ForumDefesa.com

Economia => Portugal => Tópico iniciado por: SSK em Julho 11, 2007, 07:25:46 pm

Título: Tecnologia Portuguesa
Enviado por: SSK em Julho 11, 2007, 07:25:46 pm
Para o nosso amigo Hugo não dizer que somos um zero à esquerda

Citar
Solução informática portuguesa exportada para hospitais do Médio Oriente e Norte de África
 
O grupo Alert, que integra a empresa portuguesa responsável pela criação de uma solução informática que permite eliminar o papel no funcionamento interno dos hospitais, vai exportar os seus produtos para o Médio Oriente e Norte de África.
 


De acordo com uma nota distribuída hoje pela empresa, o `software` denominado ALERT Paper Free Hospital (PFH), integralmente desenvolvido em Portugal e que está já a ser usado em mais de metade das urgências portuguesas, poderá agora ser distribuído em 24 países da Europa, América do Norte, Médio Oriente, Ásia e Norte de África.

Isto depois de o Grupo Alert, liderado pela empresa portuguesa Alert Life Sciences Computing, ter assinado um contrato com a empresa Xeca, com sede na Arábia Saudita, para a distribuição dos seus produtos em 12 países do Médio Oriente e Norte de Africa, explicou a empresa.

O acordo vai permitir a distribuição dos produtos Alert nos países do Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Omã, Bahrein e Emiratos Árabes Unidos - além da Jordânia, Líbano, Egipto, Marrocos, Tunísia e Turquia, adiantou a nota.

O principal produto do Grupo, o ALERT PFH, é uma solução para a informatização de instituições de saúde, nomeadamente hospitais, centros de saúde e clínicas privadas.

Com este instrumento, os dados clínicos dos pacientes são registados digitalmente em tempo real, eliminando a utilização do papel.

Por outro lado, o ALERT PFH facilita a gestão dos recursos humanos e técnicos disponíveis e estabelece uma interligação entre os vários intervenientes no processo ou até entre diferentes instituições.

O ALERT foi criada pelo médico e investigador Jorge Guimarães, vencedor do Prémio Bial de Medicina em 1998.

No início do ano, a MNI alterou a sua designação para ALERT Life Sciences Computing e tornou-se a empresa mãe de um grupo que integra empresas nos EUA, Espanha e Portugal e possui distribuidores em vários países da Ásia e da Europa.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-07-11 18:35:04
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 11, 2007, 07:28:13 pm
Informática é 0 (zeros) e 1 (uns).
Ele aqui é capaz de ter alguma razão. Há muitos zeros  :mrgreen:
Título:
Enviado por: SSK em Julho 11, 2007, 07:29:19 pm
Desse ponto de vista :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: André em Julho 11, 2007, 07:51:19 pm
Citar
PORTUGUÊS NOMEADO PARA COORDENADOR DO ANO DA ASTRONOMIA

O astrofísico português Pedro Russo vai ser o coordenador do Ano Internacional de Astronomia, que se realiza em 2009, tendo sido seleccionado entre candidatos de todo o mundo, informou hoje a Sociedade Portuguesa de Astronomia (SPA).
Esta nomeação, pela União Astronómica Internacional, «constitui um marco histórico na crescente importância que a Astronomia e Astrofísica portuguesas têm a nível internacional», salienta a SPA num comunicado.

«Trata-se de um momento importante de afirmação internacional da Astronomia Portuguesa, que agora vê reforçada a sua posição», acrescenta este organismo.

O cientista português (do Instituto Max Planck para a Investigação no Sistema Solar, Alemanha, e do Centro Multimeios de Espinho) tem vindo a desenvolver o seu trabalho na Alemanha utilizando dados da missão espacial Vénus Express, uma missão da Agência Espacial Europeia, que está a estudar em detalhe a atmosfera daquele planeta.

Pedro Russo tem vindo também a integrar diferentes projectos internacionais na área da comunicação e educação em Astronomia, nomeadamente na Rede Europeia de Ciências Planetárias (Europlanet) e na Comissão 55: Comunicar Astronomia com o Público, da União Astronómica Internacional.

O Ano Internacional da Astronomia é uma iniciativa que está ser promovida a nível mundial pela União Astronómica Internacional com o apoio da UNESCO, e pretende celebrar a astronomia e a sua contribuição para a sociedade e para a cultura, estimulando o interesse a nível mundial não só pela astronomia, mas pela ciência em geral, com particular incidência nos jovens.

No Ano Internacional da Astronomia, que terá como principal evento a celebração dos 400 anos da primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu, estão para já envolvidos 192 países.


 :Palmas:
Título:
Enviado por: André em Julho 12, 2007, 02:34:34 pm
Citar
EUA: Bush inaugura sala de imprensa com cadeiras portuguesas

O presidente norte-americano, George W. Bush, inaugurou hoje a nova sala de imprensa da Casa Branca para enfrentar os desafios mediáticos do século XXI na qual se destacam as cadeiras concebidas pelo arquitecto português Filipe Oliveira Dias.
«Bem-vindos de volta à Ala Oeste. Sentimos a vossa falta (...) mais ou menos», declarou Bush entre risos, aos correspondentes da Casa Branca numa breve cerimónia em que cortou o laço que simbolicamente mantinha encerrada a sala, em obras durante o último ano.

A imprensa trabalhou durante todo este tempo numa área provisória do outro lado da Avenida Pensilvânia, enquanto se remodelava uma sala de imprensa que já tinha 37 anos e aparentava o dobro.

Bush parecia mais impressionado com um potente sistema de ar condicionado, essencial para trabalhar em «condições modernas».

«Condições em que um tipo como eu se sinta cómodo, respondendo a uma série de perguntas sem perder dez quilos devido ao calor«, explicou Bush.

Entre as inovações mais elogiadas como »luxuosas« pelos pouco jornalistas presentes- a Casa Branca reservou espaço na cerimónia também para funcionários e empreiteiros - figuravam as cadeiras, fabricadas pela empresa catalã Figueras mas concebidas pelo arquitecto português Filipe Oliveira Dias.

«São super cómodas. Só lhes falta que se mexam um pouco para parecer que estamos num balneário», comentou um jornalista estrangeiro, que assiste a todas as conferências de imprensa da Casa Branca.

As cadeiras, totalmente ergonómicas e de grande capacidade acústica, segundo a empresa, contam com o desenho do arquitecto português Filipe Oliveira Dias.

O espaldar é de madeira e o assento em si de pele natural, na cor azul clássica da Casa Branca.

A cadeira de teatro «Flame», escolhida para equipar a Sala de Imprensa da Casa Branca em Washington D.C. é inspirada numa harpa e, segundo Filipe Oliveira Dias, «notavelmente cómoda», além de ser «esteticamente muito bela», «excepcionalmente robusta e durável» e «resistente a nódoas».

O arquitecto portuense comentou em Maio à agência Lusa que esta escolha «não é muito importante», a nível monetário, pois o preço está fixado e recebe à quantidade.

Ao invés, Oliveira Dias realça que «a referência (da escolha da Casa Branca) ajuda a passar a palavra» e, como tal, é «muito importante».

Construída em Barcelona pela Figueras International Seating, a cadeira pode ser experimentada em Portugal nos Teatros Municipal de Vila Real (Bragança) e Helena Sá e Costa (Porto), bem como no Auditório Cálem (Vila Nova de Gaia).

Com obra feita em cerca de oitenta países, Filipe Oliveira Dias nasceu em 1963 na cidade do Porto, onde se licenciou na Escola Superior Artística em 1989.

No estrangeiro, o arquitecto verá em breve executadas obras como o Teatro Martí, em Havana (Cuba), o Novo Palácio de Congressos de Marraquexe e o Palácio de Congressos de Tanger, ambos em Marrocos.


 :Palmas:  :G-Ok:
Título:
Enviado por: André em Julho 17, 2007, 05:02:37 pm
Português preside a consórcio europeu do reactor de fusão nuclear

Citar
Carlos Varandas, professor Catedrático do Instituto Superior Técnico, foi hoje nomeado presidente do Conselho de Administração do consórcio europeu para o projecto ITER, a maior experiência mundial de fusão nuclear.

A nomeação, por unanimidade, foi feita hoje em Barcelona numa reunião do Conselho de Administração da Empresa Comum Europeia para o Projecto Mundial ITER (EJU, European Joint Undertaking), cuja criação foi decidida pelo Conselho Europeu em Abril, destinando para o efeito 9,6 mil milhões de euros.

Carlos Varandas presidirá a participação europeia na construção do primeiro reactor experimental de fusão nuclear, deixando assim a presidência do Centro de Fusão Nuclear - Laboratório Associado da Fundação de Ciência e Tecnologia, cargo que assumia até agora.

Nesta reunião foi também eleito Didier Gambier, actual Presidente da Unidade «Joint Development of Fusion» da Comissão Europeia, para o cargo de Director do «Joint Undertaking».

O ITER (Reactor Termonuclear Experimental Internacional), com sede em França, é um projecto de mais de 12 mil milhões de euros que agrega sete parceiros (União Europeia, Estados Unidos, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Rússia) e será a maior experiência mundial de fusão nuclear.

Este projecto visa demonstrar cientifica e tecnicamente a viabilidade da energia de fusão e testar a operação simultânea das tecnologias necessárias para a operação de um reactor de fusão nuclear.

Os sete parceiros acordaram na constituição de «Agências Domésticas» para as contribuições de outros Estados para o Projecto, tendo o CE definido agora a «Agência Doméstica Europeia», criada à luz do tratado EURATOM por um período de 35 anos, com um orçamento global de 9.653 milhões de euros e sede em Barcelona.

O consórcio europeu permitirá a contribuição do EURATOM para o Projecto ITER e, conjuntamente com o Japão, para as actividades de aproximação para a rápida realização da energia de fusão, além de preparar e coordenar o programa de actividades em preparação para a construção do reactor de fusão de demonstração e respectivas infraestruturas.

Portugal, através do Centro de Fusão Nuclear - Laboratório Associado (CFN), participa activamente no acordo ITER através do Contrato de Associação EURATOM/IST e do EFDA.

O CFN, em parceria com o Centro de Física de Plasmas do IST, possui o estatuto de Laboratório Associado da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), desde 1 de Janeiro de 2002.
Título:
Enviado por: André em Julho 18, 2007, 02:36:07 pm
Portugal foi o país mediterrânico que mais evoluiu em TI em 2006

Citar
Mais de 20 milhões de europeus «descobriram» a Internet em 2006, com Portugal a destacar-se com um crescimento superior a 200%, um dos indicadores que o apontam como o país mediterrânico que mais evoluiu nas Tecnologias da Informação (TI).

«Dentro dos países europeus há que destacar o importante desenvolvimento de Portugal neste último ano, superior a 200%, que lhe permitiu alcançar uma taxa de penetração que supera países europeus como a Dinamarca e Luxemburgo», refere o último estudo da Fundação Orange, que apesar de se destinar a avaliar a situação em Espanha faz um balanço do sector das tecnologias da Informação na Europa e no Mundo.

O relatório, apresentado a poucos dias da reunião informal de Ministros da Competitividade (Ciência), que decorrerá quinta e sexta-feira em Lisboa, indica que graças aos 22 milhões de novos usuários da Internet que surgiram no ano passado na Europa, no ínicio deste ano 312,7 milhões de europeus já tinham acesso àquela tecnologia.

De acordo com o documento realizado pela fundação do Grupo France Telecom, Portugal foi o país mediterrânico «onde se notou um avanço considerável na maioria dos indicadores», ao passo que Itália e Espanha «ainda têm um longo caminho a percorrer para alcançar a convergência com os países mais avançados da região».

O estudo indica, citando dados do site Internet World Stats, que Portugal registou no ano passado uma taxa de penetração de Internet (percentagem da população que usa Internet) de 73,8%, ou seja que mais de 7,7 milhões de utilizadores usam este recurso.

Este valor no entanto é muito superior aos mais recentes dados sobre utilização de Internet em Portugal divulgados pela União Europeia ou revelados por inquéritos de utilização feitos junto da população portuguesa.

Em Março, a UE indicava que a percentagem de utilizadores de Internet em Portugal em 2006 era de 31,4%, enquanto o mais recente inquérito Bareme Internet, também relativo ao ano passado, contabilizava 3,622 milhões de indivíduos utilizadores regulares, um valor que representa 43,6% do universo composto pelos residentes em Portugal Continental com mais de 15 anos.

Por outro lado, diz o estudo da Fundação Orange, se no ano passado Portugal se situava abaixo da média tanto em serviços ao cidadão como a empresas, este ano já se encontra ao nível da Irlanda, Finlândia, França, Áustria, Suécia e Dinamarca.

Entre os indicadores positivos surge a crescente importância da língua portuguesa na internet: «o português começa a despontar, em parte graças ao papel dos brasileiros», refere o estudo lembrando que «o inglês continua a ser o idioma mais forte, com mais de 327 milhões de usuários».

Mas continuam a existir itens em que Portugal continua a permanecer no final da lista, como por exemplo quando se analisa o número de empresas que criaram páginas web.

«A nível internacional, mais de duas em cada três empresas da União Europeia com acesso à Internet dispõem de página web», com a Suécia e a Dinamarca nas posições líderes da UE. Em Portugal, apenas 45% das empresas aderiu a esta forma de comunicação.

Também no que toca à percentagem de indivíduos que realizaram cursos de informática no ano passado, Portugal fica no fim da tabela dos países europeus, com apenas 8% dos portugueses a frequentarem cursos de formação.

Curiosa é a elevada percentagem de lusos que usaram a net para pesquisar questões relacionadas com saúde: 39%, dois pontos percentuais acima da média europeia, onde se situam apenas nove países.

Também a procura de emprego online coloca os portugueses ao lado dos austríacos, com 14% do total da população a tentar arranjar trabalho através deste meio. Apenas a França, Chipre, Irlanda e Republica Checa ficam abaixo de Portugal.

O que ainda não parece ter convencido os portugueses foram as compras online, já que este ano apenas 1,96% dos usuários aderiu a esta forma de adquirir bens. Pouco mais de 300 euros é o que gastam em média os portugueses que decidem fazer compras em frente ao computador.

Outro dos items analisado no relatório tem a ver com as patentes na área das tecnologias de informação e comunicação (TIC) que, segundo a Fundação Orange, «podem ser um bom indicador da inovação».

«A União Europeia gera uma percentagem de patentes similar aos Estados Unidos e acima do Japão, mas existe uma grande assimetria na contribuição dos diferentes países, sendo os países tradicionalmente mais evoluídos como a Alemanha, o Reino Unido e a França os maiores criadores de patentes», refere o documento.

Dos países analisados, os Estados Unidos, Estónia, Finlândia, Holanda, Irlanda, Japão e Lituania são os mais especializados em patentes TIC, sendo que Espanha, Itália, Portugal e República Checa aparecem no fim da lista. Portugal surge neste ranking com uma simbólica contribuição de 0,02%.

A forte implementação do telemóvel em detrimento do telefone fixo também é estudada neste relatório, que aponta 2006 como o ano em que o telemóvel se consolidou frente ao fixo e também o ano de arranque da Terceira Geração (3G), que veio abrir novas possibilidades, como a oferta de serviços e conteúdos de Internet.

«Nos países menos desenvolvidos o telemóvel foi, de todas as TIC, a que mais contribuiu para a diminuição da brecha digital, representando uma via de acesso importante à Sociedade de Informação», afirma a Fundação.

A Fundação Orange tem por «objectivo contribuir para o desenvolvimento da Sociedade de Informação em Espanha, em beneficio dos cidadãos, empresas e instituições,(...) publicando estudos, relatórios e livros sobre os diferentes aspectos de desenvolvimento da Sociedade de Informação», refere o site oficial desta instituição do Grupo France Telecom.
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 01, 2007, 08:17:48 pm
Citar
Português lidera consórcio europeu de fusão nuclear

O português Carlos Varandas, professor catedrático e investigador do Instituto Superior Técnico, foi escolhido recentemente para presidir ao Conselho de Administração do consórcio europeu para o projecto ITER, a maior experiência de fusão nuclear a nível mundial.

O professor catedrático, que, antes de ser indicado para este cargo, presidia o Laboratório Associado do Centro de Fusão Nuclear, afirmou que esta nomeação é motivo de contentamento, uma vez que traz “prestigio ao País e também algumas vantagens em termos de contratos”.

O ITER visa a construção de um reactor de fusão em França, com o objectivo de demonstrar cientifica e tecnicamente a viabilidade da energia de fusão, bem como testar a operação simultânea das tecnologias necessárias para a operação de um reactor nuclear de fusão. Os cientístas esperam provar aplicabilidade da fusão nuclear como fonte de energia limpa, segura e economicamente atractiva.

O projecto ITER integra sete parceiros: União Europeia, EUA, China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Rússia, e está orçado em mais de 12 mil milhões de euros.
2007/07/31
Título:
Enviado por: André em Agosto 03, 2007, 08:18:51 pm
Joalheiros portugueses na maior mostra de jóias

Citar
Seis joalheiros portugueses estiveram representados este ano no JA New York Show, uma mostra de joalharia que decorreu de 29 de Julho a 1 de Agosto, no Javits Center de Manhattan, Nova Iorque.

Esta é uma das mostras de jóias mais importantes dos Estados Unidos, juntando joalheiros, fabricantes, designers e vendedores um pouco de todo o mundo.

Portugal foi representado pelos fabricantes de jóias e ourivesarias Américo Barbosa, Auresousa Ourivesaria, Cadouro, Grupo Neves, Fernando Rocha Joalheiros, Marques & Gomes e Styliano & Ribeiro.
Segundo o ICEP de Nova Iorque, estes joalheiros mostraram no JA New York Show "o melhor da tradição portuguesa aliada ao moderno design que faz as jóias portuguesas apreciadas em todo o mundo".

Portugal tem uma tradição nesta arte que remonta aos terceiro milénio antes de Jesus Cristo, quando começaram a ser exploradas as então abundantes jazidas de ouro existentes no território.
Os joalheiros portugueses ocuparam as bancas 3173 a 3179 no Javits Convenction Center, na Rua 34, em West de Manhattan.
A mostra deste ano incluiu mais de 1.900 expositores de todo o mundo e atraindo perto de 15 mil visitantes, segundo a organização.
Esta é considerada não só uma das mostras de joalharia mais importantes dos Estados Unidos, como de todo o mundo, pois é em Manhattan que se situa o chamado "Diamond District", o local onde se situam as mais conhecidas e prestigiadas lojas de jóias e diamantes.
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 07, 2007, 10:25:56 pm
Desastre no Espaço?

No sector Espacial, como em qualquer sector que envolva investimento público, não podem existir empregos em “part-time”, nem amadorismos…a gestão dos dinheiros públicos e a representação externa de Portugal, num sector que é fortemente concorrencial e onde a lógica empresarial é dominante, deve ser encarada e executada com rigor e conhecimento de causa, por pessoas com vivência empresarial.

No contexto da “reestruturação” do GRICES (Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e Ensino Superior) esses princípios devem ser acautelados de forma a garantir a continuidade do conseguido até agora. Infelizmente, com o Sr. Ministro da Ciência de costas voltadas para os legítimos representantes das empresas, só por escrito público é que se lhe consegue fazer chegar o sentir da Industria.

É fundamental que quer a estrutura, quer o trabalho desenvolvidos no seio do extinto GRICES, cujos esforços empreendidos permitiram resultados muitíssimo importantes para o desenvolvimento do sector espacial nacional, sejam finalmente formalizados e reconhecidos pelo Estado Português. Ao longo dos últimos anos, pese embora a falta de recursos humanos, os interesses nacionais foram defendidos com transparência e profissionalismo junto dos Comités decisores da ESA, e foram criadas as condições para que empresas e institutos nacionais pudessem comunicar ao Governo as suas prioridades e estratégias, à semelhança do que é feito, com êxito, nos outros Estados Membros da Agência Espacial Europeia.

É em Portugal que se desenvolvem partes críticas do sistema GALILEO e é em Portugal que se estudam os futuros ‘pilotos automáticos’ para missões a Marte.

Uma vez que resultou, dever-se-ia implementar o mesmo sistema de gestão que aqueles países adoptaram, aproveitando os recursos e métodos que entre nós já deram provas de sucesso, de maneira a articular as orientações políticas de desenvolvimento espacial e as perspectivas dos agentes nacionais. São tarefas que implicam um conhecimento profundo do sector a nível europeu e a nível nacional, não apenas no plano académico mas fundamentalmente no plano empresarial e que exigem tempo, dedicação, transparência e imparcialidade, podendo apenas ser desempenhadas por profissionais integrados numa estrutura que dialogue transversalmente com as várias instituições do Estado. A sensibilidade do governo actual para esta temática ficou demonstrada na Conferência Ministerial da ESA, em Dezembro de 2005, em Berlim, onde Portugal duplicou o investimento nacional na Agência, subscrevendo 31.5M€ em programas opcionais até ao ano 2012, estimando-se assim que o volume de contratos no sector duplique, ou até mesmo triplique, nos próximos anos, acontecendo o mesmo com a contratação de pessoal na área. Esta duplicação do esforço financeiro representou um voto de confiança, por parte da Administração Pública Portuguesa, na capacidade de desenvolvimento dos agentes nacionais, tendo ido ao encontro das expectativas e competências das empresas e institutos que operam no sector Espacial.

Mas estes factores, juntamente com a natureza institucional do mercado espacial, obrigam a uma gestão cuidada e profissional dos investimentos públicos. É urgente que se torne clara a evolução pretendida no domínio da gestão institucional da participação de Portugal no sector espacial, sob pena de não conseguirmos o retorno científico e industrial desejado.

O Espaço é um dos sectores tecnológicos mais exigentes, onde o sucesso implica excelência, profissionalismo, persistência e método. Portugal aderiu à Agência Espacial Europeia (ESA) em Dezembro de 2000 e, passados apenas 7 anos, o sector emprega já cerca de 200 pessoas em dedicação exclusiva, sendo a maior parte mestres e doutores em ciências exactas, distribuídos por 40 empresas e instituições nacionais. E hoje, por exemplo, é em Portugal que se desenvolvem partes críticas do sistema GALILEO e é em Portugal que se estudam os futuros ‘pilotos automáticos’ para missões a Marte.

Numa época em que o Governo apela à inovação e em que o Espaço faz parte das prioridades da Presidência Portuguesa da União Europeia, seja com o Programa GALILEO seja com a realização da conferência GMEs, é importante não cometer erros relativamente à participação nacional nos programas espaciais europeus e à gestão pública dos investimentos feitos nesta área, que correm o risco de serem desperdiçados.
2007/08/07

(http://www.xmp.com.pt/espacialnews/content/images/39e8c2c6b2292e70fd6fb818f7d9ad4f.jpg)
António Neto da Silva, Presidente da Proespaço
Título:
Enviado por: André em Agosto 09, 2007, 05:48:10 pm
Paleontólogo português segue o rasto do verdadeiro Indiana Jones

Citar
O paleontólogo Octávio Mateus estará a partir do dia 20 no deserto de Gobi, na Mongólia, e vai tornar-se o primeiro português a seguir as pistas de Roy Chapman Andrews, tido como o verdadeiro Indiana Jones.

Integrado numa equipa de 15 especialistas norte-americanos, japoneses, sul-coreanos, canadianos e mongóis, o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa será o único representante europeu na missão que vai durar 34 dias.

Depois de ter participado em várias expedições em África, Laos, Cambodja, Brasil ou Estados Unidos, o investigador desloca-se pela primeira vez à Mongólia, um dos cinco «Grandes» países quanto à existência de fósseis de dinossauros. Este top é ainda composto pelos Estados Unidos da América, Argentina, China e Canadá.

A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.

«Queremos encontrar novos esqueletos de espécies conhecidas, mas melhor seria encontrar uma nova espécie. Tenho esperança em encontrar um esqueleto relativamente completo e uma novidade, mas é sempre promissor trabalhar num deserto muito rico em fósseis», disse Octávio Mateus à agência Lusa. No local onde foi descoberto o velociráptor, também conhecido como ladrão veloz e uma das «estrelas» do livro e filme Parque Jurássico, o português indica como exemplo de descoberta interessante um carnívoro.

O convite para a expedição ao deserto de Gobi - onde a temperatura média anual é de -2,5 graus a +2,8 graus e os valores extremos chegaram a 38 e -43 graus numa região e 33,9 e -47°graus numa outra - aconteceu devido à colaboração de alguns anos do investigador português com a Universidade Metodista do Sul, localizada em Dallas (Texas, Estados Unidos).

«Esta é uma oportunidade de vida que tinha de aceitar. Também será uma honra apoiar um país como a Mongólia, assim como será uma aventura estar num local muito difícil de trabalhar», resumiu o paleontólogo, que já participou na identificação de sete novas espécies.

Para explicar a sua paixão por dinossauros, este português socorre-se de um provérbio que envolve outro tipo de animal: «filho de peixe sabe nadar».

A sua família está desde sempre ligada ao Museu da Lourinhã e o gosto pelos assuntos de história natural levaram-no, há pelo menos 20 anos, a integrar escavações e a seguir a carreira profissional de paleontólogo.

Quanto ao «verdadeiro» Indiana Jones, Roy Chapman Andrews, foi investigador do Museu de História Natural de Nova Iorque, onde começou em 1906 como varredor e assistente no departamento de taxidermia. Em 1934 chegou a director da instituição.

O investigador ficou conhecido com as expedições que levou a cabo no deserto de Gobi, entre 1922 e 1930, onde descobriu por exemplo os primeiros ninhos de ovos de dinossauros.

O paleontólogo Octávio Mateus estará a partir do dia 20 no deserto de Gobi, na Mongólia, e vai tornar-se o primeiro português a seguir as pistas de Roy Chapman Andrews, tido como o verdadeiro Indiana Jones.

Integrado numa equipa de 15 especialistas norte-americanos, japoneses, sul-coreanos, canadianos e mongóis, o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa será o único representante europeu na missão que vai durar 34 dias.

Depois de ter participado em várias expedições em África, Laos, Cambodja, Brasil ou Estados Unidos, o investigador desloca-se pela primeira vez à Mongólia, um dos cinco «Grandes» países quanto à existência de fósseis de dinossauros. Este top é ainda composto pelos Estados Unidos, Argentina, China e Canadá.

A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.

«Queremos encontrar novos esqueletos de espécies conhecidas, mas melhor seria encontrar uma nova espécie. Tenho esperança em encontrar um esqueleto relativamente completo e uma novidade, mas é sempre promissor trabalhar num deserto muito rico em fósseis», disse Octávio Mateus à agência Lusa. No local onde foi descoberto o velociráptor, também conhecido como ladrão veloz e uma das «estrelas» do livro e filme Parque Jurássico, o português indica como exemplo de descoberta interessante um carnívoro.

O convite para a expedição ao deserto de Gobi - onde a temperatura média anual é de -2,5 graus a +2,8 graus e os valores extremos chegaram a 38 e -43 graus numa região e 33,9 e -47°graus numa outra - aconteceu devido à colaboração de alguns anos do investigador português com a Universidade Metodista do Sul, localizada em Dallas (Texas, Estados Unidos).

«Esta é uma oportunidade de vida que tinha de aceitar. Também será uma honra apoiar um país como a Mongólia, assim como será uma aventura estar num local muito difícil de trabalhar», resumiu o paleontólogo, que já participou na identificação de sete novas espécies.

Para explicar a sua paixão por dinossauros, este português socorre-se de um provérbio que envolve outro tipo de animal: «filho de peixe sabe nadar».

A sua família está desde sempre ligada ao Museu da Lourinhã e o gosto pelos assuntos de história natural levaram-no, há pelo menos 20 anos, a integrar escavações e a seguir a carreira profissional de paleontólogo.

Quanto ao «verdadeiro» Indiana Jones, Roy Chapman Andrews, foi investigador do Museu de História Natural de Nova Iorque, onde começou em 1906 como varredor e assistente no departamento de taxidermia. Em 1934 chegou a director da instituição.

O investigador ficou conhecido com as expedições que levou a cabo no deserto de Gobi, entre 1922 e 1930, onde descobriu por exemplo os primeiros ninhos de ovos de dinossauros.

Lusa/SOLO paleontólogo Octávio Mateus estará a partir do dia 20 no deserto de Gobi, na Mongólia, e vai tornar-se o primeiro português a seguir as pistas de Roy Chapman Andrews, tido como o verdadeiro Indiana Jones.

Integrado numa equipa de 15 especialistas norte-americanos, japoneses, sul-coreanos, canadianos e mongóis, o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa será o único representante europeu na missão que vai durar 34 dias.

Depois de ter participado em várias expedições em África, Laos, Cambodja, Brasil ou Estados Unidos, o investigador desloca-se pela primeira vez à Mongólia, um dos cinco «Grandes» países quanto à existência de fósseis de dinossauros. Este top é ainda composto pelos Estados Unidos, Argentina, China e Canadá.

A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.

«Queremos encontrar novos esqueletos de espécies conhecidas, mas melhor seria encontrar uma nova espécie. Tenho esperança em encontrar um esqueleto relativamente completo e uma novidade, mas é sempre promissor trabalhar num deserto muito rico em fósseis», disse Octávio Mateus à agência Lusa. No local onde foi descoberto o velociráptor, também conhecido como ladrão veloz e uma das «estrelas» do livro e filme Parque Jurássico, o português indica como exemplo de descoberta interessante um carnívoro.

O convite para a expedição ao deserto de Gobi - onde a temperatura média anual é de -2,5 graus a +2,8 graus e os valores extremos chegaram a 38 e -43 graus numa região e 33,9 e -47°graus numa outra - aconteceu devido à colaboração de alguns anos do investigador português com a Universidade Metodista do Sul, localizada em Dallas (Texas, Estados Unidos).

«Esta é uma oportunidade de vida que tinha de aceitar. Também será uma honra apoiar um país como a Mongólia, assim como será uma aventura estar num local muito difícil de trabalhar», resumiu o paleontólogo, que já participou na identificação de sete novas espécies.

Para explicar a sua paixão por dinossauros, este português socorre-se de um provérbio que envolve outro tipo de animal: «filho de peixe sabe nadar».

A sua família está desde sempre ligada ao Museu da Lourinhã e o gosto pelos assuntos de história natural levaram-no, há pelo menos 20 anos, a integrar escavações e a seguir a carreira profissional de paleontólogo.

Quanto ao «verdadeiro» Indiana Jones, Roy Chapman Andrews, foi investigador do Museu de História Natural de Nova Iorque, onde começou em 1906 como varredor e assistente no departamento de taxidermia. Em 1934 chegou a director da instituição.

O investigador ficou conhecido com as expedições que levou a cabo no deserto de Gobi, entre 1922 e 1930, onde descobriu por exemplo os primeiros ninhos de ovos de dinossauros.

Lusa/SOL


 :Palmas:  :Palmas:
Título: N: «Estudo português revolucionário»
Enviado por: Get_It em Agosto 09, 2007, 09:11:40 pm
Investigação portuguesa:
Citação de: "SIC Online"
Estudo português revolucionário
As bactérias adaptam-se mil vezes mais rapidamente do que até agora se admitia, uma descoberta de quatro investigadoras portuguesas que poderá ter impacto na saúde pública por medir a capacidade de resistência a tratamentos e antibióticos.

Totalmente financiado e realizado em Portugal, o estudo, que será publicado esta sexta-feira na revista Science, utilizou uma técnica para identificar as mutações das bactérias que lhes conferem vantagens em termos da capacidade de resistência, concluindo que estes organismos "têm um potencial adaptativo extraordinariamente elevado".

Isabel Gordo, umas das quatro investigadoras do Instituto Gulbenkian de Ciência, explicou que as bactérias "adaptam-se muito mais rapidamente do que até agora era admitido".

"Pensava-se que tinham uma capacidade de adaptação mil vezes inferior ao que observámos. Este estudo é um contributo substancial para a compreensão de um problema central na teoria da evolução", afirmou.

De acordo com a investigadora, as conclusões desta pesquisa "têm implicações importantes ao nível da saúde pública, nomeadamente na resistência a antibióticos e medicamentos".

"Seriam precisos cerca de vinte mil anos para tirar conclusões de um processo semelhante na espécie humana, já que o estudo analisou mil gerações de bactérias e, em humanos, cerca de 20 anos separam cada geração", explicou.

Este é o primeiro trabalho da investigadora que será publicado na revista Science, motivo de enorme satisfação e orgulho para Isabel Gordo, bem como para as três colegas que consigo trabalharam neste projecto.

"A Science é tudo o que um investigador pode querer no seu currículo", afirmou.

Esta é a quinta publicação do Instituto Gulbenkian de Ciência na Science e nas revistas do grupo Nature, só em 2007.

09-08-2007 20:57
fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20070809+-+Estudo+portugues+revolucionario.htm


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: André em Agosto 10, 2007, 07:40:52 pm
Equipa portuguesa apresenta robot de apoio em edifícios numa situação de catástrofe

Citar
Um robot que sobe e desce escadas e se desloca autonomamente em edifícios em ruínas vai ser apresentado por equipa portuguesa, numa demonstração que se realiza para a semana na Suiça.

O 'Raposa' pesa 27 quilos, tem quase meio metro de comprimento e desloca consigo uma panóplia de tecnologia que inclui câmara de filmar, outra câmara térmica para revelar temperaturas, sensores de gases perigosos e um microfone.

É à prova de água, pode ser operado a partir de um computador portátil a cerca de 100 metros - distância que pode ser aumentada - com recurso a um joy-stick e a um sistema de antenas para comunicar com o robot e tem uma autonomia de duas horas, mesmo que recorrendo ao sistema de iluminação própria de que dispõe, explicou à agência Lusa um dos responsáveis do projecto, Rodrigo Ventura.

A máquina começou a ser desenvolvida há cerca de quatro anos através de uma colaboração entre o Instituto Superior Técnico (IST), onde lecciona Rodrigo Ventura, a empresa IdMind e o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e foi apresentada publicamente no ano passado.

O 'Raposa' pode ainda ser ligado a um cabo, que permite içá-lo, dar-lhe autonomia ilimitada em termos energéticos e dotá-lo de uma ligação wireless à Internet, o que permite manobrá-lo em zonas onde não seria possível fazê-lo de outra forma, como edifícios onde o sinal rádio não entrasse devido à espessura das paredes, por exemplo, explicou o investigador do IST.

Uma importante inovação que inclui é a possibilidade de o próprio robot se ligar e desligar do cabo sem precisar de intervenção humana no local da operação.

Outra capacidade útil em caso de catástrofes com vítimas, como terramotos em que haja pessoas retidas debaixo dos escombros, é poder colocar em conversação vítimas nessa situação com equipas de resgate, através do microfone que transporta.

A máquina desloca-se através de um sistema de dois pares de lagartas de borracha, semelhantes aos usados pelos buldozzer, e é articulado, podendo deslocar-se e funcionar virado para cima ou para baixo.

Na demonstração, que decorre entre segunda e quinta-feira em Ticino, na Suiça, o 'Raposa' vai ser sujeito a duas provas: na primeira terá que identificar vários objectos dentro de um edifício e depois actuar num cenário fora da cidade, onde se simulará uma catástrofe nuclear.

Enquanto IST continua a desenvolver novos equipamentos e valências para o robot, a empresa IdMind pretende vir a comercializar o equipamento junto das forças de segurança e militares, a cujo trabalho mais se adapta, além dos próprios bombeiros, acrescentou Rodrigo Ventura à Lusa.

Mais informação sobre o robot pode ser obtida na internet no sítio http://raposa.idmind.pt (http://raposa.idmind.pt).

Lusa/SOL
Título:
Enviado por: André em Agosto 16, 2007, 07:45:55 pm
Descoberto contributo de gene na separação de cromossomas por cientistas do Porto

Citar
Cientistas do Porto descobriram o contributo de um gene para a separação correcta dos cromossomas durante a formação dos ovos e do esperma, o que poderá ajudar ao estudo de doenças causadas pela distribuição anormal de cromossomas, como a síndrome de Down.
O estudo, a ser publicado brevemente pelo jornal Current Biology, indica que é o gene BubR1, recentemente relacionado com o processo de divisão celular, que mantém a coesão dos pares de cromossomas até ao momento de serem divididos durante a produção de células reprodutivas.

Se o BubR1 apresentar mutações, pode originar células com um número anormal de cromossomas.

A falha do gene BubR1 tem sido apontada como causadora de perturbações na separação dos cromossomas durante a meiosis, o processo pelo qual cada célula reprodutiva - esperma e óvulos - é formada, embora ainda se desconheça a forma concreta como isto acontece.

Os investigadores Cláudio E.Sunkel e Nicolas Malmanche, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, e colegas norte-americanos testaram e identificaram o papel molecular deste gene na meiosis, analisando uma mutação do BubR1 nas moscas da fruta (Drosophila).

Os machos e as fêmeas da mosca da fruta usam mecanismos moleculares diferentes na distribuição dos cromossomas entre as células durante a meiosis, permitindo uma análise mais detalhada do papel normal do gene e dos efeitos da mutação do BubR1.

As células normalmente têm um par de cada cromossoma (chamados cromossomas homólogos), um dos quais procedente do pai e outro da mãe.

A meiosis, a divisão celular especializada que produz o esperma e o ovo, começa com a duplicação destes cromossomas nas células, que neste estádio estão ligados entre si e são chamados sister chromatids.

Depois de analisar e comparar o BubR1, quer em moscas com mutação quer em moscas normais durante este processo, os autores descobriram que o gene é essencial para manter as sister chromatids unidas durante a meiosis, assegurando a correcta distribuição do material genético na célula sexual produzida.

Os investigadores também afirmam que nas fêmeas com BubR1 mutado foi interrompida uma estrutura complexa chamada Synaptonemal Complex (SC), que liga os cromossomas homólogos durante a primeira divisão da meiosis e permite recombinações (troca de material genético entre cromossomas homólogos que é essencial para gerar variedade), causando significantes alterações na sua frequência e distribuição.

Como o gene BubR1 é comum à espécie humana, a pesquisa tem potenciais implicações no estudo de doenças causadas pela distribuição anormal de cromossomas, como a síndrome de Down, cuja incidência aumenta com a idade materna, principalmente após os 35 anos da mãe.

Os indivíduos com síndrome de Down têm padrões anormais de recombinação genética, com perda de coesão entre as sister chromatids, exactamente como os defeitos observados nas moscas da fruta com mutações no gene BubR1.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Agosto 19, 2007, 06:29:25 pm
Póvoa de Varzim albergará maior fábrica mundial de painéis solares

Citar
A empresa portuguesa Energie inaugura em Setembro, na Póvoa de Varzim, a maior fábrica de painéis solares térmicos do mundo, um investimento de dois milhões de euros, refere a edição deste domingo do Jornal de Notícias.

A nova unidade permite sextuplicar a produção actual, para cerca de 90 mil painéis solares termodinâmicos por ano, indicou ao jornal o presidente da Energie, Luís Rocha.
Cerca de 60% da produção actual destina-se ao mercado nacional, sendo os restantes 40% exportados para países como Espanha, França, Estados Unidos, Irlanda, Reino Unido, Bélgica e Luxemburgo.

Luís Rocha referiu que a nova unidade tem por objectivo o reforço da produção e a expansão a dois mercados estratégicos: Itália e, principalmente, Alemanha.

O presidente da empresa prevê que, com a nova fábrica, o peso dos mercados internacionais na facturação da Energie suba para 50%.

Outro dos objectivos traçados é o incremento da facturação a um ritmo de um milhão de euros por ano até 2010. No ano passado, a Energie facturou seis milhões de euros.

Diário Digital
Título:
Enviado por: André em Agosto 20, 2007, 11:42:34 pm
Investigador português galardoado pela maior associação mundial de engenheiros

Citar
O mais importante prémio mundial de engenharia electrotécnica (Engineering in Medicine and Biology Society Career Achievement Award) foi atribuído a José Carlos Príncipe, professor e investigador português.

O investigador lecciona actualmente na Universidade da Florida e mantém estreitas ligações a Portugal, através do Instituto Nacional de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

José Carlos Prínicipe tem no seu currículo cinco patentes, quatro livros editados, autoria de 14 capítulos em publicações especializadas, 116 artigos em revistas, participação em 276 conferências, supervisão de 50 doutoramentos e 61 mestrados.

O prestigiado prémio é atribuído anualmente na área de Engenharia Biomédica pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), a maior sociedade técnica mundial, que conta com cerca de 370 mil membros.

José Carlos Príncipe lecciona Engenharia Electrónica e Biomédica na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, é coordenador da Comissão Internacional de Acompanhamento Científico do INESC Porto e Professor Catedrático Convidado da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

A carreira do investigador português tem sido recheada de sucessos, com a conquista de cinco patentes (a primeira em 1985: o Time-Marker – dispositivo para inscrever numerais em polígrafos), com mais sete submetidas para aprovação.

Já em 2006 José Carlos Príncipe venceu o prestigiado Gabor Award, da International Neural Network Society e, no ano anterior, foi galardoado com a Laurea Honoris Causa em Engenharia Electrónica pela Universita Mediterranea, tendo sido Portugal um dos primeiros países a reconhecer o seu mérito, em 1991, com o Prémio de Inovação e Criatividade, atribuído pela Associação Industrial Portuguesa.

SOL
Título:
Enviado por: André em Setembro 04, 2007, 04:33:10 pm
Investigadoras portuguesas descobrem molécula que se encontra alterada em caso de cancro

Citar
Investigadoras portuguesas descobriram uma molécula que serve de esqueleto à formação do centrossoma, uma pequena estrutura celular que regula vários processos biológicos.

A descoberta da molécula SAS-6 pelas investigadoras Mónica Bettencourt Dias, Ana Martins e Inês Ferreira, do Instituto Gulbenkian da Ciência, está hoje publicada na revista 'Currente Biology'.

A mesma equipa já tinha em Maio publicado na revista 'Science' um trabalho acerca da descoberta de uma molécula chamada SAK, responsável por comandar a montagem de centrossomas.

Os centrossomas são uma pequena mas complexa estrutura localizada junto ao núcleo da célula e que está envolvida em muitos processos biológicos, que vão desde a multiplicação até ao movimento e forma da célula.

A molécula hoje apresentada, denominada SAS-6, é considerada o braço direito da SAK, induzindo a formação de uma espécie de esqueleto em forma de tubo que serve de base à formação do centrossoma.

As investigadoras afirmam que há muitas mais moléculas a colaborar no complexo processo de formação destas estruturas. O trabalho descobriu ainda que um excesso de SAS-6 leva à formação de centrossomas anormais, algo que acontece em estádios iniciais de cancro.

A descoberta do funcionamento dos centrossomas pode também ajudar a compreender outros problemas como a infertilidade masculina e malformações fetais.

Lusa/SOL
Título:
Enviado por: André em Setembro 11, 2007, 03:59:17 pm
Peritos acreditam ter descoberto novo dinossauro

Citar
Um esqueleto quase completo e dentes com formato desconhecido que poderão pertencer a uma nova espécie de dinossauro saurópode, um quadrúpede herbívoro, são algumas das descobertas de uma expedição no Deserto de Gobi (Mongólia) onde está integrado um português.
O paleontólogo Octávio Mateus está desde o dia 20 na Mongólia numa equipa que integra cientistas mongóis, canadianos, sul-coreanos e japoneses e tornou-se no primeiro português a seguir as pistas de Roy Chapman Andrews, o norte-americano tido como o «verdadeiro» Indiana Jones.

A primeira fase da expedição desenrolou-se numa área menos explorada no deserto de Gobi, conhecida pela Bayn Shire, que embora já visitada por paleontólogos, tem muitos locais inexplorados.

A equipa, que já enfrentou uma tempestade de areia com ventos de 90 km/h e um dia com temperatura de 52 graus centígrados, recolheu vários ossos, dentes, crânios, ovos de dinossauros e esqueletos quase completos, «o que é raro», indicou o português à Agência Lusa.

«A localidade é incrivelmente rica e novas descobertas ocorrem todos os dias», indicou o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, cuja missão tem a duração de 34 dias.

Na lista de achados enumerada pelo português destaca-se um esqueleto quase completo de um dinossauro saurópode.

«Poderá ser uma nova espécie, mas ainda tem de ser feito trabalho suplementar», indicou o português, revelando ainda a descoberta de dentes de saurópode com um formato desconhecido até ao momento e que poderá representar uma nova forma de processar (mastigar) plantas entre estes animais.

O saurópode é um quadrúpede herbívoro de pescoço comprido, que atingia mais de 15 metros de comprimento.

Foram ainda encontrados vários esqueletos incompletos, incluindo crânios de dinossauros ceratopsideos (pequenos bípedes herbívoros) de duas espécies Yamaceratops e de uma espécie possivelmente desconhecida até à data.

O paleontólogo descobriu uma «bone-bed», uma camada geológica repleta de ossos, com pelo menos 10 indivíduos de dinossauros anquilossauros (dinossauros couraçados, quadrúpedes e herbívoros).

Nestes dias de trabalho também foram descobertos ovos e cascas de pelo menos cinco tipos diferentes de dinossauros, parte de crânios de dois dinossauros carnívoros, vários ossos de terizinossauros, um tipo de dinossauro teropode, raro e caracterizado por enormes garras nas patas anteriores.

Foram também encontrados parte do crânio e outros ossos de crocodilos, tartarugas, pterossauros e um possível mamífero.

Estão ainda a ser definidas algumas questões relativas às camadas geológicas onde está a ser desenvolvido o trabalho, incluindo a possibilidade de uma datação muito mais precisa.

A Mongólia é uma das áreas mais ricas do mundo em vestígios de dinossauros do Cretácico, período que terminou há aproximadamente 65 milhões de anos, mas em comparação com o período Jurássico, com cerca de 150 milhões de anos, fica atrás de Portugal.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: GinTonic em Setembro 12, 2007, 12:03:54 am
Citar
Damásio distinguido nas Astúrias

Na edição 2005 dos Prémios Príncipe das Astúrias, ontem entregues em Oviedo, numa cerimónia solene no Teatro Campoamor pelo herdeiro da coroa espanhola, o médico António Damásio recebeu o Prémio de Investigação Científica e Técnica, enquanto o Instituto Camões dividiu com vários congéneres europeus - Alliance Française, Societá "Dante Alighieri", British Council, Goethe Institut e Instituto Cervantes - o Prémio da Comunicação e Humanidades.

O neurologista português foi distinguido pela sua contribuição na luta contra doenças que "preocupam a Humanidade" pela sua gravidade e extensão, como são os casos de Parkinson e Alzheimer.

O Instituto Camões, representado pela presidente, Simonetta Luz Afonso e pelos dois vice-presidentes, Luísa Bastos de Almeida e Miguel Fialho de Brito, foi reconhecido a par de outras congéneres da França, Inglaterra, Itália, Espanha e Alemanha. Sobre António Damásio, Prémio da Investigação Cientifica e Técnica, Felipe de Borbón relembrou o "contributo determinante" do neurologista português cuja obra teve tanto impacto no mundo da ciência exacta como no espaço "das ideias abstractas". "Muitos conflitos agravam-se precisamente porque os seres humanos actuam contra a razão e contra as ideias", afirmou. "Ajudar a entender as motivações humanas deve ajudar-nos a melhorar o mundo, procurando a síntese entre a razão e os sentimentos", disse, referindo-se ainda ao trabalho de Damásio no combate a doenças como a de Parkinson e o Alzheimer.

Nascido em Lisboa, António Damásio, médico, formou-se na Faculdade de Medicina de Lisboa em 1974. Professor na Universidade de Southern California e director do Institute for Neurological Study of Emotion, Decision-Making and Creativity, foi também professor no Departamento de Neurologia da Universidade do Iowa, onde ocupou a cátedra M.W. Van Allen.

O seu trabalho, realizado em conjunto com a mulher, Hannah, tem estado centrado sobretudo na investigação de problemas decisivos da neurologia básica da mente e do comportamento e também sobre as doenças de Parkinson e Alzheimer. O investigador português, autor do livro O Erro de Descartes tem contribuído para a compreensão da base neurológica da tomada de decisões, das emoções e da memória. A escritora brasileira Nélida Piñon, foi galardoada com o Prémio das Letras.
Título:
Enviado por: André em Setembro 13, 2007, 10:37:41 pm
Mapa da Via Láctea terá mão de portugueses

Citar
Uma equipa de cientistas portugueses vai participar na elaboração do mapa completo da via láctea. Tarefa custosa, mas possível acreditam os peritos envolvidos nesta hercúlea missão.

Em 2011 será enviado um satélite que irá permitir efectuar uma série de medições precisas de milhões de estrelas, para mapear a nossa galáxia.

Sete instituições de investigação e mais duas empresas portuguesas estão destacadas para colaborarem num mega consórcio internacional composto por mais de 300 investigadores. Os cientistas portugueses vão participar ao nível do processamento de dados naquele que foi baptizado projecto Gaia.

O objectivo é apresentar um mapa em 3 Dimensões da nossa galáxia. Trata-se de uma espécie de radiografia à Via Láctea já que, dada a extrema precisão exigida, não só será possível observar as estrelas mas também outros objectos como asteróides e planetas extra-solares.

Ciberia
Título:
Enviado por: André em Setembro 21, 2007, 10:49:00 pm
Empresa de Chaves produz biodiesel com óleos alimentares

Citar
Três empresários abriram, em Chaves, a primeira empresa em Trás-os-Montes e Alto Douro de transformação e utilização de óleos alimentares usados como combustível, disse hoje à Lusa um dos empreendedores do projecto.
Rui Cardoso referiu que o objectivo da «Supermatéria» é converter os óleos usados nas frituras domésticas ou industriais (em hotéis ou restaurantes) em biodiesel, substituto do gasóleo, mais barato e amigo do ambiente.

O empresário, que para a implementação deste projecto contou com o apoio de Hernâni Teixeira e Francisco Amaro, referiu que há cerca de um mês que estão a recolher os óleos usados pelos restaurantes e hotéis da região, através de uma empresa contratada para o efeito.

Está ainda a estudar, conjuntamente com a autarquia de Chaves, uma solução para a recolha dos óleos domésticos, podendo mesmo virem a ser colocados na cidade os denominados «oleões» para depósito destes produtos.

A «Supermatéria» produz, actualmente, uma média de uma tonelada de biodiesel por dia e o objectivo é que esse valor aumente para as duas toneladas diárias.

Para além dos benefícios a nível ambiental, o empresário diz que este combustível alternativo apresenta ainda vantagens económicas, já que um litro de biodiesel é mais barato do que o litro de gasóleo tradicional.

Rui Cardoso referiu ainda que estão já em negociações com empresas de transportes públicos e privados do Alto Tâmega para que para estas passem a utilizar o biodiesel.

O empresário disse ainda que os resíduos que chegam, conjuntamente com os óleos alimentares, são recolhidos e aproveitados para produção de sebos e gorduras para farinhas.

Também as águas pluviais são aproveitadas para a limpeza de instalações e equipamentos.

Normalmente, o destino dos óleos usados é os aterros comunitários (através do lixo), as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e os rios ou o mar (quando são deitados fora através dos esgotos).

O biodiesel permite reduzir, segundo o emprsário, em 75 por cento a emissão de dióxido de carbono, em 50 por cento a emissão de monóxido de carbono e em 100 por cento a emissão de enxofre.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 22, 2007, 02:31:40 am
Quem não experimentou colocar uma mistura de óleo vegetal com gásoleo numa proporção de 40%/60%. Isto era uma questão de dias até alguém se lembrar de criar uma empresa que explorasse esta ideia. Só vejo um inconveniente que é o facto de sentirmos um cheiro a batata frita pelo caminho... imaginem nas horas de transito à hora de ponta para irmos para casa jantar. Estão a ver o filme não estão  :crit:
Título:
Enviado por: André em Setembro 24, 2007, 06:12:10 pm
Galp assina protocolo de cooperação com a Universidade de Aveiro

Citar
A Galp Energia e a Universidade de Aveiro assinaram um protocolo de cooperação para promover o desenvolvimento de projectos na área dos sistemas energéticos sustentáveis em empresas portuguesas.

Nesse âmbito e durante seis meses, nove alunos da Universidade de Aveiro vão desenvolver trabalhos no âmbito da eco-eficiência energética, trigeração e emissões de CO2, em empresas como a Aleluia, Amorim Revestimentos, BTT, Cires, Corticeira Amorim, Gres Panadaria Portugal, Lactogal e Sonae Indústria. Os estudantes foram seleccionados por terem apresentado, no decorrer do ano lectivo, estudos e trabalhos relacionados com a procura de sistemas energéticos sustentáveis.

No final, os três melhores trabalhos vão ser galardoados com um prémio no valor de 10 mil euros, após a avaliação de um júri composto por representantes das duas entidades.

Os projectos a desenvolver, com base em auditorias energéticas, vão ser um contributo para optimizar o modo de funcionamento energético de diversos sistemas.

Este protocolo, assinado pelo presidente-executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, e por Helena Nazaré, reitora da Universidade de Aveiro, é válido até 2010.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Setembro 25, 2007, 10:08:46 pm
Sintra investe 150.000€ em estudo sobre alterações climáticas

Citar
A Câmara Municipal de Sintra e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa assinaram hoje um protocolo para um estudo sobre as consequências das alterações climáticas naquele Concelho.
O estudo custará à autarquia 150 mil euros, segundo o vereador do Ambiente, Marcos Almeida, «um esforço que vale a pena».

«Este estudo tem duas vertentes: por um lado fazer um diagnóstico das alterações climáticas nos próximos setenta anos e, por outro, saber quais as suas implicações no território de Sintra, assim como nas actividades económicas nos recursos hídricos, na floresta e nas populações locais», disse o vereador.

Para Marco Almeida, o estudo é «essencial para a indicação de um conjunto de medidas que o Município deve tomar para poder minimizar essas implicações no território».

Já o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, partilha da opinião de que o estudo é «significativo para saber qual o impacto ambiental [no Concelho], em especial na zona costeira».

«Dada a localização deste Concelho, decidimos avançar com este estudo», justificou Fernando Seara, referindo-se à zona costeira, enquadrada pela serra.

A maior probabilidade de incêndios e riscos para a saúde humana são algumas das possíveis consequências das alterações climáticas em Sintra, segundo Ricardo Aguiar, um dos coordenadores do estudo.

O especialista enumerou outros impactos possíveis, nomeadamente na agricultura e saúde humana, como a malária, a febre de dengue ou alergias.

«Está em curso uma alteração climática que já está a ter os seus efeitos», disse o professor Filipe Duarte Santos, também coordenador do projecto, salientanto no entanto que «nem todos os efeitos são negativos».

Ricardo Aguiar referiu que «a questão das alterações climáticas tem duas vertentes, a redução das emissões de gás com efeito de estufa e a adaptação», que consiste em minimizar os impactes adversos.

No próximo ano, a autarquia divulgará os resultados do estudo que, segundo o vereador Marco Almeira, «acabará por beneficiar todos os concelhos que fazem fronteira com Sintra (Cascais, Oeiras, Odivelas e Mafra), uma vez que o território está limitado por fronteiras mas não deixa de ser contínuo»

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 26, 2007, 02:11:19 pm
Citar
Euronavy abre subsidiária para reforçar posição no país e quer abrir fábrica em 2009
 
A empresa Euronavy criou uma subsidiária no Brasil para reforçar a sua posição técnico comercial, as suas vendas, e vir a construir uma fábrica em 2009 neste país, afirmou hoje um responsável da empresa em Portugal.
 
"No Brasil a empresa operava até aqui através de uma parceria local, mas resolveu agora criar a Euronavy Brasil para, numa primeira fase, ter uma posição técnico comercial própria, aumentar as vendas e apoiar os clientes, podendo posteriormente, em 2009, vir a abrir uma fábrica", disse à agência Lusa o presidente da Euronavy, Mário Paiva.

A Euronavy é a única empresa no mundo a produzir tintas ecológicas para protecção do aço contra a corrosão, sendo inclusive a única fornecedora não norte-americana aprovada pela armada dos Estados Unidos.

Segundo Mário Paiva, sócio-fundador da Euronavy, "temos todo o esquema montado para a implantar uma fábrica no Brasil, mas a sua edificação dependerá da evolução consistente e sustentada nesta primeira fase da Euronavy Brasil, subsidiária que foi constituída no final de Agosto", salientou.

"Nesta fase, queremos consolidar a nossa posição no Brasil e a instalação, por agora, de uma fábrica criaria entropia e prejudicaria o desenvolvimento do negócios", adiantou.

O responsável disse ainda à agência Lusa que "o Brasil apresenta um forte potencial de crescimento para a Euronavy, sendo já o terceiro mercado da empresa".

Singapura é o primeiro mercado para a Euronavy, seguindo-se os Estados Unidos e a seguir o Brasil, país onde a empresa está a fazer "uma forte aposta", representando um volume de negócios médio entre 4 a 5 milhões de euros anualmente.

Questionado sobre se a apreciação do euro face ao dólar poderá comprometer a operação da Euronavy Brasil, Mário Paiva respondeu negativamente.

O responsável pela Euronavy justificou a sua apreciação devido ao facto de o real se ter valorizado 4 por cento em relação ao euro e 8 por cento relativamente ao dólar nos últimos doze meses.

"Para já a apreciação do euro não nos é desfavorável, devido a esta particularidade da evolução cambial do real, o que não afecta a nossa competitividade", salientou.

Para este ano, a Eurnonavy prevê facturar entre 15 a 16 milhões de euros, valor que se tem mantido constante nos últimos três anos.

A Euronavy, criada em 1982 por Mário Paiva, deverá produzir mais de 2,5 milhões de litros de tintas até ao final do ano.

No Brasil, a Euronavy iniciou a sua colaboração desde 2002 com o gigante petrolífera Petrobras, tendo garantido a venda de tintas para sete plataformas petrolíferas.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.


http://www.rtp.pt/index.php?article=299704&visual=16 (http://www.rtp.pt/index.php?article=299704&visual=16)
Título:
Enviado por: André em Outubro 04, 2007, 08:01:47 pm
Arquitectos portugueses dinstinguidos com o Prémio ThyssenKrupp 2007    

Citar
Duas equipas de arquitectos portugueses foram distinguidas com o Prémio ThyssenKrupp Arquitectura, pelos projectos apresentados para o reordenamento de uma estação ferroviária em Granada, Espanha, foi hoje anunciado.

O objectivo da edição deste ano era escolher uma proposta arquitectónica para o espaço ocupado pela estação ferroviária de Granada e que incluía obrigatoriamente a construção de um novo terminal.

A equipa de arquitectos liderada por Germano Veira foi distinguida com o segundo prémio, no valor de 15.000 euros, enquanto o projecto do arquitecto Paulo Calapez recebeu o terceiro prémio, em ex-aequo com outras duas propostas espanholas, no valor de cinco mil euros.

O primeiro prémio ThyssenKrupp Arquitectura foi atribuído a um projecto de Carmen Navas-Parejo Galera, de Espanha, no valor de 30.000 euros.

Do júri deste ano fizeram parte, entre outros, os arquitectos portugueses Manuel Salgado e Manuel Vicente, vice-presidente da Ordem os Arquitectos de Portugal.

As propostas vencedoras estarão em exibição em Granada até ao dia 14 de Outubro e os prémios serão entregues no dia 25, também em Espanha.

O Prémio ThyssenKrupp Arquitectura foi criado em 1988 e tem distinguido projectos arquitectónicos em cidades como Madrid, Sevilha, Lisboa, Porto e Bilbau.

Este ano, pela primeira vez, o concurso esteve aberto a propostas de arquitectos de países árabes, o que levará a próxima edição a realizar-se no Dubai em 2008.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Outubro 05, 2007, 06:34:40 pm
Produção do primeiro carro eléctrico português arranca em Janeiro de 2009

Citar
A produção industrial do primeiro automóvel eléctrico português, o Eco Vinci, deverá arrancar em Janeiro de 2009 na Maia e resultará de um investimento de cerca de 2,5 milhões de euros
 
Segundo Miguel Rodrigues, ainda «é prematuro» avançar um preço de venda ao público deste novo automóvel «amigo do ambiente», mas lembrou tratar-se de um veículo utilitário e que terá por isso de ter um preço competitivo.

Alimentado por energia eléctrica, o Eco Vinci é um veículo sem emissões de CO2.

«Já fizemos história com os modelos Vinci GT e Vinci Sport. Queremos continuar a fazê-la», frisou o director-geral do centro de excelência industrial para produção de automóveis de nicho.

De acordo com Miguel Rodrigues, o protótipo funcional do Eco Vinci deverá ficar concluído em Julho do próximo ano, entra em fase de testes em Agosto e, se tudo correr bem, a produção industrial avança em Janeiro de 2009.

O protótipo do automóvel está já a ser desenvolvido no Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA), na Maia, um dos parceiros do projecto.

O automóvel não poluente e movido a uma energia alternativa ao petróleo terá como primeiro cliente a Câmara Municipal do Porto (CMP), ao abrigo de um protocolo já firmado entre as duas entidades e que prevê que o protótipo do Eco Vinci comece a circular, em fase de testes, na cidade, ao serviço da autarquia.

Miguel Rodrigues falava à margem da apresentação da Estratégia de Mobilidade Sustentável para a cidade do Porto - que decorreu hoje na Exponor, no stand da Retroconcept, durante a realização do AutoClássico 2007.

A Retroconcept, em parceria com a CMP, está a desenvolver «uma estratégia inovadora» de mobilidade sustentável para a cidade, num projecto que passa pela utilização do Eco Vinci.

As duas entidades, que contam também com o apoio técnico da Agência de Energia do Porto, são pioneiras no estudo e desenvolvimento desta estratégia de mobilidade sustentável, que recebeu a designação de IT Automotive Program.

Num momento posterior, «o objectivo é alargar o conceito a outras autarquias e mesmo ao mercado internacional», salientou Miguel Rodrigues.

Na perspectiva da CMP, o objectivo último é a remoção progressiva dos automóveis da cidade, «criando um ambiente mais saudável de forma sustentada, através da utilização de veículos mais limpos, com todos os benefícios que isso significa, sob o ponto de vista social e de bem estar para o cidadão».

O desenvolvimento desta estratégia de mobilidade sustentável começa pelo desenvolvimento e utilização de um veículo eléctrico inteligente - o Eco Vinci - que constituirá a base de um novo serviço de mobilidade aliado ao factor ecológico, já que será movido por uma energia limpa, sem emissões de CO2.

O projecto prevê a requalificação das várias infra-estruturas a instalar pela a CMP em resposta a este serviço de mobilidade, para a primeira fase e as fases subsequentes, tais como locais de carregamento de energia, aparcamento junto de outros transportes e instalação de sensores de tráfego e outros equipamentos a definir.

«Será também desenvolvido um trabalho de recenseamento e integração de toda a informação dispersa por várias entidades públicas e privadas, e de redireccionamento desta informação para o cidadão através de uma única plataforma, servindo assim propósitos privados, públicos, turísticos ou mistos», explicaram os responsáveis pelo projecto.

Para a autarquia portuense, estes veículos representam «não só uma redução significativa de custos operacionais para as entidades envolvidas na sua utilização, mas serão também um contributo decisivo para a cidade, na medida em que lhe permitirão exibir um conceito inovador no tempo e que responde às exigências mais actuais sob o ponto de vista ecológico, de mobilidade e de conforto».

O Eco Vinci terá dimensões aproximadas às de um utilitário corrente, tendo como objectivo oferecer um design atractivo e uma estrutura funcional, quer pelos acessos ao interior quer mesmo pelo nível de ergonomia e conforto deste mesmo interior, referiu Miguel Rodrigues.

«Os vários sistemas que serão instalados, assegurando o máximo de segurança quanto à relação do veículo com o meio, e com outros veículos, adequam o Eco Vinci à natureza específica da cidade do Porto, não apenas na sua vertente geográfica e planométrica, mas igualmente nas dimensões do circuito urbano e na densidade de tráfego», acrescentou.

Além disso, concluiu, na sua construção serão utilizados procedimentos mais evoluídos e logo mais amigos do ambiente, não apenas no processo de fabrico mas igualmente nos materiais utilizados.

Lusa / SOL
Título:
Enviado por: pedro em Outubro 05, 2007, 07:43:17 pm
Oxala tenham sorte.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 17, 2007, 07:15:55 pm
Portugal é 2º país europeu com mais redes inovadoras de Living Labs

Citar
Portugal tem, a partir de hoje, seis Livings Labs, laboratórios "vivos" que promovem a inovação, na Rede Europeia de Living Labs (ENoLL), tornando-se o 2º país europeu com mais redes inovadoras reconhecidas e aprovadas.
 
"Cinco das 10 candidaturas portuguesas de Living Labs à Rede Europeia de Living Labs foram aprovadas. Portugal é agora o 2º país da Europa com mais Living Labs. Esta é uma posição muito interessante e mostra o grande papel que Portugal teve no lançamento deste tipo de redes inovadoras", disse à agência Lusa o Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.

O responsável falava à Lusa após a Rede Europeia de Living Labs ter hoje anunciado em Bruxelas os 32 novos projectos aprovados na segunda vaga de selecção de redes inovadoras, que lhe permitiu aumentar de 19 para 51 membros, numa iniciativa realizada no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia.

Além do Madeira Living Lab (1ª vaga de selecção), Portugal junta agora mais cinco: o S. João da Madeira LL (liderado pela Sanjotec), o Creative Media Lab e o Rener (liderados pela INTELI), o Living Lab Minho (Universidade do Minho) e o Eco Living Lab (liderado pela Câmara da Chamusca).

Segundo Carlos Zorrinho, "Portugal agarrou o testemunho e deu-lhe um novo impulso", tornando-se no segundo país europeu com mais redes inovadoras, depois da Finlândia que foi pioneira ao lançar a Rede Europeia em Novembro de 2006, que arrancou com 19 membros fundadores.

"A nova dinâmica da rede europeia de Living Labs demonstra que o novo impulso da Agenda de Lisboa, focada na inovação e criatividade, está em desenvolvimento pleno e que Portugal está na primeira linha da sua implementação", frisou Carlos Zorrinho.

De acordo com o responsável, os outros cinco "Living Labs" portugueses foram pré-qualificados para a 3ª vaga de selecção de redes inovadoras, que terá lugar em Março do próximo ano, durante a presidência eslovena.

O conceito de "Living Labs" consiste numa nova abordagem da investigação, desenvolvimento e inovação, que envolve todos os parceiros, nomeadamente empresas, cidadãos, investigadores e instituições públicas no processo de inovação, promovendo a interacção entre as necessidades dos consumidores e o desenvolvimento de novas técnicas.

"Os Living Labs são laboratórios vivos, de teste, que juntam empresas, universidades e consumidores com o objectivo de antecipar tendências para inovar primeiro que os outros e para saber que produtos são necessários para se produzir em massa", explicou o responsável.

Os 32 novos projectos resultam de um processo de selecção rigoroso, após a abertura de novas candidaturas pela ENoLL, convidando Living Labs já existentes ou emergentes a associarem-se à Rede.

Título:
Enviado por: comanche em Outubro 18, 2007, 12:50:04 pm
Estudo prevê que despesa em tecnologias de informação suba 6,4% ao ano em Portugal


Citar
O investimento em tecnologias de informação (TI) deverá crescer 6,2 por cento por ano em Portugal, nos próximos quatro anos, revela um estudo da International Data Corporation (IDC), patrocinado pela Microsoft, hoje apresentado.


O estudo analisou o impacto da indústria das TI na criação de emprego local, na formação de empresas e nas receitas fiscais em 82 países, entre os quais Portugal, que representam "99,5 por cento da despesa total em tecnologia, a nível mundial".

A IDC considera que o mercado das TI em Portugal "tem o perfil de uma economia desenvolvida", representando a despesa neste sector 1,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando um peso 7 décimas inferior ao da média mundial.

A despesa em TI em Portugal deverá atingir 2,8 mil milhões de euros, este ano.

O estudo prevê que "as actividades de TI relacionadas com a Microsoft, em 2007, em Portugal, originarão, aproximadamente, 41 mil empregos, sendo que o aumento do emprego relacionado com a Microsoft representará 43 por cento do emprego total das TI".

A multinacional norte-americana analisou, também, o comportamento das empresas que trabalham consigo, concluindo que, "por cada dólar de receitas da Microsoft em Portugal, em 2007, as empresas que trabalham com a Microsoft receberão 10,6 euros".

No total, as empresas daquilo a que o estudo chama "ecossistema Microsoft", constituído pelas empresas que "comercializam produtos que são executados com ou em software" da multinacional norte-americana, "ou que prestam serviços e distribuem software da Microsoft", venham a gerar mais de 1,3 mil milhões de euros.

 
Título:
Enviado por: André em Outubro 24, 2007, 06:01:07 pm
Português ganha prémio com simulação para protecção de naves e satélites

Citar
Uma das grandes ameaças aos astronautas e aos instrumentos científicos no espaço são os choques com partículas solares. A animação premiada irá permitir compreender melhor os fenómenos da formação de cometas e a sua interacção com o vento solar, apontando soluções para protecção de naves e satélites.

Na 20ª Conferência Internacional de Simulação Numérica de Plasmas, o investigador português Luís Gargaté do Instituto Superior Técnico conquistou o Prémio Oscar Buneman (galardão criado em memória do pioneiro da simulação computorizada de plasma no espaço) para melhor visualização científica, na categoria de animação.

Face aos perigos existentes no espaço que ameaçam a integridada das naves espaciais e a saúde dos astronautas, o investigador português decidiu idealizar, por meio de uma simulação por computador, um espécie de "atmosfera, ou redoma, que tem como campo magnético uma bolha de gás" , explicou à Lusa.

A animação apresentada em Austin, nos Estados Unidos, representa uma bolha de gás que se expande para o espaço quando atingida pela radiação solar, que gera campos magnéticos.
A partir da simulação, o investigador pretende estudar o que se passa em termos físicos ao longo da evolução destes sistemas, "para ver como eles se comportam e perceber como proteger a nave ou satélite” , sustentou.

Segundo comunicado do Instituto Superior Técnico, a simulação de Luís Gargaté acrescentou novos conhecimentos sobre a formação de cometas e a sua interacção com o vento solar, "apontando novas direcções para a utilização de magnetosferas artificiais para a protecção de naves espaciais".

Ciberia
Título:
Enviado por: André em Outubro 26, 2007, 12:15:00 am
José Sócrates oferece sistema de navegação português a Vladimir Putin

Citar
O Primeiro-Ministro José Sócrates vai oferecer ao Presidente russo, Vladimir Putini, o sistema português de navegação pessoal «NDrive G300», equipado com mapas de Portugal e da Rússia, revelou hoje a empresa produtora do equipamento.

«O «NDrive G300» é um sistema de navegação integralmente concebido e desenvolvido em Portugal pela empresa «NDrive Navigation Systems».

O presidente da empresa, João Neto, disse que a sua companhia se «sente muito honrada» com a escolha do Governo português, porque divulga o «talento e o trabalho das empresas tecnológicas, mostrando que Portugal é um país onde a tecnologia de ponta tem um papel importante no desenvolvimento económico e social».

A solução de navegação pessoal «NDrive G300» já tinha sido oferecida or José Sócrates aos chefes de Estado e de governo dos restantes países da União Europeia durante Cimeira Informal, da semana passada, em Lisboa.

O «NDrive G300», que é hoje comercializado em mais de 10 países, é um sistema de navegação pessoal, disponível em sistemas de navegação próprios, ou como software para telemóveis.

O NDrive permite a localização rápida de qualquer endereço ou ponto de interesse em mapas de praticamente todo o planeta, e assegura as instruções de navegação, passo a passo, de como chegar ao local de destino. Inclui também funcionalidades avançadas, tais como partilha de localizações, acesso a informação dinâmica com o estado do trânsito ou eventos culturais num determinado local e período.

Entre as suas principais características incluem-se a simplicidade de uso, a qualidade dos conteúdos e a compatibilidade com um vasto número de dispositivos móveis.

O equipamento foi pensado de raíz para os mercados internacionais, e quer os menus quer os comandos de voz estão disponíveis em diversos idiomas.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 27, 2007, 03:07:21 pm
Portugal está já a exportar mais tecnologia do que importa - Sócrates



Citar
Lisboa, 27 Out (Lusa) - O secretário-geral socialista e primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que Portugal está já a exportar mais tecnologia do que importa e considerou que nunca houve um período tão curto com igual aposta na ciência.

José Sócrates falava no Centro Cultural de Belém, na abertura de mais uma edição do Fórum Novas Fronteiras, dedicada à ciência e à tecnologia, em que fez um balanço dos resultados obtidos nessas áreas desde que o seu Governo tomou posse, em Fevereiro de 2005.

O secretário-geral do PS apresentou como novidade que "este ano, desde Janeiro, a balança tecnológica do país é positiva".

"Portugal está a exportar mais tecnologia do que aquela que importa. Isto tem sido permanente ao longo dos meses", sublinhou.

"Significa que esta é uma actividade bem integrada na economia global, significa que Portugal tem já o nível de investimento e desenvolvimento para responder às exigências desta área comercial", acrescentou.

"Em 2008, pela primeira na história de Portugal, vamos conseguir atingir um por cento de investimento em ciência em percentagem do PIB (Produto Interno Bruto), cumprindo o que foi desde sempre um grande objectivo nacional", salientou, por outro lado.

José Sócrates alegou que "nunca houve um período tão curto com uma tamanha e tão importante aposta na ciência e na tecnologia" no país.

Sócrates referiu também como "resultados dessa aposta, dessa política" o crescimento de 18 por cento da produção científica, medida através dos artigos referenciados em publicações científicas, e a subida para 100 mil dos investigadores doutorados a trabalhar em centros de investigação científica.

"Isto quer dizer que há uma comunidade científica em Portugal", disse, mencionando ainda, entre outros números, a duplicação das patentes registadas na Europa e o aumento de 71 por cento das patentes registadas nos Estados Unidos da América.

O secretário-geral do PS destacou as parcerias estabelecidas com entidades como o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT).



Espero que isto venha a ser uma realidade cada vez mais evidente, e não seja demagogia politica.
Título:
Enviado por: André em Outubro 28, 2007, 01:41:20 pm
Opensoft desenvolve programa para aumentar produtividade

Citar
A empresa tecnológica portuguesa Opensoft desenvolveu um programa de reconhecimento de voz por frases associado às suas aplicações, revelou o presidente executivo, José Vilarinho.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente executivo da Opensoft assinalou que o programa de reconhecimento de voz, que tem «rácios muito elevados de reconhecimento efectivo», visa aumentar a produtividade e «permitir que os operadores tenham as duas mãos livres para as tarefas», comunicando por voz com o sistema informático.

Filipe Janela, administrador da Opensoft, salientou que este sistema de reconhecimento de voz «está focado na capacidade operacional, para fazer mais depressa e sem cometer erros», estimando-se que possa aumentar o desempenho em 15 a 20 por cento.

José Vilarinho disse que a Opensoft tem fortes competências em tecnologias para Internet, com desenvolvimento de soluções à medida muito viradas para o Governo electrónico.

Vilarinho deu como exemplo a parte tecnológica da Informação Empresarial Simplificada (IES), no âmbito do programa Simplex, que a Opensoft recentemente concebeu e que permite que as empresas transmitam numa única declaração electrónica informações sobre a sua actividade que antes era enviada a quatro entidades da administração pública.

A solução desenvolvida para o IES baseia-se no formato standard aberto XML e tem como característica inovadora possibilitar às empresas que apresentem a declaração directamente a partir dos seus sistemas contabilísticos, sem necessidade de preencher formulários, precisou.

José Vilarinho adiantou que a Opensoft desenvolveu, em parceria com a Siemens, uma solução para as alfândegas portuguesas que permite uma análise automática de situações de risco, com base nos dados declarados, tornando a fiscalização mais eficaz.

Acrescentou que a Opensoft criou, também, uma aplicação informática para controlo e detecção da evasão fiscal, que «ganhou um prémio de boas práticas pelas melhorias que trouxe aos processos».

A tecnológica portuguesa desenvolveu um sistema que automatiza todo o processo de controlo das contra-ordenações, «o que permitiu aumentar significativamente as receitas fiscais», ao permitir detectar muito mais situações e resolvê-las num tempo muito mais curto, afirmou o responsável.

No âmbito do novo regime de arrendamento urbano, adiantou José Vilarinho, a Opensoft concebeu o sistema que interliga câmaras municipais, Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Advogados, Finanças, senhorios e inquilinos e um portal que está acessível a todas aquelas entidades, com troca de informações on-line.

Em Portugal, a Opensoft desenvolveu o site de declarações electrónicas da Direcção-geral dos Impostos (DGCI), que é o site mais visitado da administração pública portuguesa, e o site do Instituto de Meteorologia, segundo José Vilarinho e Filipe Janela.

A Opensoft dispõe de uma solução informática para os notários - o SIMN - que automatiza um conjunto de actividades e permite libertar os notários para actividades de maior valor acrescentado, um programa concebido de raiz para a realidade portuguesa e que está instalado em meia centena de notários nacionais, segundo Filipe Janela.

Aquele administrador revelou que a Opensoft desenvolveu para o SIMN uma tecnologia, que designa por módulo cognitivo, que verifica as escrituras e tem um processo de aprendizagem a partir das correcções introduzidas pelos funcionários notariais.

O módulo cognitivo está preparado para identificar e apreender o estilo de escrita de cada notário, observou

José Vilarinho indicou que a Opensoft está a apostar na área da certificação e assinatura digital e desenvolveu há pouco tempo para a SIBS (gestora do sistema Multibanco) um software que facilita a troca de informação assinada digitalmente e que tem tido «excelentes resultados».

Filipe Janela salientou que a Opensoft está a desenvolver soluções de «supply chain management» (gestão da cadeia de fornecimentos), com base na sua aplicação O2P, que funciona sobre o software de gestão SAP R3 e que permite uma melhoria da gestão operacional de instalações, como armazéns ou lojas, aumentando a eficiência e reduzindo custos.

No grupo de distribuição alimentar Jerónimo Martins, a Opensoft desenvolveu um sistema de gestão operacional de lojas que visa controlar e assegurar a execução eficiente de todas as manipulações de artigos nas lojas.

Filipe Janela indicou que a aplicação da Opensoft faz a gestão operacional das lojas da Jerónimo Martins, desde a gestão de armazéns ao controlo das operações e de tudo o que entra a sai dos hipermercados Feira Nova e dos supermercados Pingo Doce.

Fundada em Setembro de 2001, a Opensoft tem registado lucros e facturou no ano passado 3,4 milhões de euros, prevendo para 2007 um volume de negócios de 3,7 milhões de euros, segundo José Vilarinho.

O presidente executivo salientou que a Opensoft não tem dívidas, emprega 54 trabalhadores em Portugal (48 no fim de 2006) e oito no Brasil, admitindo chegar ao fim de 2007 com 70 a 80 efectivos.

A Opensoft tem quatro sócios, todos trabalhadores, detendo José Vilarinho mais de metade do capital, e tem um capital de 50 mil euros mas já foram feitas dotações para o aumentar para meio milhão de euros, precisaram os responsáveis da empresa.

Diário Digital / Lusa

... E procura parceiro sueco e analisa negócio nos PALOP

Citar
A tecnológica portuguesa Opensoft, que abriu uma filial no Brasil em 2007, procura um parceiro na Suécia, onde tem um grande cliente, e está a analisar oportunidades de negócio nos PALOP, indicou o presidente executivo.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente executivo da Opensoft, José Vilarinho, adiantou que a tecnológica está a analisar algumas oportunidades nos mercados de Cabo Verde, Angola e Moçambique, embora considere que «os mercados dos PALOP [países africanos de língua portuguesa] são complicados e específicos».

Por isso, a Opensoft admite ir para os PALOP em parceria e como fornecedor de tecnologias e soluções.

Além de Portugal, a Opensoft está presente no Brasil, onde tem como cliente a construtora aeronáutica Embraer (40 mil trabalhadores), segunda maior empresa brasileira e terceira no seu sector, a seguir à Boeing e Airbus, na Suécia, onde fornece a maior empresa sueca de congelados, a Dafgard, e na Polónia, com o grupo Jerónimo Martins, adiantou o responsável.

No Brasil, a Opensoft tem oito trabalhadores, dos quais seis na área de desenvolvimento de produtos.

A aplicação O2P, desenvolvida pela tecnológica portuguesa sobre o software de gestão SAP R3, gere toda a logística industrial da Embraer, permitindo a optimização dos processos de produção, segundo Filipe Janela, administrador da empresa.

Filipe Janela adiantou que a equipa brasileira da Opensoft está a desenvolver a monitorização de ciclos de rastreabilidade, o que permite saber, por exemplo, quanto tempo leva uma palete entre a saída da linha de produção e a sua colocação no armazém de expedição ou quanto tempo demora a montagem de um kit, «o que é um conceito inovador».

O administrador revelou que a Opensoft já tem um segundo grande cliente no Brasil, a Eleb, uma empresa de mecânica industrial da área da aeronáutica.

Relativamente à Espanha, José Vilarinho sublinhou que é um mercado de difícil penetração para as empresas portuguesas e, até agora, não surgiram oportunidades para a Opensoft.

José Vilarinho salientou que tanto na área do governo electrónico, como na de «supply chain management» (gestão da cadeia de fornecimentos), onde dispõe da aplicação O2P sobre SAP R3, como noutras áreas tecnológicas, a Opensoft «tem capacidade para exportar para qualquer parte do mundo».

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 28, 2007, 03:46:46 pm
Em 2009 Portugal irá produzir 1500 doutorados por ano


Citar
José Sócrates fez ontem o balanço do investimento público em Ciência, com promessas na manga em 2008, pela primeira vez, este valor representará 1% do PIB e em 2009, as universidades portuguesas terão condições de formar 1500 doutorados por ano.

Ao fechar a sessão das "Novas Fronteiras" do PS, o ministro da tutela, Mariano Gago afirmou que dois dos cinco artigos científicos mais falados em 2006 tiveram "dedo" português.

A manhã numa das salas do Centro Cultural de Belém foi, por isso, de elogio ao que o Governo tem feito nesta área o recorde de 10 mil doutorados a trabalhar em centros de investigação, tendo este escalão académico crescido 18% - dos quais quase metade em Ciência e Tecnologia.

A contrastar com os números "cor-de-rosa" apresentados por José Sócrates - que se socorreu no discurso de fichas, ao invés do habitual teleponto -, Alexandre Quintanilha, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) deixou um dado inquietante embora corroborando a contratação de mais de três dezenas de cientistas, nos últimos seis anos, para laboratórios associados, e tendo aludido às entrevistas em curso para preencher quase 30 vagas num desses laboratórios, a questão é que "mais de um terço (dos candidatos a esses lugares) são estrangeiros".

Tiago Outeiro, responsável por um departamento do Instituto de Medicina Molecular, que passou nove anos nos EUA e regressou a Portugal há apenas cinco meses, também disse estar a recrutar líderes para unidades de investigação - e, também neste caso, "a maior parte são estrangeiros".

Exportamos tecnologia

"Portugal está a exportar mais tecnologia do que importa". Este foi um dos dados mais surpreendentes revelados pelo chefe de Governo, que em linguagem mais técnica tinha afirmado minutos antes que "desde de Janeiro que a balança tecnológica é positiva".

Mas há mais resultados aumentou o número de patentes portuguesas na Europa, isto apesar do investimento privado em ciência e inovação empresarial ainda não ter sido divulgado.

Coube, por isso, ao presidente do Massachussets Institute of Techonology (MIT), Dan Roos, ser menos optimista, numa intervenção que passou em vídeo "Temos de ser realistas. É preciso que as universidades portuguesas tenham uma gestão institucional menos pesada e burocrática", disse, referindo as ligações com mais de 30 empresas portuguesas.

Também Alexandre Quintanilha - que em Novembro encabeçará uma delegação nacional à Universidade de Berkeley, na Califórnia, tentar firmar um acordo similiar ao que existe com o MIT - apontou como urgentes uma maior desburocratização no financiamento e mais portugueses em projectos internacionais.

Ao encerrar, Mariano Gago realçou o ingresso de mais sete mil alunos no ensino superior, apesar do 50 a 60 portugueses que foram estudar para Santiago de Compostela, disse, olhando para o presidente da Comissão Instaladora do Laboratório Ibérico de Neonatologia, em Braga, o galego José Rivas.

5820 bolsas de investigação foram atribuídas pela Fundação Ciência e Tecnologia (FCT), que está a apoiar 4940 projectos, segundo referiu José Sócrates ontem na sessão das "Novas Fronteiras" dedicada à Ciência e ao Conhecimento.

60 parcerias entre o MIT (Massachussets Institute of Technology) e bolseiros portugueses da FCT (Fundação Ciência e Tecnologia), no que é o maior programa de colaboração do MIT na Europa, e que se prolonga até Outubro de 2011.
Título:
Enviado por: André em Outubro 29, 2007, 06:53:30 pm
Instrumento português vai estudar subsolo de Marte em 2013

Citar
Em 2013, um instrumento científico português poderá estudar subsolo de Marte, integrado na missão ExoMars, da Agência Espacial Europeia (ESA), num projecto que está a ser desenvolvido há um ano e meio por um consórcio 100 por cento nacional.

O Subsurface Permittivity Probe, ou SP2, é o instrumento que vai integrar a missão europeia, com o objectivo de estudar as propriedades eléctricas do subsolo de Marte.

«Ao medir as propriedades pode indicar se há ou não há água, mesmo que seja em muito pequenas quantidades, como apenas humidade», explicou à Lusa Pedro Pina, do Instituto Superior Técnico, uma das universidades envolvidas no projecto.

O SP2, cujo projecto inicial está aprovado pela ESA, será o primeiro instrumento a estudar o subsolo de Marte, onde até agora só se explorou a superfície, num projecto orçamentado em dois milhões de euros.

A sonda ExoMars tem como objectivo o estudo do planeta Vermelho para detectar provas de vida e tem lançamento previsto para 2011 para chegar a Marte em 2013.

O investigador português Fernando Simões, que estagiou na ESA e está a trabalhar em França, apercebeu-se da oportunidade de criar um instrumento de origem lusa que integrasse a missão da Agência e lançou as bases para a formação do consórcio SP2.

Em Abril de 2006, realizaram-se as primeiras reuniões com várias empresas e universidades para conhecer os currículos e as soluções para integrar o consórcio.

Depois de analisadas as propostas, seguiu-se a escolha das Universidades e das empresas, um total de oito elementos, que hoje formam o consócio SP2.

Da ExoMars fazem parte 11 instrumentos, criados por vários países europeus, e cuja selecção foi uma competição internacional «muito forte», disse Pedro Pina.

A aprovação final do projecto SP2 é feita em Abril de 2008, estando agora este consórcio à procura de financiamento, conforme as regras da ESA.

«A aprovação da ESA é feita por etapas e está dividida em oito partes. Para qualquer instrumento integrar uma missão tem de chegar ao nível oito, nós estamos no nível quatro», afirmou Pedro Pina.

O nível cinco, que tem de ser cumprido até Abril de 2008, exige o financiamento aprovado, disse o mesmo responsável, acrescentando que até agora têm trabalhado com verbas próprias.

«Apresentámos o projecto e uma proposta bastante detalhada ao Estado português», disse Pedro Pina, explicando que é este financiamento que permitirá «dar o salto».

«O financiamento é na ordem dos dois milhões de euros, o que significa três cêntimos por português em cerca de oito anos», explicou.

A componente científica do projecto é liderada pelo Instituto Superior Técnico e conta com a participação de investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, do Instituto de Telecomunicações, Pólo de Lisboa e da Edisoft.

O desenvolvimento do hardware e software, a componente técnica, é da responsabilidade da EFACEC, Critical Software, Active Space Technologies e Rotacional.

Para o país, este projecto pode ser «muito importante», disse Pedro Pina, porque permite a internacionalização das empresas portuguesas e da ciência em Portugal, em particular das ciências do espaço.

Além disso, acrescentou o mesmo responsável, permite o retorno ao país de alguns investigadores portugueses que estão no estrangeiro.

E, por fim, reforça a ligação entre a universidade e a indústria, motiva as gerações futuras para o sector, não só a nível técnico, mas também científico.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 01, 2007, 07:22:24 pm
Jovem engenheiro português premiado internacionalmente

Citar
João Ramôa Correia, docente do Departamento em Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico (IST), venceu um prémio internacional que distingue contribuições excepcionais de jovens engenheiros.
 


O prémio, denominado "Outstanding Young Engineers Contributions" foi atribuído pela International Association for Bridge and Structural Engineering (IABSE) na categoria de jovens engenheiros com menos de 35 anos, em Weimar, na Alemanha.

O jovem engenheiro português ganhou o prémio no âmbito do estudo de novos materiais que possam substituir o aço e o betão na construção.

Actualmente pesquisam-se materiais compostos que têm origem na indústria aeronáutica e aeroespacial e o investigador do IST estuda a resistência desses novos materiais ao fogo.

A IABSE, fundada em 1929, é composta por 4000 membros, de 100 países e está ligada a todos os aspectos do planeamento, design, construção e manutenção de infra-estruturas civis.

 
Título:
Enviado por: André em Novembro 16, 2007, 12:07:31 am
Universidade Minho recebeu dois prémios European Enterprise Awards

Citar
A Universidade do Minho recebeu, segunda-feira em Lisboa dois prémios «European Enterprise Awards» nas categorias de «Vanguarda da Iniciativa Empresarial» e de «Apoio de Iniciativa Empresarial», anunciou hoje a Reitoria.

Segundo a fonte, os prémios, entregues pelo ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, distinguiram os projectos com maior destaque no apoio à iniciativa empresarial.

O Gabinete de Comunicação da Universidade adiantou que o vencedor na categoria «Vanguarda da Iniciativa Empresarial», entre 45 concorrentes nacionais, foi o programa INAUTO, que passou à fase seguinte onde irá competir a nível europeu, num outro concurso cujo resultado será apresentado dia 6 de Dezembro, no Porto.

O INAUTO foi desenvolvido por uma parceria alargada que incluiu oito universidades nacionais e internacionais, sete centros de investigação, mais de 60 empresas fornecedoras de componentes e três construtores, entre os quais se destaca a VW Autoeuropa, na aplicação de mais de 50 casos de estudo à indústria nacional.

«Um dos principais impactos do projecto foi a formalização de uma rede de suporte à indústria nacional centrada no Centro de Engenharia do CEIIA (CEIIA-CE) e na sua ligação às redes de conhecimento, nacionais e globais (MIT e Fraunhofer) através da implementação dos design studios», sublinha a fonte.

A Reitoria acentua que «esta plataforma integrada de inovação colectiva veio especializar a indústria em torno de estratégias de nicho, já em curso através da Plataforma Palmela (CEIIA-VW Autoeuropa), para promover a competitividade dos construtores e fornecedores nacionais».

Traz ainda um reforço de competitividade à Plataforma Norte de Portugal/Galiza (CEIIA-CTAG) para projectar a euro-região como piloto para a concepção, desenvolvimento e fabrico de novas soluções de mobilidade sustentável.

O prémio «Vanguarda da Iniciativa Empresarial» foi atribuído ao programa de «Spin-offs da Universidade do Minho», reconhecendo políticas inovadoras que promovam a iniciativa empresarial e atraiam investimento, particularmente em áreas em desvantagem.

Lançado em 2005, o programa contínuo permitiu, em apenas dois anos, o lançamento de cerca de 25 novas empresas de conhecimento intensivo e/ou base tecnológica que deram origem a 75 novos postos de trabalho altamente qualificados.

Estas novas empresas inovadoras têm surgido em domínios diversos como a Física, Geologia, Biotecnologia, Tecnologias da Informação e Comunicação, Engenharia dos Materiais, Engenharia Civil, Electrónica, Dispositivos Médicos, Ambiente, Gestão Especializada e Marketing.

Actualmente um novo projecto empresarial é, em média, criado por mês na Universidade do Minho através do Programa «Spin-offs da Universidade do Minho».

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Novembro 20, 2007, 02:08:59 pm
Investigadora Mónica Bettencourt Dias recebe quarta-feira Prémio Crioestaminal 2007

Citar
A cientista portuguesa Mónica Bettencourt Dias recebe quarta-feira o Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica 2007 pela identificação de moléculas que contribuem para a formação dos centrossomas, um trabalho com implicações no diagnóstico da infertilidade e do cancro.

"O trabalho de investigação [de Mónica Bettencourt Dias] revela informações importantes sobre a estrutura das células responsável pela infertilidade e pelo cancro, algo inédito no panorama científico", considera em comunicado a Associação Viver a Ciência, que atribui o prémio.

A investigadora identificou as moléculas que contribuem para a formação e função dos centrossomas, que são as estruturas que regulam o esqueleto e a multiplicação das nossas células.

Cada uma das células do corpo humano tem apenas um centrossoma, mas em casos de doenças, como o cancro, há frequentemente muitos mais, apresentando uma estrutura alterada.

O trabalho da investigadora, publicado em prestigiadas revistas como a "Nature", a "Science" e a "Current Biology", avançou no conhecimento das moléculas envolvidas na formação e função dos centrossomas e permite diagnosticar de forma precoce se elas apresentam alguma alteração associada a alguma patologia.

Este prémio para o incentivo do desenvolvimento de investigação em Portugal, no valor de 20 mil euros, é o terceiro que a jovem cientista do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, recebe nas últimas semanas.

Na passada semana, a cientista foi a primeira da Península Ibérica a receber o Prémio Europeu Eppendorf pelos seus estudos na área da multiplicação celular, um prémio atribuído anualmente a jovens cientistas europeus com trabalhos na área da biomedicina.

Recebeu ainda o Prémio Pfizer de Investigação Básica 2007, no valor de 20 mil euros, em conjunto com a investigadora Ana Rodrigues Martins, pelo projecto de investigação "Revisiting the role of the mother centriole biogenesis", desenvolvido em colaboração com as Universidades de Cambridge e de Siena.

No ano passado, o prémio o Prémio Crioestaminal em Investigação Biomédica distinguiu o jovem investigador Helder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto, por um projecto relacionado com a compreensão da multiplicação celular.

RTP / Lusa
Título:
Enviado por: André em Novembro 22, 2007, 03:35:43 pm
NDrive lança o telemóvel S300 com tecnologia portuguesa

Citar
A empresa portuguesa NDrive lançou hoje o telefone móvel NDrive Phone S300, com tecnologia desenvolvida em Portugal e que tem disponível sistema de navegação GPS, mapas de Portugal e sistema operativo Windows Mobile 6.

João Neto e Eduardo Carqueja, administradores da empresa, afirmaram hoje em conferência de imprensa que este é o primeiro telemóvel português com desenvolvimento tecnológico em Portugal, estando a sua produção a ser feita na China.

Para os responsáveis, o telemóvel tem um preço competitivo (399 euros) a nível internacional, comparando-o com outros telefones com características semelhantes.

João Neto adiantou que o NDrive Phone S300 vai estar a ser vendido no mercado português esta semana.

Só no próximo mês será lançado em Espanha e posteriormente em França e Itália, países onde os responsáveis da NDrive afirmaram ter feito contactos e ter recebido uma boa receptividade aos seus produtos.

O telefone utiliza tecnologia de segunda geração móvel, tem sistema operativo Windows Mobile 6 com Push Email, conectividade por Bluetooth 2,0 e Wifi (banda larga móvel); inclui aplicações profissionais Word, Excel e Power Point Mobile e uma função de scanner de cartões de visita que permite fotografá-los e passar os contactos directamente para o telemóvel.

O telemóvel disponibiliza um sistema de mapas detalhados de Portugal, incluindo Açores e Madeira, informação actualizada sobre trânsito, 70 mil pontos de interesse turístico com conteúdos detalhados e 20 mil fotografias e informação actualizada sobre farmácias de serviço, eventos culturais, meteorologia e radares fixos.

Como factor diferenciador deste novo telemóvel, João Neto apontou o facto do comprador do telefone ter acesso a todas as facilidades de navegação sem pagar qualquer tipo de assinatura, ao contrário do que se passa com os outros produtos disponíveis no mercado.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 24, 2007, 06:11:16 pm
Xenotransplante: uso de orgãos de animais por humanos defendido por investigadora portuguesa

Citar
Viana do Castelo, 24 Nov (Lusa) - O homem poderá um dia fazer uma vida normal com um coração ou um fígado "doado" por um porco ou um chimpanzé, mas até lá "há muito trabalho a fazer" para garantir a segurança do xenotransplante.

A ideia foi defendida, sexta-feira, em Viana do Castelo, por Margarida Correia Neves, professora da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho e investigadora de Imunologia no Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde, durante um jogo-debate sobre xenotransplante, ou seja, transplante de órgão de animais para seres humanos.

Segundo aquela investigadora, actualmente "já se faz em qualquer lado" o transplante para pessoas de pequenas partes de órgãos de animais, como válvulas cardíacas ou vasos sanguíneos, sobretudo do porco mas também, em alguns casos, da vaca.

No entanto, ainda não se conseguiu o transplante, com êxito, de um órgão inteiro, apesar de alguns ensaios já efectuados.

"Num dos casos, o receptor aceitou o fígado de um primata, a cirurgia correu bem, mas a pessoa acabou por morrer de infecções", referiu Margarida Neves.

O problema, explicou, é que para se fazer um xenotransplante "é necessário reduzir muito a resposta imunitária" do receptor, que assim fica muito mais vulnerável e mais sujeito a contrair infecções.

"Há muito trabalho ainda a fazer para se conseguir efectuar um xenotransplante com segurança", frisou.

Disse que, sobre este assunto, há as mais díspares teses, havendo alguns investigadores que são "extremamente optimistas" e que acreditam que será possível fazer um xenotransplante brevemente, enquanto que outros garantem que ainda haverá 20 ou 30 anos pela frente "até lá chegar".

O xenotransplante poderá dar uma ajuda no combate às listas de espera, mas Margarida Correia Neves acredita que as pessoas só o usarão em último recurso, até porque hoje em dia há cada vez mais "correcções artificiais" em materiais sintéticos, nomeadamente corações.

"Se perguntar a uma pessoa se prefere o coração de um porco ou um coração artificial em material sintético, a resposta parece óbvia. As pessoas têm medo do xenotransplante e com razão, porque é menos seguro e exige uma redução muito maior da resposta imunitária", referiu.

"Há vários vírus que entraram na população humana que vêm dos animais, como é claramente o caso do vírus da ébola. O próprio vírus da Sida é muito discutível se veio ou não dos animais", lembrou.

Reconheceu ainda haver uma "relutância natural" das pessoas em receber órgãos de animais, da mesma forma que há 30 anos "a fertilização 'in vitro' era vista como uma coisa horrorosa, a gente achava que ia nascer um Frankenstein. Hoje em dia, conhece alguém que ainda tenha medo?", questionou.

Por isso, defendeu que as investigações na área do xenotransplante devem prosseguir e manifestou-se convicta de que a ciência acabará por encontrar cada vez melhores resposta, a exemplo do que aconteceu com os avanços no tratamento do cancro da mama e da Sida.

Margarida Correia Neves não fugiu às questões de ética animal que o xenotransplante poderá levantar, mas criticou aqueles que por um lado acham que não se deve usar para investigações que podem salvar uma vida, e por outro comem ovos ou carne de produção industrial.

"A questão é saber se o homem é ou não um ser superior e tem ou não direito a usar animais. Se aceitarmos que tem, acho muito mais nobre usar animais para investigação, para conseguir vacinas novas, medicamentos novos, órgãos novos e salvar uma vida, do que usá-los para produção industrial de carne, que não é essencial à vida", rematou.

:shock:
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 24, 2007, 06:32:28 pm
Inovação: Quinze empresas potuguesas certificadas com sistema de gestão da Cotec



Citar
Lisboa, 23 Nov (Lusa) - As quinze primeiras empresas portuguesas certificadas com um sistema de gestão de inovação da Cotec foram hoje apresentadas pelo coordenador da Iniciativa de Desenvolvimento Sustentado da Inovação Empresarial, João Picoito, que espera que atinjam o milhar em 2010.

tamanho da letra ajuda áudio
enviar artigo
imprimir
Entre as empresas que aplicaram o sistema de gestão da inovação apoiado pela Cotec e foram certificadas pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), há a nomear a Amorim Revestimentos, Bial, Brisa, Efacec, Havione FarmaCiência, Imperial, a Martifer Energia e a Mota - Engil.

Segundo João Picoito, "em Portugal, as empresas devem introduzir nas suas organizações o sistema de gestão da inovação segundo o referencial normativo da Cotec. Por agora são quinze, mas esperamos que ascendam a 1.000 no final de 2010".

"Estas empresas-piloto foram seleccionadas e puseram em prática, com o apoio da Cotec e de outras empresas de consultadoria, o sistema de gestão de inovação, que lhes permitirá aumentar a produtividade e contribuir para a melhoria da competitividade do país", disse à agência Lusa o coordenador global da Iniciativa de Desenvolvimento Sustentado da Inovação Empresarial.

A Cotec - Associação Empresarial para a Inovação - apresentou hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, os resultados do projecto de "Innovation Scoring", o qual permitirá às organizações empresariais uma melhor avaliação e adequada medição das suas actividades de inovação.

Este projecto integra-se na Iniciativa sobre o Desenvolvimento Sustentado da Inovação Empresarial, que integra outros três projectos distintos: "Identificação e Difusão de Modelos e Mecanismos Empresariais Indutores de Desenvolvimento e Inovação (IDI), "Certificação da Gestão da IDI" e "Definição de uma Metodologia de Classificação das Actividades de Investigação, Desenvolvimento e Inovação", já apresentadas publicamente.

As restantes empresas certificadas foram a Nokia Siemens Networks Portugal, a Primavera Business Solutions, Portugal Telecom Inovação, Somague Engenharia, Sonae Indústria e TMG (empresa de tecidos plastificados para a indústria automóvel).

A sessão foi encerrada pelo ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho.

