Exportações portuguesas beneficiaram com o euro, diz estudo
Portugal terá sido um dos países da Zona Euro a conseguirem obter maiores aumentos do comércio em consequência directa da introdução do euro, sugere um estudo citado esta sexta-feira no Diário de Notícias.
De acordo com um estudo tornado público pelo Centre for Economic Policy Research (CEPR), a adopção do euros fez com que o volume das trocas comerciais portuguesas com os restantes membros da Zona Euro registou, com base em dados estatísticos referentes ao período de 1993 a 2003, aumentasse 28%.
Este valor que fica substancialmente acima da registada na média dos doze países do euro e que se situa em 10%.
Os países que, de acordo com o mesmo estudo, menos retiraram benefícios a nível comercial do euro, foram a Grécia e a Holanda, embora esta última possa ser prejudicada na análise por especificidades estatísticas relacionadas com a sua situação de plataforma portuária.
Com valores próximos de Portugal ficam apenas a Irlanda, com um acréscimo de trocas comerciais provocado pelo euro de 29%, e a Espanha, com uma subida de 25%.
Os cálculos do autor, Richard Baldwin, indicam ainda que, relativamente aos produtos que já eram antes do euro comercializados, se terá registado um acréscimo das suas transacções de 13% devido à moeda única.
Já no que diz respeito a aumentos verificados em produtos que não eram antes comercializados, a variação estimada é de 8%.
23-06-2006 7:51:25
Exportações nacionais sobem mais de 10% até Maio
O défice da balança comercial internacional cresceu em 2,6% entre Janeiro e Maio deste ano, apesar do aumento substancial das exportanções.
No período em análise, as importações cresceram 7,4% e as exportações avançaram 10,3%, beneficiando da procura de mercados como Espanha, EUa, Angola e Alemanha.
No entanto, a grande aumento das importações de países terceiros (em 20,3%) neutralizou o crescimento das exportações.
Neste período, a taxa de cobertura foi de 64,2%, o que corresponde a uma melhoria de 1,7 pontos percentuais face a igual período do ano anterior.
No comércio intracomunitário os dados do INE revelam que houve um crescimento de 6,4% nas expedições e de 3,6% nas importações.
No comércio extracomunitário as exportações tiveram um acréscimo de 27,7%, enquanto as importações aumentaram 20,3%.
Entre Janeiro e Maio deste ano, a saída de bens para o exterior registou um acréscimo de 1,29 milhões de euros em relação a igual período do ano anterior, dos quais 655 milhões de euros provêem das transacções intracomunitárias e 644 milhões de euros das exportações para países terceiros.
Os agrupamentos de veículos automóveis, de máquinas e aparelhos eléctricos e dos reactores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos permanecem como os produtos nacionais mais vendidos para o mercado internacional.
O agrupamento dos combustíveis minerais aumentou a sua importância relativa, passando a ocupar a quarta posição nos produtos vendidos para mercado internacional. Espanha, EUA, Angola e Alemanha foram os principais impulsionadores das exportações.
09-08-2006 15:08:28
Petrogal, Infineon e Autoeuropa lideram exportações nacionais
A Petrogal, a Infineon Technologies e a AutoEuropa são as três empresas que mais peso têm nas exportações portuguesas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) a que a agência Lusa teve acesso.
De acordo com valores do final do primeiro trimestre de 2006, as 20 maiores exportadoras em Portugal representam 30,7% das vendas de Portugal ao exterior, valor superior em 3,5 pontos percentuais ao registado em igual período de 2005.
No topo da lista dos maiores exportadores está a petrolífera Petróleos de Portugal - Petrogal, seguida pela tecnológica de semicondutores Infineon (agora chamada Qimonda) e o fabricante de automóveis AutoEuropa.
Há um ano, a AutoEuropa liderava a lista, à frente da Infineon e da Petrogal.
A maioria das maiores exportadoras é controlada por accionistas estrangeiros: cinco pertencem a alemães, quatro a norte- americanos e duas a espanhóis. Existem quatro empresas de capitais maioritariamente portugueses (ver tabela).
Olhando para os produtos que fabricam, é possível concluir que 35% dos bens exportados por estas 20 empresas são do sector automóvel, tanto de veículos como de componentes e peças.
Além da AutoEuropa, da Opel da Azambuja e da Peugeot Citroen, que estão directamente ligadas ao fabrico ou montagem de automóveis, a Blaupunkt, do grupo Bosch/Siemens, fabrica auto-rádios, a Continental Mabor produz pneus e a Delphi Portugal fornece componentes para automóveis.
O estudo de Paulo Inácio do Gabinete de Estratégia e Estudos publicado em Agosto pelo Ministério da Economia e da Inovação mostra que as exportações de automóveis têm vindo a ganhar peso nos últimos 10 anos.
Em 1995 as saídas de mercadorias deste sector para o exterior representavam 16,6% das vendas totais ao estrangeiro, mas em 2000 esse valor subira para 21,7%, tendo depois caído para 20,5% (seis mil milhões de euros) em 2005, após a quebra da produção da AutoEuropa entre 2003 e 2005.
No ano passado, o sector automóvel pesava 20,5% nas exportações portuguesas, com as vendas de veículos a representarem 9% e as peças e componentes 11,5%.
Os dados da Organização Mundial de Comércio mostram que em 2004 os produtos automóveis exportados no conjunto do mundo representavam cerca de 9,5% do total das exportações, um valor bem mais baixo do que o existente em Portugal.
No topo da lista dos produtos exportados na economia mundial encontra-se a maquinaria e o equipamento de transporte (quota de 17%), logo seguida pelos produtos petrolíferos e mineiros (14%).
