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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: Doctor Z em Março 30, 2006, 03:12:21 pm

Título: Portugal comecerá a recuperar?
Enviado por: Doctor Z em Março 30, 2006, 03:12:21 pm
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Em Fevereiro o indicador de clima recuperou, para tal tendo contribuído exclusivamente a melhoria observada nas opiniões do sector do comércio. O indicador de actividade económica apresentou um movimento desfavorável em Janeiro, interrompendo a recuperação dos três meses anteriores. A informação para Janeiro dos Inquéritos de Curto Prazo, em termos de volume de negócios e produção, revelou sinais positivos em todos os sectores. O consumo privado terá recuperado, efeito que foi generalizado às componentes de consumo corrente e de bens duradouros, prevendo-se que esse movimento se prolongue, atendendo à informação do indicador qualitativo, já disponível até Fevereiro. O investimento piorou, tal como sucedera no mês anterior, situando-se agora em níveis que já não se verificavam desde Janeiro de 2004. Os dados do comércio internacional, disponíveis até Dezembro, mostraram um menor vigor no crescimento das trocas internacionais no trimestre terminado nesse mês, sendo que nas entradas esse movimento descendente foi de maior intensidade. No mercado de trabalho, a informação mais recente continua a apresentar sinais desfavoráveis. A inflação foi de 2,8% em Fevereiro, mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que no mês anterior. O indicador de inflação subjacente apresentou o mesmo valor de Janeiro, o mais elevado desde Junho de 2004.

fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Marauder em Março 30, 2006, 03:57:05 pm
Esperemos que sim.

   Tudo indica isso, embora o problema está mais na velocidade..que se este ano atinguirmos um crescimento de 1% já é bom...

   Para os próximos anos esse crescimento será de maior intensidade. Penso que já batemos no fundo..e agora as coisas só podem melhorar (atenção..isso não significa que deixe de haver empresas a falir..em todas as fases à empresas que vão à falência ou são descontinuadas pelas casas mãe, o que difere é na quantidade)
Título:
Enviado por: Doctor Z em Março 30, 2006, 04:07:25 pm
Citação de: "Marauder"
Esperemos que sim.

   Tudo indica isso, embora o problema está mais na velocidade..que se este ano atinguirmos um crescimento de 1% já é bom...

   Para os próximos anos esse crescimento será de maior intensidade. Penso que já batemos no fundo..e agora as coisas só podem melhorar (atenção..isso não significa que deixe de haver empresas a falir..em todas as fases à empresas que vão à falência ou são descontinuadas pelas casas mãe, o que difere é na quantidade)


De qualquer forma, mesmo quando a conjuntura está óptima, também
há empresas a falir e pessoas no desemprego ...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 30, 2006, 04:26:14 pm
Só espero que o teu lema seja mesmo verdadeiro:

Deus gosta do povo Luso!
Título:
Enviado por: Doctor Z em Março 30, 2006, 04:37:59 pm
Deus queira que sim !
Título:
Enviado por: papatango em Março 30, 2006, 10:14:43 pm
A recuperação é uma coisa complicada de analizar.

Não haverá recuperação para empresas condenadas.

O que pode é haver lugar à criação de novas.

= = =

Parte do boom dos anos 60 e 70 na industria textil, que serviu para retirar parte da população do norte e centro do país da agricultura e que garantiu parte das nossas exportações durante os 80 e ainda nos 90 começa a extinguir-se e não vai ser facil resolver o problema.

As exportações podem até ser substituidas por coisas como por exemplo a Autoeuropa, que colocaram a exportação de maquinaria num lugar visivel nas exportações portuguesas, mas estamos demasiado dependentes de uma empresa.

Se não houver exportação de automoveis (e aqui o caminho é o certo, através da comercialização de automoveis mais caros e de gama média-alta) não temos nada de imediato para substituir este vector exportador.

Sempre fomos um país com uma economia desiquilibrada, que importa mais que o que exporta.

Não teremos grande possibilidade de tentar reverter a situação na agricultura. Mesmo agora, estamos a ver a pressão dos lobbies agricolas, porque lhes estão a reduzir subsidios.

A produção industrial estará sempre condenada, porque não é possível competir com a China.

Hoje, há empresas na China, que recebem um projecto base  de um circuito electrónico (com informação básica sobre os circuitos) e um autocad de um brinquedo ou de um electrodoméstico e em uma a duas semanas conseguem começar a produzir o produto e a envia-lo, com a marca que nós escolhermos.

O software é um caminho, mas aí temos uma fortíssima (e cada vez maior) concorrência da Índia.

As grandes empresas europeias colocam na mão das empresas asiáticas tecnologia que lhes vai permitir afogar as empresas europeias.

Se continuamos assim, dentro de algum tempo, a França fica restringida a vender pergfumes e Foi Grass enlatado, junto com umas garrafas de Champagne, os alemães vão vender salsichas, os ingleses Wisky, e os Italianos nem vão vender pasta, porque aquilo é uma invenção chinesa e os chineses conseguem fabricar mais barato.

Nós, o melhor sería eventualmente tentar aumentar a produção de produtos naturais, que mais ninguém tem.

Aumentar a produção de conservas de peixe, promover o consumo de vinhos portugueses como vinhos de qualidade e pensar em construir um grande parque temático  de diversões na costa alentejana em vez de pensar em construir centrais atómicas.

Deviamos tentar potênciar o turismo, mas há 30 anos que se houve falar nisso e nada se faz, ou então o que se faz não tem resultados satisfatórios.

O Cluster naval-militar, é um dos campos onde poderiamos tentar fazer qualquer coisa, mas para isso sería necessário um investimento do Estado Português claro. Os atrasos nos NPO, e a continua redução de numero, não são boas notícias.

As coisas ainda vão piorar antes de começarem a ficar melhores. No entanto, as más notícias vão-se cruzar com notícias boas.

Nem tudo é negativo.
Título:
Enviado por: Marauder em Março 30, 2006, 10:50:25 pm
Citação de: "papatango"
A recuperação é uma coisa complicada de analizar.

Não haverá recuperação para empresas condenadas.

O que pode é haver lugar à criação de novas.

= = =

Parte do boom dos anos 60 e 70 na industria textil, que serviu para retirar parte da população do norte e centro do país da agricultura e que garantiu parte das nossas exportações durante os 80 e ainda nos 90 começa a extinguir-se e não vai ser facil resolver o problema.

As exportações podem até ser substituidas por coisas como por exemplo a Autoeuropa, que colocaram a exportação de maquinaria num lugar visivel nas exportações portuguesas, mas estamos demasiado dependentes de uma empresa.

Se não houver exportação de automoveis (e aqui o caminho é o certo, através da comercialização de automoveis mais caros e de gama média-alta) não temos nada de imediato para substituir este vector exportador.

Sempre fomos um país com uma economia desiquilibrada, que importa mais que o que exporta.

Não teremos grande possibilidade de tentar reverter a situação na agricultura. Mesmo agora, estamos a ver a pressão dos lobbies agricolas, porque lhes estão a reduzir subsidios.

A produção industrial estará sempre condenada, porque não é possível competir com a China.

Hoje, há empresas na China, que recebem um projecto base  de um circuito electrónico (com informação básica sobre os circuitos) e um autocad de um brinquedo ou de um electrodoméstico e em uma a duas semanas conseguem começar a produzir o produto e a envia-lo, com a marca que nós escolhermos.

O software é um caminho, mas aí temos uma fortíssima (e cada vez maior) concorrência da Índia.

As grandes empresas europeias colocam na mão das empresas asiáticas tecnologia que lhes vai permitir afogar as empresas europeias.

Se continuamos assim, dentro de algum tempo, a França fica restringida a vender pergfumes e Foi Grass enlatado, junto com umas garrafas de Champagne, os alemães vão vender salsichas, os ingleses Wisky, e os Italianos nem vão vender pasta, porque aquilo é uma invenção chinesa e os chineses conseguem fabricar mais barato.

Nós, o melhor sería eventualmente tentar aumentar a produção de produtos naturais, que mais ninguém tem.

Aumentar a produção de conservas de peixe, promover o consumo de vinhos portugueses como vinhos de qualidade e pensar em construir um grande parque temático  de diversões na costa alentejana em vez de pensar em construir centrais atómicas.

Deviamos tentar potênciar o turismo, mas há 30 anos que se houve falar nisso e nada se faz, ou então o que se faz não tem resultados satisfatórios.

O Cluster naval-militar, é um dos campos onde poderiamos tentar fazer qualquer coisa, mas para isso sería necessário um investimento do Estado Português claro. Os atrasos nos NPO, e a continua redução de numero, não são boas notícias.

As coisas ainda vão piorar antes de começarem a ficar melhores. No entanto, as más notícias vão-se cruzar com notícias boas.

Nem tudo é negativo.


   Para uma avaliação tão negativa voce dá uma imagem milagrosa ao nosso turismo....até parece que é fora de série!!! Secalhar somos tropicais e nem sabemos. E o mesmo se aplica ao cluster naval...até parece que temos marinha para o alimentar, ou marinha mercante, ou PALOPs que nos compram material em vez de outros estaleiros mais baratos e melhor qualidade provavelmente.

   Meu caro colega se tudo fosse como voce o pinta, então todas as empresas relacionadas com industria, agricultura, informática acabará por ir para aquelas zonas do globo...
   Está a acontecer um pouco disso...mas não me diga que assim de repente estamos a ficar todos desempregados...o que não bate certo com o facto de se ouvir sempre dizer que a Europa precisa dos imigrantes.

    A questão é, existem partes da cadeia de valor que podem e devem ser deslocalizadas, em prol de custos baixos, mas não não se esqueça que a deslocalização acarrenta custos e riscos que por vezes é melhor não os realizar. O exemplo das texteis, como disse noutra discussão é que a produção deve ser sem duvida deslocalizada, mas o design, gestão e outras áreas podem e devem ficar em Portugal.

   Outra coisa é a tecnologia europeia....desde que protegida por patentes ( que normalmente duram 20 anos) dá espaço de manobra à actividade económica.

    Papatango, o dinheiro não é tudo..senão seriamos todos futuros emigrantes da China..
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Março 30, 2006, 11:03:13 pm
A importância da história e os factores não-económicos do Desenvolvimento...

Citar
Frequentemente, os factores de localização de um determinado sector ou de uma determinada empresa estão relacionados com alguma situação ou acidente histórico. Desta forma, a explicação para a especialização regional pode não residir necessariamente na dotação actual em factores produtivos (capital, trabalho, recursos humanos, etc.), mas sim em situações ou acontecimentos passados e até, tantas vezes, de ordem exclusivamente pessoal.

Paul KRUGMAN (1991: 35) apresenta o seguinte exemplo: «Em 1895, uma adolescente de nome Catherine Evans vivendo na pequena cidade de Dalton, na Geórgia, fez uma coberta como prenda para um casamento. Tratava-se de uma coberta original para a época, pois era acolchoada; a arte dos acolchoados tinha-se vulgarizado nos séculos XVIII e inícios do século XIX, mas tinha caído em desuso à época. Consequência directa dessa prenda de casamento, Dalton emergiu, depois da 2ª. Guerra Mundial, como o principal centro de alcatifas dos EUA. Seis das vinte maiores empresas de alcatifas do país localizam se em Dalton; as restantes, localizam-se nos arredores; e o sector das alcatifas, em Dalton e vizinhança, emprega mais de 19.000 trabalhadores».

Como é óbvio, o factor inicial que presidiu à instalação de uma determinada indústria pode desaparecer, o que interessa é a natureza do processo cumulativo que permitiu que tais “episódios históricos” tivessem efeitos tão duradouros. E, na linha iniciada por Marshall, para quem a abundância de mão de obra e a oferta de “inputs” são os factores fundamentais para a especialização produtiva, a maioria dos autores considera que os recursos produtivos, a tecnologia e as externalidades são determinantes.
Título:
Enviado por: papatango em Março 30, 2006, 11:52:57 pm
Os meus comentários são genéricos e relativos mais à Europa no seu conjunto que a Portugal.

Como é evidente as empresas não vão desaparecer todas, mas a realidade é a que é.

Devem resistir os pequenos negócios, para satisfação das necessidades imediatas das pessoas, e esse tipo de serviços deve continuar a empregar uma percentagem da população.

Citação de: "Marauder"
Está a acontecer um pouco disso...mas não me diga que assim de repente estamos a ficar todos desempregados..
Fica o sector dos serviços, evidentemente. O que eu afirmo, é que no sector primário e secundário, não vale pura e simplesmente a pena investir.

Fabricar apenas para o mercado português é suicídio, e as empresas pequenas terão a vida muito dificil para vencer a concorrência de empress que não só vendem mais barato, como estão a produzir produtos cada vez melhores.

Há um tremendo erro na análise que se faz da China e da Ásia em geral, afirmando que manteremos a nossa (europeia) superioridade por causa da superioridade tecnológica.
Mas a maior parte das invenções até ao renascimento são invenções chinesas. Os chineses fazem mais barato, em maior quantidade e com uma qualidade para ninguém botar defeito.

Já hoje, mesmo em tecnologias de incorporação média de tecnologia, empresas chinesas fazem produtos que têm qualidade superior aos nossos .

Um dos mais catastróficos erros que se cometeu em Portugal no campo do Turismo, foi achar que o nosso turismo devia ser vendido por causa do sol e das praias.

Há (e sempre houve) um filão a explorar relativamente ao turismo cultural e ao turismo histórico.

O nosso turismo que vale dinheiro, ainda está por explorar. E garanto que não está nas praias do Algarve.

Há produtos que nós faremos melhor que os Chineses e que podemos vender como nossos. Há produtos em que o facto de ser "Made In Portugal" acrescenta qualidade ao produto.

Esses casos são por exemplo os vinhos, de mesa, os vinhos verdes, os vinhos generosos, varios tipos de conservas, o calçado de topo de gama, que tem para muita gente na Europa e nos Estados Unidos uma imagem de marca muito boa.

Já hà 20 anos atrás eu via comentários em revistas americanas sobre a qualidade dos sapatos portugueses (só para dar um exemplo)

À boa maneira portuguesa ficamos ao sol sem fazer nada enquanto dá para vender.

Nós não podemos concorrer com a China a fazer computadores, mas a China não pode fazer azeite português.

O caminho é tentar aumentar o valor dos produtos que somos capazes de produzir, aumentando também a qualidade.


Citar
O exemplo das texteis, como disse noutra discussão é que a produção deve ser sem duvida deslocalizada, mas o design, gestão e outras áreas podem e devem ficar em Portugal.

Nós devemos ter capacidade para continuar a fabricar produtos texteis, desde que o preço porque eles sejam vendidos seja alto.

Não adianta de nada pensar que o nosso "design" vai ser melhor que o dos Chineses. A China, ainda é comunista, mas já começa a ter designers  e a desenhar produtos que fariam o Mao Tsé Tung morrer umas três vezes por dia.
Ainda estão incipientes nisso, mas é uma questão de tempo. E eles são mais de mil milhões.

Eu não disse que as coisas estão negras e que vamos todos para o desemprego, o que disse é que vai piorar antes de melhorar.

É inevitável.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Marauder em Março 31, 2006, 01:20:04 am
Caro Papatango, de uma forma geral concordo consigo, mas ainda à coisas que não batem certo.

   A afirmação de que não vale a pena investir no sector primário e terciário. Então..não é o azeite português que os chineses não sabem fazer?

    Eu penso que à industrias que estão destinadas a morrer ou a emagrecer, embora haja sempre quem consiga adaptar-se que é o que se trata no capitalismo...adaptação ao mercado que vai alterando..novos jogadores entram, outros saem..mas pronto.

   Não se percebe como é que a europa consome toda ou quase toda tomates espanhois que são de má qualidade, quando outros países como Portugal os produzem com melhor qualidade. O dinheiro não é tudo e devemos tentar apostar nos produtos em que realmente consigamos fazer melhor que a concorrencia e a um preço competitivo (senão podemos sempre tentar simplesmente desnatar o mercado, quem quer qualidade terá que pagar premium ).

     Já o nosso azeite só encontra rival no grego, o espanhol e o italiano não são de grande qualidade. Eu pessoalmente não gostaria abdicar de produtos destes para comprar outros ( e vai na volta a malta até secalhar já os compra nos Lidls, Pingos Doce , Dias, etc..)
    Mas é claro, que posso eu fazer por isso...nada..mas seria bom que as nossas empresas tentassem se expandir (a fim de ter recursos para não serem engolidas ou poderem desfrutar de economias de escala como as empresas internacionais). Atenção que estes e outros mercados estamos mais a falar de economias regionais...porque ninguem no seu perfeito juizo vai importar tomates da china e esperar que estejam bons....portanto existe um espaço regional..onde notoriamente os países do sul da europa estão melhor qualificados para produzir. Já outros sectores de industria é diferente, os cereais...ui...não dá para se bater com a Polonia. Parece que não mas isto é tudo muito complicado, tudo requer uma análise mercado a mercado, produto a produto.

     Já o caso do sector secundário...pois...existirá sempre teconologias que uma parte tem e a outra não, nem que seja as chamadas armas secretas. Papatango, o que é que pensa que dará vantagem aos americanos sobre a China nos próximos 25 anos....será a tecnologia..
   Para além de uma boa parte ser passivel de protecção por patentes (embora China e companhia arranje maneiras de as adquirir anyway), existirá sempre um periodo de captação dessas tecnologias, estudo e tentativa de replicação. Entretanto já está a empresa X a desenvolver o próximo passo...isto vai continuar a acontecer até que numa situação caricata a malta dos R&D está a desenvolver uma tecnologia e um infiltrado está a transmitir os dados todos para 100 centros de investigação chineses....aí sim...eles nos poderiam passar com perna atrás das costas. Lembre-se que...até o Mao quando quiz fazer aço deve ter ficado amarelo e de todas as cores quando descubriu que os milhões de toneladas de aço que ele meteu a fazer eram de muito pobre qualidade (enquanto milhões morreram)...e mesmo a polvora..embora inventada pelos chineses...mas quem é que a melhor soube usar e depois andou a vender armas pela Ásia inteira?

      Tal como o PereiraMarques disse, existe muitos factores aleatorios que devem ser levados em conta, e como aquele exemplo existem dezenas ou centenas nos EUA...basta só ver a sede de algumas grandes e conhecidas empresas americanas..e as "vilas" (pequenas cidades) aonde estão...o canal história refere muitos casos. Um que eu sei (mas não pelo canal história) é a John Deere...que vem de uma pequena cidade chamada Moline,IL.

  Relativamente ao textil e o vender produtos por preços altos, isso implica a criação de marcas. Coisa que falta cá em portugal são marcas portuguesas fortes...daí a ideia de criar a marca "Made in Portugal" . É uma tentativa de tentar criar um COO (Country-of-Origin) effect...que existia à um tempo atrás sobre o calçado português..agora parece-me que se perdeu..talvez diluído pela invasão chinesa.

   Os serviços são sem duvida o sector do século XXI...mas atenção que com a directiva Bolkstein qualquer empresa pode "aparecer" por aqui...

   Já o turismo...ui..sim....o mal é que a nível global turismo cultural é mais associado a Itália, Grécia, entre outras.. e cá para mim muita gente simplesmente pensa que Portugal é um país em tudo similar à Espanha lá fora...

 Cumprimentos

 PS: Mais um caso que me lembrei..acerca da passagem da produção para países terceiros...na itália, país com calçado e outro vestuário de grande qualidade, muitas empresas subcontrataram as produções para Portugal, ou seja cá fabricava-se produtos de design italiano, eram enviados para a Itália, metia-se a etiqueta "Made in Italy" e eram exportados para, entre outros países, Portugal, a um preço muito mais alto se fosse uma empresa portuguesa a vender o mesmo produto com "Made in Portugal". Daí a minha conversa de passarmos a produção para fora de Portugal...mais competitividade nos preços, mais lucros.....mas é claro que se der para continuar a ser feito em Portugal eu apoio embora ache isso improvável.[/i]
Título:
Enviado por: Doctor Z em Março 31, 2006, 09:42:07 am
Concordo com vocês os dois : é necessário continuar a produzir o que
temos de melhor no "Made in Portugal", aumentar a qualidade, para assim
vender a preços mais altos, e porque não, aumentar os lucros e apostar
em marcas fortes portuguesas.

Os perfumes franceses são produtos de grande qualidade, mas muito caro,
mas esse preço de venda não impede que sejam bem vendidos em todo
o mundo, incluíndo Portugal.

Mais. Podiamos fazer com que alguns produtos portugueses inovadores,
tal como o Compal Essential, depois de uma boa penetração no marcado
português, começa-se a entrar no mercado pela a Europa fora. Muitas
marcas portuguesas fazem o erro de iniciar a sua internacionalização em
Espanha, mas acho que isso constituí um erro : penso que a Espanha seja
mais uma barreira a nossa expansão (económica) do que uma ajuda ...

Porquê investir principalmente em Espanha, sabendo que os nossos productos
têm pouca aceitação ao pé dos consumidores ? Se se aposta-se mais em
país como a França, Alemanha e Reino-Unido (que são vectores de projecção
internacional), penso que teríamos maiores resultados. Estes três mercados
devido ao alto nivél de vida, são mercados que procuram qualidade, por
isso, e devido ao poder de compra muito superior ao nosso, estão dispostos
a pagar mais para productos melhores ; a nossa economia podias apostar
nisso ...

Apenas para dar um exemplo. Fauchon (cadeia de especiarías de vende
productos de alta qualidade e prestigio) vendia em Paris, o quilo de endívias
vermelhas a 12€ ... E claro, a gente (com um alto rendimento) compravam
esse legume. O meu exemplo é um pouco extrémista, mas apenas para
tentar ilustrar o que queria dizer.

Penso que Portugal têm que aposta na qualidade para o futuro ... É só
reparar : em Trás os Montes, produz-se muita castanha e por isso, quando
se vai ao mercado ou o shopping, também se encontra castanha portuguesa.
Não é que a castanha chinesa começou a aparecer nos mercados trasmontanos ... !
Título:
Enviado por: Marauder em Março 31, 2006, 10:50:00 am
Verdade Doctor Z, mas o problema da internacionalização é que requer recursos fianceiros, e sendo Portugal um país pequeno, é dificil a uma empresa acumular lucros para se lançar por aí. Por isso é que nunca se viu uma empresa portuguesa a se expandir ou lançar produtos usando a estratégia do Sprinkler, isto é, vários ao mesmo tempo.

   Elas vão mais pela roll-on, entrando num mercado ,consolidando as vendas, e mais tarde (como novos recursos financeiros provenientes não só do mercado base mas do mercado novo n.1) entrão para o mercado novo n.3.

   O caso espanhol, pois, secalhar tem razão, mas não se esqueça que olhando para a geografia e distancias, é um esforço mais barato, e, se for bem sucedido, dá milhões...mas realmente é difici nomear empresas que realmente tenham conseguido realizar isso....talvez haja uma enorme diferença em termos de produtos entre Portugal e Espanha, ou simplesmente eles só gostem de comprar produtos espanhóis (temos que mudar a embalagem ehehe...Manolo Compalito ) ..

   O caso dos PALOP seria uma expansão natural do nosso mercado caso não tivessem eles quase no outro lado do mundo, o que torna isso dificil.
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Março 31, 2006, 07:56:00 pm
'Já o nosso azeite só encontra rival no grego, o espanhol e o italiano não são de grande qualidade.' (marauder)

Na minha opiniao, temos bom azeite, embora nao subscreva a sua afirmaçao de que o italiano é mau(comprovei ainda esta semana que trabalhei em Italia, onde o azeite é rei em tudo quanto é comida, e confirmei uma qualidade geral media excelente).Mas, atençao, nos nao produzimos azeite suficiente sequer para o nosso mercado interno !!!, pois, presentemente temos de importar mais de um terço do que consumimos.O azeite vulgar e geralmente denominado 'portugues'  que eu me aperceba, nao tem indicaçao da real origem (portugues,argelino, marroquino, espanhol?), com excepçao de marcas com denominaçao de 'prestigio' ( normalmente em embalagens mais pequenas) mas que julgo serem ainda relativamente marginais em termos de volume na exportaçao...
O sector da cortiça também tem sinais preocupantes.A fraca renovaçao do parque de sobreiros (boa parte dos existentes estao 'velhos' e ha pouco interesse em investir no longo prazo necessario), e as recentes e generalizadas queixas sobre a qualidade actual da cortiça ( especialmente a 'inamovivel' praga de fungos) que estariam ja a 'estragar' vinhos de qualidade superior com prejuizos compreeensiveis e irremediaveis, podem levar lenta mas quase seguramente para uma preferencia por cortiças extra-europeias e mais que certo a novas e sofisticadas matérias sintéticas de substituiçao.
De resto, estou de acordo com muitas sugestoes aqui expostas e certamente muitas outras ainda havera.O sector do vinho foi um dos bons exemplos de adaptaçao aos novos tempos(o Alentejo e o Douro estao a produzir vinhos de grande e reconhecida qualidade) mas mesmo ai nao se pode 'baixar a guarda', pois a America(da California ao Chile), Australia e Africa do Sul estao progredindo notoriamente em qualidade e, essencial comercialmente, na adaptaçao aos 'novos gostos'.E mais tarde, os chineses que também tem regioes propicias a cultura da vinha... e que alias ja começaram os  ensaios.
Este 'mundo novo' que esta a chegar apresenta desafios preocupantes mas também fascinantes.
Título:
Enviado por: Luso em Março 31, 2006, 11:27:43 pm
Pessoalmente só me acredito no indicador que demonstrar o aumento das exportações.
Como isso só irá acontecer após uma limpeza clínica das instituições do Estado e Universidades - para não falar de uma presença inspiradora ou melhor, atemorizadora de um chefe forte aí acredito. Até lá vai ser sempre a descer, com momentos esporádicos de estagnação e de falsas esperanças.
Mas não se acreditem em mim: vejam por vocês.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 04, 2006, 09:29:48 am
Puxando de novo este tópico... uma notícia do DN de hoje acerca de algo que já passou ontem nos média (Sic).

Citar
A maior parte dos portugueses residentes no Continente não se interessa pelo País. O preço de um eventual "abandono", que implicaria a mobilidade da família e a procura de um novo emprego, tem evitado a sua emigração, conclui o estudo O poder da sedução de Portugal, desenvolvido pela TNS. Segundo os dados, a percentagem dos "não envolvidos" ronda os 85%, o que levou a empresa de estudos de mercado a concluir que "Portugal estaria em risco se fosse uma marca".

Portugal continua a ter atractivos, mas isso não significa que "os portugueses se queiram envolver no crescimento do País", disse ao DN Luís Simões, director-geral da TNS. De facto, o estudo indica que os portugueses são um dos povos mais pessimistas da União Europeia, já que 42% se sentem infelizes.

Os menos envolvidos - na sua maioria homens divorciados ou separados até aos 34 anos e que vivem em cidades - referiram que o clima, a segurança e a família são as principais vantagens de viver em Portugal. No entanto, criticam o elevado custo de vida e o estado do desenvolvimento de Portugal, apontando o Sistema Nacional de Saúde e o nível de desemprego como fortes desvantagens. Mais curioso é o facto de este grupo de inquiridos misturar harmoniosamente optimismo e pessimismo na sua forma de estar. Pessimismo só em relação ao País, porque a sua vida profissional e pessoal só pode manter-se... ou melhorar.

Os portugueses contactados em França e Espanha não serão a solução para o pessimismo. No entanto, querem estar com a família e são grandes patriotas, ponderando regressar a Portugal em 43% dos casos. Mas nem tudo é positivo. Habituados a um panorama socioeconómico diferente, consideram que os baixos salários, o sistema de saúde e o nível de vida em Portugal são motivos a pesar no retorno. Os envolvidos são apenas 15% do total. Se o País é atraente para o grupo anterior (emigrantes e estudantes até 24 anos), para este Portugal é o seu país. O perfil do segmento - mulheres viúvas de 45 a 60 anos com habitação em aldeias ou vilas - diz que é bom falar em português e viver num local seguro e de clima privilegiado. E 60% não vêem qualquer desvantagem em morar em Portugal.

O estudo analisa Portugal como se fosse uma marca e conclui que o País tem qualidades que devem ser estimuladas. Clima, segurança e lazer são alguns caminhos para o sucesso. Para os emigrantes, o segredo está em gerar emprego e melhorar o sistema de saúde. O director da TNS junta a estes ingredientes o amor pela marca. Mas para já se Portugal fosse mesmo uma marca Luís Simões "não investiria nela".  


A autoestima lusitana anda mesmo por baixo, mas isto acaba por ser uma não-notícia, porque não é novidade para ninguém... :?
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Maio 04, 2006, 02:38:26 pm
Citar
TOMKAT
A autoestima lusitana anda mesmo por baixo, mas isto acaba por ser uma não-notícia, porque não é novidade para ninguém...


Verdade!E estou de acordo com outra frase, até porque estou em posição de a entender bem...
"De acordo com Luís Simões, Portugal é "um país mais atractivo para os portugueses não residentes, enquanto os residentes não se interessam por ele". "Se Portugal fosse uma marca e se nada fosse feito, estaríamos em risco de desaparecer"(Público 4/5/06)

Algo tem de ser feito para melhorar a nossa auto-estima, mobilizar as vontades e capacidades dos portugueses.Pena que a políitica (e os políticos) estejam tão mal vistos e até certo ponto desacreditados.Ideias precisam-se...
Entretanto há novidades por outros lados, não sei até que ponto terão a ver com este banalizado conformismo...

"Repovoar interior com imigrantes
Povoações desertas, população envelhecida e falta de mão-de-obra caracterizam muitas aldeias e cidades do interior do país. Para combater a desertificação no concelho de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, a autarca Irene Barata resolveu importar habitantes.
Esta quinta-feira chegam ao ponto mais central do país, as primeiras famílias brasileiras que vão povoar o concelho. Quatro casais com filhos vêm para trabalhar na «restauração», área em que há falta de mão-de-obra, disse ao PortugalDiário a presidente da Câmara.
Ao contrário de muitos imigrantes que chegam a Portugal ilegalmente, à procura de uma vida melhor, estas famílias têm contrato de trabalho, escola para as crianças, visto de residência e habitação gratuita para estes primeiros meses de vida em Portugal.
O objectivo da autarquia é trazer mais famílias brasileiras para a região, num processo realizado ao abrigo de um protocolo que a câmara de Vila de Rei tem com a prefeitura da cidade brasileira de Maringá.
Segundo a imprensa maringanense, não faltaram interessados em atravessar o Atlântico, o que obrigou a prefeitura a encerrar as inscrições por excesso de candidatos.

«A população Vila de Rei está a encarar bem» a chegada dos novos habitantes, afirmou Irene Barata. A autarca explicou que «muitos dos moradores de Vila de Rei também têm família no Brasil e compreendem que, assim como fomos bem recebidos lá, também devemos receber bem quem chega».
Ainda assim, há algumas vozes contra, mas Irene Barata é peremptória: «Em Vila de Rei não há desemprego¿ para quem quiser trabalhar».
A autarca quer trazer mais famílias brasileiras para o concelho, mas não avança quando e quantas pessoas serão. Mas a ideia da autarquia já começou a ser adoptada por privados que estabelecem como objectivo trazer cerca de 250 trabalhadores brasileiros até 2008.
(PortugalDiário)


Se atraímos estrangeiros e lhes propomos condições interessantes, temos  de ter também capacidade de atracção para nós mesmos também.Os emigrantes portugueses que vão retornando(e se alguns dos seus filhos  os acompanhassem, tanto melhor), e serão algumas dezenas de milhar nos próximos anos poderiam ter à sua disposição um quadro de Incentivos ao Desenvolvimento, seja para investimento directo (especialmente no interior do país) seja indirectamente através de Fundos com condições privilegiadas, e que canalizariam verbas para novas actividades económicas criadoras de emprego e desenvolvimento.Um exemplo apenas...
Título:
Enviado por: dremanu em Maio 04, 2006, 05:27:20 pm
Os Portugueses no estrangeiro são sempre das comunidades mais produtivas e trabalhadoras, só não o são no seu próprio país, porquê?
Título:
Enviado por: Luso em Maio 04, 2006, 05:40:35 pm
Fracos reis fazem fraca a forte gente.
Título:
Enviado por: Azraael em Maio 04, 2006, 10:37:36 pm
Citação de: "dremanu"
Os Portugueses no estrangeiro são sempre das comunidades mais produtivas e trabalhadoras, só não o são no seu próprio país, porquê?

Porque nao os deixam ser... tachos a mais e oportunidades a menos.
Título:
Enviado por: USB80 em Maio 16, 2006, 04:53:38 pm
Citação de: "Azraael"
Citação de: "dremanu"
Os Portugueses no estrangeiro são sempre das comunidades mais produtivas e trabalhadoras, só não o são no seu próprio país, porquê?
Porque nao os deixam ser... tachos a mais e oportunidades a menos.

Não é totalmente verdade, Azraael!
Quem é que não os deixa ser?: os próprios portugueses.
O português é um quando está em companhia de portugueses e é outro quando está "fora" do ambiente português, fica mais livre, mais solto, é ele próprio.
Em Portugal o português tem que cumprir um código tácito de conduta que o oprime, lhe retira espontaneidade, não o deixa ser como ele gostaria de ser realmente. Conheço vários exemplos concretos deste estranho comportamento.
A sociedade portuguesa ainda é opressiva, mesmo que não existam fisicamente Salazares. O português tem medo, medo de ambicionar, de ser ele próprio, de ser feliz...
O português tem um medo terrível da opinião dos seus congéneres, de ser julgado, de fugir ao estereótipo de português aceitável, nesta sociedade mesquinha e essencialmente medíocre.
Quando sai daqui para fora, como que fica liberto, não tem que render contas a ninguém e finalmente pode ser ele.
A ajudar a esta libertação, pode ser que encontre uma sociedade mais tolerante com as diferenças e com a inovação, uma sociedade que não o critica constantemente e que o incentiva até a ser diferente.
Eu acho que o problema é mesmo psicológico ou melhor, psicossocial, porque todos estamos feitos da mesma matéria e sinceramente, não acredito em raças superiores ou inferiores mas sim em sociedades mais eficientes, pragmáticas e maduras.

Abraço a todos
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 29, 2006, 02:30:31 pm
Do Jornal de Negócios...
De uma entrevista a um Guru da economia mundial...

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Jack Welch
Portugueses deviam estar «envergonhados» pela forma como são vistos no estrangeiro
«É humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é a de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos», disse Jack Welch hoje de manhã numa mesa redonda com empresários portugueses, citado pelo presidente do Fórum para a Competitividade, Luís Mira Amaral, na conferência de imprensa que se seguiu para revelar as conclusões do encontro.


É humilhante para os portugueses a percepção que o exterior tem de Portugal, que é a de uma contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos», disse Jack Welch hoje de manhã numa mesa redonda com empresários portugueses, citado pelo presidente do Fórum para a Competitividade, Luís Mira Amaral, na conferência de imprensa que se seguiu para revelar as conclusões do encontro.

«Welch disse que somos demasiado estáticos em Portugal», afirmou Mira Amaral, confirmando assim o «ralhete» que o ex-CEO da General Electric deu aos empresários portugueses na mesa redonda destinada à análise e discussão sobre «Os Desafios das Empresas e da Economia Portuguesa no Contexto Competitivo Actual», uma iniciativa apoiada pelo Jornal de Negócios.

Jack Welch defendeu o empreendedorismo e um aumento sustentado da produtividade e deu alguns exemplos de sistemas financeiros que actuaram como estímulo para o empreendedorismo: a elevação do nível tecnológico, maior contribuição do Estado (na garantia de qualidade a todos os níveis de ensino, por exemplo) e na inovação e valorização dos recursos humanos, que devem ser as preocupações básicas das empresas.

Outra convicção defendida por aquele que foi considerado o gestor do século XX – pela revista «Fortune», em 1999 – é a de que Portugal tem que criar oportunidades para os novos talentos e fazer com que eles fiquem no país em vez de irem para o estrangeiro – o que faz com que o país perca capacidade de inovação.

Aquele responsável citou exemplos em termos de educação e formação profissional, inovação e desenvolvimento tecnológico, bem como níveis de exportação ao referir-se a alguns dos maus exemplos do desempenho de Portugal. E salientou que o nosso país é mal visto essencialmente pelos seus parceiros europeus e não em países tão distantes quanto os EUA.

Welch deu ainda o exemplo de Espanha, Irlanda e Eslováquia, que têm um ambiente competitivo, por comparação com Portugal, onde o ambiente é deprimido. «É preciso liderança e um choque muito forte sobre a sociedade, que permita criar um ambiente positivo», referiu Welch na mesa-redonda, citado por Mira Amaral. Além disso, também a componente fiscal foi vista como essencial no processo.

«Jack Welch disse que lhe faz impressão que não estejamos envergonhados», referiu um outro responsável do Fórum para a Competitividade.

Outra ideia defendida por Welch para uma mudança positiva reside no «venture capital», que é necessário para estimular o empreendedorismo. No entanto, o ex-presidente executivo da GE salientou que o problema da falta de empreendedorismo não está apenas do lado do financiamento. Há também falta de ideias e projectos. Nos EUA, cerca de 25% dos diplomados tem como ambição começar um negócio próprio, ao passo que na Europa o desejo é o de ter um lugar numa empresa já estabelecida, frisou Welch para salientar a falta de iniciativa.

«Existem mais associações do que empresas»
Mais tarde, na conferência que precedeu o almoço, Jack Welch falou para uma audiência de centenas de pessoas e começou por dizer que a ideia que teve de Portugal é a de que «existem mais associações do que empresas».

Quando questionado sobre sinergias, o ex-CEO da General Electric disse que aquela era uma palavra já muito gasta e que não devia ser utilizada. Welch mexeu de forma entusiasta com a audiência e recordou que em todas as empresas há flores e ervas daninhas.

«Cortem as ervas daninhas e terão um bonito jardim», aconselhou. Afirmou também que« os gestores que apenas gostam de números e que não querem saber de pessoas – mas elas existem na empresa! – são uns idiotas».

Antes de passar à sessão de Perguntas e Respostas, Jack Welch falou ainda sobre o facto de os negócios serem como jogos e que as empresas (equipas) com os melhores jogadores são as que vencem.

Nesta altura recordou uma vez mais o importante papel dos recursos humanos, dizendo que numa equipa de futebol é o treinador e não o chefe da contabilidade quem sabe gerir o plantel.

Questionado sobre os fundos de «private equity», Welch defendeu-os como benéficos para as empresas, salientando que foram responsáveis por tornarem a América mais competitiva. Além disso, afirmou que as pessoas têm que se sentir confortáveis no mundo global, senão não poderão vencer.
Título:
Enviado por: Luso em Maio 29, 2006, 03:28:44 pm
Em cheio!

E os vigaristas e mentirosos que alegadamente nos governam julgam (julgam não: dizem e fazem) que é tudo uma questão de aumentar o "moral" e a "confiança". Já me estou a imaginar, de mãos dadas com os meus meus "camaradas" a trabalhar alegremente ao som de canções patrióticas, cheios de confiança e a ver a produtividade de Portugal a aumentar...
 :twisted:
Título:
Enviado por: dremanu em Maio 29, 2006, 04:23:07 pm
Citação de: "USB80"
Citação de: "Azraael"
Citação de: "dremanu"
Os Portugueses no estrangeiro são sempre das comunidades mais produtivas e trabalhadoras, só não o são no seu próprio país, porquê?
Porque nao os deixam ser... tachos a mais e oportunidades a menos.
Não é totalmente verdade, Azraael!
Quem é que não os deixa ser?: os próprios portugueses.
O português é um quando está em companhia de portugueses e é outro quando está "fora" do ambiente português, fica mais livre, mais solto, é ele próprio.
Em Portugal o português tem que cumprir um código tácito de conduta que o oprime, lhe retira espontaneidade, não o deixa ser como ele gostaria de ser realmente. Conheço vários exemplos concretos deste estranho comportamento.
A sociedade portuguesa ainda é opressiva, mesmo que não existam fisicamente Salazares. O português tem medo, medo de ambicionar, de ser ele próprio, de ser feliz...
O português tem um medo terrível da opinião dos seus congéneres, de ser julgado, de fugir ao estereótipo de português aceitável, nesta sociedade mesquinha e essencialmente medíocre.
Quando sai daqui para fora, como que fica liberto, não tem que render contas a ninguém e finalmente pode ser ele.
A ajudar a esta libertação, pode ser que encontre uma sociedade mais tolerante com as diferenças e com a inovação, uma sociedade que não o critica constantemente e que o incentiva até a ser diferente.
Eu acho que o problema é mesmo psicológico ou melhor, psicossocial, porque todos estamos feitos da mesma matéria e sinceramente, não acredito em raças superiores ou inferiores mas sim em sociedades mais eficientes, pragmáticas e maduras.

Abraço a todos



Plenamente de acordo!  :D
Título:
Enviado por: Luso em Maio 29, 2006, 05:44:58 pm
A ajudar a esta libertação, pode ser que encontre uma sociedade mais tolerante com as diferenças e com a inovação, uma sociedade que não o critica constantemente e que o incentiva até a ser diferente.

Isso também é um factor, é verdade, mas mal de um adulto empreendedor se se deixa desanimar com a crítica dos outros (desde que não se refira à falta de qualidade dos produtos)!
Estava bem tramado! :roll:
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 12, 2006, 09:35:21 am
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Empresas: Falências em queda pela primeira vez desde 2001

A tendência de aumento do número de empresas falidas registou uma inversão em 2005, o que sucede pela primeira vez em quatro anos.


De acordo com os números avançados pelo DN, os casos de falência ou insolvência diminuíram de forma significativa, recuando 33%: menos 858 casos do que no ano anterior.

O jornal cita um estudo sobre falências e recuperação de empresas do Instituto Informador Comercial (IIC), o qual adianta que no ano passado houve 1.747 acções deste tipo, abaixo das 2.605 observadas em 2004.

Dos vários tipos de acções, as insolvências foram as únicas que registaram um aumento, uma situação que, no entanto, «o ICC desvaloriza» com a «entrada em vigor do novo Código das Insolvências, que adopta o conceito de insolvência, que é muito idêntico aos autos de falência e recuperação de empresas».

Por sectores de actividade, foi nos sectores do comércio por grosso, indústria de construção civil e industria têxtil que se registaram mais casos de acções de falência/insolvência, com 296, 199 e 193, respectivamente.

12-06-2006 6:44:26


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=68260 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=2&id_news=68260)

Pois..vamos a ver se 2005-06 foram os anos de viragem.....eu prefiro esperar pelo fim do ano e talvez dados anuais referentes a 2006 para cimentar a minha ideia...aparenta que sim...vamos a ver...
Título:
Enviado por: USB80 em Junho 19, 2006, 04:03:45 pm
Citação de: "Luso"
A ajudar a esta libertação, pode ser que encontre uma sociedade mais tolerante com as diferenças e com a inovação, uma sociedade que não o critica constantemente e que o incentiva até a ser diferente.

Isso também é um factor, é verdade, mas mal de um adulto empreendedor se se deixa desanimar com a crítica dos outros (desde que não se refira à falta de qualidade dos produtos)!
Estava bem tramado! :roll:

é verdade Luso, mas o ambiente também conta. Se viver-mos num ambiente desfavorável não ajuda nada e o empreendedor tem que gastar muita energia a combaté-lo. Veja o caso de centros industrais e de pesquisa por esse mundo fora onde o ambiente é competitivo, exigente e cheio de ideias, isto é um caldo de cultivo que promove e facilita a reprodução de projectos e riqueza...
Enquanto ao nosso atraso e só ligar a futebol, penso que tudo tem a ver com o isolamento e a ignorância que imperou e ainda impera em Portugal, veja só os números da literacia, é assustador: somos um país analfabeto e ignorante. Daí que pouca gente se interesse por alguma coisa, há mesmo aversão e alergia ao conhecimento. Enquanto é comum noutros países o público em geral falar em conversas normais de aspectos de saúde, ciência básica, descobertas que viu na televisão, as pessoas sabem o que é o ADN, quem foram os gregos, etc. veja em Portugal de que se fala, é só entrar num café e ver o que se lê: a bola, o jogo, o record. E se não há conhecimentos, literacia, interesse por outras coisas, o que é que vamos inovar?, que empresas vamos criar e para produzir o qué?
Título:
Enviado por: Luso em Junho 19, 2006, 05:50:48 pm
USB80,

Há dias assisti a uma conversa entre tipos novos (cerca de 21, 22 anos). Trabalham na indústria de moldes numa das empresas mais avançadas no país. A conversa deles girava em torno da inutilidade da internet e dos custos que esta traz: "- Eh pá tanto dinheiro e só para umas horas de messenger. Pus aquela porra abaixo." :shock:
Isto é um exemplo.
E grande parte das pessoas que conheço utilizam a net para ver gajedo, ver o futebol, escolher óculos de sol, videos engraçados, piadas, toques de telemóvel.
O interesse pelo mundo é reduzidíssimo. E cada vez me espanto que os níveis a que chega tal falta de interesse.
Ambiente?
Ajuda, mas EU sou o único responsável pelas minhas opções. Caramba, eu tenho interesses que adquiri sem a necessidade de ambiente própícios.
Falta de informação?
Nunca na história humana existiu tanta facilidade de acesso à informação. E no entanto...

Citar
é verdade Luso, mas o ambiente também conta. Se viver-mos num ambiente desfavorável não ajuda nada e o empreendedor tem que gastar muita energia a combaté-lo. Veja o caso de centros industrais e de pesquisa por esse mundo fora onde o ambiente é competitivo, exigente e cheio de ideias, isto é um caldo de cultivo que promove e facilita a reprodução de projectos e riqueza...


A ideia chave do meu mestrado.
Uma ideia interessante que funciona em Finlândias, Bélgicas, Canadás e Euas.
Como é possível ser criativo se não se conhecem os elementos que nos vão permitir fazer recombinações e novas associações?

Um "canhão" na NASA que não goste de ciência - e até pode ter feito um doutoramento numa treta qualquer e na base do paleio (como muitos por cá) de certeza que não é capaz de ser inovador ou de melhorar as suas capacidades produtivas.

Agora se me falar num ambiente que dignifique a ciência e o conhecimento em vez de Floribelas, Morangos com *** ou o Mantorras aí dou-lhe toda a razão. Já para não falar do nosso sistema deseducativo esquerdelho que nivela por baixo, obrigando todos os que tem potencialidade (que interessam as razões desse potencial!) a transformarem-se na escumalha que por aí vemos.

Mas assim tornar-se-ia o povo mais exigente e atento. O horror do tachista!
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 29, 2006, 11:14:42 am
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Economistas: dados são insuficientes para dizer se retoma é sustentada

Os indicadores económicos que têm sido divulgados nas últimas semanas são insuficientes para concluir que Portugal está já numa rota de crescimento económico sustentado, ainda que lento, segundo os economistas ouvidos hoje pela agência Lusa.


A economista-chefe do BPI, Cristina Casalinho, considera que existem sinais que apontam para uma recuperação lenta da economia portuguesa, referindo que os indicadores «reais» são menos positivos que os indicadores prospectivos (permitem antecipar a evolução da economia ou inversões do ciclo económico).

«As melhorias [da actividade económica] são muito modestas», admitiu a economista, numa altura em que o investimento volta, à semelhança do que aconteceu no ano anterior, a dar sinais de melhoria apenas pelas intenções dos empresários.

Nem sempre as melhorias reportadas nos indicadores prospectivos acabam por se verificar, alertou Cristina Casalinho, sugerindo que é necessário aguardar mais algum tempo para se perceber melhor qual o ritmo de recuperação da actividade económica portuguesa e se é continuado ou não.

A alta do preço do petróleo pode ameaçar a melhoria no défice externo, com o aumento do preço a anular parte do efeito da subida das exportações, referiu a analista do BPI.

O economista e professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) João Ferreira do Amaral reconhece também que «existem indicadores de melhoria» na economia portuguesa, mas que apenas permitem concluir que alguns dados estão agora melhores do que no primeiro trimestre de 2005.

Para o professor do ISEG, a melhoria já perceptível é generalizada, sendo sentida ao nível da indústria, dos serviços e do comércio.

No entanto, «é ainda cedo para dizer se a recuperação é consolidada», acrescentou Ferreira do Amaral, bem como para aferir da dimensão da retoma.

Talvez em meados de Junho seja já possível avaliar melhor a recuperação económica, arriscou o economista do ISEG, altura em que são divulgadas as contas nacionais do INE.

Para Carlos Andrade, economista-chefe do BES, a economia portuguesa «está em trajectória de recuperação», ainda que frágil e dependente da procura externa (exportações).

Depois de na segunda metade de 2005 o desempenho da economia portuguesa ter sido «particularmente mau», é natural que o consumo privado esteja agora a melhorar, acrescentou.

Essa evolução actual não é incompatível com a expectativa de que no conjunto de 2006 se verifique uma desaceleração do consumo, alertou o economista, para quem o motor da recuperação terá que ser as exportações.

Portugal deixou para trás um «período eleitoral bastante intensivo», afirmou Carlos Andrade, facto que pode estar a ajudar a economia, porque em altura de eleições os indicadores de confiança se costumam deteriorar.

Ao princípio da manhã, o INE divulgou os indicadores de conjuntura onde se pode ler que se os sinais encontrados no primeiro trimestre perdurarem, «poderão representar o arranque de uma fase mais viva de crescimento».

Na semana passada soube-se que os indicadores coincidentes da actividade económica e do consumo privado, calculados pelo Banco de Portugal, voltaram a melhorar, numa altura em que algumas organizações estão a rever em alta para perto de 1% o crescimento português.

Alguns membros do governo têm reiterado que o processo de recuperação económico está já em curso, mas deverá ser lento e gradual, mostrando alguma cautela para evitar um optimismo excessivo.

Diário Digital / Lusa

22-05-2006 19:10:52


É esperar para ver..
Título:
Enviado por: Doctor Z em Junho 29, 2006, 05:46:34 pm
Além disso, para os portugueses que regressam a pátria (não de férias,
mas para trabalhar e viver), não há apoio nenhum : não existe uma
entidade que possa ajudar nos processos administrativos ; já nem falo
de ajudas financeiras ... :roll:

Sabendo que tudo que diz respeito a administração, é bastante diferente
dos outros países : estou a falar disso, porque regressei a Portugal em
Fevereiro deste ano e tive que me desenrascar sozinho e é tudo até
bastante complicado : quando se têm acesso a uma informação, por vezes
estão em contradição em relação a outra fonte que divulga a mesma
informação.

Para a legalização dum carro é também preciso um monte de papeis : se
não tivesse acesso a internet no trabalho, não teria acesso a (pouca)
informação que tive.

Para quem nunca viveu em Portugal como eu, no início é tudo muito
complicado e demorado, depois a gente vai apreendendo com o tempo ...

Mas o estado português não facilita minimamente o regresso do portugueses
não residentes : muitos devem perder a coragem perante as várias
formalidades que se têm de fazer ... (já nem falo das equivalências de
diplomas escolares ...).

É a minha opinião ...
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 07, 2006, 04:47:11 pm
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Portugal: Indicador avançado OCDE com 10ª subida em Maio

O indicador avançado da OCDE para Portugal voltou a subir em Maio, pelo décimo mês consecutivo, para o valor mais alto desde há cinco anos, indicou hoje a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE).


O indicador, que mede o comportamento da economia, atingiu os 100,1 pontos, uma subida de 1,3 pontos em relação ao mês anterior, em aceleração face ao crescimento do mês anterior, que foi de 0,5 pontos.

Segundo os dados divulgados pela OCDE, o nível atingido pelo indicador para Portugal é o mais alto desde Março de 2001.

A taxa de variação a seis meses do indicador para Portugal, que visa identificar pontos de viragem do ciclo económico com uma antecedência de nove meses, continuou igualmente a melhorar, para 6,9% em Maio, uma subida de 2,2% face ao registado em Abril, indiciando assim uma subida da actividade económica.

Diário Digital / Lusa

07-07-2006 11:53:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=69230 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&id_news=69230)

A ver se a malta descola da crise..
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 15, 2006, 09:39:55 am
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Pinho diz que economia recuperou o perdido desde 2002

O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje em Baião, na abertura da Universidade de Verão do PS/Porto, que a economia portuguesa «já recuperou a perda de 15% que tinha sofrido entre 2002 e 2005».


Salientando que o investimento recuperou os índices de 2002, o ministro da Economia afirmou que o encerramento da fábrica de automóveis da Azambuja acabará por ser atenuado pelos grandes investimentos previstos nos sectores do turismo (da Unicer, em Vidago), do móvel (IKEA), da floresta de papel (em Setúbal e na Figueira da Foz) e da petroquímica, em Estarreja, e ainda da logística e da energia.

«Há claramente sinais de que o investimento está a recuperar», afirmou Manuel Pinho, considerando que hoje o país já recuperou os 15% de baixa «em termos reais» que tinha perdido nos últimos anos.

O titular da Economia vê ainda como «muito positiva» a diversificação dos sectores de investimento e a sua dispersão regional, medidas que contribuem para o desenvolvimento do interior.

«Alguma coisa se passou para os empresários sentirem que agora se pode investir no nosso país e não o terem feito no passado», referiu Manuel Pinho, perante uma plateia de quadros e autarcas do Partido Socialista.

Voltando-se para os militantes do partido, o ministro sublinhou que daqui a três anos, quando o PS for de novo a eleições, já poderá descrever de outra forma a situação da economia portuguesa.

Segundo Manuel Pinho, daqui a três anos a nossa economia estará em primeiro ou segundo lugar em termos europeus na floresta de papel e no móvel, seremos o quinto ou sexto na petroquímica e o nosso turismo e sector hoteleiro, com os investimentos anunciados para o litoral alentejano e para a bacia do Alqueva, poderá atingir o quinto ou sexto posto na Europa.

«Será bem mais fácil explicar aos eleitores como era e como passou a ser a economia portuguesa», frisou.

A Federação do PS do Porto organiza entre hoje e domingo, em Baião, distrito do Porto, um conjunto de debates e encontros para três ministros e três secretários de Estado explicarem as políticas do Governo, incluindo a lei das finanças locais.

Além de Manuel Pinho, também António Costa, ministro de Estado e da Administração Interna participou no primeiro dia da Universidade de Verão do PS/Porto. Nunes Correia, ministro do Ambiente, falará sábado sobre políticas públicas para a competitividade territorial do interior do país.

Diário Digital / Lusa

15-07-2006 0:02:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=69519 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=1&id_news=69519)

Será verdade..ou propaganda?

Não há duvida que ultimamente tem surgido investimento..quer estrangeiro quer nacional, mas terá realmente compensado aqueles tristes meses em que todos os dias a TVI, SIC nos entristeçiam mais com fábricas e mais fábricas a fechar...

Se a outra notícia que eu postei na thread do desemprego está correcta, foram apenas 15mil desempregados do textil..mas pronto..a televisão fez o seu papel negativo de dar a ideia que ia tudo fechar!!!

Na realidade é facil explicar isto (na realidade é fácil explicar tudo a posteriori é claro)...a passagem parcial de um país de trabalho-intensivo para secalhar um de capital-intensivo....

É dificil a um país como Portugal continuar sendo de capital-intensivo quando os novos membros da UE tem salários mais baixos que nós...sem falar de Chinas, Indias, nortes de Africa, etc etc..


Embora pareça que não, as crises económicas servem para "limpar" as economias de empresas economicamente não viáveis ou ineficientes..mas claro que ninguém gosta de passar por elas...mas também Gil Eanes passou o Bojador para além da dor..
Título:
Enviado por: Azraael em Julho 21, 2006, 03:22:10 pm
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Economia melhora em Junho pelo sétimo mês consecutivo

A economia evoluiu favoravelmente em Junho, completando sete meses consecutivos a crescer, avança o indicador coincidente hoje divulgado pelo Banco de Portugal.

O Banco de Portugal confirma o desempenho satisfatório de alguns sectores de actividade – à semelhança do que acontece com os dados do INE hoje divulgados – que sustentam o crescimento de 0,7 por cento do indicador coincidente em Junho, em relação a igual mês de 2005. Em Maio, este indicador, que vale pelo seu carácter qualitativo, tinha aumentado 0,6 por cento.

O indicador reflecte uma actividade económica com “uma trajectória ascendente", no mesmo dia em que o Instituto Nacional de Estatística divulgou o seu indicador de conjuntura, que suporta também uma evolução satisfatória da economia no trimestre terminado em Maio.

O indicador coincidente de actividade do Banco de Portugal sintetiza informação relativa ao Produto Interno Bruto, ao volume de vendas no comércio a retalho, às vendas de veículos comerciais pesados, às vendas de cimento, ao índice de produção da indústria transformadora, à situação financeira das famílias, às novas ofertas de emprego e ao enquadramento externo.

O indicador coincidente do consumo privado subiu 1,1 por cento em Junho, a um ritmo mais elevado do que em Maio, ao mesmo tempo em que o indicador de confiança dos consumidores melhorou (passou de menos 38 para menos 36 pontos). Esta foi a quarta vez em seis meses em que a confiança dos consumidores subiu.

O sentimento económico, outra medida do andamento da economia, também subiu, passando de 89,8 pontos em Maio, para 92,8 pontos em Junho.



http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1264750&idCanal=63
Título:
Enviado por: Azraael em Julho 21, 2006, 03:23:13 pm
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Exportações suportam actividade económica no segundo trimestre

As exportações parecem ser o grande suporte da actividade económica no segundo trimestre do ano, enquanto a procura interna, que apresenta sinais de debilidade, impede um desempenho mais favorável da economia, indica hoje o Instituto Nacional de Estatística na sua Síntese Económica de Conjuntura.

No trimestre terminado em Maio deste ano, as exportações cresceram uns expressivos 13,2 por cento, em valores homólogos, acelerando ligeiramente face aos 11,1 por cento registados no primeiro trimestre do ano. Apesar de não haver valores disponíveis das exportações em Junho, o INE sustenta que não tem indicações de que a evolução positiva dos meses anteriores não se irá manter no último mês do segundo trimestre do ano.

As importações cresceram 6,4 por cento no trimestre concluído em Maio, um valor menos de metade da pujança das exportações e em desaceleração face aos 6,5 por cento registados no trimestre concluído em Abril e aos 9,2 por cento do primeiro trimestre.

Os motivos para o desempenho das exportações residem nos sectores automóvel, bens alimentares e de vestuário, pasta de papel e componentes electrónicos.

O sector dos serviços acompanha, mais de longe, este dinamismo, passando pela primeira vez, desde o quarto trimestre de 2005, a apresentar um crescimento de 0,8 por cento no trimestre terminado em Maio, fruto da recuperação de 1,3 pontos percentuais – valores homólogos.

Fora estes subsectores da indústria e dos serviços, o sector da construção “mantém uma trajectória negativa, associada ao fraco investimento público e privado.

No mercado de trabalho, o INE identificou “expectativas menos desfavoráveis dos agentes económicos”. O instituto público baseia a sua conclusão na diminuição de 0,6 por cento dos pedidos de emprego no segundo trimestre, "quando no trimestre anterior ainda aumentaram 3,9 por cento e as ofertas mantiveram-se em crescimento, embora a um ritmo menos intenso".

Por todos estes motivos, o INE assegura que a economia portuguesa apresentou no segundo trimestre "sinais mais animadores" sobre a evolução da actividade, "já perceptíveis no final do primeiro trimestre".



http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1264739
Título:
Enviado por: Doctor Z em Julho 21, 2006, 04:15:00 pm
Afinal de contas, parece que desta vez estamos cada vez mais no caminho
do crescimento !

Ainda há muito para fazer claro, mas já estou a ver o luz que saí do túnel !
Título:
Enviado por: Azraael em Julho 21, 2006, 04:29:47 pm
Citação de: "Doctor Z"
Ainda há muito para fazer claro, mas já estou a ver o luz que saí do túnel !
Lamento, mas a luz ao fundo do tunel foi desligada como forma de contencao do defice. :arrow: http://www.bportugal.pt/publish/ind_conj/Ind_jul06_p.pdf
Título:
Enviado por: pedro em Julho 21, 2006, 04:57:52 pm
Ja era hora mas a ver vamos.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: sierra002 em Julho 21, 2006, 05:50:03 pm
Tengamos todos fe y recemos para que la cosa para Portugal mejore.

Recemos también portugueses, españoles y todos, para que a Chaves de Venezuela no le entre la tontería de atacar a Colombia o haya más problemas con Iran etc, porque por muy buenos que sean nuestros ministros de economía, si sube más el petróleo entraremos todos en recesión.
Título:
Enviado por: pedro em Julho 21, 2006, 11:08:54 pm
sierra002 Chavez no es tan tonto. :lol:
Saludos
Título:
Enviado por: Doctor Z em Julho 27, 2006, 12:28:23 pm
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Síntese Económica de Conjuntura (21/07/2006)

A informação disponível aponta para a continuação dos sinais mais animadores sobre a evolução da actividade, já perceptíveis no final do trimestre anterior. Do lado da oferta, a informação mais favorável é proveniente de alguns subsectores da indústria e dos serviços, enquanto a construção mantém uma trajectória negativa. Se bem que tais sinais favoráveis já se tenham transmitido em Junho de forma expressiva ao indicador de clima económico, o indicador de actividade, com informação até Maio, continuou a apresentar uma fraca evolução, mantendo-se relativamente estabilizado desde há mais de um ano. A força dinamizadora continuou a ser a procura externa, que poderá ter reforçado, em termos líquidos, a sua contribuição positiva para o crescimento da actividade. A procura interna continuou a apresentar um fraco dinamismo, podendo ter-se agravado a evolução do investimento e ter-se mantido o moderado crescimento do consumo privado. As indicações sobre o mercado de trabalho, incluindo as expectativas dos agentes económicos, são globalmente menos desfavoráveis. A inflação acelerou pelo quarto trimestre consecutivo, mas em Junho registou um ténue abrandamento, passando para 2,9%. A inflação subjacente manteve-se estabilizada em 1,9%, tanto no trimestre como em Junho. Neste mês, o diferencial de inflação relativamente à zona euro voltou a reduzir-se, o que acontece pela terceira vez consecutiva.

Fonte (http://http)


De qualquer forma, parece que a esperança voltou na cabeça dos portugueses ...
Título:
Enviado por: Marauder em Setembro 12, 2006, 02:11:59 pm
Agora sim, acredito mais na recuperação, após as análises feitas aos resultados de agosto que supreenderam os economistas.

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Banco de Portugal admite crescimento acima de 1,2%
António Eduardo Ferreira

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, admitiu esta terça-feira em Lisboa proceder a uma nova revisão em alta na projecção para o crescimento do PIB este ano no País. A instituição havia projectado um crescimento de 1,2% para este ano.


Na comunicação que fez no XVI Encontro dos Bancos Centrais dos PALOP e Timor-Leste, Constâncio disse: «É possível que a dinâmica do segundo trimestre venha a justificar uma nova revisão em alta sa nossas previsões.»

O Banco de Portugal divulgou em Julho a previsão de um crescimento anunal de 1,2% para o PIB em 2006. O relatório das contas nacionais trimestrais do INE colocou o ritmo de expansão da economia nacional nos 0,9% no segundo trimestre.

De acordo com Constâncio, uma eventual nova revisão das previsões deve, «no entanto, aguardar prudentemente por mais informação, nomeadamente relativa a Agosto, um mês de habitual quebra de actividade.»

Segundo o responsávl do banco central, a quebra do consumo público em termos reais pronuncia «que seja agora provável que o Estado consiga definir o objectivo definido para o défice orçamental, em consequência da evolução favorável das receitas e do controlo da despesa pública».

12-09-2006 10:38:45

de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=71492 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=2&id_news=71492)

Esperemos é que a economia europeia não arrefeça agora que começamos nós a sair do buraco.
Título:
Enviado por: Doctor Z em Setembro 18, 2006, 04:04:29 pm
Há 15 dias vi o jornal da noite na SIC e lembro-me que o analista (já não
me lembro do nome dela) arriscou-se a dizer que o crescimento do PIB
seria de 1,5 % para 2006.

Oxalá isto acontecer !
Título:
Enviado por: Marauder em Setembro 18, 2006, 04:22:40 pm
O Banco de Portugal deve estar para rever em alta o crescimento deste ano, para 1,5%.

Nos jornais económicos já falam dos três casos possiveis. Num caso de final de ano a correr mal....1,2%

No caso de um final de ano ao mesmo ritmo que correu até agora...1,5%.

Se superar as espectativas....1,8 - 2 %

Bem..já não falta muito para o fim do ano..é so esperar mais alguns meses e ver os resultados..
Título:
Enviado por: pedro em Setembro 25, 2006, 02:10:05 pm
Ja era hora!!!!! :lol:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Doctor Z em Setembro 25, 2006, 02:26:50 pm
Sinceramente prefiro um crescimento lento, mas sustentável do que nos
ver crescer logo 5 % (estou a exagerar, mas é para exemplificar a minha
ideia).

Mas se for 1,5 %, já seria muito bom !
Título: N: "Portugal about to run out of home energy supplies&q
Enviado por: Get_It em Setembro 30, 2006, 01:32:16 pm
Hum...
Citação de: "The Portugal News"
Portugal about to run out of home energy supplies
30/9/2006

A survey published last week reveals that Portugal is having to import nearly 100 per cent of its energy supplies, ranking 24th on the European Unions energy imports dependence list.

A report drawn up by the European Union statistics agency Eurostat shows that Portugal has an energy dependence on imports rate of 99.4 per cent. Out of the other 24 EU member states, only Cyprus is more dependent on imported energy supplies than Portugal the Mediterranean island imports 100 per cent of its energy requirements.
Close on Portugals heels in the imported energy supply stakes were Luxembourg, which imports 99.0 per cent of its energy, Latvia on 94.0 per cent and Ireland on 92.6 per cent.
During 2005 Portugals energy imports of crude oil, gas and coal rose by 7.6 per cent compared to 2004.
On a per capita basis, each individual living in Portugal during 2005 used the equivalent of 2.3 tonnes of oil for their energy needs compared to an average of 3.6 tonnes across the EU 25-nation bloc.
Finlands population had the largest energy consumption with each citizen using the equivalent of 5.2 tonnes of oil annually. Belgium had a requirement of 5.0 tonnes, the Netherlands 4.9 tonnes and Sweden 4.6 tonnes.
The total amount of energy required to meet the demand of the 25 EU member states last year remained stable compared to 2004 with the equivalent of 1,637 million tonnes of oil being used up.
However, EU25 production of all sources of energy fell by 4.2 per cent during 2005, resulting in an increase in net imports of 4.5 per cent. As a consequence, the 25 member states had to import 56 per cent of their energy needs, up from 54 per cent in 2004.
Seen over a longer time period, between 1995 and 2004, energy consumption in the EU25 rose by 11 per cent, with production of oil, gas and coal falling by 2.0 per cent and net imports rising by 29 per cent.
This major problem is highlighted by the Eurostat survey which confirms that energy production overall in the EU is on the wane.
The UK, which produces 70 per cent of Europes crude oil, saw production levels decline by 11.4 per cent in 2005 compared to the previous year. Denmark, which supplies 15 per cent of the 25-nation blocs oil, experienced a 3.8 per cent shortfall over the same period.
Even EU coal production is beginning to turn downhill. Poland, which mines 57 per cent of Europes coal supplies, saw production dip by 2.1 per cent in 2005 compared to 2004.

fonte: http://google.the-news.net/display.aspx?id=876-4  [gnews] (http://http)

Citação de: "The Portugal News"
Portugals farmers to receive more EU funding for bio-fuels
30/9/2006

The farming of bio-fuel crops is set to increase in Portugal after Brussels announced Tuesday that more EU funding is to be made available for the countrys farmers to grow environmentally friendly produce capable of replacing existing oil and gas-based energy sources.

The European Commission also announced that extra funds would be put in place to set aside further farmland for the production of bio-fuels.
The extra land will be granted EU subsidies for growing bio-fuel crops such as maize for biogas, sunflowers for bio-diesel and barley for bio-ethanol, said Michael Mann, Commission spokesman on agriculture.
Economic viability has always been a problem for bio-fuels until now, he told reporters in Brussels.
Mann pointed out that with the oil price where it is now our calculations are that it is now economically viable to do this and we are increasingly seeing people turning to this as an alternative source of energy.
He said that Portugals tax system lends itself to this kind of subsidy but a lot depends on the tax regimes in place in newer EU member states as to whether they will be considered suitable.
In order to aid the bio-fuel sector the EUs executive arm is proposing extending the area of land that can benefit from a 45-euro per hectare subsidy from 1.5 million hectares to two million across the 25-member states.
This year, the Commission expects about 1.3 million hectares to have benefited from the scheme, which was introduced in 2004.
Heading the bio-fuels initiative is Germany, which in 2005 had nearly 240,000 hectares of land operating under the subsidy scheme, more than double its 2004 amount and 12 times greater than Portugals.
Second in the EU bio-fuels league is France with 135,000 hectares under cultivation last year.
Under the new proposals, the subsidy scheme will be extended from the 17 EU countries which currently benefit from it to all 25 provided their tax regimes comply with EU requirements.
In addition to the EU funding, member states will be allowed to pay their farmers 50 per cent of the costs of planting long-term multi-annual crops for energy production, including fast-growing trees.
There are now more factories going up around Europe which are producing bio-fuels, Commissions spokesman Mann said, adding that there was an initiative already in place to turn spare sugar production into bio-ethanol.
The scheme, which must be put to member states for approval, is part of the Commissions wider energy strategy of helping the environment and lessening the blocs dependence on imported energy.

fonte: http://google.the-news.net/display.aspx?id=876-36 [gnews] (http://http)


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Marauder em Setembro 30, 2006, 04:12:31 pm
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However, it should be noted that for some countries (particularly Latvia and Portugal), the energy dependence rate
is over-estimated, as production and gross consumption of certain renewable energy sources1 (e.g. wood for
households)


de:
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/pls/po ... EN-AP1.PDF (http://epp.eurostat.ec.europa.eu/pls/portal/docs/PAGE/PGP_PRD_CAT_PREREL/PGE_CAT_PREREL_YEAR_2006/PGE_CAT_PREREL_YEAR_2006_MONTH_09/8-21092006-EN-AP1.PDF)
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Outubro 12, 2006, 12:46:36 pm
No PUBLICO de hoje (12/10/2006) um artigo, interessante como sempre, e a meu ver importante neste momento politico (ver excertos a seguir), de Medina Carreira

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Caminhos perigosos: cenário 2015

Medina Carreira



1.A crise do Estado é geral [...]. O regime fabricou um Estado inviável, com o dinheiro que não tinha, ou esperança de vir a ter, para cumprir promessas que sabia de ciência certa pura fantasia ou puro cinismo
Vasco Pulido Valente
PÚBLICO, 6 de Outubro de 2006

É notória a gravidade da nossa crise financeira pública. E as principais medidas anunciadas pelo Governo para enfrentá-la - o PRACE e a reforma das pensões - não chegarão em tempo útil, nem terão a relevância financeira indispensável. "Economia" e "facilidade" são os nomes dessa crise. Entre 1990 e 2005 o produto português cresceu 2,4 por cento em média anual, real, enquanto a despesa corrente primária subiu 5 por cento (1), as despesas sociais 6 por cento e as pensões 7 por cento. A uma economia em queda prolongada (2) correspondeu a explosão das despesas públicas. As consequências não poderiam ser diversas das que foram. Agora, já com mais de uma década de atraso, há que corrigir os efeitos deste irrealismo político. Porque os governos não são hoje capazes de provocar o crescimento económico, são mais responsáveis pela moderação dos gastos.

2. Entre nós, não tem sido observado e entendido, com suficiente prontidão e rigor, o modo como evoluiu o último meio século europeu. Daí a notória dificuldade para aceitar o quadro essencial e premente das medidas de contenção dos gastos públicos. Distinguimos, naquele tempo, três fases bem distintas. Na primeira, até 1975, o Estado social provocou um crescimento explosivo das despesas públicas, sem sacrifícios fiscais, devido às elevadíssimas taxas de crescimento económico dos 30 gloriosos anos. Na segunda, aberta pela crise do petróleo de 1973, as economias desaceleraram e instabilizaram-se, e a cobertura das despesas sociais só foi possível através de sucessivos agravamentos fiscais. Por fim, e em redor de 1990, com a acentuação da debilidade das economias e a já excessiva sobrecarga dos impostos, soou o alarme europeu: uns países compreenderam-no e reformaram-se (Suécia, Dinamarca e Países Baixos); outros não e nada fizeram (França e Itália). A estes deparou-se o inevitável: o Estado social vive do endividamento, que é um caminho sem saída. Portugal, com três décadas de atraso, repetiu o percurso da restante Europa capitalista. A sua economia cresceu a 6 por cento (1960-1975), a 4 por cento (1975-1990) e a 2,4 por cento (1990-2005). Correspondentemente, a sua fiscalidade saltou de 21 por cento (1975) para 36 por cento do PIB (2005) (3). Como outros, o nosso país ficou sem economia e sem margem de manobra fiscal. E também se endivida.

3. Aos factores negativos que se acumularam na economia, na demografia, nos impostos e na maturação do sistema de protecção social veio acrescer o esvaziamento dos poderes do Estado nacional: já não há o intervencionismo económico eficaz dos anos cinquenta e sessenta. A perda das políticas monetária, cambial, alfandegária, orçamental e de controlo da circulação de capitais, esgotou o Estado social-democrata e "arquivou" o keynesianismo. Como Galbraith disse, já nos anos setenta, "a época de Keynes não era eterna". Finalmente, a liberalização internacional do comércio entregou à exclusiva capacidade competitiva das empresas locais o destino e o ritmo de desenvolvimento de cada economia nacional. No último século, os Estados nunca puderam tão pouco como hoje. Nestas novas circunstâncias, os que prometem mais "economia" e mais "emprego" não passam de vendedores de ilusões.

4. Segue-se que vivemos numa atmosfera plena de incertezas. O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 2005-2009 respeita a um tempo muito curto, foi elaborado sob a pressão da redução do défice e alimenta-se demasiado dos impostos. Não enxerga longe o nosso provável destino financeiro. E não conheço quaisquer projecções do Governo ou de outros que superem tais limitações. Face a este vazio, antecipo aqui o estado das nossas finanças públicas até 2015, com o grau de rigor que este tipo de exercício consente. Para tanto, consideram-se: a economia "provável", com um crescimento médio anual de 2 por cento a 2,5 por cento (4); e a fiscalidade "suportável", equivalente a 35-36 por cento do PIB. Neste quadro hipotético de trabalho, a despesa corrente primária só poderá crescer à taxa nominal e anual de 3 por cento (2005-2010), depois de se ter elevado à taxa de 8 por cento (1995-2005) (5). Com um ritmo anual superior a 3 por cento, as despesas do Estado já não serão fiscalmente financiáveis, antes de 2015.

5. Depois de anos e anos de irrealismo financeiro, o potencial de crescimento das despesas públicas projectá-las-á para os 100 (2010) e os 140 mil milhões de euros (mM) (2015) (6). Porém, nestes anos e conforme as circunstâncias económicas e fiscais aqui admitidas, as receitas públicas totais serão apenas da ordem dos 80 (2010) e dos 100 mM (2015), respectivamente (7). Teríamos então défices da ordem dos 20 mM (2010) e dos 40 mM (2015) (11 por cento e 19 por cento do PIB), que seriam insuportáveis.

6. Sem a expectativa fundada de uma solução económica e de uma maior margem de manobra fiscal torna-se imperativa uma reforma profunda e urgente das políticas de despesas públicas. Tarde ou cedo o Estado enfrentará uma crise financeira séria, que os valores deficitários das projecções deixam entrever. Todas as reduções de gastos que forem conseguidas são positivas, mas nenhuma solução será consistente se desconhecer esta realidade: a despesa corrente primária e o pessoal+prestações sociais correspondem, respectivamente, a 90 por cento e a 72 por cento da despesa primária (8). O pessoal e as prestações sociais cresceram, conjuntamente, à taxa anual de 8 por cento (1995-2005). Deverão desacelerar para 3 por cento, já em 2005-2010 (9).

7. A maior parte dos gastos com o pessoal e com as prestações sociais integram as despesas sociais: dos 47 mM da despesa corrente primária, despendidos em 2005, 43 mM destinaram-se às despesas sociais (10). Com um tão elevado peso relativo, não se conseguirá "arrumar" as contas públicas sem desacelerar fortemente os custos do pessoal e das prestações sociais. Expresso de modo diverso: sem uma profunda reforma do Estado social (despesas sociais), o Estado português não terá sustentação financeira dentro de poucos anos.

8. Fixado, bem, o quadro prioritário da intervenção, o Governo pretende reduzir os gastos com o pessoal através do PRACE. Um dos objectivos essenciais deste consiste no abaixamento do seu peso. Fundamentalmente, importaria que diminuísse do equivalente a 15 por cento do PIB para 10-11 por cento (11). Em todo o caso, trata-se de uma meta que não será atingida, uma vez que: 1.º) Afastada a via dos despedimentos, haverá apenas "disponíveis", com o direito a cerca de 50 por cento dos vencimentos no activo; 2.º) Por cada 100 mil funcionários "disponibilizados", reduzir-se-iam as despesas com o "pessoal" apenas em cerca de 6 por cento. O PRACE não produzirá, por isso e em termos estritamente financeiros, o resultado indispensável: seria então preferível o congelamento dos salários actuais até 2010 (o peso do "pessoal" cairia para uns 12 por cento do PIB).

9. No que respeita às pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações estão previstas, ou já adoptadas, diversas medidas. O respectivo alcance financeiro global também será muito reduzido, em atenção a que: 1.º) O seu peso na "despesa primária" é apenas da ordem dos 20 por cento (14 em 65 mM, em 2005) (12); 2.º) Os efeitos plenos só serão alcançados em 2015. As despesas sociais, além daquelas pensões, abrangem também a educação, a saúde, a ADSE e todas as demais prestações da Segurança Social. Globalmente, estas últimas equivalem a 45 por cento da despesa primária. Por isso, só com a reconsideração de todas ou de grande parte das despesas sociais (que equivalem a 66 por cento da despesa primária) será obtido um efeito significativo e suficiente: nunca e apenas com as pensões. Por outro lado, a manutenção do regime da repartição, tal como se pretende, irá limitar-se a diferir novas crises e novas reformas: por cada uma, haverá novas injustiças e um maior descrédito para o sistema (13). Em suma: do PRACE e da reforma das pensões não pode esperar-se uma solução para as contas públicas em geral, nem para as pensões em especial.

10. Não nos iludamos porque estamos numa situação em que vigora a "tirania das circunstâncias": é secundário se se é de direita ou de esquerda, liberal ou conservador, representante da economia de mercado ou do socialismo (14). O mais grave problema que enfrentamos hoje é o do Estado: não se sustenta com a economia que temos e outra é irrealizável em tempo útil. Resta repensá-lo e reorganizá-lo. Os números com que fundamento esta posição podem ser discutidos, sempre com outros números. Mas, em circunstâncias normais, não se afastarão muito da realidade. E eles indiciam a existência de sérias ameaças a que só os néscios e os irresponsáveis podem ser indiferentes. Seja como for, ninguém poderá dizer que a gravidade da situação escapou a todos.

Notas
(1) Representava 33 por cento do PIB em 1995 e 40 por cento em 2005.
(2) Seis por cento de crescimento em 1960-1975; 4 por cento em 1975-1990; e 2,4 por cento em 1990-2005.
(3) Entre 1975 e 2005 a carga fiscal média da UE15 subiu 8 pontos (de 33 para 41 por cento do PIB), enquanto em Portugal aumentou 15 pontos (OCDE).
(4) Admite-se um crescimento médio na UE de 2,3 por cento/ano até 2020 e de 1,1 por cento entre 2020 e 2050 (cf. IFRI, Chronique d"un déclin annoncé, Avril 2003, cit. por LE BOUCHER, Economiquement incorrect, GRASSET, 2005, pp. 63-64).
(5) Q. anexo, cols. 1, 3 e 6.
(6) Q., cols. 4 e 7.
(7) Q., cols. 5 e 8.
(8) Q., col. 2.
(9) Q., cols. 1, 2 e 4.
(10) Q. col. 2.
(11) É a média da UE15, em 2002, sendo: 7,9 por cento na Alemanha; 10,3 por cento na Espanha; 8,4 por cento na Irlanda; 8,1 por cento no Luxemburgo; 9,9 por cento na Áustria; e 7,5 no Reino Unido (cf. EUROSTAT).
(12) Q., col.2.
(13) Acerca do sistema misto, vd. Livro Branco da Segurança Social, Janeiro de 1998, pp. 116 a 121. Posição do autor, pp. 247 a 254.
(14) J. K. GALBRAITH, A Era da Incerteza, Morais Editores, 1980, pp. 13 e 14.


excertos de noticias da actualidade politica:

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Plano do Governo não se cumpre
Reforma da administração pública vai atrasar-se um ano

Nuno Sá Lourenço


Diplomas sobre sistema de carreiras, SIADAP e avaliação de serviços deveriam entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2007

O grupo parlamentar do PS está agora a tentar negociar com o Ministério das Finanças a aplicação, em legislação, da possibilidade de alguns dos funcionários públicos empurrados para a bolsa de mobilidade poderem requerer a reforma antecipada. Os socialistas defendem que os funcionários que cumpram um conjunto de requisitos, nomeadamente o número de anos na bolsa de supranumerários e o número de anos de serviço, possam negociar com o Estado uma reforma antecipada. Os deputados já têm pouco tempo para convencer o Governo, uma vez que a data prevista para entrada da lei na AR é 19 de Outubro. O assessor do ministro das Finanças comentou a proposta da seguinte forma: "O Governo considerará todas as propostas que lhe forem feitas."
A reforma da administração pública não vai ficar pronta nos prazos autodefinidos pelo Governo, já que três dos diplomas só deverão estar concluídos no final de 2007 e não no início, como estava previsto.
O PÚBLICO sabe que o Governo já deu conhecimento aos deputados da maioria de que alguns dos diplomas necessários à reforma da administração pública estão atrasados.

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Teixeira dos Santos assume redução da despesa pública no Orçamento de 2007Leonete Botelho


PSD estima que quebra do investimento público chegue a metade do orçamentado
para este ano

Ainda não há números em cima da mesa, mas o Orçamento do Estado (OE) para 2007 vai ser marcado por uma forte contenção e quebra de investimento. Foi isto que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deixou, ontem, claro no Parlamento, primeiro aos partidos, nas reuniões prévias à apresentação do documento, marcada para segunda-feira, depois aos jornalistas.
"O OE visa uma consolidação orçamental muito importante, será uma redução do défice de 4,6 por cento do PIB, [prevista para] este ano, para 3,7 e é uma consolidação que vai assentar na redução de despesa", afirmou. Para que não restassem dúvidas, disse-o de diferentes formas: "Vamos reduzir a despesa com o funcionamento do Estado e não temos margem de manobra para aumentar a despesa com o investimento." Ou ainda: "Muito embora o investimento em 2007 não seja maior do que o se realizará este ano, vai ser um investimento de maior qualidade a apostar onde temos de apostar."
Aos partidos, o ministro foi mais explícito, dizendo que o investimento previsto para o próximo ano será calculado em linha com o executado este ano. O suficiente para que, tanto Marques Guedes, líder da bancada do PSD, como Francisco Louçã, coordenador-geral do BE, terem saído convencidos de que os cortes no PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) serão significativos e poderão ascender a 50 por cento (nas contas do primeiro), mas nunca serão inferiores a dez por cento (para o segundo).

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Enviado por: Azraael em Outubro 13, 2006, 03:16:16 pm
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Ministro da Economia anuncia fim da crise em Portugal


O ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciou hoje o fim da crise em Portugal e disse que a questão agora é a de saber "quanto é que a economia portuguesa vai crescer".

Em Aveiro, onde se deslocou para presidir à assinatura de vários protocolos de investimento, Manuel Pinho disse que "a crise acabou" e que se vive "um ponto de viragem" na economia, porque "já não se fala em recessão e em investimento zero".

"O Governo herdou um défice das finanças públicas totalmente descontrolado e cheio de operações extraordinárias, a economia em terreno negativo e o aumento do desemprego", frisou.

"Foram criados 48 mil empregos, no último semestre a taxa de desemprego baixou dez por cento, a economia está a crescer e o défice das finanças públicas a caminho de ser controlado", afirmou o governante.

Para o ministro, "o sonho de uma economia mais puxada pelas exportações e não pelo consumo, por empresas portuguesas a vingar na economia global, está-se a verificar".

Manuel Pinho ilustra com a terceira posição no quadro europeu dos países cujas exportações mais cresceram no último semestre, logo a seguir à Alemanha e à Finlândia.

O ministro sublinha que "há sinais da confiança das empresas e de bom ambiente de negócios que atraem o investimento" e, instado pelos jornalistas a comentar a possível construção de uma fábrica da IKEA em Paços de Ferreira, ironizou: "Foi considerada por Marques Mendes uma fantasia, como folclore e ideia de 'marketing'. Vamos esperar pelo que a empresa tem para anunciar para ver se as palavras de Marques Mendes se confirmam."




http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1273257&idCanal=63
Título:
Enviado por: Luso em Outubro 18, 2006, 08:20:05 pm
http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/ (http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/)

caminhos perigosos: cenário 2015Domingo, Outubro 15, 2006



“A crise do Estado é geral [...]. O regime fabricou um Estado inviável, com o dinheiro que não tinha, ou esperança de vir a ter, para cumprir promessas que sabia de ciência certa pura fantasia ou puro cinismo”

(V. PULIDO VALENTE, Público, 6. Out.2006).



1. É notória a gravidade da nossa crise financeira pública. E as principais medidas anunciadas pelo Governo para enfrentá-la – o PRACE e a reforma das “pensões” -, não chegarão em tempo útil, nem terão a relevância financeira indispensável. “Economia” e “facilidade” são os nomes dessa crise. Entre 1990 e 2005 o “produto” português cresceu 2,4% em média anual, real, enquanto a “despesa corrente primária” subiu 5% (1), as “despesas sociais” 6% e as “pensões” 7%. A uma economia em queda prolongada (2) correspondeu a “explosão” das despesas públicas. As consequências não poderiam ser diversas das que foram. Agora, já com mais de uma década de atraso, há que corrigir os efeitos deste irrealismo político. Porque os governos não são hoje capazes de provocar o crescimento económico, são mais responsáveis pela moderação dos gastos.


2. Entre nós, não tem sido observado e entendido, com suficiente prontidão e rigor, o modo como evoluiu o último meio século europeu. Daí a notória dificuldade para aceitar o quadro essencial e premente das medidas de contenção dos gastos públicos. Distinguimos, naquele tempo, três fases bem distintas. Na primeira, até 1975, o Estado social provocou um crescimento “explosivo” das despesas públicas, sem sacrifícios fiscais, devido às elevadíssimas taxas de crescimento económico dos “30 gloriosos” anos. Na segunda, aberta pela “crise do petróleo”, de 1973, as economias desaceleraram e instabilizaram-se, e a cobertura das despesas sociais só foi possível através de sucessivos agravamentos fiscais. Por fim, e em redor de 1990, com a acentuação da debilidade das economias e a já excessiva sobrecarga dos impostos, soou o alarme europeu: uns países compreenderam-no e reformaram-se (Suécia, Dinamarca e Países-Baixos); outros não e nada fizeram (França e Itália). A estes deparou-se o inevitável: o Estado social vive do endividamento, que é um caminho sem saída. Portugal, com três décadas de atraso, repetiu o percurso da restante Europa capitalista. A sua economia cresceu a 6% (1960-1975), a 4% (1975-1990) e a 2,4% (1990-2005). Correspondentemente, a sua fiscalidade “saltou” de 21% (1975) para 36% do Pib (2005) (3). Como outros, o nosso País ficou sem “economia” e sem margem de manobra “fiscal”. E também se endivida.


3. Aos factores negativos que se acumularam na economia, na demografia, nos impostos e na maturação do sistema de protecção social veio acrescer o esvaziamento dos poderes do Estado nacional: já não há o intervencionismo económico eficaz dos anos cinquenta e sessenta. A perda das políticas monetária, cambial, alfandegária, orçamental e de controlo da circulação de capitais, esgotou o Estado social-democrata e “arquivou” o Keynesianismo. Como Galbraith disse, já nos anos setenta, “a época de Keynes não era eterna”. Finalmente, a liberalização internacional do comércio entregou à exclusiva capacidade competitiva das empresas locais o destino e o ritmo de desenvolvimento de cada economia nacional. No último século, os Estados nunca puderam tão pouco como hoje. Nestas novas circunstâncias, os que prometem mais “economia” e mais “emprego” não passam de vendedores de ilusões.
4. Segue-se que vivemos numa atmosfera plena de incertezas. O PEC/2005-2009 respeita a um tempo muito curto, foi elaborado sob a pressão da redução do défice e alimenta-se demasiado dos impostos. Não enxerga longe o nosso provável destino financeiro. E não conheço quaisquer projecções do Governo ou de outros que superem tais limitações. Face a este vazio, antecipo aqui o estado das nossas finanças públicas até 2015, com o grau de rigor que este tipo de exercício consente. Para tanto, consideram-se: a economia “provável”, com um crescimento médio anual de 2% a 2,5% (4); e a fiscalidade “suportável”, equivalente a 35-36% do Pib. Neste quadro hipotético de trabalho, a “despesa corrente primária” só poderá crescer à taxa nominal e anual de 3% (2005-2010), depois de se ter elevado à taxa de 8% (1995-2005) (5). Com um ritmo anual superior a 3%, as despesas do Estado já não serão fiscalmente financiáveis, antes de 2015.

(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/q1221.jpg)


5. Depois de anos e anos de irrealismo financeiro, o potencial de crescimento das despesas públicas projectá-las-ão para os 100 (2010) e os 140 mm€ (2015) (6). Porém, nestes anos e conforme as circunstâncias económicas e fiscais aqui admitidas, as receitas públicas totais serão apenas da ordem dos 80 (2010) e dos 100 mm€ (2015), respectivamente (7). Teríamos então défices da ordem dos 20 mm€ (2010) e dos 40 mm€ (2015) (11% e 19% do Pib), que seriam insuportáveis.


6. Sem a expectativa fundada de uma solução “económica” e de uma maior margem de manobra “fiscal” torna-se imperativa uma reforma profunda e urgente das políticas de despesas públicas. Tarde ou cedo o Estado enfrentará uma crise financeira séria, que os valores deficitários das projecções deixam entrever. Todas as reduções de gastos que forem conseguidas são positivas, mas nenhuma solução será consistente se desconhecer esta realidade: a “despesa corrente primária” e o “pessoal” + “prestações sociais” correspondem, respectivamente, a 90% e a 72% da “despesa primária” (8). O “pessoal” e as “prestações sociais” cresceram, conjuntamente, à taxa anual de 8% (1995-2005). Deverão desacelerar para 3%, já em 2005-2010 (9).


7. A maior parte dos gastos com o “pessoal” e com as “prestações sociais” integram as “despesas sociais”: dos 47 mm€ da “despesa corrente primária”, despendidos em 2005, 43 mm€ destinaram-se às “despesas sociais” (10). Com um tão elevado peso relativo, não se conseguirá “arrumar” as contas públicas sem desacelerar fortemente os custos do “pessoal” e das “prestações sociais”. Expresso de modo diverso: sem uma profunda reforma do “Estado social” (“despesas sociais”), o Estado português não terá sustentação financeira dentro de poucos anos.


8. Fixado, bem, o quadro prioritário da intervenção, o Governo pretende reduzir os gastos com o “pessoal” através do PRACE. Um dos objectivos essenciais deste consiste no abaixamento do seu peso. Fundamentalmente, importaria que diminuísse do equivalente a 15% do Pib para 10-11% (11). Em todo o caso, trata-se de uma meta que não será atingida, uma vez que: 1.º). Afastada a via dos despedimentos, haverá apenas “disponíveis”, com o direito a cerca de 50% dos vencimentos no activo; 2.º). Por cada 100 000 funcionários “disponibilizados”, reduzir-se-iam as despesas com o “pessoal” apenas em cerca de 6%. O PRACE não produzirá, por isso e em termos estritamente financeiros, o resultado indispensável: seria então preferível o congelamento dos salários actuais até 2010 (o peso do “pessoal” cairia para uns 12% do Pib).


9. No que respeita às “pensões” da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações estão previstas, ou já adoptadas, diversas medidas. O respectivo alcance financeiro global também será muito reduzido, em atenção a que: 1.º). O seu peso na “despesa primária” é apenas da ordem dos 20% (14 em 65 mm€, em 2005) (12); 2.º). Os efeitos plenos só serão alcançados em 2015. As “despesas sociais”, além daquelas “pensões” abrangem também a Educação, a Saúde, a ADSE e todas as demais prestações da Segurança Social. Globalmente, estas últimas equivalem a 45% da “despesa primária”. Por isso, só com a reconsideração de todas ou de grande parte das “despesas sociais” (que equivalem a 66% da “despesa primária”) será obtido um efeito significativo e suficiente: nunca e apenas com as “pensões”. Por outro lado, a manutenção do regime da repartição, tal como se pretende, irá limitar-se a diferir novas crises e novas reformas: por cada uma, haverá novas injustiças e um maior descrédito para o sistema (13). Em suma: do PRACE e da reforma das “pensões” não pode esperar-se uma solução para as contas públicas em geral, nem para as “pensões” em especial.


10. Não nos iludamos porque estamos numa situação em que vigora a “tirania das circunstâncias”: é secundário se se é de direita ou de esquerda, liberal ou conservador, representante da economia de mercado ou do socialismo (14). O mais grave problema que enfrentamos hoje é o do Estado: não se sustenta com a economia que temos e outra é irrealizável em tempo útil. Resta repensá-lo e reorganizá-lo. Os números com que fundamento esta posição podem ser discutidos, sempre com outros números. Mas, em circunstâncias normais, não se afastarão muito da realidade. E eles indiciam a existência de sérias ameaças a que só os néscios e os irresponsáveis podem ser indiferentes. Seja como for, ninguém poderá dizer que a gravidade da situação escapou a todos.



Notas:

(1). Representava 33% do Pib em 1995 e 40% em 2005.
(2). 6% de crescimento em 1960-1975; 4% em 1975-1990; e 2,4% em 1990-2005.
(3). Entre 1975 e 2005 a carga fiscal média da UE/15 subiu 8 pontos (de 33 para 41% do Pib), enquanto em Portugal aumentou 15 pontos (OCDE).
(4). Admite-se um crescimento médio na UE de 2,3%/ano até 2020 e de 1,1% entre 2020 e 2050 (cf. IFRI, Chronique d’un déclin annoncé, Avril 2003, cit. por LE BOUCHER, Economiquement incorrect, GRASSET, 2005, pp. 63-64).
(5). Q. anexo, cols. 1, 3 e 6.
(6). Q., cols. 4 e 7.
(7). Q., cols. 5 e 8.
(8). Q., col. 2.
(9). Q., cols. 1, 2 e 4.
(10). Q. col. 2.
(11). É a média da UE/15, em 2002, sendo: 7,9% na Alemanha; 10,3% na Espanha; 8,4% na Irlanda; 8,1% no Luxemburgo; 9,9% na Áustria; e 7,5 no Reino Unido (cf. EUROSTAT).
(12). Q., col.2.
(13). Acerca do sistema misto, vd. Livro Branco da Segurança Social, Janeiro de 1998, pp. 116 a 121. Posição do autor, pp.247 a 254.
(14). J.K. GALBRAITH, A era da incerteza, Morais Editores, 1980, pp. 13 e 14.

Publicado por Medina Carreira às 6:57:00 PM.
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 23, 2006, 11:28:18 am
http://ruitavares.weblog.com.pt/ (http://ruitavares.weblog.com.pt/)


Você tem culpa

[do Público de 21 Setembro 2006]
Já sabemos que o governo de nada serve senão para abrir as portas às leis da economia, convertendo assim a política numa mistura da contabilidade com a propaganda.

Que pena o Secretário de Estado Adjunto da Indústria e Inovação, António Castro Guerra, ter retirado o que disse quando culpou os consumidores pelos aumentos de dezasseis por cento na tarifa da electricidade. O senhor Secretário de Estado Adjunto justificou-se dizendo que teve um mau momento, mas não é verdade: pelo contrário, as suas palavras foram o ponto alto, o auge da discreta carreira de um Secretário de Estado Adjunto. Melhor ainda: estas palavras foram toda a carreira do Secretário de Estado Adjunto, o princípio e o fim dela, condensados. O Secretário de Estado Adjunto saltou por cima das barreiras hierárquicas para nos dar aquilo que nem um Secretário de Estado dos verdadeiros (ou seja, não-adjunto), um ministro ou um primeiro-ministro nos podem dar: a verdade. Na prática, é um desastre, o equivalente político a deixar a bomba de nitroglicerina rebolar pelas escadas abaixo; por isso o governo se apressou a garantir que o dito aumento não fosse tão exagerado. Mas já que o mal estava feito, o senhor Secretário de Estado Adjunto deveria ter aproveitado para despejar a alma de todas as banalidades, num momento único de sinceridade e perfeição ideológica. Bastaria encarar a câmara com vigor, esticar o dedo indicador e denunciar: você tem a culpa.

Porque é verdade.

Você vive durante mais tempo do que é comportável para os cofres da Segurança Social. Você tem menos filhos do que deveria ter. O seu salário é demasiado alto para o nosso Estado; o seu despedimento é demasiado difícil para as nossas empresas. Caso tenha sido despedido, você é um privilegiado do subsídio de desemprego ou, pior ainda, um privilegiado do rendimento mínimo. O país produz pouco e você tem culpa. O país não é competitivo e você tem culpa. Você tem culpa porque se endividou. Você tem culpa porque é professor e não ensina. Você tem culpa porque é aluno e não aprende. Você tem culpa porque é funcionário público e nem vale a pena pormenorizar as suas culpas. Você tem culpa porque trabalha no privado, mas não tanto como deveria. Se você é português, tem culpa. Se é estrangeiro, tem mais culpa ainda.

Neste país, há pouquíssima gente que não tem culpa. Não têm culpa alguns economistas, que são quem nos explica as nossas culpas (embora não esteja completamente certo em relação a Medina Carreira, que admitiu ao Expresso não tomar medidas contra o aquecimento global, ou seja, não combater o desperdício de energia — e portanto também tem as suas culpas no défice dos consumidores domésticos de electricidade). Não têm culpa os empresários do Compromisso Portugal, que fazem o que podem para tornar o país competitivo (embora haja entre eles pouquíssimos casos de sucesso fora deste rectângulo à beira-mar — e você sabe como tem culpa disso). Não têm culpa alguns gestores e juristas de topo, que temos de conquistar a peso de ouro ao sector privado e premiar abundantemente para que se sintam motivados. Alguém, neste país, tem de ser motivado. Não têm culpa aqueles que sempre sentiram que o país é fraco e que o destino os injustiçou ao fazê-los nascer numa terra pequena demais e incivilizada demais para o seu génio (penso, por exemplo, em Paulo Portas ou Herman José).

Para lá destas excepções, resta você, que tem culpa. Tem culpa de, como contribuinte, ter pago a reabilitação do Rivoli para agora o entregar a um privado que teria dinheiro para o reabilitar sozinho. Tem culpa de, como cidadão, ter acreditado que a privatização da EDP e a liberalização da energia iriam fazer baixar os preços e beneficiar o consumidor final (como lhe disse Durão Barroso, chefe de um governo onde pontificava o hoje escandalizado Marques Mendes, — e você tem culpa de lhes ter dado ouvidos). Tem culpa de, como acusa um certo Joaquim Pina Moura, o mercado da electricidade ainda não estar suficientemente liberalizado. Tem culpa de acreditar que os impostos que paga sirvam para alguma coisa que não seja para esta versão invertida da luta de classes.

Reparem: a electricidade é cara de produzir e o consumidor não paga o seu preço real. Nada muda esta realidade, quer o aumento seja de dezasseis por cento, de oito por cento como o governo agora propõe, ou de acordo com a inflação como a lei antiga determinava com mais justiça. O Secretário de Estado Adjunto estava, pois, correcto no particular. O que surpreende é que um Secretário de Estado, mesmo que Adjunto, e para mais de um governo socialista, não saiba ver o quadro geral e se limite a encolher os ombros quando colocado perante um aumento brutal dos preços, no país das pensões de duzentos euros, antes do Inverno começar. Já sabemos que o lugar-comum consiste em dizer que o governo de nada serve senão para abrir as portas às leis da economia, convertendo assim a política numa mistura da contabilidade com a propaganda. Mas, mesmo assim, dói ver como um governante socialista se contenta com o lugar-comum.

