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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: Marauder em Março 07, 2006, 11:51:03 am

Título: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Marauder em Março 07, 2006, 11:51:03 am
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Lisboa vai perder mais hospitais
Vários hospitais de Lisboa vão ser “desactivados” entre 2009 e 2011. A informação, segundo noticia hoje o Jornal de Negócios, consta no «Plano de acções prioritárias» do Ministério tendo em vista o “Reordenamento das capacidades hospitalares da cidade de Lisboa».

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Jornal de Negócios Online
http://www.negocios.pt/default.asp?SqlP ... tId=272601 (http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Empresas&CpContentId=272601)

Racionalização de meios...vá lá...a malta até já começa a perceber as cenas..

E o facto que uma boa parte da força de trabalho de Lisboa vive fora desta...não faz sentido os hospitais estarem todos em Lisboa..
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 27, 2006, 03:06:18 pm
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Hospital Santa Maria vai privatizar serviços

A administração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vai privatizar, através de parcerias público-privadas (PPP), a maioria dos serviços da unidade, adianta o Jornal de Negócios esta terça-feira.

 

O jornal cita uma fonte do hospital para referir que a gestão do Santa Maria apenas se ocupará do core business, ou seja, consultas, cirurgias e cuidados continuados.
Todos os restantes serviços, como análises clínicas, radiografias e a gestão e manutenção das infra-estruturas serão contratadas com empresas privadas exteriores ao hospital.

De acordo com a mesma fonte, as mudanças permitirão à unidade hospitalar poupar cerca de 53 milhões de euros a partir de 2008.

14-03-2006 7:36:49
 

de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=64516 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=6&id_news=64516)
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 27, 2006, 03:13:44 pm
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Parceria Público/Privado: Governo constrói 6 hospitais

O ministro da Saúde, Correia de Campos, decidiu avançar com a construção de mais seis hospitais em regime de parceria com o sector privado, seguindo as recomendações do estudo técnico da Escola de Gestão do Porto.


A notícia surge na edição desta terça- feira do jornal Público, que assegura ainda que a primeira unidade a avançar vai ser o Hospital de Todos os Santos, na zona oriental de Lisboa.

O despacho vem confirmar as recomendações do estudo encomendado pelo Ministério da Saúde (MS), no qual a equipa liderada pelo economista Daniel Bessa aconselhava que deveria avançar em primeiro lugar o Hospital de Todos os Santos (Lisboa), depois Faro, Seixal, Évora, Vila Nova de Gaia e a unidade Póvoa do Varzim/Vila do Conde.

Recorde-se que, inicialmente, o estudo preconizava que não fosse construído um novo hospital na margem Sul do Tejo, mas sim que se criassem mais 500 camas no Garcia de Orta (em Almada).

Contudo, depois da fase de discussão pública, o grupo técnico voltou a incluir o Seixal, afirmando haver problemas de acessibilidade.

06-06-2006 8:05:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=68033 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=6&id_news=68033)

Nem ata nem desanda...será que é desta?
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 06, 2006, 12:57:25 pm
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Governo destina 400 M€ para empresarializar 20 hospitais
O Governo vai aplicar os 400 milhões de euros destinados à empresarialização do Sistema Nacional de Saúde (SNS) para dotar cerca de 20 hospitais com regras de gestão empresarial, segundo a edição de hoje do Diário Económico.

Segundo fonte oficial do Ministério da Saúde, ainda não é conhecido o montante de capital social que vai ser destinado a cada unidade, uma vez que os planos de negócio estão ainda em discussão nos ministérios da Saúde e Finanças.

No entanto, a mesma fonte dá quase como certo que estes 20 hospitais vão consumir a quase totalidade da fatia destinada ao processo de empresarialização em 2006.

Actualmente, Portugal tem 101 hospitais inseridos no SNS, dos quais 31 estão já a funcionar com regras de gestão mais ágeis e autónomas relativamente ao poder central desde 2002.

06-07-2006 9:23:08


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=235121 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=235121)

Hehe..por alguma coisa o chama de "Socas caga milhões!"

Os problemas dos hospitais, entre outros, são....1º..arranjar gestores/administração competente...e 2º que essa administração não mude com as eleições, como acontece actualmente. Existem projectos bons, de medio/longo prazo que são congelados/cancelados devido às malditas eleições. Um insight de uma fonte minha do Hospital Garçia de Horta......é o que dá as administrações terem cores partidárias..
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Maio 24, 2009, 12:19:53 pm
Revivendo este tópico....

Empresas do "cluster" da saúde investirão 250 milhões nos próximos três anos
As empresas que integram o Health Cluster Portugal, pólo dinamizador da saúde que foi lançado há um ano e que fez hoje um primeiro balanço, deverão investir entre 250 e 300 milhões de euros nos próximos três a quatro anos em actividades de investigação e desenvolvimento (I&D).


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As empresas que integram o Health Cluster Portugal, pólo dinamizador da saúde que foi lançado há um ano e que fez hoje um primeiro balanço, deverão investir entre 250 e 300 milhões de euros nos próximos três a quatro anos em actividades de investigação e desenvolvimento (I&D).

O presidente do HCP, Luís Portela (que lidera também a farmacêutica portuguesa Bial), indicou hoje num encontro com a imprensa que o investimento total poderá ser o dobro se considerados outros custos não directamente ligados à I&D, como sejam a construção do instituto de nanotecnologia de Braga ou a construção da Fundação Champalimaud.

O HCP estima que no prazo de uma década as empresas que lhe estão associadas vão triplicar o seu volume de negócios. Actualmente nos 1.500 milhões de euros, a facturação deverá chegar aos 5 mil milhões de euros até 2018, referiu o HCP, tendo por base as projecções feitas pelos seus associados, que incluem hoje cerca de 90 entidades.

Além disso, na próxima década, o mercado português da saúde deverá lançar cinco medicamentos de origem nacional (um deles, da Bial, inicia este ano a comercialização internacional), bem como 50 novos métodos ou dispositivos de diagnóstico.

Luís Portela diz que o HCP fará o seu trabalho independentemente da política governamental para o medicamento. “Vamos procurar servir nas condições que temos, mas obviamente é desejável que as condições melhorem e as medidas restritivas parem”, afirmou o presidente do ‘cluster’ da saúde.

Sublinhando que “também é muito importante que sejam acarinhados os investimentos em Portugal”, Luís Portela disse ainda que Portugal tem boas condições para a investigação em saúde. João Lobo Antunes, do Instituto de Medicina Molecular, também integra a direcção do HCP e frisou que “os hospitais são os locais ideais para o ensaio de novas tecnologias e de novos fármacos”.

Actualmente o HCP conta com 90 associados, entre sector farmacêutico, empresas de meios de diagnóstico, hospitais e universidades. Há um ano o ‘cluster’ da saúde tinha, no arranque, um conjunto de 55 entidades associadas.


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=369312 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=369312)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Maio 24, 2009, 12:22:57 pm
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Primeiro "cluster" português de saúde apresentado hoje
O primeiro "cluster" (pólo produtivo especializado) de saúde em Portugal, que reúne empresas, universidades, centros de investigação e hospitais que representam um volume de negócios superior a 1.500 milhões de euros, é hoje apresentado.
Jornal de Negócios  com Lusa

O primeiro 'cluster' (pólo produtivo especializado) de saúde em Portugal, que reúne empresas, universidades, centros de investigação e hospitais que representam um volume de negócios superior a 1.500 milhões de euros, é hoje apresentado.

Lançado em Abril de 2008, o Helth Cluster Portugal (HCP) reúne actualmente 90 associados, entre os quais empresas do sector farmacêutico, da área da biotecnologia, bem como instituições de investigação e desenvolvimento (I&D), universidades e hospitais.

No conjunto, os associados do HCP representam um volume de negócios superior a 1.500 milhões de euros.

O HCP integra também três mil investigadores e oito mil médicos de hospitais públicos e privados.

Durante o seu primeiro ano, o HCP definiu um plano de actividades "com o objectivo de tornar Portugal um operador global no mercado da saúde, reconhecido pela sua qualidade, competitividade e grau de inovação", segundo uma informação divulgada pela organização da sessão de apresentação.

As "apostas estratégicas" do HCP concentram-se em três áreas: "bem estar/envelhecimento, e-health [saúde electrónica] e tratamento de doenças cardiovasculares, degenerativas, cancro, entre outras, de acordo com a mesma fonte.

A sessão de apresentação, que decorrerá no hotel Sheraton, será presidida pelo presidente do HCP, Luís Portela e contará com a presença do vice-presidente João Lobo Antunes e do director executivo Joaquim Cunha.


http://www.jornaldenegocios.pt/index.ph ... &id=369220 (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=369220)
Título:
Enviado por: inlin3 em Junho 18, 2009, 03:06:31 am
enfim Sócrates e a luta pela saúde cada vez mais como um negocio e não como um direito.

Ora, privatizam-se hospitais, e fecham-se serviços de "entrada" (como urgências, ginecologia e obstetrícia) nos que não se privatiza. Apoia-se os genéricos (mas só alguns), e de prescrições por DCI, está quieto! Retira-se aos farmacêuticos, (que, apesar de tudo, representam maioritariamente a classe média) a exclusividade de serem os detentores singulares de farmácias, e abre-se mais outra porta aos corporativismos e às grandes empresas. Metem-se os medicamentos de venda livre, nas grandes superfícies (que ja acabam com o comercio tradicional, portanto vamos dar-lhes mais alguma coisa para se entreterem, coitados), e retira-se à classe média mais uma fonte de rendimento.

enfim... pais dos bananas (nós, porque votamos nesses mafiosos)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Junho 26, 2009, 07:05:15 pm
O autor da noticia poderia ter escrito um texto com menos erros, mas pronto.

Instituto médico único no país instalado no Avepark
Acordo alcançado com parque empresarial permitiu a fixação da sede em Portugal

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Cavaco Silva inaugurou, esta quinta-feira, no Parque de Ciência e Tecnologia AvePark, em Caldas das Taipas, Guimarães, a sede do Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa.

Ainda imbuído do espírito das comemorações do nono centenário do nascimento de D. Afonso Henriques, o presidente falou da necessidade de preservar os bons exemplos do passado para construir um futuro melhor virado para o empreendedorismo. "São apostas correctas para que o nosso país possa ter competitividade no mundo global. A aposta no conhecimento para diversificar outros sectores como o têxtil e o calçado é essencial", afirmou.

O presidente da República mostrou-se ainda orgulhoso por inaugurar aquela estrutura na cidade-berço, bem no coração do Vale do Ave, uma região marcada nos últimos anos por uma grave crise económica que afectou principalmente o sector da indústria têxtil. "Aqui, onde se fala tanto de crise, é bom que se possa mostrar pólos de conhecimento de excelência que estão a ombrear com estruturas idênticas de outros países".

O edifício ontem inaugurado acolhe igualmente a sede da empresa 3Bês, um grupo de investigação, considerado um dos melhores da Europa, na área dos Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos. Aquela empresa coordena a actividade do Instituto Europeu, que conta já com filiais em 22 locais de 13 países diferentes. Também a partilhar o edifício está a empresa Stemmatters, Biotecnologia e Medicina Regenerativa, Lda, que exerce actividade no âmbito dos materiais para Medicina Regenerativa e células estaminais.

Cavaco Silva visitou as várias valências da nova sede, na companhia de Rui Reis, o cientista que dirige o instituto, e manifestou-se "espantado pela capacidade e conhecimento" do investigador depois de já ter tido um primeiro contacto com os "brilhantes jovens investigadores" da Universidade do Minho, aquando do primeiro roteiro para a ciência que a presidência da República promoveu recentemente.

Aliás, Cavaco Silva considerou que só com a criação de valor, proporcionada pelas pontes entre as universidades e as empresas, é que Portugal pode competir no mercado internacional.

O espaço criado no AvePark permitiu, desta forma, concentrar todos os investigadores do Grupo 3Bês que estavam dispersos nos Campus da Universidade do Minho, em Azurém e Gualtar.

Rui Reis, responsável por todo o projecto, considerou aquele espaço a "concretização de um sonho". O cientista sabe que, a partir de agora, a responsabilidade aumentou e que este passo é apenas "um ponto de partida" para que a empresa possa "fazer mais e melhor, ser ainda mais competitiva e respeitada internacionalmente".

A intenção do director da 3Bês é conseguir transformar a ciência em tecnologias, serviços e produtos que permitam melhorar a qualidade de vida das pessoas e ter impacto na economia. O instituto já está em funcionamento quase pleno, já que falta apenas a conclusão do espaço destinado ao biotério, que permitirá experiências em pequenos animais e a instalação industrial que se encontra em fase de conclusão.


http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/co ... id=1273820 (http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Matosinhos&Option=Interior&content_id=1273820)
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Julho 20, 2009, 09:53:28 pm
A feiosa a querer coisa com o Sobrinho Simões...

Em outra nota, não sei se é por andar a ler mais notícias ou se os jornalistas têm que escrever as notícias à pressa, mas mais um erro: "Chemestry".

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Princesa cientista visita IPATIMUP para iniciar cooperação
Filha mais nova do Rei da Tailândia preside um instituto que faz investigação na área do cancro

A Princesa da Tailândia, Chulabhorn Mahidol, reputada cientista, visitou esta segunda-feira, o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), abrindo a porta a uma colaboração científica.

A filha mais nova do Rei da Tailândia fundou em 1987 o Chulabhorn Research Institute, a que preside, e que se dedica à pesquisa em áreas como a bioquímica, biotecnologia, farmacologia, imunologia, a toxicologia ambiental e oncologia. Foi a primeira asiática a fazer parte da Royal Society of Chemestry e a terceira pessoa a receber a medalha Albert Einstein da UNESCO.

Em declarações aos jornalistas, Sobrinho Simões, presidente do IPATIMUP, explicou que «seria muito interessante» uma colaboração com a Tailândia. «Para já, nós somos mais úteis para eles do que eles para nós. Eles têm alguns tipos de cancro que nós também temos e em que nós talvez possamos ajudar», afirmou.

Mas o responsável gostaria de mudar esta realidade. «Sobretudo melhorar a cooperação institucional. Como não temos muitos investigadores, seria muito útil ter acesso às amostras recolhidas por eles em casos de cancro do estômago, por exemplo».

O presidente do IPATIMUP explicou que para estudar o cancro é preciso ter em conta a população. Factores genéticos e o meio ambiente influenciam a doença e a forma como o organismo reage aos medicamentos. Daí a importância de estudar diferentes populações.

A princesa não fez declarações aos jornalistas, mas o embaixador da Tailândia em Portugal, Kasivat Pamugamanont, afirmou que esta visita é uma «boa oportunidade para ambos os centros de investigação estudarem condições de cooperação nas áreas em que ambas trabalham, nomeadamente na investigação do cancro».

Esta é a primeira visita da princesa a Portugal e tem a duração de uma semana. Este domingo, Chulabhorn Mahidol deu uma palestra na sessão de abertura da 6ª conferência «Marine Natural Products» que decorre no Porto até dia 23 de Julho.

A princesa segue ainda para uma visita a Lisboa.

http://diario.iol.pt/tecnologia/ipatimu ... -4069.html (http://diario.iol.pt/tecnologia/ipatimup-princesa-tailandia-chulabhorn-mahidol-tvi24-ultimas-noticias/1076935-4069.html)[/code][/quote]
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Agosto 17, 2009, 09:56:31 pm
"Getta out of my dreams Get into my car" - Billy Ocean

Grandes notícias!

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Descoberta protecção natural contra a malária
Fármaco com efeitos idênticos ao de uma enzima natural protege contra formas graves da doença

Cientistas portugueses do Instituto Gulbenkian de Ciência descobriam um fármaco com efeitos idênticos aos de uma enzima natural protege contra formas graves da malária sem favorecer o aparecimento de estirpes resistentes do parasita.

Um estudo, publicado esta segunda-feira pela revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), dá conta da descoberta que terá implicações directas no tratamento da malária, causada pelo Plasmodium.

Apesar de só agora o estudo ter sido divulgado, Miguel Soares e a sua equipa do Laboratório de Inflamação do IGC já tinham observado que a multiplicação do parasita dentro dos glóbulos vermelhos leva à sua ruptura e à libertação de hemoglobina no sangue, onde por sua vez liberta os chamados grupos heme, causadores dos sintomas graves da doença.

Assim sendo, o estudo demonstra, através de ratos infectados com parasita produzem níveis elevados da enzima heme-oxigenase-1 (HO-1), que degrada os grupos heme livres e, deste modo, protege ratinhos infectados das formas mais graves de malária, sendo que o mesmo efeito desta enzima pode ser obtido através da administração a ratinhos infectados do fármaco anti-oxidante N-acetilcisteína (NAC).

O que é a enzima HO-1?

Segundo Miguel Soares, a enzima HO-1, tem efeito anti-oxidativo e faz parte do sistema de defesa natural do hospedeiro contra o parasita da malária, o que faz dela uma forte protecção contra a malária sem interferir directamente com o parasita.

«Esta observação abre caminho a terapias alternativas contra a malária, que, ao contrário dos tratamentos existentes, não interfiram directamente com o parasita mas antes reforcem o estado de saúde do hospedeiro, assegurando que seja capaz de eliminar o parasita sem pôr em risco a sua própria sobrevivência», refere o investigador.

Este fármaco poderá proteger contra formas graves da malária, salvando vidas, sem favorecer o aparecimento de estirpes de parasitas resistentes.

O Laboratório de Inflamação do IGC encontra-se agora a investigar as complicações desta descoberta nos tratamentos de outras doenças inflamatórias.


http://diario.iol.pt/sociedade/malaria- ... -4071.html (http://diario.iol.pt/sociedade/malaria-enzima-estudo-proteccao-natural-investigadores-tvi24/1082662-4071.html)
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Chicken_Bone em Novembro 17, 2009, 06:31:13 pm
A mm notícia q o Magalhães colocou na "Área Livre".

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Instituto ibérico de investigação
em saúde inaugurado em Penafiel
2009-11-17

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O laboratório do novo centro
O laboratório do novo centro
O Instituto de Investigação e Formação Avançada em Ciências e Tecnologias da Saúde, INNFACTS, foi inaugurado ontem em Penafiel, envolvendo instituições espanholas como a Universidade de Barcelona, Santiago de Compostela e Valência. O instituto de investigação ibérico na área da Saúde, para além das instituições de ensino de Espanha, tem como parceiros o Grupo CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, a autarquia local e o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa.

O IINFACTS tem por base a troca de experiências e a partilha de know-how na área da saúde, envolvendo cerca de 200 investigadores de instituições nacionais e espanholas.

"A ideia passa por desenvolver novas respostas a problemas de saúde identificados, envolvendo a transferência de know-how ao nível da implementação de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças, direccionada à comunidade em geral, à indústria e a organismos públicos e privados", explica o instituto em comunicado.

O IINFACTS funciona como uma plataforma ibérica de investigação, servindo de base "à investigação básica e aplicada, com linhas de investigação em áreas como a Genética Médica, Genética Forense, Toxinas Marinhas, Controlo da Qualidade do Ar, Água e Alimentos e Observatório de Saúde".

A formação é outro dos aspectos fundamentais deste instituto, sendo objectivo oferecer "um vasto leque de formação em aspectos-chave do desenvolvimento e implementação de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças, bem como do desenvolvimento político ao nível da saúde em qualquer país".

Auditório e sala de formação
Auditório e sala de formação
A prestação de serviços será outro dos pilares do IINFACTS que "oferece serviços de investigação, desenvolvimento e inovação, que em muitos casos resultarão na criação de actividades empresariais".

Como explicou à Lusa o autarca penafidelense, Alberto Santos, a presença da sede do instituto no concelho é a prova de que Penafiel "quer estar presente na vanguarda de temas que consideramos importantes para que o país ultrapasse a crise". "Temos aqui uma grande oportunidade não só para Penafiel como para o país para mostrarmos uma boa prática de parceria inovadora e que pode, deve e vai trazer mais valias para todos nós", sublinhou.

O instituto, cuja sede está instalada no renovado edifício do antigo Paço Episcopal de Penafiel está dotado de auditório, salas de reuniões, sala de formação, laboratórios, salas de cultura e câmaras para investigação científica.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=37016&op=all (http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=37016&op=all)
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Chicken_Bone em Dezembro 05, 2009, 09:47:46 am
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"O Norte será aquilo que quiser ser"
01h16m
IVETE CARNEIRO, JOSÉ CARMO

Presidente da única empresa portuguesa com medicamento patenteado tem palavra de eleição: responsabilidade.

Quer explicar racionalmente a parapsicologia, nunca foi a Vilar de Perdizes, não tem fé. A não ser na responsabilidade. "Gosto muito da palavra responsabilidade". Aquela com que cada um deve "assumir a sua postura perante a vida". A mesma que gostaria de ver nas regiões regionalizadas, cansado que está de ver as culpas atiradas à capital sem nada ser feito em contrário. Luís Portela, médico e empresário, dirige o único laboratório farmacêutico português com um medicamento desenvolvido e patenteado. Com a perspectiva de outros cinco, diz candidamente que nunca se sentiu um "homem de negócios".

Almoçámos com ele e tentámos perceber como é que a Bial, que dirige há 30 anos, consegue singrar na crise. A resposta do rapaz que queria ser monge tibetano ou frade - mas nunca padre - regressa sempre à tal palavra de que gosta. Responsabilidade. Trata-se de definir "onde estamos e para onde queremos ir, em vez de procurar responsabilizar os outros". E de ter "uma visão a longo prazo". Só assim, olhando a dez, 15, 30 anos, se consegue o que a Bial conseguiu: ao fim de 14 anos e 300 milhões de euros de aposta na investigação, tem o único medicamento português à venda na Alemanha, na Áustria, no Reino Unido e na Dinamarca. Um antiepilétptico que só não está nas prateleiras de Portugal porque a burocracia ainda não resolveu a questão da comparticipação.

É a mesma visão que fez a empresa isolar, em 16 anos, cerca de 11 mil novas moléculas. E guardar seis delas para futuros medicamentos, um sucesso tendo em conta que um fármaco só nasce após o estudo de sete mil moléculas. Ou seja, mais cinco medicamentos na mira? É uma incógnita. Dois estão a espreitar no horizonte 2013-2015, um anti-parkinsoniano e um anti-hipertensor.

E isso chega para contornar a crise, pergunta-se, entre dois filetes de polvo com arroz do mesmo e uma garfada de grelos salteados. "Acho que há muita gente em Portugal sempre a dar receitas para tudo. Faz-me alguma confusão. É uma forma de ser e estar que não é a minha". De novo, a "responsabilidade". Luís Portela não tem receitas, mas tem ingredientes. "Fará talvez mais falta a assunção de responsabilidade e a definição de objectivos a médio e longo prazo. E uma organização que vá para o terreno e faça as coisas acontecerem. Liderança, basicamente".

A história repete-se perante o prato de lâminas de fruta fora de época e o tema regionalização. "Há quem levante a voz contra o Sul e a capital. O orte será aquilo que quiser ser. Queremos competir ou ficar a chorar e a culpabilizarmo- -nos uns aos outros?" E sim, defende a regionalização: será a "forma de responsabilizar quem está nas regiões e pedir contas depois. Senão, será sempre Lisboa a arcar com as culpas".

Até porque o centralismo à portuguesa é "mais terceiromundista do que de país desenvolvido". Luís Portela fala de Bilbau, onde a Bial montou uma linha de produção. A cidade cresceu impulsionada pelo Museu Guggenheim e está nos mapas do turismo europeu. Há 20 anos era feia e fora de todas as rotas. O Porto poderia fazer o mesmo com Serralves (onde o empresário esteve alguns anos) ou a Casa da Música. "Por que é que o Norte de Portugal não deita os pés a caminho?" Tem as universidades, tem empresas a "apostar em coisas que fazem a diferença" e tem institutos de investigação com provas dadas e publicações "nos melhores sítios". "Têm de projectar-se a nível internacional".

O que falta então? "Alterar a estrutura de pensamento dos cientistas. Estão muito focalizados na investigação, na ciência, e não na aplicação. Têm que servir a população e a rentabilizar o investimento". Em suma, é o projecto que subjaz ao novel Laboratório Ibérico de Nanotecnologia, para o qual a Bial está "aberta".

A investigação, já se disse na altura do creme de alho francês, é o grande ingrediente do sucesso do grupo de Luís Portela. Tem 800 pessoas e um departamento de investigação com cem cientistas de sete nacionalidades a trabalhar, mas só 30 são operários. "No tempo do meu avó, em 400 funcionários, 300 eram operários". Mas a investigação tem fome de dinheiro como os comensais de salada mista. De onde vêm os "tostões" do sucesso? Das regras da infância. "A minha mãe e o meu pai ensinaram-me isto: quando tiveres dez, nunca gastes mais de nove. Durante toda a vida segui esse lema, em termos pessoais e profissionais. Criei desde pequeno hábitos de aforrar... não seI a expressão ainda vem nos dicionários, mas deveria vir".

O aforro, na Bial, está nas "instalações espartanas" e no investimento na contratação de "gente com talento". Aqui, Luís Portela deixa escapar uma receita, mas de bom senso: Há que "fazer as coisas racionalmente e gerir com rigor", numa forma de estar que "tem gerado a maior confiança" à volta da empresa, dos governos e das instituições bancárias. Sim, a suficiente para conseguir apoios nacionais e internacionais. Um dos dois únicos projectos da indústria farmacêutica que mereceram o apoio de Bruxelas, "desde que a União Europeia é União Europeia", é da Bial.

A regra do rigor, seria escusado sublinhá-lo com a canela do pastel de nata, aplica-se a tudo. E mormente à governação. Aqui, era impossível fugir à provocação: "É muito pouco amigo dos genéricos..." Não será assim. Corrige "alguma comunicação social". Os genéricos têm o seu lugar no mercado, respeita-os. "O que me desagrada é que o Estado procure incentivar o consumidor a escolhê-los em detrimento dos outros medicamentos. A curto prazo, é simpático para o orçamento da Saúde, mas a longo prazo é pouco simpático para o cidadão, porque retira margem a quem investe em investigação. E, assim, as novas soluções vão ser menores, as curas do cancro e da sida vão demorar mais tempo a aparecer".

O resultado das políticas de saúde mais sociais está à vista: foram ultrapassadas pelo sucesso da própria saúde e não têm como gerir sistemas sem soluções como os genéricos. Com isso, em 20 anos, a Europa desceu de 37% para 27% da cota do mercado mundial do medicamento e os EUA subiram de 30% para 50%. Então tem na alma de monge tibetano o valor do trabalho pelos outros e aponta o exemplo americano focalizado na economia? "A solução está no meio. Quem governa tem que se preocupar com coisas a médio e longo prazo".

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Socieda ... id=1439284 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1439284)
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 21, 2010, 07:57:57 pm
Empresa alentejana de material médico exporta para a Europa quase toda a produção


A crise não bateu à porta de uma pequena empresa familiar de Mora (Évora), com 11 trabalhadores, que exporta para a Europa quase cinco milhões de unidades de material médico e, agora, quer duplicar a produção.

«Não temos esse problema [da crise]. Temos reagido bem e este ano está a ser bastante positivo. O objectivo é crescer», afirma à Agência Lusa Liliana Júlio, sócia da Medirm, criada em 2005, com o irmão e o pai. Instalada no Parque Industrial de Mora no ano seguinte, esta Pequena e Média Empresa (PME) alentejana, que iniciou a produção efectiva em 2008, fabrica e embala dispositivos médicos, como kits de penso, diálise, material de gaze (compressas) e bastões de espuma.

Com um total de 11 trabalhadores, a Medirm - Fabrico e Comércio de Dispositivos Médicos, Lda, produziu «cinco milhões de unidades» desses materiais em 2009, exportando para a Europa a quase totalidade, «98 por cento».

«Os nossos mercados são a Suíça, Alemanha e França», adianta Liliana Júlio, apontando como principais clientes os «grandes distribuidores» e «multinacionais», que colocam os seus produtos nos hospitais e clínicas desses países europeus.

Em cada país, refere, os grandes distribuidores europeus «trabalham com pequenos revendedores e escoam o material» da Medirm.

Por outro lado, as empresas multinacionais «compram componentes» feitos em Mora para «utilizarem na fabricação dos próprios produtos».

Na valência fabril da empresa, à qual só se acede com bata, touca e protecções do calçado apropriados, os funcionários, em torno de uma linha de produção, colocam ritmadamente, em cada compartimento das embalagens, os artigos que compõem os kits de penso, como pinças, bolas de gaze, compressas e campos impermeáveis.

Numa outra sala, as embalagens seladas são colocadas em caixas, para armazenamento, e outras funcionárias embalam os bastões de espuma, usados, conta Liliana Júlio, «para humedecer a boca de doentes pós-operatórios, acamados ou em fase terminal, que não podem beber água».

Apesar da concorrência nacional e internacional, a administradora afiança que um dos fatores diferenciadores da sua empresa é o facto de adaptar a produção «à medida» do cliente, não apenas na composição dos kits, com mais ou menos artigos, mas também na própria marca.

«Temos a nossa marca, mas os clientes podem também utilizar o seu próprio nome, apesar da Medirm figurar sempre nas embalagens como fabricante. Isto é uma diferença porque há muitas empresas neste ramo, mas só utilizam a sua marca», exemplifica.

A qualidade dos produtos da PME alentejana, em comparação com os oriundos de outros países, é outro dos trunfos que conquistaram a confiança de suíços, alemães e franceses, por exemplo no que toca aos bastões de espuma, de que a Medirm é «a única» produtora na Europa.

«Este tipo de artigo era muito produzido na China», mas registaram-se «problemas de qualidade», o que levou à preferência pelo produto made in Portugal: «Mesmo cá neste nosso cantinho, ainda somos conhecidos pela qualidade e somos europeus. Isso é uma mais-valia para a Medirm».

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2010, 02:03:18 pm
Malária: Harvard Medical School Portugal financia projectos


Os primeiros projectos de investigação médica que serão financiados pelo programa Harvard Medical School Portugal são liderados por cientistas portugueses que se dedicam a investigar a malária, o ritmo cardíaco dos fetos e o cancro do esófago.

No total, candidataram-se 38 equipas de investigação ao primeiro concurso para financiamento promovido por este programa, que resulta de uma parceria entre o Governo português e a universidade norte-americana Harvard Medical School, anunciou à Lusa uma das directoras executivas do programa, Carmo Fonseca.

Um dos projectos é liderado por Diogo Ayres de Campos, da Faculdade de Medicina do Porto. A sua investigação visa melhorar a capacidade de decisão médica relativamente ao desenvolvimento fetal nos últimos tempos de gravidez.

O objectivo é «evitar que alguns bebés sofram ou eventualmente morram nos últimos períodos da gravidez através de uma monitorização muito mais precisa do seu ritmo cardíaco», precisou Carmo Fonseca.

Outra candidatura vencedora é liderada por Mónica Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciência (Oeiras), que se tem centrado no mecanismo de divisão das células. No projecto financiado pelo Harvard Medical School Portugal, o foco será um tipo específico de cancro do esófago, para o qual «é preciso fazer tudo».

«É preciso descobrir novos métodos para fazer um diagnóstico o mais precoce possível e também encontrar novas formas de tratamento», resumiu Carmo Fonseca.

O terceiro projecto tem à frente Maria Mota, do Instituto de Medicina Molecular (Lisboa), que se tem dedicado ao estudo da malária. Em colaboração com Harvard propõe-se descobrir novos medicamentos para tratar a doença.

«Nos últimos anos têm sido experimentadas novas drogas, mas todas rapidamente desencadeiam resistências da parte do parasita que provoca a doença», disse Carmo Fonseca.

A equipa vai agora fazer uma «triagem em grande escala de compostos químicos, em que estão a depositar grande esperança, muito bem validada por razões científicas, para que possam identificar novas moléculas mais eficazes no tratamento» da malária.

O financiamento destes projectos durará três anos e será feito um acompanhamento regular para avaliar os progressos. Cada projecto poderá receber globalmente 900 mil euros.

A responsável sublinhou o «enorme interesse» neste concurso inicial, que «ultrapassou bastante as expectativas»: «Houve 38 equipas a apresentar candidaturas para apenas três que podiam ser financiadas. A competição foi muito apertada».

Cada uma dessas equipas engloba pelo menos dois grupos em Portugal e um em Harvard, cujas candidaturas foram avaliadas por um painel independente formado nos Estados Unidos.

Carmo Fonseca relatou que o parecer final destacava um «nível muito competitivo pelos padrões internacionais», além de existirem cinco projectos de «altíssima qualidade».

A parceria entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Harvard Medical School arrancou em Maio de 2009, foi contratualizada por cinco anos e terá uma implementação total de sete.

Além dos projectos de investigação na área da medicina está previsto ainda um programa de treino em investigação clínica para médicos, workshops em vários temas da investigação médica e um programa de apoio à comunidade académica/cientifica para a divulgação dos resultados da investigação médica ao público.

O programa tem um investimento total de 42 milhões de euros.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 12, 2010, 01:37:55 pm
Malária: Patente de grupo português publicada nos EUA


Um grupo de cientistas ligados ao Instituto de Medicina Molecular (IMM) e à empresa ALFAMA acaba de ver concedida e publicada pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO), nos Estados Unidos da América, uma patente sobre uma nova estratégia profilática para combater a malária.
A patente protege as propriedades antimaláricas de uma série de compostos que actuam na fase silenciosa da infecção por malária, ou seja, antes do desenvolvimento da doença e aparecimento de sintomas. Um destes compostos, a genisteína, é um componente natural presente em alimentos da soja.

A descoberta foi feita pela equipa liderada por Maria Manuel Mota, Directora da Unidade de Malária do IMM, em colaboração com investigadores da empresa farmacêutica ALFAMA.

A ALFAMA adquiriu os direitos sobre a patente ao Instituto Gulbenkian de Ciência, onde surgiu inicialmente a ideia que esteve na base do projecto.

A patente intitula-se «Methods for the prevention of malaria infection of humans by hepatocyte growth factor antagonists».

A descoberta agora patenteada poderá contribuir, assim, para o desenvolvimento de uma alternativa barata e prática, mas de alta eficácia na luta contra a malária, uma doença que afecta cerca de 10% da população mundial, originando a morte de um milhão de pessoas.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 23, 2010, 03:57:50 pm
Portugueses mostram como aumentar eficácia dos fármacos contra o HIV-1


Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, publicam esta semana na prestigiada revista PLoS ONE um estudo que descreve a forma como uma família de fármacos anti-virais inibe a entrada do vírus HIV-1 nos glóbulos vermelhos e glóbulos brancos humanos.

O trabalho mostra especificamente que a afinidade química destes medicamentos – um deles já aprovado e o outro em desenvolvimento para uso clínico – para a membrana das células do sangue está directamente relacionada com a sua eficácia em impedir a entrada dos vírus nestas células.

Os resultados são relevantes porque indicam aspectos essenciais a ter em conta quando se concebem e desenvolvem tratamentos anti-virais de combate à infecção por HIV-1, responsável pela SIDA – que afecta milhões de pessoas e estima-se que, por dia, sejam mais de 15 mil pessoas em todo o mundo, sendo Portugal o país europeu com maior taxa de novas infecções. Actualmente, a terapia baseia-se na aplicação de um conjunto de drogas Glóbulo branco com a membrana celular marcada a vermelho.

Foi este tipo de fármacos que Nuno Santos e os seus colaboradores do IMM, estudaram, em particular o enfuvirtide e um fármaco de segunda geração chamado T-1249. Esta família de moléculas foi concebida em laboratório e é constituída por pequenos péptidos que inibem a fusão das partículas virais de HIV-1 com as membranas das células do hospedeiro. Actuam, portanto, antes da entrada dos vírus nas células, impedindo-a ao inibir a fusão das membranas viral e celular.

A eficácia e a segurança do enfuvirtide encontram-se já testadas para uso clínico. O que os investigadores portugueses vêm agora mostrar, é que a afinidade química destes fármacos para a membrana das células sanguíneas está directamente relacionada com a eficácia destas drogas, e por isso deve ser estudada durante o desenvolvimento de novos inibidores de fusão. Ou seja, aquando do desenho de novos péptidos anti-virais, devem ser previstas regiões da molécula que favoreçam a afinidade para as membranas celulares.

