem mais pormenores. Mas ontem o PÚBLICO confirmou junto da Empordef que esses navios seriam lanchas de fiscalização costeira a construir no Arsenal do Alfeite e não nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. O "Arsenal do Alfeite e a Marinha Portuguesa" seriam as "entidades envolvidas", confirmou a assessoria de imprensa da empresa, caso a proposta fosse aceite por Angola.

De acordo com a Empordef, as "vantagens" do projecto resultam das "economias de escala na construção, sustentação do ciclo de vida dos navios e na formação".

Noticia de 2013:

http://www.publico.pt/portugal/jornal/e ... a-26922334 (http://www.publico.pt/portugal/jornal/empordef-propoe-construcao-de-lanchas-no-alfeite-e-nao-em-viana-26922334)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: SinSy em Junho 08, 2015, 12:50:45 am
http://economico.sapo.pt/noticias/arsenal-do-alfeite-prepara-proposta-para-brasil-e-mocambique_220504.html
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: faica em Junho 18, 2015, 09:11:39 pm
Videos de apresentação do AA

https://www.youtube.com/watch?v=GtrkAYMAuks (https://www.youtube.com/watch?v=GtrkAYMAuks)

https://www.youtube.com/watch?v=ZqmcuCc01CE (https://www.youtube.com/watch?v=ZqmcuCc01CE)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Aegir em Julho 27, 2015, 07:29:30 pm
Excelente reportagem do que se vai fazendo no Arsenal do Alfeite :D  :D

https://www.facebook.com/IdDPortugal?fref=photo (https://www.facebook.com/IdDPortugal?fref=photo)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: SinSy em Julho 27, 2015, 09:12:45 pm
Acho que estão a desenvolver uma nova classe de salva-vidas!  :)
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 18, 2015, 05:46:05 pm
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: NVF em Junho 10, 2016, 05:36:40 pm
Commonality driving Portuguese approach

https://www.shephardmedia.com/news/imps-news/commonality-driving-portuguese-approach/ (https://www.shephardmedia.com/news/imps-news/commonality-driving-portuguese-approach/)

Citar
The company, created in 2009, covers some 36 hectares at the naval base in Lisbon, where it works to meet the needs of its main customer, as well as other NATO and commercial clients.

Among its specialties are the use of advanced technologies in electronics, optronics, armaments, and mechanical and electrical engineering.

Antonio Rodrigues Mateus, director business development and strategy, told delegates at the Offshore Patrol Vessel Technology conference that recent years had seen a need for customers focus on where their real priorities lay.

‘There is an advantage in being forced to focus [and] in essence we are talking about defining our priorities,’ he said.

‘We are trying to learn from past errors, a lot of procurement mistakes had been made. We lost the benefits of economies of scale in European navies.’

Mateus said that whereas before there had been a lack of coordination, or ‘alignment’, between the executive and the services, this process was now ‘much better’. Additionally, navies often previously planned with a certain degree of ambition, but were now much more realistic in their outlook.

‘The keys are interoperability, commonality, and a modular approach, which is common sense but has come from extensive analysis,’ he said.

Mateus added that in a global market sense, customers had to bear in mind the cost not only of the ship procurement but also operation. Arsenal Alfeite were exploring ways to introduce a ‘common maintenance strategy’ for the Portuguese fleet, he added.

Unmanned vehicle, both airborne and surface, were also being eyed as ways to enhance the capabilities of small ships, such as OPVs, in operation with the Portuguese Navy.

Portuguese naval forces have operated unmanned systems in recent years, such as Tekever’s AR3 Net Ray. Looking forward, the aim will be to integrate more capable unmanned systems into the OPVs, which will act as a force multiplier.

‘We are extremely eager in using UAVs and USVs. The target is to reduce manning and extend the capability [of OPVs],’ Mateus told Shephard.

‘The concept is to have the more numerous lower cost vessels working in a network, with unmanned capabilities, rather than having only a few, high cost, very capable units [deployable].’

UAVs and automation will help reduce the manning requirement for navies. However, there will still have to be a critical mass onboard, based on how long the vessel is going to be out at sea.

‘This is ambitious, but if you cannot be ambitious now then when can you be?’

(https://www.shephardmedia.com/media/images/article/3476c0f5.jpg)
Portugal-based MRO Arsenal Alfeite is looking at ways to enhance operations within the Portuguese Navy, including new ship design and commonality in ship manufacture and maintenance.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: olisipo em Julho 06, 2016, 10:36:38 am
(http://www.janes.com/images/assets/021/62021/1651609_-_main.jpg)

The Alfeite shipyard is currently overhauling the Portuguese MEKO frigate NRP Corte Real

Portugal, Morocco discuss further patrol ships refits, following return  of first vessel

http://www.janes.com/article/62021/portugal-morocco-discuss-further-patrol-ships-refits-following-return-of-first-vessel

Citar
Víctor Barrera,  Istanbul, ISS Jane's Navy International

06 July 2016

Portugal's state-owned shipyard Arsenal do Alfeite is negotiating with the Marine Royale Marocaine over possible refurbishment work on a second Osprey Mk II large patrol ships.  A first unit, El Hahiq (308), was returned to the Royal Moroccan Navy on 30 May, following overhaul by the company.

Morocco has three more Osprey Mk ISIS in its fleet: El Tawfiq (309), El Hamiss (316), and El Karib (317). The ships were received from Danish shipbuilder Danyard between 1987 and 1990.

The overhaul work on El Hahiq included repair work; replacement of 1,000 tons of steel, installation of a power control system and government-furnished generator sets; and an update of the propulsion suite. The Portuguese Navy also delivered a training package for the crew. The ship had arrived at the yard near Lisbon, Portugal, in February following the signing of a contract in January 2014. Moroccan personnel were based at the shipyard to oversee the work.

