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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: Marauder em Abril 23, 2006, 11:32:23 am

Título: Sector Portuário
Enviado por: Marauder em Abril 23, 2006, 11:32:23 am
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Santa Apolónia: terminal de cruzeiros custará 45 M€

A zona de Santa Apolónia vai receber um terminal de passageiros de cruzeiros, além de uma área comercial e de serviços, num investimento de 45 milhões de euros, disse hoje a secretária de Estado dos Transportes.

Ana Paula Vitorino falava num encontro entre responsáveis da Administração do Porto de Lisboa (APL) e agentes intervenientes na actividade portuária, como operadores e concessionários.

O encontro teve como objectivo a apresentação de algumas ideias acerca do que poderá constar no plano estratégico para o porto de Lisboa, que abrange uma área de 50 quilómetros, entre os concelhos de Oeiras e Vila Franca de Xira, na margem norte, e Almada e Benavente, na margem sul.

A área de Santa Apolónia é uma das que vai sofrer mais alterações e a reconversão da Doca do Jardim do Tabaco permitirá receber simultaneamente cinco navios de cruzeiros.

O objectivo é adequar a oferta do porto de Lisboa à evolução que se prevê para o mercado de cruzeiros, com a vantagem de localizar o terminal junto do centro histórico da cidade.

Para Ana Paula Vitorino, o transporte marítimo é uma parte importante do turismo da capital portuguesa e cada vez chegam mais turistas a Lisboa nos cruzeiros, mas as condições de recepção não melhoraram.

«É necessário que estes visitantes tenham as mesmas condições dos passageiros que chegam por via aérea, ao aeroporto de Lisboa, com qualidade», nomeadamente na parte do comércio, como freeshops, e serviços, defende a secretária de Estado.

Além do terminal, a estrutura de Santa Apolónia contempla uma parte comercial, mas também de requalificação do espaço urbano, um ponto fundamental para atrair mais turistas.

Este é um projecto para desenvolver nos próximos anos e em 2006 só está a iniciar-se, por isso tem pouco mais de um milhão de euros inscritos no PIDDAC (programa de investimento e despesas de desenvolvimento da administração central), referiu o presidente da APL.

Manuel Frasquilho admite a possibilidade de a margem sul vir receber uma infra-estrutura do tipo do terminal proposto para Santa Apolónia, baseada na actividade turística.

Para já, na área turística, além dos cruzeiros, «a náutica de recreio está em desenvolvimento e as docas [em Lisboa] estão praticamente cheias, a 100 ou 90%», aponta.

O responsável do porto de Lisboa defende que é um segmento de mercado onde o Plano Estratégico do Porto de Lisboa deve apostar, com vários tipos de marinas ou de docas, com diferentes serviços e diferentes preços.

Manuel Frasquilho refere mesmo que é possível oferecer estacionamento de barcos em terra.

No ano passado, o número de passageiros de cruzeiros embarcados e desembarcados em Lisboa subiu 35%.

Mas, nos primeiros três meses de 2006, o acréscimo acentuou-se e o número de turistas mais que duplicou face a igual período de 2005, tendo subido 135%, segundo Manuel Frasquilho.

Diário Digital / Lusa

22-04-2006 19:31:00
 


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=66146 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&id_news=66146)

Um bom investimento para reforçar Lisboa como porto de visita dos paquetes!!
Título:
Enviado por: pedro em Abril 23, 2006, 01:13:45 pm
Um bom projecto sem duvida e um bom investimento do estado.
Cumprimentos :lol:
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 28, 2006, 11:06:15 am
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Porto de Lisboa: construção do terminal Sta Apolónia arranca no 2º semestre

As obras do novo terminal de Santa Apolónia para navios de passageiros arrancam no segundo semestre do ano, anunciou terça-feira uma fonte da administração do porto de Lisboa.




As obras vão permitir que o porto possa receber em simultâneo cinco navios de cruzeiro, segundo a mesma fonte.

A primeira fase da obra contempla a reabilitação do cais entre Santa Apolónia e o Jardim do Tabaco, a qual representará um investimento directo de 9 milhões de euros até 2008.

O porto de Lisboa registou nos dois primeiros meses de 2006 um crescimento de 13,3% no número de navios e mais 27,8% em passageiros face ao período homólogo de 2005.

Entretanto, os turistas dos navios de cruzeiros que visitam Lisboa vão ser alvo de acções de apoio e promoção específicas, através de um protocolo a assinar entre a APL e a Associação e Turismo de Lisboa, anunciou a APL.

Diário Digital / Lusa

21-03-2006 15:35:00

de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=220233 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=220233)

Um pouco off-topic, mas...alguém sabe como é que ficou aqueles rumores que davam no desmantelamento do Porto de Lisboa (contentores etc) em prol do de Setubal?

Isto visto que o Porto de Lisboa está impossibilitado de crescer, e ter um algum efeito negativo na cidade..etc..
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 28, 2006, 11:08:38 am
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Terminal de contentores de Alcântara não vai chegar a Santos

A Administração do Porto de Lisboa (APL) assegurou hoje que o terminal de contentores de Alcântara não vai ser prolongado até Santos, ao contrário do que avançara na semana passada o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues.
O autarca criticou quarta-feira o plano estratégico da frente ribeirinha da cidade apresentado pela APL aos 11 municípios da sua área de jurisdição, adiantando que uma das medidas previstas seria o prolongamento do terminal de contentores até Santos, o que implicava a construção de um aterro no rio Tejo.

«É mentira, não há projecto nenhum de terraplenar desde Alcântara até Santos», garantiu à agência Lusa uma fonte da APL, adiantando que o que consta do plano é um aproveitamento da área do terminal de Alcântara que já está dedicada à movimentação de cargas e optimizá-la.

A fonte justificou que apenas com a optimização da infra-estrutura que actualmente existe em Alcântara se consegue logo chegar a quase 1,5 milhões de contentores ali movimentados, o triplo do movimento actual.

Segundo a fonte, «a triplicação do movimento de contentores de Lisboa não é a vontade da APL», mas a resposta à «previsão da procura da região» tanto a nível das importações como das exportações nos próximos 15 a 20 anos.

«Se as tendências dos operadores e consumidores na região se mantiverem e mesmo que todos os outros portos se desenvolvam na sua zona de influência, nós vamos ter que crescer para dar resposta a este tecido económico que aqui está criado», sustentou.

A mesma fonte refere que, se o Porto de Lisboa não conseguir dar resposta, os produtos terão de entrar por via terrestre e quem vai pagar a factura final de uma cadeia logística e de transporte mais complicada e alongada é o consumidor final.

«Ou temos a mercadoria barata a entrar directamente no porto de Lisboa ou então vai a Leixões ou vai a Espanha e depois vem por via terrestre até à zona de Lisboa onde é consumida a grande parte da mercadoria que aqui chega», justificou.

A APL, acrescentou, está preocupada em «habilitar o Porto de Lisboa com as características necessárias para responder à procura e não criar um bloqueio nas forças económicas que estão previstas para o médio e longo prazo nesta região».

A mesma fonte ressalvou que este é um dos «cenários alternativos» que consta no plano estratégico e que é «o mais barato, com o qual todos os portugueses pagariam menos».

Para aumentar a capacidade de armazenamento, a APL pretende deitar abaixo «um ou outro edifício que pouco ou nada valem» na área do terminal de Alcântara que já está dedicada à carga.

Apesar de esta hipótese estar em cima da mesa, a fonte da APL afirmou que existem outros cenários em discussão e que nenhum deles é definitivo.

«O plano estratégico é um processo dinâmico que só estará concluído no final do ano e com o contributo de todas as entidades», sublinhou.

De acordo com a APL, os projectos de expansão da capacidade de movimentação de contentores não se restringem todos à margem Norte, havendo também a possibilidade de cenários na margem Sul do Tejo.

O plano estratégico para o Porto de Lisboa abrange uma área de 50 quilómetros, entre os concelhos de Oeiras e Vila Franca de Xira, na margem norte, e Almada e Benavente, na margem sul.

Diário Digital / Lusa

27-06-2006 12:33:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=233856 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=233856)

Estranho é então o Carmona ter levantado o problema...there´s something "fisxy" aqui...
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=68802 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=6&id_news=68802)
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 28, 2006, 11:47:10 am
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Doca de Pedrouços terá projecto urbanístico de 200 a 300 M€

A Administração do Porto de Lisboa vai apresentar um projecto de desenvolvimento urbanístico para a zona da Doca de Pedrouços, num investimento que pode situar-se entre 200 e 300 milhões de euros, disse hoje o seu presidente.

Manuel Frasquilho falava num encontro entre responsáveis da Administração do Porto de Lisboa (APL) e agentes intervenientes na actividade portuária, como operadores e concessionários, que contou com a presença da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.
No encontro foram apresentadas algumas ideias acerca do que poderá constar no plano estratégico para o porto de Lisboa, que abrange uma área de 50 quilómetros, entre os concelhos de Oeiras e Vila Franca de Xira, na margem norte, e Almada e Benavente, na margem sul.

Para a área de Pedrouços, até Algés, onde também funcionava a Docapesca, a APL prevê instalar um projecto com vertente de desporto, ligado ao rio, mas também imobiliário, o qual «vai financiar a parte do lazer», explicou Manuel Frasquilho.

Embora refira não ser ainda possível definir valores para o investimento total do projecto, o responsável da APL aponta um intervalo entre os 200 e 300 milhões de euros.

A intenção é instalar em Pedrouços uma marina para iates de grandes dimensões, um equipamento que será o primeiro a avançar, com várias obras na doca, como o reforço das protecções e a reabilitação das margens actuais da doca.

«O resto é mais complicado», refere Manuel Frsquilho, justificando com o facto de implicar a intervenção de vários ministérios, como o Ambiente, Ordenamento do Território, Transportes, Agricultura e Pescas, além dos municípios (Lisboa e Oeiras).

Naquela área, entre Belém e Algés, existem algumas entidades relacionadas com as Pescas, como a Escola de Pesca e Marinha Comercial e o antigo Instituto Português de Investigação do Mar (IPIMAR), agora INIAP (instituto nacional de investigação agrária e das pescas).

Também estão ainda a funcionar algumas empresas na zona anteriormente ocupada pela Docapesca, as quais Manuel Frasquilho diz estarem «ilegais».

Para já, a APL apresenta a sua proposta à tutela directa (Transportes) com um plano e um modelo financeiro, acrescenta.

O modelo financeiro a criar pode passar pela criação de um fundo imobiliário fechado para obter mais-valias e financiar o projecto.

A proposta para o modelo financeiro do fundo está a ser desenvolvida por uma equipa liderada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), segundo o presidente da APL.

«Este fundo poderá ser participado pela APL e outras instituições ou eventualmente as câmaras municipais» envolvidas, disse ainda Manuel Frasquilho.

Diário Digital / Lusa

22-04-2006 17:48:00
 


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=66145 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=6&id_news=66145)

Mais prédios  :? .....que ao menos a zona ribeirinha fique algo de porreiro para passear...jardins,etc..
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 28, 2006, 04:02:20 pm
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Açores:«Portas do Mar» tem 69% de financiamento externo

O secretário açoriano da Economia anunciou hoje que o projecto "Portas do Mar», que inclui um cais e terminal de cruzeiros, tem assegurado financiamentos externos de 69% dos 44,5 milhões de euros de investimento.


«Este projecto tem o seu financiamento assegurado porque conseguiu captar para os Açores um conjunto vasto de incentivos» nacionais e europeus, em «directa competição com projectos de outras origens», afirmou Duarte Ponte, no lançamento da obra, na avenida litoral de Ponta Delgada.

Para o governante, que adiantou que a taxa de comparticipação poderá chegar aos 84% se a candidatura ao programa PITER for aprovada, os incentivos atribuídos são a prova da viabilidade económica das «Portas do Mar», uma obra que ficará concluída dentro de ano e meio.

Do total de investimento, 24,1 milhões serão assegurados pelo Fundo de Coesão, quatro milhões pelo Sistema de Incentivos Estratégicos de Produtos Turísticos (SIVETUR), 2,6 milhões pelo Sistema de Incentivos para a Modernização de Empresas (SIME) e o restante pela região, disse.

Da responsabilidade do arquitecto Manuel Salgado, o «Portas do Mar» visa reordenar a bacia do porto de Ponta Delgada, criando áreas de lazer, comércio e um passeio marítimo, junto ao mar.

Além do terminal de cruzeiros, o projecto prevê a construção de um cais para os barcos de transporte de passageiros entre as ilhas, um pavilhão multiusos, parque de estacionamento para 200 viaturas e uma nova marina, com capacidade para 440 embarcações.

«Serão, sem dúvida, as 'portas' desta cidade para uma nova etapa de desenvolvimento, onde a indústria do turismo e dos serviços assumirá cada vez mais um papel relevante», disse.

25-06-2006 13:17:27


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=68762 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=2&id_news=68762)

Finalmente boas notícias...a ver se os Açores começam a ser destino dos navios de cruzeiro também...

E já agora...alguém diga à SATA para escrever Açores e não AZores nas caudas dos aviões..
Título: 2 cidades mostram vantagem de juntar zona portuária à urbana
Enviado por: Marauder em Junho 29, 2006, 08:18:27 pm
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Para quem, em 2007, entrar no porto de Hamburgo, o edifício da Filarmónica do Elba parecerá um enorme veleiro de pedra. Por cima da sala de concertos, o hotel em vidro lembrará as velas de um navio fantasma. O espectacular conceito arquitectónico está em construção e será o ponto mais belo de HafenCity, projecto que visa transformar a zona portuária abandonada numa área com cinco mil apartamentos e 40 mil empregos. HafenCity terá metade da dimensão da Expo 98, de Lisboa, mas a vantagem de estar apenas a 800 metros do centro da cidade.

Port Vell, em Barcelona, é outro exemplo de reutilização de zona portuária degradada. O espaço de lazer corresponde ao porto antigo, no próprio centro, tendo dimensão de um quinto da Expo 98. O projecto foi possível devido ao êxito da difícil negociação entre as autoridades envolvidas (porto, Governo autónomo e Governo central), na altura dominadas por partidos diferentes.

Em ambos os portos europeus foi possível conjugar vida urbana e expansão económica. Outra cidade portuária, Lisboa, escolheu um caminho diferente: conflito entre planos de modernização do porto e a visão da câmara municipal de ligar a cidade ao rio. E, neste caso, a conciliação parece difícil.

Existe um estudo sobre a importância económica do Porto de Lisboa, que lhe atribui 4,5% do PIB da Região de Lisboa e Vale do Tejo, a qual conta para metade do produto interno do País. O estudo é de 2001 e refere-se a números de 1997. O impacto no emprego era então da ordem de 38 mil postos de trabalho.

Mas a globalização está a transformar o funcionamento dos portos. No caso da capital, a entidade responsável, Administração do Porto de Lisboa, prepara um plano que, com investimento modesto, duplicará o tráfego de contentores. Os números já conhecidos (a divulgar em Novembro) são impressionantes: no terminal de Alcântara, que trata 350 mil TEU anuais, a capacidade passaria para 700 mil, com um investimento de apenas oito milhões de euros. Se o porto avançar com o projecto de um milhão de TEU, terá de investir 35 milhões de euros (um contentor de 50 pés representa duas unidades TEU, twenty feet equivalent unit).

A Câmara de Lisboa, uma das autarquias mais alarmadas com estes planos, teme o equipamento "demasiado pesado" e o tráfego de camiões (ver caixa). Mas os responsáveis pelo porto afirmam que, pelo contrário, será utilizada uma nova técnica, ligando o terminal, por batelão, a uma zona logística a norte e ao respectivo acesso. Lisboa pode ficar livre de comboios de mercadorias e trânsito de camiões. Sobretudo, prometem, o porto vai operar com maior eficácia e gerar riqueza.

O peso económico

A importância económica será decisiva. "A missão de um porto é a de gerar valor e estimular a economia", disse anteontem o subdirector do porto de Barcelona, Santiago Garcia Milá, a uma delegação de responsáveis portuários portugueses, de visita a Port Vell. Na visão de Garcia Milá, o porto de Barcelona está a "ser pensado como sistema ibérico de circulação de mercadorias com valor acrescentado", pois os portos, "só por si, não são factores de desenvolvimento, a não ser que estejam ligados a um sistema logístico".

O consenso em Hamburgo foi fácil, por esta ser uma cidade-estado e a autoridade municipal coincidir com a do Länder (Estado federal). HafenCity terá um custo estimado em 5 a 6 mil milhões de euros (um milhão de euros públicos) e ocupa uma das margens do rio, o que na realidade separa ainda mais a zona urbana da portuária. O plano foi aprovado politicamente e a empresa promotora, presidida por Jürgen Bruns-Berenteig, não terá lucros, concentrando-se na concretização e na qualidade. Como explicou Bruns--Barenteig, na segunda-feira, à mesma delegação de portuários portugueses, "somos criadores de espaço pensado". Na outra margem do Elba, em frente à cidade de arquitectura arrojada, podiam ouvir-se as sirenes dos porta-contentores, na azáfama de alimentar a grande máquina industrial da Europa central. C O DN viajou a convite da Comunidade Portuária de Lisboa


de:
http://dn.sapo.pt/2006/06/29/economia/d ... _junt.html (http://dn.sapo.pt/2006/06/29/economia/duas_cidades_mostram_a_vantagem_junt.html)


Concordo com a ideia do batelão, mas até dou outras, e que tal os barcos simplesmente ficarem no mar da palha enquanto que plataformas (com 1 grua) da APL se aproximam destes e realizam o desembarque dos TEU...vi isto em Hong Kong...é fascinante..o mar repleto de navios e plataformas.

 Outra ideia...porque não expandir o Porto de Lisboa para a zona da Margueira, Almada. Aqui sim, poderiamos aplicar algo estilo Barcelona e Hamburgo, tal como fala este artigo.

 Que ideias tem os meus caros colegas acerca disto?
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Março 25, 2010, 07:22:41 pm
Portos nacionais recuperam em força no arranque de 2010


Nos primeiros dois meses do ano, segundo dados a que o Económico teve acesso, as subidas de tonelagem movimentadas nos cinco principais portos variaram entre 15%, no caso de Setúbal, e 41% em Aveiro.

Os portos portugueses estão a recuperar de forma significativa da quebra geral de mercadorias movimentadas ocorrida ao longo de 2009.

"Este é um sector em que tem sido visível uma evolução positiva. A movimentação de mercadorias nos portos é considerada um sinal excelente para medir a evolução da economia global. A recuperação verificada nos primeiros dois meses deste ano e que, posso adiantar, se reforçou já no presente mês de Março, é importante para reflectir em que medida é que estes indicadores podem traduzir a recuperação da actividade económica", adiantou ao Económico António Mendonça, ministro das Obras Públicas.

Segundo os dados oficiais a que o Económico teve acesso, o porto de Aveiro foi o que teve um melhor comportamento, com uma subida de 41%, para um total de 569 mil toneladas movimentadas entre Janeiro e Fevereiro, face ao período homólogo de 2009.

A seguir, posicionou-se o porto de Sines, com um crescimento de 32%, para 5,77 milhões de toneladas no período em análise. O porto alentejano registou ainda uma recuperação de 72% no movimento de contentores.

O porto de Lisboa registou um acréscimo de mercadorias movimentadas de 20,6% nos primeiros dois meses deste ano, para 944 mil toneladas. Por seu turno, o porto de Leixões subiu 18%, para mais de um milhão de toneladas, acima do porto da capital.
Por último, o porto de Setúbal também registou um crescimento de 15%, para um total de 1,44 milhões de toneladas movimentadas, mas já com dados apurados até 22 de Março passado.

"Sabe-se que na movimentação de cargas nos portos há uma tendência de amplificação, quer em alta, quer em baixa, face à actividade económica. Por isso, a actividade portuária pode ser considerada um sinal interessante de recuperação da actividade económica global, e também em Portugal", acrescentou.

António Mendonça destacou ainda que esta recuperação generalizada da actividade portuária em Portugal nos primeiros dois meses deste ano "está associada à capacidade de gestão e à competência dos portos, das administrações portuárias".

"Talvez estes indicadores nos permitam ter uma visão um pouco mais optimista em relação ao futuro", concluiu o ministro das Obras Públicas.

Diário Económico
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Março 25, 2010, 07:39:48 pm
Porto de Aveiro lança missão empresarial em Castela e Leão


O porto de Aveiro está a lançar hoje uma missão empresarial na província espanhola de Castela e Leão, em Valladolid.

A missão é chefiada pelo secretário de Estados dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, e integra o presidente do porto de Aveiro, José Luís Cacho, o presidente da CP Carga, um administrador da AICEP Portugal e um representante da Renault Portugal (Cacia), um dos principais clientes do porto de Aveiro.

Estão também presentes representantes da Renault Valladolid. O responsável da AICEP Portugal irá divulgar o projecto do carro eléctrico da Nissan, cuja unidade fabril se irá também localizar na plataforma logística de Cacia.

Carlos Correia da Fonseca vai aproveitar ainda para promover a ligação ferroviária ao porto de Aveiro, que será inaugurada no próximo sábado, e destacar que existe ainda muito espaço para desenvolver as sinergias potenciais entre a região Centro de Portugal e a província de Castela e Leão.

"Os portos portugueses e a sua articulação com as plataformas logísticas e as redes de transporte ferroviário e rodoviário constituem prioridades absolutas para o Governo de Portugal", vai sublinhar o secretário de Estado dos Transportes numa intervenção que terá lugar dentro de minutos.

Carlos Correia da Fonseca da Fonseca irá também destacar que os fluxos comerciais entre as duas regiões têm vindo a aumentar nos últimos anos. Os dados do Instituto do Comércio Externo de Espanha mostram que, em 2008, Portugal comprou nesta região mercadorias e serviços que ascenderam a 984 milhões de euros, tendo vendido 659 milhões de euros. Ainda não existem dados disponíveis sobre 2009.

Por outro lado, em 2008, o tráfego de mercadorias com Espanha representou cerca de 18% do movimento total do porto de Aveiro, a que corresponderam cerca de 500 mil toneladas.

As relações entre as duas regiões têm sido fomentadas através de diversas parcerias nos últimos anos. As administrações dos portos de Aveiro e de Leixões associaram-se à Zaldesa - Zona de Actividades Logísticas de Salamanca para apresentarem uma candidatura conjunta ao programa comunitário Marco Pólo II, no âmbito da medida de acções de aprendizagem comuns, do projecto Intermodalidade E-80.

Também a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro se aliou à província de Castela e Leão no projecto MIT - Mobilidade, Inovação e Território, para promover o desenvolvimento integrado destas regiões, em áreas como os transportes e logística, ambiente e desenvolvimento sustentável, inovação e desenvolvimento tecnológico ou indústria, comércio e serviços.

Diário Económico
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Abril 13, 2010, 08:32:42 pm
Movimento de contentores em Sines cresce 70% no 1º trimestre


O movimento de contentores no Porto de Sines cresceu 70% no primeiro trimestre deste ano, para 76.500 TEU (medida equivalente ao número de contentores), face a igual período do ano anterior, anuncia a entidade portuária.

O total das mercadorias movimentadas aumentou 20% no primeiro trimestre deste ano, para 6,5 milhões de toneladas, comparativamente a igual período de 2009, refere em comunicado.

O Porto de Sines refere ainda que, nos primeiros três meses do ano passado, foram movimentados 44.911 TEU (medida equivalente ao número de contentores).

Além dos contentores, os granéis líquidos "contribuíram fortemente para o excelente desempenho", com um crescimento de 36% em relação a 2009, tendo as ramas e os produtos refinados sido as classes de mercadorias com maior crescimento.

Impulsionado pelo crescimento dos contentores, a carga geral foi a família de mercadorias que mais cresceu, tendo sido movimentada mais 68% de mercadorias de carga geral que em igual período do ano passado.

No entanto os granéis sólidos tiveram um decréscimo de 33%, devido, essencialmente, à forte pluviosidade que se fez sentir no período em análise, o que levou a um menor consumo de carvão.

O crescimento do movimento de mercadorias foi acompanhado por um crescimento dos navios que escalaram o Porto de Sines em operação comercial, com mais 26% no primeiro trimestre, tendo sido batido em Março o recorde mensal de número de navios recebidos desde a entrada em funcionamento desta infra-estrutura portuária. Março deste ano foi o melhor mês de sempre, com um total de 145 navios em operação comercial.

Os primeiros três meses deste ano foram também os melhores de sempre em navios entrados desde 1978, com um total de 406 navios recebidos, com um porte médio de 20.514 toneladas de GT (Gross Tonnage).

O primeiro trimestre deste ano consolida [assim] a tendência de crescimento sustentado que o Porto de Sines tem vindo a demonstrar desde a segunda metade de 2009%, salienta-se no comunicado.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Abril 23, 2010, 06:56:57 pm
Modernização dos portos é crucial para a competitividade


O primeiro-ministro, José Sócrates, destacou hoje a importância da modernização dos portos portugueses para a competitividade da economia, sustentando que a localização geográfica obriga a "nunca desistir de melhorar as ligações aos mercados mais exigentes do mundo".
"Se há um investimento que vale a pena é a modernização dos nossos portos, porque é um contributo absolutamente evidente para a competitividade e modernização da nossa economia. Portugal precisa de ter uma rede e uma operacionalidade logísticas que lhe permitam responder aos desafios da economia global", afirmou José Sócrates na cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo terminal de cruzeiros de Leixões.

Salientando que "do que o País necessita é de investimento, emprego e modernização", o primeiro-ministro considera que o projecto de Leixões - porto que "tem dado um bom exemplo, ao modernizar a sua capacidade competitiva, condições logísticas e ao reduzir custos" - "tem essas três dimensões". O projecto "oferece uma nova valência ao porto, transformando-o num porto que também desenvolve a sua componente turística, em particular de atracção de cruzeiros".

Para o chefe do Governo este investimento é "especial" porque "não é apenas em emprego, modernização de um porto e turismo, mas também em ciência", já que o edifício do terminal de cruzeiros acolherá também o Parque de Ciência e Tecnologias do Mar da Universidade do Porto (UP) e a sede do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha (CIIMAR) daquela instituição. "É tão raro no nosso País vermos um investimento que associe as dimensões do turismo, modernização da actividade portuária e ciência", sustentou o primeiro-ministro, salientando a "importância da melhoria do potencial científico do país para que economia seja mais próspera e responda aos desafios da economia global".

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Cabecinhas em Junho 16, 2010, 12:25:10 pm
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O Porto de Sines recebeu, dia 11 de Maio, um dos maiores porta-contentores do mundo, o MSC Sola.

Com uma capacidade de 11.700 TEU’s, o MSC Sola tem um comprimento fora-a-fora de 363m, 45m de boca e uma Arqueação Bruta de 131.771 tons. Exige um calado de -15m, o que faz de Sines o único porto português com capacidade para o receber.

Integrado no Lion Service, o serviço regular semanal que liga o Porto de Sines ao Far East, o MSC Sola tem como último porto escalado Singapura, sendo o Terminal de Contentores - TXXI de Sines a primeira escala no continente europeu, seguindo depois para o Le Havre, em França.

A operação do MSC Sola envolveu a movimentação de 1.819 TEU’s, nomeadamente 1.578 TEU’s à Descarga, 205 TEU’s à Carga e 36 TEU’s de Shifting.

A escala deste navio no Terminal de Contentores de Sines é um testemunho das excelentes características do Porto, o único porto de águas profundas do país, especialmente vocacionado para a recepção dos grandes megacarriers.
(http://i121.photobucket.com/albums/o215/Cabecinhas/th_52555144951100070432.jpg) (http://http)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Junho 27, 2010, 05:26:46 pm
Porto de Sines procura investidores chineses


Responsáveis pelo Porto de Sines vão reunir-se com potenciais investidores chineses e apresentar as potencialidades do empreendimento marítimo no centro de negócios do pavilhão de Portugal na Expo 2010, em Xangai, China, anunciou a empresa.

A apresentação de Sines será feita em dois seminários, nos dias 30 de junho e 01 de julho, no pavilhão português, decorrendo ainda nos mesmos dias reuniões de trabalho com potenciais investidores chineses.

As duas sessões que aproveitam a presença de Portugal na Expo 2010 serão subordinadas ao tema «Sines - A Porta Atlântica da Europa» em que será apresentada «a posição estratégica de Sines», destaca a administração do Porto de Sines.

Estarão em destaque “as oportunidades que serão abertas com a conclusão das obras de alargamento do Canal do Panamá, que reforçam a posição de excelência do porto nas rotas do Oriente e a vantagem competitiva de Sines pela existência de uma extensa área industrial e logística adjacente”, acrescenta em comunicado.

Os seminários vão ser organizados com o apoio do Centro de Negócios da AICEP - Portugal Global em Xangai e da Parque Expo.

Estarão presentes responsáveis das três empresas parceiras: Lídia Sequeira, presidente do conselho de administração do Porto de Sines, Luís Miguel Fontes, administrador executivo da AICEP Global Parques e Jorge d’Almeida, diretor geral da PSA Sines - Terminais de Contentores.

Para o porto português, a China tem “interesse estratégico” devido ao papel como dinamizadora da economia mundial.

Para os seminários foram convidados os principais responsáveis de grupos especializados em transporte marítimo mundial e logística com forte presença nos portos do Oriente.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Junho 30, 2010, 01:12:23 pm
China é mercado estratégico para o porto de Sines


A presidente do conselho de administração do Porto de Sines, Lídia Sequeira, disse hoje que a China é um mercado estratégico para o porto português e manifestou o desejo de levar mais armadores para a infraestrutura nacional.

“Hoje em dia, no ‘shipping” mundial, os crescimentos maiores de tráfego são com origem e destino no Oriente e na China em particular”, disse Lídia Sequeira à agência Lusa no final do primeiro de dois seminários realizados no centro de negócios do pavilhão português na Expo2010, em Xangai, na China.

A responsável realçou a importância de o porto de Sines ter “um serviço direto, todas as semanas, da China”, mas reconheceu que gostaria de “ter mais serviços de outras companhias”.

Lídia Sequeira explicou que é relevante que estes serviços façam “os principais portos da China e passem em Singapura” e, “depois, o primeiro porto de escala na Europa”, seja o de Sines.

Reiterando a “ambição” de o porto de Sines ser “a porta atlântica da Europa”, o tema dos seminários que decorrem na Expo2010, a presidente do conselho de administração referiu a este propósito que a infraestrutura tem vindo a crescer, apontando igualmente um conjunto de melhorias no porto, de que destacou o funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.

O seminário, uma organização conjunta da AICEP Global Parques e PSA Sines, que opera o terminal de contentores do porto de Sines, contou hoje com a participação de cerca de 70 pessoas, entre empresários e representantes de instituições de Xangai ligados à actividade portuária.

O administrador executivo da AICEP Global Parques, Miguel Fontes, responsável pela zona industrial e logística de Sines, defendeu que Sines é uma “oportunidade muito interessante” para equacionar localizações alternativas portuárias como em captação de investimento direto que pretenda estabelecer sede em Sines.

Miguel Fontes defendeu ainda o trabalho articulado entre as três instituições para mostrar em Xangai ou noutro local “aquilo que o país tem para oferecer na captação desse recurso hoje escasso também que é o investimento estrangeiro”.

O diretor geral da PSA Sines, Jorge D’Almeida, lembrou que também que “a China está cada vez mais interessada” em controlar os centros de distribuição que tem na Europa e percebe que Sines cria “uma oportunidade dourada para se tornar uma porta de entrada das mercadorias chinesas na Europa”.

“Sines tem uma combinação que é única hoje na Europa: a possibilidade de ter um porto de águas profundas capaz de receber os navios maiores do mundo com a disponibilidade de espaço numa zona industrial e logística”, referiu, apontando que esta área é “cerca de oito vezes o tamanho” da Expo 2010.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Upham em Julho 28, 2010, 04:50:52 pm
Boa tarde!

Um artigo de opinião muito interessante no editorial de hoje do DN:

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Uma transformação silenciosa


Três factos marcaram o arranque da plataforma logística de Sines associada ao seu porto: o aumento de 71%, na primeira metade deste ano, do movimento de contentores naquele porto, revelado pela sua directora; a estimativa de estarem presentemente a ser investidos cinco mil milhões de euros (um sétimo do investimento total) na economia do mar; e a vontade de tirar pleno partido do alargamento em curso do canal do Panamá, para uma ligação mais produtiva entre o Atlântico e o Pacífico e do comércio marítimo entre Ásia e Europa.

A modernização das operações portuárias, a simplificação dos trâmites alfandegários através da janela electrónica única, os ganhos de eficiência e a redução dos custos da actividade portuária têm registado grandes ganhos nos portos portugueses nos últimos anos. Não surpreende, assim, que todos eles tenham saído do vermelho e reforcem os seus resultados operacionais após o afundamento do comércio mundial em 2009.

Mas nem tudo está feito. Há investimentos em infra-estruturas, a cargo do Estado, como a auto-estrada Sines-Beja ou o ramal ferroviário Sines-Poceirão ( e, a partir deste, até Madrid ou mais além) verdadeiramente indispensáveis. São estes investimentos que conferem profundidade ao porto de Sines, enquanto grande porta de entrada e saída de mercadorias de e para as Américas e África e, muito em breve, o porto mais próximo para grandes porta-contentores oriundos da China, que possam utilizar o canal do Panamá alargado para chegarem o mais rapidamente possível ao continente europeu.

Os principais portos do País têm perspectivas de grande desenvolvimento. O de Sines começa a ganhar a forma de um sonho que tem mais de meio século.


http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/editorial.aspx?content_id=1628293

Aqui sim penso que se justificam investimentos pesados (mesmo em tempo de crise) em acessos ferroviários e rodoviários (para quem não conhece a ligação do IP8 entre Grandola e Sines é uma andota), e mais, com um acordo entre três estados, Portugal, Espanha e França (a que se poderia colar, acessóriamente a ligação TGV), pois só assim em minha opinião as ligações destes tipos ganhariam sentido e peso no seio da Comunidade.
Limitar um acordo apenas a Portugal e Espanha faria com que este não ganhasse "peso" suficiente pois toda a peninsula Ibérica é "apenas" uma região periférica da Europa.

Cumprimentos
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 18, 2010, 05:18:35 pm
Portos são o motor da economia


A 21 de Setembro, em Lisboa, as quatro confederações nacionais, debatem a estratégia de crescimento dos portos portugueses, um dos principais motores da economia. O mar pode gerar negócios de €17 mil milhões.  
 
A atividade portuária e a importância dos transportes marítimos para a economia portuguesa justificam que as principais confederações nacionais, da Agricultura, Comércio, Indústria e Turismo, apoiem o congresso promovido pela Associação Comercial de Lisboa (ACL), refere o presidente da ACL, Bruno Bobone.

Este congresso será realizado a 21 de Setembro, no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, e a sessão de abertura fica a cargo do Presidente da República, Cavaco Silva.

"O último discurso do 10 de Junho feito pelo Presidente da República deixou claro que o mar e a atividade económica ligada aos recursos marinhos são o principal desígnio do país", considera Bruno Bobone.

"Curiosamente, os portos estão a ser um dos motores da atividade económica nacional, refletindo o dinamismo das exportações dos setores mais competitivos, o que só é possível graças ao desempenho favorável das empresas de transporte marítimo", adianta o presidente da ACL.

Por isso, a primeira sessão do congresso é dedicada ao tema "A Economia dos portos e transportes marítimos", presidida pela responsável da Administração do Porto de Lisboa, Natércia Cabral e tem como oradores António Nogueira Leite, Carlos Vasconcelos da MSC, Jorge d'Almeida, da PSA Sines e Delker Costa, da empresa António & João. Esta sessão será moderada pelo diretor-adjunto do Expresso, Nicolau Santos.

Bruno Bobone considera que a importância da economia do mar tem vindo a ser realçada desde que foi apresentado o estudo coordenado pelo ex-ministro das Finanças, Ernâni Lopes, sobre o "Hypercluster do Mar" que avaliou o potencial de todas as atividades ligadas ao mar entre 6% e 8% do Produto Interno Bruto português no prazo de 10 anos.

Mar vai gerar €17 mil milhões em 2030

"Se daqui a 20 anos, a economia do mar representar 10% do PIB português, isso será muito bom", refere o presidente da ACL. Neste sentido, em 2030, a economia do mar pode representar cerca de €17 mil milhões em Portugal, adianta Bruno Bobone.

No entanto, para que haja uma evolução favorável nesta área, "é preciso desenvolver uma estratégia precisa, com objetivos claros, deste a aquacultura - que são as novas 'quintas marinhas' -, ao desenvolvimento da investigação científica, à exploração dos recursos existentes no subsolo marinho, incluindo o gás natural, passando pela construção e reparação naval, pela náutica de recreio e pelo turismo", diz Bruno Bonone.

A segunda sessão do congresso será dedicada ao "Novo sistema portuário", sendo presidida pelo presidente da CIP, António Saraiva (moderada pelo jornalista Rui Pedro Baptista, da Económico TV).

A terceira sessão é consagrada à "Competitividade dos portos portugueses", sendo presidida pelo responsável da CCP, João Vieira Lopes e moderada pelo jornalista Filipe Coelho, do Sol.

A quarta e última sessão aborda as "auto-estradas do mar", sendo presidida por José Carlos Pinto Coelho, da CTP e moderada por Luís Ferreira Lopes, da SIC Notícias. A sessão de encerramento será da responsabilidade de Ernâni Lopes.

Expresso
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: cromwell em Setembro 18, 2010, 08:12:04 pm
E em vez de investirmos nos portos e na marinha mercante, investimos numa treta de transporte que vai destruir a economia completamente.

Viva o PS! :evil:
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Upham em Setembro 22, 2010, 03:19:18 pm
Boa tarde!

Esta notícia passou relativamente despercebida:

Citar
Variante de Alcácer

(http://www.refer.pt/Portals/0/conteudos/imagens/ComunicacaoSocial/VarianteAlcacer_02.jpg)

 
Ensaios de carga da Nova Ponte Ferroviária sobre o Sado.

No âmbito dos ensaios de carga da Nova Ponte Ferroviária sobre o Rio Sado, realizou-se hoje o ensaio estático da ponte, sendo para esse efeito utilizada uma composição constituída por uma locomotiva e oito balastreiros. Durante os ensaios esta composição foi colocada em diversas posições ao longo do tabuleiro da ponte, medindo-se a resposta da estrutura para cada posição de carga.

Este evento  contou com a presença do Secretário de Estado dos Transportes, Dr. Carlos Correia da Fonseca.

17 de Setembro de 2010


Nota Técnica sobre os Ensaios de Carga


Caderno de Informação sobre a Variante de Alcácer

http://www.refer.pt/MenuPrincipal/ComunicacaoSocial/Noticias/Noticia/tabid/447/ItemId/199/View/Details/AMID/948/Default.aspx

Já há cerca de uma ano ao passar na EN253 reparei que as coisas estavam a "mexer". Isto tambem é investir no sector portuário (nos acessos a Sines).
Claro que o nosso governo tem um plano de ligar esta variante (pelo Poceirão) á futura linha convencional paralela á do TGV (a ver vamos). Em minha opinião seria mais  adquado em primeiro lugar ligar todos os portos do país entre si com acessos ferroviários (no caso em questão poderia ser feita a ligação á linha do norte, pelo ramal de Vendas Novas/ponte de Setil) e a partir daí ao resto da Europa (via terra dos nuestros hermanos pois claro), pela prevista nova linha mista Aveiro/Vilar Formoso para França/resto da Europa, passando por Salamanca (e não me venham com tangas, porque este precurso já existe há muito tempo) e então numa segunda fase tambem pela linha paralela ao TGV em direcção a Madrid para o interland iberico (para eles rentabilizarem a sua plataforma logistica pois claro) :wink: .
Assim penso que seria uma solução de que beneficiariam ambos os países (um acordo só é bom quando ambas as partes beneficiam).

Cumprimentos
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Vicente de Lisboa em Setembro 22, 2010, 03:28:28 pm
Bem apanhada caro Upham. Já sabem que as boas noticias nunca o são ;)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: P44 em Setembro 22, 2010, 04:38:24 pm
e de repente o sr cavaco descobriu que temos mar e portos.

interessante que foi durante os seus governos que a Marinha Mercante nacional começou a ser desmantelada,  encerrou a Lisnave da Margueira e por aí fora...

os peixes devem dar muitos votos...
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: AC em Setembro 22, 2010, 05:11:10 pm
Citação de: "Upham"
Claro que o nosso governo tem um plano de ligar esta variante (pelo Poceirão) á futura linha convencional paralela á do TGV (a ver vamos). Em minha opinião seria mais  adquado em primeiro lugar ligar todos os portos do país entre si com acessos ferroviários (no caso em questão poderia ser feita a ligação á linha do norte, pelo ramal de Vendas Novas/ponte de Setil) e a partir daí ao resto da Europa (via terra dos nuestros hermanos pois claro), pela prevista nova linha mista Aveiro/Vilar Formoso para França/resto da Europa, passando por Salamanca (e não me venham com tangas, porque este precurso já existe há muito tempo) e então numa segunda fase tambem pela linha paralela ao TGV em direcção a Madrid para o interland iberico (para eles rentabilizarem a sua plataforma logistica pois claro) :wink: .
Assim penso que seria uma solução de que beneficiariam ambos os países (um acordo só é bom quando ambas as partes beneficiam).

Caro Upham,
isso tudo já existe e já é usado.
Todos os principais portos nacionais têm ligação ferroviária. O de Aveiro foi o último, em 2009.
E ligações para Espanha também existem: Valença, Vilar Formoso, Elvas, Marvão.
Só a parte do ir para a Europa é que é mais complicada, porque para lá de Espanha a distância entre os carris não é a mesma que na peninsula ibérica.

Agora, uma coisa é existir, outra coisa é a competitividade.
Via Vilar Formoso, os comboios estão limitados a umas 1200t, devido aos declives. E as outras, são iguais ou piores.  Já pela nova linha linha via Caia, o limite seriam umas 1600t -- 33% mais carga por comboio.

A REFER também tinha um projecto para uma nova ligação ao Porto de Sines, sem as restrições de carga da actual, mas as populações locais opuseram-se ao traçado escolhido e está meio em águas de bacalhau.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Upham em Setembro 22, 2010, 07:15:20 pm
Citação de: "AC"
Citação de: "Upham"
Claro que o nosso governo tem um plano de ligar esta variante (pelo Poceirão) á futura linha convencional paralela á do TGV (a ver vamos). Em minha opinião seria mais adquado em primeiro lugar ligar todos os portos do país entre si com acessos ferroviários (no caso em questão poderia ser feita a ligação á linha do norte, pelo ramal de Vendas Novas/ponte de Setil) e a partir daí ao resto da Europa (via terra dos nuestros hermanos pois claro), pela prevista nova linha mista Aveiro/Vilar Formoso para França/resto da Europa, passando por Salamanca (e não me venham com tangas, porque este precurso já existe há muito tempo) e então numa segunda fase tambem pela linha paralela ao TGV em direcção a Madrid para o interland iberico (para eles rentabilizarem a sua plataforma logistica pois claro) :| mas, sendo um problema comum a Portugal e Espanha, penso que pela via das negociações se poderiam acordar precursos prioritários.
 
Quanto á questão da competitividade e da limitação de tonelagem devido aos declives, 1200t por comboio, via Vilar Formoso, desconhecia essa limitação. Sabe se ocorre nos troços em território Português ou em Espanha?  Espanha é um país vasto e eu não conheço o precurso de comboio via Salamanca mas assim visto pelos mapas, a área central de espanha é mais para o planalto do que para a montanha. Mesmo a passagem Irun/Hendaye não me parece ser em terreno acidentado. Se as limitações forem em território portugues, haverá possibilidade de contrução de nova linha ou variantes e correcções de traçado que permitam a passagem de combóios com maior tonelagem? Seria vantajoso em termos de custos/benficios? (expressão tão cara aos economistas) :| é questão de a REFER estudar outro traçado. (penso que é mais ou menos como o traçado das auto-estradas)

Termino só com um comentário. Não temos que ter medo do papão espanhol (que só o é se o deixarmos ser) é claro que os governos de Espanha zelam pelos interesses espanhóis. Os nossos zelam (muitas vezes mal) pelos nossos c34x  Estas coisas conseguem-se através de negociações e acordos. Relembro que a Espanha não dispõe de um porto como Sines por exemplo com o seu potencial de crescimento. Lá está, pode negociar-se. Penso que entendem............
Tambem posso apresentar dois exemplos: A parceria entre a Suécia e a Noruega para exportação do minério de ferro extraido na Suécia e embarcado na Noruega (que por acaso tambem é um país muito montanhoso), no porto de Trondheim, apesar de a Suécia ter costa no mar Baltico, é-lhe vantajoso (competitividade) exportar por um porto no Atlântico. Ambos os países obtêm beneficios.
Outro exemplo é o caso do porto de Roterdão. Por onde transitam por via ferróviária as mercadorias desembarcadas e com destino a toda a Europa Central? Maioritáriamente pela Alemanha que, não obstante ter os portos de Hamburgo e Bremen tambem colhe beneficios da passagem do trafego de mercadorias.

Cumprimentos

PS Ufa que já há uns tempos que não escrevia assim tanto aqui pelo FD :)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: AC em Setembro 22, 2010, 09:53:04 pm
Olá,

quase todas as ligações têm mais de 100 anos. :)

A respeito da bitola, os percursos prioritários para mudar que foram acordados seriam exactamente as 3 novas linhas mistas que foram acordadas em 2003: Évora/Caia/Badajoz, Aveiro/Vilar Formoso/Salamanca, Porto/Valença/Vigo.

Não sei que limitações existem em território espanhol. Mesmo em Portugal só tenho uma noção vaga. Para cada modelo de locomotiva autorizada a circular, existe uma tabela com a máxima carga que pode rebocar para cada troço em que está autorizada. E não tenho acesso a essas tabelas.
Construir novas linhas e/ou variantes para eliminar restrições de carga é exactamente um dos objecticos das 3 linhas mistas que foram acordadas em 2003 entre Portugal e Espanha.
No caso de Aveiro/Vilar Formoso/Salamanca, estão a decorrer estudos para determinar que soluções  há e qual a sua relação custo benefício. No caso de Porto/Valença/Vigo, foi determinado que sim... por uma nesga.

Quanto à Suiça, a resposta tem duas partes.
Um, eles investiram muito dinheiro em traçados que controlem os declives. Sendo o exemplo mais dramático, o túnel ferroviário de 57  km que estão a fazer em Gotthard.
Outra, eles empregam soluções como ter locomotivas adicionais no meio ou fim do comboio para transpor os declives. Mas isto é uma solução também ela com custos.
Mas em Portugal (e Espanha), declives acentuados abundam.  Aliás, a razão pela qual temos uma bitola mais larga é que os nossos antepassados pensaram que era necessária para que as locomotivas (a vapor) pudessem ter caldeiras maiores para poder fazer face aos declives acentuados.
E por acaso, estavam errados, pelo que temos esta bitola diferente desnecessariamente.

A linha mista via Évora/Caia vai ser construida em bitola ibérica (faz parte do pacote do TGV Poceirão/Caia), com travessas de bitola dupla. Liga ao resto da rede ferroviária espanhola, ou seja, tem ligação para todo o lado dentro de Espanha, até à fronteira.

A questão da nova ligação ao porto de Sines não é tanto o tempo, mas é que a actual também tem limitações de carga rebocada.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: AC em Setembro 22, 2010, 10:06:30 pm
PS: Estive aqui a confirmar valores.

Via Beira Alta, o limite são ~1200t para as locomotivas modelo Euro4000 (que são as com maior capacidade de reboque a passear por cá) mas com 2 locomotivas, deve ser possível ir até às 1470t (sendo este limite imposto pela resistência do acopolamento entre vagões).

O limite de 1600t que referi para Caia era para o mesmo modelo de locomotiva. Não sei qual o limite que seria possível com 2 locomotivas.

E já agora, para o mesmo modelo de locomotiva, o limite do actual ramal de Sines são 1046t. Igualmente, não sei qual o limite possível com 2 locomotivas.
Já agora, o comboio que transporta carvão de Sines para a central termoeléctrica do Pego chega a pesar mais de 2000t. Mas além de ser feito com 2 locomotivas, as locomotivas e vagões usam um acopolamento americano, mais resistente.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Luso em Setembro 23, 2010, 11:54:26 pm
Um século depois, Cavaco imita D. Carlos

Diz ele, que ..."espanta muitos, dada a importância estratégica dos nossos portos, que possamos discutir meses e anos a fio o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa sem que paremos um pouco para pensar nos portos do futuro”. Refere-se ao mar a que jamais votou qualquer interesse quando foi primeiro-ministro. Aliás, nos anos 80-90, assistiu-se a um recuo sem precedentes nas actividades relacionadas com este sector. Cavaco Silva escandaliza-se agora, com o abandono a que tem sido votado este património e desfia um imenso rosário de possibilidades, desde auto-estradas marítimas - a obsessão pelo termo é sintomática -, onde os transportes rivalizariam com aqueles outros que ajudou a incentivar, quando decidiu betonar o país de norte a sul. A isto, acrescenta a necessidade de modernização dos portos e uma nova política de taxas portuárias e procedimentos administrativos.

Cavaco junta-se a Sampaio, o outro imitador profissional com mais de cem anos de atraso, das actividades anti-tuberculose da rainha D. Amélia.

Cavaco também chega atrasado mais de um século, pois tudo aquilo que oportunamente diz para eleitor ouvir, foi dito e repetido por D. Carlos. O grande rei pagou bem cara a sua visão, pois disso se serviram os seus inimigos, para inventar as mais torpes alarvidades acerca dos seus afazeres marítimos. Desde bacanais a bordo do iate Amélia, até ao plágio do trabalho de outrem e passando pela negligência dos seus deveres de Estado, tudo foi apontado a D. Carlos. O motivo? O excessivo interesse pelo mar.

Quão atrasado anda, este neo-entusiasta naval. Ou leu a recente biografia de D. Carlos que Rui Ramos deu à estampa, ou andam uns monárquicos a assoprar-lhe ao ouvido. Se assim for, que compre um iate para estudos oceanográficos e ponha-se à faina. Até lhe sugerimos um nome, Mariani I. Com um século de atraso, mas mais vale tarde que nunca.

http://centenario-republica.blogspot.co ... arlos.html (http://centenario-republica.blogspot.com/2010/09/um-seculo-depois-cavaco-imita-d-carlos.html)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Vicente de Lisboa em Setembro 24, 2010, 12:34:06 pm
O Iate Presidencial Mariani I - fosgasse, é brilhante demais para não se fazer. Alguém que contacte os ENVC!
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Upham em Setembro 24, 2010, 03:06:12 pm
Boa tarde!

Mais uma vez AC agradeço os seus comentários, e tambem as informações fez o favor de disponibilizar para o tópico. Isto é como as cerejas, "obriga" a novas pesquisas e leituras.

Para começar corrijo um dos exemplos que apontei e que está errado, o porto Norueguês por onde transita o minério de ferro extraido na Suécia, não é Trohndeim, mas sim Narvik (bem mais a norte e com a particularidade de, devido ás condições extremas de clima e de terreno, não ter ligações á restante rede ferroviária da Noruega) e é utlizado por uma razão, a Suécia dispõe de um porto no golfo de Botnia aproximadamente á mesma latitude, que é o porto de Lulea, só que as águas deste porto gelam no inverno. E é tambem utilizado pela Finlandia para escoar os seus produtos (uma vez que a pérfida moscóvia fez o favor de lhes gamar a unica fatia de território que tinham com acesso ao Mar de Barents, durante a guerra Soviético-Fnilandesa em 1940). Portanto aqui temos um exemplo de um porto num país, do qual beneficiam três paises.

Citação de: "AC"
A REFER também tinha um projecto para uma nova ligação ao Porto de Sines, sem as restrições de carga da actual, mas as populações locais opuseram-se ao traçado escolhido e está meio em águas de bacalhau.

Penso que se esteja a referir a este assunto:


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Comboios
«Anulação da ferrovia Sines-Grandola é grave e incompreensível»
09 | 02 | 2010   12.22H
O presidente da Câmara de Sines considera “grave e incompreensível” a anulação do traçado previsto para o troço ferroviário Sines-Grândola e pede a apresentação de soluções e a clarificação urgentes dos responsáveis políticos por esta decisão.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Manifestando “apreensão e incompreensão” face ao anúncio do Governo de anular o traçado previsto para a nova ferrovia de mercadorias entre Sines e Grândola Norte, Manuel Coelho diz que a decisão abarca “consequências para o pólo portuário e industrial de Sines e para a economia nacional”.

O autarca lembra, num comunicado enviado à agência Lusa, que em Sines está o “maior complexo industrial e portuário do país”, que dá um “forte contributo ao PIB e à economia nacional” e que o “potencial do Porto de Contentores e de Granéis Sólidos é decisivo para a economia local, regional e nacional”.

Manuel Coelho classifica como “preocupante” a decisão do Governo de anular o projeto proposto pela REFER (Rede Ferroviária Nacional), sem apresentar uma solução alternativa “imediata e credível”.

“Sem uma ligação ferroviária rápida e segura do Porto e do Complexo de Sines ao país, a Madrid e à Europa, este Porto perde uma oportunidade para se afirmar no contexto europeu e mundial e o Complexo Industrial e Logístico de Sines sofrerá um revês no seu desenvolvimento”, argumenta.

O único autarca do Litoral Alentejano que se manifestou apreensivo relativamente a esta decisão defende que a anulação do traçado em causa acarreta “consequências nos futuros investimentos produtivos, na criação de emprego e na criação de riqueza local, regional e nacional”.

Manuel Coelho alega ainda que perante o atual contexto económico “a construção das acessibilidades ferroviárias ao Porto de Sines e da sua ligação à rede nacional e europeia é fundamental e decisiva para a competitividade deste porto e para a dinamização da economia da região do Alentejo e do país”.

Em causa está a anulação do troço Sines - Grândola, anunciada pelo secretário de Estado dos Transportes a 20 de janeiro, numa audiência com representantes da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, que engloba os municípios de Santiago do Cacém, Grândola, Sines, Alcácer do Sal e Odemira.

A decisão surgiu depois de vários protestos de autarcas da região, que formaram uma comissão (municípios de Grândola, Beja e Santiago do Cacém), juntamente com as associações Quercus e REVER (Associação Protetora do Montado Contra a Ferrovia Relvas Verdes Grândola Norte), que defende o estudo de alternativas aproveitando o já existente ramal de Ermidas-Sado.

A comissão opositora do projeto apresentado pela REFER tem vindo a argumentar que o troço anulado retalhava os concelhos de Grândola e de Santiago do Cacém, passava pelo “meio de aldeias” e “por cima de casas”, obrigando ainda “ao abate de milhares de sobreiros”.

