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Forças Armadas e Sistemas de Armas => Exército Português no ForumDefesa.com => Tópico iniciado por: JNSA em Maio 13, 2004, 10:05:01 pm

Título: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: JNSA em Maio 13, 2004, 10:05:01 pm
Tendo em conta a actual indeterminação quanto à constituição do GALE, sobretudo ao nível de aeronaves a utilizar/adquirir, acho que já era altura de termos aqui um tópico à parte para cada um expôr as suas opiniões em relação a esta unidade do exército.

Que missões acham que o GALE deveria ser capaz de executar :?:  E que aeronaves deveria ter (não esquecendo nunca que os fundos são limitados e que deve haver idealmente alguma logística em comum com as aeronaves da FAP e Marinha) :?:

Abraços
JNSA
Título:
Enviado por: Spectral em Maio 14, 2004, 08:18:49 pm
Aqui há pano para mangas  :wink: ), organizado em esquadrões de 6/8 helis ( um destes esquadrões faria o reconhecimento para uma brigada, o outro faria MEDEVAC, etc)

Os helis médios de transporte seriam os Nh-90, mas 10 é realmente pouco. 20 seria um número mais adequado. Como cada NH-90 pode transportar até 20 homens, uns 8 seriam perfeitamente capazes de transportar uma companhia. Assim 2 ou 3 esquadrões de 8 seria uma organização razoável (um regimento de helis médios)

Helis de ataque: para mim os concorrentes mais fortes seriam o Super Cobra, o A129 International (deve ser o mais barato, portanto apostaria neste) ou o Tiger. Em vez de a FAP adquirir os helis de ataque, eles viriam para aqui para o Exército. A guerra no Iraque provou claramente que o papel dos helis de ataque é a fazer CAS junto às tropas amigas. Lembro-me que o número proposto andava pelos 15-16 ( alguém confirma? )

Não faria sentido a aquisição de Chinooks com uma quantidade total tão pequena de helis, além de que haverá sempre alguns Merlin da FAP para transporte de tropas.

Bem, seria um aumento de capacidades bastante grande. Todos os pontos que mencionei parecem ter sido previstos numa altura ou outra. Talvez ficasse um pouco fora do orçamento, mas aí seria uma questão de cortar no números ( por exemplo, o esquadrão base passar de 8 para 6 helis).

E agora, venham os vossos comentários  :wink:

Cumptos
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Maio 14, 2004, 10:04:05 pm
Baseando-me um pouco na análise aqui feita pelo Spectral considero, tal como ele, que o GALE deverá possuir uma estrutura independente nem que seja pelo facto de ser uma arma inovadora no exército e com uma função bastante divergente de qualquer outra unidade.

Tal como o Spectral, penso que todo o treino elementar e báscio de pilotagem deverá ser efectuado na Força Aérea ( TB-30 - curso PIL ) tal como a adaptação incial a aeronaves de rotores - a ser dada nos "futuros" EC-120. Sendo assim restaria ao GALE a necessidade de se equipar apenas com o equipamento necessário de uma certa missão operacional.
Primeiro que tudo é preciso esclarecer quais são as necessidades e requesitos do exército. É sabido que o exército pretende possuir a capacidade de transporte de uma companhia ( +-125 homens ). Para esta função 10 NH-90 são  suficientes. Obviamente não nos podemos basear neste permissa visto que, se mais fundos houvessem disponíveis, estou certo que os requesitos do exército também seriam bastante mais "gananciosos".
Vou-me singir então a uma análise hipotética, sem contudo esquecer aquilo que seria mais plausível e lógico num país como Portugal - escasso em recursos.

Parece-me óbvio, e todos os sabem, que existem 3 tipos de requesitos essenciais. Estes são:
- Capacidade de reconhecimento e de apoio ligeiro.
- Transporte aéreo táctico ou de apoio a operações especiais.
- Capacidade de luta anti-tanque e de ataque.

A minha visão, extremamente pessoal devo confessar, baseia-se na aquisição de 1 tipo de aeronave de rotores para a função de reconhecimento e apoio ligeiro ( já prevista na LPM, os cancelados EC-635 ). O meu favoritismo vai para o A-109 em configuração semelhante à usada no exército belga. De fácil manutenção, baixo custo e com uma boa capacidade de apoio a tropas ( incluindo mísseis anti-tanque ) o A-109 tem outra vantagem face a outros concorrentes mais óbvios ( como sejam o EC-635 ou mesmo o OH-58 Kiowa ) - uma capacidade de transporte de tropas razoável que, num exército que não tem dinheiro para grandes e diferentes frotas, é uma mais valia pois permitiria a insercção de elementos considerados especiais ou de ellite. As 9  aeronaves consideradas são suficientes.

Para a capacidade de transporte táctico considero o NH-90 ideal. Talvez não tão boa plataforma para SAR e CSAR, mas isso é algo de irrevelante visto que a FAP cobre essa área de operação com os novíssimos EH-101. O número de 10 pode ser contestado, contudo, e como já referi, cumpre os requesitos que o exército propôs. Mesmo assim e considerando eu o número de aeronaves arriscadamente curto, pois poderão ocorrer uma série de acontecimentos que impossibilitarão o uso das aeronaves em simultâneo, apostaria numa frota de 14 aeronaves. Estou ciente que tal, com os fundos previstos, não é possível.

Em relação aos helis de ataque. É algo referido em inúmeros livros brancos da defesa e embora não seja vísivel no horizonte a sua compra é claro o interesse das forças armadas em tal capacidade. Prevejo que eventualmente seja adquiridos para colmatar a lacuna existente entre a utilização do heli de apoio ligeiro e dos F-16 para CAS. Deixando de parte as rivalidades entre Força Aérea e Exército nesta questão face a quem deveria utilizar tal plataforma ( devo confessar que mesmo sendo um "homem do ar" ferrenho, defendo o uso de tal plataforma no GALE ) , penso que a escolha ideal deveria ser ou o AH-1Z ou o Tiger, versão de apoio geral. Confesso que me encontro um pouco divido. O AH-1Z tem provas dadas, e o update para a versão Z parece-me muito apelador. A juntar a isto é bem mais barato do que o Tiger. O Tiger por seu lado é mesmo assim mais moderno do que o AH-1Z e parece-me uma plataforma bastante "estável". Irei optar, sem clarezas, pelo Tiger. 12 aeronaves seriam as suficientes, ou melhor dizendo, as possíveis para o GALE.

Acabando esta breve "análise" sobre a operação de helis pelo GALE venho aqui defender a operação de aeronaves de asa fixa também. Mais concretamente de UAV´s.  Um misto de UAV´s ligeiros com uma vertente bastante táctica reduzida, e UAV´s, também num âmbito táctico mas mais alargado.
Isto é, os primeiros seriam aeronaves mais pequenas, transportáveis por pequenas unidades independentes de apoio e relativamente fáceis de operar. Em termos de modelos defendo o SkyGuardian. Os projectos nacionais deverão ser defendidos.
Em relação ao segundo requesito seria necessário uma maior aeronave, com maior alcance e melhores desempenhos. Inclinaria-me para o Predator não só porque é única alternativa no mercado vivável mas porque também é o único que pode eventualmente ser armado, o que traduz um enorme acréscimo de capacidade.
Embora incapaz de adiantar o número realista de SkyGuardians que deveriam ser utilizados devo dizer que penso que, nume primeira fase, 6  predators seria o suficiente para o exército.  Estes teriam de vir obrigatoriamente, na minha opinião, com a capacidade e software de lançamento do missil hellfire.

Não vos chateio mais, já escrevi demasiado.   :wink:

Cumprimentos,
Título: Lynx
Enviado por: Lynx em Junho 02, 2004, 07:06:37 pm
Esta é a minha participação por isso desculpem lá algum erro que eu cometa  :D  :D  :D
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 02, 2004, 07:17:30 pm
Seja bem vindo ao fórum defesa Lynx.

De facto, na altura, falou-se de tal coisa. O objectivo seria operar os 40 F-16s MLU, uma frota de helis de ataque ( que substituiria o Alpha-Jet na função de ataque ao solo e complementaria o F-16 ), deixando assim todos os Alpha-Jet disponíveis para instrução na esquadra 103 Caracois.
Pelo que sei, por agora, não passa disso. Planos.

Quanto à questão dos Lynx, como já tive oportunidade de aqui referir em diversos topic´s, não concordo consigo. ;)
Considero o Lynx um heli demasiado antigo, plataforma antiquada e muito mais despendioso do que os concorrentes mais próximos. Penso que, para os requesitos do GALE, existem plataformas mais eficientes.
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 02, 2004, 07:49:41 pm
Antes do mais, bem vindo Linx.  :oops: ). Assim, se em vez de ter o NH-90 como héli de transporte, o escolhido fosse o EH101, faria todo o sentido ter um héli mais ligeiro, para comando e controlo das forças empenhadas, MEDEVAC, apoio de fogo e reconhecimento (visto que os hélis ligeiros que estão na calha - os Colibri - são tudo menos adequados para esta missão...).

Aí sim, o Linx poderia ser uma escolha muito boa, de forma semelhante à estrutura das forças inglesas.

Quanto ao facto do Linx ser antiquado e desactualizado, discordo contigo (em parte, porque como é lógico, reconheço que é um héli muito mais velho do que o NH-90...). Basta ver as versões mais recentes do Super Linx 3000 para ver que continua a ser extremamente capaz...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 02, 2004, 08:47:13 pm
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Quanto ao facto do Linx ser antiquado e desactualizado, discordo contigo (em parte, porque como é lógico, reconheço que é um héli muito mais velho do que o NH-90...). Basta ver as versões mais recentes do Super Linx 3000 para ver que continua a ser extremamente capaz...


João, ninguém está a discutir as capacidades do Lynx. Concordo contigo quando dizes que é um heli muito capaz. Sem dúvida. Mas face à estrutura presente do GALE existem escolhas muito melhores e lógicas face ao requerimento de heli ligeiro.  :wink:
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 02, 2004, 09:08:07 pm
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Mas face à estrutura presente do GALE existem escolhas muito melhores e lógicas face ao requerimento de heli ligeiro.


Foi exactamente o que eu disse na primeira parte do meu post  :wink:
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 02, 2004, 09:10:07 pm
Isto é da cachaça.  :twisted:
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 02, 2004, 09:14:02 pm
Citar
Isto é da cachaça.  


Troca isso por uma boa aguardente velha... O produto nacional é que é bom  :lol:

(bem, vamos lá ver se não levamos este tópico para maus caminhos  :wink: )
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 02, 2004, 10:12:59 pm
Primeiro seja bem-vindo Lynx.

Eu estou de acordo com o JNSA, também discordo da opção dos Lynx , por achar desnecessária a sua compra para o GALE seria um gasto desnecessário para o curto orçamento do GALE, penso que o GALE deveria apenas ter hélis ligeiros (o EC-635 teria sido uma boa opção na sua versão militar), médios (NH-90TTH) e de ataque (um destes AH-1, AH-64, Tiger, A-129). Tenho duvidas que o EC-120 seja escolhido depois do que aconteceu com a Eurocopter por causa dos EC-635.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 07, 2004, 03:24:05 pm
Já noutros locais escrevi sobre o dispositivo que preconizo.

Mas em resumo, acho que o GALE deveria ter um mínimo de 12 nh-90 ou equiparados para rotação rápida de tropas no terreno, e transporte táctico, e Chinook's  em quantidade de 5 para transporte de viaturas táticas e peças de artilharia, para além da sua capacidade de transportar mais homens.

Para ataque, uma força de 15 a 20 linyx, beneficiando da manutenção conjunta com os que estão afectos à Marinha.

Os recursos humanos deveriam, ser de pelo menos 5 companhias, assistidas por camiões de transporte, viaturas blindadas de transporte (15) com lagartas e em articulação com o Exército regular, o apoio de peças de artilharia auto-motorizada.
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 23, 2004, 02:12:53 am
Citação de: "Fábio G."
Primeiro seja bem-vindo Lynx.

Eu estou de acordo com o JNSA, também discordo da opção dos Lynx , por achar desnecessária a sua compra para o GALE seria um gasto desnecessário para o curto orçamento do GALE, penso que o GALE deveria apenas ter hélis ligeiros (o EC-635 teria sido uma boa opção na sua versão militar), médios (NH-90TTH) e de ataque (um destes AH-1, AH-64, Tiger, A-129). Tenho duvidas que o EC-120 seja escolhido depois do que aconteceu com a Eurocopter por causa dos EC-635.


Eu estou de acordo consigo, no entanto penso que deveriamos reflectir quanto à utilização dos helis. Já todos sabemos que os helis vão ser também usados no LPD ou NPL, pelo que deverão ser navalizados. Quanto aos NH-90 e EH-101 esse problema não se põe, mas se optássemos por um LHA ou porta-helicópteros de assalto, então os helis de assalto teriam de ser também navalizados e aqui só vejo duas opções, o Apache inglês (com os mesmos motores do EH-101 e a minha escolha) ou o Cobra, o AH-1Z.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 23, 2004, 09:13:49 am
Acho que os Tiger australianos também são navalizados. Além que vão usar o míssil Hellfire, enquanto que as outras versões do Tiger parecem condenadas a usar o já antiquado HOT-3.

Seria uma opção a ter em conta, tal como o A-129 International ( que acho que também pode ser navalizado).
Título:
Enviado por: NVF em Junho 23, 2004, 09:56:41 am
Quanto a mim é um erro adquirir os NH90, a partir do momento em que a FAP adquiriu os EH101. Isto porque não me parecem aeronaves muito diferentes: enquanto o NH90 é obviamente o sucessor do Puma, na mesma classe, o EH101 é maior e mais capaz (daí a escolha da FAP), mas não está na classe dos Chinook ou dos Stallion.

Assim, penso que faz mais sentido a FAP adquirir exemplares extra de EH101, ou o Exército adquirir os seus próprios exemplares (10/12) e ambos os ramos manterem-nos e operarem-nos em conjunto.

A única situação em que faria sentido adquirir NH90 para o GALE seria se a Marinha fizesse o mesmo, para equipar as suas fragatas. Mas como este ramo parece continuar a apostar nos Lynx...

Quanto ao treino das tripulações, penso que deve continuar como está. Mas se por qualquer milagre evoluíssemos para um GALE a sério (em termos de dimensões, claro), penso que fazia sentido o Exército adoptar um esquema de treino análogo ao dos outros exércitos modernos.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 23, 2004, 01:04:19 pm
NVF:

Não discordo de si.

Mas apesar de achar que sendo o NH-90 um equivalente ao Puma, julgo que seria uma grave lacuna Portugal ficar sem um helicóptero de média dimensão.

Quanto ao GALE, já acima defendi o que deveria constituí-lo, embora pense que eventualmente os Chinook poderiam ser substituídos por EH 101 ou mesmo por uma frota de H 53 da Sikosrky ainda que pudessem ser usados.

Ainda relativamente ao GALE, não sei que sistema de armas se possa aplicar ao NH-90, porque acho que o GALE poderia ter maior capacidade ofensiva ou defensiva com helicópteros especializados e concebidos de raiz para combate.

Os NH-90 ficariam para transporte táctico.

A FAP ficando apenas com os grandes EH 101 ficará mais pobre ainda que por aí venham os Colibri ou outros.

Por isso acho que o ideal seria a FAP ter os EH-101, os NH-90 e eventualmente os Colibri para substituir os Aluhette, e o Exército passar a ter helicópteros de ataque Cobra ou outros em número de 15 a 20, 5 EH 101 para transportes pesados e uma força rápida de 8 a 10 NH-90 ou então os velhos Stallion americanos que podem não ser muito novos, mas fazem vista e amedrontam.

Em resumo:

GALE -


18 Cobra com todos os sistemas de armas

5 EH 101
 
10 NH-90, armados.

30 Viaturas tácticas todo-o-tereno tipo Humvee

15 peças de artilharia leve

5 sistemas de míssei terra-terra e terra-ar

Capacidade de radar e de comunicações autónoma

5 camiões todo-o-terreno para reabastecimento logístico, incluído capacidade de reabastecimento de combustível.

Pequeno hospital de campanha

3 Máquinas de terraplanagem

8 camiões com capacidade todo-o-terreno para missões diversas

Base: Tancos (por ser longe de grandes centros urbanos, estar geográficamente no centro de Portugal e ter pista de aterragem para os helicópteros)
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 23, 2004, 01:06:25 pm
Citação de: "Spectral"
Acho que os Tiger australianos também são navalizados. Além que vão usar o míssil Hellfire, enquanto que as outras versões do Tiger parecem condenadas a usar o já antiquado HOT-3.

Seria uma opção a ter em conta, tal como o A-129 International ( que acho que também pode ser navalizado).


Não sabia que havia Tiger's navalizados. Se assim for a escolha óbia é o Tiger. Quanto ao A-129 julgo que é o mais fraco de todos os hélis de ataque, aliás não tem compradores estrangeiros.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 24, 2004, 12:28:40 pm
Citação de: "Rui Elias"
Em resumo:

GALE -

18 Cobra com todos os sistemas de armas

5 EH 101

10 NH-90, armados.

30 Viaturas tácticas todo-o-tereno tipo Humvee

15 peças de artilharia leve

5 sistemas de míssei terra-terra e terra-ar

Capacidade de radar e de comunicações autónoma

5 camiões todo-o-terreno para reabastecimento logístico, incluído capacidade de reabastecimento de combustível.

Pequeno hospital de campanha

3 Máquinas de terraplanagem

8 camiões com capacidade todo-o-terreno para missões diversas

Base: Tancos (por ser longe de grandes centros urbanos, estar geográficamente no centro de Portugal e ter pista de aterragem para os helicópteros)


Rui, na sua proposta falta um elemento essencial da força de manobra do GALE, que são os hélis ligeiros para reconhecimento, apoio de fogo, e comando e controlo.

--------

Bem, vou finalmente apresentar a minha proposta. Esta é claramente uma proposta maximalista, fora das nossas capacidades actuais (e provavelmente futuras), mas parece-me ser a que melhor serviria as nossas necessidades.

Parte da criação de um Grupo Conjunto de Aviação Ligeira, constituído pelos três ramos, o que visa reduzir as duplicações de pessoal, facilitar a instrução, e permitir uma melhor partilha de experiências e de conhecimentos.

Assim, este seria constituido por:
- um esquadrão de treino - 12 EC-120 Colibri. Este héli não é, obviamente, espectacular, mas é mais do que suficiente para missões de treino, e para ligação.
- um esquadrão de SAR - 8 EH-101; 3 estacionados no Continente, 3 nos Açores e 2 na Madeira
- um esquadrão ASW - uma mistura de Super Linx 3000 e EH-101 ASW, adaptados às capacidades de transporte de cada fragata (4 Super Linx para as 2 MEKO X, e 4 EH-101 para as MEKO D - reparem que eu sou modesto a pedir...  :wink: )
- um esquadrão de hélis ligeiros - 12 Super Linx 3000/Battlefield Linx - serão usados para transportar as unidades de comando e controlo, missões de reconhecimento e apoio de fogo, escolta dos hélis de transporte, MEDEVAC, transporte de equipas anti-carro e anti-aéreas para diversos pontos do campo de batalha
- um esquadrão de hélis de transporte - 12 EH-101 (equipados como os hélis de CSAR que encomendámos) - para mim, a escolha dos EH-101 tem vantagens sobre os NH-90, pela capacidade de transporte acrescida (sobretudo de material e veículos), e pelo alcance acrescido. Visa ainda reduzir o número de modelos em utilização, para facilitar a logística. A estrutura EH-101/Super Linx é baseada no modelo inglês.
- dois esquadrões de hélis de ataque - 24 AH-1Z. Este número parece-me ser o mínimo para ter algum impacto num campo de batalha moderno. A escolha dos Super Cobra prende-se com o seu óptimo radar e armamento (quase ao nível do Apache Longbow), dos seus custos de operação e aquisição relativamente baixos, da capacidade de utilização em navios, e da sua grande fiabilidade, comprovada em míssão.

Teríamos assim um total de 76 hélis.

Os EH-101 de SAR operariam sob o comando de esquadras da FAP a quem estariam atribuídos (provavelmente destacamentos, nos Açores e Madeira).

Os hélis ASW operariam sob o comando da unidade naval a que estivessem atribuídos.

Os hélis de transporte, reconhecimento e ataque teriam três tipos de missões diferenciadas.
- força embarcada num LPD e num LHD, hierarquicamente submetidos ao comando da Task Force. A força seria estruturada de acordo com as necessidades da missão.
- força de apoio à BMI ou BLI, funcionando como meio de reconhecimento em profundidade, luta anti-carro (apoiando o GCC ou os ERec), comando e controlo, transporte de equipas anti-carro, anti-aéreas e de engenharia, visando a criação de zonas de emboscada e contra-mobilidade, transporte de peças de artilharia e de veículos e ainda, reabastecimento/apoio logístico
- força de apoio à BAI, funcionando como meio de heli-transporte/heli-assalto em geral, reconhecimento em profundidade, luta anti-carro, comando e controlo, transporte de equipas anti-carro, anti-aéreas e de engenharia, visando a criação de zonas de emboscada e contra-mobilidade, transporte de peças de artilharia e de veículos e ainda, reabastecimento/apoio logístico

Como disse, esta não é uma força realística em termos financeiros, portanto não venham dizer que eu não tenho noção do que isto custa... :wink:
Título:
Enviado por: OPCOM em Junho 24, 2004, 12:51:37 pm
Boa tarde a todos. registei-me hoje neste forum embora já o consulte regularmente á uns meses.
Fui cabo especialista na FAP entre 1994 e 1997, daquilo que eu vi, digo-vos que chagamos a uma situação de penuria incrivel, prestava serviço no terminal de comunicações aerotacticas da FAP, onde se controlam todas as missões da FAP, tanto prevista como de SAR.
Acho que uma coisa que se fala neste forum é em armamento, e embora acho que isso é muito importante, já que devemos ter uma capacidade minima de dissução contra possiveis enimigos, deveriamos primeiro por começar a renovar as nossas FA, nos elementos basicos, como logistica e comunicações: tinhamos Land Rovers e MAN de 1970´s. Foram enviados 2 FAC´s para a Bosnia e depois para o Kosovo, e tiveram que ser preparados 2 blindados Condor da FAP (que demorou bastante tempo como podem imaginar) já que os Land Rover não ofereciam nem sequer fiabilidade mecanica muito menos protecção pessoal. Por isso podemos ver qual a prontidão das FA. para uma missão de imposição de paz, agora imaginem para uma situação de conflito.
Obrigado, queria acima de tudo apresentar-me e dar-vos os parabens pelo excelente site e pelos esclarecimentos sobre o estado actual das nossas FA que aqui encontrei, mais do que nas paginas governamentais....enfim.....Espero que os nossos governantes tambem consultem este forum.
Obrigado a todos.
Nuno Correia
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Junho 24, 2004, 12:56:20 pm
Citação de: "NVF"
Assim, penso que faz mais sentido a FAP adquirir exemplares extra de EH101, ou o Exército adquirir os seus próprios exemplares (10/12) e ambos os ramos manterem-nos e operarem-nos em conjunto.


Essa situação foi pensada e discutida aquando da assinatura do contracto, o Ministro Rui Pena sugeriu à altura:
- o GALE comprava alguns EH-101 para manter uma cadeia logística única
ou
- o Exército usava os 4 EH-101 da FAP destinados a missões CSAR
Houve uma lista de argumentos que levaram o Governo a desistir de tal ideia:
- a adopção dos EH-101 da FAP levaria ao cancelamento do GALE, ou pelo menos de uma parte significativa deste, algo que o Exército não desejava
- o projecto do NH-90 recolhia a preferência e o interesse da Armada, pois, o NH-90 pode substituir - a médio prazo - os Lynx embarcados nas fragatas, algo que o EH-101 não pode  :)
- os custos de aquisição e de operação (uma hora de voo no EH-101 vai para 1.500 euros). Muitas vezes a capacidade para 30 tropas do EH-101 é excessiva, mesmo para as missões de transporte do GALE
- o GALE desejava ter um maior número de helicópteros, devido à disponibilidade. Não é difícil ver porquê, bastaria enviar 2 EH-101 para uma missão no exterior - para apoio, por exemplo, ao contingente português na ONU em Timor, ao invés dos Al III -  que a frota ficava drasticamente reduzida
Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 24, 2004, 01:26:46 pm
Seja muito bem vindo OPCOM

Caros companheiros

Há um facto que quero lembrar e do qual nos temos vindo a alhear. Aquando dos Acordos de Cooperação para a Paz na Europa (julgo que é assim que se chamam) em que se acordou na redução dos efectivos convencionais dos diversos exércitos e forças aéreas (as marinhas ficaram de fora), foram acordados os limites máximos de efectivos de material para cada zona da Europa (o nosso político Rui Elias talvez nos possa esclarecer) e portanto, foram acordados os limites para a Península Ibérica. Se não me engano na nossa península (o conjunto dos 2 estados ibéricos) o máximo de carros de combate, vulgo MBT (main battle tank) era de 1.000 e de transportes blindados de tropa era 2.000. Não me lembro do número de helis de ataque, mas lembro-me que na altura fiquei muito admirado por o seu número ser muito baixo. Lembro-lhes que a Espanha já encomendou os Tiger e portanto convinha saber quantos hélis é que na realidade podemos ainda adquirir, se é que ainda sobra alguma quota para nós.
Eu gostava de lhes dar números correctos, mas quando me mudei houve documentos que desapareceram e entre eles deve ter ido o que tinha estes números. Falando de cor, julgo que o número era na casa dos 24 a 36. Se assim for não sobra nada, ou muito pouco. Convinha que alguém que podesse, confirmasse este número.
Na altura, houve países que transferiram números significativos de armamento para a Marinha (a Rússia por exemplo, sobretudo avíões), por este ramo não ser afectado pelos cortes. Portanto se estivessemos tapados pela Espanha, a hopótese era os hélis de ataque serem operados pela Marinha.
Confirmem isto por favor.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 24, 2004, 01:28:03 pm
OPCOM:

Seja bem vindo.



JNSA:

Realmente desta vez foi você que não foi nada meigo a pedir, mas não é que não pudesse um dia fazer falta uma força assim.

No entanto, compreendendo o seu ponto de vista de optimizar os recursos em termos de equipamento e humanos, julgo que o GALE deveria ser uma força conjunta, autónoma, sediada num único local, embora, óbviamente pertencente ao Exército.

Os pilotos é que seriam da FAP, em regime de destacamento.

Quanto ao Helis ligeiro, foi lapso meu, e penso que uma força de 5 as 8 seriam os suficiêntes e até se poderia comprar Aluhettes novos, em vez dos Colibris (não sei porquê mas esta designação não me merece grande confiança).

Em tempos de paz esta força seria óptima para servir os interesses da Protecção Civil, e sempre seria uma força de respeito para participar em  missões de paz no estrangeiro, desde que devidamente enquadradas no Direito Internacional.

Claro que para isso a Marinha teria que se equipar com um LHD ou pelo menos dois NPL, com a respectiva capacidade anfíbia, como já preconizei noutros locais.
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 24, 2004, 02:18:39 pm
Caros companheiros

Quanto à substituição dos Alouette III (que saudades das viagens que fiz a bordo de alguns, em Moçambique, sobrevoando a voo razante o Zambeze, a partir do AB de Tete), só quero lembrar que os franceses estão a substítui-los pelo AS-365 Dauphin, que também têm uma óptima capacidade SAR, equipando inclusivamente a US Coast Guard. Penso que seria muito melhor termos uma esquadra de Dauphin (que poderiam até ser utilizados nos NPO), que de Colibri.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 24, 2004, 02:44:33 pm
JLRC:

Olhe que eu não sou um político :?

Quanto aos acordos que refere eles foram assinados ainda num contexto de fim da guerra fria e com o colapso da URSS e do Pacto de Varsóvia.

A Europa na altura pensou em canalizar mais os seus orçamentos para outras áreas da governação.

Actualmente discute-se um conceito de exército comum que sem o contributo da Inglaterra sairá sempre côxo, e a ver vamos do futuro dos trabalhistas ingleses no poder, já que por tradição os conservadores são mais euro-céticos.

E como saberá esse exército comum só será viável se houver uma política externa comum, e como se viu recentemente no caso do Kosovo e do Iraque ainda estamos muito longe disso, infelizmente.

Portanto, o que se pode ir fazendo é conseguir o contributo de alguns países do "pelotão da frente" para um força de intervenção rápida, e se em termos de sistemas de armas e capacidades militares o conjunto dos países europaus não estão mal de todo, o seu calcanhar de aquiles que leva a que a Europa seja uma eterna dependente dos EUA é o facto de ter pouquíssima capacidade de projecção de forças e de logística.

Os EUA nisso são incomparávelmente melhores.

Por isso à Europa cabe investir em porta-aviões, navios logísticos, reabastecedores e porta-helicópteros, e numa maior capacidade anfíbia, porque material e homens temos.

Quanto à forma de dar a volta a essa quotas que referiu, quem quiser dá sempre a volta.

De qualquer modo, e enqaunto essa política externa comum não se concretizar, advogo a necessidade de Portugal investir mais nessas áreas militares e não sonegar a enorma falta de capacidade de combate, com apenas 2 submarinos e 2 esquadras de F-16, e 5 fragatas (já a contar com as OHP).

Quanto ao blindados que aí virão daqui a uns anos, julgo que se situarão dentro da quota que referiu, até porque substituirão os actuais, mas olhe que ela não é para levar muito a sério
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 24, 2004, 03:09:20 pm
Citação de: "Rui Elias"

Olhe que eu não sou um político :?


Caro Rui

Eu não quiz dizer que você é (ou foi) político mas sim que a sua especialidade (como você já repetiu mais de uma vez) é a política. Ainda quanto aos acordos, eles talvez não sejam para serem levados muito a sério, mas que existem, existem.....
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 24, 2004, 03:20:02 pm
JLRC:

Quanto aos helicóppteros que referiu, o AS 365 Dauphin, é impressão minha ou há uns 4 ou 5 anos eles estiveram cá em demonstração para ver se Portugal os comprava para as FA?

Ou então são muito parecidos...
Título:
Enviado por: OPCOM em Junho 24, 2004, 03:25:33 pm
Boas.
Dos 12 EH 101 que vêm para a FAP, 2 são dedicados ao SIFICAP, 4 para CSAR, os outros 6 vão ser de emprego generalista, trasporte e SAR. Irão apoiar o GALE, e servir no NPL.
Também não sei porquê mas esses tais colibri tb não me merecem muita confiança, e com tantas lacunas que as nossas FA têm, investir num heli de ataque dedicado seria para já um pouco desnecessario, acho que as missões desempenhadas por ambos poderia ser realizado por um unico Heli neste caso os super lynx. Já temos uma cadeia de logistica e manutenção e formação.
NH-90 e Super Lynxs para o GALE reforçados com os EH-101 para começar já era bem bom.
E investir em Sea Lynxs para a marinha porque quando tivermos alguma capacidade de projecção de forças (apenas um NPL não nos vai dar muita), e como não temos reabastecedores aéreos, não teremos maneira de dar cobertura aérea e apoio de fogo ás unidades de fuzileiros, e estes embora não tão eficazes como um heli de ataque puro, são capazes de efectuar varias missões.
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 24, 2004, 03:29:48 pm
Citação de: "JLRC"
Caros companheiros

Quanto à substituição dos Alouette III (que saudades das viagens que fiz a bordo de alguns, em Moçambique, sobrevoando a voo razante o Zambeze, a partir do AB de Tete), só quero lembrar que os franceses estão a substítui-los pelo AS-365 Dauphin, que também têm uma óptima capacidade SAR, equipando inclusivamente a US Coast Guard. Penso que seria muito melhor termos uma esquadra de Dauphin (que poderiam até ser utilizados nos NPO), que de Colibri.


JLRC, o problema é que o Dauphin é um héli biturbina, ao passo que o Colibri é monoturbina, que é reconhecidamente a melhor configuração para um héli de treino.

Assim, para ter um héli biturbina (para além do Colibri, ou outro, para treino), seria preferível que ele fosse igual a outro modelo já operado. Por isso é que na minha proposta coloquei os Linx - servem para as missões em que um EH-101 seria exagerado, são bons hélis ASW, bem como de apoio de fogo e reconhecimento.
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 24, 2004, 03:41:06 pm
Citação de: "JNSA"

JLRC, o problema é que o Dauphin é um héli biturbina, ao passo que o Colibri é monoturbina, que é reconhecidamente a melhor configuração para um héli de treino.


Touché amigo JNSA, não me tinha lembrado desse pormenor.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 24, 2004, 03:45:22 pm
Também não acho que os Linx sejam má compra até porque já temos alguma experiência na sua operação.

No entanto, mantenho-me na minha:

Para mim, o GALE deveria ser autonomizado e não depender dos outros ramos, excepto para o seu transporte para teatros de operações fora de Portugal continental.
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 24, 2004, 03:57:41 pm
Acho que o Pedro Monteiro já referiu os pontos essenciais na questão NH-90/EH-101.

Para que são os Merlin ASW? Esses sim, são relíquias da Guerra Fria. Mais vale começar o reequipamento da marinha com NH-90.

Tinha a ideia que os AlIII já tinham sido substituídos na França à anos pelos Gazelle.

O Lynx é um heli muito caro comparado com alternativas semelhantes ( A-109 por exemplo).

E acho que os radares MMW em helis são um despedício. Mais vale um bom sistema térmico + mísseis guiados a laser, porque os radres ficam caríssimos (veja-se o custo dos Longbow) !
Título:
Enviado por: NVF em Junho 24, 2004, 04:43:15 pm
Citação de: "Pedro Monteiro"
- a adopção dos EH-101 da FAP levaria ao cancelamento do GALE, ou pelo menos de uma parte significativa deste, algo que o Exército não desejava
- o projecto do NH-90 recolhia a preferência e o interesse da Armada, pois, o NH-90 pode substituir - a médio prazo - os Lynx embarcados nas fragatas, algo que o EH-101 não pode  :)
- os custos de aquisição e de operação (uma hora de voo no EH-101 vai para 1.500 euros). Muitas vezes a capacidade para 30 tropas do EH-101 é excessiva, mesmo para as missões de transporte do GALE
- o GALE desejava ter um maior número de helicópteros, devido à disponibilidade. Não é difícil ver porquê, bastaria enviar 2 EH-101 para uma missão no exterior - para apoio, por exemplo, ao contingente português na ONU em Timor, ao invés dos Al III -  que a frota ficava drasticamente reduzida
Cumprimentos,
Pedro Monteiro


1) Não vejo porquê, só mesmo nas mentes curtas dos nossos generais. Podiam operá-los em conjunto como fazem as forças armadas do Reino Unido.
2) Médio prazo? O quê 15 anos? Mas se na LPM há planos para adquirir mais Lynx, quando é que a Marinha vai ter NH90, daqui a 20 anos?
3) 1500 euros é muito dinheiro, mas comparado com quê? Qual o custo de operação/hora de 1 NH90?
4) Se você comparar a capacidade do EH101 com um Black Hawk (30 vs 11), há uma grande discrepância, mas entre um EH101 e um NH90, já não é tanto assim (30 vs 20). Aliás, a capacidade do EH101, permite-lhe levantar um pelotão completo, o que não acontece com um NH90.
4) Porque razão haveria o GALE de adquirir somente 4 EH101, se o Exército necessita de levantar 200 homens (10 NH90)? Para a mesma capaciadade o GALE nessitaria de adquirir 7 EH101 e se saíssem 2 para o estrangeiro ainda ficavam 5.

Quanto a mim a melhor combinação para o GALE é EH101 e A109.

Quanto ao tratado CFE, encontram (no artigo 21) uma tabela com os limites para cada estado signatário. De qualquer modo, aqui vão os valores para Portugal:

300 MBT, 430 ACV, 450 peças artilharia, 160 aviões e 26 helicópteros

http://www.osce.org/docs/english/1990-1 ... eagree.htm (http://www.osce.org/docs/english/1990-1999/cfe/cfeagree.htm)

Cpts.
Título:
Enviado por: emarques em Junho 24, 2004, 05:01:40 pm
Será que nos deixam trocar 100 tanques por 50 helicópteros? ;)
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 24, 2004, 05:05:25 pm
Erm, NVF, a compra dos Merlin pela RAF é uma situação interessante.

Foram adquiridos cerca de 20/30 aparelhos em meados dos anos 90, com o objectivo de encomendar mais tarde outros, de modo a ir substituindo gradualmente os Puma ( um aparelho da mesma classe do NH-90) na missão de transporte táctico.

Mas a que conclusão se chegou ? Que uma frota Lynx+EH-101 ficava mais cara e não cumpria todas as missões operacionais. Por exemplo, com um Puma transportam-se confortavelmente 2 secções ( 16 homens) e com 2 Puma um pelotão. No Iraque, basta um Puma para montar um bloqueio de estrada. As tropas que um Lynx transporta não chegam, e um Merlin tem capacidade a mais.

A questão dos custos de operação é a mais importante. Um NH-90 deve ser mais barato que operar que um EH-101, mas por quanto ? Metade ? Não me parece ... 2/3 ? Aí as comparações ficariam empatadas ( a proporção de tropas também é 20/30).

E o EH-101 tem um problema. O preço. Agora não me estou a lembrar dos números, mas devido ao uso de 3 motores, o seu preço dispara...

Já agora, excelente link!

Cumptos
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 24, 2004, 06:08:19 pm
Citação de: "Spectral"

Tinha a ideia que os AlIII já tinham sido substituídos na França à anos pelos Gazelle.


Estava a referir-me à marinha que ainda opera Alouette III e que os tem vindo a substituir pelos Dauphin.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 24, 2004, 06:17:39 pm
Citação de: "NVF"
Quanto ao tratado CFE, encontram (no artigo 21) uma tabela com os limites para cada estado signatário. De qualquer modo, aqui vão os valores para Portugal:

300 MBT, 430 ACV, 450 peças artilharia, 160 aviões e 26 helicópteros

http://www.osce.org/docs/english/1990-1 ... eagree.htm (http://www.osce.org/docs/english/1990-1999/cfe/cfeagree.htm)

Cpts.


Obrigado NVF. Eram esses valores que me faltavam. Afinal temos muita margem de manobra.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: NVF em Junho 24, 2004, 06:40:12 pm
Às vossas ordens, cavalheiros  :D

Mas o tratado não vos causa preplexidade? Mesmo atendendo, a todas as razões históricas, geográficas e geopolíticas, porque é que países como a República Checa, Hungria ou a Grécia — todos com o mesmo nível de desenvolvimento e de população que nós — têm máximos autorizados muito superiores aos nossos?

Não é que vamos partir para uma toada armamentista, mas porque é que somos de 2ª entre os de 2ª? Ainda por cima, alguns destes países estão no centro da Europa, longe da maioria dos cenários actuais e nós estamos aqui, a umas dezenas de quilómetros de um potencial estado fundamentalista islâmico. É que 300 MBTs chegam (e sobram de longe) para defender o nosso território, mas 160 caças e 26 helis de combate podem, daqui a uma ou duas décadas, ser curtos.
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Junho 24, 2004, 07:19:05 pm
Citação de: "NVF"
1) Não vejo porquê, só mesmo nas mentes curtas dos nossos generais. Podiam operá-los em conjunto como fazem as forças armadas do Reino Unido.
2) Médio prazo? O quê 15 anos? Mas se na LPM há planos para adquirir mais Lynx, quando é que a Marinha vai ter NH90, daqui a 20 anos?
3) 1500 euros é muito dinheiro, mas comparado com quê? Qual o custo de operação/hora de 1 NH90?
4) Se você comparar a capacidade do EH101 com um Black Hawk (30 vs 11), há uma grande discrepância, mas entre um EH101 e um NH90, já não é tanto assim (30 vs 20). Aliás, a capacidade do EH101, permite-lhe levantar um pelotão completo, o que não acontece com um NH90.
4) Porque razão haveria o GALE de adquirir somente 4 EH101, se o Exército necessita de levantar 200 homens (10 NH90)? Para a mesma capaciadade o GALE nessitaria de adquirir 7 EH101 e se saíssem 2 para o estrangeiro ainda ficavam 5.

Quanto a mim a melhor combinação para o GALE é EH101 e A109.

Quanto ao tratado CFE, encontram (no artigo 21) uma tabela com os limites para cada estado signatário. De qualquer modo, aqui vão os valores para Portugal:

300 MBT, 430 ACV, 450 peças artilharia, 160 aviões e 26 helicópteros

http://www.osce.org/docs/english/1990-1 ... eagree.htm (http://www.osce.org/docs/english/1990-1999/cfe/cfeagree.htm)

Cpts.


--> Note que os argumentos que apresentei foram os divulgados. O GALE tinha várias opções relacionadas com o EH-101. Porém, bastariam - em teoria, claro, não considerando aeronaves em manutenção - as 4 aeronaves da FAP para transportar os 120 homens - uma companhia - pretendidos pelo Exército e referidos à época. Portanto, não falamos de 200 homens, mas sim de uma centena (120). O Exército refere o número redondo de 10 NH-90 por vários motivos: contrapartidas, custos, nº de aeronaves em manutenção e treino, capacidades, missões, etc
A mim parece-me que, o GALE existe mais do que por uma questão de orgulho ou vontade de uns velhos generais. À altura da formação da EHM da Armada houve críticas similares e hoje prova-se que a Marinha fez bem em optar por tal aquisição e que os seus Lynx têm sido valiosos. A FAP tem falta de verbas e nesse aspecto a perda do monopólio da asas rotativas não vem ajudar na captação de financiamento. Sinceramente, duvido que a FAP conseguisse formar e manter uma frota de helicópteros capaz de compensar (numerica e operacionalmente) a perda da frota prevista para o GALE.
Os nossos Lynx foram recebidos em 1993 (apenas 3 deles eram novos). Ou seja, têm já uma década de serviço, não é, contudo, uma idade avançada para tais equipamentos. Na altura da assinatura do contracto dos EH-101 falava-se na hipótese do NH-90 substituir os Lynx a partir 2013/2015. Tomemos como possível essa data, por essa altura os Lynx terão 20 anos (os a adquirir podem ser usados, não sabemos ainda). Acontece que, as VG provavelmente irão manter-se ao serviço mesmo depois dos Lynx, mais: qualquer fragata que venha para a Armada a ter capacidade para operar helicópteros estará limitada a aeronaves de porte médio (algo que o NH-90 é e o EH-101 já não é, na prática). Os Lynx são já aeronaves antigas (relativamente ao conceito, etc), o NH-90 só este ano começou a ser entregue (o exército alemão já recebeu o primeiro exemplar de série) e pode ser considerado em muitos aspectos o state-of-art. A Marinha está de olho no futuro  :wink:
Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: psychocandy em Junho 26, 2004, 01:59:58 pm
A FAP eh essencial ah GALE, se bem que o Exercito tem tido um igual apoio da FAMET Espanhola, no treino de pilotos e nao so', tendo eles tambem um oficial de ligação  ca em Portugal. :)
Título:
Enviado por: Spectral em Julho 18, 2004, 08:10:14 pm
Umas fotos do NH-90 (esta é a  versão CSAR, que não vamos adquirir, mas dá uma boa ideia do aparelho) :

(http://img9.exs.cx/img9/1066/7525.jpg)

 8)

http://www.b-domke.de/AviationImages/NH90.html
Título: GALE
Enviado por: typhonman em Dezembro 23, 2004, 03:24:50 pm
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... al=21&p=94 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=144019&idselect=21&idCanal=21&p=94)

 :P
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 23, 2004, 04:04:22 pm
Se houvesse eleições todos os meses a esta hora até já tinhamos um "Nimitz"

:roll:  :wink:
Título:
Enviado por: Paisano em Março 13, 2005, 03:11:06 am
Com todo respeito aos irmãos portugueses, mas esse Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE) está igual a Viúva Porcina, ou seja, "a que foi sem nunca ter sido...".  :mrgreen:
Título:
Enviado por: Luso em Março 13, 2005, 09:11:29 am
Citação de: "Paisano"
Com todo respeito aos irmãos portugueses, mas esse Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE) está igual a Viúva Porcina, ou seja, "a que foi sem nunca ter sido...".  :mrgreen:  :mrgreen:

É verdade.
"- Tou certo ou tou errado?!"
Título:
Enviado por: Raul Neto em Outubro 15, 2005, 11:15:34 pm
Título:
Enviado por: Duarte em Outubro 16, 2005, 03:45:27 am
De facto lembro-me de tal boato.. deveriam ser disponibilizados pelos EU com a redução de forcas na Europa.. como muitos outros planos, não deu em nada...
Título:
Enviado por: Raul Neto em Outubro 16, 2005, 03:26:22 pm
Título:
Enviado por: Miguel em Outubro 16, 2005, 03:50:13 pm
:shock:
Título:
Enviado por: JLRC em Outubro 19, 2005, 03:58:26 pm
A propósito da eventual compra de A 109 LUH para o GALE

Handover of the First Agusta Westland A109 Light Utility Helicopters to the South African Air Force
 
 
(Source: Turbomeca; issued Oct. 19, 2005)
 
 
 BORDES, France --- As part of the South African Air Force’s order of 30 twin-engine A 109 LUH helicopters powered by the Turbomeca Arrius 2K2 engine, the first four aircraft have been received today by the SAAF at the Bloemfontein Base.  
 
The A 109 LUH will carry out EMS, surveillance, troop transportation and rescue missions.  
 
The assembly and the testing as well as the production of certain parts of the Arrius 2K2 engine are carried out by Turbomeca Africa, Johannesburg. Turbomeca’s South African site, recently modernized with new machine tools and deep maintenance workshops, will also very soon ensure local support up to the repair and overhaul of engines.  
 
Turbomeca has worked closely with the South African Defense Forces for more than a quarter of a century, notably for the support and deep maintenance of the Artouste engines which equip the Alouette, and the Makila engines which equip the Oryx and Rooivalk.  
 
Turbomeca Africa Pty Ltd is the result of an agreement signed in mid-2002 between the South African company Denel Ltd and Turbomeca, with the French parent company acquiring majority participation with 51% of the shares.  
 
The Arrius 2K2 delivers a take-off power of 716 shp with a 3 000 hour TBO (time between overhauls).  
 
The Arrius 2K2 has been ordered by Sweden and Malaysia – 20 and 11 A 109 LUH helicopters respectively.  
 
Engines of the Arrius family now rest confidently on the experience of more than 1,800 engines delivered, totaling more than 2 million flying hours for 430 customers in 60 countries.  
 
 
Turbomeca (SAFRAN Group) is the leading helicopter engine manufacturer, and has produced over 50 000 turbines based on its own designs since the company was founded. With more than 2 000 customers in over 140 countries, Turbomeca provides a proximity service thanks to its 14 sites, 3 subsidiaries, 25 TurboSupport Centers, 32 repair centers and 90 Field representatives and Field technicians. The Head Office is based in Bordes, Pyrénées-Atlantiques (south-west France). Microturbo, a subsidiary of Turbomeca, is the European leader in turbojet engines for missiles, drones and auxiliary power units.  
 
-ends-
Título:
Enviado por: pedro em Outubro 28, 2005, 05:17:38 pm
ola a todos.
alguem sabe novidades sobre este assunto :D ?
obrigado pela vossa atencao.
Título:
Enviado por: pedro em Dezembro 22, 2005, 07:04:55 pm
este aviao leva a bandeira de portugal atras :shock:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 22, 2005, 07:14:55 pm
Citação de: "pedro"
este aviao leva a bandeira de portugal atras :wink: o que não quer dizer que vamos, necessariamente, adquirir os helicópteros... :oops:

Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título:
Enviado por: Leonidas em Dezembro 23, 2005, 08:11:43 pm
Saudações guerreiras.

Citação de: "Pedro"
este aviao leva a bandeira de portugal atras :wink:    

Citação de: "Spectral"
A questão dos custos de operação é a mais importante. Um NH-90 deve ser mais barato que operar que um EH-101, mas por quanto ? Metade ? Não me parece ... 2/3 ? Aí as comparações ficariam empatadas ( a proporção de tropas também é 20/30).


Segundo o que li num artigo da AFM o EH-101 é, segundo um comparativo com o Blackhawk e o Sirkosky S-90, o que, por hora de voo, é mais caro apresentando um valor rondando os $1500 (USDólares). O blackhawk era o mais barato não chegando aos $1000/h de voo. O H-92 apontava para valores entre os $1100-$1200/h de voo. Vou tentar encontrar a revista e se possivel dar mais pormenores.

Blackhawk:
(http://img406.imageshack.us/img406/1818/blackhawk113yk.jpg)

H-92 Superhawk:
(http://img406.imageshack.us/img406/1315/h92camofallfoligii7ck.jpg)

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Get_It em Dezembro 23, 2005, 08:48:44 pm
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras.
Portugal em 2001 juntou-se a mais 4 países europeus – Holanda (5.5% Sork Fokker); Alemanha (30.85%-Eurocpter Deutschland); Itália (30.85%-Agusta) e França (30.85%-Eurocopter) – para participar na construção dos NH-90. Se não me falha a memória, Portugal é responsável por uma parte ou todo o desenvolvimento do software de todos os helis que venham a ser construídos.

Creio, ainda que se frabricam em Portugal alguns componentes/partes da fuselagem, mas é melhor que alguém possa dar aqui uma achega. Sei que não ando longe da verdade, mas o que é certo é que também gostava de me atualizar em relação a este assunto. Este tipo de parcerias é altamente rentável e recomenda-se, apesar da parte que cabe a Portugal, em percentagem, ser muito reduzida (1.2%).


Alguém me poderia dizer como é a participação portuguesa? Se é mesmo alguma empresa portuguesa ou se é alguma multinacional - e já agora qual - cá?

Já agora se poderem coloquem mais informação acerca da participação portuguesa no artigo (http://http) na Wikipédia em inglês.

Obrigado,
Título:
Enviado por: Leonidas em Dezembro 23, 2005, 09:03:11 pm
Saudações guerreiras.

Citação de: "Get_It"
Alguém me poderia dizer como é a participação portuguesa? Se é mesmo alguma empresa portuguesa ou se é alguma multinacional - e já agora qual - cá?


Caro Get_It multinacionais desconheço por completo, nunca ouvi falar, até porque são projetos que só aos paises envolvidos dizem respeito, mas é possivel. Sei que estão envolvidas empresas de software. O nome não sei de momento, mas devem ser as que mais se distinguem na matéria. Não tenho a certeza, mas acho que a Critical Software (de Coimbra) está envolvida. As OGMA devem estar envolvidas, também. É melhor esperar mais um pouco até que alguém confirme isto tudo, pois estou a escrever de memória.

Cumprimentos

Ps: Uma sugestão - contate diretamente o fabricante ou o Ministério da Defesa português.

http://www.nhindustries.com
Título:
Enviado por: p_shadow em Dezembro 23, 2005, 11:01:50 pm
Participação portuguesa no programa NH90:

Citar
NH-90 Helicopters
In the end of 2002, EDISOFT began its involvement with the NH-90 Helicopters project, under the aegis of the Portuguese Army. EDISOFT's expertise is needed for the development of the helicopters' on-board software, with an emphasis in all automation and control systems, including the RTM motors' control, an all-check system and a mission control software package.


http://www.edisoft.pt/references.htm (http://www.edisoft.pt/references.htm)

De realçar também o envolvimento desta empresa noutros projectos das nossas FAs. :wink:


Cumptos
Título:
Enviado por: Spectral em Dezembro 23, 2005, 11:07:50 pm
Heláa, foram desencantar uma thread já com barbas  :?

http://www.nhindustries.com/

A nossa única participação num projecto aeronático de grande exposição é praticamente invisível (o que não quer dizer irrelevante, mas mesmo assim) ...


EDIT:

Já agora, um dado curioso sobre a NHIndustries :


Citar
Mrs Gala GONCALVES is currently General Manager of NHIndustries (since 23rd March 2005).
;)

http://nh90.free.fr/eng/index_2.htm
Título:
Enviado por: Leonidas em Dezembro 26, 2005, 09:32:01 pm
Saudações guerreiras.

Citação de: "Spectral"
O NH-90 (versão TTH) e o EH-101 (versão de transporte táctico, equivalente) têm preços de aquisição unitários relativamente semelhantes, entre os 25 e os 30 milhões de € ( estimativa baseada nos contratos belga e grego para o NH-90 e português e dinamarquês para o EH-101).



De memória, os valores que ouvi para a compra dos hélis NH-90 para o exército eram entre os 400 e 450 milhões de euros. Isto a dividir por dez unidades dão umas belas quantias de 40 a 45 milhões de euros por cada héli. Mas de certeza que neste valor deve estar mais do que aquilo que os NH-90 valem. O quê ao certo, não sei, mas deve ser já uma parte daquilo que Portugal tem obriagtóriamente de investir por causa da sua participação na construção dos mesmos, pois não acredito que os H´lis valham assim tanto!!!

-----------------------------

Em relação aos custos por hora de voo de qualquer aeronave, quando apresentados, tal como fiz anteriormente para o blackhawk, S-92 e EH-101, já estão incluidos todos os custos (manutenção, combustivél,etc), não é?

Cumprimentos
Título: GALE
Enviado por: Miguel Silva Machado em Dezembro 27, 2005, 10:52:42 pm
E porque é que não nos deixamos - nós os portugueses - de sonhar e deixamos os helicópteros, todos, na Força Aérea?
Um Abraço,
MMachado
Título:
Enviado por: Luso em Dezembro 27, 2005, 11:40:24 pm
Inclusive os orgânicos da Marinha?
Não será demais?
Título: Re: GALE
Enviado por: Miguel em Dezembro 28, 2005, 08:22:49 am
Citação de: "Miguel Silva Machado"
E porque é que não nos deixamos - nós os portugueses - de sonhar e deixamos os helicópteros, todos, na Força Aérea?
Um Abraço,
MMachado


Exatamente!
Alias como referido varias vezes aqui neste forum, deviamos deixar-nos de GALE e Galinhos, referindo o PapaTango :wink:

Luso: os Lynx e uma arma organica das Meko, mas para manutençao e treino dos pilotos é responsabilidade da FAP
Título:
Enviado por: Rui Elias em Dezembro 28, 2005, 01:54:34 pm
Algum dos colegas sabe informar em que pé, e em termos de calendário está a chegada dos 10 NH-90 para o Exército?

Se se mantem a data anteriormente apontada de 2008?

É que já só faltam 2 anos... :?
Título:
Enviado por: Miguel em Dezembro 28, 2005, 02:00:09 pm
Rui

eu ouvi um "zumzum" que a belgica, ia ficar com os NH90 destinados para Portugal....

e em contrapartidas nos iamos entrar novamente no A400M

emfim isto é os boatos das "salas de mercados"

tive hoje boatos que a USNavy encomendou 16 V22 a Boeing, portanto o titulo da Boeing vai subir :lol:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Dezembro 28, 2005, 02:06:00 pm
Citar
Rui

eu ouvi um "zumzum" que a belgica, ia ficar com os NH90 destinados para Portugal....

e em contrapartidas nos iamos entrar novamente no A400M


 :?
Título:
Enviado por: Get_It em Dezembro 28, 2005, 02:52:27 pm
Citação de: "Miguel"
Rui

eu ouvi um "zumzum" que a belgica, ia ficar com os NH90 destinados para Portugal....

e em contrapartidas nos iamos entrar novamente no A400M

emfim isto é os boatos das "salas de mercados"

tive hoje boatos que a USNavy encomendou 16 V22 a Boeing, portanto o titulo da Boeing vai subir :lol:


Ou não... segundo o DID - senão me engano os EUA iam curtar alguns fundos ao programa do V22. Já quanto à Boeing, segundo um artigo de hoje do DID (http://http), a Boeing conseguiu um contrato de USD$995 milhões para o suporte dos F/A-18 Super Hornets da USN
Título:
Enviado por: Luso em Dezembro 28, 2005, 02:59:57 pm
Boa observação, Get it.

O lobby dos Senadores a favor do V22 (aqueles que representam estados com fábricas que produzem ou podem produzir o Osprey tem sido decisivo.
Creio é que não há muita coragem para acaba de vez com o programa.
Com esse contrato de suporte talvez uma mão lave a outra e a coisa morra.
Título:
Enviado por: Miguel em Dezembro 28, 2005, 03:05:38 pm
Citação de: "Rui Elias"

 :?


Rui na economia e tudo empresas "cruzadas"

EADS e SAFRAN(ex-snecma) :wink:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Dezembro 28, 2005, 04:03:54 pm
E alguem sabe se será mesmo para 2008 as primeiras entregas?
Título:
Enviado por: Miguel Silva Machado em Dezembro 30, 2005, 12:21:50 pm
Citação de: "Luso"
Inclusive os orgânicos da Marinha?
Não será demais?


Do meu ponto de vista os da Marinha devem lá continuar. Estão bem e recomendam-se!
Um Abraço,
MMachado
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 24, 2006, 12:03:09 am
Citação de: "Miguel Silva Machado"
Citação de: "Luso"
Inclusive os orgânicos da Marinha?
Não será demais?

Do meu ponto de vista os da Marinha devem lá continuar. Estão bem e recomendam-se!
Um Abraço,
MMachado


Poi isso agora é uma questão de gosto, como a curtomédio prazo iremos ter umas forças armadas conjuntas e deixaremos d ter 4 Estados-Maiores pa só ter 1 Unificado e talvez tb unir esses Comandos operacionais, logisticos e etc (a ver s acabam alguns tachos), como o Canadá, Belgica, Holanda,e outros.
O Canadá tem os Sea King na componente aérea mas penso k a Holanda temm os helis navais na marinha, axo k na componente terrestre é k n devem ficar. :lol:
Título:
Enviado por: Miguel Silva Machado em Fevereiro 24, 2006, 08:50:21 am
Citação de: "Hélder"
Citação de: "Miguel Silva Machado"
Citação de: "Luso"
Inclusive os orgânicos da Marinha?
Não será demais?

Do meu ponto de vista os da Marinha devem lá continuar. Estão bem e recomendam-se!
Um Abraço,
MMachado

Poi isso agora é uma questão de gosto, como a curtomédio prazo iremos ter umas forças armadas conjuntas e deixaremos d ter 4 Estados-Maiores pa só ter 1 Unificado e talvez tb unir esses Comandos operacionais, logisticos e etc (a ver s acabam alguns tachos), como o Canadá, Belgica, Holanda,e outros.
O Canadá tem os Sea King na componente aérea mas penso k a Holanda temm os helis navais na marinha, axo k na componente terrestre é k n devem ficar. :lol:

Não me parece que possa ou deva ser uma questão de gosto, mas antes uma questão de eficiência e custo. Ainda bem que fala no caso da Holanda: Tem todos os helis (transporte, ataque, obs.) na Força Aérea, excepto os dos navios que estão na Marinha. Os helis da Marinha são na verdade muito mais dos navios  do que do ramo, fazem parte, como se sabe, dos sistemas de armada do navio (é claro que pontualmente cumprem outras missões, para os rentabilizar, mas..). É por isso que devem ficar na Marinha e aliás a experiência portuguessa prova isso mesmo. Têm funcionado bem neste "formato", para quê mudar?
O que pode acontecer (e deveria, embora em Portugal isso seja muito dificil) é colocar esses meios aéreos debaixo de um comando conjunto de helicópteros, exctamente para rentabilizar utilização operacional, manutenção, treino e tudo o mais, agora mantendo os meios nos ramos que os tiverem. Essa será a tendência mas, para já, isto parece-me futurologia.
Um Abraço,
MMachado
Título:
Enviado por: Leonidas em Março 28, 2006, 11:20:38 pm
Saudações guerreiras.

Citação de: "Leonidas"
Citação de: "Spectral"
A questão dos custos de operação é a mais importante. Um NH-90 deve ser mais barato que operar que um EH-101, mas por quanto ? Metade ? Não me parece ... 2/3 ? Aí as comparações ficariam empatadas ( a proporção de tropas também é 20/30).

Segundo o que li num artigo da AFM o EH-101 é, segundo um comparativo com o Blackhawk e o Sirkosky S-90, o que, por hora de voo, é mais caro apresentando um valor rondando os $1500 (USDólares). O blackhawk era o mais barato não chegando aos $1000/h de voo. O H-92 apontava para valores entre os $1100-$1200/h de voo. Vou tentar encontrar a revista e se possivel dar mais pormenores.


Como prometido...

A comparação que falei está numa revista inglesa da especialidade (se quiserem o nome dela posso dizer por MP) relativo a um artigo onde diz que a Sikorsky afirma que o S-92 tem um custo por hora de voo de $866, quando os seus concorrentes (HH-60G e EH-101) têm um custo de $1,025 e $1,425, respectivamente.

Setembro de 2002

Cumprimentos
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 11, 2006, 08:04:25 pm
Andava a navegar, pela net e encontrei este site.
Alguém sabe se os EC635 estiveram mesmo nas OGMA.
A ser verdade, e a imagem a ser verídica, isto torna-se muito grave, pois de certeza que não vieram em passeio, e a virem não foi de borla.

http://www.geocities.com/crossofchristx ... ile300.htm (http://www.geocities.com/crossofchristxfiles/file300.htm)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 11, 2006, 09:28:49 pm
Começo a achar que existe alguma veracidade no site que postei anteriormente.
Neste novo site, embora não seja oficial, referem (e indicam) as númerações de alguns helis que constam no site anterior como tido sido vendidos para a Jordania.
Vou continuar a investigar :wink:

http://www.helionline.de/EC13501.htm (http://www.helionline.de/EC13501.htm)
Título:
Enviado por: papatango em Maio 11, 2006, 10:07:53 pm
Tanto quanto sei, o problema nunca foi o facto de não ter sido entregue nenhum aparelho, o principal argumento para cancelar a encomenda, tem a ver com o facto de a Eurocopter não ter apresentado uma certificação militar para o aparelho, e se não me engano, eles queriam mesmo que o Estado Português pagasse a certificação.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 11, 2006, 11:12:13 pm
Pelo que tenho lido vários países adquiriram o aparelho, a irlanda; a alemanha; a espanha, etc.
Dos três países que citei (antes do etc.) os aparelhos foram adquiridos para fins militares, força aérea e exército.
Terão sido eles a pagar a certificação?
Não quero estar aqui a discutir o porquê de se ter cancelado o contrato,
mas o porquê de se ter investido, e continuar a investir, num projecto que pelos vistos estava no bom caminho, e foi cancelado.
Quais os novos Helis, que substituem o EC-135?
Quando?
Álguem sabe os custos de estar a manter uma unidade inoperacional desde 99?
Será que os NH90 sempre vêm?
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 12, 2006, 12:04:14 am
Pelo que soube na altura os helicopteros estiveram nas Ogma a serem montados. So ca não ficaram porque entretanto o Governo mudou e cancelou o contrato com a  tal polémica da certificação militar.
Título:
Enviado por: emarques em Maio 12, 2006, 01:57:52 am
Se bem me lembro, a certificação em causa tinha a ver com a utilização de mísseis anti-carro a partir do EC635. Não sei o que os jordanos fazem com os aparelhos, mas se calhar querem os helis só para treino e transporte ligeiro. Os irlandeses compraram EC135 para a "Garda" (polícia), por isso a certificação para uso de mísseis anti-carro não devem estar exactamente no topo das prioridades. Os espanhóis também encomendaram EC135 para a polícia.