Os mercados destino das exportações portuguesas da indústria automóvel são essencialmente a França, a Espanha e a Alemanha, que juntos absorvem mais de 63% das exportações deste sector, segundo o estudo de Paulo Inácio.
Na lista das 20 maiores exportadoras portuguesas surgem também companhias da indústria de metais, como a Hydro Aluminium e a Siderurgia Nacional.
Esta última aumentou muito a sua posição relativa na classificação das maiores exportadoras em Portugal, passando de um 72º lugar no início de 2005 para o 20º no primeiro trimestre de 2006.
Nota ainda para o sector de papel e da pasta, que mantêm uma posição de destaque no sector exportador, com o grupo Portucel/Soporcel à cabeça.
Os dados da Associação da Indústria Papeleira mostram que em 2005 as exportações da indústria papeleira representavam cinco por cento das vendas ao estrangeiro portuguesas.
Em declarações à agência Lusa, o ex-ministro da Economia, Augusto Mateus, alertou para ao facto da lista dos maiores exportadores pouco dizer sobre o valor acrescentado dessas empresas para a economia como um todo, já que se a empresa além de ser uma grande exportadora for também uma grande importadora, pode criar um valor acrescentado reduzido.
Lista das maiores 20 empresas exportadoras em Portugal:
Empresa.......................Q1_06....2005....Sector.....País
Petrogal........................1.......1.....Energia......PT
Infineon Technologies...........2.......3..Tecnologia...capital disperso
AutoEuropa......................3.......2.....Automóvel....AL
Opel Azambuja...................4.......4.....Automóvel....AL
Repsol..........................5.......6.....Energia......ES
Soporcel(Figueira da Foz).......6.......5.....Papel........PT
Blaupunkt.......................7.......7.....Automóvel....AL
Peugeot Citroen.................8.......9.....Automóvel....FR
Portucel (Setúbal)..............9.......8.....Papel........PT
Continental Mabor..............10......10.....Automóvel....AL
Hydro Aluminium................11......13...Alumínio.....Noruega
Delphi Automotive System.......12......12.....Automóvel....EUA
CompªAveirense Comp. Ind.......13......11.....Automóvel....?
Somincor.......................14......15.....Mineiro.....Canadá
Visteon Portuguesa.............15......18.....Electrónica..EUA
Philip Morris/Tabaqueira.......16......19.....Tabaco.......EUA
Amorim & Irmãos................17......23.....Cortiça......PT
Dow Europe.....................18......17.....Plásticos....EUA
Vulcano........................19......20...Esquentadores..AL
Siderurgia Nacional............20......34.....Aço..........ES
02-09-2006 10:29:07
...esta malta do Diario Digital tem um jeitinho..
As exportações portuguesas de calçado irão representar em 2007, pela primeira vez, mais de 90 por cento da produção do sector, fruto da aposta das empresas na internacionalização, anunciou hoje a associação sectorial.
"Nos últimos anos, a indústria portuguesa de calçado redimensionou-se, tem vindo a reformular o seu modelo de negócio e está agora apostada em passar a uma nova fase de desenvolvimento", refere a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS).
Antecipando, na edição de Novembro do seu jornal, algumas conclusões da monografia estatística que irá apresentar até final do ano, a APICCAPS aponta a internacionalização e a abertura ao exterior como "vectores fundamentais da estratégia do calçado português".
Recorda ainda que, "mesmo durante o processo de ajustamento por que passou nos últimos anos, a indústria manteve sempre uma forte aposta nos mercados externos, assente numa atitude comercial proactiva".
Uma estratégia que, segundo dados da APICCAPS, permitirá que, em 2007, pela primeira vez, as exportações portuguesas de calçado ultrapassem os 90 por cento da produção.
Como consequência, o sector do calçado passa a destacar-se como "o que mais positivamente contribui para o saldo da balança comercial portuguesa", apresentando um saldo superior a 800 milhões de euros e uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de mais de 250 por cento.
Dados que, segundo a APICCAPS, fazem da indústria do calçado a que melhor performance regista no conjunto da economia nacional em termos do impacto na balança comercial, num contexto em que apenas quatro outros sectores de actividade conseguem saldos positivos.
Um objectivo atingido apesar dos "poderosos concorrentes" que beneficiam de custos de produção muito mais baixos e dos "anos menos favoráveis" registados recentemente fruto do desinvestimento directo estrangeiro, destaca.
Numa análise desagregada, por tipo de produtos, do comércio externo de calçado, a associação refere que, em 2006, Portugal obteve saldos particularmente positivos no calçado de couro de senhora e homem.
Dentro do calçado de pele, o calçado de desporto é aliás, segundo nota, "a única excepção à regra geral de uma balança comercial positiva".
A situação é depois menos favorável no que respeita ao calçado de outros materiais, com Portugal a apresentar défices comerciais "com alguma expressão" no calçado têxtil e no calçado plástico.
Ainda assim, a APICCAPS destaca que, nos últimos anos, "é precisamente nos produtos em que a indústria era tradicionalmente menos forte que se tem registado uma evolução mais positiva das exportações".
Entre 1999 e 2006, as exportações de calçado unisexo cresceram 86 por cento e as de calçado de plástico 76 por cento, tendo-se igualmente registado "evoluções muito positivas" no calçado impermeável, no calçado têxtil e no restante de calçado de plástico.
De salientar ainda, segundo a associação, o crescimento de 27 por cento nas exportações de calçado de segurança e o facto de o calçado têxtil ser um dos únicos segmentos em que o crescimento das exportações ultrapassa o das importações.
Lusa
Évora, 14 Jan (Lusa) - Os Vinhos do Alentejo aumentaram, nos últimos dois anos, as exportações para fora da União Europeia (UE) em 46,8 por cento, com Angola a liderar o "ranking", segundo a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).