El Hahiq is the third Moroccan ship to be updated by Arsenal do Alfeite, following the logistic support support ship  Dakhla (408) in 2012 and the Floréal-class patrol frigate Hassan II (612) in 2013.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 29, 2017, 04:20:08 pm
Novas lanchas e reparação de submarinos: os desafios do Alfeite


(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2017/dn2015_detalhe_topo/ng8215649.JPG)

O regresso à construção dos estaleiros e a reparação de navios da Marinha vão dar novo alento a meio milhar de trabalhadores

O Arsenal do Alfeite (AA) entrou no novo ano sem quaisquer dívidas, com mais de 18 milhões de euros em caixa para se modernizar e conseguir angariar mais clientes estrangeiros. Acabado de receber 10 milhões de euros da Defesa, o Arsenal vai iniciar em breve a modernização das fragatas da Marinha, construir (pela primeira vez desde 2009) lanchas salva-vidas e, a partir de 2018, reparar os submarinos portugueses.

"Prognósticos só no final", diz a presidente daquela sociedade anónima de capitais públicos, Andreia Ventura. "Foram dadas as condições para que pudéssemos ter um ano de ouro" já em 2017, agora "compete-nos trabalhar e provar que somos capazes" de as potenciar, adianta ao DN, com um sorriso confiante.

A quase exclusiva dependência do cliente Marinha vai manter-se nos próximos anos e é um risco no longo prazo para o AA, num país já sem império ou guerras prolongadas. Mas os astros começam a alinhar-se para o médio prazo: "Após 2020, receberemos cerca de cinco milhões de euros nas pequenas reparações" aos dois submarinos "e 25 milhões nas intermédias", informa a presidente do AA, acrescentando dados relevantes sobre a empresa: "Tem saldos transitados de 8,5 milhões de euros, não deve um cêntimo, paga a 30 dias e os clientes pagam no mesmo prazo."

Obra prioritária é a do aumento dos 138 metros da doca seca - agora ocupada pelo navio hidrográfico D. Carlos I - para 220 metros, com comportas para dividir o espaço em função das necessidades. Isso tem de estar concluído até ao segundo semestre de 2018, quando se inicia a reparação do segundo submarino ao serviço da Marinha.

"Fazer uma grande reparação dos submarinos implicava parar a doca durante 15 meses" por falta de espaço para outras embarcações, explica Andreia Ventura, no último ano do seu mandato como presidente do AA. Acresce que essa modernização das infraestruturas - abrangendo as 70 chaminés nos 36 hectares dos estaleiros - vai ser acompanhada da aquisição de capacidades para reparar os submarinos (48 milhões em 2017/18).

"Temos obrigações de serviço público para manter e reparar a frota da Marinha", lembra Andreia Ventura, embora consciente da necessidade de alargar a carteira de clientes. É aí que entra aquela nova valência, pois "permitirá posicionar o Arsenal na reparação de submarinos alemães" num país membro da NATO e da UE que tem uma "localização estratégica".

Cauteloso está o dirigente sindical Rogério Caeiro, que já viu muitas promessas ficarem por cumprir numa empresa inaugurada em 1939, com 510 trabalhadores e que "desde 2009 perdeu mais de metade da mão de obra disponível".

A verdade é os funcionários, a começar pelo próprio Rogério Caeiro, "estão expectantes" com o que já foi anunciado e quando ainda "há alguns trabalhadores" com contratos a prazo, numa empresa politicamente dominada pelo PCP e pelo BE. "Estamos satisfeitos com a posição do atual governo" em relação ao AA "e aí não será alheia a correlação de forças" no Parlamento, regista.


>>>>>   http://www.dn.pt/portugal/interior/novas-lanchas-e-reparacao-de-submarinos-os-desafios-do-alfeite-5634312.html
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Crypter em Fevereiro 21, 2017, 04:10:28 pm
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Arsenal do Alfeite constroi duas lanchas salva-vidas da classe Vigilante II

Três meses decorridos, desde a assinatura do Memorando de Entendimento entre a Arsenal do Alfeite S.A (AA), a Marinha Portuguesa e a Autoridade Marítima Nacional, que estabelece as bases para a futura aquisição de 4 embarcações salva-vidas tipo L150-SV, assinou-se hoje, dia 21 de Fevereiro, pelas 11h30, o contrato, que visa a construção de duas das referidas lanchas, já a partir de 2017.

O acto foi presidido pelo ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, e o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello.

Em Portugal, o Arsenal do Alfeite apresenta capacidades de construção e reparação diferenciadoras para a classe de embarcações em causa, a par de uma “equipa técnica altamente qualificada, o que permite dar resposta às necessidades da Autoridade Marítima Nacional (AMN), em particular do Instituto de Socorros a Náufragos, na sua nobre missão de salvar vidas humanas no mar”, refere um comunicado da AMN.

Valor de 3 milhões de euros

O valor do contrato para a construção das duas lanchas salva-vidas ascende a 3 milhões de euros (IVA incluído) e a entrega das embarcações ocorrerá no início, a primeira, e no final, a segunda, do ano de 2018.

“Trata-se de um momento marcante para a AA e seus trabalhadores, sendo de realçar o impacto na região e no País. O Estaleiro retoma assim a sua actividade de construção, contribuindo para a dinâmica do sector da indústria naval na Área Metropolitana de Lisboa”, acrescenta o mesmo comunicado.

(http://agriculturaemar.com/wp-content/uploads/2017/02/protocolo-AA_SV_alterada-660x330.jpg)

Alguém me sabe dizer onde posso ver as características desta classe?
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: miguelbud em Fevereiro 21, 2017, 09:08:22 pm
Alguém me sabe dizer onde posso ver as características desta classe?