A candura e o voluntarismo com que tantos assumem este lugar-comum do mercado faz lembrar a vida e obra de Simão Bacamarte, personagem principal de O Alienista, uma das melhores obras do escritor brasileiro Machado de Assis (nota para Santana Lopes: morreu em 1908). O Doutor Simão Bacamarte, licenciado em Medicina por Coimbra, regressa à sua Itaguaí natal com tanta confiança nas leis da ciência psiquiátrica como hoje em dia se tem nas leis da ciência económica. Fundou um manicómio e pôs tanto esforço no internamento dos loucos da terra como hoje se põe na identificação dos culpados da crise. E descobriu tantos loucos como nós descobrimos culpados: o vigário e o prefeito, o boticário e o barbeiro. Quando toda a cidade estava internada, restava-lhe a conclusão lógica: diagnosticou-se a si mesmo e encerrou-se no manicómio. Também nós estamos nos estágios finais deste processo: explicaram-nos as razões do atraso do país, provaram-nos que não há alternativa, e propuseram-nos um remédio mais forte que a doença. Antes éramos apenas miseráveis. Agora dizem-nos que somos miseráveis e mal habituados. Quem tem culpa disto? Você — e eu também.

Posted by rui tavares on outubro 23, 2006 04:42 AM |
Título:
Enviado por: garrulo em Outubro 27, 2006, 04:16:34 pm
De La Razön


     ENCUESTA POLÍTICA
Desplome de la popularidad del primer ministro portugués por la reducción de la inversión pública
Manifestantes sindicales, en una marcha contra el Gobierno el pasado 12 de octubre en Lisboa. (Foto: EFE)
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Manifestantes sindicales, en una marcha contra el Gobierno el pasado 12 de octubre en Lisboa. (Foto: EFE)
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Actualizado viernes 27/10/2006 16:31 (CET)
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EFE

LISBOA.- Las protestas sociales y la aprobación del austero Presupuesto del Estado de 2007 han pasado factura al primer ministro luso, José Sócrates, que ha visto cómo su popularidad cayó 16 puntos en octubre, según una encuesta.

El sondeo, realizado por la empresa Marktest para 'Diario de Noticias' y la radio 'TSF', señaló que el primer ministro, que tenía una tasa de popularidad de 18 puntos positivos se quedó en dos.

Este descontento quedó reflejado en la manifestación en la que unas 10.000 personas, según los sindicatos, y una de las más importantes de los últimos años, se concentraron frente al Parlamento para denunciar las políticas del Gobierno y la reforma de la administración pública.

Esta reacción también afectó a la intención de voto al Partido Socialista (PS), del que Sócrates es secretario general, y que cayó cuatro puntos porcentuales y se situó en el 42%.

Sócrates no está solo en esta opinión popular y fue acompañado en esta acentuada caída por los ministros de Economía, Manuel Pinho; Finanzas, Fernando Teixeira dos Santos; Educación, María de Lurdes Rodrigues, y Sanidad, Antonio Correia de Campos.

Después de unos resultados positivos en las encuestas durante el pasado verano, el Gobierno inició el otoño con la presentación de unos austeros Presupuestos del Estado, que reducen la inversión pública, el gasto sanitario y la administración e incrementan la carga fiscal.

La popularidad del responsable de este texto, Teixeira dos Santos, se vio afectada en la encuesta, al igual que la del ministro de Economía, que tuvo que aplacar los ánimos de los consumidores tras la propuesta de la Entidad Reguladora de los Servicios Energéticos (ERSE) de subir la electricidad un 15,7%.

La caída en la popularidad de la ministra de Educación está directamente relacionada con la manifestación de 20.000 maestros por las calles de Lisboa y la huelga nacional de profesores de los pasados 17 y 18 de octubre, que tuvo un seguimiento superior al 85%, según los sindicatos.

Correira y Campos, el ministro peor valorado de todo el Gobierno, con 34 puntos negativos, sufre los efectos de las medidas del Ejecutivo de crear una tasa de internamiento hospitalario y cerrar varias maternidades y servicios de urgencias en todo el país.

Sin embargo, esta caída del gubernamental PS no fue aprovechada por el principal grupo de la oposición, el Partido Social Demócrata (PSD), que se mantuvo en el 30% en intención de voto.

Las subidas se registraron en el Partido Comunista Portugués (PCP), que mejoró en 1 punto porcentual (11%), el Bloco de Esquerda (BE), que pasó de 8 a 9,7, y el Partido Popular (CDS-PP), que aumentó del 2 al 4%.

El presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, continua como el político más popular del país y pasó de 54 a 57 puntos positivos.
Título:
Enviado por: 3520 em Outubro 28, 2006, 10:16:00 am
Citação de: "garrulo"
De La Razön


     ENCUESTA POLÍTICA
Desplome de la popularidad del primer ministro portugués por la reducción de la inversión pública
Manifestantes sindicales, en una marcha contra el Gobierno el pasado 12 de octubre en Lisboa. (Foto: EFE)
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LISBOA.- Las protestas sociales y la aprobación del austero Presupuesto del Estado de 2007 han pasado factura al primer ministro luso, José Sócrates, que ha visto cómo su popularidad cayó 16 puntos en octubre, según una encuesta.

El sondeo, realizado por la empresa Marktest para 'Diario de Noticias' y la radio 'TSF', señaló que el primer ministro, que tenía una tasa de popularidad de 18 puntos positivos se quedó en dos.

Este descontento quedó reflejado en la manifestación en la que unas 10.000 personas, según los sindicatos, y una de las más importantes de los últimos años, se concentraron frente al Parlamento para denunciar las políticas del Gobierno y la reforma de la administración pública.

Esta reacción también afectó a la intención de voto al Partido Socialista (PS), del que Sócrates es secretario general, y que cayó cuatro puntos porcentuales y se situó en el 42%.

Sócrates no está solo en esta opinión popular y fue acompañado en esta acentuada caída por los ministros de Economía, Manuel Pinho; Finanzas, Fernando Teixeira dos Santos; Educación, María de Lurdes Rodrigues, y Sanidad, Antonio Correia de Campos.

Después de unos resultados positivos en las encuestas durante el pasado verano, el Gobierno inició el otoño con la presentación de unos austeros Presupuestos del Estado, que reducen la inversión pública, el gasto sanitario y la administración e incrementan la carga fiscal.

La popularidad del responsable de este texto, Teixeira dos Santos, se vio afectada en la encuesta, al igual que la del ministro de Economía, que tuvo que aplacar los ánimos de los consumidores tras la propuesta de la Entidad Reguladora de los Servicios Energéticos (ERSE) de subir la electricidad un 15,7%.

La caída en la popularidad de la ministra de Educación está directamente relacionada con la manifestación de 20.000 maestros por las calles de Lisboa y la huelga nacional de profesores de los pasados 17 y 18 de octubre, que tuvo un seguimiento superior al 85%, según los sindicatos.

Correira y Campos, el ministro peor valorado de todo el Gobierno, con 34 puntos negativos, sufre los efectos de las medidas del Ejecutivo de crear una tasa de internamiento hospitalario y cerrar varias maternidades y servicios de urgencias en todo el país.

Sin embargo, esta caída del gubernamental PS no fue aprovechada por el principal grupo de la oposición, el Partido Social Demócrata (PSD), que se mantuvo en el 30% en intención de voto.

Las subidas se registraron en el Partido Comunista Portugués (PCP), que mejoró en 1 punto porcentual (11%), el Bloco de Esquerda (BE), que pasó de 8 a 9,7, y el Partido Popular (CDS-PP), que aumentó del 2 al 4%.

El presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, continua como el político más popular del país y pasó de 54 a 57 puntos positivos.



Blá blá blá blá.....


Por muito que custe a muita gente, as medidas têm que ser tomadas...  :?
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 03, 2006, 09:42:10 pm
http://www.youtube.com/watch?v=L-WmDyrZibM (http://www.youtube.com/watch?v=L-WmDyrZibM)
 :wink:
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 06, 2006, 12:21:10 pm
Citação de: "3520"
Citação de: "garrulo"
De La Razön


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EFE

LISBOA.- Las protestas sociales y la aprobación del austero Presupuesto del Estado de 2007 han pasado factura al primer ministro luso, José Sócrates, que ha visto cómo su popularidad cayó 16 puntos en octubre, según una encuesta.

El sondeo, realizado por la empresa Marktest para 'Diario de Noticias' y la radio 'TSF', señaló que el primer ministro, que tenía una tasa de popularidad de 18 puntos positivos se quedó en dos.

Este descontento quedó reflejado en la manifestación en la que unas 10.000 personas, según los sindicatos, y una de las más importantes de los últimos años, se concentraron frente al Parlamento para denunciar las políticas del Gobierno y la reforma de la administración pública.

Esta reacción también afectó a la intención de voto al Partido Socialista (PS), del que Sócrates es secretario general, y que cayó cuatro puntos porcentuales y se situó en el 42%.

Sócrates no está solo en esta opinión popular y fue acompañado en esta acentuada caída por los ministros de Economía, Manuel Pinho; Finanzas, Fernando Teixeira dos Santos; Educación, María de Lurdes Rodrigues, y Sanidad, Antonio Correia de Campos.

Después de unos resultados positivos en las encuestas durante el pasado verano, el Gobierno inició el otoño con la presentación de unos austeros Presupuestos del Estado, que reducen la inversión pública, el gasto sanitario y la administración e incrementan la carga fiscal.

La popularidad del responsable de este texto, Teixeira dos Santos, se vio afectada en la encuesta, al igual que la del ministro de Economía, que tuvo que aplacar los ánimos de los consumidores tras la propuesta de la Entidad Reguladora de los Servicios Energéticos (ERSE) de subir la electricidad un 15,7%.

La caída en la popularidad de la ministra de Educación está directamente relacionada con la manifestación de 20.000 maestros por las calles de Lisboa y la huelga nacional de profesores de los pasados 17 y 18 de octubre, que tuvo un seguimiento superior al 85%, según los sindicatos.

Correira y Campos, el ministro peor valorado de todo el Gobierno, con 34 puntos negativos, sufre los efectos de las medidas del Ejecutivo de crear una tasa de internamiento hospitalario y cerrar varias maternidades y servicios de urgencias en todo el país.

Sin embargo, esta caída del gubernamental PS no fue aprovechada por el principal grupo de la oposición, el Partido Social Demócrata (PSD), que se mantuvo en el 30% en intención de voto.

Las subidas se registraron en el Partido Comunista Portugués (PCP), que mejoró en 1 punto porcentual (11%), el Bloco de Esquerda (BE), que pasó de 8 a 9,7, y el Partido Popular (CDS-PP), que aumentó del 2 al 4%.

El presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, continua como el político más popular del país y pasó de 54 a 57 puntos positivos.



Blá blá blá blá.....


Por muito que custe a muita gente, as medidas têm que ser tomadas...  :?


Pois.

É pena é serem sempre os mesmos OTÁRIOS a pagar...

enquanto os bancos com lucros de 40 e tal por cento têm "perdões fiscais"

Mas quem está bem é claro que não se queixa, e os outros (os parvos, os estúpidos, os otários que têm de sustentar os parasitas) é que falam "blablabla"

Citar

O FIM DO MÊS COMO PROBLEMA POLÍTICO

Entre o "fim do mês" individual e o "fim do ano" colectivo temos andado nos últimos anos (e há quem diga desde sempre) como mexilhões entre o mar e as rochas.

O mundo tem medo do fim do mundo. Portugal tem medo do fim do mês. Nos últimos dias, enquanto na ONU se discutia a reacção aos testes nucleares norte-coreanos, nós por aqui discutíamos a questão das SCUT em todos os seus cambiantes técnicos.

O caso das auto-estradas Sem Custos para o Utilizador, e se devem ou não deixar de sê-lo, tem peso no "fim do mês" de muitos portugueses, e logo tem uma importância que eu não quero menosprezar. Por outro lado, diz-se que os portugueses têm de fazer mais um esforço (na verdade, sucessivos novos esforços) no seu fim do mês para ajudar o Estado a lidar com o seu próprio "fim do ano" orçamental. Sendo este o equivalente colectivo ao "fim do mês" de cada um, também não nos podemos desresponsabilizar. Entre o "fim do mês" individual e o "fim do ano" colectivo temos andado nos últimos anos (e há quem diga desde sempre) como mexilhões entre o mar e as rochas. Daí a discussão, com contornos algo bizantinos, sobre que auto-estradas têm ou não alternativas e se o programa do governo tinha ou não margem retórica que permitisse a oneração destes trajectos.

O mal, como já foi dito, é que tudo isto obscurece uma questão política de base: os eleitores votaram na certeza de que as auto-estradas em questão não seriam pagas e agora sentem-se enganados. Isto, que já é sério, encobre algo ainda pior: os portugueses estão habituados a este ciclo de sacrifícios, promessas não cumpridas, fugas para a frente (e para Bruxelas), trocas de actores, novos sacrifícios e novas promessas não cumpridas. Escandalizam-se mas não vêem alternativas.

Portugal tem pelo menos três problemas: um problema financeiro (do Estado), um problema económico (do País) e um problema político. Qualquer deles é serio; nenhum deles é inultrapassável. A estratégia comum tem sido: devemos dar toda a prioridade ao problema das finanças (vulgo, “do deficit”) para depois intervir no problema da economia. Eu defenderei que o problema prioritário é o político.


Mas antes, vejamos o que temos em termos de diagnóstico, onde há duas escolas dominantes. Uma delas é a culturalista, que põe as culpas na piolheira que o país sempre foi e sempre será e nos defeitos morais e temperamentais do espécime que povoa este habitat (preguiçoso, desorganizado, etc.). É um diagnóstico sem soluções: nenhum remédio poderá funcionar, porque nenhum funcionou antes. Salvo substituir todos os portugueses por finlandeses ou suíços, não há nada a fazer. Como, apesar do pessimismo com que tratam os nativos, os defensores deste diagnóstico não tomam a única posição possível que seria defender o aumento da imigração, a posição culturalista vale mais como anedota velha do que como proposta original.

A segunda escola é a economicista: o seu principal objecto é o das contas certinhas. Sem tempo para perder com metapsicologia barata, o que esta escola nos diz é apenas: quem não tem dinheiro não tem vícios. Se for verdade (como dizem os culturalistas) que o país não pode mudar, então teremos de nos conformar a ser um país pobre ou remediado, e ter hábitos de pobre ou remediado. Esta prescrição, que em princípio valeria para toda a gente, é inaceitável para a nossa elite, que nunca teve hábitos de pobre ou remediada. Corte-se então nos "vícios" de quem se puder cortar, que são os restantes. Acontece que estes “vícios”, na verdade, são aquela garantia de um mínimo de dignidade a que a grande maioria dos portugueses acedeu tarde e a más horas, conservou por pouco tempo, e agora nos dizem que é incomportável. Os economicistas respondem friamente: tanto pior.

Quem tiver uma visão um pouquinho mais abrangente, porém, não poderá esquecer que os portugueses prejudicados são os que estão presos à armadilha do trabalho pouco qualificado ou desqualificado. É mais de metade do país. Não podem fazer planos a longo prazo, não têm possibilidades de arriscar, não vêem como dar a volta por cima — nem podem, porque precisamos deles como estão. São eles a base de tudo o que aqui se faz. Na sua faixa superior, a dos funcionários públicos, ainda têm algum poder de reivindicação, mas têm sido apresentados como os principais adversários dos restantes, chamados de "privilegiados", e seja como for o "fim do mês" não dá grande espaço à solidariedade entre categorias profissionais.

O nosso problema económico é que, como um todo, Portugal também está preso na armadilha do trabalho desqualificado. Tentámos subir de divisão, não conseguimos, e agora estamos a lutar para não descer.

O problema político é o que nos ocupa menos: descrença generalizada na política (tão grande que não pode ser subestimada), conformação com os vícios da democracia (como a corrupção), ausência de propostas claras ou alternativas de poder, nenhuma renovação de actores, partidos fechados no seu mundo, etc. Enquanto tivemos líderes que respeitámos pelo seu passado, a coisa disfarçou. Agora está difícil fazer a transição, mas ao contrário do que se possa pensar, a culpa não é dos políticos: é nossa.

Não é da falta de consenso político: há lá mais consenso do que em torno do deficit e dentro do bloco central? Não é da falta de estratégia: o governo propõe o plano tecnológico, que só peca por vir tarde e não ter resultados imediatos. Não é da falta de informação: os telejornais duram uma hora, o prós-e-contras parece durar para sempre. É da falta de acção: o “fim do mês” não nos deixa pensar em voluntarismo político, mas só vamos resolver o problema do fim do mês se resolvermos o outro primeiro. Não é só nosso: toda a Europa e muitos países por esse mundo fora sofrem do mesmo.

No nosso caso, trata-se da incapacidade de um país com dez milhões de habitantes se tornar numa república com dez milhões de cidadãos. É o problema-base da democracia, apenas isso; não deveria ser tão difícil.

Posted by rui tavares on outubro 30, 2006 02:46 PM


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Enviado por: P44 em Novembro 06, 2006, 12:22:37 pm
Citação de: "3520"
Citação de: "garrulo"
De La Razön


     ENCUESTA POLÍTICA
Desplome de la popularidad del primer ministro portugués por la reducción de la inversión pública
Manifestantes sindicales, en una marcha contra el Gobierno el pasado 12 de octubre en Lisboa. (Foto: EFE)
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Manifestantes sindicales, en una marcha contra el Gobierno el pasado 12 de octubre en Lisboa. (Foto: EFE)
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Actualizado viernes 27/10/2006 16:31 (CET)
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EFE

LISBOA.- Las protestas sociales y la aprobación del austero Presupuesto del Estado de 2007 han pasado factura al primer ministro luso, José Sócrates, que ha visto cómo su popularidad cayó 16 puntos en octubre, según una encuesta.

El sondeo, realizado por la empresa Marktest para 'Diario de Noticias' y la radio 'TSF', señaló que el primer ministro, que tenía una tasa de popularidad de 18 puntos positivos se quedó en dos.

Este descontento quedó reflejado en la manifestación en la que unas 10.000 personas, según los sindicatos, y una de las más importantes de los últimos años, se concentraron frente al Parlamento para denunciar las políticas del Gobierno y la reforma de la administración pública.

Esta reacción también afectó a la intención de voto al Partido Socialista (PS), del que Sócrates es secretario general, y que cayó cuatro puntos porcentuales y se situó en el 42%.

Sócrates no está solo en esta opinión popular y fue acompañado en esta acentuada caída por los ministros de Economía, Manuel Pinho; Finanzas, Fernando Teixeira dos Santos; Educación, María de Lurdes Rodrigues, y Sanidad, Antonio Correia de Campos.

Después de unos resultados positivos en las encuestas durante el pasado verano, el Gobierno inició el otoño con la presentación de unos austeros Presupuestos del Estado, que reducen la inversión pública, el gasto sanitario y la administración e incrementan la carga fiscal.

La popularidad del responsable de este texto, Teixeira dos Santos, se vio afectada en la encuesta, al igual que la del ministro de Economía, que tuvo que aplacar los ánimos de los consumidores tras la propuesta de la Entidad Reguladora de los Servicios Energéticos (ERSE) de subir la electricidad un 15,7%.

La caída en la popularidad de la ministra de Educación está directamente relacionada con la manifestación de 20.000 maestros por las calles de Lisboa y la huelga nacional de profesores de los pasados 17 y 18 de octubre, que tuvo un seguimiento superior al 85%, según los sindicatos.

Correira y Campos, el ministro peor valorado de todo el Gobierno, con 34 puntos negativos, sufre los efectos de las medidas del Ejecutivo de crear una tasa de internamiento hospitalario y cerrar varias maternidades y servicios de urgencias en todo el país.

Sin embargo, esta caída del gubernamental PS no fue aprovechada por el principal grupo de la oposición, el Partido Social Demócrata (PSD), que se mantuvo en el 30% en intención de voto.

Las subidas se registraron en el Partido Comunista Portugués (PCP), que mejoró en 1 punto porcentual (11%), el Bloco de Esquerda (BE), que pasó de 8 a 9,7, y el Partido Popular (CDS-PP), que aumentó del 2 al 4%.

El presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, continua como el político más popular del país y pasó de 54 a 57 puntos positivos.



Blá blá blá blá.....


Por muito que custe a muita gente, as medidas têm que ser tomadas...  :?


Pois.

É pena é serem sempre os mesmos OTÁRIOS a pagar...

enquanto os bancos com lucros de 40 e tal por cento têm "perdões fiscais"

Mas quem está bem é claro que não se queixa, e os outros (os parvos, os estúpidos, os otários que têm de sustentar os parasitas) é que falam "blablabla"

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O FIM DO MÊS COMO PROBLEMA POLÍTICO

Entre o "fim do mês" individual e o "fim do ano" colectivo temos andado nos últimos anos (e há quem diga desde sempre) como mexilhões entre o mar e as rochas.

O mundo tem medo do fim do mundo. Portugal tem medo do fim do mês. Nos últimos dias, enquanto na ONU se discutia a reacção aos testes nucleares norte-coreanos, nós por aqui discutíamos a questão das SCUT em todos os seus cambiantes técnicos.

O caso das auto-estradas Sem Custos para o Utilizador, e se devem ou não deixar de sê-lo, tem peso no "fim do mês" de muitos portugueses, e logo tem uma importância que eu não quero menosprezar. Por outro lado, diz-se que os portugueses têm de fazer mais um esforço (na verdade, sucessivos novos esforços) no seu fim do mês para ajudar o Estado a lidar com o seu próprio "fim do ano" orçamental. Sendo este o equivalente colectivo ao "fim do mês" de cada um, também não nos podemos desresponsabilizar. Entre o "fim do mês" individual e o "fim do ano" colectivo temos andado nos últimos anos (e há quem diga desde sempre) como mexilhões entre o mar e as rochas. Daí a discussão, com contornos algo bizantinos, sobre que auto-estradas têm ou não alternativas e se o programa do governo tinha ou não margem retórica que permitisse a oneração destes trajectos.

O mal, como já foi dito, é que tudo isto obscurece uma questão política de base: os eleitores votaram na certeza de que as auto-estradas em questão não seriam pagas e agora sentem-se enganados. Isto, que já é sério, encobre algo ainda pior: os portugueses estão habituados a este ciclo de sacrifícios, promessas não cumpridas, fugas para a frente (e para Bruxelas), trocas de actores, novos sacrifícios e novas promessas não cumpridas. Escandalizam-se mas não vêem alternativas.

Portugal tem pelo menos três problemas: um problema financeiro (do Estado), um problema económico (do País) e um problema político. Qualquer deles é serio; nenhum deles é inultrapassável. A estratégia comum tem sido: devemos dar toda a prioridade ao problema das finanças (vulgo, “do deficit”) para depois intervir no problema da economia. Eu defenderei que o problema prioritário é o político.


Mas antes, vejamos o que temos em termos de diagnóstico, onde há duas escolas dominantes. Uma delas é a culturalista, que põe as culpas na piolheira que o país sempre foi e sempre será e nos defeitos morais e temperamentais do espécime que povoa este habitat (preguiçoso, desorganizado, etc.). É um diagnóstico sem soluções: nenhum remédio poderá funcionar, porque nenhum funcionou antes. Salvo substituir todos os portugueses por finlandeses ou suíços, não há nada a fazer. Como, apesar do pessimismo com que tratam os nativos, os defensores deste diagnóstico não tomam a única posição possível que seria defender o aumento da imigração, a posição culturalista vale mais como anedota velha do que como proposta original.

A segunda escola é a economicista: o seu principal objecto é o das contas certinhas. Sem tempo para perder com metapsicologia barata, o que esta escola nos diz é apenas: quem não tem dinheiro não tem vícios. Se for verdade (como dizem os culturalistas) que o país não pode mudar, então teremos de nos conformar a ser um país pobre ou remediado, e ter hábitos de pobre ou remediado. Esta prescrição, que em princípio valeria para toda a gente, é inaceitável para a nossa elite, que nunca teve hábitos de pobre ou remediada. Corte-se então nos "vícios" de quem se puder cortar, que são os restantes. Acontece que estes “vícios”, na verdade, são aquela garantia de um mínimo de dignidade a que a grande maioria dos portugueses acedeu tarde e a más horas, conservou por pouco tempo, e agora nos dizem que é incomportável. Os economicistas respondem friamente: tanto pior.

Quem tiver uma visão um pouquinho mais abrangente, porém, não poderá esquecer que os portugueses prejudicados são os que estão presos à armadilha do trabalho pouco qualificado ou desqualificado. É mais de metade do país. Não podem fazer planos a longo prazo, não têm possibilidades de arriscar, não vêem como dar a volta por cima — nem podem, porque precisamos deles como estão. São eles a base de tudo o que aqui se faz. Na sua faixa superior, a dos funcionários públicos, ainda têm algum poder de reivindicação, mas têm sido apresentados como os principais adversários dos restantes, chamados de "privilegiados", e seja como for o "fim do mês" não dá grande espaço à solidariedade entre categorias profissionais.

O nosso problema económico é que, como um todo, Portugal também está preso na armadilha do trabalho desqualificado. Tentámos subir de divisão, não conseguimos, e agora estamos a lutar para não descer.

O problema político é o que nos ocupa menos: descrença generalizada na política (tão grande que não pode ser subestimada), conformação com os vícios da democracia (como a corrupção), ausência de propostas claras ou alternativas de poder, nenhuma renovação de actores, partidos fechados no seu mundo, etc. Enquanto tivemos líderes que respeitámos pelo seu passado, a coisa disfarçou. Agora está difícil fazer a transição, mas ao contrário do que se possa pensar, a culpa não é dos políticos: é nossa.

Não é da falta de consenso político: há lá mais consenso do que em torno do deficit e dentro do bloco central? Não é da falta de estratégia: o governo propõe o plano tecnológico, que só peca por vir tarde e não ter resultados imediatos. Não é da falta de informação: os telejornais duram uma hora, o prós-e-contras parece durar para sempre. É da falta de acção: o “fim do mês” não nos deixa pensar em voluntarismo político, mas só vamos resolver o problema do fim do mês se resolvermos o outro primeiro. Não é só nosso: toda a Europa e muitos países por esse mundo fora sofrem do mesmo.

No nosso caso, trata-se da incapacidade de um país com dez milhões de habitantes se tornar numa república com dez milhões de cidadãos. É o problema-base da democracia, apenas isso; não deveria ser tão difícil.

Posted by rui tavares on outubro 30, 2006 02:46 PM


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Enviado por: JoseMFernandes em Dezembro 30, 2006, 01:55:49 am
Miguel Cadilhe no EXPRESSO de 30/12/2006:
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Talvez 2008, 2009

  Defendo a baixa de impostos, todavia, ao fazê-lo em maré de eleições, podem más razões da política sobrepor-se a boas razões da economia
     
Foi há dias actualizado pelo Governo português o importante ‘Programa de Estabilidade e Crescimento’. Vai até 2010, pelo meio há eleições. O défice ‘estrutural’ do sector público já não será ‘excessivo’ em 2007 e quase picará o equilíbrio em 2010.

A ‘carga fiscal’ voltará a subir em 2007, atingirá 36,2% do PIB e aí estacionará nos anos seguintes, graças a dois movimentos que se compensarão. Por um lado, medidas explicitadas no Programa trarão acréscimos das receitas fiscais e parafiscais (RF) e, por isso, a ‘carga fiscal’ subirá 2,6 pontos percentuais do PIB, juntando os 4 anos.

Por outro lado, porém, medidas não explicitadas nem perceptíveis - mas que as haverá, haverá - trarão simétricos decréscimos das RF, provavelmente por discricionárias baixas de alguns impostos e contribuições, quais e quando, não o mostra o Programa. Talvez lá para 2008, 2009 se saiba. Por mim, defendo a baixa de impostos, todavia, ao fazê-lo em maré de eleições, podem más razões da política sobrepor-se a boas razões da economia.

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Enviado por: Luso em Janeiro 05, 2007, 10:40:49 pm
http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/ (http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/)

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E voce já é dono da sua Associação Mutualista
Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

Em Portugal nada nos deveria ter o condão de nos espantar.

No final do ano passado, o governo iniciou um ataque á banca.

Primeiro foram as prácticas "imorais" sobre os arrendondamentos e que o governo por considerar ilegal, decidiu legislar. No entanto essa ilegalidade, não impediu o ministério das finanças de assinar um acordo comercial com o MilleniumBCP, em Janeiro de 2006, onde o arrendondamento para crédito á habitação era de 1/4 superior para créditos concedidos a funcionários do ministério.
Depois, veio a questão da taxa efectiva de IRC que é paga pelo sector bancário. Mexeram-se nas provisões e na sua dedução ao lucro tributável, mas não se mexeu no óbvio.
Em Portugal existem bancos e bancos. Ou melhor, existem bancos e existe uma associação mutualista que beneficia da isenção de IRC, pelo simples facto do objecto social das associações mutualistas ser o de promover obra social junto dos seus associados, através do fundo de solidariedade associativa e da fundação Montepio.
Ora uma associação mutualista que tem créditos concedidos sobre clientes de 13,4 mil milhões de euros, que tem depósitos captados de 8 mil milhões e um activo de 15 mil milhões, ou não anda a fazer obra social nenhuma, ou então é um banco.
A associação Mutualista Montepio Geral, deu resultado médio líquido entre 2001 e 2004, de 40 milhões de euros. Em 2005, o seu resultado líquido foi de 51,5 milhões de euros e no primeiro semestre de 2006, o seu resultado líquido foi de 31,8 milhões de euros.
Como não paga imposto porque é uma associação Mutualista, o Estado e se considerarmos uma taxa efectiva média de 18 %, e no período entre 2001 e 2005 não arrecadou 37,98 milhões de euros de impostos. Se tivermos em linha de conta o resultado líquido apenas do 1º semestre de 2006, o imposto que seria pago e não o será é de 5,4 Milhões de euros.
Ou seja, por outras palavras, apenas 42 milhões de euros que não entraram nos cofres do Estado. E era nisto que o governo deveria ter mexido e não mexeu. Até porque poderia ter aproveitado a boleia da nova campanha publicitária do Montepio Geral.



Ninguém diria que estas pessoas são donas do seu Banco.
Um banco diferente dos outros, é certo. Que aposta na solidariedade e no associativismo como valores principais. Que se preocupa em dar as melhores condições para ajudar os seus associados a concretizar os seus projectos.


E voce já dono do seu BANCO?
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Janeiro 12, 2007, 10:00:03 am
Transcrevo do diário PÚBLICO de 12/1/2007, um artigo de José Miguel Júdice, mesmo tratando-se de mais uma  visão pessimista (ou realista, conforme outros ) da evolução económica portuguesa.
Tenho lido um pouco de tudo a este respeito, mas na verdade o seu último paragrafo, que obviamente apenas posso presumir entre a ironia e o sarcasmo, em que refere a utilidade de 'Portugal servir como vacina para outros países'...  !!...  :conf:

Citar
Portugal é viável?

José Miguel Júdice


Mais uma vez o digo: basta ler jornais para se perceber que Portugal tem de mudar, muito, a fundo, depressa e bem. Alguns exemplos desta semana: a Yazaki Saltano despede 533 trabalhadores e diz que o custo de mão-de-obra é 50 por cento mais baixo na Eslováquia e 80 por cento mais baixo na Roménia e Bulgária, todos países da União Europeia, do que em Portugal; um em cada seis funcionários públicos reformou-se desde 2001, mas o DN afirma que foram substituídos por igual número de novos; Portugal continuará a crescer menos do que a União Europeia até 2009 (ou seja, por sete anos consecutivos!), afastando-se gradual e acumuladamente dos nossos parceiros; o Jornal de Negócios diz-nos que, segundo o Banco de Portugal, o nosso país perdeu mercados de exportações durante seis anos consecutivos até 2005, o crescimento das exportações de 2006 não é sustentável e o seu contributo para o PIB não crescerá nada em 2008, sendo a exportação sobretudo de produtos de baixa qualidade; o PÚBLICO, em editorial de Paulo Ferreira, revela que no Metro de Lisboa (prejuízos anuais de 160 milhões de euros!) se fazem greves para manter até 36,5 dias de férias por ano, trabalho diário de apenas cinco horas a conduzir, e prémios de produtividade automáticos, mesmo sobre os subsídios de férias e de Natal!
Este tipo de notícias segue-se a muitas outras que - graças a Deus! - desde que Sócrates nos tenta governar começaram a surgir regularmente. E a sensação que delas vou retirando é que não exagerava quem escrevia há tempos que Portugal está a atravessar a mais séria crise da sua História quase milenar. E, ao concordar com isso, não esqueço as bancarrotas, as centenas de milhares de emigrantes que fugiam de futuros de miséria, as crises de independência nacional e a sua perda no século XVI, o impasse colonial, as guerras civis.
Esta é a maior crise de sempre da nossa História, porque nunca o desafio que enfrentamos foi tão grande e com consequências tão devastadoras, permanentes e irrecuperáveis. Sem que muitos, quase todos, tivéssemos disso consciência, fomos vivendo ao longo da nossa História - e apesar do que Lúcio de Azevedo escreveu sobre os fracassos económicos dos nossos processos de expansão - das especiarias da Índia, dos minérios e dos produtos agrícolas do Brasil, do pacto colonial imperial com os territórios africanos, sempre das remessas dos emigrantes e, mais recentemente, das transferências comunitárias. Foi sempre com isso que melhorámos as nossas contas. Foi com tudo isso que os que por aqui foram ficando viveram melhor do que provavelmente podiam e até mereciam.
Esta nova fase é a primeira em que o prato de lentilhas veio acompanhado de condições que não controlamos, que não dependem de nós e que existem para além do nosso desejo. A adesão à CEE foi o início de um processo de profunda diminuição da nossa soberania e a tendência não fará mais do que ampliar-se nos próximos tempos. Entre outras abdicações, que foram o preço da cornucópia que encheu Portugal de dinheiro, deixámos de ter autonomia em matéria de política monetária, fiscal e até económica. Tivemos de aceitar regras que, se não forem cumpridas, nos conduzirão a pesadas penalizações, à expulsão do euro, em teoria à própria saída da União Europeia.
Perante isto, temos um Governo que está a tentar fazer muito mais do que alguma vez fizeram os que o antecederam. Mas tudo o que está a tentar fazer surge-me como manifestamente insuficiente para se inverter esta tendência que nos conduzirá à ruína. E, pior ainda, em cada dia que passa sente-se que as resistências de uns, as pressões de outros, os receios de tantos, a incapacidade de muitos, a inconsciência e o egoísmo de uma ou duas gerações, farão com que provavelmente nem o (pouco) prometido venha a ser concretizado. Ou, o que pode até ser pior, venha a ser concretizado com cedências que minarão até a fraca probabilidade de que as reformas tenham sucesso.
E tudo isto acontece num ambiente global que nos é profundamente desfavorável e que tenderá a sê-lo cada vez mais. Somos o mais pobre dos ricos, tenho-o afirmado vezes sem conta e há anos; pagamos o preço de fazer parte do clube e competimos com os que não pagam esse preço. As novas tecnologias permitem soluções globais nunca sonhadas, divisões de trabalho internacional que nem os mais visionários "gurus" da economia previram, deslocalizações rápidas e eficazes. A abertura ao Leste criou-nos concorrentes que nos podem esmagar com custos de produção mínimos acoplados a produtividades altas. O modelo de desenvolvimento que nos deu a prosperidade possível, desde Correia de Oliveira e a adesão à EFTA, está esgotado; e Portugal não criou nenhum alternativo. Muitos dos principais factores positivos de competição internacional (localização geográfica, sistema educacional, sistema judicial, domínio de línguas estrangeiras, sistema fiscal, burocracia mínima) são-nos desfavoráveis e tendem a sê-lo cada vez mais.
Perante isto a única solução é falar verdade aos portugueses. É urgente colocar a poderosíssima máquina de propaganda governamental ao serviço da nossa mobilização para os sacrifícios inevitáveis (e a propósito, quando é que os partidos políticos propõem uma redução das dotações que recebem do Orçamento do Estado e do custo da função política?), é preciso que nos preparemos psicologicamente para anos de renúncias e de greves e perturbações sociais, é inevitável que interiorizemos que vamos colectivamente perder poder de compra e segurança nos empregos, pois sem isso nunca seremos competitivos.
Costuma dizer-se que os países não morrem e até mesmo que nunca vão verdadeiramente à falência. Não é verdade; mas ainda que o seja, se não fizermos o que tem de ser feito, Portugal pode vir a dar mais uma vez novos mundos ao mundo, servir de vacina e de demonstração para todos os outros, que com a nossa falência e a nossa extinção como projecto viável aprenderão a evitar igual destino.
 Advogado

Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 12, 2007, 11:49:15 am
Eu, que conheço algo do mundo industrial, administrativo e autarquico, confirmo o conteúdo do texto que JoséMFernandes aqui colocou.
Sou apenas um pouco mais pessimista...
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 12, 2007, 12:07:19 pm
Citação de: "Luso"
Eu, que conheço algo do mundo industrial, administrativo e autarquico, confirmo o conteúdo do texto que JoséMFernandes aqui colocou.
Sou apenas um pouco mais pessimista...


Entao deves andar depressivo tudo o día. Até me deprime a mim, que nem sou português nem vivo em Portugal...
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 12, 2007, 12:20:31 pm
Nel, então não se deprima. Porque não procura outras paragens mais emocionantes e acolhedoras?

http://www.disneylandparis.com (http://www.disneylandparis.com)
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 12, 2007, 01:40:38 pm
Citação de: "Luso"
Nel, então não se deprima. Porque não procura outras paragens mais emocionantes e acolhedoras?

http://www.disneylandparis.com (http://www.disneylandparis.com)


Quanto exagero.. nem Disneylandia, nem o inferno.

Não só cumpre contar as empresas que se vão, se não também as que ficam e as que vêm.
Título:
Enviado por: Doctor Z em Janeiro 12, 2007, 01:59:09 pm
Citação de: "Luso"
Eu, que conheço algo do mundo industrial, administrativo e autarquico, confirmo o conteúdo do texto que JoséMFernandes aqui colocou.
Sou apenas um pouco mais pessimista...


Ainda mais ?  :roll:
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 12, 2007, 03:25:37 pm
Citação de: "Doctor Z"
Citação de: "Luso"
Eu, que conheço algo do mundo industrial, administrativo e autarquico, confirmo o conteúdo do texto que JoséMFernandes aqui colocou.
Sou apenas um pouco mais pessimista...

Ainda mais ?  :roll:


Só um poucochinho...
Título:
Enviado por: Marauder em Janeiro 12, 2007, 06:45:14 pm
Oh...pior que a do Metro somente a da CP....maquinistas tem 1 trimestre de férias....direito desde 1969.

A administração no ano passado queria acabar com isso, alguém sabe como ficou?

Portugal está podre sem dúvida..
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 15, 2007, 04:15:22 pm
Portugal teve a maior subida da produçao industrial da UE-15 num ano depois da alemana. A subida da produçao industrial e das exportaçoes de Alemanha sucedeu antes da súa melhora económica actual. Conhécese que as exportaçoes de Portugal também están a subir. Boa notícia, que confirma a recuperação:

Eurostat (http://http)
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 16, 2007, 11:57:24 pm
http://corta-fitas.blogspot.com/ (http://corta-fitas.blogspot.com/)

Citar
Um país de faz-de-conta

Os sociólogos e os analistas políticos deviam ler mais vezes as revistas cor-de-rosa. Está lá tudo sobre hábitos e tendências dominantes. Sobre o critério do "gosto" fomentado pelos canais televisivos. Sobre as pequenas e médias ambições do novo proletariado do nosso tempo - os pobres de espírito que inundam centros comerciais e estádios de futebol, gritam alarvidades na praça pública e sonham com o "estrelato" num reality show ou com a fama proporcionada por uma paixão de aluguer. Repare-se na última edição da TV 7 Dias: é um tributo inequívoco ao culto das aparências, logo a começar na peça de abertura. Uma tal Cláudia Vieira, "actriz", "foi mesmo à faca para dar um jeito às mamocas": fotografada numa festa, "usou um vestido que realçou os seus novos atributos". Outra "actriz", uma tal Margarida Martinho, "já esqueceu o vocalista dos Fingertips, Zé Manel", e anda por aí com "namorado novo". Mais adiantada estará a "manequim" Cristina Mohler, que "oficializou, finalmente, o amor que a une" ao ex-futebolista Paulo Sousa. Mas nenhuma tão acelerada como a "ex-modelo" Elsa Raposo, "refugiada num novo amor", como testemunham as fotos da praxe.
E que mais? Dois outros "actores", um Vítor Fonseca e uma Joana Duarte, "continuam a namorar, ao contrário do que alguma imprensa quis fazer crer". Isto enquanto a "ex-namorada" dele, sem ressentimentos, "está numa boa". Chama-se Cláudia e também é "actriz" de sucesso numa telenovela juvenil. "Actores" são igualmente uma Marta Faial e um Tiago Castro, "cada vez mais apaixonados e cúmplices". Algo semelhante se passa com a "actriz" Sandra B, que "foi ao aeroporto de Lisboa esperar o seu novo amor". Também a "modelo" Diana Pereira irradia felicidade: o namoro com o piloto Tiago Monteiro "já dura e está tão firme que o casalinho decidiu partilhar o mesmo tecto".
Em suma, eis um país de sonho, povoado por gente feliz. Sem lágrimas. Um país cheio de "modelos", "actores" e "actrizes". O país de sucesso do engenheiro Sócrates. Um país de faz-de-conta. Cor-de-rosa, claro.

Pedro Correia Domingo, Janeiro 14, 2007 | 16 Cortes
Título:
Enviado por: Marauder em Janeiro 17, 2007, 05:05:38 pm
Oh Luso, agora não estou a perceber essa associação...mas então..esse mundo cor-de-rosa, alguma vez não existiu?

Mais parece que alguém estava desesperado para escrever algo e realizar conotação negativa do governo do que outra coisa.

Sempre houve essas revistas com esses mexericos..e em comparação se fores ao Correio da Manha encontrarás quase sempre histórias de mortes e outros dramas...havia uma altura que alguém tinha que morrer para aparecer nas páginas do CM.
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 17, 2007, 05:19:53 pm
Marauder, é sarcasmo, sem dúvida. Mas espelha muito bem o espírito do tempo. Atenção que a rosa poderia ser substituída por sumo de laranja...
Vai dar ao mesmo.
Título:
Enviado por: Marauder em Janeiro 17, 2007, 05:32:43 pm
Citação de: "Luso"
Marauder, é sarcasmo, sem dúvida. Mas espelha muito bem o espírito do tempo. Atenção que a rosa poderia ser substituída por sumo de laranja...
Vai dar ao mesmo.


Sim, mas o que me deixa pensativo, mas é uma opinião pessoal é como é que existe tal negócio...mas pronto..isso sou eu que não tenho nenhum interesse em saber quem é que anda a "comer" quem...e etc...

Sim....sumo de laranja, cor-de-rosa, azul escuro do PP, vermelho do PCP....essa socielite acontecerá com todas as cores no poder..

Quer dizer...com os comunistas já não sei...e com o PP provavelmente seria o dobro..

 c34x
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 22, 2007, 07:34:30 pm
Défice público: 593 milhões abaixo do previsto

Citar
O saldo das contas públicas totalizou um défice de cerca de 7400 milhões de euros no ano passado, menos 1740 milhões do que em 2005 e 593 milhões abaixo do previsto no Orçamento de Estado, o que significou uma subida nas receitas de 8,3 por cento, para os 35 mil milhões de euros.
O anuncio foi feito esta segunda-feira em conferência de imprensa pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos para apresentação da execução orçamental do subsector Estado até Dezembro.

Os valores foram apurados numa óptica de contabilidade pública (entradas e saídas de caixa) e são diferentes daqueles que Portugal vai ter que reportar a Bruxelas para efeitos do controlo do défice orçamental.

O valor final do défice público, que incluiu, além do subsector Estado, as autarquias, as regiões autónomas, os fundos e serviços autónomos e a segurança social, sé será conhecido depopis do apuramento destes subsectores, ainda durante estre trimestre.


Correio da Manhã (http://http)
Título:
Enviado por: Doctor Z em Janeiro 23, 2007, 09:55:43 am
Citação de: "ricardonunes"
Défice público: 593 milhões abaixo do previsto

Citar
O saldo das contas públicas totalizou um défice de cerca de 7400 milhões de euros no ano passado, menos 1740 milhões do que em 2005 e 593 milhões abaixo do previsto no Orçamento de Estado, o que significou uma subida nas receitas de 8,3 por cento, para os 35 mil milhões de euros.
O anuncio foi feito esta segunda-feira em conferência de imprensa pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos para apresentação da execução orçamental do subsector Estado até Dezembro.

Os valores foram apurados numa óptica de contabilidade pública (entradas e saídas de caixa) e são diferentes daqueles que Portugal vai ter que reportar a Bruxelas para efeitos do controlo do défice orçamental.

O valor final do défice público, que incluiu, além do subsector Estado, as autarquias, as regiões autónomas, os fundos e serviços autónomos e a segurança social, sé será conhecido depopis do apuramento destes subsectores, ainda durante estre trimestre.

Correio da Manhã (http://http)


Isto é que são boas notícias ! Temos que continuar neste caminho para em
2009 baixar os impostos (como já foi referido pelo o governo).
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 31, 2007, 07:42:12 pm
É verdade, mas não é uma forma muito "simpática" de captar o investimento estrangeiro

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Portugal/China: CGTP e UGT criticam declarações do ministro da Economia

Lisboa, 31 Jan (Lusa) - A CGTP e a UGT criticaram hoje as declarações do ministro da Economia na China relativamente aos baixos custos salariais em Portugal e defenderam que esta não deve ser a forma do país captar investimento estrangeiro.

   Manuel Pinho apelou hoje ao investimento chinês em Portugal, alegando que os custos salariais são inferiores à média da União Europeia e têm menor pressão de aumento do que nos países do alargamento.

   "Portugal é um país competitivo em termos de custos salariais. Os custos salariais são mais baixos do que a média dos países da União Europeia e a pressão perante a sua subida é muito menor do que nos países do alargamento", disse o ministro, que discursava na abertura do Fórum de Cooperação Empresarial Portugal China 2007, que foi presidido pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

   O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da silva, considerou que estas declarações mostram que o Governo de José Sócrates não tem um projecto de efectivo desenvolvimento para Portugal e "só fala verdade no estrangeiro".

   As afirmações do ministro da Economia e da Inovação levaram a CGTP a reafirmar que Portugal, relativamente aos salários e às condições de vida, está a divergir da União Europeia e as perspectivas de futuro para os trabalhadores dos países do alargamento são mais seguras que as dos portugueses.

   "Com estas políticas o país vai por mau caminho. O investimento directo estrangeiro devia estar a ser atraído por uma elevação da qualificação dos portugueses ou por significativos avanços tecnológicos", disse Carvalho da Silva, em conferência de imprensa.

   O secretário-geral da UGT, João Proença, considerou "completamente desajustado" que Manuel Pinho "tente vender" Portugal a um país que pratica salários de miséria, alegando que os salários portugueses também são baixos.

   "Portugal tem de apostar na melhoria dos salários e na modernização tecnológica e nunca tentar atrair investimentos com o argumento de baixos salários, que é um modelo que já está ultrapassado", disse o sindicalista aos jornalistas.

   João Proença considerou ainda que não faz sentido que o ministro da Economia, responsável pelo Plano Tecnológico, diga que Portugal tem dos salários mais baixos da União Europeia.

   "Portugal tem é de apostar na qualificação da mão-de-obra e na modernização das empresas e deve tentar atrair o investimento de países com tecnologia e projectos modernos", defendeu o secretário- geral da UGT.
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 31, 2007, 09:02:32 pm
E com esta citação o Lancero revelou tudo.
Não há nada a esperar desta gente.
Nem de mais ninguém, pelos vistos.
Título:
Enviado por: p_shadow em Fevereiro 01, 2007, 04:30:29 am
Bem, como se espera que o investimento chinês não seja "sol de pouca dura".... e como o ministro diz que temos dos salários mais baixos.... :|
Será que é assim que "eles" querem que as coisas continuem, e não nos dizem nada?! :shock:


Cumptos
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 05, 2007, 06:19:32 pm
Citar
Volkswagen will announce in coming weeks that it will build the second-generation Sharan (minivan/MPV) at its plant in Portugal, company sources told Automotive News Europe (ANE).


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 05, 2007, 06:49:25 pm
Citação de: "Lancero"
Citar
Volkswagen will announce in coming weeks that it will build the second-generation Sharan (minivan/MPV) at its plant in Portugal, company sources told Automotive News Europe (ANE).

Fonte (http://http)


Óptima notícia.:G-Ok:
Título:
Enviado por: Migas em Fevereiro 05, 2007, 08:38:41 pm
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Governo factura 1.546 M€ no combate à fraude e evasão

A administração fiscal superou o objectivo definido para a recuperação coerciva de dívida fiscal em 2006, tendo conseguido reaver 1.546 milhões de euros, anunciou o ministro das Finanças fixando o alvo para este ano nos 1.600 milhões de euros.

O ministro Fernando Teixeira dos Santos apresentou esta segunda-feira o relatório sobre a evolução em 2006 do combate à fraude e evasão fiscais, salientando que «as metas definidas para cada um dos serviços (regionais) de Finanças, foram cumpridas», conseguindo-se em alguns casos «ir, ainda um pouco mais além», salientou.

http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/ (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/)

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Fisco recuperou em impostos 1% do PIB

A cobrança coerciva de impostos atingiu em 2006 o montante total de 1546 milhões de euros, o equivalente a 1,01% do Produto Interno Bruto (PIB) e ligeiramente acima do objectivo fixado pelo Governo. Para o corrente ano, o Ministério das Finanças subiu a fasquia e espera arrecadar por esta via 1600 milhões de euros e Teixeira dos Santos estima que a cobrança compulsiva se mantenha nestes níveis até 2009.

Estes dados constam do Relatório Sobre o Combate à Fraude e à Evasão Fiscais, que mostra ainda que a maior parte da cobrança coerciva em 2006 foi proveniente de dívidas de IVA (29%, ou 452 milhões de euros), seguida do IRS, que contribuiu com 17% (ou 268 milhões de euros). À semelhança do que aconteceu nos dois últimos anos, a equipa de Teixeira dos Santos volta a aumentar a "parada" e pretende recuperar este ano cerca de 1,6 mil milhões de euros de impostos em falta. Este montante corresponde a cerca de 10% do total da dívida dos os contribuintes ao Estado.

Faltam 16 mil milhões

De acordo com o governante, o valor daquela dívida ascende assim a 16 mil milhões de euros - um montante superior a 10% do nosso PIB e que se fosse todo recuperado equilibraria de uma penada as finanças públicas, que passariam de uma situação de défice para uma de superavit. Na realidade, aquele valor inclui já os 12 mil milhões titularizados por Manuela Ferreira Leite, dos quais, recorde-se, mais de 80% são considerados incobráveis.

Em 2006, a receita extraordinária cobrada pela Administração Fiscal incluiu, pela primeira vez, o efeito da divulgação da lista de contribuintes com dívidas fiscais. Ao todo, esta lista levou à reposição de 59 milhões de euros em falta, sendo que 53 milhões foram pagos antes de o nome do contribuinte ser divulgado publicamente. Para Teixeira dos Santos será de esperar que a receita daqui resultante se mantenha nestes níveis.

Para o ministro das Finanças a maior eficácia da Administração Fiscal tem igualmente feito com que cada vez mais contribuintes façam correcções voluntárias quer em relação ao valores de matéria colectável que reportaram, quer no que diz respeito à regularização dos impostos em falta.

Relativamente à justiça tributária, foram instaurados em 2006 1394 mil processos de contra-ordenação e terminados 1254 mil. O tempo médio de conclusão destes processos baixou de 12,4 para oito meses. Em 2006, a Direcção--Geral de Impostos instaurou também 4335 processos de inquérito (contra 4225 no ano anterior) e deu por concluídos 5015. O crime que mais motivou estes processos foi o de abuso de confiança (com 4937 casos), seguido do que configura fraude fiscal (990 situações). Em média, refere o Relatório, o valor dos impostos em dívida nos processos de inquérito ronda os 250 milhões de euros. No que diz respeito às prescrições, o secretário de Estado Amaral Tomás precisou que estão a ser feitos esforços no sentido de evitar que os processos mais antigos prescrevam - tanto os da Administração Fiscal, como os que estão nos tribunais tributários. Apesar de não ter revelado qual o montante que totalizam os processos de dívida a correr naqueles tribunais, Amaral Tomás disse tratar-se de uma "dívida bastante significativa", sendo que o objectivo é começar por recuperar os mais antigos e de maior volume.


Novo tipo de fraudes I

A Administração Fiscal vai recorrer à tecnologia de "Data mining" para poder detectar potenciais operadores que usam a Internet para transaccionar bens e serviços e se "esquecem" de cumprir as suas obrigações de registo, declaração e pagamento de impostos.



Novo tipo de fraudes II

O tratamento de IVA desigual entre os vários países da UE na venda de cartões virtuais de chamadas telefónicas é outro dos novos tipos de fraude detectados e que vai levar à intervenção futura do Fisco.



Acções de controlo

Em 2006, estiverem na "mira" do Fisco os contribuintes da categoria B (independentes), as empresas que apresentaram prejuízos durante três anos consecutivos e ainda as empresas de construção civil, de trabalho temporário, de limpezas e de segurança.



Correcções de imposto

O Fisco detectou 842 milhões de euros de imposto em falta, a maior parte dos quais (595 milhões) no IVA, seguido do IRC (143 milhões) e do IRS (94 milhões).



Métodos indirectos

A Administração Fiscal usou a tributação por métodos indirectos em 2028 acções, tendo o montante de imposto emitido desta forma ascendido a 356 milhões de euros.



Macedo ausente

A ausência de Paulo Macedo na apresentação deste relatório foi notada, mas Teixeira dos Santos desvalorizou-a, lembrando que não era a única.

http://jn.sapo.pt/2007/02/06/primeiro_p ... 1_pib.html (http://jn.sapo.pt/2007/02/06/primeiro_plano/fisco_recuperou_impostos_1_pib.html)
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Enviado por: pedro em Fevereiro 06, 2007, 07:53:35 am
Boa noticia para Portugal sem duvida.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Lancero em Março 12, 2007, 06:19:08 pm
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Automóvel: Volkswagen vai investir 500 milhões euros na AutoEuropa  

Lisboa, 12 Mar (Lusa) - A Volkswagen vai investir 500 milhões de euros na sua fábrica em Palmela, a AutoEuropa, ao longo dos próximos cinco anos, anunciou hoje o grupo automóvel europeu.

      Em comunicado, emitido na sequência de uma reunião com o ministro português da Economia, Manuel Pinho, o grupo Volkswagen indica que os investimentos se destinam essencialmente a novos produtos, modernização de equipamentos de produção e construção de infra-estruturas para fornecedores.

      A decisão de investimento foi anunciada ao Governo por Reinhard Jung, responsável do grupo pela Produção e Logística da marca Volkswagen, durante um encontro com o ministro português da Economia, realizado sexta-feira na sede do grupo Volkswagen em Wolfsburg (Alemanha).

      Na reunião, o grupo automóvel pediu ao Governo português "a reestruturação da legislação laboral, com vista a aumentar a flexibilidade", indica a empresa.

      Reinhard Jung, citado no comunicado, afirma que esta decisão "garante a continuidade dos elevados padrões de qualidade da Volkswagen" na fábrica de Palmela e "permite aumentar os volumes de produção".

      O responsável da Volkswagen observou que na base da decisão esteve "o bom desempenho da AutoEuropa em termos de custos e, simultaneamente, o cumprimento das elevadas exigências de qualidade".

      "A fábrica de Palmela geriu muito bem o lançamento do modelo Eos", elogiou.

      A Volkswagen considera que o acordo celebrado com a comissão de trabalhadores de Palmela foi uma condição fundamental para os futuros investimentos.

      O comunicado indica que, na reunião com Manuel Pinho, Reinhard Jung registou "com agrado a intenção do Governo português de apoiar os investimentos planeados", mas "pediu ao ministro medidas concretas que contribuam para incrementar a competitividade internacional da Autoeuropa".

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Automóvel: Ministro diz que produção da AutoEuropa vai duplicar até 2010

Lisboa, 12 Mar (Lusa) - A produção da AutoEuropa vai praticamente duplicar até 2010, permitindo o aumento das exportações portuguesas e gerando emprego, afirmou hoje à agência Lusa o ministro da Economia, Manuel Pinho.

      Comentando o anúncio de 500 milhões de euros de investimentos da Volkswagen em Palmela nos próximos cinco anos, Manuel Pinho disse à Lusa que esta é uma decisão muito importante, porque garante o futuro da AutoEuropa a médio prazo.

      "É uma decisão extremamente positiva para a AutoEuropa, para a indústria nacional e para a economia portuguesa", sublinhou o ministro.

      "Temos a grande responsabilidade de criar condições para que a Volkswagen continue a investir em Portugal", num sector em que há uma "feroz concorrência global" pela captação destes investimentos, observou.

      Para Manuel Pinho, no âmbito dessa competição global, os sindicatos e o governo apresentaram à empresa condições em que a Volkswagen acreditou, "o que mostra que é possível Portugal ter vantagens competitivas, é preciso é criar as condições".

      O ministro disse que "esta é uma grande notícia e a melhor forma de comemorar o segundo aniversário do governo".


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Automóvel: Investimento muito positivo para AutoEuropa continue Portugal - CT

Lisboa, 12 Mar (lusa) - O anúncio do investimento da Volkswagen na AutoEuropa é extremamente importante para que a unidade continue em Portugal muito mais tempo, disse hoje à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa, António Chora.

      Num comentário ao anúncio oficial de que a Volkswagen vai investir 500 milhões de euros em Palmela nos próximos cinco anos, António Chora destacou, em declarações à agência Lusa, a importância desta decisão "numa época de deslocalizações".

      Relativamente ao pedido da multinacional ao governo para reestruturar a legislação laboral, com vista a aumentar a flexibilidade, António Chora considerou que a Volkswagen obteve na AutoEuropa toda a flexibilidade que exigiu aos trabalhadores.

      O coordenador da CT da AutoEuropa defendeu que noutras grandes empresas haja autonomia para que os trabalhadores possam acordar com as empresas condições de trabalho flexíveis, com contrapartidas de garantia de emprego.
Título:
Enviado por: comanche em Março 20, 2007, 12:08:10 am
Défice fica nos 3,9% do PIB em 2006 e supera previsões

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O défice público português ficou nos 3,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, um valor melhor do que os 4,6 por cento previstos pelo Governo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).  
 
O Governo já tinha anunciado que o défice que seria reportado à Comissão Europeia, em contabilidade nacional (óptica de compromissos), ficaria abaixo do esperado, depois de se ter sabido que em contabilidade pública (óptica de caixa) tinha ficado 2,3 mil milhões de euros melhor do que o orçamentado.

O INE veio hoje confirmar isso mesmo, no reporte dos défices excessivos, dizendo que o défice orçamental baixou 2,1 pontos percentuais para 3,9 por cento do PIB, de acordo com o apuramento em contabilidade nacional.

Ao longo das últimas semanas, o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, escusou-se sempre a avançar um valor final para o défice orçamental em contabilidade nacional, dizendo que não queria interferir na análise do INE.

O ano passado foi feito um acordo entre o INE, o Banco de Portugal e a Direcção-Geral do Orçamento para que estas três instituições fizessem o apuramento do défice que é reportado a
Bruxelas.


http://tsf.sapo.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF178720
Título:
Enviado por: Doctor Z em Março 20, 2007, 12:03:30 pm
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As indicações mais recentes sobre a envolvente externa apresentam-se globalmente favoráveis. No plano interno, em Fevereiro, o indicador de clima económico interrompeu o movimento descendente dos dois meses anteriores. O indicador de actividade económica, com informação até Janeiro, melhorou, mais do que compensando o recuo do mês anterior. Do lado dos Indicadores de Curto Prazo (ICP), registaram-se em Janeiro sinais positivos quer na indústria quer nos serviços, mas a construção continuou a evoluir desfavoravelmente. O indicador de consumo privado desacelerou em Janeiro, agravando-se fortemente o consumo duradouro enquanto o consumo corrente estabilizou, e a informação disponível para Fevereiro mantém o cenário desfavorável. O indicador de investimento continuou a deteriorar-se em Janeiro, porém a informação existente para alguns indicadores parcelares para Fevereiro já aponta para uma evolução mais favorável. Os dados do comércio internacional, com informação preliminar até Janeiro, revelaram um abrandamento do valor tanto das importações como das exportações, mais intenso no segundo caso mas mantendo um crescimento claramente superior ao das importações. No mercado de trabalho, as indicações são favoráveis, quer as quantitativas para Janeiro, do IEFP e dos ICP, quer as qualitativas para Fevereiro. No mês de referência, a inflação foi de 2,4%, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que em Janeiro. O indicador de inflação subjacente situou-se em 1,6%, menos 0,1 p.p. do que no mês anterior.


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Luso em Março 21, 2007, 08:03:23 pm
Este já começou a recuperar... :mrgreen:
Começa a revelar-se a impossibilidade de se ser razoável.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Março 21, 2007, 09:45:51 pm
Afinal também posso ser "Inginheiro" :mrgreen: ...se um licenciado em Geografia é Engenheiro, então também sou...
Título:
Enviado por: Luso em Março 23, 2007, 09:16:33 pm
tudo como dantes, quartel general em Abrantes

No Boletim Informativo de Fevereiro de 2007 da Execução orçamental do subsector Estado de Janeiro a Fevereiro, recentemente publicado pela Direcção Geral do Orçamento, pode ler-se:

A despesa provisória do subsector estado no período em análise situou-se em 6.689,1 milhões de euros, representando um aumento em termos homólogos de 5,9%.
Procedendo à análise da despesa do subsector Estado por classificação económica, verifica-se que as despesas com pessoal, as transferências correntes e de capital e as outras despesas correntes foram os principais responsáveis pelo acréscimo da despesa no período de Janeiro a Fevereiro de 2007.

http://classepolitica.blogspot.com/ (http://classepolitica.blogspot.com/)
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Abril 02, 2007, 04:41:35 pm
Disparidade de salários na Europa, segundo o jornal italiano La Repubblica, salários brutos e a sua evolução entre 2000 e 2005.Julgo que o pequeno texto em francês é relativamente compreeensível.Suponho que se já se pudesse incluir o ano passado a evolução deveria ser semelhante.De notar a ausência de dados sobre a Grécia (num suposto grupo-base de doze)...

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le repère du 2 avr.
 
La disparité des salaires en Europe
 
L'évolution des salaires en Europe varie beaucoup d'un pays à l'autre, note le quotidien italien La Repubblica. Entre 2000 et 2005, les salaires bruts au Royaume-Uni ont augmenté de 27,8 % ; ils ont frôlé en 2004 une moyenne annuelle de 40 000 euros. En comparaison, le salaire moyen français, qui approche les 30 000 euros, a augmenté en cinq ans de 17,2 %. La lanterne rouge est tenue par le Portugal où la moyenne annuelle des salaires n'est que de 12 969 euros. C'est en Suède que la hausse des salaires (- 7,7  %) est la plus faible. Toutefois, le salaire moyen des Suédois est presque trois fois supérieur à celui des Portugais.
 
 
 (http://img03.picoodle.com/img/img03/7/4/2/f_i72299reperm_8572911.jpg) (http://http)



Claro que teremos de relacionar (tratando-se de salários brutos) com a carga fiscal, e a esse propósito algumas pistas, hoje também, por ex. no 'site' do PÚBLICO ...

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 Portugal é o 12º país da OCDE que mais desincentiva o trabalho

Ainda com base no Factbook da OCDE, Portuigal surge como o 12º país da organização que mais desincentiva o trabalho com o sistema fiscal.

A OCDE mostra que em 2005 os trabalhadores portugueses entregavam ao Estado, sob a forma de impostos sobre o rendimento e contribuições para a segurança social (tanto pagas pelo trabalhadores como pelo empregador), cerca de 36 por cento do seu rendimento do trabalho.

Esse valor é melhor do que os 42,1 por cento suportados por um trabalhador médio da União Europeia a 15 e melhor do que os 37,3 por cento da média da OCDE.

Comparando com os valores registados na década de noventa em Portugal, assistiu-se a um agravamento dos 33,2 para os 36,2 por cento, entre 1991 e 2005, subida que foi mais acentuada do que na média da União Europeia e da OCDE.

O ano de 2000 foi aquele em que este rácio foi mais elevado em Portugal, tendo atingido os 37,23 por cento, mas acabou por corrigir em baixo nos anos seguintes.

No conjunto dos 30 países da OCDE, Portugal está melhor classificado que a Espanha, a Grécia e que a Eslováquia. A Bélgica e a Alemanha aparecem como os países que mais desincentiva o trabalho, enquanto a Coreia e o México são aqueles que menos tributam o mesmo.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 05, 2007, 12:15:02 pm
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Lisboa melhor que Nova Iorque



Márcio Alves Candoso
Leonardo Negrão (imagem)    
 
Em 2006, Lisboa ultrapassou Nova Iorque em termos de qualidade de vida. Esta é a conclusão de um estudo da Mercer Consulting, ontem publicado, e que conclui que a capital portuguesa é agora a 47ª cidade mais atractiva do Mundo, subindo seis lugares no ranking em relação ao ano anterior. O pulo é dos mais significativos, numa lista onde a norma é a repetição, ou quase, das classificações anteriores.

O "2007 Worldwide Quality of Living Survey" usa Nova Iorque como cidade-charneira, sendo- -lhe aplicado tecnicamente o índice 100 a partir do qual todas as outras cidades são comparadas. Lisboa atinge a pontuação de 100,1 contra os 98,9 registados no ano anterior. Em declarações ao DN , Paulo Machado, da Mercer, referiu que "as categorias de análise que permitiram o salto de Lisboa estão relacionadas com a estabilidade política, a fraca criminalidade violenta e a qualidade dos serviços financeiros". O nível de poluição também permite colocá-la em bom plano, o mesmo ocorrendo com o ciclo muito longo de não ocorrência de catástrofes naturais. No reverso da medalha estão os serviços hospitalares e a saúde em geral. Lisboa ficou, neste parâmetro, qualificada em 69º lugar.

O estudo, que abrange 215 cidades de todo o Mundo, coloca Zurique e Genebra à frente, em torno dos 108 pontos. As cidades suíças são seguidas por Vancouver (Canadá) Viena e Auckland (Nova Zelândia). As metrópoles da Europa Ocidental, do Canadá e da Oceânia lideram o ranking da Mercer. São Francisco é a primeira que escapa ao grupo, situando-se na 27ª posição.

A Mercer refere, no estudo a que o DN teve acesso, que ele se destina essencialmente a fornecer uma ferramenta às empresas globais que pretendem aliciar quadros para uma carreira internacional que implique deslocalizações do seu país natal. No rol que elaborou, a empresa de consultoria explica que não levou em linha de conta preferências pessoais mas apenas dados quantificáveis. A Mercer divide a avaliação em 10 items, com 39 subcategorias, que vão desde os serviços públicos ao preço do imobiliário, passando pelo lazer ou o ambiente socio-cultural.


http://dn.sapo.pt/2007/04/03/economia/l ... orque.html (http://dn.sapo.pt/2007/04/03/economia/lisboa_melhor_nova_iorque.html)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 12, 2007, 11:25:38 am
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Portugal cresce acima da Alemanha em 2008

Rudolfo Rebêlo
Rui Coutinho (imagem)    
 

Pela primeira vez, desde 2001, o Fundo Monetário Internacional traça um quadro optimista para Portugal: a economia cresce acima da Alemanha já em 2008 e o número de desempregados serão menos 15 mil, enquanto o défice externo deverá baixar nos próximos dois anos.

É verdade que os portugueses continuarão, em 2007 e 2008, a afastar-se do "nível de vida europeu", já que a criação de riqueza (PIB) na área do euro continua acima do ostentado por Portugal.

Mas, de acordo com o relatório da Primavera, ontem divulgado em Washington (sede do FMI), em 2008, os portugueses poderão respirar de alívio: é que, o défice orçamental após atingir os 3,3% do PIB no corrente ano - em 2006 foi de 3,9% da riqueza - deverá situar-se em 2,6% do PIB, ficando abaixo do limite definido por Bruxelas (3% do Produto). Ou seja, com a redução do desequilíbrio entre as receitas e despesas estatais, está aberto o caminho para uma baixa de impostos sobre a produção (IVA) ou rendimentos (IRS e IRC).

Antecipando uma expansão da actividade, o FMI "cola-se" às previsões do Governo e do Banco de Portugal ao estimar um crescimento de 1,8% para este ano. Em 2008, a economia portuguesa deverá carburar acima das economias italiana, belga e germânica, esta última a segunda melhor parceira comercial, após Espanha. Uma expansão que deverá sustentar um corte de 15 mil desempregados.

Coma Zona Euro a temer apenas as pressões inflacionistas, bem como as taxas de juro, a economia mundial deve crescer 4,9% no corrente ano em desaceleração face ao ano passado, explicado pelo abrandamento da economia americana, diz o FMI. É que a produção americana - que explica um quinto do crescimento económico do planeta - deve aumentar este ano 2,2%, um corte de pelo menos 30% em relação à criação de riqueza verificada em 2006.

O que está a acontecer na América? O Fundo afirma que os riscos para o crescimento económico baixaram, mas a fraqueza do mercado imobiliário americano, levam os consumidores a contratarem menos créditos ao consumo, penalizando a produção e arrastando em baixa o crescimento mundial. Pelo contrário, a procura lançada pelos países emergentes deverá colaborar no crescimento mundial. Por exemplo a China deverá continuar a crescer a um ritmo de dois dígitos (10% em 2007 e 2008) enquanto a Índia colabora na expansão.

Os preços do petróleo, diz o FMI, deverão, a prazo, manter-se estáveis. Em 2007, o barril de petróleo deverá estar cotado nos 60,75 dólares e 64,75 dólares em 2008.  
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Abril 13, 2007, 10:25:56 am
No PÚBLICO de 13/4/07 um artigo de um Professor de Economia (lembremos: ex-dir. Faculdade, ex-VGov. do Banco de Portugal e ex-ministro de Estado e das Finanças...  de momento não tenho a certeza se está ou não reformado pois tem 52 anos, mas pelo menos parece usufruir ha vários anos de uma pensão :) ).

Agora mais sériamente...julgo merecer uma leitura atenta...


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Portugal é um país?13.04.2007, Luís Campos e Cunha


Portugal como economia já não é um país, é uma região de uma economia mais vasta, a União Europeia


Portugal não é país de vários pontos de vista, nomeadamente do ponto de vista económico (1). Portugal é ainda um país no sentido cultural e, parcialmente, do ponto de vista político. Disse-o há quase dez anos, para zanga de alguns bons amigos, mas, cada vez mais, é esta a realidade.
Há muito que penso que não existe uma economia portuguesa, ou seja, que Portugal é uma região de uma economia mais vasta, da União Europeia ou, pelo menos, da área do euro. Este facto tem implicações tanto para os objectivos das políticas públicas, como para o seu desenho e concepção. Desde logo, as políticas nacionais devem centrar-se cada vez menos na esfera económica e cada vez mais nos domínios da cultura, da língua e do património. Se bem me recordo, ideia semelhante já aparecia a abrir a secção económica dos Estados Gerais organizados por António Guterres em 1994/95, onde participei com grande entusiasmo!
Do ponto de vista económico, um país define-se por uma moeda própria e pela capacidade de ter uma política de comércio externo, negociando acordos comerciais, impondo ou não restrições às trocas internacionais de bens, capitais e pessoas... Ora, o escudo desapareceu e com ele a política monetário-cambial nacional. O Banco Central Europeu tomou o lugar do Banco de Portugal (que por sua vez tinha tomado o lugar do Ministério das Finanças uns anos antes) na decisão desta política e passámos a ter o euro como moeda nacional.
No que se refere à política comercial, a capacidade de introduzir taxas aduaneiras, quotas ou outras restrições face a outros países, sejam a Espanha ou a China, está integralmente fora das decisões nacionais. No primeiro caso - Espanha - é impossível pelo tratado da União e, no exemplo da China, está inteiramente nas mãos de órgãos de decisão comunitários. Portugal como economia, sorry, já não é um país, é uma região. Aliás, o mesmo se passa com a Alemanha ou a Áustria, diga-se de passagem.
A pergunta que poderemos fazer é: valeu a pena? É uma pergunta que tem tanto de natural como de irrelevante. Por um lado, do meu ponto de vista dificilmente poderia ser de outro modo e, por outro, quando Portugal teve alguma capacidade de ter uma política autónoma, a vasta maioria das vezes usou mal essa capacidade - ou seja, a resposta à pergunta é simples: não se perdeu grande coisa e era, basicamente, inevitável.
Resta a Portugal a capacidade de influenciar aquelas políticas ao nível comunitário, bem como definir alguns aspectos da política orçamental nacional. Como é mais do que sabido - por quase todos, mas não por todos - esta política está sujeita ao Pacto de Estabilidade e Crescimento, mas mantém-se a possibilidade de ter escolhas nacionais: onde gastar e quanto da despesa pública. Daí também a grande necessidade de que o Orçamento do Estado reflita uma política anticíclica, pois é o único instrumento de política macro que resta aos decisores nacionais. Tal possibilidade poderá vir a existir, mas ainda faltam muitos anos.
Por tudo isto as políticas económicas, ou o que resta delas, devem ser concebidas como se Portugal fosse uma região, pois é disso que se trata. E, quando nos apercebemos deste facto ou desta condicionante, vemos que muitas das políticas têm sido mal pensadas. Como gosto de ser politicamente incorrecto, um exemplo de uma boa política, se a entendi bem, é a do programa para este Verão chamado Allgarve: um programa que mistura cultura com turismo e com um óptimo nome, de que é prova a celeuma que deu.
Já pensar em centros de decisão nacionais é errado. Primeiro, o conceito é indefinível e, segundo, do ponto de vista da economia, um nacional é qualquer pessoa da União. Defender centros de decisão nacionais faz tanto sentido como apregoar "Lisboa para os lisboetas". Eu nem sei bem o que é um lisboeta!

Portugal ainda é um país, como realidade cultural e linguística. E espero que esta realidade seja reforçada. Quando "tudo" fica igual, quando não há barreiras à mobilidade e ao comércio, é a cultura e a língua que sobressaem, como nunca tinha acontecido (2). Hoje o Estado tem maiores obrigações (que não cumpre!) com estas áreas do que jamais teve no passado. Hoje, mais que grandes obras de betão e sulipas, o importante é assegurar centros culturais portugueses em Maputo ou Luanda, escolas portuguesas na América, em Bruxelas, Paris ou Timor. Assegurar apoio à internacionalização das nossas artes plásticas; garantir que os monumentos nacionais estejam abertos, sejam restaurados e mantidos. É mais importante Serralves, Conímbriga ou o Cromleque dos Almendres, é mais relevante divulgar Fernando Pessoa, do que mais uns quilómetros de auto-estrada. É isto que nos faz mais portugueses e diferentes dos espanhóis. Não é importante, nem digno de preocupação, que a Zara não seja um centro de decisão nacional.
Este é o patriotismo de que gosto por contraponto ao nacionalismo económico que nos afundou e que hoje apenas veste novas roupagens.
(1) Utilizarei indistintamente as expressões "país" e "nação", tal como coloquialmente é entendido. Sei que não têm o mesmo domínio de aplicação, mas faço-o porque não é relevante para o texto.
(2) Aqui sublinho o papel da língua pela carga cultural que sempre acarreta. Não no sentido chauvinista e patrioteiro: a língua portuguesa é um meio de comunicação e não pode constituir uma barreira a outros contactos com outras culturas. Nesse sentido sempre defendi o ensino do inglês desde a infância.
Professor universitário

Título:
Enviado por: Luso em Abril 28, 2007, 10:52:29 am
5.ª Feira, 26 de Abril, 2007
Agravam-se as despesas públicas


Não sei até quando, muitos portugueses continuarão a acreditar nas medidas “bem intencionadas” do governo e no seu “bom desempenho económico”.
Não há trimestre que passe, em que não se verifique um agravamento das contas públicas.

Depois de chegados a 2006 com um Défice Público superior a 5,3% do PIB (excluindo as receitas extraordinárias), superior ao de 2004 (sem aumento do IVA e outros impostos), os portugueses mais atentos, olham estupefactos para os festejos de Sócrates do seu irreal Défice de 3,9%.

No Boletim Informativo de Execução Orçamental da Direcção Geral do Orçamento, relativo ao primeiro trimestre de 2007, pode ler-se: “A Despesa do Subsector Estado no primeiro trimestre do ano situou-se em 9.907,1 milhões de euros, representando um aumento de 4,1% relativamente a igual período do ano anterior”.
Esclarecendo ainda, quanto ao teor da Despesa, “procedendo à analise da despesa, verifica-se que as despesas com pessoal (mais 5,3%), as transferências correntes e de capital e as outras despesas correntes foram os principais responsáveis pelo acréscimo da despesa no primeiro trimestre de 2007”.

Estes números desmentem inequivocamente a propaganda do governo. A Despesa pública não está a diminuir, está pelo contrário a aumentar. Claro que para compensar este aumento de despesa os portugueses sofreram uma maior carga fiscal. Disso se dá conta no Boletim ao afirmar-se “Nos três primeiros meses de 2007, a receita fiscal registou um crescimento de 6,8% relativamente a igual período do ano anterior”.

Como sempre, são os contribuintes a pagar o descontrolo das despesas públicas.


http://classepolitica.blogspot.com/ (http://classepolitica.blogspot.com/)
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Enviado por: ferrol em Abril 29, 2007, 12:48:09 pm
http://www.lavozdegalicia.es/buscavoz/ver_resultado.jsp?TEXTO=5758280&lnk=PORTUGAL
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Lentamente, los indicadores macroeconómicos de Portugal sugieren una mejora de la situación. El índice de precios al consumo desciende, el de producción industrial crece y, en general, la actividad económica parece apuntar hacia arriba en el primer trimestre del 2007. Macroeconomía pura. Sin embargo, muy pocos portugueses corroboran con su vida diaria esos aires de optimismo. El desempleo no mejora, y los bolsillos de una enorme parte de la población siguen tan escasos como en los últimos años. La precariedad en el empleo y la bajísima calidad de los sueldos siguen empobreciendo al portugués medio y aumentando la brecha con sus vecinos europeos, singularmente con los gallegos[...]

La situación de los trabajadores portugueses ha alcanzado un punto en que esos sueldos medios no son mucho mejores que los que se consiguen al acceder a la cobertura por el desempleo (403 euros). Así que, a pesar de la alta tasa de paro (8,2% para todo el país y 9,7% para la región Norte), cada día un nutrido grupo de trabajadores deciden probar suerte en Galicia, tengan o no empleo en su país[...]

Esta deriva ha provocado que ya sean unos 22.000 portugueses los que cruzan la frontera prácticamente a diario para trabajar básicamente en la construcción y, en muchos casos, con precarias o inexistentes condiciones contractuales. El cálculo sale de las organizaciones sindicales de ambos países, que consideran que el volumen de esta emigración laboral se ha duplicado en un par de años.
El fenómeno no afecta en exclusiva a los más jóvenes, sino que el grupo más nutrido de los trabajadores portugueses que cruzan la frontera está formado por hombres de más de treinta años, en alto número casados y con hijos y obligados por esas cargas familiares a vivir toda la semana en Galicia y regresar a su hogar durante el fin de semana
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Enviado por: Tiger22 em Maio 01, 2007, 04:35:10 pm
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Extracto do novo libro de Xosé Luís Barreiro Rivas, A terra quere pobo, que está tendo un considerable éxito de vendas. Foi premiado co Premio Ramón Piñeiro de ensaio na súa III edición. O texto corresponde ao primeiro capítulo e foi seleccionado por Casdeiro para a súa publicación en PlanetaGalego.info.

Galicia envellece máis ca ningunha outra rexión de Europa, ten os soldos e as pensións máis baixas de España, e ten un paro e unha precariedade laboral moi por enriba da media española. A nosa renda non chega ao 65 por cento da que corresponde á Unión Europea dos 15, e tampouco chegará ao 75 por cento da Europa notablemente empobrecida dos 25. Temos menos estudantes, menos camas de hospital e menos equipamentos domésticos que a inmensa maioría dos españois, e a presenza das novas tecnoloxías nos nosos fogares non supera o umbral dos países subdesenvolvidos. Dentro do noso propio territorio temos un enorme e crecente desequilibrio entre a Galicia interior e a costeira, e todo apunta a que a nosa economía do futuro vai quedar reducida a área de influencia da Autoestrada do Atlántico, entre Ferrol e Tui, mentres todo o interior se converte nun deserto demográfico e produtivo sen máis oasis que as capitais de provincias -notoriamente estancadas- e algunhas pequenas vilas situadas á beira dos camiños da meseta. Lugo e Ourense están abonadas aos últimos postos no ranking de riqueza e benestar de todas as provincias de España en todas as estatísticas públicas e privadas, e as nosas universidades teñen que competir con recursos que, en termos de comparacíón, non acadan o 60 por cento do financiamento per cápita do sistema andaluz (de Madrid ou Cataluña nin falamos).
Título:
Enviado por: manuel liste em Maio 01, 2007, 11:02:26 pm
Citação de: "Tiger22"
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Extracto do novo libro de Xosé Luís Barreiro Rivas, A terra quere pobo, que está tendo un considerable éxito de vendas. Foi premiado co Premio Ramón Piñeiro de ensaio na súa III edición. O texto corresponde ao primeiro capítulo e foi seleccionado por Casdeiro para a súa publicación en PlanetaGalego.info.

Galicia envellece máis ca ningunha outra rexión de Europa, ten os soldos e as pensións máis baixas de España, e ten un paro e unha precariedade laboral moi por enriba da media española. A nosa renda non chega ao 65 por cento da que corresponde á Unión Europea dos 15, e tampouco chegará ao 75 por cento da Europa notablemente empobrecida dos 25. Temos menos estudantes, menos camas de hospital e menos equipamentos domésticos que a inmensa maioría dos españois, e a presenza das novas tecnoloxías nos nosos fogares non supera o umbral dos países subdesenvolvidos. Dentro do noso propio territorio temos un enorme e crecente desequilibrio entre a Galicia interior e a costeira, e todo apunta a que a nosa economía do futuro vai quedar reducida a área de influencia da Autoestrada do Atlántico, entre Ferrol e Tui, mentres todo o interior se converte nun deserto demográfico e produtivo sen máis oasis que as capitais de provincias -notoriamente estancadas- e algunhas pequenas vilas situadas á beira dos camiños da meseta. Lugo e Ourense están abonadas aos últimos postos no ranking de riqueza e benestar de todas as provincias de España en todas as estatísticas públicas e privadas, e as nosas universidades teñen que competir con recursos que, en termos de comparacíón, non acadan o 60 por cento do financiamento per cápita do sistema andaluz (de Madrid ou Cataluña nin falamos).


José Luis Barreiro ha pasado de ser mano derecha del ex-ministro franquista Fraga a convertirse en otro nacionalista llorón, el perfil más adecuado para escribir en La Voz de Galicia  :roll:

El tema de la economía de Galicia es muy interesante, lo bastante para merecer otros comentaristas. Si alguien quiere hacer alguna pregunta no  dude, se intentará contestar para que nadie quede desinformado.
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Enviado por: Luso em Maio 18, 2007, 04:15:50 pm
Mais aldrabices institucionais:

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1730 (http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=810350&div_id=1730)

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A 1 de Julho, novo imposto que substitui IA baixa preço dos carros
Fisco finta venda de carros
[ 2007/05/18 | 07:36 ] EditorialCPS
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Um estudo recente, tendo por base as vendas de 2006 e os preços praticados este ano, conclui que os carros ficam mais baratos 1,9%, mas o futuro imposto único de circulação, que substitui o actual «selo do carro» pode pesar no bolso do comprador, avança o «Diário de Notícias».

Vamos por partes. Haverá oscilações de preços em todas as marcas. Há carros que podem ficar mais baratos cerca de quatro mil euros e outros nove mil euros mais caros. Mas, em média (ponderada, tendo por base as vendas de 2006), a partir de 1 de Julho os preços dos automóveis descem cerca de 500 euros.

O problema é que para os carros novos, o futuro imposto único de circulação «come» aos bolsos dos automobilistas uma média de 120 euros anuais.

Sendo assim, dizem as marcas, ao fim de quatro anos o comprador de carro em Julho «está a ser descompensado». O que parece ser apoiado por analistas independentes às marcas, que afirmam valer a pena aproveitar as actuais campanhas de marketing lançadas pelos stands.

É que os compradores que adquirirem veículos até 30 de Junho continuam nos próximos anos a liquidar o velhinho «selo do carro», a versão mais barata do imposto pago, anualmente, pelos automobilistas entre Junho e Julho. Ou seja, haverá duas tabelas de «selo do carro» a coexistir nos próximos anos.

A antiga versão será preservada, enquanto durar o parque automóvel vendido pelas marcas até 30 de Junho. Para ambos os impostos, haverá apenas uma mudança significativa. É que passam a pagar o imposto de acordo com os meses da matrícula, procedimento semelhante ao verificado nas inspecções automóveis.

Deixa também de ser obrigatório a afixação do «selo» no pára-brisas, com a polícia de trânsito a ter acesso aos dados informáticos do fisco.

Os veículos que sobem de preço a 1 de Julho «são penalizados na compra e no imposto único de circulação», dizem os analistas.

Caso flagrante é o que se passa com as pick-ups, carrinhas de caixa aberta de dupla cabine. Não liquidam o actual imposto automóvel, tal como sucede com os chamados «derivados de passageiros», os carros comerciais com separador central.

A partir de 1 de Julho, afirmam os concessionários, passa a pagar o sucessor do IA, o imposto sobre os veículos e deverão ser sobrecarregados em pelo menos 40 a 50% sobre o custo total.


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1730 (http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=810089&div_id=1730)

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Dinheiro pode só chegar no final das férias
Reembolsos de IRS adiados

[ 2007/05/17 | 17:14 ] Paula Gonçalves Martins

Muitos portugueses poderão ver as suas férias adiadas, se estiverem a contar com o dinheiro dos reembolsos de IRS para financiar o merecido descanso. É que os reembolsos de IRS este ano, vão demorar mais.
O Orçamento do Estado para 2007 alterou o artigo 97º do Código do IRS, no que toca ao reembolso.

Enquanto que, até ao ano passado, a data limite prevista na Lei para os reembolsos era 30 de Junho para os contribuintes da 1ª fase e 31 de Agosto para a 2ª fase, com esta alteração, os reembolsos para os contribuintes da 1ª fase podem acontecer até ao final de Agosto, e para os contribuintes da 2ª fase até ao final de Setembro. Datas que, de resto, foram confirmadas pelo Ministério das Finanças à «Agência Financeira».

Segundo explicou o consultor da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, João Antunes, à «Agência Financeira», quer isto dizer que, «para todos os sujeitos passivos de IRS, o prazo de reembolso foi adiado um mês». Assim, o tão esperado dinheiro pode agora chegar apenas no final do período de férias que, tradicionalmente, é o preferido dos portugueses: o mês de Agosto.

Nas liquidações oficiosas, o novo prazo é até 31 de Dezembro, quando anteriormente era até ao final de Agosto.

Liquidações da 1ª fase acabam no fim de Julho e da 2ª fase no fim de Agosto

Os reembolsos só podem começar depois de estar feita a liquidação (encontro de contas) por parte da Administração Fiscal, sendo que, este ano, as liquidações ocorrem até 31 de Julho, para os contribuintes da 1ª fase e até 31 de Agosto para a 2ª fase.

Apesar de esta alteração constar no Orçamento do Estado para 2007 e portanto, poder aplicar-se apenas para o reembolso do IRS de 2007, que será liquidado só em 2008, o entendimento do departamento jurídico da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas é que os novos prazos se aplicam já este ano, ao reembolso do IRS de 2006.

Até porque o Orçamento do Estado para 2007 alterou também o artigo 16º do Decreto-Lei 42/91, onde se estabelecia os prazos consagrados no artigo 97º do Código do IRS.

Nos últimos anos, e apesar dos prazos estabelecidos na Lei, o Fisco raramente cumpriu, existindo, ano após ano, muitos contribuintes a queixar-se dos atrasos nos reembolsos. Desde 2002 e até 2005 o Fisco não respeitou os prazos previstos na lei.

Fisco paga juros de mora em caso de atrás

Caso os reembolsos sejam pagos depois dos prazos estabelecidos, o Fisco paga aos contribuintes juros de mora, correspondentes ao atraso em questão.

No entanto, a Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC) alerta que, em caso de dados incorrectos ou suspeita de fraude, o Fisco pode atrasar o reembolso até que a situação seja esclarecida ou resolvida.
Título:
Enviado por: MERLIN em Maio 18, 2007, 05:31:18 pm
Pois, pois... e o desemprego (8,4%)? Onde estão os 150 mil postos de trabalho prometidos pelo Engenheiro (sera mesmo?)?
Cumptos
Título:
Enviado por: Luso em Maio 18, 2007, 06:30:22 pm
Citação de: "MERLIN"
Pois, pois... e o desemprego (8,4%)? Onde estão os 150 mil postos de trabalho prometidos pelo Engenheiro (sera mesmo?)?
Cumptos


Isso, os impostos, a despesa do sub-sector Estado que sobe, etc.

- Mentirosos!
- Bandidagem!
Título:
Enviado por: papatango em Maio 18, 2007, 06:49:33 pm
Creio que as noticias sobre o aumento do PIB são boas, embora eu também ache que uma andorinha não faz a primavera.

Se as notícias sobre o crescimento do PIB se mantiverem pelo menos durante dois trimestres, então poderemos dizer que há uma luz ao fundo do túnel.

Outra coisa comletamente diferente é o desemprego.

Alguém acha que vamos poder resolver o problema em apenas um ou dois anos ?
O problema é estrutural e existe porque parte da população pura e simplesmente não tem facilidade em encontrar emprego nos sectores onde o país precisa de crescer.

Os desempregados que temos, e os que ainda vamos ter, são em parte os desempregados do país "real" que só têm possibilidade de encontrar emprego se aumentarem as obras de construção civil.

É por isso que há tanta gente a fazer pressão para que se façam muitas obras do Estado.

A ideia, é que com essas obras poderá haver um amortecimento do problema, no entanto eu acho que esse tipo de investimentos apenas serve para tapar o Sol com a peneira.

Um país que vive há séculos com uma grande parte da população a viver do estado, não pode de um momento para o outro passar a ter uma economia vibrante, baseada nas exportações e na alta tecnologia.

Por isso, e se as coisas correrem bem, veremos o nosso PIB aumentar, veremos a nossa produtividade per cápita aumentar, mas esse aumento não corresponderá a uma diminuição do desemprego.
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 18, 2007, 10:45:05 pm
Citação de: "papatango"

Outra coisa completamente diferente é o desemprego.

O problema é estrutural e existe porque parte da população pura e simplesmente não tem facilidade em encontrar emprego nos sectores onde o país precisa de crescer.

Os desempregados que temos, e os que ainda vamos ter, são em parte os desempregados do país "real" que só têm possibilidade de encontrar emprego se aumentarem as obras de construção civil.


Um país que vive há séculos com uma grande parte da população a viver do estado, não pode de um momento para o outro passar a ter uma economia vibrante, baseada nas exportações e na alta tecnologia.

Por isso, e se as coisas correrem bem, veremos o nosso PIB aumentar, veremos a nossa produtividade per cápita aumentar, mas esse aumento não corresponderá a uma diminuição do desemprego.


Eu também tenho a mesma opinião, aliás, juntamente com a notícia do aumento do PIB veio também a notícia do aumento do desemprego.
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2007, 11:05:48 am
Citação de: "Luso"
Citação de: "MERLIN"
Pois, pois... e o desemprego (8,4%)? Onde estão os 150 mil postos de trabalho prometidos pelo Engenheiro (sera mesmo?)?
Cumptos

Isso, os impostos, a despesa do sub-sector Estado que sobe, etc.

- Mentirosos!
- Bandidagem!


x2

 :roll:
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Maio 22, 2007, 03:00:13 pm
X3

A pior coisa que se podia fazer neste momento para o pais era aumentar a despesa do estado para descer o desemprego! Ainda por cima depois de terem pedido tantos sacrificios aos cidadaos!
Título:
Enviado por: comanche em Maio 23, 2007, 12:35:47 am
Défice das Administrações Públicas desceu para metade


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De acordo com dados do Banco de Portugal, o défice das Administrações Públicas baixou para metade até Março. Esta melhoria apoia-se sobretudo na descida do défice do subsector do Estado e na melhoria do saldo da Segurança Social.

Segundo noticia esta terça-feira a agência Lusa, com base nos dados fornecidos pelo Banco de Portugal, relativos ao mês de Maio, o défice das contas públicas caiu para os 355 milhões de euros, menos 49 por cento em relação a igual período de 2006.

De sublinhar que as Administrações Públicas agregam os subsectores do Estado, serviços e fundos autónomos, administração regional e local e os fundos da Segurança Social.

De acordo com o trabalho do Banco de Portugal, na base desta melhoria esteve sobretudo "a redução do défice do subsector do Estado (em 1.273 milhões de euros), a passagem de défice a excedente do saldo das regiões (mais 46 milhões de euros) e do saldo da segurança social (mais 490 milhões de euros)", revela ainda a agência noticiosa.

O excedente dos serviços e fundos autónomos também desceu - 1.412 milhões de euros - , tendo o défice da administração local sido agravado em 58 milhões de euros, limitando o saldo global das Administrações Públicas.

A dívida directa do Estado (que inclui apenas o subsector Estado) ascendia, em Abril, a 109,6 mil milhões de euros, mais 6,3 por cento do que em igual período do ano anterior, revela ainda a instituição que tem como obrigação aconselhar o Governo nos domínios económico e financeiro.

De sublinhar que, de acordo com notícias publicadas no início de Maio, a Comissão Europeia reviu em baixa as projecções do Governo para o défice das finanças públicas portuguesas.
Face ao objectivo lançado por José Sócrates de alcançar um défice abaixo dos 3% do PIB, já em 2008, a Comissão Europeia contrapôs uma previsão de 3,25% do Produto Interno Bruto (PIB), um valor que se mantém acima do limite definido no Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).


http://q3.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/5935
Título:
Enviado por: Luso em Junho 02, 2007, 09:54:50 pm
Eu sei, eu sei... só trago más notícias... :?

http://classepolitica.blogspot.com/ (http://classepolitica.blogspot.com/)

O Tribunal de Contas detectou despesas públicas irregulares num valor superior a 700 milhões de euros nas auditorias realizadas no ano passado.
O maior valor destas despesas irregulares, superior a 375 milhões de euros, foi detectado em várias auditorias, realizadas no quadro do parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2005. Seguem-se as despesas realizadas pelas autarquias, com valores de 175 milhões de euros.
Entre as irregularidades financeiras detectadas nestas auditorias estão, por exemplo, as várias violações dos regimes de contratação de obras públicas e aquisições de bens e serviços.

Estas despesas públicas irregulares, foram detectadas em várias auditorias, realizadas pelo Tribunal de Contas. Não foi portanto o total do universo das despesas públicas que foi auditado, mas apenas uma sua amostragem, o que significa que aquele valor de 700 milhões de euros aumentaria seguramente para valores impensáveis.

Com um cancro destes na Administração do Estado, como será possível a redução do défice público ou o desenvolvimento económico do País?
É evidente que esta situação de total degradação da nossa Administração não nasceu agora, mas há duas ou três décadas atrás e tem evoluído sempre em crescendo até hoje. O resultado da corrupção, egoísmo e incompetência dos nossos sucessivos governantes, da nossa classe política não poderia ser outro.

Numa lógica de acumulação de privilégios, criaram-se múltiplos serviços paralelos na Administração, sem fundamento ou necessidades estruturais, mas que alimentam de lugares bem remunerados as clientelas partidárias e servem passivamente os interesses (que não os interesses do serviço público) dos governantes que os instituíram. Com gestores nomeados por nomeação política e não por critérios de qualificações, de currículo ou de aptidão.

Estes serviços paralelos, Institutos, Autoridades, Comissões, Fundações, Inspecções, Centros, Agências, Conselhos, etc e nas Câmaras as Empresas Municipais, não estão sujeitos à apertada legislação jurídica de aquisição de bens e serviços ou empreitadas da Administração Pública, o que abriu caminho a uma total falta de transparência e à corrupção na sua gestão.
A incompetência destes gestores avulso, destes comissários políticos, associada à sua única preocupação de acumular riqueza pessoal, resultou na mais profunda degradação da nossa Administração. Temos hoje uma Administração mais irracional, mais ineficaz e mais cara. E de acordo com as medidas já implementadas ou em vias de implementação, por este governo, como o PRACE, porque possuídas da mesma lógica, iremos assistir, não à inversão mas ao aprofundamento desta caótica situação na Administração Pública.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 06, 2007, 10:18:19 pm
Citação de: "Luso"
O Tribunal de Contas detectou despesas públicas irregulares num valor superior a 700 milhões de euros nas auditorias realizadas no ano passado.
O maior valor destas despesas irregulares, superior a 375 milhões de euros, foi detectado em várias auditorias, realizadas no quadro do parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2005.

Resposta do Ministro:
-Peanuts!!! «Setecentos milhões de euros é um número que impressiona qualquer cidadão, mas representa apenas 1% do total da despesa do sector público administrativo»...

tss tss...
O que é isso de 700 milhões de euros...
O mais hilariante da história é que o Tribunal de Contas exige aos infractores a devolução de 441,1 milhões de euros.
Vamos ver quem vai devolver ... o quê.
Decisão de tribunal é para cumprir!!!
Não fosse sempre assim em Portugal... (ironic mode)  :roll:

Falando de economia e de um sector/espaço subexplorado, literalmente entregue aos interesses e ditames de quem tem poder de decisão na UE, a nossa ZEE, eis a opinião de um economista com nome na "praça", onde se fala também do importante papel da nossa Marinha de Guerra, coisa rara na dialética economicista dos opinion maker's cá do burgo:

Citar
Para a criação de riqueza
Ernâni Lopes defende aposta portuguesa no mar
 
O antigo Ministro das Finanças, Ernâni Lopes, defendeu no passado sábado, em Setúbal a recuperação da cultura marítima e uma maior focagem na economia do mar, estratégia que considera fundamental para a geração de riqueza para Portugal, nos próximos 20 anos.
O economista, que falava sobre o "Hipercluster do Mar e o Papel da Marinha de Guerra Portuguesa", considerou que "essa recuperação afigura-se gigantesca", alertando contudo para o risco de se perder essa oportunidade caso não seja concretizada "no horizonte de 20 anos".
O antigo ministro das Finanças apontou o hipercluster do mar como "essencial e inultrapassável" na relação segurança e desenvolvimento económico e social.
Reportando-se a um estudo iniciado há quatro anos sobre as potencialidades económicas do sector marítimo-portuário, e actividades correlacionadas, Ernâni Lopes destacou o papel da marinha de guerra, destacando a sua importância no contexto da reflexão sobre o posicionamento de Portugal no sistema das relações internacionais e da economia portuguesa no sistema económico mundial.
O Chefe de Estado Maior da Armada (CEMA), almirante Fernando Melo Gomes, apelou entretanto para a necessidade de se quantificar o valor económico do mar em Portugal — "uma questão à qual ainda não consegui que me respondessem" — comentou, aludindo à necessidade de compatibilizar a vigilância marítima com a lógica do desenvolvimento económico.
Fernando Melo Gomes referiu-se ainda ao domínio público marítimo, pelo qual há 30 anos era responsável o antigo Ministério da Marinha, mas agora tutelado por "uma entidade difusa" e que tem sido pressionada "por coisas que nada têm a ver com o bem comum", sublinhou.
O CEMA destacou o desempenho da marinha de guerra, elogiando as suas cinco grandes dimensões: soberania e jurisdição, economia, ambiente, cultura e a diplomacia militar.
A iniciativa, designada também por Jornadas do Mar, foi da Associação dos Oficiais da Reserva Naval (AORN).

LUSA/PGC

http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&id=69069&sdata=2007-06-06


Talvez merecesse um tópico dedicado a este tema, mas para a recuperação sustentada de Portugal (tema do tópico) é prioritário aproveitarmos com parcimónia todos os nossos recursos disponíveis, e falando Ernâni Lopes num prazo de 20 anos, devido ao nosso tradicional laxismo, já se devia ter começado ontem.