No ano passado, os Vinhos do Alentejo exportaram para fora da UE 8,12 milhões de litros, mais 2,58 milhões do que em 2006.
Segundo CVRA, o aumento "apenas diz respeito a vinhos certificados com Denominação de Origem, daí que não tenham sido contabilizados os valores relativos aos Vinhos de Mesa e a granel".
Angola lidera o "ranking" dos países que mais vinhos alentejanos importaram, com 2 milhões de litros importados em 2007, mais 69,1 por cento do que em 2006.
Em segundo lugar está o Brasil, para o qual as exportações aumentaram 51,8 por cento, para 1.748.762 em 2007.
Os EUA perderam a liderança que detinham em 2006, com 1.229.875 de litros importados, para ocuparem o terceiro lugar da lista de 2007, importando 1.357.113 de litros, mais 10,3 por cento que no ano anterior.
A Suiça, a China e o Canadá mantiveram as mesmas posições de 2006, aumentando as exportações do vinho alentejano em 63,8 por cento, 34,9 por cento e 58,3 por cento, respectivamente.
Os países que mais evoluíram nas importações de vinho do Alentejo são a Rússia e a Bielorrússia, assim como a Venezuela, que mais do que quadruplicaram as compras, apesar de se manterem abaixo dos 100 mil litros.
Segundo a CVRA, "[estes são] números que confirmam a crescente afirmação dos Vinhos do Alentejo no panorama internacional, a justificar as inúmeras iniciativas desenvolvidas".
Entre estas iniciativas, a CVRA aponta "a participação nos mais importantes certames mundiais do sector, organização de provas para críticos de vinhos e potenciais clientes, bem como campanhas publicitárias em diversos meios de comunicação social".
Porto, 17 Jan (Lusa) - As exportações portuguesas de calçado cresceram em 2007, pelo segundo ano consecutivo, a um ritmo superior a 2 por cento, contra 1,4 por cento em 2006, anunciou hoje a associação sectorial.
De acordo com a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes e Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), esta evolução positiva em dois anos consecutivos "confirma que o sector do calçado iniciou uma nova fase de desenvolvimento".
Segundo os dados mais recentes da associação, que não incluem ainda o último trimestre de 2007, até Setembro passado Portugal exportou calçado no valor de 956 milhões de euros, mais 2,2 por cento do que no mesmo período de 2006.
Os dados disponíveis permitem perceber que a indústria portuguesa de calçado "tem procurado alargar a sua oferta a novos produtos", já que se assistiu a um aumento do peso relativo do calçado impermeável (mais 26 por cento), matérias têxteis (mais 7,5 por cento) e outros materiais (mais 8,4 por cento), acompanhado de um recuo do tradicional segmento de calçado em couro.
Este, apesar de ter sofrido uma quebra ligeira de 0,7 por cento, representa ainda mais de 80 por cento do total das exportações portuguesas.
Adicionalmente, os dados de Janeiro a Junho "parecem igualmente sugerir que o sector iniciou uma nova fase, em que as empresas começam a entrar no negócio da comercialização do calçado, subcontratando no exterior produtos de características diferentes dos produzidos em Portugal, mas que permitem enriquecer as colecções, tornando-as mais completas".
De acordo com a APICCAPS, no ano passado a França reforçou-se enquanto principal mercado de exportação para as empresas portuguesas, absorvendo calçado no valor de 284 milhões de euros até Setembro, mais 7,7 por cento do que em 2006.
O crescimento do mercado francês permitiu atenuar as quebras registadas na Alemanha (menos 1,3 por cento, para 186 milhões de euros) e no Reino Unido (menos 14,2 por cento, para 100 milhões de euros).
Este recuo do mercado inglês nos primeiros nove meses de 2007 permitiu à Holanda ascender a 3º destino em valor das exportações portuguesas, com um aumento de 3,5 por cento, para 104 milhões de euros.
Espanha assume-se como o 5º principal mercado do calçado português (em valor, já que em volume ocupa a 2ª posição), registando até Setembro um crescimento de 7,1 por cento, para 82 milhões de euros.
Dinamarca e Bélgica foram outros dois mercados onde o calçado português ganhou terreno em 2007, crescendo, respectivamente, 12,2 e 2,3 por cento, para 42 e 19 milhões de euros.
Entre os mercados de exportação mais recentes, destaque para a Itália (que cresceu 36,5 por cento, para 16 milhões de euros), Irlanda (mais 10,5 por cento, para 15 milhões de euros) e Grécia (mais 10,8 por cento, para 10 milhões de euros).
Fora da Europa, a APICCAPS destaca o crescimento registado em Angola (mais 65 por cento, para oito milhões de euros) e a queda nos EUA (menos 36,2 por cento, para 11 milhões de euros).
De Janeiro a Setembro, o preço médio do calçado exportado por Portugal foi de 17,2 euros, tendo mesmo chegado a atingir os 25,2 euros no mercado canadiano.
Tal como as exportações, também as importações terão, segundo a associação, crescido em 2007.
Até Setembro, as compras de calçado estrangeiro tinham somado um crescimento de 12,5 por cento, para 291 milhões de euros, destacando-se Espanha (com mais 9,8 por cento, para 128 milhões de euros) como principal responsável por esse aumento e uma quota nas importações portuguesas superior a 40 por cento.
De acordo com a APICCAPS, também o calçado chinês tem vindo a aumentar o seu peso relativo nas importações portuguesas, tendo aumentado 37,9 por cento nos primeiros nove meses de 2007, para 27 milhões de euros.