Os resultados do estudo mostram ainda que o fármaco de segunda geração T-1249 apresenta uma afinidade para a membrana das células oito vezes superior ao enfuvirtide, e que, na circulação sanguínea, estará ligado às membranas dos glóbulos vermelhos e dos glóbulos brancos, a par com outras localizações já conhecidas (como, por exemplo, dissolvido no plasma). Os investigadores sugerem que será precisamente esta capacidade de localização na membrana que contribuirá para uma maior eficácia anti-viral da droga.

A segunda geração

“O nosso trabalho vem mostrar que os fármacos de segunda geração podem ter ainda maior eficácia do que o enfuvirtide, actualmente usado em terapias, e uma das razões dessa maior eficácia está na maior afinidade que têm para as membranas dos glóbulos vermelhos e dos glóbulos brancos”, afirmou Pedro Matos, primeiro autor do estudo.

Nuno Santos, director do Unidade de Biomembranas do IMM e líder da investigação agora publicada, refere: “São resultados relevantes principalmente para o desenho destas novas drogas, porque vêm mostrar que o mecanismo de acção destas drogas não funciona exactamente como se julgava”. Os seus interesses de investigação centram-se em factores que influenciam a entrada do HIV nas células hospedeiras e como inibir esses processos.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 25, 2010, 08:12:03 pm
Portugueses terão Registo de Saúde Eletrónico em 2012


O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, anunciou hoje que em 2012 todos os portugueses terão um Registo de Saúde Eletrónico (RSE), que lhes permitirá "mover-se tranquilamente" no sistema de saúde, seja qual for o prestador.

"A nossa agenda é que, até 2012, todos os portugueses tenham uma versão inicial do RSE (...), que permita a um cidadão mover-se tranquilamente no sistema de saúde, qualquer que seja o prestador", afirmou o secretário de Estado em declarações aos jornalistas nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

Manuel Pizarro foi o convidado especial de um seminário sobre "Fatores da mudança na informação", que se realizou hoje, integrado no congresso "Inovação e Qualidade em Saúde", a decorrer até sexta feira nos auditórios dos HUC.

De acordo com o membro do Governo, o RSE “não pode ser o repositório de toda a informação, tem de ser um instrumento fácil de utilizar pelos cidadãos e pelos profissionais, quando, por exemplo, uma pessoa vai a uma urgência num hospital”.

O objectivo é criar “um sistema que esteja centrado no cidadão e que permita transitar sem dificuldade nos vários hospitais, públicos e privados”, adiantou.

Manuel Pizarro adiantou que o Registo de Saúde Eletrónico terá uma definição de áreas consideradas essenciais - os diagnósticos activos, a medicação que os utentes estão a fazer, as alergias - encontrando-se em estudo a inclusão de outros dados.

Permitirá, “a médio prazo, não só viajar tranquilamente" por Portugal, mas também no conjunto da Europa, disse ainda o secretário de Estado.

Ao fazer o balanço do programa Eagenda, que permite a marcação eletrónica de consultas nos centros de saúde, Manuel Pizarro afirmou que os resultados ultrapassaram as suas expetativas.

“Os resultados têm ultrapassado em muito a minha melhor expectativa. O facto de ao fim de três meses de generalização no plano nacional deste sistema ter havido mais de 60 mil consultas marcadas pelo Eagenda revela uma mudança essencial na vida do país”, sustentou.

“O que é importante aqui é que estas 60 mil pessoas não precisaram de ir para nenhum sistema complexo de marcação da consulta, acederam pela Internet ao sistema e marcaram consulta no centro de saúde para o seu médico de família. Mesmo que existam alguns problemas, que existirão de certeza, acho que a dimensão da generalização do programa é de tal modo importante que deve ser realçada”, frisou.

Questionado sobre o começo do programa de transplantes pulmonares nos HUC, Manuel Pizarro reiterou que a sua expectativa é que tal deverá acontecer “nas próximas semanas”.

O congresso é uma iniciativa da APEGSAUDE - Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 29, 2010, 09:05:13 pm
Portugueses desenvolvem método de diagnóstico precoce da síndrome de transfusão
feto-fetal



Investigadores do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) descobriram um método que permite diagnosticar precocemente uma complicação grave que atinge 15 por cento das gravidezes de gémeos verdadeiros: a síndrome de transfusão feto-fetal.

Embora esta doença seja habitualmente detectável a partir da décima sexta ou décima sétima semana de gestação, agora Nuno Montenegro e Alexandra Matias melhoraram de forma considerável o prognóstico, provando ser possível antecipar o diagnóstico para a décima primeira ou décima terceira semana através da avaliação do fluxo sanguíneo no ductus venoso, uma pequena veia que liga o cordão umbilical ao coração do feto e que assegura a passagem de sangue rico em oxigénio.

No artigo científico publicado na última edição revista científica Ultrasound Obstetrics and Gynecology, os cientistas demonstraram que a avaliação do retorno venoso no ductus permite detectar a existência de síndrome de transfusão feto-fetal com uma sensibilidade na ordem dos 80 por cento. De acordo com os investigadores, quando um dos fetos, ou os dois, têm problemas de retorno venoso no ductus, o risco de haver partilha do sistema circulatório é 20 vezes maior do que o normal.

Este estudo resulta de uma investigação iniciada em 1996,  altura em que os cientistas da FMUP revelaram, num artigo científico que teve grande impacto junto da comunidade científica internacional - existem mais de 200 citações deste trabalho - , que a avaliação do retorno venoso no ductus permite detectar patologias cromossómicas (trissomia 13, 18 e 21) e problemas cardíacos em fetos com 11 a 14 semanas de gestação.

Método revolucionário


Estas informações revolucionaram a prática clínica da Obstetrícia, sendo que actualmente, em todos os países desenvolvidos o teste do ductus venoso (também conhecido como “teste do ductus da Escola do Porto”) é incluído nos rastreios realizados às grávidas, contribuindo para a diminuição dos casos de gravidezes que prosseguem sem que a trissomia ou os problemas cardíacos sejam diagnosticados.

O teste do ductus venoso, associado a outros dois testes - análise da translucência nucal e osso do nariz - e à idade da mãe, consegue predizer a existência de doenças genéticas e cardíacas com uma sensibilidade de 95 por cento.

O diagnóstico da síndrome de transfusão feto-fetal entre os dois e três meses de gestação permite a realização de uma intervenção cirúrgica com melhoria do prognóstico. O problema pode ser solucionado com uma cirurgia invasiva que põe termo à troca de sangue entre os dois fetos, que passam a receber a corrente sanguínea como se fossem “gémeos falsos”.

Embora se trate de uma intervenção com riscos, é a única forma de evitar a morte dos dois bebés. Esta cirurgia ainda não é realizada em Portugal, tendo os casos detectados de ser encaminhados para o King´s College School of Medicine em Londres com o qual existe um protocolo de colaboração na assistência, formação e investigação.

Esta linha de investigação da FMUP em torno do ductus venoso tem mais de 15 anos e já mereceu vários prémios nacionais e internacionais, sendo de destacar o primeiro Prémio da International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology, uma Menção Honrosa do Grande Prémio Bial (2008) e uma Menção Honrosa do Prémio Pfizer (2005).

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 01, 2010, 02:33:09 pm
Primeiro medicamento português chega hoje às farmácias


O primeiro medicamento de raiz e patente portuguesas, um antiepiléptico da Bial, chega hoje às farmácias portuguesas, quase um ano depois de aprovado pela Comissão Europeia e após o Governo português ter anunciado a sua comparticipação a 95%.

Segundo a empresa o medicamento Zebinix chega ao mercado após 14 anos de investigação e 300 milhões de euros de investimentos, estando já à venda na Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Áustria, Noruega e Suécia. Até 2011 será também comercializado nos restantes países europeus, nos EUA e no Canadá.

Na opinião do presidente do grupo Bial, Luís Portela, o lançamento deste antiepiléptico em Portugal "tem um significado especial, é um momento histórico para Bial e também para a indústria farmacêutica nacional".

O grupo Bial estima que, "a curto prazo, e tendo em conta os diversos mercados onde será comercializado, possa ser o medicamento de maior facturação da empresa", lê-se em comunicado.

O medicamento, com o princípio activo acetato de eslicarbazepina e aprovado em Abril do ano passado pela Agência Europeia do Medicamento, será comparticipado em 95%, mas será gratuito para os utentes com menos rendimentos.

Segundo a empresa os estudos clínicos comprovaram uma redução significativa da frequência de crises parciais em doentes com epilepsia refractária, em combinação com outros agentes antiepilépticos, e um potencial para melhorar a qualidade de vida e os sintomas depressivos dos doentes.

Segundo a empresa a epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, afectando aproximadamente uma em cada 100 pessoas. Em Portugal estima-se que quatro em cada sete pessoas em cada 1.000 sofrem da doença.

Fundada em 1924, a Bial, o maior grupo farmacêutico português, com sede em S. Mamede do Coronado, comercializa diversos produtos em mais de 30 países, em quatro continentes e investe mais de 20% da sua facturação anual em I&D, prioritariamente no sistema nervoso central, cardiovascular e alergologia.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Camuflage em Abril 05, 2010, 10:03:14 pm
Citar
Forças armadas
Enfermeiros não podem ser oficiais
Têm a licenciatura mas continuam com a patente de sargento. A luta dura há anos e está agora nas mãos do Tribunal Central Administrativo do Sul.


A luta dos enfermeiros portugueses não se resume à classe civil. Os profissionais integrados nos quadros dos três ramos das Forças Armadas reclamam, há anos, a entrada na carreira de oficiais. São licenciados, mas, apesar de terem formação superior, recebem como qualquer sargento, que pode ingressar na categoria com o ensino secundário.

'É uma situação discriminatória, que faz de nós os únicos enfermeiros militares sargentos em toda a União Europeia', queixa-se um militar, pedindo para não ser identificado para evitar eventuais sanções disciplinares.

Perante esta 'diferença de tratamento', um grupo de enfermeiros do Exército, Marinha e Força Aérea avançou com uma acção administrativa contra o Ministério da Defesa Nacional, que aguarda decisão no Tribunal Central Administrativo do Sul.

Nas alegações, os queixosos referem que, ao serem licenciados pela Escola do Serviço de Saúde Militar, preenchem 'os requisitos legalmente exigidos e exigíveis para o ingresso, enquanto enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica, na carreira de oficiais'. No entanto, como não está regulamentada 'a existência dos quadros especiais das áreas de saúde', verifica-se 'uma limitação absolutamente ilegal e mesmo desrazoável' da sua progressão profissional enquanto quadros permanentes das Forças Armadas, adiantam.

A manter-se, a actual situação assume 'foros de absoluto desprezo pelos mais elementares direitos dos trabalhadores, tal como consagrados nos artigos 59º e 60º da Constituição da República Portuguesa', sublinham os subscritores da acção contra o Estado.

A primeira queixa dos enfermeiros militares deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada e foi indeferida.

Como não se conformam com a 'injustiça' de que dizem estar a ser alvo, recorreram da decisão para o Tribunal Central Administrativo do Sul. E aguardam, com expectativa, pela decisão dos juízes desembargadores.

LIMITAÇÕES NO ACESSO À CADEIA DE COMANDO

O facto de os enfermeiros militares terem como patente apenas a divisa de sargento não lhes permite assumir funções de planeamento, chefia ou avaliação. Segundo um profissional contactado pelo CM, este impedimento 'é prejudicial ao exercício da função'. Ou seja, como não têm acesso à carreira de oficial, ficam limitados na cadeia hierárquica militar e podem ter um superior que nada tem a ver com a área da saúde. 'Até pode ser um médico, mas também pode ser um mecânico', exemplifica um dos militares descontentes.

PORMENORES

REACÇÃO

O ‘CM’ tentou obter ontem uma reacção do Ministério da Defesa Nacional, sem sucesso.

QUADRO

A actual situação abrange perto de 500 enfermeiros dos três ramos das Forças Armadas – Exército, Marinha e Força Aérea.

DIFERENCIAÇÃO

A licenciatura em enfermagem é a única discriminada nos quadros das Forças Armadas Portuguesas.

in: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx? ... 4B8B1C&h=8 (http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=70F299F7-C427-4C9E-9CDD-EAEB894B8B1C&h=8)
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 30, 2010, 06:21:49 pm
Portugal tem de importar esperma


Portugal tem de importar esperma para conseguir responder à procura dos casais inférteis, uma carência que deverá ser suprimida com o banco público de gâmetas, reconheceu hoje o presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA).

A criação de um banco público de gâmetas (óvulos/espermatozóides) e a importação de esperma de países como Espanha foram questões levantadas hoje na III Reunião Anual do CNPMA com os 26 centros de PMA e a Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução.

"Existe falta de esperma em Portugal", disse à agência Lusa o presidente do CNPMA, juiz desembargador Eurico Reis, no final da reunião, no auditório da Assembleia da República, em Lisboa.

Para ultrapassar esta "necessidade social", o CNPMA tem vindo a recomendar, desde há dois anos, a criação de um "centro público para recrutamento, seleção e recolha, criopreservação e armazenamento de gâmetas de dadores terceiros".

A importação e exportação de células reprodutivas passou apenas a ser possível mediante autorização prévia do CNPMA: "Tem de haver uma certificação emitida por uma autoridade do país de onde vem o esperma. O país [exportador] pergunta se temos e nós dizemos que não existe esperma disponível em Portugal", explicou.

Com a criação dessa norma as questões relacionadas com a importação destas células passaram a ser "mais visíveis do que antes eram", o que tornou "ainda maior a urgência da criação de um centro público", refere o CNPMA na recomendação que consta no relatório de actividades do Conselho relativo a 2009.

Para o Conselho, "não se trata de querer garantir uma aliás inexistente especificidade ou 'pureza' biológica que seja exclusiva dos portugueses", considerando "tal ideia descabida, absurda e, no limite, racista". Em causa está o "aproveitamento das sinergias, capacidades e competências dos técnicos que em Portugal exercem essa actividade, que merecem ser apoiados", defende.

Pretende-se ainda assegurar o "acesso equitativo da população a uma técnica atualmente apenas realizada em regime privado, dada a necessidade de contratos comerciais com os centros não portugueses de onde são originárias as células reprodutivas masculinas, ou de ultrapassar o problema não resolvido da definição das condições de que depende a atribuição de uma compensação às dadoras".

Eurico Reis admitiu que a falta de financiamento tem dificultado a implementação do primeiro banco público de gâmetas no Porto, anunciado pelo primeiro ministro, José Sócrates.

No entanto, funciona um banco de esperma na Faculdade de Medicina do Porto, que recolheu, em 25 anos de existência, 980 amostras de esperma e 10 unidades de tecido ovárico.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 13, 2010, 05:00:41 pm
Estudo do IBMC abre caminho para controlar leucemias

O Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto (IBMC) anunciou hoje ter desenvolvido um estudo que permite descobrir novas potencialidades nos glóbulos vermelhos, abrindo caminho para o controlo de leucemias.

O estudo, publicado na última edição da revista «Immunology and Cell Biology», contribui para uma melhor compreensão da função dos glóbulos vermelhos ao nível do sistema imunológico.

Segundo fonte do IBMC, a investigação demonstra que «certas substâncias libertadas pelos glóbulos vermelhos têm um papel importante na sobrevivência e proliferação dos glóbulos brancos em divisão».

«Há muito que é indiscutível entre a comunidade científica que a função principal dos glóbulos vermelhos passa pelo transporte de oxigénio e dióxido de carbono. Porém, estudos recentes associam os glóbulos vermelhos à regulação de outros processos fisiológicos como a contração vascular, a agregação de plaquetas ou a proliferação de glóbulos brancos», referiu.

É nesta área que o grupo do IBMC, liderado por Fernando Arosa, tem trabalhado para «ajudar a perceber o papel dos glóbulos vermelhos na regulação do ciclo celular e na sobrevivência dos glóbulos brancos, em particular dos linfócitos T».

Para perceber o efeito regulador que os glóbulos vermelhos exercem sobre os linfócitos T em divisão, a equipa de cientistas procurou identificar os fatores responsáveis por esse fenómeno.

O artigo agora publicado revela que, entre as várias substâncias que são libertadas pelos glóbulos vermelhos, um grupo restrito de natureza proteica desempenha «um papel ativo na homeostasia (regulação biológica) dos linfócitos T, potenciando a sobrevivência e o crescimento daqueles».

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 17, 2010, 06:22:16 pm
Inaugurada empresa portuguesa de produção de biofármacos


Portugal possui há um ano a única fábrica da Península Ibérica dedicada à produção de biofármacos para ensaios clínicos cujos clientes são maioritariamente empresas estrangeiras. GenIbet Bio-pharmaceuticals, em Oeiras, foi formalmente inaugurada hoje de manhã pelos secretários de Estado da Energia e da Inovação, Carlos Zorrinho, e da Saúde, Óscar Gaspar.

António Duarte, presidente executivo da GenIbet, explicou à Lusa que a actividade principal da empresa é a produção, para empresas de biotecnologia ou farmacêuticas, de proteínas terapêuticas e vacinas destinadas à realização de ensaios clínicos – o conjunto de testes a que os medicamentos têm de ser submetidos antes de poderem ser comercializados.

A empresa funciona exclusivamente com biofármacos, medicamentos produzidos por biotecnologia, e a maioria dos seus clientes são empresas estrangeiras.

“Embora estejamos interessados em desenvolver parcerias com empresas portuguesas, não há muitas a trabalhar na área dos biofármacos”, assinalou António Duarte, lembrando que as empresas nacionais trabalham sobretudo com as moléculas de medicamentos convencionais, obtidas por síntese química.

A unidade de fabrico de biofármacos da GenIBet representou, segundo António Duarte, um investimento de 2,5 milhões de euros em infra-estrutura e a empresa, criada em 2006, emprega actualmente 11 pessoas, entre licenciados e doutorados nas áreas farmacêutica, de engenharia e biologia.

Além da produção de biofármacos para terceiros, a GenIBet apostou também no desenvolvimento de investigação própria.

Um dos projectos, desenvolvido em parceria, é a produção de uma vacina conjugada contra a febre tifóide, a primeira vacina por biotecnologia produzida em Portugal e actualmente na fase inicial de ensaios clínicos.

Entre os accionistas da GenIbet contam-se o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET) e a Inovcapital, uma empresa de capital de risco tutelada pelo Ministério da Economia e Inovação.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 21, 2010, 06:51:54 pm
Empresa portuguesa no desenvolvimento da primeira vacina conjugada contra a tifóide


O mundo da biotecnologia constrói-se de passos muito pequenos. Em Portugal, uma empresa do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica deu um gigante ao produzir a primeira vacina conjugada contra a febre tifóide. A “inovação científica genuína” da GenIBET foi “construir um processo de fabrico para a vacina em larga escala”, explicou o presidente executivo, António Duarte. Ou seja, passar de uma “escala de dois litros”, no laboratório, para uma “escala de 50 litros”, que permita iniciar a produção industrial de um medicamento.

“Aquilo que funciona na bancada não funciona necessariamente numa escala maior, e se não funciona numa escala maior não há vacina. Se fizéssemos só dois litros de cada vez, não havia maneira de colocar esse produto no mercado. Nem sequer é uma questão de rentabilidade, é uma questão de exequibilidade”, clarificou.

Criada em 2006, a GenIBET centra a sua actividade na produção de biofármacos – medicamentos produzidos por biotecnologia – para ensaios clínicos, permitindo que a investigação laboratorial possa ser testada em humanos no longo processo de ensaios que tem de atravessar um medicamento antes de ser comercializado.

É a única “empresa de biotecnologia farmacêutica em Portugal, com produção de biofármacos que já foram testados em seres humanos com sucesso” e esta capacidade de transformar o produto de investigação laboratorial em material susceptível de ser submetido a ensaios clínicos é, segundo António Duarte, “uma ferramenta incontornável para o desenvolvimento da biotecnologia” no país.

“As nossas empresas de biotecnologia vão ter princípios activos e não tinham, até agora, em Portugal, qualquer unidade que lhes pudesse fazer este tipo de serviço para os ensaios clínicos. Este serviço é extremamente caro, e se for feito numa empresa no centro da Europa mais caro se torna”, explicitou.

A febre tifóide é uma doença infecciosa potencialmente mortal que prevalece nos países e regiões com mau saneamento básico, nomeadamente na Ásia, África, América Central e do Sul. A associação da GenIBET ao desenvolvimento da primeira vacina conjugada contra esta doença que, se for bem sucedida em todos os ensaios clínicos, será única no mercado e passível de ser administrada a crianças, surgiu em 2008, devido a “uma pescadinha de rabo na boca”.

Produção de biofármacos

Nesse ano, a empresa estava em condições de iniciar a produção de biofármacos, mas necessitava de um certificado do Infarmed, a autoridade nacional para os medicamentos, que garantisse o cumprimento de todas as boas práticas de produção.

Porém, “para termos o certificado tínhamos de produzir, e sem termos o certificado não podíamos produzir”, relatou António Duarte. Uma parceria com o Novartis Vaccines Institute for Global Health, um instituto sem fins lucrativos ligado à empresa farmacêutica Novartis, foi a possibilidade de avançar, pegando no antigénio já desenvolvido à escala laboratorial e produzi-lo à escala industrial.

“Para o nosso estádio, é [passar] do dia para a noite, nunca ter feito nada nesta área e passar a ter o primeiro biofármaco feito nesta área”, sublinhou o presidente executivo da GenIBET. Porém, ressalvou, em matéria de biotecnologia Portugal está ainda na “fase embrionária”.

"É indubitável que foram feitos avanços” e “começa a haver um fermento muito maior do que havia”, mas “em termos de criarmos valor com investimento próprio na área da biotecnologia e exportarmos biotecnologia estamos a dar os primeiros passos”.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 25, 2010, 06:40:16 pm
Robô capaz de operar é usado pela primeira vez em Portugal


Não vão substituir os médicos, mas são capazes de aumentar a sua precisão. Um robô único no País fez esta semana a primeira operação à próstata, reduzindo o risco de impotência

É um robô feito para operar - o único da sua "espécie" em Portugal - e foi esta semana utilizado pela primeira vez. A cirurgia, uma prostatectomia radical, para extrair um tumor na próstata num doente de 50 anos, "correu muito bem", garante o director da equipa de Urologia do Hospital da Luz, José Vilhena-Ayres.

Trazer os robôs para a sala de operações permite ultrapassar as limitações das mãos e visão dos médicos. Por isso, é especialmente útil em operações para remover tumores, permitindo ao mesmo tempo preservar os tecidos saudáveis. Numa operação robótica à próstata, por exemplo - como as duas que foram feitas esta semana no Hospital da Luz - essa precisão pode garantir a capacidade de manter uma erecção. E o cancro da próstata é mesmo o que mais homens afecta em Portugal: todos os anos há cinco mil novos casos e mais de dois mil doentes acabam por morrer. E com o envelhecimento da população há tendência para os números crescerem.

O robô, o sistema cirúrgico robótico Da Vinci, recorre à mesma tecnologia usada pela NASA, a Agência Espacial Norte-Americana, nas suas missões espaciais. Mas na sala de operações é um cirurgião que se senta à frente da consola e controla os quatro braços do robô. Na mesa, o doente é operado - à semelhança do que acontece nas laparoscopias - através de orifícios por onde entram os instrumentos.

"A diferença é que aqui há uma visão tridimensional e a possibilidade aumentar a imagem quantas vezes for preciso", explica José Vilhena-Ayres. Consequentemente, o robô permite uma cirurgia menos invasiva e mais precisa.

Contudo, a robótica é "apenas" uma ferramenta, que não vai substituir os médicos. "É fundamental que o médico tenha uma grande experiência na cirurgia convencional e laparoscópica", alerta José Vilhena-Ayres.

Este sistema foi aprovado nos Estados Unidos em 2000, tornando-se o primeiro a ser usado em salas de cirurgia, e desde então tem sido aperfeiçoado. Há apenas cerca de mil em todo o mundo.

O robô que chegou esta semana ao Hospital da Luz custou cerca de dois milhões de euros, se incluirmos as necessárias adaptações à sala onde vai ficar, revela Isabel Vaz, presidente da comissão executiva da Espírito Santo Saúde.

De acordo com a responsável, o objectivo do hospital é tornar-se numa unidade de referência a nível europeu. "Não quisemos comprar um brinquedo. Faz parte de uma aposta para trazer doentes para Portugal e já estamos a negociar essa possibilidade com seguradoras estrangeiras", explica. Até porque, com a recém-anunciada mobilidade dos cidadãos europeus em relação aos cuidados de saúde, a concorrência vai aumentar. Mas, por enquanto, a cirurgia robótica e as suas vantagens estão disponíveis em Portugal apenas para os doentes que possam pagar a operação na unidade privada.

DN
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 17, 2010, 09:01:36 pm
Hospitais demoram 112 dias para pagar a fornecedores


O Ministério da Saúde diz que os hospitais demoram 112 dias a pagar aos fornecedores da indústria farmacêutica e não 349, contrariando assim os números tornados públicos na segunda feira pela associação do setor.

De acordo com os dados do relatório mensal elaborado pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), a que a Lusa teve acesso, as dívidas dos hospitais à indústria farmacêutica subiram dois milhões de euros por dia durante o mês de julho, para um total de 920 milhões, demorando agora estas unidades de saúde 349 dias para pagar a estes fornecedores.

“O Ministério da Saúde rejeita os valores tornados públicos pela APIFARMA, que não correspondem aos valores apurados pelas diversas instituições do SNS”, refere a tutela numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Na nota, o ministério sustenta que “os valores da execução orçamental do primeiro semestre de 2010 confirmam, no âmbito do Ministério da Saúde, a política de rigor seguida nos últimos anos”, acrescentando que “a nova metodologia de transferências financeiras entre os subsistemas de saúde e o esforço de contenção no aumento da despesa permitiu até a redução do défice do SNS, em relação ao primeiro semestre de 2009”.

“Pese embora o teor das notícias vindas a público relativas ao alegado valor das dívidas dos hospitais à indústria farmacêutica, o Ministério da Saúde está em condições de afirmar que o prazo médio de pagamento das dívidas aos fornecedores era, em junho de 2010, de 112 dias”, lê-se no comunicado.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 27, 2010, 04:30:26 pm
Novo hospital de Vila Franca de Xira abre em 2013


O Governo e a autarquia de Vila Franca de Xira assinaram hoje o contrato para a construção do novo hospital do concelho que deverá abrir portas em 2013 para servir 215 mil pessoas.
 
O equipamento de saúde, construído e gerido em regime de parceria público privada, vai substituir as atuais instalações do Hospital Reynaldo dos Santos e irá beneficiar, além do concelho de Vila Franca de Xira, os de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja e Benavente.

Segundo os dados do Ministério da Saúde o novo hospital de Vila Franca de Xira, cuja abertura está prevista para o primeiro semestre de 2013, terá uma capacidade anual de 16 mil internamentos, oito mil cirurgias, 192 mil consultas externas e 104 mil urgências, e disporá de 280 camas de internamento, nove salas de bloco operatório e 33 gabinetes de consulta externa.

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura do contrato de gestão com o grupo José de Mello, a ministra da Saúde, Ana Jorge, justificou a necessidade de construção de um novo hospital com o facto do atual localizar-se numa zona de difícil acesso e já não conseguir dar resposta a toda a população.

“O Governo tem um padrão de exigência elevado e, por isso, entendemos que devemos reforçar a capacidade de resposta dos equipamentos de saúde existentes”, sublinhou a Ana Jorge.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 29, 2010, 04:35:12 pm
Menos de 1/5 das ambulâncias do INEM têm desfibrilhadores


O sistema integrado de emergência médica dispõe de desfibrilhadores automáticos externos, aparelhos usados em caso de paragem cardio-respiratória, em apenas 90 das suas 500 ambulâncias, revelou o presidente do INEM à agência Lusa.

"As ambulâncias equipadas com desfibrilhador automático externo (DAE) são cerca de 90, e há muito mais ambulâncias do que isso", declarou Abílio Gomes, contando que, "se consideradas todas as que estão no sistema integrado de emergência médica, com reservas dos bombeiros incluídas, são cerca de 500".

De acordo com o responsável, "o INEM está a fazer um esforço no sentido de dotar com equipamento de DAE todas as suas ambulâncias e as dos parceiros que com ele colaboram no sistema integrado de emergência médica", tendo já lançado "um concurso para aquisição de equipamentos de DAE destinados a essas viaturas".

O facto de apenas 18% das ambulâncias ter o aparelho é visto com preocupação pela Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME), para a qual o incumprimento da norma europeia 1789, de 2001 (relativa às viaturas médicas e ao seu equipamento), é só um dos problemas quando se fala de DAE.

"Os operacionais das ambulâncias também continuam a não ter cartões de operacionais de DAE como a lei exige", sublinhou Vítor Almeida, presidente da APME, comentando a publicação, há pouco mais de um ano, do decreto-lei relativo à utilização de desfibrilhadores automáticos externos por não médicos em ambiente extra-hospitalar.

"Aquilo que nós esperávamos, no ano passado, é que toda a rede de ambulâncias pré-hospitalares, incluindo a Cruz Vermelha e os Bombeiros, fosse rapidamente apetrechada e os seus profissionais formados nessa área, mas as únicas que têm desfibrilhador em grande escala são as do INEM operadas por tripulantes de ambulância de emergência médica com o curso de DAE", explicou à Lusa.

Assegurando que "os tripulantes de ambulância de socorro e os tripulantes de ambulância de transporte que efetuam o serviço em ambulâncias da Cruz Vermelha e dos Bombeiros continuam a não estar interligados com a rede de DAE", Vítor Almeida considerou "os resultados, nesta fase, extremamente dececionantes".

Perante a situação, "aquilo que o Ministério da Saúde deve fazer é tornar a desfibrilhação automática externa obrigatória, em concordância com a lei europeia, para qualquer ambulância que efetue serviço de emergência médica pré-hospitalar", um passo que tem de ser dado "muito rapidamente".

Na opinião do responsável, o diploma n. 188/2009, de 12 de agosto, relativo à colocação de desfibrilhadores em espaços públicos, justifica-se, mas há outros aspetos a tratar antes de se insistir na sua aplicação.

"Se a própria rede de emergência pré-hospitalar continua a não responder àquilo que são exigências internacionais, como é que podemos criticar as empresas privadas e os espaços públicos por não terem DAE? Não podemos criticar. Os primeiros a falhar são os próprios intervenientes no socorro", afirmou.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 04, 2010, 10:56:16 pm
Portugal gasta em saúde menos de metade que a Noruega


Portugal gasta menos de metade em serviços de saúde por pessoa do que os Noruegueses, que voltam a ocupar o primeiro lugar do ranking sobre bem-estar das populações realizado anualmente pelas Nações Unidas.

Em Portugal, a despesa na saúde per capita em 2007 era de 2284 dólares anuais (cerca de 1600 euros), enquanto que na Noruega este valor sobe para os 4763 dólares (cerca de 3340 euros). Mas são os americanos que investem mais neste sector: 7285 dólares (cerca de 5107 euros) em 2007.

Os números aparecem no Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, que este ano avaliou a situação de 169 países no que toca ao bem-estar das populações, colocando Portugal em 40º lugar no ranking. Portugal desceu seis lugares em relação ao ano passado, mas mantêm-se no grupo dos países de “desenvolvimento humano muito elevado”.

Nos itens sobre o número de médicos e de camas para cada cem mil pacientes a realidade nacional é muito aproximada à dos que estão no topo da tabela: em Portugal há 34 médicos e 35 camas hospitalares, contra as 39 profissionais de saúde e 39 camas na Noruega.

Num outro quadro, que questiona a qualidade dos serviços de saúde, 64 por cento dos portugueses disse estar satisfeito.

O Relatório de Desenvolvimento Humano é publicado anualmente pelas Nações Unidas desde 1990 e avalia a situação dos países através do Índice de Desenvolvimento Humano, que pretende perceber o bem-estar de uma população.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Camuflage em Novembro 04, 2010, 11:23:57 pm
Comparação ridicula... mas a realidade é que se tivéssemos petróleo como eles, seria tudo igual com uma maior desfasamento entre ricos e pobres.
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 05, 2010, 12:26:43 pm
Então diz isso ao governo, é que até agora não permitiram a exploração de crude no Algarve.

 :evil:
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 12, 2010, 11:26:35 pm
Pedro Nunes defende "reinvenção" do Serviço Nacional de Saúde


O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) considera que a empresarialização dos hospitais foi um erro e defende a «reinvenção do modelo anterior» do Serviço Nacional da Saúde, aproveitando os mecanismos que permitiam que funcionasse bem.

«Esta dita reforma foi meramente um exercício de contabilidade criativa para retirar os hospitais do défice, mas é um verdadeiro erro do ponto de vista organizacional que se vai pagar caríssimo», disse Pedro Nunes em entrevista à agência Lusa, a escassos dias de deixar o cargo, ao qual não se recandidatou.

Para Pedro Nunes, tem de se «reencontrar o que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tinha de positivo e os mecanismos que permitiam que funcionasse bem». «Esse modelo era bom e nós, em vez de o valorizarmos, estamos a destruí-lo. Temos de reinventar o nosso modelo e repor uma cultura médica e não uma cultura de gestão, porque os doentes não são parafusos, nem porcas», comentou.

Do ponto de vista político, os autores da reforma - Luís Filipe Pereira (PSD) e Correia de Campos (PS) - criaram «um enorme problema ao SNS, com gastos brutais que o tornam verdadeiramente insustentável».

«Quem o fez, fê-lo de uma forma bem intencionada, mas foi um erro e há que repor as vantagens do sistema anterior», que apostava no desenvolvimento profissional dos médicos ao longo da vida, em equipas estáveis e em profissionais dedicados exclusivamente ao serviço público em determinadas áreas.

Para Pedro Nunes, persistir neste modelo vai fazer com que «o SNS passe a ser muito mais caro, muito mais ineficiente e com muito mais risco».

«Muito pior do que errar é persistir no erro até não ter solução», frisou.

Pedro Nunes argumentou que Portugal «não tem capacidade económica para sustentar a resposta solidária», uma vez que «99 por cento dos portugueses não têm capacidade económica de fazer face às suas despesas de saúde se tiverem uma situação grave e prolongada».

Para o bastonário, tem de haver uma «redistribuição baseada na solidariedade coletiva e isso só é possível com um SNS público, que tem de existir, mas tem de ser sustentável».

E para não se gastar dinheiro «inutilmente», o bastonário defende a criação de uma «agência de avaliação de tecnologias», como já existe em Inglaterra e na Dinamarca, que diga quais são as tecnologias úteis e em que condições devem ser utilizadas.

Pedro Nunes referiu-se ainda à formação dos clínicos, área em que identifica «erros muito graves». «Neste momento, temos alunos nas faculdades de medicina que chegam e sobejam para as nossas necessidades», mas «estamos a deixar reformar relativamente cedo» os médicos.

«Quando estes jovens entrarem nos hospitais e centros de saúde para fazerem a sua especialidade, não vão encontrar os mais velhos para os ensinar», disse.

Em contrapartida, há «coisas ridículas», como importar médicos de Cuba, Colômbia e da Ucrânia a que estão a ser atribuídos títulos de formação médica «sem qualquer critério».

«São pessoas que não conhecem a realidade portuguesa e não se vão manter no SNS. Vêm tentar ganhar o mais possível no menos tempo possível e assim que as condições forem melhores vão para outro país», comentou.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 13, 2010, 11:34:40 pm
4 candidatos a bastonário com propostas distintas


Os quatro candidatos a bastonário dos médicos - Isabel Caixeiro, José Manuel Silva, Manuel Brito e Jaime Teixeira Mendes - apresentam propostas distintas para a Ordem, mas em comum têm a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e das carreiras médicas.

O bastonário que for eleito na quarta-feira para o triénio 2011/2014 substituirá Pedro Nunes e dirigirá uma Ordem em que estão inscritos mais de 40 mil médicos.