Características Principais
Comprimento fora a fora    14,5 m
Boca    4,3 m
Pontal    2,1 m
Imersão máxima    0,8 m
Deslocamento total    18,4 t
Velocidade máxima    31 nós
Combustível    2 x 800 l
Autonomia    240 Milhas náuticas
Água Doce    200 l
Tripulação    4
Náufragos    12 + 1
Estabilidade em Avaria    Dois compartimentos alagáveis
Navio auto-indireitante    
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Crypter em Fevereiro 21, 2017, 09:34:57 pm
MiguelBud essas características não são da primeira versão desta classe?

http://www.arsenal-alfeite.pt/index.php?id=137
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Lightning em Fevereiro 22, 2017, 03:08:35 pm
Conheça o salva-vidas Vigilante II

http://www.cmjornal.pt/multimedia/graficos/detalhe/conheca-o-salva-vidas-vigilante-ii
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Lightning em Fevereiro 23, 2017, 10:48:48 am
Alfeite vai reparar submarinos alemães na próxima década

http://www.dn.pt/portugal/interior/alfeite-vai-reparar-submarinos-alemaes-na-proxima-decada-5685048.html
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: rbp em Fevereiro 23, 2017, 02:40:08 pm
http://www.dn.pt/portugal/interior/arsenal-recebe-este-ano-mais-tres-navios-de-marrocos-5685542.html
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Lusitano89 em Março 20, 2017, 10:00:15 pm
A equipa de elite que vai dar nova vida ao Arsenal do Alfeite


Uma equipa de 12 engenheiros, mestres, técnicos e operários está desde fevereiro a receber formação nos estaleiros de Kiel, na Alemanha. Não podem aceitar qualquer convite para trabalhar no fabricante dos submarinos Tridente, mas vão trazer para Portugal conhecimentos que permitirão ao Arsenal do Alfeite reparar submarinos de fabrico alemão

São 12 profissionais, quase todos com mais de 20 anos de trabalho no Arsenal do Alfeite (AA) e neles está depositada a esperança de garantir o futuro do estaleiro. Francisco Merca, engenheiro, é categórico: "Estamos [na Alemanha] com espírito de missão. Vamos ficar na história. As gerações vindouras vão saber quem levou" a emblemática empresa da Margem Sul a dar o salto.

A equipa de engenheiros, mestres, técnicos e operários está desde fevereiro a receber formação nos estaleiros de Kiel, junto ao mar Báltico. Mas, primeiro, assinaram um contrato a assumir que rejeitam qualquer convite do fabricante dos submarinos Tridente (a TKMS). Andreia Ventura, presidente do AA, explica: "Escolhemos a equipa e depois falámos abertamente com eles sobre a importância estratégica do investimento que a empresa ia fazer neles", enviando-os "para a Alemanha a fim de adquirirem formação e conhecimento na manutenção e reparação dos submarinos da classe Tridente."

"Foi-lhes dito que, se não pudessem dar garantias de ficar na empresa ou não tivessem vontade de ir, até por razões familiares, que o assumissem para dar lugar a outro" dos 498 trabalhadores do AA. "Nesta aposta joga-se o próprio futuro dos estaleiros do Arsenal", empresa fundada em dezembro de 1937, enfatiza Andreia Ventura.

O objetivo é ambicioso: modernizar o AA para concretizar o que, no relatório e contas de 2013, fora assumido como "terceiro pilar estratégico" do desenvolvimento do estaleiro - estabelecer "associações e parcerias, a nível internacional, que assegurem transferências de tecnologia suscetíveis de dinamizar a economia nacional, trazendo-lhe elevado valor acrescentado, com os correspondentes ganhos."

Esta oportunidade, que se concretiza com a mudança de orientação política dada pela geringonça, permite manter e reparar os submarinos portugueses no AA. As divisas que ficam no país ajudam a perceber o potencial de negócio, sabendo-se que a maioria dos países da América Latina e mais uns quantos no Médio Oriente e África têm submarinos alemães: as reparações mais pequenas dos dois da Marinha custam cerca de cinco milhões de euros e as intermédias 25 milhões.

O AA, por via das dúvidas, "também falou" com a TKMS - mais virada para a construção naval - com o intuito de mostrar que qualquer tentativa de contratar um dos 12 eleitos seria sentida como prejudicial, conta Andreia Ventura. Estas cautelas e caldos de galinha justificam-se com o histórico registado há uma década: vários dos técnicos do AA - e militares da Marinha - envolvidos na construção dos submarinos, que adquiriram formação na Alemanha, acabaram por ali ficar.

Francisco Merca, há nove anos nos AA e um dos dois engenheiros destacados nos estaleiros da TKMS, afirma: "Há pouco mais de um ano não se esperava que isto pudesse acontecer. As estrelas estão todas alinhadas" para garantir os atuais 510 postos de trabalho e contratar outras dezenas (porque só a manutenção/reparação de um submarino absorve quase metade do atual efetivo).Victor Pereira, mestre de construção naval, é um dos elementos presentes no contentor de porta dupla que acena em sinal de concordância, mas com a cautela natural de quem entrou no AA a meio da adolescência e já viu sair centenas de trabalhadores. "Se resultar, a nuvem desaparece... estou na expectativa, conheço o passado do Arsenal", observa. Agostinho Miranda, caldeireiro de tubos, acrescenta: "O AA tem de dar o salto tecnológico e os submarinos são a grande oportunidade."

Alguns dos nove profissionais do AA agora em Kiel já conhecem o local. Foi aí que, há uma década, acompanharam a construção dos submarinos Tridente e Arpão. Mas a verdade é que o frio invernal, os hábitos germânicos, horários e comida são uma dificuldade sempre presente, desabafa o mestre eletricista António Parreira.

O quotidiano começa com o pequeno-almoço a seguir às 05.00, para começar a trabalhar às 06.00. O almoço é a partir das 10.30 e a saída por volta das 15.30. O trabalho decorre em dois locais: no fundo da doca seca, às vezes cheia de gelo, onde o Tridente está a ser descascado para a sua primeira reparação intermédia, e nos contentores duplos que lhe ficam sobranceiros. "Estamos a observar e a construir um modelo de manutenção" dos submarinos, "a ver o que é necessário em termos de ferramentas e mão-de-obra, como [os alemães] se organizam, qual a massa crítica [número de técnicos] necessária para fazer o quê em quanto tempo", diz Francisco Merca, gestor do projeto.

Isso resultou do acordo (por formalizar) entre a TKMS e a Marinha para que o segundo navio - o Arpão - fosse reparado no AA (em 2018), embora ainda sob responsabilidade direta do estaleiro alemão. A partir de 2020 seguir-se-ão, é a expectativa fundada, os de outros países para quem será mais rápido e mais barato usar o estaleiro português com garantia alemã do que contornar a Europa para chegar e ficar em Kiel.