Também não sei se entretanto a Eurocopter se terá finalmente decidido a obter a certificação.
Título:
Enviado por: p_shadow em Maio 12, 2006, 04:59:39 am
Exacto emarques.

Os alemães não conseguiram certificar a mira para o controlo dos misseis anti-carro. Foi esta a razão oficial para o Estado Português cancelar o contrato embora alguns dos aparelhos terem estado em Alverca.

Nenhum dos outros operadores do EC135/635 adquiriu esta capacidade, presumo que ainda não haja certificação para o tal sistema, ainda que faça parte da propaganda da Eurocopter.


Cumptos
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 12, 2006, 09:15:04 am
E algum dos colegas sabe se se confirma a vinda dos primeiros NH-90 a partir de 2008, ou esse prazo poderá estar dependente da revisão da LPM que se tem arrastado nos últimos meses?

Outra coisa:

Será que em vez dos EC (cujo cancelamento do contrato, apesar de representar um atraso, foi apoiada por mim) serão mesmo os A-109 a virem para o GALE?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 12, 2006, 03:44:40 pm
emarques, não quero desmentir quando diz que os irlandeses e os espanhois adquiriram os helis para a policia, mas porque é que os irladeses os pintaram de verde militar?

(http://img137.imageshack.us/img137/5822/09944719ke.th.jpg) (http://http)

Este é da policia inglesa

(http://img137.imageshack.us/img137/7735/10262945ei.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 12, 2006, 03:49:35 pm
Citação de: "ricardonunes"
mas porque é que os irladeses os pintaram de verde militar?


A "Garda" irlandesa é a polícia paramilitar deles, tipo GNR, os jipes da GNR também estão pintados de verde...
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 12, 2006, 03:54:54 pm
PereiraMarques, deixo-lhe a foto de um Ec 135 da Garda.

(http://img136.imageshack.us/img136/4294/semttulo0jl.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 12, 2006, 04:07:48 pm
O heli pintado de verde pertence á "Iris Air Corps",  
No. 3 Operations Wing Badge
(http://img93.imageshack.us/img93/8875/332kz.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 12, 2006, 06:56:35 pm
OK, então tudo esclarecido...

Cumprimentos
Título: SUIÇA COMPRA EC635 E EC135
Enviado por: antoninho em Maio 12, 2006, 09:56:00 pm
Suíça comprou 20 helicópteros Eurocopter para missões militares e transporte de entidades

Terça-feira, 2 de Maio de 2006
Aviação Militar, Defesa, Internacional, CF

 


As Forças Armadas suíças anunciaram a compra de 20 helicópteros Eurocopter. Dezoito dos aparelhos EC635 serão utilizados em missões de treino e dois EC135 serão destinados a missões de transporte de altas entidades, nomeadamente membros do governo e do parlamento.
A Eurocopter Deutschland GmbH confirmou a encomenda e esclareceu que os novos aparelhos, que substituirão a frota de Alouette III actualmente ao serviço da Força Aérea da Federação Helvética, serão entregues entre o início de 2008 e o final de 2009.

 
Afinal parece que já não padecem do mal de que a fap se queixou
o que os torna num excelente heli-ligeiro
Título: Re: SUIÇA COMPRA EC635 E EC135
Enviado por: Lightning em Maio 12, 2006, 10:10:33 pm
Citação de: "antoninho"
Suíça comprou 20 helicópteros Eurocopter para missões militares e transporte de entidades

Terça-feira, 2 de Maio de 2006
Aviação Militar, Defesa, Internacional, CF

 


As Forças Armadas suíças anunciaram a compra de 20 helicópteros Eurocopter. Dezoito dos aparelhos EC635 serão utilizados em missões de treino e dois EC135 serão destinados a missões de transporte de altas entidades, nomeadamente membros do governo e do parlamento.
A Eurocopter Deutschland GmbH confirmou a encomenda e esclareceu que os novos aparelhos, que substituirão a frota de Alouette III actualmente ao serviço da Força Aérea da Federação Helvética, serão entregues entre o início de 2008 e o final de 2009.

 
Afinal parece que já não padecem do mal de que a fap se queixou
o que os torna num excelente heli-ligeiro


Eu não li nada aí a dizer isso, Portugal recusou o EC635 porque não estava certificado para utilizar misseis anti-carro, isso não tem nada a ver com treino ou com transporte de vip`s.
Título:
Enviado por: emarques em Maio 12, 2006, 11:30:56 pm
Citação de: "ricardonunes"
emarques, não quero desmentir quando diz que os irlandeses e os espanhois adquiriram os helis para a policia, mas porque é que os irladeses os pintaram de verde militar?


Bem, o que eu disse foi baseado na informação que encontrei na altura. Procurando um bocadito melhor, parece que o "Aer Chór na-Éireann" realmente também operará os aparelhos. Mas são na mesma EC135, não a versão militar EC635, e não me parece que tenham qualquer intenção de operar armamento.

Na verdade, não vejo que o "Aer Chór" tenha qualquer aparelho armado... A doutrina deles ainda deve ser semelhante à que tinham durante o início da 2ª Guerra Mundial, em caso de invasão a função dos pilotos dos caças (4 Gloster Gladiator) era de atravessar os aparelhos nas estradas de acesso ao ponto de ataque para servirem de barricada, pegar numa espingarda e ir combater juntamente com o exército.
Título:
Enviado por: antoninho em Maio 13, 2006, 07:20:17 pm
Tem razão sr. Helder , a noticia não o diz mas a Suiça não compra por comprar


Última actualización:  07 de Septiembre de 2005


El helicóptero ligero bimotor multimisión de Eurocopter, el EC 635 está adaptado para misiones militares tales como el transporte de tropas y/o el transporte de cargas, formación, reconocimiento y misiones de búsqueda y salvamento. El EC 635 permite elegir entre dos modelos bimotor de los cuales cada uno dispone de un sistema FADEC, el sistema de control digital electrónico de dominio pleno (Full Authority Digital Engine Control) para una gestión de potencia de vanguardia. Tanto el EC 635T2 (propulsado por un motor Turbomeca ARRIUS 2B2) como el EC 635P2 (propulsado por un motor Pratt & Whitney PW206B2) proporcionan una prestacion monomotor excepcional. Se ha diseñado para tres tipos de misiones: misiones no armadas de utilidad ligera, transporte de tropas, MEDEVAC (evacuación médica), misiones de búsqueda y salvamento, misiones de observación, misiones de designación de blancos), versión armada convencional (equipada y cualificada con cañones y cohetes para el reconocimiento armado, apoyo al fuego, escolta,
ontrol de fronteras, neutralización de zona) y la versión armada con misiles (como opción, el EC635 puede equiparse con misiles autónomos filoguiados, guiados por láser para misiones anticarro, misiones contra objetivos blindados, misiones aire-aire, escolta de helicópteros anticarro o de transporte).

Noticia muito depois da recusa do MDN.

http://www.eads.net/web/lang/es/1024/co ... 21081.html (http://www.eads.net/web/lang/es/1024/content/OF00000000400006/1/08/40821081.html)

[/url]
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 15, 2006, 08:21:05 pm
Uma curiosidade relativa ao cancelamento do contrato de aquisição dos EC635.

http://dre.pt/pdf2s/2002/09/204000000/1520415205.pdf (http://dre.pt/pdf2s/2002/09/204000000/1520415205.pdf)

Na alínea a) do despacho nº 19 554/2002, fazem referência ao contrato nº 1/DGAED/99.
Vejam a que é que se refere o dito concurso :lol:  

http://dre.pt/pdfgratis3s/1999/08/1999D199S000.pdf (http://dre.pt/pdfgratis3s/1999/08/1999D199S000.pdf)
Título:
Enviado por: emarques em Maio 15, 2006, 08:44:27 pm
Citação de: "ricardonunes"
Uma curiosidade relativa ao cancelamento do contrato de aquisição dos EC635.

http://dre.pt/pdf2s/2002/09/204000000/1520415205.pdf (http://dre.pt/pdf2s/2002/09/204000000/1520415205.pdf)

Na alínea a) do despacho nº 19 554/2002, fazem referência ao contrato nº 1/DGAED/99.
Vejam a que é que se refere o dito concurso :)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 15, 2006, 10:25:24 pm
emarques, em relação aos EH101 julgo que nesta altura do campeonato, só se não pagassemos as continhas á DEFLOC, locatária dos hélis, mas relativamente aos NH90 já ponho as minhas dúvidas se virão.
Deixo-vos um post que foi publicado no Aeroserver em 28/06/03, um forum do ISA, que traduz os meus pensamentos relativamente ao assunto.
Citar
Helicópteros: Exército troca Europa por EUA
Hermínio Santos
O Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE) poderá vir a ser equipado totalmente com helicópteros comprados nos EUA, obrigando Portugal a sair do consórcio europeu que está a construir o NH90 disseram ao Diário Digital fontes conhecedoras do assunto. Há dois meses que o jornal aguarda, sem êxito, uma resposta do Ministério da Defesa sobre o assunto.



A constituição do GALE foi decidida em 1994 pelo Exército e os planos iniciais previam a compra de 19 helicópteros (nove ligeiros e 10 de transporte). Inicialmente, os aparelhos ligeiros seriam comprados ao consórcio europeu Eurocopter, que apresentou o modelo EC635, mas o concurso acabaria por ser anulado por Paulo Portas em Agosto do ano passado.
A solução para os aparelhos de transporte estava nos NH90, um helicóptero desenvolvido de raiz por um consórcio europeu no qual Portugal participa. Mas, segundo as fontes do Diário Digital, o Ministério da Defesa prepara-se para sair do projecto europeu NH90, substituindo-o pelos norte-americanos da Sikorsky, empresa que fabrica os Blackhawk.

Uma notícia publicada no semanário Expresso refere que Portas terá decidido substituir os EC635 por nove Blackhawks usados, num negócio fechado em Maio entre o Ministro da Defesa e a Siskorsky. Mas as nossas fontes garantiram que o Ministério da Defesa já terá dado indicações ao Exército de que os 19 aparelhos serão substituídos por 10 Blackhawks de fabrico norte-americano.

Segundo os nossos interlocutores, o Exército já recebeu, informalmente, «indicações de que tem de sair dos NH90 para os Blackhawks». Se abandonar o projecto, aquele ramo militar, que tem 25 pessoas envolvidas só neste trabalho, perderá todo o know how que adquiriu - todas as semanas deslocam-se a França oficiais do Exército que integram os vários grupos de trabalho e existem já empresas, entre as quais as OGMA e a Edisoft, envolvidas no projecto.

A saída do NH90 poderá ainda implicar a perda de 15 milhões de euros já investidos pelo Estado português no consórcio. Mas oficialmente o assunto é tabú entre as várias partes envolvidas. O Exército remete qualquer resposta para o MDN e o ministério de Paulo Portas não respondeu a um questionário enviado pelo Diário Digital no dia 4 de Abril.

Uma fonte da Sikorsky contactada pelo jornal escusou-se a fazer qualquer comentário sobre o assunto.

A possível compra de helicópteros nos EUA é vista por várias fontes como mais uma indicação de que Paulo Portas privilegia os norte-americanos em vez dos europeus no reequipamento das Forças Armadas. Desde que tomou posse como Ministro da Defesa, Portas já manifestou, com as suas decisões, uma maior proximidade ao eixo transatlântico do que à Europa.
Título:
Enviado por: pedro em Maio 15, 2006, 10:31:41 pm
Com este governo, nao creio que escolha os Blackhawks para Portugal em vez dos nh-90. :lol:  :lol:
Cumprimentos :lol:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 15, 2006, 10:35:31 pm
É o que sempre temi, nem EC 635, nem NH90 e muito menos Blackhawks.
E o que faz á nossa unidade fantasma?
Título:
Enviado por: pedro em Maio 15, 2006, 10:39:03 pm
E o que eu digo vamos e fazer umas bombas nucleares que assim os espanhois ja nao nos atacam nem espanhois nem os restantes. :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Lightning em Maio 15, 2006, 11:30:10 pm
Citação de: "ricardonunes"
Uma curiosidade relativa ao cancelamento do contrato de aquisição dos EC635.

http://dre.pt/pdf2s/2002/09/204000000/1520415205.pdf (http://dre.pt/pdf2s/2002/09/204000000/1520415205.pdf)

Na alínea a) do despacho nº 19 554/2002, fazem referência ao contrato nº 1/DGAED/99.
Vejam a que é que se refere o dito concurso :lol:  

http://dre.pt/pdfgratis3s/1999/08/1999D199S000.pdf (http://dre.pt/pdfgratis3s/1999/08/1999D199S000.pdf)


Não consigo ver o segundo pdf, porque?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 15, 2006, 11:36:53 pm
Helder, a seguir á capa com o índice vem uma página em branco, deixe carregar o PDF, o texto do despacho nº 19 554/2002 vem na terceira página.
Título:
Enviado por: Lightning em Maio 15, 2006, 11:44:46 pm
Citação de: "ricardonunes"
Helder, a seguir á capa com o índice vem uma página em branco, deixe carregar o PDF, o texto do despacho nº 19 554/2002 vem na terceira página.


Já tou farto de esperar e não aparece nada pa puxar para outra pagina, só tenho uma pagina em branco, mas o primeiro fixeiro pdf aparece em poucos segundos, axo estranho?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 15, 2006, 11:55:53 pm
Hélder, no canto inferior direito tem uns icones que indicam se está a ver só uma só página "Single page", as páginas corridas "continuous" ou várias páginas "continuous_facing", deve ter as o icone selecionado no "continuous",se depois desta dica continuar sem ver indique-me um mail que eu envio-lhe o pdf, se quizer.
Título:
Enviado por: emarques em Maio 16, 2006, 01:37:10 am
Citação de: "ricardonunes"
emarques, em relação aos EH101 julgo que nesta altura do campeonato, só se não pagassemos as continhas á DEFLOC, locatária dos hélis, mas relativamente aos NH90 já ponho as minhas dúvidas se virão.
Deixo-vos um post que foi publicado no Aeroserver em 28/06/03, um forum do ISA, que traduz os meus pensamentos relativamente ao assunto.

Bem, o tal nº 1/DGAED/99 parecia a descrição dos EH101.

Mas reparo agora que enquanto o primeiro documento se refere ao contrato nº1/DGAED/99, a descrição no segundo é do concurso nº1/DGAED/99. Provavelmente serão coisas diferentes. :)

-------

Quanto à história dos Blackhawk, o PP já não é o ministro da defesa, e ainda não se viu a bandeira portuguesa a desaparecer do consórcio do NH90. E de qualquer forma a história está um bocado mal contada, "substituir os EC635 por nove Blackhawks usados" parece-me que teria sido uma opção bastante estranha dado os portes dos helicópteros em causa.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 16, 2006, 04:18:52 pm
A mim não me chocaria que viessem o BH, mas se as coisas estão encaminhadas no sentido dos NH-90, acho dramático que agora nem uns nem outros.

Em qualquer caso, para mim, um GALE só com hleis de transporte não faz sentido.

faria sentido se a estes se somassem helis de ataque.

Se vierem só helis de transsporte, sejam os NH-90, ou outros, mais valia que em vez do irem para o Exército, fossem antes para a FAP.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 18, 2006, 09:47:29 am
Sim, Jorge.

E é desse aparelho que se tem falado.

Com os H-90 + um nº indefiniodo de A-109 para ataque, já teriamos um verdadeiro GALE.

E ainda assim, este só poderia operar em teatros onde a superioridade e supremacia aérea estivesse assegurada, ou seja, em missões internacionais de imposiçao de paz, e nomeadamente em teatros de alta intensidade.

Porque para Portugal, só com 2 esquadras de F-16, ainda que já no padrão MLU, essa superioridade e supremacia não é assegurada.

Daí que eu tenha defendido recorrentemente a necessidade de pelo menos mais 20 F-16 MLU para ficarmos com 60 unidades.

Vamos esperar.

Mas o que me preocupa é que até agora, não há nada relativamente à vinda desse heli de ataque para o GALE.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 18, 2006, 11:07:00 am
O A-109 não é um heli de ataque, esses são os Apaches, Cobras, etc. O A-109 é muito mais um Heli ligeiro de Reconhecimento. Como tal pode-se fazer muitas coisas com este Heli, por isso é que tanto a GALE como a FAP pode (e deve) operar com o mesmo Heli ligeiro.
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 18, 2006, 12:07:41 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
O A-109 não é um heli de ataque, esses são os Apaches, Cobras, etc. O A-109 é muito mais um Heli ligeiro de Reconhecimento. Como tal pode-se fazer muitas coisas com este Heli, por isso é que tanto a GALE como a FAP pode (e deve) operar com o mesmo Heli ligeiro.


Verdade.

Secalhar estão a confundir com o A-129...esse sim helicóptero de ataque!

http://www.army-technology.com/projects/agusta/ (http://www.army-technology.com/projects/agusta/)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 18, 2006, 12:14:15 pm
A última versão é fantástica, tem muita yecnologia americana e é um Heli de Ataque relativamente barato de manter. No entanto para mim uma forma mais barata de adquirir Helis deste tipo era comprar em segunda mão aos EUA. Para mim tanto podia ser o Apache como o Super-Cobra, ambos são excelentes.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 18, 2006, 12:26:30 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
A última versão é fantástica, tem muita yecnologia americana e é um Heli de Ataque relativamente barato de manter. No entanto para mim uma forma mais barata de adquirir Helis deste tipo era comprar em segunda mão aos EUA. Para mim tanto podia ser o Apache como o Super-Cobra, ambos são excelentes.


E se alguém se lembrasse de negociar uns Apaches, ou os Super-Cobra, como contrapartida pela utilização das Lages, julgo que seria a forma de termos verdadeiros Hélis de Ataque a baixo custo.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 18, 2006, 03:53:18 pm
Sejam quais forem, para mim um GALE sem helis de ataque não faz sentido.

Mesmo que venham uns que sem serem "puros" dêm um jeito.

Se se trata só de transporte, mais vale que seja a FAP a fazê-lo.
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 19, 2006, 12:03:30 am
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
A última versão é fantástica, tem muita yecnologia americana e é um Heli de Ataque relativamente barato de manter. No entanto para mim uma forma mais barata de adquirir Helis deste tipo era comprar em segunda mão aos EUA. Para mim tanto podia ser o Apache como o Super-Cobra, ambos são excelentes.

E se alguém se lembrasse de negociar uns Apaches, ou os Super-Cobra, como contrapartida pela utilização das Lages, julgo que seria a forma de termos verdadeiros Hélis de Ataque a baixo custo.


Eu penso que nos anos oitenta ou noventa os americanos nos quiseram oferecer cobra como contrapartida da base das lajes, Portugal so tinha de adquirir os supselentes no entanto o Governo Portugues não aceitou
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 19, 2006, 03:20:13 pm
Citar
Eu penso que nos anos oitenta ou noventa os americanos nos quiseram oferecer cobra como contrapartida da base das lajes, Portugal so tinha de adquirir os supselentes no entanto o Governo Portugues não aceitou


Mais recentemente a Boeing propôs a Portugal a compra de 2 C-17 para transporte estratégico, e em contrapartida finaciavam-nos a modernização dos 6 C-130H que temos.

No entanto o Governo português não aceitou   :evil:
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 19, 2006, 05:12:20 pm
O orçamento não é elástico.."buracos" para se usar/perder dinheiro é coisa que não falta a um Estado..
Título: PARABENS GALE VAIS NASCER FINALMENTE
Enviado por: antoninho em Maio 19, 2006, 11:27:13 pm
Conselho Superior Militar aprova revisão da LPM


Manuel Carlos Freire  
 
O Conselho Superior Militar (CSM) aprovou ontem a revisão da Lei de Programação Militar (LPM), documento que calendariza os programas de reequipamento das Forças Armadas e teve pelo menos nove versões.

A porta-voz do Ministério da Defesa, Paula Mascarenhas, disse ao DN que não confirmava a decisão (nem sequer a realização do CSM). Outras fontes, contudo, afirmaram que se "chegou a uma conclusão" e que "correu muito bem".

O texto vai agora ser enviado para o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), que o Presidente da República convocou ontem para a próxima segunda-feira.

A revisão da LPM sofreu vários atrasos, tanto pelas dificuldades de concertar as normais divergências entre os interesses de cada ramo como, ainda, pela definição das regras do Eurostat em matéria de contabilização dos investimentos na área da Defesa para efeitos de dívida pública.

Um dos programas que se manterá é o dos helicópteros médios NH--90, destinados ao Exército, segundo fontes políticas e militares. A aquisição de 'helis' ligeiros(Exército) e da nova arma ligeira são outros dos principais programas da LPM.
O CSDN de segunda-feira é o primeiro sob a presidência do actual Chefe do Estado e Comandante Supremo, Cavaco Silva.

A confirmação do contra-almirante Lima Bacelar como Representante Militar de Portugal junto da Aliança Atlântica (em Bruxelas) é outro dos pontos da agenda. O militar, que desempenha as funções de Sub-Chefe do Estado-Maior da Armada (Sub-CEMA), foi proposto pela Marinha para suceder ao general da FAP Fernando de Sousa Rodrigues.

Lima Bacelar - que é promovido segunda-feira a vice-almirante, como o contra-almirante Tito Cerqueira, Sub-director-geral da Autoridade Marítima - foi já confirmado pelo Conselho de Chefes de Estado-Maior para MILREP.

Para Sub-CEMA deverá ir o capitão-de-mar-e-guerra Saldanha Lopes, que também será promovido segunda-feira a contra-almirante.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 22, 2006, 09:47:11 am
Citar
Um dos programas que se manterá é o dos helicópteros médios NH--90, destinados ao Exército, segundo fontes políticas e militares. A aquisição de 'helis' ligeiros(Exército) e da nova arma ligeira são outros dos principais programas da LPM.
O CSDN de segunda-feira é o primeiro sob a presidência do actual Chefe do Estado e Comandante Supremo, Cavaco Silva.


Já não é mau que assim seja   :?
Título:
Enviado por: psychocandy em Maio 23, 2006, 11:24:25 am
Estava a ver um forum com fotos do ILA 2006, e reparem bem no que eu vi..

http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... hp?t=81762 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=81762)

(http://i4.tinypic.com/10eph12.jpg)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 23, 2006, 12:07:29 pm
E até o esquema de cores é o que nós usamos...  :wink:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 23, 2006, 04:56:04 pm
Se a bandeira lá continua, isso é bom sinal
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 24, 2006, 09:34:03 am
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=202751&idselect=10&idCanal=10&p=200)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 24, 2006, 09:46:27 am
Citar
MISSÕES

AFEGANISTÃO

Uma unidade de Tropas Pára-Quedistas está a terminar a preparação e vai partir em missão de paz para o Afeganistão. Em Agosto, estes militares irão render a companhia de Comandos que têm estado a representar o nosso país.

FORMAÇÃO

No último ano foram ministrados 20 cursos terrestres e

39 aeroterrestres na Escola de Pára-Quedistas de Tancos. Dos 1744 instruendos que frequentaram as acções, 80 por cento obtiveram aproveitamento.

SALTOS

O calendário de instrução permitiu a qualificação de 462 pára-quedistas no último ano, e obrigou à realização de 10 345 saltos de abertura automática e 3935 de abertura manual.


Eu tinha ou não tinha razão?!
Quem é que vai substituir os Comandos? Pára-quedistas  :wink:
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 24, 2006, 10:33:14 am
Citação de: "ricardonunes"
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=202751&idselect=10&idCanal=10&p=200


Esperemos que se concretize....

 :arrow: 10 NH-90 em 2008

 Alguém sabe o numero estimado de helicópteros ligeiros a adquirir? Quantos EC-635 é que estavam previstos?

E os NH-90....a que ritmo é que vão ser entregues a Portugal?


Cumprimentos
Título: Exército promete helicópteros para as tropas pára-quedistas
Enviado por: alfsapt em Maio 24, 2006, 10:38:39 am
Exército promete helicópteros para as tropas pára-quedistas

Jornal de Notícias

http://jn.sapo.pt/2006/05/24/nacional/exercito_promete_helicopteros_para_t.html
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 24, 2006, 10:47:54 am
Citação de: "Marauder"
Citação de: "ricardonunes"
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=202751&idselect=10&idCanal=10&p=200

Esperemos que se concretize....

 :arrow: 10 NH-90 em 2008

 Alguém sabe o numero estimado de helicópteros ligeiros a adquirir? Quantos EC-635 é que estavam previstos?

E os NH-90....a que ritmo é que vão ser entregues a Portugal?


Cumprimentos


O CM fala em nove helis ligeiros
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 24, 2006, 12:07:15 pm
Quanto ao ritmo de entrega dos NH-90 eu não sei de nada.

Algum do colegas asberá de algo?

Quanto ao ano de 2008 para os helis ligeiro, mas esses não seriam iguais ao que serão comprados para a FAP?

Se calhar o ano de 2008 é o da adjudicação do concurso, pois se ainda hoje não se sabe de que helis estamos a falar    :?
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 24, 2006, 08:14:16 pm
E os 6 AH64D Holandeses poderiam vir para o UALE.
Título:
Enviado por: pedro em Maio 24, 2006, 10:07:13 pm
Typhonman que equipamento militar e isto 6 AH64D Holandeses ?
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Miguel em Maio 24, 2006, 10:14:02 pm
Aquilo que sei é que a holanda deve ficar apenas com uma esquadra com 18 Apaches

Portanto ficam 12 Apaches à "solta" para venda :!:
Título:
Enviado por: pedro em Maio 24, 2006, 10:15:11 pm
Obrigado pela informacao Miguel.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: pedro em Maio 24, 2006, 10:16:54 pm
So uma pergunta os apaches podem ser embarcados? :?
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 25, 2006, 10:06:00 am
Embarcado num navio de carga ou num LPD para projecção de poder, podem, mas só se for para serem usados um teatros ultramarinos.

Também podem ser transportados dentro de grandes aviões de transporte, com os C-130 ou outros, como os grandes C-17 americanos.

Mas nunca como helis orgânicos nas fragatas.

Era a isso que se referia?    :?
Título:
Enviado por: fealcap em Maio 25, 2006, 10:43:31 am
Citação de: "pedro"
So uma pergunta os apaches podem ser embarcados? :?
Cumprimentos

(http://www.agustawestland.com/dinimg/Apache-07-lg.jpg)
(http://www.agustawestland.com/dinimg/Apache-08-lg.jpg)
Título:
Enviado por: pedro em Maio 25, 2006, 11:47:12 am
sim Rui eu queria saber se poderiam ser embarcados no LPD.
Obrigado aos dois :D
Cumprimentos
Título:
Enviado por: NVF em Maio 25, 2006, 02:13:54 pm
Os unicos Apaches navalizados que existem sao os britanicos. Claro que qualquer heli pode operar a partir do deck de um LPD ou LDH, mas e' provavel que se deteriore rapidamente.

Rui, os C-130 sao demasiado estreitos para carregar com um Apache, penso eu de que.
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 25, 2006, 02:51:03 pm
Os Apache holandeses não podem actuar a partir de navios pois não são navalizados. Os britânicos é que são navalizados e construídos não nos States mas sim pela Agusta-Westland, usando as mesmas turbinas que os EH-101. É claro que quando dizemos que os Apache holandêses não podem operar embarcados o que queremos dizer é que eles não estão preparados para operarem num meio tão corrosivo como o meio marinho. Parece que os australianos tiveram problemas com os Blackhawks embarcados precisamente por não estarem navalizados.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 01, 2006, 10:37:18 am
Hélis todos concentrados no Montijo

Citar

Outra das novidades da LPM é a constituição de um programa de capacidades conjuntas, que constitui um passo para o reforço dos poderes do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e a criação do futuro comando conjunto, que ficará em Monsanto.

Nesse programa de capacidades conjuntas está o dinheiro para os novos helicópteros ligeiros do Exército e Força Aérea, os NH90, o up-grade dos C130, o navio polivalente logístico, viaturas tácticas ligeiras de rodas, rádios e protecção NBQ.

Segundo Amado, o objectivo é "passar de uma visão do sistema de forças muito atomizada para uma perspectiva mais estruturada, que garanta a interoperacionalidade, racionalidade e equilíbrio". O ministro reconheceu algumas dificuldades na negociação desta parte com os três ramos, referindo-se a "um diálogo muito prolongado" que se arrastou nos últimos meses e que obrigou a três reuniões de Conselho Superior Militar.

Os quatro modelos diferentes de helicópteros que servem os três ramos vão ficar sediados na base área do Montijo e sob comando operacional do CEMGFA. Ao todo, deverão vir a ser 34 aparelhos - cinco da Marinha, dez EH101 (helicópteros pesados), nove NH90 e oito a nove ligeiros, que vão ser comprados.

A verba para aquisição e manutenção destas frotas é superior ao dinheiro dos novos submarinos e Amado pretende poupar na cadeia logística e de manutenção.

Os programas dos helicópteros sofrem algumas alterações. Os NH90 são atrasados em três anos (só começarão a chegar em 2011) e serão apenas nove.

Ao fazer a LPM, o Governo quis forçar o processo de transferência de competências dos ramos para o EMGFA, matéria que está a ser estudada pelo gabinete do ministro e que obrigará à revisão da Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas.

O Ministério da Defesa reduz ainda para 39 por cento a percentagem de aquisições feitas em leasing. Este valor estava em 52 por cento.

Hoje, o Conselho de Ministros aprova também o novo sistema de contrapartidas da indústria de defesa.


Ficando os 9 NH90, e os helis ligeiros no Montijo, qual será o futuro do GALE em Tancos.
Recordo-me que no passado dia 23 o CEME, durante o dia da ETP, falava na importancia da localização estratégica do GALE, como unidade de apoio á Brigada de Reacção Rápida.
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 01, 2006, 11:36:11 am
Já começam outra vez com a cena de...estão 10 planeados...agora reduz-se para 9...e nos próximos anos quem sabe..

Mas que porra...faz assim tanta diferença 1 NH-90? E se a malta não renovasse a frota de carros do governo por alguns anos? Não iria dar à mesma coisa?

E o belo dos jornalistas não sabem fazer contas...então são 34 aonde?

(Se abrissem a pestana viam que o numero de NH-90 baixou para 9...logo o numero de helicópteros deverá rondar os 32 ou 33)

Mas ao menos é um número melhor que os coitados do DD:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=230309 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=230309)
Título:
Enviado por: MERLIN em Junho 01, 2006, 01:16:37 pm
O facto de juntar todos os hélis sob comando operacional da FAP representa, em concreto e sem rodeios, o fim do GALE. Mas se o poder politico quer ser coerente com as medidas de racionalização des meios, então a logica seria também abandonnar o NH90 e comprar mais algumas unidade de EH101.
cumptos
Título:
Enviado por: antoninho em Junho 02, 2006, 12:28:24 am
MERLIN 12
NH90      9
GALE      9
LINX       5


Só aqui estão 35

se vierem para a fap(subst.all3)+marinha (ref. linx)não chegarão aos 40 e tais .....
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 02, 2006, 07:50:47 am
Citação de: "antoninho"
MERLIN 12
NH90      9
GALE      9
LINX       5


Só aqui estão 35

se vierem para a fap(subst.all3)+marinha (ref. linx)não chegarão aos 40 e tais .....


Sim...mas a notícia refere apenas 10 Merlin...visto que 2 deles vão estar destacados para os arquipélagos.

Os substitutos do All3 são os 9 helis ligeiros, e o reforço de LINX penso que passaria apenas por mais um para completar a dotação das VDG, a não ser que também se queira meter a LPD com eles..
Título:
Enviado por: antoninho em Junho 02, 2006, 02:46:17 pm
Mau Maria, então os nove(9) ligeiros são para o gale e não foi dito que do mesmo modelo iriam para a fap para lugar dos all III é que esta historia de comando unico significa ou quê, que se o exercito se quiser utilizar os linx usa? Mas está tudo doido ou quê?
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 02, 2006, 02:56:01 pm
Citação de: "antoninho"
Mau Maria, então os nove(9) ligeiros são para o gale e não foi dito que do mesmo modelo iriam para a fap para lugar dos all III é que esta historia de comando unico significa ou quê, que se o exercito se quiser utilizar os linx usa? Mas está tudo doido ou quê?


Não li nada nesse sentido.

Os AL.3 estão no Gale como "entretenimento" enquanto o Gale não recebe os NH-90 e esses 9 hélis ligeiros.

Já agora..Merlin, aonde leu que todos os helicópteros estarão sobre comando operacional da FAP? O que a notícia fala é sobre o CEMGFA. O que se pode lamentar é a transferencia da GALE para o Montijo, ficando longe da BMec.
Título:
Enviado por: antoninho em Junho 02, 2006, 03:15:20 pm
Aquilo que eu li foi.

9 nh90
9 ligeiros para o gale

correcto?

e dentro desse modelo,(DO LIGEIRO) seria escolhido o mesmo  para a fap substituir o allIII.
Estou certo ou não?
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 02, 2006, 03:36:15 pm
Duplicado..
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 02, 2006, 03:36:45 pm
Citação de: "antoninho"
Aquilo que eu li foi.

9 nh90
9 ligeiros para o gale

correcto?

e dentro desse modelo,(DO LIGEIRO) seria escolhido o mesmo  para a fap substituir o allIII.
Estou certo ou não?


Os 9 NH-90 (médios) e os 9 ligeiros são ambos para o GALE.

Questionado pelo JN sobre o programa de aquisição, Valença Pinto explicou que "estão previstos dez helicópteros médios e nove ligeiros, que poderão ser armados". Eventualmente, estar-se-á perante o prosseguir do programa NH-90 e pela aquisição de uma aeronave ligeira, que ainda não está definida.

de:
http://jn.sapo.pt/2006/05/24/nacional/e ... ara_t.html (http://jn.sapo.pt/2006/05/24/nacional/exercito_promete_helicopteros_para_t.html)


Realmente a notícia dos AL.3 serem da FAP serem substítuidos pelos A-109 está referida no Correio da Manha.

A questão que se levanta é outra (para além da possibilidade de ser uma gaffe jornalística)...estarão todos os AL.3 ao serviço do GALE? Consultando o site da força aérea podemos ver que existe um esquadrão colocado em Beja. Mas informações desactualizadas na net é comum. Eu pensava que todos os AL.3 tinham sido transferidos para o GALE..

Eu penso que foi erro jornalístico porque não estou a ver a lógica da compra de helicópteros ligeiros para a FAP. No passado os EC-635 eram somente para o GALE.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 02, 2006, 03:44:40 pm
Normalmente, está estacionado um ALLIII no angar, (parado o dia todo), isto durante a semana, pois no fim de semana sai.
Normalmente chega segunda de manhã e parte sexta de tarde, mas é só um.
Não tenho a certeza do que se passa neste momento, mas em 2001 eram pilotos da FAP que o traziam e levavam.
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 02, 2006, 04:11:07 pm
Hum..verdade..

  E os Rotores de Portugal usam os AL.3...logo nem todos os AL.3 estão em Tancos.

 E mesmo que estivessem faltou-me um facto fundamental...sem os AL.3, quem é que faz a instrução de helicópteros na FAP?

Mas no passado os EC-635 eram apenas para o GALE. Será que vamos usar o A-109 (ou outro..) na instrução na FAP?

Se o Antoninho e o CM estiverem correctos, tudo indica que sim..
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 02, 2006, 04:38:27 pm
Citação de: "Marauder"
Realmente a notícia dos AL.3 serem da FAP serem substítuidos pelos A-109 está referida no Correio da Manha.

A questão que se levanta é outra (para além da possibilidade de ser uma gaffe jornalística)...estarão todos os AL.3 ao serviço do GALE? Consultando o site da força aérea podemos ver que existe um esquadrão colocado em Beja. Mas informações desactualizadas na net é comum. Eu pensava que todos os AL.3 tinham sido transferidos para o GALE..

Eu penso que foi erro jornalístico porque não estou a ver a lógica da compra de helicópteros ligeiros para a FAP. No passado os EC-635 eram somente para o GALE.



O Exército não tem, no momento, qualquer heli. Ponto.
O que se passa é que para os pilotos do GALE não perderem as qualificações usam os ALIII da FAP, que estão todos em Beja. Eu até pensava que o GALE ia a Beja para fazer os treinos, mas pelos vistos a FAP empresta mesmo um ALIII que passa uma temporada em Tancos.
O ALIII não pode fazer nada mais do que instrução de pilotos de heli, além de, no Verão, fazerem a coordenação de meios aéreos em incêndios que estejam a ser combatidos por várias aeronaves.
A ideia é: já que se compram helis ligeiros para o gale (vigilância, instrução...) compra-se também o mesmo modelo para a FAP, que precisa de substituir os ALIII. O que se ganha? Logística e manutenção comuns, menos gastos... A ideia política parece boa, só discordo se os mesmos aparelhos forem partilhados por Exército e FAP - já estou a ver um A-109 com a Cruz de Cristo de um lado e o escudo com o Leão e S. Jorge do outro  :roll: , o que não me parece exequível.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 02, 2006, 10:27:20 pm
Citação de: "Marauder"
Hum..verdade..

  E os Rotores de Portugal usam os AL.3...logo nem todos os AL.3 estão em Tancos.

 E mesmo que estivessem faltou-me um facto fundamental...sem os AL.3, quem é que faz a instrução de helicópteros na FAP?

Mas no passado os EC-635 eram apenas para o GALE. Será que vamos usar o A-109 (ou outro..) na instrução na FAP?

Se o Antoninho e o CM estiverem correctos, tudo indica que sim..

Não entendi o seu post.
Eu referi que habitualmente ( todas as semanas ) está estacionado um ALLIII, em Tancos, e quase sempre dentro do hangar.
A função dele é, e como referiu o Lancero, para não perderem as qualificações (horas de vôo).
Mas o aparelho é da FAP, bem como os controladores aéreos e os metereologistas, que mantêm a pista operacional, especialidades que não existem no Exército.
Segunda se o dito estiver estacionado no hangar tiro uma foto.
Título:
Enviado por: FFAP em Junho 02, 2006, 10:33:12 pm
Boas



    Só uma coisa, em Beja estão pilots do Exéricto a voar operacionalmente na esquadra 552, em Tancos está um destacamento de um Aouette III que envolve tripulação(piloto, recuperador e operador de guincho) assim como em Ovar está um Alouette III em alerta SAR tambe´m com uma tripulação de 3 pessoas.
Título:
Enviado por: papatango em Junho 02, 2006, 10:35:06 pm
Em face do que parece ser a nova política anunciada de juntar todos os helicópteros numa espécie de comando único, acho que neste momento a pergunta deveria ser:

O que é o GALE?
O GALE existirá no futuro?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 02, 2006, 10:47:19 pm
Citação de: "FFAP"
Boas



    Só uma coisa, em Beja estão pilots do Exéricto a voar operacionalmente na esquadra 552, em Tancos está um destacamento de um Aouette III que envolve tripulação(piloto, recuperador e operador de guincho) assim como em Ovar está um Alouette III em alerta SAR tambe´m com uma tripulação de 3 pessoas.

Esta para mim é novidade, pensava, que o heli em Tancos era para os pilotos do GALE fazerem horas.
Mas um heli em Tancos em alerta SAR, para quê? Para a albufeira do Castelo de Bode?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 02, 2006, 10:54:04 pm
Citação de: "papatango"
Em face do que parece ser a nova política anunciada de juntar todos os helicópteros numa espécie de comando único, acho que neste momento a pergunta deveria ser:

O que é o GALE?
O GALE existirá no futuro?

Cumprimentos

Tendo em consideração as noticias que tem saido nos últimos dias, e isto é a minha opinião, o GALE deve, ou vai ser extinto.
Só me pregunto , quem é que vai ser ser responsabilizado pelo dinheiro que foi investido em infrastruturas para receber os Helis?
Renovação de Hangares, Armazens Climatizados para Peças, etc.
Isto para não falar na renovação de casernas para o ECS.
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 02, 2006, 11:04:41 pm
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "Marauder"
Hum..verdade..

  E os Rotores de Portugal usam os AL.3...logo nem todos os AL.3 estão em Tancos.

 E mesmo que estivessem faltou-me um facto fundamental...sem os AL.3, quem é que faz a instrução de helicópteros na FAP?

Mas no passado os EC-635 eram apenas para o GALE. Será que vamos usar o A-109 (ou outro..) na instrução na FAP?

Se o Antoninho e o CM estiverem correctos, tudo indica que sim..
Não entendi o seu post.
Eu referi que habitualmente ( todas as semanas ) está estacionado um ALLIII, em Tancos, e quase sempre dentro do hangar.
A função dele é, e como referiu o Lancero, para não perderem as qualificações (horas de vôo).
Mas o aparelho é da FAP, bem como os controladores aéreos e os metereologistas, que mantêm a pista operacional, especialidades que não existem no Exército.
Segunda se o dito estiver estacionado no hangar tiro uma foto.


O meu post fui eu a aperceber-me da minha ignorância. A minha ideia anterior era que os AL.3 já tinham sido retirados do serviço da FAP e estavam somente a fazer horas aos pilotos do GALE. Mas entretanto com a ajuda dos comentários já percebi a situação..
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 03, 2006, 10:19:51 am
Citação de: "Marauder"
Citação de: "antoninho"
Mau Maria, então os nove(9) ligeiros são para o gale e não foi dito que do mesmo modelo iriam para a fap para lugar dos all III é que esta historia de comando unico significa ou quê, que se o exercito se quiser utilizar os linx usa? Mas está tudo doido ou quê?

Não li nada nesse sentido.

Os AL.3 estão no Gale como "entretenimento" enquanto o Gale não recebe os NH-90 e esses 9 hélis ligeiros.

Já agora..Merlin, aonde leu que todos os helicópteros estarão sobre comando operacional da FAP? O que a notícia fala é sobre o CEMGFA. O que se pode lamentar é a transferencia da GALE para o Montijo, ficando longe da BMec.


Mas a BMec que eu saiba está em Santa Margarida e não em Tancos e como é lógico essa unidade não tem muito a ver com operações helitransportadas visto ser mecanizada, acho que deve estar a confundir com a BRR.
Mas também estarem os helicopteros no Montijo ou em Tancos não faz grande diferença na minha opinião visto a BRR não estar concentrada num só local os Batalhões de Paras estão em Tomar e São Jacinto, os Comandos em Mafra e os OE em Lamego, e então ou esses militares tem que se deslocar a Tancos/Montijo ou os helicopteros tem k ir às suas unidades por isso acho que vai dar ao mesmo ser num sitio ou no outro no ponto de vista das tropas. A unica utilização practica que eu vejo para Tancos é o apoio à Escola de Para-quedistas e para isso desloca-se regularmente aviões de transporte da FAP (Aviocar e C-130H) para efectuar esses saltos.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 03, 2006, 10:37:17 am
Eu não percebo é porque os C-130 não estão em Tancos!
Quantas vezes houve cursos a fazerem saltos à pressão porque já tinham passado 2/3 semanas e não tinham feito os 6 saltos?! Não era só por razões climatéricas, isso eu posso garantir-vos. Já sei, a BAI agora é do exército e os C-130 são da FAP...quintinhas!

Em relação aos helicópteros eu digo uma coisa muito simples, TODAS as unidades de Infantaria deveriam ter treino com helicópteros, é tão simples como isso.
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 03, 2006, 10:43:39 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Eu não percebo é porque os C-130 não estão em Tancos!
Quantas vezes houve cursos a fazerem saltos à pressão porque já tinham passado 2/3 semanas e não tinham feito os 6 saltos?! Não era só por razões climatéricas, isso eu posso garantir-vos. Já sei, a BAI agora é do exército e os C-130 são da FAP...quintinhas!

Em relação aos helicópteros eu digo uma coisa muito simples, TODAS as unidades de Infantaria deveriam ter treino com helicópteros, é tão simples como isso.


Os C-130 nunca estiveram em Tancos, a esquadra 502 com o Aviocar é que esteve na BA3, mas quando ouve a transferência dos Paras e da BA3 para o Exército a FAP teve que colocar a esquadra noutra unidade da FAP e ficaram na BA1 Sintra.

Eu não concordo com essa sua opinião de todas as unidades de infantaria terem treino de helicoptero, concordo com todas as unidades da BRR e talvez da BI mas da Brigada Mecanizada acho que não serve para nada já que não se vai transportar Carros de Combate ou qualquer outro blindado de helicoptero.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 03, 2006, 10:46:49 am
Hélder eu não posso debater facto históricos, eu estou a perguntar porquê é que eles não estão lá. Se não for os C-130 então os novos Casa, já dava uma capacidade muitissimo boa para treinos Aero-terrestres permanentes em Tancos.  :wink:
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 03, 2006, 11:05:29 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Hélder eu não posso debater facto históricos, eu estou a perguntar porquê é que eles não estão lá. Se não for os C-130 então os novos Casa, já dava uma capacidade muitissimo boa para treinos Aero-terrestres permanentes em Tancos.  :wink:


Concordo que dava uma boa capacidade mas com a organização actual é impossivel, cada ramo das forças armadas gere as suas unidades e não há cá misturas com raras exepções, como por exemplo a colocação da Esquadrilha de Helicopteros da Marinha na BA6, mas apesar disso os Lynx são da Marinha apenas se servem do facto da BA6 ser perto do Alfeite e de ter todas as infraestruturas e meios de tráfego aéreo necessários.
Mesmo que os C-130 ou o C295 fossem colocados em Tancos eles continuariam a ser da FAP e os Paras do Exército, e acho que o maior problema é a interacção entre os diferentes ramos e não o local onde estão os aviões.
eu sou a favor é de um unico Estado-Maior e um unico Comando Operacional, penso que isso facilitaria a interação entre forças terrestres, aéreas e navais, acabando com muita burocracia.
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 03, 2006, 11:09:20 am
Esqueci-me disto :lol: . enqunto com o Aviocar como existem 2 esquadras, uma de transporte e outra de vigilância maritima, foi possivel ter a de transporte em Tancos e a de ViMar em Sintra, com a sua substituição pelo C295 isso já será impossivel, porque as duas esquadras serão fundidas numa só, e não tou a ver um C295 equipado para ViMar a sair de Tancos para fazer a sua patrulha no Atlântico.
Título:
Enviado por: Yosy em Junho 03, 2006, 03:21:14 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"

Em relação aos helicópteros eu digo uma coisa muito simples, TODAS as unidades de Infantaria deveriam ter treino com helicópteros, é tão simples como isso.


Eu modificaria isso para: todas as unidades de Infantaria LIGEIRA deveriam ter treino de heli-assalto, heli-transporte, heli-whatever. Mas isso sai caro, sai muito caro.
Título:
Enviado por: berlioz em Junho 12, 2006, 05:00:36 pm
Citação de: "Lancero"

O Exército não tem, no momento, qualquer heli. Ponto.
O que se passa é que para os pilotos do GALE não perderem as qualificações usam os ALIII da FAP, que estão todos em Beja. Eu até pensava que o GALE ia a Beja para fazer os treinos, mas pelos vistos a FAP empresta mesmo um ALIII que passa uma temporada em Tancos.
O ALIII não pode fazer nada mais do que instrução de pilotos de heli, além de, no Verão, fazerem a coordenação de meios aéreos em incêndios que estejam a ser combatidos por várias aeronaves.
A ideia é: já que se compram helis ligeiros para o gale (vigilância, instrução...) compra-se também o mesmo modelo para a FAP, que precisa de substituir os ALIII. O que se ganha? Logística e manutenção comuns, menos gastos... A ideia política parece boa, só discordo se os mesmos aparelhos forem partilhados por Exército e FAP - já estou a ver um A-109 com a Cruz de Cristo de um lado e o escudo com o Leão e S. Jorge do outro  :roll: , o que não me parece exequível.


K grande confusão k vai por essas cabeças........

O GALE ........agora com o seu novo nome UALE (UNIDADE DE AVIAÇÃO LIGEIRA DO EXÉRCITO) não tem nenhuma aeronave...........

O all III k costuma estar no Hangar da UALE apenas se encontra lá quando existem saltos por parakedistas na zona....serve para as evacuações de emergência do pessoal saltador.

O gale neste momento tem 22 pilotos, Apenas 3 estão na FA na eskuadra 552 a trabalhar , a execuatr funções para a FA. Não para manterem as suas kualificações mas por necessidade da FA pois não tem pessoal sufeciente para operar as suas aeronaves............

Não só estes 3 pilotos bem como mais 12 mecanicos k neste momento kuase k garantem a operabilidade da esk dos All III

A FA não empresta nenhuma aeronave nem fornece as kualificações aos pilotos da UALE.

Mais vos digo k se um piloto não voar durante 6 meses perde as suas kualificações.........agora façam as contas  kuando vos digo k existem pilotos k desde 2000 k não tocam am nada..........

A ultima novidade acerca dos helis é o sistema de helicopteros....ideia do nosso MDN

Será constituido por helis dos 3 ramos sob um unico comando. As akisiçõies de helis previstas são 9 NH-90 a serem entregues a partir de 2014 e 12 ligeiros a serem entregues a partir de 2009

Cumps
Título:
Enviado por: snakeye25 em Junho 12, 2006, 05:11:20 pm
Caro Berlioz...

Desculpe o reparo, mas penso que aqui se escreve em português...  :oops:
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 12, 2006, 06:46:04 pm
:lol:

 :wink:  Todos são importantes mas ninguém é indispensável ou insubstituivel
Título:
Enviado por: Luso em Julho 03, 2006, 01:39:14 pm
A propósito...

(http://www.defesanet.com.br/imagens/eads/eurocopter/usa/uh-145.jpg)

(http://www.defesanet.com.br/imagens/eads/eurocopter/usa/UH-145-1.jpg)


O novo UH-145 do US ARMY...

Parecido com o "outro" cancelado mas sem fenestron...


http://www.rtp.pt/index.php?article=247643&visual=16 (http://www.rtp.pt/index.php?article=247643&visual=16)

Citar
Exército norte-americano encomenda 352 helicópteros à Eurocopter
 
A Eurocopter, filial do grupo europeu de defesa e aeronáutica EADS, anunciou hoje que conseguiu um contrato para o fornecimento de 352 helicópteros ligeiros ao exército dos Estados Unidos.
 


O contrato tem um valor de três mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) em dez anos e implicará a criação de 200 postos de trabalho na fábrica de Colombus, no Mississipi (Estados Unidos), indicou a Eurocopter.

"O exército dos Estados Unidos escolheu o helicóptero UH-145, da Eurocopter, como helicóptero ligeiro e este será o nosso primeiro fornecimento ao mercado militar norte-americano", afirmou o presidente da Eurocopter, Fabrice Brégier, citado em comunicado da empresa.

A Eurocopter já tinha vendido helicópteros a agências federais dos Estados Unidos, como o FBI e a guarda costeira, mas é a primeira vez que fornece as forças armadas norte-americanas.

O presidente da empresa sublinhou que este contrato representa a encomenda mais importante que a Eurocopter já teve para um único tipo de aparelho.

Um porta-voz da Eurocopter, que tem sede na zona de Marselha, adiantou que o contrato prevê o fornecimento de 352 aparelhos, sendo 332 numa primeira fase, com uma opção de extensão para 352.

A Eurocopter emprega 13 mil pessoas em todo o mundo e realizou em 2005 um volume de negócios de 3,2 mil milhões de euros.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Julho 05, 2006, 12:04:06 pm
Isto pode já não ser novidade mas a FA Holandesa - RNLAF está a reduzir o nº de AH-64 Apache ao seu serviço:

Citar
Attack helicopters

29 AH-64D Apache the number will be reduced to 24



http://en.wikipedia.org/wiki/Royal_Neth ... _Air_Force (http://en.wikipedia.org/wiki/Royal_Netherlands_Air_Force)


Já tem comprador, ou poderemos incluir estas 5 unidades no pacote LeoIIA6+KD ( a esperar......... :lol: )???
Título:
Enviado por: emarques em Julho 05, 2006, 01:08:22 pm
Citação de: "Luso"
A propósito...

O novo UH-145 do US ARMY...

Parecido com o "outro" cancelado mas sem fenestron...

E já resolveram o tal problema da certificação dos mísseis?
Título:
Enviado por: Luso em Julho 05, 2006, 01:40:31 pm
Na página da Eurocopter é dito que sim...

http://www.eurocopter.com/site/FO/scrip ... noeu_id=38 (http://www.eurocopter.com/site/FO/scripts/siteFO_contenu.php?lang=EN&noeu_id=38)

Citar
ARMED VERSION WITH MISSILES
As an option the EC635 can be equipped with wire-guided, laser-guided, autonomous missiles for :

anti-tank missions

missions against hardened targets

air-to-air missions

escort of anti-tank or transport helicopters
Título:
Enviado por: emarques em Julho 05, 2006, 05:15:11 pm
Resta saber se isso é paleio de vendedor ou se já fizeram mesmo a certificação. :wink:
Título:
Enviado por: Lightning em Julho 05, 2006, 07:02:18 pm
Eu acho que é paleio já que se lerem com atenção o que está escrito no site

CONVENTIONAL ARMED VERSION
Equipped and qualified with guns/cannons and rockets for :

ARMED VERSION WITH MISSILES
As an option the EC635 can be equipped with wire-guided, laser-guided, autonomous missiles for :

notam a diferença...

Além disso os que vão para o Exército dos Estados Unidos é para substituir os UH-1 Huey que é um helicoptero utilitário e terão funções internas, não serão helicopteros que veremos no Iraque, Afeganistão, etc... mas talvez o vejam no caso de outro furacão Katrina, logo não tem necessidade nenhuma de ser armado com misseis.
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 05, 2006, 07:04:42 pm
E os Apache? Ninguem comenta?
Título:
Enviado por: Get_It em Julho 05, 2006, 07:17:42 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Isto pode já não ser novidade mas a FA Holandesa - RNLAF está a reduzir o nº de AH-64 Apache ao seu serviço:

Citar
Attack helicopters

29 AH-64D Apache the number will be reduced to 24


http://en.wikipedia.org/wiki/Royal_Neth ... _Air_Force (http://en.wikipedia.org/wiki/Royal_Netherlands_Air_Force)


Já tem comprador, ou poderemos incluir estas 5 unidades no pacote LeoIIA6+KD ( a esperar......... :lol: )???
Citação de: "Typhonman"
E os Apache? Ninguem comenta?


Embora não haja bases para dizer o número suficiente de unidades para Portugal, penso que o número indicado seria por volta de umas 10 unidades.

Visto que seriam apenas cinco unidades, penso que não valeria a pena para Portugal os comprar, seria gastar dinheiro em algo para o qual não temos uma necessidade urgente - pois também nunca tivemos helicópteros dedicados especificamente ao ataque. E não esquecer que os futuros helicópteros ligeiros (seja EC-635 ou A109 LUH) deverão ter capacidade para disparar mísseis.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 05, 2006, 09:06:39 pm
A uns tempos atrás os EUA ofereceram a Espanha 14 AH64A com hipótese de serem modernizados para o padrão D.

Seria uma hipótese caro Get It.

O EMFA sempre maniefstou interesse em substituir os Alpha Jet na missão de CAS(Close Air Suport) por Helis de ataque.

Existem vários modelos no mercado com precos moderados, AH1Z, Mangusta e mercado em segunda mão, como os AH64A.

Depois ha os AH64D longbow, Tyger-HAD,Roilvak Sul AFricano.. Mas para isto já é preciso muito farelo. :?
Título:
Enviado por: Get_It em Julho 05, 2006, 10:53:07 pm
De facto Typhonman, comprava-se então agora esses cinco AH-64D Apache à Holanda (num pacote KD (http://http)+Leo 2 (http://http)+Apache, como foi dito) e depois comprava-se mais 4 ou 5 aos EUA. (E com sorte teriam também um preço baixo como contrapartida pelas Lajes.)

O Apache é um helicóptero que ainda tem muito a dar, mas quando comparado com outros helicópteros de ataque mais - ou nem tanto - recentes tem uma manutenção mais cara e que requere mais pessoal de terra. Não sei se foi no fórum do Defense Talk ou se foi por aqui, mas já vi uma comparação entre as necessidades de alguns heli's de ataque, no qual se incluia o Apache.

E relativamente ao interesse manifestado pelo EMFA em substituir os Alpha Jet na missão de CAS por helicópteros de ataque, começo a ver as vantagens que isso tem. Algo que também terei em conta a participar no tópico Substituição dos AlphaJet por um novo avião de treino? (http://http).

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 05, 2006, 11:40:14 pm
Sim seria uma boa opção os da Holanda ja sao modelo D os outros 5 vindos dos EUA poderiam ser modernizados, e mais trade passar tudo para o padrão Longbow, ou aumentar a frota.

A vontade do EMFA já vem desde 1999 em substituir os Jets por helis de ataque, talvez numa revisão da LPM..
Título:
Enviado por: ricardonunes em Julho 07, 2006, 10:21:51 pm
Como andamos numa de compras em 2ª mão, um alerta :twisted:
Estam á venda 6 Fennec AS 550 A2.
Citar
   
  Year: 1992 - Hours: 2,898 - Delivery: Immediate
Contact: IAP GROUP AUSTRALIA Pty Ltd - R. Steve FERRIS
Tel.: 61 2.99.98.81.11. - Fax: 61 2.99.79.13.08.
 


http://www.eurocopter.com/pre-owned/doc ... 2_2451.pdf (http://www.eurocopter.com/pre-owned/doc_upl/DT_AS550A2_2451.pdf)

(http://img280.imageshack.us/img280/544/as550a22451ext11eb.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: Rui Elias em Julho 31, 2006, 03:20:57 pm
Citar
E os Apache? Ninguem comenta?


Seria extemamente interessante e útil, mas só para integrar em forças multinacionais.

Para a Defesa do nosso território, um GALE (ou UALE) só faria sentido se a FAP conseguisse assegurar a superioridade, e sobretudo a supremacia aérea, o que não será o caso com 40 F-16, mesmo que um dia, eles deixem de estar encaixotados, e mesmo que a peregrina ideia de vender 12 deles seja colocada de lado.

Por outro lado, num pobre país em que o simples programa de aquisição de 10 NH-90 é adiado de 2008 para 2011, e em que o número é reduzido de 10 para nove unidades (pelo menos é o que foi publicado na comunicação social), faz-me pensar se o Estado e as FA's estarão efectivamente interessadas em dotar o Exército de uma terceira dimensão.

Porque se efectivamente o estivesse, assegurava-se a permanência dos 10 Pumas's que estiverem até há pouco ao serviço da FAP para uso do UALE até que chegassem os 10 ou 9 NH-90, e avançava-se sem demoras na definição de qual será o heli ligeiro a partilhar entre a FAP e o Exército.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 31, 2006, 12:46:58 pm
No 9 G's:
Citação de: "Jose Matos"
Olá a todos

Segundo a última edição do Jornal do Exército, o que está previsto para o GALE na LPM são os 9 NH90 e 6 helis ligeiros armados com armamento para mais 3. Portanto, parece à primeira vista que o GALE vai ter 9 + 6.

O heli ligeiro será provavelmente o mesmo que vai ser comprado para a FAP.

Um abraço


Fonte: http://www.falcoes.net/9gs/viewtopic.php?t=890 (http://www.falcoes.net/9gs/viewtopic.php?t=890)
Título:
Enviado por: Rui Elias em Outubro 31, 2006, 03:56:56 pm
A Grécia vai  comprar 20 NH-90 com opção para mais 14.

Assinatura do contrato em 2003.

Primeiras entregas em início de 2007

 :roll:
Título:
Enviado por: fealcap em Outubro 31, 2006, 06:05:32 pm
France
French Navy: 27 NFH
Italy
Italian Army: 60 TTH
Italian Navy: 46 NFH, 10 TTH
Italian Air Force: 1 TTH/CSAR (in option)
Germany
German Army: 54 TTH + 26 TTH (in option)
German Air Force: 30 TTH + 24 TTH (in option)
German Navy: 30 NFH (MH-90)
Dutch Navy: 20 NFH
Portuguese Army: 10 TTH
Spain
Spanish Army: 48 TTH
Spanish Air Force: 28 TTH/CSAR
Spanish Navy: 28 NFH/TTH/CSAR
Sweden: 13 TTT (SAR), 5 NFH (ASW) + 7 (in option)
Finland: 20 TTT (SAR)
Norway: 6 NFH (ASW), 8 NFH (Coast Guard) + 10 NFH (SAR) (in option)
Greece: 16 TTH, 4 TTH (Special Operations) + 14 TTH (in option)
Sultanate of Oman: 20 TTH
Australia
Army / Navy: 46 MRH-90 (TTH)
New Zealand has ordered 8 NH90s, for the Royal New Zealand Air Force [2]
Belgium: 10 (announced December 14th 2005, up to now it looks like 5 NFH's and 5 TTH's)
Saudi Arabia: 64 (announced July 2006)

http://en.wikipedia.org/wiki/NHI_NH90 (http://en.wikipedia.org/wiki/NHI_NH90)


(http://img211.imageshack.us/img211/8053/1re1.th.jpg) (http://http)
(http://img218.imageshack.us/img218/2088/1stnfhfran2uh2.th.jpg) (http://http)
(http://img218.imageshack.us/img218/6461/1stnfhfran6rg6.th.jpg) (http://http)
(http://img523.imageshack.us/img523/9150/nh9007qi5.th.jpg) (http://http)
(http://img423.imageshack.us/img423/3890/nh9009pz3.th.jpg) (http://http)
(http://img508.imageshack.us/img508/9845/nh90nzdfib6.th.jpg) (http://http)

Saludos
Título:
Enviado por: fealcap em Outubro 31, 2006, 06:58:25 pm
Citação de: "Rui Elias"
A Grécia vai  comprar 20 NH-90 com opção para mais 14.

Assinatura do contrato em 2003.

Primeiras entregas em início de 2007

 :roll:


(http://img153.imageshack.us/img153/184/nh903rsko0.th.jpg) (http://http)
(http://img171.imageshack.us/img171/6650/nh904rsan0.th.jpg) (http://http)

Saludos
Título:
Enviado por: Leonidas em Dezembro 18, 2006, 12:01:48 am
Saudações guerreiras

Não sei até que ponto o GALE como se conhece, não deverá ser reequacionado. Sabe-se que há uma intenção de o dotar de hélis NH-90, no entanto penso que, face ao que se passa á nossa volta e já que temos os EH-101 a funcionar em velocidade de cruzeiro, não sei até que ponto é que operando só os NH-90 será uma mais-valia para as FA portuguesas atualmente. Estas coisa demoram uma eternidade ...  :roll:  :oops:  

Sugeria que, em vez dos NH-90 poderia existir uma aeronave diferente e que poderia dar a volta a algumas carências de que poderemos ter numa defesa. Não sei se o conceito é interessante e se poderá estar de acordo com as necessidades do país, mas, não sei porquê, cada vez mais olho para o Super Tucano como uma aeronave muito interessante para o GALE.

Talvez deverão ser mais baratos de adquirir e de manter. Imagino que possam ser um sério adversário contra qualquer héli de ataque, já que tem capacidade de intercepção. O que acham? Não poderá ser uma boa ideia? Isto não quer dizer que os NH-90 não viessem. Eles vinham também mas só que em vez dos 10/9(?) previstos seriam menos, umas 4 unidades. Desistia-se dos hélis pequenos para o ataque e poderiam somente existir para uso geral. Assim ficávamos com um GALE constituído por:

- 4 NH-90
- 8 (?) Super Tucano
- 10 hélis ligeiros ?