A Holanda, conhecida por ser uma importante plataforma comercial, surge como o 3º mercado de importação de calçado para Portugal, embora tenha caído no período 15 por cento, para 26 milhões de euros.
O calçado que Portugal importa com o preço médio mais elevado provém da Dinamarca (27,82 euros), surgindo a China no extremo oposto (2,40 euros).
Somos os reis do chinelo :roll: :roll:
“Para nos mantermos na 'crista da onda', conquistar novos desafios e alcançar os nossos competidores – que não estão parados -, temos necessariamente que inovar”, afirmou Leandro Melo em declarações à EDV Informação.
Sublinhando que o cluster tecnológico do calçado “tem ajudado a alterar substancialmente” o panorama da inovação do sector, o director-geral do CTCP frisou que “o percurso traçado deve continuar nesta dinâmica”.
Leandro Melo destacou que programas como o ShoeInov – destinado a desenvolver projectos de I&D e inovação, no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) – são “fundamentais”.
O ShoeInov prevê a exploração de novos conceitos de actuação, designadamente nas áreas do luxo, ecologia e ambiente, arte e tradição, saúde, conforto e segurança.
Exportações a crescer
Globalmente, as exportações portuguesas de calçado cresceram 2,15 por cento em 2008, para 1.348 milhões de euros, aumentando pelo terceiro ano consecutivo.
De acordo com a Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado (APICCAPS), desde 2005 as vendas para o exterior cresceram mais de 10 por cento, o que faz de Portugal um dos principais exportadores à escala mundial» nesta indústria.
“O sector está no bom caminho. A prova disso é que, apesar de 2008 ser um ano terrível para praticamente todas as actividades económicas, as exportações portuguesas cresceram. Esperamos que assim continue nos próximos anos”, concluiu Leandro Melo.
Lisboa, 13 Abr (Lusa) - A série portuguesa "T2 para 3" conseguiu em menos de um ano contratos de distribuição em dez países, alcançando um sucesso internacional único no panorama português, segundo a criadora de conteúdos BeActive, responsável pelo programa.
"T2 para 3" é uma série portuguesa produzida pela beActive em 2008, que retrata a vida de três estudantes universitários que dividem um apartamento, depois de deixarem a casa dos pais para vir para Lisboa estudar.
Exibida em três plataformas - televisão (RTP), Internet e telemóvel - a série ganhou no ano passado uma menção honrosa nos prémios "C21Media" e está nomeada este ano para os prémios "Rose D'Or", para os melhores programas de televisão a nível europeu, na categoria multiplataforma, disse à Lusa Nuno Bernardo, director-geral da beActive.
O formato do programa foi vendido no ano passado ao Reino Unido, à Irlanda, ao Brasil e à Grécia, para ser produzido nesses países.
Este ano, na última feira internacional de televisão (MIPTV), que decorreu até 03 de Abril em Cannes, foram assinados contratos que levarão a série até França, Espanha, Nova Zelândia, Sudeste Asiático e Estados Unidos.
Os contratos com estes países prevêem a venda do formato do programa, que posteriormente será produzido nos países de destino com actores locais.
A excepção foi Itália, o único país que também comprou o programa, mas na sua versão acabada. A primeira temporada foi transmitida na versão portuguesa, legendada em italiano.
A beActive destaca que a presença da série em 10 territórios internacionais no espaço de menos de 12 meses, ultrapassa o sucesso do "Diário de Sofia", o programa de televisão "made in Portugal" mais comercializado até à data.
"Os resultados internacionais do "T2 para 3" são uma surpresa, se pensarmos que estamos a conseguir em apenas um ano o que nos demorou cinco anos a conseguir com o Diário de Sofia", afirmou Nuno Bernardo.
A produção do "T2 para 3" contou com o apoio financeiro do Fundo de Investimento no Cinema e Audiovisual (FICA).
Portugal exporta já 650 milhões de euros para a região de Castela e Leão. Por outro lado, as importações somam 960 milhões de euros, representando 10% do total de exportações desta comunidade.
A garantia foi dada esta quarta-feira pelo Governo da Comunidade Autónoma de Castela e Leão, que esteve no nosso país, numa visita de dois dias, que culminou com um almoço de empresários realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola (CCILE).
Perante uma audiência de empresários portugueses e espanhóis, o Presidente do Governo da Junta de Castela e Leão, Juan Vicente Herrera Campo, defendeu um tecido empresarial e industrial moderno, baseado no sector agro-pecuário e garantiu que há sectores económicos, como o industrial, o energético, o mineiro, o automóvel e o aeronáutico são um desafio. O responsável não esqueceu o turismo rural, que já tem um peso importante no Peso Interno Bruto (PIB) da comunidade.
No que concerne às relações da comunidade de Castela e Leão com Portugal, Juan Vicente Herrera Campo, defendeu a importância das infra-estruturas de ligação entre Norte de Portugal e Castela e Leão, e a importância dos portos de Leixões e Aveiro para o sector logístico da Comunidade.
Recorde-se que foi assinado esta quarta-feira um protocolo de cooperação entre o Governo de Castela e Leão na e a AICEP Portugal representada por Basílio Horta.
Este protocolo vem no sentido de «reforçar a cooperação em matéria do desenvolvimento económico, dinamização e internacionalização das empresas que operam em ambos os mercados».
Basílio Horta frisou que este protocolo tem como meta «fortalecer o tecido económico».
Proteccionismo: Porque não segue Portugal o exemplo espanhol?
2010/03/31 — Clavis Prophetarum - http://movv.org/ (http://movv.org/)
Ainda que Portugal insista em continuar a ser um “bom aluno europeu”, os países economicamente mais fortes do que nós, como a França e a nossa (má) vizinha Espanha já perceberam que do “comércio livre” se deve manter apenas a retórica.