Título:
Enviado por: comanche em Novembro 26, 2007, 08:22:47 pm
Ciência: Investigadora portuguesa descobre que os genes que diferenciam as células estaminais estão activos desde o início


Citar
Lisboa, 26 Nov (Lusa) - Os genes que orientam as células estaminais na descoberta da sua vocação para se transformarem em determinado órgão estão activos desde o início e não completamente desligados, como se pensava, revela um estudo da investigadora portuguesa Ana Pombo.

As células estaminais são células embrionárias muito pouco diferenciadas, que têm o potencial de se diferenciarem para dar origem a quaisquer outras células dos mais de 200 tipos que temos no nosso organismo.

"Qualquer órgão começa sempre com uma célula estaminal, que pode dar origem a uma célula do fígado ou uma célula nervosa ou do músculo, por exemplo, mas o que distingue os diferentes resultados, as diferentes células, é que elas vão ter uma 'cromatina' diferente, vão expressar os genes de maneira diferente", explicou à Agência Lusa Ana Pombo, investigadora no Imperial College London, que liderou o estudo "Ring1-mediated ubiquitination of H2A restrains poised RNA polymerase II at bivalent genes in ES cells", publicado esta semana na Nature Cell Biology.

"Cada um dos diferentes tipos de células usa o genoma de forma diferente e expressa certos tipos de genes de uma maneira muito controlada, de forma que se olharmos para uma célula do fígado, ela vai estar a fazer todos os processos que têm a ver com metabolizar, mas se olharmos para uma célula do cérebro ela vai ter outros tipos de proteínas", acrescentou.

O estudo de Ana Pombo debruçou-se sobre estes genes encarregues de iniciar a diferenciação, chamados "developmental regulator genes", e que fazem com que as células tomem estas decisões 'vocacionais' logo ao princípio.

"O que nós vimos é que estes genes estão num estado muito peculiar nas células estaminais, o que tem provavelmente a ver com o facto de eles terem de ser usados desta maneira tão importante", afirmou.

Por um lado, estes genes têm de estar silenciosos, porque assim que uma célula estaminal começa a expressar este gene de diferenciação começa a diferenciar-se e deixa de ser estaminal.

"Mas, por outro lado, têm que poder activar-se muito facilmente", salienta Ana Pombo.

"É como deixar a televisão em stand-by", exemplifica.

"É só carregar no botão e ele avança", explica, salientando que, antes deste trabalho, a comunidade científica pensava que estes genes estavam, inicialmente, completamente inactivos, "como se a televisão estivesse desligada na ficha ou mesmo dentro da caixa".

"O que nós vimos é que eles estão muito prontos para serem expressados, é só mesmo ligar, mas é claro que o processo é complexo e não se trata só de um botão, mas de um comando com muitos botões", refere.

Quando determinado 'desenvolvimental regulated genes' começa a ser expresso numa determinada célula estaminal, "ela pensa, por exemplo, que tem de se transformar em músculo ou, se ele está desligado, a célula começa a pensar que vai dar origem a uma célula nervosa".

"Se fizermos um diagrama começamos com as células estaminais e depois fazemos setinhas que vão dar a outras células que se chamam 'progenitor', que já enveredaram por um caminho, mas ainda não se decidiram. Estas vão depois dar a outras células já mais diferenciadas e depois do crescimento do embrião vamos então ter células que já estão completamente diferenciadas", sintetizou.

"A partir do momento em que isto acontece já não se pode voltar atrás, pelo menos naturalmente", salienta a investigadora.

Daí a importância de estudar estes genes, visto que controlam as primeiras etapas da diferenciação.

A equipa pretende agora descodificar este processo de diferenciação.

"Nós não sabemos exactamente como é que isto se estabelece. O que descobrimos é que a enzima que transcreve a informação destes genes está numa configuração muito estranha, como se, voltando à analogia anterior, o tal comando tivesse botões com uma forma que não conhecemos", afirmou.

"O que vamos tentar compreender é como é que estes genes adquirem esta configuração, como é que se activam, como é que funcionam e isto vai-nos ajudar a entender como é que podemos controlar os processos de diferenciação para fazer terapias celulares ou partir de células adultas para criar células estaminais, à semelhança dos actuais métodos das técnicas de clonagem, que têm obtido resultados pouco eficientes", salienta.

"Não sabemos se vamos chegar a melhorar esta eficiência, mas o nosso trabalho actualmente é nesta área: procurar entender melhor no futuro como é que a cromatina e a regulação destes genes funciona", conclui.

Título:
Enviado por: André em Novembro 28, 2007, 07:20:35 pm
CTT lançam primeiro selo de cortiça do mundo

Citar
Os CTT lançaram hoje o primeiro selo de cortiça do mundo na Assembleia da República, numa edição única de 230 mil exemplares que está «praticamente esgotada».

«É um selo muito bonito, que homenageia em simultâneo quer a cortiça quer o sobreiro e o papel que o montado tem representado para fins ambientais em Portugal», destacou o presidente dos CTT, Luís Nazaré, no final da cerimónia de lançamento.

O selo, com a imagem de um sobreiro, tem o valor facial de um euro, e o presidente dos CTT assegura que a edição de 230.000 exemplares «está praticamente esgotada», estando afastada a possibilidade de uma segunda edição.

«Nunca fazemos segundas edições, é por isso que a filatelia portuguesa é tão considerada», explicou.

O presidente dos CTT sublinhou que, sendo uma estreia a nível mundial, não foi fácil produzir este selo de cortiça, em que cada exemplar é uma peça única.

«Tivemos de encontrar um material especialmente fino, que aguentasse a impressão, não se degradasse rapidamente e que pudesse ter no verso uma fita auto-adesiva», explicou, recusando contudo revelar o custo final da produção deste selo.

Na cerimónia de lançamento estiveram presentes o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o ministro da Agricultura, Jaim Silva, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva.

Lusa / SOL
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 29, 2007, 06:52:26 pm
Tecnologia: Universidade de Évora e empresa criam protótipo para aumentar rendimento painéis fotovoltaicos


Citar
Évora, 29 Nov (Lusa) - A Universidade de Évora e uma empresa de energias renováveis criaram um protótipo que automatiza a orientação dos painéis fotovoltaicos e maximiza a captação da radiação solar, obtendo mais 20 por cento de rendimento energético.

João Figueiredo, um dos inventores do protótipo, inovador na tecnologia utilizada, explicou hoje à agência Lusa que o equipamento obteve este mês a patente, emitida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

"O pedido foi feito a 10 de Maio deste ano e a patente foi atribuída há cerca de duas semanas", afirmou, referindo que o processo foi desencadeado pela Universidade de Évora e pela empresa Lobo Solar, Energias Renováveis, também sedeada em Évora.

Segundo João Figueiredo, docente e director do Centro de Engenharia Mecatrónica da academia alentejana, este equipamento segue a incidência dos raios solares e transmite essa informação aos painéis fotovoltaicos de uma central, para automaticamente os orientar para o local correcto e optimizar o seu rendimento.

Em termos nacionais e mundiais, explicou, já existem outros equipamentos industriais, utilizados nas centrais fotovoltaicas, que fazem este seguimento da incidência solar, mas com diferentes tecnologias da aplicada neste protótipo.

"Recorrem, por exemplo, a prismas para medir os raios solares, mas a vantagem do protótipo que desenvolvemos é que faz uma medição directa, não indirecta como aqueles", disse.

A invenção da Universidade de Évora e da Lobo Solar utiliza uma pequena célula fotovoltaica, motorizada em dois eixos, que mede a radiação directa, "com a mesma grandeza da potência eléctrica que os painéis estão a fornecer".

Os primeiros parques solares, lembrou, "não eram motorizados", tendo depois evoluído para uma motorização assente num eixo, ou seja, os painéis automaticamente alteram a sua posição consoante o sentido nascente/poente do Sol.

"Só que o Sol nem sempre está na mesma posição, quer estejamos no Inverno, em que está mais baixo, quer no Verão, em que está mais alto", realçou, referindo que nessas centrais solares, para considerar esse eixo, a orientação dos painéis "tem que ser alterada manualmente".

Nos parques solares mais recentes, os dois eixos já são completamente automatizados, com as tais tecnologias semelhantes às do protótipo desenvolvido em Évora, embora só este faça a medição directa dos raios solares.

"É uma vantagem o sensor ter a mesma tecnologia do sistema de produção de electricidade e foi a hipótese que aplicámos para resolver o problema da orientação `cega`, pré-programada, dos painéis fotovoltaicos", reafirmou.

Com o aumento do preço do petróleo, que faz com que os investimentos sejam "amortizados mais cedo", e a energia cada vez mais cara, tecnologias como esta, que garantem "um acréscimo de 20 por cento do rendimento energético", são "importantes" para as empresas que apostam na energia solar fotovoltaica.

O protótipo concebido pela Universidade de Évora e pela empresa destina-se a instalações industriais, mais do que a unidades domésticas, onde preferencialmente está instalada energia solar térmica, para aquecimento da água.

"Este equipamento até é barato. O que fica mais dispendioso é a motorização que é necessária de todos os painéis da central. Mas o rendimento superior compensa", afiançou.

Agora, com este Sistema Automático de Orientação de Painéis Fotovoltaicos patenteado para Portugal, quem pretenda aplicar esta tecnologia no país tem que a adquirir aos titulares da patente.

"Essa avaliação sobre se este sistema é ou não vantajoso depende das empresas", disse João Figueiredo, adiantando que, consoante a aceitação comercial do produto, a Universidade de Évora e a Lobo Solar irão equacionar se adquirem a patente internacional do protótipo.

Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Dezembro 01, 2007, 01:52:09 am
Citação de: "André"
NDrive lança o telemóvel S300 com tecnologia portuguesa

Citar
A empresa portuguesa NDrive lançou hoje o telefone móvel NDrive Phone S300, com tecnologia desenvolvida em Portugal e que tem disponível sistema de navegação GPS, mapas de Portugal e sistema operativo Windows Mobile 6.

João Neto e Eduardo Carqueja, administradores da empresa, afirmaram hoje em conferência de imprensa que este é o primeiro telemóvel português com desenvolvimento tecnológico em Portugal, estando a sua produção a ser feita na China.

Para os responsáveis, o telemóvel tem um preço competitivo (399 euros) a nível internacional, comparando-o com outros telefones com características semelhantes.

João Neto adiantou que o NDrive Phone S300 vai estar a ser vendido no mercado português esta semana.

Só no próximo mês será lançado em Espanha e posteriormente em França e Itália, países onde os responsáveis da NDrive afirmaram ter feito contactos e ter recebido uma boa receptividade aos seus produtos.

O telefone utiliza tecnologia de segunda geração móvel, tem sistema operativo Windows Mobile 6 com Push Email, conectividade por Bluetooth 2,0 e Wifi (banda larga móvel); inclui aplicações profissionais Word, Excel e Power Point Mobile e uma função de scanner de cartões de visita que permite fotografá-los e passar os contactos directamente para o telemóvel.

O telemóvel disponibiliza um sistema de mapas detalhados de Portugal, incluindo Açores e Madeira, informação actualizada sobre trânsito, 70 mil pontos de interesse turístico com conteúdos detalhados e 20 mil fotografias e informação actualizada sobre farmácias de serviço, eventos culturais, meteorologia e radares fixos.

Como factor diferenciador deste novo telemóvel, João Neto apontou o facto do comprador do telefone ter acesso a todas as facilidades de navegação sem pagar qualquer tipo de assinatura, ao contrário do que se passa com os outros produtos disponíveis no mercado.

Diário Digital / Lusa

(http://www.pcdebolso.com/imgNews2/ndrives300.jpg)

Experimentei-o ontem e fiquei  :shock:  :shock:

É uma autêntica jóia tecnológica sem paralelo, tanto pela qualidade como pelo preço.

Citar

Características


Os mapas mais recentes e completos em cartão de memória
Interface extramamente simples: operação só com um dedo desenvolvida para utilizadores sem qualquer experiência
Navegação para qualquer endereço ou ponto de interesse: em qualquer região ou país navegue de forma simples com instruções de voz
Pesquisa rápida e simples de conteúdos: base de dados de vias e pontos de interesse com milhares de registos
Suporte para informação dinâmica: previsão de tempo, farmácias de serviço e eventos culturais (dados disponíveis conforme o país)
Suporte para telefone: telefone directamente para um ponto de interesse ou aceda informação dinâmica (requer GSM)
Multimédia: ouça música, veja vídeos ou fotos (depende do dispositivo)
Suporte multilingue: interface e instruções de voz
Funções avançadas: envie e receba localizações por SMS, avisos de excesso de velocidade e radares

Especificações técnicas

        Plataforma

Microsoft Windows Mobile 6.0 Professional com Direct Push Mail
Combinação GSM/GPRS/PDA e GPS

GSM/GPRS pode ser desligado, funcionando unicamente como PDA
        Características físicas

121.39 mm x 62.9 mm x 16 mm
148 g
     
  Funcionalidades Base

Processador 416 MHz
128 MB ROM + 64 MB RAM
Suporta MicroSD

Câmara integrada 2 mega-pixel com Macro
Bateria de 1500 mAh Li-Ion
Bluetooth v2.0 A2DP
       
Funcionalidades PDA

Outlook Mobile (integração com MS Outlook de Contactos, Notas, Tarefas,...)
Word Mobile

Excel Mobile
Powerpoint Mobile
Messenger

Pocket Windows Media Player
       
 Funcionalidades GSM/GPRS/Wireless

GSM/GPRS - Quad-band  
GPRS classe 10 e Wireless Modem
GPS Sirf III
WiFi / WLAN : IEEE 802.11b/g (máximo 11Mbps)

Chamada em espera, chamada em conferência, ...
SMS integrado com o Pocket Outlook
Pocket Internet Explorer (HTML, WML, XML, WAP 2.0)
MMS
Toques Polifónicos (MIDI) e Reais, Áudio digital (Wav), MP3

Entre outras funcionalidades...
       
Autonomia

200 horas em standby
Bateria recarregável, Li-ion 1500 mAh  
       
Outras características

Ecrã Reflectivo TFT (240x320 pixel) com 65000 Cores - Touch Sensitive com Trackball
Aúdio MP3 estério


O software de navegação é do melhor se não mesmo o melhor que existe na actualidade.

Talvez seja a minha prenda de Natal. :G-Ok:  


 :arrow: http://www.ndriveweb.com/ (http://www.ndriveweb.com/)
Título:
Enviado por: André em Dezembro 03, 2007, 03:37:50 pm
NDrive apresenta equipamento de navegação por satélite, com imagens tridimensionais a cores

Citar
A NDrive apresentou hoje um equipamento de navegação por satélite, com imagens tridimensionais a cores, que "é um produto disruptivo", o único a nível mundial, segundo Eduardo Carqueja e João Neto, administradores da tecnológica portuguesa.

Em conferência de imprensa, Eduardo Carqueja indicou que o NDrive G800 significa a entrada da empresa nos equipamentos de navegação GPS de gama alta, com um sistema inovador a partir de software desenvolvido pela empresa.

Os administradores da tecnológica portuguesa adiantaram que o NDrive G800 estará à venda sábado, em Portugal, e na próxima semana também em Espanha, França e Itália, admitindo que até ao final de 2008 deverá estar disponível em dezena e meia de países da Europa Ocidental e nos EUA.

O NDrive G800, com 8 giga byte de memória interna, dispõe também de capacidades multimédia, jogos, calculadora e tecnologia bluetooth, o que permite a sua interligação com telemóveis ou com sistemas áudio de automóveis que tenham aquela tecnologia, observou Eduardo Carqueja.

As imagens tridimensionais são obtidas a partir de fotografias aéreas captadas pela empresa norueguesa Blom, que é a maior firma de fotografia aérea, e dispõe de 12 aviões que tiram 5 fotografias em simultâneo, com um ângulo de 45 graus, o que permite apanhar as fachadas dos edifícios, ao contrário dos satélites, que apenas fornecem imagens de cima, disse Eduardo Carqueja.

O mesmo responsável revelou ainda que a Blom tem fotografia aéreas de mais de 900 cidades europeias e que tirou no último verão imagens aéreas da grande Lisboa, grande Porto e das principais cidades portuguesas, que permitem ver no GPS as fachadas dos edifícios e monumentos com quatro níveis de zoom, tornando muito mais fácil exactamente onde se está.

Os administradores da NDrive previram que os equipamentos de navegação por satélite vão migrar para esta tecnologia, mas destacaram que a empresa portuguesa "está à frente da concorrência" por ser actualmente a única que dispõe do software que a suporta.

Eduardo Carqueja indicou que a empresa espera vender 50 mil NDrive G800 até ao fim de 2008, alargar as imagens tridimensionais a outros equipamentos, incluído um telefone móvel com GPS, e vender 400 mil equipamentos com esta nova tecnologia no próximo ano.

Os administradores da empresa revelaram que os três mil telefones móveis NDrive com GPS lançados em meados de Novembro no mercado português estão esgotados e têm grande procura, estando "a caminho" mais equipamentos.

João Neto salientou que a NDrive "vai lançar muitas novidades" no mercado nos próximos tempos, incluindo a tecnologia tridimensional em equipamentos mais baratos, e sublinhou que a NDrive tem uma "exclusividade de facto" desta tecnologia por mais ninguém possuir o software desenvolvido.

Eduardo Carqueja disse que outra área em que a NDrive acredita e é diferenciadora é a dos conteúdos, com inclusão de informação útil, incluindo localização de empresas, serviços e estabelecimentos comerciais e informação dinâmica como farmácias de serviço.

João Neto indicou que a empresa prevê facturar entre 10 e 11 milhões de euros em 2007, sendo três quartos da venda de equipamentos e um quarto de venda de licenças, e investiu este ano cerca de meio milhão de euros em desenvolvimento.

A empresa emprega quatro dezenas de trabalhadores, 80 por cento dos quais licenciados, trabalhando 12 na área do desenvolvimento.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 04, 2007, 11:39:04 am
Ciência: Aplicação informática que analisa comportamento de genes recebe hoje prémio de inteligência artificial


Citar
Covilhã, Castelo Branco, 04 Dez (Lusa) - Uma aplicação informática que analisa o comportamento de genes em processos biológicos recebe hoje o Prémio Nacional de Trabalhos de Licenciatura, atribuído pela Associação Portuguesa para a Inteligência Artificial.

O trabalho na área da Bioinformática foi desenvolvido por Joana Gonçalves, de 24 anos, natural da Covilhã, que este ano concluiu a licenciatura em Engenharia Informática na Universidade da Beira Interior.

A aplicação recorre a conceitos de inteligência artificial para "analisar dados científicos e determinar se determinado grupo de genes está a funcionar em conjunto num processo biológico", adiantou a autora à Agência Lusa.

"Sabe-se, por exemplo, que se determinado grupo de genes estiver a funcionar mal, pode provocar doenças", descreveu.

Assim, a aplicação comporta-se como "uma ferramenta", que "permite uma primeira despistagem de dados obtidos em experiências", auxiliando o trabalho de campo de biólogos, referiu Joana Gonçalves.

O trabalho BiGGEsTS - BiclusterinG Gene Expression Time-Series foi orientado por Sara Madeira, docente do Departamento de Informática da UBI.

Joana Gonçalves dedica-se desde Setembro ao doutoramento em Engenharia Informática e de Computadores no Instituto Superior Técnico e participa em actividades do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Investigação e Desenvolvimento.

A jovem acredita que a inteligência artificial vai estar cada vez mais ligada ao quotidiano das pessoas, "mas não tanto naquela visão clássica de robôs e máquinas que se assemelham a pessoas".

"Penso que a abordagem não será tanto essa, mas sobretudo arranjar métodos que consigam descobrir conhecimento relevante na informação com que lidamos, para bem da comunidade científica e da comunidade em geral", referiu Joana Gonçalves.

Satisfeita e ao mesmo tempo surpresa com o prémio que hoje recebe, Joana Gonçalves considerou que o melhor conselho a dar a jovens alunos e investigadores é o de "fazerem aquilo que gostam e darem sempre o seu máximo".

"Penso que dessa forma, de uma maneira ou outra, o trabalho acaba por ser conhecido e recompensado", concluiu.

O prémio vai ser entregue sessão de abertura do Encontro Português de Inteligência Artificial (EPIA 2007), a partir das 09:00, em Guimarães.

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 04, 2007, 06:02:18 pm
Mariano Gago destaca "enorme progresso" registado em Portugal na relação universidade/empresas


Citar
Porto, 04 Dez (Lusa) - O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior destacou hoje o "enorme progresso" registado em Portugal na relação universidades/empresas, mas salientou que, apesar de estarem criadas as condições para uma efectiva cooperação, os resultados não são imediatos.

"São precisas regras de mercado que promovam a investigação empresarial e condições legais apropriadas para uma cooperação sem restrições entre os sectores público e privado", afirmou Mariano Gago, considerando que "estas condições existem hoje em Portugal".

Contudo, afirmou em conferência de imprensa no final da conferência Manufuture 2007, que hoje terminou no Porto, os resultados não se produzem por receita médica, mas por persistência de medidas".

Neste âmbito, o ministro considerou essencial o recente aperfeiçoamento, pelo Governo, de métodos de avaliação independente dos sistemas de investigação financiados por dinheiros públicos, de forma a "separar o trigo do joio".

Paralelamente, destacou a importância do investimento na formação de pessoas, "senão não há massa crítica por onde escolher".

"Para Portugal foi, também, essencial o encorajamento, e a quase obrigatoriedade, de criação de parcerias entre as instituições de investigação", sustentou Mariano Gago.

Ainda assim, o ministro admitiu existir ainda em Portugal, consoante os sectores em causa, uma "diversidade enorme" de situações no que concerne à relação universidade/empresas.

"Nas grandes universidades mais técnicas a colaboração com a indústria nacional e até de outros países é intensíssima, registou-se um enorme progresso que vem dos dois lados, quer das universidades, quer das empresas", sustentou.

A prová-lo, considerou, está o crescimento da investigação e desenvolvimento empresarial, "que na última década foi explosivo, em grande parte devido às pessoas que foram qualificadas e ao ambiente de mercado e de negócio que se gerou".

É que, admitiu, "durante muitos anos em Portugal quase não havia pessoas em quantidade e qualidade suficientes para resolver os problemas a nível da investigação, tendo que se recorrer a investigadores de fora do país", mas actualmente "a situação mudou radicalmente".

Apesar desta evolução, o empresário Belmiro de Azevedo, presidente do Industrial Advisory Group da plataforma europeia Manufuture, considerou haver ainda "falta de comunicação entre as universidades e a indústria".

"Muitas vezes as pessoas, nas empresas, não querem formular questões às universidades", disse, atribuindo estas reservas à "falta de profissionais de investigação na indústria", que contrasta com o "excesso de doutorados nas universidades".

Um desequilíbrio que, para o empresário, se resolveria com a "transferência de alguns [investigadores] da academia para a indústria", onde seriam "bons comunicadores" entre os dois mundos.

Integrada na Presidência Portuguesa da União Europeia, a conferência Manufuture 2007 debateu os desafios da indústria transformadora europeia no actual contexto de competição global e analisou a primeira fase de execução do 7º Programa Quadro para Invesgigação e Desenvolvimento da União nas áreas da Ciência e Tecnologia.

O encontro, que decorreu segunda-feira e hoje, no Porto, contou com a presença do vice-presidente para a investigação do grupo Daimler, Heinrich Flegel, do vice-presidente do Banco Europeu de Investimento, Carlos Costa, e de investigadores das universidades de Hong Kong (Mitchell Tseng) e da Pensilvânia (James Thompson), para além do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa, Carlos Zorrinho, e do ministro Mariano Gago.

O evento incluiu ainda um conjunto de 'workshops' acolhidos por empresas portuguesas líderes nos seus sectores, em que foram apresentados casos de sucesso nacionais e de outros países europeus e debatidos desafios e propostas de acção.

Título:
Enviado por: André em Dezembro 05, 2007, 06:15:36 pm
Três jovens cientistas recebem prémio de 20 mil euros de incentivo à investigação feita por mulheres em Portugal

Citar
Um projecto que procura uma forma mais eficaz de aplicação de fármacos, contribuindo para diminuir os seus efeitos secundários no organismo, foi um dos três contemplados por um prémio de incentivo à investigação desenvolvida por mulheres em Portugal.

"Tentamos preparar nanopartículas, que são pequenas esferas, com materiais lipidicos muito parecidos com os lípidos presentes no organismo humano, para que levem uma determinada droga ou substância para um determinado local de acção", explicou à Agência Lusa Eliana Souto, de 31 anos, doutorada em Nanotecnologia, Biofarmácia e Biotecnologia Farmacêutica pela Universidade Livre de Berlim e actualmente investigadora na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa.

A possibilidade de a droga ser dirigida para o local onde deve actuar faz diminuir a quantidade de medicamento necessária, reduzindo os seus efeitos secundários no organismo humano e o custo das terapêuticas, disse Eliana Souto, realçando que este trabalho pode demorar ainda dois anos a concretizar.

Além de Eliana Souto, foram contempladas com o prémio de apoio à investigação "Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência", no valor individual de 20 mil euros, duas outras jovens investigadoras em projectos dedicados ao estudo do cancro do pulmão e do síndrome metabólico (pré-diabetes).

Iola Duarte, de 32 anos, investigadora do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro, foi contemplada por estudos para compreender o comportamento metabólico dos tumores e chegar a modelos de classificação capazes de distinguir tecido tumoral de tecido normal.

Este projecto, que desenvolve em colaboração com os Hospitais e a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, poderá resultar num novo meio de diagnóstico precoce destes tumores complementar à análise convencional.

A investigadora Anabela Rolo, 30 anos, do Centro de Neurociências e Biologia Celular do Departamento de Zoologia da Universidade de Coimbra, foi a terceira premiada, por um projecto que pretende identificar quais são as alterações metabólicas e moleculares que ocorrem nos doentes com o síndrome metabólico, também conhecido como pré-diabetes.

O objectivo da investigadora é chegar a uma terapêutica que interrompa o ciclo de alterações metabólicas destes pacientes, ajudando, deste modo, a prevenir o desenvolvimento da diabetes tipo 2.

O prémio, no valor individual de 20 mil euros, é atribuído pela quarta vez em Portugal numa parceria entre a L'Oréal Portugal, Comissão Nacional da UNESCO e Fundação para a Ciência e a Tecnologia, inspirado no programa internacional L'ORÉAL-UNESCO For Women in Science, que desde 1999 tem atribuído prémios a investigadoras de todo o mundo.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 05, 2007, 06:21:22 pm
Ciência: Fundos de investimento devem apoiar parcerias entre investigadores e empresas - Universidade do Porto


Citar
Porto, 05 Dez (Lusa) - O vice-reitor da Universidade do Porto (UP), Jorge Gonçalves, desafiou hoje os fundos de investimento a apoiarem a realização de parcerias entre investigadores e empresários geradoras de oportunidades de negócio.

Jorge Gonçalves, que é o responsável pela área da Investigação, Desenvolvimento e Inovação da UP, deu como exemplo dois projectos com "inegável interesse económico" que estão a ser actualmente desenvolvidos na Universidade do Porto, um novo sistema de controlo de tráfego e um novo software de gestão de comunicações e de comércio electrónico.

O académico falava durante a sessão de abertura do "i-techpartner Software Forum", que hoje se iniciou no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, reunindo os principais responsáveis da indústria europeia de software.

Na sua intervenção, a vice-presidente da CCDR-N Cristina Azevedo realçou que "o Fórum vem dinamizar e dar maior visibilidade à investigação que é feita nesta área".

Cristina Azevedo sublinhou o papel que a sua instituição tem exercido no apoio a "centros de investigação e empresas que queiram dinamizar no seu seio núcleos de I&D".

Aquela responsável destacou, como exemplo desse esforço, "o concurso que a CCDR-N tem a correr, dirigido às micro e pequenas empresas (até 50 trabalhadores) de toda a região Norte, no valor de 57 milhões de euros, equivalente a 133 milhões de euros de investimento".

Os trabalhos do "i-techpartner Software Forum", que se realiza pela primeira vez em Portugal, reúnem a nata da indústria europeia de software durante dois dias no que é considerado como "uma oportunidade única para empresas de alta tecnologia, organizações de I&D e investidores trocarem experiências e estabelecerem contactos para possíveis parcerias de negócio".

Estão presentes 40 multinacionais, 30 empresas em rápido crescimento, 30 centros de investigação de topo, 50 fundos de investimento e mais de 250 peritos em tecnologia e inovação de PME`s e instituições públicas europeias.

O programa do evento inclui debates sobre a situação da indústria e formas de transferência de tecnologia entre centros de investigação e empresas, apresentações de case-studies internacionais e reuniões individuais entre investigadores e investidores.

O "i-techpartner Software Forum" está integrado na Semana das PME, promovida pelo IAPMEI no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, estando a sua organização a cargo da Universidade do Porto e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), no âmbito da Europe Unlimited - Venture Capital.

Contando com o patrocínio da Comissão Europeia, a rede "i-techpartner" envolve empresas e centros de inovação de 15 regiões da UE (entre elas o Norte de Portugal) com o objectivo de promover o aproveitamento económico pelas PME`s europeias da investigação científica aí produzida.

Título:
Enviado por: André em Dezembro 05, 2007, 06:28:36 pm
Tecnologia portuguesa na conquista do Espaço

Citar
Equipamento da Efacec no laboratório espacial europeu Columbus
O novo laboratório espacial europeu Columbus, que é lançado quinta-feira do Cabo Canaveral rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo do vaivém Atlantis, inclui tecnologia portuguesa totalmente concebida pelo grupo Efacec.

É uma bandeira a nível nacional, porque é a primeira vez que um voo espacial integra tecnologia portuguesa de raiz. E para nós também é muito importante, porque significa um poço de conhecimento numa área de ponta", disse à Lusa o administrador executivo do grupo Efacec, Alberto Barbosa.

Denominado EuTEMP, o equipamento espacial foi integralmente concebido e produzido pela EFACEC, certificado pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA).

"É a primeira vez que vai ser instalado um módulo, em que todo o processo, desde a concepção até ao desenvolvimento, passando pelo projecto, hardware e software, electrónica e mecânica, foi totalmente produzido em Portugal pelos engenheiros da Efacec", frisou Alberto Barbosa.

EuTEMP vai medir as temperaturas no Espaço

O EuTEMP será montado na parte externa do módulo europeu Columbus, com o objectivo de medir a temperatura num "momento crítico": quando o astronauta sai para a montagem da Plataforma de Experiências Externa da ESA (EuTEF), dedicada à demonstração em órbita de tecnologias espaciais.

"O equipamento vai permanecer bastante tempo no espaço, mas o momento crítico da sua função é durante a montagem do Columbus, durante duas ou três horas, altura em que vai medir as variáveis físicas, a temperatura de vários pontos, uma fase em que a temperatura pode descer a valores muito baixos", explicou o responsável da empresa.

O ambiente espacial é muito agressivo, podendo as temperaturas variar rapidamente desde as extremamente frias de menos 140 graus centígrados, quando os equipamentos estão à sombra, até aos 400 graus positivos, quando expostos ao Sol, explica a empresa num documento.

Apesar das simulações que têm em consideração os fluxos térmicos, podem surgir situações imprevisíveis, havendo por isso necessidade de monitorizar as temperaturas dos vários instrumentos da plataforma.

Concebido durante mais de dois anos, o EuTEMP é uma unidade de medida e aquisição de temperatura de pequenas dimensões, autónoma e alimentada por baterias, que foi construído de modo a resistir às temperaturas do ambiente espacial pelo menos durante diversos dias após o seu lançamento.

O EuTEMP transmitirá os dados para a Terra, através do Columbus, e foi construído para se manter três anos no espaço, podendo funcionar isolado durante 30 dias.

Obedece a vários requisitos de segurança e de qualificação da ESA e da Nasa, resistência a temperaturas extremas e integração eficiente com a plataforma EuTEF.

Os testes de qualificação para os requisitos da ESA tiveram lugar em 2004 e 2005 nos European Space Research and Technology Centre (ESTEC) na Holanda.

A partir de agora, além dos laboratórios norte-americano e russo, a Estação Espacial Internacional passa também a ter um laboratório europeu, cuja construção começou em 1992 com um custo de 1.300 milhões de euros, onde podem ser feitas várias experiências na área da biotecnologia e medicina, entre outras.

Portugal é membro da ESA desde 2000

Portugal aderiu à ESA em 2000 como estado membro, tendo sido criada uma Task-Force ESA-Portugal, que financiou o EuTEMP, com a missão de apoiar a integração de Portugal nas actividades da ESA no período de transição que termina este ano.

Uma das suas missões é promover a indústria portuguesa no mercado espacial, nomeadamente a Efacec, uma das empresas portuguesas mais envolvidas nas actividades de desenvolvimento de equipamentos para a ESA e o maior grupo no mercado de engenharia electrotécnica no país.

A Efacec tem ainda em curso diversos outros projectos nesta área como o CTTB (Component technology test bed), destinado a testar o comportamento de diferentes tecnologias electrónicas quando sujeitas a determinados ambientes do Espaço.

As fases iniciais do projecto já foram adjudicadas à Efacec, tendo sido esta semana aprovada formalmente a sua incorporação na carga do satélite de telecomunicações Alphasat. O maior grupo eléctrico aguarda a adjudicação do modelo final ainda este mês.

O MFS é outro projecto. É um monitor de radiação para ambientes espaciais, que está a ser desenvolvido para a missão Bepicolombo que irá a Mercúrio em 2012.

Lançamento do Atlantis

A NASA espera lançar o seu vaivém orbital Atlantis na quinta-feira, a sua quarta missão em seis meses. A este ritmo, a NASA espera que a ISS esteja terminada em 2010.

O Atlantis transporta a bordo o Columbus e sete astronautas. A partida está marcada para as 16h31 na Florida (21h31 em Lisboa),

A meteorologia prevê com 90% de certeza que o tempo estará bom nessa altura no Centro Espacial Kennedy.

SIC / Lusa
Título:
Enviado por: André em Dezembro 13, 2007, 09:15:41 pm
Portugueses envolvidos na descoberta de semicondutor inovador

Citar
Uma equipa internacional de físicos, que integra investigadores portugueses das universidades do Porto e do Minho, anunciou a descoberta de um semicondutor com características inovadoras, que abre novas possibilidades de aplicação na área da electrónica.

«Até agora, para variar a gama de energia era preciso actuar na estrutura química do semicondutor, basicamente construindo um novo, mas este novo semicondutor permite fazer essa variação mudando apenas a tensão eléctrica, rodando um botão no laboratório», afirmou hoje João Lopes dos Santos, da Universidade do Porto, em declarações à Lusa.

Este investigador do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto integra a equipa de teóricos que colaborou na modelização do novo semicondutor.

A equipa inclui também Eduardo Castro, do mesmo departamento, e Nuno Peres, da Universidade do Minho, considerado um dos teóricos mais destacados a nível mundial na área do grafeno, um material descoberto há cerca de três anos que é utilizado no novo semicondutor.

«Na modelização da interpretação dos dados dos resultados experimentais deste novo material foram utilizados os nossos modelos teóricos«, salientou João Lopes dos Santos.

O investigador salientou a importância da descoberta agora anunciada, recordando que »toda a indústria electrónica é baseada em semicondutores«.

«Esta descoberta abre novas possibilidades de aplicação, mas tudo ainda depende do que se conseguir fazer em termos práticos, porque, neste momento, apenas existem demonstrações de laboratório», acrescentou.

João Lopes dos Santos assinalou ainda o facto de se estar perante «um campo de pesquisa baseado num material novo (grafeno)».

O docente frisou que o investigador português Nuno Peres «é um dos mais destacados especialistas mundiais» neste material.

O novo semicondutor foi concebido a partir da sobreposição de duas camadas de grafeno, material que se admite que possa vir a substituir o silício na composição dos semicondutores aplicados em dispositivos electrónicos.

Este inovador semicondutor foi preparado no Laboratório de André Geim, na Universidade de Manchester, Inglaterra, onde também tinha sido descoberto o grafeno, em 2004.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: ShadIntel em Dezembro 24, 2007, 10:20:40 am
Espaço Schengen: Sistema informático intermédio é português

Citar
Sistema informático intermédio é português

Para que o alargamento do espaço Schengen pudesse ocorrer esta sexta-feira foi preciso criar um sistema informático com os dados dos cidadãos europeus. O programa foi criado por uma empresa portuguesa - a Critical Software. O presidente da empresa está convencido de que este programa vai funcionar sem qualquer problema.

( TSF online / 21 de Dezembro 07 )

O alargamento do Espaço Schengen, que, em contrapartida da abolição dos controlos internos, prevê o reforço das fronteiras externas da UE, só foi possível antecipar para esta sexta-feira graças a uma solução técnica intermédia criada por uma empresa portuguesa.

O SISOne4All foi concebido por uma empresa portuguesa para o sistema de troca de informações entre as autoridades dos 24 países abrangidos, cuja versão definitiva se encontra muito atrasada.

O Sistema de Informação Schengen II (SIS II) definitivo, que vai permitir a troca de informações entre as autoridades dos 24 países, ainda está muito atrasado pelo que foi necessário encontrada uma solução provisória - o SISOne4All.

Esta solução informática, fruto de uma parceria entre a empresa sedeada em Coimbra Critical Software e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), foi encomendada pelo Governo português como uma alternativa temporária, face ao atraso no SIS II.

Para o presidente da Critical Software, Gonçalo Quadros, este programa informático vai funcionar sem qualquer problema até porque tem sido testando por todos os Estados envolvidos.

O SIS II, ainda em fase de desenvolvimento, está previsto oficialmente para 2009 e irá incluir novas funcionalidades de segurança, nomeadamente a inserção de dados biométricos.
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 27, 2007, 11:15:47 pm
Saúde: Investigadores portugueses descobrem proteína "protectora" na Hemocromatose Hereditária

Citar
Lisboa, 27 Dez (Lusa) - Investigadores da Universidade do Porto (UP) concluíram que os doentes com maior quantidade da proteína Calreticulina nas células apresentam sintomas mais ligeiros de Hemocromatose Hereditária, uma doença caracterizada pelo excesso de ferro nos tecidos, sobretudo do fígado.

A Hemocromatose Hereditária afecta em Portugal cerca de três pessoas em cada 1.000 e quando não diagnosticada e tratada pode provocar cirrose hepática, diabetes, impotência, problemas cardíacos e cancro do fígado.

Os investigadores, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da UP, demonstraram "que os doentes com maior quantidade de uma proteína nas células, a Calreticulina, apresentam sintomas mais ligeiros da doença", de acordo com um comunicado da instituição.

"Esta proteína tem um papel protector contra o `stress` causado pela acumulação de ferro e de proteínas com conformação incorrecta em células do fígado, típicos da Hemocromatose", afirma o investigador Jorge Pinto, no documento.

O estudo, que será publicado a 01 de Janeiro no "Free Radical Biology and Medicine, teve duas abordagens distintas: uma com a utilização de células com origem no fígado e outra onde foram estudadas células do sangue de doentes com Hemocromatose.

Ambas provaram que a aquela proteína tem um papel "protector" no contexto da Hemocromatose.

Jorge Pinto concluiu que "os níveis de Calreticulina em cada indivíduo, os quais são controlados por uma grande variedade de factores, parecem ser importantes para que uma pessoa com a mutação no gene HFE venha a desenvolver sintomas mais ou menos severos de Hamocromatose".

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 28, 2007, 12:19:27 pm
Algarve: Zoomarine testa sistema pioneiro que usa algas para renovar água dos aquários

Citar
Albufeira, Faro, 28 Dez (Lusa) - O parque Zoomarine está a testar um sistema pioneiro que usa algas para reciclar a água salgada dos aquários com animais marinhos, um projecto realizado em parceria com o Centro de Ciências do Mar do Algarve.

A técnica está por enquanto apenas a ser utilizada no tanque dos tubarões, mas o objectivo é estendê-la a todo o parque e exportar a ideia para outras estruturas do género, revelou à Lusa o director de Ciência e Educação do Zoomarine, Élio Vicente.

Além de evitar o desperdício de água e reduzir as despesas de transporte de água bombeada do mar, as algas que a filtram podem também servir de alimento ao manatim (mamífero aquático) e de fertilizante para os jardins.

Em vez de ser devolvida ao meio ambiente, a água é reciclada com a ajuda das algas e reutilizada, através do projecto-piloto que já tinha sido usado em aquacultura mas nunca aplicado a parques.

O arranque do projecto "Filtralgae" representou um investimento de 100 mil euros e resulta de uma parceria entre o Zoomarine, o Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR) e a Agência de Inovação.

A despesa mensal de transporte de água salgada para o tanque dos tubarões é de cerca de 500 euros, gasto que poderá desaparecer quando o sistema for implementado a 100 por cento, segundo Leonardo Mata, investigador do CCMAR.

Por mês, é possível renovar cerca de 50 metros cúbicos de água através das alfaces-do-mar - algas que estão a ser usadas neste momento embora haja outras com a mesma aplicação -, de acordo com Pedro Barroso, técnico do parque.

O objectivo é que no futuro todas as massas de água do Zoomarine - só o Delfinário (onde estão os golfinhos) tem 3,5 milhões de litros de água -, sejam parcial ou totalmente filtradas por algas.

"É uma técnica natural, que usa pouca energia e permite não estragar água", resume Élio Vicente, que realça ainda o facto do sistema servir como exemplo de boas práticas ambientais.
Título:
Enviado por: André em Janeiro 06, 2008, 03:25:37 am
Investigador português recebe prémio ISPA

Citar
O investigador Ricardo Gil-da-Costa recebe segunda-feira o prémio de investigação do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) por um trabalho que revela que os macacos têm mecanismos cerebrais semelhantes aos que permitem a linguagem nos seres humanos.

O estudo «Toward an evolutionary perspective on conceptual representation: Species-specific calls activate visual and affective processing systems in the macaque», de Ricardo Gil-da-Costa, investigador do Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia, Estados Unidos, e do Instituto Gulbenkian da Ciência, foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of América.

O trabalho agora distinguido com o Prémio ISPA de Investigação em Psicologia e Ciências do Comportamento, que relaciona as disciplinas da psicologia e da neurobiologia, dedicou-se à análise das bases evolutivas do sistema de representação conceptual, ou seja, «as bases fisiológicas onde representamos mentalmente todos os conceitos que podemos imaginar, desde objectos, animais a interacções sociais, por exemplo».

Para saber como estão estruturadas as várias áreas cerebrais, os investigadores usaram métodos de imagiologia cerebral funcional, técnica que permite saber quais as áreas do cérebro que estão a processar determinada tarefa quando esta é exercida por um indivíduo, como ver, ouvir e memorizar, por exemplo.

Esta técnica foi adaptada ao estudo de reacções do macaco rhesus, que tem um reportório de 10 a 12 vocalizações diferentes, associadas a eventos diferentes importantes e com um significado para estes macacos, que podem servir para estabelecer hierarquias, assinalar comida, aviso de predadores etc..

Os animais foram sujeitos à gravação destas vocalizações do seu dia-a-dia e a outras gravações de controlo, neste caso sons não biológicos de instrumentos musicais e construídos por computador.

Os investigadores procuraram assim distinguir a reacção do cérebro que está apenas num processo de percepção auditiva da reacção que o cérebro apresenta em imagens recolhidas na altura em que analisa sons com significado.

«O que nos interessava era quais as redes neuronais, quais as áreas do cérebro envolvidas no processamento de um possível significado destes estímulos, estabelecendo correlações», esclarece Ricardo Gil-da-Costa.

Quando um humano ouve, por exemplo, a palavra cão ou o ladrar de um cão, o que acontece é que involuntariamente cria a imagem mental de um cão associada às experiências que teve, positivas ou negativas, com este animal, atribuindo-lhe uma determinada forma, textura e cor.

«Durante muito tempo defendeu-se que o motivo pelo qual nós temos este tipo de processamento e criamos esta imagem mental se deve ao facto de termos linguagem e um sistema de simbologia abstracta, o que nos permite correlacionar símbolos de várias modalidades e juntar estes conceitos de simbologia, como cheiros, sons e cores, por exemplo», explicou o investigador à Agência Lusa.

«Pensou-se que nos macacos este sistema não existiria desta forma, porque a linguagem é o que nos torna únicos, a última barreira que nos separa dos animais», sublinha.

Durante o estudo, e depois de comparar as áreas envolvidas na reacção dos macacos às verbalizações usadas pela sua tribo com os outros sons não-biológicos, foi concluído que «perante as vocalizações deles, um estímulo que é auditivo, se verifica a activação de uma multiplicidade de áreas cerebrais, incluindo áreas de cognição visual, que estão ligadas especificamente ao processamento de cor, de forma e também da parte emocional».

«Isto implica que temos os mesmos tipos de resultados em macacos e em humanos: O que parece estar a acontecer é que, tal como em humanos, os macacos representam os conceitos de uma forma multimodal e distribuída e que representam o conceito de imagem como nós temos», salienta.

Esta descoberta pode significar que a linguagem não é uma condição prévia para este tipo de representação conceptual, como é aceite pela comunidade científica até agora, ou então que os primatas não-humanos têm já esboços de uma espécie de pré-linguagem.

«Já pode haver um sistema de proto-linguagem ou um sistema pré-linguístico que permite este tipo de capacidades cognitivas nos macacos», admite.

Por outro lado, o trabalho de Gil-da-Costa contribuiu para a defesa da teoria mais recente segundo a qual a representação conceptual resulta de várias áreas cerebrais, contrariando a hipótese clássica de que estes conceitos, que nos ajudam a sobreviver, estão arrumados em determinada área específica do nosso cérebro.

«Desde há muitos anos que se pensa que, quando se experiência um determinado evento, memorizam-se todas as várias sensações desse momento e que, em termos cerebrais, todas estas sensações são acumuladas numa determinada área do cérebro, chamada área semântica», explicou.

Seria como se tivéssemos no cérebro um armário a que chamaríamos «área semântica», onde estariam armazenados volumes com todos os conceitos e sensações relacionadas que conhecemos, a que chamaríamos, por exemplo, gato, cadeira, livro, etc., e que depois iríamos buscar conforme precisássemos.

«O que parece acontecer é que, de facto, não existe uma área cerebral semântica onde se armazenam estes conceitos todos, mas uma rede neuronal distribuída, um conjunto de áreas cerebrais que interagem, que permitem uma representação conceptual distribuída», revela Ricardo Gil-da-Costa.

Ou seja, voltando ao exemplo do cão, o que acontece é que «são activadas áreas cerebrais visuais olfactivas e sensoriais e cada uma delas contribui ao mesmo tempo com a sua perspectiva para a representação conceptual» do animal.

«O conceito não está numa área única, mas emerge da interacção de todas estas áreas cerebrais», sublinha o investigador.

O Prémio ISPA de Investigação em Psicologia e Ciências do Comportamento distingue anualmente desde 2003 com 2.500 euros o trabalho de um jovem investigador português, publicado nos três últimos anos numa revista internacional científica em Psicologia e áreas afins.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 07, 2008, 06:33:39 pm
Investigação científica:Três institutos do Porto reúnem-se numa inédita super-estrutura com mais de 600 cientistas


Citar
Porto, 07 Jan (Lusa) - Os três principais institutos de investigação científica do Porto vão criar, no final de Janeiro, uma estrutura inédita em Portugal, que vai reunir mais de 600 cientistas e permitir alargar a investigação em saúde a áreas ainda não cobertas.

O futuro Instituto de Inovação e Investigação em Saúde (I3S) resulta da conjugação de esforços entre os institutos de Biologia Molecular (IBMC), de Patologia e Imunologia Molecular (IPATIMUP) e de Engenharia Biomédica (INEB).

"Não vamos fazer uma fusão, vamos assinar um contrato de consórcio. As três entidades vão manter a sua individualidade, mas criam um patamar superior de associação que vai permitir intensificar as investigações, aumentar a massa crítica e cobrir áreas que ainda não estão cobertas", afirmou hoje Sobrinho Simões, director do IPATIMUP, em declarações à Lusa.

Sobrinho Simões salientou que o I3S vai contar "com mais de 600 investigadores, dos quais 250 doutorados", destacando a medicina regenerativa como uma das áreas de investigação que estará no centro das atenções do novo instituto.

"É uma coisa como nunca se fez em Portugal. Nunca se juntaram 600 cientistas numa mesma instituição", frisou o director do IPATIMUP, salientando que os três institutos envolvidos "vão manter a sua individualidade, mas haverá uma nova instituição".

Na perspectiva do investigador, a união de esforços dos três institutos da cidade do Porto permitirá fomentar a investigação, especialmente ao nível dos doentes.

O I3S, que deverá ser formalmente criado numa cerimónia a realizar no final de Janeiro com a presença do primeiro-ministro, será presidido por Alberto Amaral, que era reitor da Universidade do Porto na altura em que foram criados o IBMC, o IPATIMUP e o INEB.

Quanto a uma futura fusão entre os três institutos envolvidos, Sobrinho Simões afirmou que, para já, a questão não se coloca, mas admitiu que poderá vir a ser equacionada no futuro.

"Em função da resposta que o novo instituto vier a dar, logo se verá", salientou.

A nova entidade de investigação científica deverá vir a ser instalada num edifício que será construído na zona da Asprela, onde funciona um dos três pólos universitários da cidade do Porto e perto de instituições como o Instituto Português de Oncologia e o Hospital S. João.

Título:
Enviado por: André em Janeiro 09, 2008, 10:22:43 pm
Empresa norte-americana constrói simulador de parto desenvolvido na Universidade do Porto

Citar
A empresa norte-americana Medical Education Technologies, Inc. (METI) vai produzir e comercializar o simulador de parto desenvolvido pelo Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) e Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), anunciaram hoje estas instituições.

Em comunicados, o INEB e a FMUP salientam que os dois contratos com a METI "foram obtidos em competição com uma das faculdades americanas de maior renome internacional".

"O primeiro contrato licencia à METI a propriedade intelectual do produto desenvolvido, por uma percentagem do valor de comercialização. O segundo contrato refere-se ao desenvolvimento conjunto (INEB-METI) de um simulador de parto de alta-fidelidade, incorporando a tecnologia licenciada", lê-se no comunicado do INEB.

O protótipo de simulador de partos foi desenvolvido por um grupo de investigadores do INEB e da FMUP, liderado por Willem van Meurs e Diogo Ayres de Campos, com o objectivo de "colmatar as necessidades pedagógicas na assistência ao trabalho de parto".

Este simulador de emergências obstétricas, constituído por bonecos em tamanho real de uma "mãe" e de um "bebé", "permite simular cerca de uma dezena de cenários críticos que podem ocorrer durante o trabalho de parto", salienta a FMUP.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 11, 2008, 07:57:16 pm
Português abre caminho a novas terapêuticas

Citar
Uma equipa dirigida pelo investigador português Ivo Martins descobriu que certas gorduras podem activar no cérebro as placas de proteínas características de Alzheimer e que o metabolismo lipídico do paciente pode contribuir para a progressão da doença.

«Antes do nosso trabalho, as placas eram vistas como relativamente inócuas, o último estágio da doença, mas nós mostrámos que na realidade são bombas-relógio prontas a serem activadas ao interagirem com lípidos [gorduras]», explicou Ivo Martins, do Instituto Biotecnológico da Flandres, sobre o trabalho publicado no The EMBO Journal.

Até agora considerava-se que as fibrilas e as placas que estas causavam eram estáveis e que uma vez formadas não podiam transformar-se noutra estrutura.

Os cientistas demonstraram agora que certos lípidos que aparecem no cérebro podem desestabilizar as fibrilas e, por conseguinte, as placas típicas da Doença de Alzheimer (DA).

A investigação mostra ainda que são os componentes solúveis e não as placas insolúveis que provocam a morte dos neurónios.

Estes resultados identificam estes componentes solúveis protofibrilares como novos alvos para uma intervenção na doença e alertam também para o facto de que as placas insolúveis são reservatórios de toxicidade que podem ser controlados.

Revelam ainda que o metabolismo lipídico do doente tem influência na doença.

Segundo o estudo, distúrbios neste metabolismo têm o potencial para influenciar o desenvolvimento da DA e pode ser a razão por que muitas vezes a extensão das placas insolúveis no cérebro de doentes com DA não corresponde à severidade da sua doença.

Estudos recentes têm sugerido uma ligação entre determinados alimentos ricos em colesterol e um aumento da incidência da doença de alzheimer, sem explicar esta relação.

A descoberta abre caminho a novas intervenções de combate a esta doença neurodegenerativa que afecta cerca de 10% da população acima dos 65 anos, nomeadamente no âmbito do controlo do metabolismo lipídico e neutralização da formação e toxicidade das protofibrilas.

«Já estamos a trabalhar no próximo passo que é produção de novas drogas e/ou anticorpos capazes de controlar as fibrilas neurotóxicas», afirmou Ivo Martins.

O Alzheimer é uma doença progressiva e fatal que resulta da morte de certas áreas do cérebro associadas com as funções cognitivas como a memória e a aprendizagem.

O trabalho envolveu ainda Inna Kuperstein, Joost Schymkowitz e Frederic Rousseau, do VIB Switch Laboratory, Vrije Universiteit Brussel, e do VIB Department of Molecular and Developmental Genetics, em Leuven, na Bélgica.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 12, 2008, 01:49:23 pm
Na vanguarda com a criação de pele artificial



Citar
Lidera a maior rede científica europeia na área da engenharia de tecidos e, à espreita do negócio, prepara já o arranque empresarial da Stemmatters

Saber, desde a mais tenra idade, o que se quer fazer na vida e manter-se fiel a esse objectivo é provavelmente um privilégio de poucos. Mas mais raro serão os que colocam a fasquia ao nível da excelência. Rui Reis não só sabia que queria ser professor universitário como o pai e investigador, mas, sobretudo, que "queria criar em Portugal um grupo de investigação que fosse competitivo em termos internacionais". Hoje dirige o Grupo de Investigação 3B's - Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos -, constituído por 98 investigadores de mais de 20 países e lidera a maior rede europeia científica na área da engenharia de tecidos.

O reconhecimento internacional é tal que em Portugal vai ficar instalado o Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa, no Parque de Ciência e Tecnologia das Caldas das Taipas, precisamente no mesmo edifício que irá receber, a partir de Março, as novas instalações do 3B's e da Stemmatters, o primeiro projecto empresarial a nascer no seio deste grupo e que se vai dedicar à investigação industrial na área da engenharia de tecidos.

Engenharia de tecidos quase soa a indústria pesada, metalúrgica. Mas, não. Estamos no Departamento de Engenharia da Universidade do Minho, é certo, mas é de Polímeros, e é de Ciências da Vida que estamos a falar. E Rui Reis é mundialmente reconhecido pelos seus trabalhos ao nível da criação em laboratório de tecidos humanos usando células estaminais ou materiais como o amido de milho ou à base de soja, ou ainda polímeros naturais como a quitina e quitosano (revestimentos que existem nos caranguejos, camarões e lagostas).

"O que fazemos é um suporte tridimensional, com determinadas características, onde semeámos as células do paciente, que cultivamos durante um determinado tempo e depois implantamos no paciente. O material depois vai sendo absorvido pelo corpo humano e as próprias células fazem o tecido que queremos regenerar, com cartilagem e pele", explica o cientista.

Uma área com enormes potencialidades, por exemplo, para os desportistas de alta competição. Imagine-se o quanto um clube poderia poupar evitando paragens como as de Ronaldinho, Pedro Emanuel ou Mantorras. Até 2014, a actividade da Stemmatters vai centrar-se na venda destes vários suportes para cultivo de células estaminais apenas a grupos de investigação. A Stemmatters, que ganhou este ano o prémio nacional de empreendedorismo Start, prevê obter uma facturação de 13 milhões até 2014 e investir 11 milhões até ao mesmo ano.

Altura em que arrancará a segunda era do negócio, em que a empresa estará em condições de isolar, criopreservar e expandir células estaminais adultas, a partir de medula óssea e da gordura. Os centros de cirurgia estética serão um mercado-alvo a merecer especial atenção, dado que os desperdícios das liposucções tornar-se-ão, neste caso, úteis.

Rui Reis tem apenas 40 anos mas já conseguiu arrecadar o reconhecimento internacional que lhe permite disputar jogo, de igual para igual, com grandes nomes no mundo da investigação mundial. Uma tarefa conseguida à custa de "muito trabalho" e "muita credibilidade científica". O resultado é que os investigadores dos países mais desenvolvidos que, inicialmente, "era raríssimo" virem fazer doutoramentos ou pós-doutoramentos a Portugal, hoje aparecem "vindos de todo o mundo".

Como no mundo do futebol, é tudo uma questão de dinheiro, diz. Ou de projectos, se olharmos a coisa numa perspectiva mais científica. E no mundo da investigação, o dinheiro obtém-se "em concursos abertos, altamente competitivos". A questão é que, uma vez ganhos esses concursos, e obtidos os projectos, "pode-se usar o dinheiro para contratar as pessoas que mais nos interessam".

Uma verdadeira Bolsa de futebol. E a que clube se compara o grupo 3B's? Rui Reis é "portuense de alma e coração", portista "ferrenho" e a resposta sai rápida. "Ao FCP, porque é o único clube que está como nós, num espaço modesto, numa cidadezinha não sei onde mas que ganha a nível europeu. Nós ganhamos muitas vezes a Cambridge e a Oxford, graças a muito esforço, organização e estratégia. Não somos, certamente, o Manchester ou o Real Madrid, porque esses têm o dinheiro e as infra-estruturas", diz o professor universitário, que passa 170 dias por ano a viajar algures a caminho de mais uma das inúmeras conferências ou congressos internacionais em que é convidado a participar. E sobra-lhe talento (e tempo) para ser também um dos poucos cientistas portugueses editores de uma revista científica internacional, a Journal of Tissue Engineering and Regenerative Medicine.|
Título:
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 12, 2008, 06:36:14 pm
boas

Quem dizia um pessoa que tirou engenharia de minas, é hoje um  dos homens mais inteligentes da Universidade do Minho e do Meu antigo departamento Engenharia de Polímeros.

Cump.
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 14, 2008, 08:17:04 pm
Ciência: Bebés entre quatro e oito meses não distinguem alegria e cólera - estudo

Citar
Porto, 14 Jan (Lusa) - Os bebés dos quatro aos oito meses não conseguem diferenciar as expressões emocionais básicas como alegria e cólera, revela um estudo divulgado hoje pela Universidade Fernando Pessoa (UFP), Porto.

O estudo, denominado "Expressão facial: reconhecimento das emoções básicas cólera e alegria - estudo empírico com bebés portugueses de quatro aos oito meses de idade" foi realizado por Freitas-Magalhães, director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Universidade Fernando Pessoa, entre 2006 e 2007.

Em declarações à Lusa, o director referiu que este estudo empírico incidiu sobre 40 bebés - 20 meninas e 20 meninos - a quem foram apresentadas 25 fotografias de homens e mulheres adultos, exibindo no rosto as emoções básicas da alegria e da cólera, mostrando e não mostrando os dentes.

"O objectivo foi perceber até que ponto nós somos capazes de detectar precocemente emoções básicas, perceber por que é que os bebés não são capazes de identificá-las", adiantou o especialista.

Segundo referiu, os bebés reconheceram os rostos, com e sem a exibição das fileiras dentárias mas não souberam distinguir os mesmos se, em ambas as emoções, fossem exibidos os dentes.

Para o psicólogo, o movimento muscular é muito importante, sendo que se o rosto não emite toda a configuração, o bebé não identifica a emoção.

A avaliação que permitiu chegar a estas conclusões foi feita quinzenalmente.

Os resultados deste estudo serão apresentados no XXXIX Congresso Internacional de Psicologia, que vai decorrer entre 20 e 25 de Julho em Berlim, na Alemanha.

Freitas-Magalhães é docente da Faculdade de Ciências da Saúde da UFP e vencedor do prémio "Professor Internacional do Ano 2007", atribuído pelo Centro Internacional de Biografias de Cambridge, Inglaterra, pelas suas "investigação e prática educacional, inéditas e inovadoras".

Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 16, 2008, 08:02:47 pm
Tecnologia: Empresas financiam e garantem emprego aos diplomados no mestrado CMU/FCTUC

Citar
Coimbra, 16 Jan (Lusa) - A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra anunciou hoje que oito empresas comprometeram-se a financiar o Mestrado Avançado de Engenharia de Software Carnegie Mellon/FCTUC para os alunos com sucesso e a garantir-lhes o emprego.

Edisoft, Novabase, Enabler, Isa, Critical Software, PT, Wit Software e Telbit foram as empresas que se comprometeram a garantir o emprego e o suporte financeiro, durante a formação, aos alunos que tiverem sucesso no Mestrado Avançado de Engenharia de Software - Master of Software Engineering (MSE) Carnegie Mellon University/Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

A segunda edição do mestrado, que na Europa está disponível apenas em Coimbra e que está aberto a alunos de todo o mundo, arranca a 25 de Agosto de 2008, com 15 vagas.

"A indústria de software é uma das que tem mais potencial de crescimento em Portugal. O investimento necessário para montar uma empresa é relativamente baixo, mas o que conta são as pessoas, o que implica mais formação de ponta", sublinhou hoje, em conferência de imprensa, o presidente dos conselhos directivo e científico da FCTUC, João Gabriel Silva.

No âmbito da parceria hoje anunciada, durante a formação, este conjunto de empresas compromete-se a pagar as propinas e a suportar o custo de vida dos diplomados, mesmo que não sejam seus quadros, garantindo-lhes o emprego no final, mediante a condição de terem aproveitamento no MSE CMU/FCTUC.

Trata-se de uma parceria inédita entre a indústria portuguesa e universidades, segundo uma nota da FCTUC.

Formar líderes para gerir equipas, projectos e processos de elevada complexidade na indústria de produção de software é o principal âmbito do mestrado, que funciona em regime intensivo (quatro semestres, sem férias), numa "sala de aulas global", em Coimbra, Pittsburgh, Índia e Coreia.

É vocacionado para engenheiros de software que se queiram tornar chefes de equipa, gestores de projecto e arquitectos de sistemas em larga escala.

O mestrado exige uma experiência profissional de dois anos neste domínio e confere um grau duplo aos diplomados, pela Universidade de Carnegie Mellon - considerada "a melhor do mundo" em engenharia de software - e pela congénere de Coimbra.

De acordo com João Gabriel Silva, a propina do Mestrado Avançado de Engenharia de Software é de 10 mil euros. O curso é apoiado pelo Estado, no âmbito do programa de colaboração entre o Governo Português e a Carnegie Mellon University.

"Uma das nossas apostas é que Coimbra ganhe visibilidade como sítio de formação de ponta em engenharia de software", salientou o professor catedrático da FCTUC.

Na conferência de imprensa em que foi anunciada a parceria participou também o coordenador do mestrado avançado, o docente do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC Paulo Marques.


Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 17, 2008, 08:07:52 pm
Investigação: Lusófona já produz cerveja feita pelos alunos numa fábrica oferecida pela Central de Cervejas


Citar
Lisboa, 17 Jan (Lusa) - Os alunos da Universidade Lusófona já produzem cerveja na própria escola, numa fábrica oferecida há um ano pela Central de Cervejas, para promover o contacto com a indústria e promover a criatividade.

A fábrica, uma unidade piloto, está já em elaboração, apesar de o protocolo entre a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC) e a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) ter sido assinado apenas hoje.

"Já produzimos uma cerveja mais ou menos agradável", afirma Adriano Garcez, aluno do curso de Engenharia Biotecnológica e representante dos alunos utilizadores da instalação piloto.

Garcez garante que tem sido acumulada experiência e que "vai ser possível", nesta fábrica escolar, "provar uma [cerveja] tão boa ou melhor [que as já lançadas no mercado], devido ao rigor técnico-científico".

O acordo de cooperação, firmado na universidade pelo presidente da Comissão Executiva da SCC, Alberto da Ponte, e pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Lusófona, Manuel Damásio, formaliza os processos de investigação e produção de cerveja iniciados há mais de um ano pelos docentes e alunos da área científica e tecnológica da Lusófona.

Em declarações à agência Lusa, Alberto da Ponte disse que o projecto se destina a "ensinar os estudantes a trabalhar com uma unidade industrial", beneficiando da criatividade dos jovens e dinamizando "uma inovação de certo modo revolucionária no sector das cervejas".

"Com a inovação há crescimento, com o crescimento há riqueza e é isso que esperamos criar para o benefício de todos", afirmou o mesmo.

"Nós [SCC, empresa produtora de bebidas como as cervejas Sagres e Guinness, as águas Luso e Cruzeiro e os refrigerantes Joi e Spirit] já contribuímos 1,5 por cento para o PIB nacional, mas esperamos com isto poder vir um dia a contribuir com 2 por cento." A cerveja aí produzida tem, para já, fins de investigação e não de introdução no mercado.

Mas o presidente da Central avançou com a hipótese de lançar ideias "revolucionárias", caso surjam, "a um preço acessível e a um custo industrial acessível".

Para já não estão previstos protocolos com outras instituições universitárias.

Título:
Enviado por: André em Janeiro 21, 2008, 08:47:11 pm
Grupo Alert assina contrato com consórcio do Alaska

Citar
A empresa portuguesa de software clínico Alert anunciou hoje ter assinado um contrato com um consórcio de saúde no Alasca para fornecimento de soluções informáticas a 14 instituições locais.

Com o contrato, assinado com a Southeast Alaska Regional Health Consortium (SEARHC), a empresa reforça assim o posicionamento na América do Norte, refere o grupo Alert em comunicado.

As unidades de saúde que integram «um dos mais respeitados consórcios de saúde dos EUA» serão, de acordo com a empresa, equipadas com o Alert Data Warehouse, uma solução informática que facilita a obtenção de informação clínica e a elaboração de relatórios de gestão para fins de exploração de dados.

O consórcio sem fins lucrativos opera através do Mt. Edgecumbe Hospital, em Sitka, e de uma rede de clínicas comunitárias no estado do Alaska.

Esta será assim a segunda instalação de produtos Alert no EUA, destaca.

Criada em 1999 pelo médico, investigador e vencedor (em 1998) do Prémio Bial de Medicina, Jorge Guimarães, a Alert Life Sciences Computing começou por designar-se MNI - Médicos Na Internet, Saúde na Internet, S.A.

O Grupo Alert é ainda constituído pela Alert Life Sciences Computing Inc., nos EUA, Innova Auria, em Espanha, myPartner Healthcare, S.A., em Portugal, Orcinus B.V., na Holanda e Alert Life Sciences Computing Ásia.

Os produtos Alert são representados por distribuidores em 30 países em todo o mundo e foram já adoptados em 133 hospitais e 436 centros de saúde em Portugal, EUA, Holanda, Espanha e Itália, sendo actualmente utilizados por mais de 35 mil profissionais de saúde.

Em Portugal, os produtos Alert são usados em mais de metade dos serviços de urgência do país, tendo o Alert P1 sido adoptado a nível nacional pelo Ministério da Saúde, pelo que será implementado em todos os hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 22, 2008, 01:01:20 pm
Tuberculose: Descoberta em Coimbra função de enzima que perpectiva novo medicamento


Citar
Coimbra, 22 Jan (Lusa) - Um grupo de investigadores liderado por um docente da Universidade de Coimbra desvendou a acção de uma enzima susceptível de contribuir para o desenvolvimento de um novo antibiótico contra a tuberculose, foi hoje anunciado.

A equipa de investigadores, liderada pelo bioquímico Milton Costa, ao descobrir a função de uma enzima de micobactérias (GPGS), "abriu muito boas perspectivas de desenvolvimento de um novo antibiótico que permita combater a Tuberculose, incluindo as variantes multiresistentes", refere uma nota do gabinete de imprensa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Os investigadores - acrescenta o documento - "procuram agora produzir moléculas capazes de bloquear a função desta GPGS, visto que, sem esta enzima, o bacilo da Tuberculose não se desenvolve e a substância que a bloquear poderá ser um potencial antibiótico".

A estrutura desta enzima encontra-se também já quase concluída, o que é considerado como "um passo fundamental" para o desenvolvimento de inibidores da sua actividade.

A descoberta é resultado de outro estudo, sobre a bactéria Rubrobacter xylanophilus que se desenvolve a altas temperaturas e tolera sal, no qual os investigadores descobriram uma enzima (MPGS/GPGS) que tem uma função ligeiramente diferente na micobactéria que provoca a Tuberculose, acrescenta a mesma nota.

"Ainda são necessários muito estudos. O percurso entre esta fase da investigação e a utilização e comercialização de um novo medicamento é sempre muito moroso, exigindo anos de trabalho e grandes investimentos", realça o coordenador da investigação, Milton Costa, professor catedrático do Departamento de Bioquímica da FCTUC.

Estima-se que desde a produção do medicamento até à sua entrada no mercado decorram em média 12 anos, para cumprir todas as fases de avaliação de resultados e de ensaios clínicos com pacientes voluntários.

A próxima fase da investigação - segundo Milton Costa - "é encontrar moléculas que impeçam o funcionamento da enzima, mas que não sejam tóxicas para o ser humano, ou seja, que o tratamento não provoque efeitos secundários, como sucede com os actuais medicamentos disponíveis no mercado".

Esta descoberta "assume particular relevância, considerando o facto de há várias décadas não surgirem novos fármacos para o combate à Tuberculose" e Portugal ser "um dos países da União Europeia com taxas de incidência da doença mais elevadas", refere a FCTUC.

Os resultados desta investigação, que agrega ainda na equipa os investigadores Nuno Empadinhas, da FCTUC, e Sandra Macedo Ribeiro, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, já foram submetidos ao European Patent Office, para serem patenteados.

Milton Costa, o coordenador desta investigação, foi recentemente empossado presidente da Federação das Sociedades Europeias de Microbiologia, que reúne 30.000 sócios, de 46 sociedades nacionais e internacionais de 36 países europeus.

Formalmente constituída em 1974, aquela Federação tem por missão promover a investigação e o ensino da Microbiologia na Europa.

Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 25, 2008, 07:13:18 pm
Açores: Primeiros bovinos reproduzidos em laboratório deverão nascer até final do ano

Citar
Angra do Heroísmo, 26 Jan (Lusa) - Os primeiros bovinos reproduzidos nos Açores em laboratório, a partir de células estaminais de um único embrião, deverão nascer até ao final do ano, revelou hoje um investigador do Departamento de Ciências Agrárias da universidade do arquipélago.

Moreira da Silva, que rejeitou a ideia desta reprodução ser um "clone", mas antes "gémeos", sublinhou que o propósito principal "é produzir trabalho de investigação", enquanto o objectivo prático "é produzir animais que se adaptem às melhores condições de maneio e reprodução".

"Já temos reproduzido embriões em `in vitro´ e `in vivo´ destinados a lavradores que visam melhorar o seu efectivo através da eficiência e aumento da produção em quantidade e qualidade", acrescentou o investigador à agência Lusa.

Os trabalhos são desenvolvidos pelo Laboratório de Reprodução do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA), onde trabalham quinze técnicos, dois dos quais estrangeiros, uma sul-coreana, Sun Jin, e um chinês, Huang Ben, ambos investigadores reconhecidos internacionalmente.

Sun Jin trabalha na determinação dos sinais (proteínas interferons) produzidos pelo embrião o mais precocemente possível no reconhecimento materno da gestão, o que faz com que o animal perceba está em estado de gravidez, impedindo-o de ter um novo ciclo sexual.

O trabalho da investigadora sul-coreana tem por objectivo principal "produzir um kit de diagnóstico de gestação bovina idênticos aos que funcionam para determinar se a mulher está ou não grávida".

Huang Ben, que fez parte do primeiro grupo chinês que clonou um búfalo, trabalha em células estaminais para a produção de tecidos, órgãos e espermatozóides/óvulos (gâmetas).

Os estudos estão a ser desenvolvidos no CITA pelo grupo "animal science", que envolve 15 investigadores entre veterinários, engenheiros zootécnicos e biólogos.

Os investigadores, os únicos a efectuarem este tipo de trabalho em universidades nacionais, estão divididos em dois grupos de trabalho: o de estudo do sémen e o do desenvolvimento de embriões.

No primeiro caso, efectuam estudos sobre a alimentação, metabolismo solar e morte celular programada (apoptose) para perceber os factores que aceleram os factores apoptóticos.

O segundo grupo, que estuda o desenvolvimento dos embriões voltado para a fisiologia da fêmea, analisa desde a idade da produção dos óvulos, a alimentação, tempos e factores de maturação e condições de desenvolvimento embrionário.

Segundo Moreira da Silva, o objectivo final do trabalho é "efectuar investigação fundamental sem a qual não se pode viabilizar a investigação aplicada", trabalho que pode levar vários anos a concluir.

O investigador da Universidade dos Açores admite que "os embriões possam vir a ter futuro na comercialização", o que vai depender do sector privado.

Nos projectos, desenvolvidos por este grupo de trabalho, já foram investidos mais de um milhão de euros, assegurados, principalmente, pelo Governo dos Açores (Direcção Regional da Ciência e Tecnologia), fundos europeus e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

A equipa de investigadores recorre a bolsas de investigação individuais concedidas pela DRCT, FLAD e do programa para jovens licenciados Estagiar-L.

Nestes programas/projectos já estagiaram investigadores egípcios, espanhóis, angolanos, brasileiros, belgas e açorianos, entre outros.

Título:
Enviado por: André em Janeiro 27, 2008, 12:42:11 am
Trabalho sobre macacos premiado pelo ISPA

Citar
Ricardo Gil-da-Costa vai receber o prémio de Investigação do ISPA, devido a um trabalho onde prova que os macacos têm mecanismos de linguagem semelhantes aos dos humanos. O investigador adaptou a imagiologia aos macacos Rezos para chegar a esta conclusão.
 
O investigador Ricardo Gil da Costa vai receber, esta segunda-feira, o prémio de Investigação do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), graças a um trabalho em que provou que os macacos têm mecanismos cerebrais na área da linguagem semelhantes aos existentes nos humanos.

Estas conclusões deste trabalho foram alcançadas através da análise das várias áreas cerebrais do macacos através da imagiologia cerebral funcional, uma técnica que permite saber qual a parte do cérebro que está a processar uma determinada tarefa.

Esta técnica foi adaptada ao macaco Rezos, que tem um repertório de dez a 12 vocalizações diferentes associadas a determinados acontecimentos como assinalar comida, aviso de predadores e estabelecer hierarquias.

Foram gravadas as vocalizações do dia-a-dia deste macaco, às quais foram adicionadas gravações de controlo como a de instrumentos musicais e sons construídos por computador.

A ideia era depois distinguir as reacções do cérebro face a diversos sons, nomeadamente saber se, em termos neurológicos, o macaco conseguia associar um som a uma imagem, tal como faz o humano.

Com esta experiência, o investigador provou que esta capacidade não é exclusiva dos humanos, como até agora era crença da comunidade científica, que acreditava que só o humano tinha um sistema de simbologia abstracto.

Este estudo demonstrou que, face às diversas vocalizações, determinadas áreas do cérebro do macaco eram activadas, nomeadamente as do conhecimento visual, que permitem processar informações como a cor, forma e parte emocional.

Assim, provou-se que o macaco cria uma imagem cerebral perante o que se ouve, o que fará com a partir de agora se considere que a linguagem não é uma condição prévia para esta representação de imagens cerebrais ou então que os macacos têm esboços de uma espécie de pré-linguagem.

TSF
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 28, 2008, 10:23:23 pm
Investigação Científica: José Sócrates destaca "ambição" do novo I3S, criado por três institutos do Porto

Citar
Porto, 28 Jan (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, elogiou hoje, no Porto, a "ambição" que presidiu à criação do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), que reúne três das maiores entidades de investigação científica em Portugal.

"O I3S resulta da junção de três das mais prestigiadas instituições científicas portuguesas, com a ambição de formar uma entidade que sirva melhor o país e esteja ao serviço dos portugueses", afirmou Sócrates, na cerimónia de assinatura do consórcio que cria a nova instituição de investigação.

O I3S resulta da união de esforços entre o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e Instituto de Engenharia Biomédica (INEB).

José Sócrates considerou que a criação deste novo instituto "é um belíssimo sinal" para a comunidade científica portuguesa, defendendo a importância de "juntar investigadores e racionalizar meios para competir à dimensão internacional".

"Este consórcio representa um rompimento com o pensamento mesquinho de partilhar de poder individual", frisou.

Na intervenção que proferiu na cerimónia, realizada no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Sócrates recordou o "grande esforço" que o governo tem vindo a fazer no apoio à investigação científica, recordando que as verbas do Orçamento de Estado para este ano representam "pela primeira vez" um por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

"Este não é um movimento episódico, veio para continuar. Não tenho dúvidas da importância da ciência para o desenvolvimento do país", afirmou.

A cerimónia começou com uma pequena intervenção de Carlos Lage, presidente da CCDRN, que elogiou o "rasgo de três sábios do nosso tempo", numa referência a Sobrinho Simões (IPATIMUP), Alexandre Quintanilha (IBMC) e Mário Barbosa (INEB).

Um dessas 'sábios', Alexandre Quintanilha, salientou que o novo instituto vai aproveitar a sobreposição de áreas de investigação existente entre as três entidades que o criaram, salientando que o I3S contará com cerca de 730 pessoas, com uma média etária de 25 a 35 anos.

"Queremos criar um 'cluster' de saúde no Norte, especialmente nas áreas da farmacêutica, biomedicina e genética", afirmou, salientando que o I3S terá como principais prioridades as doenças degenerativas, o cancro, as doenças metabólicas e as infecciosas.

Para Alexandre Quintanilha, "este é o princípio de uma viagem que consideramos que vale a pena", salientando que "a maior parte das coisas" que os três institutos fizeram até agora "é de muita qualidade".

Sem dúvidas a esse respeito, o ministro do Ciência, Mariano Gago, considerou que o novo instituto "é uma forma de exploração interdisciplinar em domínios transversais".

"Em Portugal, as instituições científicas são o sector mais internacionalizado e onde a colaboração institucional é mais intensa", frisou, recordando que "a ciência avançada não pode ser local".

Mariano Gago manifestou "grande orgulho" com a criação do I3S, salientando esperar que a nova instituição consiga "abrir novas áreas" de investigação.

Título:
Enviado por: André em Janeiro 29, 2008, 02:14:32 pm
Primeiro-ministro afirma que Portugal exportou o ano passado mais tecnologia do que importou

Citar
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje, durante a inauguração do novo Centro de Competências da Fujitsu, que Portugal registou o ano passado, pela primeira vez, uma balança tecnológica positiva, tendo exportado mais tecnologia do que importou.

"A balança tecnológica portuguesa em 2007 foi finalmente positiva. Portugal vendeu mais tecnologia do que importou", afirmou o primeiro-ministro durante a cerimónia de inauguração do novo centro da empresa japonesa líder na Europa de prestação de serviços de tecnologia de informação.

"Isto mostra uma evolução no perfil de Portugal e uma mudança de paradigma", afirmou o primeiro-ministro, sublinhando que a "exportação de serviços a empresas é já maior do que a exportação dos sectores tradicionais, como o calçado e o têxtil".

A Fujitsu Services espera investir 10 milhões de euros no novo Centro de Competências até ao final deste ano e 4,2 milhões de euros anuais nos próximos anos, afirmou o director-geral da Fujitsu Portugal, Carlos Barros.

Este novo centro, que emprega actualmente 200 pessoas, e espera até ao final do ano atingir os 500 colaboradores, vai fornecer serviços a 40 mil utilizadores em 106 países.

A escolha de Portugal para instalar este novo centro, entre vários países onde o grupo opera, deve-se, segundo Carlos Barros, às qualificações dos portugueses para falar uma segunda língua, à capacidade do país de atrair investimento e pessoas que falem vários idiomas.

A proximidade geográfica com os grandes centros de decisão europeus e o forte alinhamento cultural, foram outras das razões pela aposta da Fujitsu em Portugal que considera o país "como um ponto de referência para o investimento do grupo, posicionando Lisboa como uma capital tecnológica.

"Portugal está na rota e no radar das grandes multinacionais e dos investimentos tecnológicos", defendeu o primeiro-ministro.

José Sócrates afirmou ainda que este tipo de investimento, baseado no conhecimento, tem vindo a aumentar em Portugal devido à "disponibilidade do país de se concentrar em sectores mais dinâmicos e modernos da nossa economia".

A Fujitsu Services é uma empresa de serviços de tecnologias de informação líder na Europa, apoiando clientes através da consultoria, integração de sistemas e serviços de "outsourcing".

Tem um volume de negócios de 3,5 mil milhões de euros e emprega mais de 19 mil pessoas em 20 países.

Lusa
Título:
Enviado por: tsumetomo em Janeiro 29, 2008, 02:33:53 pm
Citar
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje, durante a inauguração do novo Centro de Competências da Fujitsu, que Portugal registou o ano passado, pela primeira vez, uma balança tecnológica positiva, tendo exportado mais tecnologia do que importou.

Humm... isto e' medido em que? Euros?
Que tecnologias e' que foram exportadas? Para quem? E importadas?
Alguem tem mais informacao a este respeito?
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 29, 2008, 03:25:23 pm
Citação de: "tsumetomo"
Citar
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje, durante a inauguração do novo Centro de Competências da Fujitsu, que Portugal registou o ano passado, pela primeira vez, uma balança tecnológica positiva, tendo exportado mais tecnologia do que importou.
Humm... isto e' medido em que? Euros?
Que tecnologias e' que foram exportadas? Para quem? E importadas?
Alguem tem mais informacao a este respeito?



http://www.ver.pt/conteudos/print.aspx?Clipping=888
Título:
Enviado por: tsumetomo em Janeiro 29, 2008, 04:32:56 pm
Citação de: "comanche"
http://www.ver.pt/conteudos/print.aspx?Clipping=888

Isto sim são boas noticias:

Citar
Durante os primeiros seis meses de 2007 o resultado das vendas ao estrangeiro atingiu os 506 milhões de euros, contra 447 milhões de importações.

Citar
Já em 2006, e segundo dados apurados pelo Expresso (publicados na edição de 28 de Abril), as empresas portuguesas de base tecnológica tinham exportado cerca de 200 milhões de euros. A mais destacada foi a Novabase com 81 milhões, mas há que contar com a contribuição de outros nomes como a Altitude, PT Inovação, Critical Software, YDreams, entre outras.

E não pode ser esquecido o papel desempenhado por algumas multinacionais que usam o nosso país como base para as suas actividades de inovação e de prestação de serviços com elevado valor acrescentado (Nokia- Siemens, Qimonda, IBM, Fujitsu, entre outras).

Citar
"Muitas empresas já perceberam que para vingar em certos mercados têm que ser muito competitivas e isso só se consegue com inovação e, naturalmente, com um forte investimento na componente de investigação", sublinha o presidente da AdI.

Lembra a propósito que, enquanto em 1995 apenas 20 mil empresas tinham um licenciado nos seus quadros, em 2000, eram já 40 mil e em 2005 o número subia para 75 mil
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 29, 2008, 06:41:21 pm
Tecnologia: Sector de TI com falta de 2 mil a 3 mil profissionais altamente qualificados em Portugal

Citar
Lisboa, 29 Jan (Lusa) - Portugal tem falta de 2 mil a 3 mil profissionais altamente qualificados para as empresas de tecnologias da informação (TI), principalmente engenheiros e formados em matemáticas aplicadas, estimou hoje Rui de Melo, presidente da ANETIE.

Em conferência de imprensa para apresentar o estudo sobre "Competências a melhorar na formação de profissionais de TI em Portugal", o presidente da Associação das Empresas de Tecnologias da Informação e Electrónica (ANETIE) defendeu que as escolas de ensino superior devem ministrar competências mais dirigidas às necessidades das empresas.

Observou que as empresas têm de "investir entre 9 a 12 meses" para dar aos novos quadros preparação para a sua actividade, período que poderia ser reduzido para menos de metade se o ensino fosse mais adequado às necessidades das empresas.

Rui de Melo defendeu que o ministério do Ensino Superior, as escolas de ensino superior e as empresas ou as suas associações trabalhem em conjunto na adaptação dos currículos para permitir que os licenciados de Bolonha (três anos de ensino superior) estejam preparados para trabalhar nas empresas.

"É importante ficar bem claro que a indústria está interessada em admitir esses licenciados (de Bolonha), assim como haverá espaço para a contratação de mestres e doutores", garante a ANETIE.

O inquérito da ANETIE, respondido por duas dezenas de empresas suas associadas que empregam mais de 3 mil pessoas, aponta como principais competências que precisam de ser melhoradas nos profissionais de TI competências não técnicas como a gestão por objectivos, a gestão de equipas e liderança, a comunicação escrita (domínio da língua portuguesa) e a comunicação presencial.

Rui de Melo salientou que, embora alguns dos défices de competências devam merecer medidas desde o ensino básico, como é o caso do domínio da língua portuguesa, as universidades poderão também adoptar medidas para melhorar as competências nalgumas dessas áreas.

No plano das competências técnicas, as maiores lacunas sentidas pelas empresas situam-se na normalização e serviços, necessário para certificar um serviço em termos de qualidade e gestão, na área da segurança informática, nas arquitecturas e sistemas distribuídos e no desenho de interfaces.

O presidente da ANETIE salientou que as competências não técnicas não são mais importantes do que as técnicas mas é nas primeiras que as empresas identificam mais insuficiências entre os profissionais qualificados de TI e são as que necessitam de mais urgente atenção.

Rui de Melo considerou que a área comercial e de marketing é uma área altamente deficitária de profissionais competentes e que está muito esquecida nas universidades.

Face a esta situação, a ANETIE propõe que as empresas assumam um maior envolvimento no sistema de ensino, dispondo-se inclusivamente a fornecer formadores e a partilhar conhecimentos, proponham projectos de investigação às universidades e contratem professores e investigadores para colaborarem nos seus projectos.

Quanto às universidades, a ANETIE propõe-lhes que discutam os seus curricula com as empresas, incrementem seminários empresariais e visitas a empresas, convidem quadros de empresas para leccionarem algumas matérias, obriguem a estágios profissionais com projectos realistas e incentivem a cooperação académica com empresas.

Rui de Melo indicou que a ANETIE vai promover o prémio "Fórmula Profissionais TIC 2008) para distinguir as universidades que mais se destaquem na adopção de medidas para diminuir os défices de competências, nomeadamente no plano da adaptação de currículos e de cooperação com as empresas.

No plano do ensino profissional, a ANETIE propõe uma maior adequação às necessidades do mercado e uma forte ligação ao mundo empresarial.

Rui de Melo salientou que o ensino profissional não deve ser considerado "de segunda" e tem de ter qualidade, embora sendo muito focado na prática.

Rui de Melo precisou que o sector de tecnologias da informação e electrónica inclui meio milhar de empresas que facturam 3 mil milhões de euros, sendo associadas da ANETIE 105 empresas que facturam mais de 1,6 mil milhões de euros e empregam 8 mil profissionais.

Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 30, 2008, 12:38:47 pm
Tecnologia: Lucros da ParaRede multiplicaram-se por mais de cinco em 2007

Citar
Lisboa, 30 Jan (Lusa) - Os lucros da ParaRede mais do que quintuplicaram em 2007, crescendo 419 por cento e atingindo 1,613 milhões de euros, anunciou hoje a empresa tecnológica portuguesa.

Em comunicado publicado no site da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a ParaRede anuncia que o seu volume de negócios cresceu 13 por cento no ano passado, para 58,45 milhões de euros, e os resultados operacionais brutos (EBITDA) aumentaram 82 por cento, para 3,27 milhões de euros.

A margem EBITDA (resultados operacionais brutos sobre volume de negócios) aumentou de 3,5 por cento em 2006 para 5,6 por cento no ano passado.

A ParaRede indica que a actividade das empresas adquiridas em 2007 foi integrada nas áreas de negócio já existentes no grupo, observando que a Sol-S e a Solsuni reforçaram as áreas de integração de infra-estruturas e suporte multivendor, permitindo a presença imediata em Angola através da SolService Angola.

Acrescenta que a ByteCode fortaleceu as áreas de outsourcing (subcontratação de serviços) e de arquitectura de desenvolvimento, enquanto a SBO, reforçou a área de outsourcing de processos, permanecendo como uma empresa autónoma dentro do grupo.

A ParaRede recorda que no terceiro trimestre alienou 51 por cento do capital social da ParaRede Netpeople à empresa Multipessoal.

A ParaRede indica que os seus custos financeiros subiram cerca de meio milhão de euros em 2007, sendo 300 mil resultantes do aumento substancial do passivo decorrente da aquisição da Sol-S e Solsuni e 200 mil resultado do agravamento da taxa Euribor em cerca de 1 ponto percentual ao longo do ano.

O passivo do grupo aumentou de 33,004 milhões de euros no final de 2006 para 44,816 milhões de euros no fim do ano passado, do qual 14,586 milhões de euros correspondente a empréstimos (13,322 milhões de euros no fim de 2006).

A ParaRede sublinha que apresentou um rácio de autonomia financeira de 58,7 por cento no ano passado, o que "atesta a adequação da estrutura de capitais".

A administração da ParaRede, "apesar do clima de instabilidade conjuntural", reafirma os objectivos, enunciados nos dois anos anteriores, de conseguir este ano uma margem EBITDA entre 6 e 7 por cento e em 2009 uma margem entre 8 e 10 por cento e de manter um crescimento do volume de negócios superior a 10 por cento, o que permitirá ganhar quota de mercado.

O grupo indica que 2007 foi um ano de integração e reestruturação das empresas adquiridas, o que ainda não permitiu que os activos das empresas adquiridas fossem potenciados na sua plenitude.

Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 31, 2008, 11:26:48 am
Tecnologia: Lucro e facturação da Critical Software aumentam mais de 60% em 2007


Citar
Lisboa, 31 Jan (Lusa) - O lucro e o volume de negócios da Critical Software aumentaram mais de 60 por cento em 2007, face a 2006, divulgou hoje a empresa de tecnologias da informação sediada em Coimbra.

O resultado líquido (antes de impostos) aumentou 65 por cento, para 1,8 milhões de euros, enquanto o EBITDA ('cash flow' operacional) atingiu 2,4 milhões de euros.

A facturação cresceu mais de 60 por cento, para 13,7 milhões de euros, tendo mais de 70 por cento deste montante sido originado "em negócios com o mercado externo", refere a empresa em comunicado.

A empresa salienta que "ultrapassou largamente os objectivos de negócio estabelecidos para 2007" e que estes resultados "são o reflexo do amadurecimento de relações com os mais exigentes clientes em sectores como o da Defesa e Aeroespacial, ou Indústria e Energia", referiu o presidente executivo da Critical, Gonçalo Quadros.


Tecnologia:Critical Software quer atingir volume de negócios de 19ME em 2008

Citar
Lisboa, 31 Jan (Lusa) - A Critical Software prevê atingir este ano um volume de negócios de 19 milhões de euros, o que representa um aumento de cerca de 38 por cento face ao montante de 2007, mantendo uma grande capacidade exportadora, divulgou hoje a empresa.

"Para 2008, as previsões da Critical apontam para a manutenção de uma boa capacidade de crescimento" e a empresa espera "facturar 19 milhões de euros, com idênticos níveis de rentabilidade e mantendo uma muito forte capacidade de exportação", refere em comunicado.

Este valor representa um crescimento de 38,7 por cento, face aos 13,7 milhões de euros de volume de negócios que a empresa atingiu em 2007.

No comunicado de apresentação dos resultados relativos ao ano passado, o presidente executivo da Critical sublinha que a estratégia da empresa "passa por consolidar uma posição de destaque nos sectores mais exigentes, aqueles que melhor valorizam as boas soluções de engenharia.

Gonçalo Quadros acrescenta que a Critical não quer "concorrer com a indústria de software de baixo custo, instalada nos mercados emergentes", pretendendo ser "uma referência no sector da engenharia de software de altíssimo valor acrescentado".

Em 2007, a Critical obteve um lucro (antes de impostos) de 1,8 milhões de euros, mais 65 por cento que em 2006, e um EBITDA ('cash flow' operacional) de 2,4 milhões de euros.

Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 01, 2008, 11:57:53 pm
Nanotecnologia: Biofarmacêutica belga instala-se no Porto pela "concentração de talentos"


Citar
Porto, 01 Fev (Lusa) - O presidente da biofarmacêutica belga Ablynx, Edwin Moses, afirmou hoje que a empresa escolheu o Porto para instalar o seu centro de inovação pela "concentração de talentos" que existe na cidade.

"Não há muitos sítios do Mundo com esta concentração de talentos na área farmacêutica. Recebemos 250 candidaturas para trabalhar aqui", salientou Edwin Moses, na inauguração do Centro de Inovação da Ablynx.

O administrador da Ablynx, empresa fundada em 2001 em Ghent, Bélgica, e já cotada na Bolsa Euronext, justificou a escolha do Porto pela possibilidade de "crescer muito depressa".

"Estivemos a procurar um local onde crescer muito depressa fora de Ghent", afirmou, adiantando que a equipa multinacional da empresa no Porto vai brevemente aumentar de nove para 25 investigadores.

A presença da Ablynx no Porto começou em 2004, com uma pequena equipa de investigadores incubada no Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto (UP).

A partir de hoje, a Ablynx está instalada em parte de um dos edifícios da UP na Rua do Campo Alegre, mesmo ao lado do IBMC, onde já funcionaram as faculdades de Letras e de Psicologia e Ciências da Educação.

"Investimos aqui 1,5 a dois milhões de euros", disse o presidente da empresa, salientando que a proximidade física do IBMC foi decisiva na escolha do local.

A Ablynx vai desenvolver no Porto novas aplicações para a sua tecnologia patenteada de "nanobodies", anticorpos à escala nano, destinada à criação de fármacos para combate a inflamações e a doenças cardiovasculares, cancros e Alzheimer.

"Descobrimos medicamentos completamente novos, nomeadamente para doenças cardiovasculares, que estamos agora a testar em laboratório", referiu Edwin Moses.

O vice-reitor da UP Jorge Gonçalves afirmou que a instalação da Ablynx "é o início do Pólo de Incubação da UPTec [Parque de Ciência e Tecnologia da UP] no Campo Alegre".

A Ablynx vai utilizar as instalações do Campo Alegre num regime de aluguer por cinco anos, renováveis, disse Jorge Gonçalves.

No mesmo local, vai ser instalado o Centro Fraunhofer Portugal, unidade de investigação do instituto alemão onde nasceu o formato de gravação áudio mp3.

"Esperamos vir a precisar de mais espaço. A UPTec tem de funcionar numa lógica de sustentabilidade", salientou o vice-reitor.

Jorge Gonçalves realçou que a incubadora que a UPTec está a construir no Pólo da Asprela, e que deverá estar concluída em Julho, "está praticamente toda ocupada" com empresas tecnológicas.

Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 02, 2008, 01:48:51 pm
Engenharia à escala atómica nasce em Braga



Citar
Investigação com empresas é uma mais-valia
Imagine ter no guarda-fatos uma peça de vestuário que muda de cor e, como tal, poder escolher a tonalidade que pretende usar num determinado dia. Ou vestir uma t-shirt que o protege dos raios ultravioletas. Isso é possível graças à nanotecnologia, uma engenharia à escala atómica e molecular, que "lida com objectos da dimensão de nanómetros, ou seja, cem mil vezes mais pequenos do que a espessura de um cabelo humano", e que já está a ser levada à prática num instituto de investigação em Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga. É o Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (CeNTI), que acredita que seus projectos "vão revolucionar o mercado a médio prazo".

"Estamos a trabalhar, por exemplo, em materiais que se auto-limpam, materiais flexíveis resistentes à perfuração, e ainda noutros, até agora tradicionais, mas que se podem tornar 'inteligentes' e passar a funcionar como interruptores ou teclados", explicou ao DN o director executivo do CeNTI, António Vieira. O responsável destacou ainda o desenvolvimento em curso de materiais com isolamento térmico para vestuário e para edifícios.

Este instituto de novas tecnologias está assim a desenvolver uma série de projectos em colaboração com várias empresas, cujos nomes o responsável não revela, e que serão "altamente diferenciadores, em relação ao que hoje se faz". Alguns deles, reiterou, "serão materiais radicalmente inovadores à escala mundial". Na base, está a aplicação da nanotecnologia.

O CeNTI desenvolve materiais inovadores "e de elevada funcionalidade" para o sector têxtil, do vestuário e do couro através do recurso a estas tecnologias à escala atómica.

Este instituto foi fundado há cerca de um ano, pelo Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve), e também pelas universidades do Minho, do Porto e de Aveiro, e pelo Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (CTIC).

António Vieira adiantou que o centro planeia investigar e desenvolver nanomateriais e novos materiais têxteis para aumentar o desempenho do ser humano ao nível da saúde, bem-estar, protecção, desporto e lazer.

O centro pretende ainda desenvolver novos materiais para "têxteis com aplicação em dispositivos para energias alternativas, como painéis fotovoltaicos flexíveis, nos meios de transporte e na construção civil sustentável".

Com apenas um ano de actividade, o CeNTI envolve um investimento de cerca de cinco milhões de euros - 75% do qual injectado pelo Ministério da Economia e 25% resultante de fundos privados - em técnicas inovadoras. O instituto deverá estar completamente operacional em Julho deste ano.

O objectivo é disponibilizar novos equipamentos e competências na área dos materiais. Tudo, explicou o director executivo António Vieira, "para diminuir o risco da investigação e desenvolvimento empresarial e contribuir para acelerar o processo que decorre desde a ideia inovadora até ao produto no mercado".
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 07, 2008, 11:07:50 am
Tecnologia: Portuguesas Critical Software e ISA integram programa I&D sistemas embebidos financiado em 2,4 mil ME


Citar
Lisboa, 06 Fev (Lusa) - A Critical Software e a ISA integram a primeira parceria público-privada de investigação e desenvolvimento, que conta com a Comissão Europeia como membro e tem um financiamento de 2,4 mil milhões de euros até 2018, divulgaram hoje as duas tecnológicas portuguesas.

De acordo com um comunicado, esta é a "primeira parceria público-privada de i&d [Investigação & Desenvolvimento] do 7º programa-quadro" que disponibiliza 2,4 mil milhões de euros para a investigação e desenvolvimento em sistemas embebidos [sistemas integrados - quer de hardware como software - autónomos que cumprem uma parte informática específica, como por exemplo o controlo inteligente do ar condicionado] a ser executado ao longo de 1o anos.

O objectivo é "reforçar a liderança europeia" na área de sistemas embebidos - estes tornam os equipamentos mais inteligentes e fáceis de usar, ao mesmo tempo que ajudam a poupar energia e a reduzir custos.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Critical Software, Diamantino Costa, afirmou que este é um sector em grande desenvolvimento ena Europa.

Entre as entidades que participam nesta parceria está Portugal, enquanto membro fundador, representado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, a Comissão Europeia, empresas como a Nokia, Philips, Quimonda, entre outros.

PAra a Critical Software, esta parceria permite à empresa (continuar num alinhamento a longo prazo, permite planear" atempadamente, segundo o responsável.

Só para se ter uma ideia, os sistemas embebidos ou integrados podem funcionar como catalisadores da inovação nas indústrias, criar valor acrescentado e novos postos de trabaljo.

No sector automóvel, a Critical Software e a ISA - Intelligent Sensing Anywhere esperam que este sistema dê emprego a mais de 600 mil europeus.

Esta parceria - ou associação entre várias indústrias - deu origem à iniciativa tecnológica ARTEMIS, vocacionada oara a investigação de sistemas embebidos.

O programa torna-se oficial quinta-feira, com a entrada em vigor do regulamento, segundo as emprsas.

Título:
Enviado por: André em Fevereiro 07, 2008, 03:49:22 pm
Henrique Veiga Fernandes ganha «Starting Grant» do European Research Council

Citar
O investigador Henrique Veiga Fernandes, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina de Lisboa, ganhou um Starting Grant do prestigiado European Research Council. Esta distinção internacional premeia projectos de investigação de qualidade ímpar e destina-se a lançar a carreira de cientistas de topo que desenvolvam o seu trabalho na Europa, em qualquer área científica.

Este ano serão premiados somente até 300 cientistas dos mais de nove mil candidatos. Apenas dois portugueses fizeram parte dos poucos (431) que passaram à segunda fase do concurso. Ambos, Henrique Veiga Fernandes e António Jacinto, são investigadores do Instituto de Medicina Molecular.

A distinção feita a Henrique Veiga Fernandes traduz-se na atribuição de um milhão e novencentos mil euros ao projecto Papel do proto-oncogene RET no desenvolvimento e função dos linfócitos, a ser desenvolvido no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa. Neste projecto de cinco anos, o investigador pretende estudar o papel de genes cuja desregulação estará na origem de malformações genéticas e de certas formas de cancro.

O projecto ajudará a elucidar os mecanismos envolvidos no desenvolvimento e funções do sistema imunitário, tendo como potencial impacto a melhor compreensão de doenças do sistema immunitário tais como a leucemia e doenças auto-imunes.

Nova entidade pan-europeia

O European Research Council (ERC) é uma nova entidade pan-europeia, criada recentemente no âmbito do 7º Programa Quadro Europeu para a Investigação. As Starting Grants são as primeiras distinções de excelência atribuídas pelo ERC e destinam-se a insuflar a carreira de cientistas de topo que se estejam a estabelecer como líderes de equipas de investigação.

"Ganhar uma Starting Grant do ERC é sem dúvida uma honra e um grande incentivo para mim, no momento em estou a começar uma nova fase da minha carreira em Portugal e que estou a fundar a minha própria equipa de investigação", diz o investigador

Henrique Veiga Fernandes fez o seu doutoramento em 2002 em Paris, no Instituto Necker, onde permaneceu por mais um ano em pós-doutoramento. Rumou depois a Londres para o National Institute for Medical Research, onde desempenhou funções como senior investigator scientist. Irá instalar-se permanentemente no Instituto de Medicina Molecular em 2008, onde fundará a sua equipa de investigação e desenvolverá o projecto agora premiado.

 A missão do Instituto de Medicina Molecular é a promoção e o exercício da investigação biomédica básica, clínica e de translação com o objectivo de contribuir para uma melhor compreensão dos mecanismos de doenças, o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas e de novos testes e ferramentas de diagnóstico.