Isabel Caixeiro, que presidiu nos últimos seis anos à Secção Sul da Ordem dos Médicos (OM), quer “reposicionar os valores da medicina e dos médicos na sociedade em detrimento dos valores económicos que ultimamente têm estado mais em vigor”. Defende ainda carreiras para os médicos mais jovens e a sustentabilidade do SNS, com a OM a colaborar como “parceiro na definição de qual será a melhor maneira para que não sejam feitos cortes cegos que limitem a qualidade dos cuidados”.

Outra proposta desta especialista em medicina geral e familiar é a extinção da Entidade Reguladora da Saúde: "Não tem qualquer utilidade prática” e é “uma má utilização dos dinheiros públicos”, diz.

José Manuel Silva preside à Secção Centro há três anos e candidatou-se por considerar que é preciso “modernizar” a OM.

“Quero uma ordem muito mais interventiva, que seja um parceiro ativo na definição das políticas de saúde, que seja incómoda, que por cada crítica apresente uma proposta construtiva”, diz o professor da Faculdade de Medicina de Coimbra.

O especialista em medicina interna defende um organismo “rigorosamente independente, que se preocupe com o futuro dos médicos, sobretudo os mais jovens, e dos doentes e da qualidade da saúde e da formação pré e pós-graduada”.

“Uma Ordem que se preocupe com o futuro do SNS e o seu enquadramento no sistema nacional de saúde” e que se oponha à “abertura de mais faculdades de medicina”.

O médico diz que se esperam “tempos difíceis” e que a OM precisa de um “líder lúcido, afirmativo, incómodo, exigente, com qualidade e com um percurso profissional que confirme essa qualidade”.

Quanto a Manuel Brito candidata-se por estar “muito desiludido” com a “atitude e desempenho da OM nos últimos anos”.

O cirurgião propõe, assim, um novo ciclo com uma “matriz clara: a OM tem de defender essencialmente e de forma nuclear a medicina das boas práticas, mais humanizada e acessível a todos”.

A instituição, sublinha, tem de defender “um sistema de saúde ao qual todos os portugueses tenham acesso”. Para isso, tem de ser “estruturada, muito mais presente junto dos médicos e das instituições e respeitada pela sociedade e ouvida pelo poder político”.

“No momento que estamos a viver, de cortes na área da saúde, penso que a OM assume um protagonismo fundamental, para que os cortes não sejam cegos”, afirmou.

A candidatura do pediatra Jaime Teixeira Mendes defende a qualidade da medicina, a continuação da defesa das carreiras médicas na perspetiva técnico-científica e a defesa do SNS como “um garante de equidade, um pilar da saúde, e uma referência essencial na formação dos médicos”.

Jaime Mendes garante que a primeira medida que tomará como bastonário será promover uma auditoria externa às contas da Ordem. A segunda será a constituição de uma comissão alargada para a revisão dos estatutos.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2011, 04:45:56 pm
Portugueses vão ter dados clínicos informatizados em 2012


Dentro de dois anos os portugueses deverão ter os seus dados clínicos disponíveis num sistema informático acessível a qualquer profissional de saúde público ou privado, disse hoje à Lusa o coordenador do projecto.

"O que está apontado é que até final de 2012 consigamos ter um conjunto de dados mínimo para cada doente. Algo como os diagnósticos, prescrição, alergias e vacinas, por exemplo", declarou à agência Lusa o coordenador nacional do Registo de Saúde Electrónico, Luís Campos, cuja nomeação foi hoje publicada em Diário da República.

O Registo de Saúde Electrónico pretende ser um serviço informático que terá a informação de saúde essencial de cada cidadão, tornando-a acessível sempre que seja necessário.

Para Luís Campos, este é um investimento "útil" nesta fase da economia portuguesa porque contribui para reduzir a despesa dos serviços de saúde e estimula o sector das empresas dos sistemas de informação.

Apesar de não adiantar estimativas dos montantes a investir, o responsável refere que o projecto terá "um retorno que pode chegar aos 200%".

Além de aproveitar a informatização já feita nos serviços de saúde, o projecto vai permitir, por exemplo, evitar a repetição desnecessária de exames médicos.

Terá ainda, refere Luís Campos, "um enorme impacto na continuidade e melhoria dos cuidados e da segurança dos doentes".

"Uma das grandes vantagens deste projecto é que é nacional e diz respeito a cada um dos 10 milhões de portugueses, independentemente se são tratados no Serviço Nacional de Saúde ou nos privados", adianta o coordenador.

Numa primeira fase, até final de 2012, pretende conseguir-se dar acesso a um conjunto mínimo de dados sobre cada cidadão, mas o projecto vai expandir-se até 2015 e será necessário lançar concursos públicos para a criação de uma plataforma tecnológica.

A confidencialidade e segurança dos dados são preocupações centrais deste projecto, diz Luís Campos, que conta com o apoio da Comissão Nacional de Protecção de Dados.

"Terá um impacto muito positivo ao nível da garantia de confidencialidade de dados e possibilidade de níveis de acesso conforme o perfil de cada profissional", salienta.

Neste momento isso não acontece: "os processos clínicos andam nos hospitais e há muita gente que tem acesso, sem diferenciação", justifica.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 20, 2011, 10:37:18 pm
Governo desmente chegada de enfermeiros paquistaneses


O gabinete do primeiro-ministro garante que "o Governo português não estabeleceu com o Governo do Paquistão qualquer acordo para a vinda de enfermeiros paquistaneses" para Portugal.

Numa carta enviada à bastonária da Ordem dos Enfermeiros, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, esclarece também que não foi constituído "qualquer grupo de trabalho para esse efeito ou, sequer, para estudar o assunto".

"As notícias veiculadas em Portugal acerca deste assunto tiveram origem na imprensa paquistanesa e não resultam de qualquer nota ou informação veiculadas pelo gabinete do primeiro-ministro", acrescenta a carta dirigida a Maria Augusta de Sousa.

A Associated Press of Pakistan informou na terça-feira passada que o Paquistão e Portugal tinham constituído um grupo de trabalho conjunto para estudar a possibilidade de enviar enfermeiras qualificadas para Portugal.

A decisão teria sido tomada numa reunião entre o Presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorreu na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi.

Na sequência dessa notícia, a Ordem dos Enfermeiros (OE) condenou o "hipotético recrutamento" de enfermeiros paquistaneses para Portugal e solicitou um "esclarecimento urgente" ao primeiro-ministro sobre esta situação.

Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros manifestou “total repúdio sobre a possibilidade de se contratarem enfermeiros paquistaneses para virem trabalhar em Portugal”, considerando ser uma “situação inadmissível”.

Lembrou que, atualmente, “existem em Portugal enfermeiros que se encontram no desemprego devido à não abertura de vagas para serviços de saúde que o Governo sabe – por estudos que o Ministério da Saúde já realizou – estão cronicamente deficitários de cuidados de enfermagem”.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Desertas em Janeiro 21, 2011, 11:59:39 am
Citação de: "Lusitano89"
Governo desmente chegada de enfermeiros paquistaneses


O gabinete do primeiro-ministro garante que "o Governo português não estabeleceu com o Governo do Paquistão qualquer acordo para a vinda de enfermeiros paquistaneses" para Portugal.

Numa carta enviada à bastonária da Ordem dos Enfermeiros, a que a agência Lusa teve hoje acesso, o gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates, esclarece também que não foi constituído "qualquer grupo de trabalho para esse efeito ou, sequer, para estudar o assunto".

"As notícias veiculadas em Portugal acerca deste assunto tiveram origem na imprensa paquistanesa e não resultam de qualquer nota ou informação veiculadas pelo gabinete do primeiro-ministro", acrescenta a carta dirigida a Maria Augusta de Sousa.

A Associated Press of Pakistan informou na terça-feira passada que o Paquistão e Portugal tinham constituído um grupo de trabalho conjunto para estudar a possibilidade de enviar enfermeiras qualificadas para Portugal.

A decisão teria sido tomada numa reunião entre o Presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, e José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorreu na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi.

Na sequência dessa notícia, a Ordem dos Enfermeiros (OE) condenou o "hipotético recrutamento" de enfermeiros paquistaneses para Portugal e solicitou um "esclarecimento urgente" ao primeiro-ministro sobre esta situação.

Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros manifestou “total repúdio sobre a possibilidade de se contratarem enfermeiros paquistaneses para virem trabalhar em Portugal”, considerando ser uma “situação inadmissível”.

Lembrou que, atualmente, “existem em Portugal enfermeiros que se encontram no desemprego devido à não abertura de vagas para serviços de saúde que o Governo sabe – por estudos que o Ministério da Saúde já realizou – estão cronicamente deficitários de cuidados de enfermagem”.

Lusa


Quem é que ainda acredita neste governo ? É practicamente impossível !
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 22, 2011, 04:27:50 pm
Médicos estrangeiros representam 9,3% dos clínicos


O número de clínicos estrangeiros registados em Portugal passou de 3.736 em 2008 para 3.937 em 2010, representando 9,3 por cento da totalidade dos médicos com autorização para exercer no país. A grande maioria é oriunda da União Europeia.

Dados da Ordem dos Médicos (OM) avançados à agência Lusa indicam que em 2008 estavam inscritos 39.473 médicos, dos quais 3.736 eram estrangeiros, número que subiu para 3.842 (de um total de 40.664) em 2009 e para 3.937 (de 42.031 registados) em 2010.

A grande maioria é oriunda de países da União Europeia, principalmente de Espanha, e tem vindo a subir: em 2008 eram 2.355, número que subiu para 2.382 em 2009 e para 2.426 em 2010.

Também o número de médicos brasileiros tem vindo aumentar, passando de 562 em 2008, para 621 em 2009 e 657 em 2010.
O mesmo se passa com os clínicos provenientes da América do Sul: 106 em 2008, 150 em 2010. Este aumento também se deve ao facto de o Ministério da Saúde (MS) estar recorrer a médicos deste continente para suprir a falta de profissionais.

“A contratação de médicos estrangeiros faz parte dessa estratégia e, por isso, estão atualmente em Portugal a exercer a especialidade de medicina geral e familiar médicos provenientes do Uruguai e de Cuba”, afirmou uma fonte do MS à Lusa.

Questionada sobre se está prevista a vinda de mais médicos estrangeiros, a fonte adiantou que, “de acordo com as necessidades evidenciadas, o Ministério da Saúde tem continuado o processo de identificação de médicos, em vários países, não estando, até ao momento, nenhum processo concluído”.

Segundo os dados da OM, são cada vez menos os médicos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) inscritos em Portugal. Em 2008, eram 429, número que desceu para 382 em 2010.

Estavam ainda registados, em 2010, em Portugal 238 médicos de países europeus (fora da UE), cinco africanos, 18 asiáticos, dois australianos e 21 da América do Norte.

Uma fonte da OM explicou que o facto de os médicos estarem registados em Portugal não significa que estejam todos a exercer. Há muitos médicos que se inscrevem para tirar a especialidade e depois regressam ao país de origem, sobretudo os dos PALOP.

O MS tem vindo a desenvolver medidas para colmatar a falta de médicos: aumentou o número de vagas nas universidades de Medicina, criou novos cursos de medicina e construiu mecanismos que permitiram o reingresso, no Serviço Nacional de Saúde, dos médicos reformados ou que pediram a reforma antecipada.

Para o novo bastonário da OM, é preciso “analisar com números onde é que há dificuldades em termos de número de profissionais e como elas podem ser supridas”.

“Eu tenho proposto, e espero que isso aconteça neste novo ciclo da Ordem dos Médicos, que haja uma reunião tripartida entre Governo, a OM e os sindicatos médicos para discutir essas questões”, disse à Lusa José Manuel Silva.

Relativamente à vinda de médicos estrangeiros, o novo bastonário afirmou que não tem nenhuma objeção “desde que se cumpra a legislação em vigor”.

Mas, defendeu, “é necessário que haja uma programação da demografia médica, a médio e a longo prazo, para que não surjam mais estas dificuldades transitórias, que já estão a médio prazo amplamente compensadas pelos excessivos números clausus que já existem neste momento nas faculdades de Medicina”.

Para o novo bastonário, ”é absolutamente determinante, para bem da qualidade e da defesa dos doentes, que haja uma adequação entre o número de médicos e a necessidade para prestar cuidados de saúde à população com qualidade, acessibilidade e rapidez”.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 18, 2011, 05:30:39 pm
Hospitais devem mais de mil milhões de €€€ à indústria farmacêutica



Os hospitais devem à indústria farmacêutica mais de mil milhões de euros e os prazos médios de pagamento são superiores a um ano quando deviam ser de um máximo de três meses, revelou a associação do sector. Segundo o presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, a dívida dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde aos laboratórios que fornecem os medicamentos é actualmente de 1.060 milhões de euros. Quanto aos prazos médios de pagamento, situam-se entre os 380 e os 400 dias.

«A indústria encara isto de forma muito preocupada, em certos casos dramática. É uma situação dificilmente compreensível num contexto económico normal. Numa altura de crise financeira é extremamente preocupante, porque os instrumentos que os agentes económicos tinham ao seu dispor para ultrapassar estas dificuldades de falta de pagamento, hoje em dia, com dificuldade de financiamento da banca, tornam-se muito mais complicados», comentou em entrevista à agência Lusa o representante da indústria.

Contudo, João Almeida Lopes rejeita que os laboratórios equacionem ameaçar cortar o fornecimento de medicamentos aos hospitais: «Quando estamos a falar de medicamentos que podem salvar vidas, é difícil pensar em atitudes desse tipo».

Segundo a Apifarma, cerca de 1.500 trabalhadores da indústria farmacêutica em Portugal perderam o emprego no último ano.

Houve ainda duas companhias farmacêuticas estrangeiras que encerraram os seus escritórios em Portugal e outras três ou quatro que passaram a ter mais actividade a partir de Espanha.

Neste momento, os laboratórios farmacêuticos empregam em Portugal cerca de 11 mil pessoas, a maior parte com elevadas qualificações, segundo o presidente da associação da indústria farmacêutica.

João Almeida Lopes estima um decréscimo do mercado em 20 por cento no primeiro trimestre deste ano, que, diz, continuará certamente a ter reflexos nos postos de trabalho.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 18, 2011, 09:15:43 pm
Centros de saúde de Lisboa e Algarve contratam mais de 40 médicos colombianos


Quarenta e dois médicos colombianos começam esta semana a trabalhar em centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve, as áreas com «maior carência» de médicos de família, avançou fonte do Ministério da Saúde. Dados do Ministério da Saúde indicam que a maioria dos médicos (29) fica a exercer nos centros de saúde da região de Lisboa e Vale do Tejo: quatro em Algueirão/Rio de Mouro, três em Odivelas, três em Almada, três em Arco Ribeirinho, três em Seixal/Sesimbra, três em Setúbal/Palmela e três na Amadora.

Dois médicos exercerão actividade em centros de saúde de Sintra, um em Cascais, um em Lisboa Oriental, um em Queluz/Cacém, outro em Lisboa Norte e outro em Oeiras.

Os restantes médicos (13) ficam no Algarve: Cinco em Lagos, três em Portimão, dois em Loulé, dois em Albufeira e um em Silves.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde adiantou que se trata de «um primeiro grupo de 42 médicos colombianos que foram seleccionados e cuja licenciatura foi reconhecida por uma faculdade de medicina portuguesa e a inscrição aceite na Ordem dos Médicos, num percurso de selecção e verificação das suas capacidades técnicas que foi muito exigente».

Estes 42 profissionais começarão a sua actividade de imediato e com um objectivo: Facilitar o acesso de portugueses que não têm médico de família a cuidados de saúde nos centros de saúde, disse Manuel Pizarro. Adiantou ainda que os clínicos estão distribuídos pelas regiões do país «onde existe hoje uma maior carência de médicos de família».

Manuel Pizarro sublinhou que a contratação destes médicos estrangeiros não representa «qualquer risco de natureza económica»: «Em muitos casos, estes profissionais permitem diminuir a despesa que nós hoje realizamos com horas extraordinárias e com a contratação de prestação de serviços».

«Há aqui até um equilíbrio económico com melhoria das condições de atendimento», frisou.

Segundo o governante, a actividade assistencial destes médicos garantirá, não apenas o acompanhamento regular de famílias e de utentes, mas também, em muitos casos, facilitará a existência de modelos de atendimento nos centros de saúde.

Estes modelos, explicou, «permitirão acorrer a pessoas que não têm médicos de família, com a organização de consultas abertas e outros moldes de atendimento».

O contrato com os clínicos tem a duração de três anos. «É o período que nós estimamos que seja de maior dificuldade», disse, lembrando as medidas tomadas para colmatar a falta de médicos, como o aumento do número de vagas de Medicina de 1.100 para 1.700 ou a criação de novos cursos no Algarve e Aveiro. Recordou ainda que triplicou o número de clínicos que está a fazer a especialização em Medicina Familiar.

Manuel Pizarro avançou que, nas próximas semanas, o programa de recrutamento de médicos no estrangeiro prosseguirá de modo a cumprir o objectivo de «facilitar o acesso das pessoas a cuidados de saúde nos centros de saúde».

«Nós estamos a trabalhar em vários países num processo muito rigoroso e muito exigente de selecção de médicos e iremos dando conta da informação conforme os contractos sejam fechados e as situações estejam completamente regularizadas».

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 02, 2011, 10:17:17 pm
Projecto português financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates


O investigador João Gonçalves, da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Medicina Molecular em Lisboa, acaba de receber um financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates para desenvolver nanopartículas com propriedades terapêuticas capazes de eliminar o vírus HIV-1 de indivíduos infectados.

Em entrevista ao Ciência Hoje, o cientista afirmou que o projecto intitulado «Nanotechnology against viral latency: Sensor strategies to eliminate HIV-1 infected cells», escolhido entre os 2500 apresentados para ser financiado pela fundação, na sexta ronda do programa mundial Grand Challenges Exploration, “pretende curar a SIDA”.

De acordo com João Gonçalves, “a latência viral é um processo pelo qual o HIV-1 fica residente nos linfócitos e não se replica activamente. Quando as condições são propícias as células ficam activadas e o vírus replica-se. Estas células são chamadas de santuários do HIV-1 porque o vírus pode ficar ‘escondido’ do sistema imunitário nesses locais durante toda a vida do doente. Desse modo, a SIDA é considerada uma doença incurável porque o vírus não pode ser eliminado do organismo. O projecto propõe alterar esta situação, matando as células que estão infectadas pelo HIV-1 de modo a eliminar o vírus dos doentes infectados. As células que não estão infectadas serão poupadas a esta estratégia”.

Duas estratégias

O projecto utiliza “duas estratégias que podem ser complementares ou actuar de forma independente”, explicou o professor. A primeira inclui “a utilização de nanopartículas ou particulas tipo-vírus com anticorpos à superfície onde é incorporado um plasmideo que codifica o activador viral. Quando este activador viral é expresso vai actuar sobre o promotor do vírus integrado na célula activando a expressão viral. Em resposta, o vírus produz as suas proteínas e estas irão actuar especificamente sobre o promotor do plasmideo terapêutico que induz a expressão de uma toxina, matando as células infectadas. Aquelas células que poderão receber o plasmideo, mas que não tenham o vírus incorporado não serão mortas porque não expressam proteínas virais e deste modo não activam a expressão da toxina”.

A segunda estratégia passa pela “utilização de nanopartículas ou partículas tipo-vírus com anticorpos à superfície onde é incorporado um plasmideo que expressa uma proteína de dedos de zinco construída por nós que reconhece regiões específicas do ADN viral. Quando estas proteínas reconhecem essas sequências conservadas no HIV-1 ligam-se ao ADN e activam uma enzima que vai clivar o pró-farmaco Ganciclovir e matar a célula”. Nesta estratégia, acrescentou, “não é necessário sequer activar o vírus, basta que estas proteínas que actuam como sensores possam detectar a sequência de ADN viral”.

A terapia inovadora foi financiada em cem mil dólares e durará 12 meses. “Está neste momento em desenvolvimento e levará mais um ano até que esteja realizada a primeira parte da validação laboratorial”, adiantou João Gonçalves. “Após esta fase, os resultados serão avaliados e dependendo da sua eficácia, os ensaios in vivo serão financiados pela Fundação Bill and Melinda Gates”, desta vez com um milhão de dólares, explicou.

Para o investigador, “este financiamento permite, em termos práticos, arriscar numa ideia pouco ortodoxa e audaz para a cura de doenças virais e testar, na prática, hipóteses e tecnologias que poderão desenvolver terapêuticas mais eficazes, não só contra vírus mas também contra o cancro”. Mais acrescentou: “Em termos científicos, significa o reconhecimento de uma ideia ambiciosa num campo extremamente competitivo como é o HIV-1”.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 20, 2011, 08:12:12 pm
Médicos colombianos vão ter o mesmo salário dos portugueses


A ministra da Saúde esclareceu que os médicos colombianos que foram contratados vão receber o mesmo salário dos médicos portugueses, afastando assim os receios da Ordem dos Médicos em relação a salários diferenciados entre os clínicos.
“O valor que vamos pagar aos médicos que vêm é o mesmo valor do dos médicos que fazem 40 horas”, afirmou aos jornalistas Ana Jorge.

A Ordem dos Médicos, citada na edição de hoje do Correio da Manhã, denunciou que a contratação de 82 médicos colombianos representa para o Estado um gasto de 3,2 milhões de euros, mais 1,2 milhões do que os 2,06 milhões pagos ao mesmo número de médicos portugueses com especialidade em medicina familiar.

Segundo a Ordem, os médicos colombianos vão receber um vencimento mensal de 2.800 euros, contra os 1.800 dos portugueses.

A ministra da Saúde adiantou que o facto de existir “tantas reformas antecipadas” entre os médicos portugueses está a contrariar as previsões do Governo de em 2014/2015 ter médicos de família suficientes no país.

“Provavelmente será mais tarde, em 2016 ou 2020, mas eu espero que seja antes, em 2016”, disse.

A ministra falava na quinta-feira à noite na Lourinhã, à margem de uma conferência sobre saúde em que participou como oradora, promovida no âmbito da discussão do Plano Estratégico da Lourinhã.

Há um mês chegou a Portugal um grupo de 42 médicos colombianos e está a prevista a chegada de mais 40 clínicos que serão distribuídos pelas zonas "mais carenciadas" do país, como Lisboa, Alentejo e Centro.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 30, 2011, 10:36:49 pm
Instituto de Investigação e Inovação em Saúde começa a funcionar em 2014


Com a assinatura de um protocolo de co-financiamento deu-se hoje “um passo decisivo” para a concretização do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde - I3S. Envolvendo os institutos IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto), INEB (Instituto de Engenharia Biomédica) e IBMC (Instituto de Biologia Molecular e Celular), bem como a Universidade do Porto e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o consórcio beneficia de fundos comunitários para a construção do seu futuro edifício.

Carlos Lage, presidente da CCDR-N e o reitor da Universidade do Porto (UP) José Marques dos Santos foram os protagonistas da assinatura.

O reitor da UP acredita que em 2014, o edifício do I3S será inaugurado já com todas as suas valências e pronto a funcionar. Com esta assinatura ficam garantidos 17,2 milhões de euros de apoio à construção e instalação do edifício.

Nele vão trabalhar 280 doutorados (60 por cento dos quais se dedicarão exclusivamente à investigação), 250 bolseiros, 100 técnicos e diverso pessoal administrativo.

Carlos Lage acredita que, agora, “o I3S é mais do que um projecto, é uma realização em marcha”, que só foi possível devido ao empenho, em 2007, dos directores dos institutos envolvidos: Mário Leite (INEB), Alexandre Quintanilha (IBMC) e Sobrinho Simões (IPATIMUP).

O projecto, que vai assumir-se como uma nova unidade orgânica da Universidade do Porto, foi “acarinhado a nível central, mas foi realizado a nível regional, o que prova que podem ser tomadas resoluções a este nível”. Lage defende que o I3S vai aumentar a visibilidade da região norte, tanto em Portugal como no estrangeiro.

A instituição será vanguardista a nível tecnológico, utilizando tecnologia emergente nos domínios da genética, imunologia, bio-imagem, bio-materiais, oncobiologia, entre outras. As doenças neurodegenerativas, oncológicas, infecciosas estão na mira das investigações.

Cláudio Sunkel, actual director do IBMC, manifestou a sua satisfação pelos “três anos de união de facto” que se transformaram hoje em “casamento”. Este trabalho de “aproximação entre os institutos foi feito numa altura em que outras estruturas se separam”, referiu. Esta aproximação é importante “devido ao carácter multidisciplinar das ciências através do qual é possível encontrar soluções para o futuro”.

Defendeu também que “o I3S será um instituto inclusivo, um pólo de desenvolvimento onde as três instituições que a compõem não ficarão fechadas em si próprias. Quer ser um sítio de acolhimento, um pólo de mobilidade para os investigadores da Universidade do Porto”.

Por fim, José Marques dos Santos referiu-se à crise (económica), defendendo que este é o “momento ideal para investir, para ajudar o país”. Foi necessária “muita resistência e resiliência, mas quando se acredita a sério num projecto ele acaba por se concretizar”. O reitor acredita que o I3S vai contribuir para o aumento da produção científica do nosso país: “a UP publica 20 por cento dos artigos nacionais em revistas científicas, mas a produção per capita ainda está longe de ser satisfatória”. O I3S é, para Marques dos Santos, mais um passo para se realizar um dos seus objectivos: que a UP se situe entre as melhores universidades do mundo até 2020.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 11, 2011, 01:12:09 pm
Portugal tem reserva de sangue para eventual catástrofe


O Instituto Português de Sangue (IPS) dispõe de uma reserva estratégica nacional que permite acudir a uma eventual catástrofe, disse o presidente do IPS, que não recebeu qualquer alerta sobre a bactéria E.coli. «O país tem uma reserva estratégica que garante as necessidades numa eventual situação de catástrofe», disse apenas o presidente do IPS, Álvaro Beleza, quando questionado sobre o apelo das autoridades de saúde alemãs para que a população dê sangue, na sequência do surto da infecção pela bactéria E.coli.

Portugal não tem qualquer problema de falta de sangue, mas vai promover uma campanha no verão porque precisa investir na renovação dos dadores. Actualmente, os stocks de sangue garantem as necessidades durante uma semana a dez dias, mas é preciso «estar sempre em campanhas de sensibilização» para que nada falhe, disse o responsável.

A Alemanha - o país mais afectado pelas infecções com a bactéria E.coli, com 29 vítimas mortais, tem registado centenas de novos casos nos últimos dias. A maioria dos casos surge no Norte do país.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 14, 2011, 12:43:41 pm
Metade do sangue recolhido em Portugal não é aproveitado


Metade do sangue recolhido em Portugal não é aproveitado pelo facto de não haver uma unidade de processamento de plasma, avança hoje o Jornal de Notícias. Em declarações ao jornal, Joaquim Moreira Alves, presidente da Federação das Associações de Dadores de Sangue, afirmou que já foi reclamado «uma unidade de fraccionamento ou, como esta é muito onerosa, uma solução mais simples, que é um protocolo com um laboratório estrangeiro, para que o plasma exportado regresse sob a forma de medicamentos plasmáticos».

No entanto, há dois meses que nem todo o sangue é desperdiçado. O Instituto Português do Sangue (IPS) processa uma parte e está a preparar-se para fornecer aos hospitais, a partir de Setembro, cerca de 90 mil unidades de plasma inteiro o que vai permitir poupar 18 milhões de euros.

Moreira Alves, vice-presidente da Federação Internacional das Associações de Dadores de Sangue, defende que «devemos apostar no aproveitamento de todo o nosso sangue, que é extraordinariamente seguro», acrescentando que Portugal é o país que «mais evoluiu nos últimos 20 anos».

Apesar desta situação, Portugal é auto-suficiente e tem sangue de qualidade garantido por meio milhão de dadores. Contudo, para manter esta tendência, é necessário manter o ritmo de colheita de 400 mil pessoas por ano.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 15, 2011, 05:48:30 pm
Portugal tem excesso de hospitais e é necessário encerrar alguns
 

O presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) defende que Portugal tem excesso de hospitais e considera que é necessário encerrar algumas unidades sem que se ponha em causa o acesso dos cidadãos aos cuidados.

Segundo Jorge Simões, mais de metade dos 278 concelhos portugueses são abrangidos por mais do que um estabelecimento hospitalar financiado pelo Serviço Nacional de Saúde, o que pode indicar excesso de oferta.

Os dados foram apresentados hoje durante uma conferência em Lisboa, promovida pelo Instituo Nacional de Administração, sobre as medidas acordadas entre o Governo e a troika (constituída pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia).

Para o presidente da ERS, esta é uma "boa ocasião para tomar decisões difíceis", por isso espera que o próximo Executivo tenha coragem.

Apesar de estar convencido que a rede hospitalar é excessiva, Jorge Simões diz que é ainda preciso fazer estudos técnicos caso a caso.

"As pessoas têm de perceber que Portugal está a passar por uma situação de grande dificuldade", alerta o responsável, lembrando que os cidadãos devem compreender que a segurança nos cuidados de saúde è fundamental.

"Não faz sentido ter a 15 minutos de um hospital outro pequeno hospital com um ou dois pediatras ou com um ou dois obstetras e que não dê resposta com qualidade necessária e que crie despesa que não faz sentido", exemplificou, em declarações à agência Lusa.

Na opinião do presidente da ERS, encerrar "meia dúzia de pequeníssimos hospitais não causa problemas graves às pessoas".

Para que isto seja entendido é necessário entrar em conversações com os autarcas das zonas onde haja encerramentos, explicando as razões.

Outra medida defendida por Jorge Simões é a utilização mais eficiente das profissões de saúde, alargando por exemplo as funções dos enfermeiros.

"É necessária uma combinação mais eficiente dos profissionais. Algumas tarefas podem ser exercidas por pessoal não médico sem perda de qualidade", sugere.

Diário Económico
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 16, 2011, 09:10:58 pm
Despesa com fármacos cai 20% e estado poupa 150 Milhões de €€€ até Maio


As despesas do Estado com medicamentos nas farmácias desceram mais de 20% nos primeiros cinco meses deste ano, o que representa uma poupança de cerca de 150 milhões de euros em relação ao ano passado, revelou hoje o Ministério da Saúde. O secretário de Estado da Saúde demissionário, Óscar Gaspar, revelou que, em termos comparáveis, este redução de Janeiro a Maio é superior a 170 milhões de euros, uma vez que este ano o Ministério está a assumir as despesas com a ADSE, o que não acontecia em 2010.

Estes dados foram revelados por Óscar Gaspar aos jornalistas no final de uma "visita de cortesia" à associação da indústria farmacêutica (Apifarma).

O governante demissionário acredita que estes números e o protocolo assinado com a Apifarma no início deste ano fazem com que não venha a ser necessário tomar medidas adicionais para reduzir a despesa com medicamentos.

Em Março, o Governo decidiu suspender por dois anos a revisão dos preços dos medicamentos, medida através da qual espera que o Estado poupe já este ano mais 100 milhões de euros.

Agora, o Executivo em fim de mandato vem reafirmar junto da indústria que, mesmo com as medidas da troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia), o acordo com a indústria se mantém e será suficiente para a redução da despesa.

Aliás, em declarações aos jornalistas, Óscar Gaspar assumiu as razões da visita de hoje: "Entendi que numa fase em que já passou algum ruído sobre o que está no documento da troika, valia a pena falarmos sobre os pressupostos e sobre as perspectivas".

Aproveitou ainda para sublinhar que "a própria troika saudou o acordo" assinado com o Ministério da Saúde e com a indústria, considerando que "não haverá necessidade de medidas adicionais".

Também o presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, sublinhou que "os objectivos expressos no memorando de entendimento com a troika estão a ser plenamente atingidos".

No memorando da troika, está ainda estabelecido uma alteração das margens de lucros das farmácias e grossistas, que permitirá uma poupança de 50 milhões de euros, lembrou o ainda secretário de Estado.

No próximo ano haverá contudo um novo critério para a fixação dos preços dos medicamentos, que terá de ser definido pelo novo Governo, alterando os países com os quais Portugal se compara.

"Não está previsto que haja revisão de preços em 2012, mas sim um novo critério", explica Óscar Gaspar.

Num comentário global às medidas da troika para o sector, considera que o documento "em nada abalou os alicerces do Serviço Nacional de Saúde".

"Antes pelo contrário. Obriga-nos a ganhar competitividade, eficiência, mas em nada abalou os alicerces. Não há nenhum intuito de privatização em Portugal, nem de passar a haver co-pagamentos, nem de emagrecimento da estrutura do SNS", concluiu.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 20, 2011, 07:30:29 pm
DGS: Não há em Portugal mosquitos com malária ou dengue


O subdiretor geral da Saúde garantiu hoje que nunca foram detetados mosquitos com vírus de malária ou dengue desenvolvidos em Portugal mas admitiu que o aquecimento geral do clima levou à criação de uma rede de vigilância permanente. “Temos alguns casos [de transmissão de malária ou dengue] que são ‘importados’ de doentes que apanharam a doença fora do país, mas dentro do nosso país não temos conhecimento de nenhuma situação que seja exclusivamente nossa”, afirmou à Lusa José Robalo.

O subdiretor da Direção Geral de Saúde (DGS) reagia às declarações do presidente do Instituto Português do Sangue que afirmou no domingo que doenças como a malária ou o dengue podem mesmo chegar a Portugal.

“Não temos essa certeza”, replicou José Robalo, sublinhando que existe “uma rede nacional de vigilância de vetores (mosquitos)” que apanha e identifica os mosquitos que andam a circular no país e, até hoje, “não temos nenhuma situação que seja autóctone”.

Segundo o presidente do Instituto Português do Sangue, Álvaro Beleza, “Portugal está a ter um clima cada vez mais tropical e isto é ótimo para os mosquitos. Calor e humidade”.

Alerta com que José Robalo concorda, lembrando que a criação, há três anos, da rede de vigilância nacional em conjunto com o Instituto Nacional de Saúde, de deveu precisamente ao facto de o clima em Portugal estar a tornar-se mais quente.

“Temos esta rede vetorial exatamente por isso, para ver se existe introdução no país de mosquitos que possam estar infetados e transmitir doenças”, concluiu.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2011, 04:52:45 pm
INEM conta poupar 1 milhão de euros


O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) conta poupar um milhão de euros reorganizando da escala de serviço dos seus técnicos, afirmou esta quarta-feira Miguel Soares Oliveira, presidente do instituto, na comissão parlamentar de Saúde. «O INEM vai poupar um milhão de euros só pelo exercício da redução de horas extraordinárias», afirmou Miguel Soares de Oliveira.

Segundo os dados do INEM, em 2011 conseguiu-se travar a tendência de crescimento anual das horas extraordinárias, e obter uma redução de 17 por cento comparativamente a 2010.

O presidente do INEM fez ainda uma referência às contratações de pessoal, afirmando que estas «contribuirão para a poupança de horas extraordinárias».

Ao mesmo tempo Soares Oliveira revelou que o número de chamadas para o INEM aumentou 5,2% no primeiro semestre de 2011, comparativamente a período homólogo, enquanto as chamadas desligadas antes de serem atendidas baixaram 17,5%.

O tempo de chegada dos meios de emergência ao local situou-se nos oito minutos nos meios urbanos e de 10 minutos nos meios rurais, dentro dos tempos recomendados internacionalmente.

A Bola
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 16, 2011, 01:10:44 am
Novo hospital de Lamego deverá abrir portas em Janeiro


O Hospital de Lamego, um projecto “inovador” que assenta nos serviços de ambulatório e representa um investimento de 42 milhões de euros, deverá entrar em funcionamento em Janeiro de 2012, disse hoje fonte hospitalar.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), Carlos Vaz, afirmou à Lusa que a obra de construção civil está praticamente concluída e que já foram abertos os concursos públicos internacionais para a aquisição dos equipamentos.

Este hospital, que fica situado junto ao nó da auto-estrada A24, vai dispor de cirurgia de ambulatório (três salas operatórias), além de consulta externa (14 gabinetes), urgência básica, hospital de dia e visitas domiciliárias.