Portugal começará de facto a recuperar de forma sustentada quando souber aproveitar todos os recursos ao seu dispôr, e não deixar, como até aqui tem feito, que outros o façam por si.
Título:
Enviado por: manuel liste em Junho 07, 2007, 10:28:46 am
No veo qué otra estrategia marítima puede tener Portugal más que la de mejorar sus puertos y astilleros públicos, aumentar su flota mercante o instalar granjas acuícolas. Portugal no se va a enriquecer gracias a su gran ZEE, ni aunque la extiendan más allá de las 200 millas.

Los grandes caladeros pesqueros están en otras partes del mundo, y está por probar que existan recursos explotables.

Si de estrategia marítima se trata, mi preferencia es la de mejorar los puertos. La construcción de una terminal de cruceros en Leixoes va en la buena dirección.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 07, 2007, 02:41:52 pm
(http://img409.imageshack.us/img409/4056/cmppp0.gif)
Título:
Enviado por: comanche em Junho 12, 2007, 01:54:50 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
(http://img409.imageshack.us/img409/4056/cmppp0.gif)


O mar é uma fonte enorme de recursos, Portugal deve fiscalizar a nossa ZEE, fazer o alargamento até á plataforma continental, deve explorar os seus mais variados recursos, mas sempre aplicando uma politica de preservação e salvaguarda do ambiente marinho.
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Enviado por: comanche em Junho 12, 2007, 01:56:59 pm
Exportações nacionais para fora da U.E. aumentam 20%



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As exportações nacionais para fora da União Europeia registaram um aumento de 20,6 por cento, entre Janeiro e Abril deste ano e as importações um decréscimo de 4,2%, no mesmo período, determinando uma redução do défice da balança comercial em 31,6%.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de cobertura das importações pelas exportações passou dos 52,4% registados no período de Janeiro a Abril de 2007, para os 66%.

Para a redução do défice da balança comercial portuguesa, do lado das exportações, realça-se o aumento de 49,2% do grupo material de transporte e acessórios e de 44,3% do grupo das máquinas e outros bens de capital, enquanto que os combustíveis e lubrificantes registaram uma redução 14,2%.

«Excluindo os combustíveis e lubrificantes, constata-se que no período em análise, as exportações cresceram 26,1% e as importações aumentaram 12,3%, o que revela a importância destes produtos no comércio extracomunitário», acrescenta o INE.

A correspondente taxa de cobertura das importações pelas exportações excluindo esta categoria económica atingiu os 97,3%,superior em 10,7 pontos percentuais à registada no período homólogo.

As zonas económicas que mais se destacaram, neste período nas importações, foram Ásia, OPEP e América sendo estes três grupos responsáveis por cerca de 70% das importações.
Do lado das exportações, as zonas que se destacam são as mesmas da importação mas com pesos diferentes, neste caso de salientar a descida da América de 3,4 p.p., mas mantendo-se como a principal zona exportadora com 33,3 %, e as subidas dos PALOP e Ásia de 4,6 p.p. e de 4,4 p.p. respectivamente.



http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=820134&div_id=1730
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Enviado por: TOMKAT em Junho 13, 2007, 05:28:35 pm
Falando de empresários portugeses de sucesso...

Uma lança (dentada) portuguesa na China...

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Uma mega-clínica portuguesa no novo Venetian

Quando o Venetian Macao Resort Hotel abrir (no início de Setembro), muita gente será surpreendida não apenas pelo gigantismo do conjunto (os tais 90 Boeings 747, de que fala o promotor…) mas também pela existência, logo à entrada de uma mega clínica dentária, que – bem vistas as coisas – será muito mais do que isso. Essa clínica é de origem cem por cento portuguesa e representará o segundo investimento do empresário e médico Paulo Maló no Oriente, depois do Japão

Paulo Maló é o proprietário do maior grupo de implantologia e reabilitação oral do mundo e da maior clínica desta área, em Lisboa, com mais de 30 mil metros quadrados.
A de Macau, no Venetian, irá ocupar cerca de 20 mil metros, logo à esquerda da entrada do maior casino do mundo (o complexo dispõe, de acordo com informações oficiais de 100 mil metros quadrados para serviços, além das lojas; só 20 mil ficarão por conta desta clínica, que o empresário considera quase gigantesca; para se ter uma ideia, a de Campinas, no Brasil, que é a maior da América do Sul, tem dois mil metros…).
Além de clínica dentária de serviço completo, as instalações de Macau irão contemplar também cirurgia plástica, spa e check up geral.
A abertura está, segundo revelou o empresário numa entrevista radiofónica (TSF), marcada para Setembro, quando o Venetian Macao Resort Hotel for inaugurado, mas nessa altura a sua clínica não se apresentará a 100 por cento. Por exemplo dos quatro mil metros de spa previstos, apenas estarão disponíveis 500 metros quadrados. Também a parte de medicina dentária não estará completamente pronta, prevendo Paulo Maló que em finais de Novembro a sua clínica se apresente na máxima força.

Desdentados

Paulo Maló inventou em 1993 uma técnica, a que chamou «All-on-4», destinada a reabilitar desdentados totais, de uma forma simples (30 minutos de intervenção, mesmo que não haja osso e sem dor) e mais barata.
Dois anos depois estava a criar a Clínica Maló em Lisboa, que é hoje a maior do mundo, uma vez que lá trabalham cerca de 400 profissionais, que efectuam sete mil consultas por mês (de serviço dentário geral e não apenas de reabilitação). Outros números oficiais: são colocadas 30 mil coroas por ano e feitos seis mil implantes.
Atraído pelos 45 milhões de desdentados que existirão nos Estados Unidos, Maló avançou para este pais, onde tem duas clínicas, mas também para a Holanda (Amesterdão), Polónia (Varsóvia), Rússia (Moscovo), Espanha (Madrid), Brasil (Campinas e São Paulo), França (três clínicas) e Marrocos (uma parceria em Casablanca), além do Japão, com uma pequena clínica perto do aeroporto de Narita (Tóquio).
Para esta ano estavam anunciadas aberturas em Milão e Londres, mas é a primeira vez que Maló revela pormenores desta grande clínica na China (Macau).
Maló tem vindo a fazer crescer o seu grupo apenas com recurso a fundos próprios e a financiamento bancário, admitindo, mais cedo ou mais tarde, a alienação de uma parte a um fundo internacional, de modo a poder continuar a crescer. Nenhuma das clínicas é franchisada, mas algumas resultam de parcerias com dentistas locais (Melbourne, na Austrália, ou Israel, por exemplo, além de Casablanca).

De Angola

Maló nasceu há 47 anos em Moçâmedes, Angola. A seguir ao 25 de Abril de 1974 a família vai para a África do Sul, onde o jovem Paulo estuda. Mas é já em Lisboa que acabará a licenciatura em medicina dentária.
Nos primeiros anos o seu consultório na Avenida Conde de Valbom não se distinguiu particularmente, até que no início da década de 90 desenvolve o «all-on-4» e tudo muda.
O projecto de Paulo Maló é a criação de mega-clínicas, como a de Campinas ou de Macau, nas principais capitais do mundo. África também está nos seus planos.
Curiosamente, em Portugal, e além da clínica em Lisboa, Maló apenas está presente numa parceria com a Clínica Dentária Universitária de Viseu (da Universidade Católica) e em duas colaborações com clínicas de Évora e Vila Real de Santo António.
A facturação internacional do grupo deverá atingir este ano os 90 milhões de dólares (contra os 18 milhões em 2005…).

Autor: João Paulo Meneses
 
http://www.pontofinalmacau.com/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=12745&mode=thread&order=0&thold=0


É de empresários destes que o país precisa, dos que não se rendem à subsidiodependência e à tradicional lamechice lusitana.
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Enviado por: Jorge Pereira em Junho 13, 2007, 06:34:02 pm
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Automóvel 14:16

Empresa belga quer investir 500 M€ em Portugal

A Levicor tenciona investir quinhentos milhões de euros (M€) num projecto de alta tecnologia no sector automóvel com potencial interesse nacional, revelou o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API), Basílio Horta.

Lusa

"Economicamente, o projecto da Levicor tal como é apresentado e a ser viabilizado tem potencial interesse nacional (PIN)", disse à agência Lusa Basílio Horta, acrescentando que a intenção de investimento já foi manifestada, apesar de o projecto ainda não ter  sido integralmente apresentado.

Em causa está a potencial instalação de uma fábrica no distrito de Castelo Branco que, segundo explicou Basílio Horta, consiste num projecto de alta tecnologia, "que trata o aço de uma forma que lhe aumenta a rigidez, a flexibilidade e diminui-lhe o peso, o que significa uma importantíssima mudança na indústria automóvel e aeronáutica".

"Este tratamento, este processo tecnologicamente evoluído, a realizar-se, será muito importante para o país. A criação de emprego é realmente importante, mas quando o projecto for feito significará uma transferência tecnológica e um desenvolvimento regional muito interessante", sublinhou.

Basílio Horta disse que a API vai acompanhar e analisar o projecto "com o objectivo de o contratualizar", não adiantando qualquer data, até porque tal "depende também do investidor", mas salvaguardou que "o facto de o projecto ter potencial interesse nacional, não significa um compromisso público".

A Levicor é uma empresa belga, pertencente a três cidadãos de antigos países da ex-URSS, e segundo a Lusa apurou terá já adquirido um terreno de 55 hectares no distrito de Castelo Branco, para instalar a fábrica de produção de produtos anti-corrosão  para a indústria automóvel.
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Enviado por: comanche em Junho 28, 2007, 06:36:42 pm
FMI: Défice português pode ser melhor do que o esperado, mas há riscos de derrapagem da despesa

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Lisboa, 28 Jun (Lusa) - O Fundo Monetário Internacional admite que o défice orçamental português pode ficar este ano abaixo da meta da estabelecida, mas alerta para existência de riscos de derrapagem do lado da despesa que precisam de ser controlados.

Nas conclusões preliminares da unidade de técnicos do FMI, que esteve em Portugal para avaliar a economia portuguesa, pode ler-se que a execução orçamental até Maio mostra que as receitas públicas estão a evoluir melhor do que o esperado.

A manter-se esse ritmo e a intenção do governo de poupar esse excedente de receitas, o défice em 2007 poderá ficar abaixo dos 3,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) orçamentados pelo Executivo, diz o FMI.

Ainda assim, o Governo deve manter-se vigilante em termos da despesa, já que "parecem existir riscos de derrapagem da despesa com transferências sociais, saúde e transferências para a empresa Estradas de Portugal".

Para os anos seguintes, o Fundo Monetário desaconselha qualquer "relaxamento da despesa", sobretudo numa altura em que a redução dessa despesa assenta em medidas de efeitos "incertos" e em que 2009 é um ano de eleições.

IRE.

Lusa/Fim
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Enviado por: comanche em Julho 09, 2007, 07:50:28 pm
Défice comercial português deasagravou-se 11,8% no primeiro quadrimestre

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O défice da balança comercial portuguesa desagravou-se 11,8 por cento nos quatro primeiros meses de 2007, com as exportações a crescerem 11,7 por cento e as importações a aumentarem 3,1 por cento, indicou hoje o INE.
 


A taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorou, de 63,5 por cento no primeiro quadrimestre de 2006 para 68,8 por cento em igual período deste ano.

No primeiro terço do ano em curso, Portugal exportou 12.173,3 milhões de euros e importou 17.693,3 milhões de euros, o que se traduziu num saldo negativo da balança comercial de 5.520,0 milhões de euros.

As exportações para a União Europeia (UE) cresceram 9,4 por cento e as importações dos 26 parceiros comunitários subiram 4,9 por cento, o que permitiu uma redução de 4,4 por cento no défice comercial português com a UE.

No primeiro quadrimestre, destaque para o aumento de 20,6 por cento das exportações de máquinas e outros bens de capital e acréscimo de 19,0 por cento no material de transporte e acessórios e para a redução de 20,1 por cento no valor das vendas de combustíveis ao exterior.

Quanto à importações nacionais, realce para o aumento de 17,0 por cento nos bens alimentares e bebidas e diminuição de 22,4 por cento no valor das compras ao estrangeiro de combustíveis e outros lubrificantes.

O INE salienta que os principais mercados de destino das exportações portuguesas continuaram a ser Espanha, Alemanha e França, que concentram 55 por cento das vendas ao estrangeiro, seguindo-se o Reino Unidos e Estados Unidos.

O INE sublinha o forte acréscimo das exportações para Angola, próximo de 50 por cento, o que permitiu àquele país africano passar de nono para sétimo maior cliente de mercadorias nacionais.

Portugal exportou para Angola 329,84 milhões de euros nos quatro primeiros meses de 2007.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
Título:
Enviado por: comanche em Julho 09, 2007, 07:50:58 pm
Défice comercial português deasagravou-se 11,8% no primeiro quadrimestre

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O défice da balança comercial portuguesa desagravou-se 11,8 por cento nos quatro primeiros meses de 2007, com as exportações a crescerem 11,7 por cento e as importações a aumentarem 3,1 por cento, indicou hoje o INE.
 


A taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorou, de 63,5 por cento no primeiro quadrimestre de 2006 para 68,8 por cento em igual período deste ano.

No primeiro terço do ano em curso, Portugal exportou 12.173,3 milhões de euros e importou 17.693,3 milhões de euros, o que se traduziu num saldo negativo da balança comercial de 5.520,0 milhões de euros.

As exportações para a União Europeia (UE) cresceram 9,4 por cento e as importações dos 26 parceiros comunitários subiram 4,9 por cento, o que permitiu uma redução de 4,4 por cento no défice comercial português com a UE.

No primeiro quadrimestre, destaque para o aumento de 20,6 por cento das exportações de máquinas e outros bens de capital e acréscimo de 19,0 por cento no material de transporte e acessórios e para a redução de 20,1 por cento no valor das vendas de combustíveis ao exterior.

Quanto à importações nacionais, realce para o aumento de 17,0 por cento nos bens alimentares e bebidas e diminuição de 22,4 por cento no valor das compras ao estrangeiro de combustíveis e outros lubrificantes.

O INE salienta que os principais mercados de destino das exportações portuguesas continuaram a ser Espanha, Alemanha e França, que concentram 55 por cento das vendas ao estrangeiro, seguindo-se o Reino Unidos e Estados Unidos.

O INE sublinha o forte acréscimo das exportações para Angola, próximo de 50 por cento, o que permitiu àquele país africano passar de nono para sétimo maior cliente de mercadorias nacionais.

Portugal exportou para Angola 329,84 milhões de euros nos quatro primeiros meses de 2007.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
Título:
Enviado por: comanche em Julho 09, 2007, 07:52:40 pm
Défice comercial português deasagravou-se 11,8% no primeiro quadrimestre

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O défice da balança comercial portuguesa desagravou-se 11,8 por cento nos quatro primeiros meses de 2007, com as exportações a crescerem 11,7 por cento e as importações a aumentarem 3,1 por cento, indicou hoje o INE.
 


A taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorou, de 63,5 por cento no primeiro quadrimestre de 2006 para 68,8 por cento em igual período deste ano.

No primeiro terço do ano em curso, Portugal exportou 12.173,3 milhões de euros e importou 17.693,3 milhões de euros, o que se traduziu num saldo negativo da balança comercial de 5.520,0 milhões de euros.

As exportações para a União Europeia (UE) cresceram 9,4 por cento e as importações dos 26 parceiros comunitários subiram 4,9 por cento, o que permitiu uma redução de 4,4 por cento no défice comercial português com a UE.

No primeiro quadrimestre, destaque para o aumento de 20,6 por cento das exportações de máquinas e outros bens de capital e acréscimo de 19,0 por cento no material de transporte e acessórios e para a redução de 20,1 por cento no valor das vendas de combustíveis ao exterior.

Quanto à importações nacionais, realce para o aumento de 17,0 por cento nos bens alimentares e bebidas e diminuição de 22,4 por cento no valor das compras ao estrangeiro de combustíveis e outros lubrificantes.

O INE salienta que os principais mercados de destino das exportações portuguesas continuaram a ser Espanha, Alemanha e França, que concentram 55 por cento das vendas ao estrangeiro, seguindo-se o Reino Unidos e Estados Unidos.

O INE sublinha o forte acréscimo das exportações para Angola, próximo de 50 por cento, o que permitiu àquele país africano passar de nono para sétimo maior cliente de mercadorias nacionais.

Portugal exportou para Angola 329,84 milhões de euros nos quatro primeiros meses de 2007.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
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Enviado por: comanche em Julho 10, 2007, 12:12:07 am
AICEP vê como "muito positivo" multinacionais deslocalizarem para Portugal - Basílo Horta


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O presidente da AICEP assegurou hoje que Portugal está ser bem sucedido na captação de investimento estrangeiro de multinacionais da área das tecnologias que querem deslocalizar para perto os seus centros de suporte, serviços partilhados e pólos de inovação.
 


"Estamos a ter muito sucesso na captação de investimento de multinacionais que pretendem deslocalizar para perto e centralizar em Portugal os seus centros de suporte, serviços partilhados e pólos de inovação [processo também conhecido por nearshore]", disse hoje à agência Lusa Basílio Horta.

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal falava à margem da Conferência "Inovar em Portugal: reflexão sobre politicas e sua implementação", que se realizou em Lisboa.

Para Basílio Horta, "Portugal tem um potencial enorme no nearshore", adiantando que estas multinacionais começaram a reconhecer Portugal como uma opção para investir, apesar de muitas continuarem a apostar no "offshoring outsoursing", isto é, na deslocalização para longe.

Basílio Horta considerou que as multinacionais estão a apostar no `nearshore` no Sul da Europa, e Portugal tem conseguido captar investimentos fundamentais em centros de inovação e projectos industriais tecnologicamente avançados, nomeadamente no caso da Quimonda, NokiaSiemens, IBM, Fujitsu Services, Altran, Microsoft, Cisco e da Solvay.

"A AICEP vai continuar apostar ainda mais nesta área de captação do investimento estrangeiro, pois há um grande potencial e um caminho que Portugal deve percorrer" para se modernizar e tornar mais competitiva a economia, sublinhou à Lusa o responsável.

Além disso, realçou que "este é uma área onde Portugal pode ter e desempenhar um papel muito relevante e tirar partido da mundialização da economia".

Basílio Horta disse também à Lusa que "Portugal é competitivo [neste domínio] por ter, nomeadamente, rendas de localização boas e incentivos ao nível do Plano Tecnológico".

"A aposta neste sector é uma prioridade política", adiantou.

Patrocinada pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento), a conferência decorreu no quadro do ciclo de actividade designado por "Fórum IED sobre Políticas Públicas para a Inovação", levado a cabo pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento (IED) e que se prolongará nos próximos meses com iniciativas por todo o país.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
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Enviado por: P44 em Agosto 04, 2007, 08:27:40 pm
do Público de 03 de Agosto de 2007

(http://img441.imageshack.us/img441/1959/digitalizardv0.jpg)
(http://img360.imageshack.us/img360/8774/digitalizar0002qss4.jpg)
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Enviado por: comanche em Agosto 09, 2007, 11:48:46 pm
 Exportações portuguesas fora da UE aumentaram 15,8% no 1º semestre
 


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As exportações portuguesas para os países fora da União Europeia cresceram 15,8 por cento no primeiro semestre deste ano e as importações aumentaram 2,3 por cento, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
 
De Janeiro a Junho, as exportações atingiram os 4.188,6 milhões de euros e as importações ascebderan a 6.737 milhões de euros, com um saldo negativo de 2.548,5 milhões de euros.

De acordo com o INE, no período registou-se uma redução do défice da balança comercial com países terceiros de 14,1 por cento, face ao primeiro semestre de 2006.

A taxa de cobertura das importações pelas exportações passou de 55 por cento no primeiro semestre do ano passado para 62,2 por cento no final de Junho.

Nas importações, e face ao período homólogo de 2006, destaque para o aumento de 16,3 por cento na categoria de produtos alimentares e bebidas e 15,9 por cento nos fornecimentos industriais.

Nas exportações, o INE aponta o crescimento de 42,1 por cento das máquianas e outros bens de capital e de 41,1 por cento do material de transporte e acessórios.

O item combustíveis e lubrificantes registou uma queda de 10,7 por cento nas importações e de 22,7 por cento nas exportações.

 
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Enviado por: comanche em Agosto 28, 2007, 07:43:21 pm
Plano Tecnológico: Zorrinho diz ranking da Accenture sobre qualidade serviços públicos é positivo

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Lisboa, 28 Ago (Lusa) - O coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, considerou hoje positivo o relatório da Accenture que indica que a qualidade dos serviços públicos portugueses melhorou e sublinhou que os dados divulgados confirmam os ranking anteriores.

"Considero positivo [o ranking Leadership in Customer Service] e convergente com todos os outros dados, o que só aumenta a nossa expectativa em relação ao ranking sobre serviços públicos que a Comissão Europeia vai divulgar em Setembro", disse à agência Lusa Carlos Zorrinho.

Portugal subiu três posições no 'ranking' de avaliação da qualidade dos serviços públicos, ocupando agora o décimo sexto lugar, à frente da França, da Itália e da Espanha, anunciou hoje o gabinete do coordenador do Plano Tecnológico.

O relatório, que é elaborado há oito anos pela Accenture, apresenta um ranking da maturidade na Administração Pública de 22 países, entre os quais Portugal.

"Este estudo resulta de uma selecção mundial de 22 países de referência em vários continentes, nos quais se encontra Portugal. Com esta subida aproximamo-nos do meio do pelotão da frente", sublinhou o também coordenador da Estratégia de Lisboa.

Na elaboração do relatório deste ano, pela primeira vez, foi introduzida a opinião dos cidadãos como "um elemento objectivo de avaliação de desempenho das administrações públicas de cada país", segundo o documento.

Assim, o estudo considera a maturidade do serviço (com um peso de 20 por cento), que mede a presença on-line desenvolvida pelos governos, a dos serviços a cidadãos (50 por cento) e a voz do cidadão (40 por cento), este último item resulta de um inquérito aos cidadãos dos vários países analisados.

No estudo, a percepção dos portugueses face aos serviços públicos ainda não é favorável, o que, para Carlos Zorrinho, resulta do facto de esta "apenas mudar com o tempo".

Se se considerar apenas o pilar Comunicação e educação pró-activa, de acordo com o relatório, Portugal situa-se na 15ª posição, com 39 por cento, contra 95 por cento da Singapura, que lidera o ranking.

"Estes resultados evidenciam o impacto positivo da prioridade dada pelo Governo à melhoria da eficácia dos serviços prestados pela Administração Pública aos cidadãos e às empresas", lê-se na nota do gabinete do coordenador do Plano Tecnológico.

Face ao ranking de 2005, o último relatório a ser realizado, Singapura subiu 3 posições, para a liderança, enquanto o Canadá e os EUA caíram 1 lugar para a segunda e terceira posição, respectivamente.

Em quarto lugar ficou a Dinamarca, que caiu uma posição.

A Suécia registou a maiore subida, passou de 11º para 5º lugar, a Noruega e a Finlândia subiram duas posições, para 6º e 7º lugar, respectivamente, enquanto a Austrália caiu 3 lugares, para 8ª posição.

Entre as quedas, destaque para a França, que recuou 11 posições, para 17º lugar, ficando abaixo de Portugal.

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Enviado por: comanche em Agosto 30, 2007, 07:40:49 pm
Exportações em alta desde o início do ano animam sector têxtil

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As exportações portuguesas de têxteis e vestuário confirmaram em Maio a tendência de recuperação registada desde Janeiro, crescendo um por cento para 1.733 milhões de euros desde início do ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
 


Em comunicado, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) destaca que esta evolução denota "uma crescente melhoria" face aos números do primeiro trimestre do ano, em que as exportações já cresceram 0,9 por cento relativamente ao mesmo período de 2006.

De acordo com a ATP, no período de Janeiro a Maio é de destacar um "avanço significativo" nas exportações de artigos têxteis, com categorias a crescer a um ritmo de dois dígitos, como os filamentos sintéticos e artificiais, artigos de cordoaria e tapetes especiais e tufados.

Já a categoria onde se integram os têxteis-lar registou uma estabilização, tendo o vestuário de tecido e malha sofrido uma "ligeira perda".

No que diz respeito às importações, a associação refere terem registado uma evolução positiva de 4,3 por cento, com destaque para o vestuário de malha e de tecido (mais 11,1 e 4,7 por cento, respectivamente), e para a categoria dos têxteis-lar (mais 16.9 por cento).

Algo que, nota, "indicia uma maior pressão das exportações dos países do Oriente, a alguns meses do fim do acordo União Europeia/China".

Globalmente, a ATP diz-se "satisfeita e encorajada" com o desempenho do sector, considerando que "vem demonstrar, uma vez mais, a extraordinária capacidade do tecido empresarial em reagir às situações mais adversas, tornando-se mais competitivo e capaz de ultrapassar com êxito a pressão concorrencial internacional".

"Esta inversão de tendência, no sentido da recuperação, está em linha com as previsões da associação e insere-se na implementação da estratégia de terciarização de actividades e corporização de factores críticos de competitividade, entre os quais a moda e a inovação tecnológica", sustenta.

Segundo a ATP, a expectativa do reforço da recuperação económica e do consumo em mercados tradicionais de destino das exportações têxteis e vestuário portuguesas (como a Alemanha e a França), a par com a aguardada reapreciação do dólar (que favoreceria as vendas de têxteis-lar para os EUA), poderão ser determinantes para a manutenção da evolução positiva do sector.

 
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Enviado por: comanche em Setembro 04, 2007, 05:30:24 pm
Portugal torna-se o 7º melhor país do mundo no governo electrónico

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Portugal subiu 41 lugares na lista dos melhores países em práticas de governo electrónico, tornando-se o sétimo melhor país do mundo, segundo a listagem hoje divulgada pela Universidade de Brown.
 


A listagem do Global e-Government 2007 mede o grau de desenvolvimento do governo electrónico em 198 países do mundo, tendo sido analisados 1.687 sites governamentais, num estudo desenvolvido em Junho e Julho deste ano.

Em comunicado, o Gabinete do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico refere que "Portugal conseguiu uma subida espectacular no índice da Universidade de Brown".

Portugal subiu do 48º para o 7º lugar na listagem geral.

Em termos relativos, tornou-se o segundo melhor país da União Europeia (UE), aparecendo apenas atrás do Reino Unido, ou seja, passou da 16ª posição entre os países europeus para a 2ª.

"Este resultado é salientado em diversos pontos do relatório, sendo Portugal referenciado como exemplo de progresso rápido neste domínio", refere o gabinete de Carlos Zorrinho.

Zorrinho considera que este é "mais um sinal consistente do impacto positivo que o Plano Tecnológico e alguns dos seus pilares fundamentais, como o Simplex e o Ligar Portugal, estão a ter na eficácia da Administração Pública em Portugal, com reflexos na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos e às empresas".

O estudo mostra que os principais progressos no desempenho de Portugal se registaram em factores como o número de serviços disponibilizados on-line, na política de privacidade e na política de segurança.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
Título:
Enviado por: Falcão em Setembro 04, 2007, 09:13:39 pm
Citação de: "comanche"
Portugal torna-se o 7º melhor país do mundo no governo electrónico

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Portugal subiu 41 lugares na lista dos melhores países em práticas de governo electrónico, tornando-se o sétimo melhor país do mundo, segundo a listagem hoje divulgada pela Universidade de Brown.
 


A listagem do Global e-Government 2007 mede o grau de desenvolvimento do governo electrónico em 198 países do mundo, tendo sido analisados 1.687 sites governamentais, num estudo desenvolvido em Junho e Julho deste ano.

Em comunicado, o Gabinete do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico refere que "Portugal conseguiu uma subida espectacular no índice da Universidade de Brown".

Portugal subiu do 48º para o 7º lugar na listagem geral.

Em termos relativos, tornou-se o segundo melhor país da União Europeia (UE), aparecendo apenas atrás do Reino Unido, ou seja, passou da 16ª posição entre os países europeus para a 2ª.

"Este resultado é salientado em diversos pontos do relatório, sendo Portugal referenciado como exemplo de progresso rápido neste domínio", refere o gabinete de Carlos Zorrinho.

Zorrinho considera que este é "mais um sinal consistente do impacto positivo que o Plano Tecnológico e alguns dos seus pilares fundamentais, como o Simplex e o Ligar Portugal, estão a ter na eficácia da Administração Pública em Portugal, com reflexos na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos e às empresas".

O estudo mostra que os principais progressos no desempenho de Portugal se registaram em factores como o número de serviços disponibilizados on-line, na política de privacidade e na política de segurança.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 


Excelente. Superamos até os países nórdicos.  :G-Ok:
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 04, 2007, 10:13:32 pm
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Excelente. Superamos até os países nórdicos.  :G-Ok:


É mesmo! Agora só nos falta mesmo é um Governo.
A propósito, amanhã deixo-vos umas pérolas sobre a Lei 60/2007...
Título:
Enviado por: Doctor Z em Setembro 05, 2007, 05:15:03 pm
Citação de: "Luso"
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Excelente. Superamos até os países nórdicos.  :roll:

Luso, a que ter paciência, atrás deste governo a de vir um melhor (ou menos
pior, conforme a avaliação de cada um ...)
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 05, 2007, 09:40:54 pm
Citação de: "Doctor Z"
Luso, a que ter paciência, atrás deste governo a de vir um melhor (ou menos
pior, conforme a avaliação de cada um ...)


Já pensei assim quando era adolescente e julgava que os políticos - a bem ou a mal - estavam interessados no bem público. Definitivamente, já não me acredito neste regime, porque o conheço muito bem e sei de que massa é feita.
Depois não gosto de histórias da carochinha porque já sou velho demais para isso. Histórias da carochinha como esta e outras que se podem retirar da Lei 58/2007.
Espero não ser preciso explicar.

(http://img.photobucket.com/albums/v249/Luso308/214.jpg)

A Teoria que impingem nas universidades e aos ..."governantes"
http://creativeclass.com/ (http://creativeclass.com/)

A Realidade (e quem vive no interior sabe qual é, não verdade?
http://www.city-journal.org/html/14_1_the_curse.html (http://www.city-journal.org/html/14_1_the_curse.html)

E isto é só um exemplo.
Cansei!
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 06, 2007, 12:47:00 am
Para quem não percebeu, o Luso refere-se à aprovação do PNPOT- Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (http://http).

Documentos do PNPOT:
http://www.territorioportugal.pt/Storag ... _PNPOT.pdf (http://www.territorioportugal.pt/Storage/pdfs/Sumario_PNPOT.pdf)
http://www.territorioportugal.pt/Storag ... oFinal.pdf (http://www.territorioportugal.pt/Storage/pdfs/PNPOT_PAccaoFinal.pdf)
http://www.territorioportugal.pt/Storag ... oFinal.pdf (http://www.territorioportugal.pt/Storage/pdfs/PNPOT_RelatorioFinal.pdf)

Discussão Pública do PNPOT:
http://www.territorioportugal.pt/Storag ... ublica.pdf (http://www.territorioportugal.pt/Storage/pdfs/Sumario_DiscussaoPublica.pdf)
http://www.territorioportugal.pt/Storag ... _Final.pdf (http://www.territorioportugal.pt/Storage/pdfs/Relatorio_DGOTDU_DiscussaoPublica_Final.pdf)

Uma das questões é que «O PNPOT é um instrumento de desenvolvimento territorial de natureza estratégica que estabelece as grandes opções com relevância para a organização do território nacional, consubstancia o quadro de referência a considerar na elaboração dos demais instrumentos de gestão territorial e constitui um instrumento de cooperação com os demais Estados membros para a organização do território da União Europeia.» Por outras palavras, uma vez que é um instrumento de âmbito nacional e ainda por cima de carácter Estratégico (http://http) (por oposição ao Planeamento "Físico" "tradicional", muito centrado na questão do Zonamento (http://http) (definição da ocupação e uso do solo)), o que ganha em profundidade analítica perde na apresentação de medidas concretas e "mensuráveis". Medidas estas "concretas e mensuráveis" que normalmente apenas surgem no âmbito dos PMOT - Planos Municipais de Ordenamento do Território (PDM - Planos Directores Municipais, PU - Planos de Urbanização e PP - Planos de Pormenor), tanto por questões de escala (dificilmente seria dificil definir áreas urbanizáveis para um concelho num plano de âmbito nacional), como pela própria natureza jurídica dos diferentes planos (http://http).

Outra parte da crítica do Luso refere-se às Teorias e Políticas de Desenvolvimento Regional, cuja aplicação prática, concreta e eficaz no dia-a-dia tem os resultados que conhecemos.

Algumas dessas Teorias e Políticas:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Cluster_%2 ... conomie%29 (http://fr.wikipedia.org/wiki/Cluster_%28%C3%A9conomie%29)
http://fr.wikipedia.org/wiki/P%C3%B4le_ ... C3%A9tence (http://fr.wikipedia.org/wiki/P%C3%B4le_de_comp%C3%A9tence)
http://fr.wikipedia.org/wiki/Syst%C3%A8 ... ctif_local (http://fr.wikipedia.org/wiki/Syst%C3%A8me_productif_local)

Um pequeno resumo em Português: http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/IIse ... cao_09.pdf (http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/IIseminario/iniciacaoCient%C3%ADfica/iniciacao_09.pdf)

Em relação ao "sub-desenvolvimento" do Espaço Rural/Interior Português, devemos ponderar os seguintes factores:
- As Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, são "gigantes" demográficos e económicos a nível nacional, mas "anões" demográficos e económicos a nível europeu e, claro, mundial;
- O Espaço Rural/Interior Português sofre de um crónico círculo vicioso (http://http) de envelhecimento-despovoamento-"esvaziamento" económico (e em algumas áreas Desertificação, entendida como a degradação do coberto vegetal e consequentemente dos solos), pelo que a reversão desta situação, implica a tomadas de políticas demográficas e desenvolvimento regional altamente consumidoras de recursos financeiros;
- As autoridades públicas considerando o custo de oportunidade (http://http) optaram por centralizar os investimentos no Espaço Urbano/Litoral Português, procurando ganhar Escala (http://http)/Dimensão, além de Economias de Aglomeração (http://http).

O que podemos discutir é os resultados/"benefícios" :?:  destas políticas:
- Desenvolvimento Desigual do Território Continental, com concentração de população e actividades económicas no eixo Setúbal-Braga (e em menor grau no Litoral Algarvio, este último fortemente centrado na actividade turística);
- "Racionalidade" Económica destas políticas, mas não "racionalidade" do ponto de vista social e territorial, ligado à questão anterior do "custo de oportunidade";
- "Desordenamento genérico do território", tanto no Espaço Urbano/Litoral Português com o crescimento "caótico" das áreas urbanizadas/urbanizáveis, por vezes de qualidade material e estética fortemente discutível, com pouca ou nenhuma articulação com as redes de transportes (generalizando o uso do transporte individual, com a consequente poluição, congestionamento rodoviário e Estacionamento no centro das Cidades), cujo exemplo mais paradigmático em Portugal será porventura o Eixo Amadora-Sintra. No Espaço Rural/Interior Português, o referido círculo vicioso de envelhecimento-despovoamento-"esvaziamento" económico, conduziu a ruptura do modo de vida tradicional destas comunidades, provocando mesmo modificações na Paisagem, em que o abandono dos terrenos agrícolas e florestais potencia situações como os fogos florestais.

O diagnóstico da situação ao nível do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional está feito e é relativamente óbvio. O problema surge sempre na questão da tomada de decisões. Se por um lado, a maior parte da população reside no litoral há tendência para resolver primeiro o problema dessas pessoas, injectando ai os recursos disponíveis, faltando depois os recursos para impedir o êxodo rural e a "ruptura" do Espaço Rural/Interior, que permitiria a prazo, "aliviar" a pressão sobre o Espaço Urbano/Litoral.

Existe um dilema, uma "pescadinha de rabo na boca", no fundo a questão do "custo de oportunidade", para se poder fazer umas coisas, não se podem fazer outras.
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 06, 2007, 02:18:16 pm
Pereira, o que estes gajos julgam, ou lhe dizem para julgar ou "arrotar", é que bastará criar um ambiente porreiraço com "artistas" e "animadores culturais", criar pistas para bicicletas, um ambiente ameno para larilões e paquistaneses (sem ofensa para os últimos) para transformar o Covelo das Cabras num Silicon Valley, porque há investidores e trabalhadores "criativos" em Portugal que decidem a sua escolha de localização para as suas actividades económicas e viver em função desse ambiente pretensamente criativo.
Esta mentalidade é de analfabetos ou de gente muito, muito mal intencionada - ou ambas. E é tudo assim. Depois isto serve para patrocinar os amigos e com isto os "artistas eufémios" ou outra fauna semelhante.

Para ser mais básico:

Vocês vão escolher para viver o sítio que vos proporciona emprego bem remunerado e condições empresariais competitivas ou um ermo simpático onde se comem uns bons rojões e se assistem, de vez em quando, a umas festas medievais ou festivais de "música" para o "ppl bacano"?

Quando é que o pessoal vai começar a VER e a ENTENDER que o objectivo do sistema democrático português é servir algumas clientelas, utilizando para isso o aparelho do Estado?

E já alguém se questionou sobre a instrumentalização partidária do INE, já para não falar do Banco de Portugal?

A realidade é feia e para a mudar - ou não piorar - é preciso que seja encarada de frente. E para isso é preciso coragem.
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 07, 2007, 02:28:39 pm
PIB cresceu meio por cento no segundo trimestre do ano

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A economia portuguesa cresceu meio por cento no segundo trimestre do ano face ao trimestre anterior, um valor superior em uma décima em comparação com a estimativa rápida avançada em Agosto pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O instituto público justifica este desempenho com a melhoria do investimento, cujo volume aumentou 1,6 por cento no trimestre, contra uma quebra de 2,1 por cento nos primeiros três meses do ano. Esta é a primeira vez, desde 2004, que o investimento apresenta um valor positivo, adianta ainda a informação das Contas Nacionais Trimestrais do INE.

Em valores homólogos, o Produto Interno Bruto cresceu 1,6 por cento, desacelerando face aos dois por cento apurados no trimestre anterior.

Para o INE, este abrandamento esteve associado à procura externa líquida, cujo contributo para o crescimento do PIB passou de 1,9 pontos percentuais no primeiro trimestre para 0,5 pontos percentuais no segundo.

Título:
Enviado por: P44 em Setembro 07, 2007, 06:28:52 pm
Citação de: "Luso"
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Excelente. Superamos até os países nórdicos.  :G-Ok:

É mesmo! Agora só nos falta mesmo é um Governo.
A propósito, amanhã deixo-vos umas pérolas sobre a Lei 60/2007...


é que tá-se mm bem....

(http://img514.imageshack.us/img514/4203/d1igitalizarkh1.jpg)
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 08, 2007, 02:02:51 pm
Economia portuguesa pode crescer 2% neste ano


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Entre Abril e Junho deste ano a economia cresceu 1,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o INE. O que leva os analistas a acreditarem numa expansão de 2% em 2007, com o investimento a assumir o papel de dínamo, enquanto o Estado continua a cortar nos gastos públicos.

No primeiro semestre a riqueza gerada no País (PIB) aumentou 1,8%, em linha com as expectativas governamentais e das instituições nacionais e estrangeiras, como o Banco de Portugal e Comissão Europeia ou a OCDE. Ontem, Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças, ao dar posse ao novo director-geral do Tesouro e Finanças, Carlos Durães da Conceição, destacava o ritmo de crescimento da economia, "superior à média dos países da Zona Euro".

Pela primeira vez, desde o segundo trimestre de 2004, o investimento voltou a valores positivos, interrompendo uma longa série negra - consecutiva - de nove trimestres recessivos. Assim, em comparação com o segundo trimestre de 2006, o investimento - empresarial - subiu 1,6%, enquanto que os gastos do Estado na economia - que inclui os salários pagos aos funcionários públicos - caíram pelo quinto trimestre consecutivo.

"Isto acaba por revelar uma base mais sólida para a economia portuguesa", refere Rui Constantino, economista-chefe do Banco Santander de Negócios, chamando a atenção para os efeitos benéficos que a prazo o aumento do investimento poderá ter na promoção do emprego.

Ontem o INE deu indicações de que o "bom investimento" está a "explodir". O investimento em máquinas e equipamentos cresceu 6,5% entre Abril e Junho, em comparação com período semelhante de 2006. As compras de material de transporte, como camiões - um outro indicador para medir o investimento, usado pelos economistas -, aumentaram 19% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Em comparação com o mesmo intervalo de tempo no ano passado, a expansão foi de 11%.

Até agora a economia estava a ser "animada" pela procura externa, mas, como assinala o INE, a "composição do crescimento do PIB alterou--se". Ou seja, já não são as exportações que explicam a maior parcela da expansão do País no segundo trimestre do ano, mas o investimento e o consumo das famílias, a chamada procura interna. É que os consumidores aumentaram os gastos - compras em supermercados, alimentares e bens duradouros, como electrodomésticos - em 1,4%, em relação ao segundo trimestre de 2006.

O que se está a passar com as exportações? Entre Abril e finais de Junho as vendas ao exterior cresceram 5,6%, um desempenho abaixo do verificado no primeiro trimestre do ano, 8,5%, quando este sector era o motor da economia. Longe está o tempo em que as vendas fora de fronteiras atingiam os dois dígitos, como na recta final de 2006.

As explicações para este abrandamento, dadas pelos analistas, são duas. A primeira é a desaceleração da actividade na Europa, que absorve cerca de 70% das remessas fabris. As encomendas à indústria transformadora começaram a cair ainda no segundo trimestre. Depois, a forte valorização do euro frente ao dólar acabou por "encarecer" as vendas do País ao estrangeiro.

OCDE e FMI

Na próxima segunda-feira, Rodrigo Rato, director-geral do FMI, chega a Lisboa, à frente de uma delegação técnica. Oficialmente trata-se de uma visita à presidência do Ecofin, mas para o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a visita não poderia ser em melhor momento. Em véspera do Orçamento do Estado para 2008, a economia está em aceleração, o que poderá favorecer a receita orçamental. Mas há nuvens negras no horizonte europeu: ainda ontem, a OCDE indicava um abrandamento nas principais economias parceiras de Portugal.|
 
 
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 18, 2007, 01:29:26 pm
Energia: Ventiveste vai investir 636 ME na criação de cluster industrial na energia eólica

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Lisboa, 18 Set (Lusa) - O consórcio Ventiveste, assinou com a Direcção-Geral de Energia e Geologia o contrato relativo à Fase B do concurso eólico para atribuição de 400 megawatts (MW) de potência eólica que vai implicar um investimento de 636 milhões de euros.

"Com este contrato dá-se um passo decisivo para o arranque do projecto da Ventiveste que prevê um investimento total de 636 milhões de euros num cluster industrial, na instalação de oito parques eólicos em cinco distritos e num fundo de inovação", refere o agrupamento Ventinveste em comunicado.

O investimento na vertente eólica vai ser de 460 milhões de euros, mas a Ventiveste estima que possa subir para os 535 milhões de euros.

O agrupamento comprometeu-se ainda a dotar o fundo de inovação no âmbito das energias renováveis com 35 milhões de euros.

A componente industrial do projecto prevê a criação de 19 unidades industriais com capacidade para produzir anualmente 130 aerogeradores e 267 conjuntos de pás.

Este cluster permitirá fabricar em Portugal mais de 90 por cento dos componentes dos aerogeradores.

A Ventiveste afirma que as unidades terão um período de laboração superior a 17 anos e que serão criados 1.300 novos postos de trabalho.

O primeiro parque eólico deverá entrar em funcionamento em 2009 e o último em 2013.

O grupo vai ainda oferecer ao gestor da rede nacional de transporte de energia eléctrica - REN - até 400 megawatts/hora de capacidade de armazenagem e 50 horas de interruptibilidade.

A Ventinveste é controlada em 34 por cento pela Galp Energia, seguindo-se a Martifer, empresa portuguesa líder no sector da das estruturas metálicas, com 31 por cento, a Enersis, empresa portuguesa de energias renováveis, com 30 por cento, a Repower Systems, um dos produtores líderes mundiais de turbinas eólicas, e a Power Blades, ambos com 1 por cento, e a Efacec Energia, fabricante português de componentes eléctricos, com 2 por cento.

ACF.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 19, 2007, 10:41:56 pm
as moscas é que mudam...

No Boletim Informativo da Direcção Geral do Orçamento, agora publicado e referente à Execução Orçamental de Janeiro a Agosto deste ano, pode ler-se:

A Despesa do subsector Estado para o período de Janeiro a Agosto de 2007 situou-se em 28 886.2 milhões de euros, representando um aumento em termos homólogos de 2,5%.

O aumento das Despesas com Pessoal situou-se em termos homólogos em 3,9% e o aumento das Despesas de Aquisição de Bens e Serviços atingiu o valor de mais 14,8% que mesmo período do ano anterior.

Quanto às Despesas de investimento, de Capital, verificou-se um decréscimo em termos homólogos de 6,1%.

Em contrapartida, as Receitas com os Impostos Directos subiram em termos homólogos 14,2% (as receitas do IRS aumentaram 8,6% e o IRC 24,8%). As Receitas do IVA aumentaram 5,5% e as do Imposto do selo 8,6%.

Em resume, continua tudo como dantes, aumentam as Despesas do Estado, aumentam os Impostos e diminuem os Investimentos.

Tenta-se combater o Défice Público não com a diminuição das Despesas Públicas mas somente com o aumento de Impostos. “É fácil, é barato e dá milhões” ainda que coloque os cidadãos na miséria e mais estagnada a economia.

https://www.blogger.com/comment.g?blogI ... 5691619811 (https://www.blogger.com/comment.g?blogID=21963219&postID=8269880325691619811)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 19, 2007, 11:21:52 pm
Citação de: "Luso"
A Realidade (e quem vive no interior sabe qual é, não verdade?
http://www.city-journal.org/html/14_1_the_curse.html (http://www.city-journal.org/html/14_1_the_curse.html)

E isto é só um exemplo.
Cansei!

Só para gozar com o Luso e já que gostas tanto destas coisas "modernaças", state of the art, pensei que quisesses concorrer a este concurso :twisted:

Citar
Vimos por este meio informar que já abriram as inscrições para o Concurso Nacional de Ideias "Cidades Criativas" (http://cidadescriativas.blogs.sapo.pt/ (http://cidadescriativas.blogs.sapo.pt/)), iniciativa dirigida a todos os alunos do 12.º ano da Área de Projecto.
 
A iniciativa conta com o apoio institucional do Ministério de Educação (http://sitio.dgidc.min-edu.pt/Paginas/default.aspx (http://sitio.dgidc.min-edu.pt/Paginas/default.aspx)), Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Secretaria de Estado da Administração Local, Comissão Nacional da UNESCO, Associação Nacional de Municípios Portugueses, Instituto Nacional de Estatística, IGESPAR, Instituto Geográfico Português, Instituto Museus e Conservação, Gabinete do Plano Tecnológico, Programa das Cidades e Regiões Digitais e Ciência Viva.
 
A organização do concurso valorizará a participação e o envolvimento dos professores de todas as áreas disciplinares (Geografia, Filosofia, Português, Matemática, História,  Económico-Social, Biologia-Geologia, Física e Química, Expressão e Comunicação Visual, Inglês e Francês).
 
O Regulamento pode ser consultado no site do concurso - http://www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/ (http://www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/) e a ficha de inscrição pode ser obtida aqui (http://www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/ ... x?obj=3711 (http://www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/ReadObject.aspx?obj=3711)).
 
Para participar no concurso os docentes terão de preencher a ficha e enviar para: http://cidadescriativas.blogs.sapo.pt/ (http://cidadescriativas.blogs.sapo.pt/))
site institucional (http://www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/ (http://www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/))


I'm a bad boy, I know it c34x
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 20, 2007, 09:22:43 am
Citação de: "PereiraMarques"
Só para gozar com o Luso e já que gostas tanto destas coisas "modernaças", state of the art, pensei que quisesses concorrer a este concurso :twisted:


Marques, pobres do tipos formados por esta gente (eu conheço ainda uns poucos). Tão enganadinhos que eles foram...
O Mota ainda vai dar em ministro ou secretário de estado.

Mas é assim.
Escolham muito bem a universidade que vão frequentar e o curso que vão "tirar". É o melhor concelho que vos posso dar. MUITO cuidado.
Título:
Enviado por: Upham em Setembro 20, 2007, 03:20:02 pm
Citação de: "Luso"
o que estes gajos julgam, ou lhe dizem para julgar ou "arrotar", é que bastará criar um ambiente porreiraço com "artistas" e "animadores culturais", criar pistas para bicicletas, um ambiente ameno para larilões e paquistaneses (sem ofensa para os últimos)



Boa tarde!

Se há coisas com que eu "embirro solenemente" é realmente com as tais campanhas porreiraças de promoção de deslocação por bicicleta, com o respectivo corte de circulação automóvel em certas zonas de grande freqência de trafego, mesmo aos fins de semana. Há pessoas com poder de decisão que julgam que Lisboa poderia ser talvez como Amsterdão, com tudo muito limpinho e ordenado (que eu confirmo que é mesmo assim e desejaria também para Lisboa) e o ppl todo muito simpático e sorridente a circular de bicicleta. Sé que se esquecem talvez, ou então não conhecem a Holanda, que Lisboa não é plana como tudo é nesse país. Sempre queria ver as massas de trabalhadores e funcionários a deslocarem-se para a baixa, por exemplo, todas as manhãs e depois á tarde :twisted:, cansadas a regressar pelo mesmo caminho (Av. Liberdade e Fontes Pereira de Melo) . Penso que as tais pessoas com poder de decisão deveriam meditar antes de tentar impor comportamentos que não têm razão de ser no nosso way of life ou então pura e simplesmente não estamos virados para isso.
Tenho dito.

Cumprimentos!
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 21, 2007, 10:33:16 pm
Biocombustíveis: Empresa pede ao Governo que desbloqueie projecto de 140 ME no interior do país


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Castelo Branco, 21 Set (Lusa) - O grupo Global Green, que pretende construir uma unidade integrada de biocombustível, biomassa e sequestrar CO2 no distrito de Castelo Branco, pediu hoje ao Governo que desbloqueie o projecto.

O investimento previsto para o concelho de Idanha-a-Nova pode ascender a 140 milhões de euros e dar emprego a cinco mil pessoas, referiu Ashok Hansraj, administrador da empresa em Portugal.

Trata-se da primeira fábrica europeia de bioetanol a partir de cana do açúcar que tem acoplada uma central de biomassa para produção de energia com os resíduos da fábrica e a criação de um centro de investigação sobre aplicações daquele combustível alternativo (por exemplo, para plástico 100 por cento reciclável).

"É o primeiro projecto a instalar-se perto dos produtores e cujas plantações de cana de açúcar fazem um sequestro muito eficaz de CO2", realçou Ashok Hansraj, durante a assinatura de um protocolo de colaboração com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).

"Daqui a um ano era importante que estivéssemos a fazer o balanço da cooperação", realçou Ana Vaz, presidente do IPCB.

Ashok Hansraj garante que a Global Green tem todos os projectos prontos para avançar com o investimento, mas há burocracias por parte do Governo que tardam em ser resolvidas.

Falta de legislação aplicável, atraso na atribuição de licenças, nos estudos por parte de entidades públicas e indefinição quanto aos terrenos a utilizar, são algumas das situçaões que levam aquele responsável a concluir que "as coisas não estão a acontecer à velocidade desejada nesta área".

A Câmara de Idanha-a-Nova apoia a instalação do projecto no concelho com a disponibilização de terrenos.

Há meses fez uma proposta de aquisição de terrenos ao Ministério da Agricultura para instalar o investimento, "mas não houve resposta".

"Se não responderem, já estamos em contacto com privados para instalar o projecto noutro espaço alternativo", concluiu.

"No nosso caso concreto, é preciso envolver os ministérios do Ambiente, Agricultura, Economia e Inovação e ainda Transportes. Já conhecem o projecto e já houve tempo para desbloquear todas as burocracias", garante Ashok Hansraj.

"O atraso não deverá pôr em causa o investimento, mas certamente a supremacia que Portugal podia ter. Este projecto baseado na cana de açúcar é inovador e temos várias pressões para avançar noutros países", conclui.

Ashok Hansraj escusa-se a apontar um prazo para a resolução do impasse.

"Temos tido paciência e estamos de boa fé. Ou o Governo ainda não se apercebeu da importância deste projecto, ou há algo que não consigo compreender", concluiu.

O bioetanol é um biocombustível obtido através da fermentação alcoólica de açúcares e pode ser misturado na gasolina e gasóleo para reduzir a emissão de gases poluentes para a atmosfera.

No passado mês de Março, os líderes da União Europeia estabeleceram a meta de que, até 2020, 20 por cento da energia consumida em cada país provenha de fontes renováveis, com um mínimo de 10 por cento de biocombustíveis no caso da gasolina e gasóleo para transporte.



Cana de açucar em Portugal continental?
Título:
Enviado por: Get_It em Setembro 21, 2007, 11:49:47 pm
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Ashok Hansraj garante que a Global Green tem todos os projectos prontos para avançar com o investimento, mas há burocracias por parte do Governo que tardam em ser resolvidas.

Falta de legislação aplicável, atraso na atribuição de licenças, nos estudos por parte de entidades públicas e indefinição quanto aos terrenos a utilizar, são algumas das situçaões que levam aquele responsável a concluir que "as coisas não estão a acontecer à velocidade desejada nesta área".
Como sempre... :!:  :?: Não é por nada mas não acredito. Se assim fosse o homem e o negócio há muito que já não estavam cá. Deve existir, então, alguma vantagem em colocar isto em Portugal ou há qualquer coisa por detrás disto tudo.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 22, 2007, 02:35:37 am
Não se esqueçam que o clima de Portugal é o mais ameno da Europa e a cana de açucar consegue-se dar bem em temperaturas "menos" quentes, pelo menos existe uma espécie de cana de açucar que tolera estas temperaturas. Pelo menos foi o que lí num artigo
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 23, 2007, 09:37:46 pm
Citação de: "Alfré"
Un ejemplo para la economia de Portugal, datos del 2006 :oops:  :oops:


E o que que é isso quer dizer, que os Suecos vão já pedir para ser integrados na Noruega pelo facto de terem o dobro da população e "apenas" mais 50 mil milhões de USD de PIB? :?
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 23, 2007, 10:28:17 pm
Empresas: Exame divulga ranking das 500 maiores e melhores empresas em Portugal

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Lisboa, 23 Mar (Lusa) - A revista Exame apresenta segunda-feira o ranking das 500 maiores e melhores empresas em Portugal, que apresentaram em 2006 um volume de negócios conjunto de 94.218 milhões de euros (61,1 por cento do PIB português).

Fonte oficial do grupo Impresa, que publica a revista mensal de economia Exame, disse à agência Lusa que os lucros somados das empresas que integram o ranking das 500 maiores e melhores empresas em Portugal subiram 41 por cento em 2006, atingindo 5.817 milhões de euros.

Apesar destes resultados, as 500 sociedades consideradas representam apenas 0,05 por cento do total de empresas em Portugal e cerca de 6 por cento do emprego, com um total de 312.777 trabalhadores no ano passado, segundo a mesma fonte.

O porta-voz da Impresa assinalou que mais de três quintos (60,8 por cento) das empresas que integram o ranking se situam na região de Lisboa e Vale do Tejo e correspondem a mais de 74 por cento das vendas, 68 por cento do emprego e quase quatro quintos dos lucros das 500 sociedades escolhidas.

Com base em vários indicadores e rácios é escolhida a melhor empresa de cada um dos 26 sectores de actividade e, entre aquelas, é escolhida a melhor do ano, decisão que é ratificada por um júri constituído pela Exame, pela consultora Deloitte e pela Informa D&B Portugal, precisou.

Os rácios para escolha das melhores empresas são os resultados líquidos, rentabilidade do activo, rentabilidade do capital próprio, rentabilidade das vendas aferida pelos resultados, valor acrescentado bruto por vendas e solvabilidade e liquidez geral, segundo a organização.

O porta-voz da Impresa indicou que as empresas premiadas de cada sector e a empresa do ano são anunciadas segunda-feira num jantar em que estará presente o ministro da Economia, Manuel Pinho, e o presidente da Impresa, Pinto Balsemão, enquanto a revista estará nas bancas terça-feira.

o mesmo responsável precisou que este é o 18º ano consecutivo em que é elaborado o ranking e premiadas empresas.

Título:
Enviado por: comanche em Setembro 24, 2007, 01:56:28 pm
 Portugal foi o sexto maior beneficiário de Bruxelas em 2006
 


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Portugal foi o sexto beneficiário da União Europeia em termos relativos em 2006, ao receber de Bruxelas uma verba equivalente a 2,44 por cento da sua riqueza, revela o relatório anual divulgado pela Comissão Europeia.
 


O relatório sobre o orçamento comunitário do ano passado revela que Portugal foi o nono maior beneficiário em termos absolutos, ao receber 3,63 mil milhões de euros, o equivalente a 3,7 por cento do "bolo" total de 106,6 mil milhões de euros distribuído em 2006 pelos 25 Estados-membros (Bulgária e Roménia só aderiram à União a 01 de Janeiro de 2007).

Portugal manteve o seu "estatuto" comparativamente ao ano anterior, já que em 2005 também fora o nono beneficiário em termos absolutos (recebendo então 4 mil milhões de euros) e sexto em termos de percentagem do Rendimento Nacional Bruto (recebendo nesse ano o equivalente a 2,68 por cento da sua riqueza).

Até 2004, Grécia e Portugal eram os maiores beneficiários em termos relativos dos "dinheiros comunitários", cenário alterado com o alargamento da União de 15 a 25 Estados-membros.

O relatório da Comissão revela que Portugal destinou 69,7 por cento das verbas recebidas (ou seja, 2,5 mil milhões de euros, o equivalente a 1,70 da riqueza nacional) a acções estruturais, destinadas ao crescimento económico e emprego.

O documento indica que Portugal é o terceiro melhor "aluno" da UE a 25 no aproveitamento dos fundos estruturais, ao apresentar uma taxa de execução de 82 por cento (superada apenas por Irlanda e Áustria), segundo dados actualizados já em Setembro de 2007.

A segunda grande "fatia" da verba transferida por Bruxelas para Lisboa em 2006 destinou-se à Agricultura, sector para o qual foram canalizados 26,2 por cento dos fundos comunitários recebidos no ano passado (951 milhões de euros, o equivalente a 0,64 por cento do RNB).

Em termos globais, o orçamento da União em 2006 foi de 106 mil milhões de euros - o que representou um acréscimo de 1,7 por cento relativamente a 2005 (104,8 mil milhões em 2005) , embora em termos da riqueza total da UE tenha sido ligeiramente inferior, já que equivaleu a 0,93 por cento do RNB dos 27, contra 0,97 por cento do ano anterior.

Os maiores beneficiários continuam a ser os habituais, com França, Espanha, Alemanha, Itália e Reino Unido a receberem, em conjunto, nos seus "cofres" 57,8 mil milhões de euros, ou seja, praticamente 60 por cento do orçamento total.

Numa apreciação geral aos dados deste relatório anual sobre a distribuição das despesas da UE pelos Estados-membros, a Comissão regozija-se por se verificar o que classifica como a confirmação de uma melhoria da qualidade das despesas, dado verificar-se um reforço do financiamento em favor da competitividade: mais de 37 por cento dos 106,6 mil milhões de euros destinaram-se a promover a coesão e competitividade para o crescimento e emprego, seguindo-se.

Em termos de saldo orçamental - a diferença entre aquilo com que cada Estado-membro contribuiu e recebeu -, a Comissão nota que os benefícios suplantaram visivelmente os custos, com a maior parte dos países a apresentar um saldo positivo, como é o caso de Portugal, o quinto Estado-membro mais beneficiado, com o equivalente a 1,54 por cento da sua riqueza.

A nota negativa do relatório é a execução dos fundos pelos 10 "novos" Estados-membros, que em média apresentam uma taxa de execução de 57 por cento dos fundos estruturais e de somente 22 por dos fundos de coesão.

A comissária responsável pela Programação Financeira e Orçamento, Dlia Grybauskaite, que no ano passado lançara um "alerta amigável" aos recentes Estados-membros por fazerem previsões muito acima da sua real capacidade de absorção e execução, foi hoje muito crítica, advertindo-os que correm o sério risco de perderem as verbas e também poder negocial em futuras discussões sobre o orçamento da União, dando "razão" àqueles países que reclamam o fim dos fundos de coesão.

Portugal é um dos poucos Estados-membros da UE a 15 que ainda beneficia de fundos de coesão no orçamento 2007-2013.


Título:
Enviado por: comanche em Setembro 24, 2007, 11:15:22 pm
Sócrates sustenta que Portugal vai superar metas de Quioto


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O primeiro-ministro afirmou que Portugal superará em 2012 as metas de limitação da poluição previstas no protocolo de Quioto e considerou que os EUA estão a evoluir no combate ao aquecimento global.


Em declarações aos jornalistas, após ter discursado na Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, José Sócrates disse que Portugal assumiu já "metas mais ambiciosas do que as definidas dentro da União Europeia" (UE).

Na perspectiva de Sócrates, em matérias como as energias renováveis, "Portugal está na linha da frente da Europa, tendo já 39 por cento da sua energia eléctrica com base renovável".

"Nas energias a partir do vento e da água está no centro nacional da produção de energia", sustentou o actual presidente em exercício da UE, antes de referir que também ao nível dos biocombustíveis as metas de Portugal "são mais ambiciosas" do que as de Bruxelas.

"As nossas metas não só garantem o cumprimento dos objectivos inerentes ao protocolo de Quioto, como também projecta para além de 2012 uma eficiência energética e uma economia baseada em fontes de energia alternativas", advogou.

Interrogado sobre a possibilidade de falhar um futuro acordo global em torno das alterações climáticas por os Estados Unidos não subscreverem um compromisso a esse nível, Sócrates manifestou-se optimista em relação ao comportamento da administração de Washington.

"A resistência norte-americana a qualquer compromisso sobre metas ambientais já foi maior. Os Estados Unidos encontram-se em evolução, precisamente porque há uma liderança da UE neste domínio", considerou o primeiro-ministro.

Na perspectiva de Sócrates, a administração de Washington e as autoridades de muitos dos Estados norte-americanos "estão progressivamente interessados em responder ao problema do aquecimento global".

"Não é possível um compromisso global sobre o maior problema que se coloca à humanidade com os Estados Unidos de fora. Nos próximos tempos, haverá certamente uma grande cooperação entre a UE e muitos dos governadores dos Estados norte-americanos neste domínio", disse.

 
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 25, 2007, 06:48:40 pm
Isto diz tudo.

A grande mistificação das contas públicas!...

A forma transparente de aferir o cumprimento dos objectivos do Governo, em termos de contas públicas, seria a apresentação dos valores da execução orçamental comparativamente aos valores orçamentados. Todavia, os valores continuam a ser apresentados comparativamente com o ano anterior. Assim, custa mais a perceber se os objectivos estão a ser ou não cumpridos, e onde se situam os principais desvios. Um analista exterior tem dificuldades em fazê-lo, tanto mais que não é total a correspondência entre os mapas do orçamento e os da execução orçamental. Com os elementos ao dispor, e ressalvando alguns ajustamentos derivados da distinção entre contabilidade pública e nacional, em relação ao mês de Agosto e ao Sub-Sector Estado(não inclui Administração Regional e Local, Segurança Social e Fundos e Serviços Autónomos), a situação é a seguinte:
1. Era previsto que as despesas com o pessoal aumentassem 0,25%. Estão a aumentar 3,4%.
2. Era previsto que as aquisições de bens e serviços correntes aumentassem 3,5%. Estão a aumentar 10,2%.
3. Era previsto que as despesas correntes aumentassem 1,2%. Estão a aumentar 4,5%.
4. Era previsto que as despesas de capital aumentassem 2,1%. Estão a diminuir 2,9%.
5. Era previsto que a despesa total aumentasse 1,2%. Está a aumentar 3,9%.
6. Era previsto que a receita dos impostos aumentasse 4,9%. Está a aumentar 8,6%.
7. Era previsto que as receitas correntes aumentassem 1,6%. Estão a aumentar 10,4%.
8. Era previsto que as Receitas totais aumentassem 1,6%. Estão a aumentar 10,1%.
A situação explicita a enorme mistificação que o governo tem vindo a fazer, afirmando o controle das finanças públicas e do défice, pela compressão da despesa. Não é verdade. O governo não está a controlar nada. Quem tem acudido ao défice é o contribuinte, através do aumento dos impostos. No caso, para o dobro do previsto!...

http://quartarepublica.blogspot.com/200 ... licas.html (http://quartarepublica.blogspot.com/2007/09/grande-mistificao-das-contas-pblicas.html)

Comntários no mesmo blogue, MUITO interessantes (longo)

12 Comments:
At 22:46:00, ruy said...
Caro Pinho Cardão,
as contas de Teixeira dos Santos são de facto espantosas.
Façamos um pequeno exercício. Se calcular-mos o Défice de 2007 nas condições existentes em 2004, isto é sem as receitas provenientes dos aumento dos impostos e dos cortes sociais que se verificaram, creio eu único critério válido para comparação dos Défices de 2007 e 2004, e acrescentarmos as receitas extraordinárias que o Pinho Cardão deu a conhecer (1,4%) obtemos para o Défice de 2007 o valor astronómico de cerca de 7%, muito superior aos 5,2% do PIB obtidos por Bagão Félix. Para este ano o Défice REAL deverá ter um valor semelhante. Lamentavelmente, fora dos Blogs, parece que ninguém sabe fazer contas e a mentira propagandeada do governo prevalece. É imperdoável o silencio dos economistas com acesso à comunicação social.

 
At 23:17:00, Tonibler said...
Caro Pinho Cardão,

Gabo-lhe a paciência de ir bater os números parciais da execução orçamental quando, muito provavelmente, estão fervilhantes de tanta martelada que levaram. É óbvio que o governo não controla a despesa e, em rigor, nunca controlou. Mesmo esta que estão a reportar já deve ser a sobrante de tanto diferimento que levou. Agora (falta a provocação), se o governo não controla a despesa, em que situação se justificaria uma redução dos impostos? :)...

 
At 1:04:00, Antonio Almeida Felizes said...
Caro Pinho Cardão,

É indiscutível que existe um desvio apreciável entre a receita e a despesa realizada e a projectada. Todavia, como todos sabemos, os orçamentos são meras projecções de despesa a realizar e de receitas a arrecadar, em que o essencial, não é propriamente seguir à risca o que está orçamentado, mas antes, o resultado final, que, no caso do Estado, serão o deficit não ultrapassar os famigerados 3% do PIB .

Assim sendo e face à excelente execução orçamental da Receita, o governo teve condições para não ser tão rigoroso ao nível da execução da Despesa.

Este ano, a este nível, as coisas correram bem ao Governo, mas o problema pode vir a seguir, ou seja, se a arrecadação de Receita por algum motivo cair, aí sim, vai ser necessário o Estado proceder a um forte apertar do cinto com consequências sociais e políticas que podem ser relevantes.

Cumprimentos,

Regionalização
.

 
At 9:10:00, JM Ferreira de Almeida said...
Verdadeiro serviço público, Pinho Cardão!

 
At 9:22:00, patio said...
Se o Ministro das finança, fosse um director financeiro de qualquer multinacional estava despedido por incumprimento dos objectivos!

 
At 9:41:00, Snowball said...
Se isto não estivesse já tão mau, dá vontade de desejar um anito de crescimento 0, a ver se eles finalmente cortam na despesa corrente (não na despesa de capital = investimento)...

 
At 9:43:00, Pinho Cardão said...
Caro Ruy:

De facto, tem havido por parte dos analistas, comentadores, professores e economistas mediáticos um estranho silêncio de conivência. Não se preparam, não lêem as estatísticas, são rotineiros, limitam-se a reproduzir a propaganda. É a vida!...

Caro Tonobler:

Bateu no ponto certo. Com efeito, se o governo não controla a despesa que ele próprio determinou, não pode diminuir os impostos, para poder continuar tal política laxista.
Por isso, eu continuo a dizer que a diminuição do défice não se deve ao governo, mas aos contribuintes. Nós pagamos e o governo fica com os louros.

Caro António Almeida Felizes:
O Orçamento é um documento muito discutido, nomeadamente no Parlamento, durante mais de dois meses, com audições de todos os Ministros, reuniões nas Comissões e debates em Plenário.Claro que
haverá sempre desvios entre as realizações e os valores orçamentados. No Estado e nas empresas.
No défice ou no superavit está o resultado final. Acontece que esse resultado é uma mera derivada, resultante da evolução da despesa e da receita. Acontece que o aumento da despesa tal como se está a verificar demonstra que o governo não a está a dominar, como era e tem sido o seu objectivo enunciado e bem propalado. O Estado está a engordar, e o governo queria emagrecê-lo. É um objectivo não alcançado, o que é tanto mais criticável quanto o governo continua a dizer que o está a alcançar.
Por outro lado, tem vindo a ser pedido aos cidadãos um esforço fiscal exageradíssimo.
O défice não será ultrapassado, mas não é indiferente para a economia tal acontecer por via do aumento dos impostos e não por via da diminuição da despesa.
Por isso, não há investimento nas empresas, inovação, qualificação dos colaboradores.
Trata-se de uma política pública mal executada, com efeitos graves sobre a economia.

 
At 10:03:00, Tonibler said...
Caro Pinho Cardão,

Mas, se bem me lembro das execuções orçamentais do tempo da M. Ferreira Leite, as contas tinham desvios semelhantes nas despesas correntes apesar de estar tudo congelado. E vai ser assim enquanto se achar que governar é gerir a administração pública, em vez de servir o povo, como acontece com a educação, com a saúde, com...

 
At 11:51:00, CCz said...
Caro Pinho Cardão:

E onde entra aqui a engenharia orçamental? Onde entram as manigâncias, como o Público relatava ontem, estilo contas das Estradas de Portugal?

 
At 12:41:00, Virus said...
Então e para culminar tudo isto que me dizem à provável duplicação do IMI em Lisboa para tapar o buraco financeiro da CML? Parece que a lição do António Costa veio bem aprendida do Governo, que é "Se as coisas dão para o torto com as contas das vossas asneiras, então apertem com eles (os contribuintes) que eles comem e calam! Isto do apertar o cinto é para quem não manda!"

Tomem lá e vão-se curar lisboetas... quiseram votar nos "Chuchialistas" agora comam com eles!

E... espera lá!!! Eu também vivo em Lisboa! RATS!!!!!

 
At 14:18:00, ruy said...
Diz o Almeida Felizes, para se atingir o resultado final dos 3% do Défice.
Infelizmente o Défice de 2006 propagandeado pelo governo não foi de 3,9% mas 5,3% como tão bem demonstrou o Pinho Cardão. 3,9% sim, se não contarmos com as receitas extraordinárias, 5,3% considerando tais recitas. Enfim, o Défice real de 2006 foi, insisto de 5,3%. Mas se considerarmos as condições existentes de 2004 ele subiria para cerca de 7% como afirmei antes. Isto significa que a redução do Défice não passa de uma miragem e os valores apresentados pelo governo são fictícios e encontram-se muito longe do Défice REAL. Em 2007 iremos seguramente assistir a uma ficção semelhante.
Os valores das receitas extraordinárias e as receitas arrecadadas em 2006 num cenário idêntico ao de 2004 são resultado de:
Haverá que juntar aos fictícios 3,9% o valor em percentagem do PIB das receitas extraordinárias, a saber: antecipação de impostos sobre o tabaco (300 milhões), vendas de património (439 milhões), dividendos extraordinários e antecipados (REN-60 milhões), dividendos extraordinários (GALP-124 milhões, recuperações de créditos líquidas de adicionais da operação de titularização (1.198 milhões), o que dará, tudo somado 1,4% e assim para valor real do Défice, 5,3% do PIB.
Quanto às receitas arrecadadas em 2006 relativas à alteração de cenário teremos - aumento de dois pontos percentuais do IVA (19% para 21%) e que se traduz numa receita de 1,1% do PIB, o valor arrecadado com todos os outros aumentos de impostos que o governo de Sócrates impôs, as “receitas” provenientes dos aumentos das taxas moderadoras e de todos os outros Cortes Sociais, encerramento de maternidades, SAPs, etc que, estimando por baixo daria 0,5% do PIB.
O Défice de 2006 subiu assim a 6,9% do PIB se calculado em idênticas condições às de 2004.
Custa a acreditar mas é verdade. Este governo socialista continua na senda despesista dos governos socialistas anteriores, e irá deixar o País numa situação mais gravosa do que a encontrou, também seguindo a mesma lógica dos governos socialistas que o antecederam.

 
At 16:58:00, Tavares Moreira said...
Nesta (infeliz) altura dos acontecimentos em Portugal, duas vozes - apenas duas - se destacam pela objectividade, desassombro e independência com que analisam a questão da "consolidação" orçamental: Medina Carreira e Pinho Cardão.
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Enviado por: comanche em Setembro 26, 2007, 01:32:54 am
Realmente se esses dados estão correctos, só mostra que o governo não está a conseguir dominar o "monstro", pelo menos da maneira que seria desejável.
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Enviado por: comanche em Setembro 26, 2007, 01:36:37 am
Governo: Sócrates congratula-se com subida de Portugal no ranking do Banco Mundial

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Nova Iorque, 26 Set (Lusa) - O primeiro-ministro considerou hoje que a subida de Portugal no ranking do Banco Mundial sobre ambiente de negócios é resultado do sucesso do Programa de Simplificação Administrativa (Simplex), que gerou um clima mais propício à iniciativa empresarial.

As declarações de José Sócrates foram proferidas depois de participar na sessão de abertura da LXII Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque.

De acordo com o relatório do Banco Mundial, que hoje foi divulgado em Washington e ao qual a agência Lusa teve acesso, Portugal ocupa a 37ª posição entre os países com melhor ambiente de negócios, tendo subido três posições face ao ano passado, quando ocupava a 40ª posição.

Entre os 27 Estados-membros da União Europeia, Portugal surge a meio da tabela, à frente de países como a Espanha (38ª posição), Luxemburgo (42ª posição), Hungria (45º lugar), Bulgária (46º), Roménia (48º), Itália (53º) e Grécia (100º).


No ranking do Banco Mundial sobre melhores condições para negócios, Portugal foi elogiado no relatório de 2006 pela introdução da medida que permite a criaç��o de empresas na hora.

No relatório deste ano, entre dez diferentes capítulos em termos de importância de reformas, Portugal é citado em seis: facilidade no começo de negócios, registo de propriedade, sistema de pagamento de impostos, proximidade nos negócios e sistema contratual.

"Trata-se de uma boa notícia para Portugal, demonstrando que no País há cada vez mais um ambiente propício à iniciativa e ao risco em termos de negócios", declarou José Sócrates.

De acordo o chefe do Governo, Portugal está a subir "consecutivamente no ranking do Banco Mundial, o que é muito positivo para a imagem internacional do País".

"Estes resultados devem-se às reformas feitas pelo Governo em termos de informação empresarial simplificada, fim das escrituras obrigatório e fim das declarações negativas" (certidões comprovativas que uma empresa não deve ao fisco ou segurança social), sustentou o primeiro-ministro.

Segundo Sócrates, o programa Simplex está a "combater a burocracia e a criar um melhor ambiente para a iniciativa e para os negócios".

Pelo segundo ano consecutivo, o ranking do Banco Mundial colocou Singapura em primeiro lugar, seguida pela Nova Zelândia, Estados Unidos, Hong Kong (China), Dinamarca, Reino Unido, Canadá, Irlanda, Austrália e Islândia.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Setembro 26, 2007, 11:11:28 am
Fazer negócios é mais fácil em Portugal do que em Espanha

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Afinal, apesar das diferenças que se têm verificado entre os dois países no ritmo de crescimento económico, fazer negócios em Portugal já é mais fácil do que em Espanha.

Quem o diz é o Banco Mundial e o International Finance Corporation (IFC) no relatório Doing Business 2008, que hoje é publicado.

Pelo quinto ano, estas duas entidades medem, em dez diferentes áreas, as condições que as empresas têm para desenvolver os seus negócios em cada país, utilizando como princípio fundamental a ideia de que, quanto menos regulação, burocracia e impostos, melhor se desenvolvem os negócios. Na edição deste ano, Portugal fica, pela primeira vez, à frente de Espanha.

Portugal ficou colocado no índice de facilidade em fazer negócios na 37.ª posição, entre 178 países. No ano passado, Portugal tinha conseguido o 40.º lugar no ranking e, há dois anos, era o 42.º melhor. Já a Espanha, realizou o percurso inverso. Estava no 30.º lugar há dois anos e agora encontra-se na 38.ª posição.

Os indicadores em que Portugal retira mais vantagens e em que perde mais lugares são evidentes. O pior desempenho nacional surge, de acordo com o relatório, ao nível da legislação laboral, que é considerada demasiado inflexível. Nesta área, Portugal fica entre os 20 do mundo com pior pontuação. Também muito baixa é a prestação ao nível do licenciamento, considerado muito caro e demorada para as empresas. As alterações legislativas que estão a ser implementadas nesta matéria ainda não são consideradas neste relatório.

Pela positiva, o Banco Mundial e o IFC destacam este ano a melhoria registada ao nível da facilidade com que se faz um registo de propriedade. Neste indicador, Portugal saltou do 98.º para o 65.º lugar, o que constituiu o principal contributo para a subida de três lugares no ranking total.

Muitas reformas não chega

Portugal é ainda um dos países que mais reformas colocaram em prática no período analisado (que vai de Abril de 2006 a Abril de 2007). Das dez áreas consideradas foram identificadas reformas em seis. No entanto, a uma grande quantidade de reformas, parece não corresponder uma melhoria significativa nos rankings. E é por isso, ao contrário do que aconteceu em 2003, que Portugal não surge no Top 10 dos maiores reformadores mundiais. Como explica Rita Ramalho, uma portuguesa que é uma das autoras do relatório, "um país para ser considerado top reformer tem que satisfazer 2 critérios: ter feito pelos menos 3 reformas - Portugal fez 6 - e ter tido o maior salto nos rankings de um ano para outro e é aqui que Portugal falha".

Um dos exemplos está nas medidas tomadas ao nível da criação de empresas. Os indicadores neste capítulo melhoraram, mas a verdade é que, do ano passado para este, Portugal desceu no ranking mundial. Além de Portugal, mais 38 países realizaram reformas nesta área.

Singapura, Nova Zelândia e Estados Unidos continuam a ocupar os primeiros lugares do ranking. Os países africanos dominam a parte de baixo da tabela. Angola apenas consegue bater Timor-Leste. Moçambique ficou entre os países que mais lugares subiram na edição deste ano.



Publico (http://http)
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Enviado por: comanche em Setembro 26, 2007, 01:17:02 pm
Novo centro de inovação da Nokia Siemens no Tagus Park vai desenvolver soluções para telecomunicações

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O presidente da Nokia Siemens Networks, João Picoito, disse à agência Lusa que o futuro centro de inovação da empresa, que estará localizado nas instalações do Instituto Superior Técnico (IST) no Tagus Park, vai desenvolver aplicações de software para os operadores de telecomunicações.
 


"Vamos desenvolver aplicações de software para vender aos operadores de telecomunicações em todo o mundo", explicou o responsável, acrescentando que o objectivo destas soluções "é melhorar o desempenho das redes" de telecomunicações.

A Nokia Siemens Networks assinou hoje um protocolo com a Universidade Técnica de Lisboa e com o IST que prevê criar no edifício do instituto, no Tagus Park, um centro de inovação.

"O objectivo é criar dentro da Universidade Técnica um centro de colaboração em projectos de investigação, formação e intercãmbio entre a Nokia Siemens e o Técnico", sublinhou João Picoito.

Nesta primeira fase, o centro de inovação terá 70 engenheiros até final do ano e mais 30 em 2008, atingindo os 100.

Questionado sobre se este projecto tem o apoio da Agência Portuguesa para o Investimento (API), Picoito afirmou apenas que "poderá vir a ter".

"Instalámos em Portugal cinco laboratórios de investigação e desenvolvimento em Alfragide em 2007, este ano apresentámos o mega centro de serviços e estamos a fazer mais dois, um em Aveiro [apresentando em Maio] e este do Tagus Park", resumiu João Picoito.

"Esta é uma aposta continuada em centros dentro de universidades", resultante de parcerias, concluiu.

 
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 26, 2007, 02:35:11 pm
Comanche, o tópico é sobre o estado da economia nacional e não sobre projectos específicos de empresas. E o tópico está a tornar-se num repositório desse tipo e coisas e a não discutir-se o essêncial. Pedia pois a contribuição de todos e o contraditório em relação a esses comentários.
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 27, 2007, 02:18:58 pm
IGCP cancela emissão sindicada de Obrigações do Tesouro prevista para o terceiro trimestre


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explica o Instituto em comunicado citado pela Reuters.
   
O Governo tem afirmado que cumprirá o objectivo de descer o défice do Sector Público Administrativo (SPA) para 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007, depois de o ter reduzido 2,1 pontos percentuais (pp) para 3,9% em 2006.
   
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, já avançou com uma meta de 2,4% para o défice público em 2008.
   
O IGCP anunciou ainda a realização do leilão de reabertura da OT/Setembro/2013, com cupão 5,45%, no próximo dia 10 de Outubro, no montante indicativo de 1.000 milhões de euros (M€).
   
"Não se prevê a realização de outros leilões de OT no trimestre", acrescenta.
   
O Instituto divulgou também o calendário de leilões de Bilhetes do Tesouro (BT) para o quarto trimestre deste ano, iniciando com um leilão de 500 M€ de montante indicativo de BT/Set/2008 a 3 de Outubro.
   
A 17 de Outubro, realizará um leilão de entre 300 e 750 M€ de BT/Jan/2008, a 7 de Novembro fará com o mesmo montante indicativo de BT/Mai/2008 e, entre 21 de Novembro e 5 de Dezembro, realizará um leilão de BT/Nov/2008 com montante entre 1.250 e 1.750 M€.
   
O IGCP encerrará o ano com um leilão de BT/Mar/2008, com montante entre 300 e 750 M€, a 19 de Dezembro.
Título:
Enviado por: comanche em Setembro 27, 2007, 08:12:34 pm
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Lisboa, 27 Set (Lusa) - O ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, congratulou-se hoje por o Instituto Nacional de Estatística (INE) prever que a dívida pública manterá, este ano, o mesmo peso que registou em 2006.

Na segunda notificação do procedimento dos défices excessivos, o INE aponta que o défice orçamental deverá situar-se em 3,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o mesmo valor previsto pelo Governo.

Refere, igualmente, que a dívida pública deverá ascender a 64,8 por cento da riqueza produzida por ano em Portugal, mantendo o mesmo peso que em 2006.

"Registo que [o INE] mantém o valor do défice quanto a anos anteriores e a 2006, bem como mantém a previsão para este ano, de 3,3 por cento", afirmou Teixeira dos Santos à agência Lusa.

"Congratulo-me que a dívida pública não v�� subir segundo o que consta no report do INE hoje divulgado", acrescentou.

Título:
Enviado por: comanche em Outubro 02, 2007, 03:40:31 pm
Clima económico estabiliza em Setembro - INE

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Lisboa, 02 Out (Lusa) - O indicador de clima económico português estabilizou em Setembro pelo segundo mês consecutivo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores mostra que o indicador de clima económico, que reflecte as perspectivas dos empresários da indústria, construção, comércio e serviços, se manteve nos 1,2 por cento, ao mesmo nível do mês anterior, depois de em Junho ter atingido o máximo de cinco anos.

A confiança dos consumidores voltou a cair em Setembro, prolongando a tendência de queda iniciada em Novembro, com as expectativas sobre a situação económica e sobre a evolução do desemprego a recuarem para mínimos desde Julho de 2006.

A contribuir para a descida da confiança dos consumidores esteve também a deterioração das expectativas sobre a poupança, segundo os dados do INE.

Os números mostram ainda que do lado dos empresários, a confiança melhorou em Setembro na indústria transformadora, no comércio, nos serviços e na construção e obras públicas.

Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 02, 2007, 03:53:42 pm
Citação de: "manuel.liste"
Portugal tendrá en 2010 una de las mayores factorías acuícolas del mundo, que producirá 7000 toneladas anuales de rodaballo y creará 350 puestos de trabajo en Mira:


www.farodevigo.es (http://http)
Título:
Enviado por: Luso em Outubro 02, 2007, 06:19:34 pm
Curiosos os dados do Comanche...

Pelos dados do Eurostat hoje divulgados, verifica-se que a taxa de desemprego da EU(27) foi de 6,7% em Agosto de 2007 quando em Agosto de 2006 era de 7,8%, baixando portanto, em apenas um ano, de 1,1%.

Portugal no entanto, não contribuiu para esta descida. Ao contrário, contrariando a UE, Portugal subiu no mesmo período a Taxa de desemprego de 7,5% para 8,3%, sendo a variação mais alta entre todos os países da UE.

Dos 27 países da UE, 24 desceram as suas taxas de desemprego, com a Irlanda (de 4,4% a 4,7%) e Portugal (7,5% a 8,3%%) a registarem os aumentos relativos mais importantes.
São estes numeros que nos dão a dimensão do desastre da política económica nacional. Apesar dos esforços na manipulação dos dados por parte do INE e do Instituto do Emprego, que ao longo dos últimos meses não tem feito outra coisa senão tentar branquear esta situação, a verdade vem sempre ao de cima.

http://classepolitica.blogspot.com/ (http://classepolitica.blogspot.com/)

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1730 (http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=860892&div_id=1730)

Portugal é um dos três países da União Europeia em que o desemprego aumentou em Agosto face a igual mês de 2006.
Isso significa que, está a contrariar a tendência verificada no conjunto da UE, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Eurostat, avança a «Lusa».

Com uma taxa de desemprego de 8,3 por cento em Agosto deste ano contra 7,5% em igual mês de 2006, Portugal apresenta também o aumento relativo mais acentuado da União Europeia, seguido da Irlanda e do Luxemburgo onde a taxa subiu três décimas para 4,7% e 5%, respectivamente.

Nos restantes vinte quatro estados membros, o desemprego baixou entre Agosto de 2006 e 2007, com os recuos mais importantes na Polónia (de 13,3 para 9,1%) e na Lituânia (de 5,8 para 4,1%).

Face a Julho, a taxa de desemprego média manteve-se estável na Zona Euro, em 6,9%, e baixou na UE a 27 para 6,7% contra 6,8%. Um ano antes era de 7,8% em ambas as zonas.

Na comparação mensal, Portugal regista um agravamento da taxa de desemprego para 8,3% contra 8,2% no mês anterior.

Em Agosto de 2007, as taxas de desemprego mais baixas foram registados na Dinamarca e na Holanda (3,3% cada) e as mais altas na Eslováquia (11,1%) e na Polónia (9,1%).

Segundo as estimativas do Eurostat, 15,8 milhões de homens e mulheres estavam desempregados em Agosto de 2007 na UE-27, dos quais 10,3 milhões na zona euro. Em Agosto de 2006, eram 18,3 milhões, dos quais 11,6 milhões na zona euro.

O Eurostat indica ainda que em Agosto deste ano a taxa de desemprego se estabelecia nos Estados Unidos em 4,6% e no Japão em 3,8%.

Só os mais distraídos é que se deixam enganar pelas instituições nacionais tomadas de assalto pelo partido do poder.
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Enviado por: comanche em Outubro 06, 2007, 07:09:10 pm
Energia: Sócrates lança domingo plataforma tecnológica associada ao hidrogénio



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Lisboa, 06 Out (Lusa) - O primeiro-ministro lança domingo, em Montemor-o-Velho, uma plataforma tecnológica na área das energias associadas ao hidrogénio, investimento na ordem dos 69 milhões de euros, que inclui a construção de uma fábrica e de um centro de investigação.

Na cerimónia de lançamento deste investimento, que envolverá a criação de 225 postos de trabalho, além de José Sócrates, estará também presente o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho.

Aprovado em Conselho de Ministros no passado dia 29 de Setembro, o investimento envolve o Estado Português e a AGNI - empresa considerada líder no desenvolvimento e no fabrico de células de combustível e de outros processos de alta tecnologia que permitem recorrer ao hidrogénio enquanto vector energético para a promoção de sistemas energéticos sustentáveis.

No final desse Conselho de Ministros, o titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, salientou que a futura plataforma tecnológica "será altamente automatizada e flexível", destinando-se, entre outras funções, "à produção de pilhas de combustível, sistemas de processamento de hidrocarbonetos e produção de energia".

De acordo com as estimativas do Governo, em 2016 (ano do termos do contrato com o Estado), o investimento deverá permitir um volume de vendas de 576,8 milhões de euros e um valor acrescentado de cerca de 163,6 milhões de euros em montantes acumulados desde 2009.

Ainda segundo dados do Governo, cerca de 80 por cento da produção da nova plataforma tecnológica destinar-se-á à exportação.

"Espera-se que o investimento apresente importantes efeitos de arrastamento [em relação a outras empresas do ramo energético] em actividades a montante e a jusante, bem como possibilite a interacção e cooperação com entidades do sistema científico e tecnológico no desenvolvimento de produtos de carácter tecnológico", refere o comunicado do Conselho de Ministros de 29 de Setembro.

Segundo dados fornecidos pela empresa, o projecto prevê a construção de uma plataforma tecnológica com cerca de 16 mil metros quadrados de área: a fábrica com 8800 metros quadrados; o centro de investigação e desenvolvimento com 7200 metros quadrados.

Em relação às diferentes componentes do investimento de 69 milhões de euros, 44 milhões destinam-se à nova fábrica e 25 milhões ao centro de investigação e desenvolvimento.

Entre os 225 postos de trabalho que serão criados com a construção e funcionamento da plataforma tecnológica, 41 serão ocupados por indivíduos doutorados, 36 com mestrado e 45 com licenciatura.

Com este investimento, a AGNI diz pretender contribuir para a "consolidação e internacionalização de um cluster energético de alta tecnologia em Portugal".

A AGNI afirma ainda querer "apostar no desenvolvimento de uma alta tecnologia que permita mudar o actual paradigma energético para um sistema energético sustentável baseado na utilização de energias renováveis e sistemas de produção descentralizados, baseados em redes energéticas inteligentes que aproximem a conversão de energia do utilizador final".

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Enviado por: André em Outubro 07, 2007, 11:53:35 pm
PM diz que investimento estrangeiro mostra confiança

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O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje em Montemor-o-Velho que o investimento estrangeiro em Portugal é um sinal de confiança no futuro da economia e da sociedade.

José Sócrates falava durante o lançamento do projecto de uma fábrica de pilhas de combustível para produção de energia, em Montemor-o-Velho.
«Ninguém investe em Portugal 60 milhões de euros numa fábrica com esta dimensão se não tiver confiança na economia e sociedade portuguesas» sublinhou o chefe de governo na sessão solene que decorreu no castelo desta vila.

A unidade fabril, cujo processo de fabrico é totalmente automatizado, é um investimento do grupo AGNI, empresa malaia que engloba capitais da Malásia, Singapura e EUA.

Além da fábrica, cuja construção deverá iniciar-se até ao final do ano e entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2009, o projecto inclui um centro de investigação e desenvolvimento, para um volume total de investimento cifrado em 69,3 milhões de euros.

O primeiro-ministro considerou que o «projecto de futuro» da plataforma tecnológica para produção de energia a partir de pilhas de combustível alimentadas a hidrogénio e oxigénio está «na linha da frente» das exigências mundiais na área energética, associando à produção o conhecimento e investigação.

«A inteligência e o saber para as produzir, desenvolver, e tornar competitivas vai ser muito exigente nos próximos anos. Mas há poucos em todo o mundo a fazer aquilo que a partir de agora se vai fazer aqui em Montemor-o-Velho», sustentou José Sócrates.

Apontou a dimensão nacional do investimento da AGNI por este induzir «conhecimento, qualificações e investigação» em Portugal na área da energia, mas também pela dimensão do investimento e por se destinar «às exportações».

«Representa que a AGNI confia na inteligência portuguesa, nas nossas universidades, nos nossos investigadores porque sem eles o projecto não irá para a frente. Mas também confia no futuro da economia portuguesa», realçou o primeiro-ministro.

Dirigindo-se ao presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, o social-democrata Luís Leal, José Sócrates contrapôs à declaração do autarca de que o projecto da AGNI é «uma sorte» para o concelho nos esforços para a atracção de investimento.

«Não é apenas sorte, é concentrar os esforços políticos para atrair investimento. Se tivermos sorte, se o projecto que é sempre uma aventura tiver sucesso, Montemor-o-Velho fica no mapa da inteligência em Portugal. Este é o projecto mais inovador no domínio da energia em Portugal», disse José Sócrates.

Já o presidente da AGNI, Sri Lingham, manifestou-se encorajado pelas estruturas de investigação existentes em Portugal, destacando a aposta do país no desenvolvimento tecnológico.

A unidade da empresa em Portugal servirá como plataforma de expansão da actividade da empresa na Europa, uma vez que cerca de 80 por cento da produção se destina à exportação.

A fábrica da AGNI ficará instalada no Parque de Negócios de Montemor-o-Velho, junto à Estrada Nacional 111 (Figueira da Foz-Coimbra), ocupando uma área total de 2,2 hectares.

Irá criar cerca 220 postos de trabalho, dos quais 55 altamente qualificados, no centro de investigação.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: PereiraMarques em Outubro 08, 2007, 02:20:42 pm
"Ver p'ra crer" :roll:

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Mário Lino anuncia abertura
Estações do metro do Terreiro do Paço e S. Apolónia inauguradas a 22 de Dezembro
08.10.2007 - 12h20 Lusa


As estações do metropolitano do Terreiro do Paço e de Santa Apolónia serão inauguradas a 22 de Dezembro, anunciou hoje o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino.

Nessa data, ficará completa a Linha Azul do metro, que ligará Santa Apolónia à Amadora, adiantou Mário Lino, durante uma visita às obras no Terreiro do Paço, acompanhado das secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e do presidente do Metropolitano de Lisboa, Joaquim Reis.

O ministro justificou o atraso de dois anos e meio da obra do Terreiro do Paço com questões de segurança e a necessidade de reformular todo o projecto.

"O anterior túnel teve de ser abandonado para que fosse construído um novo, mudou-se o local da estação. Na prática foi todo um novo projecto", sublinhou.


Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1306842 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306842)
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Enviado por: André em Outubro 09, 2007, 09:13:30 pm
Dono da Harrods diz que está disponível para ajudar Portugal

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O dono dos armazéns Harrods, Mohamed Al-Fayed, afirmou hoje aos jornalistas que está disponível para ajudar Portugal a promover os seus produtos.

O empresário falava numa cerimónia nos armazéns Harrods que assinalava o lançamento de uma campanha de promoção de Portugal, enquanto destino turístico, no Reino Unido, na qual serão investidos 1,6 milhões de euros.

No âmbito desta campanha, Portugal vai ter publicidade e mostra de produtos no Harrods durante este mês, num investimento, segundo o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, de 500 mil euros.

«Estou disponível para ajudar Portugal a promover [os seus produtos]», disse Al-Fayed.

O empresário adiantou que Portugal «é um grande país e tem um grande potencial, não só na área da alimentação como em áreas como os têxteis, mobiliário e turismo» e sublinhou que «a Harrods está disposto a ajudar».

Esta cerimónia contou com presença do secretário de Estado do Turismo e do presidente do Turismo de Portugal, Luis Patrão.

Bernardo Trindade, em declarações aos jornalistas, afirmou-se satisfeito com as declarações de Al-Fayed.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: Luso em Outubro 09, 2007, 10:57:25 pm
No que é que os projectos e intenções - que se podem ir buscar à pazada a um jornal económico contribuem para este tema que versa sobre macro-economia?
Não me levem a mal, mas é preciso separar as águas. :wink:
Que a arvore não nos impeça de ver a floresta.
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Enviado por: comanche em Outubro 10, 2007, 05:30:26 pm
Défice comercial global recua 7,5% no primeiro semestre


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De acordo com os dados hoje publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), de Janeiro a Junho, as saídas registaram um aumento de 9,2% e as entradas de 3,3%. Neste período, os Combustíveis e lubrificantes registaram uma queda de 15,2% nas saídas e de 27,0% nas entradas. O défice da balança comercial diminuiu 7,5% em relação ao período homólogo.

Tiago Figueiredo Silva

Segundo o Instituto, a taxa de cobertura foi de 68,1%, correspondendo a uma melhoria de 3,7 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior.

No primeiro semestre de 2007, na entrada de bens destaca-se o aumento homólogo de 13,3% dos Produtos alimentares e bebidas. Esta categoria registou um maior crescimento no primeiro trimestre do que no segundo (15,5% no primeiro trimestre face a 11,2% no segundo), já que tanto a entrada dos seus Produtos primários (21,1% face a 14,0% no segundo trimestre) como dos Produtos transformados (11,6% face a 9,1% no segundo trimestre) apresentaram um abrandamento no seu crescimento.

As Máquinas, outros bens de capital e os Fornecimentos industriais apresentaram igualmente acréscimos, na ordem dos 7,0%. A entrada de Máquinas, outros bens de capital registou variações idênticas nos dois primeiros trimestres de 2007 (6,9% no primeiro trimestre e 7,7% no segundo).

No entanto, as suas subcategorias tiveram comportamentos distintos: enquanto as Máquinas e outros bens de capital registaram um crescimento homólogo superior no primeiro trimestre, a entrada de Partes, peças separadas e acessórios apresentou uma maior subida no segundo trimestre de 2007.

Em relação à entrada de Fornecimentos industriais, esta categoria de produtos evidenciou um maior crescimento homólogo no segundo trimestre (9,5% face a 5,5% no primeiro trimestre). Entre Abril e Junho de 2007, os Produtos transformados registaram uma maior taxa de variação, assim como os seus Produtos primários, que assinalaram nestes meses um forte aumento face a igual período do ano anterior (36,5%).

De salientar ainda, na categoria do Material de transporte e acessórios as subidas verificadas no semestre de Automóveis para transporte de passageiros (4,1%) e de Partes, peças separadas e acessórios (10,0%), são fruto, essencialmente, das variações verificadas no segundo trimestre.

No caso dos Automóveis para transporte de passageiros registou-se mesmo uma inversão de sinal do crescimento: a variação homóloga negativa no primeiro trimestre passa a um crescimento significativo no segundo (-3,2% e 11,2% respectivamente). Por outro lado, a subcategoria do Outro material de transporte registou uma diminuição de 14,9% no semestre, devido à forte redução verificada na entrada deste tipo de bens no segundo trimestre.

Os Bens de consumo registaram um aumento significativo no primeiro trimestre, que contrabalançado por uma subida módica no segundo trimestre, resultou numa variação homóloga de 3,5% no primeiro semestre de 2007.

Em relação à saída de bens, tal como se verificou na entrada, os Combustíveis e lubrificantes apresentaram no primeiro semestre de 2007 uma redução de 27,0% face ao mesmo período do ano anterior, reflexo das diminuições registadas nos dois primeiros trimestres do ano, embora com maior expressão no segundo trimestre, com a taxa de variação homóloga a atingir os -29,4%.

Por outro lado, a saída para os mercados externos de Máquinas, outros bens de capital apresentou um acréscimo de 20,3%, como resultado da forte dinâmica de crescimento das Partes, peças separadas e acessórios (26,4%), que se verificou tanto no primeiro como no srgundo trimestre, e do aumento registado nas Máquinas e outros bens de capital (13,2%), embora esta tenha apresentado uma subida homóloga superior no primeiro trimestre que no segundo (17,2% face a 9,3% no segundo trimestre).

Todas as subcategorias dos Fornecimentos industriais contabilizaram variações homólogas positivas, que resultaram num crescimento global de 12,2%, sendo os aumentos mais significativos no primeiro trimestre.

De destacar ainda, o crescimento de 11,3% na saída de Material de transporte e acessórios. Esta categoria contabilizou uma maior subida no primeiro trimestre, já que todas as suas subcategorias registaram aumentos nesse trimestre. No que concerne ao segundo trimestre, os subgrupos Outro material de transporte e as Partes, peças separadas e acessórios apresentaram aumentos inferiores, e os Automóveis para transporte de passageiros registaram mesmo um decréscimo de 14,6% face ao segundo trimestre de 2006.

Para esta evolução contribuiu o encerramento de uma empresa do ramo automóvel em finais de 2006. Este efeito não se tinha revelado no primeiro trimestre dado que saída de Automóveis para transporte de passageiros no trimestre homólogo ter sido relativamente baixa.