O troço ferroviário anulado faz parte da ligação ferroviária Sines-Elvas, vocacionada para o transporte de mercadorias.

http://www.destak.pt/artigo/53328

Penso que os autarcas destes municipios perderam ou protelaram uma ocasião soberana de captar investimento.
Com este modo de pensar pequenino, não conseguem, para alem de que com o aumento e o potencial de crescimento de trafego de mercadorias e com as actuais limitações de carga no ramal de Sines podem prejudicar o desenvolvimento do país. Nestes casos deveria sobrepor-se o interesse nacional ao interesse local (por muito legitimo que ele seja).

Citação de: "AC"
A respeito da bitola, os percursos prioritários para mudar que foram acordados seriam exactamente as 3 novas linhas mistas que foram acordadas em 2003: Évora/Caia/Badajoz, Aveiro/Vilar Formoso/Salamanca, Porto/Valença/Vigo.

Não sei que limitações existem em território espanhol. Mesmo em Portugal só tenho uma noção vaga. Para cada modelo de locomotiva autorizada a circular, existe uma tabela com a máxima carga que pode rebocar para cada troço em que está autorizada. E não tenho acesso a essas tabelas.
Construir novas linhas e/ou variantes para eliminar restrições de carga é exactamente um dos objecticos das 3 linhas mistas que foram acordadas em 2003 entre Portugal e Espanha.
No caso de Aveiro/Vilar Formoso/Salamanca, estão a decorrer estudos para determinar que soluções há e qual a sua relação custo benefício. No caso de Porto/Valença/Vigo, foi determinado que sim... por uma nesga.

Pois, foram os acordos internacionais assinados pelos nossos governantes :twisted: ) iniciou-se no século XIX a construção da rede ferróviária com uma bitola diferente para impedir a sua utilização com material circulante de outros países. Este parece-me um motivo perfeitamente plausivel. Tanto mais (li não sei onde) que um dos motivos que levou Hitler a não dar continuidade ao plano "Felix" seria precisamente a diferente bitola ferroviária e a miseravel rede viária de Espanha (à epoca). Lembro tambem que durante a invasão da União Soviética os Alemães perderam tempo precioso no seu avanço precisamente porque a bitola ferroviária Soviética era tambem diferente da Europeia e tiveram que ir mudando carril se queriam abastecimentos e reforços.
Tais motivos não fazem sentido na Europa hoje. :)

Cumprimentos
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: AC em Setembro 24, 2010, 10:18:26 pm
Citação de: "Upham"
Penso que se esteja a referir a este assunto:


Citar
Comboios
«Anulação da ferrovia Sines-Grandola é grave e incompreensível»

Esse mesmo.


Citação de: "Upham"
Pois, foram os acordos internacionais assinados pelos nossos governantes :twisted: ) iniciou-se no século XIX a construção da rede ferróviária com uma bitola diferente para impedir a sua utilização com material circulante de outros países. Este parece-me um motivo perfeitamente plausivel. Tanto mais (li não sei onde) que um dos motivos que levou Hitler a não dar continuidade ao plano "Felix" seria precisamente a diferente bitola ferroviária e a miseravel rede viária de Espanha (à epoca). Lembro tambem que durante a invasão da União Soviética os Alemães perderam tempo precioso no seu avanço precisamente porque a bitola ferroviária Soviética era tambem diferente da Europeia e tiveram que ir mudando carril se queriam abastecimentos e reforços.
Tais motivos não fazem sentido na Europa hoje. :)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 20, 2010, 05:47:14 pm
Porto de Sines cresce 60% no tráfego de contentores


Terminal XXI está a bater recordes sucessivos. Já vale mais de 20% das cargas movimentadas.

O porto de Sines encerrou os primeiros nove meses do ano com um crescimento do tráfego de contentores de cerca de 60% face ao mesmo período de 2009. Entre Janeiro e Setembro, o Terminal XXI movimentou 282.291 TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés), contra os 176.730 TEU arregados e descarregados nos primeiros três trimestres do ano passado.

A evolução positiva do terminal de contentores de Sines - gerido pela PSA Sines, uma participada da PSA, um grupo estatal de Singapura - resultou em recordes sucessivos. A 8 de Setembro foi ultrapassado o total de contentores movimentado durante todo o ano de 2009 (253.495 TEU), mas em Agosto superou-se também a marca do melhor mês de sempre deste terminal, com 41.099 TEU movimentados. Em termos acumulados, em Julho atingiu-se novo máximo, ao passar-se a barreira do primeiro milhão de TEU movimentados desde o início da operação desta infra-estrutura, em Maio de 2004.

Com este ‘boom', abrem-se "excelentes expectativas" para o último trimestre deste ano, segundo a Administração do Porto de Sines (APS). Ontem, houve mais um sinal nesse sentido. O MSC Emanuela, um novo gigante dos mares construído nos estaleiros navais da Coreia do Sul há cerca de um mês, com capacidade para 14 mil TEU e representando um investimento de 600 milhões de dólares, escalou o porto de Sines logo na sua viagem inaugural, para movimentar cerca de 1.400 TEU.

Diário Económico
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 13, 2010, 01:12:20 pm
Porto de Leixões bateu recorde de exportações em Outubro


O Porto de Leixões bateu, em Outubro, o recorde em volume de exportações, tendo este sido o melhor mês de sempre para o negócio dos contentores e dos granéis agroalimentares.

Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) garante que "o Porto de Leixões registou no último mês de Outubro o maior volume de sempre de mercadorias para exportação".

"No total de todas as mercadorias movimentadas no Porto de Leixões, registou-se no mês de Outubro um aumento de 2% nas cargas destinadas a exportação", sublinha o mesmo documento.

Segundo a APDL, só em negócio de contentores, o Porto movimentou, em Outubro, um total de 455.661 toneladas de carga, um aumento de 11,38% em relação ao período homólogo de 2009.

A APDL anuncia que foi nos granéis agroalimentares, essencialmente naqueles que são compostos por trigo, cevada, milho e aveia, que se verificou o maior aumento percentual de carga movimentada num só mês.

"As 115.401 toneladas transacionadas em Outubro significam um novo volume máximo para aquele tipo de carga e um aumento de 55,63% relativamente ao mesmo mês do ano transato", acrescenta.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 29, 2010, 05:37:25 pm
Transporte marítimo de mercadorias acresceu 6,2% no 3ºTrimestre


O volume de mercadorias movimentadas nos portos nacionais aumentou 6,2% no terceiro trimestre de 2010, segundo números divulgados num relatório publicado esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

A actividade dos portos marítimos nacionais «continuou a atravessar um período favorável» no trimestre analisado, mantendo a tendência iniciada no 1.º trimestre do ano corrente. «Embora se registe uma diminuição homóloga no número de embarcações entradas (-3,9%, descendo para 3 601 embarcações), a respectiva arqueação bruta e as mercadorias movimentadas exibiram evoluções expressivas (+13,8% e +6,2%, respectivamente)», precisa o organismo público.

No período considerado (Julho-Setembro) os três principais portos nacionais (Sines, Leixões e Lisboa) «apresentaram comportamentos divergentes no movimento total de mercadorias. Por um lado, o porto de Lisboa registou um aumento homólogo de 8,2%; por outro lado, o porto de Sines sofreu um decréscimo de 9,2%; por fim, o porto de Leixões pouco evoluiu (+0,6%), detalham os dados do INE.

A evolução positiva observada no movimento de mercadorias, que totalizou 17,1 milhões de toneladas, revelou-se «particularmente intensa no que se refere ao tráfego nacional (+13,7%), alcançando o tráfego internacional um crescimento mais moderado (+4,1%) no 3º trimestre de 2010».

«Sines foi o único dos três portos principais a apresentar uma taxa de variação homóloga negativa em ambos os tipos de tráfego, com o decréscimo mais acentuado no tráfego internacional (-10,1%)», refere a mesma fonte.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 23, 2010, 07:26:40 pm
Movimento de contentores em Alcântara aumentou 18,1% até Novembro diz Liscont


O movimento de contentores no terminal de Alcântara, em Lisboa, aumentou 18,1 por cento entre Janeiro e Novembro deste ano, face ao mesmo período de 2009.

Segundo dados da Liscont a que a Lusa teve acesso, nos onze primeiros meses deste ano, foram movimentados 147.666 contentores, uma subida de 18,1 por cento em comparação com os 125.037 contentores movimentados no mesmo período de 2009.

Já entre Janeiro e Julho deste ano, o número de movimentos registados foram inferiores aos alcançados em igual período de 2009.

A partir de Agosto, esta tendência inverteu-se e o movimento de contentores ultrapassou os valores registado em 2009.

Em Agosto, o número de movimentos cresceu 23,4 por cento em relação ao ano mesmo mês do ano anterior, para um total de 16.222 contentores.

Em Setembro, o movimento de contentores no terminal de Alcântara aumentou 21,5 por cento para 15.017 contentores e em Outubro cresceu 10,6 por cento para 13.381 contentores.

Já em Novembro foi registado um crescimento homólogo de 35,4 por cento, para um total de 14.118.

O Governo decidiu prolongar, por ajuste directo, por 27 anos o actual contrato com a concessionária do Terminal de Contentores de Alcântara, a Liscont, empresa do grupo Mota-Engil.

A prorrogação do contrato, em 2008, gerou várias críticas e foi considerado pelo Tribunal de Contas como um «mau negócio» para o Estado e um mau exemplo de gestão financeira do sector público.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: P44 em Dezembro 27, 2010, 06:01:10 pm
Cruzeiros com taxas agravadas em mais de 60 por cento já a partir de Janeiro
Por Luísa Pinto

Operadores dizem que indústria de cruzeiros em Portugal pode estar em causa com novas taxas do SEF, que podem chegar a 8 mil euros num navio

A partir de Janeiro, os cruzeiros que entrem nos portos portugueses vão ter de desembolsar uma taxa que pode chegar aos oito mil euros. O agravamento das taxas, segundo a Associação dos Agentes de Navegação (Agepor), ultrapassa os 60 por cento.

Exemplos:por cada passageiro embarcado em Portugal (isto é, nos cruzeiros que têm início ou terminem em portos do continente) vai passar a ser cobrada uma taxa de três euros; e por cada passageiro em trânsito (isto é, passageiros de cruzeiros que façam escala em portos portugueses) vai passar a ser cobrada uma taxa de dois euros. Pela emissão do despacho de desembaraço de saída de navio vão ser taxados mais 80 ou 90 euros, consoante seja um navio de bandeira comunitária ou não, e será ainda aplicada uma taxa de 1 euro por cada tripulante que desça a terra.Os agentes de navegação que representam os armadores de cruzeiros mostraram-se desagradavelmente surpreendidos. A direcção de cruzeiros do Porto de Lisboa - um dos principais do país a receber turistas pela via marítima - revela apreensão por causa da medida tomada. Os agentes de vendas de cruzeiros já sentiram as reacções dos barcos que contrataram escalas há já meses e dizem que a consequência vai ser a perda de escalas nos portos portugueses, com prejuízo para o turismo nacional.

Em causa está a publicação de uma portaria pelo Ministério da Administração Interna no passado dia 17 de Dezembro que prevê a cobrança de taxas nos postos de fronteira marítimos que possam vir a financiar a "aquisição, a operacionalização e a manutenção de sistemas electrónicos integrados (...) e o reforço dos meios humanos adequados que garantam um processo abrangente de segurança transfronteiriça".

A Agepor já fez as contas e apresentou-as numa carta-protesto enviada ao primeiro-ministro: com estas taxas rapidamente se chegará a sobrecustos de oito mil euros ou mais para um único navio que acoste num porto do continente. O que representa um acréscimo de cerca de 60 a 70% do total que já é hoje facturado. "Vai ser muito mais difícil conseguir trazer para Portugal escalas dos cruzeiros mundiais. Andam todos os portos e todos os países atrás desses operadores, e com estas taxas não me custa nada perceber que dispensem uma paragem no Porto de Lisboa ou de Leixões e escolham outro destino. Está em causa a imagem do país", argumentou, contactado pelo PÚBLICO, o director executivo da Agepor, Belmar da Costa.

Esta opinião é secundada por outros envolvidos no sector e que o PÚBLICO contactou. Muitos navios que poderiam parar nos portos nacionais poderão não o fazer. E os que já têm escalas contratadas e bilhetes vendidos não gostarão da surpresa que receberão à chegada. No preâmbulo da portaria, justifica-se a medida com a intenção de instalar tecnologias como o sistema RAPID (Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente), que já existe em alguns aeroportos, ou o sistema PASSE (Processo Automático e Seguro de Saídas e Entradas).

Fonte oficial do MAI relembrou que desde 2007 os agentes do SEF exercem autoridade nas fronteiras marítimas e que foi agora entendido que se justificava a actualização do diploma das taxas. Apesar de nenhum dos operadores contactados conhecerem a existência dos sistemas RAPID e PASSE (mencionado na portaria), o MAI refere que eles já estão instalados nos portos de Lisboa e Funchal.

http://jornal.publico.pt/noticia/24-12- ... 898407.htm (http://jornal.publico.pt/noticia/24-12-2010/cruzeiros-com-taxas-agravadas-em-mais--de-60-por-cento-ja-a-partir-de-janeiro-20898407.htm)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 21, 2011, 07:23:55 pm
Brasil quer criar entreposto comercial em Sines


A criação de um entreposto comercial brasileiro em Sines é uma possibilidade que está a ser analisada, revelou o embaixador do Brasil em Portugal, mostrando interesse em aumentar o comércio de contentores para a Europa.

"Estamos interessados em ver a possibilidade de aumentar o comércio de contentores com Portugal, com vista ao mercado interno, mas também com vista a outros territórios dentro da Europa", disse hoje, em declarações à agência Lusa, o embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva.

O representante da diplomacia brasileira em Portugal esteve hoje na cidade alentejana, onde reuniu com o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta, bem como com a administração do Porto de Sines, com o objectivo de conhecer a Zona Industrial e Logística e a infra-estrutura portuária.

Mário Vilalva referiu-se à criação de um entreposto comercial em Sines como uma "possibilidade concreta", que está a ser analisada, mas também como um "sonho antigo que existe no Brasil" e que agora está "mais perto de se concretizar".

A participação no "desenvolvimento da própria infra-estrutura de logística" também é uma possibilidade, não só do porto em si, mas de "tudo aquilo que leva o porto a outros lugares", avançou ainda o embaixador, mostrando interesse na construção da nova ferrovia entre Sines e Espanha.

"Se há uma ideia de se fazer uma ferrovia nova, o Brasil também pode participar na construção desta nova ferrovia, que obviamente diminuiria muitos dias de entrega de produtos, não só no mercado português, como também por toda a Espanha", disse.

Esta é uma das formas do Brasil colaborar com Portugal, num momento de dificuldades para o país, respondeu, quando questionado se o actual governo continua disponível, como tinha assegurado o anterior presidente, Lula da Silva, para "ajudar Portugal".

"O Brasil não tem condições para ajudar Portugal ou outros países, ainda é um país pobre, mas nós temos condições de colaborar neste momento de dificuldades e é o que estamos fazendo", disse, acrescentando que a sua deslocação a Sines "é uma manifestação nesse sentido".

"Podemos colaborar incrementando o nosso fluxo de comércio, de investimento", destacou, sem se querer manifestar sobre a hipótese de o Brasil vir a comprar dívida pública portuguesa, remetendo essa decisão para o Banco Central Brasileiro, que, sublinhou, é independente do Governo.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2011, 10:00:59 pm
Porto de Sines saneia dívida de 78 milhões de €€€



O Porto de Sines saneou uma dívida de 78 milhões de euros, que tinha desde 2005, anunciou hoje a presidente do conselho de administração, Lídia Sequeira, na altura da consignação da segunda fase da construção do molhe leste.

Para além do anúncio do saneamento da dívida, que terá sido acumulada durante as administrações anteriores a 2005, ano em que assumiu a liderança do Porto de Sines, Lídia Sequeira revelou ainda que a administração portuária pode assegurar metade do valor da obra de ampliação do molhe.

«Actualmente [a Administração do Porto de Sines] tem capacidade para assegurar, sem recurso a crédito, 50 por cento» do valor da obra de ampliação do molhe, disse, após a assinatura da consignação da segunda fase da construção do molhe leste, obra orçada em 40 milhões de euros.

Lídia Sequeira falava durante a cerimónia presidida pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, que destacou a «sustentabilidade» e o crescimento do Porto de Sines, bem como a sua «subida» para primeiro porto exportador nacional.

Esse é um dos fatores que levou o governante a considerar Sines «um exemplo que se encaixa perfeitamente» nas prioridades definidas pelo Governo, considerando que se enquadra na aposta do ministério que tutela em projetos «sustentáveis», que criem competitividade e com uma visão de gestão «sistémica».

A empreitada hoje consignada prevê a construção de mais 400 metros do molhe, cuja extensão final será de 1500 metros, uma obra considerada fundamental para garantir condições de abrigo e de operacionalidade dos navios que operam no Terminal XXI (de contentores), também em fase de ampliação.

Além da consignação dessa obra, orçada em 40 milhões de euros e adjudicada à empresa CONDURIL, Construtora Duriense, S.A., foi hoje inaugurado o Porto de Abrigo, destinado às embarcações de segurança da Autoridade Portuária, da Capitania de Sines e da Unidade de Controlo Costeiro de Sines.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: P44 em Janeiro 29, 2011, 10:42:05 am
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Tuesday, January 25, 2011

INSANIDADE MARÍTIMA NACIONAL

Passam-se coisas muito estranhas nos meios marítimo-portuários governamentais com medidas de aparente insanidade porque a sua aplicação prejudica os nossos interesses e denota uma forma irresponsável de gerir questões pontuais sem querer saber de consequências, navegando-se à vista até ao encalhe final.
Depois das tristes taxas do SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que entretanto foram adiadas durante seis meses, (mas o seu anúncio já fez estragos e manchou a imagem de Portugal no mundo marítimo internacional, ao querer impor a iniquidade mais original da desmaritimização, cobrando uma taxa aos tripulantes dos navios para desembarcarem em portos nacionais), agora reforça-se o clima de insanidade com a SANIDADE a impor uma taxa de €500 por navio que entre nos nossos portos, sejam quais forem as circunstâncias.
Em 36 anos de desmaritimização conseguiu-se com muito esforço e toda a inépcia possível praticamente erradicar os navios portugueses dos nossos portos e mesmo das rotas internacionais. Parece que os inimigos do mar ainda não estão satisfeitos, agora há que acabar de vez com a navegação estrangeira entre nós. Gente desta só recupera a sanidade mínima com uma sublevação...

http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2 ... ional.html (http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2011/01/insanidade-maritima-nacional.html)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 14, 2011, 07:51:02 pm
Volume de mercadorias exportadas cresceu 60% em Janeiro no Porto de Leixões

(http://www.eztradecenter.com/centro-de-noticias/canais/logistica-e-transportes/socrates-inaugurou-novos-acessos-ao-porto-de-leixoes/image)

O presidente da Administração do Porto de Leixões revelou hoje que, em Janeiro, o volume de mercadorias exportadas registou um aumento de 60 por cento face ao mesmo período de 2010.

Em declarações à Lusa, Matos Fernandes afirmou que em Janeiro o volume total de carga movimentada em Leixões cresceu 30 por cento face ao mesmo mês de 2010, sendo nas exportações que o movimento é muito significativo. "Pode-se dizer que um mês é só um mês, no entanto, ao longo de 2010 a exportação foi crescendo em Leixões", frisou Matos Fernandes.

Considerando que este crescimento se deve à "boa inserção que o porto de Leixões tem no território exportador do país", Matos Fernandes referiu que "é notória a aposta que as empresas portuguesas têm feito nas exportações". Para o responsável, as empresas "estão cada vez mais a exportar para países fora da zona euro" e para a Angola, o que "implica necessariamente o transporte marítimo".

No primeiro mês deste ano, mais de 1,4 milhões de toneladas de mercadoria passaram por Leixões, 320 mil toneladas mais do que em Janeiro de 2010. O presidente da Administração deste porto salientou ainda que Janeiro é normalmente "atípico em baixa, e o que se verifica é que este mês vem confirmar de forma muito evidente aquilo que foi já a tendência de crescimento verificada em 2010" do porto de Leixões.

Matos Fernandes destacou que a metalomecânica - "as grandes máquinas e aparelhos - é uma carga que tem crescido de forma evidentíssima em Leixões". Segundo referiu, este tipo de carga cresceu mais de cinco vezes face a Janeiro de 2010. Mas também a movimentação de granéis sólidos (milho, trigo, cimento e, entre outros, aparas de madeira) registou em Janeiro um aumento significativo, tendo este quadruplicado.

Outro dado registado com agrado prende-se com a carga contentorizada, que beneficiou de um crescimento de 23 por cento em relação a Janeiro de 2010, tendo chegado perto das 450 mil toneladas. Matos Fernandes considerou que, em Leixões, "2010 acabou bem e 2011 começou com dados que confirmam esta tendência positiva e até sublinham crescimento, em especial na exportação". Quando questionado se acredita que 2011 vai ser um ano próspero para o porto de Leixões, Matos Fernandes afirmou que "seguramente que o primeiro trimestre deste ano há de ser um muito bom ano".

DN
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2011, 07:23:44 pm
Porto de Aveiro é exemplo de investimento público


A ministra do Trabalho considerou hoje o Porto de Aveiro «um exemplo» onde o investimento público pode atrair investimento privado, apontando a infraestrutura portuária como um instrumento essencial no serviço às exportações do país. Numa visita de trabalho ao Porto de Aveiro, Helena André apontou-o ainda como tendo um papel decisivo enquanto «elo de ligação entre o mundo, Portugal e o resto da Europa».

«Todo o potencial que existe neste porto, o que já está a ser utilizado e o de crescimento para o futuro, é muito importante para o desenvolvimento económico da região mas também para o desenvolvimento económico do país», sublinhou a ministra.

Depois de uma deslocação pela zona portuária, Helena André assistiu a um vídeo onde se explicou a orgânica do porto que lhe permite movimentar mais de 1, 2 milhões de toneladas de mercadoria por ano.

Helena André, que é a cabeça de lista do PS por Aveiro, sublinhou ainda a localização geográfica do Porto de Aveiro: «Todos os distritos em volta de Aveiro têm grande pujança em termos industriais bem como nas exportações. E as portas atlânticas são muito importantes para as nossas exportações», disse.

A governante foi ainda posta a par da dinâmica da capacidade de uma infraestrutura intermodal que liga o Porto de Aveiro a Espanha, sendo hoje uma porta de entrada para Espanha e para o resto da Europa.

Nesta visita, a ministra do Trabalho foi ainda posta ao corrente dos projetos de expansão do Porto de Aveiro, nomeadamente no que diz respeito à criação de condições para acolher navios de grandes dimensões, até 200 metros de comprimento com 11 metros de calado.

O convite para esta visita partiu da administração do Porto de Aveiro, explicou José Luís Cacho, presidente do seu conselho de administração, que enquadrou a presença da governante no âmbito daquilo que está a ser feito na estrutura portuária para melhorar a competitividade e a sua cada vez mais importante serventia a toda a economia da região e do país.

Uma das mais valias que está a dinamizar o Porto de Aveiro é a sua contextualização no espaço ibérico, sendo para isso importante ser o porto mais próximo de cidades como Salamanca, mantendo já, desde o início do ano, duas viagens semanais de mercadorias por via férrea para Madrid.

A ministra do Trabalho, segundo Luís Cacho, foi ainda informada sobre esforço que o Porto de Aveiro está a fazer para se tornar num pólo importante nas redes europeias de transportes.

Questionada pelos jornalistas, Helena André teve ainda tempo para negar que esta tenha sido uma visita com contornos de campanha eleitoral tendo em conta que a ministra é igualmente cabeça de lista do Partido Socialista por Aveiro.

«Não aceito esse tipo de acusações e seria incompreensível que eu não possa vir ao distrito de Aveiro como faço a todos os outros distritos do país», disse a ministra.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Maio 10, 2011, 10:18:41 am
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Porto de Lisboa sob ameaça de greve a partir do dia 21

O Sindicato dos Estivadores Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal (SETC) acaba de emitir um pré-aviso de greve a partir do próximo dia 21 a todo o serviço, embora incida apenas nos serviços onde estejam colocados trabalhadores em funções especializadas, cujo estatuto seja inferior ao de trabalhador B-VII. (eventuais e trabalhadores B-VIII).

Fonte sindical referiu à CARGO que "nos serviços onde não estejam colocados este tipo de trabalhadores em funções especializadas o trabalho decorrerá normalmente, não tendo incidência o pré-aviso de greve. Estes trabalhadores são todos do quadro da A-ETPL (Associação de Empresas de Trabalho Portuário de Lisboa), pelo que compete a esta entidade não os colocar em funções especializadas, para que o trabalho e o porto funcionem normalmente, sem perturbações".

Esta greve está a ser precedida de greve aos serviços extraordinários que decorre atualmente no porto de Lisboa, que impede qualquer operação de carga no terceiro turno dos dias de semana, e, todo o dia de sábados, domingos e feriados, e que termina no próximo dia 11, quarta feira. Apesar desta greve, "o porto laborou nos dois turnos normais (das 08.00-17.00 e 17.00-24.00 horas)", informa ainda o sindicato.

Em comunicado o SETC refere que a greve se deve “ao desrespeito e contumaz incumprimento do protocolo de 5 de dezembro de 2002 relativo ao reajustamento da mão-de-obra no porto de Lisboa", entre outros aspetos.

Em causa está, e ao que a CARGO apurou será a principal razão desta ameaça de greve, a não passagem ao nível 7 de remuneração de um conjunto de 18 trabalhadores designados “B”, à revelia do que tinha sido acordado.

A CARGO apurou que a greve às horas extraordinárias já causou sérios prejuízos a navios que, na passada sexta-feira, tiveram que abandonar o porto pelas 17 horas, após terem efetuado apenas cerca de 30% dos movimentos de contentores previstos.

Aqui se vai grande parte da produtividade dos Portos Nacionais, um cancro que ninguém resolve.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 01, 2011, 09:33:53 am
Porto de Setúbal: Terminais caminham para máximos e mantêm tendência exportadora
Os terminais do porto de Setúbal têm vindo a demonstrar, de janeiro a abril de 2011, conseguir manter um crescimento sustentado de 7%, associado a uma forte tendência exportadora. Neste período, já passaram pelo porto 2,4 milhões de toneladas de mercadorias o que, a manter-se este ritmo, coloca Setúbal no caminho de novos máximos, com realce para a carga exportada que atingiu 1,3 milhões de toneladas, ou seja, 54% do total.

Para este bom resultado, têm sido relevantes os desempenhos do Terminal Multiusos Zona 1, concessionado à Tersado, e do Terminal Multiusos Zona 2, concessionado à Sadoport, ambos com um dos melhores resultados de sempre.

O Terminal Multiusos Zona 1 movimentou mais de 613 mil toneladas, um aumento de 9,7% comparado com o período homólogo de 2010, alavancado pelos segmentos da carga geral, com 361 mil toneladas, das quais 265 mil toneladas correspondem a carga geral fraccionada, e pelos granéis sólidos, com 232 mil toneladas.

Por sua vez, o Terminal Multiusos Zona 2 estabeleceu um recorde superando as 391 mil toneladas, um crescimento de 66,3% em relação ao mesmo período do ano transacto. Destes números, 333 mil toneladas correspondem a mercadoria exportada, o que significa 85% do total movimentado no terminal. A carga contentorizada movimentou 227 mil toneladas, num total de 25,5 mil TEU, com mais de 181 mil toneladas referentes a exportação, e a carga fraccionada atingiu as 163 mil toneladas, com 151 mil toneladas exportadas.

O Terminal Roll-on Roll-off também registou um crescimento de 30,4% no total das viaturas movimentadas no 1º quadrimestre em relação a 2010, com 55,8 mil viaturas, das quais 34,7 mil foram viaturas exportadas fabricadas pela Autoeuropa, isto é, 62,1% do total do terminal.

Neste período merecem, igualmente, destaque os terminais Sapec - Granéis Sólidos e Sapec – Granéis líquidos, que cresceram respectivamente, 53,3%, com 310 mil toneladas, e 45,8%, com 69 mil toneladas.

As mercadorias movimentadas no porto de Setúbal que mais contribuíram para o papel exportador do porto foram o cimento com 326 mil toneladas; o clínquer com 295 mil toneladas; os concentrados de cobre e de zinco com 295 mil toneladas e os produtos metalúrgicos com 155 mil toneladas.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Junho 01, 2011, 01:07:22 pm
Boas,

Parabéns ao Porto de Setubal pelos excelente resultados que continuam a fazer do mesmo um porto industrial de excelência.

Mas vou fazer uma "conta" que importa fazer mas que não diminui o excelente serviço prestado pelo Terminal Multiusos.

227000tons de carga contentorizada a dividir por 25500mil TEU's = a 8,9tons por TEU.

(Para quem está por fora um TEU ou "twenty-feet equivalent unit" é grosso modo um contentor de 20' e a unidade de medida internacionalmente aceite quando se fala de contentores)
Tendo em conta que um contentor de 20' ou TEU tem uma tara em media de 2,3tons e pode levar ate um máximo aproximado de 28tons, podemos constatar que a maioria dos contentores movimentados em Setúbal, são vazios.

Numa altura em que o mercado da contentorização mundial sofre por falta de equipamento, e Portugal é por excelência importador, Setúbal conseguiu agarrar um nicho de mercado muito interessante que é a "recolha" e embarque para reposicionamento de equipamento para o Far East.

Cumprimentos.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 01, 2011, 01:34:33 pm
boas,

obrigado pelo exclarecimento, nem tinha pensado em fazer tal contas.

mas tenho uma questão, não é possivel um contentor ir cheio? mas ter pouca tonelagem? a cargas que podem ocupar espaço num contentor e pesar pouco.

e aproveitando a sua boa vontade,
o que me chamou atenção foi a carga expostada 181 mil toneladas, nessas toneladas estão contabilizados os pesos dos contentores?


obrigado desde já.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 01, 2011, 01:55:31 pm
aproveitando

deixo aqui um discurso na CPLP, sobre os portos

2011-05-13
 
Intervenção do Secretário de Estado dos Transportes na cerimónia de constituição da Associação dos Portos de Língua Portuguesa, em Lisboa

Exmo. Sr. Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal,
Exmo. Sr. Presidente da Associação dos Portos de Portugal,
Exmos. Srs. Presidentes e Representantes dos Portos dos Países de Língua Portuguesa,
Ilustres Convidados,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Somos uma comunidade de países soberanos que têm em comum, para além da língua, do excelente relacionamento, da amizade que liga os nossos povos e da história partilhada, o facto de todos sermos oceânicos. Sendo o que resta de um império marítimo, natural se torna que sejamos, e antes de mais, os portos onde os portugueses do passado foram desembarcando e assim modelando espaços territoriais e relações de produção e de transporte entre o interior e o litoral e entre este e os portos que viabilizaram as relações comerciais do império.

Estamos pois historicamente ligados por portos e, por isso, o acordo que hoje se estabelece, tem um significado profundo.

Assim sendo, como poderemos potenciar este mar que nos une e os portos que nos servem? Como poderemos transformar esta vantagem comparativa de que, em conjunto, dispomos, em vantagem competitiva no quadro da economia global?

É sobre este tema que me irei debruçar e perdoem-me desde já se a exposição ficar extensa.

A globalização pode ser definida como dispersão geográfica da produção e forte dependência do comércio.

De 1950 até hoje o comércio mundial cresceu mais de 20 vezes, seja em toneladas, seja em valor, crescimento que foi fortemente acelerado a partir dos anos 80.

Hoje, cerca de 90% do comércio mundial, em toneladas/km, é transportado pela indústria mundial do shipping, que envolve mais de 50 000 navios transportando todo o tipo de carga.

Este enorme crescimento fez-se impondo transformações muito profundas nas actividades ligadas ao comércio marítimo.

Nos anos 60 os contentores entram a medo na logística do transporte marítimo, como ideia de alguém que foi considerado lunático, mas rapidamente se afirmam devido aos aumentos de eficiência que permitem. Em 2006 a frota de contentores terá atingido os 500 milhões, medidos em TEU, com os contentores de 40 pés a ganharem quota aos de 20 (1 TEU). De facto se em 1986 existia 1 contentor de 40 pés por cada 2,16 caixas de 20, em 2007 o rácio já era de 0,94, ou seja, circulavam mais caixas de 40 pés do que de 20. Os navios adaptaram-se a esta nova forma de transportar. Os porta-contentores com capacidade para carregar mais de 8 000 TEU representavam em Dezembro de 2008 uma capacidade total superior a 1,5 milhões de contentores de 20 pés-equivalente, com encomendas de novos navios que criarão um acréscimo de capacidade de 3,5 milhões de TEU.

O MSC Daniela era em 2009 o maior porta-contentores ao serviço, com capacidade para 14 000 TEU. Neste ano de 2011 são já vários os navios desta dimensão que vêm escalando regularmente o porto de Sines.

Por sua vez os principais portos do mundo adaptaram-se a processar grandes volumes de contentores. O porto de Hong Kong manipulava, em 1985, 2,3 milhões de TEU; em 2008 o seu movimento foi de 27,1 milhões. E já nem é dos maiores portos. Em 2007, Singapura movimentou cerca de 28 milhões e dos 10 maiores portos do mundo, cinco eram chineses.

Em relação ao total de carga manipulada, Xangai já era em 2007 o maior porto do mundo, com mais de 600 milhões de toneladas ano. Dos dez maiores portos, sete são chineses.

De referir ainda a forte tendência para a concentração de capital no negócio marítimo. Este negócio inclui múltiplas actividades que vão da construção e reparação naval aos diferentes serviços com ele relacionados, têm fortíssimo impacte nas economias nacionais e, portanto, são fortemente disputados pelas Nações.

Quatro países (Grécia, Japão, China e Alemanha) concentram 50% da frota mundial. Dez operadores transportaram, em 2010, 62% do total de contentores.

Por outro lado, a operação de terminais foi amplamente entregue a operadores privados. Os dez principais operadores mundiais de terminais eram em 2008 responsáveis por 60% do movimento total de contentores.

O mercado mundial do transporte marítimo é muito complexo, todos o sabemos. O transportador escolhe as suas rotas e os portos que escala de acordo com critérios muito rigorosos, onde cada cêntimo conta. O objectivo é, obviamente, minimizar custos num mercado marcado pela forte concorrência de gigantes. Por isso, a eficiência da operação portuária e a dimensão dos seus hinterlands constituem factores críticos de sucesso de um porto.

Como pode então um porto ser competitivo nesse mercado cada vez mais global?

Vários autores apontam para critérios a usar para medir a eficiência de um porto. Prendem-se eles a questões físicas, como a extensão do cais, a profundidade das águas, a área portuária, a localização em relação às linhas do shipping, os equipamentos portuários ou a capacidade teórica de processamento de carga. Mas também, e cada vez mais, são valorizados aspectos não físicos, tais como: os tempos de espera de navios, o dwell time ou tempo de espera das cargas em porto até serem despachadas ou carregadas, a segurança das cargas, a existência no local de facilidades complementares, tais como agências bancárias, transitários, agentes de navegação, seguradoras, hotéis, etc., eficiência do funcionamento das alfândegas, nível de automatização, gestão do trabalho portuário ou ainda a existência de plataformas logísticas com actividades de valor acrescentado.

Um porto realmente competitivo deverá manipular, por ano, entre 900 e 1 300 contentores por metro de cais, ou entre 35 000 e 45 000 contentores por hectare de espaço para parqueamento. Os melhores portos asseguram ainda entre 50 e 120 movimentos de contentores por hora e cais de atracação.

Mas um porto só será realmente atractivo se ele constituir uma rótula de articulação de uma cadeia logística. Este é, actualmente, a principal questão que enfrentamos em Portugal, e permitam-me que neste fórum me refira ao meu País e aos portos cuja Tutela foi delegada nesta Secretaria de Estado.

Por mais eficientes que eles sejam, e actualmente podemos dizer com algum orgulho que o são, eles não potenciarão a totalidade das oportunidades que enfrentam se não estiverem bem articulados na cadeia logística que permite que uma mercadoria vá de uma origem até ao seu destinatário final em tempo mínimo.

E para lá da eficiência da operação portuária, é necessário que as operações que acrescentam valor à mercadoria estejam bem localizadas na área portuária, que todo o sistema de transporte terrestre, rodoviário e ferroviário, esteja articulado com o porto e, por fim mas não de menor importância, que os sistemas de informação permitam, perdoem-me o anglicismo, um adequado tracking & tracing de cada encomenda.

O Banco Mundial publica um indicador, o Logistic Performance Index, (LPI), de enorme importância para a compreensão dos factores que determinam a competitividade das cadeias logísticas de cada país. O indicador varia entre 1 e 5, correspondendo o 5 às cadeias mais eficientes.

No seu cálculo, ele pondera essencialmente 6 atributos:

■A eficiência do processo alfandegário de despacho
■A qualidade das infraestruturas de transporte
■A facilidade de aceder a contratos de transporte marítimo baseados em preços internacionalmente competitivos
■Competência e qualidade dos serviços logísticos
■Capacidade para o tracking & tracing de encomendas
■Frequência com que as cargas chegam aos consignatários no tempo acordado ou esperado.
A Alemanha é o país que, em 2010, atinge o maior LPI: 4,11 pontos. Portugal está situado em 34.º lugar (3,34 pontos), com uma performance que representa 75% da classificação alemã. O Brasil ocupa a 41.ª posição, logo acima da Islândia, e os restantes países de língua portuguesa ocupam lugares mais baixos.

Os dados disponibilizados pelo Banco Mundial mostram-nos também que:

■Em Angola são necessários 52 dias para exportar um produto e 49 dias para importar;
■No Brasil precisamos de 13 e 17 dias respectivamente;
■Em Cabo Verde falamos de 19 e 18 dias;
■Na Guiné-Bissau de 23 e 22 dias;
■Em Moçambique, 23 e 30 dias;
■No caso Português, estão em causa 16 e 15 dias;
■Em São Tome e Príncipe, 27 e 29 dias;
■E, finalmente, no caso de Timor, estes tempos ascendem a 25 e 26 dias respectivamente.
Para termos uma ideia, no caso de Singapura, o primeiro país do ranking mundial em matéria de eficiência do processo inerente ao comércio externo, são necessários apenas 5 dias para proceder a uma exportação e 4 dias para fazer uma importação.

Contudo, recordo que a acessibilidade conferida pelo transporte marítimo, medida pelo índice de conectividade linear, o qual valoriza o número de navios que escalam cada porto, nos mostra que, entre 2004 e 2010:

■Angola cresceu de uma conectividade de 9,67 para 10,71;
■O Brasil passou de 25,83 para 31,65;
■Cabo Verde fixou-se em 3,69 quando em 2004 não ia além de 1,90;
■A Guiné-Bissau passou de 2,12 para 3,50;
■Moçambique registou em 2010 um valor de 8,16, comparáveis com 6,64 em 2004;
■Portugal teve um notável crescimento, passando de 17,54 para 38,06;
■E, finalmente, São Tomé e Príncipe passou de 0,91 para 3,33 (infelizmente para Timor, a UNCTAD não disponibiliza dados relativamente a este indicador).
Ou seja, é constatável uma dinâmica de melhoria em todos os nossos países.

Devo aqui realçar o que Portugal já conseguiu com o desenvolvimento da sua JUP, Janela Única Portuária, que se traduziu numa redução drástica do dwelling time de mercadorias e de tempos de operação de navios.

A Janela Única Logística é o novo passo que estamos a ensaiar e que esperamos ter em Dezembro um primeiro protótipo para testar.

A criação e operacionalização da JUP foi talvez o principal factor que determinou a forte melhoria da classificação de Portugal em relação a este indicador.

Ficaria incompleta esta exposição que, reconheço, já vai longa, e perdoem-me por tal facto Vossas Excelências, se não fizesse uma abordagem à crise económica que ainda estamos a viver, e que em grande medida irá determinar o futuro.

A crise financeira que teve a sua maior expressão em 2008 originou uma crise no sector real a qual deu lugar a uma retracção do volume de trocas mundial.

Uma interessante publicação de Maio de 2009 do Fórum Internacional de Transportes, intitulado «Globalisation, Crisis and Transport», mostra que a contracção das trocas é superior à contracção dos PIBs: enquanto em 2009 este terá descido, de acordo com o FMI, 1,3% a nível mundial, os volumes de trocas deverão ter baixado 11%.

A recuperação da crise parece estar, actualmente, a ocorrer, registando-se um crescimento importante das trocas. Quanto ao futuro, as interrogações permanecem. Poderá ocorrer uma situação de retoma do comércio aos ritmos que vinham de trás após a crise estar ultrapassada, ou outros cenários menos optimistas poderão vir a acontecer.

O crescimento previsto até 2020 para o volume de carga contentorizada varia entre mais 30%, cenário baixo, ou 46%, no melhor cenário.

Entretanto, a crise teve importantes impactos nos tempos mais recentes. Em Maio de 2009 cerca de 10% da frota de contentores estava inactiva. Baixaram as encomendas de novos navios porta-contentores, o que atrasa a penetração de navios mais eficientes do ponto de vista energético. Estima-se que em Maio de 2009, 325 encomendas de navios de carga geral, 47 petroleiros e 78 porta contentores, num total de 37 milhões de DWT, terão sido canceladas.

A redução da procura originou um esmagamento dos preços do transporte. Os navios menos eficientes foram entretanto abatidos para sucata, o que originou a redução dos preços da tonelada de sucata.

Por outro lado, a subida de preços da passagem pelo Canal do Suez e a pirataria na Eritreia, que aumentou drasticamente o preço dos seguros, vêm levando muitos transportadores a escolher a rota do Cabo, já que o maior número de dias de transporte nos tráfegos Este-Oeste é compensado pela existência de navios que estavam a ser pouco utilizados nas companhias devido à crise, e que a alternativa de vender para sucata deixou de ser atractiva.

Estima-se que o tempo de retoma dos ritmos de crescimento dos tráfegos será de 5 anos, desde que práticas proteccionistas não venham a ganhar espaço, pondo em causa todo o processo de globalização.

Na rota Norte-Sul no Atlântico, e particularmente as ligações com o Atlântico Sul, a triangulação conferida por Portugal (na Europa), Brasil (na América do Sul) e Países Africanos (em África), conferem-nos um potencial que importa, diria que urge, explorar e consolidar.

Visto de Portugal, o comércio marítimo com os restantes países CPLP já representa um valor superior a 5 milhões de toneladas, com tendência crescente nos últimos anos.

É neste quadro global que constituímos hoje a Associação dos Portos de Língua Portuguesa, assinando o presente acordo.

Ele deverá constituir também um passo para enfrentar os efeitos da crise.

Será preciso estabelecer caminhos para obter ganhos de produtividade nos portos dos nossos países, partilhando experiências e conquistas, modelos de gestão, e recursos humanos e técnicos.

Contribuindo assim para afirmação de cada um dos nossos portos no espaço geográfico em que se insere, mas também para facilitar as trocas comerciais entre os nossos países.

No quadro da redefinição das Redes Transeuropeias de Transporte, Portugal vem conseguindo afirmar-se como porta de entrada e saída do tráfego europeu com o resto do mundo, o que é assegurado pela existência de portos com operação eficiente e progressivamente mais bem articulados em termos logísticos e de transporte com o espaço europeu.

Esta é uma oportunidade para os países que integram a nossa Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Possessio Maris, assim fez Fernando Pessoa o epílogo à segunda parte da «Mensagem».

Que seja esse o caminho que os nossos Povos, aqui e agora organizados em comunidade de interesses, saibam trilhar.

Se há 600 anos soubemos vencer o medo do desconhecido, brindo a que agora, novamente reunidos pelo Mar, saibamos avançar, com engenho e audácia, para a conquista da distância, estreitando as relações que há muito unem os portos dos países da CPLP.

Cabe-nos a nós transformar estes laços, esta oportunidade, para promover uma maior colaboração e cooperação entre os nossos portos. Colaboração e cooperação ao nível comercial, técnico e científico, para as quais a constituição da Associação dos Portos de Língua Portuguesa dará um contributo inestimável, não tenhamos dúvidas.

Que esta Associação não seja apenas mais um acto meramente protocolar mas venha a ter o contributo activo e entusiástico de todos os nossos países, são os meus votos.

Que ele sirva como ponto de partida para aumentar a eficiência dos portos, para promover as trocas comerciais por via marítima, que esses portos tenham um forte efeito dinamizador de outras actividades conexas geradoras de emprego e de riqueza, são os meus votos.

Concluo reafirmando que, da nossa parte, da parte de Portugal, podem contar com todo o apoio que estiver ao nosso alcance.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Junho 01, 2011, 02:45:43 pm
Tenho obrigação de saber umas coisas de transporte marítimo e principalmente de contentores mas não posso abusar da matemática.  :lol:.

Não! Porque a grande maioria da cortiça exportada por Portugal das duas, uma: ou é rolha ou rolha com uma garrafa à volta e os grandes centros de transformação de cortiça (do compadre Amorim) estão na zona Norte (Sta. Maria da Feira, etc) pelo que o caminho de saída seria Leixões, e o branco, velho, tinto ou jeropiga têm mais densidade.

Certamente saem e entram de Setúbal muitos contentores cheios até a goela com variadas cargas o que faz dos meus cálculos aquilo que eles são, estatística. E a estatística seja, sobre o que for, têm de ser vista com espírito crítico.

A verdade é que Setúbal (Porto) sempre quis “ter” contentores e não conseguindo criar massa critica de carga contentorizada optou, e muito valorosamente, por aceitar e potenciar a “carga” que nenhum dos outros quer….contentores vazios. São muitos, ocupam muito espaço e são uma carga muito pobre, mas alguém a tem de fazer e Setúbal tem esse mérito.

Pese embora operam em Setúbal as seguintes linhas regulares de contentores, segundo a APSS: Portline, Grimaldi (mista contentores/ro-ro), Maersk (com a Safmarine), Tarros, e a WEC.
Se retirarmos a WEC que é um serviço feeder Europeu, as restantes linhas tem como destino maioritariamente África (Golfo da Guiné, Cabo-Verde e adjacentes, e Norte da África no caso da Tarros). Serviços de valor mas que mal ou bem foram empurrados para fora de Lisboa (Porto).
 
Sim para efeitos estatísticos a tara dos contentores conta como mercadoria exportada/importada. Igualmente considera-se usualmente em termos médios, e para efeitos estatísticos, que um contentor carrega 14toneladas de carga.

(Vou ler o artigo da CPLP e já comento  :lol:)

Cumprimentos.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 01, 2011, 02:58:39 pm
boas novamente,

Mt Obrigado pelos esclarecimentos, estamos sempre aprender.  :D
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Junho 01, 2011, 04:34:50 pm
Boas

Sobre o discurso do iluminado, se me permitem, aqui fica:
Citar
O MSC Daniela era em 2009 o maior porta-contentores ao serviço, com capacidade para 14 000 TEU. Neste ano de 2011 são já vários os navios desta dimensão que vêm escalando regularmente o porto de Sines.
O que ele não disse é que a MSC, grande operador de Sines deixou de escalar Sines directamente do Far East e todas as cargas vão agora a Valência ou Antuérpia.
Citar
O mercado mundial do transporte marítimo é muito complexo, todos o sabemos. O transportador escolhe as suas rotas e os portos que escala de acordo com critérios muito rigorosos, onde cada cêntimo conta. O objectivo é, obviamente, minimizar custos num mercado marcado pela forte concorrência de gigantes. Por isso, a eficiência da operação portuária e a dimensão dos seus hinterlands constituem factores críticos de sucesso de um porto.
Complexo? Meu amigo a verdade a grande verdade é esta. É um negócio de centimos.
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Vários autores apontam para critérios a usar para medir a eficiência de um porto. Prendem-se eles a questões físicas, como a extensão do cais, a profundidade das águas, a área portuária, a localização em relação às linhas do shipping, os equipamentos portuários ou a capacidade teórica de processamento de carga. Mas também, e cada vez mais, são valorizados aspectos não físicos, tais como: os tempos de espera de navios, o dwell time ou tempo de espera das cargas em porto até serem despachadas ou carregadas, a segurança das cargas, a existência no local de facilidades complementares, tais como agências bancárias, transitários, agentes de navegação, seguradoras, hotéis, etc., eficiência do funcionamento das alfândegas, nível de automatização, gestão do trabalho portuário ou ainda a existência de plataformas logísticas com actividades de valor acrescentado.
Posso-vos dizer e mesmo sendo um critico da estiva e alfandega onde de facto estamos furos abaixo, Portugal tem todas estas condições e mais algumas.
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Um porto realmente competitivo deverá manipular, por ano, entre 900 e 1 300 contentores por metro de cais, ou entre 35 000 e 45 000 contentores por hectare de espaço para parqueamento. Os melhores portos asseguram ainda entre 50 e 120 movimentos de contentores por hora e cais de atracação.
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O número de contentores totalizou 337 278 correspondendo a 512 789 teu, ou
seja, mais 9 064 ( + 2,8%) e mais 12 020 teu ( +2,4%).
Para este resultado contribuiu o terminal de contentores da Liscont, com
231 764 teu (+13,8%) visto que todos os outros terminais dedicados a este tipo
de tráfego apresentaram quebras. Com efeito registaram-se no terminal de
contentores da Sotagus, com 201 678 teu ( - 6,0 % ), no terminal multipurpose
da Transinsular, com 62 640 teu ( - 4,7 %).
Boletim estatístico da Adm. Do Porto de Lisboa.
Contas rápidas
Liscont - 231764TEU/630m de cais = +/-368TEU/m
Sotagus - 201678TEU/742m de cais = +/-272TEU/m
TML - 62640 TEU/480m de cais = +/-173TEU/m (só trabalha praticamente para as RA)
Ups!!!! Não devia ter feito estas contas.
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E para lá da eficiência da operação portuária, é necessário que as operações que acrescentam valor à mercadoria estejam bem localizadas na área portuária, que todo o sistema de transporte terrestre, rodoviário e ferroviário, esteja articulado com o porto e, por fim mas não de menor importância, que os sistemas de informação permitam, perdoem-me o anglicismo, um adequado tracking & tracing de cada encomenda.
O Banco Mundial publica um indicador, o Logistic Performance Index, (LPI), de enorme importância para a compreensão dos factores que determinam a competitividade das cadeias logísticas de cada país. O indicador varia entre 1 e 5, correspondendo o 5 às cadeias mais eficientes.
Isto é tudo muito giro e até podemos fazer o track & trace no Magalhaes mas a grande verdade continua a ser a que esta acima.
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Os dados disponibilizados pelo Banco Mundial mostram-nos também que:
■Em Angola são necessários 52 dias para exportar um produto e 49 dias para importar;
■Em Moçambique, 23 e 30 dias;
■No caso Português, estão em causa 16 e 15 dias;
Angola e Moçambique obrigam a que a carga seja inspeccionada na origem porque no destino já se sabe que desaparece sempre qualquer coisa, ainda assim e estando a carga pronta a encher, desde o pedido de booking até meter a carga no Navio não demora nem 20 dias.
Se calhar é só a mim, mas o processo “burocrático” de exportação em Portugal demora 5 a 10 dias e já a contar com qualquer coisa a correr mal.
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Contudo, recordo que a acessibilidade conferida pelo transporte marítimo, medida pelo índice de conectividade linear, o qual valoriza o número de navios que escalam cada porto
Índices como este usa o Socas para dizer que não há desemprego em Portugal, “valoriza o numero de Navios que escalam um Porto”? Então e Viana que tem carradas de Navios a lá passar vindos de todo lado, mas apenas para estaleiro está bem conectado? Ou Lisboa e Leixões que recebe e enviam cargas para todo lado, e rapidamente, por Navios que só escalam porto Europeus (Feeders)? e Sines que foi construído para que a carga que lá se movimentasse não saísse sequer do terminal?
Vale o que vale.
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Devo aqui realçar o que Portugal já conseguiu com o desenvolvimento da sua JUP, Janela Única Portuária, que se traduziu numa redução drástica do dwelling time de mercadorias e de tempos de operação de navios.
A Janela Única Logística é o novo passo que estamos a ensaiar e que esperamos ter em Dezembro um primeiro protótipo para testar.
Só quem com ela trabalha é que sabe o cancro que é. As janelas de erro estão em Espanhol!!!???
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A criação e operacionalização da JUP foi talvez o principal factor que determinou a forte melhoria da classificação de Portugal em relação a este indicador.
Hum...... talvez....
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A crise financeira que teve a sua maior expressão em 2008 originou uma crise no sector real a qual deu lugar a uma retracção do volume de trocas mundial.
Entretanto, a crise teve importantes impactos nos tempos mais recentes. Em Maio de 2009 cerca de 10% da frota de contentores estava inactiva. Baixaram as encomendas de novos navios porta-contentores, o que atrasa a penetração de navios mais eficientes do ponto de vista energético. Estima-se que em Maio de 2009, 325 encomendas de navios de carga geral, 47 petroleiros e 78 porta contentores, num total de 37 milhões de DWT, terão sido canceladas.
Treta!!Pelo menos no shipping. Dizer 10% de contentores inactivos, quer dizer que a taxa de ocupação é de 90%, o que é muito bom acreditem, sinceramente para o mercado dos contentores o ideal e 80% a 85%, em 2010 tivemos a 99% e agora anda-se no 90% a 95%.
Explico as implicações:
80% de ocupação: Telefona-se para um fornecedor de contentores ou linha de navegação e diz-se “Epá preciso de 40 contentores em Setúbal para mandar cortiça para a Polinésia” e alguém responde “Não tem problema quer azuis ou amarelos”.
95% de ocupação: Telefona-se para um fornecedor de contentores ou linha de navegação e diz-se “Epá preciso de 10 contentores em Setúbal para mandar cortiça para a Polinésia” e alguém responde “Não tenho nem sei quando vou ter, arranjo-lhe 1 construído em 99 e como a falta de equipamento tem de pagar como se fosse construído em 2012”.
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A redução da procura originou um esmagamento dos preços do transporte. Os navios menos eficientes foram entretanto abatidos para sucata, o que originou a redução dos preços da tonelada de sucata.
Por outro lado, a subida de preços da passagem pelo Canal do Suez e a pirataria na Eritreia, que aumentou drasticamente o preço dos seguros, vêm levando muitos transportadores a escolher a rota do Cabo, já que o maior número de dias de transporte nos tráfegos Este-Oeste é compensado pela existência de navios que estavam a ser pouco utilizados nas companhias devido à crise, e que a alternativa de vender para sucata deixou de ser atractiva.
Estima-se que o tempo de retoma dos ritmos de crescimento dos tráfegos será de 5 anos, desde que práticas proteccionistas não venham a ganhar espaço, pondo em causa todo o processo de globalização.
Sim a sucata desceu mas não por causa da crise mas porque o que dois Navios levavam agora vai num só. A crise no shipping foi passageira, especulativa e durou qualquer coisa como um semestre entre fins de 2009 e meios de 2010, e quem ganharam foram os chineses! Porque? Porque por exemplo os estaleiros de contentores trabalhavam 24h por dia em 3 turnos e um teu custava aprox. 2000USD antes da crise. Veio a crise e toda a gente cortou nas encomendas os chineses passaram a trabalhar so com um turno e os “donos” dos contentores mandaram as caixas mais velhas para a sucata, passado 6 meses percebe-se que a crise afinal era treta toca a encomendar contentores e os chineses dizem “Pois mas agora metemos dois turnos nas novas oportunidades a aprender outros ofícios e agora não voltamos atrás” conclusão agora um TEU custa mais que 3000USD.
Nisto alguém diz que bom bom era os Navios andarem mais devagar (slow steamming) para poupar no gasóleo (IFO380), ninguém se lembrou que esta ideia embora louvável ia agudizar ainda mais a falta de contentores.
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Na rota Norte-Sul no Atlântico, e particularmente as ligações com o Atlântico Sul, a triangulação conferida por Portugal (na Europa), Brasil (na América do Sul) e Países Africanos (em África), conferem-nos um potencial que importa, diria que urge, explorar e consolidar.
Visto de Portugal, o comércio marítimo com os restantes países CPLP já representa um valor superior a 5 milhões de toneladas, com tendência crescente nos últimos anos.
É neste quadro global que constituímos hoje a Associação dos Portos de Língua Portuguesa, assinando o presente acordo.
Nem vou comentar o “Países Africanos (em África)” que só espero não ter sido dito em voz alta.
Sobre o comercio marítimo entre Portugal e a CPLP tenho a dizer o seguinte:
A única empresa que tinha Navio directo entre Portugal e Brasil já não tem há algum tempo, mete a carga noutras companhias.
E ainda que esta e outra companhia Portuguesas que operavam cada uma com os seus Navios para Cabo-Verde foram vitimas duma guerra de fretes feita pela Maersk, sim essa a grandalhona e cujo o presidente foi recebido com pompa e circunstancia pelo nos mais altos dignitários PR e PM, que resultou numa descida para metade do frete simples entre Portugal e Cabo Verde. Agora dividem os Navios entre as duas e devem continuar a perder dinheiro.
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Que esta Associação não seja apenas mais um acto meramente protocolar mas venha a ter o contributo activo e entusiástico de todos os nossos países, são os meus votos.
Concluo reafirmando que, da nossa parte, da parte de Portugal, podem contar com todo o apoio que estiver ao nosso alcance.
Espero bem que sim mas tenho muitas duvidas, quando só políticos responsáveis continuam a escrever Navio com letra pequena.