Não ficaria mais engraçado assim?

(http://img242.imageshack.us/img242/9637/supertucanobrasilaa0.jpg)

Só por curiosidade, esta foto trata uma unidade dos primeiros 5 aviões para a Colômbia, de uma encomenda de 25 aeronaves:
(http://img471.imageshack.us/img471/9086/supertucanoat1.jpg)

Cumprimentos
Título:
Enviado por: typhonman em Dezembro 18, 2006, 12:22:30 am
??
Título:
Enviado por: Get_It em Dezembro 18, 2006, 01:43:46 am
Citação de: "Typhonman"
??

Já somos dois. :)

Leonidas volte a ler o que foi já escrito e o que você escrito, pois simplesmente não faz sentido. Talvez faça sentido para outro país, mas para Portugal não.

Quanto Super Tucano, também já foi discutido noutro tópico a respeito de substituir em parte os nossos Alpha-Jet na missão de apoio próximo e substituir também os Epsilon em instrução. Até foi referido também a suposta vontade da FAP de comprar este aparelho. É uma discussão a rever, em que até o Leonidas participou.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: typhonman em Dezembro 18, 2006, 02:05:27 am
Os Tucano e equivalente são um conceito interessante para guerra contra insurreição, são semelhantes em "missão" aos nossos T6 da Guerra Colonial. Fazer apoio aéreo próximo, no caso da Colômbia e Brasil..Inda va lá.. Agora no caso nacional..Para isso hoje em dia são mais uteis helis de ataque, embora mais caros.

Um bom operador CAS seria o AC130H, grande autonomia e poder de fogo. Os americanos querem dota-lo de capacidade de lançar SDM e GBUs,para além de pods Litening.

A FAP interessada no Tucano?

Humm.. O T6II penso que tem melhores desempenhos, incluindo cadeira ejectavel.
Título:
Enviado por: antoninho em Dezembro 18, 2006, 01:39:39 pm
O conceito de utilizar-se o Tucano(ou outro idêntico) no teatro europeu é pura demagogia, a capacidade desse avião sobreviver é nula. O ataque feito
por aviões ao solo, tem que ser rápido eficiente à primeira passagem e afastar-se rapidamente do local. Pois a reacção terrestre pode ser mortal para o avião. Se assim não fosse tudo bem, os israelitas que tipo de aparelhos têm de ataque ao solo????? Americanos, ingleses, franceses, espanhóis etc...
Um heli. pode aproveitar o terreno(a sua topografia) para se ocultar, atacar, mudar de zona e novamente atacar, mesmo para missões de resgate são melhores para protecção a baixa altitude.....
Por esse motivo a F.A. nunca escondeu o desejo de ter esses helis de ataque.....
Agora quanto à quantidade de helis......o ideal seria ter um polivalente mas....a vontade politica é que não é tão polivalente....
Título:
Enviado por: zecouves em Dezembro 18, 2006, 06:28:10 pm
Alguem me pode dizer qual é concretamente a missão da UALE? Onde está escrita essa missão?
Título:
Enviado por: Get_It em Dezembro 18, 2006, 06:34:15 pm
Citação de: "zecouves"
Alguem me pode dizer qual é concretamente a missão da UALE? Onde está escrita essa missão?
No website do Exército: http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/allbrowsers/asp/projumission.asp?stage=1, se a hiperligação não funcionar directamente tente digitar UALE na caixa de pesquisa no lado esquerdo.

Citação de: "Exército Português, UALE, Missão"
O Grupo de Aviação Ligeira do Exército, enquadra-se no Sistema de Forças do Exército, sob dependência operacional do Comando Operacional das Forças Terrestres.

Missão, possibilidades e limitações do Grupo de Aviação Ligeira do Exército

# Missão

(Aprovada por despacho de 23Mai98 do General Chefe do Estado Maior do Exército em simultâneo com o Quadro Orgânico de Pessoal).

- Apronta, treina e mantém as forças operacionais que lhe forem fixadas;

- Apoia as Forças Terrestres com os meios aéreos orgânicos;

- Opera e mantém as infra-estruturas do Aeródromo Militar de Tancos, de modo a garantir a actividade aeronáutica daquela Unidade;

- Cumpre outras missões que lhe forem cometidas superiormente, de acordo com a legislação em vigor.

# Possibilidades

Quando completo em pessoal e material, tem as seguintes possibilidades:

- Comandar, controlar, planear e supervisar as operações dos Esquadrões do Grupo;

- Executar a manutenção orgânica e intermédia dos meios aéreos orgânicos;

- Operar e manter as infra-estruturas aeronáuticas do Aeródromo Militar de Tancos;

- Apoiar e aconselhar o Comandante do Exército na utilização de meios aéreos;

- Apoiar e aconselhar o comandante de uma GU na utilização de meios aéreos;

- Participar nas operações tácticas que envolvam a utilização de helicópteros armados;

- Fornecer apoio, com meios aéreos, a uma GU em missões de reconhecimento e segurança;

- Participar em operações aeromóveis, podendo transportar o efectivo correspondente a uma CAt, numa só vaga;

- Apoiar com meios aéreos o Comando do Exército;

- Apoiar com meios aéreos o Comando de uma GU;

- Operar um heliporto táctico com apoios e ajudas aeronáuticas limitadas;

- Fornecer apoio de controlo de tráfego aéreo, ás aeronaves em voo no espaço aéreo duma GU, a baixa e muito baixa altitude;

- Instruir e treinar o seu pessoal no emprego dos meios que lhe estejam ou venham a ser atribuídos;

- Apoiar missões de interesse público;

- Executar as actividades administrativas inerentes à gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros que lhe forem cometidos.

# Limitações

- Não pode executar, simultaneamente, acções armadas, reconhecimento e transporte;

- Não pode assegurar a preparação de cargas aéreas.


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Rui Elias em Dezembro 28, 2006, 03:52:44 pm
Bem, eu sempre defendi que Portugal deveria ter uma esquadra de aviões de ataque, constituida por 15 unidades, desde que os aviões caças (os F-16 que temos actualmente) fossem os suficientes para num determinado teatro pudessem em dado momemto assegurar a superioridade e supremacia aérea.

Por isso a minha velha aspiração de 60 F-16 divididos em 3 esquadras.

E até propús os AMX na versão NATO italianos.

Mas nunca me passariam pela cabelça os ALX brasileiros.

Acho que esses aviões são bons para contra-insurgência, guerrilhas de baixa intensidade, e pouco mais.

Ou para "treinadores".   :?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 15, 2007, 12:17:37 pm
Pilotos do Exército querem ingressar na frota civil

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Pilotos e mecânicos do Exército enviaram candidaturas numa resposta ao concurso público aberto pelo Ministério da Administração Interna para a nova frota de dez aeronaves, soube o JN. É que muitos dos militares estão cansados de estarem integrados numa unidade, o antigo Grupo de Aviação Ligeira do Exército, que foi constituído há quatro anos na base de Tancos, mas não tem qualquer produto operacional, porque continua sem estar dotado de helicópteros. Muitos dos pilotos e mecânicos - mais de 60 oficiais e sargentos - apenas conseguiram garantir a manutenção das certificações aeronáuticas pagando do seu próprio bolso as horas de voo mínimas em empresas civis, se bem que o Exército tenha acordado com a FAP um programa de instrução destinado precisamente a estes militares. O chefe de Estado-Maior do Exército, general Pinto Ramalho, garantiu, no entanto, ao JN, após uma cerimónia na Academia Militar, na semana passada, que o grupo de aviação ligeira é para manter e está convicto de que as primeiras aeronaves poderão chegar ainda este ano, cujo processo de aquisição corre em conjunto com a FAP.

JN (http://http)

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O chefe de Estado-Maior do Exército, general Pinto Ramalho, garantiu, no entanto, ao JN, após uma cerimónia na Academia Militar, na semana passada, que o grupo de aviação ligeira é para manter e está convicto de que as primeiras aeronaves poderão chegar ainda este ano, cujo processo de aquisição corre em conjunto com a FAP.


Que aeronaves serão estas?
Alguém sabe de alguma coisa?
Título:
Enviado por: Lightning em Janeiro 15, 2007, 05:20:11 pm
Citação de: "ricardonunes"
Que aeronaves serão estas?
Alguém sabe de alguma coisa?


Para a FAP é o substituto do Allouette III.
Um helicoptero ligeiro que faça instrução de helicopteros na FAP e reconhecimento armado no Exército, no inicio era para ser o EC635 da Eurocopter mas o PP cancelou a compra, penso que os principais concorrentes sejam o EC635 e o A109 da AgustaWestland e em termos de quantidades de aeronaves acho que eram 12 para a FAP e 8 para o Exército.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 15, 2007, 07:19:37 pm
Sim, mas qual substituto?
Alguém conhece o concurso para esta aquisição?
Ou terá sido um lapso do CEME, e o que queria dizer é que estava convicto que seria lançado o dito concurso até ao fim do ano.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 29, 2007, 11:58:37 am
Até que tinha bom aspecto :cry:

(http://img250.imageshack.us/img250/1604/32749035ym1.jpg)

mais fotos (http://http)
Título:
Enviado por: MERLIN em Janeiro 29, 2007, 05:01:20 pm
Pois mas não disparavam misseis :evil: !!! Não eram bons para nos!!! Os americanos compraram mais de 300!!! Enfim!!!
Cumptos
Título:
Enviado por: Lightning em Janeiro 29, 2007, 05:10:21 pm
Citação de: "MERLIN"
Pois mas não disparavam misseis :evil: !!! Não eram bons para nos!!! Os americanos compraram mais de 300!!! Enfim!!!
Cumptos


Mas os dos americanos não são para lançar misseis, para essa missão tem o Apache.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 07, 2007, 07:11:51 pm
como é que está a aquisição de novos helicópteros ? ...parada ?

se me lembro tivemos perto de adquirir o Eurocopter 635, mas o Portas cancelou e abriu novo concurso

(http://www.eurocopter.com/site/docs_wsw/fichiers_communs/images/canon.jpg)



quais os modelos que estamos a considerar actualmente ? Algum destes ?

Eurocopter Fennec
(http://www.eurocopter.com/site/docs_wsw/fichiers_communs/images/555un.jpg)

Agusta Westland 109
(http://www.agustawestland.com/dinimg/A109LUH-01(2).jpg)

versão "terrestre" do Lynx (para fazer parelha com os da marinha)
(http://www.agustawestland.com/dinimg/Lynx-08_lg.jpg)

e o Blackhawk (tem tb versão maritima) alguma vez foi considerado ?
(http://www.militaryfactory.com/aircraft/imgs/uh60.jpg)


e já agora, como está o projecto do Kamov 60 ? poderia ser uma opção ou seria um pesadelo de logística, manutenção e compatibilidade ?
(http://www.army-technology.com/projects/ka_60/images/Ka60_5.jpg)
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 07, 2007, 07:22:54 pm
A última vez que perguntei a alguém de farda sobre o assunto, todos apontavam para o A-109 (preferências pessoais, embora o antigo CEMFA alegadamente gostasse mais do Colibri). No entanto, o novo concurso aguardava a nova LPM... É muito boa pergunta: Como está agora?
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 07, 2007, 07:36:48 pm
o EC 120 Colibri é bastante pequeno...só 4 passageiros

(http://www.aerospace-technology.com/projects/eurocopter_ec120/images/EC120_1.jpg)
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 07, 2007, 08:51:14 pm
Citação de: "Mar Verde"
como é que está a aquisição de novos helicópteros ? ...parada ?

se me lembro tivemos perto de adquirir o Eurocopter 635, mas o Portas cancelou e abriu novo concurso


quais os modelos que estamos a considerar actualmente ? Algum destes ?

Eurocopter Fennec

A Eurocopter é um forte concorrente, no anterior concurso o seu helicoptero era o EC635 e teve muito perto de equipar o exército, actualmente não sei.

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Agusta Westland 109

O outro grande candidato que ombreia com a Eurocopter a substituir o Allouette é a AgustaWestland, e para muitos o A109 é preferido.

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versão "terrestre" do Lynx (para fazer parelha com os da marinha)

O Lynx duvido muito, penso que só o Exército Britânico é que o usa em versão terrestre, para além de também ser produzido pela AgustaWestland e como eles vão apostar no A109 :roll: .

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e o Blackhawk (tem tb versão maritima) alguma vez foi considerado ?

Para substituir o Allouette na FAP de certeza que não, nem para helicoptero de reconhecimento armado do exército, já que é maior e esta na gama do Puma ou do NH90.
Pensou-se no Black Hawk para helicoptero de transporte do exército, tal como se pensou nos Pumas da FAP, mas o helicoptero que terá essa função será o NH90 TTH.

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e já agora, como está o projecto do Kamov 60 ? poderia ser uma opção ou seria um pesadelo de logística, manutenção e compatibilidade ?


Desconheço, mas se ainda ainda é um projecto será que pode se considerar uma escolha?

Penso que os principais helicopteros são EC635 (eurocopter) e A109 (AgustaWestland).

Agora uma pergunta, alguém sabe se os EC635 já estão certificados para lançar misseis?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 07, 2007, 09:20:28 pm
Já perguntei anteriormente e ainda não obtive resposta, quando foi lançado o "novo" concurso?
Eu já pesquisei e nada, ou será por se tratar de equipamento militar os concursos são secretos?
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 08, 2007, 09:24:53 am
tanta coisa e ainda vamos ficar com aquele que escolhemos em primeiro lugar,  o EC635

eu acho que o governo faz isto de propósito, como não tem dinheiro cancela os concursos e lança um novo para adiar pagamentos e ganhar tempo ehehe


uma outra questão, 4 modelos de helicóptero distintos (EH 101, NH 90, Lynx e o "novo heli") não será demasiado atendendo à nossa dimensão, aos nossos recursos limitados ....não deveríamos ter uma visão mais pragmática e realista e economicista, apostando apenas em 2 modelos ( 1 ligeiro e 1 pesado) para obtermos ganhos de eficiência, redução de custos, economias de escala no que concerne ao treino, logística, manutenção ?
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 08, 2007, 12:46:00 pm
Citação de: "Mar Verde"
tanta coisa e ainda vamos ficar com aquele que escolhemos em primeiro lugar,  o EC635

eu acho que o governo faz isto de propósito, como não tem dinheiro cancela os concursos e lança um novo para adiar pagamentos e ganhar tempo ehehe
Isso não funciona assim, os concursos públicos não podem ser cancelados a belo prazer.
Creio que mais para trás neste tópico estão mais detalhes, mas o adjudicação ao EC635 foi cancelada porque houve atrasos no cumprimento de contrato, relacionados com certas certificações.

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uma outra questão, 4 modelos de helicóptero distintos (EH 101, NH 90, Lynx e o "novo heli") não será demasiado atendendo à nossa dimensão, aos nossos recursos limitados ....não deveríamos ter uma visão mais pragmática e realista e economicista, apostando apenas em 2 modelos ( 1 ligeiro e 1 pesado) para obtermos ganhos de eficiência, redução de custos, economias de escala no que concerne ao treino, logística, manutenção ?


Poder-se-ia substituir os Lynx por NH-90 NFH mas de resto são máquinas diferentes com capacidades (e custos) muito diferentes.
Os NH-90 não têm a autonomia necessária para substituir os EH-101 e os EH-101, além de serem caríssimos, são demasiado grandes para operar nas fragatas.
Contudo, creio que os EH-101 e os NH-90 partilham entre si alguns componentes importantes do ponto de vista de custos de manutenção.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 08, 2007, 02:03:51 pm
A justificação (http://http) oficial para o cancelamento do contracto
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 08, 2007, 02:12:07 pm
se não estou em erro o concurso foi anulado pelo atraso da certificação de lançar misseis

(não sei se já a tem)

tive agora a ler o pdf disponibilizado acima e a razão foi o atraso da entrega dos heli

se houvesse realmente vontade em adquirir os heli, renegociava-se o contrato com condições mais vantajosas para compensar e avançava-se na mesma ... não havia necessidade de denunciar o contrato e ainda mais com o folclore que foi feito

o concurso é para um heli ligeiro de transporte, a capacidade de lançar misseis era mais uma valência, não era o principal

além que pelos vistos é o mesmo modelo que se está a considerar vir a adquirir

é como o caso da substituição da G3....abre-se um concurso com requisitos "viciados",  tava bom de ver que alguns concorrentes iriam avançar com contestação.....o concurso fica em águas de bacalhau e ganha-se mais tempo e adia-se o problema


não sou especialista nesta área, mas gosto sempre de discutir as opções (aquisição de material militar) numa perspectiva economicista e de gestão, de racionalização de custos e obtenção de contrapartidas

em Portugal existe muito a ideia que o dinheiro nasce nas arvores
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 08, 2007, 02:36:14 pm
afinal a minha primeira observação é que parece correcta

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Wednesday  August 14, 2002

Clarification by Eurocopter Concerning the Portuguese Defense Ministry's Decision to Cancel the Contract For Nine EC 635 Helicopters

MARIGNANE, France ( Eurocopter Press Release ) - Eurocopter has taken note of the decision made by the Portuguese Defense Ministry to cancel the contract for nine EC 635 helicopters.

    Without making an advance judgment concerning the arbitration proceedings foreseen in the contract, Eurocopter would nonetheless like to make the following clarifications:

      # All the requests made by the Portuguese Defense Ministry concerning delivery time delays were accepted by Eurocopter, and furthermore, a new delivery schedule had been agreed on that was deemed satisfactory by the armed forces.

      # The cancellation is in fact due to a disagreement between the concerned parties over whether or not certain weapon system integration work was to be included in the tasks assumed by Eurocopter as part of the contract.


    This cancellation is thus in no way due to any performance failure of the helicopter, nor is it due to any technical problems encountered during its military qualification.

    Eurocopter would also like to emphasize the high quality of the work that was completed, both by its own teams and by its Portuguese industrial partners, who had a major role in the program.

    The confirmed quality of this relationship with the Portuguese industries is now - and will be in the future - a key factor in the success of the NH90 program, in which Portugal is a participant.

    And finally, the nine helicopters covered by this contract, worth approximately 30 million Euros, will rapidly be reassigned to customers in other countries. The demand continues to increase for helicopters in the EC135/EC635 family: more than 270 have already been ordered by 90 customers in 29 countries.
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 08, 2007, 05:00:58 pm
Citação de: "lurker"
Poder-se-ia substituir os Lynx por NH-90 NFH mas de resto são máquinas diferentes com capacidades (e custos) muito diferentes.
Os NH-90 não têm a autonomia necessária para substituir os EH-101 e os EH-101, além de serem caríssimos, são demasiado grandes para operar nas fragatas.
Contudo, creio que os EH-101 e os NH-90 partilham entre si alguns componentes importantes do ponto de vista de custos de manutenção.


Acredito plenamente que quando se pensar na substituição dos Lynx (daqui a uns 10 anos???)a versão naval do NH90 seja a preferida e a vencedora, as KD podem levar NH90 e penso que as VdG também.

O EH101 é provavelmente o melhor helicopero naval do mercado, mas como foi referido é caro e para operar das nossas fragatas provavelmente seria necessário fazer remodelações nas fragatas, os britânicos operam EH101 nas fragatas type 23 após certas remodelações, sendo assim é possivel operar EH101 de fragatas, mas se existe o NH90 que também é uma excelente plataforma e não é necessário alterações nas fragatas tanto melhor.

Pelo menos um dos pontos comuns entre o EH101 e o NH90 é poderem usar o mesmo motor, o nosso EH101 está equipado com 3 motores Rolls Royce RTM322, e 90% dos NH90 está planeado também estarem equipados com este motor, penso logicamente que os nossos NH90 estão nesse grupo, só que o EH101 tem mais um motor do que o NH90.
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 08, 2007, 08:26:27 pm
Citação de: "Mar Verde"
se houvesse realmente vontade em adquirir os heli, renegociava-se o contrato com condições mais vantajosas para compensar e avançava-se na mesma ... não havia necessidade de denunciar o contrato e ainda mais com o folclore que foi feito

o concurso é para um heli ligeiro de transporte, a capacidade de lançar misseis era mais uma valência, não era o principal
Não necessariamente. O sistema de concursos públicos implica uma certa burocracia e rigidez.
Bem ou mal, aquela capacidade fazia parte das especificações do concurso e da adjudicação. Se o Estado tentasse renegociar à volta de um item, provavelmente um dos concorrentes derrotados iriam pedir a impugnação do concurso.
Cancelar a adjudicação foi, a meu ver, a melhor solução.

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além que pelos vistos é o mesmo modelo que se está a considerar vir a adquirir
Naturalmente. O problema não foi o helicóptero, que  até parece gozar de uma certa preferência, é a falta de certificação para lançar os ditos misseis.

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é como o caso da substituição da G3....abre-se um concurso com requisitos "viciados",  tava bom de ver que alguns concorrentes iriam avançar com contestação.....o concurso fica em águas de bacalhau e ganha-se mais tempo e adia-se o problema

Preso por ter cão, preso por não ter cão.  Ainda dois parágrafos antes sugeriu que o Estado deveria ter enverdado por um caminho com os helicópteros ligeiros que certamente iria parar a Tribunal.
Não vejo razões para assumir que se trata de outra coisa que não incompetência de quem escreveu o caderno de encargos, potenciada pelo facto de a G-36 parecer gozar de uma certa preferência.
Até porque não me parece que possamos acusar o Sr Paulo Portas (Ministro quando o concurso foi publicado) de não querer gastar dinheiro a re-equipar as Forças Armadas.

A realidade é que escrever um caderno de encargos que respeite os principios da boa fé e da imparcialidade é dificil. E a dificuldade tende aumentar com o valor do concurso. Há bastantes concursos que acabam por ser impugnados e não é por má vontade de quem escreve o caderno de encargos.
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 09, 2007, 01:11:45 am
Saudações guerreiras

Em relação ao Ka-60 é melhor esquecer:
http://www.airforce-technology.com/proj ... chive.html (http://www.airforce-technology.com/projects/projects_archive.html)

Ó meus amigos, a menos que a montanha venha a parir um rato, convençam-se que, se tivermos todos os NH-90 previstos já vamos com muita sorte. Os hélis para substituição dos Alouette nunca poderão equiparar-se aos Lince, por exemplo ou até dentro da linha dos Ka-60, que se aproxima muito de um NH-90. Muito provavelmente estarão todos dentro da classe do Alouette. Não é que tenhamos capacidade para mais, porque até a temos! Só que não podemos, ou pior que isso, porque não queremos. As razões, toda a gente as conhece e o pior é que não têm forçosamente que ver diretamente com as FA’s.

Há uma alternativa que me parece bastante credível para as nossas FA’s. Talvez também o preço lhe dê ainda mais credibilidade:
http://www.airliners.net/info/stats.main?id=321 (http://www.airliners.net/info/stats.main?id=321)
(http://img248.imageshack.us/img248/5766/pzlw4hz7.th.jpg) (http://http)

Cumprimentos
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 09, 2007, 01:43:08 am
Caro Leonidas,
pelo que me é dado a ver, esse PZL não tem versão militar e a FA poloca só usa para treino.
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 09, 2007, 02:31:39 am
Saudações guerreiras

http://www.pzl.swidnik.pl/AN2000/04_SW4 ... wersje.htm (http://www.pzl.swidnik.pl/AN2000/04_SW4/2119_a_sw4wersje.htm)

Caro Lurker, deixei o link do costrutor para ser mais fácil compreender. Em relação á sua questão, repare que tem insignias militares da Polónia. Aquilo que não tenho certeza é se se trata de um prótótipo ou se é já um de produção de série. Eu tenho a impressão que é um de série.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 09, 2007, 08:03:36 am
Citação de: "lurker"
Bem ou mal, aquela capacidade fazia parte das especificações do concurso e da adjudicação.


segundo a Eurocopter isso não era líquido: "The cancellation is in fact due to a disagreement between the concerned parties over whether or not certain weapon system integration work was to be included in the tasks assumed by Eurocopter as part of the contract. "


Se o Estado tentasse renegociar à volta de um item, provavelmente um dos concorrentes derrotados iriam pedir a impugnação do concurso.
Cancelar a adjudicação foi, a meu ver, a melhor solução.

o concurso foi mal lançado (tal como nas G3), o exército parece que se lembrou dos misseis depois de lançado o contrato


Naturalmente. O problema não foi o helicóptero, que  até parece gozar de uma certa preferência, é a falta de certificação para lançar os ditos misseis.


oficialmente o Estado denunciou o contrato por causa do atraso na entrega dos aparelhos...não foi por causa dos misseis


Preso por ter cão, preso por não ter cão.  Ainda dois parágrafos antes sugeriu que o Estado deveria ter enverdado por um caminho com os helicópteros ligeiros que certamente iria parar a Tribunal.

como !?  eu sugeri que se renegociasse  a entrega dos aparelhos, o que foi aceite pela Eurocopter: "All the requests made by the Portuguese Defense Ministry concerning delivery time delays were accepted by Eurocopter, and furthermore, a new delivery schedule had been agreed on that was deemed satisfactory by the armed forces. "

a questão dos misseis foi um capricho do exército depois de lançado o contrato, deveria-se desistir dessa valência

além que segundo creio existe um atraso na certificação, ou seja, o heli até é capaz de lançar misseis

para verificar que este não foi o verdadeiro problema, é o mesmo modelo que considera a vir a adquirir novamente



Não vejo razões para assumir que se trata de outra coisa que não incompetência de quem escreveu o caderno de encargos, potenciada pelo facto de a G-36 parecer gozar de uma certa preferência.
Até porque não me parece que possamos acusar o Sr Paulo Portas (Ministro quando o concurso foi publicado) de não querer gastar dinheiro a re-equipar as Forças Armadas.


a questão é essa, houve incompetência ou incompetência deliberada para que os contratos não fossem cumpridos para desse modo não incorrer em despesas ?

existe falta de coragem para enfrentar os verdadeiros problemas...2/3 do orçamento Defesa vai para custo com pessoal, e depois "chuta-se" para a frente nos contrato de aquisição de material pq não há dinheiro



A realidade é que escrever um caderno de encargos que respeite os principios da boa fé e da imparcialidade é dificil. E a dificuldade tende aumentar com o valor do concurso. Há bastantes concursos que acabam por ser impugnados e não é por má vontade de quem escreve o caderno de encargos.


sim....é normal, só que nos heli lembraram-se dos misseis depois lançado o concurso, nas G3 os requisitos foram feitos apenas para que a G36 pudesse ganhar de uma forma tão óbvia que o recurso aos tribunais já seria de esperar

nos Pandur II tb não houve polémica e concurso não foi para a frente?

creio que depende mais da vontade politica e do dinheiro disponível na altura....os concursos acabam por ser manipulados segundo estas variáveis

Título: heli
Enviado por: dero em Fevereiro 09, 2007, 02:16:52 pm
este heli que postaram nas fotos e da Polonia sim vi na FAM de Janeiro e ja estão e entrar ao serviço mas penso que so para treino.
Título:
Enviado por: Get_It em Fevereiro 09, 2007, 02:43:41 pm
Já agora acrescento algo que não me lembro que tenha sido discutido na discussão anterior.

Esse concurso foi sem dúvida uma grande trapalhada. É que se o MDN e o resto do comando militar, queriam o mesmo modelo de helicóptero ligeiro para a UALE e para a FAP, então porquê é que só encomendaram nove helicópteros?
É que nove helicópteros parece mesmo pouco para a UALE e para a esquadra 552.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 09, 2007, 09:11:30 pm
Citação de: "Mar Verde"
segundo a Eurocopter isso não era líquido: "The cancellation is in fact due to a disagreement between the concerned parties over whether or not certain weapon system integration work was to be included in the tasks assumed by Eurocopter as part of the contract. "
[...]
o exército parece que se lembrou dos misseis depois de lançado o contrato

Os comunicados de imprensa da Eurocopter são de graça. Já o cancelamento de um concurso público não é.
Se o Governo não tivesse bons fundamentos para cancelar o contracto, a Eurocopter não teria deixado de exigir compensações. Num concurso militar, há uma certa flexibilidade para negociações e o lançamento de misseis pode ter sido adicionado durante a fase de negociação.
Mas decerto estava no contrato que foi assinado com a Eurocopter ou o Estado não teria rescindido o contracto com tanta impunidade.

A realidade é que é perfeitamente normal os fornecedores de material militar assinarem contractos em que se comprometem a fornecer coisas que só existem no papel, principalmente quando a alternativa é o contrato ser adjudicado a outro concorrente.

Citar
oficialmente o Estado denunciou o contrato por causa do atraso na entrega dos aparelhos...não foi por causa dos misseis
http://www.mdn.gov.pt/Destaque/historic ... pteros.htm (http://www.mdn.gov.pt/Destaque/historico/varias_noticias/2001/helicopteros.htm)
Sim, porque de facto, os aparelhos não foram entregues no prazo.
E não foram entregues porque a Eurocopter ainda não tinha as certificações necessárias exigidas pelo contrato.

Citar
como !?  eu sugeri que se renegociasse  a entrega dos aparelhos, o que foi aceite pela Eurocopter: "All the requests made by the Portuguese Defense Ministry concerning delivery time delays were accepted by Eurocopter, and furthermore, a new delivery schedule had been agreed on that was deemed satisfactory by the armed forces. "

a questão dos misseis foi um capricho do exército depois de lançado o contrato, deveria-se desistir dessa valência
Não compreendeu.
Não coloquei em causa a boa vontade da Eurocopter para nos fornecer os aparelhos sem a dita certificação. Contudo, o mais provável seria que os concorrentes derrotados processassem o Estado no caso de este aceitar os helicópteros em tais condições.

E não vejo porque é que o Exército deva precindir da capacidade de lançamento de misseis nos helicópteros ligeiros do GALE.

Citar
além que segundo creio existe um atraso na certificação, ou seja, o heli até é capaz de lançar misseis
Já aqui se discutiu e creio que ainda não há conclusões sobre se o aparelho já tem a dita certificação.
Contudo, a verdade é que nos prazos previstos no contracto, a Eurocopter não nos entregou os aparelhos com a dita certificação.

Citar
para verificar que este não foi o verdadeiro problema, é o mesmo modelo que considera a vir a adquirir novamente
Calma! Tanto quanto sabemos, o novo concurso ainda nem foi lançado.
Só estamos a fazer alguma especulação sobre o assunto e a comentar sobre o que parecem ser as preferências informais dentro do Exército.
Até porque ao que parece, a FA prefere um mono-motor para substituir o Alouette III.

Citar
nos Pandur II tb não houve polémica e concurso não foi para a frente?

Não compreendo o seu ponto aqui. Polémica e recurso em tribunais em concursos públicos é extremamente vulgar. Alguns continuam em frente, outros não.

Caro Mar Verde,
a meu ver, a ideia que você está a propor é extremamente improvável e requer mais provas que uma interpretação muito discutivel dos factos expostos até agora.
É que essa ideia é, resumidamente, que um Governo lance concursos públicos "armadilhados" para estoirarem no futuro de forma a não terem de gastar dinheiro, sendo que o "futuro" tipicamente é noutra legislatura, provavelmente com outra cor politica.
O concurso para os helicópteros ligeiros, que foi cancelado pelo Sr Paulo Portas, foi lançado e assinado por governos do PS, quando o Sr António Guterres era Primeiro-Ministro.
O concurso da G3, que está a ser defendido em Tribunal por um Governo PS foi lançado no tempo do Sr Paulo Portas.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 09, 2007, 09:23:43 pm
Uma questão.
A certificação dos HOT 2, já constava no caderno de encargos (um dos critérios de selecção), ou foi uma adenda ao mesmo após a adjudicação à Eurocopter?
Se já constava no caderno de encargos, como é que foi possível a Eurocopter ganhar o concurso, se um dos critérios não estava cumprindo?
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 09, 2007, 09:36:18 pm
Antes de mais, uma clarificação: pelo menos alguns concursos de material militar permitem uma fase de negociação com os concorrentes. O que quer dizer que, por exemplo, a capacidade de disparar HOT2 podia não constar do caderno de encargos publicado mas ter sido adicionada durante a fase de negociação (e naturalmente, constar do contrato).

Mas isto era um pormenor.

O concurso e o contracto eram para entregar as aeronaves em certas condições num certo prazo a um determinado custo.
O facto de a capacidade não existir aquando da assinatura do contrato não é necessariamente um impedimento, desde que o contrato seja cumprivel.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 09, 2007, 09:45:15 pm
Citação de: "lurker"
Antes de mais, uma clarificação: pelo menos alguns concursos de material militar permitem uma fase de negociação com os concorrentes. O que quer dizer que, por exemplo, a capacidade de disparar HOT2 podia não constar do caderno de encargos publicado mas ter sido adicionada durante a fase de negociação (e naturalmente, constar do contrato).

Mas isto era um pormenor.

O concurso e o contracto eram para entregar as aeronaves em certas condições num certo prazo a um determinado custo.
O facto de a capacidade não existir aquando da assinatura do contrato não é necessariamente um impedimento, desde que o contrato seja cumprivel.


Só não percebo é o porquê de os mesmo terem vindo para as OGMA para serem pintados e numerados :?:
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 09, 2007, 09:51:07 pm
Talvez a Eurocopter estivesse à espera que os helicópteros fossem aceites sem a  certificação, talvez com a promessa de isso ocorrer no futuro.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 09, 2007, 10:13:01 pm
Citação de: "lurker"
Talvez a Eurocopter estivesse à espera que os helicópteros fossem aceites sem a  certificação, talvez com a promessa de isso ocorrer no futuro.


Uma certificação estimada em 8 000 000 €.
Quanto é que foi, e que se tem gasto para manter o GALE, agora UALE?

Será que para se esses 8 000 000 €, não se gastou já bem mais?
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 09, 2007, 10:17:27 pm
Não faço a menor ideia.

Mas menos que devia, ao que parece. Creio que já por aqui li que há membros do GALE/UALE que andaram a pagar horas de voo do próprio bolso.
E parece que muitos estão interessados em concorrer a posições associadas aos novos helicópteros do SNBPC.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 09, 2007, 10:56:48 pm
Citação de: "lurker"
Não faço a menor ideia.

Mas menos que devia, ao que parece. Creio que já por aqui li que há membros do GALE/UALE que andaram a pagar horas de voo do próprio bolso.
E parece que muitos estão interessados em concorrer a posições associadas aos novos helicópteros do SNBPC.


Também já houvi e li isso noticiado.
Mas o que é certo é que os praças que inicialmente foram formados (OPSAS e MMA, os meteorologistas eram "alugados" á FAP) já se foram todos embora, estou a falar do pessoal que entrou, inaugurou a casa.
Não sei se as coisas se mantêm assim, mas não deve variar muito.
Eu vi e vejo gastos disparatados nesta unidade.
Eu vi uma carrinha Vito ir a Fátima para ir comprar figuras para fazer o presépio do ano 2000/2001, quem as foi buscar alegou terem custado cerca de 40 cts cada figura.
Sei que foi montado um sistema de vigilância interna (por uma empresa privada) no ECS, na arrecadação de material de guerra, quando lá estive nunca foi necessário e nada desapareceu.
Isto tudo para não falar nas obras que foram feitas nos depositos de material de aeronautica.
Isto tudo para não falar no dinheiro que é dispendido com uma unidade fantasma.
Isto tudo para dizer que ainda não vi um concurso aberto para a aquisição de helis ligeiros para o UALE e para a FAP.
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Fevereiro 09, 2007, 11:33:59 pm
Citação de: "lurker"
Talvez a Eurocopter estivesse à espera que os helicópteros fossem aceites sem a  certificação, talvez com a promessa de isso ocorrer no futuro.


Pelo que me foi dito, o sistema de armas afectava a segurança do voo (nomeadamente giroscópio). A ser verdade...  :?

Cumprimentos,
Oedro Monteiro
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 09, 2007, 11:39:49 pm
Citação de: "Pedro Monteiro"
Citação de: "lurker"
Talvez a Eurocopter estivesse à espera que os helicópteros fossem aceites sem a  certificação, talvez com a promessa de isso ocorrer no futuro.

Pelo que me foi dito, o sistema de armas afectava a segurança do voo (nomeadamente giroscópio). A ser verdade...  :evil:
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 09, 2007, 11:58:07 pm
Citação de: "ricardonunes"
Isto tudo para não falar no dinheiro que é dispendido com uma unidade fantasma.
Isto tudo para dizer que ainda não vi um concurso aberto para a aquisição de helis ligeiros para o UALE e para a FAP.


Concordo 100% consigo.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 10, 2007, 09:39:50 am
a ideia que o cancelamento se deu por razões financeiras e não técnicas não parece ser só minha, pelos vistos tb já tinha sido comentada pela imprensa especializada:

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2004-10-07 - 00:00:00

Defesa: regalias e carreiras ficaram em causa
20 PILOTOS DO EXÉRCITO PROCESSAM ESTADO-MAIOR

Mais de vinte oficiais do Exército, com origem na Academia Militar, meteram em tribunal a chefia do ramo, por entenderem que lhes foram retiradas regalias – 30 por cento sobre o salário relativo ao subsídio de voo – e cortadas as possibilidades de carreira.

Os processos estão no Tribunal Administrativo de Lisboa, à espera de data para julgamento, uma vez que o Estado-Maior do Exército já respondeu ao jurista que defende os militares que não está disposto a ceder.


Os oficiais, num total de 22 homens, são os primeiros pilotos do Exército e fazem parte do Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE), uma unidade que, no entanto, apenas existe no papel, depois do ministro da Defesa, Paulo Portas, ter cancelado há dois anos o concurso para aquisição de aeronaves.


Havia quem esperasse que a unidade fosse desactivada, até pelos orçamentos apertados, e reactivada quando o processo de aquisição de aeronaves fosse retomado. No entanto, o Estado-Maior do Exército optou por manter uma força no papel, mas com toda a estrutura de comando e de apoio e serviços, e a única medida restritiva foi cortar o subsídio de voo aos pilotos.

Houve, inclusive, quem tivesse recebido medalhas por serviços distintos por um exercício de comando que, porém, não tinha substância, por inexistência do produto operacional – nunca houve helicópteros, a mesma razão que levou o Estado-Maior do Exército a cortar os subsídios de voo.

Os oficiais têm defendido que são alheios ao processo de aquisição de helicópteros e uma vez que continuam a pertencer ao Grupo de Aviação Ligeira, têm direito às regalias inerentes, como na FAP e na Marinha. O Exército não quis comentar.

HELICÓPTEROS SÓ EM 2008

As primeiras aeronaves pensadas para o GALE eram os EC-635, da Eurocopter, mas Paulo Portas cancelou o concurso, há dois anos, depois de o fabricante não conseguir corresponder aos requisitos do Exército, expressos no caderno de encargos, no que dizia respeito ao lançamento de mísseis. A imprensa internacional, como a ‘Jane’s’ chegou a referir que a falha da fábrica franco-alemã tinha sido aproveitada pelo governo português para suspender a compra, uma medida que na verdade tinha por base restrições financeiras. De facto, desde então, nunca mais se falou destes helicópteros, cuja missão era de reconhecimento e ataque ao solo. Seriam complementados pelos NH-90, aeronaves de transporte táctico, mas cuja chegada a Portugal só está prevista para 2008. O GALE, no entanto, continua na orgânica do Exército.

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2006-05-24 - 00:00:00

Exército - Pára-quedistas celebram 50 anos
Tropa vai ter helis

O projecto para aquisição de nove ‘helis’ ligeiros destinados ao Exército vai ser relançado com carácter de urgência, ao abrigo da nova Lei de Programação Militar (LPM), revelou ontem, em Tancos, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Valença Pinto. Serão as primeiras aeronaves a equipar o Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE).

Deverá ser aberto um concurso mas o ‘heli’ ligeiro mais bem posicionado é o A-109, que também deve substituir os Alouette III da Força Aérea (a operar desde a guerra colonial e agora usados na instrução de pilotos), podendo optar-se por uma logística e manutenção comum aos dois ramos.

A compra destes helicópteros está prevista desde 1999, data em que foi lançado um concurso público, para apetrechamento do GALE, uma unidade criada em Tancos, em 2000. Dois anos depois, o processo foi anulado por Paulo Portas, então ministro da Defesa, por falta de certificação para mísseis anti-carro do ‘heli’ ligeiro então vencedor, o EC635, da Eurocopter.

Agora, o Governo parece apostado em retomar o programa. Vai manter a aquisição de dez helicópteros médios (NH 90) – que deverão chegar em 2008. E relança o projecto para compra das aeronaves ligeiras, reabrindo um novo processo.

“Poucos meios são hoje mais necessários ao emprego das forças terrestres que os helicópteros”, disse o general Valença Pinto, após presidir às cerimónias do 50.º aniversário da Escola de Tropas Pára-Quedistas. De acordo com fonte do Exército, os novos ‘helis’ devem estar a funcionar antes dos NH 90. Uma questão organizacional e operacional.

No discurso às forças em parada, o comandante da ‘Casa Mãe’ dos pára-quedistas, coronel Carlos Perestrelo, referiu que as restrições financeiras têm tido reflexos na renovação dos equipamentos e na diminuição das horas de voo, necessárias à formação.

Em resposta, o general Valença Pinto deixou uma mensagem de apelo ao rigor, mas também de optimismo. Apesar da contenção orçamental, a nova LPM – a ser aprovado no próximo Conselho de Ministros – representará “um avanço muito grande no reapetrechamento do Exército” e permitirá materializar “a componente terrestre do sistema de forças nacional”.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 10, 2007, 10:05:02 am
Citação de: "Leonidas"
Há uma alternativa que me parece bastante credível para as nossas FA’s. Talvez também o preço lhe dê ainda mais credibilidade:
http://www.airliners.net/info/stats.main?id=321 (http://www.airliners.net/info/stats.main?id=321)
(http://img248.imageshack.us/img248/5766/pzlw4hz7.th.jpg) (http://http)

Cumprimentos

PZL SW-4 Puszczyk
http://en.wikipedia.org/wiki/PZL_SW-4_Puszczyk (http://en.wikipedia.org/wiki/PZL_SW-4_Puszczyk)


a PZLvai ser comprada pela Sikorsky


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04 January 2007

Sikorsky moves forward on PZL Mielec acquisition

By Guy Anderson Jane’s Defence Industry Editor

US helicopter manufacturer Sikorsky confirmed that it has reached an "agreement in principle" to acquire Polish state-owned group Polskie Zaklady Lotnicze (PZL) Mielec.

The US group's relationship with PZL was cemented in September 2006 when the Mielec site was selected as a strategic partner and assembly centre for the International Black Hawk programme.

The value of the current agreement, and the percentage of PZL that will be acquired by Sikorsky, have not been made clear. Sikorsky has previously said, however, that it will look to maintaining production of the PZL M28 Skytruck passenger, transport and surveillance aircraft at the site, improving it with new technologies and creating a stable and efficient customer support network worldwide.
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 10, 2007, 02:04:16 pm
Citação de: "Mar Verde"
a ideia que o cancelamento se deu por razões financeiras e não técnicas não parece ser só minha, pelos vistos tb já tinha sido comentada pela imprensa especializada


Caro Mar Verde,
não presumo ler a mente do Sr Paulo Portas quando cancelou o contracto e portanto não conheço a vontade politica que ele tinha para comprar os helicópteros.  Não seria a primeira nem a última vez que um politico cancela um concurso público por questões politicas mesmo incorrendo em penalizações substanciais.

Contudo, as suas afirmações foram de que sucessivos governantes de Portugal lançaram concursos públicos "armadilhados" de forma a adiar a compra de material militar. E isto não me parece lógico.

O concurso para a aquisição de helicópteros ligeiros foi lançado, creio eu, num Governo do Sr António Guterres. O concurso foi adjudicado e o contrato assinado ainda num Governo do Sr António Guterres, em 1999.
Dai até 2002, a Eurocopter só tinha que entregar os helicópteros conforme o contrato.

O facto de em 2002 o Governo ter rescindido o contrato sem a Eurocopter reclamar penalizações diz-nos uma coisa: independentemente das motivações politicas do Sr Paulo Portas e das afirmações que se fazem à volta do assunto, até a Eurocopter reconhece que não cumpriu o contratado em 1999.
Mais ainda, se a Eurocopter não cumpriu o contratado, ao aceitar os helicópteros o Governo estaria a abrir caminho para um processo de impugnação.
Portanto, a meu ver, independentemente das motivações politicas do Sr Paulo Portas, rescindir o contrato foi a melhor opção.
Alternativamente, arriscávamo-nos a ficar com helicópteros que não são capazes de fazer o que lhes era pedido e ainda a pagar indeminizações aos outros concorrentes.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 10, 2007, 02:39:02 pm
Citação de: "lurker"
Caro Mar Verde,
não presumo ler a mente do Sr Paulo Portas quando cancelou o contracto e portanto não conheço a vontade politica que ele tinha para comprar os helicópteros.  Não seria a primeira nem a última vez que um politico cancela um concurso público por questões politicas mesmo incorrendo em penalizações substanciais.

Contudo, as suas afirmações foram de que sucessivos governantes de Portugal lançaram concursos públicos "armadilhados" de forma a adiar a compra de material militar. E isto não me parece lógico.


não foi tanto uma afirmação mas mais uma interrogação:
"a questão é essa, houve incompetência ou incompetência deliberada  para que os contratos não fossem cumpridos para desse modo não incorrer em despesas ? "

há que admitir que parece existir uma tradição nos concursos públicos em serem denunciados ou acabarem em tribunal


O concurso para a aquisição de helicópteros ligeiros foi lançado, creio eu, num Governo do Sr António Guterres. O concurso foi adjudicado e o contrato assinado ainda num Governo do Sr António Guterres, em 1999.
Dai até 2002, a Eurocopter só tinha que entregar os helicópteros conforme o contrato.

O facto de em 2002 o Governo ter rescindido o contrato sem a Eurocopter reclamar penalizações diz-nos uma coisa: independentemente das motivações politicas do Sr Paulo Portas e das afirmações que se fazem à volta do assunto, até a Eurocopter reconhece que não cumpriu o contratado em 1999.

as razões apontadas sãos distintas:

o governo por causa do atraso da entrega dos aparelhos

a Eurocopter diz que este não foi o argumento, já que tinha chegado a novo acordo satisfatório entre as partes e definido uma nova data de entrega

a Eurocopter refere que a verdadeira causa foi um desentendimento acerca da integração de determinado sistemas de armas (misseis ?) faria parte ou não do contrato


A razão de não querer avançar para tribunal e entrar em contencioso com o Estado português pode dever-se ao facto dos helis destinados a Portugal já terem comprador (foram para a Jordânia creio) e continuar a existir uma relação de cooperação com o governo português através do NH90, e não tanto por não terem razão



Mais ainda, se a Eurocopter não cumpriu o contratado, ao aceitar os helicópteros o Governo estaria a abrir caminho para um processo de impugnação.

a questão que tem que ser esclarecida é a questão dos misseis, era uma condição definida desde o inicio e foi uma uma adenda depois do contrato atribuído?

é que se foi uma condição desde o inicio, como é que a Eurocopter ganhou o contrato?

e se foi uma adenda, os competidores não tinham base para ir para Tribunal para impugnar o concurso, se o contrato fosse avante



Portanto, a meu ver, independentemente das motivações politicas do Sr Paulo Portas, rescindir o contrato foi a melhor opção.
Alternativamente, arriscávamo-nos a ficar com helicópteros que não são capazes de fazer o que lhes era pedido e ainda a pagar indeminizações aos outros concorrentes.

agora, passados 5 anos, continuamos sem helis e dezenas de pilotos e mecânicos parados a servir numa unidade que só existe no papel

já se fizeram as conta ao dinheiros desperdiçado e ao custo de oportunidade ?

como é que pode ser encarada como uma boa opção ??

quando se toma uma decisão, tem que se avançar com uma alternativa

o que ele fez acabou por ser irresponsável...ou se avança com o GALE, e nesse caso os helis já deviam estar cá (já se passaram 5 anos!) ou desiste-se do GALE


acho que a Jane´s tem razão: ..."a falha da fábrica franco-alemã tinha sido aproveitada pelo governo português para suspender a compra, uma medida que na verdade tinha por base restrições financeiras."



Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 10, 2007, 03:25:06 pm
Caro Mar Verde, os pilotos e mecanicos do GALE não estão sem fazer nada, pelo menos alguns deles estão colocados na Esquadra 552 em Beja com o Allouette III e participam em todas as suas missões, como exercicios e destacamentos.
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 10, 2007, 03:40:51 pm
Caro Mar Verde,
como já lhe disse, é normalissimo um concurso público acabar em tribunal e não é por má vontade de quem o dirige. Até o concurso do EH-101 teve o seu dia em tribunal, mas esses estão cá.
Os concursos públicos regem-se por conceitos juridicos um tanto vagos, como "boa fé" e "imparcialidade". E com os valores em causa, é economicamente muito interessante para um concorrente tentar a sua sorte em tribunal quando o concurso não lhes corre de feição.
E os concorrentes tendem ter melhores advogados que o Estado...

O facto de a Eurocopter já ter comprador para as aeronaves que o exército não aceitou não afecta o direito deles a uma indeminização.

A necessidade de manter boas relações com o Estado Português também é relativa. O Estado Português não pode desistir do programa NH-90 por birra e fazê-lo impunemente: há obrigações contratuais a respeitar e relações com muito mais entidades que a Eurocopter.

Já respondi aqui à questão dos misseis:
Não existe nenhum problema com a Eurocopter ter ganho o concurso em 1999 sem ter então a dita capacidade, uma vez que o prazo para entregar as aeronaves era de 2001 a 2002. Ou seja, eles tinham cerca de 2 anos e meio para obter essa certificação.

Reparei que noutro post colei o link errado. Aqui está o despacho (http://http) e o comunicado (http://http) do Governo sobre a rescisão do contrato.

Infezlimente não consigo encontrar o dito contrato em lado nenhum, mas considerando os valores envolvidos, não me parece possivel que a capacidade de laçar missieis tenha sido colado ao contrato posteriormente.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 11, 2007, 09:08:14 pm
Citação de: "Jornal de Noticias, 17 de Setembro de 2005"

Militares nas autárquicas
Oficiais e sargentos do Grupo de Avião Ligeira do Exército, que nunca teve qualquer aeronave, estão sem nenhuma actividade Força gasta um milhão de euros por ano

Carlos Varela

Cinco pilotos do Exército tentaram candidatar-se às autárquicas de forma a cortar o vínculo com o Estado e passar à vida civil, uma vez que já não encontram perspectivas de carreira nas fileiras
, soube o JN junto de fontes militares. O Estado-Maior do Exército confirmou a intenção dos militares, mas apontou que "apenas dois militares, um sargento e um oficial, vão participar nas autárquicas". Quanto às razões nada foi adiantado.

As questões, no entanto, segundo soube o JN, prendem-se com a indefinição que envolve a unidade onde estão colocados o Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE), uma unidade criada em Tancos, há cinco anos, para operar helicópteros, com uma orgânica de cerca de 120 homens e um comando de coronel, mas que na prática nunca cumpriu a missão para a qual foi criada: o voo táctico. É que não há, nem nunca houve, helicópteros, embora seja mantida há cinco anos toda a estrutura de comando, como se de uma unidade operacional se tratasse.

Os gastos anuais atingem mais de um milhão de euros, além do investimento, há três anos, em infra-estruturas aeronáuticas que importaram em outro tanto. Quanto aos homens, a única coisa que fazem é preencher papéis do serviço normal de escalas e refeições e assinar formulários, além de cartas para Estado-Maior do Exército, por um lado, e para as associações de militares depois, perante o silêncio da chefia.

Mas os gastos nesta "unidade-fantasma" não se ficam por aqui, é que os 22 pilotos que compõem o quadro do GALE já perderam todas as qualificações, o que significa que o Estado - Ministério da Defesa e Exército - perdeu mais de 200 mil euros por militar, o custo de um curso de pilotagem. E o mesmo acontece com os mecânicos, dezenas de homens que foram também tirar cursos de qualificação de manutenção de helicópteros, não só em Portugal, mas também em Espanha e França, tal como os pilotos.


Um dos cinco militares em causa - quatro oficiais e um primeiro-sargento - viu recusada a pretensão de concorrer às autárquicas, outro concorreu mas o processo burocrático não correu bem, um outro desistiu e dois outros mantêm-se na corrida eleitoral.

No entanto, a falta de esperança e indefinição no prosseguimento da carreira é de tal ordem que dois dos candidatos faziam parte do grupo de três militares que a meio do Verão foram repescados pelo Exército para reiniciar as qualificações na Força Aérea.

No entanto, qualquer um deles arrisca-se a ter de voltar ao Exército, uma vez que a actual lei prevê que o militar deve voltar ao ramo no caso de não ser eleito, o que alterou a anterior lei que permitia a passagem à reserva, logo que o militar conseguisse a inscrição numa lista. Era, aliás, um artifício muito usado pelos pilotos da Força Aérea, mas este ano, segundo o Estado-Maior do ramo, "não houve qualquer militar que recorresse às autárquicas".


Citação de: "Diário de Noticias, 8 de Abril de 2005"
Exército reteve 45 milhões de euros

O Tribunal de Contas acusou o Exército de usar ilegalmente 45 milhões de euros destinados a programas de reequipamento
- da 3.ª Lei de Programação Militar (LPM) -, verbas "alegadamente utilizadas para financiar as Missões Humanitárias e de Paz cometidas" ao ramo.

"Trata-se de uma prática recorrente de utilização ilegal das dotações orçamentais, na medida em que foram utilizadas para fins diferentes dos previstos na lei", refere o tribunal numa auditoria a programas financiados pela 3.ª LPM e destinados à Brigada Aerotransportada Independente (BAI) e ao Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE).

Apesar das explicações do Exército, apontando dificuldades de execução orçamental da LPM e responsabilizando o Governo por não pagar a tempo as missões externas, o tribunal não o desculpa ao escrever que "acaba por reconhecer as insuficiências do sistema de controlo interno e a existência de procedimentos financeiros anómalos".

Um facto que sobressai ao longo do relatório é o de o tribunal afirmar sistematicamente que as verbas em causa foram "alegadamente utilizadas" pelo Exército com as suas Forças Nacionais Destacadas.

O tribunal assinala que "a gestão financeira pelo Exército [da LPM] caracteriza-se pela requisição sistemática de duodécimos da dotação orçamental correspondente, sem qualquer correspondência com as necessidades financeiras concretas decorrentes da execução" dos programas em causa.

Acresce que "a auditoria detectou confirmações da recepção de bens e da prestação de serviços ao arrepio da realidade", declara o Tribunal de Contas, reconhecendo ainda estar-se perante um "facto que é do conhecimento do Governo há vários anos".
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 20, 2007, 02:46:13 am
Saudações guerreiras

Quanto á existência da unidade “virtual” destinada aos hélis para o Exército continuar a existir, talvez possa ter que ser interpretada como um mal menor face a uma realidade futura que, caso se pensasse na sua desactivação mesmo que temporária fosse, poderia levar à desistência do poder político em investir nesta unidade, ou o exército ser forçado a reaver as suas prioridades e em último recurso desistir também da unidade.

A sua existência virtual vejo-a em si como uma medida de pressão com um só fim, aquele para que foi criado. O precedente tá criado.  Se se fosse cometer o erro de acreditar na banha da cobra dos políticos que tivemos e, enfim...que vamos tendo também, a esta hora estaríamos muito pior.

A perda de profissionais qualificados, embora tenhamos que ficar revoltados com tudo isto, não é de admirar, mesmo que alguns possam ter sido repescados para outras aeronaves. É que, mesmo por hipótese, os hélis que venham a existir na unidade se forem os mesmos que se rejeitaram há uns anos, vai dar ao mesmo, terá que recomeçar tudo de novo.

Em relação aos pilotos é que me deixa fulo da vida. Ora há falta deles para umas funções, ora “de repente” até havia pilotos para outras. Enfim, as trapalhadas do costume e aquelas que vamos conhecendo.      

Citar
Deverá ser aberto um concurso mas o ‘heli’ ligeiro mais bem posicionado é o A-109, que também deve substituir os Alouette III da Força Aérea (a operar desde a guerra colonial e agora usados na instrução de pilotos), podendo optar-se por uma logística e manutenção comum aos dois ramos.


Pois eu também digo que o A-109 pode ser uma excelente opção, mas para quando? Aí é que tá!! A notícia tem muito que se lhe diga!! Então as FA’s portuguesas vão prescindir de um héli ligeiro na classe do Alouette ou pouco mais que isso? Não tou bem a ver a coisa. Será que a instrução recairá somente em aeronaves de asa fixa? Quero acreditar que seja uma interpretação jornalística. Será que os simuladores darão resposta a tudo?
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Get_It em Fevereiro 20, 2007, 03:01:23 am
Citação de: "Leonidas"
É que, mesmo por hipótese, os hélis que venham a existir na unidade se forem os mesmos que se rejeitaram há uns anos, vai dar ao mesmo, terá que recomeçar tudo de novo.
Embora o cancelamento da encomenda dos EC-635 tenha sido um passo dado para trás, também pode ser bem justificado, pois na altura só iam ser comprados nove helicópteros para o GALE (act. UALE), agora com uma nova compra vão ser compradas logo 18 unidades, tanto para o Exército como para a FAP. Talvez se poupe algum dinheiro, ou que pelo menos se consiga mais contrapartidas pelo maior número de unidades encomendas, mas depois há o facto que sempre perdemos anos de experiência e de operacionalidade.

Citação de: "Leonidas"
Citar
Deverá ser aberto um concurso mas o ‘heli’ ligeiro mais bem posicionado é o A-109, que também deve substituir os Alouette III da Força Aérea (a operar desde a guerra colonial e agora usados na instrução de pilotos), podendo optar-se por uma logística e manutenção comum aos dois ramos.

Pois eu também digo que o A-109 pode ser uma excelente opção, mas para quando? Aí é que tá!! A notícia tem muito que se lhe diga!! Então as FA’s portuguesas vão prescindir de um héli ligeiro na classe do Alouette ou pouco mais que isso? Não tou bem a ver a coisa. Será que a instrução recairá somente em aeronaves de asa fixa? Quero acreditar que seja uma interpretação jornalística. Será que os simuladores darão resposta a tudo?
Cumprimentos

Ou eu percebi mal, ou você está a querer dizer que os A-109 depois na FAP não farão instrução. Se for assim acho que essa ideia está incorrecta, pois os A-109 têm toda a capacidade para instruir pilotos para os três ramos. Quanto aos simuladores, sem dúvida que dão resposta a tudo, são uma óptima ferramenta para simular falhas que nunca poderiam ser simuladas numa aeronave devido aos altos riscos, e depois claro, diminui os custos.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 20, 2007, 03:18:26 am
Caro Get_it, eu não dúvido das capacidades do A-109 para instrução. Aquilo que me parece pouco correcto é o facto de se relegar a instrução em aprendizagem em aeronaves da categoria do A-109 sabendo que, para uma questão básica, há hélis ainda mais ligeiros e que podem fazer a mesma coisa por menos dinheiro. O A-109 tem dois motores. Os Aluette têm só um. Só por aí veja a diferença.

Se os A-109 ou outro vier decerto que também haverão voos de instrução, mas para as missões especificas que foi adquirido. Não faz muito sentido outra coisa.
 
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Get_It em Fevereiro 20, 2007, 03:39:24 am
Citação de: "Leonidas"
Caro Get_it, eu não dúvido das capacidades do A-109 para instrução. Aquilo que me parece pouco correcto é o facto de se relegar a instrução em aprendizagem em aeronaves da categoria do A-109 sabendo que, para uma questão básica, há hélis ainda mais ligeiros e que podem fazer a mesma coisa por menos dinheiro.
Um helicóptero ainda mais ligeiro pode ser mais barato, mas como Portugal é um país pequeno o A-109 torna-se também barato, pois além de ficarmos com um helicóptero de instrução ficamos com um helicóptero com capacidades para muitas outras missões ao qual a UALE e a FAP se dedicam.

Citação de: "Leonidas"
O A-109 tem dois motores. Os Aluette têm só um. Só por aí veja a diferença.

Por acaso em relação ao número de motores dos helicópteros 'candidatos' para futuro helicóptero ligeiro das nossas FA, tinha sido colocado ano passado, ou aqui ou no 9G's, um post interessante que os comparava. Vou tentar o encontrar e colocar aqui como referência.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Get_It em Fevereiro 20, 2007, 04:07:38 am
Encontrei o post sobre o número de turbinas, foi colocado pelo JNSA no 9G's em Fevereiro de 2006: http://www.falcoes.net/9gs/viewtopic.php?p=6404#6404.
Citação de: "[url=http
JNSA[/url]"]
(...)
Mono-turbinas (ex: EC-120B, A119 Koala)
Vantagens
-mais adequados à instrução básica de pilotos
-menores custos de operação e aquisição
-baixos custos de utilização quando em missões de ligação (leia-se, táxis de generais, almirantes, presidentes...  :mrgreen:  )
Desvantagens
-menos adequados a missões militares puras, como heliassalto, reconhecimento ou CASEVAC
-caso se considere essencial um héli mais capaz (bi-turbina) para cumprir as missões supra-mencionadas, teríamos que operar dois modelos em vez de um
-o facto de dispor apenas de um motor limita a capacidade de carga, de sobreviver a fogo inimigo e de operar em ambientes mais exigentes (operar sobre mar e/ou a grande altitude e/ou com temperaturas elevadas)

Bi-Turbinas (ex:A109, EC-635)
Vantagens
-mais adequados a missões militares puras
-maior versatilidade, podendo cumprir eficazmente um maior leque de missões
-maior redundância de sistemas e capacidade de operar em ambientes mais exigentes
Desvantagens
-menos adequados ao treino inicial de pilotos
-maiores custos de operação e aquisição
-maior desperdício de verbas do Ministério da Defesa sempre que for utilizado para passear algum "VIP"
(...)

Aliás, faço minhas as palavras escritas por ele:
Citação de: "[url=http
JNSA[/url]"]Tendo feito esta breve comparação (e convidando desde já todos os participantes a emendar ou adicionar o que acharem por bem) creio que, desde que isso não dificulte demasiado o treino de pilotos, se deveria optar por um helicóptero bi-turbina. Os custos são superiores mas creio que será melhor do que usar dois modelos quando um pode servir (isto porque penso que não deveremos abdicar de um helicóptero para complementar os NH-90, mas desenvolverei esse ponto de seguida).

Assim, e tendo em conta que já desistimos do EC-635, acho que podemos avançar com o A109 como uma escolha razoável para: treino de pilotos, ligação, reconhecimento armado, heliassalto, MEDEVAC/CASEVAC e, caso isso seja necessário por algum motivo imponderável, SAR e patrulhamento marítimo (costeiro).


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 20, 2007, 04:28:22 am
Esta gente não me deixa ir para a cama.  :arrow:  Versão bimotor: http://www.eurocopter.com/site/FO/scrip ... 97&lang=EN (http://www.eurocopter.com/site/FO/scripts/siteFO_contenu.php?mode=&noeu_id=97&lang=EN)

 :arrow: Versão monomotor: http://www.eurocopter.com/site/FO/scrip ... 92&lang=EN (http://www.eurocopter.com/site/FO/scripts/siteFO_contenu.php?mode=&noeu_id=92&lang=EN)

Cumprimentos
Título:
Enviado por: zecouves em Fevereiro 20, 2007, 09:52:26 am
Se essa Unidade de Aviação do Ligeira do Exército (UALE) chegar a ser levantada, estou curioso para ver os custos de manutenção da dita cuja. Se actualmente o Exército só vive práticamente para as FND, quero ver onde vão arranjar "aquilo com que se compram os melões" para a UALE + FND + tudo o resto dos "tristes" do Exército.