Os Produtos alimentares e bebidas apresentaram um aumento de 10,5%, sendo o crescimento no primeiro trimestre mais significativo. Os Produtos transformados têm um crescimento menos intenso no segundo trimestre e os Produtos primários, que contabilizaram um aumento de 5,8% nos primeiros
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Enviado por: comanche em Outubro 11, 2007, 02:33:27 pm
Portugal continua a abrandar mas mantém crescimento acima da Zona Euro



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A economia portuguesa cresceu 0,5 por cento no segundo trimestre de 2008, acima da média da Zona Euro (0,3 por cento) e em linha com o conjunto da União Europeia (UE), de acordo com as segundas estimativas do Eurostat.

A economia portuguesa cresceu 0,5 por cento no segundo trimestre de 2008, acima da média da Zona Euro (0,3 por cento) e em linha com o conjunto da União Europeia (UE), de acordo com as segundas estimativas do Eurostat.

Na segunda estimativa hoje publicada, o departamento de estatísticas europeu reviu em alta de uma décima os números do crescimento do Produto Interno Bruto português, que se mantém no entanto em abrandamento face aos três primeiros meses do ano, quando cresceu 0,6 por cento.

Face a igual trimestre de 2006, o PIB português cresceu 1,6 por cento, abaixo da média de 2,5 por cento registado na Zona Euro e dos 3,2 por cento da UE-27, e contra os 2 por cento registados em igual trimestre do ano anterior.

As segundas estimativas do Eurostat para os PIB do segundo trimestre confirmam globalmente os números publicados a 4 de Setembro último, que evidenciavam uma desaceleração tanto na Zona Euro como na UE no seu conjunto.

O crescimento cifrou-se na Zona Euro no segundo trimestre em 2,5 por cento contra os 3,2 registados nos três meses anteriores.

O abrandamento, para o ritmo mais lento em dois anos, é explicado por uma quebra do investimento das empresas que se verifica pela primeira vez desde 2002.

Na União Europeia no seu conjunto, a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto cifrou-se em 2,8 por cento, contra 3,3 no trimestre anterior.

Os dados do departamento de estatísticas europeu confirmam uma aceleração do consumo das famílias, que cresceu 0,5 por cento na Zona Euro e de 0,6 por cento na UE-27, após 0 por cento e 0,2 por cento, respectivamente, no trimestre anterior.

Os investimentos pelo contrário, contraíram-se significativamente, recuando 0,2 por cento na Zona Euro e 0,1 por cento na UE-27 após aumentos de 1,9 por cento em ambas as zonas.

As exportações subiram 0,8 por cento nos treze (como trimestre anterior) e 0,7 por cento nos 27 (menos duas décima).

As importações aumentaram 0,5% (menos cinco décimas) nos países do euro e 0,4 por cento na UE (menos oito décimas).

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Enviado por: comanche em Outubro 11, 2007, 02:41:51 pm
Sócrates anuncia que défice orçamental ficará nos três por cento este ano

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O primeiro-ministro anunciou hoje que o défice público português se vai cifrar, já este ano, em três por cento do PIB. Portugal volta assim, ao fim de dois anos, a cumprir as regras orçamentais europeias definidas no Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Em 2005, quando o défice ultrapassou a barreira dos seis por cento, o Governo comprometeu-se junto das autoridades europeias a corrigir a situação de défice excessivo no espaço de três anos. Com este anúncio, o primeiro-ministro confirma que deverá conseguir antecipar este objectivo em um ano.

O "brilharete" do Governo deverá ser garantido graças ao desempenho mais positivo do que o previsto das receitas fiscais. De acordo com o boletim de execução do subsector Estado, a arrecadação de impostos cresceu, até ao final do mês de Agosto, a uma taxa de oito por cento, enquanto no OE se antevê uma variação de 6,6 por cento. Ao nível da despesa, enquanto no investimento se registam cortes significativos, os custos com pessoal continuam a estar acima do orçamentado.

Apesar da descida do défice para 3 por cento este ano, José Sócrates revelou que o objectivo para 2008 irá mannter-se nos 2,4 por cento. A proposta de OE para o próximo ano será entregue amanhã na Assembleia da República.
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Enviado por: Luso em Outubro 11, 2007, 05:56:39 pm
Que bom saber que está tudo a ficar bem! :banana:
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Enviado por: Daniel em Outubro 11, 2007, 06:00:22 pm
Portugal recupera, diz FMI
Relatório anual prevê crescimento de 1,8% em 2007 e 2008


O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou hoje que Portugal está finalmente a conseguir uma recuperação económica modesta e previu que o crescimento irá aumentar para cerca de 1,8% em 2007 e 2008.
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No seu relatório económico anual, o FMI alerta no entanto que a situação económica portuguesa continua a precisar de apoio e que a competitividade externa permanece fraca.

O relatório diz que Portugal necessita de uma reforma estratégica global para aumentar a competitividade e o crescimento.
De acordo com a conclusão da consulta do FMI a Portugal, ao abrigo do Artigo IV, referente a 2007, hoje divulgado pelo Banco de Portugal, a economia portuguesa deve crescer este ano e no próximo 1,8 por cento, valor que corresponde a uma revisão em baixa face aos 2,1 por cento antecipados nas previsões de Abril para 2008.

No mesmo documento, o Fundo diz que as tensões nos mercados financeiros aumentaram os riscos descendentes do crescimento, pelo que há agora mais hipóteses de o crescimento vir a ser inferior a 1,8 por cento.
A procura externa deverá continuar a ser o principal motor de crescimento, num ano em que se espera que a procura interna (consumo e investimento) se mantenham moderados.

A instituição alerta ainda que os níveis elevados da dívida das empresas e as condições de crédito mais restritivas podem limitar a recuperação do investimento.
As novas reformas estruturais, que o FMI apela de "modestas", devem conduzir a uma recuperação gradual da competitividade e da produtividade, e a reestruturação da administração pública vai ter um "papel central" na redução do défice.

Os economistas do FMI elogiam ainda as recentes reformas do sistema de segurança social, dizendo que "melhoraram significativamente a sustentabilidade de longo prazo" do sistema, mas frisam que Portugal continua ainda com uma "fraca competitividade externa".
O FMI volta também a alertar para a necessidade de tornar a legislação de protecção ao emprego menos restritiva e de eliminar a extensão automática da contratação colectiva e mostrou-se preocupado com a recente decisão de aumentar "significativamente" o salário mínimo (aumento para 500 euros até 2011).

Com Lusa  
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Enviado por: comanche em Outubro 11, 2007, 06:59:51 pm
Economistas defendem consolidação orçamental pela via da redução da despesa pública

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Os economistas ouvidos pela agência Lusa esperam que a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2008 mostre que o Governo vai continuar a apostar na consolidação das contas públicas, preferencialmente através da redução da despesa.
 
A consolidação orçamental tem sido feita "violentamente do lado da receita e está na altura de passar a acontecer do lado da despesa", frisou, em declarações à Lusa, o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças António Nogueira Leite.

"Já toda a gente sabe que vai haver redução de impostos, mas até lá gostava que o caminho a percorrer fosse o da racionalização da despesa", disse o economista, que também espera ver "materializado no próprio OE de 2008 a reforma da Administração Pública".

Para Francisco Murteira Nabo, bastonário da Ordem dos Economistas, o desafio do próximo OE é o de garantir a sustentabilidade do défice público, para que o governo possa ter uma política "mais agressiva" em termos de crescimento económico.

"Saímos do ciclo do défice e vamos entrar no ciclo do crescimento", para que Portugal se aproxime da média de crescimento do resto da Europa, acrescentou Murteira Nabo.

Outro dos desafios do próximo orçamento é o de continuar a alteração da base tecnológica da economia portuguesa, com Portugal a deixar de ser um país de mão-de-obra barata e passar a ser de mão-de-obra qualificada, segundo o mesmo economista.

O Governo deve também criar as condições para atrair mais investimento, num ano em que os riscos para o crescimento são sobretudo ao nível das exportações e do investimento, com a possibilidade de um abrandamento mais acentuado do que o esperado da economia europeia.

O professor da Universidade Católica João Confraria considera que "a primeira prioridade" do orçamento para 2008 deverá ser "continuar com uma política de rigor orçamental".

"Acho que, globalmente, o Governo tem tido políticas acertadas, embora ainda esteja por ver o resultado de algumas políticas públicas na Saúde e Educação", disse o especialista.

Sobre a redução dos impostos, João Confraria frisou que "é uma opção que deve ser sempre avaliada com cautela".

"Mas, a acontecer, penso que seria mais benéfico a longo prazo uma redução do imposto sobre o rendimento do que do IVA", afirmou o economista.

O ex-secretário de Estado do Tesouro e Finanças Miguel Frasquilho sublinhou igualmente que a lei orçamental para 2008 deverá "assentar numa consolidação reforçada das finanças públicas pela via da despesa".

Considerou, contudo, que "devem ser aproveitadas todas as folgas para reduzir a carga fiscal, que é muito elevada".

Esta descida da tributação é necessária "para dar algum estímulo à economia", argumentou Frasquilho, que defende que o Governo actue "primeiro no IVA e IRC e numa segunda fase no IRS".

O antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga defendeu hoje a necessidade de maior eficiência na despesa pública e uma maior selectividade no investimento público para tornar a economia portuguesa mais competitiva.

"O país necessita de maior eficiência na despesa pública corrente e que o investimento público seja bastante mais selectivo para que a economia tenha maior competitividade", sustentou o antigo governante, à margem do II Congresso dos Economistas Portugueses.

É a "qualidade da alocação" dos recursos públicos que gera competitividade, reforçou o economista.

Catroga considerou ainda que Portugal tem "um nível exagerado de fiscalidade, face à riqueza produzida pelo país".

Esta situação "está a afectar o rendimento disponível dos cidadãos e a capacidade de auto-financiamento das empresas", disse.

No entanto, questionado sobre uma eventual descida dos impostos, Eduardo Catroga defendeu que apenas será possível com uma redução simultânea da despesa pública e consolidação orçamental.

"Não tem havido sucesso na descida da despesa pública, o que está a condicionar a redução dos impostos", argumentou o economista.

"Deveriam [o Governo] começar a traçar objectivos até 2010 no sentido de garantir que haja redução dos impostos".

Reconheceu contudo, que 2008 não há "grande folga" para essa descida.

 
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Enviado por: comanche em Outubro 12, 2007, 01:43:51 pm
Défice de 3% é só o primeiro passo no bom caminho

Portugal terá de continuar a fazer esforços de consolidação para equilibrar as contas públicas

Luís Rego, em Bruxelas

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excessivo à luz do Pacto de Estabilidade, mas isso ainda não lhe permite eliminar o contencioso em Bruxelas, nem acabar com o problema das finanças públicas portuguesas. O anúncio do primeiro-ministro, José Sócrates, terá sido bem recebido pela Comissão Europeia, sobretudo a inversão na trajectória da dívida, “pela primeira vez em sete anos”, mas por enquanto ainda não altera nada.

Sócrates afirmou, num anúncio solene e à hora de noticiário, que “Portugal vai antecipar em um ano o cumprimento das suas obrigações internacionais. Vai por as contas públicas em ordem um ano antes do que estava previsto”. É possível que o entusiasmo do primeiro-ministro tenha levado longe demais as suas palavras. Desde logo, o compromisso de Portugal era colocar, em 2008, o défice “abaixo de 3%, de forma credível e sustentada” – está lá quase, mas ainda não está. Além disso, como tem insistido o comissário Joaquin Almunia, “ter um défice abaixo de 3% é um objectivo intermédio – a história não acaba aí”. Nessa altura, explicou o comissário há alguns meses, “Portugal continuará a ter de fazer esforços de consolidação para situar as suas contas a médio prazo em posição de equilíbrio”. Em Bruxelas só há motivo para celebrar quando o défice for anulado, algo que Portugal promete para 2010.

Este é um sinal para os próximos orçamentos nacionais. E nomeadamente para o compromisso assumido por Sócrates de descer o IVA, que parece encaixar cada vez mais no ano de 2009, perante um défice de 2,4% confirmado ontem para o próximo ano. Como exemplo, é exactamente esse o cenário em que se encontra a França neste momento, provocando a ira em Bruxelas com os seus cortes de impostos e adiando o equilíbrio orçamental.

Mas há outro motivo para alguma prudência em Bruxelas. “É importante mas vamos esperar - não é a primeira vez [que se fazem anúncios assim]”, explicou um alto quadro em Bruxelas. Sócrates afirmou ontem que reduziu o défice de 6% para 3% em dois anos. Mas em 2002 o governo de Durão Barroso, actualmente presidente da Comissão, reduziu o défice de 4,1% para 2,7% num ano.

Todavia, há agora uma diferença muito importante, que as organizações internacionais reconhecem e saúdam: o governo socialista não vendeu as ‘jóias da coroa’ em operações irrepetíveis. Mas, numa operação que se repete desde 2005, aumentaram-se os impostos fazendo de Portugal um dos países com o nível de IVA mais elevado da UE (21%). Nos primeiros oito meses deste ano, a receita foi responsável por 0,7 pontos no corte do défice do Estado e a despesa de apenas 0,4 pontos, disse o próprio ministro das Finanças na RTP. O peso da despesa no PIB está a cair mas isso não seria possível sem os cortes sucessivos no investimento público desde 2005 (que regrediu 2,3% do PIB em 2006 e 2,2% em 2006).

Isto não significa que não haja consolidação efectiva. Ainda ontem dados da Comissão demonstram que o consumo público está a diminuir (é aliás o único país da zona euro onde isso ocorre). O congelamento das carreiras e o esmagamento dos salários produzem os seus efeitos até que a reforma da administração produza resultados duradouros. Os observadores atentos à despesa nacional continuam a ver aí a justa medida do êxito deste ministro das Finanças a médio prazo.

Nesse âmbito, mais importante que as três décimas a menos que ontem se anunciaram, são as quatro décimas de corte no rácio da dívida pública (para 64,4% do PIB), ou mesmo as medidas em curso na segurança social. É aqui que começa a resposta ao desafio da sustentabilidade de longo prazo das contas públicas.


Fim do contencioso com Bruxelas é antecipado seis meses
Portugal precisaria de cortar ao défice, pelo menos, mais uma décima de ponto percentual para pedir o arquivamento do procedimento de défice excessivo (PDE) no início de 2008. O compromisso assumido por Lisboa, aceite e recomendado por Bruxelas, foi ficar “abaixo de 3%, de forma credível e sustentada”. Porém, Bruxelas poderá, como fez com a França em 2006, propôr o fim do contencioso no fim de 2008 – assim que tiver a certeza de que o défice do próximo ano ficará claramente abaixo de 3%, ou seja, depois de conhecidas as previsões económicas de Outono. Ter um PDE significa que a economia fica debaixo de supervisão permanente das autoridades europeias. Esta avaliação é uma forma de castigo com que Portugal vive desde 2002 e tem dado um sinal negativo aos observadores internacionais, tais como as agências de ‘rating’ da dívida. Não é linear, mas sem o PDE, os juros poderiam ser mais baixos em Portugal. Normalmente, os procedimentos são arquivados no fim do primeiro semestre do ano seguinte ao cumprimento da meta, após validação pelo Eurostat e as previsões da Primavera da CE. Mas a revogação do défice francês abriu uma excepção. No início de 2006 o défice francês de 2005 estava calculado em 3%, depois revisto para 2,9%. A Comissão arquivou o PDE em Novembro de 2006. Mas na óptica da CE a França não deve servir de bom exemplo para Portugal. Tal como acordaram os ministros, em Abril deste ano, todos os ganhos adicionais obtidos devem ser repercutidos em novos cortes do défice, ao contrário do que está a fazer Paris. E, por isso, se Lisboa decidir manter, como disse ontem José Sócrates, a meta de 2,4% para 2008, terá de explicar onde meteu os ganhos adicionais que permitiram reduzir o défice este ano. E ainda cortar 0,75 pontos percentuais do PIB de défice estrutural, aliviando o ritmo para 0,5 pontos até atingir o equilíbrio (0,4% do PIB), em 2010.

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Enviado por: comanche em Outubro 12, 2007, 06:25:54 pm
Constâncio elogia redução do défice para 3% do PIB já em 2007

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O governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, elogiou hoje o Governo por ter reduzido o défice orçamental para 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) já este ano.
 


O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou a 11 de Outubro que o défice orçamental português vai ficar dentro da meta imposta pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), de 3,0 por cento PIB, já em 2007, um ano antes do previsto, permitindo a Portugal deixar a lista de países com défice excessivo.

"É um desempenho que não se esperava na Europa. Aumenta bastante a credibilidade do país junto dos mercados financeiros e ajuda à recuperação da economia portuguesa", disse Vitor Constâncio, em declarações aos jornalistas, à margem do 2º congresso dos Economistas, que decorre no Centro de Congressos de Lisboa.

O responsável do Banco de Portugal considerou ainda que esta previsão está dentro "do intervalo de possibilidades".

No entanto, o responsável pelo Banco de Portugal assegurou ainda que, apesar deste "resultado notável", quer já no ano passado quer este ano, "o processo de consolidação orçamental mantém-se".

Questionado sobre uma possível baixa de impostos, Constâncio disse que "não se justifica ainda, pois temos um caminho a percorrer para reduzir o défice que, de acordo com os objectivos traçados para 2010, deverá estar muito próximo do zero".

"Esse caminho é ainda difícil de percorrer", por isso, o governador do Banco de Portugal recomendou "prudência" em matéria de impostos.

O economista referiu, também, que as previsões do Governo para o crescimento económico "estão dentro do intervalo" previsto em Julho pelo Banco de Portugal, que tem um ponto médio de 2,2 por cento.

"Estamos a começar a preparar o boletim económico para Dezembro, mas ainda não temos informação sólida nesta matéria [crescimento económico]", disse Constâncio.

"Nos organismos internacionais existe a ideia de que poderá haver uma muito ligeira revisão em baixa do crescimento económico, mas neste momento não avançaria com números, uma vez que a situação internacional é muito incerta neste momento", acrescentou.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
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Enviado por: comanche em Outubro 12, 2007, 06:38:46 pm
Receita fiscal cresce 3,8% em 2008

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A receita fiscal deverá aumentar 3,8 por cento em 2008, face à estimativa de execução de 2007, para 36.433 milhões de euros, crescendo menos que o valor nominal da economia, segundo a proposta de Orçamento do Estado (OE), hoje divulgado.
 


A receita de impostos directos deverá atingir 14.773 milhões de euros em 2008, um aumento de 3,9 por cento, e a de impostos indirectos deverá ascender a 21.660 milhões de euros, um aumento de 3,8 por cento.

Este crescimento da receita fiscal é inferior ao ritmo de expansão de 4,9 por cento previsto para a economia, em termos nominais.

Entre os impostos indirectos, o destaque vai para o IVA, que representa cerca de dois terços das receitas, 14.145 milhões de euros, traduzindo um aumento de 8 por cento.

O relatório do OE para 2008 indica que as receitas de IRS deverão crescer 5,5 por cento em 2008, face à estimativa de execução de 2007, para 9.252 milhões de euros, e as de IRC aumentar 1,5 por cento, para 5.511 milhões de euros.

O documento aponta para uma redução de 5,4 por cento em 2008 nas receitas do imposto sobre veículos face à execução prevista para 2007, que se quedará em 1.120 milhões de euros, que serão parcialmente compensadas por um aumento de 26,2 por cento no imposto de circulação, que atingirá 111 milhões de euros de receitas para o Estado.

Esta situação reflecte a alteração em curso na fiscalidade automóvel que vai no sentido de aumentar o peso da componente ambiental no imposto pago no acto da compra do automóvel e um aumento dos impostos de circulação durante o período de vida útil do veículo.

O relatório revela que a previsão de execução de receitas de impostos em 2007 (35.085 milhões de euros) ficou 1,5 por cento acima da previsão contida no Orçamento para 2007, apesar de a execução nos impostos indirectos (20.865 milhões de euros) ter sido 1,3 por cento inferior ao orçamentado.

A execução nos impostos directos de 2007 foi 6,9 por cento superior ao anteriormente orçamentado, com as receitas de IRC (5.430 milhões de euros) a ficarem 13,0 por cento acima do esperado e as de IRS (8.870 milhões de euros) a excederem em 2,0 por cento o orçamentado.

Quanto aos impostos indirectos, a execução orçamental de 2007 deverá ser ligeiramente inferior ao orçamentado no IVA (menos 0,7 por cento) e claramente mais baixa no imposto sobre os produtos petrolíferos (menos 6,6 por cento).

 
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Enviado por: comanche em Outubro 17, 2007, 07:07:48 pm
Dez milhões de euros por dia nos próximos 6 anos



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Dez dos 14 programas operacionais do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) são assinados esta tarde pelo ministro português do Ambiente e Desenvolvimento Regional, Nunes Correia, e a comissária europeia para a política regional, Danuta Hübner.

Estes programas envolvem a atribuição de uma verba de 21,5 mil milhões de euros até 2013, o que significa que Portugal vai receber 10 milhões de euros por dia dos fundos comunitários. “No total estes 21 mil milhões de euros de fundos comunitários vão corresponder a um investimento total da ordem dos 44 mil milhões em três componentes: fundos comunitários, comparticipação pública e privada”, afirmou o ministro do Ambiente.

Em declarações ao “Jornal da Tarde”, Nunes Correia desdramatiza a expressão “última oportunidade” aplicada à dimensão da verba oriunda da União Europeia. “Esta é seguramente uma grande oportunidade no quadro dos fundos comunitários a que temos tido acesso, por ventura, o último grande quadro com esta dimensão”, declarou.

A qualificação dos recursos humanos, o aumento da competitividade e a valorização territorial são as áreas para as quais a verba será canalizada.

“Naturalmente a grande prioridade definida pelo Governo é o “potencial humano”, visando a qualificação dos portugueses (....) há todo um conjunto de programas que vão fazer a diferença”, acrescenta o ministro. A aplicação dos programas será articulada entre os ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social, da Educação, da Ciência e do Ensino Superior.

O programa temático para a qualificação dos recursos humanos é dotado com mais de seis milhões de euros, sendo financiado pelo Fundo Social Europeu. O seu objectivo é a redução da percentagem de abandono escolar, que em 2005 se situava nos 38 por cento. A ideia é que todos os jovens até aos 18 anos tenham formação profissional que lhes dê equivalência ao ensino secundário.

O aumento de competitividade visa estimular o conhecimento, o desenvolvimento tecnológico, a modernização e a inovação. Com uma verba de 3.104 milhões de euros, uma das suas metas será a duplicação das empresas tecnológicas no sector da indústria até 2010.

A valorização do território destina-se ao desenvolvimento de projectos de redes e equipamentos nas áreas dos transportes e ambiente. O comboio de alta velocidade e o novo aeroporto de Lisboa inscrevem-se neste programa financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. O montante destinado à valorização do território é de 4.659 milhões de euros.

Foram ainda criados cinco programas regionais para o continente, assim como mais dois para a Madeira e Açores.

O regulamento para apresentação de candidaturas, que começam em Novembro, estará disponível na Internet.


Espero que o governo, empresários, etc. saibam aproveitar esta oportunidade, os portugueses merecem isso.
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Enviado por: comanche em Novembro 06, 2007, 08:33:25 pm
Sócrates diz que tirará 5 mil milhões de euros ao défice do Estado


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O primeiro-ministro afirmou que tirará "em três anos" mais de 5 mil milhões de euros ao défice e acusou Santana Lopes e Paulo Portas de terem protagonizado "um dos maiores fracassos governamentais".


As posições de José Sócrates foram assumidas na abertura do debate da proposta de Orçamento do Estado para 2008 na Assembleia da República, num discurso em que fez críticas às opções políticas do PSD e do CDS-PP.

Numa alusão indirecta ao facto de o CDS-PP ser de novo liderado por Paulo Portas e de o ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes desempenhar agora as funções de presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Sócrates disse estar perante "uma ironia amarga".

"Entre 2002 e 2004, foram impostos aos portugueses muitos sacrifícios, mas esses sacrifícios não trouxeram resultados. E que ironia amarga ver agora a direita neste debate do Orçamento ser liderada pelos mesmíssimos responsáveis por aquele que foi, sem dúvida, um dos maiores fracassos governamentais da democracia portuguesa", apontou.

Em contraponto, o primeiro-ministro procurou apresentar os resultados do seu Governo, partindo da meta do défice de 2,4 por cento projectada para 2008, "o que significa uma redução em mais de 60 por cento do défice verificado em 2005".

"Em três anos tiraremos mais de cinco mil milhões de euros ao défice do Estado", disse, antes de defender que a despesa corrente primária passará para 38 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

"Significa três anos consecutivos de redução - e isto nunca se verificou nos 30 anos da democracia. Isto quer dizer poupar 3,5 mil milhões de euros à despesa pública portuguesa", apontou.

Ainda de acordo com os dados apresentados por Sócrates, as despesas com pessoal das administrações públicas também serão reduzidas, passando a representar 12,2 por cento do PIB, e a dívida pública cairá em 2008 para 64,1 por cento.

Na Segurança Social, o primeiro-ministro advogou que Portugal "deixou de ser considerado um país de alto risco" em relação à sustentabilidade do seu sistema público e que, por outro lado, a proposta de Orçamento para o próximo ano se traduzirá num aumento do investimento público em 6,3 por cento.

"Não esquecemos a coesão territorial e, por isso, reduzimos a taxa de IRC para as empresas no interior do país em cinco pontos percentuais", sustentou.

Parte significativa do discurso do primeiro-ministro foi dedicada a passar a ideia de que a proposta do Orçamento para 2008 vai ter prioridades sociais.

Segundo Sócrates, a par de um aumento dos investimentos em sectores de soberania (Justiça, Defesa e segurança interna), o orçamento da ciência e da tecnologia passará a representar um por cento do PIB em 2008 e a dotação financeira para as políticas activas de emprego "aumentará de 1,7 para 2,3 mil milhões de euros - uma subida de 35 por cento".

Antecipando críticas da oposição, o primeiro-ministro referiu-se ao tema do desemprego, mas para dizer que conseguiu "conter" o ritmo de crescimento da taxa de desemprego em Portugal.

Neste ponto, Sócrates entrou em comparações com os executivos PSD/CDS-PP, dizendo que, desde 2005, o desemprego cresceu 0,4 por cento contra 3,1 por cento entre 2002 e 2005.

"Desde que o Governo iniciou funções, a economia criou 60 mil postos de trabalho líquidos. Nos três anos anteriores, a economia perdeu 37 mil postos de trabalho", declarou, sendo, de imediato, contestado pelas bancadas da oposição.

Para o próximo ano, Sócrates prometeu aumentar os investimentos em creches (em 2008 serão lançadas mais 200) e sublinhou que o Orçamento vai "alargar benefícios fiscais em sede de IRC para as empresas que invistam em creches para os filhos dos seus trabalhadores".

Sócrates aludiu ainda a medidas de apoio (através de aumentos das deduções fiscais) às famílias com filhos até três anos e à "plena implementação do Complemento Solidário para Idosos".

Em 2008, este subsídio "abrangerá os maiores de 65 anos. Desta forma, no próximo ano, nenhum idoso viverá com rendimento abaixo do que é considerado limiar da pobreza", disse.

 
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Enviado por: comanche em Novembro 06, 2007, 08:40:57 pm
O primeiro-ministro garantiu hoje que o Governo honrará os compromissos assumidos em 2006 na concertação social para a valorização gradual do Salário Mínimo Nacional (SMN) até atingir os 500 euros em 2011.

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"O Governo apresentará uma proposta que honra os compromissos políticos assumidos na concertação social", afirmou José Sócrates.

O primeiro-ministro, que respondia a uma pergunta do deputado comunista Honório Novo, não revelou, contudo, qual o valor que será fixado pelo Governo para o SMN no próximo ano.

"Quanto pensa aumentar o SMN em 2008?", questionou Honório Novo, do PCP, partido que já anunciou que irá apresentar na Assembleia da República uma proposta de aumento do SMN para os 426,5 em 2008, valor que consideram corresponderá ao aumento gradual do SMN para poder chegar em 2009 aos 450 euros e em 2011 aos 500 euros.

Em Dezembro de 2006, em sede de concertação social foi alcançado um acordo que que prevê uma valorização gradual do SMN de forma atingir os 500 euros em 2011.

O acordo prevê que o SMN seja fixado nos 450 euros em 2009 e que os valores intermédios (2008 e 2010) sejam sujeitos à analise e parecer anual da comissão tripartida, a ser criada, e serão fixados pelo Governo depois de ouvidos os parceiros sociais.

O SMN é actualmente de 403 euros.

Na ronda de perguntas de todos os partidos ao Governo no primeiro dia do debate da generalidade do Orçamento de Estado para 2008, a empresa Estradas de Portugal voltou a estar em destaque, com a deputada do BE Helena Pinto a questionar o primeiro-ministro sobre a possibilidade do contrato de concessão permitir ou não a cobrança de portagens fora das auto-estradas.

Na resposta, José Sócrates respondeu taxativamente: "a resposta é não".

José Sócrates insistiu ainda que não está "decidida nenhuma privatização" da empresa Estradas de Portugal na proposta de Orçamento de Estado para 2008, mas "apenas está definida essa possibilidade".

"Não há nenhum plano para a privatização, essa possibilidade está apenas enunciada", salientou.

Instado pelo líder parlamentar do CDS-PP, Diogo, Feio, a pronunciar-se sobre a proposta dos democratas-cristãos para a publicação da dividas do Estado a particulares, José Sócrates esclareceu que actualmente só são publicadas as dividas dos contribuintes à Administração Fiscal, deixando de fora as dividas dos particulares a outras entidades públicas, como as autarquias.

Além disso, acrescentou, se os particulares quiserem o Estado publica as dívidas que tem, mediante a apresentação de um requerimento para o efeito.

Em resposta a uma questão do vice-presidente da bancada do PSD José Eduardo Martins, o primeiro-ministro voltou a insistir que a consolidação orçamental está a ser feita com recurso ao corte da despesa e não através do aumento da receita.

"Uma mentira mil vezes repetida não passa a ser verdade", gracejou.

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Enviado por: Luso em Novembro 07, 2007, 09:27:28 am
http://www.youtube.com/watch?v=ISL5e3yuc3E (http://www.youtube.com/watch?v=ISL5e3yuc3E)
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Enviado por: P44 em Novembro 07, 2007, 02:33:28 pm
Até chove dinheiro... :roll:  :roll:
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Enviado por: comanche em Novembro 08, 2007, 07:39:41 pm
Previsões/UE: Bruxelas revela nas Previsões Outono se Lisboa tem razões para estar optimista com evolução da economia



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Bruxelas, 08 Nov (Lusa) - Bruxelas revela sexta-feira se concorda com a previsão de Lisboa de descida do défice orçamental para 3,0 por cento em 2007, cumprindo o Pacto de Estabilidade e Crescimento um ano antes do que se previa anteriormente.

Nas suas Previsões Económicas do Outono a Comissão Europeia também irá indicar se acredita ser possível Portugal crescer em 2008 acima da média da zona euro após seis anos a divergir, como estima Lisboa.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou em Outubro que o défice orçamental português iria ficar, um ano antes do previsto, dentro da meta imposta pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, de 3,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), já em 2007, permitindo a Portugal deixar a lista de países com "défice excessivo".

"Caso se confirme, é uma justa recompensa, especialmente alcançada no contexto difícil de Portugal, sendo uma consolidação não-artificial", afirmou na altura o comissário europeu da Economia e Assuntos Monetários, Joaquin Almunia.

Nas (últimas) Previsões Económicas da Primavera de Maio último, a Comissão Europeia previa um défice orçamental de 3,5 por cento do PIB para Portugal em 2007.

Na altura, a previsão do governo português (Março) apontava para um défice de 3,3 por cento.

Lisboa é alvo de um "procedimento de défices excessivos", por ultrapassar um desequilíbrio das suas contas superior ao limite de 3,0 por cento previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento europeu, tendo-se comprometido a tomar medidas para reduzir essa percentagem para um valor inferior a esse limite até 2008.

A Comissão Europeia deverá, por outro lado, fazer uma revisão em baixa da taxa de crescimento prevista para a economia portuguesa em 2008, seguindo a tendência de outras instituições internacionais.

Na apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2008, o ministro das Finanças baixou de 2,4 por cento para 2,2 a previsão de crescimento da economia portuguesa, que mesmo assim ficaria acima dos 2,1 previstos para a Zona Euro.

Nas Previsões da Primavera Bruxelas tinha sido mais pessimista, estimando um crescimento de 2,0 por cento para a economia portuguesa no ano que vem.

Analistas contactados nos últimos dias pela agência Lusa admitem que a Comissão Europeia reveja em baixa ligeira as previsões económicas para o próximo ano.

"É normal que a Comissão reveja em baixa" os números para Portugal, sobretudo os de 2008, já que "o movimento global é nesse sentido", afirmou Gonçalo Pascoal, economista-chefe do BCP.

Bruxelas deve justificar a revisão com a "degradação do contexto de crédito", continuou o mesmo analista, dizendo que as previsões do BCP apontam para um crescimento de 1,9 por cento em Portugal este ano, e de 2,1 por cento em 2008.

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Enviado por: comanche em Novembro 09, 2007, 02:14:36 pm
Bruxelas acredita que Lisboa vai baixar défice para 3% do PIB em 2007



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A Comissão Europeia alinhou as suas previsões para o défice orçamental português deste ano com as do Governo, para 3,0%, mas é mais pessimista que Lisboa para 2008.

Nas suas Previsões Económicas de Outono para 2007-2009, o chamado executivo comunitário também dá uma indicação em como deverá propor já em Maio a saída de Portugal do procedimento de "défice excessivo".

A Comissão Europeia estima que o desequilíbrio das contas portuguesas deverá ser de 3,0 por cento do PIB em 2007, mas de 2,6 por cento em 2008, ou seja, mais 0,2 pontos percentuais do que as previsões governamentais.

Para 2009, Bruxelas aponta para nova redução do saldo negativo das contas públicas, para 2,4 do Produto Interno Bruto (PIB), num cenário de políticas inalteradas.

Nas Previsões Económicas da Primavera, divulgadas a 7 de Maio, a Comissão Europeia previa um défice orçamental de 3,5 por cento do PIB para Portugal em 2007 e uma descida para 3,2 em 2008, numa altura em que a previsão do Governo português apontava para um desequilíbrio de 3,3 por cento no corrente ano.

Bruxelas mostra assim que acredita na previsão do Governo de colocar o défice nos 3,0 por cento um ano antes do que se previa anteriormente.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou em Outubro que o défice orçamental português iria ficar dentro da meta imposta pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, de 3,0 por cento do PIB, já em 2007, permitindo a Portugal deixar a lista de países com "défice excessivo".

"Caso se confirme, é uma justa recompensa, especialmente alcançada no contexto difícil de Portugal, sendo uma consolidação não-artificial", afirmou, na altura, o comissário europeu da Economia e Assuntos Monetários, Joaquin Almunia.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) irá confirmar em Março próximo se Portugal obteve no final do corrente ano um défice de 3,0 por cento.

Se a trajectória descendente do défice para 2008 e 2009 for também confirmada no início de Maio, nas próximas previsões económicas da Comissão Europeia, na Primavera, é muito provável que, logo em seguida, Bruxelas proponha o fim do procedimento de "défice excessivo" aberto em 2004 contra Portugal.

Isso mesmo aconteceu este ano com a Alemanha, Grécia e Malta, quando a Comissão Europeia propôs a 16 de Maio último o arquivamento dos respectivos procedimentos depois de verificar que a descida do défice se fazia de uma forma "sustentada".

Lisboa é alvo de um "procedimento de défices excessivos", por ultrapassar um desequilíbrio das suas contas superior ao limite de 3,0 por cento previsto no Pacto de Estabilidade e Crescimento europeu, tendo-se comprometido a tomar medidas para reduzir essa percentagem para um valor inferior a esse limite até 2008.

Crescimento da economia europeia vai abrandar em 2008 e 2009

A economia europeia deverá crescer a um ritmo 0,5 pontos percentuais mais lento nos próximos dois anos, limitada a 2,4 por cento, sobretudo devido às perturbações registadas nos mercados financeiros, estima Bruxelas.

De acordo com as previsões económicas de Outono hoje divulgadas pela Comissão Europeia, esse abrandamento ocorrerá também na Zona Euro, com o crescimento a passar de 2,6 por cento em 2007 para 2,2 em 2008 e 2,1 no ano seguinte.

Trata-se de uma revisão em baixa das perspectivas económicas da Primavera, divulgadas em Maio passado, com o executivo comunitário a assinalar, no entanto, que, devido a um "contexto mundial ainda positivo" e "parâmetros macroeconómicos sólidos", essa revisão no sentido descendente é limitada a 0,3 pontos percentuais em 2008, tanto na UE a 27 como no espaço monetário único.

"O clima económico foi ensombrado pelas perturbações ocorridas nos mercados financeiros este Verão, pelo abrandamento da economia dos Estados Unidos e pelo aumento constante dos preços do petróleo. Por conseguinte, o crescimento económico abrandou e os riscos de deterioração da situação aumentaram claramente", comentou o Comissário responsável pelos assuntos económicos e monetários, Joaquín Almunia.

O comissário europeu ressalva que "graças ao forte crescimento da economia mundial e a sólidos parâmetros macroeconómicos, o impacto negativo deverá ser limitado", sustentando Bruxelas que o abrandamento do crescimento é de certa forma compensado por outros factores como o consumo privado, "o principal impulsionador do crescimento no início deste ano", que deverá aumentar a "um ritmo robusto".

A Comissão estima também um crescimento "relativamente sustentado do emprego", com a criação de 8 milhões novos postos de trabalho na UE entre 2007 e 2009, além dos 3,5 milhões criados em 2006, o que, a concretizar-se, contribuirá para a redução da taxa de desemprego da União para 6,6 por cento em 2009 (7,1 na Zona Euro), "níveis nunca observados nos últimos quinze anos".

Já a inflação deverá aumentar nos próximos trimestres, "na sequência de preços mais elevados dos produtos de base", mas deverá diminuir para cerca de 2 por cento em meados de 2008 na zona do euro.

"Em relação aos preços, a inflação deverá manter-se moderada, existindo, todavia, o risco de recrudescer", observou Almunia.

Quanto ao défice orçamental, Bruxelas continua a acreditar que em 2007 diminuirá para atingir "o nível mais baixo desde há muitos anos", tanto no conjunto da União Europeia como na Zona Euro, mas prevê que, em termos estruturais, se assista posteriormente a uma interrupção da consolidação orçamental.

As previsões apontam para uma diminuição do défice das administrações públicas em 2007 para 1,1 por cento do PIB na União Europeia (era de 1,6 por cento em 2006) e 0,8 por cento na "Eurolândia" (contra 1,5 por cento no ano passado), mas o cenário para 2008 é menos risonho, prevendo "um agravamento em alguns países, devido ao abrandamento da actividade económica e à utilização de receitas excepcionais para financiar despesas suplementares nalguns países".

A Comissão estima então que se verifique um aumento do défice global em 2008, situando-o em 1,2 por cento do PIB na UE e em 0,9 por cento na zona do euro, devendo estabilizar-se em 2009, "no pressuposto de políticas inalteradas".

Em termos estruturais, a consolidação orçamental deverá ser interrompida em 2008 e 2009.

Segundo as previsões de Outono, a dívida das administrações públicas encontra-se numa trajectória descendente, prevendo-se que se situe em 63,4 por cento do PIB na zona do euro em 2009 e que diminua para menos de 60 por cento na UE já em 2007 Por fim, antecipando os riscos de deterioração, a Comissão considera-os "acentuados", apontando designadamente os acontecimentos ocorridos nos mercados financeiros e a possibilidade de um abrandamento económico mais acentuado ou mais prolongado nos Estados Unidos.

"Alguns segmentos dos mercados financeiros continuam a apresentar disfunções e não se pode excluir a eventualidade de um período mais longo de incerteza que afectaria as condições de crédito e, concomitantemente, o mercado imobiliário de forma mais incisiva do que o previsto", assinala Bruxelas.

A Comissão adverte também que "a ocorrência de novos aumentos do preço do petróleo, bem como dos produtos alimentares e de base, pode implicar riscos de recrudescimento" da inflação face ao cenário de base.

Como nota positiva, Bruxelas acredita que o mercado de trabalho poderá reservar à Europa "boas surpresas", o que "aumentaria os rendimentos do trabalho e a confiança dos consumidores".
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Enviado por: comanche em Novembro 12, 2007, 12:51:39 pm
Bruxelas facilita baixa de impostos em Portugal em 2009


A Comissão vai levantar as restrições orçamentais a Portugal em 2008, um ano antes do previsto. Assim, sócrates não terá problemas em baixar os impostos no ano das eleições. Bruxelas poupa a política económica do Governo.


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Luís Rego em Bruxelas

Ao anunciar o fim do contencioso com Portugal, por causa do défice excessivo, já a partir de Maio de 2008 – um ano antes que era previsto em 2005 – o comissário Joaquín Almunia oferece ao Governo a possibilidade de redigir um Orçamento do Estado para 2009, ano de eleições, com mãos livres para propor uma descida do IVA.

O ministro português das Finanças, Teixeira dos Santos, explicou no Parlamento que “Portugal não pode baixar impostos enquanto tiver um défice que está perto dos 3%”. Mas os planos da Comissão são de, ainda antes do Verão, dizer que Portugal fez muito bem o seu trabalho de casa e já não corre riscos de violar o défice de 3% aliviando assim a vigilância sobre a sua economia e arquivando o procedimento de défice excessivo (PDE). Desta feita, o ministro tinha razão quando vaticinou que, dados os bons resultados orçamentais, “a data [para uma descida de impostos] poderá ocorrer em breve”.

Este cenário tomou forma na passada sexta-feira com a Comissão a confirmar o défice de 3% do PIB em 2007 – tal como o DE tinha antecipado na sexta-feira – e prevendo um valor de 2,6% para 2008. No final de Abril de 2008, assim que a Comissão confirme, com base nas indicações do Eurostat, o respeito pelo Pacto em 2007 e reitere previsões de um défice claramente abaixo de 3% em 2008, o mecanismo de vigilância apertada das contas públicas nacionais pode ser arquivado. “Se a correcção [do défice] é sustentável, o processo de revogação do PDE far-se-á a partir de Maio de 2008”, explicou Almunia, que fará a proposta ao conselho Ecofin nesse mês, para ser aprovada ainda antes do Verão.

Pela primeira vez desde que Portugal está com défice excessivo, o comissário coibiu-se de dar recados ao Governo ou mesmo de encorajar a continuação das reformas até atingir equilíbrio orçamental. Almunia não mencionou o facto da sua previsão para a correcção do défice em 2009 (2,4%) não condizer com o objectivo do Governo de défice de 0,4% em 2010 – a missão última do processo de consolidação. Nem para o facto de Lisboa, entre 2007 e 2009 não respeitar o corte anual obrigatório de 75 décimas de défice estrutural, conforme foi recomendado pelo Ecofin. O relatório de Outono regista uma décima de correcção ajustada do ciclo no OE/2008 e nenhuma em 2009.

Do mesmo modo, Teixeira dos Santos desvalorizou as diferenças de expectativas: “O que me parece importante não é comparar os valores, é o sentido das previsões”.

Mas este relatório dos serviços da Comissão não é imune aos sinais de abrandamento no processo de consolidação do OE/2008. Reconhece que a “despesa deverá continuar a crescer a abaixo do PIB nominal, mas agora com uma margem menor do que nos anos anteriores”.

No que toca à dívida, sem valorações, a Comissão constata que “depois de atingir 65% em 2006, o rácio deve ficar ao nível de 64,5%” até 2009, enquanto o Governo espera que a trajectória descendente, depois de sete anos de subidas, tenha vindo para ficar.
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Enviado por: Lancero em Novembro 12, 2007, 10:26:01 pm
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Igreja: Bispo Forças Armadas reconhece que há mulheres que seguem vida militar

para fugir ao desemprego    

   Lisboa, 12 Nov (Lusa) - O Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal  Ferreira, reconhece que algumas mulheres seguem a vida militar para "fugir  ao desemprego", apesar da maioria fazer essa opção por "vocação", noticiou  hoje a Agência Ecclesia.  

     

   Em declarações à Agência Ecclesia acerca do encontro com o papa Bento  XVI, o bispo das Forças Armadas destacou a elevada taxa de mulheres na vida  militar, considerando que a razão principal para essa opção é "a vocação",  embora também existam "situações para fugir ao desemprego".  

     

   "Bento XVI mostrou que conhecia a realidade portuguesa, ao afirmar que  Portugal estava a lutar contra o desemprego e a economia está a dar passos  largos", salientou o prelado português.  

     

   D. Januário Torgal revelou ainda que a "grande directiva que Bento XVI  deixou ao Ordinariato Castrense" foi o facto de numa sociedade onde a Igreja  tem dificuldade em dialogar com a juventude, a pastoral no mundo militar  é de "extrema importância para a Igreja" porque "contacta com um grande  número de jovens".  

     

   No diálogo com Bento XVI, o prelado português realçou também que a "grande  preocupação" da maior diocese portuguesa passa "pela formação de todos estes  jovens".  

     

   "Uma formação que respeite o pluralismo visto que temos militares, tal  como a sociedade portuguesa, que não são crentes", acrescentou.  

     

   Em relação às missões internacionais e à presença da Igreja nesses campos,  D. Januário Torgal Ferreira assegurou que "a Igreja portuguesa está presente"  com o intuito de "ajudar espiritualmente e humanamente os militares".  

     

   O Bispo das Forças Armadas lamentou ainda "a falta de capelães militares".  

     
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Enviado por: comanche em Novembro 14, 2007, 12:01:00 pm
Economia portuguesa cresceu 1,8% no terceiro trimestre


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Lisboa, 14 Nov (Lusa) - A economia portuguesa cresceu 1,8 por cento no terceiro trimestre deste ano, face a igual período de 2006, em desaceleração, mas depois de o INE ter revisto em alta o ritmo de expansão nos dois primeiros trimestres.

A estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB), hoje divulgada, mostra que a economia cresceu mais rapidamente do que se pensava nos primeiros seis meses, tendo o Instituto Nacional de Estatística (INE) revisto em alta os valores estimados.

Assim, a economia portuguesa cresceu 2,1 por cento nos primeiros três meses do ano, o que traduz uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais, e expandiu-se a um ritmo de 1,9 por cento no segundo trimestre, o que representa uma revisão em alta de 0,3 pontos percentuais.

Na evolução em cadeia, o PIB português estagnou no terceiro trimestre, face ao trimestre imediatamente anterior, depois de ter crescido 0,7 por cento nos primeiros três meses e 0,6 no segundo trimestre.

RSF.

Lusa/Fim
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Enviado por: comanche em Novembro 14, 2007, 06:16:35 pm
Banco de Portugal corta previsão de inflação para 2,3%



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Lisboa, 14 Nov (Lusa) - O Banco de Portugal reviu hoje em baixa a previsão para a taxa de inflação em 2007, para 2,3 por cento, segundo o boletim económico de Outono hoje divulgado.

"A actual estimativa representa uma revisão em baixa de 0,2 pontos percentuais face à previsão do boletim de Verão", escreve o banco central, a beneficiar de uma expectativa de menor crescimento dos preços dos bens industriais (energéticos e não energéticos).

Dentro desse segmento dos preços, a instituição presidida por Vítor Constâncio refere que foi importante a queda dos automóveis novos verificada entre Julho e Setembro, após a implementação da nova legislação sobre a tributação de veículos, bem como a diminuição na classe do vestuário e calçado.

O governo espera que os preços cresçam 2,3 por cento em 2007, pelo que a nova previsão do Banco de Portugal coincide com o cenário do Executivo.

O banco nota ainda que uma taxa de inflação de 2,3 por cento representa uma diminuição de 0,7 pontos percentuais face à taxa de 3,0 por cento registada em 2006, num ano em que Portugal está a ser ajudado pela "forte" desaceleração dos preços dos bens energéticos, por um menor crescimento dos custos unitários do trabalho no sector privado e abrandamento dos preços da importação de bens de consumo.

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Enviado por: comanche em Novembro 14, 2007, 06:57:02 pm
Banco de Portugal diz que o Governo tem praticado política restritiva de contas públicas

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O Banco de Portugal considera que o Governo tem praticado uma política de contas públicas "restritiva", ajudado pelo aumento das receitas e pela redução das despesas, segundo o boletim económico de Outono hoje divulgado.

Nesse documento, a instituição presidida por Vítor Constâncio diz que o saldo primário estrutural, ou seja, a diferença entre despesas e receitas descontados os juros e ajustado do ciclo económico e de medidas temporárias, deve ficar em 2007 nos 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

"Este é um valor positivo, pela primeira vez nos últimos anos, e representa uma melhoria de 1,2 pontos percentuais", face ao ano anterior, acrescenta o banco.

Um saldo positivo quer dizer que o Estado obteve mais receitas do que despesas, pelo que houve um excedente.

Esta melhoria, continua o Banco de Portugal, indica "uma orientação inevitavelmente restritiva da política orçamental nesta fase de consolidação das finanças públicas".

Ela resulta do aumento da receita fiscal e da redução do peso das despesa com pessoal, afirma o banco central, numa altura em que as despesas com pensões continuam a crescer a um ritmo "expressivo".

Continua a haver um aumento da eficácia fiscal e um alargamento da base do IRC.

Além disso, a redução do número de funcionários públicos, o congelamento das progressões automáticas desses trabalhadores e a redução do salário médio por via da aposentação/contratação têm ajudado a controlar a despesa, acrescenta o Banco de Portugal.

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Enviado por: Lancero em Novembro 14, 2007, 08:15:52 pm
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Investimento estrangeiro em Portugal aumentou 30% em 2006 - estudo

Lisboa, 14 Nov (Lusa) - O investimento directo estrangeiro em Portugal aumentou no ano passado 30 por cento e deverá continuar a crescer nos próximos três anos, se bem que a um ritmo mais lento do que o desejável, concluiu um estudo da Ernst&Young.  

     

    "O ano de 2006 foi bom na captação de investimento directo de capital estrangeiro, aumentando em 30 por cento [38 projectos] em relação a 2005 [29 projectos]", sendo estimada a criação de 10 mil postos de trabalho, disse à agência Lusa, José Gonzaga Rosa, coordenador do estudo da Ernst&Young sobre atractividade de investimento estrangeiro, que será apresentado hoje à noite.  

     

    Em declarações à Lusa, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho frisou que "Portugal é visto como um país mais atractivo" e que o facto de os gestores internacionais acreditarem que se vai tornar ainda mais atractivo nos próximos 3 anos "é uma boa notícia e confirma a subida de Portugal nos índices internacionais de competitividade e o bom comportamento das exportações".

     

    " Os velhos do Restelo dizem que Portugal não é atractivo, que não é competitivo e que não tem capacidade em exportar. Quem trabalha diz que Portugal está a ficar mais atractivo, mais competitivo e com maior capacidade de exportar", disse o ministro.  

     

    José Gongaza explicou que face o número de projectos que entram, tendo em conta a população, "o desempenho português é tão bom como o de Espanha, Alemanha e Polónia".  

     

    "Oitenta por cento dos projectos são novos, relativos a investimentos que não existiam em Portugal, sobretudo na área de prestação de serviços, o que é um sinal de um envolvimento maior, designadamente na assumpção do risco", frisou o coordenador do estudo.  

     

    Segundo José Gonzaga Rosa, o estudo realizado indica que as expectativas dos investidores para os próximos anos em Portugal são positivas", mostrando que 64 por cento do investidores é favorável à política de competitividade portuguesa, sendo que 58 por cento acredita mesmo que Portugal vai aumentar a atractividade.  

     

    Pelo contrário, o número de investidores que acredita num recuo de Portugal desceu de 8 por cento em 2005 para 6,5 por cento em 2006.  

     

    "As expectativas são muito mais positivas na área das médias e altas tecnologias, no sector das telecomunicações e dos equipamentos, do que em sectores da indústria, como a automóvel, e de bens de consumo, afectados pelo elevado IVA e o lento crescimento da economia em Portugal", disse o responsável.  

     

    Manuel Pinho salientou a grande subida das importações com elevada intensidade tecnológica e a baixa das importações com baixo tecnológico.  

     

    "Mostram que o modelo de especialização da economia portuguesa está a mudar", frisou o ministro.  

     

    José Gongaza Rosa sublinhou que a "alteração no perfil de especialização do sector da economia", mas referiu que há também razões de preocupação.

     

    "Portugal ainda não está a captar investimento estrangeiro a um ritmo tão acelerado como o desejável, devido a restrições no recurso a mão-de-obra qualificada. Nós não temos capacidade de qualificar recursos suficientes para fazer face à procura. Por outro lado, devíamos estar a produzir mais bens de tecnologia", alertou.  

     

    Os sectores mais atractivos abrangem os serviços, com uma improtante contribuição do turismo e lazer.  

     

    Manuel Pinho frisou que o "turismo está com um dinamismo sem precedentes" e disse acreditar que "ainda tem grande margem de progresso".  

     

    A Espanha e os EUA estão no top dos investidores estrangeiros em Portugal, com dez e seis projectos respectivamente, seguindo-se o Reino Unido e a Alemanha com quatro projectos cada.  

     

    Segundo o estudo, Lisboa, Porto e as zonas costeiras continuam a ser os locais mais apetecíveis para a realização da maioria dos investimentos.

     
Título:
Enviado por: Doctor Z em Novembro 15, 2007, 08:54:50 pm
Boas,

Quando iniciei este tópico, nunca pensei que tivesse tanto sucesso, porque
pensava que interessava pouca gente, afinal de contas enganei-me.

É verdade que Portugal estava mal e ainda assim, apesar de parecer que
estamos a sair da cabeça de baixo da água, as coisas estão a demorar
a normalizar, mas será que já houve alguma vez em que foram normais?

Infelizmente, tem conhecimento de pessoal meu conhecido que não tem
outra solução que de sair do país, não por querem, mas porque não podem
fazer de outra maneira... :cry:

Tive a sorte de ter regressado a Portugal em 2006, mas os casos parecidos
com o meu devem ser marginais em relação a saída do país, o que me
entristece, porque é sintoma que nem tudo está bem ou resolvida. Também
sei que somos um povo de navegadores e de descobridores, mas não será
apenas esta razão que nos leva a saír do país...
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 15, 2007, 10:09:13 pm
E aproveitando esta deixa recente do Doctor Z...

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 57847.html (http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1057847.html)

Estudo da Ernst & Young 2007-11-15 00:05
Há três vezes mais empresas dispostas a sair de Portugal

Estudo da Ernst & Young revela que 20% dos empresários têm a intenção de deslocalizar a produção. Dados de Bruxelas mostram que Portugal já é mais pobre do que a Estónia.

Mónica Silvares

Triplicou o número de investidores estrangeiros que manifestou a sua intenção de deslocalizar a produção de Portugal nos próximos três anos. A principal razão: reduzir custos. E o principal destino: a Europa de Leste. Esta é uma das principais conclusões do relatório que a Ernst & Young apresentou ontem à noite na sequência de um inquérito junto de 200 executivos.

Portugal conseguiu atrair 38 projectos de investimento estrangeiro, no ano passado, e destes 31 foram totalmente novos – “o que exige um maior risco e empenho por parte dos investidores”. Mais de metade dos executivos inquiridos acreditam que Portugal tem capacidade para aumentar a sua atractividade ao investimento estrangeiro, mas o estudo revela que 20% das empresas questionadas antecipa uma deslocalização do país, contra os 7% do ano passado.

“Este estudo vem confirmar que a realidade em Portugal se está alterar e que o país já deixou de ser competitivo”, afirmou ao Diário Económico José Gonzaga Rosa. O 'partner' da Ernst & Young responsável pela elaboração do estudo ontem apresentado reconhece que “Portugal, para algumas indústrias, passou a estar riscado do mapa do IDE”.

A General Motors, abandonou a unidade da Azambuja – onde laboravam mais de 600 trabalhadores –, que manteve por décadas, e concentrou a produção em Espanha. Valeo, Lear Corporation e Yazaki Saltano são outros exemplos de empresas do sector que crescentemente têm abandonado a produção no país.

Portugal apresenta vários riscos para os investidores estrangeiros, como seja o sistema fiscal para as empresas (um IRC pesado, complicado e em constante mutação), a fraca produtividade e flexibilidade laboral, o que faz com que alguns sectores de actividade demasiado concentrados em mão-de-obra intensiva deixem de consi- derar o país interessante. Esta realidade é percebida pelas próprias empresa nacionais que também optam por deslocalizar parte da sua produção para países emergentes. “Fazemos gáspeas na Índia, um país mais vantajoso quando é necessário mão-de-obra intensiva”, disse fonte oficial do grupo liderado por Artur Duarte. A Aerosoles tem procurado também a sub-contratação na China. Mas a estratégia de deslocalização afectou principalmente o segmento dos componentes automóveis. Os portugueses da Simoldes deslocalizaram parte da produção para os países da Europa de Leste, República Checa e Roménia.

Paulo Nunes de Almeida, presidente da têxtil DRF e  da Associação  Têxtil e Vestuário defende que, na maior parte das vezes,  a melhor opção não é deslocalizar mas “optar por comprar em mercados locais ou fazer acordos de produção, o que exige menos investimento e menos responsabilidade”, sublinha.

Mas nem todas as empresas têm a mesma percepção. A Bosch é um exemplo de uma empresa estrangeira que reforçou o seu investimento em Portugal, por considerar que o país apresenta boas condições. “Não partilho das críticas que são feitas”, diz Alexandre Silva, administrador da Bosch Portugal. “A empresa tem o centro de competências em Portugal e as nossas fábricas têm condições que nos permitem exportar 750 milhões de euros. Fomos, no ano passado, o quinto ou sexto maior investidor do país”, acrescentou o responsável que se orgulha de ser “um dos protagonistas de medidas para debelar as dificuldades”.


Algumas conclusões do estudo

1 - IDE e exportações estão intimamente ligados
Os cinco principais investidores em Portugal (Espanha, EUA, Reino Unido, França e Alemanha) coincidem com os cinco principais de mercados de exportação dos produtos nacionais, constata José Gonzaga Rosa. Estes cinco países representam 74% do investimento estrangeiro em Portugal e estes cinco mercados representam 67% das exportações de Portugal. O partner da Ernst & Young sublinha que “o comércio internacional é cada vez mais intra-indústria e intra-empresa”, por isso, conclui, “potenciar as exportações é potenciar o IDE”.

2 - Fiscalidade é um dos problemas em Portugal
Se em 2007, o dedo era apontado à Administração Pública, os investidores internacionais reconheceram os esforços no âmbito Simplex e 81% dos inquiridos diz que há maior flexibilidade no procedimento administrativo. Mas a fiscalidade continua a ser o calcanhar de Aquiles. Não o valor do IRC é demasiado elevado, como todo o sistema de tributação das empresas é considerado complexo e sem estabilidade. 53% dizem que os impostos não são atractivos. E é feita uma ressalva para o IVA particularmente nocivo para as empresas na área dos serviços, por sinal, aquelas onde Portugal apresenta maior atractividade ao investimento.

3 - Modelo de especialização da economia está a mudar
“Portugal tem vindo a aumentar as importações com elevada intensidade tecnológica e a baixar as importações com baixa intensidade tecnológica”, sublinhou o ministro Manuel Pinho, na apresentação do estudo da Ernst, um sinal, segundo o ministro da Economia que “o modelo de especialização da economia portuguesa está a mudar”. O responsável pela pasta da Economia frisou que “o Turismo está com um dinamismo sem precedente” e destacou os dois projectos de IDE lançados este ano que estão “na fronteira da tecnologia mundial”: a aquacultura da Pescanova e as pilhas de combustível da Agni.
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 16, 2007, 02:02:52 pm
OE 2007: Défice do subsector Estado baixa 16% até Outubro


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Lisboa, 16 Nov (Lusa) - O défice do subsector Estado baixou 16 por cento até Outubro, com as receitas a crescerem mais do que as despesas, de acordo com a execução orçamental divulgada quinta-feira à noite pela Direcção-Geral do Orçamento.

O saldo entre as receitas e as despesas baixou para menos 4.911,8 milhões de euros, com uma melhoria de 939 milhões de euros face ao valor registado no final de Outubro de 2006.

A justificar esta melhoria esteve um crescimento de 8,2 por cento das receitas, sobretudo à custa da subida das receitas fiscais (8,2 por cento), que ajudaram o Estado a arrecadar mais 2.360 milhões de euros de receitas totais.

Este aumento das receitas permitiu mais do que compensar a subida de 4,1 por cento das despesas, no valor de 1.421 milhões de euros, em 10 meses em que o grau de execução da despesa ficou abaixo do previsto (o padrão de segurança era 83 por cento mas o grau de execução ficou nos 80,4 por cento).

Se a despesa se repartisse de igual modo ao longo do ano, então no final de Outubro o Estado poderia ter gasto 83 por cento do orçamentado, como gastou menos do que isso quer dizer que o Executivo está a poupar.

As despesas com o pessoal aumentaram 2,9 por cento, cerca de 303 milhões de euros, com as remunerações certas e permanentes a cresceram apenas 0,6 por cento.

Do lado da receita, o grau de execução está nos 82,4 por cento, interrompendo a tendência que mostrava um andamento melhor do que o esperado nesta rubrica, face ao orçamentado, com o IRS, o IVA, o ISP e o Imposto sobre o Tabaco abaixo do previsto.

O IRC continua a apresentar uma boa taxa de execução (93,4 por cento), permitindo a entrada de mais 930 milhões de euros nos cofres do Estado do que nos primeiros 10 meses de 2006.

O governo tem dito que esta melhoria da receita de IRC, que se tem verificado ao longo do ano, não tem a ver com o crescimento dos lucros das empresas mas sim com o aumento dos lucros apresentados para efeitos fiscais.

Em termos de IVA, os dados da DGO mostram ainda a receita fiscal cresceu 5,8 por cento até Outubro.

IRE.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 22, 2007, 02:19:51 pm
OE 2008: Oposição critica governo por desorçamentação e falta de rigor



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Lisboa, 22 Nov (Lusa) - O debate na especialidade em plenário do orçamento do Estado para 2008 começou hoje com acusações da oposição ao governo de desorçamentação, falta de rigor e enfraquecimento do controlo da despesa.

"A imagem de rigor e transparência que o governo tenta vender ao país não passa de publicidade enganosa", afirmou Mário Patinha Antão, deputado do PSD.

Há desorçamentação, o governo não paga a tempo aos fornecedores, autarquias e regiões autónomas e está a recorrer a receitas extraordinárias, como as da venda da concessão do Alqueva à REN e a concessão da Estradas de Portugal, ao contrário do que tinha prometido aos portugueses, acrescentou o mesmo deputado.

Para Patinha Antão, se as cativações fossem consideradas na despesa, se a concessão das Estradas de Portugal fosse contabilizada, se a dotação provisional fosse incluída e se se excluíssem a receitas extraordinárias, então o défice público ascenderia a 4,71 por cento, mais 2,31 pontos percentuais do que o previsto pelo governo para o próximo ano.

O ministro das Finanças classificou a intervenção de Patinha Antão de "atabalhoada" e com "graves erros técnicos" e lembrou que foi o governo anterior que fez cativações superiores a 20 por cento da despesa, que foi o "campeão" das receitas extraordinárias e efectuou uma desorçamentação "clara e explícita" com a Estradas de Portugal.

A dotação provisional está incluída no défice e as dívidas do Estado são contabilizados no apuramento do défice, garantiu Teixeira dos Santos.

"Os valores do défice são escrutinados por gente com maior capacidade técnica" que a do deputado Patinha Antão, referiu ainda o ministro.

"A transparência é pouca ou nula, a credibilidade está a cair" e controlo da despesa está a enfraquecer, afirmou Diogo Feio, do CDS-PP, relativamente ao orçamento do Estado para 2008.

Francisco Louçã do Bloco de Esquerda voltou a argumentar que o governo tem estado a enganar o Parlamento porque não diz em quanto é que o défice das Estradas de Portugal entra para o défice público e porque quer cobrar um imposto disfarçado de contribuição rodoviária.

Louça lembrou ainda que a bancada do PS não tem mostrado apoio ao modelo de alteração da Estradas de Portugal, recordando que o socialista Manuel Alegre veio dizer até que está em causa uma "forma encapotada de privatização".

O PCP também acusou o governo de falta de credibilidade com esta proposta de orçamento, por estar a retirar as Estradas de Portugal das contas públicas.

Teixeira dos Santos, visivelmente irritado, afirmou que a oposição tem estado empenhada em "fazer um embuste" à volta da Estradas de Portugal, levantando uma "suspeição infundada".

As características do OE 2008 são de "rigor e transparência", acrescentou o ministro das Finanças, voltando a acusar os governos anteriores de pouco desorçamentação e pouco rigor.

"Não existe desorçamentação na Estradas de Portugal", repetiu Teixeira dos Santos porque há consolidação do défice da EP para o perímetro de consolidação das contas públicas e porque a contribuição do serviço rodoviário é uma receita própria da EP e não um imposto (não tem que estar no OE 2008).

O socialista Afonso Candal afirmou ainda que o governo tem procurado fazer "melhor" e "fazer mais" relativamente à Estradas de Portugal e que prova do rigor e da credibilidade do executivo de Sócrates é a execução orçamental e a melhoria das contas públicas.

Título:
Enviado por: FinkenHeinle em Novembro 23, 2007, 12:31:18 pm
Citação de: "Azraael"
Citação de: "Doctor Z"
Ainda há muito para fazer claro, mas já estou a ver o luz que saí do túnel !
Lamento, mas a luz ao fundo do tunel foi desligada como forma de contencao do defice. :twisted:

HAHAHA... Essa foi boa, muito boa...
Título: culpados
Enviado por: bragança em Novembro 23, 2007, 03:37:55 pm
quem também tem culpa da situação económica de portugal são os imigrantes.
aceitam ganhar tuta e meia...
mas não só:eu particularmente não gosto de ver imigrantes nas nossas ruas,provocam-me o sentimento de insegurança.

PORTUGUESES ABRAM OS OLHOS

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Nota da Moderação:

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Editado por PereiraMarques
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 23, 2007, 06:47:13 pm
Orçamento do Estado 2008 aprovado com os votos do PS

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O Orçamento do Estado para 2008 foi hoje aprovado na Assembleia da República em votação final global com os votos favoráveis do PS. A Oposição votou em peso contra o documento.

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Tal como já tinha sucedido com a votação na generalidade, PSD, CDS-PP, BE e Partido Ecologista "Os Verdes" reprovaram também na votação final global a proposta do Governo.

Para o registo, fica ainda que o PS apenas aprovou seis propostas de alteração ao Orçamento, todas do CDS-PP e Bloco de Esquerda, recusando as iniciativas do PSD e PCP.

O CDS-PP teve seis iniciativas aceites pela Maioria socialista, propostas que se centram na área fiscal e de defesa do consumidor. Entre as propostas populares, o PS acolheu a iniciativa que obriga ao pagamento automático de juros de mora por parte do Estado quando este se atrasa nos pagamentos ou devoluções aos contribuintes - deixa, portanto, de ser necessário o contribuinte accionar o pagamento dos juros devidos.

Entre as propostas do CDS-PP, a bancada do PS acolheu favoravelmente o reforço de verba para compensar municípios dos encargos que suportam com os transportes escolares, mais benefícios fiscais para empresas situadas no interior e a majoração da dedução para as empresas, em sede de IRC, dos custos relativos a creches, lactários e jardins de infância.

A Maioria aprovou as iniciativas do BE de alargamento da dedução fiscal (majoração de 10 por cento) com juros e obras em habitação própria nos edifícios com maior eficiência energética e a proposta de redução do IVA de 21 para 5 por cento nos produtos de comida vegetariana e bebidas, iogurtes e sobremesas de soja.

Por outro lado, e a propósito de uma proposta do BE, o Governo comprometeu-se no debate orçamental a acabar com a discriminação dos contratados no acesso ao subsídio de maternidade e paternidade, assegurando-lhes essa prestação.

Ministro das Finanças e primeiro-ministro alinhados na bitola do rigor

No discurso de encerramento do debate da proposta de OE, o ministro das Finanças garantiu que o 2008 será um ano de "tolerância zero" na luta contra a fraude e evasão fiscais, garantindo o empenho da Administração Fiscal no que respeita aos grandes processos de fraude.

Fernando Teixeira dos Santos sublinhou a necessidade deste combate, lembrando que, "se não houvesse incumprimento por parte daqueles que se evadem e procuram defraudar o fisco, os contribuintes cumpridores poderiam pagar quase menos 38 por cento de IRS ou menos 25 por cento de IVA".

"Se pretendemos de facto dar alívio aos contribuintes cumpridores não podemos, de forma alguma, dar qualquer alívio àqueles que se evadem ou recorrem à fraude", frisou o titular da pasta das Finanças, após considerar a fraude e a evasão fiscais "um problema sério com uma dimensão que não se pode menosprezar".

A encerrar o debate, o ministro Teixeira dos Santos fez ainda uma avaliação negativa da Oposição - "a oposição perdeu claramente o debate deste orçamento" - devido à incapacidade para apresentar "qualquer alternativa credível à proposta do Governo".

"Foram incapazes de o fazer porque, por maior que seja a sua retórica, os resultados estão à vista e, como diz o ditado, 'contra factos não há argumentos'. O défice reduziu-se, a dívida começa a descer o seu peso, a economia vai intensificando a sua recuperação", concluiu o ministro das Finanças, para acusar os partidos da Oposição de "não resistirem à tentação de acenar já aos portugueses com benesses que o país não pode nem está ainda em condições de suportar".

O ministro das Finanças seria depois secundado por José Sócrates, quando o primeiro-ministro garantiu que o Governo continuará a "manter uma linha de rigor" no próximo exercício orçamental. Discursando já após a aprovação do Orçamento, o chefe do Executivo socialista respondia a acusações anteriormente lançadas pela Oposição para recusar que o seu Governo esteja a preparar um plano que assegure uma perspectiva mais populista em 2009, ano de eleições.

José Sócrates garantiu antes que com a aprovação deste Orçamento, "as contas públicas ficarão em ordem". "É evidente que isso não causará aplauso fácil, mas os portugueses sabem também que o país ficará melhor e o seu futuro mais garantido havendo contas em ordem", sustentou o primeiro-ministro.

Nesta linha de rigor e contenção, e após ter sido interrogado sobre a possibilidade de o Governo baixar os impostos em 2008, José Sócrates disse que não, alegando que o seu Executivo "continuará a ser rigoroso".

Oposição acusa Governo PS de estar mais preocupado com as eleições de 2009 do que com os portugueses

A Oposição uniu-se hoje nas críticas ao Orçamento do Estado para 2008, mas sem esquecer a actuação anterior do Governo e aquilo a que se referiram como a preparação de uma fase mais populista que antecederá o período eleitoral de 2009.

O deputado Jorge Neto, do PSD, acusou o Governo de ter mandado "às malvas qualquer esforço de consolidação orçamental" e de estar antes mais preocupado em preparar um cenário favorável ao "ciclo eleitoral" de 2009.

O deputado social-democrata considerou o Orçamento "uma falácia, um logro", um "verdadeiro embuste" que tem como único objectivo" adaptar a "política orçamental a um cenário favorável ao ciclo eleitoral que se aproxima com vista à distribuição de benesses pelo Governo" e acusou o José Sócrates de "mandar às urtigas, sem apelo nem agravo, o esforço de consolidação orçamental e os sacrifícios pedidos aos portugueses".

A acusação de um plano com vista ao ciclo eleitoral foi reverberada pela bancada comunista que, a par dos verdes, contestou a reestruturação da Estradas de Portugal - que apelidou de "negociata milionária".

No encerramento do debate, o deputado comunista Honório Novo lembrou ainda a proposta do PCP de descida do IVA. "O Governo só não o fez porque estará já à espera do Orçamento do Estado para 2009 no qual irá certamente introduzir as suas surpresas eleitorais", ironizou. O deputado comunista reiterou a acusação no respeitante ao dossier (aumento de) salários, quando sustentou que, pelas palavras do ministro das Finanças, "já se percebeu que alguma correcção deste tipo irá ser incorporada no Orçamento do Estado para 2009, coincidentemente com vários actos eleitorais".

A mesma ideia foi transmitida no discurso Heloísa Apolónia ("Os Verdes"), que referiu que "o Governo continua a promover a desvalorização dos salários e insinua que em 2009, ano de eleições, é capaz de fazer uma correcção dessa desvalorização".

Já o BE, considerou que o OE 2008 não apresenta credibilidade nem resultados e elegeu as alterações na Estradas de Portugal como "o grande buraco" da proposta orçamental.

"Descobrimos que as contas do passado recente não estão certas e que as do futuro imediato são muito duvidosas. Falta credibilidade e faltam resultados", acusou a deputada bloquista Ana Drago, para quem a transformação da Estradas de Portugal em Sociedade Anónima "conduz à ocultação de um imposto" e condiciona a credibilidade das contas do Orçamento.

"Por causa deste negócio, as contas do défice de Estado para 2008 não têm credbilidade: o Governo decidiu esconder do Parlamento e do país a dívida que esta empresa vai determinar. O défice pode ser 2,4 por cento como pode ser 2,6 por cento ou mais, ninguém sabe, a alma deste negócio é o segredo", acusou a deputada do BE.

O CDS-PP acusou o primeiro-ministro de ter falhado os compromissos eleitorais a que se propôs em matéria de desemprego, impostos e crescimento e classificou o Orçamento para 2008 como "o mundo ao contrário".

"Os impostos era para descerem, sobem. O poder de compra das famílias era para subir, desce. O desemprego era para descer, e não pára de subir. A despesa pública era para descer, subiu mais uma vez", acusou Telmo Correia, lembrando que este orçamento é o quarto de aumento de impostos e representa "um aumento da carga fiscal de 3.250 milhões de euros".

O deputado popular deixou um alerta ao Governo socialista: "Se à primeira caem todos, os portugueses não se deixarão enganar uma segunda vez".

Declaração de voto de Manuel Alegre

O deputado socialista Manuel Alegre, que votou com a sua bancada a aprovação do Orçamento para 2008 - explicaria mais tarde que assim o exigia "o seu entendimento quanto às obrigações do deputado em matéria de orçamento" -, entregou na mesa da Assembleia da República uma declaração de voto por escrito, tal como já havia feito no final da votação na especialidade.

Na declaração de voto, Manuel Alegre lamenta "que tenham ficado por esclarecer as dúvidas suscitadas pela questão da Estradas de Portugal". O deputado e vice-presidente da Assembleia da República alerta ainda que, "para combater o desemprego, precisamos de uma política agressiva de investimento. Neste aspecto o Orçamento é bastante decepcionante".

"Não posso deixar de recordar que para além do défice orçamental há um défice social e um défice de esperança, agravados pelo panorama do desemprego", sublinha Manuel Alegre na sua nota, lançando por fim uma forte crítica aos agentes nacionais: "continua a existir um défice nacional de reflexão e visão estratégica".

Para além do socialista, também os três deputados do PSD/Madeira apresentaram uma declaração, acusando a Maioria PS de ter "chumbado" propostas "conversadas" com o Governo.

"Eram propostas que não tinham implicações no aumento da despesa e as que tinham procurámos apresentar soluções para a receita", afirmou Guilherme Silva, que assina a declaração de voto com os outros Hugo Velosa e Correia de Jesus.
Título: abstenho-me...
Enviado por: bragança em Novembro 23, 2007, 06:57:50 pm
mas que fique presente isto: quem diz a verdade não merece castigo,ok?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 24, 2007, 12:02:16 pm
Os Franceses tb devem sentir-se muito inseguros por ver todos aqueles Portugueses...e os Alemães, belgas, Canadianos, Americanos, Australianos, etc.
Título: Re: abstenho-me...
Enviado por: zocuni em Novembro 24, 2007, 12:05:39 pm
Citação de: "bragança"
mas que fique presente isto: quem diz a verdade não merece castigo,ok?


É verdade.Já quem escreve asneira...
Título: Re: abstenho-me...
Enviado por: FinkenHeinle em Novembro 24, 2007, 06:48:44 pm
Citação de: "zocuni"
Citação de: "bragança"
mas que fique presente isto: quem diz a verdade não merece castigo,ok?

É verdade.Já quem escreve asneira...

Hahaha... Boa Zocuni... Esse é dos meus, rsrs...
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Enviado por: comanche em Novembro 27, 2007, 06:01:50 pm
Petróleo: Subida do preço pode levar a estagnação de economia portuguesa com inflação - Golden Broker


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Lisboa, 27 Nov (Lusa) - A economia portuguesa, bem como as economias europeia e norte-americana, podem entrar num período de estagnação do crescimento com inflação (estagflação) se se mantiver a tendência de subida de petróleo, afirmou hoje a corretora Golden Broker.

"É sempre possível uma correcção de curto prazo, mas parece-nos que, nos próximos anos, o petróleo fará quase sempre máximos e mínimos anuais superiores aos do ano anterior", explicou o analista Alexandre Mota.

A Golden Broker considera ainda que a relação euro-dólar tem um potencial de queda muito superior ao de subida, devendo cair para os 1,35 dólares.

"O mercado vai, normalmente, para onde é mais fácil, pelo que a nossa previsão é que o euro/dólar recue para os 1.35 dólares, valor que também estimamos, pelo menos, para 2008", adianta o mesmo analista.

Esta previsão está, contudo, dependente das decisões que venham a ser tomadas pela Reserva Federal norte-americana.

"Se o FED for agressivo na descida de taxas e o Banco Central Europeu as mantiver é possível que o euro/dólar suba um pouco, mas se as expectativas actuais se cumprirem, a margem de subida do euro será muito reduzida", refere a Golden Broker.

A corretora considera "injustificável e artificial" o desempenho em alta do euro, afirmando que a sua valorização se deve ao facto dos investidores estarem a comprar euros contra dólares por não terem oportunidade de comprar yuans contra dólares.

"Recorde-se que, ao longo de 2007, o euro beneficiou do facto do banco central chinês estar a controlar a apreciação do yuan, intervindo todos os dias no mercado, pelo que, não fosse essa intervenção, o dólar teria caído muito mais face à divisa chinesa", afirma a Golden Broker.

O analista diz que a valorização do euro pode "arrasar o sector exportador europeu e não resolve os problemas inflacionistas".

"Entendemos que a alta do euro vai colocar dificuldades à economia europeia", concluiu.

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Enviado por: comanche em Novembro 30, 2007, 12:32:06 pm
Conjuntura: Clima económico melhorou em Novembro em Portugal - Comissão europeia


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Lisboa, 30 Nov (Lusa) - O indicador de clima económico em Portugal, calculado pela Comissão Europeia, subiu em Novembro para 104,5 pontos (mais 4,7 pontos), fixando-se no nível mais alto do ano.

A melhoria do clima, segundo os dados da Direcção-geral para os Assuntos Económicos e Financeiros (DG Ecfin) da Comissão Europeia, deve-se à melhoria da confiança da indústria, construção, comércio e serviços e dos consumidores.

O nível de Novembro situou-se acima da média de longo prazo (índice 100), quando no mês anterior estava ligeiramente abaixo.

O indicador de clima económico calculado pela Comissão Europeia teve uma trajectória contrária à do indicador do INE que reflecte as opiniões dos empresários da indústria, construção, comércio e serviços e piorou ligeiramente em Novembro, apontando também para um agravamento do pessimismo na construção.

Também na confiança dos consumidores, o INE apresenta uma tendência contrária à calculada pela DG Ecfin, indicando que o pessimismo dos consumidores atingiu o pior nível em mais de ano e meio.

A tendência apontada para Portugal é contrária à indicada para a União Europeia e Zona Euro, onde o indicador de clima económico piorou em Novembro, em ambos os casos pelo quinto mês consecutivo.

Na Zona Euro, o indicador de clima económico baixou para 104,8 pontos em Novembro, menos 1,2 pontos do que em Outubro, com a confiança a piorar na construção, nos serviços e entre os consumidores e a melhorar na indústria e no comércio a retalho.

Na União Europeia, o clima económico baixou 2 pontos, situando-se em 107,6 pontos em Novembro, tal como na Zona Euro com a confiança a melhorar na indústria e no comércio a retalho e a piorar nos serviços e na construção e entre os consumidores.

A DG Ecfin salienta que houve um número semelhante de países da União Europeia com melhoria e com degradação do clima económico.

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Enviado por: comanche em Dezembro 06, 2007, 02:26:06 pm
OCDE: Restrições no crédito e abrandamento nos EUA são riscos para o crescimento português


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Lisboa, 06 Dez (Lusa) - A economia portuguesa deve acelerar no próximo ano, mas os riscos para o crescimento são no sentido descendente, dadas as restrições no crédito e o possível abrandamento dos EUA, avisa hoje a Organização para a Cooperação e Desenvolvimentos Económicos.

Existem riscos internos e externos para Portugal, diz a OCDE no seu relatório das previsões económicas hoje divulgado.

"Uma incerteza chave é saber se o investimento vai continuar a crescer em resposta à recuperação das exportações e da consolidação orçamental", escrevem os analistas da organização.

Além disso, se as restrições na concessão de crédito continuarem nos mercados internacionais, o custo dos empréstimos vai aumentar em Portugal e limitar o investimento.

Por outro lado, essas restrições no crédito podem também limitar o consumo privado e, indirectamente, moderar o crescimento económico português, acrescenta a OCDE.

Outro dos riscos para o crescimento prende-se com a possibilidade dos EUA virem a abranadra mais do que o esperado, restringindo a actividade económica da Europa e assim limitando o espaço para crescimento das exportações portuguesas.

No entanto, continua a OCDE, se as alterações estruturais da economia portuguesa continuarem ao mesmo ritmo dos últimos anos e se o ritmo das exportações se mantiver, é possível que o crescimento seja até maior do que o previsto.

A OCDE espera que a economia portuguesa cresça este ano 1,8 por cento, acelerando para 2,0 por cento em 2008 e para 2,2 por cento em 2009.

Ao contrário do que dizia em Maio, a OCDE diz agora que os exportadores portugueses estão a ganhar quota de mercado, a beneficar de um forte crescimento da actividade económica dos seus parceiros europeus.

Ao nível da política orçamental, a OCDE repete as previsões do governo, esperando uma redução do défice público para para os 3,0 por cento PIB este ano.

Em 2008 esse rácio deve ficar nos 2,4 por cento, baixando para 1,5 por cento em 2009.

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Enviado por: comanche em Dezembro 06, 2007, 02:35:25 pm
OCDE: Economia portuguesa acelera em 2008 e converge com a Zona Euro pela primeira vez em 7 anos


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Lisboa, 06 Dez (Lusa) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) prevê que o crescimento da economia portuguesa acelere para 2,0 por cento no próximo ano, ultrapassando a Zona Euro pela primeira vez em sete anos.

O relatório de previsões económicas da OCDE, hoje divulgado, mantém as expectativas de crescimento de Portugal em 2007 e 2008, mas revê em baixa as previsões para a Zona Euro, em linha com o que têm feito outras organizações internacionais.

Portugal deverá crescer 1,8 e 2,0 por cento este ano e no próximo, respectivamente, enquanto a Zona Euro se expandirá a um ritmo de 2,6 e 1,9 por cento.

A verificarem-se estas previsões, 2008 será o primeiro ano dos últimos sete em que Portugal convergirá com os seus parceiros comunitários.

As previsões para a Zona Euro traduzem uma revisão em baixa, já que em Maio a OCDE antecipava um crescimento de 2,7 e 2,3 por cento, em 2007 e 2008, para os países da moeda única.

O crescimento português de 1,8 por cento para 2007 está alinhado com as previsões do Governo e com a generalidade de outras organizações internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou a Comissão Europeia.

Para 2008, a OCDE continua a ser menos optimista do que o executivo de Sócrates e o Banco de Portugal, já que estes acreditam que Portugal crescerá 2,2 por cento.

No entanto, as previsões hoje conhecidas acompanham as da Comissão Europeia e são 0,2 pontos percentuais mais elevadas do que as do FMI.

Os analistas da OCDE dizem que a aceleração da actividade económica assentará na melhoria da procura interna (consumo e investimento) e, apesar de manterem as suas previsões iguais às de Maio, tanto para 2007 como para 2008, alteraram a contribuição das diferentes componentes para o crescimento do PIB.

Para 2009, a OCDE prevê um crescimento de 2,2 por cento em Portugal, que deve continuar assente na melhoria da procura interna (consumo e investimento), tornando-se mais robusta a tendência de convergência.

IRE.

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 06, 2007, 02:56:49 pm
OCDE: Investimento em Portugal cresce 2,5% em 2007 e recupera mais cedo do que o previsto


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Lisboa, 06 Dez (Lusa) - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) acredita que o investimento português vai recuperar mais cedo do que o previsto anteriormente, devendo crescer este ano 2,5 por cento.

As previsões económicas hoje divulgadas mostram que o investimento em Portugal vai crescer, afinal, mais 1,7 pontos percentuais do que o antecipado em Maio.

Com uma revisão em alta do crescimento do investimento neste ano, 2008 será um ano de expansão do investimento mais moderado do que o previsto anteriormente, devendo expandir-se 3,8 por cento e não os 5,2 por cento previstos no relatório anterior da OCDE.

Em 2009, esta variável deve voltar a reforçar o ritmo de subida, para 4,3 por cento, tornando-se cada vez mais um dos factores responsáveis pala expansão da economia portuguesa.

Apesar desta revisão em alta do investimento, em 2007, a OCDE manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), já que o ritmo de expansão do consumo privado e das exportações deverá ser ligeiramente mais fraco (em 0,1 pontos percentuais).

O consumo público também foi revisto em alta, com os analistas da OCDE a acreditarem agora que os gastos do Estado vão cair apenas 0,5 por cento e não os 1,0 por cento previstos em Maio.


...................2007........2008........2009
PIB...............1,8..........2,0.........2,2
Cons. Privado.....1,3..........1,4.........1,8
Cons. Público....-0,5.........-0,9........-1,2
Invest............2,5..........3,8.........4,3
Exportações.......6,2..........5,6.........6,1
Importações.......3,3..........3,5.........4,6
IRE.Lusa/Fim
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 08, 2007, 12:52:04 pm
Plano Tecnológico: Banco Mundial elogia reformas portuguesas na criação de empresas


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Lisboa, 07 Dez (Lusa) - O Banco Mundial refere Portugal como um caso exemplar na modernização de serviços públicos e simplificação de procedimentos, num relatório divulgado hoje em que analisa o projecto "Empresa na Hora".

Tomando como ponto de comparação a situação em 2005, a International Finance Corporation (IFC), integrada no Banco Mundial, mostra a evolução positiva de Portugal nos principais indicadores relacionados com a abertura de uma empresa.

Em 2005, eram necessários 11 procedimentos, 78 dias e 20 formulários, mais do que qualquer outro país da União Europeia

Hoje, bastam 7 procedimentos para começar um negócio e o primeiro passo, a constituição da empresa, demora menos de uma hora, refere o documento, elogiando ainda o facto de em quatro meses o Governo ter desenvolvido e posto a funcionar a projecto.

Esta simplificação permitiu reduzir os custos de criação de uma nova empresa de 13,5 por cento do rendimento nacional bruto per capita em 2005 para apenas 3,4 por cento actualmente, de acordo com os dados referidos.

Estes resultados permitiram que, entre 2005 e 2007, Portugal subisse 75 lugares no ranking de processo de abertura de um negócio incluído no relatório Doing Business do Banco Mundial.

Outras medidas do programa SIMPLEX, como o registo de automóveis, são referidas no documento do IFC, que considera também uma boa prática que todas as medidas tenham uma data definida e conhecida para entrarem em funcionamento.

Recorde-se que o Banco Mundial já tinha considerado Portugal como um país "top reformer" neste domínio.

O coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, contactado pela agência Lusa, congratulou-se que Portugal seja referido como caso exemplar pelo Banco Mundial.

Destacou o facto de ela ser conhecida "no mesmo dia em que a OCDE anuncia que Portal vai voltar a convergir com a média da UE em termos de crescimento económico".

"As agências internacionais convergem na avaliação de que Portugal está a fazer o que deve ser feito para enfrentar os desafios da economia global", sublinhou o Coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico.

Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 10, 2007, 07:20:28 pm
Défice comercial português baixou 3,4% nos primeiros nove meses de 2007

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Lisboa, 10 Dez (Lusa) - As exportações portuguesas aumentaram 8,9 por cento nos três primeiros trimestres de 2007 e as importações cresceram 4,5 por cento, permitindo um desagravamento de 3,4 por cento do défice comercial, indicou hoje o INE.

As exportações portuguesas ascenderam a 27.815,1 milhões de euros nos nove primeiros meses e as importações atingiram 41.274,2 milhões de euros, com o défice da balança comercial a descer para 13.459,2 milhões de euros.

A taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorou, passando de 64,7 por cento nos nove primeiros meses do ano passado para 67,4 por cento em igual período de 2007.

No entanto, as exportações portuguesas têm tido uma tendência de desaceleração trimestral em valor, passando de um crescimento de 12,6 por cento nos três primeiros meses do ano, para 8,9 por cento no segundo trimestre e 5,1 por cento no terceiro.

Pelo contrário, as importações aceleraram de um acréscimo de 2,4 por cento em valor no primeiro trimestre, para 5,4 por cento no segundo e 5,8 por cento no terceiro, período em que registaram um crescimento nominal superior ao das exportações.

As exportações de produtos alimentares e bebidas cresceram 14,3 por cento nos nove primeiros meses do ano e as de máquinas e outros bens de capital subiram 13,7 por cento, registando-se uma evolução negativa nos combustíveis e lubrificantes, com uma redução de 18,1 por cento no valor das vendas ao estrangeiro.

As importações portuguesas de produtos alimentares e bebidas subiram 13,1 por cento nos três primeiros trimestres de 2007, mas as compras de combustíveis e lubrificantes ao estrangeiro reduziram-se 12,1 por cento.

As exportações para a União Europeia cresceram 7,7 por cento nos nove primeiros meses de 2007 e as importações cresceram 4,7 por cento, o que permitiu uma redução de 1,6 por cento no défice comercial.

A taxa de cobertura das importações para a União Europeia pelas exportações melhorou, de 67,1 por cento nos três primeiros trimestres de 2006 para 69,1 por cento em período homólogo do ano em curso.

Nos nove primeiros meses deste ano, Portugal exportou 21.393,7 milhões de euros para os 26 parceiros europeus e importou 30.980,5 milhões de euros, o que se traduziu num saldo negativo de 9.586,8 milhões de euros.


Défice comercial com países terceiros desagravou-se 5,3% nos 10 primeiros meses


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Lisboa, 10 Dez (Lusa) - As exportações portuguesas para países terceiros aumentaram 13,3 por cento nos 10 primeiros meses e as importações cresceram 5,5 por cento, determinando um desagravamento de 5,3 por cento no défice comercial, indicou hoje o INE.

A taxa de cobertura das importações extracomunitárias pelas exportações melhoraram, passando de 58,2 por cento nos 10 primeiros meses do ano passado para 62,5 por cento em igual período do ano em curso.

Excluindo combustíveis, as exportações para países terceiros cresceram 16,9 por cento e as importações aumentaram 14,9 por cento.

Nos 10 primeiros meses do ano, as exportações portuguesas para países exteriores à União Europeia totalizaram 7.245,1 milhões de euros e as importações extracomunitárias ascenderam a 11.601,0 milhões de euros, daí decorrendo um défice comercial de 4.355,9 milhões de euros.

Em valores trimestrais, calculados a partir de dados mensais, as exportações apresentam uma tendência de abrandamento apenas travada em Outubro: aumento de 19,0 por cento no primeiro trimestre, de 14,9 por cento no segundo e de 6,1 por cento no terceiro trimestre, com uma ligeira aceleração nos três meses terminados em Outubro (para 6,2 por cento).

As importações apresentaram uma tendência de aceleração trimestral constante, apresentando, após uma queda de 1,7 por cento no primeiro trimestre, um acréscimo de 6,3 por cento no segundo trimestre e um aumento de 7,8 por cento no terceiro, acelerando para 11,6 por cento nos três meses terminados em Outubro.

Nos 10 primeiros meses de 2007, as exportações extracomunitárias de material de transporte e acessórios cresceram 35,9 por cento, as de máquinas e outros bens de capital 23,6 por cento e as de produtos alimentares e bebidas 18,5 por cento, enquanto as de combustíveis e lubrificantes baixaram 8,0 por cento.

No mesmo período, as importações portuguesas de países terceiros aumentaram 23,8 por cento nos bens alimentares e bebidas e 22,1 por cento no material de transporte e acessórios, enquanto as compras de combustíveis e lubrificantes baixaram 5,2 por cento em valor.

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Enviado por: comanche em Dezembro 11, 2007, 11:53:56 pm
Têxteis: Exportações mantêm em Setembro "sólido crescimento" manifestado desde início do ano - ATP


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Porto, 11 Dez (Lusa) - As exportações portuguesas de têxteis e vestuário mantiveram em Setembro um "sólido crescimento", prosseguindo a tendência positiva manifestada desde o início do ano, anunciou hoje a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP).

Citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a associação destaca o crescimento de 3,6 por cento das exportações do sector entre Janeiro e Setembro, face ao mesmo período de 2006, para perto de 3.199 milhões de euros.

Em comunicado, a ATP destaca a evolução nas exportações de artigos têxteis, com algumas categorias - como as pastas, feltros e artigos de cordoaria (16,8 por cento) e os tecidos especiais e tufados (35,6 por cento) - a registarem crescimentos na casa dos dois dígitos.

Também com tendência positiva, as exportações de vestuário de malha e tecido cresceram 3,2 e 1,8 por cento, respectivamente, o que, segundo a associação, é "especialmente relevante" porque as duas categorias de produtos representam cerca de 60 por cento do total da indústria têxtil e vestuário (ITV) portuguesa.

No que respeita às importações, a associação aponta a evolução positiva de 4,8 por cento, com destaque para o capítulo onde se integram os têxteis-lar (26,4 por cento) e os artigos de vestuário de malha e de tecido (14,8 e 8,6 por cento, respectivamente).

Números que, segundo a ATP, revelam a "crescente pressão" das exportações dos países do Oriente, com destaque para a China.

Assumidamente "satisfeita" com esta evolução, a associação salienta que evidencia um "crescimento sustentado" das exportações de têxteis e vestuário, "algo que já não sucedia há alguns anos".

Adicionalmente, confirma que a estratégia de internacionalização das empresas está "a produzir inequívocos resultados".

"Espera-se, por isso, que os programas de incentivos neste âmbito, resultantes do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), possam dar continuidade a estes esforços, apoiando as iniciativas individuais e colectivas da fileira moda, tanto em consolidar mercados tradicionais como em diversificar para mercados emergentes", conclui.

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Enviado por: André em Janeiro 08, 2008, 06:16:14 pm
Pinho afirma que crescimento de 2007 superou expectativas

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O ministro da Economia congratulou-se hoje, em declarações à Lusa, com o crescimento de 1,9% estimado pelo Banco de Portugal para economia portuguesa em 2007, sublinhando que superou as expectativas e é o mais elevado desde 2001.

O Banco de Portugal reviu em alta de uma décima a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, para 1,9%, ficando acima da previsão governamental de 1,8%.

«O crescimento de 2007 é o mais elevado desde 2001 e só em 2007 a economia portuguesa cresceu mais do que na legislatura anterior», disse à Lusa Manuel Pinho.

Para o ministro, «este é um crescimento mais equilibrado», porque conta com a contribuição «das exportações e do investimento».

No boletim económico de Inverno, hoje divulgado, o banco central português reviu, também, em baixa de duas décimas o crescimento esperado em 2008, para 2,0%, ritmo idêntico ao previsto para a Zona Euro.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Janeiro 08, 2008, 07:10:37 pm
Envidamento externo português reduz-se com aumento da poupança e controlo das contas públicas
Lisboa, 08 Jan (Lusa) - As necessidades de financiamento externo da economia portuguesa vão continuar a diminuir nos próximos anos, a beneficiar do aumento da poupança e do menor endividamento das administrações públicas, segundo o Banco de Portugal.


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O boletim económico de Inverno mostra que o défice da balança corrente e de capital, uma medida do endividamento externo, deve baixar em 2008 para 7,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), depois de ter sido de 8,2 por cento em 2007.

Em 2009, a tendência de queda deve voltar a repetir-se, com esse défice externo a baixar para 6,4 por cento da riqueza produzida internamente.

Estes números representam uma melhoria face às previsões avançadas no Verão, altura em que se esperava que Portugal terminasse 2009 com um défice com o exterior de 8,1 por cento e assentam numa redução continuada do défice público e num aumento da poupança dos privados.

A justificar esta melhoria das necessidades de financiamento externo está a queda do défice da balança de bens e serviços (sobretudo na componente não energética), que mais do que compensará a deterioração da balança de rendimentos.

A subida do excedente da balança de capitais, devido à entrada de fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégica Nacional, também ajudará a esta redução do défice externo português.

No boletim de Janeiro a instituição presidida por Vítor Constâncio diz que a aceleração da actividade económica esperada para os próximos anos em Portugal "pressupõe um contributo significativo da produtividade total dos factores".

Essa melhoria da produtividade reflecte a reorientação do tecido produtivo, para actividades com mais componentes tecnológicas, uma reafectação interna de pessoas dentro das próprias empresas e o aumento da taxa de utilização da capacidade produtiva, refere o banco central.

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Enviado por: oultimoespiao em Janeiro 10, 2008, 02:52:34 am
Enquanto nao houver leis laborais flexiveis em portugal, tendo em conta a globalizacao e a conjuntura mundial, portugal nunca vai ter niveis de crescimento acima dos 2 - 3% porque a actual lei nao favorece o investimento privado, nem niveis de producao elevados. Tambem penaliza as empresas porque nao se conseguem adaptar facilmente as mudancas do mercado porque nao ha flexibilidade laboral! Tambem quando uma empresa se encontra em dificuldades tem que fexar porque nao pode despedir para se puder restruturar. Por outro lado se uma empresa tem possibilidades de crescer tambem nao ha incentivo ao investimento porque a carga fiscal penaliza a producao em vez dos lucros liquidos! E uma questao complexa mas se querem crescer algo vao ter que mudar. E quanto mais cedo melhor! Se nao querem acompanhar o resto da europa... entao deixem como esta!
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 10, 2008, 12:27:42 pm
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Taxa de retenção de IRS baixa 'aumentando' salário mensal

RUDOLFO REBÊLO
LEONARDO NEGRÃO-ARQUIVO DN
Centenas de milhares de contribuintes terão acréscimos salariais já no final deste mês. O Governo deu ontem ordem às empresas para diminuir a taxa de retenção do IRS sobre os salários o que pode significar, em muitos casos acréscimos mensais de algumas dezenas de euros. Prejudicados estão os reformados. É que mantêm o mesmo nível dos descontos na retenção mensal por conta do IRS e, em alguns casos a carga fiscal é mesmo agravada.

Os "aumentos salariais" permitidos pelo Estado são significativos e todas as classes de rendimentos, solteiros e casados, são beneficiados. Pressupondo um aumento salarial de 3% em 2008 - a contratação colectiva ronda os 3,4% - a retenção na fonte do IRS cai 0,5 pontos percentuais.

Ou seja, a um casal com dois filhos e com um salário mensal de 1236 euros, a entidade patronal desconta - por conta do fisco, a título de IRS - apenas 6% do ordenado, quando em 2007 descontava 6,5%.

No caso de um casal (com dois filhos), em que ambos sejam trabalhadores por conta de outrem, com um rendimento conjunto 2060 euros, os ganhos são significativos. É que os respectivos patrões passam a descontar 17% dos ordenados, contra os 19,5% mensalmente subtraídos em 2007. Neste último caso representa um rendimento extra mensal de cerca de 50 euros.

A simulação efectuada pelo DN permite concluir que o Governo privilegiou a classe média e média-baixa, para além de ter elevado a isenção de retenção para os salários mais baixos. Por exemplo, quem aufira um salário de 772,5 euros mensais está este ano livre dos descontos mensais, quando no ano passado aos rendimentos de 750 euros incidia um desconto mensal de 1,5%.

Os reformados têm motivos de queixas. Pressupondo um aumento de 2,4% na pensão de 2008, o Executivo manteve a tabela de descontos e, em alguns casos agravou mesmo a retenção. É o que sucede no caso de rendimentos de 2560 euros - já abrangidos por aumentos de 2,4% - em que a taxa de retenção sobe um ponto percentual em relação a 2007.