Ciência Hoje
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 07, 2008, 07:29:39 pm
Alvaro Cunha (FEUP) é o primeiro português distinguido pela Sociedade Americana de Mecânica Experimental

Citar
A Sociedade Americana de Mecânica Experimental distinguiu pela primeira vez um investigador português, atribuindo o Prémio D.J. DeMichele a Álvaro Cunha, director do Laboratório de Vibrações e Monitorização da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

O prémio, criado em 1990, distingue investigadores que se destacam na promoção de aspectos científicos e educacionais da Tecnologia da Análise Modal, tendo os anteriores galardoados sido investigadores das mais importantes universidades e empresas norte-americanas.

O Laboratório de Vibrações e Monitorização (ViBest) da Faculdade de Engenharia do Porto esteve envolvido nos últimos anos na realização de ensaios dinâmicos de grandes estruturas, como a Ponte Vasco da Gama, em Lisboa, ou o Viaduto de Millau, em França, que é a ponte de múltiplos vãos mais alta do mundo.

Além deste prémio atribuído pela Sociedade Americana de Mecânica Experimental, o ViBest tem merecido a atenção de outras instituições internacionais, entre as quais a International Association for Bridge and Structural Engeneering.

O director do ViBest, Álvaro Cunha, é professor catedrático do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, sendo o autor de cerca de duas centenas de artigos, a maioria dos quais relacionados com a Análise Modal.

A cerimónia de entrega do Prémio D.J. DeMichele decorreu quarta-feira em Orlando, EUA, durante a XXVI Conferência Internacional de Análise Modal.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 12, 2008, 04:55:57 pm
Produtos de alta tecnologia pesaram 11,5% nas exportações no 1º trimestre 2007

Citar
O gabinete do coordenador do Plano Tecnológico revelou hoje que os produtos de alta tecnologia pesaram 11,5 por cento nas exportações portuguesas no primeiro trimestre do ano passado.

Esta evolução superou e antecipou o objectivo definido pelo Governo no âmbito do Plano Tecnológico, que previa que o peso das exportações de produtos tecnológicos se fixasse em 10,4 por cento, em 2010.

A nota divulgada hoje pelo gabinete de Carlos Zorrinho também salienta que o Plano Tecnológico já atingiu outras metas previstas apenas para daqui a três anos, como o número de diplomados em ciência e tecnologia por 1.000 habitantes e a percentagem de emprego em serviços de alta tecnologia.

"Estes indicadores reflectem a tendência da economia portuguesa para se posicionar num patamar mais elevado da cadeia de valor global, tendo consequência directa na inversão do saldo da balança tecnológica que passou a ser positivo em 2007", refere o comunicado.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 13, 2008, 02:12:57 pm
Ciência: Artigo de docente de Coimbra entre os mais citados do "Journal of Chromatography B" nos últimos cinco anos


Citar
Coimbra, 13 Jan (Lusa) - Um artigo científico sobre uma metodologia inovadora que optimiza técnicas analíticas laboratoriais, do docente de Coimbra Amílcar Falcão, integra o "Top 50" dos mais citados nos últimos cinco anos na publicação internacional da especialidade, foi hoje anunciado.

O artigo científico daquele docente da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, de 2002, atingiu o "Top 50" dos mais citados do "Journal of Chromatography B" (quinquénio 2002-07), uma das publicações mais prestigiadas na área bioanalítica associada às Ciências da Saúde, refere uma nota de imprensa do Departamento de Comunicação da Reitoria da Universidade.

Nesse quinquénio foram publicados 2.000 artigos e efectuados quatro milhões de "downloads". Para integrar esse grupo restrito dos mais citados o artigo de Amílcar Falcão terá sido importado por "várias centenas de milhar" de utilizadores.

"É gratificante, pois não é fácil de obter, porque se publicam milhares de artigos. É algo que não é especulativo. Está publicado, e teve essas repercussões", declarou o autor à agência Lusa, frisando que isso revela que a sua metodologia "dá resposta a necessidades internacionais".

Utilizando métodos matemáticos e estatísticos, optimiza e padroniza a forma como deve ser feita a calibração das técnicas analíticas no âmbito das ciências da saúde, explicou Amílcar Falcão.

Na sua perspectiva, o método é relevante do ponto de vista científico, em que os procedimentos estão padronizados e se recorre à certificação e acreditação de métodos.

De acordo com o investigador, qualquer laboratório internacional quererá utilizar a metodologia para optimizar as técnicas analíticas, nomeadamente na área da qualidade.

A investigação desenvolvida pela equipa liderada por Amílcar Falcão "sistematiza e optimiza o processo de calibração em bioanálises, garantindo maior exactidão, precisão e capacidade de detecção nas concentrações em estudo. Um acréscimo de eficácia que pode fazer a diferença no resultado, pois uma substância não detectada nem sempre permite concluir pela sua inexistência", refere a nota de divulgação da Reitoria da Universidade de Coimbra.

A metodologia desenvolvida - acrescenta - "distingue-se ainda pela criação de um sistema universal para as diferentes técnicas de análise biológica, uma vez que, até então as várias abordagens existentes eram de utilização específica".

"O impacto desta investigação é real: o método de calibração em bioanálises desenvolvido é hoje utilizado no mundo inteiro. O algoritmo de decisão desenvolvido tem uma utilização global, permitindo optimizar e universalizar os procedimentos de acordo com uma única cartilha. Havia várias abordagens para casos específicos, mas sentia-se a necessidade de se passar da árvore para a floresta", frisou Amílcar Falcão.

Em 2006 este investigador já tinha sido distinguido com o prémio "Eminent Scientist of the Year", da organização não governamental "International Research Promotion Council (IRPC)". Desse modo viu assim reconhecida a sua carreira académica, e em particular um artigo publicado em 2005 na revista "Gynecology Oncology", no qual apresenta um novo parâmetro de interpretação do marcador tumoral do cancro do ovário "CA-125", refere a mesma nota.

Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 13, 2008, 07:29:21 pm
Novabase “dispara” 9% com investimentos no Médio Oriente

As acções da Novabase dispararam mais de 9 % depois de ontem o presidente da empresa, Rogério Carapuça, ter adiantado, em conferência de imprensa, que investiu um milhão de euros na nova unidade do Médio Oriente, com sede no Dubai, empresa que dará suporte aquela região, onde a tecnológica nacional já tem projectos.
Citar
de ontem o presidente da empresa, Rogério Carapuça, ter adiantado, em conferência de imprensa, que investiu um milhão de euros na nova unidade do Médio Oriente, com sede no Dubai, empresa que dará suporte aquela região, onde a tecnológica nacional já tem projectos.

A maior empresa tecnológica nacional acrescentou que prevê que o volume de negócios, em 2008, alcance os 340 milhões de euros, sublinhando que o seu enfoque continuará a incidir no aumento da rentabilidade, por isso prevê um aumento da margem EBITA para um intervalo entre 23 e 25 milhões de euros.

As declarações do presidente da empresa quanto ao comportamento do título também beneficiam as acções. Rogério Carapuça confessou-se admirado com a cotação da empresa sublinhando que "temos que ter a humildade de acatar porque é o mercado que dá o preço".

Na sessão de hoje, as acções da Novabase já subiram 9,45% para os 2,78 euros, e seguiam a avançar 7,09% para os 2,72 euros.


Ontem a empresa apresentou as suas contas referentes ao ano de 2007 e anunciou que os seus lucros ascenderam a sete milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 35,4%. A Novabase acrescentou que as vendas e prestação de serviços atingiram o montante de 313,2 milhões de euros, o que corresponde a um incremento de 19,8% face a 2006.

O EBITDA atingiu os 20 milhões de euros em 2007, isto é, um acréscimo de 22,2% face aos 16,4 milhões de euros obtidos em 2006.

O Caixa BI, que tem uma recomendação de "acumular" e um preço-alvo de 5,60 euros para a Novabase, acredita que a área de Consulting permanecerá como suporte dos negócios da empresa, e que a estratégia de gestão deverá concentrar esforços na área de engenharia. Por outro lado, frisa que "as oportunidades de crescimento na área de Digital TV com o switch-off do sistema analógico implicam esforço financeiro para a expansão do negócio, assim como a exposição a um elevado risco".

O banco de investimento sublinha que irá rever as estimativas para a área de Engenharia e Digital TV, acreditando que os fundamentais da empresa se mantêm inalterados.

A Espírito Santo Research (ESR) acrescenta que tem uma opinião "neutral a negativa" sobre os números da tecnológica, referindo que "embora haja notícias positivas nos negócios de Consulting e Digital TV, com um muito bom quarto trimestre, a área de Engenharia permanece um obstáculo na rentabilidade da companhia".

Este banco tem uma recomendação de "vender" e um preço-alvo e 5,70 euros para a Novabase.

O BPI, que recomenda "comprar" e tem um preço-alvo de 5,20 euros para a tecnológica nacional, considera que estes resultados terão um impacto negativo no título. "No geral, estamos preocupados com o facto de a empresa não vir a ser capaz de manter a sua rendibilidade, mas continuamos confortáveis com as nossas estimativas para 2008", refere a equipa de "research" do BPI, no "Iberian Daily" de hoje.
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 14, 2008, 02:28:02 pm
Plano Tecnológico: Portugal é o 7º país europeu com maior progresso na inovação


Citar
Lisboa, 14 Fev (Lusa) - Portugal é o sétimo país com maior progresso relativo segundo na inovação, segundo o ranking europeu (European Innovation Scoreboard 2007) da iniciativa da Comissão Europeia, hoje divulgado, e está em 30º lugar a nível global.

Segundo os dados do European Innovation Scoreboard (EIS), Portugal ocupa o sétimo lugar no grupo de países com maior progresso relativo em termos de desempenho em inovação.

Este desempenho, segundo nota do gabinete do coordenador do Plano Tecnológico, "permitiu que Portugal subisse um lugar no ranking global, integrando o grupo de países em catching up".

A edição de 2007 do estudo integrou 37 países: os 27 Estados-membros da União Europeia mais a Suíça, Islândia, Noruega, Croácia, Turquia, EUA, Israel, Canadá, Japão e Austrália.

Em termos globais, Portugal ficou em 30º lugar, enquanto na edição anterior ocupou a 28ª posição.

Com a entrada este ano de três novos países no ranking (Austrália, Canadá e Israel), com pontuações superiores, Portugal passou a ocupar o 30 º lugar.

Segundo a mesma nota, caso estes países não tivessem entrado, Portugal ocuparia este ano o 27º lugar.

"Este é mais um ranking em que Portugal, embora parta de uma posição muito baixa, melhora a sua posição relativa", disse à Lusa o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.

"Mais significativa que a subida absoluta é a velocidade do progresso relativo, que ocorre não obstante os dados menos positivos que se verificam nos indicadores que ainda reportam a 2004 (inovação) e 2005 (potencial científico), adiantou o também coordenador nacional da Estratégia de Lisboa.

Carlos Zorrinho considerou o ranking de 2007 "encorajador para Portugal", uma vez que representa "um incentivo para o Governo continuar a investir na Ciência e Tecnologia e racionalizar o sistema de apoio público à inovação".

Para o coordenador, o EIS 2007 representa também um incentivo para as empresas portuguesas continuarem a investir na inovação e a tirar partido da sua aposta em investigação e desenvolvimento, "utilizando as ferramentas de gestão, certificação e registo da inovação, designadamente as desenvolvidas pela COTEC, em parceria com o IAPMEI e o gabinete do Plano Tecnológico".

Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 15, 2008, 11:22:43 am
BIAL duplica a área dedicada à investigação


Citar
O grupo Bial inaugurou, ontem, o seu novo departamento de Investigação e Desenvolvimento, na presença do primeiro-ministro José Sócrates. O investimento enquadra-se num programa de expansão, assente na pesquisa de novas terapêuticas, que, recentemente, deu lugar ao contrato do primeiro licenciamento internacional de um medicamento desenvolvido em Portugal.

O presidente da Bial, Luís Portela, salientou que o seu grupo investiu nos últimos 10 anos cerca de 300 milhões de euros só em investigação e desenvolvimento, que resultaram no registo de seis patentes, algumas das quais poderão conduzir à comercialização de medicamentos.

Parte deste investimento começou a produzir retorno em Dezembro de 2007, com a assinatura do primeiro contrato de licença de comercialização de um anti-epiléptico(uma das seis patentes), desenvolvido pela Bial. Esta comercialização será feita nos Estados Unidos e Canadá, a partir de 2009. Só pela licença, a farmacêutica norte-americana Sepracor pagou à Bial cerca de 175 milhões de dólares.

José Sócrates considerou o facto "um momento histórico", sendo que o licenciamento internacional de um medicamento desenvolvido em Portugal "é importante para a Bial e muito importante também para o país".

"Não temos a certeza que todos (a s seis patentes) vão chegar ao mercado, mas, se mais um ou dois chegarem, conseguiremos recuperar o investimento", afirmou o presidente Luís Portela.

Ainda numa lógica de expansão da investigação, a Bial inaugurou, ontem, o seu novo departamento de desenvolvimento, com uma área de 2300 metros quadrados, representando um investimento de seis milhões. A nova unidade de farmacologia humana disporá de 20 camas de internamento. Trata-se do único laboratório de investigação farmacêutica com uma unidade de farmacologia humana. A Bial é a única empresa em Portugal com capacidade de realização de ensaios de Fase 1 (em humanos saudáveis).

A Bial emprega actualmente 92 pessoas, das quais 21 são doutoradas, de sete nacionalidades, a trabalharem nos seus dois centros de investigação e desenvolvimento na Trofa e em Bilbau, Espanha. Leonor Paiva Watson
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 18, 2008, 11:50:48 am
Nanotecnologia: CIN cria tintas bactericidas e com capacidade de autolimpeza

Citar
Porto, 18 Fev (Lusa) - A CIN está a promover, através do seu Departamento de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em colaboração com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o desenvolvimento de nanoprodutos de ponta no mercado das tintas e vernizes.

Segundo disse hoje à Lusa o engenheiro José Nogueira, responsável pelo Departamento de I&D da Corporação Industrial do Norte (CIN), a empresa já possui - ou tem em fase final de lançamento no mercado - tintas com actividade bactericida, outras com revestimentos capazes de eliminar maus cheiros por oxidação das substâncias que os originam e produtos que induzem um efeito de auto-limpeza de superfícies de vidro e de outros materiais.

Estas últimas tintas têm ainda a capacidade para oxidarem os NOx presentes na ar contribuindo para a redução das quantidades de ozono que se formam na baixa atmosfera, indo de encontro a um objectivo importante na política da União Europeia para um ar limpo e um melhor ambiente.

O estudo do efeito fotocatalítico das nanopartículas de dióxido de titânio pode ser aproveitado também, segundo José Nogueira, "no desenvolvimento de novos produtos de elevado desempenho que podem permitir à indústria de tintas desenvolver aplicações altamente inovadoras para os seus produtos".

Mais uma vez alavancada numa "excelente e profícua colaboração" com as universidades do Porto, Coimbra e Aveiro, e designadamente com a FEUP, a CIN está a desenvolver desde 2007 um projecto de funcionalização de nanocompósitos inorgânicos e a sua incorporação em polímeros epóxidos, acrílicos e vinílicos.

Esta parceria com a FEUP vai possibilitar, segundo o responsável dos laboratórios de I&D da CIN, o desenvolvimento de tintas intumescentes, com elevada resistência ao fogo, de base aquosa, a modificação dos actuais vernizes parquet, também de base aquosa, com aumento significativo de resistência à abrasão, e de polímeros híbridos, orgânicos e inorgânicos, de base epoxi, com excelente performance na protecção anticorrosiva.

A nanotecnologia é uma engenharia que trabalha numa escala molecular com objectos de tamanho reduzido (nanómateriais), cerca de 80 mil vezes mais pequenos do que a espessura de um cabelo humano.

"O aproveitamento da nanotecnologia, a beleza da coisa pequena", é já um vector importante do I&D da Corporação Industrial do Norte (CIN), empresa líder do mercado ibérico de tintas e vernizes", sustentou o responsável.

A CIN, que opera no mercado de tintas e vernizes e possui unidades fabris na Maia (Portugal), Barcelona e Tenerife (Espanha), Benguela (Angola) e Maputo (Moçambique), é líder do sector na Península Ibérica, com um volume de negócios, em 2007, de cerca de 220 milhões de euros.

A empresa, com sede na Maia, Porto, ocupa o 46º lugar no ranking mundial de produtores de tintas e vernizes (Refª Coatings World, 2006).

Já em Janeiro, no âmbito da Cimeira Ibérica, foi lançado em Braga o Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL) que pretende atrair, em cinco anos, as maiores indústrias do Norte de Portugal e da Galiza, que poderão beneficiar com a nanotecnologia, que tem aplicações em todas as áreas que exigem manipulação de materiais à escala nanométrica, nomeadamente a medicina, biologia, física, química, electrónica, informática, engenharia de construção, energia e ambiente.

A biofarmacêutica belga Ablynx anunciou, também em Janeiro, que escolheu terrenos da Universidade do Porto, no Campo Alegre, para instalar o seu centro de inovação onde vai desenvolver novas aplicações para a sua tecnologia patenteada de "nanobodies", anticorpos à escala nano, destinada à criação de fármacos para combate a inflamações e a doenças cardiovasculares, cancros e doença de Alzheimer.

Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 20, 2008, 11:05:37 am
Novo anticoagulante descoberto no Porto

Citar
Cientistas portugueses identificaram um novo anticoagulante "multifunções" que isolaram de um insecto hematófago, a carraça bovina, um passo que poderá abrir caminho a novos tratamentos para patologias relacionadas com a coagulação sanguínea.

Um estudo desta equipa de investigadores, hoje publicado na revista norte-americana PLoS ONE, do grupo Public Library of Science, refere que o anticoagulante, chamado boofilina, tem a particularidade de poder bloquear simultaneamente duas enzimas, potenciando assim a sua acção.

"O trabalho consistiu na identificação e caracterização bioquímica e estrutural do primeiro anticoagulante capaz de inibir simultaneamente a trombina, uma enzima crucial na coagulação sanguínea, e outras enzimas relacionadas", disse à Lusa um dos autores do estudo, Pedro Pereira. Da equipa, de que é responsável este investigador do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), do Porto, fazem parte Sandra Macedo-Ribeiro, do mesmo instituto, e Pablo Fuentes-Prior, um cientista cubano presentemente em Barcelona.

A boofilina é uma proteína que deve o seu nome ao insecto hematófago onde foi identificada, o Boophilus microplus, nome científico da carraça do gado. Ao alimentar-se, e para impedir que o sangue do seu hospedeiro coagule, este parasita recorre a proteínas inibidoras da coagulação, tal como acontece com a sanguessuga, que pode manter líquido durante semanas o sangue de que se alimenta.

"As propriedades da boofilina agora identificadas sugerem a existência de uma nova estratégia de inibição da coagulação em animais hematófagos que passa não só pelo bloqueio específico da trombina, como também pela inactivação de outros factores enzimáticos pelo mesmo inibidor, numa abordagem multifacetada", explicou Pedro Pereira.

Sendo conhecido que os animais hematófagos contrariam os processos de coagulação dos seus hospedeiros com grande eficácia, "há todo o interesse em compreender os detalhes moleculares desses processos e interacções, na esperança de que isso nos ajude, a médio prazo, a desenvolver terapias antitrombóticas mais eficazes e seguras".

O estudo sugere ainda que a boofilina pode ser um anticoagulante muito eficaz em pequenas quantidades, o que tem grande relevância para futuras aplicações terapêuticas. Embora existam no mercado vários fármacos afins, os seus efeitos secundários, devidos sobretudo às suas múltiplas interacções bioquímicas, tornam difícil encontrar a dosagem mais adequada.

Demasiado anticoagulante pode induzir hemorragias, e demasiado pouco pode provocar trombos (coágulos), responsáveis por tromboses, enfartes ou acidentes vasculares cerebrais.|

O trabalho consistiu na identificação do primeiro anticoagulante capaz de inibir simultaneamente a trombina
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 21, 2008, 08:00:11 pm
Ensino Superior: Católica, Nova e MIT lançam "Lisbon MBA" com objectivo de formar 330 gestores "de topo"


Citar
Lisboa, 21 Fev (Lusa) - As Universidades Nova e Católica juntaram-se ao MIT para lançar em Janeiro de 2009 o "The Lisbon MBA", um mestrado em gestão que pretende formar nos próximos cinco anos 330 gestores de topo em Portugal.

No decorrer dos próximos cinco anos, o investimento privado no "Lisbon MBA", uma parceria das duas universidades portuguesas com a Sloan School of Management do MIT, será de nove milhões de euros.

"Trata-se de um programa que vai formar mais de 300 gestores de topo no nosso país nos próximos cinco anos e grande parte da contribuição para o funcionamento deste programa virá das propinas dos nossos alunos e, em parte, das próprias empresas que contribuem generosamente para o funcionamento do programa", declarou hoje o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago.

O governante presidiu hoje à tarde à cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre o Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Universidade Católica Portuguesa e a Universidade Nova de Lisboa, juntas pelas primeira vez numa estratégia a nível internacional.

Mariano Gago indicou que "o programa arranca com um investimento da ordem dos nove milhões de euros por parte das empresas, de mecenato empresarial, com cerca de 4,5 milhões de investimento público (através da Fundação para a Ciência e Tecnologia, FCT) para os próximos cinco anos, que é um investimento de arranque para apoio às escolas portuguesas".

Segundo referiu, o financiamento será igualmente suportado "pelos estudantes através das propinas do MBA", estando "este orçamento também concebido para finaciar as propinas de cerca de 25 por cento dos estudantes uma vez que o programa tem condições para oferecer bolsas de estudo".

O ministro explicou ainda que os estudantes serão seleccionados por concurso internacional, estando previsto o arranque em Janeiro de 2009 com 40 alunos, devendo o programa formar cerca de 330 gestores nos próximos cinco anos.

Quanto à fracção de estudantes estrangeiros, esta deverá aumentar gradualmente até cerca de 50 por cento do total de alunos a partir do quinto ano, altura em que se estima uma admissão anual de cerca de 100 alunos.

O programa "The Lisbon MBA" insere-se no âmbito da colaboração encetada pelo Governo desde 2006 entre instituições portuguesas de ciência, tecnologia e o ensino superior e o MIT.

O grupo inicial de empresas que acordaram apoiar o Programa e que hoje assianram o acordo de parceria institucional inclui os bancos BPI, Espírito Santo e a Caixa Geral de Depósitos, a EDP - Energias de Portugal, a Fundação Vodafone Portugal, a José de Mello SGPS e a Rede Eléctrica Nacional (REN).

A estas últimas poderão juntar-se outras empresas e instituições públicas e privadas que têm mostrado interesse em se associar a aspectos específicos do programa.

Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 28, 2008, 06:44:49 pm
Design: Prémio europeu Red Dot para candeeiro de iluminação pública português

Citar
Lisboa, 28 Fev (Lusa) - A coluna de iluminação pública 17º, desenhada por Francisco Providência, venceu o prémio internacional de design de produto Red Dot 2008, na categoria de iluminação e candeeiros, anunciou hoje a Larus, empresa que constrói e comercializa o equipamento.

De origem alemã, o galardão é atribuído por um júri internacional rotativo composto por designers profissionais prestigiados.

Os vencedores da edição deste ano foram escolhidos de entre 3203 propostas procedentes de 51 países e os prémios serão entregues numa sessão solene que se realizará na Opera Home, em Essen, na Alemanha, a 23 de Junho.

Francisco Providência é professor na Universidade de Aveiro, consultor do Centro Português de Design e colaborador da empresa Larus, que constrói e distribui a coluna de iluminação pública 17º (dezassete graus), com a qual tem vindo a desenvolver um projecto de internacionalização do design.

Esta é a terceira vez que os professores da Universidade de Aveiro são distinguidos com o prémio Red Dot e a primeira vez que a Red Dot reconhece o design de um produto de iluminação português, depois de distinguir em 2002 e 2007 Carlos Aguiar, na categoria 4, instalações sanitárias.

A Universidade de Aveiro tem apostado num projecto inovador na área da formação integrada de design, que abrange o ensino politécnico, as licenciaturas, mestrados e doutoramentos.

Fundou igualmente uma unidade de Investigação em Design, com a Universidade do Porto, o Centro Português de Design e a ID+.

Título:
Enviado por: André em Fevereiro 28, 2008, 07:17:48 pm
Premiada proposta de investigação do IPATIMUP na área do cancro da tiróide

Citar
Uma proposta de investigação na área do cancro da tiróide apresentada por uma equipa do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) foi distinguida com o Prémio Edward Limbert.

O galardão, atribuído pela GENZYME e pela Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), premiou a equipa liderada pela investigadora Catarina Eloy e pelo Professor Sobrinho Simões.

A investigadora Catarina Eloy explicou à agência Lusa que a proposta de investigação galardoada tem por base a recente demonstração de que existem determinadas proteínas que estão associadas à progressão do cancro da tiróide.

"Sabemos que, por exemplo, a presença da proteína TGF-beta nos tecidos actua como inibidor do crescimento das células epiteliais tumorais", disse a cientista. No entanto, explicou, esta acção inibidora parece verificar-se apenas se aquela proteína existir em determinadas concentrações, porque se as concentrações forem mais elevadas, a mesma proteína deixa de actuar como inibidora para assumir um papel de estimuladora do crescimento das células tumorais.

O projecto de investigação visa estudar quais os níveis de concentração em que essa e outras proteínas actuam como inibidoras ou estimuladoras do crescimento das células tumorais. Se for bem sucedido, este estudo poderá vir a permitir o estabelecimento das terapias mais adequadas a cada situação, garantindo assim que pacientes de cancro da tiróide com pouca malignidade possam evitam terapias mais agressivas, caso delas não precisem.

Permitirá também que os clínicos possam atacar de imediato os casos de maior malignidade com terapias mais agressivas, melhorando as hipóteses de cura. Catarina Eloy explicou que o projecto de investigação já se iniciou, devendo durar um ano, podendo prosseguir por mais tempo, caso obtenha bons resultados.

Em Portugal, surgem anualmente cerca de 500 novos casos de cancro da tiróide. O cancro da tiróide é um dos cancros com maior taxa de cura, desde que o diagnóstico seja precoce e o tratamento adequado. Este cancro afecta anualmente 25 mil pessoas na União Europeia, provocando uma média de seis mil mortes.

Ciência Hoje
Título:
Enviado por: comanche em Março 01, 2008, 07:16:31 pm
Inovação: TecMinho cria fundo para pôr em prática investigação de académicos da Universidade do Minho

Citar
Guimarães, 01 Mar (Lusa) - A TecMinho, em parceria com a empresa de capitais de risco CiencInvest, desenvolveu o Programa ConceptUM que permite o investimento até 150 mil euros em novas tecnologias, desenvolvidas na Universidade do Minho, disse hoje à Lusa fonte do organismo.

Segundo Ana Paula Amorim, gestora da TecMinho, "tendo em conta o risco tecnológico e financeiro associado aos projectos de inovação tecnológica, o programa ConceptUM pretende investir no desenvolvimento e na comercialização de tecnologias da Universidade do Minho (UM) com potencial de negócio, criando as condições necessárias para a transferência de tecnologias".

O programa, aberto também a empresas em parceria com investigadores da UM, promove assim a cooperação com empresas que assegurem a sua posterior comercialização ou co-financiando a criação de spin-offs.

A iniciativa, que tem a duração de dois anos, é destinada à comunidade académica da instituição, que tem assim possibilidade de fazer a chamada "prova de conceito", em três períodos ("calls") anuais, em 15 Março, 15 Junho e 15 Setembro.

A TecMinho, interface da Universidade, com sede em Guimarães, é o ponto de acesso à Investigação e Desenvolvimento da UM, disponibilizando ainda serviços especializados em propriedade intelectual e transferência de tecnologia, incluindo serviços de assistência tecnológica através da rede de Spin-offs da Universidade.

A CiencInvest, S.A. é uma empresa participada por capitais públicos e privados, tendo como accionistas universidades, capitais de risco e instituições privadas.

A Tecminho, uma associação sem fins lucrativos, sedeada em Guimarães, foi criada no começo da década de 90 pela UM e pela Associação de Municípios do Vale do Ave, para ajudar a fazer à necessidade de fazer a transferência de conhecimento e tecnologias daquela universidade para as empresas da região.

Actualmente, o organismo está envolvido em vários processos de transferência de tecnologia nas áreas da física, biotecnologia, medicina, engenharia, e electrónica industrial, entre outras.

O Departamento de Transferência de Tecnologia da Tecminho foi galardoado com o "Proton Europe Award 2006" - Prémio de Melhor Plano de Valorização do Conhecimento (Knowledge Transfer Plan - KTO), lançado a nível europeu, que foi atribuído na 4ª Edição da Conferência Anual da ProTon Europe, em Viena.

A Proton Europe é uma rede de instituições de transferência de tecnologia pan-europeia com ligação a organizações públicas de investimento e universidades, apoiada pela Comissão Europeia.

Esta foi a primeira vez que a Proton atribuiu um prémio para o melhor Plano de Transferência de Conhecimento, a nível europeu.

Título:
Enviado por: comanche em Março 03, 2008, 12:13:48 pm
E-learning: Universidade Aberta será uma das três da Europa com todos os cursos virtuais

Citar
Lisboa, 01 Mar (Lusa) - A Universidade Aberta terá, a partir do próximo ano lectivo, todos os mestrados e licenciaturas em regime de e-learning, figurando entre as duas ou três únicas universidades europeias que leccionam os seus cursos exclusivamente em ambiente virtual.

"Todos os alunos que ingressarem nas licenciaturas ou nos mestrados no ano lectivo de 2008/2009 vão trabalhar apenas via Internet, embora os que estão a concluir esses cursos ainda tenham uma componente não virtual", esclareceu António Teixeira, pró-reitor da Universidade Aberta (UAb), à agência Lusa.

O modelo pedagógico para ensino à distância baseado numa plataforma de e-learning e desenvolvido por investigadores do Laboratório de Ensino a Distância da Universidade Aberta inclui, além da classe virtual, particularidades como o cartão de aprendizagem e o e-fólio.

"Um e-fólio corresponde a um teste ou trabalho e o cartão de aprendizagem é um sistema de creditação da avaliação no qual o estudante vai acumulando pontos conforme vai fazendo esses testes ou trabalhos, ou seja, conforme vai dando provas de aproveitamento", explicou o responsável.

Lina Morgado, professora na instituição e coordenadora do programa de formação de docentes em e-learning, afirmou à Lusa que o cartão de aprendizagem permite guardar créditos de um ano para o ano seguinte, por ter em conta que alguns estudantes podem não conseguir concluir o processo de avaliação em apenas um ano".

A docente considera que o cartão de aprendizagem e o e-fólio são "marcas distintivas da UAb face a outras universidades com ensino virtual à distância".

Ainda segundo Lina Morgado, "quando estiver totalmente online, a Universidade Aberta passa a figurar entre as três universidades da Europa a leccionar todos os cursos apenas em ambiente virtual".

As outras duas universidades que já adoptaram este sistema foram a Universidade Aberta da Catalunha (UOC) - criada há 12 anos e que é a mais antiga da Europa a ter este procedimento - e a holandesa FernUniversität in Hagen, cujo processo estava, há alguns meses, em fase de conclusão.

No ano em que comemora 20 anos de existência, a UAb conta com quase 10 mil alunos em Portugal e no estrangeiro, possuindo a licenciatura com maior número de estudantes no País (licenciatura em Ciências Sociais, com 3626 alunos).

António Teixeira revelou ainda à Lusa que "um projecto de investigação a nível europeu analisou os principais estabelecimentos de ensino que facultam cursos em ambiente virtual e escolheu a Universidade Aberta como o melhor exemplo em Portugal".

Para o pró-reitor da UAb, as características da Universidade Aberta têm conquistado "uma elevada taxa de satisfação por parte dos estudantes, nomeadamente no que respeita à relação pedagógica com os tutores, ao sistema de aula permanente e à flexibilidade de frequência dos cursos".

Com todos os cursos adequados ao Modelo de Bolonha, a UAb (www.univ-ab.pt (http://www.univ-ab.pt)) disponibilizará em 2008/2009 licenciaturas em Ciências da Informação e da Documentação; Ciências do Ambiente; Educação; Línguas Aplicadas; Matemática e Aplicações; Ciências Sociais; Estatística e Aplicações; Estudos Europeus; Estudos Portugueses e Lusófonos; Gestão; História; Informática; Línguas, Literaturas e Culturas (duas variantes: Estudos Portugueses; Línguas Estrangeiras).

Quanto aos mestrados, no próximo ano lectivo estarão disponíveis: MBA em Gestão; Comércio Electrónico e Internet; Administração e Gestão Educacional; Arte e Educação; Cidadania Ambiental e Participação; Ciências do Consumo Alimentar; Comunicação Educacional Multimédia; Estatística, Matemática e Computação; Estudos do Património; Estudos Euro-Asiáticos; Estudos Francófonos; Estudos Ingleses e Americanos; Estudos Portugueses Multidisciplinares; Expressão Gráfica e Audiovisual; Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares; Literatura e Cultura Portuguesas; Relações Interculturais; Supervisão Pedagógica.

Título:
Enviado por: comanche em Março 03, 2008, 05:31:34 pm
Tecnologia: Critical Software aposta no Brasil para abrir quarta subsidiária internacional

Citar
Lisboa, 03 Mar (Lusa) - O presidente executivo da Critical Software revelou, em entrevista à agência Lusa, que "uma das metas" da empresa para este ano é a abertura da quarta subsidiária internacional, previsivelmente no Brasil.

Este é mais um passo para reforçar a aposta da Critical Software na internacionalização, uma estratégia seguida desde os primeiros dias e com a qual a tecnológica de Coimbra ambiciona tornar-se "numa marca conhecida globalmente", disse à agência Lusa Gonçalo Quadros.

"Queremos ser um `brand` bem conhecido à escala global, com tecnologia própria. Ainda não estamos na altura de nos sentirmos particularmente satisfeitos com o que já fizemos", afirmou o gestor, que é também um dos fundadores da empresa, que já tem subsidiárias nos Estados Unidos, Reino Unido e Roménia e parcerias comerciais na Índia e África do Sul.

Apesar de reconhecer que a escolha do Brasil ainda não é líquida, "porque poderão existir algumas condicionantes", o gestor frisou que a consolidação da presença internacional é o caminho lógico para uma empresa que, em dez anos de actividade, já assegura 70 por cento da sua facturação no mercado externo.

É a partir das subsidiárias que a Critical garante a sua presença nos mercados "mais exigentes e de maior valor acrescentado" como a aeronáutica, espaço e defesa, onde a exigência em termos de soluções de engenharia é maior e onde a capacidade de investimento estimula o desenvolvimento de novas soluções.

Mas essa aposta nos sectores e mercados mais exigentes não põe em causa a presença da tecnológica portuguesa noutros sectores mais tradicionais, como as finanças, telecomunicações e indústria.

Essa capacidade de estar nos dois mercados é, de resto, uma das mais-valias da Critical Software, que através da aposta nos produtos de duplo uso potencia a sua capacidade de "crescer e gerar riqueza", explicou o gestor.

"Nós produzimos soluções de tecnologia e engenharia de altíssima qualidade. Essa é a nossa proposta de valor e não a do baixo custo, como as empresas dos mercados emergentes", sustentou Gonçalo Quadros.

Com soluções comercializadas à escala mundial (como o EdgeBox, comercializado pela spin-off Critical Links), mas "atento ao que se passa em Portugal", e com vontade de crescer em sectores como a Administração Pública, o presidente executivo da Critical Software reconhece que os projectos desenvolvidos no mercado doméstico são "uma montra importante" para ultrapassar "a estranheza" que causa [no estrangeiro] uma empresa portuguesa de base tecnológica".

E é por "querer levar mais longe esta capacidade de desenvolver engenharia e tecnologia nacional" que a Critical considera fundamental que a aposta nesta indústria comece dentro de portas.

"Somos uma empresa de matriz portuguesa e queremos continuar a ser e queremos que isso se estenda ao desenvolvimento de projectos e negócios em Portugal", disse Gonçalo Quadros.

Com sede em Coimbra e dois centros de engenharia em Lisboa e no Porto, a estratégia da Critical Software é manter-se "perto das universidades e do know-how português de engenharia".

"Até porque nós gostaríamos muito de contribuir e participar numa mudança do que é o padrão industrial do nosso país", confessou o gestor.

É que, apesar de "serem cada vez mais e mais interessantes", as empresas portuguesas da indústria do conhecimento, o ideal seria que "não se pudessem contar pelos dedos das mãos", afirmou.

Título:
Enviado por: comanche em Março 06, 2008, 06:19:26 pm
Física: Construção de laser mais potente do mundo tem participação portuguesa através do IST


Citar
Lisboa, 06 Mar (Lusa) - Investigadores do Instituto Superior Técnico (IST) vão participar na fase preparatória da construção do laser mais potente do mundo, um projecto europeu que deverá estar operacional em 2013, disse hoje à agência Lusa fonte da instituição.

Esse laser ultra-potente, chamado ELI (de Infra-estrutura de Luz Extrema, no acrónimo em inglês, e que significa Deus em hebraico), será "aberto para utilização por investigadores europeus e internacionais", afirmou Marta Fajardo, coordenadora de um dos programas da fase preparatória do projecto, que decorre até 2011.

Directamente envolvido nesta fase está o novo Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), que combina os antigos Centro de Fusão Nuclear e Centro de Física de Plasmas do IST.

O ELI, de custo estimado em 400 milhões de euros, servirá para estudos de interacção com matéria a intensidades luminosas extremamente elevadas.

Concretamente, poderá fornecer a cientistas, engenheiros e médicos impulsos laser ultra-breves com 100.000 vezes a potência produzida por todas as instalações que fornecem electricidade à Terra, de acordo com os promotores do projecto.

Os parâmetros do laser permitirão a investigação do comportamento da matéria em escalas de tempo ínfimas, bem como sob a influência de campos electromagnéticos de magnitudes colossais.

Segundo Marta Fajardo, a concepção do ELI visa "fornecer uma infra-estrutura que permita focar o laser em toda a sua potência, a intensidades ultra-relativistas, ou então dividi-lo em vários braços laser", explicou a investigadora.

"Cada um desses braços constituirá uma infra-estrutura em si, seja uma fonte de partículas energéticas, de radiação sincrotrão, de radiação attosegundo (um milionésmo de um bilionésimo do segundo) ou mesmo de laser de raios-gama", acrescentou.

Trata-se de "uma das mais valias do projecto", sublinhou, já que essas fontes poderão ser combinadas entre si para determinadas experiências, quando actualmente apenas existem em laboratórios separados.

Na totalidade, este trabalho preparatório é assegurado por 300 investigadores de mais de 50 laboratórios de 13 países da União Europeia, sob coordenação do Laboratório de Óptica Aplicada.

A Comissão Europeia destinou seis milhões de euros a esta fase, que serão geridos pelo Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) francês, pertencendo a coordenação científica ao Laboratório de Óptica Aplicada (LOA) de França.

Representantes do IPFN e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia participaram recentemente na sessão de lançamento do projecto, em Paris.

Segundo os cientistas, a luz extrema dará lugar a uma física totalmente nova e terá inúmeras aplicações nos domínios da saúde - nomeadamente em biologia, ciência dos materiais, radiografia X ou radioterapia X.

Abrirá também um novo ramo da óptica, a óptica ultra-relativista, com ramificações na física das partículas, física nuclear, astrofísica e cosmologia.

Os investigadores do Grupo de Lasers e Plasmas do IPFN têm um papel particularmente relevante nesta fase de preparação, sendo coordenadores de dois dos mais críticos "pacotes de trabalho" do projecto, num total de 12.

Nelson Lopes coordenará um grupo que irá definir as fontes de radiação (laser, raios-X e raios-Gama) e as partículas anexas (protões, iões) que serão oferecidas aos utilizadores em 2012, um trabalho que condicionará as escolhas de construção da infra-estrutura final.

Quanto a Marta Fajardo, coordenará o programa de redes internacionais e comunicação. Como explicou à Lusa, terá a seu cargo "a agregação da comunidade de potenciais utilizadores do novo laser, que deverão ir desde os tradicionais peritos em plasmas e fotónica, até às comunidades de nanotecnologias, biologia estrutural, astrofísica e física das partículas".

A participação do IST no projecto envolve a formação avançada de jovens investigadores e permitirá o acesso privilegiado à sua utilização no futuro.

Os investigadores do IST são pioneiros em Portugal em matéria de lasers de alta intensidade e interacção laser-plasma, tendo desenvolvido o sistema laser mais potente a funcionar no país. A sua participação neste projecto envolve a formação avançada de jovens investigadores e permitirá acesso privilegiado à sua utilização no futuro.

Título:
Enviado por: André em Março 07, 2008, 09:18:05 pm
Cientistas do CICECO desenvolvem método inovador para manipular nanocristais

Citar
Os cientistas Sérgio Pereira, Manuel Martins e Tito Trindade, do Laboratório Associado CICECO, da Universidade de Aveiro, desenvolveram uma técnica inovadora que permite controlar o processo de integração de nanocristais em nanocavidades («pits») existentes na superfície de um material luminescente. A investigação é a primeira de origem portuguesa a ser distinguida como «cover story» pela revista científica «Advanced Materials». O estudo publicado esta semana pode vir a abrir caminho a aplicações na área da nanomedicina, nomeadamente em termos de diagnóstico, dizem os investigadores.

Link para a capa: http://www3.interscience.wiley.com/jour ... 20_05.html (http://www3.interscience.wiley.com/journal/10008336/home/cover/2008_20_05.html)

A técnica consiste não só em controlar com precisão parâmetros fundamentais, tais como o tamanho, a profundidade e a densidade dos «pits» (durante o crescimento de filmes semicondutores que servem de superfície), como a posterior incorporação selectiva dos nanocristais nos «buracos».

Segundo os responsáveis, a capacidade de sintetizar quimicamente nanopartículas com tamanho definido possibilita um controle preciso sobre o número e tipo de empacotamento das nanopartículas inseridas nos «pits». Este processo sugere, como metáfora, a ideia de "nanogolfe": "Essas nanocavidades têm de ser da mesma ordem de tamanho das nanoparticulas. Daí a analogia com o 'nanogolfe', que está relacionada com a nanoengenharia e a ideia do encaixe da bola no buraco", explica o investigador Sérgio Pereira, autor correspondente do artigo agora publicado.

O investigador refere que o controlo do processo de crescimento dos filmes - de forma a induzir o aparecimento dos «pits» com as características adequadas, aliado à capacidade de introduzir selectivamente os nanocristais, proporciona um mecanismo simples, mas até agora desconhecido, para confinar espacialmente nano-objectos.

"Com este método conseguimos, por exemplo, colocar de uma forma organizada cerca de mil milhões de nanocristais na área de superfície de um cm2, utilizando a capilaridade como mecanismo de incorporação", afirma.

A grande novidade

De acordo com os investigadores, a grande novidade deste processo é a colocação das nanopartículas em superfícies, já que estas são preparadas em solução, onde se encontram em movimento. "Para se produzir um dispositivo é necessário interagir com as nanopartículas, através de um sinal eléctrico ou óptico", explica Sérgio Pereira.

Outro dos aspectos relevantes da investigação é que a superfície onde as nanopartículas são dispersas é opticamente activa, ou seja, emite luz. "Podemos ligar o dispositivo a um circuito e produzir electroluminescência [emissão de luz por corrente eléctrica]. As nanopartículas que se encontram organizadas na superfície vão ter uma resposta a esse estímulo, por exemplo, consoante tenham determinado material biológico agarrado à partícula. Isto ainda não está demonstrado, são ideias do que se pode fazer", conclui o cientista.

Os investigadores pretendem agora modificar quimicamente a superfície das nanopartículas de ouro ou outros nanomateriais de modo a que, uma vez dentro dos «pits», elas tenham uma afinidade específica para determinado material biológico, o que pode vir a ter impacto no desenvolvimento de nanosensores bioactivos para aplicações em nanomedicina.

"Imagine que estas nanopartículas se ligam a uma cadeia de ADN, e que se liga metade dessa cadeia a uma dessas nanopartículas, funcionalizada. Naquela cadeia só se volta a juntar o complementar, como se fosse uma chave e uma fechadura", explica Sérgio Pereira.

No futuro, uma investigação completamente bem sucedida pode levar a diagnósticos completamente fiáveis, em tempo real. O trabalho de investigação foi desenvolvido ao longo de cerca de um ano e feito em colaboração com cientistas das Universidades de Cambridge e Strathclyde (no Reino Unido), contando ainda com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, através do prémio estímulo à Investigação 2007 atribuído ao investigador Sérgio Pereira.

Ciência Hoje
Título:
Enviado por: André em Março 11, 2008, 01:58:36 pm
Modelo matemático português apresenta visão optimista para erradicação da doença em África

Citar
Cientistas portugueses desenvolveram um modelo matemático que oferece uma perspectiva optimista para a erradicação da malária em África e considera altamente improvável o seu reaparecimento nos países industrializados.

O modelo, elaborado por uma equipa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), é apresentado num estudo sobre a transmissão da malária na África Sub-Sahariana hoje publicado pela revista norte-americana PLoS One.

A equipa foi dirigida por Gabriela Gomes, coordenadora da equipa de Epidemiologia Teórica do IGC, um dos principais institutos de investigação biomédica em Portugal, e contou com a colaboração de colegas no Quénia.

"O nosso modelo permite-nos deixar uma mensagem optimista, a de que existe um limiar da erradicação da malária nas regiões de transmissão moderada", disse Gabriela Gomes à agência Lusa.

"Esse limiar indica-nos a meta que devemos atingir na redução do número de casos assintomáticos, para que a erradicação seja sustentável", acrescentou.

Após exposições sucessivas à malária, os humanos desenvolvem imunidade clínica contra a doença, sendo que, embora assintomáticos, os infectados podem transmiti-la a outras pessoas.

Por outro lado, em zonas onde a malária é endémica, são muitos os que desenvolveram imunidade clínica, com consequências marcadas para a forma como a doença se espalha na população.

"Segundo o nosso modelo, a melhor forma de erradicar a malária na região Sub-Sahariana é uma conjugação de duas coisas: baixar a transmissão nos focos mais intensos - por via de intervenções ambientais, como secar pântanos, colocando-os em regime de transmissão moderada - e aplicar tratamento anti-malárico em massa à população de toda a região para eliminar os parasitas nos casos assintomáticos crónicos", explicou.

O modelo foi parametrizado com dados de malária clínica de quatro países de África, nomeadamente Gâmbia, Quénia, Malawi e Tanzânia.

A cientista espera, com este trabalho, conquistar o interesse de outros investigadores que estudem a malária no campo, especialmente nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), já que "a colaboração é essencial para ambas as partes".

"Há dois tipos de dados que nos podem ajudar a fortalecer os resultados, designadamente dados populacionais de malária clínica noutras regiões para permitir uma melhor cobertura geográfica do continente africano, mas também dados mais detalhados ao nível do indivíduo para ter em conta a heterogeneidade inerente a cada população", adiantou Gabriela Gomes.

Para que qualquer intervenção de combate à doença seja eficaz, é crucial que a ocorrência de casos seja reduzida de forma a ficar abaixo do limiar de erradicação, consideram os cientistas.

Segundo Ricardo Águas, estudante de doutoramento e um dos autores do estudo, o modelo permite identificar em cada região alvos quantificáveis para a redução da transmissão da malária (através do aumento da utilização de redes mosquiteiras, por exemplo) e para o combate à doença (por meio da administração de fármacos anti-maláricos.

Este trabalho foi realizado com o apoio da Comissão Europeia ao abrigo do programa Equipas de Excelência Marie Curie, sendo Ricardo Águas, bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Erradicada em Portugal desde o final dos anos 60, a malária - também conhecida por "paludismo" ou "sezões" - é uma doença infecciosa causada pelo protozoário unicelular Plasmodium, transportado pela fêmea do mosquito Anopheles.

De acordo com dados do "Malária Atlas Project" recentemente publicados pela revista PLoS Medicine, registam-se anualmente 500 milhões de casos de malária, dos quais resultam mais de um milhão de mortes, sendo que 80 por cento das vítimas, na sua maioria crianças, vivem na África intertropical.

Mas embora a forma mais grave da doença ameace cerca de 35 por cento da população do Planeta (2.370 milhões), cada vez menos regiões correm esse risco, graças as esforços desenvolvidos a nível mundial, segundo a mesma fonte.

Este novo "atlas" mundial, o último em 40 anos, resultou de um trabalho conjunto de cientistas das universidades de Oxford (Reino Unido) e da Florida (EUA), e do Instituto de Investigação Médica do Quénia.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Março 13, 2008, 04:30:47 pm
Empresa portuguesa prepara novos fármacos biológicos

Citar
Dez investigadores portugueses, todos doutorados, estão a preparar novos tratamentos biológicos para várias doenças numa empresa que criaram há dois anos e que já despertou a atenção da indústria farmacêutica.

Um desses cientistas, João Gonçalves, disse hoje à agência Lusa que a Technophage obteve investimentos que lhe permitirão lançar dentro de dois a três anos fármacos pré-clínicos, para testes em animais, tendo em vista patologias nas áreas da oncologia, doenças inflamatórias e trombose.

«A empresa tem já ligações à indústria farmacêutica portuguesa e algum conhecimento internacional», afirmou.

João Gonçalves, que é também professor de Imunologia e Biotecnologia na Faculdade de Farmácia e investigador no Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, participa sexta-feira à tarde, no Hospital de Santa Maria (Edifício Egas Moniz), numa sessão pública dedicada às terapias biológicas.

Na reunião, em que se discutira a terapia biológica desde a investigação à aplicação clínica, participam também outros dois especialistas, Carlos Barbas, um cientista norte-americano pioneiro na engenharia de anticorpos, e André Groenewegen, vice-presidente da área de novos produtos da empresa farmacêutica UCB Pharma.

Doenças como o cancro, gastroenterite, artrite reumatóide e doenças neurológicas são já tratadas em hospitais portugueses com recurso a terapias biológicas, que consistem basicamente na injecção de anticorpos manipulados geneticamente.

Segundo João Gonçalves, «nesses hospitais há clínicos muito bem preparados e adaptados a essas terapias», que não têm os efeitos nefastos das terapias tradicionais.

Entre as unidades hospitalares onde esses tratamentos ambulatórios são administrados contam-se o Hospital de S. João do Porto, onde estão a ser tratados cerca de 1.400 doentes com artrite reumatóide, o Instituto Português de Oncologia, e os hospitais da Universidade de Coimbra, de Santa Maria, Garcia de Horta e Amadora-Sintra.

«Por serem biológicos, já que são proteínas, estes tratamentos têm muitas vantagens em relação aos fármacos tradicionais, que são químicos», salientou o investigador, referindo nomeadamente «maior facilidade de administração, maior capacidade de eficácia e menores efeitos secundários».

Têm no entanto um elevado custo económico: cada administração de um anticorpo pode custar entre 500 e 1.000 euros, sendo que cada doente crónico precisa de quatro a cinco injecções por ano.

Para João Gonçalves, isso acontece porque a terapia tem apenas dez anos e os laboratórios precisam de algum tempo para recuperar o investimento.

Mas com a diminuição do tamanho do anticorpo e a tendência para a sua produção em bactérias, está convencido de que os custos do processo de produção irão baixar a prazo, a par da diminuição dos efeitos secundários e do aumento da eficácia, o que potenciará a sua acção terapêutica.

Para João Gonçalves, que estudou e trabalhou nos Estados Unidos durante dez anos, «o caminho é o promissor», tanto mais que as dez maiores empresas do mundo farmacêutico estão interessadas na terapia biológica.

A título de exemplo, recordou que a Pfizer comprou por 500 milhões de dólares a CovX, uma empresa de biotecnologia especializada em bioterapêutica, de que um dos fundadores é Carlos Barbas, um dos oradores na sessão de sexta-feira, organizada pelo IMM e a Technophage.

João Gonçalves, doutorado em Ciências Farmacêuticas, no ramo da Microbiologia, tem trabalho desenvolvido além fronteiras, nomeadamente na Harvard Medical School de Boston (Massachusetts) e no Cold Spring Harbour Laboratory, de Nova Iorque.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Março 16, 2008, 06:04:37 pm
"A ciência mexe em Portugal mas ainda há muito a fazer"



Citar
Divulgação da ciência premiada em Portugal
Era enorme a diferença da actividade científica em Portugal e, por exemplo, em Inglaterra, país onde viveu nove anos e fez o doutoramento Mónica Bettencourt-Dias. Quando regressou ao seu país, a surpresa da investigadora não foi menor, tão "diferente estava a ciência em Portugal". Então, "vi que a ciência em Portugal" não tinha nada a ver com esse passado recente e que caminhava para o nível em que está hoje: "Praticamente igual ao de lá de fora."

A constatação foi sublinhada, na noite de sexta-feira, no Casino da Figueira da Foz, por aquela cientista, a propósito do prémio com que acabara de ser homenageada, pelo jornal online Ciência Hoje. A distinção - Seeds of Science/Sementes de Ciência -, atribuída, pela primeira vez, por aquela publicação, fundada por Jorge Massada há três anos, visa reconhecer "o papel que as mulheres têm vindo a desempenhar na actividade científica", particularmente pelo seu envolvimento na "educação/sensibilização/comunicação da ciência" com diferentes públicos.

"Conseguimos fazer em pouco tempo", sobretudo nas duas últimas décadas, aquilo que outros há muito tinham iniciado, corrobora Maria Manuel Mota, outra das três premiadas. "A ciência hoje mexe em Portugal", reconhece, lembrando que isso se deve a "um grande esforço do País", designadamente, para permitir que muitos investigadores pudessem ir estudar e trabalhar no estrangeiro. Mas, adverte, "há ainda muito a fazer" e, sobretudo, "não podemos abrandar o ritmo". Aliás, "o esforço a fazer é, se calhar, ainda maior que aquele que já foi feito".

De todo o modo, diz Maria Manuel Mota, "hoje, já é muito bom viver a ciência em Portugal". A ciência entre nós "atingiu os níveis internacionais que aspirávamos há 20 anos", afirma Mariano Gago, que encerrou a sessão. Mas, alerta o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ainda "falta ter mais cultura científica na generalidade da população", falta "uma ligação mais estreita entre a actividade científica e as pessoas não cientistas".

Essa ligação, o esforço pela comunicação da ciência, é um dos pontos comuns às três premiadas e, porventura, o mais relevante, admitem as próprias. "O denominador comum é o papel da divulgação da ciência", conclui Rosália Vargas, vereadora da Educação e Cultura da Câmara de Lisboa e responsável pelo programa Ciência Viva. De todo o modo, sem elas, sem as investigadoras, a autarca jamais poderia promover a divulgação, frisa a outra premiada com o Seeds of Science relativo a 2007.

Na cerimónia, o Ciência Hoje anunciou - para assinalar o bicentenário do nascimento de Charles Darwin - a organização, em 2009, da "repetição" da viagem do cientista às ilhas Galápagos e um concurso sobre o autor de A Origem das Espécies, dirigido a estudantes do 10.º ao 12.º ano. Os vencedores farão a viagem, que será objecto da edição de um livro.
Título:
Enviado por: comanche em Março 17, 2008, 06:43:42 pm
Tecnológicas reforçam programa de estágios para alunos de escolas profissionais


Citar
Centenas de jovens vão poder ter acesso a estágios profissionais em mais de três dezenas de empresas tecnológicas mediante um protocolo hoje assinado entre as entidades e o Ministério da Educação que quer assim reforçar as saídas profissionais destes alunos.

O programa de Bolsa de estágios tinha já sido lançado em Outubro, envolvendo na altura a Apple, HP, Microsoft, Novabase, Oni Telecom, Sonaecom e Sun Microsystems. A estas empresas juntam-se agora mais de trinta outras tecnológicas que vão também disponibilizar estágios, entre as quais se contam a Accenture, Brisa, Caixa Mágica, Cisco, Compta, Consiste, Critical Software, CTT, ESRI Portugal, Fujitsu Siemens, IBM, Impresa, InClass, Indra, Intel, Oracle, ParaRede, Portugal Telecom, Reditus, Sociedade Inter-bancária de Serviços, Siemens, Unisys e Ydreams.

Cada empresa compromete-se a garantir estágios a alunos dos cursos profissionais Técnico de Desenho Digital 3D, Técnico de Electrónica, Automação e Computadores, Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos, Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, Técnico de Informática de Gestão e Técnico de Multimédia. Os números de estágios disponibilizados não são porém claros, sendo referido apenas que serão "centenas de estágios" que decorrem em Portugal ou no estrangeiro.

Recorde-se que em Outubro, quando a iniciativa foi apresentada, a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues salientou a importância destes programas para reduzir o abandono escolar e aumentar a taxa de sucesso dos alunos nos cursos do ensino profissional. Na altura as empresas envolvidas comprometeram-se a lançar um pacote de 10 estágios no início de 2008 para os melhores alunos.

Como complemento desta iniciativa o Ministério lançou ainda hoje uma plataforma electrónica através da qual se processa a oferta e procura de estágios.
Título:
Enviado por: comanche em Março 24, 2008, 10:30:43 pm
Ciência: Um quarto da produção científica portuguesa é feita pela Universidade do Porto - Institute for Scientific Information (EUA)


Citar
Porto, 24 Mar (Lusa) - Quase um quarto da produção científica nacional tem origem na Universidade do Porto (UP), indica um estudo do Institute for Scientific Information (ISI), dos EUA, a cujas conclusões a Lusa teve hoje acesso.

O ISI gere uma base de dados - a Web of Science (Rede de Ciência) - que semanalmente é actualizada com todos os artigos publicados num vasto conjunto de revistas científicas mundiais de todas as especialidades, previamente avaliadas, das áreas das Ciências, Ciências Sociais e Artes e Humanidades.

Os dados da Web of Science mostram que em 2007 foram publicados 7.700 artigos científicos, produzidos em Portugal, dos quais cerca de um quarto contaram com a participação de investigadores, estudantes ou docentes da UP.

Os dados disponibilizados, desde 1998 a 2007, mostram que a produção de artigos científicos produzidos em Portugal quase triplicou durante este período, já que passou dos 2.898 de 1998 para os 7.700 de 2007.

Neste mesmo período registou-se um aumento constante do peso da contribuição da UP para o número de artigos científicos publicados em revistas internacionais, provenientes de Portugal.

Em 1998, a UP contribuiu com 19,6 por cento para este número, percentagem que vem subindo anualmente até aos 22,4 por cento de 2007, com indicadores sempre superiores a 20 por cento nos últimos cinco anos.

"É claro que estamos muito satisfeitos com estes números, mas o mais importante é que eles mostram que as universidades portuguesas estão a crescer acima do crescimento do país", afirmou José Sarsfield Cabral, pró-reitor da UP hoje contactado pela Lusa para comentar estes números.

Sarsfield Cabral disse ainda que as universidades portuguesas "estão a melhorar a sua posição no contexto internacional, num campeonato com milhares de universidades em todo o mundo".

O académico referiu também que "a UP poderia conseguir uma classificação ainda melhor", mas que "acaba por ficar prejudicada por ser particularmente forte nas áreas das Artes e Humanidades, que está subrepresentada no conjunto das muitas centenas de revistas científicas consideradas pela Web of Science".

Apesar disso José Sarsfield Cabral sublinhou que as Ciências da Vida e a Química são as áreas que têm vindo a apresentar maior crescimento na Universidade do Porto, em termos de produção científica.

O pró-reitor da UP chamou ainda a atenção para o facto da UP, "que representa 14 por cento do orçamento e do número de alunos das universidades portuguesas, contribuir com 22,4 por cento em termos de produção científica nacional".

"Isto é motivo de satisfação para todos os que trabalham nesta universidade", salientou.

A UP, que é a maior universidade portuguesa, conta actualmente com 69 unidades de investigação, 31 das quais (45 por cento do total) são classificadas com "Excelente" ou "Muito Bom" nas últimas avaliações independentes realizadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A nível internacional, a UP é a instituição portuguesa melhor colocada nos "rankings" internacionais de produção científica.

A UP está no 11º lugar no "Ranking Ibero-Americano das Instituições de Investigação e no 459º lugar no Performance Ranking of Scientific Papers for World Universities, sendo a 195ª universidade europeia nesta classificação.

Título:
Enviado por: comanche em Março 25, 2008, 07:19:42 pm
Justiça: Investigadores lêem consumo de droga num cabelo e detectam antipsicóticos na saliva ou suor

Citar
Covilhã, Castelo Branco, 25 Mar (Lusa) - A Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, está envolvida em dois projectos para detecção de drogas no corpo humano de formas alternativas, nomeadamente sem recurso a colheitas de sangue.

Um deles lê num cabelo humano o registo de consumo de drogas ao longo dos últimos tempos, enquanto outro usa saliva ou suor, em vez de sangue, para detectar o consumo de antipsicóticos.

Os trabalhos em curso na área da toxicologia foram hoje apresentados num laboratório da Faculdade, durante uma visita de Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) - que colabora na invetsigação - e de responsáveis do Ministério da Justiça.

Eugénia Galhardo, investigadora espanhola radicada na Covilhã há sete anos, dirige o projecto centrado na saliva e suor para detectar o consumo de medicamentos antipsicóticos.

"As autoridades já fazem a detecção de algumas substâncias através de saliva", por exemplo, em operações de trânsito rodoviário. "Nós estamos a fazer uma abordagem inovadora especificamente sobre antipsicóticos", explicou a especialista oriunda de Santiago de Compostela.

Os antipsicóticos são fármacos preferencialmente usados no tratamento de psicoses, sobretudo a esquizofrenia. Segundo Eugénia Galhardo, a sua detecção pode ser relevante nalgumas situações, porque têm "uma acção psicotrópica, com efeitos sedativos e psicomotores".

Na investigação, "o objectivo é monitorizar doentes que estão sob a acção de antipsicóticos e comparar as colheitas tradicionais, como o plasma, sangue e urina, com a saliva ou suor".

"Uma vez validada a metodologia, pode ser aplicada a toda a população", sublinhou Eugénia Galhardo, que acredita que a validação pode ser alcançada até final do ano.

A partir daí, a técnica tem credibilidade para ser usada em laboratório ao serviço da Justiça ou qualquer outra instituição.

A Faculdade de Ciências da Saúde em parceria com o INML está também a orientar um projecto de doutoramento que pretende detectar drogas, como opiáceos e canabinóides, entre outras, através de amostras de cabelo.

"À medida que o cabelo cresce, é possível traçar um perfil de consumo", explicou à Agência Lusa Mário Barroso, especialista na área de toxicologia forense da delegação sul (Lisboa) do INML.

"É possível associar a presença de determinadas substâncias no cabelo ao consumo de drogas e, mediante o comprimento, fazer a correspondência com um determinado período no tempo", explicou.

O cabelo cresce cerca de um centímetro por mês, "mas cada caso é um caso", ressalvou Mário Barroso.

"Quanto mais comprido, mais cuidado é necessário na análise", disse.

A colheita obedece a alguns critérios específicos, alguns ainda em estudo, como a necessidade de amostra de cabelo ter de ser recolhida em zonas onde "o crescimento é mais homogéneo", explicou.

O projecto "está no início" e, por enquanto, a metodologia está apenas validada para consumo de cocaína. No final, pretende ser aplicado a todos os tipos de drogas de abuso mais correntes, sejam opiáceos ou canabinóides.

Os trabalhos de investigação estão interligados e apresentam como principais vantagens "o facto de não serem invasivos e a facilidade de recolha das amostras, que pode ser feita praticamente por qualquer pessoa", frisou Eugénia Galhardo.

Se um dia chegarão a nossas casas, "isso depende mais da indústria e da capacidade de inventar as máquinas em tamanho mais reduzido", acrescentou.

Título:
Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 03:26:12 pm
Programa MIT Portugal reúne trabalho de líderes industriais e científicos - governo

Citar
Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse hoje que a grande mais-valia do programa MIT Portugal é estar a trazer para o país uma forma de trabalho conjunta entre líderes industriais e científicos que não existia anteriormente.

"Essa é talvez a maior mais-valia do programa MIT, o facto de estar a trazer para Portugal conhecimento que aqui não existia, quer na indústria quer na investigação académica, uma forma de trabalhar em conjunto entre líderes industriais e científicos que não se sabia fazer aqui, mas que já está a ser desenvolvida noutras partes do mundo", disse Mariano Gago no primeiro dia da conferência europeia de Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Para o governante, este não é um trabalho fácil porque as formas de trabalhar e de organização são muito diferentes.

"Temos umas centenas de pessoas envolvidas no programa, sendo que o número tem tendência a aumentar, disse o ministro.

Contudo, para Mariano Gago, mais importante do que o número é a qualidade das pessoas e das relações, que considerou "muito inesperadas", nomeadamente entre empresas internacionais e portuguesas e entre essas e as universidades.

De acordo com o ministro, desde que o MIT Portugal foi criado, em Outubro de 2006, que "a relação entre a universidade e a indústria conseguiu avançar muito mais depressa do que se pensava no início".

"Neste momento o MIT está a usar Portugal como plataforma para o resto da Europa; hoje em dia diria que o MIT está a ser olhado com muita atenção pelo resto da Europa e pelo próprio MIT como um caso exemplar de interacção com a Europa", acrescentou o ministro.

O governante notou ainda a necessidade de inverter o fluxo de investigadores e estudantes europeus que vão para os EUA, incentivando a vinda desses norte-americanos para a Europa.

"Hoje sabemos qual é o segredo: é termos centros de investigação/zonas/cidades onde existam universidades e indústrias com capacidades de atracção à escala mundial", disse o ministro.

Título:
Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 10:48:31 pm
Ciência: Portugal poderá tornar-se exportador de tecnologias de energia - Mariano Gago

Citar
Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O ministro da Ciência e da Tecnologia, Mariano Gago, afirmou hoje que Portugal poderá tornar-se, na próxima década, exportador de tecnologias para aproveitamento de novas energias e para gestão de recursos energéticos.

Falando aos jornalistas após a assinatura dos acordos entre o Estado Português, empresas nacionais e o MIT (sigla inglesa de Instituto de Tecnologia de Massachusetts) - cerimónia que foi presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates - Mariano Gago destacou a importância do protocolo estabelecido para investigação na área da energia.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior começou por referir que "grande parte das novas fontes de energia que Portugal aplica actualmente foram investigadas e desenvolvidas por empresas estrangeiras".

"Foram invenções que Portugal pagou a outros, porque foram outros que as desenvolveram. Pela primeira vez, Portugal tem a possibilidade de estar na nova geração de fontes de energia e de novas tecnologias para economia de energia e gestão de recursos energéticos", sustentou o membro do Governo.

De acordo com Mariano Gago, as empresas portuguesas poderão começar a exportar tecnologias de energia "muito rapidamente, porque esta é uma área interdisciplinar, em que há um cruzamento entre tecnologias de informação, tecnologias electromecânicas e outras".

"Prevejo que grande parte desta actividade possa ter lugar certamente durante a próxima década", acrescentou.

Mariano Gago destacou ainda que, pela primeira vez, a iniciativa do MIT Energy "abre-se a um parceiro público, o que é uma honra para Portugal".

"Nos Estados Unidos, o MIT é um grande exemplo de aposta e de investigação nas energias renováveis. O director do programa do MIT Energy, Ernst Moniz, foi subsecretário de Estado da Energia nas presidências de Bill Clinton (1992/2000) e é uma das pessoas mais influente dos Estados Unidos em relação a esta matéria", sublinhou ainda o ministro da Ciência.

Para Mariano Gago, é por isso "essencial que as universidades e as empresas portuguesas tenham agora a oportunidade de participar desde a fase inicial em todo o trabalho de investigação".

"Esse trabalho só poderá a prazo melhorar a competitividade de Portugal e a própria estratégia nacional na área energética", acrescentou.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 01, 2008, 09:52:30 pm
Ciência: Investigadora Margarida Santos recebe Prémio Pulido Valente por avanços no estudo da formação dos anticorpos

Citar
Lisboa, 01 Abril (Lusa) - A investigadora Margarida Almeida Santos recebe quarta-feira o Prémio Pulido Valente Ciência por demonstrar o papel de uma proteína na forma como o organismo produz os anticorpos que combatem as infecções.

O trabalho de Margarida Almeida Santos, de 31 anos, intitulado "Notch1 engagement by Delta-like 1 promotes differentiation of B lymphocytes to antibody-secreting cells", foi publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Os anticorpos produzidos pelo organismo são cruciais para que o sistema imunitário combata as infecções, mas a produção desregulada destes anticorpos pode dar origem a doenças, nomeadamente as auto-imunes (como o Lúpus) ou alguns tipos de cancro.

A investigadora debruçou-se especialmente sobre o receptor (ou sinal) Notch, uma proteína que existe na membrana das células humanas.

Quando proteínas específicas se ligam a este receptor, activa-se um sinal que se desloca para o núcleo da célula, onde vai "comandar" a expressão de genes que podem ter variadas e importantes funções.

Margarida Almeida Santos demonstrou pela primeira vez o papel do Notch no processo de especialização das células que produzem anticorpos, ao observar que quando o receptor é inibido, em células de cultura, há uma drástica redução de anticorpos e que, pelo contrário, quando é activado, a sua produção aumenta.

A investigação sugere que a manipulação deste receptor permitirá construir métodos terapêuticos para tratar doenças que resultem da desregulação da produção de anticorpos por excesso ou defeito.

Margarida Albuquerque Almeida Santos licenciou-se em Biologia Molecular pela Faculdade de Ciências de Lisboa em 1999 e fez o estágio de investigação em Microbiologia no Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB).

Entre 2002 e 2007 desenvolveu o trabalho de Doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência e doutorou-se em 2007 em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Actualmente trabalha no Departamento de Patologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, no Laboratório do Professor Warren Pear, dedicado a investigação na área do cancro, nomeadamente linfomas, leucemias e mieloma.

O Prémio Pulido Valente Ciência, no valor de 10.000 euros, é atribuído anualmente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pela Fundação Professor Francisco Pulido Valente (FPFPV) ao melhor trabalho publicado no domínio das Ciências Biomédicas por investigadores em laboratórios nacionais com menos de 35 anos.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 02, 2008, 12:24:22 pm
Grupo 3B’s da UMinho publica artigo na revista científica Science

Citar
O Grupo 3B’s da Universidade do Minho acaba de publicar na última edição da Revista cientifica Science um artigo que resulta da sua colaboração com o IBNAM - Institute for BioNanoTechnology in Medicine da Nortwestern University, Chicago, EUA, sobre medicina regenerativa/engenharia de tecidos humanos e na utilização de células estaminais humanas: “a Criação de Novos Mini-laboratórios de Células Estaminais Humanas Formados por Organização Molecular Espontânea”.

O trabalho desenvolvido maioritariamente por Ramille M. Capito (IBNAM) e Helena Azevedo (3B’s -UM) resulta da articulação de projectos em curso no grupo de Chicago liderado por Samuel I. Stupp e do projecto da União Europeia - Marie Curie POLYSELF - da responsabilidade do director do Grupo 3B’s Rui L. Reis. No âmbito desse projecto Helena Azevedo, investigadora Doutorada do grupo 3B’s desde 2001, passou cerca de ano e meio a desenvolver trabalho na Northwestern University.

Consegue imaginar o que é ter um polímero (o que vulgarmente chamamos plástico) e uma pequena molécula (algo tipo mas mais pequeno que uma proteína) que instantaneamente se conseguem auto-organizar para formar um saco forte mas flexível, em que é possível cultivar células estaminais humanas, criando uma espécie de laboratório em miniatura? Pense também que o saco poderia, quando utilizado em terapias celulares ou medicina regenerativa, poderia proteger as células estaminais do sistema imunitário do paciente, sendo depois biodegradado ao longo de tempo quando chegasses ao seu destino, libertando as células para fazer o seu trabalho de regeneração de tecidos. Parece impossível? Futurista? Talvez não, ou apenas parcialmente!

De acordo com Rui L. Reis, os investigadores conseguiram demonstrar que é possível produzir estes sacos de forma espontânea e que células estaminais humanas podem crescer no seu interior. Os sacos podem permanecer por semanas em cultura e as suas membranas são permeáveis a proteínas e nutrientes, incluindo algumas moléculas de grande dimensão (como factores de crescimento). Ou seja o mini-laboratório existe de facto e pode receber os necessários consumíveis.

O professor explica em comunicado, que um dos desafios mais interessantes para a ciência actual consiste na descoberta de moléculas com capacidade de organização espontânea em estruturas bem definidas e com propriedades e funcionalidades únicas. Este fenómeno é conhecido como “molecular self-assembly” (auto-organização molecular) e apresenta grande potencial na área da medicina regenerativa. De facto com este tipo de tecnologia é possível sintetizar moléculas (por exemplo sequências de péptidos – materiais semelhantes às proteínas formados pela ligação de dois ou mais aminoácidos) com funcionalidades específicas e capacidade de regular diferentes funções celulares (adesão, proliferação e diferenciação) relevantes por exemplo para as células estaminais.

A utilização deste tipo de moléculas em medicina regenerativa apresenta um conjunto de benefícios significativos. Um que resulta imediatamente claro é a possibilidade de desenvolver métodos cirúrgicos não invasivos, dado que a formação destas estruturas supramoleculares poderá ser programada para ocorrer in-vivo em contacto directo com diferentes tecidos.

A presente edição da prestigiada revista Science (28 Março de 2008 Vol 319, Issue 5871) descreve uma importante descoberta nesta área de materiais que são capazes de organizar as suas moléculas de forma espontânea. Um artigo científico, de autoria de investigadores da Northwestern University e do Grupo 3B’s da U. Minho, descreve pela primeira vez a formação instantânea de uma estrutura macroscópica na forma de saco ou membrana quando duas soluções, uma contendo um polímero natural de grande dimensão (como os que sempre foram estudados no grupo 3B’s nos últimos 10 anos) e outra contendo moléculas de péptidos (de um determinado tipo específico que têm vindo a ser estudados há cerca de sete anos no grupo de Chicago) de menor dimensão e de carga eléctrica oposta, são colocadas em contacto. O biopolímero usado é o ácido hialurônico que é facilmente encontrado no corpo humano, em lugares como articulações e cartilagem, e que tem sido amplamente estudado no U. Minho no âmbito de diversos projectos de engenharia de tecidos de cartilagem.

Estas estruturas sólidas formam-se quando a solução de polímero, mais viscosa e densa, é colocada no topo da solução de péptido. À medida que a solução de polímero submerge na outra solução ocorre a constante renovação da interface líquido-líquido com o consequente crescimento da membrana, até que a solução de polímero fica completamente submergida resultando na formação “auto-organizada” de um saco fechado, de dimensões macroscópicas mas resultante de uma organização à nano-escala.

Quando observadas ao microscópio de elevada resolução, estas estruturas apresentam um sofisticado grau de organização na qual se observa o alinhamento de nano-fibras orientadas perpendicularmente à interface. Pensa-se que esta ordem é responsável pelas propriedades únicas deste sistema, tais como a sua capacidade de “auto-cicatrização”, significando que quando um pequeno defeito/orifício é efectuado na superfície, a membrana é capaz de fechar por si só, como acontece em alguns sistemas vivos. Esta particularidade permite, por exemplo, a injecção de outros componentes (fármacos ou outros agentes terapêuticos e/ou células estaminais) para o interior da membrana/saco e a sua fácil oclusão. Tal nunca tinha sido conseguido antes com qualquer outro tipo de material.

É também extremamente importante referir que esta membrana é suficientemente robusta para ser facilmente manipulada e suturada. Além disso, apresenta outras importantes características como permeabilidade a moléculas maiores como proteínas e factores de crescimento, indicando o potencial destes materiais como sistemas de libertação controlada de agentes terapêuticos.

Uma das possibilidades mais interessantes, que se abre pela primeira vez com a publicação deste trabalho, é a de utilizar estes materiais como fábricas vivas de tecidos humanos baseados na utilização de células estaminais e cocktails de diferenciação. De facto, estes “sacos” podem funcionar como “mini-laboratórios” onde células estaminais podem ser encapsuladas e estimuladas para se diferenciarem em células de diferentes tecidos. Este tipo de sistema proporciona inúmeras oportunidades de aplicação em terapias celulares, podendo ser facilmente introduzido de uma forma não invasiva na zona do corpo que se pretende regenerar através de uma simples injecção. As possibilidades são imensas e o grupo 3B’s vai continuar a explorar as potencialidades deste tipo de materiais “inteligentes” reforçando ainda mais a sua actividade de investigação neste domínio.

Já neste mês de Abril realiza-se na Madeira um workshop de alto nível, com alguns dos maiores especialistas mundiais da área, no âmbito de projecto Europeu InVENTS da responsabilidade de Rui L. Reis. Helena Azevedo será uma das palestrantes convidadas nesse evento. O Prof. Samuel I. Stupp, autor sénior do artigo da Science, será um dos conferencistas plenários no encontro Europeu da Sociedade Mundial de Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa (TERMIS) que reunirá cerca de 800 investigadores de mais de 40 Países no próximo mês de Junho no Porto, e cuja organização é da responsabilidade de Rui Reis e do Grupo 3B’s. Nessa ocasião visitará o Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa, então já em pleno funcionamento no AvePark nas Taipas, que será liderado pelo mesmo investigador responsável pelo grupo de Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos da U. Minho, e que terá pólos em mais 20 locais em 13 países da Europa. A spin-off Stemmatters criada pelo grupo 3B’s, e já vencedora do prémio START de empreendedorismo em 2007, ficará localizada no mesmo edifício.
Título:
Enviado por: comanche em Abril 02, 2008, 12:24:55 pm
Investigadores portugueses estudam "culpados" por morte de neurónios nas doenças de Alzheimer e Parkinson


Citar
Lisboa, 02 Abr (Lusa) - Um estudo de dois jovens investigadores portugueses acerca do papel dos percursores tóxicos e dos aglomerados proteicos na morte dos neurónios em doenças como Alzheimer e Parkinson é hoje publicado na revista científica internacional PLoS ONE.

Intitulado "Formation of Toxic Oligomeric a-Synuclein Species in Living Cells" ("Formação de Espécies Tóxicas de Alfa-Sinucleina em Células Vivas"), o estudo pode desde já ser lido na versão digital da revista - alojada em www.plosone.org (http://www.plosone.org) - e será posteriormente publicado na edição impressa.

Em doenças como Parkinson e Alzheimer, uma das questões centrais prende-se com a identificação dos "culpados" pela morte dos neurónios que se perdem nestas patologias e, até há pouco tempo, a presença de aglomerados proteicos no cérebro era a explicação lógica para o mau funcionamento ou a morte neuronal.

Porém, o trabalho desenvolvido pelos investigadores portugueses Tiago Fleming Outeiro, de 31 anos, e Filipe Carvalho, de 27 anos, em conjunto com seis colegas da Escola Médica de Harvard, nos EUA, mostra que a morte dos neurónios pode ter uma explicação mais complexa.

"Pela primeira vez, conseguimos visualizar, em células vivas, os percursores dos aglomerados proteicos, concluindo que são até mais tóxicos para as células", declarou Tiago Outeiro, que a 22 de Junho publicou um estudo sobre a doença de Parkinson na revista Science.

No âmbito da investigação, desenvolvida ao longo de dois anos (entre 2005 e 2007), o grupo aplicou uma técnica inovadora, "que consiste na complementação da actividade de uma proteína fluorescente (proteína fluorescente verde ou GFP) através da junção de duas metades não funcionais da mesma proteína", explicou Tiago Fleming Outeiro, exemplificando que é "como juntar duas metades de uma moeda partida ao meio".

A utilização desta técnica permitiu detectar a formação de micro-aglomerados, que não era possível observar noutros moldes devido às suas reduzidas dimensões.

Os investigadores observaram também que proteínas como a HSP70, pertencente a uma família conhecida como "chaperones moleculares" (que participam no funcionamento normal de diversas proteínas dentro das células), têm a capacidade de prevenir a formação destes micro-aglomerados, reduzindo a toxicidade que lhes está associada.

Segundo Tiago Outeiro, "além de constituir um avanço técnico na observação das partículas tóxicas", a investigação permite "o desenvolvimento de novas estratégias para reduzir a toxicidade das mesmas".

As descobertas são válidas para Alzheimer, Parkinson e outras doenças com percursores tóxicos e aglomerados proteicos e abrem a porta a novas oportunidades terapêuticas, "permitindo avançar para a criação de uma substância química - que assumirá posteriormente a forma de um medicamento - para actuar ao nível dos percursores, nomeadamente impedindo a sua formação", explicou o jovem investigador à agência Lusa.

Os medicamentos poderão vir a ser utilizados logo que surjam os primeiros sintomas, de modo a travar a progressão da doença, ou a título preventivo em pessoas que, devido a factores genéticos ou ambientais, façam parte de grupos de risco.

Em Dezembro, Tiago Outeiro revelou à Lusa que um teste para detectar a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver a doença de Alzheimer estava disponível no Instituto de Medicina Molecular, embora a sua realização dependa de indicação médica.

O teste - destinado a pessoas que reúnem condições específicas, como terem mais de 60 anos ou terem doentes de Alzheimer na família - consiste na determinação dos níveis de 18 proteínas no plasma sanguíneo em pessoas que estão em estádios iniciais da doença, ou seja, quando os sintomas ainda não se manifestaram.

"Quando o teste dá resultado positivo, a fiabilidade ronda os 85 por cento", esclareceu Tiago Outeiro, acrescentando que entre o resultado e o surgimento dos primeiros sintomas podem passar até cinco anos.

À data, o investigador afirmou igualmente que a sua equipa estava a tentar desenvolver um teste capaz de facultar resultados fiáveis também para o risco de incidência da doença de Parkinson.

Neste momento estima-se que existam em Portugal 70 mil pessoas afectadas pela doença de Alzheimer e 20 mil a sofrer de Parkinson.

Doutorado em Ciências Biomédicas no Instituto Tecnológico de Massachusetts, nos Estados Unidos, Tiago Fleming Outeiro concluiu um pós-doutoramento em Harvard e está há sete meses no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, onde lidera um grupo de sete pessoas que se dedica ao estudo da base molecular de doenças neurodegenerativas com o objectivo de desenvolver novas formas de intervenção nas patologias ainda sem cura.

Filipe Carvalho, que em 2006, quando era estudante de Medicina no Porto, trabalhou durante dois meses com Tiago Fleming Outeiro na Escola Médica de Harvard, integra esta equipa do Instituto de Medicina Molecular.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 03, 2008, 10:44:07 pm
Sloan Industry Studies Fellowship” distingue Professor da FCEE|Católica

Citar
Francisco Veloso foi um dos cinco vencedores do “Sloan Industry Studies Fellowship” 2008, reputado prémio da Fundação Alfred P. Sloan que distingue líderes intelectuais cuja investigação tenha contribuído para a dinâmica e sucesso nas indústrias modernas. O professor da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa (FCEE| Católica), foi um dos seleccionados pela sua investigação no contexto da indústria automóvel.




De acordo com a Faculdade, parte importante do seu trabalho está associada ao estudo deste sector em Portugal tendo o professor, entre outras iniciativas, liderado o estudo pioneiro “GAP – Estratégias Globais para o Desenvolvimento da Indústria de Componentes Automóveis em Portugal”, promovido pelo IAPMEI e pela INTELI em 1999.

As Fellowships para o estudo de indústrias da Fundação Sloan têm por objectivo distinguir investigadores de excelência no início da sua carreira académica, cujo trabalho contribua para uma melhor compreensão dos processos que determinam o sucesso nas indústrias. Este tipo de investigação requer um significativo investimento pessoal, desenvolvimento de uma compreensão dos mercados, empresas e instituições de uma determinada indústria e envolve a integração de observação directa com teorias e análise.

Envolvendo nomeações dos melhores académicos de uma geração vindos de muitas disciplinas académicas, desde a engenharia, à gestão ou economia, este é um prémio extremamente competitivo. Os vencedores eleitos por um comité de académicos distintos das várias disciplinas que contribuem para esta área de trabalho recebem como prémio 45 mil dólares para usar como desejarem no avanço da sua investigação durante um período de dois anos.

A investigação em gestão e política de ciência, tecnologia e inovação do Professor Francisco Veloso, com particular enfoque na capacitação e desenvolvimento da indústria automóvel, já o levou a publicar artigos científicos em algumas das mais destacas revistas internacionais nestes domínios. Actualmente divide o seu tempo entre a FCEE| Católica e o departamento de “Engineering and Public Policy” da Carnegie Mellon University onde também lecciona.

Francisco Veloso é doutorado em ‘Technology, Management and Policy’ pelo Massachusetts Institute of Technology, tem o mestrado em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia do Instituto Superior de Economia e Gestão e a licenciatura em Engenharia Física Tecnológica do Instituto Superior Técnico. Foi ainda galardoado com o prémio ‘Excellence and Leadership in Technology and Policy’ do MIT bem como o prémio ISEG/JNICT para o melhor aluno de Mestrado.

Francisco Veloso tem desenvolvido a sua investigação no contexto da indústria automóvel, estando uma parte importante do seu trabalho associada ao estudo da indústria em Portugal, numa parceria Inteli-MIT. Além disso tem trabalho desenvolvido em inúmeras organizações como o Asian Development Bank, a McKinsey & Co., a Accenture, a Comissão Europeia, a Inteli e o CEIIA. É, segundo a Faculdade, o primeiro português a ser premiado pelo seu trabalho nos EUA.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 07, 2008, 12:43:03 pm
Malária: Investigadora portuguesa recebe prémio europeu

Citar
Lisboa, 07 Abr (Lusa) - A investigadora Cristina Rodrigues recebe sexta-feira em Paris um prémio europeu pela sua tese de doutoramento em Biologia Celular, em que identificou factores do hospedeiro importantes para a infecção das células do fígado pelo parasita da malária.

A cientista receberá o "Era-NET PathoGenoMics PhD Award" na conferência europeia "Genomes 2008", onde terá a oportunidade de apresentar as conclusões da investigação, desenvolvida na Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

"O conhecimento da biologia básica das interacções entre o hospedeiro e o parasita é essencial para o desenvolvimento de abordagens profilácticas e o tratamento da doença através do bloqueio de factores que o parasita necessite para infectar", disse hoje a investigadora à Lusa ao ser questionada sobre as implicações do trabalho a nível terapêutico.

Na conferência "Genomes 2008" participam investigadores que em todo o mundo se dedicam ao estudo de microrganismos patogénicos e aproveitam a ocasião para partilhar e discutir os seus trabalhos nessa área.

"Este prémio é muito importante para mim porque reflecte a apreciação do trabalho que realizámos pela comunidade científica internacional", afirmou Cristina Rodrigues. A tese foi orientada por Maria Manuela Mota, no IMM, em colaboração com Graça Vieira, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O prémio, no valor de 2.000 euros, é atribuído por um júri de três cientistas de topo na área dos microrganismos patogénicos e destina-se a distinguir anualmente as três melhores teses de doutoramento publicadas na Europa.

A "Genomes 2008" é organizada por investigadores de institutos europeus e decorre no Instituto Pasteur em Paris.

Cristina Rodrigues licenciou-se em Biologia Microbiana e Genética na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (2003) e dedica-se desde então ao estudo da malária, nomeadamente no Cenix BioScience GmgH em Dresden (Alemanha), no IMM e no Instituto Gulbenkian de Ciência.

Erradicada em Portugal desde o final dos anos 60, a malária é uma doença infecciosa causada pelo protozoário unicelular Plasmodium, transportado pela fêmea do mosquito Anopheles.

De acordo com dados do "Malária Atlas Project" recentemente publicado, registam-se anualmente 500 milhões de casos de malária, dos quais resultam mais de um milhão de mortes, sendo que 80 por cento das vítimas, na sua maioria crianças, vivem na África intertropical.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 08, 2008, 01:40:34 pm
Genética: Cientista portuguesa descobre papel de um gene na regulação celular com implicações no cancro


Citar
Lisboa, 08 Abr (Lusa) - Uma investigadora portuguesa que está a doutorar-se nos Estados Unidos descobriu que um gene chamado Diáfano (ou Dia) tem uma importante função reguladora na formação dos tecidos e poderá desempenhar um papel no cancro.

Num estudo publicado na última edição da revista científica norte-americana Development, Catarina Homem e Mark Peifer, seu orientador de doutoramento, mostram que uma mutação desse gene, estudado na mosca da fruta (Drosophila), provoca perda de adesão e mobilidade anormal nas células, como acontece na formação das metástases tumorais.

A descoberta contribui para uma melhor compreensão da regulação genética da formação dos tecidos e órgãos e poderá abrir caminho a intervenções terapêuticas.

"Muitos dos cancros familiares ou hereditários, como o cancro gástrico, estão associados a mutações no gene que codifica as E-caderinas, que são proteínas críticas para a adesão entre células, e pensa-se que essas mutações são responsáveis pela mobilidade e invasão celular", disse hoje Catarina Homem à agência Lusa.

A investigação concluiu que as proteínas que regulam o esqueleto das células fortalecem a adesão entre elas e que mutações nessas proteínas levam à degradação das E-caderinas e à promoção da mobilidade celular.

"Neste trabalho tentámos elucidar quais os mecanismos celulares envolvidos entre forte adesão celular e inibição de mobilidade e invasão celular", indicou a cientista, que está a preparar o seu doutoramento em Biomedicina na Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.

"As células de mosquinhas mutantes para este gene aderem menos fortemente entre si e passam a ser mais móveis e a invadir tecidos vizinhos, revelando que a proteína Dia é necessária para manter uma adesão estável entre células e, consequentemente, para inibir a migração celular", referiu Catarina Homem.

Estes resultados "revelam um possível mecanismo envolvido na formação de metástases e indicam mais um conjunto de proteínas que também poderão ser responsáveis por certos tipos de cancros", acrescentou.

Segundo explicou, o processo de transição de células imóveis e aderentes para células móveis e invasoras é importante para o normal desenvolvimento embrionário e "poderá ser o mecanismo usado por células cancerígenas no processo de formação de metástases, onde células tumorais se desligam das suas células vizinhas e migram para outros locais, iniciando tumores secundários".

Licenciada em Bioquímica pela Universidade do Porto, Catarina Homem é aluna do Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biomedicina (PGDB) na Universidade da Carolina do Norte.

A Development é uma revista bimensal com elevado factor de impacto cujo objectivo é publicar e divulgar descobertas fundamentais sobre os mecanismos celulares e moleculares do desenvolvimento de animais e plantas.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 08, 2008, 02:01:09 pm
Ciência:Alteração hormonal nas amêijoas provocada por químicos nas águas podem afectar infertilidade humana - especialista


Citar
Faro, 08 Abr (Lusa) - Compostos químicos presentes em detergentes e lançados em zonas costeiras através dos esgotos estão a provocar alterações hormonais em amêijoas brancas que podem estar relacionados com problemas de infertilidade de quem as consome, diz uma especialista da Universidade do Algarve.

O fenómeno foi detectado pela primeira vez em Portugal no Rio Guadiana por uma equipa de investigadores do Grupo de Ecotoxicologia e Química Ambiental do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve (UAlg).

A alteração sexual em búzios - que provoca que fêmeas se tornem machos -, já era conhecida, mas a alteração inversa na amêijoa branca (ou lambujinha) é um fenómeno mais recente, disse à Lusa uma especialista.

Segundo Maria João Bebianno, coordenadora daquele grupo, alguns compostos de detergentes ou medicamentos lançados no ambiente através dos esgotos estão a alterar o funcionamento normal do sistema endócrino das amêijoas brancas.

O fenómeno dá pelo nome de "intersex" e consiste na existência simultânea de características femininas e masculinas no mesmo organismo, sendo que a tendência é que as amêijoas "macho" se tornem em fêmeas, explica a investigadora.

Estas alterações podem não só implicar falhas reprodutivas e consequentes rupturas nos "stocks" de amêijoas brancas como afectar o funcionamento hormonal das pessoas que as ingerem, diz a especialista.

Embora tenha menos valor comercial e seja menos consumida do que a amêijoa preta, a branca acumula componentes químicos que podem estar relacionados com alguns problemas de infertilidade ou diminuição de esperma em humanos, segundo Maria João Bebiano.

Isto porque os efluentes, apesar de parcialmente tratados, mantêm uma carga tóxica, o que podia ser atenuado se as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) estivessem preparadas para tratar esses compostos.

"As ETAR não se adaptaram tecnologicamente ao que é lançado no ambiente e não tratam derivados de detergentes ou medicamentos rejeitados pelas pessoas, o que faz com que se produza um 'cocktail'", observa a investigadora.

Depois do fenómeno ter sido detectado no Rio Guadiana, uma equipa de dez investigadores do CIMA está agora a fazer levantamentos noutros locais do Algarve, nomeadamente na Ria Formosa, nas zonas de Tavira e Faro.

O fenómeno também ocorre nos búzios, à escala mundial, mas é causado pelos compostos químicos presentes nas tintas utilizadas nos cascos dos barcos e que servem para evitar a fixação de alguns organismos.

"Basta uma pequena concentração de químicos para provocar isto, o equivalente a duas chávenas de chá numa piscina olímpica", exemplifica a investigadora, salientando que o fenómeno é quase tão perigoso como as alterações climáticas.

Estas alterações sexuais também estão a acontecer em peixes, o que, segundo Maria João Bebianno, "ainda é mais preocupante", embora não haja ainda dados concretos sobre a situação e a equipa esteja apenas a debruçar-se sobre a amêijoa branca.

Entre Maio e Setembro as amêijoas distinguem-se por serem do sexo masculino ou feminino, mas fora desse intervalo de tempo tornam-se hermafroditas.

O que os investigadores estão a verificar é que os machos vão ganhando características femininas e passam a apresentar ovócitos no tecido testicular.

Segundo Maria João Bebianno, deveria haver um controlo mais rigoroso dos compostos químicos expelidos nos efluentes ou a tentativa de encontrar no mercado produtos alternativos aos detergentes comuns.

A equipa do CIMA que está a estudar o fenómeno vai começar a recolher amostras de amêijoas e a analisá-las em laboratório com a finalidade de verificar se estão a ocorrer mudanças de sexo, esperando-se que haja resultados em Setembro.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 08, 2008, 02:17:58 pm
Tecnologia: Cientistas portugueses criam no Porto jogos para computador e robôs aéreos autosuficientes

Citar
Porto, 08 de Abril (Lusa) - A Neoscopio, uma empresa portuense constituída por um engenheiro, um físico, um químico e um psicólogo, começou o desenvolver um "jogo de acção" para computador cujo "cenário pode ser a Baixa do Porto".
 
O jogo ainda não tem nome e a sua história ainda está por definir, mas Miguel Andrade, director-geral da empresa e seu porta-voz, disse à Lusa que "estará disponível daqui por seis meses"´.

"Isto é inédito para o desenvolvimento de um jogo, que normalmente demora anos", sublinhou.

O segredo, afirma, reside na "utilização de parte de outros jogos" cujo "software" é do tipo "open source", ou seja, de acesso livre.

É esta matéria-prima tecnológica que a Neoscopio trabalha numa pequena sala rectangular de um dos pavilhões da UPTEC - Parque de Ciências e Tecnologia da Universidade do Porto.

O utilizador deste tipo de software, revela Miguel Andrade, tem "autorização para o modificar conforme lhe apetecer e fazer com ele o que lhe apetecer. Pode fazer as cópias que quiser desse software e inclusive vendê-lo".

A empresa apostou na "comercialização de software em open source" e os clientes-alvo são as "médias e grande empresas".

Segundo o seu director, "existe imenso software deste tipo pelo mundo inteiro, mas também há falta de empresas que dêem apoio, formação e garantia" nesta área.

A Neoscopio já tem um cliente: a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), para a qual Miguel Andrade, engenheiro electrotécnico, e a sua equipa fizeram "um portal para reclamações on-line".

"A ERS antecipou-se e teve o seu "site" a respeitar as normas neste domínio, com o nosso software", orgulha-se o responsável, detendo-se depois no jogo que a empresa começou a desenvolver.

"Vai ser disponibilizado gratuitamente para download", revela, entusiasmado.

Será um jogo em que "há combates e os jogadores tentam eliminar-se mutuamente", esclarece, ao mesmo tempo que faz uma rápida demonstração num computador portátil.

Não muito longe dali, num espaço similar, dois engenheiros mecânicos procuram desenvolver "instrumentos musicais em materiais compósitos, como as fibras de vidro e de carbono".

Júlio Martins e João Petiz juntaram-se e constituíram a IDEIA.M - Investigação e Desenvolvimento de Acessórios e Instrumentos Musicais.

A UPTEC acolheu-os e desde então trabalham numa "ideia" que Júlio Martins considera "praticamente inovadora" e com potencial para ser um bom negócio. As vantagens "são inerentes aos materiais", destacando-se, em primeiro lugar, "o peso".

Desenganem-se, no entanto, aqueles que pensam que poderão partir mais facilmente as suas guitarras de carbono em pleno palco, para gáudio dos fãs mais entusiastas.

"Bem pelo contrário", contraria Júlio Martins.

Não é por acaso que "a fibra de carbono é famosa por ser utilizada nos carros de fórmula 1 e na indústria aeronáutica e aeroespacial para reduzir várias vezes o peso e aumentar a resistência mecânica", lembra.

O responsável refere que, "numa guitarra, e para além da vantagem peso, há outras vantagens como a estabilidade dimensional e o facto de ser possível desenvolver um projecto em que podemos prever as propriedades finais do produto".

A madeira tem os seus caprichos. "Nunca se sabe muito bem para onde é que aquilo caminha", afirma, garantindo que as fibras oferecem ainda "possibilidade de inovar muito no design".

Os ecos que a IDEIA.M recebeu do mercado permitem a Júlio Martins e a João Petiz concluir que "há necessidade de uma empresa com mais conhecimento de fibras compósitas e de um acompanhamento junto das empresas nessa área".

Outra empresa alojada na UPTEC dedica-se aos "robôs com uma autonomia de decisão básica, ou seja, conseguem, sem intervenção humana, desempenhar determinadas tarefas sozinhas. Trata-se da OMNITA - Sistemas Autónomos para Monitorização.

"Posso dar como exemplo: o primeiro veículo que nós temos, um veículo aéreo não tripulado e que é capaz de fazer voo autonomamente. É-lhe dada uma missão, por exemplo fotografar ou filmar uma área, e ele sozinho executa-a", explica André Figueiredo, engenheiro electrotécnico.

"Nós cá em baixo apenas decidimos o que ele deve fotografar, que vídeos deve fazer, mas de resto ele desempenha a sua tarefa sozinho, sem controlo remoto", especifica. André Figueiredo e outros dois engenheiros concluíram que "isto dava jeito para muita coisa" e decidiram "voar" por conta própria e criar uma empresa, a OMNITA.

As construtoras, por exemplo, recorrem muitas vezes à fotografia aérea para poder fazer o acompanhamento de evolução de obras públicas, grandes vias, pontes, etc. Em vez de um avião, as empresas podem vir a recorrer a uns aparelhos que a OMNITA está a desenvolver.

São muito mais pequenos, não precisam de uma pista, nem de combustível, porque tem uma bateria, e não levam piloto. "Um deles pode estar oito horas no ar e outro duas horas", diz André Figueiredo, realçando, assim, outras vantagens que em sua opinião os produtos OMNITA podem oferecer face aos já existentes no mercado.

Os serviços subaquáticos também estão na mira desta empresa. Como exemplo, André Figueiredo aponta "as inspecções de pilares ou infra-estruturas subaquáticas que, desde que caiu a ponte de Entre-os-Rios, têm sido cada vez mais frequentes".

Os robôs podem fazer esse trabalho muito melhor do que qualquer mergulhador. "Não só não há risco para o ser humano como ainda conseguem ir a profundidades superiores, porque os mergulhadores estão limitados em termos de profundidade", defende o mesmo responsável.

"Também fornece informações mais precisas porque está muito mais bem equipado", completa André Figueiredo.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 08, 2008, 02:24:47 pm
Portugueses participam em marco histórico da investigação sobre a Úlcera do Buruli

Citar
Num artigo publicado na revista científica PLoS NTD foi descrito, pela primeira vez, o isolamento do agente infeccioso, M. ulcerans, a partir do ambiente, mais precisamente de um insecto aquático colhido em África. Este trabalho de colaboração internacional contou com o financiamento do Serviço de Saúde e Desenvolvimento Humano da Fundação Calouste Gulbenkian, com equipas de investigadores Portugueses coordenadas por Jorge Pedrosa e por Manuel Teixeira da Silva, do domínio de Microbiologia e Infecção do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), Universidade do Minho, e do Grupo de Imunologia de Peixes e Vacinas do Instituto de Biologia Molécula e Celular (IBMC), Porto.



Era já sabido que a Úlcera do Buruli ocorre perto de ambientes aquáticos, não sendo transmitida entre pessoas. Este facto sugere a existência de nichos aquáticos a partir dos quais poderia ocorrer a transmissão para humanos. Esta descoberta, que envolveu também cientistas dos EUA, Gana e Bélgica, liderados por Françoise Portaels no Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, foi considerada um marco histórico na investigação sobre a Úlcera do Buruli e um ponto de partida para a investigação futura sobre os seus reservatórios e transmissão, em dois artigos de comentário publicados nas prestigiadas revistas Science e PLoS NTD.

Neste momento, existem ainda outros projectos em curso no ICVS ligados à transmissão, profilaxia e tratamento da Úlcera do Buruli.

