ForumDefesa.com

Economia => Portugal => Tópico iniciado por: Marauder em Março 19, 2006, 12:21:35 pm

Título: Energia Nuclear
Enviado por: Marauder em Março 19, 2006, 12:21:35 pm
Muito se têm falado da opção da energia nuclear em Portugal. Relativamente ao uso da energia nuclear para combater o nosso défice energético, qual é a sua opinião?
Título:
Enviado por: Marauder em Março 19, 2006, 12:23:27 pm
Aparentemente as sondagens dão os seguintes resultados, mas gostaria de saber a opinião dos meus colegas foristas..


Citar
Maioria é a favor de central nuclear em Portugal, diz sondagem

A maioria dos eleitores (51,7%) votaria a favor da construção de centrais nucleares em Portugal e 33,5% contra, de acordo com os resultados de uma sondagem Expresso/Eurosondagem divulgada este sábado pelo semanário.

 

O estudo de opinião mostra, no entanto, que a maioria dos portugueses «não está disposta a deixar o carro para usar mais os transporte», realça o jornal.
Inquiridos também sobre as várias formas de energia, os portugueses consideram que o petróleo é o mais forte no impacto negativo sobre o ambiente (41,8%).

Segue-se o carvão (30,5%), a nuclear (13,1%) e o gás natural (3,5%).

18-03-2006 10:39:05
 

de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=64735 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&id_news=64735)
Título:
Enviado por: Get_It em Março 19, 2006, 03:29:21 pm
Ainda não percebi porque nos temos de fazer de vulneráveis à energia nuclear quando temos a possibilidade de optar por energias renováveis e amigas do ambiente (como por exemplo, a energia hidráulica, solar, eólica, marmotriz e geotérmica).

Cá para mim isto é tudo uma mania dos nossos governantes para entrarmos para o clube dos utilizadores de energia nuclear e nada mais. Como as coisas são por cá, astantas acontece um acidente como o da central nuclear de Chernobyl (http://http). :?

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Shar[K] em Março 19, 2006, 03:52:26 pm
Se acontecer em espanha 1 desastre tambem somos afectados, alias até em frança ou mesmo italia.

O problema das energias renovaveis é que não garantem continuidade isto é não se pode abastecer uma casa só em energia eolica ou solar (á noite  e sem vento deixava de haver energia) Energia das ondas sem duvidas é uma aposta FORTISSIMA...mas não estou a ver a terriola no interior a aproveitar essa energia.
Barragens...bem com a seca e com dependencia directa das barragens espanholas convem esquecer a dependencia nisso.

O nuclear é o mais barato acessivel...e mesmo agora se planearem construir uma central nuclear só daqui a 10anos é que esta está pronta..até lá o petroleo bate nos 120$ e depois?....

Fazia-se era já 3... norte centro e sul!
Título:
Enviado por: Marauder em Março 19, 2006, 04:28:54 pm
Caro Get_in,

             o desastre de Chernobyl representa sem dúvida o lado negativo de quem não aposta da manutenção quer de centrais de segurança, quer de restantes armas que precisam disso ---> URSS...Chernobyl e os decadentes submarinos russos e outro material para citar.

    Os EUA, França, Espanha, etc etc etc....todos tem centrais nucleares, ora bolas, os EUA até tem umas 20, e nunca tiveram acidentes, ou seja, desde que haja cuidado e manunteção não existe problemas...

    A Energia nuclear é também a mais limpa quando comparada com as fósseis. O petróleo vai aumentar e tudo, devendo se esgotar lá para 2100..isto é....a oferta de petróleo vai continuar estabilizada ou mesmo diminuir enquanto que a procura vai sem duvida aumentar...maus ventos se avizinham..

    É claro que toda a gente afirma que se deve apostar nas energias não fósseis, eu também, mas o que parece é que não são elas que vão acabar com a nossa dependencia energética no longo prazo (talvez no muito LOOONGO prazo).

    Que venha o gasóleo de Coco da de Bougainville e o carro a hidrogénio da FIAT...agora a situação energética de Portugal e do Mundo é que não pode continuar na mesma.

   Não querendo ser pessimista, quantas torres eólicas é que seria preciso construir para equivaler uma central nuclear?
Título:
Enviado por: Marauder em Março 19, 2006, 04:44:17 pm
Hoje por sinal foi o dia do revivar a manifestação anti-nuclear de Ferrel..


Citar
Nuclear: revivida primeira manifestação 30 anos depois

Ambientalistas de vários pontos do país e popu lares de Ferrel relembraram hoje os 30 anos do primeiro movimento anti-nuclear do país e reafirmaram a sua oposição a uma nova tentativa de construção de uma central nuclear em Portugal.




Mais de duas centenas de pessoas concentraram-se hoje ao fim da manhã e m Ferrel após o que rumaram de automóvel ao «Moinho Velho», local onde há 30 anos decorriam trabalhos preparatórios para a construção de uma central nuclear.

A 15 de Março em 1976, os 1500 habitantes de Ferrel também se deslocaram a este local, situado a cerca de quatro quilómetros da aldeia, e conseguiram impedir o avanço dos trabalhos.

Esta manifestação marcou início de um processo que culminaria com a des istência do projecto, tendo-se realizado até 1978 outras manifestações que contaram com o apoio de organizações ambientalistas internacionais.

«A plataforma está voltada não só para este local mas para o país no seu conjunto (...) e pretende provar que as ideias (pró-nuclear) são superficiais e em alguns casos desonestas porque, por exemplo, a questão da radioactividade é uma questão central», afirmou à Lusa José Carlos Marques, porta-voz da Platafor ma Não ao Nuclear.

José Carlos Marques disse que a Plataforma Não ao Nuclear «arranca a pa rtir de amanhã» indo organizar debates sobre o tema já que até agora serviu apen as para apoiar as comemorações dos 30 anos das manifestações de Ferrel.

«Passados 30 anos há novas gerações e novos capitalistas e muitos dos p roblemas de há 30 anos são hoje exactamente iguais, ouço defensores do nuclear u tilizarem os mesmos argumentos que já foram desacreditados há 30 anos», afirmou por seu lado Delgado Domingos, professor jubilado do Instituto Superior Técnico.

Delgado Domingos, que hoje se deslocou a Ferrel, disse que há 30 anos e screveu artigos contra o nuclear e que nessa altura esteve em Peniche a esclarecer a população.

«O nuclear não tem novidades. Contrariamente ao que tentam vir agora dizer, as novas centrais são iguais às antigas», afirmou referindo-se ao projecto privado de construção de uma central liderado por Patrick Monteiro de Barros.

No mesmo sentido, o presidente da associação ambientalista Quercus, Hélder Spínola, frisou que «é preciso chamar a atenção quanto às alternativas que são mais sustentáveis e que representam uma melhor viabilidade para o país e que passam por melhorar a eficiência energética e por apostar nas energias renováveis».

O eurodeputado Miguel Portas, também presente, considerou que o nuclear é uma «péssima solução».

Comentando um estudo de opinião publicado sábado no semanário Expresso segundo o qual 51,7% dos eleitores é favorável à construção da central, o eurodeputado disse que «o assunto tem estado fora da agenda e as pessoas sentem o problema do preço do petróleo».

«Quando lhes acenam com uma solução do tipo D.Sebastião a primeira reacção habitual em Portugal é esta. A segunda é a de pensar e quando as pessoas começam a pensar as opiniões das sondagens também mudam», vaticinou.

Miguel Portas frisou ainda que «o projecto (de Patrick Monteiro) não tem pernas para andar e não resolve nenhum problema».

«O problema resolve-se com menos dinheiro e mais rapidamente só poupando e aumentando a eficiência do uso da energia que temos», defendeu o eurodeputad o bloquista.

No «Moinho Velho», jovens activistas do não ao nuclear escreveram vária s faixas com frases a favor das energias renováveis.

No local para onde estava prevista a central os campos encontram-se hoj e cultivados com produtos hortícolas.

Os 150 hectares permanecem terrenos baldios, mas são ocupados por uma centena de agricultores.

Diário Digital / Lusa


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=219891 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=219891)
Título:
Enviado por: Get_It em Março 19, 2006, 04:45:27 pm
Citação de: "Shar[K
"]Se acontecer em espanha 1 desastre tambem somos afectados, alias até em frança ou mesmo italia.
Mesmo com o desastre de Chernobyl já fomos afectados. :shock:

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Marauder em Março 19, 2006, 05:02:34 pm
Citação de: "Get_It"
Citação de: "Marauder"
Não querendo ser pessimista, quantas torres eólicas é que seria preciso construir para equivaler uma central nuclear?
A ideia não é equivaler uma central nuclear com torres eólicas mas sim com todo o tipo de energias renováveis, energia por ondas, energia através do vento, energia geotérmica, etc.


  Quando digo torres eólicas, queria englobar tudo. Se juntarmos todos esses projectos, continuamos a ter uma gigante diferença de produção.

  Penso que a ideia de o governo em 1976 era Ferrel, Peniche. Provavelmente extraído do mar essa água. Mas concordo com a existência de grande preocupação e apreensão da comunidade e seus protestos. Principalmente se é possivel provar os efeitos negativos que a central terá nos terrenos envolventes, tal como citou um ecologista dos casos espanhóis e franceses.

    Até as chamadas energias renováveis tem os seus efeitos negativos, embora de outra ordem. Quem é que no seu perfeito juizo gosta de ver as nossas montanhas lindas com aquelas torres..... terá um efeito negativo no turismo se de repente enchermos o país dessas torres... e mesmo a energia das ondas....aonde é que estão os nossos politicos a viabilizar isso nas nossas praias (como Algarve)?

     Eu acho que se deve apostar nas energias renováveis, mas sem ultrapassar os limites lógicos extremistas que referi. E, o facto de a produção de facto não ser muito elevada, pode dar uma ideia de viabilidade a uma central nuclear (isto num cenário sem centrais a carvão!!)

    Isto é, com uma central nuclear e o resto da produção energética a vir dos nossos recursos naturais....secalhar seria um bom resultado para o país ( e no futuro longíquo....simplesmente desmantelar a central nuclear por outras energias limpas, hehehehe a muito popular fusão a frio que aparece normalmente nos filmes de Holywood).

    Penso que, se realmente o governo ou o tecido empresarial português quer enverdar por esse caminho deverá analisar realmente profundamente os efeitos negativo e postivos da energia nuclear, e todas as outras energias e seus potenciais.
Título:
Enviado por: JLRC em Março 19, 2006, 05:18:32 pm
Citação de: "Marauder"
       
    Até as chamadas energias renováveis tem os seus efeitos negativos, embora de outra ordem. Quem é que no seu perfeito juizo gosta de ver as nossas montanhas lindas com aquelas torres..... terá um efeito negativo no turismo se de repente enchermos o país dessas torres... e mesmo a energia das ondas....aonde é que estão os nossos politicos a viabilizar isso nas nossas praias (como Algarve)?


Não sou perito em centrais exploradoras da energia das ondas mas julgo que as centrais não se constroem nas praias mas sim bastante afastadas destas para poderem aproveitar o "balanço" da ondulação. É esse sobe e desce que vai accionar as turbinas que produzirão a energia.
Título:
Enviado por: Shar[K] em Março 19, 2006, 05:19:29 pm
Citação de: "Marauder"
Hoje por sinal foi o dia do revivar a manifestação anti-nuclear de Ferrel..


Citar
Nuclear: revivida primeira manifestação 30 anos depois

Ambientalistas de vários pontos do país e popu lares de Ferrel relembraram hoje os 30 anos do primeiro movimento anti-nuclear do país e reafirmaram a sua oposição a uma nova tentativa de construção de uma central nuclear em Portugal.




Mais de duas centenas de pessoas concentraram-se hoje ao fim da manhã e m Ferrel após o que rumaram de automóvel ao «Moinho Velho», local onde há 30 anos decorriam trabalhos preparatórios para a construção de uma central nuclear.

A 15 de Março em 1976, os 1500 habitantes de Ferrel também se deslocaram a este local, situado a cerca de quatro quilómetros da aldeia, e conseguiram impedir o avanço dos trabalhos.

Esta manifestação marcou início de um processo que culminaria com a des istência do projecto, tendo-se realizado até 1978 outras manifestações que contaram com o apoio de organizações ambientalistas internacionais.

«A plataforma está voltada não só para este local mas para o país no seu conjunto (...) e pretende provar que as ideias (pró-nuclear) são superficiais e em alguns casos desonestas porque, por exemplo, a questão da radioactividade é uma questão central», afirmou à Lusa José Carlos Marques, porta-voz da Platafor ma Não ao Nuclear.

José Carlos Marques disse que a Plataforma Não ao Nuclear «arranca a pa rtir de amanhã» indo organizar debates sobre o tema já que até agora serviu apen as para apoiar as comemorações dos 30 anos das manifestações de Ferrel.

«Passados 30 anos há novas gerações e novos capitalistas e muitos dos p roblemas de há 30 anos são hoje exactamente iguais, ouço defensores do nuclear u tilizarem os mesmos argumentos que já foram desacreditados há 30 anos», afirmou por seu lado Delgado Domingos, professor jubilado do Instituto Superior Técnico.

Delgado Domingos, que hoje se deslocou a Ferrel, disse que há 30 anos e screveu artigos contra o nuclear e que nessa altura esteve em Peniche a esclarecer a população.

«O nuclear não tem novidades. Contrariamente ao que tentam vir agora dizer, as novas centrais são iguais às antigas», afirmou referindo-se ao projecto privado de construção de uma central liderado por Patrick Monteiro de Barros.

No mesmo sentido, o presidente da associação ambientalista Quercus, Hélder Spínola, frisou que «é preciso chamar a atenção quanto às alternativas que são mais sustentáveis e que representam uma melhor viabilidade para o país e que passam por melhorar a eficiência energética e por apostar nas energias renováveis».

O eurodeputado Miguel Portas, também presente, considerou que o nuclear é uma «péssima solução».

Comentando um estudo de opinião publicado sábado no semanário Expresso segundo o qual 51,7% dos eleitores é favorável à construção da central, o eurodeputado disse que «o assunto tem estado fora da agenda e as pessoas sentem o problema do preço do petróleo».

«Quando lhes acenam com uma solução do tipo D.Sebastião a primeira reacção habitual em Portugal é esta. A segunda é a de pensar e quando as pessoas começam a pensar as opiniões das sondagens também mudam», vaticinou.

Miguel Portas frisou ainda que «o projecto (de Patrick Monteiro) não tem pernas para andar e não resolve nenhum problema».

«O problema resolve-se com menos dinheiro e mais rapidamente só poupando e aumentando a eficiência do uso da energia que temos», defendeu o eurodeputad o bloquista.

No «Moinho Velho», jovens activistas do não ao nuclear escreveram vária s faixas com frases a favor das energias renováveis.

No local para onde estava prevista a central os campos encontram-se hoj e cultivados com produtos hortícolas.

Os 150 hectares permanecem terrenos baldios, mas são ocupados por uma centena de agricultores.

Diário Digital / Lusa

de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=219891 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=219891)


Esse gajos de atrasados mentais n tem nada.. eu vi a reportagem na tv. Uma senhora que tinha lá estado á 30 anos dizia:
"ahhh é bom bom é não meteram cá a tal ..coisa eletrica..agora podemos plantar os campos e isto dá emprego"

De notar que o plantar os campos era agricultura de subsitencia ou muito mal organizada..tudo a trabalhar á mão nada de maquinas...os empregos eram sem duvida ás centenas...ou não!
Se hoje não tivessem um defice de 5/6% n tivessem eletricidade cara e afins então a central "era a melhor coisa jamais construida".

Concordo que seja necessario ter atenção a problemas ambientais...mas isto roça a estupidez.
Título:
Enviado por: NVF em Março 19, 2006, 06:19:51 pm
Citação de: "Marauder"
Caro Get_in,

         


E outra coisa, uma central nuclear, segundo o que li, precisa de uma fonte de água para arrefecer o reactor nuclear. Onde é que a nossa central nuclear seria instalada? É que se fosse no Douro iria aquecer demasiado a água do rio e destruir ou simplesmente danificar as nossas colheitas de vinho e de outros produtos agrícolas. :shock:

Cumprimentos,


Ha' varias formas de arrefecer o nucleo de um reactor nuclear, nomeadamente agua e grafite. A agua nao tem que ser despejada directamente num rio ou num lago, pode ficar em tanques de arrefecimento, alem disso, sai mais limpa do que quando entrou.

O problema da aversao ao nuclear, esta' essencialmente ligado 'a fraca formacao cientifica do povo portugues — nao e' 'a toa que a grande maioria dos nossos estudantes foge a sete pes da matematica e da fisica. Enquanto as pessoas nao forem devidamente informadas dos riscos, nomeadamente da probabilidade de ocorrencia de acidentes, nao ha' nada a fazer. Ha' ainda que contar com o poder de Hollywood, e com os seus 'preciosos' contributos para a educacao das massas, atraves dos filmes catastrofe.

Na realidade, em 60 anos, so' houveram dois acidentes graves em centrais nucleares e so' um deles — Chernobyl — provocou mortes e danos ambientais graves. Estamos a falar em cerca de 50 mortes e eventualmente mais umas 4 ou 5 mil vitimas no longo prazo, que obviamente sao de lamentar, mas alguem sabe dizer quantas mortes foram provocadas, mundialmente e nos ultimos 60 anos, por acidentes em centrais termicas ou em barragens? Ja' para nao falar, de tudo o resto que esta' por detras do comercio do petroleo e do carvao: como acidentes em minas, refinarias, pocos de petroleo, petroleiros, pipelines, e as mortes e os danos ambientais causados por estes desastres. Acho que ninguem sabe as respostas, mas obviamente, e' sempre mais facil apontar o dedo ao desconhecido do que compreende-lo.
Título:
Enviado por: Yosy em Março 19, 2006, 07:59:53 pm
Sou completamente contra o nuclear - um país da nossa dimensão não precisa disso. Além de que, à excpeção da França e do Japão, todos os países estão a diminuir as suas centrais nucleares.
Título:
Enviado por: Shar[K] em Março 19, 2006, 08:03:47 pm
Citação de: "Yosy"
Sou completamente contra o nuclear - um país da nossa dimensão não precisa disso. Além de que, à excpeção da França e do Japão, todos os países estão a diminuir as suas centrais nucleares.

Então diz-me lá como podemos ter energia não dependente do petroleo/carvão a preço aceitavel e de forma continua! (paineis solares são dão de dia, torres eolicas só dão quando há vento).
Título:
Enviado por: Marauder em Março 19, 2006, 08:16:43 pm
Citação de: "Yosy"
Sou completamente contra o nuclear - um país da nossa dimensão não precisa disso. Além de que, à excpeção da França e do Japão, todos os países estão a diminuir as suas centrais nucleares.

  Hum...junta lá a esses estes:
 :arrow: India (acordo com EUA, acesso à tecnologia nuclear americana, semana passada)
 :arrow: Irão (pois...no comments)


   Curiosidade..

Citar
The USA has over 100 nuclear reactors providing 20% of its electricity. These have improved their performance markedly.

de:
http://www.world-nuclear.org/info/inf41.htm (http://www.world-nuclear.org/info/inf41.htm)

  Caro JRLC...eu também não percebo muito do processo, mas sim, é algo como assim descreve. Mas esse mecanismo que captura a energia não criará alguma limitação da superfície marítima?
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 19, 2006, 09:31:47 pm
Já fui declaradamente contra o nuclear, hoje... tenho bastantes dúvidas...
em especial quando pago a conta ao fim do mês, apesar das restrições ao aquecimento de origem eléctrica, durante o inverno.
Citação de: "Marauder"
Os EUA, França, Espanha, etc etc etc....todos tem centrais nucleares, ora bolas, os EUA até tem umas 20, e nunca tiveram acidentes, ou seja, desde que haja cuidado e manunteção não existe problemas...



Os EUA têm mais de 100 centrais a funcionar e vão construir mais.

Em 2003 o nuclear produzia 16% da electricidade a nível mundial.

Produção Mundial

Produção-versus-Consumo:

Lituânia.......................79,9%
França........................77,7%
Eslováquia..................57,4%
Bélgica.......................55,5%
Suécia........................50,0%
Ucrânia.......................45,9%
Eslovénia....................40,4%
Rep. P. Coreia.............40,0%
Suíça..........................39,7%
Bulgária......................37,7%
Arménia......................35,5%

Os 10 maiores países produtores de electricidade "nuclear":

(Milhões MW/H)
USA...........................788,6
França........................426,8
Japão.........................273,8
Alemanha...................158,4
Rússia........................133,0
Rep. P. Coreia............124,0
Canadá.......................85,3
Ucrânia.......................81,8
China.........................79,0
Grã-Bretanha..............73,7

Para os opositores da electricidade "nuclear" é de lembrar que grande parte da electricidade consumida nos nossos lares é importada de França, produzida por centrais nucleares.

O fantasma do acidente, até agora não passa de isso mesmo,... um fantasma.
Chernobil é um caso isolado, consequência duma tecnologia ultrapassada, e de uma manutenção deficiente.
Após de 50 anos de centrais nucleares a funcionar, o argumento Chernobil tem pouca coerência, tão pouca como quando nos sentamos nas nossas viaturas e saímos para a estrada, sabendo que todos os dias morrem várias pessoas em acidentes de viação em Portugal
Título:
Enviado por: fgomes em Março 19, 2006, 11:00:16 pm
Tem-se falado muito de de Chernobyl, mas seria impossível um reactor tão inseguro e operado tão incompetentemente, ser autorizado em qualquer país livre e democrático. É absurdo usar hoje este argumento porque qualquer dos novos modelos de reactores que poderia ser instalado em Portugal é incomparávelmente  mais seguro. Não deixa de ser interessante que ambientalistas como James Lovelock defendam a energia nuclear, por esta ser muito menos poluente do que por exemplo, o carvão ou o gás natural. No estado actual da tecnologia, as energias renováveis não passam de fantasias dispendiosas que nós consumidores pagamos muitíssimo bem.
Quanto aos efeitos do acidente de Chernobyl a leitura do relatório de várias agências da ONU é muito instrutivo sobre os exageros ou mesmo mentiras dos media quanto se trata de aterrorizar o público.

http://www.iaea.org/NewsCenter/Focus/Chernobyl/pdfs/05-28601_Chernobyl.pdf
Título:
Enviado por: emarques em Março 19, 2006, 11:48:33 pm
Citação de: "Get_It"
Como as coisas são por cá, astantas acontece um acidente como o da central nuclear de Chernobyl.

Citação de: "Marauder"
Caro Get_in,

             o desastre de Chernobyl representa sem dúvida o lado negativo de quem não aposta da manutenção quer de centrais de segurança, quer de restantes armas que precisam disso ---> URSS...Chernobyl e os decadentes submarinos russos e outro material para citar.

    Os EUA, França, Espanha, etc etc etc....todos tem centrais nucleares, ora bolas, os EUA até tem umas 20, e nunca tiveram acidentes, ou seja, desde que haja cuidado e manunteção não existe problemas...
Exactamente, precisa de manutenção, esperemos é que o governo não ponho o dedo no projecto da central nuclear, senão com os cortes orçamentais lá se vai a manutenção da central nuclear.

Não foi só a manutenção deficiente que criou Chernobyl. Se nós fossemos suficientemente estúpidos para construír um reactor RBMK (perigoso), e além disso usassemos o projecto russo (com falhas sérias de segurança), merecíamos o que nos acontecesse.