Em contrapartida a esta folga fiscal, os reembolsos em 2009 serão substancialmente menores. É que, no fundo, as retenções mensais do IRS funcionam como um "empréstimo forçado" ao Estado por conta de acertos futuros do imposto, tendo em conta das deduções específicas e à colecta em Saúde, Educação, etc
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 10, 2008, 12:28:18 pm
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Autoeuropa vai criar 4 mil empregos até 2010

LEONOR MATIAS  
O optimismo reina na fábrica de Palmela. Os números apurados em 2007 foram "espectaculares" e as perspectivas até 2010 são de "grande crescimento". Para fazer face ao acréscimo de produção para 800 carros/dia, contra os 390 actuais, a Autoeuropa vai criar dois mil postos de trabalho directos até 2010. O alargamento da rede de fornecedores e o consequente aumento de componentes para os novos modelos será também responsável pela criação de outros dois mil empregos. No total, o plano de investimentos para Palmela será responsável por quatro mil novos empregos na região.

No final do ano passado, a fábrica dava emprego a 2990 colaboradores número que deverá fixar-se já este ano em 3500, com o recrutamento de 310 novos colaboradores.

Na fábrica de Palmela vão estar em produção, em simultâneo, até 2009, os modelos Sharan e Alhambra (até meados de 2010), o cabrio Eos e o desportivo Scirocco, que será lançado em Março no Salão Automóvel de Genebra, para ser comercializado a partir de Junho.

O VW Polo pode começar a ser produzido em Palmela no início de 2009, mas quer os responsáveis da Autoeuropa quer os trabalhadores esperam a qualquer momento o anúncio oficial do sucessor do monovolume Sharan. Jorn Reimers, director-geral da Autoeuropa, apesar de manter segredo sobre a decisão da VW, revelava no encontro com os jornalistas um grande optimismo face ao futuro, reforçado com a revisão do Business Plan da marca alemã, que aumentou em Novembro o investimento para Palmela de 500 para 541 milhões de euros.

Os investimentos previstos para 2008-2010 foram planeados tendo em consideração o "planeamento do sucessor do monovolume" e o "alargamento da palete de produtos a um quarto produto", diz o comunicado da Autoeuropa entregue aos jornalistas. Ou seja, a fábrica espera receber mais que um produto a partir deste ano.

A reformulação do design do modelo que irá substituir o Sharan, exigido pela administração da VW, travou o anúncio do modelo, que tudo apontava seria feito no decurso do ano passado.

Dos investimentos previstos a fábrica recebeu o ano passado 88,1 milhões de euros. O plano prevê a construção de novas ferramentas de prensas, implementação de novas linhas de carroçarias e adaptação das linhas existentes para novos produtos, adaptação da área de pintura, implementação do conceito single line na área de montagem e desenvolvimento das actividades logísticas e implementação da cadeia de fornecedores. A criação do conceito single permitirá à Autoeuropa produzir qualquer modelo da VW.

A administração da fábrica prevê que o contributo da Autoeuropa com os novos modelos para o produto interno bruto (PIB) nacional passe para 2% em 2010, contra 1% no ano transacto.

O ano de 2007 representou para a Autoeuropa o início da recuperação, depois das quedas de 2004 e 2005. A fábrica encerrou 2007 com uma produção de 93 609 veículos, ou seja 31,9 carros por trabalhador. Um número que Julius von Ingelheim, director de recursos humanos, considerou importante para a imagem da Autoeuropa, que entre 27 fábricas da VW lidera o ranking com menor taxa de absentismo. "A Autoeuropa detém uma boa imagem no seio do grupo", adiantou e isso ficou expresso na atribuição do volume de investimentos em que Palmela, entre dez fábricas, foi a que recebeu a maior fatia do bolo, ultrapassando Kassel, Wolfsburg e Mosel, todas situadas na Alemanha.

No ano passado, o volume de vendas totalizou 1,6 mil milhões de euros, mais 14%. A Alemanha, é o principal mercado de destino dos veículos montados em Palmela, seguin- do-se os Estados Unidos, para onde apenas é exportado o Eos.
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Enviado por: comanche em Janeiro 15, 2008, 01:44:45 pm
Taxa de inflação situou-se nos 2,5% em 2007
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação média de 2,5% no ano passado, menos 0,6 pontos percentuais do que no ano anterior.

Cristina Barreto
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inflação homóloga foi de 2,7% em Dezembro de 2007, face ao mesmo mês do ano anterior, valor esse que é inferior em 0,1 pontos percentuais em relação a Novembro.

Em termos mensais, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) cresceu 0,1% entre Novembro e Dezembro do ano passado.
Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, em 2007 verificou-se uma progressão de 2,4%, relativamente ao ano anterior.
A taxa de variação homóloga do IHPC situou-se nos 2,7% em Dezembro, enquanto que a taxa de variação mensal foi de 0,1%.
Os analistas consultados pela Reuters esperavam que a inflação mensal de Dezembro oscilasse entre 0,1% e os 0,4%. Já o Governo tinha previsto que a taxa de inflação em 2007 se iria situar nos 2,3%.
A analista Paula Carvalho, do Banco BPI, adiantou que "os dados estão em linha com os previsto. Não há surpresas. O ano terminou com uma inflaçãp média de 2,5% como se esperava. Possivelmente, em termos de classes genéricas, deve notar-se uma redução no vestuário e calçado, pressionando e, do lado contário, deve ter subido a alimentação e a energia".
Já o analista do BES, Pedro Matos Branco, considera que "o número mensal foi mais positivo do o que esperávamos (0,2%), a média anual ficou ligeiramente pior face à nossa previsão (2,4%) mas é marginal. Acredito que o ciclo de pressão em alta de preços, nomeadamente nos combustíveis e alimentação, continue durante este ano. Prevemos para 2008 uma inflação média anual de 2,4%".


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Enviado por: P44 em Janeiro 16, 2008, 10:10:22 am
Inflação: Governos falham meta pelo 10º ano consecutivo


O Governo português voltou este ano a falhar a meta de inflação, completando, pelo menos, 10 anos de erros nas previsões, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).


Desde 1998, o erro médio da previsão da taxa de inflação que consta do orçamento do Estado face à inflação efectivamente verificada foi de 0,63 pontos percentuais, sendo que em todos esses anos, com excepção para 2006, a taxa prevista ficou sempre abaixo da verificada.

Em 2006, a diferença foi positiva (com a inflação prevista a ficar acima da verificada) muito provavelmente devido às alterações metodológicas introduzidas em Setembro pelo INE na série do índice de preços do consumidor.

Hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que a taxa de inflação média no conjunto de 2007 foi de 2,5%.

A previsão do governo que constava do orçamento do Estado para 2007 apontava para uma taxa de inflação de 2,1%, embora este valor tenha sido posteriormente (aquando da apresentação do orçamento do Estado para 2008) revisto em alta para os 2,3%.

Assim, 2007 foi o décimo ano consecutivo em que a inflação real foi diferente da inflação prevista pelo governo (a Lusa não analisou dados anteriores a 1998), o que inclui os governos chefiados por António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates.

As previsões de inflação servem de referência para os aumentos salariais na função pública e no sector privado. Trabalhadores com aumentos salariais inferiores à inflação real viram o seu poder de compra diminuir.

Nos 10 anos em análise, a maior diferença entre previsões e valor real verificou-se em 2001, com a previsão a ficar mais de 1,5 pontos percentuais abaixo da evolução real do IPC. O governo previa um aumento dos preços de 2,8%, mas o que acabou por se verificar foi um crescimento de 4,4%, segundo o INE.

Os dados do IPC têm uma base 1997 até 2001 e daí para frente a base é 2002.

Diário Digital / Lusa

15-01-2008 16:43:00
Título:
Enviado por: ferrol em Janeiro 16, 2008, 10:44:33 am
Citação de: "P44"
O governo previa um aumento dos preços de 2,8%, mas o que acabou por se verificar foi um crescimento de 4,4%, segundo o INE.
Pasou o mesmo polo outro lado da raia...o Goberno dixo sobre o 3% e acabamos nun 4,2%...está claro que hasta para equivocárense os gobernos somos iguais... :lol:
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 16, 2008, 10:47:40 am
E qual foi o aumento dos slários desse lado da fronteira?
Título:
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 16, 2008, 11:13:31 am
boas

sálario minimo 600€
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Enviado por: comanche em Janeiro 16, 2008, 12:04:08 pm
Zona Euro: "Eurolândia" terminou ano de 2007 com inflação nos 3,1 por cento


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Bruxelas, 16 Jan (Lusa) - A taxa de inflação anual da Zona Euro fixou-se nos 3,1 por cento em Dezembro de 2007, o mesmo valor do mês anterior e muito acima daquele registado um ano antes (1,9 por cento), anunciou hoje o Eurostat.

Os dados divulgados pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia revelam ainda uma subida da taxa de inflação no conjunto da UE a 27 para 3,2 por cento em Dezembro, quando em Novembro era de 3,1 por cento e em Dezembro de 2006 era de 2,2 por cento.

Portugal registou no mês passado uma taxa de inflação de 2,7 por cento, a terceira mais baixa da Zona Euro - apenas acima de Holanda (1,6 por cento) e Finlândia (1,9) -, enquanto os valores mais elevados se verificaram na Letónia (14 por cento), Bulgária (11,6) e Estónia (9,7).

Chipre e Malta, que no passado dia 01 se tornaram os 14º e 15º membros da Zona Euro, só serão incluídas nos cálculos de inflação da zona monetária única do mês de Janeiro de 2008.

Este é o quarto mês consecutivo em que a taxa de inflação da Zona Euro fica acima da meta dos 2,0 por cento - valor desejável segundo o Banco Central Europeu (BCE) -, tendo a Comissão Europeia admitido que há "razões para preocupações" quando a taxa de inflação atingiu em Novembro o valor de 3,1 por cento, para um máximo de seis anos a meio.

Bruxelas antecipa a manutenção de uma taxa de inflação elevada nos próximos meses, só devendo regressar a valores mais baixos, perto dos dois por cento, em meados de 2008.

Terça-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que a taxa de inflação média em Portugal situou-se em 2,5 por cento em 2007, acima da previsão de 2,3 por cento do Governo para o conjunto do ano.

A taxa de inflação de 2007, ficou, no entanto, seis décimas de ponto percentual abaixo da verificada em 2006, quando foi de 3,1 por cento, segundo os dados do INE.

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Enviado por: comanche em Janeiro 16, 2008, 12:43:54 pm
Portugal é líder europeu na indústria dos têxteis

Célia Marques Azevedo, correspondente em Bruxelas


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Apesar da deslocação de várias empresas para o Leste europeu e para a China, Portugal continua a ter um papel importante nos têxteis, ramo no qual é o primeiro em termos de valor acrescentado criado, segundo a lista de actividades económicas da Comunidade Europeia (NACE). A indústria portuguesa é líder entre os 27 no sector do vestuário e curtumes, seguem-se os têxteis e em terceiro lugar outras indústrias extractivas na lista de actividades em que cada país é especialista.

Portugal é também o oitavo país da União Europeia com maior número de pessoas a operar nos têxteis, sector do qual é o 16.º a apresentar resultados em termos de produtividade. Os números fazem parte da última edição de "Empresas Europeias - factos e números", o retrato estatístico dos sectores de actividade da UE, ontem publicado pelo Eurostat.

O gabinete de estatísticas da UE analisou 23 ramos da indústria activos em 2006, concluindo que em 19 deles os homens lideram no que respeita a taxa de emprego. As mulheres estão em maior número do que os homens apenas nos têxteis, no comércio de retalho, na hotelaria e restauração e nos serviços financeiros.

Dos quase 19 milhões de empresas não financeiras, que geraram 5100 mil milhões de euros e empregaram 125 milhões pessoas em 2004, só 534 mil (3,1%) estão em território português, tendo criado 64 480 milhões de euros de valor acrescentado e dado emprego 2,9 milhões de pessoas.

Itália é o país europeu com maior número de empresas não financeiras, seguida da Espanha e da França, mas é a Alemanha o país que mais pessoas absorve em termos de emprego. Segue-se Reino Unido e Itália.  
 
Título:
Enviado por: ferrol em Janeiro 16, 2008, 12:52:10 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
E qual foi o aumento dos slários desse lado da fronteira?
Pois normalmente se axustan sobre as previsións do Goberno e un pouco máis, así que entendo que a maioría dos salarios medraron sobre un 3 e algo, digamos un 3,5% no 2007, ou polo menos ese foi o méu caso...

Pouca cousa, a verdade... para un soldo medio de 1.200-1.300€, que a un lle suban 40 ou 50 ó mes, non da para moito...

O mellor o levan os pensionistas, que se lles aumenta inmediatamente o soldo no Nadal coa desviación do IPC segundo a prevista. Así que este Nadal moitos "antigos" (que non vellos  :wink: ) levarán a casa uns euriños máis na paga...

Así que, si en Portugal están no 4,4%, e seguindo a lóxica de arriba, supoño que este anos os soldos lles subirán sobre o 5%, ¿non?
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Enviado por: P44 em Janeiro 16, 2008, 01:30:18 pm
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supoño que este anos os soldos lles subirán sobre o 5%, ¿non?


2,1%  :roll:
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 21, 2008, 06:32:42 pm
OE 2007: Défice do subsector Estado baixa 27% em 2007, com receitas e despesas a superarem expectativas


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Lisboa, 21 Jan (Lusa) - O défice do subsector Estado baixou 27 por cento em 2007, com as receitas a superar as previsões e as despesas a ficarem aquém do orçamentado, de acordo com a execução orçamental divulgada hoje pela Direcção-Geral do Orçamento.

O saldo entre as receitas e as despesas baixou para menos 5.235,7 milhões de euros, com uma melhoria de 1.904 milhões de euros face ao valor registado no final de Dezembro de 2006.

A justificar esta melhoria esteve um crescimento de 9,2 por cento das receitas, sobretudo à custa da subida das receitas fiscais (9,2 por cento), num ano em queda a taxa de execução das receitas totais foi de 103,8 por cento (a meta orçamental foi ultrapassada em 3,8 pontos percentuais).

Tanto em IRS como em IRC, o Estado conseguiu arrecadar mais dinheiro do que o previsto, tendo recebido exactamente aquilo que esperava em sede de IVA.

A melhoria da eficácia na cobrança fiscal e o crescimento do cumprimento voluntário das obrigações fiscais por parte dos contribuintes estão na base dessa melhoria fiscal, explicou o ministro das Finanças em conferência de imprensa.

O aumento de 9,2 por cento das receitas totais permitiu mais do que compensar a subida de 3,2 por cento das despesas, com o subsector do Estado a conseguir gastar menos do que o previsto no orçamento do Estado para 2007 (taxa de execução foi de 98,5 por cento).

As despesas com o pessoal aumentaram 2,6 por cento, cerca de 345 milhões de euros, com as remunerações certas e permanentes a cresceram apenas 0,8 por cento.

Ajustando estes dados às alterações contabilísticas que foram introduzidas em 2007 nos registos do Ministério da Justiça, as remunerações certas e permanentes terão caído 1,9 por cento, segundo o ministro das Finanças.





OE 2007: Défice público poderá ter-se aproximado de 2,5% do PIB


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Lisboa, 21 Jan (Lusa) - O défice orçamental de 2007 poderá ter-se aproximado de 2,5 por cento do PIB, porque o Estado gastou menos 840 milhões de euros do que o que esperava em Outubro, quando o governo anunciou que o saldo orçamental seria de 3,0 por cento.

Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças anunciou hoje que, face à previsão de Outubro, em que se esperava que o défice público fosse de 3,0 por cento do Produto Interno Bruto, o Estado conseguiu poupar perto de 840 milhões de euros.

Esse desvio, que inclui as execuções orçamentais do subsector Estado, Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações, representa 0,5 pontos percentuais e está feito em contabilidade pública (óptica de caixa).

Para o apuramento final do défice para efeito de reporte à Comissão Europeia, no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento, Portugal terá de passar estes dados para contabilidade nacional (óptica de compromissos).

Com esses ajustamentos e com os acrescentos dos saldos das contas das autarquias, regiões e fundos e serviços autónomos, os desvios poderão vir a ser ligeiramente diferentes, mas as variações não deverão ser significativas, à semelhança do que se passou nos anos anteriores.

Assim, é possível que Portugal consiga reduzir o défice orçamental para um valor à volta dos 2,5 por cento do PIB, embora o ministro não tenha hoje querido avançar o valor exacto.

"É com base nestes resultados [com o desvio de 840 milhões de euros], que é possível afirmar que o défice em 2007 se situará abaixo dos três por cento", disse Teixeira dos Santos.

Cabe ao Instituto Nacional de Estatística, em colaboração com o Banco de Portugal e com o ministério das Finanças, encontrar esse défice total em contabilidade nacional, explicou o ministro, pelo que o governo preferiu não avançar com a sua estimativa para esse indicador.

O défice para enviar para Bruxelas deve ser conhecido em Março, disse à Lusa Teixeira dos Santos.

O ministro das Finanças disse hoje não ter indicadores que sinalizem "preocupação" face às previsões existentes anteriormente ao nível das contas das autarquias, regiões e fundos e serviços autónomos, sugerindo que não deverá haver derrapagens nas contas destes grupos.

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Enviado por: comanche em Janeiro 23, 2008, 11:13:33 am
Investimento: AICEP com negociações "em carteira" na ordem dos 1,5 mil ME em 2008


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Lisboa, 22 Jan (Lusa) - O presidente da AICEP, Basílio Horta, adiantou hoje que a agência está a negociar investimentos, sobretudo estrangeiros, na ordem dos 1,5 mil milhões de euros, susceptíveis de concretização este ano no sector petroquímico, papel e automóvel.

"Em 2008, temos intenções de investimento de 1,5 mil milhões de euros, susceptíveis de concretização e em estado avançado de negociação", disse o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), na comissão parlamentar dos Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional.

Basílio Horta afirmou tratarem-se de negociações que a AICEP "tem em carteira" e cuja concretização "é provável", mas frisou estar ainda em Janeiro, pelo que a agência realizou apenas até ao momento "dois pequenos contratos".

"Estes 1,5 mil milhões de euros incluem a criação de milhares de postos de trabalho", sublinhou.

Quanto à atracção de investimento quer nacional, quer estrangeiro, para 2008, Basílio Horta lembrou que pretende "pelo menos manter o mesmo nível de 2007, nos 3 mil milhões de euros".

O presidente da AICEP revelou que desde o início da legislação PIN (projectos com Potencial Interesse Nacional), em Julho de 2005, até 31 de Dezembro de 2007 foram apresentados 139 projectos de investimento: 44 (32 por cento) foram arquivados e 73 projectos (53 por cento) foram reconhecidos como PIN, representando um investimento de 15,7 mil milhões de euros, a criação de mais de 56 mil postos de trabalho e incluindo 17 sectores.

Dos 73 projectos PIN, 15 (21 por cento) entrarão em execução até final do primeiro trimestre deste ano, correspondendo a um investimento de 3,5 mil milhões de euros e 13.000 novos postos de trabalho.

Basílio Horta adiantou também que o investimento contratado acumulado de 2003 a 2007 (incluído) pela então API (Agência Portuguesa de Investimento) rondou os 8 mil milhões de euros, período em que foram criados 11.000 postos de trabalho.

"Também ajudámos a manter 90.000 postos de trabalho. É que os contratos que assinámos prolongam-se até 2014/2015, pelo que o objectivo é manter [os postos de trabalho] até aqui", disse Basílio Horta.

No que diz respeito às exportações portuguesas e aos mercados emergentes, o presidente da AICEP adiantou que as vendas a África "estão a crescer de tal forma que se estão a aproximar dos EUA".

"África é já o 5º mercado das exportações portuguesas. Neste momento, a diferença com os EUA é de apenas 100 milhões de euros", disse.

Questionado pelos jornalistas sobre o apoio da agência a empresários portugueses que estão no estrangeiro, Basílio Horta admitiu que não tem havido uma proximidade suficiente, mas frisou que a AICEP "vai começar a acompanhá-los e aumentar a proximidade", sobretudo aos que estão em França, EUA, Canadá.

Mas as novidades não ficam por aqui, já que Basílio Horta revelou que "é provável" um investimento da Quimonda na ordem dos 100 milhões de euros nos próximos meses.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 13, 2008, 06:31:37 pm
A Comissão Europeia considerou hoje, em Bruxelas, que a estratégia orçamental portuguesa “é coerente com uma correcção do défice excessivo” e irá propor em Maio a saída de Portugal da lista de países com défice excessivo.



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Joaquín Almunia, responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários da Comissão Europeia não poupou elogios ao Governo português ao afirmar que “Portugal deve ser louvado pela redução do défice para três por cento, senão menos, em 2007, um ano antes do prazo”.

Justifica Almunia as suas palavras ao afirmar que “as recentes reformas do sistema de pensões melhoram também, significativamente, as perspectivas das suas finanças a longo prazo” ao mesmo tempo que encorajam Portugal "a prosseguir a sua estratégia orçamental para que a economia portuguesa retome uma trajectória de recuperação sustentável e dinâmica".

Com estes resultados a Comissão Europeia deverá propor em Maio próximo a saída de Portugal da lista de países com "défice excessivo", anunciou Almunia que acrescentou: "Penso que em Maio podemos já apresentar, depois de recebermos os dados definitivos, a derrogação do procedimento" de "défice excessivos".

As palavras do comissário surgiram no seguimento da avaliação que a Comissão Europeia fez dos programas de estabilidade actualizados da Áustria, Chipre, Malta, Portugal e Eslovénia, bem como dos programas de convergência (para os países que não fazem parte da Zona Euro) da Bulgária, República Checa, Estónia e Letónia.

A análise de Bruxelas foi feita a partir da actualização do Programa de Estabilidade (PEC), respeitante ao período de 2007-2011, apresentado por Lisboa em 14 de Dezembro de 2007 que a Comissão Europeia considera ”coerente com uma correcção do défice excessivo até 2008, prazo acordado pelo Conselho”.

Recorde-se que o PEC actualizado prevê que o défice das administrações públicas em 2007 se situe em três por cento do PIB, contra 3,9 no ano anterior, e pretende reduzi-lo ainda mais, para alcançar o Objectivo de Médio Prazo (OMP) de meio por cento de défice até 2010.

Dívida das administrações públicas é para descer

O programa português prevê também que a dívida das administrações públicas, estimada em 64,4 por cento em 2007, desça para o valor de referência de 60 por cento em 2010.

Face aos dados disponibilizados Bruxelas espera que Portugal "aplique com determinação a consolidação orçamental prevista” no PEC actualizado, por forma a garantir a correcção do défice excessivo ao mesmo tempo que incentiva o Governo português a “concretizar o ajustamento em direcção ao OMP, se necessário através do reforço das medidas”.

Atendendo também aos riscos que pesam sobre a sustentabilidade das finanças públicas, Bruxelas aconselha Lisboa a assegurar uma redução rápida do rácio dívida/PIB, nomeadamente continuando a dedicar à redução do défice quaisquer resultados orçamentais mais favoráveis do que os previstos.

Dentro dos conselhos da Comissão dados a Portugal é solicitado aos responsáveis pelas finanças portuguesas a “manter a moderação constante das despesas e reforçar a qualidade das despesas públicas”.

A União Europeia decidiu em 20 de Setembro de 2005 dar três anos a Portugal, até 2008, para corrigir a situação de “défice excessivo” detectada por Lisboa.

O Governo já anunciou que iria alcançar esse objectivo já em 2007 e a Comissão Europeia, nas suas Previsões Económicas de Outono assinalou que acreditava que esse valor seria alcançado.
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Enviado por: Migas em Fevereiro 14, 2008, 11:32:36 am
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INE: PIB cresceu 1,9% em 2007

A economia portuguesa cresceu 1,9% no ano passado, registando o maior ritmo de expansão anual desde 2001, e acabou o ano em aceleração, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto (PIB), o INE refere que o crescimento da economia portuguesa atingiu os 2% no quarto trimestre do ano passado, face a igual período de 2006.
Esta evolução representa uma aceleração de 0,3 pontos percentuais do ritmo de crescimento, face ao passo de 1,7% apurado, em termos homólogos, no terceiro trimestre de 2007.

Em termos anuais, a taxa de crescimento de 1,9% traduz uma aceleração de 0,6 pontos percentuais face à registada em 2006.

Este ritmo de expansão é, também, superior às últimas estimativas do Governo, que mantinha uma expectativa de crescimento de 1,8%, e das principais organizações internacionais, que apostavam no mesmo valor.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 14, 2008, 02:26:04 pm
Portugal foi uma das 3 economias da UE que aceleraram no quarto trimestre


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Lisboa, 14 Fev (Lusa) - A economia portuguesa foi uma das três da União Europeia que acelerou no quarto trimestre de 2007, face ao trimestre anterior, contrariando a tendência de abrandamento da generalidade dos seus parceiros comunitários, de acordo com os dados do Eurostat hoje divulgados.

O Produto Interno Bruto (PIB) português cresceu 2,0 por cento entre Outubro e Dezembro, face a igual período de 2006, mais 0,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior.

A par de Portugal, esta tendência de aceleração só se verificou na Holanda e na Eslováquia.

As maiores economias da UE, como a Alemanha e a França, registaram abrandamentos de 0,7 e 0,1 pontos percentuais, respectivamente.

Na Zona Euro e na União Europeia, o abrandamento foi de 0,4 pontos percentuais.

Os dados do Eurostat só apresentam estimativas para 13 países dos 27 Estados-membros da UE.

Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 14, 2008, 06:09:54 pm
Portugal mantém-se como 15ª destino preferido pelos investidores estrangeiros na UE - estudo

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Lisboa, 14 Fev (Lusa) - Portugal mantém a 15ª posição como destino preferido pelos investidores estrangeiros ao nível da União Europeia, indica o último estudo da consultora A.T. Kearney hoje divulgado em Lisboa.

"O desempenho de Portugal em 2007 surpreende pela positiva, uma vez que mantém a posição de 2005 no âmbito da União Europeia, à frente de países como a Dinamarca, Áustria e Noruega", disse à imprensa o director sénior do conselho de Política Empresarial Global da A.T. Kearney, desde 2007.

Martin Walker, que comentou as conclusões do Índice de Confiança de Investimento Estrangeiro Directo (FDI Confidence Índex), um estudo através do qual, anualmente a consultora analisa a perspectiva presente e futura dos fluxos internacionais de investimento, destacou também que Portugal "está melhor posicionado" do que a Eslováquia e a Eslovénia.

A 15ª posição assegurada por Portugal no seio da União Europeia, acima destes dois últimos países-membros, é sobretudo significativa para este consultor uma vez que "têm regimes fiscais e custos de mão-de-obra bastante mais favoráveis".

De acordo com o estudo, Portugal surge à frente da Suíça, o que "não deixa de ser uma boa notícia", sublinhou igualmente Martin Walker.

"Portugal tem vindo a fazer reformas importantes num curto espaço de tempo, e embora atravesse um fase de austeridade, vai ultrapassar esta situação", disse o consultor.

Walker referiu ainda que apesar dos obstáculos com que se tem deparado Portugal, "o país tem seguido uma política inteligente e produtiva".

Entre as áreas da economia que merecem a eleição dos investidores estrangeiros nomeou, entre outras, a indústria petroquímica, logística, turismo, tecnologia de ponta, telecomunicações e outsoursing de serviços de empresas multinacionais.

"Portugal, no entender dos investidores estrangeiros, tem factores particulares positivos [nomeadamente, reformas rápidas, estabilidade e previsibilidade] que compensam sermos menos competitivos em termos de mão-de-obra, fiscalidade ou eficácia administrativa", salientou Martin Walker.

No entanto, o estudo da A.T. Kearney, apesar de realçar a manutenção de Portugal na 15ª posição (igual à registada face ao ranking elaborado em 2005), assinala que de entre 75 países, Portugal acompanha "a queda generalizada dos destinos europeus, ultrapassados por economias emergentes, sobretudo as asiáticas".

Neste sentido, Portugal ocupa agora 46ª posição a nível mundial, caindo sete lugares face ao estudo elaborado em 2005, onde se posicionava no 39º lugar.

Dos 27 países da União Europeia, apenas o Reino Unido (4º lugar), Alemanha (10º) e a França (13ª posição) mantêm as suas posições inalteradas face ao estudo elaborado em 2005.

O estudo destaca a queda no "ranking" da Espanha que passou da 17ª posição para a 35ª, uma das maiores perdas de posição dentro do grupo de países da União Europeia.

"O colapso da bolha imobiliária e outros aspectos estruturais como a crescente inflação e a queda da competitividade espanhola reduziram as expectativas de crescimento em Espanha no próximo período, embora se mantenha como uma das economias de maior e mais rápido crescimento da zona do euro", salientou João Rodrigues Pena, vice-presidente da A.T. Kearney Portugal.

Apesar desta queda, Martin Walker mantém-se optimista, pois considera que a Região Mediterrânica (os países do sul da Europa, caso de Portugal e da Espanha) em conjunto com Marrocos e outros Estados do norte de África, pela primeira vez, "estão a iniciar uma actuação regional", que vai potenciar o crescimento do conjunto destas economias nos próximos anos.

O estudo assinala ainda que a China e a Índia continuam a liderar o "ranking" FDI Confidance Index, sendo os destinos preferidos pelos investidores.

Além disso, destaca que o Brasil, Emirados Árabes, Rússia por ocuparem o top 10, enquanto a África do Sul e outros Estados do Golfo Pérsico - Baharein, Kuwait, Oman e Catar - aparecem pela primeira vez no Índice.

A Áustria posiciona-se no 11º lugar e a França, Canadá e Japão encontram-se nas 13ª, 14ª e 15ª posição, respectivamente.

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Enviado por: Luso em Fevereiro 20, 2008, 08:35:01 pm
http://classepolitica.blogspot.com (http://classepolitica.blogspot.com)

Uma geração politica rasca


Por fraqueza, muitas vezes, os mais fracos “falam grosso” na presença dos seus chefes. Por fraqueza ou por uma incontrolável vontade de agradar ao chefe, é comum assistirmos a estes exercícios de adulação na política.
O jovem presidente da Câmara de Alvaiázere, no último sábado, na presença de Filipe Menezes, em jantar de acção política naquela vila, referiu-se a Sócrates afirmando «António Oliveira Salazar era um aprendiz de ditador ao pé de José Sócrates».
Naturalmente que há exageros na comparação, os momentos históricos do salazarismo e do sócretismo são inequivocamente distintos e não podem ser comparáveis seguramente. Contudo sob a capa de uma democracia formal, não deixa de ser assustador os avanços de um certo “totalitarismo democrático” que Sócrates advoga e apadrinha. Avanços que se tornam visíveis e se concretizam na promulgação legislativa.
O recente diploma sobre carreiras e vínculos da Função Pública são disso um exemplo. Sob a capa da modernidade, esconde-se nele um inequívoco “totalitarismo” partidário, numa nova concepção da Administração do Estado, que agora se pretende totalmente dependente dos partidos e não do Estado. O funcionário público passa a ser um agente do governo e não do Estado. A independência política da Administração Pública deixa definitivamente de existir e passa a ser substituída pela dependência partidária governamental.
Neste sentido, tem razão no que afirma o presidente da Câmara de Alvaiázere; por outras razões, a legislação relativa à Administração Pública do tempo de Salazar, colocava-a ao serviço do Estado, e assim, indubitavelmente mais democrata que esta agora parida pelos políticos desta segunda geração do 25 de Abril.
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Enviado por: comanche em Fevereiro 22, 2008, 02:28:36 pm
UE/Emprego: Relatório de Bruxelas recomenda a Portugal que aposte no crescimento económico


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Bruxelas, 25 Fev (Lusa) - A Comissão Europeia recomenda que Portugal aposte no crescimento económico, mantendo um "controlo rigoroso das despesas", como estratégia para uma política de emprego.

O Relatório Conjunto sobre o Emprego, hoje apresentado em Bruxelas e que será adoptado pelo Conselho de Ministros do Emprego dos 27 na próxima semana, inclui uma análise da situação de cada país e recomendações.

Assim, a Comissão considera que, em Portugal, foram realizados, em 2007, "progressos satisfatórios a nível da aplicação do Programa Nacional de Reforma no período 2005-2007", contrapondo, por outro lado, que os níveis de "pobreza persistente e de disparidade da distribuição do rendimento" são dos mais elevados dos 27.

Bruxelas destaca também, pela positiva, "os progressos alcançados na correcção dos desequilíbrios orçamentais e na promoção de reformas sustentáveis na administração pública, na reforma do regime de saúde, na exploração do potencial das empresas e na aplicação do Plano Tecnológico".

Entre o que falta ainda fazer, é sublinhada a "consolidação das finanças públicas", nomeadamente "melhorando simultaneamente a sua qualidade e sustentabilidade e orientação das despesas públicas para o reforço potencial de crescimento de Portugal".

Outras prioridades são "a melhoria do sistema educativo, nomeadamente através do aumento dos níveis de habilitações e de uma redução do abandono prematuro da escolaridade" e a "modernização do dispositivo de protecção do emprego, por forma a reduzir a segmentação do mercado de trabalho".

Para além da reorientação das despesas públicas "para utilizações mais conducentes ao reforço do potencial de crescimento económico", Bruxelas recomenda ainda a Portugal que "continue a tomar medidas destinadas a melhorar significativamente a eficácia do sistema educativo, nomeadamente através do aumento dos níveis de habilitações dos jovens" e combatendo o abandono escolar e investindo na formação profissional.

Portugal deverá ainda "prosseguir os seus esforços tendo em vista modernizar o dispositivo de protecção do emprego (...) no quadro da abordagem da flexigurança".

A nível global, o Relatório Conjunto sobre o Emprego, mostra que 6,5 milhões de novos postos de trabalho foram criados nos últimos dois anos na UE, estando previstos mais 5 milhões até 2009.

Em Portugal, em 2006, a taxa de emprego era de 67,9 por cento, sendo o objectivo traçado para 2010 de 70 por cento.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 24, 2008, 03:33:59 pm
Calçado: Sector vale 1,3 mil ME e integra 13 mil empresas que exportam mais de 90% da produção


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Lisboa, 24 Fev (Lusa) - O sector do calçado português vale actualmente 1,3 mil milhões de euros e é composto por cerca de 13 mil empresas que exportam mais de 90 por cento da sua produção e integram cerca de 40 mil postos de trabalho.

De acordo com os dados da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Seus Sucedâneos (APICCAPS), depois de em 2006 ter registado um crescimento das exportações de 1,4 por cento, estima-se que, em 2007, as vendas de calçado português nos mercados internacionais tenham aumentado mais de 2 por cento, para 1,2 mil milhões de euros.

Portugal é, de resto, como sublinha a APICCAPS, o único país europeu que apresenta um saldo comercial positivo da balança comercial no sector de calçado e perfila-se, actualmente, como o terceiro exportador europeu e o sétimo a nível internacional.

França é o principal mercado do calçado português, com 332 milhões de euros exportados em 2006 e uma quota de oito por cento, seguido da Alemanha (264 milhões de euros), Inglaterra (160 milhões de euros) e Espanha (108 milhões de euros).

Contactada pela agência Lusa, fonte da APICCAPS explicou que a indústria portuguesa de calçado atravessa actualmente uma fase de consolidação e preparação para novos desafios, daí a importância da promoção externa em mercados de relevo.

"Depois do processo de ajustamento às novas realidades competitivas que marcou a viragem do século, a indústria parece ter atingido agora um novo patamar de estabilidade, a partir do qual prepara o seu futuro", referiu.

Após alguns anos de decréscimo, em 2006 a indústria viu os seus níveis de emprego, produção e exportações estabilizarem e até mostram agora sinais de algum crescimento.

De Janeiro a Setembro, as exportações portuguesas de calçado cresceram 3,4 por cento, ascendendo a 1,06 mil milhões de euros.

De acordo com as recomendações do economista Daniel Bessa, que está a coordenar um estudo sobre o sector, a indústria portuguesa deve abandonar "definitivamente" o mercado dos preços baixos" e apostar em parcerias consolidadas nos segmentos mais altos e especializados dos seus principais mercados.

Para o especialista, os industriais portugueses devem assim abandonar "de uma vez por todas" o mercado dos preços baixos, porque neste segmento há um fornecedor que se impõe no mundo que é a China (exporta mais de 60 por cento da produção de calçado mundial) e apostar em "produções de nicho", com incorporação de valor acrescentado.

Na linha das recomendações de Daniel Bessa, a APICCAPS aposta este ano na maior campanha de promoção de sempre nos mercados externos, num investimento global de oito milhões de euros e que abrange mais de 140 empresas, 30 acções e 15 mercados.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 24, 2008, 04:01:09 pm
Entrevista CM: Manuel Pinho
Melhor indicador de mudança é a falência e criação de empresas


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Correio da Manhã – Já bateu o recorde de permanência como ministro da Economia.

Manuel Pinho – Exactamente.

- Já há muito tempo que ninguém estava tanto tempo neste cargo.

- Penso que há mais de trinta anos que ninguém estava nesta pasta tanto tempo.

- É um recorde difícil de igualar. Isto apesar de todas as críticas da oposição. Dizem que é um ministro ausente, que não vai ao Parlamento, etc.

- É natural que a oposição critique. Aliás, é para isso que a oposição existe. Eu fui ao longo de três anos mais de quinze vezes ao Parlamento e naturalmente estou totalmente disponível para ir lá as vezes que forem necessárias. Estive a semana passada na Comissão de Economia, estarei no próximo dia 14 de Março no plenário. Naturalmente estou sempre muito disponível para ir ao Parlamento, é essa a minha obrigação.

- Mas como é justifica este apontar do dedo em relação ao ministro da Economia que não existe com outros colegas seus do Governo?

- Eu não sinto isso. A função da oposição é criticar o Governo e apresentar propostas alternativas. Infelizmente, em relação a propostas alternativas não tem apresentado. É uma pena. No que diz respeito a criticar o Governo está no seu direito.

- E os empresários portugueses. Veja o caso de Henrique Neto. Diz que não o recebe, que não responde às suas cartas, que não tem uma agenda ligada às pequenas e médias empresas e à indústria. Que está dedicado exclusivamente aos PIN e às energias renováveis.

- Vamos por partes. Henrique Neto também é livre de ter as opiniões que entender, não sou eu que as vou comentar. No que diz respeito às PME, recordo que durante a Presidência portuguesa foi aprovada a nova política europeia para as PME. E nós fizemos questão que isso sucedesse durante a nossa Presidência. As PME são a coluna vertebral da economia europeia e também da economia portuguesa e são uma grande prioridade. E por essa ocasião, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, manifestou publicamente que a política de PME portuguesa é um verdadeiro exemplo.

- Essa nova política europeia não é apenas mais uma promessa? É uma boa política?

- A Europa tem uma boa política para as PME e isso, em grande medida, justifica a melhoria de competitividade na Europa. Repare que a Europa é o maior exportador de produtos manufacturados do mundo. Também nessa ocasião o vice-presidente da Comissão afirmou, em mais do que uma ocasião, que Portugal é o País da Europa que alinhou mais rapidamente a sua política de PME com a política europeia. De facto, tenho um grande orgulho em que a nova política europeia para as PME tenha sido aprovada durante a Presidência portuguesa. Naturalmente é gratificante ouvir este reconhecimento do presidente Durão Barroso e do vice-presidente.

- E as PME portuguesas como é que reagiram a essa nova política?

- Havia um aspecto muito importante para as PME. Que na transição para este novo quadro comunitário, portanto, com a aplicação do QREN tudo corresse conforme previsto. Ora bem, a transição do PRIME para o QREN correu muito bem, sem problemas. Para mim a política de PME é um elemento verdadeiramente fundamental da política económica. E se o investimento está a evoluir positivamente e as exportações também isso deve-se ao sector empresarial e às PME em particular.

- Refere-se a que sectores?

- Vou dar-lhe dois exemplos que são muito importantes. Duas indústrias tradicionais, calçado e têxtil e vestuário, que depois de anos a fio em que as exportações baixaram e em que aumentou o desemprego, a situação no ano de 2006 estabilizou e estes dois sectores aumentaram as suas exportações em 2007. Eu creio que isso é um facto muito importante porque são dos sectores mais expostos à globalização. São sectores que têm de suportar a concorrência da China, da Índia, e, no entanto, através da sua modernização, qualificação, capacidade de inovação e grande agressividade em mercados externos conseguiram aumentar as suas exportações. São tipicamente dois sectores de PME e eu estou com esses sectores não só em termos de política mas também de proximidade.

- Essa é a crítica que lhe fazem. De estar longe ou ausente.

- Fui a Paris ao Salão da Moda, porque vão estar lá alguns criadores portugueses e eu quero apoiá-los e ao mesmo tempo fazer campanhas de promoção da imagem do País e na quarta-feira estarei em Milão na Feira do Calçado. Porque também não pode ser só políticas em termos abstractos, também este apoio concreto é importante. E na conjuntura em que vivemos todos os sinais são importantes para mostrar proximidade e apoio às PME. Por exemplo, no final do ano, muitas das PME dos sectores tradicionais estavam a planear as suas acções para o primeiro trimestre de 2008 e ainda não tinham apresentado as suas candidaturas nem o podiam fazer. Ora, tomou-se a iniciativa de antecipar nove milhões de euros para acções de promoção destes sectores tradicionais. É muito importante na conjuntura em que vivemos. Não só neste fase de transformação da economia portuguesa, mas dada a conjuntura internacional, é muito importante este grande apoio às PME.

- Faliram duas mil empresas em Portugal em 2007. A economia portuguesa está a renovar-se, obviamente. Mas a velocidade dessa renovação é lenta ou está a ser muito rápida?

- Creio que o melhor indicador da mudança, que faz parte do movimento de transformação de qualquer sociedade ou economia, é a falência e a criação de empresas. O que é fundamental é facilitar, é apoiar os casos de destruição de empresas que criam situações sociais graves, por um lado, e por outro lado facilitar o mais possível a criação de novas empresas.

- Está a falar na empresa na hora?

- É o caso da empresa na hora, que é um grande sucesso. Mas o melhor indicador para aferir o processo de renovação do tecido empresarial, e creio que aqui estamos todos de acordo, é o investimento. Ora o investimento empresarial em 2007 foi o mais elevado desde 1998. Nós tivemos uma situação negativa no que diz respeito ao investimento durante a primeira metade desta década. Para lhe dar um número exacto basta ver que durante os dois anteriores Governos o investimento baixou um total acumulado de dez pontos percentuais. Dez pontos percentuais ao longo de três anos. É uma situação muito complexa.

- Mais uma pesada herança?

- Repare, herdámos não só o problema das finanças públicas como havia uma dinâmica muito negativa das exportações, por um lado, e do investimento também. Ora bem, foi possível estancar as situações em relação às exportações e ao investimento e agora a boa novidade é o comportamento positivo do investimento em 2007. E tudo indica que em 2008 esta tendência vai continuar. Aliás, o INE tem uma estimativa para o crescimento do investimento que é extremamente positiva. Eu próprio olho para essa estimativa com alguma reserva. Seria o primeiro a gostar que os números se confirmassem. A minha função é fazer com que isso seja uma realidade, mas no entanto encaro a realidade com a prudência que o assunto aconselha.

- Esse investimento implica que haja mais mão-de-obra qualificada. Os esforços na qualificação dos portugueses já se começam a sentir?

- O melhor investimento que um País pode fazer é, sem dúvida alguma, na qualificação. Existem alguns sectores em que há falta de mão-de-obra, por exemplo, na área das tecnologias de informação. Não temos jovens suficientes e por isso o melhor investimento que se pode fazer é nas qualificações. É extremamente positivo o aumento do número de alunos no secundário, o aumento dos cursos profissionais. Eu penso que isso é extremamente importante. Nós estamos a aproximar-nos dos padrões europeus em termos de importância dos cursos profissionais. E depois há duas experiências que foram recordadas no dia em que o Governo fez três anos: o Inove Jovem e o Inove Contacto. São duas bandeiras.

- A economia já reflecte essa qualificação? O investimento já tem mão-de-obra qualificada em quase todas as áreas?

- Os sectores em que está a haver mais investimento são os sectores com maior grau de intensidade tecnológica. Fazem apelo a gente cada vez mais qualificada. É necessário conseguirmos criar a mão-de-obra com essas habilitações. Ao mesmo tempo não podemos esquecer a qualificação da mão-de-obra existente. E, em alguns projectos, a capacidade de aperfeiçoamento da nossa mão-de-obra tem sido absolutamente decisiva para o seu sucesso.

- Tem algum caso concreto?

- Vou dar-lhe um exemplo muito claro. A Auto-Europa. A Volkswagen está a lançar este ano na Auto-Europa o maior investimento a nível mundial do grupo. A Auto-Europa que há três anos estava em risco.

- De fechar.

- Sim. A Auto-Europa está a produzir agora o cabriolet, o EOS, que está a chegar às 100 mil unidades. No dia 3 de Março vai apresentar no Salão de Geneve o Scirocco, que também é feito exclusivamente em Portugal e há muito boas perspectivas de serem produzidos mais dois modelos. Ora isso reflecte, em grande medida, por um lado a flexibilidade que foi possível encontrar no quadro daquela empresa, mas por outro lado a grande disponibilidade ao aperfeiçoamento profissional dos trabalhadores.

- A formação do pessoal é exemplar?

- Deixe-me dizer-lhe isto. Recentemente estive em Wolfsburgo com os patrões da Auto-Europa e eles vão fazer academias de formação na Rússia decalcadas do modelo português. Porque dizem que o modelo de formação da Auto-Europa é exemplar. E até me convidaram para inaugurar lá essas academias de formação porque dizem que a experiência portuguesa de formação profissional correu tão bem que é um modelo a repetir. Mas também mostra a grande disponibilidade de aperfeiçoamento profissional dos trabalhadores da Auto-Europa.

- Não acha normal que o desemprego aumente ainda mais com esta renovação do tecido económico?

- Repare. Verificou-se esse grande aumento do desemprego durante os dois anteriores Governos. Desde o início de 2003 até princípio de 2005 a taxa de desemprego aumentou de 4,5 por cento para 7,5 por cento. Durante este período de cerca de três anos foram destruídos cerca de 65 mil postos de trabalho. Passados mais três anos, temos a taxa de desemprego em 7,8 por cento. Mas com uma diferença. Foram criados 95 postos de trabalho.

- O que é que isso mostra?

- Mostra, por um lado, que a taxa de desemprego aumentou dez vezes menos durante estes três anos do que nos três anos anteriores e que há um processo de criação de emprego agora quando havia um processo de destruição anteriormente. Ao mesmo tempo verifica-se que o crescimento da economia ainda não é suficiente para trazer a taxa de desemprego para baixo. O objectivo é criar 150 mil empregos líquidos. O desafio é manter o crescimento a este nível e porventura aumentá-lo por forma a aumentar o emprego.

- A economia portuguesa cresceu 1,9 em 2007.

- Bem, 1,9 é a média de 2007. No último trimestre foi de 2.

- Com a crise financeira internacional e o arrefecimento da economia europeia as metas de crescimento de Portugal para 2008 não são muito optimistas? Haverá uma revisão em baixa ou não?

- A quem incube fazer previsões sobre o crescimento é ao INE e ao Banco de Portugal. Eu não vou fazer previsões. O que eu quero manifestar é a minha confiança na capacidade da economia portuguesa reagir. Toda a gente diz, políticos da oposição e do Governo, que sem dúvida nenhuma a nossa economia está melhor equipada hoje do que estava há três anos para reagir a esta conjuntura. O que seria de nós se tivéssemos as finanças públicas, as exportações e o investimento como estavam há três anos e tivéssemos de enfrentar uma situação como esta. O que seria de nós? Todos reconhecem que a economia portuguesa melhor preparada.

- Mas a situação internacional é grave e Portugal tem uma economia muito aberta e vulnerável.

- A situação internacional é sobretudo marcada pela incerteza. Porque acabam de ser revelados dados sobre o crescimento nos Estados Unidos o ano passado e o crescimento foi de 2,5 por cento. Portanto, não está de forma alguma em recessão uma economia que está a crescer a 2,5 por cento. A economia espanhola está a crescer a mais de 3 por cento. Creio que a atitude correcta é manifestar confiança na economia portuguesa e aumentar ainda mais todo o tipo de apoios e de proximidade das empresas.

- Em Portugal pensa-me sempre muito no Estado para resolver crises.

- As empresas é que são as grandes obreiras da recuperação da nossa economia. Se estamos a crescer a 2 por cento, o sector empresarial está a crescer mais do que 2 por cento. É o próprio Banco de Portugal que diz que o sector empresarial está a crescer pelo menos a 2,5 por cento, ou seja, já ao ritmo da Zona Euro. O que sucede é que nós não temos alternativa. Temos de continuar com este saneamento das finanças públicas e isso tem efeito sobre o crescimento.

- Não acha que o Estado ainda se mete muito na economia. Não é um obstáculo ao próprio desenvolvimento do mercado?

- Os números indicam que a intervenção do Estado, por exemplo, medida pela participação do Estado enquanto accionista nas empresas é muito menor em Portugal do que na média da União Europeia. Para lhe dar um número exacto, no que diz respeito ao sector energético Portugal é um dos três países da Europa onde a presença do Estado é menor.

- Não fazia ideia.

- No sector bancário a intervenção do Estado é muito maior em França, em Espanha há as Caixas, que são muito próximas do poder político, e em Itália o Estado tem uma enorme presença no sector financeiro. Em diversos sectores, enquanto accionista, o Estado português tem uma presença menor do que em muitos países europeus.

- Apesar do Simplex, a máquina do Estado ainda cria muitos obstáculos às empresas?

- A luta contra a burocracia é uma luta que nunca acaba. Todo o esforço que se faz nessa frente é necessário continuá-lo e ao mesmo tempo noto com muito agrado que Portugal é considerado o segundo País europeu em termos de e-governement. A via é esta. É aprofundar o Simplex e reduzir o mais possível a burocracia.

- A presença do Estado no sector energético vai ser reduzida?

- Portugal já está numa situação em que não deve reduzir. O sector da energia é um sector com uma importância verdadeiramente estratégica, mais do nunca, e acho que não seria nem prudente nem aconselhável o Estado reduzir a sua presença.

- Não vai reduzir na EDP e na REN?

- Sobretudo na EDP e na REN.

- Mas na REN havia uma expectativa do Estado poderia ficar com uma participação muito menor.

- O senhor primeiro-ministro pronunciou-se acerca disso e foi muito claro. Quer sobre a REN quer sobre a EDP. E sobre isso não vale a pena dizer mais nada. E note-se que na REN nós somos um dos três países na Europa em que fizemos o destacamento dos activos de transporte e armazenamento de gás e electricidade para uma empresa e depois juntámos os de gás e de electricidade nessa mesma empresa e em terceiro lugar pusemos essa empresa na bolsa. Ora só há mais dois países na Europa que o tenham feito. E portanto não se justifica neste momento ir além disso. Tanto mais que o desafio energético é um desafio verdadeiramente central nas sociedades modernos.

- Há uma grande aposta nas energias renováveis e agora nas hídricas com as novas barragens. Como é que está a avançar esse processo? Vai andar a sério?

- Vai avançar com grande determinação. A Comissão Europeia estabeleceu os objectivos até 2020 em termos de energias renováveis para todos os países europeus. A Portugal foi-lhe fixado o quinto objectivo mais ambicioso em termos de produção de energia a partir de fontes renováveis. E se é da Europa pode-se dizer que é do mundo. Mais do que Portugal temos a Suécia, Áustria, Dinamarca e a Lituânia. O resto é menos ou muito menos do que Portugal.

- E qual é o valor desse objectivo?

- O objectivo é de 31 por cento. Gostava de fazer aqui uma clarificação porque se fala muito em 45 por cento, que é o nosso objectivo para 2010. Pode parecer um contrasenso, mas não é. Quarenta e cinco por cento é a produção de electricidade a partir de fontes renováveis. Trinta e um é mais do que electricidade. É toda a energia primária.

- Não é um objectivo ambicioso?

- Repare. Trinta e um por cento para Portugal compara com 16 por cento para o Reino Unido, 21 por cento da Alemanha. A Portugal foi fixada uma meta muito mais exigente do que aos outros países. Acredito muito sinceramente que Portugal que vai lá chegar.

- Não há um contrasenso no que se está a fazer na economia e na energia, por exemplo, e o resto do País? As barragens estão a ser contestadas, há providências cautelares, projectos turísticos suspensos. Não há um desfasamento?

- Honestamente não concordo com isso. E não vale a pena generalizar. Vamos olhar para a energia hídrica. Portugal tem uma grande riqueza em termos de água e de vento. Não aproveitarmos a água e o vento seria o equivalente à Venezuela não aproveitar o petróleo. Houve uma grande aposta na energia hídrica no antigo regime, até ao 25 de Abril. E depois, inexplicavelmente, esta aposta foi abandonada. Portugal, neste momento, aproveita apenas 45 por cento dos seus recursos hídricos, quando a média dos países europeus é de 70 por cento.

- É muito pouco.

- Isto mostra bem que nós não queremos, no que diz respeito ao hídrico, fazer algo que seja mais do que a média. Apenas queremos retomar um projecto que é muito sensato, que é muito bom em todos os aspectos, um forma de produção de electricidade muito económica, é bom para estabilização dos leitos dos rios, é bom para o combate aos incêndios, é bom para estabilizar as populações. Nós apenas queremos chegar à média europeia. Não queremos ir além disso. Cheguemos nós à media europeia. É esta a minha missão. Juntamente com o vento, resolvemos grande parte do nosso desafio energético nas fontes renováveis. Portanto, não me parece justo argumentar que há um desfasamento entre os objectivos políticos e o País.

- Mas não lhe parece que existem no País forças objectivamente de bloqueio a todo esse processo? Justiça, ambientalistas?

- Há várias forças que muitas vezes tentam travar o progresso da sociedade. Eu creio que a aposta no hídrico é um excelente exemplo. Porque o que se está a pretender fazer é uma política sensata, uma política que faz sentido. Uma política boa para os portugueses, uma política em que não queremos ser pioneiros. Se atingirmos a média europeia em recursos hídricos isso já resolve o nosso problema. Depois é necessário criarmos fontes de produção de energia que sejam baratas para as famílias e para as empresas. Além disso, antes da selecção das novas dez barragens foi feita uma avaliação estratégica importante do ponto vista ambiental. Ou seja, não se apontou para todos os projectos potenciais. Dos potenciais, seleccionaram-se os dez com menos impacto ambiental. E esses trabalhos foram feitos por comissões independentes.

- Mas no campo do turismo chovem os protestos contra os novos empreendimentos. Não há muitas forças a travar o progresso por tudo e por nada?

- Eu acho que em todos os países há sempre uma certa tensão entre o antigo e o novo, entre o passado e o futuro. Creio que não é justo estar a fazer generalizações. Penso que há um grande apoio para este movimento de progresso no nosso País. Em todas as sociedades, em todos os momentos da história, há sectores que têm uma dificuldade maior em apanhar o movimento.

- Mas com esses obstáculos os projectos demoram anos e afastam muitos investidores. Não é verdade?

- Existe alguma tensão entre a grande vontade que o Governo e os empresários têm em fazer andar estas realidades para a frente. Faço notar que estamos a falar de projectos muito sensatos. Quando estamos a falar dos projectos da área turística nós queremos o contrário da massificação que se está a verificar em alguns países, nomeadamente em Espanha. Portugal é um País de pequena dimensão e a nossa vantagem está definitivamente na baixa densidade de construção, de projectos de grande qualidade e o que se está aqui a fazer é o oposto de um modelo que se desenvolveu em vários países e mesmo em Portugal nos anos oitenta.

- Como no Algarve.

- Exacto. E portanto é difícil perceber como é que projectos que em termos ambientais têm as máximas salvaguardas são contestados. Em todo o caso não podemos baixar os braços e temos de continuar. E porque estes grandes projectos são geradores de emprego. O que está aqui em risco é o emprego e a qualificação do emprego em zonas do País que necessitam dele.

- Como no Alentejo?

- Sim. O Alentejo está a viver uma transformação que é muito impressionante. E não é só na área turística. Há uma série de projectos no litoral alentejano, depois há dez projectos entre Évora e o Alqueva, há este enorme desenvolvimento na área de Sines, que se vai transformar no sexto centro petroquímico a nível europeu. E ainda há que ter em conta os dois aeroportos, Beja e Alcochete, o TGV, a auto-estrada de Sines a Évora e depois a Espanha. Tudo isto representa uma transformação enorme de uma região do País que se atrasou ao longo de décadas e que agora tem uma grande oportunidade. E quando tentamos obstaculizar estes projectos devemos acima de tudo pensar no bem estar das populações que finalmente vão ter acesso a melhores empregos e a integração numa realidade diferente.

- Qual é o retorno das campanhas de promoção de Portugal? Nomeadamente do Allgarve, alvo de tantas críticas?

- Veja só. Nós este ano atingimos pela primeira vez na nossa história os doze milhões de turistas. Isto significa 15 por cento mais do que no ano do Euro 2004. E no Algarve houve um aumento brutal não só do número de turistas como das receitas. O número de hotéis de cinco estrelas no Algarve vai duplicar em quatro ou cinco anos. O conjunto de eventos no ano passado teve um sucesso assinalável. De tal forma que as próprias câmaras estão a fazer pressão para que seja repetido, melhorado o programa, que vai ser anunciado na terceira semana de Março. Vai ser muito mais rico do que o do ano passado e conta com uma colaboração muito activa das câmaras.

- O que é que vai fazer em relação ao Casino de Lisboa?

- Entreguei à Procuradoria-Geral da República a legalidade do decreto-lei do jogo. A minha decisão será em função dessa resposta.

- Mas o que é que pensa da situação?

- Eu posso ter uma opinião pessoal, mas eu desempenho um cargo político e portanto não tenho o direito de expressar a minha opinião pessoal. Leio, registo o que leio. E espero agora a resposta da PGR sobre a legalidade da situação.

- Mas respeitará a posição da PGR?

- Naturalmente que terei de aplicar a lei. Mas não me incumbe, dada a minha posição política, estar a dar a minha opinião pessoal sobre esta situação.

- Esta primeira experiência como governante está a ser gratificante?

- De facto é a minha primeira experiência de política activa.

- E está a gostar? Está a ser gratificante?

- Não interessa se está a ser gratificante. Honestamente, as reacções pessoais ficarão para um dia que decida escrever as minhas memórias. O que interessa é quando alguém aceita um desafio cumpri-lo. Cumpri-lo com grande dedicação, com grande entrega e com resultados. Eu aceitei este desafio que me foi posto pelo primeiro-ministro e estou totalmente empenhado em que dê bons resultados e creio que os resultados vêem-se. Eu repito a pergunta: o que seria de nós se tivéssemos de enfrentar esta conjuntura internacional com a economia como estava em 2005? Agora vêem-se resultados, no meu Ministério não há casos, portanto seguimos em frente.

- É um Ministério transparente?

- Transparente.

- Não fica afectado pelos ataques e pelas muitas críticas?

- Não fico afectado por essas críticas. A minha actuação aqui é transparente, eu defini objectivos. E os resultados vêem-se em todas as áreas. Repare. Esta semana a BBC, todos os dias, no telejornal da hora de almoço, está a transmitir um programa de 12 minutos, sempre diferente, sobre o sucesso de Portugal nas energias renováveis. Isto em termos de publicidade do País não tem preço. Não há campanha de publicidade que valha isto. Primeiro foi sobre o solar, depois eólicas, ondas, hídrico e acabou com uma entrevista comigo. Imagine que me pediram para dar conselhos ao Governo inglês. Isto são coisas positivas porque mostra que este nosso País é capaz de resolver os problemas e que não há tantas forças de bloqueio como às vezes se faz crer.

- Tenho ideia que há muitas.

- A minha função enquanto político é ultrapassar as dificuldades e atingir os resultados.

CONTRA VENTOS E MARÉS

Manuel Pinho é um homem determinado como ministro da Economia. Contra ventos e marés está há três anos no Ministério da rua da Horta Seca. Bem pode gritar a Oposição, bem podem gritar alguns empresários. O ministro tem respostas prontas e muito bem organizadas para todas as questões. E para que o jornalista ficasse com todos os dados disponíveis dos grandes projectos de interesse nacional, os famosos PIN, Manuel Pinho fez questão de chamar ao seu gabinete os técnicos responsáveis pelos projectos industriais, energéticos e de turismo. Um a um deram números, mostraram gráficos. Depois falou o ministro. Orgulhoso não só com o investimento empresarial como com o sucesso nas energias renováveis. E mais orgulhoso ainda pelo facto de a BBC ter dedicado 12 minutos por dia da semana passada, no telejornal da hora de almoço, à forma como Portugal conseguiu dar um enorme salto nesta área, com o jornalista inglês a pedir ao ministro para dar uns conselhos a Gordon Brown.

PERFIL

Manuel António Gomes de Almeida de Pinho nasceu no dia 28 de Outubro de 1954. Licenciou-se em Economia em 1976 no Instituto Superior de Economia e fez o doutoramento nessa área na Universidade de Paris X em 1983. Foi director-geral do Tesouro, presidente da Junta do Crédito Público, vice-presidente da CMVM, administrador do Banco Europeu de Investimento, presidente da Comissão de Fiscalização da Caixa Geral de Depósitos. Esteve no FMI, em Washington, e foi professor da Universidade Católica e do Instituto Superior de Economia. Exerceu vários cargos no grupo Espírito Santo e é desde Março de 2005 ministro da Economia e Inovação.  
António Ribeiro Ferreira
 
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Enviado por: comanche em Fevereiro 28, 2008, 12:11:09 pm
Calçado prepara ofensiva em Milão

Ana Paula Lima, Em Milão

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Portugal pode vir a ter um destaque especial na próxima edição da maior feira de calçado do Mundo, a MICAM, em Milão. O desafio foi deixado pelo ministro da Economia, Manuel Pinho, num encontro com os responsáveis da Feira de Milão. Manuel Pinho considerou que a presença das 80 empresas nacionais nesta edição, que termina amanhã, demonstra a "pujança" do sector, e desafiou os dirigentes da associação nacional do calçado, APICCAPS, e a Feira de Milão a organizar "um evento especial" que vá além da mera participação das empresas portuguesas no certame italiano.

Uma proposta que foi aceite de imediato pelo CEO da Feira de Milão, Claudio Artusi, e que o presidente da APICCAPS, Fortunato Frederico, disse ser um projecto que será analisado rapidamente.

O ministro da Economia, que durante a manhã visitou algumas das empresas nacionais, salientou o facto de a comitiva portuguesa ser a segunda maior representada nesta edição da MICAM, a seguir a Espanha, e manifestou-se "muito impressionado" com os resultados que a indústria do calçado tem atingido.

"O sapato português é, a seguir ao italiano, o que tem o valor unitário mais elevado, e isso só é possível quando se tem qualidade, design e esforço de promoção", defendeu o governante. Pinho revelou que ainda pensou em aproveitar a ida a Milão para comprar "sapatos italianos, mas face à concorrência dos portugueses, não vale a pena. Os portugueses são de altíssima qualidade", salientou.

As empresas nacionais presentes na MICAM têm em conjunto um volume de negócios de 378 milhões de euros e exportam 81% da produção. No ano passado, o sector conseguiu, pela primeira vez, vender para o exterior 90% da produção que terá atingido os 1,2 mil milhões de euros, mais 3% do que no ano anterior.
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 29, 2008, 01:12:55 pm
Portugal com a sétima maior taxa de desemprego da UE em Janeiro

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No primeiro mês do ano, a taxa de desemprego nacional, ajustada de variações sazonais, ascendeu aos 7,5%, menos 0,1 ponto percentual do que em Dezembro.

Segundo os dados hoje divulgados pelo Gabinete Europeu de Estatística (Eurostat), em Janeiro as maiores taxas de desemprego anuais foram verificadas na Suécia (10,4%), Espanha (8,8%), Polónia (8,6%), Grécia (8,2%, mas estando apenas disponíveis os dados até ao terceiro trimestre do ano), França (7,8%) e Alemanha (7,6%).

No mês em análise, as menores taxas de desemprego foram verificadas na Holanda (2,9%) e Dinamarca (3,1%).

Para a totalidade da União Europeia a Vinte e Sete, a taxa de desemprego de Janeiro atingiu os 6,8%, enquanto que para a zona euro esta manteve-se estável nos 7,1%.

O Eurostat adianta que, em 2007, 24 Estados-membros da UE registaram quebras nas suas taxas de desemprego e três um aumento, tendo as maiores descidas sido verificdas na Polónia (de 11,1 para 8,6%), Bulgária (de 7,8 para 6,2%) e Letónia

Portugal regista das inflações mais baixas da UE em Janeiro

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A taxa de inflação anual portuguesa foi de 2,9% no mês passado, encontrando-se assim entre as quatro mais baixas de toda a Zona Euro, revelou hoje o Gabinete Europeu de Estatística (Eurostat).

Segundo os dados hoje divulgados pelo Eurostat, em Janeiro a taxa anual de inflação da zona euro ascendeu aos 3,2%, o que reprsenta uma aceleração de 0,1 ponto percentual em relação à leitura de 3,1% verificada em Dezembro de 2007. Em termos mensais, a inflação registou uma quebra de 0,4%.

Para a totalidade da União Europeia, a inflação anual acelerou no primeiro mês do ano para os 3,4%, contra a leitura de 3,2% de Dezembro. Em termos mensais, a inflação dos Vinte e Sete abrandou em 0,2 pontos percentuais em Janeiro.

A mesma fonte revela que, no mês em análise, as taxas de inflação anuais mais baixas foram registadas na Holanda (1,8%), Reino Unido (2,2%) e na Alemanha e Portugal, ambos com 2,9%.

Já as taxas de inflação mais elevadas foram registadas na Letónia (15,6%), Bulgária (11,7%) e Estónia
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Enviado por: Luso em Fevereiro 29, 2008, 06:24:50 pm
Citação de: "comanche"
Calçado prepara ofensiva em Milão

Ana Paula Lima, Em Milão

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Portugal pode vir a ter um destaque especial na próxima edição da maior feira de calçado do Mundo, a MICAM, em Milão. O desafio foi deixado pelo ministro da Economia, Manuel Pinho, num encontro com os responsáveis da Feira de Milão. Manuel Pinho considerou que a presença das 80 empresas nacionais nesta edição, que termina amanhã, demonstra a "pujança" do sector, e desafiou os dirigentes da associação nacional do calçado, APICCAPS, e a Feira de Milão a organizar "um evento especial" que vá além da mera participação das empresas portuguesas no certame italiano.

Uma proposta que foi aceite de imediato pelo CEO da Feira de Milão, Claudio Artusi, e que o presidente da APICCAPS, Fortunato Frederico, disse ser um projecto que será analisado rapidamente.

O ministro da Economia, que durante a manhã visitou algumas das empresas nacionais, salientou o facto de a comitiva portuguesa ser a segunda maior representada nesta edição da MICAM, a seguir a Espanha, e manifestou-se "muito impressionado" com os resultados que a indústria do calçado tem atingido.

"O sapato português é, a seguir ao italiano, o que tem o valor unitário mais elevado, e isso só é possível quando se tem qualidade, design e esforço de promoção", defendeu o governante. Pinho revelou que ainda pensou em aproveitar a ida a Milão para comprar "sapatos italianos, mas face à concorrência dos portugueses, não vale a pena. Os portugueses são de altíssima qualidade", salientou.

As empresas nacionais presentes na MICAM têm em conjunto um volume de negócios de 378 milhões de euros e exportam 81% da produção. No ano passado, o sector conseguiu, pela primeira vez, vender para o exterior 90% da produção que terá atingido os 1,2 mil milhões de euros, mais 3% do que no ano anterior.

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Manuel Pinho comete inconfidência[/size]

A promover calçado português, ministro confessa que compra sapatos italianos
Oitenta empresas estão, esta semana, a promover o calçado português na maior feira de sapatos do Mundo, em Milão. Esta quarta-feira, o ministro da Economia foi dar uma ajuda, mas acabou por cometer uma inconfidência. À SIC, Manuel Pinho confessou que ia com a intenção de comprar sapatos italianos – e, que só na feira percebeu a qualidade dos produtos portugueses.

Ministro da Economia confessou que ia comprar sapatos italianos

Pinho ficou surpreendido com a qualidade dos sapatos portugueses
 
O convite partiu dos empresários portugueses. Naquela que é considerada a maior ofensiva internacional de sempre do calçado português, com 30 iniciativas de promoção em todo o Mundo, o ministro da Economia foi convidado para ajudar.

Manuel Pinho visitou os stands portugueses, na Feira de Calçado de Milão, e, pelo caminho, foi apreciando as novidades do sector.

Enquanto falava das preferências pessoais no que diz respeito a sapatos, acabou por deixar escapar uma confissão.

"Eu vinha cá comprar sapatos italianos, mas fiquei tão impressionado com a qualidade dos sapatos portugueses que vou levar sapatos portugueses. Vinha comprar sapatos italianos porque têm um óptimo nome em termos de design", afirmou.

Minutos depois, o ministro esqueceu-se do compromisso de levar sapatos portugueses. É certo que, nesta feira, os produtos não estão à venda para o consumidor individual, mas, mesmo que estivessem, Manuel Pinho não seria um deles.

Questionado sobre se no final da visita ainda faria umas compras na feira, o ministro da Economia respondeu: "Não, não venho. Vou já para Bruxelas".

Os empresários portugueses presentes na feira preferiram não comentar as declarações do ministro. Disseram apenas que, provavelmente, Manuel Pinho quis só fazer uma graça e que, vistas as coisas pelo lado positivo, mais vale tarde do que nunca. Agora, pelo menos, o calçado português ganhou mais um adepto.

 
http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinh ... dencia.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20080228+Manuel+Pinho+comete+inconfidencia.htm)

De seguida mais uma "notícia optimista".
Título:
Enviado por: P44 em Março 01, 2008, 10:34:08 am
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De seguida mais uma "notícia optimista".


a máquina de propaganda deste governo realmente é de fazer inveja.... :roll:
Título:
Enviado por: Luso em Março 01, 2008, 11:14:44 am
Citação de: "P44"
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De seguida mais uma "notícia optimista".

a máquina de propaganda deste governo realmente é de fazer inveja.... :roll:
Título:
Enviado por: P44 em Março 01, 2008, 11:34:25 am
Citação de: "Luso"
Citação de: "P44"
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De seguida mais uma "notícia optimista".

a máquina de propaganda deste governo realmente é de fazer inveja.... :roll:

mas o pior é que as pessoas acreditam  :cry:  

 :arrow:

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Sondagens
As sondagens valem o que valem. E quando são desfavoráveis, não valem mesmo nada.

O estudo da Universidade Católica para Jornal de Notícias, RTP e Antena 1 mostra que na apreciação ao desempenho do governo 66% dos portugueses considera que foi má ou muito má.

Apenas 26% dos inquiridos acham que foi boa.

Ainda assim, e apesar do total descrédito atribuído a Sócrates, o PS continua a ter maioria.

Imagem mais perfeita do País e da sua situação política não pode haver...

http://socratinice.blogspot.com/2008/02/sondagens.html (http://socratinice.blogspot.com/2008/02/sondagens.html)
Título:
Enviado por: Luso em Março 01, 2008, 12:27:00 pm
Citação de: "P44"
mas o pior é que as pessoas acreditam  :cry:


Já não tenho tanto essa certeza, embora me pareça bastante provável.
Essa referência às sondagens é curiosa porque todas as pessoas com quem me sinto à-vontade para disto falar partilham do mesmo cepticismo em relação a estas sondagens. Pessoalmente se "alguém" me me telefonásse querendo saber a minha visão sobre o socretismo, eu "não saberia/não responderia". Com esta gente todo o cuidado é pouco. E há mais gente que pensa assim.
Vou mesmo afirmar que tenho receio das eleições poderem a vir a ser... digamos... "viciadas".

Uma coisa é certa: o Menezes não serve, é uma nulidade e para além disso aposto que está trilhado. Só pode.
Eu e as mais variadas pessoas de diversas origens e condições não vemos alternativas e isso é MUITO perigoso.
Título:
Enviado por: P44 em Março 01, 2008, 02:27:31 pm
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Vou mesmo afirmar que tenho receio das eleições poderem a vir a ser... digamos... "viciadas".



não és o único...
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Enviado por: comanche em Março 03, 2008, 12:24:19 pm
Apresentação mundial do “Scirocco”


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Ministro da Economia, Manuel Pinho, assina esta segunda-feira, em Genebra, o acordo de produção do “Scirocco”. O novo modelo da Volkswagen vai ser exclusivamente produzido na Autoeuropa nos próximos 8 anos.

Manuel Pinho participa na sessão de apresentação mundial no Salão de Automóvel de Genebra deste novo modelo da empresa alemã.

“Portugal está a mostrar uma vocação de excelência em veículos de nicho mas isso representa mais exigência para os fornecedores, porque vai ser necessário produzir veículos de tipo diferente”, afirmou Manuel Pinho no dia 29 de Fevereiro.

O Governo criou mesmo uma “Task Force” com a finalidade de estudar medidas e promover iniciativas que levassem a esse aumento da presença de fornecedores em território nacional.

“É para ajudar a esta adaptação da nossa indústria de fornecedores que foi criada a “task force” entre o Governo e o conjunto da indústria automóvel”, explicou o membro do Governo.

A produção de componentes para veículos, nomeadamente de nicho, permite, por exemplo, que o “Scirocco” da Volkswagen possa ser totalmente produzido pela fábrica da Autoeuropa em Palmela. A realidade até ao momento era que muitos desses componentes tinham de ser importados e incorporados na montagem em Portugal.

“É quase um sonho um veículo de tão alta gama ser produzido exclusivamente no nosso país. Mas isso coloca uma grande exigência aos nossos fornecedores que até ao presente estavam vocacionados para produzir mais monoproduto, ou seja, tinham uma produção muito limitada”, referiu Manuel Pinho, sublinhando que a indústria automóvel “está a viver um bom momento em Portugal”.

“Felizmente fizemos uma mudança do paradigma e agora Portugal está a afirmar-se como um país muito competitivo na produção de veículos de nicho, como o descapotável da Volkswagen EOS, que este ano vai atingir praticamente os 100 mil exemplares. E agora vamos desejar boa sorte ao Scirocco”, disse.

Com a produção do "Scirocco", dos novos monovolumes e de um possível quarto modelo em Palmela, o contributo da empresa para a economia portuguesa deverá aumentar para cerca de 2 por cento em 2010, segundo estimativas governamentais.
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Enviado por: comanche em Março 04, 2008, 11:42:21 am
Indústria: Portucel inicia hoje investimento de 500 milhões de euros em nova fábrica de papel


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Lisboa, 04 Mar (Lusa) - A nova fábrica de papel da Portucel, da qual hoje foi lançada a primeira pedra, vai permitir à empresa aumentar as suas exportações em 350 milhões de euros, em 2010, para 1.280 milhões de euros.

Segundo o presidente-executivo da Portucel, que hoje falava à margem da cerimónia de colocação da primeira pedra da nova fábrica de papel, as exportações da empresa representarão 75 por cento do total do sector em Portugal.

O investimento na nova fábrica ascenderá a mais de 500 milhões de euros e o grupo Portucel Soporcel pretende que esteja operacional em Agosto de 2009.

O presidente-executivo da Portucel, José Honório, sublinhou, anteriormente, que a empresa tem "uma intenção muito clara" de passar a ser "uma empresa maior da que é hoje" e frisou que este investimento indica que está a trabalhar nesse sentido.

O crescimento da empresa pode, segundo José Honório, ser concretizado através de uma "valorização e acrescentando maior valor àquilo" que faz em Portugal.

É nesta política que se insere o projecto da nova fábrica de papel a instalar em Setúbal.

"Trata-se de integrar a pasta de papel que produzimos hoje e que exportamos, ou seja, deixar de exportar a pasta, integrá-la num processo de maior valor acrescentando e exportar papel criando uma maior riqueza que fica em Portugal", frisou.

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Enviado por: comanche em Março 04, 2008, 07:25:21 pm
Indústria: Portucel vai disputar liderança europeia nos papéis finos não revestidos, após arranque da nova fábrica

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Lisboa, 04 Mar (Lusa) - A Portucel vai disputar a liderança europeia no mercado dos papéis finos não revestidos com o arranque da nova fábrica em Setúbal prevista para Agosto de 2009, afirmou hoje o presidente executivo do grupo, José Honório.

"Após o arranque da fábrica, a Portucel vai disputar a liderança europeia dos papéis finos não revestidos", disse José Honório, depois do lançamento da primeira pedra da fábrica.

A Portucel pretende integrar 80 por cento da pasta em papel e expandir também a sua posição, já relevante, no mercado norte-americano.

Segundo o presidente do conselho de administração do grupo, Pedro Queiroz Pereira, a empresa "tem fatalmente de pensar o futuro em termos internacionais", já que a sustentabilidade da Portucel poderá ser afectada pela perda da competitividade da floresta portuguesa.

"A nossa principal ameaça de sustentabilidade reside no facto de a floresta portuguesa de eucalipto ter vindo a perder competitividade ao longo dos últimos 20 anos", afirmou José Honório.

"É crucial que o Governo negoceie com a Comissão Europeia, no quadro dos regulamentos e directivas existentes, programas específicos de apoio à melhoria eucaliptal português. É necessário criar um sistema de incentivos dirigidos à produção florestal", defendeu o presidente executivo da Portucel.

A definição de um plano estratégico para a melhoria da produtividade da floresta portuguesa que vincule o Estado e os agentes económicos é também "crucial" para José Honório.

A nova fábrica de papel da Portucel terá uma área de 238 mil metros quadrados, ou seja, 24 hectares o equivalente a 24 campos de futebol e irá permitir à empresa aumentar as suas exportações em 350 milhões de euros, em 2010, para 1.280 milhões de euros.

Segundo o presidente executivo da Portucel, as exportações da empresa representarão 75 por cento do total do sector em Portugal.

O investimento na nova fábrica ascenderá a 550 milhões de euros e o grupo Portucel Soporcel pretende que esteja operacional em Agosto de 2009.

Com a nova fábrica, a empresa prevê criar 350 postos de trabalho directos altamente qualificados e 1.700 postos indirectos.

A nova fábrica acolherá como equipamento central "a maior e mais sofisticada" máquina do mundo para a produção de papéis finos não revestidos e vai permitir o aumento da produção de papéis de impressão e escrita de elevada qualidade para 1,5 milhões de toneladas por ano.

A futura fábrica de Setúbal tem associado um projecto para a instalação, no perímetro do complexo fabril de Setúbal, de uma central de cogeração de ciclo combinado com turbinas a gás natural, o que permitirá não só satisfazer as necessidades de energia eléctrica e de vapor da nova unidade fabril, mas também fornecer "interessantes" excedentes de energia à rede eléctrica nacional.

O grupo exporta hoje cerca de 92 por cento da sua produção total de pasta e papel para mais de 80 países em todo o mundo, num valor que ultrapassou os 950 milhões de euros e representou cerca de 3 por cento do total das exportações portuguesas em 2007.



Em Portugal já existe muito eucalipto, em relação á área florestal existente, se querem mais, importem de outros países tais como do Brasil, Congo etc. As espécies endémicas devem ser apoiadas como por ex. o carvalho e outras.
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Enviado por: comanche em Março 04, 2008, 08:15:12 pm
Economistas rejeitam recessão técnica em Portugal, mas falam de período prolongado de baixo crescimento


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Lisboa, 04 Mar (Lusa) - Os economistas ouvidos pela Lusa rejeitam a ideia de que Portugal esteja numa recessão técnica, mas falam num período prolongado de baixo crescimento económico, com limitações estruturais ao desempenho da actividade.

O economista Miguel Cadilhe disse segunda-feira, em Braga, que Portugal "está em recessão económica grave", situação que começou em 1999 e se aprofundou a partir de 2003.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, qualificou hoje, em Bruxelas, de "gratuita", "alarmista" e "sem fundamentação técnica" a afirmação de Miguel Cadilhe de que Portugal "está em recessão económica grave".

Fala-se em recessão técnica "quando existem dois trimestres consecutivos de quedas do PIB, face ao trimestre anterior", disse à Lusa o professor de Economia da Universidade de Évora José Manuel Belbute.

Isso significa que o ciclo económico está em fase descendente, mas pode não ter batido no fundo, acrescentou o mesmo especialista.

"A nossa situação económica não é essa", afirmou o mesmo professor, porque a economia portuguesa tem apresentado crescimentos reais positivos.

No entanto, há quem fale em recessão referindo-se a um ritmo de criação de riqueza "muito lento", com os fundamentais da economia mal consolidados, usando um conceito "mais valorativo" de recessão.

"Eu partilho dessa opinião para a economia portuguesa", disse José Belbute, lembrando que só o próprio Cadilhe pode esclarecer o que quis dizer.

Fernando Alexandre, professor de Economia da Universidade do Minho disse que "não há uma definição única de recessão", mas normalmente fala-se em recessão técnica quando o PIB cai por dois trimestres consecutivos.

Há quem use o termo recessão para dizer que uma economia está a crescer abaixo do seu potencial (no caso português esse nível anda à volta dos dois por cento), referiu o mesmo economista.

A recessão costuma ser mais conjuntural, pelo que Fernando Alexandre não concorda com a utilização desse conceito aplicado à situação actual da economia portuguesa.

É um facto que a economia portuguesa "tem crescido pouco e que a produtividade não tem crescido", notou Fernando Alexandre.

No entanto, o problema da economia portuguesa é estrutural e não conjuntural; existe um "problema grave na sua trajectória de crescimento", acrescentou o professor da Universidade do Minho.

Outra definição de recessão, que permite identificar melhor o mês da entrada em declínio, é a da entidade encarregue de datar os ciclos da economia dos EUA, o National Bureau of Economic Research (NBER).

O NBER diz que a recessão é um período de queda significativa na produção, no rendimento, no emprego e no comércio, que habitualmente dura entre um mínimo de seis meses e é marcada por contracções generalizadas, em muitos sectores da economia.

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Enviado por: comanche em Março 05, 2008, 12:24:57 pm
Finanças afastam medidas extras para baixar défice

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O Conselho de Ministros das Finanças da União Europeia esteve ontem reunido em Bruxelas e aprovou um parecer que confirma as previsões do Governo português para redução do défice.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos rejeitou, no entanto, que possam vir a ser necessárias medidas suplementares, caso se confirmem as perspectivas de um crescimento económico menos acentuado devido às pressões a que os mercados financeiros estão agora expostos. O responsável governamental colocou a tónica nas medidas que já estão a ser implementadas por Lisboa e frisou que o que está agora em causa é o possível "dosear dos remédios" que já foram aplicados.

Teixeira dos Santos reafirmou o compromisso do governo no equilíbrio das contas públicas até 2010 através do Programa de Estabilidade que apresentou a Bruxelas em Dezembro do ano passado. Ao mesmo tempo, as previsões de Lisboa apontam ainda para a redução da dívida da Administração Pública de 64,4% para o valor de referência de 60% em 2010.

O Programa de Estabilidade actualizado respeitante a Portugal e agora aprovado pelo Conselho da UE prevê que o défice público passe de 3% do PIB em 2007, para 2,4% no final deste ano.

A mensagem do Governo português quanto ao crescimento positivo da economia nacional tem sido de optimismo e, em resposta às declarações do economista e ex-ministro Miguel Cadilhe na véspera, em Braga, sobre uma recessão grave em Portugal, Teixeira dos Santos responde que essa é uma assumpção "sem qualquer fundamentação técnica". O actual titular da pasta das Finanças acrescentou que as declarações de Cadilhe "contrastam com os critérios técnicos da profissão que servem para definir uma recessão" e que são afirmações "gratuitas e que não ajudam em nada".

Subida do euro preocupa

No seguimento do que o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, disse à saída da reunião que juntou os ministros da Zona Euro na segunda-feira à noite, Teixeira dos Santos admitiu que também está "preocupado com as movimentações no mercado cambial". Na semana passada, o euro atingiu valores recorde de valorização face ao dólar, tendo este sido um dos assuntos da agenda do Eurogrupo deste mês.

O responsável português esclareceu que os ministros dos 27 estados-membros esperam que os Estados Unidos actuem em conformidade com a política do dólar forte, mas descartam, para já, quaisquer intervenções no mercado. Ainda assim, recordou que é importante impedir movimentações bruscas nas taxas de câmbio e acrescentou que os ministros estão atentos para poderem agir, se necessário.
Título:
Enviado por: P44 em Março 07, 2008, 08:53:42 am
07-03-2008
Crescimento
PIB per capita recua para nível de 1990

Em 2007, o PIB per capita nacional (em PPC) atingiu os 65,7% da média da UE 15, valor semelhante ao de 1990. O crescimento médio anual da economia portuguesa, nesta década, será inferior ao da UE 15 pela primeira vez em 50 anos

http://www.semanarioeconomico.com/pol.e ... index.html (http://www.semanarioeconomico.com/pol.economica/pol.economica_index.html)
Título:
Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 05:26:15 pm
Défice 2007: Défice orçamental baixa para mínimo de 30 anos


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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O défice de 2,6 por cento do PIB que Portugal obteve em 2007 foi o mais baixo em pelo menos 30 anos, de acordo com os dados do Banco de Portugal, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Comissão Europeia.

O INE anunciou hoje que o défice público baixou em 2007 para os 2,6 por cento do Produto Interno Bruto, menos 1,3 pontos percentuais do que em 2006.

Em 2005, ano em que o governo de Sócrates chegou ao poder, o défice público atingiu os 6,1 por cento do PIB, mais do que duplicando a meta dos 3,0 por cento estabelecida pelos critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Portugal foi nessa altura um dos países a quem foi levantado um procedimento por défices excessivos e, partir daí apresentou um programa de redução do saldo orçamental, com o objectivo de chegar abaixo dos três por cento em 2008.

Com a receita a evoluir melhor do que o esperado e a ser feito um esforço adicional de contenção da despesa, esse objectivo foi alcançado antes do previsto.

Assim, em 2007, Portugal conseguiu regressar a um défice abaixo dos três por cento pela primeira vez em quatro anos.

Os dados que constam do relatório da comissão para a análise da situação orçamental, do Banco de Portugal (entre 1991 e 2004) e do Eurostat (entre 1977 e 1990) mostram que desde 1977 não houve nenhum outro défice tão baixo como o registado em 2007, pelo que este último foi o mais baixo dos últimos 30 anos.

Em 1977, o défice estava nos 2,9 por cento, valor que subiu até aos 8,7 por cento em 1981 e que depois voltou a baixar até aos 2,9 por cento em 1989.

Em 1991, o défice estava nos 7,6 por cento e em 1993 agravou-se ainda mais para os 8,1 por cento do PIB.

Os anos seguintes até 1999 foram de melhoria desse saldo, com o défice a terminar 1999 nos 2,8 por cento.

Após essa época, o saldo orçamental voltou a deteriorar-se até 2005, quando atingiu os 6,1 por cento.

Entre 2001 e 2004, o défice melhorou ligeiramente, a beneficiar de receitas extraordinárias, que atingiram os 2,5 pontos percentuais do PIB em 2003.

Com as eleições legislativas (o executivo PSD/CDS-PP perdeu as eleições para o PS) e depois de ter sido criada uma comissão para apuramento das contas públicas no âmbito do Banco de Portugal, o governo de Sócrates anunciou um conjunto de medidas para restringir a despesa pública e aumentar a receita.

Entra elas contou-se o aumento da taxa máxima do IVA (de 19 para 21 por cento) que, até agora e apesar de ter sido dito que seria uma medida temporária, ainda não foi corrigida em baixa.

O ministro das Finanças e o governo têm insistido na prioridade política de redução do défice, como condição necessária para garantir um contexto de investimento mais estável e propício para o crescimento económico sustentado e duradouro, argumentando que é fundamental consolidar a melhoria das contas públicas.

Título:
Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 05:29:50 pm
Défice 2007: Descida défice é um "excelente resultado" e IVA a 20 % é "fundamental" - João Ferreira do Amaral


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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O economista João Ferreira do Amaral considera um "excelente resultado" a descida do défice público em 2007 para 2,6 por cento da riqueza produzida e considerou "fundamental" a descida em 1 ponto percentual do IVA.

"São duas boas notícias. O facto do défice ter ficado nos 2,6 por cento quando inicialmente se previa 3,7 por cento para 2007, é um excelente resultado", afirmou o economista à agência Lusa.

O défice público português baixou em 2007 para 2,6 por cento da riqueza produzida, ficando abaixo da meta dos 3,0 por cento pela primeira vez em quatro anos, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Face a estes dados, o primeiro-ministro José Sócrates decidiu anunciar a descida do IVA de 21 para 20 por cento.

Para João Ferreira do Amaral, a descida do IVA "é fundamental face às notícias negativas que vêm dos Estados Unidos, com a crise financeira, e que terão impacto na União Europeia".

O economista considera ainda acertada a decisão de baixar o IVA em 1 por cento.

"Julgo que seria perigoso descer mais, porque a situação [económica mundial] é ainda incerta e necessita de monitorização", acrescentou.

João Ferreira do Amaral concorda ainda com a decisão do Governo baixar o IVA, em detrimento de outros impostos, considerando-a prioritária.

"A descida do IVA é uma prioridade, não só porque causa perda de competitividade nalgumas zonas do interior do país, dada a proximidade com Espanha, onde o IVA é mais baixo, mas também porque é um imposto injusto que afecta as classes de menores rendimentos", argumentou.

Título:
Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 05:33:19 pm
Défice 2007: Redução do IVA ajudará empresários a enfrentar o futuro "com maior optimismo" - Paulo Nunes de Almeida


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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - A redução de 1 por cento do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) hoje anunciada ajudará os empresários a enfrentar o futuro "com maior optimismo", defendeu hoje o presidente da Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal (ATP).

Em declarações à agência Lusa, Paulo Nunes de Almeida reconheceu que a descida do IVA é ainda "pequena", mas disse acreditar que se trata "de um sinal claro que no futuro todos os portugueses serão recompensados pelo esforço que lhes foi pedido nos últimos anos".

De acordo com o responsável, o alívio fiscal anunciado pelo Governo - após ter sido conhecido o défice orçamental de 2,6 por cento para 2007 - abre "uma grande expectativa" em relação ao orçamento para 2009.

"É um facto que as empresas e os empresários queriam mais, mas nós também percebemos que somos beneficiados quando o Estado tem as contas públicas em dia", frisou Paulo Nunes de Almeida.

Sobre a redução do défice orçamental para 2,6 por cento, Paulo Nunes de Almeida disse ser "resultado de um esforço colectivo", que deve "animar a todos", tendo em conta que "há dois anos atrás o défice era o dobro".

"Ter as contas públicas em ordem é a condição necessária para encarar o futuro de uma forma mais optimista e mais animadora de que todos os portugueses se devem orgulhar", concluiu o empresário.

Título:
Enviado por: MERLIN em Março 26, 2008, 05:44:03 pm
- 1% no IVA equivale a quantos % a mais na eleições de 2009? :twisted:
Cumptos
Título:
Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 05:50:19 pm
Sócrates: «É altura de aliviar o esforço dos portugueses»

Governo promete continuar política de rigor

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Confiança e credibilidade da economia nacional no estrangeiro estão repostas

O primeiro-ministro acaba de anunciar uma descida da taxa de IVA, de 21 para 20 por cento. Uma pequena «folga» para os contribuintes portugueses que só é possível graças à redução do défice orçamental em 2007 para 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Numa conferência de imprensa que decorreu na Presidência do Conselho de Ministros, José Sócrates assegurou que «o País tem agora as contas públicas em ordem e controladas».

Portugal «volta assim ao bom caminho orçamental», adiantou.

Para José Sócrates, os valores que constam do reporte do défice excessivo enviado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a Bruxelas, «restauram a credibilidade e reputação internacional do País e restauram a confiança dos mercados externos na nossa economia».

Tendo em conta as novas condições, o primeiro-ministro considera que esta medida, de reduzir a taxa normal de IVA para 20% é agora «prudente e responsável porque é aquela redução que podemos fazer face à incerteza que ainda se vive na economia internacional».

Para o líder do Executivo é também «uma medida justa». É que agora que o Governo está «em condições de assegurar controlo e disciplina das contas públicas, é altura de diminuir o esforço que pedimos a todos os portugueses. É altura de aliviar o esforço pedido a todos», afirmou.

José Sócrates lembrou que «estes resultados são fruto de um trabalho sério, desenvolvido em grande parte pela equipa do Ministério das Finanças e ao esforço de todos os portugueses».

Apesar da melhoria, «o trabalho (de consolidação das contas públicas) deve continuar, em prol da disciplina orçamental», adiantou José Sócrates, garantindo que o Governo vai continuar a trabalhar nesse sentido e manter o rigor e disciplina.
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Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 05:56:35 pm
Citação de: "MERLIN"
- 1% no IVA equivale a quantos % a mais na eleições de 2009? :lol:

Cumprimentos.
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Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 06:10:05 pm
Impostos: Paulo Portas considera baixa do IVA "um pequeno passo"


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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O líder do CDS-PP, Paulo Portas, considerou hoje a descida de um ponto do IVA, anunciada pelo primeiro-ministro, "um pequeno passo" na política fiscal para "ajudar a economia a crescer".

A descida do IVA de 21 para 20 por cento "é um pequeno passo, mas são precisos passos, mais determinados e corajosos porque a política fiscal é aquela que pode ajudar a economia a crescer", afirmou Paulo Portas numa conferência de imprensa, no Parlamento, para comentar a descida do IVA.

Para o presidente do CDS-PP, é preciso mexer também noutros impostos, como o IRS, IRS e ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) e defendeu um plano a médio prazo.

"Tem que ser um plano, para estimular o nosso crescimento económico, a vários anos e não apenas uma medida a um ano das eleições", avisou.

"Se assim não for, as pessoas farão uma conta como eu fiz: três anos a pagar impostos, com mais atropelos fiscais e um ano com um bónus para efeitos de campanha", concluiu.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o IVA passará de 21 para 20 por cento em 01 de Julho, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado que o défice público baixou para 2,6 por cento em 2007.

Porque o IVA é um imposto "menos ágil", Portas defende uma "fiscalização" efectiva para que "o consumidor venha a beneficiar da baixa do imposto".

Um dia depois de o primeiro-ministro, José Sócrates, ter dito que a crise orçamental estava ultrapassada, o líder dos democratas-cristãos advertiu que a maioria das famílias, especialmente as da classe média, não sentem o fim dessa "crise".

Por outro lado, Paulo Portas afirmou que José Sócrates não pode "reclamar" para si "os créditos" pelos resultados no combate ao défice.

"Quem combateu o défice não foi o primeiro-ministro, foram os contribuintes", disse.

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Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 06:38:49 pm
Défice 2007: País ainda não tem luz verde para fazer disparates - Nogueira Leite

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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O economista António Nogueira Leite disse hoje que a descida do défice público para os 2,6 por cento e o redução de um ponto percentual no IVA são "boas notícias para Portugal", mas alertou que o país "não tem ainda luz verde para fazer disparates".

Em declarações à agência Lusa, o ex-secretário de Estado das Finanças afirmou que o valor conseguido foi "muito bom" em termos absolutos já que se "aproximou do melhor valor que achava ser possível".

"São boas notícias. É um bom sinal que espelha o resultado de um esforço pedido aos portugueses nos últimos anos. O ministro das Finanças está de facto de parabéns", acrescentou.

Para o economista, Portugal não deixou, contudo, de ter um problema de finanças públicas.

"Não temos luz verde para fazer disparates. Continuamos sem margem de erro", frisou Nogueira Leite, recordando que o problema do lado da despesa continua a ser "muito grave".

O défice público português baixou em 2007 para 2,6 por cento da riqueza produzida, ficando abaixo da meta dos 3,0 por cento pela primeira vez em quatro anos, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Face a estes dados, o primeiro-ministro José Sócrates decidiu anunciar a descida do IVA de 21 para 20 por cento.

Questionado sobre esta redução, Nogueira Leite considerou tratar-se de "uma boa medida", principalmente porque se trata de um "valor prudente".

"Será um estimulo importante para as Pequenas e Médias Empresas (PME) e para as famílias, mais eficaz do que a descida do IRC", defendeu.

Sobre a revisão em baixa da meta para 2008 do défice público, para os 2,2 por cento, Nogueira Leite disse "ser consistente com os bons resultados", que revela também "alguma prudência".
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Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 06:42:50 pm
Défice 2007: Melhoria do saldo orçamental foi conseguida pelo lado da receita e despesa


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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - A redução do défice público em 2007 foi conseguida tanto pelo lado da receita como da despesa, mas as receitas deram um contributo ligeiramente maior, segundos dados do Instituto Nacional de Estatística e as contas feitas pela agência Lusa.

O INE divulgou hoje os dados do procedimento do défice excessivo, com os valores dos saldos orçamentais dos últimos anos, onde refere que em 2007 o défice público ficou nos 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), a que corresponde uma melhoria de 1,3 pontos percentuais face ao ano anterior.

A explicar essa melhoria esteve uma subida da receita face ao PIB (em 0,7 pontos percentuais), ao mesmo tempo que o peso da despesa sobre a riqueza produzida baixou 0,6 pontos percentuais.

Estes dados mostram que ambas as componentes do défice contribuíram para a sua melhoria, embora o contributo da receita tenha sido ligeiramente melhor.

Em termos absolutos, os dados do INE provam que a receita pública cresceu 6,5 por cento, enquanto a despesa aumentou 3,6 por cento (valores que comparam com um crescimento nominal da economia de 4,9 por cento).

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Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 06:45:31 pm
Défice 2007: Descida é irrelevante, sem impacto na economia - Menezes

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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, considerou hoje que a descida do IVA de 21 para 20 por cento anunciada pelo Governo é irrelevante e não terá impacto na economia.

Em conferência de imprensa, na sede do PSD, Luís Filipe Menezes defendeu, em alternativa, uma descida "substantiva" dos impostos - "no curto prazo", o IVA e o IRS - no sentido de uma aproximação aos valores espanhóis.

Sem querer apontar números neste momento, Menezes reiterou que essa descida "substantiva" dos impostos será proposta pelo PSD no Orçamento do Estado para 2008, em conjunto com uma proposta de redução da despesa pública.

Luís Filipe Menezes disse ainda que "o horizonte de qualquer governação consistente é baixar todos os impostos", precisando para isso de "condições do ponto de vista do desenvolvimento da economia que o justifiquem".

Quanto à redução do IVA de 21 para 20 por cento hoje anunciada pelo primeiro-ministro, Menezes considerou-a "irrelevante e casuística", desenquadrada de "metas de longo prazo".

Segundo Luís Filipe Menezes, esta descida de um por cento do IVA com efeitos a partir de 01 de Julho "não tem nenhum impacto sério na economia portuguesa".

"Anunciada a esta distância de dois, três meses, o que vai acontecer é que a própria economia se vai adaptar a esta descida e não a vai repercutir no cidadão consumidor", anteviu o presidente do PSD.

"Não é uma baixa de impostos substantiva e sustentada", criticou.

"A descida em nosso entender tem que ser substantiva, caso contrário não tem repercussão na nossa economia", insistiu.

Menezes sublinhou que "desde que tomou posse em 2005, o Governo cobrou a mais a cada português cerca de 550 euros em impostos".

"Com esta medida restitui a cada cidadão cerca de 20 euros. Está ainda em défice de ressarcimento da cidadania em termos individuais na ordem dos 520 euros. Portanto ainda há com certeza muitos impostos a descer nos próximos anos", concluiu.

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Enviado por: comanche em Março 26, 2008, 06:48:11 pm
Défice 2007: Pela primeira vez em décadas temos um controlo do défice sem "cosméticas" - Silva Lopes

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Lisboa, 26 Mar (Lusa) - O antigo ministro das Finanças Silva Lopes aplaudiu hoje os resultados conseguidos no controlo do défice orçamental e as medidas que o Governo adoptou para os conseguir.

"Pela primeira vez em décadas temos um Governo que está a controlar o défice orçamental (...) antes tínhamos governos que faziam cosmética (...) às vezes com medidas muito prejudiciais", afirmou o economista, antigo ministro das Finanças e também antigo governador do Banco de Portugal.

O défice orçamental em 2007 ficou nos 2,6 por cento da riqueza produzida, abaixo da meta dos 3,0, "um óptimo resultado", defende Silva Lopes que elogia as medidas adoptadas, pelo Governo para conseguir esse resultado, "mesmo sendo impopulares".

A despesa pública, em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), teve uma redução de 0,58 pontos percentuais, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Esse resultado vem uma parte do lado da receita, "com uma melhor eficácia na combate à evasão fiscal", com medidas que "mesmo sendo duras, a opinião publica deve aplaudir, porque se há quem fuja aos impostos os outros contribuintes é que pagam", frisou o economista.

"É claro que as vezes há erros", diz Silva Lopes, e neste aspecto advoga que sejam adoptadas medidas para "corrigir esse erros muito rapidamente o que não acontece actualmente".