A Úlcera de Buruli
A úlcera do Buruli é uma doença necrotizante da pele e tecido subcutâneo que se manifesta por úlceras cutâneas que podem atingir áreas extensas do corpo, desfigurando e incapacitando permanentemente os indivíduos afectados. A úlcera do Buruli é provocada pela bactéria Mycobacterium ulcerans e representa a infecção micobacteriana mais comum, a seguir à tuberculose e à lepra, tendo sido identificada em aproximadamente 30 países, sobretudo de África, mas também da América Latina, Ásia e Austrália, estimando-se que nas regiões endémicas possa afectar até 20% da população. Embora descrita desde 1948, persistem muitas dúvidas sobre a sua transmissão, profilaxia e tratamento.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 09, 2008, 01:56:58 pm
Investigação: Projecto de regenerão de neurónios na medula espinhal recebe prémio da Gulbenkian

Citar
Porto, 09 Abr (Lusa) - A Fundação Calouste Gulbenkian entrega sexta-feira, no Porto, um prémio de mais de 50 mil euros a um projecto de investigação que poderá permitir criar novos analgésicos e a regeneração de neurónios da medula espinhal.

O projecto em causa é liderado por Filipe Monteiro, investigador do Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Em comunicado, a FMUP acrescenta que este projecto de investigação "pretende descobrir novas informações sobre o circuito da dor".

Adianta ainda que a investigação poderá "abrir portas para a cura de lesões da medula espinhal que são, actualmente, irreversíveis".

"Caso se obtenham os resultados esperados, a Faculdade de Medicina pode gerar conhecimentos que permitam desenvolver analgésicos e avaliar a possibilidade de regenerar neurónios da medula espinhal", acrescenta.

O trabalho consistirá na identificação de genes regulados por uma proteína muito particular, que se sabe ter um papel fulcral no estabelecimento do circuito da dor.

"Nos próximos dois anos, o investigador vai analisar a acção desta proteína em neurónios da medula espinhal e do gânglio raquidiano em ratinhos, durante a gestação", salienta a instituição.

Para cumprir esta missão, Filipe Monteiro tem já uma parceria estabelecida com um laboratório de Londres, que lhe permitirá instalar a técnica na Faculdade de Medicina.

A FMUP refere ainda que "novos conhecimentos sobre a influência de certas moléculas na transmissão do estímulo da dor podem permitir o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas dirigidas para este tipo de neurónios".

Se a equipa de investigadores compreender o processo de diferenciação dos neurónios da dor durante o desenvolvimento embrionário, aumenta a esperança de se conseguir recriar o processo de diferenciação das células estaminais para neurónios deste tipo, em laboratório.

O Prémio de Apoio à Investigação na Fronteira das Ciências da Vida da Gulbenkian será entregue, na Aula Magna da FMUP.

Título:
Enviado por: tsumetomo em Abril 09, 2008, 05:24:53 pm
Citar
Portugal é o segundo país onde o Governo atribui mais importância às Tecnologias de Informação


Portugal encontra-se em segundo lugar, entre 127 países considerados, em termos da importância que o governo atribui às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na sua visão do futuro, anunciou o gabinete do coordenador do Plano Tecnológico.

Segundo o Global Information Technology Report 2007-2008, hoje divulgado pelo World Economic Forum, Portugal sobe 14 posições na capacidade da administração pública utilizar as Tecnologias, passando a ocupar o 12º lugar, ou o 5º se forem apenas considerado os países pertencentes à União Europeia.

Relativamente à utilização das Tecnologias pela administração pública e a sua eficiência, Portugal encontra-se no 10º lugar.

Segundo este relatório, disponível em www.weforum.org (http://www.weforum.org) , Portugal encontra-se no 9º lugar da lista global no campo de tempo necessário para abrir uma empresa.

No índice global Networked Readiness Index (NRI), Portugal mantém o 28o lugar, ou o 14º, se forem considerados os 27 países da União Europeia, à frente de Espanha (31º), Itália (42º) e Grécia (56º).

O Networked Readiness Índex mede "o grau de preparação, participação e de desenvolvimento de um país ou região no aproveitamento que faz dos benefícios das tecnologias de informação e comunicação".

O NRI é composto por três componentes: ambiente, preparação e utilização.



http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1325301
Título:
Enviado por: comanche em Abril 14, 2008, 02:18:50 pm
Investigadores da UA desenvolveram novo nanocompósito para aplicações biomédicas

Citar
O Centro de Tecnologia Mecânica e Automação da Universidade de Aveiro (TEMA), em parceria com o CICECO e o Georgia Institut of Technology, desenvolveram um novo nanocompósito para aplicações biomédicas que apresenta uma elevada resistência mecânica e permite a criação de interfaces biocompatíveis com o osso circundante e consequentemente crescimento ósseo no nanocompósito. A inovação não passou despercebida à Nanowerk.com, líder mundial na divulgação de novos desenvolvimentos em nanotecnologia, merecendo destaque na sua edição de 25 de Março, tendo sido ainda publicada na revista com elevado factor de impacto Advanced Functional Materials.




Uma das principais dificuldades na área da cirurgia ortopédica prende-se com a utilização de cimentos (PMMA) para a fixação das próteses. As interfaces criadas com o osso e com a prótese metálica são apenas mecânicas, pelo que com o tempo os movimentos relativos entre o cimento e a prótese e o desgaste produzido no osso conduzem à laxação asséptica da prótese e sua rejeição. Por outro lado, a criação de interfaces biocompatíveis tem sido de difícil implementação dado que a hidroxiapatite, material geralmente utilizado para este fim, apresenta uma fraca resistência à tracção.

De acordo com a Universidade de Aveiro, a combinação de conhecimentos em nanoestruturas do TEMA e de biomateriais do CICECO, a colaboração de dois reconhecidos cirurgiões ortopedistas a nível nacional e internacional (Doutores Noronha e Fernando Fonseca), que integram também o TEMA, e de Hamid Garmestani, do Georgia Institut of Technology, tornou possível vocacionar a investigação para a resolução desses problemas reais de extrema importância, permitindo desenvolver um nanocompósito com elevada resistência mecânica e que permite um processo de crescimento ósseo no seu interior.

Ainda segundo a Universidade, para o futuro estão previstos novos desenvolvimentos nesta área com a produção de produtos bioreabsorvíveis de elevada resistência mecânica, estando nas suas pretensões a introdução desses produtos no mercado no próximo ano. Neste sentido, o Centro de Tecnologia Mecânica e Automação está fortemente empenhado no desenvolvimento da área de nanocompósitos, tirando partido das suas competências multidisciplinares e dos conhecimentos existentes a nível nacional na área da medicina com especial ênfase na ortopedia, que permitiram já, nesta primeira fase, a realização de testes mecânicos nos EUA e do desenvolvimento tecnológico na Universidade de Aveiro.

Para breve está prevista a publicação dos resultados dos testes in vivo deste nanocompósito e respectiva análise toxicológica.

Este trabalho decorreu em parceria com o CESAM da Universidade de Aveiro, com a Faculdade de Medicina Veterinária e Departamento de Biologia da Universidade de Évora e Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.




Os artigos publicados no Nanowerk.com e na Revista Advanced Functional Materials podem ser lidos na íntegra em

http://www.ua.pt/uaonline/upload/med/med_901.pdf

http://www.nanowerk.com/spotlight/spotid=5043.php
Título:
Enviado por: comanche em Abril 14, 2008, 02:27:12 pm
Genética: Investigadores portugueses identificam região do cérebro envolvida na doença de Machado-Joseph

Citar
Lisboa, 14 Abr (Lusa) - Investigadores da Universidade de Coimbra em colaboração com colegas em França, Suíça e Estados Unidos identificaram uma região do cérebro envolvida numa doença neurodegenerativa de causa desconhecida que tem elevada incidência na ilha açoriana das Flores.

Num estudo publicado na revista Human Molecular Genetics, do grupo editorial da Universidade de Oxford (Reino Unido), os cientistas provaram o envolvimento do estriado cerebral na doença de Machado-Joseph (DMJ), o que explicaria as perturbações de movimento e equilíbrio associadas a esta patologia.

"A descoberta faz do estriado cerebral mais um alvo para futuras estratégias terapêuticas de combate à doença", disse hoje à agência Lusa um dos autores do estudo, o investigador Luís Pereira de Almeida, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

A DMJ é uma doença neurodegenerativa com início na idade adulta que provoca perda progressiva das capacidades, sobretudo no que respeita à coordenação motora, e a morte gradual de conjuntos específicos de neurónios.

Ainda incurável, esta doença progride para uma dificuldade cada vez maior na coordenação dos movimentos até confinar os pacientes a uma cadeira de rodas ou ao leito, mas sem perda das capacidades cognitivas, e levar à morte prematura nos casos mais graves.

Segundo Luís Pereira de Almeida, que coordenou a equipa de investigadores portugueses, "a doença resulta de uma mutação do gene que codifica para uma proteína, a ataxina-3".

"A mutação consiste no aumento do número de repetições do trinucleótido CAG no gene da ataxina-3, resultando numa alteração da proteína que a torna tóxica por um mecanismo ainda desconhecido", explicou.

O trabalho envolveu o desenvolvimento de um modelo animal da DMJ que se baseou na utilização de vectores virais que permitiram introduzir nas células alvo do cérebro do rato o ADN que codifica para a ataxina-3 mutante.

"É um modelo que permite responder a questões particulares, tais como a neuropatologia em diferentes regiões do cérebro, neste caso a substância nigra numa área afectada na doença, o córtex e o estriado, regiões para as quais havia poucas evidências neuropatológicas directas", acrescentou o investigador, que é professor auxiliar na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.

Descrita como entidade clínica individual em 1978 por uma neurologista portuguesa, Paula Coutinho, que a estudou em famílias açorianas e de Portugal continental, esta doença foi depois encontrada noutras partes do mundo embora a sua maior incidência se registe na ilha das Flores.

Após a identificação do gene causador surgiram registos da doença em diversas localizações geográficas, o que levou ao abandono da sua designação inicial de "Doença Açoriana", também conhecida no arquipélago por "Doença do Tropeção".

Passou então a chamar-se doença de Machado-Joseph, os dois apelidos dos primeiros casos diagnosticados nos anos 70 em duas famílias de ascendência açoriana.

A ilha das Flores, nos Açores, é o local de maior incidência da doença em todo mundo (01 para 400), sendo também muito elevada (01 para 4.000) entre os emigrantes de origem açoriana na Nova Inglaterra (nordeste dos Estados Unidos).

Embora tenha grande variabilidade clínica, os primeiros sintomas são em geral perda de equilíbrio e dificuldades na marcha, na articulação da fala e no deglutir dos alimentos, bem como defeitos subtis nos movimentos dos olhos.

Este trabalho resultou da junção de esforços de duas equipas de investigação, a de Luís Pereira de Almeida e a de Nicole Déglon, em França (Institute of Biomedical Imaging e Molecular Imaging Research Center, de Fontenay-aux-Roses).

Neste projecto, em que colaboraram também investigadores do Federal Institute of Technology of Lausanne (Suíça), do Albany Medical College (Albany, Nova Iorque) e Johns Hopkins University School of Medicine (Baltimore, EUA), a equipa portuguesa teve financiamentos da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da National Ataxia Foundation (EUA).

O trabalho constitui parte da tese de doutoramento de Sandro Alves, que estuda com Luís Pereira de Almeida e é o primeiro autor do estudo.

Em Março do ano passado, o grupo de investigação de Patrícia Maciel, do Instituto de Ciências da Vida e da Saúde da Universidade do Minho, publicou na revista da Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental (FASEB Journal) outro estudo sobre a DMJ que incidia na compreensão do mecanismo genético causador da morte neuronal e na função biológica da ataxina-3 nesta doença.

Segundo afirmou então Patrícia Maciel à Agência Lusa, "o trabalho pioneiro da Prof. Paula Coutinho abriu portas ao estudo do mapeamento do gene da doença pelo grupo do Prof. Jorge Sequeiros (do Instituto de Biologia Molecular e Celular, da Universidade do Porto) e iniciou anos de dedicação de vários investigadores portugueses a este tema".

Título:
Enviado por: comanche em Abril 14, 2008, 09:44:03 pm
Coimbra: Técnica inovadora de produção de fármaco foi artigo mais citado internacionalmente em 2005 - Universidade

Citar
Coimbra, 14 Abr (Lusa) - Um artigo científico de quatro docentes da Universidade de Coimbra a descrever uma técnica inovadora na produção de fármacos foi considerado o mais citado internacionalmente em 2005, foi hoje anunciado.

Da autoria dos investigadores António Ribeiro, Catarina Silva, Domingos Ferreira e Francisco Veiga, da Faculdade de Farmácia, o artigo foi publicado no European Journal of Pharmaceutical Sciences e recebeu agora a distinção "Most Cited Paper 2005 Award", um prémio concedido pela Elsevier, uma das mais prestigiadas editoras científicas internacionais.

De acordo com uma nota do Gabinete de comunicação da Reitoria da Universidade de Coimbra, "a distinção agora recebida foi atribuída por uma das revistas do Top 5 da área da Tecnologia Farmacêutica" e premeia o trabalho dos investigadores, sendo um deles, Francisco Veiga, o responsável pela Unidade de Micro e Nanoencapsulação de Fármacos Peptídicos.

Através de "Chitosan reinforced alginate microspheres obtained through the emulsification/internal gelation technique", título do artigo, os autores dão a conhecer uma técnica inovadora na produção de fármacos que "permite simplificar o processo de microencapsulação de moléculas de origem proteica, que constitui um permanente desafio da investigação farmacêutica".

"A aplicação desta técnica permite ganhos de produtividade, mas também uma minimização de perdas de proteína durante a produção, constituindo um forte contributo para que fármacos habitualmente administrados por injecção, possam ser disponibilizados em formato de toma oral, com óbvias vantagens na comodidade e qualidade de vida dos doentes", lê-se na nota divulgada.

Acrescenta que "foi graças ao uso desta tecnologia que este grupo pôde desenvolver o projecto Insulina Oral, com que arrecadou o 1º lugar no BES Inovação, em 2006", um invento já registado em patente pela Universidade de Coimbra.

A Unidade de Micro e Nanoencapsulação de Fármacos Peptídicos, nos seus seis anos de existência, já produziu mais de 40 trabalhos científicos apresentados e publicados em congressos e revistas científicas internacionais, para além do registo de duas patentes, uma nacional e outra nos Estados Unidos da América, acrescenta a mesma nota do gabinete de comunicação da Reitoria da Universidade.

"Este prémio reflecte a dedicação e perseverança de uma equipa que apostou numa tecnologia inovadora com aplicação directa na indústria farmacêutica", salientou Francisco Veiga, responsável pela Unidade de Micro e Nanoencapsulação de Fármacos Peptídicos.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 14, 2008, 09:48:50 pm
Investigadores da FMUP descobrem como atrasar em 50% aperto da válvula aórtica

Citar
Uma equipa de investigadores coordenada por Luís Moura, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), descobriu uma forma de atrasar o desenvolvimento natural da estenose aórtica (aperto da válvula aorta).




O trabalho em causa – a única comunicação oral com assinatura portuguesa apresentada, este ano, no Congresso de Cardiologia nos EUA – demonstrou que a administração de estatinas (em determinada dosagem) a pacientes com diagnóstico de estenose valvular aórtica reduz em cerca de 50% a progressão natural desta patologia.

A estenose valvular aórtica é uma doença que afecta 10 a 15% da população entre os 65 e os 80 anos, sendo a causa mais frequente de cirurgia de substituição valvular nos países desenvolvidos. Note-se que, actualmente, os doentes com estenose aórtica não são tratados numa fase precoce. Os doentes são seguidos periodicamente até que a patologia atinja um grau de gravidade que exija a intervenção cirúrgica.

A terapêutica que, comprovadamente, retarda a evolução da estenose valvular aórtica é conhecida, segura, economicamente acessível e está recomendada como primeira linha no tratamento do colesterol elevado e na prevenção da doença cardiovascular. Os cientistas da FMUP consideram assim que o uso de estatinas pode vir a constar também das recomendações terapêuticas da estenose valvular aórtica.

Esta descoberta resulta de uma vasta linha de investigação centralizada no Serviço de Medicina A da FMUP, dirigido por Francisco Rocha Gonçalves, e engloba a colaboração de investigadores de topo da Universidade de Nortwestern de Chicago (EUA) e da Universidade Complutense de Madrid.

De acordo com a FMUP, os próximos passos deste projecto internacional, intitulado RAAVE (Rosuvastatin Affecting Aortic Valve Endothelium to Slow the Progression of Aortic Stenosis), passa pelo desenvolvimento de um estudo genético mais aprofundado e pela melhor caracterização epidemiológica e imagiológica desta doença.

Título:
Enviado por: André em Abril 15, 2008, 04:38:28 pm
Empresa portuguesa cria serviço inovador para localizar pessoas em tempo real ...

Citar
Uma empresa portuguesa criou um serviço inovador para telemóveis, semelhante a uma rede social virtual, que permite localizar pessoas em tempo real, prevendo atingir em três anos cerca de um milhão de utilizadores em todo o mundo.

"Com o 'wizi' podemos partilhar a nossa localização e saber onde se encontram amigos, familiares ou outras pessoas que estejam inseridas na nossa rede que funciona um pouco como o 'messenger'", explicou o responsável da empresa que desenvolveu o produto (Timebi), Paulo Dimas.
 
"Uma mãe pode saber se o filho está na escola ou em casa ou um grupo de amigos pode facilmente encontrar outras se forem sair à noite. Tudo isto em tempo real", exemplificou. Paulo Dimas salientou que a privacidade dos utilizadores está salvaguardada: "É possível escolher com quem queremos partilhar informações sobre a nossa localização e durante quanto tempo. Podemos ficar invisíveis".

A tecnologia só é suportada, por enquanto, por um número restrito de telemóveis (Blackberry), mas a Timebi está a desenvolver a aplicação para outras plataformas, entre as quais a Nokia. "É a marca de telemóveis mais vendida. Estamos a trabalhar para ter a aplicação disponível [para os telemóveis desta marca] no terceiro trimestre do ano", revelou.

O projecto da Timebi, cujo investimento ronda os 344 mil euros, foi um dos seleccionados no âmbito do sistema de incentivos à inovação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e vai contar com um financiamento comunitário de 189 mil euros. "Esse apoio vai ser usado para a internacionalização. Estamos a fazer toda a nossa comunicação em inglês e vamos posicionar a nossa marca globalmente. O nosso objectivo é competir com empresas a nível mundial", adiantou Paulo Dimas, que estima que o 'wizi' venha a ser usado por um milhão de pessoas daqui a três anos.

O responsável da Timebi frisou que este tipo de aplicação é ainda muito novo, mas prevê-se que venha a ter uma base de utilizadores maior do que a dos GPS. "É um produto que não serve apenas para utilizações ocasionais, podemos usá-lo no dia-a-dia", referiu. A aplicação pode ser descarregada gratuitamente através do site www.wizi.com (http://www.wizi.com), sem quaisquer custos para o utilizador.

A Timebi vai rentabilizar o negócio através da venda de publicidade e da subscrição de serviços de informação de trânsito pagos. "A publicidade contextualizada tem mais valor. Com este serviço, um MacDonald's que se encontre a cinco minutos de distância do utilizador pode mandar uma mensagem informando que tem uma promoção", disse Paulo Dimas.

A informação de trânsito paga é outra aposta de futuro, ainda que só funcione em pleno quando a base de utilizadores for alargada. "Estamos a desenvolver uma tecnologia precisa que reporta informações relativas ao tráfego, de forma anónima, a partir de dados gerados pelos próprios utilizadores. Será possível saber, por exemplo, que, em determinada altura, se circula na Avenida da Liberdade a 20 quilómetros/hora", adiantou o mesmo responsável.

Ciência Hoje
Título:
Enviado por: comanche em Abril 16, 2008, 09:13:25 pm
Figueira da Foz: Primeira região de saúde digital do país é inaugurada quinta-feira

Citar
Figueira da Foz, Coimbra, 16 Abr (Lusa) - A marcação de consultas ou o acesso a resultados de exames médicos via Internet vai ser possível na Figueira da Foz a partir de quinta-feira, com a inauguração da primeira região de saúde digital do país.

"Um utente do centro de saúde pode passar a marcar consultas ou aceder a exames realizados, através do portal que vai ser apresentado. O que hoje implica uma deslocação pode passar a ser feito em casa ou noutro local com acesso à Internet", disse à Lusa fonte da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

Segundo a ARSC, o projecto "Região de Saúde Digital", desenvolvido pela empresa PT Prime, vai permitir a integração dos sistemas de informação nos cuidados de saúde primários diferenciados, simplificando o acesso dos cidadãos da Figueira da Foz aos serviços de saúde.

Numa primeira fase consta da "informatização total" da Unidade de Saúde Familiar de São Julião e do Hospital Distrital da Figueira da Foz mas, frisou a fonte, "pretende ligar em rede todas as unidades de saúde" daquele concelho.

Na cerimónia de inauguração será feita uma simulação de uma situação real: "um utente vai chegar ao centro de saúde e utilizar o portal", disse a fonte.

O projecto prevê, numa segunda fase, que a marcação de exames receitados a um determinado paciente por um médico possa ser "debitada a um laboratório" que, futuramente, venha a integrar a rede informática.

O programa informático possibilita ainda a gestão da sala de espera do centro de saúde, podendo "chamar" os doentes para a consulta.

A escolha da Figueira da Foz para apresentação da primeira região de saúde digital do país ficou a dever-se ao facto de ser "um concelho pequeno" que possui um hospital "de média dimensão, ideal para rentabilizar um projecto deste tipo".

Também o "longo historial de colaboração" entre a ARSC e a PT Prime no âmbito da telemedicina pesou na escolha do distrito de Coimbra para apresentar o projecto, disse a fonte.

A apresentação do portal Internet está marcada para as 11:30 na Unidade de Saúde Familiar de São Julião, em Buarcos, com a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

Pelas 12:30 decorre no Hospital Distrital da Figueira da Foz a cerimónia de assinatura do protocolo de criação da primeira região de saúde digital do país.

Título:
Enviado por: André em Abril 17, 2008, 06:31:25 pm
Portugueses criam cinta para grávidas que monitoriza saúde do feto ...

Citar
Investigadores da Universidade da Beira Interior (UBI) estão a desenvolver o protótipo de uma cinta para grávidas que regista os movimentos do feto,disse hoje à Lusa, Sérgio Lebres, um dos docentes envolvidos no projecto.

O projecto está a ser desenvolvido em conjunto com o serviço de obstetrícia do Hospital da Covilhã e empresas de electrónica de aplicação específica instaladas no Taguspark, em Oeiras. «O tecido da cinta vai integrar circuitos electrónicos que registam diversos dados, como as movimentações do feto, batimentos cardíacos e que pode ligar um alarme se houver algo errado», explicou Sérgio Lebres.

Os dados serão gravados num cartão de memória e poderão ser descarregados e enviados por correio electrónico para um médico. Poderão também ser acedidos remotamente, uma vez que a cinta vai dispor de conectividade Bluetoohth para integração em redes.

«O produto poderá ser especialmente útil no final da gravidez, em que é obrigatória a realização de exames semanais, embora se saiba que isso nem sempre acontece, especialmente nas zonas do interior do país», adiantou o docente.

A cinta surge como uma solução de telemedicina para rastreio pré-natal, «que permite ao mesmo tempo que a mãe faça as actividades normais do dia-a-dia». A cinta para grávidas é o projecto mais emblemático entre o vestuário inteligente desenvolvido por quatro investigadores de diferentes área e departamentos da UBI (engenharia têxtil, comunicações e micro-electrónica).

«Um outro produto vai monitorizar actividades de reabilitação», podendo ser usado junto a zonas do corpo que tenham sofrido lesões, devido a acidentes ou actividades desportivas. «Os dados recolhidos vão permitir a especialistas perceber a fase de reabilitação em que o paciente se encontra», exemplificou.

A ambição do grupo é que o vestuário inteligente possa cobrir outras necessidades e transmitir dados em tempo real e que um médico ou treinador possa monitorizar actividades de várias pessoas ao mesmo tempo.

A equipa está a ser financiada através de uma candidatura aprovada ainda no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio (QCA). Sérgio Lebres admitiu que a médio prazo se possa tornar num projecto spin off da UBI, «assim haja financiadores que percebam que há mercado para estes produtos».

«É um trabalho especialmente importante para uma região como esta, no interior do país, que precisa de novas empresas e projectos inovadores», acrescentou.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Abril 21, 2008, 08:58:31 pm
Tecnologia: Universidade do Porto lança e-book com acesso a experiências laboratoriais

Citar
Porto, 21 Abr (Lusa) - A Universidade do Porto (UP) lançou hoje um e-book que vai permitir aos universitários acesso, on-line e em tempo real, a experiências feitas em laboratórios localizados a quilómetros de distância.

Este primeiro novo livro em formato digital, designado "Laboratório de Instrumentação para Medição", vai disponibilizar cinco experiências, uma delas de simulação de realidade virtual.

"A experiência em realidade virtual poderá ser descarregada, por qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora", disse à Lusa Maria Teresa Restivo, co-autora da publicação electrónica.

As outras quatro experiências são remotas, pois necessitam, segundo a investigadora, de ligações a aparelhos e máquinas dos laboratórios da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

O e-book, disponível em CD-ROM, em português e em inglês, permite o acesso a conceitos, metodologias e técnicas de medição, a partir da interacção de imagens, vídeos, animações, simulações e experiências on-line.

Maria Teresa Restivo afirmou que os utilizadores vão poder encontrar, no e-book, todas as experimentações e esclarecimentos sobre as experiências.

"A medição está na base de tudo. Quando ligamos o carro, muitas coisas estão a ser medidas, como a temperatura, por exemplo", frisou Maria Restivo.

O livro electrónico, recomendado para estudantes e profissionais de áreas com componentes experimental e tecnológica, é da autoria de cinco investigadores do Departamento de Engenharia Mecânica da FEUP.

A investigadora adiantou que um dos projectos em desenvolvimento está relacionado com as "incertezas da medição", em que se calcula, por exemplo, o ângulo correcto que uma nave deve entrar na Terra, para que não seja derretida.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 21, 2008, 09:02:17 pm
Cancro: IPATIMUP desenvolve programa de diagnóstico precoce dos cancros da mama, útero e estômago

Citar
Porto, 21 Abr (Lusa) - O programa de diagnóstico precoce dos cancros do estômago, útero e mama é uma das principais apostas do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) para este ano, afirmou hoje o responsável pela instituição.

Este programa, que está a ser desenvolvido em colaboração com a Noruega, foi hoje apresentado num encontro com jornalistas, no âmbito do "Dia do IPATIMUP", que teve como objectivo "prestar contas" do trabalho realizado em 2007.

"Se eu tiver de identificar o projecto maior para o próximo ano (2008) é este programa de diagnóstico precoce dos cancros, as outras actividades são de alguma maneira uma continuidade do trabalho que temos vindo a desenvolver na investigação em cancro e genética", disse Sobrinho Simões.

Uma das vertentes deste programa é "o treino de profissionais de saúde nas técnicas que são indispensáveis para fazer o diagnóstico precoce dos cancros", ao mesmo tempo que "possibilita o início de estudos-piloto".

"Vamos procurar identificar em Portugal quais as populações com maior risco de desenvolverem os cancros da mama, do colo do útero e do estômago e mais tarde do intestino", explicou o investigador.

Sobrinho Simões defendeu a necessidade de "ligar" este "trabalho de ponta" à divulgação científica e sensibilização das populações sobre a prevenção e diagnóstico precoce.

"Os portugueses não interiorizam os procedimentos. Eu identifico este como o pior problema em Portugal em termos de prevenção de doenças", disse, considerando que só é possível alterar o panorama se houver ligação entre "o universo muito profissional com o universo muito básico".

Em termos de desenvolvimento científico "estamos muitíssimo bem e ao nível de outros países europeus, como a Bélgica e a Áustria, por exemplo".

"O problema da nossa população é o da iliteracia e da inumeracia. Temos um enorme intervalo entre o que é o nosso estatuto superior de investigação e aquilo que é a nossa população. Falta educação formal de base, o ensino experimental das ciências", acrescentou, frisando a necessidade de lançar iniciativas que promovam a aprendizagem das ciência nas escolas.

Referiu a propósito os projectos "Laboratório Aberto", uma iniciativa que está a ser desenvolvida em colaboração com a Câmara do Porto, e o "Despertar para a Ciência", cujo protocolo de colaboração foi hoje assinado com a autarquia da Trofa.

Os investigadores do IPATIMUP publicaram, em 2007, 92 artigos científicos em revistas internacionais e mantiveram as actividades de apoio à comunidade e consultadoria em diagnóstico do cancro em genética molecular.

Nos últimos três anos, foram analisados no IPATIMUP cerca de 700 casos enviados por hospitais e institutos de cancro de 31 países de cinco continentes.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 21, 2008, 09:28:13 pm
Vinho: Investigadores portugueses obtêm bebida vínica com baixo teor alcoólico

Citar
Lisboa, 21 Abr (Lusa) - A obtenção de uma bebida vínica elaborada a partir do vinho, mas com menos teor de álcool, é o objectivo de uma investigação de um grupo de investigadores portugueses, cujo resultado, segundo os mesmos , "já é promissor".

Conseguir uma "bebida vínica" de teor alcoólico inferior ao do vinho - ao abrigo da legislação portuguesa só é considerada vinho a bebida fermentada a partir de uvas com teor alcoólico superior a oito graus - é um processo iniciado em 2003 e que em 2007 obteve já "resultados satisfatórios ao nível da qualidade", disseram à agência Lusa Fernando Gonçalves, investigador do Instituto Superior Técnico (IST), e Fernão Vaz Pinto, dois dos responsáveis pelo projecto.

A intenção é obter uma bebida "de qualidade, menos tóxica, com menos calorias e mais leve do que o vinho" sem que se percam as características de "aroma, cor e sabor" daquele, sublinhou Fernão Vaz Pinto, acrescentando tratar-se de uma "investigação" em que insiste há mais de uma década, quando ainda era accionista e administrador da Quinta de Pancas Vinhos SA e para a qual contou com o apoio dos então administradores José e Joaquim de Guimarães.

Apesar da venda da Quinta de Pancas SA, a investigação manteve-se e como reunia consenso no meio académico e científico deu origem à criação da Enofisis, Estudos Enológicos Lda, vocacionada para a investigação do produto e que agora lidera um consórcio criado há quatro anos com o IST em colaboração com especialistas em Enologia do Instituto Superior de Agronomia (ISA), referiu.

Mulheres, desportistas e quem no Verão opta por bebidas "mais leves" e com "menos álcool" do que o vinho - como a cerveja -, contam-se entre os consumidores que poderão ser atraídos por esta bebida vínica.

Até porque os vinhos portugueses têm cada vez maior teor alcoólico - devido, nomeadamente, ao aumento da temperatura à escala planetária e à melhoria das técnicas vitivinícolas - , o que prejudica a saúde, pelo que a diminuição do teor alcoólico dos vinhos é uma área em que estão a ser investidas verbas avultadas em todo o Mundo, acrescenta Vaz Pinto.

França e Estados Unidos são exemplos de países onde já se produzem "vinhos de baixo teor alcoólico", acrescentando o especialista porém que, apesar de o processo em Portugal ter sido "demorado e difícil", é o que apresenta "melhores resultados por manter as características essenciais do vinho como a cor, o aroma e sabor".

"Diminuir o teor alcoólico do vinho não é difícil - pode ser feito através da evaporação do álcool a baixa pressão e temperatura, ou da interrupção da fermentação, mas este processo é contra-natura", refere Vaz Pinto.

"A dificuldade está em manter as qualidades de um vinho de 12, 13 ou 14 graus de teor de álcool numa bebida vínica de cinco, seis, sete ou mesmo oito graus, que é o que estamos a desenvolver", explica.

Uma opinião partilhada por Fernando Gonçalves, investigador do IST encarregado de diminuir a graduação alcoólica do vinho através da nanofiltração, um processo físico que "mantém o equilíbrio do triângulo álcool - acidez - taninos" , permitindo obter um produto "equilibrado e de qualidade".

A nanofiltração consiste num processo físico em que o vinho é pressionado a alta carga de muitas atmosferas contra uma membrana polimérica própria para produtos alimentares, com poros de diâmetro na ordem do nanómetro (inferior a um milionésimo de milímetro).

Em consequência da pressão e da dimensão dos poros do polímero, a membrana deixa passar apenas as moléculas mais simples e mais pequenas do vinho - que Fernando Gonçalves designa como o "permeado" e que consiste nas moléculas de água e de álcool.

A nanofiltração é, segundo o investigador, uma tecnologia que, sendo utilizada já para fins industriais, só na última década começou a aplicar-se ao vinho.

Apesar de o processo se poder aplicar a quase todos os vinhos e as investigações já terem sido feitas com vinhos elaborados a partir de várias castas, os melhores resultados até agora têm sido obtidos com os "rosés", com a casta Fernão Pires, nos brancos, e com a casta Castelão, nos tintos, disse Fernando Gonçalves.

"Nos tintos há ainda algumas afinações a fazer, nomeadamente ao nível da adstringência", frisou, acrescentando que os resultados obtidos com os vinhos brancos e os 'rosés' são "mais adequados à bebida leve e refrescante, com teor alcoólico entre os cinco e os sete ou oito graus, mas com as características do vinho que se pretende obter".

O processo de nanofiltração está a ser realizado na adega do Instituto Superior de Agronomia, é da responsabilidade de Fernando Gonçalves - doutorado pelo IST na área de Tecnologia de Membranas - e é acompanhado pelos professores Olga Laureano e Jorge Ricardo da Silva, do ISA, e pela professora Norberta de Pinho, do Instituto Superior Técnico.

Cerca de 250 mil euros foram despendidos, desde o início das investigações, no processo de diminuição do teor alcoólico do vinho, com o apoio da Agência de Inovação (AdI), no âmbito do Programa de Incentivos à Modernização da Economia (PRIME), referiu Fernão Vaz Pinto.

Esta tecnologia não é para aplicar a um 'grand vin', sustenta Fernando Gonçalves, enquanto Vaz Pinto sublinha que também não se trata de expurgar do vinho "todo o teor alcoólico, porque se assim fosse o conceito de vinho morreria".

Quanto a uma data para se poder comercializar o produto, Fernando Gonçalves admite que até ao final deste ano ou no próximo os resultados já permitirão pensar em possibilidades de colocação no mercado, sublinhando que o custo de produção desta tecnologia "não chega aos 10 cêntimos por litro".

"O que falta mesmo encontrar é um parceiro estratégico", sustentam Fernando Gonçalves e Fernão Vaz Pinto.

Fernando Gonçalves é um dos oradores num congresso mundial que promove o debate, entre terça e quarta-feira em Vila Real, sobre temas polémicos do sector vitivinícola, nomeadamente os vinhos com baixo teor alcoólico ou a utilização das rolhas de plástico nas garrafas.

O "Infowine Fórum" é organizado por duas mulheres, Leonor Santos, licenciada em Engenharia Agrícola, e Bárbara Sistelo, licenciada em Enologia, que, em 2002, criaram a Vinideas, uma empresa ligada ao desenvolvimento enológico.

Este congresso técnico e científico de viticultura, enologia e mercado conta com a presença de cerca de 300 participantes e leva ao Douro alguns dos "melhores especialistas internacionais do sector".

Título:
Enviado por: comanche em Abril 22, 2008, 06:10:39 pm
Portugal ensina ao resto da Europa a transformar pneus velhos em asfalto

Citar
Ljubljana, Eslovénia, 22 Abr (Lusa) -- Um projecto do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para reutilizar pneus velhos no fabrico de asfalto está a ser apresentado esta semana na Eslovénia como um exemplo a seguir por outros países europeus.

O projecto foi um dos escolhidos pela segunda Conferência Europeia em Investigação nos Transportes Rodoviários (European Road Transport Research - Arena TRA2008) e coube a Maria de Lurdes Antunes, investigadora do LNEC, o papel de representar o país naquele que é o principal fórum europeu que junta políticos, empresários e estudiosos em questões relacionadas com o ambiente e transporte.

Segundo esta investigadora, Portugal é "um dos primeiros países europeus" a utilizar restos de pneus velhos no fabrico de asfalto, juntamente com betume e outros inertes.

"Usamos borracha de pneus utilizados no agregado final", procurando encontrar uma "forma original de reutilizar" estes resíduos mas acaba por ser uma "solução técnica final mais vantajosa".

O asfalto com borracha de pneus é mais durável, mais resistente e provoca menos ruído, explicou Maria de Lurdes Antunes.

Em 1999, na zona de Santo Tirso, foi instalado o primeiro piso deste tipo num projecto considerado pioneiro a nível europeu, recordou a investigador do LNEC, instituição que tem tutelado a aplicação desta tecnologia.

Agora, quase uma década depois, Portugal "tem muitos dados" sobre a durabilidade e resistência deste tipo asfalto que, apesar de mais caro, permite estradas mais amigas do ambiente.

E foi a implementação desta tecnologia que levou Portugal ao papel de parceiro num novo projecto comunitário, denominado DirectMat, que visa elaborar uma espécie de "guia de boas práticas" para os construtores civis na reparação de estradas.

A utilização de resíduos e inertes nas estradas, como asfalto já danificado, e a diminuição dos custos ambientais são os objectivos principais deste projecto, que irá incluir uma "base de dados com todos os desenvolvimentos" técnicos que permitam minimizar os danos das intervenções.

"Nem sempre as novas tecnologias são do conhecimento dos construtores" pelo que uma equipa de investigadores europeus estão a compilar essa base de dados, cabendo ao LNEC incluir os dados relativos às misturas betuminosas, acrescentou.

Além do LNEC, na Eslovénia estão expostos outros trabalhos de investigadores portugueses, como é o caso de uma equipa da Universidade de Coimbra, que inclui Álvaro Seco, Ana Silva e Carla Galvão.

Este projecto conta com modelos de gestão da velocidade máxima das estradas de acordo com o ambiente envolvente, quer de acordo com as características do piso e do território mas também em relação a questões como os fluxos humanos.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 22, 2008, 06:39:28 pm
Tecnologia: Rôbos do ISEP são estrelas da participação portuguesa na Feira de Hannover

Citar
Porto, 22 Abr (Lusa) - Uma aeronave não tripulada para detecção de fogos florestais e um robot de monitorização marítima de superfície são as 'estrelas' da representação portuguesa na Hannover Messe/2008, uma importante mostra de tecnologia industrial, a decorrer esta semana naquela cidade alemã.

A criação de redes e parcerias para a transferência de tecnologia a nível internacional é o principal objectivo da participação portuguesa nesta feira, que está a cargo do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

Nesse sentido, o Laboratório de Sistemas Autónomos (LAS) do ISEP levou para Hannover o FALCOS, uma aeronave não tripulada para a detecção de fogos florestais e vigilância marítima, e o ROAZ, um robot de monitorização marítima de superfície que pode analisar a qualidade da água e detectar náufragos.

Os dois sistemas, segundo informação hoje prestada à Lusa pelo ISEP, apresentam um elevado nível de autonomia e de capacidade de decisão e análise, além de terem baixo consumo energético e custos reduzidos.

O ISEP, com o apoio da Oficina de Transferência de Tecnologia do Instituto Politécnico do Porto, levou ainda a este certame internacional outros sistemas autónomos terrestres de busca e salvamento.

Os sistemas que integram a representação portuguesa foram desenvolvidos pelo LAS, um laboratório de investigação e desenvolvimento avançado no âmbito da robótica, aplicada a diferentes áreas de actuação, como o ambiente, a segurança, os transportes e a recuperação de catástrofes.

A Feira de Hannover dedica este ano uma especial atenção à robótica móvel e aos sistemas autónomos, com o objectivo de promover as mais recentes inovações nesta área, que os especialistas entendem que vai desempenhar um importante papel económico no futuro.

Nessa perspectiva, a participação portuguesa pretende explorar o lançamento de novas ideias, tecnologias e produtos num mercado mundial que apresenta elevado potencial.

O ISEP tem vindo a procurar novas parcerias nesta área, visando de forma especial a criação de uma linha de produtos na área da gestão florestal particularmente vocacionados para a prevenção de incêndios.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 22, 2008, 09:11:52 pm
Tecnologia: Faculdade de Engenharia do Porto primeira parceira europeia da MIPS Technologies

Citar
Porto, 22 Abr (Lusa) - A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) foi escolhida pela MIPS Technologies, uma das maiores empresas mundiais de design de semicondutores, para estabelecer a primeira parceria com instituições de ensino superior na Europa.

O acordo de cooperação entre a faculdade portuense e a empresa norte-americana será assinado segunda-feira no Porto, tendo em vista o desenvolvimento de instrumentos e materiais de ensino para a promoção do estudo da arquitectura e projecto de processadores em universidades de todo o mundo.

A MIPS, fundada em 1998 e sedeada na Califórnia, é um dos maiores fornecedores mundiais de processadores digitais, contando com mais de 250 clientes em todo o mundo.

Com este acordo, os alunos do Programa Doutoral e do Mestrado Integrado em Engenharia Electrónica e de Computadores terão acesso a uma tecnologia que lhes permitirá adquirir competências valiosas para o desenvolvimento de novas aplicações e produtos.

Nesse sentido, a FEUP pode tirar partido da tecnologia disponibilizada pela MIPS, abrindo-a a aplicações novas em áreas como a gestão de energia, automação, robótica e comunicações.

A FEUP é a maior faculdade da Universidade do Porto, contando com 370 docentes e 6.600 estudantes, dos quais 2.000 envolvidos em programas de mestrado e doutoramento.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 22, 2008, 09:15:12 pm
Biologia estrutural: Investigadores portugueses recorrem à matemática para cristalizar proteínas

Citar
Lisboa, 22 Abr (Lusa) - Uma equipa de investigadores portugueses mostra num estudo hoje publicado por uma revista científica norte-americana que a cristalização de proteínas pode obter-se através de fórmulas matemáticas, em vez de estar dependente de métodos experimentais exaustivos.

O primeiro autor do estudo, Pedro Martins, disse à agência Lusa que a descoberta é mais uma contribuição para "a compreensão dos mecanismos de acção de várias doenças e o desenvolvimento de drogas de combate a essas doenças".

O estudo, publicado na revista PLoSOne, resultou de um trabalho conjunto do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e da Faculdade de Engenharia (FEUP), todos ligados à Universidade do Porto.

A equipa foi liderada por Ana Margarida Dias, do IBMC e ICBAS, e Fernando Rocha, da FEUP.

A cristalografia é uma técnica muito utilizada na investigação fundamental e na indústria farmacêutica por permitir ver a forma das proteínas a três dimensões, e a partir daí desenhar outra, neste caso um fármaco, que nela encaixe, activando-a ou desactivando-a conforme o objectivo.

Como exemplo da criação de fármacos deste tipo, os investigadores destacam o desenvolvimento de antivirais para doentes com sida nos últimos dez anos.

"As aplicações práticas do estudo são ao nível do método de obtenção de cristais de proteínas, chamado método por difusão de vapor", afirmou Pedro Martins, 31 anos, que participou nesta investigação no quadro de um pós-doutoramento orientado por Ana Margarida Damas e Fernando Rocha.

"A estrutura das proteínas não pode ser obtida por métodos tradicionais de microscopia", explicou. "O que se faz é determinar a sua arquitectura de uma forma indirecta primeiro através da cristalização da proteína e a seguir pela recolha e tratamento de dados de difracção de raios-X pelos cristais".

A primeira etapa é equivalente ao que acontece nas salinas, com a formação de cristais de sal a partir da evaporação da água.

"Mas da mesma forma que para o sal as condições de evaporação o tornam de maior ou menor qualidade, o mesmo acontece com estes cristais de proteínas, sendo que este passo é determinante para o sucesso ou insucesso do trabalho", referem os cientistas.

O que a equipa de investigadores pretendeu foi racionalizar estas etapas, preenchendo uma lacuna existente nos mecanismos físico-químicos subjacentes à técnica de cristalização por difusão de vapor.

Segundo estes investigadores, o processo errático seguido pelas as empresas farmacêuticas, através do recurso a robôs, para alterar repetidamente as condições de cristalização até chegar ao cristal perfeito, poderá ter os dias contados.

Doutorado em Engenharia Química pela FEUP, Pedro Martins esteve um ano nos Estados Unidos (Louisiana) a desenvolver investigação na área da cristalização de açúcar, tendo regressado ao Porto em 2007 com o objectivo de aplicar os conhecimentos adquiridos nesta área com fins bioquímicos e biomédicos.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 23, 2008, 09:16:46 pm
Xavier Malcata recebe prestigioso galardão internacional

Citar
O director da Escola Superior de Biotecnologia e professor catedrático da Universidade Católica Portuguesa, Xavier Malcata, acabou de ser distinguido com o Samuel Cate Prescott Award, atribuído pelo Institute of Food Technologists.

 


Este instituto congrega mais de 22 mil profissionais no mundo, nas diversas áreas relativas à ciência e tecnologia alimentar - trabalhando na indústria, na universidade ou no governo.

Aquele galardão internacional destina-se a reconhecer publicamente quem tenha demonstrado extraordinária capacidade de investigação num ou mais campos de ciência e tecnologia alimentar - sendo dada especial importância às contribuições para a metodologia, à competência demonstrada, e aos efeitos dos esforços de tais investigações sobre o avanço do estado da arte.

Conforme enfatizado pelo comité de selecção, Xavier Malcata protagonizou abordagens pioneiras em ciência e tecnologia alimentar, e adaptou-as a aplicações inovadoras em diversas áreas da transformação alimentar - que incluem, entre outras; o desenvolvimento de ingredientes nutracêuticos e alimentos funcionais; o projecto e optimização de reactores enzimáticos para o processamento de óleos alimentares; a caracterização de proteases vegetais no fabrico de queijo; a produção de culturas microbianas de arranque e afinagem para queijos tradicionais portugueses; a aplicação optimizada de operações unitárias a processos alimentares específicos; e o melhoramento das condições de fermentação do bagaço de uva para a obtenção de aguardentes bagaceiras.

O galardoado junta mais esta honrosa distinção ao seu longo currículo académico e à sua projecção internacional - que inclui, entre muitos outros, o Danisco International Dairy Science Award (2007) da American Dairy Science Association, e o Young Scientist Research Award (2001) da American Oil Chemists' Society.

O prémio Samuel Cate Prescott Award foi instituído em 1964, em homenagem a Samuel Cate Prescott (1872-1962) - um dos mais notáveis cientistas alimentares americanos, que dedicou a sua vida profissional aos campos da segurança alimentar, da ciência alimentar, da saúde pública e da microbiologia industrial, tendo sido o primeiro Dean da School of Science do Massachussetts Institute of Technology e o primeiro Presidente do IFT.

É a primeira vez que tal prémio é concedido a um cientista português - sendo que o Prof. F. Xavier Malcata se junta assim a nomes proeminentes na área dos alimentos e que foram também seleccionados para receber tal prémio no passado, como sejam Theodore P. Labuza (1972), R. Paul Singh (1982), Carl A. Batt (1990), James L. Steele (1994), Marc C. Hendrickx (1995), Casimir C. Akoh (1998) e Martin Wiedmann (2003). O prémio será entregue em cerimónia pública, durante o Congresso Anual do IFT em New Orleans (EUA), em 28 de Junho próximo.

Título:
Enviado por: tsumetomo em Abril 24, 2008, 12:10:11 am
Ugo Volt - Jogo 3D Nacional - Move Interactive

http://www.videos.iol.pt/consola.php?pr ... referer=1# (http://www.videos.iol.pt/consola.php?projecto=151&pagina_actual=1&mul_id=8394734&tipo_conteudo=1&tipo=2&referer=1#)

http://videos.sapo.pt/gyBug82toylEJDCMOBi2 (http://videos.sapo.pt/gyBug82toylEJDCMOBi2)
Título:
Enviado por: comanche em Abril 24, 2008, 01:57:25 pm
Explosivos: Investigador da Universidade de Coimbra preside a federação europeia

Citar
Coimbra, 24 Abr (Lusa) - O docente da Universidade de Coimbra José Carlos Góis vai presidir nos próximos dois anos à Federação Europeia de Engenheiros de Explosivos, sendo o primeiro português a dirigir esta instituição com 20 anos.

Professor do Departamento de Engenharia Civil e investigador do LEDAP - Laboratório de Energética e Detónica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), José Carlos Góis foi eleito no passado fim-de-semana num congresso realizado em Budapeste.

Um dos principais desafios da organização, que agrega instituições de duas dezenas de países da União Europeia, a Noruega e a Rússia, é a harmonização de conhecimentos e procedimentos no uso de explosivos, para uma maior segurança e mobilidade de especialistas, explicou à agência Lusa o especialista.

Durante o mandato de José Carlos Góis deverá também ficar concluído um manual europeu de uso dos explosivos, que irá definir o que são os conhecimentos básicos para aplicação dos explosivos para fins civis em cada uma das áreas, e identificadas as pessoas mais competentes em cada um dos países.

Para o investigador, citado numa nota de imprensa da FCTUC, a sua eleição é o "reconhecimento da investigação de alto nível realizada na Universidade de Coimbra na área da segurança dos explosivos e uma oportunidade de Portugal ser afirmar junto da União Europeia na definição de normas de boas práticas no uso e manuseamento de explosivos".

José Carlos Góis é actualmente presidente da Associação Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos (AP3E), que acumula com as suas funções decentes e de investigador do LEDAP.

O LEDAP é o único laboratório nacional de investigação e desenvolvimento a trabalhar com explosivos. A sua actividade centra-se em três áreas: Civil, Militar e Terrorismo. Nesta última, os investigadores estudam medidas anti-terroristas, tendo sido autores de várias publicações para a NATO.

Criada em 1988, a Federação Europeia de Engenheiros de Explosivos congrega investigadores, militares, empresários, operadores de fogo e técnicos de fabrico de explosivos, entre outros.
Título:
Enviado por: comanche em Abril 26, 2008, 03:29:03 pm
Ciência: Investigadores de Coimbra desenvolvem kit para travar doença dos pinheiros

Citar
Coimbra, 26 Abr (Lusa) - Investigadores da Universidade de Coimbra estão a desenvolver um kit que permitirá uma detecção precoce, e uma mais rápida resposta, para evitar a propagação da nemátodo na madeira, actualmente a afectar pinhais em Portugal.

"Haverá uma resposta mais rápida e mais precoce", declarou à agência Lusa Isabel Abrantes, que lidera a equipa de investigação ligada aos departamentos de Zoologia e de Bioquímica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da Escola Superior Agrária de Coimbra.

A investigação encontra-se em fase final, e é objecto de tese de doutoramento de um dos participantes, e só a partir da publicação dos resultados é que se procurará uma parceria com a indústria para a produção e comercialização do kit para detecção e identificação do nemátode na madeira do pinheiro.

Segundo uma nota do departamento de comunicação da FCTUC, nesta investigação foram utilizados nemátodos extraídos de amostras de madeira infectada, colhidas em pinheiros no distrito de Setúbal, para produzir anticorpos monoclonais específicos para o nemátodo e desenvolver um teste de diagnóstico.

"Este teste permite identificar e quantificar o nemátodo directamente na madeira de pinheiro, ou seja, sem recorrer a métodos de extracção, e também no insecto vector (Monochamus galloprovincialis) responsável pela transmissão do parasita de árvore para árvore", explica.

De acordo com a coordenadora da investigação, "os anticorpos têm a capacidade de reconhecer a superfície da cutícula dos nemátodos-alvo, permitindo desenvolver novas estratégias de diagnóstico a partir das sondas imunológicas obtidas. As metodologias utilizadas e desenvolvidas neste projecto serão ferramentas muito úteis principalmente para os técnicos e investigadores dos laboratórios de quarentena de nemátodos parasitas de plantas".

O nemátodo é causador da doença do pinheiro, cujo primeiro caso se registou, em 1999, na península de Setúbal e nos últimos dias em pinhais no distrito de Coimbra.

"Após a detecção e identificação do nemátodo, a única solução é o abate imediato das árvores e a sua destruição bem como dos sobrantes do abate, incluindo as lenhas, de acordo com a legislação em vigor", observa a professora catedrática da FCTUC.

Denominada "Utilização de anticorpos monoclonais na detecção, identificação e quantificação do nemátodo-da-madeira-do-pinheiro, Bursaphelenchus xylophilus", a investigação tem como objectivo desenvolver novas estratégias de diagnóstico do nemátodo. Este será o tema de um encontro científico a decorrer em Coimbra, no Departamento de Zoologia da FCTUC, entre segunda e quarta-feira.

Este projecto de investigação foi realizado ao longo dos últimos três anos com a colaboração da Direcção-Geral dos Recursos Florestais e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 28, 2008, 07:18:13 pm
Tecnologia: Faculdade do Porto pioneira europeia em parcerias para investigação com a MIPS Technologies

Citar
Porto, 28 Abr (Lusa) - A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) tornou-se hoje o primeiro estabelecimento de ensino superior europeu a ter acesso, para efeitos de investigação, a informação confidencial de produtos da líder em microprocessadores MIPS Technologies.

Segundo José Silva Matos, director do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da FEUP, a informação é facultada no âmbito de um protocolo que a faculdade e a MIPS formalizaram para desenvolvimento de investigação académica em projectos de processadores e micro-arquitecturas.

"Diminuímos a distância entre a indústria e a Universidade ao estabelecermos uma ligação forte com uma das empresas líderes mundiais na indústria de propriedade intelectual de semicondutores", afirmou à Lusa José Silva Matos.

O acordo agora formalizado fornece uma plataforma para investigação científica e tecnológica destinada a ser utilizada nos programas de Mestrado e Doutoramento do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores (DEEC) da FEUP.

"A parceria vai permitir desenvolver investigação académica em projecto de processadores e micro-arquitecturas", contou José Epifânio da Franca, presidente e director-geral da Chipidea - Analog Business Group da MIPS Technologies.

"Temos um número elevado de engenheiros licenciados na FEUP a trabalhar no nosso Centro de Engenharia na Maia e é um grande orgulho o facto de podermos contar com talentos fundamentais para o futuro do projecto de sistemas electrónicos integrados", acrescentou.

A parceira para investigação estabelece que um grupo de estudantes graduados da FEUP terá acesso à propriedade intelectual da MIPS, para desenvolver investigação científica em áreas como a de implementação de arquitecturas, back-end synthesis e flows, interfaces periféricas, pipelines e desenvolvimento de co-processadores.

Também no âmbito do protocolo celebrado, a MIPS e a FEUP trabalharão em conjunto para o desenvolvimento de instrumentos e materiais de ensino destinados a promover o estudo da arquitectura e projecto de processadores em Universidades de todo o mundo.

A FEUP é uma das 14 faculdades da Universidade do Porto, contando 6.600 estudantes, dos quais 2.000 envolvidos em programas de Mestrado e Doutoramento.

A MIPS Technologies, Inc (NasdaqGS: MIPS) é, por sua vez, a segunda maior companhia mundial de design de propriedade intelectual de Semicondutores e a líder mundial de design de IP analógico.

Com mais de 250 clientes no mundo, a MIPS Technologies fornece tecnologia para alguns dos produtos mais conhecidos da indústria de consumo digital e dos mercados de "broadband, wirleess, networking" e "portable media", sendo proprietária de mais de 400 patentes mundiais.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 28, 2008, 07:20:28 pm
Tecnologias de Informação: Administração Pública e banca lideram investimentos no sector

Citar
Lisboa, 28 Abr (Lusa) - Os sectores da Administração Pública e banca lideram os investimentos em Tecnologias de Informação (TI) em Portugal, numa tendência que deverá manter-se até 2011, segundo um estudo hoje divulgado pela consultora internacional IDC.

De acordo com o estudo "Mercado Empresarial de TI: Sondagem e Previsões, 2006-2011", o sector da Administração Pública, foi o que mais investiu em TI em no ano passado, ultrapassando os 430 milhões de euros, seguido pelo sector da banca, com mais de 400 milhões de euros.

Segundo os dados da IDC, o sector da indústria, por sua vez, ocupa a terceira posição ao nível do investimento em TI por sector, com mais de 370 milhões de euros, enquanto que o sector dos Transportes, Telecomunicações e 'Utilities' no conjunto atingiram quase os 325 milhões de euros.

O investimento no sector dos serviços é o que mais cresce, seguido pelo Sector dos Transportes, Telecomunicações e 'Utilities'.

O estudo da IDC conclui ainda, numa análise por índices de crescimento, que o investimento da Administração Pública deverá apresentar uma taxa de crescimento anual de 6,4 por cento entre 2006-2011.

Este será, no entanto, ultrapassado pelo sector dos serviços, que deverá apresentar uma taxa de crescimento anual de 7,2 por cento, e pelo sector dos Transportes, Telecomunicações e Utilities no conjunto, onde se prevê um crescimento anual médio no período em análise de 6,6 por cento, refere a consultora internacional.

De acordo com a IDC, com este estudo foi ainda possível concluir que as empresas de média e grande dimensão portuguesas investem em média 1,7 por cento do volume de negócios em TI, sendo o seu objectivo principal o aumento de produtividade, mas também a subida da eficiência dos processos.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 28, 2008, 07:26:05 pm
Docente da UA distingue-se Jovem Investigador em Mecânica Aplicada e Computacional 2007



Citar
Filipe Teixeira-Dias, docente no Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, acaba de ser distinguido pela Associação Portuguesa de Mecânica Teórica, Aplicada e Computacional (APMTAC), com o Prémio Jovem Investigador em Mecânica Aplicada e Computacional 2007, atribuído anualmente ao investigador com o melhor Currículo Científico em qualquer área da Mecânica Aplicada e Computacional.

Na selecção do premiado, que deverá ter menos de 40 anos de idade, foram considerados diversos aspectos relacionados com as publicações de trabalhos científicos em revistas internacionais e conferencias, as orientações de doutoramentos e mestrados e as contribuições para o ensino e para a aplicação da Mecânica Computacional na indústria e nos serviços.

O Professor Filipe Teixeira-Dias iniciou a carreira docente em 1992, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, sendo docente da Universidade de Aveiro (Departamento de Engenharia Mecânica) desde Janeiro de 1997. Desde o início da sua carreira que tem vindo a leccionar disciplinas nas áreas da Mecânica Aplicada e Computacional, contando ainda no seu currículo com cinco orientações de trabalhos de doutoramento e cerca de dezena e meia de trabalhos de mestrado.

Tem mais de duas dezenas de artigos publicados em revistas de circulação internacional assim como cerca de 60 publicações no âmbito de conferências da especialidade. Do seu currículo destacam-se ainda vários prémios científicos, de entre os quais se salienta o Concurso Nacional de Inovação BES 2007 e o Prémio Científico IBM 2000. É um dos fundadores e o presidente em exercício do Light-Weight Armour for Defence and Security (LWAG).

A entrega do diploma do prémio a Filipe Teixeira-Dias decorrerá numa cerimónia pública, em Barcelona (Espanha), em Junho de 2009. Na sequência deste prémio, o Professor Filipe Teixeira-Dias será o candidato nacional ao prémio OC Zienkiewicz 2008 da European Community on Computational Methods in Applied Sciences (ECCOMAS).

Título:
Enviado por: comanche em Abril 29, 2008, 04:16:10 pm
Investigadores da UA colaboram na descoberta de nova forma de material multiferróico

Citar
Investigadores do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro (UA) em conjunto com outros investigadores portugueses e japoneses descobriram uma nova forma de material ferroeléctrico e multiferróico, que poderá potenciar a utilização simultânea de sinais magnéticos e eléctricos para aplicações como sensores ou para a gravação de informação, actualmente utilizadas separadamente: magnética em discos duros de computadores ou iPods, eléctrica nas memórias ferroeléctricas.



De acordo com a UA, o estudo, que evidencia a descoberta, foi desenvolvido em conjunto por investigadores das Universidades de Aveiro (Armandina Lopes e Vítor Amaral) e Porto, Instituto Tecnológico e Nuclear, Universidade de Tóquio e National Institute of Advanced Industrial Science and Technology, em Tsukuba, e teve honras de publicação na conceituada revista americana Physical Review Letters.
Foi proposto teoricamente há alguns anos que, em manganites (óxidos de manganês) contendo os elementos praseodímio e cálcio, pudesse ocorrer uma distorção da distribuição de carga dos iões de modo a quebrar a simetria de inversão espacial. Esta quebra potencia a existência de distribuições de cargas polarizadas, a característica básica dos materiais ferroeléctricos. Apesar de estudos efectuados, o mecanismo subjacente a esta previsão não havia até agora sido demonstrado.

Para a obtenção dos resultados, a presente equipa utilizou métodos originais com iões radioactivos agindo como sondas pontuais da estrutura e da polarização eléctrica local.

Iões do isótopo radioactivo 111mCd (com tempo de semi-vida de 48 minutos) foram introduzidos, em muito baixa dose (inferior a ppm) nas amostras, por implantação no CERN-ISOLDE, na Suíça, no âmbito duma colaboração internacional liderada pela Universidade de Aveiro. O isótopo radioactivo decai para o 111Cd estável, emitindo dois fotões cuja distribuição angular e temporal (à escala de medida de alguns nanossegundos) permite estudar o ambiente local eléctrico e magnético no interior da amostra. O estudo dos parâmetros característicos da medida, em função da composição das amostras e da temperatura, permitiu evidenciar claramente no material um estado com organização das cargas eléctricas. Verificou-se ainda que este estado ocorre para uma gama de composições mais alargada do que a previsão inicial. Nessa gama os materiais também apresentam ordenamento magnético, sendo por isso classificados como multiferróicos.

Apesar de nesta fase os estudos terem uma vertente essencialmente fundamental, estimulam a procura de novos materiais multiferróicos baseados neste novo mecanismo. O interesse actual nos materiais multiferróicos resulta sobretudo do facto de potenciarem a utilização simultânea de estímulos magnéticos e eléctricos para aplicações como sensores ou para a gravação de informação, actualmente utilizadas separadamente: magnética em discos duros de computadores ou iPods, eléctrica nas memórias ferroeléctricas.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 30, 2008, 10:12:49 pm
Espaço: Faculdade de Engenharia do Porto desenvolve satélite que será lançado pela ESA


Citar
Porto, 30 Abr (Lusa) - Um grupo de 20 alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) está a desenvolver um satélite de órbita baixa, que esperam seja colocado em orbita dentro de dois anos pela Agência Espacial Europeia (ESA).

O projecto, realizado a convite da ESA, prevê, segundo divulgou hoje a FEUP, o desenvolvimento de um satélite com as dimensões de 10x10x10 cm e um quilo de peso, um formato designado CubeSat.

O satélite que está a ser desenvolvido pela FEUP, baptizado com o nome VORSat, pretende demonstrar que é possível uma estação terrestre determinar a orientação de um satélite apenas através de sinais rádio transmitidos pelo satélite.

Nesta fase, está a ser construída nas instalações da FEUP, a estação terrestre que vai acompanhar o satélite e que já está inscrita na rede de estações de rastreamento de satélites do Departamento de Educação da ESA.

O grupo de trabalho envolve alunos de diversas áreas da engenharia, como a electrotécnica, mecânica, informática, civil e gestão industrial, sob a coordenação de Sérgio Reis Cunha.

Para a FEUP, trata-se de um desafio inovador, até porque Portugal é um dos poucos países membros da ESA que não tem representação ao nível dos CubeSats.

Por outro lado, este projecto permite alargar o conhecimento técnico e cientifico de docentes e alunos no domínio das tecnologias aeroespaciais.

Segundo a FEUP, a equipa que está a desenvolver o projecto pretende ainda criar condições que permitam aproveitar o pequeno satélite para realizar testes científicos no espaço, estando, por isso, receptiva a propostas de projectos de investigação.

Nesta área, a FEUP já tinha participado no SSETI (Student Space Exploration and Technology Iniciative), uma iniciativa da ESA destinada a promover o gosto pela tecnologia espacial através da construção de micro-satélites.

Por outro lado, a faculdade portuense está envolvida no STRAPLEX (Stratospheric Platform Experiment), um programa de lançamento de cápsulas recuperáveis, que são lançadas para a estratosfera com recurso a balões de hélio.

Título:
Enviado por: comanche em Maio 02, 2008, 10:32:25 pm
Ciência: Estudo do IPO revela que cancros de origem viral são influenciados por características genéticas

Citar
Porto, 2 Mai (Lusa) - As características genéticas de um ser humano podem influenciar o desenvolvimento dos cancros virais do colo do útero e da nasofaringe, disse hoje à Lusa Raquel Catarino, investigadora do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO).

"Percebemos que os vírus do Epstein-Barr e do Papilomavirus Humano, que contribuem entre 15 a 20 por cento dos casos de cancro em todo o mundo, se tornam mais importantes e designativos em algumas pessoas e isso depende do seu background genético", sustentou Raquel Catarino, autora do estudo.

Segundo a investigação desenvolvida pelo Grupo de Oncologia Molecular e Virologia, é a alteração do gene da ciclina D1, que regula a divisão das células, que favorece o desenvolvimento dos tumores de origem viral.

As melhores estratégias para evitar o desenvolvimento tumoral são, segundo a investigadora, a vacinação e evitar comportamentos de risco, nomeadamente o hábito de fumar.

As investigações actuais indicam, segundo Raquel Catarino, que a infecção viral "é um factor necessário, mas não suficiente para o desenvolvimento tumoral".

"O que leva a questionar o facto do cancro se desenvolver só em algumas pessoas, quando muitas já foram infectadas", acrescentou Raquel Catarino, frisando ser esta "a questão fundamental" que levou a esta investigação.

O grupo do IPO, que já apresentou estes resultados preliminares deste estudo no European Cancer Conference em Paris, está agora a estudar a influência da alteração da ciclina D1 em tumores com origem não viral.

Título:
Enviado por: comanche em Maio 02, 2008, 10:35:40 pm
Portugal tem 7ª internet mais rápida e 9ª mais barata entre 30 países

Citar
Lisboa, 02 Mai (Lusa) - Portugal tem a 7ª internet mais rápida e a 9ª mais barata numa lista de 30 países incluídos no relatório"Explaining International Broadband Leadership", anunciou hoje o gabinete que coordena o Plano Tecnológico.

O relatório, publicado quinta-feira pela fundação americana para a Informação, Tecnologia e Inovação, ITIF, coloca Portugal no 7º lugar em termos de velocidade de acesso à banda larga e em 9º em termos de preço.

O ranking abrange os 30 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

No comunicado enviado à imprensa, o gabinete coordenador do Plano Tecnológico refere ainda que o "relatório propõe um ranking com uma metodologia alternativa ao ranking de acesso da OCDE, o qual se baseia apenas no indicador "taxa de penetração de banda larga (nº de subscritores de acessos fixos por 100 habitantes)".

Além da penetração por agregado, o ranking contempla ainda a média da velocidade de download em mbps e o preço mensal mais baixo em dólares norte-americanos.

O gabinete coordenador do Plano Tecnológico revela que por isso "Portugal sobe quatro lugares em relação ao posicionamento obtido no ranking da OCDE e obtém um score acima da média, tendo em conta os países considerados".

Ainda assim, o gabinete que coordena o plano tece uma crítica ao ranking da ITIF pelo facto de não considerar "para efeitos de mediação na penetração de banda larga os acessos móveis, facto que penaliza fortemente Portugal".

"Para a medição da penetração de banda larga, as várias organizações internacionais continuam a manter a metodologia que se reduz à medição de acessos fixos, o que faz com que Portugal se classifique sistematicamente em posições que não retratam a situação real do nosso país nessa matéria", conclui o gabinete.

Segundo o gabinete, "a Banda Larga móvel assume uma posição cada vez mais determinante em Portugal", evocando dados da ANACOM, que no 4º trimestre de 2007 apontava para um número de clientes de banda larga fixa na ordem dos 15,4 por cento e de banda larga móvel na ordem dos 13,6 por cento.

A posição cimeira de Portugal no relatório da ITIF conjuga-se com o Plano Tecnológico, aprovado pelo Governo a 24 de Novembro de 2005, e que tem como objectivo, modernizar a sociedade portuguesa, aumentar a competitividade e massificar a utilização de tecnologias em Portugal.

Título:
Enviado por: André em Maio 06, 2008, 04:37:49 pm
Faculdade de Engenharia do Porto lança plataforma inovadora para criar e-books

Citar
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) anunciou hoje o lançamento de uma plataforma revolucionária que converte material didáctico em e-books (livros electrónicos) e que está disponível para uso de toda a comunidade daquela faculdade.

A plataforma, que permite a conversão nos formatos XHTML ou PDF, permite que os documentos possam ser lidos na Internet, o que possibilita aos autores a actualização constante dos seus conteúdos.

"De forma fácil e rápida, alunos e professores podem aceder aos conteúdos inseridos na plataforma pelo corpo docente", refere uma nota de imprensa enviada à Lusa.

A principal inovação desta plataforma, denominada Ferramenta de Prototipagem Rápida de E-Books, é que a estrutura e o conteúdo estão separados da formatação, o que permite aos docentes actualizar os documentos sempre que entendam necessário.

Esta possibilidade permite, na prática, que os docentes criem e-books sempre que as suas investigações produzam resultados que o justifiquem.

O desenvolvimento desta plataforma recebeu o prémio de Melhor Comunicação na Conferência Internacional IATUL realizada em 2006, com o tema "Embedding Libraries in Learning and Research".

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Maio 07, 2008, 10:32:23 am
INEGI, U.Porto e TecMinho associam-se à criação da Ownersmark

Citar
Ownersmark SA assina esta manhã, nas instalações do INEGI, um acordo de cooperação para a cedência de patentes e transferência de tecnologia com a Universidade do Minho/TecMinho, a Universidade do Porto e o INEGI. Na origem do acordo estão os direitos da marca POLIGHT, marca que permitirá à empresa tornar-se num dos maiores produtores mundiais no fabrico de postes para o transporte de energia em compósitos. O investimento inicial da empresa envolve verbas na ordem dos dez milhões de euros.




Nascida no meio universitário, com o apoio das entidades com quem assinará o acordo de cooperação e em parceria com o INESC Porto e Sociedade Portuguesa de Inovação, a Ownersmark espera tornar-se numa das maiores empresas mundiais na área dos compósitos para o fabrico de postes para o transporte de energia eléctrica, iluminação pública e torres eólicas. Algo possível graças ao projecto POLIGHT, uma patente, uma tese e uma marca, da autoria de José Carlos Ferreira, Mestrando do MIETE-FEUP, e que permitirá a produção de compósito e produtos finais com base em towpreg para fabrico de postes para Transporte de Linhas Eléctricas e Torres para a Eólica.


Tecnologia Towpreg
O towpreg é um semi-produto, em compósito, desenvolvido a partir de polipropileno reforçado com fibras de vidro. A mesma tecnologia que serviu de base ao produto GARRAFA DE GÁS PLUMA da GALP, patenteado pela Universidade do Minho e pelo INEGI, cujos inventores e também sócios fundadores da empresa são os Professores António Torres Marques (INEGI/FEUP), João Francisco Silva (INEGI/ISEP) e João Pedro Nunes (Universidade do Minho). Segundo o responsável pela Ownermark, José Carlos Ferreira, “este compósito apresenta características únicas de resistência e leveza e é 100% reciclável. Além disso traz benefícios económicos relativamente às tecnologias de postes tradicionais superiores a 60%, sendo a principal inovação o facto de serem 10 vezes mais leves que o betão e 30 vezes mais resistentes que o aço. Não são condutores de energia eléctrica (o que afasta a possibilidade de acidentes por electrocussão) e têm a possibilidade de serem fabricados em qualquer cor, dando nova vida às nossas cidades (Iluminação Pública e EQ Urbanos).


IBERDROLA poderá albergar Ownersmark
Para a produção dos postes POLIGHT a Ownersmark irá criar unidades industriais de raiz dotadas de infra-estruturas e tecnologias modernas. Nesse sentido, têm-se desenvolvido “contactos com municípios que possam acolher as instalações da empresa”, refere José Carlos Ferreira. No entanto não se “exclui a possibilidade de implantar a empresa em Espanha”, confessa o Promotor, Quadro Superior da EDP em Licença Sem Retribuição, tendo sido apresentada uma proposta à IBERDROLA nesse sentido.

Entretanto, a Ownersmark já começou a preparar o futuro. José Carlos Ferreira adiantou que, nos primeiros seis meses de actividade, a empresa vai “desenvolver três protótipos para testes de postes de transporte de energia eléctrica, iluminação pública e equipamentos de sinalização” que poderão “vir a equipar a nova VL 10, em Vila Nova de Gaia. Foi proposta uma parceria à autarquia. No entanto, iremos apresentar propostas a todos os municípios portugueses”, garante.

Sobre o investimento inicial o promotor assegura que envolverá valores na ordem dos dez milhões de euros e a serem investidos em instalações, tecnologia, investigação e desenvolvimento de produtos e em cerca de cem postos de trabalho directos. Relativamente ao papel das instituições com quem vai assinar o acordo de cooperação, José Carlos Ferreira salienta que estas terão como missão “garantir acesso ao desenvolvimento da tecnologia e de novas outras que possam vir a ter interesse nesta área”.

Título:
Enviado por: comanche em Maio 09, 2008, 03:20:51 pm
Plano Tecnológico: Memorando para formar mais de dez mil portugueses em novas tecnologias


Citar
Lisboa, 09 Mai (Lusa) - A promoção das qualificações profissionais dos portugueses é um dos objectivos do memorando que o Governo e a Cisco assinam hoje e que permitirá formar mais de dez mil profissionais em tecnologias, Internet e gestão de redes.

A assinatura do memorando, que contará com as presenças do primeiro-ministro, José Sócrates, e do presidente europeu da Cisco, Chris Dedicoat, estabelece a colaboração entre a tecnológica e o Governo português num conjunto de acções que se inserem no âmbito do Plano Tecnológico e que envolvem a presidência do Conselho de Ministros e nove ministérios.

A promoção da qualificação e da integração social dos portugueses na área da tecnologia e a criação de empregos estão entre os objectivos desta parceria estratégica.

Com este acordo, a Cisco compromete-se a colocar em funcionamento 400 academias (Networking Academies), mais 250 do que as actualmente existentes, que vão poder formar mais de dez mil profissionais em tecnologias, Internet e gestão de redes.

A tecnológica oferecerá a formação dos formadores, disponibilizará gratuitamente todos os conteúdos formativos e suportará 75 por cento dos custos do equipamento informático que venha a ser necessário para o desenvolvimento desta academias.

O Governo, por seu turno, compromete-se a criar condições para a criação de academias em escolas secundárias, universidades, institutos politécnicos, centros de formação profissional, prisões e organizações não governamentais, bem como junto das forças armadas e de segurança.

O memorando de entendimento vai ser assinado durante a inauguração do Centro "Hércules" e da nova sede da Cisco Portugal, no Lagoas Park, e contará com as presenças do ministro da Economia, Manuel Pinho, e do coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.

Título:
Enviado por: comanche em Maio 17, 2008, 10:43:30 pm
Professor do ISEL homenageado pela Sociedade Americana de Física

Citar
O Físico Paulo Ivo Cortez Teixeira, professor-adjunto com agregação da Área Científica de Física do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa – ISEL, foi o único português homenageado recentemente pela Sociedade Americana de Física – APS.




Paulo Ivo Teixeira fez a licenciatura e o mestrado em Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o doutoramento na Universidade de Southampton em 1993 e a agregação na Universidade de Lisboa em 2006. Depois de ser investigador pós-doutoral em Amesterdão, Cambridge, Leeds e no Instituto Superior Técnico, foi professor na Universidade Católica Portuguesa. Em 2006 foi contratado para reforçar uma área científica de excelência no ISEL.

A APS publica regularmente cerca de uma dezena de revistas de Física, que estão entre as mais reputadas revistas de Física do mundo. A sua gestão é democrática. Qualquer investigador do mundo pode submeter um artigo para publicação nestas revistas. Uma vez recebido um manuscrito, este é enviado para cientistas mundiais de referência que, trabalhando gratuitamente e sob anonimato, deverão pronunciar-se sobre a qualidade do trabalho. Estes funcionam como árbitros (“referees” no original inglês). Compete-lhes recomendar aos editores das revistas uma linha de acção: ou aceitar o manuscrito; ou propor alterações; ou rejeitar a publicação do manuscrito na revista em questão.

Este trabalho não é pago. Quem o faz com brio, fá-lo por responsabilidade social. Assim, as revistas têm encetado uma série de iniciativas para reconhecer as boas práticas. Este ano a APS decidiu reconhecer pela primeira vez o trabalho excepcional de 534 dos cerca de 42.000 “referees” a que as suas revistas recorrem. Da lista constam vários prémios Nobel. A distinção premeia "a qualidade, o número e a celeridade dos relatórios de arbitragem científica, sem olhar a país de origem ou área da Física".

É agradável verificar que as instituições de referência internacionais continuam a avaliar o trabalho científico de forma isenta e objectiva. Este docente do politécnico é o único português e um de apenas três investigadores da península ibérica a receber este prémio.



Professora portuguesa galardoada em Berlim


Citar
Natália Barbosa, professora associada da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, recebeu na sede do DIW Berlin, German Institute for Economic Research, o The Ernst Wagemann Best Article Prize.




O prémio no valor de 2.000 euros foi criado em memória de Ernst Wagemann, reputado economista e estatístico que fundou o DIW Berlin em 1925 e foi entregue por ocasião da reunião anual da Society of Friends of DIW Berlin que decorreu no passado dia 8 de Maio.

O galardão foi criado para premiar, de dois em dois anos, o melhor artigo publicado na Applied Economics Quarterly, revista editada pelo DIW Berlin. O artigo de Natália Barbosa, o primeiro a ser premiado, intitula-se "An Integrative Model of Firms' Entry Decision" e foi publicado em 2007 (volume 53, No. 1, pp. 45-69). O júri de selecção foi presidido pelo Professor Rainer Winkelmann da Universidade de Zurique.

De acordo com o anúncio do prémio, efectuado no primeiro número de 2008 da Applied Economics Quarterly, o artigo premiado “disponibiliza uma análise econométrica exemplar e tecnicamente madura sobre dinâmica industrial, entrada no mercado, e interacções estratégicas entre empresas instaladas e entrantes, recorrendo a modelos de análise não linear de dados em painel a três dígitos para Portugal”.
Título:
Enviado por: PedroM em Maio 20, 2008, 04:20:41 pm
NO JORNAL EXPRESSO ON LINE DE HOJE:

Electrónica transparente
Universidade Nova promove tecnologia pioneira nos EUA
Uma nova geração de mostradores planos da Samsung, com tecnologia totalmente desenvolvida em Portugal, é apresentada esta semana em Los Angeles.
 
Grupo de investigação de materiais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (Campus de Caparica)
Os mostradores planos foram desenvolvidos pelo Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito de um projecto com a Samsung, e utilizam novos materiais cerâmicos com propriedades de semicondutores activos.

A sua apresentação no Los Angeles Convention Center é feita na edição de 2008 do "SID International Symposium, Seminar and Exhibition", a maior e mais importante conferência do mundo na área das Tecnologias da Informação e Comunicação.

Os novos materiais, descobertos pela investigadora Elvira Fortunato - que coordena com Rodrigo Martins a equipa de investigação do Cenimat -, são os óxidos metálicos semicondutores, ligados à chamada electrónica transparente, usados na produção de transístores de filme fino em substituição do tradicional silício amorfo ou policristalino. Os novos mostradores da Samsung são do tipo LCD (Liquid Crystal Displays) e OLED (Organic Light Emmiting Diodes).
 
Fotografia obtida com microscópio óptico da primeira matriz activa com transístores de filmes finos em novos materiais cerâmicos semicondutores, totalmente projectada e realizada no Centro de Investigação de Materiais
Os mostradores, a usar em telemóveis e outros equipamentos, vão ser patenteados a nível internacional e apresentam as seguintes vantagens: são transparentes na região do visível, o que permite uma maior resolução da imagem; têm baixo custo; podem ser processados à temperatura ambiente (uma inovação mundial); não usam substâncias tóxicas como acontece com a tecnologia do silício de filme fino; são biodegradáveis e biocompatíveis; e têm um desempenho electrónico muito superior às matrizes já existentes no mercado.

O centro de investigação da Universidade Nova está envolvido noutros projectos de electrónica transparente com o Instituto de Telecomunicações da Coreia do Sul (ETRI), a HP-Hewlett Packard na Irlanda e EUA, o Centro de Ricerca Fiat em Itália e a Saint-Govain Recherche em França.

Recentemente, tal como o Expresso noticiou, este centro assinou um contrato com a multinacional japonesa Fuji para o desenvolvimento de células solares da terceira geração, vencendo o famoso Tokyo Institute of Technology, que é habitualmente comparado ao MIT norte-americano. Estas células, baseadas em nanomateriais, têm um limite máximo de conversão da energia solar em energia eléctrica de 73,7%, contra os actuais 31% da primeira e segunda gerações. Neste momento o departamento de investigação português tem 12 patentes registadas, três das quais internacionais.
Título:
Enviado por: comanche em Maio 21, 2008, 12:08:32 am
Malária: Investigadores lusos revelam novo papel de enzima



Citar
Investigadores portugueses demonstraram pela primeira vez um novo papel crucial desempenhado por uma enzima envolvida na infecção por malária, indica um estudo publicado com destaque de capa numa revista científica norte-americana.
O estudo foi realizado por Sabrina Epiphanio e outros membros da Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular, de Lisboa, liderada por Maria Mota, em colaboração com Miguel Soares, do Instituto Gulbenkian de Ciência e de investigadores norte-americanos e alemães.

A Cell Host & Microbe, uma nova revista do prestigiado grupo Cell, destaca o estudo com uma fotografia de capa que mostra células provenientes da resposta inflamatória do hospedeiro a atacar um hepatócito infectado no fígado.

«A infecção por malária ocorre em duas fases, uma hepática, que é assintomática mas obrigatória, e outra sanguínea, durante a qual surgem os sintomas da doença», explicou Maria Mota à agência Lusa.

«No ano passado, publicámos na revista Nature Medicine que a enzima HO-1 (heme oxigenase-1) protegia os ratinhos da forma mais letal da doença, a malária cerebral, durante a fase sanguínea», disse a investigadora.

Porém, «quando estávamos a fazer essa investigação reparámos que em fígados infectados com malária durante a fase hepática esta enzima também estava aumentada, o que nos deixou confusos, sem saber bem qual o papel desta molécula do hospedeiro durante a fase silenciosa da doença», recordou.

«O que nós agora mostrámos» - salientou - «é que na fase inicial, que dura cerca de sete dias nos humanos e é totalmente assintomática, esta enzima protege o parasita da resposta inflamatória e ajuda-o a estabelecer-se no hospedeiro, enquanto que mais tarde, logo que o parasita chega ao sangue e começam os sintomas, a enzima ajuda o hospedeiro a proteger-se dos sintomas mais graves».

«Este estudo revela pela primeira vez que este mesmo enzima é essencial para o estabelecimento da fase inicial e obrigatória para iniciar malária», afirmou.

A investigadora sublinhou a colaboração do grupo de Miguel Soares, do IGC, que trabalha nesta enzima há muitos anos, e de investigadores norte-americanos e alemães que desenvolvem tecnologia muito avançada usada para depletar esta enzima especificamente do fígado.

O principal objectivo do grupo liderado por Maria Mota é aprofundar o conhecimento dos factores do hospedeiro humano que influenciam a infecção pelo Plasmodium, o parasita causador da doença, na perspectiva de gerar pistas para o desenvolvimento de estratégias para o seu controlo.

A malária é uma doença infecciosa que se transmite através da picada do mosquito Anopheles ou, raramente, por transfusões sanguíneas, sendo responsável por 200 a 500 milhões de casos de que resultam 1 a 3 milhões de mortes de crianças todos os anos.

Negligenciada durante muito tempo, a investigação na malária tem vindo a crescer nos anos recentes, nomeadamente em Portugal, através dos grupos que trabalham no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, no IMM e no IGC.

Investigadora principal no IMM da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Maria Mota doutorou-se em Parasitologia Molecular no University College London (1998) e é também investigadora internacional do Howard Hughes Medical Institute (EUA).

Este estudo foi parcialmente financiado pela Gemi Fund, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a European Science Foundation.

Título:
Enviado por: comanche em Maio 21, 2008, 12:19:11 am
Ciência e tecnologia: Cavaco Silva quer mais investimento em tecnologias da informação e comunicação

Citar
Porto, 20 Mai (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje, em Gaia que o aumento das despesas de investimento em tecnologias da informação e comunicação é uma condição necessária ao desenvolvimento do país.

"Estamos ainda abaixo da média europeia em matéria de despesas em tecnologias de informação e comunicação (TIC)", disse Cavaco Silva, que falava no final do último dia do Roteiro da Ciência que o levou a visitar algumas das mais bem sucedidas empresas de alta tecnologia portuguesas, que terminou na sede da Alert, especializada em software para a área da saúde, em Gaia.

O PR frisou que "ainda existem muitas diferenças em Portugal e em matéria de acesso às TIC, das quais estão particularmente excluídos particularmente os portugueses que não terminaram o ensino secundário".

Cavaco Silva considerou que "tem que aumentar o acesso de utilização das TIC nas empresas, nos serviços públicos e nos lares e convidou os responsáveis pela administração pública a pensar no que é que podem fazer para generalizar o uso das tecnologias de informação e Comunicação.

"Na Europa, 25 por cento do crescimento e 40 por cento do aumento de produtividade são determinados pelo uso de tecnologias de informação e Comunicação", disse o PR, sublinhado a necessidade de investir neste sector.

As empresas que o Presidente da República escolheu para o a quarta edição do Roteiro para a Ciência - Alert, Primavera Software, Brisa, Cister, Acácia e Vision-Box - têm em comum trajectos marcados por apostas na inovação tecnológica, seguida de internacionalização.

Esta iniciativa, que se iniciou segunda-feira e hoje terminou, incluiu também visitas a universidades e institutos politécnicos.

O périplo terminou na Alert Life Sciences Computing, sediada em Gaia, que nasceu em 1998, quando Jorge Guimarães, médico nascido em Viana do Castelo, venceu o Grande Prémio Bial de Medicina, atribuído pelos laboratórios do mesmo nome.

Com o dinheiro do prémio, investiu em 1999 na criação de uma empresa, a MNI - Médicos Na Internet, dedicada a serviços de saúde através da Internet, área que a agora designada Alert ainda mantém e é auto-suficiente.

Menos de 10 anos depois, os produtos Alert estão já em 639 hospitais e cerca de oito mil centros de saúde, em Portugal e noutros 30 países, entre os quais Espanha, Itália, Holanda, Brasil, Estados Unidos, Singapura e Malásia.

Em 2007, a Alert, que emprega mais de 500 trabalhadores da área tecnológica, facturou 23,16 milhões de euros, resultado que prevê duplicar este ano, conseguindo metade do volume de negócios fora de Portugal.

Outra das empresas visitadas é a Primavera Business Software Solutions, criada em Braga em 1993, que é líder nacional de software de gestão, tendo expandido a sua actividade a Espanha, Brasil e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), depois de ter começado com pouco mais de 15 trabalhadores.

Cerca de 35 mil empresas, representando um universo de mais de 100 mil utilizadores, recorrem agora às soluções de gestão da Primavera, que a consultora Growth Plus incluiu no ranking das 500 empresas europeias com maior potencial de crescimento.

Cavaco Silva visitou ainda a Brisa, já com 36 anos, que é o maior operador português de auto-estradas e que está no Roteiro para a Ciência de Cavaco Silva sobretudo devido ao investimento de mais de um milhão de euros no desenvolvimento próprio de equipamentos e tecnologias, o que possibilitou, nomeadamente a criação da Via Verde, sistema pioneiro a nível mundial.

Quanto à Acácia, criada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em Almada, desenvolve projectos de circuitos integrados para electrónica com aplicação nas áreas da medicina e aeroespacial.

Os circuitos integrados da Acácia são também utilizados nos telemóveis de última geração em países como a Coreia, Japão ou Estados Unidos.

Cavaco Silva visitou também a empresa Cister, de gestão de sistemas confiáveis e de tempo-real, que é a única rede da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) com a classificação máxima de excelente.

Incluída neste roteiro esteve também, segunda-feira, a inauguração do sistema RAPID do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, produzido pela empresa portuguesa Vision-Box.

O RAPID é o primeiro sistema do mundo que permite o controlo automatizado de passageiros munidos apenas com o respectivo passaporte electrónico.

Título:
Enviado por: comanche em Maio 28, 2008, 08:21:33 pm
Investigação: ISEP desenvolve sistema inovador que pode tornar praias mais seguras

Citar
Porto, 26 Mai (Lusa) - A praia de Matosinhos deverá ficar mais segura, a partir da época balnear de 2009, com a instalação de um inovador sistema integrado de monitorização, detecção e salvamento aquático que está a ser desenvolvido pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

O projecto denominado SEASAFE, que resulta de um protocolo entre a Câmara de Matosinhos e o Laboratório de Sistemas Autónomos (LSA) do ISEP, tem em vista o desenvolvimento de um robot de monitorização marítima de superfície na vertente de salvamento aquático.

O ROAZ, recentemente apresentado pelo ISEP na Feira de Hannover, Alemanha, um dos mais importantes certames mundiais de tecnologia, é um robot de monitorização marítima de superfície que pode analisar a qualidade da água e detectar náufragos.

O desenvolvimento deste sistema autónomo, na vertente de salvamento aquático, nos termos do protocolo aprovado em finais de Março pela Câmara de Matosinhos, envolve um investimento de cerca de 350 mil euros.

Este barco autónomo deverá estar operacional em 2009, segundo revelou hoje à Lusa uma fonte ligada ao desenvolvimento do projecto.

A fonte admitiu que, durante o próximo Verão, a praia de Matosinhos poderá ser palco de "uma experiência para avaliar como está a evoluir o projecto".

A intenção dos investigadores é obter um barco autónomo que esteja permanentemente na água, mas que apenas seja activado quando as câmaras instaladas na praia detectarem algum problema no mar.

O robot pode atingir o banhista em perigo muito mais rapidamente do que os nadadores-salvadores, disponibilizando-lhe uma bóia a que este se pode agarrar até chegar o salvamento.

Os investigadores admitem que o robot também possa, em determinadas circunstâncias, trazer o banhista para terra.

A fonte contactada pela hoje Lusa salientou que este sistema, quando estiver desenvolvido, apenas se justifica em praias com uma grande frente de mar, onde a distância implique uma demora na chegada do nadador-salvador junto do banhista em dificuldades.

Os investigadores admitem que o barco autónomo possa navegar a cerca de 20 quilómetros por hora, o que lhe permitirá chegar rapidamente à pessoa que necessita de socorro.

Nesse sentido, o sistema SEASAFE incluirá, além do veículo autónomo de superfície para apoio ao salvamento aquático, um sistema automático de detecção e aviso de situações de potencial risco, que será instalado em torres de vigia.

O barco autónomo, segundo o protocolo aprovado em finais de Março pela Câmara de Matosinhos, vai estar equipado com câmaras de vídeo e termográficas, o que permitirá a identificação, localização, aproximação e seguimento de pessoas na água, além de disponibilizar imagens em tempo real.

O nadador-salvador será equipado com um interface móvel, à prova de água, que lhe disponibilizará informação sobre possíveis situações de perigo e as imagens captadas pelas torres de vigia e pelo barco autónomo, permitindo-lhe tomar a decisão adequada.

Título:
Enviado por: comanche em Maio 31, 2008, 10:41:05 pm
Investigação: IBMC desenvolve ratinho que pode contribuir para estudo da Doença dos Pezinhos


Citar
Porto, 31 Mai (Lusa) - Um grupo de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) desenvolveu um ratinho transgénico capaz de reproduzir características da paramiloidose (Doença dos Pezinhos) que nunca tinham sido identificadas nos modelos biológicos disponíveis.

A descoberta, anunciada sexta-feira por aquele instituto de investigação da Universidade do Porto, foi publicada no mais recente número da revista Neurobiology of Aging.

Segundo o IBMC, os modelos de ratinhos até agora utilizados para estudar a paramiloidose eram portadores do gene humano causador da doença e apresentavam depósitos de fibras amilóides no estômago, no intestino e na pela, mas não desenvolviam a característica mais típica da doença, que é a deposição de fibras no sistema nervoso periférico.

A equipa de investigação liderada por Maria João Saraiva conseguiu "cruzar um ratinho (mãe) portador do gene humano da doença com um ratinho (pai) incapaz de produzir proteínas de defesa contra situações de stress fisiológico".

Desse cruzamento resultaram "ratinhos (filhos) que, por um lado, tinham a doença, e, por outro, não tinham um dos mecanismos naturais de protecção".

"O que se verificou pela primeira vez foi a deposição de agregados e fibras no sistema nervoso periférico, bem como uma deposição sistémica mais precoce", salienta um comunicado do IBMC enviado à Lusa.

O texto refere ainda que o resultado desta investigação vai "permitir conhecer com mais detalhe" a origem da doença e "testar tratamentos direccionados para o sistema nervoso periférico".

Na paramiloidose, uma doença neurodegenerativa, existe a mutação num gene que leva à produção de uma proteína (a transtirretina - TTR) que apresenta uma conformação instável, condição que desencadeia a produção de compostos intermédios e posteriormente das chamadas fibras de amilóide.

Estas fibras depositam-se no sistema nervoso periférico e podem afectar outros órgãos como os rins e o estômago.

A Doença dos Pezinhos foi descrita pela primeira vez pelo neurologista português Mário Corino de Andrade nos anos 50.

Por regra, a doença manifesta-se depois dos 20 anos, caracterizando-se por dores, paralisias e fraqueza muscular, sendo falta na ausência de um transplante hepático.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 04, 2008, 11:29:02 pm
FCTUC desenvolve robô de detecção de minas antipessoais

Citar
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um Robô de Desminagem – LADERO - já testado no campo da Royal Military Academy da Bélgica (um campo localizado em Meerdaal, nos arredores de Bruxelas, e certificado para testar este tipo de robôs), registando um bom comportamento ao conseguir detectar todas as minas existentes.

É o resultado de uma longa investigação, iniciada em 1999 com o desenvolvimento de um sensor baseado na utilização de micro-ondas e radiação infravermelha para detectar minas antipessoais de plástico (as mais difíceis de localizar) em solos de conflito.
Coordenada pelos investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC, Lino Marques e Aníbal Traça de Almeida, a construção deste Robô teve por base várias preocupações: criar uma plataforma fiável, financeiramente acessível, para ser utilizada nos países de conflito, de fácil manutenção e reparação, em caso de avaria, e com uma estrutura mecânica robusta, construída essencialmente a partir de componentes industriais.

Aparentemente simples, o robô LADERO tem no seu interior “um delicado hardware e complexos algoritmos de software que processam toda a informação sensorial e decidem como o robô se deve movimentar no ambiente que o rodeia. É composto por múltiplos detectores de minas e outros engenhos explosivos para garantir uma informação robusta e reduzir muito os alarmes falsos”, explica o investigador Lino Marques

As minas antipessoais são um grave problema a nível mundial. De acordo com os últimos dados, existem cerca de 120 milhões de minas deste tipo espalhadas por mais de 70 países. Estas minas matam aproximadamente 25 mil pessoas por ano e mutilam muitas mais, das quais 80 por cento são civis.

À taxa actual de desminagem, seriam necessárias muitas décadas e mais de 57 biliões de dólares para remover todas as minas existentes. Esta situação é particularmente grave “se considerarmos que as minas estão essencialmente distribuídas por países subdesenvolvidos sem recursos para pagar a desminagem e que vêem desta forma o seu desenvolvimento comprometido pelas perdas humanas, pela inutilização de terrenos aráveis e de vias de comunicação”, observa o Docente da FCTUC.

Assim, afirma o investigador da FCTUC, “qualquer avanço na investigação e desenvolvimento de sistemas fiáveis, bem como na automação das tarefas inerentes à desminagem humanitária é um grande desafio que pode salvar a vida a muitos milhares de pessoas”.


Desenvolvido especialmente para mapear áreas irregulares em solos de conflito, o LADERO apresenta outras potencialidades, por exemplo, na pesquisa geológica, podendo fazer a reconstrução tridimensional de objectos escondidos no subsolo, avança Lino Marques

O projecto, que foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, obteve a classificação de Excelente e terminou no passado dia 20 de Maio, com a apresentação de uma Tese de Doutoramento de uma estudante oriunda da Rússia.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 06, 2008, 10:28:17 pm
Docente da FEUP conquista Prémio de Inovação Ambiental

Citar
O professor Romualdo Salcedo, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), acaba de ser distinguido com o primeiro lugar no Prémio Nacional de Inovação Ambiental. O galardão tem o Alto Patrocínio do Presidente da República, o apoio do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, por intermédio da Revista Técnica Indústria e Ambiente – Publindústria, ramo nacional da European Environmental Press (EEP) – e corresponde à selecção nacional de candidatos ao galardão europeu, o EEP Award.

Denominado “ReCyclone Electrostático”, o invento premiado e apresentado pelo docente da FEUP consiste num sistema de ciclones para captura de partículas finas, emitidas por processos industriais. Estas partículas são altamente prejudiciais para a saúde, podendo conduzir a doenças graves, e até mesmo mortais, do foro respiratório e circulatório. Os ReCyclone Mecânicos, percursores dos ReCyclone Electrostáticos foram desenvolvidos entre 1998 e 2001, tendo como função capturar as partículas finas, através de forças centrífugas, concentrando de seguida, e pelo mesmo método, parte das partículas que escapariam para a atmosfera. A implementação de alta tensão nos recirculadores mecânicos, transformando-os em electrostáticos, permite reduzir as emissões adicionalmente em 50 por cento, com diminuição da potência despendida em 40 por cento.
De acordo com a FEUP, Romualdo Salcedo desenhou, com o auxílio de um programa de simulação/optimização, o ciclone colector, que apresenta eficiências superiores a qualquer ciclone existente no mercado: reduz em cerca de 50 por cento as emissões para a atmosfera, relativamente aos outros ciclones de elevada eficiência. Juntando o concentrado electrostático, a taxa de absorção de emissões sobe para 90 por cento. A aplicação deste invento é variada: saída de caldeiras de queima de biomassa, secadores de recuperação de produtos químicos, caldeiras a fuel, etc. Este sistema não tem o inconveniente dos filtros, que podem incendiar, ou dos electrofiltros, muito dispendiosos para as pequenas e médias empresas.

O “ReCyclone Electrostático” reduz as emissões para a atmosfera a níveis inferiores aos limites legais, o que até à data só era possível com a instalação de ciclones seguidos de filtros de mangas ou electrofiltros. O primeiro sistema foi instalado em 2001 na CUF – Indústrias Químicas SA, uma substituição de sucesso do sistema de mangas. Para o desenvolvimento deste sistema, colaboraram Alexandre Campos, Maria da Graça Cândido, Ana Fonseca, Vânia Chibante, Filipe Mergulhão, António Cardoso e Júlio Paiva.

Importa ainda destacar que em Maio de 2008 foi criada a empresa Advanced Cyclone Systems SA. Inserida no programa Cohitec II, gerido pela Cotec Portugal, a nova entidade visa o desenvolvimento e a comercialização destes equipamentos a nível internacional.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 06, 2008, 10:45:08 pm
Agricultura: Centro de investigação português passa a presidir ao Consórcio Europeu para a Investigação Agrícola Tropical

Citar
Lisboa, 06 Jun (Lusa) - O Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) foi hoje eleito para presidir por três anos ao Consórcio Europeu para a Investigação Agrícola Tropical (ECART), um grupo de pesquisa que se vem debruçando sobre a actual crise alimentar.

Segundo disse à agência Lusa o presidente do IICT, Jorge Braga de Macedo, trata-se de um fórum financiado pelas quotas dos membros, que capta fundos europeus para projectos de desenvolvimento agrícola e promove uma política pró-activa de apoio ao sector junto da Comissão Europeia e dos vários governos.

Para o responsável, a decisão hoje tomada em Paris pela assembleia do Consórcio Europeu representa o reconhecimento de um trabalho com projecção internacional, num ano particularmente importante para a instituição portuguesa.

"Calha muito bem, tendo em conta que o IICT está a celebrar 120 anos e a colaborar com o Grupo Consultivo para a Investigação Agrícola Internacional. Vem na linha daquilo a que no Instituto chamamos de 'lusofonia global' - em vez de Portugal, os PALOP e o Brasil olharem apenas uns para os outros, viramos o nosso olhar para o resto do mundo", afirmou Jorge Braga de Macedo.

Fundado em 1992 e com estatuto jurídico europeu desde há quatro anos, o ECART reúne sete organismos de investigação de Portugal, França, Itália, Grã-Bretanha, Holanda e, mais recentemente, Espanha.

O presidente do IICT adiantou que um dos objectivos centrais do Consórcio é aproveitar a atenção dada actualmente ao sector agrícola, no contexto da crise alimentar, para levar o problema à agenda política e mediática, respondendo a mais perguntas e inquietações dos agricultores e dos consumidores.

"Os estudos em curso sobre a desertificação, a assistência às doenças ou a gestão dos riscos para pequenos agricultores já previam que a crise era inevitável. A agricultura estava a ser ignorada quer nos países ricos ou pobres, durante trinta anos houve um desprezo total", lamentou Braga de Macedo.

"O reconhecimento político surge, agora, um pouco tardio, mas mais vale tarde do que nunca", concluiu o responsável.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 08, 2008, 02:23:54 pm
Medicamento: Produção do 1º fármaco em Portugal abre caminho ao desenvolvimento de uma indústria do sector- investigador

Citar
Coimbra, 20 Mai (Lusa) - A produção do primeiro medicamento desenvolvido em Portugal abre caminho à fabricação de novos fármacos e ao desenvolvimento de uma indústria do sector, afirmou hoje um cientista ligado à sua concepção.

Para Amílcar Falcão, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e consultor da farmacêutica portuguesa Bial, que desenvolveu um antiepiléptico que já comercializado para os EUA e Canadá, a produção deste fármaco em Portugal "desbravou muito caminho", e o facto de ter sido o primeiro faz com que qualquer outra tentativa "seja mais facilitada, porque há um conhecimento acumulado".

"A Bial tem várias moléculas em desenvolvimento que, suponho, poderão ter um sucesso tão grande ou maior do que teve esta primeira", afirmou, em declarações à agência Lusa este cientista, que na concepção do novo medicamente pôs em prática uma metodologia que está a dar os primeiros passos a nível internacional - a farmacometria.