A unidade vai assegurar a prestação de cuidados à população dos dez concelhos do Douro Sul. No que respeita às áreas de cirurgia de ambulatório, dará resposta a toda a área de influência do CHTMAD.

Segundo Carlos Vaz, as grandes áreas de desenvolvimento serão a “oftalmologia, ortopedia e cirurgia geral”, com aposta ainda para a ginecologia e otorrinolaringologia.

Este conceito, assente no reforço da prestação de serviços predominantemente em ambulatório, é considerado “inovador” e tem como objectivo reduzir o impacto do internamento na vida dos doentes e das suas famílias.

Em vez do internamento tradicional, terá uma unidade de cuidados continuados de convalescença, com capacidade para 30 camas.

Mas é precisamente este um dos factos que está a gerar descontentamento entre autarcas e a população de Lamego, que subscreveu uma petição que será entregue ao Ministério da Saúde.

O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, reuniu recentemente com o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, para expor preocupações relativas ao modelo funcional deste novo hospital e pedir à tutela para reequacionar o tipo de internamento.

O autarca não quer que as camas de cuidados continuados sejam incluídas na rede nacional, mas que sejam geridas directamente pelo CHTMAD “como uma unidade de internamento normal”.

“Entendemos que as 30 camas são insuficientes e que deviam ter pelo menos 50 a 60 polivalentes, mas isso aí já obriga a alterações que nós entendemos que são possíveis e que se podem fazer no futuro”, disse hoje à Lusa.

Francisco Lopes teme ainda que a concentração de todo o internamento na unidade de Vila Real possa causar “inúmeros problemas e dificuldades aos pacientes”.

Problemas esses que considerou que são agravados pela inexistência de transportes públicos que garantam a ligação do todo o Douro Sul e Vila Real e pela introdução, em breve, de portagens na A24.

Carlos Vaz apenas reiterou que, em relação ao Hospital de Lamego, “está a ser cumprido o projecto ministerial”.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 25, 2011, 09:43:45 pm
Governo prevê gastar 28 M€ na Linha Saúde 24


O Governo prevê gastar 28 milhões de euros nos próximos quatro anos de exploração da Linha Saúde 24, menos 16,6 milhões do que no contrato anterior, tendo autorizado hoje a abertura do concurso público internacional. O futuro contrato para exploração do Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde (Saúde 24) terá a duração de quatro anos e o montante máximo disponível é de 28.353.500 euros, determinou hoje o Conselho de Ministros.

No contrato anterior, com a empresa Linha de Cuidados de Saúde (LCS) e que termina hoje, o Ministério da Saúde previa gastar até 45 milhões de euros.

Até ao concurso público estar concluído, a LCS continuará a garantir o funcionamento do serviço, mas o Estado beneficiará de uma redução de 10% nos encargos.

Já esta semana, o director-geral da Saúde, Francisco George, tinha garantido à agência Lusa que o serviço público prestado pela Linha Saúde 24 não iria ser interrompido".

"Foi feita uma avaliação à produção e à satisfação dos utentes e todos os indicadores revelaram o sentido de oportunidade da continuação da Linha Saúde 24", disse.

A Linha Saúde 24 pretende responder às necessidades dos utentes, contribuindo para ampliar e melhorar a acessibilidade aos serviços e racionalizar a utilização dos recursos existentes através do seu encaminhamento para as instituições integradas no Serviço Nacional de Saúde mais adequadas.

A funcionar 24 horas por dia, os serviços contemplam a triagem, aconselhamento e encaminhamento dos utentes, aconselhamento terapêutico, assistência em saúde pública e informação geral de saúde e são assegurados por 346 enfermeiros e 24 enfermeiros supervisores.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 30, 2011, 09:20:41 pm
SNS deixa de entregar exames em papel em 2012


Os resultados de análises, radiografias e outros exames pedidos pelos médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão passar, no próximo ano, a ser enviados para os clínicos e utentes apenas por via electrónica, disse hoje fonte oficial.

Ainda sem data para vigorar, a alteração será a segunda fase do processo de requisição daqueles meios de diagnóstico apenas por via electrónica, que começa na quinta-feira, disse à agência Lusa o vice-presidente da Administração Central dos Sistemas de Saúde, Fernando Mota.

A alteração vai acabar com a necessidade de os utentes se deslocarem para irem “levantar” o resultado dos exames, podendo a eles aceder através de computador, tal como sucede com os médicos, que deixam de ter que transcrever as conclusões dos exames para o processo do doente, já que poderão anexá-lo informaticamente, especificou aquele responsável.

Ao contrário do que sucedeu com a prescrição electrónica de medicamentos, agora com os exames a situação deverá decorrer com menos sobressaltos, já que o universo de médicos envolvidos é constituído apenas pelos clínicos que trabalham no SNS, considerou Fernando Mota.

Além das vantagens para utentes e médicos, as inovações permitem um maior controlo sobre a prescrição de exames e funcionarão com dissuasor para eventuais fraudes, acrescentou. O bastonário da Ordem dos Médicos disse estar “menos preocupado” com eventuais problemas com o alargamento da prescrição electrónica aos exames do que quando se tratou dos medicamentos, já que agora só estão envolvidos os médicos do SNS.

“Trata-se de uma imposição do Estado a si próprio”, considerou José Manuel Silva. Salientou, no entanto, que o processo não irá funcionar a 100 por cento no início, tal como sucedeu com os medicamentos, mas disse esperar que o Ministério da Saúde salvaguarde forma de ultrapassar as situações em que o recurso aos meios informáticos não seja possível.

Fernando Mota disse que eventuais falhas no sistema informático serão ultrapassadas com o preenchimento manual das requisições para os exames em modelo oficial e específico para o efeito.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2011, 11:43:03 pm
Bastonário da OM defende imposto sobre «fast-food»


O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, defendeu hoje a criação de um imposto sobre «fast-food» e «dezenas de variedades de outro lixo alimentar» para financiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo a edição online do Público. «Um duplo cheeseburger e um pacote de batatas fritas equivalem a 2200 calorias e é preciso uma maratona» para queimar este nível de calorias, afirmou José Manuel Silva, que incluiu também o sal nos produtos a taxar.

Falando na cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação entre a Direcção-Geral de Saúde (DGS) e a Ordem dos Médicos (OM) com o objectivo de assegurar a colaboração entre estas duas entidades no âmbito da qualidade no sistema de saúde, o bastonário afirmou não ter dúvidas que esta medida irá ter a oposição da indústria agro-alimentar mas defendeu que este «imposto selectivo» seria uma alternativa a mais cortes no sector.

«Sabemos que é preciso poupar mas não é possível mais cortes sem pôr a qualidade dos serviços», afirmou. José Manuel Silva teceu ainda duras críticas à classe política e aos governantes.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, não se pronunciou sobre esta ideia, preferindo destacar o «esforço concertado entre o Governo e os profissionais de saúde» para «garantir a sustentabilidade do SNS e a melhoria da qualidade» da prestação dos cuidados.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: miguelbud em Setembro 06, 2011, 09:00:21 am
Portugueses fazem nova descoberta na leucemia infantil

Uma equipa liderada por investigadores portugueses fez novas descobertas na área da leucemia linfoblástica aguda infantil, um cancro do sangue que atinge sobretudo crianças entre os dois e os quatro anos.

Os cientistas do Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, detectaram, em cerca de nove por cento dos doentes estudados, uma causa inédita para o crescimento tumoral nos casos de leucemia linfoblástica aguda de células T, isto é, quando os linfócitos T (tipo de glóbulos brancos do sistema imunitário) se reproduzem sem controlo.

Num artigo publicado na «Nature Genetics», os portugueses identificaram um novo conjunto de mutações genéticas. «Considerados no seu conjunto, os nossos resultados indicam que [estas mutações são] um evento oncogénico envolvido nas leucemias linfoblásticas agudas de células T», diz o comunicado do IMM, citado pelo «Público».

O gene dos linfócitos T é essencial no processo de ligação de uma proteína instruída por este gene a um receptor, uma molécula que circula na corrente sanguínea chamada interleucina 7.

Este receptor, ao captar o sinal químico vindo do exterior da célula, impele a sua multiplicação. Agora, com a nova descoberta, percebeu-se que, quando este receptor é afectado pelas mutações agora identificadas, os linfócitos deixam de precisar do estímulo da interleucina 7 para se multiplicarem.

«Descobrimos que, apesar de ser essencial para o desenvolvimento e funcionamento das células T, o receptor da interleucina 7 também pode ter um lado obscuro», explica o investigador João Barata.

«Em particular, descobrimos que existem mutações que levam à activação permanente do receptor da interleucina 7 numa percentagem razoável de doentes com leucemia T pediátrica [e] identificámos o mecanismo que leva a que o receptor esteja sempre activado nestes doentes [...]. Estas observações dão-nos a esperança de poder vir a aumentar ainda mais a eficácia e selectividade dos tratamentos actualmente existentes», acrescenta.

A investigação, onde participaram, entre outros, cientistas brasileiros e norte-americanos, também apresentou a possibilidade de medicamentos já testados contra outras doenças, como a artrite reumatóide, poderem neutralizar os efeitos prejudiciais destas mutações.

http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/leuc ... -4069.html (http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/leucemia-portugueses-imm-descoberta-tvi24/1277937-4069.html)
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 15, 2011, 07:30:48 pm
Ministério da Saúde extingue 73 cargos dirigentes e 8 entidades


O Ministério da Saúde reduziu em 20 por cento o número de cargos de dirigentes e extinguiu oito entidades, de um total de 24 avaliadas para este efeito, uma decisão hoje aprovada em Conselho de Ministros. Do universo das entidades tratadas pelo Ministério da Saúde, excluindo serviços e entidades integrados no Serviço Nacional da Saúde, foram extintas duas direções-gerais, cinco estruturas atípicas e uma estrutura de missão.

A Lusa tentou esclarecer junto do ministério quais são os organismos em causa, mas até ao momento ainda não obteve resposta.

Relativamente aos cargos dirigentes, a tutela reduziu-os de 363 para 290, 44 dos quais dirigentes superiores e 246 dirigentes intermédios. No total passa a haver menos 73 dirigentes do que os previstos.

Este número está ainda aquém do anteriormente anunciado pelo ministro da Saúde.

No início do mês, Paulo Macedo anunciou na comissão parlamentar de Saúde que iria reduzir em 30 por cento os cargos de dirigentes do ministério.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 28, 2011, 09:10:37 pm
Médico português descobre possível "antídoto" para a obesidade


Uma investigação realizada por um médico português revela a possibilidade de conseguir que os humanos percam peso sem recorrer a intervenções cirúrgicas. Com o trabalho, Albino Oliveira-Maia, 33 anos, conseguiu provar que existe algo semelhante a um sensor no abdómen dos ratos usados na experimentação que interfere directamente nas quantidades de açúcar que chegam ao cérebro.

Injectando glicose na veia-porta, situada no abdómen dos animais, demonstrou-se que o seu cérebro reagia mais ao estímulo dos açucares, libertando mais dopamina (molécula do prazer) do que se a administração fosse feita, por exemplo, na veia jugular, como foi o caso, relatou o cientista à Lusa.

Este é o mecanismo pelo qual poderá vir a ser possível interferir no processo de reacção do cérebro ao açúcar e, consequentemente, poder evitar a sensação de prazer proporcionada pela ingestão de alimentos que potencia a obesidade.

Albino Oliveira-Maia sustenta que faz sentido que exista uma espécie de sensor na veia-porta que reporte para o cérebro o aumento de açúcar no sangue, incrementando a resposta cerebral aos nutrientes que consumimos, já que é por ela que se encaminha o resultado do processo digestivo para a rede sanguínea.

Trata-se de “um pequeno passo” que ajuda a conhecer um mecanismo de funcionamento do organismo, mas até agora só testado em laboratório com ratos, afirmou o cientista.

O médico, a trabalhar actualmente na Fundação Champalimaud e no Hospital S. Francisco Xavier, também em Lisboa, sublinhou que “a investigação biomédica é feita com base em pequenos passos” que têm que ser confirmados.

O resultado desta investigação desenvolvida ao longo de dois anos na Universidade de Duke, EUA, foi divulgado na publicação internacional electrónica PLoS ONE.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2011, 01:01:15 pm
Hospitais aumentaram prazo de pagamento a fornecedores


A esmagadora maioria dos hospitais com gestão empresarial está a demorar cada vez mais tempo a pagar aos fornecedores, alguns com atrasos no pagamento cinco vezes superiores aos 90 dias recomendados, segundo dados oficiais.
Segundo o indicador do Prazo Médio de Pagamentos (PMP) divulgado pela Autoridade Central do Sistema de Saúde (ACSS), relativo ao segundo trimestre deste ano, entre as 35 hospitais entidades públicas empresariais (EPE) incumpridoras, 32 aumentaram o prazo de pagamento, uma manteve e apenas duas conseguiram baixar.

Comparativamente com o primeiro trimestre, os dois Hospitais EPE que conseguiram reduzir o PMP foram o Centro Hospitalar do Nordeste, de 450 para 432 dias, e a Unidade Local de Saúde Alto Minho, de 148 para 138 dias.

Entre a esmagadora maioria que atrasou ainda mais os pagamentos, o Hospital do Litoral Alentejano lidera com 499 dias de PMP, seguindo-lhe o Centro Hospitalar de Setúbal (441 dias) e o Centro Hospitalar do Nordeste (432).

No fim da tabela surgem os Institutos de Oncologia do Porto e de Lisboa, com, respectivamente, 133 e 99 dias de PMP, e o Centro Hospitalar Tondela-Viseu, com 96 dias.

A Unidade Local de Saúde da Guarda não sofreu qualquer alteração no seu prazo médio de pagamento do primeiro para o segundo trimestre, mantendo os 170 dias de PMP.

No universo do Sector Público Administrativo (SPA), o maior incumpridor – com mais dias de PMP – foi o centro Hospitalar do Oeste Norte, com 387 dias no primeiro trimestre, que ascenderam a 391 no segundo trimestre deste ano.

Segue-se na tabela a Maternidade Alfredo da Costa, com um atraso de 322 dias, e o Centro Hospitalar de Torres Vedras, o único dos SPA que manteve os mesmos dias em ambos os trimestres (319).

O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e o Instituto Português do Sangue conseguiram reduzir os dias de atraso nos pagamentos, de 272 para 229 e de 189 para 183, respectivamente.

No fim da tabela, com menor atraso, está o Centro de Histocompatibilidade Norte, mas que ainda assim registou um aumento de dias de atraso para pagamento aos fornecedores, de 82 (abaixo dos 90 de referência) no primeiro trimestre, para 104 no segundo trimestre.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 12, 2011, 10:33:27 pm
Hospital de Braga tem cirurgia pioneira à coluna em que paciente sofre menos


Uns 'furinhos' nas costas, necessários para a introdução de seis parafusos e de uma barra metálica, são os únicos 'vestígios' da cirurgia à coluna a que hoje foi submetida uma mulher de 44 anos, no hospital de Braga. A mulher, que sofreu uma queda de cerca de três metros e fracturou duas vértebras lombares, foi a 15ª paciente que aquele hospital operou à coluna através da cirurgia minimamente invasiva, que foi lançada internacionalmente em finais de 2008 e que em Braga começou a ser praticada em Novembro de 2010.

O médico Pedro Varanda, responsável pela intervenção, explicou que a cirurgia minimamente invasiva, além de ter um risco de infecção muito inferior à cirurgia convencional, em que o corpo do paciente é aberto, também implica uma perda de sangue «mínima».

Menos dias de internamento, muito menos dores após a operação e uma recuperação mais rápida são outras das vantagens do novo método.

Para a concretização da cirurgia, foram abertos pequenos orifícios nas costas da doente, por onde foram introduzidos seis parafusos, com 5,5 milímetros de diâmetro e 4 centímetros de comprimento, necessários para «reparar» as vértebras partidas.

De seguida, pelos mesmos orifícios entraram duas barras metálicas para fixar os parafusos.

Todo o processo é conduzido através do raio X, ou seja, o cirurgião «penetra» no corpo do paciente e conduz a operação através das imagens que lhe são disponibilizadas no momento, num ecrã.

«Tudo isto da forma menos invasiva possível, para acelerar todo o processo de recuperação», frisou Pedro Varanda.

Segundo o cirurgião, no final da tarde de hoje ou quinta de manhã a paciente já poderá levantar-se, sexta-feira terá alta e dentro de oito a dez dias estará apta a conduzir e a fazer «a vida quotidiana normal».

Esta operação decorreu em plena Semana de Sensibilização para a Coluna, que decorre de 10 a 16 de Outubro, sob o lema “Olhe pelas suas costas”.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 19, 2011, 11:22:49 pm
Hospital de Braga condenado a pagar 450 mil euros por negligência em parto realizado há 16 anos


O Hospital de São Marcos, em Braga, foi condenado a pagar uma indemnização de 450.000 euros, acrescida de juros, por negligência num parto realizado há 16 anos e que deixou o jovem num estado vegetativo para o resto da vida.
O acórdão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, proferido a 12 de Outubro e que a agência Lusa teve hoje acesso, condenou em primeira instância o hospital a pagar aos pais da vítima 450 mil euros, acrescidos de juros à taxa legal (o que dá mais cerca de 118.000 euros), para estes «proporcionarem a Pedro uma qualidade de vida diferente da que possui».

O Tribunal considerou, com base nos factos provados, que o serviço prestado pelo Hospital «não é compatível com uma regular e sã prática de nascimentos» e julgou como «merecedor de censura» o facto de não ter sido usada diligência que uma unidade hospitalar especializada em partos «não deixaria de ter adoptado», por forma a assegurar que o menor não sofresse quaisquer danos na sua integridade física.

O Tribunal diz que é de assinalar «a existência de culpa do serviço», considerando que houve uma prática irregular por parte do Hospital, determinante na «existência de facto ilícito e culposo, que não sendo imputável em concreto a um qualquer funcionário [do hospital], tem de ser reputada como falta grave no funcionamento dos serviços prestados» à parturiente.

Pedro, actualmente com 16 anos, ficou com uma Incapacidade Permanente Total de 100 por cento, é detentor de um nível de inteligência de 10 por cento, não reage visualmente, mas reage ao som, tem um encefalopatia refractária grave que lhe impede o controlo dos movimentos, necessitando ao longo da sua vida de um terceiro que o acompanhe e cuide.

Na sua contestação, o Hospital de São Marcos rebateu os argumentos imputados pelos pais da criança, considerando que a actuação do hospital e dos seus médicos «se pautou sempre pelo total cumprimento de todas as regras da legis artis».

O arguido concluiu que a acção devia ser considerada improcedente e defendeu que a existir alguma responsabilidade essa já teria prescrito, uma vez que só foi citado a 13 de Março de 2005, quase 10 anos depois do acontecimento.

O caso remonta a 18 de Dezembro de 1994, quando, pelas 17h49, Maria dos Anjos deu entrada no Serviço de Urgência do Hospital de S. Marcos, em início de trabalho de parto. Foi enviada de seguida para o Serviço de obstetrícia e após mais de 16 horas de dores intensas e muita ansiedade foi dada às 10 horas de 19 de Dezembro de 1994 ordem médica para que fosse submetida a uma cesariana.

Logo após o nascimento, o pequeno Pedro, com 3.490 gramas, tinha gemidos de dor e foi enviado para a Urgência de Neonatalogia. Com duas horas de vida foi transferido pelo INEM para o hospital de Vila Nova de Gaia, com «diagnóstico de asfixia perinatal, sofrimento fetal, convulsões e apneias».

Durante o internamento na Unidade de Cuidados Intensivos de Neonatologia de Gaia, o bebé manteve convulsões durante os primeiros três dias, hipotonia (tonicidade muscular abaixo do normal) e fraca reacção aos estímulos, revela o acórdão.

Pedro foi submetido a muitos exames especializados e medicado, mas ao 13.º dia de vida recebeu alta hospitalar, sem qualquer prescrição de medicação e foi enviado para a consulta externa.

Contudo, o bebé mostrava-se irritado, com gemidos constantes e sem reacção a nível dos quatro membros, pelo que ao mês e meio foi enviado para a consulta de pediatria, com orientação posterior para consulta de neuropediatria, tendo-lhe sido efectuados vários exames neurológicos «onde ficaram demonstradas alterações compatíveis com paralisia cerebral».

Vários exames vieram a comprovar que Pedro tinha sofrido de esfixia perinatal, que lhe provocou uma incapacidade de 100 por cento, que o afecta para toda a vida e totalmente para o trabalho.

A decisão do Tribunal Administrativo de Braga é passível de recurso para o Supremo Tribunal Administrativo.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 01, 2011, 06:15:29 pm
Maus gestores hospitalares serão penalizados, garante Governo


O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, advertiu hoje que os gestores hospitalares vão ser escrutinados e serão penalizados em caso de má gestão, o que pode passar pela sua substituição.

 Falando no final de uma conferência sobre «Os desafios no financiamento hospitalar», Fernando Leal da Costa garantiu que «neste momento o Estado tem condições para, através de uma gestão muito exigente e rigorosa, controlar as derrapagens financeiras».

Questionado sobre o facto de a troika ter mostrado preocupação com o descalabro financeiro dos Hospitais EPE, o secretário de Estado explicou que essa situação tem a ver com «sucessivas suborçamentações» e nalguns casos «clamorosa má gestão» que levaram a que os hospitais fossem acumulando prejuízos, uma situação que, garante, não ocorrerá mais.

«Acima de tudo, queremos lançar claramente um aviso a quem é responsável pela gestão desses hospitais, de que eles vão ser escrutinados e que os maus resultados terão necessariamente consequências», afirmou.

Questionado sobre quais as penalizações para esses gestores, o responsável disse que poderá passar pelo que é habitual fazer em qualquer sociedade: «quando um gestor não é capaz de desempenhar a sua função, o que os accionistas fazem é mudar o gestor».

Respondendo a uma afirmação feita durante a conferência pelo presidente da ACSS, João Carvalho das Neves, segundo o qual os hospitais EPE funcionariam como um saco azul, Fernando Leal da Costa garantiu que «não há dinheiro mal parado no Ministério da Saúde», porque o que é gasto é controlado e verificado por organismos internacionais, como é o caso da troika.

Por isso considerou que a expressão diria respeito aos hospitais e reconheceu que estes «não têm sido submetidos a prestar contas suficientemente rigorosas, o que levou a que fosse sistematicamente despejado dinheiro dentro dos hospitais sem que depois os resultados financeiros fossem cotejados com resultados clínicos e operacionais».

«É desse ponto de vista que os hospitais acabam por corresponder, não a um saco azul, mas a entidades nas quais foi drenado muito dinheiro sem os resultados mais desejáveis. É isso que vamos monitorizar e estar particularmente atentos», sublinhou.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 05, 2011, 11:50:19 pm
Hospital de Beja com controlo de doentes à distância


O Hospital de Beja tornou-se esta segunda-feira o primeiro do Alentejo a disponibilizar um novo sistema de monitorização cardíaca, que permite controlar à distância e em permanência o estado clínico de doentes com insuficiência cardíaca.

De acordo com a Lusa, o primeiro aparelho do sistema «latitude» disponibilizado no Alentejo foi hoje entregue pelo Hospital de Beja a um doente de 66 anos, residente no concelho de Odemira, no litoral alentejano, que tem insuficiência cardíaca e é portador de um desfibrilhador, disse hoje à Lusa o médico cardiologista da unidade hospitalar Luís Moura Duarte.

O sistema, indicado para doentes com insuficiência cardíaca e portadores de pacemakers ou desfibrilhadores (aparelhos para prevenir a morte súbita), permite ao médico «monitorizar, controlar e avaliar à distância o estado clínico do doente e intervir rapidamente se for necessário», nomeadamente alterar a medicação, disse.

«Há uma série de vantagens em termos de capacidade de responder logo no momento a qualquer alteração no estado clínico do doente e sem que tenha que se deslocar ao hospital», o que «pode fazer toda a diferença» no caso de um doente cardíaco, frisou.

O sistema é «especialmente indicado para regiões com características como as do Alentejo, uma região muito grande, com baixa densidade populacional e onde muitos doentes vivem a grandes distâncias do hospital de referência», sublinhou.

O Baixo Alentejo «é uma das regiões de eleição para este tipo de sistema, indicado para doentes que vivem em zonas isoladas» e que permite aos médicos fazerem «uma monitorização diária do estado clínico dos doentes, que de outra forma não poderia ser feita», sublinhou.

Por outro lado, frisou, «é possível evitar os custos das deslocações ao hospital dos doentes cardíacos, que geralmente são pessoas de meia-idade ou idade avançada e que têm dificuldades em deslocarem-se para uma consulta devido às distâncias».

O sistema, disponibilizado gratuitamente pela empresa fabricante, é composto por um comunicador colocado em casa do doente e que, através de uma tecnologia sem fios, recolhe dados clínicos transmitidos pelo aparelho e por sensores externos, como uma balança e um monitor de pressão para avaliar o peso a pressão arterial.

Os dados recolhidos são depois transmitidos pelo comunicador por telefone, diariamente ou em intervalos programados segundo o tipo de informação, para um servidor, que grava os dados e disponibiliza-os continuamente aos médicos através da internet.

Cerca de 300 mil pessoas morrem por ano na Europa devido a insuficiência cardíaca e calcula-se que 20 por cento das pessoas estão em risco de desenvolver a doença ao longo da vida.

A insuficiência cardíaca é uma doença grave em que a quantidade de sangue que o coração bombeia por minuto é insuficiente para satisfazer as necessidades de oxigénio e de nutrientes do organismo.

O «aumento constante» da prevalência da doença é «uma consequência do tratamento das doenças cardiovasculares agudas e do aumento da esperança média de vida».

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 28, 2011, 07:36:17 pm
INEM entrega 200 desfibrilhadores automáticos externos


Duzentos desfibrilhadores automáticos externos (DAE) são hoje entregues pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a várias corporações de bombeiros, em cerimónia presidida pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo. Esta iniciativa vai permitir que mais cem ambulâncias do INEM localizadas em corpos de bombeiros passam a dispor de um aparelho.

A medida, que tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, torna também possível atribuir DAE a outras cem corporações de bombeiros que constituem a rede de “postos reserva” do INEM. "Com esta entrega de equipamentos, o instituto concretiza o objectivo assumido como indispensável para uma melhor assistência médica às vítimas de paragem cardiorrespiratória e tem como reflexo a melhoria na qualidade do serviço prestado aos cidadãos", refere fonte da instituição.

O DAE é um dispositivo portátil que permite, através de eléctrodos adesivos colocados no tórax de uma vítima em paragem cardiorrespiratória, analisar o ritmo cardíaco e recomendar ou não um choque eléctrico. Regista som, electrocardiograma (ECG), fornece indicações aos reanimadores, analisa os dados e indica o choque ou não, segundo o algoritmo pré-definido.

Dados

Segundo dados divulgados do INEM, além de todas as viaturas do instituto estarem equipadas com desfibrilhador, em 2011 verificou-se um acréscimo de desfibrilhadores disponíveis em 131 ambulâncias de corporações de bombeiros voluntários.

A partir desta semana, mais 200 ambulâncias estarão igualmente equipadas e a sua tripulação formada, representando, no total, um acréscimo de ambulâncias com DAE ao serviço da população em todo o país, superior a 300 por cento.

O Programa DAE foi galardoado a 12 de Outubro deste ano com o 1º Prémio Nacional de Boas Práticas em Saúde, atribuído pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar e pela Direcção-Geral da Saúde.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 01, 2012, 02:48:32 pm
Portuguesa premiada por comprovar que comer devagar emagrece


A velocidade com que ingerimos os alimentos tem influência no peso corporal e comer devagar tem resultados equiparáveis aos de uma cirurgia bariátrica, revela um estudo realizado por uma investigadora portuguesa que ganhou um prémio internacional. A investigação premiada de Júlia Galhardo durou um ano e teve por base 500 jovens obesos que estavam a ser acompanhados no Hospital Pediátrico de Bristol, em Inglaterra, com o objectivo de estudar as hormonas que estão relacionadas com os hábitos alimentares.

São duas hormonas do sistema digestivo que circulam no sangue: a grelina, segregada pelo estômago e que induz a sensação de fome e o peptídeo tirosina-tirosina (PYY), segregado pelo intestino e que dá a sensação de saciedade.

Os jovens foram divididos em dois grupos e a um foi dada uma balança computorizada na qual colocavam o prato com os alimentos do almoço e do jantar e que media a velocidade a que comiam, sendo que o ritmo pré-formatado era de cerca de 300-350 gramas em 12-15 minutos.

Caso a velocidade fosse superior, o computador dizia para comerem mais devagar.

Ao segundo grupo (de controlo) foi apenas fornecido aconselhamento dietético e físico.

«Passados esses doze meses fomos ver o índice de massa corporal (IMC) do grupo de controlo e do grupo estudado e o grupo relacionado com a balança tinha uma diminuição do índice de massa corporal significativamente superior à do grupo de controlo. Isto deixou-nos muito contentes porque era uma forma barata e acessível de todos diminuírem o peso», revelou à agência Lusa a investigadora principal.

Júlia Galhardo apontou que é do senso comum que comer devagar faz com que se fique saciado mais depressa e não se ganhe peso, mas que ninguém tinha antes estudado o que acontecia a nível hormonal.

«No fundo há uma comunicação entre o aparelho digestivo e o cérebro, em que o aparelho digestivo diz: ‘estamos com fome, venha daí comida’. Depois de estarmos a comer, ele diz: ‘já chega, já estamos saciados, não é preciso vir mais comida’», explicou a investigadora.

De acordo com Júlia Galhardo, quando as crianças e os adolescentes comiam de forma lenta, as hormonas que regulam a fome e a saciedade, e que tinham estado totalmente alteradas pelos maus hábitos alimentares, ficaram novamente reguladas, regularizando também a comunicação entre o sistema digestivo e o cérebro.

Era do senso comum que comendo mais devagar as pessoas ficavam mais saciados e perdiam peso.

Porém, sublinhou Júlia Galhardo, «ninguém foi estudar o que é que acontecia a nível hormonal e ao nível fisiológico e nunca ninguém tinha ido estudar a possibilidade de reajustar esta comunicação entre o sistema digestivo e o cérebro» através da redução da velocidade de ingestão.

De acordo com a investigadora, o trabalho mostrou que tornar o processo de ingestão de alimentos mais lento tem resultados comparáveis aos das cirurgias bariátricas, ou seja, cirurgias realizadas em pessoas com um elevado nível de obesidade e que normalmente serve para reduzir o tamanho do estômago.

Segundo Júlia Galhardo, nunca se deve perder menos de trinta minutos a comer, tendo em conta que cada uma das refeições deve incluir uma sopa de legumes e um prato principal.

A investigadora espera que esta descoberta seja divulgada nos centros de saúde, campanhas de esclarecimento ou mesmo nos estabelecimentos de ensino, lembrando que este é um caso de saúde pública.

Júlia Galhardo foi premiada este ano com o Henning Andersen da Sociedade Europeia de Endocrinologia pediátrica.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: P44 em Janeiro 03, 2012, 02:40:02 pm
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Saúde
Espanha pede a Portugal mais de 2,3 milhões por partos em Badajoz

Económico com Lusa  
03/01/12 13:13


Portugal deve mais de 2,3 milhões de euros às autoridades da Estremadura espanhola por atrasos no pagamento da assistência às grávidas do Alentejo no Hospital de Badajoz, nos últimos anos, segundo revelou o governo estremenho.

As dívidas foram divulgadas pela vice-presidente e porta-voz da Junta da Estremadura, Cristina Teniente, que frisou que o montante é relativo a 2008, 2009 e 2010.

"Não foi recebido o pagamento de qualquer montante em divida nem no ano de 2008, nem em 2009", tendo apenas sido liquidado um montante "praticamente simbólico em 2010", pelo que, "até ao dia de hoje, a dívida é de 2,33 milhões de euros", disse.

Cristina Teniente aludiu a estes dados numa conferência de imprensa em Mérida (Espanha), na sexta-feira passada, após uma reunião do governo regional.

Contactada hoje pela Agência Lusa, a Junta da Extremadura disponibilizou as declarações proferidas pela responsável na mesma conferência de imprensa.

Os atrasos de Portugal no pagamento dos montantes relativos à assistência às grávidas de Elvas e Campo Maior no Hospital Materno-Infantil de Badajoz foram um dos assuntos analisados fora da ordem de trabalhos, referiu a vice-presidente.

No encontro, adiantou, ficou acordado que o governo regional vai "dar os passos necessários, através de reuniões bilaterais", para resolver este "problema".

Questionada por jornalistas, Cristina Teniente esclareceu que, apesar das dívidas, o serviço de assistência às grávidas alentejanas não será suspenso.

"Não se paralisa, em absoluto, o serviço que se presta. O que se passa é que se arrasta uma situação económica complicada, porque já são três exercícios sem liquidação dos montantes [em dívida]", afirmou.

O que interessa agora, acrescentou, é regularizar "a situação financeira" decorrente do "atraso nos pagamentos", no âmbito de "um protocolo que não se está a cumprir".

A Lusa contactou hoje a Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS), que remeteu eventuais esclarecimentos para a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), em Portalegre.

Por sua vez, a ULSNA, em declarações à Lusa, remeteu para mais tarde uma reacção sobre esta matéria.

Desde 2006 e até Novembro de 2011, altura em que a Lusa efectuou o último balanço junto das autoridades da Estremadura espanhola, tinham nascido cerca de 1 300 bebés portugueses no Hospital Materno-Infantil de Badajoz.

Estes nascimentos enquadram-se no convénio celebrado em 2006 entre as autoridades portuguesas e da região da Estremadura, que está em vigor.

O acordo serviu para colmatar o fecho da sala de partos do Hospital de Elvas, em Junho de 2006, permitindo às grávidas daquele concelho e do município vizinho de Campo Maior optarem entre o hospital de Badajoz ou os hospitais de Portalegre e Évora.

http://economico.sapo.pt/noticias/espan ... 35027.html (http://economico.sapo.pt/noticias/espanha-pede-a-portugal-mais-de-23-milhoes-por-partos-em-badajoz_135027.html)
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 04, 2012, 07:48:11 pm
Governo vai pagar ao hospital de Badajoz, Não diz é quando


Autoridades da Estremadura espanhola acusam Portugal não pagar há três anos, reclamando uma verba de 2,3 milhões de euros.

O Ministério da Saúde garante o pagamento pela assistência às grávidas portuguesas no Hospital de Badajoz, mas não diz quando o fará.

Contactado pela Renascença, o gabinete de Paulo Macedo garante que os compromissos do Estado português vão ser cumpridos e admite que a Unidade Local de Saúde tem a responsabilidade directa do pagamento, embora dependa do ministério e dos dinheiros do Orçamento do Estado.

A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano descartou , ontem, responsabilidades pela falta de pagamento, alegando não ter orçamentado uma verba que compete ao Ministério da Saúde.

Segundo as autoridades da Estremadura espanhola, Portugal não paga há três anos e, por isso, reclama uma verba de 2,3 milhões de euros.

Renascença
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2012, 10:08:10 pm
Serviços de urgência em risco a partir de Março


Médicos ameaçam deixar de fazer horas extras além do que a lei prevê. Urgências podem ficar sem "condições de segurança", alerta a Federação Nacional dos Médicos. Governo garante que não fecha hospitais sem garantir cuidados primários

Os sindicatos médicos estão a recolher declarações onde os profissionais do sector recusam fazer mais do que as 100 horas extraordinárias por ano previstas na lei, o que pode colocar em risco o funcionamento dos serviços de urgência a partir de Março.

Numa altura em que o Ministério da Saúde decidiu suspender os acordos colectivos de trabalho e cortou o valor das horas extraordinárias, Mário Jorge, da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), explica que são milhares as declarações já subscritas. Nalguns hospitais de Lisboa, abrangem 50% dos clínicos.

“O Governo é o exclusivo responsável por uma situação extremamente delicada que criou, tanto mais que com a entrega destas declarações, a partir do final de Março ou princípio de Abril, em muitos hospitais do país deixam de existir condições de segurança para manter abertas as urgências hospitalares”, afirma Mário Jorge, em declarações à Renascença.