Sobre o controlo do crescimento da despesa, Silva Lopes entende que "fechar escolas e maternidades que têm poucos utilizadores não agrada, mas a verdade é que essas situações não se podem manter porque é exigir ao resto dos contribuintes do País que paguem por esses serviços".

A descida do IVA, de 21 para 20 por cento, "não tem um custo orçamental grande, calculo que seja de 0,2 pontos percentuais, e só por isso não sou contra", diz Silva Lopes.

Sobre a redução da divida pública, Silva Lopes diz que não se confunde "com os economistas que consideram ser necessário reduzir muito", defendendo sim que seja "corrigida", mas considera positivo.

"Pode ajudar a reduzir um pouco, nem que seja um ou dois pontos base, os ´ratings´ da Republica e isso é bom tanto para a economia como para o Estado", explicou o antigo ministro.

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Enviado por: P44 em Março 27, 2008, 08:12:09 am
Citação de: "MERLIN"
- 1% no IVA equivale a quantos % a mais na eleições de 2009? :wink: , para aumentar a margem de lucro.... c34x

O pior vai ser depois das eleições, quando subirem o IVA para 23 % ou 24%
 :twisted:  :roll:
Título:
Enviado por: P44 em Março 27, 2008, 12:30:01 pm
ora aí está... :arrow:

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Governo anuncia ligeira baixa de impostos
Descida do IVA pode vir a não ser sentida pelos consumidores

27.03.2008 - 09h42
Por Sérgio Aníbal
Pedro Cunha (arquivo)



Aproveitando o balanço da apresentação de um valor do défice público mais baixo do que o previsto, o Governo confirmou ontem aquilo que há algum tempo vinha ameaçando: uma descida de impostos.

A opção por uma redução da taxa máxima do IVA de 21 para 20 por cento é considerada pelo Executivo como uma aposta “prudente”, mas ainda divide os economistas e levanta dúvidas, pelas experiências do passado, quanto ao impacto imediato que pode vir ao nível da descida dos preços.

A medida ontem anunciada pelo primeiro-ministro – no mesmo dia em que o INE revelou que o défice de 2007 tinha ficado em 2,6 por cento – deverá entrar em vigor a partir de Julho deste ano, depois de aprovada pela Assembleia da República e promulgada pelo Presidente.

Os economistas contactados pelo PÚBLICO dividem-se quanto à oportunidade de tomar agora esta medida. Entre os que aceitam a decisão governamental estão Teodora Cardoso, que destaca o facto de o anúncio de descida do IVA ter sido acompanhado pela “revisão em baixa do objectivo do défice para 2008”, e Miguel St. Aubyn, do ISEG, que lembra que “a baixa é de pequeno montante e que se justifica tendo em conta os resultados em matéria orçamental”.

Do lado oposto está o economista Paulo Trigo Pereira, que calcula que para se chegar a uma dívida pública sustentável de 55 por cento do PIB é necessário, antes de se baixar impostos, atingir “um défice menor que dois por cento”.

O mesmo tipo de cálculos faz Luís Campos e Cunha – o ministro das Finanças que subiu o IVA em 2005 – que, em declarações recentes, defendeu que uma descida de impostos deveria ocorrer apenas quando, tanto défice, como o crescimento, estivessem abaixo de 1,5 por cento.

José Sócrates, ontem, afirmou que a decisão tomada é “prudente”, explicando que “já não é necessário um esforço tão grande dos portugueses”. O primeiro-ministro estimou a perda de receita em 2008 entre 225 milhões e 250 milhões de euros.

É este valor que leva Teixeira dos Santos a classificar a medida como “um sinal” e a oposição a criticar, afirmando que “é irrelevante”.

O Governo não colocou de parte a hipótese de novos cortes de impostos na legislatura, mas Sócrates afirmou que, nesta fase, ir mais longe seria “irresponsável”, lembrando os riscos da crise financeira internacional.

Constâncio preferia IRC

Tomada a decisão de baixar impostos, as dúvidas ainda subsistem quando se discute a opção pelo IVA, em detrimento de outros impostos como o IRC, IRS ou ISP. “Quando houver margem ou “folga”, o imposto a descer é claramente o IVA”, diz Paulo Trigo Pereira.

Este economista está entre os que preferem uma redução do IVA por “razões de equidade e de estímulo à actividade económica”. A ideia é a de que, sendo um imposto regressivo, a sua diminuição aumenta a equidade.

Há, no entanto, quem considere que o IVA não é o imposto a descer se se quiser aumentar a competitividade. O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, já revelou preferir o IRC. “No contexto da globalização, todos os países têm de ter em conta os impostos sobre as empresas para assegurarem e manterem a sua competitividade”, afirmou no ano passado. Campos e Cunha baixaria, em primeiro lugar, o ISP e actualizaria os escalões de IRS acima da inflação.

Será que os preços descem?

Mas um problema que os portugueses vão ter com a descida do IVA é o facto de ser provável que, em muitos produtos, acabem por não sentir uma descida imediata de preços. Essa é pelo menos a experiência do passado.

Em 1996, António Guterres decidiu diminuir a taxa de IVA aplicada a bens alimentares e de restauração de 17 para 12 por cento. A inflação, contudo, manteve um ritmo praticamente inalterado. Já este ano, à passagem do IVA dos ginásios de 21 para cinco por cento não correspondeu, segundo a Deco, uma diminuição dos preços pagos pelos clientes.

Esta tendência não é um exclusivo de Portugal. Um relatório da Comissão Europeia, destinado a avaliar o efeito da autorização de redução do IVA dada em 1999 para determinados sectores de actividade, concluiu que não houve criação de emprego, a economia paralela não diminuiu e a descida dos preços ficou muito aquém do esperado.

Na Hungria, os efeitos diferenciados da subida e descida do IVA foram ainda mais claros. O Governo subiu o imposto em Janeiro de 2004 e, no início de 2006, cortou-o.

Feitas as contas o banco central da Hungria concluiu que a subida de três pontos no IVA fez aumentar o preço dos produtos em 2,5 por cento, enquanto a descida de cinco pontos no imposto apenas teve um efeito próximo de um por cento nos preços. Será que é isto que, agora, vai acontecer em Portugal?

Os economistas não arriscam. Teodora Cardoso diz que “o efeito nos preços dependerá do mercado” e Paulo Trigo Pereira explica que os preços vão descer “nos mercados que forem competitivos, ou sujeitos a forte concorrência externa” e não “onde a procura for rígida”. Teixeira dos Santos apelou à “responsabilidade dos agentes económicos”, avisando que as autoridades competentes “vão actuar”.


http://economia.publico.clix.pt/noticia ... idCanal=57 (http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323819&idCanal=57)





mais uma operação de cosmética que em nada vai resolver os problemas das familias, mas que fará com que mais alguns "totós" votem PS em 2009....
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 27, 2008, 12:51:36 pm
Ó pzit, tu queixas-te quando eles aumentam, queixas-te quando eles baixam...tu gostas é de lamentar da vida não é?! :roll:
Título:
Enviado por: JLRC em Março 28, 2008, 01:18:54 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Ó pzit, tu queixas-te quando eles aumentam, queixas-te quando eles baixam...tu gostas é de lamentar da vida não é?! :nice:  :nice:  :nice:

O pzito é o equivalente português do Muro das Lamentações... :oops:
Título:
Enviado por: P44 em Março 28, 2008, 08:40:52 am
Não, não gosto é de hipocrisias, falsidades e operações de cosmética, com vista a fins eleitoralistas, que depois nos vai sair caro.

Mas pronto, vcs andam todos contentes, não se esqueçam de votar PS em 2009.


Edit: "emprestado" de outro tópico...

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Porque a descida do IVA é apenas política
Nunca imaginei escrever contra a descida de impostos, mas vejamos porque é um erro enorme cortar o IVA de 21% para 20%.

João Vieria Pereira, subdirector do Expresso
17:12 | Quarta-feira, 26 de Mar de 2008



Onde está aquele primeiro-ministro antipático, decidido e com tiques de autoritarismo? Alguns especialistas em "sound bytes" falam em viragem à esquerda. Eu prefiro um mais cândido "cedência ao populismo".

Nunca imaginei escrever contra a descida de impostos, mas vejamos porque é um erro enorme cortar o IVA de 21% para 20%.

Uma descida simbólica, porque é isso que se trata, terá um impacto minúsculo na carteira do consumidor final. O mais provável é que esta descida nunca venha a ser reflectida nos preços finais. Por exemplo um produto que custa 1 euro, paga 21 cêntimos de IVA. Ao pagar apenas 20% deveria passar a custa 99 cêntimos. Alguém acha que o comerciante vai descer o preço? Os ganhos desta medida vão ser todos absorvidos pelo intermediário, o mesmo que pode deduzir o IVA. Em termos de equidade é um erro enorme.

Todos sabemos que a redução do défice foi feita à custa das receitas fiscais e que os cortes na despesa são até agora supérfluos. Tirar 500 milhões de euros por ano é pouco no total da receita, mas é dinheiro que pode fazer a diferença em anos de aperto económico. E o impacto da crise nos Estados Unidos ainda está para vir.

E em termos europeu a nossa vantagem fiscal não melhora. Este que podia e devia ser um dos principais argumentos para uma descida do IVA não funciona pois continuamos com uma taxa de imposto muito superior à que se pratica, por exemplo, na vizinha Espanha. (16%)

Esta não é uma descida "justa", é um desviar das atenções dos erros enormes que o Governo de Sócrates tem cometido desde o início do ano. A oposição tem mais um motivo para falar em propaganda.

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Quinta-feira, 27 de Março de 2008
Um prémio inóquo, a quem faz sacrifícios

O IVA vai passar de 21% para 20% só em alguns bens, não nos essenciais como seria desejavel e justo.

Depois de enganar o eleitorado, dizendo que não aumentaria os impostos, Sócrates aumentou o IVA de 19% para os 21%, mas fez mais, este PM reformador, como se auto-intitula. Não ficou satisfeito com o surripianço no IVA, congelou salários e progressão nas carreiras, despedimentos e mobilizações na FP (com repercursões no privado), deu um aumento de 2,1%, garantindo que o poder de compra se manteria, quando já se sabia que a inflacção era acima dos 2,1%. Tudo isto acompanhado da crise energética e da subida das taxas de juro. Em suma deixou os portugueses nas galfarras do endividamento para manterem o seu nível de vida e fazerem face aos compromissos assumidos.

O país está na fossa, mas Sócrates berra. Acabei com a crise do défice e por isso, tomem lá este prémio. Mas que prémio...?

Ninguem é capaz de dizer que esta medida vai beneficiar os consumidores. Os próprios empresários afirmam que apenas eles vão retirar lucro deste abaixamento, já que os preços finais dos produtos se vão manter ou subir como reflexo da inflacção.

Concluindo, depois de três anos e meio a impôr sacrifícios Sócrates tem a lata de agitar uma medida inóqua como recompensa a quem trabalha para viver.


http://www.bivolta.blogspot.com/ (http://www.bivolta.blogspot.com/)

(já sei que não vão perder tempo a ler, mas enfim...) :roll:
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Enviado por: André em Março 29, 2008, 12:46:51 am
Reportagem da Al Jazeera
Sá Fernandes herói de Lisboa    

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José Sá Fernandes, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, é o protagonista de uma reportagem da cadeia de televisão árabe Al Jazeera , que apresenta Portugal como «um dos países mais pobres da Europa» e a «corrupção» como causa do seu atraso.

http://www.youtube.com/watch?v=XsBmV5sjneM&eurl (http://www.youtube.com/watch?v=XsBmV5sjneM&eurl)

http://www.youtube.com/watch?v=awFUJlIRrdY&eurl (http://www.youtube.com/watch?v=awFUJlIRrdY&eurl)

O autarca, que «levou a tribunal mais de 70 casos de corrupção», é apontado como figura central da luta contra o fenómeno.

A peça acompanha Sá Fernandes durante a campanha para as eleições intercalares de 2007, mas o canal árabe apenas a transmitiu nas últimas semanas.

Lisboa, cuja câmara municipal «parece ser um lugar que concentra tudo o que há de errado e corrupto na vida pública de Portugal», é apresentada como o palco da luta de Sá Fernandes.

A capital portuguesa é descrita pela Al Jazeera como «uma cidade em tumulto» onde «a corrupção é tão generalizada que tornou os cidadãos indefesos». A acompanhar o texto, imagens de sem-abrigo e de prédios em ruínas.

A Al Jazeera revisita o caso da permuta de terrenos do Parque Mayer e mostra como o vereador do Bloco de Esquerda «enfrentou a Bragaparques, uma das maiores empresas do país», com o irmão Ricardo Sá Fernandes.

Uma reconstituição mostra o encontro entre Domingos Névoa e o irmão do vereador da Câmara de Lisboa, no qual o administrador da Bragaparques terá oferecido dinheiro a Sá Fernandes em troca do silêncio do autarca. «Como nos filmes», conta Ricardo Sá Fernandes.

José é referido como aquele que «move de forma apaixonada uma campanha contra a corrupção» e que «representa a mudança de que a cidade desesperadamente precisa». A reportagem termina com a eleição do independente apoiado pelo BE – com 6,82% dos votos – e a nomeação de Sá Fernandes para o cargo de vereador do Ambiente. «Ironia do destino», comenta a jornalista da estação árabe.

SOL
Título:
Enviado por: zocuni em Março 29, 2008, 03:01:14 am
É tem umas coisas que não entendo,se o governo aumenta a carga tributária é isto e aquilo,se diminui é populista e demagógico.Aí vêm os economistas de plantão do anonimato com suas bolas de cristal apreguar o apocalipse e que tudo não servirá para nada e ficam torcendo para terem razão para no futuro levarmos a sério o que eles dizem,enfim é complicado.Fica dificil até argumentar...


Abraços,
Título:
Enviado por: P44 em Março 29, 2008, 10:38:19 am
zocuni,

tirando as "bocas" do costume, em que v.exa tem a mania que sabe tudo e os outros são todos parvos, que contribuiem as suas intervenções para o debate?

Eu pelo menos tento argumentar com dados e afirmações de pessoas que (penso eu) sabem mais do assunto.

V.Exa, tirando aparecer de rajada para mandar umas bocas , desaparecendo de seguida, não contrapondo com nada de concreto tirando as ilusões do planeta onde vive, talvez devesse se informar um pouco da realidade, antes de vir mandar as indirectas do costume.

Venha para cá viver  o dia a dia, não só de "vacances", e depois falamos!

Cumprimentos!
Título:
Enviado por: zocuni em Março 29, 2008, 10:45:34 am
P44,

V.Exa,deve ter a mania da perseguição falei de um modo geral.Quando é dirigida faço como agora coloco o nome do envolvido.Se não gosto do que escrevo é muito simples,nem preste atenção geralmente é o que faço.Realmente interagir consigo é pura perda de tempo,as suas convicções realmente nada têm haver com as minhas.Somos incompatíveis.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 29, 2008, 11:57:19 am
Citação de: "André"
Reportagem da Al Jazeera
Sá Fernandes herói de Lisboa    

Citar
José Sá Fernandes, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, é o protagonista de uma reportagem da cadeia de televisão árabe Al Jazeera , que apresenta Portugal como «um dos países mais pobres da Europa» e a «corrupção» como causa do seu atraso.

http://www.youtube.com/watch?v=XsBmV5sjneM&eurl (http://www.youtube.com/watch?v=XsBmV5sjneM&eurl)

http://www.youtube.com/watch?v=awFUJlIRrdY&eurl (http://www.youtube.com/watch?v=awFUJlIRrdY&eurl)

O autarca, que «levou a tribunal mais de 70 casos de corrupção», é apontado como figura central da luta contra o fenómeno.

A peça acompanha Sá Fernandes durante a campanha para as eleições intercalares de 2007, mas o canal árabe apenas a transmitiu nas últimas semanas.

Lisboa, cuja câmara municipal «parece ser um lugar que concentra tudo o que há de errado e corrupto na vida pública de Portugal», é apresentada como o palco da luta de Sá Fernandes.

A capital portuguesa é descrita pela Al Jazeera como «uma cidade em tumulto» onde «a corrupção é tão generalizada que tornou os cidadãos indefesos». A acompanhar o texto, imagens de sem-abrigo e de prédios em ruínas.

A Al Jazeera revisita o caso da permuta de terrenos do Parque Mayer e mostra como o vereador do Bloco de Esquerda «enfrentou a Bragaparques, uma das maiores empresas do país», com o irmão Ricardo Sá Fernandes.

Uma reconstituição mostra o encontro entre Domingos Névoa e o irmão do vereador da Câmara de Lisboa, no qual o administrador da Bragaparques terá oferecido dinheiro a Sá Fernandes em troca do silêncio do autarca. «Como nos filmes», conta Ricardo Sá Fernandes.

José é referido como aquele que «move de forma apaixonada uma campanha contra a corrupção» e que «representa a mudança de que a cidade desesperadamente precisa». A reportagem termina com a eleição do independente apoiado pelo BE – com 6,82% dos votos – e a nomeação de Sá Fernandes para o cargo de vereador do Ambiente. «Ironia do destino», comenta a jornalista da estação árabe.

SOL


Eu não percebo porque é que ainda há pessoas a votar neste tipo. Há corrupção? Há, aposto que sim. Mas chegar ao ponto de se apresentar como o salvador da pátria e caluniar tudo e todos para se auto-promover é mesmo muuito mau! :evil:
Título:
Enviado por: pedro em Março 29, 2008, 02:34:08 pm
Eu nao entendo a Al Jazeera.
É assim que quer ganhar a confiança do publico no mundo?
A minha ja a perdeu.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Março 29, 2008, 06:44:01 pm
O Sá fernandes foi mais um que se vendeu.

Aliás o BE está já a preparar-se para servir de "muleta" ao PS no caso destes não terem maioria absoluta em 2009...desiludiram-me muito...desde o famoso "arrastão"... :evil:
Título:
Enviado por: Xô Valente em Março 29, 2008, 06:51:01 pm
Concordo com o Sr. Cabeça de Martelo.
Isto só se pode definir numa palavra: exagero. Tudo bem que há corrupção e o país está atrasado, mas como é descrito, parece um país do 3º mundo. Humilhar o país em troca de se auto-proclamar herói e salvador é muito mau.. :(
Título:
Enviado por: komet em Março 31, 2008, 12:19:14 pm
lol, do pouco que vi da reportagem o gajo não disse mentira nenhuma...
Título:
Enviado por: comanche em Abril 04, 2008, 11:48:38 am
Portugal já passou por crises piores e está preparado - Basílio Horta

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Londres, 04 Abr (Lusa) - Portugal "já passou por crises piores" e está agora mais bem preparado para enfrentar a crise económica que se verifica actualmente, afirmou em Londres o presidente da AICEP, Basílio Horta.

"Hoje temos boas empresas em sectores mais competitivos de média e alta tecnologia mais bem preparadas do que há dez anos", sustentou na quinta-feira, em declarações antes de um seminário com empresários na embaixada de Portugal em Londres.

Todavia, entende que, se a situação económica piorar, devem ser tomadas "medidas de suporte", como foi a descida da taxa do IVA de 21 para 20 por cento, anunciada pelo governo na semana passada.

Horta reuniu-se com cerca de duas dezenas de empresários de Pequenas e Médias Empresas para apresentar, em conjunto com o Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) e a AICEP Capital Global, soluções para o financiamento de projectos.

Segundo o presidente da AICEP, o BERD por ajudar as empresas portuguesas a investir na Europa Central e nos países asiáticos, dois mercados prioritários que também interessam a Portugal.

Título:
Enviado por: Luso em Abril 04, 2008, 05:07:01 pm
E o que representam as "boas empresas em sectores mais competitivos de média e alta tecnologia" para a economia nacional?

1%?
5%?
10%?

Quanto?

É preciso saber-se isso antes de dizer que "Portugal já passou por crises piores e está preparado"
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Título:
Enviado por: comanche em Abril 09, 2008, 12:10:45 pm
Economia portuguesa cresce mais que Zona Euro em 2008



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Governador afirma que Portugal não está imune à actual crise internacional

Portugal vai crescer, este ano, acima da média da Zona Euro, mesmo depois da revisão em baixa das previsões que o Banco de Portugal se prepara para fazer. Esta foi a mensagem deixada ontem por Vítor Constâncio, depois de confirmar uma redução do crescimento previsto para este ano, uma vez que o elevado endividamento e a crise financeira internacional irão traduzir-se numa diminuição do consumo e do investimento.

O governador do Banco de Portugal, na sua intervenção num almoço organizado pela Câmara de Comércio Luso Britânica, lembrou que, apesar de crescer acima da Zona Euro, Portugal não estará imune à actual conjuntura internacional.

Lembrando que o País precisa de continuar com as reformas estruturais, Constâncio fez referência à recuperação económica portuguesa dos últimos anos, que foi acompanhada pela melhoria dos desequilíbrios das finanças públicas e do endividamento externo. Para o governador, o esforço de consolidação teve resultados "notáveis".

Concretizando, Constâncio lembrou que o défice público baixou de mais de 6% em 2005 para 2,6% em 2007, com melhorias nos saldos primários (sem despesas com juros) e estrutural (ajustado do ciclo económico). Uma melhoria desta dimensão "nunca aconteceu na Europa" nos últimos anos, realçou, dizendo que esse resultado foi conseguido à custa da subida da receita e da queda da despesa em relação ao PIB. "Temos de continuar com a consolidação das finanças públicas", numa altura em que "há ainda um longo caminho a percorrer", considerou.

A par da melhoria das finanças públicas, Portugal conseguiu também reduzir o défice da balança de pagamentos, uma medida do endividamento externo do País, acrescentou Constâncio, ao mesmo tempo que subiu ligeiramente o seu ritmo de crescimento económico. Ainda assim, Portugal continua a precisar de convergir com a Zona Euro, alertou o mesmo responsável.

O nível de endividamento sugere que o consumo e o investimento não podem ser um "grande motor de crescimento económico", pelo que Portugal precisa de prosseguir com reformas estruturais, afirmou o governador.

Constâncio exemplificou com a necessidade de um melhor equilíbrio entre a flexibilidade da economia e a protecção dos trabalhadores, bem como com o facto de ser necessária uma subida da produtividade e uma descida dos preços nos mercados da energia e das telecomunicações.

Na sua intervenção, o governador notou ainda que tem havido uma alteração estrutural nas exportações portuguesas, com o aumento da componente tecnológica e do valor acrescentado dos produtos vendidos ao exterior. LUSA
Título:
Enviado por: comanche em Abril 15, 2008, 09:21:27 pm
BdP: Grau de abertura de Portugal ao exterior aumentou pelo 4º ano consecutivo

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Lisboa, 15 Abr (Lusa) - O grau de abertura da economia portuguesa ao exterior aumentou em 2007 pelo quarto ano consecutivo, de acordo com os dados do Banco de Portugal hoje divulgados, revelando o crescimento da exposição do país ao andamento do resto do mundo.

O comportamento das exportações portuguesas em 2007 confirma o movimento estrutural em Portugal de aumento do grau de abertura ao exterior, refere o banco governado por Vítor Constâncio no boletim económico de Primavera.

Essa medida de abertura ao exterior, que é avaliada pelo peso das exportações e das importações na riqueza produzida (PIB), atingiu quase os 90 por cento do PIB português no ano passado. Em 1996 andava perto dos 65 por cento.

Os dados mostram que a sensibilidade da economia portuguesa ao que acontece no resto da economia mundial tem vindo a aumentar, embora a diversificação geográfica das trocas comerciais esteja actualmente a permitir a Portugal proteger-se mais do abrandamento dos EUA e da União Europeia, com a crise financeira.

Pelo menos desde de 1996 que esse grau de abertura regista uma tendência de subida - excepção para 2003, quando se verificou uma descida deste indicador.

Assim, 2007 foi o quarto ano consecutivo de aumento forte desse grau de abertura ao exterior, mostram os dados do banco central.

Título:
Enviado por: comanche em Abril 21, 2008, 08:51:10 pm
OE 2007: Défice do subsector Estado baixa 32% até Março


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Lisboa, 21 Abr (Lusa) - O défice do subsector Estado baixou 32 por cento até Março, a beneficiar do crescimento das receitas e da despesa das despesas, de acordo com a execução orçamental divulgada hoje pela Direcção-Geral do Orçamento.

O saldo entre as receitas e as despesas baixou para menos 866 milhões de euros, com uma melhoria de 398 milhões de euros face ao valor registado no final de Março de 2007.

A justificar esta melhoria esteve um crescimento de 3,7 por cento das receitas, sobretudo à custa da subida das receitas não fiscais (37,1 por cento), que ajudaram o Estado a arrecadar mais 324 milhões de euros de receitas totais.

As receitas fiscais cresceram 1,0 por cento.

A par deste aumento de receitas houve uma queda de 0,7 por cento das despesas, no valor de 74 milhões de euros, nos três meses em que o grau de execução da despesa ficou abaixo do previsto (o padrão de segurança era 25 por cento, mas o grau de execução ficou nos 21,6 por cento).

Se a despesa se repartisse de igual modo ao longo do ano, então no final de Março o Estado poderia ter gasto 25 por cento do orçamentado, como gastou menos do que isso quer dizer que o Executivo está a poupar (face ao orçamentado).

As despesas com o pessoal aumentaram 0,5 por cento, cerca de 14 milhões de euros, com as remunerações certas e permanentes a caírem 0,8 por cento.

Do lado da receita, o grau de execução está nos 22,6 por cento, com um pior do que o esperado nesta rubrica - o IRC está abaixo do padrão de segurança, já que a autoliquidação só deverá acontecer em Maio.

A DGO refere ainda que, tal como estava previsto, houve um abrandamento do crescimento da receita de IRS: até Março cresceu 3,4 por cento, 0,5 pontos percentuais abaixo do ritmo do mês anterior, reflexo da aplicação das tabelas de retenção na fonte aprovadas para 2008.

Em termos de despesa, a receita do Imposto sobre Veículos caiu 12 por cento, em linha com o esperado, dada a entrada em funcionamento das novas regras que prevêem o desagravamento fiscal dos veículos menos poluentes.

Nota ainda para a continuação da queda das receitas do Imposto sobre o Tabaco, que até Março recuaram 41,9 por cento.

Os dados da DGO mostram ainda que o excedente da segurança social quase duplicou, totalizando 920 milhões de euros, muito ajudado pelo crescimento de 7,2 por cento das contribuições (o equivalente a mais de 217 milhões de euros).

Título:
Enviado por: routechecker em Abril 21, 2008, 09:05:16 pm
Citação de: "comanche"
OE 2007: Défice do subsector Estado baixa 32% até Março


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Título:
Enviado por: comanche em Maio 07, 2008, 09:14:49 pm
Investimento estrangeiro: AIECEP garantiu 1,7 mil milhões euros mas espera chegar a 3 mil milhões


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Braga, 07 Mai (Lusa) - A Agência Portuguesa de Investimento (AIECEP) já garantiu, para 2008, um total de 1,7 mil milhões de euros de investimento estrangeiro mas espera chegar aos três mil milhões, a cifra atingida em 2007, disse, hoje, em Braga o seu presidente.

Basílio Horta adiantou que o investimento estrangeiro garante a manutenção em Portugal de 20 mil postos de trabalho e cria mil novos empregos.

"Se conseguirmos chegar ao nível de 2007 era óptimo", afirmou, frisando que, em Janeiro e Fevereiro, o decréscimo em relação a 2007, foi de, apenas, quatro por cento.

O gestor público falava aos jornalistas no final de uma sessão de divulgação dos apoios à internacionalização, que hoje decorreu na sede da Associação Industrial do Minho, em Braga, com a presença de 70 empresários.

Basílio Horta considerou que o investimento estrangeiro em Portugal ajuda a consolidar alguns dos 'clusters' já existentes, como os da saúde, do automóvel, da aeronáutica e do sector petroquímico.

Defendeu que, apara além da captação de capitais estrangeiros, a economia portuguesa continua a necessitar de se internacionalizar: "80 por cento do tecido empresarial é constituído por pequenas e médias empresas e destas, a maioria ainda não exporta ou fá-lo casualmente", sublinhou.

Disse que, apesar dessa lacuna, há empresas portuguesas a começar a exportar tecnologias e serviços de ponta, "havendo mesmo algumas que só trabalham no mercado externo".

Garantiu que a AIECEP - Portugal Global "não deixará de apoiar nenhum investimento que seja viável e rentável", apontando os mercados dos Estados Unidos, Brasil, Angola, índia, China e Singapura, como os prioritários para as empresas e os produtos portugueses.

Dividiu os mercados de exportação em "tradicionais", casos de Espanha, França, Inglaterra e Alemanha, os de "expansão", os dos Estados Unidos, do Magrebe, e dos chamados BRIC's (Brasil, Rússia, India e China) e os da "expansão e do coração", casos do Brasil, Angola e Moçambique.

Revelou que a AICEP recebeu já mais de 300 candidaturas individuais de empresas no âmbito do novo quadro comunitário de apoio, o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), bem como 35 projectos de cariz associativo também no domínio da internacionalização.

Adiantou que foram já aprovados 25 projectos associativos, envolvendo 960 empresas em acções conjuntas de internacionalização, representando um investimento de 35,6 milhões de euros e um incentivo de 15,4 milhões.

Foram, ainda, aprovados 82 projectos empresariais, representando um investimento de 29,1 milhões e um incentivo de 8,3 milhões de euros.

Título:
Enviado por: P44 em Maio 08, 2008, 03:23:13 pm
Citação de: "Luso"
E o que representam as "boas empresas em sectores mais competitivos de média e alta tecnologia" para a economia nacional?

1%?
5%?
10%?

Quanto?

É preciso saber-se isso antes de dizer que "Portugal já passou por crises piores e está preparado"
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Título:
Enviado por: P44 em Maio 19, 2008, 11:37:35 am
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De redução da taxa de desemprego em redução, até à derrota final. Há mais de 26 meses conseutivos a descer, prolongando a tendência anunciada em Fevereiro de 2008, o número de desempregados inscritos em centros de emprego (veja-se, por exemplo, o Relatório Anual de 2007 do IEFP-Instituto de Emprego e Formação Profissional). E agora, quando o Produto Interno Bruto (PIB) se contrai de forma intervalada, por forma a não atingirmos a recessão técnica, e aparecem os -0,2% do primeiro trimestre de 2008, que constituem o pior resultado da Zona Euro, disfarçados debaixo dos 0,9% de crescimento homólogo, louva-se o escoamento dos desempregados.

Cada desempregado tende a compreender que a sua oportunidade de emprego está no estrangeiro. Emigra: reduz o desemprego em Portugal e aumenta a produção de outro país. Com a sorte governamental e a lucidez dos desempregados aflitos na hora do desespero, estes vão emigrando, limpando estatísticas num processo consentido - sem recurso à artimanha da formação profissional e aos programas ocupacionais -, numa política socratina de sucesso: a diminuição da taxa de desemprego através do aumento da taxa de exportação de desempregados.


www.doportugalprofundo.blogspot.com (http://www.doportugalprofundo.blogspot.com)
Título:
Enviado por: Luso em Maio 21, 2008, 08:15:05 pm
Novo mapa judiciário

Juízes temem «guerra» pelos lugares de estacionamento nos tribunais
Por Manuel Agostinho Magalhães

Conselho Superior de Magistratura quer decidir em última instância a divisão dos lugares de estacionamento nos tribunais. Ouvido esta tarde no Parlamento sobre o novo mapa judiciário, o juiz-conselheiro Ferreira Girão disse que essa decisão «pelo seu melindre» pode desencadear «autênticas guerras».Por isso, reclama ter a última palavra
 
• Conselho Superior da Magistratura disposto a «experimentar» nova organização dos tribunais


O Conselho Superior da Magistratura, ouvido esta tarde no Parlamento, deu o seu apoio global à proposta de lei do Governo que introduz um novo mapa judiciário.

Mas entre os reparos deixados à proposta, ficou o aviso do vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça: a competência atribuída aos juízes-presidentes das comarcas de distribuírem os lugares de estacionamento pode gerar conflitos graves.

Daí que o melhor, no entender do órgão superior dos juízes, seja dar ao próprio Conselho Superior de Magistratura a palavra final sobre quem estaciona o carro onde, em cada um dos tribunais de comarca do País.

«Isto não pode ser resolvido pelo juiz-presidente», de cada tribunal, pelo «seu melindre» -- defendeu o Juiz Conselheiro Ferreira Girão, invocando a sua «experiência» em estruturas associativa.  É que, justificou, «a gestão do parque automóvel» por vezes «desencadeia guerras autênticas».

O Conselho Superior de Magistratura quer pois que da decisão que atribui os espaços de parqueamento aos juízes, magistrados, funcionários, advogados e utentes possa «haver possibilidade de recurso».

Para tal, haverá que acrescentar ao art.º 92.º da Proposta de Lei 187/X/3.ª, que prevê as situações em que «cabe recurso para o Conselho Superior da Magistratura», dos actos administrativos praticados pelo presidente a matéria prevista na alínea g) do n.º 5 do art.º 87.º: «Regular a utilização de parques ou lugares privativos de estacionamento de veículos».

A audição do Conselho Superior de Magistratura insere-se nos trabalhos da 1.ª Comissão do Parlamento, que após a aprovação do Mapa Judiciário na generalidade está a proceder à auscultação dos representantes dos operadores judiciários.

Esta tarde foram também ouvidos o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, o Sindicato dos Funcionários Judiciais e representantes dos oficiais de justiça.

A proposta de lei em causa cria um projecto piloto para a reorganização das circunscrições judiciais. Entre a nova organização dos tribunais, inclui-se a atribuição de competências a um juiz-presidente na administração do tribunal de comarca.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Socied ... t_id=94190 (http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=94190)


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Título:
Enviado por: komet em Maio 21, 2008, 08:49:28 pm
Luso... se todos os problemas fossem esses... que **** de tédio notícias dessas... mostra o quanto somos mesquinhos APRE!  :evil:
Título:
Enviado por: AlcaideFaria em Maio 21, 2008, 09:05:30 pm
Antes de mais, cumprimentos a todos (Sou novo aqui).

Para mim, estas supostas melhoras que o governo Socrates está a efectuar no país não passam de Marketing.

Vejo o futuro dos nossos cada vez mais negro, infelizmente.


Citar
ECONOMIA VAI CRESCER 30% ABAIXO DO PREVISTO

RUDOLFO REBÊLO
VASCO NEVES

Um balde de água fria. No primeiro trimestre do ano a economia entrou em contracção e o País ficou 0,2% mais pobre em relação aos últimos três meses do ano passado. Ontem, a Comissão Europeia revelou que Portugal é o país da UE com o pior desempenho e o Governo reviu a economia em forte baixa, dando ordens para acelerar o investimento público.

Agora as estimativas de crescimento económico, segundo o Executivo liderado por José Sócrates, são 1,5% e não 2,2%, aproximando-se das estimativas "mais pessimistas" do FMI (1,3%) e do Banco de Portugal (entre 1,6 % e 1,7%). De uma penada, pelo sétimo ano, Portugal deixa de convergir com a zona euro.

Os portugueses terão de pagar a factura. Mais inflação, menos criação de empregos nos próximos anos e menos compras (consumo). Ontem o ministro das Finanças, após o tradicional Conselho de Ministros das quintas-feira, chamou os jornalistas e foi claro: alterou as previsões até 2011 e, para este ano, reviu em alta a inflação em 0,5 pontos (ver quadro). Pelo meio, avisou que não está disponível para rever salários na função pública contrariando uma promessa de José Sócrates de repor em 2008 o poder de compra. "Vamos ter de acomodar este desenvolvimento", afirmou Teixeira dos Santos, referindo-se aos aumentos da factura petrolífera e dos produtos alimentares.

O que está a falhar na economia? Terá sido as exportações líquidas, "soluços" no investimento e também o consumo das famílias que levou a economia nos primeiros três meses a crescer apenas 0,9% em relação a semelhante período do ano passado. Teixeira dos Santos culpa a "conjuntura internacional" , o "impacte da subida do preço do petróleo, dos bens alimentares e das taxas de juro" e chama também a atenção para "o facto de no primeiro trimestre haver menos dois dias úteis", enquanto no último trimestre "houve mais três dias úteis do que habitualmente".

Dados do INE, nas últimas semansa, já tinham reportado alguns sintomas de "gripe" no investimento. As vendas de cimento caíram 8,7% e assistiu-se a uma queda nas compras de carrinhas comerciais.

Também o comércio está em deterioração. As importações são superiores às exportações, o que resulta num contributo negativo para o crescimento da economia. A Europa - destino de 74% das exportações nacionais - entrou em forte desaceleração, após a crise do subprime americano. Espanha, para onde Portugal escoa 28,4% das vendas, entrou em "rotura" - cresceu apenas 0,3% no trimestre - com as famílias a retraírem-se no consumo. A Alemanha é ainda o motor da economia europeia, mas há sinais de que os consumidores estão a cortar nas despesas.

Em Portugal, as famílias, assustadas com a fraca evolução do emprego, altas taxas de juro e endividamento e com a inflação, que "come" os ganhos salariais, estão a apertar os cordões à bolsa, cortando no consumo. Os lojistas confirmam esta evolução ao reportar ao INE quebras nas vendas.

A solução, agora, diz Teixeira dos Santos, está em fazer arrancar o investimento público "o mais rapidamente possível". |
Título:
Enviado por: Luso em Maio 21, 2008, 09:33:27 pm
Citação de: "komet"
Luso... se todos os problemas fossem esses... que **** de tédio notícias dessas... mostra o quanto somos mesquinhos APRE!  :evil:


A culpa não é minha, carambas. Esta notícia mostra bem as prioridades das alegadas "elites". E logo da Justiça.
http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/ (http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/)
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2008, 11:42:54 am
Citação de: "Luso"
Citação de: "komet"
Luso... se todos os problemas fossem esses... que **** de tédio notícias dessas... mostra o quanto somos mesquinhos APRE!  :roll:
Título:
Enviado por: komet em Maio 22, 2008, 11:53:33 am
Fui mal interpretado  :lol:

O meu post foi a queixar-se da mesquinhince de quem provocará essas guerras, não era contra a nóticia, e mt menos contra si.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2008, 11:55:06 am
:wink:
Título:
Enviado por: Luso em Maio 22, 2008, 11:57:40 am
:D

Já estava a estranhar o velho Komet...
Título:
Enviado por: ferrol em Maio 23, 2008, 07:39:30 pm
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329787&idCanal=57
Citar
Banco de Portugal confirma que economia está a abrandar

Os indicadores coincidentes do Banco de Portugal confirmam que a economia manteve em Abril a tendência de degradação demonstrada no primeiro trimestre do ano, quando o Produto Interno Bruto recuou 0,2 por cento em relação ao trimestre precedente.

O indicador coincidente do consumo privado do Banco de Portugal desceu (0,2 por cento) em Abril pela primeira vez em quase cinco anos, após oito meses a abrandar consecutivamente, desde o patamar de 1,9 por cento registado durante Junho, Julho e Agosto do ano passado.

O indicador coincidente de actividade do mesmo mês aponta para o mesmo sentido, o abrandamento da economia (avançou 0,7 por cento), culminando seis meses de descida desta rubrica determinada pelo Banco de Portugal.

O indicador coincidente de actividade sintetiza informação relativa ao Produto Interno Bruto (PIB), ao volume de vendas no comércio a retalho, às vendas de veículos comerciais pesados, às vendas de cimento, ao índice de produção da indústria transformadora, à situação financeira das famílias, às novas ofertas de emprego e ao enquadramento externo.
Título:
Enviado por: P44 em Maio 25, 2008, 12:07:34 pm
Citação de: "ferrol"
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329787&idCanal=57
Citar
Banco de Portugal confirma que economia está a abrandar

Os indicadores coincidentes do Banco de Portugal confirmam que a economia manteve em Abril a tendência de degradação demonstrada no primeiro trimestre do ano, quando o Produto Interno Bruto recuou 0,2 por cento em relação ao trimestre precedente.

O indicador coincidente do consumo privado do Banco de Portugal desceu (0,2 por cento) em Abril pela primeira vez em quase cinco anos, após oito meses a abrandar consecutivamente, desde o patamar de 1,9 por cento registado durante Junho, Julho e Agosto do ano passado.

O indicador coincidente de actividade do mesmo mês aponta para o mesmo sentido, o abrandamento da economia (avançou 0,7 por cento), culminando seis meses de descida desta rubrica determinada pelo Banco de Portugal.

O indicador coincidente de actividade sintetiza informação relativa ao Produto Interno Bruto (PIB), ao volume de vendas no comércio a retalho, às vendas de veículos comerciais pesados, às vendas de cimento, ao índice de produção da indústria transformadora, à situação financeira das famílias, às novas ofertas de emprego e ao enquadramento externo.


tirando o desgoverno de mentirosos que temos a infelicidade de nos des-governar, toda a gente já sabia disso, mas como vivem da demagogia e da mentira demoraram mais tempo a assumir a realidade

Mas não nos preocupemos , vem aí o Euro 2008, isso é que é importante! :roll:
Título:
Enviado por: ferrol em Maio 26, 2008, 09:39:07 am
Citação de: "P44"
Mas não nos preocupemos , vem aí o Euro 2008, isso é que é importante! :?
Título:
Enviado por: P44 em Maio 26, 2008, 11:58:44 am
Citação de: "ferrol"
Citação de: "P44"
Mas não nos preocupemos , vem aí o Euro 2008, isso é que é importante! :?

YUUUUUUUUUUUUUUUUUUUPIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!

entretanto no mundo real(?)....

Citar
UE/Social: Relatório aponta Portugal como campeão da desigualdade na repartição de rendimentos
22 de Maio de 2008, 15:29

Bruxelas, 22 Mai (Lusa) - Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade.

O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos.

"Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos Estados Unidos", sublinha ainda o documento.

O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus.

Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.

"Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos.

Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

FPB.

Lusa/Fim



 :roll:

Mas como o governo já desmentiu tal facto ^^^estou muito mais descansado :mrgreen:
Título:
Enviado por: P44 em Junho 06, 2008, 09:16:22 am
http://dn.sapo.pt/2008/06/06/dnbolsa/po ... ou_ue.html (http://dn.sapo.pt/2008/06/06/dnbolsa/portugal_beneficiou_ue.html)

"Portugal não beneficiou da UE"

ILÍDIA PINTO  

Entrevista. O histórico presidente da AEP, Ludgero Marques, diz-se frustrado por Portugal não ter "usufruído das vantagens da democracia e da integração europeia". Por isso, não se sente bem num país que está praticamente na cauda da Europa. E lamenta que políticos e empresários não saibam falar a mesma linguagem

Ao fim de 23 anos, despede-se da AEP. Que mensagem deixa aos empresários?

(suspiro) Tenho de ser contido... De persistência. Os empresários têm diferentes dimensões e estilos, e como o nosso país não foi capaz de ajudar todos da mesma forma, os mais habilitados, internacionalizados e endinheirados são os que têm possibilidades de aproveitar as poucas oportunidades que existem. Quero dizer aos que sempre lutaram que podem vencer se forem persistentes.

Porque tem de ser contido?

Porque não me sinto bem num país que está praticamente na cauda da Europa. Sinto-me um pouco frustrado por, ao fim destes 34 anos de democracia boa - nem todas o são -, não ter usufruído das vantagens que a democracia nos deu e que a integração europeia nos quis dar. Por isso tenho de me conter.

Pelo contrário, deve criticar.

Vivemos numa situação de tanta dificuldade e há tanto potencial de instabilidade que não devemos concorrer para mais instabilidade.

Ou não quer incomodar o seu sucessor?

Não quero, nem vou incomodar. Apetece-me muitas vezes ir mais longe nas minhas apreciações mas acho que não o devo fazer. Devo dar as oportunidades todas que o País necessita para se equilibrar.

Que conselho dá aos empresários para ultrapassarem a crise?

É muito difícil dar conselho a um empresário que vive condicionado a toda a política nacional de restrições e muitas vezes de incompreensão que os governantes têm pelos fazedores da economia. Não é pelos utilizadores da economia, é pelos fazedores.

O que os distingue?

Os fazedores da economia estabeleceram empresas, criaram emprego e têm sido úteis. Os utilizadores são os que estão à espera das oportunidades e vivem também de certos momentos de especulação. Mas é para estes fazedores de dinheiro, que estão já numa área mais desenvolvida, que o Governo olha.

Refere-se à banca?

À banca e a toda a especulação que existe no País desde as telecoms, as galps, às grandes empresas e construtores. Que não quero criticar porque fazem o seu trabalho e devem fazê-lo bem. Só acho que o Governo não pode pensar que a salvação reside aí. Pelo contrário, está nos outros 98% de empresas que estão a criar emprego. Ainda hoje recebi um empresário de mobiliário, aflito, porque não sabia o que fazer à empresa e aos 28 trabalhadores. Está em dificuldades e não sabe o que fazer. Há tantos assim. Não há ninguém que fale neles. Só mais tarde, quando a empresa acaba e se manifestam para que o patrão não venda nada enquanto não pagar os salários.

António Borges criticou o apoio do Estado à fábrica da Ikea, sendo o mobiliário um sector que Portugal domina. Considerou que devíamos apoiar investimento estrangeiro que tivesse efeito reprodutor em termos de inovação.

Sempre disse que em vez de apoiar esse projecto em plena Capital do Móvel, o Governo devia apoiar fortemente a associação de 40 ou 50 pequenos e médios empresários da zona para que fizessem cá a nossa "Ikea". Espero que a AEP, com nova direcção, ponha esse projecto em andamento e tenha um resultado mais positivo junto dos ministros.

É difícil o contacto com os ministros?

Não, o que é difícil é a recepção das ideias. Sermos verdadeiramente ouvidos. Foi uma grande desilusão verificar que havia o medo de tratar de forma diferente uma associação com a dimensão da AEP, apesar de termos trabalho feito.

E os empresários, são ouvidos?

Os governantes e políticos não gostam de comunicar com quem não tem um vocabulário correcto. Infelizmente, temos uma educação e formação extraordinariamente baixas. Somos o país mais baixo da Europa.

A classe política está desenquadrada da realidade do País?

Eu acho que está. São poucas as excepções.

Mas os ministros visitam as empresas.

Sim, mas não olham, não vêem de facto. Os ministros trabalham muito, sete dias por semana. Sacrificam família e amigos. Não têm é a linguagem da indústria nem fizeram com que o País adquirisse a deles. Não sou capaz de indicar quem fizesse melhor. Queria era que entendessem a necessidade de evoluirmos efectivamente e não para a estatística.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Junho 06, 2008, 09:37:31 am
Portugal não beneficiou da Europa, mas acredito que a conta de muitos desses empresários sim, basta ver as palavras desse senhor quando o governo quer aumentar o salário minimo "Se Portugal aumentar o salário, muitas empresas vão encerrar".
Título:
Enviado por: legionario em Junho 06, 2008, 03:17:56 pm
Citação de: "nelson38899"
Portugal não beneficiou da Europa, mas acredito que a conta de muitos desses empresários sim, basta ver as palavras desse senhor quando o governo quer aumentar o salário minimo "Se Portugal aumentar o salário, muitas empresas vão encerrar".


Aumentar salarios ? os salarios baixos sao o critério que chama os investidores estrangeiros... Sem salarios baixos nao ha investimento estrangeiro, e sem investimento estrangeiro nao ha nada para ninguem!

Para nos colocarmos no pelotao da frente, temos que investir na inovaçao e na creatividade : novas energias, exploraçao da nossa ZEE, investimentos nos Palop (que possuem recursos naturais...), diversificaçao da produçao industrial  e agricola ...

No estado actual das coisas, se um honesto trabalhador quiser ganhar algum dinheirito, tem que emigrar !
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 06, 2008, 03:47:52 pm
Citação de: "legionario"
Citação de: "nelson38899"
Portugal não beneficiou da Europa, mas acredito que a conta de muitos desses empresários sim, basta ver as palavras desse senhor quando o governo quer aumentar o salário minimo "Se Portugal aumentar o salário, muitas empresas vão encerrar".

Aumentar salarios ? os salarios baixos sao o critério que chama os investidores estrangeiros... Sem salarios baixos nao ha investimento estrangeiro, e sem investimento estrangeiro nao ha nada para ninguem!

Para nos colocarmos no pelotao da frente, temos que investir na inovaçao e na creatividade : novas energias, exploraçao da nossa ZEE, investimentos nos Palop (que possuem recursos naturais...), diversificaçao da produçao industrial  e agricola ...

No estado actual das coisas, se um honesto trabalhador quiser ganhar algum dinheirito, tem que emigrar !


Legionário não sei se sabes mas o governo Português tem investido fortemente exactamente nisso. O Sócrates até tem feito uns contactos muito lucrativos com o Chávez e o Khadafi, tem investido fortemente nas energias renováveis e apostado nas tecnologias da informação.

Estamos no principio, mas já se nota algumas alterações.
Título:
Enviado por: legionario em Junho 06, 2008, 04:15:40 pm
Se esse é o caminho do Sr engenheiro, pois que continue...ha muito trabalho pela frente...
A mim doi-me o coraçao de ver que o nosso Portugal, terra de poetas e de marinheiros, ja so tenha os poetas !

- Nao temos frota : os navios de turismo e os cargos foram vendidos ou para a sucata ; os pesqueiros estao falidos...e a nossa ZEE esta à disposiçao de quem se quiser servir...

-nao temos agricultura, quando houver uma crise a serio, temos que comer os eucaliptos ou a pasta de papel...

- nao temos recursos naturais : temos nas ex-provincias do ultramar todas as condiçoes para desenvolver projectos agricolas, mineiros e industriais mas deixamos que outros o façam...e olha que nao falta portugueses desempregados que queiram trabalhar em Africa...

- a nossa industria (exceptuando a 'nossa' Autoeuropa loool) exporta vinho, tomates, cortiça e sardinhas  (cito :  "Capital, l'encyclopédie du monde" ).

- e para tapar os olhos, temos aqui e ali um ou outro projecto muito chique, muito "in", mas tambem muito episodico...

aiaiaiaiaiaiaiaiai
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 06, 2008, 04:30:00 pm
Alguns videos para veres com calma:

 :arrow: http://br.youtube.com/watch?v=GlpHNvS5n1w (http://br.youtube.com/watch?v=GlpHNvS5n1w)

 :arrow: http://br.youtube.com/watch?v=C-0-PM2Y4yo (http://br.youtube.com/watch?v=C-0-PM2Y4yo)
Título:
Enviado por: garrulo em Junho 24, 2008, 03:45:42 pm
Segun Eurostar, Portugal alcanzó en 2007 el 75% de la renta de la Europa a 27.
Título:
Enviado por: ruben lopes em Junho 24, 2008, 04:22:32 pm
Na minha opinião, o desenvolvimento de Portugal pode ser através do desenvolvimento dos transportes e dos meios de comunicação.
Não se devia acabar com o aeroporto da Portela, só porque se vai construir um novo aeroporto. Modernizava-se o aeroporto da Portela e transformavam-no num aeroporto de transporte comercial.
O TGV, seja qualquer a travessia que vai ser feita, é prioritário, para a ligação terrestre com a Europa, pois não podemos ficar encolhidos e fechados da Europa, só porque temos Espanha a rodear-nos a Norte e Leste.
Mas o que devia ser mais modernizado é o transporte marítimo, que é o mais importante meio de transporte para economia do nosso país.
Investir na marinha mercante, modernizando e aumentando as estruturas dos Estaleiros de Viana do Castelo para a construção de maiores e melhores navios, e também construir portos nos arquipelagos.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 25, 2008, 03:14:36 pm
Citação de: "garrulo"
Segun Eurostar, Portugal alcanzó en 2007 el 75% de la renta de la Europa a 27.


esse "aumento" puramente estatistico e demagógico, deve-se á contabilizaçao dos PIBs da Roménia e Bulgária no total da UE (a "27")

por outras palavras, não fomos nós que subimos, foi a renda que desceu :twisted:  :evil:
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2008, 09:54:16 am
Citar
Crédito ao consumo 2008-06-30 00:05

Portugueses endividam-se para adiar efeitos da crise

A três dias de nova subida dos juros, a situação do crédito em portugal agrava-se. Os portugueses, já entre os mais endividados da Europa, foram dos que mais pediram emprestado para manter o padrão de consumo.


Luís Reis Ribeiro

As famílias portuguesas estão a embarcar numa situação explosiva: são das mais endividadas da zona euro e, em simultâneo, das que mais recorrem ao crédito ao consumo, num mercado em que as taxas de juro médias praticadas pelos bancos estão entre as mais altas. O incumprimento de dívidas disparou quase 60% em Abril.

Ainda assim, os portugueses continuam a ir ao banco, expondo-se cada vez mais à subida esperada – já esta semana – das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE). Os economistas ouvidos conferem que há um problema, tendo em conta a crise internacional que contagia já a economia portuguesa, reflectindo-se em perda de poder de compra, menor criação de emprego e preços mais altos.

Dados do BCE mostram que no final de Abril o valor  acumulado de crédito concedido para consumo era de 14,8 mil milhões de euros (11% do crédito total concedido), o que corresponde a uma subida de quase 13% em termos homólogos.

O endividamento dos particulares rondará, de acordo com as contas da Comissão Europeia, cerca de 95% do PIB – o país tem o terceiro rácio mais elevado da zona euro. Apenas a Irlanda tem um ‘cocktail’ ainda mais explosivo do que Portugal: o endividamento das famílias irlandesas vale 104% do PIB e a expansão dos créditos para consumo foi de 14,4%.

“É um factor de risco e em algum momento terá de ser travado”, diz Rui Constantino, economista-chefe do Santander Portugal. “Há limite para a expansão do crédito, que está directamente relacionado com a maior dificuldade de os bancos obterem financiamento”, acrescenta, referindo-se ao aperto do crédito motivado pela crise do ‘subprime’.  

João Paulo Calado, coordenador do Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores (GOEC), um projecto do ISEG e da Direcção-Geral do Consumidor, explica que “as pessoas não aceitam ficar mais pobres por causa da prestação da casa, que continua a subir. Há cada vez mais famílias que parecem não querer abdicar dos seus padrões de consumo e isso é muito perigoso, uma loucura mesmo, tendo em conta muitas das situações que chegaram até nós no ano passado”. Tal como o Diário Económico já noticiou, o GOEC recebeu mais de mil pedidos de apoio diferentes durante o último ano e estima que em portugal possa haver 100 mil famílias a passar por grandes dificuldades financeira”. Este número equivale a quase 3% dos agregados familiares.

O incumprimento está a alastar devido à subida dos juros – a Euribor está no valor mais alto desde o final de 2000 –, aliada ao baixo crescimento da economia e ao desemprego elevado: os indicadores referentes aos sinais de incumprimento “estão a piorar muito”, observou Filipe Garcia, economista da consultora Informação de Mercados Financeiros. Estes sinais podem ser o número de vezes que, num ano, uma família falha o pagamento da prestação bancária ou a duração dos atrasos no pagamento das dívidas.


Factos e números do crédito malparado em Portugal

1 - Malparado é mais grave no crédito ao consumo
O malparado é mais grave no crédito ao consumo: de acordo com o Banco de Portugal, o rácio de incumprimento neste ramo era de quase 4% do total, tendo registado uma expansão homóloga de 57% em Abril, a maior em quatro anos. Os portugueses devem 570 milhões de euros em sede de malparado. Na habitação, cujo peso é de 80% do crédito total concedido às famílias, o rácio do incumprimento é mais baixo (1,3%), mas também dá sinais de agravamento significativo, com uma subida homóloga de 13% em Abril. Olhando para o universo de todos os empréstimos às famílias conclui-se que desde a recessão de 2003 que o malparado não crescia tanto: avançou 16%, fixando-se agora em 2,5 mil milhões de euros (1,8% do total).

Em 2007, a associação de defesa dos consumidores recebeu quase dois mil pedidos de ajuda por causa do sobreendividamento, mais do dobro face a 2006. Segundo a DECO, o fenómeno do crédito malparado tem vindo a alastrar de forma exponencial ao longo dos últimos anos, mas tem estado pouco reflectido nos números oficiais, divulgados pelo Banco de Portugal. Com as famílias a ficarem cada vez mais endividadas, as empresas de crédito ao consumo disparam a actividade. Mas com a publicidade a garantir crédito fácil e imediato, surgem também os problemas dos consumidores em pagar não só os empréstimos contraídos, mas também os juros que rondam os 30% em caso de incumprimento do plano de pagamentos.


http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 40464.html (http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1140464.html)
Título:
Enviado por: Luso em Julho 04, 2008, 12:06:19 am
http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007 ... x?videoId= (http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId=){1D4B7A66-F406-41EC-A76B-F85F44E18D3C}

Obrigatório.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 04, 2008, 02:22:29 am
Citação de: "Luso"

http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007 ... x?videoId= (http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId=){1D4B7A66-F406-41EC-A76B-F85F44E18D3C}

Obrigatório.


Isto é o que se chama cortar na casaca... Não sei quem ele criticou mais se o governo e os politicos se os próprios jornalistas.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 04, 2008, 09:45:36 am
Citação de: "Luso"

http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007 ... x?videoId= (http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId=){1D4B7A66-F406-41EC-A76B-F85F44E18D3C}

Obrigatório.


Quem me dera ser comentador televisivo, só é pena que quando eles estão no poleiro, são iguais ao que eles criticam. típico português :?  :?
Título:
Enviado por: Luso em Julho 04, 2008, 06:08:25 pm
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Luso"

http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007 ... x?videoId= (http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId=){1D4B7A66-F406-41EC-A76B-F85F44E18D3C}

Obrigatório.

Quem me dera ser comentador televisivo, só é pena que quando eles estão no poleiro, são iguais ao que eles criticam. típico português :?  :?


Contradiga os argumentos de Medina Carreira...
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 04, 2008, 06:12:35 pm
Eu concordo com o que ele diz, o problema é que falar é fácil, mas quando se está no poder, não se faz.
Título:
Enviado por: P44 em Julho 05, 2008, 07:38:31 pm
Citação de: "Luso"

http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007 ... x?videoId= (http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId=){1D4B7A66-F406-41EC-A76B-F85F44E18D3C}

Obrigatório.


Este homem é brilhante. Obrigado Luso!

É o único que oiço dizer a verdade acerca do sofrimento deste povo!
Título:
Enviado por: P44 em Julho 06, 2008, 08:43:01 pm
um texto interessante....

As cabeças medíocres e a patologia instalada no poder

Os senhores que governam o sítio por aí andam.
Um pede coragem, mas mostra pouco alento, não sabe o que fazer com os que lhe exigem o que não pode cumprir.
Espera uma oportunidade para desertar, como fizeram Barroso e Guterres, pelas mesmas razões: incompetência e servir ou não a alta corrupção.
O alheamento em relação à realidade é patológico, como o é num indivíduo que sofre de lesão no cérebro numa zona conhecida dos neurologistas e que provoca uma crise de ausência.
Fica-se parado, ou seja fica-se noutro mundo. Se estiver a servir chá, continua a despejá-lo mesmo que a chávena esteja cheia e mesmo que a chaleira esteja vazia, - ... depois vem o torpor.
No caso do Senhor Pinto de Sousa a ausência é de anos, digamos que continua a despejar para cima dos indígenas todo o tipo de mentiras, ou de verdades que só para ele existem, continua alheado, e o mais grave, é que continua e ainda não despertou, nem tão pouco despertou com torpor.
A tudo isto assistem os indígenas sem nada fazer, ou poder fazer.
Quando se manifestam de forma espontânea, logo, os profissionais da agitação e da quietude seguinte, chamados de movimento sindical, tomam conta da ocorrência, porque Lenine lhes ensinou que manifestações, só organizadas pelo partido e com as palavras pré combinadas. Também estes, vivem em estado de ausência, ainda não sabem que o muro caiu, que Lenine e Stalin, afinal eram assassinos e que em nome da igualdade (?), a sociedade tinha de ser moldada pelas teorias iluministas, e que os mortos eram um mal necessário para o bem comum.
Por cá julgam que ainda se pode ter o estado social, com uma sociedade de velhos e em que o aborto livre, é mais importante que o auxílio a uma família em dificuldades, acenando no entanto com os rendimentos mínimos que servem os incapazes e desprezam os que se esforçam, dependendo das comissões municipais e outros comités de alienados ou de oportunistas.
Depois existe uma outra personagem que quer ser rei, quer ter um comportamento de rei, mas pouco deve à inteligência, tanto política como própria, ou então não a mostra, sob pena de não manter o trono.
Vive também em crises de ausências, essa forma de epilepsia que já descrevi, acorda de vez em quando, com o tal torpor e balbucia uma palavras com erros de linguagem meio entaramelada e meio a medo, com temor e com tremor, como dizia o filósofo.
Balbucia que faziam falta umas estraditas, em vez dos estradões, e, com complexo de culpa, aparentemente, fala em concessões, ficando os mais atentos sem saber se se refere, às concessões dadas aos apaniguados, se a concessões à grande corrupção que envolve o estado do sítio, sem rei nem roque. No caso, vem dar ao mesmo, e é decerto uma questão de semântica.
Portanto, deveriam ser todos observados, tratados e no caso, internados em regime aberto, sem acesso a decisões de poder real.
Um, espera uma oportunidade para fazer o que os outros fizeram, fugir, mas como não sai da crise de ausência, espera-se que entre no torpor, o outro está no torpor e entra na ausência, o contacto com a realidade é feito como num filme, aliás, é um filme, em que os actores são os indígenas, a grande maioria subsidiados e arrebanhados como gado, como diziam que se fazia no tempo do António de Oliveira, só que o crescimento no tempo dele, não tinha nada a ver com o de hoje, de 7 em média para uns míseros 0,5 em média, nos últimos 7 anos, como disse Carreira.
(…)Há verdades que são melhor reconhecidas por cabeças medíocres por lhes serem mais adequadas, há verdades que possuem encantos e forças sedutoras apenas para espíritos medíocres (…)
“Para além do bem e mal” Frederico Nietzsche


http://www.carvalhadas-on-line.blogspot.com/ (http://www.carvalhadas-on-line.blogspot.com/)
Título: Medina Carreira
Enviado por: Miguel Sá em Julho 09, 2008, 11:13:22 pm
De facto quando se tem uma carreira profissional própria, logo independente de cargos públicos, e não se tem ligações políticas, pode-se falar com verdadeira liberdade

Na entrevista de hoje da SIC, um remake da que ocorreu na semana passada, o Dr. Medina Carreira, desta vez para um público maior, voltou a chamar as coisas pelos nomes.

Conclusões:
- Portugal já não é um País independente pois perdeu uma série de mecanismos de decisão que poderia usasr para atenuar o impacto da conjuntura no país
- Gere-se o País de acordo com os cíclos eleitorais
- O Estado gere mal os dinheiros públicos
- Vivemos acima das nossas reais capacidades
- Esta crise demonstra quão frágil está o País

"Fraco Rei faz fraca a forte Gente"
Não sei se é só impressão minha mas temos tido governantes à decadas abaixo das reais necessidades de Portugal
Título: Re: Medina Carreira
Enviado por: oultimoespiao em Julho 10, 2008, 02:11:41 am
Citação de: "Miguel Sá"
De facto quando se tem uma carreira profissional própria, logo independente de cargos públicos, e não se tem ligações políticas, pode-se falar com verdadeira liberdade

Na entrevista de hoje da SIC, um remake da que ocorreu na semana passada, o Dr. Medina Carreira, desta vez para um público maior, voltou a chamar as coisas pelos nomes.

Conclusões:
- Portugal já não é um País independente pois perdeu uma série de mecanismos de decisão que poderia usasr para atenuar o impacto da conjuntura no país
- Gere-se o País de acordo com os cíclos eleitorais
- O Estado gere mal os dinheiros públicos
- Vivemos acima das nossas reais capacidades
- Esta crise demonstra quão frágil está o País

"Fraco Rei faz fraca a forte Gente"
Não sei se é só impressão minha mas temos tido governantes à decadas abaixo das reais necessidades de Portugal


Amigo Sa, isto ja toda a gente sabe, o que o sr carreira diz e logico e esta a frente de todos!
O que nao e logico e sabendo tudo isto as pessoas ainda nao querem medidas que ajudem o pais!
Se nao ha solucoes, nao ha remedio mas quando ha solucoes e nao sao tomadas entao temos o que merecemos!
Título:
Enviado por: raphael em Julho 10, 2008, 06:45:53 am
A moeda única retirou-nos a possibilidade de mexer na taxa de câmbio, ou seja, na crise de 83/84 ultrapassámos bem a coisa porque apesar da consequência ter sido um aumento do défice na altura, foi possivel desvalorizar a moeda e deu pra sair do buraco, agora a solução passa por baixar os impostos imediatos (IVA) já foi 1%, quase irrisório para nós.
O problema é que há uns anos a esta parte o endividamento das famílias tem crescido a um ritmo desenfreado actualmente situa-se nos 130% (a corda tb não estica muito mais) quando em 1996 se situava nos 52%. É claro que assim não dá.
Outro pormenor quando foi o alargamento da UE a leste os nossos líderes ficaram caladinhos e não negociaram vantagens, resultado prático, os países de leste têm uma mão de obra mais qualificada que nós, a um custo substancialmente mais baixo e estão geograficamente mais próximos dos países fortes (Alemanha). Nós por cá não investimos na qualificação da  mão-de-obra, problema da mentalidade dos patrões e também da classe trabalhadora.
Para agravar o cenário neste momento o nosso maior cliente das exportações na Europa (cerca de 30%) são aqui os nossos vizinhos do lado, que apesar do Zapatero ter anunciado uma redução nos impostos, a medida pode pecar por tardia e nuestros hermanos já podem mesmo estar à beira de uma recessão.... mais uma acha para a fogueira para nos enterrarmos mais um bocadinho....
Título:
Enviado por: P44 em Julho 10, 2008, 08:37:31 am
o Medina Carreira é a única pessoa que vejo na CS que não tem vergonha de chamar os bois pelos nomes!

Alguém sabe se a entrevista já está online, e se sim, arranja o link?


Gostei daquele dasafio dele "traga cá os optimistas, para eu falar com eles!"
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Julho 10, 2008, 05:27:14 pm
A questao principal e que os portugueses nao sabem o que querem!

Querem o capitalismo e o consumo mas ao mesmo tempo querem politicas de esquerda, querem o estado sem borocracia mas quando se tenta fazer reformas estruturais ja nao querem e vao fazer greve, querem um sistema educativo moderno e com qualidade mas quando se vao fazer reformas ja nao querem porque ninguem quer responsabilidades! querem uma justica de  facil acesso e rapida mas depois ja nao querem porque tem la as suas razoes!



...enfim tem o que merecem! e vao continuar a ter porque este problema nao e dos governantes e das pessoas.
Título:
Enviado por: tsumetomo em Julho 14, 2008, 01:43:48 pm
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Empresa alemã faz regressar a Portugal parte da produção que deslocou para a China


A empresa alemã Steiff, que inventou os ursinhos de peluche, fez regressar a Portugal parte da produção deslocalizada para a China, num movimento que se começa a verificar noutros sectores da economia, devido ao aumento do preço do petróleo.

O anúncio na semana passada pelo director-geral da Steiff, Martin Frechen, do abandono da China, após cinco anos de deslocalização de um quinto da produção do famoso ursinho de pelúcia, não apanhou de surpresa o gerente da fábrica da Steiff em Oleiros, Castelo Branco.

"Já tínhamos em curso desde o início do ano os trabalhos de ampliação das instalações", disse Narciso Guimarães, o responsável da unidade de Oleiros.

A decisão de aumentar a produção de 30 para 40 por cento do total em Oleiros, onde a Steiff tem uma fábrica desde 1991, implicará um aumento do número de efectivos em proporção semelhante, para um pouco mais de 150 trabalhadores, explicou Narciso Guimarães.

O regresso da produção a Portugal, segundo a Steiff, decorre da estratégia da nova direcção da empresa-mãe, de dificuldades logísticas e do aumento do preço dos transportes.

Os chineses privilegiam o preço e a quantidade, mas "há uma falta de capacidade de resposta para série mais limitadas e mais sofisticadas, onde se pretende uma resposta atempada", disse a empresa.

A Tunísia acolherá outra parte da produção abandonada na China num processo de aproximação aos mercados de destino que deverá ser concluído no final de 2009.

A proximidade geográfica, numa altura em que os custos dos transportes disparam, e a capacidade de adaptar rapidamente a produção às exigências do mercado são factores determinantes em nichos de mercados de diversos sectores, para os quais Portugal está bem posicionado.

Um desses sectores é o do calçado, disse Paulo Gonçalves, porta-voz da APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos).

"Estamos perante dois modelos de negócios distintos, um chinês de baixo custo e grandes quantidades e o de Portugal, muito bem apetrechado tecnologicamente que consegue dar resposta inclusive às pequenas encomendas, em tempo útil", afirmou Paulo Gonçalves, que lembra aliás que 90 por cento das exportações portuguesas de calçado tem a Europa por destino.

Este responsável notou que "há marcas estrangeiras que numa determinada altura foram seduzidas pela China, mas que encontraram problemas, como a falta de capacidade de resposta em tempo útil. Pela sua proximidade dos principais mercados do resto da Europa, Portugal assegura uma resposta rápida", sublinhou.

Paulo Gonçalves não adiantou dados concretos, "mas ouve-se falar" de empresas nacionais que voltaram a receber encomendas de marcas que tinham tentado a Ásia, afirmou.

Para o economista João Loureiro, tal movimento está de facto a verificar-se no sector do calçado como o mostra o crescimento das exportações.

"De há dois ou três anos a esta parte, há um regresso a Portugal quando se trata de calçado de alto qualidade, onde a par de um certo grau de mecanização, a intervenção humana e uma certa tradição têm o seu papel", explicou o presidente da Faculdade de Economia do Porto.

Portugal e os outros países que perderam produção para destinos mais baratos, como a China e a Índia vêem assim agora, com o aumento do preço do petróleo, regressar a vantagem comparativa de estar perto dos mercados.

"O custo do transporte por navio é muito baixo e uma pequena parte no custo global de um produto. Mesmo com o petróleo a aumentar, representa cerca de cinco ou sete por cento do preço total", disse Pedro Abrantes, professor no Instituto de Estudos de Transporte da Universidade de Leeds, Reino Unido.

"Mas com o custo da distância sempre a aumentar as empresas têm de o fazer reflectir. Uma das consequências prováveis deste aumento é por isso a quebra do comércio global", explicou.

A tendência, segundo Pedro Abrantes, vai penalizar sobretudo os países que exportam mais e para mais longe. Os países da União Europeia, que exporta muito os outros estados-membros, poderão ver assim regressar a produção - tal como viram voltar o ursinho de peluche.



http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1335343
Título:
Enviado por: tsumetomo em Julho 14, 2008, 01:50:36 pm
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Lisbon Comes Alive

FOR its 99th birthday last year, the decrepit Fábrica Braço de Prata factory complex underwent the real estate equivalent of a Saul-to-Paul spiritual conversion.

A manufacturer of weapons during the dark years of dictatorship in Portugal, the long-disused facility was reborn as Lisbon’s most ambitious new cultural venue. Guns and grenades were replaced by concert rooms, exhibition spaces, a sprawling bookstore, a cinema, a restaurant and various bars.

When the metamorphosis was complete, only one potentially troubling question lingered: Would Lisbonfolk actually drag themselves to the city’s outskirts to visit an old industrial space with sinister associations and an unusually eclectic booking policy encompassing everything from electronic music to philosophical conferences to free-form jazz?

“It was a big risk,” said Michel de Roubaix, a resident artist who is the accordion-playing leader of a postmodern cabaret show at the center.

After all, this wasn’t a metropolis with a well-established avant-garde tradition like Paris or Berlin, but dowdy old Lisbon, a small Catholic city that is best known for inexpensive seafood meals, throwback cable cars and faded colonial architecture from Portugal’s long-vanished international empire.

But on a balmy night in March, the throngs filing into the complex made it clear that the city was more than ready for a bit of progressive bohemia in their remote corner of the Continent. Looking like the assembled listenership of some Portuguese version of National Public Radio, a buzzing crowd of tweedy academics, tattooed cool kids, bourgeois couples and bespectacled grad-student types fanned out to sample Fábrica Braço de Prata’s typically diverse offerings: a jazz combo, a reggae outfit, a Leonard Cohen documentary and a 1 a.m. after-party featuring D.J.’s and alternative bands.

“It’s creative in all areas — theater, art, music, dance,” Mr. de Roubaix said of the venue’s appeal, clearly pleased by its unexpected success. “There’s a fast turnover of events and shows that keeps the place very dynamic.”

The same could be said for 21st-century Lisbon.

Fábrica Braço de Prata’s transformation is emblematic of the city’s sudden cultural emergence. Like the factory, Portugal languished for much of the 20th century on Europe’s geographic and cultural margins. From the 1920s until the 1970s, a repressive dictatorship smothered the nation, sending the creative classes fleeing to London and Paris and severely stunting any potential arts scene. The economy also slumped. Once the center of a global trade empire, Portugal sunk into notoriety as Western Europe’s poorest nation.

As dust collected on Lisbon’s monuments — Roman theaters, Moorish edifices, Gothic churches, Baroque squares — the city became the Miss Havisham of Western Europe: a relic, forgotten and forlorn.

The last of the Western European capitals to experience a cultural bloom, Lisbon is avidly making up for lost time. All over the city, an upstart generation is laying waste to the sepia-toned stereotypes and gleefully constructing edgy and forward-looking ventures amid the time-worn monuments and quaint cobbled lanes.

“I remember being a kid and thinking, ‘Nothing happens in Lisbon. Why should we have to go abroad to see stuff happening and new stuff and to get inspired?’ “ said Nuno Pinho, 33, co-owner of a gallery called In-Cubo that opened last year. “Now there are so many things happening in Lisbon that you can’t get to everything — concerts, exhibitions.”

“It is not an old-fashioned city where the women still carry fish on their heads.”

A former antiques store, In-Cubo is devoted to graffiti and other contemporary urban art forms. Similar renovations are taking place throughout the neighborhood, Principe Real, where dilapidated buildings are filling with concept stores, galleries and boutiques. A short walk away, a formerly louche strip club called Cabaret Maxime has reopened as a much-ballyhooed new nightclub for the city’s most unusual and alternative bands and performance outfits. Throw in Lisbon’s new world-class art museum, the Berardo Collection Museum, and a nascent fashion scene, and you have Western Europe’s fastest-rising cultural center.

The future appears even brighter. Next year may see the much-awaited opening of MuDe, an eight-story museum of international fashion and design. Meanwhile, Norman Foster has been hired to construct a vast new development in Lisbon’s emerging design district, Santos , that will add even more cutting-edge shops and art spaces to the waterfront. The star architect Jean Nouvel, this year’s winner of the Pritzker Prize, is also slated to add his postmodern stamp to the Lisbon cityscape. His Alcântara-Mar project, if realized, will contain four sleek buildings of restaurants, cafes, boutiques, gardens and apartments.

And as the city’s cool factor has surged, so has its international profile. MTV Europe held its music awards in Lisbon in 2005. Last year, the influential London-based World Travel and Tourism Council held its annual convention there. If anything, the global spotlight seems likely to get even more intense thanks to a bevy of high-profile international festivals that have started in recent years, including the biennial ExperimentaDesign (next up in 2009) and the Lisbon Architecture Triennale (coming again in 2010).

On a balmy spring night, the gala 30th edition of Moda Lisboa, Lisbon’s twice-yearly fashion week, was in full swing. As a pulsating electronic-music beat filled the Estoril Casino ballroom, female models filed down a catwalk in futuristic black and gray garments suggesting haute-couture flight suits. Conceived by a young designer named Katty Xiomara, and known as “Metropolis,” the retro-futuristic collection owed a clear debt to Fritz Lang’s sci-fi film.

“In the beginning we didn’t have buyers, no fashion magazines, no journalists and only one modeling agency,” said Eduarda Abbondanza, the festival’s director, of the early editions of Moda Lisboa, in the 1990s. Next to her, Portuguese and Italian camera crews interviewed designers and local VIPs, many with champagne flutes and BlackBerrys in hand.

“Now we have fashion universities, and the world media is here,” she observed before shooting off a list of Portuguese designers now working senior positions in major international fashion houses: Balenciaga, Givenchy, Betsey Johnson.

For designers who have chosen to stay at home, the old lanes of the Bairro Alto and Chiado districts have become the choice spots for launching stores and showrooms.

By night, hipsters and young professionals fill the area’s myriad bars and D.J. lounges. By day, tranquillity resumes and savvy clotheshorses snap up locally made threads in boutiques like Ana Salazar and Alves/Gonçalves. Much of the best work imaginatively channels Portuguese history, geography or even literature into distinctive 21st-century garments.

“I’m from Madeira island, from the sun,” said Fátima Lopes, 43, the dark-eyed queen of Portuguese fashion, as she sat one afternoon in her eponymous Bairro Alto boutique. “I am used to wearing miniskirts and shorts. For me the body is nothing to hide.”

It’s hardly a surprising statement coming from a woman who in 2000 astonished Paris Fashion Week by mounting the runway in a self-designed bikini outfitted with about a million dollars’ worth of diamonds. (They were supplied by an Antwerp merchant.)

Similarly, a Latin warmth radiates throughout the angular, postmodern shop, whose bright orange and red walls hold all manner of colorful, finely cut and close-fitting clothing: slimly tailored gunmetal blue suits for men, long, low-cut red diva dresses for women. The Fátima Lopes woman, the designer said, “is strong and at the same time very feminine.”

As for fairy-tale waifs, coy Lolitas and escapees from the pages of “Wuthering Heights,” they flash their credit cards at Storytailors, certainly the most brilliantly strange new store to set up in Lisbon.

Opened in 2007 by the young design duo João Branco and Luis Sanchez, Storytailors isn’t so much a retail outlet as a cabinet of wonders where the ghosts of Lewis Carroll and the Brothers Grimm haunt the racks. The 18th-century warehouse brims with hoopskirts, corsets and elaborate lace getups adorned with richly patterned fabrics and kaleidoscopic colors.

Regally enfolded in a Baroque-style armchair, Mr. Branco, 30, explained that each year’s line of clothes began with a classic fairy tale, myth or legend, either Portuguese or international. The pair then hire writers to transform it into “twisted stories,” whose characters and experiences form the basis of various collections.

These literary-sartorial mash-ups, Mr. Branco said, have yielded “Narkë: the History of a Dress” (about a Cinderella offshoot who “was cursed to travel through time,”) EUphyra (about “a Medusa who wanted to fly”) and “E.L.A (lice) and Ela (Queen of Roses)” (the tale of a schizophrenic girl that mixes elements of “Alice in Wonderland” and a Portuguese myth about “a queen that transforms roses into bread for the poor”).

“People often said when we started this project that we should go elsewhere, like London or Paris,” Mr. Branco said, smiling and shaking his head at the memory. “Still, we believed that there was potential in Portugal and that there was something happening in Portugal.”

So far, he’s been right. The pair’s dresses now hang in the personal wardrobes of the British singer Lily Allen and Madonna.

Situated across the street from the Mosteiro dos Jerónimos — a magnificent 16th-century Gothic monastery built at the height of the Portuguese empire — the year-old Berardo Collection Museum is Lisbon’s boldest 21st-century bid to recapture some cultural prominence.

As Prime Minister José Sócrates remarked when the museum debuted last year, “In the past, the European route of modern art ended in Madrid.” He added, “Now it ends here.”

It’s the kind of boast that one expects from a cheerleading politician, of course. But the goods on the walls easily back him up. The place is packed with iconic 20th-century works that seem transposed from the pages of coffee-table books and glossy art-history bibles. Picasso, Duchamp, Piet Mondrian, Francis Bacon, Richard Serra, Nam June Paik, Nan Goldin, Andreas Gursky — all the heavyweights are there, amassed over the years by the Portuguese business titan José Berardo.

On a lazy afternoon, couples and 20-something art students strolled through the airy white galleries, pausing to contemplate Salvador Dali’s “White Aphrodisiac Telephone” (topped with a lobster), while a guide held forth to a group of school kids about Andy Warhol’s “Ten Foot Flowers” canvas.

“Lisbon can now show the world that it can be a modern and contemporary art center,” said the museum’s director, Jean-François Chougnet, who formerly oversaw France’s vast network of public museums. Equally important, the Berardo can help introduce the wider world to Portugal’s many talented artists, Mr. Chougnet said.

He paused before a hallucinatory pastoral scene painted by Paula Rego, a Portuguese artist based mostly in London. Entitled “The Barn,” it depicted two young girls gleefully whipping the exposed backside of a milkmaid passed out next to a cow. “She’s already had two retrospectives at the Tate.”

Nearby, he motioned to some monolithic silvery blocks — like shiny refrigerators carved with grid patterns — by the sculptor Pedro Cabrita Reis. “He’s one of the favorite artists of Norman Foster,” he explained. “Foster has a huge collection.”

A few days later, as the Saturday afternoon washing fluttered on Lisbon’s wrought-iron balconies, a few dozen locals and travelers boarded a pair of buses outside the Museu da Cidade. Destination: a visit to the hot local and international artists of tomorrow.

Organized by Lisboarte (www.lisboarte.com (http://www.lisboarte.com)), a confederation of local galleries, the buses make two separate circuits around the city, ferrying curious parties and collectors to exhibition spaces that have coordinated the debuts of their new shows. These free tours, which happen about six times a year, are essential in a city with an expanding art scene but no concentrated gallery district. (The next tour is Sept. 13.)

In a darkened alcove of the Galeria Luís Serpa, a flickering video depicted a white lily slowly wilting and dying as a disembodied female voice read from “The Inferno” in Arabic.

One of the most prestigious galleries in Lisbon — along with the likes of Vera Cortes Art Agency and Cristina Guerra Contemporary Art — Luís Serpa has been a passionate advocate of Portuguese artists (including Cabrita Reis), championing their work in global forums like Art Basel and the Frieze Art Fair in London. The gallery has also shown creations by boldface foreigners like Chuck Close and Robert Wilson.

But its most ambitious project is yet to come. Next year, the gallery’s namesake owner is creating a “think tank” of international experts — urban planners, cultural impresarios — who will devise strategies for fully elevating Lisbon, at last, into a globally recognized cultural capital. A large part of his hope, he explained, is to lure creative people from around the world and “to create a cosmopolitan place where new talent can come and create in a new way.”

“I think Lisbon has a very, very good chance to be a transcultural platform for the creative industries in the future, because we have such good weather, food, unused spaces” and low prices, said Mr. Serpa, sporting an elegant tieless suit and eating a cookie. “Architecture, design, art, photography and literature will all be involved.”

A decade ago, such a pronouncement would have drawn laughs. On this day, however, the only sound was some well-dressed middle-aged women appreciatively questioning the video installation’s creator, a French photographer named Marie Bovo. Later in the year, Mr. Serpa said, the gallery intended to host exhibitions by artists “from China to Egypt to Iran to France to Spain.”

“Lisbon has the potential to become the most cosmopolitan and international city,” he said as the cadences of Dante’s masterpiece, in Arabic, mingled with his guests’ French, English and Portuguese chatter. “I really believe that.”

A BIT OF PROGRESSIVE BOHEMIA IN A REMOTE CORNER OF THE CONTINENT

GETTING THERE

Continental, United and the Portuguese airline TAP all fly between Newark Liberty airport and Lisbon. Fares for travel in August start at around $1,200 round trip, according to a recent Web search.

WHERE TO STAY

The 42-room Heritage Av Liberdade (Avenida da Liberdade 28; 351-21-340-4040; www.heritageavliberdade.com (http://www.heritageavliberdade.com)) was designed by the Portuguese architect Miguel Câncio Martins, who has worked on such hip hangouts as the Pacha Club in Marrakesh and the Buddha Bar in Paris. It occupies an attractive 18th-century colonial structure and doubles cost 224 to 250 euros (about $350 to $400 at $1.59 to the euro) depending on the season.

Also housed in a lovely 18th-century building, the three-year-old, 55-room Bairro Alto Hotel (Praça Luís de Camões 2, 351-21-340-8288; www.bairroaltohotel.com (http://www.bairroaltohotel.com)) is a sleek boutique hotel in the heart of Lisbon’s main shopping and night-life district. Excellent rooftop bar. The rack rate for doubles, including taxes and breakfast, is 395 euros, but better deals can often be found online or by calling.

John Le Carré and Graham Greene are among the luminaries who have holed up at the venerable York House (Rua das Janelas Verdes 32; 351-21-396-2435; www.yorkhouselisboa.com (http://www.yorkhouselisboa.com)), a 17th-century mansion that was redone in 2004. Located in the Santos design district, it is an excellent choice for furniture and home-décor aficionados. Doubles range from 150 euros to 250 euros depending on the day and season.

WHERE TO EAT

The chef Vitor Sobral literally wrote the book on contemporary Lisbon cooking as co-author of the culinary bible known as “Nova Cozinha Portuguesa” (“New Portuguese Cuisine”). At Terreiro Do Paço (Praça do Comércío; 351-21-031-2850; www.terreiropaco.com (http://www.terreiropaco.com)) he whips up creative concoctions like salt-cod carpaccio, Azores tuna with mango-tomato-fig compote, and pineapple goat-cheese ravioli. Three courses for two, without wine, run about 100 euros.

Situated in the Santos Design District, the minimalist-cool Cop ‘3 (Largo Vitorino Damásio 3, 351-21-397-3094; www.restaurantecop3.com (http://www.restaurantecop3.com)) opened in 2006 and also specializes in nouveau Portuguese cuisine. Offerings include roasted sardines with sea salt and Alvarinho wine, and swordfish with coriander crust. Two people can eat three courses, without wine, for around 90 euros.

Lisbon’s first Michelin-starred restaurant, Eleven (Rua Marquês de Fronteira, Jardim Amália Rodrigues; 351-21-386-2211; www.restauranteleven.com (http://www.restauranteleven.com)) serves up flashy Portuguese-modern dishes like octopus terrine and black pork loin in red pepper crust. Tasting menus at 69 and 85 euros per person.

ART

From Picasso to Warhol to Andreas Gursky, the new Berardo Collection Museum (Praça do Império; 351-21-361-2878 www.museuberardo.pt (http://www.museuberardo.pt)) in the Belém Cultural Center holds a world-class collection of international modern and contemporary art. Among the top local galleries for Portuguese and global conceptual art are Galeria Luís Serpa Projectos (Rua Tenente Raul Cascais 1B; 351-21-397-7794) and Cristina Guerra (Rua Santo António à Estrela 33; 351-21-395-9559; www.cristinaguerra.com (http://www.cristinaguerra.com)).

FASHION AND DESIGN

Classic Portuguese products and design items, from hair tonics to cool ceramics, are affectionately presented at A Vida Portuguesa (Rua Anchieta 11; 351-21-346-5073; www.avidaportuguesa.com (http://www.avidaportuguesa.com)). For edgy lighting, unusual sculpture and other contemporary Portuguese and European creations, hit Fabrico Infinito (Rua Dom Pedro V, 74; 351-21-246-7629; www.fabricoinfinito.com (http://www.fabricoinfinito.com)), a concept store and cafe.

Portugal’s fashion queen, Fátima Lopes (Rua da Atalaia 36, 351-21-324-0546; www.fatima-lopes.com (http://www.fatima-lopes.com)), does colorful and streamlined outfits for men and women. Design duo Storytailors (Calçada do Ferragial 8, 351-21-343-2306; www.storytailors.pt (http://www.storytailors.pt)), meanwhile, create flamboyant retro-bizarre clothes for women based on their own original fairy tales and myths.

MUSIC AND NIGHT LIFE

A former strip club, the venerable Cabaret Maxime (Praça da Alegria 58, 351-21-346-7090; www.cabaret-maxime.com (http://www.cabaret-maxime.com)) was reopened two years ago as a bar and nightclub dedicated to staging some of Lisbon’s most adventurous and alternative acts.

With numerous concert rooms, art spaces and conference areas — as well as a bookstore, bar and restaurant — the newly restored weapons factory known as Fábrica Braço de Prata (Rua da Fábrica do Material de Guerra 1, 351-9-6735-4817; www.bracodeprata.org (http://www.bracodeprata.org)) is a hotbed of culture in Lisbon.



http://travel.nytimes.com/2008/07/13/travel/13Lisbon.html?8dpc
Título:
Enviado por: Daniel em Julho 26, 2008, 04:43:10 pm
Bom não sei se é o tópico certo para postar esta notícia, mas não sei se tem algum tópico acerca de aviação ou da Embraer, e para não abrir um novo tópico decidi colocar esta notícia aqui. :wink:

Embraer vai fabricar componentes de aviões no Alentejo


Citar
O fabricante brasileiro Embraer, o terceiro maior construtor de aviões, vai criar duas fábricas de componentes no Alentejo, num investimento inicial de 148 milhões de euros. À TSF, Manuel Pinho avançou que o projecto vai criar centenas de postos de trabalho.
O primeiro-ministro apadrinha este sábado, juntamente com o presidente brasileiro, um acordo com a Embraer, que vai trazer para Évora duas fábricas de componentes para meios aéreos, num investimento inicial de 148 milhões de euros.

Em declarações à TSF, o ministro da Economia adiantou que a vinda da empresa para Portugal vai criar «mais de 500» postos de trabalho directos, para além de muitos outros decorrentes da criação de outras empresas ligadas à actividade da Embraer.

«Em termos indirectos, esta fábrica vai comprar 80 por cento das componentes, muitas delas fabricadas em Portugal, o que naturalmente vai criar uma série de empresas em torno deste grande projecto, que para ele vão produzir», explicou.

Manuel Pinho recusou-se a adiantar quais as contrapartidas financeiras dadas aos brasileiros neste projecto, que teve início em 2006, quando José Sócrates viajou ao Brasil.

«É muito difícil ver exactamente quanto é. Vai desde a formação profissional, aos incentivos regionais, aos incentivos de investigação e desenvolvimento», disse, frisando não poder dizer «com rigor» o montante global.

O ministro da Economia quer que as infra-estruturas estejam a funcionar até ao final do próximo ano.

Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 26, 2008, 04:51:11 pm
:arrow: http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=4875 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=4875)
Título:
Enviado por: comanche em Julho 28, 2008, 08:35:47 pm
INE revê em alta crescimento económico português de 2006 para 1,4%


Citar
Lisboa, 28 Jul (Lusa) - O Instituto Nacional de Estatística reviu hoje em alta o crescimento da economia portuguesa em 2006, em 0,1 pontos percentuais, para 1,4 por cento, de acordo com as contas nacionais definitivas.

Os dados estatísticos hoje divulgados, que assentam em fontes "mais sólidas" e são mais "completos e abrangentes", segundo o INE, reflectem uma aceleração da economia portuguesa de 2005 para 2006, em 0,5 pontos percentuais, devido à melhoria das exportações.

Os dados de Maio apontavam para um crescimento de 1,3 por cento no conjunto de 2006, pelo que os dados conhecidos agora reflectem uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais.

IRE.

Lusa/Fim




Algum erro ocorreu, esta noticia foi colocada hoje em vários sites e por lapso foi colocada por mim.

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9ab67286625316bd581422.html

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=972548
Título:
Enviado por: AMRAAM em Julho 28, 2008, 08:53:36 pm
Citação de: "comanche"
INE revê em alta crescimento económico português de 2006 para 1,4%


Citar
Lisboa, 28 Jul (Lusa) - O Instituto Nacional de Estatística reviu hoje em alta o crescimento da economia portuguesa em 2006, em 0,1 pontos percentuais, para 1,4 por cento, de acordo com as contas nacionais definitivas.

Os dados estatísticos hoje divulgados, que assentam em fontes "mais sólidas" e são mais "completos e abrangentes", segundo o INE, reflectem uma aceleração da economia portuguesa de 2005 para 2006, em 0,5 pontos percentuais, devido à melhoria das exportações.

Os dados de Maio apontavam para um crescimento de 1,3 por cento no conjunto de 2006, pelo que os dados conhecidos agora reflectem uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais.

IRE.

Lusa/Fim


Ano 2005-2006... :conf:  :?:
Título:
Enviado por: manuel liste em Julho 29, 2008, 09:55:49 am
Citação de: "AMRAAM"
Citação de: "comanche"
INE revê em alta crescimento económico português de 2006 para 1,4%


Citar
Lisboa, 28 Jul (Lusa) - O Instituto Nacional de Estatística reviu hoje em alta o crescimento da economia portuguesa em 2006, em 0,1 pontos percentuais, para 1,4 por cento, de acordo com as contas nacionais definitivas.

Os dados estatísticos hoje divulgados, que assentam em fontes "mais sólidas" e são mais "completos e abrangentes", segundo o INE, reflectem uma aceleração da economia portuguesa de 2005 para 2006, em 0,5 pontos percentuais, devido à melhoria das exportações.

Os dados de Maio apontavam para um crescimento de 1,3 por cento no conjunto de 2006, pelo que os dados conhecidos agora reflectem uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais.

IRE.

Lusa/Fim

Ano 2005-2006... :conf:  :?:


Son datos revisados y definitivos, es normal que exista alguna pequeña discrepancia respecto a los datos adelantados hace ya bastante tiempo.

El PIB de Portugal creció en 2007 un 1,9%, dato pendiente de revisión.
Título:
Enviado por: AMRAAM em Julho 29, 2008, 10:44:54 am
Citação de: "manuel liste"
Citação de: "AMRAAM"
Citação de: "comanche"
INE revê em alta crescimento económico português de 2006 para 1,4%


Citar
Lisboa, 28 Jul (Lusa) - O Instituto Nacional de Estatística reviu hoje em alta o crescimento da economia portuguesa em 2006, em 0,1 pontos percentuais, para 1,4 por cento, de acordo com as contas nacionais definitivas.

Os dados estatísticos hoje divulgados, que assentam em fontes "mais sólidas" e são mais "completos e abrangentes", segundo o INE, reflectem uma aceleração da economia portuguesa de 2005 para 2006, em 0,5 pontos percentuais, devido à melhoria das exportações.

Os dados de Maio apontavam para um crescimento de 1,3 por cento no conjunto de 2006, pelo que os dados conhecidos agora reflectem uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais.

IRE.

Lusa/Fim

Ano 2005-2006... :conf:  :?:

Son datos revisados y definitivos, es normal que exista alguna pequeña discrepancia respecto a los datos adelantados hace ya bastante tiempo.

El PIB de Portugal creció en 2007 un 1,9%, dato pendiente de revisión.

Gracias por la aclaracion Manuel!! :wink:
Título:
Enviado por: PedroM em Agosto 06, 2008, 09:25:24 am
Portugal ganha a Espanha investimento da Air Liquide

O gigante francês Air Liquide tem em curso um forte plano de investimentos na Europa, em que Portugal é um dos protagonistas. A empresa produtora de gases industriais e medicinais, em vez de Espanha, decidiu investir perto de 130 milhões de euros no mercado português.

"Estamos a investir, numa perspectiva de longo prazo, em duas novas unidades produtivas, em Sines e Estarreja, e num centro de enchimento de garrafas na Arruda dos Vinhos", sintetiza ao Jornal de Negócios o director-geral para a Península Ibérica da Air Liquide. Na primeira entrevista que dá em Portugal (ver página ao lado), Etienne Hubert assume que "antes de decidir realizar estes investimentos em Portugal, reflectimos muito e tínhamos duas ou três alternativas em Espanha".

http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=326648 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=326648)
Título:
Enviado por: PedroM em Agosto 06, 2008, 11:02:16 pm
Afinal as empresas portuguesas também compram em Espanha, não são só as espanholas a comprar por cá. Notícia da LUSA:

Galp compra negócio da ExxonMobil e Eni na Península Ibérica por 695ME
06 de Agosto de 2008, 19:00

Lisboa, 06 Ago (Lusa) - A Galp Energia comprou os negócios de distribuição de produtos petrolíferos da ExxonMobil e Eni na Península Ibérica por 695 milhões de euros, anunciou hoje a petrolífera portuguesa, negócio que terá um impacto positivo de 120 milhões de euros no seu resultado.

Em comunicado divulgado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp diz que com este negócio passará a ter mais 515 estações de serviço em Portugal e Espanha, para um total de 1.553 estações, e comercializará nesses países cerca de 12 milhões de toneladas de produtos petrolíferos.

A expectativa da empresa é a de que o mercado espanhol represente 45 por cento das vendas.

A compra, que já tinha sido anunciada em Abril e da qual hoje se soube o valor, deverá aumentar o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) em 120 milhões de euros, segundo a petrolífera portuguesa, a beneficiar de economias de escala e sinergias, nomeadamente em termos logísticos e aprovisionamento, que se devem sentir sobretudo a partir de 2010.

A Eni opera em Portugal e Espanha nas estações de serviço sob a marca Agip e tem ainda o negócio de 'wholesale'.

A Galp referE ainda que este negócio está ainda a aguardar a aprovação "das entidades competentes".

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/70a ... da79e.html (http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/70af2ea7458dbdc4fda79e.html)
Título:
Enviado por: PedroM em Agosto 07, 2008, 09:21:19 am
Notícia do Diario Económico de hoje.

Principais compradores do 'made in Portugal' vão cortar nas importações
Crise coloca parceiros comerciais em dificuldades, alguns à beira da recessão. Dois terços das exportações estão sob ameaça.


Os principais clientes das exportações portuguesas estão a enfrentar sérias dificuldades económicas. Um terço das vendas nacionais vai para países à beira da recessão (Espanha e EUA, por exemplo) ou que entraram mesmo em contracção (Dinamarca). Outro terço está a ser escoado para economias em abrandamento, onde figuram alguns casos de forte travagem e estagnação, como a Alemanha e a Itália.

Este cenário mostra que mais de dois terços das exportações têm como destino mercados cada vez mais anémicos, ameaçando directamente a actividade e a criação de emprego em Portugal, lamentam vários economistas.

“As maiores dificuldades de crescimento dos países europeus e EUA tendem a causar estragos mais avultados do que o euro forte”, aponta Rui Constantino, economista-chefe do Banco Santander.

A crise está, pois, a condicionar fortemente o motor da economia portuguesa – as exportações valem mais de 30% do PIB – pela rapidez com que está a danificar a actividade nos destinos de maior importância. Não fosse a velocidade de contágio desta crise às economias mais desenvolvidas, e Portugal conseguiria amortecer de forma mais eficaz o embate: o país exporta cada vez mais bens e serviços tecnológicos e tem vindo a aprofundar laços comerciais com mercados alternativos e de forte crescimento: Angola, Singapura, China, Polónia, Brasil e Rússia.

As últimas notícias dão conta de um agravamento rápido da actividade e da confiança em países como Espanha, Alemanha, Reino Unido, Itália, EUA e Japão. Alemanha, a maior economia do euro e segundo maior cliente de Portugal, deve ter entrado em contracção no segundo trimestre de acordo com o Governo, citado pelo “Financial Times”.

Uma sondagem de 34 analistas ouvidos pela Reuters diz que Itália (o sexto cliente) estagnou no segundo trimestre. Indicadores recentes, ontem divulgados, dizem que o Japão está à beira da recessão, tendo terminado o ciclo de expansão económica mais longo desde o pós-guerra.

O caso mais complexo é, contudo, o espanhol. Pedro Curto, director-geral adjunto da agência de ‘ratings’ Coface Portugal, considera que a situação em Espanha “deteriorou-se muito, com cada vez mais dificuldades de pagamentos às empresas nacionais que operam no mercado espanhol”. Este especialista aponta que “os prémios de risco associados às exportações estão a subir”.


As maiores ameaças e as tábuas de salvação

1 - Espanha na pior crise desde 1993
Espanha (o maior cliente) arrisca a cair em recessão: segundo o Governo de Madrid, a expansão do PIB deverá será de 1,6% este ano e 1% no próximo, o investimento e o emprego entrarão em recessão em 2009. O consumo quase estagnará, a evolução das importações, que acompanha o das exportações portuguesas , descerá até 1,9% em 2009. São os piores registos desde 1993, ano de recessão.

2 - Mau tempo na economia britânica
O FMI reviu ontem de forma significativa as previsões de crescimento do Reino Unido. Segundo o relatório do Artigo IV, o quarto maior mercado de destino das exportações nacionais crescerá apenas 1,4% em 2008 e 1,1% em 2009 (contra 1,8% e 1,7%). O FMI alerta para o “forte abrandamento” da economia e estima mesmo que as importações britânicas caiam este ano e quase estagnem em 2009.

3 - Angola cada vez com maior peso
Desde o início deste ano, Angola ultrapassou os EUA e Itália como mercado cliente das exportações portuguesas. O país africano absorve actualmente (no primeiro quatrimestre) 4,7% das exportações totais, tendo registado um aumento homólogo de 26,5% nas encomendas. Em 2002, o peso de Angola era de 2,1%.  A OCDE/BAD prevêem que a economia cresça 11,5% para este ano e abrande até 5,1% em 2009.