Aqui, num enorme espaço cinzento com várias docas e múltiplas gruas, dividido de forma quase estanque entre as oficinas dos submarinos e as dos navios de superfície (concessionadas a uma empresa do Abu Dhabi), a segurança é uma constante: uso obrigatório de capacete e óculos a partir do momento em que se entra na zona das docas. A espionagem, num local onde estão a ser construídos submarinos para Israel e Egito, também é uma preocupação - e não tirar fotografias é regra, que aconselha cuidado na forma de pegar no telemóvel, alertam os portugueses.

A fila de contentores ao longo da doca 5 traduz o modelo de funcionamento alemão, pois "juntam tudo [logística, planeamento, compras, etc.] para ajudar à decisão", refere Francisco Merca. Pelo meio, há um espaço comum com lava-loiça e máquinas de café e água. Além de partilhar o espaço, também "temos liberdade total para entrar nas oficinas", onde muitos dos operários "não falam inglês. Como imagina, nós não falamos alemão...", acrescenta, a sorrir.

Sérgio Adão, a analisar esquemas no portátil com o também mecânico Ricardo Godinho, junta-se à conversa: "A língua é uma barreira, mas é contornada com a nossa maneira de estar... isto vai com gestos, desenhos." Dito de outra maneira, como os trabalhadores alemães "nem sempre respondem", porque não querem ou não percebem o inglês, o bom humor português ajuda a ultrapassar a frustração.

Jorge Guerreiro, que seguiu as pisadas do pai, do tio e de três primos dentro do AA, diz que "não há diferença na formação ou conhecimento técnico" em relação aos alemães. Isso ocorre ao nível tecnológico, pois eles "têm três ou quatro máquinas para fazer uma coisa e nós temos uma, quando temos" - o que, além do modelo de organização, ajudará a explicar a afamada maior produtividade germânica.

Além de verem como os alemães operam, os portugueses também ajudam nos trabalhos. Às vezes não sabem o que lhes é pedido. "Sabes como se diz manilha em alemão?", pergunta Adão, dirigindo-se aos presentes. Depois conclui, com uma gargalhada: "Niet. Mas como sabemos a sequência [do trabalho], adivinhamos o significado do que estão a pedir."

Os portugueses também têm de pedir fotografias do que veem, incluindo-as nos "relatórios diários de tudo o que se passa dentro da área de cada um", conta um deles, enquanto o responsável da equipa alemã, Thomas, entra no contentor (equipado com múltiplos armários para a roupa e quatro secretárias, onde se trabalha e come) trazendo uma máquina de café nova, ainda dentro da caixa. "Começámos a 6 de fevereiro, a internet chegou a 3 de março...", comenta outro português. E tempos livres? Ir ao cinema "é difícil, porque são quase todos dobrados em alemão". Alternativa é jogar bowling e futebol ao fim de semana, quando optam por não viajar dentro do país. Saudades? "Muitas... às vezes estou [no hotel] a trabalhar com o Skype ligado, a ouvir os sons que me são familiares", revela Francisco Merca. "É complicado gerir emoções à distância", conclui Jorge Guerreiro.

*Em Kiel. O jornalista viajou a convite do Arsenal do Alfeite



>>>>>   http://www.dn.pt/portugal/interior/a-equipa-de-elite-que-vai-dar-nova-vida-ao-arsenal-do-alfeite-5735317.html?utm_source=dn.pt&utm_medium=recomendadas&utm_campaign=beforeArticle&_ga=1.19024827.2041442729.1462638703
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: tenente em Março 20, 2017, 11:24:24 pm
A equipa de elite que vai dar nova vida ao Arsenal do Alfeite


Uma equipa de 12 engenheiros, mestres, técnicos e operários está desde fevereiro a receber formação nos estaleiros de Kiel, na Alemanha. Não podem aceitar qualquer convite para trabalhar no fabricante dos submarinos Tridente, mas vão trazer para Portugal conhecimentos que permitirão ao Arsenal do Alfeite reparar submarinos de fabrico alemão

São 12 profissionais, quase todos com mais de 20 anos de trabalho no Arsenal do Alfeite (AA) e neles está depositada a esperança de garantir o futuro do estaleiro. Francisco Merca, engenheiro, é categórico: "Estamos [na Alemanha] com espírito de missão. Vamos ficar na história. As gerações vindouras vão saber quem levou" a emblemática empresa da Margem Sul a dar o salto.

A equipa de engenheiros, mestres, técnicos e operários está desde fevereiro a receber formação nos estaleiros de Kiel, junto ao mar Báltico. Mas, primeiro, assinaram um contrato a assumir que rejeitam qualquer convite do fabricante dos submarinos Tridente (a TKMS). Andreia Ventura, presidente do AA, explica: "Escolhemos a equipa e depois falámos abertamente com eles sobre a importância estratégica do investimento que a empresa ia fazer neles", enviando-os "para a Alemanha a fim de adquirirem formação e conhecimento na manutenção e reparação dos submarinos da classe Tridente."

"Foi-lhes dito que, se não pudessem dar garantias de ficar na empresa ou não tivessem vontade de ir, até por razões familiares, que o assumissem para dar lugar a outro" dos 498 trabalhadores do AA. "Nesta aposta joga-se o próprio futuro dos estaleiros do Arsenal", empresa fundada em dezembro de 1937, enfatiza Andreia Ventura.

O objetivo é ambicioso: modernizar o AA para concretizar o que, no relatório e contas de 2013, fora assumido como "terceiro pilar estratégico" do desenvolvimento do estaleiro - estabelecer "associações e parcerias, a nível internacional, que assegurem transferências de tecnologia suscetíveis de dinamizar a economia nacional, trazendo-lhe elevado valor acrescentado, com os correspondentes ganhos."

Esta oportunidade, que se concretiza com a mudança de orientação política dada pela geringonça, permite manter e reparar os submarinos portugueses no AA. As divisas que ficam no país ajudam a perceber o potencial de negócio, sabendo-se que a maioria dos países da América Latina e mais uns quantos no Médio Oriente e África têm submarinos alemães: as reparações mais pequenas dos dois da Marinha custam cerca de cinco milhões de euros e as intermédias 25 milhões.