Amílcar Falcão, que colabora com a Bial desde 2000, confessou que a integração nessa equipa da farmacêutica constitui para si uma descoberta, ao encontrar "pessoas extremamente competentes, extremamente eficazes, que pensava que não existiam".

"Do meu ponto de vista abriu-me horizontes que não tinha; conhecia-os teoricamente. Deu-me uma percepção distinta das coisas. Isso comprova que o sistema português de investigação, e a forma como a academia se relaciona com as empresas, não é saudável e não proporciona o avanço que gostaríamos que houvesse", explicou.

A experiência de desenvolvimento de um fármaco em Portugal veio revelar que no país "há capacidade instalada para desenvolver coisas desta dimensão, e o que é preciso é dar oportunidade para que elas surjam".

Trata-se de uma área que Portugal deve desenvolver do ponto de vista industrial, sustentou Amílcar Falcão, acrescentando que as competências utilizadas na produção do medicamento estão no país, e o que é preciso é dar-lhe oportunidade de participar em futuros projectos, em vez de recorrer ao estrangeiro.

O êxito conseguido pela Bial "vai impulsionar novas apostas nesta área", porque o que fez "dá-lhe uma imagem distinta para o resto do mundo. Torna-a um parceiro credível", abre-lhe a possibilidade de ter relações com a indústria internacional, sublinhou, em declarações à agência Lusa.

Entrar para a lista das 50 primeiras europeias da indústria farmacêutica "tem um valor muito importante", acrescentou.

"Temos de ter a noção de que temos de aproveitar este bom exemplo e reproduzi-lo com inteligência. Não se pense que foi conseguido em dois dias, e sem muito trabalho. Houve risco empresarial, visão estratégica e elevado investimento", advertiu Amílcar Falcão.

A Bial já assinou um contrato com uma farmacêutica norte-americana que irá introduzir esse medicamento para tratamento da epilepsia (acetato de eslicarbazepina) nos mercados dos EUA e Canadá, em 2009, recebendo como contrapartida 120 milhões de euros pela cedência da licença para esses dois mercados.

Nos últimos dez anos a Bial investiu 300 milhões de euros em investigação e está actualmente a desenvolver mais cinco medicamentos.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 08, 2008, 02:30:01 pm
Aparelho prevê crise epiléptica

Citar
Uma crise de epilepsia chega sem avisar. Em qualquer hora ou lugar, com todos os perigos para a segurança do doente. Desafiando a Ciência, uma equipa de investigadores portugueses lidera um projecto, único na Europa, para o desenvolvimento de um sistema de alarme inteligente transportável por pacientes com epilepsia que não reagem ao tratamento nem podem ser operados.

Coordenado por António Dourado, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, o projecto Epilepsiae – Evolving Platform for Improving Living Expectations of Patients Suffering from Ictal Events – está a ser desenvolvido em parceria com grupos de investigadores e hospitais franceses e alemães. Uma empresa italiana já se disponibilizou para fabricar o alarme.

"Pretendemos encontrar uma forma de prever as crises de epilepsia, desenvolver uma ferramenta transportável que recebe em permanência os sinais do cérebro", revela António Dourado, explicando que para isso estão a ser desenvolvidos "algoritmos de inteligência computacional".

Os cientistas pretendem alcançar uma previsão com pelo menos 15 minutos de antecedência e construir um sistema que tenha uma taxa de sucesso na ordem dos 90%. O objectivo final é criar, dentro de três anos, o Brainatics, aparelho discreto que avalie em permanência, através do electroencefalograma e electrocardiograma, o estado do doente e seja capaz de prever as crises.

"A concretizar-se, este dispositivo muda completamente a vida do doente, permitindo-lhe precaver-se da exposição social e de situações de risco", diz António Dourado.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 08, 2008, 02:46:01 pm
'Start-up' portuguesa tenta patentear compostos farmacêuticos

Citar
Empresa portuguesa na área da Biotecnologia identifica dois compostos para o controlo da dor e de Doenças do Sistema Nervoso e solicita concessão de patente internacional.  
 BIOALVO, ‘start-up’ portuguesa na área da Biotecnologia, após a obtenção de resultados importantes relativos a toxicidade, eficácia e comportamento de dois novos compostos, submete pedidos de patente internacional (PCT) para desenvolvimento de futuros medicamentos.

Medicamentos que poderão vir a ser indicados para o tratamento de «dor crónica, aguda e neuropática, bem como doenças neurodegenerativas como Alzheimer e outras demências», revela Helena Vieira, Directora Executiva da BIOALVO, em declarações à TV Ciência.

Para a elaboração do dossier de informação para o pedido de patentes, a especialista adianta que se «efectuaram testes de toxicidade e eficácia em modelos celulares e animais e que se utilizaram culturas de células humanas e/ou de mamíferos e modelos de doença em animais roedores».

Um trabalho que foi realizado em conjunto com um grupo de investigação do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa. Um grupo, liderado pelo investigador Miguel Castanho, e que se «ocupou, previamente, com a caracterização das propriedades biofísicas desta molécula e alguns testes iniciais em modelos de patologias neurológicas».

Posteriormente, os especialistas da BIOALVO desenvolveram um trabalho «através das nossas tecnologias inovadoras de rastreio de novas drogas, que se veio a revelar muito frutífero, tendo sido identificado o potencial terapêutico desta molécula para o tratamento de Alzheimer e demências fronto-temporais, entre outras neurodegenerescências», adianta Helena Vieira.

Para além disso, a especialista afirma que «o nosso ‘know-how’ em desenvolvimento de novas drogas permitiu ainda acelerar significativamente o planeamento e desenvolvimento dos testes necessários para aplicação terapêutica em humanos desta molécula».

O trabalho conjunto, desenvolvido com base na parceria entre académicos e a BIOALVO, revela que «as relações entre a academia e a indústria estão a mudar para melhor. E o acordo de transferência de tecnologia alcançado com a BIOALVO é um sinal disso mesmo. Não se limitando a um simples contrato de IP, já que consolida uma cooperação científica e tecnológica que se prolongará no futuro», afirma Miguel Castanho, citado em comunicado da BIOALVO.

Esta cooperação entre as duas instituições vai permitir à BIOALVO adquirir a exclusividade dos direitos comerciais e Propriedade Intelectual (PI) à Universidade. O que irá fazer valer à Universidade de Lisboa ‘royalties’, ou seja, direitos sobre os lucros da BIOALVO na comercialização do produto.

A eficácia da plataforma biotecnológica da empresa portuguesa, criada em 2005 por jovens cientistas, veio revolucionar de tal forma o mercado farmacêutico que já atraiu a atenção de algumas empresas internacionais lideres nas áreas de dor e doenças do sistema nervoso central.

Após oito meses do início de funcionamento da plataforma tecnológica, a BIOALVO submete agora os primeiros pedidos de patente que cobrem o uso terapêutico de compostos identificados através da sua tecnologia de rastreio de alto débito.

A BIOALVO propõe-se criar e desenvolver soluções tecnológicas inovadoras, de cariz biológico e molecular, que podem vir a constituir uma nova geração de fármacos e terapias, mais potentes e eficazes para combater doenças do foro neurológico, nomeadamente a Alzheimer, amiloidoses (doença dos pezinhos), Parkinson, Hungtinton ou até mesmo o cancro.
 
 
Título:
Enviado por: comanche em Junho 23, 2008, 10:37:27 pm
Tecnologias de Informação: Investimento da Administração Pública deverá chegar aos 490 milhões de euros em 2008

Citar
Lisboa, 23 Jun (Lusa) - O Estado deverá gastar este ano mais de 490 milhões de euros em tecnologias de informação na administração pública, mais 30 milhões de euros do que no ano passado, revela um estudo da consultora IDC, hoje divulgado.

De acordo com o estudo "Administração Pública Central e Local, Saúde e Educação: Sondagem e Previsões, 2006-2011", levado a cabo pela IDC, o investimento para 2008 traduz-se num crescimento anual médio de 6,4 por cento.

Seguindo a consultora, até 2011 deverão ser investidos "perto de 600 milhões de euros" em Tecnologias da Informação (TI), que representa "um crescimento acumulado de 36,4 por cento", desde 2006.

A análise baseou-se numa sondagem efectuada em 123 organizações da administração pública e do sector da Saúde, concluindo que o maior volume do investimento "continua a ser canalizado para a administração central".

Segundo a IDC, a administração central deverá receber este ano cerca de 50 por cento das verbas a aplicar em TI, com um índice de crescimento de 6,8 por cento entre 2006 e 2011.

Segundo o estudo da IDC, o segmento da saúde é aquele que apresenta maior índice de crescimento em TI no período em análise, com uma taxa de 7,5 por cento.

Em 2008, o sector da saúde recebeu 45 milhões de euros para investir em TI e em 2011, "quase 60 milhões".

Nos dias 24 e 25 de Junho, a IDC promove no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, um debate sobre as tendências que estão a dinamizar o investimento da administração pública em tecnologias de informação, onde fará um balanço da aposta nos processos electrónicos a nível nacional e europeu.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 23, 2008, 10:43:47 pm
Guimarães: Acessos ao Avepark inaugurados no "Dia Um" de Portugal

Citar
Guimarães, 23 Jun (Lusa) - A abertura terça-feira dos acessos ao Avepark (Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães) vai permitir o seu arranque, no Outono, com uma incubadora da Universidade do Minho e o Instituto Europeu de Medicina Regenerativa de Tecidos.

Segundo disse hoje à Lusa José Nobre, do Gabinete da Presidência da autarquia de Guimarães, o acesso ao Centro Tecnológico "teve como base os alinhamentos já definidos e fornecidos pela Câmara de Guimarães".

Tem a sua origem na rotunda da circular das Taipas e o seu término na rotunda do Centro Tecnológico.

O acto inaugural ocorre, a 24 de Junho, feriado municipal, em que se celebra o dia em que se deu a Batalha de S. Mamede.

Nesta, D. Afonso Henriques venceu os partidários de sua mãe, Dona Teresa, pelo que é considerado pelos vimaranenses o «Dia Um» da fundação de Portugal.

A efeméride inclui várias inaugurações de melhoramentos camarários, e uma sessão solene que será presidida pelo ministro da Cultura.

O Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães, que deve abrir, oficialmente, em Outubro, está projectado para acolher, no prazo de 10 anos, 200 empresas tecnológicas.

Segundo fonte do Avepark, a instalação das empresas, a concluir num prazo de 10 a 15 anos, vai permitir a criação de quatro mil empregos qualificados, entre cientistas e investigadores, que assim se fixarão na região do Minho.

O parque, que tem como suporte natural a Universidade do Minho, está instalado em 80 hectares de terrenos nos arredores da vila das Caldas das Taipas, em pleno Vale do Ave.

O AvePark, que recebeu um subsídio governamental de 3,2 milhões de euros, é uma sociedade constituída pela Câmara de Guimarães, com 51 por cento do capital, pela Universidade do Minho, a Associação Industrial do Minho e a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto (15 por cento cada) e pela Associação Industrial e Comercial de Guimarães, com quatro por cento.

O investimento total em infra-estruturas e no chamado edifício central - já terminado - atinge os 10 milhões de euros, verba a que haverá que somar os milhões do valor dos terrenos doados pela Câmara.

A construção da via rápida, orçada em 1,93 milhões de euros, esteve a cargo do empreiteiro ABB - Alexandre Barbosa Borges, de Braga.

O traçado adoptado foi estudado para que venham a obter as características mínimas regulamentares para uma velocidade base de 50 km/h e, nos nós de ligação, 40 km/h.

No "Dia Um de Portugal", o município procede, ainda, à abertura oficial do Centro Escolar de Infantas, construído pela firma Norlabor, Sa, obra orçada em 1, 5 milhões de euros.

Os melhoramentos incluem os arranjos urbanísticos da envolvente da Capela da Senhora dos Remédios, que custaram 73 mil de euros, e da envolvente do Mercado Oratório do Senhor da Agonia, onde foram investidos 120 mil euros.

Envolve ainda obras no Parque da Ínsua - Ponte, no Parque Desportivo Aldeamento Vimaranes, na Horta Pedagógica - Veiga de Creixomil, e o arranjo junto ao cemitério - Souto S. Salvador.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 23, 2008, 10:48:37 pm
Saúde: Investigadores portugueses comprovam efeitos terapêuticos em plantas medicinais de São Tomé


Citar
Lisboa, 23 Jun (Lusa) - Uma equipa científica portuguesa comprovou efeitos anti-bacterianos e anti-fúngicos em 75 por cento de um conjunto de 50 plantas medicinais usadas por terapeutas tradicionais para combater infecções em São Tomé e Príncipe.

Estes dados constam do livro "Estudo Etnofarmacológico de Plantas Medicinais de S. Tomé e Príncipe", que será apresentado terça-feira no jardim Botânico Tropical, em Lisboa, pela coordenadora da equipa, Prof. Maria do Céu Madureira, do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz.

"Os resultados do estudo comprovam a veracidade da utilização empírica e o potencial farmacêutico dessas plantas", disse a investigadora à agência Lusa.

Entre as plantas em causa, cujas características químicas e farmacológicas estudou, Maria do Céu Madureira destacou a Tithonia diversifolia, chamada localmente girassol ("parecida com o girassol mas muito mais pequena"), com comprovada actividade anti-malárica.

Foram também encontradas espécies com actividade anti-viral comprovada "in vitro" na replicação do VIH (vírus da imunodeficiência humana) e contra os vírus herpes simplex e da hepatite B, nestes casos "in vivo" - salientou.

Este trabalho insere-se no Projecto Pagué ("Papagaio" em português e o nome de um distrito da ilha de Príncipe), que consiste na recolha e investigação etnofarmacológica de plantas medicinais por farmacêuticos e botânicos portugueses com a colaboração do Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe.

As receitas do livro revertem na totalidade para a melhoria das condições de vida e de trabalho de três terapeutas tradicionais santomenses (Sum Pontes, Sum gino e Sum Costa), que trabalharam mais directamente com os investigadores, facultando os seus conhecimentos, sendo por isso seus co-autores.

"Os terapeutas tradicionais são pessoas com muita experiência, alguns com mais de 80 anos, que dedicam as suas vidas a cuidar de outras pessoas, muitas vezes sem receberem nada em troca, e vivendo em condições muito precárias", disse a investigadora.

O livro, que já foi lançado em S. Tomé e Príncipe a 21 de Março, com a presença do ministro da Saúde santomense, Martinho do Nascimento, regista informações recolhidas junto de alguns dos mais conceituados terapeutas tradicionais em exercício nas duas ilhas, e que são muito procurados para acudir a vários tipos de doenças, principalmente a malária e outras doenças infecciosas, nomeadamente infecções das vias respiratórias, dermatológicas e do tracto urinário e gastrointestinal, entre muitas outras.

"As preparações tradicionais consistem em infusões, decocções ou macerações aquosas de cascas ou raízes deixadas numa garrafa de um dia para o outro", referiu. "Podem também fazer macerações com bebidas alcoólicas, como aguardente ou vinho de palma, e há casos de misturas complexas em que chegam a juntar três, quatro ou cinco plantas" - acrescentou.

Os dados recolhidos nesta obra resultaram de um trabalho de três anos iniciado em 2002 por um primeiro grupo de jovens investigadores farmacêuticos (Ana Fernandes, António Gonçalves, Cátia Fernandes, Carlos Catalão, Jaime Atalaia, Jorge Vieira e Verónica Gaspar) e que foi financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, estando um segundo grupo, ainda sem financiamento, a trabalhar desde 2005 no estudo de mais 80 espécies de plantas recolhidas nas ilhas.

Com financiamento da Cooperação Portuguesa, através do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), está na forja a publicação um livro mais centrado na medicina tradicional, que coligirá em cerca de 500 páginas todos os conhecimentos recolhidos ao longo de 15 anos de estudos etnofarmacológicos realizados em São Tomé e Príncipe por Maria do Céu Madureira e os seus colegas Ana Paula Martins e Jorge Paiva.

"Será uma Bíblia da medicina tradicional, isto é, uma verdadeira farmacopeia tradicional", disse em síntese.

Questionada pela Lusa sobre o eventual interesse farmacêutico na investigação e desenvolvimento de novos medicamentos com base nas plantas estudadas, a cientista considerou que tudo "dependerá do empenho das autoridades e da própria indústria, uma vez que há excelentes exemplos recentes de desenvolvimento de novos medicamentos pelas indústrias portuguesas".

O objectivo do livro, salientou, é contribuir para a resolução de problemas de Saúde específicos de S. Tomé e Príncipe e de outros países em desenvolvimento, incentivando a criação de riqueza através do aproveitamento racional dos recursos locais em plantas medicinais.

Mas é também "um potencial reservatório de conhecimentos que podem ser utilizados em prol de toda a humanidade, se existirem estudos subsequentes que permitam o desenvolvimento de novos fármacos" - concluiu.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 23, 2008, 10:54:16 pm
Concurso “Catch a Star”: aluna portuguesa entre as três melhores

Citar
Andreia Nascimento, aluna do 12º ano da Escola Secundária da Cidadela conseguiu o terceiro lugar no concurso “Catch a Star” promovido anualmente pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). Ainda sem saber ao certo qual será o próximo passo na vida de estudante esta determinada, aluna da Professora Leonor Cabral, sempre gostou de Astronomia. Frequentadora assídua do Clube de Astronomia da Escola participou em vários outros eventos como por exemplo o acompanhamento do trânsito de Vénus, eclipses da Lua ou simples sessões em que entusiasticamente contagiou outros estudantes com o gosto de olhar para o céu.

Concorrer ao “Catch a Star” desde 2002, tem sido uma norma dentro das actividades realizadas pelo NIAC (Núcleo de Investigação em Astronomia da Cidadela) da Escola Secundária da Cidadela, reporta a orgulhosa tutora enquanto esclarece que o grupo tem tido sempre o apoio científico do NUCLIO, representante do projecto Hands-on Universe em Portugal.
Nesta colaboração Andreia, elemento do NIAC desde o 7ºano, desenvolveu na disciplina de Área de Projecto do seu 12º ano um projecto de investigação promovido pelo NUCLIO e apoiado por um cientista com o tema “Hunting for Open Clusters in O Stars surroundings” (Procura de Enxames Abertos na vizinhança de estrelas do tipo “O”), que foi submetido ao concurso “Catch a Star” 2008.

De acordo com os responsáveis do NUCLIO, o projecto teve início no ano lectivo de 2006-2007 quando André Moitinho de Almeida, investigador do Laboratório de Sistemas, Instrumentação e Modelação em Ciências e Tecnologias do Ambiente e do Espaço e associado do NUCLIO, propôs à professora a implementação em sala de aula de uma projecto de investigação. Um projecto que aguardava na gaveta a possibilidade de ter novos colaboradores e a obtenção de tempo de telescópio. Os colaboradores foram os estudantes, o tempo de telescópio ficou garantido no âmbito das parcerias do NUCLIO com o LCOGT (responsável pela gestão dos Telescópios Faulkes), e do apoio do British Council em Portugal.  


Munidos de um catálogo de estrelas e de uma professora aguerrida, os estudantes partiram em busca de novos enxames. Com apoio dos astrofísicos do NUCLIO e utilizando os Telescópios Faulkes e IronWood os estudantes partiram à descoberta de um mundo ainda desconhecido, do mundo da investigação cientifica.

Na primeira fase do projecto foram escolhidas as estrelas candidatas. Estrelas do tipo O que por serem muito brilhantes tornam difícil a observação de outras estrelas nas sua vizinhança. O objectivo era observar a região ao redor destas candidatas e tentar perceber, recorrendo a diferentes métodos, se a estrela estaria imersa num enxame aberto, o enxame no qual se teria originado.

Neste ano lectivo, 2007-2008, alguns dos candidatos seleccionados foram observados com o Telescópio Faulkes Norte e pelo Telescópio no Observatório IronWood, no âmbito da parceria do NUCLIO com o projecto Hands-on Universe.

Os resultados ainda não foram conclusivos, serão necessárias mais observações, um refinar do método e eventualmente a observação de mais candidatos.

Tal como informa o comunicado do NUCLIO, os estudantes envolvidos no projecto puderam sentir o entusiasmo que acompanha os cientistas e os resultados positivos do seu envolvimento sugeriram fortemente à professora que este seria certamente um caminho a prosseguir. Leonor relata que reencontrou o entusiasmo em partilhar o seu conhecimento com os estudantes, agora companheiros de aventura. Construiu uma relação especial com estes estudantes, que admitiram finalmente que a ciência é algo que pode ser muito interessante. A equipa do NUCLIO, muito orgulhosa pelo merecido reconhecimento do excelente trabalho realizado espera que este seja um exemplo a seguir e que muitos cientistas passem a adoptar escolas.

Título:
Enviado por: comanche em Junho 24, 2008, 01:53:17 pm
UA estuda tecnologias para aproveitamento do potencial energético das marés

Citar
Uma equipa de investigadores e alunos finalistas do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro avaliaram, recentemente, o potencial da Barra do Porto de Aveiro para receber uma estação de conversão da energia de correntes e de marés. A partir de um estudo hidrodinâmico, que recorreu a um modelo computacional de mecânica dos fluidos, este projecto de final de curso simulou as correntes de maré, tendo sido possível identificar os locais mais adequados à implementação de turbinas, de acordo com a capacidade de produção das mesmas.

As correntes de maré são uma fonte energética renovável, sendo pertinente o estudo da sua integração no actual sistema energético, de forma a melhorar a sua sustentabilidade. O Departamento de Engenharia Mecânica pôs mãos à obra e, com o apoio directo da Administração do Porto de Aveiro e de alguns investigadores dos departamentos de Física e Engenharia Civil da UA, empreendeu o primeiro estudo de análise das várias opções tecnológicas para a Ria de Aveiro, como explica o Prof. Nelson Martins, coordenador do projecto.
 “O campo gravítico provocado pela lua e pelo sol origina fluxos da massa de água nos oceanos e consequentemente nas zonas de estuário. Esta movimentação de águas encerra um enorme potencial energético por explorar. Transpondo o conceito do aproveitamento energético proveniente da energia eólica ao dos fluxos de massas de água, geradas pelos ciclos de marés, impunha-se que fosse feito um estudo exaustivo relativamente aos locais favoráveis onde fosse possível implementar tecnologias que possibilitassem um aproveitamento energético eficiente a partir desta fonte de energia renovável. A nossa investigação permitiu-nos avaliar tecnicamente a possibilidade de produzir electricidade usando como fonte de energia primária as correntes de maré na zona da Barra do Porto de Aveiro”.

De acordo com a UA, após um ano de trabalho, durante o qual se fez uma revisão bibliográfica sobre o estado da arte relativamente às tecnologias disponíveis para a conversão do potencial energético das correntes de maré em potencial eléctrico e um estudo computacional do canal da Barra do Porto de Aveiro, para albergar um parque de turbinas de maré, os especialistas verificaram que a turbina Verdant, pelas suas dimensões, seria a mais indicada, como explica o investigador. “A solução que apresentou maior compatibilidade com as características do canal em estudo é proposta pela Verdant Power, consistindo em turbinas do tipo free-flow, instaladas no topo de mastros submersos, fixados no fundo do canal, apresentando características em tudo idênticas às turbinas eólicas de eixo horizontal. Estas turbinas mais conhecidas por KHPS, têm uma capacidade nominal de produção de 35 KW, com rotor de três lâminas com cinco metros diâmetro, apresentando uma elevada resistência e impermeabilidade”.

Neste momento a tecnologia usada na obtenção de energia eléctrica, a partir de correntes marítimas, encontra-se ainda em fase embrionária. As soluções mais consolidadas baseiam-se na tecnologia das centrais hidroeléctricas, devidamente adaptadas ao ambiente salino, contudo, a necessidade de um dique limita de forma significativa a utilização do estuário, nomeadamente no que se refere à navegação colocando-se ainda sérios problemas relacionados com o assoreamento devido aos sedimentos arrastados pelos rios. A tendência actual centra-se na utilização de turbinas abertas (free-flow) de forma a minimizar o impacto ambiental, interferência com outras utilizações do estuário e custo da manutenção.

Como especificou o Professor “as turbinas ficam totalmente submersas, sendo a manutenção realizada abaixo da superfície da água, o que sendo um inconveniente, apresenta a vantagem de não haver qualquer indício da existência da instalação acima da superfícies, aspecto particularmente interessante tratando-se de um canal navegável, como acontece no local em análise”.

Segundo a UA, este projecto realizou, ainda, através da aplicação do software de mecânica de fluidos computacional CFX® 5.6, um estudo hidrodinâmico do canal de navegação de modo a verificar quais os locais mais adequados para a colocação de turbinas e possível implantação de um parque. “Após se ter efectuado uma simulação para uma configuração A (turbinas alinhadas a montante e a jusante), foi verificada uma zona menos eficiente a nível energético junto ao molhe intermédio na terceira parte do canal, onde a esteira provocada por duas turbinas afecta as próximas alinhadas a jusante. Este fenómeno também pode ser devido à própria geometria do canal e à proximidade das turbinas ao molhe intermédio. Ao ser simulada uma alternativa (configuração B), onde as turbinas se encontravam desalinhadas respeitando as mesmas distâncias empíricas verificou-se uma melhoria, constatando-se apenas que uma das esteiras afectava as turbinas imediatamente a jusante”.

Título:
Enviado por: comanche em Julho 01, 2008, 01:25:23 am
Incêndios: Portugal inventa nova farda "inteligente" para proteger bombeiros

Citar
Aveiro, 30 Jun (Lusa) - O Instituto de Telecomunicações (IT), a "Miguel Rios Design" e a "YDreams" desenvolveram uma farda "inteligente" que transmite a localização e os sinais vitais de bombeiros, envolvidos no combate a incêndios, anunciou hoje o IT.

Incorporado com um sistema de telecomunicações e sensores, desenvolvido pelo pólo de Aveiro do IT, o novo fato de bombeiro passou no teste de certificação e foi ensaiado em simulações de combate a fogo, tanto em campo aberto como em floresta, tendo já a respectiva patente registada, com três protótipos.

O sistema, denominado I-Garment, foi financiado pela Agência Espacial Europeia e desenvolvido para a gestão de catástrofe, "uma das áreas onde a comunicação via satélite desempenha um importante papel".

O vestuário incorpora componentes de aquisição de sensibilidade e de dados, telecomunicações e software, procurando responder à necessidade de se saber onde cada membro da equipa se encontra durante a emergência.

Visa ainda determinar as suas condições de saúde, em tempo real, permitindo que as substituições sejam organizadas, adequadamente, e que as equipas sejam deslocadas de acordo com as necessidades operacionais da situação.

Segundo o IT, "a investigação permitiu desenvolver um serviço para a Protecção Civil portuguesa que, de forma integrada, permita gerir os recursos humanos no terreno, em tempo quase real, garantindo que o serviço irá funcionar mesmo quando as comunicações terrestres estão indisponíveis".

O serviço surge no formato de um fato de bombeiro que incorpora um sistema de telemetria útil para quem está a coordenar as equipas no terreno, nomeadamente sensores de posição (GPS), de sinais vitais (temperaturas e batimentos cardíacos), de silhueta e alguns botões de emergência ou pânico.

A informação é enviada, via ligação sem fios, para as patentes da Protecção Civil no quartel-general, processada e emitida de volta aos chefes de operações no terreno equipados com PDA e/ou PC.

Ao IT coube a função de construir e desenhar todo o sistema de comunicação e de telecomunicações, dimensionando as comunicações rádio que interrelacionam o bombeiro e os Veículos Operacionais no Terreno (VTO) e entre estes e o servidor principal localizado no centro de gestão, podendo ser efectuadas através de comunicação por satélite ou por wi-fi, como explica o coordenador do projecto no IT, Nuno Borges de Carvalho.

"Esta tarefa integra toda a estrutura de telecomunicações entre o fato e o camião de bombeiros mais próximo que transporta a água. Com a ajuda da protecção civil, que nos especificou todas as providências necessárias desse processo, foi incorporada uma antena no fato do bombeiro que comunica com a antena instalada no carro dos bombeiros, o qual está equipado com uma mini-rede com a identificação de todos os bombeiros que estão na zona.

Esta antena está ligada a uma central (servidor web) que está no quartel ou numa estação-base, via GSM.

Quando há uma situação de pânico, o chefe de bombeiros recebe essa informação na central, "sendo possível, ao mesmo tempo, localizá-lo in loco graças a um besouro que a farda integra".

Nas operações de emergência da Protecção Civil as redes terrestres encontram-se muitas vezes indisponíveis devido ao congestionamento do tráfico, à distância do local ou à destruição de antenas, pelo que o novo equipamento irá permitir uma disponibilidade permanente do serviço através da comunicação por satélite.


MSO.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: Tiger22 em Julho 22, 2008, 08:24:28 am
Citação de: "Público"
Na Universidade Nova de Lisboa

Cientistas portugueses desenvolvem o primeiro transístor com papel

21.07.2008 - 18h26 Nicolau Ferreira
Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram os primeiros transístores com papel, uma descoberta que pode permitir a criação de sistemas electrónicos descartáveis a baixo custo.

“O transístor é a peça de lego para construir qualquer coisa”, explicou ao PÚBLICO Elvira Fortunato, que juntamente com Rodrigo Martins, são os coordenadores do grupo de investigação Cenimat/I3N, responsável pela descoberta.

Os transístores nasceram no final dos anos 40 e substituíram as válvulas utilizadas nos computadores e nas redes telefónicas. Tiveram o condão de reduzir o tamanho dos equipamentos, aumentar a velocidade e a durabilidade. Hoje, qualquer aparelho com um circuito integrado contém estes “interruptores” electrónicos.

O “interruptor” é formado por três componentes. Um material semicondutor que tem uma entrada e uma saída, chamadas fonte e dreno, por onde passa a corrente. E uma porta que é o que induz e controla a corrente, mas que está separada do semicondutor por um material isolante, impedindo curto-circuitos.

É esta porta que “liga” e “desliga” o transístor e que equivale ao sistema binário 0/1 em que toda a informação está codificada. É assim que os computadores, os ecrãs, os telefones, as aparelhagens funcionam. Com muitos milhões destas unidades.

O material isolante, que é a componente dieléctrica do transístor, era feito de vários materiais como o silício. As unidades eram construídas a 1200 graus célsius, por exemplo. Agora, os investigadores conseguiram o fabrico à temperatura ambiente, utilizando papel que é um “dois em um” porque também funciona como o suporte do transístor.

A celulose tem outras propriedades e não é tão boa como o silício. “Mas pode-se fazer sistemas descartáveis a baixo custo”, explicou Elvira Fortunato. E mais, pode dobrar-se que não se estraga. Estas características permitem explorar várias ideias como ecrãs de papel, etiquetas, pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.

“Pode utilizar-se nos sensores biológicos para diagnóstico [na saúde]. Muitos sensores são de papel, funcionam através de uma reacção química, com o transístor pode haver uma mais-valia”, exemplificou a investigadora.

O artigo com a descoberta já foi aceite pela revista científica “Electron Device Letters” e vai ser publicado em Setembro. O pedido de patente também está feito. Agora é só ficar à espera de uma próxima plataforma digital que, antes de se deitar fora, ainda pode servir como post-it, porque, como explica a investigadora, os novos transístores “não deixam de ser papel”.
Título:
Enviado por: comanche em Julho 28, 2008, 08:39:39 pm
Investigador da FEUP distinguido com prémio internacional

Citar
O investigador do Instituto de Biologia Celular e Molecular (IBMC), doutorado da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Pedro Martins, foi recentemente distinguido na primeira edição do prémio "EFCE Excellence Award in Industrial Crystallization 2008".

O galardão, atribuído pela Federação Europeia de Engenharia Química (EFCE) no âmbito do trabalho de investigação  "Modelling Crystal Growth from Pure and Impure Solutions - A Case Study on Sucrose", visa distinguir a melhor  tese de doutoramento na área da cristalização no período dos três anos que antecedem a atribuição.
A tese, desenvolvida no Departamento de Engenharia Química da FEUP e orientada pelo professor Fernando Rocha, foi premiada pelo seu grau de inovação, profundidade e alcance bem como pela sua relevância industrial. O trabalho consiste na investigação do crescimento cristalino sob os pontos de vista teórico e experimental, dando particular ênfase à cristalização da sacarose em soluções puras e impuras. Desenvolvida no domínio da indústria do açúcar, esta investigação engloba estudos fundamentais dos mecanismos de crescimento à escala molecular.

Financiada por uma bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a tese compreendeu também um estágio no Audubon Sugar Institute, Louisiana State University, nos Estados Unidos, parcialmente subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. O prémio atribuído ascende a 1.500 euros, comportando ainda a participação no 17th International Symposium on Industrial Crystallization - ISIC 17 – que se realizará de 14 a 17 de Setembro 2008 em Maastricht, na Holanda.
Título:
Enviado por: comanche em Julho 28, 2008, 08:41:45 pm
Universidade de Aveiro campeã do Mundo de futebol robótico

Citar
A equipa de futebol robótico da Universidade de Aveiro, Cooperative Autonomous Mobile roBots with Advanced Distributed Architecture (CAMBADA) sagrou-se, pela primeira vez, campeã do mundo na classe Middle Size League (MSL) do Robocup 2008, uma das mais importantes e prestigiadas competições de robótica móvel a nível mundial. O concurso, que decorreu de 14 a 20 de Julho, em Suzhou, China, contou com a presença, na liga MSL, de treze equipas provenientes dos cinco continentes.

A liga MSL põe em confronto equipas formadas por seis robots, completamente autónomos, que jogam entre si num campo de futebol de 18x12m. Estes robots, que medem até 80cm de altura e pesam até 40Kg, encontram-se na linha da frente da investigação de ponta, em áreas tão dispares como a visão artificial, fusão sensorial, controlo dinâmico, cooperação robótica ou inteligência artificial, entre outras.
A equipa CAMBADA venceu 11 dos 13 jogos realizados, tendo perdido apenas dois pela diferença mínima, com um total de 73 golos marcados e apenas 11 sofridos (melhor goal average da competição). No jogo da final, frente à equipa holandesa dos Tech United (actuais campeões da Europa) a equipa CAMBADA venceu de forma peremptória por uns expressivos 7-1.

Recorde-se que a CAMBADA surgiu em 2003, por iniciativa de um grupo de docentes e investigadores do Instituto de Engenharia Electrónica e Telemática de Aveiro (IEETA). Este ano, a equipa campeã do mundo alcançou também o segundo título de campeã nacional, no Festival Nacional de Robótica, realizado em Aveiro, em Abri
Título:
Enviado por: comanche em Julho 28, 2008, 08:44:08 pm
Universidade de Coimbra, iParque, IPN e Tecnopólo dinamizam Parque Tecnológico Multipolar

Citar
A Universidade de Coimbra, o Coimbra iParque, o Instituto Pedro Nunes (IPN) e a Associação Tecnopólo de Coimbra assinam hoje, pelas 12H00, na Sala do Senado da Universidade, um protocolo que define o desenvolvimento de actividades conjuntas e modos de colaboração em diferentes domínios.

Dentro de uma lógica de parceria, é objectivo destas quatro entidades constituir um parque de ciência e tecnologia multipolar na região de Coimbra, que congregará algumas unidades já existentes – como as faculdades e laboratórios de investigação da Universidade, organismos de transferências de tecnologia, a incubadora de empresas do IPN e a própria infra-estrutura empresarial e de ciência e tecnologia do Coimbra iParque – com outras a construir num futuro próximo.
O acordo será assinado por Fernando Seabra Santos, Reitor da Universidade de Coimbra, Norberto Pires, presidente do Conselho de Administração do Coimbra iParque, e Teresa Mendes, presidente das direcções do IPN e do Tecnopólo.

Esta é mais uma oportunidade para a Universidade de Coimbra reforçar a sua aposta na cooperação com a comunidade, estreitando os laços entre os seus cerca de 150 centros de investigação e prestação de serviços e a sociedade e o mundo empresarial.

O Coimbra iParque pretende criar um espaço empresarial ideal para a inovação e o empreendedorismo geradores de oportunidades económicas, promovendo o I&D em consórcio com várias instituições de investigação da região centro bem como com empresas nacionais e internacionais.

O IPN oferece uma plataforma para a transferência de tecnologia e valências para a incubação de empresas. Nas suas incubadoras de empresas, desde 1996, já acolheu mais de cem empresas de base tecnológica que criaram cerca 900 postos de trabalho directo e possuem um volume de negócios na ordem dos 40 milhões de Euros anuais.

A Associação Tecnopólo de Coimbra tem em curso um projecto de instalação de infra-estruturas e serviços de apoio ao desenvolvimento empresarial no Pólo II da Universidade de Coimbra, dando resposta a empresas de base tecnológica que se pretendam instalar numa área de localização central e com acesso privilegiado a centros de saber.
Título:
Enviado por: comanche em Julho 30, 2008, 08:36:19 pm
Biomedicina: Prémio europeu atribuído a cientista portuguesa dará "empurrão" à investigação nacional


Citar
Lisboa, 30 Jul (Lusa) - O prémio atribuído terça-feira a Mónica Bettencourt Dias pela Organização Europeia de Biologia Molecular dará "um empurrão" e prestígio à investigação que desenvolve no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), disse hoje a cientista à agência Lusa.

A investigadora, que em Outubro de 2006 iniciou o seu Laboratório de Regulação do Ciclo Celular no IGC, receberá uma "bolsa de instalação" de 50.000 euros anuais durante três anos, prolongável a cinco, para estudar a formação do centrosoma, uma estrutura das células que ajuda a regular a sua multiplicação.

A compreensão dessa estrutura pode abrir caminho a novos marcadores de diagnóstico e prognóstico em casos de cancro, bem como a novos alvos terapêuticos.

A bolsa contribuirá também para a fixação da equipa da investigadora no IGC.

"Ter um destes prémios é realmente uma grande vantagem, um empurrão, para os laboratórios que estão a começar", afirmou.

"É também uma vantagem para Portugal, pois significa mais nomes associados ao programa da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO) para jovens investigadores, temos poucos, e portanto mais poder de decisão para Portugal", acrescentou.

O prémio, atribuído por concurso e por um júri internacional, destina-se a apoiar países onde a Biomedicina precise de um empurrão e de condiç��es para contratar investigadores novos de topo, explicou a cientista.

A bolsa consiste numa parceria com instituições locais, neste caso entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e o IGC, cabendo àquela atribuir 150.000 euros durante três anos (50.000 euros por ano, prolongável a cinco).

Inclui ainda uma série de regalias atribuídas e pagas pela EMBO, como seminários, cursos e estadias pagos noutros laboratórios, convites para conferências e artigos, e apoio a colaborações com outros investigadores da rede.

"Se queremos que os melhores possam começar os seus laboratórios em Portugal e afirmar-se entre os melhores cientistas da Europa, temos que lhes dar condições", considerou.

Na sua óptica, isso "não só irá prestigiar o nome de Portugal no plano da ciência, como irá atrair mais investimento".

Mónica Bettencourt Dias espera que sejam atribuídas mais bolsas a portugueses no futuro, "até porque os laboratórios a serem estabelecidos ficaram muito bem posicionados no concurso europeu".

Porém, como no final são as instituições portuguesas que decidem o número final de bolsas, já que são elas que dão o dinheiro, a investigadora manifestou a esperança de que se possam convencer mais instituições portuguesas a participar no futuro.

Além desta investigadora, já tinha este ano sido distinguido com uma bolsa deste tipo o português Henrique Veiga Fernandes, que trocou o National Institute of Medical Research, de Londres, pelo Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, onde estuda o desenvolvimento dos linfócitos.

Mónica Bettencourt Dias é licenciada em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e regressou em 2006 de Inglaterra, onde se doutorou em Biologia Celular no University College London.

CM

Título:
Enviado por: Magalhaes em Agosto 07, 2008, 06:50:17 am
Citar
Físico de Coimbra é o português com artigo mais citado a nível mundial


O físico Carlos Fiolhais é o cientista português com o artigo mais citado em todo o mundo. O investigador da Universidade de Coimbra é co-autor com o físico John Perdew de um trabalho com mais de 5600 citações.

O artigo foi publicado em 1992, na revista norte-americana “Physical Review B”. John Perdew, da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, nos Estados Unidos é o primeiro autor de um estudo que apresenta uma fórmula inovadora que descreve a energia de um sistema electrónico.

O artigo tem como título: "Atoms, Molecules, Solids, and Surfaces: Applications of the Generalized Gradient Approximation for Exchange and Correlation". Ao longo de mais de 15 anos, tem servido de "referência essencial numerosos grupos de investigação de todo o mundo", refere uma nota hoje divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) a que Carlos Fiolhais está ligado.

"Os artigos sobrevivem quando se revelam úteis num ou, melhor ainda, em diversos domínios", afirma o físico português. A fórmula foi "adoptada por praticamente todos os programas de modelação molecular" e 5.600 citações é considerado "um número completamente fora do comum para trabalhos científicos", explica.

O artigo é "um filho que sobe na vida", explica Carlos Fiolhais, acrescentando que "um pai só pode ficar orgulhoso". A fórmula trabalhada por Carlos Fiolhais e John Perdew tornou-se muito útil em áreas distintas da Ciência e da Tecnologia, como a Biologia, Medicina Molecular, Farmácia, Física, Química, entre outras.

Tem sido particularmente usada no campo da nanotecnologia, a engenharia que realiza a modelação e o fabrico de sistemas à escala molecular.

Segundo a base de dados Web of Science do Institute for Scientific Information, empresa norte-americana que regista as publicações científicas e mede o seu impacto, é o artigo português com mais impacto na ciência mundial.

Na lista dos artigos científicos portugueses mais citados estão trabalhos da área da Medicina, com destaque para investigações sobre o cancro e a sida.



http://ultimahora.publico.pt/noticia.aspx?id=1337669&idCanal=13


O titulo esta um pouco exagerado...
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 12, 2008, 11:17:37 pm
Planta portuguesa ajuda a controlar o Alzheimer

Citar
Investigadores portugueses concluíram que extractos de uma espécie autóctone de salvia, muito presente nas serras d'Aire e Candeeiros, revelam um «enorme potencial» como terapia para melhorar capacidades cognitivas, funcionais e comportamentais em doentes com Alzheimer, escreve a Lusa.

«Vários extractos da espécie de salvia que estudamos provocam inibições bastante potentes de enzimas envolvidas na patologia de Alzheimer», disse Amélia Pilar Rauter, directora do Grupo de Química dos Glúcidos do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que lidera a investigação com Jorge Justino, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS).

Falta agora transformar esses extractos em princípios activos que possam ser usados pela indústria farmacêutica, adiantou.

Para já, a investigação demonstrou a acção dos extractos desta espécie de salvia em duas enzimas que controlam a evolução da doença de Alzheimer, o que, segundo Jorge Justino, permitirá não curar mas controlar o desenvolvimento da patologia.

Baixo custo e ausência de toxicidade

Para os investigadores, o grande potencial da descoberta reside no seu baixo custo, na actividade biológica relevante e na ausência de toxicidade, frisando que até o comum chá desta planta pode ser usado como terapia na doença de Alzheimer.

«Vários extractos, incluindo a infusão em água (chá), mostraram capacidade para inibir as enzimas acetyl e butirilcholinesterase, envolvidas nas neurotransmissões cerebrais e responsáveis pela progressão da doença de Alzheimer», com a vantagem de os extractos bioactivos revelarem ausência de toxicidade, frisam os investigadores.

Jorge Justino afirmou que existem já no mercado alguns fármacos que inibem as duas enzimas envolvidas nas neurotransmissões cerebrais.

Contudo, os investigadores sublinham a «necessidade urgente» da descoberta de novas substâncias «mais eficientes e menos caras que as usadas actualmente».

Os primeiros estudos nesta planta iniciaram-se em 1992, num projecto que há um ano, publicados os primeiros resultados, conseguiu o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e se encontra em fase de registo de patente.
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 19, 2008, 03:18:11 pm
Português dirige nova agência europeia
HELENA NORTE


Citar
Um português é um dos mais altos responsáveis do Centro Europeu para o Controlo da Doença, a nova agência da UE na área da saúde pública. Paulo Kuteev-Moreira vai dirigir a Unidade de Comunicação.

A agência tem como preocupações a vigilância de doenças contagiosas, a criação de sistemas de alerta precoce e resposta às situações de crise, bem como a recolha de evidências científicas sobre saúde e melhoria da comunicação sobre estas temáticas com a população em geral. O objectivo principal é prestar apoio aos estados membros da União Europeia na operacionalização das suas intervenções em saúde pública.

Entre as prioridades de acção da ECDC está a prevenção de doenças como a tuberculose, a sida, a hepatite e a influenza (vírus da gripe), assim como das patologias associadas à má qualidade dos alimentos e água, infecções hospitalares ou decorrentes de intervenções médicas. A promoção da vacinação de doenças evitáveis e da correcta utilização dos antibióticos é outra das linhas de acção, explicou ao JN o professor da Escola Nacional de Saúde Pública, especialista em políticas de saúde e agora nomeado director executivo de uma das quatro unidades do ECDC, sediado em Estocolmo (Suécia).

A Unidade de Comunicação em Saúde terá como funções a produção de publicações cientificas e de informação geral sobre saúde pública, a criação de um website multilingue e estratégia global de comunicação da nova agência que, segundo Paulo Kuteev-Moreira, pretende praticar "um novo paradigma da saúde pública, da epidemiologia e da comunicação em saúde na Europa".

"É um desafio muito motivador uma vez que a sua acção está no epicentro das necessidades operacionais concretas e actuais dos sistemas de saúde europeus", sublinhou o novo director executivo (deputy head) da Unidade de Comunicação em Saúde. Preparação e Resposta a Crises, Aconselhamento Científico e Vigilância Epidemiológica são as outras três unidades do Centro Europeu para o Controlo da Doença.

A par da carreira de investigação e de docência, Paulo Kuteev-Moreira tem trabalhado como consultor do Ministério da Saúde em temáticas como política de desenvolvimento estratégico do Sistema Nacional de Saúde, integração dos cuidados de saúde, humanização, e-health e desenvolvimento integrado de serviços para os cuidados ao idoso.

Título:
Enviado por: comanche em Agosto 22, 2008, 11:51:46 pm
Lisboa é o quartel-general do combate à malária

9 Ago 2008

RITA FERNANDES

Citar
Doenças tropicais. A investigação em malária atravessa uma das melhores fases de sempre. Esta é a opinião de especialistas que recusam o discurso do 'lá fora é que é' e provam que, a partir de Portugal, é possível fazer boa ciência e marcar presença regular nas revistas internacionais de referência

Portugal é um centro avançado desta investigação

Maria Manuel Mota já palmilhou os corredores de universidades de Nova Iorque e Londres, onde fez pesquisa e continua a ir com regularidade, mas hoje é coordenadora e investigadora principal na Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa.

Lidera uma equipa de 14 investigadores que estudam as interacções que se estabelecem entre parasita e hospedeiro e que controlam o desenvolvimento da infecção por malária e da patologia a ela associada.

Carlos Penha Gonçalves também passou anos em laboratórios estrangeiros, na Suécia e na Grã- -Bretanha, e já está no seu segundo regresso. "Voltei", diz, "porque havia um projecto aliciante para abraçar, uma promessa que hoje é uma realidade e que se alargou a outras instituições".

Este investigador do Instituto Gulbenkian da Ciência diz que tem havido dinheiro das instituições internacionais para o combate à malária e que os investigadores portugueses têm respondido muito bem a esses apelos.

A prova está nos prémios e bolsas conseguidos por cientistas nacionais e nos diversos artigos que equipas a trabalhar em Portugal têm publicado em conceituadas revistas internacionais, como a Plos-One e a Nature Medicine. Há vários institutos onde existem grupos de investigação em diferentes áreas da malária.

O Instituto Gulbenkian da Ciência, com sede em Oeiras, é um deles. Conseguiu atrair para o País doutorados nacionais, e isso "trouxe outras perspectivas e outra ambição às instituições". Recentemente, Mónica Bettencourt recebeu uma bolsa da EMBO (European Molecular Biology Organization) para estabelecer em Portugal a sua equipa. Hoje, existem no IGC quatro equipas e mais de 20 cientistas e alguns até já partiram para outras instituições.

Carlos Penha Gonçalves sublinha que "a qualidade das pessoas tem melhorado muito e que isso tem sido um ponto de atracção, gerando mais dinheiro, mais equipamento e mais oportunidades". E não se pense que são apenas portugueses com saudades da terra que fazem esta leitura. Maria Manuel Mota destaca o exemplo de um investigador austríaco, sem qualquer ligação familiar ao país, que optou por fixar-se no IMM e aí desenvolver a sua actividade.

O interesse pela malária é centenário em Portugal como centenário é o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) cujas equipas foram responsáveis, durante décadas, nas então colónias, pelo combate e pelo controlo eficaz não só desta doença mas também, entre outras, da tripanossomíase. Actualmente trabalham no IHMT dez doutorados, cada um com uma miniequipa.

Virgílio do Rosário licenciou-se em Moçambique e depois fez carreira em Edimburgo, no Brasil e nos EUA. Em 1991, veio para Portugal e criou, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, o Centro de Malária e Outras Doenças Tropicais, num momento em que a massa crítica existente no País era bem menor. Licenciado em Medicina Veterinária, destaca a importância do trabalho coordenado (há já uma rede estabelecida entre instituições portuguesas, outra com entidades dos PALOP e uma terceira com parceiros espanhóis). Reconhece que houve grandes mudanças com "a criação do Centro de Malária e o aparecimento de institutos como o IMM, INETI, Faculdade de Farmácia, o IPATIMUP, a Universidade do Algarve e uma série de outras instituições que mostram os grandes avanços técnicos e científicos nesta área".

Maria Manuel Mota enaltece "a abertura pelo Governo", afirma que "há uma prioridade para a ciência", até a nível político, e que o aspecto menos positivo é a falta de consistência e regularidade dos apoios financeiros a projectos.
Título:
Enviado por: André em Agosto 23, 2008, 12:57:31 pm
Cientistas estrangeiros escolhem Portugal para investigar

Muitos investigadores estrangeiros estão a escolher Portugal para trabalhar, aproveitando o investimento que o país está a fazer para recuperar do atraso nesta área, e alguns pensam ficar mais anos, porque entretanto criaram raízes pessoais.

O italiano Andrea Zille veio para Portugal há sete anos por razões pessoais e porque, «em relação à investigação, o país oferece mais condições que a Itália, com fundos mais bem direccionados», sendo «mais fácil entrar por mérito».

Zille, investigador do grupo de Microbiologia Celular e Aplicada do Instituto de Biologia Biomédica do Instituto de Biologia Molecular e Celular (INEB/IBMC), no Porto, está casado com uma arquitecta portuguesa que conheceu em Veneza, doutorou-se na Universidade do Minho e considera que o esforço português "ainda tem limites".

"Os bolseiros que estão a começar agora vão encontrar os problemas de insegurança que eu encontrei quando cheguei: passam anos sem um trabalho fixo e sem descontos para a Segurança Social, porque desempenham uma função que não é reconhecida como um trabalho, embora de facto o seja", explica.

O dinamarquês Soren Prag, no Instituto de Medicina Molecular (IMM) desde o ano passado, destaca que, em Portugal, um investigador "tem de ter um bom desempenho ou, de outra forma, não consegue bolsas para financiar a pesquisa".

Soren Prag veio para o IMM porque queria aprender sobre um sistema inovador de imagens desenvolvido pelo português António Jacinto, que lhe permite avançar no estudo do processo de metastização das células cancerígenas, mas agora está "a ter uma relação com uma portuguesa e curioso para compreender melhor a sua cultura".

O investigador dinamarquês considera positivos os programas Ciência 2007 e 2008, o trabalho das Fundações Gulbenkian e Champalimaud e o interesse do público em geral pela ciência.

"É muito importante ter um ambiente vibrante para desenvolver novas ideias", destaca Prag. Foi a possibilidade de desenvolver novas ideias que trouxe há sete anos para o INEB/IBMC a marroquina Meriem Lamghari, investigadora em regeneração óssea, que considera existirem "algumas oportunidades" para estrangeiros em Portugal, mas também "para portugueses que queiram voltar".

Meriem salienta que "é mais seguro ir para laboratórios já estabelecidos, nos EUA, por exemplo", mas que Portugal representa um desafio para "avançar e desenvolver áreas de trabalho". Há cerca de dois meses, o químico belga de origem argelina Fouzi Mouffouk, especialista em nanotecnologia, trocou Chicago, EUA, pelo Centro de Biomedicina Molecular e Estrutural da Universidade do Algarve (CBME/UA), que prepara um novo curso de medicina.

"Era muito difícil para mim imaginar-me a sair de uma cidade grande como Chicago para uma pequena como Faro, mas a transição correu mesmo muito bem, para mim e minha família", explicou, considerando que a sua primeira impressão foi "surpreendentemente boa", especialmente "a qualidade das pessoas" no Algarve.

Também em Portugal há poucos meses, o austríaco Gunnar Mair refere que conhece pouco do país - apenas "tinha ouvido falar de investigadores do IGC (Instituto Gulbenkian) e do IMM" -, mas descobriu logo que é muito difícil para um estrangeiro compreender e lidar com a burocracia portuguesa.

Gunnar Mair estuda a expressão genética do parasita da malária 'Plasmodium berghei', com contrato de cinco anos, na Unidade de Parasitologia Molecular do IMM, e com ele veio a companheira, a francesa Celine Carret, com uma bolsa pós-doutoral de três anos da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), para trabalhar na análise da base de dados gerada durante o estudo da malária.

"Não é frequente, na área de ciência, quando os dois parceiros trabalham no mesmo projecto, encontrar dois lugares para satisfazer os dois. Tivemos sorte", refere Carret, destacando que, em Portugal, as possibilidades que existem são atribuídas independentemente do género sexual do investigador.

"Quando falo com algumas amigas cientistas que estão pela Europa, este nem sempre é o sentimento", realça. Soren Prag gostava de "ficar em Portugal muitos anos", Meriem Lamghari pensa continuar no INEB, Fouzi Mouffouk tem contrato de cinco anos, mas afirma que gostaria de ficar mais tempo e Andrea Zille considera que "já está mais do que radicado".

Céline Carret e Gunnar Mair dizem que, depois desta experiência, o seu futuro pode não passar por Portugal. A atribuição de bolsas de doutoramento pela Fundação para a Ciência e Tecnologia cresceu 77 por cento (de 1.172 para 2.078) entre 2005 e 2007 e a atribuição de bolsas de pós-doutoramento aumentou 41 por cento, de 737 para 898.

O Ciência 2007/2008 é um programa governamental de selecção de instituições e recrutamento de investigadores para integrar 1.000 doutorados no Sistema Científico e Tecnológico Nacional, através de contratos a termo certo, com o investimento previsto de 250 Milhões de euros em cinco anos.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 28, 2008, 11:18:52 pm
Ciência e Tecnologia: Grandes Opções do Plano para 2009

Citar
Pela primeira vez, o Orçamento de Ciência e Tecnologia ultrapassou, em 2008, o valor de 1 % do PIB, reafirmando o compromisso do Governo na prioridade dada ao desenvolvimento científico e tecnológico nacional (0,83 % em 2005). Ao mesmo tempo, a fracção do Orçamento do Estado em Ciência e Tecnologia atinge o valor inédito de 3,6 % do PIB (2,6 % em 2005).

A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) financia actualmente 4 940 projectos de I&D em todos os domínios científicos (aumento de cerca de 20 % em relação a 2005). No âmbito da promoção do emprego científico, foi contratualizada com instituições do sistema científico e tecnológico nacional a inserção de 630 novos doutorados, na sequência do concurso lançado pela FCT (tendo em vista a contratação de pelo menos mil investigadores doutorados até 2009). O número total de bolsas de investigação financiadas pela FCT tem vindo a crescer, tendo atingido cerca de 5 820 em 2007 (4 300 de doutoramento e 1 190 de pós-doutoramento).

Foi lançada a Iniciativa Nacional GRID para a computação avançada em rede (INGRID) e criada a plataforma ibérica IBEROGRID, com vista à partilha de recursos entre os dois países vizinhos.

Foi concluída a primeira fase do programa de parcerias internacionais lançado em 2006, com a concretização dos primeiros programas de doutoramento e de formação avançada. Neste contexto, foram lançados projectos com interesse para o tecido económico português, nomeadamente nos sectores automóvel, energético (Programa MIT-Portugal), nas telecomunicações e sistemas de informação (Programas CMU-Portugal e Fraunhofer-Portugal) e em conteúdos digitais (Programa UT Austin-Portugal). Merece ainda especial destaque o investimento recentemente concretizado pela AGNI em Portugal, planeado em colaboração com o Programa MIT-Portugal, para o desenvolvimento de produtos de alta tecnologia, com ênfase na concepção e no desenvolvimento de pilhas de combustível.

No âmbito da colaboração com o MIT, foi lançado um programa de MBA de nível internacional em colaboração com a Sloan School of Management, assim como um programa de um laboratório de apoio ao desenvolvimento e internacionalização de projectos empresariais de base tecnológica.

No contexto do reforço da participação nacional no Programas-Quadro de I&DT da UE, foi lançada em 2007 a Unidade Nacional de Estímulo à participação de instituições portuguesas no 7.º Programa Quadro de I&D da Comissão Europeia, assente num sistema nacional de pontos de contacto. Em 2007, foram aprovados pela Comissão Europeia cerca de 800 contratos envolvendo mais de 1 000 centros de investigação e empresas portuguesas.

Foi reforçada a intervenção da Agência Ciência Viva em prol da promoção da cultura científica, designadamente através, por exemplo, do reforço do ensino experimental das ciências em escolas de ensino básico e secundário e das acções de dinamização da Cultura Científica e Tecnológica, bem como da extensão da Rede de Centros Ciência Viva, que hoje consagra um total de 16 Centros.

Salienta -se, ainda, que se pretende orientar o reforço das instituições e a criação de redes e consórcios de investigação com base na avaliação em curso de todas as unidades de I&D, que estará concluída em 2008. Pretende -se, com este processo, uma melhor organização das unidades de I&D, a supressão de unidades de qualidade insuficiente e o reforço de massas críticas por agregação de instituições ou constituição obrigatória de redes de partilha de recursos com direcção e acompanhamento científicos conjuntos.

Em 2009, serão reforçados os compromissos assumidos, procurando a concretização das metas definidas: i) atingir 5,5 investigadores (ETI) por mil activos até 2010 (3,8 em 2005 em Portugal e 5,5 na UE25); e ii) reforçar o investimento público em Investigação Científica e triplicar o investimento privado em I&D (que em 2003 era apenas de 0,24 % do PIB).

Neste contexto, salientam -se o reforço da contratação de novos doutorados para o sistema científico e tecnológico nacional (pelo menos mais 500 em 2008 -2009, no sentido de se garantir o apoio a pelo menos mil novos lugares de investigação até ao final da legislatura); a atribuição de bolsas de integração na investigação (em centros de I&D reconhecidos) de estudantes nos anos iniciais do ensino superior; as Redes temáticas de C&T; os consórcios de I&D (incluindo mecanismos de apoio à formação de Escolas de Pós -Graduação em Portugal); o Programa Mobilizador dos Laboratórios de Estado, incluindo a criação de seis novos consórcios com outras instituições de I&D; a entrada em funcionamento de novos Laboratórios Associados (e o reforço das condições de funcionamento dos Laboratórios Associados); o programa de cátedras convidadas de investigação e para a atracção de grupos de I&D para instituições portuguesas; a construção do Laboratório Internacional de Nanotecnologia (ITL) em Braga, na sequência de concurso internacional já lançado; o reforço do Programa de Parcerias para o Futuro (lançamento do acordo com a Harvard Medical School, filiação de Portugal à Iniciativa de Energia do MIT e início do Programa de MBA de nível internacional); a revisão do sistema de incentivos fiscais ao investimento privado em I&D; o reforço da intervenção da Agência Ciência Viva para a promoção da cultura cientifica e tecnológica e lançamento da Iniciativa Mostrar a Ciência que se faz em Portugal (ao mesmo tempo, será ampliada a Rede de Centros Ciência Viva, prevendo -se em 2008 -2009 a construção de mais quatro centros); a Presidência Portuguesa da iniciativa europeia EUREKA durante o segundo semestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009; e a revisão da Lei do Mecenato Científico.


http://www.ueline.uevora.pt/newsDetail.asp?channelId=EE2EF76E-CCF2-47FD-96A9-8DA6A990D4BC&contentId=8F214EA7-E9C0-4023-9E11-C5085F17805B
Título:
Enviado por: Laruschuie em Agosto 28, 2008, 11:29:47 pm
Cientistas da Universidade Nova fazem primeiros transístores com papel

Citar
Uma equipa do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat/I3N), da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, produziu – pela primeira vez – transístores com uma camada de papel. Num artigo a publicar em Setembro na revista IEEE Electron Device Letters, Elvira Fortunato e colegas mostram que o novo dispositivo rivaliza em performance com as mais avançadas tecnologias de filme fino. Resultados promissores que poderão ser explorados em ecrãs de papel, etiquetas e pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.

Actualmente, assiste-se a um crescente interesse da indústria electrónica pelo desenvolvimento de dispositivos com biopolímeros, pois estes potenciam um manancial de aplicações baratas. A celulose é o principal biopolímero da Terra. Por isso, alguns estudos internacionais relataram, recentemente, a utilização de papel como suporte físico de componentes electrónicos. Porém, até hoje, ninguém tinha recorrido ao papel como parte integrante de um transístor.

Numa abordagem inovadora, o grupo de investigação do Cenimat/I3N – coordenado pelos Professores Elvira Fortunato e Rodrigo Martins – fabricou transístores de filme fino nos quais uma das camadas – o dieléctrico – é uma vulgar folha de papel. «[Nos dispositivos] do artigo usámos papel vegetal, mas já fizemos [transístores] com papel de fotocópia», conta a coordenadora do Cenimat.

E para que serve o dieléctrico, ou isolante eléctrico? Um transístor é um dispositivo com três terminais – fonte, dreno e porta. Nos transístores de efeito de campo (FET, field effect transistor) – como é o caso – a corrente eléctrica que passa entre a fonte e o dreno é controlada pela tensão aplicada ao terceiro terminal, a porta. Para tudo isto funcionar, a porta tem de estar isolada electricamente da fonte e do dreno. Daí a importância da tal camada dieléctrica.

Mas os cientistas da Nova foram mais longe: lembraram-se de fabricar FETs utilizando os dois lados de uma folha de papel. Numa das faces depositaram o material que opera como porta e na outra construíram a estrutura correspondente aos restantes terminais. Desta forma, o papel actua simultaneamente como isolante eléctrico e como suporte do próprio dispositivo. «É tipo dois em um», diz Elvira Fortunato.

E funciona? A resposta é: optimamente. Os testes às propriedades eléctricas dos dispositivos mostraram que estes são tão competitivos como os melhores transístores de filme fino baseados em óxidos semicondutores (área de ponta na qual esta equipa detém patentes internacionais).

Estes resultados – aliados à possibilidade de estes FETs serem produzidos em larga escala e ao baixo custo do papel – auguram promissoras aplicações no campo da electrónica descartável.


http://www.unl.pt/nova/investigacao/noticias-inv/transistor-com-papel
Título:
Enviado por: Falcão em Agosto 29, 2008, 10:06:06 am
Citação de: "Laruschuie"
Cientistas da Universidade Nova fazem primeiros transístores com papel

Citar
Uma equipa do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat/I3N), da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, produziu – pela primeira vez – transístores com uma camada de papel. Num artigo a publicar em Setembro na revista IEEE Electron Device Letters, Elvira Fortunato e colegas mostram que o novo dispositivo rivaliza em performance com as mais avançadas tecnologias de filme fino. Resultados promissores que poderão ser explorados em ecrãs de papel, etiquetas e pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.

Actualmente, assiste-se a um crescente interesse da indústria electrónica pelo desenvolvimento de dispositivos com biopolímeros, pois estes potenciam um manancial de aplicações baratas. A celulose é o principal biopolímero da Terra. Por isso, alguns estudos internacionais relataram, recentemente, a utilização de papel como suporte físico de componentes electrónicos. Porém, até hoje, ninguém tinha recorrido ao papel como parte integrante de um transístor.

Numa abordagem inovadora, o grupo de investigação do Cenimat/I3N – coordenado pelos Professores Elvira Fortunato e Rodrigo Martins – fabricou transístores de filme fino nos quais uma das camadas – o dieléctrico – é uma vulgar folha de papel. «[Nos dispositivos] do artigo usámos papel vegetal, mas já fizemos [transístores] com papel de fotocópia», conta a coordenadora do Cenimat.

E para que serve o dieléctrico, ou isolante eléctrico? Um transístor é um dispositivo com três terminais – fonte, dreno e porta. Nos transístores de efeito de campo (FET, field effect transistor) – como é o caso – a corrente eléctrica que passa entre a fonte e o dreno é controlada pela tensão aplicada ao terceiro terminal, a porta. Para tudo isto funcionar, a porta tem de estar isolada electricamente da fonte e do dreno. Daí a importância da tal camada dieléctrica.

Mas os cientistas da Nova foram mais longe: lembraram-se de fabricar FETs utilizando os dois lados de uma folha de papel. Numa das faces depositaram o material que opera como porta e na outra construíram a estrutura correspondente aos restantes terminais. Desta forma, o papel actua simultaneamente como isolante eléctrico e como suporte do próprio dispositivo. «É tipo dois em um», diz Elvira Fortunato.

E funciona? A resposta é: optimamente. Os testes às propriedades eléctricas dos dispositivos mostraram que estes são tão competitivos como os melhores transístores de filme fino baseados em óxidos semicondutores (área de ponta na qual esta equipa detém patentes internacionais).

Estes resultados – aliados à possibilidade de estes FETs serem produzidos em larga escala e ao baixo custo do papel – auguram promissoras aplicações no campo da electrónica descartável.

http://www.unl.pt/nova/investigacao/noticias-inv/transistor-com-papel

Citar
A team at Universidade Nova de Lisboa in Portugal have produced the world's first field-effect transistor based on paper. The paper layer acts as an "interstrate", with the actual FET components being fabricated onto both sides: so the paper holds the transistor together and acts as an insulator. Amazingly in tests the paper transistor performed better than amorphous silicon transistors and even approaches the performance of state-of-the-art oxide thin-film transistors. Why is this interesting news? Mainly since paper is a lower-cost substrate than silicon, so this invention opens the way for cheap, or even disposable, paper displays, smart labels, RFID technology... basically expect more ubiquitous technology integration in future products.


Uma autêntica revolução!

:G-beer2:
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 31, 2008, 06:59:31 pm
O mundo transparente da ciência portuguesa
08-08-2008

Citar
Se algum dia entrar num Ferrari com mostradores digitais no pára-brisas terá provavelmente à sua frente tecnologia portuguesa criada no Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. É lá que trabalha a investigadora Elvira Fortunato, recentemente distinguida na área da Engenharia pelo European Research Council (ERC).


À entrada do departamento do Cenimat, situado no Campus de Caparica, não se adivinha que naquele tímido edifício branco se produz tecnologia de ponta. Mas lá dentro, tudo é mais arrojado, a começar pelas explicações da investigadora ao PortugalDiário sobre o projecto «Invisible», que lhe valeu um prémio de 2,5 milhões de euros, e tudo menos invisibilidade. «Há duas semanas que não consigo trabalhar, só com entrevistas». Toda a gente quer saber mais sobre a solução inovadora que apresentou para criar transístores sem recurso ao tradicional (agora) silício, em que trabalha há já cinco anos.

Faça-se luz

«É uma área nova em termos tecnológicos. No fundo nós utilizamos materiais cerâmicos como semicondutores. Utilizamos materiais que são utilizados em cimentos ou em tijolos em transístores», diz. Ao seu lado, um pequeno suporte de madeira ostenta um vidro com leds incrustados, desenhando as letras «FCT» ¿ as iniciais da Faculdade de Ciências e Tecnologia. Elvira carrega num pequeno botão vermelho e faz-se luz no centro do vidro, e também na sua explicação: «Não se vêem fios a ligar aos leds. Esta superfície de vidro está coberta com um óxido condutor que tem as propriedades ópticas de um vidro, de um material isolante, mas também as eléctricas de um metal».

O facto desta tecnologia ser produzida à temperatura ambiente - «como fazer um refogado sem aquecer» - abriu também outras possibilidades. Foi assim que nasceu o transístor de papel, que poderá vir a ter uma aplicação prática na área da electrónica descartável, tal como cartões e etiquetas inteligentes. Já os transístores e circuitos transparentes abrem também uma série de portas, tal como explica Rodrigo Martins, presidente do Departamento de Ciência dos Materiais, que revela parcerias com empresas como a Samsung, a Fuji, a LG, a Saint Gobain, a HP e a Fiat. No ramo automóvel, a Ferrari merece uma explicação: «Pretende-se ter todos os mostradores ao nível da visão do condutor e ter tudo implantado no vidro da frente do automóvel».

A chave do sucesso

O trabalho da equipa de Elvira Fortunato valeu-lhe uma felicitação pessoal do Presidente da República, a desejar-lhe «os maiores sucessos nesta área». E para continuar na senda da inovação, a investigadora já tem destino para os 2,5 milhões euros. Parte irá financiar a compra de um microscópio electrónico único em Portugal, que poderá dar apoio também à área das nanotecnologias. O resto vai permitir alargar a equipa de 30 para 33 pessoas e sustentar dar estabilidade ao trabalho destes investigadores nos próximos cinco anos.

A investigadora parece não ter dúvidas sobre a capacidade de continuar a inovar e acha que com trabalho é possível criar coisas novas em Portugal. Rodrigo Martins também partilha da mesma convicção, apesar de ter lamentar que falte por vezes visão a outros níveis, fora dos laboratórios. «Quando ela foi falar com pessoas responsáveis, em vez de a incentivarem a concorrer [ao ERC], a primeira reacção foi: olhe que este concurso é para a nata da nata europeia. Há uma subalternização, quase incompreensível». Mas Elvira acabou por acreditar. E é este o conselho que deixa aos investigadores mais jovens: «Tenham brio naquilo, trabalhem, e acima de tudo tentem fazer aquilo que gostam. Reunidas estas valências, em qualquer área, qualquer pessoa terá sucesso».

Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Agosto 31, 2008, 08:29:34 pm
Comanche e André: Apraz-me mt q haja ppl em cima de ciência e tecnologia como eu ando e, particularmente na Pt!!!!!

Onde costumais arranjar as notícias sobre tecn pt? Só costumo encontrá-las em jornais convencionais.

Obrigado!
Título:
Enviado por: André em Agosto 31, 2008, 09:26:49 pm
Citação de: "Chicken_Bone"
Comanche e André: Apraz-me mt q haja ppl em cima de ciência e tecnologia como eu ando e, particularmente na Pt!!!!!

Onde costumais arranjar as notícias sobre tecn pt? Só costumo encontrá-las em jornais convencionais.

Obrigado!


http://www.cienciahoje.pt/index.php (http://www.cienciahoje.pt/index.php)

Mas principalmente arranjo informação pela Agência Lusa ...  :D  :wink:
Título:
Enviado por: André em Setembro 02, 2008, 03:57:30 pm
Barco solar português passa nos testes de navegabilidade

Os primeiros testes de navegabilidade da primeira embarcação do país movida a energia solar foram realizadas esta semana na Ria Formosa e as garantias de segurança estão garantidas, disse hoje fonte oficial.
O barco ecológico que não precisa de combustível foi na segunda-feira à tarde alvo de testes de navegabilidade durante duas horas na Ria Formosa, junto a Faro, e segundo informações pela Autoridade Marítima do Sul «oferece toda a segurança equivalente a uma outra qualquer embarcação».

«A não emissão de gases poluentes torna o passeio da embarcação mais amigo do ambiente e menos ruidoso», revelou Reis Ágoas, comandante da Capitania de Faro, reconhecendo as vantagens daquela embarcação que navega silenciosamente e não polui o meio ambiente.

O «Alvor Flor do Sol», foi assim baptizado, já foi levado para o estaleiro de Portimão para ser registado e seguirá depois para Alvor, onde servirá para fazer passeios marítimos na costa portuguesa.

Os proprietários do barco, um casal luso-irlandês que detém a empresa «Alvor Boat Trips», pretendem com esta embarcação realizar passeios turísticos a oito nós de velocidade (cerca de 15 quilómetros/hora) entre Alvor, Portimão e Lagos, passando pelas praias algarvias do Vau, Três Irmãos, Rocha, Meia Praia e D. Ana.

Com 11 metros de comprimento e com uma lotação de 14 pessoas, a embarcação amiga do ambiente foi construída desde o natal passado num estaleiro naval de Faro, com sede no lugar de Mar e Guerra, no meio de estufas e pomares de citrinos e o custo da obra ronda os 140 mil euros.

«Estou muito optimista no sucesso da embarcação, porque vai defender o meio ambiente», declarou à agência Lusa a irlandesa Róisín O´Hagan.

O marido de Róisín, o português Luís Lourenço, também está convicto que o barco equipado com 15 painéis solares e 12 baterias vai ter êxito no mar português.

A divulgação do barco ecológico vai ser feita nos hotéis algarvios do grupo Pestana e na Internet e há contactos com turistas irlandeses interessados em experimentar esta aventura, conta o futuro dono do protótipo, Luís Lourenço.

O autor do projecto, Jorge Severino, «pai» das cerca de 300 embarcações da marca «Tridente» que flutuam na doca de Faro e na Escola Naval da Praia de Faro, acredita que o único futuro para as embarcações marítimo-turísticas são o motor eléctrico-solar.

«É impensável continuar a queimar milhares de toneladas de combustível e deitar gases ao mar», observa o mentor do barco, garantindo que em Portugal não há ainda nenhuma unidade semelhante e que na Europa «são poucos os exemplares» a navegar.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 02, 2008, 11:16:02 pm
Tecnologia: AvePark vai criar 600 postos de trabalho até ao fim do ano

Citar
Guimarães, 01 Set (Lusa) - O AvePark - Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães, que o primeiro-ministro inaugura sábado, tem já garantida a instalação de 27 empresas que vão criar, ainda este ano, 600 postos de trabalho, disse hoje à Lusa fonte do organismo.

O vice-reitor da Universidade do Minho, José Mota, que preside ao Conselho de Administração do Avepark, anunciou que estão em curso negociações com várias outras empresas tecnológicas que aumentarão para 1.200 o número de pessoas que ali trabalharão no final de 2010.

A estrutura, sedeada nas Caldas das Taipas, será inaugurada sábado pelo primeiro-ministro, José Sócrates e pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago.

José Mota frisou que o AvePark ultrapassou a meta prevista para 2008, já que se previa que fossem criados apenas 300 empregos no primeiro ano de actividade.

O responsável acrescentou que, ainda este ano, arranca o Instituto Europeu de Medicina Regenerativa de Tecidos que, a prazo, terá 200 investigadores nacionais e estrangeiros ao seu serviço.

Dentre as empresas já sedeadas no Avepark estão 25 «spin-off's» da Universidade do Minho (UM), uma delas de grande relevância económica e científica, a 3B's, que faz investigação aplicada na área da Medicina de Tecidos, em sintonia com o trabalho do Instituto Europeu de Medicina Regenerativa.

Com pavilhões já em fase de conclusão estão, também, as empresas Orto21, que se dedica a produzir cadeiras de rodas com elevada incorporação tecnológica, e uma de recursos humanos, a CRH.

"Queremos atingir, também na área das tecnologias a média europeia", sublinhou o vice-reitor.

Adiantou que há interesse de instituições e empresas galegas em instalar-se no Avepark, nomeadamente porque a região ainda tem acesso a apoios comunitários.

Para José Mota, dadas as estruturas que acolhe, acessibilidades, fibra óptica, universidades e estruturas de investigação e acesso a fundos comunitários, o Minho "é a melhor região do país para se investir".

O Avepark, que terá uma ligação por via rápida à auto-estrada para o Porto e Braga, foi projectado para acolher, no prazo de 10 anos, 200 empresas tecnológicas.

A instalação das empresas permitirá a criação de quatro mil empregos qualificados, entre cientistas e investigadores, que assim se fixarão na região do Minho.

O parque, que tem como suporte natural a Universidade do Minho, está instalado em 80 hectares de terrenos nos arredores da vila das Caldas das Taipas, em pleno Vale do Ave.

O AvePark, que recebeu um subsídio governamental de 3,2 milhões de euros, é uma sociedade constituída pela Câmara de Guimarães, com 51 por cento do capital, pela Universidade do Minho, a Associação Industrial do Minho e a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto (com 15 por cento, cada) e pela Associação Industrial e Comercial de Guimarães, com quatro por cento.

O investimento total em infraestruturas e no chamado edifício central - já terminado - atinge os 10 milhões de euros, verba a que haverá que somar o valor dos terrenos doados pela Câmara de Guimarães.

Os organismos que ali se instalarem beneficiam de uma rede de infra-estruturas básicas, com destaque para a de fibra óptica, ligada quer ao Campus de Guimarães da Universidade do Minho, quer à rede de computação científica nacional.

A zona será, também, dotada de serviços de apoio, nomeadamente um hotel para cientistas, bares e restaurantes, sem esquecer as zonas de lazer.

"Para além das tecnologias, estamos numa zona florestal e campestre de que queremos usufruir", sublinhou o responsável.

Para José Mota o Avepark, cuja construção será dividida em duas fases - a primeira com 45 a 50 hectares e a segunda com 30 - terá efeitos positivos, a médio prazo, de retorno do investimento para as finanças públicas, já que vai proporcionar receitas fiscais vultuosas.

O projecto do AveParK foi lançado em 1998 pelo então ministro Valente de Oliveira, mas esteve como que em «banho-maria» durante vários anos, devido às hesitações dos sucessivos governos e a «embrulhadas» bairristas de tipo municipal.

Com a criação da Agência de Inovação, e com o reforçado interesse do município de Guimarães, ganhou novo fôlego há três anos, com a criação da sociedade gestora e o recomeço do investimento.

Título:
Enviado por: André em Setembro 05, 2008, 05:33:07 pm
Viajar confortavelmente nos autocarros constitui projecto de investigação

O autocarro é o meio de transporte de eleição de centenas de portugueses. Muitos são os que, diariamente, a ele recorrem, seja por não terem alternativa, seja por considerarem importantes as vantagens, nomeadamente no que diz respeito ao ambiente, deste meio de transporte colectivo. Apesar das melhores condições que os modelos mais recentes de autocarros oferecem, é sempre possível progredir e aperfeiçoar. Assim, um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) decidiu desenvolver um estudo com o objectivo de melhorar a eficiência, o conforto e a segurança dos passageiros em autocarros. Os resultados são promissores.

“Autoconforto” é o nome do projecto de investigação que tem vindo a ser desenvolvido, ao longo dos últimos dois anos, por uma equipa de oito investigadores, coordenada por Manuel Gameiro, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC.

O estudo visa a melhoria da aerodinâmica da carroçaria do autocarro e das condições de conforto no compartimento de passageiros. Segundo Manuel Gameiro, “o que se pretende é desenvolver metodologias que permitam avaliar o conforto global sentido pelos passageiros em autocarros, analisando o efeito combinado dos diferentes estímulos de desconforto”.

Melhorar é possível

Quando questionado sobre se os autocarros que actualmente circulam carecem de condições, Manuel Gameiro explica que “o panorama é muito diversificado, circulando nas nossas estradas autocarros com idades muito diferentes”. Segundo o professor “será naturalmente de esperar que os modelos mais recentes sejam tecnicamente mais evoluídos e possam proporcionar melhores condições”. No entanto, o professor da FCTUC considera que “há sempre espaço para melhoria” e que, “representando o autocarro uma solução racional sob o ponto de vista energético, gastando, quando as taxas de ocupação são adequadas, menos energia por passageiro e por quilómetro percorrido do que o transporte individual, é necessário torná-lo o mais atractivo possível”.

Graças ao projecto de investigação desenvolvido pelos investigadores da FCTUC, Manuel Gameiro afirma que “será possível testar novas soluções construtivas que contribuam para melhorar a situação em diferentes aspectos, nomeadamente ao nível das suspensões, do isolamento acústico entre o compartimento do motor e o habitáculo, dos escoamentos usados para a climatização, entre outros”. A melhoria da aerodinâmica da carroçaria dos autocarros permitirá a redução de consumo de combustível, particularmente importante em autocarros de longo curso.

Testes são positivos

Ate agora, vários testes foram realizados. Manuel Gameiro explicou ao Ciência Hoje que “já foram feitos os ensaios aerodinâmicos da carroçaria de um modelo de autocarro em túnel de vento, tendo sido também efectuadas simulações numéricas da mesma situação”. O professor acrescenta que “decorreram um conjunto de ensaios em estrada, tendo sido recolhidas, através de questionários, avaliações subjectivas dos passageiros”.

O projecto será concluído em breve. “Falta, neste momento, a montagem e os testes do manequim multisensorial”, revela Manuel Gameiro. A equipa de investigadores da FCTUC, que pretende simular e avaliar as condições de conforto, vai recorrer a um manequim capaz de prever a resposta dos passageiros expostos a diferentes condições no autocarro e de avaliar, com rigor, todo o conjunto de parâmetros ambientais que interferem no conforto dos viajantes.

Produtos serão aperfeiçoados

Quando questionado sobre se é de prever que, graças aos resultados desta investigação, sejam introduzidas alterações nos autocarros portugueses, Manuel Gameiro afirma que “com certeza, os fabricantes continuarão a querer conquistar mercado e, para o fazerem, terão de melhorar os seus produtos, de forma a que satisfaçam as exigências dos clientes”. Os construtores de equipamento poderão, assim, usufruir dos resultados da investigação para aperfeiçoar os seus produtos e dar resposta às exigências de qualidade dos clientes.

O projecto “Autoconforto”, financiado pela Agência de Inovação, tem sido desenvolvido em parceria com a Marcopolo (Indústria de Carroçarias), o Instituto Politécnico de Leiria e a empresa espanhola Carrier-Sustrack.

Ciência Hoje
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 11, 2008, 12:52:02 am
Projecto da CERN tem 120 cientistas portugueses


Citar
O laboratório internacional, que começou hoje recriar o "Bing Bang", tem 120 cientistas portugueses. A Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, mais conhecida por CERN, tenta chegar à partícula que serve de base a tudo no mundo.

O acelerador de partículas está a emitir feixes de protões, à velocidade da luz, dentro de uma máquina que está debaixo de terra ao longo de 27 km, entre a Suíça e a França.

Gaspar Barreira coordena a equipa portuguesa que faz parte do CERN. Ao Rádio Clube, destacou a participação portuguesa neste projecto pioneiro. Portugal e os outros países contribuem com 8 milhões de euros por ano para o CERN. Gaspar Barreira explica como foi recriado um mini "Bing Bang".

Portugueses participam no colisionador do CERN
EDUARDA FERREIRA
Citar
Duas equipas portuguesas participam em projectos do CERN, o Laboratório Europeu de Física de Partículas que hoje põe em marcha, entre a França e a Suíça, as experiências para reproduzir o momento inicial da matéria.

Um equipamento sofisticado que emite luz à passagem de partículas quando estas circulem a altíssima velocidade no túnel do colisionador do CERN foi entregue à responsabilidade de cientistas portugueses. Trata-se do calorímetro hadrónico. A luz por ele emitida nesses momentos é recolhida em fibras ópticas, todas calibradas uma a uma por um computador, em Lisboa. A equipa de trabalho tem sido liderada por João Varela, investigador do Instituto Superior Técnico.

Outro grupo de pesquisa português que contribui para a experiência destinada a estudar as origens da matéria e as condições em que ela se forma é coordenada por Ana Henriques. O seu trabalho tem a ver com a área de desenho e preparação de circuitos integrados. Trata-se da experiência ATLAS. Aqui, a equipa portuguesa foi responsável pela calibração do detector de partículas com o nome do projecto, um dos que estará ao serviço do CERN . Este detector será fundamental para analisar os dados sobre as colisões de feixes de partículas ocorridas em pontos determinados dos 27 quilómetros de túnel. Tais colisões serão provocadas nos próximos meses e os primeiros resultados só estarão disponíveis dentro de dois anos. Imagens do detector ATLAS serão usadas no filme baseado no livro "Anjos e Demónio", de Dan Brown. Apesar de ceder as imagens, o CERN demarca-se do conteúdo das obras.

Título:
Enviado por: AC em Setembro 11, 2008, 10:05:10 pm
Essa segunda parte está um pouco confusa.

O LHC tem 5 partes principais: o acelerador propriamente dito e 4 detectores que irão detectar o resultado das colisões no acelerador: CMS e ATLAS são os maiores, ALICE e LHCb são mais pequenos.

O Calorímetro Hadrónico é um dos componentes principais do detector CMS.

Há portugueses envolvidos em todas as 5 partes, mas principalmente em ATLAS e CMS.
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 13, 2008, 12:44:12 am
Investigação: Prémio NEDAI distingue cientista do Instituto Gulbenkian de Ciência  

Citar
Porto, 12 Set (Lusa) - O cientista Ângelo Chora, que integra a equipa de Miguel Soares no Instituto Gulbenkian de Ciência, recebeu hoje no Porto o prémio NEDAI, de investigação em auto-imunidade, disse à Lusa fonte daquela instituição.

O prémio do Núcleo de Estudos de Doenças Auto-Imunes foi entregue durante o 6th International Congresso on Autoimmunity e distinguiu um trabalho que, a longo prazo, pode ajudar a combater a esclerose múltipla.

Trata-se de uma investigação sobre a Hemeoxigenase-1 e o monóxido de carbono, desenvolvida em ratos.

A investigação permitiu descobrir que se pode suprimir a neuroinflamação de origem auto-imune, como a que acontece na esclerose múltipla.

"Mas, desta descoberta até podermos curar a esclerose múltipla vai um caminho longo, muito longo. Ainda assim, é um caminho que vale a pena fazer", disse Miguel Soares, em declarações à Lusa.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crónica, altamente incapacitante, de causa ainda desconhecida.

Os autores verificaram ainda que o monóxido de carbono age de uma forma protectora em muitas outras doenças ditas inflamatórias, incluindo a arteriosclerose ou mesmo doenças infecciosas como a malária.

O Prémio NEDAI de Investigação em Auto-Imunidade, no valor de 7.500 euros, distingue anualmente trabalhos desenvolvidos em Portugal que privilegiem a ligação da investigação à clínica.

JGJ/PF.

Lusa/fim

Título:
Enviado por: André em Setembro 15, 2008, 09:22:11 pm
Universidade de Coimbra desenvolve robô cirurgião

Investigadores da Universidade de Coimbra estão a criar um robô que, dentro de alguns anos, estará apto a realizar cirurgias minimamente invasivas nos hospitais, com grande inovação relativamente às soluções existentes.

Dentro de um ou dois anos poderá ser utilizado já em situações reais na tele-ecografia, por ser uma aplicação não invasiva, e um ano depois poderá ser testado em cirurgia de cadáveres, antes de humanos vivos, explicou à agência Lusa Rui Cortesão, coordenador do projecto.

Para este docente de electrotécnica na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), este robô em desenvolvimento pesará apenas 27 quilogramas e será "bastante mais barato" do que um similar existente no mercado, o Da Vinci.

Segundo Rui Cortesão, o Da Vinci custa um milhão de euros, tem uma dimensão elevada, ocupando uma sala, e não transmite ao cirurgião a sensação de contacto, a informação de força, ao contrário do sistema em desenvolvimento.

O robô médico, designado de WAM, de acordo com o investigador, será indicado para cirurgia minimamente invasiva, ou seja, para a cirurgia que se realiza através de pequenos orifícios abertos no corpo humano, ou pelos orifícios naturais.

«Melhor conforto para o cirurgião, integração em tempo real dos dados intra-operativos (movimento guiado por imagem e movimento controlado por força), cirurgia menos dolorosa e traumatizante para o paciente e tempo de recuperação mais curto» são algumas das características do invento, refere uma nota do gabinete de imprensa da FCTUC.

O robô, que poderá estar no mercado «dentro de cinco a sete anos», possui «um 'coração' recheado de um software altamente sofisticado composto por inúmeros algoritmos de controlo e diversos sensores, dotando-o de uma inteligência superior e de graus de liberdade extra que estão ao dispor do cirurgião», acrescenta.

De acordo com a mesma nota, o WAM «tem uma precisão intrínseca para garantir a máxima segurança», dispondo de uma «arquitectura de controlo global para garantir tolerância a falhas sensoriais e robustez a erros nos modelos».

Além da utilização na cirurgia, o robô ajuda o cirurgião no treino de destreza para situações reais e poderá ter uma aplicação na tele-ecografia.

«Com o encerramento de maternidades este robô poderá ser uma boa opção. O ginecologista pode estar em Coimbra e examinar ecografias de Bragança, Viseu, Guarda ou Castelo Branco. Para tal bastará a presença de um técnico no hospital», refere a mesma nota da FCTUC.

Iniciada há um ano, embora na sequência de estudos ao longo de cinco, a investigação conta com o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Envolve sete investigadores da FCTUC e, numa fase avançada de testes, agregará a colaboração dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 16, 2008, 08:50:43 pm
Genética: Investigadores do IPATIMUP identificam mecanismo de regulação de proteína que provoca o cancro do estomâgo


Citar
Porto, 16 Set (Lusa) - Uma equipa de investigadores do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) identificou um novo mecanismo de regulação da caderina-E, proteína responsável pelo cancro de estômago hereditário.

"O que fizemos foi pegar em mutações desta proteína para tentar perceber qual o seu mecanismo de regulação", afirmou hoje Joana Correia, que conduziu a investigação, em declarações à Lusa.

O trabalho desta equipa de investigadores foi recentemente publicado na revista Human Molecular Genetics, uma das mais importantes na área da genética.

"Esta foi a primeira vez que foi descrita, a nível internacional, a regulação deste mecanismo", frisou a investigadora portuguesa, salientando a importância da descoberta já que "quem perde a protecção desta proteína, desenvolve cancro no estômago".

Uma das principais consequências a curto prazo da descoberta feita pela equipa de investigadores do IPATIMUP é que a identificação deste mecanismo de regulação "poderá permitir a investigação de outras moléculas que possam justificar o cancro de estômago em quem tem a proteína".

Por outro lado, também pode permitir "a descoberta de uma forma de reverter o mecanismo, ou seja, de drogas que funcionem como terapêutica em famílias que apresentem esta mutação".

Esta investigação assume especial importância em Portugal, que é um dos países europeus com maior incidência de cancro do estômago.

Os dados oficiais indicam que cerca de três por cento dos casos têm um padrão hereditário, sendo o único gene até agora identificado como responsável pela doença o que codifica a proteína caderina-E.

A investigação realizada pela equipa do IPATIMUP contou com a colaboração do Instituto de Biotecnologia da Flandres, na Bélgica.

FR.

Título:
Enviado por: comanche em Setembro 16, 2008, 09:00:21 pm

Tecnologia: Universidade de Évora aplica prémio da HP em projecto inovador de ensino à distância



Citar
Évora, 16 Set (Lusa) - A Universidade de Évora recebeu hoje um prémio internacional da Hewlett-Packard (HP) por um projecto que cruza uma metodologia de ensino inovadora com novas tecnologias informáticas, permitindo a professores e alunos um contacto permanente, fora da sala de aula.

O projecto "e-problem", a desenvolver nos próximos dois anos e com aplicação prática nas disciplinas de Macroeconomia (licenciatura em Economia) e Geomática (Engenharia Rural), granjeou o HP Wireless Technology for Teaching à Universidade de Évora.

A academia alentejana foi a única universidade portuguesa e uma das 15 da Europa, Médio Oriente e África a conquistar o galardão, que pretende promover o interesse dos estudantes pela ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

No âmbito do Wireless Technology for Teaching, a HP atribui às universidades seleccionadas tecnologia móvel de forma a redefinir o modelo das aulas e melhorar a interacção estudante-professor.

Assim, a Universidade de Évora vai receber uma bolsa avaliada em cerca de 64 mil euros, que consiste num fundo monetário e em tecnologia móvel HP, nomeadamente 21 computadores "tablet" (que permitem escrever directamente no ecrã), iPAQs, estrutura móvel de transporte e um Ponto de Acesso Wireless HP Procurve.

Na cerimónia realizada hoje em Évora, o director-geral da HP Portugal, Carlos Janicas, elogiou o projecto da universidade alentejana, o qual "traz novas formas de aprendizagem", tornando este processo "mais eficiente".

"Possibilita uma aprendizagem que, realmente, fique na cabeça do aluno, fazendo com que o ciclo de aprendizagem avance muito mais depressa e responda também aos desafios das empresas, que, no dia-a-dia, procuram ser mais rápidas em resolver um problema de um cliente", disse.

A Universidade de Évora pretende aplicar o prémio na implementação de novos processos de ensino/aprendizagem, associando metodologias tradicionais às novas tecnologias de informação e comunicação (TIC), o que possibilita novas abordagens ao ensino à distância.

Estudantes de Economia e Engenharia Rural vão utilizar computadores portáteis "tablet", com placas 3G disponibilizadas pela Portugal Telecom/TMN, e aceder ao Moodle, plataforma de e-learning da universidade, em solução open-source, para resolver um problema suscitado pelo professor, colocar-lhe dúvidas de forma mais informal e imediata, apresentar relatórios, entre outras valências.

A Universidade de Évora, com os novos recursos informáticos, pretende testar a aplicação desta metodologia de ensino/aprendizagem, denominada Problem Based Learning (PBL), que envolve o trabalho dos alunos em torno da resolução de um problema, sem necessidade do contexto formal da sala de aula, tendo o professor o papel de "timoneiro" na construção orientada do conhecimento.

"Vamos tentar aumentar o que esta metodologia inovadora tem de bom, com uma interactividade professor-aluno que, de outra forma, não seria possível. A tecnologia móvel permite a resolução de problemas e dúvidas na hora e 24 horas por dia", explicou José Belbute, professor de Macroeconomia envolvido no projecto.

Também o docente José Rafael Marques da Silva, do Departamento de Engenharia Rural, responsável pela disciplina de Geomática, destacou a importância do projecto para a resolução de problemas concretos durante as sess��es de campo que os alunos vão ter.

Os computadores portáteis "tablet" vão ser equipados com GPS e Sistema de Informação Geográfica (SIG), disponibilizado pela empresa ESRI, podendo os alunos cruzar a sua posição geográfica com a informação digital, deixando assim de estar dependentes de múltiplos mapas em papel e, em pleno campo, esclarecer dúvidas com o professor.

Para o reitor da Universidade de Évora, Jorge Araújo, o prémio da HP e o projecto candidatado decorrem da capacidade de inovação da instituição, "antiga mas não velha", e do seu esforço de ligação às empresas.

RRL.

Título:
Enviado por: comanche em Setembro 18, 2008, 09:57:09 pm
Professor da EST participa no desenvolvimento da próxima geração de redes móveis


Citar
O professor da Escola Superior de Tecnologia do IPCB, Paulo Marques, do Departamento de Engenharia Electrotécnica, foi convidado pelo Comité de Standardização P1900 do IEEE (Instituto dos Engenheiros de ) a participar como membro com direito a voto no grupo de especialistas que está a desenvolver as normas técnicas dos futuros sistemas de comunicação móveis.

Nesse âmbito, Paulo Marques participou na reunião que decorreu na University of Science em Tokyo no passado mês de Julho. Segundo Paulo Marques, “a participação resulta do trabalho de investigação de pós-doutoramento, realizado em cooperação com o Instituto de Telecomunicações (Aveiro) e é um passo importante, uma vez que tenho a possibilidade de influenciar as normas técnicas usada pelos fabricantes da próxima geração de redes móveis, aproximando a investigação realizada da tecnologia adoptada pelo mercado”.

Daquele comité de especialistas fazem parte institutos de investigação Europeus, Americanos, Japoneses e da Coreia do Sul, bem como multinacionais como a NEC, Motorola, ou Sony, contando actualmente com 25 membros. De acordo com o docente da EST, “o objectivo deste grupo é desenvolver normas técnicas que ao serem implementadas pelos fabricantes dão resposta aos desafios actuais das redes de telemóveis. É que devido ao aumento do número de utilizadores, as redes de telemóveis 3G em breve não conseguirão suportar todo tráfego internet gerado por utilizadores cada vez mais exigentes e garantir simultaneamente uma cobertura global. Para ajudar a resolver este problema, a visão para o futuro das redes móveis, partilhada por este comité de especialistas, passa por implementar mecanismos de cooperação entre os telemóveis, mesmo de redes e utilizadores diferentes”.

Paulo Marques acredita que “um cenário simples de cooperação, poderá ser, por exemplo, um telemóvel quase sem bateria, ligar-se a um telemóvel vizinho através duma ligação sem fios BluetoothTM, gastando para isso pouca bateria porque a distância entre eles é pequena. Por sua vez, o telemóvel vizinho retransmite a chamada para a antena do operador do primeiro telemóvel que poderá estar a alguns quilómetros de distância. Note-se que os dois telemóveis pertencem a utilizadores que podem nem sequer conhecer-se, no entanto, o segundo telemóvel gastou da sua própria bateria para permitir que o vizinho faça a chamada. A isto designa-se um mecanismo de cooperação entre máquinas. Obviamente que o utilizador do segundo telemóvel terá que ter um incentivo financeiro para ajudar o primeiro. O modelo de negócio a implementar ainda está longe de ser definido. Estas soluções são exemplos de sistemas rádio cognitivos, capazes de reagirem em função do ambiente onde estão envolvidos, usando para isso mecanismos de percepção e inteligência artificial”.

O comité de standardização P1900 volta a reunir-se em Janeiro de 2009 em San Diego onde estas ideias continuaram a ser exploradas e formalizadas num novo standard técnico. Se o mercado aceitar esta tecnologia, Paulo Marques prevê que “os primeiros telemóveis cooperativos poderão estar nas lojas no início da próxima décad
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 18, 2008, 10:01:37 pm
Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP) proposto a instituições inglesas

Citar
As Universidades de Cambridge, de Nottingham e o Imperial College London são exemplos das instituições a quem o Governo britânico propôs o  (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), para o desenvolvimento do Global Partnerships Programme, segundo a informação prestada pelos serviços da Embaixada Britânica, em Lisboa.

Para além das universidades, o Governo Britânico apresentou o trabalho científico desenvolvido no Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP) às empresas Smiths Detection International UK - (world leader in transportation security, notably airport x-ray systems used in the search for illegal and dangerous items or for explosives detection in checked baggage, hand-baggage or on passengers themselves) e LondonTecnology Network, entre outras.

Segundo o parecer dos especialistas do Governo do Reino Unido, "As FEELab are keen to further develop their technology with the help of UK business and academic interests, there is potential with this GP enquiry for academic research and commercial long term contracts, strategic alliances, technology licensing and VAR opportunities".

O programa Global Partnerships tem como objectivo principal a divulgação e comercialização em universidades e empresas do Reino Unido dos produtos desenvolvidos no FEELab/UFP, designadamente as IT Applications e Interfaces, bem como o estabelecimento de intercâmbio de actividade científica entre os dois países.

O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP) tem desenvolvido actividade pioneira no âmbito da identificação e reconhecimento da expressão facial, com particular enfoque em instrumentos com aplicação na área da justiça como a possibilidade de gravação do primeiro interrogatório judicial ou policial e na formação dos agentes judiciários.

Para o Director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), Prof. Doutor Freitas-Magalhães, "a atitude do governo britânico é mais um reconhecimento internacional do trabalho científico que desenvolvemos e agora com a mais-valia de se promover e comercializar a tecnologia portuguesa ao mais alto nível, ou seja, nas universidades e empresas do Reino Unido".

O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), fundado em 2003, é o único do género em Portugal.
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 18, 2008, 10:23:22 pm
Empresa portuguesa vence WorldDidac Award 2008

Citar
A NAUTILUS voltou a vencer o maior prémio de inovação no sector de tecnologias para a educação, desta vez com as estações interactivas NETBOARD. Em 2006 foi atribuido o galardão à mesa interactiva UNI_NET. O Júri, presidido por um consultor do MIT Boston, avaliou segundo os critérios de Qualidade, Segurança, Impacto Ambiental, Design, Inovação Pedagógica, Inovação Tecnológica e Rácio Custo vs Performance. Ambos os trabalhos premiados integram o projecto ESCOLA INTERACTIVA. A cerimónia de entrega dos prémios WORLDDIDAC AWARD 2008 realizar-se-á no próximo mês de Outubro, na Suíça.

As estações interactivas NETBOARD são suportes integrados com computador, quadro interactivo e projector de vídeo com a possibilidade de fácil regulação em altura usando apenas um dedo. É a solução ideal para uma aula interactiva pois integra todos os componentes necessários para o efeito: um computador, um quadro interactivo que permite múltiplo input, potência e interactividade; a integração de um vídeo projector de curta distância que evita sombras; o sistema de som cria maior envolvência na assistência. Todos os componentes estão permanentemente calibrados, configurados e prontos a usar. Com apenas um dedo o suporte ajusta-se à altura de um aluno alto de 18 anos, a um pequeno aluno de 6, ou a um deficiente motor em cadeira de rodas, isto pela utilização de um êmbolo hidráulico autoblocante controlado por um botão.

A pensar na ecologia, a NAUTILUS desenvolveu um sistema de elevação por êmbolo hidráulico, suave e silencioso que não precisa de energia eléctrica para funcionar. As canetas dispensam o uso de baterias, logo são anulados os problemas com o seu tratamento e reciclagem. Todos os componentes são bloqueados por fechadura para que não seja possível o seu furto. Todos os cabos são ocultados para evitar vandalismo ou problemas de segurança eléctrica. O braço que suporta o projector pode ser rodado até à parede para este não ficar em balanço o que poderia ser uma tentação para algum aluno se pendurar.
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 18, 2008, 10:26:49 pm
INESC Porto participa na revolução da rede eléctrica de distribuição
Vanessa Ribeiro    


Citar
O INESC Porto volta a estar na linha da frente na criação de mecanismos tecnológicos na área da Energia. Numa altura, em que se fala das várias soluções energéticas, incluindo a Nuclear, que volta a estar na ordem do dia, está em curso um projecto que provocará uma verdadeira revolução na rede eléctrica nacional, quer para os operadores (neste momento, a EDP), quer para os consumidores que, no futuro, terão formas de racionalizar os seus consumos e de amortizarem na factura a microprodução. Trata-se de um projecto único na Europa.