Não me lembro da ultima vez que vi um politico ligado ao Mar que soubesse o que estava a dizer a Ana Paula e o tipo que teve com o Mexia quase que sabiam qualquer coisa.

PS: Desculpem os testamentos mas venho a este fórum todos os dias sorver informação sobre matérias de que gosto não posso falar muito. Este tópico sempre me dá oportunidade de partilhar alguns dos meus conhecimentos com pelo menos algum conhecimento de causa.

Cumprimentos
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Junho 01, 2011, 05:16:10 pm
Citar
Citar
O MSC Daniela era em 2009 o maior porta-contentores ao serviço, com capacidade para 14 000 TEU. Neste ano de 2011 são já vários os navios desta dimensão que vêm escalando regularmente o porto de Sines.
O que ele não disse é que a MSC, grande operador de Sines deixou de escalar Sines directamente do Far East e todas as cargas vão agora a Valência ou Antuérpia.
Mea culpa Afinal a MSC voltou a escalar directamente Sines.
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“Apesar do anúncio de suspensão
Lion Service da MSC continua a escalar Sines
O serviço “Lion Service” da MSC - Mediterranean Shipping Company, cuja suspensão tinha sido anunciada em Março passado, afinal não deixou de escalar o porto de Sines, soube a Transportes em Revista. A MSC tinha decidido suspender as ligações diretas do “Lion Service” ao porto de Sines a partir de 27 de Março, ao abrigo da reestruturação que estava a fazer nas suas ligações entre o Extremo Oriente, o Mediterrâneo e o norte da Europa. No entanto, os navios da MSC ao serviço desta linha continuaram a escalar o porto de Sines. Contatado pela Transportes em Revista, Carlos Vasconcelos, diretor geral da MSC Portugal referiu que «o serviço foi efetivamente suspenso, em consequência de uma reestruturação comercial a que a MSC teve de proceder, para melhor responder às necessidades do mercado do Norte da Europa. Ultrapassada que foi essa situação, a MSC voltou a recolocar Sines no serviço (“Lion Service”) direto do Extremo Oriente para o Norte da Europa, correspondendo, deste modo, aos anseios do mercado português». O responsável adiantou ainda que «apesar destas contingências, a MSC conseguiu, mesmo assim, assegurar que as escalas em Sines quase não fossem interrompidas. Procurou-se, desta forma, tentar minimizar o impacto do cancelamento das escalas diretas».
Recorde-se que o “Lion Service” da MSC faz a ligação direta entre o extremo oriente (Coreia do Sul, China e Singapura) e a Europa (Sines, Le Havre, Hamburgo e Bremenhaven), sendo uma das linhas marítimas regulares mais importantes a escalar Sines. “

Fica a rectificação.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Junho 01, 2011, 10:31:18 pm
Excelente partilha Malagueta e Pedro!  :wink:
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 02, 2011, 11:06:33 am
boas

em 1º lugar quero agradecer ao Pedro, pela informação que nos tem dado, e pelos seus comentários.

em segundo, caso esteja errado agradeço que me elucidem, mas algumas coisas fazem-me uma bocado de confusão
na forma como são feitas.

Ao pesquisar um bocado na net, verifico que estão ampliar o cais de Sines ( que acho correcto ), e vão comprar novas
Gruas twin-lift e pórticos de cais.

sei que o terminal esta concessionado a psa sines que tem capitais chineses, e hora aonde foram comprar o material
acima descrito à ZPMC, uma empresa de Xangai (China), que é a maior fabricante deste tipo de equipamento portuário.

sendo um porto gerido por uma entidade publica custa-me que o referido material não seja comprado em Portugal,
apesar de mt pensarem que não os fabricamos, a verdade é que existe uma empresa a eurocrane que os faz, e exporta ( como no mes passado enviou uma grua twin-lift para um porto de frança )

Outra situação,

" Porto de Leixões encomenda dois novos rebocadores

A Administração dos Portos do Douro e Leixões encomendou dois rebocadores de 25 metros e capacidade de tracção de 60 toneladas ao estaleiro espanhol Astilleros Armon. O investimento previsto ascende a 12 milhões de euros e tem como objectivo reforçar o equipamento marítimo do porto, constituindo um acréscimo de qualidade dos serviços prestados, em particular para dar resposta às exigências dos navios de maior dimensão para escalar Leixões.
A Administração dos Portos do Douro e Leixões refere em comunicado que o “investimento neste tipo de equipamentos enquadra-se na política da Autoridade Portuária de aposta na eficiência de serviço do porto de Leixões enquanto porto de referência da fachada atlântica da Península Ibérica"

mais uma vez uma entidade publica, que agora tb gere o porto de Viana do castelo, em vez de mandar construir os referidos rebocadores em Portugal ( e existem desenhos de rebocadores que já vi na net portugueses ) não os encomende ao estaleiros de Viana do Castelo ( outra empresa de capitais públicos ) ou mesmo a privados.
sei que os estaleiros até estejam mais vocacionados para construir navios maiores, mas a falta de melhor, são 12 milhões que lá entravam.

isto nem para falar do pessoal dos açores....

Cumprimentos.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Junho 02, 2011, 11:18:46 am
Boas,

Já que há pelo menos três pessoas a ler este tópico deixo aqui duas formas de lidar com os trabalhadores portuário (estivadores).
Atenção que a minha opinião critica do modo como o trabalho portuário está (des)organizado em Portugal não é nada pessoal contra o pessoal da estiva e gostei bastante quando eles tentaram fazer a folha ao Miguel Sousa Tavares aquando da historia do Terminal de Alcantara mas isso é outro filme em que dá pano para mangas. Agora que as coisas estão mal e podiam estar melhores, sem os senhores estivadores ganharem menos,  e que tenho duvidas se o sindicato defende o melhor para o estivador e para pais, tenho.

Problemas com o trabalho portuário na Austrália.
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Top Australian ports face closure over pay dispute - Wed 25th May
May 25, 2011 on 11:19 am |
http://www.ifw-net.com (http://www.ifw-net.com) - Mike King | Wed, 25 May 2011

Leading container ports in Australia are facing closure today as a dispute between the maritime union and terminal operator Patrick Stevedores escalates.

Patrick, which operates terminals in Sydney, Melbourne, Brisbane and Fremantle, handling around half of all Australian container movements, has warned workers they will not be paid for any work if they go ahead with the planned week of industrial action.

Patrick claims action proposed by Maritime Union Australia (MUA) because of a dispute over pay and conditions would bring terminals to a halt, with some 35,000 containers and 32 vessel calls likely to be affected over the coming week.

Patrick director Paul Garaty said: “This will have a huge impact, hurting everyone from small businesses awaiting deliveries, to Australian farmers exporting their goods and a transport industry reliant on container trade to make a living.”

The clash started after the MUA rejected a 4% pay increase for workers, with an additional 1% if “internationally recognised safety, productivity and efficiency targets” were met.

The MUA had asked for three annual 6% pay rises.

Patrick said it expected seven days of operational disruption at Sydney and Fremantle and six days at Brisbane, starting this morning.

Patrick’s Melbourne East Swanson Dock terminal should be unaffected after the stevedore disputed the union’s right to take action there, claiming workers had defied a tribunal hearing on unlawful action at the dock over the past month.

Patrick has warned staff: “Patrick refuses to accept the performance of any work by you until you are prepared to perform all your normal duties.”

The company has also sent the MUA a letter asking for conciliation under the auspices of Fair Work Australia, the national workplace relations tribunal.

The dispute is the most serious industrial confrontation at Australia’s ports since 1998, when Patrick sacked its entire unionised workforce.
Resumindo: O maior operador portuario Australiano, ou seja a empresa que gere os terminais e que contrata os trabalhadores portuários, oferece um aumento de 4% + 1% se a os objectivos de segurança, de produtividade e eficiencia fossem cumpridos, nada mau.
O sindicato da estiva la do sitio rejeita quer 3 aumentos anuais de 6% e certamente nem quer ouvir falar de objectivos.
O operador diz "Ai é!? Então está bem, façam greve que não há nem mais um tostão."
Caros foristas não tenham duvidas os camionistas em greve duas semanas param um pais os estivadores em greve uma semana matam um pais à fome.
Depois reparem na ultima frase da noticia, a bold, da ultima vez que o sindicato armou confusão, em 98, a Patrick (operador portuário) despediu todos os seus trabalhadores ligados ao sindicato, isto em Portugal era impensável, imaginem só despedirem os sindicalizados!!

Problemas com o trabalho portuário em Lisboa.
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CARGONEWS
09.05.2011
Porto de Lisboa sob ameaça de greve a partir do dia 21
O Sindicato dos Estivadores Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal (SETC) acaba de emitir um pré-aviso de greve a partir do próximo dia 21 a todo o serviço, embora incida apenas nos serviços onde estejam colocados trabalhadores em funções especializadas, cujo estatuto seja inferior ao de trabalhador B-VII. (eventuais e trabalhadores B-VIII).

Fonte sindical referiu à CARGO que "nos serviços onde não estejam colocados este tipo de trabalhadores em funções especializadas o trabalho decorrerá normalmente, não tendo incidência o pré-aviso de greve. Estes trabalhadores são todos do quadro da A-ETPL (Associação de Empresas de Trabalho Portuário de Lisboa), pelo que compete a esta entidade não os colocar em funções especializadas, para que o trabalho e o porto funcionem normalmente, sem perturbações".

Esta greve está a ser precedida de greve aos serviços extraordinários que decorre atualmente no porto de Lisboa, que impede qualquer operação de carga no terceiro turno dos dias de semana, e, todo o dia de sábados, domingos e feriados, e que termina no próximo dia 11, quarta feira. Apesar desta greve, "o porto laborou nos dois turnos normais (das 08.00-17.00 e 17.00-24.00 horas)", informa ainda o sindicato.

Em comunicado o SETC refere que a greve se deve “ao desrespeito e contumaz incumprimento do protocolo de 5 de dezembro de 2002 relativo ao reajustamento da mão-de-obra no porto de Lisboa", entre outros aspectos.

Em causa está, e ao que a CARGO apurou será a principal razão desta ameaça de greve, a não passagem ao nível 7 de remuneração de um conjunto de 18 trabalhadores designados “B”, à revelia do que tinha sido acordado.

A CARGO apurou que a greve às horas extraordinárias já causou sérios prejuízos a navios que, na passada sexta-feira, tiveram que abandonar o porto pelas 17 horas, após terem efetuado apenas cerca de 30% dos movimentos de contentores previstos.
Lamento mas não consegui sacar o texto do pdf tive de por como imagem.
(http://img8.imageshack.us/img8/9117/comunicado1b.jpg) (http://http)

E agora? Quem têm razão? Em que ficamos? Será que Portugal aguenta nesta altura greves recorrentes e perturbações na movimentação de carga em Lisboa? Ainda por cima por parte de trabalhadores especializados? Será que a "tomates" para não negociar mesmo? Será que algum dia os estivadores vão perceber que quanto melhor (não estou a dizer mais) trabalharem mais ganham, mais tem a ganhar e mais dão a ganhar a todos nós? Que são parte integrante e elo fundamental do esforço que temos de fazer para sermos competitivos à exportação? Porque é que não deixam os operadores portuários contratarem directamente o pessoal de estiva o que levaria a certamente a melhores condições de trabalho? Será por causa do exemplo Australiano?

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Junho 02, 2011, 12:30:48 pm
Caro Malagueta,

Andamos desencontrados.

Relativamente aos pórticos para Sines, os novos pórticos serão certamente new/post panamax o que possibilita a operação de navios até 10000TEUS e muito possivelmente até ULCV ready, operando os novos monstros de 14000/15000TEUS. Não estou certo que a Eurocrane tenha capacidade para este tipo de super-mega-hiper pórtico, posso estar enganado dado que o pórtico fornecido a França é referenciado como over-panamax, capacidade que existindo me deixaria orgulhoso de facto.

Não obstante eu nem arrisco atirar para o ar o valor de tais bichos e embora venham para Sines e provavelmente de lá nunca mais saiam estou certo de que não será a APS a paga-los. Será certamente a PSA (capitais de Singapura, a grande operadora Chinesa(HK) é a Hutchison Port Holdings onde a PSA têm 20%) a entrar com o pilin. Claro que quanto mais a PSA investir mais tem a ganhar caso aconteça "algo" ao contrato de concessão mas certamente foi um trade-off, a PSA paga a extensão do cais e a PSA os pórticos, juntos talvez consigam por Sines definitivamente no mapa. Por outro lado a PSA deve conseguir um bom desconto no construtor Chinês onde deve comprar pórticos  para as suas 48 concessões, onde já opera 556 pórticos (dados Wikipedia), é outro nível.

Quanto aos rebocadores de Leixões já não posso opinar mas certamente o forista Chaimites pode dar o seu contributo, só posso dizer que dadas as condições de manobra de Leixões convém que tenha uns rebocadores de topo.

Cumprimentos
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 27, 2011, 11:20:56 am
boas,

caro pedro, mais uma vez obrigado, não lhe respondi logo, dado a minha ausencia em gozo das merecidas ferias...

relativamente a Sines, compreendo/aceito a compra como foi efectuada pela psa sines, sendo os mesmos a pagar,
mas como em tudo, bem negocioado poderia pelo menos um ser comprado em portugal, como em tudo, basta haver vontade e capacidade de negociação, e no actual momento( para mim deve ser sempre ), os gestores publicos devem pensar estrategicamente beneficiando sempre que possivel a economia nacional, é assim em todos os outros paises.

sobre a eurocrane, foi vizitar o site, dos mesmos e é referido o seguinte pelo seu presidente:

" Até 2014 o Canal do Panamá constitui uma das grandes restrições ao tráfego mundial de contentores visto que limita a 32.25 m de boca (13 fieiras de contentores) os navios que o podem atravessar. Com o alargamento previsto para entrar ao serviço do Novo Canal do Panamá, os limites passarão a permitir a passagem a navios até 45 m de boca (18 fieiras de contentores) com capacidades por navio até 6800 contentores. Entretanto já começam a operar navios para 22 fieiras de contentores, que servem rotas não dependentes do Canal do Panamá. Antecipando desde já estas novas gerações de navios, Eurocrane já está a produzir neste momento máquinas Post-Panamax e projeta já máquinas que permitem operar navios até 63m de boca (22 fiadas de contentores)"

e nas referencia sobre produtos:

"
PRODUTOS
• Pórticos de contentores de cais (STS): 13,16, 18 e 22 contentores de alcance.
• Pórticos de contentores de parque sobre carris (RMG): ex. 5+1 contentores de altura, 14 de vão.
• Pórticos de contentores de parque sobre pneus (RTG): ex. 5+1 contentores de altura, 7 de vão.
• Pontes e pórticos rolantes para Centrais e Produção.
• Guindastes para granéis: 600 ton/h
• Pórticos Gigantes para estaleiros Navais: ex 660 ton/124m (proj. JNA, fornecimento Mague).
• Guindastes para estaleiros Navais : 1400 ton/m  (proj. JNA, fornecimento Mague).
• Pontes basculares: ex 111m de vão basculante (proj. JNA com Proman).
"

e encontrei mais uma noticias que me deixou agradado como português;

"Em consequencia do desenvolvimento dos terminais de contentores de Leixões, e tendo em conta o elevado desempenho das máquinas de origem portuguesa, a TCL encomendou mais dois pórticos de contentores à Eurocrane. A produção destas novas máquinas iniciou-se de imediato nas instalações fabris da Eurocrane, em Gaia, e nas metalomecânicas Socometal e Pemel, em Gaia e Leça do Bailio. As novas máquinas estarão ao serviço da TCL em meados de 2012."

Sobre os rebocadores, acho que os ENVC, tem capacidade para os fazer, alias já os fizeram alguns anos atrás, mas sobre isto, acho que se devia novamente ter noção estrategica sobre o assunto, devia-se fazer um estudo sobre, as necessidades dos nossos portos nestes tipos de navios auxiliares, ver o que será necessario construir actualmente, e a medio/lomgo prazo, elaborar um estudo/projecto, para verificar as necessiadades actuais e futuras, de novos navios/subsitução de antigos, e por um plano me macha de construção desses navios e entregar aos ENVC/outros estaleiros protugueses, a medida que o projecto for sendo aplicavel, "vender" propor o mesmo a paises como os palop, que tb estão a desenvolver os seus portos.

Com isso, desenvolvias um plano a longo prazo, garantias inovação/capidade de construção e trabalho para os nossos estaleiros e se for mais longe podias começar a desenvolver as industrias auxiliares da construção naval.

mais isto é só ideias soltas de quem pouco perceber do assunto.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: FoxTroop em Junho 27, 2011, 04:15:19 pm
Excelente tópico, é um prazer ler.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 28, 2011, 01:30:57 pm
Mais três boas noticias para o porto de Sines:


"Porto de Sines usado para transbordo de 900 contentores de castanha de caju Negócios22/06/11, 17:09
OJE/Lusa
O Porto de Sines foi escolhido para fazer o transbordo de cerca de 900 contentores de castanha de caju com destino à Índia e Vietname, anunciou hoje a Mediterranean Shipping Company (MSC), grupo armador suíço.

De acordo com o que a companhia de navegação, trata-se de um tráfego sazonal, proveniente da Guiné-Bissau.

No início deste mês, a Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços deste país lusófono anunciou que, em 2010, tinham sido exportadas 123 mil toneladas de castanha de caju, sobretudo para a Índia.

Até ao ano passado, os transbordos da mercadoria proveniente do Porto de Bissau eram efectuados em Las Palmas, no arquipélago das Canárias (Espanha).

O armador manifestou "confiança" na infra-estrutura portuária alentejana e justificou a "aposta" com uma conjugação de factores como a "sua posição geográfica" e "excelentes características", mas, principalmente, a "magnífica produtividade".


Com este movimento adicional, a MSC considera que "a importância do Porto de Sines no quadro ibérico" fica reforçada, "demonstrando que tem todas as condições para continuar a captar tráfegos novos".
 

No Porto de Sines foram já descarregados 372 contentores com castanha de caju, seguindo-se mais cerca de 500 contentores durante a primeira semana de Julho."


" O porto de Sines recebe esta sexta-feira, pela primeira vez, um segundo serviço de ligação da Europa com o Extremo Oriente, região com a qual Sines está ligado semanalmente através do Lion Service, tocando os portos de Qingdao, Pusan, Ningbo , Shangai, Nansha, Hong Kong, Yantian, Chiwan e Singapura.

Para responder ao crescimento acentuado recente de carga entre Sines e o Extremo Oriente, tornou-se necessário recorrer ao serviço SILK para dar escoamento ao enorme volume de contentores, com o navio MSC Laurence, com uma capacidade de 12.400 teu, a utilizar Sines como plataforma giratória de carga entre a Europa e América do Norte (costa atlântica) com o Extremo Oriente.

O serviço SILK, no Extremo Oriente, toca os seguintes portos: Ningbo, Shanghai, Xiamen, Hong Kong, Yantian e Singapura.

Recorde-se que está previsto ainda este mês o inicio do serviço directo de Sines com o Brasil, o que virá ainda mais reforçar o papel que Sines representa enquanto porto de águas profundas, capaz de receber os maiores navios em operação no mundo. Para além do negócio de transhipment entre estes gigantes dos mares, que só com Sines é possível ter em Portugal, a economia nacional fica, assim, ligada directamente aos principais mercados internacionais, eliminando a lógica de dependência de ligações por feedering a outros portos grandes para chegar aqueles mercados"


" A MSC Portugal anuncia que passa a contar com mais um serviço direto em Sines, entre este porto de águas profundas e a América do Sul. O primeiro navio, o MSC Carouge, zarpa a 29 deste mês de junho.

A rotação e tempos de trânsito estimados deste novo serviço serão, para a exportação: Sines – Las Palmas (2 dias) – Salvador (10 dias) – Rio de Janeiro (12 dias) - Navegantes (13 dias) - Paranagua (16 dias) – Rio Grande (18 dias) – Santos - Pecem (25 dias). O porto de Santos continuará temporariamente a ser servido via Las Palmas, uma vez que possibilita um tempo de trânsito inferior de aproximadamente 5 dias.

Para a importação: Salvador (24 dias) – Rio de Janeiro (22 dias) - Navegantes (20 dias) - Paranagua (18 dias) – Rio Grande (16 dias) – Santos (14 dias) - Pecem (10 dias) – Sines.

Diz a empresa de Carlos Vasconcelos que, “com este novo serviço direto, prosseguimos a política de proporcionar aos nossos clientes cada vez mais e melhores ligações aos seus principais mercados”.

Este novo serviço direto junta-se aos cinco que já escalam Sines: dois para os EUA, e um para cada um dos destinos Extremo Oriente, Canadá e Grécia e Turquia."
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Junho 29, 2011, 01:21:44 pm
Boas,

Agora tou em de ferias  :D

Quanto aos rebocadores o plano que sugeres faz todo o sentido mas esbarra com um problema, é que segundo o que consegui apurar o Porto de Leixões é o unico que opera os seus proprios reboques, nos outros portos estes serviços são privados ou concecionados.
Assim e como habitual os privados só ligam a questão custo e teria de partir dos ENVC a vontade de fornecer. Como sabemos de outros topicos a tecnica e o saber estão lá mas faltam os gestores como deve ser para captar novos clientes, mesmo que ali ao lado.

Quanto as noticias de Sines, até que enfim que divulgam noticias que se coadunam com aquilo que Sines: nasceu, deveria e têm capacidades, para ser: um Porto de eleição de Transhipment/Baldeação/Transbordo (conforme os conhecimentos de quem escreve sendo Transbordo o menos correcto/utilizado).
Por muito que queiram Sines nunca será competitivo para cargas de importação com destino final a Lisboa (já nem digo Leixões), agora dificilmente existe um porto com as condições fisicas e localização melhores do que Sines para o transhipment.

Foi pena o tempo que os dignissimos(a) administradores da APS perderam a tentar "roubar" carga a Lisboa em vez de se focarem nas potencialidades de Sines.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 29, 2011, 03:21:18 pm
boas, e boas ferias...

Sobre os rebocadores e navios auxiliares, mesmo estando a maioria concessionada, é possível de fazer,
Falou-se tanto este ano do cluster do mar, e era um dos pontos que se podiam focar, se apresentares um plano de construção de 20 rebocadores /outros navios auxiliares ( numero ao calhas, por nao sei os que existem ou fazem falta ), como é obvio os valores de construção de cada um iria ser inferiores, e ai já era uma vantagem mesmo para os privados, alem que era mais facil conseguir fornecedores para peças e outros serviços, dado que tinham um time line razoável para planear a produção a partir dai tudo se desenvolve, desde inovação/desenvolvimento de produtos e fabricas know how....etc.

sobre o porto de sines, sei que presentemente assinaram um protocolo com uma zona logística de badajoz,
e acho que alem do Transhipment, é na zona da Estremadura espanhola, talvez até mais longe se devem focar, mas para isso era preciso haver uma linha de comboio que funciona-se como deve ser, para poder reduzir o tempo de entrega das mercadores/contentores, ou seja aumentar o seu hinterland ( palavra da moda ).

e mais umas noticia mas desta vez de Setúbal  e dos outros portos

“A Maersk Line acrescentou um novo serviço semanal de transporte de contentores - F03 Tenerife Feeder -, entre Algeciras e o porto de Setúbal, reforçando assim a aposta no porto setubalense. A linha tem a rota Algeciras – Setúbal - Algeciras - Las Palmas -Tenerife - Agadir - Algeciras, e será servida por navios porta-contentores com capacidade para 500 teu.

Com esta oferta no segmento da carga contentorizada, concretamente no Terminal Multiusos Zona 2, concessionado à Sadoport, o porto passa a dispor de ligação semanal direta ao porto de Algeciras (nos sentidos Norte e Sul), o que permite às indústrias exportadoras e importadores localizadas no hinterland do porto beneficiar de uma ligação feeder a este porto hub para expedição/recepção de cargas, de onde podem obter ligações a qualquer parte do mundo.

Esta linha oferecerá ainda vantagens aos clientes que usam o porto de Setúbal, permitindo poupar tempo e custos, com os seguintes tempos de trânsito: Algeciras (2 dias); Las Palmas (5 dias); Tenerife (6 dias); Agadir (8 dias). Os navios no loop são o “Skirner” e o “Concordia”.”

“Os portos nacionais continuam com resultados positivos, sobretudo impulsionados pela carga contentorizada. Entre janeiro e abril de 2011 foram movimentados 518.308 teu nos sete maiores portos de Portugal Continental, o que representa uma subida homóloga de 19,3%.

Lisboa, que no final do primeiro trimestre havia sido ultrapassado por Leixões, recuperou a liderança, com 168.532 teu (mais 5,5% em termos homólogos). Leixões chegou aos 167.540 teu (mais 10,2%) e Sines avançou 45,8% para os 149.879. Melhor, em termos relativos, fez ainda Setúbal, que subiu 61,7% para os 25.525 teu.

Já no que respeita ao total de carga movimentada, nos primeiros quatro meses de 2011 foram movimentados, nos sete principais portos do Continente, 21, 4 milhões de toneladas de mercadorias, somente 1,2% mais que o registado em período homólogo de 2010.
Sines liderou com perto de 7,8 milhões de toneladas (8,4 milhões há um ano), seguido de Leixões, com 5,4 milhões (4,8 milhões), Lisboa, com 4,1 milhões (3,7 milhões) e Setúbal, com 2,4 milhões (2,2 milhões). Aveiro, o maior dos portos mais pequenos, atingiu os 1,1 milhões de toneladas (1,2 milhões há um ano), a Figueira da Foz chegou às 518 mil toneladas (482 mil) e Viana do Castelo afundou para as 109 mil toneladas (199 mil).”


"
Novo governo admite renegociação das concessões portuáriasO Programa de Governo, que será debatido em plenário na quinta e sexta-feira, tem um capítulo dedicado ao setor dos portos, onde se compromete a “avaliar e renegociar, sempre que tal se justifique, os contratos de concessão existentes tendo em vista a redução do custo da movimentação das cargas, quer na exportação, quer na importação”.

O programa refere ainda uma necessidade de “melhorar o modelo de governação do sistema portuário”, mas sem confirmar se tal passa pela criação de uma “holding” que junte os maiores portos portugueses.

Outra das medidas, que já havia constado no memorando assinado com a troika, passa por “rever e modernizar o quadro jurídico que rege o trabalho portuário, tornando-o mais flexível e coerente com as disposições do Código do Trabalho”.

“Melhorar a efetiva integração dos portos no sistema global de logística e transportes”, “prosseguir e intensificar a modernização tecnológica dos instrumentos de gestão portuária, tendo em vista aumentar a eficiência dos portos portugueses (Janela Única Portuária, Janela Única Logística, etc. )” e “melhorar a atratividade dos portos portugueses, com vocação adequada, para o reforço da captação dos fluxos turísticos internacionais, promovendo a existência de terminais de cruzeiro”, são objetivos presentes no programa"

Noticias na cargo ediçoes
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 30, 2011, 01:45:08 pm
Para percebermos a importancia dos portos em portugal ( nem tinha ideia ), temos em portugal continental
4 portos maiores ( lisboa, setubal, sines, leixoes, ) 3 medios ( aveiro, figueira da foz, viana do castelo) e 2 pequenos que  ( faro e portimão ), pelo menos os que eu conheço.


"Estudo conclui que atividades do porto de Setúbal representam 10,7 mil milhões euros
Um estudo promovido pela APSS sobre o impacto económico do porto de Setúbal na região e no país, mostra que os efeitos totais, diretos, indiretos e induzidos, das atividades do porto na economia são de 10,7 mil milhões de euros de volume de negócios, ou seja 3,3% da região da Grande Lisboa e de 2,3 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB), ou seja 1,57% do VAB nacional e 5% do VAB da Grande Lisboa, correspondendo à criação de 33,3 mil postos de trabalho.

Isto mostra que o porto de Setúbal tem um impacto anual total na economia que é 577 vezes a dimensão do volume de negócios da APSS – Administração dos Porto de Setúbal e Sesimbra, e um impacto anual no VAB (com efeitos no PIB) do País que é 384 vezes o investimento público médio anual realizado no porto nos últimos 10 anos.

Os efeitos diretos do Porto de Setúbal contribuíram com um volume de negócios de 3,9 mil milhões de euros, VAB de 744 milhões de euros, emprego directo criado estimado em 8.300 postos de trabalho e remunerações brutas às famílias de 227 milhões de euros. Por outro lado, os efeitos indiretos e induzidos totais do Porto de Setúbal contribuíram com um volume de negócios de 6,8 mil milhões de euros, VAB de 1,6 mil milhões de euros e a criação de 25 mil postos de trabalho, a que correspondem remunerações de 492 milhões de euros.

O estudo foi realizado pelo CEGE – Centro de Estudos de Gestão do Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa, e teve por objetivo analisar o impacto das atividades desenvolvidas no Porto de Setúbal numa perspectiva económica, sendo realizado com base numa metodologia definida pelo Bureau of Transport Economics da Austrália, uma entidade independente"
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Junho 30, 2011, 04:25:33 pm
Boas,

Infelizmente, e tal como acontece nos assuntos militares mais queridos a este forum, desde há muito tempo que não há na classe politica pessoas capazes, competentes e que tenham o minimo da percepção sobre os assuntos portuarios e que consigam ver a big picture dos numeros de Setubal.
Engraçado que uma das razões para este fenomeno é o Estado pagar mal numa area onde a competencia e o profissionalismo é muito bem paga. Nesta estou com o Belmiro quem é o bom profissional que quer ir trabalhar para um Estado caduco quando na vida activa pode ser remunerado de acordo com a sua competencia.
Por outro lado administrações portuarias e institutos ligados ao mar são uma mina para boys, filhos e entiados......, digo isto com conhecimento de que mesmo sem cunha à verdadeiras abeculas a trabalhar neste ramo para o Estado.

Numeros redondos do meu tempo de Escola estimavam em 20.000 os postos de trabalho ligados directa e indirectamente à existencia de actividades portuarias só em Lisboa.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 07, 2011, 03:50:35 pm
boas,

"CIP: Governo apresentará novo projeto de ferrovia sem TGV

O presidente da CIP -- Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, garantiu hoje que o Governo deverá anunciar em breve um novo projeto de ferrovia «consentâneo com as possibilidades do país», que não passará pela alta velocidade (TGV).


«Tive oportunidade de ouvir o senhor primeiro-ministro afirmar que está a reavaliar todos os investimentos públicos na ótica das possibilidades que o país tem e não daquelas que ilusoriamente pensávamos ter e o projeto TGV está a ser reapreciado, porque há verbas comunitárias que estavam afetas a este projeto e que para não as perdemos têm de ser reafetadas a um projeto de ferrovia, em modelo de bitola europeia, em vez de bitola ibérica, interligando as plataformas logísticas», afirmou hoje António Saraiva, à margem da apresentação do projeto «Fazer acontecer a reabilitação urbana», no Porto.


Em declarações aos jornalistas, o dirigente patronal adiantou que o projeto alternativo ao comboio de alta velocidade está a ser pensado para a ligação Lisboa-Madrid e que não passa apenas por uma linha de mercadorias, mas, acrescentou, «permite a circulação de passageiros». "

Eu ouvi ontem este senhor a dar uma entrevista à Sic noticias, e o referido pelo mesmo, foi a tranformação do projecto tgv, de lisboa-caia, numa linha em bitola europeia, virada para mercadorais, que vai desde sines a caia, para não haver transbordos no poceirao das mercadorias vindas de sines.

a optica desse projecto é com mt menos dinheiro fazer algo de util, aproveitar os trabalhos já efectuados, e manter os fundos destinados a linha que pode tb ser aproveitado para passeigeiros caso algum operador esteja interessado.

O mesmo senhor afirmou que foi o que o governo lhe trasmitiu, se for mesmo esse o projecto do governo, finalmente uma coisa boa, e uma boa visão estrategica para aquilo que precisamos.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Julho 07, 2011, 04:51:02 pm
Caro Malagueta,

De facto uma excelente noticia!!

Peca por tardia. Há muito tempo que qualquer intelectual ou operacional  dos transportes em Portugal sem filiação politica acredita, com toneladas de estudos feitos no mesmo sentido, que o maior avanço na competitividade dos transportes ferroviários em Portugal, e por sua vez da competitividade da própria economia, seria a criação de linhas dedicadas de mercadorias em bitola europeia, especialmente as que servissem os nossos portos Oceânicos, estendendo assim o seu  hinterland a grande parte do território espanhol.
O bold em dedicadas tem razão no facto de que o transporte de mercadorias é de prioridade reduzida, ou seja, têm de parar para que passem os outros serviços como os pendulares, regionais, suburbanos, militares, etc, o que obviamente não serve o interesse de ninguém tirando os camionistas.

Quem no seu perfeito juízo dá 100€ por um bilhete de TGV entre Lisboa e Madrid quando os preços da Easyjet (passo a publicidade) variam de 102.99 para um bilhete no próprio dia e 18.99€ para daqui a um ano (pesquisa feita hoje).

"Ai e tal as pessoas que não andam de avião como o fabuloso Dennis Bergkamp" e alguém acha que chegam sequer para encher uma carruagem?.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 08, 2011, 11:56:01 am
boas Pedro,

Como tu dizes, peca por ser tarde, mas pelo já vemos algo a mudar no pensamento estratégico para Portugal,
vamos ver se esta nova visão das coisas é para manter ou é sol de pouca dura.

Mas não era só esta linha que era necessária, acho que devia haver outra igual, mas da plataforma de Cacia a Salamanca, eram dois eixos, cada um a servir os portos e industrial norte e outro o sul.

estas duas no meu entender deviam ser prioritárias, pk (porque) serviam não só os portos, mas tb (também) as industrias para exportar para a Europa, e provavelmente o investimento seria mt (muito) menor, que tgv e coisas afins.

relativamente as linhas dedicadas, penso que com o problema da CP ser deficitária e estarem a cortar, mts (muitos) comboios e ligações, iremos assistir uma maior disponibilidade das linhas para a carga, apesar de eu achar que o problema ai não esta nos comboios de passageiros mas sim na ma organização dos horários, existe sempre períodos durante o dia e noite em que as linhas não tem composições a circular que devia ser aproveitado para fazer passar comboios de mercadorias de maiores tamanhos ( mais vagões por comboio ), lembro de um exemplo que conheci, que era a linha do oeste que a noite, passavam sempre comboios na zona do cacem, com 52 vagões das razoes valouro e outros, dado que essa linha durante o dia é mt (muito) mas mesmo muito movimentada por composições de passageiros.

e por fim, o próprio incremento dessas linhas para carga, vai potenciar a construção de vagões, porque felizmente ainda é uma das coisas que produzimos em Portugal e exportamos.

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Peço que haja uma maior atenção à ortografia utilizada. Escrita de telemóvel não é necessária neste fórum e ainda menos neste tópico que está a ser alimentado por esta excelente discussão.
 :G-beer2:
O moderador HSMW
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 14, 2011, 12:32:04 pm
Mais boas noticias:



"Em entrevista concedida ao Diário Económico, a presidente da Administração do Porto de Sines (APS), Lídia Sequeira, destacou que a ligação semanal direta com a América do Sul "representa um marco muito importante" para o processo de crescimento do porto alentejano.

“Esta ligação representa um marco muito importante do crescimento sustentado do porto, pois permite juntar às ligações directas já existentes com os Estados Unidos, Canadá, México, Extremo Oriente e Turquia/ Europa (Norte e Mediterrâneo) um novo serviço direto para a América do Sul”, referiu Lídia Sequeira, acrescentando que, com este novo serviço, “cresce naturalmente o ‘transhipment’ e a economia nacional passa a ter um novo serviço para aquela região, com particular importância para o mercado brasileiro”.

Na mesma entrevista, Carlos Vasconcelos, diretor-geral da MSC, justificou esta nova aposta do segundo maior armador a nível mundial: “O objetivo da MSC é que, até ao final do ano, passemos a ter nove ou dez escalas semanais de navios porta-contentores de grande porte em Sines."



" O porto da Figueira da Foz atingiu números históricos no primeiro semestre de 2011, que já se constitui como o melhor primeiro semestre de sempre no porto figueirense, ultrapassando os registos de 2010.

No total, movimentaram-se na Figueira da Foz 861.1133,19 toneladas de mercadorias, o que representa um crescimento de 12,13% (mais 93.189,19 toneladas) face a período homólogo de 2010, e 56,44% (mais 164.189,40 toneladas) em relação ao primeiro semestre de 2009.

A carga geral e a contentorizada atingiram também os seus máximos valores de movimentação num primeiro semestre. O movimento de carga geral foi de 417.077,4 toneladas, a que corresponde um crescimento de 15,87% (mais 57.125,40 toneladas) em relação a período homólogo de 2010 e 64,93% (mais 164.189,40 toneladas) em relação ao primeiro semestre de 2009.

Movimentaram-se 80.802.40 toneladas de carga contentorizada, o que equivale a um crescimento de 24,40% (mais 15.846.40 toneladas) em relação ao mesmo período de 2010. Em relação a 2009 o crescimento foi de 15,78% (mais 11.012.40 toneladas).

Os graneis sólidos cresceram 2,09% (mais 7.178,69 toneladas) em relação a período homólogo de 2010, fruto das 350.214,70 toneladas movimentadas. Tendo em conta 2009, o crescimento foi de 53,75% (mais 122.432,70 toneladas)."

PS: De futuro terei mais cuidado na escrita, obrigado.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Julho 14, 2011, 02:44:04 pm
Boas,

Caro Malagueta,

Sempre com boas noticias, de facto o Porto da FIgueira merece bons resultados porque soube apostar na prata da casa como a pasta de papel, sem preocupar em fazer concorrência cega aos outros portos. Pena as limitações à navegação.

Para quem não conhece aqui fica um videoclip de uma banda qualquer italiana filmado maioritariamente no Porto da Figueira

Entretanto hoje a hora do almoço recebi um mail interessante sobre uma suposta companhia de segurança anti-pirataria. Pelas fotografias no site deles não andam mal armados.
Resta saber com que jurisdição...Ups! Espera em aguas internacionais vale tudo.

(http://img146.imageshack.us/img146/5655/advanfortbrochure11.jpg)
(http://img594.imageshack.us/img594/2179/advanfortbrochure12.jpg)
(http://img811.imageshack.us/img811/3189/advanfortbrochure13.jpg)
(http://img691.imageshack.us/img691/4518/advanfortbrochure14.jpg)
(http://img827.imageshack.us/img827/9159/advanfortbrochure15.jpg)
(http://img847.imageshack.us/img847/7099/advanfortbrochure16.jpg)
(http://advanfort.com/frontline-photos/images/14.jpg)

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Julho 14, 2011, 02:48:39 pm
As minhas desculpas pela falta de conhecimentos da musica italiana, o vídeo acima é só da recolha de imagens abaixo o dito cujo videoclip cam algumas imagens de Lisboa também. :D
Tentando manter on topic engraçado os italianos com tantas instalações portuárias de qualidade e tamanho virem para Portugal filmar.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 14, 2011, 02:55:31 pm
boas Pedro,

Só as trago quando há, mas os portos em geral em Portugal, andam a portar-se bem ( e ainda bem )

Quanto a esses meninos, parecem saidos de um jogo de Computador tipo Army of Two, já agora sabes o preço? lol.

E já agora uma ajuda, sobre esta noticia, sobre os portos dos Açores, é uma mais valia a fusão das admnistrações dos portos? se o sistema actual promove mais e melhor corrência entre os mesmos?

A" reforma da administração portuária nos Açores, que hoje começou a ser debatida no parlamento açoriano, vai traduzir-se numa poupança anual da ordem dos 2,2 milhões de euros.

A informação foi avançada pelo Secretário Regional da Economia, que justificou aquela poupança com a redução do número de administradores, que passará de 11 para três, e com outros ganhos na aquisição de bens e serviços.

Por proposta do Governo, vão fundidas, numa só empresa, as quatro empresas que, até agora, tinham responsabilidades em matéria de administração portuária no arquipélago.

Segundo afirmou Vasco Cordeiro, esta decisão, justificada pelo “estado de maturação” do sistema até agora em vigor, traduzir-se-á na “implementação de uma solução institucional mais simples e mais flexível”.

O governante assegurou, todavia, que está garantida “a autonomia operacional de cada um dos portos”.

Com sede na cidade da Horta, a Portos dos Açores, S.A. resultará da incorporação, por fusão, das sociedades Administração dos Portos das Ilhas de São Miguel e Santa Maria, S.S., Administração dos Portos da Terceira e Graciosa, S.A., e Administração dos Portos do Triângulo e do Grupo Ocidental, S.A..

A nova empresa terá por objecto a administração dos portos de Ponta Delgada, em São Miguel, de Vila do Porto, em Santa Maria, da Praia da Vitória e Pipas, na Terceira, da Praia, na Graciosa, da Horta, no Faial, de São Roque, da Madalena e das Lajes, no Pico, de Velas e da Calheta, em São Jorge, das Lajes e de Santa Cruz, nas Flores, e da Casa, no Corvo.

O exercício dessa administração, que poderá ser extensivo a outros portos que lhe venham a ser atribuídos, visa a sua “exploração, conservação e desenvolvimento e abrangendo o exercício das competências e prerrogativas de autoridade portuária que lhe estejam ou venham a ser cometidas”.

De acordo com este diploma, os portos dos Açores distribuem-se por cinco classes, ficando os das classes A, B e C sob responsabilidade da autoridade portuária (a Portos dos Açores, S.A.), e os restantes na dependência do departamento do Governo Regional com competência em matéria de pescas (os da classe D) e de administração do domínio público marítimo (os da classe E).

O diploma, que só amanhã será votado, define como portos de classe A os que têm funções de entreposto comercial, com fundos de cota mínima de – 7,00ZH e cais acostável de pelo menos 400 metros, e como portos de classe B os que tenham funções comerciais, suportando a actividade económica da ilha onde se situam, cujos fundos tenham a cota mínima de – 4,00ZH e com cais acostável de pelo menos 160 metros.

Por sua vez, os portos de classe C têm funções mistas de pequeno comércio, transporte de passageiros e apoio às pescas, os de classe D são exclusivamente destinados ao apoio às pescas e os de classe E são os pequenos portos sem qualquer das funções específicas previstas nas restantes classes, em geral designados por “portinhos”.

Está também previsto que o porto da Casa, na ilha do Corvo, fique excepcionalmente incluído na classe B, embora sem ter as características previstas para os portos dessa classe."
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Julho 15, 2011, 12:29:36 am
Caro Malagueta,

Se eu bem conheço esta malta dos Açores, e acho posso me dar ao luxo de dizer que conheço quer profissionalmente ao nível da cabotagem insular quer pessoalmente, ainda vai correr muita tinta. Neste fórum usa-se muito o termo "quintinha" quando se fala das unidades militares, ora bem os Açores são 9 grandes quintas e eles levam muito a peito a sua quintinha. Querem chatear um Terceirense perguntem-lhe porque é que S. Miguel é que é a capital ou se quiser o contrario perguntem a um Micaelense se é verdade que a ilha mais bonita é a Terceira. A verdade é que não há capital e são todas bonitas mas eles ficam doentes :D  :wink: ).
Juntando o útil ao agradável as cargas para as restantes ilhas seriam distribuídas por Navios mais pequenos, mistos passageiros e carga, normalmente mais rápidos e contribuindo assim para uma maior ligação entre Ilhas.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 15, 2011, 09:11:34 am
boas Pedro,

Obrigado mais uma vez pela excelente explicação, e ficamos a espera do Artigo da Carga Edições, já que eu leio a versão online da mesma.

Vamos ver no que resulta, essa fusão, espero que seja para melhor, só tenho pena que, os navios necessarios para essas operações não sejam construidos em Portugal, ai estava mais uma boa oportunidade para os nossos estaleiros.

Mais uma noticias ( da Cargo Edições ), vou lhe começar a chamar a saga dos Portos Portugueses.  :D



"O melhor semestre de sempre na história de Leixões
O porto de Leixões encerrou o primeiro semestre de 2011 com o melhor registo de movimentação de mercadorias de toda a sua história. O volume de mercadorias movimentadas no Porto de Leixões cresceu em quase todos os grupos, totalizando um valor recorde de mais de 8 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 12% face ao período homólogo de 2010.

A carga exportada através de Leixões aumentou 24%, totalizando cerca de 2 750 mil toneladas. Os principais destinos da carga exportada a partir de Leixões durante este período foram Angola, Estados Unidos da América, Reino Unido, Holanda, Espanha e Argélia. Para estes países foram transportadas mercadorias como papel e cartão; fios, tecidos e artigos têxteis; bebidas; cimento; ferro e aço; matérias plásticas; azulejos e mosaicos; máquinas e aparelhos; e produtos refinados.

O maior crescimento nas mercadorias em Leixões nos primeiros seis meses deste ano registou-se na carga geral fraccionada, que atingiu um valor de 51% em relação a 2010, com um total de 462 mil toneladas movimentadas, sendo mais de metade do valor, carga para exportação. Os granéis sólidos tiveram também um significativo aumento de 39% face ao ano anterior, registando neste primeiro semestre mais de 1,4 milhões de toneladas movimentadas.

A carga contentorizada continua a grande responsável pelo crescimento de mercadorias no porto de Leixões. De Janeiro a Junho de 2001, foram movimentadas em Leixões cerca de 2,7 milhões de toneladas, um aumento de 13% em relação a igual período de 2010.

Em Leixões foram movimentados neste primeiro semestre 162 mil contentores, a que corresponde 257 mil TEU?s (Twenty-foot Equivalent Unit, a medida standard internacional de contabilização do volume de um contentor de carga"
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Julho 15, 2011, 11:30:47 am
Caro Malagueta,

Saga de facto a palavra correta  :mrgreen:  :N-icon-Axe:
Citar
Monoboia para descarga - carga de hidrocarbonetos para a refinaria da Petrogal de Leça da Palmeira. Esta estrutura permite que os navios a ela atraquem e que, conectando-se a um oleoduto submarino, descarreguem ou carreguem sem necessidade de ir a terra.
A estrutura, que se encontra em funcionamento desde 2003, está implementada a cerca de 3 quilómetros da costa e permite o atraque de navios até 300 mil toneladas de arqueação bruta.
(http://www.transportes-xxi.net/albums/cat_311/mid_delfim_monoboia_17-09-2008%20(1).jpg)

Fica a ressalva que a revista CARGO é a única publicação de jeito que vale a pena ler nesta temática do transporte, especialmente marítimo e que aconselho a todos. E não não tenho comissão nas vendas :lol:

Ultima parte de um artigo maior. Nem sequer sou um grande fã do Felicio, mas esta ultima parte com a proposta dos organigramas está muito interessante em minha opinião apenas acho que neste pais dividir seja o que for em Norte e Sul é meio caminho para trocas de acusações, confusão, "vocês sabem do que estou a falar" como diz o outro.
(http://img35.imageshack.us/img35/3839/62517835.jpg)
(http://img405.imageshack.us/img405/6219/91646578.jpg)
(http://img718.imageshack.us/img718/3092/22232897.jpg)

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 15, 2011, 11:42:16 am
boas Pedro,

Mais uma vez obrigado, já agora não podes colocar aqui o Artigo, já que o que consigo ler na revista cargo é a 1º pagina, já que não sou assinante da mesma, leio o site e as news letters.

Sobre a Boia acho que foi uma excelente ideia, já agora Sines tem o mesmo sistema ou os navios tem que ir ao terminal descarregar? caso tenham que ir a solução da boia não seria novamente melhor até para libertar o porto de sines desses navios?

e aproveitando a tua boa vontade, este tipo de contentores tem "pernas para andar", ou só daqui a decadas que haverá uma solução para o problema dos contentores vazios?

"Hapag-Lloyd testa contentor dobrável Cargoshell
A transportadora marítima alemã Hapag-Lloyd está a testar o contentor dobrável Cargoshell, feito de plástico reforçado, que pode ser facilmente integrado na atual cadeia de transporte padronizada, com certificação ISO.

Apresentado em 2009, o Cargoshell deve atender a rigorosos requisitos de certificação e realizar testes feitos por um gabinete independente antes de ser introduzido no mercado, devendo ser subbmetido a provas pela Hapag-Lloyd, em setembro.

O Cargoshell é um conceito original, contribuindo para uma substancial redução de peso, com capacidade de ser dobrado por uma pessoa em trinta segundos ou a contribuição para a redução nas emissões de CO2.

A Cargoshell encontra-se ainda a desenvolvler um sistema de 'track and trace' para a localização e avaliação do contentor em tempo real"
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Julho 15, 2011, 03:18:49 pm
Caro Malagueta,

Citar
Mais uma vez obrigado, já agora não podes colocar aqui o Artigo, já que o que consigo ler na revista cargo é a 1º pagina, já que não sou assinante da mesma, leio o site e as news letters.
Para semana talvez consiga, tenho de ir tentar descobrir aonde é que para as edições passadas.

Citar
Sobre a Boia acho que foi uma excelente ideia, já agora Sines tem o mesmo sistema ou os navios tem que ir ao terminal descarregar? caso tenham que ir a solução da boia não seria novamente melhor até para libertar o porto de sines desses navios?
Sines não precisa de monoboia porque tem excelentes condições no seu terminal de graneis líquidos, que recebem monstros até 350.000toneladas. A monoboia em Leixões não é uma solução de inovação tecnológica incrível, é uma necessidade dadas as restrições do próprio Porto. No fundo foi uma forma de evitar o fecho da refinaria durante mais uns anos.
O Porto de Sines não deve, nem quer se libertar destes navios já que eles são o verdadeiro ganha pão de Sines em 2010 dos 24,4Milhões de Toneladas movimentadas 13.6 foram graneis liquidos.

Citar
e aproveitando a tua boa vontade, este tipo de contentores tem "pernas para andar"
Epá eu não quero estar sempre na negativa pareço um velho do Restelo mas sinceramente.... NÃO!  :D Quando os contentores estão velhos e já não há mais nenhum uso, mas mesmo nenhum, para eles  a solução é derreter e transformar em chapa aproveitada para fazer mais contentores.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 15, 2011, 03:40:25 pm
boas,

Pedro, quando me referia aos contentores vazios, falava em termos de sua movimentação, de porto para porto,
tal como já referiste no porto de setubal, os mesmos tem que transitar de porto em porto ocupando espaço em navios e nas docas.

Pensei, que uma solução do género, torna-se a logistica dos mesmos mais faceis.

Sobre o porto de sines, entrentado tive a ver o site do mesmo, e vi que tem um terminal dedicado, o que pensei fosse libertar esse terminal para outras funções ussando um sistema similar ao de leixões :D.

Outra pergunta, pelo que tenho visto, a marinha mercante portuguesa esta quase acabada, salvo o registo maritimo de madeira ( Mar ), a Portline, que conta com mais de uma dezena de navios, e um Armador dos açores, quase nada mais aparece pelo menos na net, sobre armadores portugueses, vejo que a soponor e sacor, já quase não existem.

Achas que existe futuro para nossa marinha mercante? ou estamos condenados a ter tipo a Naviera Armas a fazer transportes entre o continente e a madeira, e já estão a pensar em expandir-se para os Açores.

coloco esta pergunta não só pela nossa dependencia maritima de frotas do exterior, que estrategicamente é muito mau, como sem Armadores Portugueses ( e os que há encomendam navios fora de Portugal, como a Portline, em que todos os navios que estão no seu site nenhum foi construido em portugal ) podemos dar inicio a um verdadeido cluster maritimo.

E a saga continua..... destacando a parte final pelos melhores motivos.

" Porto de Sines cresce 23% nos contentores no primeiro semestre
O porto de Sines encerrou o primeiro semestre de 2011 com um crescimento de 23% na movimentação de carga contentorizada, tendo conseguido um volume total de 203.389 teu, face aos 164.992 teu registados em período homólogo do ano transato.

Nos diversos segmentos de carga há a registar um crescimento de 18% na Carga Geral, 15% no Gás Natural Liquefeito, 16% nos Graneis Sólidos e 28% nos Produtos Petroquímicos. Globalmente, pese embora ter havido uma recuperação ao longo do semestre, verificou-se uma quebra de 20% na movimentação de Produtos Petrolíferos, motivada pelo impacto da paragem da Refinaria de Sines para efeitos das obras de interligação da nova fábrica. Em todo o porto foram movimentadas 11,7 milhões de toneladas de mercadorias, mantendo uma clara liderança no setor.