Num País com as fortes limitações do nosso, acho incrivel como a Marinha tem um tipo de aeronaves, o Exército outro, a Força Aérea outro e com um pouco de sorte a GNR também vai ter no futuro as suas "asinhas", enfim, haja dinheiro!

Grande Carnaval!
Título:
Enviado por: Get_It em Fevereiro 20, 2007, 02:40:35 pm
Citação de: "zecouves"
Num País com as fortes limitações do nosso, acho incrível como a Marinha tem um tipo de aeronaves, o Exército outro, a Força Aérea outro e com um pouco de sorte a GNR também vai ter no futuro as suas "asinhas", enfim, haja dinheiro!

Comprados os NH-90 TTH e recebendo o Exército (finalmente) as primeiras unidades, acho que se poderá  garantir que no futuro a Marinha irá substituir os seus Lynx por NH-90 NFH, ou seja menos um modelo, o que vai ajudar a diminuir o "Carnaval".

Quanto à GNR, deixe-me acrescentar também o MAI, pois acho que podíamos ter aproveitado a compra dos helicópteros ligeiros para o Exército e para a FAP, e ter encomendado logo 18 helicópteros para esse ramo mais uns outros tantos para a GNR e o MAI. Eu sei que para o MAI e que para GNR/PSP/Protecção Civil teria de ser em princípio uma versão civil, mas mesmo assim acho que daria para comprar o mesmo modelo, pois se formos a ver, tanto o EC-635 como o A-109 têm versões civis - respectivamente o EC-135 e o A-119 Koala.
Mas OK, o mais provável é que os outros ministérios iriam-se aproveitar da vantagem da logística necessária ser a mesma e lá iam arranjar maneira de ser o Exército e a FAP a operar os helicópteros deles, o que seria impossível - mais uma vez, devido à falta de pilotos e de fundos.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: JLRC em Fevereiro 21, 2007, 12:28:52 am
Citação de: "Leonidas"
 
Bom, o ideal seria o mesmo héli. Um com a versão monomotor e outro com a versão bimotor.


O A-109 tem um irmão quase gémeo mas monomotor, o A-119 Koala, que ao contrário do que afirma o Get_it não é a versão civil do A-109 mas sim um outro helicóptero, com versões militar e civil. Na minha opinião o ideal seria um mix de A-109/A-119 para o Exército, FAP, GNR, Polícia, Bombeiros, etc. Seria uma boa oportunidade para uniformizarmos frotas e pouparmos dinheiro fazendo uma grande compra, o que acarretaria também melhores contrapartidas.

A-119 Koala

http://www.agustawestland.com/products0 ... _product=4 (http://www.agustawestland.com/products01_01.asp?id_product=4)

A-109 LUH

http://www.agustawestland.com/products0 ... _product=3 (http://www.agustawestland.com/products01_01.asp?id_product=3)

Vejam as fotos dos 2 hélis nas respectivas galerias.
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 23, 2007, 01:27:35 am
Saudações guerreiras

Devo confessar que também é uma excelente proposta e ideia do JLRC. Nem me lembrei dessa possibilidade. Porém se repararmos um pouco nas especificações técnicas de ambas as propóstas, os motores apresentam diferenças. Não têm a mesma designação. Não sei se é importante e se essa diferença representa um novo motor ou se são algumas modificações em pormenores que não são significativos em termos de custos. Se alguém poder dar uma achega neste item...

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 24, 2007, 01:38:44 pm
Saudações guerreiras

Zé couves:
Citação de: "Zé Couves"
Se essa Unidade de Aviação do Ligeira do Exército (UALE) chegar a ser levantada, estou curioso para ver os custos de manutenção da dita cuja. Se actualmente o Exército só vive práticamente para as FND, quero ver onde vão arranjar "aquilo com que se compram os melões" para a UALE + FND + tudo o resto dos "tristes" do Exército.

Grande Carnaval!

Em relação aos custos de manutenção, desconfio que até poderão ser mais baixos comparados com a frota PUMA existente até então. Dê uma olhadela no relatório: http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres ... emacif.pdf (http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/664638B5-7932-493E-B8EE-1F9800FD44F0/0/relatorio_ceemacif.pdf)

Até a mim me surpreendeu pelo ridículo!!! Divida o valor do custo por 10 milhõees de habitantes. Uma boa pista para se fazer uma estimativa para a actual frota de EH-101.

Citação de: "Zé couves"
Num País com as fortes limitações do nosso, acho incrivel como a Marinha tem um tipo de aeronaves, o Exército outro, a Força Aérea outro e com um pouco de sorte a GNR também vai ter no futuro as suas "asinhas", enfim, haja dinheiro!


Ás vezes não pode ser de outra maneira, paciência!
Quanto aos EH-101 e NH-90 não podia ser de outra maneira. O Merlim é mais potente e pode fazer coisas que o NH-90 não faz tão bem. Embora possa parecer á primeira vista uma má decisão  a não uniformização desta frota, neste caso é mais inteligente olhar para o lado positivo da coisa. Embora sejam hélis diferentes, têm um importante item em comum que são os mesmos motores.

 Em relação aos Lince da Armada, também não há nada a fazer. O ideal seria adquirirmos uma frota de cinco NH-90 NHF para harmonizar com a frota do Exército e modernizar a frota da Marinha, mas com as restrições orçamentais é completamente impossível. E atenção que as actuais VdG teriam que sofrer alterações possivelmente algo dispendiosas para operar com o NH-90.

Haveria a possibilidade de se uniformizar a frota ao contrário, ou seja, tudo com Lince, mas acho que no longo prazo iríamos pagar uma factura ainda maior, do que se operássemos com 5 NH-90 NHF e demais hélis diferentes na FAP e Exército, que não os EH-101 e futuros NH-90, lógico. Não há nada a fazer senão procurar hélis com capacidades abaixo do Lince – dado que será suficiente - mas que não comprometem, que é o caso dos A-109 Power, por exemplo, para a cavalaria aérea. Como o JLRC disse, também para a GNR e PSP daria um bom héli.

Mesmo assim, para mim, não deixa de ser díscutivel a sua compra dado que as FA´’s têm/terão hélis que poderão dar uma ajudinha. Para dar uma olhadela no trânsito, por exemplo, até um Robinson/ Enstrom ou outros ultra-leve podem muito bem fazer essa função. Nem precisão de serem hélis novos. No mercado de 2ª mão devem haver boas propostas.

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Na minha anterior intervenção, quando me referi ás duas propostas e diferenças de motor, entre o A-109 e A-119, vale também para o Fennec da Eurocopter que postei em 1º. Na prática nunca há um bimotor e monomotor com motores exactamente iguais, como se dá a entendar.    

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 24, 2007, 10:27:14 pm
Citação de: "Leonidas"
Em relação aos custos de manutenção, desconfio que até poderão ser mais baixos comparados com a frota PUMA existente até então. Dê uma olhadela no relatório: http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres ... emacif.pdf (http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/664638B5-7932-493E-B8EE-1F9800FD44F0/0/relatorio_ceemacif.pdf)


Eu acho que tem toda a lógica que uma unidade sem helicopteros (UALE) tenha um custo inferior que uma unidade operacional (Pumas da FAP), até digo que se fosse o oposto é que era um escandalo.

Citar
Ás vezes não pode ser de outra maneira, paciência!
Quanto aos EH-101 e NH-90 não podia ser de outra maneira. O Merlim é mais potente e pode fazer coisas que o NH-90 não faz tão bem. Embora possa parecer á primeira vista uma má decisão  a não uniformização desta frota, neste caso é mais inteligente olhar para o lado positivo da coisa. Embora sejam hélis diferentes, têm um importante item em comum que são os mesmos motores.

Concordo, e admito que até fui dos que inicialmente fui contra o NH90 e um defensor do aumento da frota dos EH101, mas a verdade é que em transporte táctico é melhor possuir NH90 do que EH101, mas em SAR, CSAR e transporte a partir de navios o EH101 é melhor, por isso a nivel das aeronaves fizemos o melhor, agora cada um tem é a sua opinião sobre se é economicamente viavel, se temos elementos,etc.
Acredito que o NH90 passe a ser um elemento nas FND com as brigadas do exército (estilo paras+NH90 ou comandos+NH90), enquanto que o EH101 continue a uma aeronave com a missão principal de Busca e Salvamento em Portugal, mas em situações pontuais pode enviar helicopteros CSAR para assegurar Busca e Salvamento em Combate num sistema de rotação com outros paises (durante a guerra do Kosovo certa altura os EUA pediram aos aliados que efectuassem rotação em CSAR com eles mas só os Franceses aceitaram pois só eles, à exepção dos americanos, é que possuiam helicopteros e equipas especificamente treinadas para CSAR) ou participar numa Task Force da Armada numa operação do género da Guiné em 1998 mas claro só quando existir um LPD ou plataforma do género que possibilite o transporte desses helicopteros, mas no fundo o EH101 irá participar em missões pontuais no estrangeiro ao contrário do NH90.

Citar
Em relação aos Lince da Armada, também não há nada a fazer. O ideal seria adquirirmos uma frota de cinco NH-90 NHF para harmonizar com a frota do Exército e modernizar a frota da Marinha, mas com as restrições orçamentais é completamente impossível. E atenção que as actuais VdG teriam que sofrer alterações possivelmente algo dispendiosas para operar com o NH-90.


Eu acho que não, assim a Marinha passava a ter 2 tipos de helicopteros para a mesma função e depois quando fosse comprar substituir os Lynx por NH90 já teriam NH90 em meia idade, ou aguenta os Lynxs que tem e safam-se só com os 5 até os substituirem todos ou compram alguns Lynx em segunda mão mas que também sejam substituidos quando todos forem.

Citar
Haveria a possibilidade de se uniformizar a frota ao contrário, ou seja, tudo com Lince,


Acho muito dificil, o mesmo helicoptero vai equipar o Exercito e a FAP e duvido que a FAP o queira para instrução, só se fosse um ajuste directo entre o estado e a empresa, isto é, sem haver concurso.
Título:
Enviado por: Leonidas em Fevereiro 25, 2007, 02:53:21 am
Saudações guerreiras
 
Citação de: "Lightning"
Citação de: "Leonidas"
Em relação aos custos de manutenção, desconfio que até poderão ser mais baixos comparados com a frota PUMA existente até então. Dê uma olhadela no relatório: http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres ... emacif.pdf (http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/664638B5-7932-493E-B8EE-1F9800FD44F0/0/relatorio_ceemacif.pdf)


Eu acho que tem toda a lógica que uma unidade sem helicopteros (UALE) tenha um custo inferior que uma unidade operacional (Pumas da FAP), até digo que se fosse o oposto é que era um escandalo.
 

Foi uma falha minha não ter dito que estava a falar de custos só para a frota de hélis NH-90, dado que são novos e têm em comum coisas com os EH-101.
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 25, 2007, 10:34:00 am
Citação de: "Leonidas"
Foi uma falha minha não ter dito que estava a falar de custos só para a frota de hélis NH-90, dado que são novos e têm em comum coisas com os EH-101.


Talvez tenha razão, mas é sabido que com o envelhecimento de uma qualquer  frota de aeronaves a sua manutenção vai ficando cada vez mais cara já que há certos equipamentos que se vão tornando obsoletos e sendo dificil ou cara a obtenção de certos equipamentos substitutos, por isso só pela diferença étaria das duas frotas da mesma classe já é suficiente para efectuar uma diferença de custo, além disso há que salientar que são aeronaves que tinham (os Pumas) e vão ter (os NH90) funções diferentes, isto é, presumo que 10 Pumas a efectuar alertas SAR 24 horas por dia 365 dias por ano no Montijo, Porto Santo e Lajes, além de participar em alguns exercicios com o exército, missões de transporte, etc seja diferente de 10 NH90 exclusivos para exercicios e missões do exercito.
Mas no fundo concordo que a utilização do Puma por parte da FAP seja mais caro do que venha a ser a utilização do NH90 por parte do exército.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 26, 2007, 12:40:26 pm
Militares proibidos de entrar na aviação do MAI

Citar
O s pilotos da Força Aérea e do Exército foram proibidos de participar no concurso aberto pelo Ministério da Administração Interna MAI) para as tripulações e mecânicos dos helicópteros de combate aos fogos, na sequência de uma carta enviada aos militares candidatos, soube o JN.

A carta, registada e com aviso de recepção, tem origem no Gabinete de Estudos e Planeamento (GEPI) do MAI, responsável pelo lançamento do concurso, em Janeiro, mas os militares acreditam que por detrás estejam manobras das chefias militares receosas da concorrência dentro do próprio Estado. É que no anúncio de abertura do concurso não havia qualquer referência à limitação para militares, daí que entre 20 e 22 pilotos de helicóptero (12 do Exército e 10 da Força Aérea, muitos deles oficiais superiores) tenham enviado as suas candidaturas.

Se bem que vários dos militares tenham logo desistido por considerarem ser baixos os salários (cerca de 1500 euros líquidos), ainda foram feitas entrevistas pessoais. Já este mês, no entanto, os candidatos recebiam a carta onde era referido que "não serão consideradas candidaturas de pilotos militares que se encontrem na situação de activo e que não reúnam as condições legais de passagem à reserva", segundo o documento a que o JN teve acesso. No entanto esta última opção, a de passagem à reserva, tem sido sistematicamente negada pelas chefias, o que na prática não constitui uma hipótese.

Alguns dos militares ainda questionaram se o MAI não poderia optar pela requisição, tendo em conta o interesse público do combate aos fogos e do socorro em geral, mas essa hipótese foi-lhes negada.

Ao que o JN apurou, as maiores preocupações provinham da Força Aérea, que está permanetemente em dificuldades para travar a sangria de pilotos, mas o Exército também se terá movimentado para impedir as saídas.

No entanto, no seio dos pilotos do Exército o espanto é grande pela decisão do MAI, uma vez que fazem parte de uma unidade do Exército, a Unidade de Aviação Ligeira (UAL), que embora tenha sido criada há sete anos nunca voou e os cerca de 100 militares que compõem a força já praticamente perderam as qualificações, além das verbas empenhadas pelo Estado, que na prática não tem retorno do investimento.
JN (http://http)
Título:
Enviado por: Fireman Sam em Fevereiro 26, 2007, 07:15:56 pm
Realmente o nosso país é um expectáculo, não se poderia aproveitar estes 100 militares no combate aos incêndios ganhando horas de vôo e experiência enquanto os tão esperados helis do GALE não chegam?
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 26, 2007, 07:59:18 pm
Citação de: "Fireman Sam"
Realmente o nosso país é um expectáculo, não se poderia aproveitar estes 100 militares no combate aos incêndios ganhando horas de vôo e experiência enquanto os tão esperados helis do GALE não chegam?


Mas o que as chefias do exército veem é que se esses 100 militares sairem para combater incendios, o exército vai ter que formar novos elementos para substituir estes.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Março 02, 2007, 11:42:21 pm
AgustaWestland A109

(http://img85.imageshack.us/img85/9159/a109ec4.png)

(http://img338.imageshack.us/img338/3505/a1091nt2.png)

Brochura
http://www.agustawestland.com/dindoc/A1 ... g07_06.pdf (http://www.agustawestland.com/dindoc/A109LUHeng07_06.pdf)
Título:
Enviado por: typhonman em Março 02, 2007, 11:53:28 pm
Com hellfire... Uns 10 nao era nada mau..
Título:
Enviado por: Rui Elias em Março 05, 2007, 03:52:18 pm
Citar
Comprados os NH-90 TTH e recebendo o Exército (finalmente) as primeiras unidades, acho que se poderá garantir que no futuro a Marinha irá substituir os seus Lynx por NH-90 NFH, ou seja menos um modelo, o que vai ajudar a diminuir o "Carnaval".



NH-90 para a Armada, poderemos ter no futuro, mas num futuro mais ou menos distante.  :?

As KD já vão ser entregues adaptadas para a operação desse heli para missões SAR e sonbretudo ASW, e talvez uma modernização das 3 VdG tenha essa possibilidade em conta.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 23, 2007, 09:54:21 am
Exército cede pilotos para combater fogos

Citar
Uma negociação rápida, concluída ontem à tarde, originou uma reviravolta nos planos do Governo para a operação dos meios aéreos do Estado que, entre outras missões, irão ser utilizados no combate a incêndios. O Exército irá disponibilizar oito pilotos da Unidade de Aviação Ligeira que, segundo apurou o JN, serão requisitados para a Empresa de Meios Aéreos (EMA).

Em declarações aos jornalistas, ontem à tarde, na Feira Internacional de Lisboa, o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, assegurou que se mantém a intenção de preparar a GNR para coordenar a operação da frota.

O Estado Maior do Exército confirma estar aberto "a contactos com o MAI relativos à cedência de pilotos", mas diz que o processo ainda não está concluído.

Uma das questões em aberto é o período de requisição. Admite-se como mais provável que os oito pilotos - que terça-feira serão entrevistados pelo grupo de trabalho que prepara a instalação da EMA - operem apenas durante este Verão. Isto porque os novos helicópteros do Exército começarão a ser entregues em 2008.

Politicamente, de resto, este terá sido um argumento decisivo. Segundo o JN apurou, era praticamente indefensável a indisponibilidade de cedência de recursos numa fase em que a unidade estava ainda parada.

Recorde-se que, em entrevista conjunta do JN e Antena 1, na semana passada, o ministro António Costa tinha afirmado que, da parte da Força Aérea e do Exército, não houve disponibilidade para ceder pilotos, alegando necessitarem "desses elementos para a sua própria actividade".

Os quatro oficiais e quatro sargentos agora cedidos foram formados em Espanha, mas as suas licenças não foram reconhecidas pelo Instituto Nacional de Aviação Civil e pela Força Aérea. Fonte do Exército assegura que este acordo poderá contribuir para desbloquear esta questão.

O recrutamento de pilotos e mecânicos para os dez helicópteros já adquiridos pelo Governo tem sido recheado de tensões. Recorde-se que, após a abertura do concurso, a que se candidataram elementos das Forças Armadas, estes receberam uma curta carta do MAI, informando que não seriam consideradas candidaturas de pilotos militares "na situação de activo" e que não reunissem as condições legais de passagem à reserva. Na semana passada, António Costa admitia estarem a verificar-se dificuldades no recrutamento. Carlos Varela e Inês Cardoso JN (http://http)


Isto é um diz que disse tramado blx2x1
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 24, 2007, 03:26:05 am
Citar
Uma das questões em aberto é o período de requisição. Admite-se como mais provável que os oito pilotos - que terça-feira serão entrevistados pelo grupo de trabalho que prepara a instalação da EMA - operem apenas durante este Verão. Isto porque os novos helicópteros do Exército começarão a ser entregues em 2008.


NH, A109 ou gralha?!
 :conf:


Cumptos
Título:
Enviado por: Get_It em Março 24, 2007, 03:54:13 am
NH90 - se ninguém se lembrar de adiar ainda mais a data de entrega.

Quanto aos helicópteros ligeiros, duvido muito que sejam adquiridos e entregues antes de 2010.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Luso em Março 24, 2007, 10:55:32 am
Pergunto-me se agora, com a encomenda em larga escala do UH-72A Lakota, os preços do EC635 não poderão baixar.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 09, 2007, 09:44:28 am
Prestações de helicópteros já acumulam atraso de 40 milhões

Citar
O Governo português deve à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) um valor que poderá chegar aos 40 milhões de euros, na sequência da decisão governamental de suspender o pagamento de prestações no âmbito do programa de aquisição de helicópteros NH-90, uma aeronave destinada ao Exército. No valor em causa estão não apenas as prestações mas também penalizações pelos atrasos, num programa que é gerido por um organismo integrado na estrutura da Aliança Atlântica - a NAHEMA.

Em causa estarão dificuldades financeiras sentidas pelo Executivo, que levaram também ao adiamento da recepção dos 10 N-90 para o Exército de 2008 para 2012, uma decisão tomada o ano passado no âmbito da Lei de Programação Militar.

O MDN reconhece o atraso no pagamento das tranches, assim como o adiamento do processo, mas associa-os ao facto de o processo de aquisição de helicópteros ligeiros para o Exército e Força Aérea ainda não ter começado. É que a formação de pilotos do Exército para o NH-90 estaria dependente dos helicópteros ligeiros para instrução, dois processos que oficialmente aparecem associados. No entanto, para fontes militares contactadas pelo JN, os pilotos podem sempre receber formação ou reciclagem na Força Aérea ou na unidade aérea do Exército espanhol (FAMET), tal como já aconteceu antes dos pilotos do Exército terem perdido as qualificações de voo (ver texto em baixo).

Já quanto aos milhões em dívida, o MDN escusa-se a esclarecer valores, embora adiante que o "processo não está concluído" e refere que "estão a ser estabelecidas negociações". O credor acaba por ser a própria OTAN, uma vez que o contrato para aquisição dos 10 NH-90 foi assinado em 2001, entre o Governo português e a NAHEMA (NATO Helicopter Management Agency), a entidade da OTAN que ficou responsável pela gestão do programa NH-90, onde entram mais cinco países, além de Portugal.

Com efeito, foi depois a NAHEMA quem assinou com o consórcio industrial NH Industries o contrato para o fornecimento dos 10 NH-90 a Portugal, aeronaves que serão construídas na fábrica da Agusta-Westland, em Itália. E, no mesmo sentido, é agora a NAHEMA quem está a contactar o Ministério da Defesa português para ver esclarecidos os atrasos nos valores para o NH-90.

O objectivo do Governo, sabe o JN, é saldar as dívidas contraídas, mas está a tentar negociar uma redução dos valores em causa, no sentido de poder chegar até aos 17 ou 20 milhões de euros e mantendo o termo contratual da compra dos helicópteros.


Aeronave média para multifunções

O helicóptero NH-90 é uma aeronave média que está a ser produzida em várias versões, entre as quais a de transporte táctico, designada TTH e a que está destinada a Portugal, segundo os requisitos na altura estabelecidos pelo Exército. Além de Portugal, participam no programa a Itália, a França, a Alemanha, a Holanda e a Espanha, em distintas versões.



Programa cooperativo junta países europeus

O projecto NH-90 é dos primeiros programas cooperativos da Aliança Atlântica, na sua vertente europeia, e na sua génese está uma tentativa de standardizar os equipamentos militares em operação nas várias forças militares europeias, para facilitar a instrução mas em particular a manutenção.



Substituição de helicópteros médios A aeronave está a substituir helicópteros da categoria do Puma, mas também para acções navais, um requisito expresso pela França e pela Itália. Em Portugal, será atribuído ao Exército para missões gerais e de transporte de tropas.

JN (http://http)
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 09, 2007, 11:18:10 pm
Esperemos que esta situação seja regularizada o mais rapidamente possível.  :roll:
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 11, 2007, 05:23:00 pm
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Defesa: Governo está a negociar calendário do pagamento de helicópteros NH-90

Lisboa, 11 Abr (Lusa) - O Governo está a negociar a calendarização do pagamento dos helicópteros NH-90 destinados ao Exército e não a calendarização da entrega, como disse hoje o ministro da Defesa, esclareceu o gabinete de Nuno Severiano Teixeira.

        Interrogado sobre a aquisição de helicópteros NH-90 destinados ao Exército, após ser ouvido à porta fechada na Comissão de Defesa, o ministro afirmou que "estão a ser desenvolvidas todas as diligências para fazer face à situação, nomeadamente de dívida" por parte do Estado, que referiu ser de "23 milhões" de euros.

        "O Estado português vai cumprir os seus compromissos", prosseguiu, concluindo que "a partir daí o Estado terá uma posição negocial mais forte para poder renegociar" a "calendarização da entrega, que é o que está em causa".

        De acordo com o gabinete do ministro, tratou-se de um lapso, porque o que está em causa não é a "calendarização da entrega" mas sim a "calendarização do pagamento" por parte do Estado ao fabricante dos helicópteros, a NAHEMA, agência da NATO.

        O calendário da entrega dos helicópteros - adiada de 2008 para 2012 - ficou definido no ano passado quando foi aprovada no Parlamento a revisão da Lei de Programação Militar (LMP), acrescentou o gabinete do ministro da Defesa.

        " saída da audição parlamentar, Severiano Teixeira referiu que "abriu-se uma negociação para essa recalendarização, mas ainda não se chegou a um acordo".


Algum país deve estar a esfregar as mãos de contente por vir a ter os NH90 mais cedo...
Enquanto isso, nós continuamos a ter uma unidade fantasma.
Será que pega a justificação, que já ouvi, de que só vale a pena ter os NH90 depois de chegarem os heli ligeiros?
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Abril 11, 2007, 06:58:23 pm
A propósito do NH90 traduzi umas pequenas passagens de um (extenso !) artigo que a revista francesa Déf&SécInt. deste mês lhe dedica.

Citar
Actualmente dos 445 NH90 encomendados 'firme' (mais 100 em opção), um terço compõe-se de NFH (46/Itália, 27/França, 20/Holanda e 14/Noruega) ou seja, 107 aparelhos com 12 opções.
A Alemanha encomendou 'firme' (e já começou a receber  desde Nov/06) 80 NH90/TTH e SAR (+54 opções) mas não encomendou a versao NFH.
(...)A Marinha Francesa receberá os primeiros NFH em 2007.
O sucesso na exportação do NH90 em todas as versões explica-se pelas qualidades do aparelho que é o primeiro 'héli' com comandos de voo eléctricos (FBW) posto em serviço no mundo.Além das suas 'performances' o NH90 oferece uma relação custo/capacidades particularmente interessante.No que respeita ao tempo de manutenção por hora de voo é estimado em 2h30, o que é apreciado pelos especialistas em relação aos tempos de manutenção por horas de voo das gerações precedentes.(...)
Até hoje o NH90, em  todas as versões, foi comprado por 14 paises, tendo sido vendidos 88 NPH90 em 2006( dos quais 45 para Espanha).Entre estes paises muitos dispõem de forças navais e poderiam a prazo e para uma melhor gestão do seu parque, optar pela versao NFH combat e/ou Utility.Não há dúvida que o NH90 tem ainda bons dias à sua frente e as vendas e opções registadas em 2006 só podem continuar.
Título:
Enviado por: xenical_ em Abril 11, 2007, 11:19:07 pm
Boa Noite
Com este atraso na entrega dos NH90 penso que devia ser re-activada a frota PUMA sem mais demoras ou impedimentos. Isto se a existência do GALE ainda fizer qualquer sentido. E na optica de optimizar o capital humano existente nesta unidade de meios aereos sem os ditos cujos :shock: .
Por outro lado tambem poderia ser equacionada a extinção dessa unidade e optar pelos NH90 não na versão TTH mas sim na versão naval (NFH) para substituir em 2012 a actual frota Lynx.
Deixo a vossa consideração.

Cumprimentos

Paulo Mariano
Título:
Enviado por: Get_It em Abril 12, 2007, 01:40:40 am
Mmm...
Extinção do UALE? Não é uma opção, e nem percebi a sua ideia de deitar os NH-90 na versão TTH fora. Quanto ao NH-90 NFH, não se preocupe pois é um candidato bastante forte, até diria que é o único candidato, para o substituto dos Lynx. Mas acho que não vale a pena estar a encomendar helicópteros NH-90 NFH já, porque simplesmente é cedo demais. Porquê? Por três pontos:
1. Os Lynx, embora já estejam a atingir o seu fim de vida ainda conseguem efectuar em boas condições as suas missões por mais uns anos;
2. E este ponto segue a mesma ideia dos nossos governantes, e provavelmente também dos nossos militares - ainda não foram adquiridos os novos helicópteros ligeiros, portanto será mais difícil instruir os novos pilotos para o NH-90;
3. E este é o ponto que pesa mais - as fragatas Vasco da Gama apenas terão capacidade para embarcar e espaço para um NH-90 aterrar nelas depois da sua modernização/upgrade.

Quanto aos PUMA, hmm, fico em dúvida quando lembro-me dos motivos apresentados pelos militares e por algumas pessoas aqui do fórum que já mostraram muito conhecimento com este assunto. Mas o que é mesmo bom, é que o governo se mexe-se para comprar os novos helicópteros ligeiros em vez de andar a atrasar a entrega dos novos NH-90.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: p_shadow em Abril 12, 2007, 03:37:52 am
Citação de: "Lancero"
Algum país deve estar a esfregar as mãos de contente por vir a ter os NH90 mais cedo...

Talvez não chegue a esfregar as maõs, se os atrasos nas entregas continuarem a verificar-se.


Cumptos
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 20, 2007, 10:17:02 pm
Escolhido ;)

(http://img103.imageshack.us/img103/1394/32577862xu4.jpg)

(http://img462.imageshack.us/img462/8346/32577876ze9.jpg)


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An August Westland helicopter with a customized interior by Versace is shown in Milan, Italy, Wednesday, April 18, 2007. If it has been accessories that has helped the Italian luxury market survive a global downturn, then Italian fashion house Gianni Versace SpA is pushing the trend to its most extreme and highest end. ''I believe that today lifestyle is important. It is longer expressed with handbags or shoes. You express this with your travels, with your car, or helicopter. You express it in 360 degrees,"Versace CEO Giancalo Di Risio said at the 29thInternational Furniture Expo in Milan
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Enviado por: hellraiser em Abril 21, 2007, 11:16:05 am
deixem-se de galos galinhos e pintasilgos, helis é na força aerea... e so pra mais alguem meter uns trocos ao bolso... o povo esta habituado...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 21, 2007, 12:12:22 pm
Citação de: "Lancero"
Escolhido :twisted:  c34x
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Abril 21, 2007, 12:29:58 pm
Citação de: "Lancero"
Escolhido :jok:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 24, 2007, 12:05:21 pm
Pilotos dos helicópteros vão para Espanha e Itália

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Exército tem 22 pilotos e 26 mecânicos, vários a treinar na Força Aérea
Os pilotos de helicópteros do Exército vão treinar-se e manter as suas qualificações também em Espanha e Itália, revelou ao DN o comandante do ramo, general Pinto Ramalho.

O chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) referiu que já foram feitos contactos com os exércitos daqueles dois países para receber os 'seus' pilotos, cujo número tende a aumentar com o aproximar da recepção dos primeiros helicópteros. Recorde-se que agora integram tripulações da Força Aérea (ramo que os forma) e, a breve prazo serão empregues no combate aos fogos, dada a "total disponibilidade" do ramo para colaborar com o Ministério da Administração Interna.

Esses acordos, que o CEME admitiu poderem ser alargados a outros países, minimizam um dos mais complexos problemas associados à Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE) - está em causa o investimento na selecção e formação de pilotos, a carreira dos militares dessa estrutura ou a sua própria motivação. Acresce que o ramo garantirá uma transição rápida dos pilotos para os futuros helis ligeiros. Quanto vão custar esses acordos (ajudas de custo, por exemplo) ainda é uma incógnita.

A UALE foi formalmente criada a 1 de Junho de 2000 (então sob o nome de Grupo de Aviação Ligeira), depois de a decisão de dotar o ramo com helicópteros ter sido validada em Julho de 1991 pelo Conselho Superior de Defesa Nacional.

Quanto aos helis, está por lançar o concurso de aquisição dos ligeiros, que terão de chegar primeiro que os NH90. A recepção destes últimos voltou a ser adiada (2012). Em matéria de recursos humanos, o Exército tem actualmente 22 pilotos e 26 mecânicos, alguns dos quais integrados na actividade operacional da Força Aérea, disse ao DN o porta-voz do ramo, tenente-coronel Hélder Perdigão.

DN (http://http)
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 24, 2007, 12:08:20 pm
Sem comentários...  :roll:
Título:
Enviado por: lazaro em Abril 24, 2007, 01:32:21 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Sem comentários...  :roll:


Eu ainda diria mais ... sem comentários
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Enviado por: ricardonunes em Maio 03, 2007, 12:01:19 pm
Pilotos do Exército vão três anos para os fogos

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Os pilotos do Exército começam na segunda-feira a ter finalmente formação na área da protecção civil, e em particular no combate a incêndios florestais com helicópteros Kamov, pondo fim a um processo negocial que já se arrastava desde finais do ano passado, soube o JN.

A decisão foi ontem comunicada aos militares da Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE) que vão ser assim requisitados pelo Ministério da Administração Interna (MAI), mais concretamente pela Empresa de Meios Aéreos (EMA), recentemente criada para gerir a frota de meios aéreos do Estado.

Ontem à tarde estava a ser preparado no Estado-Maior do Exército o protocolo que vai ser assinado com o MAI, para efeitos da cedência dos pilotos.

Um dos pontos de partida é, para já, a cedência por um prazo de três anos, uma das questões mais delicadas e que tinha levantado algumas reservas ao Exército, tendo em conta a tão ambicionada reactivação da UALE, uma unidade que está praticamente parada há anos.

O início da formação para o combate a fogos estava previsto para ontem, mas os adiamentos sucessivos levaram a que a formação só seja iniciada na segunda-feira. Como define o caderno de encargos dos dois concursos ganhos pela Heliportugal (um para fornecimento de seis helicópteros Kamov, outro para quatro Eurocopter), a formação fica a cargo da empresa vencedora.

O acordo com o Exército permite superar dificuldades na constituição da equipa de 32 pilotos de que a EMA necessita nesta fase inicial. Dificuldades que obrigaram mesmo à contratação, apenas para o período de Verão, de 12 pilotos russos já com experiência em Kamov. No futuro, o objectivo do MAI é formar elementos da GNR, mas para funções de chefia essa formação exigirá pelo menos sete anos.
JN (http://http)
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 03, 2007, 09:42:48 pm
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Incêndios: Oito pilotos de helicópteros do exército vão combater incêndios -EME

Lisboa, 03 Mai (Lusa) - A Unidade Aérea Ligeira do Exército (UALE) cedeu  hoje oito pilotos militares para o combate a incêndios florestais este ano,  que vão começar o treino na segunda-feira, afirmou hoje à Agência Lusa fonte  do Estado-Maior do Exército.  

   Estes militares, já formados na Força Aérea Portuguesa e espanhola e  com cursos de piloto de helicóptero, vão operar os seis aparelhos russos  Kamov 302 adquiridos pelo Estado e que estarão distribuídos pelo Grupo de  Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) da GNR (quatro), pelo Bombeiros Sapadores  ("Canarinhos") (um) e pelos bombeiros voluntários (um).  

   No que toca ao trabalho dos GIPS da GNR, o Comandante-Geral da GNR,  tenente-general Mourato Nunes, congratulou-se com a cedência dos oito pilotos  do Exército, argumentando que "a natureza da Guarda tem regime e disciplina  militar" e que o "facto de serem militares reforçam o desempenho da missão  da GNR".  

   A estes oito pilotos portugueses juntam-se outros 12 pilotos russos  já com formação nos Kamov.  

   Os heli-bombardeiros pesados Kamov ficam instalados a partir de 1 de  Julho, a "Fase Charlie" (a que tem o maior número de operacionais e meios  no terreno), nos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Porto, Santarém  e Viana do Castelo.  

   Os oito pilotos de helicópteros do exército vão estar ao serviço do  Ministério da Administração Interna (MAI), para o combate a incêndios florestais,  por um período de três anos.  

   Os detalhes da cedência dos oito militares do exército ao MAI serão  definidos em breve através de protocolo, disse a mesma fonte do Estado-Maior  do Exército.  

   A Unidade Aviação Ligeira do Exército (UALE) tem 22 pilotos e 26 mecânicos  estacionados na base aérea de Tancos.  

   Os oito pilotos do Exército começam segunda-feira a receber formação  e certificação, em Tires, num helicóptero Kamov propriedade da empresa Helisul  que chega sábado a Alverca.  

   Também os mecânicos que vão operar estes meios aéreos vão começar a  receber formação prática neste aparelho.  

   Por outro lado, enquanto não são entregues os seis Kamov adquiridos  pelo estado, com data prevista de chegada a Portugal nos dias 05 de Junho,  Julho e Agosto (dois aparelhos em cada mês) o combate aos incêndios vai  ser feito por helicópteros Bell 205, alugados pela Helisul a uma empresa  chilena.  

   O objectivo é o de repor o grau de operacionalidade contratado pelo  Estado enquanto não chegam todos os aparelhos russos comprados.  

   A Autoridade Nacional de Protecção Civil iniciou as inspecções aos Centro  de Meios Aéreos espalhados pelo País, a entrar em operação a partir de 15  Maio, estando já concluída a zona norte interior do País, disse também uma  fonte da entidade.  
Título:
Enviado por: Mazagão em Maio 13, 2007, 12:58:28 pm
Aqui ficam umas fotos do TTH Italiano tiradas de um forum Francês (Air-Defense (http://http))

(http://images.imagehotel.net/24ed76d886.jpg)

(http://images.imagehotel.net/f6a493701f.jpg)

(http://images.imagehotel.net/3be3d4e43e.jpg)

(http://images.imagehotel.net/b10e788d08.jpg)

(http://images.imagehotel.net/05bc9212f7.jpg)

(http://images.imagehotel.net/e92ca05be2.jpg)

(http://images.imagehotel.net/66c4fe1d38.jpg)

(http://images.imagehotel.net/b379be0593.jpg)

Cumprimentos
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 28, 2007, 11:19:46 am
Pilotos do Exército sem licença para voar

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Os pilotos militares de helicópteros que vão actuar no combate aos fogos são os únicos, no total dos 22 que o Exército tem, que se formaram em Espanha.

A opção do Exército, que excluiu os restantes 16 pilotos formados e treinados pela Força Aérea Portuguesa (FAP), tem uma explicação oficial: "Foram escolhidos os que têm preparação específica de combate" (apoio aéreo próximo, reconhecimento aeroterrestre, interdição aérea), obtida na escola de pilotos de helicópteros do Exército espanhol.

A verdadeira razão, até porque se trata de apagar fogos e não actuar em manobras militares, é outra: nem a FAP nem o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) - autoridades aeronáuticas que concedem as licenças de voo em Portugal - reconhecem o curso tirado em Espanha, garantiram ao DN fontes ligadas ao processo.

"O Exército está a utilizar a crise [de falta de pilotos de helicópteros] no MAI para pôr o INAC contra a parede e legalizar" os pilotos formados em Espanha. "Por isso é que não escolheram nenhum piloto formado pela FAP, porque esses têm a sua situação resolvida", observou uma das fontes.

Os pilotos em causa estão actualmente na Rússia, a obter as qualificações de pilotagem dos helicópteros pesados Kamov que o Estado, via MAI, adquiriu para a missão primária de combate aos fogos. Secundariamente, e para rentabilizar o pesado investimento nos restantes meses do ano, os aparelhos vão poder ser usados noutras situações, algumas de interesse público, pela GNR.

A par do INAC, para a aviação civil, a FAP também tem competência para atribuir o brevet de piloto no domínio militar. Mas no caso concreto dos pilotos formados em Espanha, por opção do Exército e numa altura de relações tensas com a Força Aérea, este ramo entende que não tem de validar a formação espanhola. "Quando operamos no estrangeiro, não vamos perguntar se os pilotos [do país A ou B] têm qualificações para voar", assinalaram algumas das fontes.

"O que sabemos é que [os pilotos do Exército] não têm a mesma preparação que os nossos, ou que os da Marinha", e que consiste em aprender a voar em aparelhos de asa fixa (aviões) antes de se saber pilotar helicópteros. Além disso, frisaram, é uma opção legítima do Exército entregar os seus helicópteros àqueles pilotos. |

DN (http://http)
Título:
Enviado por: lurker em Maio 28, 2007, 01:07:12 pm
Há coisas que não fazem sentido nessa noticia...

Não serve de nada pressionar o INAC porque, além de duvidar que o INAC seja pressionável e a esse ponto, o INAC não é para aqui chamado.
Sejam os futuros helicópteros da GNR, sejam os futuros helicópteros do GALE/UALE, estes pilotos vão pilotar aereonaves do Estado e o INAC lava dai as suas mãos. É a FAP que os tem de reconhecer.. ou não.

Outra coisa que não faz sentido é que isso não explica o porque de excluir os restantes 16 pilotos do Exército e contratar 12 pilotos russos.

A resposta da FAP também não parece colocar qualquer problema aos pilotos formados em Espanha.

A meu ver, a hipótese que faz mais sentido é os 8 pilotos terem sido escolhidos porque já têm experiência em combate a fogos florestais e isto ser uma daquelas noticias do DN... :D
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Setembro 28, 2007, 08:27:14 pm
Umas novidades sobre os nossos NH-90 TTH. Durante o Dia da Brigada de Reacção Rápida, em Tomar, foi possível observar, na exposição, um stand da Unidade de Aviação Ligeira do Exército. Segundo os militares da unidade, receberemos 10 helicópteros em 2012.
A preferência vai para o esquema de pintura da direita.

(http://img.photobucket.com/albums/v293/ilha113/uale1.jpg)

(http://img.photobucket.com/albums/v293/ilha113/uale2.jpg)

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: JLRC em Setembro 28, 2007, 08:38:58 pm
Citação de: "Pedro Monteiro"

(http://img.photobucket.com/albums/v293/ilha113/uale2.jpg)


Pedro

Pelo que me é dado observar na imagem acima colocada, concluo que os helicópteros TTH-90 do exército são navalizados, podendo portanto embarcarem no futuro LPD. Esta minha conclusão está correcta?
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Setembro 28, 2007, 09:18:45 pm
Atenção que o modelo em si não é exemplificativo, apenas a pintura. Basta reparar na disparidade de sensores entre ambos os modelos. E, de facto, não há planos para navalizar o NH-90 - o navio LPD recebe 4 EH-101, número de helicópteros navalizados e mais que suficiente para o transporte de uma companhia operacional.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: Lightning em Setembro 28, 2007, 10:13:21 pm
Ha ai coisas que acho curioso, a pintura da FAP (fica mesmo bem :lol: ) e a numeração começar por 19XXX, para quem não sabe posso dizer que é o usado em helicopteros da FAP.

Os Alouette começam por 193XX
Os Puma começam por 195XX
Os Merlin começam por 196XX

Será que vamos ter NH-90 com numero de cauda 197XX???


Em relação aos NH-90 navalizados, bem isso pode até ter sido um "má escolha" da maquete, mas mesmo que eles venham navallizados acho muito bem, pode haver alturas em que os 4 (ou só alguns) EH101 CSAR não estejam disponiveis, ou até mesmo só para facilitar o transporte dos NH-90 de navio ou avião para uma zona de operações distante, tipo o Afeganistão, Timor, etc
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 28, 2007, 10:20:04 pm
Citação de: "Lightning"
Ha ai coisas que acho curioso, a pintura da FAP (fica mesmo bem :lol: )


Idem. Falem-me de laicismo que levam uma corrida. Mas só em 2012?
É que é uma data esquisita.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Outubro 17, 2007, 10:48:57 pm
A 109 armado
http://www.youtube.com/watch?v=lahrY8mTyAw (http://www.youtube.com/watch?v=lahrY8mTyAw)


A 139 ( 15 soldados )

http://www.youtube.com/watch?v=7XkZbF7mM4A (http://www.youtube.com/watch?v=7XkZbF7mM4A)
Título:
Enviado por: Mar Verde em Novembro 01, 2007, 08:20:40 pm
Pergunta:

o Lynx foi alguma vez considerado como alternativa para o GALE, além do EC-635 e do A109 ?


(http://www.army-technology.com/projects/lynx-mk7/images/4-Lynx-helicopter.jpg)

Lynx can carry external weapons such as two Miniguns, gun pods, rocket pods, or up to eight HOT, Hellfire or TOW missiles.
Título:
Enviado por: Lightning em Novembro 01, 2007, 09:05:50 pm
Citação de: "Mar Verde"
Pergunta:

o Lynx foi alguma vez considerado como alternativa para o GALE, além do EC-635 e do A109 ?


Isso tem que se perguntar é às empresas que constroem helicopteros e não às Forças Armadas, é como a historia da substituição da G-3 ou qualquer outra compra.

O governo diz que quer um helicoptero com certas caracteristicas para cumprir uma cerca missão (ou várias), depois é ver as propostas das diversas empresas e escolher.

O Lynx e o A109 (agora chama-se AW109) são construidos pela mesma empresa, a AgustaWestland, é porque eles acham que tem mais hipoteses de ganhar o concurso com o A109 do que com o Lynx.

http://www.agustawestland.com/products.asp (http://www.agustawestland.com/products.asp)
Título: Helis.
Enviado por: tsahal em Novembro 01, 2007, 09:10:17 pm
Não, o Lynx nunca foi considerado para o Exército. Se não me esquecer, amanhã coloco aqui os modelos considerados para alem do EC635, NH90, A109M e BlackHawk. Lembra-me isso amanhã.
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 02, 2007, 08:18:46 am
Citação de: "Pedro Monteiro"
Atenção que o modelo em si não é exemplificativo, apenas a pintura. Basta reparar na disparidade de sensores entre ambos os modelos. E, de facto, não há planos para navalizar o NH-90 - o navio LPD recebe 4 EH-101, número de helicópteros navalizados e mais que suficiente para o transporte de uma companhia operacional.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro


Como é que é? como é que é isso, se ninguém sabe o que será o LPD?! c34x
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Fevereiro 01, 2008, 10:57:22 pm
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CM Online - Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008
Portugal

Primeiros nove blindados pandur aceites ontem
Exército pede rapidez no concurso para helis

O chefe do Estado-Maior do Exército, general Pinto Ramalho, disse ontem ter a expectativa de que rapidamente “seja lançado o concurso para aquisição de helicópteros ligeiros” para o ramo, lamentando que a recepção dos helicópteros médios NH-90 esteja calendarizada “apenas para 2012-2014. O comentário foi feito, em Benavente, na recepção das primeiras nove viaturas blindadas Pandur – de um total de 260 até 2010.

No final da cerimónia presidida pelo ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, Pinto Ramalho sublinhou que a chegada dos helicópteros “é incontornável para a modernização e capacidade de projecção do Exército”, que com a entrada ao serviço dos Pandur e a aquisição de carros de combate Leopard “está a dar um enorme salto qualitativo e tecnológico”. Pinto Ramalho destacou ainda o trabalho realizado ao nível do Comando e Controlo, Defesa Biológica, Guerra de Informação e Forças Especiais – esta última “uma área em que a excelência de Portugal é internacionalmente reconhecida”.

Severiano Teixeira destacou o fechar de um ciclo histórico (40 anos de serviço das Chaimites) com a entrada ao serviço de viaturas “modernas, versáteis e adaptadas às novas missões e riscos das Forças Armadas”. O Exército espera no segundo semestre deste ano ter já uma unidade equipada com as várias variantes do blindado Pandur II.

S.A.V.


Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=276004&idselect=10&idCanal=10&p=200)
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 21, 2008, 05:07:12 pm
Citação de: "Instrutor"
Em contrapartidas pela utilização das bases das lajes para treinos dos F-22 e F-35 porque não comprar a preços reduzidos aparelhos Blackhawk para transporte de tropas e Apaches para combate, poderiamos manter os mesmos número ocupados pelos NH-90 em 10 aparelhos e os 9 EC-635 penso que ficavamos mais bem servidos com os Apaches AH-64 e Blackhawk.
Vamos abrir este tópico para uma saudavel discussão. :lol:
Título:
Enviado por: Eurico Viegas em Fevereiro 21, 2008, 05:19:24 pm
Citação de: "Instrutor"
Em contrapartidas pela utilização das bases das lajes para treinos dos F-22 e F-35 porque não comprar a preços reduzidos aparelhos Blackhawk para transporte de tropas e Apaches para combate, poderiamos manter os mesmos número ocupados pelos NH-90 em 10 aparelhos e os 9 EC-635 penso que ficavamos mais bem servidos com os Apaches AH-64 e Blackhawk.
Vamos abrir este tópico para uma saudavel discussão. :lol:

Se eventualmente isso fosse para a frente, recebiamos AH-1F e alguns UH-60A que estiveram na invasão de Granada e é se tivermos sorte...

Vamos agora retirar do programa do NH-90 por causa disso, depois de termos saído do A-400M? Era meio caminho andado para não entrarmos em mais nenhum projecto europeu...
Título:
Enviado por: ShadIntel em Fevereiro 21, 2008, 05:47:49 pm
Citação de: "Eurico Viegas"
Se eventualmente isso fosse para a frente, recebiamos AH-1F e alguns UH-60A que estiveram na invasão de Granada e é se tivermos sorte...

Vamos agora retirar do programa do NH-90 por causa disso, depois de termos saído do A-400M? Era meio caminho andado para não entrarmos em mais nenhum projecto europeu...

Sair do programa NH-90 parece difícil, porque somos parceiros (ainda que a uma escala muitíssimo pequena) e não simples compradores. Mas se assim fosse, quanto a mim, e já que são helicópteros um pouco parecidos, a única opção interessante seria a sua substituição por mais meia-dúzia de EH-101.

Quanto a helicópteros dedicados exclusivamente ao ataque, é melhor esquecer essa ideia desde já (a menos que se descubra petróleo na margem sul, porque é bastante frequente haver petróleo no meio dos desertos  :( . Penso que 8 ou 10 A109, acompanhados por uns tantos A119 Koala para instrução e transporte ligeiro, não ficariam nada mal.
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 21, 2008, 06:02:10 pm
O GALE acabou agora é a UALE,

E pelo que sei o objetivo agora é de ter apenas 6 hélis Ligeiros e os 10 NH90.

Provavalmente o Héli ligeiro deve ser o A109, a FAP ficara ainda com outros 6 hélis ligeiros para instruçao e reforço A109.
Título:
Enviado por: Eurico Viegas em Fevereiro 21, 2008, 06:12:59 pm
Citação de: "ShadIntel"
Citação de: "Eurico Viegas"
Se eventualmente isso fosse para a frente, recebiamos AH-1F e alguns UH-60A que estiveram na invasão de Granada e é se tivermos sorte...

Vamos agora retirar do programa do NH-90 por causa disso, depois de termos saído do A-400M? Era meio caminho andado para não entrarmos em mais nenhum projecto europeu...
Sair do programa NH-90 parece difícil, porque somos parceiros (ainda que a uma escala muitíssimo pequena) e não simples compradores. Mas se assim fosse, quanto a mim, e já que são helicópteros um pouco parecidos, a única opção interessante seria a sua substituição por mais meia-dúzia de EH-101.

Quanto a helicópteros dedicados exclusivamente ao ataque, é melhor esquecer essa ideia desde já (a menos que se descubra petróleo na margem sul, porque é bastante frequente haver petróleo no meio dos desertos  :( . Penso que 8 ou 10 A109, acompanhados por uns tantos A119 Koala para instrução e transporte ligeiro, não ficariam nada mal.


Não me dava mesmo jeito nenhum que descobrissem petroleo na margem sul... Tenho um curso para terminar :wink:
Título:
Enviado por: raphael em Fevereiro 21, 2008, 06:54:17 pm
Por favor não me falem mais em EH-101 a não ser que tenham uma cadeia logística em condições! Não para estarmos actualmente com uma espera de peças que em alguns casos essa espera possa atingir os 2 (sim dois) anos!
Ao comprar pensem num contrato de manutenção a longo prazo, com stock de spares suficiente para toda frota, para evitar "canibalizar" aeronaves novas, para manter outras a voar.
Pensem não tanto em dotar-se com uma frota topo de gama, full extras, mas com algo equilibrado e que possa ser multi-role, baixando os custos de operação, senão não saímos da cepa torta!
É como adquirir um Audi A8 4.2TDI V8, full-extras, pensar que como é a gasóleo até não gasta muito e como é novo a manutenção até só é necessária aos 30.000km ou mais, tendo por base o ordenado mínimo nacional para sustentá-lo (adequem esta analogia ao... EH-101 por exemplo) :twisted:
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 21, 2008, 11:30:49 pm
O heli ligeiro deverá ser alvo de outro concurso público.
O escolhido no anterior concurso, cancelado pelo Paulo Portas, foi o EC-635.

Sair do projecto NH-90 nesta fase seria um erro imensurável.
A máquina é boa, está a vender bem e já lá investimos demasiado tempo.
Título:
Enviado por: ruben lopes em Maio 28, 2008, 04:30:42 pm
Aqui tem que se falar mais nos helis de ataque, meus amigos :wink:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 28, 2008, 04:45:35 pm
Não está planeado a aquisição de helis de ataque.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Maio 28, 2008, 04:56:19 pm
Pessoalmente gosto destes dois:

OH-58D Kiowa Warrior

(http://www.airforceworld.com/heli/gfx/oh58/oh58_2.jpg)

Citar
General characteristics

Crew: 2 pilots
Length: 40 ft 8 in (12.39 m)
Rotor diameter: 35 ft 0 in (10.67 m)
Height: 7 ft 6 in (2.29 m)
Empty weight: 3,290 lb (1,490 kg)
Max takeoff weight: 5,200 lb (2,358 kg)
Powerplant: 1× Rolls-Royce T703-AD-700A or 250-C30R/3 turboshaft, 650 eshp (485 kW)
Fuel capacity: 110 US gal (454 L)
Performance

Maximum speed: 138 mph (222 km/h)
Cruise speed: 125 mph (201 km/h)
Range: 345 mi (556 km)
Service ceiling 20,500 ft (6,250 m)
Rate of climb: 1,615 ft/min (8.2 m/s)
Armament The OH-58D Kiowa Warrior can carry two weapons systems at one time from among four different weapons systems; one on each of its Universal Weapons Pylons (UWP):

AGM-114 Hellfire anti-tank missiles in 2-round M279 launchers
Hydra 70 2.75 in (70 mm) rockets in M260 7-tube pods
M296 .50 cal (12.7 mm) machine gun, 500 rounds (ammo can capacity) mounted only on the left side
AIM-92 Stinger air-to-air missiles in 2-round launchers

www.wikip (http://www.wikip)édia.com

EC 635

(http://www.milavia.net/news/images/ec635_jordan.jpg)

Citar
General characteristics

Crew: 1 or 2 pilots
Capacity: up to 7 passengers
Length: 10.21 m (33.5 ft)
Rotor diameter: 10.20 m (33.5 ft)
Height: 3.62 m (11.9 ft)
Disc area: 81.7 m² (880 ft²)
Empty weight: 1,467 kg (3,234 lb)
Useful load: 1,443 kg (3,181 lb)
Max takeoff weight: 2,910 kg (6,415 lb)
Powerplant: 2× Turbomeca Arrius 2B2 turboshafts, 609 kW (816 hp) each
Performance

Never exceed speed: 278 km/h (150 kts)
Maximum speed: 278 km/h (150 kts)
Cruise speed: 261 km/h (141 kts)
Range: 635 km (343 nm)
Service ceiling 6,095 m (20,000 ft)
Rate of climb: 10.9 m/s (2,150 ft/min)
Armament The EC 635 can carry two side-mounted Multi-Purpose Pylons with aerodynamic fairings for weapons systems and can be fitted with the following military equipment and weapons:


2 x 70mm (2.75") FN-Herstal FZ321 12-tube rocket launchers mounted on each side.

2 x 20mm GIAT NC621 Cannon Pods with 180 rounds each.

2 x 12.7mm FN-Herstal HMP-400 Machine Gun Pods with 400 rounds each.

7.62mm Door Gunner Post

EADS MILDS AN/AAR-60 MIssile Launch Detection System

Electro Chaff-Flare Dispenser System
www.wikip (http://www.wikip)édia.org
Título:
Enviado por: pmdavila em Maio 28, 2008, 05:22:29 pm
Olha o "nosso" EC 635... :(
Título:
Enviado por: Lightning em Maio 28, 2008, 06:26:34 pm
Citação de: "ruben lopes"
Aqui tem que se falar mais nos helis de ataque, meus amigos :) !


Para que?

É a mesma coisa que falar em aviões AEW para a Força Aérea e porta-aviões para a Marinha.

Se o UALE não considera o uso desse tipo de aeronaves não vale a pena falar neles, mas sim dos que de certeza iremos ter (NH-90 TTH) e dos possiveis (A-109/EC-635/e outros da mesma gama que possam vir ao concurso).
Título:
Enviado por: jmg em Maio 28, 2008, 06:50:38 pm
Não falar de helis de ataque talvez, mas o Helicoptero ligeiro a ser escolhido deverá ter capacidade para ser armado.
Se não me engano uma dos contratempos do EC 635 era o facto de não ter homologação para disparo de armas ACar.
Não há dúvidas que um helicanhão pode muitas vezes safar a pele de muita boa gente no terreno e poder disparar misseís ACar pode ser crucial durante reconhecimentos armados.
Título:
Enviado por: pmdavila em Maio 28, 2008, 07:28:53 pm
Sim, um dos problemas dele (e está numa página anterior deste tópico, se não me engano) era não estar certificado para disparar mísseis.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 29, 2008, 10:19:25 am
O OH-58D Kiowa Warrior já não é fabricado e é de tal maneira especializado que os Norte-Americanos o substituiram-no por um modelo não tão "avançado" e mais multifuncional.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Maio 29, 2008, 10:54:18 am
Opinião pessoal, depois da aquisição dos NH90 (helicoptéros médios), Portugal precisa de um helicoptéro pequeno que possa efectuar protecção aos NH90 ou às forças em terra e ao mesmo tempo possa transportar um pequeno grupo de forças especiais (snipers, ou outros), mas tambem possa fazer vigilância do campo de batalha, Acho que o EC635 possa efectuar estas operações, mas com a barraca de deu o concurso anterior não me parece que a Eurocopter queira entrar no concurso. Quanto ao OH-58D Kiowa Warrior, não permite o transporte de tropas, mas para isso ja temos os NH90 e os EH101, mas efectua as outras missões, uma maneira de poder adquirir pelo menos uma dezena de unidades a baixo preço é com a renovação do acordo das lages.
Título:
Enviado por: old em Maio 29, 2008, 11:02:40 am
Citação de: "ruben lopes"
Aqui tem que se falar mais nos helis de ataque, meus amigos :wink:


Me parece que no.



*Tigre HAP (Francia) 35/30 Mio Dólares
* Tigre ARH (Australia) 36 Mio Dólares
* Tigre HAD (España/Francia) 44/4 Mio Dólares
* Tigre UHT  (Alemania)38/43 Mio Dólares
* Apache Longbow 48/52 Mio Dólares
Título:
Enviado por: ruben lopes em Junho 23, 2008, 05:32:28 pm
caros foristas, vi no site do governo o LPM (por acaso nunca o tinha vista o LPM completo, nunca me passou pela cabeça c34x
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 23, 2008, 06:23:56 pm
Citação de: "ruben lopes"
será que estão a esconder que se vai comprar mais qualquer coisa para a UALE? c34x


Não se está a esconder nada, mas o UALE não são só helicopteros, há que comprar muitos equipamentos, construir infraestruturas, instruir pessoal.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 23, 2008, 06:42:44 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "ruben lopes"
será que estão a esconder que se vai comprar mais qualquer coisa para a UALE? :roll:

Quando sai de lá (Jan 01), estavam a fazer obras nos hangares, nos armazéns para sobresselentes (pelo que ouvi dizer na altura, tinham que ser climatizados, e outras "mariquices"), estavam a começar obras na segunda caserna do ECS, sei que entretanto já está a funcionar o edifício da antiga PA da BA3, que tinha ardido no verão de 2000, e essas obras não vi a começarem.

Foi necessário formar e equipar OPSAS e MMA ................. e provavelmente outros (na altura meteorologistas e controladores aéreos eram da FAP, e provavelmente pagos pelo GALE).

"Portantos", não me admira nada que quando chegarem, definitivamente os hélis, se tenha que orçamentar para o UALE mais um piparote de carcanhol !!!!!!!!!!!!!!!!
Título:
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 22, 2008, 09:04:26 am
Citar
Pilotos voam em Espanha por falta de helicópteros

Pilotos portugueses estão a voar no Exército espanhol e ninguém sabe por quanto tempo. É que o Estado formou-os, certificou-os, mas sem prover helicópteros para pôr aqueles homens a cumprir a missão. Valeu-nos Madrid.

Em causa estão os atrasos sucessivos no programa de helicópteros ligeiros e médios para o Exército. É que, não obstante a unidade existir há quase 10 anos, Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE), que começou por ser Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GALE), a verdade é que continua sem ter helicópteros - nem se sabe quando chegarão - e a coperação com o Exército espanhol acabou por ser um escape para que os militares portugueses não perdessem as qualificações e ganhassem formação.

Segundo soube o JN, a medida começou a ser aplicada durante o Verão, envolvendo cinco pilotos do total de 15 pilotos, todos eles actualmente a voar, mas todos eles, também, fora do Exército. Três estão na Força Aérea, nos Allouette, mas com formação limitada, uma vez que a FAP não tem as missões com aeronaves a trabalhar directamente com forças terrestres, oito estão no Ministério da Administração Interna, na Protecção Civil, combate a fogos e missões policiais e cinco em Espanha, os únicos que recebem o treino que corresponde às necessidades do Exército.

O Estado-Maior do Exército, confrontado pelo JN, reconheceu que há um grupo de pilotos do ramo a voar no Exército espanhol, mas admitiu que não há qualquer data para a chegada das aeronaves a Portugal. E, porém, salienta o Exército, o programa de helicópteros é "uma das nossas prioridades a nível de modernização e de levantamento de forças". A decisão está no Ministério da Defesa, a quem cabe a gestão das aquisições, mas a nível governamental houve a confirmação ao JN de que o processo não avançou.

O JN sabe que a nível dos helicópteros médios, os NH-90, as primeiras aeronaves não deverão chegar antes de 2012, após indecisões de quase quatro anos por parte da tutela quanto a pagamentos de tranches, e relativamente aos ligeiros ainda nem sequer está pronto o caderno de encargos para a abertura de concurso, não obstante o processo ter sido iniciado ainda com Paulo Portas na Defesa, em 2002.

Na altura tinha inclusive sido escolhido o EC-635, da Eurocopter, mas Portas suspendeu o concurso e o processo voltou à estaca zero, onde ainda se mantém. Nem os requisitos estão totalmente definidos, o que invalida a produção do caderno de encargos e, logo, o lançamento do concurso.

O processo continua nas mãos do Ministério da Defesa e sabe-se apenas que a aeronave irá servir a Força Aérea, a nível de instrução para substituir o Allouette III, e o Exército, também para instrução mas igualmente para reconhecimento e ligação. A nível do armamento a opção vai para uma metralhadora ligeira de 7,62 mm, mas já quanto a sensores para observação e reconhecimento não há ainda qualquer conclusão, o que obsta à definição concreta da missão e ao estabelecimento de uma plataforma de voo.

Os maiores problemas acabam por atingir os pilotos, uma vez que tinham perdido o ano passado todas as qualificações de voo, retomadas com horas contratadas pelo Exército à empresa privada Helisul. A formação operacional e de combate está agora a ser dada pelo Exército espanhol, segundo um protocolo que prevê a integração dos portugueses nas tropas espanholas durante dois anos, mas sempre revogável, uma vez que não há previsão para a chegada dos helicópteros.
www.jn.pt (http://www.jn.pt)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 22, 2008, 02:42:12 pm
Citação de: "nelson38899"
A nível do armamento a opção vai para uma metralhadora ligeira de 7,62 mm


Uma metralhadora ligeira de 7,62 mm e duas fisgas...é que mesmo que seja uma Minigun, além de ter um alcance eficaz mínimo, tem uma capacidade anti-material mínima e anti-carro inexistente...no mínimo exige-se um canhão de tiro rápido de 20mm ou 30mm....Porra, até o Alouette III tem o canhão de 20mm na versão "heli-canhão"...Esperemos que seja uma gaffe.
Título:
Enviado por: AC em Dezembro 23, 2008, 01:05:35 pm
No mínimo, é um facto confirmado que havia a intenção de instalar misseis anti-carro nos helicópteros ligeiros do UALE.