O AA, por via das dúvidas, "também falou" com a TKMS - mais virada para a construção naval - com o intuito de mostrar que qualquer tentativa de contratar um dos 12 eleitos seria sentida como prejudicial, conta Andreia Ventura. Estas cautelas e caldos de galinha justificam-se com o histórico registado há uma década: vários dos técnicos do AA - e militares da Marinha - envolvidos na construção dos submarinos, que adquiriram formação na Alemanha, acabaram por ali ficar.

Francisco Merca, há nove anos nos AA e um dos dois engenheiros destacados nos estaleiros da TKMS, afirma: "Há pouco mais de um ano não se esperava que isto pudesse acontecer. As estrelas estão todas alinhadas" para garantir os atuais 510 postos de trabalho e contratar outras dezenas (porque só a manutenção/reparação de um submarino absorve quase metade do atual efetivo).Victor Pereira, mestre de construção naval, é um dos elementos presentes no contentor de porta dupla que acena em sinal de concordância, mas com a cautela natural de quem entrou no AA a meio da adolescência e já viu sair centenas de trabalhadores. "Se resultar, a nuvem desaparece... estou na expectativa, conheço o passado do Arsenal", observa. Agostinho Miranda, caldeireiro de tubos, acrescenta: "O AA tem de dar o salto tecnológico e os submarinos são a grande oportunidade."

Alguns dos nove profissionais do AA agora em Kiel já conhecem o local. Foi aí que, há uma década, acompanharam a construção dos submarinos Tridente e Arpão. Mas a verdade é que o frio invernal, os hábitos germânicos, horários e comida são uma dificuldade sempre presente, desabafa o mestre eletricista António Parreira.

O quotidiano começa com o pequeno-almoço a seguir às 05.00, para começar a trabalhar às 06.00. O almoço é a partir das 10.30 e a saída por volta das 15.30. O trabalho decorre em dois locais: no fundo da doca seca, às vezes cheia de gelo, onde o Tridente está a ser descascado para a sua primeira reparação intermédia, e nos contentores duplos que lhe ficam sobranceiros. "Estamos a observar e a construir um modelo de manutenção" dos submarinos, "a ver o que é necessário em termos de ferramentas e mão-de-obra, como [os alemães] se organizam, qual a massa crítica [número de técnicos] necessária para fazer o quê em quanto tempo", diz Francisco Merca, gestor do projeto.

Isso resultou do acordo (por formalizar) entre a TKMS e a Marinha para que o segundo navio - o Arpão - fosse reparado no AA (em 2018), embora ainda sob responsabilidade direta do estaleiro alemão. A partir de 2020 seguir-se-ão, é a expectativa fundada, os de outros países para quem será mais rápido e mais barato usar o estaleiro português com garantia alemã do que contornar a Europa para chegar e ficar em Kiel.

Aqui, num enorme espaço cinzento com várias docas e múltiplas gruas, dividido de forma quase estanque entre as oficinas dos submarinos e as dos navios de superfície (concessionadas a uma empresa do Abu Dhabi), a segurança é uma constante: uso obrigatório de capacete e óculos a partir do momento em que se entra na zona das docas. A espionagem, num local onde estão a ser construídos submarinos para Israel e Egito, também é uma preocupação - e não tirar fotografias é regra, que aconselha cuidado na forma de pegar no telemóvel, alertam os portugueses.

A fila de contentores ao longo da doca 5 traduz o modelo de funcionamento alemão, pois "juntam tudo [logística, planeamento, compras, etc.] para ajudar à decisão", refere Francisco Merca. Pelo meio, há um espaço comum com lava-loiça e máquinas de café e água. Além de partilhar o espaço, também "temos liberdade total para entrar nas oficinas", onde muitos dos operários "não falam inglês. Como imagina, nós não falamos alemão...", acrescenta, a sorrir.

Sérgio Adão, a analisar esquemas no portátil com o também mecânico Ricardo Godinho, junta-se à conversa: "A língua é uma barreira, mas é contornada com a nossa maneira de estar... isto vai com gestos, desenhos." Dito de outra maneira, como os trabalhadores alemães "nem sempre respondem", porque não querem ou não percebem o inglês, o bom humor português ajuda a ultrapassar a frustração.

Jorge Guerreiro, que seguiu as pisadas do pai, do tio e de três primos dentro do AA, diz que "não há diferença na formação ou conhecimento técnico" em relação aos alemães. Isso ocorre ao nível tecnológico, pois eles "têm três ou quatro máquinas para fazer uma coisa e nós temos uma, quando temos" - o que, além do modelo de organização, ajudará a explicar a afamada maior produtividade germânica.

Além de verem como os alemães operam, os portugueses também ajudam nos trabalhos. Às vezes não sabem o que lhes é pedido. "Sabes como se diz manilha em alemão?", pergunta Adão, dirigindo-se aos presentes. Depois conclui, com uma gargalhada: "Niet. Mas como sabemos a sequência [do trabalho], adivinhamos o significado do que estão a pedir."

Os portugueses também têm de pedir fotografias do que veem, incluindo-as nos "relatórios diários de tudo o que se passa dentro da área de cada um", conta um deles, enquanto o responsável da equipa alemã, Thomas, entra no contentor (equipado com múltiplos armários para a roupa e quatro secretárias, onde se trabalha e come) trazendo uma máquina de café nova, ainda dentro da caixa. "Começámos a 6 de fevereiro, a internet chegou a 3 de março...", comenta outro português. E tempos livres? Ir ao cinema "é difícil, porque são quase todos dobrados em alemão". Alternativa é jogar bowling e futebol ao fim de semana, quando optam por não viajar dentro do país. Saudades? "Muitas... às vezes estou [no hotel] a trabalhar com o Skype ligado, a ouvir os sons que me são familiares", revela Francisco Merca. "É complicado gerir emoções à distância", conclui Jorge Guerreiro.