Neste primeiro semestre registou-se ainda um incremento de 23,3% ao nível das exportações por contentor, evidenciando a tendência crescente da escolha do porto de Sines pelas empresas sediadas no hinterland português e espanhol para a exportação das suas mercadorias. A totalidade do tráfego local teve um incremento de cerca de 30%, o que consolida Sines como o grande gateway da fachada Atlântica, único a dispor de ligações diretas aos principais mercados mundiais."
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Julho 15, 2011, 05:28:17 pm
Caro Malagueta,

Reposicionamento de contentores vazios é em si mesmo um negócio e acho que dava mais trabalho estar a montar desmontar fazer uma pilha com uns quantos, ligar e meter no Navio. Nesta ideia tudo ira depender principalmente das capacidades de carga e do preço.

Quanto a Sines e graneis líquidos acostares um navio ao terminal é bem melhor do que uma bóia, não tens problemas com o estado do mar, dependendo do numero de manifolds podes descarregar de vários porões ao mesmo tempo ou até produtos diferentes, abastecer o navio durante as operações etc. Tenho tambem algumas duvidas que se possam movimentar ramas, crudes e naftas em monoboias já que estas têm de ser aquecidas a temperaturas consideráveis para escoar. A monoboia foi e é excelente para Leixões para Sines já não faz tanto sentido.

Quanto ao estado da marinha mercante em Portugal meu Deus por onde começar...... :N-icon-Axe:
Ora bem armadores tens varios:
Portline (do Stanley Ho): Graneis Sólidos (Internacional)
             Contentores (Cabo Verde e Madeira)
Transinsular (do Grupo ETE): Contentores (Cabo Verde e Açores)
Mutualista Açoreana (Grupo Bensaude): Contentores (Açores)
Que opera o M/V "CORVO" construido nos ENVC.
Madeirense (Grupo Sá):   Contentores (Madeira)
Box Lines (Ex-Sonae e agora Grupo Sá):   Contentores ( Madeira e Açores)
Vieira & Silveira (Grupo ETE): Contentores (Madeira)
NAVEIRO: Graneis (Internacional)
SeaCarrier: Cimentos (Nacional)
Transportes Marítimos Graciosenses: Carga Geral / Contentores (Inter-Ilhas Açores)
isto só para carga e certamente a de faltar aqui algum pequeno de que não me recordo.

Relativamente a construção de Navios tirando o M/V "CORVO" desconheço se algum dos outros operados pelas acima é de construção nacional (é uma pena o Chaimites não parar neste tópico) mas não podes ser tão linear por exemplo no caso da Portline maioria dos Navios são fretados (alugados) consoante as necessidades do mercado, a já algum anos por terem fretado numa altura de baixa imediatamente antes do mercado inverter fartaram-se de fazer dinheiro.
Na Box Lines quando o Belmiro saiu da cama e disse "vou abrir uma empresa de Navios" decidiu e bem fretar pois não sabia no que ia dar entretanto passaram 10 anos e vendeu tudo ao pessoal da Madeirense.
A mesma Madeirense que por ter um bom pé de meia no ano passado comprou o M/V "Funchalense 5" a preço de saldo já que o estaleiro Alemão estava a beira da falência.

Vou ter de ficar por aqui mas volto logo que possível.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: chaimites em Julho 16, 2011, 04:56:00 pm
Boas!
Chamaram por mim?

De construçao recente pelos ENVC;
 
Porta contentores:
 
cons: 204      Insular                 TRANSPORTES MARÍTIMOS INSULARES. S.A. Portugal       1998   112m         6700   tons
(http://img88.imageshack.us/img88/2268/navio204.jpg)  


Porta contentores e carga geral:

   cons: 209:    Açor B                   Mutualista Açoreana Transp. Marítimos, S.A. Portugal      1997         93,00m       5000 tons
   (http://img221.imageshack.us/img221/1686/navio2091.jpg)

 Apos requalificaçao efectuada de  nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, em 2008 o  AÇOR B foi . vendido à Transinsular – Transportes Marítimos  Insulares, de Lisboa e entregue a 18-01-2008 em Viana do Castelo, alterando o nome para LAGOA.

Lagoa ex Açor B   2008

(http://img638.imageshack.us/img638/7898/lagoa97po2008030506.jpg)





  cons: 205:    Sete Cidades         TRANSINSULAR - TRANSPORTES MARÍTIMOS INSULARES, S.A. Portugal 1999     93.00 m     5000tons
   (http://img8.imageshack.us/img8/9586/navio2052.jpg)

  cons: 210:    Corvo                    Mutualista Açoreana de Transportes Marítimos Portugal     2007 112m      9000 tons
  (http://img9.imageshack.us/img9/9120/baptismocorvof2.jpg)

Passageiros:

cons:234    Algarve Cruiser   Douro Azul  Portugal 2005
 cons: 235   Douro Queen      Douro Azul  Portugal 2005  
(http://img13.imageshack.us/img13/2931/navio2354f4.jpg)


RO-RO  ferry
cons: 237   Lobo Marinho     PORTO SANTO LINE    Portugal   2003
(http://img40.imageshack.us/img40/5521/navio237perfil.jpg)


Construçoes mais antigas temos:
Navio Tanque
cons: 114 Galp Sines SACOR MARITIMA Portugal 1982  18732  
cons: 115 Galp Leixões SACOR MARITIMA Portugal 1983  18732
Porta contentores e carga geral
cons: 150 Port Lima    PORTLINE Portugal 1989  82,00m    2812 tons
cons: 151 Port Vouga   PORTLINE Portugal 1989 82,00m   2809 tons
cons: 152 Port Sado    PORTLINE Portugal 1989  82,00m    2809 tons
cons: 153 Port Faro     PORTLINE Portugal 1990 82,00m   2812 tons



E depois ainda Ha o navio mais Luxuoso que alguma vez foi construido pelos ENVC:
Armador ENVC
viagens efectuadas: +/- uma duzia entre o cais do bogio a bacia de aprestamento e a doca seca 1 B
http://www.youtube.com/watch?v=kDp-4FOkj7Q
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 18, 2011, 10:52:39 am
boas

Desde já obrigado chaimites.

Falei sobre a nossa frota mercante, porque acho que esta tudo ligado, como agora gostam de chamar o "cluster do mar",
quantos mais Armadores Portugueses existirem e Navios registados Portugal, assisteremos, a mais contratação na reparação/manutenção de navios e até construção em Portugal, beneficiando muitos sectores e os nossos estaleiros e por fim tambem os nossos portos.

encontrei este mini report de 2009.

( desculpem mas não consegui colocar aqui os graficos directamente, pelo que deixo o link )

http://www.imarpor.pt/pdf/manual_client ... ota_mc.pdf (http://www.imarpor.pt/pdf/manual_cliente/ai/mar_comercio/frota_mc.pdf).

Um mini resumo
" É notório o decréscimo do número de navios de comércio de registo convencional registados
em Portugal, particularmente até ao ano de 1993, a partir do qual, tal decréscimo se
apresenta menos acentuado. A partir de 2006, em que se atingiu o mínimo absoluto de 11
navios, verifica-se uma ligeira inflexão da tendência.
O número de navios controlados por armadores nacionais registados no MAR tem vindo a
aumentar notoriamente sendo de 25 navios em 2009."

Uma estretagia para o Mar, ou Cluster do Mar, tem que passar por aqui, não só pelos portos, mas pelo aumento da nossa marinha mercante e pesca, que vai beneficiar os  nossos estaleiros e por fim a nossa propria Marinha de Guerra.

Neste contexto, deixo aqui uma iniciativa privada que segue nesse sentido, só peca por não referir a nossa marinha mercante.

"
Fórum
Empresas lançam fundo de 100 milhões para investir no mar
Miguel Costa Nunes  
16/07/11 13:26

   
--------------------------------------------------------------------------------
 
Bruno Bobone acredita no investimento público no fundo porque se “só ensinamos o burro a deixar de comer, ele morre”.
 
 
.Fórum vai captar capital público e privado para projectos de produção de peixe, armamento e turismo náutico.

O conjunto de empresas públicas e privadas que integra o Fórum Empresarial da Economia do Mar decidiu constituir um fundo de investimento que, numa primeira fase, terá um limitede 100 milhões de euros. O objectivo é angariar fundos que
financiem os projectos empresariais para desenvolver a economia do mar defendidos pelo estudo coordenado pelo economista Ernâni Lopes.

O presidente do Fórum do Mar, Bruno Bobone, explicou ao Diário Económico que, "alémde procurarmos investidores para os diversos projectos, decidimos que, na próxima semana, iremos constituir um fundo de investimento até 100 milhões de
euros, que irão sendo angariados à medida que forem apresentados os diversos projectos".

"Vamos chamando o capital à medida que os projectos forem avançando", revela Bruno Bobone. Este responsável acrescenta que, paralelamente, os empresários do Fórum do Mar vão iniciar já os passos burocráticos necessários para a constituição do fundo de investimento junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O mesmo responsável adiantou ainda que de entre as dezenas de projectos empresarias de investimento defendidos no estudo de Ernâni Lopes sobre o designado ‘hipercluster' do mar emPortugal, o fundo de  investimento dará prioridade a três: um na área da produção de peixe; outro no segmento do turismo náutico, associado a diversas entidades autárquicas; e um terceiro no sector do armamento.

"Tendo em conta que alguns destes projectos são estratégicos para a economia de Portugal, não está vedada a subscrição do fundo a empresas e entidades públicas, antes pelo contrário, pelo que é normal que considerem ter alguma participação neste fundo. Até porque o corte de custos tem de ser acompanhado por estímulos à economia, senão ensinamos o burro a deixar de comer e ele morre", defende Bruno Bobone.

Este responsável admite que o valor de 100 milhões de euros inicialmente pensado para o arranque do fundo poderá ser aumentado.

"Tudo depende da adesão ao fundo. Mas omais importante nesta medida que tomámos é que estamos a pôr em prática todo o trabalho que encomendámos, de forma a que não se fique só pelo custo do estudo e pelo documento bonito que apresentámos.

Este é um sinal positivo para a economia portuguesa", acredita Bruno Bobone"
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Julho 19, 2011, 08:45:27 am
Estado fica com 90% dos lucros de 16,8 milhões dos portos


"Contrariando o hábito de ficar apenas com metade dos resultados conseguidos pelos portos, o accionista Estado decidiu este ano levar para casa quase todos os lucros.
Uma acostagem estatal que fez embarcar nos cofres públicos quase todos os lucros gerados pelas autoridades portuárias. Em Leixões, Sines e Setúbal, o accionista Estado aprovou uma distribuição de dividendos equivalente a cerca de 90% dos resultados líquidos registados por estes portos no ano passado. E Lisboa e Aveiro apenas se "safaram" porque os lucros aqui verificados foram muito diminutos - 741 mil euros no porto da capital e 527 mil euros no mais pequeno dos cinco maiores portos nacionais. No total, o sector portuário teve lucros de 16,8 milhões de euros em 2010 e entregou ao Estado 13,8 milhões."
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Julho 26, 2011, 09:43:07 am
Boas,

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Revolta a bordo de navio obriga a intervenção da Polícia Marítima

26 de Julho, 2011
O Grupo de Acções Tácticas da Polícia Marítima (GAT/PM) interveio hoje de madrugada a bordo de um navio ao largo de Cascais devido a uma rebelião da tripulação que terá ameaçado matar o comandante, disse fonte policial.

O pedido socorro foi feito às autoridades marítimas «cerca das 00h30 de hoje», pelo «comandante do navio de pavilhão maltês» de acordo com o qual a tripulação o estava a tentar matar, adiantou a fonte.

Face à ameaça e após insistência do comandante, a «polícia marítima abordou o navio», com proveniência de Leixões e destino ao porto de Lisboa, «com um grupo de 10 elemento mais um graduado do GAT/PM», afirmou.

O grupo táctico «dominou os 18 tripulantes de nacionalidade filipina» e trouxe o navio ‘Almahboobah’ para o rio Tejo, estando atracado junto a Porto Brandão, na margem sul, acrescentou a mesma fonte.

A Polícia Marítima «desconhece oficialmente o que esteve na origem deste conflito interno», mas de acordo com as impressões recolhidas junto dos elementos da tripulação «tudo leva a crer estar relacionado com trabalho de carga e descarga do navio», concluiu a mesma fonte.

O 'Almahboobah' é um navio tanque de transporte, com cerca de 100 metros de comprimento, de pavilhão registado em Malta, e fazia o transporte de produtos petrolíferos.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Agosto 05, 2011, 10:31:32 am
Boas,

Para não ser sempre portador de mas noticias

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Português eleito para a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos


Foi eleito na 17ª sessão da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, em Kingston, na Jamaica, o Professor Doutor Pedro Madureira, candidato de Portugal, como membro da Comissão Jurídica e Técnica da Autoridade, para um mandato de 5 anos, com início a 1 de Janeiro de 2012.

A Comissão Jurídica e Técnica é um órgão do Conselho da Autoridade. Os seus membros são eleitos pelo Conselho com base nas habilitações pessoais, relevantes em matéria de exploração, aproveitamento e tratamento de minerais, oceanologia, protecção do meio marinho ou assuntos económicos ou jurídicos relativos à mineração oceânica e outros domínios conexos.

Nascido em 1970, Pedro Madureira doutorado em Geologia, é desde 2006 professor de geologia marinha e recursos geológicos, no departamento de Geociências da Universidade de Évora. Colabora desde 2007, na Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, actualmente Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar, tendo participado activamente na elaboração da Proposta de Extensão da Plataforma Continental de Portugal (entregue a 11 de Maio de 2009, nas Nações Unidas).
http://www.mne.gov.pt/mne/pt/noticiaspt/201107271600.htm

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: miguelbud em Agosto 17, 2011, 01:40:47 pm
Portugal e Espanha querem eixo ferroviário Sines-Madrid-França

Portugal e Espanha vão criar, nos próximos dias, um grupo de trabalho que impulsione a vontade conjunta de criar um eixo ferroviário de mercadorias, em bitola europeia, entre Sines e a fronteira franco-espanhola, por Madrid.

O anúncio foi feito em Madrid pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e pelo ministro do Fomento espanhol, José Blanco, que analisaram esta quarta-feira vários temas relacionados com as infra-estruturas transfronteiriças e dos dois países.

Santos Pereira explicou, citado pela Lusa, que a ligação ferroviária de mercadorias é uma «prioridade» dos dois Governos, referindo que no que toca à rede de alta velocidade ferroviária, o Executivo português tomará uma decisão sobre o TGV «no mês de Setembro». Espanha não quer que o projecto fique na gaveta.

«Em relação ao comboio de alta velocidade, comuniquei ao senhor ministro que a intenção é chegar internamente a uma decisão em Setembro, articulando essa decisão com as autoridades espanholas», afirmou.

Os dois governantes falavam aos jornalistas depois de uma reunião de cerca de 90 minutos que mantiveram na sede do Ministério do Fomento em Madrid.

Santos Pereira prestou apenas uma declaração, sem direitos a perguntas, tendo José Blanco permanecido depois da sala de imprensa para responder aos jornalistas.

Entretanto, o país vizinho aprovou ainda na terça-feira a ligação do TGV entre Badajoz e Caia, precisamente um dia antes da reunião com o ministro português da Economia.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/eco ... -1730.html (http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/comboio-tgv-portugal-espanha-eixo-ferroviario-mercadorias/1273588-1730.html)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Agosto 23, 2011, 09:39:06 am
Porto de Setúbal cresce 60% na exportação de veículos no primeiro semestre
O porto de Setúbal registou, no primeiro semestre, um crescimento de 60% na exportação de veículos, devido ao desempenho da fábrica da Volkswagen Autoeuropa na produção dos seus atuais modelos Sharan, EOS, Sirocco e Seat Alhandra.

Ao todo foram exportados 55.524 veículos pelo Terminal Ro-Ro, mais 59,5% relativamente a igual período de 2010, e correspondente a 65,5% do total de viaturas movimentadas no Porto de Setúbal.

A ferrovia é o meio mais utilizado entre a fábrica de Palmela e o terminal portuário de Setúbal, com cerca de 80% dos veículos exportados a serem transportados por comboio, e com os benefícios ambientais daí decorrentes.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: miguelbud em Agosto 23, 2011, 01:10:00 pm
Marrocos e Açores podem ser novas rotas desde Portimão

“Há empresários portugueses que estão interessados em constituírem-se como armadores de cruzeiros e iniciarem, a partir do Porto de Portimão, rotas para o sul da Europa, norte de África e ilhas atlânticas”, revelou, em entrevista ao Barlavento, Graco Trindade, chefe do Departamento de Pilotagem da Autoridade Portuária.

Os interessados são investidores portugueses que, após terem visitado o porto e verificado as suas condições, manifestaram motivação para criar rotas no verão, servidas por um navio para 500 passageiros. No inverno, a ideia seria procurarem outros destinos, onde a atividade fosse exequível, diversificando a oferta.
 
O objectivo seria aproveitar as condições para tornar o espaço em Portimão num porto turn-around, ou seja, de começo e término das rotas. Por sua vez, seriam integrados nos itinerários portos como os de Lisboa, Leixões, Açores, Funchal, outros da Península Ibérica, Canárias e norte de África.
 
“Esta possibilidade, que seria benéfica para a economia local, dá-nos a perspectiva de alargar uma experiência que já tivemos no passado, pois agora temos sido somente um porto de passagem”, sublinhou Graco Trindade. Por outro lado, “saber que um empresário português quer investir neste porto deixa-nos satisfeitos e tudo faremos para o sucesso dessa operação”.
É que a indústria dos cruzeiros, que mostra uma tendência de crescimento, é apoiada em armadores norte americanos, ainda que a construção naval seja europeia. Por isso, na visão de Graco Trindade, Portugal teria todas as vantagens em ter uma frota própria, começando a construir navios, apetrechados por empresas portuguesas.

Seria uma mais valia, tendo em conta o crescimento desta atividade no país, espelhado no caso do porto de Portimão. Desde 2007, o porto algarvio mostra uma tendência de aumento do movimento, conseguido através da parceria entre Autoridade Portuária e o Município de Portimão, que tem atraído companhias de cruzeiros em feiras da especialidade.
 
Só no ano passado, ancoraram nesta cidade 34 mil passageiros, em 52 escalas, duplicando os números de 2009. E “as expetativas para este ano são muito positivas, porque há 60 escalas previstas, num movimento de quase 50 mil passageiros, a acrescentar aos 30 mil na ligação à Madeira e às Canárias pelo ferry” da companhia Naviera Armas. Para responder à procura em tempo de época alta, dentro de pouco mais de uma semana, o atual navio da linha regular, com capacidade para 650 passageiros, será substituído por outro onde podem viajar mais de mil pessoas.
 
Além de ser a primeira estrutura ibérica de transporte de passageiros para os arquipélagos da Madeira e Canárias, o Porto de Portimão é também a primeira plataforma portuguesa de abastecimento de produtos frescos para estas ilhas. “A diversidade de valências que este porto tem é a sua maior riqueza e faz com que seja uma porta de entrada atlântica no sul do país”, ilustrou. Por estas razões, Portimão é atrativo para qualquer empresário que queira tirar partido destas condições, como é o caso da criação de novas rotas.
 
A cereja no topo do bolo, que poderá fomentar mais intenções como as dos empresários portugueses que se querem constituir como armadores, será a concretização dos projectos previstos para o Porto de Portimão, com um custo global de 50 milhões de euros. Para o espaço ficar com todas as condições, falta realizar a dragagem a uma cota de dez metros na bacia do Arade, o prolongamento do cais para os 700 metros, basear um rebocador neste porto e modernizar o terminal de passageiros. Para este último projecto, segundo avanço ao Barlavento o vice presidente da Câmara de Portimão, Luís Carito, já há uma “candidatura a fundos comunitários”. Os outros investimentos estão parados, sendo que terá que haver agora uma reunião com o novo Governo para fazer o ponto da situação. Estas intervenções podem elevar o movimento de passageiros para os 300 mil anuais (200 mil em cruzeiros e 100 mil no ferry). Um estudo internacional que analisou os números de 2010, mostra que viajaram 18,8 milhões de pessoas no mundo, enquanto na Europa foram 5,5 milhões, mais dez por cento do que em 2009.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Agosto 25, 2011, 09:55:13 am
Boas,

Se funcionar nos Açores funciona em todo lado...... :lol:

Citar
DIPLOMA PUBLICADO Administração portuária na mão de uma só empresa
Publicado na Quarta-Feira, dia 24 de Agosto de 2011, em Actualidade

As quatro empresas que, até agora, tinham responsabilidades em matéria de administração portuária nos Açores foram fundidas numa única empresa, nos termos de um decreto legislativo regional publicado ontem em Jornal Oficial.

Com esta reforma da administração portuária nos Açores, que entra em vigor nesta terça-feira, o Governo estima uma poupança anual da ordem dos 2,2 milhões de euros.

Esta redução de custos será conseguida com a redução do número de administradores, que passa dos anteriores 11 para três, e com outros ganhos na aquisição de bens e serviços.

Para o secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, a reforma da administração portuária é justificada pelo “estado de maturação” do sistema até agora em vigor, e traduz-se na “implementação de uma solução institucional mais simples e mais flexível”.

O governante destaca, igualmente, o facto de ser garantida “a autonomia operacional de cada um dos portos”.

Sedeada na cidade da Horta, a Portos dos Açores, S.A. resulta da incorporação, por fusão, das sociedades Administração dos Portos das Ilhas de São Miguel e Santa Maria, S.S., Administração dos Portos da Terceira e Graciosa, S.A., e Administração dos Portos do Triângulo e do Grupo Ocidental, S.A.

A nova empresa terá por objecto a administração dos portos de Ponta Delgada (São Miguel), de Vila do Porto (Santa Maria), da Praia da Vitória e Pipas (Terceira), da Praia (Graciosa), da Horta (Faial), de São Roque, da Madalena e das Lajes (Pico), de Velas e da Calheta (São Jorge), de Lajes e de Santa Cruz (Flores) e da Casa (Corvo).

Nos termos deste diploma, o exercício dessa administração visa a sua “exploração, conservação e desenvolvimento e abrangendo o exercício das competências e prerrogativas de autoridade portuária que lhe estejam ou venham a ser cometidas”.

O diploma procede também à distribuição dos portos dos Açores por cinco classes, ficando os das classes A, B e C sob responsabilidade da autoridade portuária (a Portos dos Açores, S.A.), e os restantes na dependência do departamento do Governo Regional com competência em matéria de pescas (os da classe D) e de administração do domínio público marítimo (os da classe E).

A anterior reestruturação e reorganização do modelo de gestão portuária regional tinha ocorrido em 2003, quando foram extintas as juntas autónomas portuárias herdadas das bases da exploração portuária de 1949 e do Estatuto das Juntas Autónomas dos Portos de 1950.

Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Agosto 26, 2011, 09:55:34 am

O "MOL Celebration" escalou, esta quinta-feira, o porto de Sines, inserido na rota Japão-Norte da Europa, tornando-se no primeiro navio do armador japonês a escalar o Terminal de Contentores de Sines.

O mothership “MOL Celebration", que está inserido na rota Japão-Norte da Europa, tem uma capacidade de 9.000 TEUs, 320 metros de comprimento, 46 metros de boca e um calado máximo de 15 metros. Seguiu-se o navio “MOL Sassandra" que opera na rota Europa-África Ocidental e, como tal, de dimensão ligeiramente inferior ao primeiro.

Está agendada uma terceira escala para a próxima segunda-feira, 29 de agosto, desta vez do navio “MOL Modern”, que integra igualmente o serviço que liga o Japão à Europa."


"Porto de Sines: MSC Ravenna escalou Terminal XXI em viagem inaugural
O Terminal XXI do porto de Sines recebeu, nesta quarta-feira, mais um dos maiores porta-contentores do mundo, o MSC Ravenna, um dos megacarriers integrado no Lion Service, que saiu dos estaleiros da Daewoo (Coreia do Sul) apenas há quatro semanas.

Com um comprimento de 365.79 metros e uma boca de 51.2 metros, o navio tem um calado máximo de 16m e uma capacidade de 14.000 TEU’s.

Integrado no Lion Service, o MSC Ravenna fez a sua última paragem em Singapura, sendo Sines o seguinte porto de escala, onde efectua uma movimentação total de 3.156 TEU, dirigindo-se depois para o Le Havre.

Para além da movimentação de carga de e para o Hinterland Ibérico, são também movimentados contentores para as linhas dos Estados Unidos e Canadá, bem como para o Brasil.

De forma a celebrar a ocasião, foi entregue pela Administração do Porto de Sines uma placa Comemorativa ao comandante do navio, referente à sua escala no Terminal XXI, em viagem inaugural."


"Cruzeiros geraram impacto económico direto de 178 milhões em 2010
Nos últimos 10 anos, o turismo de cruzeiros na Europa cresceu 175%, não sofrendo quebras mesmo nos períodos em que a crise económica mais se fez sentir, segundo os números do European Cruise Council.

Em 2010, apenas quatro em cada mil portugueses fizeram um cruzeiro, mas o número de cruzeiristas está a aumentar rapidamente, uma vez que a taxa de crescimento anda próxima dos 30% ao ano.

Em Portugal, os números do European Cruise Council, só agora começam a refletir a realidade, com o organismo a estimar que os cruzeiros, em 2010, tenham tido um impato económico directo de cerca de 178 milhões de euros para o nosso país, rendendo, de forma indireta, mais de 400 milhões de euros.

Só em Lisboa, o porto de escala número um entre os portos do Norte da Europa, os gastos dos passageiros e tripulantes terão rondado 32 milhões de euros. Quase 450 mil passageiros passaram pela capital, numa das 299 escalas. Este ano, estão previstas 340 escalas (14%), que trarão mais negócio"
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Agosto 30, 2011, 08:44:53 am
O porto de Sines fechou o mês de julho com uma movimentação total de 43.986 teu, valor que lhe permitiu estabelecer um novo recorde mensal e, pela primeira vez, ser o maior porto nacional também neste segmento. O Terminal XXI foi, igualmente em julho, o maior terminal nacional de contentores.

Este importante resultado teve fortes repercussões ao nível das exportações por contentor, com um crescimento nos primeiros sete meses do ano acima dos 26%. Nas principais mercadorias exportadas por contentor destacam-se o papel, tabaco, mármore, vidro, vinho, polietileno, cerâmicas e pedra calcária, provenientes das Zonas Sul e Centro de Portugal.

De destacar ainda neste âmbito, o incremento das mercadorias provenientes da Andaluzia e Extremadura Espanholas, principalmente do sctor agro-alimentar, zonas que fazem parte do hinterland natural do porto de Sines.

O crescimento acentuado registado na movimentação de contentores fica também associado ao início do serviço regular que liga Sines ao Brasil desde o passado 1 de julho.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Agosto 31, 2011, 09:42:04 am
João Franco: "Aspiramos a concorrer com grandes portos de Valência e Barcelona"
Em entrevista concedida ao "Sol", João Franco, administrador da APS, revelou que a administração do porto alentejano quer fazer deste porto "a porta atlântica da Europa", revelando dados que confirmam o desenvolvimento da última década e a consolidação do projeto.

"O aumento de dimensão e de capacidade, assim como a implementação de uma estratégia de diversificação, designadamente no que se refere aos granéis sólidos e carg geral, transformou-o progressivamente, à escala ibérica e europeia, num hub do grande tráfego marítimo transcontinental", refere João Franco, enaltecendo o "endividamento zero e provisões prudentes e confortáveis" atuais.

João Franco abordou ainda sobre a relação com os outros portos nacionais, referindo que não existe uma competiçõ com Leixões, Lisboa, Setúbal ou Aveiro: "O que nos interessa prioritariamente é explorar todo o potencial do hinterland ibérico de Sines, servindo de mega-estrutura de transbordo e através da distribuição por feeder a portos da Península como Figueira da Foz, Gijón, Bilbau, Vigo, Leixões ou Cádis".

"Aspiramos a concorrer com os grandes portos de Valência, ou mesmo com Barcelona, e a ter uma forte presença na área metropolitana de Madrid, mas o sonho de chegar ao centro do continente depende da criação de um canal onde possa ser instalada uma linha ferroviária de bitola europeia", acrescentou João Franco, que relembrou que os calados do porto alentejano serão "aumentados para 19 metros" até 2012, tornando a oferta de Sines "absolutamente imbatível".
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 08, 2011, 11:50:47 am
Leixões e Salamanca assinam acordo de presença logística


A Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) e a Zona de Atividades Logísticas de Salamanca (Zaldesa) assinaram um acordo de presença mútua nos respectivos espaços, com a possibilidade de a entidade portuguesa entrar no capital da Zaldesa.
Este acordo vem concluir um "longo processo", referiu a APDL em comunicado, uma vez que já desde, pelo menos, 2008, que aquela entidade demonstrava interesse em alargar a área de influência do porto de Leixões a Castela e Leão.

"Em concreto, a APDL disponibilizará uma área de cerca de 5.000 metros quadrados para instalação da Zaldesa na sua plataforma portuária e, em contrapartida, Leixões irá dispor de um espaço na plataforma logística de Salamanca", escreveu a APDL.

O acordo significa que, "numa perspectiva de intercâmbio", o porto de Leixões pode alargar a sua área de influência a "uma comunidade espanhola com a dimensão de Portugal", com a reciprocidade de Castela e Leão poderem dispor de um espaço em Leixões.

Em Maio de 2009, o presidente da Zaldesa salientava que as relações entre Aveiro, Porto e Salamanca, têm vindo a fortalecer-se desde 2004, ano em que foi firmado um acordo entre a Conselheria de Economia de Castilla & Leon, o Ayuntamento de Salamanca e os dois portos portugueses de Leixões e Aveiro, com vista ao desenvolvimento do noroeste peninsular.

Na altura, o acordo coincidiu com o arranque da Zaldesa que era utilizada, segundo números de 2009, por mais de 200 empresas e tem 20 empresas residentes, movimentando cerca de cinco mil veículos por semana e sendo já um dos mais importantes pólos de actividade de Salamanca.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: miguelbud em Setembro 15, 2011, 09:12:59 am
Tráfego de contentores em Sines vai crescer 40% em 2012

O terminal de contentores do porto de Sines vai atingir um crescimento de 40% no tráfego durante o próximo ano, devendo passar para o patamar dos 600 mil TEUS (medida equivalente a um contentor com 20 pés de comprimento).

Jorge d'Almeida, director-geral da PSA Sines, empresa que gere esta infra-estrutura, revela ao Diário Económico que, depois de o Terminal XXI ter terminado o ano passado com um total de 375 mil TEUS, espera atingir este ano um total de 425 mil TEUS. "Estamos com constrangimentos ao nível da capacidade do terminal", avança.

"Para 2012, quando já estiverem ultrapassados estes problemas, deveremos registar um crescimento de 40% no tráfego de contentores do Terminal XXI". Número que, a confirmar-se, irá elevar o total de movimentações de contentores para cerca de 595 mil TEUS.

http://economico.sapo.pt/noticias/trafe ... 26673.html (http://economico.sapo.pt/noticias/trafego-de-contentores-em-sines-vai-crescer-40-em-2012_126673.html)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Setembro 20, 2011, 12:25:21 pm
Boas,

Sobre a temática da Pirataria.

Citar
US Congress moves to arm ships against pirates - Thu 15th Sep
http://www.ifw-net.com (http://www.ifw-net.com) - Pete Goldin

The US House Transportation Committee has approved a landmark act which authorises armed security on vessels carrying government cargo.

The aim is to protect equipment, materials, or commodities from piracy in high-risk waters.

Owners or operators of these vessels will be reimbursed by the US government for the cost of providing armed personnel.

The Piracy Suppression Act of 2011 also provides training for seafarers on the use of force against pirates, including firearms safety for crew members of vessels carrying government cargo.

The bill also says the US will seek reimbursement from the country of origin for the cost of any action taken to protect “foreign-flagged” ship from pirates. The purpose is to encourage other countries to support efforts to suppress piracy, such as joining the Combined Maritime Forces, a coalition of naval forces from around the world.

“Many nations are reaping the benefits of our presence without pulling their own weight,” said  Congressman Frank LoBiondo, who introduced the bill.

“To rectify this situation, my legislation allows the US to seek reimbursement from vessel flag states for the protection they receive from the US military.”

The Piracy Suppression Act of 2011 now moves on to the full House for consideration.

Earlier this year, IFW reported how pirate attacks off the coast of Somalia and in the Gulf of Aden/Indian Ocean region had climbed dramatically over the first six months of 2011.

According to figures from the International Maritime Bureau (IMB), there were 266 attacks on vessels in the period, compared with 196 last year.

More than 60% were by Somali pirates, the majority of which were in the Arabian Sea area. On 30 June, Somali pirates were holding 20 vessels and 420 crew, demanding ransoms of millions of dollars for their release.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2011, 06:33:24 pm
Citação de: "PedroI"
Boas,

Sobre a temática da Pirataria.

Citar
US Congress moves to arm ships against pirates - Thu 15th Sep
http://www.ifw-net.com (http://www.ifw-net.com) - Pete Goldin

The US House Transportation Committee has approved a landmark act which authorises armed security on vessels carrying government cargo.

The aim is to protect equipment, materials, or commodities from piracy in high-risk waters.

Owners or operators of these vessels will be reimbursed by the US government for the cost of providing armed personnel.

The Piracy Suppression Act of 2011 also provides training for seafarers on the use of force against pirates, including firearms safety for crew members of vessels carrying government cargo.

The bill also says the US will seek reimbursement from the country of origin for the cost of any action taken to protect “foreign-flagged” ship from pirates. The purpose is to encourage other countries to support efforts to suppress piracy, such as joining the Combined Maritime Forces, a coalition of naval forces from around the world.

“Many nations are reaping the benefits of our presence without pulling their own weight,” said  Congressman Frank LoBiondo, who introduced the bill.

“To rectify this situation, my legislation allows the US to seek reimbursement from vessel flag states for the protection they receive from the US military.”

The Piracy Suppression Act of 2011 now moves on to the full House for consideration.

Earlier this year, IFW reported how pirate attacks off the coast of Somalia and in the Gulf of Aden/Indian Ocean region had climbed dramatically over the first six months of 2011.

According to figures from the International Maritime Bureau (IMB), there were 266 attacks on vessels in the period, compared with 196 last year.

More than 60% were by Somali pirates, the majority of which were in the Arabian Sea area. On 30 June, Somali pirates were holding 20 vessels and 420 crew, demanding ransoms of millions of dollars for their release.



 :arrow: viewtopic.php?f=14&t=6691&start=135 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=14&t=6691&start=135)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Setembro 23, 2011, 09:24:25 am
Portuguesa SMM conclui contrato de 40 M€ no Porto de Roterdão

A SMM - Sociedade de Montagens Metalomecânicas concluiu uma empreitada no valor de 40 milhões de euros no Terminal Gate, de Gás Natural Liquefeito (GPL), do Porto de Roterdão, o maior a nível europeu, anunciou hoje a empresa portuguesa.
A nova infra-estrutura, que vai ser inaugurada amanhã foi adjudicada em 2008 e previa a montagem de três tanques criogénicos de Gás Natural Liquefeito (GNL), com uma capacidade de 180.000 metros cúbicos cada.

"A SMM foi [a empresa] responsável pela montagem da parte mecânica dos tanques e respectiva tubagem de interligação ao processo, tendo trabalhado como subempreiteira da construção mecânica para o Grupo Entrepose, empresa francesa responsável pelo EPC (Engineering Procurement & Construction) dos tanques de LNG", refere a empresa em comunicado.

O trabalho da SMM desenvolveu-se ao longo de 28 meses, tendo sido "integralmente realizado", desde a gestão do projecto até à produção por engenheiros, técnicos e mão-de-obra portuguesa, num total de 300 pessoas que trabalharam na obra, no pico da laboração, explica.


Os três tanques foram construídos em simultâneo, o que se traduziu "numa logística complexa e numa grande alocação de meios", tendo todos os prazos sido integralmente respeitados, segundo a empresa.

Na SMM trabalham 125 colaboradores e, em 2010, a facturação registada ascendeu a 50 milhões de euros, mais 20% do que no ano anterior.

A empresa prevê manter, em 2011, o mesmo nível do valor dos negócios obtido no ano passado.

A SMM foi constituída em 1987, tendo resultado da reestruturação das actividades das empresas Mompor e Sorefame.

Volvidos três anos, passou a integrar o grupo SENETE, conjuntamente com as empresas Mague, Sorefame e Sepsa, cujo capital era detido em 40% pelo grupo multinacional sueco-suíço ABB, que se tornou maioritário em 1994.


Em 1997, a ABB adquiriu a totalidade da SENETE e dez anos depois, um grupo de quadros dirigentes da SMM comprou-a à ABB, através de uma operação de "managemente buy-out", tendo comprado a totalidade do seu capital e assumido a gestão.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Outubro 10, 2011, 10:38:06 am
Carlos Lopes: "Natalia A permitirá estreitar a ligação do porto de Setúbal ao Médio Oriente"
O porto de Setúbal passou a receber, desde o final de setembro, um novo navio com ligações ao Médio Oriente, tal como foi devidamente noticiamos na CARGO, de forma a aumentar “significativamente a oferta do porto aos clientes e operadores”. Carlos Lopes, presidente do Conselho de Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), afirma que o novo serviço oferecido pelo “Natalia A” vai permitir “estreitar a ligação do porto de Setúbal ao Médio Oriente”.

O “Natalia A” junta-se assim ao “Vento di Zéfiro”, Vento de Tramontana” e “Vento di Nortada” na lista de navios afetos à linha que liga a Turquia ao Egipto, à Síria e ao Líbano. O porto de Setúbal fica, com este novo navio, ligado a Beirute e Istambul, oferecendo uma “melhor alternativa para as empresas da região que pretendam exportar ou importar, não tendo de se deslocar a outros portos”, afirma Carlos Lopes.

“Esta melhoria significa mais e melhor oferta, mais destinos e uma maior rentabilização das infra estruturas portuárias existentes”, admite Carlos Lopes, afirmando “ser ainda impossível avaliar o aumento do volume de carga que advirá do novo navio”. O presidente do Conselho de Administração da APSS declara ainda a intenção de “atrair investimento por parte dos operadores”, de forma a “reduzir o tempo de trânsito das mercadorias”.

A oferta proporcionada pelo novo serviço, em termos de transbordo, vai englobar ligações com portos da Turquia, Itália, Grécia, Turquia, Egipto e Marrocos. Carlos Lopes afirma que “a vinda de novas ligações e a melhoria das já existentes servem os propósitos da APSS em dinamizar a atividade no porto de Setúbal”. O presidente da APSS declara a medida da Administração em “manter inalterados os valores de taxa de uso do Porto relativa à carga no ano de 2012, de forma a tornar ainda mais aliciante o Porto de Setúbal, tanto para armadores como clientes



" Porto de Setúbal: Movimento de contentores já bateu números de 2010
O Terminal Multiusos Zona 2 do Porto de Setúbal, concessionado à Sadoport, bateu o recorde absoluto de 2010 na movimentação de contentores ao atingir, de janeiro a setembro de 2011, 54 048 TEU, ultrapassando já em 6,5% o anterior máximo anual, de 50 744 TEU, quando ainda faltam três meses para o final do ano. Só no mês de setembro de 2011, foram movimentados 11 052 TEU, um crescimento de 161,5% comparativamente aos 4 227 TEU do mesmo mês, em 2010.

O aumento na carga contentorizada que tem vindo a ser verificado, ao longo de 2011, demonstra uma vitalidade premiada com o crescente interesse por parte dos grandes armadores que escalam Setúbal, como a Maersk e a Tarros Line, que recentemente melhoraram a oferta nas suas linhas regulares.

Recorde-se que o Porto de Setúbal é escalado regularmente por linhas de contentores da Portline, para África e Europa; da Great White Fleet, para a América; da Seatrade, para a Europa e América; da WEC Lines, para a Europa; da Eurocondor, para África e Europa, da Safmarine, para África e Europa; da Tarros Line, para a Europa, África e Médio Oriente; e da Maersk Lines, para a Europa, Mediterrâneo e África"
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Outubro 17, 2011, 09:07:26 am
Portos: Governo investirá 2,5 mil milhões em Lisboa, Sines e Leixões
O Diário Económico avança que o Governo tem previsto um investimento de 2.455,15 milhões de euros em diversas infra-estruturas nos cinco maiores portos nacionais, acrescentando que grande parte do investimento será aplicado na construção de três novos terminais de contentores nos portos de Lisboa, Leixões e Sines.

Para o porto de Lisboa, o investimento deverá rondar os 500 milhões de euros num terminal de contentores na Trafaria, com fundos de 16,5 metros e potencial movimentação anual até dois milhões de TEUS (unidade equivalente a contentores com 20 pés de comprimento), num projeto que visa resolver o imbróglio criado com a prorrogação do prazo de concessão do terminal de Alcântara.

Em Sines, está também previsto lançar um novo terminal de contentores, designado Vasco da Gama, com recurso a um concurso público que encontre um operador privado para o efeito. O processo será lançado entre 2013 e 2022, por um prazo de concessão de 30 anos, num investimento de 941 milhões de euros, sendo 705 milhões da responsabilidade do futuro operador privado. Este novo terminal de contentores de Sines terá uma capacidade de movimentação anual de 4,5 milhões de TEUS.

Já no porto de Leixões, o Governo pretende construir um novo terminal de contentores, com fundos de 14 metros. O investimento deverá ascender a cerca de 160 milhões de euros, com financiamento parcial do BEI - Banco Europeu de Investimento e RTE-E - Rede Transeuropeia de Transportes. O projeto encontra-se em fase de estudo e prevê-se o arranque da empreitada para 2014. O reforço das ligações do porto de Leixões com o Atlântico Sul é uma das metas
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Outubro 17, 2011, 10:32:46 am
Boas,

De facto uma excelente noticia, que não obstante levanta algumas questoes:
- A primeira é obviamente aonde é que estão os 2.5 mil milhões para investir.
- Até que enfim que se avança para a Trafaria pois é uma ideia que já vem do Estado Novo mas quando li a noticia no fim de semana houve algo que salta a vista:
Citar
Para o porto de Lisboa, o investimento deverá rondar os 500 milhões de euros num terminal de contentores na Trafaria, com fundos de 16,5 metros e potencial movimentação anual até dois milhões de TEUS (unidade equivalente a contentores com 20 pés de comprimento), num projeto que visa resolver o imbróglio criado com a prorrogação do prazo de concessão do terminal de Alcântara
Resolver? Como? Parece-me que quem vai ganhar o concurso para as obras e exploração do novo terminal na Trafaria vai ser a Mota-Engil (com a Liscont e Tertir de fachada) que depois de ganhar o novo terminal deve desculpar o Estado pela imbróglio na prorrogação de Alcântara. Por mim é igual desde que façam a obra.

- Novo terminal em Sines? Para que? Transhipment? Operador Privado? Para fazer concorrência à PSA/MSC?
A verdade é que apesar do que a maquina publicitaria da Lídia faz transparecer o Terminal XXI ainda não atingiu a velocidade de cruzeiro bem como ainda não é um hub de primeira linha da MSC, deixo umas curiosidades:
O transporte rodoviário de contentor vazio entre LISCONT/SOTAGUS e as zonas logísticas de Lisboa (Bobadelas, Alvercas, etc) anda por menos de 100€, entre Sines e estas zonas um contentor vazio custa 350€ e um favor.
Se quiserem meter contentores vazios em Sines de comboio, temos de pagar um comboio completo ida e volta, cerca de 4000€, se consideramos o custo ida e volta fica em 90€ por TEU, cada comboio leva 44TEUS. O problema é que a linha está reservada para a MSC pelo que só se a MSC "deixar" é que um terceiro pode fazer o comboio.
- Quanto a Leixões, Leixões merece, mas a pergunta é aonde? O porto está encravado na cidade é será muito difícil conseguir espaço para novos terraplenos.
Fica ainda a questão de "O reforço das ligações do porto de Leixões com o Atlântico Sul é uma das metas" Atlântico Sul? Será que não querem dizer Atlântico Norte? Se até Lisboa e Sines lutam para ter ligações directas ao Brasil que será de Leixões.

Aqui é que se vê a total falta de visão estratégica para os transportes em Portugal, se o governo quer investir em condições que potenciem o tráfego com o Atlântico Sul porque não potenciar as ligações de cabotagem entre Leixões/Lisboa (onde está a oferta e a procura de carga) e Sines onde estão as condições físicas para os grandes Navios oceânicos. Sai mais caro em todos os aspectos (frete ao cliente, custos operacionais do armador, etc) ter dois Navios de 2000TEUS um a sair de  Leixões outro de Lisboa com destino a Santos, do que ter estes a fazer Leixões/Lisboa para Sines (ou então um de 4000€ a fazer Leixões, Lisboa e Sines em loop) e depois ter um de 4000 TEUS a fazer Sines-Santos, com a possibilidade de Sines ainda agregar carga do hinterland espanhol.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Outubro 17, 2011, 11:06:11 am
Boas Pedro,

Mais um vez obrigado, pela tua analise é sempre bem vinda...

Pelo que percebi do que li, todas os investimentos, são para serem feitos depois de 2013 até a 2022. pelo que o governo pensa ter as contas em dia depois dessa datra ( coisa que duvido que va acontecer ).

Sobre Sines, sem nenhum fundamento, dou-te a minha opinião, penso que o 2º terminal, deve ser visto de duas maneiras penso eu, o 1º deve ser a previsão de trafego gerado a partir da linha de mercadorias para espanha e europa ( como eu gostava de ver esses estudos ) e em 2º cheira-me que isso tem haver com o brasil, provalvelmente será conciconado a alguem desse lado e com um unico objectivo haver uma porta de entrada na europa de produtos do brasil/america do sul.. etc...

Se isto vosse tudo assim era uma maravilha... mas o meu ceptecismo é muito grande, penso que em 2022 ainda andas a fazer estudos a pensar no que vai ser feio ou não.

Sobre a cabotagem, não posso concordar mais contigo, nunca percebi porque nunca se potenciou isso em Portugal, com tantos portos que temos.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: chaimites em Outubro 17, 2011, 11:51:39 am
Malagueta
Citar
( como eu gostava de ver esses estudos )

falas disto?
plano  estratégico do governo sócrates 2009/2020
http://www.portugal.gov.pt/pt/Documentos/Governo/MOPTC/Plano_Estrategico_Transportes.pdf
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Outubro 17, 2011, 12:29:11 pm
LOl
boas

Desse já tinha lido algumas coisas, alem de ser do outro senhor ( nem gosto de escrever o nome ), gostava de ver o actual que tem por base este.

De qualquer forma obrigado chaimites, se conseguires o actual ficava ainda mais agradecido.

Já agora deixo só aqui um assunto, como os nossos governantes são tão bons, vou vos dar um exemplo

Linha do Alentejo ( comboios ), foram gastos no ultimo ano 60 e tal milhões a a electrificar a linha que ia desde Vendas Novas, a Évora, permitindo fazer Évora a Lisboa e vice versa em 1 hora e 21 minutos ( sete Rios ). (coisa boa)

As mentes brilhantes em portugal, são assim.

Ao efectuar isto esta boa obra, deixam um troço de 63 km entre Casa branca e Beja por electrificar, sendo que assim, quem quiser ir de Lisboa para Beja, tem que efectuar um transbordo e sair em casa branca e apanhar outro comboio a dissel, fazendo mesmo assim a viagem em 2.05 minutos ( o que já é melhor que antigamente demorava 2:30.

Algumas premissas para perceber o que quero dizer, a taxa de ocupação de comboios é maior de Beja, do que Évora.

Esta a ser gasto dinheiro na reconversão de automotoras a dissel, que vão andar na linha de Beja a casa branca

A estação de comboios de Beja fica a 1km do novo aeroporto de Beja.

A linha ( agora renovada ) pode receber comboios que atinjam 200 km hora.

São usadas nessa linha locomotivas que atingem 220 km/h, mas tem carruagens que só podem circular a 160 km hora.

Foram gasto 40 milhões a fazer o aeroporto de Beja operacional para voos civis.

A conclusão
Ou seja, andam agora a discutir que as low cost deviam ir para um aeroporto secundário perto de Lisboa, que é aceitável que o mesmo esteja até uma hora e meia de Lisboa. ( tal como outros aeroportos, como Gatwick ou Luton ( que tem comboios que demora de 1.10 a 1.30 ao centro de Londres ).

Ou seja, gastamos dinheiro, num aeroporto, numa linha de comboio, que até passa perto, andamos com carruagens antigas, que se fosse pensado um bocadinho, a 200 km hora, tinhas um comboio de Beja a Lisboa, mais ou menos em 1.15 minutos ( nota distancia de Beja a Lisboa sáo 198 km )

Agora vemos o novo ministro da economia a pensar fazer um pequeno aeroporto junto a Lisboa só para lowcost.... Aproveitando pistas aqui perto ( ou seja mais dinheiro gasto )
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: chaimites em Outubro 17, 2011, 12:40:51 pm
Eu este conhecia, por maus motivos, pois para alem de deixar de parte o Porto de Viana do Castelo, contemplava o fecho da linha ferroviária entre Nine e Valença-Vigo
Ainda nao vi nada do novo plano
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Outubro 17, 2011, 12:46:28 pm
Pois é os nossos belos PET, dos nossos governantes, o mal é que são planos e raramente monstram os estudos por de trás dos mesmos, talvez consegui-se perceber certo tipo de coisas, que se fazem como o exemplo que deixem.

Quando a linha que referiste é outra bacorada... das muitas que se tem feito.

Por isso gostava de ver o novo PET para ver o que pretendem fazer, mas como tambèm já tinha dito duvido muito que seja posto em pratica até 2022.

Do novo PET o que tenho lido, é o que sai nos jornais a conta gotas, a linhas de mercadorias os portos, que serão 5 Portos intervencionados, mas só falam em 3; as fusões de empresas etc.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: chaimites em Outubro 17, 2011, 01:08:57 pm
Podes consultar a audição parlamentar de apresentaçao do novo documento aqui:
http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheAudicao.aspx?BID=91261
 com video e documentos apresentados

Essa linha é fundamental por exemplo para o abastecimento de madeira da Portocel, que tambem e abastecida por navio atravez do Porto de Viana
Tambem nunca ninguem percebeu muito bem  porque motivo os horários dos comboios de  passageiros nao são compatíveis com os voos do aeroporto Francisco Sa Carneiro que é usado por cerca de de 600 mil Galegos nas suas deslocaçoes
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Outubro 17, 2011, 02:12:37 pm
Obrigado

Mas é muito genérico, pouca coisa diz, alem de me ter assustado com a divida de Estradas de Portugal, que pode chegar em 2034 a 28 mil milhoes ou na nova moeda corrente são 28 submarinos, por isso coisa pouca.

Essa é mais umas das coisas bem geridas em Portugal, entre muitas outras, o qué triste porque mandamos dinheiro e postos de trabalho fora.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Outubro 19, 2011, 03:01:25 pm
Boas,

Quando cheguei ao escritório pela tarde tinha este comunicado da MSC, digno de nota:
Citar
MSC Portugal SA

Agentes de Navegação desde 1991

COMUNICADO

MSC recebeu 300ª escala de 2011 em Sines
Temos o maior prazer em informar que, no passado dia 12 de Outubro de 2011, recebemos a nossa 300ª escala do corrente ano no porto de Sines (Terminal XXI).
A escala foi efectuada pelo navio MSC Lauren, navio com capacidade nominal de 14.000 teus, que efectuou a viagem semanal proveniente do Extremo Oriente para Portugal (Lion Service).
Ao longo dos seus 20 anos de existência em Portugal, a MSC tem tentado trazer para Portugal cada vez mais e melhores escalas, para que deste modo posso proporcionar aos seus clientes um rápido serviço de transporte das suas cargas de e para o todo o mudo.
“Daring to be different”
18 de Outubro de 2011

Já agora fica a fotografia da menina
(http://cdn2.shipspotting.com/photos/middle/1/6/6/686661.jpg)

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Outubro 20, 2011, 01:30:13 pm
O Porto de Sines cresceu 22% no 3.º trimestre de 2011 face a igual período do ano anterior, atingindo as 7.516.337 toneladas de mercadorias movimentadas nestes três meses.

Este crescimento teve essencialmente origem no comércio externo, com o movimento de mercadorias com portos de países terceiros (fora da EU) a crescer 26%, destacando-se as exportações que cresceram 24 % neste período.

O movimento de contentores continua a ser um segmento de carga com forte crescimento em Sines.Nos primeiros 9 meses de 2011 o total de mercadorias movimentadas por contentor cresceu 26%, acumulando 4.062.256 toneladas e registando um total de 336.428 TEU movimentados.

Sines com papel reforçado internacionalmente


O 3º trimestre foi de resto o mais forte de sempre, com Sines a reforçar o seu papel como Hub entre a Ásia e a América do Norte e do Sul. O principal destaque vai para o início do serviço semanal entre Sines e os principais portos Brasileiros, que permite ao porto reforçar a sua presença no principal mercado do Atlântico Sul, complementando a sua extensa rede de serviços que operam no eixo Este-Oeste.

De Janeiro a Setembro de 2011 e a par da Carga Geral que globalmente cresceu 27%, cresceram também os Graneis Sólidos com uma excelente performance, os quais registaram um incremento de 57%, totalizando 2.949.181 toneladas movimentadas.

Já os Graneis Líquidos registaram nos primeiros nove meses do ano um total de 12.170.140 toneladas de mercadorias, que, apesar da recuperação, se mantem ainda 10% abaixo do registado em 2010 em consequência da paragem da Refinaria de Sines no inicio do ano.  

Crescimento e novos projectos


Globalmente, o Porto de Sines movimentou 19.254.076 toneladas de mercadorias de Janeiro a Setembro de 2011, o que lhe permite registar um incremento de 3% face a 2010. O último mês deste período, para além de ter sido o melhor mês do ano com 2,7 milhões de toneladas movimentadas, ficou ainda marcado pelo início de operações da Artlant PTA no Porto de Sines, com a operação de descarga de Paraxileno do navio "Atlantis Alhambra" no passado 29 de Setembro, sendo que a entrada em produção da fábrica localizada na ZILS - Zona Industrial e Logística de Sines deverá acontecer a curto prazo.



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/porto-de-sines ... z1bKBKe0vq (http://aeiou.expresso.pt/porto-de-sines-cresce-22=f681974#ixzz1bKBKe0vq)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: latino em Outubro 27, 2011, 10:53:15 am
Así me gusta, en estos tiempos , hace falta optimismo  y voy a intentar aportaros algo más de él .
Lo de Brasil está muy bien  y  debe acelerarse  e incluso incluir la costa occidental de Estados unidos;  pero incluso todo eso “se quedará  pequeño”  ante el futuro (hay que pensar en global y a lo grande).

Algeciras y Sines (me consta que ya se están uniendo, pero deben hacerlo más rápido  para competir con Roterdan  “el verdadero”  rival económico    ….!  Pueden explotar  como puertos mundiales  a partir de 2014!
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¿recordáis lo de pensar en grande?   (Hoy tampoco estoy borracho….¡ pesimistas! )
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Bueno pues ese año  (2014) se acabá el nuevo canal de Panamá  y los chinos acabaran en Colombia un tren de mercancías  TGV que une los océanos  Pacifico y Atlántico colombianos ; es decir en el Caribe  habrá tres canales  aptos para cualquier barco  “ por grande que sea “ (uno de ellos en Colombia por tren ) .
¿os imagináis la importancia de eso ¿…….. A la  de  ya por si importancia americana, unís todas las mercancías asiáticas que cogerán ese camino caribeño ( el  futuro es ENORME  allí  turístico / logístico y más cuando despierte Cuba “ la capital” ) ….. Directo a Europa (Podéis verlo en un plano )
 ¿hacia donde?.... ¡Si no somos imbéciles! …. Directamente   hacia Algeciras / sines .