4 - Singapura/China em forte ascenção
O eixo Singapura/China capta já 2,5% das exportações totais de Portugal, sendo assim tão importante como a Bélgica. O forte crescimento das economias asiáticas justifica a explosão nas vendas nacionais: mais 43% no período de Janeiro a Abril. Portugal vende produtos como máquinas de escritório e informática, aparelhos de som e imagem, produtos químicos e alguns têxteis.


Japão interrompe ciclo histórico de expansão
O Japão já foi a maior economia do mundo, tendo vivido uma década memorável de crescimento nos anos 60. Nessa altura cresceu a um ritmo anual médio superior a 10%, progredindo nas década seguintes ritmos mais moderados, mas importantes. Ultrapassou os EUA e tornou-se na economia número um a nível global. Esse tempo parece ter terminado: dados ontem divulgados, mostram que a economia terminou o ciclo de expansão mais longo desde o pós-guerra, havendo já quem diga que entrou em recessão por causa do forte embate da crise financeira. O FMI prevê que a terceira maior economia do mundo – atrás da China e dos EUA – cresça 1,5% neste ano e no próximo, mas o Governo, que para a semana apresentará novas projecções, admite que a situação se está a “deteriorar”. As exportações – o motor do mercado nipónico – terão entrado em contracção em Junho, algo que não acontecia há quase cinco anos. O país está a sofrer bastante com o choque petrolífero

http://www.diarioeconomico.iol.pt/edici ... 53830.html (http://www.diarioeconomico.iol.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/economia/pt/desarrollo/1153830.html)
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 07, 2008, 09:13:17 pm
Indústria: Novas encomendas crescem 9% em Junho - INE


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Lisboa, 07 Jul (Lusa) - As novas encomendas recebidas pela indústria portuguesa aumentaram 9 por cento em Junho em relação ao mesmo período de 2007, puxadas sobretudo pelas encomendas de bens intermédios, de acordo com dados hoje divulgados pelo INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, no trimestre terminado em Junho, as encomendas à indústria oriundas do mercado nacional cresceram 16,9 por cento face a igual período de 2007, o que representou uma aceleração de 6,4 pontos percentuais face a Maio último.

Todos os grandes agrupamentos industriais registaram aceleração ao nível de encomendas, com excepção do de bens de investimento, que registou uma desaceleração de 11 pontos percentuais, tendo-se situado a sua variação homóloga em 9,3 por cento.

"O agrupamento de bens intermédios apresentou o contributo mais influente para a variação positiva do índice total (4,9 pontos percentuais), resultante de uma taxa de variação de 8,9 por cento (-5,3 por cento em Maio)", apontam as estimativas do INE.

O agrupamento de Bens de Consumo registou uma aceleração de 7,2 pontos percentuais, correspondente a uma taxa de variação de 8,9 por cento.

As encomendas provenientes do mercado externo diminuíram 1,1 por cento, mas ainda assim 5,3 pontos acima do resultado obtido em Maio.

O índice de novas encomendas na indústria do INE tem como objectivo mostrar a evolução da procura de produtos e serviços como indicação da produção futura.

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Enviado por: PedroM em Agosto 08, 2008, 03:27:30 pm
Juros descem mais cedo?
Durante anos prevaleceu a ideia de que o importante, para os bancos centrais, era a inflação subjacente: a que exclui os preços da energia e alimentação. Se esta se mantivesse estável, os bancos centrais não teriam de se preocupar.

Com o recente surto inflacionista, provocado pelo petróleo (dobrou num ano) e matérias-primas (algumas subiram mais de 80%...), percebeu-se os limites deste raciocínio. Porque o cidadão comum não sabe, nem quer saber, o que é a inflação subjacente.

Para ele, o factor decisivo é saber se no fim do mês lhe sobra ordenado... ou sobra mês. Por isso é que assistimos, na Europa, a reivindicações salariais superiores a 8%. Até na Alemanha...

Foi neste contexto que o BCE teve de esquecer a inflação subjacente e começar a subir os juros (o último aumento foi em Julho). Para coarctar a ideia, que se estava a generalizar, de que o aumento do Índice de Preços no Consumidor (que inclui a energia e alimentação) veio para ficar.

Só que alguns sinais sugerem que podemos estar perante uma alteração da conjuntura: descida brusca do petróleo e das matérias-primas (dos cereais aos metais) e forte abrandamento, para não dizer estagnação, nas principais economias da zona Euro: Espanha, Inglaterra e Alemanha. Se isso acontecer, a inflação começará a abrandar mais cedo do que o previsto. Dando folga ao BCE para baixar os juros. Também mais cedo do que se pensava.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=327116 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=327116)
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Enviado por: comanche em Agosto 15, 2008, 06:44:18 pm
Economia e emprego cresceram no 2º trimestre

quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

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A economia portuguesa recuperou entre Abril e Junho: a variação do produto voltou a terreno positivo e o desemprego terá baixado, refere o Diário Económico desta quinta-feira, com base em opiniões de economistas, numa antevisão de dados que serão divulgados hoje pelo INE.
Os sinais de que a economia portuguesa terá evitado uma desaceleração no segundo trimestre em termos da variação homóloga são, sobretudo, do lado do investimento e das exportações.

Se assim for, refere a mesma fonte, «é de esperar que a criação de emprego também tenha continuado em terreno positivo».

Os economistas explicam que o facto de a Páscoa ter sido extraordinariamente em Março levou a que a actividade de Abril a Junho tenha acabado por beneficiar do efeito de calendário: houve mais dias úteis, logo produziu-se mais, dizem.

Em segundo lugar, olhando para os números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Banco de Portugal, também é possível verificar que alguns indicadores de investimento e de exportações registaram um desempenho favorável no segundo trimestre.



http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=979762


Perigo de recessão está afastado, diz director do DE


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O director do Diário Económico considerou, esta quinta-feira, uma «boa surpresa» a economia portuguesa ter crescido 0,4 por cento no segundo trimestre do ano, o que mostra que a recessão está afastada. António Costa justificou a melhoria com o aumento do investimento nas empresas lusas.
O director do Diário Económico considerou uma «boa surpresa» os dados relevados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo os quais a economia portuguesa cresceu 0,4 por cento no segundo trimestre do ano.

Apesar de sublinhar que os números revelados são preliminares, António Costa disse que os dados são «muito importantes» porque mostram que «o perigo de recessão durante este ano» está afastado.

O responsável frisou ainda que os números portugueses contrastam com os dados registados em «grandes economias europeias, que ainda estão a corrigir em baixa».

Para António Costa, o regresso ao terreno positivo da economia lusa ficou a dever-se sobretudo ao aumento do «investimento», previsto até ao final do ano, já que as empresas lusas têm mostrado algum «dinamismo» ao adquirirem bens e serviços e ao contratarem mais trabalhadores.

Na opinião do director do Diário Económico, o investimento português tem compensado dois «factores negativos» na economia nacional, nomeadamente o consumo das famílias e do Estado.

O responsável sublinhou ainda que os «principais parceiros comerciais portugueses» estão numa situação mais difícil.

«Ainda que a comportarem-se relativamente bem face ao quadro global», as exportações portuguesas «não estão a crescer ao ritmo que cresceram no início da legislatura deste governo», liderado pelo socialista José Sócrates, acrescentou.


http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=979762
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Enviado por: PedroM em Agosto 18, 2008, 05:04:18 pm
A importância de 0,4%
A economia portuguesa revelou, no segundo trimestre do ano, sinais de vitalidade inesperados e surpreendentes.

Segundo os números do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% em relação aos primeiros três meses do ano e 0,9% em comparação com o período homólogo de 2007. Além disso, apresentou uma descida significativa da taxa de desemprego e uma criação de emprego em alta e, mais significativo, Portugal evoluiu em sentido contrário ao das principais economias europeias, nomeadamente a Alemanha, a França e a Espanha.

Obviamente, estes números não devem servir para esconder os problemas estruturais da economia nacional e a necessidade de correcção de alguns dos nós górdios que apertam o país, desde logo a urgência de aumentar a chamada criação de riqueza potencial, ou PIB potencial, e de diminuir a dependência externa, ou o défice externo.  Além disso, mesmo com estes números, o objectivo de crescimento económico do Governo para este ano (1,5%) permanece difícil e é, por isso, importante manter um discurso de ‘confiança realista’.

Dito isto, os números do segundo trimestre são irrelevantes? Não, são muito relevantes, especialmente porque foi o investimento que sustentou estes números. Por outras palavras, as empresas nacionais estão melhores do que se esperava, compensando as dificuldades que atravessam as famílias, por causa do aumento dos juros, e do Estado, por causa da necessidade de redução do défice.

O segundo semestre apresenta dificuldades, nomeadamente ao nível da Europa do euro, que apresentou uma quebra de 0,2% no PIB de Abril a Junho. Também por isso, o perfil de crescimento português, mais assente no investimento, pode ser um trunfo importante, porque as exportações vão necessariamente evoluir de forma menos positiva no resto do ano.

Das críticas que se ouviram nos últimos dias,  ficou sobretudo o lançamento de suspeitas sobre o INE, o organismo de estatística nacional que tem a responsabilidade de apurar os números, e a desvalorização  política de um crescimento económico que, dizem, deveria ter sido muito mais vigoroso. Pois devia, mas, mesmo assim, é um crescimento preferível ao apurado em outras paragens, ajuda a desanuviar o ambiente depressivo em que o país se encontra e cria uma dinâmica diferente para o segundo semestre deste ano.

http://www.diarioeconomico.iol.pt/edici ... 55826.html (http://www.diarioeconomico.iol.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/editorial/pt/desarrollo/1155826.html)
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Enviado por: PedroM em Setembro 02, 2008, 10:59:54 pm
Portugal tem a segunda inflação mais baixa da zona OCDE
Portugal registou em Julho uma das taxas de inflação mais baixas dos 30 países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), ao registar um aumento de 3,1% do Índice de Preços no Consumidor, sendo que apenas o Japão registou um aumento menor dos preços, enquanto que a Suíça obteve uma inflação igual à portuguesa.
Segundo os dados hoje divulgados pela OCDE, se forem excluídos dos cálculos os números voláteis da Alimentação e da Energia, o índice 'core' dos Preços no Consumidor português cresceu 1,2% em Julho, um valor igual ao verificado na Alemanha e Suíça, e maior apenas aos valores da França (1,1%), Canadá (0,5%) e Japão (0,2%.

A mesma fonte precisa que, no mês em análise, as maiores taxas de inflação foram registadas na Islândia (13,1%) e Turquia (12,1%).

Para a totalidade da zona OCDE, a mesma fonte nota que os preços subiram 4,8% de Janeiro a Julho, o que representa uma aceleração face aos 4,4% verificados no mês passado. Já na zona euro, o Índice Harmonizado de Preços do Consumidor cresceu 4,1% no ano até Julho, mais do que os
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Enviado por: PedroM em Setembro 03, 2008, 11:11:16 am
Aumento significativo das exportações
Pescas crescem 23% em 2008


As exportações também estão aumentar o que faz com que melhore o défice da balança comercial do sector em Portugal
A produção no sector das pescas cresceu 23% no primeiro semestre de 2008, face ao período homólogo do ano anterior, o que permitiu um aumento significativo nas exportações portuguesas, melhorando o défice da balança comercial.

De acordo com a Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura, de Janeiro a Abril deste ano o défice da balança comercial no sector registou um decréscimo de 17%, em quantidade, e de 12% em valor, comparativamente ao período homólogo do ano anterior.

Para esta melhoria da balança comercial contribuíram as exportações no sector, que se cifraram em 38.777 toneladas (mais 15,9% que no período homólogo) e renderam 147.922 mil euros (mais 18,5% que nos primeiros quatro meses de 2007).

Os portos onde mais aumentaram as descargas de pescado foram os de Matosinhos (+38%), Sesimbra (+34%), Olhão (+90%), que no mesmo período de 2007.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/395654 (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/395654)
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Enviado por: P44 em Setembro 05, 2008, 10:51:46 am
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Polémica Financial Times: Portugal ou Espanha são "porcos na pocilga"

No balanço das economias portuguesa, italiana, grega e espanhola, o diário britânico utilizou o acrónimo pouco abonatório - "porcos" (Pigs) - para descrever estes países. Em Espanha, o artigo está a gerar polémica.

"É um termo pejorativo, ainda que reflicta em grande medida a realidade destas economias", refere o artigo de opinião "Pigs in Muck" (na tardução literal, "Porcos na pocilga"), publicado no reputado "Financial Times" (FT), no passado dia 1 de Setembro.

A Associação DIRCOM em Espanha expressou incómodo face ao artigo no qual o jornal britânico se refere a quatro países da União Europeia - Portugal, Itália, Grécia e Espanha - como os países "porcos".

Pode ler-se que "há oito anos, os porcos chegaram realmente a voar. As suas economias dispararam depois da adesão à zona Euro(...) mas agora os porcos estão a cair novamente por terra"

Numa carta enviada directamente ao director do FT, a DIRCOM, citada pelo "El Mundo", afirma que o termo usado é "depreciativo e degradante" e não pode ser "considerado como um jogo de palavras pouco feliz, nem uma anedota de mau gosto".
A peça é classificada como um atentado à dignidade dos cidadãos, políticos e empresas daqueles países.


so, hoje às 10:25

quiosque AEIOU
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Enviado por: manuel liste em Setembro 05, 2008, 11:46:30 am
São uns filhos da Grã..... Bretanha  :twisted:
Título:
Enviado por: Doctor Z em Setembro 05, 2008, 02:45:16 pm
Citação de: "manuel liste"
São uns filhos da Grã..... Bretanha  :roll:
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 16, 2008, 07:15:19 pm
Indústria do calçado portuguesa quer ser a mais competitiva do mundo

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A Benedita será palco para a Associação Portuguesa de Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS) apresentar aquele que considera o “programa mais estruturante de sempre alguma vez apresentado para a indústria de calçado em Portugal”.

O “FOOTure – Programa de Acção para a Fileira do Calçado” será apresentado no dia 20 de Novembro e prevê um investimento de 300 milhões de euros no sector até 2015. Ao todo, são 107 as medidas propostas para tornar a indústria do calçado portuguesa na mais competitiva no mundo, num programa que nasce do plano estratégico da associação e que será coordenado pelo Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica do Porto.

A aposta será feita em três eixos distintos – inovação, qualificação e internacionalização – a partir de três programas operacionais que se complementam e cujos orçamentos têm como base uma previsão de vendas na ordem dos 12 milhões de euros entre 2007 e 2015. No que diz respeito à inovação, considerada fundamental para a fileira, o “ShoeInov” permite a canalização de 60 milhões de euros. Já a qualificação é encarada como uma das prioridades estratégicas deste plano, pelo que o “ShoeSkills” conta com 30 milhões de euros disponíveis.

Dado que a indústria portuguesa de calçado exporta a quase totalidade da sua produção, é à internacionalização que cabe o maior investimento, de 210 milhões de euros. O objectivo do “ShoeBizz” é permitir às empresas nacionais competirem nos mercados estrangeiros, sob pena de não terem futuro.

Em comunicado o presidente da APICCAPS, Fortunato Frederico, garante que apesar do “FOOTure” ser um compromisso para com o sector, “são as empresas que, individualmente, se devem comprometer com o seu sucesso”, apelando à mobilização e ao envolvimento dos participantes, que diz ter sido já demonstrado.

O seminário onde este programa de acção será apresentado terá lugar na Junta de Freguesia da Benedita na próxima quarta-feira, dia 20, a partir das 15h00.
 
Joana Fialho
 
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 16, 2008, 07:21:37 pm
Economia portuguesa escapa à recessão mas já está estagnada
2008/11/14  
Dados acima das previsões da Comissão Europeia


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economia portuguesa estagnou no terceiro trimestre deste ano, face aos três meses precedentes, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB) aponta para um crescimento de 0,7% em volume no terceiro trimestre de 2008 face ao período homólogo, a mesma taxa verificada no trimestre anterior.

«O PIB no terceiro trimestre de 2008 terá registado uma variação nula face ao trimestre precedente», diz o INE.

Estes dados estão acima das previsões de Outono da Comissão Europeia, que apontavam para uma queda de 0,3 por cento do PIB no terceiro trimestre.

Recorde-se que no primeiro trimestre do ano, a economia recuou 0,2%, mas no segundo trimestre, a taxa de variação em cadeia foi de 0,3%.



http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... id=1013043 (http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?div_id=1730&id=1013043)
Título:
Enviado por: emarques em Novembro 17, 2008, 01:31:08 pm
Este tópico já existe desde 2006. Será que o título alguma vez vai chegar a ser verdade?  :twisted:
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 19, 2008, 12:21:50 pm
Citação de: "emarques"
Este tópico já existe desde 2006. Será que o título alguma vez vai chegar a ser verdade?  :roll:

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2,1 milhões precisam de 2 anos de salários para pagar aos bancos


RUDOLFO REBÊLO  

Estimativas. De Dezembro a Junho deste ano as famílias tiveram de pagar um aumento extra de 1,2 mil milhões de euros em juros. Portugal cresce 0,5% em 2008, mas no último trimestre entra em contracção económica. Investimento está a cair
As famílias portuguesas estão mais pobres e mais endividadas. Em seis meses "perderam" 10,1 mil milhões de euros na Bolsa e os empréstimos que as famílias contrataram à banca já atingiram um valor igual a dois salários anuais - descontados os impostos. Para as empresas o cenário é negro: 14,6% das firmas com créditos à banca têm prestações em atraso.

Para as famílias, a factura com a crise financeira é preenchida com cifrões enormes. Em sete meses, entre Dezembro de 2007 e Junho deste ano, as famílias portuguesas ficaram mais pobres ao "perderem" em acções cotadas - através da redução de valores em Bolsa - cerca de 10,1 mil milhões de euros, "cerca de 6% do PIB", diz o Banco de Portugal, ontem ao revelar as previsões de Outono. Cerca de 2,1 milhões de famílias com empréstimos à banca - cujas dívidas já atingem os 92% do PIB - viram os custos com os juros mensais - aumentarem 1,2 mil milhões de euros. É o reflexo do aumento das taxas de juro no crédito à habitação e ao consumo, logo a seguir ao subprime, quando as famílias americanas deixaram de pagar os empréstimos à habitação.

A dívida total das famílias portuguesas endividadas já significa cerca de 60% da sua riqueza. "É nas famílias de rendimento mais baixo" e nos jovens "que se observam valores particularmente elevados da dívida face ao rendimento".

O número de empresas "com dificuldades acrescidas no cumprimento do serviço da dívida estará a aumentar", diz o banco central. O endividamento das empresas já atinge os 113% do PIB, quando no final de 2007 representava 107%. Assim, 14,6% das empresas com empréstimos bancários em Junho último tinham falhado os pagamentos. Um acréscimo de 8,1% no primeiro semestre do ano e 14,1% em relação a Junho de 2007.

No final de Setembro, as prestações vencidas representavam, segundo o banco dirigido por Vítor Constâncio, 2,13% dos empréstimos concedidos pela banca às empresas. Esse o montante que já está em atraso, mas isto significa que a banca tem em risco cerca de 10,5% do total dos empréstimos concedidos às empresas, um aumento de 22,1% dos empréstimos em risco, em apenas seis meses. A crise atinge mais duramente as imobiliárias e a construção, diz o Banco de Portugal. É o reflexo do "actual contexto de crise financeira e da desaceleração da actividade económica".

A econo- mia portuguesa vai crescer este ano 0,5% em relação a 2007, de acordo com a projecção do Banco de Portugal. Isto significa que os técnicos do banco central esperam uma forte contracção da economia no último trimestre, depois do INE divulgar uma estagnação no terceiro trimestre. Assim, entre Outubro e Dezembro a economia deverá recuar 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado e cair 0,3% em relação aos meses de Julho a Setembro.

O que explica a anemia da actividade? Com as famílias mais endividadas e mais pobres, o consumo - em bens alimentares e duradouros - vai abrandar ainda mais. Pelo menos "enquanto não for possível", diz o Banco de Portugal, o aumento real dos salários. O Investimento (FBCF) cai este ano 0,8%, depois de crescer 3,2% em 2007 (ver quadro). É o reflexo da fraca actividade na construção - que representa 50% do investimento - e da contracção na actividade empresarial e do elevado endividamento à banca.

Sem poupanças internas, o défice externo deverá situar-se em 8,9% do PIB em 2008, em consequência de um agravamento do comércio externo e da balança de rendimentos a reflectir a transferência, para os bancos estrangeiros, dos juros dos créditos concedidos às famílias.|


http://dn.sapo.pt/2008/11/19/economia/2 ... rios_.html (http://dn.sapo.pt/2008/11/19/economia/21_milhoes_precisam_2_anos_salarios_.html)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 19, 2008, 04:46:45 pm
Citação de: "manuel liste"
São uns filhos da Grã..... Bretanha  :twisted:
Título:
Enviado por: manuel liste em Novembro 19, 2008, 07:29:56 pm
Não conhecia, qual é a origem da frase?  :wink:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 19, 2008, 08:12:19 pm
Citação de: "manuel liste"
Não conhecia, qual é a origem da frase?  c34x

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Muito mais prosaica mas não menos interessante e historicamente correcta é a explicação avançada para o epíteto “Amigo de Peniche”, que remonta aos primórdios da conhecida “malapata” nacionalista dos portugueses para com os “bifes", os britânicos portanto, quantas vezes consubstanciada numa “relação mais ódio que amor” e que tem hoje no futebol o seu alter ego.

Decorria à época a III Invasão Napoleónica, a Família Real Portuguesa abandonava o país em fuga para o Brasil e, sendo Portugal e a Inglaterra aliados desde há séculos e a Inglaterra a principal interessada em ter acesso aos principais portos marítimos internacionais que a França lhe queria bloquear, era de todo o interesse que o porto de Lisboa se mantivesse aberto e acessível ao comércio marítimo inglês.

Assim, os ingleses desembarcaram em Peniche dizendo que vinham prestar ajuda a Portugal, mas o que ficou na história portuguesa como um espinho cravado e nunca extirpado foi que mal desembarcaram as forças inglesas comandadas por Arthur Wellesley, iniciaram de imediato pilhagens e todo o género de desmandos sobre as gentes portuguesas. De Peniche avançaram até Lisboa derrotando as tropas francesas de Masséna nas Linhas de Torres (Torres Vedras). Desde esse tempo, os ingleses passaram a ser pouco considerados pelos portugueses, desconsideração essa que ainda mais se acentuou na época do Ultimato, e a expressão "Amigos de Peniche" passou então a designar todos os falsos amigos, os amigos da “onça inglesa”.

 :arrow: http://www.bomportal.com/index.php?opti ... Itemid=237 (http://www.bomportal.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2105&Itemid=237)
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Enviado por: P44 em Dezembro 09, 2008, 02:42:09 pm
09 Dezembro 2008 - 12h02

Economia recuou 0,1% no terceiro trimestre
Portugal à beira da recessão

A economia portuguesa recuou 0,1 por cento no terceiro trimestre face aos três meses anteriores, arriscando entrar em recessão técnica em 2008.


De acordo com contas do Instituto Nacional de Estatística (INE), a riqueza criada no terceiro trimestre traduz um agravamento da estimativa de 14 de Novembro, que apontava para a estagnação do Produto Interno Bruto (PIB).

Na variação homóloga, o PIB cresceu 0,6 por cento, menos uma décima do que a estimativa rápida.

Se a economia voltar a registar um crescimento negativo no quarto trimestre, Portugal entrará mesmo em recessão técnica ainda em 2008.

Segundo o INE, a baixa no crescimento foi determinada “sobretudo pela informação mais recente sobre o comércio internacional entretanto disponível, nomeadamente no que diz respeito às exportações nominais e bens deflactores”.

Para a quebra do PIB contribuíram as importações, que passaram de uma variação negativa de 2,6 por cento para um aumento de 1,1 por cento. Já as exportações caíram 1 por cento. o investimento também subiu mas apenas uma décima, face aos três meses anteriores, ao mesmo ritmo dos gastos do Estado.

correio da manhã
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Enviado por: PedroM em Dezembro 09, 2008, 04:40:51 pm
Excelente artigo no Jornal de Negócios, que a meu ver descreve com equilibrio as opções que se colocam ao nosso país e os perigos que espreitam.

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Investimento público é o tratamento ajustado ao tipo de crise que vivemos. Seja qual for? Não e muito menos em Portugal. Só se a conjuntura se degradar muitíssimo mais, é que valerá a pena todo o tipo de despesa pública, para evitar a destruição da economia. Vivemos tempos excepcionais que requerem medidas de excepção. Como começamos a ver nos Estados Unidos, na Índia e até na China. A excepção ainda é a Alemanha.


Portugal tem de seguir a mesma terapia contra a crise económica. Mas tem de ser muito mais cauteloso. Abordagens simplistas, do tipo "sim" ou "não" ao investimento público são por isso completamente erradas. A actuação do Estado como empreendedor é neste momento fundamental porque todos os outros se recusam a investir e porque a alternativa seria o caos.

Como diz Paul Krugman, no seu artigo da semana passada, não estamos na conjuntura clássica em que temos de escolher entre sacrifícios presentes - redução do défice público - para benefícios futuros - maior crescimento da economia. Reduzir o défice público na actual conjuntura trará apenas "sacrifícios futuros", ou seja, uma crise ainda mais grave. E por isso Manuela Ferreira Leite não tem razão se defende o "não" ao investimento público.

Terá então José Sócrates toda a razão? Também não, caso esteja já nesta fase a defender todo e qualquer investimento público.

Portugal, é bom lembrar, é um pequeno país, que não manda nas regras do jogo dos mercados mundiais e que em nada contribui para a melhoria da conjuntura mundial, como acontece com os Estados Unidos. Os seus excessos não serão perdoados, bem pelo contrário. Os seus condicionalismos serão vistos à lupa e o mais pequeno sinal de excesso (de recurso ao crédito) será severamente castigado, não apenas com taxas de juro mais altas mas também, muitíssimo mais grave, com a recusa em conceder crédito.

A hipótese de os grandes investidores e bancos recusarem crédito aos Estados Unidos pertence ao universo das probabilidades próximas de zero, por muito endividados que estejam todos os americanos, incluindo o Estado. O novo presidente Barack Obama pode anunciar biliões em investimentos em estradas, escolas, poupança de energia e em banda larga para acesso à internet, como fez, que os mercados rejubilam, como aconteceu ontem.

Portugal, infelizmente para todos nós, não tem essa vantagem dos norte-americanos. O endividamento externo dos portugueses impõe limites significativos à terapia, exigida pela economia, de mais investimento público.

Ao tentar reanimar a actividade económica com mais investimento público sem uma escolha criteriosa do projectos o Governo pode gerar um violento efeito secundário, determinado pela recusa da banca internacional em financiar a banca portuguesa. E em vez de recuperação teríamos um agravamento da crise, alimentada de novo pelos canais financeiros.

A restrição financeira que enfrentamos para aplicar o tratamento certo à economia é bem visível na taxa de juro que a Caixa Geral de Depósitos teve de pagar para se financiar, mesmo com garantia do Estado. Os investidores exigiram à CGD um prémio mais elevado que, por exemplo, aos bancos irlandeses, apesar da sua economia estar em pior situação.

O investimento público é sem dúvida a terapia certa para a actual doença da economia. Mas no caso português é preciso estar atento. Para que a cura não agrave o estado do doente por causa do seu já excessivo endividamento.


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=344354 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=344354)
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Enviado por: comanche em Dezembro 09, 2008, 11:40:53 pm
Portugal bate concorrência europeia

A indústria portuguesa de calçado continua a reforçar a sua posição relativa nos mercados internacionais.

Terça-feira, 25 de Nov de 2008


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Nos primeiros oito meses do ano as exportações portuguesas no calçado cresceram 2%, para 952 milhões de euros, e o sector voltou a destacar-se como uma das indústrias com contributo mais positivo (600 milhões de euros) para a balança comercial nacional.

Por mercados, as exportações para Angola cresceram 14%, mas na Europa as vendas também continuam a acelerar. Em Espanha, as vendas de sapatos portugueses aumentaram 5,1% e na Alemanha 4,7%.

Confirmando a tendência de internacionalização do sector, as empresas de calçado exportaram 90% da sua produção.

A nível europeu, a indústria portuguesa de calçado também continua a ganhar quota face Itália e Espanha, uma vez que os dois principais concorrentes nacionais viram as suas exportações cairem 9 e 12% respectivamente, entre Janeiro e Agosto.

Com um crescimento de 8,1% nas exportações nos dois últimos anos, a indústria de calçado nacional representa a nível europeu, actualmente, 5% da produção, 7% das exportações e 17% do emprego do sector.

Para este desempenho, contribui a ofensiva que as empresas portuguesas têm feito no mercado externo. Em 2008, foram 140 as empresas que participaram nas acções promocionais em 15 mercados distintos, num investimento total de 8 milhões de euros.

No âmbito do programa Footure - Programa de Acção para a Fileira do Calçado, o sector deverá investir mais 300 milhões de euros até 2015 para assumir o estatuto de principal referência europeia na indústria do calçado.


A indústria portuguesa de calçado em números:  

                                                    1974     1984         2007    
Emprego                                     15.299    30.850     33,971%
Empresas                                     673         971       1,151
Produção (milhões de pares)           15          48          76,2
Exportação (...)                               5           31,1       69,6
Exportação/produção                    33,3%      64,8%   91,4%

 

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/462455 (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/462455)
Título:
Enviado por: Jose M. em Janeiro 02, 2009, 04:29:25 am
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6,2 por cento homólogos
Produção industrial caiu em Novembro pelo quarto mês consecutivo
31.12.2008 - 13h14
Por Lusa
Daniel Rocha (arquivo)

Foi sobretudo a indústria transformadora que contribuiu para a queda da produção
A produção industrial em Portugal caiu em Novembro pelo quarto mês consecutivo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os dados do INE, o índice de produção industrial recuou em Novembro 6,2 por cento, face a igual período de 2007, depois de ter descido 3,3 por cento no mês anterior (dados corrigidos dos dias úteis e da sazonalidade). Esta queda foi a maior desde Maio e completou quatro meses consecutivos de descidas deste índice.

A justificar esta aceleração da queda da produção industrial estiveram os agrupamentos dos bens de consumo e dos bens intermédios, já que a produção de energia subiu (3,9 por cento) e a dos bens de investimento caiu 6,1 por cento (menos 2,3 pontos percentuais do que no mês anterior).

Por secções, as estatísticas do INE mostram que foi sobretudo a indústria transformadora que contribuiu para a queda da produção, com um recuo de 7,1 por cento, já que a secção de “electricidade, gás e água” recuou apenas 0,5 por cento e a da “indústria extractiva” subiu 2,1 por cento.

Face a Outubro, o índice de produção industrial baixou 5,9 por cento em Novembro, após um crescimento de 0,9 por cento em Outubro.


http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354631 (http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1354631)
Título:
Enviado por: Jose M. em Janeiro 02, 2009, 04:37:58 am
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Inscrições nos centros de emprego sobem 20% num ano


CATARINA ALMEIDA PEREIRA
Segurança Social. Cerca de 60 mil pessoas por mês estão a inscrever-se nos centros de emprego como desempregados. A corrida aos centros de emprego tem acelarado, sobretudo nos últimos três meses. O mercado já não consegue dar resposta
A corrida aos centros de emprego está a acompanhar o agravamento da situação económica. De Setembro a Novembro, o Instituto de Emprego e Formação Profissional registou uma média mensal de 63 700 novos desempregados inscritos ao longo do mês. Um valor que representa um aumento de 19,7% em relação ao período homólogo, o maior desde Abril de 2003.

Estes dados referem-se ao número de pessoas que, em algum momento do mês, se inscreveram como desempregadas. Só em Novembro, foram mais de 59 mil, o que representa um crescimento de 24,8% em relação a Novembro do ano anterior. Em termos absolutos, Outubro foi o pior mês de sempre, com mais de 66 mil novas inscrições.

A média móvel dos últimos três meses, que denuncia um aumento de 19,7%, mostra, contudo, que este não é um fenómeno pontual e que tem foi aumentando de forma constante desde Março (ver gráfico). As conclusões são semelhantes se forem considerados os últimos 12 meses: nesse caso, e depois de 17 meses em queda, a variação homóloga começou a ser positiva nos 12 meses terminados em Setembro (2%), um valor que sobe no período findo em Outubro (4%) e Novembro (7%).

O aumento do fluxo - que é geralmente interpretado como um sinal do risco de agravamento futuro do desemprego - seria menos problemático se o sistema fosse capaz de absorver estas pessoas. Mas os dados sugerem que as contratações não estão a ser suficientes. O número acumulado de desempregados incritos no final do mês tem já estado a subir e há dois meses que regista variações homólogas positivas. No final de Novembro, 408 598 pessoas continuavam registadas como desempregados, mais 2,9% do que há um ano.

Mais inscrições por despedimento

O despedimento unilateral foi, em Novembro, a causa da inscrição de mais de 10 500 pessoas em Portugal continental, o que representa um aumento homólogo de 54%. Também os despedimentos por mútuo acordo aumentaram, nesse mês, 60% para mais 1384. Ao mesmo tempo, desceu a proporção de pessoas que se encontram numa nova situação de desemprego porque antes estavam a estudar (-2,3%) ou numa actividade de formação (-17,3%).

O fim de trabalho não permanente - de que é exemplo a não renovação de contratos a prazo - continua a ser o principal motivo de desemprego registado ao longo do mês, tendo motivado, em Novembro, 43% das inscrições nos centros de emprego.

O aumento do fluxo de novos desempregados verificou-se em todas as regiões do País, com o Norte (+28%) e Lisboa e Vale do Tejo (+27,4%) a registarem em Novembro as maiores variações homólogas. O Norte é a região que mais contribui para o número de inscritos.


http://dn.sapo.pt/2009/01/02/dnbolsa/in ... m_20_.html (http://dn.sapo.pt/2009/01/02/dnbolsa/inscricoes_centros_emprego_sobem_20_.html)
Título:
Enviado por: cromwell em Janeiro 02, 2009, 11:11:39 am
Citação de: "Jose M."
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Inscrições nos centros de emprego sobem 20% num ano


CATARINA ALMEIDA PEREIRA
Segurança Social. Cerca de 60 mil pessoas por mês estão a inscrever-se nos centros de emprego como desempregados. A corrida aos centros de emprego tem acelarado, sobretudo nos últimos três meses. O mercado já não consegue dar resposta
A corrida aos centros de emprego está a acompanhar o agravamento da situação económica. De Setembro a Novembro, o Instituto de Emprego e Formação Profissional registou uma média mensal de 63 700 novos desempregados inscritos ao longo do mês. Um valor que representa um aumento de 19,7% em relação ao período homólogo, o maior desde Abril de 2003.

Estes dados referem-se ao número de pessoas que, em algum momento do mês, se inscreveram como desempregadas. Só em Novembro, foram mais de 59 mil, o que representa um crescimento de 24,8% em relação a Novembro do ano anterior. Em termos absolutos, Outubro foi o pior mês de sempre, com mais de 66 mil novas inscrições.

A média móvel dos últimos três meses, que denuncia um aumento de 19,7%, mostra, contudo, que este não é um fenómeno pontual e que tem foi aumentando de forma constante desde Março (ver gráfico). As conclusões são semelhantes se forem considerados os últimos 12 meses: nesse caso, e depois de 17 meses em queda, a variação homóloga começou a ser positiva nos 12 meses terminados em Setembro (2%), um valor que sobe no período findo em Outubro (4%) e Novembro (7%).

O aumento do fluxo - que é geralmente interpretado como um sinal do risco de agravamento futuro do desemprego - seria menos problemático se o sistema fosse capaz de absorver estas pessoas. Mas os dados sugerem que as contratações não estão a ser suficientes. O número acumulado de desempregados incritos no final do mês tem já estado a subir e há dois meses que regista variações homólogas positivas. No final de Novembro, 408 598 pessoas continuavam registadas como desempregados, mais 2,9% do que há um ano.

Mais inscrições por despedimento

O despedimento unilateral foi, em Novembro, a causa da inscrição de mais de 10 500 pessoas em Portugal continental, o que representa um aumento homólogo de 54%. Também os despedimentos por mútuo acordo aumentaram, nesse mês, 60% para mais 1384. Ao mesmo tempo, desceu a proporção de pessoas que se encontram numa nova situação de desemprego porque antes estavam a estudar (-2,3%) ou numa actividade de formação (-17,3%).

O fim de trabalho não permanente - de que é exemplo a não renovação de contratos a prazo - continua a ser o principal motivo de desemprego registado ao longo do mês, tendo motivado, em Novembro, 43% das inscrições nos centros de emprego.

O aumento do fluxo de novos desempregados verificou-se em todas as regiões do País, com o Norte (+28%) e Lisboa e Vale do Tejo (+27,4%) a registarem em Novembro as maiores variações homólogas. O Norte é a região que mais contribui para o número de inscritos.

http://dn.sapo.pt/2009/01/02/dnbolsa/in ... m_20_.html (http://dn.sapo.pt/2009/01/02/dnbolsa/inscricoes_centros_emprego_sobem_20_.html)


Deixe lá, José, que lá na sua querida "Espanha", o desemprego está muito pior. :lol:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 02, 2009, 12:58:29 pm
Cromwell o Jose M. limitou-se a colocar uma noticia que diz respeito ao tópico. De nada adianta estarmos a mandar bocas e a contra-atacar. Portugal infelizmente saiu de uma crise (nacional) para entrar noutra (desta vez internacional).
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 02, 2009, 01:10:27 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Cromwell o Jose M. limitou-se a colocar uma noticia que diz respeito ao tópico. De nada adianta estarmos a mandar bocas e a contra-atacar. Portugal infelizmente saiu de uma crise (nacional) para entrar noutra (desta vez internacional).


LOL essa teve piada
Título:
Enviado por: Jose M. em Janeiro 03, 2009, 06:11:03 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Cromwell o Jose M. limitou-se a colocar uma noticia que diz respeito ao tópico. De nada adianta estarmos a mandar bocas e a contra-atacar. Portugal infelizmente saiu de uma crise (nacional) para entrar noutra (desta vez internacional).


En lo que se refiere a este lado de la Raya, Zapatero ha tenido la "suerte" de que casi le coincidan las dos crisis. De hecho negó la evidente crisis nacional hasta el último momento.

Ahora, con la crisis mundial, se escuda en decir que la culpa es de los demás.

Lo cierto es que ahora puedes ir a comer a cualquier restaurante sin necesidad de hacer reserva, y si vas a un banco y dices que quieres una hipoteca te echan a patadas. :(
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 03, 2009, 10:37:53 am
como disse ontem o Medina Carreira "quando a crise internacional passar , continuaremos com a NOSSA crise"....

mas há quem ainda acredite no Pai Natal :roll:
Título:
Enviado por: tgcastilho em Janeiro 03, 2009, 10:26:59 pm
Citação de: "P44"
como disse ontem o Medina Carreira "quando a crise internacional passar , continuaremos com a NOSSA crise"....

mas há quem ainda acredite no Pai Natal :roll:



Uma verdade,mas também com Santana Lopes e Francisco Louças,também é que não vamos lá.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 06, 2009, 05:15:09 pm
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Helena  Garrido
Sócrates, Cavaco e a recessão


O primeiro-ministro acabou ontem por admitir que Portugal vai viver "provavelmente em recessão" este ano. Uma radical mudança de discurso sobre a situação económica, muito mais ajustada à realidade. Finalmente José Sócrates usou a palavra iniciada por R, que recusou durante meses ao ponto de gerar mais desconfiança que confiança.


Na entrevista que deu ontem à SIC, José Sócrates pouco mais mudou. Manteve a combatividade e até a irritabilidade que lhe é conhecida. Defendeu a política que está a seguir com a mesma convicção de sempre, sem revelar a mínima dúvida.

Crise, qual crise? Foi com uma atitude muito menos polida do que esta que o Governo falou sobre a crise internacional. Em 2007 e no início do ano passado viveu na ilusão de que Portugal ficaria relativamente imune à violenta tempestade que se vivia nos Estados Unidos. Não foi o único. O Banco Central Europeu acabou por cair no mesmo erro, como se vê hoje quando se olha para a sua decisão de aumentar as taxas de juro em meados do ano passado.

Mas assim como recusou durante meses verbalizar os problemas que se adivinhavam, o primeiro-ministro rejeita agora reconhecer que o endividamento externo é especialmente perigoso nesta crise e limita a margem de manobra do Estado nos estímulos que hoje todos recomendam que são necessários. Contornou as questões do endividamento externo falando do efeito da subida do preço do petróleo no défice externo. O problema é muito mais grave e José Sócrates sabe bem isso e conhece bem a grave ameaça que isso representa num quadro de crise financeira. A desdramatização da dependência financeira do exterior foi a única nota de diferença em relação à imagem que o Presidente da República tem traçado do país.

Como disse o primeiro-ministro, tudo seria muito pior se esta crise tivesse apanhado Portugal há três anos. Mas se hoje o défice público é mais baixo, o endividamento externo é mais elevado. O que recomenda políticas contra a recessão mais focadas no investimento altamente reprodutivo e menos no incentivo ao consumo. Por muitos custos que possa ter eleitoralmente, o endividamento externo recomenda que não se aumente o poder de compra dos consumidores através de reduções de impostos. Um dos remédios que não deve ser administrado a Portugal é o "cheque fiscal", como fez os Estados Unidos e a Espanha. Para já, o Governo não parece ter intenção de fazer isso.

Com a entrevista de ontem, o primeiro-ministro aproximou-se das preocupações manifestadas pelo Presidente da República na mensagem de Ano Novo. E em matéria de avisos sobre a gravidade da crise pode neste momento estar até com um discurso bastante mais dramático. Várias vezes disse que seria um ano muito difícil, que seria "o ano das tormentas", que "é a crise mais séria dos últimos 30 anos." Uma crise que lhe poderá garantir a maioria absoluta que ontem também disse que iria pedir nas legislativas deste ano.

O tema em que o primeiro-ministro deveria ter revelado maior preocupação diz respeito ao Estatuto Administrativo dos Açores que opôs o Presidente da República à Assembleia da República. Não é uma mera divergência na interpretação da Constituição. Na visão do Presidente é uma séria ameaça ao regime. Só isso deveria preocupar José Sócrates.

Com a entrevista a recessão passou a ser oficial.


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=347696 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=347696)
Título:
Enviado por: cromwell em Janeiro 06, 2009, 09:01:17 pm
Citação de: "P44"
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Helena  Garrido
Sócrates, Cavaco e a recessão


O primeiro-ministro acabou ontem por admitir que Portugal vai viver "provavelmente em recessão" este ano. Uma radical mudança de discurso sobre a situação económica, muito mais ajustada à realidade. Finalmente José Sócrates usou a palavra iniciada por R, que recusou durante meses ao ponto de gerar mais desconfiança que confiança.


Na entrevista que deu ontem à SIC, José Sócrates pouco mais mudou. Manteve a combatividade e até a irritabilidade que lhe é conhecida. Defendeu a política que está a seguir com a mesma convicção de sempre, sem revelar a mínima dúvida.

Crise, qual crise? Foi com uma atitude muito menos polida do que esta que o Governo falou sobre a crise internacional. Em 2007 e no início do ano passado viveu na ilusão de que Portugal ficaria relativamente imune à violenta tempestade que se vivia nos Estados Unidos. Não foi o único. O Banco Central Europeu acabou por cair no mesmo erro, como se vê hoje quando se olha para a sua decisão de aumentar as taxas de juro em meados do ano passado.

Mas assim como recusou durante meses verbalizar os problemas que se adivinhavam, o primeiro-ministro rejeita agora reconhecer que o endividamento externo é especialmente perigoso nesta crise e limita a margem de manobra do Estado nos estímulos que hoje todos recomendam que são necessários. Contornou as questões do endividamento externo falando do efeito da subida do preço do petróleo no défice externo. O problema é muito mais grave e José Sócrates sabe bem isso e conhece bem a grave ameaça que isso representa num quadro de crise financeira. A desdramatização da dependência financeira do exterior foi a única nota de diferença em relação à imagem que o Presidente da República tem traçado do país.

Como disse o primeiro-ministro, tudo seria muito pior se esta crise tivesse apanhado Portugal há três anos. Mas se hoje o défice público é mais baixo, o endividamento externo é mais elevado. O que recomenda políticas contra a recessão mais focadas no investimento altamente reprodutivo e menos no incentivo ao consumo. Por muitos custos que possa ter eleitoralmente, o endividamento externo recomenda que não se aumente o poder de compra dos consumidores através de reduções de impostos. Um dos remédios que não deve ser administrado a Portugal é o "cheque fiscal", como fez os Estados Unidos e a Espanha. Para já, o Governo não parece ter intenção de fazer isso.

Com a entrevista de ontem, o primeiro-ministro aproximou-se das preocupações manifestadas pelo Presidente da República na mensagem de Ano Novo. E em matéria de avisos sobre a gravidade da crise pode neste momento estar até com um discurso bastante mais dramático. Várias vezes disse que seria um ano muito difícil, que seria "o ano das tormentas", que "é a crise mais séria dos últimos 30 anos." Uma crise que lhe poderá garantir a maioria absoluta que ontem também disse que iria pedir nas legislativas deste ano.

O tema em que o primeiro-ministro deveria ter revelado maior preocupação diz respeito ao Estatuto Administrativo dos Açores que opôs o Presidente da República à Assembleia da República. Não é uma mera divergência na interpretação da Constituição. Na visão do Presidente é uma séria ameaça ao regime. Só isso deveria preocupar José Sócrates.

Com a entrevista a recessão passou a ser oficial.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=347696 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=347696)


Sonha, sonha, que faz bem :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 07, 2009, 10:41:35 am
Tens a certeza? Olha que nada está decidido.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 07, 2009, 12:30:40 pm
por isso é que ele anda a rezar por eleições antecipadas e a picar o cavaco para ver se dissolve a assembleia. Como as eleições são só em Outubro, até a desgraça deve ser tanta que mais vale prevenir e antecipá-las....
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 07, 2009, 12:33:15 pm
Citação de: "P44"
por isso é que ele anda a rezar por eleições antecipadas e a picar o cavaco para ver se dissolve a assembleia. Como as eleições são só em Outubro, até a desgraça deve ser tanta que mais vale prevenir e antecipá-las....


Olha que não digo que não... mas acho que o PR não vai na conversa, ele a cima de tudo quer é a estabilidade politica.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 07, 2009, 12:35:16 pm
oxalá....mas que o pinóquio anda a esticar a corda para ver se há eleições antecipadas, não duvides...o que achas que foi esta novela do estatuto dos Açores, em que ele e o PS pura e simplesmente mandaram o cavaco ás urtigas?????
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 07, 2009, 12:39:03 pm
Ele a satisfazer um barão local? Talvez tenha sido um pouco tudo, desde o motivo que tu apresentas-te, ao que eu acabei de dizer e até mesmo uma forma de se destacar do PR e mostrando aos seus boys que é ele que manda aqui.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Janeiro 08, 2009, 03:18:44 pm
Citação de: "P44"
por isso é que ele anda a rezar por eleições antecipadas e a picar o cavaco para ver se dissolve a assembleia. Como as eleições são só em Outubro, até a desgraça deve ser tanta que mais vale prevenir e antecipá-las....


Concordo. Um sinal desse desespero é a permissão para outorgar obras até 5 milhões de euros sem concurso. A situação degrada-se rapidamente, e para tal é preciso agilizar a capacidade para mostrar obras até as eleições, custe o que custar. E já se sabe, a crise internacional serve para justificar tudo.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 09, 2009, 11:01:19 am
pois. na verdade a crise internacional foi a melhor coisa que poderia ter acontecido a este governo...

Citar
Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009  
Sócrates quer antecipar as eleições legislativas...
Na entrevista de ontem, 5-1-2008, à SIC, quatro dias depois da mensagem de Ano Novo do Presidente da República, o primeiro-ministro José Sócrates pede a antecipação das eleições legislativas para Junho (quatro meses antes da data prevista). Sócrates teme o efeito dominó do voto de protesto das eleições europeias sobre as eleições legislativas. Por outro lado, de acordo com a prerrogativa do Governo na marcação das eleições autárquicas, afasta a realização simultânea das eleições legislativas e autárquicas, para proteger os autarcas socialistas da contaminação das eleições legislativas...

Isto é, Sócrates não admite que ninguém se intrometa na sua marcação das autárquicas, mas quer intervir na data das legislativas que cabe a Cavaco decidir - o que é meu, é meu, o que é teu, é nosso...

Todavia, não parece crível que Cavaco Silva que, segundo a alínea b do art.º 133.º da Constituição, detém o poder de marcar as eleições legislativas, prescinda desse poder e se submeta à vontade do Governo para que este iluda o julgamento popular na data predeterminada pela lei ("entre 14 de Setembro e 14 de Outubro do ano correspondente ao termo da legislatura") do efeito acumulado da depressão económica. Muito menos parece que, se Sócrates se demitir entretanto, Cavaco Silva lhe faça a vontade de antecipar as eleições legislativas, em vez de obrigar o Governo à gestão da sua política até à data prevista de Outubro.


http://www.doportugalprofundo.blogspot.com/ (http://www.doportugalprofundo.blogspot.com/)
Título:
Enviado por: PedroM em Janeiro 09, 2009, 04:29:37 pm
Citação de: "P44"
pois. na verdade a crise internacional foi a melhor coisa que poderia ter acontecido a este governo...

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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009  
Sócrates quer antecipar as eleições legislativas...
Na entrevista de ontem, 5-1-2008, à SIC, quatro dias depois da mensagem de Ano Novo do Presidente da República, o primeiro-ministro José Sócrates pede a antecipação das eleições legislativas para Junho (quatro meses antes da data prevista). Sócrates teme o efeito dominó do voto de protesto das eleições europeias sobre as eleições legislativas. Por outro lado, de acordo com a prerrogativa do Governo na marcação das eleições autárquicas, afasta a realização simultânea das eleições legislativas e autárquicas, para proteger os autarcas socialistas da contaminação das eleições legislativas...

Isto é, Sócrates não admite que ninguém se intrometa na sua marcação das autárquicas, mas quer intervir na data das legislativas que cabe a Cavaco decidir - o que é meu, é meu, o que é teu, é nosso...

Todavia, não parece crível que Cavaco Silva que, segundo a alínea b do art.º 133.º da Constituição, detém o poder de marcar as eleições legislativas, prescinda desse poder e se submeta à vontade do Governo para que este iluda o julgamento popular na data predeterminada pela lei ("entre 14 de Setembro e 14 de Outubro do ano correspondente ao termo da legislatura") do efeito acumulado da depressão económica. Muito menos parece que, se Sócrates se demitir entretanto, Cavaco Silva lhe faça a vontade de antecipar as eleições legislativas, em vez de obrigar o Governo à gestão da sua política até à data prevista de Outubro.

http://www.doportugalprofundo.blogspot.com/ (http://www.doportugalprofundo.blogspot.com/)


Provavelmente não saberá, mas a informação que o bogue que cita difunde é FALSA.

Eu assisti à entrevista de fio a pavio e não foi nada disso que o PM disse.
O que ele disse a esse respeito foi que estava disponível para antecipar as eleições se fosse essa a vontade unanime de todas as partes envolvidas.

Não tem a nada a ver com o que o blogue que postou transcreve, pois não?
Título:
Enviado por: Daniel em Janeiro 10, 2009, 01:19:09 pm
Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010

Citar
A evolução da dívida externa portuguesa indica que em 2010 o seu valor igualará o PIB, ficando o país totalmente hipotecado ao estrangeiro. A dívida ao exterior tem vindo a subir continuamente, passando de 7,4% do PIB em 1996 para 90% no ano passadoO problema da dívida externa foi de novo levantado pelo Presidente da República  Aníbal Cavaco Silva, na mensagem de Ano Novo, na RTP. «Portugal não pode continuar, durante muito mais tempo, a endividar-se no estrangeiro ao ritmo dos últimos anos». «As ilusões pagam-se caras», disse. O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, aceita que o problema é grave, mas defende que fazer esse ajustamento em 2009 «não é desejável» pois agravará ainda mais a recessão.

Todo o valor de Portugal


São os bancos que se endividam no exterior por conta das famílias e empresas. É com esses recursos que os portugueses têm comprado casa, consumido bens importados, que as empresas têm investido, que foram criados empregos. O Estado também contribuiu de forma significativa para o desequilíbrio, pois também se endividou fortemente lá fora. E é o que irá acontecer este ano para combater a crise. Por isso, o aviso de Cavaco também se dirigido ao Governo que está apostado em apoiar a banca e as empresas – com avales, garantias, bonificações – para que o crédito não falte na economia (ver página seguinte).



Muito mas muito preocupante, isto a ser verdade. :roll:
Título:
Enviado por: 123go em Janeiro 10, 2009, 04:27:23 pm
Citação de: "Daniel"
Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010

Citar
A evolução da dívida externa portuguesa indica que em 2010 o seu valor igualará o PIB, ficando o país totalmente hipotecado ao estrangeiro. A dívida ao exterior tem vindo a subir continuamente, passando de 7,4% do PIB em 1996 para 90% no ano passadoO problema da dívida externa foi de novo levantado pelo Presidente da República  Aníbal Cavaco Silva, na mensagem de Ano Novo, na RTP. «Portugal não pode continuar, durante muito mais tempo, a endividar-se no estrangeiro ao ritmo dos últimos anos». «As ilusões pagam-se caras», disse. O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, aceita que o problema é grave, mas defende que fazer esse ajustamento em 2009 «não é desejável» pois agravará ainda mais a recessão.

Todo o valor de Portugal


São os bancos que se endividam no exterior por conta das famílias e empresas. É com esses recursos que os portugueses têm comprado casa, consumido bens importados, que as empresas têm investido, que foram criados empregos. O Estado também contribuiu de forma significativa para o desequilíbrio, pois também se endividou fortemente lá fora. E é o que irá acontecer este ano para combater a crise. Por isso, o aviso de Cavaco também se dirigido ao Governo que está apostado em apoiar a banca e as empresas – com avales, garantias, bonificações – para que o crédito não falte na economia (ver página seguinte).


Muito mas muito preocupante, isto a ser verdade. :roll:


Chocante mesmo.


http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Econom ... _id=122542 (http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=122542)

Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010

A evolução da dívida externa portuguesa indica que em 2010 o seu valor igualará o PIB, ficando o país totalmente hipotecado ao estrangeiro.

A dívida ao exterior tem vindo a subir continuamente, passando de 7,4% do PIB em 1996 para 90% no ano passado


Provavelmente menos de 1% dos portugueses compreende verdadeiramente o que implica esta notícia.

O Medina Carreira já tinha previsto isto.

http://br.youtube.com/watch?v=Zyq7PmyGu ... re=related (http://br.youtube.com/watch?v=Zyq7PmyGuBk&feature=related)

http://br.youtube.com/watch?v=PKaN1EIer ... re=related (http://br.youtube.com/watch?v=PKaN1EIerQE&feature=related)

http://br.youtube.com/watch?v=zpTdTqSQ6 ... re=related (http://br.youtube.com/watch?v=zpTdTqSQ6cc&feature=related)

http://br.youtube.com/watch?v=FD1PZC9Br ... re=related (http://br.youtube.com/watch?v=FD1PZC9Br3A&feature=related)
Título:
Enviado por: PedroM em Janeiro 10, 2009, 06:08:49 pm
Citação de: "Daniel"
Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010

Citar
...


Muito mas muito preocupante, isto a ser verdade. :roll:


Sem dúvida que este é um assunto bem mais preocupante e com este sim, vale a pena perder algum tempo.

Antes de mais duas correcções ao artigo:

1º Não é o déficit externo que em 2010 poderá ser igual ao valor do PIB, mas sim a dívida externa.
São coisas totalmente diferentes. Grosso modo o que isto quer dizer é que se quisessemos pagar tudo o que devemos ao estrangeiro, teríamos de dar toda a riqueza produzida no país durante 1 ano.

2º A dívida externa em 1996 não era obviamente de 7,4% do PIB, isso quereria dizer que há somente 12 anos Portugal não teria praticamente dívida exrterna, o que obviamente não é verdade.
Acredito que estejamos perante uma gralha jornalística.
O valor da dívída externa em 1996 talvez fosse isso sim de 74% do PIB, mas não estou seguro se seria esse o montante. Mas senão era esse não deveria andar muito longe disso.

De qualquer modo a questão da dívida externa será o próximo grande problema da economia nacional a ter de ser enfrentado.
Em condições normais, ou seja sem a actual crise económica, o montante da nossa dívida externa, sendo grande não seria prioritário no curto prazo. De facto há muitos países, alguns até na União Europeia com um nível de dívida externa semelhante e até maior, mas como se costuma dizer, com o mal dos outros podemos nós bem.
De facto com as taxas a descer é até provavel que em 2010, estando mais endividados, acabemos por pagar menos de juros ao estrangeiro, do que aquilo que pagamos hoje. Qual é então o problema?
O problema não reside, pelo menos para já, tanto nas dificuldades em pagar, mas sim nas dificuldades acrescidas que os países mais endividados vão ter (já estão a ter), para obterem financiamento externo.
Temos de meter na cabeça que o tempo do crédito fácil já lá vai e não é provável que volte, é até bom que não volte.
Apesar das taxas base estarem a baixar, os spreads (ou seja o prémio de risco que quem empresta cobra ao seu cliente), estão a aumentar e serão tanto maiores quanto mais endividado estiver quem recorre ao crédito, É assim para os particulares, empresas e países também. Em limite poderá ser tão caro recorrer ao crédito que muitos países não o poderão fazer nos montantes de que necessitam ou até mesmo não haver crédito de todo para os países mais endividados.
Se isto acontecer o resultado será uma queda brutal do nível de vida nesses países, dado que não será possível importar tantos bens, porque não há dinheiro para os pagar, e o estado deixará de poder prestar muitos serviços, saúde, educação, transportes, etc, porque não terá dinheiro para os financiar.

Como sair daqui então?

Só há 2 hipótese, ou baixamos o nosso nível de vida, ou aumentamos o volume de riqueza gerado pela nossa economia.
Para a primeira hipótese recordo as palavras de um dos maiores banqueiros do país que há poucos meses dizia que os ordenados dos portugueses deviam ser reduzidos em 30%. Apesar de parecer irreal, pelo menos foi essa a impressão que tive quando li a entrevista, o homem disse mesmo aquilo e não é maluco. É claro que isso é uma medida irrealizável, pelo que deve ser entendida apenas no contexto de ilustrar a gravidade da situação que temos pela frente.
Resta então aumentar a riqueza produzida, como?
- Aumentando as exportações.
- Investindo nas energias renováveis para diminuir a dependência energética. Cada euro gasto em petroleo/gás é um euro que sai do país e que é abatido ao rendimento nacional.
- Atraindo mais investimento estrangeiro, se for com projectos virados para a exportação então é ouro sobre azul.
- Se possível convencer as pessoas a comprar produtos "made in Portugal", sempre que isso seja economicamente racional. Não estou a dizer que se deva comprar produtos caros e sem qualidade só porque são produzidos cá.

Não acho que haja outra saída. Tem de ser assim e não vai ser fácil.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 11, 2009, 07:23:37 pm
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as palavras de um dos maiores banqueiros do país que há poucos meses dizia que os ordenados dos portugueses deviam ser reduzidos em 30%.


Os Banqueiros podiam começar por dar o exemplo e reduzirem os deles em 30%. Mas é óbvio que quando falou dos "portugueses" não se devia estar a incluir.

O Vitor constâncio que ganha mais que o Presidente da Reserva Federal Americana, e pelos vistos nunca sabe de nada nem nunca vê nada (a culpa é para variar, da mulher da limpeza ou do jardineiro), também podia reduzir o seu chorudo salário para dar uma ajuda.

O problema é que são sempre os mesmos a se sacrificarem...
Título:
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 12, 2009, 04:15:28 pm
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2º A dívida externa em 1996 não era obviamente de 7,4% do PIB, isso quereria dizer que há somente 12 anos Portugal não teria praticamente dívida externa, o que obviamente não é verdade.
Acredito que estejamos perante uma gralha jornalística.
O valor da divida externa em 1996 talvez fosse isso sim de 74% do PIB, mas não estou seguro se seria esse o montante. Mas senão era esse não deveria andar muito longe disso.


A Dívida externa era de 7,4% do PIB em 1996, isto segundo os sites da CIA e da mundoindex. De 2003 para 2004 houve um aumento da dívida de 1.813,74% o que nos levou da 51ª posição para a 4ª  :shock:  :shock:  :shock:
Título:
Enviado por: 123go em Janeiro 13, 2009, 01:46:38 pm
Reformas mais baixas

http://www.correiodamanha.pt/Noticia.as ... 24368E840C (http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090&contentid=D1194B0E-1AC5-4CA7-8681-AB24368E840C)

Os portugueses que se reformarem neste ano vão ver as suas pensões descerem 1,32 por cento devido à aplicação do factor de sustentabilidade (0,9868), ontem divulgado pelo Instituto da Segurança Social. Isto significa que, numa reforma de mil euros, serão menos 13,20 euros por mês e menos 184,80 euros por ano (as pensões são pagas 14 meses). Para quem tem uma reforma de 500 euros, pode contar com menos 6,60 euros por mês e menos 92,40 euros por ano.

Esta descida só se aplica a quem se reformar em 2009 e nos próximos anos (ver quadro).

Projecções realizadas por Pedro Corte-Real, professor do Departamento de Matemática da Universidade Nova de Lisboa, mostram que quem se reformar no ano de 2035 terá de contar com um corte de 13,7 por cento.

'O Governo sempre se manifestou contra o aumento da idade da reforma, o que aconteceu noutros países, mas com a introdução deste factor de correcção o que se passa é um prolongamento indirecto da idade de reforma', afirmou ao CM Carlos Pereira da Silva, professor do ISEG e especialista em Segurança Social.

De acordo com os cálculos efectuados pelo Instituto Nacional de Estatística, os portugueses que atingem neste ano os 65 anos (idade legal da reforma) vão viver, em média, mais 18,13 anos, contra os 17,89 anos estimados para os que se reformaram em 2006.

A COMPENSAÇÃO DO ESTADO

Uma das formas de compensar as reduções nas pensões de reforma devido à aplicação do factor de sustentabilidade, além de fazer um Plano Poupança Reforma (PPR), é trabalhar para lá dos 65 anos. O prolongamento da vida activa garante uma bonificação no valor da pensão por cada mês de trabalho efectivo. Segundo o Instituto de Segurança Social, a taxa de bonificação mensal para uma carreira contributiva de 15 a 24 anos é de 0,33 por cento. Já por cada mês de trabalho, para quem já descontou mais de 40 anos, a taxa de bonificação atinge o máximo, isto é, um por cento.

RENTABILIDADE DE 3,9% PARA PPR DO ESTADO

Mais de 5400 pessoas compraram certificados de reforma do regime público em 2008, que terminaram o ano com uma rendibilidade média de 3,9 por cento, segundo o Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social.

Em declarações à Lusa, Manuel Baganha, que preside ao conselho directivo do IGFCSS, explicou que o valor do fundo a 31 de Dezembro rondará os três milhões de euros.

As contribuições de cada aderente são depositadas numa conta, convertendo-se em certificados de reforma, e integram um fundo autónomo gerido pelo Instituto de Gestão da Segurança Social.

O trabalhador inscrito na Segurança Social pode optar por descontar 2 ou 4 por cento da remuneração média ou 6 por cento para os aderentes com 50 ou mais anos.

SAIBA MAIS

FACTOR DE CORRECÇÃO

O factor de sustentabilidade expressa a relação entre a esperança média de vida aos 65 anos com a calculada no ano anterior ao início da pensão.

0,9868

É o valor do factor de sustentabilidade a aplicar neste ano.

18,13

Os portugueses que se reformem neste ano vão, em média, viver mais 18,13 anos.

80% DO SALÁRIO

Para quem recebe mais de oito salários mínimos, a reforma plena é 80% do último salário.

COMO A ESPERANÇA DE VIDA VAI AFECTAR A REFORMA

Ano: 2009 / 2010 / 2015 / 2020 / 2025 / 2030 / 2035

Factor sust.: 0,9868 / 0,9813 / 0,9552 / 0,9303 / 0,9067 / 0,8843 / 0,8630

Redução: 1,32% / 1,87% / 4,48% / 6,97% / 9,33% / 11,57% / 13,70%

MESES DE TRABALHO ADICIONAL DEPENDENDO DA CARREIRA CONTRIBUTIVA

Anos de desc. / Meses de trabalho

De 15 a 24: 5 / 6 / 14 / 22 / 29 / 36 / 42

De 25 a 34: 3 / 4 / 9 / 14 / 19 / 24 / 28

De 35 a 39: 3 / 3 / 7 / 11 / 15 / 18 / 22

Mais de 40: 2 / 2 / 5 / 7 / 10 / 12 / 14

Fonte: Pedro Corte Real, Professor da Universidade Nova de Lisboa
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 13, 2009, 04:12:36 pm
o que vale é que quando chegar a minha vez já nem vão existir reformas  :roll:  portanto nem me vou ralar...
Título:
Enviado por: PedroM em Janeiro 13, 2009, 10:26:37 pm
Citação de: "FoxTroop"
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2º A dívida externa em 1996 não era obviamente de 7,4% do PIB, isso quereria dizer que há somente 12 anos Portugal não teria praticamente dívida externa, o que obviamente não é verdade.
Acredito que estejamos perante uma gralha jornalística.
O valor da divida externa em 1996 talvez fosse isso sim de 74% do PIB, mas não estou seguro se seria esse o montante. Mas senão era esse não deveria andar muito longe disso.

A Dívida externa era de 7,4% do PIB em 1996, isto segundo os sites da CIA e da mundoindex. De 2003 para 2004 houve um aumento da dívida de 1.813,74% o que nos levou da 51ª posição para a 4ª  :shock:  :shock:  :shock:


Não há nada como um pouco de contraditório para obrigar a reflectir sobre os problemas. Antes de mais quero rectificar a informação que dei anteriormente e dizer que de facto a divida externa era em 1996 de 7,4% do PIB e não 74% como admiti que fosse.

Bom mas isto levou-me também a questionar sobre o porquê do "desaparecimento" da dívida externa. Pelos dados que pude encontrar em meados da década de 80 a dívida externa superava 20% do PIB.
Ora o que aconteceu foi que em 1991 e nos anos seguintes a dívida externa foi paga na sua quase totalidade, tendo por contrapartida o aumento da dívida pública.
A baralhar estas contas há também as questões das dívidas ao exterior das empresas públicas e das dívidas garantidas pelo estado, que nem sempre ao longo dos últimos 20 anos foram contabilizadas do mesmo modo. Não é uma questão fácil de acompanhar. Deixo aqui alguns links para quem quiser ler um pouco sobre o assunto.

http://213.58.158.153/COL-MF-0025/1/COL ... ctos-2.pdf (http://213.58.158.153/COL-MF-0025/1/COL-MF-0025_PDF/Aspectos-2.pdf)

http://bdjur.almedina.net/item.php?fiel ... lue=390114 (http://bdjur.almedina.net/item.php?field=node_id&value=390114)

http://www.dgo.pt/oe/1997/proposta/relatorio/r97-c1.htm (http://www.dgo.pt/oe/1997/proposta/relatorio/r97-c1.htm)
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 14, 2009, 04:00:59 pm
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Risco da dívida pública portuguesa reage em alta a "ameaça" da S&P

O risco da dívida pública portuguesa, medido pela evolução das "yields" das obrigações e pelos "credit default swaps" (CDS), agravou-se depois da agência de notação financeira Standard & Poors ter ameaçado cortar o "rating" da República Portuguesa.

Jornal de Negócios  Online
http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=349138 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=349138)
Título:
Enviado por: Vicente de Lisboa em Janeiro 14, 2009, 05:51:48 pm
Vos dou o link para uma boa analise da economia portuguesa, no Fistfullofeuros.


link (http://http)

Aviso que é um artigo longo e com varios graficos relevantes.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 17, 2009, 10:56:20 am
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Conselho de Ministros Extraordinário
Governo anuncia aumento do défice e do desemprego

 O ministro das Finanças avisou que os cenários para 2009 estão rodeados de enorme incerteza, no final de uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros efectuada esta sexta-feira

De acordo com a revisão do cenário macro-económico apresentado,
o PIB deve ter um crescimento negativo de 0,8 por cento, quando o Governo tinha previsto que a economia iria crescer 0,6 por cento.

O défice público vai disparar para 3,9 por cento do PIB e a dívida derrapará para 69,7 por cento do PIB. O Governo prevê ainda que a inflação fique em 1,2 por cento, enquanto o desemprego deverá subir de 7,6 para 8 e meio por cento.

Os números constam de um documento distribuído aos jornalistas no final do Conselho de Ministros onde o Governo aprovou a proposta de Orçamento Suplementar deste ano e a revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento.

Entre 2008 e 2009, o Governo prevê um aumento da dívida pública de 65,9 por cento do PIB para 69,7 por cento, o que, segundo o ministro das Finanças, equivale a um aumento do limite de endividamento de 7.342,2 milhões de euros para 10.697,2 milhões de euros.

Este aumento resulta do "reforço dos seguros de contra-garantia às exportações, da recapitalização (onde está o aumento de capital da Caixa Geral de Depósitos) e o próprio agravamento do défice".

Isto significa que, não sendo pelo agravamento do défice, o aumento da dívida entre 2009 e 2010 deverá ser explicado pelos restantes factores, como despesas que não são contabilizadas no défice, mas apenas na dívida.

Para 2011, o Executivo prevê um défice igual a 3,3 por cento do PIB e uma dívida pública de 70 por cento do PIB.


http://sic.aeiou.pt/online/noticias/din ... mprego.htm (http://sic.aeiou.pt/online/noticias/dinheiro/Governo+anuncia+aumento+do+defice+e+do+desemprego.htm)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 17, 2009, 12:33:56 pm
O nosso governo é tão tímido e comedido a dar números. Ou será porque são números que não interessam   :evil:   :evil:

Em qualquer outro país da Europa, com uma situação destas já estariam dezenas de milhares na rua em protesto e essa cambada de sacanas teria muita sorte se fosse de forma pacifica.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 17, 2009, 02:55:48 pm
Citação de: "FoxTroop"
O nosso governo é tão tímido e comedido a dar números. Ou será porque são números que não interessam   :evil:   :evil:

Em qualquer outro país da Europa, com uma situação destas já estariam dezenas de milhares na rua em protesto e essa cambada de sacanas teria muita sorte se fosse de forma pacifica.


infelizmente o Português é manso e gosta de andar a ser roubado
Título:
Enviado por: JLRC em Janeiro 17, 2009, 03:18:51 pm
Citação de: "FoxTroop"
O nosso governo é tão tímido e comedido a dar números. Ou será porque são números que não interessam   :evil:   :shock:
Título:
Enviado por: PedroM em Janeiro 17, 2009, 09:33:35 pm
Anda por aqui muita gente a chorar de barriga cheia.
Há até quem faça do Medina Carreira um novo guru e o cite a propósito e a despropósito.
A propósito, perdoem a repetição, já pensaram no que o Medina Carreira quererá dizer quando afirma que "os portugueses estão a viver acima das suas possibilidades" ? É que ele nunca vai mais além do que isso. Aliás não é à toa que ele é idolatrado por todos aqueles que choram de barriga cheia... é que esses, tal como o Medina Carreira, nunca têm soluções para nada, não sabem de nada, só sabem que assim não pode ser. Só que a vida faz-se de soluções e não de lamentações.
Mas voltando ao assunto das afirmações do Medina Carreira quando ele diz que estamos a viver acima das nossas possibilidades, o que ele quer dizer, embora não o afirme porque se o fizesse iria chocar a sua audiência, é que os portugueses deveriam baixar o seu nível de vida.
Ora isso é muito fácil, como?.. Basta:
- Aumentar o desemprego para um valor perto do dobro do actual ou seja igual ao que se prevê para Espanha, 16%.
- Baixar as pensões de reforma.
- Diminuir as prestações socias: Subsidios, incluindo o de desemprego e doença, abonos, etc.
- Taxar os cuidados de saúde. E não estou a referir-me a meras taxas moderadoras, que praticamente ninguém paga, ou porque estão isentos ou porque os hospitais mandam a conta para casa e depois só paga quem quer, porque se não pagarem nada acontece. Estou a falar de PAGAR os cuidados médicos. Queres uma consulta? PAGAS! Qures uma exame, uma análise? PAGAS! Estás no Hospital e precisas de um medicamento? PAGAS! Comparticipações nos medicamentos? QUERIAS!!
Pois é meus caros, este é o mundo misterioso e maravilhoso que o Medina Carreira tem para nós.
Estou certo que os que aqui choram de barriga cheia seriam os primeiros a chorar, e dessa vez com razão, se tivessem que provar o remédio do seu mestre.

Quanto aos números agora apontados para a economia portuguesa, déficit, desemprego, dívida pública, eles são normais e esperemos que não tenha de ser feita nova revisão para números ainda piores.
Portugal tem uma economia pequena e para nós é muito importante o que se passa lá fora. Nós não poderemos recuperar sem que a Alemanha, a França e a Espanha recuperem, ou pelo menos 2 destes 3.
Se lá para o final de 2009 a crise estabilizar, i.e., deixar de se agravar, então creio que poderemos respirar fundo. Neste cenário o maior problema será sem dúvida o desemprego.
Ao contrário das crises anteriores que afectavam toda a gente, por via da inflação, esta é uma crise sem inflação e taxas de juro baixas, e por isso vai cair por inteiro em quem estiver desempregado. Quem conseguir manter o emprego tem boas possibilidades de passar ao lado da crise. Por isso digo e repito... há por aqui muita gente a chorar de barriga cheia!!
Isto se a crise estabilizar em 2009 porque no caso de se continuar a agravar por 2010 então não há previsões que nos possam já dizer o que aí virá, nem despesa pública que nos salve.

Claro que no fim desta crise teremos outras para resolver... as dívidas pública e externa, aumentar a produtividade do trabalho e as reformas iniciadas mas não concluídas na função pública. Mas cada coisa a seu tempo.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 17, 2009, 11:41:57 pm
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Não me lembro de ver ninguém nas ruas de Espanha a protestar contra a recessão e a previsão de 16% de desemprego Shocked


Se calhar é porque as autoridades governamentais não mentiram descaradamente sobre as coisas, nem andaram a pintar quadros bonitos.

Se calhar é porque não se andou a nacionalizar bancos quando se estava prestes a descobrir de e para onde ía o dinheiro das off-shores e quem eram os seus titulares.

Será também o facto de os combustíveis estarem a acompanhar a descida do crude  ou também por o dinheiro dos impostos ter uma aplicação visível

Se calhar é por causa de haver todo um pacote de medidas de apoio aos mais desfavorecidosque realmente funciona etc, etc, etc....

O que me revolta é saber que nos mentem descaradamente e olharmos para o lado e dizer "os outros estão pior"
Porque é que quando os outros estavam a crescer 5, 6 ou mais de % por ano isso de olhar para os outros não servia? Agora serve de comparação?!!!!

Nem valem mais palavras para ver as aguas em que a nossa classe politica se move.
Título:
Enviado por: 123go em Janeiro 18, 2009, 01:19:51 am
Citação de: "PedroM"
Mas voltando ao assunto das afirmações do Medina Carreira quando ele diz que estamos a viver acima das nossas possibilidades, o que ele quer dizer, embora não o afirme porque se o fizesse iria chocar a sua audiência, é que os portugueses deveriam baixar o seu nível de vida.

Ora isso é muito fácil, como?.. Basta:

- Aumentar o desemprego para um valor perto do dobro do actual ou seja igual ao que se prevê para Espanha, 16%.

- Baixar as pensões de reforma.

- Diminuir as prestações socias: Subsidios, incluindo o de desemprego e doença, abonos, etc.

- Taxar os cuidados de saúde. E não estou a referir-me a meras taxas moderadoras, que praticamente ninguém paga, ou porque estão isentos ou porque os hospitais mandam a conta para casa e depois só paga quem quer, porque se não pagarem nada acontece.

Estou a falar de PAGAR os cuidados médicos. Queres uma consulta? PAGAS! Qures uma exame, uma análise? PAGAS! Estás no Hospital e precisas de um medicamento? PAGAS! Comparticipações nos medicamentos? QUERIAS!!

Pois é meus caros, este é o mundo misterioso e maravilhoso que o Medina Carreira tem para nós.

Estou certo que os que aqui choram de barriga cheia seriam os primeiros a chorar, e dessa vez com razão, se tivessem que provar o remédio do seu mestre.


Concordo com o Medina Carreira.

É verdade ninguém quer perder as regalias conquistadas, mas as pessoas têm que pensar no futuro do país e não no próprio umbigo pois o fardo irá pesar em gerações futuras, ou seja os nossos filhos.

Os portugueses são demasiado subsídio dependentes e há situações de grande falta de moralidade como reformas milionárias que deveriam ser reduzidas para haver uma maior justiça social para as pessoas que estão a descontar agora e irão receber menos que os seus pais receberam no futuro.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 18, 2009, 12:02:37 pm
Citação de: "FoxTroop"
Citar
Não me lembro de ver ninguém nas ruas de Espanha a protestar contra a recessão e a previsão de 16% de desemprego Shocked

Se calhar é porque as autoridades governamentais não mentiram descaradamente sobre as coisas, nem andaram a pintar quadros bonitos.

Se calhar é porque não se andou a nacionalizar bancos quando se estava prestes a descobrir de e para onde ía o dinheiro das off-shores e quem eram os seus titulares.

Será também o facto de os combustíveis estarem a acompanhar a descida do crude  ou também por o dinheiro dos impostos ter uma aplicação visível

Se calhar é por causa de haver todo um pacote de medidas de apoio aos mais desfavorecidosque realmente funciona etc, etc, etc....

O que me revolta é saber que nos mentem descaradamente e olharmos para o lado e dizer "os outros estão pior"
Porque é que quando os outros estavam a crescer 5, 6 ou mais de % por ano isso de olhar para os outros não servia? Agora serve de comparação?!!!!


Nem valem mais palavras para ver as aguas em que a nossa classe politica se move.


Plenamente de acordo!  :Palmas:
Título:
Enviado por: TOMSK em Janeiro 19, 2009, 12:11:00 am
Citação de: "PedroM"
Anda por aqui muita gente a chorar de barriga cheia.
Há até quem faça do Medina Carreira um novo guru e o cite a propósito e a despropósito.
A propósito, perdoem a repetição, já pensaram no que o Medina Carreira quererá dizer quando afirma que "os portugueses estão a viver acima das suas possibilidades" ? É que ele nunca vai mais além do que isso. Aliás não é à toa que ele é idolatrado por todos aqueles que choram de barriga cheia... é que esses, tal como o Medina Carreira, nunca têm soluções para nada, não sabem de nada, só sabem que assim não pode ser. Só que a vida faz-se de soluções e não de lamentações...


Não estou aqui para ser advogado do Medina Carreira, no entanto queria frisar alguns aspectos:
-O Medina Carreira não é candidato a nada, já não está ligado à política, já não está ligado a qualquer partido, não se prevê que concorra a nenhuma eleição próxima, e muito menos que seja escolhido para algum cargo político. Por conseguinte, quando o convidam para ir comentar determinado assunto à TV, ele faz isso mesmo. Não tem que apresentar soluções, porque não lhe compete, nem tem as competências para isso. O Medina Carreira será o "guru" para muitas pessoas, porque nas suas intervenções veem espelhadas as suas opiniões, as suas revoltas, os comentários que não têm possibilidade de fazer na TV.

-Por outro lado, qualquer um de nós, no seu perfeito juízo, sabe muito bem que essas medidas que supostamente seriam adoptadas pelo Medina, são as necessárias perante a situação que vivemos.
Pois não, não são medidas populares nem agradáveis, mas situações limites requerem soluções limite. Agora, é aceitável que isto se faça quando exista um esforço de parte a parte. Ou seja, como português, aceitaria esse tipo de medidas, numa lógica que da parte do Governo houvesse também um esforço de equilíbrio das contas públicas ou despesas. Se o Estado gasta 6 Milhões de Euros numa fotocopiadora, desbarata dinheiros públicos na bolsa, e em Obras Públicas de proveito duvidoso, então assim não vamos a lado nenhum...
Título:
Enviado por: PedroM em Janeiro 20, 2009, 12:35:26 am
Citação de: "TOMSK"
Não estou aqui para ser advogado do Medina Carreira, no entanto queria frisar alguns aspectos:
-O Medina Carreira não é candidato a nada, já não está ligado à política, já não está ligado a qualquer partido, não se prevê que concorra a nenhuma eleição próxima, e muito menos que seja escolhido para algum cargo político. Por conseguinte, quando o convidam para ir comentar determinado assunto à TV, ele faz isso mesmo. Não tem que apresentar soluções, porque não lhe compete, nem tem as competências para isso. O Medina Carreira será o "guru" para muitas pessoas, porque nas suas intervenções veem espelhadas as suas opiniões, as suas revoltas, os comentários que não têm possibilidade de fazer na TV.

-Por outro lado, qualquer um de nós, no seu perfeito juízo, sabe muito bem que essas medidas que supostamente seriam adoptadas pelo Medina, são as necessárias perante a situação que vivemos.
Pois não, não são medidas populares nem agradáveis, mas situações limites requerem soluções limite. Agora, é aceitável que isto se faça quando exista um esforço de parte a parte. Ou seja, como português, aceitaria esse tipo de medidas, numa lógica que da parte do Governo houvesse também um esforço de equilíbrio das contas públicas ou despesas. Se o Estado gasta 6 Milhões de Euros numa fotocopiadora, desbarata dinheiros públicos na bolsa, e em Obras Públicas de proveito duvidoso, então assim não vamos a lado nenhum...


Começando pelo fim.
Vamos arrumar esse assunto da fotocopiadora dos 6 milhões de euros. A CM de Beja já esclareceu que foram 6 MIL euros e não 6 Milhões, tratou-se de um erro de quem preencheu o ficheiro. Como aliás era facilmente perceptivel se as pessoas parassem um pouco para pensar antes de comentar tudo o que lhes poem à frente.
Este é bem o exemplo do tipo de assunto superficial, muito bom para mandar umas larachas para o ar, mas que quando analisados não correspondem a nada de concreto e nos fazem a todos perder tempo.

Quanto ao Medina Carreira. Aceito e respeito a sua opinião embora não compartilhe dela. E já agora passo a dizer porquê.
Nunca fui capaz de atribuir muito valor à crítica pela crítica, à crítica do bota abaixo, à crítica sem soluções. Quanto a mim isso não é crítica, isso é fado! É a cantilena do desgraçadinho... está tudo mal, nada presta, qualquer coisa que se faça é com segundas e terceiras intenções e DE CERTEZA que nada resolve. Esse é o tipo de discurso que não nos leva a lado nenhum. Nós portugueses andamos há demasiado tempo a alimentar esse fado.
Para começar essa postura tem um problema. Considera estúpidos, patetas e/ou corruptos todos aqueles que se envolvem em qualquer acção ou programa que tenha por objectivo interferir com a política ou a economia do país.
Depois se é verdade que não compete ao Medina Carreira encontrar soluções para os problemas do país, ele tem o dever de, quando questionado para isso, dizer o que pensa, o que ele nunca faz, limitando-se a dizer que assim não vamos a lado nenhum. Quem intervém civicamente tem o DEVER de contribuir com opiniões construtivas e não apenas com críticas. Já pensou a credibilidade que por exemplo a SEDES teria se apenas se limitásse a dizer mal? Certamente muito menos do que a que tem não? E quem diz a SEDES diz também todos as personalidades que regularmente comentam a realidade política e económica do país. Conhece mais alguém com a postura do MD? Eu não.
Em terceiro lugar o país precisa de soluções e não de fado.
Aliás não é à toa que o MD é o quase guru de muita gente. É que dizer mal é fácil e todos nos podemos mais ou menos rever nas críticas. Agora soluções é que é mais difícil, e tenho a convicção que no momento em que o MD nos agraciasse com algumas doutas opiniões sobre a resolução dos problemas país, esse seria o momento em que os seus discípulos se começariam a desentender. Assim, nada dizendo de construtivo é a maneira segura de ter sempre muita gente a acenar que sim com a cabeça quando fala.
Agora um caso concreto. Uma coisa me chocou na intervenção do MD no programa da SIC "Nós por Cá". A determinada altura, a propósito do computador Magalhães, e depois do habitual disparate de que "as crianças não precisam dos computadores para nada, precisam é de aprender a ler e a somar", como se as duas coisas fossem mutuamente exclusivas, enfim... a determinada altura dizia eu o MD sai-se com esta, mais ou menos assim "espero que os Magalhães se avariem todos em pouco tempo para que este assunto fique para trás". Não foram estas as palavras mas o sentido foi este. Aqui meu caro tenho que lhe dizer que o MD já não está simplesmente azedo como é costume, o homem está estragado!
Independentemente da opinião que se tenha sobre a introdução dos Magalhães no ensino e da diferença entre o nº de computadores prometido até final de 2008 e queles que foram entregues (apenas 15%), desejar que 50.000 crianças fiquem rapidamente com o seu PC avariado é algo de surreal.

Concordo que vão ser necessários sacrifícios para sairmos da situação em que estamos. A meu ver os portugueses estão a precisar de um banho de realidade, nomeadamente:
a) O tempo do crédito fácil acabou.
b) Os subsídios devem ser reduzidos ao mínimo. Na agricultura por exemplo é um escândalo. Porque havemos nós de estar a subsidiar gente que na sua maioria têm um património dezenas senão centenas de vezes superior ao do português médio? Os seguros existem para quê?
c) As profissões dependentes do estado, funcionários públicos, professores, juízes, procuradores, têm de pensar menos nos direitos aquiridos e mais na utilidade que o trabalho de cada um deles tem para o país. É que cá fora (do estado), na vida civil digamos assim, não há cá essa treta dos direitos adquiridos. O que é isso? Porque é que um funcionário não pode ser transferido do Ministério da Agricultura onde não faz falta, para o Ministério da Educação, onde é necessário? Porque a carreira é diferente? Ora meus caros, haja paciência! Porque é que não há-de haver professores titulare e outros que o não são? Os titulares são efectivos, os demais serão contratados de acordo com as necessidades. O ME não é uma agência de empregos! São 2 exemplos de coisas aparentemente simples, mas que na realidade ilustram muito do nosso atraso.

Para terminar só quero dizer que compreendo que aqueles que concordam com medidas impopulares e duras apreciem o Medina Carreira.
O que já não percebo é que aqueles que não partilham da opinião que são necessárias medidas duras e impopulares, demonstrem a mesma admiração e consideração pelo Sr..
Fico até admirado quando aqueles que aparentemente são partidários dos "amanhãs que cantam" se manifestam a favor do MD. Só pode ser uma ironia.
É que os amanhãs foram afinal ontem e ninguém acabou a cantar, bem pelo contrário, acabaram a chorar e sem cheta no bolso! Outra ironia.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 20, 2009, 09:23:07 am
Só para deitar umas "achas p'rá fogueira" o Medina Carreira não é economista...Se calhar um enfermeiro ou um farmaceutico experientes até podem fazer bons diagnósticos médicos...mas será que sabem mesmo prescrever medicamentos e curar pacientes? O mesmo raciocínio pode ser feito para o Medina Carreira...

Dizer mal é "fácil", mas no estado em que as coisas estão o discurso catrastrofista e "resingão" do Medina Carreira é o menor dos nossos males :roll: ...ao mesmo que sirva para alertar as "consciências" e "quem de direito"...
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 20, 2009, 09:44:16 am
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Mira Amaral diz
Previsões da Comissão Europeia são mais realistas que as do Governo (act)
Mira Amaral considera que as previsões da Comissão Europeia são mais realistas que as do Governo que "jogou à defesa" para não aprovar expectativas pessimistas.

Ana  Filipa Rego


Mira Amaral considera que as previsões da Comissão Europeia são mais realistas que as do Governo que “jogou à defesa” para não aprovar expectativas pessimistas.

“Infelizmente para nós são as previsões mais realistas (as da Comissão Europeia)”, afirmou Mira Amaral sublinhando, no entanto, que não quer culpar o Governo porque este nunca deve aprovar expectativas pessimistas. “Por isso, o Governo jogou naturalmente à defesa para não agravar ”, disse o economista.

No entanto, estas previsões são, para o responsável, mais realistas e mostram uma coisa “particularmente evidente. É que este Governo começou muito bem, mas ficou a meio das reformas estruturais”.

E Para ajudar a ultrapassar a crise, o défice público vai "disparar", alerta Mira Amaral.

Nos encontros Economist/ Governo, o responsável afirmou ainda que “o país já estava em crise há muitos anos, esta veio acelerar a insustentabilidade de um modelo que o país estava a seguir do ponto de vista económico”.

O responsável falou também sobre o problema do desemprego, explicando que este “é uma chaga social que é visível em todos nós, todos os dias vemos empresas a cair e o desemprego a aumentar. Portanto percebo que para a generalidade da população e para mim também o desemprego” seja um problema.

“Agora de um ponto de vista mais técnico, do ponto de vista económico, para os que como eu têm formação económica o disparo do défice público, aliado à dívida pública também já elevada e a questão do défice externo aliado a uma dívida externa também já elevada, isso em termos dinâmicos, é altamente preocupante”, refere o responsável.

“Os portugueses vão ter que apertar ainda mais o cinto”.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=349912 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=349912)

Citação de: "PedroM"
c) As profissões dependentes do estado, funcionários públicos, professores, juízes, procuradores, têm de pensar menos nos direitos aquiridos e mais na utilidade que o trabalho de cada um deles tem para o país.


esqueceu-se de colocar "militares" na lista...
Título:
Enviado por: Xô Valente em Janeiro 20, 2009, 02:17:57 pm
Mas um militar já sabe que está a exercer a sua profissão para servir o pais. É uma coisa que se parte do princípio. Agora não vai dizer a um juiz para fazer um juramento da bandeira e que o seu trabalho é para servir o país. :lol:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 20, 2009, 03:56:26 pm
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Exportações:Basílio Horta admite que Dezembro tenha sido "muito mau"
13h57m

Lisboa, 20 Jan (Lusa) - O presidente da AICEP, Basílio Horta, admitiu hoje que Dezembro de 2008, no que respeita às exportações portuguesas, "pode ser muito mau", afirmando que o movimento de contentores nos portos desceu em média 20 por cento.

"Para que as exportações para o ano desçam 3,6 por cento é preciso que Dezembro seja um mês já trágico e que o primeiro semestre acompanhe essa tragédia. Mas Dezembro pode ser mau, pode ser muito mau. Nós temos informação, dos portos portugueses, que o movimento de contentores deve ter descido em média 20 por cento, o que não é nada bom", disse o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Basílio Horta, que falava à margem das Conferências do Economist, em Lisboa, considerou que para inverter a situação, a AICEP tem de "continuar a diversificar mercados, continuar a insistir na promoção, nomeadamente nos mercados onde é mais importante existir essa promoção".

São os casos de "Angola, Singapura, Malásia. A agência tem aberto escritórios onde nunca tinha aberto antes, na Venezuela, na Líbia, em Singapura, temos uma representação na Malásia. Vamos abrir em Maio um escritório na Turquia (já temos um em Ancara), mas agora um centro de negócios em Istambul. E ao mesmo tempo atenuando a presença em mercados muito maduros, onde não há muito mais a fazer", disse.

Basílio Horta afirmou que as exportações portuguesas perderam nos mercados norte-americano, francês e britânico, "quase mil milhões de euros", mas que as perdas "foram de certa forma compensadas" com as exportações para mercados como o Brasil, Angola, Singapura, México, Argélia, Marrocos, Líbia, Venezuela.

Se por um lado, "as exportações para os Estados Unidos desceram cerca de 400 milhões de euros", por outro - frisou Basílio Horta - "Angola sobe mais de 20 por cento e Singapura sobe cerca de 20 por cento".

"Toda esta política de diversificação que temos vindo a executar começa agora a dar alguns frutos. Se não fosse este aumento teríamos uma situação muito complicada", concluiu o presidente da AICEP.

No futuro muito próximo, disse Basílio Horta, as acções de promoção da AICEP vão passar pelos Estados Unidos, pelo Oriente e por África.

"Vamos fazer uma promoção séria, nos Estados Unidos (em Silicon Valley), em conjunto com as universidades de Berkeley e Stanford...Espero que o ministro da Economia se possa deslocar nessa altura à Califórnia, porque é bom que os Estados Unidos saibam o que estamos a fazer no domínio energético, o que podemos oferecer para atrair investimento estrangeiro no domínio das tecnologias", disse.

Por outro lado, o presidente da AICEP afirmou que se vai deslocar na primeira semana de Fevereiro a Singapura e à Malásia, antes de Angola.

Basílio Horta tinha dito anteriormente que, até Novembro de 2008, as exportações portuguesas para fora da Europa continuaram a crescer a um ritmo de 14,3 por cento, mas ressalvou que "as exportações dentro da Europa, pela primeira vez desde 1983, descem dois por cento".

Até Novembro do ano passado, afirmou então, o investimento estrangeiro em Portugal desceu 0,4 por cento em relação a 2007.

"É certo que o investimento líquido desce 20 por cento, porque há muito mais saída de dinheiro", acrescentou.

NVI/SB.

Lusa/Fim


finalmente começamos a mudar de mercados expero que Portugal consiga singrar nesses mercados
Título:
Enviado por: André em Janeiro 20, 2009, 07:35:31 pm
Citação de: "nelson38899"
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Exportações:Basílio Horta admite que Dezembro tenha sido "muito mau"
13h57m

Lisboa, 20 Jan (Lusa) - O presidente da AICEP, Basílio Horta, admitiu hoje que Dezembro de 2008, no que respeita às exportações portuguesas, "pode ser muito mau", afirmando que o movimento de contentores nos portos desceu em média 20 por cento.

"Para que as exportações para o ano desçam 3,6 por cento é preciso que Dezembro seja um mês já trágico e que o primeiro semestre acompanhe essa tragédia. Mas Dezembro pode ser mau, pode ser muito mau. Nós temos informação, dos portos portugueses, que o movimento de contentores deve ter descido em média 20 por cento, o que não é nada bom", disse o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Basílio Horta, que falava à margem das Conferências do Economist, em Lisboa, considerou que para inverter a situação, a AICEP tem de "continuar a diversificar mercados, continuar a insistir na promoção, nomeadamente nos mercados onde é mais importante existir essa promoção".

São os casos de "Angola, Singapura, Malásia. A agência tem aberto escritórios onde nunca tinha aberto antes, na Venezuela, na Líbia, em Singapura, temos uma representação na Malásia. Vamos abrir em Maio um escritório na Turquia (já temos um em Ancara), mas agora um centro de negócios em Istambul. E ao mesmo tempo atenuando a presença em mercados muito maduros, onde não há muito mais a fazer", disse.

Basílio Horta afirmou que as exportações portuguesas perderam nos mercados norte-americano, francês e britânico, "quase mil milhões de euros", mas que as perdas "foram de certa forma compensadas" com as exportações para mercados como o Brasil, Angola, Singapura, México, Argélia, Marrocos, Líbia, Venezuela.

Se por um lado, "as exportações para os Estados Unidos desceram cerca de 400 milhões de euros", por outro - frisou Basílio Horta - "Angola sobe mais de 20 por cento e Singapura sobe cerca de 20 por cento".

"Toda esta política de diversificação que temos vindo a executar começa agora a dar alguns frutos. Se não fosse este aumento teríamos uma situação muito complicada", concluiu o presidente da AICEP.

No futuro muito próximo, disse Basílio Horta, as acções de promoção da AICEP vão passar pelos Estados Unidos, pelo Oriente e por África.

"Vamos fazer uma promoção séria, nos Estados Unidos (em Silicon Valley), em conjunto com as universidades de Berkeley e Stanford...Espero que o ministro da Economia se possa deslocar nessa altura à Califórnia, porque é bom que os Estados Unidos saibam o que estamos a fazer no domínio energético, o que podemos oferecer para atrair investimento estrangeiro no domínio das tecnologias", disse.

Por outro lado, o presidente da AICEP afirmou que se vai deslocar na primeira semana de Fevereiro a Singapura e à Malásia, antes de Angola.

Basílio Horta tinha dito anteriormente que, até Novembro de 2008, as exportações portuguesas para fora da Europa continuaram a crescer a um ritmo de 14,3 por cento, mas ressalvou que "as exportações dentro da Europa, pela primeira vez desde 1983, descem dois por cento".

Até Novembro do ano passado, afirmou então, o investimento estrangeiro em Portugal desceu 0,4 por cento em relação a 2007.

"É certo que o investimento líquido desce 20 por cento, porque há muito mais saída de dinheiro", acrescentou.

NVI/SB.

Lusa/Fim

finalmente começamos a mudar de mercados expero que Portugal consiga singrar nesses mercados


Isso deveria estar aqui  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 21, 2009, 01:22:15 pm
oxalá esta megalómania não vá para a frente!

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Afinal o apoio à candidatura ibérica ao Mundial de 2018 não é unânime entre o Governo. Depois dos responsáveis pelo desporto terem dado o «sim» à Federação Portuguesa de Futebol, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, veio esta terça-feira dizer que a organização do campeonato do Mundo, não faz parte das prioridades do país.

Vinte e quatro horas depois das federações portuguesa e espanhola terem assinado o acordo de intenções de entrarem na corrida à organização do mundial de futebol, o ministro das Finanças, deixou um aviso. Um aviso na linha do já feito pelo Presidente da República há quase um ano.

Já os responsáveis pelo desporto Pedro Silva Pereira e Laurentino Dias são totalmente a favor da realização de jogos do mundial em Portugal. O secretário de estado diz mesmo que a organização ibérica da competição só daria lucro ao nosso país.

TVI  
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 22, 2009, 03:27:50 pm
Governo utiliza empresas públicas para reduzir o défice orçamental, endividando-as e arrastando-as para a situação de falência técnica
por Eugénio Rosa


RESUMO DESTE ESTUDO

Os principais jornais diários portugueses divulgaram recentemente em grandes títulos, alguns deles na 1ª página, que as dividas das empresas públicas atingiam 17.500 milhões de euros. E, como é habitual em muitos media portugueses, não explicaram por que razão isso acontecia, podendo criar nos leitores a falsa ideia que isso resultava de serem empresas públicas. Está-se assim perante aquilo a que Phippe Breton designa por "enquadramento manipulatório", pois uma analise objectiva das causas de tais dividas levam a conclusões bem diferentes.

Existem impostos cuja cobrança se justifica porque são necessários precisamente para financiar as infra-estruturas dos transportes. São nomeadamente o Imposto Automóvel (IA), agora designado Imposto sobre os Veículos (ISV), e o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). No período 2005-2009, as receitas obtidas pelo Estado, através do IA/ISV e do ISP, deverão atingir 20.051,6 milhões de euros de acordo com os dados dos Relatórios dos OE 2005-2009.

Apesar de arrecadar mais de 20.000 milhões de euros de receitas com estes dois impostos, as dotações orçamentais atribuídas por este governo às empresas públicas de transportes para o financiamento de infra-estruturas e aquisição de material circulante têm sido manifestamente insuficientes. Entre 2005 e 2009. as transferências do Orçamento do Estado para as empresas públicas de transportes (REFER, CP, Carris, Metro, etc), para financiamento de infra-estruturas e aquisição de material circulante, atingirão apenas 2.289,5 milhões de euros. Como consequência, as empresas públicas de transportes serão obrigadas a se endividarem em mais 3.773 milhões de euros (mais 63% do que o transferido do Orçamento do Estado), no período 2005-2009, só para poderem cumprir o programa de investimentos constante do PIDDAC, ou seja, o programa mais importante de investimentos do Estado.

Como consequência da insuficiência das transferências do Orçamento do Estado, as dividas aos bancos apenas de quatro empresas públicas de transportes (REFER, CP, Carris e Metro de Lisboa) atingiam, já no fim de 2007, 7.983,2 milhões de euros, e os juros pagos por estas empresas totalizaram, só em 2007, 444,7 milhões de euros. Estes elevados montantes de juros contribuíram para que estas quatro empresas tivessem tido, em 2007, 532 milhões de euros de prejuízos. Esta situação provocou que estas quatro empresas públicas apresentassem em 2007 "Situações Liquidas" e "Capitais Próprios" negativos, isto é, o seu "Activo" (aquilo que possuíam mais o que tinham a receber) já não era suficiente para pagar o seu "Passivo" (tudo o que deviam), pois o seu "Passivo"já era superior ao seu "Activo" em 3.272,5 milhões de euros, , o que significava que, já em 2007, aquelas quatro empresas estivessem tecnicamente falidas. É arrastando as empresas públicas de transportes para a situação de falência técnica, que este governo tem conseguido também reduzir o défice orçamental.