Os reactores nucleares não são todos iguais, como o NVF já disse. No caso dos reactores normalmente usados no ocidente, a água no núcleo tem a função de arrefecimento (o que atrasa a reacção em cadeia) e também modera a reacção ("amansa" os neutrões libertados para que a reacção possa continuar). No reactor RBMK (o tipo do de Chernobyl) a água só serve para arrefecer, o efeito moderador é baixo. O que é que isto significa? Que os tipos de reactores reagem de forma diferente a perda de líquido no núcleo. Embora a perda de líquido tenha o mesmo efeito inicial (o aumento da temperatura força a uma aceleração da reacção), quando a água começa a desaparecer no reactor ocidental perde-se o efeito moderador, por isso os neutrões libertados por uma fissão estão demasiado "quentes" para continuar a reacção em cadeia, e a intensidade da reacção começa a diminuir. É a "realimentação negativa". No modelo soviético havia "realimentação positiva", a perda de líquido provocava o aumento da intensidade de reacção, e o moderador continuava lá para a ajudar a continuar, por isso a perda de líquido podia levar a uma reacção descontrolada.

Em Chernobyl no dia do acidente juntou-se isso, a falta de experiência e conhecimentos da equipa de operadores, e outros problemas de concepção do reactor, para criar condições que levaram ao derretimento do núcleo, a um incêncio e finalmente uma explosão no reactor.

Outro problema do reactor RBMK é que é muito alto. O que fez com que o governo soviético resolvesse poupar dinheiro ao não construír uma estrutura de contenção à volta dos reactores. Quando o reactor 4 explodiu em Chernobyl, não havia nada que impedisse a explosão de espalhar radioactividade.

Pode-se comparar Chernobyl com o segundo acidente mais grave numa central nuclear, que aconteceu em em 1879 em Three Mile Island, nos EUA. Aí, também se deu um conjunto de circunstâncias difíceis de se juntarem que acabou por levar a um derretimento do núcleo. Só que nesse caso, o reactor, muito diferente, não se desfez todo ao primeiro sinal de problemas, e o que aconteceu (ainda assim bastante grave) foi contido pela estrutura exterior de protecção sem problemas.

O resultado é o que se sabe, em Chernobyl morreram dezenas de pessoas, uma cidade de 50.000 pessoas tornou-se inabitável, a radioactividade espalhou-se por uma área enorme. Em Three Mile Island as pessoas que viviam num raio de 10 milhas receberam uma dose de radiação semelhante à de um raio-x.

Claro que para a União Soviética, o RBMK tinha certas vantagens interessantes, por exemplo o facto de produzir plutónio para armas durante a reacção, ou de permitir usar combustível reciclado de outras centrais. Mas o que para eles era útil não tem grande utilidade para mais ninguém, pelo menos que justifique os riscos.

Acho que apontar para Chernobyl cada vez que alguém fala de uma central nuclear não ajuda muito à discussão.
Título:
Enviado por: Get_It em Março 20, 2006, 12:57:14 am
Muito bem, percebi o vosso ponto de vista e os factos que disseram. E já agora agradeço.
Mas mesmo assim não fico de todo descansado. Não acho que mesmo sendo um país democrático Portugal, e que nem a ONU seriam capazes de dizer não a uma central portuguesa mal planeada. Como nós somos o que vai acontecer é que tenhamos um reactor seguro e qualificado, mas mesmo assim o resultado não será dos melhores.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 20, 2006, 01:12:27 am
Tenho muitas dúvidas sobre a instalação de centrais nucleares em Portugal. O risco de acidente, embora pequeno, sempre existirá. Para um país com as dimensões de Portugal as consequências não podem ser negligenciadas.

A desculpa de termos as centrais espanholas aqui ao lado não me convence. A mais próxima, Almaraz, está aproximadamente a 100 km da fronteira portuguesa, Regodola 180 km e Valdecaballeros 150 km. Distancias que não sendo muito significativas, dão-nos uma relativa salvaguarda em caso de um grave acidente.

(http://www.insc.anl.gov/pwrmaps/map/spain.png)

(http://www.terra.com.br/reporterterra/nuclear/imagens/mapa_zpe.gif)

Outro factor a considerar é o que fazer com os resíduos. Um cemitério nuclear em Portugal? Onde? Exportamos?

Mas a questão que mais me preocupa, especialmente nesta altura, não são os acidentes, são as consequências de um ataque deliberado contra uma dessas centrais. Nos Estados Unidos, existe uma grande polémica que o nosso caro NVF pode confirmar, que é a segurança dessas mesmas centrais contra ataques terroristas. Já vários jornalistas fizeram tentativas de se aproximarem delas, entrarem e até sobrevoarem, conseguindo-o sem o mais mínimo problema.

Relatórios da CIA mencionaram que uma das hipóteses de alvos analisados pelos cérebros do 11 de Setembro incluíam centrais nucleares, mas foram rejeitadas pelo temor da reacção americana a uma tragédia dessas proporções. Além do mais, parece que uma das motivações israelitas para não “possuir” centrais nucleares para a produção de energia eléctrica é precisamente essa.

Obviamente que o grau de ameaça para Portugal não é equiparável ao dos EUA ou de Israel, mas não sabemos como estará o mundo daqui a 10 ou mais anos e que poderão não ser só grupos terroristas a atentar contra essa ou essas hipotéticas centrais, podendo ser mesmo até um país com o qual, por qualquer motivo, entrássemos em conflito.

Dúvidas… :roll:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 20, 2006, 01:39:03 am
Citação de: "Jorge Pereira"
A desculpa de termos as centrais espanholas aqui ao lado não me convence. A mais próxima, Almaraz, está aproximadamente a 100 km da fronteira portuguesa, Regodola 180 km e Valdecaballeros 150 km. Distancias que não sendo muito significativas, dão-nos uma relativa salvaguarda em caso de um grave acidente.


A segurança da distância é mesmo muito relativa...

Contaminação de águas?
O Douro, o Tejo e o Guadiana estão "ligados" a centrais nucleares.

Emissão de poeiras radioactivas para a atmosfera?
Não serão os 100 a 200 km que nos protegerão.
O único "conforto" que temos são os ventos dominantes, habitualmente de Noroeste ou Sudoeste, mas nem assim estamos imunes ao perigo.

Veja-se o exemplo Chernobyl, em que as poeiras radioactivas chegaram aos países escandinavos.
Título:
Enviado por: NVF em Março 20, 2006, 02:34:58 am
Citação de: "Jorge Pereira"
Mas a questão que mais me preocupa, especialmente nesta altura, não são os acidentes, são as consequências de um ataque deliberado contra uma dessas centrais. Nos Estados Unidos, existe uma grande polémica que o nosso caro NVF pode confirmar, que é a segurança dessas mesmas centrais contra ataques terroristas. Já vários jornalistas fizeram tentativas de se aproximarem delas, entrarem e até sobrevoarem, conseguindo-o sem o mais mínimo problema.


Oh Jorge, os gajos aqui acham que tudo e' um potencial alvo para ataques terroristas, mas ja' ninguem liga. Ha' uns meses atras, passei pela unica central nuclear que ha' neste estado e a seguranca nem se nota. De qualquer modo, ha' rumores de que as centrais nucleares americanas estao protegidas por SAMs. Tambem nao nos podemos esquecer que a estrutura reforcada que cobre os reactores e' extremamente resistente e seria dificil para um aviao perfura-la.

Alem de que ha' alvos com potencial de destruicao maior. Aqui em Boston, ha' um imenso terminal de gas natural e sempre que chega um navio carregado, o porto e' encerrado ao trafego maritimo pela Guarda Costeira. E penso que fazem bem, o terminal e os respectivos gasometros ficam a menos de 3 km do centro da cidade. Segundo o proprio mayor, um ataque a um desses navios — nao ao terminal, isso ainda seria pior — puderia causar entre 50.000 a 100.000 mortes.

Quem precisa de atacar um central nuclear, quando pode causar maior destruicao ao rebentar com uma refinaria ou um deposito de gas, construido perto de uma grande cidade? So' se for mesmo pelo impacto junto dos media que, por ignorancia obviamente, gostam de dar grande relevo a tudo o que 'soa' a nuclear.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 20, 2006, 11:16:11 pm
Citação de: "NVF"
Oh Jorge, os gajos aqui acham que tudo e' um potencial alvo para ataques terroristas, mas ja' ninguem liga.

 :diabo:

Citação de: "NVF"
Ha' uns meses atras, passei pela unica central nuclear que ha' neste estado e a seguranca nem se nota. De qualquer modo, ha' rumores de que as centrais nucleares americanas estao protegidas por SAMs.

Ale de não se notar, diz-se que é completamente desadequada. Do tipo de haver reformados com funções de segurança activa :roll: .
Em relação aos SAM’s já ouviu de que tipo se trata? Fala-se em stingers, mas não há nem certezas nem confirmações.

Citação de: "NVF"
Tambem nao nos podemos esquecer que a estrutura reforcada que cobre os reactores e' extremamente resistente e seria dificil para um aviao perfura-la.

Mas também parece unânime entre os especialistas das ditas centrais que um avião comercial de média/grande dimensão sim o conseguiria.

Citação de: "NVF"
Alem de que ha' alvos com potencial de destruicao maior. Aqui em Boston, ha' um imenso terminal de gas natural e sempre que chega um navio carregado, o porto e' encerrado ao trafego maritimo pela Guarda Costeira. E penso que fazem bem, o terminal e os respectivos gasometros ficam a menos de 3 km do centro da cidade. Segundo o proprio mayor, um ataque a um desses navios — nao ao terminal, isso ainda seria pior — puderia causar entre 50.000 a 100.000 mortes.

Quem precisa de atacar um central nuclear, quando pode causar maior destruicao ao rebentar com uma refinaria ou um deposito de gas, construido perto de uma grande cidade? So' se for mesmo pelo impacto junto dos media que, por ignorancia obviamente, gostam de dar grande relevo a tudo o que 'soa' a nuclear.


Já agora NVF, qual é esse terminal? Gostaria de o localizar através do Google Earth.
O que diz é verdade, mas não se esqueça que as consequências de um ataque bem sucedido a uma central nuclear seriam terríveis em relação à contaminação que provocam, à deslocação desta pelos ventos e rios, e pelo tempo que demora a desaparecer. O sonho de qualquer terrorista.
Título:
Enviado por: NVF em Março 21, 2006, 02:55:04 am
Jorge,

O caso dos portos foi uma mas maiores derrotas de sempre para o actual presidente, a reaccao contraria foi tao negativa no seu partido como no da oposicao. Mas quanto a mim, o caso foi demasiado empolado e nao apresentaria risco maior que o actual — que e' obviamente elevado.

Isso dos reformados nao sei, mas se o forem, certamente que sao ex-policias ou ex-militares e com formacao uns niveis acima dos nossos securitas  :)
 
Pelo que sei sao Stingers montados em HUMVEE, ou seja, o sistema Avenger. Quanto a mim, de eficacia duvidosa para alvos maiores que avionetas ou helicopteros.

Isso depende obviamente das especificacoes, mas pelo que sei as centrais nucleares tem uma excelente resistencia ao fenomeno sismico e estao tambem preparadas para conter uma explosao interna. Nao quero com isto dizer que resistiriam a um impacto directo de um aviao, mas tem certamente melhores condicoes de resistir do que um arranha ceus.

Jorge, no Google Earth pesquise por "natural gas boston, ma" um dos resultados e' Distrigas of Massachusetts, de qq modo aqui ficam as coordenas 42N23'35" 71W03'52". Mas as fotos sao antigas, actualmente ha' mais gasometros. A ponte que fica para para leste — Tobin Bridge — tambem costuma ser encerrada ao trafego quando um desses navios carregados de gas tem que atravessar o canal para chegar ao terminal.

Chernobyl foi, sem duvida, um fenomeno de grandes dimensoes, mas ficou muito aquem de Hiroshima ou de Nagasaki. Penso que ha' cenarios, mais preocupantes, como as famigeradas malas-bomba, ou as chamadas bombas sujas. (Ha' umas semanas vi um filme da BBC cujo cenario era o da explosao de uma bomba suja no centro de Londres. Muito interessante e, como e' obvio, muito bem feito. Alguem viu este filme ai em Pt?)
Título:
Enviado por: emarques em Março 21, 2006, 03:14:15 pm
Ao que sei, os efeitos em termos de libertação de radiação foram bem piores em Chernobyl que em Hiroxima ou Nagasáqui. A diferença em número de mortos deve-se simplesmente a que as bombas... bem, eram bombas, estava tudo calculado para fazer estragos numa cidade.
Título:
Enviado por: Marauder em Março 21, 2006, 04:58:48 pm
Citação de: "Marauder"
Citação de: "Yosy"
Sou completamente contra o nuclear - um país da nossa dimensão não precisa disso. Além de que, à excpeção da França e do Japão, todos os países estão a diminuir as suas centrais nucleares.

  Hum...junta lá a esses estes:
 :arrow: India (acordo com EUA, acesso à tecnologia nuclear americana, semana passada)
 :arrow: China

   
Citar
Rússia vai construir novas centrais nucleares na China

A Rússia vai construir novas centrais nucleares na China, anunciou hoje em Pequim o Presidente russo, Vladimir Putin, em visita oficial à China, citado pela agência noticiosa russa Interfax.

Putin afirmou que a cooperação entre os dois países em matéria de energia não se limita à venda de petróleo e de gás, apesar de ter anunciado hoje a construção de dois gasodutos entre a Sibéria e a China, que começarão a funcionar dentro de cinco anos, cada infraestrutura com uma capacidade máxima de 40 mil milhões de metros cúbicos por ano.

«A cooperação com a China compreende igualmente a venda de equipamentos energéticos, incluindo a energia nuclear e a nossa participação na criação de novas capacidades nucleares chinesas», disse Putin à imprensa russa.

A China é um dos maiores compradores de petróleo da Rússia, mas Moscovo quer equilibrar a estrutura das exportações russas, que considera estar demasiado dependente da venda de petróleo e outras matérias-primas.

As exportações russas asseguram 8% dos recursos energéticos de que a China necessita.

A China, o segundo maior consumidor mundial de petróleo depois dos Estados Unidos, consumiu 318 milhões de toneladas de petróleo em 2005, um valor que, em 2006, deverá aumentar entre 5,4 e 7%, segundo estimativas oficiais.

A China depende do carvão e do petróleo para assegurar 90% das necessidades energéticas.

Diário Digital / Lusa

21-03-2006 13:12:00

de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=220197 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=220197)
Título:
Enviado por: Marauder em Março 21, 2006, 05:51:22 pm
http://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_Spain (http://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_Spain)
http://fr.wikipedia.org/wiki/Watt-heure (http://fr.wikipedia.org/wiki/Watt-heure)


  :arrow:   Portugal

Na actual produção portuguesa o efeito de uma central nuclear (com produção igual à média espanhola)

          = 14,71% da produção nacional (se entrasse em funcionamento no cenário actual)

  Acrescenta-se mais 1GW de eólicas que está em concurso..

          = 1,86144 TWh actual + 0,001 =1,86244 = epá.....4,202%.....contra os antigos 4,2%


  Com o efeito nuclear podemos reduzir a dependência de combustiveis fósseis dos actuais 64,5% para 49%..


  É claro que não inclui o factor tempo...isto é...o tempo de construção (que fará as variáveis de consumo e também de produção alterarem), bem como não pensei em termos estratégicos por não ter estimativas para necessidades energéticas do país para daqui a 10-50 anos.

  Estas contas surgiram no desenvolvimento do tópico acerca do projecto luso-dinamarquês de energia "sacada" das águas.

  Também expresso a minha apreensão face à reduzida produtividade resultante das energias renováveis. :?

  Alguns coments perante isto? Ou críticas a estes cálculos? No site francês também diz que uma "grande central" produz por ano 1 TWh, e estranhamente, no caso espanhol é 6TWh..

  Cumprimentos
Título:
Enviado por: Shar[K] em Março 21, 2006, 06:42:19 pm
Manda esses calculos para o governo via email e amanha é anunciado logo um projecto desses :D

Não que me sinta 100% á vontade com centrais nucleares no entanto está provado  que compensaria LARGAMENTE.

Agora até digo: DUAS CENTRAIS!
(e não digam que não há €, que o privado financiava já isto tudo)

E em vez dos 49% de dependencia de fosseis actuais, passariamos para 19.6%.... estes sim poderiam vir a baixar com energias renovaveis.

O que fazer ao lixo nuclear? exporta-lo!... por mto caro que seja duvido k seja 1-2% do petroleo/carvao etc que gastamos caso n tenhamos essa/s centrais.
Título:
Enviado por: JLRC em Março 21, 2006, 06:55:22 pm
Citação de: "Marauder"
 
Energia Nuclear produzida: 60,520 GWh (60.520 TWh conversão)

A dividir por 10 centrais nucleares : 6,520 GWh (produção unitária nuclear espanhola)
                                    = 6.520 TWh (conversão)


Marauder

Permita que lhe faça uma crítica. Como você é português e está a escrever para portugueses devia ter cuidado com o uso da vírgula e do ponto. Assim, o que você escreveu deveria estar na forma 60.520 GWh (60,52 TWh) até porque a sua frase estava em português. Espero que não tenha levado a mal.
Cumpts
Título:
Enviado por: Marauder em Março 21, 2006, 07:36:23 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "Marauder"
 
Energia Nuclear produzida: 60,520 GWh (60.520 TWh conversão)

A dividir por 10 centrais nucleares : 6,520 GWh (produção unitária nuclear espanhola)
                                    = 6.520 TWh (conversão)

Marauder

Permita que lhe faça uma crítica. Como você é português e está a escrever para portugueses devia ter cuidado com o uso da vírgula e do ponto. Assim, o que você escreveu deveria estar na forma 60.520 GWh (60,52 TWh) até porque a sua frase estava em português. Espero que não tenha levado a mal.
Cumpts


Ponto aceite :oops:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 21, 2006, 10:29:52 pm
Citação de: "NVF"
Jorge, no Google Earth pesquise por "natural gas boston, ma" um dos resultados e' Distrigas of Massachusetts, de qq modo aqui ficam as coordenas 42N23'35" 71W03'52". Mas as fotos sao antigas, actualmente ha' mais gasometros. A ponte que fica para para leste — Tobin Bridge — tambem costuma ser encerrada ao trafego quando um desses navios carregados de gas tem que atravessar o canal para chegar ao terminal.


Muito obrigado NVF ys7x9
Título:
Enviado por: Marauder em Março 24, 2006, 11:59:27 am
No Japão, eles tem os ABWR (Advance Boiling Water reactor penso eu). Estranho....os japoneses considera estes seguros, mas têm imensos problemas em deixar que os EUA estacionem um porta-aviões nuclear no Japão..

   Alguém tem um melhor insight acerca disto?
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 24, 2006, 03:59:41 pm
Citar
Tribunal japonês ordena encerramento de central nuclear

O Tribunal de Kanazawa ordenou hoje o encerramento de segunda maior central nuclear do Japão, operada pela empresa Hokuriku Electric Power, devido ao perigo que esta representa para a população.

O Tribunal deu razão a um grupo de cidadãos que protestava contra a localização da central, próximo à falha de Ochigata, depopis de uma comissão governamental japonesa ter advertido para a probabilidade de ali ocorrer um sismo de magnitude 7.6 na escala de Richter.

O reactor avançado de água em ebulição (ABWR, em inglês), o número 55 do Japão e o segundo maior em termos de produção, está a operar desde de 15 de Março.

A empresa Hokuriku Electric Power anunciou que vai recorrer da sentença, alegando que foram adoptadas todas as medidas de segurança necessárias.

Todavia, os queixosos sustentam que a região de Hokuriku pode prescindir dessa central nuclear porque não tem problemas de abastecimento de energia.


Fonte Diário Digital

Mesmo em cima de falhas geológicas são construídas centrais nucleares...

...No dia em que Sócrates voltou a pôr de lado a construção de uma hipotética central nuclear em Portugal, em declarações durante uma reunião da UE sobre o futuro da política energética na União.

A União Europeia no comunicado final das conclusões da reunião, acerca da energia nuclear, considerou que isso era matéria que dizia apenas respeito a cada país individualmente.
Título:
Enviado por: Marauder em Março 27, 2006, 10:48:46 am
Entrevista a Monteiro de Barros acerca da Refinaria, que ao fim da 1ª pergunta resumiu-se a falar da opção nuclear..


http://jn.sapo.pt/2006/03/27/primeiro_p ... lhoes.html (http://jn.sapo.pt/2006/03/27/primeiro_plano/refinaria_sines_dar_milhoes.html)

 "Não sejamos mais papistas que o papa.."
Título:
Enviado por: Spectral em Março 30, 2006, 05:51:31 pm
Os defensores do nuclear muitas vezes esquecem-se ( ou querem fazer-nos esquecer) dos elevadíssimos custos de operação e manutenção de uma central nuclear.

Imaginando por exemplo que Portugal aposta em 2 centrais, quando uma desta entrar em obras de grande manutenção ( necessárias e regulares), serão sempre uns 6 meses inactiva, o que siginifica que durante esses 6 meses o programa nuclear português irá contribuir METADE do planeado no plano energético nacional.

Ou por exemplo considerar que as centrais nucleares têm um tempo de vida fixo, e que ao fim dele têm que ser desactivadas num processo extremamente oneroso.


http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/4859980.stm
Título:
Enviado por: Marauder em Março 30, 2006, 06:42:44 pm
Citação de: "Spectral"
Os defensores do nuclear muitas vezes esquecem-se ( ou querem fazer-nos esquecer) dos elevadíssimos custos de operação e manutenção de uma central nuclear.

Imaginando por exemplo que Portugal aposta em 2 centrais, quando uma desta entrar em obras de grande manutenção ( necessárias e regulares), serão sempre uns 6 meses inactiva, o que siginifica que durante esses 6 meses o programa nuclear português irá contribuir METADE do planeado no plano energético nacional.

Ou por exemplo considerar que as centrais nucleares têm um tempo de vida fixo, e que ao fim dele têm que ser desactivadas num processo extremamente oneroso.


http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/4859980.stm


Pois.. :oops:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 31, 2006, 05:35:27 pm
Citação de: "Spectral"
Os defensores do nuclear muitas vezes esquecem-se ( ou querem fazer-nos esquecer) dos elevadíssimos custos de operação e manutenção de uma central nuclear.

Argumento pouco credível.
Se assim fosse refletir-se-ia no preço final da energia produzida.
Quando todos os estudos apontam para um preço Kw/h mais baixo que o produzido por centrais térmicas esse argumento cai pela base se lhe acrescentarmos as taxas sobre as emissões de CO2,... um factor a ter em conta.

Se o argumento fosse o preço então nunca seria produzida electricidade por sistemas eólicos, que no imediato, apresentam o preço kw/h mais caro.

Citação de: "Spectral"
Imaginando por exemplo que Portugal aposta em 2 centrais, quando uma desta entrar em obras de grande manutenção ( necessárias e regulares), serão sempre uns 6 meses inactiva, o que siginifica que durante esses 6 meses o programa nuclear português irá contribuir METADE do planeado no plano energético nacional.

O hipotético investimento a ser feito na energia nuclear em Portugal será privado, e coisa que os privados sabem fazer bem é contas à rentabilidade do investimento, e nessas contas obrigatóriamente estarão os períodos de manutenção.

Quanto à inactividade se ela tiver impacto, só o terá se a produção for vital para o país, aí seria mais um argumento a favor do nuclear, ao tornar-se tão vital que qualquer paragem de produção seja um drama.