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¿Por qué se está gastando  tanto dinero  “global”  en el Caribe?

-Porque los INMENSOS barcos de mercancías ya no caben en el mediterráneo, ni en sus puertos y….. mucho menos en el canal de Suez.
-Para quitarse los problemas con los islamistas
-Porque es  el   camino más corto y barato y  “no peligroso”  de Asia hacia Europa / América (sus mercados) .
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¿Pero …hay mas puertos ¿
 Si y  todos se beneficiarán pero son de menor tamaño  y calado  (medianos y pequeños )  y los del norte de Europa están saturados y no pueden crecer.
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 Y el  eje mediterráneo ,  cantábrico y el nuestro (portugues) atlántico ?
 Ya se están haciendo y serán útiles pero  a otro nivel, como el  Canfranc  nuestro,    a  nivel peninsular / europeo .

 El mediterráneo  está  “muy poblado”  ,  los puertos son medianos y pequeños ;  tanto  ellos como el  mar mediterráneo  no tienen calado,  ni tamaño para los  INMENSOS barcos chinos/asiáticos  y  están emparedados entre montañas y  el mar , llenos de ciudades  y muy  costosos de hacer trenes   o  cualquier medio de comunicación nuevo  así como  ampliaciones;    ya  que  esta usado  ese  escaso suelo  por las carreteras y ciudades y sobre todo  por el turismo ( coste  político , económico y social; nadie quiere un tren por detrás de su casa pasando cada 5 minutos  ).

El cantábrico  se hará , será útil   y pasa lo mismo;  a otro nivel  peninsular  / europeo  por las montañas y los puertos medianos y pequeños son  de poco calado para los barcos chinos.

El atlántico   se hará, será útil   y pasa lo mismo a otro nivel  peninsular  / europeo  por las montañas y los puertos medianos y  pequeños son  de poco calado.
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Por eso  los  “queridos  nacionalistas catalanes”  ( todo menos queridos)   han intentado retrasar el eje 16 y sobre todo la TPC ( os acordáis lo de: “ quien pone una barrera , se le olvida que el que tiene que levantarla es el otro”  … pues también les está llegando como a todo nacionalista/ egoísta  su hora)  pero   su  trabajo y maldad  es  inútil  porque:

-Los trenes de mercancías deben ir por zonas “no pobladas”  , para no ocasionar molestias  y  ser    muy  baratas las expropiaciones  necesarias , ya hechas en Madrid, Algeciras  y en Zaragoza (os pongo solo aragonesas )  .

http://www.adif.es/es_ES/ocio_y_cultura ... 0035.shtml (http://www.adif.es/es_ES/ocio_y_cultura/fichas_informativas/ficha_informativa_00035.shtml)

http://www.tmzaragoza.com/ (http://www.tmzaragoza.com/)

 tenemos mas y sobre todo espacio donde poner más y situación inmejorable (salvo Madrid)

-Porque hasta dentro de 10 años no hay dinero público que robar PARA NADA  (los nacionales  piensan que el dinero es suyo por orden de los elfos nacionalistas, por eso me gustan las autonomías ).
 - Porque este eje es MUNDIAL   China , Caribe, Algeciras /sines.,  Madrid , Zaragoza , TPC , Toulouse, Rin  (clientes)
 
-Porque pasa por zonas llanas ( salvo la TPC)  y despobladas  
-Porque la costa mediterránea ya está saturada de trenes de pasajeros.
-Porque si os fijáis  es , aparte de mundial , el verdadero eje peninsular que une a todos  los puertos, de una manera    real y eficiente ( por la costa es IMPOSIBLE)

http://www.camaracampodegibraltar.com/i ... iario3.jpg (http://www.camaracampodegibraltar.com/iman/nmateo/Corredor_Ferroviario3.jpg)


-Porque los asiáticos después de gastar lo que han gastado en el Caribe,  el coste de la TPC es calderilla y lo pagará  la iniciativa privada  (a 30 años) .

-Y..... porque ……“nos han hinchado los huevos” a los aragoneses (algo peligroso para el que lo hace)


Algeciras está, espero que Sines también  y haberos levantado el ánimo con el futuro a medio plazo (20 años).

¡Animo Portugal!
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 09, 2011, 02:54:05 pm
Deixo aqui uma reflexao sobre um assunto actula que envolve o sector mineiro e portuàrio

" Minérios e terminais para sua exportação
Nestes últimos dias o país tem lido e escutado, um tanto admirado quanto incrédulo, uma avalanche noticiosa sobre renovação da exploração mineira dos seus solos.­

Mas se a riqueza mineira de Portugal parece ser uma matéria inquestionável já as condições da sua exportação (considerando ser esse o destino de sua extracção) levantam algumas questões que julgamos pertinentes, a saber:

- Quantos milhões de toneladas se procuram extrair (exportar) anualmente?

- Que meio de transporte se quer utilizar para essa exportação?

- E finalmente, qual o local (porto-terminal) que se vai escolher, no caso da via marítima?

Pelo que temos lido e ouvido ultimamente, consta que os contratos, que o governo tem em execução ou estudo, se destinam a colocar os minérios extraídos no mercado internacional e como tal melhorar nossa altamente deficitária balança de pagamentos.

Mas um facto é exportar milhares ou até centenas de milhares de toneladas/ano e outro, o de se exportar milhões de toneladas/ano.

Se no primeiro caso se pode recorrer a condições económicas aceitáveis para sua exportação por via terrestre, já no segundo caso essa rentabilidade só se alcançará por via marítima.

Assim, por esta via, um negócio é exportar minérios ricos (volfrâmio, urânio ou até “minérios ricos em ouro”)

e outro, o da exportação de “minérios pobres” ( em especial o ferro).

Estes só se rentabilizarão, ou serão mais facilmente aceites nos mercados, quando transportados em baixo custo de frete.

Assente a questão de que o minério deva ser exportado por via marítima, quer pela quantidade prevista (milhões ton/ano) quer pelo seu baixo valor (é evidente que Portugal não vai ser uma 2ª África do Sul a exportar ouro) questiona-se então qual o local a escolher (ou a construir) para um terminal mineiro para tal objectivo.

A logística diz-nos que os minérios a extrair, na parte Sul do país, podem ser exportados pelo porto de Setúbal ( já executa operações de exportação de minérios )ou pelo de Sines, se se adaptar o terminal multi-usos onde operam os granéis de carvão.

Quanto aos minérios extraídos na parte Norte, o porto de Leixões perece-nos ser o que oferece condições para se construir um terminal de granéis acessível aos navios médios de 100 mil ton/porte.

A economia dos fretes dos granéis sólidos, tal como para os líquidos, tem imposto o crescimento dos navios para uma melhor rentabilização do transporte.

Assim, no caso dos mineraleiros, o armamento processa o aumento das frotas com navios do tipo VLOC (Very Large Ore Carrier) da ordem das 400 mil ton/porte, com 362 m comprimento, 65 m boca e 16 m de calado (Ex: “Vale do Rio de Janeiro” e “Vale Itália” duma série de 16 navios gémeos).

Por certo que em Portugal não será a exploração mineira justificável para se construir um terminal com tais características mas possivelmente para uma média do tipo de navios entre 85 a 100 mil ton/porte na ordem dos 250 m comprimento e 14 m de calado.

Em complemento um terminal de minério deverá ter área para o seu parqueamento a céus aberto, no mínimo para dar garantia de carga a dois navios (200 mil ton.) e o equipamento de viradores de vagões, se o minério chegar por via férrea ou descarregadores e correias transportadoras se a via abastecedora for a marítima (batelões).

Não conhecemos o plano estratégico que o governo tem para o sector mas preocupa-nos se assume compromissos com entidades que irão explorar nossos recursos (minérios) e aqueles fiquem impossibilitados de ser exportados em condições económicas que justifiquem os investimentos, caso não se preparem os terminais necessários para a sua exportação.

E estes levam muito tempo a projectar e construir, mesmo admitindo que seja rápido e fácil encontrar o local para tal.

Não estamos a ver como é que se pretende iniciar a extracção de minério em milhões de ton. já em 2014 e ninguém nos refere este assunto.

Deixamos aqui o nosso alerta sobre a “euforia” mineira… não vá ela acabar por ir ao fundo por falta de cais em condições.
Autor/fonte: Joaquim Ferreira da Silva"
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: miguelbud em Novembro 15, 2011, 11:18:02 am
Porto de Sines alarga molhe de abrigo de contentores para “oportunidades do novo Canal do Panamá”

A Administração do Porto de Sines (APS) está a ampliar o seu molhe leste de abrigo do terminal de contentores dos actuais 1.100 para 1.500 metros, um investimento de 40 milhões de euros.

Lídia Sequeira, presidente da APS, que falava durante a conferência "O Impacto do Novo Canal do Panamá nos Portos Portugueses", em Sines, revelou ainda que o porto está a expandir o seu Terminal XXI, que terá uma capacidade para navios até 14 mil TEU, tudo isto para "fazer face ao aumento do tráfego transatlântico derivado do novo Canal do Panamá". O Terminal XXI passa assim a ter uma capacidade máxima de movimentação de 800 mil TEU por ano.

Lídia Sequeira considerou que o alargamento do Canal do Panamá vai ter um "impacto significativo em termos de carga contentorizada, passando a acolher navios com capacidade até 13 mil TEU". E afirmou que os portos nacionais "têm uma localização privilegiada, pois estão localizados na confluência das principais rotas marítimas internacionais". "É um factor positivo que não devemos desvalorizar, como já ouvi varias vezes".

Para a presidente da APS, o Canal do Panamá vai levar a um "redesenhar de novas rotas e serviços no Atlântico e isso, parta o Porto de Sines, como porto de águas profundas, é uma oportunidade única"

http://economico.sapo.pt/noticias/porto ... 31271.html (http://economico.sapo.pt/noticias/porto-de-sines-alarga-molhe-de-abrigo-de-contentores-para-oportunidades-do-novo-canal-do-panama_131271.html)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 16, 2011, 09:48:53 am
Porto de Viana do Castelo dragado para ajudar exportações da Enercom
A administração do Porto de Viana do Castelo (APVC) irá arrancar, até ao final de novembro, com a dragagem de um canal de navegação, indo assim de encontro à pretensão da alemã Enercon, que pretende incrementar as suas exportações.

A informação foi avançada à Agência Lusa por fonte da APVC, que acrescentou que a operação, para retirada de 45.000 metros cúbicos de inertes, custará 270 mil euros e a empresa vencedora do concurso público já tem em curso a "mobilização dos equipamentos".
Esta pretensão tem vindo a ser reclamada nos últimos meses pela Enercon, líder mundial na produção de componentes e geradores eólicos, que pretende aumentar a exportação a partir de Viana do Castelo.

"Prevemos que as dragagens comecem ainda antes do fim do corrente mês. É uma ação com prioridade máxima por parte da APVC", sublinhou fonte da administração do porto, explicando que vai envolver "os fundos no acesso e junto ao cais do Bugio", na margem direita, onde funcionam as principais das cinco fábricas da Enercon.

Segundo a APVC, este canal de navegação ficará com uma quota mínima de 5,50 metros de profundidade, o que permitirá a operação de navios de maior calado, também na margem direita do rio Lima.

"Um pouco mais [de profundidade], portanto, do que a própria Enercon pediu", sustenta ainda a fonte.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: chaimites em Novembro 16, 2011, 11:58:28 pm
Citação de: "Malagueta"
Porto de Viana do Castelo dragado para ajudar exportações da Enercom
A administração do Porto de Viana do Castelo (APVC) irá arrancar, até ao final de novembro, com a dragagem de um canal de navegação, indo assim de encontro à pretensão da alemã Enercon, que pretende incrementar as suas exportações.

A informação foi avançada à Agência Lusa por fonte da APVC, que acrescentou que a operação, para retirada de 45.000 metros cúbicos de inertes, custará 270 mil euros e a empresa vencedora do concurso público já tem em curso a "mobilização dos equipamentos".
Esta pretensão tem vindo a ser reclamada nos últimos meses pela Enercon, líder mundial na produção de componentes e geradores eólicos, que pretende aumentar a exportação a partir de Viana do Castelo.

"Prevemos que as dragagens comecem ainda antes do fim do corrente mês. É uma ação com prioridade máxima por parte da APVC", sublinhou fonte da administração do porto, explicando que vai envolver "os fundos no acesso e junto ao cais do Bugio", na margem direita, onde funcionam as principais das cinco fábricas da Enercon.

Segundo a APVC, este canal de navegação ficará com uma quota mínima de 5,50 metros de profundidade, o que permitirá a operação de navios de maior calado, também na margem direita do rio Lima.

"Um pouco mais [de profundidade], portanto, do que a própria Enercon pediu", sustenta ainda a fonte.


Boas noticias!
 Actualmente partem de viana 2 navios da Enercom  por semana,  grande parte das vezes o reduzido calado do canal da margem norte  obrigava a que parte da carga fosse feita na margem sul, com os inconvenientes logisticos   dos transportes de grandes dimenções, (pás com 40 metros)  que  eram   feitos atravessando a cidade  durante a noite,  obrigando a mobilizaçao da policia para cortar o transito durante largos periodos.

Com a dragagem do canal da margem norte as cargas vão poder ser feitas diretamente do parque  da Enercom
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 18, 2011, 10:26:09 am
CP Carga prevê reforçar ligações entre portos portugueses e Espanha
A CP Carga prevê aumentar de três para quatro o número de frequências semanais do IBERIANLink, um serviço ferroviário regular de carga que liga os três principais portos portugueses a Espanha.

O serviço IBERIANLink, lançado em 2009 e que resulta de uma parceria entre a CP Carga e a espanhola Renfe, assegura o transporte ferroviário de carga entre três portos portugueses - Lisboa, Leixões e Sines - e Espanha.

O serviço conta atualmente com três frequências semanais nos dois sentidos, mas fonte da CP Carga disse à Lusa que "a perspetiva futura é aumentar a frequência do comboio pelo menos em uma vez mais por semana, passando a quatro por semana".
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Novembro 18, 2011, 11:43:59 am
Boas,

Posso confirmar que por incrível que pareça  :lol: a CPCarga presta um muito bom serviço na ligação entre Lisboa e pelo menos Barcelona e Valência no transporte de contentores.
Embora contrate via terceiros nunca tivemos problemas sendo que os valores praticados são bastante competitivos e mesmo considerando que estou a pagar "a parte" do terceiro, significa não só a CPCarga é competitiva mas também capaz de passar parte da competitividade para os seus clientes.

Não obstante é notaria a falta de qualificação de alguns quadro (políticos & tachistas) superiores e um ou outro boato de ligações "menos próprias", ainda assim algo não funciona mal de todo na CP.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 29, 2011, 10:43:42 am
Linha NYK leva veículos VW para a China
O terminal Ro-Ro do porto de Setúbal vai iniciar, a partir de 29 de novembro, com a escala do navio “Themis Leader”, do operador de transporte marítimo NYK LINE, embarques quinzenais para exportação de viaturas fabricadas na Autoeuropa para o Extremo Oriente, nomeadamente, para os portos chineses de Shanghai e Tianjin Xingang.

O navio “Themis Leader”, agenciado pela Pinto Basto IV, tem 200 metros de comprimento e capacidade para 5 415 CEU (Car Equivalent Units). Irá carregar cerca de 1 000 veículos Volkswagen dos três modelos fabricados na Autoeuropa, num total previsto de mais de 20 mil veículos por ano, em 24 escalas. O “Themis Leader” navega desde Southampton (Reino Unido) e, depois de Setúbal, passará por Savona (Itália), de onde seguirá para a China.

Com esta nova linha quinzenal, o porto de Setúbal reforça a sua posição como um porto de primeira linha da rede logística da Volkswagen, com ligações directas para outros continentes, no caso, para portos da China, um país detentor de um mercado automóvel em franco crescimento
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 29, 2011, 02:30:28 pm
Sines parte fundos de rocha para receber maiores navios do mundo
O Porto de Sines começou os trabalhos de dragagem do canal de acesso ao terminal de contentores para poder receber os maiores navios do mundo.
     
 
O Porto de Sines prepara-se para receber os maiores porta-contentores do mundo, designados "Ultra Large Container Ships" (ULCS), com capacidade para transportar uma carga total de contentores de 18.000 TEU (um TEU é a medida-padrão para um contentor com 20 pés de comprimento) que os grandes armadores vão começar a utilizar nos próximos anos.

"É este o grande objetivo que norteou a decisão de dragar os acessos marítimos e a zona de manobra ao Terminal de Contentores (Terminal XXI) para os 17,5 metros de profundidade de água, permitindo continuar a manter Portugal na primeira divisão do campeonato mundial do shipping de contentores", refere o Porto de Sines.

Sines já recebe, semanalmente, os maiores navios porta-contentores em operação no mundo, na ordem dos 14.000 TEU e calados máximos de 15,5 e 16 metros.

Com este aprofundamento do canal e da zona de manobra do Terminal XXI, o Porto de Sines ficará preparado para receber os maiores navios atualmente encomendados que terão calados máximos entre os 16 e os 17 metros, como é o exemplo da gama de navios "Triple EEE", da empresa Maersk, com porte de 18.000 TEU.

Os trabalhos de dragagem tiveram início no passado dia 25 de novembro com a utilização de uma draga de alta capacidade, que permitirá aprofundar o fundo rochoso e remover a rocha retirada.

"É uma operação que se realiza uma única vez e fica com caracter definitivo, uma vez que este porto não está sujeito a assoreamento", refere o Porto de Sines.


A draga "Athena"


Trata-se da draga "Athena", equipamento de última geração, que realiza em Sines a sua viagem comercial inaugural, sendo por este motivo acompanhada por uma equipa de cerca de 100 engenheiros que estarão presentes ao longo de toda a operação em Sines.

Esta embarcação tem uma tripulação total de 50 pessoas e permite realizar dragagens até uma profundidade de 32,4m e expelir o material através de uma conduta de 1.000 mm de diâmetro com auxílio de 3 bombas de 5.000 KW, uma das quais submersa, apresentando uma potência máxima de corte instalada de 7.000 KW.

O Porto de Sines refere que estes trabalhos de dragagem enquadram-se no âmbito da empreitada de ampliação do molhe leste, investimento de 40 milhões de euros da responsabilidade da Autoridade Portuária, que a realiza sem recurso ao Orçamento de Estado nem a financiamento bancário.

Com esta empreitada, que tem uma dupla atuação no terreno, ficam também criadas as condições para a expansão prevista do terminal de contentores até ao máximo da sua capacidade.


Noticia 2


Os portos portugueses registaram um aumento de atividade no terceiro trimestre de 2011. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que o transporte de mercadorias por via marítima disparou 8,5% nos portos do continente em termos homólogos.

Neste período, os portos do continente registaram um aumento de 1,5% no volume de carga entrada nos portos do continente e mais 8,5% de tonelagem de mercadorias em relação a igual período de 2010.

Em sentido contrário, também no terceiro trimestre de 2011, o transporte ferroviário registou uma quebra homóloga de 3,3% no número de passageiros transportados, que se ficou pelos 36,1 milhões de passageiros, refere o INE, esclarecendo que 88% destes passageiros viajaram em serviços ferroviários suburbanos.

O transporte de carga por via aérea também caiu 1,6% no mesmo período, ficando nas 38,3 mil toneladas
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Fevereiro 27, 2012, 11:48:22 am
"Concluída a dragagem no porto de Viana do Castelo

Os trabalhos de dragagem da zona de navegação no porto de mar de Viana do Castelo já foram concluídos, assegurando maior profundidade e ajudando a servir as exportações da alemã Enercon. Ainda esta semana o mesmo acontecerá com o canal de acesso.

Em declarações à Lusa, o administrador do porto de mar, Vasco Cameira, confirmou a informação, vincando que as dragagens permitiram estabelecer uma zona de profundidade de 5,50 metros. "Prosseguem as dragagens no respetivo canal, flanco poente, que deverão ficar prontas ainda esta semana", acrescentou.
A operação, que custou cerca de 270 mil euros, consistiu na retirada de 45.000 metros cúbicos de inertes, teve início em dezembro e é considerada vital para a alemã Enercon, que quer incrementar as exportações a partir da margem direita do rio Lima, onde está instalada.


O canal de navegação ficará agora com um mínimo de 5,50 metros de profundidade, "um pouco mais, portanto, do que a própria Enercon pediu", acrescenta Vasco Cameiro.

"Para que os navios que possam cá vir, sob o ponto de vista da logística, sejam mais competitivos. A Enercon quer ter a capacidade de produzir bem e exportar em condições competitivas", referiu Francisco Laranjeira, administrador da Enercon em Portugal"
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: miguelbud em Março 23, 2012, 01:03:59 pm
Pedro I, peço-lhe que me explique uma coisa, uma vez que me parece que trabalha na área.

O actual desinvestimento do TGV vai tornar os actuais investimentos do porto de Sines um elefante branco ou nao? O facto de termos uma ferrovia convencional em bitola europeia é o suficiente para podermos concorrer com Valencia e Algueciras?
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Março 23, 2012, 05:00:47 pm
Citar
Pedro I, peço-lhe que me explique uma coisa, uma vez que me parece que trabalha na área.

Caro Miguelbud como já disse uma vez venho mais a este fórum para “explicar” do que “ensinar” pelo fico sempre contente por poder elucidar alguém neste fórum em áreas que me são familiares. Relativamente ao trabalhar na área apenas acrescento que sou formado em Gestão de Transportes Ramo – Marítimo-Portuário, estando fundamentalmente ligado ao comércio de contentores marítimos (à caixa metalica em si) sendo que por inerência também faço certificação de contentores, agenciamento de cargas, consultadoria em transportes, etc. Não faz de mim um especialista mas é só para não pensarem que sou um farmacêutico a falar de agricultura com termos técnicos.


Citar
O actual desinvestimento do TGV vai tornar os actuais investimentos do porto de Sines um elefante branco ou nao?
Como é habitual na comunicação social em Portugal dá-se uma notícia e depois faz-se muito barulho. Qualquer ligação entre o TGV, Sines e o transporte de mercadorias é pura ficção. (ponto!)

O TGV é apenas e só para transporte passageiros, é extremamente rápido, extremamente “leve” e extremamente caro.
Pensemos o seguinte eu quero hoje (23/03/12) marcar uma viagem a Madrid em Junho com ida a 29 e vinda a 30, vou considerar que a duração do voo ou do TGV é a mesma entre sair de casa e chegar ao hotel e vice-versa:
Pela Easyjet: 66.98€ :)
Pelo TGV: 200€  :G-beer2:  quando o governo admitiu que o TGV estava enterrado (por enquanto pelo menos), primeiro como pessoa ligada aos transportes e depois porque o TGV certamente seria deficitário e daqui a anos teríamos mais uma empresa pública, privada ou ambas com um buraco gigante que o Estado mal ou bem iria tapar.

Agora relativamente as mercadorias podemos considerar que a ideia de que na mesma linha possam circular TGV e mercadorias alternadamente é utópica, uma composição de mercadorias contentores leva 48 contentores de 20’, cada contentor 20’ pode carregar incluindo a tara cerca de 30tons, dando de barato e fazendo as contas a 25tons:
48 x 25 = 1200tons
Segundo a wikipedia o peso de uma composição TGV andara entre as 380 e 752tons

Uma linha que é feita para suportar 700tons não pode ser a mesma linha 1200tons, da mesma forma que por 1200tons de comboio a andar a 300km/h deveria ser qualquer coisa de genial.

Isto para dizer que há uma serie de aspectos técnicos que impedem ou dificultam para lá do aceitável operacionalmente utilizar a mesma linha para o TGV e para as mercadorias.

O problema do transporte de mercadorias em Portugal, e na Europa, têm um nome que é Prioridade.
Na lista de prioridades dos comboios no meu tempo de escola era qualquer coisa do género:
Rápidos de Passageiros (Alpha)
Rápidos de Passageiros (Intercidades)
Internacionais (Sud Express)
Militares (Regional de sexta-feira que quando era miúdo era o meu comboio preferido porque era rara a vez em que não havia pancadaria entre unidades e ouviam-se historias de partir o coco a rir.)
Regionais/InterRegionais
Suburbanos
Mercadorias
Manutenção


Daí que seja para quem de comboio usual ver-se comboios de mercadorias parados um pouco por todo lado. Segundo umas contas que fizemos nos tempos de faculdade a velocidade média de um comboio de mercadorias numa viagem era de 40Km/h quando em circulação a media eram os 100km/h única e exclusivamente porque passava mais tempo parado a espera de ramal do que a “andar”.

Se querem aumentar a competitividade do país em geral e do transporte ferroviário em particular esqueçam o TGV e construam linhas dedicadas para mercadorias em bitola europeia que liguem os portos aos eixos de mercadorias europeus, sai mais barato e o retorno é muito maior.

A última coisa que o porto de Sines precisava era de TGV’s a tirar prioridade aos comboios de mercadorias que saem e entram em Sines pelo que e finalmente respondendo a tua pergunta o desinvestimento no TGV é no minimo menos mau para Sines.

Citar
O facto de termos uma ferrovia convencional em bitola europeia é o suficiente para podermos concorrer com Valência e Algeciras?
Caro Miguebud isto é toda uma outra questão.

Primeiro aparte: Portugal e Espanha têm a mesma bitola (bitola Ibérica) pelo que a bitola em termos de “competição” não altera nada. (Têm no entanto sistemas de condução e controlo diferentes mas para isso basta mudar de locomotiva.)

Segundo aparte: Sempre que ouvires alguém a dizer que os portos portugueses devem competir com os espanhóis ou Sines deve competir com Lisboa ou qualquer conversa que misture portos e competição pensa “Estes gajos não percebem um boi desta m…..” principalmente se forem políticos do Governo, da Oposição, da Esquerda ou a tipa que está a frente do porto de Sines.


O transporte de mercadorias e uma questão de fluxos de carga de onde há oferta para onde há procura e os fluxos correm sempre por onde é mais fácil. O que se confunde muitas vezes é “facilidades” com “custos” com “concorrência”.

Por exemplo a MSC (companhia de navegação) que tem a exclusividade de operação em Sines trazendo Navios enormes onde a oferta de carga é concentrada (China) descarrega tudo em Sines e espalha a carga em Navios pequenos (também conhecidos por feeders) para onde a procura é dispersa (Lisboa, Porto, etc.) ou então volta a concentrar para destinos terceiros.
Ainda assim todas as semanas há um Navio da MSC que vem da América do Sul directo a Lisboa  porque…………….. compensa! A tanta procura em Lisboa por carga da América do Sul que compensa ter um Navio médio (4000/5000Teus) a vir a Lisboa todas as semanas pelo mesmo raciocínio podemos inferir que não compensa trazer um Navio enorme (12000/15000teus) directo da China para Lisboa, tudo tem a ver com economias de escala.

É normal igualmente haver alguma confusão com os tipos de portos. Nem todos os portos são iguais, Lisboa é hoje em dia essencialmente um porto de importação, Leixões podemos considerar um porto misto, Sines é e sempre foi desenhado para ser um porto maioritariamente de transhipment ou baldeação ou hub, porque no fundo as cargas que se movimentam no porto de Sines não vão nem vem de Sines. “ai e tal e as cargas que saem do porto de comboio para Lisboa e Espanha? “ ora bem são baldeação à mesma só por dizer que a baldeação é feita para outro modo de transporte.

Assim estar a por Sines, Algeciras e Valência todos no mesmo saco é complicado, se bem que Valência também faça muito transhipment (vai-se a ver e é da MSC também  :lol: ) ou seja quando o Cervantes tirar o rabo do pórtico porque o turno acabou já lá está o Pablo para começar a trabalhar.
Em Portugal como deve compreender meia hora antes de o Manuel acabar o seu turno tira o rabo do porticoa e vai para o vestiário entretanto o Joaquim chega espera pelo Manuel para discutir o fora de jogo do Hulk, pelo que o Joaquim só se senta na cadeira passado meia hora do turno começar, nisto passou-se uma hora em que o pórtico teve parado. Estou a exagerar mas isto acontece, com mais ou menos exagero da minha parte, todos os dias.

E o que são 4 movimentos por hora? Como escrevi numa resposta na página 4 desta thread um bom porto faz entre 50 a 120 movimentos por hora por cais de atracação, ora cada cais de atracação para fazer 50 movimentos tem pelo menos 3 pórticos a fazer 16 (e uns trocos) movimentos por hora. Vamos agora supor que temos um Navio que vai operar e descarregar 1000teus e carregar outros 1000teus:
Logo 2000 movimentos a dividir por 3 pórticos a 16 movimentos por hora temos aproximadamente 41horas, se o porto trabalhar 24 sobre 24 e considerarmos que os turnos de estiva são 6 horas certas vamos precisar de 7 turnos de estiva.

Mas e se cada pórtico fizer + 4 movimentos:
Temos 2000 movimentos a dividir por 3 pórticos a 16 movimentos por hora temos aproximadamente 33horas, são menos 8 horas, se o porto trabalhar 24 sobre 24 e considerarmos que os turnos de estiva são 6 horas certas vamos precisar de 5,5 turnos de estiva.

A questão é:
Imaginam quanto é que não custam 8 horas de um Navio parado em porto e ainda mais quanto é que não custa um turno e meio de estiva?

São contas que eu nem me atrevo a fazer…… mas juntem estes custos a um comboio que só “anda” a 40km/h e venham-me falar de tornar os portos Portugueses competivos. Quantos governantes e administradores dos portos vocês já ouviram falar em TGV’s, OTA’s, Janelas Únicas Portuárias, Vias rápidas de acesso aos portos, Bitolas, Aeroportos de Beja?


Quantos é que já ouviram falar em reformular o trabalho portuário?????

 

Caro Miguelbud acho que se calhar compliquei em vez de descomplicar mas isto do transporte não é nada linear.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Março 23, 2012, 06:46:52 pm
:G-beer2: Excelente esclarecimento!
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: miguelbud em Março 23, 2012, 09:29:27 pm
:Palmas:  :Palmas:  :Palmas:

Obrigado Pedro, foi muito esclarecedor.

A grande confusao aqui é a desinformaçao ou falta de informaçao por parte dos políticos ou jornalistas, pois como a notícia sai na comunicaçao social parece que há TGV para mercadorias e TGV para passageiros.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Março 24, 2012, 01:07:40 am
Citar
A grande confusão aqui é a desinformação ou falta de informação por parte dos políticos ou jornalistas

Caro Miguelbud de facto a grande verdade é essa na generalidade dos temas e nos transportes internacional particularmente.
Relativamente a políticos ultimo tipo de jeito que vi com a pasta dos transportes foi o Mexia, mas ele não chega bem a ser politico é mais do tipo tecnocrata pelo que acredito se ele tivesse continuado podia ter havido algum desenvolvimento estrutural na área dos transportes.
A Ana Paula Vitorino também não era um zero a esquerda em transportes mas tinha pouca força politica, principalmente depois de ter começado a remar contra o Mario Lino.

Como disse acima todos os candidatos a governo falam sempre extensivamente do mar, dos portos, dos transportes, de criar acessibilidades, do minicluster, do cluster, do hipercluster, do hipermegarifixecluster do mar, etc, etc, etc, mas os "pequenos" problemas do sector portuário Nacional que para resolução até nem precisam de muito dinheiro e grandes investimentos apenas de vontade politica, um pulso forte e tomates nunca são tratados:
A reforma do trabalho Portuário (estiva),
A desactualização do papel das capitanias na vida dos portos,
A falta da uniformização nos procedimentos,
A reforma de uma vez por toda do modelo de administração dos portos,
A questão do harbour master que não sai do papel,

Fico contente por ter ajudado.  :D
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Março 26, 2012, 03:33:50 pm
boas,

Caro Pedro da minha parte mais uma vez obrigado pelas excelentes explicações/esclarecimentos que nos tem dado sobre este topico.

E aproveito para deixar mais uma noticia.

"Sines: terminal de contentores quadruplica capacidade
Ampliação do Porto de Sines custou 78 milhões de euros

PorRedacção 2012-03-26 15:15 1 2 3 4 5 0 votos Comentários      

A ampliação do Terminal de Contentores do Porto de Sines (Terminal XXI), em que a concessionária PSA Sines investiu cerca de 78 milhões de euros, está concluída, aumentando a capacidade da infraestrutura para um milhão de TEU por ano.

Esta expansão, designada oficialmente 1B e que já está terminada, possibilita ao Terminal XXI passar a acolher um milhão de TEU anuais (medida para contentores de 20 pés), quando, até agora, tinha capacidade para 250.000 TEU ano.

A empreitada vai ser dada a conhecer no terreno, na terça-feira, ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, durante uma visita a partir das 16:10, com partida da Administração do Porto de Sines (APS), foi divulgado esta segunda-feira.

Segundo a PSA Sines, concessionária do terminal de contentores do porto alentejano, a visita inclui também uma sessão presidida por Passos Coelho, às 16:30, já no local onde foram efetuadas as obras.

Fruto das obras realizadas, que implicaram um investimento da PSA Sines a rondar os 78 milhões de euros, a área do cais do terminal cresce para os 730 metros (380 da fase 1A que se juntam mais 350 da fase 1B).

Ainda em termos de área, o Terminal XXI aumenta também dos 13,3 hectares iniciais para os 24 hectares.

Em paralelo com a empreitada da PSA, a Administração do Porto de Sines tem em curso obras para a expansão do molhe leste da infraestrutura portuária.

Num investimento de 40 milhões de euros, a obra deverá estar pronta no final deste primeiro semestre e envolve a construção de mais 400 metros do molhe, cuja extensão final será de 1.500 metros.

Trata-se de uma obra considerada pela APS como fundamental para a ¿melhoria da acessibilidade marítima¿ ao Terminal XXI, ao garantir condições de abrigo e de operacionalidade, através do aumento da proteção marítima e da regularização dos fundos.

O contrato de concessão do Terminal XXI foi celebrado em setembro de 1999, entre a Administração do Porto de Sines e a PSA Sines (cuja empresa mãe é a Port of Singapore Authority), por um período de trinta anos."
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Abril 13, 2012, 04:11:24 pm
Desta vez consegui antecipar-me ao Malagueta a por uma noticia de Sines (patrão fora.... )

Citar
'Quero que Sines seja o nosso Golias'
13 de Abril, 2012
por Frederico Pinheiro in SOL

Na semana em que um dos maiores armadores do Mundo, a CMA CMG, começou a operar em Sines, Lídia Sequeira diz que espera atingir, este ano, o recorde máximo de carga e de contentores movimentados.
Apesar do porto estar a recuperar, ainda não se atingiu o máximo de 27 milhões de toneladas de 2006…
Este ano vamos, de certeza, ultrapassar os 27 milhões. Houve um período de quebra, mas tem havido uma recuperação. O ano de 2006 foi fantástico, com a conjugação positiva de todos os cinco terminais, o que é um caso raro. Este ano já crescemos 20% no primeiro trimestre.
A que se deve essa subida?
À conjugação dos terminais estar a correr bem e ao facto de não termos a perda dos dois milhões nos granéis líquidos que tivemos o ano passado, devido às obras da refinaria. Nos contentores esperamos um acréscimo significativo a partir deste mês.
Porquê?
Desde esta semana temos um novo grande armador, a CMA CGA. E a expectativa que temos do actual grande armador e principal cliente do terminal, a MSC, é que continue a desenvolver a sua actividade com boas perspectivas. O terminal de multiusos terá um bom ano, o de contentores dará este salto e o de granéis líquidos entrará na normalidade. Estes três terminais representam cerca de 90% da actividade do porto. Tal leva-nos a concluir que este será um ano excelente no porto de Sines.
Há condições para baixar as taxas portuárias?
Trabalhamos num mercado global. A preocupação de manter tarifas baixas já foi uma preocupação nossa no passado, agora tem de ser a de nos compararmos com outros portos que são concorrentes e fazer mais barato.
Ouvimos muitas vezes dizer que Sines pode competir com os portos do centro da Europa…
Obviamente…
Mas estamos a falar de portos 20 vezes maiores.
Sim, mas já tivemos um ou outro sucesso, estamos a conseguir competir.
É uma luta de David contra Golias..
Mas quero que o David, Sines, se transforme no nosso Golias.
A nova ligação ferroviária à fronteira espanhola seria um trunfo importante?
Sem dúvida.

Qual o feedback da parte do Governo?

Está a ser feito o trabalho de concertação com os espanhóis e destes com os franceses.

Este porto de Sines  têm uma maquina mediatica de fazer inveja a muito famoso, creio que se o Cristiano Ronaldo fosse agenciado pelo Porto de Sines ainda não tinha perdido uma bola de ouro para o Messi, mesmo jogando menos.

A CMA-CGM é um dos maiores operadores do mundo?; e começou a trabalhar em Sines porque Sines é hipermegarifixe? Sim (enquanto não for a falencia de vez) :N-icon-Axe:  :bang: como devem imaginar por sete dias vai muita empresa a falência.
Ora a empresa Z ficou na m... já que tinha prometido a W que podia contar com os contentores D+3 e mandou um mail a X com conhecimento a Y a explicar o que se passava e a dizer que nunca mais mandassem nada para Sines que não viesse 100% pela MSC, unicamente porque a MSC fazendo parte do "sistema" opera 5 comboios por dia em cada sentido entre Bobadela/Entroncamento e Sines (recentemente saiu uma noticia em que vão ter mais 2 comboios por dia) e com ou sem boas relações nenhum contentor 100% MSC fica uma semana em Sines a espera de apanhar o comboio.

Ora alguém na empresa Y passou a explicação de Z à CMA-CGM que respondeu muito chateada a dizer que não existia nenhum "sistema" em Sines e que era tudo mentira....  e que a MSC tinha os mesmos comboios que eles, ora bem compreendo que a CMA-CGM seja francesa mas desde quando um comboio por semana é equivalente a 10 (brevemente 12) por dia.... fiquem com a bicicleta.

Moral da historia:
- Z pediu autorização a X para ir buscar os contentores de camião a Sines (+400€ e pegada do carbono e tal) e entregou os mesmos a W no dia D+1.
- Alguém numa sala de reuniões cheia de miniaturas de croissants assinou um acordo com uma companhia Italiana de que ninguém sabe bem quem é o dono (as más línguas arriscam entre a Máfia e o Vaticano) pensado que tinha feito uma grande coisa e vai-se a ver não viu no seu umbigo os pequenos pormenores.
- Sines aproveita para publicitar isto como se fosse uma grande vitoria a CMA-CGM começar a trabalhar em Sines, quando nem a própria CMA-CGM percebeu que ia andar a pagar a MSC, apesar de tudo um concorrente, para levar contentores para Sines prestando um pior serviço e pondo as suas cargas nas mãos do seu novo "amigo".[/i]

No que diz respeito a noticias na comunicação social relativas a Sines lembrem-se sempre da máxima: Nem tudo o que luze é ouro nem tudo o que brilha é prata.

PS: O "sistema" não é aqui usado de todo com ideia de transmitir uma conotação negativa, a concessão do Terminal de Sines é da PSA que investiu por ela na ligação ferroviária a rede nacional, porque o Estado se tinha comprometido e não tinha dinheiro para acabar. Como a MSC opera preferencialmente nos terminais da PSA a nível mundial é normal que no caso de Sines a MSC e a PSA já tenham a maquina bem montada e oleada no que diz respeito aos comboios prestando, e confirmo, um excelente serviço aos clientes. Se não fosse a PSA ter acreditado em Sines e por sua vez a MSC, a única coisa que passava no terminal XXI eram aqueles arbustos em forma de bola tipo Faroeste. Penso que já tinha falado disto algures no fórum.

PS1: Não levem a mal esta coisa dos X's e Y's e embora defenda sem duvida todas as posições que tomo e que escrevo aqui no fórum ate que me provem o contrario, não quero nem posso permitir que o que escrevo aqui por mim seja entendido como a posição de terceiros.
E se alguém do meio pode facilmente resolver as equações, creio sem desmérito que para os users do Defesa Nacional X e Y é mais do que suficiente.

Cumprimentos
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: miguelbud em Abril 13, 2012, 04:30:53 pm
Parece que a Navaltagus vai recuperar dos Estaleiros do Pico, num investimento que ronda os cinco milhões de euros.
Título: Re: Sector Naval
Enviado por: HSMW em Abril 13, 2012, 06:32:16 pm
Citação de: "miguelbud"
Parece que a Navaltagus vai recuperar dos Estaleiros do Pico, num investimento que ronda os cinco milhões de euros.

(http://i1132.photobucket.com/albums/m580/Nuno1984/Imagens/DSCF0790.jpg)
Estaleiro da Navaltagus no Seixal.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2012, 05:58:19 pm
Kia Portugal passa a receber automóveis para o mercado nacional no Porto de Setúbal


(http://img854.imageshack.us/img854/6462/imagegkx.jpg)


(http://img11.imageshack.us/img11/3316/carslf.jpg)

Numa clara aposta nos recursos nacionais, a Kia Portugal começou já a receber os automóveis provenientes da Coreia do Sul e destinados ao mercado português, através do Porto de Setúbal. Segundo o representante da marca sul-coreanaem Portugal, a passada terça-feira fica na história da Kia Portugal, já que foi esse dia em que foram descarregadas no Terminal Ro-Ro do Porto de Setúbal 295 veículos Kia, no que constituiu o arranque dos desembarques de viaturas da marcaem Portugal, exclusivamente, pelo Porto de Setúbal.

As viaturas chegaram ao porto no navio “Morning Chorus”, do armador OW SHIPPING CO PTE LTD, agenciado pela Barwil Knudsen - Agentes de Navegação, Lda. e a descarga foi efectuada pela Setefrete – Sociedade de Tráfego e Cargas, SA.

Para o Porto de Setúbal, este tipo de operações contribui para o posicionar como o maior porto português de veículos, com potencial para ser um futuro hub Ro-Ro da Península Ibérica e da Europa, com ligação ao Mediterrâneo, África, Américas e Ásia.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Abril 16, 2012, 03:25:48 pm
Caro PedroI,

Mais uma vez obrigado pelas suas explicações e "historias da caserna", que nos elucidam cada vez mais como funciona o Sector Portuàrio.

Quanto a "maquina mediatica", fazem muito bem tentar vender o "peixe "deles.

PS: Estava de Ferias :).
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Abril 17, 2012, 09:42:26 am
Movimento de mercadorias nos principais portos nacionais bateu recordes em 2011
No ano de 2011 foram movimentados, nos sete principais portos nacionais, 66,8 milhões toneladas de mercadorias, o que traduz um aumento de 2,8% face aos números registados em 2010, perfilando-se como o melhor registo anual de sempre. Segundo dados divulgados pelo IPTM, o crescimento no segmento dos contentores foi ainda maior, cifrando-se nos 11%.

Entre os portos com resultados positivos estão Leixões (na foto), Lisboa, Sines e Figueira da Foz, sendo que o porto que mais carga movimentou em 2011 foi o porto de Sines, com quase 26 milhões de toneladas. No tipo de mercadorias movimentadas, o destaque vai para os granéis líquidos que superaram os 27 milhões de toneladas, ou seja quase 41% do total. Já a carga geral (23,2 milhões de toneladas) e os granéis sólidos (16,3 milhões) apresentam uma quota mais modesta: 34,7% e 24,5% respetivamente.

Aos crescimentos no total de carga movimentada e no segmento dos contentores não correspondeu o total de navios operados nos principais portos nacionais, com uma ligeira quebra de 1,5%.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Abril 24, 2012, 08:23:16 pm
Porto de Leixões regista recorde de 4 000 turistas num dia


Quatro mil turistas britânicos e alemães desembarcaram hoje no novo cais de cruzeiros do porto de Leixões, um número “recorde de passageiros num só dia” naquela estrutura marítima, informou hoje fonte oficial.
 
“É um novo recorde de número de passageiros (4.000) e tripulação (1.700) recebidos num único dia. Foram necessários cerca de 50 autocarros turísticos para transportar os passageiros dos cruzeiros atracados, em visitas à região do Porto e Norte”, lê-se na nota de imprensa da Associação de Portos do Douro e Leixões (APDL) enviada à comunicação social.
 
Os turistas chegaram em dois navios – “Ventura” e “Albatros” e participam num cruzeiro dedicado à "descoberta da Europa Ocidental", acrescenta a mesma nota informativa da APDL.
 
A viagem teve início no Mónaco, navegando por portos do Mediterrâneo e Costa Atlântica. O objetivo é chegar a Bremerhaven (Alemanha).
 
O navio Ventura, com 289 metros de comprimento, 19 pisos e 116 mil toneladas de peso, transportou cerca 3.500 passageiros, na sua maioria britânicos, e 1.300 tripulantes.
 
O navio Albatros, com 205 metros de comprimento e 28 mil toneladas, transportou 500 passageiros, maioritariamente alemães, e cerca de 400 tripulantes.
 
O tráfego de navios de cruzeiros em Leixões aumentou este ano com a inauguração do novo cais, estrutura que tem capacidade para acolher navios com mais de 250 metros de comprimento.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Abril 27, 2012, 09:09:25 am
1º Noticia

Porto de Sines: Exportações atingiram novo máximo histórico no primeiro trimestre
Foi um primeiro trimestre de 2012 bastante positivo para o porto de Sines, ao registar um crescimento global de 22,2% no movimento de mercadorias relativamente a igual período do ano anterior. Nestes meses foram movimentadas 6,96 milhões de toneladas, com os principais segmentos de carga a registarem um comportamento muito positivo.

Os Granéis Sólidos cresceram 25,2% e registaram um total de 1,15 milhões de toneladas movimentadas, os Graneis Líquidos cresceram 21,9% e atingiram o total de 4,27 milhões de toneladas de mercadorias e a carga contentorizada registou um crescimento de 21,1% correspondente a 1,54 milhões de toneladas de mercadorias.

Na análise do desempenho dos primeiros três meses do ano, destaca-se ainda o forte aumento das exportações que registou um crescimento de 63,3% e permitiu obter o melhor trimestre de sempre na história do porto de Sines no mercado das exportações, ao atingir 1,67 milhões de toneladas.

Nos Graneis Líquidos as principais exportações foram ao nível dos produtos refinados nos vários tipos de gasolinas, combustíveis para a aviação e os combustíveis para as máquinas marítimas, tendo como principais destinos os Estados Unidos da América, Espanha, Gibraltar, Marrocos, Reino Unido, Gana, Nigéria, Holanda, Turquia, Guiné-Bissau e México. Já na Carga Geral as exportações aumentaram bastante no movimento por contentor, sendo os principais produtos as pedras ornamentais (mármores), papel, produtos hortícolas e frutícolas, maquinarias e os plásticos, tendo como principais destinos praticamente todas as regiões do globo.

Na carga contentorizada, o terminal de contentores registou, neste trimestre, um total de 122.510 TEU movimentados (+7%), correspondendo a um crescimento de 21,7% na mercadoria movimentada por contentor.

Neste período, foram inaugurados os serviços para a costa oeste dos Estados Unidos e Canadá, através do Canal do Panamá e para a América do Sul abrangendo o Brasil, o Uruguai e a Argentina, serviços da responsabilidade da MSC, 2º operador mundial, que permitiram incorporar novas origens e destinos no tráfego de contentores por Sines. Sines deu, igualmente, as boas vindas à CMA-CGM, 3º operador mundial de contentores, que iniciou, no final deste trimestre, a actividade de transporte marítimo regular em Sines, com um novo serviço de ligação a África.

2º Noticia

Porto de Leixões com recorde de passageiros
 
© APDL
Foram cerca de 4.000 turistas que desembarcaram no novo cais de cruzeiros do Porto de Leixões, apenas num só dia. O recorde aconteceu esta terça-feira, dia 24 de abril, e foram necessários cerca de 50 autocarros turísticos para transportar os passageiros dos cruzeiros atracados, em visitas à região do Porto e Norte.

O novo cais de cruzeiros do Porto de Leixões, "atingiu um novo recorde de número de passageiros (4.000) e tripulação (1.700) recebidos num único dia", explica o comunicado de imprensa da Associação de Portos do Douro e Leixões (APDL).

Os navios responsáveis por este recorde "são o Ventura, da P&O Cruises, e o Albatros, da companhia Phoenix Seereisen", salienta o comunicado da APDL.

Após o desembarque, os turistas, na sua maioria britânicos e alemães, foram transportados por cerca de 50 autocarros turísticos com o objetivo de visitar a região do Porto e Norte.

O navio Ventura, que transporta cerca de 3.500 passageiros, na sua maioria britânicos, e 1.300 tripulantes, atracou no novo cais de cruzeiros do Porto de Leixões, cumprindo uma escala integrada num itinerário que saiu de Southampton e percorreu as Ilhas Atlânticas onde se incluiu uma paragem na Madeira.

Já o navio Albatros, que transporta mais de 500 passageiros, maioritariamente alemães, e cerca de 400 tripulantes, cumpriu a escala em Leixões de um itinerário que se "insere num cruzeiro de 'descoberta da Europa Ocidental' que teve o seu início no Mónaco, navegando por portos do Mediterrâneo e Costa Atlântica, rumo a Bremerhaven, na Alemanha".

Aumento do tráfego com novo cais

Segundo o comunicado de imprensa, o tráfego de navios de cruzeiros no Porto de Leixões aumentou significativamente este ano com a inauguração do novo Cais de Cruzeiros.

O novo terminal de cruzeiros "veio dar ao Porto de Leixões a capacidade de acolher navios com mais de 250 metros de comprimento".

Para além do novo cais de cruzeiros, a estrutura inclui uma estação central de passageiros, um cais fluvio-marítimo, para acostagem de embarcações que proporcionem itinerários turísticos no rio Douro, um Porto de Recreio Náutico para 170 embarcações e um parque de estacionamento para autocarros e viaturas ao longo do molhe.

A estrutura, cuja construção foi finalizada em 2011, permite uma maior capacidade no que toca à oferta turística da região do Porto e Norte de Portugal, estando a APDL a promover o Porto " como destino imprescindível para alguns dos mais importantes operadores de cruzeiros do mundo
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Maio 10, 2012, 11:15:53 am
Boas,

Quem anda no meio do transporte internacional, contentores, etc, costuma reclamar do processo de exportação para os USA que obriga a que a documentação da carga chegue aos USA 48h, salvo erro, antes do Navio sair sequer do Porto de origem, mas a verdade é que na Alemanha aparecem caixas de chá radioactivas.
Imagino o tombo que os preços do chá vão levar...... :N-icon-Axe:

Citar
Hamburg Port Finds Radiation Contaminated Box, Abendblatt Says
[BLOOMBERG] May 8, 2012 11:27 PM PT

Officials in the German port of Hamburg discovered a container contaminated with radioactive cobalt-60, Hamburger Abendblatt reported today, citing the city’s health authorities.
The source of the radiation was empty tea boxes being shipped in the container from India to a company in the German state of Schleswig-Holstein, the newspaper said. The container has been cordoned off in an isolated area of the port and will eventually be sent back to India, Hamburger Abendblatt reported.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Maio 29, 2012, 01:52:34 pm
Movimento de carga nos portos nacionais cresceu 10% no primeiro trimestre
Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de estatística (INE), o movimento de mercadorias nos portos nacionais cresceu 10% no primeiro trimestre de 2012. À exceção do porto de Aveiro, todos os portos nacionais registaram melhorias face a período homólogo de 2011, com destaque para o porto de Sines.

Ainda segundo o boletim da Atividade dos Transportes, do INE, o crescimento foi maior em janeiro (aumento de 14,9% face ao mesmo mês de 2011) e em fevereiro (subida de 14,3%). Ao todo foram movimentadas 16,6 milhões de toneladas de mercadorias, com destaque para o trio composto por Sines, Leixões e Lisboa, responsáveis por 79,1% do total das mercadorias movimentadas.

O porto de Sines foi o que mais cresceu (+22,8%). Leixões (+4,8%) e Lisboa (+0,1%), também registaram subidas entre janeiro e março deste ano. Já o porto de Aveiro apresentou uma quebra de 7,3%. O porto da Figueira da Foz melhorou o volume de mercadorias movimentadas (+25,8%), assim como Setúbal (+0,9%).

Destaque ainda para o facto de ter havido um crescimento tanto no tráfego nacional (+11,6%), como no tráfego internacional (+9,7%), o qual representou 84,3% do movimento total dos portos. Neste último, destaque para o porto de Sines com um crescimento homólogo de 22,8%
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Junho 14, 2012, 12:02:52 am
Porto de Setúbal à procura de parceiros


O Porto de Setúbal quer assumir-se como uma plataforma de distribuição de automóveis entre a Europa e o resto do Mundo, e apostar no segmento de contentores para crescer no futuro. O início da exportação directa de automóveis da Autoeuropa para a China através de Setúbal (anteriormente eram enviados para a Alemanha e depois para o país asiático) no final do ano passado é um dos exemplos dos planos da infra-estrutura portuária que poderá potenciar novas parcerias.

A entrega de veículos da fábrica da VW em Palmela para o mercado chinês tem disparado nos últimos meses. E poderá duplicar em 2012 para cerca de 30 mil unidades e, por arrasto, aumentar a actividade no Porto de Setúbal, com quem tem uma ligação ferroviária. No futuro, a China poderá mesmo tornar-se no maior mercado da Autoeuropa.

A Autoridade do Porto de Setúbal e Sesimbra (APSS) refere ao SOL que o contrato com a Autoeuropa para a China poderá ser aproveitado no futuro para «a realização de transporte marítimo de veículos entre o Mediterrâneo, o Norte da Europa, a Ásia e a América do Sul, designadamente pela rede da VW».

O grupo automóvel alemão (que além da VW detém outras seis marcas como a Audi e Skoda), é um dos principais clientes de Setúbal e uma âncora para a criação de um «hub» atlântico no transporte de veículos automóveis. Em 2011, o transporte de viaturas automóvel subiu 40% no porto e só para exportação foram carregados mais de 112 mil veículos contra 80 mil em 2010.

Para esse fim, o Porto de Setúbal está a estudar e a procurar parceiros privados para a ampliação do seu terminal a fim de aumentar a capacidade e oferecer serviços logísticos para atrair novos clientes no sector automóvel europeu como marcas, grupo e carregadores que queiram usar Setúbal como plataforma de exportação para outras regiões. Áreas de parqueamento de viaturas ligeiras e pesadas e serviços de inspecção automóvel pré-entrega são dois exemplos de oferta que o Porto quer implementar para evitar que as marcas tenham de deslocar os veículos para outros locais. O projecto de ampliação tem um investimento de três milhões de euros e está incluído no Plano Estratégico dos Transportes.