Mesmo as indemnizações compensatórias a que as empresas de transportes públicas têm direito a receber por prestarem à população serviços a um preço inferior ao seu custo são pagas "tarde e a más horas". Por ex., as 2008 só começaram a ser pagas a partir de Outubro deste ano (Parecer do Tribunal de Contas, pág. 7), o que agravou as dificuldades financeiras destas empresas.

Uma das mensagens que este governo e os seus defensores nos media têm procurado fazer passar é que as empresas públicas são um "sorvedouro" de dinheiro para o Orçamento do Estado. No entanto, de acordo com o Parecer do Tribunal de Contas sobre a Conta Geral do Estado de 2007, no período 2003-2007, a despesas do Estado com "apoios financeiros não reembolsáveis" às empresas publicas atingiram 5.655 milhões de euros, mas às empresas privadas já somaram 6.694,1 milhões de euros, ou seja, mais 1.000 milhões de euros (pág. 104). Portanto, o apoio financeiro do Estado às empresas privadas foi bastante superior ao concedido às empresas públicas. Por isso, não se pense que este apoio só teve lugar recentemente (mais de 24.000 milhões à banca, mais de 1.300 milhões de euros à Quimonda e sector automóvel, etc). Normalmente os media falam do apoio do Estado às empresas públicas mas "esquecem-se" de falar, fora de períodos de crise como é o actual, do apoio do Estado às empresas privadas. È a informação de dois pesos e de duas medidas que temos em Portugal.

No dia 13 de Janeiro de 2008, os principais jornais diários portugueses, utilizando o relatório da "Auditoria aos débitos e ao prazo médio de pagamento das Empresas Públicas", publicado pelo Tribunal de Contas, que está disponível no seu sitio na Internet, publicaram grandes títulos, alguns na 1ª pagina, em que se podia ler: "Empresas do sector público com dividas de 17.500 milhões" (Público) ; "Dividas das empresas públicas superam 11% do PIB nacional" (Diário Económico).

Mas como é habitual, esses mesmos jornais não investigaram, nem contextualizaram, nem explicaram por que razão isso sucede. E embora não tenham afirmado expressa e directamente isso, poderão ter criado nos leitores a falsa ideia de que isso sucedia pela simples razão de serem empresas públicas. Philippe Breton, no seu livro "A palavra manipulada", classifica aquela forma de apresentar a noticia como uma forma de manipulação, designando-o por "enquadramento manipulatório" que "consiste em ordenar os factos de tal modo que da nova imagem da realidade resulte a convicção em bases de certo modo falsas". (pág. 114).

Efectivamente, se aqueles jornais se tivessem dado ao trabalho de investigar, de saber por que razão as empresas públicas, nomeadamente as de transportes, apresentam dividas elevadas, e se explicassem isso aos leitores, naturalmente a percepção da realidade que os leitores obteriam seria certamente muito diferente da que obtiveram com a leitura daquela noticia como foi publicada.

Neste estudo vamos procurar explicar por que razão as empresas publicas de transporte, que são as que apresentam maiores dividas, estão endividadas e, algumas delas, até já tecnicamente falidas.

IMPOSTOS SOBRE OS TRANSPORTES SOMAM MAIS DE 20.000 MILHÕES DE EUROS COM ESTE GOVERNO

Existem impostos cuja cobrança se justifica porque são necessários para financiar despesas com as infra-estruturas dos transportes. São os casos, nomeadamente do Imposto Automóvel (IA), agora designado Imposto sobre os Veículos (ISV), e do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). As receitas destes dois impostos durante o período deste governo, ou seja, no período 2005-2009, consta do quadro seguinte, que foi construído com dados dos Orçamentos de Estado apresentados por este governo.

(http://www.resistir.info/e_rosa/imagens/empr_publicas_1.gif)

No período 2005-2009, as receitas do Estado, só com o actual Imposto sobre Veículos e o Imposto sobre Produtos Petrolíferos atingirão, 20.051,6 milhões de euros. E neste valor não está incluído a chamada "contribuição de serviço rodoviária" , criada pela Lei nº 51/2007, que é uma parcela do ISP, que é desviada directamente para a empresa Estradas de Portugal sem passar pelo Orçamento do Estado e que, por isso, não está incluída nos valores do quadro I. Esta "contribuição de serviço rodoviário", só nos anos de 2008 e 2009, representa mais 1.113 milhões de euros. E tudo isto ainda não inclui o chamado Imposto de circulação, cuja receita reverte integralmente para as Autarquias e que, também por isso, não entra no Orçamento do Estado.

GOVERNO REDUZ DOTAÇÕES DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA EMPRESAS PÚBLICAS DE TRANSPORTES DESTINADAS A INVESTIMENTO PARA REDUZIR DÉFICE ORÇAMENTAL

Apesar de obter só para o Orçamento do Estado mais de 20.000 milhões de euros de receitas com impostos que incidem sobre o sector de transportes, as dotações do Orçamento do Estado atribuídas por este governo às empresas publicas de transportes para o financiamento de infra-estruturas e aquisição de material circulante têm sido manifestamente insuficientes como revela o quadro seguinte construído com dados constantes dos Relatórios que acompanharam os Orçamentos do Estado para o período 2005-2009.

(http://www.resistir.info/e_rosa/imagens/empr_publicas_2.gif)

Assim, no período compreendido entre 2005 e 2009, as transferências do Orçamento do Estado para as empresas públicas de transportes (REFER, CP, Carris, Metro, etc), para financiamento de infra-estruturas e aquisição de material circulante, somarão somente 2.289,5 milhões de euros, sem incluir a "contribuição por serviço rodoviário", que é uma parcela das receitas do ISP desviadas directamente apenas para as Estradas de Portugal, quando as receitas obtidas directamente pelo Orçamento do Estado de impostos que incidem sobre os transportes, durante o mesmo período (2005-2009),sem incluir também aquela mesma "contribuições por serviço rodoviário, totalizarão mais de 20.000 milhões de euros. Como consequências as empresas públicas de transportes serão obrigadas a se endividarem em 3.773,4 milhões de euros (mais 63% que o transferido do Orçamento do Estado), durante o mesmo período 2005-2009, para poderem cumprir só o programa de investimentos constante do PIDDAC, ou seja, o programa mais importante de investimentos do Estado.

É evidente que é transferindo do Orçamento do Estado para as empresas públicas de transportes dotações insuficientes para financiar as infra-estruturas de transporte e a aquisição de material circulante, ou seja, através desta engenharia financeira, que este governo tem conseguido também reduzir o défice orçamental. Mas esta politica está a determinar o agravamento vertiginosos do endividamento das empresas públicas de transporte e a sua, consequente, degradação financeira.

GOVERNO PROVOCA FALENCIA TECNICA DAS EMPRESAS PÚBLICAS DE TRANSPORTE

O aumento do endividamento das empresas públicas, determinado pela politica deste governo dominada pela obsessão de reduzir o défice orçamental, está a provocar o aumento rápido das despesas das empresas públicas de transportes com o pagamento de juros. como revela o quadro seguinte.

(http://www.resistir.info/e_rosa/imagens/empr_publicas_3.gif)

As dívidas aos bancos apenas destas quatro empresas públicas de transportes atingiam, no fim de 2007, 7.983,2 milhões de euros, tendo aumentado mais de 600 milhões euros entre 2006 e 2007. Como consequência, os encargos financeiros, ou seja, os juros pagos por estas empresas alcançaram, em 2006, 367,2 milhões de euros e, em 2007, 444,7 milhões de euros, um aumento de 77,4 milhões de euros de juros em apenas num ano.

Estes elevados montantes de juros determinaram, por sua vez, que as quatro empresas públicas de transportes tivessem tido, em 2006 e em 2007, mais de 530 milhões de euros de prejuízos em cada um destes anos. Esta situação provocou que estas quatro empresas públicas apresentassem em 2007, "Situações Liquidas" e "Capitais Próprios" negativos", isto é que o seu "Activo" (aquilo que possuíam mais o que tinham a receber) já não era suficiente para pagar o seu "Passivo" (tudo o que devem), pois as suas dividas eram já superiores a tudo que possuíam e que tinham a receber em 3.272,5 milhões de euros, o que significava que todas elas já estivessem tecnicamente falidas em 2007. É arrastando as empresas públicas para a situação de falência técnica que este governo tem conseguido também reduzir o défice orçamental.

A manutenção desta situação de falência técnica é insustentável e levará inevitavelmente ao aumento dos preços dos transportes públicos e de impostos necessários para financiar o "buraco financeiro" que a politica deste governo esta a provocar nas empresas públicas.

OS SUBSIDIOS DO ESTADO ÀS EMPRESAS PRIVADAS É SUPERIOR AOS CONCEDIDOS ÀS EMPRESAS PÚBLICAS

Uma das mensagens que este governo e os seus defensores nos media têm procurado fazer passar é que as empresas públicas são um "sorvedouro" de dinheiro para o Orçamento do Estado. No entanto, no período 2003-2007, portanto antes da crise, o apoio às empresas do sector privado foi bastante superior ao das empresas públicas como mostra o quadro seguinte, construído com dados constantes do Parecer do Tribunal de Contas sobre a CGE de 2007.

(http://www.resistir.info/e_rosa/imagens/empr_publicas_4.gif)

 Entre 2003 e 2007, de acordo com o Tribunal de Contas, a despesa do Estado com apoios financeiros não reembolsáveis a empresas publicas somou 5.656 milhões de euros, mas a empresas privadas atingiu 6.694,3 milhões de euros, ou seja, mais de 1.000 milhões de euros do que a empresas públicas. E aos bancos e outros instituições financeiras esta despesa do Estado também não reembolsável alcançou 1.537,6 milhões de euros.

Por outro lado, em 2007, só em subsídios não reembolsáveis a empresas privadas o Estado despendeu 519,2 milhões de euros, enquanto os subsídios a empresas publicas somaram 402,2 milhões de euros (pág. 105 do Parecer do Tribunal de Contas). Por aqui se vê bem quem é o "sorvedouro" de dinheiros do Orçamento do Estado de que normalmente os media não falam.

Mesmo as indemnizações compensatórias a que as empresas públicas de transportes colectivos têm direito por prestarem à população um serviço a preços inferiores aos seus custos tem sido pagas por este governo "tarde e a más horas". No Parecer do Tribunal de Contas, na pág. 7, sobre esta questão lê-se o seguinte: "A titulo de exemplo, assinale-se que, apenas em 9 de Outubro de 2008, foi aprovada a Resolução do Conselho de Ministros que promove a distribuição das indemnizações compensatórias para 2008, pelas empresas prestadoras de serviço público, o que significa dez meses em que as empresas prestaram tais serviços, sem auferir as compensações a que têm direito. Estão neste caso as empresas do sector de transportes e comunicações"

E no seu Parecer, o Tribunal de Contas ainda acrescenta o seguinte: "Não pode, porém deixar de se salientar que os estrangulamentos causados pelo próprio Estado às suas empresas pela não disponibilização tempestiva das verbas que lhe são devidas …. vai, certamente, forçar a maior recurso ao endividamento bancário para acorrer a necessidades de tesouraria" (pág. 7), inevitavelmente com elevados custos financeiros para estas empresas. Mas estes pontos do Parecer do Tribunal de Contas foram ignorado por muitos jornais, naturalmente por não ser do agrado do poder politico e económico dominante na sua campanha contra as empresas publicas, campanha essa que é alimentada também por actos de má gestão dos homens colocados pelo governo nas administrações de muita empresas públicas, de que é exemplo recente o caso da promoção ao topo da carreira na CGD de Armando Vara, antigo secretário de Estado e ministro de um governo PS, que é actualmente administrador numa empresa concorrente da CGD, o MillenniumBCP.

18/Janeiro/2009
Título:
Enviado por: PedroM em Janeiro 22, 2009, 10:05:58 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "PedroM"
c) As profissões dependentes do estado, funcionários públicos, professores, juízes, procuradores, têm de pensar menos nos direitos aquiridos e mais na utilidade que o trabalho de cada um deles tem para o país.

esqueceu-se de colocar "militares" na lista...


Agradeço a preocupação, mas não foi esquecimento.
Os militares não têm tirado proveito que se veja do que tem sido o fartar vilanagem que as diversas corporações têm feito no estado nos últimos 20 anos.

Mas você pelos vistos colocaria os militares na lista, porquê?
Título:
Enviado por: PedroM em Janeiro 28, 2009, 12:41:54 pm
Uma notícia que me parece importante. Será que finalmente vamos começar a ver os médicos a irem até aos doentes, como acontece nos países mais eviluídos da europa, e não os doentes a terem de se deslocar ao médico?
No que se refere à criação de condições para que os estudantes de medicina portugueses regressem ao país e fiquem por cá, parece-me do mais elementar bom senso.
Quanto á parte final do artigo, que dizer?... Mais uma corporação bem instalada na vida à conta do orçamento...

SaúdeEquipas móveis vão fazer consultas ao domicílio em bairros problemáticos - Ana Jorge
As populações mais desfavorecidas vão receber a visita de médicos nas suas residências, numa iniciativa que visa proteger a saúde das crianças e dos idosos e arrancará nos distritos de Lisboa, Setúbal e Porto, anunciou a ministra da Saúde
   
Em entrevista à Agência Lusa, Ana Jorge disse que a iniciativa foi acordada entre o ministério que dirige e o da Solidariedade Social e envolve as autarquias e os governos civis. A primeira fase deste projecto foi a identificação de alguns bairros problemáticos e um dos exemplos do trabalho destas equipas móveis é a realização de uma consulta a todos os recém-nascidos na primeira semana de vida.
"Vamos identificar as zonas onde isto é mais importante fazer e apoiar as famílias", disse Ana Jorge. O trabalho destas equipas móveis de saúde deverá arrancar em Março nos distritos de Lisboa, Setúbal e Porto.
"A saúde não é um problema isolado, mas tem aqui um papel decisivo, porque é a saúde que muitas vezes se apercebe de algumas situações, pelos maus-tratos, pela fome ou pelo abandono", disse a ministra, pediatra de formação.
A iniciativa aposta na "boa relação com a população" para a identificação e resolução de vários problemas que afectam os mais desfavorecidos.
Estudantes de Medicina portugueses no estrangeiro vão poder acabar curso em Portugal
O Ministério da Saúde vai convidar os alunos portugueses de Medicina que estudam no estrangeiro a terminarem o curso nas universidades portuguesas, uma medida para combater a falta de médicos que tem conduzido ao crescimento de "mercenários" no sector, anunciou ainda a ministra da Saúde à Agência Lusa, a propósito do seu primeiro ano de mandato, durante a qual reiterou a sua preocupação com a falta de médicos em Portugal.
Uma das medidas que o Governo está a concretizar para contornar o problema passa por convidar estudantes de Medicina que estão a tirar o curso no estrangeiro a terminarem a sua formação em Portugal.
Estão já em curso negociações com as universidades, que manifestaram interesse em acolher estes alunos portugueses, o que deverá acontecer no próximo ano lectivo. O objectivo é que estes estudantes, depois de tirarem o curso, fiquem a exercer em Portugal, uma vez que quando o fazem no estrangeiro e tentam trabalhar nas instituições portuguesas são penalizados no reconhecimento do curso, o que a tutela está a tentar resolver.
De acordo com Ana Jorge, são cerca de 700 os portugueses a estudar Medicina no estrangeiro, nomeadamente em Londres, Espanha e República Checa. Destes, 200 estão a acabar o curso. O Ministério pretende ainda reforçar a "importação" de médicos do estrangeiro.
Do Uruguai chegaram já 15, que estão a trabalhar no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), estando prevista a chegada de mais 20. De Cuba deverão vir 40, por um período de três anos e para exercerem nos locais onde "há mais dificuldade em colocar médicos", especificou Ana Jorge.
Portugal irá ainda acolher médicos do Chile, que chegarão para fazer a sua especialidade durante cinco anos. Mais estudantes de Medicina nas faculdades e o seu encaminhamento para especialidades mais carenciadas, através da abertura de vagas, são medidas com que a tutela espera resolver o problema da falta de médicos, que se agudizou nos últimos anos, essencialmente devido à "abertura de instituições privadas".
Ana Jorge reconhece o problema e assume que "o Serviço Nacional da Saúde (SNS) não tem, do ponto de vista financeiro, possibilidade de concorrer com o privado". A aposta passa por uma nova definição de carreiras, cuja proposta deverá seguir "dentro de dias" para os parceiros, depois de analisados os seus contributos.
Até lá, Ana Jorge lamenta que existam no sector verdadeiros "mercenários" que tenham optado por dar "prioridade ao dinheiro", numa referência aos médicos que só trabalham através de empresas privadas, assegurando sucessivos bancos de urgências em várias instituições e por todo o país.
"Chamo-lhes mercenários", disse a ministra, lembrando que a tutela regulou recentemente os pagamentos por hora destas empresas e definiu regras, como a obrigatoriedade dos hospitais justificarem o recurso a estes profissionais. Contudo, Ana Jorge reconhece que, se os hospitais alegarem que não encontraram no mercado preços por hora mais baratos, então têm de comprar serviços ao preço que as empresas pedem.
A ministra disse desconhecer manobras das empresas para assegurarem um elevado preço por hora, mas afirmou saber que "roubam médicos entre eles" e que vão buscá-los ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em 2007, um total de 1.047 médicos deixaram o SNS, sendo 643 destes abandonos "saídas puras", segundo os dados do Ministério da Saúde. Os restantes médicos que saíram do SNS fizeram-no porque se reformaram (321) ou ao abrigo de licenças sem vencimento (81).
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Socied ... _id=124455 (http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=124455)
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 14, 2009, 11:22:06 am
Portugal vive pior crise desde 1993


RUDOLFO REBÊLO
Produção final. A economia estagnou e entrou em recessão nos últimos meses do ano passado. Pelo sétimo ano consecutivo, os portugueses perdem nível de vida frente aos europeus. Governo teme agravamento
Foi uma surpresa total. O produto interno bruto (PIB), a riqueza produzida pelo País, caiu 2% nos últimos três meses do ano passado, quando os analistas previam uma retracção de 1%. A recessão é, afinal, mais profunda do que se esperava. Portugal foi mesmo o segundo país da Zona Euro com o pior desempenho da economia - pior só a Alemanha, com as famílias a cortarem nos gastos com o consumo, os empresários a congelar investimentos e as exportações em queda. Pelo sétimo ano consecutivo, o nível de vida dos portugueses está mais longe dos concidadãos europeus. É necessário recuar 16 anos (1993) para se encontrar uma crise semelhante.

A degradação da economia, que no conjunto de 2008 estagnou, pode ainda agravar-se. É que o Governo admite um cenário mais negro para os primeiros meses de 2009. "Vamos enfrentar dificuldades no primeiro trimestre de 2009", respondeu ontem o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

O ministro chamou os jornalistas ao princípio da manhã de ontem - logo após o INE libertar a sua primeira estimativa do PIB para o último trimestre de 2008 - e, dando um ar de quem controla a situação, referiu que os números da actividade, relativos ao final do ano passado, "não são inteiramente surpreendentes". Confessou que o seu ministério, "nestas últimas semanas, foi, a pouco e pouco, constatando que a queda (da economia) era mais acentuada" do que inicialmente se previa. Os dados relativos à receita fiscal - em perda - e à inflação já tinham dado sinais de alarme.

Mas a verdade é que os números surpreenderam todos os analistas. Esperavam uma contracção de "apenas" 0,9% ou 1,1% da produção final entre Outubro e Dezembro, em relação ao trimestre anterior. O INE revelou que, afinal o PIB caiu 2,1% nos últimos três meses de 2008, em relação ao último trimestre de 2007 e 2% face ao período de Julho a Setembro, tradicional época de férias.

"A retracção está a ser mais profunda do que o esperado há ainda relativamente pouco tempo", afirma Rocha de Matos, presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP). "Ninguém só por si conseguirá dar resposta a esta situação", refere a associação patronal da indústria.

Para a saída da crise, a estrutura dos patrões procura mesmo "pontes" de entendimento com os sindicatos. É que, diz Rocha de Matos, a inversão desta tendência "só será possível com um programa de relançamento económico elaborado pelas estruturas empresariais em colaboração com as estruturas sindicais e com o apoio inequívoco do Governo". |

http://dn.sapo.pt/2009/02/14/nacional/p ... _1993.html (http://dn.sapo.pt/2009/02/14/nacional/portugal_vive_pior_crise_desde_1993.html)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Março 07, 2009, 01:50:07 pm
http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=12 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368164&idCanal=12)
Cavaco apela ao dinheiro dos emigrantes

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Foi um apelo que fez reviver os velhos tempos do pós-25 de Abril em que as remessas de dinheiro dos emigrantes portugueses eram a tábua de salvação dos Governos dessa época. Em plena crise, ontem, no final da sua visita oficial à Alemanha, o Presidente da República sentiu a necessidade de falar ao coração da diáspora. E a mensagem voltou a ser idêntica à que era feita quase há três décadas.

"Contamos ainda com o investimento de todos quantos se sintam capazes de o fazer. É bem sabido que o contributo dos nossos emigrantes sempre foi muito importante para a vida económica portuguesa. Neste momento difícil, ele assume uma importância determinante. O futuro de Portugal a todos nós diz respeito e sei que Portugal pode contar convosco."

Num encontro com a comunidade portuguesa, que conta na Alemanha com cerca de 130 mil membros, o Presidente da República lembrou: "Portugal necessita, hoje mais do que nunca, da ajuda da sua diáspora. Contamos com o vosso apoio para projectar o nosso país, com a colaboração de todos para que possamos aumentar as exportações de produtos e serviços portugueses, para promover a nossa terra como destino turístico de excelência". Estava dado o mote. E depois do pedido de ajuda, a garantia que muito agradou aos cerca de mil emigrantes presentes no encontro. A alteração ao voto dos emigrantes, vetada pelo Presidente, continua na ordem do dia. E o chefe de Estado afirmou: "Um Portugal que se sente legitimado para pedir o apoio dos portugueses que vivem e trabalham no estrangeiro tem de estar à altura de responder às necessidades desses mesmos portugueses e de tudo fazer para promover a sua ligação ao país." E concluiu: "É meu firme propósito continuar a fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que os portugueses residentes no estrangeiro e luso-descendentes possam aumentar a sua participação cívica e política e reforçar os laços que os unem a Portugal".

A visita de Cavaco à Alemanha terminou ontem com um percalço. A viagem que o Presidente da República tinha prevista da cidade de Osnabrück para a localidade de Wolfsburg para visitar a sede da Volkswagem (VW), uma das empresas alemãs com maior investimento em Portugal, não se realizou devido aos mau tempo, que impediu o helicóptero de voar. Mas, ainda assim, o chefe de Estado tinha uma notícia para dar. O presidente da Volkswagem, Martin Winterkom, já lhe tinha garantido em Berlim que o investimento para a construção em Portugal do quarto modelo da marca "não será posta em causa". A fábrica da Volkswagem em Palmela constrói neste momento três modelos da marca alemã e a produção de um quarto é considerada fundamental para a sustentabilidade da fábrica.

Mas a juntar a esta notícia, o chefe de Estado revelou que partia para Portugal com uma esperança. E esta tinha a ver com aquele que acabou por se revelar o tema central e polémico da visita: a situação da Qimonda, empresa alemã cuja falência pode levar ao despedimento de milhares de trabalhadores, entre os quais cerca de 1700 de Vila do Conde.



O jornalista do PÚBLICO viajou num avião fretado pela Presidência da República
Título:
Enviado por: André em Março 09, 2009, 06:06:04 pm
Cavaco admite estar «preocupado e triste» com a situação do país


O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje em Braga a necessidade de se manter a estabilidade política e admitiu estar «preocupado e até um pouco triste com a situação que o país atravessa».

«Ao fim de três anos eu posso estar um pouco preocupado e um pouco triste com a situação que o país atravessa mas continuo muito determinado em falar com os portugueses, conhecer as preocupações daqueles que têm dificuldades e estimular os que têm sucesso», afirmou.

No dia em que completa três anos de mandato presidencial, o chefe de Estado garantiu que se vai «manter no mesmo rumo, o de tentar dar confiança aos portugueses».

«Farei todos os possíveis para garantir aquilo que for bom para Portugal e isso passa pela estabilidade politica», sublinhou, frisando que mantém a opinião que defendeu enquanto primeiro-ministro.

Questionado pelos jornalistas sobre o que espera dos próximos actos eleitorais, o Presidente da República escusou-se a comentar o que disse ser uma questão «das forças partidárias», frisando que «são os portugueses a decidir».

O Presidente falava no final da visita que hoje efectuou ao Banco Alimentar Contra a Fome de Braga, no âmbito do Roteiro para a Inclusão, que incluiu, em Barcelos, reuniões com sindicalistas e com empresários.

Cavaco Silva disse não ter ficado surpreendido com a actual crise económica internacional, anunciando que, em breve, lançará uns textos sobre o assunto, mas não adiantou detalhes sobre a forma e o momento em que serão publicados.

«Procuro ser solidário com os que precisam e estimular aqueles que chegam ao sucesso», afirmou, dizendo que a proximidade com os cidadãos é uma das orientações fundamentais do seu mandato.

Cavaco Silva, fez «um apelo à consciência social dos portugueses, para que seja possível enfrentar a pobreza, derivada do desemprego, do endividamento excessivo e do enfraquecimento familiar» e disse que a atenção de todos «deve ser dirigida para as questões de emergência social».

Defendeu a criação de um Observatório Regional sobre o emprego e a economia, que agregue os actores sociais e estatais, lembrando que tal sucedeu no Vale do Ave quando foi primeiro-ministro e foi necessário combater a crise.

Questionado acerca de um possível aumento da criminalidade, referiu que mantém toda a confiança nas forças de segurança portuguesas, mas admitiu que tal possa suceder, devido a situações associadas a pobreza, desemprego, regresso de emigrantes a Portugal ou mesmo pela entrada de imigrantes.

Em matéria económica insistiu no «estímulo aos empresários para que se abram ao diálogo com os trabalhadores e os sindicatos para evitar o encerramento de empresas».

Sobre a necessidade de mais fiscalização em empresas que despedem funcionários, Cavaco Silva frisou que lhe foi dito por sindicatos e empresários que «embora haja alguns casos em que a lei não é cumprida, esses são casos excepcionais».

«O mais preocupante é que haja empresas em grande dificuldade que trabalham para exportação», afirmou, assinalando que com diálogo haverá boas perspectivas de futuro.

No capítulo da Emergência social - a segunda vertente do Roteiro - disse que lhe foram relatados «casos de pessoas que não descontaram para a Segurança Social, e que, por isso, não recebem subsídio de desemprego, e de surgimento de novos pobres, ou de pobreza envergonhada».

«Foram aqui feitas inúmeras propostas e indicações que o secretário de Estado do Emprego que me acompanha levara concerteza ao Governo», afirmou.

Interrogado sobre a possibilidade de congelamento dos salários em 2009, o Presidente da República disse não querer tomar posição «porque as empresas são diferentes umas das outras».

Lusa
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 25, 2009, 11:45:13 pm
Portugal pode “falir” em 2014

"Economistas alertam para dificuldade de pagar dívidas em 2014
Portugal pode tornar-se num País de alto risco financeiro dentro de poucos anos. As decisões que estão actualmente a ser tomadas vão condicionar o futuro e limitar a margem de acção do Governo que estiver em funções em 2014. Com a ajuda de vários especialistas, a SIC fez as contas e concluiu que dentro de cinco anos o País pode estar perto da insolvência.
 
As decisões que o Governo está a tomar vão condicionar a vida dos portugueses durante muitos anos.

Em 2014, estará em funções um novo Executivo saído das eleições de 2013, isto se a próxima legislatura for até ao fim.

Esse novo Governo vai herdar um País a crescer muito pouco, não mais de 2%, e extremamente endividado.

A dívida externa é já de 161 mil milhões de euros, ou seja mais de 97% daquilo que se produz num ano – e, o número está a crescer.

Tendo em conta a evolução de 2000 a 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) será de 203 mil milhões de euros, em 2014.

As receitas do Estado não deverão ultrapassar os 90 mil milhões.

Quanto às despesas serão bem maiores: 107 mil milhões.

Assim, a diferença entre o que se deverá receber e o que se poderá gastar representa quase 10% do PIB. Como Portugal está autorizado a um défice de 3%, os economistas, entre eles Medina Carreira, alertam: será preciso arranjar dinheiro para pagar os 7% que faltam.

Os gastos do Estado serão fortemente condicionados pelas contas da Saúde, da Educação, da Segurança Social e do Sistema de Pensões. A isto, há a somar as pesadíssimas facturas do investimento público.

O primeiro-ministro incentiva o investimento público. Só que, Sócrates evita dizer que as facturas (do tal investimento) vão ser pagas durante muitos anos.

Entre, portagens sem custos para os utilizadores (Scuts), concessões de auto-estradas, novos hospitais, TGV e submarinos, os portugueses terão de pagar 35 mil milhões de euros nos próximos 30 anos. O que dá uma média de 3.500 euros por português.

O ano de 2014 será de alto risco. Os encargos com as chamadas parcerias publico-privadas vão disparar. Nesse ano vão chegar aos 1.750 milhões de euros.

Com este cenário quem estiver em 2014 no comando do País terá muito pouca margem de manobra. Tudo vai depender das opções que sejam tomadas pelo Governo anterior, isto é, pelo Executivo que sair das eleições deste ano.

É por isso importante discutir as opções agora e não nas eleições de 2013. Nessa altura poderá já ser tarde demais "

http://sic.aeiou.pt/online/video/inform ... vencia.htm (http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Jornal+da+Noite/2009/3/portugal-as-portas-da-insolvencia.htm)

O que poderemos fazer perante esta situação?
Título:
Enviado por: P44 em Março 26, 2009, 10:13:24 am
porreiro pá
Título:
Enviado por: legionario em Março 26, 2009, 08:31:14 pm
Uma das primeiras medidas que um governo com t...  deveria fazer era nacionalizar alguns sectores da nossa economia, como a Galp, EDP, e todas as actividades de  interesse estratégico nacional.
O BE acaba de fazer uma proposta neste sentido e eu concordo.
Título:
Enviado por: P44 em Março 26, 2009, 08:49:59 pm
legionário, vc acaba de ter um ataque de "comunite aguda"  c34x  :lol:
Título:
Enviado por: legionario em Março 26, 2009, 09:00:50 pm
Citação de: "P44"
legionário, vc acaba de ter um ataque de "comunite aguda"  c34x  :):)

Acho que nao entro em ideologia nenhuma no mercado actualmente :)
Tou à espera de ideias novas para vêr ...
Título:
Enviado por: AC em Março 27, 2009, 12:25:01 am
Nacionalizar a EDP, Galp e etc é uma daquelas propostas tipicas do BE sem ponta por onde se lhe pegue.

*NUNCA* na vida o Governo se ia safar sem indeminizar princescamente todos os investidores que têm acções destas empresas.

*NUNCA* na vida o Governo se ia safar disso sem ser penalizado pela CE.

E claro, ia por em risco toda a (lucrativa) estratégia de expansão internacional destas empresas.
Título:
Enviado por: legionario em Março 27, 2009, 09:26:27 am
Pois claro ! vamos so nacionalizar o que da prejuizo ou o que esta na bancarrota para que os investidores nao percam o produto da sua especulaçao e corrupçao.

As regras do jogo têm que mudar e ja estao a mudar. O sector economico deve evidentemente respeitar e apoiar-se na iniciativa privada mas tem que ser  controlado e regulado pelos Estados. A ausencia de regras a que se assistiu nos ultimos anos ( os tempos Bush e Madoff ) leva-nos ao colapso financeiro .
Esta libertinagem economica so tem aproveitado aos predadores .
Em França e na Europa fala-se de "novas regras" e de "nova ordem financeira mundial" .
Título:
Enviado por: André em Abril 02, 2009, 07:26:36 pm
Mudar o nome de Portugal para Pantanal...

 :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :rir:  :rir:
Título:
Enviado por: cromwell em Abril 03, 2009, 06:21:58 pm
Citação de: "TOMSK"
Portugal pode “falir” em 2014

"Economistas alertam para dificuldade de pagar dívidas em 2014
Portugal pode tornar-se num País de alto risco financeiro dentro de poucos anos. As decisões que estão actualmente a ser tomadas vão condicionar o futuro e limitar a margem de acção do Governo que estiver em funções em 2014. Com a ajuda de vários especialistas, a SIC fez as contas e concluiu que dentro de cinco anos o País pode estar perto da insolvência.
 
As decisões que o Governo está a tomar vão condicionar a vida dos portugueses durante muitos anos.

Em 2014, estará em funções um novo Executivo saído das eleições de 2013, isto se a próxima legislatura for até ao fim.

Esse novo Governo vai herdar um País a crescer muito pouco, não mais de 2%, e extremamente endividado.

A dívida externa é já de 161 mil milhões de euros, ou seja mais de 97% daquilo que se produz num ano – e, o número está a crescer.

Tendo em conta a evolução de 2000 a 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) será de 203 mil milhões de euros, em 2014.

As receitas do Estado não deverão ultrapassar os 90 mil milhões.

Quanto às despesas serão bem maiores: 107 mil milhões.

Assim, a diferença entre o que se deverá receber e o que se poderá gastar representa quase 10% do PIB. Como Portugal está autorizado a um défice de 3%, os economistas, entre eles Medina Carreira, alertam: será preciso arranjar dinheiro para pagar os 7% que faltam.

Os gastos do Estado serão fortemente condicionados pelas contas da Saúde, da Educação, da Segurança Social e do Sistema de Pensões. A isto, há a somar as pesadíssimas facturas do investimento público.

O primeiro-ministro incentiva o investimento público. Só que, Sócrates evita dizer que as facturas (do tal investimento) vão ser pagas durante muitos anos.

Entre, portagens sem custos para os utilizadores (Scuts), concessões de auto-estradas, novos hospitais, TGV e submarinos, os portugueses terão de pagar 35 mil milhões de euros nos próximos 30 anos. O que dá uma média de 3.500 euros por português.

O ano de 2014 será de alto risco. Os encargos com as chamadas parcerias publico-privadas vão disparar. Nesse ano vão chegar aos 1.750 milhões de euros.

Com este cenário quem estiver em 2014 no comando do País terá muito pouca margem de manobra. Tudo vai depender das opções que sejam tomadas pelo Governo anterior, isto é, pelo Executivo que sair das eleições deste ano.

É por isso importante discutir as opções agora e não nas eleições de 2013. Nessa altura poderá já ser tarde demais "

http://sic.aeiou.pt/online/video/inform ... vencia.htm (http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Jornal+da+Noite/2009/3/portugal-as-portas-da-insolvencia.htm)

O que poderemos fazer perante esta situação?


Fácil.
Diminui-se a dependência face a Castela, aumentar os salários mínimos para 520 euros e rezar para que o narcisita do Socrates não ganhe as próximas eleições.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 04, 2009, 11:23:50 am
Cromwell o que é que Castela tem a haver com as nossas más decisões? Ou mesmo Espanha (já que é esse o país que estás a referir).

O salário minimo em Portugal é baixo, mas o que é que isso tem a haver com a divida externa?

Se vais falar sobre um assunto, então fala sobre esse assunto e não sobre coisas que nada tem a haver! :roll:

É sempre a mesma cantiga...
Título:
Enviado por: comanche em Abril 12, 2009, 06:33:13 pm
Portugal está no 'top 20' dos países mais endividados do mundo
A crise financeira tem estado a colocar pressão sobre os orçamentos de todos os países. Saiba quais são as nações mais endividadas do planeta.


Citar
O título de país mais endividado do mundo em 2008 pertence ao Zimbabué, uma nação africana empobrecida pelo isolamento internacional e cuja dívida ascendeu em 2008 aos 241% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Já em segundo lugar surge o Japão, sendo que a segunda maior economia do mundo deve 170% do seu PIB devido às despesas decorrentes dos vários pacotes de estímulo económico lançados desde os anos 90 para tentar reanimar a economia do país.

Entre os dez países mais endividados destaque também para a Itália na sexta posição, uma vez que deve 103% do seu Produto Interno Bruto, enquanto a Grécia aparece no oitavo lugar, com uma dívida que ascende aos 90,10% do PIB, segundo um 'ranking' da CIA com estimativas para 2008.

Portugal surge na 19ª posição, sendo que o Governo estima que o país devia em 2008 o equivalente a 65,9% da riqueza total produzida durante um ano, embora a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponte para um valor superior, de 70,2%.

Ainda assim, a dívida portuguesa está ao nível da alemã e em melhor situação do que a francesa.

Este ano, os planos de estímulo económico, combinados com os apoios às empresas e ao sector financeiro anunciados pelos vários governos, criaram fortes pressões sobre os orçamentos nacionais, ao aumentarem de modo considerável as despesas e, por conseguinte, a dívida que os países contraem para se financiar.

Os analistas têm alertado em particular para os riscos existentes em alguns países da zona euro, nomeadamente a Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal, que viram todos a avaliação da sua dívida ser revista em baixa pela agência de notação internacional Standard & Poor’s.

Recentemente, altos responsáveis alemães revelaram mesmo que a União Europeia se encontra a planear um plano de auxílio económico à Grécia e à Irlanda para evitar que estas nações entrem em bancarrota, ameaçando a estabilidade do euro. Para evitar este desfecho, o Governo irlandês anunciou esta semana um orçamento de emergência, com aumento dos impostos e contenção das despesas, combatendo o que classificou de "grave situação orçamental".

A situação portuguesa


Portugal, contudo, não está numa situação tão dramática como as dos outros países mais endividados. Embora a OCDE estime que a dívida pública nacional venha a atingir os 85,9% do PIB em 2010, os especialistas consideram que as contas nacionais “ainda estão longe dos níveis” das irlandesas, gregas ou mesmo das italianas.

Para Paula Carvalho, do Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI, “a dívida portuguesa ainda não se aproxima dos 100% do PIB”, valor em que o endividamento de uma nação começa a ser realmente preocupante, tendo o país “alguns fundamentos económicos positivos”.

O problema das finanças portuguesas, frisa esta perita, é de que o país está “a ser arrastado pelo exterior”, não existindo o risco de Portugal entrar em incumprimento. Uma prova disso é o facto do ‘spread’ da dívida pública portuguesa ter vindo a cair, sendo que esta semana o país conseguiu mesmo emitir dívida ao preço mais baixo dos últimos quatro anos.

“O risco das outras nações baseia-se mais na exposição cambial. Portugal tem um risco mais pequeno, por ter dívida emitida em euros", ao mesmo tempo que "os portugueses são conservadores” no seu endividamento, nota Paula Carvalho.

Diferenças face aos outros países

Apesar de ser um dos países com que Portugal se tem comparado, a Grécia apresenta uma diferença crucial que se prende com “a falta de clareza” que as contas deste país sempre apresentaram. “Não se percebiam bem as coisas. Com a crise, as verdades vêm ao de cima”, nota a mesma especialista.

Relativamente à Irlanda, país apontado várias vezes como um modelo a seguir por Portugal, e frequentemente referido em anos passados como o "Tigre Celta" devido ao dinamismo da sua economia, as diferenças são ainda maiores. O modelo de desenvolvimento irlandês, valendo-se do facto da língua inglesa estar profundamente difundida no país "baseia-se em altos níveis de investimento directo estrangeiro, combinados com baixos impostos e elevado endividamento", explica Paula Carvalho. É um modelo que, embora tenha sido tentado em Portugal, nunca se enraizou na sociedade nacional.

Já a Itália tem um perfil de risco mais semelhante ao português, apesar de ter uma dívida superior aos 100% do PIB, mas beneficia do facto do país ter “mais vantagens” do que Portugal, em particular devido à sua dimensão, população, cultura financeira e de estar fisicamente próximo das grandes potências europeias.

Os peritos sublinham também que um ponto importante a ter em conta ao analisar o nível de endividamento de um país é o de verificar não só quanto é que este país deve, mas também quanto é que outras nações lhe devem a ele. Por isso é que o Japão, que tem de longe a maior dívida entre dos países desenvolvidos, não se encontra na mesma situação do Zimbabwe – os juros que o Japão recebe pela dívida dos outros países (em particular dos EUA) contrabalançam os pagamentos que tem que fazer pela sua própria dívida.


http://economico.sapo.pt/noticias/portu ... _7842.html (http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-esta-no-top-20-dos-paises-mais-endividados-do-mundo_7842.html)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Abril 19, 2009, 01:30:54 am
Vamos la ver como sai a imagem, já que é a segunda vez que vou colocar um img aqui.
Esta está no site do Reiventar Portugal: www.reinventarportugal.com (http://www.reinventarportugal.com)

(http://www.reinventarportugal.com/images/stories/BD.jpg)
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Abril 19, 2009, 06:16:00 am
Os portugueses sao peritos a resolver os problemas dos outros paises...
Título:
Enviado por: Vicente de Lisboa em Abril 20, 2009, 03:03:54 pm
Citação de: "oultimoespiao"
Os portugueses sao peritos a resolver os problemas dos outros paises...

O'rly?

(http://caricatura.no.sapo.pt/caricaturas/politicos/Durao_Barroso_nelson_santos.gif)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Abril 22, 2009, 09:48:15 pm
Só estou a colocar a notícia, por causa da moçoila bem agradável à vista.

(http://www.jornaldenegocios.pt/images/2008_12/isabel_dos_santos_angola_bpi.jpg)

Isabel dos Santos entra hoje na gestão do BPI mas estará ausente da AG
O Banco BPI entra hoje numa nova fase do equilíbrio de forças entre accionistas, com a entrada de um representante de Isabel dos Santos para o conselho de administração da instituição.

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O Banco BPI entra hoje numa nova fase do equilíbrio de forças entre accionistas, com a entrada de um representante de Isabel dos Santos para o conselho de administração da instituição.

A empresária angolana não estará presente na assembleia-geral (AG), mas a eleição de Mário Silva, presidente da Santoro, "holding" da filha do presidente de Angola, será uma das principais decisões da reunião, assim como o aligeiramento da limitação ao direito de voto.

Além da nomeação do homem-forte de Isabel dos Santos em Portugal, os accionistas vão ainda eleger um novo representante dos catalães do La Caixa para o conselho. Um aumento de poder que reflecte o reforço do investimento que a instituição de Barcelona tem vindo a fazer no BPI, onde tem hoje uma participação de 30,5%. Mas que terá como contra-ponto a eleição de um representante do grupo angolano, cuja influência no banco português resulta não apenas de ter uma posição accionista de 9,7%, mas também do facto de ser parceiro da operação que o BPI tem em Angola, mercado essencial para o banco liderado por Fernando Ulrich.

No total, a equipa de administração passa a ter 25 membros, contra os anteriores 23 elementos. Além do representante de Isabel dos Santos e dos quatro gestores ligados ao La Caixa, têm assento no conselho do BPI três gestores do grupo brasileiro Itaú (que tem 19,3% do banco), dois do grupo segurador alemão Allianz (8,9%), um da Arsopi (3%), um da HVF (2,9%) e outro da Auto-Sueco (1,6%).


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=364346 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=364346)
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 23, 2009, 12:37:35 am
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(http://aeiou.expresso.pt//users/0/2/f204fd82.gif)

Manual de sobrevivência até 2011

Em 2009, o mundo vai viver a sua pior crise desde 1929 e Portugal vai passar pelo pior momento económico desde 1975, com uma recessão esperada de -3,5%. Existem factores que são piores do que há 34 anos (os principais mercados de destino das nossas exportações, nomeadamente a Europa, que absorve mais de 70% dos nossos produtos, estão todos em profunda recessão e a procura externa dirigida à economia portuguesa vai cair 13% este ano; a quebra do investimento interno vai chegar aos 14%; todos os agentes económicos estão profundamente endividados) e há outros melhores (estamos debaixo do guarda-chuva europeu; os preços internos e externos estão em queda, assim como os juros; há uma clara vontade política a nível global para inverter a situação).

Tudo o que se possa fazer a nível global para recuperar a economia mundial é positivo. Mas isso não nos dispensa de fazermos bem o trabalho de casa. E os dois problemas fundamentais com que nos debatemos são o desemprego, que não podemos deixar disparar, e a procura interna, que temos de reactivar. Para atingir esses dois objectivos há medidas que devem ser tomadas.

Apoiar por todas as formas as PME

Em Portugal existem 320 mil empresas, das quais metade (160 mil) facturam até €150 mil e têm até três trabalhadores - e 70% facturam até €500 mil. O fecho da Qimonda, que emprega 1800 pessoas, tem um enorme impacto mediático. Mas é nas micro e pequenas empresas que a catástrofe pode conduzir ao disparo do desemprego - porque se apenas um terço das micro falirem, o desemprego aumenta em mais 150 mil pessoas, que se juntarão às 470 mil que já se encontram nessa situação.

É por isso fundamental manter estas micro-empresas a funcionar. Elas debatem-se com dois problemas: falta de procura e encargos que têm de pagar. Para aliviar os encargos das PME podem utilizar-se várias vias. Por exemplo, suspender o IRC que essas empresas teriam de pagar este ano e no próximo, desde que o tenham pago nos últimos cinco anos; ou o Estado entrar no capital dessas 150 mil micro-empresas, onde está o grosso dos postos de trabalho, com a garantia de sair num prazo de três a cinco anos, vendendo ao dono ou no mercado; ou a Segurança Social adiar durante um ou dois anos a cobrança dos pagamentos que lhe são devidos, recorrendo por isso a 5% do Fundo da Segurança Social, dotado com 8 mil milhões de euros, e pagando as empresas o devido no final do prazo acrescido de um juro de 3%; facilitar a redução dos horários de trabalho dos dias semanais de trabalho, com diminuição salarial, como alternativa aos despedimentos; e, para as PME que exportam, encontrar rapidamente novos mercados e mercados emergentes, que não a Europa e os Estados Unidos. Mercados como o Irão, Líbia, Síria e Jordânia podem ser excelentes alternativas, a par de outros mais consensuais, como Angola. Para isso, contudo, é necessário também melhorar em muito o funcionamento dos seguros de crédito à exportação, sem os quais a nova aposta pode redundar num desastre.

Promover a criação de empresas

É fundamental não colocar todos os ovos na salvação das empresas existentes. O processo económico conduz naturalmente ao nascimento e à morte de muitas empresas. No primeiro trimestre do ano, 1207 empresas iniciaram uma acção de insolvência, mais 80% que no mesmo período do ano passado. Não nos devemos impressionar. Este processo será certamente muito acelerado durante esta crise e daí as preocupações do Governo em utilizar muitas medidas e bastante dinheiro para que o encerramento de empresas seja minimizado. Convém, contudo, manter e desenvolver os incentivos destinados a criar empresas que renovem o tecido produtivo, um processo onde as empresas de capital de risco são decisivas. É preciso ajudar a criar novas empresas, não só para substituir as que morrerão durante esta crise, mas para manter o espírito de empreendedorismo indispensável à existência de uma economia moderna e dinâmica.

Escrutinar investimentos públicos

É fundamental que o Governo concentre os investimentos públicos em projectos disseminados por todo o território, onde se verifique uma grande participação de empresas nacionais e que permitam reduzir as importações. É uma forma não só de evitar o aumento do desemprego como de, quando sairmos da crise, o país não estar ainda mais endividado. Exemplos: recuperação do parque escolar e de edifícios públicos, construção de projectos hidroeléctricos, aumento da eficiência energética. Todos os grandes projectos (nova ponte sobre o Tejo, alguns dos troços do TGV) devem ser profundamente repensados, em particular a construção de mais 600 quilómetros de novos troços de auto-estradas.
Subsidiar instituições de solidariedade

O Estado deve resistir à tentação de ser ele o principal fautor da coesão social do país. Com um custo muito menor e uma eficácia muito maior, esse papel pode e deve ser desempenhado por Organizações Não Governamentais (ONG) e instituições paralelas (Igrejas, Misericórdias, Caritas, Banco Alimentar Contra a Fome, etc), que seriam subsidiadas através da Segurança Social.



O Nicolau Santos resumiu na perfeição aquilo que eu considero fundamental para Portugal. Ao contrário dele, penso que essas prioridades deverão manter-se muito para além de 2011.

Na minha opinião, os pilares da governação económica de Portugal na próxima década deverão centrar-se obsessivamente nesta equação:

Apoiar por todas as formas as PME.
Promover a criação de empresas.
Promover a Inovação e Desenvolvimento (com um sistema de patentes suportado pelo próprio estado).
Diversificação de mercados (prioridade para a diplomacia económica).
Selecção criteriosa do investimento público.
Reforma urgente do sistema Judicial.

Estou a fazer um trabalho comparativo entre aquilo que foi feito em Taiwan e as suas possibilidades de sucesso em Portugal. Espero dar notícias sobre o mesmo em breve.
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Enviado por: P44 em Abril 23, 2009, 10:16:09 am
23 Abril 2009 - 00h30

FMI: Previsões indicam agravamento da situação até 2010

Desemprego pode chegar aos 11%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a taxa de desemprego em Portugal atinja os 9,6 por cento este ano e os 11 por cento em 2010. As perspectivas mundiais ontem divulgadas por esta organização são as mais pessimistas para a economia nacional.

Até aqui as piores previsões para a perda de postos de trabalho em Portugal tinham vindo da Comissão Europeia e colocavam a taxa de desemprego nos 8,8 por cento este ano e em pouco mais de 9 por cento no próximo ano.

A par do crescimento do desemprego haverá, de acordo com o FMI, uma contracção económica de 4,1 por cento este ano em Portugal e a recessão arrastar-se-á pelo próximo ano, embora com alguma recuperação. Em 2010 o crescimento do PIB será negativo em 0,5 por cento.

Já na semana passada, o Banco de Portugal tinha revisto em baixa as perspectivas de crescimento económico, apontando para uma contracção de 3,5% para este ano.

'PREPARAR PARA TEMPOS DIFÍCEIS'

O primeiro-ministro manifestou-se ontem apreensivo com as previsões do FMI para Portugal e frisou que estas espelham a 'necessidade de o país se preparar para tempos muito difíceis em 2009'. 'Com certeza que estou preocupado com estes números, mas o problema é que não podemos ficar pela preocupação e temos de agir, e é isso que estamos a fazer', adiantou José Sócrates no final do debate quinzenal no Parlamento. Também o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, considerou que as previsões do FMI são preocupantes.

APONTAMENTOS

INFLAÇÃO

A inflação deverá fixar-se este ano nos 0,3%, segundo o FMI. O Banco de Portugal espera um recuo de 0,2%.

ZONA EURO

O FMI prevê que o PIB dos países do euro se contraia 4,2% em 2009 e 0,4% em 2010.

ESPANHA

O país vizinho também viverá um período difícil, com o PIB a recuar 3%.

PREVISÕES 2009 E 2010

Desemprego: 2009 /2010

Governo: 8,5% / 8,2%

Comissão Europeia: 8,8% / 9,1%

FMI: 9,6% / 11%

OCDE: 8,5% / 8,8%

PIB: 2009 / 2010

Banco de Portugal: -3,5% / 0,5%

Governo: -0,8% / 0,5%

Comissão Europeia: -1,6% / -0,2%

FMI: -4,1% / -0,5%

OCDE: -0,2% / 0,6%


correiodamanha.pt
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Enviado por: André em Abril 24, 2009, 01:47:18 pm
Portugal deu 470 milhões em 2008 mas é dos países que menos ajudam países pobres


Portugal destinou no ano passado 470 milhões de euros para ajuda aos países em desenvolvimento, um crescimento de 21,1 por cento face a 2007, mas insuficiente para retirar o país dos últimos lugares da lista de doadores.

Em 2008, Portugal destinou 0,27 por cento do seu Rendimento Nacional Bruto (RNB) - riqueza criada que fica no país - à Ajuda Pública ao Desenvolvimento(APD), segundo os dados mais recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

No ano passado o Rendimento Nacional Bruto português ascendeu a 159.066,2 milhões de euros.

A percentagem, que em 2007 foi de 0,22 por cento, coloca o país como o quinto pior doador entre 22 Estados que integram o Comité de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da OCDE, a seguir à Grécia, Itália, Japão e Estados Unidos (que ocupa o último lugar em termos de percentagem, mas é o país que mais dinheiro dá).

A lista dos países que maior percentagem do seu RNB destinaram à ajuda ao desenvolvimento é liderada pela Suécia (0,98 por cento), que com o Luxemburgo (0,92 por cento), Noruega (0,88), Dinamarca (0,82) e Holanda (0,80) ultrapassaram já a meta colectiva de 0,7 por cento estabelecida pelas Nações Unidas para 2015.

A percentagem da ajuda portuguesa continua longe das metas de 0,33 por cento definida pela União Europeia para cada estado em 2006 e de 0,51 por cento para 2010.

Portugal inclui-se também entre os três países que menos dinheiro destinou à ajuda pública ao desenvolvimento, juntamente com o Luxemburgo e a Nova Zelândia.

Em montantes, os principais doadores foram os Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França e Japão, enquanto o maior crescimento das verbas destinadas à APD se verificou nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Japão e Canadá.

A OCDE considera ainda «notáveis» os aumentos registado por Portugal, Austrália, Bélgica, Grécia e Nova Zelândia.

Segundo a OCDE, o aumento de 21,1 por cento em termos reais de Portugal deveu-se «ao aumento da ajuda bilateral, designadamente em África».

Dados do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) revelam que a ajuda bilateral representou em média 61 por cento do total entre 2002 e 2007, com a cooperação técnica, principalmente nos sectores da educação e formação, a revelar-se a principal modalidade da APD, com uma média anual acima dos 50 por cento.

Projectos de investimento, reorganização e perdão de dívidas e o apoio ao orçamento dos países são outras modalidades.

Os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste são os maiores beneficiários da ajuda bilateral, enquanto a multilateral é destinada à União Europeia, Nações Unidas (em média 8,7 milhões de euros entre 2002 e 2007) e Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Organização Mundial do Comércio (uma média de cerca de 10,7 milhões de euros, no mesmo período).

Em 2007, Cabo Verde (39 milhões de euros) encabeçava o Top 10 dos maiores receptores da APD portuguesa, que integrava ainda Timor-Leste (32 milhões de euros), Moçambique (16 milhões), Angola (15 milhões), Guiné-Bissau (11 milhões), Servia (10 milhões), São Tomé e Príncipe (9 milhões) Bósnia Herzegovina (6,8 milhões), Afeganistão (6,1 milhões) e Líbano (4,5 milhões).

A ajuda pública ao desenvolvimento (APD) da OCDE cresceu 10,2 por cento em 2008, comparativamente ao valor de 2007, atingindo os 90 mil milhões de euros.

O continente africano foi o destinatário da maior parte da ajuda, com 26 mil milhões de euros, sobretudo a África subsaariana, que recebeu 22,5 mil milhões de euros.

Lusa
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Enviado por: Chicken_Bone em Abril 28, 2009, 08:16:32 pm
O risco de ser patrão
De desempregado a patrão

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A cada  dia, 2185 pessoas inscrevem-se nos centros de emprego. O desemprego cresceu 24% em Março e atinge níveis recordes. Criar o próprio emprego a partir  da antecipação  das parcelas  do subsídio desemprego  e de incentivos  do Estado a fundo perdido pode ser uma alternativa.  O Instituto  do Emprego  e Formação Profissional tem 77 milhões de euros para o Programa de Apoio à Criação do Emprego Local. Cinco portugueses optaram pela aventura  de criar o próprio negócio. São patrões e empregados. Assumiram dívidas e ainda não ganham salário. Lutam para manter a porta aberta, pagar as despesas e alcançar a sustentabilidade do negócio. Acreditam no futuro.

O teatro de operações do ex-militar João Correia mudou do Kosovo e do Afeganistão para uma oficina de recondicionamento de baterias em Portimão. Daniela Silva passou de solicitadora a empresária de chocolates gráficos em Vila Nova de Gaia. Mário Vítor deixou de guiar autocarros em Lisboa e dirige uma lavandaria em Camarate. Depois de se fecharem as portas do atelier de designer de interiores em que trabalhava, Inês Cesteiro inaugurou o próprio escritório em Setúbal. A falência da fábrica de móveis em que Paulo Jesus era vendedor tornou-se numa oportunidade para recuperar e ser socioproprietário do negócio em Águeda. Atingidos pelo desemprego eles arriscaram criar o próprio negócio. Transformaram-se em patrões, mas não só. Fazem a vez de empregados e administradores. Estão sem salário ou ganham menos do que nos empregos anteriores. Dependem do companheiro, da família ou de emprego suplementar para sobreviver. Manter a porta aberta, pagar os custos mensais e as dívidas e fidelizar os clientes são as metas destes empreendedores. Buscam o ponto de equilíbrio, a sustentabilidade do negócio, e acreditam no futuro.

Personalizar chocolates para hotéis, cabeleireiros e bancos foi a escolha de Daniela, 38 anos, a trabalhar por conta própria como solicitadora ou partir em busca de um novo posto de trabalho. Em Fevereiro de 2007, a empresa do ramo imobiliário em que estava há quatro anos negociou sua saída, alegando "dificuldades económicas". Em busca de uma actividade que conjugasse resultados financeiros e satisfação profissional, encontrou o mercado aberto em Portugal para os chocolates como ferramenta de marketing.

No centro do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) soube que poderia obter crédito a fundo perdido através do Programa de Estímulo à Oferta de Emprego - o financiamento máximo é de 150 mil euros. Para além de estar no desemprego involuntário, os candidatos ao crédito das Iniciativas Locais de Emprego devem apresentar uma proposta que inclui objectivos, estudo de mercado, recursos humanos e investimentos financeiros do negócio. "O mais difícil foram as licenças camarárias para instalação da empresa. Os próprios técnicos da câmara não sabiam orientar-me sobre os pré-requisitos para a instalação de uma indústria de alimentos. Sem essas autorizações não era possível apresentar o projecto ao Instituto do Emprego. Depois de sete meses apresentei a candidatura, informaram-me que a dotação orçamental da região estava esgotada. Fiquei furiosa, mas resolvi que iria abrir o negócio de qualquer jeito", relembra.

Em busca de capital para abrir a empresa antecipou 3000 euros da parcelas a receber do subsídio desemprego. Obteve crédito da banca na ordem dos 100 mil euros e encontrou parceiro na Plataforma Finicia do IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação), que injectou outros 45 mil euros.

Obras de remodelação concluídas, em Fevereiro de 2008, a Carpe Chocolatum começou a produzir. "A previsão de facturação para 2008 era de 117 mil euros, chegámos a 36 mil euros. Em média faço 20 negócios por mês, o que resulta em cerca de 2500 euros mensais. Estamos a lutar para pagar os custos dos empregados, a licença de produção e o empréstimo bancário. Eu ainda não tenho salário, o que é frustrante, a família sobrevive com o emprego do meu marido ", relata Daniela.

"Aqui fora também é uma guerra, manter uma empresa é um desafio diário", afirma o ex-militar João Correia, 29 anos. Depois de sete anos no Exército, em missões na Ásia e na Europa como condutor e atirador, o seu contrato não foi renovado. O conhecimento e o interesse pela estrutura e funcionamento de carros e veículos nasceram nas missões militares. O desemprego estimulou-o à "aventura" de abrir o próprio negócio. Recolher, recuperar e vender baterias - de carros, painéis solares, empilhadoras - foi a aposta. No Centro de Emprego perguntaram-lhe o que havia de "inovador" no negócio. "As baterias recondicionadas podem custar menos 50% do que as novas, trata-se de um ramo sem exploração no Algarve e com responsabilidade ambiental por reciclar as baterias sem utilidade", respondeu.

O investimento na empresa foi de 82 mil euros. A título de estímulo à criação do próprio emprego, a fundo perdido, recebeu 20 mil euros. A antecipação das prestações do fundo desemprego somou 5000 mil euros. Apoios familiares e economias acrescentaram-lhe 15 mil euros. Faltavam-lhe 42 mil para os equipamentos de recondicionamento e a compra do franchising para o Algarve. A solução foi dar a casa como garantia de um empréstimo bancário. "A parcela do incentivo do programa de criação do próprio emprego é através de reembolso. É preciso ter o capital para investir. Os 20% do IVA não estão incluídos, são responsabilidade do empreendedor, e pesam no bolso de quem está a começar", aponta João.

A oficina abriu há nove meses e já recondicionou 304 baterias. A meta é vender cinco baterias por dia para atingir uma facturação de quatro mil euros mensais. A média de movimentação financeira tem sido de dois mil euros, o que garante o salário mínimo do único funcionário e as despesas de manutenção. "Não tenho remuneração, a minha esposa garante as despesas da casa. A crise económica chegou junto com a abertura do negócio e é preciso facilitar a cobrança para os clientes. Fiz uma pesquisa de mercado e ela mostrou que trata-se de um negócio de futuro", garante.

"Sei que estou a passar a pior fase de qualquer negócio, que são os dois primeiros anos. Não estou preocupado em recuperar o investimento e sim em manter a porta aberta, pois, se não resultar após quatro anos, além do falhanço e da frustração, fico com a dívida no banco e tenho de devolver os recursos ao Instituto do Emprego", explica Mário Vítor, 48 anos. O stress psicológico de 17 anos na condução de autocarros levaram à sua saída da Carris. A indemnização de 30 mil euros, a experiência da mulher, Marina - que trabalhara desde sempre com roupa - e a inexistência de uma lavandaria em Camarate indicaram--lhe que era a altura certa para abrir o próprio negócio.

Planeava atender hotéis e restaurantes, o negócio da "roupa branca", mas para tal seriam acrescidos 40 mil euros aos estimados 90 mil de investimentos de arranque. Optou pela lavandaria com lavagem a seco e engomadoria. Do programa de criação do próprio emprego recebeu 30 mil euros e recorreu ao empréstimo bancário para chegar ao capital necessário para se estrear como empresário. "Antes de abrir o negócio e receber os apoios já são precisos investimentos, como o plano de remodelação do local de instalação da empresa e o contabilista. O projecto envolve riscos elevados riscos financeiros, sem falar que não tenho formação em gestão, aprende-se na prática a administrar a empresa", aponta Mário.

Não contava que instalar a loja nas traseiras da rua principal teria influência no movimento da Versátil e Eficaz. Investe em publicidade com "moderação". Cada estaca para afixação de uma placa publicitária, as suas precisam de duas, custa 20 euros por mês. Aposta nos panfletos, mas a impressão "não é barata" e tem pouco tempo para os distribuir. Em dois anos, abriu a porta em Outubro de 2006, já cadastrou 1700 clientes, os fixos são 15 por semana.

Marina, sócia e esposa de Mário, reveza-se entre as máquinas de lavar e as passadeiras, recebe a ajuda da filha de 20 anos. São dezenas de camisas por dia, a lavandaria já requer um funcionário, mas a facturação não o permite. A renda da loja é de 500 euros, a prestação do empréstimo, 600, os custos de electricidade estão na faixa dos 350 euros, sem falar da água, cabides, plástico para embalar e dos produtos químicos. "Entram cerca de 2000 mil euros por mês e sai o mesmo em custos de manutenção. Trabalho com transporte de pessoas, em especial turistas, para pagar as despesas de casa. Idealizei esse negócio e tenho fé de que vamos crescer. A região de Camarate está a desenvolver-se, há projectos empresariais e de habitação, vamos captar este público", aposta Mário.

Uma discoteca, um hotel e uma loja de móveis estão entre os projectos em desenvolvimento do atelier de arquitectura de interiores e design Às Duas por Três. Inês Cesteiro, 32 anos, ficou desempregada quando a empresa do mesmo ramo em que trabalhava fechou. Sónia Rodrigues, 32 anos, tinha um emprego precário, há dez anos a recibos verdes. Mariana Neto, 27, concluíra o estágio e procurava o primeiro emprego. Amigas de longa data, com formação em designer e arquitectura, tornaram-se sócias para realizar o sonho do próprio negócio e investir numa carreira profissional autónoma. "É um negócio para a vida, acreditamos piamente nesse projecto", garante Inês.

A primeira reunião no Centro de Emprego, para conhecer as possibilidades de apoio financeiro, foi "desmotivadora". "Concordo que seja assim, para que as pessoas percebam que não é fácil criar uma empresa, investir num negócio. É muito fácil desistir da criação do próprio emprego, pois os obstáculos legais, económicos e de mercado são muitos", pontua Sónia. O investimento inicial foi de 27 mil euros. Computadores, softwares de programação e o mobiliário consumiram a maior parte dos recursos. Além da antecipação do subsídio de desemprego de Inês, valeram o apoio ao primeiro emprego de Marina, que auxilia com 18 prestações do salário mínimo, e as economias das sócias. Para reduzir os custos mensais candidataram-se a uma sala no ninho de empresas de Setúbal. "Estamos a pagar 20 euros por mês por uma sala de 35 metros quadrados, a renda mínima de uma sala era de 300 euros. A cada seis meses a renda duplica de valor, mas no final do contrato, depois de quatro anos, se as instalações estiverem em condições adequadas, o dinheiro é devolvido", explica Marina.

Inês e Sónia tinham ordenados na faixa de 1500 euros e, como estagiária, Marina recebia 750 euros. Com a abertura do próprio negócio passaram a um ordenado de 400 euros, que não está garantido. "As pessoas diziam que éramos loucas em apostar no próprio negócio em tempos de crise económica", relembra Sónia. "Faríamos tudo na mesma, sem o incentivo de criação do próprio emprego. Temos experiência no ramo, o que é determinante para os clientes que temos e os projectos que desenvolvemos", afirma Inês. "Mudámos o nosso padrão de vida, nada de jantares, viagens, compras. O importante é que os recursos que entram estão a manter o negócio vivo", assinala Marina.

Começou por vender bicicletas, aos 21 anos. Chegava às cidades e perguntava aos polícias e carteiros onde ficavam as lojas de revenda para apresentar o produto. "Na primeira visita não se faz negócio, por vezes são necessários muitos contactos até à primeira venda", esclarece Paulo Jesus, 39 anos. Hoje vende armários, cadeiras e cacifos para Angola, Cabo Verde e Moçambique. Em 2008, a Ralut, indústria do mobiliário metálico, movimentou dois milhões de euros, 75% do valor representaram custos e 25% foram destinados a investimentos de remodelação, manutenção e aquisição de um novo pólo de produção.

Em 2005, Paulo era vendedor da Talur, fábrica de móveis de escritório, em Águeda. Ganhava entre 4000 e 5000 euros por mês. A carteira de clientes e a qualidade do produto não foram suficientes, e uma má gestão administrativa levou à falência da empresa. As máquinas foram tomadas pelo Estado como pagamento das dívidas e os 20 empregados entraram no desemprego (os processos judiciais dos trabalhadores estão a decorrer).

Paulo foi consultar os seus clientes: "Se for mantida a qualidade do produto e os preços, mantêm-se fiéis à empresa?" Ouviu "sim" e propôs a dois ex-funcionários da área de produção dar continuidade ao negócio dos móveis.

Comprar as máquinas de produção ao Estado, reinstalar a empresa, contratar funcionários e investir em matérias-primas representavam um investimento de 500 mil euros. Candidataram-se à criação do próprio emprego e receberam 150 mil de incentivos através do Instituto do Emprego. As economias particulares e "pequenos" empréstimos da banca trouxeram o capital que faltava. "Participei das reuniões do Centro de Emprego, mas não entendia o que se passava, era tudo muito técnico, burocrático, tive de contratar alguém para fazer o projecto. Para quem não tem capital é impossível investir na criação do próprio emprego", avalia Paulo.

Além do padrão de qualidade e dos preços, Paulo credita a sustentabilidade alcançada pela empresa ao marketing, a atenção dedicada ao cliente, a definição do mercado (lojas especializadas em móveis de escritório) e a aposta no mercado internacional. Os 27 empregados ganham em média 500 euros, os três sócios têm um ordenado de 1200 euros. "Em tempos de crise temos de conter as despesas e atender o maior número possível de clientes. Demora-se mais para receber e temos de negociar os pagamentos com os fornecedores", ensina.

De Talur para Ralut, Paulo inverteu não apenas o nome da empresa de móveis de escritório, mas passou da falência financeira à sustentabilidade e ao reinvestimento. Nos últimos anos como funcionário acompanhou a administração da empresa e obteve conhecimentos imprescindíveis para gerir o negócio. Contudo, não prescindiu de contratar pessoal especializado para a gestão. "Conhecer" a área em que se aposta é o determinante para o sucesso de um negócio, na óptica de Paulo Jesus. "Sou ambicioso, lutador e persistente, mas nunca teria investido num negócio que não conhecesse bem. Era mais fácil aceitar uma das propostas de emprego para vendedor nos concorrentes do que entrar num ramo novo."


http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?c ... id=1211824 (http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1211824)
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 29, 2009, 12:49:28 pm
A saída da cepa torta

por ANTÓNIO PEREZ METELO

Passados 35 anos, o 25 de Abril é uma daquelas datas de excepção que nos transportam ao passado e a um dia inesquecível. Não vale a pena despejar uma tonelada de indicadores económicos e sociais para ilustrar a distância entre a vida de hoje neste canto da Europa e a que existia então. Limito-me a sugerir aos leitores do DN de amanhã que meçam a dimensão quase surreal do País de antes de Abril no artigo "Lembro-me de que...", da autoria de Ferreira Fernandes, inserido no caderno especial dedicado à Revolução dos Cravos.

Hoje, com uma economia 3,2 vezes maior da que existia em fins de 1973 (o que, ao longo de 35 anos, dá a respeitável taxa de crescimento real média de 3,4% ao ano), os problemas são totalmente outros. Há oito anos que andamos a marcar passo, com um crescimento real medíocre de 0,8% ao ano, o que nos vai afastando do nível de vida real dos parceiros na Zona Euro. E, a somar a isso, existe o sentimento generalizado de que não conseguimos sair desta cepa torta. O sentimento de um vaivém sem descanso e sem sustentabilidade: depois dos ganhos, que a Revolução de Abril impôs, veio o severo ajustamento até 1987; depois dos anos dourados do fim da década de 90, novo aperto do cinto, até hoje.

Em vésperas de três fortes embates eleitorais, com toda a experiência acumulada das diversas orientações políticas na governação e da actividade das oposições ao longo das três décadas passadas, o tema difícil que exige respostas claras é o da compatibilização de uma estratégia de crescimento mais vigoroso com a melhoria gradual, mas sustentada, de quem trabalha ou atingiu já a reforma. Há quem venha defendendo com insistência que uma coisa anula a outra: para reforçar as empresas e os rendimentos (lucros) dos detentores do capital é forçoso aumentar a pobreza relativa dos excluídos dos meios de produção. Mas há também uma outra teoria e uma outra prática - a da social-democracia nórdica - que aponta para uma via intermédia de partilha de rendimentos capital e trabalho, com ganhos reais para ambos. A condição é justamente um forte crescimento real, com ganhos continuados de produtividade e competitividade baseados numa força de trabalho cada vez mais qualificada e produtiva. E envolvida na vida e nos resultados das empresas onde trabalham.

 :arrow: http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interi ... z%20Metelo (http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1210833&seccao=Ant%F3nio%20Perez%20Metelo)
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Enviado por: comanche em Maio 04, 2009, 10:36:41 pm
Portugal é a 10ª economia avançada que mais empregos perde na crise

Até 2010, o mercado de trabalho nacional vai encolher 3,1% face ao número de postos de trabalho que existiam em 2008. Nesta medida, Portugal será a décima economia avançada mais afectada pela crise, ficando melhor que Espanha ou Irlanda, mas semelhante ao Reino Unido e pior que o Japão ou os EUA.


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Até 2010, o mercado de trabalho nacional vai encolher 3,1% face ao número de postos de trabalho que existiam em 2008. Nesta medida, Portugal será a décima economia avançada mais afectada pela crise, ficando melhor que Espanha ou Irlanda, mas semelhante ao Reino Unido e pior que o Japão ou os EUA.

Tratam-se de 160 mil empregos perdidos em dois anos o que significa que, em 2010, existirão 5,04 milhões de postos de trabalho, o número mais baixo desde 2000.

Estas são as últimas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para os desenvolvimentos esperados no mercado de trabalho nas 33 economias que considera avançadas. Segundo a instituição, entre 2008 e 2010, a crise vai ditar uma perda de 2,3% no total de empregos no "mundo avançado". Isto representa um corte de 10,9 milhões postos de trabalho, para os 464,8 milhões, o menor número desde 2005.

Em termos de taxas de destruição de emprego, o pódio é composto pelo trio Irlanda (-10,6%), Islândia (-7,9%) e Suíça (-6%). A Espanha está em quinto lugar, com uma perda de 4,5% dos postos de trabalho que existiam no ano passado. Com perdas entre os 3% e 4% estão, além de Portugal, Bélgica, Suécia, Taiwan, Itália e Reino Unido.


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=365918 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=365918)
Título:
Enviado por: PedroM em Maio 11, 2009, 12:45:24 pm
O Oportunismo político e o autismo económico no seu melhor:

António Borges salva o universo (e, em princípio, também Portugal)

Já quando toda a gente deitava as mãos à cabeça por causa das consequências das contínuas (re)vendas, até se perder o rasto, dos créditos de altíssimo risco (os créditos NINJA, ou seja, No Income No Job or Assets), o imperturbável António Borges não vergava: o subprime é “uma das melhores inovações dos últimos anos”.

É o mesmo António Borges que, indiferente ao caos financeiro mundial, continua a defender a privatização total da segurança social [SIC, aos 2:45]:
SIC — Acha que as propostas feitas em 2005 de se privatizar toda a segurança social portuguesa ainda são válidas?
Borges — Claro que são.

Há dois aspectos em que o vice-presidente da Dr.ª Manuela é muito coerente, nem que para isso tenha que meter os pés pelas mãos: afastar o Estado dos mercados financeiros e alijar as responsabilidades dos gestores pela crise financeira internacional.

Veja-se a seguinte passagem de um artigo de Borges no Expresso [11 de Outubro de 2008, suplemento de Economia, pp. 22-23], em que faz a defesa da opacidade dos produtos financeiros:
“É absolutamente verdade que muitos produtos financeiros são tão complexos que só os grandes especialistas os compreendem. Mesmo os reguladores estão com frequência muito atrás da inovação no sector financeiro e não percebem o que se passa. O problema é que, sem inovação e sem sofisticação crescente dos produtos, o sector não pode responder às necessidades de uma economia cada vez mais complexa e incerta. O regresso a produtos simples e compreensíveis implicaria um retrocesso gigantesco na capacidade de gestão do risco”.

Entretanto, António Borges faz declarações ao Diário Económico [suplemento MBA Guide BOOK, 31 de Março de 2009] sobre a responsabilidade dos gestores. Veja-se que, quando antes sustentara que os reguladores não conseguiam acompanhar a “inovação no sector financeiro e não percebem o que se passa”, volta tudo do avesso, por um truque de mágica, para desresponsabilizar os gestores pelas tropelias do capital financeiro.

Veja-se: “Os gestores têm uma responsabilidade marginal. (…) A versão politicamente correcta é dizer que foram os gestores dos bancos e a sua ganância a causar este problema. Isso é completamente falso”. E como Borges justifica a sua pirueta? Contradizendo o que havia escrito no Expresso: “Se o regulador, que tem uma visão completa do sistema não percebeu o problema, porque é que os gestores dos bancos que têm uma visão parcial que é a da sua instituição tinham obrigação de perceber?”

Nada disto teria qualquer importância para a Humanidade se António Borges, depois de ter recebido uma palmada nas costas de agradecimento da Goldman Sachs, tivesse ficado quieto em Alter do Chão. Acontece que o vice-presidente da Dr.ª Manuela decidiu explicar esta semana o que entende que se aprendeu com a crise financeira.
Não se tratando aparentemente de um curso de auto-ajuda, parece que António Borges deu em vender o elixir da longa vida. A vida, essa, custa a (quase) todos.

http://corporacoes.blogspot.com/ (http://corporacoes.blogspot.com/)
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/3f0 ... 3f92e.html (http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/3f078b9129a0529aa3f92e.html)
Título:
Enviado por: Mike23 em Maio 20, 2009, 11:39:17 am
Portugal é o país mais competitivo do sul da Europa


Citar
Portugal subiu três lugares no ranking que mede a competitividade dos países a nível mundial.

O nosso país ocupa este ano o 34.º lugar numa lista de 57 países que fazem parte do World Competitiveness Yearbook, organizado pelo Institute for Mangement Development.

A subida de três posições, face a 2008, é vista pelo coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, como a prova de que as medidas que este Plano, em particular, tem posto em prática estão a ter resultados positivos.

"O que este ranking mostra é que Portugal, ao contrário da União Europeia, ganha competitividade neste contexto de crise. O que significa que as medidas estruturantes, como o Plano Tecnológico, estão a dar os seus frutos", frisou Carlos Zorrinho.

Neste ranking, que analisa factores como a performance económica, as infra-estruturas tecnológicas e básicas, o enquadramento institucional, educação, etc., Portugal está no grupo de cinco países da UE que mais melhoraram a sua posição. Atrás do nosso país ficaram Espanha, Itália e Grécia, permitindo a Portugal situar-se como o país mais competitivo do Sul da Europa. À semelhança do nosso país, Alemanha e Suécia também progrediram três posições. Entre os 24 países da UE do ranking, Portugal ocupa a 16.ª posição, dois lugares acima do que em 2008.

Salientando que o World Competitiveness Yearbook analisa "tudo o que é fundamental para a competitividade", Carlos Zorrinho, defende que este resultado mais do que ajudar o país no contexto internacional deve ser um estímulo para os portugueses.

"Não há razões para que os portugueses não tenham esperança no futuro", perante as melhorias que o país está a verificar a este nível, referiu o coordenador do Plano Tecnológico.
Título:
Enviado por: emarques em Maio 20, 2009, 11:47:06 am
E subimos no ranking porquê, o artigo não diz? É que se tivermos subido porque houve reduções de burocracias e bloqueios ao investimento, melhoria da produtividade e da qualidade da força de trabalho, isso é muito bom. Se for porque os níveis salariais da concorrência têm subido enquanto que os nossos estaganaram, já não é exactamente ouro sobre azul.
Título:
Enviado por: André em Maio 20, 2009, 12:56:26 pm
Citação de: "emarques"
E subimos no ranking porquê, o artigo não diz? É que se tivermos subido porque houve reduções de burocracias e bloqueios ao investimento, melhoria da produtividade e da qualidade da força de trabalho, isso é muito bom. Se for porque os níveis salariais da concorrência têm subido enquanto que os nossos estaganaram, já não é exactamente ouro sobre azul.



Segundo o estudo, a performance económica e a melhoria das infra-estruturas foram essenciais para a subida global do país, que se destacou também pela sua competitividade nos custos, pelo enquadramento legal e social e pelas suas infra-estruturas tecnológicas.

"Portugal tem feito melhorias pequenas mas sólidas, que reflectem políticas estruturais e o plano tecnológico e é melhor nos indicadores relativos aos preços, infra-estruturas, condições ambientais e educação mas tem mais dificuldades no que diz respeito ao crescimento económico e contextos ligados a práticas de gestão", disse o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.

O World Competitiveness Yearbook é uma publicação anual promovida pelo IMD que classifica e analisa o modo mais de 250 critérios/variáveis agrupados em quatro factores de competitividade: performance económica, eficiência de Governo, eficiência empresarial e infra-estruturas.

A análise da competitividade das economias estudadas é feita a partir de dados estatísticos recolhidos junto de organizações internacionais, nacionais e regionais.

DN
Título:
Enviado por: P44 em Maio 20, 2009, 03:22:56 pm
não me digam que é mais um artigo "daqueles encomendados á OCDE pelo PS"?  :twisted:
Título:
Enviado por: legionario em Maio 21, 2009, 04:41:46 pm
Ser os mais competitivos à custa de salarios de miséria, nao obrigado !
O salario minimo na Hungria (ex républica comunista) ja é de 700 euros, nao admira que sejamos competitivos...
Título:
Enviado por: Vicente de Lisboa em Maio 21, 2009, 05:21:30 pm
Citação de: "legionario"
Ser os mais competitivos à custa de salarios de miséria, nao obrigado !
O salario minimo na Hungria (ex républica comunista) ja é de 700 euros, nao admira que sejamos competitivos...

Não sei onde foi buscar esse dado, mas muito honestamente, se for verdade, não acredito que seja cumprido.

O PNB per capita da Hungria é (era) ~20.000 contra os nossos ~22.000, os niveis de desemprego eram maiores (pré-crise), e não têm o euro. (dados da wikipedia)

Pós-crise, tiveram de pedir 20 Biliões de Dollars ao FMI/UE (wiki), o florin perdeu 10% do valor, e já há quem pergunte se eles não são a nova Islândia (http://http).

All in all, são sinais de uma economia mais fraca que nós. Se têm mesmo 700 de mínimo é porque há muita gente a trabalhar ilegalmente.

edit: fui ver na wiki e o salário mínimo Húngaro é 71.500 Florins, o que dá uns 255€. link (http://http)
Título:
Enviado por: legionario em Maio 21, 2009, 10:55:29 pm
A fonte foi o EuroNew's ;)
Seja como for, nos temos dos salarios mais baixos da UE e esse tem sido sempre o principal critério para a nossa competividade. O caminho a seguir  nao esta em abrir as pernas (refiro-ma às leis e incentivos que favorecem certo tipo de investimentos estrangeiros como os que foram oferecidos à autoeuropa p.ex ) para que outros se venham aqui instalar, mas sim em investir na inovaçao, criatividade e claro esta, na produtividade através de salarios justos.
Que nem mais uma fabrica se instale em Portugal atraida pelos baixos salarios é o que desejo. A globalizaçao deveria significar tambem que um operario portugues receba tanto de salario como o alemao .
...Desejaria tambem que se reconstruisse muita da nossa industria desmantelada por causa das deslocalizaçoes para paises onde se nao respeitam  regras nenhumas.
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2009, 08:48:59 am
(http://img30.imageshack.us/img30/9008/wages.jpg)


de
http://www.eurofound.europa.eu/eiro/200 ... 07101s.htm (http://www.eurofound.europa.eu/eiro/2005/07/study/tn0507101s.htm)

existem outras tabelas neste link

(Portugal não aparece nestas tabelas, não me perguntem porquê.  :?  )
Título:
Enviado por: PedroM em Maio 22, 2009, 09:08:42 am
Desfazendo alguns mitos que andam em muitas cabeças e em muitas páginas de jornal e da net.

Década perdida?

Os dados recentes apontam para que em 2009 Portugal deva convergir com os países da União Europeia (UE). Nada de novo! Entre 2004 e 2008 Portugal já convergiu com a UE15 e mesmo, em menor grau, com a UE27, aproximando-se...

Os dados recentes apontam para que em 2009 Portugal deva convergir com os países da União Europeia (UE). Nada de novo! Entre 2004 e 2008 Portugal já convergiu com a UE15 e mesmo, em menor grau, com a UE27, aproximando-se também do Japão e dos EUA.

Estes factos contrariam a ideia tantas vezes repetida de que Portugal está há dez anos a afastar-se cada vez mais dos países mais desenvolvidos da Europa e do Mundo. Uma ideia falsa. Na última década houve convergência entre Portugal e os países mais desenvolvidos (UE15, EUA e Japão), mesmo se esta foi muito mais moderada do que na década anterior - em especial do que no período entre 1986 e 1999.

Nos últimos quatro anos Portugal esteve até entre os cinco países da UE15 que apresentaram uma evolução mais favorável do rendimento "per capita". Considerando toda a década de 1998 a 2008 verificamos que Portugal esteve a meio da tabela da UE15, com sete países com melhor desempenho e sete com pior. Mais, o rendimento per capita de Portugal não só se aproximou da UE15 (2,6 pontos percentuais) mas também do dos EUA (3,5 pontos) e do Japonês (13,0).
Objectivamente, Portugal está hoje mais próximo da média dos países mais ricos da Europa e do Mundo do que alguma vez esteve na sua história recente (ver gráfico).

Como é que tal é possível num contexto de fraco crescimento económico? A verdade é que a última década não foi brilhante para Portugal, mas também não o foi para a generalidade dos países mais desenvolvidos. Foi a década da afirmação da China e da Índia, e na Europa, da afirmação dos países do alargamento. Mas por que é que Portugal não conseguiu ter um desempenho idêntico ao da década anterior ou ter uma performance semelhante à dos novos países que entraram para a UE?

Nos últimos 10 anos os países do alargamento tiveram um choque externo positivo semelhante ao verificado em Portugal quando o País entrou na CEE, enquanto Portugal foi afectado por dois choques externos negativos - a liberalização das trocas entre a UE e Ásia e o próprio alargamento. Choques a que se somou uma situação interna pouco favorável. Muitos já salientaram a responsabilidade do endividamento e do desequilíbrio das contas públicas para a desaceleração depois de 2000, mas eventualmente, os choques externos tiveram um efeito ainda maior no travar do crescimento da economia portuguesa.

O choque da emergência dos países asiáticos, cujas exportações para a UE cresceram exponencialmente, teve um efeito brutal nas exportações tradicionais de Portugal. O choque do alargamento desviou muito do investimento estrangeiro (IDE) que antes estava a ser direccionado para o Sul da Europa.

É importante notar que as exportações chinesas de produtos intensivos em mão-de-obra barata concorrem muito mais com as tradicionais exportações portuguesas do que com as francesas, alemãs ou suecas. Além disso, o Leste absorveu mais o tipo de investimentos que viriam para Portugal do que os destinados à Finlândia, Áustria ou à Dinamarca. Estes dois choques colocaram mais em cheque a competitividade portuguesa do que a dos países desenvolvidos (da UE-15). No entanto, Portugal aproximou-se da média da UE15 e nos últimos quatro anos mesmo da média da UE27, crescendo mais que a França, Alemanha, Áustria, Dinamarca, e muito mais que a Itália - país a que por vezes o nosso desempenho é comparado -, que na última década caiu 13 pontos face à média da UE15, enquanto Portugal avançou 2,6 - ver quadros.

O que é que estes dados nos dizem sobre a situação do País? Dizem pelo menos que as análises catastrofistas, baseadas na premissa de que o País está a andar para trás face aos países mais desenvolvidos, são no mínimo muito exageradas. O desempenho de Portugal, sendo mau, conseguiu garantir convergência.

Como? Nesta década Portugal alterou radicalmente a estrutura das exportações e evoluiu para sectores e produtos de maior sofisticação e qualidade. A qualificação dos trabalhadores também melhorou significativamente. Houve um esforço importante para melhorar a eficiência das instituições públicas e diminuir os entraves que estas colocam à actividade económica. Nestes aspectos, os últimos dez anos estiveram longe de ser uma década perdida.

Há ainda muito a fazer em qualquer destas áreas, bem como em outras. No entanto, o progresso, ainda que limitado, permitiu que o País conseguisse manter alguma convergência mesmo numa década tão difícil, que agora se tornou ainda pior. Penso que o continuar destas reformas pode também permitir que a economia portuguesa continue a convergir com a dos países mais ricos na década que se vai seguir à actual crise.

Manuel Caldeira Cabral
Professor do Departamento de Economia, Universidade do Minho

http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=369052 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=369052)
Título:
Enviado por: legionario em Maio 22, 2009, 11:07:32 am
Citação de: "P44"
(http://img30.imageshack.us/img30/9008/wages.jpg)


de
http://www.eurofound.europa.eu/eiro/200 ... 07101s.htm (http://www.eurofound.europa.eu/eiro/2005/07/study/tn0507101s.htm)

existem outras tabelas neste link

(Portugal não aparece nestas tabelas, não me perguntem porquê.  :?  )


Essa tabela é como tantas outras que encontrei na net, ou seja, cheia de incorreçoes.  O salario minimo em França é cerca de 9 euros /hora...
Fiquei admirado com o salario minimo espanhol  ; é praticamente igual ao nosso ?
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2009, 11:15:47 am
bem, essa tabela foi tirada de um observatório oficial da UE , acho eu
:
(http://www.eurofound.europa.eu/eiro/img/eiro_logo.gif)

qto ao salário minimo o nosso actualmente é de 450 € e em Espanha acho que é 600€

****atenção que essa tabela refere-se a 2004!!!!

encontrei esta tabela referente a 2009:
PT=450€
ES=624€
http://www.fedee.com/minwage.html (http://www.fedee.com/minwage.html)
Título:
Enviado por: legionario em Maio 22, 2009, 11:27:03 am
Impressionante a evoluçao de Malta : passou de 125.89 euros em 2004 para 634.75 euros em 2008 .
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2009, 11:29:47 am
Citação de: "legionario"
Impressionante a evoluçao de Malta : passou de 125.89 euros em 2004 para 634.75 euros em 2008 .


Meu caro, para mim não será surpresa nenhuma se TODOS nos passarem, inclusivé Roménias e Bulgárias  :roll:
Título:
Enviado por: legionario em Maio 22, 2009, 11:48:17 am
Pode ser que nao , haja fé :(
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 22, 2009, 03:28:34 pm
Citação de: "P44"
o "arauto da desgraça" Medina Carreira


Outro? :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 22, 2009, 03:32:37 pm
Citação de: "legionario"
Impressionante a evolução de Malta : passou de 125.89 euros em 2004 para 634.75 euros em 2008 .


Malta em 2004 tinha 503,56 mensal, 125,89 era semanal. 125,89 x 4=503,56.

PS: Já agora, em português usa-se a virgula em vês do ponto. Devemos sempre escrever em português correcto e legível. :wink:
Título:
Enviado por: legionario em Maio 22, 2009, 03:53:32 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "legionario"
Impressionante a evolução de Malta : passou de 125.89 euros em 2004 para 634.75 euros em 2008 .

Malta em 2004 tinha 503,56 mensal, 125,89 era semanal. 125,89 x 4=503,56.

PS: Já agora, em português usa-se a virgula em vês do ponto. Devemos sempre escrever em português correcto e legível. ;)
quanto ao português correcto e legivel, para mim , apesar de me esforçar, é impossivel por duas razoes : 1° o meu teclado nao tem os acentos graves e agudos separados (além de outras pequenas diferenças); 2° estou ha tantos anos em França que à força, esqueci muita da nossa gramatica ... e outras vezes pura e simplesmente "tou" distraido e ponho pontos em vez de virgulas :):)
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 22, 2009, 11:41:03 pm
Citação de: "legionario"

 2° estou ha tantos anos em França que à força, esqueci muita da nossa gramatica ... e outras vezes pura e simplesmente "tou" distraido e ponho pontos em vez de virgulas :wink:
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Maio 24, 2009, 10:52:29 pm
in blasfemias


Bom, mas falta ai muita coisa…. Assim à primeira vista, falta todo aquele esctor que liga Morais ao GEPI e administração interna, o grupo HLC e deste ao Pai do Socrates

O arquitecto Fernando Pinto de Sousa, pai do primeiro-ministro, foi contratado pelo GEPI, no período em que este era dirigido por António Morais, para fazer a fiscalização de dez empreitadas adjudicadas por aquele serviço do Ministério da Administração Interna.
Na quarta-feira, o PÚBLICO noticiou que Pinto de Sousa, com escritório na Covilhã, foi responsável pela fiscalização do quartel da GNR de Castelo Branco, uma obra adjudicada em 1999 à Conegil – a empresa do grupo HLC que abandonou essa e mais sete empreitadas do GEPI sem as acabar, deixando, quando faliu em 2003, uma dívida de 1,6 milhões de euros ao MAI.

Depois falta a ligação ao Armando Vara que liga a muitos nós do esquema, por exemplo à própria Independente.

Morais, GEPI e construtora da Covilhã fizeram moradia de Armando Vara
http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=21 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1291685&idCanal=21)

E ainda a compra da tal casa por um preço simpático à offshore Henron International N.V das Antilhas

http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=12 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1365947&idCanal=12)

E ainda a tal empresa cuja sócia é a mãe de socrates, a Mecaso, que daí também liga aos casos de corrupção da Amadora, e daí liga ao freeport e também ao primo

A empresa da mãe do primeiro-ministro, que está a ser investigada no âmbito do Freeport, surge envolvida num processo de corrupção na Câmara da Amadora, o qual abarca outras figuras relevantes do PS
http://sol.sapo.pt/forums/20/1162503/ShowThread.aspx (http://sol.sapo.pt/forums/20/1162503/ShowThread.aspx)

Etc,etc…
Título:
Enviado por: PedroM em Maio 26, 2009, 03:21:51 pm
Indústria portuguesa lidera aumento de encomendas na UE

A União Europeia (UE-27) registou uma quebra de 0,7% no indicador de novas encomendas à indústria, em Março, com Portugal a posicionar-se em segundo lugar entre os países que obtiveram acréscimos na carteira de pedidos, revelam dados do Eurostat publicados esta terça-feira.
Face a Fevereiro deste ano, as encomendas ao sector desceram 0,8% na zona euro, com Portugal a contabilizar um incremento de 25,6%, apenas precedido pelos 44% de aumento de pedidos dirigidos à indústria dinamarquesa.
Face aos números publicados, Portugal lidera a evolução relativa da indústria na zona euro, dado que a Dinamarca não integra o espaço de integração monetária.
Na evolução homóloga, os dados do organismo europeu de estatística indicam que a União Europeia contabilizou uma queda de 25,5% (-26,9% na zona euro). Excluindo os pedidos à indústria naval, aeronáutica e material ferroviário, o indicador para o conjunto da indústria desceu 26,6% na zona euro e 24,9% na UE-27. Em Portugal, o número de novas encomendas aumentou 0,3%, apenas precedidos pelos 14,2% averbados pela Dinamarca.
Aqui ao lado (Espanha), a indústria registou um declínio de 34,4% face às encomendas entradas em Março de 2008.

http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp ... ews=117667 (http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=117667)
Título:
Enviado por: PedroM em Junho 03, 2009, 11:48:47 pm
Não fico satisfeito por convergirmos com a zona Euro desta forma, mas seja como for aqui fica a notícia, por ser verdade.

Portugal a convergir
A economia da zona euro caiu no primeiro trimestre deste ano 2,5 por cento, quando comparado com os últimos três meses de 2008, de acordo com os dados do Eurostat, o organismo responsável pelas estatísticas da UE. Comparando com o período homólogo (os primeiros três meses do ano passado), os números agravam-se: o PIB (produto interno bruto) da zona euro contraiu-se 4,8 por cento.
Em Portugal, a queda foi de 1,5 por cento, quando comparada com o último trimestre do ano passado, e de 3,7 por cento face ao período homólogo, isto é, aos primeiros três meses de 2008. Os números divulgados esta manhã pelo Eurostat são os piores resultados da zona euro desde 1995 e comprovam a recessão a nível europeu. Já no que diz respeito ao consumo privado, os dados mostram uma quebra de 0,5 por cento nos primeiros três meses de 2009. As exportações na zona euro, por outro lado, contraíram-se 8,1 por cento e as importações sofreram uma queda de 7,2 por cento. Fonte: Diário de Notícias, aqui.
A economia cá do burgo caiu 1,5% mas a da União Europeia caiu 2,5%. Estamos mal mas estamos melhor (ou menos mal) que o conjunto da UE. Por outras palavras, estamos a convergir...
http://cogir.blogspot.com/2009/06/portu ... ergir.html (http://cogir.blogspot.com/2009/06/portugal-convergir.html)
Título:
Enviado por: nelson38899 em Agosto 13, 2009, 01:55:08 pm
Citar
Economia portuguesa recupera no segundo trimestre
10h14m

Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que no primeiro trimestre do ano a economia inverteu a tendência de queda de três trimestres consecutivos, acompanhando a recuperação das duas maiores economias da Zona Euro, a Alemanha e a França.

Economia portuguesa cresceu 0,3 por cento no segundo trimestre do ano, em relação aos três meses anteriores, embora o Produto Interno Bruto (PIB) ainda registe uma quebra de 3,7 por cento em termos homólogos.

O comportamento do PIB saiu assim melhor do que esperado pelos analistas, que estimavam um recuo de 0,6 por cento.

No primeiro trimestre do ano, o PIB contraiu-se 1,8 por cento face ao trimestre anterior, um valor revisto em baixa face aos 1,5 por cento revelados anteriormente.

"A contracção em termos homólogos do PIB no segundo trimestre, à semelhança do que já se tinha verificado no trimestre anterior, esteve fundamentalmente associada à redução acentuada das Exportações de Bens e Serviços, do Investimento e, em menor grau, das Despesas de Consumo Final das Famílias", assinala o INE.

Os resultados correntes das Contas Trimestrais do segundo trimestre de 2009 serão divulgados dia 8 de Setembro.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economi ... id=1333908 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1333908)
Título:
Enviado por: cromwell em Agosto 14, 2009, 03:06:12 pm
http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Inflacao- ... cle=271094 (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Inflacao-em-Portugal-e-a-mais-baixa-da-Uniao-Europeia.rtp&headline=20&visual=9&tm=6&article=271094)
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 14, 2009, 05:33:24 pm
e isto, não interessa?  :roll:

Citar
Desemprego chega aos 9,1% em Portugal
14 de Agosto de 2009, 12:46

A taxa de desemprego voltou a subir em Portugal no 2º trimestre de 2009 e atingiu os 9,1%. Os dados foram divulgados há instantes pelo Instituto Nacional de Estatística.

Em relação ao ano passado, a taxa de desemprego subiu 1,8%. Já em relação ao trimestre anterior, foi registado um aumento de 0,2%.

A população desempregada foi estimada em 507,7 mil indivíduos, o que se traduz num crescimento de 23,9% em relação aos dados de 2008 e de 2,4% em relação ao trimestre anterior.

O número de empregados diminuiu 2,9%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2008, e 0,4%, relativamente ao trimestre anterior.

Este valor fica acima das previsões do Governo para o conjunto do ano (8,8 por cento).


http://noticias.sapo.pt/economia/info/a ... 11687.html (http://noticias.sapo.pt/economia/info/artigo/1011687.html)
Título:
Enviado por: João das Caldas em Agosto 14, 2009, 05:40:11 pm
Isso do desemprego têm muito que se lhe diga..
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 14, 2009, 06:02:24 pm
Citação de: "João das Caldas"
Isso do desemprego têm muito que se lhe diga..


simmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm??????
Título:
Enviado por: cromwell em Agosto 14, 2009, 06:36:50 pm
Citação de: "P44"
e isto, não interessa?  :roll:

Citar
Desemprego chega aos 9,1% em Portugal
14 de Agosto de 2009, 12:46

A taxa de desemprego voltou a subir em Portugal no 2º trimestre de 2009 e atingiu os 9,1%. Os dados foram divulgados há instantes pelo Instituto Nacional de Estatística.

Em relação ao ano passado, a taxa de desemprego subiu 1,8%. Já em relação ao trimestre anterior, foi registado um aumento de 0,2%.

A população desempregada foi estimada em 507,7 mil indivíduos, o que se traduz num crescimento de 23,9% em relação aos dados de 2008 e de 2,4% em relação ao trimestre anterior.

O número de empregados diminuiu 2,9%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2008, e 0,4%, relativamente ao trimestre anterior.

Este valor fica acima das previsões do Governo para o conjunto do ano (8,8 por cento).

http://noticias.sapo.pt/economia/info/a ... 11687.html (http://noticias.sapo.pt/economia/info/artigo/1011687.html)


(http://aventesmas.files.wordpress.com/2008/05/jose_socrates-c400.jpg)

Tu que tanto prometeste
Enquanto não podias
Hoje que podes esqueceste
Tudo quanto prometias
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Agosto 14, 2009, 06:42:30 pm
Há quem lhe chame...descrente...discípulo...profeta...mensageiro...salsicha...contestador...cãozinho-de-colo-do-Carreira...senhor qualidade...

Este Verão: "e isto, não interessa? Rolling Eyes" não perca "simmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm??????"
num fórum perto de si.....POW! POW! "P44!, o retorno" .
M/16 (Conteúdo inapropriado para pessoas de bom gosto)

*todas as declarações e opiniões são de exclusiva responsabilidade de P44. Tanto o fórum,como Medina Carreira e a sua cadeira-de-rodas não assumem responsabilidades advindas de comentários proferidos por P44.

 :D
Título:
Enviado por: PedroM em Agosto 14, 2009, 11:43:46 pm
O desemprego só não está nos 10-12% devido às medidas anti-crise do Governo:

- Reparação de escolas, há centenas em obras no país.

- Reparação de estradas e ruas. Há centenas de Kms de estradas e ruas a serem intervencionados ao longo do país.

- Programas de formação profissional para os trabalhadores de vários ramos de actividade, que na prática impediu que os mesmos fossem pura e simplesmente despedidos e as empresas fechassem portas.

Com o devido respeito pelos desempregados e pela sua situação difícil, o resto são tretas e devaneios daqueles que pensam que podemos ser todos funcionár