Além disso continuará a haver energia disponível no mercado para suprir necessidades pontuais.

Citação de: "Spectral"
Ou por exemplo considerar que as centrais nucleares têm um tempo de vida fixo, e que ao fim dele têm que ser desactivadas num processo extremamente oneroso.

Única questão problemática, o que fazer com uma instalação nuclear desactivada...apesar de voltarmos ao ponto inicial.
No projecto tudo deve ser ponderado, até esse custo final que será a desactivação de uma central.
Não esquecer que este tipo de instalações passa por vários tipos de inspecções bastante rigorosos, mesmo em fase de desactivação esse rigor deve-se manter,... julgo eu de que...

Citação de: "Spectral"
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/4859980.stm



Nesse mesmo link há um artigo em que se fala da construção de mais uma central nuclear na Finlândia....e explica o porquê da necessidade de mais uma central.
Se a Finlândia serve de bom exemplo para tanta coisa.....
Título:
Enviado por: Spectral em Março 31, 2006, 06:06:43 pm
Citar
Argumento pouco credível.
Se assim fosse refletir-se-ia no preço final da energia produzida.
Quando todos os estudos apontam para um preço Kw/h mais baixo que o produzido por centrais térmicas esse argumento cai pela base se lhe acrescentarmos as taxas sobre as emissões de CO2,... um factor a ter em conta.

Por exemplo argumentos de escala. Por exemplo na formação de pessoal,se apenas tivermos 2 centrais a formação per capita fica muito mais cara se tivermos uma pool de 20 centrais. Além que existem muitos gastos que são contabilizados à parte através de organismos e institutos diversos.


Citar
O hipotético investimento a ser feito na energia nuclear em Portugal será privado, e coisa que os privados sabem fazer bem é contas à rentabilidade do investimento, e nessas contas obrigatóriamente estarão os períodos de manutenção.

Quanto à inactividade se ela tiver impacto, só o terá se a produção for vital para o país, aí seria mais um argumento a favor do nuclear, ao tornar-se tão vital que qualquer paragem de produção seja um drama.

Além disso continuará a haver energia disponível no mercado para suprir necessidades pontuais.

Não está a perceber. É uma questão de prioridades, ou investir em energia nuclear ou noutros meios de modo a compensar as nossas deficências energéticas. O país vai investir uma grande soma de dinheiro num projecto que durante períodos de tempo razoavelmente grandes vai render METADE da energia.  O país vai planear a sua indústria com o output de energia vindo do nuclear, e quando houver esses períodos de falha essa energia terá de ser adquirida lá fora, de alguma maneira ( certamente a preços inflacionados ao real, afinal estamos num economia de mercado, e energia é um bem sem o qual não podemos passar). Mais uma vez é uma questão de escala. se tivéssemos 20 centrais, mesmo com 1 ou 2 em ciclo de manutenção teríamos sempre 18/20 ou 19/20 da nossa capacidade operacional, enquanto com 2 centrais teríamos períodos a METADE.

Este argumento da energia disponível é muito importante. Há coisa de um ano atrás assisti a uma conferência dada por um gestor da EDP, em que explicava a razão porque esta eram muitas vezes reticente à instalação de parques eólicos era porque muitos não tinham estudos sobre a energia média que podiam fornecer à rede, já que quando  estas fontes "falham"  ( e pr exemplo tb as barragens) a EDP tem que ligar as termoeléctricas para mnter o nível de E fornecida ao consumidor constante, reultando numa conta muito maior para o país. Claro que no caso do nuclear este estudo estará feito, mas este exemplo mostra como é essencial manter um nível de E na rede constante, e como custa (e muito) períodos em que componentes do sistema não estão disponíveis.

Isto é, claro, assumindo que os planos são para 2 centrais, porque senão ainda pior é  :roll: ... Antes era com a Irlanda, temos que ter sempre um exemplo lá fora a seguir em tudo...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 31, 2006, 08:02:59 pm
Citação de: "Spectral"
...
 É uma questão de prioridades, ou investir em energia nuclear ou noutros meios de modo a compensar as nossas deficências energéticas.

É por essas mesmas deficiências que algo tem que ser feito...
E há poucas ou nenhumas alternativas ao nuclear em termos de meios de produção a instalar.

A alternativa Hidrográfica está esgotada, a não ser que se queiram acabar com todos os leitos de rios que ainda sobram, e mesmo a acontecer apenas se aumentaria um pouco a produção, e continuariamos com o mesmo problema.

A Eólica tem exactamente o problema da inconstância na produção pelo que nunca será uma solução definitiva.

A energia das ondas... tecnologia demasiado recente para se retirarem ilações, deverá padecer do mesmo problema da eólica, não que as ondas parem mas na capacidade de produção.

Fotovoltaica..., não conheço em profundidade as capacidades das tecnologias disponíveis para opinar com substância, mas parece-me que padece do mal de todos os métodos de energias renováveis.... a limitada capacidade de produção instantânea de energia.

Juntando todas as renováveis talvez se encontrassem valores razoáveis de produção, mas seriam suficientes para as necessidades, em especial as necessidades da indústria?

Talvez se se construíssem mais parques de energias renováveis chegassemos a valores significativos, mas como ficaria o país em termos de paisagem?

O Alentejo coberto de painéis solares.
As montanhas "infestadas" de centrais eólicas.
As praias... entubadas.

Passe o exagero das comparações acima referidas, teriamos que chegar próximos desses exageros para as renováveis suprirem as nossas necessidades.

Onde está a alternativa ao nuclear para alterar a nossa depemdência energética do exterior?

Citar
Mais uma vez é uma questão de escala. se tivéssemos 20 centrais, mesmo com 1 ou 2 em ciclo de manutenção teríamos sempre 18/20 ou 19/20 de nossa capacidade operacional, enquanto com 2 centrais teríamos apenas METADE.

Correcto e incontornável o argumento, mas METADE é melhor que NADA.

Imagino o rebuliço por que passaria este país se algém se atrevesse a dizer que pretendia construír 10 centrais nucleares.
Se 1 mete medo 10.....

Citar
E que obsessão "nacional" é esta agora com a Finlândia  :roll: ... Antes era com a Irlanda, temos que ter sempre um exemplo lá fora a seguir em tudo...


Qualquer mau aluno deve olhar para os bons alunos para aprender o que de bom eles fazem.
Não devemos olhar para baixo, devemos olhar para cima e aprender com quem trabalha bem.

A Finlândia, com menos população que Portugal, mas com outras necessidades energéticas devido ao clima, apostou no nuclear.
E nós porque não?

Os custos energéticos nas nossas empresas são um factor penalizador quando comparado com empresas concorrentes de outros países com preços de energia mais barata, .... graças ao nuclear.

Mas quando uma empresa fecha a reação é ..."Olha que mau empresário, mais um que não soube comandar a empresa".

Ás vezes (muitas) até é verdade, mas quantas empresas neste país passam dificuldades por não conseguirem ser competitivas nos mercados externos graças aos custos energéticos que enfrentam.

E nós precisamos exportar mais, muito mais.... e em mercados em que a luta é feroz, qualquer factor penalizador é por vezes fatal.

Não sou um acérrimo defensor do nuclear, embora pareça, mas não vejo alternativas credíveis.
Título:
Enviado por: Marauder em Março 31, 2006, 08:11:21 pm
Tal como o Tomkat já falou, o olhar perante o exemplo da Finlândia ou da Irlanda é natural. Na economia de mercado as empresas praticam o chamado benchmarking, normalmente à empresa líder do sector.

   Em termos de Estados e institutos públicos já o mesmo não acontece, coisa que me deixa zangado....só de pensar que existem muitos problemas que secalhar bastaria olhar por cima do ombro para nossos colegas espanhois, franceses, whatever...bastaria isso para dar "um cheirinho" da resolução. É claro que cada caso é um caso, e os países são diferentes, mas mal não pode fazer ora bolas!!!

   Deviamos era chamar tecnicos dos governos dos 3 países da Europa com melhor crescimento...

http://www.guiarh.com.br/z59.htm (http://www.guiarh.com.br/z59.htm)
Título:
Enviado por: Spectral em Abril 05, 2006, 04:07:18 pm
Quanto a alternativas, alguns dados interessantes, nomeadamente sobre a fotovoltaica:

(http://img82.imageshack.us/img82/5604/clipboard018tx.jpg)

Fonte: Renewable Energy: Power for a Sustainable Future, Godfrey Boyle  

90000 TW ->  3x1024 joules/ano

Esta energia é 104 vezes o consumo actual de toda a população mundial.

Seria necessário cobrir apenas 0.1% da superficie da terra com paineis fotovoltaicos de 10% de eficiência ( a geração actual, baseada em Si) para suprir as necessidades energéticas do mundo actual.

E tendo em conta que a próxima geração de células solares prestes a chegar ao mercado promete taxas de eficência de cerca de 30-40% (filmes finos em substratos), e a seguinte põe a fasquia ( exequível) nos 80% (células em tandem, de várias bandas, etc), há muitas e boas razões para apostar nesta área.

A questão do armazenamento desta energia (devido ao problema impossivel de contornar de apenas fornecer energia durante o dia) pode ser resolvida  com o recurso ao armazenamento descentralizado em "baterias" de hidrogénio através da formação de hidretos metálicos.


Também não me oponho à energia nuclear por princípio, apenas me parece que não faz muito sentido para um mercado da dimensão do nosso. Sempre em minha opinião, é claro  :wink:
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 05, 2006, 05:26:24 pm
Citação de: "Spectral"
Quanto a alternativas, alguns dados interessantes, nomeadamente sobre a fotovoltaica:

(http://img82.imageshack.us/img82/5604/clipboard018tx.jpg)

Fonte: Renewable Energy: Power for a Sustainable Future, Godfrey Boyle  

90000 TW ->  3x1024 joules/ano

Esta energia é 104 vezes o consumo actual de toda a população mundial.

Seria necessário cobrir apenas 0.1% da superficie da terra com paineis fotovoltaicos de 10% de eficiência ( a geração actual, baseada em Si) para suprir as necessidades energéticas do mundo actual.

E tendo em conta que a próxima geração de células solares prestes a chegar ao mercado promete taxas de eficência de cerca de 30-40% (filmes finos em substratos), e a seguinte põe a fasquia ( exequível) nos 80% (células em tandem, de várias bandas, etc), há muitas e boas razões para apostar nesta área.

A questão do armazenamento desta energia (devido ao problema impossivel de contornar de apenas fornecer energia durante o dia) pode ser resolvida  com o recurso ao armazenamento descentralizado em "baterias" de hidrogénio através da formação de hidretos metálicos.


Também não me oponho à energia nuclear por princípio, apenas me parece que não faz muito sentido para um mercado da dimensão do nosso. Sempre em minha opinião, é claro  :wink:


Spectral,
             pode-me explicar melhor as diferentes colunas....estimadas como recuperáveis e recursos base ? Não percebo....isso não quer dizer que de 90 mil TW só conseguimos captar 1000 TW ? Devo ter faltado a alguma aula..lol...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 05, 2006, 06:49:06 pm
Citação de: "Spectral"
Quanto a alternativas, alguns dados interessantes, nomeadamente sobre a fotovoltaica:

...

Esta energia é 104 vezes o consumo actual de toda a população mundial.

Seria necessário cobrir apenas 0.1% da superficie da terra com paineis fotovoltaicos de 10% de eficiência ( a geração actual, baseada em Si) para suprir as necessidades energéticas do mundo actual.



Dados interessantes.
Tão interessantes, que tornam incompreensível a não aprovação de um projecto de uma empresa alemã de uma central fotovoltaica para o Alentejo, há cerca de 2 meses creio, se não me falha a memória dizia-se que iria ser das maiores da Europa, incompreensível pela imagem puritana que o Governo quer passar como defensor acérrimo das energias renováveis.

Haverá interesses ocultos na aposta declarada nas eólicas?
Título:
Enviado por: Spectral em Abril 07, 2006, 04:44:48 pm
Bem, também não sei exactamente como o autor chegou a estes números ( no caso por exemplo da eólica a "resource base" provavelmente representa a energia eólica disponível em toda a atmosfera, a colectável a que é possível recolher a altitudes dos mastros eólicos), provavelmente também não estava com muita atenção nessa aula   c34x

É verdade Tomkat, é preciso ter em conta que se podem realizar negócios imobiliários muito *interessantes* com os parques eólicos. Estes exigem locais muito específicos, e sabendo como funcionam as nossas autarquias não punha as mãos no fogo em muitos dos negócios...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 07, 2006, 07:35:18 pm
Citação de: "Spectral"

..., é preciso ter em conta que se podem realizar negócios imobiliários muito *interessantes* com os parques eólicos. Estes exigem locais muito específicos, e sabendo como funcionam as nossas autarquias não punha as mãos no fogo em muitos dos negócios...


Pois, ... eu próprio atesto isso.
Possuo uma propriedade no cimo duma pequena montanha, mais monte que montanha, e fui sondado pelo responsável autárquico da freguesia onde a propriedade se situa, para saber da minha disponibilidade para ser aí instalado um parque eólico.

Fiquei inpressionado com os números que me apresentaram, tendo como é obvio, aceitado a hipotética instalação do dito parque, pois a rentabilidade da propriedade era (é) pouco mais que nula, além da bela paisagem que daí se disfruta.

Fiquei a saber também que 5% do rendimento do parque reverte para a autarquia, sendo esse rendimento dividido (50/50) pela Câmara e pela Freguesia, sendo verbas já significativas, para os parcos orçamentos autárquicos.

ps. Infelizmente, para as minhas finanças  :( , devido a motivos ambientais (?) o parque não foi instalado. Alegaram que nesse local, a sombra projectada pelas élices incidia sobre uma povoação e isso podia provocar problemas de stress na população pela constante rotação da sombra.
Título: REPORTAGEM DO CM ONLINE
Enviado por: antoninho em Abril 10, 2006, 07:07:34 pm
O empresário Patrick Monteiro de Barros pode ficar conhecido na História de Portugal como 'o homem do nuclear'. Pegou na ideia há 22 meses, apresentou-a à sociedade civil e levou-a a todos os partidos políticos.

Quer construir uma ou duas centrais, sem pedir um tostão de subsídio. Em breve, entregará ao Governo um dossier completo do projecto. Garante que é a fonte de energia mais barata, limpa e segura que existe e diz-se disposto a lutar até ao fim. Mas não diz se vai lançar uma OPA sobre a PT.

- Acredita mesmo que Portugal vai produzir energia nuclear?

- Não tenho a mínima dúvida.

- Há muito que se fala nisso...

- É um tema que foi abordado há trinta anos, mas acabou por ser enterrado. Nessa altura, o petróleo era barato e não havia as preocupações que há hoje. O que se passa é que nos últimos anos houve uma evolução muito importante nos preços, tanto do petróleo como do gás natural, que subiram e vão continuar a subir. E, depois, há a questão do protocolo de Quioto.

Uma vitória muito grande dos ambientalistas, que apoio totalmente, embora tenha uma gravíssima lacuna: os Estados Unidos ainda não o assinaram, tal como a China e a Índia, que têm grande responsabilidade nas emissões. Quioto só será realmente válido quando esses três países assinarem.

- Com essas alterações, a questão do nuclear voltou à ordem do dia.

- E pela minha mão! Reivindico ter sido, indiscutivelmente, o primeiro em Portugal a colocar o tema na agenda, quando, há 22 meses, dei uma conferência em que disse: Portugal está numa encruzilhada energética e a única solução é o nuclear.

Chamaram-me todos os nomes, mas quando olho para as sondagens recentemente publicadas verifico que a maioria dos portugueses estão de acordo com as minhas ideias.

- E propõe logo a construção de duas centrais nucleares...

- Não. Proponho uma. Os estudos que temos é que demonstram que ficaríamos melhor servidos com duas. Porquê? Porque somos o único país da Europa que tem urânio. Temos a matéria-prima. Hoje está provado que a energia nuclear é a mais barata de todas. De longe.

Sem contar com as penalidades de Quioto. E estamos a falar de diferenças substanciais. Um megawatt nuclear sai, mais ou menos, a 25 euros; o gás natural anda acima dos 45 e nas eólicas estão a pedir 85/90 euros. Não sou contra as eólicas. Nem contra as energias renováveis. Só que são caríssimas.

Se baseamos toda a nossa política energética nas renováveis, vamos ter a energia mais cara da Europa. E se temos a energia mais cara da Europa, seremos os menos competitivos.

- Já pensou onde é que essas centrais ficariam instaladas?

- Fez-se do nuclear um papão e há uma certa apreensão por parte das populações. É preciso informar as pessoas. Veja o que se passa em França: no vale do Loire, que recebe milhões de turistas, estão lá seis reactores. Aliás, temos dois reactores em cima da nossa fronteira.

Temos referenciados vários locais onde poderiam ser construídas, mas não temos o direito de começar a lançar nomes para a praça pública, porque a decisão final terá de ser acordada e discutida com o Governo.

- Que desvantagem vê na energia nuclear?

- Eu não vejo nenhuma. Só vantagens. É mais barata, completamente limpa e totalmente segura.

- A questão da segurança é a que causa maiores receios.

- Mas não tenha dúvidas: é a fonte de energia mais segura que há. Não houve, até hoje, no Ocidente, uma vítima mortal que fosse por causa de um acidente nuclear. Os opositores dizem: e se houver um ataque terrorista? E se o Osama bin Laden 'atirar' um avião para cima da central, o que é que acontece? Para já, a carapaça daquilo é enorme. Depois, fizeram-se grandes progressos. Os reactores da nova geração são muito mais seguros.

- Não teme entrar no tipo de discussão a que assistimos noutras áreas (regionalização, aborto, etc) em que se grita muito, debate-se pouco e nada se informa?

- Obviamente que é fundamental informar as pessoas e a Comunicação Social aqui tem um papel relevante. É importante mostrar que existe energia nuclear, que existe em todo o Mundo, que é perfeitamente segura, que está perfeitamente dominada e controlada, e que até os resíduos são perfeitamente tratados, sem o mínimo risco.

Quando se vê um país como a Finlândia, que já tinha reactores, a lançar-se numa nova construção de reactores, isto quer dizer alguma coisa. É dos Estados mais avançados e produtivos do mundo. Estamos a falar de um país com uma tradição ecológica comprovada. Não vamos ser mais papistas que o papa. Temos que ser coerentes.

Há certas pessoas que, ou por interesse ou por ‘lobbie’, são contra e utilizam todo e qualquer argumento, mas que não são válidos. Como este, por exemplo: o reactor que o senhor Monteiro de Barros quer trazer é um protótipo. Não há protótipos em nuclear.

Há uma evolução constante. Quem diz isso é complemente estúpido. Se há um protótipo, ele está na Finlândia. E, a seguir à Finlândia, a França vai construir um igual. No caso de Portugal seguir essa tecnologia, já seríamos o terceiro país. Quando as pessoas querem ser contra, vão buscar qualquer tipo de argumento.

- Com duas centrais, em que percentagem diminuia a nossa dependência do petróleo?

- Hoje, uma coisa não substitui a outra. Mas é hoje. E é aqui que há uma grande falta de visão. As pessoas que apontam esse argumento dizem assim: a energia nuclear só resolve uma pequena parte do problema.

Esse raciocínio, a meu ver, não está correcto. O problema é o seguinte: o novo plano energético prevê a construção de oito centrais de ciclo combinado a gás. Mais ou menos 400 megawatts cada. Uma nuclear são 1600.

Não seria mais lógico construir uma nuclear em vez de quatro a gás? Não teríamos as emissões, o custo era inferior e a balança de pagamentos não é afectada. Porque o gás natural é preciso importá-lo. E não é barato. Vai acompanhando os preços do petróleo.

Poderíamos dar ao nuclear uma participação na produção de electricidade maior. Mas não só: um dos problemas das emissões são, obviamente, os transportes públicos. Temos aí uma grande dependência. O uso da viatura própria é muito grande, porque os transportes públicos são péssimos.

O que é que acontece: vai haver uma evolução tecnológica do transporte e, vá por onde a gente for, com os carros eléctricos precisamos de electricidade. Vamos assistir a uma substituição e, em termos energéticos, a chave será o hidrogénio.

Ora, para fazer hidrogénio é preciso energia. Não podemos ficar fixados sobre a situação de hoje, temos que avaliar o que se vai passar nos próximos 10 a 15 anos. Nós, sistematicamente, temos andado atrás da moda em termos de energia.

Há trinta e tal anos, fomos para o carvão, quando já se estava a evoluir para o gás natural. Agora é o gás natural, numa altura em que a Europa reabre o dossier nuclear. Não temos alternativa. Eu não sou contra as renováveis, mas não resolvem o problema e o nuclear, por ser mais barato, pode contribuir para baixar a média do custo das renováveis.

- Podem constituir, contudo, um complemento.

- Podem e devem. Repare no seguinte: se formos, como é intenção do Governo, desenvolver fortemente a eólica, é preciso não esquecer uma coisa. A eólica só consegue utilizar 30 a 40 por cento da capacidade instalada. Ou seja, instala não sei quantos megawatts, mas só um terço é aproveitado. E quando, às vezes, têm a mais, outras não têm nada.

Precisa de 'back up', senão não há electricidade em casa. Se o nuclear for muito mais barato que a eólica, baixa o custo. De um lado tem 30 do outro tem noventa, faz a média. Aí são complementares. Dizer: eu só vou apostar nas renováveis... bom, para quem quiser construir fábricas e geradores acho muito bem. Mas não me parece ser a solução.

- Que receptividade acha que vai encontrar junto deste Governo para avançar com o projecto? É um governo de esquerda, são mais sensíveis às questões ambientais...

- O primeiro-ministro é uma pessoa que já vem do Ambiente. Tem conhecimentos sobre a matéria. Desde que, há 22 meses, lancei a ideia, pelo menos tenho uma certa satisfação de ver o que se passou ao longo deste tempo. Vejo, em Inglaterra, a reabertura do dossier nuclear; vejo, ao nível da União Europeia, uma recomendação para que se abra o dossier.

A recomendação é ténue, porque a presidência é austríaca e a Áustria é anti-nuclear. Mas todos os chefes de Estado europeus concordam que é preciso abrir o dossier. Na reunião de Julho do G8, vai haver um papel sobre a necessidade de repensar o nuclear. E, em Portugal, também houve uma evolução: primeiro, o Governo diz “isto não está no programa.”

Não está, mas pode vir a estar. Acho que dei um grande contributo ao ter lançado esta ideia e obviamente que quero fazer o projecto. A conferência que houve, o mês passado, na FIL, é um exemplo desse avanço. Foi um debate aceso, onde houve lugar para defensores e opositores e em que participaram centenas e centenas de pessoas com responsabilidades na vida económica, social e política do país.

É evidente que o Governo tem de ponderar muito bem. A opção tem uma conotação política. Tomei a iniciativa de apresentar o projecto a todos os partidos políticos. Todos. Até o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista: "Meus senhores, está aqui isto." Não sei se os convenci, mas todos ouviram com muita atenção.

- Estas questões, normalmente, dividem a sociedade e não seria de estranhar o recurso ao referendo...

- Não gostaria de me pronunciar sobre isso. Essa decisão compete ao Governo. Estamos numa democracia, temos um Governo que foi eleito e é ele que deverá decidir da bondade ou não da construção de uma ou várias centrais.

- Já foi a todos os partidos, qual é o passo seguinte?