No sector automóvel, o Porto de Setúbal já é responsável pela movimentação de 90% dos veículos em Portugal. A empresa adianta que o sector dos contentores, cuja movimentação cresceu 52% em 2011, será também um das grandes apostas no futuro.

O Porto de Setúbal tem sido apontado como um dos exemplos de boa gestão no sector empresarial do Estado, tendo sido uma das 32 empresas do SEE (um universo de 97 companhias) que obteve a classificação máxima na qualidade da gestão. No ano passado, a APSS registou lucros de 5,3 milhões de euros e o volume de carga movimentado ascendeu a 6,9 milhões de toneladas, o segundo melhor ano de sempre da infra-estrutura.

SOL
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Junho 19, 2012, 09:34:08 am
Porto de Viana do Castelo pode chegar às 600 mil toneladas este ano
Brogueira Dias, administrador do porto de Viana do Castelo enalteceu o crescimento registado nos primeiros cinco meses de 2012, 47% acima dos números registados em igual período do ano passado.

Entre janeiro e maio deste ano, o porto vianense movimentou cerca de 250 mil toneladas de carga, sendo que Brogueira Nunes, em entrevista ao Oje, antecipa números extremamente positivos no resultado anual: "A tendência do crescimento nestes cinco meses é muito superior a 2011, já movimentámos quase 250 mil toneladas. Este ano poderemos chegar, a este ritmo, às 600 mil toneladas".

Admitindo que "as coisas estão a correr melhor que o previsto", Brogueira Nunes lembrou que em 2011 o porto movimentou meio milhão de toneladas, tendo estabelecido uma meta de 10% de crescimento para este ano. Porém, a fazer jus a estes números, o crescimento pode duplicar face ao expetável. "Sobretudo é importante registar a inflexão que aconteceu, de um porto importador para exportador. As exportações já têm mais peso, à razão de 55 para 45%", acrescentou o administrador da APVC
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 07, 2012, 07:47:40 pm
Governo prevê poupar mais de 25% nos portos


O Governo prevê uma poupança até 30 por cento da factura portuária com o plano 5+1 hoje apresentado, que inclui medidas de redução dos custos com o objectivo de incrementar a competitividade do sector. O plano 5+1, que foi apresentado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, prevê medidas nos contratos de nova geração (incluindo a revisão dos que estão a terminar), na governança dos portos (com o Governo a centralizar as decisões políticas), a abertura do mercado de trabalho, mais intermodalidade, novos operadores no mercado e a redução das taxas aplicadas pelo Estado.

«O nosso objectivo de redução está entre 25 por cento e 30 por cento da factura portuária», disse Sérgio Monteiro aos jornalistas.

Questionado sobre a aplicação das medidas dos contratos de concessão de nova geração, Sérgio Monteiro explicou que tal «será certamente adoptado em função do ritmo que cada concessão permite».

Isto porque «há contratos assinados, a maioria dos quais termina até 2020, e temos muitos a terminar em 2015. É no âmbito desses contratos que procuraremos fazer essa revisão», disse o secretário de Estado,

Segundo o presidente do IPTM - Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, João Carvalho, até 2015 há seis concessões.

Sérgio Monteiro adiantou que até final do ano serão revistas as taxas, com o objectivo de serem reduzidas e aumentarem a competitividade dos sector.

Actualmente, segundo João Carvalho, as taxas portuárias pesam entre 26 por cento a 27 por cento da factura portuária.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2012, 11:42:54 pm
Leixões atinge novo recorde mensal de contentores em Julho


O porto de Leixões alcançou um novo recorde mensal de transporte de contentores em Julho, verificando-se um crescimento de 28 por cento em termos homólogos face a 2011, anunciou hoje a administração daquela infra-estrutura. Segundo comunicado da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), o porto de Leixões movimentou 53.978 contentores (medidos em ‘Twenty-foot Equivalent Units’, uma medida descrita como equivalente ao volume de um contentor de 20 pés).

O mesmo documento indicou que as exportações efectuadas através de Leixões «continuam a crescer a bom ritmo com um aumento» até Julho de 16 por cento, destacando-se Angola na lista de principais destinos com um aumento de 27 por cento, em particular na categoria de ferro e aço, que cresceu 53 por cento.

Nos primeiros sete meses de 2012, o porto de Leixões viu o volume de mercadorias movimentadas crescer quatro por cento, o que se traduziu por um total de 9,8 milhões de toneladas transportadas.

No final do primeiro semestre, o movimento de mercadorias no porto de Leixões tinha atingido o valor recorde de 8,3 milhões de toneladas, impulsionado pelo aumento de 14 por cento das exportações.

Em comunicado divulgado em Julho, a APDL destacou que as exportações via Leixões totalizaram 2,5 milhões de toneladas de carga até Junho, com destaque para os produtos refinados/aromáticos, o ferro/aço, os paralelepípedos, o papel e as bebidas.

Angola, Reino Unido, Marrocos, Argélia e os EUA foram os principais destinos da carga exportada.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 24, 2012, 03:00:53 pm
Factura do gás deverá baixar com expansão do Terminal de Sines


A expansão do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Sines deverá reduzir a factura do gás para a indústria e para os consumidores finais, o que poderá acontecer «a qualquer momento», disse hoje o secretário de Estado da Energia. «O terminal está já em operação. O facto de aumentarmos a escala e de podermos ir buscar gás natural mais barato pode reflectir-se nos preços a qualquer momento», defendeu Artur Trindade, à margem da cerimónia de inauguração da expansão do terminal, que já está operacional.

Em declarações aos jornalistas, o governante disse que «quanto maior for a porta de entrada, maior acesso a fontes diversas e maior a possibilidade de encontrar fontes diversificadas», considerando que a concorrência faz baixar os preços.

«Ao haver possibilidade de contratar gás de outra proveniência só se irá fazer se se conseguir um preço mais competitivo», adiantou, referindo «o benefício da indústria e dos consumidores».

Também é convicção da REN, a responsável pelo terminal de Sines, que o investimento de 193 milhões de euros possa reduzir a factura do gás.

A REN também acredita que este investimento pode vir a reduzir a factura do gás, uma vez que a infraestrutura permite «aos agentes económicos comprar gás mais barato», afirmou o presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais, Rui Cartaxo.

«Hoje existem basicamente dois mercados de gás natural: o dos contratos de muito longo prazo, em que os produtores impõem preços indexados ao preço do petróleo, e há o mercado SPOT, que está num crescimento muito rápido e que dá oportunidade aos agentes económicos de comprarem gás mais barato», explicou.

De acordo com o presidente da empresa que gere as redes energéticas nacionais, onde o Estado ainda detém 11 por cento do capital, depois de ter alienado 40 por cento em Fevereiro, «a partir de hoje, Portugal passa a ter uma infraestrutura que é das melhores do género na União Europeia».

«Todos os utilizados, em especial associações de industriais e os comercializadores de gás natural, têm hoje uma infraestrutura que lhes permite tirar partido das oportunidades que o mercado SPOT [negociação para entrega imediata] oferece hoje», acrescentou o gestor.

As obras da 2.ª fase deste projecto, iniciadas em 2009, passaram pela construção do terceiro tanque de armazenagem de GNL, bem como de outros equipamentos como novos circuitos de água do mar e sistema de emissão, e uma terceira baía de enchimento de camiões.

O incremento de capacidade permite, também, que mais fornecedores acedam ao terminal, aumentando a concorrência e beneficiando o consumidor final através do acesso acrescido ao mercado internacional de GNL a preços competitivos.

Esta expansão permite ainda o aumento da energia movimentada pelo Terminal de Sines, que actualmente representa 56 por cento do total anual de gás natural consumido em Portugal.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 07, 2012, 01:17:19 pm
Nova expansão avança em Sines


A segunda fase de expansão do terminal de contentores do Porto de Sines, no valor de 78 milhões de euros, vai avançar, revelou ao SOL o presidente da Comunidade Portuária de Sines (CPSI), Carlos Vasconcelos. «Está tudo encaminhado para a empreitada começar a ser executada», garante.
O líder da CPSI desfaz assim as dúvidas levantadas por Jorge de Almeida, consultor e antigo líder da PSA Sines, empresa que detém a concessão da exploração do terminal de contentores e que é a responsável por efectuar as obras. No final de Junho, em declarações ao Expresso, esse responsável disse que «enquanto a PSA Sines não entender a reorganização que o Governo vai efectuar no sector, suspende o investimento».

Contrariando o consultor desta empresa de Singapura, fontes próximas do processo dizem ao SOL que a fase inicial da empreitada já está mesmo a arrancar no terreno. Em resposta ao pedido de esclarecimento do SOL, o actual director-geral da PSA Sines, Rui Pinto, limitou-se a afirmar: «Não faço qualquer comentário sobre esse assunto».

O novo investimento, a cargo da PSA Sines, irá expandir de 730 para 940 metros o terminal de contentores. Esta melhoria vai aumentar em 40% a capacidade instalada de movimentação para 1,4 milhões de contentores por ano. Esta segunda fase de expansão do terminal, cujas obras deverão estar finalizadas em Setembro de 2014, deverá criar 450 postos de trabalho, segundo estimativas da empresa.

Já este ano foi inaugurado um investimento de quase 100 milhões de euros, que quadruplicou a capacidade de movimentação de contentores do porto. E até ao final do ano será finalizada a ampliação do molhe Leste, um investimento de 40 milhões de euros, financiado pelo Estado.


Greves paralisam portos

Os portos nacionais tiveram esta semana praticamente paralisados, com a excepção de Leixões e Sines. A greve total, iniciada na segunda-feira, continuará até dia 1 de Outubro. Em causa estão as paralisações, em dias diferentes, dos pilotos de barra, dos estivadores e dos trabalhadores das administrações portuárias.

Segundo diz Vítor Dias, do Sindicato dos Estivadores, os protestos são contra «a falta de diálogo do Executivo» e contra os planos para «retirar a exclusividade da execução de algumas tarefas» aos trabalhadores portuários.

Dentro da política de austeridade que está a ser aplicada ao país, o Executivo pretendia também fundir a gestão das infra-estruturas portuárias numa ou em duas, uma a Norte e outra a Sul. Contudo, devido à oposição dos agentes do sector, o Governo recuou. A alternativa passa agora pela criação de um organismo que definirá a estratégia dos portos, mantendo cada porto uma administração independente.

SOL
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: miguelbud em Novembro 23, 2012, 06:46:28 pm
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Citar
Nem todos podem ser estivadores, mas muitos gostavam

O gráfico está na página 49 do último Boletim Económico do Banco de Portugal mas não me recordo de o ver citado nos jornais, nas rádios ou nas televisões. Mas é um soco no estômago, pois revela que a nossa "taxa natural de desemprego" já está em cima dos 12 por cento quando se situou na casa dos seis por cento durante toda a década de 1990. De uma forma muito simplista, isto significa que mesmo que Portugal não se encontrasse em recessão e não houvesse necessidade de o Estado seguir uma política de austeridade, o desemprego não desceria da casa dos dois dígitos. Porquê? Porque a nossa economia, mesmo aproveitando toda a capacidade instalada, não geraria empregos suficientes.

Quando olhamos para a linha do gráfico do Banco de Portugal vemos que ela começou a escalada por volta da viragem do século e nunca mais parou de subir. Mesmo quando o desemprego real diminuía, o desemprego natural continuava a aumentar. Mesmo quando não faltou dinheiro (a crédito) para "estimular o crescimento", a nossa economia perdia vigor e capacidade de criar empregos.

Enquanto olhava para aquele gráfico vieram-me à memória as políticas dos países onde o desemprego natural não existia, pois o pleno emprego era garantido por lei e pelo Estado, e foi como se revisitasse as lojas cheias de empregados, mas sem produtos para vender, de Havana, ou as profundezas do Metro de Moscovo, onde velhas empregadas continuam de vigia às escadas rolantes, como se isso fosse necessário. Nesses países os empregos eram eternos, mesmo quando não havia trabalho. Portugal escapou a tempo, a 25 de Novembro de 1975, desse destino, mas não escapou por completo à lógica que sustentou e sustenta a ideia de que há funções e regalias que são para toda a vida. E que desejar adaptar modos de vida e de trabalho a realidades em permanente mutação representa "um recuo civilizacional" ou deriva da "tirania do dinheiro e do lucro". Um bom exemplo disso é o que se passa nos portos portugueses, onde um conflito laboral de inimagináveis contornos ameaça uma das poucas áreas onde a economia portuguesa se tem portado bem, a das exportações.

São apenas 400 trabalhadores (num universo de quase 1300 estivadores) os que têm dado nas vistas, quase sempre pelas más razões. Formalmente enquadrados por sindicatos da CGTP (os sindicatos da UGT chegaram a acordo com o Estado e por isso ninguém quer saber de paralisações em Leixões, Sines ou Viana do Castelo), os estivadores em greve têm tido grande protagonismo nas últimas manifestações quer por causa da sua violência, quer por alguns terem sido fotografados de braço estendido (e não de punho no ar). Vale a pena perceber o que os motiva.

O trabalho nos portos ainda é regulado por uma lei de 1993 - ou seja, com quase 20 anos - que, numa altura de ilusão de rápido crescimento económico, cristalizou regras que fazem com que os trabalhadores deste sector fiquem de fora do regime geral do Código do Trabalho. Por exemplo: de acordo com a legislação laboral, o limite anual das horas extraordinárias é de 250 por ano; nos portos, há trabalhadores que acumulam mais de 1500 horas extra por ano. Como é isso possível, perguntar-se-á? Afinal, isso representa uma média de 30 horas extra por semana, uma brutalidade. Pois é, mas os trabalhadores mais antigos (com contratos anteriores a 1993) não necessitam de trabalhar as oito horas de um turno, basta-lhes trabalhar uma para terem direito ao pagamento integral do turno. Mais: existe um regime de prioridades que obriga os operadores a chamar sempre esses trabalhadores mais antigos (que são também os que têm salários base mais elevados) para todos os turnos.

Há muitas outras anormalidades no regime laboral dos estivadores. Existe, por exemplo, uma "carteira profissional do trabalhador portuário" e ninguém que não a possua pode trabalhar nos portos. A concessão dessas carteiras depende das opiniões dos sindicatos, o que não só limita a liberdade contratual das empresas, como se traduz em inúmeros casos de nepotismo. Apesar de, como dizem, o seu trabalho ser muito duro e arriscado, a verdade é que não faltam nos portos filhos, sobrinhos ou enteados dos estivadores mais velhos. A lei em vigor também classifica como trabalho portuário muitas operações indiferenciadas, fazendo com que só possam ser desempenhadas pelos titulares das raras carteiras profissionais, isto é, por quem beneficia de condições contratuais de excepção que nada justificaria existirem no desempenho das funções mais banais.

O actual Governo está, até por causa do Memorando de Entendimento com a troika, a tentar modificar este estado de coisas. Já assinou acordos com 9 dos 11 sindicatos, mas cerca de um terço dos estivadores resolveu assumir-se como um reencarnação dos irredutíveis gauleses, mesmo que isso prejudique fortemente os portos onde trabalham e o conjunto da economia nacional. Basta ver que um dos portos mais afectados, o de Lisboa, já só contribuiu em Outubro passado com 12 por cento para o total da tonelagem movimentada, sensivelmente metade da contribuição de Leixões. Ao mesmo tempo, grandes empresas exportadoras como a Autoeuropa procuram alternativas fora de Portugal ou recorrendo aos mais onerosos transportes por via terrestre. E tudo isto porquê? Porque os tais irredutíveis gauleses querem manter um regime de excepção que permite aos seus campeões ganharem, graças ao regime das horas extra, mais de 4000 euros mensais.

Numa sociedade de expectativas crescentes, regimes como os que vigoram nalguns portos portugueses correspondiam tão-somente à ideia de que se viveria sempre melhor no futuro. Em sociedades como aquelas em que hoje vivemos, onde as expectativas se inverteram, tais regimes não só cristalizam iniquidades como comprometem o que é decisivo nas economias modernas: a competitividade. Se outros sectores da economia não tivessem, nestes 20 anos, mudado profundamente a sua forma de organização, se os seus trabalhadores tivessem ficado presos a horários, funções e regras do passado, se tudo continuasse, nos regimes laborais, como há duas décadas, poucas empresas teriam sobrevivido. Ou então sobreviviam como as empresas fantasmas e imutáveis de regimes como o cubano e o soviético, com os seus trabalhadores sem trabalho.

A verdade, no entanto, é que a resistência à mudança dos nossos irredutíveis gauleses é muito comum em todos os sectores onde se tem a percepção de que, suceda o que suceder, o futuro ainda vai estando garantido. Ou, pelo menos, que não vão ter de enfrentar a catástrofe de um encerramento, essa perspectiva de tragédia que tanto contribuiu para tornar possíveis mudanças como as da Autoeuropa, a tal empresa onde a capacidade de adaptação a novas normas e novos ritmos foi sempre salvando o essencial, os postos de trabalho. E muitos outros exemplos poderiam ser dados, da indústria do calçado ao negócio bancário.

O que se passou em Portugal é que, em certos sectores mais protegidos da economia - e em especial no Estado e nas empresas públicas -, se manteve, em diferentes graus, o mesmo imobilismo e atavismo dos portos. E foi também por causa da persistência de sectores ou de profissões protegidas que no nosso país foi subindo a tal taxa natural de desemprego do gráfico do Banco de Portugal. É esse desemprego que hoje pressiona as mudanças, e um pouco por todo o tecido económico, mudanças que para muitos são bem mais dramáticas do que as previstas para os trabalhadores portuários. O problema desses muitos é que não têm o poder de choque - e de perturbação de toda a economia - de 400 estivadores.
http://www.publico.pt/opiniao/jornal/ne ... m-25633038 (http://www.publico.pt/opiniao/jornal/nem-todos-podem-ser-estivadores-mas-muitos-gostavam-25633038)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 26, 2012, 10:30:21 am
Depois de se terem estreado no Porto de Leixões as cargas de pasta de papel e sucata que antes circulavam em Aveiro e Figueira da Foz, o Porto de Sines pode passar a receber os carros da Autoeuropa, uma grande fatia da produção nacional até agora exportada através de Setúbal. As sucessivas paralisações dos portos de Lisboa, Aveiro, Setúbal e Figueira da Foz estão não só a beneficiar os portos de Sines e de Leixões, como estes estão também a dar tempo ao Governo para que aprove a nova lei do trabalho portuário no Parlamento e, com isso, force o fim das paralisações.

Os números de Outubro que, segundo o PÚBLICO apurou, devem repetir-se em Novembro, mostram um crescimento significativo no movimento de carga nos portos de Sines, que registou um aumento de 7,58 pontos percentuais em relação a 2011, e no de Leixões, que teve uma subida de 1,89 pontos.

Em contrapartida, os resultados mostram um decréscimo nos portos em greve: Aveiro baixou uns ténues 0,1 pontos, Lisboa caiu 5,48 e Setúbal registou uma quebra de 3,9. Apesar de estar em greve, o Porto da Figueira da Foz registou um crescimento residual de 0,27 pontos.

No total, o movimento de cargas nos portos nacionais cresceu 2,7% em Outubro, num contexto em que o peso total de Sines e de Leixões sai reforçado, atingido agora 71,64% da carga movimentada, quando nos meses anteriores às paralisações a sua quota do mercado nacional rondava os 60%.

De acordo com várias fontes, apesar de as transferências de carga de porto a porto representarem maiores custos para as empresas, os portos de Sines e de Leixões estão a conseguir responder ao acréscimo de movimento. No caso do porto de Leixões, o movimento médio mensal de camiões aumentou dos 30 mil para os 40 mil - o melhor mês de que há memória.

Uma parte significativa da transferência de carga está a ser feita essencialmente pelos portos nacionais, embora "a greve possa trazer vantagens aos portos espanhóis", como admitiu ao PÚBLICO João Carvalho, presidente do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.

PS pode ser decisivo
A eficiência dos dois portos está a facilitar a vida ao Governo, que com a manutenção do nível de exportações ganha tempo até à aprovação do novo regime do trabalho portuário na Assembleia da República. Na próxima quinta-feira, data em que está agendada a votação da proposta de lei, o Governo pode receber ainda uma ajuda de peso: a abstenção do Partido Socialista (PS).

Armadores internacionais e empresas portuguesas têm desenvolvido esforços para sensibilizar o PS para a importância de aprovar um novo regime portuário que termine com as paralisações e aumente a competitividade dos portos. A isto junta-se o facto de a reforma laboral portuária ter sido uma das primeiras exigências da troika - cujo primeiro acordo foi assinado por Sócrates. Do lado oposto, o PS recebe nesta segunda-feira o Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, que tem encabeçado a contestação ao documento e que vai apelar ao voto contra dos socialistas.

Depois da aprovação na generalidade, a lei vai descer à comissão de especialidade, onde há espaço para pedidos de audições, o que pode atirar a aprovação final para o início do próximo ano. O diploma terá ainda de ser promulgado pelo Presidente da República e só depois será publicado em Diário da República, o que pode representar novo atraso para a entrada em vigor do diploma.

Forçar o fim da greve
Com a apresentação, em Julho, do projecto de proposta de lei, os caminhos do executivo e dos estivadores divergiram para, até hoje, não se voltarem a encontrar. O Ministério da Economia e do Emprego afirmou ao PÚBLICO que os trabalhadores rejeitaram o diploma "e quaisquer negociações", ao entregarem "um pré-aviso de greve para um período alargado". Ainda assim, refere o ministério, "o Governo aceitou receber um conjunto de propostas dos sindicatos que entraram em greve".

De acordo com Vítor Dias, o presidente do Sndicato dos Estivadores do Centro e Sul, os trabalhadores da Frente Comum entregaram um documento de "cerca de 40 páginas" de propostas para a alteração do documento, ao qual o ministério terá respondido, "em tom de gozo", que o estaria a analisar. Para além do mais, disse Vítor Dias ao PÚBLICO, o ministério só terá aceitado reunir-se, de maneira informal, meses depois de o documento ter sido já aprovado em Conselho de Ministros.

Se o documento de reforma da lei do trabalho nos portos está por detrás do início da contestação, este pode ser também a principal arma do Governo para acabar com as paralisações, à falta da possibilidade de requisição civil.

A par da principal bandeira do Governo, que é a da redução da factura do Estado com os portos em 25 ou 30%, aos estivadores ficarão barradas algumas funções que estes profissionais da estiva desempenham exclusivamente, ainda ao abrigo da lei do trabalho de 1993, o que pode levar a uma maior oferta de postos de trabalho. Por outro lado, o número de horas extraordinárias vai ficar reduzido a 250 por ano - algo que já acontece com os portos de Leixões e Sines. A isto junta-se uma maior flexibilização nos contratos a termo, o que pode potenciar a substituição geracional dos actuais quadros e afastar dos postos cruciais os estivadores que agora paralisam os portos.

Todas estas são razões que levam o Governo a crer que, com a entrada em vigor do novo diploma, possam ser afastados os quadros de profissionais que apelam agora à greve. No entanto, esta intenção é refutada por Vítor Dias e Eduardo Marques, este último presidente do Sindicato de Estivadores de Aveiro, que prometem que os estivadores não vão parar as contestações mesmo com a entrada em vigor da nova lei.

CP com menos comboios
O desvio de tráfego para os portos de Sines e Leixões levou, por exemplo, a CP Carga a realizar mais 13 comboios por semana para aqueles destinos, mas, em contrapartida, a suprimir 39 circulações por semana para Lisboa, Aveiro e Setúbal.

Nos últimos meses, a empresa realizou mais seis comboios de contentores por semana desde o Entroncamento e Bobadela para Sines e mais sete desde a Bobadela para Leixões. Mas a greve dos estivadores levou à supressão de cinco comboios semanais de contentores de Leixões para o porto de Lisboa e 20 comboios de cimento por semana de Souselas (Coimbra) para o porto de Aveiro.

Para Setúbal a empresa deixou de realizar dez comboios de cimento (7 mil toneladas por semana) com origem em Alhandra e dez comboios de produtos siderúrgicos (8 mil toneladas por semana) desde o Seixal. Entre a Bobadela e Setúbal foram também suprimidos dez comboios semanais de contentores.

De Palmela para Setúbal, deixaram também de se realizar algumas composições com automóveis produzidos na Autoeuropa. A empresa continua à procura de soluções alternativas, sendo o porto de Sines a mais provável.


2º Noticia

2012
Exportações a partir do porto de Viana devem crescer entre 8 a 10% neste ano
O porto de Viana do Castelo deverá registar, no final de 2012, um crescimento nas exportações entre os 8 e os 10%, o que significará o segundo ano consecutivo de crescimento de carga para exportação nesta infra-estrutura portuária. Recorde-se que em 2011 o porto movimentou meio milhão de toneladas, com 55% para exportação.

"Termos, de novo, mais exportações do que importações, mantendo sensivelmente os valores do ano passado, é um dado histórico, nunca tinha acontecido", referiu Vasco Cameira, da Administração do Porto de Viana do Castelo, à Lusa.

"Deveremos registar ainda um crescimento na ordem dos 8 a 10% em relação ao ano anterior", acrescentou Vasco Cameira, num evento de promoção daquela infraestrutura em Vila Nova de Cerveira, com empresários da região.

O aumento das exportações de aerogeradores por parte da multinacional alemã Enercon e de papel canelado da Europac, ambas instaladas no concelho de Viana do Castelo, voltam a explicar o crescimento do movimento e da saída de carga.

O administrador sublinhou ainda que "um dos pontos fortes" daquele porto tem sido a "paz social", apesar das greves dos estivadores em vários pontos do país: "Na informação que sai na imprensa o porto de Viana parece que não existe, mas o país é um todo e o sistema portuário também. Quando se diz que não há greve em Sines e em Leixões, deve dizer-se que também não há em Viana".

"Queremos penetrar mais no mercado dos contentores. É difícil, porque temos muita concorrência, mas não é impossível, já que o que temos ainda é pouco", realçou ainda o responsável.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Novembro 26, 2012, 12:29:05 pm
Boas,

Anda aqui um bolo que não se imagina.

Esta greve entrou no descontrolo e se pouco sentido fazia quando alguem que só faz a primeira hora de um turno recebe a totalidade do mesmo e que leva para casa valores na ordem dos 4000€ só em horas extraordinarias, com os danos que têm causado ainda faz menos.
Entretanto este Sr. João Carvalho que é presidente de um organismo que no papel já não existe e que se diz viu o nome ser vetado para uma suposta presidencia conjunta dos portos de Lisboa e Setubal vai apreguando que só com Leixões e Sines "vai-se lá" porque será.

Depois de este tempo todo de greve dos estivadores e panos quentes do Governo começo a pensar até que ponto é que o interesse do governo não vai mesmo no sentido de sangrar até a morte os Portos de Lisboa e Setubal recorrendo a Leixões e Sines.
Os terrenos dos terminais de contentores de Lisboa devem valer uma pequena gigante fortuna em imobiliario e compadrio, e os veiculos da AutoEuropa ficavam a matar num porto de Sines a precisar de diversificação sendo que os terrenos dos terminais ro-ro e multiusos de Setubal deviam dar uns condominios topo de gama com vista para Troia.
Claro que como aconteçe sempre lá se vão esquecendo dos custos a longo prazo porque Leixões simplesmente nunca conseguirá crescer em infraestrutura, Sines continua a ser longe demais e a não ter procura propria (99,9999999% dos produtos acabados descarregados em Sines não são para...... Sines!), sem um enorme investimento em infraestrutura ferroviaria quer publico quer privado nunca se conseguiram colocar mercadorias na maior area de consumo nacional, Lisboa atraves de Sines ou Leixões.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Luso em Novembro 26, 2012, 02:52:01 pm
Brilhante comentário, Pedro I.

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Claro que como aconteçe sempre lá se vão esquecendo dos custos a longo prazo porque Leixões simplesmente nunca conseguirá crescer em infraestrutura, Sines continua a ser longe demais e a não ter procura propria (99,9999999% dos produtos acabados descarregados em Sines não são para...... Sines!), sem um enorme investimento em infraestrutura ferroviaria quer publico quer privado nunca se conseguiram colocar mercadorias na maior area de consumo nacional, Lisboa atraves de Sines ou Leixões.

Precisamente. Mas para estas maltas governativas a racionalidade é coia que menos importa. O que interessa mesmo são os argumentos que justificam as suas decisões. O resto é cantiga.
Isto está a ser muito bem conduzido.
Ainda há quem diga que as coisas não são feitas dessa maneira. Agora já não é por ignorância mas por má fé.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Novembro 26, 2012, 04:05:12 pm
Caro Malagueta,

O que se passa em Portugal no sector dos transportes é criminoso e eu não falo em coisas como o Mario Soares comprar terrenos na OTA antes de se saber que o suposto novo aeroporto era para aqueles lados ou as concessões das Pontes e das SCUT's ou mesmo na renegociação da concessão da Liscont à Mota-Engil que valia cada centimo do dinheiro que o Coelhone ia por ao bolso, mas que ia criar em Lisboa o unico terminal de contentores necessario para os proximos 50 anos ficando um pequeno terminal na zona de Santa Apolonia para a cabotagem insular.
Falo de crimes geracionais que nos vão custar milhões em durante muito tempo em produtividade, competitividade, investimento estrangeiro, divisas, qualidade de vida e outros não tangiveis. O caso acima referido da concessão da Liscont é um desses, esforçaram-se tanto para fazer uma panelinha que impossibilitaram a criação do um terminal competitivo em Lisboa quando ainda por cima se tivessem feito um concurso as claras aera dificil a Mota-Engil não sair vencedora na mesma.

E quando estão todos muito preocupados com o impacto da greve da estiva na exportação todos se esqueçem da importação:
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Portos: Empresas dão ultimato
23 de Novembro, 2012 por David Dinis e João Madeira

Empresas avisam que os custos de transporte das exportações estão a «disparar» e há negócios a cair.
Armadores internacionais pedem apoio do PS à lei do Governo que motivou greve dos estivadores. Dizem que só assim se evitará o cancelamento de negócios e fecho de escritórios em Lisboa.

Preocupadas com os efeitos da prolongada greve dos estivadores, quatro   das maiores companhias de navegação   internacionais que utilizam o Porto de Lisboa solicitaram uma audiência de urgência ao líder parlamentar do Partido Socialista (PS).

O objectivo: pedir a Carlos Zorrinho um «consenso alargado» – leia-se, o voto favorável – à nova legislação portuária proposta pelo Governo, que vai ser votada na próxima semana na Assembleia da República, de modo a parar a «greve infindável» que, garantem, «tem lesado gravemente toda a economia portuguesa» .

Numa carta enviada ao PS, no início da semana,  os armadores falam de encomendas de exportações canceladas e de companhias a ponderar o fecho dos escritórios em Portugal devido à inoperabilidade dos terminais.

A carta, a que o SOL teve acesso, é assinada pelos presidentes da alemã Oldenburg, da britânica MacAndrews, da suíça XCL e da holandesa WEC. Estas empresas transportam entre 65% e 70% da carga intereuropeia com destino/origem em Portugal.

A presente situação no Porto de Lisboa, onde os estivadores estão desde Agosto a organizar greves, está, segundo explicam na missiva, a levar ao congestionamento do Porto de Leixões e a fazer com que o transporte seja feito de camião, com um efeito: «O custo de transporte para as exportações portuguesas está a disparar» . Em alguns casos, «os exportadores desistem mesmo de negócios já fechados» , alegando que a margem de venda não é suficiente para compensar os custos acrescidos de transporte.

«Muitas das exportações portuguesas estão, neste momento, à espera de transporte, e muitas empresas europeias cancelaram já as suas encomendas» , já que o transporte por camião é «demasiado caro» e Espanha e Marrocos também produzem os materiais em questão.

De resto, os empresários lembram que os portos em Espanha já estão a registar «um crescimento inesperado» com a greve em Portugal. E avisam que «muitas companhias de navegação estão a considerar reduzir ou encerrar os seus escritórios no nosso país»

A OPDR, a MacAndrews, WEC são responsaveis por trazerem e levarem para Roterdão, Antuerpia, etc as cargas com origem e destino no Oriente quando começarem a faltar produtos importados do dia a dia nas prateleiras do Continente e da loja do Chines eu estou cá para ver.
Ou quando as lojas dos 300's passarem a lojas dos 1500's eu estou ca para ver. :N-icon-Axe:

Tendo em conta o estado avançado de podridão em que vai esta crise o Governo devia aproveitar e acabar de vez com a estiva em Portugal e era muito simples.
Uma concessão portuaria é usualmente atribuida por 20 ou 30 anos correcto?! Bastava obrigar o concessionario a contratar trabalhadores com carteira profissional de estivador (que só existe no papel mas vamos dar-lhes essa borla) e ter um esquema de salario "à Maritimo" um ordenado base de suponhamos 10€ mais um adicional de trabalho efectivo em terminal de 30€ por forma a garantir o posto emprego em alturas em que não há trabalho sem onerar os custos do operador em fazes menos boas. Quando houvesse mais trabalho ou se punha mais gente ou se dobravam os turnos, horas extraordinarias, etc, e acabava-se com esta pouca vergonha.

Cumprimentos,
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Novembro 26, 2012, 04:27:09 pm
Citação de: "PedroI"
Boas,

Os terrenos dos terminais de contentores de Lisboa devem valer uma pequena gigante fortuna em imobiliario e compadrio, e os veiculos da AutoEuropa ficavam a matar num porto de Sines a precisar de diversificação sendo que os terrenos dos terminais ro-ro e multiusos de Setubal deviam dar uns condominios topo de gama com vista para Troia.

Já tínhamos saudades dos comentários do PedroI!  :G-beer2:

Lembro-me de à alguns anos (5? 10?) atrás falar-se de uma "remodelação" da zona ribeirinha de Lisboa. Esse projecto incluía fazer desaparecer a zona portuária. Já foi à uns bons anos, e a oposição dizia que a zona portuária era uma característica que fez de Lisboa aquilo que é em história e em estética. Não me lembro de se falar em questões económicas (tal como nunca se falou com visão de futuro).
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 26, 2012, 04:28:43 pm
Caro Pedro I,

Primeiro obrigado, pela tua contribuição para melhor entendermos o sector Portuario e logistica/transportes.

Só de ler algo de com o nome de uma pessoa como Carlos Zorrinho ou do mesmo calibre independentemente do partido, é motivo para mim não ler mais, para esse tipo de pessoas só existia um unico "transporte " que eu lhe arranjava ( carrinhas de cor camel, dos serviços prisonais ).

A moto-engil entre outras empresas é o produto de muitos anos de vilanagem cometidos pelas nossas supostas elites.
Que hoje em dia, já não me dou ao trabalho discutir.

Tenho pena, que todos os dias vermos ao desperdiçar de enormes oportunidades economicas entre outras para melhorar o pais que temos. E não só no sector Portuario, apesar deste momento ser um dos que mais depressa podia contribuir para o nosso desenvolvimento enconomico ou para criação de emprego.

Somos "devorados" todos os dias por interesses, desdes os grandes ao pequenos, que a vontade que dá é deixa-los "comer tudo", para um dia se comerem a eles mesmos, até não existir mais nada, para se "comer", que é o caminho que estamos a levar.

De qualquer fomas mais uma vez obrigado, pelo para mim, que me ajudas a conhecer e a esclarecerme sobre algo que não tinha, e não tenho conhecimentos, alem do que leio, e vejo.

E já agora comprem produtos Portugueses e este natal em vez de oferecem "bujigangas " das lojas dos chineses e outras, ofereçam produtos Portugueses, como por exemplo uma bela garrafa da vinho, aguardente.. etc.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 26, 2012, 05:48:22 pm
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criar em Lisboa o unico terminal de contentores necessario para os proximos 50 anos

caro Pedro I

Este terminal que referiste é o terminal que foi pensado ( e já falamos ) para trafaria? e que o governo faltou no seu investimento que rondava na ordem dos 500 milhoes?
é que nunca mais ouvi falar nisso.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Novembro 26, 2012, 07:58:24 pm
Citar
Este terminal que referiste é o terminal que foi pensado ( e já falamos ) para trafaria? e que o governo faltou no seu investimento que rondava na ordem dos 500 milhoes?
é que nunca mais ouvi falar nisso.

Não quando me referi ao único terminal que Lisboa precisava para os próximos 50 anos era em referencia ao plano que havia para remodelar o Terminal de Contentores de Alcântara para suporte do hinterland de Lisboa e Vale do Tejo.
A questão da Trafaria é uma questão Nacional. Um terminal bem feito e pensado de raiz na Trafaria, dava para a carga toda do pais e iria remeter Sines de volta para o Transhipment e Leixões para abastecer exclusivamente o Grande Porto e Minho e mesmo assim provavelmente só para cargas de alto valor que não estão sujeitas ao impacto do valor do transporte, se calhar é por isso que não se fala nisso.

Sines no Transhipment, Minérios e Combustíveis
Setúbal no RO-RO e Agroquimicos,
Trafaria na Exportação e Importação do Centro e Sul,
Alcântara na Cabotagem Insular,
Santa Apolónia nos Cruzeiros,
Leixões na Exportação e Importação do Norte,
Viana com os ENVC....
Uma ferrovia gerida por pessoas capazes e operada por privados
E uma lei do trabalho portuário como deve ser...

.... e ficávamos com um infraestrutura de transportes capaz de fazer o país andar 50 anos para a frente, pagar o investimento, pagar as dividas e atrair investimento sem ser pela mão de obra barata.

Mas isto já me faz lembrar os tópicos dos NPL/NPD, da substituição dos F16's e das G3's, não vai acontecer e a acontecer vai ser em cima do joelho com meias soluções como sempre.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Edu em Novembro 27, 2012, 12:38:23 am
É verdadeiramente revoltante ver que neste tema como em outros as soluções correctas eram faceis de tomar. Na grande parte dos casos as soluções correctas e mais beneficas para o país são na realidade bastante lógicas e nem é preciso uma pessoa com um discernimento acima do comum dos portugueses para conseguir pensar nelas.

A verdade é que o mais grave na corrupção feita pelos nossos politicos nem é a quantia que eles conseguem meter aos bolsos com os esquemas, perder só o que eles metem aos bolsos era algo que o país coseguiria suportar. O problema é que para um politico meter 10 ao bolso dele cria esquemas e toma soluções erradas que vão custar ao país 100 ou 1000 e são esses custos que na realidade o país não consegue suportar.

Por via de meterem ao bolso meia duzia de milhões estes senhores destroem negócios e estratégias que iriam render centenas ou milhares de milhões ao país.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 27, 2012, 10:13:16 am
bom dia,

Pedro I, já agora como "encaixavas" os portos de Aveiro, Figueira e do algarve ?
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 28, 2012, 09:17:41 am
O presidente do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), João Carvalho, disse hoje que podem ser criados mais de 200 postos de trabalho nos portos portugueses no prazo de três a cinco anos.

Em entrevista à Lusa, o presidente do IPTM, entidade reguladora do sector portuário, defendeu que "o número de postos de trabalho nos portos nacionais pode crescer 40% no prazo de três a cinco anos", como resultado da implementação do novo regime laboral e do aumento da carga movimentada.

Tendo em conta que os portos de Portugal Continental empregam cerca de 650 estivadores, João Carvalho prevê a criação de mais de 200 postos de trabalho, rejeitando o argumento dos trabalhadores, que protestam contra a nova legislação, de que vai criar desemprego.

"São precisos mais trabalhadores, porque o movimento de carga está a crescer. Com a nova lei, em três anos, haverá muito mais emprego. E há também necessidade de rejuvenescer [a mão-de-obra]", defendeu o presidente do IPTM.

João Carvalho sustenta que "só há necessidade de mais emprego se vier mais carga. Quem pensar o contrário qualquer dia não tem emprego", alertando que, se as greves se prolongarem por mais tempo, "a probabilidade é que se percam clientes".

"A questão de fundo é a imagem com que fica o porto [em greve]. Esta direcção sindical deveria ouvir bem o que tem sido dito por toda a gente, porque qualquer dia está a provocar o desemprego, uma vez que a actividade está a diminuir bastante", declarou.

O presidente do IPTM realçou à Lusa que o porto de Lisboa, o mais representativo dos quatro que têm estado em greve (Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz) "não tem estado em greve só por causa desta lei".

De acordo com dados oficiais, em 2012, 14 greves levaram à perda de 295 dias de trabalho, quando, no ano anterior, sete greves representaram 145 dias de trabalho perdidos.

Defensor da proposta de lei que, na quinta-feira, vai ser discutida na generalidade, João Carvalho acredita que a produtividade dos portos vai sair reforçada, o que dará condições a estas infraestruturas para "concorrerem com os portos espanhóis e ficarem ao nível de outros grandes portos europeus".

"Poderemos reduzir as taxas [portuárias], porque virão mais cargas e, com preços equivalentes a outros portos, ficamos em igualdade de circunstâncias", acrescentou.

O novo regime do trabalho portuário, previsto no memorando de entendimento com a 'troika', que vem substituir a legislação laboral em vigor desde 1993, vai ser debatido na quinta-feira, o que levou os dois sindicatos, que o contestam, a convocar uma manifestação junto à Assembleia da República.

Os portos de Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa e Setúbal estão em greves sucessivas desde setembro, tendo pré-avisos de greve até 17 de dezembro.

De acordo com dados oficiais, os dois sindicatos, que, em setembro e desde então, se recusaram a subscrever o acordo para a alteração legislativa, representam 45% dos trabalhadores portuários e cerca de 28% da carga movimentada nos portos nacionais.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Novembro 28, 2012, 12:03:01 pm
Caro Malagueta,

Ontem tinha a resposta pronta e entretanto fechei o browser e lá se foi.
:N-icon-Axe:

Quando listei os negócios por portos foi numa óptica Nacional, de aposta dos maiores portos nas áreas em que podem ser competitivos ao nível internacional.
Não se pode estar a investir na Figueira, Portimão e Aveiro com o intuito de os tornar portos de referência mundial mas sim continuar a criar condições para os fazer potenciadores da economia regional.

Assim a resposta seria: Não encaixas!! pelo menos numa primeira linha. :N-icon-Axe:  :jaja:

Ainda sobre a greve tenho linhas de navegação a pedir cerca de 200€ para aceitar um contentor em Lisboa e leva-lo para Leixões onde não há greve. Se considerarem que um frete para o Norte da Europa anda abaixo dos 1000€ all-in são 20% de aumento nos custos, se considerarem que os fretes para América do Sul andam nos 2000€ all-in são 10%, a cargas de exportação com origem no hinterland primário de Lisboa não se vão aguentar muito mais tempo. :G-beer2: [/quote]
Citar
Primeiro obrigado, pela tua contribuição para melhor entendermos o sector Portuario e logistica/transportes.
Os meus comentários são da minha exclusiva responsabilidade e devem ser encarados com espírito crítico.
As minhas opiniões admito são usualmente exageradas e redutoras mas encaro como uma forma de levantar questões e alertar para assuntos que normalmente quem não está por dentro do sector portuário e dos transportes apenas consumindo o que sai na nossa comunicação social (que ainda sabe menos do assunto) não conhece ou não acha ser relevantes.
:lol:
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 28, 2012, 01:42:28 pm
Boas PedroI

Da minha parte obrigado, por me responderes, fiquei com mais algumas noções, e se não for maçada, voltarei a te "chatear " com mais perguntas. :)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Edu em Novembro 28, 2012, 01:47:09 pm
Exelente post, gostei. Dá para perceber que ainda há gente que saberia como por isto a funcionar.

Talvez um dia consigamos sentar as pessoas certas nos lugares certos.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: miguelbud em Novembro 28, 2012, 01:48:56 pm
O Pedro é que devia ser Ministro dos Transportes e Infraestruturas.  :G-clever:
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Novembro 28, 2012, 02:56:38 pm
Citação de: "miguelbud"
O Pedro é que devia ser Ministro dos Transportes e Infraestruturas. :nice:

Vou dar um exemplo ocorrido num país amigo de uma uma pessoa de reconhecida capacidade técnica e teórica na área da agricultura, não filiada em nenhum partido, respeitada por todo o sector e por sectores transversais (pecuária, silvicultura, cinegética, etc) e mesmo por quem não gosta pessoalmente dele, que foi convidada para tomar posse num novo organismo que resultaria da fusão de diversos outros organismos mais pequenos e maiores que tinham responsabilidades duplicadas, sobrepostas e inúteis por forma a criar um organismo virado para a dinamização do sector e para romper com vícios adquiridos.
A pessoa em questão respondeu OK com duas condições:
Primeiro tenho de receber um salário equivalente ao salário que recebo como gerente da minha pequena exploração agrícola familiar.
Segundo só vêm para o novo organismo os funcionários que sejam reconhecidamente bons profissionais sendo que me comprometo a fazer entrevistas pessoais a todos aqueles que eu por trabalhar no sector ainda não conheça, todos os outros empurra papeis, mangas de alpaca, filhos e primos não tem lugar comigo e teriam de ser vocês a encontrar solução para eles, sendo que eu me comprometo a fazer um melhor trabalho com nem 2/3 do pessoal.

A resposta foi como seria de esperar que até não haveria problema de lhe pagar mais do que ele pedia, mais carro, despesas, etc, agora despedir incompetentes vinculados ao Estado é que nem pensar.

Agora se calhar vou dizer algo que poderá cair mal a muito boa gente: Enquanto se disser que são pornográficos os salários de gestores como o Zeinal Bava, Mexia, Paulo Azevedo,  etc, quando as empresas que gerem mais ou menos publicas dão lucros e cartas nos mercados as pessoas este país não vai a lado nenhum. Esquecem-se que estas empresas sendo bem geridas por pessoas competentes dão milhões.
Agora veja-se o exemplo do Horta Osório homem forte do Lloyds Bank detido pelo governo de sua Majestade e veja-se só Português que em 2011 teve de ser afastado temporariamente do gestão diária do banco por exaustão. Estaríamos nós Portugueses preparados para lhe pagarmos um salário pornográfico para fazer dele Ministro das Finanças ou Economia ou ambos, quando certamente valeria cada cêntimo?


Foi um grande off-topic mas com uma certa relevância
Só para que não pensem que sou um grande gestor de uma qualquer empresa do ramo marítimo-portuário recebo menos de 1100€ por mês e costumo preencher administrativo nos inquéritos. :lol:
Obviamente condeno os administrados politizados que vão para empresas privadas ou publicas receber milhares e nem se quer aparecem para tomar decisões culpados de grande parte das ineficiências da nossa economia.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Edu em Novembro 28, 2012, 04:05:27 pm
O truque passa por dar uma responsabilização directa dos gestores e administrativos e mesmo politicos pela sua gestão. E essa responsabilização pode ser tanto positiva como negativa.

Se a gestão é bem feita ele deve ser responsabilizado pelo que fez bem e ser recompensado. Se a gestão é mal feita ele deve ser da mesma forma responsabilizado pelo que fez mal e ser púnido com multas, cortes na remuneração e em casos mais graves prisão.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 28, 2012, 04:15:30 pm
Boas,

Citar
cortes na remuneração e em casos mais graves prisão.

Neste caso tinhas que começar a fazer novas prisões para os por todos lá dentro.

Alem de começar a resolver muitos dos nosso problemas, punhas alguma justiça neste país, e ainda
potencias a economia, retirando alguns milhares do desemprego, para a Construção das prisões e o reforço
do corpo dos Serviço Prisionais.

PedroI

O facto de ser adminsitrativo, não retira o merito de pelo menos no explicar/ informar sobre  algo e algumas noções( pelo menos para mim já me ajudas-te a entender um sector do qual tenho poucos conhecimentos ), em Portugal muitos dos talentos estão nesse tipo de posiçoes e quando saem do País, conseguem algo pelo seu mérito.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: chaimites em Novembro 28, 2012, 06:18:18 pm
Em viana os ENVC
Nestes dois ultimos anos o movimento gerdo pelos ENVC è quase  zero


O Porto de Viana é um porto pequeno,  pode receber navios ate 180 metros e calado máximo de 8 metros, tem capacidade maxima de movimentaçõ de cargas de 900 000 toneladas por ano,  mas dele dependem as principais empresas da região

Depois e ter crescido quase 50% no ano passado este ano vai apresentar um crescimento de 10% com um volume de carga de 600 000 toneladas e é pelo segundo ano consecutivo um porto exportador graças as exportações da ENERCOM e da  Portucel Europac
Falando só destas duas empresas uma vez que estão dependentes da existencia do Porto de Mar

A ENERCOM  emprega  direamente mais de 2000 trabalhadores e representa 2 navios por semana que partem com componentes de torres eolicas
A Europac é o 4º maior produtor Europeu de papel cratf e o maior da peninsula iberica com 350 000 toneladas de papel por ano.
 Neste momento emprega 450 trabalhadores e consome 2 mil toneladas de madeira por dia.
Estão previstos investimentos nesta fabrica para aumentar a produção para as 450 000 toneladas aproximndo-a das maiores da Europa


Mas para isso acontecer.......

Estamos ha N anos a espera de:
 Uma ligação rodoviaria à A28 numa extenção de apenas 8 kilometros, foram gastos 1.5 milhões em expropriações mas a obra  avaliada em apenas mais 8 milhões nao avança!  promessas promessas e mais pomessas todas as eleições è o mesmo!
Uma ligação ferroviaria igualmente de 8 kilometros   que ligue  Porto de Mar á linha do Minho que une Porto a Vigo.
 Està em fase de projecto na REFFER h´não sei quantos anos!

Na vertente turistica estamos a espera da concretização da Marinha Oceanica e do terminal de cruzeiros.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Novembro 29, 2012, 10:07:21 am
Porto
Leixões transformou-se num porto que nunca dorme
António Freitas de Sousa  
29/11/12 00:05

     

 
.Filas de camiões e carga empilhada em todo o lado. É a resposta à greve em Lisboa e Setúbal.

Camiões parados fazendo fila estrada fora como se estivessem às portas de uma fronteira que ninguém se lembrou de abrir; contentores empilhados numa pirâmide cúbica em zonas onde antes estavam parqueados dois ou três caixotes como se alguém por lá os tivesse esquecido; vagões de caminho-de-ferro numa fila ordenada a perder de vista, cada um com o seu contentor às costas; e, até bem depois da meia-noite, as duas margens do porto de Leixões tão cheias de luz como se lá se comemorasse um Senhor de Matosinhos fora de horas.

Desde que a greve dos estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal e mais sazonalmente de Aveiro e Figueira da Foz teve início, que o porto de Leixões - juntamente com o de Sines - viu a sua actividade anormalmente acrescida, na mesma proporção em que as empresas exportadoras têm desviado a sua actividade expedidora para as estruturas onde não são surpreendidas com a ameaça de novas paragens
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Fevereiro 22, 2013, 08:55:03 pm
Citar
Plano para o Porto de Lisboa prevê novo terminal na Trafaria
Está também prevista a concessão do terminal de cruzeiros


O Governo apresentou esta sexta-feira um plano de restruturação do Porto de Lisboa, que prevê a concessão do terminal de cruzeiros, um novo terminal de contentores na Trafaria e a criação de uma nova marina.

O plano prevê um investimento de cerca de mil milhões de euros, 80% dos quais de privados, escreve a Lusa.

O Governo prevê ainda regenerar e qualificar zonas urbanas em sete concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. Segundo o Executivo, este plano deverá gerar 540 postos de trabalho diretos e mais 2000 indiretos.

Quanto ao terminal de contentores de Alcântara, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, salientou que o contrato com a Liscont termina apenas em 2020, pelo que a discussão à volta do futuro deste terminal só se colocará dentro de alguns anos.

Na apresentação do plano estiveram, além de Álvaro Santos Pereira, os ministros Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e da Defesa, Aguiar-Branco, e os secretários de Estado do Mar, Pinto de Abreu, do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, do Emprego, Pedro Roque, e dos Transportes, Sérgio Monteiro.
http://www.tvi24.iol.pt/503/economia--- ... -6377.html (http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---economia/porto-de-lisboa-cruzeiros-concessao-terminal-trafaria/1422620-6377.html)

Citar
O Governo vai lançar um plano para reestruturar o Porto de Lisboa, que prevê a criação de um novo terminal de contentores na Trafaria (Almada), retirando de Lisboa o movimento de mercadorias por via portuária e deixando apenas de fora do projecto o terminal de Alcântara.

O novo terminal, que tem um investimento estimado de cerca de 600 milhões de euros, será concessionado a privados, num concurso a preparar ao longo de 2013. Serão, aliás, estes investidores que suportarão 80% do investimento total estimado pelo Governo para o projecto apresentado nesta sexta-feira pelo ministro da Economia (1050 milhões de euros).

Está ainda por encontrar uma solução para o transporte das mercadorias que chegarem ao novo porto da Trafaria, prevendo-se que seja construída uma ligação ferroviária para o efeito até ao Poceirão. De acordo com o executivo, a Refer, gestora nacional da rede ferroviária, está ainda a estudar esta matéria.

Numa primeira fase, programada para cinco anos, o novo terminal de contentores terá capacidade para um milhão de TEU, sendo que cada TEU equivale a um contentor com 6,1 metros de comprimento. Mas prevê-se que possa alcançar os dois milhões. O plano de reestruturação inclui ainda conclusão do terminal de cruzeiros em Lisboa, que será igualmente concessionado, numa operação que será lançada em Abril de 2013, adiantou Álvaro Santos Pereira. A construção do terminal, instalado em Santa Apolónia, já deveria ter ficado concluída no início deste ano.

O executivo pretende ainda avançar com a concessão da Marina de Lisboa, como estava previsto desde 2010. A infra-estrutura irá localizar-se entre as docas de Pedrouços e do Bom Sucesso, estimando-se que esta seja a primeira operação a avançar, com o lançamento do concurso programado já para o próximo mês.

Na apresentação desta sexta-feira, o ministro da Economia referiu que a reestruturação do Porto de Lisboa é “um projecto estruturante para a economia nacional, que ajudará a crescer”. Álvaro Santos Pereira destacou a redução dos custos das exportações e a criação de emprego, tendo especificado que este plano criará, a longo prazo, cerca de 500 novos postos de trabalho.

Na cerimónia de apresentação estiveram ainda o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, e o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu.

http://www.publico.pt/economia/noticia/ ... do-1585445 (http://www.publico.pt/economia/noticia/governo-reestrutura-porto-de-lisboa-com-80-de-investimento-privado-1585445)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 25, 2013, 05:57:16 pm
Impasse na gestão dos portos gera fuga de navios


A indefinição na Administração do Porto de Lisboa (APL), que está em gestão corrente à espera que o Governo nomeie novos corpos dirigentes, está a provocar dificuldades operacionais que aumentam o risco de fuga de navios para portos concorrentes. Ao que o SOL apurou, uma dessas situações ocorreu na semana passada, no terminal concessionado à Liscont. Um navio internacional manifestou interesse em atracar e fazer uma descarga de contentores. Contudo, seria necessário fazer uma dragagem na barra do rio Tejo, para permitir a passagem da embarcação.

Como essa operação implicava uma autorização da APL, que não pode ser tomada com uma equipa em gestão, a opção equacionada foi a transferência do navio para o Porto de Sines, cujas águas são mais profundas.