A Federação da Construção (FEPICOP) pediu recentemente ao governo português que exija a Espanha alguma reciprocidade, de forma a ultrapassar um crescente muro proteccionista que tem impedido a ação das empresas portuguesas em Espanha. Ricardo Gomes, da FEPICOP afirmou que “Em rigor, por cada milhão de euros que uma empresa espanhola fizer em Portugal, tem que haver uma empresa portuguesa a fazer um milhão de euros em Espanha. Tem que ser assim”. Mas não é. Os nossos supermercados estão atulhados de produtos alimentais e de grande consumo fabricados em Espanha, ocupando e destruindo muitas empresas nacionais que operavam neste setor com práticas de dumping fiscal e empresarial que em pouco mais de dez anos, arruinaram todo um setor industrial outrora próspero em Portugal. Em Espanha, são raríssimos os produtos portugueses presentes no comércio, com excepção das zonas fronteiriças, especialmente a sul e apenas devido à presença de grandes números de turistas portugueses.
Este proteccionismo espanhol tem-se intensificado com a queda do país vizinho em crise, como declara o presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS) que sublinha que esta vertente proteccionista crescente e que respondeu por uma parcela significativa do decréscimo das exportações portuguesas para Espanha.
Portugal e, sobretudo o governo português, nada têm feito para reagir a este proteccionismo espanhol. Sublinhe-se que o problema é especialmente grave no setor da construção civil, onde há uma profusão de empresas espanholas a operar em Portugal, contra raras empresas portuguesas em Espanha, já que segundo a FEPICOP, no sector da construção “nunca foi permitida a entrada de empresas” não espanholas em Espanha e somou ainda que “a verdade é que, em Espanha, existe uma série de mecanismos na contratação pública que tornam difícil a penetração das empresas não espanholas. Pelo contrário, entre nós, sucede “exactamente o oposto: temos, neste momento, muitas pequenas empreitadas de contratos públicos ganhos por empresas espanholas em que os donos de obra portugueses até fazem, às vezes, gala em entregar as obras a empresas espanholas, mesmo que seja por uma diferença de preço reduzida”.
Até quando? Até quando vamos insistir em desproteger a nossa economia contra este fechamento crescente do nosso principal parceiro comercial? Até quando os nossos partidocratas vão insistir em seguirem uma bitola formal que os seus criadores já abandonaram – na prática – há muito e que apenas estes seus servos do sul seguem religiosamente? Durante quanto mais tempo vamos tolerar que Madrid dificulte a vida às nossas empresas, enquanto que as suas ocupam paulatinamente uma posição cada vez mais “imperial” sobre setores inteiros da nossa economia, da Banca, à Construção Civil, passando pelo setor comercial e de construção civil e energia? Até quando, Portugal, vamos acreditar que o proteccionismo saiu de moda?
Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/fede ... ha_1425191 (http://economia.publico.pt/Noticia/federacao-da-construcao-quer-que-governo-portugues-exija-reciprocidade-nos-negocios-com-espanha_1425191)
Azeite: Gallo vendeu 30 milhões de litros em 2009, dois terços dos quais fora de Portugal
Lisboa, 26 jun (Lusa) - A marca Gallo vendeu cerca de 30 milhões de litros de azeite em 2009, dois terços dos quais fora de Portugal, e quer prosseguir a internacionalização, procurando novos mercados no norte da Europa e sudeste asiático.
De acordo com o diretor geral da Gallo Wordlwide, as vendas "têm vindo a aumentar sustentadamente nos últimos anos, sobretudo a nível internacional".
A marca está presente em mais de 33 países e avança agora para a procura de novos mercados, no norte da Europa e no sudeste asiático, afirmou Pedro Cruz à Agência Lusa.
Comércio: Exportações portuguesas crescem 18,4 por cento no período de março a maio
Lisboa, 09 jul (Lusa) - As exportações portuguesas cresceram 18,4 por cento de março a maio deste ano face ao mesmo período do ano passado, em especial nas categorias "Combustíveis e lubrificantes", "Fornecimentos industriais" e "Material de transporte e acessórios".
Lusa
12:04 Sexta feira, 9 de Julho de 2010
Lisboa, 09 jul (Lusa) - As exportações portuguesas cresceram 18,4 por cento de março a maio deste ano face ao mesmo período do ano passado, em especial nas categorias "Combustíveis e lubrificantes", "Fornecimentos industriais" e "Material de transporte e acessórios".
Os números do comércio internacional relativos a maio deste ano foram divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar de a média do período registar um acréscimo de 18,4 por cento, as exportações têm vindo a decrescer desde março (quando se verificou um aumento de 24,2 por cento). Em abril a taxa de variação homóloga baixou para 15,8 por cento e em maio diminuiu para 15,1 por cento.
A empresa AJP Motos, única fabricante de motociclos em Portugal, começou a comercializar a sua produção no Brasil e no princípio de 2011 prepara-se para fazer o mesmo no Japão, disse à Lusa o diretor da empresa
A marca está representada em 18 países, com a França a absorver 30 por cento da produção da empresa e a Espanha 15 por cento, mas para António Pinto, diretor da AJP, o Brasil tem potencial para se tornar o principal mercado externo das motos portuguesas.
«O primeiro contentor de motos que enviámos para lá foi vendido quase numa semana», revelou o empresário.
Por isso, «pela reação das pessoas e da própria imprensa especializada, acredito que daqui a pouco tempo o Brasil pode vir a ser o nosso principal mercado de exportação», acrescentou....