- Continuamos a trabalhar o dossier e pensamos, dentro de uns meses, levar o assunto formalmente ao Governo. Não vamos desistir até que nos digam: "Meus amigos, esqueçam. Não há." Até agora nunca nos disseram isso.

Tivemos o cuidado de não acelerar a acção nos períodos eleitorais, quer das autárquicas quer das presidenciais, para evitar que um assunto macroeconómico se tornasse um assunto politiqueiro. Mas chamo a atenção para o facto de todos os candidatos, de uma maneira ou de outra, terem abordado o tema.

O próprio Presidente falou, dizendo qualquer coisa como isto: "Eu há 20 anos seria contra, hoje temos de estudar."

- Enfim, vão-se abrindo as portas.

Há aqui uma coisa que me parece importante. O que me faz pena, em relação ao país, é que vivemos um pouco num complexo de inferioridade económica. Pecamos pela falta de dizer: 'Eu vou para a frente. Vou avançar. Vou ser o melhor.' Este país precisa de exportar.

Não podemos continuar a viver da maneira que vivemos. A nossa balança comercial é um desastre. E quando a balança comercial se deteriora e a das contas correntes está a começar a ter problemas, tudo se deteriora. O ranking do país deteriora-se. Hoje devemos dinheiro a toda a gente. O euro camufla um bocado esta realidade, mas a verdade é esta. Ora, se temos a matéria prima, por que não construir duas centrais, em que passemos a ser exportadores de energia para Espanha?

A Europa volta a falar na necessidade de tornar a rede europeia integrada. Repare: não quer dizer que todos os megawatts produzidos venham para Lisboa. Até podem ir para Madrid. Uma espanhola vende para Lisboa e nós vendemos para lá. Se quisermos cumprir com Quioto, sem pagar penalidades astronómicas, o nuclear é a única solução. É inevitável.

- Está pronto para avançar já amanhã?

- Absolutamente. Não temos qualquer problema. Li uma entrevista dada pelo engenheiro Mira Amaral, ao ‘Independente’, e deu-me vontade de rir. Dá a entender que sou apenas um intermediário dos franceses da Areva (fabricante do reactor) para fazer um negócio quase de comissão. Sugere que estou a fazer um interface. Nada mais falso.

Quando lançámos a ideia, verificámos que havia duas tecnologias. A americana e a francesa. Achamos que a francesa é melhor, embora a americana seja mais barata. Simples. Se for preciso, amanhã este projecto está feito. Sem pedir um tostão ao Estado e sem pedir um tostão de subsídio. Um tostão que seja.

Isto é que incomoda. Perguntam: quanto é que vão vender? Na hora em que estiver pronta vendemos os quilowatts para o mercado. Isto é que é economia. Sejamos pragmáticos. O País precisa de ser competitivo.

Se construirmos duas centrais, por exemplo, podemo-nos tornar um grande exportador para o mercado ibérico e até mais.

- É a tal visão pequena que os portugueses ainda têm...

- Pecamos por isso. Se amanhã nos derem a licença assinamos contrato daqui a um mês. Já temos as fontes de financiamento. Não garantidas, obviamente porque não tenho o dossier concluído com o Governo, mas só apalavradas.

- A dependência do mundo ocidental do petróleo continua a ser imensa. Isto é algo que, também a nível internacional, terá de ser repensado.

- E é um problema que se vai agravar. Não acredito que o petróleo esteja a acabar, mas uma coisa é certa: no panorama actual, dois terços das reservas estão no Golfo. Há umas perspectivas muito boas nas antigas repúblicas soviéticas, como o Cazaquistão. Mas é no Golfo que se encontram as grandes reservas.

É uma zona que está a atravessar um período muito difícil e, infelizmente, as perspectivas não são muito boas. Mas, mesmo partindo do princípio que não há dramas sérios – guerras, confusões – vamos depender dessa área em termos de petróleo. E o gás natural, por coincidência, também vem de países algo instáveis, como a Nigéria.

Isso só mostra a necessidade de diversificar as nossas fontes. Agora, estamos num beco sem saída. Se quisermos cumprir com Quioto, o carvão está fora, o gás natural é caríssimo, porque tem as penalidades de Quioto... o que é que nos resta? As renováveis podem aliviar, mas não chega. Só resta o nuclear.

Por alguma razão os chineses estão a negociar a construção de trinta reactores.

- Há alguma perspectiva do número de empregos que uma central nuclear geraria?

- Três a quatro centenas de técnicos. São empregos de grande qualidade.

- E há essa qualidade ou teríamos de importar recursos humanos?

- Temos, ao nível das universidades, candidatos potenciais muito bons e um óptimo ensino em termos de engenharia química. A nossa ideia era fazer um acordo com os finlandeses, talvez uma participação, em duas vertentes: primeiro, construir exactamente igual ao que eles estão a fazer agora.

Segundo, estabelecer um acordo de formação de quadros que nos permitisse irem para a Finlândia, começarem a trabalhar, a aprender, de modo a que quando a central arrancasse já teríamos quadros portugueses com experiência.

- Enquanto o nuclear não avança, tem outros projectos em mãos. A instalação de uma refinaria em Sines é o mais importante. Como está o processo?

- Temos boas respostas de sociedades de capitais de risco e de investidores institucionais. Neste momento, estamos a abrir aos investidores portugueses. Não queremos que o projecto seja 100 por cento estrangeiro.

Queremos dar oportunidade a institucionais portugueses de investirem nisto. Acho que é um bom investimento, vai ser o maior investimento em Portugal nos últimos anos. No aspecto económico e financeiro não temos grandes problemas. Estamos na parte final do licenciamento.

O plano que propusémos ao Governo está a ser cumprido à risca. Há uma pequena alteração de procedimentos, mas pensamos que vai correr tudo bem. Há uma data limite (30 de Maio), porque temos de assumir compromissos noutro lado. Falta iniciar o acerto das condições, o acesso aos fundos estruturais, mas estamos com grandes esperanças.

- Energia nuclear, petróleo... também não há muito mais onde fazer grandes investimentos.

- O turismo tem um grande potencial. Veja o Alqueva. É o maior lago artificial da Europa. Há mais no turismo do que praia e sol. Temos de jogar no potencial turístico de qualidade média-superior.

- E além do turismo...

- As possibilidades de investimento em grandes projectos são limitadas pela nossa escala, pelo nosso mercado e, às vezes, pela nossa localização. Não temos matérias-primas e a nossa mão-de-obra já é relativamente cara. Nos têxteis e no calçado estamos condenados pela concorrência chinesa. E não vai ficar pelo calçado e pelo têxtil.

A notícia mais interessante nestes últimos tempos é a de que a Airbus vai começar a construir aviões na China. E na imprensa chinesa vem escrito um dado relevante: uma parte importante dos componentes serão chineses. Nós temos vindo a perder certas coisas.

Tínhamos uma frota mercante, desapareceu. Tínhamos estaleiros de reparação naval, desapareceram. Pouco a pouco estamos a perder a nossa indústria. É preciso urgentemente encontrar algo mais.

- Em que está a pensar?

- Temos de apostar em duas coisas: o ensino e a tecnologia. Este Governo tem feito um grande esforço nesse aspecto, nomeadamente o chamado plano tecnológico. Temos que produzir gente com qualidade. Fico satisfeito ao ver que este Governo pôs o dedo na ferida.

O País pode ter nada, mas se tiver gente de qualidade 'safa-se'. As ideias surgem, os projectos aparecem. A produzirmos pessoas que não estão preparadas, que têm diplomas que não servem de nada, é que não vamos lá!
Título: O REVERSO DA MEDALHA DO NÃO AO NUCLEAR
Enviado por: antoninho em Abril 10, 2006, 07:13:24 pm
Para se perceber o que é sermos reféns da politica do petroleo nada como ler esta reportagem do DN online.


Ocidente tem de aceitar hipocrisia árabe por depender do petróleo



Cadi Fernandes    
 
em amarras, apenas com a missão de explicar o que correu mal à América e ao Ocidente na luta contra o radicalismo islâmico, Trofimov escreveu uma série de reportagens, "de Bagdad a Tombuctu", agora reunidas em livro. E, assim, cumpriu o sonho da maioria dos jornalistas, tornando-se num cidadão do mundo.
O Ocidente tem muitos preconceitos, ideias feitas sobre o Islão: o desejo de "exportar" a democracia, a tentação de ver em cada árabe um fundamentalista...

Sim, confirmei-o, por exemplo, no Cairo, logo a seguir ao 11 de Setembro de 2001. Primeiro, visitei um bairro pobre, muito islâmico, e verifiquei que aquelas pessoas tinham reacções muito humanas, questionando o que acontecera. Depois, entre um grupo de árabes ocidentalizados, uma elite, com os seus jeans, os seus Rolex, os seus BMW, foi o contrário: rejubilavam, demonizando a América e desejando que naquele dia houvesse o maior número de judeus nas Torres Gémeas.

Uma hipocrisia, portanto...

Sim, que faz com que nos equivoquemos frequentemente sobre a forma de conduta dos árabes.

A Arábia Saudita, pátria de Ben Laden e o maior produtor mundial de petróleo, é o zénite dessa hipocrisia?

Trata-se de um país muito especial, que se tem na conta de mais islâmico, mais muçulmano do que qualquer um dos outros, por via da herança wahhabita. Ora, essa herança constitui precisamente uma espécie de Catch 22 para as autoridades, que, a despeito de todos os contactos com o Ocidente, não podem democratizar o país, sob risco de perderem a sua legitimidade. Melhor, não só não podem, como, manifestamente, o paradigma wahhabita o inviabiliza.

No seu livro afirma que os sauditas, sobretudo, encaram os ocidentais como inferiores. Como é possível dialogar nesta base?

Terá de ser assim até que o Ocidente encontre fontes energéticas alternativas e sustentáveis, que não o façam depender tanto do petróleo do Médio Oriente. Até lá, temos de aceitar um interlocutor saudita que encara o petróleo como uma verdadeira recompensa, um presente de Deus que lhes dá a possibilidade de exportar a sua ideologia, financiando grupos extremistas, como a Al-Qaeda, com o dinheiro da venda do petróleo. É um risco que o Ocidente corre...

Como interpreta a recente polémica em torno das caricaturas de Maomé?

Significa que não estamos perante um conflito entre o cristianismo e o Islão, mas sim entre uma visão humanitária e uma visão totalitarista, obscurantista, que faz lembrar os tempos da Inquisição. O que os extremistas que queimaram bandeiras ocidentais e vandalizaram embaixadas recriminam à Europa é que não criminalize a blasfémia, optando por uma sociedade liberal, laica.

Aceitaria publicar as caricaturas, se fosse o director do primeiro jornal a fazê-lo, ainda em 2005?

Se fosse director de um dos jornais que as reimprimiram, não teria tido dúvidas em fazê-lo, mas se me coubesse a decisão original, não sei... Penso que só não o faria se tivesse a certeza de que haveria vítimas... Mas, também, se começamos a recuar, temos medo e mostramos que temos medo desta crescente influência da religião. Aliás, curiosamente, quando surgiram os primeiros protestos muçulmanos, os padres católicos e os rabis foram logo dos primeiros a solidarizar-se...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 24, 2006, 01:43:39 am
Notícia do DN de 22 de Abril...

Citar
Sócrates quer "debate racional" sobre nuclear

O primeiro-ministro, José Sócrates, considera que Portugal deveria desencadear um "debate racional" sobre a energia nuclear, à semalhança do que ocorre em vários países europeus, perante o agravamento da crise energética a nível mundial.

Para Sócrates, verifica-se uma "mudança de contexto" que obriga a uma reflexão sobre os desafios com que o País se confronta no sector da energia.

A nova escalada do preço do crude nos mercados internacionais e o previsìvel esgotamento das reservas foram apenas dois dos aspectos que o chefe do Governo referiu, durante um encontro promovido pelo
Courrier Internacional, quinta-feira à noite em Lisboa.

Entre os outros factores apontados por Sócrates, encontra-se a elevação dos níveis de segurança nas centrais nucleares nas últimas décadas, após o acidente de Chernogyl, e a percepção cerscente na generalidade dos países de que a energia se tornou uma questão central de soberania e que, por isso, é necessário garantir condições de segurança no acesso às fontes energéticas.

O primeiro-ministro lembrou que países como a Grã-Bretanha relançaram o debate público sobre a energia atómica. E recordou ainda que um outro país europeu (a Finlândia, que não nomeou) está neste momento a construir uma central nuclear.

Sócrates insistiu na ideia de que as suas palavras, apontando para a necessidade de o assunto ser debatido, prendem-se com o agravamento da crise no sector, que poderá, a prazo, conduzir a "situações extremas".

O primeiro-ministro tinha reafirmado, em Fevereiro, no Parlamento, que a questão "está fora da agenda do Governo". A questão fora suscitada pela iniciativa de um grupo liderado pelo empresário Patrick Monteiro de Barros, que se propõe construir uma central nuclear em Portugal, pelo que aguarda uma clarficação do Governo até 2007.


Parece que neste país lentamente se está a acordar do sonho da energia barata e acessível, para enfrentar de "caras" o pesadelo que é a factura energética que o país enfrenta.
Espantoso é como um assunto que estava "fora da agenda do Governo" à apenas 2 meses passasse a estar, pelo menos, na agenda verbal do nosso PM.

Espero que não sejam só palavras de circuntância.
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 24, 2006, 08:46:55 am
Citação de: "TOMKAT"
Espantoso é como um assunto que estava "fora da agenda do Governo" à apenas 2 meses passasse a estar, pelo menos, na agenda verbal do nosso PM.


Talvez porque estejamos a caminhar para o 3º choque petrolífero.

A verdade é que somente porque não fazia parte da agenda do governo, este não deve ficar parado enquanto a nossa economia se vai abaixo devido aos aumentos do preço do petróleo.

Penso que 74 dólares por barril é um bom motivo para meter o nuclear de volta na agenda política!
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 24, 2006, 02:05:44 pm
Citação de: "Marauder"
Citação de: "TOMKAT"
Espantoso é como um assunto que estava "fora da agenda do Governo" à apenas 2 meses passasse a estar, pelo menos, na agenda verbal do nosso PM.

Talvez porque estejamos a caminhar para o 3º choque petrolífero.



Sim Marauder...
E à dois meses estavamos a caminhar para onde?

Não era preciso ser um "génio" para se advinhar o que está a acontecer.

Um dos grandes problemas que Portugal enfrenta é o facto das sucessivas lideranças político/executivas efectuarem uma gestão tipo "navegação à vista" cheia de "golpes de leme" para evitar os escolhos que se adivinham no horizonte (não navegamos num mar de rosas!) mas que só são evitados no último momento, com as consequências inevitávies que manobras dessas acarretam... A perca da inércia do movimento (perde-se balanço) e muitas das vezes não se consegue evitar um embate mais sério pois o "piloto" frequentemente dorme em serviço.

E quando, com atraso considerável, se consegue chegar a porto seguro, os estragos são tantos, que os proventos da viagem são gastos em reparações inevitáveis, e com o tempo que se gasta nas reparações, quando o navio (país) parte para nova viagem já vai com um atraso significativo em relação aos concorrentes.

É um circulo vicioso do qual não conseguimos escapar e a pouco e pouco vamos perdendo os "clientes" por sermos pouco eficazes naquilo que nos é exigido: Ser previdentes e competentes naquilo a que nos propomos fazer.
Título:
Enviado por: Doctor Z em Abril 24, 2006, 03:24:05 pm
Quanto mais dependente do petróleo, pior, e nos somos totalmente
depende dessa energia ... Antigamente também era hóstil ao nuclear, mas
penso eu que é uma forma de produzir energia sem poluír : a que ter
cuidado com a manutenção das centrais e dos residios nucleares ...
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 24, 2006, 07:02:19 pm
Citação de: "TOMKAT"
Citação de: "Marauder"
Citação de: "TOMKAT"
Espantoso é como um assunto que estava "fora da agenda do Governo" à apenas 2 meses passasse a estar, pelo menos, na agenda verbal do nosso PM.

Talvez porque estejamos a caminhar para o 3º choque petrolífero.


Sim Marauder...
E à dois meses estavamos a caminhar para onde?

Não era preciso ser um "génio" para se advinhar o que está a acontecer.

Um dos grandes problemas que Portugal enfrenta é o facto das sucessivas lideranças político/executivas efectuarem uma gestão tipo "navegação à vista" cheia de "golpes de leme" para evitar os escolhos que se adivinham no horizonte (não navegamos num mar de rosas!) mas que só são evitados no último momento, com as consequências inevitávies que manobras dessas acarretam... A perca da inércia do movimento (perde-se balanço) e muitas das vezes não se consegue evitar um embate mais sério pois o "piloto" frequentemente dorme em serviço.

E quando, com atraso considerável, se consegue chegar a porto seguro, os estragos são tantos, que os proventos da viagem são gastos em reparações inevitáveis, e com o tempo que se gasta nas reparações, quando o navio (país) parte para nova viagem já vai com um atraso significativo em relação aos concorrentes.

É um circulo vicioso do qual não conseguimos escapar e a pouco e pouco vamos perdendo os "clientes" por sermos pouco eficazes naquilo que nos é exigido: Ser previdentes e competentes naquilo a que nos propomos fazer.


Claro, quanto mais tempo se espera menor será o risco de dar passo em falso. O mal é que a "malta" não os têm no sítio, gosta sempre de esperar por mais informação. E claro, tomar decisões mais tardiamente.

Isto porquê...secalhar hoje ou nos próximos meses os portugueses ficarão mais apreensivos relativamente ao problema energético, e talvez mais abertos à ideia nuclear. No entanto talvez à 2 meses atrás ou à 1 ano, para o comum português talvez o nuclear diria não.

O mal é que o cavaleiro tem medo de montar o cavalo antes do cenário estar posto. Se tivessem visto o problema no horizonte e começar logo a tomar medidas...mas não...deixam este se aproximar mais..."só para ter a certeza"...

Que venha então o ataque ao Irão para ver como elas cantam..
Título:
Enviado por: AugustoBizarro em Abril 24, 2006, 10:13:41 pm
Alguns pontos:


1.- A serem montadas centrais nucleares em Portugal, seria um projecto quase maioritáriamente estrangeiro. Se preferirem, mais ou menos como o POSAT ,  compra-se um kit, e monta-se cá, neste caso, garantidamente com o apoio de variados especialistas estrangeiros.
Portugal não é científicamente capaz de montar uma central nuclear sozinho.

Não esquecer portanto, que a serem montadas Centrais Nucleares,  muito desse investimento será lucro directo provavelmente para a AREVA/Siemens ou algum consórcio do género.



2.- Um País que não consegue produzir um automóvel moderno, que tem uma capacidade quase nula no que toca ao fabrico de máquinas, de qualquer espécie, tenho as minhas sérias dúvidas quanto a termos cientistas capazes de gerir tal projecto, (tanto a construção como a operação), com uma eficiencia a 100%. Há portanto o risco de acidentes.
Não pela tecnologia, mas pelo factor humano mesmo.
Mas não faltará muito cientista que procurando um cargo de importância dinheiro e curriculum profissional, que defenda a todo o custo a construção de centrais.
A capacidade intelectual do cientista/engenheiro português não me convence, como um todo. Muitos dos recentes grandes projectos em Portugal foram feitos com assistência estrangeira, tenho sérias dúvidas se seriam sequer possíveis de executar se fossem projectos 100% Portugueses.

Pode-se argumentar que tal projecto traria experiência que talvez pudesse incentivar inovação , na operação e no desenho de centrais, ou noutras aplicações relacionadas com esta tecnologia.
Mas isto é uma enorme incógnita. Até porque o problema português é sobretudo um problema de falta de capacidade financeira a todos os níveis. (Estatal e Privado)





3.- Sobre Ambientalismo, e Energias Renováveis, uma coisa que muitos Ambientalistas não compreendem, é que as tecnologias de que falam têm sérias limitações e são caríssimas, e de rentabilidade energética muito baixa.

Alguém faz ideia da quantidade de geradores eólicos seriam necessários para alimentar Portugal?, ou parques eólicos?  Seria necessária a ocupação de uma área gigantesca, e enchê-la completamente.
A Energia eólica é bastante irregular, pelo que não se pode depender exclusivamente dela. a Energia solar é caríssima, e com sérios custos de manutenção , substitução.
É perfeitamente lógico aproveitar estas novas tecnologias renováveis, mas que fique bem claro, que estas soluções não são milagrosas.
Se o fossem, já muitos países pelo mundo fora teriam mudado radicalmente de política energética.

Hidrogénio, Etanol, etc, etc.  

Soluções milagrosas que nunca poderão ser aplicadas a uma escala global.


Para compreender melhor o porquê das energia renováveis não serem a salvação:



Citar
Unfortunately, solar and wind cannot be used as industrial-scale transportation fuels unless they are used to crack hydrogen from water via electrolysis. Hydrogen produced via electrolysis is great for small scale, village level, and/or experimental projects. However, in order to power a significant portion of the global industrial economy on it, we would need the following:

1.Hundreds of trillions of dollars to construct fleets of
   hydrogen powered cars, trucks, boats, and airplanes.

2.Hundreds, if not thousands, of oil-powered factories to
   accomplish number one.

3.The construction of a ridiculously expensive global
   refueling and maintenance network for number one.

4.Mind-boggingly huge amounts of platinum, silver, and
   copper, and other raw materials that have already
   entered permanent states of scarcity.


http://www.lifeaftertheoilcrash.net/SecondPage.html (http://www.lifeaftertheoilcrash.net/SecondPage.html)


http://www.lifeaftertheoilcrash.net/ (http://www.lifeaftertheoilcrash.net/)




4.- Portugal, a ter um programa nuclear civil, poderia pensar no longo prazo (muito hipotéticamente, claro),  em vir a ter um programa nuclear militar. O que têm os foristas a dizer a este respeito?

Quase consigo imaginar uma parada em Lisboa com um repórter a dizer:
"E eis que passam os novos misséis nucleares portugueses SILVA Modelo 3B ". Isto lá para 2050.

Mas falando a sério, e para concluír, o preço do crude vai subir, e vai subir muito, e em simultaneo o consumo mundial vai subir, e vai também subir muito.
Petróleo, Gás, Urânio.  Todos estes recursos não existem em quantidade ilimitada, e nenhum deles será solução a longo prazo.

Se o consumo energético mundial continuar a subir (se não houver uma verdadeira crise mundial económica), os recursos esgotar-se-ão e é provável que assistamos a uma nova guerra mundial.

O motivo que levou o Japão Imperial a atacar os Estados Unidos.

Recursos.


Mas não é preciso muita preocupação, ainda existe muito petróleo e gás, contudo, não se surpreendam se em 2020 o preço por barril andar nos 500-1000 USD. Vão ter saudades da gasolina barata dos nossos dias.

Augusto.
Título:
Enviado por: Azraael em Abril 24, 2006, 10:36:58 pm
Citação de: "AugustoBizarro"
tenho as minhas sérias dúvidas quanto a termos cientistas capazes de gerir tal projecto, (tanto a construção como a operação), com uma eficiencia a 100%.