Outra restrição que afecta a captação de navios é a falta de disponibilidade para contactar clientes no estrangeiro, relatou uma fonte do sector portuário. Como a APL está apenas com dois elementos na administração, e deveriam ser três em plenas funções, afecta a capacidade de participar em encontros fora do país, muitas vezes necessários para captar novas embarcações.

E o Porto de Lisboa não é caso único quanto à indefinição dos elementos da administração. As equipas à frente dos maiores portos do país – Lisboa, Aveiro, Sines, Leixões e Setúbal – estão em gestão corrente, tal como o SOL já noticiou.

Parte do atraso deve-se à necessidade de obter pareceres favoráveis da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP). Com a revisão do Estatuto do Gestor Público, as competências profissional e curricular dos administradores propostos pelo Governo têm de obter avaliação positiva do organismo tutelado por João Bilhim, e houve nomes vetados.

Mas no caso de Lisboa o processo de avaliação dos potenciais administradores já foi completado. Segundo adiantou ao SOL fonte da CRESAP, «os pareceres solicitados relativos à Administração do Porto de Lisboa já foram elaborados e enviados à tutela».

A data do desfecho do processo está agora apenas nas mãos do ministro Álvaro Santos Pereira. Na comunidade portuária corre a informação de que a nomeação dos administradores para Lisboa e Sines estará «por dias», e que os nomes escolhidos para Lisboa e Setúbal são Marina Ferreira e Vitor Caldeirinha, respectivamente, mas o SOL não conseguiu obter qualquer esclarecimento do Ministério da Economia.

Extinções atrasadas

Os portos portugueses estão a atravessar uma fase de mudança profunda. No final do ano passado, foi aprovado um novo regime de trabalho portuário e o Governo quer avançar, a breve prazo, com novas concessões a privados.

Em paralelo, estão a decorrer processos de fusão e extinção de organismos públicos do sector, ao abrigo do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC). O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos foi extinto no papel, mas continua a funcionar porque falta definir competências e quadros de pessoal.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Março 07, 2013, 02:10:45 pm
Boas,

Com algum atraso mas aqui fica os meus 2 cêntimos.

Citar
Plano para o Porto de Lisboa prevê novo terminal na Trafaria
Está também prevista a concessão do terminal de cruzeiros

O Governo apresentou esta sexta-feira um plano de reestruturação do Porto de Lisboa, que prevê a concessão do terminal de cruzeiros, um novo terminal de contentores na Trafaria e a criação de uma nova marina.
Como diz o gordo do preço certo EXXXXXXXPETACULO!!!!!!! Ou não.
Não é nada de novo, o fecho da golada já está previsto desde o tempo do Estado Novo como forma de de resolver os problemas físicos/hídricos do Porto de Lisboa e como forma de criar condições para terminais na margem sul. Contemporaneamente não podia vir em pior altura para os investidores nestes mercados face aos desinvestimentos que se vem nos terminais por todo o mundo.
Concessão do terminal de cruzeiros?? Muito difícil de vender, estou para saber que é que mete a corda no pescoço por uma concessão destas. Não tenham duvidas e leiam duas vezes o que vou escrever a seguir "Os cruzeiros dão prejuízos aos portos", funcionam numa óptica de "ou aceitam ou nos vamos para outro sitio" por isso fee's de agenciamento estão tão esmagados que são ridículos (fala-se, não confirmado, em 1000EUR pelo agenciamento do Queen Mary II) sendo que depois as agências vingam-se nas comissões dos reboques, etc, como seria de prever. Exigem dragagens que têm de ser absorvidas pela autoridade portuária e não metem nada nos Navios que não seja essencial e com desconto, incluindo as taxas portuárias.
Mas é claro que dá uma granda pinta o Antonio Costa aparecer na TV a congratular-se por Lisboa ser um destino de luxo de cruzeiros, que trazem milhares de turistas à Rua Augusta para pagar 30€ por meia-dose de sardinhas congeladas que nem os gatos de rua de Marvila comem.

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O Governo prevê ainda regenerar e qualificar zonas urbanas em sete concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. Segundo o Executivo, este plano deverá gerar 540 postos de trabalho diretos e mais 2000 indiretos.
Estes números dos empregos são sempre esquisitos por exemplo:
Quem movimenta 100 contentores movimenta 500, quem agência 1 Navio agência 10, quanto mais recentes os terminais mais automatizados pelo que menos pessoal para mais volume, isto só nos directos. E nos indirectos? Não estou a ver novas camionagens, despachantes, depósitos de contentores a abrirem na Trafaria... das duas uma ou fecham na margem Norte e abrem na margem Sul ou então ficam onde estão.

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Quanto ao terminal de contentores de Alcântara, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, salientou que o contrato com a Liscont termina apenas em 2020, pelo que a discussão à volta do futuro deste terminal só se colocará dentro de alguns anos.
E quem sabe se em 2020 não se arranja uma boa desculpa para deixar ficar a Liscont onde está.... só quem tiver no poleiro é que sabe, esperemos que sim.

E com esta segunda vaga de noticias é que começaram a aparecer as primeiras nuvens cinzentas

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O Governo vai lançar um plano para reestruturar o Porto de Lisboa, que prevê a criação de um novo terminal de contentores na Trafaria (Almada), retirando de Lisboa o movimento de mercadorias por via portuária e deixando apenas de fora do projecto o terminal de Alcântara.
Alcântara fica de fora? Então e? a? Mas fecha em 2020 ou não?
Então mas se Alcântara fica de fora devem estar a referir-se a zona portaria de Santa Apolónia nomeadamente o TML - Terminal Multipurpose de Lisboa também conhecido por terminal da ETE ou Transinsular e cuja concessão está a expirar ou já expirou e ninguém se bufou, o TCSA - Terminal de Contentores de Santa Apolónia também conhecido por Sotagus ou "das Ilhas" e que se estava a preparar para afiambrar o TML já que é só mandar a cerca abaixo, e o TMPB - Terminal Multiusos do Poço do Bispo e que inclui o cais para os silos da Nacional.
Sim referem-se não só a estes como a toda a actividade portuária até ao Trancão (sem contar que os cruzeiros que são finos)!!!!! Tudo terrenos de alto valor portuário mas ainda mais imobiliário.

Agora começa aquilo que não passa na TVI e que nem toda a gente sabe quem é: que tráfego é que opera nos terminais que querem fechar? Ao que eu respondo o abastecimento as Regiões Autónomas e os tráfegos de "segunda" como as Áfricas (Angola, Moçambique, Guinés, etc, Norte de África, e algum tráfegos Europeus, etc. E perguntam os inteligentes "Então mas vão tentar convencer alguém a investir milhões em tráfegos de segunda? E estes tráfegos operam 1M de TEUS anuais? E a operação destes tráfegos é compatível com um terminal de primeira categoria?"
Alguma estatística:
Como ler ANO; Total de carga contentorizada; TEU aproximados a 14Tons por TEU (o que usualmente utilizado para estatística se bem que as ultimas analises digam os contentores movimentos em Portugal tem em media 16Tons
TOTAL Nacional
2011; 17.387.342 Tons; 1.241.953TEUs
2010; 15.258.043Tons; 1.089.860TEUs
2009; 12.984.000Tons; 927.428TEUs
2008; 13.619.000Tons; 972.782TEUs
Lisboa
2011; 5.584.648Tons; 398.903TEUs
2010; 5.177.470Tons; 369.819TEUs
2009; 5.007.000Tons; 357.642TEUs
2008; 5.677.000Tons; 405.500TEUs
Leixões
2011; 5.408.506 Tons; 386.321TEUs
2010; 4.992.332Tons; 356.595TEUs
2009; 4.546.000Tons; 324.714TEUs
2008; 4.633.000Tons; 330.928TEUs
Sines
2011; 5.495.162Tons; 392.511TEUs
2010; 4.410.736Tons; 315.052TEUs
2009; 3.050.000Tons; 217.857TEUs
2008; 2.965.000Tons; 211.785TEUs

O que as estatísticas dizem: Como raio é que eles querem movimentar 1M de TEUs na Trafaria se nacionalmente só movimentamos 1.2M.
O que as estatísticas não dizem: Que a carga em Sines tem de ser vista com cuidado porque a maioria dos contentores que passam por lá só vão trocar de Navio e muito provavelmente até são contados duas vezes na estatística.

E se considerarmos os tráfegos de segunda linha que operam na zona de Santa Apolónia não deverão exceder na melhor das hipóteses uns 100.000TEUs/ano que é um décimo do que se pretende?

Se calhar o melhor e o que vai acontecer é digamos "dá-se" por concurso publico construção do Terminal da Trafaria aos donos da Liscont que é como quem diz a Mota-Engil e eles assim que tiverem a Trafaria a bombar secam aos poucos a Liscont e mesmo antes de 2020 temos a Mota-Engil a construir um arranha-céus, um shopping o um hotel em Alcântara....... e o Miguel Sousa Tavares já não incomoda com a parede de contentores.

Mais a serio e como já expus em posts anteriores o único tráfego que pode sustentar um Terminal na Trafaria é o Internacional de Longo Curso e este trabalha na Liscont.

Então mas Pedro e os tráfegos de segunda???.... Calma......

Citar
Está ainda por encontrar uma solução para o transporte das mercadorias que chegarem ao novo porto da Trafaria, prevendo-se que seja construída uma ligação ferroviária para o efeito até ao Poceirão. De acordo com o executivo, a Refer, gestora nacional da rede ferroviária, está ainda a estudar esta matéria.
Eis que se começa a ver uns raios de sol a trespassar as nuvens cinzentas e entra outro player destas andanças..... o BES! Como? já explico.

Como foi dito a Trafaria não é nenhuma novidade e esta questão da ligação ferroviária é para Inglês ver já que os terrenos por onde a mesma passará estão reservados por lei desde o tempo da Silopor nunca houve foi saber/vontade/dinheiro/justificação para a fazer. O importante neste paragrafo é outra localização magica do nosso pais o Poceirão.
A uns anitos ainda eu era caloiro estava-se na fase orgásmica da logística e por todo o lado havia livros brancos, azuis e as bolinhas sobre a estratégia logística nacional resultantes de estudos e consultadorias encomendados à malta do costume (quase mas ainda não chegamos lá) e eu lá fui perdendo um ano de vida por cada seminário sobre logística que me obrigavam a ver.
Um destes livros sugeria que o que este pais precisava era de plataformas logísticas por todo lado algumas sem acessibilidades aos portos, ferrovias e ou rodovias mas que tinham de ser ali, aqui ou acolá.
Ora uma destas localizações era o Poceirão que ia salvar a logística de Lisboa e Vale do Tejo, criar milhares de empregos directos e milhões de indirectos e assim qual Ota os nossos amigos do BES decidiram comprar vejam bem os terrenos onde seria criada a dita cuja Plataforma Logística do Poceirão, coincidência? Sinceramente não sei já que desconheço qual foi o estudo e quem o fez onde apareceu pela primeira vez o Poceirão e o seu castelo altaneiro.
A verdade é que tal como o Soares fez na Ota o BES arriscou e investiu......azar do caraças ou não.

Ligando os pontos percebe-se agora porque é que numa altura de aperto financeiro e económico vão aparecer milhões para fazer um terminal na Trafaria:
O Governo anuncia um investimento na economia e a criação de emprego numa região tradicionalmente de esquerda.
Investimento esse que incluiu uma grande fatia só para o mercado da construção.
A Mota-Engil por certo, e até com mérito não duvido, vai acabar a construir e talvez operar por mais ou menos  portas e travessas o novo terminal.
E o BES vai começar a ver retorno no investimento no Poceirão.
E todos vivem felizes para sempre.

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O executivo pretende ainda avançar com a concessão da Marina de Lisboa, como estava previsto desde 2010. A infra-estrutura irá localizar-se entre as docas de Pedrouços e do Bom Sucesso, estimando-se que esta seja a primeira operação a avançar, com o lançamento do concurso programado já para o próximo mês.
Esta nem vale a pena comentar pensem por este lado: vocês tem um barquito de 6/7metros cabinado para ir a pesca ou um veleiro para dar uns passeios e  pedem-vos um dinheirão por um lugar na marina, se não pagam arrestam o barco. Vocês são políticos, banqueiros, magnatas e tem um iate de 30m, pedem-vos o dobro de um dinheirão por um lugar na marina e quando vem cobrar dizem "Ó meu caro não me aborreça com trocos e deixe la isso. Veja lá não me obrigue a falar com o seu chefe". Estão a rir-se!? Isto já aconteceu e acontece ainda por certo.

Relativamente a noticia da Lusa posta pelo Lusitano o que posso adiantar e que já do conhecimento do meio é que as Administrações já tomaram posse e já estão a trabalhar na fusão de Lisboa com Setúbal.









Fosga-se ó Pedro então e os tráfegos de segunda???

Então não chegaram lá? Construir a Trafaria + Acabar com Santa Apolónia e Alcântara + Rentabilizar o Poceirão + Ressarcir o BES + Dar trabalho à Mota-Engil + Fusão de Lisboa e Setúbal = Estas bestas querem por os tráfegos de segunda de Lisboa em Setúbal!

Bestas porque? Porque a origem e destino da carga Insular e de África está em Lisboa (Alvercas, Bobadelas, região Oeste, etc) transportar um contentor de Santa Apolónia para Alverca custa uns 50€ por TEU para Setúbal custa o dobro talvez triplo para não falar no impacto ambiental de por mais camiões/km na estrada e outros custos secundários.
No fundo seria criminoso e lesa a pátria estar a aumentar os custos das cargas com origem e destino aos Açores e Madeira já consideráveis, e pouco estratégico estar a aumentar os custos dos poucos mercados onde somos competitivos e apetecíveis como Angola, Moçambique, Marrocos, etc.

Se calhar um pouco mais de 2centimos.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Março 07, 2013, 02:25:35 pm
Bem mais de 2 cêntimos!
Excelente análise Pedro! Antes tarde do que nunca!
 :G-beer2:
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PereiraMarques em Março 07, 2013, 02:28:26 pm
Mas não é suposto o Poceirão ir ter uma ligação ferroviária com a Margem Norte?
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: P44 em Março 07, 2013, 02:34:07 pm
Tenho para mim que o ressuscitar da obra do "fecho da golada" não foi mais do que uma ação propagandistica do Álvaro  :roll:
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Março 07, 2013, 04:27:26 pm
Boas,

Citação de: "HSMW"
Bem mais de 2 cêntimos!
Excelente análise Pedro! Antes tarde do que nunca!
 :roll:
Não duvido mas aproveitando a menção a navegabilidade do Tejo, à muito que o fecho da golada...mas mesmo a muito.....é apontado como a única solução para acabar com a erosão da Costa da Caparica causa parcial do assoreamento da entrada da barra que leva a que os canais de navegação do porto de Lisboa tenham que ser frequentemente dragados com custos consideráveis. O fechar da golada (como ela já esteve em tempos) ia aumentar uma a pressão do caudal do Tejo resultando na dragagem natural do leito do rio e que podia ser ainda mais potenciado pelo fecho dos canais dos 3 mouchões eliminando certamente parte do assoreamento causado pela Ponte Vasco da Gama. Mas sinceramente já estou fora da minha praia.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Edu em Março 07, 2013, 04:46:24 pm
Fico deveras impressionado com o PedroI. O senhor realmente percebe do que diz, ou pelo menos a mim assim me parece. Será que ao menos o nosso país tira proveito do seu conhecimento?

Não percebo como não são estas pessoas que chegam às posições de chefia. Acredito que haja o mesmo tipo de pessoas a compreender de outras áreas sem ninguém tirar partido delas para bem de nós todos.

Quando será que começamos a meter a pessoas certas nos lugares certos?
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: P44 em Março 07, 2013, 04:48:13 pm
já agora, a propósito do "fecho da golada",do qual me lembro de se falar muito no inicio da ´decada de 90, tempo em que havia dinheiro a jorros para estourar, e que nem assim foi para a frente, aqui fica um artigo de 2010 da "Revista de Marinha":

 :arrow: http://www.revistademarinha.com/index.p ... Itemid=291 (http://www.revistademarinha.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1434:golada-do-tejo&catid=102:portos-e-canais&Itemid=291)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Março 27, 2013, 06:00:34 pm
Autoeuropa quer exportar por Sines


A Autoeuropa está a estudar um projecto marítimo que envolve a criação de um centro logístico intercontinental através do Porto de Sines. A intenção é reforçar o peso do transporte marítimo nas expedições de peças e de automóveis, que actualmente apenas representa 0,13% do transporte de componentes. Portugal poderá servir como plataforma entre a Europa, a China e o continente americano. A fábrica já utiliza o Porto de Setúbal para fazer exportações, tendo começado a enviar carros directamente para a China no final de 2011. Mas Sines, por ser um porto de águas profundas, traria vantagens acrescidas, pela possibilidade de utilizar navios de maior dimensão.

Em declarações ao SOL, o director-geral da fábrica, António de Melo Pires, sublinha que uma das principais vantagens desta estratégia seria aproveitar a expansão do canal do Panamá, que deverá estar concluída em 2014. Dessa forma serão captados os barcos de grande dimensão que transportam automóveis de fábricas da Volkswagen no continente americano.

Caso essas embarcações chegassem à Europa através de Sines, Portugal e a Autoeuropa poderiam ser responsáveis pelo que se designa de desconsolidação dessa carga – retirada de mercadorias de contentores, para depois enviá-las para outros destinos na Europa. O mesmo poderia acontecer com componentes vindos da China, por exemplo.

A linha de mercadorias que vai ligar Sines a Madrid também poderia servir de ligação à Europa, mas neste caso o transporte não depende apenas do caminho-de-ferro. «É também preciso operadores com material circulante adequado para fazer o transporte de automóveis», diz o responsável, que ainda não tem datas concretas para que o projecto avance.

Novo modelo em perspectiva

A nova estratégia para o transporte marítimo foi apresentada na passada semana, numa conferência de imprensa de balanço de 2012 e de perspectivas para este ano.

Em 2012, a fábrica registou uma quebra de produção de 15%, tendo fabricado 112.550 viaturas. Com esta redução, o seu volume de negócios caiu 13,7%, passando para 1,94 mil milhões de euros.

O director-geral da Autoeuropa aconselhou os fornecedores da empresa a adoptarem «mecanismos de maior flexibilização da mão-de-obra», para serem capazes de responder às exigências do mercado num contexto de crise. «Não podemos forçar os clientes a comprar os carros», afirmou António Melo Pires, citado pela Lusa.

Para este ano, a fábrica de Palmela preparou um plano de formação para fazer face à quebra de produção. Há funcionários destacados noutras fábricas da Volkswagen da Alemanha e a receber formação na academia de formação ATEC, em Portugal.

Embora haja cerca de 600 trabalhadores a mais face ao volume de produção actual, António de Melo Pires garantiu que não há interesse em fazer despedimentos, já que os funcionários vão ser necessários quando houver sinais de recuperação económica.

O director-geral da fábrica está esperançado que haja o anúncio de um novo modelo para a Autoeuropa, ainda este ano. Embora não haja ainda uma decisão final da Volkswagen, o gestor lembrou que a unidade de Palmela tem «argumentos fortes» para competir por um novo carro, e que a marca «vai lançar dezenas de modelos» este ano e nos próximos.

SOL
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Março 27, 2013, 10:49:41 pm
Boas,

A ideia não é má mas o argumento de Sines ser um porto de aguas profundas não se aplica ao mercado do ro-ro, os grandes Navios de transportes de automóveis tem calados na ordem dos 9/10metros, quando o terminal ro-ro de Setubal tem fundos à cota -12(ZH).
Por exemplo o "MV Tonsberg" considerado o maior Navio ro-ro do mundo têm um calado de 11m, embora não seja o tipo de Navio com mercado em Setúbal já que foi particularmente pensado para carga rolante pesada/industrial.
Para os curiosos
O meu pessimismo cronico faz-me pensar que tudo não passa de uma tentativa da Autoeuropa espremer os custos portuários em Setúbal para assim aumentar a competitividade sem ser ela a "cortar", o que não deixa de ter valor.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Abril 28, 2013, 05:30:38 pm

Citar
Às 14:15 é sentida uma forte explosão, seguida de incêndio, na Prio Parque de Tanques no Terminal de Granéis Líquidos.
Trata-se de um cenário simulado a cargo da Divisão de Segurança da APA, S.A. realizado a 27 de 2013, em coordenação com os Serviços Municipais de Proteção Civil das Câmaras Municipais de Ílhavo e de Aveiro.
Com início às 14:15 h, no Terminal de Granéis Líquidos, este exercício-simulacro, denominado "Porto Seguro 2013", teve por objectivo avaliar a capacidade de resposta para a emergência de acordo com os pressupostos dos Planos de Emergência Internos das Operadoras, do Plano de Emergência Interno da APA, do Plano de Emergência Externo da Câmara Municipal de Ílhavo e do Plano de Emergência Municipal da Câmara Municipal de Aveiro.

Passos seguintes das operações:
Seguindo o procedimento de alerta, o operador da empresa PRIO Parques de Tanques dá o alerta ao 112 e à Portaria do TGL, informando da ocorrência de uma explosão no Tanque de Gasolina seguida de incêndio de grande dimensão e da existência de 2 mortos e 2 feridos graves queimados.
Devido à explosão, algumas empresas do Terminal de Granéis Líquidos foram afectadas pelos destroços da explosão, havendo registo de focos de incêndio na Prio Biocombustíveis, na Bresfor e APD Química.
São seguidos os procedimentos internos na APA de acordo com o PEI para a comunicação e articulação de meios de socorro com as entidades responsáveis na actuação em emergência, tendo em conta o cenário acima identificado.
Tendo em conta a dimensão das áreas atingidas é ativado o Plano de Emergência Externo da Câmara Municipal de Ílhavo e é definido pelo CDOS a localização do Posto de Comando Operacional Conjunto.
O Centro de Coordenação de Operações CCO é ativado no edifício sede da APA, mantendo o contacto permanente com o Posto de Comando Operacional Conjunto.
Constituída no Terminal Ro-Ro, a Zona de Concentração e Reserva dos Reforços, serve de base logística às operações de intervenção das Corporações de Bombeiros, Proteção Civil e INEM.
Com a chegada das primeiras corporações de bombeiros ao local, as equipas de 1ª intervenção das operadoras apoiam os bombeiros na evacuação dos sinistrados e iniciam os procedimentos instituídos de ataque ao incêndio. São definidas e coordenadas as acções de evacuação do TGL e TGS entre as diversas operadoras das instalações, o Posto de Comando Operacional Conjunto e o Centro de Coordenação de Operações (CCO).
Com o desenvolvimento dos focos de incêndio é dado o alerta pelo parque da CIRES de um sobreaquecimento das esferas nas suas instalações. O parque da Cires por prevenção de eventual libertação de cloreto de vinilo, solicita um resguardo às suas instalações de uma distância de 2000 metros.
O Serviço Municipal de Proteção Civil da CMI, inicia os procedimentos de alerta à população seguindo depois os procedimentos para a evacuação da população da área de resguardo definida.
O CDOS informa o Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Aveiro e o Comando da Base Militar de S. Jacinto.
Extintos os incêndios no TGL o exercício é dado por terminado pelo CCO.
A Administração do Porto de Aveiro regista a eficácia da resposta ao incidente manifestada por todos os intervenientes, tendo já aberto um inquérito para determinar as causas do sinistro; as conclusões do inquérito - a entregar pela equipa responsável ao Conselho de Administração da APA, SA no prazo máximo de quinze dias -, cotejadas com os relatórios das entidades envolvidas no combate aos incêndios hoje verificados, ajudarão os responsáveis pela atuação na emergência a desencadear, com prontidão e firmeza, as medidas consideradas necessárias para evitar futuras ocorrências deste tipo".

"Um exercício com saldo bastante positivo" -- considera José Luís Cacho, Presidente do Conselho de Administração da APA, S.A., fundamentando: "Registamos a prontidão no accionamento de todos os meios previstos nos Planos de Emergência e a resposta célere das entidades chamadas a combater o sinistro, assim como a eficácia, profissionalismo e abnegação de todos os profissionais envolvidos".
"A dimensão do cenário e o número de entidades que participaram no exercício exigiu uma boa articulação entre todos, tendo sido constatada uma melhoria significativa, sobretudo nas comunicações, isto em relação ao último exercício realizado" -- acrescenta o administrador da empresa pública.
Para o presidente da APA, o Porto de Aveiro é um "porto seguro, característica bem evidenciada através do exercício hoje realizado".
 
Até me dá vontade de ir para os bombeiros!
 :G-beer2:
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Maio 18, 2013, 02:55:09 pm
Fábrica em Sines vai produzir combustível a partir de resíduos de navios


Uma empresa com sede em França está a construir no porto de Sines uma fábrica para produzir combustível naval a partir dos óleos residuais recolhidos nos navios de carga, aproveitando material que actualmente é incinerado. A unidade, que deverá estar pronta a funcionar em Outubro deste ano, será a primeira a nível mundial com esta tecnologia, adiantou hoje à agência Lusa o presidente e fundador da Ecoslops, Michel Pingeot.

O projecto representa um investimento superior a 14 milhões de euros, comparticipado em 55% das despesas elegíveis por fundos comunitários, e irá criar 35 postos de trabalho directos e 25 indirectos, estimando-se que venha a gerar receitas na ordem dos 10 milhões de euros anuais, referiu o empresário.

A Ecoslops Portugal tem, desde o final do ano passado, o exclusivo da recolha dos óleos residuais gerados pelos navios de carga no porto de Sines, por via de uma subconcessão contratada com a Companhia Logística de Terminais Marítimos (CLT), do grupo Galp Energia, concessionária do terminal de granéis líquidos.

Segundo Michel Pingeot, “todos os navios” originam óleos residuais, quer devido ao armazenamento e utilização de combustível para o seu funcionamento, quer, no caso dos cargueiros de granéis líquidos, dos resíduos de produtos (crude e refinados, entre outros) que ficam nos tanques.

“Dependendo da dimensão do navio”, a quantidade de resíduos produzida pode chegar às 250 toneladas, explicou.

O lançamento destes resíduos para o mar tem representado um “problema ambiental”, indicou o empresário, mas, mesmo a solução adoptada actualmente tem consequências negativas, uma vez que a incineração provoca a emissão de substâncias poluentes para a atmosfera.

Na fábrica em construção em Sines, por empresas locais, após a separação dos óleos residuais em água, sedimentos e hidrocarbonetos, estes últimos são submetidos a um processo que os transforma em combustível naval, que será vendido aos fornecedores deste produto.

Michel Pingeot sublinhou o carácter “amigo do ambiente” deste combustível, não só pela reciclagem dos resíduos, mas também porque todo o processo de produção, desde a recolha ao fornecimento, se desenrola num espaço físico limitado, dispensando transportes e reduzindo a “pegada ecológica” do produto.

De acordo com o responsável, a unidade terá uma capacidade de produção de 100 toneladas de combustível naval por dia, o que implica o processamento de cerca de 200 toneladas de óleos residuais.

O porto de Sines deverá ser o único a receber uma fábrica da Ecoslops, já que, conforme adiantou o empresário francês, esta será suficiente para processar a totalidade dos óleos residuais produzidos no país.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2013, 07:10:14 pm
Estudo para viabilizar obras no cais de contentores de Sines concluído este mês


O estudo que poderá viabilizar a aprovação, pelo Governo, do alargamento do cais de contentores de Sines para 1.230 metros fica pronto este mês, revelou hoje à agência Lusa o presidente da administração portuária.

Atualmente, está a decorrer o concurso para o alargamento do cais de 720 para 940 metros, o que permitirá atingir os 1,3 milhões de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés), mas a concessionária do terminal (PSA Sines) já requereu a extensão para 1.230 metros, alcançando os dois milhões de TEU.

A concretização do investimento está dependente da aprovação do Governo, que, segundo o presidente da Administração do Porto de Sines (APS), João Franco, pretende que a decisão seja «sustentada» num estudo «muito completo e inatacável». «Há vontade política de aceder ao que a PSA requereu. Só que, para que uma decisão destas não seja depois criticada no âmbito do Tribunal de Contas, tem de estar muito sustentada», explicou hoje o responsável, em entrevista à agência Lusa.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 11, 2013, 07:12:24 pm
Cruzeiros: Porto de Lisboa quer esgotar capacidade com 1,8 milhões de passageiros


O futuro terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, cuja construção deverá arrancar no princípio do próximo ano, vai reforçar a capacidade de Lisboa para acolher navios de cruzeiro.

O Porto de Lisboa estima que o futuro terminal de cruzeiros de Santa Apolónia poderá esgotar a sua capacidade em 30 anos, recebendo 1,8 milhões de passageiros, mais do triplo da afluência atual, disse à Lusa a administradora Andreia Ventura.

O objetivo da Administração do Porto de Lisboa (APL) é mais que triplicar o número de passageiros de cruzeiros: dos atuais 560 mil, estimados para este ano, para 1,8 milhões de pessoas/ano, a capacidade máxima do futuro terminal de Santa Apolónia.

«Temos a ideia de duplicar o número de passageiros com relativa proximidade, no espaço de dez anos. Queremos esgotar a capacidade do próprio terminal», algo que a APL estima que venha a acontecer ao longo do período de concessão do espaço (entre 20 a 35 anos), referiu a responsável.

O futuro terminal de cruzeiros de Santa Apolónia, cuja construção deverá arrancar no princípio do próximo ano, vai reforçar a capacidade de Lisboa para acolher navios de cruzeiro.

O Porto de Lisboa tem falta de espaço físico para a colocação das malas dos passageiros, o que impossibilita a realização de mais 'turnarounds', ou seja, cruzeiros com Lisboa como porto de partida ou de desembarque. Atualmente, cerca de 90% das escalas são apenas de passagem pela cidade, ou seja, os navios chegam de manhã e saem ao final do dia.

Segundo um estudo do Observatório de Turismo de Lisboa realizado no ano passado, o impacto económico na capital foi superior a 66 milhões de euros.

Cada passageiro despende em média, num dia de visita à cidade, 118,39 euros em compras, alimentação, visitas a museus e transportes públicos. No caso dos navios 'turnaround', a despesa duplica, porque muitos pernoitam em Lisboa.

Os tripulantes gastam 21,10 euros, a maioria em artigos de farmácia. Só em 2012 passaram na capital mais de 211 mil tripulantes.

A construção e concessão do terminal está orçada em 22 milhões de euros e a adjudicação deverá ocorrer em dezembro, para no mês seguinte arrancar a obra, que deverá demorar entre 12 a 15 meses.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 12, 2013, 09:27:56 pm
Leixões atinge recorde de 8,5 milhões de toneladas


O movimento de mercadorias no Porto de Leixões atingiu, no primeiro semestre de 2013, um valor recorde de 8,5 milhões de toneladas, representando um crescimento de 2% face ao período homólogo do ano anterior.

Em comunicado, a administração do porto refere este valor de 8,5 milhões de toneladas de mercadores representa "um crescimento de 2% face ao período homólogo de 2012, alicerçado no aumento de 6% das exportações realizadas a partir de Leixões".

A evolução do semestre foi positiva na carga fracionada (+30%), na carga contentorizada (+3%), nos granéis sólidos (4%) e no Ro-Ro (+137%).

Por outro lado, verificaram-se quebras nos granéis agroalimentares (-19%) e nos granéis líquidos (-2%), cuja evolução foi marcada pelas condições de mau tempo no início do ano e por uma paragem da refinaria em Maio. O movimento de contentores em TEU e em número registaram aumentos de 5% e 2%, respectivamente.

No que diz respeito às exportações, registou-se um aumento de 6% destacando-se o crescimento verificado nos produtos refinados (+18%) e no ferro (+12%). Angola, Argélia e Marrocos foram os países de destino que mais contribuíram para o crescimento das exportações.

Já em 2012, o Porto de Leixões tinha atingido um máximo histórico de 16,6 milhões de toneladas, refletindo um aumento de 23% nas exportações, face ao ano anterior, de 2011.

Boas Notícias
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 29, 2013, 06:57:09 pm
Porto de Leixões entre os 125 maiores do mundo


O Porto de Leixões está entre os 125 portos do mundo com maior volume de movimentação de contentores em TEU'S ("tweenty feet equivalent unit", a unidade de medida de um contentor), sendo o único porto português a figurar no ranking publicado pela revista especializada espanhola Transporte XXI.
 
Em 2012, o Porto de Leixões, que é ainda um dos 25 maiores portos europeus de acordo com aquela publicação, movimentou 632.574 TEU's, sendo também o que conseguiu o maior índice de crescimento e ocupando o 5º lugar no que toca à movimentação de carga nos portos da Península Ibérica, superado apenas pelos portos de Valencia, Baía de Algeciras, Barcelona e Las Palmas.
 
Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) afirma que esta posição ganha ainda maior relevância no contexto ibérico se se considerar que "os valores do Porto de Leixões resultam essencialmente de exportações e importações, enquanto os valores dos portos espanhóis são alcançados sobretudo através de contentores em trânsito (60%)".

De realçar que, já este ano, como o Boas Notícias adiantou há algumas semanas, o Porto de Leixões alcançou um valor recorde de 8,5 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas no primeiro semestre, um crescimento de 2% face ao mesmo período do ano passado, destacando-se o crescimento em TEU's, de 5% neste período.
 
A lista dos maiores portos mundiais publicada pela Transporte XXI é liderada pelos portos de Shanghai, Singapura e Hong Kong.

Boas Notícias
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 15, 2013, 01:18:55 pm
Movimento de mercadorias nos portos aumentou 14,1% no segundo trimestre – INE


O movimento de mercadorias nos portos portugueses evidenciou um crescimento homólogo de 14,1% no 2º trimestre de 2013, evidenciando aceleração face ao aumento de 3,2% verificado nos primeiros três meses do ano, revela o relatório do INE sobre a ‘Atividade dos Transportes’. O movimento total de mercadorias nos portos nacionais totalizou 20,5 milhões de toneladas no trimestre.

Sines, que respondeu por cerca de 47% dos fluxos com portos estrangeiros, movimentou um total de 9,2 milhões de toneladas de mercadorias (45,0% do movimento total), refletindo um acentuado crescimento homólogo de 31,2%. Também Leixões, com 4,0 milhões de toneladas carregadas/descarregadas, registou um desempenho favorável no 2ºT 2013 (+4,5%).

Em Lisboa, o movimento de mercadorias totalizou 2,9 milhões de toneladas, menos 3,4% que no trimestre homólogo.

Aveiro e Figueira da Foz continuaram a revelar intensificação da atividade, de 17,4% e 4,2% respetivamente, face a igual trimestre de 2012. O porto de Setúbal (+7,9%) interrompeu a trajetória de diminuição verificada nos trimestres anteriores, enquanto o Caniçal, o principal porto de mercadorias da Região Autónoma da Madeira, que já no 1º trimestre tinha invertido o andamento negativo de 2012, atingiu no 2º trimestre de 2013 um crescimento de 7,4% no movimento de mercadorias.

Em Ponta Delgada e Praia da Vitória registaram-se reduções homólogas de 10,9% e 12,2% no tráfego de mercadorias.

No período entre abril e junho de 2013, entraram nos portos nacionais 3 735 embarcações (3 178 navios de mercadorias e 557 navios de passageiros), 3,3% acima do total do trimestre homólogo de 2012, invertendo-se a tendência negativa dos três trimestres precedentes.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 14, 2014, 06:00:26 pm
Porto de Sines em expansão


A ameaça de paragem de obras no Canal do Panamá não preocupa o presidente do porto português. O terminal de contentores deve atingir a capacidade máxima mesmo sem aquela obra. O impasse da última semana na expansão do Canal do Panamá, com a ameaça de paragem das obras por alegados pagamentos em atraso à construtora Sacyr, não tirou o sono ao presidente da Administração do Porto de Sines (APS), João Franco. O terminal português deve beneficiar com a ampliação prevista para este ano, mas a actividade de Sines vai de vento em popa mesmo sem aquela intervenção.

“Contamos que 2014 seja um ano muito interessante do ponto de vista operacional. Deveremos atingir a capacidade máxima do Terminal XXI, razão pela qual a PSA tem já em curso o seu processo de expansão”, adiantou ao SOL o gestor.

Os resultados de 2013 já foram motivo de satisfação. O porto registou um crescimento homólogo de 28% no total de carga, movimentando 36,5 milhões de toneladas. Nos contentores a evolução foi ainda mais expressiva, com uma subida de 68% na movimentação de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés).

As novas empresas que passaram a utilizar de forma regular o Terminal XXI, com destaque para a dupla paragem semanal do serviço Extremo Oriente, bem como o aumento das exportações de combustíveis devido à nova refinaria da Galp em Sines, foram os dois principais factores de crescimento do porto.

Em 2014, João Franco antecipa que Sines aumente a importância na saída das exportações do país, já que o porto dispõe de serviços semanais directos para todas as regiões do mundo – com destaque para os Estados Unidos e para o Oriente – através de “grandes navios com economias de escala importantes”.

O Porto de Sines, através do Terminal XXI, já utiliza o Canal do Panamá para movimentar contentores para a costa americana do pacífico. Semanalmente, navios de cerca de 5000 TEU partem para o México, para os EUA e para o Canadá.

Panamá vai trazer nova dinâmica a Sines

Após as obras em curso, a capacidade ampliada do Canal do Panamá vai permitir o atravessamento de navios de contentores até 12.000 TEU. “A prazo poderá imprimir uma nova dinâmica neste tipo de tráfego com Sines”, admite o presidente da APS. Contudo, avisa, “o impacto no total da procura no Porto de Sines acabará por ser menor do que se pensava quando o Porto não tinha atingido ainda os níveis de movimentação que temos hoje”.

Por esse motivo, as ameaças da Sacyr em não concluir as obras do canal, num diferendo com a administração local, são classificadas como “especulações” por João Franco. “As autoridades do Canal do Panamá tiveram a amabilidade de enviar uma carta de esclarecimento à APS, sobre as notícias que surgiram nos últimos dias sobre alegados atrasos nas obras, informando que o processo de obras de empreitada do alargamento do Canal seria levado a bom termo e dentro dos prazos previstos”, revela o responsável.

E mesmo que as obras parassem, os próximos projectos de Sines não seriam postos em causa. “Os investimentos em novos equipamentos e em terra, efectuados pela concessionária do Terminal XXI, e na extensão do molhe de protecção marítima, feitos pela APS, foram os normais decorrentes da procura prevista, não estando directamente relacionados com o futuro alargamento do Canal do Panamá”, assegura.

SOL
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Janeiro 17, 2014, 02:14:01 pm
Citar
16-01-2014
Menos 5M€ em receitas portuárias
Governo elimina TUP Carga em todos os portos

O Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, aprovou hoje, sob proposta do Regulador, a eliminação integral da TUP Carga, a taxa portuária que desde há décadas vinha sendo cobrada às empresas portuguesas que se dirigiam aos nossos portos para colocar os seus produtos noutros mercados. Ao contrário do que tem sido veiculado, a TUP Carga será eliminada de todos os portos, quer para a importação quer para a exportação.
De acordo com Sérgio Monteiro, "tal como desenhado no Plano 5+1 para a redução da fatura portuária e patente na Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial (ECEFI), o Estado deu o primeiro passo para a redução dos custos Logísticos das empresas portuguesas. Depois de sucessivas reduções nesta taxa e da verificação, pelos exportadores, que esta medida teve impacto direto e imediato sobre a competitividade das nossas empresas, a taxa é agora anulada por completo”. Para o governante, este “é mais um contributo que o Governo dá para o crescimento das nossas exportações. A atividade portuária foi das poucas áreas que esteve sempre em crescimento, mesmo na fase mais crítica da crise. Faz por isso sentido potenciar ainda mais este crescimento, mesmo abdicando de alguma receita direta para as Administrações Portuárias. Compete agora estas aprofundarem o grau de eficiência para compensar esta medida de crucial importância para a nossa economia, que representaria em 2014 um valor de cerca de 5 milhões de euros".
Sérgio Monteiro acrescentou ainda "que as restantes taxas cobradas pelas administrações portuárias ficarão congeladas em 2014, não sofrendo qualquer aumento face aos valores de 2013".

CPC congratula-se pela eliminação da TUP Carga

O Conselho Português de Carregadores (CPC) afirma, em comunicado, que “recebeu com satisfação a notícia da eliminação integral da TUP Carga , Taxa de Utilização do Porto , que era paga pelo Carregador , exportador ou importador , à Administração Portuária pela movimentação em Porto. Esta taxa, que já não existia no Porto de Sines, também deixará de ser cobrada nos outros portos a partir de agora". Para os exportadores, esta medida contribui diretamente para aumentar a competitividade das nossas exportações, reduzindo o valor da fatura portuária de acordo com o objetivo do Plano 5+1 , enunciado pelo Governo em Agosto de 2012. “Com a eliminação da TUP carga e a congelando as restantes taxas nos portuárias em 2014 , o secretário de Estado do Transportes, Sérgio Monteiro, demonstrou uma vez mais a sua determinação e empenho em alcançar os objetivos a que se propôs, cruciais para a competitividade dos Portos e da nossa Economia”, refere o CPC.
 
por: Andreia Amaral in transportesemrevista.com

E assim se afundam os Portos Portugueses com uma pedrada de demagogia no charco.

A TUP Carga paga pelo exportador directa ou indirectamente à companhia de navegação e depois encaminhada por esta para a Administração é irrisória, já que dificilmente ascendia a 5€ ou 10€ por contentor, ora num frete de 700€ para o Norte da Europa ou 3000€ para Angola/Moçambique é migalhas.

O problema é que para eu pagar 10€ num contentor é uma migalha, para o Zé também, para a Maria idem, agora para o Porto de Lisboa, Leixões, Setúbal que têm custos de operação e manutenção consideráveis vão perder a ultima grande fonte de rendimento "certo" já que ficam a sobrar as concessões dos terminais e estas pagam quando pagam. Sines não cobrava TUP porque o grosso dos custos de operação e manutenção do porto que sendo de aguas profundas não está sujeito a dragagens frequentes é suportado pela PSA e pelo terminal de graneis líquidos, vulgo GALP/REPSOL, para os amigos.
Ainda para mais não só as Administrações não foram "tidas nem achadas" nesta decisão como nos últimos anos os lucros das mesmas foram absorvidos pelo accionista (Estado) para tapar buracos pelo que algumas têm situações de tesouraria periclitantes.

"Então PedroI mas então como é que o nosso bom samaritano Estado pode ajudar a exportação tão importante para o País?" Perguntam vocês?

Ficar quieto e deixar o mercado funcionar é sempre a primeira solução que aponto e não vou querer entrar pela competitividade dos produtos exportados  cingindo-me  a parte do transporte.
Ora bem temos 33m3 de produto para exportar a preço competitivo no armazém e até aqui tudo bem agora precisamos de encher um contentor de 20' e por tudo no Burkina Faso por isso vamos a custos:
Não sendo um grande defensor da malta do transporte rodoviário começamos logo com uma taxa de gasóleo que anda nos 20,84%, e que tal criar o gasóleo profissional ou subsidiar a aquisição de camiões a LNG para o serviço de vaivém portuário.
Na cotação de transporte marítimo alem do que pode ser frete e derivados (BAF, CAF, GRI's, CSF e restantes alcavalas...) temos as despesas locais onde está esse roubo de 5€/10€ da TUP, mas também temos:
- 40€ a 60€ para o BL (conhecimento de embarque) que embora importante não passa de 3 ou 4 folhas impressas em papel timbrado e que é pré preenchido pelo carregador e o mangas de alpaca da companhia só têm de meter no sistema e fazer print.
- 5€ para o selo do contentor de plástico "dado" pela companhia feito na China as toneladas e que não custa cá mais de 0.50€ a unidade e que todos os carregadores pagam mesmo quando depois põem um selo de ferro ou de cavilha pago por eles para ficarem mais "seguros".
- 5€/10€ para limpeza do contentor quando obviamente é responsabilidade da companhia fornecer um contentor em condições.
- 130€ a 180€ de THC e aqui sim meus amigos é que se podia cortar o Terminal Handling Charge é o que se paga para o Terminal tirar o contentor de cima do camião e po-lo dentro do Navio. Agora querem-me convencer que este serviço sai assim tão caro que não se possa cortar uns 20€ ou 30€ isso sim já é dinheiro.

"Epah mas os temos uma estiva cara que faz greves quando quer, tanto que já há Navios que estão a fugir para Espanha? Se reduzirmos os THC ou o cobrarmos justamente a estiva vai ter de receber menos? E o gasóleo profissional implica menos ISP? E mexer nas taxas de merda das companhias é ir ao bolso a quem paga as expansões e obras nos Portos porque o Estado suga as Administrações?"
Pois é meus amigos eu a pensar que percebia alguma coisa disto e afinal sou um patinho que não percebe o Big Picture cortem lá a TUP ponham as Administrações Portuárias em situações financeiras precárias arranjem empréstimos, swaps, para as salvar e deixar pior ainda e no fim privatizem-nas quando já ninguém as quiser.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 10, 2014, 11:05:46 am
Novo terminal de cruzeiros de Leixões pronto até ao final do ano


À porta do Atlântico, o novo terminal de cruzeiros de Leixões, edifício curvilíneo com 40 metros ganha vida, num espaço partilhado pelo pólo do mar da Universidade do Porto que se prevê estar concluído até ao final do ano. A ambição da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) já era antiga e até ao final do ano vai ser concretizada com a inauguração do novo terminal: ter instalações que permitam o início e o fim de cruzeiros em Matosinhos, aumentando assim o fluxo de navios e de passageiros.

O presidente da APDL, Brogueira Dias, antecipou à agência Lusa que conta pelo "princípio do segundo semestre que a obra possa estar concluída para realizar a inauguração ainda durante este ano".

Os números desta construção impressionam: a área de construção ultrapassa os 19 mil metros quadrados, o betão utilizado supera os 18 mil metros cúbicos, foram usadas perto de quatro mil toneladas de aço em armaduras e movimentaram-se quase seis mil metros cúbicos de terras nas escavações.

De acordo com o presidente da APDL, o investimento global ultrapassa os 50 milhões de euros, explicando que o terminal "não é apenas o edifício".

"A aposta de Leixões é para consolidar o tráfego que tem vindo a crescer muito nos últimos anos a nível mundial. Leixões também tem acompanhado esse crescimento", explicou, recordando que partiram dos 20 mil passageiros e que em 2012 - o melhor ano - chegaram perto dos 80 mil passageiros, com cerca de 70 escalas.

Com boas perspectivas para 2014 - uma vez que estão já marcadas entre 80 a 90 escalas - Brogueira Dias disse que com o novo terminal o que se pretende "é contribuir ainda mais para o crescimento do turismo na região Norte", uma vez que este permite que Leixões deixe de ser assim um porto de escala.

"O edifício também tem uma utilização que é sui generis. A proximidade da cidade e a grande oferta que a cidade tem puxaram pelo engenho e conseguiu-se, pela primeira vez, uma boa relação com a Universidade do Porto em que vai haver uma partilha praticamente a 50% da utilização do edifício", disse.

O arquitecto Luís Pedro Silva, autor do projecto, descreveu que "o edifício nasce sobretudo da envolvente portuária, ou seja, é a curva do molhe onde se insere o edifício que sugere a forma curvilínea que contamina todos os elementos do desenho".

"O edifício faz pouco mais do que tirar partido do lugar. O lugar é suficientemente forte para depois não precisarmos que o edifício procure o que quer que seja adicionalmente", desenhou.

Da imponência do novo terminal, destaque para o aproveitamento feito pelo arquitecto da cobertura, onde foi criado um anfiteatro exterior onde a vista sobre o mar, as cidades do Porto e Matosinhos, a praia e o Parque da Cidade não deixam ninguém indiferente.

"Esperamos que qualquer cidadão - e creio que esse é o desejo também do Porto de Leixões - possa chegar à cobertura e usufruir do que já cá estava", disse, pretendendo ainda "evitar a redundância da estandardização".

Já Jorge Gonçalves, vice-reitor da Universidade do Porto, disse à agência Lusa que a instituição sempre ambicionou "ter uma localização que permitisse que os investigadores que trabalham sobre o mar estivessem em grande proximidade" com o objecto de estudo.

"Neste lugar é impossível não investigar sobre o mar e portanto esta é a localização ideal para a Universidade do Porto ter o seu pólo 4", defendeu.

Estimando que a população da universidade naquele pólo ronde 300 pessoas, Jorge Gonçalves antecipa que vão utilizar "a parte que não está destinada à entrada e saída de passageiros" - o piso 2 e 3 -, para além do estacionamento, onde vai ser criada "uma zona dedicada a biotérios, onde vai ser possível o crescimento de várias espécies de peixes".

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Fevereiro 10, 2014, 11:56:00 am
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Estivadores do porto de Lisboa à beira do despedimento

Nuno Miguel Silva  in Diario Economico
07/02/14 18:18

As três associações de operadores portuários de Lisboa dizem que empresa de trabalho portuário poderá entrar em falência.

"A decisão do Sindicato dos Estivadores de Lisboa de prosseguir com greves à margem da Lei do Trabalho Portuário - lei que aquele Sindicato contesta mas que os empregadores estão obrigados a observar - e desenquadradas de qualquer objectivo negociável, está a provocar a perda acelerada de proveitos da A-ETPL, empresa de trabalho portuário do porto de Lisboa, que se debate com sérios problemas de tesouraria, os quais podem ditar a sua falência a muito curto prazo, a exemplo do ocorrido em 2013 no porto de Aveiro, também por exigências sindicais", alerta as três associações de operadores portuários de Lisboa em comunicado.

A AETPL tem um quadro de estivadores que prestam serviços nos operadores portuários de Lisboa e a contrapartida financeira desse trabalho prestado aos operadores constitui o seu único proveito económico.

"Com as greves iniciadas em meados de 2013 (depois de 5 meses de greves consecutivas em 2012) tem vindo a ser impossível satisfazer a colocação de trabalhadores da A-ETPL nos operadores portuários, levando a que a facturação da empresa seja inferior ao salário a pagar a esses trabalhadores", explica o comunicado da A-ETPL - Associação - Empresa de Trabalho Portuário (ETP) Lisboa, AOP - Associação Marítima e Portuária e AOPL - Associação de Operadores do Porto de Lisboa.

Segundo o comunicado destas três associações de operadores portuários, "em razão deste desequilíbrio persistente, entre os custos fixos da A-ETPL com os salários e respectivos encargos dos seus colaboradores e os proveitos cobrados aos operadores portuários, por fornecimento de trabalhadores, a situação financeira da empresa degradou-se de forma dramática nos últimos meses, tendo já registado alguns atrasos no pagamento dos salários".

"Esta evidência está quantificada e determina uma impossibilidade técnica de manutenção dos empregos a muito curto prazo, por ser irracional manter o custo fixo de um quadro de estivadores que não querem trabalhar, inviabilizando assim o negócio da empresa", sublinha o documento em causa.

As três associações de operadores portuários de Lisboa acrescentam que, "nas últimas semanas, a média de colocação de trabalhadores da A-ETPL nas operações dos seus clientes, tem sido inferior a 50% da sua normal capacidade, o que mostra bem a dimensão da cessação de proveitos que está em causa. Por sua vez, a taxa de absentismo é de 32%".

"Se tomarmos como exemplo a última semana de Janeiro, dias houve em que dos 14 estivadores chamados "históricos" apenas três se disponibilizaram para trabalhar", acrescentam estas associações.

"Com a recente tomada de posição de várias associações profissionais com negócios dependentes do porto de Lisboa, que anunciaram a sua decisão de evitarem este porto e dirigirem as suas cargas para outras estruturas portuárias, está lançado o último alerta aos estivadores e às autoridades: a greve está a levar à morte do porto", avisa a AEPTL, AOP e AOPL.

Recorde-se que, como noticiou hoje o Económico, alguns dos maiores armadores mundiais de contentores, como a Maersk (líder mundial), Hapag Lloyd ou Mac Andrews já deixaram de escalar o porto de Lisboa procurando outras alternativas em Portugal e Espanha.

Os sindicatos têm uma vontade inexplicavel de enfiarem a cabeça na areira e cavar a propria sepultura.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: mafets em Fevereiro 18, 2014, 11:47:57 am
http://transportemaritimoglobal.com/2014/02/18/rebocador-oceanico-monte-da-luz/

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O Monte da Luz, novo rebocador oceânico da Rebonave, constitui uma unidade de características únicas em Portugal e já chegou ao porto de Setúbal. Trata-se de um rebocador oceânico – AHT Anchor Handling Tug, , construído em 2013, pelo estaleiro Yong Choo Kui Shipyard, situado na Malásia.

Apresenta arqueação bruta de 495 ton, mede 38 metros de comprimento e 10,8 metros de boca, têm um poder de tracção de 55ton e velocidade de 10 nós. A propulsão é garantida por 2 motores Cummins QSK60-M Diesel a 4 tempos, 16 cilindros, com 2200hp cada (total de 3282 kW).

A Rebonave, firma de Setúbal armadora de rebocadores, tem vindo a investir num programa sustentado de actualização da sua frota, o que passa pela aquisição de novas unidades e pela modernização das suas unidades actuais.
Com a aquisição do Monte da Luz, a Rebonave passa a dispor de um equipamento de grande qualidade e capacidade, permitindo a realização de operações marítimas até então não possíveis em Portugal, por uma empresa portuguesa, com tripulação e equipamentos nacionais.

Cumprimentos
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Abril 02, 2014, 06:35:46 pm
Governo escolhe Barreiro em vez de Trafaria


O Governo prepara-se para aprovar o porto de águas profundas no Barreiro, em detrimento da Trafaria, apurou o SOL junto de fontes ligadas ao processo. O projecto, que visa a construção de um terminal de contentores para aumentar a capacidade portuária em Lisboa, está incluído na lista de investimentos prioritários do Governo.

Fonte governamental confirmou que a lista de projectos será discutida em Conselho de Ministros amanhã e que o Barreiro “é mais provável do que a Trafaria”, adiantando que a obra “estará na condição de ser financiada por investidores privados”.

A Trafaria tinha sido o local escolhido pelo anterior ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que a 22 de Fevereiro do ano passado anunciou a intenção de lançar até ao final do ano um concurso público internacional para a construção e concessão da infra-estrutura.

Mas a polémica gerada em torno da instalação do mega terminal de mercadorias naquela zona, com contestação da população e a oposição do próprio presidente da Câmara Municipal de Almada, terá afastado a ideia.

Por outro lado, o Governo percebeu, entretanto, que a colocação do novo terminal no Barreiro conta com o apoio do presidente da Câmara de Barreiro e também dos restantes autarcas, nomeadamente de Sesimbra, Seixal e Almada.

A grande diferença dos dois locais será a capacidade dos barcos que podem ali chegar. A Trafaria podia receber navios de grande dimensão com os contentores de carga, sendo esta depois dividida por barcos mais pequenos que a distribuíam, por mar, para diferentes destinos (uma operação chamada transshipment).