O grupo ISQ - Instituto Soldadura e Qualidade é o líder do consórcio que irá garantir a qualidade do novo arco de contenção - sarcófago - que será construído sobre o reactor número quatro de Chernobyl, que explodiu em Abril de 1986. O projecto deverá estar concluído em 2015, segundo a informação do governo ucraniano, e renderá cerca de 10 milhões de euros ao grupo português.
Desenvolvem a sua actividade em sectores estratégicos para a economia portuguesa.
Combustíveis, automóveis, engenharia e tecnologia de ponta, pasta e papel, alimentação e distribuição, cortiça. São das maiores empresas portuguesas, com fortes planos de internacionalização. E o negócio lá fora está a correr de vento em popa. Todas elas têm assistido ao crescimento das vendas por via da componente internacional. Enquanto as empresas continuam a investir, o Governo já anunciou a criação de um fundo de 250 milhões de euros para apoiar a internacionalização e as exportações nacionais. (...)
Praga da madeira ameaça exportações portuguesas.
Embargo ao pinho português seria desastre nacional, explica presidente da Associação Industrial de Madeira e Mobiliário.
Empresários debatem esta tarde a polémica da praga do nematodo da madeira que ameaça fechar fronteiras às exportações nacionais.
A Comissão Europeia ameaça impedir a exportação de mobiliário de pinho português para os países da Europeus, caso a doença não seja controlada.
Fernando Rolin, presidente da Associação Industrial de Madeira e Mobiliário, diz que essa decisão seria um desastre nacional: “Estamos a falar de prejuízos reais e induzidos que já se situam na área dos mil milhões de dólares. É um dos problemas que temos para por aos senhores que vêm estar connosco, é que corremos o risco daqueles senhores de Bruxelas que olham para Portugal como números, proponham às mais altas instâncias o embargo da madeira de pinho de Portugal, e isso seria um desastre nacional”.
Na reunião de hoje, na Mealhada, os presidentes da CIP, UGT, CGTP e industriais da madeira e mobiliário pretendem encontrar soluções e pressionar o governo para a importância deste sector na economia.
Artigos de pinho em risco de embargo total na UE.
Três análises positivas à presença de nemátodo em produtos portugueses põem em risco centenas de empresas nacionais.
Portugal está em risco de ver a Comissão Europeia decretar um embargo total aos produtos de pinho, sejam eles madeira serrada, paletes, painéis ou mobiliário. A Associação das Indústrias da Madeira e Mobiliário Nacional, em comunicado recente enviado aos seus associados, classificava tal possibilidade como uma "verdadeira tragédia nacional" já que, garante, "será o fim do nosso sector".
Parabéns, "eng." Sócrates.
Muitos parabéns!... É um problema que já vem de há quatro ou cinco anos e em relação ao qual o desgoverno do "engenheiro" sucateiro e trambiqueiro Sócrates NADA fez... Absolutamente nada.![]()
6.10 - Comércio intracomunitário - Expedição de bens (FOB) por grupos de produtos
Valores Mensais (10³ EUR) Variação
Mai. Abr. Mar. Fev. Jan. Dez. Nov. Homóloga (a)
11 (a) 11 (a) 11 (a) 11 (a) 11 (a) 10 (a) 10 (a) Mai. (%)
TOTAL GERAL 2 768 617 2 532 359 2 875 153 2 527 947 2 419 708 2 292 934 2 544 763 20.5
1. Agrícolas 145 391 134 304 144 251 119 925 125 866 144 384 145 708 16.6
2. Alimentares 116 991 97 693 104 659 92 667 86 107 99 808 124 557 7.5
3. Combustíveis minerais 97 845 93 656 125 623 64 414 87 779 69 888 77 025 23.1
4. Químicos 149 875 155 292 167 902 144 898 138 735 106 529 126 886 31.9
5. Plásticos, borracha 222 157 190 213 223 448 190 590 173 942 143 963 192 028 20.7
6. Peles, couros 9 755 8 506 8 846 7 832 7 634 8 837 7 319 36.9
7. Madeira, cortiça 83 963 84 732 88 344 80 277 76 624 63 470 81 955 10.7
8. Pastas celulósicas, papel 165 831 155 391 169 455 116 486 120 808 140 536 128 961 24.0
9. Matérias textêis 113 545 114 811 119 895 98 579 91 061 91 330 111 640 14.4
10. Vestuário 171 665 163 200 184 119 190 315 189 433 189 354 188 057 13.8
11. Calçado 103 260 83 447 119 621 132 886 121 807 90 515 98 007 28.1
12. Minerais e suas obras 137 841 136 779 152 999 135 500 94 966 160 087 132 637 8.7
13. Metais comuns 222 370 218 956 240 708 212 471 200 097 166 969 199 136 13.0
14. Máquinas, aparelhos 369 614 332 903 380 110 340 270 330 620 295 873 359 811 15.1
15. Veículos e outro material de transporte 463 701 382 529 454 295 427 208 406 653 373 373 370 685 42.3
16. Aparelhos de óptica e precisão 26 492 24 868 25 771 24 200 24 915 20 520 24 326 10.4
17. Outros produtos 168 321 155 080 165 107 149 429 142 661 127 497 176 023 16.5
(a) Os dados de Novembro a Dezembro de 2010 e Janeiro a Maio de 2011, incluem estimativas de não respostas e das transacções abaixo dos limiares de
assimilação para os países da União Europeia.
Exportações: Portugal supera Espanha, pela primeira vez
Exportações para Espanha ultrapassaram as importações
Em Outubro, Portugal conseguiu, pela primeira vez, um saldo positivo na balança comercial com a Espanha.
Dados da Câmara de Comércio e Indústria Luso-espanhola, citados pela Rádio Renascença, mostram que as exportações para Espanha ultrapassaram as importações neste mês.