No entanto temos um reactor a operar quase a 50 anos na zona de Sacavem e dezenas de cientistas treinados nesta area:

Citação de: "O Mirante"
O Reactor Nuclear Português - Fonte de Conhecimento, editado pelo O MIRANTE, teve lançamento publico no passado dia 23, na FNAC do Colombo, em Lisboa.
Da autoria de Jaime Oliveira, o livro conta a história do Laboratório de Física e Engenharia Nucleares, desde a data da sua construção, em 1957, até aos nossos dias. Jaime Oliveira é doutorado em Física Nuclear e, desde 1961, data da inauguração do Reactor Nuclear, desenvolveu e orientou várias actividades naquele equipamento que continua a ser o único na Península Ibérica para a investigação científica e desenvolvimento tecnológico.


http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=222&id=23450&idSeccao=2956&Action=noticia

http://www.itn.pt/pt/pt_main.htm

http://www.itn.pt/sec/prsn/index.html
Título:
Enviado por: AugustoBizarro em Abril 24, 2006, 11:55:32 pm
Azraael escreveu:
Citar
No entanto temos um reactor a operar quase a 50 anos na zona de Sacavem e dezenas de cientistas treinados nesta area:


Talvez o treino deixe um pouco a desejar:

http://europa.eu.int/comm/energy/nuclea ... vem_en.pdf (http://europa.eu.int/comm/energy/nuclear/radioprotection/doc/art35/main_findings_sacavem_en.pdf)

Repito a minha tese do kit. Nos ultimos séculos, os Portugueses são bons a montar máquinas que foram desenhadas por outros. E contentam-se com isso, vendo nisso um grande feito.  Esta falsa noção de realidade "positiva" só impede um diagnóstico verdadeiro.

Por muito que nos custe temos que ser humildes a assumir as nossas debilidades, só assim teremos hipótese de progredir.

A realidade é que se tivessemos que depender dos cientistas portugueses, Portugal estava na era pré-industrial. Carros, estradas, máquinas, telemóveis, esqueçam tudo isso.

Que contributo científico deu Portugal ao mundo nos ultimos 100 anos?

e o que dará nos próximos 100 ?

O verdadeiro progresso não passa por ser motorista da ciência inventada pelos outros, mas sim a criação da nossa própria ciência.

Mas precisamos de um ensino superior completamente diferente para isso. As nossas universidades estão repletas de auto-elogio completamente irreal.

Perguntem a um Japonês ou um Russo, Alemão, Americano, o que pensa ele da ciência/tecnologia portuguesa.

Portugal é um país onde se fala mal da Fiat, sem se ter feito rigorosamente nada de comparável.


Augusto.
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 25, 2006, 12:27:00 am
Citação de: "AugustoBizarro"
O verdadeiro progresso não passa por ser motorista da ciência inventada pelos outros, mas sim a criação da nossa própria ciência.


Semi-verdade....como o R&D é super elevado, os "seguidores" dos pioneiros normalmente até costumam obter resultados melhor que os pioneiros. Isto no mundo empresarial. "N´a pas custos de R&D", essas companhias só tem que saber clonar o produto.

Se Portugal apostasse nas tecnologias mal houvesse um país que as desenvolve-se eu ficaria muito feliz e diria que estamos progedindo..

------------------------------------------------------------------------------------

  A meu ver não é a capacidade técnica dos portugueses que está em causa, mas mais a nível de gestão e recursos financeiros. No passado com os nossos parcos recursos tivemos alguns projectos que infelizmente morreram, mas isso não quer dizer que nossos técnicos sejam maus..

Ora bolas, ainda à 1 mês estava 1 português que ganhou 1 concurso internacional de invenções na Suiça a se queixar que o estado português não ajuda os inventores.....aparentemente os portugueses são "feitos" do mesmo material que os inventores e técnicos de outros sítios.


   E referente à ideia de não ter experiência ou conhecimento técnico como outros países....sem sequer falar das formações técnicas que algo assim encarrega, eu deixo a pergunta.....e os outros países? Também a tinham no início do seu programa nuclear?

  Os factores que não nos levam a produzir automóveis são deveras outros, não tão simples como aparenta. Mas.....espere lá...o carro que é construído na AutoEuropa...é alemão ou português? O que Portugal não têm é uma marca/companhia própria, porque de resto produzimos carros cá em Portugal...que o digam Autoeuropa e Azambuja, e no futuro iremos produzir Pandurs também. Logo, concluo ao dizer que os factores que levam à não existencia de 1 marca portuguesa são mais complicados e não relacionados com factor técnico. Problema reside mais a nível de investimento e mercado para o veículo, mas pronto.

  Mas nós produzimos máquinas (para além os exemplos já referidos), deve-se estar a esquecer da Efacec, empresa que produz e exporta máquinas para todos os cantos do mundo, sejam geradores em Portugal ou nos EUA..

   Logo, o problema é sem dúvida não referente à falta de técnicos!!! Este pode ser uma pedra no sapato, algo que se resolve no curto/médio prazo. Na verdade, até já podemos ter mesmo esses técnicos formados mesmo antes de terminar a construção da central.
Título:
Enviado por: NVF em Abril 25, 2006, 12:50:03 am
Augusto Bizarro,

Se se der ao trabalho de consultar os relatorios referentes a outros paises, vai tambem encontar problemas. Obviamente que isto em nada desculpa o parecer negativo, mas parece-me que as conclusoes apontam tambem alguns factores politicos, como o desinteresse do proprio Ministerio em relacao a todo o processo de avaliacao e para o desinvestimento continuado dos recursos atribuidos ao ITN.

Ha' dois grandes problemas que afectam a Ciencia e a Tecnologia em Portugal e, infelizmente, estao interligados:

1) Falta de visao e, consequentemente, de investimento por parte do Estado e dos restantes agente economicos.

2) Falta de massa critica resultante da primeira.

Parece-me extremamente injusto atribuir toda a culpa aos poucos cientistas e engenheiros que ate' conseguem fazer muito atendendo aos escassos recursos disponiveis — quer em empresas quer em laboratorios/universidades do Estado —, ja' para nao falar nos que, apos terminarem os seus cursos, tem que sair do pais para poderem fazer aquilo de que gostam — Ciencia!
Título:
Enviado por: antoninho em Abril 25, 2006, 01:35:30 pm
Lembro-me de alguns anos passados ter havido uma ideia de obter energia em Portugal de uma fonte natural e bastante potente com pessoas entendidas a dizer que era um crime não aproveitarmos essa energia e olhem que não é sol nem vento será..... afinal isso ficou em quê????
Alguem sabe do que falo.....
Título:
Enviado por: antoninho em Abril 25, 2006, 01:50:00 pm
energia geotermica!
segundo um relatório está mais que desaproveitada no país...
para mais informação


http://www.energiasrenovaveis.com/ (http://www.energiasrenovaveis.com/)
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 25, 2006, 02:58:59 pm
Citação de: "antoninho"
energia geotermica!
segundo um relatório está mais que desaproveitada no país...
para mais informação


http://www.energiasrenovaveis.com/ (http://www.energiasrenovaveis.com/)


Caro Antoninho, pode ser mais específico relativamente ao relatório. Realmente o site que forneceu é muito bom, com muitos documentos que certamente são interessantes, mas ao olhar pelos títulos não consegui descubrir esse dito relatório. Tou a ficar "zarolho#.. :lol:

Relativamente à energia geotérmica, pensava que só existe esse potencial geotérmico nos Açores, não no continente e Madeira. Tanto que é lá que temos uma central geotérmica.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 25, 2006, 03:01:10 pm
Citação de: "antoninho"
energia geotermica!
segundo um relatório está mais que desaproveitada no país...
para mais informação


http://www.energiasrenovaveis.com/ (http://www.energiasrenovaveis.com/)


O aproveitamento desse tipo de energia é feito à muios anos nos Açores.

No Continente desconheço a existência de fontes hidrotermais que possibilitem o aproveitamento desse tipo de energia...
Título:
Enviado por: antoninho em Abril 25, 2006, 09:58:42 pm
Como parece que esta energia é um empecilho para as eolicas(os balurdios que se está a meter nela) começa a sentir-se que a estão a esconder...o relatorio que eu li falava nos açores numa zona que parece ir ser agora transformada numa reserva ecologica maritima...agora depois de aprovada quem vai lá mexer?

para os entendidos militares reparem neste simples exemplo e depois falem,quanto ao relatorio desapareceu, o mais estranho estão la os outros do dito debate cientifico acerca dos recursos naturais do país, era em formato pdf...estranho muito estranho...

http://www.ceeeta.pt/RIERA/exemplos_geotermica.htm (http://www.ceeeta.pt/RIERA/exemplos_geotermica.htm)
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 26, 2006, 10:00:08 am
Citar
Chernobil: Quercus aponta custos ocultos da energia nuclear

Os reduzidos investimentos nas energias renováveis, os custos de controlo da energia nuclear e os riscos inerentes a este recurso são apontados pela Quercus na véspera dos 20 anos do acidente de Chernobil.
Num comunicado hoje divulgado, a Associação Nacional de Conservação da Natureza critica «o secretismo que sempre tem rodeado a energia nuclear a nível mundial» e propõe-se revelar os «custos ocultos» relacionados com esta opção energética.

Segundo a associação, «não obstante a prioridade que os políticos dizem atribuir às energias renováveis», estas recebam «apenas uma pequena parte dos subsídios disponibilizados para a área da energia».

«Numa análise dos fundos disponíveis no âmbito dos últimos três programas quadro de apoio da UE, a energia nuclear (nas suas duas componentes - fusão e fissão) recebeu mais do que as outras energias todas juntas», lamenta a direcção nacional da Quercus.

De acordo com os ambientalistas, a componente de investigação e desenvolvimento na área da energia do 5º Programa Quadro comunitário «indica que as energias renováveis receberam cerca de 392 milhões de euros, ao passo que a fusão nuclear recebeu 788 milhões de euros e a fissão 472 milhões de euros».

«Ou seja, as energias renováveis receberam três vezes menos do que a energia nuclear, muito embora estejam em fase de desenvolvimento», aponta a associação ecologista.

No que diz respeito aos custos, «a necessidade de existir um papel regulamentador, fiscalizador, de controlo e de monitorização do Estado» sobre a energia nuclear exige «um enorme investimento» e como Portugal não domina a tecnologia «fica dependente do estrangeiro nesta matéria sensível», arriscando-se a uma derrapagem dos custos indirectos «a suportar pelos contribuintes», afirma ainda a Quercus.

O impacto do recurso ao nuclear para as alterações climáticas é também sublinhado pelos ambientalistas, segundo os quais, «em comparação com a energia renovável, a energia nuclear liberta quatro a cinco vezes mais dióxido de carbono».

Uma central nuclear é «uma importante fonte de emissões de gases de efeito de estufa responsáveis pelas alterações climáticas», algo para o que «a exploração do urânio e o transporte dos resíduos para processamento ou armazenagem acabam por contribuir significativamente», afirma a associação.

A Quercus revela-se ainda preocupada com os custos que, no futuro, terá o desmantelamento das centrais em fim de vida, assegurando que serão «valores muito superiores aos que são investidos em energias renováveis».

O facto de o sistema de seguros aplicado às centrais nucleares atribuir responsabilidades a três intervenientes - ao operador (47%), ao Estado (33%) e às convenções internacionais (20%) -, e não exclusivamente aos seus promotores, leva também a organização a questionar se os riscos serão, afinal, tão mínimos como os defensores do nuclear afirmam.

Ainda de acordo com os ecologistas, a opção pela energia nuclear faria passar a mensagem de que «o problema estava resolvido com mais uma forma centralizada de produzir energia, quando o foco deverá ser no papel que cada um pode e deve ter na transformação da realidade energética de Portugal».

Por último, a Quercus refere que, face à ameaça terrorista, seriam necessárias medidas de segurança ao longo de todo o ciclo de produção nuclear, e deixa a questão: «Alguém imagina um ataque terrorista a um parque eólico?».

As apreensões da Associação Nacional de Conservação da Natureza foram expressas no âmbito dos 20 anos do acidente nuclear ocorrido a 26 de Abril de 1986 na central de Chernobil (originalmente chamada Vladimir Lenin), na Ucrânia (então parte da União Soviética).

Considerado o pior acidente nuclear na história desta energia, a catástrofe produziu uma nuvem de radioactividade que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido.

O acidente causou, directa ou indirectamente, 9.000 mortes, de acordo com dados da ONU que têm sido vivamente contestados por várias organizações ambientalistas, nomeadamente a Greenpeace, que indica um total de 93.000 mortes.

Uma das causas de morte na sequência da radioactividade é o cancro e tanto a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) como a Organização Mundial de Saúde (OMS) fixaram em 4.000 o número de mortos causados por um cancro na sequência do acidente nuclear.

Na passada sexta-feira, foram divulgados os resultados de um estudo que apontam para que o número de mortes suplementares devido a cancro provocado pela catástrofe atinja as 66.000 pessoas, 15 vezes mais do que as previsões das Nações Unidas.

O estudo, realizado pelos cientistas britânicos Ian Fairlie e David Sumner a pedido dos Verdes no Parlamento Europeu, revela ainda que 3,9 milhões de quilómetros quadrados em toda a Europa foram contaminados após o acidente de Chernobil.

Diário Digital / Lusa

25-04-2006 18:05:00
 


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=225015 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=171&id_news=225015)

Nada que a gente já não tenha falado mais ou menos aqui no fórum...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 26, 2006, 05:22:49 pm
Pondo de lado o que diz a Quercus para mim uma organização pouco credível de ecologistas dependentes do mediatismo das suas iniciativas (poderia explicar porquê mas estaria fora do contexto), hoje ouvi algo que me deixou a pensar...

Segundo o que ouvi, dito por um especialista(?) numa rádio, as centrais nucleares enfrentam nos países do sul da Europa um problema difìcil de ultrapassar que é o da refrigeração dos reatores, devido ás temperaturas e ao reduzido caudal dos rios durante o verão.
O mesmo especialista (?) afirmava que em Espanha, o ano passado foi necessário desligar reactores devido à elevada temperatura ambiente, em que a própria água usada para refrigeração dos reactores tinha uma temperatura que não conseguia arrefecer convenientemente os ditos  reactores.

Outro caso ainda não abordado nesta discussão é o da hipotética lodalização de uma central nuclear em Portugal.

Na zona do Douro???

Segundo dados da própria Quercus essa zona parece não ser geológicamente estável para a construção de uma central, todavia os japoneses constroem centrais em cima de falhas sismicas.
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 26, 2006, 06:30:05 pm
Citação de: "TOMKAT"
Pondo de lado o que diz a Quercus para mim uma organização pouco credível de ecologistas dependentes do mediatismo das suas iniciativas (poderia explicar porquê mas estaria fora do contexto), hoje ouvi algo que me deixou a pensar...

Segundo o que ouvi, dito por um especialista(?) numa rádio, as centrais nucleares enfrentam nos países do sul da Europa um problema difìcil de ultrapassar que é o da refrigeração dos reatores, devido ás temperaturas e ao reduzido caudal dos rios durante o verão.
O mesmo especialista (?) afirmava que em Espanha, o ano passado foi necessário desligar reactores devido à elevada temperatura ambiente, em que a própria água usada para refrigeração dos reactores tinha uma temperatura que não conseguia arrefecer convenientemente os ditos  reactores.

Outro caso ainda não abordado nesta discussão é o da hipotética lodalização de uma central nuclear em Portugal.

Na zona do Douro???

Segundo dados da própria Quercus essa zona parece não ser geológicamente estável para a construção de uma central, todavia os japoneses constroem centrais em cima de falhas sismicas.


Os estudos em Portugal apontaval para Ferrel, Peniche, com a água a ser bombeada do mar, logo acho que não existe esse problema, pelo menos relativo a esse hipotético projecto.
Título:
Enviado por: emarques em Abril 27, 2006, 02:16:07 am
Essa história da temperatura ambiente parece-me muito mal contada, francamente. Uma busca rápida sobre dados do clima diz que a média da temperatura máxima em Kiev durante o Verão é semelhante à das cidades costeiras portuguesas, e pouco mais baixa que, por exemplo, Zaragoza. Uns 3 ou 4 graus. Não parece credível que isso vá fazer assim tanta diferença quanto a operar um reactor (usei Kiev por ser próximo de Chernobyl). Nos EUA há reactores, por exemplo, no Texas e na Florida, que são bem mais quentes que a península Ibérica.

Essa teoria parece ainda mais estranha quando se vê que a temperatura normal de operação de um reactor anda à volta de 300ºC, e há alguns tipos de reactores em estudo que operam a temperaturas mais altas (há um que deverá operar a 1000ºC).
Título:
Enviado por: sierra002 em Abril 28, 2006, 07:52:52 pm
¿Tiene Portugal centrales nucleares?
Título:
Enviado por: Lightning em Abril 28, 2006, 08:17:25 pm
Citação de: "sierra002"
¿Tiene Portugal centrales nucleares?


Não.
Título:
Enviado por: Azraael em Abril 28, 2006, 11:01:25 pm
Citação de: "Hélder"
Citação de: "sierra002"
¿Tiene Portugal centrales nucleares?

Não.


Temos 1 (dois?) reactor nuclear de pesquisa em Santarem.
Título:
Enviado por: pedro em Abril 28, 2006, 11:04:49 pm
Caro Azraael ha algum site sobre esses reactores de pesquisa?
E ja agora o que e que fazem?
Cumprimentos :lol:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 29, 2006, 12:24:52 am
Citação de: "pedro"
Caro Azraael ha algum site sobre esses reactores de pesquisa?
E ja agora o que e que fazem?
Cumprimentos :arrow: http://www.itn.pt (http://www.itn.pt)

Neste instituto podemos encontrar o único reactor nuclear de investigação da Península Ibérica, o chamado RPI (Reactor Português de Investigação).

Visita virtual ao reactor:  :arrow: http://www.itn.pt/pt/visvc/pt_visvrpi.htm (http://www.itn.pt/pt/visvc/pt_visvrpi.htm)
Título:
Enviado por: pedro em Abril 29, 2006, 12:24:41 pm
Com esse reactor nem uranio tinhamos para fazer uma bomba nuclear.
Cumprimentos :lol:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 30, 2006, 05:47:39 pm
Citar
Espanha encerra hoje a sua primeira central nuclear
30.04.2006 - 10h35   PUBLICO.PT
 
A central nuclear espanhola José Cabrera, conhecida como "Zorita", em Guadalajara, encerra hoje às 23h30. É uma vitória para os ambientalistas mas um problema para os trabalhadores e para as autarquias locais, que cuja povoação depende economicamente da central.

A decisão de encerrar a central foi tomada pelo governo de José Maria Aznar em 2002 e põe fim a um ciclo de vida de uma central com 38 anos. É a central mais antiga de Espanha e a primeira a ser encerrada de forma programada.

Hoje a central será desligada da rede, progressivamente. A produção de energia do reactor já está a diminuir e deve chegar aos 118 megawatts negativos à tarde, para que esteja a zero megawatts na hora do encerramento.

Dentro de uma semana, o reactor, que até aqui era refrescado com águas do rio Tejo, será inundado e serão retiradas as 69 barras de urânio.

A empresa Unión Fenosa, proprietária da central nos próximos três anos, vai supervisionar as operações complexas para desmantelar a fábrica, que só devem terminar em 2015 e custarão 170 milhões de euros.

"Zorita" fecha e deixa uma povoação de 800 pessoas, de Almonacid de Zorita, a desejar o seu regresso. Os habitantes desta povoação a três quilómetros da central não temem a energia nuclear e a sua economia depende da estrutura que se criou em torno da central. Outras vilas, como Albalate de Zorita e Pastrana, também serão afectadas pelo fim da central.

O encerramento da central nuclear José Cabrera não agrada, portanto, a todos. Os ambientalistas, os grandes vencedores da batalha contra a energia nuclear, organizaram-se em plataformas como a "Zorita nem mais um ano", e contaram com o apoio de políticos de várias forças, sobretudo da esquerda espanhola, sindicatos, comissões de moradores. Todos vão hoje brindar, às 13h00 locais (12h00 em Lisboa), ao encerramento da central.

"Zorita" fecha em pleno debate sobre o regresso da aposta na energia nuclear e dias depois do aniversário dos 20 anos do desastre de Tchernobil, na Ucrânia.


Mais uma "acha para a fogueira" nuclear em Portugal...
O encerramento desta central vai servir de arma de arremesso para os que são contra o nuclear.

Não foi dito no artigo, mas o Governo espanhol ainda não sabe o que fazer às 69 barras de urânio.
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 30, 2006, 06:02:20 pm
Sim, mas o fecho da central ia acontecer de uma forma ou de outra. O ciclo de vida era de 40 anos....ao fim de 38 anos a produzir é que fecha.

  No seu lugar vão construir uma central de ciclo combinado, que produz 5 vezes mais electricidade  :?:

Citar
Espanha encerra definitivamente central nuclear de Guadalajara
As autoridades espanholas vão hoje encerrar definitivamente a central nuclear mais antiga do país, em Guadalajara, por decisão do governo e na sequência de apelos de organizações ambientalistas, que a consideram pouco segura.

A central José Cabrera, propriedade da Unión Fenosa, é uma das sete existentes em Espanha e o seu encerramento está previsto para as 21:30 de Lisboa.

A central, situada em Almocinad de Zorita, próximo de Guadalajara, está em funcionamento há 38 anos, mas a Fenosa garante que estaria em perfeitas condições de cumprir o ciclo produtivo de 40 anos e fechar portas apenas em 2008, como inicialmente previsto.

No seu lugar, a eléctrica irá construir uma central eléctrica clássica de ciclo combinado, com dois grupos geradores de 400 megawatts e uma potência cinco vezes superior à da sua antecessora.

Esta é a primeira vez em Espanha que uma central nuclear é encerrada por decisão política.

As centrais nucleares espanholas geram actualmente 22,8% da produção eléctrica do país e a questão tem sido alvo de debate entre vários sectores da sociedade.

O ministério da Indústria espanhol tem organizado sessões de trabalho mensais entre industriais, ecologistas e diversas entidades públicas e pretende apresentar brevemente as suas conclusões sobre o futuro da energia nuclear em Espanha.

Diário Digital / Lusa

30-04-2006 15:22:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=225642 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=225642)

Claro que o governo espanhol (tal como outros países), à medida que as suas centrais nucleares vão chegando ao fim de vida , vão ter que tomar decisão de continuar a investir no nuclear ou tentar alterar para um outro tipo de energia. Gostaria era de saber que tipo de combustível é que vai ser usado como input nessa futura unidade..

http://en.wikipedia.org/wiki/Combined_cycle (http://en.wikipedia.org/wiki/Combined_cycle)
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 24, 2006, 10:24:50 am
Citar
Apoiantes da energia nuclear criticam limites do Protocolo de Quioto à economia

DE com Lusa


Os limites impostos pelo Protocolo de Quioto à emissão de dióxido de carbono foram considerados hoje "demasiado exigentes" para o país por Pedro Nunes e Sampaio Nunes, dois investigadores e apoiantes da introdução da energia nuclear.

"Uma das opções em aberto é não cumprir (o protocolo) dada a situação de gravidade da economia portuguesa", afirmou Clemente Pedro Nunes, administrador do Grupo CUF e investigador na área de energia, que apelou ao Governo para renegociar o acordo, que impõe limitações muito restritivas à emissão de dióxido de carbono (CO2).

Este responsável admitiu a introdução da energia nuclear em Portugal para evitar a dependência energética, mas também para aliviar a pressão existente sobre as licenças de emissão de dióxido de carbono que o país dispõe.

Mais entusiasta do nuclear, Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros e ex-secretário de Estado da Ciência e
Inovação, recordou que a instalação de uma única central iria produzir o mesmo que as duas centrais de carvão, as principais responsáveis pela emissão de gases de efeito de estufa em Portugal.