A revisão da grelha salarial e o acréscimo de pagamento a quem trabalha nas urgências "são promessas do Ministério que poderiam ser uma solução", sublinha o dirigente da FNAM.

Segundo Mário Jorge, o Ministério da Saúde comprometeu-se a lançar as negociações sobre a nova grelha salarial dos médicos a 26 de Dezembro, dia em que o ministro Paulo Macedo recebeu os dois sindicatos do sector e em que foi desconvocada uma greve às horas extraordinárias.

Renascença
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2012, 08:43:04 pm
Macedo renova contratos a médicos cubanos


O ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou hoje a renovação de contrato dos médicos cubanos a trabalhar em Portugal, salientando a necessidade de autossuficiência no futuro e acções do Ministério «para captar mais médicos» para o SNS. No final da tomada de posse do Conselho de Administração do IPO Porto e da inauguração da Clínica de Ginecologia desta estrutura hospitalar, Paulo Macedo foi questionado pelos jornalistas sobre a contratação de médicos portugueses por parte de uma empresa francesa, tendo salientado que o ministério «não só quer reter os médicos que se licenciam» em Portugal como ainda gostaria de «chamar vários dos médicos portugueses que se estão a licenciar noutros países».

«Em termos de medicina geral e familiar, temos claramente uma carência e portanto a nossa política é no sentido de os incentivar a ficar», disse.

Questionado sobre se o orçamento permite esta situação, o ministro da Saúde foi perentório: «A contratação de médicos permite e terá que permitir designadamente para nós materializarmos o nosso compromisso de ter um médico de família para cada cidadão até ao final da legislatura».

«O Ministério da Saúde não só gostava como não vai ficar pelo gostar. Vai tomar acções para captar mais médicos para o Serviço Nacional de Saúde designadamente porque sabemos que, em certas localidades, há falta de médicos», referiu.

O governante anunciou ainda que vão ser renovados os contratos com os médicos cubanos a trabalhar em Portugal.

«Quando nós estamos a renovar o contrato com os médicos cubanos - que aliás são muito bem aceites pela população e pelas autarquias -, temos uma obrigação muitíssimo maior de sermos autossuficientes para o futuro», defendeu.

O primeiro grupo de médicos cubanos chegou a Portugal a 8 de Agosto de 2009, no âmbito de um contrato celebrado entre os governos de Portugal e de Cuba, para prestar cuidados médicos em centros de saúde no Alentejo, Algarve e Ribatejo.

Os contratos dos médicos cubanos terminavam no final de Janeiro.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2012, 06:02:23 pm
Molécula que ataca Alzheimer e cancro descoberta em Portugal


Um estudo coordenado por uma investigadora da Universidade do Minho descobriu uma molécula-chave que «abre novas perspectivas» no tratamento de doenças como Parkinson, Alzheimer, hipertensão hereditária e cancro. «Este estudo abre novas perspetivas no tratamento destas e de outras doenças», sublinha Sandra Paiva, da Escola de Ciências da UM.

Como explica, as células produzem proteínas responsáveis pela entrada dos nutrientes disponíveis ou preferidos e destruindo as proteínas que não são necessárias.

Naquele estudo, foi descoberta uma molécula-chave envolvida no processo de destruição de proteínas na célula.

«Quando a molécula recebe informação da presença de determinado nutriente, destrói então os transportadores indesejáveis», acrescenta.

Segundo Sandra Paiva, os resultados deste estudo representam «um grande avanço» na compreensão dos mecanismos de degradação de proteínas.

«Os defeitos nestes mecanismos estão associados a doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, à hipertensão hereditária e ao cancro. Este estudo abre novas perspectivas no tratamento destas e de outras doenças», sublinha.

Lembra que as células de cancro, por exemplo, «necessitam de muita energia e ao conseguirmos reduzir o número de transportadores podemos de algum modo privá-las de alimento, tornando-as mais sensíveis à quimioterapia».

Este trabalho utilizou como modelo um microrganismo, a levedura do pão ou da cerveja, que é fácil de crescer em laboratório e partilha uma grande semelhança dos seus genes com os genes em humanos.

A investigação foi realizada por uma equipa coordenada por Sandra Paiva e por Sebastien León, do Instituto Jacques Monod da Universidade de Paris.

A equipa inclui ainda Neide Vieira, Margarida Casal, Carina Cunha e Jéssica Gomes, todas da UMinho, e outros investigadores das universidades de Paris e Madrid.

A investigação acaba de ser publicada no conceituada revista Journal of Cell Biology e foi premiada no 2011 Nature Cell Biology Poster Prize Winners, na Croácia.

Sandra Paiva recebeu o American Club Annual Award 2001 e tem 15 artigos publicados em revistas científicas.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 11, 2012, 01:27:39 pm
Cirurgias não estão em risco por falta de sangue


O ministro da Saúde, Paulo Macedo, esclareceu hoje que as cirurgias nos hospitais não estão em risco por falta de sangue e rejeitou que a "quebra" de stock se deva ao fim das isenções nas taxas moderadoras.

"Houve uma quebra, mas felizmente neste fim de semana já há um crescimento em face do apelo que se fez e quero registar mais uma vez a generosidade das pessoas e também esclarecer que, ao contrário do que foi dito, não há qualquer cirurgia posta em risco por falta de sangue", disse o ministro da Saúde aos jornalistas.

Na sexta-feira o diretor do Serviço de Imunohemoterapia do Hospital de S. João, no Porto, manifestou-se "preocupado" com a "quebra substancial" nas dádivas de sangue, admitindo que, a continuar assim, seja necessário "adiar cirurgias". No mesmo dia, o presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães, Alberto Mota, disse não ter "qualquer dúvida" que a diminuição das dádivas de sangue em Portugal se deve ao fim das isenções dos dadores no acesso aos cuidados de saúde.

Já hoje, a administração do Centro Hospitalar de São João esclareceu, em nota enviada à imprensa, que "não há cirurgias adiadas por falta de sangue", acrescentando, ainda assim, que "o Serviço de Imunohemoterapia iniciou os processos conducentes ao incremento da recolha de dádivas".

Quando questionado pela agência Lusa sobre as declarações da associação de doadores, Paulo Macedo considerou que não há uma relação entre o fim das isenções nas taxas moderadores e a quebra de stock.

"Não será por pagarem as taxas moderadoras nas urgências, porque como sabem os dadores de sangue continuam isentos de taxas moderadoras nos cuidados primários. Mas eu penso que um dador de sangue não faz essas questões contabilísticas em que 'eu só dou sangue em troca de algo'", disse

O ministro da Saúde esteve hoje na inauguração da nova unidade de saúde da Tapada das Mercês, em Sintra, que vai permitir a prestação de cuidados de saúde a cerca de doze mil utentes do Serviço Nacional de Saúde.

Nesta nova unidade trabalham sete médicos, quatro enfermeiros e quatro administrativos, num horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, assegurando consultas médicas, consultas de saúde materno-infantil, vacinação e tratamentos.

O governante disse, durante a cerimónia de inauguração, que a abertura deste equipamento de saúde faz parte de uma estratégia do governo em dar "um médico de família a cada português", adiantando que o objetivo ainda em 2012 será abrir mais dez equipamentos de saúde no distrito de Lisboa.

Segundo o ministro, ainda em 2012 está prevista a abertura de mais três dezenas de unidades de saúde familiar em todo o país.

Presente na iniciativa, o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, saudou a parceria entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a autarquia, que permitiu a abertura deste equipamento de saúde com um custo de 250 mil euros.

"Significa que em termos de gestão pode-se fazer muito com pouco. Não foram precisos milhões para construir esta unidade de saúde e doze mil pessoas são muito mais pessoas do que em muitos concelhos de Portugal", disse.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 12, 2012, 05:54:00 pm
Meio de auxílio ao diagnóstico criado por portuguesa premiado


Um novo método de auxílio de diagnóstico de determinadas doenças, especialmente da diabetes, foi premiado com o 'Best Student Paper Award', na conferência internacional Bioinformatics 2012, anunciou hoje a reitoria da Universidade de Coimbra (UC).

O prémio de melhor artigo científico foi atribuído a Edite Figueiras, doutoranda em engenharia biomédica, no âmbito de "uma investigação iniciada, há quatro anos", no Centro de Instrumentação da UC, em colaboração com investigadores internacionais e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A investigação permitiu criar "um protótipo de produto, que mede, com todo o rigor, o fluxo sanguíneo nos vasos mais pequenos" e, por isso, "também os mais difíceis de medir", disse, à Agência Lusa, o investigador principal do projeto, Requicha Ferreira.

O protótipo - um fluxómetro a laser - "não invasivo", envia e recebe, através de fibra ótica, "informações resultantes da sua interação com os glóbulos vermelhos, medindo a velocidade de circulação do sangue", acrescentou o especialista.

Este meio permite medir o fluxo de sangue presente até às camadas mais profundas da pele, afirmou Requicha Ferreira, sublinhando que as informações ali recolhidas "podem ser, depois de convenientemente estudadas, muito importantes", no âmbito do diagnóstico de certas doenças.

O fluxómetro desenvolvido pela UC -- sintetizou --, permite "correlacionar os fenómenos que se passam na pele", em função da velocidade da circulação capilar sanguínea, "mesmo nas camadas mais profundas".

Sem este novo meio de auxílio de diagnóstico (ou qualquer outro com esta capacidade), só é possível efetuar medições nas camadas superficiais da pele, salientou Requicha Ferreira, recordando que as diferentes doenças afetam, no corpo humano, de modo diverso, "as várias camadas microcirculatórias".

Ao medir-se o fluxo sanguíneo presente em cada uma das camadas microcirculatórias, é possível detetar "a camada da pele mais afetada" e, portanto, localizar a zona mais atingida pela falha da microcirculação.

Trata-se, sem dúvida, de "um contributo muito importante para o auxílio no diagnóstico médico e na terapêutica de várias doenças, especialmente na diabetes", já que, explicitou Requicha Ferreira, permite verificar a gravidade de determinada doença.

As atenções dos estudos dos investigadores do CIUC envolvidos neste projeto vão agora centrar-se na "otimização do dispositivo", na perspetiva de o poder vir a colocar no mercado

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 17, 2012, 07:36:01 pm
Outro medicamento da portuguesa Hovione aprovado nos EUA


A Hovione, empresa portuguesa dedicada à saúde humana, anunciou hoje que pela terceira vez num ano, as autoridades de saúde Americanas aprovaram um produto farmacêutico fabricado pela Hovione.

Os produtos agora aprovados pelo FDA (Food and Drug Administration) são inovadores. De acordo com a empresa em "2011 a Hovione recebeu primeiro a aprovação de um medicamento revolucionário para a cura de doenças infecciosas do fígado, seguida pela de um novo antibiótico e, neste último mês, para tratamento de uma deficiência genética ao nível dos pulmões em que, pela primeira vez, não se tratam as manifestações da doença, mas sim a sua causa".

A Hovione estima que estes produtos venham a representar 40 milhões de euros de vendas anuais para a empresa.

Dois dos produtos são fabricados com uma tecnologia de engenharia de partículas distinguida com o Prémio COTEC Inovação em 2009.

Para  Peter Villax, Vice-Presidente da Empresa e vogal da direcção do Health Cluster Portugal, “estes sucessos têm um rosto – o cientista português – que tem uma capacidade invulgar, tanto para fazer descobertas teóricas, como depois para as aplicar à realidade industrial".

A Hovione  conta já com 52 anos de experiência no desenvolvimento e fabrico de substâncias activas farmacêuticas. Com cinco fábricas, em Portugal, Estados Unidos da América, Macau, China e Irlanda, a Empresa emprega mais de 1100 colaboradores, dos quais 180 investigadores e exporta os seus produtos para os mercados mais exigentes do mundo.

Dinheiro Vivo
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2012, 07:37:26 pm
Investigadores da UMinho descobrem que lactoferrina é «decisiva» contra cancro da mama


Investigadores do Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (UMinho) descobriram que a lactoferrina, uma proteína do leite, é decisiva no tratamento e prevenção do cancro da mama, foi hoje anunciado. O estudo, recentemente publicado no Journal of Dairy Science, concluiu que o tratamento de células cancerosas com lactoferrina reduziu a sua viabilidade para metade e a sua proliferação em quase dois terços.

A equipa de Lígia Rodrigues defende que produtos de leite e derivados devem ser enriquecidos com lactoferrina, como forma natural de não contrair cancro da mama ou prevenir a evolução da doença.

A lactoferrina, constituída por 703 aminoácidos, encontra-se predominantemente nos produtos de excreção das glândulas exócrinas dos aparelhos digestivo, respiratório e reprodutivo.

Assim, é possível encontrar esta proteína no leite, nas lágrimas, na saliva e no sémen.

Adicionalmente, a lactoferrina pode também ser encontrada no sangue.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2012, 07:55:17 pm
Urgências eliminam refeições nocturnas


Vários hospitais públicos estão a deixar de fornecer ceias aos profissionais de saúde que se encontram a fazer urgência. A crise e o programa de ajustamento económico-financeiro têm sido invocados para justificar a medida. O Centro Hospitalar Barreiro/Montijo é um dos exemplos mais recentes. Uma circular, com data de 17 de Fevereiro, informava que a partir de dia 20 do mesmo mês deixariam de ser fornecidas as refeições nocturnas.

Perante esta situação, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), em comunicado, já veio alertar os médicos para o facto de a refeição nocturna (que, por norma, é composta por uma sandes, uma bebida e uma peça de fruta) estar contemplada no ponto 2 da Cláusula 48 do Acordo Colectivo de Trabalho: «O trabalhador que prestar trabalho no período nocturno tem direito ao fornecimento gratuito de uma refeição ligeira, quente, ou subsídio de refeição no valor de 2,85 euros». Nesse sentido, o SIM aconselha os médicos a verificarem o recibo de vencimento, para confirmarem se passam a receber o referido montante.

Os cortes nas ceias têm-se multiplicado pelo país, como já se verifica na Maternidade Alfredo da Costa, no Hospital de Cascais, no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, no Hospital S. João ou no Centro Hospitalar Lisboa Central. Já no Centro Hospitalar do Porto a ceia deixou de ser de distribuída e, em contrapartida, passou a ser atribuída uma senha com um valor de 1,25 euros.

Mário Jorge Neves, da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), mostra-se indignado com esta situação, em particular porque «quem está a trabalhar 12 horas, durante a noite, não pode ausentar-se da urgência para ir comer alguma coisa fora do hospital». Pilar Vicente, da FNAM, conta ao SOL que no Centro Hospitalar Lisboa Central em vez da ceia passaram a dar só pão e critica a forma como a entrega é feita: « É pouco dignificante, parece que estão a atirar milho aos pombos; distribuem as carcaças num saco plástico e deixam aquilo a um canto». «Deviam distribuir no bar, onde sempre tínhamos uma faca para abrir o pão e pôr lá dentro alguma coisa», acrescenta.

Segundo a FNAM, alguns hospitais estão também a cortar nos reforços alimentares nos blocos operatórios. Em alternativa, foram instaladas máquinas onde se pode comprar comida e bebida.

SOL
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Camuflage em Março 07, 2012, 10:26:28 pm
Sabem porque ocorrem estes cortes? Isto nunca é falado mas eu vou por o dedo na ferida, em quase todas as unidades públicas sejam elas quais forem há furtos e desperdícios. Desde material de escritório vandalizado, a furto de medicamentos, só que os funcionários assumem que há mais de onde veio. Desde o maqueiro ao médico se roubam medicamentos ou material, são pequenos furtos diários feitos por muita gente, uns mais avultados que outros. "olha a minha mulher andava com dores vou levar paracetamol", nos centros de saúde mal chegam os preservativos já o desbaste foi concretizado, levam aos molhos antes de darem ao público. "ah um irmão meu precisa de injectar insulina, vou levar umas agulhas e seringas" e não há forma de combater isto, por melhores e mais bem pagos que sejam os gestores. Ninguém entende isto como furto mas sim como algo banal...
Já no material de escritório é igual, as pessoas não fazem a mínima ideia dos gastos com canetas por exemplo, eu trabalhei numa pequena empresa que tinha por ano gastos de 500€ só em canetas pois "acabavam muito depressa" e eram aos montes todos os meses...

Agora com os cortes ainda pior, as pessoas pensam sempre de forma a f*der todos: como sou mal pago, vou roubar para compensar o que não me pagam...
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 19, 2012, 07:33:31 pm
Novo Hospital da Terceira a funcionar até ao final de abril


O novo Hospital da Ilha Terceira, nos Açores, terá todos os serviços a funcionar até ao final do mês de abril, começando a receber esta semana os primeiros doentes de internamento, revelou Olga Freitas, presidente do conselho de administração. "Durante o mês de abril teremos todas as áreas transferidas", afirmou Olga Freitas, em declarações à Lusa, acrescentando que os "serviços mais críticos", nomeadamente urgências, cuidados intensivos e bloco operatório, serão os últimos a sair do atual edifício.

Na semana passada o novo hospital já começou a receber os doentes de consulta externa, exceto nas especialidades de Ginecologia e Obstetrícia, que serão transferidas durante esta semana, assim como os primeiros doentes de internamento.

O novo Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira vai também receber esta semana o serviço de Imagiologia e o Laboratório de Análises, tendo Olga Freitas assegurado que o cronograma de transferência está a ser cumprido "dentro dos prazos".

A nova unidade hospitalar tem 216 camas em quartos duplos de internamento geral e 25 quartos de internamento especial, a mesma capacidade existente no atual edifício, destacando a presidente da administração que a diferença está no número de camas por quarto e no conforto para os doentes, além de terem sido criados quartos na Pediatria para que os pais possam pernoitar.

Olga Freitas salientou ainda que uma das principais melhorias da nova infraestrutura é a criação de um hospital de dia médico-cirúrgico, que vai realizar cirurgias de ambulatório.

"Há muitos tipos de cirurgias em que o doente pode entrar e sair no mesmo dia", afirmou, acrescentando que este serviço vai permitir "diminuir o tempo de internamento e as infeções hospitalares".

O novo edifício possui seis salas de bloco operatório central e uma de obstetrícia, contra apenas três nas atuais instalações, o que possibilitará "praticamente duplicar as intervenções cirúrgicas".

O Hospital da Terceira, com 50 mil metros quadrados de área coberta, reforçou também o número de gabinetes de consulta e os lugares para estacionamento, que passam a ser 1.000, divididos por três parques.

A maioria dos equipamentos está a ser transferida das atuais instalações hospitalares, uma vez que "ainda estavam em condições de uso", mas alguns são novos, como é o caso do bloco operatório.

O novo Hospital da Ilha Terceira resulta de uma parceria público-privada, tendo a obra sido concluída em menos de dois anos, dentro dos prazos previstos.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 20, 2012, 09:38:58 pm
Lançada plataforma para promover ensaios clínicos em Portugal


A autoridade nacional do medicamento (Infarmed) lançou hoje a Plataforma Nacional de Ensaios Clínicos (PNEC) para aumentar o número destes testes em Portugal, depois de constatar uma redução desde 2008. Actualmente, estão a decorrer 330 ensaios, sendo as principais áreas envolvidas a oncologia (40 por cento), doenças infecciosas e as doenças do sistema nervoso (ambas com 11 por cento).

Fátima Pimentel, do Infarmed, explica que a Plataforma tem como objetivos estratégicos identificar e resolver os principais problemas e constrangimentos à realização de ensaios clínicos com medicamentos, promover a realização da investigação clínica e aumentar o número de ensaios de fases mais precoces.

Na apresentação da PNEC, que decorreu em Lisboa, o secretário adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, afirmou que esta Plataforma é “um passo decisivo para melhorar a capacidade de realização de ensaios clínicos”.

Para o governante, a realização destes ensaios, além de proporcionar inovação, é um “processo muito importante” que reúne várias entidades que colaboram em conjunto para a concretização de um processo biomédico.

Hélder Mota Filipe, do Infarmed, adiantou que, “por cada 10 mil moléculas que podem vir a dar origem a um medicamento, apenas uma entra no mercado”, situação que pode dever-se à elevada exigência do mercado. “Portugal tem um investimento significativo em investigação por parte da indústria farmacêutica, mas temos de potenciar” esta actividade, disse.

Em Portugal, o número de ensaios não comerciais (ensaios clínicos académicos) é de 5,6 por cento em relação ao total de ensaios clínicos, um número considerado pelo responsável do Infarmed “muito baixo”.

Emília Monteiro, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa adiantou que 93 por cento dos ensaios comerciais realizados em Portugal eram apoiados pela indústria farmacêutica. Para a professora, a legislação “está muito virada para a indústria farmacêutica, tem algumas limitações e pode ser aperfeiçoada”.

Assinalou também a diminuição do número de ensaios clínicos em Portugal, situação também registada na Europa. Em 2011 foram submetidos 327 ensaios clínicos, dos quais foram autorizados 267. “É preciso aumentar o número de ensaios nas fases mais precoces e com terapêuticas mais inovadoras porque são estes que trazem mais inovação, que estão menos conotados com alguns conflitos de interesses e indução à prescrição e contribuem de forma mais directa para o acesso a medicamentos inovadores”.

Os grandes centros hospitalares “são os que mais contribuem para os ensaios”. Na distribuição de ensaios por centros hospitalares entre 2006 e 2011, o centro hospitalar da Universidade de Coimbra lidera com 158, seguindo-se o centro hospitalar de Lisboa Norte com 135 e o centro hospitalar do Porto, com 98.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 31, 2012, 05:47:53 pm
Algarve já tem um centro cardíaco

O Hospital Particular do Algarve abre hoje o primeiro centro cardíaco na região, que possibilita a realização de cirurgias não asseguradas pelo Serviço Nacional de Saúde no Hospital de Faro, disse o diretor do serviço de cardiologia. Em declarações à Lusa, José Baptista realçou a importância da abertura deste serviço para os doentes do Algarve, que “passarão a ter a hipótese de ser submetidos a cirurgias cardíacas sem terem de se deslocar a Lisboa, como acontece com os utentes do Serviço Nacional de Saúde”.

Como o Hospital de Faro não faz este tipo de cirurgias, os doentes são encaminhados para unidades de saúde em Lisboa, situação que agora pode ser alterada para quem possa pagar o valor inerente a uma operação cardíaca.

Os doentes do Serviço Nacional de Saúde que não tenham essa possibilidade vão continuar a ser encaminhados para hospitais da capital, uma vez que o Hospital Particular do Algarve não tem acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

Questionada pela Lusa sobre uma eventual colaboração que permitisse aos doentes do Algarve poderem ser assistidos no novo centro cardíaco e evitar deslocações para Lisboa, a ARS do Algarve, através da assessoria de imprensa, disse apenas que “até agora não chegou nenhuma proposta para uma eventual colaboração com o Hospital Particular do Algarve”, frisando que “essa iniciativa nunca passará pela ARS”.

“Até aqui os doentes tinham que ser enviados para Lisboa, mas a partir de agora para os casos, por exemplo, de um agravamento súbito da condição cardíaca, o centro é uma mais-valia muito importante”, considerou o diretor do Serviço de Cardiologia, frisando também “a importância para o Turismo e para os estrangeiros que visitam a região e tenham um problema”.

José Baptista sublinhou que o Hospital Particular do Algarve montou o centro com base num projeto criado há cerca de dez anos, quando começou a apostar na cardiologia para colmatar a falta de cobertura do SNS nesta área na região.

“Num momento em que o país está em crise, o Hospital decidiu dar um passo em frente e criar este centro. O que pretendemos é dar uma resposta de qualidade, numa valência que só existia a 300 quilómetros de distância”, acrescentou.

José Batista admitiu a possibilidade de, no futuro, o centro poder acolher doentes do SNS, mas frisou que “a decisão de avançar não foi tomada a contar com isso”, porque ao longo dos anos o Hospital Particular do Algarve passou a contar com um número grande de doentes na área da cardiologia.

O centro representa um investimento de 35 milhões de euros.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 03, 2012, 05:40:04 pm
Hospitais do Alto Minho devem 18,3 milhões de €€


A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) terminou o ano de 2011 com dívidas a fornecedores de 18,3 milhões de euros, menos quatro milhões do que no ano anterior, mas um valor que a administração considera preocupante.

"O montante da dívida, apesar do esforço da instituição, é relevante, principalmente para o tecido económico credor e merece desta administração preocupação e atenção", disse hoje à Agência Lusa Franklim Ramos, presidente do conselho de administração.

A ULSAM, Entidade Pública Empresarial, reúne os dois hospitais do distrito (Viana do Castelo e Ponte de Lima), além de 13 centros de saúde e outras valências, sendo que a 31 de dezembro de 2010 a dívida total a fornecedores era de 22,2 milhões de euros. No final de 2011, segundo o relatório que acaba de ser disponibilizado pela administração, a ULSAM somava uma dívida total a fornecedores de 18,3 milhões de euros.

Contudo, Franklim Ramos recorda que "a sua redução e liquidação depende da tutela", que, a 31 de dezembro de 2011, "devia à ULSAM, com referência ao contrato programa de 2010, cerca de 18 milhões de euros".

"Montante inserido no Orçamento do Estado de 2010 e, portanto, por direito pertencente ao Alto Minho, verbas de faturação de Convenções Internacionais de cerca de 7,5 milhões de euros, bem como as verbas correspondentes ao cumprimento do contrato programa 2011, mas ainda não validadas", sublinha o administrador.

Entre prazos de 90 a 120 dias, o total de dívidas da ULSAM é de 4,2 milhões de euros, de 120 a 240 dias de 11,5 milhões de euros e de 240 a 360 dias de 1,1 milhões de euros.

Já com mais de um ano de atraso estão pagamentos no valor de 1,5 milhões de euros.

Só em Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT) a ULSAM tem pagamentos em atraso de 8,5 milhões de euros.

"No ano 2011, a ULSAM procedeu a um forte ajustamento da utilização dos recursos e racionalização dos gastos, nomeadamente redução de MCDT e não realização de investimentos previstos, fator essencial para a redução verificada", refere Franklim Ramos.

Acrescenta, ainda, que as verbas entretanto transferidas pelo Estado "referem-se a 85 por cento do orçamento aprovado, limitando a gestão de tesouraria".

DN
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 12, 2012, 07:14:35 pm
Investigadores portugueses descobrem teste de detecção de tuberculose rápido e barato


Dois investigadores portugueses descobriram um novo teste para diagnóstico da tuberculose, mais rápido e mais barato, um feito que lhes valeu a atribuição de um prémio de mérito que será entregue na sexta-feira. Pedro Viana Baptista, do departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da NOVA, e Miguel Viveiros Bettencourt, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, descobriram um sistema inovador para detectar o agente etiológico da tuberculose e as mutações mais frequentemente implicadas na resistência a antibióticos.

Em declarações à Lusa, Pedro Baptista explicou que «dentro das problemáticas da tuberculose, um dos principais factores de combate é a identificação da infecção», nomeadamente porque as técnicas são demoradas ou muito caras e grande parte da tuberculose dá-se em países sem recursos financeiros.

Além disso, a tuberculose «tem ganho mecanismos de resistência» que dificultam ainda mais a sua detecção.

No estudo premiado, intitulado 'Nano TB Nanodiagnostics for XDRT at a point-of-need', utiliza-se um sistema de nanotecnologia para fazer um diagnóstico molecular e identificar a presença, ou não, do organismo e se tem padrão de resistência.

«Utilizam-se nanoparticulas de ouro, que ficam estáveis e apresentam uma coloração vermelho rubi quando detectam a presença de DNA do microrganismo que causa a tuberculose e sequencias associadas à resistência a antibióticos», explicou.

Em contrapartida, na ausência do microrganismo, as nanoparticulas não ficam estáveis e, juntando-lhes sal, adquirem uma coloração azul, acrescentou.

Por serem necessárias apenas pequenas quantidades, é possível cortar no preço, salientou o investigador, especificando que, tendo em conta apenas o cálculo do custo directo (sem margem de lucro), esta técnica é 10 vezes mais barata do que as actualmente utilizadas.

Pedro Baptista adiantou que este modelo de detecção já funciona e está em fase de validação.

Uma vez alcançado este primeiro objectivo, poderá ser feita a transposição do laboratório para regiões onde as populações são mais afectadas pela doença e onde existem mais fracos recursos.

«Pode ser usado descentralizadamente, em hospitais de campanha, independente de todas as tecnologias», explicou, comparando com os testes de gravidez que se compram nas farmácias.

O investigador afirmou existirem já algumas empresas nacionais e alguns consórcios europeus interessados na transferência de tecnologia do protótipo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose persiste como uma das mais sérias doenças infecciosas a nível global, com cerca de 1,1 milhões de mortes e 8,8 milhões de novos casos em 2010.

O Prémio de Mérito Científico Santander Totta/Universidade Nova será entregue numa cerimónia a decorrer sexta-feira na reitoria da Universidade Nova, com a presença de Jorge Sampaio, enviado do secretário-geral das Nações Unidas para a tuberculose, e do director-geral da Saúde, Francisco George.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 19, 2012, 01:52:59 pm
Oeste: Fecho de urgência pode aumentar mortes em ambulâncias


O presidente da câmara de Torres Vedras (PS) escreveu ao ministro da Saúde a alertar que as 96 mortes ocorridas nas ambulâncias do concelho no último ano podem vir a aumentar, se a urgência médico-cirúrgica do hospital vier a encerrar. No ofício enviado ao ministro da Saúde, a que a agência Lusa teve hoje acesso, citando dados dos bombeiros de Torres Vedras, Carlos Miguel refere que cem pessoas morreram no último ano nas ambulâncias no concelho, na sequência de paragens cardiorrespiratórias.

O autarca alerta que se prevê que mais pessoas venham a morrer nas ambulâncias, se a urgência médico-cirúrgica da cidade encerrar, uma vez que a distância dos doentes do concelho até à urgência de Caldas da Rainha passa de 12 para 40 quilómetros, aumentando "quatro vezes mais" o tempo de deslocação das ambulâncias.

"Quantas mais pessoas irão morrer no transporte até terem assistência médica, quem é o responsável pelo aumento previsível de mortes sem terem assistência médica, quem irá pagar as vidas", questiona Carlos Miguel.

O presidente da autarquia lembra que Torres Vedras é o concelho com maior área territorial do distrito de Lisboa, obrigando os cidadãos a deslocarem-se até 12 quilómetros para se deslocarem de uma ponta do concelho até à atual urgência.

Na quarta-feira, Carlos Miguel reuniu com vários grupos parlamentares, na sequência de uma petição subscrita por mais de 4600 cidadãos contra o encerramento da urgência.

Os subscritores sensibilizam o Ministério da Saúde e a ARSLVT para que, "a ser inviável a manutenção de ambas as urgências médico-cirúrgicas, que se mantenha a de Torres Vedras".

A posição é sustentada pelo critério geográfico de Torres Vedras se localizar mais a sul, tendo em conta que a população de toda a região tem como hospital central de referência o de Santa Maria, em Lisboa.

De acordo com uma proposta da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), o Ministério da Saúde pretende transformar a urgência médico-cirúrgia do Centro Hospitalar de Torres Vedras (CHTV) em básica, mantendo a urgência médico-cirúrgica das Caldas da Rainha.

Além disso, quer encerrar o bloco de partos e a urgência pediátrica em Torres Vedras, concentrando estes serviços nas Caldas da Rainha, que, por sua vez, perde a ortopedia e a cirurgia em prol de Torres Vedras.

Os autarcas da região aguardam uma decisão definitiva do Ministério da Saúde, que tinha dado o prazo até ao final de março.

A região Oeste é servida pelo Centro Hospitalar Oeste Norte (Caldas da Rainha), que abrange os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, e pelo Centro Hospitalar de Torres Vedras, que serve o Cadaval, Lourinhã, Torres Vedras e parte do concelho de Mafra.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 27, 2012, 05:55:26 pm
Grávidas de Bragança fazem 200 quilómetros para ecografia morfológica


As grávidas de Bragança voltaram a ter de se deslocar quase duzentos quilómetros para fazer um dos mais importantes exames pré-natais, a ecografia morfológica, devido à falta de um profissional com a habilitação necessária.

Responsáveis dos serviços de saúde confirmaram à Lusa que há já "alguns meses" que não pode ser feita em Bragança a ecografia do segundo trimestre, que é realizada entre as 18 e as 22 semanas de gravidez e permite detetar anomalias no feto.
 
As grávidas que queiram fazê-la pelo Serviço Nacional de Saúde têm agora de se deslocar quase 200 quilómetros até Amarante para realizar o exame, que só desde agosto de 2007 é que começou a ser feito em Bragança.
 
O presidente do concelho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, António Marçôa, disse hoje à Lusa que o especialista que assegurava este serviço, deslocando-se periodicamente a Bragança, deixou de o fazer.
 
Como na região não existe um ecografista com habilitação para realizar o exame, a ULS decidiu contratualizar o serviço a uma clínica privada, a Clipóvoa, de Amarante.
 
O presidente d ULS garantiu que "a medida é temporária até se conseguir encontrar um médico que assegure o serviço" em Bragança.
 
Ao contrário das restantes ecografias, que são realizadas por obstetras, esta exige um profissional diferenciado, que nunca existiu m permanência na região.
 
O diretor clínico para os cuidados hospitalares da ULS, Domingos Fernandes, explicou à Lusa que se trata de um exame que "é altamente diferenciado, que permite com qualidade diagnosticar malformações no feto, numa altura em que é fundamental fazê-lo".
 
Como deixou de haver condições para fazer o exame em Bragança, "tentou-se encontrar um equilíbrio entre a comodidade e a qualidade e segurança", disse o diretor clínico, para justificar a escolha da clínica de Amarante.
 
O responsável frisou que "o diagnóstico pré-natal continua a ser feito quase na totalidade em Bragança, com a exceção deste exame".
 
O antigo Centro Hospital do Nordeste, que agora foi integrado na ULS, junto com os centros de saúde da região, fez um acordo, em 2007, com um ecografista do Hospital de Santo António, no Porto.
 
O profissional passou a deslocar-se duas vezes por semana a Bragança para realizar o exame, mas deixou de o fazer "há alguns meses", segundo o presidente da ULS, que não adiantou os motivos.
 
O serviço prestado por este profissional garantia mais conforto e rapidez às grávidas.
 
O diretor clínico da ULS afirmou que, relativamente ao custo das deslocações, a unidade "assegura o que está previsto na lei, que é o reembolso do valor equivalente ao custo do transporte público".

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 02, 2012, 10:12:31 pm
Hospital de Loures com mais consultas para abortar do que para ter filhos


A responsável pela Espírito Santo Saúde, entidade que gere o Hospital de Loures, disse hoje que, em março, houve mais pessoas naquela unidade para realizarem abortos do que a marcarem consultas para terem filhos.

"Tivemos mais consultas de interrupção voluntária da gravidez do que de obstetrícia [para terem filhos]. E algumas das pessoas a repetirem segunda e terceira vez", sublinhou Isabel Vaz, em Fátima, durante a sua intervenção no XXIV Encontro Nacional da Pastoral Social.
 
À Agência Lusa, Isabel Vaz notou que estes são os primeiros números desde que iniciaram a gestão em fevereiro e dizem respeito a março.
 
"Isto não tem nada a ver com ser ou não católico", destacou a responsável daquela entidade do Grupo Espírito Santo, lembrando que "a cobertura universal dos cuidados de saúde não é possível".
 
Isabel Vaz sustentou que uma das "discussões sérias que tem que ser feita" é "sobre o que deve ser de facto pago por todos nós", porque "não há dinheiro para pagar tudo". Ou seja, "há que fazer escolhas", defendeu.
 
A responsável explicou que "não vale a pena fazer declarações de amor ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)". O que é imperioso, sustentou, é "gerir melhor".
 
A presidente da comissão executiva da Espírito Santo Saúde salienta que "o ministro [da Saúde] Paulo de Macedo tem carradas de razão quando fala do combate ao desperdício".
 