As vendas chegaram aos 1.900 milhões de euros, enquanto as compras custaram 1.800 milhões.
No entanto, Espanha conseguiu um saldo favorável em relação a todo o ano de 2011. As exportações de Portugal foram de 8,8 mil milhões de euros, enquanto as importações significaram 14,2 mil milhões de euros.
Portugal exporta para Espanha sobretudo roupa, sapatos, produtos para bebés, óculos, motociclos, bicicletas e artigos desportivos.
Fonte (http://http)
"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE)
demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do
grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta
semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos
supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia,
sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do
Haiti... Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado
que nós.
Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um
berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de
2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar
com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a
água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de
pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter
inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar
junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel
em Havana e agora já nem a Badajoz vai.
Não se faz. E é desagradável
constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar
que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém
interessante e viajado lá em casa.
Eu vi perca egípcia em Telheiras...
fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha
mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e
imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras.
Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino,
assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem
olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo
marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar
por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de
robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar.
(Da crónica de João Quadros no Negócio On-Line)
.Guindaste inoperacional nos Estaleiros de Viana ameaça reduzir exportações da Enercon
A alemã Enercon admite reduzir o volume de exportações, atualmente em dois navios por semana, face aos alertas "inconsequentes" junto das sucessivas administrações dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) para garantir a operacionalidade de um guindaste.
"No contrato de concessão havia a garantia de disponibilização, por parte dos ENVC, de um guindaste, mediante o pagamento por parte da Enercon da sua utilização. Há quase três anos que andamos a pedir para que o guindaste esteja operacional e até agora nada", explicou Francisco Laranjeira, da administração da empresa alemã.
Face à situação de inoperacionalidade do guindaste de 50 toneladas existente naquele local, e que deveria apoiar as cargas da Enercon - tendo em conta que os navios já atracam no cais partilhado pela empresa e pelos ENVC -, a multinacional alemã viu-se obrigada nos últimos meses, quando incrementou as exportações, a alugar "pesadas gruas móveis de longo alcance"..
a administração dos ENVC admitiu hoje que o guindaste em causa, uma contrapartida de uma outra empresa alemã (HDW) no âmbito do negócio de construção de dois submarinos para a Marinha, foi colocado na empresa "em condições de deficiente operação, incluindo a necessidade de novas peças".
"A sua reabilitação exige investimento", disse a administração daquela empresa pública, que garante existir "interesse" na sua "operacionalização e consequente disponibilização à Enercon".
"Está agendada uma reunião entre as duas administrações com vista à avaliação dos custos de recuperação do guindaste, no que se refere à sua reparação, encomenda de peças, manutenção e licenciamento, estando à partida acordada a repartição dos custos entre as duas empresas", acrescentou fonte da administração dos estaleiros de Viana
Portas abre caminho à exportação de carne para Leste
Paulo Portas desbloqueou as autorizações necessárias para o comércio de carne portuguesa na Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão.
As exportadoras portuguesas de carne terão assim, segundo informa em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros, acesso a um mercado potencial de 170 milhões de consumidores.
O anúncio foi feito no final de uma visita de 24 horas de Paulo Portas a Astana, a capital do Cazaquistão, com o objectivo de desbloquear as exportações de carne portuguesa para Rússia, explica o mesmo comunicado. A tutela adianta que estas exportações estavam dependentes de uma tripla autorização, que tinha de ser conseguida junto das autoridades de Moscovo, Minsk e Astana.
O Governo adianta que os três países - Rússia , Bielorrússia e Cazaquistão - têm uma união aduaneira, o que significa que o acesso a um destes mercados implica o acesso a todos, e que, pelo contrário, se existir objecções por parte de um deles, as exportações são bloqueadas para todos.
No final, as autoridades do Cazaquistão credenciaram 44 empresas portuguesas para poderem exportar não apenas para aquele país como para todo o mercado regional.
http://economico.sapo.pt/noticias/porta ... 47479.html (http://economico.sapo.pt/noticias/portas-abre-caminho-a-exportacao-de-carne-para-leste_147479.html)
É que tem sido cá um desfalque desde 74!!É sempre uma decisao política, leia-se des(Governo).![]()
Quem é que decide quanto e quando se vende? Não tem um limite anual?
Falta de geradores em comboios encarece exportação de pêra-rocha
"Isto é mais uma ajuda à exportação...!" O desabafo, em tom irónico, de Pedro Pereira, da Central de Frutas do Paínho (Cadaval), vem na sequência de umas contas muito simples: "De comboio, da Bobadela para Sines, cada contentor de pêra-rocha custa-nos 573 euros, mas de camião pagamos 777, ou seja, mais 200 euros por contentor."
E tendo em conta que desde Agosto a maioria dos 446 contentores enviados para o Brasil foram transportados por via rodoviária até ao porto de Sines, "isto encarece imenso a exportação", queixa-se Pedro Pereira.
O que está em causa é a limitação de cada um dos comboios de mercadorias que saem diariamente da Bobadela para Sines não poderem ter mais do que oito contentores-frigorífico, porque só há quatro geradores para os alimentar (cada gerador mantém dois contentores arrefecidos).
Perante esta limitação do modo ferroviário, a alternativa tem sido a estrada, o que onera os custos de transporte, sobretudo numa altura em que a exportação está num pico (50 contentores por semana só com pêra-rocha desde a região oeste para o Brasil) e a greve dos estivadores obrigou a desviar parte do tráfego do porto de Lisboa para o de Sines.
A responsabilidade de assegurar os geradores é, aparentemente, da CP Carga, mas tem sido assumida pelo armador, a MSC (Mediterranean Shipping Company), que opera em Sines e assegura o transporte até ao destino final.