Caso a energia nuclear não seja aceite pelo Governo "estamos metidos numa alhada" porque "somos dos países que produz menos CO2 e não podemos aumentar" as emissões devido aos constrangimentos dos acordos de Quioto, salientou.

Em todo o mundo, existem 440 reactores em funcionamento e na Europa o único problema verificou-se nos anos 80, pelo que "aquilo que para nós é novidade (a energia nuclear) é corrente" no resto do continente, considerou Sampaio Nunes.

Para o sócio do grupo de investidores liderado por Patrick Monteiro de Barros que quer instalar uma central em Portugal, "o
problema da segurança dos reactores está completamente resolvido", mesmo no que respeita aos resíduos, já que os custos de vigilância são inferiores aos prejuízos ambientais causados pelos combustíveis fósseis.

Os dois docentes universitários, que foram convidados pela Associação Empresarial da Região de Santarém para realizar um debate sobre energia nuclear em Torres Novas, concordam que a central pode ser construída em qualquer ponto do país, mas Sampaio Nunes aponta o interior devido à possibilidade de entrar no mercado espanhol de energia.

No entanto, a opção pela central nuclear, cujo "project-finance' "é viável sem qualquer apoio público", é uma "janela (de negócio) aberta que se pode fechar" já que o Governo espanhol "está também a discutir" a possibilidade de construir novas centrais.

Actualmente, o preço da energia em Espanha é mais baixo do que em Portugal devido a uma "subsidiação escondida" do Governo aos agentes, nomeadamente às energias renováveis, uma situação que deveria justificar uma queixa de Portugal da Comissão Europeia, defendeu Sampaio Nunes.

A aposta nas energias renováveis está a ser paga com aumentos dos preços para os pequenos consumidores, ao contrário do que sucedeu com Portugal, que penalizou fortemente as indústrias numa estratégia que Sampaio Nunes considera "errada" para o país.

O preço pago pela Rede Eléctrica Nacional às energias renováveis e fortemente apoiado mas "não é aceitável" porque "garante lucros" aos seus promotores, em comparação com os outros agentes do sector, concordou Pedro Nunes.

Este investigador recordou que o preço do petróleo tem tido um grande efeito nas decisões políticas quanto às opções de energia.

"A energia nuclear é fundamental como ferramenta alternativa ao estrangulamento energético da Europa", até porque "nenhum país deve ter uma dependência acima de 40% de uma fonte de energia e Portugal tem 70,8% em relação ao petróleo", considerou.

O peso da factura energética atinge os 60% no défice do país, uma situação que tem vindo a ser agravada com os aumentos do
preço do barril do petróleo, que leva os portugueses a pagarem adicionalmente seis mil milhões de euros por ano devido a essa variação, apenas desde 2000.

"Claramente é necessário um novo paradigma energético para Portugal", defendeu Pedro Nunes, apelando aos poderes públicos para estabelecerem um plano de desenvolvimento do sector, que deve incluir a energia nuclear.

"Portugal é o país mais vulnerável ao preço do petróleo na Europa a 25", afirmou este responsável, que considerou ainda insuficientes os resultados de produção da energia eólica que contribuir com apenas 0,038% da produção de energia em Portugal  apesar dos fortes investimentos feitos pelo sector.

No entanto, Pedro Nunes teme que a opção pela energia nuclear ou por outras estratégias de produção energética seja limitada por condicionantes políticas ou da opinião pública à semelhança do que sucedeu no passado.

"Portugal tem sido óptimo a discutir coisas e é péssimo a realizar", resumiu.


de:
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 52083.html (http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diario_economico/nacional/economia/pt/desarrollo/652083.html)
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 24, 2006, 10:25:19 am
Citar
Apoiantes da energia nuclear criticam limites do Protocolo de Quioto à economia

DE com Lusa


Os limites impostos pelo Protocolo de Quioto à emissão de dióxido de carbono foram considerados hoje "demasiado exigentes" para o país por Pedro Nunes e Sampaio Nunes, dois investigadores e apoiantes da introdução da energia nuclear.

"Uma das opções em aberto é não cumprir (o protocolo) dada a situação de gravidade da economia portuguesa", afirmou Clemente Pedro Nunes, administrador do Grupo CUF e investigador na área de energia, que apelou ao Governo para renegociar o acordo, que impõe limitações muito restritivas à emissão de dióxido de carbono (CO2).

Este responsável admitiu a introdução da energia nuclear em Portugal para evitar a dependência energética, mas também para aliviar a pressão existente sobre as licenças de emissão de dióxido de carbono que o país dispõe.

Mais entusiasta do nuclear, Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros e ex-secretário de Estado da Ciência e
Inovação, recordou que a instalação de uma única central iria produzir o mesmo que as duas centrais de carvão, as principais responsáveis pela emissão de gases de efeito de estufa em Portugal.

Caso a energia nuclear não seja aceite pelo Governo "estamos metidos numa alhada" porque "somos dos países que produz menos CO2 e não podemos aumentar" as emissões devido aos constrangimentos dos acordos de Quioto, salientou.

Em todo o mundo, existem 440 reactores em funcionamento e na Europa o único problema verificou-se nos anos 80, pelo que "aquilo que para nós é novidade (a energia nuclear) é corrente" no resto do continente, considerou Sampaio Nunes.

Para o sócio do grupo de investidores liderado por Patrick Monteiro de Barros que quer instalar uma central em Portugal, "o
problema da segurança dos reactores está completamente resolvido", mesmo no que respeita aos resíduos, já que os custos de vigilância são inferiores aos prejuízos ambientais causados pelos combustíveis fósseis.

Os dois docentes universitários, que foram convidados pela Associação Empresarial da Região de Santarém para realizar um debate sobre energia nuclear em Torres Novas, concordam que a central pode ser construída em qualquer ponto do país, mas Sampaio Nunes aponta o interior devido à possibilidade de entrar no mercado espanhol de energia.

No entanto, a opção pela central nuclear, cujo "project-finance' "é viável sem qualquer apoio público", é uma "janela (de negócio) aberta que se pode fechar" já que o Governo espanhol "está também a discutir" a possibilidade de construir novas centrais.

Actualmente, o preço da energia em Espanha é mais baixo do que em Portugal devido a uma "subsidiação escondida" do Governo aos agentes, nomeadamente às energias renováveis, uma situação que deveria justificar uma queixa de Portugal da Comissão Europeia, defendeu Sampaio Nunes.

A aposta nas energias renováveis está a ser paga com aumentos dos preços para os pequenos consumidores, ao contrário do que sucedeu com Portugal, que penalizou fortemente as indústrias numa estratégia que Sampaio Nunes considera "errada" para o país.

O preço pago pela Rede Eléctrica Nacional às energias renováveis e fortemente apoiado mas "não é aceitável" porque "garante lucros" aos seus promotores, em comparação com os outros agentes do sector, concordou Pedro Nunes.

Este investigador recordou que o preço do petróleo tem tido um grande efeito nas decisões políticas quanto às opções de energia.

"A energia nuclear é fundamental como ferramenta alternativa ao estrangulamento energético da Europa", até porque "nenhum país deve ter uma dependência acima de 40% de uma fonte de energia e Portugal tem 70,8% em relação ao petróleo", considerou.

O peso da factura energética atinge os 60% no défice do país, uma situação que tem vindo a ser agravada com os aumentos do
preço do barril do petróleo, que leva os portugueses a pagarem adicionalmente seis mil milhões de euros por ano devido a essa variação, apenas desde 2000.

"Claramente é necessário um novo paradigma energético para Portugal", defendeu Pedro Nunes, apelando aos poderes públicos para estabelecerem um plano de desenvolvimento do sector, que deve incluir a energia nuclear.

"Portugal é o país mais vulnerável ao preço do petróleo na Europa a 25", afirmou este responsável, que considerou ainda insuficientes os resultados de produção da energia eólica que contribuir com apenas 0,038% da produção de energia em Portugal  apesar dos fortes investimentos feitos pelo sector.

No entanto, Pedro Nunes teme que a opção pela energia nuclear ou por outras estratégias de produção energética seja limitada por condicionantes políticas ou da opinião pública à semelhança do que sucedeu no passado.

"Portugal tem sido óptimo a discutir coisas e é péssimo a realizar", resumiu.


de:
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 52083.html (http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diario_economico/nacional/economia/pt/desarrollo/652083.html)
Título: Sector das energias nucleares
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 04, 2006, 10:05:18 pm
Do DE:

Citar
EUA vai oferecer seguro para a construção de reactores nucleares
O Departamento de Energia norte-americano planeia oferecer 2 mil milhões de dólares na forma de um seguro federal contra riscos para as empresas que quiserem construir os seis primeiros reactores nucleares no país depois de um intervalo de mais de 30 anos, informou nesta sexta-feira o secretário de energia americano, Samuel Bodman.

DE com Folha Online

"Creio que está na altura do país que inventou essa tecnologia reafirmar a sua liderança", disse o secretário.

Existem actualmente 103 fábricas de energia nuclear nos EUA, instaladas em 31 Estados do país, lembrou Bodman, acrescentando, no entanto, que não há um pedido para um novo reactor desde 1973.

A utilização deste tipo de energia, os seus custos e lugares onde armazenar o lixo nuclear tem sido discutida no país.

Com o aumento dos preços da energia no país - provocado, entre outras razões, pela escalada dos preços do petróleo -, a energia nuclear tem ganho espaço nas discussões sobre o assunto nos EUA.

Bodman disse esperar que 12 empresas prestadoras de serviços públicos apresentem projectos nos próximos três anos para a construção de 18 reactores nucleares.

O plano do seguro federal, que consta da Lei de Política Energética de 2005 e concluída hoje, irá oferecer uma cobertura de até 500 milhões de dólares para cada uma das duas primeiras construções e de até 250 milhões de dólares para cada uma das quatro seguintes.

"Este programa é crucial, na nossa avaliação, para revigorar a indústria de energia nuclear nos EUA", disse o secretário. Segundo ele, a Georgia Power deve aceitar a oferta - a empresa planeia construir um novo reactor na sua fábrica próxima a Waynesboro.

A onda de calor que afectou os EUA nas últimas semanas colocou o fornecimento de energia elétrica no país perto do limite. "A indústria [de energia] tem-se saído bem. O problema é que não tivemos investimento suficiente. Somos a maior economia do mundo. Não deveríamos ter black-outs (...) Isto não deveria fazer parte do nosso vocabulário", disse.



http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 77725.html (http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/internacional/economia/pt/desarrollo/677725.html)
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 04, 2006, 10:15:01 pm
Problemas nas centrais nucleares suecas:

Citar
Swedish nuclear reactors stopped  
 
Forsmark supplies one-sixth of Sweden's electricity  
Four of Sweden's 10 nuclear reactors have been shut down, following an electricity failure.
The Swedish Nuclear Power Inspectorate, SKI, has been holding an emergency meeting, following the incidents at the Oskarshamn and Forsmark plants.

The firm operating Oskarshamn, in southern Sweden, stopped two of its three reactors late on Wednesday, citing safety concerns.

Last week, two reactors were also shut down at Forsmark, north of Stockholm.

Safety checks

The two reactors in Oskarshamn - about 250km (150 miles) south of Stockholm - were shut down after the operator said their safety could not be guaranteed.

 
Last week's shutdown in Forsmark - some 75km (46 miles) north of Stockholm - came after a short-circuit in a unit supplying power to the reactors.

SKI spokesman Anders Bredfell told the BBC News website that the Forsmark incident ranked as a number two on the 0-7 scale used by the International Atomic Energy Agency (IAEA) to classify nuclear incidents.

"We can't say how long the reactors will remain shut down," he said.

He stressed there was "no danger of a meltdown" at Forsmark. He said two of the four backup generators had failed to start there, but two were sufficient to run the plant's cooling system. In addition, the plant has gas turbines that can be used to supply power in an emergency, he said.

On Friday SKI asked all of Sweden's other nuclear plants to prove that the same failure could not happen to them, Mr Bredfell explained.

"The Oskarshamn reactors were shut down because they couldn't prove that the same thing couldn't happen there," he said.

The IAEA was automatically informed about the Forsmark incident, and Sweden's response showed that the procedures for such incidents were working, he added.

The environmental group Greenpeace in Sweden has urged the government to stop all nuclear reactors in the country.

Sweden plans to phase out all of its reactors in the next few years.

 


http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/5241780.stm (http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/5241780.stm)


A resposta cérele da SKI - Swedish Nuclear Power Inspectorate

Citar
2006-08-04
No more reactors need to be shut down


Taking the event at Forsmark NPP unit 1 into consideration, SKI judges that the reactors Forsmark unit 3, Oskarshamn unit 3 and Ringhals units 1-4 can continue their operation with adequate degree of safety. The opinion of SKI is that these units have performed enough analysis and presentations in order for SKI to feel confident about continued operation.

On 25 July Forsmark unit 1 underwent a scram. The scram was caused by a short circuit in a switchyard. The safety system was activated and the reactor scrammed. In connection to the scram other disturbances occurred in the electrical system that needs to be investigated before the reactor can be restarted. Among other things, two out of four diesel generators did not start automatically.

SKI has after this event required analyses from the other nuclear facilities comprising the areas where deficiencies existed at the Forsmark NPP. These analyses have now been evaluated and SKI has formed the opinion described above. However the NPP’s are obliged to follow the on-going investigation concerning the Forsmark event.

At present the following reactors are shut down as a result of the event at Forsmark 1 on 25 July: Forsmark 1, Forsmark 2, Oskarshamn 1 and Oskarshamn 2.



http://www.ski.se/extra/news/?module_instance=3&id=470 (http://www.ski.se/extra/news/?module_instance=3&id=470)

http://www.ski.se/dynamaster/file_archi ... nglish.pdf (http://www.ski.se/dynamaster/file_archive/060803/33cd15dfe7e3739372aa77bbc24f96b0/RASK%2dreport%20english.pdf)
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 24, 2006, 02:28:48 pm
Argentina vai expandir o seu programa nuclear:

Citar
Argentina to Expand Nuclear Program

By BILL CORMIER
Associated Press Writer

 
BUENOS AIRES, Argentina (AP) -- Argentina announced an ambitious plan Wednesday to expand its nuclear program to meet rising energy demands, including extending the life of existing plants and possibly resuming uranium mining.

At a Government House news conference, Planning Minister Julio de Vido said the plan calls for increasing the life span of the aging Atucha I and Embalse nuclear power plants and completing construction by 2010 on the long-stalled Atucha II plant.

Two decades of delays have hampered completion of the Atucha II project, located some 75 miles northwest of the capital of Buenos Aires.

The nearby Atucha I facility has been operating since the mid-1970s, in conjunction with the Embalse plant in central Argentina.

   
 
 
The planning minister was flanked by President Nestor Kirchner, who did not comment on the plan nor on a report by the leading newspaper Clarin saying the nuclear program could cost the government $3.5 billion over eight years.

"When this government took office in 2003, the nuclear energy sector was reactivating," De Vido said. "Today we come to establish a strategic plan for the Argentine nuclear energy sector for the coming years."

The program calls for large-scale power generation to meet fast-growing energy demands, amid careful regulation by national authorities. Among other steps, De Vido announced plans for "concrete steps" toward resumption of uranium mining.

De Vido did not comment on a Clarin report that Argentina might revive a uranium enrichment program shut down in 1983 due to budget constraints. Enrichment provides the fuel needed to operate such nuclear plants, but can also be a central to building nuclear weapons.
 
Argentina, one of the leading Latin American nations in nuclear power generation, has had to stave off potential energy shortfalls in recent years.

The move comes as Argentina and Brazil are seeking new energy sources to counter crude oil prices that have passed $70 a barrel, along with soaring prices in natural gas and other fuels.

Last May, Brazil inaugurated a uranium enrichment center capable of producing nuclear fuel. The center is expected to save South America's largest economy millions of dollars that the country now spends to enrich fuel at Urenco, the European enrichment consortium.

Both nations have stressed the strictly peaceful nature of their nuclear programs, given a backdrop of international pressure against Iran to halt expansion of its nuclear program. Washington has cautioned Iran that it will seek sanctions in the U.N. Security Council if Tehran does not step enriching uranium.


Associated Press
Título:
Enviado por: pedro em Agosto 24, 2006, 04:30:48 pm
So uma pergunta a Argentina sempre completou os planos da dictadura??
 :roll:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: aaaaital em Maio 20, 2008, 10:05:28 pm
Citação de: "NVF"
Citação de: "Marauder"
Caro Get_in,

         


E outra coisa, uma central nuclear, segundo o que li, precisa de uma fonte de água para arrefecer o reactor nuclear. Onde é que a nossa central nuclear seria instalada? É que se fosse no Douro iria aquecer demasiado a água do rio e destruir ou simplesmente danificar as nossas colheitas de vinho e de outros produtos agrícolas. :shock:

Cumprimentos,

Ha' varias formas de arrefecer o nucleo de um reactor nuclear, nomeadamente agua e grafite. A agua nao tem que ser despejada directamente num rio ou num lago, pode ficar em tanques de arrefecimento, alem disso, sai mais limpa do que quando entrou.

O problema da aversao ao nuclear, esta' essencialmente ligado 'a fraca formacao cientifica do povo portugues — nao e' 'a toa que a grande maioria dos nossos estudantes foge a sete pes da matematica e da fisica. Enquanto as pessoas nao forem devidamente informadas dos riscos, nomeadamente da probabilidade de ocorrencia de acidentes, nao ha' nada a fazer. Ha' ainda que contar com o poder de Hollywood, e com os seus 'preciosos' contributos para a educacao das massas, atraves dos filmes catastrofe.

Na realidade, em 60 anos, so' houveram dois acidentes graves em centrais nucleares e so' um deles — Chernobyl — provocou mortes e danos ambientais graves. Estamos a falar em cerca de 50 mortes e eventualmente mais umas 4 ou 5 mil vitimas no longo prazo, que obviamente sao de lamentar, mas alguem sabe dizer quantas mortes foram provocadas, mundialmente e nos ultimos 60 anos, por acidentes em centrais termicas ou em barragens? Ja' para nao falar, de tudo o resto que esta' por detras do comercio do petroleo e do carvao: como acidentes em minas, refinarias, pocos de petroleo, petroleiros, pipelines, e as mortes e os danos ambientais causados por estes desastres. Acho que ninguem sabe as respostas, mas obviamente, e' sempre mais facil apontar o dedo ao desconhecido do que compreende-lo.


Provavelmente já nem vais ler isto, mas não posso deixar de te responder... Ridiculo aquilo que tu disseste... Só 2??? acidentes graves? são poucos secalhar? Só um deles (nesse caso 50% deles provocou) provocou mortes e danos ambientais graves. Nesse caso deves saber como é que não aconteceu um desetre grave em three miles island ou nem por isso? Ninguem sabe como é que não aconteceu lá tambem um desastre como em chernobyl... Chernobyl - falas de apenas 50 mortes e de 5000 vitimas enventuais? onde é que leste isso ou então quem é que te enganou? danos irreversiveis que ainda hoje são sentidos, taxas de incidencia de cancros muitas vezes acima do normal, que passam de geração em geração... E concerteza se falas tão seguro deves saber como se fez em chernobyl para minimizar os estragos? voluntários que usavam metais para cobrir aquilo e minimizar as radiações.. Então e as contaminações por baixo? também niguem sabe o que pode acontecer. Já ouviste falar no síndrome da china? O aquecimento de água também é outro dos aspectos negativos. Para além de que um país com centrais nucleares tem de ter uma boa policia politica para controlar se nenhum terrorista decide tomar conta da central e com isso consegue virtualmente o que quiser... Energias renováveis são o futuro, sim,  energia das ondas e das marés, energias diferentes, solar, geotérmica, eólica... antes de defenderem a energia nuclear pensem tambem quais são as soluçoes para o lixo nuclear?
Título:
Enviado por: Luso em Maio 20, 2008, 10:16:28 pm
- aaaaital, aaaaital, aaaaital não!
Mas o que é isto?

Em Portugal não há números. Mas nos Estados Unidos foi recentemente revelado o nível de subsidiação da energia. O resultado é escandaloso:

Produção de Energia Eléctrica:
Carvão Limpo: $29.81 por MWh
Energia Solar: $24.34 por MWh
Eólica: $23.37 por MWh
Nuclear: $1.59 por MWh
Hidroeléctrica: $0.67 por MWh
Carvão "Normal": $0.44 por MWh
Gás Natural: $0.25 por MWh

Combustíveis:
Biocombustíveis: $5.72 por BTU
Energia Solar: $2.82 por BTU
Carvão Refinado: $1.35 por BTU
Gás Natural e Petróleo: $0.03 por BTU


http://commontragedies.wordpress.com/category/biofuels/ (http://commontragedies.wordpress.com/category/biofuels/)
http://ecotretas.blogspot.com/2008/05/p ... allas.html (http://ecotretas.blogspot.com/2008/05/por-qu-no-te-callas.html)

Falam, falam, falam, falam...
Título:
Enviado por: Daniel em Julho 16, 2008, 02:20:43 pm
Portugal deve estudar a opção energia nuclear?



Citar
O governador do Banco de Portugal quer que Portugal estude as vantagens da energia nuclear e avisou que é uma opção que não pode ser descartada.

Vítor Constâncio afirmou esta terça-feira, no Parlamento, que é preciso reduzir a dependência energética nacional e não deixou esperanças sobre uma redução do preço dos combustíveis: «A alteração estrutural dos preços de energia está para ficar».

O governador deixou como exemplo o modelo finlandês, um país conhecido pelas suas práticas ecológicas. «Acho que é uma opção que deve estar em cima da mesa. Basta pensar na Finlândia, um país bem gerido, que iniciou há pouco tempo um programa de construção de centrais nucleares».

Aos microfones TSF, Pedro Sampaio Nunes, que liderou um processo para a construção de uma central nuclear em Portugal, considerou que, neste momento, «a situação é de tal modo crítica, que é necessário ter em linha de conta todas as opções e estudá-las de uma forma rigorosa e correcta». O responsável defendeu o debate nacional sobre o tema e até a realização de um referendo nacional.

Já a Quercus, considera que Vítor Constância deve desconhecer a realidade do nuclear. A associação ambientalista garante que a opção não é benéfica em termos de custo e diz que governador do Banco de Portugal é «ingénuo». [Leia mais aqui]



O assunto voltou a luz da ribalta. c34x
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 16, 2008, 02:29:54 pm
Agora pergunto eu! Onde vossas excelências pensam por o lixo radioactivo?
Título:
Enviado por: komet em Julho 16, 2008, 06:09:34 pm
Citação de: "nelson38899"
Agora pergunto eu! Onde vossas excelências pensam por o lixo radioactivo?


Ora, nos bairros de ciganos.

Mas falando mais a sério, penso que haverá alternativas melhores, já se falou algures que as novas geotérmicas conseguiriam dar resposta às necessidades do país. Seria excelente sermos completamente auto-suficientes energéticamente!




PS: bolas... ciganos mutantes...
Título:
Enviado por: P44 em Julho 16, 2008, 08:57:31 pm
E porque não?

Reino Unido, França, Alemanha, têm centrais nucleares e nunca houve problema...

Somos mais "espertos" que eles????
Título:
Enviado por: AC em Julho 17, 2008, 10:57:32 pm
Por outro lado, numa ou noutra altura todos "eles" (esses países que referiu e mais alguns) decidiram terminar com as suas centrais nucleares.
Com isto quero dizer que não somos mais espertos que eles mas.. se calhar devíamos: são muito indecisos.