Logo, o mais provável é que seja de facto uma gaffe.
Título:
Enviado por: Ruger em Dezembro 30, 2008, 12:15:36 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "nelson38899"
A nível do armamento a opção vai para uma metralhadora ligeira de 7,62 mm

Uma metralhadora ligeira de 7,62 mm e duas fisgas...é que mesmo que seja uma Minigun, além de ter um alcance eficaz mínimo, tem uma capacidade anti-material mínima e anti-carro inexistente...no mínimo exige-se um canhão de tiro rápido de 20mm ou 30mm....Porra, até o Alouette III tem o canhão de 20mm na versão "heli-canhão"...Esperemos que seja uma gaffe.


Só agora há pouco tempo me registei, mas como o tópico permanece aberto gostava de fazer um reparo.
É certo que nao se usa já metralhadoras de 7,62mm, em aviação, mas o meu amigo está completamente enganado quanto ao poder destruidor de uma minigun. A "General Electric (X)M214 Minigun", é devastadora. Já a disparei de Helicoptero e sei do que falo. Claro que nao é eficaz contra blidagens de carros de combate mas quem disse que era essa a sua finalidade? E a guerra dos carros de combate já lá vai, isso é para alguns Generais que insistem na antiga doutrina.
Se usada para apoiar infantaria, contra abrigos, posições menos fortificadas, tropas em progressão, reconhecimento armado etc... é muito eficaz, aliás, se continua em produção é pq serve para aguma coisa.
É que aquela menina cospe 4000 por minuto, o primeiro meio segundo é a 2000, para nao bloquear o alimentador, e os restantes 2,5 sec a 4000/sec , cortando electricamente aos 3 segundos, para arefecimento dos canos. a cada 5 munições, uma é tracejante, deixando um rasto que permite manter o alvo sob fogo (apesar de haver um aparelho de pontaria montado a bordo). Se forem intercaladas munições explosivas, e/ou Perfurantes, a receita é letal caro Pereira Marques. Pode ser operada por um piloto ou montada na porta operada por um Gunner.
 :wink:

(http://www.militaryfactory.com/smallarms/imgs/minigun.jpg)[/img]
Título:
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 30, 2008, 01:24:45 pm
como sou um leigo na área dos calibres fiquei com a ideia que caso seja necessário atacar uma coluna de veículos blindados do tipo  M11 Panhard ou mesmo MRAP CATII, o heli não nos vai servir de muito pelo menos equipado com essas armas.
Título:
Enviado por: tyr em Dezembro 30, 2008, 02:12:18 pm
para atacar viaturas blindadas, exitem misseis anticarro e roquets, e os canhões tendem a ser de 25mm para cima (claro que duvido que uma Panhard M11 sobreviva a uma rajada de uma GECAL 50 com munições perfurantes).
a função de uma metrelhadora deste tipo é fogo supressivo (se atingir, porreiro, mas a função é despejar metal na direcção do inimigo que for, de modo a ele baixar a cabeça e não conseguir disparar de volta (pelo menos de forma ajustada)).
Título:
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 30, 2008, 02:35:13 pm
Citação de: "tyr"
para atacar viaturas blindadas, exitem misseis anticarro e roquets, e os canhões tendem a ser de 25mm para cima (claro que duvido que uma Panhard M11 sobreviva a uma rajada de uma GECAL 50 com munições perfurantes).
a função de uma metrelhadora deste tipo é fogo supressivo (se atingir, porreiro, mas a função é despejar metal na direcção do inimigo que for, de modo a ele baixar a cabeça e não conseguir disparar de volta (pelo menos de forma ajustada)).


concordo consigo, mas ter um heli apenas com capacidade de ataque a unidades não blindadas de infantaria acho muito pouco, pela simples razão de em caso de guerra fiquei com a ideia que os f16 vão ficar quase todos vocacionados para missões ar-ar. Por isso penso que um heli canhão daria muito jeito para fazer o ataque ás colunas blindadas do inimigo
Título:
Enviado por: tyr em Dezembro 30, 2008, 02:52:23 pm
se as missões do heli, não preverem ataque a colunas blindadas e podendo adaptar armas externas em pods (pois certamente terá essa hipotesse) para missões fora do seu ambito normal, não vejo nenhum problema.

pois num heli ligeiro (que se quer economico, sobretudo no consumo de combustivel), o recuo de um canhão de calibre consideravel a ser disparado da lateral, podera fomentar problemas estruturais e provocar problemas de estabilidade no voo.

Para um heli ligeiro, que sirva para reconhecimento, apoio de fogo e ligação, chega uma metrelhadora 7.62 e uns pods com foguetes (que podem ser foguetes anticarro se necessário), se a missão for anticarro no lugar dos pods com foguetes colocam se misseis anticarro.
pois não esquecer, que um heli para se defender de algo, tem uma solução melhor que o atacar, que é despejar fogo supressivo para cima da potencial ameaça enquanto atravessa o mais rapidamente possivel pela zona quente (e só faz isso se não o conseguir fazer desenfiado).
Título:
Enviado por: Ruger em Dezembro 30, 2008, 04:38:05 pm
Citação de: "tyr"
pois num heli ligeiro (que se quer economico, sobretudo no consumo de combustivel), o recuo de um canhão de calibre consideravel a ser disparado da lateral, podera fomentar problemas estruturais e provocar problemas de estabilidade no voo.

Para um heli ligeiro, que sirva para reconhecimento, apoio de fogo e ligação, chega uma metrelhadora 7.62 e uns pods com foguetes (que podem ser foguetes anticarro se necessário), se a missão for anticarro no lugar dos pods com foguetes colocam se misseis anticarro.
pois não esquecer, que um heli para se defender de algo, tem uma solução melhor que o atacar, que é despejar fogo supressivo para cima da potencial ameaça enquanto atravessa o mais rapidamente possivel pela zona quente (e só faz isso se não o conseguir fazer desenfiado).


Posso garantir-lhe q a questão de economia de combustivel é irrelevante.
A nao ser no plano de autonomia, o que em certas missoes faz alguma diferença.

essa do despejar fogo supressivo nao entendi. Um heli depois de detectado, nunca se expõe. Retira o mais rápido possivel. Não há cá combates ar-ar ou ar-terra tipo top gun.

A questão dos danos estruturais nem se coloca pois os engenheiros é q sabem (e bem) a exacta forma de colocação e em que aeronaves do tipo de armas que suportam.
Título:
Enviado por: raphael em Dezembro 30, 2008, 05:07:49 pm
a teoria do helicanhão teria a sua mais valia com uma arma deste género... :twisted:

http://www.liveleak.com/view?i=d6b_1195752536 (http://www.liveleak.com/view?i=d6b_1195752536)

http://www.liveleak.com/view?i=ec4_1195717757 (http://www.liveleak.com/view?i=ec4_1195717757)
Título:
Enviado por: tyr em Dezembro 30, 2008, 05:36:16 pm
Ruger, estou a tentar aplicar as doutrinas que conheço ao meio aeronautico (quando emboscado dentro de uma viatura, disparar enquanto "acelaramos" para fora da zona de morte), obviamente que o desenfiado é o melhor (como entre parentes mencionei), e o problema dos canhões, em helicopteros, ja li (não me lembro onde) das limitações dos mesmos e o motivo de os foguetes serem uma melhor opção (os foguetes, não têm recuo).
e o combustivel, estou a pensar no pior cenario, em que por algum motivo este esteja racionado (o que conhecendo as nossas forças armadas, é prefeitamente normal numa situação mais critica) e numa situação de guerra, numa frente, onde os abastecimentos tenham dificuldade em chegar, é muito provavel que tal aconteça.

O cenario que apresentei, estava a pensar num cenario tipo afeganistão (não todo, só certa parte), onde existem zonas com pontos que conseguem observar o nosso deslocamento durante kilometros (onde o voo desenfiado não é possivel) e onde poderia haver inimigos com armas com alcance e poder de fogo para nos atingir, mas nunca mencionei combate ar terra, mencionei fogo supressivo (o objectivo não é atingir, mas evitar ser atingido).
Título:
Enviado por: Ruger em Dezembro 31, 2008, 11:03:56 am
Amigo Tyr, está (a meu ver) correcto segundo esse ponto de vista.
Apenas um reparo.
Nunca se monta uma base avançada de Helicopteros para apoio aeréo proximo ou seja o que for, numa zona onde "os abastecimentos tenham dificuldade em chegar", ou a logística esteja posta em causa.
Não se pode correr o risco de ter meios tão valiosos, e tão vulneráveis ao mesmo tempo sujeitos á inoperacionalidade por falta de "sustento". O cálculo de uma posição destas é muito meticuloso e obriga a requisitos muito exigentes. Além da cadeia logística, há que ter em conta a meteorologia, Ventos, altitude, espaço, segurança, facilidade em retirar etc...

Os videos que o amigo Raphael aqui pôs demonstram bem o poder destruidor da Minigun (nas suas varias versões). Claro que há missões em que este canhão não chega, mas garanto que não há Chaimite, Panhard ou M113 (dos q temos cá pelo menos) que resistam.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 31, 2008, 11:12:51 am
Citação de: "Ruger"

Os videos que o amigo Raphael aqui pôs demonstram bem o poder destruidor da Minigun (nas suas varias versões). Claro que há missões em que este canhão não chega, mas garanto que não há Chaimite, Panhard ou M113 (dos q temos cá pelo menos) que resistam.


O problema é que em caso de guerra nós vamos ter que combater contra veículos com maior grau de blindagem e aí na minha opinião podia-se equipar o heli com uma  GAU-19 Gatling gun de 12.7mm, pelo menos assim tinha mais algum poder de fogo.
Título:
Enviado por: LM em Dezembro 31, 2008, 12:26:32 pm
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Ruger"

Os videos que o amigo Raphael aqui pôs demonstram bem o poder destruidor da Minigun (nas suas varias versões). Claro que há missões em que este canhão não chega, mas garanto que não há Chaimite, Panhard ou M113 (dos q temos cá pelo menos) que resistam.

O problema é que em caso de guerra nós vamos ter que combater contra veículos com maior grau de blindagem e aí na minha opinião podia-se equipar o heli com uma  GAU-19 Gatling gun de 12.7mm, pelo menos assim tinha mais algum poder de fogo.


Não estou ver quem iremos combater com mais blindagem, mas vou supor que será Marrocos... mas o importante é que estes heli's não são de ataque (se fosse isso que queriamos estariamos a escolher Cobras, Apaches, etc..), esta não é a sua missão principal, pelo que não podemos querer que destruam LeoA6...
Título:
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 31, 2008, 12:42:39 pm
Citação de: "LM"
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Ruger"

Os videos que o amigo Raphael aqui pôs demonstram bem o poder destruidor da Minigun (nas suas varias versões). Claro que há missões em que este canhão não chega, mas garanto que não há Chaimite, Panhard ou M113 (dos q temos cá pelo menos) que resistam.

O problema é que em caso de guerra nós vamos ter que combater contra veículos com maior grau de blindagem e aí na minha opinião podia-se equipar o heli com uma  GAU-19 Gatling gun de 12.7mm, pelo menos assim tinha mais algum poder de fogo.

Não estou ver quem iremos combater com mais blindagem, mas vou supor que será Marrocos... mas o importante é que estes heli's não são de ataque (se fosse isso que queriamos estariamos a escolher Cobras, Apaches, etc..), esta não é a sua missão principal, pelo que não podemos querer que destruam LeoA6...


eu estou me a referir a veículo similar a este
(http://www.motorspain.com/wp-content/uploads/2007/12/iveco-lvm-01.jpg)

e não a nenhum carro de combate, pois são este tipo de unidades equipadas com este veiculo que na minha opinião deve ser combatidas pelo heli ligeiro.
Título:
Enviado por: tyr em Dezembro 31, 2008, 12:53:08 pm
se for dada a um heli ligeiro a missão de atacar uma coluna de viaturas desse tipo, o mais certo é colocarem lhe para a missão o armamento adequado (pods externos, possivelmente com roquets e/ou com  metrelhadora(s) 12.7 ou canhão(s) 20 mm)
Título:
Enviado por: tyr em Dezembro 31, 2008, 12:55:33 pm
mas essa armamento, não seria o armamento normal, pois não esta dentro das necessidades das missões atribuidas aos mesmos (mais provavel, seria o heli ligeiro funcionar como OAV para um outro sistema de armas).
Título:
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 31, 2008, 12:59:24 pm
Citação de: "tyr"
se for dada a um heli ligeiro a missão de atacar uma coluna de viaturas desse tipo, o mais certo é colocarem lhe para a missão o armamento adequado (pods externos, possivelmente com roquets e/ou com  metralhadora(s) 12.7 ou canhão(s) 20 mm)


Mas mesmo assim acho que o armamento orgânico do heli deveria ser  a metralhadora 12.7 mm e não só usada em pods, pelo menos assim o heli poderia em caso de necessidade atacar casas ou zonas fortificadas sem necessidade de alteração de equipamento ou aumento de peso, pois por cada pod usado o heli aumenta de peso, logo é necessário mais combustível para efectuar a missão
Título: Re: GALE
Enviado por: PereiraMarques em Abril 29, 2010, 09:43:26 am
Citar
Despacho n.º 7514/2010

1 — De acordo com o disposto no Memorando de Entendimento The
Design and Development, Production and In -Service Support Phase of
the NATO Helicopter for the 90s (NH 90 General MOU), assinado em
Dezembro de 1990 e Janeiro de 1991, e da respectiva emenda, da qual
resulta a adesão de Portugal, em 21 de Junho de 2001, nomeio para o
cargo do Portuguese NH90 Head of Delegation o major -general João
Ernesto Vela Bastos em substituição do major -general António Duarte
Mendes Correia.

2 — O presente despacho produz efeitos a 3 de Maio de 2010.
16 de Abril de 2010. — O Ministro da Defesa Nacional, Augusto
Ernesto Santos Silva.
Título: Re: GALE
Enviado por: Duarte em Abril 29, 2010, 02:40:41 pm
O GALE sempre vai mantendo alguns generais ocupados..
 :roll:
Título: Re: GALE
Enviado por: pn84 em Agosto 11, 2010, 02:06:15 pm
Olá a todos, finalmente parece que a coisa está a andar :G-beer2:

Citar
Posted on August 10, 2010 by worldef
NH Industries has started to build the first NH 90 TTH (Tactical Transport Helicopter) medium tactical transport helicopter for the Portuguese Army (Exército Português) at AgustaWestland plant in Vergiate (Italy).

The Portuguese Army UALE (Unidade de Aviação Ligeira do Exército) light aviation unit will receive a total of 10 helicopters from 2012. According the new schedule, the last unit will be delivered in 2017. The programme conducted by the NAHEMA (NATO Helicopter Management Agency) agency representing France, Germany, Italy, The Netherlands and Portugal first planned the delivery of the Portuguese helicopter from 2008 to 2012 but due to delays with the development of the helicopter type, the schedule has been postponed to the 2012-2014 timeframe. The last schedule covers deliveries to be held from 2012 to 2017.

Portugal has a share of 1.2% on the global programme and has formally ordered the 10 helicopter in June of 2001.

AgustaWestland, EADS Eurocopter and Fokker Aerostructures are the main contractors for the NH 90 project who cover deliveries of NH 90 TTH and NH 90 NFH (NATO Frigate Helicopter) helicopters to countries like France, Netherlands, Portugal, Spain, Germany, Italy, Greece, Finland, Oman, Norway, Finland, Australia, Sweden and New Zealand
Fonte: PoADU Portuguese Aerospace & Defence Update
Título: Re: GALE
Enviado por: Cláudio C. em Agosto 17, 2010, 07:29:03 pm
Será mesmo??? Ate custa acreditar, assim sendo fica a faltar o concurso para o helicóptero ligeiro (aw 109LUH?)...

Saudações
Título: Re: GALE
Enviado por: armando30 em Outubro 09, 2010, 05:28:04 pm
talvez aqueles que o Paulo Portas negociou quando era Ministro da Defesa e que nunca chegaram a ser comprados.
ele negociou-os com uma empresa alemã, não sei qual pois não me lembro de ter ouvido o nome da empresa mas acho que tinha algo a ver com a mesma dos submarinos, na mesma altura que negociou os submarinos. na altura falou-se que alguns seriam equipados com rockets para servir como helicóptero de ataque ligeiro.

não sei qual o modelo que foi proposto mas sei que era alemão e na altura em que foram negociados foi um assunto muito falado nos jornais.

quem se lembrar dessa notícia pode dizer qual era o modelo.

está neste link um artigo sobre o concurso dos helicópteros que o Portas lançou quando estava no governo:

http://joaotilly.weblog.com.pt/arquivo/273025.html
Título: Re: GALE
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 09, 2010, 05:37:50 pm
Os helis que tinham sido adquiridos eram os Eurocopter EC635. Esses helis não foram aceites por causa dos atrasos continuos para serem fabricados e pela falta de homolgação militar (nem podia levar misseis). esses mesmos helis foram vendidos pela Eurocopter à Jordânia.
Título: Re:
Enviado por: brunopinto90 em Outubro 10, 2010, 02:04:50 pm
Citação de: "old"
Citação de: "ruben lopes"
Aqui tem que se falar mais nos helis de ataque, meus amigos :wink:

Me parece que no.



*Tigre HAP (Francia) 35/30 Mio Dólares
* Tigre ARH (Australia) 36 Mio Dólares
* Tigre HAD (España/Francia) 44/4 Mio Dólares
* Tigre UHT  (Alemania)38/43 Mio Dólares
* Apache Longbow 48/52 Mio Dólares

onde e viste isso, o heli mais caro do mundo até ao momento sem contar com o V22 (nao e heli) e o Super Cougar 50M$
o apache e pa ai uns 17M$ o longbow no wikipedia tu ves os preços e se leres aparece propostas que aconteceram mesmo aquilo diz o custo de todas as unidades e depois vez mas 52M e absurdo e vi que esses tigers tão certos eu vi esses no wiki.
e o melhor heli de ataque que portugal podia ter era a129 mangusta ou o tiger UHT
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: brunopinto90 em Outubro 10, 2010, 02:17:08 pm
IAR 330 Puma  e uma aeronave boa e moderna
Não é para o UALE
è so para vos mostrar

Sabiam que uma variante do PUMA, o ORYX era pa ir para portugal
Uma empresa ia pagar essa modernização a FAP
Vejam na wiki (ORYX HELICOPTER)
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 10, 2010, 02:55:16 pm
Devemos ler coisas muito diferentes, o que diz é que a modernização dos Puma foi utilizada como "fachada" para a modernização dos Puma Sul-Africanos (ou Oryx, se preferirem), não existe referências à possível compra de Oryx por parte de Portugal.

Citar
In early April 1986 Armscor set about a clandestine project to acquire the Makila turboshaft engines which had already been successfully flown on the SA 330R and the development of the Super Puma. In a complex operation believed to involve Beverley Securities Incorporated, Aerospatiale, Portuguese Air Force, Indep and Ogma; Armscor agreed to pay for the upgrade of the Portuguese Air Force Puma’s which entailed fitting Makila 1A turboshafts to the standard Puma airframe. This upgrade package was supplied in “kit” form by Aerospatiale. This deal was worth about $3 billion and Aerospatiale continued delivering these “kits” to Portugal where, apart from those used by the Portuguese upgrade the rest were delivered to South Africa via a front company in Zaire over a five year period.
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: brunopinto90 em Outubro 10, 2010, 02:59:11 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Devemos ler coisas muito diferentes, o que diz é que a modernização dos Puma foi utilizada como "fachada" para a modernização dos Puma Sul-Africanos (ou Oryx, se preferirem), não existe referências à possível compra de Oryx por parte de Portugal.

Citar
In early April 1986 Armscor set about a clandestine project to acquire the Makila turboshaft engines which had already been successfully flown on the SA 330R and the development of the Super Puma. In a complex operation believed to involve Beverley Securities Incorporated, Aerospatiale, Portuguese Air Force, Indep and Ogma; Armscor agreed to pay for the upgrade of the Portuguese Air Force Puma’s which entailed fitting Makila 1A turboshafts to the standard Puma airframe. This upgrade package was supplied in “kit” form by Aerospatiale. This deal was worth about $3 billion and Aerospatiale continued delivering these “kits” to Portugal where, apart from those used by the Portuguese upgrade the rest were delivered to South Africa via a front company in Zaire over a five year period.

Sim eu so li o upgarde e isso não li tudo mas seria bom que os puma fossem modernizados
para o ORYX ou para os IAR 330
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 10, 2010, 03:09:50 pm
Caríssimo, mas essa modernização foi efectivamente feita nos Pumas Portugueses em meados da década de 80, os nossos Puma não são os Puma original da década de 70.

Já que está numa de wikipedia:

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Em 1970, a Força Aérea Portuguesa adquiriu 13 Pumas, devido à necessidade de maior capacidade de transporte durante a Guerra do Ultramar - 18/20 homens, um número bastante superior aos 5 passageiros possíveis com os Alouette III, o que aumentou significativamente a mobilidade do Exército Português. Seis unidades destinaram-se aos conflitos em Moçambique. Foram intensivamente utilizados pelas Forças Especiais em Angola, nomeadamente na intersecção de colunas de guerrilheiros vindos das fronteiras do Congo e da Zâmbia, servindo também na evacuação sanitária e apoio logístico.

O primeiro voo operacional do Puma foi a 23 de outubro de 1970, em missão de transporte de manobra (TMAN), em Santa Eulália, no norte de Angola.

Os "Puma" foram alvo de três actualizações desde do fim da guerra em África:

1.Transformação em aparelho SAR com a introdução do radar Omera ORB-31.
Portugal foi o único país a equipar o SA-330 com o radar ORB-31. Este radar possui a capacidade, tal como o ORB-31D, para lançar e guiar mísseis Exocet.
2.Equipamentos autónomos de navegação e estacionário automático.
3.Novos motores Makila.

O "Puma" foi retirado oficialmente do serviço, no território continental de Portugal, a 3 de fevereiro de 2006, no mesmo dia em que as primeiras unidades do seu sucessor (EH-101 Merlin) entraram ao serviço em missões de Busca e Salvamento. Até final de novembro de 2006 alguns dos "Puma" continuam ao serviço na Base Aérea das Lajes, momento a partir do qual os (EH-101 Merlin) os substiturão em missões operacionais.

Em 24 de setembro de 2008 os Pumas foram reactivados para a missão anteriormente desempenhada pela Esquadra 711 reabilitando-se quatro helicópteros na também reactivada Esquadra 752 "PUMAS".

http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A9ros ... A-330_Puma (http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A9rospatiale_SA-330_Puma)

De qualquer maneira como essa modernização já foi feita à cerca de 25 anos, o resultado final é os Pumas Portugueses irem irremediavelmente para a sucata. Nomeadamente face às últimas declarações de responsáveis da FAP:

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Publicado: 2010-09-17 15:48:21 | Actualizado: 2010-09-17 16:02:38

Até ao final do ano [de 2010], os helicópteros Puma, ao serviço da Força Aérea nos Açores, deverão deixar o arquipélago e ser, definitivamente, substituídos pelos Merlin.

A garantia foi deixada esta Sexta-feira pelo novo Comandante da Zona Aérea dos Açores, Major-General Teixeira Rolo.

No final da audiência com o Presidente do Governo, Teixeira Rolo explicou que, "por razões de segurança, nunca ficará, apenas, um único aparelho na Região".

http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?arti ... 7&visual=3 (http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=17255&layout=10&tm=7&visual=3)
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: tyr em Outubro 10, 2010, 03:43:16 pm
BrunoPinto90, não acredites em tudo o que lês na wikipedia, 90% do que lá esta escrito, foi escrito por curiosos e gradualmente corrigido por outros curiosos (é o reino do amadorismo).
Em grande parte das paginas da wiki que vou e das quais tenho conhecimentos, encontro erros e/ou deturpações.
A wiki é uma optima fonte de informação, mas tem que ser consultada sabendo que não foi escrita por ninhum expert, nem verificado por um painel de experts (como acontece por exemplo com algumas publicações (e mesmo estas ocasionalmente têm erros :P )).
Ou seja usa a fonte da wiki (ou de qualquer outra fonte não credenciada online) como uma base para aprofundar e não como uma verdade.
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: brunopinto90 em Outubro 10, 2010, 04:05:18 pm
Citação de: "tyr"
BrunoPinto90, não acredites em tudo o que lês na wikipedia, 90% do que lá esta escrito, foi escrito por curiosos e gradualmente corrigido por outros curiosos (é o reino do amadorismo).
Em grande parte das paginas da wiki que vou e das quais tenho conhecimentos, encontro erros e/ou deturpações.
A wiki é uma optima fonte de informação, mas tem que ser consultada sabendo que não foi escrita por ninhum expert, nem verificado por um painel de experts (como acontece por exemplo com algumas publicações (e mesmo estas ocasionalmente têm erros :P )).
Ou seja usa a fonte da wiki (ou de qualquer outra fonte não credenciada online) como uma base para aprofundar e não como uma verdade.

Mas em questao dos preços o apache e abusrdo 52M$
é cerca de 18M$ eu vi isso no wiki e num site em que mostrou um contracto e deu 15,7M tal e qual como no wiki
e modernizaçao da 18 ate mesmo 20 mas nao da 52M neste caso o wiki esta bem
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: tyr em Outubro 10, 2010, 04:18:19 pm
Não sei se o site que viste esta certo ou se a wiki esta certa, tanto pode como não pode (e até podem estar os dois certos).
Mas sei que o custo de um equipamento comprado por um pais diferente daquele que o produz é dependente das relações, alianças e contrapartidas negociadas entre os dois paises. Para alem de que com a quantidade o preço baixa. E o preço tambem varia com os acordos de manutenção dos equipamentos.

Por exemplo portugal ha uns anos recusou AH1 cobra dados (de borla), porque fez as contas ao preço de os manter e viu que a factura era muito alta e a relação a medio (para não dizer curto) prazo de custo beneficio era claramente negativa.
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: typhonman em Outubro 10, 2010, 05:20:13 pm
Citação de: "tyr"
Não sei se o site que viste esta certo ou se a wiki esta certa, tanto pode como não pode (e até podem estar os dois certos).
Mas sei que o custo de um equipamento comprado por um pais diferente daquele que o produz é dependente das relações, alianças e contrapartidas negociadas entre os dois paises. Para alem de que com a quantidade o preço baixa. E o preço tambem varia com os acordos de manutenção dos equipamentos.

Por exemplo portugal ha uns anos recusou AH1 cobra dados (de borla), porque fez as contas ao preço de os manter e viu que a factura era muito alta e a relação a medio (para não dizer curto) prazo de custo beneficio era claramente negativa.

Isso não foi no inicio dos anos 90?seriam destinados ao Exército não era ?
Título: Re: O GALE - missões, organização, aeronaves
Enviado por: brunopinto90 em Outubro 10, 2010, 05:27:08 pm
Citação de: "tyr"
Não sei se o site que viste esta certo ou se a wiki esta certa, tanto pode como não pode (e até podem estar os dois certos).
Mas sei que o custo de um equipamento comprado por um pais diferente daquele que o produz é dependente das relações, alianças e contrapartidas negociadas entre os dois paises. Para alem de que com a quantidade o preço baixa. E o preço tambem varia com os acordos de manutenção dos equipamentos.

Por exemplo portugal ha uns anos recusou AH1 cobra dados (de borla), porque fez as contas ao preço de os manter e viu que a factura era muito alta e a relação a medio (para não dizer curto) prazo de custo beneficio era claramente negativa.

preços unidade nao tem manutençao nem contrapartidas
eu estou a dizer o preço por cada unidade no o contracto nem que fosse 20M e que subisse para sei la 30M, 52 M era absurdo o heli mais caro do mundo
e o Super Cougar e é de 50M dolares
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PCartCast em Abril 13, 2011, 12:52:06 pm
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Defesa: Contrato foi assinado em 2001 e gerou polémica nas Forças Armadas
Helicópteros vão custar 500 milhões

A compra e manutenção de dez helicópteros para o Exército, que estão a ser produzidos no âmbito de um programa cooperativo da NATO, vão custar a Portugal cerca de 500 milhões de euros.


Cada heli NH 90, cuja aquisição foi alvo de forte polémica entre o Exército e a Força Aérea, implicará uma despesa de 50 milhões de euros. Por dificuldades financeiras do País, a entrega dos helis já foi adiada três vezes desde 2006.

O preço de aquisição dos dez helicópteros ascende, nos termos do contrato assinado em 2001, a 230 milhões de euros. Mas, segundo fonte conhecedora do processo, a este valor acresce ainda uma despesa de quase 270 milhões de euros com a manutenção do equipamento em trinta anos, peças sobresselentes, certificação de pilotos e de mecânicos.

No final de Março, e também em 5 de Abril último, o CM questionou o Ministério da Defesa sobre o custo total da operação, mas, até ao fecho desta edição, não obteve respostas. O Exército remete para o ministério de Santos Silva as respostas às questões financeiras sobre os helicópteros.

Para já, o Ministério da Defesa assume que, "tendo em conta o Programa de Estabilidade e Crescimento, no que se refere ao corte de 40% na LPM, tornou-se imperativa uma recalendarização do plano de entregas a Portugal dos helicópteros NH 90". E garante que isso "não acarreta penalizações financeiras para o Estado e que se apresenta como a solução mais adequada à produção e edificação das capacidades inerentes às aquisições".

NH 90 CHEGAM ATÉ 2017

A entrega dos helicópteros NH 90 a Portugal vai decorrer, segundo o novo calendário, entre 2012 e 2017. O equipamento irá ser entregue ao Exército justamente numa altura em que o País atravessa uma das mais graves crises financeiras dos últimos 150 anos.

O Ministério da Defesa assume que o primeiro helicóptero será entregue em 2012. Os helicópteros vão ficar sediados em Tancos, na antiga base da Força Aérea Portuguesa.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/notic ... 00-milhoes (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/helicopteros-vao-custar-500-milhoes)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Abril 13, 2011, 03:52:34 pm
Citação de: "Correio da Manhã"
O Ministério da Defesa assume que o primeiro helicóptero será entregue em 2012. Os helicópteros vão ficar sediados em Tancos, na antiga base da Força Aérea Portuguesa.
2012? Mas afinal não tinham adiado a entrega dos nossos NH-90 para 2014?

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: GI Jorge em Abril 13, 2011, 05:02:40 pm
Bem, eu parei de ler noticias (ou pelo menos, de dar importância) de foro militar em jornais, revistas e outros media portugueses exactamente por isto. Só para vender jornais, é usado um titulo destes, que dá logo uma gravidade enorme à noticia, exactamente onde ela não existe. Depois, usam-se pequenos truques para causar polémica, e consequentemente vender mais. E por fim, referem-se valores que parecem exagerados, mas que espremidos, são bastante reduzidos.
E depois a ignorância dos comentários só prova que "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão".
Assim, posso concluir que se a noticia for bem espremida, o seu valor é pouco mais do que zero. Mas pronto, estamos em Portugal, por isso para quê pensar muito?   :roll:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Desertas em Abril 13, 2011, 06:26:41 pm
Esta notícia é antes das eleições. Depois das mesmas provavelmente vão cancelar o programa ou reduzi-lo .
Ainda alguém acredita neste Governo ?

Um Abraço
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Camuflage em Abril 13, 2011, 07:08:30 pm
Quando entregarem o ultimo heli já podem preparar-se para comprar novos.  :lol:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Abril 13, 2011, 10:42:17 pm
Continuo sem perceber porque vamos comprar helis a 50 milhões de euros/unidade, quando o UH-60M Black Hawk, por 15 a 20 milhões faz o mesmo....Pondendo ser adquirida a versão naval SH-60...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Camuflage em Abril 13, 2011, 11:17:53 pm
Faz o mesmo, mas as contrapartidas (para os negociantes) podem não ser as mesmas. :)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: LuisC em Abril 14, 2011, 01:19:39 am
Pelo que entendo, o preço unitário do NH-90 é de 23 milhões de euros. O restante valor, sendo quase todo relativo à manutenção e peças sobresselentes, será despendido ao longo de 30 anos de operação dos aparelhos.

Os 500 milhões de euros são para o sensacionalismo.

Até porque, apresentando as contas desta forma, e a título de mero exemplo, os submarinos teriam custado muito mais que os 1000 milhões de euros.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: chaimites em Abril 14, 2011, 03:46:44 pm
Citar
Por exemplo portugal ha uns anos recusou AH1 cobra dados (de borla), porque fez as contas ao preço de os manter e viu que a factura era muito alta e a relação a medio (para não dizer curto) prazo de custo beneficio era claramente negativa.

somos mesmo um pais de Otarios!

vendidos no mercado negro em peças davam bom dinheiro! :mrgreen:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Abril 14, 2011, 03:58:15 pm
Vendia-se ao Irão, não é?

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: chaimites em Abril 14, 2011, 04:09:02 pm
No actual estado do pais ate podiamos vender os Pod´s, para os rebeldes Libios montarem nas Pickup´s  :mrgreen:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: chaimites em Abril 14, 2011, 04:36:59 pm
Citação de: "Get_It"
Vendia-se ao Irão, não é?

Cumprimentos,

Get It:

E melhor usarmos um pouco de humor pois as coisas estao a ficar negras neste pais a beira mar plantado!
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ICE 1A+ em Abril 15, 2011, 02:25:31 pm
O   novo  AH-1Z  viper  poderia servir tanto no exercito como na marinha!

Armanento:

1 x 20 mm (0.787 in) M197 3-barreled gatling cannon in the A/A49E-7 turret (750 round ammo capacity)
Hardpoints: Up to 6 pylon stations on stub wing
Rockets: 2.75 in (70 mm) Hydra 70 rockets – Mounted in LAU-68C/A (7 shot) or LAU-61D/A (19 shot) launchers
Missiles:
AIM-9 Sidewinder air-to-air missiles – 1 mounted on each wing tip station (total of 2)
AGM-114 Hellfire air-to-surface missiles – Up to 16 missiles mounted in four 4-round M272 missile launchers, two on each wing
 
preço. 30  milhoes US$

http://youtu.be/F98f03ffkto

http://youtu.be/6JCy_Vip90w
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 15, 2011, 02:40:36 pm
Não é nem nunca foi intenção do Exército ter um aparelho desses. Falou-se à uns anos atrás de helicopteros desse tipo para a FAP, para substituir os Alpha Jet na função de Apoio Aéreo ligeiro, mas entretanto o mesmo foi subsitutuido pelo F-16.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Abril 15, 2011, 03:02:02 pm
A questão é que no final dos anos 80, princípio dos anos 90, os EUA estavam dispostos a ceder-nos cerca de 50 helicópteros, a maioria UH-1H Huey (ou Iroquios), mas também alguns AH-1S Cobra. A questão é que eram aeronaves já com tantas horas de voo que a esmagadora maioria voava dois ou três anos e estavam logo prontas para ir para a sucata ou para serem "canibilizadas" para manter as restantes a voar...Portanto o Exército descartou logo essa situação...

Situação semelhante com os Hawk, que seriam apenas uma bateria e da versão mais antiga, não a versão "Improved Hawk"...em alternativa vieram várias baterias de Chaparral...que também já eram praticamente "sucata" mas sempre vieram em maior quantidade de forma a manter várias baterias e algumas peças em reserva/"canibalização".
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Abril 16, 2011, 06:24:23 pm
É sempre a mesma sina a nossa...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Maio 23, 2011, 10:22:10 am
Citar
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL
Gabinete do Ministro
Despacho n.º 7536/2011

Considerando a importância e a necessidade de adquirir sistemas de comunicações («rádios») definidos como material government furnished equipment (GFE) para os helicópteros NH90 destinados ao Exército Português, no âmbito do projecto internacional cooperativo desenvolvido pela Agência NATO NAHEMA, da qual Portugal é membro;

Considerando que se encontram do antecedente definidos os requisitos operacionais e técnicos, tendo em vista as premissas relativas à interoperabilidade com os sistemas de comunicações existentes, a comunalidade com outras configurações e frotas e a unicidade de fornecedor por forma a se dispor de um sistema integrado e coerente;

Considerando que a configuração nacional segue na máxima extensão possível a configuração adoptada por Itália, advindo daí economias de recursos financeiros, materiais e humanos e conferindo uma maior flexibilidade a gestão do projecto;
Considerando que os sistemas qualificados para configuração adoptada como nacional são exclusivamente fabricados e fornecidos pela firma SELEX Communications, S. p. A., o que consubstancia o procedimento por ajuste directo previsto na alínea e) do n.º 1 do artigo 24.º do Código dos Contratos Públicos (CCP);

Considerando que a indústria nacional não dispõe de equipamento equivalente capaz de satisfazer os requisitos nem de desenvolver ou participar em projectos de desenvolvimentos com vista ao fornecimento em tempo deste tipo de sistema;

Considerando que a Lei n.º 4/2006, de 29 de Agosto, prevê financiamento para aquisição dos rádios para os helicópteros NH90 destinados ao Exército Português e que o processo de revisão a decorrer mantém esse financiamento de acordo com o calendário de entregas dos helicópteros:

Determino, nos termos do disposto nas alíneas c) do n.º 3 do artigo 17.º do Decreto -Lei n.º 197/99, de 8 de Junho, e e) do n.º 1 do artigo 24.º, no artigo 36.º e na alínea a) do n.º 1 e no n.º 2 do artigo 40.º do CCP, o seguinte:

1 — Autorizo a abertura do procedimento de ajuste directo, ao abrigo da alínea e) do n.º 1 do artigo 24.º do CCP, relativo à aquisição dos equipamentos de rádio, material GFE, à firma SELEX Communications, S. p. A., para equipar os helicópteros NH90, com fundamento na sua aptidão técnica, cujo preço base não deve exceder os € 9 000 000.

2 — A despesa referida no número anterior, no valor máximo de € 9 000 000, tem cabimento na Lei n.º 4/2006 — LPM, capítulo OSC, medida n.º 02 — Capacidades conjuntas, projecto helicópteros, sub-projecto Heiis NH -90.

3 — Aprovo o convite e caderno de encargos em anexo ao ofício n.º 5501/DGAIED, de 22 de Outubro de 2010, referente «ao Programa NH90 — Aquisição de equipamentos de sistemas de comunicações definidos como material GFE, para equipar os helicópteros NH90» que foram por mim rubricados.

4 — Delego no chefe do Estado -Maior do Exército, com possibilidade de subdelegação, a competência para a prática dos actos de procedimento pré -contratual que competem ao órgão competente para a decisão de contratar, designadamente os previstos nos artigos 50.º, 61.º, 64.º, 73.º, 98.º e 106.º, todos do CCP.

5 — O presente despacho produz efeitos na data da sua assinatura.
10 de Janeiro de 2011.

— O Ministro da Defesa Nacional,
Augusto Ernesto Santos Silva.

http://dre.pt/pdf2sdip/2011/05/099000000/2208222083.pdf (http://dre.pt/pdf2sdip/2011/05/099000000/2208222083.pdf)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 25, 2011, 01:00:32 pm
Citar
Helicópteros do Exército

Então temos as comunicações assentes na solução da EID e da R&S e o exercito compra Selex?

Pois, mas eles vão sair e que melhor do que ganhar umas coroas por fora... :evil:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Maio 25, 2011, 02:57:34 pm
Citar
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL
Gabinete do Ministro
Despacho n.º 7648/2011

Considerando a necessidade de adoptar regras no tratamento das
facturas respeitantes ao programa NH90, em particular no que respeita
ao regime de IVA aplicável;

E tendo presente os esclarecimentos prestados pelo Ministério das
Finanças em 14 de Abril de 2011 relativamente a esta matéria:
Determino, de acordo com o disposto na alínea o) do n.º 3 do ar-
tigo 14.º da Lei de Defesa Nacional — Lei Orgânica n.º 1 -B/2009, de
7 de Julho, o seguinte:

a) Aprovo a agreement letter concerning the new VAT rules no âmbito
do programa NH90, em anexo ao ofício n.º 5415/DGAIED, de 20 de
Outubro de 2010;

b) Delego, ao abrigo dos artigos 35.º a 40.º do Código do Procedi-
mento Administrativo, aprovado pelo Decreto  -Lei n.º 442/91, de 15 de
Novembro, e ao abrigo do disposto no artigo 9.º da Lei n.º 2/2004, de 15
de Janeiro, alterada pela Lei n.º 51/2005, de 30 de Agosto, no director-
-geral do Armamento e Infra  -Estruturas de Defesa vice  -almirante Carlos
Alberto Veigas Filipe a competência para a assinatura do agreement
letter concerning the new VAT rules.

12 de Maio de 2011. — O Ministro da Defesa Nacional, Augusto
Ernesto Santos Silva.

http://dre.pt/pdf2sdip/2011/05/101000000/2247222472.pdf (http://dre.pt/pdf2sdip/2011/05/101000000/2247222472.pdf)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Julho 19, 2011, 09:56:44 pm
Já se sabe qual será o esquema táctico de camuflagem nos NH-90 ?
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Julho 19, 2011, 10:05:50 pm
http://www.exercito.pt/sites/JE/Publica ... 7JUL10.pdf (http://www.exercito.pt/sites/JE/Publicacoes/Documents/JE597JUL10.pdf)

Já vi pela maquete que será totalmente verde....
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: HSMW em Julho 19, 2011, 10:20:07 pm
Talvez... Fico à espera para ver.
Sentado...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 11, 2011, 03:47:49 pm
Ainda sobre o que é que estão a fazer os pilotos do Exército...

Citar
01-08-2011  
Voo por instrumentos a Portugal  

Aterrou no Aeródromo Militar de Tancos, no passado dia 01 de Agosto, um helicóptero Cougar AS-532 das Fuerzas Aeromóviles del Ejército de Tierra (FAMET), mais especificamente do BHELMA III, um batalhão localizado em Logroño. Tratou-se de uma missão de voo por instrumentos para a manutenção das qualificações Instrument Flight Rules (IFR) dos pilotos daquela unidade de helicópteros Espanhola. A tripulação era constituída pelos Majores Pilotos Aviadores Moreira e Machado, oficiais Portugueses a prestarem serviço nas FAMET, pelo Capitão piloto aviador Espanhol Rocha e pela sargento Espanhola mecânico de Aeronáutica Salido.

(http://www.exercito.pt/sites/UALE/Actividades/PublishingImages/Voo%20por%20instrumentos%20a%20Portugal.gif)

http://www.exercito.pt/sites/UALE/Activ ... tugal.aspx (http://www.exercito.pt/sites/UALE/Actividades/Paginas/vooporinstrumentosaportugal.aspx)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Trafaria em Agosto 24, 2011, 07:28:39 pm
Citar
A tripulação era constituída pelos Majores Pilotos Aviadores Moreira e Machado, oficiais Portugueses a prestarem serviço nas FAMET
Será que o exercito espanhol se transformou numa imensa legião? Já admitem estrangeiros, oficiais de outros exércitos e tudo... hahaha
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: HSMW em Setembro 01, 2011, 10:40:37 am
(http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2011/06/HA-1-Fennec_3%C2%B0BAvEx1.jpg)
Por mim era isto. Dá para heli ligeiro, apoio e combate aos fogos!
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Setembro 01, 2011, 11:28:32 pm
a UALE num futuro proximo :twisted:

Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 02, 2011, 11:00:05 am
Estás maluco? Ainda alguma menino/a metia um processo contra os instrutores por excesso de pressão psicológica! :roll:  :oops:

O pessoal da GALE que eu via no meu tempo era uns arremachos que lá andavam na BAI sem muito para fazer (se calhar eles diziam o mesmo do pessoal da ETAT).
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Outubro 08, 2011, 10:15:37 pm
Citar
4. Por Despacho de 08Ago06 do General CEME foi aprovado o Quadro Orgânico de Pessoal da UALE (QO 33.0.09);
A UALE opera o Aeródromo Militar de Tancos (AMT) e é organicamente constituída pela Unidade de Apoio (UnAp), de que fazem parte o Esquadrão de Serviços (EsqSvç), o Esquadrão de Comando (EsqCmd) e o Esquadrão de Apoio de Aeródromo (EsqAA) e pelas seguintes Unidades Operacionais: Grupo de Helicópteros do Exército (GHE/BrigRR), Companhia de Comando e Serviços (CCS/BrigRR) e Companhia de Transmissões (CTm/BrigRR);
O Exército está pronto a receber, operar e manter o primeiro dos dez helicópteros NH-90, em Dezembro de 2012, a partir de uma Main Operating Base (MOB) em Itália e para, a partir da recepção da segunda aeronave, em Julho de 2013, trazer as duas para Território Nacional e garantir a sua operação, sustentação e manutenção a partir do Aeródromo Militar de Tancos. A partir de 2014 e até 2017 está prevista a recepção dos restantes oito helicópteros NH-90, num total de uma frota de dez aeronaves, constituindo-se a UALE como a MOB dos helicópteros do Exército.
 

in exercito.pt
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: nelson38899 em Outubro 12, 2011, 04:27:17 pm
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O ministro da Defesa revelou hoje que a compra de helicópteros NH-90 para o Exército vai ser renegociada no âmbito dos constrangimentos orçamentais e que a possibilidade de participação nacional no projecto dos KC-390 passou para a tutela da Economia.

"Os NH-90 é um dos programas que está a ser avaliado e nas várias componentes que ele tem. Não se pode esquecer que há contratos assinados, há desejos e obrigações jurídicas assumidas e é preciso encontrar a bissetriz entre essas duas realidades. O que posso dizer é que a necessidade de negociar existe e ela acontecerá. Darei em momento oportuno nota da sua conclusão", afirmou José Pedro Aguiar-Branco na comissão parlamentar de Defesa Nacional e em resposta a uma questão colocada pelo deputado do PCP Jorge Machado.

O deputado comunista questionou o ministro sobre o que pretendia fazer em relação a este projecto com custos totais previstos de 600 milhões de euros, segundo disse, num contexto de austeridade.

Na resposta, o ministro insistiu em que o projecto é gerido pela Empresa de Meios Aéreos (EMA), que é "um programa cooperativo", que "existem obrigações assumidas, penalizações, um conjunto de circunstâncias que fazem com que a gestão desta situação tenha várias componentes a considerar".

Outras das questões colocadas por Jorge Machado foi sobre a possibilidade de compra de aviões brasileiros KC-390 e da participação portuguesa na construção destes aparelhos.

Aguiar-Branco revelou então que quando tomou posse considerou que "este projecto ultrapassava a pura lógica da defesa nacional" já que "tem a ver com a implementação e potenciação de um cluster aeronáutico em Portugal e com a possibilidade de empresas portuguesas da área do software e indústria poderem participar num projecto mais alargado".

Neste contexto, afirmou, o Ministério da Economia passou a "liderar a gestão desse dossier com a Embraer", a empresa brasileira que está à frente do projecto.

Segundo Aguiar-Branco, "muito em breve" o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, apresentará as conclusões sobre a avaliação da participação portuguesa nesse projecto que, insistiu, "está para lá da pura lógica de compra de um avião militar".

No entanto, adiantou que é "previsível a participação portuguesa na construção" daquele avião.

A Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões, tinha acordado com o Governo anterior a construção de duas fábricas em Évora, com início das operações previsto para 2012.

Em Setembro de 2010, o Governo português e a fabricante anunciaram a participação de Portugal no programa de desenvolvimento do jacto de transporte militar KC-390.

A Embraer é, em consórcio com a EADS, o maior accionista da portuguesa OGMA, detendo ambos 65% do capital da empresa portuguesa. O Estado português detém os restantes 35 por cento da OGMA, através da "holding" Empordef.

Durante a audição parlamentar de hoje, Aguiar-Branco recusou-se a adiantar qualquer número concreto em relação aos orçamentos da Defesa para 2012, para além dos cortes já conhecidos nas verbas destinadas às missões internacionais, que rondarão os 30%.

O ministro limitou-se a assegurar que eventuais outro cortes, onde se inserem estas renegociações de contratos relacionados com os equipamentos, e a diminuição de efectivos nas Forças Armadas, nunca porão em causa a missão atribuída às Forças Armadas ou o funcionamento das instituições militares.
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/compra-de-helicopteros-para-o-exercito-vai-ser-renegociada-1516121
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: miguelbud em Outubro 12, 2011, 09:03:30 pm
Mas estes helicópteros nao iam ser adquiridos através de ajuste directo pela participaçao de Portugal no projecto?
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Outubro 13, 2011, 02:45:46 am
Ou o jornalista meteu água, como é habito, ou o ministro anda no tintol, ou eu estou maluco...
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"Os NH-90 é um dos programas que está a ser avaliado e nas várias componentes que ele tem. Não se pode esquecer que há contratos assinados, há desejos e obrigações jurídicas assumidas e é preciso encontrar a bissetriz entre essas duas realidades. O que posso dizer é que a necessidade de negociar existe e ela acontecerá. Darei em momento oportuno nota da sua conclusão", afirmou José Pedro Aguiar-Branco na comissão parlamentar de Defesa Nacional e em resposta a uma questão colocada pelo deputado do PCP Jorge Machado.

O deputado comunista questionou o ministro sobre o que pretendia fazer em relação a este projecto com custos totais previstos de 600 milhões de euros, segundo disse, num contexto de austeridade.

Na resposta, o ministro insistiu em que o projecto é gerido pela Empresa de Meios Aéreos (EMA), que é "um programa cooperativo", que "existem obrigações assumidas, penalizações, um conjunto de circunstâncias que fazem com que a gestão desta situação tenha várias componentes a considerar".

Outras das questões colocadas por Jorge Machado foi sobre a possibilidade de compra de aviões brasileiros KC-390 e da participação portuguesa na construção destes aparelhos.

Aguiar-Branco revelou então que quando tomou posse considerou que "este projecto ultrapassava a pura lógica da defesa nacional" já que "tem a ver com a implementação e potenciação de um cluster aeronáutico em Portugal e com a possibilidade de empresas portuguesas da área do software e indústria poderem participar num projecto mais alargado".

Neste contexto, afirmou, o Ministério da Economia passou a "liderar a gestão desse dossier com a Embraer", a empresa brasileira que está à frente do projecto.

Segundo Aguiar-Branco, "muito em breve" o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, apresentará as conclusões sobre a avaliação da participação portuguesa nesse projecto que, insistiu, "está para lá da pura lógica de compra de um avião militar".

No entanto, adiantou que é "previsível a participação portuguesa na construção" daquele avião.

A Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões, tinha acordado com o Governo anterior a construção de duas fábricas em Évora, com início das operações previsto para 2012.

Em Setembro de 2010, o Governo português e a fabricante anunciaram a participação de Portugal no programa de desenvolvimento do jacto de transporte militar KC-390.

A Embraer é, em consórcio com a EADS, o maior accionista da portuguesa OGMA, detendo ambos 65% do capital da empresa portuguesa. O Estado português detém os restantes 35 por cento da OGMA, através da "holding" Empordef.

Durante a audição parlamentar de hoje, Aguiar-Branco recusou-se a adiantar qualquer número concreto em relação aos orçamentos da Defesa para 2012, para além dos cortes já conhecidos nas verbas destinadas às missões internacionais, que rondarão os 30%.

O ministro limitou-se a assegurar que eventuais outro cortes, onde se inserem estas renegociações de contratos relacionados com os equipamentos, e a diminuição de efectivos nas Forças Armadas, nunca porão em causa a missão atribuída às Forças Armadas ou o funcionamento das instituições militares


Então agora os NH-90 estão relacionados com a EMA ? :shock:  :?
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Outubro 13, 2011, 11:53:27 am
Nos dias de hoje é normal que haja uma empresa entre o governo (cliente) e o grupo NHI (fornecedor) a tratar dos acordos e da parte burocrática dos programas. Mas também fiquei surpreso. Só não ficarei é se acontecer o mesmo que aconteceu com os EH-101. É mais um contrato para a EMA chular.

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Novembro 24, 2011, 09:08:04 pm
Penso que o UALE ou GALE, vai permanecer para os tempos infinitos como sempre foi utópico. Podem encerrar o tópico. :roll:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Junho 29, 2012, 12:27:40 pm
Países do sul da Europa "sem dinheiro" para os NH90. Se bem que esta notícia vale o que vale, porque o suposto porta-voz da Eurocopter não sabe que os Puma já não voam, que os Puma foram substituídos pelos EH101 e que os Puma eram operados pela Força Aérea e os NH90 serão (seriam) operados pelo Exército.

http://www.flightglobal.com/news/articl ... ns-373451/ (http://www.flightglobal.com/news/articles/eurocopter-continues-nh90-talks-with-cash-strapped-nations-373451/)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Junho 30, 2012, 09:52:26 am
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Estado conta poupar 420 milhões com saída de programa da NATO
Publicado hoje às 09:20Desta forma, o Governo desiste da compra de 10 helicópteros num programa da NATO que o Estado português tinha gasto 87 milhões de euros desde 2001.
O Estado conta poupar 420 milhões de euros com a saída do programa NH90, um programa da NATO com o objetivo de conceber, produzir e adquirir helicópteros para o Exército semelhantes aos Puma.

Em entrevista à TSF e ao DN, o ministro da Defesa confirmou que o Governo desiste assim da compra de 10 helicópteros, esperando agora evitar o pagamento de uma indemnização de 50 milhões de euros pela denúncia do contrato.

«Temos de ser realistas e verificar se o país tem ou não tem condições para poder cumprir com um programa e com os riscos de derrapagem que os montantes desse programa ainda poderiam assumir desde agora», explicou José Pedro Aguiar-Branco.

O Estado português gastou 87 milhões de euros desde 2001 neste programa, contudo, as empresas portuguesas subcontratadas pelo consórcio que produz os NH90 receberam encomendas no valor de 50 milhões de euros.

Sobretudo depois da chegada dos helicópteros, o negócio continuaria a piorar com o pagamento de 420 milhões de euros até 2020, 120 milhões a pagar já em 2013.

O ministro da Defesa adiantou ainda que «é possível fazer a conversão» dos 50 milhões de euros de indemnização «em outros programas que permitam adquirir outro tipo de equipamentos».

A decisão de denunciar este contrato deverá ser tomada em conjunto com o Ministério da Administração Interna e que pode ser a resposta para os 15 pilotos do Exército formados à conta do Estado mas que nunca voaram em aparelhos do Exército, porque estes não existem.

Os NH90 foram encomendados para cumprir um velho sonho do Exército de ter uma esquadra de helicópteros, sonho que fica adiado, mas que teve o acordo com o Chefe do Estado-maior do Exército, o general Pina Monteiro.

«Com grande sentido patriótico e com uma grande noção do momento que o país atravessa soube encontrar uma posição que signifique a prioridade neste momento que tem de ser focalizada noutras capacidades que não esta», explicou.

A Espanha está a negociar com o consórcio NH Industries um corte de cerca de oito aparelhos de uma encomenda inicial de 45, ao passo que a Grécia quer rever a encomenda que fez de 16 NH90, alargando prazos de entrega e prazos de pagamento.



Confirmado, nada que não se estivesse a espera, acho que podem fechar este tópico utópico (que sempre o foi)..
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 12, 2013, 12:17:30 pm
Bom, vou recolocar aqui o post que ficou noutro tópico. Fabricante desapontado, mas ao mesmo tempo pouco preocupado a confirmar-se o mais que certo cancelamento dos 10 NH90 TTH para a UALE.


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NH Industries aims for new NH90 orders in 2013
By:   Dominic Perry Marseille 10:37 - 9 Jan 2013  

NH Industries (NHI) remains confident that it will secure another order this year for its NH90 helicopter, even as it battles customer concerns over programme delays and the possibility of cancellations. Dominique Maudet, executive vice-president of global business and services at Eurocopter, the majority shareholder in the consortium, claims NHI is likely to win at least one commitment for the type in 2013.

Although declining to specify which nation will purchase the rotorcraft, Norway is a prime candidate. NHI has pitched the NFH naval variant for the country's ongoing all weather search and rescue helicopter contest. Oslo aims to acquire 16 helicopters configured for a search and rescue role, with options for a further six, with the selected type to be operated by the Royal Norwegian Air Force. Bids closed on 18 December and a decision is due to be made later this year. Norway is already a customer for the navalised NH90, with a total of 14 on order, and although it has frequently expressed its dissatisfaction with the late delivery of its helicopters, a further purchase of the type remains on the cards.

NHI has so far sold 529 NH90s, and Maudet believes the orderbook could be increased to as many as 800. "We were talking about 1,000 at one point in time, but looking at the market and the budget situation I'd say we will not get to that level, but 200-300 more is reasonable," he says. The consortium, which also includes AgustaWestland and Fokker, will raise production this year to between 50 and 60 units, up from around 40 in 2012. At the increased rate, it will have up to seven years' worth of production left, says Maudet.

Meanwhile, discussions continue with Portugal over the potential cancellation of its purchase of 10 of the tactical transport variant for its army. If the acquisition is cancelled - and all indications are that Portugal has neither the finances nor the desire to complete the order - then it will be a "disappointment and a shame", says Maudet, but "it is [only] 10 helicopters". Although any cancellation would have a knock-on effect on the price paid by the other NATO Helicopter Management Agency group customers, Maudet says: "It is 10 helicopters out of 345 and it should be manageable. It is not a catastrophe, although, of course, I would have preferred 10 more."

Spain, too, is struggling with its finances and has reduced its commitment for the type from 45 to 38. A date for Madrid's initial delivery is yet to be scheduled, although the first example produced at Eurocopter's Spanish factory at Albacete made its maiden flight shortly before the end of 2012.

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Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: militar03 em Janeiro 12, 2013, 08:24:31 pm
os velhinhos puma e até mesmo os "elefantes " aviocar ainda davam um jeitaço ao exercito nos dias que correm (principalmente este ultimo), mas as guerras das quintas ainda é muita neste pequeno pais
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Janeiro 12, 2013, 08:49:04 pm
Citação de: "militar03"
os velhinhos puma e até mesmo os "elefantes " aviocar ainda davam um jeitaço ao exercito nos dias que correm (principalmente este ultimo), mas as guerras das quintas ainda é muita neste pequeno pais

Não é guerra de quintas, tal como o Charlie Jaguar disse, o Exército não quis os Puma, se os tivessem aceite teriam a unidade operacional à já vários anos, se a unidade fosse uma realidade podia mostrar no terreno o que conseguem fazer, mas a unidade foi sempre virtual logo nunca pode dar provas da sua capacidade, agora a janela fechou-se, não vai ser com este governo de cortes que se vai tornar operacional.

A Força Aérea afirmou desde o inicio que não tinha capacidade humana para operar mais uma esquadra (a FAP tem dito que tem falta de pilotos e não pilotos a mais), e penso eu, nunca criou qualquer entrave à criação de uma unidade de helicopteros no Exército, houve sim desentendimentos mas sobre alguns pormenores na formação de pessoal para o Exército, mas sobre a existência da unidade em si não, por exemplo quando a Marinha quis criar uma unidade de helicopteros Lynx, houve as conversações que tem que haver entre os ramos, e penso eu, nunca houve qualquer problema, a Marinha tem o seu pessoal e aparelhos, são formados na Força Aérea, utilizam a Base Aérea do Montijo, e tudo corre bem nesse caso.

Pessoalmente acho que a UALE já se foi, além disso os EH101 até integraram o Battlegroup da UE, com a austeridade e tal, o governo pode muito bem achar que isso é suficiente para Portugal.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: militar03 em Janeiro 13, 2013, 12:52:28 am
não sei como é agora, mas não há muito tempo atrás tinhas pilotos e mecânicos do exe colocados na esquadra 552 (alloete) para manterem qualificações,pelo que ouvi dizer agora estão na EMA ( outra "empresa" que consta que também vai fechar portas)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Janeiro 13, 2013, 11:30:01 am
Citação de: "militar03"
não sei como é agora, mas não há muito tempo atrás tinhas pilotos e mecânicos do exe colocados na esquadra 552 (alloete) para manterem qualificações,pelo que ouvi dizer agora estão na EMA ( outra "empresa" que consta que também vai fechar portas)

É verdade que já assim foi, actualmente desconheço. Mas penso que já houve pilotos do Exercito a sair do Exercito para trabalhar na EMA (e talvez outros sitios).
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 13, 2013, 12:54:12 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "militar03"
A Força Aérea afirmou desde o inicio que não tinha capacidade humana para operar mais uma esquadra (a FAP tem dito que tem falta de pilotos e não pilotos a mais), e penso eu, nunca criou qualquer entrave à criação de uma unidade de helicopteros no Exército, houve sim desentendimentos mas sobre alguns pormenores na formação de pessoal para o Exército, mas sobre a existência da unidade em si não, por exemplo quando a Marinha quis criar uma unidade de helicopteros Lynx, houve as conversações que tem que haver entre os ramos, e penso eu, nunca houve qualquer problema, a Marinha tem o seu pessoal e aparelhos, são formados na Força Aérea, utilizam a Base Aérea do Montijo, e tudo corre bem nesse caso.

Foi isso mesmo que aconteceu Lightning, tal e qual como escreveste. Eu estava bem a par do assunto na altura e até acrescento, sem querer polémicas ou algo assim do género, que a recusa do Exército em aceitar os Puma não causou grande espanto à FAP dadas as relações algo conturbadas entre estes dois ramos. Sei, por fonte oficiosa, que inclusivamente havia pessoal de voo e de terra dos Puma disposto a passar para o Exército se assim fosse, mas uma certa e incompreensível soberba deitou essa hipótese por terra e pronto, a UALE é hoje uma coisa risível, uma unidade que não se sabe muito bem para que existe dado não ter meios para cumprir a função para a qual foi criada.  :mrgreen:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Janeiro 13, 2013, 03:14:52 pm
Polémicas e guerras entre ramos à parte, acho que isto é mais um caso de "preso por ter cão e preso por não ter cão", porque se o Exército tivesse aceitado os Puma mais cedo isto dos NH-90, e por extensão dos helicópteros ligeiros, tinha acabado. Sem dúvida que alguém no governo teria pensado "ah, se conseguem utilizar os Puma então que se utilizem os fundos que existem para os modernizar para mais 40 anos de voo e que se acabe com os NH-90". Sinceramente não faço ideia do que teria sido mais correcto. Aceitar os Puma? Comprar Blackhawk? Comprar Cougar? FUK, se os Mi-8/Mi-17 são realmente baratos de operar, a Rússia que tivesse pago a sua dívida com estes helicópteros para o UALE?!

A verdade é que a palhaçada começou com o cancelamento dos helicópteros ligeiros e com o colocar na gaveta de qualquer plano de aquisição, com crise ou sem crise, quer fosse para o UALE ou para a FAP. A palhaçada foi ainda mais afundo com a criação da EMA. Não é preciso NH-90, Puma, UH-60 ou o que seja de helicópteros médios/pesados para as missões de interesse público (MEDEVAC/INEM, combate aos incêndios). Bastava helicópteros ligeiros que na sua missão principal poderiam substituir os All III nas missões de treino e executar as missões de apoio aéreo próximo e até algum transporte tanto na FAP (e Marinha no caso do treino) como no Exército. Não era preciso para aqui EMA's nem andar a enviar o pessoal fazer formações em Espanha e noutros países.