"Como a CP não se interessa, nós é que temos solucionado o problema em nosso benefício", disse ao PÚBLICO uma fonte oficial desta empresa, que admite poderem vir a ser comprados mais geradores. Só que cada um custa mais de 20 mil euros ,o que implica muitas viagens para ser rentabilizado.
O PÚBLICO contactou a CP Carga, mas não obteve resposta em tempo útil.
O presidente da Junta de Freguesia do Paínho, Pedro Costa, ele próprio também fruticultor, lamenta que tenham de recorrer ao transporte rodoviário, que é mais caro, devido à incapacidade da ferrovia em fornecer contentores-frigorífico. E diz que o ideal era, em vez de entregarem os contentores na Bobadela, o carregamento dos comboios com fruta ser feito na estação do Bombarral, que fica muito perto e tem condições para tal.
Os concelhos do Bombarral e Cadaval são responsáveis por 80% da produção de pêra-rocha. Este ano, houve menos quantidade de fruta, mas mesmo assim, desde o princípio da colheita, em Agosto, já foram exportadas 21.000 toneladas (cerca de 20 milhões de euros) daquele fruto, das quais 9600 toneladas para o Brasil e 6000 toneladas para Inglaterra. As restantes 5000 tiveram como destinos a França, Marrocos, Irlanda e Rússia.
@publico
Casos de sucesso nas exportações portuguesas
Experiências das empresas que apostaram fora de Portugal.
Frulact, Intraplás, Lusiaves, Sogrape e Sugalidal são exemplos de empresas portuguesas de sucesso que ousaram em dar o passo para fora de Portugal e hoje são grandes exportadores nacionais. Todas estas empresas - umas há mais de 20 anos, outras mais recentemente - optaram por avançar com o processo de exportação e internacionalização como forma de crescimento da sua actividade. São exemplos de como fazer para levar mais longe os produtos portugueses.
1 - Sogrape começa pelo Brasil
Empresa familiar criada em 1942, escolheu o Brasil como primeiro destino de exportação. Salvador Guedes, presidente da empresa, relembra que "na altura queríamos dar a conhecer ao mundo os vinhos portugueses, e começámos com a marca Mateus: um vinho que conquistou o consumidor lá fora e chegou a representar 40% do total de exportações". Mas passado algum tempo, foi necessário reposicionar a marca e diversificar os produtos. Na década de 80, além de outros vinhos que já produzia começou a investir na produção de vinho do Porto. Hoje já exporta para a Argentina, Chile, Nova Zelândia e Espanha, onde comprou este ano uma empresa. A Sogrape prevê facturar, este ano, 210 milhões de euros e vender 85 milhões de garrafas.
2 - Sugalidal é a maior empresa de derivados de tomate na Europa
A companhia que resultou da fusão entre a Sugal e a Idal que pertencia à Heinz, conta com uma história de mais de 50 anos, mas permanece, ainda hoje, uma empresa familiar. É o maior grupo de produtos derivados de tomate (concentrados, triturados e polpas) da Europa e uma das maiores a nível mundial. Um crescimento que se deve à aposta na qualidade dos seus produtos, tais como a marca Guloso, que é uma referência no mercado nacional. Actualmente, a empresa portuguesa exporta cerca de 97% da produção, em particular para a Europa (Escandinávia, Inglaterra e Alemanha) e Japão. E comprou recentemente uma empresa no Chile. "Já não podíamos crescer mais em Portugal e optámos por comprar esse grupo chileno", referiu António Jorge, presidente da Sugalidal.
3 - Lusiaves passou 20 anos só em Portugal
Avelino Gaspar, presidente da Lusiaves, diz que a aposta na exportação é recente, pois nos primeiros 20 anos de "vida" da empresa as vendas eram todas feitas em Portugal. Durante esses anos foram feitos investimentos no País, em todas as áreas de negócio (rações, matadouros, logística, etc.) para que a empresa crescesse. "Enquanto o mercado absorvia tudo o que produzíamos não havia necessidade de ir para fora, mas o sector é muito competitivo", sublinha o gestor. Hoje estão em Espanha, Macau, Hong Kong, Colômbia, Angola, países árabes e Brasil. Avelino Gaspar defende que "existem sempre oportunidades e nichos de mercado que vale a pena explorar".
4 - Intraplás seguiu os clientes
Fundada em 1968, a Intraplás, que fabrica laminados e embalagens plásticas para a indústria alimentar e para componentes, já exporta para o Japão, Estados Unidos da América e Canadá. Vale Martins, presidente da Intraplás, explicou que "não foi a Intraplás que escolheu o caminho.Seguimos o caminho indicado pelos clientes [Danone e Yoplay]".
5 - Frulact é líder ibérica
A Frulact é hoje líder em preparados de fruta no mercado ibérico e exporta 90% de tudo o que produz. Fundada há 25 anos, a Frulact abastece multinacionais, como a Nestlé ou a Danone, com iogurtes, e a Unilever com sumos e gelados. Com três fábricas em Portugal e unidades de produção em França, Marrocos, Argélia e África do Sul - onde fechou uma ‘joint venture' já em 2012 -, a Frulact está ainda presente em diversos países no Sul da Europa, Norte de África e Médio Oriente, através da exportação. "Portugal vale entre 2,5% e 3% da facturação que deverá chegar a 90 milhões de euros no final deste ano", referiu João Miranda, presidente da empresa.
No total, de Janeiro a Outubro foram vendidos para o exterior mais de 70 mil milhões de pares de calçado, no valor de 1,6 mil milhões de euros, um crescimento de 8,8% face ao ano anterior.
SOL