A responsável da Espírito Santo Saúde afirmou que as despesas com a saúde em Portugal "vão continuar a crescer" e que isso coloca em causa a sustentabilidade do SNS.
 
Isabel Vaz defendeu que é preciso acabar com o mito dos malefícios das Parcerias Público-Privadas e destacou que "as pessoas em necessidade não diabolizam o setor público ou privado", sustentando que, em Portugal, "não existem doenças rentáveis, mas uma péssima definição de preços".
 
Por outro lado, disse ainda, é preciso desfazer outros mitos como os da exigência da exclusividade médica, "de que os velhotes é que dão cabo disto [SNS] tudo", e, ao mesmo tempo, perceber que é essencial investir na tecnologia e na prevenção das doenças crónicas.
 
A intervenção da presidente da comissão executiva da Espírito Santo Saúde foi realizada na sessão da tarde no primeiro dia dos trabalhos do XXIV Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, que decorre em Fátima até ao próximo sábado.
 
A iniciativa, promovida pela Comissão Nacional da Pastoral da Saúde da Igreja Católica Portuguesa, está subordinada ao tema "Cuidados de Saúde, Lugares de Esperança (A Saúde em Portugal)".

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Camuflage em Maio 03, 2012, 02:11:24 am
"Isto não tem nada a ver com ser ou não católico", destacou a responsável daquela entidade do Grupo Espírito Santo, lembrando que "a cobertura universal dos cuidados de saúde não é possível".

"durante a sua intervenção no XXIV Encontro Nacional da Pastoral Social."

 :lol:


Olhem mais para os mecanismos de prevenção e percam menos tempo a tagarelar. É só começar a educar para a saúde: miúdos e graúdos.
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 03, 2012, 02:43:54 pm
Citar
"Tivemos mais consultas de interrupção voluntária da gravidez do que de obstetrícia [para terem filhos]. E algumas das pessoas a repetirem segunda e terceira vez", sublinhou Isabel Vaz, em Fátima

Mas que lindo... :evil:  :evil:
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2012, 08:38:35 pm
Aborto: Meio milhar fez mais do que um em 2011 e oito já tinham feito mais de dez


Perto de 500 mulheres realizaram em 2011 mais do que uma interrupção da gravidez e oito já tinham realizado mais de dez abortos anteriormente, de acordo com o relatório da Direção Geral de Saúde (DGS). O documento com o registo das Interrupções da Gravidez (IG) em 2011, hoje disponibilizado pela DGS no seu site, revela que nesse período foram realizadas 20.290, das quais 97 por cento (%) por opção da mulher até às dez semanas.
 
Das mulheres que realizaram uma IG em 2011, 74,1% nunca tinha realizado um aborto anteriormente, 20,4% tinham realizado uma, 4,2% tinham feito duas e 1,3% já tinham feito três ou mais no decorrer da sua idade fértil.
 
Das IG realizadas no ano passado, 464 (2,3%) referiam-se a mulheres que já tinham realizado um aborto em 2011.
 
O documento indica ainda que sete das mulheres que realizam IG em 2011 tinham feito seis abortos anteriores, três tinham realizado sete, três fizeram oito e oito mulheres já se tinham submetido a mais de dez intervenções do género.
 
Em relação à idade da mulher, as classes em que se verificaram mais IG correspondem aos intervalos 20-24 anos (22,6%), 25-29 anos (21,8%) e 30-34 anos (20,5%).
 
A IG em mulheres com menos de 20 anos mantém uma tendência decrescente (11,7% em 2011 e 12,1% em 2010), o que se deveu à diminuição de casos no grupo das menores de 15 anos. Ainda assim, 82 mulheres que interromperam a gravidez no ano passado tinham menos de 15 anos.
 
Os autores do documento identificaram uma alteração na distribuição das mulheres no que respeita à sua situação laboral, registando um aumento relativamente a anos anteriores nos grupos das desempregadas (19,4%) e das 'Agricultoras, Operárias, Artífices e outras Trabalhadoras Qualificadas (19%).
 
Sobre os companheiros destas mulheres, desconhecia-se a sua situação laboral em 31,4% dos casos.
 
No período em análise, mais de metade (51,8%) das mulheres que efetuaram uma IG até às 10 semanas de gestação, por opção, referiram ter um a dois filhos e 40% disseram não ter filhos.
 
A maioria das IG (66,9%) por opção da mulher foi feita em unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o que “constitui uma diminuição de cerca de 2,6% relativamente a 2010”, refere o relatório.
 
Nas IG realizadas em instituições do SNS, “48% decorreu de acesso direto das mulheres à consulta hospitalar (iniciativa própria), 38,3% teve uma referenciação prévia dos cuidados de saúde primários (encaminhamento do centro de saúde) e 5,7% decorreu de encaminhamento de outras unidades hospitalares públicas”.
 
Em relação às unidades privadas, “45,4% das mulheres foram encaminhadas por unidades hospitalares públicas, 32% [foram encaminhadas] a partir dos cuidados de saúde primários e 21,3% procurou estas unidades por iniciativa própria e não ao abrigo de encaminhamento do SNS”.
 
As IG são maioritariamente realizadas recorrendo a medicamentos (65%), mas de forma diferente consoante a unidade de saúde seja pública ou privada.
 
Nas unidades do SNS, a grande maioria das interrupções (96%) são realizadas utilizando medicamentos, enquanto a quase totalidade das unidades privadas (98%) opta pelo método cirúrgico.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Camuflage em Maio 03, 2012, 10:43:18 pm
Não sei porque isto causa tanta consternação ou admiração. A repetição do abordo já ocorria quando este era ilegal, não por o legalizar que iria deixar de ocorrer, o que se passa é que antigamente não havia noção dos números porque era feito em vãos de escada, agora sabe-se o que se passa e como tal deviam investir na educação das pessoas. Ilegalizar é o maior erro porque as mulheres vão continuar a fazê-lo recorrendo a métodos nocivos aumentando dessa forma a despesa médica porque acabam, tal como antigamente por ir parar aos hospitais com hemorragias internas e necessitam de cirurgias ou intervenções caras.

Eduquem as pessoas para a sexualidade e planeamento familiar sem tabus ou jesus pelo meio, terão com certeza melhorias no futuro.
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 08, 2012, 08:52:59 pm
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2012, 10:23:16 pm
Portugueses criam vacina contra infeções nos recém-nascidos


Um grupo de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) do Porto anunciou hoje ter desenvolvido uma vacina contra o principal agente causador de infeções nos recém-nascidos, o Streptococcus agalactiae, responsável pela septicemia e pela meningite.

O estudo científico, que já foi publicado na revista "PLOS Pathogens", foi liderado pela investigadora Paula Ferreira.

Esta investigadora explicou à Lusa que, "por enquanto, a única forma de controlar esta infeção é a administração profilática de antibióticos às grávidas".

Muito embora este tratamento tenha conduzido a "um decréscimo significativo" na incidência global desta infeção no recém-nascido, o problema continua a ser "a principal causa de morbilidade e mortalidade neonatal, nomeadamente por septicemia ou meningite", salientou Paula Ferreira.

Neste contexto, e porque "a vacinação maternal representa uma alternativa atrativa à administração de antibióticos", a equipa do Laboratório de Imunologia do ICBAS tem vindo a estudar formas de combater a bactéria que se encontra presente no trato genital feminino.

Aliás, segundo a investigadora, "várias vacinas já foram propostas, a nível mundial, mas carecem de universalidade, uma vez que não conferem proteção para todas as bactérias desta espécie".

O projeto do grupo de investigadores do ICBAS conseguiu, pela primeira vez, desenvolver "uma vacina capaz de combater todas as bactérias do agente infecioso".

Quando a vacina foi testada num modelo animal, "verificou-se que os nascidos de mães vacinadas estavam protegidos da infeção, ao contrário dos ratinhos nascidos de mães não vacinadas", explicou Paula Ferreira.

O artigo publicado na revista "PLOS Pathogens" refere que a equipa do ICBAS usou como alvo uma proteína [a gliceraldeído-3-fostato desidrogenase], produzida por esta bactéria, que induz no hospedeiro a produção de um fator imunossupressor, a interleucina 10 (IL-10).

"Mostrámos ainda que a elevada suscetibilidade do recém-nascido à infeção por esta bactéria se deve à propensão do recém-nascido em produzir IL-10, que impede o recrutamento de uma célula imune, muito importante para a eliminação da bactéria, o neutrófilo", referiu a docente do ICBAS.

Por outro lado, a investigação concluiu que a vacinação materna impede esta produção de IL-10, permitindo o recrutamento do neutrófilo para os órgãos infetados, levando assim à eliminação do Streptococcus agalactiae.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 15, 2012, 07:18:19 pm
Estudo coloca Portugal em 25º lugar nos sistemas europeus de saúde


Portugal surge em 25.º lugar na classificação de sistemas de cuidados de saúde de 34 países europeus, divulgada hoje em Bruxelas pela organização Health Consumer Powerhouse, que sublinha os «longos tempos de espera» e os «resultados medíocres».

Com um total de 589 pontos em mil possíveis, no conjunto de 42 indicadores de desempenho, Portugal caiu quatro posições relativamente ao posto que ocupava em 2009, e é agora o sétimo país da União Europeia com pior resultado, surgindo na lista, apenas à frente de Lituânia, Polónia, Hungria, Albânia, Macedónia, Letónia, Roménia, Bulgária e Sérvia, país que se encontra na «cauda» da tabela, com 451 pontos.
 
No extremo oposto, a Holanda lidera com 872 pontos em mil possíveis, seguida da Dinamarca (822), da Islândia (799), do Luxemburgo (791) e da Bélgica (783).
 
De acordo com Arne Björnberg, o director de investigação do Euro Health Consumer Index, inquérito anual dos cuidados de saúde na Europa, «parte-se do princípio que a crise económica dos últimos anos afectou Portugal e, por isso, não seria de esperar grandes melhoras na assistência médica», mas a verdade é que «Portugal estagnou, enquanto outros países melhoraram».
 
Segundo o mesmo responsável, Portugal tem bom nível na assistência médica utilizando a internet, mas esta modernização não reflecte as condições gerais de assistência médica.
 
«As esperas são demasiado longas e os resultados medíocres», assinala.
 
Como nota positiva, o estudo indica que «o sistema é suficientemente inclusivo e existe um bom acesso a operações cirúrgicas renais e a cataratas».
 
Publicado pela primeira vez em 2005, o índice é compilado pela Health Consumer Powerhouse, uma organização sueca especializada na informação aos consumidores sobre cuidados de saúde, que garante compilar a classificação a partir de um conjunto de estatísticas públicas, sondagens aos utentes e pesquisa independente.
 
O índice traduz a classificação anual dos sistemas de saúde nacionais da Europa em cinco áreas: direitos e informação dos pacientes, listas de espera para tratamento, prevenção, âmbito e alcance dos serviços prestados e a área farmacêutica.
 
A classificação abrange os 27 Estados-membros da União Europeia e outros sete países europeus: Islândia, Suíça, Noruega, Croácia, Albânia, Macedónia e Sérvia.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 16, 2012, 08:10:09 pm
Ministro da Saúde analisa ranking pouco favorável para Portugal


O ministro da Saúde vai analisar o estudo que coloca Portugal no 25.º lugar entre 34 sistemas europeus, mas quer saber qual a empresa que recolheu os dados, em que altura e a razão de os indicadores serem «voláteis».

O relatório foi divulgado na terça-feira, em Bruxelas, pela organização Health Consumer Powerhouse, que sublinha os "longos tempos de espera" e os "resultados "medíocres".
 
Com um total de 589 pontos em mil possíveis, no conjunto de 42 indicadores de desempenho, Portugal caiu quatro posições relativamente ao posto que ocupava em 2009, e é agora o sétimo país da União Europeia com pior resultado, surgindo na lista, apenas à frente de Lituânia, Polónia, Hungria, Albânia, Macedónia, Letónia, Roménia, Bulgária e Sérvia, país que se encontra na "cauda" da tabela, com 451 pontos.
 
No extremo oposto, a Holanda lidera com 872 pontos em mil possíveis, seguida da Dinamarca (822), da Islândia (799), do Luxemburgo (791) e da Bélgica (783).
 
Segundo o relatório, Portugal e Espanha foram os únicos em que a "crise afetou a assistência médica".
 
À margem da inauguração de uma rede de cuidados continuados, na Amadora, Paulo Macedo indicou a necessidade de saber qual a empresa sueca que fez o estudo, a que anos se reporta e a razão dos "indicadores irem variando ao longo dos anos".
 
 "É muito difícil dizer qual é a nossa evolução em termos comparativos, tanto mais que em termos de 'score' concreto Portugal não baixou. Houve um 'score' absoluto de outros países que cresceu", afirmou aos jornalistas.
 
Para o governante, seria "possível ver a tendência, se se mantivessem os indicadores".
 
"Como todos os estudos vamos avaliá-lo, mas para já quereríamos saber quem é a empresa sueca, a que período é que se reporta e porque é que os indicadores são tão voláteis", concluiu.
 
Acerca da rede de cuidados continuados, Paulo Macedo admitiu a necessidade de "cobertura adicional" na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma vez que há "cobertura com alguma expressão já a Norte".
 
Face à tendência futura de existirem mais idosos "que felizmente vivem mais", vai ser preciso "tratar com mais intensidade", considerou.
 
Questionado se já recebeu a carta hospitalar, o ministro respondeu ter recebido um estudo sobre a mesma e que deverá ser colocado em discussão pública.
 
Quanto às conversações com os médicos sobre grelhas salariais, Paulo Macedo acredita que será possível o acordo, salientando que as negociações continuam e que pela tutela não houve qualquer ameaça de rutura.
 
Perante a hipótese levantada pelos clínicos de greve, o ministro respondeu estar "sempre atento ao que lhe dizem" e recusou que exista qualquer impasse nas negociações e sim uma "evolução programada das negociações".

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Malagueta em Maio 29, 2012, 01:57:33 pm
Aposta de sucesso na Biotecnologia representa investimento de €40M

BIAL inaugura nova Unidade de Produção e Investigação em Espanha com presença da Casa Real




•Investimento de €12M ao nível de infraestruturas, estando previstos mais €28M
•Cerimónia oficial de inauguração presidida por sua Alteza o Príncipe das Astúrias
•BIAL posiciona-se para ser um dos principais players na comercialização e desenvolvimento de vacinas e meios de diagnóstico
•Projeto viabiliza entrada nos mais importantes mercados da Europa
•Imunoterapia representa 10% do volume de faturação do grupo
•BIAL cresce mais de 20% em Espanha

O Grupo BIAL inaugura oficialmente a sua nova Unidade Integrada de Produção e Investigação, localizada no Parque Tecnológico da Biscaia, Bilbau, Espanha. A cerimónia oficial de inauguração é presidida por Sua Alteza o Príncipe das Astúrias, contando igualmente com a presença de figuras de Estado de Portugal e de Espanha e outras entidades institucionais do País Basco.

A nova unidade envolveu um investimento de €12M ao nível de infraestruturas, estando previstos até 2020 mais €28M destinados aos projetos de desenvolvimento de vacinas antialérgicas e meios de diagnóstico.


BIAL: um player de referência na área da imunoterapia

“É para nós uma enorme honra poder contar com a presença do Príncipe das Astúrias na inauguração oficial deste nosso projeto que representa o estado da arte ao nível da produção, investigação e desenvolvimento de vacinas e é a base para desenvolver o negócio da imunoterapia alérgica onde BIAL quer assumir uma dimensão internacional”, admite, António Portela, CEO do Grupo BIAL.

O Centro de Excelência localizado em Bilbau concentra 28% dos recursos humanos de BIAL Espanha, que conta com 276 colaboradores, e a área de imunoterapia representa 10% do volume de faturação do grupo. A equipa de I&DI é multidisciplinar, contando com 20 técnicos e cientistas com formação nas áreas da biologia, biotecnologia, medicina e farmácia. “Temos uma equipa com forte know how e temos hoje condições que nos permitem dar um salto qualitativo no negócio da imunoterapia, nomeadamente ao nível do lançamento de novas vacinas que perspetivamos possa ocorrer já em 2015.”

Com uma área total de 4200m2, atualmente nas novas instalações de BIAL em Bilbau são produzidas 250 mil vacinas e testes de diagnóstico, existindo capacidade para atingir a produção de 2 milhões de frascos de vacinas por ano.

BIAL assume assim uma dimensão competitiva em relação a outras farmacêuticas estrangeiras que operam nesta área de negócio, permitindo a entrada em novos mercados, nomeadamente, a Alemanha e a França, os mais importantes mercados na Europa, entre outros como Polónia, Áustria, Suíça e Hungria.

A nova unidade de BIAL tem como base processos de biotecnologia e permitirá a investigação e produção de vacinas antialérgicas personalizadas, alergénios recombinantes, autovacinas e vacinas microbiológicas e diagnósticos in vivo e in vitro para alergias. O projeto integra as Boas Praticas de Produção (cGMP) e obedece aos requisitos das entidades regulamentares, nomeadamente da FDA Americana e da EMA na Europa.


150 milhões de pessoas na Europa sofrem de doenças alérgicas

Conjuntamente com a asma, a doença do foro alérgico constitui a doença crónica de maior prevalência a nível mundial.

Estima-se que 150 milhões de pessoas na Europa sofram de doenças alérgicas, perspetivando-se que a prevalência destas patologias continue a aumentar e que em menos de 15 anos mais de metade da população europeia sofra de doença alérgica.

O previsível aumento das doenças do foro alérgico, o forte know how de BIAL e a iniciativa de ampliar a oferta tecnológica na área da imunoterapia baseada em processos de biotecnologia, foram fatores decisivos para a construção desta unidade inovadora.

A aplicação de vacinas antialérgicas possibilita a alteração da resposta alérgica e constitui o único método de tratamento dirigido à origem da doença, alterando significativamente a qualidade de vida das pessoas com alergias.


Espanha: principal mercado internacional e pilar do projeto de internacionalização

Atualmente, BIAL é um dos principais grupos farmacêuticos da Península Ibérica, ocupando uma posição de liderança na produção de produtos de imunoterapia alérgica. Espanha é o principal mercado internacional e pilar do projecto de internacionalização da empresa. A entrada no mercado espanhol deu-se em 1998 com a compra da empresa Ifidesa Aristegui que detinha instalações no centro de Bilbau, onde BIAL Espanha esteve sedeada até agora.

BIAL Espanha é membro do European Allergen Manufacturers Group, participando no plano da plataforma de promoção de actividades I+D+i, onde está classificada como “empresa com significativa atividade de investigação com fábrica e centro de I&D próprios”. Em 2011 a faturação de BIAL em Espanha foi de cerca de €30M, o que representa um crescimento de mais de 20% face ao ano anterior.

A investigação de novas soluções terapêuticas continuará a ser um dos alicerces da expansão internacional do grupo BIAL que prevê, até 2020, colocar no mercado mais novos medicamentos de sua própria investigação. BIAL tem canalizado nos últimos anos cerca de 40 milhões de euros para I&D (mais de 20% da sua faturação) que está centrada no sistema nervoso central, no sistema cardiovascular e novos avanços no tratamento de alergias.

Nos últimos anos BIAL iniciou um importante processo de expansão e hoje tem produtos em 50 países. As vendas de BIAL nos mercados internacionais já representam 40% do total do volume de negócios da empresa. O Grupo detém também instalações em Itália, em Moçambique, em Angola, na Costa do Marfim e no Panamá.

A farmacêutica conta com cerca de 900 colaboradores e o seu volume de negócio é de cerca de 140 milhões de euros.
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Maio 29, 2012, 06:24:46 pm
Indústria farmacêutica denuncia pressões de hospitais


A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) denunciou hoje alegadas pressões de hospitais públicos que estarão a exigir dos laboratórios “perdões significativos da dívida em atraso” para avançarem com o seu pagamento.

Em comunicado, a Apifarma repudia veementemente a atitude destes hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – sem os identificar – e que estarão a “contactar as empresas associadas” e a exigir “perdões significativos da dívida em atraso, em troca do fornecimento de medicamentos e diagnósticos in vitro”.
 
O perdão será, ainda segundo a denúncia da Apifarma, uma condição para os hospitais efetuarem o pagamento a estas empresas.
 
“Este tipo de atitude merece um veemente repúdio da Apifarma e contraria o compromisso assumido pelo Ministério da Saúde, no acordo assinado com esta associação a 14 de maio, de "criar as condições necessárias para o integral cumprimento e fiscalização do pagamento das dívidas hospitalares”, lê-se no comunicado.
 
Para a Apifarma, “esta postura inaceitável por parte dos hospitais do SNS põe em causa a capacidade operacional das empresas, a sua presença em Portugal, e o consequente acesso dos doentes aos medicamentos e tratamentos”.
 
“E é tanto mais reprovável perante um cenário de contínuo crescimento dos valores em dívida, bem como dos respetivos prazos de pagamento”, lê-se no documento.
 
A associação defende que “o pagamento da dívida hospitalar deve obedecer a princípios de transparência negocial e antiguidade das faturas”.
 
“As empresas farmacêuticas e de meios de diagnóstico que operam no mercado hospitalar estão a atravessar um momento crítico, agudizado pela dificuldade de obtenção de crédito junto da banca”, acrescenta.
 
Dados da Apifarma indicam que, em abril, o valor da dívida dos hospitais do SNS aumentou para 1.467 milhões de euros, sendo a média do prazo de pagamento de 542 dias.
 
O Centro Hospitalar Lisboa Norte, que integra os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, é a unidade que mais deve às empresas farmacêuticas (202 milhões de euros), enquanto o Centro Hospitalar do Nordeste (unidades hospitalares de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela) é o que regista o maior atraso no pagamento de medicamentos e produtos adquiridos às empresas farmacêuticas: 1.006 dias.
 
Esta postura inaceitável por parte dos hospitais do SNS põe em causa a capacidade operacional das empresas, a sua presença em Portugal, e o consequente acesso dos doentes aos medicamentos e tratamentos, sublinha a Apifarma.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 01, 2012, 09:15:43 pm
Bombeiros de Castelo Branco reclamam dívida do Ministério da Saúde para pagarem salários


A Federação Distrital de Bombeiros de Castelo Branco pediu hoje ao Ministério da Saúde, «com a máxima urgência», a liquidação de uma dívida de 580 mil euros às corporações do distrito. O valor acumulado corresponde, segundo a federação, aos valores por pagar até Dezembro de 2011 relativos ao transporte de doentes.

De acordo com a missiva endereçada ao Governo e aprovada por unanimidade em assembleia-geral, a dívida está a colocar em causa o pagamento de salários nas corporações.

A federação realça que as associações humanitárias de bombeiros «estão a passar por enormes dificuldades financeiras», refere a missiva assinada pelo presidente José Mariano, comandante dos Bombeiros de Castelo Branco.

A situação é agravada pela forma como «o transporte de doentes não urgentes foi resolvido pelo Governo e que não satisfaz minimamente as associações» e ainda pelo facto de «as despesas com os incêndios florestais entre Outubro de 2011 e 15 de Maio de 2012 não terem sido comparticipadas pelo Estado».

Em Março, o Ministério da Saúde e a Liga dos Bombeiros chegaram a um princípio de acordo em relação ao transporte de doentes, depois de acertarem o aumento de três cêntimos no preço a pagar por cada quilómetro, que passa para 51 cêntimos, e o aumento do preço da taxa de saída de ambulâncias de 7,5 para 10 euros.

Entretanto, na quinta-feira, a tutela chegou a acordo com a Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa, que ameaçavam a suspender o servido de transporte de doentes não urgentes. O ministério aceitou rever o pagamento das taxas de saída pagas às corporações.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 04, 2012, 10:03:11 pm
Ministro da Saúde defende parcerias estratégicas para aumentar exportação de medicamentos


O ministro da Saúde defendeu hoje o desenvolvimento de parcerias estratégicas para aumentar a capacidade de exportação de medicamentos, que está avaliada atualmente em cerca de 500 milhões de euros.

“A importância das exportações de medicamentos não deve ser negligenciada e é fundamental criar e fortalecer parcerias entre a Autoridade Nacional do Medicamento e a indústria farmacêutica”, afirmou Paulo Macedo na 53.ªreunião anual do Grupo Internacional da Distribuição Farmacêutica, que decorre em Sintra.
 
Paulo Macedo adiantou que a indústria farmacêutica é uma "indústria estratégica" e que o Governo apoia as iniciativas que permitam a inovação e o aumento da capacidade de exportação neste setor.
 
Por isso, frisou, “é importante desenvolver parcerias estratégicas que permitem uma internacionalização bem sucedida”.
 
Contudo, ressalvou, apesar das exportações serem um “elemento muito positivo” no contexto nacional, a indústria tem de garantir um outro aspeto fundamental: manutenção do acesso dos medicamentos a todos os portugueses, uma obrigação das entidades envolvidas no circuito do medicamento.
 
Presente na conferência, o comissário Europeu da Saúde, John Dalli alertou para os gastos em saúde na Europa que representam cerca de 10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
 
“Na Europa, hoje gastamos cerca 10 por cento do PIB em saúde, mais do que alguma vez gastámos”, disse John Dalli, considerando que é uma situação “insustentável a longo prazo”.
 
O comissário europeu adiantou que a Europa enfrenta um “duplo desafio”: ao mesmo tempo que é preciso limitar custos, é necessário garantir o acesso universal dos cidadãos ao sistema de saúde.
 
“Precisamos de soluções que funcionem para os doentes terem acesso universal aos medicamentos”, disse.
 
Outro aspeto importante é o tempo de tomada de decisão em relação ao reembolso e aos preços dos medicamentos, defendeu Dalli, considerando que os doentes devem ter um “acesso mais rápido” aos medicamentos, sejam de marca ou genéricos.
 
Paulo Macedo lembrou as “medidas fortes” que o Ministério da Saúde tomou para reduzir as despesas no sector, garantindo, ao mesmo tempo, a “eficiência e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”.
 
“Nós acreditamos que Portugal está a ir na direção certa, devido aos esforços e contribuição de todos”, frisou o ministro da Saúde.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 25, 2012, 03:40:44 pm
Investigação portuguesa recebe financiamento do Japão


Um estudo português sobre os genes das enzimas que fabricam polissacáridos raros (açucares complexos) envolvidos na génese da parede especial das micobactérias como as que causam tuberculose foi contemplado com financiamento japonês.

A investigação é de uma equipa de micobacteriologia molecular liderada por Nuno Empadinhas, no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) e foi uma das 16 seleccionadas com uma bolsa de 2,2 milhões de ienes (cerca de 20 mil euros), por um período de um ano, pela Mizutani Foundation for Glycoscience, fundação japonesa que há duas décadas promove a investigação na área das glicociências (açúcares biológicos e suas funções), anunciou hoje a Universidade de Coimbra.

Nuno Empadinhas explicou à agência Lusa que o objectivo é «identificar os genes responsáveis pela síntese dos polissacáridos», de forma a «encontrar um ponto fraco» das micobactérias, e, assim, impedi-las de poderem «desenvolver patogenicidade (doença)».

Um dos grandes obstáculos desta investigação é «descodificar a função dos genes (que dão origem às enzimas) destas bactérias», disse o especialista, sublinhando que estão ainda por descobrir as funções de mais de metade dos 4000 genes da mycobacterium tuberculosi (micobactéria da tuberculose).

Se o estudo correr como o previsto, «fica aberto o caminho a áreas como a biologia estrutural, engenharia química e farmacêutica em direcção ao desenvolvimento de fármacos (antibióticos) que bloqueiem a função dos polissacáridos e a formação da parede, com consequências letais para as micobactérias».

Poderá também ter impacto em «patologias causadas por outras micobactérias dispersas no ambiente, as não tuberculosas» (há mais de 150 espécies descritas).

«A crescente preocupação com estas micobactérias resulta do aumento no número de infecções em ambiente hospitalar, em pacientes imunodeprimidos, ou com factores de risco como fibrose quística, diabetes e idade avançada», explicou Nuno Empadinhas.

Embora «modesto», o financiamento atribuído pela fundação japonesa constitui «um complemento importante» para o estudo atingir os objectivos e vem «dar crédito» ao trabalho dos cientistas portugueses, tendo em conta que concorreram «investigadores do mundo inteiro», considerou.

A equipa de investigação, que conta também com financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tem a colaboração de elementos do Instituto de Biologia Celular e Molecular (Porto), do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (Oeiras) e da Universidade de Guelph, no Canadá.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 29, 2012, 12:47:30 pm
Lisboa vai ter sete novos centros de saúde


A Câmara de Lisboa anunciou hoje que a cidade "vai ter sete novos centros de saúde", no seguimento de um protocolo, firmado em 2009, de cedência de terrenos para a construção dos equipamentos pelo Ministério da Saúde. Em comunicado, a autarquia refere que vão nascer na capital "sete novos centros de saúde" - no Alto do Lumiar, em Santa Maria de Belém, em Benfica (na Rua Rodrigues Migueis e no Bairro da Boavista), em Carnide, Campolide e no Martim Moniz - que, no total, vão servir 102.000 residentes na cidade.

Segundo disse à Agência Lusa fonte da autarquia, estes centros de saúde ficaram previstos num protocolo assinado com a tutela em 2009 que pressupunha a cedência de terrenos municipais para a construção dos equipamentos por parte do Ministério da Saúde. A conclusão das obras estava marcada para o verão do ano passado.

Contactada hoje pela Lusa, fonte da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo disse, no entanto, que "não está definida ainda a calendarização" para estas obras. Na reunião de executivo municipal de quarta-feira, o presidente da câmara, António Costa (PS), afirmou que o ministro da Saúde irá anunciar na sexta-feira o calendário de abertura destes equipamentos.

O anúncio de Paulo Macedo está previsto ocorrer durante a cerimónia de assinatura de um contrato com a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) para a venda de duas lojas no empreendimento do Martim Moniz, para onde está prevista, há dois anos, a construção de um centro de saúde com capacidade para 18.000 pessoas "de centros de saúde circundantes, alguns dos quais sem condições ideais de atendimento", explica a ARS.

Segundo informação publicada na tarde de hoje no Portal da Saúde, a ARS "investiu dois milhões de euros na compra do espaço, de uma área de cerca de 1.700 metros quadrados, que deverá iniciar a sua atividade no próximo ano".

De acordo com o protocolo assinado pela Câmara de Lisboa e a tutela em 2009, a construção dos seis centros de saúde, incluindo o já concluído do Bairro da Boavista, estimava um investimento de cerca de 7,1 milhões de euros.

Segundo os dados do protocolo, a unidade da Alta de Lisboa, previa uma área de construção de 1.686 metros, num terreno de 2.200 metros quadrados e num investimento de 1,7 milhões de euros. A unidade de Belém deverá custar 900.000 euros, com uma área de construção de 843 metros quadrados, instalada num terreno com 1.807 metros quadrados.

Já o Centro de Saúde da Boavista, em Benfica, com um custo previsto inicial de cerca de 500 mil euros, está concluído há quatro meses, mas ainda não abriu, o que tem motivado a indignação dos moradores e autarcas locais.

Também em Benfica, a unidade da Rua Rodrigues Miguéis tem um custo estimado de 1,4 milhões euros e uma área de construção de 1.363 metros quadrados, num terreno com 2.400 metros quadrados.

Para a construção de um centro de saúde em Carnide, no antigo parque de artistas de circo, onde viviam famílias em caravanas e que foram realojadas pela Câmara de Lisboa, foi assinado no final de 2010 um protocolo entre a autarquia e a tutela.

Estava previsto um investimento de 1,4 milhões de euros para a construção do equipamento de 1.363 metros quadrados, num terreno de 4.800 metros quadrados.

Por fim, a construção do Centro de Saúde de Carnide no mercado que a autarquia cedeu ao Estado, segundo informou fonte autárquica, tem um custo estimado de 1,2 milhões euros, ocupando uma área de construção de 1171 metros quadrados, instalada num terreno com 2445 metros quadrados.

A necessidade da construção destes equipamentos ficou firmada na Carta de Equipamentos de Saúde, concluída pelo município em 2009, que apontava para a necessidade de novas unidades nas áreas de influência dos centros de saúde de Benfica, Lumiar, Sete Rios, Olivais, Marvila, Ajuda e Alameda.

O documento firmava também a necessidade de criação de mais de 1.500 camas ou lugares em unidades de cuidados continuados.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 08, 2012, 01:38:13 pm
Supermercados, centros comerciais e metro vão ter desfibrilhadores


Supermercados, centros comerciais, aeroportos, estações de comboio, autocarros e metro vão passar a ter desfibrilhadores, segundo o diploma publicado hoje em Diário da República que dá dois anos aos responsáveis pelos espaços para cumprir as regras. A existência de equipamentos de desfibrilhação automática fora do ambiente hospitalar está regulada desde 2009, mas agora foi alargada a novos espaços onde habitualmente há uma grande concentração de pessoas.

De acordo com o diploma hoje publicado, a instalação de equipamentos passa a ser obrigatória em estabelecimentos de comércio e conjuntos comerciais, aeroportos e portos comerciais, estações ferroviárias, de metro e de camionagem com fluxo médio diário superior a dez mil passageiros e recintos desportivos, de lazer e de recreio com lotação superior a cinco mil pessoas.

O decreto-lei hoje publicado só entra em vigor a 1 de Setembro. Depois, «as entidades responsáveis pela exploração dos locais de acesso ao público têm dois anos para o cumprimento integral» das regras.

O diploma define ainda que o certificado vigorará por cinco anos, dependendo a sua renovação de um curso de verificação do cumprimento dos requisitos necessários à sua obtenção.

A decisão de alargar a presença de desfibrilhadores em zonas com muita afluência de gente prende-se com o aumento de «probabilidades de ocorrência de uma paragem cardio-respiratória».

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 16, 2012, 07:53:30 pm
Lei do testamento vital entra hoje em vigor


A partir de hoje, já é possível escolher antecipadamente, em Portugal, que tipo de tratamento médico se pretende ter em caso de doença terminal – por exemplo, se estiver incapacitado, inconsciente ou a viver momentos de extrema agonia e não quiser ser ventilado ou reanimado.
 
O testamento vital – Lei n.º 25/2012 publicada a 17 de Julho – permite que determinado paciente deixe expresso se quer ser submetido a qualquer tipo de terapêuticas que lhe prolongue a vida de forma artificial. A declaração é feita no notário e pode ser alterada a qualquer altura, mas tem de ser renovada, já que caduca no período de cinco anos.
 
A directiva antecipada de vontade em matéria de cuidados de saúde poder ser feita por qualquer pessoa maior de idade e capaz, ou seja, que não se encontre interdita ou incapacitada devido a problemas de ordem psíquica.
 
Podem constar do documento disposições que expressem a vontade clara e inequívoca do paciente como não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais, ou a tratamento útil, inútil ou desproporcionado no seu quadro clínico e de acordo com as boas práticas profissionais, nomeadamente no que concerne às medidas de suporte básico de vida e às medidas de alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte; receber os cuidados paliativos adequados ao respeito pelo seu direito a uma intervenção global no sofrimento determinado por doença grave ou irreversível, em fase avançada, incluindo uma terapêutica sintomática apropriada; tratamentos que se encontrem em fase experimental e pode ainda autorizar ou recusar a participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos.
 
No entanto, apesar do documento ter suporte legal, os médicos podem ignorá-lo em determinados casos excepcionais ou podem alegar objecção de consciência.
 
O testamento vital pode ainda ser formalizado através de documento escrito, assinado presencialmente perante funcionário devidamente habilitado do Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV), apesar de ainda não existir tal estrutura.
 
Prevê-se que o RENTEV seja criado no ministério com a tutela da área da saúde, com a finalidade de recepcionar, registar, organizar e manter actualizada, quanto aos cidadãos nacionais, estrangeiros e apátridas residentes em Portugal, a informação e documentação relativas ao documento de directivas antecipadas de vontade e à procuração de cuidados de saúde, segundo avança o portal da saúde. Os documentos serão informatizados para que clínicos lhes tenham acesso.