*Em Kiel. O jornalista viajou a convite do Arsenal do Alfeite



>>>>>   http://www.dn.pt/portugal/interior/a-equipa-de-elite-que-vai-dar-nova-vida-ao-arsenal-do-alfeite-5735317.html?utm_source=dn.pt&utm_medium=recomendadas&utm_campaign=beforeArticle&_ga=1.19024827.2041442729.1462638703

EXCELENTE NOTÍCIA !!!!!!!
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: perdadetempo em Julho 03, 2017, 09:48:56 pm
Já saiu o relatório & contas do Arsenal do Alfeite para o ano de 2016

http://www.arsenal-alfeite.pt/downloads/file196_pt.pdf (http://www.arsenal-alfeite.pt/downloads/file196_pt.pdf)

Na pág. 5 informam que decurso das acções a realizar para a manutenção de meia vida do submarino TRIDENT (segundo semestre de 2018), vão ampliar a doca seca de 138m para 220m.

Na pág 17 um quadro que nos permite saber os custos das alterações dos NRP Mondego, Douro e Guadiana.

Assim como toda a informação financeira/pessoal  em relação ao Ano de 2016

Cumprimentos,
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 30, 2017, 10:49:47 am
Portaria n.º 373/2017 - Diário da República n.º 209/2017, Série II de 2017-10-30 114116820
Finanças e Defesa Nacional - Gabinetes do Ministro da Defesa Nacional e do Secretário de Estado do Orçamento
Extensão de encargos - empreitada de ampliação da doca seca da Arsenal do Alfeite, S. A.

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/114116820/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=114116816
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2018, 01:24:06 pm
Presidente da Arsenal do Alfeite renuncia ao cargo por motivos pessoais


A presidente do conselho de administração da Arsenal do Alfeite, S.A, Andreia Ventura, apresentou ao Governo a renúncia ao cargo invocando razões de natureza pessoal, disse a própria à agência Lusa.

A saída, que foi aceite pelo Ministério da Defesa, ocorre numa altura em que a empresa de manutenção e reparação naval, 100% de capitais públicos, aguarda da tutela autorizações para usar os recursos financeiros próprios para investimentos na modernização industrial e tecnológica dos equipamentos e instalações.

Em declarações à Lusa, Andreia Ventura, cujo mandato se iniciou em 2015 e tinha terminado em dezembro, podendo ser renovado, disse que decidiu aceitar um convite para o setor privado.

Numa mensagem dirigida hoje aos trabalhadores da empresa, Andreia Ventura manifesta “esperança e a convicção” de que a tutela “continuará a pugnar” pelo futuro da Arsenal do Alfeite, que emprega 494 funcionários e iniciou o recrutamento de mais 42 para o segundo semestre do ano.

O recrutamento de mais 42 trabalhadores – nove engenheiros, dois técnicos especialistas e 31 operários navais -, é “essencial para o futuro da Arsenal do Alfeite” disse à Lusa Andreia Ventura à margem de uma visita dos deputados da comissão parlamentar de Defesa, na quarta-feira, mas, advertiu, faltam outros investimentos na modernização das capacidades da empresa.

Como exemplo, a presidente cessante do conselho de administração, frisou que foi pedida autorização ao Governo para a transição de saldos em 25 de janeiro, num montante de oito milhões de euros para a empresa poder avançar “com investimentos essenciais”.

A Arsenal do Alfeite, que assegura a reparação e manutenção dos navios da Marinha, "tem um potencial espantoso, mas é preciso ação” por parte do Governo, advertiu.

“Não temos dívidas e hoje pagamos a 30 dias e recebemos a 30 dias. Mas, é absolutamente essencial o investimento na modernização da Arsenal para garantir o seu futuro”, acrescentou.

Durante a visita dos deputados da comissão de Defesa, representantes dos trabalhadores manifestaram preocupação com o futuro da empresa e entregaram aos deputados uma carta a exigir um “esclarecimento” por parte da tutela sobre esta questão, considerando que “não é admissível que se continue a protelar a libertação de verbas que, afinal, pertencem à Arsenal do Alfeite S.A.”.


>>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/presidente-da-arsenal-do-alfeite-renuncia-ao-cargo-por-motivos-pessoais
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: jpthiran em Fevereiro 03, 2018, 10:55:57 pm
...fartou-se da falta de palavra dos governantes!...
...se todos lhes derem negas em permanências as coisas começam a mudar!...
...se deixar de haver oficias superiores disponíveis para comandar as forças armadas os políticos talvez abram os olhos!...
...e já não vai lá mais com diálogos, porque se está a lidar com gente sem palavra!...
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 08, 2018, 06:25:02 pm
Secretário-geral da CGTP reclama investimentos para modernizar Arsenal do Alfeite


O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, reclamou hoje do Governo que "desbloqueie" as verbas necessárias para a modernização da empresa de manutenção dos navios da Marinha Arsenal do Alfeite S.A., cujos trabalhadores se manifestaram em Lisboa.

“O que nós estamos aqui a dizer é que não se justifica que um investimento que esteja previsto não esteja desbloqueado para modernizar o Arsenal”, afirmou Arménio Carlos, em declarações aos jornalistas, após dirigir-se aos trabalhadores daquela empresa que hoje se concentraram frente ao ministério das Finanças, em Lisboa.

Arménio Carlos defendeu que o investimento na empresa permitiria a “criação de riqueza, mais emprego e um estímulo ao desenvolvimento da economia”.

De acordo com a administração da Arsenal, que tem 100% de capitais públicos, a empresa dispõe de 10 milhões de euros de capitais próprios considerados essenciais para investimentos de modernização e reequipamento industrial e tecnológica, visando aumentar a capacidade de manutenção e reparação de navios.

Depois da concentração frente ao ministério das Finanças, em Lisboa, uma delegação de trabalhadores e o dirigente sindical Alexandre Plácido, do Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, entregaram no gabinete da secretária de Estado da Administração e do Emprego Público uma resolução com as principais reivindicações.

Os trabalhadores da Arsenal do Alfeite, 494 atualmente, com uma média de idades de 48 anos, reivindicam também a aplicação do descongelamento das carreiras do setor empresarial do Estado.