Não considero o risco um obstáculo em si.
Se esquecermos Chernobyl, em que a própria concepção do reactor era inaceitávelmente perigosa para os padrões ocidentais da altura, os incidentes que ocorreram não tiveram consequências piores que muitos outros incidentes industrais.
Um pormenor mais complicado é que houver um incidente que danifique seriamente o reactor, embora o incidente possa ser contido sem risco para as pessoas ou ambiente, o reactor pode ficar num estado que está para além da tecnologia actual desmantelar e torna-se um fardo para as gerações futuras, que terão de o vigiar e cuidar.

Obviamente, que o armazenamento de resíduos também é um fardo para as gerações futuras.

Contudo, o aspecto que para mim me deixa mais dúvidas é o puramente politico/económico.
Devido à sensibilidade da tecnologia, a economia das centrais nucleares são muito sensíveis à gerência ou ingerência do poder politico, dos reguladores, etc. Na Europa temos tanto bons como maus exemplos disso.

Mas não podemos deixar de analisar as coisas só porque há maus exemplos e alguns dos bons exemplos são países pequenos como nós.  Se houver uma proposta, acho que o Governo não deve deixar de a analisar sem tabus. A não ser que seja o Patrick Monteiro de Barros a propor, claro. :)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 18, 2008, 10:29:02 am
No ano passado quando fui a um campeonato em Madrid fui de carro. Pois é, logo que passei a fronteira sabem o que encontrei? Uma central Termo-nuclear! Por isso não me falem de perigos blablabla, que eles já existem. Ou seja, temos os perigos mas não temos os beneficios daí inerentes. :roll:
Título:
Enviado por: P44 em Julho 18, 2008, 12:22:59 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
No ano passado quando fui a um campeonato em Madrid fui de carro. Pois é, logo que passei a fronteira sabem o que encontrei? Uma central Termo-nuclear! Por isso não me falem de perigos blablabla, que eles já existem. Ou seja, temos os perigos mas não temos os beneficios daí inerentes. :roll:



exactamente!

Mais uma razão para apostarmos no Nuclear...ou só nós é que estamos certos e todos os outros errados?
Título:
Enviado por: raphael em Julho 18, 2008, 03:06:25 pm
Pensemos assim... Espanha tem reactores próximos da fronteira (c/ Portugal) se acidente grave houvesse éramos apanhados na curva "sem saber ler nem escrever", se é uma alternativa à nossa grande dependência energética porque não??? .... Já que não podemos todos instalar paineis solares lá em casa... :twisted:
Título:
Enviado por: Naadjh em Julho 19, 2008, 12:23:56 am
Citação de: "Yosy"
Sou completamente contra o nuclear - um país da nossa dimensão não precisa disso. Além de que, à excpeção da França e do Japão, todos os países estão a diminuir as suas centrais nucleares.


E que tem Portugal? é sempre esta m*** de mentalidade camponesa retrógrada..

1-Estão muitos países a investir no nuclear.
2-Portugal tendo o Urânio sempre ficaria mais barato ter as centrais.
3-Seria a melhor medida de poupança.

Mas acho que preferem ficar dependente do pétroil...  dar dinheiro $$ para uns quantos..
Título:
Enviado por: CarlosMC em Julho 19, 2008, 09:23:17 pm
Não sei se isto já foi referido, porque não tive paciência para ler todo o tópico, mas, se D. Afonso Henriques tivesse construído uma central nuclear, hoje ainda teríamos que a estar a manter (e teríamos que o continuar a fazer por muito tempo), porque não se desmantela uma central nuclear como se faz com uma casa ou fábrica (e mesmo nestas...).
Agora pensem em tudo o que aconteceu desde então (por causas naturais e humanas) e tirem as devidas conclusões, pensando no futuro, em termos de riscos e ameaças (...e resistência de materiais, que a radioactividade reduz enormemente).

PS: esqueci-me dum "pequeno" detalhe: o custo dessa manutenção (segurança, protecção, etc.).
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 20, 2008, 12:51:28 am
Citação de: "P44"
Mais uma razão para apostarmos no Nuclear...ou só nós é que estamos certos e todos os outros errados?


Já pensaram bem no SALTO tecnológico que iriamos dar se esta tecnologia fosse introduzida cá?

A quantidade de empresas/riquesa que iria ser criada à volta deste "tema"?

Eu sou 100% a favor. tal como todos os paises "desenvolvidos"
(espero como é obvio da lista dos países "desenvolvidos" que não têm energia nuclear), mas julgo que no nosso caso específico os resultados positivos seriam bem MAIORES do que os negativos.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 20, 2008, 01:42:17 am
Na minha modesta opinião, que não é mais que modesta, penso que em termos económicos e de tecnologia de ponta seremos muito bem recompensados, agora a nível ambiental temo e muito pelo perigo "virtual" que este tipo de tecnologia transmite.

Eu prefiro ser menos rico ou mais pobre, consoante o ponto de vista, mas viver mais descansado do que estar com um nó na garganta e rezar para que nada dê para o torto.
Título:
Enviado por: raphael em Julho 20, 2008, 01:31:30 pm
Cabecinhas podes então ir dando o respectivo nó na garganta porque se algo correr mal em Espanha, a que está próxima de Badajoz (está mais perto de Portugal que da cidade de Badajoz mas pronto...) vai afectar-nos grandemente... se for uma coisa grave como todos os contra-nuclear pensam que possa ser!!!
E pensem nisto não é nenhuma central mas os submarinos nucleares que passam ao largo de Portugal para irem para o mediterrâneo, também estão bem próximos (e com o pessoal a banhos na praia! :D )...
Título:
Enviado por: Luso em Julho 20, 2008, 02:26:31 pm
A Energia Nuclear é óptima!
É barata e a diferença  - porque não se vai baixar as tarifas actuais - sempre servirão para pagar o tacho a muitos boys...
Título:
Enviado por: AC em Julho 20, 2008, 02:38:48 pm
Volto a insistir: o exemplo dos nossos vizinhos europeus é um PÉSSIMO argumento nesta discussão, seja a favor ou contra o nuclear.
De cabeça: Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Suécia. Todos estes países têm bastantes centrais nucleares. Todos eles decidiram abandonar essa via, a prazo.
A França foi o primeiro a voltar atrás e decidir-se pela construção de novas centrais, o Reino Unido seguiu-se.
A Alemanha, Espanha e Suécia ainda continuam na via de abandono do nuclear. Claro que com o aquecimento global e o preço do petróleo, cada vez se fala mais na construção de novas centrais.

De volta ao factos importantes:
Uma central nuclear pode ser retirada de serviço e colocada num estado em que não requer cuidados. O processo é lento e pode demorar décadas a estar finalizado: durante o funcionamento, os próprios materiais da central tornam-se radioactivos e algumas partes (por exemplo, o núcleo do reactor) vão levar décadas até a radioactividade baixar para níveis aceitáveis.
http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_decommissioning (http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_decommissioning)

Mas se houver um incidente que danifique o reactor aí o problema complica-se: pode não ser possível remover os elementos de combustível do reactor danificado. E aí... o reactor pode ter de ser cuidado durante milhares de anos.
Além de Chernobyl, temos Thee Mile Island nos EUA e Windscale no Reino Unido como exemplo desta situação.

A quantidade de empresas/riqueza a ser criada à volta deste tema seria desprezável. A ser construída, a(s) central(ais) seriam uma solução "chave na mão" construídas por empresas estrangeiras.
As nossas minas de urânio também são largamente irrelevantes. A(s) central(ais) não iriam requerer grandes quantidade e, mais importante, não iríamos ter a capacidade de refinar o urânio.
A refinação exige um investimento gigantesco, que quase só se justifica pelo factor estratégico.
Título:
Enviado por: AC em Julho 20, 2008, 05:44:04 pm
O post do aaaaital é um chorrilho de frases algo díficil de ler mas estas duas saltaram-me à vista.

Citação de: "aaaaital"
Nesse caso deves saber como é que não aconteceu um desetre grave em three miles island ou nem por isso? Ninguem sabe como é que não aconteceu lá tambem um desastre como em chernobyl...

Creio que Three Mile Island era um dos dois acidentes graves a que o NVF se estava a referir (sendo o outro Chernobyl).
Em Three Mile Island, o acidente foi, em primeira instância, contido pelo edifício de contenção.
Durante a semana seguinte ao acidente, foi tomada a decisão (controversa) de libertar para a atmosfera vapor de água contendo algumas quantidades de substâncias radioactivas e/ou tóxicas.
É bastante consensual que não houve danos a pessoas ou ao ambiente.

Citar
Já ouviste falar no síndrome da china?

O síndrome da china refere-se à possibilidade, hipotética, de o material quente de um reactor em meltdown furar o chão do edifício de contenção e chegar à crosta.
Mais especificamente, refere-se à possibilidade (ridícula) de o material furar a crosta e fazer um buraco até ao outro lado do mundo -- a China, para os americanos. Daí o nome.
Também é um nome de um filme de ficção de 1979 que gira à volta de um acidente quase catastrófico numa central nuclear.
O facto de o filme ter estreado 12 (doze) dias antes do acidente de Three Mile Island é considerado uma influência crucial na forma como a energia nuclear é vista pelo público em geral.
Título:
Enviado por: CarlosMC em Julho 20, 2008, 06:03:56 pm
Citação de: "AC"
De volta ao factos importantes:
Uma central nuclear pode ser retirada de serviço e colocada num estado em que não requer cuidados. O processo é lento e pode demorar décadas a estar finalizado: durante o funcionamento, os próprios materiais da central tornam-se radioactivos e algumas partes (por exemplo, o núcleo do reactor) vão levar décadas até a radioactividade baixar para níveis aceitáveis.
http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_decommissioning (http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_decommissioning)
Não tinha conhecimento dessa possibilidade, mas pelo que aí se lê (e de que não se ouve falar), compreende-se que ninguém interessado no negócio esteja muito interessado em abordar o assunto de forma minimamente séria (ou sequer) - nem mesmo os custos:
Citar
Decommissionning is very expensive; the current estimate by the United Kingdom's Nuclear Decommissioning Authority is that it will cost at least £70 billion (70 mil milhões de Libras, nos nossos termos = aprox. 90 mil milhões de €) to decommission the existing United Kingdom nuclear sites (19 locais: http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_De ... _Authority (http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_Decommissioning_Authority)); this takes no account of what will happen in the future.
Citar
Cost of decommissioning
Citar
In USA many utilities estimates now average $325 million per reactor all-up (1998 $).
Citar
In France, decommissioning of Brennilis Nuclear Power Plant, a fairly small 70 MW power plant, already cost 480 millions euros (20x the estimate costs) and is still pending after 20 years. Despite the huge investments in securing the dismantlement, radioactive elements such as Plutonium, Cesium-137 and Cobalt-60 leaked out into the surrounding lake.
Citar
In the UK, decommissioning of Windscale Advanced Cooled Reactor (WAGR), a 32 MW power plant, cost 117 millions euros.
Citar
In Germany, decommissioning of Niederaichbach nuclear power plant, a 100MW power plant, cost about 90 millions euros.
Citar
(Lack of) Decommissioning Funds

In Europe there is considerable concern on the funds necessary to finance final decommissioning. In many countries either the funds do not appear sufficient to pay the financial decommissioning, and in other countries the (substantial) funds are being used (too) freely for activities other then decommissioning, putting the funds at risk, and distorting competition with parties who do not have nuclear decommissioning funds available.
Depois há ainda o «pequeno» detalhe do que fazer com os resíduos, onde armazená-los e a que custo:
http://en.wikipedia.org/wiki/Radioactive_waste (http://en.wikipedia.org/wiki/Radioactive_waste)
Citar
Long term management of waste

The timeframe in question when dealing with radioactive waste ranges from 10,000 to 1,000,000 years, according to studies based on the effect of estimated radiation doses. It is worthwhile noting that state of the art only allows geological considerations for such long periods. Researchers suggest that forecasts of health detriment for such periods should be examined critically. Practical studies only consider up to 100 years as far as effective planning and cost evaluations are concerned.
Os ingleses (e praticamente todos os outros) «resolveram-no» de forma muito «prática»: despejaram-nos no canal da Irlanda, do lado irlandês; no canal da Mancha, do lado francês (a 100 metros de profundidade...); no Atlântico, a norte dos Açores (na nossa ZEE...), além de sabe-se lá quantos mais locais:
http://www.newscientist.com/article/mg1 ... ague-.html (http://www.newscientist.com/article/mg12817411.100-us-and-britain-top-nuclear-dumping-league-.html)
http://www.newscientist.com/article/mg1 ... tion-.html (http://www.newscientist.com/article/mg14018980.500-nuclear-dumping-at-sea-goads-japan-into-action-.html)

(http://www.informaction.org/images/ocean-radioactive-waste.jpg)

Citação de: "AC"
Mas se houver um incidente que danifique o reactor aí o problema complica-se: pode não ser possível remover os elementos de combustível do reactor danificado. E aí... o reactor pode ter de ser cuidado durante milhares de anos.
Pois...
Título:
Enviado por: CarlosMC em Julho 20, 2008, 06:17:15 pm
Citação de: "AC"
O síndrome da china [...] Mais especificamente, refere-se à possibilidade (ridícula) de o material furar a crosta e fazer um buraco até ao outro lado do mundo -- a China, para os americanos. Daí o nome.

Até ao Núcleo, ainda se compreende (é a descer...), a partir daí, seria difícil...
Título:
Enviado por: AC em Julho 20, 2008, 06:33:03 pm
Citação de: "CarlosMC"
Não tinha conhecimento dessa possibilidade, mas pelo que aí se lê (e de que não se ouve falar), compreende-se que ninguém interessado no negócio esteja muito interessado em abordar o assunto de forma minimamente séria (ou sequer) - nem mesmo os custos:
...
Citar
(Lack of) Decommissioning Funds

In Europe there is considerable concern on the funds necessary to finance final decommissioning. In many countries either the funds do not appear sufficient to pay the financial decommissioning, and in other countries the (substantial) funds are being used (too) freely for activities other then decommissioning, putting the funds at risk, and distorting competition with parties who do not have nuclear decommissioning funds available.


Embora não seja muito falado, nalguns países esse custo foi previsto à partida. De cabeça, posso-lhe afirmar com certeza que em Espanha foi.
Contudo, como esse último parágrafo que citou deixa entender, há uma distância entre os custos previstos e o custo real de desmantelar uma central nuclear.
No caso Espanhol, o processo ainda vai no início pelo que é cedo para fazer avaliações.

Quanto ao lixo, embora quase todos tenham optado por colocar o lixo nuclear no subsolo, há variações importantes.
Creio que todos os países na Europa continental praticam reciclagem de combustível, reduzindo substancialmente o volume, e optaram por armazenar o lixo de forma a que possa ser colectado no futuro, caso seja útil.
Os britânicos e os americanos, de momento, não praticam reciclagem e o não prevêem a possibilidade de colectar o lixo armazenado.

Em qualquer caso, é um problema importante...
Título:
Enviado por: AC em Julho 20, 2008, 06:35:15 pm
Citação de: "CarlosMC"
Citação de: "AC"
O síndrome da china [...] Mais especificamente, refere-se à possibilidade (ridícula) de o material furar a crosta e fazer um buraco até ao outro lado do mundo -- a China, para os americanos. Daí o nome.
Até ao Núcleo, ainda se compreende (é a descer...), a partir daí, seria difícil...


Além do mais... a China não é nos antípodas dos EUA. :)
Título:
Enviado por: Naadjh em Julho 21, 2008, 12:38:20 am
Falam que o Nuclear dá muitos problemas ambientais, mas parece que sofrem com amnésias instantâneas..

O petróleo, Carvão, Gás natural, Barragens e mais uns quantos não fazem muitas vezes danos irreversíveis ao ambiente?

Pois..
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 21, 2008, 12:51:03 am
Citar
Falam que o Nuclear dá muitos problemas ambientais, mas parece que sofrem com amnésias instantâneas..

O petróleo, Carvão, Gás natural, Barragens e mais uns quantos não fazem muitas vezes danos irreversíveis ao ambiente?

Pois..


Então por essa ordem de ideias nunca se evoluí... A meu ver é apostar forte e feia em renováveis, dar contínuidade ao que se tem estado a fazer
Título:
Enviado por: P44 em Julho 21, 2008, 09:11:47 am
pelo que ouvi as barragens são só responsáveis por 3,3 % da produção de energia em Portugal

Eu quero ver quando se acabar o pitrol (ou mm antes, se -ou quando - este atingir valores astronómicos...)

Vc falam de energias renováveis e até parece que isso vai estar tudo disponivel na semana que vem...

e quanto ao pessoal anti-nuclear...continuem assim, a fincar pés e dizer não e não e não...como já aqui foi dito, há-de servir de muito , tendo nós não sei quantas centrais nucleares junto á fronteira :roll:

mas pronto, não se faça nada, continuemos assim 90% dependentes do pitrol...a GALP e outros "mamões" agradecem...

Realmente este povo tem os governantes e as grandes empresas "sugadoras" que merece....
Título:
Enviado por: Rui Conceicao em Julho 21, 2008, 12:03:53 pm
Energias renováveis, pois mas os do ambiente põem entraves a tudo, as torres dos geradores eolicos, as barragens, etc.
Portugal por este andar vai viver no tempo da pedra.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 21, 2008, 01:53:58 pm
Quando houver tecnologia que trate dos resíduos que daí resultem, mudo de opinião. Até lá, vou acreditando no nosso das energias renováveis
Título:
Enviado por: tgcastilho em Julho 21, 2008, 02:10:36 pm
Citar
Portugal pode poupar 700 milhões de euros por ano entre 2013 e 2020 em reduções nas importações no petróleo e gás, segundo dados hoje divulgados por Bruxelas, no âmbito do pacote energético-ambiental para lutar contra as alterações climáticas.

Portugal tem uma das metas mais ambiciosas dos 27 na percentagem do consumo de energias renováveis em relação ao consumo bruto final de energia: passar dos 20,4 por cento de 2005 para os 31 por cento em 2020.

A nível europeu, o objectivo é passar dos 8,5 por cento de 2005 para os 11,5 por cento, cumprindo assim o compromisso assumido pelos líderes dos 27 no Conselho Europeu de Março último.

Portugal deverá ser em 2020 o quinto país com uma percentagem mais elevada de consumo de energia a partir de fontes renováveis, apenas atrás de Suécia (49 por cento), Letónia (42), Finlândia (3 8) e Áustria (34).


Actualmente,16.0% da energia consumida em Portugal é renovavel.
Título:
Enviado por: Naadjh em Julho 21, 2008, 06:23:39 pm
Citação de: "P44"
mas pronto, não se faça nada, continuemos assim 90% dependentes do pitrol...a GALP e outros "mamões" agradecem...

Realmente este povo tem os governantes e as grandes empresas "sugadoras" que merece....


sempre pensei que o governo é uma imagem do povo.. e bate certo, o país não anda porque o povo não quer andar.. é mais fácil culpar o vizinho..

Apostar nas renováveis.. tudo bem , se dissessem que iam investir em massa nos paneis solares para privados.. mas isso não convém a EDPs e companhia.. por isso continuem com o  Viva o Petróil..
Título:
Enviado por: P44 em Julho 24, 2008, 04:24:58 pm
Citar
Patrões dizem que energia nuclear tem se ser equacionada
Criação de consórcios luso-espanhóis poderia ser favorável



Apesar da aposta nacional nas energias renováveis, especialmente em matéria das hidroeléctricas e eólicas, esta «não será suficiente para responder às necessidades da procura sem recurso a novas fontes ou ao aumento da importação de energia eléctrica». Pelo menos é a opinião conjunta da Associação Empresarial de Portugal (AEP), da Associação Industrial Portuguesa (AIP) e da Confederação da Indústria Portuguesa.

«Partindo do pressuposto da racionalidade económica dos investidores e dos países que estão a apostar no nuclear, o investimento em capacidade de geração eléctrica nuclear deverá ser também economicamente viável em Portugal, relativamente à alternativa de importação de energia nuclear da Europa. O nuclear terá também certamente vantagem relativamente ao carvão e ao gás», referem as três organizações, em comunicado.

No entender das mesmas, a energia nuclear «para além de já ser economicamente viável e de não emitir CO2, contribuiria para alterar a dependência energética do exterior com um melhor controlo da balança comercial, dando também resposta ao aumento da procura de electricidade, que como referimos tem sido consistente nos últimos 20 anos».

Em parceria com Espanha

A opção nuclear é entendida, pelas mesmas, como uma opção a equacionar urgentemente. «É necessário promover um debate sério sobre a mesma, e estudá-la com rigor num quadro global de expansão, diversificação e eficiência energéticas», adianta.

No entender das três organizações, esta produção poderá ser em coordenação com Espanha, nomeadamente através de consórcios luso-espanhóis.

«Uma tal coordenação, acrescida de uma séria parceria empresarial luso-espanhola, poderá ainda ter a vantagem de encurtar significativamente o prazo de acesso das empresas portuguesas a este tipo de energia e, ainda, de partilharmos benefícios, riscos e potencialidades futuras», conclui.


http://diario.iol.pt/economia/portugal- ... -4058.html (http://diario.iol.pt/economia/portugal-energia-energia-nuclear-aip-aep-cip/974968-4058.html)
Título:
Enviado por: Daniel em Dezembro 23, 2008, 09:17:10 pm
Portugal devia avançar para a energia nuclear
Citar
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes defendeu hoje que Portugal devia «avançar resolutamente para a energia nuclear, para sair deste modelo todo centrado na indústria do petróleo».

«Não podemos continuar neste caminho só para manter os privilégios dos senhores dos emiratos árabes, da Arábia Saudita, do senhor Chávez ou dos milionários russos do petróleo e de alguns lóbis ligados à indústria do petróleo norte-americana», afirmou o ex-líder social-democrata, citado pela agência Lusa.

O autarca considerou que Portugal tem, nestes últimos três ou quatro anos, vindo a dar passos positivos no domínio do desenvolvimento das energias alternativas. «Há que continuar», disse.

Menezes citou o cientista James Lovelock, «uma referência a nível mundial» que defende a adopção «abrupta» da energia nuclear por ser a única forma de romper o ciclo infernal de produção de monóxido de carbono em que se baseia a economia moderna.

«Ou rompemos já este ciclo ou criaremos desequilíbrios impossíveis de gerir que vão pôr em causa a própria sobrevivência do homem na Terra», afirmou o autarca de Gaia, considerando que esta é «uma questão que há que discutir».

O presidente da Câmara de Gaia defendeu que em Portugal «já se está à mercê de um acidente nuclear porque Espanha tem centrais nucleares e, se isso acontecer, Portugal não fica imune». «Os riscos já estão aqui, o que temos é que pensar se do ponto de vista económico vale a pena dar esse passo», defendeu Menezes, sublinhando que «toda a Europa, desde os países nórdicos à Espanha tem energia nuclear».

«Muitos países europeus estão a procurar expandir a produção deste tipo de energia», acrescentou.


Título:
Enviado por: Magalhaes em Dezembro 24, 2008, 01:43:43 am
Citação de: "P44"
e quanto ao pessoal anti-nuclear...continuem assim, a fincar pés e dizer não e não e não...como já aqui foi dito, há-de servir de muito , tendo nós não sei quantas centrais nucleares junto á fronteira :roll:
Já lá vão 50 anos que temos uma junto a fronteira... de Lisboa:

Instituto Tecnológico e Nuclear
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR
Estrada Nacional 10, 2686-953 Sacavém - Portugal
Tel. +351-21-9946000 - Fax: +351-21-9550117

Citar
Em Junho de 1956, foram encomendados dois aceleradores de partículas – um Van de Graaff de 2 MeV e um Cockroft-Walton de 0,6 MeV –, que chegaram a Portugal em 1957.