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2012, 07:43:02 pm
Rede de cuidados paliativos entrará em funcionamento em 2013


Uma rede de prestação de cuidados a pessoas com doenças graves ou incuráveis, integrada no Serviço Nacional de Saúde, vai estar a funcionar a partir de 2013, segundo a lei de bases hoje publicada em Diário da República. O diploma, que entrará em vigor com o próximo Orçamento do Estado, cria uma Rede Nacional de Cuidados Paliativos (RNCP) sob a alçada do Ministério da Saúde, e regula o acesso dos cidadãos a este tipo de acompanhamento.

Os cuidados paliativos são tratamentos centrados na prevenção e alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual e na melhoria do bem-estar dos doentes em estado terminal, com doenças graves ou incuráveis, em fase avançada e progressiva.

Esta iniciativa legislativa partiu do CDS-PP, partido da coligação governamental, tendo sido aprovada por unanimidade na Assembleia da República.

Esta nova rede vem desburocratizar o processo de admissão dos doentes a precisar de tratamento, que até agora necessitava de avaliação intermédia.

Com a nova lei, a admissão dos doentes a precisar de tratamento passa a ser determinada pelos serviços médicos onde são assistidos.

A rede irá apoiar cerca de 60 mil doentes directamente e mais 180 mil pessoas indirectamente, quando contabilizados os familiares dos pacientes com doenças graves e incuráveis.

A estrutura vai ser criada nos hospitais e nos centros de saúde com condições para isso, e vai-se autonomizar da actual rede de cuidados continuados, criada em 2006, onde tem funcionado.

Incluirá também apoio domiciliário aos doentes que não precisem de internamento.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 10, 2012, 06:27:33 pm
Investigadores de Coimbra desenvolvem nova tecnologia para monitorizar doentes cardíacos


O protótipo de uma nova tecnologia que irá marcar a Terceira Geração de Sistemas de Monitorização Remota de Doenças Cardiovasculares já foi testado em pacientes e validado clinicamente.
 
A solução chama-se ‘HeartCycle’ e foi desenvolvida, ao longo dos últimos quatro anos, por uma equipa de 10 investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC),no âmbito de um projecto europeu.
 
O equipamento, materializado numa camisola, é composto por um conjunto de sensores têxteis para recolher o eletrocardiograma e o cardiograma de impedância, sensores com dois microfones que permitem realizar a auscultação do coração e determinar todos os eventos que ocorrem no órgão e por um dispositivo eletrónico que recolhe toda a informação.
 
É com base neste sistema que “determinamos dois parâmetros que são fundamentais em cardiologia, na avaliação da função hemodinâmica: o débito cardíaco (quantidade de sangue que o coração consegue bombear por minuto) e a resistência periférica (a resistência que as artérias fazem à circulação do sangue). O controlo hemodinâmico (actividade do coração e artérias), em tempo real, permite dar informação terapêutica ao doente e ao médico, possibilitando, por exemplo, o ajuste diário da medicação” , explicam os coordenadores da investigação, Jorge Henriques, Paulo de Carvalho e Rui Paiva.
 
Até chegar ao mercado ainda há o desafio de transformar o protótipo num produto com design industrial adequado e testar a sua usabilidade. Quando isso acontecer, “a terceira geração de sistemas de monitorização remota terá um impacto muito significativo na gestão da doença crónica cardiovascular porque estamos a proporcionar um sistema para a terapêutica personalizada, articulando o cuidado em casa com o profissional de saúde no hospital”, afirmam os docentes da FCTUC.
 
Com o envelhecimento da população “o Sistema Europeu de Saúde aposta na mudança de paradigma, ou seja, passar da política reactiva para a política preventiva de forma a evitar tratamentos agressivos e internamentos prolongados dos doentes e que geram grandes custos económicos e sociais. Actualmente, o sistema está muito centrado no hospital e, por isso, os pacientes só recebem feedback em consultas médicas, ou na presença de sintomas”, sustentam.
 
O protótipo ‘HeartCycle’ já foi testado em pacientes no hospital dos Covões tendo revelado resultados muito promissores e está presentemente a desenvolver dois estudos clínicos independentes nos Hospitais de Madrid e de Hull (Grã-Bretanha).

Ciência Hoje
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 10, 2012, 07:43:15 pm
Português vai estudar ligações entre neurónios nos EUA


Um médico português vai para o maior centro mundial de estudo do cérebro, estudar ligações entre neurónios e informações genéticas, para perceber qual o medicamento adequado a cada paciente com surto psicótico, e as possibilidades de prevenir a doença.

O psiquiatra Tiago Reis Marques pretende integrar dados acerca do funcionamento das ligações entre neurónios e as características herdadas por cada pessoa, de modo a aumentar a probabilidade de acertar a terapêutica correta para cada caso e mesmo prevenir o aparecimento do primeiro surto psicótico.

Tiago Reis Marques é o primeiro português a ganhar a bolsa para a investigação do mapa cerebral por jovens do NARSAD (Aliança nacional de pesquisa sobre esquizofrenia e depressão), em Los Angeles.

A distinção vai permitir-lhe aprofundar o trabalho que tem vindo a desenvolver nesta área, no Instituto de Psiquiatria do Kings College, em Londres, através do qual estudou as alterações nas ligações de doentes com surtos psicóticos.

Atualmente, "com uma imagem das ligações cerebrais [obtida através de ressonância magnética], conseguimos prever que alguns doentes vão responder a uma determinada medicação enquanto outros não, e traduzir isso numa aplicação prática", explicou hoje à agência Lusa o investigador.

Com o trabalho já realizado e através de várias "fotografias" aos cérebros, foi possível detetar diferenças nos "fios" de ligação entre os milhões de milhões de neurónios das pessoas afetadas por psicose.

"O tratamento de um paciente com uma psicose custa milhares de euros, e cada dia que passa sem o doente responder é um grande fardo para o sistema nacional de saúde e para o doente", segundo Tiago Reis Marques.

Com esta bolsa, o psiquiatra pode abranger mais variantes na sua análise e "não só olhar para os fios de ligação entre neurónios, mas também integrar informação genética e informação funcional, ou como os neurónios respondem a determinados estímulos".

O objetivo é "criar uma ferramenta que diga que este doente vai ter 'X' de probabilidade de responder à medicação ou não", concluiu.

A aplicação prática de prognóstico deverá permitir obter uma resposta acerca do fármaco indicado, mas também da dose adequada a cada situação.

"Vou trabalhar com o maior centro mundial no mapeamento cerebral, onde se tenta reconstruir quase fio por fio as ligações cerebrais; vou trabalhar com matemáticos e engenheiros para criar modelos matemáticos e 'software'", de modo a compreender o funcionamento do cérebro, resumiu Tiago Reis Marques.

A meta é "utilizar o grande conjunto de dados já existente, não só para prever resposta à terapêutica, mas também para outras coisas como prever risco" de, perante determinadas características e condições, alguém vir a ter uma doença psicótica, apostando na medicina mais preventiva e prognóstica.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 29, 2012, 01:11:01 pm
Governo vai cortar nos dispositivos médicos para poupar


O ministro da Saúde revelou hoje que o Governo vai poupar na área dos dispositivos médicos, com a qual o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gasta mil milhões de euros por ano, só nos hospitais públicos.

Paulo Macedo, que falava à agência Lusa à margem da cerimónia da tomada de posse do conselho directivo da autoridade nacional do medicamento e produtos de saúde (Infarmed), disse que na área dos dispositivos médicos “tudo estava por fazer”. O Ministério da Saúde prepara-se para “avançar paulatinamente” neste setor que, segundo Paulo Macedo, movimenta mais de mil milhões de euros por ano, nos hospitais do SNS.

O primeiro trabalho da equipa de Paulo Macedo nesta matéria, a cargo do Infarmed, é a codificação dos dispositivos médicos, já estando concluída a que envolve a área da cardiologia. Seguem-se outras, como a ortopedia, disse.
Questionado sobre os níveis de poupança que o seu Ministério da Saúde espera obter neste domínio, Paulo Macedo adiantou apenas o que lhe têm transmitido alguns administradores hospitalares.

“O que me dizem [os administradores dos hospitais] é que cada vez que se negoceiam os preços de alguns destes dispositivos médicos, conseguem-se poupanças na ordem dos 20, 30 e até 40 por cento”, contou Paulo Macedo.
O ministro sublinhou ainda que alguns destes dispositivos estão à venda com diferenças de preços na ordem dos 100 por cento e que é propósito do Governo assegurar que os doentes têm os melhores produtos, mas a um preço justo.
Isso mesmo afirmou no discurso que proferiu durante a cerimónia da tomada de posse do novo conselho diretivo do Infarmed: “As escolhas têm de ser justificadas e não deixaremos de lutar por preços justos”.

A intervenção na área dos dispositivos médicos tinha já sido aflorada no discurso de tomada de posse pelo novo presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, para quem a evolução neste domínio “vai ser acompanhada pelo instituto, para distinguir os que são verdadeiramente úteis”.
Eurico Castro Alves disse mesmo que esta é uma área “prioritária” de atuação do Infarmed que hoje começou oficialmente a dirigir.
De acordo com dados da Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED), este mercado está avaliado em cerca de 720 milhões de euros.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Malagueta em Novembro 21, 2012, 10:06:22 am
Fármacos
Vendas de fármacos ao exterior duplicam em dez anos


Hovione domina entre as maiores exportadoras. Vende 100% do que produz e tem cinco fábricas no mundo.

.
São 528 milhões de euros o valor das exportações de produtos farmacêuticos em 2011, quase o dobro do que era vendido em 2001. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), até Maio as empresas portuguesas de produtos farmacêuticos já tinham vendido 271 milhões de euros.


A maior parte dos produtos farmacêuticos produzidos em Portugal são vendidos a países da União Europeia. O maior comprador é a Alemanha, seguido do Reino Unido. Em terceiro lugar surge Angola, para onde se exportam cada vez mais produtos. Este mercado, porém, não representa metade do alemão.


Apesar do incremento registado nas exportações de produtos farmacêuticos, a balança comercial ainda é negativa. De acordo a AICEP, as entradas de medicamentos em Portugal em 2011 foram de mais de dois mil milhões de euros.


Um dos casos de maior sucesso é a Hovione, que produz princípios activos para a indústria farmacêutica e lidera a tabela das maiores exportadoras nesta área. OTop5 em 2012, referido pelo INE, completa-se com a Labesfal, Hikma, Bluepharma e a Lusomedicamenta. A Hovione vende para fora 100% do que produz. Com mais de 1.100 colaboradores e cinco fábricas em Portugal, Irlanda, EUA, Macau e Shangai, 2011 foi o sexto ano consecutivo em que as suas vendas aumentaram, tendo passado os 140 milhões de euros
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 24, 2012, 02:30:51 pm
Carapaças de caranguejo a ser usadas em medicamentos


Biólogos do Instituto Politécnico de Leiria estão a estudar a utilidade das carapaças do caranguejo pilado na indústria farmacêutica para valorizar o recurso que é pouco aceite pelos consumidores.

"O pilado é apanhado pela arte do cerco e, na maioria das vezes, é atirado de novo ao mar ou usado como isco para a pesca porque não tem valor no mercado", explicou Sérgio Leandro, que coordena o trabalho de investigação.

Os biólogos querem, por isso, valorizar o recurso e estão a estudar o uso das suas carapaças pela indústria farmacêutica e pela biomedicina, sobretudo para o fabrico de comprimidos para emagrecimento, de pensos para tratamento de queimaduras ou na reconstrução de tecidos.

"Queremos acrescentar valor económico ao produto e às capturas, que pela biotecnologia podem vir a tornar-se numa nova fonte de rendimento para os pescadores", disse o investigador a pensar no futuro sustentável da costa de Peniche.

O projeto pretende contribuir para a diversificação das espécies capturadas, para o aproveitamento de capturas acessórias e para a emergência de novas indústrias de base biotecnológica aplicadas aos recursos da pesca na região oeste.

A investigação vai decorrer até final de 2013 e, para avançar com o trabalho, foram capturados no verão duzentos quilos de pilados que vão ser estudados em laboratório.

No final da investigação, há intenção de criar um projeto-piloto que junte pescadores, investigadores da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche e uma empresa da área da biotecnologia.

O projeto de investigação, orçado em mais de 26 mil euros, foi financiado com cerca de 10 mil euros pelo Programa Operacional das Pescas (Promar), que está integrado no Fundo Europeu das Pescas.

Em 2001, foi considerado pela União Europeu como um dos 30 melhores projetos de boas práticas do espaço comunitário e um dos três a nível nacional.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 27, 2012, 07:00:19 pm
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 14, 2013, 01:30:30 pm
Novo hospital de Vila Franca de Xira contrata mais de 100 profissionais


O novo hospital de Vila Franca de Xira, que deverá começar a funcionar em pleno a 03 de Abril, está a contratar mais de 100 profissionais, na maioria enfermeiros, assistentes operacionais e assistentes técnicos, informou hoje o Grupo Mello. "As contratações devem-se a duas razões: ao início de actividade de novas valências [psiquiatria, hemodiálise, infeciologia e cuidados intensivos/intermédios], e à reorganização das equipas em função do novo espaço", explica o Grupo Mello em resposta escrita, enviada à agência Lusa.

O Agrupamento "Escala - Vila Franca de Xira", liderado pelo Grupo Mello, venceu o concurso, realizado em 2009, para a parceria público-privada de concepção, construção e gestão da futura unidade hospitalar, que irá substituir o actual Hospital de Reynaldo dos Santos.

O processo de transferência de serviços do actual para o novo hospital vai decorrer de forma faseada, com início programado para 28 de Março e fim previsto para 03 de Abril [datas ainda sujeitas a aprovação final da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo], segundo o plano de transferência da administração do hospital, a que a Lusa teve acesso.

A 28 de Março está previsto começarem a funcionar os serviços de consulta externa, de medicina física e reabilitação, os exames especiais e meios complementares de diagnóstico e terapêutica e o hospital de dia oncológico.

O bloco operatório, as unidades de cuidados intensivos e intermédios, o internamento das especialidades médicas e cirúrgicas e o hospital de dia psiquiátrico deverão entrar em funcionamento a 02 de Abril.

No dia seguinte, data prevista para a conclusão do processo de transferência, abrem à população as urgências geral, pediátrica e de obstetrícia e ginecologia, o bloco de partos, o serviço de neonatologia e o internamento de obstetrícia.

De acordo com o plano, a 03 de Abril "todos os serviços estarão a funcionar em pleno nas novas instalações".

Em Abril de 2011, o Tribunal de Contas concedeu visto favorável ao processo de construção do novo Hospital de Vila Franca de Xira por parte do Grupo "Escala - Vila Franca de Xira".

As obras de construção da futura unidade hospitalar arrancaram cerca de um mês depois, a 16 de Maio.

Em Junho, o consórcio assumiu a gestão do actual Hospital de Reynaldo dos Santos, por um período de dois anos até à entrada em funcionamento da nova unidade hospitalar do concelho, prevista para Abril deste ano.

O novo hospital está a ser construído a norte da cidade de Vila Franca de Xira, num investimento que ronda os 100 milhões de euros.

A câmara ribatejana cedeu o terreno para a sua construção, num processo que envolveu uma verba de cerca de dois milhões de euros.

O equipamento vai prestar cuidados de saúde a uma população de perto de 215 mil utentes dos concelhos de Vila Franca de Xira, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja e Benavente.

Terá uma capacidade anual de 16 mil internamentos, oito mil cirurgias, 192 mil consultas externas e 104 mil urgências.

O novo hospital vai contar ainda com 280 camas de internamento, nove salas do bloco operatório, 33 gabinetes de consulta externa e novas especialidades.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 07, 2013, 01:27:48 pm
Hospitais devem 667 milhões de €€€ em material médico


Os hospitais públicos deviam 667 milhões de euros às empresas de dispositivos médicos, no final de 2012, com um prazo de médio de pagamento de 361 dias, segundo a Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED).

Em comunicado, o secretário-geral da APORMED manifesta a sua preocupação com esta situação, por "indiciar que se está a caminhar, em algumas entidades hospitalares, para um novo processo de acumulação de atrasos, que parece resultar de uma incapacidade para cumprir com a Lei dos Compromissos".

Humberto Costa lamenta a situação, por considerar que a Lei dos Compromissos é "um contributo positivo para a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

O valor da dívida inclui uma parcela acumulada até final de 2011, na ordem dos 350 milhões de euros.

"Apesar de verificarmos que o montante atual da dívida compara favoravelmente com os 1.077 milhões de euros que os hospitais deviam ao setor dos dispositivos médicos antes da redução verificada em meados de 2012, na sequência da utilização dos fundos de pensões da banca para pagar as dívidas do SNS, a situação está longe de estar regularizada", refere Humberto Costa.


Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 07, 2013, 05:53:19 pm
Técnicos da Segurança Social e de Saúde pressionam grávidas carenciadas a abortar


Técnicos da Segurança Social estão a aconselhar jovens grávidas carenciadas a abortar, apesar de manifestarem o desejo de ter os filhos, acusam associações da sociedade civil, que asseguram haver casos em que é dito às mães que a consequência de prosseguirem com a gravidez será ficarem sem a criança, noticia hoje o jornal SOL.
 
«Cada vez conheço mais casos desses. Muitas vezes, são raparigas que estão até institucionalizadas e que são pressionadas para abortar», afirma Leonor Ribeiro e Castro, do grupo pró-vida Missão Mãos Erguidas.
 
A ameaça, conta a activista, é clara: «Dizem-lhes que, se não abortarem, tiram-lhes os bebés. Há uma cultura de medo, que é preciso denunciar. Isto não é proteger os menores. Há coacção psicológica».
 
Leonor Ribeiro e Castro diz que, muitas vezes, as gravidezes chegam até ao fim e é através de advogados do movimento que lidera que as mães lutam pela guarda da criança. «Tive um caso de uma mãe que, após uma cesariana, esteve quase dois meses a dormir numa cadeira num hospital, porque se recusava a sair de lá sem o filho e tinha medo de ficar sem ele. Elas sentem isto como um castigo por não terem abortado».
 
Uma advogada que não se quis identificar contou ao jornal a história de uma adolescente de 15 anos a quem foi retirado o filho. «A rapariga vinha de uma família desestruturada e estava numa instituição, mas queria muito ter o bebé. Disseram-lhe sempre que devia abortar, mas ela recusou». Quase um ano depois do nascimento, acabou por vir a decisão de institucionalizar o menor. «Era uma óptima mãe. Precisava de ajuda e não que lhe tirassem o filho», afirma, explicando que o processo está agora na Justiça, onde a mãe tenta recuperar a criança.
 
À Ajuda de Mãe também têm chegado relatos idênticos, sobre algumas pressões junto das adolescentes nos serviços de saúde, e não tanto por técnicas da Segurança Social. «Há algumas vezes, nos tribunais, a ideia de que as mães adolescentes são incapazes de ficar com os bebés e que estes devem ser retirados. Isto não tendo em conta que as instituições servem para ajudar a crescer estas meninas-mães», diz a responsável da associação, Madalena Teixeira Duarte.
 
«O que se passa muitas vezes é a retenção do bebé no hospital, se não estiverem reunidas as condições julgadas indispensáveis para irem para casa», afirma Madalena Teixeira Duarte. Nestes casos, «as mães são aconselhadas a irem para uma instituição se quiserem ficar com o bebé». No entanto, frisa, o mais normal é que os menores só sejam retirados «quando a carência económica ponha em perigo o bem-estar do bebé e se tenham esgotado todas as alternativas de ajuda à família».
 
Contactados pelo SOL, nem o Instituto da Segurança Social nem a Comissão Nacional de Protecção de Menores estiveram disponíveis para prestar esclarecimentos. Também não foi possível obter dados sobre o número de crianças institucionalizadas e dadas para adopção nos últimos quatro anos ou saber em quantas destas situações as decisões se prenderam com a falta de condições económicas e não com abusos ou maus-tratos.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Julho 12, 2013, 09:23:23 pm
Saúde sem verbas para combater calor


A esmagadora maioria dos hospitais não tem uma certificação dos sistemas de climatização e controlo da qualidade do ar como a lei exige. Trata-se de uma garantia-extra de que todos os sistemas de climatização interna estão em condições de funcionar.

“Desde 2009, que os hospitais mais antigos deviam ter uma Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior, mas quase todos estão em falta”, denuncia ao SOL o presidente da Associação Portuguesa da Indústria de Refrigeração, lembrando que a lei assegura que as unidades certificadas têm um técnico responsável pelo bom funcionamento e manutenção da climatização e do ar, evitando avarias como a que esta semana deixou três dias sem ar condicionado as urgências do Hospital de S. José, em Lisboa.

“As unidades mais antigas continuam sem técnicos, nem planos que definam os procedimentos em casos de picos de calor”, lamenta Fernando Brito, defendendo que a falta de fiscalização tem permitido que o problema se arraste.

Segundo apurou o SOL, alguns hospitais que esta semana registaram problemas nos ares condicionados ou na climatização – como o S. José ou o Amadora-Sintra – não terão essa certificação. Mas alguns mais antigos, como o Hospital Sousa Martins, na Guarda, já cumprem essa exigência.

A situação agrava-se com o estrangulamento financeiro das unidades públicas, que cortam nos serviços de manutenção para reduzir gastos. “Em alturas como esta, a manutenção é a primeira área onde há cortes”, alerta Fernando Brito. Há peças que são gastas e não são repostas e aparelhos sem capacidade de resposta para as altas temperaturas.

"Isto põe em causa a saúde dos doentes"


Com a subida dos termómetros, no final da semana passada, muitos hospitais transformaram-se em verdadeiras saunas, com as temperaturas nas urgências e enfermarias a ultrapassar os 30º, devido a avarias ou colapso dos equipamentos de climatização.

A maioria tem ar condicionado nos blocos operatórios, salas de cuidados intensivos e de cuidados intermédios e em algumas urgências. Nas restantes, há sistemas de climatização, menos eficazes e que conseguem, no máximo, manter as temperaturas no interior 10 graus abaixo da exterior.

“A situação é muito grave”, acusa o bastonário dos médicos. José Manuel Silva, sublinhando que em muitos hospitais as temperaturas chegaram ao 30 graus, quando deviam estar nos 22 – como aconselham as normas. “Tudo isto põe em causa a saúde dos doentes”, alerta o responsável, sublinhando que toda esta situação resulta dos cortes financeiros na Saúde.

No hospital Amadora-Sintra, por exemplo, nas enfermarias do último piso, que não têm ar condicionado, foi preciso estar constantemente a hidratar os doentes, colocando-lhes panos de água fria. No domingo – quando os termómetros atingiram os 42 graus na grande Lisboa –, a situação “foi dramática”, admite fonte hospitalar. “Nesse dia, detectou-se numa enfermeira que todos os 14 doentes tinham 38,7º de febre, o que se devia à temperatura ambiente”, adianta a mesma fonte, lembrando que o conselho de administração aprovou ontem um novo sistema de ar condicionado para a enfermaria de pediatria, consultas externas e outras quatro alas.

No S. José, só ao fim de três dias foi possível substituir a peça que deixou paralisado o ar condicionado nas urgências tornando insuportável as condições dos doentes e funcionários, obrigando a transferência do serviço e dos doentes em observação para outra zonas do hospital.

“Nas urgências, os gabinetes chegam aos 40º”, lamenta a clínica Pilar Vicente. “Quem está doente ainda fica prior”, acrescenta, dizendo que médicos e enfermeiros também são grandes vítimas. “Não é a primeira nem a segunda vez que cirurgias são interrompidas por causa do calor”, conclui.

SOL
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Julho 24, 2013, 01:15:51 pm
Centenas de doentes líbios serão tratados em Portugal


Centenas de doentes líbios, incluindo feridos de guerra, vão receber assistência médica em Portugal, que vai também acolher e formar profissionais líbios, no âmbito de um protocolo assinado na terça-feira entre os dois países.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Associação Luso-Líbia (ALL), Luís Cabrita, disse que o acordo é contínuo e vai começar já a concretizar-se.

Até ao final do ano, especificou, começarão a chegar os primeiros doentes, que inicialmente serão tratados em unidades de saúde privadas, estando também prevista a assistência em hospitais públicos.

"Este é um processo que não acaba agora, é contínuo, e vai abranger cada vez mais unidades públicas de saúde", disse.

Além de doentes com diversas tipologias, para diagnóstico, cirurgia e tratamento, irão receber assistência em Portugal doentes líbios com ferimentos de guerra.

O protocolo assinado na terça-feira em Lisboa entre a AICEP (Agência para o Investimento e Comercério Externo de Portugal) e uma delegação oficial do Governo da Líbia prevê também a formação em Portugal de profissionais de saúde líbios, nomeadamente médicos e enfermeiros, bem como a constituição de equipas portuguesas e de mistas para exercerem na Líbia.

A anestesiologia é uma das áreas mais carenciadas na Líbia e, por isso, alvo desta formação de profissionais líbios em Portugal.

Este protocolo foi assinado no decorrer de uma visita de três dias, que hoje termina, de uma delegação que incluiu o vice-ministro de Saúde da Líbia e os diretores dos Recursos Humanos e do Departamento de Cuidados de Saúde.

A delegação visitou o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, nomeadamente os serviços de patologia clínica e de cardiologia interventiva, e o Instituto de Medicina Molecular.

Os elementos do Governo líbio reuniram-se com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, e mantiveram encontros com representantes do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Foram ainda visitados por esta delegação hospitais privados e a Fundação Champalimaud.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 10, 2013, 08:10:20 pm
Estado gastou 4,8 milhões de €€ com portugueses assistidos no estrangeiro


O Estado gastou quase cinco milhões de euros em 2012 com a assistência médica feita no estrangeiro a mais de 600 doentes portugueses, embora a maioria dos casos tenha sido de exames e análises pedidos a centros europeus.

Os dados foram divulgados à Lusa pelo Departamento da Qualidade na Saúde da Direção Geral da Saúde (DGS), que revelou igualmente terem sido Espanha e França os principais países estrangeiros que deram assistência aos portugueses.

De acordo com a DGS, no ano passado 604 doentes foram assistidos no estrangeiro, num total de 886 deslocações, o que implicou custos totais de 4,8 milhões de euros.

Por especialidade, a genética concentra o maior número de assistências (58%), mas apenas para envio “do produto biológico para estudo molecular, genético ou exame laboratorial para vários centros europeus”. Neste âmbito foram visados 353 doentes e 368 deslocações.

Os pedidos para a especialidade de cardiologia corresponderam a 2% do total – 13 doentes e 16 deslocações – cuja principal patologia foi o tromboembolismo pulmonar crónico com hipertensão pulmonar, e os países de destino foram França e Espanha.

A especialidade de gastro levou igualmente a Espanha e França 20 doentes (em 28 deslocações), com síndrome do intestino curto.

Na área da ginecologia, foram assistidos 4% destes doentes (23 pessoas em 27 deslocações) para “transfusão feto fetal”, no Reino Unido e em Espanha.

Quanto à especialidade de oftalmologia, foram os tumores oculares - retinoblastoma (em crianças) e melanoma (adultos) – que levaram 41 doentes (7%) à Suíça, num total de 101 deslocações.

Relativamente a estas patologias, a DGS especifica que “existe uma significativa rotatividade destes doentes, porque os protocolos de tratamento exigem deslocações de 4 em semanas até o tratamento ser concluído”.

A pneumologia também levou a Espanha no ano passado 69 doentes (11% do total), por fibrose quística e enfisema pulmonar, em 204 deslocações, o que a DGS justifica uma vez mais com a “significativa rotatividade destes doentes”.

“Têm que se deslocar muitas vezes para consulta de seguimento pós transplante e pré-transplante”, acrescenta.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 08, 2013, 04:58:15 pm
Biólogo de Aveiro quer criar corais em aquário para produzir medicamentos


Um estudo de um biólogo da Universidade de Aveiro (UA) defende que a indústria farmacêutica deve adotar uma nova estratégia no fabrico de novos fármacos, baseados nos compostos sintetizados pelos corais, revelou hoje aquela Universidade. Em vez de investir nas expedições marinhas para capturar os organismos e na sintetização das respetivas moléculas em laboratório, os investigadores da UA apontam a aquacultura de corais como a opção mais eficiente e mais sustentável.

A equipa da UA, com base em estudos da cultura de corais em aquário, conclui que o custo de produção de um novo medicamento com o auxílio da aquacultura, pode descer de 90 a 60%, dependendo da espécie de coral e do composto alvo.

"Cada vez mais a fonte de inspiração para novos fármacos está no mar e, por isso, as farmacêuticas estão-se a virar para os oceanos à procura de novos compostos, nomeadamente dos que são produzidos pelos corais", explica Miguel Leal, aluno de doutoramento do Departamento de Biologia da academia de Aveiro.

No entanto, a indústria farmacêutica tem-se deparado com dificuldades por não existir "uma fonte constante e fiável de compostos naturais de origem marinha, uma vez que os organismos produtores dessas mesmas moléculas não são uma fonte inesgotável" e pelo elevado custo da sua captura em alto mar.

Miguel Leal conseguiu demonstrar, através da aquacultura de corais, que é possível produzir as quantidades de matéria-prima necessárias para que as farmacêuticas avaliem o potencial do novo composto, até à fase de ensaios pré-clínicos.

"Não há nenhuma síntese química em laboratório que consiga reproduzir exatamente o mesmo composto natural para além de que, para se chegar ao composto desejado, é preciso fazer muita experimentação e falhar muitas vezes. Mesmo tendo um composto sintetizado à semelhança dos produzidos pelos corais, é preciso provar que funcionam no combate a determinada doença e se a resposta for negativa, todo o enorme investimento é deitado fora e é necessário regressar ao mar para capturar mais amostras", explica.

Uma das vantagens da aquacultura de corais apontadas pelo investigador "é ter dentro de um aquário não só o verdadeiro composto produzido pelo animal, uma fonte que não falha porque é o produtor natural dessas mesmas moléculas, como também várias espécies prontas a serem estudadas".

O trabalho de Miguel Leal, realizado no âmbito do Doutoramento, sob orientação do biólogo Ricardo Calado, está publicado na "Trends in Biotechnology", uma revista de referência na área da Biotecnologia.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 11, 2013, 09:22:52 pm
Primeira intervenção cirúrgica em Portugal com Google Glass


O hospitalcuf infante santo realizou duas intervenções cirúrgicas transmitidas pela primeira vez em Portugal em directo para estudantes e profissionais de saúde através do dispositivo Google Glass.

A iniciativa, pioneira em Portugal, foi acompanhada em hospitais, faculdades e escolas de saúde por médicos especialistas, professores, estudantes e demais profissionais de saúde de todo o país, anunciou hoje a entidade hospitalar, em comunicado.

O Google Glass é um dispositivo tecnológico que permite, entre outras funcionalidades, a transmissão de imagem e som em tempo real através da Internet. Os estudantes e os profissionais de saúde tiveram, assim, a possibilidade de assistir às intervenções cirúrgicas de uma perspectiva privilegiada e com todo o pormenor, como se estivessem no lugar do cirurgião.

«A utilização destas tecnologias permite que a cirurgia possa ser objecto de aprendizagem, discussão e divulgação em tempo real, representando, por isso, uma inovação importante no campo da medicina», refere João Paço, director clínico do hospitalcuf infante santo.

As intervenções cirúrgicas consistiram num implante coclear - realizado pelos especialistas João Paço, e Hugo Estibeiro médico especialista em otorrinolaringologia - e numa videotoracoscopia - realizada por António Pinto Marques, coordenador de Cirurgia Torácica do hospitalcuf infante santo, e Fernando Martelo, médico especialista em cirurgia torácica.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 29, 2013, 11:50:15 pm
Doentes lusófonos valem milhões nos hospitais privados em Portugal


O número de doentes dos países lusófonos atendidos nos hospitais privados portugueses já se contabiliza em milhares de pessoas e num valor de milhões de euros, de acordo com dados fornecidos à Lusa pelos principais operadores em Portugal.

Informações recolhidas pela Lusa junto da Espírito Santo Saúde (ESS), da José de Mello Saúde (JMS) e da Hospitais Privados de Portugal (HPP), indicam que o número de doentes dos países lusófonos, com especial incidência no Brasil e em Angola, já ultrapassou os 10 mil só este ano, representando uma facturação que, por exemplo no caso da ESS, ultrapassa os oito milhões de euros em 2013.

Os números não são exactos, porque nesta como noutras áreas de actividade, "o segredo é a alma do negócio", mas segundo os números divulgados pelas empresas, a ESS vai atender este ano em Portugal cerca de 18 mil clientes estrangeiros, que já representam cerca de 5% da facturação do grupo privado de saúde, o equivalente a 13 milhões de euros.

De acordo com os dados fornecidos à Lusa, a maioria dos doentes é atendido nas unidades de Lisboa e Porto, com especial incidência no hospital da Luz, que "entre Julho e Agosto deste ano atendeu cinco mil doentes estrangeiros", disse uma fonte da direcção, que compara com os 7000 pacientes atendidos em todo o ano de 2009.

Entre os doentes estrangeiros, mais de metade são provenientes do Brasil e dos PALOP, com especial incidência, dentro deste grupo, para os angolanos, que representam mais de um terço do total.

A JMS, um dos principais grupos privados de saúde a operar em Portugal, já atendeu este ano mais de mil angolanos e quase 500 brasileiros, de acordo com cálculos da Lusa baseados nos números oficiais.

"Para os clientes internacionais a José de Mello Saúde concebeu e implementou o gabinete de apoio ao cliente internacional, que recebe os doentes e trata-os consoante as suas necessidades", explicou à Lusa a directora de marketing do grupo.

Paula Brito Silva diz que estes clientes "têm que ter tudo marcado e agilizado num determinado período de tempo, desde que seja técnica e clinicamente possível, tendo muitas vezes necessidades que se ligam mais ao turismo, como a marcação de hotéis e o planeamento de estadas".

Entre os clientes estrangeiros, Angola é o maior emissor, principalmente desde que a JMS começou a fazer publicidade nos meios de comunicação angolanos, anunciando um conjunto de pacotes para a realização de determinados actos de saúde, como cirurgias específicas e partos acompanhados desde o segundo trimestre de gravidez.

A JMS já tem "mais 2.500 clientes internacionais desde Setembro do ano passado, quando foi criado o gabinete de apoio ao cliente internacional, sendo que mais de 50% destes são originários de Angola e Brasil, e há três vezes mais clientes angolanos que brasileiros", explica a mesma fonte.

Na Hospitais Privados de Portugal, a procura de cuidados médicos e os pedidos de informações por parte de cidadãos estrangeiros cresceu 15% nos últimos anos, disse a empresa, sem avançar números mais concretos.

"A HPP Saúde tem vindo a registar um nível de actividade sustentado nesta área. No entanto, e dado que a monitorização não era feita de forma integrada em todo o país, os dados de que dispomos são apenas relacionados com a procura através da plataforma http://www.algarvemedicaltourism.com (http://www.algarvemedicaltourism.com), que aponta para um crescimento da procura/pedidos de informação através deste meio de cerca de 15% nos últimos anos", disse à Lusa uma fonte oficial do grupo.

Quanto à nacionalidade dos clientes, "os países predominantes são o Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos, mas recebemos também clientes de outros países tais como a Rússia, Turquia, África do Sul, Bélgica, Malta, Angola entre outros", referiu a mesma fonte, prevendo que "esta procura irá manter-se nos próximos anos, podendo até vir a conhecer um crescimento face às novas directivas comunitárias na União Europeia e ao interesse crescente pela actividade de turismo médico no nosso país".

Questionada sobre o volume de facturação e o número concreto de doentes estrangeiros atendidos nas unidades do grupo em Portugal, a empresa não forneceu esses dados, explicando que essa segmentação é feita apenas para o hospital do Algarve.

O Ministério da Saúde, questionado pela Lusa sobre o número de doentes estrangeiros atendidos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, referiu apenas que "o número total de doentes estrangeiros tratados em Portugal em 2012 foi de 124.959".