Perante os trabalhadores, Arménio Carlos criticou o Governo pela falta de investimento na empresa, questionando se o objetivo do défice terá sido conseguido “à custa da falta de modernização” do Arsenal, responsável pela manutenção e reparação dos navios da Marinha portuguesa.

A contratação de mais 42 trabalhadores para a empresa já foi autorizada pelo secretário de Estado da Defesa Nacional, devendo o processo de recrutamento estar concluído no início do segundo semestre do ano.

Os trabalhadores deslocaram-se depois ao Estado-Maior da Armada para entregar uma resolução manifestando preocupação face ao que consideram “sinais de hesitação” e pelo “facto de o volume de trabalho contratualizado em 2017 pela Marinha ter sido o mais baixo desde a passagem do Estaleiro a sociedade anónima, em 2009″.


>>>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/secretario-geral-da-cgtp-reclama-investimentos-para-modernizar-arsenal-do-alfeite
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Viajante em Março 14, 2018, 11:46:53 pm
Arsenal do Alfeite aprova investimento de 2,5 milhões de euros para obras e reequipamento

A Arsenal do Alfeite S.A aprovou um investimento de 2,5 milhões de euros para dar início às obras de dragagem do canal de acesso à doca e para o reequipamento das oficinas, visando a manutenção dos submarinos.

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MjNk7BhPTDpsA1k850ww5m/lCge9D1bnmmnz2x0wUvcdCtsK/oD8AqhTEcyQaV+/D0XjqyKJtlsOyHypgJDvtm6fIyc4n+9LYNqw4q9hkH2kte0=&W=800&H=0&delay_optim=1)

Em declarações à Lusa, o presidente do conselho de administração da Arsenal do Alfeite S. A., contra-almirante José Belo, afirmou que a deliberação hoje aprovada prevê um investimento de 2,5 milhões de euros para aquelas obras e aquisições.

O concurso público para as obras de dragagem do canal de acesso e bacia de manobra da doca seca da Arsenal terá um valor base de 500 mil euros, disse. O restante será aplicado no reequipamento das oficinas, incluindo o fabrico de “ferramentas especiais” e “equipamentos de prova” adiantou.

A dragagem do canal de acesso à doca e o reequipamento das oficinas eram “essenciais” para dotar o estaleiro da capacidade para as revisões programadas dos submarinos da Marinha portuguesa. A revisão do “Arpão” está planeada para começar “a partir de setembro”, disse.

A par da “capacitação material”, está a decorrer o processo de “formação e treino do pessoal da empresa desde há cerca de um ano” nos estaleiros do fabricante, TKMS, na Alemanha, sublinhou.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, considerou que a capacitação dos estaleiros da Arsenal do Alfeite “é um passo importante” para a empresa, de capitais 100% públicos, e para a “capacidade operacional da Marinha”.

O secretário de Estado sublinhou ainda o acordo entre a Alfeite S.A e o fabricante alemão TKMS que prevê a possibilidade de a reparação e manutenção de outros submarinos do mesmo fabricante poder vir a ser feita em Portugal.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/arsenal-do-alfeite-aprova-investimento-de-25-milhoes-de-euros-para-obras-e-reequipamento
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: zawevo em Novembro 24, 2018, 06:44:02 pm
Com a visita do Presidente de Angola ao Arsenal do Alfeite pode ser que haja hipóteses de haver alguns negócios para a M. G. Angolana.
https://www.publico.pt/2018/11/24/politica/noticia/joao-lourenco-alfeite-olho-lanchas-cooperacao-1852326
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Lightning em Janeiro 08, 2019, 09:03:49 pm
Contrato de revisão do submarino Arpão abre "novos mundos" à industria naval -- Governo
https://www.dn.pt/lusa/interior/contrato-de-revisao-do-submarino-arpao-abre-novos-mundos-a-industria-naval----governo-10339558.html

Este contrato é uma espécie de Cabo Bojador. A partir da assinatura destes contratos, novos mundos se abrem para a nossa indústria naval", afirmou João Gomes Cravinho na cerimónia que decorreu na Base Naval de Lisboa
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Srgdoido em Abril 21, 2019, 01:01:54 am
"Arsenal do Alfeite é hipótese para manutenção de submarinos egípcios -- Ministro Defesa"
https://www.dn.pt/lusa/interior/arsenal-do-alfeite-e-hipotese-para-manutencao-de-submarinos-egipcios----ministro-defesa--10808929.html
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: Daniel em Junho 22, 2019, 03:02:19 pm
Arsenal do Alfeite já está a reparar submarinos alemães do Thyssen Krupp
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/arsenal-do-alfeite-ja-esta-a-reparar-submarinos-alemaes-do-thyssen-krupp-2-458999
(https://jornaleconomico.sapo.pt/wp-content/uploads/2017/07/submarino-NRP-Tridente-base-naval-lisboa-alfeite.jpg?w=850&h=531&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

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O estaleiro do Alfeite, na Base Naval de Lisboa, fechou parcerias “milionárias” com o fabricante dos submarinos alemães da classe “Tridente” e com o produtor de mastros Gabler Maschinenbau.

Volvido mais de um século a operar submarinos – o primeiro chegou a Portugal em 1913 –, este ano será provavelmente um dos mais importantes na já longa experiência “submarinista” portuguesa: o estaleiro naval do Arsenal do Alfeite (AA) passa a ter capacidades na área da manutenção e reparação de submarinos alemães da classe “Tridente”, do tipo U-214. Isto quer dizer que o estaleiro do AA pode assegurar trabalhos de reparação e manutenção de submarinos desta classe, em parceria com o grupo alemão thyssenKrupp Marine Systems (tkMS), dono do estaleiro de Kiel onde o fabricante Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW) produz os submarinos da classe “Tridente”.

Na prática, os dois submarinos portugueses adquiridos pela Marinha na sequência da resolução do Conselho de Ministros 14/98 – o NRP “Tridente” S160 e o NRP “Arpão” S161, que constituem a 5ª Esquadrilha portuguesa – transformaram-se numa janela de oportunidade para modernização do estaleiro do AA, que agora se especializa na alta tecnologia incorporada neste tipo de equipamento naval.