Energy Box - Um contador que permite a telecontagem dos consumos de energia; a mudança de tarifa à distância e a partir do momento em que o cliente o solicita; uma gestão eficiente dos consumos individuais de electricidade permitindo uma redução da factura de energia, uma maior rapidez na resposta a reclamações por parte do operador de rede; a gestão da microgeração (quando instalada), uma monitorização e controlo mais eficiente da rede eléctrica, permitindo o aumento da qualidade de serviço prestado aos clientes.

Esta é a face mais visível do InovGrid – um projecto da EDP, impulsionado pela saída do Decreto-lei 363/2007 relativo à microprodução, e que é uma plataforma de entendimento em que o INESC Porto participa. A EFACEC, a Janz e a Logica são também parceiros do projecto, que, numa primeira fase, até 2010, representa um investimento de 12 milhões de euros.  

Um sistema de telecontagem procede à medição dos consumos ou produções de energia eléctrica, enviando essa informação para um sistema centralizado de informação, através de um sistema de comunicações o que permite eliminar erros de leitura e reduzir o número de reclamações, melhorando a qualidade de serviço comercial, reduzindo custos com a contagem.

O Sistema InovGrid é, contudo, muito mais do que um sistema de telecontagem. Trata-se também de um sistema de monitorização e controlo que engloba toda a rede de distribuição (incluindo a rede de Baixa Tensão) e que irá permitir uma gestão técnica mais eficiente da rede, permitindo gerir a integração de grandes volumes de microgeração, sem comprometer a robustez e a segurança de exploração da rede, e ainda permitir aos consumidores participar na gestão activa do sistema, como fornecedores de serviços, reduzindo consumos quando solicitado. Naturalmente que a prestação desses serviços ao sistema será depois objecto de remuneração aos consumidores participantes.

Do lado dos consumidores/produtores, as vantagens são também significativas. O sistema InovGrid, para além de passar a permitir integrar técnica e comercialmente a microgeração, irá permitir aos consumidores explorar melhor planos de tarifação que venham a ser disponibilizados no âmbito do desenvolvimento do mercado da electricidade que, quando integrados com a gestão activa dos consumos individuais, se traduzirá numa redução da factura de energia no consumidor.

Por outro este sistema permitirá uma fácil e rápida mudança de comercializador por parte do consumidor, nomeadamente quando os planos de preços oferecidos se tornarem mais interessantes. A utilização deste conjunto de potencialidades irá induzir maior competitividade na comercialização da electricidade proporcionando ganhos acrescidos aos consumidores. Cada instalação de utilização será ainda dotada de uma interface com o utilizador, o que lhe permitirá visualizar informações relevantes sobre os seus consumos e produções de electricidade, sobre os perfis típicos de consumo, balanços energéticos, etc., criando assim uma consciência energética acrescida.

“Este projecto vai permitir criar casas energeticamente inteligentes com um investimento mínimo para os consumidores. No limite, vai induzir comportamentos que permitem uma melhor e mais eficiente utilização da energia ao nível doméstico”, explica João Peças Lopes, coordenador da Unidade de Sistemas de Energia do INESC Porto e Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

De salientar, que, na Europa, apenas a Itália dispõe de um sistema semelhante, mas, ainda assim, muito limitado à telecontagem e pouco flexível, quando comparado com a solução que o projecto InovGrid está a implementar. Também Espanha, França e Alemanha estão a desenvolver soluções deste tipo.

João Peças Lopes sublinha ainda: “Este projecto integra-se no conceito das redes eléctricas inteligentes do futuro. Ou esperamos que alguém desenvolva estas soluções para as importar e utilizar posteriormente nas nossas redes, porque acabaremos por ter que o fazer, ou avançamos agora respondendo ao desafio e aproveitando a oportunidade que irá permitir uma afirmação internacional da indústria portuguesa”
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 18, 2008, 10:46:22 pm
FEUP testa experiências no Espaço

Vanessa Ribeiro    

Projecto Straplex vai voar até à estratosfera para testar experiências científicas


Citar
Qual o impacto das condições estratosféricas sobre um organismo microcelular? É para responder a esta e outras questões que a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) vai lançar para o espaço a plataforma Straplex (STRAtospheric PLatform EXperiment), já nos próximos dias 15 e 16 de Setembro, a partir do Aeródromo Municipal de Évora.

Depois de cinco lançamentos de teste do sistema, esta será a primeira vez que o Straplex cumpre totalmente o objectivo para que foi criado: ser o veículo de transporte de experiências científicas diversas até à estratosfera.

Nascido em 2005 no Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da FEUP, o Straplex (www.straplex.org (http://www.straplex.org)) é hoje um programa conjunto da Faculdade e do Departamento de Educação da Agência Espacial Europeia (ESA). Tem também contado com o apoio de entidades como a empresa Airliquide, o Instituto de Sistemas de Computadores do Porto (INESC-Porto), o Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI) e a Associação de Estudantes da FEUP (AEFEUP), entre outros.

Trata-se de uma plataforma concebida com o intuito de levar estudantes e investigadores europeus a testar facilmente experiências científicas em condições ambientais quase orbitais e a baixo custo. No entanto, as potencialidades do Straplex vão para além da aplicação académica, já que esta plataforma pode vir a ser utilizada para testes em áreas tão diversas como a óptica, a indústria aeronáutica, as telecomunicações ou mesmo a área militar.

Na prática, este engenho consiste numa cápsula com o formato de um prisma hexagonal e 30 a 50 centímetros de altura equipada com computador de bordo, telemetria, sistema de navegação e sensores de temperatura, pressão e outras condições ambientais. Alimentado por baterias e reutilizável após cada voo, o Straplex alberga experiências científicas e leva-as, com a ajuda de um balão de hélio, a 30 quilómetros de altura, ultrapassando 99% da massa da atmosfera que protege a vida na Terra.

Após uma subida de cerca de 1h30, a cápsula desce amparada por pára-quedas para aterrar suavemente a distâncias que podem ser superiores a 100 quilómetros do local de lançamento.

Desta forma, e ao contrário do que acontece com outras plataformas semelhantes, o equipamento e as experiências são recuperados.

Programado para o nascer do Sol (7h00) do dia 15 de Setembro, o voo inaugural do Straplex será lançado no Aeródromo Municipal de Évora, onde a estação de controlo estará também instalada. Esta iniciativa contará com cerca de 40 participantes portugueses, belgas, espanhóis e suecos e a presença de representantes da ESA, que pré-seleccionou as experiências que irão agora ser lançadas. Aos portugueses cabe a responsabilidade do lançamento e todo o acompanhamento técnico do Straplex
Título:
Enviado por: André em Setembro 19, 2008, 03:42:07 pm
Empresa portuguesa de informática vence concurso internacional de avaliação de sistemas de pesquisa

A Priberam, empresa portuguesa de desenvolvimento de soluções informáticas, ficou em primeiro lugar na competição da Cross Language Evaluation Forum em sistemas de respostas a perguntas a nível informático, disputada entre 21 participantes europeus e dos Estados Unidos.

A competição promovida pela Cross Language Evaluation Forum (CLEF), organização que pretende promover a pesquisa e desenvolvimento no acesso à informação multilingues, é financiada por fundos comunitários de incentivo ao uso e desenvolvimento de outras línguas que não o inglês.

Na oitava edição desta competição, que decorreu na Dinamarca, a Priberam conquistou o primeiro lugar nos sistemas de respostas a perguntas em português e espanhol, depois de quatro participações em que conseguiram sempre lugares de destaque, nomeadamente o primeiro lugar no ano passado no espanhol e o segundo lugar no português.

Segundo Carlos Amaral, administrador da Priberam, estes sistemas são a próxima geração de motores de busca, porque o seu funcionamento de resposta automática a perguntas "é um pouco mais à frente do que é um vulgar motor de pesquisa, como o Google, em vez de fazer perguntas por palavras-chaves só, fazem-se perguntas por linguagem natural".
A resposta surge apenas com aquilo que se perguntou, por exemplo pode-se perguntar "Qual é a altura do Evereste?" e a resposta surge "8.849 metros" e não uma lista de link's para páginas.

Amaral explicou que o sistema "ao analisar os textos quando os está a indexar, faz uma análise do que está ali, que tipo de informação é aquela, já não está a classificar palavras, pura e simplesmente".

E acrescentou que "ele [sistema] vai mesmo perceber o significado tanto do que foi perguntado como daquilo que está nos textos" dados das páginas, base de dados, entre outros, onde vai buscar as respostas onde lê, inclusive, os contextos das palavras tanto nas perguntas como nas respostas e identifica pessoas e entidades no texto.

Aliás, este último subconjunto de funcionalidades valeu também à Priberam o primeiro lugar Avaliação do Reconhecimento de Entidades Nomeadas em Português (HAREM) deste ano ao qual concorreram pela primeira vez.

O HAREM é uma iniciativa que pretende avaliar o sucesso na identificação e consequente classificação automática dos nomes próprios na língua portuguesa organizado pela Linguateca.

Estes sistemas estão já presentes nos sites do Jornal de Notícias, da rádio TSF e do Supremo Tribunal de Justiça, entre outros, ajudando os utilizadores nas suas buscas.

A Priberam é uma empresa portuguesa que trabalha no desenvolvimento de soluções informáticas, principalmente na área linguística, desde 1989 tendo como produtos mais conhecidos dos consumidores o FLIP, corrector sintáctico e ortográfico, dicionário de sinónimos e hifenizador, vendido à Microsoft e que vem nas versões portuguesas do Office e o LegiX o programa que contém toda a legislação portuguesa.

Lusa
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Setembro 19, 2008, 08:45:29 pm
A Priberam tb tem um dicionario de portugues espectacular: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx (http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx)
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 20, 2008, 12:26:06 am
E-book criado na FEUP vence prémio internacional
Vanessa Ribeiro    

Obra multimédia bilingue criada na Faculdade de Engenharia e editada pela Editora da Universidade do Porto é a primeira a permitir acesso online a laboratórios remotos

Citar
O e-book "Laboratórios de Instrumentação para Medição/Laboratories of Instrumentation for Measurement”, obra multimédia bilingue criada por uma equipa de docentes/investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) acaba de vencer a V Competição Internacional “eLearning in Praxis”, integrada na VI International Conference on Emerging eLearning Technologies and Applications (ICETA) 2008, que decorreu entre 11 e 13 de Setembro em Stará Lesná, na Eslováquia. Lançada em 2008 pela Editora da Universidade do Porto (Editora UP), esta obra foi premiada na categoria “Materiais de apoio à aprendizagem online”, que galardoa um instrumento de suporte ao ensino tradicional.

Trata-se de um e-book inovador já que, pela primeira vez, permite aos utilizadores o acesso directo ao ambiente laboratorial efectivo através de ligação remota a laboratórios reais, possibilitando desta forma um contacto com as técnicas de medição muito próximo ao de um ambiente laboratorial real. Da autoria de Maria Teresa Restivo, Fernando Gomes de Almeida, Maria de Fátima Chouzal, Joaquim Gabriel Mendes e António Mendes Lopes, docentes/investigadores da FEUP, este livro é recomendado para estudantes e profissionais de engenharia e outras áreas experimentais.

Numa altura em que a “Instrumentação para Medição” se assume cada vez mais como uma componente curricular indispensável devido às crescentes exigências de rigor colocadas pela área da experimentação, o e-book da FEUP procura colmatar uma falha na literatura técnico-científica nacional. Nesta obra a introdução a conceitos, metodologias e técnicas de medição – com exemplos, imagens, animações, vídeos, simulações e experimentação – é uma constante.

Segundo Teresa Restivo, coordenadora desta obra, os autores optaram por uma edição “totalmente electrónica, permitindo assim a disponibilização mais integrada e, simultaneamente, mais harmoniosa dos diversos tipos de recursos desenvolvidos no contexto do trabalho: os textos, as imagens, os esquemas, os vídeos, as animações, as simulações e as experiências remotas”. Está ainda garantida a possibilidade de impressão dos conteúdos de texto bem como a inclusão de comentários do utilizador.

O prémio “eLearning in Praxis“ foi instituído com o objectivo de avaliar o nível de implementação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na educação e motivar a criação, implementação e divulgação de novas modalidades de ensino baseada em soluções de eLearning. Com a atribuição deste prémio, o primeiro e-book editado pela Editora UP converte-se também na primeira obra da editora premiada no estrangeiro.
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 22, 2008, 12:54:49 am
Coimbra: Faculdade arranjou empregos para alunos de mestrado conjunto com universidade dos EUA



Citar
Coimbra, 21 Set (Lusa) - Um mestrado em Engenharia de Software promovido em conjunto com a Carnegie Mellon University, dos EUA, permitiu à Universidade de Coimbra arranjar emprego para os 15 alunos seleccionados para o frequentar, soube a agência Lusa.

O curso, que este ano cumpre a sua segunda edição, viu preenchidas todas as suas vagas, não obstante as elevadas qualificações exigidas aos candidatos, mas todos eles se o terminarem com sucesso terão emprego garantido.

Aproveitando o prestígio do mestrado conjunto com a Carnegie Mellon University, um instituição de top mundial na Engenharia de Software, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) conseguiu junto de 8 empresas portuguesas, antes de ele se iniciar, 15 empregos para os candidatos.

No entanto, alguns deles já tinham emprego, e dois estrangeiros que frequentam o mestrado não se quiseram vincular, o que tornou desnecessárias algumas disponibilidades.

João Gabriel Silva, presidente dos conselhos Directivo e Científico da FCTUC explicou que aos candidatos que o pretenderam celebraram contratos de trabalhos condicionados ao sucesso da obtenção do grau, comprometendo-se as empresas a pagar-lhes os 10 mil euros de propina e o empréstimo bancário que tivessem contraído para subsistir durante os 4 semestres da sua duração.

O curso é frequentado por 12 portugueses, dois brasileiros, um deles radicado em Portugal e outro no Canadá, e um venezuelano a exercer a actividade profissional em Espanha, acrescentou.

"A empresa tem a garantia de estar a contratar alguém de elevadíssimas competências", observou João Gabriel Silva, frisando que a selecção dos candidatos, realizada em conjunto com a Carnegie Mellon University, tem em conta as suas elevadas competências académicas e experiência de vários anos no desenvolvimento de software.

Três semestres são realizados em Coimbra e o quarto nos EUA, e os candidatos ao grau de mestre têm de obter a classificação de 16, e só podem tentar realizar exame duas vezes a cada cadeira, caso contrário são excluídos do curso. A avaliação é feita pelas duas universidades, que lhe atribuem duplo grau de mestre.

"Exige-se dedicação exclusiva e uma participação super-activa aos alunos. Por semana têm de apresentar dois ou três trabalhos por cadeira. É um modelo fora do vulgar", sublinhou o responsável, também ele doutorado em Engenharia Informática.

João Gabriel Silva diz que quando trouxe este mestrado para Portugal o grande desafio que se lhe colocou foi o do recrutamento de alunos, dado o elevado grau de exigência, e pelo facto de os potenciais candidatos, dadas as competências exigidas, terem já bons empregos.

No primeiro ano o curso de mestrado foi participado por 5 alunos, devido ao curto espaço que tempo que mediou até ao seu início e à reduzida divulgação. Este ano todas as 15 vagas foram preenchidas.

Trata-se de um programa de formação avançada em engenharia de software, que conta também com o envolvimento e financiamento do Estado Português, através do Programa Carnegie Mellon Portugal.

Actualmente é reconhecido como um dos melhores do mundo e único na Europa, envolvendo a indústria, que paga integralmente os estudos, a estadia e o custo de vida aos estudantes que concluam com sucesso o mestrado, tanto a nível de projectos de desenvolvimento, como de formação, explicou uma fonte da FCTUC.

João Gabriel Silva adiantou à agência Lusa que este envolvimento com a Carnegie Mellon University, dos EUA, possibilitou já à sua faculdade "importar" certos procedimentos, nomeadamente na selecção dos candidatos a mestrado, passando-se a exigir uma "carta de motivação", porque esta é condição do sucesso.

Por outro lado, admite, para outros mestrados da FCTUC, vir a negociar previamente com empresas empregos para os candidatos que tenham sucesso no final do curso.

Título:
Enviado por: André em Setembro 22, 2008, 10:16:01 pm
Sistema Português BeAnywhere Drive à conquista dos EUA

Solução de acesso remoto da Multiplicar Negócios, o software português BeAnywhere Drive ( http://www.beanywhere.com (http://www.beanywhere.com) ) vai estar disponível, já a partir do próximo dia 1 de Outubro, nos EUA, Canadá, Reino Unido e Benelux.

O BeAnywhere Drive é uma solução de Acesso Remoto que permite ao utilizador o acesso ao seu computador em casa ou no escritório, mesmo estando longe.

O Acesso Remoto é efectuado através de uma ligação à Internet e permite controlar completamente o computador remoto, abrir e alterar documentos em Word ou Excel, enviar emails e usar o teclado e o rato tal como se estivesse lá. Tudo isto através de uma Drive USB programada para o efeito.

Produto 100% nacional, o BeAnywhere Drive já está disponível nas principais lojas do retalho, em Portugal, com nova imagem e pelo preço 49.99€.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 23, 2008, 12:06:49 am
Ele não desiste até criar um robô-cirurgião


Citar
Elege a persistência, o trabalho e a dedicação como as premissas para o sucesso na Ciência. O dele está à vista: o robô-cirurgião que a equipa que lidera está a desenvolver já mexe e garante, no futuro, ter pernas para andar nas salas de cirurgia do País.


A ciência que domina ensinou-o a conseguir levantar-se sempre depois de cair. Sem hesitar ou temer novo tombo. 'Nem que tenha de o fazer 30 vezes.' Chama-se persistência, premissa essencial para quem trilha qualquer caminho e quer ver resultados risonhos. O caminho dele, de Rui Cortesão, chama-se Robótica, a área que escolheu para o projecto de fim de curso – no 5.º ano da licenciatura em Electrotécnica, em Coimbra – e não mais largou. À persistência, sublinha Rui, tem de juntar-se o insubstituível trabalho, uma grande dose de luta e outro tanto de dedicação e estudo.

Com os ingredientes certos em cima da mesa, a equipa de Rui Cortesão encontra-se a desenvolver um robô-cirurgião que dentro de cinco a sete anos estará no mercado, apto para entrar numa sala de operações e ter um papel decisivo na cirurgia minimamente invasiva (ver caixa).

'É uma luta com um ser sem alma que, até fazer o que nós queremos, nos atira ao chão umas quantas vezes', graceja o professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da cidade dos estudantes, agora na proa de um projecto que tem tudo para tornar-se realidade. Trata-se de fabricar um ser sem alma mas cujo ‘coração’ está recheado com um software altamente sofisticado, composto por inúmeros algoritmos de controlo e diversos sensores que o dotam de uma inteligência superior e de graus de liberdade extra ao dispor do cirurgião. Longe de querer substituir o médico, pretende antes ajudá-lo.

'A evolução que a Robótica traz à cirurgia pode equivaler à das técnicas ‘imagiológicas’ (como as TACe as ecografias) na Medicina', considera Rui Cortesão. 'A classe médica está bastante receptiva', garante o investigador, sem esconder que é necessário 'saber sensibilizá-la'. O robô que a equipa de Rui está a desenvolver começa a ter pernas para andar. 'Já mexe', embora novos problemas a resolver – como é normal na área – surjam todos os dias. Ocaminho faz-se etapa por etapa.

Uma gargalhada antecipa a brincadeira quando se lhe pergunta qual o robô que gostaria que o futuro lhe reservasse. 'Gostava muito de ter um para me limpar a casa.' E os amigos, mais apressados, já o incentivaram várias vezes a concretizar a criação. 'Num futuro mais longínquo [por comparação com aquele, próximo, que receberá o robô-cirurgião] vai ser possível, até porque temos sempre vontade de ir mais longe.' Rui Cortesão já está habituado aos objectivos que demoram a cumprir-se. 'Em investigação, tenta-se partir do presente e abrir fronteiras para o futuro.' E aprender a cair e a levantar-se quando essa abertura demora a surgir...

PRIMEIROS TESTES EM OBJECTOS ORGÂNICOS

Afaste-se as ideias dos filmes de ficção científica – este robô, o WAM, não tem olhos nem boca, ouvidos ou nariz. Mas promete dar que falar e ser companhia dentro das salas de cirurgia num futuro muito próximo. O robô, manipulador para cirurgia minimamente invasiva, vai permitir telecontrolo de sensações de contacto de alta qualidade. As inovações – e vantagens – apontadas pela equipa são várias: 'Mais conforto para o cirurgião, integração em tempo real dos dados intra-operativos, cirurgia menos dolorosa e traumatizante para o paciente e tempo de recuperação mais curto.'

O WAM é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e tem uma precisão intrínseca, para garantir a máxima segurança. Primeiro, antes das aplicações cirúrgicas reais, serão feitos testes experimentais em objectos orgânicos. Orgulhoso do projecto da equipa que lidera, de sete elementos, Rui Cortesão tem dedicado muitas horas a este projecto. 'Quando não estou a dar aulas ou a dormir', diz, divertido, quem também gosta de nadar.

Marta Martins Silva


http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=8C6CB7D1-51B3-4949-9EED-5A5CDF7640B8&channelid=00000019-0000-0000-0000-000000000019
Título:
Enviado por: André em Setembro 25, 2008, 01:07:12 am
Expedição liderada por investigador português faz «medição precisa» do Quilimanjaro

Uma equipa científica internacional, liderada pelo português Rui Fernandes, vai subir na próxima semana o Quilimanjaro, na Tanzânia, para fazer a "medição precisa" da altitude da montanha mais alta de África. Rui Fernandes, que representa no projecto o Instituto Geofísico Infante D. Luiz, de Lisboa, disse hoje à Agência Lusa que a expedição "Kili2008" integra 14 investigadores de vários países, seis dos quais são portugueses.

As anteriores medições do pico Uhuru, o ponto mais elevado do Quilimanjaro, efectuadas no século XX, na época colonial e nos anos 90, esta última através de GPS, ditaram dois valores diferentes para a sua altitude - 5.895 e 5.892 metros - resultados que ainda hoje são questionados entre os especialistas.

"O Quilimanjaro é a montanha mais alta do mundo onde se pode caminhar até ao topo", declarou Rui Fernandes, engenheiro geográfico e docente do Departamento de Informática da Universidade da Beira Interior (UBI). A expedição, que conta com patrocínios de instituições nacionais e estrangeiras, públicas e privadas, deverá permitir uma "medição precisa" da altitude, a partir de cálculos científicos "nunca antes realizados".

As medições de altitude convencionais tinham em conta o nível médio das águas do mar, mas o GPS veio permitir fazer esses cálculos em relação ao elipsóide, a superfície geométrica que melhor representa a forma da Terra. A equipa instala-se em Moshi, a cidade tanzaniana mais próxima do Quilimanjaro, e inicia os trabalhos no dia 01 de Outubro.

Vai medir a gravidade em diferentes pontos do antigo vulcão coberto de neve, que se ergue na planície da savana, próximo da fronteira com o Quénia. Novos cálculos científicos, segundo Rui Fernandes, deverão demonstrar a sua altitude "com uma precisão nunca antes obtida".

Até aos 1.800 metros de altitude, o grupo desloca-se em jipes. Segue depois a pé cerca de 30 quilómetros até ao pico Uhuru, transportando o equipamento com a ajuda de carregadores locais. Dos 14 investigadores, apenas seis vão escalar o monte, ficando os restantes fora do parque nacional do Quilimanjaro, que a UNESCO classificou em 1987 como Património da Humanidade.

Em Agosto, Rui Fernandes esteve em Moshi, para instalar alguns equipamentos necessários à concretização do projecto. Sexta-feira e sábado, os seis portugueses partem para aquela cidade, a maioria via Nairobi, no Quénia, enquanto o líder da expedição viajará por Dar es Salaam, capital da Tanzânia.

Quando atingirem o cume do Quilimanjaro, os investigadores vão assinalar o momento com um brinde de "Licor Beirão", cuja fábrica da Lousã patrocina a iniciativa. Os outros patrocinadores são a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a Câmara Municipal da Lousã, a agência de viagens Paneuropa e a Trimble, uma marca norte-americana de equipamentos de precisão.

Participam institutos de investigação da Universidade do Algarve, Coimbra, Porto e Beira Interior. O projecto envolve ainda entidades da Tanzânia, Quénia, Egipto e Holanda.

Ciência Hoje
Título:
Enviado por: André em Setembro 25, 2008, 04:37:35 pm
Biólogo português ganha prémio de 1,5 milhões de dólares nos EUA

O biólogo português Miguel Ramalho-Santos acaba de ganhar o Prémio de Novo Inovador, atribuído pelo National Institutes of Health, dos Estados Unidos, no valor de 1,5 milhões de dólares, disse ontem fonte da Universidade de Coimbra.

O prémio destina-se a apoiar, durante os próximos cinco anos, a investigação em células estaminais embrionárias desenvolvida por Miguel Ramalho-Santos, no laboratório que dirige, nos Estados Unidos. Actualmente, Miguel Ramalho-Santos é docente da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, Estados Unidos, sendo professor assistente no Instituto de Medicina da Regeneração.

A sua investigação centra-se no controlo e função das células estaminais embrionárias, com implicações para a biologia, medicina regenerativa e cancro, adiantou à Agência Lusa fonte do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Os seus trabalhos têm sido publicados em várias revistas científicas de referência na área, nomeadamente a “Cell Stem Cell” e a “Gene Therapy”. Miguel Ramalho-Santos licenciou-se em Biologia na Universidade de Coimbra e doutorou-se na Universidade de Harvard.

É filho do sociólogo Boaventura Sousa Santos e da investigadora e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra Maria Irene Ramalho. Com o mesmo prémio foram distinguidos mais 30 jovens investigadores a trabalhar em universidades norte-americanas.

Lançado em 2007, o Prémio Novo Inovador do The National Institutes of Health visa apoiar projectos de investigação que apresentem abordagens excepcionalmente inovadoras que possam transformar a ciência biomédica e comportamental.

Desde a sua criação, o prémio já apoiou mais de 60 investigadores nos Estados Unidos, atribuindo um total de 92 milhões de dólares.

Ciência Hoje
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 25, 2008, 09:31:47 pm
Tecnologia Informação: Reditus compra Tecnidata por 32,5 ME e passa a ser dos maiores grupos portugueses

Citar
Lisboa, 25 Set (Lusa) - A Reditus anunciou hoje a compra da Tecnidata por 32,5 milhões de euros, tornando-se num dos maiores grupos portuguesas na área das tecnologias de informação.

"A operação de junção, no valor de 32,5 milhões de euros, inclui todas as participadas operacionais do grupo Tecnidata", disse à agência Lusa Miguel Ferreira, presidente executivo da Reditus.

O gestor garantiu ainda que quer ter "uma [nova] estrutura accionista forte" e que esta vai contar também com accionistas da Tecnidata.

Com a integração do grupo Tecnidata, afirmou, a Reditus vai poder aumentar a oferta de serviços na área das tecnologias de informação da IT Consulting e outsourcing de infra-estruturas tecnológicas, nomeadamente redes e comunicação de dados, aumentar a base de clientes e fortalecer o negócio no domínio da segurança.

Para financiar, em parte, a operação de compra do grupo Tecnidata, a administração da Reditus pediu a convocação de uma assembleia-geral de accionistas, marcada para 27 de Outubro, com o objectivo de decidir um aumento de capital da empresa, só para accionistas.

A proposta do Conselho de Administração (CA) da Reditus à assembleia-geral vai permitir deliberar sobre um aumento de capital reservado a accionistas, passando dos actuais 32,5 milhões de euros para 45,5 milhões de euros.

O aumento de capital far-se-á através da emissão de 2,6 milhões de acções no valor nominal de cinco euros, com um prémio de emissão de 3,5 euros por acção, que originará um encaixe de 22,1 milhões de euros.

A concretização da transacção vai permitir à Reditus alcançar no final de 2008, um volume de negócios consolidado da ordem dos 100 milhões de euros, meta que estava prevista atingir apenas em 2010, calculou Miguel Ferreira.

Com a fusão, a Reditus prevê atingir no final de 2008 o rácio dívida / EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) inferior a dois e uma margem EBITDA / volume negócios superior a 10 por cento, o mesmo nível que a Reditus tem vindo a apresentar.

A operação de aquisição possibilitará que um terço da facturação conjunta será gerado no mercado externo.

A concretização da operação entre as duas empresas vai permitir alargar ainda, nomeadamente a promoção de oportunidades de sinergias de venda para entrar em novos sectores de actividade e áreas de negócio, bem como reforçar a presença internacional no segmento dos sistemas e tecnologias de informação.

"A junção dos dois grupos vai permitir, no caso da França, um mercado mais maduro e competitivo, e avançar para países como o Luxemburgo, Bélgica, Holanda e Áustria", salientou à Lusa o responsável da Reditus.

Angola e França são dois mercados com forte potencial, em que a Reditus quer aumentar a sua presença.

A empresa pretende ainda desenvolver uma estratégia de crescimento por aquisições, complementando "o forte crescimento orgânico", que tem registado nos últimos exercícios.

Fundada em 1966, o grupo Reditus a nível internacional tem uma participação na empresa francesa Caléo, especializada na área de engenharia electrónica, semicondutores e microelectrónica.

Já a Tecnidata divide-se em cinco áreas de actividade e negócios estando igualmente presente em Angola e França.



Título:
Enviado por: comanche em Setembro 26, 2008, 12:18:35 am
Projecto de estudantes de Ovar e Arouca conquista um dos Prémios Especiais na Dinamarca


Citar
Um dos projectos portugueses apresentados no Concurso Europeu de Jovens Cientistas, em Copenhaga (Dinamarca), da autoria de três alunos, de Ovar e Arouca, conquistou quarta-feira um dos Prémios Especiais da competição, alusivo às alterações climáticas.



Ana Beatriz Moreira, da escola de Arouca, Vasco Sá Pinto e Sérgio Almeida, da escola secundária Júlio Dinis, de Ovar, são os alunos que venceram o “Pémio do Clima". Este foi um dos Prémios Especiais, atribuídos pelo governo dinamarquês, entregues na capital daquele país, numa cerimónia no Museu Nacional.

O projecto vencedor, um dos dois que Portugal levou à competição, que termina sexta-feira, enquadra-se na área da Biologia e intitula-se “A Ameaça Xenobiótica - Paracentrotus lividus e a Barrinha de Esmoriz”. O trabalho, vencedor da última edição do concurso nacional Jovens Cientistas e Investigadores, da Fundação da Juventude, assenta num novo modelo de estudo para ecossistemas lagunares e estuarinos, utilizando bioensaios de toxicidade em ouriços-do-mar da espécie Paracentrotus lividus.

Através dos ouriços-do-mar, os estudantes conseguiram definir um novo modelo de biomonitorização (forma de avaliar a qualidade ambiental recorrendo a organismos vivos) para o ecossistema da Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos, analisando três poluentes. Após receberem o diploma do prémio, os estudantes mostraram-se, em declarações à agência Lusa, incrédulos por estar entre o lote de galardoados da noite.

“Quando disseram os nossos nomes, limitei-me a levantar da cadeira, a seguir o protocolo e a receber o diploma. Só quando me sentei é que comecei a pensar que era inesperado”, confessou Vasco Sá Pinto, de 18 anos, acabado de entrar em Medicina, no Porto. Este Prémio Especial, um dos seis atribuídos pelo país organizador da edição deste ano do concurso, enquadra-se na conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas agendada para Copenhaga, em Dezembro de 2009.

Importante para o futuro

O galardão, além da importância de que se reveste para a carreira académica e profissional dos estudantes portugueses, vai permitir que participem, durante cinco dias, nessa conferência das Nações Unidas, sendo as despesas suportadas pelo Governo dinamarquês. “A nível pessoal, é claro que este prémio só terá vantagens”, congratulou-se Vasco, interessado em permanecer ligado ao mundo da investigação científica.

Também Ana Beatriz Moreira admitiu que “não estava à espera” do prémio mas apressou-se logo a telefonar aos pais: “Já lhes contei. Também não estavam à espera e ficaram contentes”. Agora, esta “caloira” de Ciências Farmacêuticas, que sonha um dia fazer o doutoramento e especializar-se no ramo das Neurociências, acredita que a distinção pode “abrir outras portas”, nomeadamente para continuar como investigadora.

“É o reconhecimento, de terceiros e a nível internacional, do nosso trabalho. Ganhar aqui um prémio, atribuído pelos melhores cientistas do mundo, é a prova de que o projecto tem alguma qualidade e penso que, a nível académico, pode ser muito importante”, disse.

Talento português

Susana Chaves, da Fundação da Juventude, mostrou-se igualmente satisfeita pela prestação portuguesa nesta cerimónia de entrega dos Prémios Especiais. “Este prémio é mesmo muito importante para estes jovens e para o desenvolvimento das suas carreiras”, realçou, lembrando que, em anos anteriores, Portugal também tem ganho outros prémios na competição, aos quais se junta agora este: “Prova que o talento português está no bom caminho”.

O Concurso Europeu de Jovens Cientistas, cujos Grandes Prémios são entregues hoje à noite, é tutelado pela União Europeia e reúne mais de oito dezenas de projectos, de quase 200 estudantes do ensino secundário, oriundos de perto de 40 países, entre os 14 e os 21 anos.


Título:
Enviado por: comanche em Setembro 26, 2008, 11:57:20 pm
Investigação: Estudantes de Engenharia Mecânica de Coimbra ganham 1º prémio em concursos nos EUA


Citar
Guarda, 26 Set (Lusa) -- Dois alunos do Instituto Superior de Engenharia do Instituto Politécnico de Coimbra, venceram o concurso "Mastercam Wildest Parts Competition" de 2007-2008, realizado nos Estados Unidos, na categoria pós-secundário, com o trabalho intitulado "Ferrari Enzo", foi hoje anunciado.

Nuno Neves e Sílvio Gomes, alunos do terceiro ano do curso de Engenharia Mecânica, apresentaram no concurso internacional, o protótipo de um carro Ferrari Enzo e a respectiva base de suporte, à escala de 1/100.

Os dois estudantes de Coimbra, de 28 e 23 anos, utilizaram técnicas de multi-fixturing (junção de vários blocos) e mult-part assembly (junção de várias peças) para produzirem o protótipo do veículo.

Nuno Neves disse hoje à agência Lusa que o júri ficou "impressionado" com a forma como criaram "peças separadas para os eixos e as rodas maquinadas".

O estudante reconhece que a atribuição do prémio "é o reconhecimento do esforço, dedicação e empenho envolvidos", uma vez que este trabalho absorveu "bastante tempo" e criou "diversas dificuldades" que foram superadas.

Referiu que a obtenção do primeiro lugar na classificação teve um significado "ainda mais especial" pelo facto de o concurso ter decorrido nos Estados Unidos e porque "a concorrência era de elevado nível, tendo alguns grupos concorrentes alguma tradição neste tipo de eventos".

"Nunca tínhamos concorrido a nada e tínhamos uma tecnologia mais limitada do que a concorrência", referiu o estudante, acrescentando que a vitória "foi óptima".

"Foi o reconhecimento da complexidade do trabalho e pelo tempo que a sua resolução nos absorveu", disse Nuno Neves.

Indicou que só o desenho do protótipo "demorou cerca de um ano a ser feito e a construção do modelo sólido levou três a quatro meses" de trabalho.

"Esperamos que esta vitória, seja um factor de motivação e que, ao mesmo tempo, encoraje alunos e docentes a participar em iniciativas deste tipo, por forma a pôr em prática a criatividade e conhecimentos adquiridos ao longo do curso", sustentou.

"Penso voltar a participar no concurso, aumentando a qualidade e a fasquia do projecto em termos de complexidade", garantiu Nuno Neves, que deixou uma palavra de apreço e agradecimento aos docentes Fernando Simões e Paulo Amaro "pela ajuda e apoio demonstrados no decurso deste projecto".

O concurso, cujo objectivo é a concepção de uma peça através de técnicas CAD/CAM (Computer Aided Design/Computer Aided Manufacturing), é promovido pela empresa norte-americana Mastercam, CNC Software, Inc. e está aberto a qualquer aluno, grupo de alunos, ou instrutor.

Uma das exigências do concurso é que numa das partes da peça seja utilizado o programa MASTERCAM, sendo critérios de avaliação a originalidade, a qualidade das peças, o design e o acabamento das mesmas.

O prémio atribuído aos dois estudantes de Coimbra não é monetário, consistindo na atribuição de uma licença para a utilização de um determinado tipo de software, explicou Nuno Neves.

ASR.

Título:
Enviado por: comanche em Setembro 30, 2008, 11:02:40 pm
Vestuário inteligente: uma moda terapêutica


Citar
Não pensa, mas age. O vestuário inteligente está na moda e permite diversas aplicações, sendo concebido de forma a melhorar a actividade diária. Constitui um mercado que já explora possibilidades infindáveis desde a medição da temperatura corporal à monitorização dos sinais cardíacos passando pela ajuda na eliminação de toxinas.


A Universidade de Aveiro (UA) tem sido bem sucedida na área de concepção e junção de indústria têxtil com a tecnologia. A Vital Jacket é uma realidade e existem vários protótipos concebidos pelo departamento de Engenharia Electrónica e Telemática. É a peça de vestuário que monitoriza o coração em tempo real e substitui o medidor de pulso.

Luís Meireles, representante da Biodevice – empresa que comercializa o produto – asseverou que este sistema se encontrará disponível já no mês de Outubro em diversos ginásios. O equipamento é composto por uma t-shirt com um dispositivo electrónico no bolso e três eléctrodos que serão colados no peito. Inicialmente, “apenas será utilizado para desporto e lazer; posteriormente, poderá ser encontrado em clínicas e hospitais, já que identifica anomalias fazendo um diagnóstico”, avançou o empresário. Esta peça vai a caminho do mercado austríaco e americano.

O desafio tecnológico pode ir muito mais além e existem outras razões para o desenvolvimento destes engenhos. No caso dos bombeiros, por exemplo, que exercem uma profissão de risco, o Instituto de Telecomunicações da mesma Universidade, em parceria com a YDreams (companhia de soluções tecnológicas) e a Miguel Rios Design criou um fato que poderá minimizar os perigos durante o combate aos fogos.

Este equipamento monitoriza, igualmente, os sinais vitais dos utilizadores durante as operações, já foi testado em simulações e possui um conjunto de tecnologias que fornece dados em tempo real e alertas quando alguns valores saem dos parâmetros previstos.

 
Miguel Rios criou o fato que minimiza perigos no combate aos fogos
Para além destes sensores, o fato também dispõe de um sistema de telemetria, informações posicionais via GPS que podem ser desencadeadas através de um botão de emergência. Todos os elementos são enviados através de uma ligação sem fios tipo Wi-Fi para um posto de comando central, por exemplo, na Protecção Civil, para assim poder facultar socorro imediato aos intervenientes.

Infravermelhos em fibras de algodão

Durante o sono do belo ou da bela adormecida, uns lençóis que para além de aquecerem, hidratam, permitem a eliminação de toxinas ou a oxigenação dos músculos podem ser muito convenientes. Sem tecnologias e mais natural é a utilização do photon platina (uma energia de infravermelhos não nocivos, idênticos aos raios emitidos pelo sol e que são fundamentais para a manutenção da saúde e crescimento das células).

A medida, importada dos japoneses, aparece utilizada na confecção de material feito de fibra de algodão envolvido em umas mais finas de poliuretano e contém pequenas partículas de titânio e platina que emitem uma energia photon sobre as zonas do corpo cobertas pelo vestuário. As peças são diversas: camisolas, meias, palmilhas, calções, bandas elásticas e almofadas ou roupa de cama.

Os efeitos são benéficos para um melhor aquecimento das regiões envolvidas, por haver activação da circulação da pele devido à vasodilatação. Os infravermelhos podem ser benéficos para pessoas asmáticas: em alguns casos reduzem a utilização de broncodilatadores ou levam mesmo à sua suspensão.

O photon platina permite ainda a oxigenação dos músculos e cérebro, reduzir patologias osteo-articulares (artrites, artroses, osteoporose, entre outras).

Esta energia actua no maior constituinte orgânico que é água, elemento transportador de nutrientes e desperdíc ios do corpo. “A modificação estrutural das moléculas, agrupando-se em agregados mais pequenos- assinala um médico e investigador do Hospital de Santo António, no Porto - permite que os nutrientes cheguem com mais facilidade às células e favorece uma melhor eliminação das toxinas".

Fatos de banho que aumentam a rapidez dos competidores

O conceito de roupa inteligente aplica-se também a um fato de banho que aumenta níveis de competitividade e de sucesso dos desportistas. Recentemente, nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, foram usados equipamentos de natação revolucionários – o LZR Racer. Com uma tecnologia patenteada e design futurista reduzem a fricção dentro de água até dez por cento e permitem uma corrida muito mais eficaz e rápida. Aprovados pela Federação Internacional de Natação, em apenas três meses e meio, conseguiram-se 35 recordes mundiais.


 
O LZR Racer valeu a Michael Phelps oito medalhas de ouro em Pequim

Segundo Rui Mould, da Petratex, empresa criadora do produto, “foi uma explosão no mundo inteiro”, mas o material utilizado é “exclusivo e confidencial”. Os fatos não apresentam “nenhuma costura, o tecido é unido ultrassonicamente”, explicou a Ciência Hoje.

O vestuário que existe em várias cores e formatos valeu a Michael Phelps oito medalhas de ouro em Pequim e todos os nadadores que usaram a peça conseguiram arrecadar 94 por cento dos prémios.

Este mercado não existe apenas em ficção científica e mais do que roupa computorizada ou fibras de titânio e platina encara-se como um show de moda futurista. Encontram-se já estilistas internacionais a trabalhar em roupa computorizada para um desfile que será realizado em Milão, Paris e Tóquio.

Tudo isto pode ser entendido como uma espécie de migração do computador da secretária para os tecidos que vestimos. Houve já uma transição dos portáteis para a palma da nossa mão ou bolso da camisola. Será o próximo passo um engenho integrado no nosso cérebro?
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 30, 2008, 11:19:35 pm
Projecto pioneiro no mundo
Novo identificador avisa condutores de acidentes e chama socorros


Os protótipos já foram construídos e os primeiros ensaios vão ser realizados no fim do ano, num projecto da Brisa e de investigadores académicos.

Citar
Ser avisado - através do identificador com que se passa na Via Verde - de um acidente que aconteceu mais à frente, ou de uma travagem brusca de um veículo ou de um corte de estrada, vai ser uma realidade para os condutores portugueses. Mas não para já. A Brisa conta que a partir do final do próximo ano possa começar a comercializar estes equipamentos.

A nova 'caixa', cuja dimensão deverá ser idêntica à actual, está programada com uma maior capacidade de recepção e transmissão de informação. Isto permite que o dispositivo possa comunicar, não só com a antena da Via Verde mas também com outras antenas colocadas ao longo da auto-estrada, bem como os identificadores dos outros condutores que circulem na mesma via.

"A comunicação entre veículos pode atingir um raio de 5 quilómetros e permite, por exemplo, que quando um carro faz uma paragem brusca, quer por acidente ou por outro motivo, o seu identificador envie essa mensagem para os dos outros condutores", explica Sales Gomes, director do departamento de Inovação e Tecnologia da Brisa.

Outra vantagem é que estas unidades comunicam também em tempo real com antenas que estão na auto-estrada com ligação às centrais de socorro.

"Em caso de acidente com um condutor incapaz de pedir o socorro, não é preciso esperar que alguém ligue o 112. Existem nos veículos equipamentos, como o airbag, que accionam logo um sinal de alerta, o qual é recebido pelo identificador que o envia logo para a central de socorro", explica ainda este responsável. (VER VÍDEO)

A Brisa conta, para este projecto, com a colaboração de investigadores da Universidade de Aveiro e do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Toda a tecnologia e material estão a ser desenvolvidos em Portugal.

No entanto, como concessionária está associada a uma empresa norte-americana no desenvolvimento deste equipamento, será nos Estados Unidos, em Denver - onde a empresa gere uma auto-estrada - que será feito o primeiro ensaio no final deste ano.

Numa primeira fase, os EUA poderão comercializar 17 milhões destes identificadores.

Título:
Enviado por: comanche em Setembro 30, 2008, 11:23:55 pm
Parceria Portugal Brasil faz Etanol com Resíduos Agrícolas



Braga –Lusa

Citar
A Universidade do Minho (UMinho), no norte de Portugal, está desenvolvendo, em parceria com uma pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), uma tecnologia de produção de etanol a partir de subprodutos e resíduos agroindustriais, incluindo a palha da cana-de-açúcar.
 
Sandra Carvalho, do Departamento de Engenharia Biológica da Uminho, disse à Agência Lusa que o etanol pode ser produzido a partir de “resíduos da agricultura e da produção de açúcar, como da palha da cana-de-açúcar, do bagaço de cana, melaços e ainda de resíduos provenientes da indústria de papel e cervejeira.”
 
Além da professora da Uminho e de seu colega de departamento, José Teixeira, participa do trabalho a pesquisadora da USP Inês Conceição Roberto.
 
Sandra Carvalho explicou que o etanol pode ser obtido também a partir de biomassa linho-celulósica.

“A utilização dos biocombustíveis, no futuro, é inevitável.”
 
A pesquisadora destacou que o aproveitamento de resíduos e subprodutos - em Portugal, especialmente de cereais - exclui a necessidade de ocupar terrenos para produção de biocombustíveis.
 
Sandra Carvalho sustenta que “o projeto prevê a produção de 158.834 toneladas de etanol hidratado (4% água), a partir de 396.599 toneladas de resíduos agrícolas.”
 
A docente defende que a possibilidade de se recorrer a vários tipos de resíduos “torna esta tecnologia muito atrativa.”
 
A rentabilidade do processo ainda está em fase de estudo e dependerá do volume produzido. O próximo passo dos pesquisadores é encontrar empresas que queiram implementar parcerias.
 
“A tecnologia emergente é ambientalmente limpa e permite a redução das emissões gasosas,” frisou ainda a pesquisadora, para quem “a utilização dos biocombustíveis, no futuro, é inevitável.”

Título:
Enviado por: André em Outubro 01, 2008, 09:43:03 pm
Steve Ballmer elogia o "grande trabalho" da Microsoft Portugal

A Microsoft Portugal tem feito "um grande trabalho" e é um "grande exemplo do talento global dos colaboradores da empresa", afirmou à Agência Lusa o presidente da Microsoft Corporation, Steve Ballmer.

Numa entrevista por escrito, em vésperas da sua chegada a Portugal para entregar sexta-feira o prémio da "melhor subsidiária mundial da empresa" na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA) - a primeira a ser distinguida dois anos seguidos -, Steve Ballmer salientou que "a Microsoft Portugal demonstrou um incrível compromisso entre a excelência operacional e a diferenciação através de um grande trabalho com os clientes e uma grande aposta em vendas, marketing e serviços".

"O reconhecimento dois anos seguidos demonstra a profundidade do nosso compromisso e o enfoque em Portugal, e é um prazer poder reconhecer o grande trabalho em Portugal",acrescentou.

O presidente da Microsoft Corporation frisou que a empresa e o Governo português "partilham a crença de que as tecnologias de informação são um factor-chave na melhoria da competitividade do país no mercado global e na criação de uma grande oportunidade social e económica para os cidadãos".

Steve Ballmer disse ainda que a Microsoft quer ser líder no mercado de 'motores de busca' e tem "grandes condições" para ultrapassar a Google em serviços online, na área dos mapas e pesquisa de notícias.

"Estamos a trabalhar para sermos líderes de mercado, uma vez que é uma área propícia à inovação", disse o presidente executivo da Microsoft Corporation. "A Microsoft percorreu um longo caminho em pouco tempo" e está "em grande posição para ultrapassar em inovação o Google" nestas áreas, acrescentou.

Ballmer salientou, porém, que a "pesquisa é apenas uma peça de um grande puzzle". A Microsoft pretende fornecer aos seus clientes um serviço integrado que inclua pesquisas na Internet tirando vantagem do seu software e de outros serviços disponibilizados.

Outra aposta da empresa é o mercado da publicidade na internet. "A publicidade online, que se espera que atinja 55,9 mil milhões de euros em 2012, é a grande oportunidade de crescimento da empresa ", afirma o presidente da empresa.

O lançamento do Windows Vista, no início de 2007, foi a última grande inovação da Microsoft. Apesar das críticas que o novo sistema operativo mereceu, sobretudo quanto ao difícil uso de ferramentas e a incompatibilidades com outros sistemas, Steve Ballmer assegurou à Lusa que estudos da empresa junto dos clientes referem que, das 180 milhões de licenças que estão a usar o Windows Vista, "90 por cento dos utilizadores estão muito satisfeitos com o produto".

Além do prémio, os dois mais importantes executivos mundiais da Microsoft, Steve Ballmer e Jean-Philippe Courtois (presidente da Microsoft Internacional) vão participar ainda em duas conferências: "Portugal Tecnológico", promovida pelo governo português no âmbito do Plano Tecnológico, e "Dreamway", organizada pela Microsoft Portugal.

No Centro de Congressos de Lisboa juntam-se, numa sessão pública, ao primeiro-ministro português, José Sócrates, para apresentar novos projectos no sector das tecnologias de informação e fazer o balanço da execução do memorando de entendimento que a Microsoft assinou com o Governo em 2006, quando Bill Gates veio a Lisboa.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 02, 2008, 09:44:19 pm
Portugueses descobrem segredos da leucemia


Citar
Medicina. Investigadores do Instituto de Medicina Molecular descobriram que uma proteína que actua como supressora de tumores, a PTEN, fica inactiva devido ao aumento dos níveis de outra proteína, a CK2. Em última análise, o desenvolvimento de um inibidor pode permitir destruir as células malignas

Tratamento actual tem eficácia de 80% nas crianças

Uma equipa do Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, identificou um mecanismo até agora desconhecido, através do qual se de-senvolvem leucemias nos seres humanos. O trabalho, liderado por João Taborda Barata, centra-se no mau funcionamento da proteína PTEN (que normalmente actua como supressora de tumores) e pode, em última análise, levar ao desenvolvimento de uma nova terapêutica.

Antes deste estudo, que será publicado em Novembro na revista Journal of Clinical Investigation, pensava-se que a inactivação da PTEN ocorria apenas em casos de mutações genéticas da proteína. "O que este trabalho veio provar é que, para além dos genes, há outros factores que devemos ter em conta", referiu ao DN o director da Unidade de Biologia do Cancro do IMM.

De acordo com João Barata, no caso da leucemia T (uma leucemia aguda que ocorre geralmente em crianças e jovens adultos) "a maioria dos doentes analisados não apresenta lesões genéticas na PTEN". Esta proteína pode estar inactiva por dois motivos: há um aumento dos níveis de outra proteína, a CK2, e um aumento de radicais de oxigénio, ambos presentes em células normais.

"Apesar de estar lá, a PTEN está de mãos atadas e não consegue cumprir a sua função como supressora dos tumores", explicou o investigador. Na prática, esta descoberta pode levar ao desenvolvimento de inibidores da CK2, "que permitem destruir as células leucémicas sem destruir as normais".

A leucemia T é a doença maligna mais frequente em crianças nos EUA, sendo a eficácia de tratamento de 80%, quando ocorre em menores. A quimioterapia aplicada é muito agressiva e o desenvolvimento de um inibidor de CK2 poderia representar uma diminuição dos efeitos secundários a longo prazo. "É uma descoberta promissora, mas é apenas um primeiro passo de uma investigação que leva anos até a aplicação clínica", concluiu João Barata.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 07, 2008, 12:32:29 am
Tecnologias: Presidente da Toshiba em Portugal para assinar protocolo na área da educação


Citar
Lisboa, 03 Out (Lusa) - O presidente da Toshiba, Atsutoshi Nishida vai assinar um memorando de entendimento para a constituição de uma Rede de Investigação e Aprendizagem, durante uma visitar a Portugal na próxima semana disse hoje à Lusa fonte da empresa.

A empresa japonesa vai assinar um Memorando de Entendimento com a Fundação para a Ciência e Tecnologia, a UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica - Ciência Viva, e a Prológica, para a constituição da Rede de Investigação e Aprendizagem Toshiba Portugal, explicou o responsável.

No evento, que terá lugar no dia 07, será anunciado o investimento da Toshiba na Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e contará com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor e do Coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.

De acordo com a mesma fonte, Atsutoshi Nishida, que visita Portugal entre 06 e 07 de Outubro, vem também avaliar de perto o sucesso da massificação de computadores portáteis e do acesso à banda larga móvel, bem como entregar à Toshiba Portugal o prémio de 'Melhor Subsidiária'.

"Pelo segundo ano consecutivo, a subsidiária portuguesa foi reconhecida pela Toshiba Corporation como aquela que apresenta melhor performance, destacando-se das suas congéneres. Este facto levou a que o Presidente da Toshiba viesse a Portugal para compreender este 'case study' a nível mundial: os fortes níveis de crescimento registados na penetração de computadores portáteis e de banda larga móvel", afirmou o responsável.

A Toshiba é uma das empresas que participam no programa e-Escolas, que tem permitido a massificação dos computadores portáteis e do acesso à Internet em banda larga móvel entre os estudantes e professores do ensino básico e secundário em Portugal.

Em parte devido a este programa (bem como à aposta das operadoras TMN, Vodafone e Optimus na banda larga móvel), Portugal é um dos países com uma maior taxa de acesso à Internet em banda larga móvel, a nível mundial.

Da agenda de Atsutoshi Nishida constam ainda audiências com o Primeiro-Ministro José Sócrates e com o Presidente da República, Cavaco Silva, bem como "a assinatura de um protocolo com o Ministério da Ciência e Tecnologia e com o Plano Tecnológico que prevê investimentos ao nível da educação", acrescentou.

A visita do presidente da Toshiba é a terceira a Portugal, nos últimos meses, por parte de responsáveis de empresas de alta tecnologia, após as visitas do presidente da Microsoft, Steve Ballmer (na quinta-feira) e da presidente da Xerox, Ursula Burns (em Setembro).

Tal como o presidente da Toshiba, Balmer e Burns assinaram protocolos com o Governo português tendo como pano de fundo a sociedade de informação e o Plano Tecnológico
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 07, 2008, 09:10:15 pm
Medalha de prata e três menções honrosas para equipa portuguesa nas Olimpíadas de Física

Citar
A estudante brasileira Mariana Lima foi a vencedora absoluta da XIII Olimpíada Ibero-americana de Física, que decorreu na cidade mexicana de Morelia, de 27 de Setembro a 3 de Outubro. Esta competição, destinada a alunos finalistas do ensino secundário, consiste numa prova teórica e numa prova experimental de Física e reuniu este ano 68 estudantes de 19 países.



A delegação portuguesa no México foi liderada por Fernando Nogueira e Rui Vilão, que fazem um balanço positivo da prestação nacional: “Todos os estudantes portugueses arrecadaram um prémio, tendo o estudante José Ribeiro ficado muito próximo da medalha de ouro.”

Os docentes da FCTUC reconhecem que “a prova foi de bom nível, especialmente a prova teórica, que incidiu exclusivamente sobre assuntos ignorados pelos programas oficiais do ensino secundário. Os prémios obtidos são um reconhecimento do esforço destes jovens, que trabalharam arduamente ao longo do ano para consolidar e expandir os seus conhecimentos de Física”.

A lista dos estudantes portugueses é a seguinte:

José Miguel Ferreira Ribeiro (E.S. Carlos Amarante, Braga) – Medalha de Prata
João Luís Granja da Costa (E.S. Carlos Amarante, Braga) – Menção Honrosa
Diogo Bernardo Lacerda Queiroz Almeida (Colégio Luso-Francês, Porto) -  Menção Honrosa
Ricardo Miguel Fonseca Gomes de Campos (E.S. Dr. Joaquim de Carvalho, Figueira da Foz) – Menção Honrosa
As Olimpíadas de Física são uma actividade promovida pela Sociedade Portuguesa de Física com o patrocínio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior através da Agência Ciência Viva e do Ministério da Educação. O treino da equipa decorreu no Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, integrado nas actividades da escola Quark! de Física para jovens.
Título:
Enviado por: André em Outubro 08, 2008, 06:14:46 pm
Cientistas prevêem divulgar "medição precisa" da altitude dentro de semanas

(http://scienceguy288.files.wordpress.com/2008/02/kili.jpg)

Investigadores de vários países que pretendem obter a "medição precisa" da altitude do Quilimanjaro "atingiram com êxito" o cume da montanha mais alta de África, disse hoje à Agência Lusa o português Rui Fernandes, que coordena o projecto.

Rui Fernandes adiantou que a expedição regressou hoje à base, em Moshi, a cidade tanzaniana mais próxima do Quilimanjaro, prevendo que os resultados da missão científica sejam anunciados "dentro de duas a três semanas".

A maior parte dos dados necessários foram recolhidos terça-feira, a partir das 07:00 locais (05:00 em Portugal), momento da chegada ao topo da montanha, o pico Uhuru, onde alguns membros da equipa permaneceram cerca de cinco horas em observações.

Dos oito membros do grupo que deveria escalar o Quilimanjaro, dois não conseguiram chegar ao cimo, devido a vários factores adversos, designadamente frio, vento e escassez de oxigénio, além do cansaço, já que cerca de 30 quilómetros do trajecto foram percorridos a pé, incluindo igual distância no regresso.

"Tivemos alguns contratempos. Nada que não seja habitual neste tipo de missões", declarou hoje à Lusa Rui Fernandes, que representa no projecto o Instituto Geofísico Infante D. Luiz, de Lisboa.

A expedição "Kili2008" integra 14 investigadores de vários países, seis dos quais são portugueses.

"Os verdadeiros heróis desta missão foram os carregadores", afirmou Rui Fernandes, salientando a resistência e empenho dos trabalhadores autóctones contratados pela equipa, um dos quais aguentou as cinco horas de permanência no cume.

A chegada foi assinalada com a colocação de uma placa metálica alusiva à "Kili2008", a que juntaram o anunciado brinde com "Licor Beirão", uma das entidades que patrocinaram a iniciativa.

O brinde foi dedicado, em especial, à Fundação para a Ciência e Tecnologia, cujo apoio "foi determinante" para o êxito da missão, segundo Rui Fernandes.

As anteriores medições do pico Uhuru, o ponto mais elevado do Quilimanjaro, efectuadas no século XX, na época colonial e nos anos 90, esta última através de GPS, ditaram dois valores diferentes para a sua altitude - 5.895 e 5.892 metros -, resultados que ainda hoje são questionados entre os especialistas.

"O Quilimanjaro é a montanha mais alta do mundo onde se pode caminhar até ao topo", disse Rui Fernandes, engenheiro geográfico e docente do Departamento de Informática da Universidade da Beira Interior (UBI).

A expedição, que conta com patrocínios de instituições nacionais e estrangeiras, públicas e privadas, deverá permitir uma "medição precisa" da altitude, a partir de cálculos científicos "nunca antes realizados".

Os novos cálculos científicos, segundo Rui Fernandes, deverão demonstrar a sua altitude "com uma precisão nunca antes obtida".

Os restantes patrocinadores do projecto são a Câmara Municipal da Lousã, a agência de viagens Paneuropa e a Trimble, uma marca norte-americana de equipamentos de precisão.

Participam institutos de investigação da Universidade do Algarve, Coimbra, Porto e Beira Interior.

O projecto envolve ainda entidades da Tanzânia, Quénia, Egipto e Holanda.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 08, 2008, 11:53:26 pm
A new improved gene therapy can be the first treatment for Machado-Joseph disease



Citar
Portuguese, Swiss and French researchers show, for the first time, that is possible to inhibit, in a living organism, the mutated copies of a gene without affecting any existing normal copies of the same gene. The research, to appear in the 8th of October edition of the journal PLoS One, describes how scientists successfully used the approach in rats to reverse the symptoms of Machado Joseph Disease (MJD), an untreatable and potentially fatal neurodegenerative disease. If these results can be transferred to humans – and the method is shown to work on isolated human cells - it can, not only become the first available treatment for MJD, but also open the door to promising new safer and more efficient gene therapy for other neurodegenerative disorders, such as Alzheimer’s or Parkinson’s disease.

Título:
Enviado por: comanche em Outubro 08, 2008, 11:57:26 pm
Crioestaminal colabora com Instituto Superior Técnico em projecto sobre células estaminais


Citar
Os laboratórios da Crioestaminal e o grupo do Prof. Joaquim Sampaio Cabral do Instituto Superior Técnico (IST) estabeleceram uma colaboração num projecto intitulado “Expansão de células estaminais do sangue do cordão umbilical”. Esta investigação pretende assegurar a possibilidade de, em caso de necessidade, aumentar o número de células estaminais existentes no sangue do cordão umbilical para transplantes em adultos.

Definir as condições ideais para aumentar a quantidade de células estaminais existentes no sangue do cordão umbilical, mantendo as suas propriedades regenerativas é um dos grandes objectivos deste projecto. O grupo de investigadores liderados pelo Prof. Joaquim Cabral espera que, a médio prazo, se possam utilizar células estaminais expandidas em laboratório, o que permitirá alargar a sua utilização a um maior número de pacientes ou em mais do que uma aplicação terapêutica.

Para Raul Santos, Administrador da Crioestaminal, “Esta parceria reveste-se de uma extrema importância uma vez que as células estaminais têm um potencial incalculável, e a investigação no sentido de as multiplicar permitirá ampliar os benefícios que podem oferecer, potenciando a sua utilização”.

O método consiste “na multiplicação de células estaminais e/ou a sua diferenciação em condições controladas em sistemas de biorreactores, como alternativa aos sistemas tradicionais de cultura, como sendo as placas de Petri, por forma a produzir células em número suficiente para uma possível aplicação clínica”, esclarece o Professor Joaquim Cabral, responsável pelo grupo do IST. O Professor sublinha ainda que “existe claramente a necessidade de definir como investigação prioritária a área de células estaminais ao nível nacional, quer no domínio da biologia fundamental, quer da bioengenharia”.
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 09, 2008, 11:20:02 pm
Vamos ver s este post fica. Pus um sobre a Autoeuropa encerrar por uns dias e acho q foi removido.

Fico contente, por ter conseguido passar à frente do André e do comanche em um notícia, pelo menos. :D

Citar
O presidente da Microsoft esteve em Portugal para assinar dois novos memorandos de entendimento com o Governo português e assumir uma parceria estratégica no âmbito da iniciativa «Magalhães». Pelo meio, teve tempo para elogiar uma empresa portuguesa.

VEJA AQUI O VÍDEO

Trata-se da Mobicomp, que foi adquirida pelo gigante informático em Junho, e já prepara conteúdos para telemóveis a nível mundial. «A Mobicomp é uma empresa líder mundial e já funciona como centro de pesquisa para a Microsoft, estando baseada em Portugal. Trata-se de uma companhia que trouxe talento e inovação para a Microsoft», disse Steve Ballmer.

Ouça aqui o programa de tecnologia do PortugalDiário no Rádio Clube Português em que se falou da Mobicomp, entre outros assuntos, copiando este código para o seu agregador. Também pode fazê-lo através do iTunes pesquisando pela palavra podtec.

Carlos Oliveira, presidente da Mobicomp, agradece o elogio e promete retribuir com trabalho: «Essas palavras são sinal de reconhecimento que se pode fazer tecnologia em Portugal com impacto no mundo. É com grande orgulho que se houve este tipo de elogios, pois também é um reconhecimento do trabalho feito».

Steve Ballmer deu espectáculo à americana em Lisboa (vídeo)

Neste momento, a empresa de Braga está em «fase de total integração», procurando «trabalhar em novos produtos, muito relevantes na estratégia da mobilidade, com lançamento nos próximos meses a nível mundial», disse ao PortugalDiário.



http://diario.iol.pt/tecnologia/podtec- ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/podtec-microsoft-mobicomp-tecnologia/1000508-4069.html)

Babes, queremos babes.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 09, 2008, 11:44:07 pm
Investigadora da U.Minho distinguida no Concurso Young Persons’ World Lecture Competition

Citar
Anabela Alves Pinto,  investigadora do Grupo 3B’s da Universidade do Minho, conseguiu o 2º lugar no Concurso Young Persons’ World Lecture Competition (Concurso Internacional para Melhor Palestra, dirigido a jovens investigadores), uma competição mundial lançada em 2005 pelo Institute of Materials, Minerals and Mining (IOM3 - Instituto de Materiais, Minerais e Tecnologias Mineiras) com o objectivo principal de juntar jovens palestrantes provenientes de todo o mundo e assim conseguir eleger a melhor palestra na área dos materiais, minerais e tecnologias mineiras.



Este prémio foi o reconhecimento do trabalho entitulado: Valorization of renewable marine residues: Converting natural biopolymers into potential biomaterials for tissue engineering applications (Valorização de resíduos renováveis de origem marinha: Conversão de biopolímeros naturais em potenciais biomateriais para aplicações em engenharia de tecidos), que em suma tem como objectivo estudar as capacidades e as possíveis aplicações dos resíduos marinhos renováveis para utilização como biomateriais e suportes para engenharia de tecidos.Ao explorar estas estratégias, pode-se assim estabelecer uma ponte para a gestão de resíduos de origem marinha e torna-se também possível satisfazer as necessidades de um mercado de tecnologias biomédicas cada vez mais emergente.

Este trabalho teve essencialmente origem no projecto trans-fronteiriço PROTEUS, aprovado no âmbito do Programa de Iniciativa Comunitária INTERREG III A Cooperação Transfronteiriça Portugal-Espanha, e coordenado pelo Grupo de Investigação 3B’s. A Anabela foi inserida desde a sua entrada no Grupo neste ambicioso projecto que tem como objectivo e tema principal a Conversão de recursos naturais e resíduos marinhos em produtos de valor acrescentado para aplicação industrial.

Anabela Alves nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1981. Licenciou-se em Biologia na Universidade de Aveiro e em 2007 conseguiu uma bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) para investigação no Grupo 3B’s da Universidade do Minho com o tema “Development of innovative tissue engineering scaffolds from algae polysaccharides” (Desenvolvimento de suportes poliméricos inovadores para engenharia de tecidos humanos a partir de polissacarídeos de algas), trabalho esse supervisionado por Rui L. Reis, Director do 3B’s e por Rui Amandi de Sousa, investigador auxiliar do 3B’s.

Trata-se de um feito único conseguir este prémio de nível internacional atribuído por um dos Institutos mais reconhecidos nesta área, particularmente tendo em atenção o papel que o mesmo representa perante os vários grupos de Investigação na área de Materiais que existem em todo o mundo.

Este prémio prestigia assim um trabalho de grande qualidade levado a cabo pela investigadora e pelo grupo 3B’s, permitindo que se destacasse mesmo em competição com inúmeros trabalhos de qualidade realizados por outros grupos de excelência, espalhados por várias instituições a nível mundial.

Mais detalhes sobre o grupo 3B´s e as suas actividades, bem como sobre as suas novas instalações (ocupadas em Agosto de 2008) que são a sede do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa, podem ser encontrados em: http://www.3bs.uminho.pt/ (http://www.3bs.uminho.pt/)

Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 10, 2008, 07:27:31 pm
Mais outra notícia sobre o grande grupo 3Bs.
http://diario.iol.pt/tecnologia/cortica ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/cortica-investigacao-grupo-amorim-tecnologia-ambiente/1000827-4069.html)

"Cortiça para combater derrames de crude ou ajudar a vencer nas olimpíadas"

Citar
A utilização da cortiça para absorção de derrames de crude e o aproveitamento dos seus componentes para a indústria alimentar, de cosméticos ou farmacêutica são projectos em estudo pela Corticeira Amorim no âmbito da aposta da empresa na inovação, noticia a Lusa.

Em carteira está também o lançamento de um «grande projecto nacional» de sequenciação do genoma do sobreiro, destinado a aperfeiçoar esta espécie e desenvolver árvores mais resistentes a secas e pragas e capazes de assegurar uma maior produção de cortiça.
«A cortiça tem características intrínsecas que permitem um conjunto de aplicações completamente diferentes das tradicionais. Neste seminário estamos a desafiar a comunidade científica para participar na nova postura que a Corticeira Amorim tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos», afirmou António Rios de Amorim.

«Quem não inova tem um futuro limitado e nós vamos continuar a investir fortemente no desenvolvimento das aplicações actuais, mas também procurar novas aplicações, porque achamos que a cortiça tem mais para dar do que o que deu até hoje», afirmou António Amorim.

«Negócio de futuro»

No que respeita às novas utilizações da cortiça, António Amorim afirma que «o objectivo é criar um negócio de futuro, que hoje ainda não existe» e destaca que «esperar resultados demasiado imediatos em trabalho de investigação é limitar o seu potencial».

A Corticeira Amorim criou, em Outubro de 2003, um modelo de inovação único em que contratou para os seus quadros um cientista de referência - Rui Reis, professor da Universidade do Minho e director do grupo de investigação 3Bs (biomateriais, biodegradáveis e biomiméticos) - e simultaneamente assinou um protocolo com aquela universidade para criação de uma equipa totalmente dedicada à investigação em cortiça.

«Novas aplicações»

Em declarações à agência Lusa à margem do seminário, Rui Reis adiantou que esta equipa, por si liderada, está «a criar a base para desenvolver novas aplicações nunca pensadas em cortiça».

«Estamos a usar a cortiça como material de absorção de derrames de crude, por exemplo, onde tem demonstrado ter propriedades muito interessantes, mas também descobrimos que podemos expandir a cortiça, aumentando o seu volume, mas mantendo as suas propriedades, o que aumenta o negócio e permite outro tipo de aplicações», explicou.

Em fase experimental ou pré-industrial estão também projectos como a produção de colas ou vernizes a partir da cortiça e a extracção, através de tecnologias muito evoluídas (denominados supercríticos) de determinados componentes da cortiça com propriedades biológicas «muito interessantes».

Como exemplo, Rui Reis apontou propriedades antioxidantes, com utilização potencial na indústria alimentar, de cosméticos e farmacêutica, e propriedades anti-inflamatórias, também passíveis de um dia virem a ser usadas na indústria farmacêutica.

Em curso está também um projecto de mistura de cortiça com plásticos - mediante o desenvolvimento de determinados químicos a partir da cortiça que a ligam ao plástico - que permite a criação de compósitos com «propriedades especiais».

Sector automóvel

No sector automóvel, em resultado da investigação em curso na Amorim, foi já apresentado pela Mercedes um protótipo (S700) com o interior totalmente feito em material de cortiça.

De acordo com Rui Reis, o material usado neste protótipo revelou «excelentes propriedades de resistência ao som e muitos menos vibrações», para além de um «toque muito interessante e uma imagem natural».

Já no mercado, está um kaiak com interior em cortiça, considerado «o melhor kaiak de competição» e no qual foram conquistadas «a maior parte das medalhas olímpicas».


Já agora, Portugal tem um dos melhores fabricantes de kayaks do mundo. No entanto, n m lembro do nome da empresa e estou com preguiça para procurar.
Título:
Enviado por: André em Outubro 10, 2008, 07:34:00 pm
Citação de: "Chicken_Bone"
Mais outra notícia sobre o grande grupo 3Bs.
http://diario.iol.pt/tecnologia/cortica ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/cortica-investigacao-grupo-amorim-tecnologia-ambiente/1000827-4069.html)

"Cortiça para combater derrames de crude ou ajudar a vencer nas olimpíadas"

Citar
A utilização da cortiça para absorção de derrames de crude e o aproveitamento dos seus componentes para a indústria alimentar, de cosméticos ou farmacêutica são projectos em estudo pela Corticeira Amorim no âmbito da aposta da empresa na inovação, noticia a Lusa.

Em carteira está também o lançamento de um «grande projecto nacional» de sequenciação do genoma do sobreiro, destinado a aperfeiçoar esta espécie e desenvolver árvores mais resistentes a secas e pragas e capazes de assegurar uma maior produção de cortiça.
«A cortiça tem características intrínsecas que permitem um conjunto de aplicações completamente diferentes das tradicionais. Neste seminário estamos a desafiar a comunidade científica para participar na nova postura que a Corticeira Amorim tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos», afirmou António Rios de Amorim.

«Quem não inova tem um futuro limitado e nós vamos continuar a investir fortemente no desenvolvimento das aplicações actuais, mas também procurar novas aplicações, porque achamos que a cortiça tem mais para dar do que o que deu até hoje», afirmou António Amorim.

«Negócio de futuro»

No que respeita às novas utilizações da cortiça, António Amorim afirma que «o objectivo é criar um negócio de futuro, que hoje ainda não existe» e destaca que «esperar resultados demasiado imediatos em trabalho de investigação é limitar o seu potencial».

A Corticeira Amorim criou, em Outubro de 2003, um modelo de inovação único em que contratou para os seus quadros um cientista de referência - Rui Reis, professor da Universidade do Minho e director do grupo de investigação 3Bs (biomateriais, biodegradáveis e biomiméticos) - e simultaneamente assinou um protocolo com aquela universidade para criação de uma equipa totalmente dedicada à investigação em cortiça.

«Novas aplicações»

Em declarações à agência Lusa à margem do seminário, Rui Reis adiantou que esta equipa, por si liderada, está «a criar a base para desenvolver novas aplicações nunca pensadas em cortiça».

«Estamos a usar a cortiça como material de absorção de derrames de crude, por exemplo, onde tem demonstrado ter propriedades muito interessantes, mas também descobrimos que podemos expandir a cortiça, aumentando o seu volume, mas mantendo as suas propriedades, o que aumenta o negócio e permite outro tipo de aplicações», explicou.

Em fase experimental ou pré-industrial estão também projectos como a produção de colas ou vernizes a partir da cortiça e a extracção, através de tecnologias muito evoluídas (denominados supercríticos) de determinados componentes da cortiça com propriedades biológicas «muito interessantes».

Como exemplo, Rui Reis apontou propriedades antioxidantes, com utilização potencial na indústria alimentar, de cosméticos e farmacêutica, e propriedades anti-inflamatórias, também passíveis de um dia virem a ser usadas na indústria farmacêutica.

Em curso está também um projecto de mistura de cortiça com plásticos - mediante o desenvolvimento de determinados químicos a partir da cortiça que a ligam ao plástico - que permite a criação de compósitos com «propriedades especiais».

Sector automóvel

No sector automóvel, em resultado da investigação em curso na Amorim, foi já apresentado pela Mercedes um protótipo (S700) com o interior totalmente feito em material de cortiça.

De acordo com Rui Reis, o material usado neste protótipo revelou «excelentes propriedades de resistência ao som e muitos menos vibrações», para além de um «toque muito interessante e uma imagem natural».


http://www.youtube.com/watch?v=D_gecqWJPx8 (http://www.youtube.com/watch?v=D_gecqWJPx8)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 10, 2008, 08:08:50 pm
:D
Está muito fixe!

"Rob Schneider is a stapler" - Southpark. :D

Bem, para só não colocar tretas fora de tópico, aqui vai o site dos 3Bs http://www.3bs.uminho.pt/ (http://www.3bs.uminho.pt/)

este é da  "spin-off" q saiu do grupo: http://www.stemmatters.com/ (http://www.stemmatters.com/) e aqui http://www.stemmatters.com/index.php?val=media (http://www.stemmatters.com/index.php?val=media) tem as várias noticias sobre a empresa.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 11, 2008, 12:42:19 am
Investigadores portugueses descobrem segredo do vírus do herpes


Citar
Um grupo de investigadores portugueses conseguiu pela primeira vez demonstrar experimentalmente que basta ao sistema imunológico reconhecer um pequeno fragmento de uma das muitas proteínas que existem no vírus herpes para desencadear a partir daí uma resposta imunitária e controlar a infecção.



O trabalho, realizado por uma equipa chefiada pelo virologista Pedro Simas, do Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, é publicado hoje na revista PloS Pathogens, e tem implicações para a medicina. "Se funciona assim em ratinhos, é de supor que o mesmo processo ocorra também nos seres humanos, o que abre portas a estudos nesta área", afirmou Pedro Simas.

Os investigadores usaram ratinhos e um vírus herpes para mostrar como a força de um vírus também pode depender de nós. É que, de acordo com o estudo divulgado hoje, “o grau de severidade de uma infecção viral provocada por um vírus herpes depende de uma pequena região proteica viral que é reconhecida especificamente por células T (do sistema imunitário) dos indivíduos infectados”. Esta observação abre novas possibilidades para adaptar as estratégias terapêuticas aos doentes. Trata-se de um “ conhecimento valioso”, nota o investigador sublinhando a importância de conhecer o ciclo de vida dos vírus e os seus pontos críticos nas células para os melhor poder combater.

O estudo foi desenvolvido na Unidade de Patogénese Viral do IMM, em Lisboa, e contou com a colaboração de um investigador da Universidade de Cambridge, Reino Unido. Sabemos que quanto maior a carga viral, mais severa a infecção. Sabemos isso, por exemplo, quando falamos em doenças como as graves infecções virais persistentes que nos podem afectar, o VIH, os herpes e as hepatites B e C. O que ainda não conseguimos perceber é por que é que a carga viral varia tanto de pessoa para pessoa.

Com base nos resultados obtido, a equipa investiga agora a possibilidade de desenvolvimento de vacinas terapêuticas para combater patologias associadas a infecções por vírus herpes, tais como linfomas.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 11, 2008, 12:44:55 am
Adesão ao Prémio ZON supera expectativas


Citar
Superando as melhores expectativas, o Prémio ZON Criatividade em Multimédia, maior prémio monetário atribuído em Portugal, recebeu mais de 100 candidaturas.


"A informação que recolhemos, antes de lançar a iniciativa, apontava para 30 candidaturas como um excelente resultado para a primeira edição de um prémio com estas características. Como somos ambiciosos, colocámos a fasquia nas 50 candidaturas, o que foi por muitos considerado ilusório. Afinal, conseguimos mais que duplicar essa marca", refere Paulo Camacho, da comissão de organização do Prémio ZON Criatividade em Multimédia.

A categoria Conteúdos Multimédia foi de longe a que mais cativou os concorrentes, com 42 candidaturas, seguida pelas categorias Curtas-metragens e Aplicações, ambas com 34 trabalhos a concurso. Comprovou-se ainda a transversalidade e multidisciplinaridade desta iniciativa, tendo sido recebidas candidaturas de todos os pontos de país, algumas provenientes de empresas e instituições, outras, a título individual, e muitos trabalhos académicos.

As candidaturas estão neste momento a ser escrutinadas pelas Comissões Técnicas especializadas em cada área. Os trabalhos que passarem o exigente crivo destas comissões serão expostos ao júri, formado por representantes da Empresa e personalidades de reconhecida competência nos domínios da criatividade e inovação:

Categoria Conteúdos Multimédia: José Alberto Carvalho (RTP), Pimenta Alves (Universidade do Porto/ CoLab), António Câmara (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Univ. Nova de Lisboa/ CoLab), Nuno Cintra Torres (ZON Conteúdos);

Categoria Aplicações: José Encarnação (Fundação Fraunhofer), Nuno Correia (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Univ. Nova de Lisboa/ CoLab), Manuel Sequeira (ZON Multimédia);

Categoria Curtas-metragens: Leonor Silveira (ICA), Mário Augusto (SIC), Antunes João (ZON Lusomundo);

Os três vencedores das três categorias, de onde sairá o galardoado com o grande Prémio ZON, serão conhecidos no início de Dezembro.

O Prémio ZON Criatividade em Multimédia tem um valor pecuniário total de 200 mil euros. Os vencedores receberão ainda bolsas de investigação com estadia na Universidade de Austin, no Texas.

De referir ainda que os projectos com maior potencial de negócio serão avaliados pelo IAPMEI, podendo vir a ser dotados dos instrumentos financeiros necessários para transformar uma boa ideia num projecto empresarial.

A ZON congratula-se com a grande adesão ao Prémio e com a qualidade dos trabalhos apresentados, o que reforça o empenho da empresa em prosseguir com esta iniciativa durante os próximos anos. A ZON pretende assim desempenhar um papel cada vez mais relevante na descoberta de novos talentos e novas ideias, na promoção de novos projectos empresaria e na dinamização das indústrias multimédia em Portugal.

Recorde-se o Prémio ZON Criatividade em Multimédia apenas foi lançado em Abril de 2008, tendo conseguido, em tempo record, impor-se como uma das iniciativas de maior relevo no sector Multimédia nacional.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 11, 2008, 11:09:13 pm
Caçador de máquinas celulares

O cientista português que trocou os EUA por Cantanhede

André Valente criou uma receita matemática que torna mais rápida a descoberta da cura de muitas doenças.

Citar
O cientista português que trocou os EUA por Cantanhede
André Valente criou uma receita matemática que torna mais rápida a descoberta da cura de muitas doenças.
 

André Valente licenciou-se em Engenharia Física na Universidade de Cornell e doutorou-se em Matemáticas Aplicadas na Universidade de Harvard (EUA)
O que leva um cientista português a deixar o Instituto Nacional do Cancro dos EUA, instalado num "campus" em Washington com mais de 20 mil investigadores, para trabalhar na pequena cidade de Cantanhede?

À primeira vista parece incompreensível, mas André Valente, de 34 anos, está a fazer descobertas inéditas a nível mundial aplicando a matemática às ciências da vida, e em Portugal encontrou todas as condições para prosseguir a sua carreira na Unidade de Sistemas Biológicos do Biocant, o único parque de ciência e tecnologia nacional inteiramente dedicado à biotecnologia.

"Hoje em dia, desde que haja condições, é possível fazer investigação de ponta a nível mundial em qualquer parte do mundo, porque os cientistas trabalham em rede e estão em contacto permanente uns com os outros", explica André Valente ao Expresso. De facto, ele acaba de submeter nos EUA, juntamente com o seu colega Yuan Gao, da Virginia Commonwealth University (em Richmond, Virgínia), duas patentes que podem acelerar a cura de muitas doenças.

A primeira diz respeito a uma nova receita matemática - um algoritmo, ou seja, uma sequência de instruções com várias fórmulas matemáticas - que permite pela primeira vez descobrir com uma margem de erro reduzida e a uma escala industrial, interacções entre as proteínas das células que abrem potencialmente novos caminhos para a descoberta da cura das mais variadas doenças.

Proteínas do glaucoma e da miopia extrema ligadas

A segunda patente resulta da anterior: André e Yuan concluíram que existe uma relação entre as proteínas que estão na origem, quando não funcionam bem, de duas doenças dos olhos, o glaucoma e a miopia extrema, o que abre boas perspectivas de tratamento com novos medicamentos. A chave está no estudo de 210 complexos de proteínas conhecidos por máquinas celulares, a maioria deles descobertos pelo novo algoritmo.

Tradicionalmente, uma equipa de investigação estudava apenas uma proteína durante anos, ou muito poucas de cada vez. Era um trabalho detalhado, fiável, em profundidade, mas não permitia compreender o funcionamento global de uma célula humana. Mas tudo mudou com os desenvolvimentos experimentais e teóricos dos últimos anos e com a sequenciação do genoma humano, que permitiram pela primeira vez juntar esses dados separados para chegar a uma visão global.

O desenvolvimento de técnicas experimentais para recolher interacções entre proteínas de uma forma sistemática permitiu que a investigação avançasse muito mais rapidamente, tendo sido descobertas 1000 a 2000 interacções em células humanas.

"Este número já é cerca de 1% do grande "puzzle", o que significa que pela primeira vez temos o princípio de um mapa da rede global de interacções entre proteínas com técnicas que encaixam milhares de peças, o que está a criar grande entusiasmo entre a comunidade científica", explica André Valente. Só que o aumento da quantidade degrada a qualidade, e as técnicas de recolha de interacções "têm uma uma margem de erro que chega a ser superior a 50%".

E é aqui que entra o novo algoritmo, que permite o tratamento de muitos dados sobre as proteínas humanas, mas com a elevada fiabilidade dos métodos tradicionais em que só se estudavam interacções uma a uma. Para já, é a relação das proteínas do glaucoma e da miopia extrema que foi objecto de uma patente. Mas há outras máquinas celulares descobertas por André Valente que podem ter grande potencial. Uma delas contém sete proteínas associadas a doenças cardiovasculares, entre elas o enfarte do miocárdio.


DE HARVARD A CANTANHEDE  


André Valente licenciou-se em Engenharia Física na Universidade de Cornell e doutorou-se em Matemáticas Aplicadas na Universidade de Harvard (EUA), onde mais tarde foi investigador no Dana-Farber Cancer Institute. Antes de regressar a Portugal estava no famoso National Cancer Institute, em Washington. Com vários artigos publicados em revistas de referência mundial, como a 'Physical Review Letters', André chega ao Biocant Park, em Cantanhede, através da Universidade de Coimbra, onde é contratado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular.

Este centro vai transferir toda a área de investigação ligada à biotecnologia para o Biocant, um pequeno mas dinâmico parque de ciência e tecnologia inaugurado em 2006 e com ambiciosos planos de expansão, que incluem desde o início actividades de divulgação ao público (nesta foto André surge no Centro de Ciência Júnior, visitado por milhares de jovens). Carlos Faro, director do Biocant, considera que André Valente "provou que é possível fazer ciência de elevada qualidade, de vanguarda, e ao mesmo tempo conseguir duas patentes com aplicação empresarial". De facto, vai ser constituída uma empresa global com base nessas patentes, "que será o primeiro "spin-off" da actividade do Biocant".
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 11, 2008, 11:20:37 pm
Mar serve de inspiração a linha têxtil

Citar
Inovação. Criar uma linha de novos materiais para utilização em condições extremas é o mais recente projecto do departamento de têxteis do futuro do Citeve. A Marinha foi convidada a participar pela sua experiência no terreno
O Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve) convidou a Marinha Portuguesa a participar no seu mais recente projecto - o desenvolvimento de uma linha de materiais inovadores para utilização em condições extremas, entre as quais a agressividade do meio e as baixas temperaturas a que os elementos deste corpo militar estão sujeitos. Uma iniciativa que se insere numa linha de investigação em biónica sobre as ciências do mar, explicou ao DN Fernando Merino, director do Departamento de Têxteis do Futuro do Citeve, à qual a Marinha se irá associar "dando conselhos técnicos".

O Citeve é líder de uma rede de competência em biónica sobre as ciências do mar que junta biólogos e investigadores ligados ao mar e aos têxteis com o intuito de "identificar espécies no mar que representem conceitos que possam ser transferidos para a indústria têxtil", explica Fernando Merino. Pense-se nas características de impermeabilidade e enorme resistência a temperaturas muito baixas de alguns pássaros que mergulham no mar, por exemplo. Ou na pele de um tubarão. Isso é a biónica. E imagine-se quão útil essas características poderiam ser em situações como trabalhos em plataformas petrolíferas ou outros.

A rede, para já, é de âmbito regional, com sede no Centro, mas o objectivo é a sua internacionalização. A 3 e 4 de Novembro, na Universidade de Aveiro, realizar-se-á o I Simpósio Internacional sobre Biónica, para o qual serão convidadas individualidades nacionais e internacionais na área da arquitectura, design e têxteis, e no qual o Citeve irá apresentar, publicamente, os projectos que quer desenvolver.

Foi no âmbito destas parcerias que o Citeve endereçou ao Chefe de Estado Maior da Armada para que a Marinha Portuguesa pudesse estar representada no Fórum dos Têxteis do Futuro, através do Corpo de Fuzileiros, para acções de demonstração. O Fórum, que decorreu terça e quarta-feira no Porto, no âmbito da feira Modtíssimo, é uma parceria do Citeve e da Associação Selectiva Moda e permite tomar conhecimento de algumas das mais recentes inovação das indústria têxtil nacional, que crescentemente vem apostando no segmento dos têxteis técnicos e funcionais pelo valor acrescentado que aporta. E se é certo que representa, ainda, uma fatia muito diminuta no bolo geral das vendas das empresas, não é menos verdade que se trata de artigos com grande procura de clusters de elevado potencial competitivo, como o automóvel e a saúde.

São 12 as categorias de aplicações dos têxteis técnicos e funcionais, sendo que em Portugal existem 66 empresas que se dedicam a estes produtos. No entanto, e apesar de disporem de "um leque de produtos e de tecnologias bem amplo, cobrindo todo o tipo de aplicações", estas especializaram-se preferencialmente apenas em seis categorias. São elas os equipamentos e componentes de desporto e lazer, componentes técnicos de vestuário e calçado, protecção pessoal e de bens, saúde e higiene, componentes técnicos de mobiliário, decoração e revestimentos e , por fim, o uso de fibras têxteis nos transportes, designadamente no sector automóvel.

Números sobre o consumo de têxteis técnicos em Portugal ainda não há. No entanto, a nível mundial sabe-se que este segmento representa cerca de 35% do consumo global de têxteis. As previsões apontam para que o mundo utilize 23,774 milhões de toneladas de têxteis técnicos e funcionais em 2010 , das quais apenas 400 mil na área da protecção ambiental. O grosso do consumo - 3,606 milhões de toneladas - será precisamente para o sector das embalagens industriais e de consumo doméstico. Em termos de crescimento ao ano, os geotêxteis e os têxteis para a engenharia civil são os se prevê que registem maiores crescimentos, na ordem dos 5,3%, seguidos dos destinados à arquitectura e construção.

Contudo, quando a análise é realizada em função do valor gerado, descobre-se que é o subsegmento dos transportes, com 29, 282 mil milhões de dólares, que maior valor acrescentado gera. No total das 12 categorias, prevê-se que o consumo mundial em 2010 gere 127,2 mil milhões de dólares. |
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 11, 2008, 11:30:43 pm
Mobicomp, a empresa portuguesa que encanta a Microsoft

Steve Ballmer elogia companhia de Braga, que promete ser fenómeno mundial

Citar
presidente da Microsoft esteve em Portugal para assinar dois novos memorandos de entendimento com o Governo português e assumir uma parceria estratégica no âmbito da iniciativa «Magalhães». Pelo meio, teve tempo para elogiar uma empresa portuguesa.

Trata-se da Mobicomp, que foi adquirida pelo gigante informático em Junho, e já prepara conteúdos para telemóveis a nível mundial. «A Mobicomp é uma empresa líder mundial e já funciona como centro de pesquisa para a Microsoft, estando baseada em Portugal. Trata-se de uma companhia que trouxe talento e inovação para a Microsoft», disse Steve Ballmer.

Ouça aqui o programa de tecnologia do PortugalDiário no Rádio Clube Português em que se falou da Mobicomp, entre outros assuntos, copiando este código para o seu agregador. Também pode fazê-lo através do iTunes pesquisando pela palavra podtec.

Carlos Oliveira, presidente da Mobicomp, agradece o elogio e promete retribuir com trabalho: «Essas palavras são sinal de reconhecimento que se pode fazer tecnologia em Portugal com impacto no mundo. É com grande orgulho que se ouve este tipo de elogios, pois também é um reconhecimento do trabalho feito».


Neste momento, a empresa de Braga está em «fase de total integração», procurando «trabalhar em novos produtos, muito relevantes na estratégia da mobilidade, com lançamento nos próximos meses a nível mundial», disse ao PortugalDiário.

Título:
Enviado por: comanche em Outubro 11, 2008, 11:39:25 pm
Portugal com elevado nível de informatização nos tribunais

A Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (CEPEJ) reconheceu que Portugal tem um «elevado nível de informatização» nos tribunais, a par da Áustria, Dinamarca, e Finlândia e à frente da Alemanha, Holanda e Itália.


Citar
No seu relatório sobre os Sistemas de Justiça Europeus, quarta-feira disponibilizado pelo Conselho da Europa, e referente ao ano de 2006, a CEPEJ refere também que Portugal é o sétimo país europeu entre 36 que mais verbas gastou com os tribunais, por habitante.

Portugal foi considerado pelo CEPEJ um dos países com «muito elevado nível de informatização» nos tribunais, a par de países como a Áustria, Dinamarca, Estónia e Finlândia e à frente de outros como a Alemanha, Bélgica, Holanda e Itália.

Em matéria de desmaterialização de processos judiciais e inovação tecnológica na justiça, Portugal foi considerado um dos países europeus com um «muito elevado nível de implementação de equipamentos informáticos para utilização por juízes e oficiais de justiça».

No mesmo indicador, o relatório refere também que Portugal é um país com um «bom nível de implementação de equipamentos para comunicação entre tribunais e o seu ambiente».

O CEPEJ reconheceu que, em matéria de litigância civil e comercial, o número de casos resolvidos foi superior ao número de casos entrados nos tribunais portugueses.

Como resultado, a pendência processual foi reduzida, e os tribunais descongestionados, alcançando-se melhores resultados que a Áustria, Espanha, França ou Itália.

O relatório reconhece também que, em 2006, o número de casos resolvidos por 100.000 habitantes foi superior ao número de casos entrados em matéria de conflitos civis e comerciais.

Neste indicador, Portugal foi o país que obteve o terceiro melhor resultado, ultrapassando a Dinamarca, a Espanha, a França, a Holanda ou a Itália.

O CEPEJ considerou igualmente que os tribunais portugueses aumentaram a capacidade de resolução de processos civis e comerciais.

Neste indicador, Portugal ficou posicionado entre os cinco países melhor colocados, à frente da Espanha, França, Itália ou Noruega.

Segundo dados do Ministério da Justiça, em 2006 e 2007 «evitou-se um crescimento da pendência de mais de 250 mil processos, eliminando-se uma tendência de mais de uma década, reduzindo-se a pendência em 28.756 processos (6.238 em 2006 e 22.518 em 2007)».

Diário Digital /Lusa




http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=352991
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 11, 2008, 11:54:06 pm
Engenharia cénica

Tecnologia portuguesa em oito teatros russos

Citar
O nome de Portugal está na boca de cena de oito teatros russos. A Máquinas Ibérica, uma empresa nacional especializada em engenharia cénica, foi seleccionada para recuperar mais um teatro.

Depois de salas como a do famoso Teatro Marinsky de São Petersburgo, agora será a vez do Teatro de Arkhangelsk, uma cidade do norte da Rússia.

De Portugal vão a técnica e o material: “Os projectos que estamos a fazer na Rússia são com os nossos equipamentos, todos fabricados em Portugal. Pomos as máquinas nos palcos, para permitir que subam e desçam cenários, e fazemos também plataformas de palco”, explica Bartolomeu Costa Cabral, da direcção da Máquinas Ibérica.

A empresa tem já uma longa experiência internacional. Um dos projectos mais significativos para a empresa foi a montagem de um estúdio da BBC em Glasgow, “um dos maiores estúdios de televisão do mundo”, onde figuram 240 equipamentos com marca portuguesa, conta o empresário.

As máquinas desta empresa nacional fazem também funcionar as artes do palco portuguesas do recuperado Theatro Circo de Braga e do novo Centro Cultural das Caldas da Rainha.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 14, 2008, 09:22:26 pm
Investigadores da UA publicam paper na "Reviews of Modern Physics"



Citar
Um artigo sobre a física de redes complexas, da autoria de três investigadores do Departamento de Física da UA, Sergey Dorogovtsev, Alexander Goltsev e José Fernando F. Mendes, foi publicado na «Reviews of Modern Physics». Esta é a terceira vez que uma investigação de origem portuguesa vê os seus resultados publicados na revista de maior impacto na área da Física.

Nos últimos anos, foram dados passos importantes em direcção à compreensão dos fenómenos críticos observados em redes complexas. Os resultados, conceitos e métodos deste rápido desenvolvimento foram analisados no artigo de revisão «Critical phenomena in complex networks», da autoria de dos investigadores José Fernando F. Mendes, Alexander Goltsev e Sergey Dorogovtsev. Uma ampla perspectiva sobre fenómenos cooperativos definidos sobre redes, a suas transições de fase e outros efeitos colectivos, e também aspectos dinâmicos como sincronização são aqui discutidos.

O paper aborda e analisa possíveis respostas a algumas das grandes questões que envolvem a problemática, nomeadamente, em relação ao que é comum a todas as redes, aos seus princípios gerais de organização e evolução, ao desenho de uma rede óptima ou qual a melhor arquitectura para obter um dado objectivo e aos fenómenos de sincronização. O artigo faz ainda referência à relação existente entre as leis da natureza e as redes de comunicação, biológicas e sociais e ao contributo das redes complexas no controlo de epidemias ou transmissão de doenças sexuais (SIDA), vírus em computadores, gripe das aves, etc. e na organização de grupos sociais ou animais para se protegerem e para se auto-organizarem.

A noção de «rede» é fundamental nos nossos dias, uma vez que vivemos num mundo rodeados de redes onde tudo está espantosamente perto de tudo. As redes sociais e económicas que nos rodeiam (Internet, WWW, facebook, hi5, email, telemóveis, só para citar alguns exemplos...) estão a mudar as nossas vidas e mesmo as mais pequenas entidades biológicas como a célula são baseadas em várias redes biológicas. Redes cuja arquitectura é mais complexa do que a grafos aleatórios estão omnipresentes em toda a parte. Todas elas revelam um comportamento crítico incomum devido à sua inomogeneidade. O facto de apresentarem um conjunto de características como: serem compactas, apresentarem distâncias curtas entre quaisquer dois nodos e o facto de apresentarem arquitecturas complicadas induzem comportamentos críticos dramaticamente distintos do observado em redes convencionais reticuladas.

José Fernando Mendes é Professor Catedrático no Departamento de Física da Universidade de Aveiro, onde é actualmente Presidente do Conselho Directivo. Nasceu no Porto, e estudou na Universidade do Porto onde obteve o doutoramento em 1995, fez um pós-doutoramento na Universidade de Boston em 1996. A sua actividade de investigação desde 1998 centra-se no estudo de redes complexas. Publicou um artigo de revisão em co-autoria com S. Dorogovtsev em 2002 que é uma referência na área (é o artigo mais citado em Portugal em todas as áreas da Ciência). Em 2003 publicou um livro na Oxford University Press (Evolution of Networks) igualmente em co-autoria com S. Dorogovtsev. Recebeu o Prémio Gulbenkian Ciência em 2004. Recentemente foi convidado a proferir uma palestra na reunião anual da Academia Europeae.

Alexander Goltsev é Investigador no Departamento de Física da Universidade de Aveiro. Nasceu na Ucrânia e estudou em San Perterburgo na Universidade Estadual de São Peterburgona Russia. Obteve o seu PhD no prestigiado Ioffe Physical-Technical Institute, em São Petersburgo, em 1981. É físico teórico na área da material condensada e teoria de redes complexas. As suas investigações no efeito acústico-eléctrico em magnetes foram premiadas com o prémio Ya. I. Frenkel em 2005 e com o prémio da Academia Russo-Polaca de Ciências em 2008. Desde 2002 trabalha com S. Dorogovtsev e J.F.F. Mendes no campo das redes complexas, onde é autor de inúmeras publicações.

Sergey Dorogovtsev é Investigador Coordenador no Departamento de Física da Universidade de Aveiro. Nasceu em S. Peterburgo e obteve o doutoramento, em 1981, no famoso Ioffe Physical-Technical Institute, na área de Física Teórica. Trabalhou na Universidade do Porto desde 1999 como investigador convidado e na Universidade de Aveiro desde 2004. Publicou um livro na Oxford University Press (Evolution of Networks, 2003) em co-autoria com J. F. F. Mendes e recebeu o Prémio Gulbenkian Ciência em 2004.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 15, 2008, 11:48:56 pm
Ciência: Investigadora portuguesa eleita membro da Organização Europeia de Biologia Molecular


Citar
A bióloga portuguesa Cecília Arraiano foi hoje eleita membro vitalício da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO), uma distinção com "sabor especial" por ser um reconhecimento internacional da carreira científica que desenvolve em Portugal.

"É uma distinção que sempre desejei", disse a investigadora ao comentar a sua eleição. Além disso, "traz um sabor especial por ser um reconhecimento internacional da carreira que tenho feito no ITQB (Instituto de Tecnologia Química e Biologia, da Universidade Nova de Lisboa em Oeiras)", acrescentou.

"No meu país tenho tido muitas dificuldades na minha carreira e são os especialistas estrangeiros quem de facto me têm dado mais valor", afirmou.

Cecília Arraiano foi eleita pelos membros da EMBO por nomeação proposta por Claudina Rodrigues-Pousada, do ITQB, com o apoio de Cláudio Sunkel, do IBMC (Porto) e de vários cientistas europeus. Torna-se assim o sétimo português a pertencer à organização, que conta entre os seus membros 45 prémios Nobel.

Ao saudar hoje a sua eleição, juntamente com as de outros 58 cientistas de vários países, Hermann Bujard, director da EMBO, disse que estes investigadores "contribuíram significativamente para o avanço das ciências da vida moleculares".

Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (1982) e doutorada em Genética pela Universidade da Geórgia (EUA), Cecília Arraiano é responsável por um grupo de investigação no ITQB que estuda o papel da maturação e degradação do ARN (ácido ribonucleico) na regulação da expressão génica.

O ARN é um parente do ADN (ácido desoxirribonucleico), a molécula com que se escrevem os genes.

"Nos últimos anos a investigação sobre ARN tem sido considerada prioritária por se ter descoberto que através dele se podem curar doenças e até modificar o património genético", disse a cientista.

A sua equipa estuda actualmente a acção de ribonucleases (enzimas que degradam o ARN) em colaboração com parceiros internacionais, contribuindo para um maior conhecimento deste mecanismo regulador da expressão génica.

Já em 2006, uma equipa de investigadores de que fazia parte Cecília Arraiano publicou na revista Nature um trabalho que desvendava a estrutura tridimensional da ribonuclease II, o que permitiu entender melhor o seu funcionamento.