A verdade "essencial" aqui é que nunca houve interesse político e houveram sim outros interesses em garantir que nada poderia colocar em causa os contratos para as empresas privadas/públicas. O Exército teve mais olhos que barriga? MEH, não foi esse o grande problema aqui.

Abraços,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Agosto 13, 2013, 01:00:36 am
Esta notícia pelos vistos passou-nos ao lado:
Citação de: "UALE"
Nova Viatura para a UALE
A Unidade de Aviação Ligeira do Exército recebeu, no passado dia 07 de Junho, uma nova viatura para reabastecimento de combustível para aeronaves. Trata-se de um veículo de marca Renault D6x2 M/13 PREMIUM, com uma potência de 380 CV e com um auto-tanque com capacidade para 20.000 litros. Esta viatura destina-se a equipar o Pelotão de Reabastecimento e Transporte do Grupo de Helicópteros do Exército.
http://www.exercito.pt/sites/UALE/Actividades/Paginas/novaviaturaparaauale.aspx

Eu nem sabia que eles ainda actualizavam o site deles, especialmente visto que a página principal tem lá o NH-90 destacado. Não sei se é alguma espécie de passivo-agressivo por parte dos comandantes ou quê. Até estou bastante impressionado com o facto do Exército ou os políticos ainda não terem apagados tudo que fosse referência aos programas que não se concretizaram como o MDN e a Marinha fizeram à uns anos atrás.

EDITADO:
Citação de: "Lightning"
A Força Aérea afirmou desde o inicio que não tinha capacidade humana para operar mais uma esquadra (a FAP tem dito que tem falta de pilotos e não pilotos a mais), e penso eu, nunca criou qualquer entrave à criação de uma unidade de helicopteros no Exército, houve sim desentendimentos mas sobre alguns pormenores na formação de pessoal para o Exército, mas sobre a existência da unidade em si não, por exemplo quando a Marinha quis criar uma unidade de helicopteros Lynx, houve as conversações que tem que haver entre os ramos, e penso eu, nunca houve qualquer problema, a Marinha tem o seu pessoal e aparelhos, são formados na Força Aérea, utilizam a Base Aérea do Montijo, e tudo corre bem nesse caso.
Este post é de Janeiro mas só por curiosidade: li recentemente um artigo do Almirante António Nunes da Silva que escreveu que na altura a FAP queria operar os helicópteros para as novas fragatas.

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 13, 2013, 10:44:19 am
Eles também têm viaturas de combate a incêndios com respectiva tripulação (no meu tempo eram Pára-quedistas com o curso de OPSAS da FAP) e outras coisas. Pode não haver helicópteros do Exército, mas regularmente há a presença de meios da FAP e outros.

 :arrow: http://www.exercito.pt/sites/UALE/Notic ... a%2006.pdf (http://www.exercito.pt/sites/UALE/Noticias/Documents/Revista%2006.pdf)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 03, 2013, 09:28:13 pm
Só espero é que o papel seja macio, porque se for para aproveitar para papel higiénico ainda é capaz de arranhar o c*  
:rir:  
:G-deal:

Citar
23-04-2013    
Entrega da Publicação Doutrinária do Exército sobre o Emprego dos Helicópteros do Exército

No dia 23 de Abril de 2013 realizou-se, na Direção de Doutrina do Exército, em Évora, a entrega da Publicação Doutrinária do Exército (PDE) 3-61-00 – Emprego dos Helicópteros do Exército, pela Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE). Antes da entrega efetuou-se uma fotografia de conjunto com os delegados da publicação, o representante do Comando da UALE e os responsáveis da Direção de Doutrina do Exército. Após a fotografia de conjunto foi efetuada uma palestra de apresentação da PDE pelo Custódio da Publicação, Capitão Henrique Martins, ao Excelentíssimo Senhor Diretor de Doutrina do Exército, Major General José Alberto Martins Ferreira. A publicação segue agora os tramites normais até à sua aprovação por sua Excelência o General CEME.”
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Setembro 03, 2013, 11:56:58 pm
loooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool




 :G-beer2:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: nelson38899 em Setembro 04, 2013, 10:14:16 am
Não percebo, quem manda no exercito. Parecem que andam a viver num mundo paralelo. Como diz um amigo meu, estes generais são generais de secretária que acham que conseguem controlar um exercito a partir do facebook.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 04, 2013, 02:54:22 pm
Citação de: "nelson38899"
estes generais são generais de secretária que acham que conseguem controlar um exercito a partir do facebook.

https://www.facebook.com/artur.pinamonteiro (https://www.facebook.com/artur.pinamonteiro)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Setembro 21, 2013, 03:53:29 pm
Boas gargalhadas dei eu agora, já devia ter aqui vindo há mais tempo. Devia haver um aviso prévio para quem for ler este tópico de modo a informar de que o que aqui se trata é de comédia.  :mrgreen:

É que, e agora falando a sério, para não falar já no ridículo que é isto tudo, se o Exército está à espera que este Governo lhe vá arranjar helicópteros então talvez o melhor seja o ramo esperar sentado.  :roll:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: paraquedista em Setembro 23, 2013, 06:21:24 pm
Eu ja vos ando a dizer isso a anos...isto e um Exercito de faz de conta.
O UALE ou GALE...estava instalado num edificio ao lado do Estado Maior do Exercito ainda andava eu na tropa ja la vao mais de 15 anos...era uma das MUITAS "Chafaricas" (eu insisto chamar-lhes assim...porque nao lhes vejo utilidade nenhuma) espalhadas por toda a parte em Lisboa...a maior parte dos nossos Oficiais Superiores so querem saber dos Louvores e Medalhas para poderem subir de Posto e para terem um Mercedes melhor do que os outros...6 meses passados entre o MDN e EME deu para ver isso muito bem...por isso nao me admira que o actual MDN issista que o Exercito acabe com a maior parte delas...mas o Exercito tenta resistir...pois o MDN so pode mandatar em acabar com 50% das unidades territoriais e o Exercito e que determina quais...

O exemplo de o Exercito ter decidido aglomerar as Escolas Praticas em Mafra e do mais incrivel !!!! A EPI...nunca devia sequer la ter existido...aquilo e patrimonio historico e apesar de o Exercito fazer um bom trabalho em o preserver, nao faz sentido nenhum ser um quartel militar e muito menos ser a unidade com todas as Escolas Praticas...mas por outro lado desde que nao seja instalada na BETP e o que me importa...pois ao menos o Exercito nao desfigura ainda mais os Paraquedistas...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 24, 2013, 10:45:16 am
Camarada lamento-te informar, mas a diferença da preservação do património histórico no Palácio Nacional de Mafra entre a parte civil e militar é tanta que até dói! Dá para ver janelas podres que mal conseguem fechar, o facto de um lado ter sido rebocado e pintado de novo à uns anos e da outra parte não, também faz-se notar e muitas outras coisas.

Para mim o facto da EPA ter sido criada em Mafra só faz sentido porque está perto de Lisboa, mas posso garantir-te que vai haver muita formação/treino que terá de ser feita noutro sitio (provavelmente em Santa Margarida, local que eu defendo que era melhor para a EPA).
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: paraquedista em Setembro 24, 2013, 04:37:53 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Camarada lamento-te informar, mas a diferença da preservação do património histórico no Palácio Nacional de Mafra entre a parte civil e militar é tanta que até dói! Dá para ver janelas podres que mal conseguem fechar, o facto de um lado ter sido rebocado e pintado de novo à uns anos e da outra parte não, também faz-se notar e muitas outras coisas.

Para mim o facto da EPA ter sido criada em Mafra só faz sentido porque está perto de Lisboa, mas posso garantir-te que vai haver muita formação/treino que terá de ser feita noutro sitio (provavelmente em Santa Margarida, local que eu defendo que era melhor para a EPA).

Pois Cabeca de Martelo acredito totalmente no que dizes...eu tambem por la andei 1 mes ou 2...e nao tem cabimento nenhum aquilo ser um Quartel Militar, no Seculo 21.
E um Palacio extraordinario e a Tapada de Mafra tambem....o que e que la estao os Militares a fazer ? Usam para andar a Cavalo e constroem por la umas coisas no meio da Tapada para fazer de pistas de obstaculos e agora a zona de combate em areas urbanizadas...mas deviam-no ter feito em St Margarida ou noutro lugar...nao ali.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 24, 2013, 05:25:41 pm
Sabes o mais incrivel, lembro-me de as pessoas dizerem que ia ser criado uma Escola Inter-Armas em Santa Margarida era eu adolescente e só agora passados talvez 15 anos é que isso vai avante e "graças" à crise, acabaram com os Comandos era eu puto pequeno para serem levantados de novo passados 10 anos, passou-se os Páras para o Exército porque diziam que faltava várias sub-unidades para serem realmente autónomas (ex.: Cavalaria, Engenharia) e hoje nem têm militares para encher os BIParas. Ri-se para não se chorar! :roll:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Verde em Novembro 20, 2013, 06:14:57 pm
Boa tarde a todos.
A UALE existe no papel e não passa disso, visto não ter os meios para operar, nem vir a tê-los tão depressa.
Até porque, se os recebesse agora, nesta época de contenção, ainda seria mais ridículo do que os anos que passou sem eles!
Este é um país megalómano que quer parecer grande sem o poder ser (Centro Cultural de Belém, estádios do Euro 2004, etc...).
A UALE é mais um exemplo de decisões tomadas sem nexo e esbanjamento de dinheiro neste país.
Espero não ter ofendido ninguém, apenas relato factos.
Obrigado e cumprimentos a todos.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: raphael em Novembro 20, 2013, 11:58:23 pm
Citação de: "Verde"
Boa tarde a todos.
A UALE existe no papel e não passa disso, visto não ter os meios para operar, nem vir a tê-los tão depressa.
Até porque, se os recebesse agora, nesta época de contenção, ainda seria mais ridículo do que os anos que passou sem eles!
Este é um país megalómano que quer parecer grande sem o poder ser (Centro Cultural de Belém, estádios do Euro 2004, etc...).
A UALE é mais um exemplo de decisões tomadas sem nexo e esbanjamento de dinheiro neste país.
Espero não ter ofendido ninguém, apenas relato factos.
Obrigado e cumprimentos a todos.

Obrigado pela contribuição para o tópico e com a mesma ter começado os seus posts neste fórum, porém se ler algumas das 389 mensagens até à data neste tópico poucos acreditaram que o GALE/UALE avançasse para além do que foi, mas chegou efetivamente a ter mecânicos, pessoal de apoio, pilotos que foram formados com essa intenção, foi mesmo o desejo de algumas chefias do Exército, de qualquer modo a partir do momento em que o MDN no dia do aniversário da Força Aérea em 2011 (um timming de algum modo considerado inapropriado por alguns) refere que o Exército não vai ter direito à arma aérea que tanto desejava tudo o que se fez a seguir a isso foi puro e simples esbanjamento de recursos.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Novembro 29, 2013, 08:50:01 pm
A edição de Dezembro da revista "Air Forces Monthly" traz um artigo de fundo dedicado exclusivamente ao NH90 e seus operadores. Contudo, e por mais incrível que possa parecer, tanto na tabela apresentada de unidades adquiridas e/ou encomendadas, como no pequeno texto dedicado a Portugal, quem ler a peça ficará com a ideia de que o cancelamento da compra pode não ser afinal um facto totalmente consumado. Talvez seja porque não conhecem bem o Aguiar "Fecha & Corta" Branco.  :roll:  

Citar
Portugal

Portugal signed a memorandum of understanding at the Paris Air Show in 2001 and was the fifth European nation in the NH90 programme. However there have been no
deliveries to date as the Portuguese Government has imposed economic austerity measures on its military. Negotiations are still ongoing regarding the probable cancellation of the order. “We are assessing the cost they should bear,” said Dominique Maudet, Eurocopter’s executive vice president for global business and services, in June this year.

Portugal
Branch: Portuguese Army
Version: NH90 TTH
Aircraft on order: 10
Delivered: 0
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Novembro 29, 2013, 10:53:41 pm
Citação de: "Charlie Jaguar"
A edição de Dezembro da revista "Air Forces Monthly" traz um artigo de fundo dedicado exclusivamente ao NH90 e seus operadores. Contudo, e por mais incrível que possa parecer, tanto na tabela apresentada de unidades adquiridas e/ou encomendadas, como no pequeno texto dedicado a Portugal, quem ler a peça ficará com a ideia de que o cancelamento da compra pode não ser afinal um facto totalmente consumado. Talvez seja porque não conhecem bem o Aguiar "Fecha & Corta" Branco.  :roll:  

Citar
Portugal

Portugal signed a memorandum of understanding at the Paris Air Show in 2001 and was the fifth European nation in the NH90 programme. However there have been no
deliveries to date as the Portuguese Government has imposed economic austerity measures on its military. Negotiations are still ongoing regarding the probable cancellation of the order. “We are assessing the cost they should bear,” said Dominique Maudet, Eurocopter’s executive vice president for global business and services, in June this year.

Portugal
Branch: Portuguese Army
Version: NH90 TTH
Aircraft on order: 10
Delivered: 0

Se o juro estiver abaixo dos 4,5% do Machete acredito que o dinheiro vai "jorrar" após a saída da troika e o tão badalado regresso aos mercados. Vai existir dinheiro e umas eleições para ainda tentar ganhar pelo que o "Aguiarzinho" vai ser amigo das F.A. e avizinha-se assim um auspicioso regresso do nh-90 e quem sabe muito e muito mais :mrgreen:  :twisted:

Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Novembro 29, 2013, 11:28:07 pm
Citação de: "mafets"
Vai ser a "locura do heli" e não interessa que em menos de uma década o défice dispare outra vez e a troika regresse a terras lusas... :mrgreen:

(http://www.enemyforces.net/helicopters/ch47_chinook.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Novembro 30, 2013, 11:35:36 am
Citação de: "Lightning"
Citação de: "mafets"
Vai ser a "locura do heli" e não interessa que em menos de uma década o défice dispare outra vez e a troika regresse a terras lusas... :mrgreen:

(http://www.enemyforces.net/helicopters/ch47_chinook.jpg)

Desde o Hot Blade que andas com o fétiche do Chinook. Aqueles dois rotores levantam muita poeirada, é um downwash do caraças. :wink:


Citação de: "mafets"
Se o juro estiver abaixo dos 4,5% do Machete acredito que o dinheiro vai "jorrar" após a saída da troika e o tão badalado regresso aos mercados. Vai existir dinheiro e umas eleições para ainda tentar ganhar pelo que o "Aguiarzinho" vai ser amigo das F.A. e avizinha-se assim um auspicioso regresso do nh-90 e quem sabe muito e muito mais :mrgreen:  :twisted:

Haja alguém optimista neste país!  :twisted:

(http://img80.imageshack.us/img80/6410/helisjunho2008049cz6.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Novembro 30, 2013, 12:34:08 pm
Citação de: "Charlie Jaguar"
Desde o Hotblade que andas com o fétiche do Chinook. Aqueles dois rotores levantam muita poeirada, é um downwash do caraças. :wink:

Ai é fetiche? então vou deixar os clássicos, venha o futuro :twisted: .

(http://www.wired.com/images_blogs/dangerroom/2011/09/070514-f-0000m-901.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: raphael em Novembro 30, 2013, 02:31:06 pm
e que belo futuro...

http://www.youtube.com/watch?v=fE94e6fAIgY

http://www.youtube.com/watch?v=n3lbKqStvHI

mas também nem tudo é mau!

http://www.youtube.com/watch?v=IVoksf_2y5k (http://www.youtube.com/watch?v=IVoksf_2y5k)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Dezembro 11, 2014, 10:04:57 am
http://www.helipress.it/schede-689-germany_proposes_shared_multinational_nh90_helicopter_fleet
Citar
The cut of the order for the German NH90 helicopters could soon change shape. The idea of Germany, explained these days , is to acquire 22 rotorcraft in TTH configuration (tactical transport helicopter) to form a brand new fleet shared among the member countries of NATO.
The project is called "multinational helicopter unit" and is part of a wider program prepared by the German Ministry of Defence in collaboration with Airbus Helicopters.
Berlin had initially commissioned a total of 120 helicopters NH90 TTH , but in 2013 the program was scaled down to 80 units with 22 options : the same helicopters that would go to form the new team of NATO.
Problema Resolvido. Os alemães "partilham"...  :twisted:
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/94/NH-90TTH_on_the_Ground.jpg/1024px-NH-90TTH_on_the_Ground.jpg)
(http://img.planespotters.net/photo/403000/original/7903-German-Army-NHI-NH90_PlanespottersNet_403941.jpg)

Cumprimentos
Título: Portugal gastou + de 120 M c/ helis que nunca irá ter
Enviado por: tenente em Janeiro 10, 2015, 11:24:30 am
Em 2011 e 2012, Portugal gastou 87 milhões num programa da NATO para comprar dez helicópteros. Agora, pagou mais 35 milhões por ter desistido de os comprar

O Governo efetuou na última semana de 2014 o pagamento de 35 milhões de euros à NATO Helicopter Industries (NHI), o consórcio de fabricantes que está a produzir uma série dessas aeronaves para vários países da Aliança Atlântica. A verba não corresponde a uma qualquer tranche de pagamento por algum dos dez helicópteros, encomendados em 2001, pelo Estado português, com o objetivo de dotar a há muito existente Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE) dos respetivos meios aéreos - mas sim ao pagamento de uma indemnização por ter desistido do contrato. A essa verba somam-se os, pelo menos, 87 milhões que Portugal já investiu naquele programa, entre 2011 e 2012.

Iniciada em meados de 2012, a denúncia do contrato só foi selada em outubro passado, quando uma resolução do Conselho de Ministros anunciava que o Governo teria firmado um acordo com a agência de gestão de projetos de helicópteros da NATO (NAHEMA) e a NHI, que terminaria "definitivamente" com a participação de Portugal no projeto cooperativo de desenvolvimento de aparelhos NH90 que envolve a Alemanha, França, Holanda e Itália. Nessa resolução, o Governo autorizava a que se realizasse uma despesa destinada a suportar os encargos decorrentes da desistência, até um total de 37 milhões de euros.

Segundo o Governo, os encargos decorrentes do projeto tinham-se tornado incomportáveis. A continuação da participação portuguesa no programa NH90 implicaria encargos num total nunca inferior a 580 milhões de euros, a pagar até 2028. Em 2012, quando foi anunciada a rescisão do contrato, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, falava-se em 420 milhões.


artigo de Francisco Galope Visão Quinta feira, 8 de Janeiro de 2015 |
Título: Re: Portugal gastou + de 120 M c/ helis que nunca irá ter
Enviado por: tenente em Janeiro 10, 2015, 11:53:00 am
Estes elevados custos do contrato por termos borregado a compra das ditas 10 unidades não teriam sido melhor gastos se :

A) Tivessemos optado por adquirir mais unidades EH101, a cerca de 27 Milhões cada, com mais uns cerca de 15 Milhões, teriamos mais cinco helis, com o mesmo tipo de logistica, treino de tripulações, e sobressalentes que a actual frota da FAP tem ?

B) Ou, construído mais dois NPO's, custos de cerca de 100 M,  e, a restante verba, 20 Milhões se adicionássemos uns 4 Milhões,  conseguiriamos pagar a operacionalização dos quatro Stanflex 300 que adquirimos à Dinamarca ?

C) Ou, a substituição da nossa velhinha mas resistente namorada HK G3 ?


Abraços
Título: Re: Portugal gastou + de 120 M c/ helis que nunca irá ter
Enviado por: Get_It em Janeiro 10, 2015, 05:08:52 pm
Será possível juntar este tópico ao tópico que já existe sobre os NH-90 e o UALE?

Tenente, tenho de concordar com tudo menos no ponto 1. O Exército foi demasiado optimista e vinha de há muitos anos ver o resto da NATO e dos nossos vizinhos europeus a expandirem as suas operações com helicópteros enquanto cá o principal trabalho dos nossos helicópteros era a busca e salvamento. A ideia era dotar o Exército com um helicóptero que seria (ligeiramente) mais barato que operar que o potente EH-101 e de forma a permitir ao Exército se tornar mais independente da FAP em termos operacionais e poder concentrar o treino dos seus pilotos exclusivamente em missões de apoio ao Exército. Até que faz algum sentido para a FAP também porque é da maneira que eles não gastam horas no EH-101 e dos pilotos a treiná-los em missões do Exército.

O problema é como isto tudo foi feito. Especialmente o facto de terem feito tudo à pressa; eles até que podiam ao enviar o pessoal receber treino no estrangeiro, foi pena é não haver mais dinheiro... Nunca deviam é ter avançado com a aquisição de helicópteros médios de transporte sem primeiro dotarem-se com helicópteros ligeiros.

Nós nunca devíamos era ter comprado o NH-90 para o Exército porque embora seja uma excelente máquina o bicho é caro de operar (tal como tudo que é ocidental e moderno) mas também muito caro de adquirir visto é que bastante recente/moderno e traz de fábrica já um monte de tralha. Desde sistemas aviónicos bastante avançados, todo tipo de contra-medidas, sistema para dobrar a cauda e as hélices do rotor principal (todas as versões têm isto; na TTH é manual e na NFH é automático), sistemas de comunicação mais avançados dos que existiam no Puma, etc.

A ideia era também operarmos o mesmo helicóptero que os nossos aliados para diminuir os custos logísticos e de aquisição (tudo bem até aqui) e também facilitar e diminuir os custos quando fossemos enviar os helicópteros para o estrangeiro (anedota total). Desde quando é que nós, mesmo em tempo de vacas gordas, vamos ter dinheiro para enviar para o estrangeiro destacamentos de meios aéreos além dos F-16, C-295 e C-130? Os Alouette III a última vez que foram já foi à um monte de tempo e foram poucas aeronaves, quanto mais o Exército que mal tem tido dinheiro para treinar e operar meios já existentes.

Se o Exército queria comprar um helicóptero médio de transporte então deveria era ter comprado um meio mais barato de adquirir e operar, nem que fossem helicópteros russos. Agora para um ramo com tantas dificuldades financeiras tentar adquirir um meio como o NH-90 foi demasiado optimista. Principalmente quando estamos a falar de dotar o ramo com meios que vêm trazer uma nova capacidade e não substituir equipamento antigo. (Caso dos EH-101, submarinos, NPOs, e Leopard.)

Até já chegou aqui no fórum a ser discutida a aquisição de mais EH-101, como pelos vistos também já chegou a ser discutida no MDN. O único problema que vejo é o facto dos custos operacionais do EH-101 conseguirem ser mais elevados que os do NH-90.

Na minha opinião, se fosse mesmo para continuar com o NH-90 para a frente, devíamos era ter estabelecido algo como um comando de helicópteros no estilo do que os britânicos têm e ter adquirido os NH-90 TTH (talvez com um sistema de dobrar a cauda e as hélices do rotor principal automático em vez de manual) mas para a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha e não um UALE do Exército. Tinha sido muito mais fácil e barato colocar a Marinha a operar estes helicópteros do que começar tudo do zero no Exército. E o Exército podia na mesma ter pilotos a ajudar a operar estes meios no apoio às missões do Exército e em apoio aos Fuzileiros.

Adicionalmente, e embora isto fosse perder alguma capacidade, podíamos trocar os EH-101 na versão CSAR por helicópteros na versão de transporte e busca e salvamento. A FAP ficava assim com quatro helicópteros mais baratos de operar e manter e que também têm melhor alcance e autonomia (não precisam de carregar tanto peso por causa dos sistemas adicionais) para fazer as missões de busca e salvamento de longo alcance. O "pouco" dinheiro ganho na troca dos EH-101 versão 516 (CSAR) pela versão 514 podia também ajudar a pagar helicópteros ligeiros novos para substituir os Alouette III. A FAP também não teria então de gastar dinheiro a treinar os seus pilotos nas missões CSAR ficando o Exército e a Marinha responsáveis por essa missão e por apoiar o glorioso NRP D. Sebastião (NAVPOL) no dia em que ele magicamente aparecer.

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 08, 2015, 12:40:52 pm
Citar
O Governo efetuou na última semana de 2014 o pagamento de 35 milhões de euros à NATO Helicopter Industries (NHI), o consórcio de fabricantes que está a produzir uma série dessas aeronaves para vários países da Aliança Atlântica. A verba não corresponde a uma qualquer tranche de pagamento por algum dos dez helicópteros, encomendados em 2001, pelo Estado português, com o objetivo de dotar a há muito existente Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE) dos respetivos meios aéreos - mas sim ao pagamento de uma indemnização por ter desistido do contrato. A essa verba somam-se os, pelo menos, 87 milhões que Portugal já investiu naquele programa, entre 2011 e 2012.
Iniciada em meados de 2012, a denúncia do contrato só foi selada em outubro passado, quando uma resolução do Conselho de Ministros anunciava que o Governo teria firmado um acordo com a agência de gestão de projetos de helicópteros da NATO (NAHEMA) e a NHI, que terminaria "definitivamente" com a participação de Portugal no projeto cooperativo de desenvolvimento de aparelhos NH90 que envolve a Alemanha, França, Holanda e Itália. Nessa resolução, o Governo autorizava a que se realizasse uma despesa destinada a suportar os encargos decorrentes da desistência, até um total de 37 milhões de euros.
Custos elevados
Segundo o Governo, os encargos decorrentes do projeto tinham-se tornado incomportáveis. A continuação da participação portuguesa no programa NH90 implicaria encargos num total nunca inferior a 580 milhões de euros, a pagar até 2028. Em 2012, quando foi anunciada a rescisão do contrato, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, falava-se em 420 milhões.
O programa NH90 implicava o envolvimento de Portugal no desenvolvimento, produção, aquisição e apoio logístico ao longo do ciclo de vida dos helicópteros.
Os argumentos para a desistência prendem-se com a escassez de recursos financeiros e com os avultados custos da participação, além do escasso retorno económico para Portugal. Apesar de estarem envolvidas as empresas nacionais OGMA (aeronáutica), Edisoft (software) e MPV (mecânica de precisão), a quota de produção portuguesa no projeto foi apenas de 1,2 por cento - muito aquém das quotas dos parceiros: 30,9% por cento para a França (representada pela Eurocopter), 31,6% para a Itália (AgustaWestland), 30,85% para a Alemanha (Eurocopter Deutschland) e 5,5% para a Holanda (Stork Fokker).
Sobressaltos
O certo é que, à data da desistência o contribuinte português já tinha enterrado 87 milhões de euros, desde que, em meados 2001, Portugal assinou, em Lebourget (perto de Paris, França), o memorando de entendimento em que se comprometeu a comprar dez aparelhos, e que lhe permitiu aderir à organização de helicópteros da NATO (NAHEMO)? - a entidade multinacional que gere a NAHEMA e todo o programa dos NH90.
Desde então, o processo sofreu vários sobressaltos, e os já referidos 87 milhões incluirão multas, pelo facto de, a pedido do Estado, as entregas terem sido adiadas. A do primeiro aparelho esteve prevista para 2008, mas, dois anos antes, o Governo Sócrates pediu para que fosse recalendarizada para 2012.
A intenção de dotar o Exército de meios de transporte tático aéreos tem quase um quarto de século. E o referido contrato já é o segundo a "borregar", para utilizar uma expressão de calão castrense. Até 2002, houve um contrato com os franceses da Eurocopter, para o fornecimento de nove aparelhos ligeiros EC-635, mas a encomenda acabou por ser cancelada por atrasos no fornecimento. O País investiu, ao longo de duas décadas, na "cavalaria aérea". A UALE foi criada e existe. Está localizada em Tancos e é uma unidade com atribuições de regimento, dispondo, assim, de unidades de apoio e de diversos esquadrões e de unidades operacionais, entre elas um grupo de helicópteros. Só não tem é aeronaves.
24 anos atribulados
1991 Julho - Conselho Superior de Defesa inclui no Sistema de Forças de Médio Prazo uma Unidade de Aviação Ligeira para o Exército
1993 Junho - Despacho do Governo inclui Grupo de Aviação Ligeira do Exército nas Unidades a criar. Localização: Tancos
1998 Janeiro - Confirmado: a nova composição do Sistema de Forças inclui a aviação ligeira
1999 Outubro - Assinado com a Eurocopter o contrato para fornecimento de nove helis ligeiros ao Exército
2001 Junho - Portugal adere à NAHEMO e compromete-se a ficar com 10 helicópteros NH90, a serem entregues a partir de 2008
2002 Agosto - Cancelada a compra dos 9 helicópteros ligeiros à Eurocopter
2006 Maio - É recalendarizada para 2012 a entrega dos NH90
Julho - O GALE passa a Unidade de Aviação Ligeira do Exército
2012 Julho - O Governo anuncia que desiste do programa dos NH90
2014 Outubro - Governo autoriza gastar até €37 milhões em indemnizações


Ler mais: http://visao.sapo.pt/os-milhoes-que-voa ... z3R9mVhtND (http://visao.sapo.pt/os-milhoes-que-voaram=f806357#ixzz3R9mVhtND)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Março 31, 2015, 05:01:04 pm
Os Americanos estao a retira-los de servico e a substituir por so por Apaches. Se pedinchassemos um pouco...
Gosto especialmente como os Pilotos estao em full Combat Gear, de M4 e Granadas de Fumo a jeito. :2gunsfiring:

Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 31, 2015, 05:30:50 pm
Demasiado especializado para nós, só serve para reconhecimento e pouco mais.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Março 31, 2015, 07:11:31 pm
Citação de: "ACADO"
Os Americanos estao a retira-los de servico e a substituir por so por Apaches. Se pedinchassemos um pouco...
De notar que os norte-americanos não vão acabar completamente com o "conceito" do Kiowa. O Exército vai reabrir o programa para o Armed Aerial Scout ou vai escolher uma variante do FVL como o verdadeiro sucessor do Kiowa.

Citação de: "Cabeça de Martelo"
Demasiado especializado para nós, só serve para reconhecimento e pouco mais.
Há países que também utilizam o Kiowa para transporte. O sistema de tiro e de munição que ocupa a parte de trás da cabine é hoje em dia modular e dá para retirar e colocar conforme as necessidades da missão. Mesma coisa para os suportes/wing stubs onde se monta o armamento.

(http://www.militaryaerospace.com/content/dam/mae/online-articles/2014/01/Moog%20Bell%20407%20Blog.jpg)

(http://media-cache-ak0.pinimg.com/originals/b9/4c/eb/b94ceb90874a33f09777a08e9d492527.jpg)

Opções a nível de helicópteros ligeiros para o Exército e FAP, sejam eles apenas utilitários e de transporte ou também de reconhecimento armado, não faltam. Falta é dinheiro e vontade política. Mas provavelmente o que falta mais é uma visão estratégica de longa-duração e não apenas uma que mude com cada mudança política ou de grande parte das chefias militares.

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Alvalade em Março 31, 2015, 07:15:16 pm
Citar
Croatia is expected to receive up to 16 Bell OH-58D Kiowas, with the helicopters being donated by USA.

According to Croatian portal Defender.hr, representatives from the NATO nation's defence ministry are to visit the USA to select the surplus airframes, while Zagreb works out how to minimise the import taxes linked to the donation – expected to amount to some HRK100 million ($14.1 million).

The offered helicopters would be received without armaments, but with their mast-mounted sights still installed. Croatia is expected to seek a related weapons package once funding can be secured, but no sooner than 2018.

Croatia's air force already operates the Bell 206B – from which the OH-58 was derived – for pilot training and light transport duties.

Meanwhile, a resolution has been found to a saga dating back to August 2014 regarding the overhaul of second batch of six Mil Mi-8 utility helicopters for the Croatian air force. Under a deal worth HRK90 million, the rotorcraft are to be dismantled by ZTC in Velika Gorica, and parts sent out to receive work in Azerbaijan, the Czech Republic, Slovakia and Ukraine. ZTC will subsequently reassemble the aircraft.

http://www.flightglobal.com/news/articl ... as-410069/ (http://www.flightglobal.com/news/articles/zagreb-in-line-for-donated-oh-58d-kiowas-410069/)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Março 31, 2015, 11:43:24 pm
Citação de: "Alvalade"
Citar
Croatia is expected to receive up to 16 Bell OH-58D Kiowas, with the helicopters being donated by USA.

According to Croatian portal Defender.hr, representatives from the NATO nation's defence ministry are to visit the USA to select the surplus airframes, while Zagreb works out how to minimise the import taxes linked to the donation – expected to amount to some HRK100 million ($14.1 million).

The offered helicopters would be received without armaments, but with their mast-mounted sights still installed. Croatia is expected to seek a related weapons package once funding can be secured, but no sooner than 2018.

Croatia's air force already operates the Bell 206B – from which the OH-58 was derived – for pilot training and light transport duties.

Meanwhile, a resolution has been found to a saga dating back to August 2014 regarding the overhaul of second batch of six Mil Mi-8 utility helicopters for the Croatian air force. Under a deal worth HRK90 million, the rotorcraft are to be dismantled by ZTC in Velika Gorica, and parts sent out to receive work in Azerbaijan, the Czech Republic, Slovakia and Ukraine. ZTC will subsequently reassemble the aircraft.

http://www.flightglobal.com/news/articl ... as-410069/ (http://www.flightglobal.com/news/articles/zagreb-in-line-for-donated-oh-58d-kiowas-410069/)

Receberam MRAP e agora KIOWA.
é assim, só nós cá não queremos nada dos Americanos...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 01, 2015, 11:07:54 am
Quando eles começarem a dar os Venom, aí falamos... c34x

(http://www.nycaviation.com/newspage/wp-content/uploads/2012/02/uh1y-huey-marines-630-620x413.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: nelson38899 em Abril 01, 2015, 11:51:12 am
E que tal este modelo:

Citar
a Fuerza Aérea de Surinam (Surinaamse Luchtmacht) incorporó el pasado 16 de marzo tres helicópteros ligeros multipropósito SA316B Chetak adquiridos a la empresa india Hindustan Aeronautics Limited (HAL).

La entrega oficial de los tres aparatos se llevó a cabo en el aeropuerto de Zorg en Hoop de Paramaribo, capital de ese país sudamericano, con la asistencia del ministro de Defensa de Surinam, Lamuré Latour, de la embajadora de la India, Subashini Murgesan, y del comandante del Nationaal Leger (Ejército Nacional/Fuerzas Armadas), general de brigada Ronnie Benschop, entre otras autoridades.

La compra de los tres helicópteros se concretó en 2009 por un precio de 13,5 millones de dólares; sin embargo, la entrega de las aeronaves se retrasó por obstáculos financieros y administrativos. A este respecto, la embajadora Murgesan señaló que los helicópteros tuvieron un costo final de 16,3 millones de dólares provenientes de una línea de crédito facilitada por la India a Surinam en 2008 y cuyo pago, "a una tasa de interés baja", se cumplirá en un plazo de 15 años.

Es de hacer notar que la Fuerza Aérea de Surinam operó un par de Alouette III adquiridos en 1986 a la Fuerza Aérea Portuguesa.

http://www.infodefensa.com/latam/2015/04/01/noticia-surinam-incorpora-helicopteros-chetak-adquiridos-india.html

pelo que vi na net, a tropa portuguesa tem muita experiência neste tipo de helis.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 01, 2015, 11:54:00 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Quando eles começarem a dar os Venom, aí falamos... c34x

(http://www.nycaviation.com/newspage/wp-content/uploads/2012/02/uh1y-huey-marines-630-620x413.jpg)

Esta muito fino.

Eu por mim, dos Americanos aceitava praticamente tudo o que sao Helicopteros. Anos e anos de experiencia de logistica em Combate facilitavam-nos muito a vida em vez de andarmos a comprar coisas novas, sem provas dadas, que depois nao ha pecas, a manutencao e cara, ou tem de estar ligados a electricidade, etc etc...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: dc em Abril 01, 2015, 12:14:00 pm
Se se tivesse feito um acordo das Lajes como devia ser, teríamos o que queríamos praticamente...
Mas tendo em conta que eles andam a pôr tudo a preços de saldos, já dava para desenrascar, e desenrascar com algo como o ACADO diz com provas dadas. Mas faltou sempre visão, principalmente ao Exército, que tanto quer o "novo e bonito" quando podia simplesmente ir por caminhos mais fáceis e com ganhos imediatos, enquanto noutros casos vai pelo "velho e muito usado" como o caso dos Chaparral ou os M60 nos anos 90... Pessoalmente acho que há certas compras que são perfeitamente aceitáveis serem feitas em segunda mão, se não há dinheiro para brinquedo novo, veja-se as opções em segunda mão. A marinha fez isso, podia muito bem encomendar duas fragatas novas numa altura em que não havia a dita crise, no entanto, preferiu a solução mais rápida e foi pela via da segunda mão, com resultados positivos. Relativamente aos helis ligeiros, já se percebeu que nada vai ser feito antes de 2020, logo os Allouete têm de aguentar mais 5 anos pelo menos, e se uma solução de segunda mão surgir(barata claro está), diria que se aproveitasse, nem que fosse para operar por 10 anos, e depois desses dez anos, se a economia permitisse, adquiria-se algo novinho em folha que durasse mais anos.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 01, 2015, 01:01:30 pm
Nunca vamos ser umas Forcas Armadas de primeira linha Mundial portanto podemos perfeitamente ter equipamento de linha media mas que seja facil de operar, manter e que tenha a eficacia necessaria para os nossos possiveis teatros de operacoes.

O melhor exemplo disso sao os F16, avioes de linha Media extremamente eficazes. Ja o oposto sao os Leopard, primeira linha mas cheios de problemas de manutencao...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 01, 2015, 02:48:56 pm
O Abrams é ainda pior, gasta bastante mais combustivel, mas quando se tem o topo...tem que se ter a carteira bem recheada! É como estar-se habituado a andar de Opel Corsa e passar-se a andar num BMW série 5 e esperar gastar a mesma coisa. O meu helicóptero fétiche acima descrito, é bom, usa a mesma mecânica que a última versão do Cobra e vai estar no USMC durante as próximas décadas.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 01, 2015, 02:56:39 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
O Abrams é ainda pior, gasta bastante mais combustivel, mas quando se tem o topo...tem que se ter a carteira bem recheada! É como estar-se habituado a andar de Opel Corsa e passar-se a andar num BMW série 5 e esperar gastar a mesma coisa. O meu helicóptero fétiche acima descrito, é bom, usa a mesma mecânica que a última versão do Cobra e vai estar no USMC durante as próximas décadas.

O abrams gasta mais gasolina, mas pelo menos nao precisa estar ligado à ficha.
E a gasolina a mais tras outras vantagens...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: HSMW em Abril 01, 2015, 03:54:32 pm
Citação de: "ACADO"
mas pelo menos nao precisa estar ligado à ficha.

De certeza que não precisa? É que isso é normal em todas as viaturas mais recentes, desde CC até ambulâncias.
Como vantagem já não é necessário ter de dar "xuxa" de cada vez que se quer pôr o motor a trabalhar após um tempo de paragem mais prolongado e depois ter de trocar as baterias todos os anos...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 01, 2015, 04:15:28 pm
Citação de: "HSMW"
Citação de: "ACADO"
mas pelo menos nao precisa estar ligado à ficha.

De certeza que não precisa? É que isso é normal em todas as viaturas mais recentes, desde CC até ambulâncias.
Como vantagem já não é necessário ter de dar "xuxa" de cada vez que se quer pôr o motor a trabalhar após um tempo de paragem mais prolongado e depois ter de trocar as baterias todos os anos...

O pessoal que conheco de Cavalaria diz que nao, e eu realmente nunca os vi ligados em lado nenhum por onde passei.
Assim como nao vi MRAPS, Hummers, Strykers e Bradleys.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: NVF em Abril 01, 2015, 04:26:41 pm
Os Abrams, a partir da versão M1A2 SEP, passaram a ter APU. Quanto aos outros veículos que o ACADO mencionou, não sei mas é possível que também tenham APU.

http://www.ciar.org/ttk/mbt/armor/armor ... AAPU02.pdf (http://www.ciar.org/ttk/mbt/armor/armor-magazine/armor-mag.2002.jf/1UAAPU02.pdf)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Bravo Two Zero em Abril 02, 2015, 06:42:15 pm
Citação de: "ACADO"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
O Abrams é ainda pior, gasta bastante mais combustivel, mas quando se tem o topo...tem que se ter a carteira bem recheada! É como estar-se habituado a andar de Opel Corsa e passar-se a andar num BMW série 5 e esperar gastar a mesma coisa. O meu helicóptero fétiche acima descrito, é bom, usa a mesma mecânica que a última versão do Cobra e vai estar no USMC durante as próximas décadas.

O abrams gasta mais gasolina, mas pelo menos nao precisa estar ligado à ficha.
E a gasolina a mais tras outras vantagens...


Qual é a vantagem do M1A1/2 Abrams em relação ao LEO  2A6/A6M ?
As características técnicas dão vantagem ao modelo europeu em todos os aspectos, além do facto que devido à turbina, a infantaria não pode acompanhar o CC sem queimar as pestanas :mrgreen: .
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 02, 2015, 08:27:10 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Citação de: "ACADO"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
O Abrams é ainda pior, gasta bastante mais combustivel, mas quando se tem o topo...tem que se ter a carteira bem recheada! É como estar-se habituado a andar de Opel Corsa e passar-se a andar num BMW série 5 e esperar gastar a mesma coisa. O meu helicóptero fétiche acima descrito, é bom, usa a mesma mecânica que a última versão do Cobra e vai estar no USMC durante as próximas décadas.

O abrams gasta mais gasolina, mas pelo menos nao precisa estar ligado à ficha.
E a gasolina a mais tras outras vantagens...


Qual é a vantagem do M1A1/2 Abrams em relação ao LEO  2A6/A6M ?
As características técnicas dão vantagem ao modelo europeu em todos os aspectos, além do facto que devido à turbina, a infantaria não pode acompanhar o CC sem queimar as pestanas :mrgreen: .

Deve ser por isso que este Marine tem um protector solar tão castanho e o de tras tem as pestanas tapadas!!!assim se calhar já dá para companhar!! ahahah

(http://i602.photobucket.com/albums/tt104/vor033/USMC-3/614e6bd3.jpg)

(http://i.ytimg.com/vi/0NS5sbmqL9Q/0.jpg)

(http://d2.static.dvidshub.net/media/thumbs/photos/1307/970829/258w_q75.jpg)

(https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS0PxVsxfs6WYHDgj_GNlxyt2SoaibnWskeBvFcFmx2_xYWSiMDdw)

O debate é grande, e sem duvida o Leopard tem uma boa ficha tecnica, mas basta ter de estar ligado a corrente para eu não o querer. Mas acima de tudo, o Abrams é feito in USA que de guerra e logística percebem eles e não num País que não sabe o que é combater à 70 anos...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Bravo Two Zero em Abril 02, 2015, 10:11:50 pm
Perdoem- me o off topic, mas:

Citar
Deve ser por isso que este Marine tem um protector solar tão castanho e o de tras tem as pestanas tapadas!!!assim se calhar já dá para companhar!! ahahah

Certo, encontre-me uma foto ou vídeo onde veja-se infantaria a acompanhar pela retaguarda um Abrams em movimento.
O calor gerado pela turbina pode chegar a  500ºC, segundo dados do fabricante

Citar
O debate é grande, e sem duvida o Leopard tem uma boa ficha tecnica, mas basta ter de estar ligado a corrente para eu não o querer. Mas acima de tudo, o Abrams é feito in USA que de guerra e logística percebem eles e não num País que não sabe o que é combater à 70 anos...

Pois claro, afinal todo sabemos que os Alemães não sabem produzir um CC ou blindados decentes :roll:  Já ouviu falar do Pz.Kpfw. V Panther, PzKpfw VI Tiger ou dos StuG III/IV?
E o facto de a peça do Abrams ser de origem alemã, o canhão de 120 mm da Rheinmetall que também equipa os LEOS, embora os Leos 2A5 e superiores tenha uma versão de maior alcance?
Já agora, sabe que nos parques de viaturas, as ambulâncias de socorro, viaturas de desencarceramento e combate a incêndios encontram-se "à carga" como se diz na gíria, de modo a preservar a bateria, e não é por isso que falham?

Ps: Quanto à temática da turbina e do calor gerado, encontrei esta citação num manual do Exército Norte -Americano:

Citar
FM 3-06.11 COMBINED ARMS OPERATIONS IN URBAN TERRAIN

7-11. TANK CANNON
c. Characteristics. Both 105-mm and 120-mm tank cannons have two specific characteristics that affect their employment in urban areas: limited elevation and depression, and short arming ranges. In addition, the M1 and M1A1/M1A2 tanks have another characteristic not involved with its cannon but affecting infantrymen working with it—extremely hot turbine exhaust.

(1) The M1 and M1A1/M1A2 tanks can elevate their cannon +20 degrees and depress it -10 degrees. The lower depression limit creates a 35-foot (10.8-meter) dead space around a tank. On a 16-meter-wide street (common in Europe) this dead space extends to the buildings on each side (Figure 7-15). Similarly, there is a zone overhead in which the tank cannot fire (Figure 7-16). This dead space offers ideal locations for short-range antiarmor weapons and allows hidden enemy gunners to fire at the tank when the tank cannot fire back. It also exposes the tank's most vulnerable areas: the flanks, rear, and top. Infantrymen must move ahead, alongside, and to the rear of tanks to provide close protection. The extreme heat produced immediately to the rear of the M1-series tanks prevents dismounted infantry from following closely, but protection from small-arms fire and fragments is still provided by the tank's bulk and armor.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: HSMW em Abril 02, 2015, 11:10:31 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Perdoem- me o off topic, mas:

Citar
Deve ser por isso que este Marine tem um protector solar tão castanho e o de tras tem as pestanas tapadas!!!assim se calhar já dá para companhar!! ahahah

Certo, encontre-me uma foto ou vídeo onde veja-se infantaria a acompanhar pela retaguarda um Abrams em movimento.
O calor gerado pela turbina pode chegar a  500ºC, segundo dados do fabricante

Para quem não sabe do que se está a falar, é algo deste género:  c34x  :N-icon-Gun:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 02, 2015, 11:50:16 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Perdoem- me o off topic, mas:

Citar
Deve ser por isso que este Marine tem um protector solar tão castanho e o de tras tem as pestanas tapadas!!!assim se calhar já dá para companhar!! ahahah

Certo, encontre-me uma foto ou vídeo onde veja-se infantaria a acompanhar pela retaguarda um Abrams em movimento.
O calor gerado pela turbina pode chegar a  500ºC, segundo dados do fabricante

Citar
O debate é grande, e sem duvida o Leopard tem uma boa ficha tecnica, mas basta ter de estar ligado a corrente para eu não o querer. Mas acima de tudo, o Abrams é feito in USA que de guerra e logística percebem eles e não num País que não sabe o que é combater à 70 anos...

Pois claro, afinal todo sabemos que os Alemães não sabem produzir um CC ou blindados decentes :roll:  Já ouviu falar do Pz.Kpfw. V Panther, PzKpfw VI Tiger ou dos StuG III/IV?
E o facto de a peça do Abrams ser de origem alemã, o canhão de 120 mm da Rheinmetall que também equipa os LEOS, embora os Leos 2A5 e superiores tenha uma versão de maior alcance?
Já agora, sabe que nos parques de viaturas, as ambulâncias de socorro, viaturas de desencarceramento e combate a incêndios encontram-se "à carga" como se diz na gíria, de modo a preservar a bateria, e não é por isso que falham?

Ps: Quanto à temática da turbina e do calor gerado, encontrei esta citação num manual do Exército Norte -Americano:

Citar
FM 3-06.11 COMBINED ARMS OPERATIONS IN URBAN TERRAIN

7-11. TANK CANNON
c. Characteristics. Both 105-mm and 120-mm tank cannons have two specific characteristics that affect their employment in urban areas: limited elevation and depression, and short arming ranges. In addition, the M1 and M1A1/M1A2 tanks have another characteristic not involved with its cannon but affecting infantrymen working with it—extremely hot turbine exhaust.

(1) The M1 and M1A1/M1A2 tanks can elevate their cannon +20 degrees and depress it -10 degrees. The lower depression limit creates a 35-foot (10.8-meter) dead space around a tank. On a 16-meter-wide street (common in Europe) this dead space extends to the buildings on each side (Figure 7-15). Similarly, there is a zone overhead in which the tank cannot fire (Figure 7-16). This dead space offers ideal locations for short-range antiarmor weapons and allows hidden enemy gunners to fire at the tank when the tank cannot fire back. It also exposes the tank's most vulnerable areas: the flanks, rear, and top. Infantrymen must move ahead, alongside, and to the rear of tanks to provide close protection. The extreme heat produced immediately to the rear of the M1-series tanks prevents dismounted infantry from following closely, but protection from small-arms fire and fragments is still provided by the tank's bulk and armor.



Pelos vistos isso nao afectou muito a capacidade de combate Americana, simplesmente evoluíram para tácticas melhores pelos vistos.
Os parques de viaturas que conheco nao têm nada ligado à ficha. Mas se calhar é por serem unidades demasiados operacionais que nao precisam!! ahahah
Quantos aos alemães, volto a dizer, pouca coisa de jeito vem de lá nos últimos 70 anos. E o que vem, até usamos!! Ahahah
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Bravo Two Zero em Abril 02, 2015, 11:51:43 pm
Citação de: "HSMW"
Citação de: "Bravo Two Zero"
Perdoem- me o off topic, mas:

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Deve ser por isso que este Marine tem um protector solar tão castanho e o de tras tem as pestanas tapadas!!!assim se calhar já dá para companhar!! ahahah

Certo, encontre-me uma foto ou vídeo onde veja-se infantaria a acompanhar pela retaguarda um Abrams em movimento.
O calor gerado pela turbina pode chegar a  500ºC, segundo dados do fabricante

Para quem não sabe do que se está a falar, é algo deste género:  c34x  :N-icon-Gun:


Ok, encontrei um vídeo com infantaria a acompanhar um M1A1 à retaguarda do mesmo modo que os Russos, evitando a saída do escape da turbina


Citar
Os parques de viaturas que conheco nao têm nada ligado à ficha. Mas se calhar é por serem unidades demasiados operacionais que nao precisam!! ahahah

Então dê uma voltinha pelo parque de viaturas da corporação de bombeiros mais próxima. Verá que as ambulâncias e outras viaturas de 1ª intervenção tem uma tomada externa para a ligação a circuitos de 230V, encontrando-se ligadas a estes, de modo a garantir uma maior operacionalidade.
Num cenário de um acidente com encarcerados ou emergência pré hospitalar, as viaturas, além de sinalizarem a sua presença com o sistema luminoso de emergência, também estão a utilizar holofotes, iluminação e ventilação na célula sanitária e monitores para avaliação de sinais vitais, muitas vezes com a ignição desligada e durante algum tempo. A bateria irá ressentir-se daí a tal ligação via tomada externa quando estão estacionadas em prontidão.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 03, 2015, 02:32:35 am
Citação de: "Bravo Two Zero"
Citação de: "HSMW"
Citação de: "Bravo Two Zero"
Perdoem- me o off topic, mas:

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Deve ser por isso que este Marine tem um protector solar tão castanho e o de tras tem as pestanas tapadas!!!assim se calhar já dá para companhar!! ahahah

Certo, encontre-me uma foto ou vídeo onde veja-se infantaria a acompanhar pela retaguarda um Abrams em movimento.
O calor gerado pela turbina pode chegar a  500ºC, segundo dados do fabricante

Para quem não sabe do que se está a falar, é algo deste género:  c34x  :N-icon-Gun:


Ok, encontrei um vídeo com infantaria a acompanhar um M1A1 à retaguarda do mesmo modo que os Russos, evitando a saída do escape da turbina


Citar
Os parques de viaturas que conheco nao têm nada ligado à ficha. Mas se calhar é por serem unidades demasiados operacionais que nao precisam!! ahahah

Então dê uma voltinha pelo parque de viaturas da corporação de bombeiros mais próxima. Verá que as ambulâncias e outras viaturas de 1ª intervenção tem uma tomada externa para a ligação a circuitos de 230V, encontrando-se ligadas a estes, de modo a garantir uma maior operacionalidade.
Num cenário de um acidente com encarcerados ou emergência pré hospitalar, as viaturas, além de sinalizarem a sua presença com o sistema luminoso de emergência, também estão a utilizar holofotes, iluminação e ventilação na célula sanitária e monitores para avaliação de sinais vitais, muitas vezes com a ignição desligada e durante algum tempo. A bateria irá ressentir-se daí a tal ligação via tomada externa quando estão estacionadas em prontidão.

Pronto, afinal não vejo grandes problemas com o calor!!

Quanto ao resto, o que é viaturas de bombeiros têm a ver com veículos militares?! Os militares não se podem dar ao luxo desse tipo de dependências!!
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Bravo Two Zero em Abril 03, 2015, 11:01:01 am
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Pronto, afinal não vejo grandes problemas com o calor!!

Quanto ao resto, o que é viaturas de bombeiros têm a ver com veículos militares?! Os militares não se podem dar ao luxo desse tipo de dependências!!

Claro que não vê, afinal o esquadrão de infantaria a avançar em "bicha de pirilau" nas laterais da retaguarda do CC de modo a evitar estar no trajecto dos gases de escape da turbina, tanto no caso do T-80 do vídeo do HSMW como no que postei, deve ser o adequado num cenário de guerra urbana.

O caso das viaturas de emergência serve para demonstrar que, devido à enorme especialização dos equipamentos electrónicos, a tomada externa funciona como um sistema de redundância nas viaturas e equipamentos civis e militares, permitindo a sua maior operacionalidade e evitar que fiquem apeados por falta de bateria quando importa.

Mas deixo o assunto por aqui
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Crypter em Abril 03, 2015, 12:05:27 pm
Eu sei que isto é um forum de discusão mas às vezes a malta descamba tanto que quando damos conta, já andamos a discutir o sexo dos anjos..

GALE minha gente.. GALE! Não ha cc previsto, desenhado, sonhado ou qq coisa semelhante para eles :G-beer2:
Título: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Revyer em Abril 04, 2015, 11:11:31 am
Olá,
Eu sou o Diogo Alves, um aluno do 11º ano de escolaridade do distrito da guarda e gostaria de me candidatar no final do 12ºano ao curso de ciências militares na especialidade de cavalaria, primeiro, eu gostaria de saber se a média do secundário que vai servir para o calculo da Nota de candidatura é só a média da disciplina especifica para o curso(neste caso cavalaria) ou se é a média de todas as disciplinas do secundário.
Eu gostaria também, se possivel, que me informassem se com uma média geral de 16,5 valores e uma média de matemática A de 15,5 valores tenho alguma chance de entrar no curso desejado.
Por fim, gostaria de saber se é possivel concorrer ao mesmo tempo para a escola naval e a academia da força aerea.
Obrigado.
PS:Eu sei que este não é o topico correto mas nos topicos indicados ninguem me responde :-/, peço desculpa.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 04, 2015, 11:32:44 am
Citação de: "Revyer"
Olá,
Eu sou o Diogo Alves, um aluno do 11º ano de escolaridade do distrito da guarda e gostaria de me candidatar no final do 12ºano ao curso de ciências militares na especialidade de cavalaria, primeiro, eu gostaria de saber se a média do secundário que vai servir para o calculo da Nota de candidatura é só a média da disciplina especifica para o curso(neste caso cavalaria) ou se é a média de todas as disciplinas do secundário.
Eu gostaria também, se possivel, que me informassem se com uma média geral de 16,5 valores e uma média de matemática A de 15,5 valores tenho alguma chance de entrar no curso desejado.
Por fim, gostaria de saber se é possivel concorrer ao mesmo tempo para a escola naval e a academia da força aerea.
Obrigado.
PS:Eu sei que este não é o topico correto mas nos topicos indicados ninguem me responde :-/, peço desculpa.

Todas essas perguntas seriam respondidas pelo centro de recrutamento.
Quanto às medias, se concorrerem mais 100 pessoas com média superior não tem hipóteses, se tiverem médias inferiores entra quase de certeza!!! Por isso toca a estudar e subir isso...
E sim, pode concorrer às 3 universidades militares ao mesmo tempo.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Revyer em Abril 04, 2015, 12:03:47 pm
Obrigado ACADO, olha, só não me respondeu á pergunta como a média é calculada
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Abril 04, 2015, 02:02:09 pm
Citação de: "Revyer"
Obrigado ACADO, olha, só não me respondeu á pergunta como a média é calculada

Nao faço ideia. Pergunte no recrutamento
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: saojorgexercito em Abril 05, 2015, 12:15:05 am
Citação de: "Revyer"
Olá,
Eu sou o Diogo Alves, um aluno do 11º ano de escolaridade do distrito da guarda e gostaria de me candidatar no final do 12ºano ao curso de ciências militares na especialidade de cavalaria, primeiro, eu gostaria de saber se a média do secundário que vai servir para o calculo da Nota de candidatura é só a média da disciplina especifica para o curso(neste caso cavalaria) ou se é a média de todas as disciplinas do secundário.
Eu gostaria também, se possivel, que me informassem se com uma média geral de 16,5 valores e uma média de matemática A de 15,5 valores tenho alguma chance de entrar no curso desejado.
Por fim, gostaria de saber se é possivel concorrer ao mesmo tempo para a escola naval e a academia da força aerea.
Obrigado.
PS:Eu sei que este não é o topico correto mas nos topicos indicados ninguem me responde :-/, peço desculpa.

Epá tens medo de contactar directamente a AM? http://www.academiamilitar.pt/contactos/admissao.html (http://www.academiamilitar.pt/contactos/admissao.html)

Desencona e faz te à vida.  :D
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Revyer em Abril 05, 2015, 01:34:30 pm
Eu já fui a esse link antes de tentar pedir ajuda aqui, mas quando envio o e-mail dé erro :-/
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Maio 09, 2015, 10:41:38 pm
Visto que este assunto esta novamente a ser discutido, embora noutro tópico, queria só reforçar uma ideia que já escrevi num post mais atrás (http://http): acho que a maior estupidez que se fez foi que, ao contrário da sinergia e apoio que existiu entre a FAP e Marinha aquando a criação da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, não existiu uma maior colaboração entre o Exército e a FAP. Só isto teria feito uma enorme diferença na história do GALE/UALE e teria permitido reduzir custos, acelerar a aquisição dos helicópteros, e assim tornar os meios aéreos para o Exército num alvo menos apetecível para os cortes que foram feitos nas forças armadas.

Quanto às criticas que fizemos relativamente à aquisição/selecção do NH-90 para o GALE/UALE olhemos à aquisição de tanto do EH-101 e do NH-90:

A avaliação do substituto do Puma (S-92, EH-101 e Cougar) foi feita entre Setembro de 1999 e Dezembro de 2001, tendo sido feito outros estudos anteriormente a essas datas. Portugal entrou na agência NAHEMA e no programa do NH-90 em Junho de 2001, tendo ocorrido estudos e negociações antes dessa data.

Tendo em conta que o NH-90, mesmo na versão TTH, já possui um sistema para dobrar a cauda e as hélices do rotor principal, é fabricado com compósitos para proteger dos "elementos" agressivos como o sal e areia, pode receber uma pintura especial para proteger da corrosão da água do mar, e traz equipamentos e sensores que os permitem fazer missões anfíbias e de CSAR, fica a pergunta: porquê é que raio adquirimos a versão CSAR do EH-101?

OK, percebo que o EH-101 tenha maior capacidade de carga e alcance que o NH-90, e que os três motores do EH-101 permitam maior segurança ao operar a partir de um NAVPOL/LPD comparado com um NH-90. Também aceito que o facto da FAP (Esquadra 751) fazer diariamente missões SAR num dos ambientes marítimos mais exigentes lhes dê experiência e conhecimentos para fazerem a missão CSAR. Mas então fica a pergunta: porque raio é que adquirimos um helicóptero para o Exército que vem de fábrica com um sistema para dobrar a cauda e as hélices do rotor principal e com características para operar a partir de navios?

Isto tudo criou uma duplicação de meios que não acho justificável e só aumentou os custos de aquisição e operacionais. A FAP gastou mais dinheiro em helicópteros com capacidades CSAR/anfíbias quando não era necessário e o Exército colocou todo o UALE em risco e em causa quando decidiu adquirir uma aeronave mais cara do que era necessário. (Ver o post anterior (http://http) para mais pontos.)

Sendo isto tudo agora História acho que está é na hora de acabar de vez com o UALE e colocar uma placa ou um daqueles azulejos no MDN com a seguinte frase inscrita: «Nunca confiar helicópteros ao Exército.» E já agora não pensem que acho que apenas o Exército é que teve culpa disto tudo. O MDN é quem supostamente deveria coordenar os programas de aquisição das forças armadas e no então foi incompetente ao permitir a aquisição de helicópteros EH-101 no modelo CSAR e do NH-90 em simultâneo.

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 10, 2015, 02:58:04 am
Os Helios dobrarem as pás e a cauda nao serve so para guardar no hangar de um navio. Até para serem aerotransportadas serve...
Os Hélis fazem falta ao exercito devido as burocracias das forcas armadas. No entanto se a Marinha tivesse os Hélis que necessita e a força aerea recebesse alguns Hélis com capacidade de escolta aos EH, se calhar ja nao fazia sentido o GaLe e tanto heli em Portugal.
Se o precisamos do nh90? Nao, esta mais q visto que esse heli nao nos serve. Quando tiverem dinheiro comprem Hélis comprovados em combate e de facil manutencao, e nao se ponham a inventar...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 10, 2015, 02:26:21 pm
Concordo totalmente que a criação da UALE foi uma asneirada tremenda que desdea a manutenção de uma unidade aberta à 20 anos sem um único meio aéreo, à aquisição falhada dos EC e NH, já vai bem acima dos 100 milhões de prejuízo. Mas para não se acabar com a mesma à tanto tempo é porque ainda existe a esperança de ver qualquer coisa a voar por aquelas bandas, e posto isto vamos ao que interessa:
(http://www.air-and-space.com/20020624%20China%20Lake/5%2019%20WSL%20UH-1N%20left%20rear%20l.jpg)
(http://i128.photobucket.com/albums/p170/MarkNH/arizona/AMARG14-Bell-AH-1J-Sea-Cobra.jpg)
Não daria jeito a Portugal, fosse à UALE ou a FAP? Qualquer um deles à mais avançado que o ALIII e aproveitando que os EUA querem reduzir o pessoal nas Lajes.  :wink:
(http://www.globalsecurity.org/military/systems/aircraft/images/ah-60_battlehawk.jpg)
(http://img1.jetphotos.net:8080/img/2/5/4/7/60136_1189228745.jpg)
Mas mesmo novos, os S70 e os Uh60 estão com preço base entre os 5 e 6 milhões de US dolars. Não chegava para a FAP e UALE? (http://www.aircraftcompare.com/manufacture-aircraft/Sikorsky-Helicopter/39)... :wink:

http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=27&t=2431&start=105[/quote]
Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: dc em Maio 10, 2015, 02:52:54 pm
Vamos lá ver uma coisa  :roll:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 10, 2015, 04:14:46 pm
Mas porque é que se fala em ec645 e outras manhosices quando temos lynx na Marinha, se querem comprar Europeu so faz sentido comprar lynx para o exercito também.
É que para alem de ser um helicóptero bom esta farto de ser usado em combate...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 10, 2015, 04:27:47 pm
Citação de: "dc"
Vamos lá ver uma coisa  :wink:
Citar
In April 2006, the Swiss Defence Procurement Agency (Armasuisse) ordered 20 EC635's for the Swiss Air Force, to replace the aging Aérospatiale Alouette III in performing transport and advanced training missions.[4] The first four aircraft will be built by Eurocopter, with the remaining 16 being built by RUAG Aerospace in Alpnach, Switzerland, and deliveries expected to be completed between March 2008 and December 2009.[5]
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a7/Swiss_Air_Force_EC635P2%2B_T-352_at_BRN_(2).jpg)
Citação de: "dc"
Actualmente a prioridade é, para além de resolver os problemas de manutenção dos Merlin, substituir os Alouette e modernizar os Lynx, isto falando só em helicópteros claro. Para o suposto UALE, nem tão pouco será uma preocupação a curto prazo... Para substituir os Al3 seria aconselhável algo novo, com zero horas de voo, pois vão ser helicópteros para se utilizar por muitos e muitos anos, e, face à falta de outros helicópteros, serão o "pau para toda a obra". Adquirindo em segunda mão, seja do AMARC ou de outro sitio qualquer, não iriam aguentar muito mais que 15 anos.
O Segundo lote de F16 da FAP veio da AMARC e já voa à 10 anos. Não me parece que vá durar apenas mais 5.  :wink:
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e5/Hkp15_Agusta_A109.JPG)
(https://globalaviationreport.files.wordpress.com/2014/01/eurocopter_uh-72a_lakota_ec-145_us_army_12-72224.jpg)

Saudações
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: NVF em Maio 10, 2015, 05:40:19 pm
O EC635 é o familiar mais pequeno da manhosice que substituiu o Kiowa no exército mais poderoso do mundo. Se calhar até que não é assim tão manhoso.