Além dos submarinos portugueses poderem ser reparados em Portugal, sem terem de navegar até à costa alemã, haverá disponibilidade para assegurar a manutenção e reparação de submarinos pertencentes a esquadrilhas de outros países. Trata-se de uma oportunidade de negócio para o AA, atendendo a que um contrato de manutenção de um submarino pode ultrapassar normalmente os 25 milhões de euros – segundo informações obtidas pelo Jornal Económico.

Mais: também está em curso o desenvolvimento do negócio com a Gabler Maschinenbau, com quem o AA detém uma parceria para a reparação, teste e manutenção de mastros de submarinos, e que representará mais uma vertente de negócio, até aqui inexistente.

Os dois submarinos da Classe “Tridente” – do tipo U-209PN, segundo a designação atribuída pelo fabricante aos submarinos entregues à Marinha de Guerra Portuguesa -, determinaram o posterior processo de capacitação do AA, para executar a manutenção planeada dos submarinos da classe “Tridente”. Este processo de capacitação teve início em 2015, entre a tkMS e a sociedade AA, em estreito alinhamento e articulação com a Marinha portuguesa. Para facilitar as manobras de entrada dos submarinos no Alfeite, foram feitas obras de dragagem do canal de acesso à doca seca do AA, concluídas em setembro de 2018, com um orçamento de aproximadamente 450 mil euros.

O programa de capacitação em manutenção de submarinos concretizado pelo estaleiro do Tejo incluiu o treino e formação da equipa de trabalhadores do AA nos estaleiros construtores da tkMS, em Kiel, entre janeiro de 2017 e junho de 2018. Esta ação de formação coincidiu com o desenvolvimento dos trabalhos referentes à primeira revisão intermédia do NRP “Tridente” e implicou um investimento de aproximadamente 1,7 milhões de euros.

Foi concretizado um plano de aquisição de sistemas e equipamentos para o reequipamento oficinal a fim de capacitar as áreas da mecânica, eletrotecnia e eletrónica, para a realização dos trabalhos que irão ocorrer no âmbito da primeira revisão intermédia do NRP “Arpão”, com uma duração estimada de cerca de 18 meses. Isso implicou um investimento cerca de 1,5 milhões de euros.

A parte contratual deste processo começou em 2017, com a celebração do contrato direto com o construtor tkMS, permitindo à sociedade AA realizar trabalhos de manutenção em sistemas do NRP ”Tridente” (na altura estava em reparação na tkMS, em Kiel, na Alemanha), desmontados de bordo e enviados para Portugal, e executando pequenos trabalhos de manutenção a bordo, na Alemanha.
 Este projeto-piloto, visou a validação do modelo de negócio bilateral que a tkMS pretende aplicar, numa maior escala, com a sociedade AA, mas também potenciou setores já proficientes do estaleiro na reparação de sistemas de bordo, com benefícios mútuos.

Seguiu-se a celebração em maio de 2018 de um Acordo Estratégico entre a tkMS, a AA e a Marinha Portuguesa, para potenciar a cooperação entre as duas empresas através do desenvolvimento de novos setores de negócio.

Com início no corrente ano, e por uma duração estimada em 18 meses, está previsto que o submarino “Arpão” realize a sua primeira revisão intermédia no AA. “Perspetiva-se que após 2020, o AA, passe a ser o estaleiro líder para a realização das grandes intervenções de manutenção dos submarinos da Marinha Portuguesa”, referiu ao Jornal Económico, o almirante José Luís Garcia Belo, presidente do Conselho de Administração do AA.

“Complementarmente existirão contratos diretos com a tkMS, ao abrigo do mencionado Acordo Estratégico, para a reparação de sistemas de submarinos de outros países”, admitiu o almirante.
 A manutenção de submarinos faz-se em ciclos de sete em sete anos, com reparações intermédias que demoram 18 meses, de grande complexidade. Entre as reparações intermédias, um submarino faz dois períodos de reparações de cinco meses. E nos intervalos de 24 meses faz revisões assistidas.

Sobre o potencial deste novo negócio para o AA, serve de exemplo o contrato de manutenção e reparações da Marinha com a tkMS, que ascende a 29 milhões de euros Mas ainda há um contrato acessório da Marinha com o AA para serviços de apoio ao contrato principal. Será sempre difícil calcular os valores cobráveis pelo AA pela reparação a um submarino estrangeiro porque os trabalhos a efetuar dependerão de cada caderno de encargos. Mas, segundo o almirante Garcia Belo, este negócio “pode representar num ano 30% a 40% da atividade do AA. Preparámo-nos para isso”, diz.

De resto, na perspetiva do AA, “um submarino é um investimento de longo prazo porque vão estar cá mais 30 anos. Os ciclos de vida dos navios estão definidos: nas fragatas são de 35 a 40 anos, nos porta-aviões, de 50 anos e nos submarinos, de 35 anos”, explica o diretor de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios do AA, Bruno Pica. Convém ter presente que o estaleiro do AA não pertence à Marinha. É uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos na tutela do ministro da Defesa Nacional e não pertence à Marinha. “A Marinha terá de nos contratar e nós temos de respeitar a contratação pública, embora haja um grande alinhamento entre a Marinha e o AA – a Marinha representa 90% da nossa carteira de encomendas”, adianta Bruno Pica.
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: perdadetempo em Agosto 03, 2019, 05:35:48 pm
Já aparece publicado no site do estaleiro o relatório de contas de 2018.

http://www.arsenal-alfeite.pt/downloads/file207_pt.pdf (http://www.arsenal-alfeite.pt/downloads/file207_pt.pdf)

Além da informação financeira prevêem no relatório a entrega duma das vedetas salva-vidas em 2019. O NRP Guadiana é duvidoso ser entregue este ano ,visto informarem que a 31 de Dezembro de 2018 a percentagem de trabalhos concluidos era de 52,7%.

Cumprimentos,
Título: Re: Arsenal do Alfeite
Enviado por: HSMW em Setembro 03, 2019, 03:40:17 pm

PORTUGAL ASSEGURA MANUTENÇÃO DE SUBMARINOS ALEMÃES