As actividades da EMBO, fundada em 1964, são financiadas pela Conferência Europeia de Biologia Molecular, uma organização intergovernamental que inclui 27 países e a que Portugal aderiu em 1993, passando desde então a contribuir para o seu orçamento de funcionamento.

Esta adesão permite beneficiar de acesso a bolsas para investigadores, de financiamento para a organização de cursos e seminários, de um prémio anual para jovens cientistas e de apoio na avaliação de projectos de investigação.

Título:
Enviado por: comanche em Outubro 16, 2008, 12:01:37 am
Descoberto novo campo hidrotermal no Árctico


Citar
Uma equipa de investigadores portugueses participou durante o mês de Julho numa missão oceanográfica no Oceano Árctico, a cerca de 75ºN. que foi coroada de êxito.

A missão, da qual fizeram parte dois investigadores do MNHN, tinha dois objectivos principais. O primeiro, a pesquisa de um novo campo hidrotermal, indiciado por trabalhos anteriores na região, que detectaram anomalias na composição da água do mar possivelmente causadas por actividade hidrotermal.

Descobriu-se -se efectivamente um enorme campo hidrotermal, a cerca de 3000 metros de profundidade, com uma dúzia de grandes chaminés activas, produzindo fluido negro a temperaturas próximas de 300ºC e povoado por fauna diferente quer da fauna dos campos hidrotermais atlânticos quer dos do oceano Pacífico.  
Estas descobertas vêm trazer novas pistas de investigação científica, pelo inesperado que as rodeia. Com efeito, a actividade vulcânica (e magmática em geral) no Árctico é a mais baixa de todos os oceanos, pelo que se presumia que os campos hidrotermais deveriam ser modestos. Provou-se que não é assim.

Também a natureza da fauna é inesperada e interessante, pois mostra que não só a colonização dos campos hidrotermais não se propaga através do Árctico, como, pelo contrário, existem comunidades de tipo novo.

O campo hidrotermal foi baptizado "Loki's Castle" (O Castelo de Loki) em homenagem ao deus nórdico Loki, irmão de sangue de Odin, conhecido pela sua capacidade de ocultação. O segundo objectivo da missão oceanográfica foi a visita a um outro conjunto de campos hidrotermais, junto à ilha de Jan Mayan, descoberto em 2005, e no qual foram recolhidos instrumentos de medida que lá se encontravam há dois anos, acumulando medições.

Os cientistas portugueses dispõem agora de amostras de sedimentos, de rochas e de materiais das chaminés hidrotermais para nelas realizarem estudos que incluem a sua composição química e mineralógica e suas relações com a população de micróbios que vive no interior dos sedimentos, bem como a caracterização das chaminés.

A equipa portuguesa, integrada num projecto europeu EuroMarc, dirigido pelo Centro de Geobiologia da Universidade de Bergen (Noruega), é constituída por Fernando Barriga e Álvaro Pinto, ambos do Museu Nacional de História Natural; Rita Fonseca, da Universidade de Évora; Ágata Dias, Jorge Relvas e Filipa Marques. Os seis investigadores pertencem ao Creminer, um centro de investigação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa integrado no Laboratório Associado ISR (Institute of Systems Research).  

Título:
Enviado por: comanche em Outubro 16, 2008, 10:30:04 pm
Eureka «descobre» inovação portuguesa



Citar
Quatro projectos, com participação portuguesa – na área de novos combustíveis, fármacos, segurança de bagagem aérea, e automóveis eléctricos –, foram ontem apresentados com porta fechada, no Porto, na primeira reunião de trabalhos de Coordenadores de Projectos e de representantes de alto nível (High Level Group) EUREKA, desde que Portugal está na presidência.

Durante a iniciativa intergovernamental de apoio à inovação europeia, foram submetidas 60 propostas às quais se juntaram mais 91 projectos EUROSTARS, com a presença dos representantes dos 40 membros (38 países, a Comissão Europeia e Marrocos como associado).

José Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, falou em conferência de imprensa sobre as prioridades da presidência portuguesa e destacou a importância do facto de Portugal integrar quatro dos projectos numa rede alargada de países, salientando que ao longo dos trabalhos “a intervenção portuguesa vai aumentar”.
 


Segundo Manuel Nunes da Ponte, que preside ao High Level Group português, “estes projectos são para fazer negócio”. Ao longo da reunião tentou perceber-se, face à globalização, “que regras há que mudar para facilitar essa iniciativa europeia”. Numa vertente essencialmente virada para o mercado, a EUREKA é “uma rede de plano europeia que promove propostas de várias empresas e onde cada uma pode beneficiar do know how de outras”, concluiu.

Os quatro trabalhos com participação portuguesa são o projecto Buddy, que consiste no desenvolvimento de estruturas e materiais leves para veículos eléctricos citadinos ultra-compactos; o Safe Luggage, que visa criar um sistema de rastreamento e procura de bagagens com a incorporação de identificação electrónica; o TYPHIVAC, que pretende implementar processos de produção em ambientes controlado de dois componentes de uma vacina contra as febres tifóide, entéricas e paratifóide e o ALGANOL que pretende utilizar o dióxido de carbono emitido na combustão nas incineradoras de lixo municipal para itensificar a produção de microalgas adaptadas à geração de biocombustíveis.

A presidência da EUREKA, da qual a Agência de Inovação é a entidade responsável, está nas mãos portuguesas pela segunda vez. A iniciativa visa promover a cooperação entre empresas e institutos para que desenvolvam em conjunto produtos tecnologicamente inovadores.

Anualmente, estão previstas quatro reuniões. A próxima será em Sines, em Janeiro; seguindo-se ponta Delgada, em Março e terminam em Lisboa, em Junho.

Título:
Enviado por: comanche em Outubro 18, 2008, 07:43:31 pm
Estudo ajuda a esclarecer regulação da actividade dos genes


Investigador português faz parte da equipa da Universidade de Cambridge



Citar
Um grupo de investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, de que faz parte um português, descobriu que o ADN humano continua a comportar-se como humano mesmo quando colocado num ambiente de células de ratinho. Os resultados da investigação, publicada na revista Science, ajudam a perceber os mecanismos que estão por detrás das doenças de origem genética, contribuindo assim para o seu tratamento, bem como as diferenças e semelhanças de um mesmo tecido em espécies distintas.

O trabalho insere-se nos esforços dos cientistas para perceber como é que a informação codificada no genoma é interpretada e, dessa forma, explicar como é que as diferenças no ADN se traduzem em diferenças orgânicas. "Nós e os ratinhos somos obviamente diferentes e o mesmo acontece com os nossos genomas", esclarece Nuno Barbosa-Morais, investigador do grupo de Biologia Computacional da Universidade de Cambridge e um dos principais autores do estudo.
 


"O que o nosso trabalho mostra é que as células do ratinho interpretam o ADN humano como humano, e não como de ratinho, ou seja, da mesma forma que as células humanas interpretam o seu próprio ADN", disse o investigador, que foi o responsável por toda a parte computacional do projecto.

Os investigadores centraram a sua atenção em células de fígados de ratinhos usados em cujas células estaminais embrionárias tinha sido inserido um cromossoma 21 humano para estudo da síndrome de Down. Começaram por estudar a forma como os factores de transcrição se ligavam ao cromossoma humano nas células hepáticas do ratinho, assim como os níveis de expressão de todos os genes codificados para esse cromossoma, e compararam estes resultados com os valores encontrados para o mesmo cromossoma em células de fígado humano e com os obtidos para a secção homóloga de ADN de ratinho nas células de fígado de ratinho.

Inesperadamente, os resultados obtidos para o cromossoma 21 humano dentro das células de ratinho eram praticamente idênticos aos observados para o mesmo cromossoma em células humanas e muito diferentes dos observados para o ADN do ratinho. Na perspectiva do investigador português, o entendimento de como os genes são activados e silenciados é decisivo, quer para uma melhor compreensão do desenvolvimento fisiológico do organismo, quer para a compreensão de doenças de origem genética e, consequentemente, para o seu tratamento.

Nuno Barbosa-Morais, 30 anos, licenciou-se em Engenharia Física Tecnológica no Instituto Superior Técnico, em 2000, a que se seguiu um ano na Faculdade de Ciências no programa doutoral em Biofísica e Engenharia Biomédica, tendo-se doutorado em Ciências Biomédicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, no Instituto de Medicina Molecular.

O estudo agora publicado na Science faz parte de um dos projectos principais do seu trabalho de pós-doutoramento na Universidade de Cambridge, onde está desde 2003. "Estiveram a meu cargo praticamente todo o tratamento quantitativo e a análise estatística dos dados resultantes das experiências no laboratório", afirmou, além de ter estado profundamente envolvido na concepção e planeamento de todo o estudo e na sua escrita.

O foco da sua investigação - financiada pelo Cancer Research, um instituto de investigação sobre cancro do Reino Unido - é a compreensão da complexidade da regulação da expressão dos genes e o seu impacto nos mecanismos associados a doenças.
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 19, 2008, 11:23:21 pm
O site abaixo é essencialmente dedicado a mostrar a investigação portuguesa e qualquer um pode participar no conteúdo, sendo muito útil que o façam.

http://www.researchcafe.net/content/view/447/39/ (http://www.researchcafe.net/content/view/447/39/)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 20, 2008, 09:34:09 pm
Covilhã: projectos inovadores recebem prémios

Citar
Um programa informático capaz de analisar vídeos captados no sistema digestivo e automaticamente detectar problemas de saúde foi o primeiro classificado no Troféu Criar 08, concurso para fomentar o empreendorismo na Covilhã, anunciou esta segunda-feira a organização, escreve a Lusa.

Esta foi a primeira edição do concurso que pretende estimular o empreendorismo e a inovação no interior do país.

Segundo o regulamento, os vencedores receberão os prémios monetários na constituição da sua empresa no concelho da Covilhã.

Campo de Ourique é o primeiro bairro WiFi de Portugal
Estudo de português descobre evolução do ADN humano

A aplicação «Doctor Help», de João Alberto Casteleiro e Nuno Nobre, alunos do Instituto Superior Técnico, arrebatou o «Prémio Liberty Seguros», de 20 mil euros.

«O projecto tem como principal objectivo detectar pólipos, úlceras e hemorragias a partir de vídeos do aparelho digestivo», explicam os seus criadores.

«Surge aliado a nova tecnologia, uma cápsula ingerida pelo paciente, que filma todo o aparelho digestivo», sendo esse vídeo «que é interpretado pelo software», referem os autores do projecto. Para já, a aplicação vai ser testada no Hospital da Covilhã.

O segundo lugar foi atribuído ao projecto «Skypilot», de Ângelo Claro e Paulo Machado, ambos da Universidade da Beira Interior, que receberam o «Prémio Fundação da Juventude», de 10 mil euros, para criação da sua empresa de produtos para a aeronáutica.

Foi ainda entregue o «Prémio Câmara da Covilhã», de cinco mil euros, ao projecto «BioF - Functional Biopolymers» da responsabilidade de cinco investigadores da Universidade de Aveiro - Catarina Ferreira, Fabiane Oliveira, José António da Silva, Pedro Ferreira e Sónia Monteiro.

A ideia de negócio tem como ponto de partida a transformação de estiletes de lulas e potas em quitina, quitosano e derivados - produtos para serem usados como espessantes em fórmulas alimentares, purificação de águas e na regeneração de tecidos, entre outras aplicações.

O troféu Criar 08 foi promovido pelo Parkurbis - Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, Câmara da Covilhã, Liberty Seguros, Fundação da Juventude e Ensigest (IPAM). A organização anunciou hoje que em 2009 haverá nova edição do concurso.


http://diario.iol.pt/tecnologia/covilha ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/covilha-premio-concurso-empresas-camara-tecnologia/1004266-4069.html)
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 20, 2008, 11:45:44 pm
Corticeira Amorim aposta na inovação


Citar
Na cosmética ou na área farmacêutica, na indústria automóvel, ou na absorção de derrames de crude e no aproveitamento dos seus componentes para a indústria alimentar são potenciais áreas onde poderão surgir novas aplicações de valor acrescentado da cortiça ou novos produtos.



A aposta na inovação é uma das prioridades da CORTICEIRA AMORIM que considera existirem muitas oportunidades que podem ser promovidas. De acordo com António Rios de Amorim “o sector só pode ter um futuro risonho se houver sucesso nas componentes actuais”, razão porque existe um investimento no desenvolvimento e melhoria das mesmas. E a par existem vários projectos em estudo em novas áreas.

O lançamento de um projecto de âmbito nacional de sequenciação do genoma do sobreiro em curso, é um exemplo. Tem por objectivo saber mais sobre a espécie e sobre a sua resistência a secas e pragas, de modo a que seja possível assegurar a sustentabilidade na produção de cortiça e, consequentemente, do ecossistema  que lhe está associado.

O Departamento. de Desenvolvimento de Novos Aplicações e/ou Produtos em/com Cortiça (DNAPC), da CORTICEIRA AMORIM, é responsável por conceber e desenvolver novas aplicações e novos produtos para a cortiça, para além do que actualmente é fabricado pela indústria da cortiça.  Este resulta de uma parceria estratégica com o grupo 3B´s – Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos, do Dept. de Engª de Polímeros da Universidade do Minho, um grupo Universitário que trabalha a área dos polímeros naturais e tem a sua actividade reconhecida com empresas internacionais.

Dos projectos desenvolvidos recentemente são de destacar os seguintes (a quase totalidade dos desenvolvimentos descritos encontram-se patenteados):

Expansão da cortiça: Desenvolvimento de metodologias para aumentar o volume da cortiça sem degradar as suas propriedades mais relevantes. Diversas formas de o conseguir foram patenteadas, tendo sido produzidos protótipos e testadas algumas utilizações pré-industriais.


Estudo das propriedades Absorção/adsorção na cortiça: Os estudos desenvolvidos evidenciaram a potencialidade da cortiça ser usada como material absorvente de diversos tipos de óleos e outras substâncias, tendo sido sistematizada a capacidade de absorção e elaboradas as especificações de diferentes tipologias de granulado face ao material a absorver. Apresentando-se como solução tecnicamente competitiva, a cortiça é simultaneamente uma solução ecológica – o que não deixará de constituir, cada vez mais, um forte argumento para uma eventual nova aplicação. Foram dados recentemente os primeiros passos no sentido da industrialização do projecto absorção realizados em estreita colaboração com a UN de Aglomerados Técnicos.


O aumento da resistência térmica e da resistência aos UV: Os resultados obtidos evidenciaram que é possível aumentar a resistência aos ultra-violetas e aumentar a resistência térmica de cortiça, o que poderá permitir processar cortiça, em contacto com outros materiais, a temperaturas mais elevadas. Pode também ser possível assegurar uma maior estabilidade a longo prazo da cortiça quando exposta aos raios solares.


Têm também vindo a ser estudadas novas metodologias baseadas em fluidos supercriticos, quer para extrair selectivamente componentes da cortiça que possam dar origens a produtos de alto
valor acrescentado, quer como modo de incorporar características na cortiça nomeadamente cor (que penetre totalmente na estrutura celular da cortiça), aromas, ou outras características úteis.


A CORTICEIRA AMORIM tem também procurado motivar (e simultaneamente responder a solicitações externas de) um grande número de agentes científicos, políticos e florestais para o lançamento de um grande projecto mobilizador que leva à sequenciação do genoma do sobreiro.


Estudo de colas e adesivos obtidos a partir de cortiça: Pretende-se com este projecto desenvolver uma cola mais natural, obtida a partir de componentes extraídos da cortiça, que depois poderá ser utilizada na própria indústria da cortiça.


O projecto Europeu STREP WaCheUp. Este projecto, recentemente concluído, foi liderado pelo STFI – Packforsk, Swedish Pulp and Paper Research Institute, envolvendo 8 parceiros europeus, da Suécia, Finlândia e Portugal, entre os quais a Universidade do Minho, a Universidade de Aveiro e a Amorim Florestal, S.A, que é o único parceiro industrial que integra este consórcio dada a sua, agora reconhecida, capacidade de contribuir para a investigação a desenvolver. Trata-se de um projecto que, sob o conceito de BIOREFINARIA, visa transformar em produtos químicos de alto valor acrescentado, os resíduos (e sub-produtos) das indústrias de cortiça e polpa de madeira e, simultaneamente, desenvolver métodos ecológicos e integrados no ciclo produtivo da cortiça/polpa para a obtenção dos referidos produtos e estudar as aplicações possíveis dos componentes assim obtidos.


A CORTICEIRA AMORIM tem também procurado motivar (e simultaneamente responder a solicitações externas de) um grande número de agentes científicos, políticos e florestais para o lançamento de um grande projecto mobilizador que leva à sequenciação do genoma do sobreiro.

Título:
Enviado por: André em Outubro 21, 2008, 04:27:44 pm
Químicos portugueses descobrem novo material condutor

Químicos portugueses descobriram por acaso um novo material, a que chamaram gelatina iónica, que permite desenvolver dispositivos electrónicos - como baterias e células de combustível - mais baratos e mais amigos do ambiente.
Transparente e maleável, o novo material foi produzido a partir da dissolução de gelatina num líquido iónico, uma solução constituída por iões com cargas negativa e positiva.

A descoberta, já patenteada, resultou de um trabalho conjunto de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Superior Técnico (IST) cujas conclusões foram publicadas no último número da revista científica britânica "Chemical Communications".

O grupo da FCT é dirigido por Susana Barreiros, sendo o do IST por Carlos Afonso.

"Estávamos à procura de um material que fosse um bom ambiente para as enzimas, que as imobilizasse e melhorasse o seu desempenho", disse hoje à Lusa um dos autores do estudo, Pedro Vidinha, da FCT.

"Sabíamos que os líquidos iónicos davam essa possibilidade, permitindo imobilizar as enzimas num ambiente físico", mas essa linha de investigação não produziu os resultados desejados e foi temporariamente abandonada - acrescentou.

Sem desistir, os cientistas procuraram outros caminhos.

"Já que tinha iões quisemos saber se o líquido iónico podia ser condutor e verificámos que era não só condutor de iões como de electrões", disse Pedro Vidinha.

Os investigadores decidiram dissolver gelatina nesse líquido iónico e verificaram que este gelificava e se mantinha estável no estado sólido, mesmo sob aquecimento.

"Comparámos então este novo material com os outros condutores e constatámos não só que era tão condutor como eles, como era mais barato, mais leve, mais fácil de trabalhar e mais ecológico, por ser biodegradável", sublinhou.

Assim, o facto de poder assumir várias formas, desde um bloco compacto a uma fibra ou um filme fino - e poder incorporar substâncias solúveis ou insolúveis em água, permite a sua aplicação tanto em pilhas como em células de combustível e células fotovoltaicas de nova geração.

"Nas pilhas, por exemplo, a gelatina iónica pode funcionar como electrólito e como eléctrodo e, dadas a sua versatilidade, permite construir uma pilha em qualquer superfície, até numa folha de papel, por exemplo, bastando para isso imprimir o electrólito e os dois eléctrodos", disse o investigador.

A equipa trabalha agora noutras aplicações, procurando tirar todo o partido do novo material, nomeadamente no campo da biotecnologia, como em bio-sensores da glucose, voltando assim às enzimas, mas também em compostos farmacêuticos e cosméticos.

Este projecto científico vai ser apresentado em breve nos Estados Unidos, em representação da COTEC Portugal, num concurso de ideias chamado Idea to Poduct, que decorrerá entre 30 de Novembro e 01 de Novembro em Austin, Texas.

Lusa
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 21, 2008, 06:37:08 pm
Empresa portuguesa vence prémio internacional

Citar
A empresa portuguesa Nautilus vai receber dia 28 em Basileia, Suíça, o Worlddidac Award 2008, pela estação Netboard, um suporte que integra quadro interactivo, computador e projector multimédia, anunciou esta terça-feira a empresa de mobiliário de Gondomar, escreve a Lusa.

A distinção surge dois anos depois de a Nautilus ter vencido a edição de 2006 do Worlddidac Award, «o maior prémio internacional de inovação no sector das tecnologias para a educação», pela sua mesa interactiva Uni_Net.

As estações interactivas Netboard «são suportes integrados com computador, quadro interactivo e projector de vídeo, que oferecem a possibilidade de uma fácil regulação em altura usando apenas um dedo».

Portugueses descobrem gelatina que pode revolucionar a electrónica
Vem aí o jornal electrónico, portátil e com ecrã tamanho A4

«Todos os componentes são bloqueados por fechadura, para que não seja possível o seu furto, e todos os cabos são ocultados, para evitar actos de vandalismo ou eventuais problemas de segurança eléctrica», salienta a empresa, em comunicado, acrescentando que a regulação em altura é feita através de um «êmbolo hidráulico autoblocante controlado por um botão».

Filipe Lopes, da Nautilus, disse à agência Lusa que a inovação introduzida pelo Netboard é o suporte, concebido pelo designer Pedro Sottomayor, dado que os equipamentos são todos importados.

O quadro interactivo é da Promethean, o computador da Accer e o projector da Epson.

Entre os 2.500 e os 3.000 euros

Filipe Lopes referiu que a comercialização do Netboard começou há cerca de um mês, tendo sido já vendidas 50 estações, para a Promethean, no Reino Unido (20), para uma associada desta empresa em Espanha (15) e para escolas públicas do segundo e terceiro ciclo na Madeira (15).

O responsável referiu que o preço do Netboard varia entre 2.500 (fixo) e 3.000 euros (móvel).

Filipe Lopes revelou que a Nautilus já vendeu cerca de 2.000 mesas interactivas Uni-Net, desde o início da sua comercialização, há dois anos.

Esta mesa, que custa cerca de 850 euros, tem um computador integrado com fecho de segurança, estando a ser utilizada «um pouco por todo o país», sobretudo em escolas do primeiro ciclo.

«Os nossos clientes são, essencialmente, autarquias, porque têm autonomia para comprar equipamentos para as escolas do primeiro ciclo», afirmou Filipe Lopes, dando como exemplos as câmaras de Matosinhos, Condeixa, Albufeira e Oliveira do Hospital.

A Secretaria Regional de Educação dos Açores e escolas particulares, como o Colégio do Rosário, no Porto, são outros clientes da Uni-Net.

Estas mesas interactivas já foram exportadas também para a Escola Portuguesa de Macau e para um colégio privado em Madrid, Espanha.



http://diario.iol.pt/tecnologia/premio- ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/premio-tecnologia-nautilus-suica-portuguesa-empresa/1004573-4069.html)
Título:
Enviado por: Magalhaes em Outubro 23, 2008, 04:02:04 pm
Citação de: "comanche"
Investigadores da UA publicam paper na "Reviews of Modern Physics"


http://arxiv.org/abs/0705.0010
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 24, 2008, 05:35:10 pm
Óbidos cativa indústrias criativas para Parque Tecnológico

Citar
A Câmara de Óbidos iniciou a venda de lotes para a instalação de empresas no futuro parque tecnológico do concelho, concebido para atrair indústrias criativas e às quais a autarquia oferece isenções fiscais, informa a agência Lusa.

Haverá isenção do pagamento de derrama, IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas), IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) durante cinco anos (que poderão ser prorrogáveis), isenção nas taxas municipais e redução de três por cento do IRS em 2009 (e quatro por cento a partir de 2010).

O parque vai ocupar uma área de 25 hectares junto à auto-estrada A8 (que liga Lisboa a Leiria) representando «um investimento superior a 20 milhões de euros» estimando-se que possa criação três mil postos de trabalho, afirma em comunicado a autarquia. O parque terá baixa densidade de construção e equipamentos como espaços verdes, ciclovia ou circuito de manutenção.

A gestão do projecto está a cargo da empresa municipal Óbidos Requalifica, que está a preparar a constituição de uma associação gestora do parque.

A primeira empresa a instalar-se no parque de Óbidos, especializada em soluções tecnológicas para o sector imobiliário, já iniciou a construção do edifício sede.


http://diario.iol.pt/tecnologia/obidos- ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/obidos-tecnologia/1005755-4069.html)

Moçoilas, moçoilas.
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Outubro 25, 2008, 04:18:59 pm
Empresa portuguesa cria carrinho de compras que ajuda a poupar

Citar
Promoções em vigor, localização dos produtos e valor total das compras aparecem num pequeno ecrã que ajuda a fazer opções na loja
A Wipro Retail e a Creativesystems, duas empresas instaladas em Portugal, deram um passo em frente na modernização da tecnologia de suporte à actividade comercial: desenvolveram um carrinho de compras inteligente, que, entre outras faculdades, indica as promoções do dia e o caminho mais curto para um produto, avança o «Público». É uma forma de ajudar o consumidor a poupar e a fazer as compras num mais curto período de tempo.

Num ecrã com 25 centímetros de diâmetro, que responde aos toques do cliente, aparece toda a informação. O consumidor tem de fazer um primeiro registo e colocar a sua «password» e pode ainda assinalar os alimentos aos quais é alérgico para que o sistema avise para os riscar da lista.

Além da constante ajuda na hora do comprar, o aparelho facilita a audição de música, localiza amigos e o corredor em que se encontram, permite a conversa em chats com os consumidores que se encontram na loja e navegação na Internet. Compras feitas, não é preciso tirar produto a produto do carrinho. O valor total aparece automaticamente no sistema de pagamento do estabelecimento.

Mas para que tudo funcione, é preciso que os produtos tenham uma etiqueta RFID (Radio-Frequency IDentification), ou seja, identificação por radiofrequência. Um método de identificação automática que ainda não é muito utilizado em Portugal, mas que se espera que seja num futuro não muito longínquo.


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1728 (http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1006022&div_id=1728)
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 26, 2008, 05:32:37 pm
Saúde: Portugal país europeu que mais transplantes ao fígado realiza por milhão de habitante - Eduardo Barroso


Citar
Lisboa, 26 Out (Lusa) - O médico Eduardo Barroso destacou hoje que Portugal é o país que mais transplantes ao fígado realiza por milhão de habitantes na Europa e que as listas de espera são menores do que na maior parte dos países europeus.

"Somos o país na Europa que mais transplantes ao fígado faz por milhão de habitante. É uma actividade que está no topo da Europa. Apenas dois centros ingleses fazem mais transplantes do que o Curry Cabral por ano", disse à agência Lusa o responsável pelo Centro Hepato-Biblio-Pancreático e de Transplantação do Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

Segundo o médico, os transplantes hepáticos têm aumentado em Portugal anualmente.

Em 2007, realizaram-se no Hospital Curry Cabral 136 transplantes e este ano 109.

Em Portugal, a transplantação hepática é assegurada pelos hospitais Curry Cabral, de Santo António, no Porto, e pelos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Os 136 transplantes hepáticos realizados no ano passado pelo Curry Cabral representaram mais de metade do total de transplantes do país.

Eduardo Barroso sublinhou igualmente que há possibilidade em dar resposta à maior parte dos doentes.

"A quantidade de doentes hepáticos que nós temos em lista de espera e que não chegam a ser transplantados é muito menor do que na maior parte dos países europeus", realçou, acrescentando que as listas de espera vão sempre existir.

No entanto, referiu que os doentes hepáticos que entram em lista de espera não podem estar muito tempo à espera.

"Ou são transplantados ou saem da lista por razões más, porque morreram", afirmou.

"Em todo o mundo há doentes a morrer em lista de espera. É impossível resolver esse problema e nós estamos no topo mínimo de doentes que morrem em lista de espera", salientou.

A "doença dos pezinhos", as cirroses e os cancros são os principais problemas para transplante hepático.

Eduardo Barroso disse ainda que o órgão mais transplantado em Portugal é o rim.

CMP.

Lusa/Fim

Título:
Enviado por: comanche em Outubro 28, 2008, 10:15:48 pm
Aluno da UTAD vai colaborar com uma ONG de Israel

Citar
No âmbito do Mestrado em Informática da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), está a ser ultimada uma plataforma tecnológica que vai ser aplicada numa Organização Não Governamental (ONG) de Israel, especializada em Direitos Humanos, plataforma essa que ficará em condições de poder ser visionada em qualquer parte do planeta.



Escolhida como cenário de aplicação desta tecnologia, onde irão ser ainda no mês de Outubro realizados os respectivos testes, a ONG israelita Machsom Watch irá assim poder fazer a monitorização dos postos de controlo militares e elaborar relatórios acerca de possíveis violações dos direitos humanos que possam ocorrer nos postos.

No final do mês de Outubro e durante oito dias, o aluno de mestrado Luis Filipe Gens, irá deslocar-se a Israel, para ser feita uma apresentação oficial da adaptação da plataforma à organização Machsom Watch, dar formação na sua utilização e por último, fazer testes no terreno, ou seja, acompanhar alguns dos membros da organização nas suas rondas de monitorização dos postos, para poder observar e anotar todos os procedimentos, dificuldades, etc. que estes possam vir a ter na utilização da plataforma como apoio à sua actividade.

Após este período e tendo em conta os comentários dos membros acerca da sua experiência na utilização da plataforma, esta irá ser melhorada e adaptada, consoante as necessidades, para que possa passar a ser utilizada como apoio às actividades diárias dos membros da Machsom Watch na monitorização dos postos de controlo.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 28, 2008, 10:18:52 pm
Equipa da FCTUC vence Maratona de Programação


Citar
A equipa do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) venceu a MIUP 2008 (Maratona Inter-Universitária de Programação) ao resolver o maior numero de complexos problemas elaborados por um grupo de investigadores de informática de várias universidades e politécnicos do país e baseados em problemas reais que surgem nas empresas de informática ou em investigação.


Formada pelos alunos Diogo Ferreira, João Oliveirinha e Pedro Correia, a equipa "Californication", resolveu 5 dos 9 problemas durante as 5 horas da prova, portando-se heroicamente na luta com os segundos classificados, os Lusco-Fusco.

A MIUP 2008 reuniu, no passado sábado, 100 dos melhores Programadores das escolas de Engenharia Informática de todo o país, agrupados em equipas, e envolveu a resolução de 9 complexos problemas com recurso às linguagens de programação C, C++, Java ou Pascal.

De acordo como o responsável da Comissão Organizadora, Francisco Câmara Pereira, os “desafios eram altamente complexos. Os programadores foram confrontados com problemas que muitos engenheiros informáticos levariam vários dias a resolver”.

Visivelmente satisfeito com os resultados, o Docente da FCTUC sublinha que “ganhar uma MIUP, o principal evento de programação do país, é muito especial para o currículo de um programador. Significa ter um leque alargado de empresas interessadas na sua contratação”.

A Maratona Inter-Universitária de Programação (MIUP) é um concurso de programação para estudantes universitários que proporciona uma excelente oportunidade testarem a sua capacidade de resolução de problemas. Para além do aspecto competitivo, a MIUP possibilita também o convívio e troca de experiências entre alunos e professores das Universidades e Politécnicos portugueses.

A equipa vencedora tem agora de enfrentar a SWERC - South Western European Regional Contest, uma prova internacional que reúne equipas do sudoeste da Europa, em Novembro próximo.

Os 10 melhores da MIUP 2008, cujos resultados podem ser consultados em http://mooshak.dei.uc.pt/~miup2008/ (http://mooshak.dei.uc.pt/~miup2008/).
Título:
Enviado por: André em Outubro 30, 2008, 06:14:44 pm
Portugueses lideram consórcio europeu para desenvolvimento industrial de novo analgésico

Investigadores portugueses lideram um consórcio europeu de cinco parceiros criado para produzir um novo fármaco com propriedades analgésicas e que poderá ser usado na terapia das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

O projecto terá um financiamento de 695.000 euros da Comissão Europeia por quatro anos, na sequência da aprovação da sua candidatura à rubrica "Parcerias e Diálogo Indústria/Centros de Investigação" das "Acções Marie Curie", disse hoje à agência Lusa o coordenador do projecto.

Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, explicou que o novo produto, ainda em processo de patenteação, resultou da transformação de uma molécula isolada do cérebro de mamíferos por cientistas japoneses nos anos 70, mas posteriormente abandonada por falta de interesse farmacológico.

O problema dessa molécula analgésica, chamada quiotorpina, era que tinha de ser colocada directamente no cérebro dos pacientes para ser eficaz.

O que este grupo de investigadores conseguiu foi "transformar a molécula de modo a poder ser introduzida na corrente sanguínea, passando daí ao cérebro, mantendo as suas propriedades analgésicas e de protecção contra as doenças neurodegenerativas", disse Miguel Castanho, que lidera a Unidade de Bioquímica Física do IMM.

A nova molécula foi concebida e estudada inicialmente pela equipa deste investigador, em parceria com o grupo de Isaura Tavares, da Universidade do Porto, tendo depois sido licenciada à BIOALVO, uma empresa portuguesa de biotecnologia que colaborou posteriormente no desenvolvimento do projecto, e a que se juntaram investigadores espanhóis e alemães.

As "Acções Marie Curie" inserem-se no 7º Programa Quadro de Investigação (FP7) da União Europeia e destinam-se a apoiar parcerias inovadoras entre centros de investigação públicos e instituições privadas, em especial pequenas e médias empresas, das quais possam resultar novos produtos.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 30, 2008, 08:57:25 pm
Potencialidades das microalgas podiam ser melhor aproveitadas

Universidade de Coimbra tem a maior colecção do mundo

Citar
A colecção de microalgas de água doce existente na Universidade de Coimbra é considerada "a maior do mundo", mas as suas potencialidades estão longe de serem aproveitadas, sendo os estrangeiros os maiores beneficiados até agora.

Na Algoteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) estão quatro mil estirpes diferentes de microalgas de água doce, mais de 300 géneros e mil espécies isoladas de uma vasta gama de habitats, informou a instituição.

A colecção - que está à frente da existente na Universidade do Texas, em Austin - tem sido procurada sobretudo por cientistas e universidades estrangeiras, para investigação fundamental, contou a bióloga Lília Santos, coordenadora da Algoteca.


As microalgas foram colhidas em albufeiras, rios, charcos, monumentos, estátuas, vitrais e paredes, e muitas delas são únicas.

“Temos recebido muitos pedidos a partir da Alemanha, Estados Unidos e Canadá”, referiu a especialista, sublinhando que são os estrangeiros os que mais têm aproveitado o potencial da colecção existente em Portugal. Consideradas a “matéria-prima do futuro”, as microalgas representam um “enorme potencial para aplicação na medicina e na farmácia, pois são-lhe conhecidos efeitos antioxidantes, imunológicos e anti-cancerígenos”, sublinha a investigadora.

“Se tivéssemos capacidade económica para explorar todas as capacidades das microalgas, daríamos passos de gigante em muitas áreas da ciência”, frisou.

Em 2000, a FCTUC submeteu à Fundação para a Ciência e Tecnologia um projecto para o “levantamento das potencialidades de aproveitamento das estirpes de microalgas, mas não foi contemplado” com financiamento.

A Spirulina é a microalga mais cultivada a nível mundial e utilizada no combate à obesidade e na despoluição e regeneração dos solos, a Botryococcus tem aplicação na produção de biodiesel, e a Chlorella é usada na aquacultura e alimentação saudável, exemplifica a bióloga da FCTUC.

Estudos para a produção de biodiesel tem levado entidades estrangeiras a procurar a Algoteca da FCTUC, com destaque para a Austrália, Canadá e Índia, referiu.

A rentabilização das potencialidades da colecção de microalgas, afirma a bióloga, passa por “empresas que queiram apostar nesta matéria-prima e por apoios para aquisição de novos equipamentos”.

A Algoteca reúne “espécies praticamente de toda a flora portuguesa” e é o resultado do trabalho da investigadora Fátima Santos, que há mais de 30 anos se dedica à colheita, isolamento, identificação e manutenção das culturas de microalgas.
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 30, 2008, 11:58:17 pm
Reforço da ciência terá de ser feito pelas empresas

Portugal tem avançado, segundo relatório da OCDE,que alerta UE e EUA para formarem mais cérebros "top"

EDUARDA FERREIRA


Citar
Portugal está a crescer no seu desempenho em ciência e tecnologia, apesar do escasso envolvimento das empresas. Em comparações internacionais, o país deixou de ocupar os últimos lugares. Em resultados e verbas.

Os tradicionais lugares de última fila ou penúltima fila deixaram de estar ocupados por Portugal em matéria de ciência, tecnologia e inovação. É certo que a dimensão do país nunca lhe reservará as posições cimeiras de colossos como os EUA, mas o último relatório bienal da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) já lhe confere alguma visibilidade que não seja apenas a relativa aos predomínio das mulheres em profissões científicas.

O relatório agora divulgado anota duas realidades. Primeira: têm sido feito esforços para aumentar as verbas do Produto Interno Bruto (PIB) (passaram de 0,75% em 2005 parar 1% em 2008 e há a promessa de alcançar 1,8% em 2010). Segunda: o tecido empresarial ainda põe muito pouco dinheiro no sector da investigação e inovação. E isto apesar de as empresas adoptarem produtos e serviços inovadores de forma bastante expressiva.

O financiamento pela indústria de actividades de investigação e desenvolvimento dá-nos um dos piores lugares na listagem de 30 países membros da OCDE. Aí ficamos em antepenúltimo. No entanto, o país continua a exportar sobretudo produtos com pouco valor acrescentado, ainda que lentamente se registe a tendência para a exportação de bens com média e alta tecnologia.

Os números deste documento da OCDE são quase sempre relativos a 2005, ainda que em muitos casos os anos subsequentes também surjam retratados.

Portugal surge com algum destaque (em segundo lugar entre 30, logo a seguir à Suíça) no aumento de doutorados em ciência e engenharias. Outro crescimento notório tem a ver com a publicação de artigos científicos: triplicou entre 1995 e 2005. Dado mais notável é a subida, em cada ano, de 11% das patentes com triplo registo (nos Estados Unidos, no Japão e na União Europeia). Isto mesmo que parte dessas patentes tenham a assinatura de mais inventores que não apenas portugueses.

A OCDE não se limitou a estudar a evolução dos seus 30 membros em matéria de ciência e inovação. Os casos da China e Índia e de outras economias emergentes, como a Rússia e Israel, foram também estudados. A Rússia, por exemplo, reforçou nos últimos anos e de forma significativa as verbas para investigação. Foi coisa que não aconteceu nos EUA, onde as empresas cortaram muito do seu financiamento. Resultado directo ou não, tem decrescido o número de patentes registadas. Na Europa, França, Alemanha e Reino Unido reduziram as verbas, o que se traduziu numa redução da média dos 27; também desceu o número de patentes.

Este menor financiamento das actividades de investigação, inovação e desenvolvimento por parte dos 30 da OCDE leva a dois tipos de alertas desta organização. Os países e os seus governos terão de aumentar a cooperação, não só entre si, mas com outros países, empresas e governos. Tal poderá atrair investimento estrangeiro e favorecer a participação em redes de inovação.

Outro alerta deixado diz respeito aos recursos humanos altamente especializados: cada vez serão mais requeridos num mercado altamente competitivo. Os agora países emergentes, que têm fornecido cientistas, deixarão de fazê-lo com o desenvolvimento dos seus próprios sistemas científicos.
 


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1036020
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 31, 2008, 12:03:26 am
Empresas portuguesas entram na Alta Tecnologia

Uma nova geração de empresas tecnológicas lusas está a trabalhar para melhorar a imagem de Portugal no mundo e a contribuir para uma mudança substancial no perfil das exportações.

Citar
Sabia que o Itaú, o maior banco do Brasil e da América Latina com 47 milhões de clientes, utiliza software "Made in Portugal" para gerir o seu gigantesco centro de contactos telefónicos? E que o alargamento a Leste do espaço de Schengen no final de 2007 só foi possível antecipar dois anos graças a um programa informático desenvolvido em Coimbra? Ou, ainda, que os sensores em fibra óptica que equipam o novo avião Airbus A380 e em breve dos satélites da ESA (Agência Espacial Europeia) são fabricados no nosso país? Pois é verdade, a Altitude Software, a Critical Software e a FiberSensing são três bons exemplos de uma mão-cheia de empresas portuguesas tecnológicas que estão a dar cartas a nível internacional.
São pequenas e médias organizações, geridas por jovens empreendedores, que não só estão a influir positivamente na melhoria da imagem de Portugal no mundo, como começam a ter um papel de relevo no perfil das nossas exportações. A tal ponto que contribuíram de forma decisiva, em conjunto com a actividade local de algumas multinacionais (por exemplo, AutoEuropa, Qimonda ou NokiaSiemens), para que em 2007 tivesse ocorrido um marco histórico na economia portuguesa: pela primeira vez a balança comercial tecnológica foi positiva. Ainda em 2001, segundo dados do Banco de Portugal, 44% das exportações nacionais ainda eram produtos tradicionais de "baixa tecnologia". Mas, em 2007, já tinham baixado para 35,6%, a favor de produtos e serviços mais "high-tech". O que fez com que a maquinaria passasse a ser a primeira rubrica das nossas exportações.

Para trás terão ficado décadas, para não dizer séculos, em que as nossas exportações não iam além dos produtos tradicionais ou de indústrias que tiravam partido da mão-de-obra barata e pouco qualificada. Até os moldes portugueses que entraram em crise devido à forte concorrência asiática estão a saber reagir apostando em serviços de maior valor acrescentado. Por isso, continuam a merecer a confiança de marcas como a Porsche, Swatch ou Nokia. "A nova geração de empresários portugueses tem uma nova atitude: apostam mais na inovação e concebem os seus projectos a pensar no mercado internacional", afirma Lino Fernandes, presidente da Agência de Inovação, salientando a modernização dos sectores tradicionais. "Apostam nas produções flexíveis para melhor poder competir com a concorrência asiática", refere.

Portugueses fãs da tecnologia.  
 
Actuar como multinacional. Para Gastão Taveira, presidente-executivo da Altitude, ter a sede em Portugal não é inconveniente
Ao mesmo tempo, é justo assinalar que os portugueses têm vindo a revelar uma grande aceitação pelas novas tecnologias: temos uma das mais elevadas taxas de penetração de telemóveis do mundo (mais de 100%) e registamos um elevado índice de utilização (67% da população entre os 16 e os 74 anos) da rede Multibanco que, aliás, é reconhecida como das mais sofisticadas do mundo. Só assim é possível que 34% dos portugueses realizem pagamentos ao Estado por Multibanco e que 76% dos carregamentos dos telemóveis também sejam feitos nas caixas da SIBS.

E Portugal também tem sido palco de inovações que são "premières" mundiais. Foi no nosso país que surgiram em meados dos anos 1990 as primeiras portagens electrónicas do mundo nas auto-estradas (Via Verde) e que foram inventados os telemóveis pré-pagos (o Mimo da TMN), uma inovação tipo "ovo de Colombo" que se tornaria a grande responsável pela explosão das comunicações móveis em todo o mundo.

Também será justo dizer que a classe política dá sinais de acreditar na modernização tecnológica da economia portuguesa. Além de ter lançado o Plano Tecnológico e de ter feito acordos de colaboração estratégica com algumas das melhores universidades norte-americanas (MIT, CMU e Austin), tem tido alguns gestos simbólicos pró-Portugal "high-tech" impensáveis há poucos anos. Foi assim que o Presidente da República, Cavaco Silva, durante a última visita oficial a Espanha, ofereceu ao rei Juan Carlos um GPS (sistema de navegação por satélite) criado pela NDrive.

Além da NDrive, há outras empresas tecnológicas que já não têm vergonha de afirmar a sua origem portuguesa. Arregaçaram as mangas, colocaram fasquias elevadas e partiram à conquista do mundo. Comportam-se como verdadeiras multinacionais - a língua interna é o inglês - e ocupam nichos emergentes (disputar mercados aos gigantes mundiais como a Microsoft seria um suicídio).

Na biotecnologia também estão a surgir nomes como a Biotecnol, Alfama ou Bial que começam a ter os frutos dos longos anos de investigação e desenvolvimento que esta área do conhecimento requer. E já estão debaixo de olho das grandes farmacêuticas mundiais. Por exemplo, a Biotecnol produziu recentemente a primeira vacina do mundo contra a diarreia.

Com a banalização da Internet e a globalização, o posicionamento periférico e a reduzida dimensão do mercado interno deixaram de servir de desculpa. "Portugal precisa de acelerar uma agenda de excelência centrada nos casos de sucesso ligados à Inovação e Tecnologia", afirma Jaime Quesado, gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento. E acrescenta ser necessário "envolver de forma activa a rede de talentos espalhada pelo mundo na captação de investimento estrangeiro de alto valor acrescentado e na promoção de uma imagem de eficiência e modernidade do país".

 
 
Programas informáticos à prova de bala. Gonçalo Quadros, da Critical Software, diz que a exigência é a chave do sucesso para ganhar a NASA
Terá sido como resultado desta melhoria de imagem que três estrelas nacionais da tecnologia foram compradas nos últimos dois anos: a Enabler (especialista em sistemas de gestão de cadeias de hipermercados), pelos indianos da Wipro, a Chipidea (especialista no desenho de circuitos analógicos), pelos americanos da MIPS, e até a Mobicomp (aplicações para telemóvel), que foi adquirida recentemente pela Microsoft. E que a Vulcano foi detectada pelo radar da Bosch, o que levou a que a marca alemã colocasse em Portugal o seu centro de competência em esquentadores.

Das empresas que continuam em mãos portuguesas, a mais antiga (nasceu em 1992) e a mais internacional é a Altitude Software. Já vendeu o seu software de gestão de centros de contacto em mais de 60 países dos quatro continentes e tem escritórios de representação em 18 países. Para Gastão Taveira, presidente-executivo da Altitude, o segredo do sucesso está em ter adoptado procedimentos típicos de uma multinacional. "A produção do software está centralizada em Lisboa e está padronizada, mas a comercialização está descentralizada pela rede escritórios e distribuidores em cada mercado", explica. Para este executivo, ter a sede em Portugal acaba por não ser inconveniente porque o suporte aos clientes internacionais é feita remotamente (através da Internet).

Por sua vez, a FiberSensing, uma pequena empresa (20 colaboradores) com sede no Porto, está a dar cartas a nível mundial na nova geração de sensores em fibra óptica que permitem fazer medições de alta precisão. Não foi por acaso que passou nos rigorosos ensaios e certificações das exigentes indústrias aeronáutica (Airbus) e espacial (ESA). "A nível mundial só existe uma dezena de empresas com esta tecnologia", afirma Sérgio Aniceto, presidente-executivo da FiberSensing, adiantando que, após um período em que foi preciso "evangelizar o mercado", esta tecnologia desenvolvida pelos investigadores portugueses já está a ser procurada por empresas de todo o mundo. "Recentemente, fomos contactados por empresas de Taiwan e da Coreia a quem iremos vender os nossos produtos", exemplifica Sérgio Aniceto. O segredo do sucesso tem residido em dominar uma tecnologia de ponta, antecipar as necessidades dos clientes e em estar uns passos à frente da concorrência.

Grande valor simbólico para a auto-estima do Portugal "high-tech" tem também o recente fornecimento de sistemas biométricos de controlo de fronteiras para o aeroporto da capital da Finlândia (Helsínquia) que foram criados e desenvolvidos pela Vision-Box. Isto prova que Portugal, afinal, também pode exportar tecnologia para o país da Nokia. Mas há mais empresas nacionais com um pé em Portugal e outro no mundo. A WeDo Technologies, fundada em 2001 pela Sonaecom, está em 40 países e em mais de 60 operadores de telecomunicações com o software "Revenue Assurance" (gere a garantia de receitas de grande empresas de serviços). Já a YDreams está a colocar Portugal no mapa mundial da indústria dos jogos para telemóvel (e não só). E está atacar mercados sofisticados (EUA) com conceitos inovadores no campo dos "media" digitais e interactivos.

 
 
Bater o pé aos gigantes do software. Paulo Rosado, da Outsystems, diz que ´é preciso ser paranóico com a inovação, qualidade e prazos
Outro nome incontornável das tecnológicas nacionais é a Critical Software. Além de equipar as fronteiras europeias do espaço Schengen, celebrou contratos com os gigantes do aeroespacial NASA e ESA a quem fornece programas informáticos à "prova de bala". Para Gonçalo Quadros, o presidente-executivo da empresa de Coimbra, grande parte do êxito resulta da adopção da chamada "tecnologia em duplo-uso". "São soluções desenvolvidas para os mercados com requisitos mais exigentes que depois são colocadas nos mercados 'civis'", explica Gonçalo Quadros. As taxas de crescimento de dois dígitos por ano têm sido mantidas ano após ano porque, segundo o mesmo dirigente, a empresa aposta em mercados cujas barreiras à entrada são grandes (por exemplo, NASA ou ESA). "A geração de mais valor está na proporção directa dessa dificuldade de penetração", sustenta Gonçalo Quadros.

Outsystems é outro nome que é preciso reter. É considerada uma das mais promissoras empresas europeias de software, segundo a revista "Forbes". Porquê? Construiu uma plataforma que encurta de forma considerável o tempo de criação de programas informáticos em relação aos métodos tradicionais. Para Paulo Rosado, fundador e administrador da empresa, um dos segredos do sucesso tem sido a colocação da fasquia muito alta. "Temos de ser os melhores do mundo e não apenas os melhores de Portugal". Só assim foi possível ganhar recentemente um contrato com a Safeway, a segunda maior cadeia de supermercados dos Estados Unidos. Mas para lutar em pé de igualdade com os gigantes do software, Paulo Rosado diz "ser paranóico com a inovação, a qualidade e o cumprimento dos prazos de entrega dos produtos".

A Tim w.e. é outro nome desta nova vaga, embora menos conhecido. Tem vindo a ocupar um espaço vago na distribuição de conteúdos para telemóveis a nível mundial. Tem como clientes operadores em 60 países onde conta com mais de seis milhões de clientes activos e está também a explorar o terreno quase virgem da publicidade nos terminais móveis.

Outros casos de empresas que souberam saltar fronteiras com sucesso podiam ser referidos. Desde a Number Five, nos cartões de auto-identificação, passando pela Primavera (software de gestão) e Novabase (que fabrica caixas descodificadoras de TV e fornece software e serviços em vários pontos do mundo) até à Siscog (que planeia os recursos humanos das redes de caminhos-de-ferro). Todas formam uma vaga em crescendo que só parará de aumentar se começarem a faltar recursos humanos qualificados. O talento português está na rua, é só saber aproveitá-lo...



http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/423921 (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/423921)
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 06, 2008, 12:45:37 am
Neurocientista português distinguido nos EUA
Sociedade para a Neurociência reconhece trabalho de Ricardo Gil da Costa dedicada ao estudo da evolução cognitiva através de imagiologia cerebral

Citar
O investigador português Ricardo Gil da Costa vai ser distinguido este mês pela Sociedade para a Neurociência (SFN) dos Estados Unidos pelo conjunto de estudos e publicações científicas que produziu para a sua tese de doutoramento, noticia a agência Lusa.

Será a 17 de Novembro que o prémio Donald B. Lindsley para Neurociência Comportamental lhe será entregue em Washington, por ocasião da reunião anual da SFN, em que são esperados milhares de membros, entre os quais os melhores profissionais do mundo nas várias áreas da Neurociência.

Segundo fonte da instituição, Ricardo Gil da Costa foi seleccionado entre várias candidaturas concorrentes muito fortes, tendo a escolha sido «especialmente difícil» este ano.

Ricardo Gil da Costa considerou a distinção «extremamente gratificante» tanto a título pessoal, pelo reconhecimento internacional do seu trabalho, que lhe poderá «abrir várias portas de continuidade profissional», como por ajudar a promover a sua área de investigação, bastante recente, dedicada ao estudo da evolução cognitiva através de imagiologia cerebral.

O cientista fez questão de assinalar que apesar dos trabalhos premiados terem sido feitos nos Estados Unidos (na Universidade de Harvard e nos Institutos Nacionais de Saúde), foram enquadrados no Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina, e em ligação com o Instituto Gulbenkian de Ciência e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.


Reconhecimento da SFN, um ano depois da tese de doutoramento

Acrescentou que o reconhecimento pela SFN da sua tese de doutoramento como a melhor a nível internacional em Neurociências Comportamentais é extensivo às instituições portuguesas e aos programas doutorais portugueses.

O objectivo da sua investigação, como explicou «é compreender através de uma abordagem evolutiva como é que desenvolvemos as capacidades cognitivas que nos permitem ter desde representações mentais de objectos e eventos, a memorizar, estabelecer correlações, conceitos, ideias e comunicar».

É que «a compreensão da origem e evolução da linguagem e cognição humana é fundamental para o desenvolvimento de terapias adequadas às várias desordens neurológicas com incidências crescentes na nossa sociedade», afirmou.

Na sua perspectiva, «todo o destaque que se consiga dar, pelos vários cientistas portugueses, à educação e investigação científica em Portugal é uma mais valia importante para o reconhecimento da ciência nacional, com os devidos apoios e reconhecimento internacional».

A sua tese final de doutoramento, em Ciências Biomédicas, vertente Neurociências, foi examinada por um júri misto luso-americano e defendida no ano passado na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, sob a orientação de João Lobo Antunes.

Título:
Enviado por: comanche em Novembro 06, 2008, 09:50:53 pm
Ciência: Equipa luso-americana comprova propriedades neuroprotectoras da carnitina e vê trabalho publicado nos EUA


Citar
Porto, 06 Nov (Lusa) - Um estudo científico efectuado por uma equipa luso-americana confirmou as propriedades neuroprotectoras da carnitina, disse hoje à Lusa fonte do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto (UP).

Teresa Summavielle sustentou ainda que "os resultados deste estudo permitem sugerir que a carnitina poderá também retardar a progressão de outras doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson".

"Há vários trabalhos que apontam para essa possibilidade", revelou a investigadora, acrescentando que esta mesma equipa está já a desenvolver outras investigações com base nas comprovadas propriedades neuroprotectoras da carnitina.

O estudo, que foi publicado na Neuroscience, uma das principais revistas da especialidade, é a conclusão de um trabalho de colaboração entre investigadores portugueses e americanos, que inclui, entre outros, Teresa Summavielle e Ema Alves (IBMC), Félix Carvalho, da Faculdade de Farmácia da UP e Zbigniew Binienda, da Food and Drug Adminstration (FDA) dos Estados Unidos.

Financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, o projecto resultou numa investigação efectuada por esta equipa destinada a estudar as lesões cerebrais provocadas pelo uso de ecstasy (MDMA).

A carnitina, componente natural do organismo humano, é uma molécula composta por aminoácidos que circula no sangue com a função de transportar e mobilizar os ácidos gordos dentro do nosso organismo.

Por ter esta característica e por ser absorvida com relativa facilidade através do intestino, é adicionada com frequência a alimentos e bebidas.

"A carnitina está presente em vários alimentos disponíveis no mercado como a carne, mas também em bolachas integrais e algumas águas minerais aromatizadas, às quais esta substância foi adicionada", disse à Lusa Teresa Summavielle.

A ecstasy provoca grande libertação de serotonina, um mensageiro natural do cérebro, conhecido por "hormona da felicidade", responsável pelos efeitos de euforia.

O artigo explica que a presença da ecstasy no cérebro leva a uma acumulação de radicais livres altamente reactivos, com a consequente deterioração das mitocôndrias, principal organelo dos neurónios a ser afectado pelo consumo de ecstasy.

Segundo os autores do trabalho, a administração de carnitina ajuda a manter a integridade das mitocôndrias e preserva a funcionalidade dos neurónios.

Uma vez que as membranas das mitocôndrias parecem ser danificadas pela ecstasy, equipa questionou-se quanto ao possível papel protector que a carnitina teria nos neurónios quando administrada em simultâneo.

Os mecanismos pelos quais a carnitina consegue proteger as mitocôndrias não são ainda bem conhecidos e continuam a ser estudados por estes investigadores.

PF.

Lusa/Fim

Título:
Enviado por: comanche em Novembro 06, 2008, 09:55:15 pm
VIH/SIDA: FMUC desenvolve projecto inovador com doentes na área das doenças cardiovasculares



Citar
Porto, 06 Nov (Lusa) - Um projecto inovador sobre os riscos cardiovasculares nos doentes com VIH/SIDA, que vai ser realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), recebeu hoje a Bolsa Pfizer no valor de 60 mil euros.

Os investigadores vão estudar, segundo disse à Lusa fonte da FMUP, 1500 pacientes com VIH que frequentam a consulta do serviço de doenças infecciosas do Hospital São João no Porto.

Estudos internacionais retrospectivos indicam que o risco de um paciente com VIH sofrer um acidente cardiovascular é de 1,5 a 2 vezes maior do que na população em geral.

Os responsáveis pelo projecto pretendem verificar se a proteína dimetilarginina assimétrica, presente no organismo, pode ser um marcador do risco de acidentes cardiovasculares nos pacientes com VIH.

A hipótese surgiu porque esta proteína serve de marcador de acidentes cardiovasculares nos doentes renais, que têm uma probabilidade acrescida de sofrer de doença coronária.

Numa primeira fase, a equipa de investigação vai avaliar os níveis da proteína presente no organismo relacionando os valores com factores de risco tradicionais e não tradicionais.

Na segunda etapa do projecto, os investigadores vão desenvolver uma análise dos doentes durante dois anos, período em que serão monitorizados eventuais internamentos, complicações clínicas, mortalidade, entre outros factores.

Actualmente, os doentes com VIH dispõem de melhores condições de saúde e melhor qualidade de vida devido à eficácia dos medicamentos antiretrovíricos.

No entanto, verifica-se que os acidentes cardiovasculares são uma das principais causas de morte em doentes com VIH.

Os especialistas distinguidos com a "Bolsa Pfizer de investigação clínica em VIH/SIDA" esperam com este projecto abrir novas portas para os doentes através do desenvolvimento de terapêuticas que permitam modular a acção desta proteína e, consequentemente, reduzir o risco de acidentes cardiovasculares que ela provoca.

JZV.

Lusa/Fim.

Título:
Enviado por: comanche em Novembro 06, 2008, 10:06:31 pm
Cientistas portugueses dão cartas em Portugal e no estrangeiro

Marília Cascalho, Leonor Gonçalves, Nuno Barbosa-Morais e Miguel Ramalho-Santos são os nomes das mais recentes ‘estrelas’ da ciência feita em português. Artigos publicados em revistas de referência e prémios atribuídos por instituições de prestígio são o resultado do trabalho destes quatro portugueses.


Citar
Nas últimas semanas, várias investigações de cientistas portugueses que se encontram a trabalhar em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos da América (EUA) e no Reino Unido, foram premiadas ou publicadas em importantes revistas da área ci-entífica.
Marília Cascalho, Leonor Gonçalves e Miguel Ramalho Santos viram os seus trabalhos de investigação ser premiados por várias instituições de renome. Nuno Barbosa-Morais publicou um artigo na revista ‘Science’, juntamente com a sua equipa de investigação.
Cada um na sua área, estes quatro investigadores mostram ao mundo a qualidade dos cientistas portugueses, e enchem de orgulho não só os seus amigos e familiares, mas também todo o mundo português.

Uma vacina contra a Sida

Marília Cascalho trabalha na Universidade de Michigan, nos EUA, e está a desenvolver uma vacina mutável para o vírus da imunodeficiência humana (o ví-rus da Sida). Um desafio difícil, que esta investigadora portuguesa radicada há 18 anos na Amé-rica do Norte decidiu aceitar co-mo seu.
Um dos principais obstáculos encontrados é o da rápida mutação do vírus, que se “modi-fica muito mais rapidamente do que o tempo que o organismo leva a produzir uma resposta protectora”, informou Marília Cascalho. A solução passará, em seu entender, pela criação de “uma vacina mutável, capaz de espoletar respostas imuni-tárias para diferentes variedades do vírus”.
Este projecto ambicioso da cientista portuguesa e da sua equipa recebeu recentemente um apoio precioso, ao ser premiado pela Fundação Bill e Melissa Gates, no âmbito do programa ‘Explorações de Grandes Desafios’. Esta iniciativa pretende distribuir 100 milhões de dólares (cerca de 78 milhões de euros) para impulsionar o combate a algumas das doenças que afectam os países mais pobres. O projecto de Marília Cascalho recebeu 100 mil dólares.

Sobre a dor crónica e a depressão

Leonor Gonçalves é investigadora da Universidade do Mi-nho, e realizou um estudo que demonstra “uma relação entre a depressão e a dor crónica”.
Segundo descobriu no seu estudo, “a dor crónica induz alterações no cérebro que conduzem à depressão, na medida em que se regista um aumento de neurónios em zonas do cérebro que não se sabia que ti-nham essa capacidade”.
Esta investigação foi agora galardoada com o Prémio Grünenthal Dor, destinado a distinguir trabalhos em língua portuguesa sobre temas de investiga-ção básica ou clínica relacionados com a dor. Leonor Gonçal-ves foi a primeira cientista a tra-zer este prémio para Portugal.
Apesar das conclusões do estudo, um trabalho de dois anos, a investigadora admite que os resultados “abrem mais perguntas” e levam à necessi-dade de se realizarem ainda “mais estudos” sobre a patologia da dor.

Sobre o ADN humano

Nuno Barbosa-Morais faz parte de uma equipa de investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
A equipa está a estudar o ge-noma humano, e descobriu agora que este tipo de ADN conti-nua a comportar-se como huma-no mesmo quando colocado num ambiente de células de ratos.
O trabalho tem como obje-ctivo perceber como é que a in-formação codificada no genoma é interpretada, para, dessa forma, se poder explicar como é que as diferenças no ADN se traduzem em diferenças orgânicas.
As conclusões desta investigação foram publicadas numa das últimas edições da famosa revista ‘Science’, num artigo conjunto de toda a equipa.
Nuno Barbosa-Morais tem 30 anos, é licenciado em Engenha-ria Física Tecnológica e doutorado em Ciências Biomédicas. Na sua opinião, o entendimento sobre como os genes são activados e silenciados é decisivo, quer para uma melhor compreensão do desenvolvimento fisiológico do organismo, quer para a compreensão e o tratamento de doenças de origem genética.

Prémio Novo Inovador

Miguel Ramalho-Santos licenciou-se em Biologia na Universidade de Coimbra e douto-rou-se na Universidade de Harvard, nos EUA. Actualmente, é docente da Faculdade de Medi-cina da Universidade da Califórnia e professor assistente no Instituto de Medicina de Rege-neração.
A investigação do português centra-se no controlo e na função das células estaminais embrionárias, um estudo com implicações para a biologia, a medicina regenerativa e o cancro.
Os seus trabalhos têm vindo a ser publicados em várias revistas científicas de referência, nomeadamente na ‘Cell Stem Cell’ e na ‘Gene Therapy’. Agora, o investigador ganhou o Prémio de Novo Inovador, atribuído pelo National Institutes of Health (da área da saúde), no valor de 1,5 milhões de euros.
Este prémio vai apoiar o trabalho da equipa de Miguel Ramalho-Santos nos próximos cinco anos. A investigação está focalizada nas células estaminais, nomeadamente nas embrioná-rias, que têm a capacidade de originar todas as outras.
O objectivo do trabalho passa por manipular estas células de modo a poder transformá-las quer em células de um qualquer órgão, já diferenciadas e especializadas em funções específicas, quer em tecidos necessários ao tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson ou a diabetes.


http://www.mundoportugues.org/content/1/3572/cientistas-portugueses-dao-cartas-portugal-estrangeiro/
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 06, 2008, 10:50:48 pm
Portugal à frente de Espanha
27 Outubro 2008 - 00h30

Ranking de objectivos na estratégia de Lisboa

Citar
Portugal ocupa a décima quarta posição no ranking do ‘World Economic Forum, The Lisbon Review’, um índice que mede os progressos alcançados pelos 27 Estados-membros da União Europeia sobre os objectivos definidos para a Estratégia de Lisboa, tendo descido um lugar face ao relatório de 2006.

Segundo um comunicado do gabinete do coordenador da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, a posição lusa no relatório bienal deste índice "representa a segunda maior subida" entre os 27 Estados-membros, numa comparação com os dados de 2004.

A Espanha, por exemplo, ficou na décima sétima posição. A Suécia lidera o ranking que avalia os progressos na sociedade de informação, inovação e I&D, entre outros.


http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx ... 0000000011 (http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=DAD908E5-9AF9-4EE9-B0D2-532C5C160C28&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011)



Ver Ranking completo no link,
http://www.weforum.org/pdf/gcr/lisbonre ... nkings.pdf (http://www.weforum.org/pdf/gcr/lisbonreview/TheLisbonReview2008Rankings.pdf)
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 06, 2008, 11:23:36 pm
Investigadores da FEUP ganham prémio internacional com aditivo verde para gasóleo


Citar
Em conjunto, dois investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) procuraram uma forma de tornar o gasóleo menos poluente que a gasolina. E encontraram uma solução, através de um processo flexível de síntese de aditivos verdes para redução de emissões de partículas na combustão de gasóleo.

É sabido que os motores a diesel são mais eficientes que os de gasolina. Mas, a partir de agora, o gasóleo pode passar também a ser menos poluente. Foi este o desafio abraçado há vários anos por dois Investigadores do Laboratório Associado de Processos de Separação e Reacção (LSRE) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), e que acaba por lhes valer o prémio "ABB Global Consulting Award for Sustainable Technology", no âmbito dos "IChemE Awards for Innovation & Excellence 2008".

Este galardão, que reconhece a excelência na investigação química, foi assim atribuído ao projecto de investigação "A Sustainable Process for Green Diesel Additives Synthesis: Acetals production by Simulated Moving Bed Reactor" que, na prática, se traduz num processo flexível de síntese de aditivos verdes para redução de emissões de partículas na combustão de gasóleo.

O projecto-piloto, da autoria de Alírio Rodrigues, catedrático de Engenharia Química da FEUP e director do laboratório associado, e de Viviana Silva, investigadora auxiliar desta unidade, vem criar um processo sustentável de produção de aditivos verdes para gasóleo, e já está patentado.

Até ao momento, a implementação desta tecnologia limpa e eficiente para sintetizar aditivos de gasóleo, aplicando soluções integradas de tecnologia de separação/reacção, está confinada ao Laboratório Associado LSRE-LCM da FEUP. No entanto, há já empresas interessadas na compra desta tecnologia, que já deu lugar a diversas publicações em revistas internacionais, várias patentes e duas teses de doutoramento.

O Institution of Chemical Engineers (IChemE) é uma organização internacional fundada em 1922 que conta actualmente com 27 mil membros de mais de 113 países. Com o objectivo de encorajar, celebrar e reconhecer a inovação e excelência da investigação na área da engenharia química, esta organização lança anualmente o "IChemE Awards for Innovation & Excellence".  
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 08, 2008, 12:55:03 am
Portugueses lideram grande investigação sobre malária

Citar
Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) em Lisboa rastrearam mais de 700 moléculas para identificar algumas envolvidas na infecção por malária. É a primeira fase de um ambicioso projecto que quer chegar a abranger todo o genoma humano, ou seja, mais de 30 mil genes. Para já, os resultados desta primeira etapa foram publicados hoje na revista PLoS Pathogens.


O estudo baseou-se na aplicação da tecnologia de interferência de RNA (RNAi), que permite reprimir a expressão de genes específicos, e na utlização de microscopia de fluorescência para monitorizar o efeito de tal repressão na infecção de células hepáticas (do fígado) pelo parasita da malária.

O trabalho é da autoria de Miguel Prudêncio, Cristina D. Rodrigues e colaboradores e foi liderado pela Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular, chefiada por Maria Manuel Mota. Parte do estudo foi levado a cabo na empresa Cenyx Bioscience, lider mundial da tecnologia de RNAi.

O rastreio incidiu sobre genes envolvidos em processos de sinalização celular (que permitem às células receber e responder aos estímulos do ambiente), e levou à identificação de pelo menos 5 proteínas cuja inibição leva a uma diminuição da infecção nos hepatócitos (células do fígado).

“Feita a identificação destes genes, há agora que descobrir através de que mecanismos moleculares eles influenciam a infecção”, afirma Miguel Prudêncio. “O rastreio efectuado, que por si só, é um enorme passo para os estudos em malária, constitui o início e não o fim da investigação”, acrescenta Cristina Rodrigues.

A caracterização dos mecanismos de infecção em que participam os genes agora identificados é, pois, uma das actuais linhas da investigação da Unidade de Malária do IMM. O trabalho agora publicado revela a competitividade desta equipa de investigação, cuja qualidade científica tem permitido atrair importantes financiamentos internacionais.

De facto, “o presente trabalho só foi possível devido ao significativo investimento feito pela European Science Foundation que, através do seu programa EURYI, contribuiu de forma determinante para o financiamento da Unidada de Malária do IMM”, refere Maria Mota. “Esta publicação constitui o culminar dum enorme esforço científico e económico do nosso laboratório. Dado o elevado custo da técnica de RNAi, as fontes de financiamento a nível nacional não teriam sido suficientes para permitir um trabalho desta envergadura”, acrescentou a investigadora.
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 08, 2008, 12:59:30 am
Leões podem ser modelo para estudar a Sida no Homem


Estudo de cientista português revela a variedade genética daquela espécie

Citar
Um cientista português descobriu que a elevada diversidade genética e de vírus existente nos leões permitirá utilizar esta espécie como modelo para estudar, entre outras doenças, a dinâmica do vírus da Sida em humanos. Por esta razão, a preservação de populações de leões em declínio assume uma elevada importância e mudar estes felinos de lugar pode levar à mobilidade de vírus potencialmente patogénicos e ameaçar a própria espécie, disse em entrevista o geneticista Agostinho Antunes.

Este investigador, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIMAR) da Universidade do Porto, liderou uma equipa de 20 cientistas internacionais que realizou uma investigação durante anos com mais de 350 animais da Índia e de vários países de África, que é publicada hoje na conceituada revista "PLoS Genetics". "Foi um esforço grande. Não é propriamente fácil amostrar estes animais, nem fácil, nem seguro", sublinhou o geneticista que esteve também envolvido na descoberta da sequenciação do genoma do gato.


O trabalho visou conhecer melhor a variedade genética destes animais e caracterizar algumas doenças infecciosas, particularmente o FIV (desencadeia SIDA no gato doméstico), que existe com frequência elevada (até 97 por cento) em algumas populações de leões em África. "Há casos em que quase toda a população está infectada. É um caso interessante porque, ao contrário do gato doméstico, que desenvolve o Síndrome de Imunodeficiência Adquirida semelhante aos humanos, os leões não apresentam esses sintomas", explicou o cientista, que está ligado a esta investigação desde 2002.

A investigação aponta o facto dos leões já coexistirem com o vírus há muito tempo e terem desenvolvido estratégias de defesa natural como sendo a explicação para a inexistência destes sintomas nestes animais. "Esta descoberta é mais uma possibilidade de utilizar espécies como o leão, infectadas com o FIV, como modelo para estudar a dinâmica do HIV em humanos e do FIV em primatas", sublinhou.

O trabalho desvendou a evolução da dinâmica populacional dos leões e deitou por terra a ideia de que as populações de leões se resumiam a uma grande população em África e uma população na Ásia. "O que viemos mostrar é que a diversidade genética nos leões em África é bastante considerável", sublinhou o investigador, acrescentando que estes felinos têm uma "estrutura populacional bastante marcada entre diferentes regiões geográficas".

A conservação da espécie

Apesar de os leões terem capacidade de se dispersar com facilidade, na realidade o seu comportamento social cooperativo e outras características inerentes à biologia da espécie fazem com que, afinal, não troquem grande fluxo génico entre populações próximas e sejam significativamente diferentes, sustentou.

O cientista deu como exemplo o ecossistema do Serengeti, uma região que, apesar de relativamente pequena, tem a maior densidade de leões na Tanzânia. "Há uma evidência de uma estrutura genética considerável que sugere a existência, num passado recente, de três populações que agora vivem juntas e que fisicamente não se conseguem diferenciar, mas geneticamente está lá a marca", explicou.

Paralelamente, os investigadores descobriram que as populações que parecem ser mais antigas são as do Este de África e do Sul de África. "Parece ter havido algumas migrações históricas. Provavelmente a colonização do Norte de África e da Ásia terá ocorrido a partir do Sul e do Este de África há cerca de 100 mil anos", revelou. Mais do que um dado curioso, esta é uma "informação valiosa" em termos de conservação desta espécie, que é bastante ameaçada em África e tem vindo a regredir consideravelmente devido ao impacto das populações humanas. Até há bem pouco tempo, pensava-se que os leões em África eram todos muito semelhantes, uma única população, o que sugeria que se alguns leões se extinguissem em determinado local em África não era problemático porque persistiam noutros países africanos. A investigação veio mostrar exactamente o contrário: "Às vezes perder leões numa determinada zona pode ser uma perda definitiva de diversidade genética e que nunca se irá recuperar", concluiu.
Título:
Enviado por: André em Novembro 11, 2008, 01:11:48 am
Português ajuda a aumentar a ‘inteligência’ da net

Um português foi premiado no principal evento internacional ligado a conteúdos de internet, por um trabalho que pretende aumentar a eficácia de motores de busca. É mais um passo em direcção à 'Web 3.0'.

Nuno Silva, do Instituto Superior de Engenharia do Porto, foi premiado no Euriographics, o principal evento internacional ligado a conteúdos na internet. O trabalho pretende aumentar a eficácia das buscas na internet, substituindo a pesquisa por palavras-chave por outras mais abrangentes e baseadas em conceitos.

Esta evolução permitirá dar mais um passo em direcção à chamada Web 3.0, ou Web semântica, que vai permitir, com aquela técnica, diminuir significativamente o número de páginas que encontramos ao realizar pesquisas, ao mesmo tempo em que o grau de proximidade com o tema pretendido aumenta. Por outras palavras, será possível, no futuro, referirmo-nos a situações concretas directamente nos motores de busca.

O sistema criado por Silva e pelo seu orientando, o galês Owen Gilson, permite visualizar os conteúdos em termos gráficos. Por exemplo, em vez de uma lista com o top de vendas de  CD, o programa permite apresentar um gráfico que ilustra a evolução das vendas ao longo das últimas semanas. Silva é hoje em dia um dos principais investigadores mundiais nesta área da Web.

SOL
Título:
Enviado por: Magalhaes em Novembro 12, 2008, 01:01:28 am
Citação de: "André"
Esta evolução permitirá dar mais um passo em direcção à chamada Web 3.0, ou Web semântica

A Web Semântica é a web do futuro... e sempre será.
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 12, 2008, 08:13:16 pm
Portugueses desenvolvem tecnologia para missão da ESA a Marte



Citar
HPS Portugal, empresa detida pelo instituto português INEGI e pela empresa alemã HPS – High Performance Space Structure Systems, GmbH, vai coordenar o desenvolvimento de um novo material para sistemas de protecção térmica para veículos de reentrada atmosférica a serem usados na próxima missão da ESA ao planeta Marte. O consórcio integra ainda a EADS-Astrium e a Lockheed Martin INSYS e envolve verbas na ordem dos 400 mil euros.



A HPS Portugal assinou com a European Space Agency (ESA) o seu primeiro projecto enquanto líder de um consórcio internacional. O projecto, que envolve ainda a EADS-Astrium (França) e a Lockheed Martin INSYS (Reino Unido), tem como objectivo desenvolver um material novo para sistemas de protecção térmica para veículos de reentrada atmosférica. O material, que será usado na próxima missão da ESA ao planeta Marte e durante a qual vão ser recolhidas amostras do solo marciano e enviadas para a Terra, é um material resistente a muito altas temperaturas.

Segundo o antigo investigador do INEGI e actual gestor de negócios e de projectos da HPS Portugal, Pedro Portela, de momento “não existe tecnologia na Europa que permita proteger o veículo das temperaturas de reentrada. Nesse sentido vamos desenvolver alternativas diferentes, mas só uma é que vai ser seleccionada para desenvolvimento final e ensaios em túnel de vento de plasma”. Sobre os materiais a serem usados, Pedro Portela esclarece que estes “já existem, mas precisam de ser adaptados de forma a resistirem a temperaturas muito altas e fluxos de calor muitíssimo elevados e, como tal, permitirem que os veículos a serem usados pela ESA na reentrada atmosférica o possam fazer em segurança”.

HPS Portugal
A HPS - High Performance Structures, Gestão e Engenharia Lda, com sede no Porto, nas instalações do INEGI, foi criada pelo INEGI e a PME alemã HPS-GmbH e desenvolve a sua actividade focalizada em projectos aeroespaciais, estudos científicos e tecnológicos e em vários serviços de engenharia.

O recente projecto com a ESA, que envolve verbas na ordem dos 400 mil euros, tem “uma grande importância para a HPS Portugal, pois é o primeiro com a ESA em que somos líderes. Além disso, é importante para nós sermos reconhecidos pelos nossos parceiros do consórcio, entre os quais a EADS-Astrium e a Lockheed Martin INSYS, como a referencia na coordenação e gestão deste tipo de projectos com a ESA”, salienta Pedro Portela.

A ESA e Marte
De acordo com a ESA só em 2020 é que a primeira viagem a Marte para recolha de amostras de solo será possível, estando, actualmente, em fase de desenvolvimento de toda a tecnologia para que isso seja possível. A missão a Marte envolverá cinco naves: uma primeira para fazer a ponte entre os dois planetas; uma segunda para a órbita de Marte; um módulo de descida e um de saída do planeta; e por fim um veículo de reentrada no planeta Terra (e onde os materiais desenvolvidos pela HPS Portugal serão aplicados).

Todas as informações da missão da ESA a Marte podem ser consultadas através deste link: http://www.esa.int (http://www.esa.int).
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 12, 2008, 08:19:44 pm
Projecto português distinguido pela Universidade do Texas


Citar
O projecto Ion Jelly alcançou o segundo lugar no Cockrell School of Engineering Chalenge da Idea to Product (I2P) Global Competition, prestigiada competição internacional realizada na Universidade do Texas em Austin (UT Austin), em representação do Programa COHiTEC.

“O lugar obtido no I2P resulta da combinação do potencial da tecnologia apresentada com a qualidade do plano de comercialização desenvolvido pela equipa no âmbito do Programa COHiTEC. Para além disso, a preparação da apresentação do plano de comercialização da tecnologia obriga a uma forte interacção entre os investigadores e os MBAs de cada um dos grupos participantes, para que consigam uma comunicação efectiva do potencial da tecnologia e da dimensão dos mercados alvo num reduzido espaço de tempo”, afirmou o Professor Pedro Vilarinho, coordenador do Programa COHiTEC.
 


Segundo Pedro Vilarinh disse ao Ciência Hoje, em termos de competitividade empreendedora, “é importante ver o que é produzido cá ser reconhecido a nível internacional”.

A equipa portuguesa ficou melhor classificada (arrecadando o segundo lugar) do que outras provenientes de instituições com grande reputação internacional, como a Universidade do Texas em Austin, do Michigan, a Stockholm School of Entrepreneurship e a RWTH Achen, o que, na perspectiva do representante da COTEC, é “uma demonstração de que algumas das tecnologias com potencial de comercialização desenvolvidas em instituições de investigação nacionais são competitivas a nível global”.

O projecto

O Projecto Ion Jelly resultou de investigação efectuada no Instituto Superior Técnico e na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e visa a comercialização de baterias de filme-fino para dispositivos electrónicos, baterias essas que são extremamente finas (<1mm) e flexíveis, podendo ser impressas em diferentes tipos de materiais. Este ano, a COTEC foi representada por uma equipa constituída pelos investigadores Pedro Vidinha e Nuno Lourenço e pelos MBAs Emilie Gaudet e João Nascimento, que apresentaram a tecnologia inovadora em Austin.

“O segredo do nosso sucesso foi trabalharmos com forte espírito de equipa, tanto nas questões de definição de mercado como nas questões de definição tecnológica. E é nestas competições internacionais que a nossa competitividade é avaliada e este segundo lugar é prova de que estamos no caminho certo”, realçou o investigador Pedro Vidinha.

O Projecto Ion Jelly participou na edição de 2008 do COHiTEC, iniciativa da COTEC que pelo segundo ano consecutivo é convidada a fazer-se representar na competição da UT Austin e é distinguida neste prestigiado concurso de ideias na área do empreendedorismo de base tecnológica.

As competições Idea to Product são um conjunto de concursos de planos de comercialização de tecnologia “early-stage”, disputados em diferentes regiões do globo, que visam a identificação de oportunidades de negócio suportadas em conceitos de produtos únicos obtidos a partir de tecnologia inovadoras e dirigidos a mercados claramente definidos. O objectivo destas competições anuais é o de incentivar os participantes a criar ligações entre as tecnologias emergentes e as necessidades do mercado, essencial para apoiar etapas posteriores da sua comercialização. Pelo menos uma equipa em cada uma das 13 anteriores competições locais e globais realizadas na Universidade do Texas em Austin conseguiu financiamento para a investigação ou criou um negócio.
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 15, 2008, 12:34:35 am

 
Jovens portugueses são os mais interessados sobre ciência
 



Citar
Os jovens portugueses são os europeus mais interessados em notícias relacionadas com ciência e tecnologia, revela um inquérito sobre a atitude dos jovens face à ciência divulgado hoje em Bruxelas pela Comissão Europeia.
Quase nove em cada 10 jovens portugueses (86 por cento) afirmam-se interessados em acompanhar o noticiário sobre ciência e tecnologia, o valor mais elevado na União Europeia, onde em média o interesse atinge 67 por cento dos jovens.

Relativamente aos temas científicos que mais atraem a atenção dos jovens europeus, Portugal é o país onde se verifica maior interesse pelas «descobertas médicas e corpo humano», com 53 por cento dos inquiridos a revelarem «muito interesse» e 37 por cento «algum interesse».

Os jovens portugueses são os segundos mais interessados em «novas invenções e tecnologias» (que suscita «muito interesse» em 66 por cento dos inquiridos, valor apenas suplantado pelos lituanos), «tecnologias da informação e comunicação» (60 por cento, também ligeiramente atrás da Lituânia) e «Terra e ambiente» (61 por cento, valor que fica apenas atrás da Grécia).


O tópico científico que suscita menos entusiasmo entre os jovens portugueses é «o universo, o espaço e as estrelas», de «muito interesse» para apenas 29 por cento dos inquiridos, ainda assim o quarto valor mais elevado na União Europeia (UE), depois de Lituânia, Eslovénia e Hungria.

Em contrapartida, os jovens portugueses são dos europeus menos interessados em seguir notícias sobre política (35 por cento, o quinto valor mais baixo da UE) e economia (41 por cento, o sexto valor mais baixo).

O inquérito foi realizado em Setembro junto de 25.000 jovens da UE, com idades entre 15 e 25 anos, tendo em Portugal sido inquiridos 1.001 jovens pela Consulmark.

Diário Digital / Lusa

Título:
Enviado por: comanche em Novembro 15, 2008, 12:42:07 am
Portugueses desenvolvem localizadores com GPS

Como localizar carros e crianças com o telemóvel
2008/11/13

Nova tecnologia a partir da próxima semana

Citar
Vai ser possível localizar carros e crianças através do seu telemóvel. Uma nova tecnologia que está a ser desenvolvida por portugueses, refere o «Diário Económico».

O telemóvel vibra a meio de uma reunião, abre a mensagem e descobre que o seu carro está a dirigir-se para fora do parque de estacionamento onde o tinha deixado. Pormenor: as chaves estão no seu bolso do casaco. Decide então accionar a imobilização do veículo, o que significa que se tiver sido furtado não irá muito longe.

Este é um cenário que passará a ser possível na próxima semana, quando a tecnológica portuguesa Inosat colocar no mercado os seus primeiros produtos de consumo: «car locator» e «child locator». Tal como o nome indica, são tecnologias de localização que funcionam com base em GPS (sistema de posicionamento global por satélite), integralmente concebidas pela equipa de engenharia da Inosat em Portugal.


Título:
Enviado por: nelson38899 em Novembro 15, 2008, 10:44:35 pm
Citar
Self-Repairing Aircraft Becoming a Reality

An aircraft that can repair itself is the stuff of science fiction, isn't it? Well, not anymore as work is already dedicated to making science fiction science fact in the not-too-distant future.
"Engineers from the University of Bristol in the UK have developed a self-healing composite material."

Engineers from the University of Bristol in the UK hit the headlines during the summer of 2008 by developing a self-healing composite material. Furthermore, in Portugal, a company is working on putting intelligence into materials to enable a monitoring system to detect faults and fatigue in aircraft material.

Professors behind the project

Two professors, Gustavo Dias and Júlio Viana, working at the University of Minho (UM), which is located in northern Portugal, formed Critical Materials SA in 2008.

Today, Dias and Viana are CEO and product manager, and CFO and product architect of Critical Materials respectively.

Dias, who has been working on research and development at UM with Lockheed Martin, Embraer and others, says that the inspiration for the company came from the work that he and Viana were doing at the university. "We deal with a lot of problems in critical materials; Things connecting materials with software and materials with hardware and the way they react with material. We wanted to put some intelligence into those material systems," he says.

Dias says the formulation of Critical Materials was more like a process rather than a eureka moment. Through their work with the university, they already had contact with the company Critical Software. "Things appeared naturally and were getting to the point that there were obvious connections between the materials, software knowledge and hardware knowledge," says Dias. Initial conversations took place with Critical Software in mid 2007 and just eight months later Critical Materials with the backing of Critical Software became a reality. "Critical Materials has the same values, the same vision and shares a lot of the same points as Critical Software. It was not so difficult to do," says Dias.

Critical Materials' first project is an aircraft monitoring system capable of detecting problems in materials and reporting them, thus potentially saving on maintenance schedules while enhancing safety. "Materials, even when they are smart, are actually dumb," says Dias. "The way to put intelligence into materials is to have the right combination of materials with some properties that we can work with. Some hardware, some type of saturisation and software that will give the connection between the two worlds and give some kind of intelligence to the system."

Dias explained that the system under development will have a kind of intelligence that will react with material systems and report their status. "The answer is not only for metals or only for plastics but we starting really with composites, in specific critical applications, in applications that the loss of that part can be catastrophic. That's our definition of critical," says Dias.

Describing the system as like an early warning, he says it was not reasonable to consider that all parts of a working aircraft could be monitored.

However, critical and expensive parts as well as those which are hard to get at and maintain would work well for the system and perhaps allow certain maintenance schedules to be extended.

There is both commercial and military interest in the work that Critical Materials is doing. Dias could not be too specific but says: "We are working now with a company with fixed-wing civil and military aircraft." The company is primarily taking the military route because of the lengthy certification process with agencies such as the Federal Aviation Administration (FAA) and the European Aviation Safety Agency (EASA). "If this works in a military aircraft like a transportation aircraft, it will pass easily to a civilian transport aircraft," says Dias.

The company is in early stage talks with EASA but there are no concrete developments yet. For military use of Critical Material's system there are a couple of ways to enter the market. "There are two ways in the military. The first one is to try and integrate this into some kind of new programme that will start in 2009 or 2010. The other way is major reconstructions of aircraft that are in very heavy maintenance. Perhaps we can use those aircraft as platforms just to test the system," says Dias, adding: "That's the way that we are starting to go."

Self-healing material

So, what of the self-healing material itself? Well, the pair already have some self-healing materials in the university lab. "We are starting to work with material that is bio-inspired. It can be a composite or a polymer."

He adds: "We have very small channels that work like veins. Inside those channels you have a special kind of material. If you have a defect that is propagating inside the material within the vascular system, then when that material enters contact with the base material system it will react chemically. It will then try to stop it propagating. That's the concept."

It is early days yet and of course, self-healing materials will not be able to deal with sudden, massive damage, such as an explosion. However, it is expected that the material will be able to initiate a report to maintenance crews for targeted inspection and heal a small defect in-flight and stop or slow down its progress to a more dangerous state. Dias says that the material should be able to heal an area two or perhaps three times before replacement may become necessary.

In terms of development, Dias says that the system is more software driven and will slot in with self-sensing with the first upgrade. Dias says that COTS sensors would not be part of the self-sensing concept and explained that the company was working with putting some kind of electro conductivity into materials so that any deformation would result in the material itself acting as a sensor.

The monitoring system should be out first with another four or five years needed before the interactivity between monitoring and materials will be able to take place. However, because Critical Materials is not developing new hardware its vision should be a shorter path to military and commercial reality. With the ability to work with avionics that are already in place, science fiction does not seem so far away.

http://www.airforce-technology.com/feat ... ture43086/ (http://www.airforce-technology.com/features/feature43086/)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Novembro 15, 2008, 11:11:01 pm
Noticia muito fixe! Chatice, pois desconhecia a empresa.

Trabalhas nela Nelson?

Bem, ao menos deixo aqui o site da http://www.critical-materials.com/about-us.html (http://www.critical-materials.com/about-us.html) e de uma empresa relacionada, que o pessoal tv já conheça  http://www.criticalsoftware.com/ (http://www.criticalsoftware.com/)
Título:
Enviado por: nelson38899 em Novembro 15, 2008, 11:26:24 pm
Eu não trabalho nessa empresa, mas para quem quiser trabalhar nessa empresa ela está à procura de pessoas para os quadros, ela foi constituída no ano passado e tem alguns projectos interessantes, para quem trabalha na área dos elementos finitos, programação, materiais, mecânica electrónica e programação.
Título:
Enviado por: typhonman em Novembro 16, 2008, 01:12:14 am
O professor Gustavo é um porreiro, que tenha sorte neste seu projecto.  :wink:
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 16, 2008, 07:02:05 pm
Portuguesa desenvolve nova vacina revolucionária
11-11-2008
Investigação pretende evitar infecções nos recém-nascidos como pneumonias, septicemias e meningites



Citar
Uma investigadora portuguesa está a desenvolver, com sucesso, uma vacina que evitará infecções nos recém-nascidos, dando-lhes total imunidade a pneumonias, septicemias e meningites. Quer isto dizer que, uma vez concretizada, esta vacina impedirá problemas que poderão ir desde uma pequena infecção até à morte dos bebés.

Estas infecções dos recém-nascidos são provocadas pela bactéria que é o centro desta investigação, os estreptococos do grupo B, que se pode manifestar de forma precoce (nos seis primeiros dias após o parto) ou de forma tardia (do sétimo até aos 90 dias).

«Hoje, utiliza-se a profilaxia por método de antibióticos, quatro horas antes do parto. Isso diminuiu a forma precoce, mas não a forma tardia, pelo que se tornou necessário desenvolver esta vacina», explicou a professora do Instituto de Ciência Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), Paula Ferreira, responsável pela investigação, ao PortugalDiário.

Vacina será dada às mães

A vacina poderá vir a ser ministrada às grávidas e dará total imunidade aos recém-nascidos. Citando um estudo deste ano, Paula Ferreira adiantou que «0,44 por mil nados-vivos» têm problemas com esta bactéria, sendo que «50 por cento tem danos neurológicos posteriores».

«Executámos o modelo experimental com os ratinhos e concluímos que, se vacinássemos as fêmeas antes da gravidez, os recém-nascidos ficavam totalmente protegidos, o que não acontecia naqueles cuja mãe não tinha sido vacinada», garantiu a especialista, acrescentando que também se verificaram resultados positivos em diabetes e algumas doenças do fígado.

Meningite: crianças receberam vacina ineficaz

A Universidade do Porto já registou a patente desta vacina e a terapêutica está a ser avaliada a nível internacional. No entanto, Paula Ferreira alertou para a necessidade de alguma empresa farmacêutica se interessar pelo financiamento dos estudos que ainda são necessários.

A responsável pela investigação conta com a ajuda de vários alunos de doutoramento do ICBAS e com um investigador do Instituto Pasteur. A Fundação para a Ciência e a Tecnologia financiou o projecto científico.

Título:
Enviado por: comanche em Novembro 16, 2008, 07:04:19 pm
Portugal realiza feira tecnólogica com mais de 200 empresas

Citar
Lisboa, 16 nov (Lusa) - Mais de 200 empresas e entidades vão estar na feira Portugal Tecnológico, considerada uma oportunidade para as pequenas e médias empresas, por privilegiar a oferta nas áreas da tecnologia, inovação e conhecimento em detrimento da dimensão das companhias.

"Esta feira quer mostrar que a oportunidade que existe em Portugal, não decorre da dimensão das empresas, ou seja, não é só para as multinacionais ou para as grandes empresas, mas também para as pequenas e médias empresas", disse à Agência Lusa o coordenador do Plano Tecnológica, Carlos Zorrinho.

Esta é a primeira edição do evento, que acontece entre 18 a 23 de novembro, com entrada gratuita, e vai juntar mais de 100 empresas tecnológicas e 150 entidades com projetos inovadores.

Numa área superior a 20 mil metros quadrados, o "Portugal Tecnológico" vai mostrar as melhores soluções nos setores de energia, telecomunicações, educação, saúde, turismo, mobilidade, segurança e automovel.

"Os portugueses que visitarem esta feira vão perceber por que é que Portugal passou a ter balança tecnológica positiva", ressaltou Carlos Zorrinho.

Segundo o comunicado, o evento "Portugal Tecnológico 2008" trará a Portugal vários formadores de opinião, compradores internacionais de tecnologia e acolherá diversas conferências e seminários promovidos pela organização e pelos expositores.

A iniciativa é um projeto co-financiando pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e pela União Européia, por meio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Título:
Enviado por: nelson38899 em Novembro 18, 2008, 09:33:42 am
Citar
Empresa portuguesa está a desenvolver tecnologia para próxima missão a Marte

Uma empresa portuguesa está a desenvolver tecnologia para a próxima missão a Marte. A HPS Portugal vai coordenar o desenvolvimento de um material para protecção térmica dos veículos a serem utilizados na próxima missão da Agência Espacial Europeia (European Space Agency-ESA) ao planeta vermelho.

A próxima missão da ESA a Marte tem como objectivo recolher amostras do solo marciano, que posteriormente serão enviadas para a Terra. Durante a reentrada atmosférica, a sonda necessita de material resistente às altas temperaturas.

A empresa portuguesa que está com este projecto é detida pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI) e pela empresa alemã HPS – High Performance Space Structure Systems, GmbH.

Segundo Pedro Portela, o gestor de negócios e de projectos da HPS Portugal, de momento “não existe tecnologia na Europa que permita proteger o veículo das temperaturas de reentrada. Nesse sentido vamos desenvolver alternativas diferentes, mas só uma é que vai ser seleccionada para desenvolvimento final e ensaios em túnel de vento de plasma”.

Sobre os materiais que vão ser utilizados, Pedro Portela esclarece que estes “já existem, mas precisam de ser adaptados de forma a resistirem a temperaturas muito altas e fluxos de calor muitíssimo elevados e, como tal, permitirem que os veículos a serem usados pela ESA na reentrada atmosférica o possam fazer em segurança”.

Segundo a ESA, só em 2020 é que a missão poderá acontecer. Vão ser necessárias cinco naves para ir até Marte e trazer material do planeta, uma que faz a ponte entre os dois planetas, uma segunda para a órbita de Marte, um módulo de descida e um de saída do planeta, e por fim um veículo de reentrada terrestre.

O consórcio do projecto integra ainda a EADS-Astrium, de França, e a Lockheed Martin INSYS, do Reino Unido. O custo do projecto está estimado na ordem dos 400 mil euros.

http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=13 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350326&idCanal=13)
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 18, 2008, 08:26:42 pm
Portugueses descobrem novo mecanismo regulador

Cientistas do Instituto Português de Oncologia descobrem mecanismo que regula a formação dos vasos sanguíneos.

Citar
Uma equipa de investigadores do Instituto Português de Oncologia (IPO) liderada por Sérgio Dias, acaba de descobrir um novo mecanismo molecular que poderá permitir regular a formação de novos vasos sanguíneos e a cicatrização de feridas, incluindo as feridas crónicas em doentes diabéticos ou com obesidade mórbida.

Os cientistas do Centro de Investigação e Patobiologia Molecular do IPO descobriram que as células que formam os vasos sanguíneos são estimuladas por um mecanismo de sinalização intracelular envolvendo a proteína Notch (presente nas células da medula óssea), que tem capacidade de mediar um sinal entre células vizinhas e induzir mudanças na actividade de genes.

Desde que foi identificada, em 1919, esta proteína tem-se revelado decisiva em muitos processos de formação e manutenção de células, tecidos e órgãos.

A formação de novos vasos sanguíneos é uma etapa fundamental para a cicatrização das feridas, porque permite a chegada de nutrientes essenciais à reestruturação dos tecidos, a sua melhor oxigenação e a chegada de proteínas anti-inflamatórias.

Este projecto de investigação foi financiado pela Fundação Gulbenkian, Fundação para a Ciência e Tecnologia e pela empresa Crioestaminal. A descoberta agora divulgada vai ser publicada na próxima edição da revista científica de referência internacional 'PlosOne'.
 
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 18, 2008, 09:08:30 pm
Universidades analisadas à luz da Estratégia de Lisboa


Portugal fica «surpreendentemente bem» quando comparado com outros países da OCDE

Citar
Um estudo do «think tank» Lisbon Council elogia Portugal pelos desenvolvimentos no ensino superior e na relação que os seus programas têm com o mercado de trabalho. O documento, conhecido hoje, revela que são as universidades que aceitam estudantes em larga escala e as que oferecem possibilidades de aprendizagem ao longo da vida - como acontece na Austrália, Reino Unido e Dinamarca - as ter os melhores sistemas de ensino superior no que toca aos desafios económicos e sociais das populações.



O Lisbon Council, sedeado em Bruxelas, refere no comunicado de apresentação do estudo que a performance de Portugal é "surpreendentemente boa" de entre os 17 países da OCDE referenciados. O ensino superior português fica à frente do francês e alemão em termos de Inclusão e à frente dos Estados Unidos no indicador Acesso (que mede o número de estudantes do ensino secundário com notas baixas admitidos no ensino superior). "Na era do conhecimento, a educação é um objectivo-chave de qualquer política, que comporta dividendos sociais e económicos de monta", afirmou o presidente do Lisbon Council, Paul Hofheinz, em comentário ao estudo.

O documento indica que aqueles três países levam a liderança, de entre os examinados, porque as suas universidades aceitam uma larga franja de estudantes (locais ou estrangeiros), sem descer os padrões educacionais estabelecidos. A capacidade de inclusão atrai os estudantes estrangeiros, o que permite às universidades obter vantagens competitivas na corrida global pelo talento, dizem os autores do estudo.

As universidades desses mesmos países, Austrália, Reino Unido e Dinamarca, destacam-se "no esforço oferecer uma instrução aos adultos depois de estes sairem do sistema de ensino", permitindo que um grande número de pessoas aceda ao que chama aprendizagem ao longo da vida, paralelamente à sua presença no mercado de trabalho.

Este é principal factor negativo nos resultados de Portugal. No médio prazo, aconselham os autores do estudo, seria necessário trabalhar no acesso à aprendizagem ao longo da vida (que no estudo é contabilizado pelo rácio da idade nos alunos do superior). Outra deficiência ainda notada: Portugal deve atrair mais alunos estrangeiros.

Os autores referem, em geral, que "mesmo que esta performance se deva a factores exógenos - nomeadamente o rápido crescimento económico do país desde 1985 - ela ilustra o que refere o estudo": "Portugal é um bom exemplo de como um crescimento económico pode encorajar e melhorar a performance educativa".

Em contraste, a Alemanha e a Áustria, que ficam em 15.º e 16.º lugar, sofrem de um sistema demasiado restritivo "o que afasta um elevado número de pessoas do processo de aprendizagem e dá instrução completa apenas a um reduzido número de pessoas", revela o relatório. Em último lugar ficou a Espanha, a cujas autoridades o relatório sugere uma maior aproximação entre os currículos escolares a nível universitário e a necessidades do mercado laboral.

Em conclusão, um dos autores do relatório afirma que os sistemas de ensino superior avaliados são demasiado "elitistas" e "exclusivos", alertando que não estão a responder às necessidades das economias modernas, baseadas no conhecimento. Uma conclusão defendida na Estratégia de Lisboa, em 2005.



Portugal a meio da tabela de países da OCDE

 O Ensino Superior português está em 8º lugar num ranking divulgado hoje sobre universidades de 16 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Citar
O relatório foi elaborado pelo Lisbon Council, um centro de estudos sobre assuntos europeus, que fica em Bruxelas.

Portugal aparece à frente da França e da Alemanha no que diz respeito à "inclusão", que avalia quantos jovens em idade universitária frequentam, de facto, a universidade.

Relativamente ao “acesso” - índice que mede a capacidade do Ensino Superior receber e ajudar estudantes do Secundário com notas menos positivas – o nosso país ocupa o segundo lugar, atrás da Polónia e à frente dos Estados Unidos.

Portugal está também na segunda posição no item "ensino efectivo", só que em "ensino atractivo" está a três lugares do fim.

A meio da tabela estamos ainda no número de licenciados por idade e também na capacidade de mudança e de adaptação dos estabelecimentos ao novo Processo de Bolonha.

Nos lugares da frente deste estudo do Lisbon Council estão a Austrália, o Reino Unido e a Dinamarca, por outro lado, no pelotão de trás encontram-se a Alemanha, a Áustria e a Espanha.
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 20, 2008, 10:25:16 pm
Cidades: sistema português revoluciona condução

Universidade de Coimbra desenvolveu sistema que «avisa» condutores de acidentes, congestionamentos do trânsito e condições climatéricas

Citar
Um sistema desenvolvido pela Universidade de Coimbra vai permitir que, no futuro, os condutores de uma cidade tenham um «piloto» de mobilidade que indica em tempo real o trajecto mais rápido, seguro ou descongestionado, anunciou esta quarta-feira a instituição, noticia a agência Lusa.

Carlos Bento, coordenador do projecto, explicou que o «sistema se vai basear numa quantidade de dados de mobilidade fornecidos por operadoras de telecomunicações, transportes públicos, táxis e veículos pilotos, que permitem criar uma radiografia dinâmica da cidade».

«Essa informação será útil para o cidadão comum que todos os dias se desloca, dando a indicação do caminho que o leva a chegar ao destino mais depressa, com menor consumo de energia ou por um percurso mais saudável», adiantou o professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Por outro lado, acrescenta o investigador, o sistema, designado por City Motion, vai permitir «comparar trajectos, acompanhar os horários dos transportes públicos e sugerir alternativas de mobilidade», podendo adaptar a oferta de acordo «com os padrões de mobilidade dos utilizadores».