Ao Barreiro só irão chegar barcos mais pequenos e os contentores terão de entrar em terra para serem distribuídos por camiões ou comboios (shoresea). Foi, aliás, esta diferença que levou a Trafaria a ficar em primeiro lugar nos estudos comparativos feitos pela Administração do Porto de Lisboa, a pedido do Governo.

O Barreiro ficou em segundo e Caxias em terceiro, tendo essa última hipótese sido desde logo afastada pela falta de acessos no local. O facto de o Barreiro não permitir a entrada de navios de grande dimensão tem, porém, a vantagem de não se tornar num concorrente ao Porto de Sines, onde há capacidade para acolher embarcações maiores.

Obras em duas fases

Segundo o SOL apurou, para se poder avançar com a novo terminal terão de ser realizadas obras para se aprofundar o canal de acesso ao cais do Barreiro, já usado para deslocação à Tanquipor. Estas intervenções podem ter custos elevados, pois implicam a dragagem de areias contaminadas - está já prevista a descontaminação de toda aquela zona.

Apesar desta obra, é expectável que o investimento total necessário para o novo projecto não chegue aos 600 milhões de euros definidos inicialmente para a Trafaria.

Além disso, a construção do novo terminal deverá ser efectuada em duas fases: numa primeira permitir-se-á a movimentação de um milhão de contentores por ano e só mais tarde será feita outra intervenção para alargar a capacidade até dois milhões de contentores anuais.

O novo terminal implicará também pequenos ajustes nas infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias. A linha ferroviária do Alentejo terá se ser alargada para chegar ao terminal do Barreiro. O mesmo terá de ser feito no IC21, que vai necessitar de um acesso complementar ao porto de águas profundas.

Neste momento, a capacidade portuária nesta zona está limitada a 800 mil contentores/ano, divididos entre os terminais de Alcântara e de Santa Apolónia, que em 2020 cessam a actual concessão à Liscont e à Sotagus, respectivamente.

Santa Apolónia irá mesmo deixar de poder ser usado como terminal de carga, uma vez que a Câmara Municipal de Lisboa vai ali criar um terminal de cruzeiros. A concessão desta infra-estrutura, com um investimento previsto de 22,7 milhões de euros, já foi adjudicada recentemente a um consórcio liderado pelos turcos da Global Liman Isletmeleri.

Polémica em Alcântara

Já em relação ao terminal de Alcântara, o processo é mais polémico. Isto porque o Tribunal Constitucional deu recentemente razão à Mota-Engil no diferendo com o Governo sobre a expansão do porto, considerando que o Estado não pode alterar agora o contrato feito e revogar a prorrogação da concessão da Liscont no Terminal de Alcântara, que permitia à empresa ficar mais 27 anos do que inicialmente estipulado (2015), em troca de obras para aumentar a capacidade do porto para 800 mil contentores/ano.

Para resolver o problema, sabe o SOL, o Governo poderá tentar negociar com o privado uma solução intermédia: a Mota-Engil fica até 2020, realizando em troca obras de pequenas dimensões, que permitam aumentar a capacidade do terminal para 450 mil movimentos anuais.

A ideia de construir um novo terminal de contentores começou em 2006, na sequência do plano estratégico da Administração do Porto de Lisboa. Nessa altura verificou-se que a capacidade dos portos estava perto de esgotar e, logo naquele ano, foram realizados estudos para verificar qual o melhor local para acolher o projecto.

Em 2008, a APL aprofundou os estudos que elegiam a Trafaria como o melhor local. Mas só em 2013, já com Passos Coelho no Governo, o ministro Álvaro Santos Pereira avançou com o projecto, tendo anunciado numa sessão pública que seria o segundo maior terminal do país e teria financiamento privado.

Os últimos anos tornaram urgente o aumento da capacidade dos portos nacionais, pois as exportações dispararam e já representam cerca de 40% do PIB português, um valor muito superior ao verificado em 2009, ano em que representavam 29% do PIB.

Na lista de projectos prioritários que em breve será aprovada podem entrar outros que podem potenciar o terminal no Barreiro. É o caso da pequena ponte que liga o Seixal ao Barreiro e a variante à Estrada Nacional 11/2 que faz ligação à Moita.

SOL
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Abril 02, 2014, 07:08:45 pm
Opiniões dos entendidos no assunto?  :?
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PereiraMarques em Abril 02, 2014, 11:06:41 pm
Citação de: "HSMW"
Opiniões dos entendidos no assunto?  :?

Compensação política pelo abandono da TTT Chelas-Barreiro?
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Abril 03, 2014, 04:06:47 pm
Boas,

Já ouvi tanta coisa que não sei se me surpreenda ou se me assuste ou se me marimbe.
Acho que a única dilação que se pode tirar verdadeiramente desta noticia é que com em qualquer outro tema não há no Governo (este e todos os que lhe antecederam nos últimos anos) qualquer visão que andam a fazer.
Acho que já teci neste tópico considerações sobre o zero sentido que faz do ponto de vista económico, técnico e operacional em fechar os terminais na margem Norte por isso vou tentar comentar apenas alguns pontos desta noticia com a serenidade possivel.

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O projecto, que visa a construção de um terminal de contentores para aumentar a capacidade portuária em Lisboa
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Neste momento, a capacidade portuária nesta zona está limitada a 800 mil contentores/ano
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a construção do novo terminal deverá ser efectuada em duas fases: numa primeira permitir-se-á a movimentação de um milhão de contentores
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Apesar desta obra, é expectável que o investimento total necessário para o novo projecto não chegue aos 600 milhões de euros definidos inicialmente para a Trafaria.
Então mas vai-se gastar qualquer coisa(?? estamos a considerar a derrapagem ou ainda não) abaixo dos 600milhoes de euros para numa primeira fase apenas aumentar a capacidade em 200mil contentores/ano tendo em conta que a ideia é fechar os terminais da margem Norte?

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A grande diferença dos dois locais será a capacidade dos barcos que podem ali chegar. A Trafaria podia receber navios de grande dimensão com os contentores de carga, sendo esta depois dividida por barcos mais pequenos que a distribuíam, por mar, para diferentes destinos (uma operação chamada transshipment).
Ao Barreiro só irão chegar barcos mais pequenos e os contentores terão de entrar em terra para serem distribuídos por camiões ou comboios (shortsea). Foi, aliás, esta diferença que levou a Trafaria a ficar em primeiro lugar nos estudos comparativos feitos pela Administração do Porto de Lisboa, a pedido do Governo.
O facto de o Barreiro não permitir a entrada de navios de grande dimensão tem, porém, a vantagem de não se tornar num concorrente ao Porto de Sines, onde há capacidade para acolher embarcações maiores.
Então quer dizer pedem o estudo ao Porto de Lisboa e depois não seguem as recomendações de quem sabe o que faz, ou têm obrigação de saber.
O interesse de receber Navios (não são barcos) de grandes dimensões em Lisboa não é para fazer transshipment, que em português se diz baldeação, o interesse é que os contentores com destino a Lisboa venham directos a Lisboa em vez de serem baldeados uma ou duas vezes em outros portos, o que encarece o valor do transporte do contentor para aquela que é a zona de maior consumo nacional.
Competir com Sines? Então e depois? Há azar? Claro que não só na cabeça dos políticos e de quem move influencias a verdade é que desde que se sonhou em fazer um terminal de aguas profundas em Sines que a ideia era utilizar-lo para transhipment porque não poderia servir para outra coisa já que o consumo no seu hinterland (zona de influencia imediata) é residual o problema foi que o transhipment dá pouco dinheiro, demoraram muito tempo a resolver a acessibilidade ferroviária e continuam com medo de ir buscar a carga de Madrid para não ferirem susceptibilidades os meninos de Valencia e Barcelona.
Quer Lisboa quer Sines podem e devem ter um terminal de aguas profundos e isso não quer dizer que façam concorrência um ao outro (como se isso fosse uma desgraça).

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Mas a polémica gerada em torno da instalação do mega terminal de mercadorias naquela zona, com contestação da população e a oposição do próprio presidente da Câmara Municipal de Almada, terá afastado a ideia.
Por outro lado, o Governo percebeu, entretanto, que a colocação do novo terminal no Barreiro conta com o apoio do presidente da Câmara de Barreiro e também dos restantes autarcas, nomeadamente de Sesimbra, Seixal e Almada.
Então mas por causa de uma minoria vai-se prejudicar toda a área metropolitana de Lisboa para não falar de impactos nas áreas adjacentes servidas pelo Porto de Lisboa.
Bem pelo o menos o Presidente da Câmara de Santarém não se mostrou interessado porque se não ainda faziam o terminal para aqueles lados.  

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Segundo o SOL apurou, para se poder avançar com a novo terminal terão de ser realizadas obras para se aprofundar o canal de acesso ao cais do Barreiro, já usado para deslocação à Tanquipor. Estas intervenções podem ter custos elevados, pois implicam a dragagem de areias contaminadas - está já prevista a descontaminação de toda aquela zona.
Por favor façam um exercicio: Vão ao google maps e pesquisem por Tanquipor, façam mais ou menos zoom até terem o indicador de zoom a meio da escala , agora reparem bem nas cores do Rio Tejo na margem norte e da margem sul junto a Tanquipor. O custo de dragagens necessario para manter um calado constante e respeitável na "baía" do Barreio deve-se aproximar do RIDÍCULO (a menos que se tenha uma cota numa empresa de dragagens). E falam em descontaminar "toda aquela zona" depois de anos a fio de Siderurgia Nacional, CUF, etc? A melhor coisa que podem fazer ao ambiente é nem com uma pá e balde de brincar mexer nessas lamas imagino o nível de metais pesados que para ali vai. Se nem nas lamas da zona do Parque das Nações mexeram quando fizeram a Expo por conta da poluição da refinaria deixou e agora vão mexer no Barreiro???????

Relativamente ao terceiro ponto da noticia sobre Alcântara o que posso dizer é que não tendo uma única acção da Mota-Engil deixem-nos ficar com a Liscont e fazer os investimentos todos que quiserem porque a única empresa que investe para perder dinheiro é o Estado e se a Mota-Engil está disposta a investir em Portugal, num sector fulcral da economia que por muito bom que seja para a Mota-Engil será ainda mais importante para o País que seja deixem-os investir.

Isto tudo a menos que alguém já tenha comprado terrenos no Barreiro? Tenha projectos imobiliários para Alcântara? Esteja a tentar a tudo o custo recuperar o investimento feito na Plataforma "Desértica" Logística do Poceirão (BES com a corda ao pescoço)? Tenha uma cota numa empresa de dragagens ou descontaminação? Etc. Etc.

Acho que não foi a minha melhor analise mas estou a fazer 10 anos neste meio e a coerência já foge a sete pés.

Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "HSMW"
Opiniões dos entendidos no assunto?  :N-icon-Axe: Provavelmente.........
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Maio 05, 2014, 04:32:09 pm
Sines: Expansão do terminal de contentores cria 200 empregos


A expansão do terminal de contentores de Sines vai criar 200 novos postos de trabalho e aumentar a capacidade de movimentação anual de 1,7 para 2,7 milhões de contentores, segundo um memorando de entendimento assinado hoje em Lisboa. O investimento no terminal de contentores (Terminal XXI), concessionado à multinacional de Singapura PSA Sines, não está definido, devendo os detalhes ser discutidos "em Comissão de Negociação própria", de acordo com o comunicado do ministério da Economia.

Com os novos investimentos o terminal passará a contar com 1000 trabalhadores e uma capacidade de movimentação anual de contentores de 2,7 milhões de TEU (medida usada para calcular o volume de um contentor), podendo acolher em simultâneo três navios de 18.000 TEU.

O memorando foi assinado por representantes da administração dos Portos de Sines e do Algarve e da PSA Sines, no âmbito da visita a Portugal do Presidente da República de Singapura.

"A expansão do Terminal XXI foi identificada pela economia portuguesa, no âmbito do Grupo de Trabalho para as Infra-estruturas de Elevado Valor Acrescentado, como uma das prioridades de investimento e faz parte do Plano Estratégico de Transportes e Infra-estruturas (PETI 3+), recentemente aprovado pelo Governo", acrescenta o comunicado oficial.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: PedroI em Maio 09, 2014, 09:45:12 am
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Operadores portuários de Lisboa atribuem "descalabro do negócio" ao líder sindical dos estivadores

Os operadores portuários apontam o presidente do Sindicato dos Estivadores como "responsável pelo descalabro do negócio" no porto de Lisboa devido às sucessivas greves convocadas, acusando-o de, por desejo de "notoriedade mediática", prejudicar os próprios trabalhadores.

"Tem V. Exa. desenvolvido nos últimos meses uma muito visível campanha mediática visando evidenciar o mérito político da sua liderança desse sindicato, chamando à sua pessoa a responsabilidade pelo que classifica de histórico resultado da 'luta' dos trabalhadores da estiva de Lisboa. Em nome de quantos nas empresas desenvolvem com sentido de responsabilidade a sua vida profissional, lamentamos ter de aceitar cidadãos politicamente obcecados e atraídos pela notoriedade mediática", sustentam os operadores portuários numa carta enviada esta semana a António Mariano, a que a agência Lusa teve acesso.

Contactado pela agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Estivadores disse tratar-se de uma carta "absurda", "descabida" e "fora de tempo", considerando "surpreendente" que estas acusações surjam precisamente na altura em que operadores e sindicato se "sentaram à mesa" para negociar o acordo alcançado em fevereiro.

LUSA
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Maio 19, 2014, 07:15:44 pm
Porto de Viana gasta cerca de 640 mil euros em dragagem


O porto de Viana do Castelo gastou este ano, em apenas duas semanas, 640 mil euros em dragagens urgentes para tornar o canal de navegação acessível, disse hoje à agência Lusa fonte da administração daquela entidade.

Um valor que representa, segundo a fonte da Administração do Porto de Mar de Viana do Castelo (APVC), quase o dobro do investimento realizado em todo o ano de 2013, que não chegou a atingir o meio milhão de euros.

«Por causa dos fortíssimos temporais deste inverno, um dos piores das últimas décadas, o porto já investiu quase o dobro do que em todo o ano de 2013 para retirar a areia que se concentrou na barra», explicou à Lusa a mesma fonte.

A intervenção concluída no passado dia 11 permitiu retirar perto de 200 mil metros cúbicos de areias. Um valor considerado «excecional», face aos números de anos anteriores que oscilaram entre 140 e os 150 mil metros cúbicos de areia.

«Foi mais forte do que inicialmente tínhamos previsto. Tínhamos previsto dragar cerca de 140 mil metros cúbicos de areia e acabámos por dragar cerca de 200 mil metros cúbicos», explicou a mesma fonte.

Além desta operação a APVC vai ainda proceder ao levantamento hidrográfico de toda a bacia do porto para «perceber se há ainda mais alguma coisa a fazer».

A semana passada o navio E-Ship 1, propriedade da multinacional alemã Enercon, reportou à APVC dificuldades na acostagem ao cais comercial para carregar componentes eólicos para exportação.

«Fizemos uma intervenção em 2010 nessa zona. Agora temos que avaliar a situação. Possivelmente, também fruto do inverno excecional, houve mais lodo a descer o rio e a acumular-se nessa zona», sustentou a mesma fonte.

A APVC adiantou que irá avançar de imediato com os procedimentos necessários para a realização desse estudo, que «poderá demorar umas semanas» e que definirá intervenção a efetuar.

O porto de Viana do Castelo voltou a ser maioritariamente exportador em 2013, com quase meio milhão de toneladas de carga movimentada.

Contudo, no ano passado, contou com menos 13 navios do que em 2012 (quando recebeu 212), tendo a administração portuária justificado esta quebra com as dificuldades provocadas pela agitação marítima de dezembro.

Lusa
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Malagueta em Janeiro 20, 2015, 11:18:47 am
Porto de Sines: Contentores cresceram 32% para o melhor ano de sempre

Já se sabia que o ano de 2014 seria de recordes no que à movimentação de contentores no porto de Sines (Terminal XXI) diz respeito, mas agora os números são oficiais: ao todo foram manuseados 1.227.694 TEU, num crescimento de 32% face ao ano anterior. No global do porto, foram movimentadas 37,6 milhões de toneladas (+3%) de mercadorias movimentadas, no seu melhor ano de sempre.

 Para este crescimento sustentando destacaram-se os serviços de longo curso, principalmente com os mercados dos EUA e Médio Oriente, reforçando-se igualmente a relação comercial com os mercados da América do Sul.

 O tráfego para o hinterland também cresceu, proporcionalmente, com especial destaque para o modo ferroviário, com um incremento de 36% no que diz respeito à movimentação de contentores, enquanto o número de comboios, também para o transporte de carga contentorizada, registou um aumento de 40% face a 2013.

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Comboios da CP Carga em Sines podem crescer com Aliança 2M

O operador ferroviário de mercadorias CP CARGA opera diariamente cerca de 10 comboios de carga contentorizada em Sines. Mas esse número deverá vir a aumentar em breve, nomedamente impulsionado pela Aliança 2M, segundo admitiu fonte bem informada do setor.

 Com o inicio da parceria de transporte marítimo da aliança 2M, que terá o porto de Sines como um dos portos de escala, a CP Carga poderá vir a aumentar a sua frequência de comboios de contentores.

 Segundo a mesma fonte, a CP Carga fica com margem para crescer acima dos 10 comboios que está a realizar em média neste momento: "A CP Carga opera em Sines uma média de 10 comboios por dia, cinco em cada sentido. Com a infraestrutura atual da PSA pode chegar aos 12". A mesma fonte acrescentou ainda que já durante o período de greve do porto de Lisboa, a CP Carga movimentou contentores da Maersk 'deslocados' para o porto alentejano.

 A parceria 2M junta os dois armadores mundiais mais expressivos no transporte marítimo de contentores: a Maersk e a MSC. A aliança inclui a partilha de espaço no transporte de contentores em cerca de 185 navios dos dois armadores.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lightning em Janeiro 28, 2015, 06:13:02 pm
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Governo apresenta mega-candidatura para aceder aos fundos comunitários

Terminal do Barreiro será associado aos acessos rodo e ferroviários, plataforma logística e reabilitação do terminal da Siderurgia Nacional no Seixal.

http://economico.sapo.pt/noticias/gover ... 10816.html (http://economico.sapo.pt/noticias/governo-apresenta-megacandidatura-para-aceder-aos-fundos-comunitarios_210816.html)


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Fosun, Maersk e ETE na corrida ao terminal de contentores no Barreiro

A ‘short list’ dos principais candidatos a este investimento integra seis candidatos, incluindo o grupo filipino ICTSI e os franceses da CMA-CGM.

http://economico.sapo.pt/noticias/fosun ... 10815.html (http://economico.sapo.pt/noticias/fosun-maersk-e-ete-na-corrida-ao-terminal-de-contentores-no-barreiro_210815.html)
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Edu em Dezembro 15, 2015, 01:42:47 pm
Maior armador do mundo abandona porto de Lisboa devido à greve

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Dinamarqueses da Maersk, seguiram Hapag-Lloyd, e fugiram da greve dos estivadores.
O grupo dinamarquês Maersk, maior armador mundial, comunicou aos clientes e parceiros que irá abandonar as operações no porto de Lisboa, apurou o Diário Económico. O motivo para a Maersk tomar esta decisão deve-se às perturbações causadas pela greve dos estivadores, em curso desde 14 de Novembro.

Esta é já a segunda baixa entre o clube dos maiores armadores mundiais que escalavam o porto da capital e que vão deixar ou já deixaram de o fazer, depois de a alemã Hapag-Lloyd, integrada no ‘top ten’ do sector, ter trocado o porto de Lisboa pelo de Leixões enquanto durar a referida greve dos estivadores, como o Diário Económico avançou em primeira mão no dia 27 de Novembro.

Tal como à escala global, a influência da Maersk na movimentação de contentores e outras mercadorias no porto de Lisboa é determinante, pelo que esta decisão, juntamente com a da Hapag-Lloyd, trará efeitos negativos na movimentação de cargas do porto da capital durante o ano em curso e provavelmente também em 2016.

Recorde-se que o grupo onde a Maersk está integrada, a A. P. Moeller, é um dos potenciais investidores no projecto para o terminal de contentores do porto de Lisboa, que o anterior governo apontou para o Barreiro. Uma intenção que poderá estar em risco após este abandono do porto de Lisboa devido à greve dos estivadores e que terá de ser solucionada pela nova ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, com a tutela dos portos, em articulação com Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

“Os armadores já não estão para se sujeitar a um porto que não deu no passado, não dá no presente, e também não se vislumbra querer dar no futuro, garantias e vontade de ter estabilidade”, criticava, na passada sexta-feira, a Agepor – Associação dos Agentes de Navegação de Portugal, em comunicado.

A associação liderada por Belmar da Costa opunha-se contra o facto de que “os navios voltam a evitar Lisboa, rumando a outros portos, e prejudicando todos aqueles que vivem directa ou indirectamente da actividade do porto de Lisboa”.

Contactado pelo Diário Económico, Belmar da Costa explicou que neste momento ainda é impossível quantificar os impactos destas decisões dos maiores armadores mundiais no que respeita a quebras de escalas e de cargas no porto de Lisboa.

Num comunicado sobre esta paralisação, o Sindicato dos Estivadores explica que esta greve foi convocada contra “a unilateral declaração patronal da caducidade do contrato colectivo em vigor”. Neste momento, a greve dos estivadores está marcada até 31 de Dezembro, mas podem surgir novos pré-avisos de greve já para 2016.


http://economico.sapo.pt/noticias/maior-armador-do-mundo-abandona-porto-de-lisboa-devido-a-greve_237492.html (http://economico.sapo.pt/noticias/maior-armador-do-mundo-abandona-porto-de-lisboa-devido-a-greve_237492.html)

Sindicalismo a mais dá nisto. Há quem não esteja para aturar exageros.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Fevereiro 23, 2016, 09:22:32 pm

Governo retira terminal do Barreiro do plano de investimentos para 2016

Na última versão do OE 2016, substituiu-se o projecto do terminal de contentores do Barreiro pela coordenação entre os portos de Lisboa e Setúbal.



http://economico.sapo.pt/noticias/governo-retira-terminal-do-barreiro-do-plano-de-investimentos-para-2016_243301.html
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Março 03, 2016, 12:50:55 pm
Governo prepara nova mudança na gestão dos portos nacionais


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, prepara-se para avançar com uma mudança global nas equipas de gestão dos principais portos nacionais, substituindo os actuais presidentes por novos gestores da sua confiança. O Diário Económico apurou junto de diversas fontes do sector que as actuais administrações – cujos mandatos terminaram a 31 de Dezembro passado – vão ser substituídas nos próximos dias, faltando ainda conhecer os nomes dos futuros nomeados.

De acordo com as informações recolhidas pelo Diário Económico, existem até administrações portuárias que já fizeram saber junto dos seus colaboradores que as suas funções irão cessar nos próximos dias. Aparentemente, estão em causa as equipas de gestão dos cinco maiores portos nacionais – Sines, Leixões, Lisboa, Setúbal e Aveiro. Recorde-se que o porto de Sines gere também os portos de Faro e de Portimão, enquanto o porto de Setúbal tem a seu cargo o porto de Sesimbra. Aveiro inclui o porto da Figueira da Foz, enquanto o de Leixões inclui outros portos no Douro e o de Viana do Castelo.

Os actuais presidentes dos maiores portos nacionais deverão, assim, cessar as suas funções entre esta e a próxima semana. Em causa deverão estar as administrações lideradas por João Franco (Sines), Brogueira Dias (Leixões), Marina Ferreira (Lisboa), Vítor Caldeirinha (Setúbal) e João Pedro Braga da Cruz (Aveiro). Em relação a este último, apesar de ser um militante do PSD, existem muitas dúvidas sobre se será incluído na ‘dança de cadeiras’, uma vez que foi nomeado há apenas um ano.

Estas mudanças surgem numa altura em que as contestações sobre as nomeações políticas já efectuadas pelo Governo de António Costa em diversas instituições públicas sobem de tom, num processo que culminou na passada segunda-feira com a demissão de António Lamas da presidência do Centro Cultural de Belém e na sua substituição por Elísio Summavielle. Além disso, o próprio sector portuário vive actualmente numa encruzilhada de decisões estratégicas de investimento, nomeadamente no sector dos contentores, cuja procura tem vindo a aumentar nos últimos anos em Portugal.

Novas concessões em curso

Ana Paula Vitorino já explicou – numa audição parlamentar às comissões de Finanças, Economia e Agricultura e Mar, que decorreu na semana passada, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2016 –, que a necessidade premente de expansão dos terminais de contentores dos portos de Sines e de Leixões deverá obrigar à assinatura de prorrogações de contratos com os actuais concessionários, como o Diário Económico avançou na passada terça-feira, dia 1 de Março, em primeira mão.

No entanto, esta prática poderá esbarrar na oposição do Tribunal de Contas que, de acordo com diversas fontes ligadas ao processo contactadas pelo Diário Económico, deverá exigir o lançamento de concursos públicos internacionais para tal efeito. Numa segunda fase, sem tantos constrangimentos temporais, prevê-se o lançamento de concursos públicos internacionais para a concessão de novos terminais de contentores nos dois maiores portos nacionais a novos operadores.

Outra questão fundamental tem a ver o projecto do terminal de contentores do Barreiro, lançado pelo anterior Governo. Entre a primeira e a última proposta de Orçamento do Estado para 2016 deixou de ser mencionado, sendo substituído pela necessidade de uma maior articulação entre os portos de Lisboa e de Setúbal.

Ana Paula Vitorino esclareceu que vai solicitar ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um estudo sobre as dragagens de instituição e de manutenção para o canal de navegação para o Barreiro, além de já ter encomendado um estudo de viabilidade económico-financeira do projecto, em especial no que respeita às acessibilidades marítimas e terrestres à infra-estrutura, enquanto decorre o estudo de impacto ambiental. A decisão final deverá ser tomada em 2017.

Além destas questões, nos próximos anos, a gestão do sector portuário nacional (que vai agora mudar de mãos) terá de coordenar os investimentos para a ligação ferroviária a Espanha, nomeadamente no segmento de mercadorias, que o actual Governo reafirmou como uma das prioridades estratégicas do país. Até ao fecho da edição não foi possível obter um comentário do Ministério do Mar sobre este assunto.

Económico
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: ICE 1A+ em Julho 16, 2016, 04:28:37 pm
Citar
Governo avança para o Aprofundamento do canal do porto de Viana Do Castelo.

Numa cerimónia relativa à construção de dois navios-hotel nos estaleiros da West Sea, antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Ana Paula Vitorino reconheceu haver “dois fatores críticos que estão identificados relativamente ao porto de Viana do Castelo”, por um lado “acessibilidades marítimas e por outro lado as acessibilidades terrestres”.

“Por isso, o Governo tomou a decisão de avançar com dois projetos fundamentais para esbloquear os constrangimentos e lançar a indústria naval de Viana do Castelo ao mundo. O Governo tomou a decisão de aprofundar o canal de acesso ao porto de Viana do Castelo, permitindo atingir um mercado muito mais elevado em termos de embarcações”, afirmou a governante, perante uma plateia que incluía os responsáveis da West Sea e também o primeiro-ministro, António Costa.

Com este aprofundamento o porto de viana vai passar dos 5,5 metros de calado com a mare cheia,   para os 8,5 metros.
 :G-beer2:
Título: Construção de novo terminal de Sines por empresas chinesas
Enviado por: Get_It em Outubro 15, 2016, 07:56:47 pm
Nada como mandar f*der actuais investidores para atrair novos investimentos no país. :)

Novo terminal de Sines causa desconforto
(15 de Outubro de 2016)
Citação de: Nuno Botelho, Expresso
O anúncio de que serão grupos chineses a construir o prolongamento do cais de contentores — o Terminal 2 —, ao lado do Terminal XXI de Sines, caiu que nem uma bomba no porto alentejano, porque esta actividade foi concessionada em exclusivo ao operador PSA, de Singapura, que em 2015 investiu mais de €40 milhões na infraestrutura e agora se prepara para investir €100 milhões adicionais. Além de o projecto e obra do Terminal 2 não poder ser entregue por ajuste directo a chineses, a eventual entrada de um segundo operador da carga de contentores no porto de Sines implica a renegociação com a PSA, admitiram ao Expresso fontes do sector portuário local.

(...)

Recentemente, em 2015, a PSA expandiu de novo a área do Terminal XXI, elevando a sua capacidade instalada de 1,7 milhões para 2,5 milhões de TEU (a unidade padrão de um contentor com seis metros de comprimento), o que foi conseguido prolongando a frente de cais até aos 940 metros. A fase seguinte será um aumento do cais até aos 1150 metros, o que implicará investir mais €100 milhões.

Como a concessão da PSA vigora até 2029, um investimento adicional desta dimensão significa a renegociação do prazo da concessão, sendo óbvio que o porto de Sines beneficiaria com o investimento adicional da PSA e que os lucros da actividade aumentariam (as previsões da administração do porto de Sines apontam para um lucro de €18 milhões no final de 2016, contra os €17 milhões registados em 2015).

Mas a visita oficial de António Costa permitiu a assinatura de um memorando de entendimento entre a Aicep Global Parques, o China Development Bank e o Haitong Bank para desenvolvimento de uma plataforma logística na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) destinada a grupos chineses que pretendem operar na União Europeia. Segundo fontes contactadas pelo Expresso em Macau, este projecto logístico está ancorado em empresas industriais do sector automóvel que têm fábricas na China.

O memorando tem uma validade de três anos e deverá integrar todos os investidores chineses interessados na plataforma de Sines, que terá o benefício de passar a ser servida por uma moderna linha ferroviária, electrificada e com acesso mais rápido ao centro de Espanha.
Fonte: http://expresso.sapo.pt/economia/2016-10-15-Novo-terminal-de-Sines-causa-desconforto (http://expresso.sapo.pt/economia/2016-10-15-Novo-terminal-de-Sines-causa-desconforto)

Cumprimentos,
Título: Re: Construção de novo terminal de Sines por empresas chinesas
Enviado por: Viajante em Outubro 15, 2016, 09:47:53 pm
Nada como mandar f*der actuais investidores para atrair novos investimentos no país. :)

Novo terminal de Sines causa desconforto
(15 de Outubro de 2016)
Citação de: Nuno Botelho, Expresso
O anúncio de que serão grupos chineses a construir o prolongamento do cais de contentores — o Terminal 2 —, ao lado do Terminal XXI de Sines, caiu que nem uma bomba no porto alentejano, porque esta actividade foi concessionada em exclusivo ao operador PSA, de Singapura, que em 2015 investiu mais de €40 milhões na infraestrutura e agora se prepara para investir €100 milhões adicionais. Além de o projecto e obra do Terminal 2 não poder ser entregue por ajuste directo a chineses, a eventual entrada de um segundo operador da carga de contentores no porto de Sines implica a renegociação com a PSA, admitiram ao Expresso fontes do sector portuário local.

(...)

Recentemente, em 2015, a PSA expandiu de novo a área do Terminal XXI, elevando a sua capacidade instalada de 1,7 milhões para 2,5 milhões de TEU (a unidade padrão de um contentor com seis metros de comprimento), o que foi conseguido prolongando a frente de cais até aos 940 metros. A fase seguinte será um aumento do cais até aos 1150 metros, o que implicará investir mais €100 milhões.

Como a concessão da PSA vigora até 2029, um investimento adicional desta dimensão significa a renegociação do prazo da concessão, sendo óbvio que o porto de Sines beneficiaria com o investimento adicional da PSA e que os lucros da actividade aumentariam (as previsões da administração do porto de Sines apontam para um lucro de €18 milhões no final de 2016, contra os €17 milhões registados em 2015).

Mas a visita oficial de António Costa permitiu a assinatura de um memorando de entendimento entre a Aicep Global Parques, o China Development Bank e o Haitong Bank para desenvolvimento de uma plataforma logística na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) destinada a grupos chineses que pretendem operar na União Europeia. Segundo fontes contactadas pelo Expresso em Macau, este projecto logístico está ancorado em empresas industriais do sector automóvel que têm fábricas na China.

O memorando tem uma validade de três anos e deverá integrar todos os investidores chineses interessados na plataforma de Sines, que terá o benefício de passar a ser servida por uma moderna linha ferroviária, electrificada e com acesso mais rápido ao centro de Espanha.
Fonte: http://expresso.sapo.pt/economia/2016-10-15-Novo-terminal-de-Sines-causa-desconforto (http://expresso.sapo.pt/economia/2016-10-15-Novo-terminal-de-Sines-causa-desconforto)

Cumprimentos,

Se fosse só isso!
Então andam a enganar estrangeiros com os vistos Gold para investimentos em empresas ou compras de imóveis a cima de 500.000€, e não é que agora vão cobrar mais um imposto por cima, de 0,3% do valor que exceder de 600.000€ do valor registado nas Finanças!

Como não podiam aumentar o IMI (o imposto vai todo para as Câmaras), inventaram um novo! Mais valia acabarem com os vistos Gold, escusam de enganar as pessoas!!!!!
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Outubro 15, 2016, 10:05:10 pm
Estou cheio de pena desse pessoal com casas de 600.000€... Coitadinhos dos ricos...
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Viajante em Outubro 15, 2016, 10:24:33 pm
Estou cheio de pena desse pessoal com casas de 600.000€... Coitadinhos dos ricos...

Também não tenho pena, mas escusavam de enganar as pessoas.

Para o ano são 600.000€, depois vai baixando gradualmente para apanharem os ricos dos proprietários capitalistas que têem casa! É uma questão de tempo, o que custou foi abrir caminho para mais um novo filão de impostos. E este nenhum partido vai ter vontade de eliminar......
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Viajante em Outubro 16, 2016, 02:16:33 pm
Quem vai pagar o novo imposto sobre imóveis, na sua maioria são..... as empresas, com os bancos em 1º lugar!!!!!!

Só o Novo Banco com mais de 5 mil milhões de euros de imóveis, vai pagar 15 milhões de euros.......
Palpita-me que os bancos vão passar a vender casas a preço de saldo! Já as empresas que têem imóveis a valerem mais de 600.000€ (quase todas as empresas que facturam mais de 1 milhão de euros são abrangidas), vão pagar o imposto extra, se tiverem lucro ainda podem recuperar o imposto, mas se tiverem prejuízo não conseguem recuperar o imposto. Pior ainda, se tiverem prejuízo e dívidas às Finanças e Segurança Social (presumo que não podem pagar e não porque não querem......) vão pagar o novo imposto desde o 1€ do imóvel e não só a partir dos 600.000€!!!!!

As únicas isenções, assim como no IMI, vão continuar os imóveis dos partidos........
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Dezembro 24, 2016, 12:15:05 am

Citar
O Governo apresentou esta segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016, no Terminal XXI do Porto de Sines, a estratégia para fazer crescer a competitividade dos portos portugueses nos próximos dez anos.
A divulgação do plano esteve a cargo da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, numa cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa.

Divulgamos o vídeo “PORTOS DE PORTUGAL – HORIZONTE 2026” que antecedeu a apresentação pela Ministra do Mar.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Janeiro 07, 2017, 01:09:05 am
Citar
Inauguração, pelo Ministro da Defesa Nacional, da Estação de Leça/Leixões do Sistema “Costa Segura”. Projecto promovido pela Autoridade Marítima Nacional que contribui para a segurança da navegação, efetuando o seguimento da navegação numa área restrita, acompanhando eventuais navios em dificuldade, com avaria ou arribada forçada e, ainda, apoiar ações de busca e salvamento e de combate à poluição.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Viajante em Janeiro 07, 2017, 12:40:43 pm
O 1º Frame é só para distraír  ;D
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: rbp em Fevereiro 23, 2017, 02:36:35 pm
http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/detalhe/o-simplex-do-mar
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: HSMW em Fevereiro 28, 2017, 07:52:34 pm
Porto alentejano persegue ‘top 10’ na Europa dos contentores

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/porto-alentejano-persegue-top-10-na-europa-dos-contentores-126298

Citar
O porto de Sines já figura desde há dois anos no ‘top 100’ mundial no segmento de carga movimentada por contentores. Mas o objetivo com a expansão do terminal XXI e com a construção do novo terminal Vasco da Gama é levar o porto alentejano até à lista dos 10 maiores portos deste tipo de atividade portuária no continente europeu. Isso significaria que o porto de Sines teria conseguido resistir e ganhar a luta pela conquista de quota de mercado face aos principais portos espanhóis, nomeadamente Barcelona, Algeciras e Valência, além do porto marroquino de Tânger-Med.

Para isso, será fundamental que o Governo português avance rapidamente no terreno com a construção da linha ferroviária entre o porto de Sines e a fronteira espanhola, no Caia, um projeto que tem sido adiado por diversos Governos e motivos, e que o atual ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assumiu recentemente que irá ser lançado na segunda metade deste ano.

Neste momento, mais de 90% do total da carga contentorizada que chega a Sines e tem como destino o hinterland do porto alentejano já segue por comboio, mas esta opção, em particular quando é para seguir para Espanha, para abastecer a relevante região metropolitana de Madrid, perde competitividade de tempo e de custos tendo em conta o percurso sinuoso e demorado que tem de fazer nos carris férreos entre o litoral alentejano e o centro da Península Ibérica.
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 19, 2017, 01:15:28 pm
Portos nacionais registam valor mais elevado de sempre


(https://i0.wp.com/boasnoticias.pt/wp-content/uploads/2016/11/1376333311porto.png?w=666)


O conjunto dos portos comerciais do Continente movimentaram, entre janeiro e julho de 2017, cerca de 57 milhões de toneladas, um volume superior em +7,1% ao registado no mesmo período do ano passado, que representa cerca de 3,8 milhões de toneladas movimentadas a mais. Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa e Sines apresentaram os contributos mais importantes, após uma variação de +7,4%, +21,8%, +6,4%, +26,8% e +5,1%, respetivamente.

Dos contributos mais importantes para se atingir o volume de carga apurado neste período, é de realçar o desempenho do porto de Lisboa que, além da variação percentual de +26,8%, também em valor absoluto registou o acréscimo mais elevado, cerca de +1,5 milhões de toneladas, a par de Sines que registou igualmente um acréscimo de 1,5 milhões de toneladas.

A liderança do porto de Sines mantém-se com uma quota de 52,9% do total de carga movimentada, o que representa um decréscimo de -1 ponto percentual face ao mesmo período de 2016. Seguem-se Leixões com uma quota de 19,7%, Lisboa com 12,2%, recuperando +1,9 pontos percentuais, e Setúbal, com uma quota de 7,2%, refletindo um recuo de -1,4 pontos percentuais face ao período homólogo de 2016.

O movimento global de Contentores continua a registar um número recorde ao atingir 1,12 milhões de unidades e cerca de 1,82 milhões de TEU, traduzindo acréscimos de +17,8% e +20,1%, respetivamente.

Ainda neste segmento é de realçar que Sines lidera com uma quota do volume total de TEU movimentado de 58,3%, superior em +4,4 pontos percentuais à que detinha no mesmo período de 2016. Leixões, Lisboa e Setúbal representam, respetivamente, 20%, 15,8% e 5,1%. Também é de destacar que as operações de transhipment realizadas no porto de Sines são um forte influenciador no sistema portuário nacional.

Relativamente ao movimento de navios nos portos comerciais do Continente é de realçar que foram registadas 6417 escalas, a que corresponde um volume recorde de arqueação bruta (GT) de 118,7 milhões, após acréscimos de, respetivamente, +2,3% e +6,6% face ao mesmo período de 2016. A propósito, pode referir-se ainda que a variação positiva com maior expressão se registou no porto de Lisboa com +223 escalas, o que corresponde a +18,1%, seguindo-se Aveiro com +68 escalas (+11,9%) e Figueira da Foz com +18 escalas (+6,2%).

Em termos de capacidade de carga dos navios importa referir que o posicionamento relativo dos diversos portos regista forte alteração, passando Sines a assumir claramente a posição de maior relevo com uma quota de 44,7% do total e navios de uma GT média da ordem dos 40,1 mil.

O resultado de quase 57 milhões de toneladas que a tonelagem global da carga movimentada no período em análise registou, resulta de comportamentos diferentes dos diversos mercados. E aqui importa referir o da Carga Contentorizada e o dos Produtos Petrolíferos que, sendo os mais significativos em termos de quota que representam (37% e 18,1%, respetivamente), são também os que expressam variações mais marcantes, de +16,2% em ambos os casos. Os mercados dos Outros Granéis Sólidos e do Carvão também revelaram um comportamento notável, com acréscimos de +9,7% e + 8,7% e quotas de 8,4% e 6,3%, respetivamente. Embora com quotas menos significativas, importa ainda fazer referência aos mercados da carga Ro-Ro e dos Minérios que também evoluíram favoravelmente (com taxas de variação de +15% e de +15,6%, respetivamente).

O volume de carga embarcada atingiu entre janeiro e julho de 2017 um volume superior a 23,6 milhões de toneladas, ultrapassando em +4,1% o registo verificado no período homólogo de 2016. Estes resultados devem-se, sobretudo, ao comportamento da Carga Contentorizada, carga Ro-Ro e Outros Granéis Sólidos, que registaram valores recorde no respetivo volume movimentado, bem como, ainda, aos Produtos Agrícolas, Produtos Petrolíferos e Outros Granéis Líquidos.

Do desempenho dos vários portos nas operações de embarque de carga, assinala-se o crescimento verificado em Lisboa, traduzido numa taxa de +56,6%, seguido de Aveiro, com +13,2%, Leixões, com +4,2% e Figueira da Foz, com +3,1%.

O volume de carga desembarcada atingiu cerca de 33,4 milhões de toneladas, excedendo em +9,3% o anterior registado em 2016. Este valor foi alavancado por todos os mercados da classe de Carga Geral (+17,8%).

Aveiro registou o desempenho mais positivo a nível dos portos que integram o sistema portuário do continente, com +27,1% do volume de carga desembarcada. Seguiram-se os portos da Figueira da Foz, com +12,3%, de Lisboa, com +9,9% e de Leixões, com +9,5%.

Associados a um perfil de porto “exportador”, os portos de Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro, mantiveram os rácios de carga embarcada sobre carga total com valores superiores a 50%. Sublinha-se, no entanto, o fato do volume da carga embarcada nestes portos apresentar dimensões muito distintas, e relativamente pouco significativas, representando no seu conjunto apenas 14,4% do total, dos quais 10,1% cabem a Setúbal.


>>>>  http://boasnoticias.pt/portos-nacionais-registam-valor-elevado-sempre/
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lightning em Setembro 29, 2017, 09:01:41 pm
“Portugal vai ter novos terminais”
A dimensão dos portos continentais portugueses vai crescer acima do patamar dos 100 milhões, já no início de 2018.
http://www.portugalglobal.pt/PT/PortugalNews/RevistaImprensaNacional/Comercio/Documents/Portos_Expresso290917.pdf
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: perdadetempo em Janeiro 30, 2018, 07:04:49 pm
Provavelmente em relação com o post anterior notícia sobre um futuro novo terminal (ou anuncio a tentar angariar clientes e dinheiro para um novo projecto)

Citar
Blue Atlantic of Portugal is aiming to offer one of the most efficient cargo transport routes in out out of Europe with plans for an 800-meter quay able to berth two Panamax vessels in Setubal, 40 kilometers (25 miles) south of Lisbon.

The 96-hectare Blue Atlantic Industrial & Logistics Park' position on the Atlantic Ocean is ideal for exporting along global shipping routes combined with direct road and rail connections to mainland Europe, meaning vessels don’t have to enter the Mediterranean, says project leader Fernando Fernandes.

The Port of Setubal is a maritime export hub with several specialized terminals operated by private enterprises including Sadoport, TERSADO, AutoEuropa and Sapec for handling break bulk and general cargo, ro-ro, solid and liquid bulks and containers. The location is home to three of Portugal’s top four exporters and some of the region’s largest international enterprises including Volkswagen Autoeuropa, MEGASA steel company, Navigator Papermill, a GE factory and Sapec chemical and fertilizer industries.

“The Setubal Peninsula is teaming with industrial and manufacturing businesses from cement factories to the globally renowned Lisnave Shipyard,” says Fernandes. A key factor attracting major industry to the region is the skilled local labor force and vocational training institutes. “Setubal has a population of more than 82,000 and its lively economy is powered by activity from the sea, a factor that has led to the formation of a highly skilled industrial workforce,” he said.

Setubal is also well connected to Portugal’s National Highway Network which is ranked as one of the best in the world for quality by the World Economic Forum. The Blue Atlantic site has capacity to build a private railway line operating trains up to 880 meters in length linking to the National Railway System and a new railway connection reducing transport time to Spain by around three hours. Setubal is just 600 kilometers away from Madrid, and these new and improved transport links create superb trade opportunities in the hinterland, says Fernandes. (continua....)

https://www.maritime-executive.com/article/portugal-plans-new-panamax-terminal#gs.FFJfdRI (https://www.maritime-executive.com/article/portugal-plans-new-panamax-terminal#gs.FFJfdRI)

O site da Blue Atlantic, onde se consegue perceber onde é que tencionam construir o novo terminal
https://www.blueatlantic.pt/project/ (https://www.blueatlantic.pt/project/)

Nesta noticia da visita do grupo parlamentar de Setúbal ao porto de Setúbal confirma-se a intenção dragar os canais de acesso até um mínimo de 13m e dos melhoramentos da ligação ferroviária.

https://revistacargo.pt/cds-pp-visita-porto-de-setubal/ (https://revistacargo.pt/cds-pp-visita-porto-de-setubal/)

E as melhorias do corredor ferroviário até Madrid.
Citar
O governo português lançará, no próximo mês de Março, o concurso público para o programa de obras no corredor ferroviário de mercadorias entre os portos de Sines e Setúbal e a fronteira espanhola. A notícia corre já os meios de comunicação internacionais e são adiantadas três intervenções fundamentais: a relativa ao trilho entre o Norte de Évora e o Freixo, a que concerne a linha entre o Freixo e Alandroa e a conexão entre Alandroal e Linha do Leste.

https://revistacargo.pt/governo-concurso-sines-setubal-fronteira/ (https://revistacargo.pt/governo-concurso-sines-setubal-fronteira/)

Cumprimentos



Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Março 06, 2018, 01:25:50 pm
Portos portugueses com novos recordes de escalas e passageiros de cruzeiros em 2017


O número de passageiros de cruzeiros que entraram nos portos portugueses em 2017 aumentou 5% face ao ano anterior para 1,3 milhões e as escalas subiram 10 pontos percentuais e fixaram o novo recorde de 947.

De acordo com os dados do Porto de Lisboa, as administrações portuárias preveem que seja alcançado um novo recorde em 2018.

Os portos de Leixões, Lisboa, Setúbal, Portimão, Açores e Madeira estão presentes na Seatrade Cruise Global, o maior evento mundial de cruzeiros que está a decorrer até quinta-feira nos EUA, unificados sob a marca Cruise Portugal – APP, Portos de Portugal.

Os resultados de 2017 demonstram, segundo o documento, que Lisboa lidera este ano como o porto com mais escalas, registando um movimento de 330 navios de cruzeiro.

A Madeira (Funchal e Porto Santo), por sua vez, é líder no número de passageiros.

Os Açores registaram um aumento “significativo” ao nível das escalas (26%), passando de 121 para 152, com o número de passageiros a crescer de 125.904 em 2016 para 135.783 em 2017.

O porto de Leixões registou 100 escalas, contra as 84 em 2016, chegando aos 95.562 passageiros (mais 33% face ao ano homólogo).

Portimão, por seu turno, passou de 43 para 71 escalas e de 19.520 para 29.859 passageiros, registando assim as maiores subidas (65% e 53% respetivamente) entre os portos nacionais.

O documento sublinha ainda que o porto de Viana do Castelo voltou a receber a escala de um navio de cruzeiro em 2017 e que o porto do Porto Santo teve, no total, a escala de quatro navios.

“Todas as autoridades portuárias apresentam nos seus números de 2017 um aumento positivo nos passageiros embarcados e desembarcados, sendo de destacar também que é Lisboa que se destaca no mercado do ‘interporting’ e do ‘turnaround’, neste último com uma subida das 73 escalas de navios registadas em 2016, para as 82 em 2017”, refere ainda.


>>>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portos-portugueses-com-novos-recordes-de-escalas-e-passageiros-de-cruzeiros-em-2017
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 22, 2018, 08:52:46 pm
Terminal de gás natural de Sines estabelece marco histórico ao receber navio 500


Além de Portugal, a REN espera que Sines possa tornar-se “a principal porta de entrada do gás natural”, na Europa, assegurando ligações ao continente europeu através de ligações por Espanha e França.

O Terminal de gás liquefeito (GNL), vulgo gás natural, de Sines recebeu este sábado, 22 de dezembro, o navio 500, fez saber a REN – Rede Energéticas Nacionionais, que gere este terminal. O navio Castillo Merida é o protagonista do feito, que o presidente executivo da REN, Rodrigo Costa, afirmou simbolizar “mais do que o número de escalas atingido no terminal”.

“As características desta infraestrutura, a sua localização, eficiência operacional e permanente disponibilidade fazem com que seja cada vez mais procurado pelos operadores. [O terminal de Sines] é uma infraestrutura crítica na garantia da segurança de abastecimento de gás natural para Portugal”, salientou o administrador, citado no comunicado.

Na contagem de atracagens de 2018, o Castillo de Merida foi o 44.º navio a atracar neste terminal, sendo que o processo de descarga da embarcação irá durar cerca de 21 horas, envolvendo uma equipa permanente de cinco pessoas.

Até ao final do ano, está prevista a atracagem de mais duas embarcações, o que constituirá um novo máximo histórico, segundo o comunicado.

Sines, uma porta de entrada

O terminal de gás natural de Sines é considerado como a principal entrada desta fonte de energia, em Portugal. Em 2017, 55% do GNL que entrou em território luso ocorreu por Sines. Para 2018, esse registo deverá ascender a perto de 70%. Em Portugal continental, existem mais de 1,3 milhões de consumidores de gás natural, sendo a maioria em baixa pressão, 279 em média pressão e 21 em alta pressão.

Além de Portugal, a REN espera que Sines possa tornar-se “a principal porta de entrada do gás natural”, na Europa, assegurando ligações ao continente europeu através de ligações por Espanha e França.

A maioria dos navios que, atualmente, chegam ao terminal de Sines para descarregar GNL são provenientes da Nigéria, Qatar, Estados Unidos e Argélia.


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Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lightning em Janeiro 16, 2019, 11:46:45 pm
Porto de Leixões com investimento de 379 milhões para ser "porto de excelência"
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/porto-de-leixoes-com-investimento-de-379-milhoes-para-ser-porto-de-excelencia
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 17, 2019, 11:48:02 am
Tribunal de Contas “dá luz verde” aos acessos ao porto de mar de Viana

O presidente da Câmara de Viana do Castelo revelou hoje que o Tribunal de Contas deu “luz verde” à empreitada de construção dos acessos rodoviários ao porto de mar, num investimento de mais de 5,3 milhões de euros.

“Só faltava a confirmação do Tribunal de Contas para começar as obras. Chegou hoje. É um grande dia para Viana do Castelo”, afirmou o socialista José Maria Costa.

O autarca, que falava no período antes da ordem do dia da reunião camarária, adiantou que a empreitada, ansiada “há 40 anos”, deverá arrancar “até final de janeiro”.

Em novembro passado, a câmara aprovou, por unanimidade, a intenção de adjudicar à empresa Construções Amândio Carvalho, por mais de 5,3 milhões de euros, a construção dos acessos rodoviários ao porto de mar.

A decisão foi tomada com base no relatório final do júri do concurso público, lançado em maio, com um preço base de sete milhões de euros.

Em causa está uma rodovia com 8,8 quilómetros, que ligará o porto comercial ao nó da Autoestrada 28 (A28) em São Romão de Neiva, permitindo retirar o tráfego de pesados do interior de vias urbanas.

Nas conclusões daquele relatório, a que a agência Lusa teve aceso, o júri do concurso público decidiu “manter a intenção” de adjudicar aquela obra à empresa Construções Amândio Carvalho, SA, de Vila Nova de Famalicão, por mais de 5,3 milhões de euros, “sujeito ao valor de IVA, a taxa legal em vigor, intenção essa já sugerida no relatório preliminar lavrado em 19 de outubro de 2018”.

A obra, “com prazo de execução de 18 meses, é financiada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Em maio de 2018, aquando da aprovação, pela autarquia, do concurso público, a maioria socialista na Câmara de Viana do Castelo referiu que o porto de mar, “infraestrutura marítimo-portuária com capacidade instalada para movimentar cerca de 900 mil toneladas de carga por ano, é um elemento âncora para o desenvolvimento da região de Viana do Castelo”.

Para a autarquia, aquela infraestrutura assume-se como “uma plataforma de internacionalização do tecido económico desta região, sendo fator de atratividade de novas empresas e indústrias que se queiram instalar no Alto Minho”.

A autarquia da capital do Alto Minho sublinhou ainda que aquela empreitada, reclamada há várias décadas, “é fundamental para o reforço da capacidade operacional e para garantir o crescente aumento de movimento do porto comercial, em especial, das exportações, resultante da dinâmica comercial das empresas instaladas na região”.

Em abril, a ministra do Mar declarou a utilidade pública da expropriação dos terrenos necessários à construção dos acessos rodoviários ao porto de mar de Viana do Castelo.

No despacho publicado em Diário da República, Ana Paula Vitorino declarou “o caráter de urgência da expropriação em causa, atendendo ao interesse público da obra” e atribui “posse administrativa imediata dos bens”.

“É uma acessibilidade determinante para a competitividade e operacionalidade do porto de Viana do Castelo com um perfil de exportação crescente, possibilitando o reforço das condições de atratividade empresarial da região”, lê-se no despacho.

O projeto integra a estratégia para o aumento da competitividade portuária.

https://ominho.pt/tribunal-de-contas-da-luz-verde-aos-acessos-ao-porto-de-mar-de-viana/
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitaniae em Fevereiro 17, 2019, 08:01:12 pm
Porto de Viana recebe maior navio da sua história

O Porto de Viana do Castelo recebeu este sábado o cargueiro “Fassa”, o maior navio que alguma escalou esta infraestrutura portuária, disse a O MINHO fonte da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), que gere aquele porto de mar.

Com 190 metros de comprimento e 30.936 GT (arqueação bruta), o “Fassa” é proveniente do porto argentino San Lorenzo e transporta cerca de 17 mil 500 toneladas de soja destinada, na sua maioria, a clientes localizados no litoral Norte de Portugal. A operação de descarga deste navio é da responsabilidade da Nogar Port, operador do Porto de Viana do Castelo.

https://ominho.pt/porto-de-viana-recebeu-cargueiro-de-190-metros-o-maior-da-sua-historia/
Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Lusitaniae em Fevereiro 27, 2019, 11:32:54 pm
O video tem um bug mas aqui vai

Reconversão do Porto de Leixões

Título: Re: Sector Portuário
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 25, 2019, 05:59:22 pm
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/porto-de-sines-vai-receber-investimento-de-12-mil-milhoes-para-terminais-de-contentores-471781