(http://www.armyrecognition.com/images/stories/news/2010/september/EC-635_Eurocopter_helicopter_France_French_001.jpg)

(http://www.helipress.it/documenti/schede/941_foto_958.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: nelson38899 em Maio 10, 2015, 05:55:48 pm
Eu não percebo porque é que não podemos ter apenas dois tipos de helis, o EH e o lynx nas suas versões naval e "terrestre", Pouparia-nos dinheiro na logística!

E para não criar linhas de corte, continuo a não perceber, porque razão a entidade Forças Armadas Portuguesas, com apenas 30 mil homens, tem tantas chafaricas e tantas quintinhas.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Maio 10, 2015, 07:37:54 pm
Discutir este assunto envolve mesmo muita coisa e torna-se confuso quando estamos aqui a falar ao mesmo tempo de diferentes tipos de helicópteros e diferentes tipos de doutrinas e estruturas/organizações para as unidades aéreas (seja do Exército ou não). Que missões é que queremos que os helicópteros façam? Qual é a estrutura e organização que queremos? O UALE fica no Exército? Passamos a ter um comando conjunto com os helicópteros inseridos no EMGFA? Fica apenas a FAP com os helicópteros? Que salada que isto fica.

Citação de: "mafets"
Concordo totalmente que a criação da UALE foi uma asneirada tremenda que desdea a manutenção de uma unidade aberta à 20 anos sem um único meio aéreo, à aquisição falhada dos EC e NH, já vai bem acima dos 100 milhões de prejuízo. Mas para não se acabar com a mesma à tanto tempo é porque ainda existe a esperança de ver qualquer coisa a voar por aquelas bandas, e posto isto vamos ao que interessa:
Percebo o que quer dizer mas quero reforçar que a continuação da existência da UALE acaba por ser uma ferida aberta nas forças armadas, pois são recursos que estão a ser gastos desnecessariamente, sem qualquer objectivo definido, e numa altura de aperto de cinto. É quase o mesmo que eu não ter dinheiro para encher o depósito do meu Ferrari e ir passear com ele mas tê-lo encostado na garagem e continuar a pagar o seguro, as prestações e o imposto.

Quanto tempo terá passado quando formos a finalmente adquirir helicópteros para a UALE? Quantos anos mais serão necessários para adquirir os bichos? Talvez 1 ano por ajusto directo ou 2 a 3 anos com a avaliação e negociação. Depois quanto tempo até à entrega dos primeiros e a formação do pessoal? Talvez meio ano ou até 1 a 2 anos. Então facilmente chegamos a mais uma década com a UALE ali a operar, a chupar recursos, e a necessitar que se vá formando pessoal para manter o conhecimento e a experiência da unidade.

Como o dc e nelson38899 escreveram:
Citação de: "dc"
Acredito sim que no exército ainda se pense no UALE como uma realidade, e só por isto é que não foi desactivado. Duvido que o próprio exército, face à conjuntura actual, dê prioridade a helicópteros quando ainda há muitos problemas por resolver dentro do seu próprio ramo, desde a defesa aérea até aos M-113, ou as versões lança-pontes e de recuperação dos Leo, armas ligeiras e variados equipamentos individuais, entre muitas outras coisas prioritárias... portanto, não me parece que nos próximos 5 a 10 anos helis no exército venham para o topo das prioridades...

Citação de: "nelson38899"
E para não criar linhas de corte, continuo a não perceber, porque razão a entidade Forças Armadas Portuguesas, com apenas 30 mil homens, tem tantas chafaricas e tantas quintinhas.

Se alguém no Exército pensa que a UALE ainda tem possibilidade vir a receber helicópteros aquando a actual (e futura) situação económica do país, então das três uma: ou estão à espera de "roubar" o substituto do Alouette III à FAP para a UALE, ou são incompetentes e precisam de ser mandados embora, ou são malucos e precisam de ir para o manicómio.

Citação de: "ACADO"
Os Helios dobrarem as pás e a cauda nao serve so para guardar no hangar de um navio. Até para serem aerotransportadas serve...
Sim, mas no entanto o custo dessa capacidade nem sempre compensa face ao benefício. Era este um dos pontos que eu queria fazer.

Citação de: "ACADO"
Os Hélis fazem falta ao exercito devido as burocracias das forcas armadas.
É estas burocracias com que temos de acabar nos dias de hoje.

Citação de: "ACADO"
Se o precisamos do nh90? Nao, esta mais q visto que esse heli nao nos serve. Quando tiverem dinheiro comprem Hélis comprovados em combate e de facil manutencao, e nao se ponham a inventar...
Nós até que precisamos dos NH-90 mas vai depender totalmente do que queremos realmente fazer em termos de missões e da doutrina e estrutura a utilizar. Por exemplo, temos falta de pilotos-comandante para os EH-101 e estes também são caros de operar; portanto, sim precisamos do NH-90 para permitir que a FAP deixe de fazer muitas missões de apoio ao Exército (e Marinha) por forma a voarem menos horas e não terem de fazer algum do treino associado a essas missões.

Citação de: "mafets"
Não daria jeito a Portugal, fosse à UALE ou a FAP? Qualquer um deles à mais avançado que o ALIII e aproveitando que os EUA querem reduzir o pessoal nas Lajes.  :roll:  

Existiu o rumor da compra de uns Sikorsky S-333/Robinson R66 para a FAP, tendo na altura respondido que a ser verdade mais valia comprar o Jet Ranger que pelo menos faz um par de missões.  :roll:
Eu acho que é vital e que faz todo o sentido aproveitar a necessidade da substituição dos Alouette III para decidir uma vez por todas como vão ficar no futuro os meios de asa-rotativa nas forças armadas e até mesmo nas restantes instituições nacionais (p.e. INEM e Protecção Civil).

Se vamos substituir o Alouette 3 por AW109 na FAP vamos depois deixar um pacóvio qualquer adquirir EC-635 (a nível de exemplo) para a UALE, ou se adquirirmos bastantes helicópteros ligeiros para a FAP (>8) faz sentido continuar a existir a UALE? Se realmente queremos a UALE a fazer missões como transporte táctico, reconhecimento e escolta, que no passado eram feitas pela Esquadra 552, faz sentido adquirir um helicóptero como o AW109 para a FAP em vez de um helicóptero mais pequeno como o Colibri?

É a falta de uma visão geral, estratégica e a longo prazo que no passado nos tem criado tantos problemas e queimado tanto dinheiro.

Citação de: "nelson38899"
Eu não percebo porque é que não podemos ter apenas dois tipos de helis, o EH e o lynx nas suas versões naval e "terrestre", Pouparia-nos dinheiro na logística!
Sim, mas neste caso específico o dinheiro poupado na logística poderá não compensar os custos operacionais do EH-101 e do Lynx comparados a outras alternativas e até mesmo os custos de aquisição do Lynx; como o mafets já referiu. Especialmente numa era em que helicópteros diferentes, e de diferentes fabricantes, acabam por ter alguns componentes em comum (motores, aviónicos, sensores, etc.).

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: night_runner em Maio 11, 2015, 05:10:33 am
Citação de: "Get_It"
Visto que este assunto esta novamente a ser discutido, embora noutro tópico, queria só reforçar uma ideia que já escrevi num post mais atrás (http://http): acho que a maior estupidez que se fez foi que, ao contrário da sinergia e apoio que existiu entre a FAP e Marinha aquando a criação da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, não existiu uma maior colaboração entre o Exército e a FAP.
Não posso concordar com esta sua opinião camarada Get_It, e duvido que possua factos que substanciem o que escreveu. A FAP prestou o apoio que o Exército quis e precisou e, sobretudo, que ficou acordado entre ambos. O insucesso do GALE/UALE nada tem a ver com a Força Aérea, pelo contrário, sem ela nem sequer operações aéreas havia em Tancos, por ex...

A esta distância já não tenho a certeza de alguns números, mas sei que há aqui no forum quem tenha.

Do que me recordo, o Exército estabeleceu como prioridade na altura possuir a capacidade de transporte aéreo/assalto de uma companhia de infantaria totalmente equipada (comandos/páras). Para tal, e com base no mercado, definiu que seriam necessários 7 helicópteros médios. Pelo nivel de operacionalidade previsto estimou-se que 10 aeronaves (12 num primeiro momento?) seria a quantidade adequada para conseguir atingir esse objectivo principal. O modelo ficou escolhido quando houve a oportunidade de entrar no programa NH-90 como país construtor.

Para apoio, observação e reconhecimento armado era necessário um helicóptero ligeiro e foi escolhido o EC635. Uma boa escolha mas o Exército queria que os helicópteros tivessem capacidade de usar, além de pods de canhão e foguetes, armas anti-carro (TOW). A Eurocopter vendeu o modelo como sendo capaz de o fazer (a solução salvo-erro seria a colocação de uma torre com sensores por cima da cabine à semelhança dos Gazelle). Quando as aeronaves foram entregues essa capacidade já estaria a ser testada na Alemanha. O MDN ao não querer aceitar os helicópteros devido à falta das capacidades acordadas tinha duas opções: 1) redifinir os requisitos do Exército, ou 2) negociar com o fabricante a resolução do problema. Não me recordo se a opção 2 foi seriamente esgotada mas o certo é que foi decidido terminar o programa e receber uma indeminização da Eurocopter.*

Também por essa altura, o MDN pediu para os ramos estudarem a possibilidade de uma compra conjunta de helicópteros de modo a também substituir os Alouette III. Se bem me lembro, as aeronaves que a FAP definiu como necessidade (9) seriam uma opção no contrato de aquisição das nove para o Exército.
Depois do EC635 deixar de ser opção não é surpresa que o facto da escolha do modelo ter passado a ser "a dois" veio atrasar e dificultar bastante a conclusão do processo. Acrescentando a isso a situação do país não admira que as coisas tenham chegado a este ponto. É pena porque mesmo assim bem vistas as coisas o EC é muito provavelmente a aeronave que melhor satisfaz a generalidade dos requisitos dos dois ramos.

Podemos especular sobre as razões que levaram a todas estas decisões e outras subjacentes (como a manutenção da estrutura da UALE), mas enquanto não soubermos dos factos é apenas isso mesmo, especular, e corremos o risco de cometer alguma injustiça ao alimentá-las. Mas podemos e devemos questionar, sem fazer juízos. Por ex, não teria o Exército o UALE a voar hoje se tivesse abdicado da capacidade AC nos helicópteros ligeiros na altura?


*Por vezes os fabricantes promovem demais o que "pode" e não o que "há". Mas por vezes depois também se descobre que o que "pode" afinal fica muito caro para o benefício que traz ou que é tecnicamente mais complicado de implementar do que se esperava, etc etc , não faltam são exemplos (com isto lembro-me de alguém aqui no forum dizer que o EH tambem pode levar armamento num "pod" ou algo do género só porque viu no site ou num folheto da AW).
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: dc em Maio 11, 2015, 02:12:15 pm
ACADO, está a esquecer-se que o conveniente seria adquirir um helicóptero ligeiro para o Exército e para a FAP, que preenchesse os requisitos de ambos. Ora o Lynx, quanto muito preencheria os requisitos do Exército, mas a FAP quer um heli de treino também, para além das outras missões que os Al3 também executam, e o Lynx seria demasiado caro como helicóptero de treino. Agora poderia-se considerar o Lynx (de preferência na versão Wildcat) como alternativa ao NH-90 como heli de transporte do Exército/FAP. Depois, posto isto, só teríamos 3 tipos de heli diferente, Merlin, Lynx (naval e "normal") e o substituto do Al.

Mafets, confusão da minha parte, o que sabia era que havia intenção de o mesmo tipo de heli ir para os dois ramos, poupando na logística.

No fim disto tudo, o EC-635 ou um Fennec seriam o tipo de helicóptero mais adequado para as necessidades tanto do Exército como da FAP para um heli ligeiro. Os helis médios (alternativa ao NH-90), é algo a ser pensado depois de todas as prioridades estarem suprimidas... primeiro trate-se dos Lynx da Marinha e dos Al3 da FAP, o resto são sonhos...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Maio 11, 2015, 02:28:43 pm
Citação de: "Get_It"
Tendo em conta que o NH-90, mesmo na versão TTH, já possui um sistema para dobrar a cauda e as hélices do rotor principal, é fabricado com compósitos para proteger dos "elementos" agressivos como o sal e areia, pode receber uma pintura especial para proteger da corrosão da água do mar, e traz equipamentos e sensores que os permitem fazer missões anfíbias e de CSAR, fica a pergunta: porquê é que raio adquirimos a versão CSAR do EH-101?

Não me recordo de alguma vez se falar de os NH-90 TTH para Portugal terem a capacidade de dobrar pás e cauda (similar aos TTH que a Marinha Holandesa e Italiana devem ter), acho que os nossos seriam TTH puros.

Percebo mais ou menos o que quer dizer, já que o NH-90 seria o principal helicoptero táctico das Forças Armadas, porque não além de executar operações de apoio ao Exército, também executar operações de apoio aos Fuzileiros?

Tenho algumas hipoteses, o programa de substituição do Puma já ser mais avançado do que a compra do NH-90, as caracteristicas de helicoptero para operações anfíbias ser mais parecido com as caracteristicas de helicoptero CSAR da Força Aérea do que TTH do Exército, etc.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 11, 2015, 02:59:42 pm
Mas os NH-90 já deixaram de dar problemas? É que para mim o que tivemos foi muita sorte!

Já Paulinho das Feiras esteve bem quando recusou os EC135.

Venom para todos e tenho dito! :twisted:


A piloto não faz parte do pacote!
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 11, 2015, 03:31:28 pm
Citação de: "dc"
ACADO, está a esquecer-se que o conveniente seria adquirir um helicóptero ligeiro para o Exército e para a FAP, que preenchesse os requisitos de ambos. Ora o Lynx, quanto muito preencheria os requisitos do Exército, mas a FAP quer um heli de treino também, para além das outras missões que os Al3 também executam, e o Lynx seria demasiado caro como helicóptero de treino. Agora poderia-se considerar o Lynx (de preferência na versão Wildcat) como alternativa ao NH-90 como heli de transporte do Exército/FAP. Depois, posto isto, só teríamos 3 tipos de heli diferente, Merlin, Lynx (naval e "normal") e o substituto do Al.

Mafets, confusão da minha parte, o que sabia era que havia intenção de o mesmo tipo de heli ir para os dois ramos, poupando na logística.

No fim disto tudo, o EC-635 ou um Fennec seriam o tipo de helicóptero mais adequado para as necessidades tanto do Exército como da FAP para um heli ligeiro. Os helis médios (alternativa ao NH-90), é algo a ser pensado depois de todas as prioridades estarem suprimidas... primeiro trate-se dos Lynx da Marinha e dos Al3 da FAP, o resto são sonhos...

É fácil, a FAP ficam com os lynx velhos da Marinha para instrução e a Marinha recebe novos...
E pronto, so ficamos com 2 tipos de helis em que um é transporte puro e o outro é um polivalente...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 11, 2015, 03:58:55 pm
Relativamente ao UALE, desconheço outra razão para a manutenção da estrutura que não a possibilidade de esta um dia vir a contar com meios aéreos. Mas por outro lado, sei de fonte segura, que desde pilotos a pessoal de manutenção muito pouca gente ainda lá está. Mas a verdade é que continua a constar e ninguém a nível das chefias fala em acabar com a mesma, nem lhe dar meios aéreos. Enfim, uma estrutura que existe no papel, mas na prática só aparece a "espaços".  :twisted:
(http://www.aircraftcompare.com/aircraft_images/376.jpg)
(http://www.army-technology.com/projects/as550_fennec/images/as550fennec_1.jpg)
(http://www.15thstrikewing.mil.ph/images/md520mg.jpg)
(http://img.wp.scn.ru/camms/ar/328/pics/70_2.jpg)
Pessoalmente, e tendo em conta apenas o preço penso que seria mais produtivo para a FAP em vez do S333 que custa 700 000 USD a unidade, adquirir o 206 Jet Ranger que por 900 000 euros permite fazer mais missões além da instrução, seja SAR ou missões armados com rockets ou metralhadora. Já referi que o US Army esta a retirar de serviço os Kiowa, mas a opção nova mantendo presente um equipamento para mais que uma missão, existiria o Fennec ou o MD 500, embora o preço já aumenta-se para os 2,60-4,60 do primeiro e os 1,10 a 4,50 USD deste ultimo. http://www.aircraftcompare.com/manufacture-aircraft/MD%20Helicopters/44
(http://www.blueskyrotor.com/performance/illustrations/Airbus__Helicopters/EC635-EC635-T2_plus_/general.jpg)
(http://fireaviation.com/wp-content/uploads/2013/06/Black-Forest-fire-002-cropped_6.jpg)
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1b/CH-146ISAF.jpg/800px-CH-146ISAF.jpg)
(http://www.casr.ca/mp-daly-bell-429-scout-1.jpg)
Para o Exercito, caso houvesse o milagre de alguma verba para os meios aéreos, o EC635 está nos 15 milhões USD e o Lakota nos 7,6 USD. Já para não citar a Sikorsky ou a Augusta, parece-me com o Bell 412 a 6,70 USD ou o 429/427 a 5,40-4,50 USD, entre outros produtos da mesma marca, uma opção mais económica alem de que certificada para diversos operadores, inclusive armados.
(http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/2/1/6/1901612.jpg)  
(http://www.bellhelicopter.com/MungoBlobs/765/588/UH-1Y_850x-1011.jpg)
O venon está nos 45.00 USD a Unidade. Não é para o nosso bolso martelo.  :wink:

http://www.aircraftcompare.com/manufacture-aircraft/Bell-Helicopter/37

Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 11, 2015, 04:17:51 pm
Então, agora temos dinheiro para tudo, acho que o governo descobriu petróleo mas ainda não informou a populaça...nós.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: NVF em Maio 11, 2015, 05:44:44 pm
Citação de: "mafets"
Para o Exercito, caso houvesse o milagre de alguma verba para os meios aéreos, o EC635 está nos 15 milhões USD e o Lakota nos 7,6 USD. Já para não citar a Sikorsky ou a Augusta, parece-me com o Bell 412 a 6,70 USD ou o 429/427 a 5,40-4,50 USD, entre outros produtos da mesma marca, uma opção mais económica alem de que certificada para diversos operadores, inclusive armados.

Mafets — deve haver aí um engano. O EC635 (versão militar do EC135) é mais pequeno e mais barato que o Lakota (versão militar do EC145). Segundo a wiki anda à volta dos 4 ou 5 milhoes de USD.

Quanto às nossas constantes denúncias de contratos militares é, quanto a mim, uma grande palhaçada que só serve para poupar uns trocos no curto prazo. Primeiro, opta-se por equipamentos que ainda estão em desenvolvimento (A400M e NH90), que nunca foram adquiridos por nenhum outro operador (EC635 e Pandur II), ou que foi recentemente adoptado por outros países (Merlin) e espera-se que tudo corra sem problemas. Ao mínimo atraso, ou soluço, por parte do fabricante, longo vem o arrependimento e, rapidamente, se cancela o programa, porque dá direito a tempo de antena, passa-se a ideia que são muito rigorosos e de que se está a poupar uns trocos. A questão que fica por responder é: será que as luvas foram devolvidas por que o negocio não foi para a frente?

Quem segue minimamente estas coisas, sabe que é absolutamente normal haver atrasos no desenvolvimento de novos produtos. Quando há situações/problemas que se arrastam por demasiado tempo (A400M e NH90) e havendo outras alternativas no mercado quiçá melhor adequadas às nossas condições, a hipótese do cancelamento até pode fazer sentido. No entanto, situações como o cancelamento do programa Pandur II que deixam o Exército coxo (vide o recente emprego de Chaimites num cenário potencialmente perigoso), ou cancelamento do EC635 por um atraso da treta* são completamente reveladoras do amadorismo do nosso poder político relativamente a aquisições militares.

*Segundo o que foi anteriormente dito e pelo que me recordo da altura, a única capacidade que faltava desenvolver era precisamente a integração do armamento, tudo o resto estava pronto. Ou seja, um atraso de uma capacidade não fundamental (o heli podia voar em segurança e não íamos entrar em guerra tão cedo) e que, possivelmente, se resolveria numa questão de meses, levou ao cancelamento de um programa inteiro e passados 12 ou 13 anos ainda não há um substituto.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 11, 2015, 06:18:41 pm
Citação de: "NVF"
Mafets — deve haver aí um engano. O EC635 (versão militar do EC135) é mais pequeno e mais barato que o Lakota (versão militar do EC145). Segundo a wiki anda à volta dos 4 ou 5 milhoes de USD.
Penso que terá a ver com as versões civis e militares base (embora o fabricante forneça adaptações do modelo civil para uso militar, acrescentando cada sistema ao preço base). O site: http://www.aircraftcompare.com/helicopter-airplane/Eurocopter-EC-635/216
(http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/1/7/0/0582071.jpg)
Citar
Eurocopter EC 635
Price - Current Price $ 15 million Approx. Estimated*
Multi Purpose Multi Talented Helicopter The Eurocopter EC 635 P2...
http://www.aircraftcompare.com/helicopter-airplane/Eurocopter-UH-72A-Lakota/220
(http://www.military-today.com/helicopters/uh72a_lakota.jpg)
Citar
Eurocopter UH-72A Lakota
Price - Current Price $ 7.76 million U.S. Estimated *
The Ready to Use Military Helicopter The Eurocopter UH-72A Lakota ...
A versão civil: http://www.aircraftcompare.com/helicopter-airplane/Eurocopter-EC135/228
(http://flyawaysimulation.com/media/images5/images/cefamet-eurocopter-ec135-fsx1.jpg)
Citar
Eurocopter EC135
Price - Current Price $ 3.9 million *
Exceptional and Agile Helicopter The Eurocopter EC 135 T2i...
http://www.aircraftcompare.com/helicopter-airplane/Eurocopter-EC145/226
(http://img.planespotters.net/photo/343000/original/D-HAKA-Eurocopter-EC145_PlanespottersNet_343944.jpg)
Citar
Eurocopter EC145
Price - Current Price $ 5.5 million *
Innovations For Easier Operations The Eurocopter EC 145...
Os preços também são estimados, o que permite apenas ter uma ideia geral para comparar valores, penso eu de que. Quanto ao resto, perfeitamente de acordo. Aliás, se isso tivesse valido para os NPO2000 o MD e a Marinha não os tinha recebido devido aos atrasos que sofreram, assim como o MLU dos F16, etc :mrgreen:  :mrgreen:  :wink:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 11, 2015, 06:19:44 pm
Citação de: "NVF"
Citação de: "mafets"
Para o Exercito, caso houvesse o milagre de alguma verba para os meios aéreos, o EC635 está nos 15 milhões USD e o Lakota nos 7,6 USD. Já para não citar a Sikorsky ou a Augusta, parece-me com o Bell 412 a 6,70 USD ou o 429/427 a 5,40-4,50 USD, entre outros produtos da mesma marca, uma opção mais económica alem de que certificada para diversos operadores, inclusive armados.

Mafets — deve haver aí um engano. O EC635 (versão militar do EC135) é mais pequeno e mais barato que o Lakota (versão militar do EC145). Segundo a wiki anda à volta dos 4 ou 5 milhoes de USD.

Quanto às nossas constantes denúncias de contratos militares é, quanto a mim, uma grande palhaçada que só serve para poupar uns trocos no curto prazo. Primeiro, opta-se por equipamentos que ainda estão em desenvolvimento (A400M e NH90), que nunca foram adquiridos por nenhum outro operador (EC635 e Pandur II), ou que foi recentemente adoptado por outros países (Merlin) e espera-se que tudo corra sem problemas. Ao mínimo atraso, ou soluço, por parte do fabricante, longo vem o arrependimento e, rapidamente, se cancela o programa, porque dá direito a tempo de antena, passa-se a ideia que são muito rigorosos e de que se está a poupar uns trocos. A questão que fica por responder é: será que as luvas foram devolvidas por que o negocio não foi para a frente?

Quem segue minimamente estas coisas, sabe que é absolutamente normal haver atrasos no desenvolvimento de novos produtos. Quando há situações/problemas que se arrastam por demasiado tempo (A400M e NH90) e havendo outras alternativas no mercado quiçá melhor adequadas às nossas condições, a hipótese do cancelamento até pode fazer sentido. No entanto, situações como o cancelamento do programa Pandur II que deixam o Exército coxo (vide o recente emprego de Chaimites num cenário potencialmente perigoso), ou cancelamento do EC635 por um atraso da treta* são completamente reveladoras do amadorismo do nosso poder político relativamente a aquisições militares.

*Segundo o que foi anteriormente dito e pelo que me recordo da altura, a única capacidade que faltava desenvolver era precisamente a integração do armamento, tudo o resto estava pronto. Ou seja, um atraso de uma capacidade não fundamental (o heli podia voar em segurança e não íamos entrar em guerra tão cedo) e que, possivelmente, se resolveria numa questão de meses, levou ao cancelamento de um programa inteiro e passados 12 ou 13 anos ainda não há um substituto.

E ate podiamos ter sido ca nos a desenvolver isso.
Embora nao goste de ter um Heli que ninguem conhece, que se a Europa entrar em Guerra nao iremos conseguir arranjar pecas, etc etc!! Mas ao menos ja tinhamos os helis e a unidade a funcionar...

Para mim, quase que so comprava Americano ou Ingles. Nos Oceanos ainda mandamos alguma coisa e teremos sempre acesso a abastecimentos maritimos, e uma alianca destes tres Paises mete muito Oceano Atlantico em sentido...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Maio 11, 2015, 07:48:10 pm
Citação de: "night_runner"
Não posso concordar com esta sua opinião camarada Get_It, e duvido que possua factos que substanciem o que escreveu. A FAP prestou o apoio que o Exército quis e precisou e, sobretudo, que ficou acordado entre ambos. O insucesso do GALE/UALE nada tem a ver com a Força Aérea, pelo contrário, sem ela nem sequer operações aéreas havia em Tancos, por ex...
Não quis dizer que a Força Aérea é que é responsável ou contribuiu de qualquer forma para o insucesso do GALE/UALE. Estou é a criticar o Exército por não ter aproveitado uma melhor colaboração com a FAP como a Marinha fez. Especialmente quando se tratou dos helicópteros ligeiros num número tão pequeno.

Citação de: "night_runner"
Também por essa altura, o MDN pediu para os ramos estudarem a possibilidade de uma compra conjunta de helicópteros de modo a também substituir os Alouette III. Se bem me lembro, as aeronaves que a FAP definiu como necessidade (9) seriam uma opção no contrato de aquisição das nove para o Exército.
O MDN não devia ter pedido, devia era ter mandado. Se tivéssemos adquirido o mesmo helicóptero ligeiro para os dois ramos teria sido mais fácil para a FAP integrar o mesmo na sua estrutura/organização já existente e por consequente seria mais fácil para o Exército criar as suas próprias capacidades. Não teria existido esta necessidade de ter pessoal a não fazer nada enquanto se esperava pelos meios aéreos.

Citação de: "night_runner"
Mas podemos e devemos questionar, sem fazer juízos. Por ex, não teria o Exército o UALE a voar hoje se tivesse abdicado da capacidade AC nos helicópteros ligeiros na altura?
Exacto! Como o NVF escreveu:

Citação de: "NVF"
*Segundo o que foi anteriormente dito e pelo que me recordo da altura, a única capacidade que faltava desenvolver era precisamente a integração do armamento, tudo o resto estava pronto. Ou seja, um atraso de uma capacidade não fundamental (o heli podia voar em segurança e não íamos entrar em guerra tão cedo) e que, possivelmente, se resolveria numa questão de meses, levou ao cancelamento de um programa inteiro e passados 12 ou 13 anos ainda não há um substituto.
Ora então, tinha-se recebido os helicópteros, quer inicialmente para a FAP ou Exército, e tinha-se logo começado a fazer a instrução e o treino das tripulações e só depois é que se tinha acrescentado a capacidade anti-carro. O Exército estava mesmo à espera de ir logo "mandar uns tirinhos" mal os helicópteros chegassem? Não ia fazer os testes e trabalhos iniciais da recepção dos aparelhos e terminar de formar o pessoal? Não me parece que a instrução do pessoal na FAP e em Espanha fosse suficiente para começar logo a fazer esse tipo de missões.

Citação de: "NVF"
Quanto às nossas constantes denúncias de contratos militares é, quanto a mim, uma grande palhaçada que só serve para poupar uns trocos no curto prazo. Primeiro, opta-se por equipamentos que ainda estão em desenvolvimento (A400M e NH90), que nunca foram adquiridos por nenhum outro operador (EC635 e Pandur II), ou que foi recentemente adoptado por outros países (Merlin) e espera-se que tudo corra sem problemas. Ao mínimo atraso, ou soluço, por parte do fabricante, longo vem o arrependimento e, rapidamente, se cancela o programa, porque dá direito a tempo de antena, passa-se a ideia que são muito rigorosos e de que se está a poupar uns trocos. A questão que fica por responder é: será que as luvas foram devolvidas por que o negocio não foi para a frente?
:Bajular:  :Amigos:

Citação de: "Lightning"
Não me recordo de alguma vez se falar de os NH-90 TTH para Portugal terem a capacidade de dobrar pás e cauda (similar aos TTH que a Marinha Holandesa e Italiana devem ter), acho que os nossos seriam TTH puros.
Por mais incrível que pareça todos os NH-90 vêm de fábrica com o sistema para dobrar a cauda e as pás do rotor principal. A diferença é que num TTH o sistema é manual (TTH Missions Packages - NHIndustries (http://http)), enquanto na variante NFH tem um sistema já automático (NFH Automatic Folding - NHIndustries (http://http)). Mesmo os NH-90 para o Omã têm essa capacidade.

Citação de: "Lightning"
Percebo mais ou menos o que quer dizer, já que o NH-90 seria o principal helicoptero táctico das Forças Armadas, porque não além de executar operações de apoio ao Exército, também executar operações de apoio aos Fuzileiros?
Sim, porque se afinal os helicópteros também têm capacidade para operações anfíbias, então obviamente que poderiam ser empenhados para apoiar os fuzileiros. Especialmente no caso de uma situação como a Guiné, quer num cenário que não teríamos EH-101 CSAR (seja porque motivo fosse) ou como forma de complementar os EH-101.

Citação de: "Lightning"
Tenho algumas hipoteses, o programa de substituição do Puma já ser mais avançado do que a compra do NH-90, as caracteristicas de helicoptero para operações anfíbias ser mais parecido com as caracteristicas de helicoptero CSAR da Força Aérea do que TTH do Exército, etc.
Sim. Eu reconheço as características superiores do EH-101 CSAR face ao NH-90, mas acho que foi um erro enorme para um país como o nosso (tamanho, situação financeira, etc.) não ter existido uma maior colaboração nesse aspecto.

Citação de: "ACADO"
É fácil, a FAP ficam com os lynx velhos da Marinha para instrução e a Marinha recebe novos...
E pronto, so ficamos com 2 tipos de helis em que um é transporte puro e o outro é um polivalente...
Os sistemas do Lynx já não serão suficientemente avançados para estar a dar formação aos pilotos da FAP, Marinha e Exército para depois estes transitarem para helicópteros mais modernos como os EH-101, Wildcat, EC-635 e NH-90. Nesse caso mais valeria comprar um helicóptero mais baratucho, tanto em custos de aquisição, como em custos operacionais.

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: night_runner em Maio 11, 2015, 08:40:43 pm
Fazendo um pouco de futurologia/wishful thinking, supondo que os problemas económicos se vão apaziguando e que os programas de reequipamento são retomados...

Até 2020 deveria ser concluida a aquisição de helicopteros ligeiros para a FAP e Exército.

De 2020 a 2025 o MDN compraria 5 EH101 em novas versões, 2 SAR para a FAP e 3 CSAR para o Exército. Paralelamente, e porque as actuais aeronaves já terão perto de 20 anos nessa altura, seria feito uma actualização para as novas versões adquiridas. Durante o processo a FAP transferia os 4 CSAR para o Exército, que ficaria assim com uma frota de 7 EH101. A redução na frota da FAP (10) seria acompanhada com a perca de algumas missões (CSAR, heli-assalto, etc, mantendo-se o transporte geral, etc).

Supondo que a escolha para helicoptero ligeiro recai no AW109 ou derivados, passariamos a ter a totalidade das frotas de helicopteros nas Forças Armadas de um único fabricante. Claro que isso teria os seus prós e contras mas tenho a certeza que os "prós" ganhariam por larga margem.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 11, 2015, 09:00:52 pm
Citação de: "night_runner"
Fazendo um pouco de futurologia/wishful thinking, supondo que os problemas económicos se vão apaziguando e que os programas de reequipamento são retomados...

Até 2020 deveria ser concluida a aquisição de helicopteros ligeiros para a FAP e Exército.

De 2020 a 2025 o MDN compraria 5 EH101 em novas versões, 2 SAR para a FAP e 3 CSAR para o Exército. Paralelamente, e porque as actuais aeronaves já terão perto de 20 anos nessa altura, seria feito uma actualização para as novas versões adquiridas. Durante o processo a FAP transferia os 4 CSAR para o Exército, que ficaria assim com uma frota de 7 EH101. A redução na frota da FAP (10) seria acompanhada com a perca de algumas missões (CSAR, heli-assalto, etc, mantendo-se o transporte geral, etc).

Supondo que a escolha para helicoptero ligeiro recai no AW109 ou derivados, passariamos a ter a totalidade das frotas de helicopteros nas Forças Armadas de um único fabricante. Claro que isso teria os seus prós e contras mas tenho a certeza que os "prós" ganhariam por larga margem.
Agrada-me. Por acaso lembrei-me disso quando estive a ver os Merlin da RAF no Afeganistão, mas depois como não encontrei nenhum exercito a operar o EH101, não avancei na ideia.  :mrgreen:
(http://www.paracommando.com/files/public/157_oman_super_lynx_15470031.jpg)
(http://i1086.photobucket.com/albums/j454/plainmilitary3/odds%20and%20sods/Picture019.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: NVF em Maio 11, 2015, 09:49:35 pm
Independentemente de quem opera os helis, penso que devíamos fazer o que outros países com mais recursos que nós já fizeram: a criação de um comando conjunto de helicópteros (à semelhança de Inglaterra e Holanda). Assim começava-se do zero, sem espinhas, e acabava-se com a merd@ das capelinhas. Este comando seria responsável pela manutenção e logística, as tripulações e pessoal de apoio eram obviamente fornecidos pelos ramos.

Quanto a equipamentos: a FAP continuava com os Merlin para as actuais missoes; adquiria-se um heli ligeiro comum para o Exército e a FAP (umas 15/16 unidades para treino, reconhecimento, escolta armada, ligação, SAR, etc.).

Para as restantes missões do Exército e Marinha adquiria-se um heli com provas dadas, daqueles que toda a gente utiliza (NH90 ou H-60). A minha preferência seria o modelo americano, simplesmente por já ser mais que testado e por ser mais mais barato de operar (e também por ser o meu favorito  :mrgreen: ). Quanto a números e modelos específicos: 6 a 8 MH-60R (ASW, ASuW, SAR) para substituir os Lynx nas suas actuais missões; 6 a 8 MH-60S navais (VERTREP, ASuW, SAR, recon, escolta armada) para operar do LPD, do futuro AOR e NPO's (quando tivermos NPO's com capacidade de transporte de helis); 10 a 12 UH-60M para as operações do Exército. Os pobres dos Lynx coitados iam para a reforma.

MH-60R
(http://www.aviationgraphic.com/33-2039-thickbox/mh-60r-hsm-74-swampfox.jpg)

MH-60S
(http://www.aviationgraphic.com/2318-3624-thickbox/mh-60s-knighthawk-hsc-14-jp-1772c.jpg)

UH-60M
(https://c4.staticflickr.com/8/7190/6778721190_7191a809cd_b.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Crypter em Maio 11, 2015, 10:45:56 pm
SInceramente, muito curto e duro.. Estupidez é o que me ocorre quando vejo a criação deste tipo de unidades.

Num país como o nosso para quê isto??

FA - Para andar no ar (Lynx incluidos..), MGP - Para navegar e Exército para ter o pés assentes no chão!

O dinheiro é tão pouco, para quê estas megalomanias???
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: night_runner em Maio 11, 2015, 11:17:56 pm
Citação de: "Crypter"
SInceramente, muito curto e duro.. Estupidez é o que me ocorre quando vejo a criação deste tipo de unidades.

Num país como o nosso para quê isto??

FA - Para andar no ar (Lynx incluidos..), MGP - Para navegar e Exército para ter o pés assentes no chão!

O dinheiro é tão pouco, para quê estas megalomanias???
O curto e duro por vezes é contrário ao sensato e racional. Camarada, seguindo a sua "lógica", acabaria também com os fuzileiros? Afinal, um Batalhão de Infantaria não navega, certo?

Desde que bem planeada e definida, a atribuição de meios aéreos aos diferentes ramos das Forças Armadas não é nem nunca será um factor de inviabilidade.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: nelson38899 em Maio 11, 2015, 11:37:38 pm
Citação de: "night_runner"
Citação de: "Crypter"
SInceramente, muito curto e duro.. Estupidez é o que me ocorre quando vejo a criação deste tipo de unidades.

Num país como o nosso para quê isto??

FA - Para andar no ar (Lynx incluidos..), MGP - Para navegar e Exército para ter o pés assentes no chão!

O dinheiro é tão pouco, para quê estas megalomanias???
O curto e duro por vezes é contrário ao sensato e racional. Camarada, seguindo a sua "lógica", acabaria também com os fuzileiros? Afinal, um Batalhão de Infantaria não navega, certo?

Desde que bem planeada e definida, a atribuição de meios aéreos aos diferentes ramos das Forças Armadas não é nem nunca será um factor de inviabilidade.

Eu até acho que os fuzos deveriam pertencer à BRR.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 12, 2015, 12:54:35 am
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "night_runner"
Citação de: "Crypter"
SInceramente, muito curto e duro.. Estupidez é o que me ocorre quando vejo a criação deste tipo de unidades.

Num país como o nosso para quê isto??

FA - Para andar no ar (Lynx incluidos..), MGP - Para navegar e Exército para ter o pés assentes no chão!

O dinheiro é tão pouco, para quê estas megalomanias???
O curto e duro por vezes é contrário ao sensato e racional. Camarada, seguindo a sua "lógica", acabaria também com os fuzileiros? Afinal, um Batalhão de Infantaria não navega, certo?

Desde que bem planeada e definida, a atribuição de meios aéreos aos diferentes ramos das Forças Armadas não é nem nunca será um factor de inviabilidade.

Eu até acho que os fuzos deveriam pertencer à BRR.

Fuzileiros, Paraquedistas e Comandos. Tudo uma só unidade. Mas isso ia dar uma guerra...
Só resultava se criassem um comando de operações especiais independente dos três ramos e acabassem com as boinas!!
Mas só assim teríamos realmente uma força mega eficaz em vez de 3 unidades em que cada uma tem lacunas.
Era preciso muita coragem de quem desse a ordem, mas que íamos ter uma unidade de fazer muita mossa, íamos...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Maio 12, 2015, 02:05:26 am
Não vou de momento me juntar a essa parte da discussão porque acho que já escrevi o suficiente acerca disso para vocês já estarem fartos de me aturar. Contudo...

Citação de: "NVF"
Independentemente de quem opera os helis, penso que devíamos fazer o que outros países com mais recursos que nós já fizeram: a criação de um comando conjunto de helicópteros (à semelhança de Inglaterra e Holanda). Assim começava-se do zero, sem espinhas, e acabava-se com a merd@ das capelinhas. Este comando seria responsável pela manutenção e logística, as tripulações e pessoal de apoio eram obviamente fornecidos pelos ramos.
x2.

Citação de: "night_runner"
Fazendo um pouco de futurologia/wishful thinking, supondo que os problemas económicos se vão apaziguando e que os programas de reequipamento são retomados...

Até 2020 deveria ser concluida a aquisição de helicopteros ligeiros para a FAP e Exército.

De 2020 a 2025 o MDN compraria 5 EH101 em novas versões, 2 SAR para a FAP e 3 CSAR para o Exército. Paralelamente, e porque as actuais aeronaves já terão perto de 20 anos nessa altura, seria feito uma actualização para as novas versões adquiridas. Durante o processo a FAP transferia os 4 CSAR para o Exército, que ficaria assim com uma frota de 7 EH101. A redução na frota da FAP (10) seria acompanhada com a perca de algumas missões (CSAR, heli-assalto, etc, mantendo-se o transporte geral, etc).

Supondo que a escolha para helicoptero ligeiro recai no AW109 ou derivados, passariamos a ter a totalidade das frotas de helicopteros nas Forças Armadas de um único fabricante. Claro que isso teria os seus prós e contras mas tenho a certeza que os "prós" ganhariam por larga margem.
Não gosto muito do EH-101 para o transporte táctico e heli-assalto por causa dos seus custos operacionais, mas isto é um aparte. Vou seguir a linha de ideia do Crypter em ser muito curto e duro. Há dias que fico algo frustrado como a forma de fazer as coisas no Exército (p.e. unidades fantasma, quintinhas, pára-quedistas - basicamente partilho as mesmas opiniões que o Cabeça de Martelo e outros colegas aqui têm vindo a partilhar) e cá penso eu que dado a nossa suposta estratégia marítima e dado o historial e provas dadas pela Força Aérea, que talvez seja melhor deixar de ir nas cantigas do Exército e sim investir mais na Marinha (e Fuzileiros) e na FAP. Ou seja, nada de aviação para o Exército.

Portanto, voltando ao wishful thinking do night_runner, acaba-se com a UALE e adquiria-se mais EH-101* para as missões de apoio à Marinha, Fuzileiros e Exército (CSAR, heli-assalto, etc.) e colocaria-se estes helicópteros na Marinha para que não existissem dúvidas quanto às suas principais missões. Contudo, podia-se criar na mesma um comando conjunto de helicópteros para reduzir custos em logística e expandir as capacidades ao também terem recursos humanos da FAP e Exército. O Exército até podia ter pilotos a voar EH-101 através deste comando, mas nunca deveria ter algo como a UALE ou aquele "monstro" todo só para dar apoio e gerir a unidade. Porquê colocar estes EH-101 na Marinha? Acho que seriam muito mais flexíveis e eficazes na operação dos helicópteros que o Exército ou uma esquadra da FAP quando fosse para apoiar qualquer um dos ramos. Especialmente para enviar helicópteros embarcados para uma possível intervenção em África ou uma missão no estrangeiro como no Afeganistão ou Kosovo.

* Os quatro EH-101 da variante CSAR seriam transferidos para a Marinha e seriam dados quatro da variante SAR à FAP.

Citação de: "mafets"
Quanto ao A109 sempre achei ser um excelente helicóptero para as F.A. Portuguesas. É bastante polivalente e desde as versões do Exercito às Navais, há de tudo.
Acho que iríamos estar a perder alguma performance ao trocar os Lynx por AW109 ao em vez de um Wildcat. No entanto, dado que somos um bando de pobres, um AW109 naval com capacidade ASW provavelmente seria melhor do que nada e seria a longo prazo mais económico de operar.

Citação de: "mafets"
Mas ficando na ideia do mesmo fabricante, o AW149 também me parece uma opção a ter em conta.
AW149. Me gusta. Seria um bom complemento ao EH-101 no sentido que é mais barato de operar e continua a ter uma capacidade de transporte relevante para o Exército. Também seria mais barato de adquirir quando comparado com o NH-90. Contudo, neste cenário, iria mais longe e adquiria apenas AW149 para a UALE. Nada de helicópteros ligeiros dedicados. Podia-se até instalar pods com armamento para dar alguma capacidade de resposta às missões de escolta, suporte a heli-assalto e apoio próximo. Seriam adquiridos na mesma helicópteros ligeiros para a FAP, ficando ao vosso critério se estes helicópteros seriam partilhados com o Exército através de um comando conjunto ou se não seria necessário adquirir helicópteros "a mais" para cobrir as missões do Exército.

(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1c/Salon_du_Bourget_20090619_224.jpg/640px-Salon_du_Bourget_20090619_224.jpg)

Outra coisa de bom com estes AW149 é que podiam fazer algumas das missões de SAR na zona costeira e talvez até transporte de doentes entre ilhas nos Açores.

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 12, 2015, 10:17:21 am
Andamos para aqui a divagar e para a UALE a solução é simples: Agora que se acabou com a EMA passa-se os KAMOV e Fennec para o Exercito, fazendo os primeiros heliassalto e os segundos escolta. Nas horas vagas continuam a fazer SAR, evacuação médica, e na época de incêndios volta-se a por o Balde. E assim só é preciso adquirir helicópteros para a FAP... :mrgreen:  :twisted:
(https://c2.staticflickr.com/6/5529/14215158687_2e57f4bbb9_b.jpg)
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/81/05-004_Ka-32T_(HH-32)_RoK_(3097668829).jpg)
(http://i468.photobucket.com/albums/rr46/carlosgomes/CS-HMH.jpg)
(http://www.flightglobal.com/assets/getasset.aspx?itemid=29640)

Cumprimentos  :mrgreen:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Luso em Maio 12, 2015, 11:22:25 am
Responda quem sabe:

Qual será a capacidade de sobrevivência de um A109?
Parece-me (repito: parece-me) reduzida, sobretudo pelo tipo e geometria do trem de aterragem, quando comparado com o Lynx ou blackhawk.
Pergunto-me se não seria mais racional adoptar o Lynx como plataforma comum interarmas.
Todavia já li algures - creio que aqui - que é um aparelho bastante caro.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Maio 12, 2015, 11:28:32 am
A conversa está interesse...mas na vida real a UALE está praticamente extinta... :mrgreen:

Citar
11-02-2015    
No contexto das visitas de trabalho às Unidades sob o Comando das Forças Terrestres (CFT), o Agrupamento Sanitário (AgrSan) do Exército aquartelado na Unidade de Aviação Ligeira do Exército em Tancos

No contexto das visitas de trabalho às Unidades sob o Comando das Forças Terrestres (CFT), o Agrupamento Sanitário (AgrSan) do Exército aquartelado na Unidade de Aviação Ligeira do Exército em Tancos, recebeu no dia 03 de fevereiro de 2015, a visita do Exmo. Comandante da Forças Terrestres, TGen António Xavier Lobato de Faria Menezes.
A visita teve início às 16h00, com as Honras Militares regulamentares, seguido da apresentação de cumprimentos no edifício do Comando da BrigRR e por fim a visita às novas instalações do AgrSan, onde se visitou as obras em curso das infraestruturas onde irá ficar instalado o AgrSan, assim como um módulo da Estrutura Sanitária de Campanha, flexível e projetável,  destinado a  prestar apoio sanitário aos militares do Exército, destacados em operações ou em treino, fora ou dentro do Território Nacional.
Para além do Exmo. Comandante da Brigada de Reação Rápida, MGen Carlos Alberto Grincho Cardoso Perestrelo, do Comandante do AgrSan, Sr. TCor Cavalaria João Carlos Pinto Bouça Flôres Noné Santana, acompanharam ainda a visita do Exmo Tenente-General CFT, o 2º Comandante da BrigRR, Coronel Tirocinado Cavalaria, Pedro Miguel Andrade da Fonseca Lopes, o CEM da BrigRR, Tenente-Coronel Inf Pára Hilário Dionísio Peixeiro, entre outros Oficiais e Sargentos do Comando das Forças Terrestres e do Comando e Estado-Maior da BrigRR.

http://www.exercito.pt/sites/BrigRR/Not ... A1rio.aspx (http://www.exercito.pt/sites/BrigRR/Noticias/Paginas/VisitadeTrabalhodoExmoTenente-GeneralComandantedasFor%C3%A7asTerrestresaoAgrupamentoSanit%C3%A1rio.aspx)

https://www.racius.com/pm-001-vila-nova ... sanitario/ (https://www.racius.com/pm-001-vila-nova-da-barquinha-poligono-de-tancos-uale-remodelacao-dos-edificios-8-e-25-para-instalacao-do-agrupamento-sanitario/)

Citar
A presidente da Câmara de Abrantes anunciou hoje que a implementação naquela cidade das diversas estruturas do Aquartelamento de Apoio Militar de Emergência (RAME) vai decorrer em janeiro, com um total de 473 militares efetivos.

O quartel militar de S. Lourenço, em Abrantes, no distrito de Santarém, onde nos últimos anos esteve instalada a Escola Prática de Cavalaria (EPC), vai ser a base operacional do RAME, uma força militar de apoio civil que terá a missão de prestar apoio às populações em caso de catástrofes, ou à Proteção Civil, sempre que seja acionado para qualquer teatro de operações a nível nacional.

Para lá da estrutura base, naquela cidade ribatejana, a cerca de 150 quilómetros de Lisboa, o RAME vai ter um Agrupamento Sanitário (AgrSan) com 134 efetivos a instalar em Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, mas dependente do comando do Regimento em Abrantes, a cerca de 30 quilómetros de distância.

Em Abrantes ficarão as componentes fixas e operacionais do sistema de forças, com 78 efetivos afetos ao RAME, oito militares na Unidade de Apoio Militar de Emergência (UAME), e 175 efetivos na Companhia de Reabastecimento e Serviços (CReabSvc).

O documento refere ainda um elemento destacado para o Comando da Companhia Geral de Cooperação Civil e Militar, dez militares para o destacamento de Cooperação Civil e Militar do Exército, e 67 para uma Companhia de Engenharia de apoio militar de emergência, num total de 339 elementos.

Em nota de imprensa, a presidente da autarquia Maria do Céu Albuquerque (PS) disse que a informação resultou de uma reunião com o ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, tendo acrescentado que a estrutura desta nova unidade será repartida entre Abrantes e Tancos, mas dependente do comando do Regimento em Abrantes.

A implementação das diversas estruturas do RAME ocorrerá a partir de janeiro de 2015, sendo do Exército a responsabilidade pela sua operacionalização, acrescenta a mesma nota.

http://www.antenalivre.pt/2014/11/abran ... m-janeiro/ (http://www.antenalivre.pt/2014/11/abrantes-recebe-aquartelamento-de-apoio-militar-de-emergencia-rame-em-janeiro/)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Luso em Maio 12, 2015, 11:41:07 am
Citação de: "PereiraMarques"
A conversa está interesse...mas na vida real a UALE está praticamente extinta... :mrgreen:

Sim, creio que todos nós temos a noção disso, mas a necessidade de substituir-se os Alouette III mantém-se.

Agora, tendo razão o excelso (e reles republicano) Pereira Marques, proponho que o tópico seja bloqueado e a questão seja transferida para um novo tópico no sub-fórum dedicado à Força Aérea Portuguesa.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: nelson38899 em Maio 12, 2015, 11:44:28 am
Citação de: "Luso"
Citação de: "PereiraMarques"
A conversa está interesse...mas na vida real a UALE está praticamente extinta... :mrgreen:

Sim, creio que todos nós temos a noção disso, mas a necessidade de substituir-se os Alouette III mantém-se.

Agora, tendo razão o excelso (e reles republicano) Pereira Marques, proponho que o tópico seja bloqueado e a questão seja transferida para um novo tópico no sub-fórum dedicado à Força Aérea Portuguesa.

Estou aqui a ver uma solução para a compra dos helis!

O exército pode alegar e justificar que precisa dos helis para dar apoio às populações em caso de necessidade. Com este argumento é fácil justificar a vinda dos mesmos.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2015, 12:02:53 pm
Eu continuo a achar que se o Estado já tem helicópteros e que os mesmos são pilotados por pessoas que recebem autênticas fortunas, porque não colocá-los a uso nas Forças Armadas.

Vantagens:

Os Pilotos recebem bem menos;
Pelo que li muitos dos pilotos do Exército acabaram para irem para a EMA;
Podia-se rentabilizar ao máximo o uso dos mesmo helicopteros em missões da Protecção Civil e Forças Armadas

Desvantagens:

...

Acrescentem aqui, porque eu não vejo nenhuma.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 12, 2015, 12:05:01 pm
Como até ao "lavar dos cestos é vindima", continuemos... :roll:
Citação de: "Luso"
Responda quem sabe:

Qual será a capacidade de sobrevivência de um A109?
Parece-me (repito: parece-me) reduzida, sobretudo pelo tipo e geometria do trem de aterragem, quando comparado com o Lynx ou blackhawk.
Pergunto-me se não seria mais racional adoptar o Lynx como plataforma comum interarmas.
Todavia já li algures - creio que aqui - que é um aparelho bastante caro.
O A109 tem como aspecto menos relevante a carreira militar. Salvo erro foi usado apenas pelos Argentinos nas Falklands, tendo inclusive 2 sido capturados pelos ingleses. Agora trata-se de um helicóptero em uso por cerca de 20 países e em praticamente todos os tipos de missão. A própria Guarda Costeira Americana usou até à pouco tempo em SAR, o exercito Italiano ainda usa e por exemplo os belgas apesar das vendas ainda utilizam 20. Também não é um aparelho com problemas de operações, tendo ideia que a nível de acidentes o rácio é normal. http://en.wikipedia.org/wiki/AgustaWestland_AW109
(http://adroth.ph/afpmodern/wp-content/uploads/2011/06/MH-68-Stingray_helideck.jpg)
(http://cavok.com.br/blog/wp-contents/uploads/2010/12/2010121518160048_buheli_image_lowres.jpg)
Não considero propriamente o Lynx caro, já que o preço de aquisição anda entre os 14,60 e os 27,14 milhões USD (este ultimo para o Future Lynx), quando por exemplo um Merlin é 25 milhões ou o EC725 está nos 24,40 USD. À porem opções mais baratas, como o A109 (9,00 USD), o AW149 (13,00 USD) ou o AS 565 (11,00 USD). Se formos para modelos dos EUA temos os S70/S60 nos 5 a 6 milhões USD ou Kiowa/Sh70 entre os 11 e 9,60 USD. É evidente que isto são estimativas e depois à que acrescentar despesas como extras, contratos de manutenção, custo operacionais etc. http://www.aircraftcompare.com/
(http://www.flugzeuginfo.net/acimages/uh60a_kp.jpg)
(http://military.sakura.ne.jp/aircraft/photo4/4_uh-60.jpg)
Estou com o Martelo. Aqui está o Fennec da ANPC a fazer Heliassalto com o GIOE da GNR  :wink:
(https://scontent-mad.xx.fbcdn.net/hphotos-xpf1/v/t1.0-9/11011466_940770939298905_595177124087091926_n.jpg?oh=5d20fedb8cc59deee98a1a4105c62aaa&oe=56076418)
Citar
https://www.facebook.com/GuardaNacionalRepublicana/videos/763150737115981/

Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Luso em Maio 12, 2015, 12:19:05 pm
Já fui recuperar um tópico com 10 anos dedicado à subtituição do Alouette III...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Maio 12, 2015, 12:37:07 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Os Pilotos recebem bem menos;
Pelo que li muitos dos pilotos do Exército acabaram para irem para a EMA;
Podia-se rentabilizar ao máximo o uso dos mesmo helicopteros em missões da Protecção Civil e Forças Armadas


Pelo que consegui investigar no google pelo menos quatro dos pilotos do Exército (um oficial e três sargentos) pediu passagem antecipada à reserva e está agora no "privado"   :roll: . Então no caso dos Sargentos que tinham o curso de piloto deve ser uma diferença de vencimentos da "noite para o dia"! Portanto a UALE não tem helicópteros e mesmo em termos de pilotos, entre as saídas e a falta de treino dos remanescentes...

PS: lista dos pilotos disponível aqui (http://http), depois trata-se de pesquisar pelo nome e pelo NIP.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Crypter em Maio 12, 2015, 02:42:28 pm
Citação de: "night_runner"
Citação de: "Crypter"
SInceramente, muito curto e duro.. Estupidez é o que me ocorre quando vejo a criação deste tipo de unidades.

Num país como o nosso para quê isto??

FA - Para andar no ar (Lynx incluidos..), MGP - Para navegar e Exército para ter o pés assentes no chão!

O dinheiro é tão pouco, para quê estas megalomanias???
O curto e duro por vezes é contrário ao sensato e racional. Camarada, seguindo a sua "lógica", acabaria também com os fuzileiros? Afinal, um Batalhão de Infantaria não navega, certo?

Desde que bem planeada e definida, a atribuição de meios aéreos aos diferentes ramos das Forças Armadas não é nem nunca será um factor de inviabilidade.

Quando me refiro à correcta separação de meios, refiro-me única e exclusivamente aos meios bélicos (aviões, navios, blindados, etc..)! É uma questão de racionalidade de meios e uma mais que óbvia redução de custos devido à não duplicação de meios!

quanto ao resto.. Deixe estar como está.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 12, 2015, 04:50:28 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Eu continuo a achar que se o Estado já tem helicópteros e que os mesmos são pilotados por pessoas que recebem autênticas fortunas, porque não colocá-los a uso nas Forças Armadas.

Vantagens:

Os Pilotos recebem bem menos;
Pelo que li muitos dos pilotos do Exército acabaram para irem para a EMA;
Podia-se rentabilizar ao máximo o uso dos mesmo helicopteros em missões da Protecção Civil e Forças Armadas

Desvantagens:

...

Acrescentem aqui, porque eu não vejo nenhuma.

Se for so para brincar ao transporte de tropas aqui em Portugal ate tem logica.
Agora quando falamos em usar estes meios mlitarmente nao me parece que estes meios tenham viabilidade. Um helicoptero e tripulacao militar ainda tem alguns  requesitos.
E claro, ao contrario, como e o caso dos EH andarem a gastar horas a fazer salvamentos, tambem nao acho bem...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2015, 04:58:36 pm
Porque é que os Kamov e os Ecureil não têm viabiliade. Os Ecureil ainda entendo porque são helis civis, mas o Kamov são helis militares de origem.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 12, 2015, 05:17:10 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Porque é que os Kamov e os Ecureil não têm viabiliade. Os Ecureil ainda entendo porque são helis civis, mas o Kamov são helis militares de origem.

Tem pouca sobrevivencia em ambiente hostil.
E quando faltar pecas, vamos busca-las aos Russos?!!
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2015, 05:29:59 pm
Citação de: "ACADO"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Porque é que os Kamov e os Ecureil não têm viabiliade. Os Ecureil ainda entendo porque são helis civis, mas o Kamov são helis militares de origem.

Tem pouca sobrevivencia em ambiente hostil.
E quando faltar pecas, vamos busca-las aos Russos?!!

Nós já temos problema de arranjar peças e quem faça a manutenção dos helicópteros actualmente, por isso até posso ver o problema como algo muito real.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Bravo Two Zero em Maio 12, 2015, 05:48:39 pm
Citação de: "ACADO"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Porque é que os Kamov e os Ecureil não têm viabiliade. Os Ecureil ainda entendo porque são helis civis, mas o Kamov são helis militares de origem.

Tem pouca sobrevivencia em ambiente hostil.
E quando faltar pecas, vamos busca-las aos Russos?!!

O Kamov é um heli robusto e competente
Os Russos, ucranianos, chineses, indianos e até os sul-coreanos usam-nos, até em versões de assalto:

(http://img1.jetphotos.net:8080/img/3/2/1/0/61663_1315975012.jpg)
(http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/0/5/8/1984850.jpg)

O problema do Kamov é a cadeia de logística russa. Mas os gregos, sul-coreanos e até os brasileiros são clientes satisfeitos, ao que parece.
E não esquecer que tivemos EH-101 parados devido à falha na cadeia de logística.
Para o tal heli armado embarcado no Scirocco era uma opção viável.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 12, 2015, 06:23:01 pm
Nao estou muito convencido!!
Uma coisa boa seria que em Africa deve haver pecas disto aos montes...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 12, 2015, 06:34:49 pm
Lá vou eu chatear o pessoal com o "pilim". Já pareço o Ministério das Finanças... :mrgreen:  :mrgreen:
(http://1.bp.blogspot.com/-KgoTgh-SVUU/TnG93gwoapI/AAAAAAAAIzY/r18HcO6i67I/s1600/Kamov+KA32A-11BC+-+009.jpg)
(http://cdn-www.airliners.net/aviation-photos/photos/4/0/1/2241104.jpg)
O Kamov 27 está nos 14,50 milhões USD e o Ka32 nos 6,50 milhões USD. http://www.aircraftcompare.com/manufacture-aircraft/Kamov/43
(http://www.aircraftcompare.com/aircraft_images/384.jpg)
(http://www.sikorsky.com/Publishingimages/products/Military/BLACK%20HAWK/mil_UH60M_ovr_a.jpg)
Para o preço do segundo prefiro o super Lynx 300 que é mais barato e mesmo comparando com o preço do Ka32 os S70i/UH60M são para mim melhores e mais baratos pois situam-se entre os 5 a 6 milhões, com maior facilidade nas peças e na logística que são americanas. Portanto uma coisa é usar porque já cá estão outra é adquirir mais.
http://www.aircraftcompare.com/manufacture-aircraft/Sikorsky-Helicopter/39

Saudações
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Bravo Two Zero em Maio 12, 2015, 06:38:42 pm
Citação de: "ACADO"
Nao estou muito convencido!!
Uma coisa boa seria que em Africa deve haver pecas disto aos montes...