Ainda em Junho de 1956, foram consultadas 36 firmas, tendo em vista a aquisição de um reactor nuclear de investigação com a potência de 1 MW. O contrato para o respectivo fornecimento foi celebrado com a AMF Atomics Inc., em 3 de Julho de 1957, por cerca de 400 000 dólares americanos.

A construção do edifício e a aquisição do equipamento de uma instalação piloto para produção de urânio metálico foram adjudicadas no início de Outubro de 1958 e os trabalhos ficaram concluídos em 1960.


http://www.itn.pt

Portugal tem tudo para apostar a sério na energia nuclear, a experiência, os recursos (urânio) e os apoios internacionais (para adquirir a tecnologia necessária). Só falta uma coisa... juízo.
Título:
Enviado por: BC304 em Março 19, 2009, 03:47:10 pm
Desenterrei este tópico para dar a minha contribuição:

No meu entender o futuro energético não passa nem pelas energias renováveis nem pela energia nuclear actual (Fissão), a energia abundante e barata só será possível através da Fusão nuclear. É um processo bastante mais seguro que a Fissão Nuclear, o combustível (Deutério) existe abundantemente nos oceanos, usando a mesma quantidade de urânio (na Fissão) e deutério (na Fusão) conseguimos extrair muita mais energia na fusão do que na fissão nuclear.

Citar
Fusion power would provide much more energy for a given weight of fuel than any technology currently in use, and the fuel itself (primarily deuterium) exists abundantly in the Earth's ocean: about 1 in 6500 hydrogen atoms in seawater is deuterium. Although this may seem a low proportion (about 0.015%), because nuclear fusion reactions are so much more energetic than chemical combustion and seawater is easier to access and more plentiful than fossil fuels, some experts estimate that fusion could supply the world's energy needs for millions of years.


Para já a principal desvantagem tem a ver com os custos económicos, a única central em construção que vai fazer uso desta tecnologia está a ser construída em França e terá um custo estimado em 10 mil milhões de euros.

A Fusão Nuclear é o máximo que podemos aspirar nas próximas décadas mas o objectivo dos cientistas a nível mundial deveria ser o de tentar descobrir uma forma prática usar de energia de vácuo ou energia de ponto zero, neste momento isso tão possível como a energia nuclear era possível em meados do século XVIII. Para quem não sabe, na energia de ponto zero é criado dentro do reactor uma dimensão artificial donde é extraída toda a sua energia, isto permitira uma inesgotável fonte de energia barata e segura. Penso que seja isto a energia de ponto zero, se estiver errado digam.
Título:
Enviado por: André em Abril 17, 2009, 08:01:13 pm
Discutir o nuclear
Francisco Ferreira da Silva


A energia nuclear tem sido vista como algo impróprio, cuja implantação em Portugal nem sequer admite discussão. Os fantasmas de Three Miles Island e, sobretudo, de Chernobyl ainda hoje assustam muita gente e lançam uma cortina de dúvidas sobre a segurança das centrais nucleares.

Mas a crise económica e, principalmente, o aumento exponencial do preço do petróleo e do gás natural há um ano levaram as pessoas a pensar que é necessário reflectir sobre todas as formas de energia que permitam diminuir a dependência energética do país, superior a 80%, em relação aos combustíveis fósseis.

As energias renováveis têm vindo a desenvolver-se. Portugal está na linha da frente em matéria de eólicas e até possui a maior central de energia solar da Europa, em Moura, no Alentejo. Além disso, o Governo apostou num plano de construção de novas barragens. Ainda assim, é reconhecido que o problema energético nacional não ficará resolvido, sobretudo se os preços do petróleo e do gás natural voltarem a subir nos mercados internacionais e dado que o País está a braços com um défice tarifário de dois mil milhões de euros. Um panorama que se agravará se os carros eléctricos vingarem e começarem a ser uma alternativa viável aos actuais veículos a gasolina, gasóleo ou gás.

Por isso, o debate sobre a energia nuclear está a renascer na Europa e, agora, também em Portugal. Países que tinham imposto moratórias sobre este tipo de energia, como a Itália ou a Suécia, estão a ponderar construir novas centrais nucleares e o Reino Unido divulgou há dias uma lista de onze locais onde poderão ser construídos novos reactores. Com o passar do tempo, a discussão sobre a energia nuclear perdeu os contornos marcadamente políticos que tinha e passou a estar mais centrada nos argumentos técnicos, científicos e, naturalmente, económicos.

A energia nuclear é responsável pela produção de cerca de 15% da electricidade mundial, valor que sobe para 31% na Europa. Muitos países têm novos reactores em construção, projecto ou estudo e o problema da sua utilização para a produção de armas nucleares está hoje praticamente posto de parte, salvo nos casos específicos do Irão ou da Coreia do Norte. Aliás, o presidente da Sociedade Portuguesa de Física, Augusto Barroso, afirma que não é necessário ter uma central nuclear para construir uma bomba atómica, basta ter dinheiro e vontade. Assim, as questões que agora se levantam dizem respeito, maioritariamente, ao custo, segurança, tratamento e armazenamento dos resíduos nucleares.

Vale, ou não, a pena construir uma ou mais centrais nucleares em Portugal? Esse investimento será compensador? Haverá locais onde possam ser construídas, tendo em vista a elevada sismicidade do País? Teremos técnicos capazes e em número suficiente para operar equipamentos desse tipo? A transparência, o confronto de ideias e a informação não fazem mal e nunca serão demais. Por isso, a conferência de ontem do Diário Económico e o jantar-debate da Ordem dos Engenheiros devem servir como catalisadores para um debate mais aprofundado sobre o sim ou não, esclarecido, à energia nuclear em Portugal. Num país com tantos problemas, será mesmo irresponsável fugir à discussão deste tema.

Diário Económico
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Abril 17, 2009, 09:58:40 pm
Só passo a ser  favor do núclear quando resolverem o problema dos resíduos produzidos
Título:
Enviado por: teXou em Abril 17, 2009, 10:26:56 pm
Citar
... a dependência energética do país, superior a 80%, em relação aos combustíveis fósseis.
:amazing:  :amazing:
Diria-se um país do leste !  :Palmas:  f2x2x :Palmas:
Título:
Enviado por: cartervc em Abril 18, 2009, 06:05:27 pm
Eu não conheço muito da energia nuclear.Sei que por principio na fissão nuclear a energia é obtida através do aquecimento da água através das reacções de certos materais.

 Sei que o processo é mais ou menos limpo e que a questão do lixo nuclear coloca-se mas provavelmente será em países como a França que está cheia de centrais nucleares.

 Vejamos os exemplos da França e da Litûania.Ambas produzem entre 60 a 70% da sua energia através do nuclear.A Litûania que penso que tem 3 milhões de pessoas só precisa de um reactor nuclear para abastecer a energia a 70 % desses 3 milhões.
 
 A França pelo que sei exporta energia e assume-se na linha da frente no desenvolvimento e na pesquisa desta tecnologia possuindo uma grande experiência.

 Portugal penso que precisava apenas de um reactor para ajudar aos 40 % de energia renovaveis ficando provavelmente com metade da sua energia proveniente de Portugal.


 Contudo eu não acho que esta seja a solução nem o caminho a escolher.A energia nuclear possui muitos incomodos e é algo perigosa.

Acho sim é que Portugal devia começar a desembolsar grande parte do orçamento para a pesquisa de novas formas de energia.
 Há muita coisa por aí que podemos aproveitar e que não necessita do investimento nem do perigo da energia nuclear.

 O sector das energias é um sector muito dificil de ser falado porque nós nem temos porvavelmente noção do que existe nesta matéria.



  Existem muitos interesses e só quando algo forte quiser desenvolver algo a sério é que nós podemos evoluir.
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Abril 19, 2009, 06:39:53 am
Eu toda a minha vida professional trabalhei e trabalho na industria energetica mais propriamente em agua desmineralizada esenssial para haver vapor limpo! O que posso afirmar e que  uma central nuclear recomenda-se.
Título:
Enviado por: André em Maio 06, 2009, 05:07:42 pm
AEP contra "tabu" em torno da energia nuclear


O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) disse hoje «não admitir» que se mantenha «o tabu do nuclear» no país, defendendo que «todas as formas de energia deve ser ampla e abertamente discutidas».

«Não somos a favor nem contra [o nuclear], mas não estamos devidamente esclarecidos e não percebemos porque é que, se muitos países da União Europeia o têm, há um tabu em discutir o assunto», afirmou José António Barros em conferência de imprensa no Porto, para balanço do primeiro ano da sua direcção.

Destacando as «condições extraordinárias» existentes em Portugal para exploração de energias alternativas, como já acontece com a hídrica, eólica e fotovoltaica, Barros sustentou que «todas as formas de energia devem ser ampla e abertamente discutidas».

«Temos, ainda hoje, uma dependência brutal dos combustíveis fósseis», alertou.

Para o presidente da AEP, essencial é também apostar na eficiência energética e, «aí, há coisas brutais a fazer em Portugal, onde há enormes perdas [de energia]».

Como exemplo, avançou o facto de Portugal ser o segundo maior consumidor mundial de água "per capita", a seguir aos EUA.

Lusa
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Maio 30, 2009, 08:10:50 pm
US lab debuts super laser

Citar
A US weapons lab on Friday pulled back the curtain on a super laser with the power to burn as hot as a star. Skip related content
Related photos / videos
A US weapons lab pulled back the curtain on a super laser with the power to burn as hot …More Enlarge photo

The National Ignition Facility's main purpose is to serve as a tool for gauging the reliability and safety of the US nuclear weapons arsenal but scientists say it could deliver breakthroughs in safe fusion power.

"We have invented the world's largest laser system," actor-turned-governor Arnold Schwarzenegger said during a dedication ceremony attended by thousands including state and national officials.

"We can create the stars right here on earth. And I can see already my friends in Hollywood being very upset that their stuff that they show on the big screen is obsolete. We have the real stuff right here."

NIF is touted as the world's highest-energy laser system. It is located inside the Lawrence Livermore National Laboratory about an hour's drive from San Francisco.

Equipment connected to a house-sized sphere can focus 192 laser beams on a small point, generating temperatures and pressures that exist at cores of stars or giant planets.

NIF will be able to create conditions and conduct experiments never before possible on Earth, according to the laboratory.

A fusion reaction triggered by the super laser hitting hydrogen atoms will produce more energy than was required to prompt "ignition," according to NIF director Edward Moses.

"This is the long-sought goal of 'energy gain' that has been the goal of fusion researchers for more than half a century," Moses said.

"NIF's success will be a scientific breakthrough of historic significance; the first demonstration of fusion ignition in a laboratory setting, duplicating on Earth the processes that power the stars."

Construction of the NIF began in 1997, funded by the US Department of Energy National Nuclear Security Administration (NNSA).

"NIF, a cornerstone of the National Nuclear Security Administration's effort to maintain our nuclear deterrent without nuclear testing, will play a vital role in reshaping national security in the 21st century," said NNSA administrator Tom D'Agostino.

"This one-of-a-kind facility is the only place in the world that is capable of providing some of the most critical technical means to safely maintain the viability of the nation's nuclear stockpile."

Scientists say that NIF also promises groundbreaking discoveries in planetary science and astrophysics by recreating conditions that exist in supernovas, black holes, and in the cores of giant planets.

Electricity derived from fusion reactions similar to what takes place in the sun could help sate humanity's growing appetite for green energy, according to lab officials.

"Very shortly we will engage in what many believe to be this nation's greatest challenge thus far, one that confronts not only the nation but all of mankind -- energy independence," said lab director George Miller.

The lab was founded in 1952 and describes itself as a research institution for science and technology applied to national security.

"This laser system is an incredible success not just for California, but for our country and our world," Schwarzenegger said.

"NIF has the potential to revolutionize our energy system, teaching us a new way to harness the energy of the sun to power our cars and homes."


http://uk.news.yahoo.com/18/20090530/ts ... 23fef.html (http://uk.news.yahoo.com/18/20090530/tsc-us-lab-debuts-super-laser-e123fef.html)
Título: Re: Energia Nuclear
Enviado por: Lusitano89 em Junho 18, 2010, 04:03:31 pm
Nuclear em Portugal só após 2020


A adopção da energia nuclear em Portugal deve ser debatida «mas não é uma necessidade para esta década», defendeu o administrador da EDP Manso Neto.

De acordo com o responsável, que falava na conferência promovida pelo SOL, «Portugal não precisa nesta altura de potência técnica adicional».

Por outro lado, acrescentou, «face à dimensão de uma central nuclear só vale a pena pensá-la numa lógica ibérica e Espanha não está nesta altura a pensar construir novas centrais».

Manso Neto lembrou que Portugal tem em curso um programa de construção de barragens, centrais a gás natural e energias renováveis, pelo que «só no pós-2020 teremos de pensar se precisaremos de mais centrais térmicas para a base do sistema. Até lá não vale a pena pensar no nuclear».

Também Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal, disse que deve debater-se o nuclear.

«Nunca tive medo de o debater e aconselho os países que já têm parques termo-nucleares a conservá-los bem».

O responsável também considera, no entanto, que não existem condições em Portugal, até por uma questão de preço para construir centrais nucleares, mesmo que subsidiadas.

«Em Portugal ninguém vai fazer uma central nuclear. Não existem condições».

O vice-ministro do ambiente angolano também afirmou que o nuclear «não está ainda nos planos para a matriz energética de Angola».

«Não adianta comprar um Rolls Royce se não soubermos operá-lo», disse o ministro, admitindo, contudo, que há um défice de energia eléctrica em Angola.

Segundo o responsável, a aposta do país passa sobretudo por projectos hídricos e de aproveitamento de gás natural.

Angola tem em curso um projecto de construção de um terminal de gás natural liquefeito avaliado em oito mil milhões de dólares, com vista ao aproveitamento deste recurso que é abundante no país.

«As energias renováveis de que Portugal é um bom exemplo também deverão ser introduzidas em Angola».

SOL
Título: Re: Energia Nuclear
Enviado por: SantaCatarinaBR em Outubro 23, 2010, 02:49:18 am
SantaCatarinaBR - Roberto Godoy fala sobre o Programa Nuclear Brasileiro (TV ESTADÃO)
-
Reportegem exibida dia 05/07/2010 no TV ESTADÃO, o jornalista Roberto Godoy fala como começou e em que fase está o Programa Nuclear Brasileiro, o Brasil ja dominou o ciclo completo do enriquecimento de urâneo.
-
Usina de gás de urânio, construída no Centro Aramar, começa a produzir em março de 2011. Serão fabricadas 40 toneladas por ano para atender as necessidades da Defesa.
-
Título: Re: Energia Nuclear
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2012, 08:48:39 pm
Santos Pereira: Opção pelo nuclear não se coloca neste momento


A opção pela energia nuclear é uma questão que não se coloca neste momento, disse hoje o ministro da Economia e Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira, no dia em que um conjunto de personalidades apresentou um manifesto sobre este tema. Essa questão «não se coloca neste momento» porque temos um excesso de produção energética, disse o ministro, ressalvando que, vivendo num país democrático, é um assunto que pode ser sempre discutido.

As cerca de 50 personalidades ligadas ao manifesto sobre energia vão hoje colocar em cima da mesa a possibilidade de analisar a introdução do nuclear em Portugal.

No manifesto, a que a agência Lusa teve acesso, os signatários referem que «não há nenhuma razão técnica para que em Portugal não se considere a análise da energia nuclear no estudo das diversas opções possíveis para a produção da energia eléctrica».

As personalidades, entre as quais se contam nomes como Alexandre Relvas, António Cardoso e Cunha, Francisco Van Zeller, Henrique Neto, João Salgueiro, Borges Gouveia, José Ribeiro e Castro, José Veiga Simão, Mira Amaral, Valente de Oliveira, Miguel beleza, Miguel Cadilhe, Patrick Monteiro de Barros e Pedro Sampaio Nunes, dizem estar «conscientes de que um país só tem direito de construir uma central nuclear se dispuser de um organismo do Estado técnica e politicamente independente».

Pedro Sampaio Nunes afirmou à Lusa que seria também uma forma de aproveitar «os recursos endógenos» do país, já que está provada a existência de urânio, bem como gás de xisto, reafirmando que a energia nuclear «é a forma mais competitiva de geração elétrica».

O manifesto indica ainda que a recente crise de Fukushima, no Japão, «obriga a que a opção nuclear seja cuidadosamente escrutinada face às questões de segurança», mas frisa a necessidade de «ter presente que a energia nuclear constitui a fonte primária mais importante para a produção de electricidade na Europa, garantindo cerca de 30 por cento do seu total».

Por essa razão, este grupo de personalidades considera que “o seu eventual abandono não pode ser decidido sob pressão das circunstâncias”.

Os signatários acrescentam que a perspectiva de «virem a ser instaladas centrais mais evoluídas e muito mais seguras também não justifica um abandono definitivo da opção nuclear».

E dão os exemplos da Suécia, Finlândia, Reino Unido, Polónia, França e países de Leste, que «declararam a manutenção dos seus planos de novo investimento em centrais nucleares», apesar do abandono da Alemanha e Suíça.

O manifesto indica que uma das principais razões para a contínua aposta destes países no nuclear «é a impossibilidade reconhecida de se poderem diminuir as emissões de gases de efeito de estufa» sem considerar aquela opção.

O outro argumento determinante «é a competitividade intrínseca desta forma de energia», dando o exemplo dos Emirados Árabes Unidos, que adjudicaram recentemente à Coreia do Sul quatro centrais nucleares por um valor unitário de 3,5 mil milhões de euros com preços de energia de 30,3 dólares (24 euros) por ‘megawatt/hora’, «valores muito inferiores aos que são praticados no mercado ibérico».

Lusa
Título: Re: Energia Nuclear
Enviado por: HSMW em Abril 29, 2015, 12:51:27 pm
Título: Re: Energia Nuclear
Enviado por: HSMW em Julho 06, 2017, 10:12:44 pm
ITER: The world's largest fusion experiment

Os avanços na tecnologia de fusão nuclear continuam.
Título: Re: Energia Nuclear
Enviado por: Viajante em Julho 06, 2017, 11:15:01 pm
A cisão nuclear tem muita gente contra, devido aos perigos que apresenta por muitos anos, o mesmo se passa em Portugal. Apesar da maioria desconhecer que temos um pequeno reactor a funcionar em Portugal e outro em Espanha perto da fronteiro e que costuma ser muito mais mediático.

Agora a fusão nuclear será um enorme passo, a chamada energia limpa, mas........ para já só produzem plasma (falta o passo seguinte e produzirem energia) e por alguns segundos, porque a temperatura atinge 50 a 100 milhões de graus!!!!! Quando conseguirmos produzir energia e durante muito tempo sem interrupção....... será mais uma machadada nos combustíveis fósseis!!!!!!
Título: Re: Energia Nuclear
Enviado por: perdadetempo em Julho 09, 2017, 08:55:58 pm
A cisão nuclear tem muita gente contra, devido aos perigos que apresenta por muitos anos, o mesmo se passa em Portugal. Apesar da maioria desconhecer que temos um pequeno reactor a funcionar em Portugal e outro em Espanha perto da fronteiro e que costuma ser muito mais mediático.

Agora a fusão nuclear será um enorme passo, a chamada energia limpa, mas........ para já só produzem plasma (falta o passo seguinte e produzirem energia) e por alguns segundos, porque a temperatura atinge 50 a 100 milhões de graus!!!!! Quando conseguirmos produzir energia e durante muito tempo sem interrupção....... será mais uma machadada nos combustíveis fósseis!!!!!!

O nosso é um daqueles experimentais do tipo piscina:

https://zap.aeiou.pt/reactor-nuclear-as-portas-lisboa-nao-plano-seguranca-153503 (https://zap.aeiou.pt/reactor-nuclear-as-portas-lisboa-nao-plano-seguranca-153503)

Esta notícia faz-me lembrar quando há uns anos também houve um incidente neste reactor, suponho que numa das piscinas onde ficam os resíduos armazenados, e que também terá tido uma pequena fuga. Quando entrevistados na televisão um de dois senhores, suponho que o técnico pela bata, explicou que não existia nenhum perigo para a população e que se tratava duma pequena fuga. Imediatamente a seguir o outro senhor de fato, suponho que o gestor nomeado pelo governo da altura, disse que não se passava nada que estava tudo absolutamente bem. Por causa disto e pelo facto de a maior percentagem de gasto energético ser nos transportes passou-se a NUCLEAR não obrigado.

Cumprimentos,
Título: Re: Energia Nuclear
Enviado por: Viajante em Julho 10, 2017, 09:59:18 am
A cisão nuclear tem muita gente contra, devido aos perigos que apresenta por muitos anos, o mesmo se passa em Portugal. Apesar da maioria desconhecer que temos um pequeno reactor a funcionar em Portugal e outro em Espanha perto da fronteiro e que costuma ser muito mais mediático.

Agora a fusão nuclear será um enorme passo, a chamada energia limpa, mas........ para já só produzem plasma (falta o passo seguinte e produzirem energia) e por alguns segundos, porque a temperatura atinge 50 a 100 milhões de graus!!!!! Quando conseguirmos produzir energia e durante muito tempo sem interrupção....... será mais uma machadada nos combustíveis fósseis!!!!!!

O nosso é um daqueles experimentais do tipo piscina:

https://zap.aeiou.pt/reactor-nuclear-as-portas-lisboa-nao-plano-seguranca-153503 (https://zap.aeiou.pt/reactor-nuclear-as-portas-lisboa-nao-plano-seguranca-153503)

Esta notícia faz-me lembrar quando há uns anos também houve um incidente neste reactor, suponho que numa das piscinas onde ficam os resíduos armazenados, e que também terá tido uma pequena fuga. Quando entrevistados na televisão um de dois senhores, suponho que o técnico pela bata, explicou que não existia nenhum perigo para a população e que se tratava duma pequena fuga. Imediatamente a seguir o outro senhor de fato, suponho que o gestor nomeado pelo governo da altura, disse que não se passava nada que estava tudo absolutamente bem. Por causa disto e pelo facto de a maior percentagem de gasto energético ser nos transportes passou-se a NUCLEAR não obrigado.

Cumprimentos,

Sim, nuclear não obrigado, mas essa frase refere-se à cisão nuclear, que é a base de todos os reactores actuais em funcionamento e aplica-se o mesmo princípio da cisão nas armas nucleares. Mas eu estou a falar da fusão nuclear, uma tecnologia totalmente diferente e que actualmente ainda não é controlada pelo homem, porque atinge dezenas ou centenas de milhões de graus de temperatura! E tudo isto sem praticamente nenhuma radioactividade.

No caso do nosso mini-reactor..... está entregue a um Universidade sujeita a cortes de financiamento..... ora vamos lá a ver onde é que podemos cortar...... será no projecto do reactor e no armazenamento dos detritos, já que em Portugal não vejo que algum dia a cisão nuclear possa ser uma realidade.....!

Esta entrevista? http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-03-03-Falhas-de-seguranca-no-reator-nuclear-portugues

Desaparece por dia 1 m3 de água radioactiva (1.000 litros), não há problema algum! :)
Está tudo controlado! Entra água fresca no sistema.................