Segundo uma nota da FCTUC, este sistema «poderá revolucionar a mobilidade nas grandes cidades do país e do mundo» devido à sua capacidade de avisar o utilizador de que vai «deparar-se com uma estrada em obras, enfrentar uma longa fila de trânsito imprevista, esperar por um transporte público que não chega porque avariou ou entrar numa zona altamente insegura».


City Motion: um sistema mais completo que o GPS

O investigador Carlos Bento afirma que o City Motion é um sistema muito mais completo do que, por exemplo, os GPS que indicam o trajecto mais curto, «o que às vezes é um engano muito grande, porque não têm em conta acidentes, condições climatéricas adversas ou congestionamentos».

«O City Motion centraliza todas as bases de dados da cidade para o cidadão numa única interface: faz a fusão da informação fornecida por operadoras de telemóveis, sensores das estradas, gestão de frotas dos autocarros, metro, comboios, entre outros, disponibilizando um único sistema fiável e seguro», sintetiza a nota da FCTUC.

O projecto, inicialmente idealizado pelo investigador Francisco Câmara Pereira, em parceria com colegas do Instituto Superior Técnico e da Universidade do Porto, teve início em 2007 no âmbito do programa MIT Portugal, envolvendo uma dezena de investigadores - cinco portugueses e outros tantos do MIT (Massachusetts Institute of Technology, Estados Unidos da América), apoiados por sete alunos de doutoramento.

Citando o autor do projecto, Francisco Pereira, a nota de imprensa da FCTUC salienta que «o sistema em desenvolvimento permitirá a construção de serviços simples que informem o utilizador para não circular em zonas complicadas, como, por exemplo, vias associadas à prática de carjacking».

Em Portugal, numa primeira fase, o sistema City Motion vai ser aplicado nas cidades de Lisboa e Porto.

Para já, os investigadores estão a criar duas ferramentas: um planeador de rotas multimodal através de um sistema informático gratuito para o acesso do cidadão e um sistema de apoio aos decisores políticos que «mostre a dinâmica da cidade, o comportamento diário e a evolução do espaço urbano para, caso seja necessário e adequado, poderem adoptar medidas de prevenção e correcção».
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 22, 2008, 10:27:45 pm
Portugueses abrem caminho a antibióticos mais eficazes

Novas armas na luta contra a tuberculose

Citar
Investigadores portugueses fizeram o retrato tridimensional da enzima GpgS, fundamental para a sobrevivência do bacilo da tuberculose, permitindo agora definir um novo alvo a abater com o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes.


'Trata-se da primeira vez que a enzima GpgS, essencial para a sobrevivência do bacilo da tuberculose, mas para a qual não existe equivalente nos seres humanos, é caracterizadaestruturalmente', explicou Sandra Ribeiro, coordenadora da equipa de investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, responsável pelo trabalho que é publicado hoje na revista científica norte-americana ‘PLoS ONE’.

A enzima agora retratada tem um papel fundamental na construção da parede da célula causadora da tuberculose que, como outras bactérias patogénicas, tem a capacidade de criar resistência a novos antibióticos. 'Conhecida, com um detalhe atómico, a forma da molécula, torna-se num alvo possível para um futuro tratamento à tuberculose', sublinhou a investigadora portuguesa.

Num futuro próximo, a esperança passa pela descoberta de tratamentos mais eficazes: 'Os compostos direccionados contra aquela enzima poderão revelar-se agentes antituberculosos eficazes e potencialmente sem toxicidade ou efeitos secundários.'

São conhecidos os efeitos adversos dos antibióticos actualmente utilizados no tratamento clínico da tuberculose, além de que o seu uso inadequado, devido à interrupção dos tratamentos ou a dosagens inapropriadas, levou ao aparecimento de estirpes resistentes a esses compostos e de difícil tratamento.

Segundo explicou a investigadora, 'é urgente a identificação de novos alvos moleculares no bacilo da tuberculose e o concomitante desenvolvimento de novos compostos, direccionados especificamente para essas moléculas, que conduzem a uma nova geração de antibióticos.
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 22, 2008, 10:32:34 pm
Investigadores inovam na preservação de células estaminais

Cordão umbilical pode curar doenças

Citar
Investigadores portugueses desenvolveram um método inovador para preservar as células estaminais do próprio cordão umbilical que permitem a criação de células produtoras de insulina, para a diabetes, a regeneração óssea, o desenvolvimento de cartilagem, de tendões e de músculos. Estas células podem dar também origem a células do sistema nervoso, fundamentais para as doenças neuro-degenerativas como Parkinson ou esclerose lateral amiotrófica.


O trabalho realizado por Pedro Cruz e Hélder Cruz, no laboratório da ECBio, é diferente do actual processo de criopreservação de celulas estaminais. Em vez de serem retiradas do sangue existente no cordão umbilical, este método aproveita o próprio cordão.

'São processos diferentes, mas complementares. Um não se sobrepõe ao outro. As células estaminais retiradas do sangue do cordão têm aplicações em leucemias, linfomas, anemias e outras doenças relacionadas com o sangue. As retiradas do próprio cordão, por sua vez, destinam-se à produção de tecidos sólidos, como cartilagem, osso, tendões e músculo', explicou Hélder Cruz ao CM, sublinhando a possibilidade de tratamento da diabetes: 'Enviámos as nossas células para um laboratório francês, especializado na doença da diabetes, e os resultados que temos são excelentes. As células produtoras de insulina são autónomas e funcionais. Produzem insulina sempre que ela é necessária, sem ser preciso qualquer medição adicional.'

O desenvolvimento deste método começou há dois anos e uma das preocupações da equipa de investigadores foi a criação de um processo de isolamento de células estaminais que tivesse aplicações fora do laboratório, a um custo acessível para o consumidor final. 'Procurámos criar um método que pudesse ser aplicado por qualquer laboratório de serviços, e que não tivesse um custo proibitivo', afirmou.

Este método, tal como o que utiliza o sangue do cordão umbilical, é inofensivo para a mulher e para o bebé. As células estaminais cultivadas poderão ser aplicadas no tratamento de uma pessoa que não tenha qualquer relação familiar com o dador.

André Pereira
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 25, 2008, 10:06:16 pm
Descoberta registada em patente internacional

Portugueses inventam papel com memória

Depois dos transístores, Elvira Fortunato e Rodrigo Martins conseguiram pela primeira vez no mundo armazenar informação em papel.

Citar
É uma nova descoberta que já foi registada em patente internacional, dois meses depois dos transístores com papel: uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, liderada por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, conseguiu pela primeira vez no mundo armazenar informação em fibras de papel.

Um artigo científico sobre esta invenção à nanoescala - memórias de transístores descartáveis em papel, que podem ser usadas e deitadas fora (ou recicladas) - vai sair na edição de 24 de Novembro da 'Applied Physics Letters' (APL), revista de referência mundial na área da Física do Estado Sólido publicada pelo Institute of Physics, dos EUA. E a revista britânica 'The Economist' já se referira ao assunto numa notícia que dedicou ao trabalho da equipa do Departamento de Ciência dos Materiais (DCM) da Universidade Nova, na sua edição de 18 de Outubro.

No artigo que vai ser publicado na 'APL' refere-se que "a indústria microelectrónica procura dispositivos de memória baratos e leves, o que está a levar a investigação científica a recorrer a materiais de baixo custo e dispositivos cujas estruturas podem ser fabricadas a baixas temperaturas e consumos de energia". A resposta a esta procura tem sido feita com dispositivos de materiais orgânicos, mas a tentativa de os usar como memórias - de modo a poderem escrever, apagar, ler e armazenar informação - depara com várias dificuldades "que restringem o seu campo de aplicações".

Fibras retêm informação durante 14 mil horas

É o caso do tempo de retenção da informação, que não ultrapassa 1h15. Ora os cientistas da Universidade Nova provaram que é possível reter informação durante 14 mil horas (um ano e meio) usando fibras celulósicas naturais compactadas em camadas através de processos mecânicos - isto é, papel de arquitecto fabricado exclusivamente para o DCM - que simultaneamente conduzem e armazenam essa informação. Para isso são aplicados óxidos semicondutores à temperatura ambiente.

Os "chips" baseados em fibras de papel serão muito mais baratos do que os actuais e terão um grande potencial de aplicação em áreas tão diversas como etiquetas de identificação por radiofrequência para os produtos dos supermercados ou bagagens nos aeroportos, notas (dinheiro) com dispositivos electrónicos de segurança, selos de correio lidos por máquinas inteligentes, etc. Como diz o 'The Economist', a electrónica do futuro "poderá vir a basear-se mais no papel do que em eliminá-lo"...

O papel "tem muitas vantagens, porque é biodegradável, reciclável e fácil de produzir", assinala Elvira Fortunato. "Mas os dispositivos em papel ainda não têm o mesmo desempenho dos dispositivos convencionais, embora nas nanotecnologias tudo possa acontecer no futuro, porque a informação é imaterial".

Elvira deu recentemente uma conferência em Estocolmo no Albanova University Center a convite da Fundação Nobel, onde falou sobre 'A (r)evolução dos transístores de filmes finos'. É a segunda vez que um cientista português é convidado pelo Albanova - o primeiro foi António Damásio - mas, como esclarece Rodrigo Martins, "este convite significa o reconhecimento do trabalho feito por Elvira Fortunato na área das ciências, mas nada mais do que isso". Em todo o caso, o Albanova está interessado em contactar de novo a cientista portuguesa. A organização - uma associação das universidades de Estocolmo - convida, em média, cem cientistas por ano ligados à física, química, medicina e matemática, para a realização de conferências na capital sueca.

Entretanto, o Departamento de Ciência dos Materiais da Universidade Nova assinou um contrato com a multinacional francesa Saint-Gobain. O contrato de 700 mil euros vai durar dois anos e destina-se ao desenvolvimento dos chamados vidros do futuro, pretendendo-se dar vida e cor aos vidros usando óxidos condutores.


Uma nova teoria científica  


Há uma segunda descoberta do grupo de investigadores do Departamento de Ciência dos Materiais da Universidade Nova, associada às memórias de transístores descartáveis em papel, que tem uma consequência curiosa: precisa de uma nova teoria para a enquadrar. Com efeito, o dispositivo electrónico com papel é feito à nanoescala em camadas descontínuas ou discretas, onde as fibras celulósicas estão dispostas de uma forma aleatória. Acontece que todos os dispositivos convencionais são fabricados em camadas contínuas, com fibras (não-celulósicas) alinhadas.

"Somos experimentalistas e conseguimos pôr a funcionar um novo dispositivo com um mínimo de teoria, mas não há ainda uma teoria científica robusta capaz de explicar ao pormenor esta nova forma de transporte e retenção de informação", salienta Rodrigo Martins. No fundo, "fizémos uma demonstração prática do funcionamento de um novo dispositivo electrónico e das propriedades em que ele se baseia, mas falta o seu enquadramento teórico".

Na nanotecnologia parece não haver impossíveis, porque a informação é imaterial. Como explica Elvira Fortunato, "no futuro poderemos miniaturizar ainda mais e usar uma única fibra de papel, porque assim é mais fácil controlar as suas propriedades".
 


http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/461842 (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/461842)
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 25, 2008, 10:09:34 pm
HIV tem menos um segredo


Citar
Graças à equipa do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que provoca a sida, tem menos um segredo. Rita Cavaleiro trabalhou com mais três investigadores portugueses e concluíram que pode ser possível inibir a activação imunitária e, consequentemente, travar o ritmo de progressão da doença.

O estudo partiu dos efeitos distintos das proteínas do invólucro do HIV1 (gp120) e do HIV2 (gp105) e verificou que a proteína do HIV2 é mais imunossupressora ao nível da activação da célula imunitária.

«Tentámos perceber a razão do HIV2 ser menos patogénico, isto é, ter um ritmo de progressão da doença mais lento do que o HIV1. Verificámos que as proteínas do invólucro HIV2 limitam a activação imunitária e, consequentemente, contribuem para a redução da produção do vírus», explicou Rita Cavaleiro, primeira autora do estudo, ao PortugalDiário.

Pode ser possível diminuir o avanço da doença

Desta forma, «a própria proteína do vírus até pode ser benéfica, porque diminui o ritmo de progressão da doença, o que pode parecer um paradoxo», continuou. Esta descoberta torna possível que, futuramente, se possa «actuar ao nível da infecção, arranjando moléculas que inibam essa activação e, assim, haja uma menor progressão da doença».

O estudo foi realizado por quatro portugueses: Rita Cavaleiro, Adriana Albuquerque, Rui Victorino e Ana Espada de Sousa. Contou ainda com a colaboração de dois norte-americanos e foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pela Comissão Nacional de Luta Contra a Sida.

«Falta de cultura científica em Portugal»

Esta equipa venceu um prémio Pfizer de Investigação Clínica no valor de 20 mil euros: «É o reconhecimento do nosso trabalho. Para além das publicações científicas, permite divulgá-lo para o público, para que fiquem a saber para onde vai o financiamento».

Rita Cavaleiro confessou mesmo que gostava de se dedicar à divulgação para leigos. «Há uma grande dificuldade de compreensão do nosso trabalho, porque não há uma cultura científica em Portugal. As pessoas têm de perceber que não é daqui que sai uma cura, mas são pequenos passos para uma descoberta maior».


Título:
Enviado por: comanche em Novembro 25, 2008, 10:13:47 pm
Investigador português Lino Ferreira recebe Prémio Crioestaminal 2008



Citar
O projecto de investigação liderado por Lino Ferreira, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e do Biocant – Centro de Inovação e Biotecnologia, venceu o Prémio Crioestaminal 2008, atribuído pela Associação Viver a Ciência (AVAC), em parceria com a primeira. O trabalho do cientista português visa desenvolver novas terapias com células estaminais para a regeneração do músculo cardíaco pós-enfarte.

Em Portugal morrem todos os anos cerca de 3300 pessoas com enfarte do miocárdio. "É um problema de saúde pública de grandes proporções a nível mundial. Em Portugal, em média, morrem diariamente 18 pessoas devido a enfarte e outras sofrem um processo de degeneração que leva ao enfarte", recordou o investigador de Coimbra, em declarações à Lusa. Segundo o cientista - pós-doutorado no MIT (Massachusetts Institute of Technology) no domínio das células estaminais, biomateriais e micro-nanotecnologias -, o objectivo é "tentar inverter este processo de degeneração" do músculo cardíaco.

"A capacidade de regeneração do músculo cardíaco é limitada e insuficiente", observou, adiantando que, "mais cedo ou mais tarde, as pessoas com enfarte do miocárdio acabam por ter problemas, porque o coração não consegue bombear o sangue com a mesma eficiência". O trabalho de investigação em apreço, que se encontra numa fase inicial e será desenvolvido nos próximos quatro anos, referiu Lino Ferreira, contempla a propagação em laboratório de células estaminais embrionárias humanas para dar origem a células cardíacas em grande número.

Outras plataformas do projecto compreendem o "transplante eficiente" destas células no músculo cardíaco e a monitorização do enxerto celular, dimensões que conferem um carácter inovador ao projecto, disse ainda o investigador. "Actualmente, há algumas abordagens da terapia celular para a regeneração cardíaca, envolvendo outras células estaminais, nomeadamente da medula óssea, cujos efeitos terapêuticos estão a ser avaliados em ensaios clínicos", referiu Lino Ferreira.

Promover projectos portugueses

Na opinião da presidente da AVAC, Maria Manuel Mota, “a investigação científica nacional deve ser mais incentivada por apoios privados de forma a tornar-se mais competitiva a nível internacional”. Por seu lado, Raul Santos, Administrador e director-geral da Crioestaminal, refere que o prémio pretende sublinhar “o potencias da investigação portuguesa”, em especial na biomedicina, e abrir “portas para o seu reconhecimento nacional e internacional”.

O galardão, de 20 mil euros, será entregue hoje à tarde no Parque de Biotecnologia de Portugal, em Cantanhede. “A selecção do vencedor foi efectuada por um júri internacional composto por especialistas de reconhecido valor em áreas da biomedicina e oriundos de instituições como o Institut Pasteur, Institut Curie, ambos em França, o Institute for Stem Cell Research da Escócia, o National Institute for Medical Research de Inglaterra e o MIT dos Estados Unidos”, lê-se no comunicado da AVAC.

O primeiro Prémio Crioestaminal foi atribuído, em 2005, à investigadora Sandra de Macedo Ribeiro, do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra, para desenvolver um estudo sobre a base molecular da Doença de Machado-Joseph.

Em 2006, o foi entregue ao investigador Hélder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto, para financiar um projecto que utiliza técnicas inovadoras de microscopia de alta resolução e microcirurgia laser em células vivas para estudar a um novo nível a multiplicação celular.

O terceiro foi atribuído em 2007 a Mónica Bettencourt Dias, líder de um grupo de investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência, para apoiar um estudo sobre uma estrutura celular que pode desempenhar um papel importante na infertilidade e no cancro.
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 25, 2008, 10:19:01 pm
Cor não gera novas espécies

Citar
Evolução. Pensava-se que nas aves muito coloridas a escolha sexual (feita pelas fêmeas) tinha um papel importante no surgimento de novas espécies. Afinal não é assim, dizem cientistas portugueses

Investigadores portugueses fizeram a descoberta

Nas espécies de aves muito coloridas, como os pintassilgos, os machos têm em geral mais cores do que as fêmeas. E no acasalamento esse é justamente um factor decisivo, porque a escolha é feita por elas. Pensava-se, por causa disso, que a escolha sexual deveria ter um papel importante no surgimento de novas espécies neste tipo de aves, mas afinal não é assim. Pelo menos nos pintassilgos. A descoberta é dos investigadores portugueses Paulo Gama Mota e Gonçalo Cardoso, do Laboratório de Etologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, e acaba de ser publicada na Evolution. "Conseguimos demonstrar que neste género [dos pintassilgos] a diferenciação de espécies se faz pelo processo de selecção natural e não pela selecção sexual", explicou ao DN Paulo Gama Mota, que dirige o Laboratório de Etologia da FCTUC, sublinhando que este "é mais um passo para compreender a evolução das espécies e o equilíbrio dos ecossistemas, que são fundamentais para a diversidade de espécies no mundo". A publicação do trabalho "na revista de topo mundial" nesta área é por isso "uma grande satisfação", confessa o investigador.

Na selecção natural, o que acontece é que num determinado grupo populacional se vão acumulando mutações, até que surge uma nova espécie. "Isso acontece, por exemplo, quando há isolamento geográfico prolongado", explica Paulo Gama Mota. Se houver diferenças muito grandes entre habitats, por exemplo, as populações acabam por se adaptar às suas características (de altitude, por exemplo) e isso contribui para o fenómeno da especiação (surgimento de novas espécies).

Impraticável em tempo real, uma vez que estes processos podem durar milhares ou milhões de anos, o trabalho teve de ser feito por métodos indirectos. Os dois investigadores recolheram a informação sobre 26 das 30 espécies de pintassilgos que existem no planeta no Museu de História Natural de Londres, "que tem uma das melhores colecções de aves". Depois estabeleceram uma grelha de características das diferentes espécies de forma a poder relacioná-las entre si, em termos de proximidade, e, finalmente, criaram um modelo matemático que permitiu verificar a variação de cor e relacionar esse parâmetro com o processo de especiação . "Testámos os dois modelos, o da selecção sexual e o da selecção natural, e o último claramente excluiu o primeiro", conta Paulo Gama Mota. E se nos pintassilgos é assim, os investigadores querem agora verificar a sua tese nos canários. E, com isso, testar o próprio modelo.
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Novembro 25, 2008, 10:54:32 pm
Hehehehe, é para compensar as poucas notícias que tens pouco, comancha?
Por falar nisso, o André tb n parece "em forma". :D Tem incluído poucas.
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Novembro 27, 2008, 06:36:34 pm
Reportagem: «Ciência à portuguesa» http://diario.iol.pt/tecnologia/ciencia ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/ciencia-tecnologia-reportagem-descobertas-portugueses/1016472-4069.html)


Engenheiro português da FEUP ganha prémio com inovação mundial
http://diario.iol.pt/ambiente/feup-jose ... -4070.html (http://diario.iol.pt/ambiente/feup-jose-carlos-ferreira-polight-postes-de-iluminacao-towpreg-premio/1017940-4070.html)

«Ciência à portuguesa»: uma roupa especial
Equipa da Universidade do Minho criou vestuário inclusivo para melhorar a qualidade de vida das pessoas com necessidades especiais
http://diario.iol.pt/tecnologia/reporta ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/reportagem-ciencia-tecnologia-um-vestuario-inclusivo/1017518-4069.html)
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 27, 2008, 11:51:20 pm
Investigadores portugueses recebem prémio de inovação em concurso nacional


Citar
A Solvay Portugal e a Hovione, em parceria, entregaram os prémios SHIC’08 numa cerimónia de encerramento onde foram revelados os vencedores dos dois prémios que constituem o desafio lançado à comunidade dos investigadores portugueses - Prémio Solvay vocacionado para a área da engenharia química e ambiente, e Prémio Hovione dirigido à química fina e desenvolvimento farmacêutico.

O Prémio Solvay foi atribuído ao projecto “Produção de um Novo Biopolímero Biodegradável com Aproveitamento do Glicerol”, que apresenta, como novidade mundial, a possibilidade de transformar um resíduo do biodiesel num produto de valor acrescentado, já que se perspectiva a sua aplicação numa gama alargada de aplicações industriais, nomeadamente no sector alimentar e da cosmética, em substituição de produtos de custo mais elevado, como a goma de guar, alginatos e outros.

Uma mais-valia para o sector dos bio-combustíveis e da sustentabilidade industrial, já que ao aumentar o período de vida de um resíduo se diminui o seu impacto no meio ambiente.

Verificam-se igualmente relevantes benefícios ao nível da produção, que, por não estar dependente de condições climáticas ou sazonais, apresenta custos de matéria-prima mais baixos, devido à grande disponibilidade em glicerol.

O projecto vencedor deste Prémio Solvay é da autoria dos investigadores Maria Reis, Filomena Freitas, Vítor Alves, Rui Oliveira e Filipe Aguiar, do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa.

O Prémio Hovione seleccionou como vencedor o trabalho intitulado “Partículas porosas inteligentes: uma nova alternativa para libertação controlada no pulmão”, o qual promete impulsionar o sector dos medicamentos para os tratamentos de doenças do foro pulmonar como a asma, cancro do pulmão, entre outras.

Este projecto demonstra a possibilidade de produção de partículas porosas, as quais, devido à sua baixa densidade, são mais toleradas pelos mecanismos de defesa dos pulmões, evitando a expulsão. As referidas partículas têm ainda a característica distintiva de serem inteligentes, porque são produzidas à base de polímeros sensíveis a estímulos exteriores (pH, Temperatura), utilizam solventes amigos do ambiente (dióxido de carbono a alta-pressão), que não deixam no fim das experiências quaisquer resíduos, reutilizando, desta forma, um gás com efeito de estufa.

A responsabilidade deste projecto é do grupo de investigação de Ana Isabel Aguiar Ricardo juntamente com os seus colaboradores Teresa Casimiro, Eunice Costa, Telma Barroso e Márcio Temtem, do Laboratório associado REQUIMTE - CQFB, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa.

A cada projecto vencedor foi atribuído um prémio no valor de 10 mil euros, o qual tem como objectivo viabilizar a sua concretização.

Outros projectos destacados

Para além das ideias vencedoras, o Júri do Prémio Hovione destacou ainda os projectos:

>>"Modelo computacional para prever as trajectórias e o local de deposição de partículas produzidas por inalador de pó seco em tubos reais ou virtuais", dos investigadores João F. Pinto da Faculdade de Farmácia de Lisboa e João M. M. Sousa do Dep. de Engenharia Mecânica, do Instituto Superior Técnico;

>>"Potenciais Fármacos de Ruténio para o tratamento do cancro", de Maria Helena Garcia, do entro de Ciências Moleculares e Materiais, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa;

>>"Planeamento Óptimo da Produção" de Pedro Miguel Gil de Castro, do Instituto Nacional de Engenharia Tecnologia e Inovação;

>>"FORTE (4T)", de José Cardoso Menezes do Departamento de Engenharia Química, do Instituto Superior Técnico.


81 projectos a concurso, da responsabilidade de 260 investigadores

Os vencedores do concurso SHIC’08 foram seleccionados entre 81 projectos candidatos, no qual estiveram envolvidos 260 investigadores, docentes e estudantes universitários.

A forte adesão a este desafio resultou de um road-show que percorreu mais de 3500 quilómetros do território nacional, para chegar a 40 centros de investigação existentes e 11 Faculdades.

O SHIC’08 envolveu ainda diversas personalidades do meio académico e instituições das áreas de investigação em análise, as quais constituíram o Júri deste concurso : os representantes dos quatro parceiros institucionais (Sociedade Portuguesa de Química, Colégio de Engenharia Química da Ordem dos Engenheiros, Colégio da Especialidade em Indústria Farmacêutica da Ordem dos Farmacêuticos e Agência de Inovação), Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, para além de responsáveis da Solvay e Hovione.

Esta iniciativa conjunta teve o intuito de promover a inovação no País e posicionar as duas empresas como parceiros activos do meio académico, distinguindo projectos susceptíveis de gerar valor, e decorre de uma primeira edição conduzida pela Solvay, em 2003-2004.

Os resultados agora registados espelham o desenvolvimento e a maturidade que a actividade de I&D está a atingir em Portugal, bem como a mais-valia de projectos conduzidos em parceria. Ideia que é reforçada pela opinião do júri de avaliação, que elogia o mérito e a criatividade das candidaturas a concurso.

Para Luis Serrano, Country Manager da Solvay para Portugal e Espanha, «o Solvay & Hovione Ideas Challenge é o resultado concreto da abordagem externa ao empreendedorismo junto do meio universitário. Mais do que uma competição, constitui um ponto de encontro entre a Ciência, o mercado e a indústria, na procura de sinergias de desenvolvimento e de novas alavancas tecnológicas».

Para Guy Vilax, CEO da Hovione, «a Solvay e a Hovione souberam juntar esforços para premiar a inovação dos investigadores nas universidades. A Hovione está satisfeita com o resultado: Tivemos sucesso no nosso projecto pois as candidaturas corresponderam às expectativas tanto em qualidade como em quantidade. Temos aqui um bom exemplo de empenhamento na construção das ligações entre a universidade e a empresa, bem como da demonstração da capacidade inventiva Portuguesa».



http://www.barlavento.online.pt/index.p ... a?id=28761 (http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=28761)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Novembro 28, 2008, 12:13:14 am
Os resultados do concurso aparentam ser um pouco..suspeitos já que todos são para a Mouraria, particularmente para a Univ Nova de Lisboa, que também está no júri.
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 02, 2008, 10:48:37 pm
Pesquisadores portugueses desenvolvem robô dentista

Citar
Coimbra, 2 dez (Lusa) - Uma equipe de pesquisadores de Coimbra está desenvolvendo um "robô dentista", com o objetivo de tornar os implantes dentários mais baratos, mais resistentes e com maior conforto para os pacientes.

"Os implantes dentários são muito caros e demorados, e a pós-instalação é muito longa e dolorosa. O paciente pode demorar mais de um ano para largar o dentista", disse à Agência Lusa Norberto Pires, um dos pesquisadores envolvidos.

O projeto está em fase de conclusão e foi trabalhado durante três anos por cientistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia e do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e da Imagem, ambos da Universidade de Coimbra.

Os pesquisadores acreditam que, ao otimizarem o processo de colocação dos implantes dentários, os custos possam ser reduzidos para metade. O sistema robótico simula e monitora todo o processo, ao imitar os procedimentos do dentista.

"Ganha-se em custos, em tempo e, se tivermos de fazer quatro furos em vez de seis, a recuperação é também menos dolorosa", considerou Maria Filomena Botelho, do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e da Imagem.

Projeto

Em fase de utilização experimental, no Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra, o robô realizou testes em peças anatômicas de cadáveres e num modelo de uma mandíbula em material equivalente ao osso.

O "robô dentista" está dotado de sensores de força e utiliza um mecanismo óptico que registra os movimentos e esforços utilizados na mastigação, antecipando o desconforto nos pacientes, as tensões provocadas no material, a vida útil do implante e os danos originados.

"Não há intervenção humana nenhuma, são selecionadas as melhores geometrias, colocam-se os dentes e simula-se a mastigação", disse Norberto Pires, acrescentando que se tratar de "um processo total de simulação de geometrias" que pode se revelar numa "boa indicação para os médicos-dentistas".

É a primeira vez, de acordo com Norberto Pires, que Portugal desenvolve um estudo sistemático de colocação de implantes dentários.

"O que os médicos-dentistas fazem é testar com os pacientes, não arriscando muito, e, dessa forma, vão vendo o que corre mal, partilhando depois as idéias técnicas em congressos", disse o pesquisador da Faculdade de Ciências e Tecnologia.

Os cientistas esperam concluir a pesquisa em maio do próximo ano, com a elaboração de um Guia de Boas Práticas para a Aplicação de Implantes Dentários.

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 04, 2008, 11:34:27 pm
Portugal vai ter base de dados de ADN


Citar
O regulamento e as regras de funcionamento da base de dados de perfis de ADN para fins de investigação civil e criminal foram publicados no Diário da República.

Uma nota emitida esta quinta-feira pelo Ministério da Justiça refere que a base de dados servirá para «melhor identificação de suspeitos e vítimas de crimes, identificação de vítimas de catástrofes e acidentes, investigação de paternidade e de maternidade».

A recolha, quando não voluntária, está sempre dependente de um despacho de um magistrado, estando confirmado também que qualquer pessoa tem direito a conhecer o conteúdo do registo ou registos.

O regulamento, da responsabilidade do Instituto Nacional de Medicina Legal, estipula ainda que «em caso de algum os marcadores de ADN poderão revelar informação relativa à saúde ou a características hereditárias específicas».

A base de dados vai permitir a identificação de delinquentes, a exclusão de inocentes ou ligação entre condutas criminosas e ainda o reconhecimento de desaparecidos, nos termos da lei.

No âmbito da investigação criminal, a nova lei permite a comparação de perfis de ADN de amostras recolhidas no local de um crime com os das pessoas que nele possam ter estado envolvidas, mas também a comparação com os perfis já existentes na base de dados.

A recolha de amostras para a investigação de um crime será realizada a pedido do arguido ou ordenada pelo juiz. A lei prevê, por outro lado, a recolha de amostras de ADN em pessoas ou cadáveres e a comparação destes com o ADN de parentes ou com aqueles existentes na base de dados, com vista à sua identificação.

A base de dados de ADN será tutelada pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e será construída de modo faseado e gradual, a partir da recolha quer de amostras em voluntários, quer das amostras de investigações criminais.

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 05, 2008, 11:52:47 pm
Oito jovens cientistas portugueses premiados


Citar
Oito jovens cientistas de seis universidades portuguesas foram distinguidos pela Fundação Calouste Gulbenkian com prémios de estímulo à investigação em áreas que vão da Matemática, Física e Química às Ciências da Terra e do Espaço, refere a «Lusa».

Entre os premiados deste ano contam-se três investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, nomeadamente Elisabete Oliveira, do Departamento de Química, Gonçalo Tabuada, do Centro de Matemática e Aplicações, e Pedro Barquinha, do Centro de Investigação e Materiais, informou hoje a Fundação.

A investigação de Elisabete Oliveira centra-se em novos sensores químicos fluorescentes baseados em aminoácidos e polipéptidos, enquanto a de Gonçalo Tabuada visa desenvolver ferramentas inovadoras em álgebra não-comutativa e combinatória, referiu fonte da FCT à Agência Lusa.

Por seu lado, o projecto de Pedro Barquinha propõe o uso dos óxidos semicondutores - materiais associados ao novo conceito de electrónica transparente - para o estudo e produção de nanotransistores.

Segundo este investigador, o objectivo é desenvolver as bases científicas e tecnológicas para a electrónica à nanoescala, componente imprescindível à indústria do futuro, sobretudo no domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Os outros premiados são Ana Gonçalves, do Centro de Matemática da Universidade do Minho, Eduardo Castro, do Centro de Física da Universidade do Porto, Emanuel Dutra, do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa, Juan Cabanelas, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, e Ricardo Santos, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

O objectivo deste Programa é estimular a criatividade e a qualidade na investigação científica entre os mais jovens, já que se destina a investigadores com idade inferior a 31 anos que trabalhem em instituições portuguesas.

Cada um dos distinguidos receberá um incentivo financeiro total de 12.500 euros, repartido entre o investigador e respectivo centro de investigação.

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 09, 2008, 09:49:06 pm
Portuguesa YDreams cria marca mundial para jogos interactivos


Citar
Alvos da estreante Audience Entertainment são produtos para cinema, estádios ou concertos
Grandes eventos, sejam sessões de cinema, espectáculos em estádios ou concertos. São esses os alvos da nova empresa mundial de jogos interactivos que a portuguesa YDreams criou em parceria com a norte-americana Brand Experience Lab.

Com esta joint-venture surge uma nova marca especializada em marketing e publicidade para grandes audiências. A estreante Audience Entertainment vai ter sede em Nova Iorque e assenta na plataforma de computação gráfica da YDreams e na experiência em campanhas publicitárias da Brand Experience Lab.

A ideia é criar animações lúdicas que passam por dar às audiências a capacidade para controlar acções em grandes ecrãs, sejam jogos ou outras actividades, numa interacção que se traduz em gestos simples, movimentos do corpo ou som, e que assume influência nos conteúdos dos referidos ecrãs.

Em comunicado, a empresa de tecnologia dirigida por António Câmara refere que este tipo de produto é «um meio em incrível crescimento para publicitários de todo o mundo». E dá um exemplo: as campanhas criadas pela Brand Experience Lab para marcas como a Volvo, Coca-Cola, MSNBC, Orange Mobile, Unilever ou Vodafone já foram exibidas mais de 600 vezes em ecrãs de cinema e têm tido procura em meios on-line como o «YouTube».

170 colaboradores

A Audience Entertainment assume-se, desde já, como líder deste segmento publicitário, contando com escritórios em Lisboa, Nova Iorque, Barcelona ou São Paulo, e 170 colaboradores.

«Estamos em negociações com cadeias de cinemas e agências de publicidade em mais de 20 países para alargarmos o âmbito da nossa actuação, que ainda é mais relevante nos tempos que correm, por ser um meio alternativo e eficaz», diz em comunicado o presidente-executivo da recém-criada Audience Entertainment, Barry Grieff.

Sobre a portuguesa YDreams, Griff vai mais longe e explica que o portfólio da tecnológica portuguesa «será fulcral» para convencer os clientes da inovação e eficácia do novo conceito.

Recorde-se que a empresa tem trabalhado nesta área há cerca de ano e meio e, no âmbito da sua actividade, já implementou projectos em quatro continentes.

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 11, 2008, 10:49:45 pm
Investigadores descobrem especificidades do exossoma

Investigadores descobrem especificidades do exossoma
«Há muitos RNAs diferentes na célula e ainda não sabemos como é todo este intrincado


Citar
Num trabalho conjunto de investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa (ITQB) e da Universidade do Texas, Houston (Estados Unidos), publicado na edição online da revista Nature Structural and Molecular Biology, ficamos a saber que as células, nomeadamente através do exossoma, mantêm um controlo apertado sobre o tipo, a qualidade e a quantidade de moléculas de RNA presentes a cada instante.

O exossoma é um complexo proteico envolvido na degradação do RNA. O da levedura, à semelhança de um canivete suíço, é afinal mais do que uma máquina de degradação e tem zonas especializadas para funções específicas.
 


Numa nota de imprensa do ITQB, é explicado que o exossoma vai degradando as moléculas de RNA a partir das pontas – diz-se que tem actividade exonucleolítica -, mas "o que os investigadores agora demonstraram é que o exossoma tem também actividade endonucleolítica, isto é, consegue cortar as moléculas de RNA em pedaços", duas formas de degradar o RNA que "dependem de regiões distintas do exossoma. Por outro lado, há outras regiões do exossoma que são específicas para a degradação de certo tipo de moléculas de RNA".

Com uma composição muito semelhante ao do DNA, o RNA é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, formado por moléculas de dimensões muito inferiores às do DNA. O exossoma de levedura é composto por 10 proteínas agrupadas num único complexo, sem as quais o exossoma não se forma e as células são inviáveis.

Os investigadores conseguiram perceber as diferentes áreas, especializadas em processos diversos, eliminando segmentos dessas proteínas e mantendo a actividade do exossoma. E como, apesar da levedura ser um organismo simples, o metabolismo do RNA é muito semelhante ao das nossas células, Cecília Arraiano, que coordenou a investigação no ITQB, lembra que “este estudo mostra como a degradação de RNA é complexa e especializada. Há muitos RNAs diferentes na célula e ainda não sabemos como é todo este intrincado processo é gerido”.

“Aliás, toda a investigação nesta área está numa fase muito excitante e ao mesmo tempo muito competitiva”, conclui.
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 11, 2008, 10:59:37 pm
Portugal em 15º no ranking das políticas climáticas internacionais


Citar
Portugal ficou classificado em 15º lugar em termos de melhor performance relativamente às alterações climáticas num ranking que incluiu os países desenvolvidos e os países com um forte desenvolvimento industrial recente ou representando mais de 1% do total de emissões de dióxido de carbono. O índice é da responsabilidade da organização não governamental de ambiente GermanWatch e da Rede Europeia de Acção Climática (a que a Quercus pertence) e contou com a colaboração da Quercus na avaliação qualitativa pericial efectuada a Portugal.



O índice mostra que nenhum país dos considerados pode ser considerado como tendo uma performance satisfatória no que respeita à protecção do clima. O critério específico para essa avaliação é o de que, por comparação com 1990 (ano base do Protocolo de Quioto), nenhum país está no caminho que asseguraria à escala global um aumento de temperatura inferior a 2 ºC. Assim, o CCPI não tem vencedores este ano porque nenhum país está a fazer o esforço necessário para evitar uma alterações climática com consequências dramáticas.

Portugal obteve a 15ª posição no ranking final global, sendo que a sua classificação foi a 33ª na componente tendência de emissões, 17ª na componente de nível de emissões e 9º na componente de políticas climáticas, tendo descido duas posições na análise global. No índice em 2008, Portugal obteve a 13ª posição quando estiveram em avaliação 56 países. Este lugar reflecte o facto de Portugal ter emissões per capita relativamente baixas e ter um conjunto de medidas consignadas (mesmo que ainda não implementadas) para reduzir as emissões, mas ao mesmo tempo traduz o aumento praticamente sistemático das emissões desde 1990, com dificuldades de cumprimento do Protocolo de Quioto. Note-se que dada a não atribuição dos primeiros três lugares a nenhum país, é natural também uma descida no ranking, podendo indirectamente interpretar-se até que Portugal subiu uma posição.

O país melhor classificado no ranking foi a Suécia, seguido da Alemanha, França, Índia e Brasil. O pior país foi a Arábia Saudita, tendo a Espanha ficado em 28º lugar, o Canadá em penúltimo lugar (59º) e os EUA em antepenúltimo lugar (58º). O relatório será disponibilizado pela GermanWatch em www.germanwatch.org/ccpi.htm (http://www.germanwatch.org/ccpi.htm).

O Climate Change Performance Index (CCPI) 2009 é um instrumento inovador que traz maior transparência às políticas climáticas internacionais. Com base em critérios padrão, o índice avalia e compara a performance de 57 países que, no total, são responsáveis por mais de 90% das emissões de dióxido de carbono associadas à energia. O objectivo do índice é aumentar a pressão política e social nos países que têm esquecido até agora o seu trabalho interno no que respeita às alterações climáticas.
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 11, 2008, 11:03:08 pm
UC inaugura equipamento único para investigação em neurociências
 nó de Coimbra da Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral é inaugurado a 12 de Dezembro. Investimento ronda os 3,5 milhões de Euros e vai permitir tornar realidade no nosso País a investigação de ponta sobre o funcionamento do cérebro. Para assinalar a inauguração, quatro dos mais conceituados cientistas do mundo vão apresentar os últimos desenvolvimentos nesta área.





Citar
Algumas das técnicas experimentais mais recentes e inovadoras na área das neurociências, nomeadamente estudos de imagiologia multimodal funcionais e estruturais, vão finalmente poder ser realizados em Portugal, com a instalação no edifício onde também está instalado o Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) – uma unidade orgânica de investigação da Universidade de Coimbra, situada no Pólo das Ciências da Saúde – de um equipamento único no País, cujo investimento ascende a 3,5 Milhões de Euros.

Este equipamento, que irá permitir um conhecimento mais aprofundado sobre o funcionamento do cérebro e doenças neurodegenerativas como as doenças de Alzheimer ou Parkinson, constituirá o nó de Coimbra da Rede Nacional de Imagiologia Funcional Cerebral, um consórcio de universidades portuguesas – constituído pelas Universidades de Coimbra, Aveiro, Minho e Porto – que tem por objectivo principal viabilizar o acesso da comunidade científica portuguesa a equipamentos de ressonância magnética na área da imagiologia funcional cerebral e de electrofisiologia de alta densidade.

O nó Central de Coimbra, que lidera esta Rede, vai ser inaugurado por Fernando Seabra Santos, Reitor da Universidade de Coimbra, no próximo dia 12 de Dezembro, pelas 14H00, no Auditório I da Sub-unidade I de Ensino da Faculdade de Medicina, no Pólo das Ciências da Saúde. Estarão também presentes na ocasião representantes dos vários Nós Nacionais desta Rede científica nacional, e Miguel Castelo-Branco, docente da Universidade de Coimbra e coordenador da Rede.

Para assinalar o arranque deste projecto, realiza-se, a partir das 14H30, um simpósio onde intervirão alguns dos mais conceituados cientistas mundiais na área das neurociências.

O simpósio contará com intervenções de Alexandre Castro Caldas (“O cérebro ex-analfabeto”), Alain Berthoz (“Physiologie de la Perception et de l’Action”), Fernando Lopes da Silva (“Rhythms of the Brain: Physiological Sources and EEG/MEG/fMRI Patterns”), e Rainer Goebel (“The Future of Neuroimaging).

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 11, 2008, 11:07:47 pm
Nokia Mobile com tecnologia do FEELab da Universidade Fernando Pessoa


O Instituto Nokia de Tecnologia Mobile Solutions Group (INDT), situado em Manaus, no Brasil, da multinacional finlandesa, vai estabelecer parceria científico-tecnológica com o Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP), no Porto.


Citar
A informação foi prestada por Flávia Almeida, do INDT, no final da reunião que manteve, durante o dia de ontem, com o Professor Doutor Freitas-Magalhães, Director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP).

Segundo Flávia Almeida, o Laboratório de Usabilidade (LU) do INDT. "único no mundo na área”, considera de “excelência” o trabalho científico-tecnológico desenvolvido no FEELab/UFP e enquadra-se nos projectos actuais e futuros da Nokia, os quais passam por tornar “mais emocional a relação que os utilizadores têm com os seus suportes móveis de comunicações”.

“A nós interessam-nos as pessoas e a sua vida emocional. Interessa-nos fabricar produtos que façam emocionalmente felizes as pessoas”, disse Flávia Almeida, para quem a escolha do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP) pela Nokia, em detrimento de outros centros de investigação mundiais, resulta da análise “minuciosa e criteriosa, pensada ao longo de mais de um ano”, aos níveis científicos e tecnológicos, pela “referência mundial” na área e pelo “uso da mesma língua, que nos aproxima”.

Para Flávia Almeida, a parceria com o FEELab/UFP tem em vista a difusão e comercialização dos novos produtos da Nokia em todo o mundo, e em particular em toda a América Latina, com um orçamento inicial que ultrapassa os 4 milhões de dólares.

Ficou acordada, também, a visita do Professor Doutor Freitas-Magalhães ao Instituto em Maio do próximo ano.

O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), que foi distinguido recentemente pelo Governo Britânico no âmbito do Global Partnership Programme (GPP), foi fundado em 2003 e é único do género em Portugal.
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 11, 2008, 11:10:25 pm
Professor do ISEL no topo do ensino da engenharia a nível mundial
Na segunda cimeira mundial sobre o ensino de engenharia que decorreu na Cidade do Cabo, Africa do Sul, a Federação Internacional das Sociedades de Ensino de Engenharia (IFEES), organismo que congrega todas as instituições de ensino de engenharia a nível mundial, elegeu os seus novos corpos sociais. Esta edição contou com a participação das várias sociedades de ensino de engenharia e teve igualmente a presença do Prof. Konrad Osterwalder, Reitor da Universidade das Nações Unidas e Sub-secretátio da ONU.



Citar
A nova equipa da direcção eleita inclui, como Vice-presidente, o Professor José Carlos Quadrado, Presidente do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. O Professor José Carlos Quadrado acumula agora esta função com o cargo, que já integrava, de membro do Conselho de Administração da Sociedade Europeia do Ensino de Engenharia (SEFI) que congrega as maiores escolas de engenharia Portuguesas.

Esta eleição, prestigiante para o ensino da engenharia Portuguesa, é o reconhecimento do vigor do Ensino da Engenharia Nacional, bem como dos níveis de internacionalização alcançados por Portugal neste domínio.

Com esta eleição, a direcção da Federação Internacional, é presidida pela Prof. Lueny Morell detentora do Prémio Bernard M. Gordon (o equivalente ao prémio nobel da engenharia), e inclui para além do Professor José Carlos Quadrado, a presença de uma americana, Prof. Maria Larrondo-Petrie, um Nigeriano, Prof. Funso Falade, e um chinês Prof. Yu Shouwen.

Entre as iniciativas desta federação são de destacar as cimeiras mundiais que todos os anos juntam os lideres planetários do ensino de engenharia, encontrando-se já a próxima agendada para São Petersburgo, na Russia entre 19 e 23 de Maio de 2009, e das quais emanam muitas das directrizes mundiais no sector do ensino da engenharia a nivel planetário.

Para alem das cimeiras a IFEES já possibilitou recentemente a constituição do Conselho Global de Presidentes das Faculdades de Engenharia (GEDC Global Engineering Deans Council) bem como iniciativas de desenvolvimento do ensino de engenharia transcontinentais como por exemplo o IUCEE (Indo-US Collaborative for Engineering Education).

Para financiar estes projectos, a IFEES conta com un orçamento global de vários milhões de euros disponibilizados pelas grandes empresas de engenharia que actuam a nível mundial.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 12, 2008, 09:28:58 am
Citar
Vencedores da IV edição do
Concurso Nacional de Inovação BES

Dia 27 de Novembro, o BES Arte & Finança foi o palco para a divulgação dos projectos vencedores da quarta edição do Concurso Nacional de Inovação BES. Na cerimónia pública, que contou com a presença do Presidente da Multiwave, Prof. Dr. José Salcedo, foram distinguidos 5 projectos nos cinco sectores a concurso, bem como o vencedor absoluto.

http://www.bes.pt/sitebes/cms.aspx?plg= ... 4C28E8AB46 (http://www.bes.pt/sitebes/cms.aspx?plg=ADF82217-DFBB-4578-80D7-BA4C28E8AB46)


os projectos
http://www.bes.pt/sitebes/cms.aspx?plg= ... b150085809 (http://www.bes.pt/sitebes/cms.aspx?plg=b4f41aaa-3884-44b2-bfae-23b150085809)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Dezembro 13, 2008, 12:36:35 pm
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interio ... id=1058561 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1058561)

Notícia sobre o crescimento do orçamento para I&D
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 13, 2008, 06:32:28 pm
Microelectrónica: Investigadores portugueses descobrem forma de usar o papel como memória


Citar
Lisboa, 12 Dez (Lusa) - Uma equipa de investigadores portugueses descobriu uma forma de usar o papel como memória, depois de o ter utilizado já como suporte físico para transístores e como isolante eléctrico.

"Não será para amanhã, mas num futuro não muito distante será possível abrir uma carta e ver e ouvir em papel a pessoa que a envia", disse hoje à Agência Lusa o professor Rodrigo Martins, da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa.

A descoberta desta equipa de investigadores do I3N/CENIMAT (Centro de Investigação em Materiais), coordenada por Rodrigo Martins e Elvira Fortunato, vem descrita num estudo publicado na revista norte-americana "Applied Physics Letters".

Os mesmos responsáveis estão agora a tentar optimizar a memória em papel como dispositivo capaz de ler, escrever e ser selectivo, tendo já recebido uma oferta de compra da patente pela Sansung, com a qual estão a negociar.

Trata-se de uma tecnologia descartável, de duração até dois anos e de baixo custo, já que o papel é muito abundante, além de ter as vantagens de ser reciclável e biodegradável.

"O papel é constituído por fibras embebidas numa resina que têm uma espessura de cerca de três micrómetros" (milionésimos do metro), explicou Rodrigo Martins, presidente do Departamento de Ciências dos Materiais da FCT.

Para construir o dispositivo, acrescentou, começa por se depositar sobre o papel um óxido semicondutor com espessura na casa dos 40 nanómetros (milionésimos do milímetro), ou seja, 100 vezes menos espesso que as fibras, com o qual se cria um filme contínuo sobre as fibras.

As fibras ficam assim interligadas em paralelo e em planos compactos dispostos por camadas, "o que faz com que numa pequena dimensão seja possível ter uma enorme capacidade de armazenar cargas iónicas", precisou.

Comparando com o que se passa com um telemóvel, onde existe um condensador muito pequeno que armazena cargas, no papel há milhares de fibras, sendo isso que lhe confere a sua gigantesca capacidade, adiantou.

Para pôr o dispositivo a funcionar é preciso alimentá-lo com uma corrente eléctrica, que irá entrar por um eléctrodo, a que se chama "porta", colocado numa das faces do papel, e sair por dois contactos (a "fonte" e o "dreno").

O que se passa, continuou o investigador, "é que ao aplicar tensão na porta, esta vai induzir cargas eléctricas que se vão acumulando ao longo das fibras, que funcionam como o dieléctrico, ou seja, como o isolante de um condensador".

E é porque o percurso a percorrer pela corrente ao longo das fibras é muito grande que é também enorme a sua capacidade de armazenamento.

Finalmente, associando este dispositivo ao transístor de papel criado pela mesma equipa, será possível transmitir e guardar a informação neste suporte.

"Na folha de papel eu posso fazer com que nas suas diferentes camadas apareça um jornal completo com 40 a 50 páginas ou qualquer outra informação codificada em digital, com texto, imagem e som", sublinhou.

Os investigadores estão agora a estudar uma forma de tornar o dispositivo wireless (sem fios) e auto-sustentável, já que é necessário ligá-lo a uma corrente eléctrica.

Uma das suas aplicações industriais mais simples será em etiquetas que poderão concentrar toda a informação existente sobre um produto, desde o seu conteúdo em detalhe até à data em que foi produzido e onde, quando chegou à loja ou qual o seu tempo de exposição.

Quanto à data em que será possível prever a sua introdução no mercado, Rodrigo Martins referiu um prazo médio nunca inferior a três anos.

Na sua perspectiva, os efeitos deste "conceito disruptivo" poderão ser comparáveis aos da chegada do homem à Lua, um acontecimento que agregou quase toda a indústria norte-americana, ou, à escala portuguesa, da Escola Náutica de Sagres.

"No séc. XVI agregámos tudo aquilo a que hoje chamaríamos os industriais, desde madeireiros a construtores, marceneiros e carpinteiros para construir a nossa nau, um navio leve, capaz de cruzar os mares no tempo das Descobertas", afirmou.

Neste caso, augurou, a criação de um sistema integrado e auto-sustentável em papel poderá servir de pólo de atracção para a indústria do papel, da electrónica, das telecomunicações e da informação e, até, das bioengenharias.

CM.

Lusa/fim

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 13, 2008, 06:41:41 pm
Citação de: "Chicken_Bone"

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interio ... id=1058561 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1058561)

Notícia sobre o crescimento do orçamento para I&D

Excelente notícia, este é um dos caminhos a seguir por Portugal.

Completando a notícia anterior,

Citar
Portugal foi o país europeu que registou maior crescimento da despesa em I&D na Europa, entre 2005 e 2007. Esta evolução permitiu que a I&D passasse a representar 1,2 por cento do PIB, o equivalente a 1,9 mil milhões de euros, face aos 1,2 mil milhões apurados para 2005.

Os dados, ainda provisórios, foram apurados através do Inquérito ao Potencial Cientifico e Tecnológico Nacional, da responsabilidade do Gabinete de Planeamento e Estatística do Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior e revelam um aproximar da despesa em I&D portuguesa da registada em países como a Espanha ou a Irlanda, respectivamente com 1,2 e 1,3 por cento do PIB aplicado à I&D.

Os números mostram que para o crescimento contribui sobretudo o aumento do investimento do sector privado, responsável por 988 milhões de euros aplicados à I&D no ano passado. Não foram só as empresas existentes que investiram mais em I&D, como foi também o número de empresas que o fazem a aumentar, conclui o inquérito.

O número de empresas com actividades de I&D passou de 930 em 2005 para mais de 1500 em 2007. Já o número de investigadores passou de 4 mil para 8,6 mil no mesmo período. Os sectores com mais actividade nesta área são os dos serviços financeiros e seguros, serviços de informática e comunicações, assim como a indústria automóvel e a energia, que multiplicaram por seis a despesa em I&D no período em análise.

O segundo sector com maior despesa em I&D é o das universidades, com um valor de 573 milhões de euros em 2007. Também aqui o número de investigadores aumentou de 10.956 para 13.096.
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 13, 2008, 07:01:53 pm
Ciência: Tiago Outeiro recebe 250 mil euros para investigação de Parkinson e Alzheimer


Citar
O investigador português Tiago Outeiro vai receber 250 mil euros da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO) para continuar o trabalho que tem vindo a desenvolver na investigação nas doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, no sentido de desenvolver novas formas de terapêutica.
O comunicado da EMBO divulgado ontem, refere que Tiago Outeiro, de 32 anos, foi o seleccionado entre 32 candidatos, sendo que apenas sete obtiveram financiamentos para os seus projectos.
Segundo a nota distribuída pela EMBO, “o objectivo das EMBO Installation Grants é apoiar jovens cientistas com currículo excepcional a constituírem a sua própria equipa de investigação e se estabelecerem como líderes de grupo independentes em determinados países europeus”. Tiago Outeiro vai ainda ficar ligado a uma rede de jovens cientistas denominada EMBO - Young Investigator Programem.
O investigador português tinha apenas 28 anos de idade quando publicou o seu primeiro artigo na Science. Desde então, tem somado distinções que são o reflexo de uma actividade reconhecida internacionalmente.
Tiago Fleming Outeiro licenciou-se em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, e foi estudante de Erasmus na Universidade de Leeds, no Reino Unido. Fez depois a tese de Doutoramento no Whitehead Institute for Biomedical Research, do MIT, nos Estados Unidos, onde desenvolveu o primeiro modelo em levedura para a doença de Parkinson.
Trabalhou como investigador e consultor na empresa de biotecnologia que ajudou a criar, FoldRx Pharmaceuticals, nos EUA. Fez o pós-doutoramento no Departamento de Neurologia do Hospital Geral de Massachusetts, Harvard Medical School onde se centrou no estudo de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer.
Foi um dos fundadores da BioEPI Clinical and Translational Research Center, empresa de biotecnologia em Portugal. É convidado para dar palestras nos EUA e em Portugal e organizador de vários congressos e cursos internacionais, tanto em Portugal como no estrangeiro. Foi presidente da Portuguese American PostGraduate Society (PAPS) em 2005-2006, e chairman em 2006-2007. Presentemente é vice-presidente do Fórum Internacional de Investigadores Portugueses (FIIP).
É o director da Unidade de Neurociência Celular e Molecular no Instituto de Medicina Molecular (IMM) onde o seu grupo se dedica ao estudo da base molecular por detrás de doenças neurodegenerativas, com o objectivo de desenvolver novas terapêuticas. O seu trabalho tem sido financiado por agências nacionais e americanas, como a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Michael J. Fox. Mantém ainda uma posição como investigador visitante no Hospital Geral de Massachusetts, Harvard Medical School, EUA.
É ainda professor de Fisiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e subdirector do jornal on-line «Ciência Hoje».


http://www.mundoportugues.org/content/1 ... alzheimer/ (http://www.mundoportugues.org/content/1/3780/ciencia-tiago-outeiro-recebe-mil-euros-para-investigacao-parkinson-alzheimer/)
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 13, 2008, 07:05:02 pm
Doenças: Investigadores do IPO/Porto premiados por trabalho na área do cancro da mama



Citar
Porto, 11 Dez (Lusa) - Uma equipa de investigadores do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, liderada por Maria do Rosário Couto, venceu um prémio da Sociedade Portuguesa de Oncologia pelos resultados obtidos na investigação do cancro da mama.

O prémio, no valor de 15 mil euros, destina-se a distinguir o trabalho realizado por esta equipa com um sub-grupo de doentes com cancro na mama que apresentam a molécula HER2 aumentada à superfície das células tumorais.

"O que fizemos foi monitorizar a quantidade dessa proteína que é libertada no sangue", revelou à Lusa Maria do Rosário Couto.

Segundo a investigadora, os resultados obtidos indicam que "a doença piora nos doentes em que esse valor é mais elevado, enquanto o prognóstico é mais favorável nos doentes em que o valor é mais baixo".

Maria do Rosário Couto salientou que a investigação realizada no IPO/Porto ainda não tem aplicação na prática clínica, mas frisou que o objectivo é criar condições para que esta proteína (HER2) seja validada como marcador para este subgrupo de doentes com cancro na mama.

Nesse sentido, poderá permitir uma melhor avaliação do desenvolvimento daquele tipo de cancro, assim como uma maior individualização e um uso mais racional da terapêutica para esta doença.

Esta investigação adquire especial importância em Portugal, onde o cancro da mama é actualmente a primeira causa de morte por cancro na mulher.

FR.

Lusa/fim

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 18, 2008, 09:21:16 pm
Cientistas portugueses descobrem novo método de diagnóstico e tratamento de lesões pulmonares

Citar
A Biblioteca Joanina na Universidade de Coimbra vai ser, nesta sexta-feira, o palco da atribuição do Prémio Robalo Cordeiro – Associação de Estudos Respiratórios/GlaxoSmithKline. Este prémio internacional no valor de 25 000 Euros é bianual e dirige-se a investigadores dos países da União Europeia e de Língua Oficial Portuguesa. A equipa vencedora é portuguesa.



O prémio é atribuído a um trabalho que consiste num novo método desenvolvido para visualizar especificamente a rede de  profundos através de nanoradioliposomas administrados por via respiratória. No respeitante às doenças pulmonares, particularmente tumorais, este método possibilita a abordagem aos níveis de diagnóstico e tratamento. Neste último caso, pode transportar os medicamentos de forma a estes actuarem no local das lesões, aumentado a eficácia e diminuindo os efeitos secundários.

O júri do Prémio englobou a direcção da AER, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Patricia Haslam e Ulrich Costabel. O trabalho designa-se “Nanoradioliposomas modulados molecularmente para estudar a drenagem linfática profunda pulmonar” e a equipa vencedora, dirigida pela Prof. Filomena Botelho, é constituída por Alcides Marques, Célia Gomes, Ferreira da Silva, Vasco Bairos, Santos Rosa, Antero Abrunhosa e Pedroso Lima.

O patrono deste prémio, António José Robalo Cordeiro, professor jubilado da Faculdade de Medicina de Coimbra, é um dos grandes vultos da Medicina Portuguesa, particularmente na área do aparelho respiratório, na qual se notabilizou como clínico, pedagogo e investigador. Assim se homenageia tão eminente figura da Pneumologia nacional e internacional.
Título:
Enviado por: André em Dezembro 21, 2008, 04:43:40 pm
Investigadores portugueses criaram medicamento que gera novos vasos sanguíneos

Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveram um sistema de transporte de vírus geneticamente transformados capazes de induzir o organismo a gerar novos vasos sanguíneos em poucas semanas, para tratar doenças vasculares.

Com o conceito já patenteado em Portugal e o registo internacional em curso , os investigadores acreditam ter desenvolvido uma via para contornar certos problemas relacionados com a obstrução de vasos sanguíneos, causadora de elevada mortalidade ou diminuição da qualidade de vida e, por vezes, da amputação de membros por falta de irrigação.

Em caso de isquémia, ou seja, de obstrução de uma artéria principal, as vias terapêuticas mais correntes para a sua minimização são a cirurgia ou o tratamento com a introdução de um cateter, que acaba por libertar placas que podem causar tromboses.

Em vez de procurar uma solução que desobstruísse os vasos sanguíneos, os investigadores de Coimbra apostaram numa via alternativa, de angiogênese, que induz o organismo a gerar novos vasos sanguíneos.

Partindo de uma investigação em nanotecnologia para concepção de novos medicamentos, a que se dedica há uma década um grupo na Faculdade de Farmácia e no Centro de Neurociências de Coimbra, foi desenvolvido um transportador capaz de circular pelo sangue e levar a molécula à zona do organismo a tratar.

Criaram micro-esferas com o fármaco adequado no seu interior e características que lhes permitem circular no organismo e iludir os sistemas de defesa. Um escudo de água a envolvê-las torna-as 'invisíveis' aos sistemas de defesa do organismo.

Em função da doença, as células em stress expressam certos marcadores à superfície. Foram então estudá-los e, com recurso à engenharia, desenvolveram um mecanismo analogicamente comparável a um GPS, que fizesse ancorar essas cápsulas especificamente nas células doentes e ao entranharem-se nelas aumentassem o potencial terapêutico e minimizassem os efeitos secundários, tóxicos, do tratamento nos tecidos sãos.

Utilizando essas cápsulas dotadas de GPS os investigadores pensaram em resolver o problema fazendo a 'entrega' de genes em células das zonas doentes, que codificassem para a formação de novos vasos sanguíneos.

«Como se renascesse outra vez, a necessidade de formar novos vasos. Fomos identificar no genoma quais os genes que codificam para a formação de novos vasos», explicou à agência Lusa Sérgio Simões, coordenador da investigação.

Só que o gene - salientou - «é muito grande». Se funcionava com os fármacos, o êxito era, contudo, reduzido porque eram poucos os genes que era possível transportar no interior dessas micro-cápsulas.

Existe algo na natureza que transporta genes, os vírus, e dessa reflexão os investigadores procuraram extrair a solução para o problema.

O que o vírus leva é o seu próprio genoma. Ao chegar à célula entra nela e parasita-a, pondo-a a reproduzir outros vírus que se disseminam pelas células vizinhas.

A via foi então modificar geneticamente o vírus, criando vírus recombinantes, com genes, e introduzi-los no sistema, que os direcciona e os liga especificamente a determinadas células.

«Foi juntar o melhor de dois mundos. Um sistema que está muito bem concebido para viajar, que não é tóxico, tem elevada especificidade e afinidade para as células doentes, e um sistema, que é um vírus, que entrega o material genético com elevada eficácia», referiu Sérgio Simões, igualmente professor na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.

No entendimento do investigador, trata-se de um «sistema possível e versátil», que tanto transporta vírus, de vários tipos, como retrovírus, que podem ser dirigidos para as células em função da sua especificidade.

«Ajusta-se em função da doença. Estuda-se o tipo de doença para desenhar o ‘veículo’. O que distingue é o que se mete dentro do transportador, fármacos ou vírus. Pode meter-se um gene suicida que leva à morte das células tumorais», refere como exemplo.

No caso do tratamento das doenças vasculares, dias após a administração já são visíveis as primeiras ramificações de vasos sanguíneos e semanas depois já estão maturados.

Sérgio Simões diz que a administração deverá ser acompanhada por uma terapêutica adjuvante para reduzir situações inflamatórias e para ajudar os vasos a maturar mais rapidamente, e assim diminuir os edemas.

O conceito desta terapia genética já foi comprovado laboratorialmente em roedores. No entanto, os testes com ratos vão aprofundar-se e talvez daqui a 18 meses seja possível começar a fazer ensaios em humanos.

Este novo método terapêutico, embora desenvolvido para as doenças vasculares, poderá ter aplicação no tratamento de cancro e em doenças neurodegenerativas.

No desenvolvimento dos vasos sanguíneos escolhem-se 'vírus transitórios', para evitar que estejam continuamente a renascer. Numa doença neurológica, como as de Alzheimer ou de Parkinson, seria utilizado «um vírus que expressasse durante muito tempo», porque a pessoa vai ter essa patologia toda a vida. E, em caso de necessidade, a administração de genes poderia ser repetida.

«O vírus é muito eficiente a infectar. E infectar aqui traduz-se em entregar o material genético que interessa. Juntar a eficácia de um vírus a entregar material genético, ao mesmo tempo protegendo-o dos efeitos adversos e entregando-o no sítio certo, abre-se a esperança para o tratamento de múltiplas doenças», conclui Sérgio Simões.

Este projecto ocupa os investigadores há quatro anos. Na sua fase de concepção contou com a experiência clínica em doenças vasculares de Lino Gonçalves, docente da Faculdade de Medicina de Coimbra. A equipa que o desenvolveu, além de Sérgio Simões, integrou Ana Filipe, Conceição Pedroso de Lima e o italiano Mauro Giacca, ligado a um centro de investigação em Trieste.

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 27, 2008, 10:09:50 pm
UNESCO quer centro de investigação algarvio a funcionar já em Fevereiro


Citar
Os peritos da UNESCO que prepararam o relatório de viabilidade da criação do Centro Internacional de Ecohidrologia Costeira na Universidade do Algarve querem que o novo centro de investigação esteja a funcionar já em Fevereiro.

Segundo Luís Chícharo, professor da academia algarvia responsável pela candidatura apresentada pelo Governo à organização internacional, o prazo dado pelos peritos está relacionado com a vontade de levar a proposta lusa à votação do plenário do Conselho Executivo da UNESCO em Abril do próximo ano.

«Temos um mês para ultimar uma série de coisas e uma delas é a definição de instalações autónomas e perfeitamente reconhecidas», revelou ao «barlavento».

Já há duas semanas, depois de ter visitado a Universidade do Algarve, o grupo de peritos internacionais reuniu-se com representantes dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, do Ambiente e dos Negócios Estrangeiros, para avaliar o investimento que o Governo pretende fazer no projecto.

«Em termos técnicos, não houve [da parte dos peritos] qualquer sugestão de alteração da proposta, o que é muito bom, falta agora o acordo financeiro entre os ministérios e o estabelecimento das instalações», disse ainda Luís Chícharo, em jeito de balanço.

De acordo com as declarações do responsável, a academia algarvia pretende aproveitar os laboratórios do Centro de Investigação de Ambientes Costeiros e Marinhos (Ciacomar) em Olhão, para aí estabelecer a componente de investigação do centro. «Há essa sugestão e permitir-nos-ia uma instalação rápida», refere.

A dúvida, para já, está na localização dos serviços administrativos do novo centro. A Câmara de Faro já ofereceu espaços para a instalação destes escritórios, mas há também alternativas oferecidas pela autarquia de Olhão.

A avaliação está a ser feita pela universidade, que terá que ter também em conta o que definir o Governo sobre esta matéria, nomeadamente a eventual construção de um edifício novo.

A indefinição prende-se com a necessidade de autonomia própria do centro que a UNESCO impõe. Embora seja a Universidade do Algarve a lançar o projecto e integre alguns dos mais prestigiados investigadores da academia, o centro deverá ser uma estrutura à parte.

Foi já, por isso, criada uma associação de direito privado para gerir a nova estrutura, integrando as autarquias de Faro, Olhão e Vila Real de Santo António e a empresa Águas do Algarve, além da universidade.

Segundo Luís Chícharo, o centro irá não só desenvolver investigação sobre a gestão de recursos hídricos costeiros, como também promover formação avançada para especialistas na matéria.

Está, inclusive, a ser estabelecida uma rede de colaboração com mais de três dezenas de instituições de todo o mundo, com o intuito de prestar formação e desenvolver projectos de investigação comuns.

A ser aprovado, o centro algarvio será o segundo do género na Europa e um dos 17 que a UNESCO reconhece em todo o mundo.

Será principalmente virado para a problemática da gestão dos recursos hídricos no Mediterrâneo e em África, facto especialmente importante para a UNESCO, devido à ligação aos países de expressão portuguesa.
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 30, 2008, 09:08:47 pm
Ciência/2008: O ano em que o papel serviu de transístor e ganhou memória

Lisboa, 30 Dez (Lusa) - Descobertas no campo da micro-electrónica, desde o desenvolvimento de circuitos integrados transparentes à utilização do papel como suporte de transístores e de memória, destacam-se entre os avanços científicos do ano em Portugal.


Citar
Cientistas do Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT) da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa conseguiram pela primeira vez tornar o papel parte integrante de um transístor usando-o como isolante, em vez do tradicional silício.

Da equipa faz parte Elvira Fortunato, cujo projecto "Invisible" - de produção de transístores e circuitos integrados transparentes com recurso a óxidos semi-condutores - lhe mereceu uma bolsa de 2,5 milhões de euros, a maior concedida até agora a um cientista português.

O prémio, atribuído em Julho pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC), será aplicado na aquisição de um microscópio electrónico para observações à nano-escala e fabrico de nanotransístores, e ainda em despesas de pessoal, segundo a investigadora.

Entre as explorações possíveis desta tecnologia de baixo custo contam-se aplicações no campo da electrónica descartável, nomeadamente ecrãs, etiquetas e pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas na área dos bio-sensores, especialmente para diagnósticos.

A mesma equipa fez também notícia por ter desenvolvido, em colaboração com a Samsung, uma nova geração de ecrãs planos transparentes baseada na descoberta de um novo material semicondutor para os transístores constituído por óxidos, como o óxido de zinco, que oferece novas vantagens.

Já perto do final do ano, os mesmos cientistas anunciaram o desenvolvimento de um dispositivo de memória numa folha de papel que, accionada por uma corrente eléctrica, pode acumular grande quantidade de informação.

Uma das suas aplicações mais óbvias será na produção de etiquetas de identificação que poderão incluir, por exemplo, toda a informação disponível sobre um determinado produto: quando foi produzido, onde, por quem, o seu conteúdo pormenorizado, quando chegou à loja e qual o seu tempo de exposição.

O próximo passo, segundo os responsáveis pela investigação, será associar esta descoberta à do transístor e criar um dispositivo auto-sustentável e sem fios que permita não só guardar como transmitir informação.

"No futuro", disse Rodrigo Martins à Lusa, "será possível abrir uma carta e ver e ouvir nela o remetente".

Noutro desenvolvimento, investigadores da FCT da Universidade Nova Lisboa e do Instituto Superior Técnico descobriram um novo material, a que chamaram gel iónico, que permitirá desenvolver pilhas e células de combustível mais baratas e mais amigas do ambiente.

"Nas pilhas, por exemplo, o gel iónico poderá funcionar como electrólito e como eléctrodo, e, dada a sua versatilidade, será possível construí-las em qualquer superfície, até também numa folha de papel, bastando para isso imprimir o electrólito e os dois eléctrodos", segundo disse à Lusa um dos autores do trabalho, Pedro Vidinha.

Noutros avanços científicos protagonizados por investigadores portugueses, Catarina Homem, que está a doutorar-se nos Estados Unidos, descobriu que um gene, chamado Diáfano (ou Dia) tem uma importante função reguladora na formação dos tecidos e poderá desempenhar um papel no cancro.

No campo das doenças tropicais, duas equipas de investigadores portugueses, juntamente com colegas de outros países, conseguiram isolar o agente infeccioso da úlcera de Buruli, uma doença muito grave emergente em países da África Central e Ocidental.

As duas equipas foram coordenadas por Jorge Pedrosa, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, e Manuel Teixeira da Silva, do Grupo de Imunologia de Peixes e Vacinas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto.

Na área do combate à tuberculose, outros investigadores do IBMC e colegas da Universidade de Coimbra caracterizaram a estrutura tridimensional de uma enzima considerada essencial para a sobrevivência do bacilo causador da doença, abrindo assim caminho ao desenvolvimento de novos antibióticos mais eficazes e seguros contra esta patologia.

Segundo a coordenadora da equipa, Sandra Ribeiro, a caracterização detalhada da molécula permite torná-la "um alvo plausível para uma futura intervenção terapêutica".

Noutros destaques, Cecília Arraiano, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, tornou-se membro vitalício da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO), que premiou Mónica Dias e Tiago Outeiro com fundos de 50 mil euros anuais durante três a cinco anos para prosseguirem as suas investigações, respectivamente para desvendar os segredos do centrossoma, uma estrutura que regula a multiplicação das células e está frequentemente alterada no cancro, e para aprofundar o estudo das basea moleculares e celulares das doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer.

CM.


Título:
Enviado por: André em Janeiro 02, 2009, 03:49:20 pm
Investigadora portuguesa publica estudo na Science que visa melhorar os investimentos em conservação da natureza

Uma investigadora portuguesa publica na edição de hoje da revista Science um estudo que propõe uma melhor avaliação dos resultados dos investimentos em conservação da natureza, mais próxima da que é feita nas empresas.

"Presentemente, a maioria das organizações governamentais e não governamentais reporta apenas o acréscimo que houve em termos de áreas protegidas num determinado período de tempo", disse Sílvia Carvalho à Lusa a propósito deste trabalho, realizado na Austrália no seio de uma equipa internacional.

No entanto, "essa abordagem pode ser enganadora no sentido em que reporta apenas os benefícios, ou seja, o valor natural preservado, e não as perdas, isto é o valor natural perdido, mesmo que preservado, dentro e fora das áreas protegidas".

O estudo propõe "a utilização de duas medidas adicionais que irão ajudar a evidenciar os reais benefícios e perdas dos investimentos em conservação da natureza" - explica esta estudante de doutoramento inscrita na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Concretamente, os autores propõem avaliações tanto de ganhos como de perdas de um valor natural, como por exemplo um determinado tipo de vegetação com valor de conservação relativamente a um referencial histórico.

"Vamos imaginar que preservamos 10 hectares desse habitat num determinado momento e que 100 anos depois queremos avaliar que parte dessa área continua preservada e que parte foi destruída ou transformada noutra coisa", referiu a investigadora.

Enquanto uma das medidas propostas determina que parte do investimento não originou retorno, a outra permite fazer uma avaliação da taxa de alteração do valor natural entre dois períodos de tempo, comparando a taxa de benefícios face à taxa de perdas.

Relativamente a Portugal, onde na última década muito se investiu para consolidar a Rede Natura 2000, que integra vastas áreas do território e se ampliou a Rede Nacional de Áreas Protegidas, estas propostas poderiam ajudar a avaliar o retorno desses investimento em termos de valores naturais e biológicos.

"Que taxa de destruição de habitats havia antes da designação dos espaços como áreas de conservação? Essa taxa diminuiu? Aumentou? Em que estado se encontram as populações das espécies que lá ocorrem? Os números aumentaram? Diminuíram? Valeu a pena investir? Estamos a monitorizar de alguma forma o resultado do investimento?", interroga Sílvia Carvalho.

Ou, questiona ainda, "apesar da designação de áreas com interesse de conservação, empreendimentos turísticos estão a ser construídos, florestas naturais estão a ser convertidas em eucaliptais e os efectivos das espécies diminuíram ou até mesmo desapareceram?"

Na sua óptica pessoal, "as políticas de conservação não se têm confrontado com estas questões e tanto a União Europeia, que financia, como o cidadão comum, que contribui com os seus impostos, e a comunidade interessada na conservação da natureza têm interesse em saber se o investimento obteve retorno ou não".

O estudo agora publicado na Science - intitulado "True" Conservation Progress ("Verdadeiro" Progresso em Conservação) - resultou de um wokshop em que Sílvia Carvalho participou em Queensland, na Austrália, onde se deslocou por dois períodos, o primeiro de seis meses em 2007 e o segundo de quatro meses em 2008.

O doutoramento que a investigadora está a fazer tem por tema "Diversidade e Conservação dos Anfíbios e Répteis na Bacia Mediterrânica" e visa identificar áreas prioritárias para a conservação destas espécies recorrendo a metodologias inovadoras.

Sílvia Carvalho pertence à CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos), uma unidade de investigação no domínio do ambiente, ecologia e evolução com sede no Campus Agrário de Vairão da Universidade do Porto.

Este centro de investigação, único na sua área em Portugal, obteve a classificação de "excelente" numa recente avaliação das unidades de investigação e desenvolvimento do país feita por um painel internacional de peritos para a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Lusa
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Janeiro 07, 2009, 06:19:40 pm
http://diario.iol.pt/ambiente/energia-c ... -4070.html (http://diario.iol.pt/ambiente/energia-calor-da-terra-energia-geotermica/1029864-4070.html)

Projecto de aproveitamento do calor da terra vai avançar
Investigadores acreditam que dentro de três a cinco anos a energia geotérmica será uma realidade

Citar
A Universidade de Coimbra e a empresa Geovita iniciam na próxima semana os trabalhos destinados à exploração de energia geotérmica, a partir do calor da terra, numa zona de fronteira dos distritos de Coimbra e Viseu, noticia a Lusa.

O contrato para a exploração dessa nova fonte de energia vai ser assinado quinta-feira entre a Geovita e o Ministério da Economia e Inovação, revelou à agência Lusa uma fonte da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

O contrato vai permitir que os trabalhos no terreno, numa área de 500 quilómetros quadrados incluída nos concelhos de Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão e Mangualde «avance de imediato», prevendo um investimento mínimo de 1,1 milhões de euros nos próximos cinco anos.

Entretanto, a Direcção Geral de Energia e Geologia abriu concurso para atribuição de uma potência de 12 MW para esta fonte de energia, por entender que «pode vir a constituir uma componente alternativa com algum significado no sistema energético nacional».

Este projecto surgiu na sequência de um estudo científico realizado por uma equipa do Departamento de Ciências da Terra da FCTUC, onde se concluiu que esta nova forma de energia pode satisfazer as necessidades do país em energia eléctrica durante milhares de anos, com custos altamente competitivos relativamente aos combustíveis fósseis e a outras formas de energia renovável.

Segundo a mesma fonte da FCTUC, se tudo correr como o previsto, dentro de três a cinco anos, será uma realidade a produção de energia eléctrica através do calor da terra.

Luís Neves, que coordenou a investigação, sustenta que as características deste tipo de energia «são únicas, conferindo-lhe vantagens competitivas, quer em relação aos tradicionais combustíveis fósseis, quer em relação a outras formas de energia renovável».

Segundo o investigador, a produção de energia eléctrica a partir de combustíveis fósseis é limitada pela sua progressiva escassez, e cada vez mais desaconselhada pelos impactes ambientais, em especial pelo contributo para o aquecimento global do planeta. A energia nuclear apresenta problemas de segurança e de armazenamento dos resíduos radioactivos produzidos, enquanto as energias renováveis em exploração têm como principal limitação a forte dependência de factores meteorológicos.

A energia de origem geotérmica ¿ acentua ¿ «é um recurso virtualmente inesgotável, sem impactes ambientais e permite assegurar uma disponibilidade permanente de produção».
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 13, 2009, 11:47:54 pm
ICBAS dá mais um passo no desenvolvimento de vacina contra a cárie dentária

 Laboratório de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) deu mais um importante passo na investigação que visa comercializar uma vacina contra a cárie dentária. Os estudos toxicológicos mais recentes realizados em ratos conseguiram comprovar que a utilização da vacina é completamente inócua, em termos de efeitos colaterais indesejáveis.


Citar
Depois de ter registado a patente da vacina contra a cárie dentária em 2005, a equipa de investigadores do ICBAS, liderada por Paula Ferreira, tem continuado a desenvolver estudos, no sentido de perceber qual a melhor via da sua administração, de forma a imunizar contra a doença. A cárie dentária é uma das doenças infecciosas com maior incidência nos humanos, estando ainda associada a complicações médicas, como endocardites infecciosas.

No âmbito dos estudos realizados em ratos, os investigadores do Laboratório de Imunologia do ICBAS conseguiram isolar uma proteína produzida por um dos agentes etiológicos da cárie dentária, o Streptococcus sobrinus, que facilita o crescimento da bactéria no hospedeiro. Mais recentemente, foi produzida a proteína recombinante (mais segura ao eliminar potenciais agentes patogénicos) tendo-se verificado que esta tem também um efeito protector contra a cárie dentária, sem efeitos indesejáveis observados. Os resultados já foram aceites para publicação no prestigiado The Journal of Infectious Diseases.

Por enquanto, os responsáveis pelo estudo consideram prematuro avançar com testes clínicos em humanos, considerando que nesta fase seria importante testar a vacina contra a cárie dentária em macacos. De qualquer das formas, refere a líder da equipa de investigação Paula Ferreira, “os últimos resultados foram um grande avanço em termos científicos”.

Os estudos do Laboratório de Imunologia do ICBAS em ratinhos irão continuar, nomeadamente no que se refere ao efeito benéfico da transferência de imunidade de mães vacinadas contra a cárie dentária para os filhos.  
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 17, 2009, 12:01:02 am
Ciência/Média: Carlos Vaz Marques (TSF) recebe Prémio "Jornalismo Científico"




Citar
Porto, 16 Jan (Lusa) - O secretário de Estado da Investigação Científica, Manuel Heitor, afirmou hoje, no Porto que, a nível do do trabalho científico, salvaguardadas as diferenças de escala, Portugal já ultrapassou a Itália e iguala Espanha.

O secretário de Estado falava na sessão de encerramento da cerimónia de entrega ao jornalista Carlos Vaz Marques, da TSF, do Prémio "Jornalismo Científico" da Fundação Ilídio Pinho, vencedor da segunda edição deste galardão com o trabalho "Dari, primata como nós".

A sessão foi presidida por Manuel Heitos em substituição do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, retido à última hora em Lisboa para participar no Conselho de Ministros convocado de urgência para debater o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).

O secretário de Estado sublinhou a importância deste facto e felicitou a Fundação Ilídio Pinho pela instituição deste prémio, que dá a conhecer aos portugueses as conquistas dos seus cientistas.

Pelo trabalho vencedor, "Dari, Primata como nós", que foi escolhido por unanimidade, Carlos Vaz Marques recebeu uma escultura em prata e um prémio pecuniário no valor de 50 mil euros.

As florestas do Sul da Guiné-Bissau servem de pano de fundo ao trabalho vencedor, uma reportagem de campo em que o jornalista acompanha, no terreno, uma investigação científica relativa à vida de um grupo de primatas (chimpanzés).

O repórter conta a história em voz própria, através de entrevistas aos participantes e recorre ao ambiente sonoro da selva africana, o que dá ao trabalho algum dramatismo, que entusiasma e "puxa" o ouvinte para dentro da acção.

Uma entrevista à cientista que lidera o projecto contextualiza e dá sentido e profundidade à reportagem, "mostrando que a vida comunitária de uma tribo de macacos na floresta da Guiné-Bissau e a sociedade humana têm muito mais em comum do que possa parecer".

"Tenho especial gosto por receber um prémio por este trabalho, porque ele provocou uma pequena revolução filosófica dentro de mim, porque mostra quão perto que nós, humanos, estamos desses seres que são os chimpanzés", afirmou o Carlos Vaz Marques, no discurso de agradecimento.

O júri decidiu, ainda, atribuir duas menções honrosas, no valor de 5.000 euros cada, às jornalistas Teresa Firmino com um trabalho jornalístico sobre a "Extensão da plataforma continental portuguesa", publicado no jornal Público, e Helena Mendonça com a série de artigos "Os nossos neurónios" publicados na Notícias Magazine, revista conjunta do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

"Plataforma continental portuguesa" é um dossier jornalístico constituído por três artigos publicados por Teresa Firmino, a 5 de Agosto de 2007, sobre a investigação que lançou as bases científicas para a reclamação - e obtenção - de jurisdição, por parte de Portugal, de uma zona para além das 200 milhas náuticas da plataforma continental nacional.

Quanto a "Os nossos neurónios", de Helena Mendonça, constitui um conjunto de 52 reportagens de duas páginas, publicadas semanalmente, ao domingo, durante 2007. Cada um dos trabalhos foca uma investigação científica distinta, fazendo simultaneamente um retrato pessoal do investigador e da investigação desenvolvida.

A análise e selecção dos trabalhos couberam a um júri de cinco elementos, presidido por Júlio Pedrosa, antigo reitor da Universidade do Porto e actual presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Na sua alocução, Júlio Pedrosa destacou a "grande qualidade da maioria dos trabalhos apresentados", assim como o progresso verificado, tanto no número de candidaturas, como na sua qualidade, relativamente ao ano anterior.

Faziam parte do júri o cientista Alexandre Quintanilha, professor catedrático no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), António Borges, presidente do OVERGEST - Centro de Especialização em Gestão e Finanças do Instituto Superior de Ciências do Trabalho a da Empresa (ICSTE), Fernando Cascais, director do Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (CENJOR) e o jornalista José Pimenta de França, vogal do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.

A Fundação Ilídio Pinho criou, em 2006, em parceria com o Sindicato dos Jornalistas, o primeiro dos prémios ao mérito e à excelência na área do Jornalismo Científico, com um valor de 50 mil euros, sendo, de longe, o mais elevado prémio de jornalismo em Portugal e um dos mais elevados da Europa.

O Prémio Fundação Ilídio Pinho "Jornalismo Científico" tem como objectivo fundamental estimular, incentivar e reconhecer trabalhos jornalísticos em língua portuguesa para a área da ciência, privilegiando aqueles que favoreçam a ligação entre a investigação e a inovação e desenvolvimento empresarial, levada a cabo pelas Universidades e Centros de Investigação.

Na primeira edição do prémio, o vencedor foi José Milheiro, também jornalista da TSF, com o trabalho "Selecção de Esperanças".

Nessa edição, à qual concorreram 15 trabalhos, foram igualmente atribuídas duas menções honrosas, uma para Cármen Inácio, com a reportagem "Geração Cientista", emitido na RTP 2, e a outra para Teresa Florença, com o trabalho "À descoberta dos nanomateriais", publicado na revista do Diário de Notícias do Funchal.

À edição de 2007 concorreram 25 trabalhos, divulgados pela Rádio, Televisão e Imprensa, versando temas muito diversos, desde as Ciências da Vida, Saúde e Robótica, entre outras.

PF.

Lusa/Fim

Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 17, 2009, 12:31:13 am
IST é 4º contribuinte europeu na maior experiência de fusão do mundo


Citar
Instituto Superior Técnico atingiu em 2008 o 4º lugar entre os vários participantes europeus nas campanhas experimentais do JET (Joint European Torus), a maior experiência mundial de Fusão Nuclear por confinamento magnético.



Este é o maior tokamak actualmente existente, ao qual Portugal também está associado, que permite atingir temperaturas superiores a 100 milhões de graus, iguais ou superiores às que se pensa existirem no centro do Sol.

Com um custo de total de 12000 milhões de Euros, e com uma duração de 35 anos, este projecto constitui o primeiro exemplo da globalização da Ciência e Tecnologia, uma vez que nele participam a EURATOM (constituída pelos Estados Membros da EU e pela Suiça), o Japão, os Estados Unidos da América, a Federação Russa, a Coreia do Sul, a China e a Índia.

O JET é a única experiência que actualmente pode operar com os combustíveis Deutério e Tritio que serão utilizados num futuro reactor de fusão, sendo também a experiência mais importante para preparar a exploração do futuro reactor experimental, o tokamak ITER (“International Thermonuclear Experimental Reactor”). Portugal participou nas fases de projecto e negociação do ITER e conta ter um envolvimento significativo de unidades de investigação e empresas na fase de construção.

O ITER é a próxima experiência de fusão nuclear, actualmente em fase de construção em Cadarache (França), com as seguintes missões: em primeiro lugar, deverá demonstrar a viabilidade científica e técnica da energia de fusão, e em segundo, testar a operação conjunta de todas as tecnologias necessárias para a operação de um reactor de fusão nuclear.

O Projecto JET é realizado no âmbito do “European Fusion Development Agreement” (EFDA), de que o IST é o sócio Português.

Mais informações em www.jet.efda.org (http://www.jet.efda.org).  
 
Actualizado em ( 16-Jan-2009 )  
Título:
Enviado por: André em Janeiro 20, 2009, 12:30:43 pm
Tabaco: Descoberta sobre papilas abre caminho a tratamentos

A descoberta por investigadores portugueses e norte-americanos de receptores de nicotina nas papilas gustativas abre caminho a novas estratégias de tratamento do tabagismo, disse hoje à Lusa um dos seus autores.

Segundo Albino Oliveira-Maia, «a aplicação de antagonistas nicotínicos na língua, como meio de modulação dos efeitos periféricos da nicotina, poderá ser um adjuvante importante nessas estratégias».

Num estudo publicado segunda-feira na edição online da revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os cientistas descrevem duas vias do sabor que são activadas pela nicotina e a forma como essas vias são integradas em áreas de processamento sensorial no cérebro.

«Essas vias do sabor são vias neurais periféricas, ou seja, vias que estão fora do cérebro e que transmitem informação sensorial ao cérebro», explicou este investigador e médico que está a fazer pós-doutoramento nos Estados Unidos.

O consenso geral é que a nicotina se faz sentir principalmente por efeitos directos no cérebro, ao ser absorvida nos pulmões, entrar na corrente sanguínea e actuar em receptores nicotínicos existentes nos neurónios cerebrais.

O que agora se descobriu foi a existência de outras vias de reconhecimento da nicotina que provavelmente contribuem para a dependência.

O trabalho surgiu na sequência de estudos anteriores que apontavam para a relevância dos efeitos sensoriais do tabaco no processo de habituação, nomeadamente através da activação do sistema olfactivo ou da irritação das vias respiratórias.

De acordo com Oliveira-Maia, essa informação foi negligenciada, até que em 2007 foi publicado um artigo na revista Science, de que foi co-autora Hanna Damásio, segundo o qual uma lesão numa região do cérebro chamada ínsula facilita o abandono rápido e duradouro do tabagismo.

Esse trabalho foi inspirador para o estudo agora publicado na medida em que a convergência das vias do sabor numa mesma parte daquela área do cérebro «abria a hipótese de questões relacionadas com o sabor da nicotina estarem subjacentes a funções da ínsula no tabagismo», disse o cientista.

Na investigação, ratinhos de laboratório foram geneticamente modificados para que não tivessem a proteína TRPM5, responsável pelo reconhecimento de sabores amargos, como a nicotina ou o quinino.

Verificaram então que há uma via activada pela nicotina que depende da TRPM5 e que mesmo na ausência dessa proteína há respostas à nicotina.

Demonstraram a seguir que estas respostas são dependentes dos mesmos receptores nicotínicos que são responsáveis pelos efeitos directos da nicotina no cérebro.

Depois, ao fazerem testes comportamentais para medir a capacidade de os animais distinguirem a nicotina do quinino, observaram que a inibição dos receptores nicotínicos na língua diminui essa capacidade.

Os investigadores fizeram então registos neurofisiológicos na ínsula de outros ratos enquanto estes consumiam nicotina e quinino e constataram que a actividade dos neurónios naquela área também era capaz de distinguir entre as duas substâncias.

«Estes achados não contradizem, de forma nenhuma, a importância dos efeitos directos da nicotina no cérebro», sublinha Oliveira-Maia.

«No entanto, demonstram a existência de vias sensoriais através das quais a nicotina pode modificar a actividade do cérebro por acção periférica, neste caso nas papilas gustativas» - concluiu.

A equipa de investigadores sugere que o desenvolvimento de medicamentos para aplicar nos receptores bucais da nicotina de forma tópica poderá reduzir drasticamente os efeitos secundários dos tratamentos actuais.

Albino Oliveira-Maia, actualmente investigador pós-doutoral no Departamento de Neurobiologia da Universidade de Duke, fez este estudo como parte do doutoramento, que terminou em Novembro e que resultou de uma colaboração entre aquela instituição, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e o IBMC (Instituto de Biologia Molecular e Celular).

Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 20, 2009, 11:50:13 pm
Investigadores do Porto explicam o porquê de regiões cerebrais serem mais susceptíveis a doenças neurodegenerativas


Citar
Investigadores do Serviço de Farmacologia da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto desenvolverem um estudo que explica porque é que algumas regiões do cérebro são mais susceptíveis à neurodegenerescência.

A investigação, da autoria de Jorge Oliveira e Jorge Gonçalves e publicada recentemente no Journal of Biological Chemistry, comprova que as células nervosas (neurónios e astrócitos) têm diferentes níveis de resistência a desordens neurológicas.
 


De acordo com os investigadores, esta descoberta científica permitirá compreender melhor as doenças neurodegenerativas, como a de Parkinson ou a de Huntington, por exemplo, identificar novos alvos terapêuticos e potenciar o desenvolvimento de fármacos neuroprotectores mais eficazes.

Os dois investigadores da Universidade do Porto centraram o seu estudo nas regiões cerebrais denominadas córtex e estriado, sabendo, à partida, que "esta última é particularmente vulnerável a patologias neurológicas, como a Doença de Huntington".

Com base nesta premissa, Jorge Oliveira e Jorge Gonçalves desenvolveram "um modelo experimental inovador de observação das alterações na funcionalidade das mitocôndrias (indispensáveis ao bom funcionamento celular) nas células nervosas, quando submetidas a estímulos neurotóxicos".

Segundo os investigadores, "o modelo é metodologicamente inovador porque, em traços gerais, permite avaliar em células vivas parâmetros que anteriormente exigiam a ruptura das células cerebrais e a extracção das mitocóndrias".

"Ao preservar a identidade e a integridade celular, o modelo possibilita o estudo das mitocôndrias no seu 'habitat' natural, o que constitui uma maior aproximação ao real funcionamento do cérebro", explicam em comunicado.
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 20, 2009, 11:53:06 pm
Investigadores portugueses identificam defeito genético associado ao cancro hereditário do estômago
 



Citar
Uma equipa de investigadores portugueses, em colaboração com colegas noutros países, identificou um novo defeito genético associado ao cancro hereditário do estômago que permitirá às famílias portadoras aceder a um diagnóstico precoce.

Num estudo a publicar pela revista Human Molecular Genetics, investigadores do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), liderados por Carla Oliveira, mostram pela primeira vez que algumas famílias com esta doença, mas sem diagnóstico genético, apresentam aquele defeito no gene da caderina-E.
 



Vários grupos de investigação já tinham encontrado alterações naquele gene, o único associado ao cancro hereditário do estômago, mas numa porção muito pequena. É que "o gene tem muitas outras porções que não fazem parte da proteína, mas servem de zonas de regulação", disse hoje à Lusa Carla Oliveira.

"Imagine que este gene é um cordão com dez chouriços", exemplificou. "Nós normalmente só pesquisamos nos doentes três desses chouriços, porque normalmente não aparecem alterações nos outros sete". Isso significa que havia 50 a 60 por cento das famílias que não tinham diagnóstico, apesar de terem cancros iguais, acrescentou.

Em Portugal, considerado um país com alta incidência, estão identificadas 80 famílias com a doença, que é fatal na maior parte dos casos. "O que o estudo quis fazer foi reunir as famílias negativas que havia entre colaboradores do mundo inteiro, o que abarcava famílias de baixa, média e alta incidência de cancro de estômago, reunir essas amostras todas num único trabalho e encontrar porções do gene para além desses 30 por cento que podem ser eliminados nos pacientes", explicou.

20 por cento das famílias com mutações

O objectivo era identificar famílias negativas para mutações dos 30 por cento de DNA que são correntemente estudadas e alargar esse estudo a outro tipo de alterações que cobrissem uma frequência maior do gene.

"O que temos feito até agora é o diagnóstico das mutações dos tais 30 por cento de gene, só que a percentagem de mutações desse gene em Portugal é mais baixa do que nos países de baixa incidência", assinalou. "Nós temos cerca de 20 por cento das famílias com mutações, enquanto em países de baixa incidência como os Estados Unidos e o Canadá a percentagem de mutações que encontramos é de 50".

O estudo envolveu instituições em Vancouver, Canadá, onde Carla Oliveira fez um pós-doutoramento, e também nos Estados Unidos, na Holanda, Itália, Reino Unido e Coreia do Sul. O objectivo, segundo a investigadora, foi "unir esforços com estudiosos deste problema em todo o mundo e ao mesmo tempo juntar equipas que ajudassem a analisar os resultados das análises".

Na sua perspectiva, as conclusões do estudo poderão traduzir-se imediatamente em diagnósticos precoces aos doentes com esta síndrome e na identificação de mais famílias afectadas, ajudando assim a definir critérios para a sua inclusão em consultas de aconselhamento genético.

Título:
Enviado por: André em Janeiro 21, 2009, 02:56:27 pm
HPV: Portugal distinguido a nível europeu

Portugal foi hoje distinguido em Bruxelas pela Associação Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero pelo trabalho desenvolvido na prevenção desta doença, tendo o Alentejo recebido um prémio pelo rastreio em curso na região.

A distinção e o prémio a Portugal, através do programa de rastreio, de base populacional, implementado pela Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS Alentejo), surgiram na cimeira da Associação Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero (ECCA), que decorre em Bruxelas, no Parlamento Europeu, no âmbito da III Semana de Prevenção da doença.

«A ECCA considerou que Portugal tem sido exemplar nos três níveis de prevenção, não só com uma excelente campanha de sensibilização, mas também atacando na prevenção primária, com a vacina, e na secundária, com o rastreio», explicou à agência Lusa fonte do Ministério da Saúde.

Na cimeira, acrescentou a mesma fonte, foi destacado o «tempo recorde» em que a vacina contra aquela doença, que mata uma mulher por dia em Portugal, foi incluída no Plano Nacional de Vacinação.

Quanto ao rastreio no Alentejo, em curso desde o início de 2008, recebeu um prémio da ECCA por ter sido considerado «o modelo mais fidedigno, que deve ser adoptado no resto de Portugal, assim como noutros países da Europa», disse a fonte do Ministério da Saúde.

Contactada pela Lusa, a presidente da ARS Alentejo, Rosa Matos, congratulou-se por este reconhecimento europeu, adiantando que o rastreio na região já abrangeu, num ano, cerca de 20 mil das 110 mil mulheres alentejanas entre os 30 e os 65 anos, tendo sido realizadas 17.400 citologias.

«Este é o único rastreio em Portugal que tem uma base populacional organizada, ou seja, queremos chamar, no período de três anos, todas as mulheres da região entre aquelas faixas etárias», disse.

Segundo Rosa Matos, em 300 das 20 mil mulheres rastreadas foram detectadas lesões, as quais foram tratadas, sendo que «nove desses casos» já eram «situações cancerígenas».

«O rastreio permitiu detectar 300 lesões, em estádios diferentes de evolução. Mas conseguimos tratar as mulheres e evitar casos mais graves, como a morte», sublinhou.

Em Portugal surgem diariamente «perto de três novos casos de cancro do colo do útero», realçou a presidente da ARS Alentejo, justificando a importância de a doença ser detectada precocemente, para possibilitar o tratamento.

«Se conseguirmos detectar e tratar estas situações a tempo, conseguimos evitar a morte da mulher», assegurou, satisfeita pela campanha de sensibilização para a prevenção e o rastreio realizada na região: «Tem sido boa, mas temos de continuar porque não é fácil».

Para Rosa Mato, o prémio da ECCA é uma «vitória das mulheres alentejanas», sobretudo das «20 mil que já foram rastreadas».

«Elas é que devem estar orgulhosas porque é para as mulheres alentejanas que estamos a trabalhar», afirmou.

A fonte do Ministério da Saúde contactada pela Lusa explicou que está em curso o alargamento a todo o país do tipo de rastreio realizado no Alentejo.

«A região Centro tem, há vários anos, um rastreio que ainda não tem este nível de desenvolvimento técnico, mas vai ser adaptado, e o Norte arrancou em Dezembro com um rastreio-piloto, já alargado a mais centros de Saúde», disse, acrescentando que em Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve estão «para arrancar» iniciativas do género.

O programa de rastreio do Alentejo envolve os 44 centros de Saúde e as três Unidades de Saúde Familiar da região, assim como o Departamento de Patologia (Anatomia Patológica) do Hospital do Espírito Santo de Évora (que analisa todas as amostras recolhidas) e as consultas de ginecologia dos Hospitais de Portalegre, Évora e Beja.

O rastreio, alinhado com as prioridades dos Planos Nacional e Regional de Saúde, tem como missão principal diminuir a incidência e mortalidade do cancro do colo do útero no Alentejo, promover o tratamento atempado, aumentar a sobrevivência das mulheres diagnosticadas com a doença e fazer o diagnóstico precoce a todas as mulheres assintomáticas.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 21, 2009, 04:50:37 pm
Universidade do Minho patenteia invento de Raios-X que tem aplicação em radiografia dental

A Universidade do Minho obteve a concessão de uma patente relativa a uma matriz de imagem de Raios-X com guias de luz e sensores de pixel inteligentes, apropriada para radiografia dental, revelou hoje à Lusa fonte da instituição.

O Gabinete da Reitoria adiantou que o invento pertence aos professores Gerardo Rocha e Senentxu Lanceros-Méndez, dos Departamentos de Electrónica Industrial e Física.

Segundo os dois investigadores, "este sistema de imagem de Raios-X digital, particularmente apropriado para radiografia dental, proporciona excelente portabilidade, alta resolução espacial, sensibilidade melhorada e significativa redução da dose de operação".

Conduz ainda, segundo frisaram, "à redução dos custos de produção, quando comparados com dispositivos similares disponíveis no mercado".

A patente, concedida a 08 de Janeiro pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), protege um sistema de diagnóstico radiográfico avançado, baseado numa combinação inovadora de detectores CMOS ("Complementary Metal Oxide Semiconductor"), electrónica de leitura para cada pixel, transferência de dados para o computador e cintiladores embebidos em camadas reflectivas, que formam guias de luz".

O mesmo conceito pode ser também aplicado em outro tipo de painéis, com o objectivo de substituir outros processos de imagem de Raios-X.

O INPI permitiu, através do Programa de Sistemas de Incentivos à Utilização da Propriedade Industrial (SIUPI), o desenvolvimento de um protótipo já próximo das necessidades do mercado, de forma a reduzir o risco na transferência desta tecnologia para um contexto industrial.

Tal apoio, sustenta a fonte universitária, "acelera a identificação de parceiros para