Nem por isso, sendo um heli com génese naval (Ka-27) e complexo devido ao design de rotores coaxiais, não se encontra em muitos lados fora da Europa e Ásia. Os argelinos estão a adquirir e tenho sérias reservas sobre o estado da frota síria. Os motores  Klimov TV3-117MA também equipam os helicanhões Mi-24 e Mi-28A/N.

http://en.wikipedia.org/wiki/Kamov_Ka-27 (http://en.wikipedia.org/wiki/Kamov_Ka-27)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Maio 12, 2015, 09:01:13 pm
Citação de: "Get_It"
Por mais incrível que pareça todos os NH-90 vêm de fábrica com o sistema para dobrar a cauda e as pás do rotor principal. A diferença é que num TTH o sistema é manual (TTH Missions Packages - NHIndustries (http://http)), enquanto na variante NFH tem um sistema já automático (NFH Automatic Folding - NHIndustries (http://http)). Mesmo os NH-90 para o Omã têm essa capacidade.

Essa não sabia :G-beer2: , boa ideia.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Maio 12, 2015, 09:03:49 pm
Citação de: "NVF"
Para as restantes missões do Exército e Marinha adquiria-se um heli com provas dadas, daqueles que toda a gente utiliza (NH90 ou H-60). A minha preferência seria o modelo americano, simplesmente por já ser mais que testado e por ser mais mais barato de operar (e também por ser o meu favorito  :D mas... eles não são grandes demais para operar das nossas Fragatas? :?
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Maio 12, 2015, 09:11:48 pm
Citação de: "mafets"
Andamos para aqui a divagar e para a UALE a solução é simples: Agora que se acabou com a EMA passa-se os KAMOV e Fennec para o Exercito, fazendo os primeiros heliassalto e os segundos escolta. Nas horas vagas continuam a fazer SAR, evacuação médica, e na época de incêndios volta-se a por o Balde. E assim só é preciso adquirir helicópteros para a FAP...

Não sei se os nossos soldados gostariam de ser transportados por um Kamov... Se não me engano a cabine interna possui uma altura de 1.40m... :mrgreen:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Maio 12, 2015, 09:25:06 pm
Citação de: "PereiraMarques"
A conversa está interesse...mas na vida real a UALE está praticamente extinta... :mrgreen:

Penso que há que diferenciar aqui duas coisas.

1 - A UALE, unidade territorial, ex-BA3, que possui a pista, torre de controle, etc.

2 - O GALE/GHE, unidade operacional de helicópteros que nunca chegou a sair do papel.

A UALE (unidade territorial), não deve ser extinta, pode é mudar de nome, porque tem sempre que existir algo para manter a pista capaz de receber aviões para dar apoio aos treinos dos Paras, isto é, os serviços para manter o aeródromo operacional, controlo de tráfego aéreo, meteorologia, comunicações, bombeiros, depósitos de combustíveis de aviões, ter ou não ter estas capacidades é o que torna o aeródromo certificado para poder receber certo tipo de aeronaves, outras coisas são necessárias para certificação de pista para operação com pouca ou nenhuma visibilidade como iluminação de pista, ajudas rádio, tamanho da pista, consoante a utilidade que se pretende dar à pista, um grande aeroporto internacional tem certas requisitos, um pequeno aeródromo municipal tem outros, os da pista da UALE devem ser, poder receber aviões tamanho até C-130 e ter as condições para que eles possam aterrar/descolar de noite.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: diogo13350 em Maio 12, 2015, 09:36:36 pm
Solução=>Num país assim tão pequeno o exercito não precisa de helis sendo assim a FAP vai comprar em 2019 novos helis, que deveriam ser na minha opinião 15 c635... um modelo criado para Portugal...

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uplo ... -auran.jpg (http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads//2012/06/EC-635-no-stand-EADS-Eurocopter-foto-jr-auran.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Bravo Two Zero em Maio 12, 2015, 09:37:36 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "mafets"
Andamos para aqui a divagar e para a UALE a solução é simples: Agora que se acabou com a EMA passa-se os KAMOV e Fennec para o Exercito, fazendo os primeiros heliassalto e os segundos escolta. Nas horas vagas continuam a fazer SAR, evacuação médica, e na época de incêndios volta-se a por o Balde. E assim só é preciso adquirir helicópteros para a FAP...

Não sei se os nossos soldados gostariam de ser transportados por um Kamov... Se não me engano a cabine interna possui uma altura de 1.40m... :mrgreen:

Certo, aquilo é apertado:

(https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSOHPPU4AxFXyrPYWCa8sbYLvW-WESVrUpeSGkK3lNtseB6kIJizA)

Cabin (length, height, width), m: 4.52 х 1.24 х 1.3

http://www.titanhelicopters.com/uploads ... _KA-32.pdf (http://www.titanhelicopters.com/uploads/spec_sheet_KA-32.pdf)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: night_runner em Maio 12, 2015, 09:50:25 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "mafets"
Andamos para aqui a divagar e para a UALE a solução é simples: Agora que se acabou com a EMA passa-se os KAMOV e Fennec para o Exercito, fazendo os primeiros heliassalto e os segundos escolta. Nas horas vagas continuam a fazer SAR, evacuação médica, e na época de incêndios volta-se a por o Balde. E assim só é preciso adquirir helicópteros para a FAP...

Não sei se os nossos soldados gostariam de ser transportados por um Kamov... Se não me engano a cabine interna possui uma altura de 1.40m... :(
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: HSMW em Maio 12, 2015, 10:13:33 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Citação de: "Lightning"
Citação de: "mafets"
Andamos para aqui a divagar e para a UALE a solução é simples: Agora que se acabou com a EMA passa-se os KAMOV e Fennec para o Exercito, fazendo os primeiros heliassalto e os segundos escolta. Nas horas vagas continuam a fazer SAR, evacuação médica, e na época de incêndios volta-se a por o Balde. E assim só é preciso adquirir helicópteros para a FAP...

Não sei se os nossos soldados gostariam de ser transportados por um Kamov... Se não me engano a cabine interna possui uma altura de 1.40m... :mrgreen:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 12, 2015, 10:28:54 pm
Como o do Fenec, por isso os GIOE vêm cá fora ao fresco... :mrgreen:
(https://scontent-ams.xx.fbcdn.net/hphotos-xpf1/v/t1.0-9/11011466_940770939298905_595177124087091926_n.jpg?oh=5d20fedb8cc59deee98a1a4105c62aaa&oe=56076418)
Também podem ir sentadinhos para viagens mais longas... :twisted:
(http://www.army-technology.com/projects/as550_fennec/images/as550fennec_2.jpg)
E não se pode dizer que vão estranhar a transição do AL III... :mrgreen:
(http://newsavia.com/wp-content/uploads/2015/03/RealThaw15_040_AndreGarcez-1024x683.jpg)
Agora com um espaço deste, falta calor humano e ainda se perdem com tanta porta... :twisted:
(https://c1.staticflickr.com/1/253/515910217_5a3fa03a45.jpg)

Saudações
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: NVF em Maio 12, 2015, 10:32:58 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "NVF"
Para as restantes missões do Exército e Marinha adquiria-se um heli com provas dadas, daqueles que toda a gente utiliza (NH90 ou H-60). A minha preferência seria o modelo americano, simplesmente por já ser mais que testado e por ser mais mais barato de operar (e também por ser o meu favorito  :D mas... eles não são grandes demais para operar das nossas Fragatas? :?

Salvo erro, as nossas MEKO são as únicas a ter o hangar divido de modo a albergar 2 Lynx. A maioria dos outros utilizadores operam Seahawks (1 por navio) a partir das suas MEKO200 (Grécia, Turquia, Austrália). As Karel Doorman holandesas e belgas sofreram modificações para operarem o NH90, que é da mesma categoria dos Seahawks.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 13, 2015, 11:04:13 am
Citação de: "Lightning"
Citação de: "PereiraMarques"
A conversa está interesse...mas na vida real a UALE está praticamente extinta... :mrgreen:

Penso que há que diferenciar aqui duas coisas.

1 - A UALE, unidade territorial, ex-BA3, que possui a pista, torre de controle, etc.

2 - O GALE/GHE, unidade operacional de helicópteros que nunca chegou a sair do papel.

A UALE (unidade territorial), não deve ser extinta, pode é mudar de nome, porque tem sempre que existir algo para manter a pista capaz de receber aviões para dar apoio aos treinos dos Paras, isto é, os serviços para manter o aeródromo operacional, controlo de tráfego aéreo, meteorologia, comunicações, bombeiros, depósitos de combustíveis de aviões, ter ou não ter estas capacidades é o que torna o aeródromo certificado para poder receber certo tipo de aeronaves, outras coisas são necessárias para certificação de pista para operação com pouca ou nenhuma visibilidade como iluminação de pista, ajudas rádio, tamanho da pista, consoante a utilidade que se pretende dar à pista, um grande aeroporto internacional tem certas requisitos, um pequeno aeródromo municipal tem outros, os da pista da UALE devem ser, poder receber aviões tamanho até C-130 e ter as condições para que eles possam aterrar/descolar de noite.

So emendava a capacidade da pista para conseguir receber avioes do tamanho/tipo do C17 Americano ou equivalente.
Parece que nao, se existir uma grande operacao aerotransportada da NATO ha uma grande probabilidade de termos de ser projectados por meios Americanos devido a autonomia, velocidade e sobrevivencia dos seus avioes.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 13, 2015, 11:22:11 am
A mim o que venderam é que a Pista pode ser usada por qualquer avião incluindo o C-17.


(http://www.exercito.pt/sites/UALE/Infra-Estruturas/PublishingImages/unidade-gift.gif)

(http://www.exercito.pt/sites/UALE/PublishingImages/AMT%201.50000-.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 13, 2015, 12:01:41 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
A mim o que venderam é que a Pista pode ser usada por qualquer avião incluindo o C-17.
(http://roteiro.apau.org/z_tancos.jpg)
Tancos tem uma pista com 2438m (http://roteiro.apau.org/zp_tancos.html ou http://scrif.igeo.pt/ASP/pistas_bd.asp?codid=AGA+2-25). O C17 pode assim usar pois aterra em 1067 metros e precisa de  2316 metros para descolar. http://pt.wikipedia.org/wiki/Boeing_C-17_Globemaster_III
Citar
Carga máxima das asas: 750 kg/m²
Pista máxima (MTOW): 2 316 m (7 600 ft)
Distância para aterrissagem: 1 060 m (3 480 ft)
Dados da Wikipédia anglófona - C-17 Globemaster III
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/64/Royal_Air_Force_C-17_August_2010.jpg)
O C5 Galaxy é que era mais complicado, já que precisa de 2600 de pista para levantar, embora aterre em 1100 metros (teoricamente poderia assim aterrar mas levantar só possivelmente com imitações de peso e combustível). Assim, de facto era positivo se fosse aumentada mais umas centenas de metros.  :wink:  
Citar
Takeoff roll: 8,400 ft (2,600 m)
Landing roll: 3,600 ft (1,100 m)
http://en.wikipedia.org/wiki/Lockheed_C-5_Galaxy
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/15/Lockheed_C-5_Galaxy_take_off.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Maio 13, 2015, 12:17:41 pm
Citação de: "mafets"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
A mim o que venderam é que a Pista pode ser usada por qualquer avião incluindo o C-17.
(http://roteiro.apau.org/z_tancos.jpg)
Tancos tem uma pista com 2438m (http://roteiro.apau.org/zp_tancos.html ou http://scrif.igeo.pt/ASP/pistas_bd.asp?codid=AGA+2-25). O C17 pode assim usar pois aterra em 1067 metros e precisa de  2316 metros para descolar. http://pt.wikipedia.org/wiki/Boeing_C-17_Globemaster_III
Citar
Carga máxima das asas: 750 kg/m²
Pista máxima (MTOW): 2 316 m (7 600 ft)
Distância para aterrissagem: 1 060 m (3 480 ft)
Dados da Wikipédia anglófona - C-17 Globemaster III
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/64/Royal_Air_Force_C-17_August_2010.jpg)
O C5 Galaxy é que era mais complicado, já que precisa de 2600 de pista para levantar, embora aterre em 1100 metros (teoricamente poderia assim aterrar mas levantar só possivelmente com imitações de peso e combustível). Assim, de facto era positivo se fosse aumentada mais umas centenas de metros.  :wink:  
Citar
Takeoff roll: 8,400 ft (2,600 m)
Landing roll: 3,600 ft (1,100 m)
http://en.wikipedia.org/wiki/Lockheed_C-5_Galaxy
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/15/Lockheed_C-5_Galaxy_take_off.jpg)

Cumprimentos

O C5 usa-se maioritariamente para transporte de equipamento muito pesado, duvido que seja usado nas fases iniciais de operacoes aerotransportadas.
Nem nunca vi nenhum nas bases norte americanas da 82a ou 101a. Enquanto C17 e C130 sao as pargas...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 13, 2015, 01:03:44 pm
Citação de: "ACADO"
O C5 usa-se maioritariamente para transporte de equipamento muito pesado, duvido que seja usado nas fases iniciais de operacoes aerotransportadas.
Nem nunca vi nenhum nas bases norte americanas da 82a ou 101a. Enquanto C17 e C130 sao as pargas...
A razão porque falei no C5 GALAXY é porque se trata de um Avião que vai às Bases do US ARMY que estejam preparadas para tal (o Exercito tem cerca de 60 bases aereas, mas uma parte têm pistas inferiores a 2000m) buscar directamente material pesado (como por exemplo a de Hunter* que tem 3.467m e permite assim aos aviões GALAXY directamente levarem ou deixarem equipamento) http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_United_States_Army_airfields . E afinal estamos na Base da UALE/GALE. :wink:
(http://www.antonov.com/media/image/usr/42.jpg)
(http://airlinergallery.nl/an124polet.jpg)
Citar
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonov_An-124

Cumprimentos

* Fort Campbel é a sede da 101a, onde também se  situa a 160th Special Operations, a qual tem 4 batalhões com o terceiro baseado na Base de Hunter, a tal que tem a pista com dimensões mais que suficientes para receber os GALAXY. Curiosamente este video foi realizado sobre Fort Brag, sede da 82ª o qual é servido pelo Aeródromo de POPE, que segundo as dimensões não pode receber o C5 (2286 metros), sendo salvo erro os Sheridan e as tropas aerotransportadas transportadas até à Base de Dover por C130 da 2d Airlift Squadron baseado em Pope, mas se fosse o caso de ter sido a 101ª podiam ter recebido as tropas, tanques Sheridan e equipamento directamente em Hunter . :wink:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: NVF em Maio 13, 2015, 04:54:12 pm
Bem sei que o novo Jurassic Park está quase aí à porta, mas tanques Sheridan? O camarada mafets acordou um bocado nostálgico :mrgreen:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 13, 2015, 06:13:15 pm
Citação de: "NVF"
Bem sei que o novo Jurassic Park está quase aí à porta, mas tanques Sheridan? O camarada mafets acordou um bocado nostálgico :wink:  :mrgreen:  :wink:
(http://usarmy.vo.llnwd.net/e2/c/images/2013/02/28/283876/size0.jpg)


Saudações
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Maio 13, 2015, 10:17:43 pm
Citação de: "mafets"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
A mim o que venderam é que a Pista pode ser usada por qualquer avião incluindo o C-17.
(http://roteiro.apau.org/z_tancos.jpg)
Tancos tem uma pista com 2438m (http://roteiro.apau.org/zp_tancos.html ou http://scrif.igeo.pt/ASP/pistas_bd.asp?codid=AGA+2-25). O C17 pode assim usar pois aterra em 1067 metros e precisa de  2316 metros para descolar. http://pt.wikipedia.org/wiki/Boeing_C-17_Globemaster_III


Citar
Carga máxima das asas: 750 kg/m²
Pista máxima (MTOW): 2 316 m (7 600 ft)
Distância para aterrissagem: 1 060 m (3 480 ft)
Dados da Wikipédia anglófona - C-17 Globemaster III


Cuidado com os erros das definições da WIKI.........

Pista máxima nada tem a ver com MTOW nada de nada mesmo !!!!
MTOW significa maximum take off weight em Português PMD !!
O que deveriam querer dizer era algo como LDA, ASDA, TODA ...... etc

Quanto a capacidade das pistas não é só necessário termos em linha de conta as distancias das mesmas mas a sua capacidade de carga, o ACN/PCN das pistas.
Poderão existir aeronaves cujos PMD's estão acima da classificação das ditas e como tal, não é possível operar, o C5 poderá estar incluído nessa lista !!!

Cumprimentos


Citar
O C5 Galaxy é que era mais complicado, já que precisa de 2600 de pista para levantar, embora aterre em 1100 metros (teoricamente poderia assim aterrar mas levantar só possivelmente com imitações de peso e combustível). Assim, de facto era positivo se fosse aumentada mais umas centenas de metros.  :wink:  
Citar
Takeoff roll: 8,400 ft (2,600 m)
Landing roll: 3,600 ft (1,100 m)
http://en.wikipedia.org/wiki/Lockheed_C-5_Galaxy
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/15/Lockheed_C-5_Galaxy_take_off.jpg)

Cumprimentos
[/quote]

Cumprimentos
Ten
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Maio 13, 2015, 10:23:34 pm
Eu não queria induzir ninguém em erro quando disse C-130, como este é o maior avião de transporte da FAP em que os Paras treinam regularmente, naturalmente tem que estar certificada para o receber, aviões maiores não os temos, mas a pista pode muito bem estar preparada para os receber.

Em Portugal já recebemos os An-124 para transporte estratégico (ex: missão de Timor), tenho ideia que nessa altura aterrou na Base Aérea de Beja, a pista tem 3.450m, penso que seja a maior do pais, ou pelo menos de uma Base militar (não sei o tamanho das pistas dos aeroportos), o que sei é que a Base Aérea de Beja era uma das várias pistas espalhadas pelo mundo certificada para receber o vai-vem espacial em caso de emergência quando este ainda voava.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: HSMW em Maio 13, 2015, 10:25:54 pm
Sobre o C-17 vale a pena relembrar este incidente...
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Maio 13, 2015, 10:32:47 pm
Citação de: "Lightning"
Eu não queria induzir ninguém em erro quando disse C-130, como este é o maior avião de transporte da FAP em que os Paras treinam regularmente, naturalmente tem que estar certificada para o receber, aviões maiores não os temos, mas a pista pode muito bem estar preparada para os receber.

Em Portugal já recebemos os An-124 para transporte estratégico (ex: missão de Timor), tenho ideia que nessa altura aterrou na Base Aérea de Beja, a pista tem 3.450m, penso que seja a maior do pais, ou pelo menos de uma Base militar (não sei o tamanho das pistas dos aeroportos), o que sei é que a Base Aérea de Beja era uma das várias pistas espalhadas pelo mundo certificada para receber o vai-vem espacial em caso de emergência.


A maior pista é a 03/21 de Lisboa com 4200 m a 17/35 tem 2800m.

Para Timor não me lembro mas quando foram transportados os Panhard VBL M11, para o Afganistão, o AN124 usado operou em LIS e tirei umas belíssimas fotos do equipamento embarcado.

Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: HSMW em Maio 13, 2015, 10:45:22 pm
Atenção que o comprimento da pista não é o unico factor a ter em conta.

Isto lembra-me uma recente noticia sobre a possibilidade da Portela receber o A380.
Podia mas os passageiros teriam de ser transportados de autocarro de e para a aeronave. As curvas e acessos à pista são criticos!
Houve problemas com um A340 da TAP no Brasil à algum tempo, e um 747 que encostou a ponta da asa no hangar do AT1...  :mrgreen:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Maio 13, 2015, 10:55:40 pm
Citação de: "HSMW"
Atenção que o comprimento da pista não é o unico factor a ter em conta.

Isto lembra-me uma recente noticia sobre a possibilidade da Portela receber o A380.
Podia mas os passageiros teriam de ser transportados de autocarro de e para a aeronave. As curvas e acessos à pista são criticos!
Houve problemas com um A340 da TAP no Brasil à algum tempo, e um 747 que encostou a ponta da asa no hangar do AT1...  :mrgreen:

Em LIS não tens stands com as dimensões para receber o A380, pontes de embarque para este equipamento e mais importante o principal problema....... a saída da aeronave da pista para os Taxi ways só se poderia efectuar se os limites laterais dos mesmos fossem reforçados, e alargados, PCN superior, pois com as actuais dimensões os trens principais sairiam dos TW's e a aeronave enterrar-se-ia.  

As duas situações que referes foram por erro humano, como foi o choque do A340 no Edf 31 há cerca de cinco anos, esqueceram-se de o travar e nem mesmo uma raquete mandada pelo follow-me contra o cockpit, serviu de alerta, os checks á chegada ás vezes fazem disto..............

Abraços
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: HSMW em Maio 13, 2015, 11:00:13 pm
Já agora a fonte da noticia sobre o 380:
http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/int ... id=4545346 (http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/interior.aspx?content_id=4545346)

Citar
Na Europa ele já chega a Londres ou a Madrid, e em breve pode mesmo chegar a Lisboa.

"Há curvas que estão a ser alargadas para que o trem de aterragem do A380 possa curvar sem dificuldades", adiantou o presidente da ANA Aeroportos Jorge Ponce Leão. Em causa, reparou, não está tanto o espaço do aeroporto e da pista, mas sim da zona onde os aviões curvam. "Neste momento não consigo levá-lo até ao terminal e à mangas porque os rodados do trem de aterragem são grandes e não conseguem dar determinadas curvas sem sair da zona de segurança", explicou.

Aliás, para Ponce Leão, o facto de a Portela não receber ainda A380 nunca foi um problema de espaço, "mas sim do sítio para onde ele pode ser deslocado".

Segundo o gestor, o aeroporto de Lisboa já pode receber A380, mas ele teria de ficar na pista em vez de ir para o terminal e os passageiros teriam de ser transportados de autocarro em vez de saírem pelas mangas logo para dento do edifício. "Mas vamos mudar isso", acrescentou ainda o presidente da ANA, à margem de um almoço-conferência organizado esta quarta-feira em Lisboa pela revista Vida Imobiliária.

E mais não sei...  
:G-beer2:
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Maio 13, 2015, 11:14:12 pm
Citação de: "HSMW"
Já agora a fonte da noticia sobre o 380:
http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/int ... id=4545346 (http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/interior.aspx?content_id=4545346)

Citar
Na Europa ele já chega a Londres ou a Madrid, e em breve pode mesmo chegar a Lisboa.

"Há curvas que estão a ser alargadas para que o trem de aterragem do A380 possa curvar sem dificuldades", adiantou o presidente da ANA Aeroportos Jorge Ponce Leão. Em causa, reparou, não está tanto o espaço do aeroporto e da pista, mas sim da zona onde os aviões curvam. "Neste momento não consigo levá-lo até ao terminal e à mangas porque os rodados do trem de aterragem são grandes e não conseguem dar determinadas curvas sem sair da zona de segurança", explicou.

Aliás, para Ponce Leão, o facto de a Portela não receber ainda A380 nunca foi um problema de espaço, "mas sim do sítio para onde ele pode ser deslocado".

Segundo o gestor, o aeroporto de Lisboa já pode receber A380, mas ele teria de ficar na pista em vez de ir para o terminal e os passageiros teriam de ser transportados de autocarro em vez de saírem pelas mangas logo para dento do edifício. "Mas vamos mudar isso", acrescentou ainda o presidente da ANA, à margem de um almoço-conferência organizado esta quarta-feira em Lisboa pela revista Vida Imobiliária.

E mais não sei...  
:D  :D  :D

Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 14, 2015, 09:55:50 am
Citação de: "tenente"
Cuidado com os erros das definições da WIKI.........

Pista máxima nada tem a ver com MTOW nada de nada mesmo !!!!
MTOW significa maximum take off weight em Português PMD !!
O que deveriam querer dizer era algo como LDA, ASDA, TODA ...... etc

Quanto a capacidade das pistas não é só necessário termos em linha de conta as distancias das mesmas mas a sua capacidade de carga, o ACN/PCN das pistas.
Poderão existir aeronaves cujos PMD's estão acima da classificação das ditas e como tal, não é possível operar, o C5 poderá estar incluído nessa lista !!!

Cumprimentos

Correcto tenente. Por isso apenas disse "teoricamente" e frisei que  possivelmente a operar só com limitações de peso combustível. Acabo a frase com o aumento da pista umas centenas de metros, o que obviamente incluiria outros melhoramentos para operar com o C5 sem limtações.
(http://i.ytimg.com/vi/8IAfJf7sYso/maxresdefault.jpg)
Citar
C-5 Galaxy landing at MHLC, Goloson Airport, La Ceiba Honduras.
O C17 não me parece que existam problemas. Aqui temos uma imagem de um a aterrar em Camp Pendleton (uma base do US Marine Corps), que  tem maiores limitações que Tancos.
(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8b/NFG_-_FAA_airport_diagram.gif/640px-NFG_-_FAA_airport_diagram.gif)
(http://i.ytimg.com/vi/dMFDcxoqBcc/0.jpg)
Já o AN124, não me parece que possa operar. Seria positivo que o fizesse face à distancia de Santa Margarida em comparação a Lisboa ou Beja (tendo em conta o enbarque de material como foi citado).
(http://2.bp.blogspot.com/--S5MrulKEqs/VSBPYU6l8mI/AAAAAAAAGUg/fEN201NHzuA/s1600/RA-82043_Blog.jpg)
(http://i.ytimg.com/vi/DK5iCBZQstU/0.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: ACADO em Setembro 18, 2015, 10:56:53 am
Polivalente e provado em combate

Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: NVF em Fevereiro 29, 2016, 09:50:51 pm
Croatia approves OH-58D buy

http://www.janes.com/article/58393/croatia-approves-oh-58d-buy (http://www.janes.com/article/58393/croatia-approves-oh-58d-buy)

38 milhoes de euros, 16 OD-58D. Não são novos, mas a eletrotécnica é de topo. Enquanto a UALE continua sem helis e a FAP aguenta mais dois anos até os ALIII pararem definitivamente, outros mais pequenos e com menos recursos andam para a frente. O que nos vale é que temos oficias generais de quatro estrelas em abundância. Muitos ramos por essa Europa fora, com mais efectivos e meios que os nossos são comandados por major-generais ou tenente-generais. Muitos chefes das FFAA europeias são igualmente major-generais ou tenente-generais. Faltam-nos meios, mas não nos falta cagança!
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Março 01, 2016, 10:33:03 am
Penso que a UALE já foi enterrada, já nem aparece na organica da Brigada de Reacção Rápida.

(http://www.exercito.pt/sites/BrigRR/PublishingImages/Organograma.png)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: PereiraMarques em Março 01, 2016, 03:46:46 pm
Acho que agora é Unidade de Apoio da BrigRR e deve manter a Companhia de Transmissões da BrigRR e os "elementos de manutenção das valências do Aeródromo Militar" (não sei que nome terá agora). Bem como a Companhia de Comando e Serviços da BrigRR, apesar de esta do ponto de vista formal ser independente, sob comando directo do Comandante da BrigRR.

(http://www.exercito.pt/sites/UALE/PublishingImages/Perfil%20Uale.png)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: saojorgexercito em Março 04, 2016, 10:21:13 pm
Acho que agora é Unidade de Apoio da BrigRR e deve manter a Companhia de Transmissões da BrigRR e os "elementos de manutenção das valências do Aeródromo Militar" (não sei que nome terá agora). Bem como a Companhia de Comando e Serviços da BrigRR, apesar de esta do ponto de vista formal ser independente, sob comando directo do Comandante da BrigRR.

(http://www.exercito.pt/sites/UALE/PublishingImages/Perfil%20Uale.png)
TCor David Correia que em 2008 já era TCor (promovido em 2007) e nessa data comandou a ISAF/QRF.  :o
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 08, 2016, 10:27:01 am
Uma curiosidade, penso que o dito Oficial tem o curso de Operações Especiais Norte-Americano. Outra coisa, que Companhia de Transmissões? Meia dúzia de graduados Paraquedistas e praças da tropa normal? Hoje em dia os nomes das subunidades são mesmo para inglês ver... :(
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Março 08, 2016, 02:24:19 pm
Uma curiosidade, penso que o dito Oficial tem o curso de Operações Especiais Norte-Americano. Outra coisa, que Companhia de Transmissões? Meia dúzia de graduados Paraquedistas e praças da tropa normal? Hoje em dia os nomes das subunidades são mesmo para inglês ver... :(

Na orgânica da BrigRR não aparece nenhuma Companhia de Transmissões, mas talvez haja algum nucleo de menor dimensão que pode ser aumentado em caso de necessidade.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 08, 2016, 03:36:29 pm
Da BrigRR não aparece, mas da Unidade de Apoio já se encontra:

(http://www.exercito.pt/sites/UALE/PublishingImages/organograma2.png)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Março 08, 2016, 05:13:10 pm
Da BrigRR não aparece, mas da Unidade de Apoio já se encontra:

(http://www.exercito.pt/sites/UALE/PublishingImages/organograma2.png)

Bem visto :G-beer2:, mas ai também aparece um GHE ;D.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 09, 2016, 10:13:47 am
Ninguém pode afirmar com a certeza dos factos se há neste momento uma "Companhia de Transmissões", só mesmo que está em Tancos na UA. Esta imagem pode ter anos e estar desactulaizada, já que essa é a norma do site do Exército. ::)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 11, 2017, 09:55:49 am
Porque recordar é viver...  ::) ;D http://www.helis.com/news/2002/aeec635.htm (http://www.helis.com/news/2002/aeec635.htm)
Citar
Friday August 23, 2002 :
Portugal cancels EC 635 contract

Portugal ( Janes Weekly Defence ) - The Portuguese Ministry of Defence has cancelled a contract with Eurocopter for the supply of nine EC 635 military helicopters on grounds that the French-German constructor failed to meet its contractual obligation to deliver the aircraft between August 2001 and April this year.

Wednesday August 14, 2002
Clarification by Eurocopter Concerning the Portuguese Defense Ministry's Decision to Cancel the Contract For Nine EC 635 Helicopters

MARIGNANE, France ( Eurocopter Press Release ) - Eurocopter has taken note of the decision made by the Portuguese Defense Ministry to cancel the contract for nine EC 635 helicopters.

Without making an advance judgment concerning the arbitration proceedings foreseen in the contract, Eurocopter would nonetheless like to make the following clarifications:
All the requests made by the Portuguese Defense Ministry concerning delivery time delays were accepted by Eurocopter, and furthermore, a new delivery schedule had been agreed on that was deemed satisfactory by the armed forces.
The cancellation is in fact due to a disagreement between the concerned parties over whether or not certain weapon system integration work was to be included in the tasks assumed by Eurocopter as part of the contract.
This cancellation is thus in no way due to any performance failure of the helicopter, nor is it due to any technical problems encountered during its military qualification.
Eurocopter would also like to emphasize the high quality of the work that was completed, both by its own teams and by its Portuguese industrial partners, who had a major role in the program.
The confirmed quality of this relationship with the Portuguese industries is now - and will be in the future - a key factor in the success of the NH90 program, in which Portugal is a participant.
And finally, the nine helicopters covered by this contract, worth approximately 30 million Euros, will rapidly be reassigned to customers in other countries. The demand continues to increase for helicopters in the EC135/EC635 family: more than 270 have already been ordered by 90 customers in 29 countries.
news: Portugal orders 9 EC635 [1999]
Eurocopter EC models
NHI NH90
Aerospatiale timeline
(http://cdn.airplane-pictures.net/images/uploaded-images/2013/3/2/273242.jpg)

Saudações
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: nelson38899 em Maio 11, 2017, 08:50:47 pm
Fiquei a saber que este heli foi desenvolvido especialmente para Portugal!

Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 12, 2017, 09:33:04 am
Recordar é viver II (Bela frota tinha este valor dado, a ver se pelo menos dá desconto nos ligeiros para a FAP).
Citar
Portugal já gastou mais de 120 milhões com helicópteros que nunca receberá. Saiba tudo sobre este tema e conheça a história com 24 anos atribulados

Governo efetuou na última semana de 2014 o pagamento de 35 milhões de euros à NATO Helicopter Industries (NHI), o consórcio de fabricantes que está a produzir uma série dessas aeronaves para vários países da Aliança Atlântica. A verba não corresponde a uma qualquer tranche de pagamento por algum dos dez helicópteros, encomendados em 2001, pelo Estado português, com o objetivo de dotar a há muito existente Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE) dos respetivos meios aéreos - mas sim ao pagamento de uma indemnização por ter desistido do contrato. A essa verba somam-se os, pelo menos, 87 milhões que Portugal já investiu naquele programa, entre 2011 e 2012.

Iniciada em meados de 2012, a denúncia do contrato só foi selada em outubro passado, quando uma resolução do Conselho de Ministros anunciava que o Governo teria firmado um acordo com a agência de gestão de projetos de helicópteros da NATO (NAHEMA) e a NHI, que terminaria "definitivamente" com a participação de Portugal no projeto cooperativo de desenvolvimento de aparelhos NH90 que envolve a Alemanha, França, Holanda e Itália. Nessa resolução, o Governo autorizava a que se realizasse uma despesa destinada a suportar os encargos decorrentes da desistência, até um total de 37 milhões de euros.

CUSTOS ELEVADOS
Segundo o Governo, os encargos decorrentes do projeto tinham-se tornado incomportáveis. A continuação da participação portuguesa no programa NH90 implicaria encargos num total nunca inferior a 580 milhões de euros, a pagar até 2028. Em 2012, quando foi anunciada a rescisão do contrato, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, falava-se em 420 milhões.

O programa NH90 implicava o envolvimento de Portugal no desenvolvimento, produção, aquisição e apoio logístico ao longo do ciclo de vida dos helicópteros.

Os argumentos para a desistência prendem-se com a escassez de recursos financeiros e com os avultados custos da participação, além do escasso retorno económico para Portugal. Apesar de estarem envolvidas as empresas nacionais OGMA (aeronáutica), Edisoft (software) e MPV (mecânica de precisão), a quota de produção portuguesa no projeto foi apenas de 1,2 por cento - muito aquém das quotas dos parceiros: 30,9% por cento para a França (representada pela Eurocopter), 31,6% para a Itália (AgustaWestland), 30,85% para a Alemanha (Eurocopter Deutschland) e 5,5% para a Holanda (Stork Fokker).

SOBRESSALTOS
O certo é que, à data da desistência o contribuinte português já tinha enterrado 87 milhões de euros, desde que, em meados 2001, Portugal assinou, em Lebourget (perto de Paris, França), o memorando de entendimento em que se comprometeu a comprar dez aparelhos, e que lhe permitiu aderir à organização de helicópteros da NATO (NAHEMO)
 - a entidade multinacional que gere a NAHEMA e todo o programa dos NH90.

Desde então, o processo sofreu vários sobressaltos, e os já referidos 87 milhões incluirão multas, pelo facto de, a pedido do Estado, as entregas terem sido adiadas. A do primeiro aparelho esteve prevista para 2008, mas, dois anos antes, o Governo Sócrates pediu para que fosse recalendarizada para 2012.

A intenção de dotar o Exército de meios de transporte tático aéreos tem quase um quarto de século. E o referido contrato já é o segundo a "borregar", para utilizar uma expressão de calão castrense. Até 2002, houve um contrato com os franceses da Eurocopter, para o fornecimento de nove aparelhos ligeiros EC-635, mas a encomenda acabou por ser cancelada por atrasos no fornecimento. O País investiu, ao longo de duas décadas, na "cavalaria aérea". A UALE foi criada e existe. Está localizada em Tancos e é uma unidade com atribuições de regimento, dispondo, assim, de unidades de apoio e de diversos esquadrões e de unidades operacionais, entre elas um grupo de helicópteros. Só não tem é aeronaves.

24 anos atribulados

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/os-milhoes-que-voaram=f806357 (http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/os-milhoes-que-voaram=f806357)
(http://images-cdn.impresa.pt/visao/users-126-12625-helis-da05.jpg/original/mw-860)

Saudações
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Maio 12, 2017, 11:34:40 am
Recordar é viver II (Bela frota tinha este valor dado, a ver se pelo menos dá desconto nos ligeiros para a FAP).
Citar
Portugal já gastou mais de 120 milhões com helicópteros que nunca receberá. Saiba tudo sobre este tema e conheça a história com 24 anos atribulados

Governo efetuou na última semana de 2014 o pagamento de 35 milhões de euros à NATO Helicopter Industries (NHI), o consórcio de fabricantes que está a produzir uma série dessas aeronaves para vários países da Aliança Atlântica. A verba não corresponde a uma qualquer tranche de pagamento por algum dos dez helicópteros, encomendados em 2001, pelo Estado português, com o objetivo de dotar a há muito existente Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE) dos respetivos meios aéreos - mas sim ao pagamento de uma indemnização por ter desistido do contrato. A essa verba somam-se os, pelo menos, 87 milhões que Portugal já investiu naquele programa, entre 2011 e 2012.

Iniciada em meados de 2012, a denúncia do contrato só foi selada em outubro passado, quando uma resolução do Conselho de Ministros anunciava que o Governo teria firmado um acordo com a agência de gestão de projetos de helicópteros da NATO (NAHEMA) e a NHI, que terminaria "definitivamente" com a participação de Portugal no projeto cooperativo de desenvolvimento de aparelhos NH90 que envolve a Alemanha, França, Holanda e Itália. Nessa resolução, o Governo autorizava a que se realizasse uma despesa destinada a suportar os encargos decorrentes da desistência, até um total de 37 milhões de euros.

CUSTOS ELEVADOS
Segundo o Governo, os encargos decorrentes do projeto tinham-se tornado incomportáveis. A continuação da participação portuguesa no programa NH90 implicaria encargos num total nunca inferior a 580 milhões de euros, a pagar até 2028. Em 2012, quando foi anunciada a rescisão do contrato, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, falava-se em 420 milhões.

O programa NH90 implicava o envolvimento de Portugal no desenvolvimento, produção, aquisição e apoio logístico ao longo do ciclo de vida dos helicópteros.

Os argumentos para a desistência prendem-se com a escassez de recursos financeiros e com os avultados custos da participação, além do escasso retorno económico para Portugal. Apesar de estarem envolvidas as empresas nacionais OGMA (aeronáutica), Edisoft (software) e MPV (mecânica de precisão), a quota de produção portuguesa no projeto foi apenas de 1,2 por cento - muito aquém das quotas dos parceiros: 30,9% por cento para a França (representada pela Eurocopter), 31,6% para a Itália (AgustaWestland), 30,85% para a Alemanha (Eurocopter Deutschland) e 5,5% para a Holanda (Stork Fokker).

SOBRESSALTOS
O certo é que, à data da desistência o contribuinte português já tinha enterrado 87 milhões de euros, desde que, em meados 2001, Portugal assinou, em Lebourget (perto de Paris, França), o memorando de entendimento em que se comprometeu a comprar dez aparelhos, e que lhe permitiu aderir à organização de helicópteros da NATO (NAHEMO)
 - a entidade multinacional que gere a NAHEMA e todo o programa dos NH90.

Desde então, o processo sofreu vários sobressaltos, e os já referidos 87 milhões incluirão multas, pelo facto de, a pedido do Estado, as entregas terem sido adiadas. A do primeiro aparelho esteve prevista para 2008, mas, dois anos antes, o Governo Sócrates pediu para que fosse recalendarizada para 2012.

A intenção de dotar o Exército de meios de transporte tático aéreos tem quase um quarto de século. E o referido contrato já é o segundo a "borregar", para utilizar uma expressão de calão castrense. Até 2002, houve um contrato com os franceses da Eurocopter, para o fornecimento de nove aparelhos ligeiros EC-635, mas a encomenda acabou por ser cancelada por atrasos no fornecimento. O País investiu, ao longo de duas décadas, na "cavalaria aérea". A UALE foi criada e existe. Está localizada em Tancos e é uma unidade com atribuições de regimento, dispondo, assim, de unidades de apoio e de diversos esquadrões e de unidades operacionais, entre elas um grupo de helicópteros. Só não tem é aeronaves.

24 anos atribulados

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/os-milhoes-que-voaram=f806357 (http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/os-milhoes-que-voaram=f806357)
(http://images-cdn.impresa.pt/visao/users-126-12625-helis-da05.jpg/original/mw-860)

Saudações

É por estas e outras situações idênticas a este negócio, eu pessoalmente não acredito que esta situação, e outras como esta, tenham sido criada por acaso, que digo e reafirmo que os decisores políticos e algumas chefias Militares, que temos tido, nos últimos anos, não valem um caracol e são incompetentes, ignorantes, oportunistas  e também corruptos!!!

Nesta situação particular, acredito que terão recebido luvas e oferecido também, para que este negócio não se tivesse concretizado, mas, mais grave que isso para mim, ainda são os milhões pagos por todos nós, sem qq recebimento de equipamento como contrapartida, nem ter sido acautelada devidamente a opção desses valores puderem ser alocados a outras aquisições de equipamentos, oriundos das ditas empresas fabricantes, neste caso de material aeronautico.

São estes exemplos que me fazem afirmar que os superiores interesses da Nação, neste caso na vertente da defesa, não são devidamente acautelados.

Estas pseudo transacções são uma completa fantochada, o seu desfecho é antecipadamente conhecido de alguns, internamente e externamente falando, e os (IR)responsáveis locais, civis e Militares, muitas vezes sabem que devem mas não querem, adicionar clausulas nos contratos que penalizem de algum modo os fabricantes, por exemplo o caso dos Pandur entre outros, pelas falhas ou incumprimentos dos contratos, porque existem ligações particulares que falam mais alto que o esbanjamento do nosso dinheiro em negócios de compras que muitas vezes deveriam ser efectuados no mercado interno favorecendo as empresas/grupos nacionais, mas é melhor assim os paraísos fiscais e os bolsos dos corruptos agradecem !!!

Deve ser melhor entregar/dar 120 milhões em troca de NADA que trocar 580 milhões por nove ou dez Helis, enfim só gostaria de saber se o dinheiro fosse dos pseudo decisores, a decisão seria a mesma ????????
Penso que não !!!!


Abraços

PS que o PAPA venha cá muitas vezes para vermos como os meios das FFAA/FFSS são alocados em quantidades abundantes e sem qq tipo de restrições.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Maio 13, 2017, 11:27:48 am
Ao menos que viessem os 10 Black Hawk, que quase estiveram a ser comprados em 2002... ::)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 13, 2017, 12:24:42 pm
Ao contrário do que sucedeu na Grécia, onde a austeridade foi ainda mais forte do que em Portugal, no nosso país uma das instituições que pagou de forma cara a factura da patranha que nos quiseram vender de que estávamos a viver acima das nossas possibilidades foi a castrense.

Seja por razões históricas (conflito com a Turquia), ou políticas (resquícios nas Forças Armadas helénicas do espírito do Regime dos Coronéis), a Grécia durante todo este tempo, e a caminho do terceiro resgate, manteve os seus militares fortes, bem equipados, e constantemente em processo de novas aquisições e modernizações. E cá?

Enquanto a democraticamente analfabeta população portuguesa continuar a acreditar no evangelho pregado por políticos de que gastar dinheiro da Defesa é deitá-lo à rua porque é mais preciso noutras esferas da sociedade, continuaremos a assistir a casos como este de uma unidade sem meios.  ::)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 13, 2017, 03:12:11 pm
Charlie, por lá também houve cortes, mas como eles têm equipamentos e armamentos para dar e vender, as mesmas quase que passam despercebidas ao comum dos mortais. Só para perceberes, houve manifestações de militares à civil em Atenas (cortes brutais nos salarios).
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Maio 13, 2017, 05:41:01 pm
Cá em Portugal ninguem pedia frotas de AH-64D, nem AEW, nem 12 SSK..

Mas sim os meios minimos...

Ningúem é responsabilizado por termos enterrado mais de 120 milhoes de euros, no programa NH-90 e não termos comprado nenhum ?


Onde anda o ex ministro Aguiar Branco ?
 :o :o




Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 13, 2017, 10:19:32 pm
Fiquei a saber que este heli foi desenvolvido especialmente para Portugal!

É verdade Nélson, a versão EC635 foi especificamente desenvolvida para Portugal a partir de 1996/7 pela Eurocopter. Os nossos nove aparelhos seriam designados EC635 T2.

Algumas imagens dos mesmos, desconheço o autor.

19102 (c/n 0183 D-HECH) nas OGMA depois de vir da oficina de pintura
(http://i64.tinypic.com/15gcd4z.jpg)
(http://i68.tinypic.com/68t26f.jpg)

Imagem daquele que seria o 19109 (c/n 0202 D-HECU) ainda na Alemanha
(http://i66.tinypic.com/20zbcbo.jpg)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: jorgeshot1 em Maio 13, 2017, 10:41:28 pm
Alguém me pode explicar o que se passou com os helicópteros que íamos ter e não tivemos ? Os EC 365. Desculpem-me a ignorância.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Lightning em Maio 13, 2017, 11:41:05 pm
Acho que faltava a certificação dos misseis anti-carro que ele devia levar.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Maio 14, 2017, 09:36:21 pm
Fiquei a saber que este heli foi desenvolvido especialmente para Portugal!

É verdade Nélson, a versão EC635 foi especificamente desenvolvida para Portugal a partir de 1996/7 pela Eurocopter. Os nossos nove aparelhos seriam designados EC635 T2.

Algumas imagens dos mesmos, desconheço o autor.

19102 (c/n 0183 D-HECH) nas OGMA depois de vir da oficina de pintura
(http://i64.tinypic.com/15gcd4z.jpg)
(http://i68.tinypic.com/68t26f.jpg)

Imagem daquele que seria o 19109 (c/n 0202 D-HECU) ainda na Alemanha
(http://i66.tinypic.com/20zbcbo.jpg)

A Jordânia agradeceu a nossa desistência, pois ficou com os 09 Helis, foi melhor assim, uma vez mais os nossos pseudo decisores e (IR)responsáveis no seu melhor, patacoada atrás de patacoada, trafulhice atrás de trafulhice !!!!!!

https://en.wikipedia.org/wiki/Eurocopter_EC635

Abraços
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 15, 2017, 10:29:29 am
Pior. A Jordânia ficou tão "insatisfeita" com o modelo que acrescentou mais 4 à encomenda devolvida pelo Portas...  ;D ;)
Citar
The Royal Jordanian Air Force agreed to purchase the 9 Portuguese helicopters in October 2002 and the first aircraft was delivered in July 2003. Jordan ordered a further 4 helicopters in January 2006 and deliveries of all machines were completed in 2007.

https://en.wikipedia.org/wiki/Eurocopter_EC635 (https://en.wikipedia.org/wiki/Eurocopter_EC635)
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/12/8c/37/128c37cb6ac1b67a5c80ef3e39856cc2.jpg)(http://militaryedge.org/wp-content/uploads/2014/06/EC635_3.jpg)
(http://2.bp.blogspot.com/-gl0VpTucC48/VjnVa-pcfBI/AAAAAAAAAjQ/VUsR3q3c3vY/s1600/12118596_1517269478596040_2825910419202208369_n.jpg)(http://www.dutchaviationsupport.eu/01-2014/PenV/EC635/PV-05-2013%2002%20Medium.jpg)

Cumprimentos





Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Maio 15, 2017, 10:54:25 am
Fiquei a saber que este heli foi desenvolvido especialmente para Portugal!

É verdade Nélson, a versão EC635 foi especificamente desenvolvida para Portugal a partir de 1996/7 pela Eurocopter. Os nossos nove aparelhos seriam designados EC635 T2.

Algumas imagens dos mesmos, desconheço o autor.

Imagem daquele que seria o 19109 (c/n 0202 D-HECU) ainda na Alemanha
(http://i66.tinypic.com/20zbcbo.jpg)

CJ, esta foto foi tirada no Aeroporto do Porto, e não na Alemanha.

Abraços
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Maio 15, 2017, 11:58:07 am
Fiquei a saber que este heli foi desenvolvido especialmente para Portugal!

É verdade Nélson, a versão EC635 foi especificamente desenvolvida para Portugal a partir de 1996/7 pela Eurocopter. Os nossos nove aparelhos seriam designados EC635 T2.

Algumas imagens dos mesmos, desconheço o autor.

Imagem daquele que seria o 19109 (c/n 0202 D-HECU) ainda na Alemanha
(http://i66.tinypic.com/20zbcbo.jpg)

CJ, esta foto foi tirada no Aeroporto do Porto, e não na Alemanha.

Abraços

Já corrigido nas notas, amigo tenente.  ;)

Os iraquianos também estão a gostar bastante dos seus EC635 T2+, só para nós é que era deficitário. E os suiços idem já que falar nos jordanos nem vale a pena.

Podendo empregar ninhos de foguetes, de metralhadoras e canhões, a desculpa do atraso e problemas de integração do míssil anti-carro foi uma de mal pagador para que o poder político se pudesse livrar de mais um encargo. E a ideia de se querer um "mini-Apache" só ajudou a essa decisão do Portas.

Mas isso agora não interessa para nada até porque o EC635 era um helicóptero bimotor e agora o nosso futuro são os monomotores.  ::)

Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Maio 15, 2017, 01:40:08 pm
Fiquei a saber que este heli foi desenvolvido especialmente para Portugal!

É verdade Nélson, a versão EC635 foi especificamente desenvolvida para Portugal a partir de 1996/7 pela Eurocopter. Os nossos nove aparelhos seriam designados EC635 T2.

Algumas imagens dos mesmos, desconheço o autor.

Imagem daquele que seria o 19109 (c/n 0202 D-HECU) ainda na Alemanha
(http://i66.tinypic.com/20zbcbo.jpg)

CJ, esta foto foi tirada no Aeroporto do Porto, e não na Alemanha.

Abraços

Já corrigido nas notas, amigo tenente.  ;)

Os iraquianos também estão a gostar bastante dos seus EC635 T2+, só para nós é que era deficitário. E os suiços idem já que falar nos jordanos nem vale a pena.

Podendo empregar ninhos de foguetes, de metralhadoras e canhões, a desculpa do atraso e problemas de integração do míssil anti-carro foi uma de mal pagador para que o poder político se pudesse livrar de mais um encargo. E a ideia de se querer um "mini-Apache" só ajudou a essa decisão do Portas.

Mas isso agora não interessa para nada até porque o EC635 era um helicóptero bimotor e agora o nosso futuro são os monomotores.  ::)

Sempre ás ordens, desconhecia que até já tinham sido pintados alguns dos Helis, o que ainda me deixa mais pifo, depois do passaro na mão, FOD.....E, deixámo-lo fugir, mas que bela merda de gente IRrresponsável tem dirigido as negociatas das aquisições das FFAA!!!!

Imagina o que não se teria poupado se agora o substituto do ALIII fosse um modelo do mesmo fabricante e melhor ainda se fosse o mesmo modelo, ou um sub tipo do EC635 da UALE.
Ficavamos agora com quinze ou mais Helis, só com uma linha de peças e sobressalentes, a mesma formação para os Pilotos das duas unidades, a mesma formação para os mecânicos, etc, etc...............mas assim foi e é melhor nada na mão esquerda nada na direita e siga p'ra bingo que a linha já foi feita, os milhões já saíram de cá e a troco de NADA !!!

Abraços
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: mafets em Maio 15, 2017, 02:04:55 pm
Fiquei a saber que este heli foi desenvolvido especialmente para Portugal!

É verdade Nélson, a versão EC635 foi especificamente desenvolvida para Portugal a partir de 1996/7 pela Eurocopter. Os nossos nove aparelhos seriam designados EC635 T2.

Algumas imagens dos mesmos, desconheço o autor.

Imagem daquele que seria o 19109 (c/n 0202 D-HECU) ainda na Alemanha
(http://i66.tinypic.com/20zbcbo.jpg)

CJ, esta foto foi tirada no Aeroporto do Porto, e não na Alemanha.

Abraços

Já corrigido nas notas, amigo tenente.  ;)

Os iraquianos também estão a gostar bastante dos seus EC635 T2+, só para nós é que era deficitário. E os suiços idem já que falar nos jordanos nem vale a pena.

Podendo empregar ninhos de foguetes, de metralhadoras e canhões, a desculpa do atraso e problemas de integração do míssil anti-carro foi uma de mal pagador para que o poder político se pudesse livrar de mais um encargo. E a ideia de se querer um "mini-Apache" só ajudou a essa decisão do Portas.

Mas isso agora não interessa para nada até porque o EC635 era um helicóptero bimotor e agora o nosso futuro são os monomotores.  ::)
Também leva umas coisitas. houvesse guito.  ;D :jok: :jaja2: :nice:
(https://abpic.co.uk/pictures/full_size_0119/1180365-large.jpg)
(https://abpic.co.uk/pictures/full_size_0224/1337769-large.jpg)
(https://indomiliter.files.wordpress.com/2014/03/1679012.jpg)
(http://www.airforce-technology.com/uploads/project/as555-fennec-helicopter/images/navalas555_4.jpg)
(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/5c/ac/4b/5cac4b0b686c9f6f970a7bc26116bce1.jpg)
(http://www.airforce-technology.com/projects/as550_fennec/images/as550fennec_3.jpg)

Saudações



Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Junho 15, 2017, 10:34:49 am
Algúem sabe se os Cougar que a FA Holandesa meteu a venda, ainda estão disponiveis ?  ;)
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Get_It em Fevereiro 02, 2018, 07:42:44 pm
Juro que não é para bater no ceguinho mas apenas para evitar de encher ainda mais o tópico sobre os Allouette III.

Paramount upgrading Middle Eastern EC635 helos with modular FLASH weapon system
(2 de Fevereiro de 2018)
Citação de: Gareth Jennings / Jane's 360
South African company Paramount Group is fitting its Flexible Light Armed System for Helicopters (FLASH) onto Airbus Helicopters EC635 (H135M) platforms ahead of delivery to an undisclosed Middle Eastern customer.

Speaking at the IQPC International Military Helicopter conference in London on 31 January, Paramount CEO Ralph Mills said that with 26 similarly upgraded helicopters already delivered to an unnamed Middle Eastern customer, the work to integrate the company’s latest modular weapon system onto a further six platforms is ongoing.

Iraq is known to be the customer of the initial 26 EC635 helicopters that were fitted with the Stand-Alone Weapon System (SAWS) developed jointly by Airbus and South Africa's Advanced Technologies and Engineering (ATE), which is now part of the Paramount Group. It is not known if the six EC635s being fitted with the latest FLASH system are for Iraq, or if they are for a new customer.

As Mills explained, the FLASH upgrade comprises a helmet-mounted sight and display (HMSD), a mission computer armament relay selection unit, GPS receiver, weapon control panel, video recorder, HMSD computer and data transfer unit, mission display sight controls, and an electro-optical / infrared (EO/IR) sensor turret. The core weapon options are 12.7 mm heavy machine-gun pods and 70 mm rockets, with optional weapons comprising the FN Herstal Rocket Machine Gun Pod (RMP), 12-tube rocket launcher, 20 mm cannon pod, FZ guided rocket, 68 mm guided missile, as well as various anti-tank missiles.

Platforms that Paramount listed as being suitable for the upgrade include the Airbus Helicopters AS350/550, Bell 212, Mil Mi-17 ‘Hip’, and AgustaWestland AW109, though this list is not exhaustive.

[continua]
Fonte: http://www.janes.com/article/77551/paramount-upgrading-middle-eastern-ec635-helos-with-modular-flash-weapon-system (http://www.janes.com/article/77551/paramount-upgrading-middle-eastern-ec635-helos-with-modular-flash-weapon-system)

Serão os Jordanos a integrar armamento nos helicópteros que eram originalmente para Portugal?

Outra fotografia do que me parece ser o D-HECU mas já com as cores portuguesas:
https://www.helis.com/database/pics/news/2002/ec635-portugal.jpg (https://www.helis.com/database/pics/news/2002/ec635-portugal.jpg)
Fonte: https://www.helis.com/database/news/ec635-portugal/ (https://www.helis.com/database/news/ec635-portugal/)

Cumprimentos,
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: typhonman em Novembro 03, 2018, 11:07:15 pm
Estivemos ao que parece com pré contrato assinado para comprar UH-60... ::)

Futuro dos helicópteros 'Puma' continua a ser uma incógnita

Os ministros António Costa, da Administração Interna, e Luís Amado, da Defesa, continuam a discutir o futuro dos helicópteros Puma, um ano após a chegada a Portugal (11 de Fevereiro de 2005) do primeiro EH101 da frota que já os substituiu no continente.

Os dois governantes assinaram, em Maio de 2005, um protocolo para definir até Dezembro "os termos de utilização, a partir de 2006, dos helicópteros Puma da Força Aérea" na prevenção e combate aos fogos e missões de protecção civil. Mas esta semana, questionado pelo DN, o ministro da Defesa disse que o destino dos Puma "continua a ser discutido dentro do Governo. Há um relatório que aponta várias soluções".

Quanto à existência de uma data-limite para a decisão, Luís Amado afirmou não estar pressionado por isso. "Eu tenho tempo. Pergunte ao Ministério da Administração Interna", tutelado por António Costa - o que não se conseguiu.

Com a GNR a precisar de hélis para equipar o Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (a criar até finais de Abril), uma das soluções passa por atribuir os Puma à Guarda - sendo operados por pilotos do Exército na época de fogos, explicou uma das fontes ouvidas pelo DN. Esta solução favorece a estratégia do Exército de garantir o treino e as qualificações das suas tripulações, enquanto continua à espera de receber os helicópteros ligeiros e médios destinados ao seu Grupo de Aviação Ligeira (GALE).

Outra solução seria a de os Puma irem para o Exército até à chegada dos novos hélis - o que o ramo considera absurdo, pois esses hélis não cumprem missões de observação e segurança, estão velhos e são caros.

Contudo, o DN sabe que a Inspecção-Geral da Defesa Nacional (IGDN) recomendou expressamente essa solução em finais de 2003. Num relatório com mais de 30 páginas, assinado pelo coronel Álvaro Prata Mendes (FAP), propunha-se a transferência para o Exército dos Puma da Força Aérea à medida que esta os fosse substituindo pelos EH101 Merlin - garantindo transitoriamente a formação, treino e qualificações dos efectivos do GALE.

O documento, com base numa inspecção realizada ao GALE no último trimestre de 2003, sustentava que essa solução permitia ao Exército ganhar experiência e tradição aeronáutica até à chegada dos "seus" helicópteros. A IGDN recomendava ainda que a FAP cedesse três dos seus hélis ligeiros Alouette III, um piloto instrutor e dois outros técnicos com experiência no aparelho em que a Força Aérea forma os seus pilotos e os dos outros ramos.

Num clima de desconfiança e mesmo hostilidade mútua entre os dois ramos, aquelas recomendações não foram seguidas. Pelo meio, o ex--ministro da Defesa Paulo Portas anulou o concurso de compra dos hélis ligeiros EC635, porque o construtor tardava em os certificar para uso militar. E ficou sem efeito a solução alternativa dos Black Hawk americanos - apesar de se ter chegado à fase de escrever o pré-contrato de aquisição, revelou uma das fontes envolvidas no processo.

O Sistema de Forças/2004 atribui ao Exército dois esquadrões de hélis (dez médios e nove ligeiros).
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: tenente em Novembro 05, 2018, 06:17:38 am
Estivemos ao que parece com pré contrato assinado para comprar UH-60... ::)

Futuro dos helicópteros 'Puma' continua a ser uma incógnita

Os ministros António Costa, da Administração Interna, e Luís Amado, da Defesa, continuam a discutir o futuro dos helicópteros Puma, um ano após a chegada a Portugal (11 de Fevereiro de 2005) do primeiro EH101 da frota que já os substituiu no continente.

Os dois governantes assinaram, em Maio de 2005, um protocolo para definir até Dezembro "os termos de utilização, a partir de 2006, dos helicópteros Puma da Força Aérea" na prevenção e combate aos fogos e missões de protecção civil. Mas esta semana, questionado pelo DN, o ministro da Defesa disse que o destino dos Puma "continua a ser discutido dentro do Governo. Há um relatório que aponta várias soluções".

Quanto à existência de uma data-limite para a decisão, Luís Amado afirmou não estar pressionado por isso. "Eu tenho tempo. Pergunte ao Ministério da Administração Interna", tutelado por António Costa - o que não se conseguiu.

Com a GNR a precisar de hélis para equipar o Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro (a criar até finais de Abril), uma das soluções passa por atribuir os Puma à Guarda - sendo operados por pilotos do Exército na época de fogos, explicou uma das fontes ouvidas pelo DN. Esta solução favorece a estratégia do Exército de garantir o treino e as qualificações das suas tripulações, enquanto continua à espera de receber os helicópteros ligeiros e médios destinados ao seu Grupo de Aviação Ligeira (GALE).

Outra solução seria a de os Puma irem para o Exército até à chegada dos novos hélis - o que o ramo considera absurdo, pois esses hélis não cumprem missões de observação e segurança, estão velhos e são caros.

Contudo, o DN sabe que a Inspecção-Geral da Defesa Nacional (IGDN) recomendou expressamente essa solução em finais de 2003. Num relatório com mais de 30 páginas, assinado pelo coronel Álvaro Prata Mendes (FAP), propunha-se a transferência para o Exército dos Puma da Força Aérea à medida que esta os fosse substituindo pelos EH101 Merlin - garantindo transitoriamente a formação, treino e qualificações dos efectivos do GALE.

O documento, com base numa inspecção realizada ao GALE no último trimestre de 2003, sustentava que essa solução permitia ao Exército ganhar experiência e tradição aeronáutica até à chegada dos "seus" helicópteros. A IGDN recomendava ainda que a FAP cedesse três dos seus hélis ligeiros Alouette III, um piloto instrutor e dois outros técnicos com experiência no aparelho em que a Força Aérea forma os seus pilotos e os dos outros ramos.

Num clima de desconfiança e mesmo hostilidade mútua entre os dois ramos, aquelas recomendações não foram seguidas. Pelo meio, o ex--ministro da Defesa Paulo Portas anulou o concurso de compra dos hélis ligeiros EC635, porque o construtor tardava em os certificar para uso militar. E ficou sem efeito a solução alternativa dos Black Hawk americanos - apesar de se ter chegado à fase de escrever o pré-contrato de aquisição, revelou uma das fontes envolvidas no processo.

O Sistema de Forças/2004 atribui ao Exército dois esquadrões de hélis (dez médios e nove ligeiros).


Por aqui se pode ver a organização das nossas FFAA,  dezanove helis só para o Exército pelo sistema de forças de 2004.
A FAP, em 2018, tem um total de quinze Helis !!!!
Em 2018 as FFAA possuem vinte Helis !

Abraços
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: NVF em Novembro 05, 2018, 02:19:43 pm
Já para não falar da estupidez que grassava no Exército (e ainda continua). A Marinha quando adquiriu os Lynx confiou na FAP e continua a depender desta para operar os seus helis. Em contrapartida, no Exército a sobranceria reinava em 2004 e continua a reinar no presente.
Título: Re: O GALE - Missões, Organização, Aeronaves
Enviado por: Charlie Jaguar em Novembro 08, 2018, 06:02:50 pm
Já para não falar da estupidez que grassava no Exército (e ainda continua). A Marinha quando adquiriu os Lynx confiou na FAP e continua a depender desta para operar os seus helis. Em contrapartida, no Exército a sobranceria reinava em 2004 e continua a reinar no presente.

Exactamente NVF. E agora o GALE/UALE is no more...

Aliás, retirem mas é o azulejo com o NH90 lá da porta de armas de Tancos e coloquem-no à venda no OLX para ver se ainda rende uns cobres para a compra de mais arame farpado ou então algumas daquelas câmaras de vigilância falsas para dar a sensação que já está tudo como deve ser lá no perímetro depois do "assalto".  ::)