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 07, 2014, 11:38:02 am
Hospitais da Madeira com falta de material


Lençóis, cobertores, material cirúrgico, seringas, agulhas, pensos, desinfectantes, medicamentos – sobretudo analgésicos e antibióticos -, luvas, pijamas, resguardos, papel higiénico, detergentes, toalhetes, esponjas. É esta a lista de material que recorrentemente falta nos hospitais da Madeira.
O presidente do conselho de administração do Serviço de Saúde da Região (SESARAM), Miguel Ferreira admite o “caos” e culpa as imposições nacionais que determinavam, com base nos compromissos assumidos pelo Região no âmbito do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), ser necessário uma redução de 20 milhões de euros nos encargos com a saúde.

Em Julho de 2013 foi publicado um despacho da Secretaria dos Assuntos Sociais (nº118/2013) determinando que o SESARAM gastasse menos 15% do que tinha gasto em 2012. Em Novembro de 2013 foi publicado um novo despacho a implementar uma série de excepções à regra dos 15% mas não chegou para evitar rupturas de stock.

Os operadores de saúde falam numa situação que deixou de ser cíclica para passar a ser recorrente. “É constantemente”, disse ao SOL o presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira, Juan Carvalho.

A alimentação também é racionada. Há falta de material e de pessoal. Não há lençóis limpos para todos os doentes (uns só com lençóis outros só com cobertores), entre outros consumíveis. Até parte da frota de automóvel nova, comprada em leasing, está à espera de revisão periódica por não pagamentos de compromissos financeiros.

Com uma dívida acumulada a rondar os 550 milhões de euros, os fornecedores do SESARAM só disponibilizam bens e serviços com dinheiro à vista. Há concursos que ficam desertos e o SESARAM só dispõe de um orçamento anula de 180 milhões de euros.

O rácio de enfermeiro por doente, quer no Hospital dos Marmeleiros quer no hospital ‘Dr. Nélio Mendonça’ é baixo.

A Madeira tem a mais alta taxa de infecções hospitalares do país. Entre 2010 e 2013, as infecções aumentaram 44%, enquanto ao nível nacional nenhum aumentou mais de 10%. Por cada cem doentes admitidos, 14 ganharam uma infecção que não tinham antes de entrar no hospital.

O deputado do CDS-PP, Mário Pereira defendeu recentemente, no parlamento regional que o hospital devia ter “corredores técnicos” para que nos mesmos corredores não circulassem doentes, lixo hospitalar, alimentação, material cirúrgico e documentos administrativos entre outras coisas.

Os casos de gripe A voltaram, as obras são um inferno, há enfermarias não climatizadas.

Infecções hospitalares preocupantes


Contactada pelo SOL, a porta-voz da Comissão de Utentes do Serviço Regional de Saúde da Madeira, Carolina Cardoso mostrou-se preocupada com as infecções hospitalares e com a falta de material e medicamentos na farmácia hospitalar.

Sobre as infecções hospitalares, deu o exemplo dos elevadores do Hospital ‘Dr. Nélio Mendonça’ que tanto é utilizado por doentes ou visitantes como para transporte de lixo. As obras que actualmente decorrem para ampliar o hospital, com o pó e barulho associados, a par de um sistema de ar condicionado obsoleto, também ajudam a explicar as infecções hospitalares.

Carolina Cardoso deu quatro exemplos gritantes de falta de material. Numa enfermaria do Hospital dos Marmeleiros, usaram a mesma esponja para lavar dois doentes acamados. Um deles terá tido uma infecção urinária.

Um utente que já tinha aviado a receita na farmácia hospitalar foi contactado telefonicamente, já em casa, para dispensar alguns medicamentos que tinha levado consigo porque o Hospital precisava de os fornecer urgentemente a outro utente.

Há dias o Serviço de Urgência teve de apelar aos bons ofícios dos outros serviços do Hospital para conseguir cobertores para minimizar o frio dos utentes que aguardavam no corredor.

Quarto caso: Um utente que foi submetido a uma operação ao estômago viu o seu quadro clínico complicar-se, não pela intervenção cirúrgica mas por uma infecção pulmonar subsequente (infecção hospitalar).

Para Carolina Cardoso “a saúde tem de estar em 1.º lugar” e o quadro só não é mais negro porque “o pouco pessoal faz o melhor com o pouco material que tem...mas não faz milagres”.

Taxa de mortalidade infantil pode agravar

Autênticos Mandrakes é também como classifica Juan Carvalho o trabalho do pouco pessoal para tanto serviço. O SESARAM não admite nem pessoal, nem auxiliares nem médicos. Em Dezembro de 2012 abriu concurso para 12 enfermeiros. Estão a ser recrutados a conta-gotas.

“Há um conjunto de procedimentos, de atitudes, de posições que não estão em conformidade com a lei”, resumiu Juan Carvalho. Os casos acabam por se arrastar nos tribunais e na Provedoria de Justiça a quem recentemente, o sindicato recorreu para pôr fim a uma proibição relativa ao gozo de um dia a descontar no período de férias.

Sobre as infecções hospitalares, sobretudo em serviços como as infecto-contagiosas, hemato-oncologia e pneumologia, Juan Carvalho considera a situação “gravíssima”. E teme que, dentro de pouco tempo, sejam invertidos os bons indicadores da Região no que toca, por exemplo, à taxa de mortalidade infantil.

Juan Carvalho disse que a situação deteriorou-se ainda mais a partir do momento em que os actuais administradores do SESARAM suspenderam o programa de controlo da qualidade que tinha levado à acreditação do Hospital. Havia um conjunto de procedimentos e de timings, por exemplo, para esterilização de material que deixou de ser controlado.

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros da Madeira não tem dúvidas que “está instalado um clima de medo e intimidação” e um “assédio moral” por parte das chefias de topo e chefias intermédias para obrigar os trabalhadores de base “ a fazer o impossível”.

Juan Carvalho resume com uma frase que ouviu nos corredores do Hospital: “Neste contexto e com esta gente, eles fazem o que querem e entendem e daqui a uns tempos não estão cá para responderem pelo que fizeram”.

Igualmente contactada pelo SOL, a recém-reconduzida presidente do Conselho regional da Ordem dos Médicos, Henriqueta Reynolds reconheceu que “pontualmente” há falta de material e de medicamentos. “É uma realidade”, disse.

Contudo, assegurou que não tem relato de colegas a queixarem-se de que a sua terapia foi mudada por razões economicistas.

Sobre o problema das infecções hospitalares disse que a oscilação percentual é mais notada na Região do que no país por uma questão de escala. “Qualquer pequena oscilação dá uma expressão maior”, disse ainda que se mostre preocupada com o assunto.

Sobre a retenção de pensões a utentes com “alta clínica”, que o SOL noticiou na última semana, Henriqueta Reynolds disse que “faz todo o sentido reter [pensões] pelas instituições que têm idosos com internamento de longa duração”.

SOL
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 13, 2014, 01:55:31 pm
Portugal realiza implante pioneiro de microdispositivos


Esta quarta-feira, nos hospitais portugueses, realizou-se o primeiro implante de microdispositivos de monitorização cardíaca no país. Ao todo, cinco equipas médicas dedicaram-se à intervenção, implantando os primeiros monitores cardíacos miniaturizados em Portugal e dando, assim início a uma nova era do diagnóstico cardíaco.
 
A tarefa esteve a cargo do Centro Hospitalar Alto Ave (Hospital de Guimarães), o Centro Hospitalar do Porto (Hospital Geral de Santo António) e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que foram primeiras instituições a colocar este novo sistema de arritmias cardíacas.
 
O novo dispositivo é implantado debaixo da pele através de uma pequena incisão de menos de 1 cm no lado superior esquerdo do tórax, sendo praticamente impercetível a olho nu.
 
Com um tamanho 80% menor que os dispositivos atualmente disponíveis, o novo equipamento permite uma monitorização contínua durante três anos, sendo disponibilizado com um sistema de monitorização remota ('wireless'), que permite uma avaliação à distância do aparelho e o envio de notificações na presença de determinadas arritmias cardíacas.
 
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, Katya Reis Santos, cardiologista e secretária-geral da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Eletrofisiologia (APAPE), esclarece que "o novo dispositivo cardíaco está indicado nalguns doentes com sincope ('desmaio') ou palpitações, de modo a correlacionar os sintomas com a presença (ou ausência) de arritmias cardíacas, permitindo um diagnóstico mais preciso e um tratamento mais específico de eventuais alterações do ritmo cardíaco".
 
A sincope consiste na perda de consciência, em resultado de uma diminuição da circulação sanguínea cerebral global e transitória. Caracteriza-se por um início súbito, curta duração e recuperação completa e espontânea. Existem, aliás, dois picos para a ocorrência do primeiro episódio: um primeiro em torno dos 15 anos e outro acima dos 65.
 
No caso dos indivíduos que atingem os 70 anos, as estatísticas apontam para uma prevalência de 42%, o que a torna responsável por 1% das idas às urgências hospitalares.
 
No caso das palpitações, estas são uma perceção incómoda do batimento cardíaco (demasiado rápido, demasiado forte ou irregular) e uma queixa muito frequente na prática clínica. Podem ser resultado de uma arritmia cardíaca ou traduzir um aumento da frequência cardíaca, em resposta a uma situação não cardíaca (por exemplo, ansiedade ou anemia).

Boas Noticias
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 13, 2014, 07:00:04 pm
Portugal tratou 900 doentes da CPLP em 2013


Portugal recebeu cerca de 900 doentes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2013, afirmou hoje o ministro da Saúde, Paulo Macedo, garantindo que, apesar da crise, o país tem mantido o apoio a pacientes estrangeiros. "Mesmo com restrições financeiras fortes, Portugal recebeu, no ano passado, cerca de 900 pessoas, que tratou, de diferentes países da CPLP", disse à agência Lusa Paulo Macedo, no final de uma visita ao Instituto do Coração, em Maputo.

Segundo o ministro da Saúde, o desenvolvimento verificado nos serviços de saúde dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) está a fazer com que haja "menos motivos para os doentes serem tratados no estrangeiro".

Paulo Macedo apontou como exemplo o Instituto do Coração, que actualmente trata doenças cardiovasculares, evitando a saída de pacientes com este tipo de patologias de Moçambique para o estrangeiro.

O ministro visitou Moçambique para participar na III Reunião dos Ministros da Saúde da CPLP, que se realizou na quarta-feira, em Maputo.

No passado, "havia doentes que tinham que ser tratados noutros países e que hoje têm uma resposta neste instituto", destacou o ministro da Saúde.

Fundado em 2001, o Instituto do Coração é uma organização não-governamental (ONG) focada no tratamento de doenças cardiovasculares a crianças desfavorecidas, tendo sido criada através de uma parceria que envolveu a ONG moçambicana Os Amigos do Coração e quatro organizações europeias, entre as quais a portuguesa Cadeia de Esperança.

Com uma média anual de 120 operações gratuitas a crianças desfavorecidas, a instituição "sobrevive" dos rendimentos que obtém na prestação de cuidados de saúde privados e de apoios em consumíveis para as cirurgias, que as ONG parceiras doam.

"A cirurgia cardíaca é caríssima. Cada vez que entra uma criança na sala de operações, só nos consumíveis gasta-se cerca de 5.000 dólares (3.650 euros). No conjunto, a cirurgia a coração aberto e o pós-operatório custa cerca de 15.000 dólares (10.970 euros)", explicou à Lusa a directora e fundadora do Instituto do Coração, Beatriz Ferreira.

Segundo a responsável, com os cuidados privados, a organização consegue cerca de 150 mil dólares (109,7 mil euros) mensais para os serviços humanitários que presta, com uma equipa cirúrgica própria, formada em Portugal, França e na Suíça.

A abertura de unidades de saúde privadas na capital moçambicana, que oferecem alguns dos serviços do Instituto do Coração, tem representado um certo "risco" à missão humanitária da ONG, não só pela redução do número de pacientes privados que recebem, mas também porque as novas unidades lhes tentam "tirar" profissionais de saúde qualificados.

"Quando surgem novas unidades sanitárias há sempre um risco de vermos reduzida a nossa capacidade de termos fundos para fazermos trabalhos com as crianças indigentes, mas, enfim, é o mercado", concluiu Beatriz Ferreira.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 24, 2014, 11:32:06 pm
Hospital de S.João vence prémio mundial de inovação da Microsoft


O Hospital de São João, no Porto, acaba de conquistar um galardão internacional de inovação atribuído pela Microsoft Corporation. A instituição hospitalar conquistou o primeiro prémio no concurso "Microsoft Health Users Group Innovation Awards 2014" com uma solução tecnológica desenvolvida para ajudar a aumentar a monitorização e segurança dos seus doentes internados.
 
O Centro Hospitalar de São João foi premiado graças à solução informática VITAL (VIgilância, MoniTorização e ALerta), que monitoriza a cada segundo toda a informação de parâmetros fisiológicos e resultados laboratoriais dos doentes em busca de determinados padrões que possam indicar se o paciente se está a deteriorar clinicamente (situação que, se não for detetada atempadamente, pode resultar em entradas em cuidados intensivos ou mesmo em morte).
 
Em comunicado, o Hospital de São João explica que o VITAL foi desenvolvido com a ajuda de uma equipa multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros e especialistas em tecnologia de Business Intelligence através de uma parceria com a empresa portuguesa DevScope.
 
O instrumento constitui-se, portanto, como uma forma de auxiliar a monitorização dos doentes internados e, consequentemente, aumentar a sua segurança durante a sua estadia no hospital.
 
Através da análise e correlação de uma "quantidade massiva de dados relativos ao estado clínico de cada paciente", "espalhados por dezenas de sistemas do Hospital", a solução alerta precocemente as equipas clínicas para pacientes em risco, "sendo capaz de ajudar a antecipar 30% das entradas em Unidades de Cuidados Intensivos até 7 dias antes de o evento ocorrer".
 
"O prémio é um reconhecimento mundial do trabalho desenvolvido em parceria pelas equipas clínicas e alguns especialistas em tecnologias de informação do São João em prol da segurança dos doentes", afirma António Ferreira, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João.
 
"Todo o desenvolvimento nesta área, envolvendo os profissionais de saúde do hospital e os seus técnicos, resulta também de uma parceria estratégica com uma empresa portuguesa da área, a DevScope", acrescenta o responsável.
 
Segundo António Ferreira, esta criação corresponde "ao objetivo estratégico de desenvolver sistemas que auxiliem a aumentar a eficiência e segurança dos processos da organização mas que também possam ser customizados e replicáveis e, portanto, com potencial de comercialização".

Prémios reconhecem organizações de saúde e tecnologia
 

Os vencedores dos prémios foram anunciados este domingo, 23 de Fevereiro, em Orlando, nos EUA, durante o evento HIMSS 2014 - Annual Conference and Exhibition, onde se apresentaram alternativas de última geração para capacitar as organizações de saúde.
 
Trata-se de uma série de galardões com o propósito de reconhecer as organizações de saúde e os seus parceiros tecnológicos pelo uso de dispositivos e serviços Microsoft de forma inovadora no sentido de no sentido de ajudar a aumentar a qualidade dos tratamentos dos seus pacientes, melhorar a produtividade clinica e otimizar os registos médicos eletrónicos (EMR), aumentando a eficiência dos processos clínicos e de negócio.
 
"A Saúde está em constante mudança. Apesar disso, espera-se que as organizações e os seus fornecedores transformem a forma como operam de modo a que se mantenham elevados os 'standards' de qualidade de tratamento dos doentes", defendeu Steve Aylward, da Microsoft, no decurso do evento.
 
"Os vencedores dos Microsoft Health Users Group Innovation Awards 2014 aceitaram este desafio com entusiasmo e apresentaram soluções verdadeiramente avançadas que utilizam a tecnologia para atingir a excelência", finalizou.

Boas Noticias
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Junho 30, 2014, 08:37:41 pm
Observatório da Saúde acusa Ministério de negar e silenciar os efeitos da crise no setor


O Observatório Português de Saúde acusa o Ministério de estar em «silêncio» e «negação» face aos «evidentes» efeitos negativos da crise na saúde, criticando a ausência de estudos que os monitorizem e de medidas que os minimizem. Perante este «estado de negação», o OPSS escolheu este ano o título 'Saúde -- Síndroma de negação' para o Relatório de Primavera 2014, que será hoje apresentado em Lisboa.

A crítica do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) é extensível às autoridades europeias com responsabilidades nesta área, que acusam de se manter em "silêncio total", não obstante serem responsáveis por muitas das decisões que têm sido tomadas relativas à saúde. O Observatório considera evidente que há um conjunto de dados que indiciam um impacto negativo da crise sobre a saúde das pessoas e lembra ter já chamado a atenção para este aspeto em anos anteriores.

"O OPSS tem vindo a chamar a atenção, através dos últimos cinco Relatórios de Primavera, para a crise e para os seus impactos na área da saúde -- mas mantém-se a ausência de um diagnóstico oficial rigoroso sobre o tema, a partir do qual se possam organizar respostas apropriadas". No relatório, o OPSS relembra que os efeitos negativos da crise sobre a saúde seriam evitáveis se se investisse nesta área, o que não só serviria para "proteger as pessoas da crise", como poderia ter "um papel importante na recuperação económica".

"Apesar disso, não se vislumbram sinais indiciadores de uma política intersectorial de saúde que tenha como objetivo monitorizar indicadores de impacte e acautelar ou minimizar os previsíveis efeitos da crise, nomeadamente nos grupos mais vulneráveis", critica. Em vez disso, "parece ser evidente um manifesto esforço" da UE e do Governo português de "negar" essa evidência, evitando a discussão e a adoção de medidas de prevenção ou de combate.

De facto, há mais de um ano -- um dia após a divulgação do Relatório de Primavera 2013 -- o ministro da Saúde comprometeu-se a fazer um estudo alargado sobre os efeitos da crise económica e financeira na saúde dos portugueses, o que nunca aconteceu. Já esta semana, Paulo Macedo anunciou que a Organização Mundial de Saúde vai avaliar os efeitos da crise na saúde em Portugal. Para o observatório, verifica-se uma "interrupção" e, até mesmo, uma "regressão" nas medidas de descentralização -- a "matriz genética do SNS ao longo dos seus mais de 30 anos".

"Nos últimos anos, tem-se verificado um conjunto de ações e medidas de política que evidenciam uma interrupção, se não uma regressão, no processo de descentralização no sistema de saúde público", afirma, acusando o Governo de, simultaneamente, desenvolver um "processo de "desconcentração" através da devolução de alguns hospitais às Misericórdias.

Segundo o OPSS, as diversas medidas de centralização adotadas, como a lei dos compromissos, a burocratização dos processos de aquisição e contratação, ou o controlo central dos investimentos e da informação, desmotivam e desresponsabilizam as lideranças das organizações de saúde.
A curto prazo estas barreiras burocráticas e a incerteza quanto aos recursos disponíveis, impedem o planeamento estratégico, a contratualização plurianual e a sustentabilidade das organizações, considera.

O relatório vai mais longe e afirma que as estruturas regionais e locais estão transformadas em "simples correias de transmissão de decisões centralmente tomadas", o que retira eficácia, massa crítica, experiência e capacidade de inovação, para encontrar soluções.
"Através do centralismo silencia-se um conjunto diversificado de players e por essa via esta opção representa hoje um elevado fator de risco no desempenho futuro do SNS", acrescenta.

O grande problema disto é que "do outro lado estão pessoas em sofrimento e com um desenvolvimento cada vez mais hipotecado".

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Julho 01, 2014, 05:57:55 pm
Beja vai produzir morfina a partir de papoilas


Já estão a ser colhidos os "frutos" da primeira plantação industrial de papoila no Alentejo, que vão permitir produzir morfina para fins medicinais numa fábrica em Beja a partir do cultivo destas flores naquela região. O projeto é resultado de uma aposta da farmacêutica escocesa Macfarlan Smith.
 
Uma máquina especializada está atualmente a colher, na zona do Alqueva, as primeiras papoilas semeadas em Novembro de 2013 num terreno de 800 hectares pertencente a cerca de 40 agricultores alentejanos.
 
Em entrevista à Lusa, Jonathan Gibbs, diretor de operações para Portugal da Macfarlan Smith, explicou que, "para reduzir o risco e aumentar a segurança do abastecimento", a companhia necessitava de expandir a sua área de plantação de papoilas no Reino Unido, tendo optado pelo Alentejo após a análise de vários locais na Europa.
 
Segundo Gibbs, a região portuguesa reúne "os ingredientes para produzir uma boa colheita". "O que o Alentejo oferece é a luz do sol, o calor, os solos, a forte capacidade dos agricultores e, mais importante, a barragem do Alqueva", realça o responsável.
 
Depois dos resultados positivos conseguidos em sequência das experiências feitas pela Macfarlan Smith no Alentejo, a companhia obteve, em Março do ano passado, a licença do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde para plantar papoilas na zona do Alqueva com o propósito de extrair e produzir morfina para fins medicinais.
 
De acordo com Jonathan Gibbs, a primeira colheita "parece ser bastante aceitável" e é apenas o passo inicial do projeto, já que os escoceses ambicionam dobrar a área de plantação para 1.600 hectares em 2015 e para 3.200 hectares em 2016, esperando obter maiores concentrações de morfina por hectare de papoilas semeado no Alentejo em relação às obtidas nas plantações britânicas.
 
No âmbito do seu plano de investimentos no Alentejo, a Macfarlan Smith está a construir a primeira fase da fábrica de produção de morfina para fins medicinas em Beja. Inicialmente, a unidade fabril vai servir para armazenar e fazer o processamento inicial das papoilas, desvendou Jonathan Gibbs.
 
O diretor de operações salientou que esta primeira parte da fábrica, que corresponde a um investimento de cerca de quatro milhões de euros, deverá estar pronta no final deste ano e que a Macfarlan Smith espera ter a produção da primeira colheita de papoilas no Alentejo totalmente processada em Beja e pronta para seguir para Edimburgo em Fevereiro de 2015.
 
A longo prazo, a empresa deverá construir a segunda parte da unidade fabril, que ainda necessita de obter licença do Infarmed e que poderá constituir um investimento entre 20 e 40 milhões de euros com o objetivo de permitir que a extração e produção de morfina a partir das papoilas alentejanas possa ser feita em Beja.
 
Entretanto, a Macfarlan Smith vai continuar a semear papoilas no Reino Unido para a unidade de produção de morfina em Edimburgo.

Agricultores portugueses satisfeitos com a experiência
 
Filipe Cameirinha, um dos agricultores envolvidos no projeto, confessou à Lusa que aceitou o "desafio" da farmacêutica escocesa por considerar "interessantíssima" a cultura de papoila e por acreditar que o Alentejo oferece "das melhores condições" para o cultivo deste tipo de planta.
 
"Foi isso que nos levou a aceitar este desafio", admitiu o agricultor, frisando que a primeira sementeira "correu muito bem" e é para "repetir".

Boas Notícias
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 19, 2014, 12:53:13 pm
Médicos cubanos custaram 12 milhões de €€ ao Estado em seis anos


A contratação de médicos cubanos custou nos últimos seis anos cerca de 12 milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde, revela o jornal i desta terça-feira.

Acordos entre os dois países permitem 'pela primeira vez' estimar o custo da medida lançada em 2009 pelo governo socialista para resolver as carências de médicos de família e que até à data não foi alvo de um balanço público sobre gastos e impacto.  

A informação é inédita porque, após queixa do jornal junto da Comissão de Acesso a Documentos Administrativos a tutela forneceu o acordo de cooperação para a prestação de serviços médicos entre a Administração Central dos Sistemas de Saúde e os Serviços Médicos Cubanos. Os documentos revelam que, no início do protocolo, Portugal pagava mensalmente por cada médico 5900 euros, valor que o Estado não paga a nenhum médico no SNS como salário base. No final de 2011, o actual governo reviu o valor para 4230 euros.
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Este acordo foi assinado pela primeira vez pelo governo de José Sócrates em Junho de 2009. Entretanto foi alvo de dois aditamentos pelo actual governo, o primeiro em Dezembro de 2011 e o mais recente este ano. Entre Agosto de 2009 e 2011, no âmbito do primeiro acordo, Portugal pagou 259 600 euros/mês por um contingente de 44 médicos com horários de 40 horas nos centros de saúde mais 24 horas nas urgências.

Este montante passou, em 2012 e 2013, a 164 970 euros mensais por 39 clínicos, sendo o tempo nas urgências reduzido para 12 horas.

No passado mês de Abril, o acordo foi novamente modificado e o Estado subscreveu desta feita o pagamento de 4230 euros/mês por médico sem ficar à partida definido um montante mensal, que vai variar em função dos médicos destacados para o país e sem horas fixas nas urgências. Tendo em conta que a tutela anunciou a chegada de 52 médicos cubanos em Maio, a despesa mensal será actualmente de 219 960 euros, detalha o diário.

Segundo nota ainda o jornal, o regime remuneratório dos profissonais cubanos no exterior impõe que estas quantias sejam depositadas trimestralmente pelas entidades onde estão a trabalhar os médicos numa conta da empresa de Cuba - Serviços Médicos Cubanos -, que paga aos profissionais destacados para Portugal menos de um quarto do que recebe do Estado Português.

Diário Digital
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 07, 2014, 06:37:11 pm
Portugal tem equipamentos suficientes para lidar com Ébola, garante INSA


O presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) garantiu hoje que Portugal dispõe da "quantidade suficiente" de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os profissionais de saúde usarem no combate ao ébola.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Almeida disse que o instituto a que preside - e que faz parte da comissão de acompanhamento, juntamente com a Direção Geral de Saúde e o Instituto Nacional de Emergência Médica, assim como os hospitais de referência - dispõe de equipamentos específicos, com os quais os profissionais trabalham em meio laboratorial.

Isto porque é neste instituto que são realizadas as análises ao vírus do ébola, assim como a outros agentes com a mesma perigosidade. Até ao momento, e segundo Fernando Almeida, foram realizadas análises a quatro casos suspeitos de ébola em Portugal, tendo todos eles obtido resultado negativo. Em relação aos EPI para os profissionais de saúde que trabalhem em casos de doença por este vírus -- que já matou mais de 3.000 pessoas na África ocidental - o presidente do INSA assegurou que existem os equipamentos suficientes nos hospitais de referência, bem como em outros que venham a necessitar deste material. Em Lisboa, os hospitais de referência são o Curry Cabral e o Dona Estefânia, para as crianças, e, no Porto, o de São João.

Fernando Almeida referiu que a comissão de acompanhamento está em permanente atualização da informação, e que a Direção Geral da Saúde, que preside a este grupo, irá emitir as orientações necessárias, consoante o conhecimento científico vá avançando. "A DGS faz, a todo e qualquer momento, atualizações do que está escrito, de acordo com o que é emitido pela Organização Mundial da Saúde e de outras redes", adiantou.

Segundo uma orientação que a DGS, emitida em abril deste ano, "é fundamental garantir a proteção dos profissionais de saúde com equipamentos de proteção individual específicos, de barreira, descartáveis e impermeáveis".

A proteção respiratória com máscara deve também ser sempre cumprida e todos os equipamentos clínicos utilizados, como termómetros, deverão ter uma proteção descartável e ser de uso exclusivo do doente. Nessa orientação, a DGS especifica os procedimentos para colocar ou remover os EPI, aconselhando sempre que possível a que a remoção seja feita sob a supervisão de outro profissional.

Hoje, a DGS emitiu um comunicado, indicando que está a analisar os EPI que devem ser usados pelos profissionais, bem como o contexto da sua utilização. Esta análise da DGS acontece depois de, na segunda-feira, ter sido confirmado que uma auxiliar de enfermagem espanhola foi contagiada com o vírus do ébola, naquele que é o primeiro caso de contágio na Europa e fora de África.

Desconhece-se de que forma se deu o contágio, mas a imprensa espanhola tem indicado que o protocolo seguido, assim como a proteção usada pela profissional, possam não ter sido os mais adequados.

Lusa
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 09, 2014, 02:04:19 pm
Portugal autoriza primeira plantação de cannabis destinada a medicamentos para o Reino Unido

Autorização foi dada pelo Infarmed e é a primeira do género. Destina-se a uma espécie de cannabis com concentrações muito baixas de THC, a substância psicotrópica da planta.

 :arrow: http://www.publico.pt/sociedade/noticia ... do-1670750 (http://www.publico.pt/sociedade/noticia/portugal-autoriza-primeira-plantacao-de-cannabis-destinada-a-medicamentos-para-o-reino-unido-1670750)
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Viajante em Agosto 20, 2018, 12:27:01 am
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=ZjEz3CczvVyZnl/75oV6BiwrSCvHowgJc9++NkorLTPJ5GgWBhy1TS0Ki4Nj189ZaF86lGJb/hk1Iw8RY2JwvVmA7ddje40RBlpShYWEv1yIpR8=&W=2100&H=0&delay_optim=1)

Manuel Delgado: "Sou do tempo em que se fazíamos um reparo ao médico fulano de tal recebíamos um telefonema do senhor presidente da República ou de alguém do governo"
É gestor e deixou o governo de forma abrupta, numa altura em que negociava com os sindicatos as condições dos diversos profissionais do sector. Manuel Delgado, ex-secretário de Estado da Saúde do PS, conta uma certa loucura que vai pelos hospitais portugueses. E pelo Sporting também.

É defensor acérrimo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e acredita que o principal problema do SNS não é a falta de dinheiro, é a falta de organização. Diz que Portugal está a mudar e é preciso acompanhar essa mudança, criar serviços de saúde domiciliários e alterar o modelo de contratação pública, a mãe de todos os males.
Manuel Delgado, ex-secretário de Estado do actual governo, deixou o Executivo e voltou para a empresa onde está desde 2010, quando pediu à ministra Ana Jorge, governo Sócrates, para deixar a administração pública.
Antes da IQVia, que avalia o desempenho dos hospitais através de uma métrica objectiva e internacional, já conhecia a realidade in loco: passou pelos conselhos de administração do Pulido Valente, dos Capuchos ou do Curry Cabral. E foi presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares durante 16 anos.
Por ele passaram as negociações com todos os sindicatos da área da saúde: de médicos a farmacêuticos, de fisioterapeutas a enfermeiros. "E não estava a correr mal", garante. Mas veio o escândalo da Raríssimas e com ele o seu pedido de demissão.
Ao longo desta conversa, quase toda sobre vícios médicos e problemas de gestão, dois minutos para falar da mania do futebol. E das loucuras de Bruno de Carvalho, que dava pontapés na parede e atirava garrafas de água pelo camarote a baixo: "Um tipo evidentemente anormal".

As instituições de saúde hoje são mais geridas por médicos que por gestores. Devia ser assim?
Diria que essa é uma questão decisiva. Quando olhamos para a organização do Serviço Nacional de Saúde, tradicionalmente os médicos desempenham não só as suas funções, como também as funções de decisão administrativa. Os médicos decidem a constituição das equipas ou a chegada e saída de doentes em função dos seus interesses e perspectivas, sem um interlocutor a quem prestar contas sobre resultados. A medicina evoluiu, mas também evoluiu a organização dos serviços médicos. Em alguns países a gestão das unidades de saúde é feita por gestores profissionais, são eles que comandam toda a organização e contratualizam com os médicos as responsabilidades do serviço prestado, com avaliações periódicas de resultados.

Como é em Portugal?
As carreiras médicas são muito olhadas na perspectiva da capacidade clínica de um médico e não tanto da produtividade ou do resultado do seu trabalho. Os médicos fazem currículos excelentes para apresentar a concurso, mas isso às vezes está pouco ligado com a sua capacidade de trabalho enquanto empregado. A forma como os serviços estão organizados em Portugal precisaria mesmo de uma volta de 180 graus.

Que volta seria essa?
Temos de dar mais impulso à componente gestionária, à avaliação de resultados clínicos. Aliás, é isso que fazemos na IQVia: avaliamos resultados clínicos por hospital, por serviço, por especialidade. Daí a chegar ao desempenho de uma equipa médica é muito fácil, quer ao nível da qualidade clínica do trabalho médico, das complicações, das taxas de mortalidade, de reinternamentos, de salvamento e prolongamento de vidas, de medicamentos prescritos, etc. Temos toda essa informação, o que é preciso agora é que médicos, enfermeiros e gestores se debrucem sobre esses indicadores, seleccionem o que é consensual e decidam como deve ser feita a avaliação.

O que seria feito com essa avaliação?
A avaliação tem de ter consequências para quem gere, mas, sobretudo para quem é médico. Porque os médicos, quer queiramos, quer não, lideram a despesa nos hospitais e nos serviços de saúde. É o médico que decide se o doente fica internado ou vai para casa, se recebe um tratamento mais avançado ou mais clássico, que é sete vezes mais económico, é ele que pede ou não exames complementares. Estas decisões representam muito dinheiro, o médico tem, do ponto de vista da despesa, a faca e o queijo na mão. Por isso temos de ter métricas para avaliar a qualidade e a eficiência do desempenho médico, que devem ser, não digo obrigatórias, mas orientadoras e basilares para remunerar médicos, administrações e premiar os melhores. Isto não está a ser feito em Portugal. E todos, mesmo a Ordem dos Médicos, quando falam na qualidade do desempenho médico fazem-no de forma subjectiva. Seria importante implementar esta avaliação, que tem de ser feita com a participação dos médicos.
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=ZTIxCLk4fCIalZ+T7PYO3TZrGYAjz8ime5lmxEQSjR4xNp2cHM7d3Z50dTYrJbNap/H41eH3+tX/Gg7p2AKIxGT9UD3+6c5roPFYYL2Oqzmmdog=&W=2100&H=0)
Porquê com a participação dos médicos?
Porque são quem tem o conhecimento científico e técnico para indicar as métricas mais adequadas. Claro que temos informação de muitos países europeus e sabemos o que é um bom resultado clínico para, por exemplo, um doente com um AVC. É uma questão de analisarmos a casuística, o mix dos AVC em Portugal, perceber os resultados e transpô-los para um serviço concreto. Se um doente com um AVC fica 40 dias internado e o normal é 20, alguma coisa está mal. Quem diz um AVC, diz uma fractura do colo do fémur. Porque é que uma senhora ou um cavalheiro de 80 anos fica 15 dias internado num hospital? Não pode ser, tem de ficar só cinco, a reabilitação tem de começar mais cedo. Sabemos, e os médicos também sabem, quais são as práticas mais ajustadas a cada situação clínica. Ou seja, os médicos têm o conhecimento e nós, gestores e políticos, temos de nos articular com eles para lhes exigir padrões de comportamento.

Por que motivo não foi ainda implementado um sistema de avaliação?
Bom, então vou um pouco mais ao fundo da questão. Os médicos são uma classe profissional muito especial no contexto nacional. O facto de lidarem com a vida humana dá-lhes um ascendente de autoridade que nenhuma outra profissão tem. Talvez o poder de um juiz, que pode decidir se uma pessoa vai para a cadeia 30 anos ou fica em liberdade, se possa assemelhar. Ainda assim, a vida humana é mais profunda do que a liberdade. Além disso, os governos percebem que a classe médica tem algumas razões de queixa históricas em relação ao trabalho público.

Quais?
Dou-lhe um exemplo comezinho: um médico de um hospital público pode chegar ao fim da sua carreira como director de serviço, a ganhar, limpos, 3500 euros por mês, quando muito 4 mil euros. Acha que faz sentido, quando lideram o ranking das remunerações e da qualidade de vida? Não faz, porque o mesmo médico que ganha 3500 no público, ganha 40 mil no privado. Quando digo que têm razões de queixa históricas, estou a dizer que quando foi feita a nacionalização dos serviços de saúde os médicos que trabalhavam em misericórdias, nos serviços sociais, no Ministério da Solidariedade Social, na altura Ministério do Trabalho, passaram a incorporar os quadros dos serviços públicos - na medicina geral e familiar, na saúde pública, na medicina do trabalho, nos hospitais - e as suas remunerações foram niveladas por baixo porque o Estado não tinha, e continua a não ter, capacidade financeira para pagar ordenados equivalentes aos que se pagam no sector privado.

Como faz o sector privado para conseguir pagar essa diferença salarial?
Os médicos que trabalham no sector privado não têm contratos de trabalho fixos e permanentes. Quando não fazem falta, não ganham. O recrutamento passa por um pagamento por acto médico: não produz, não ganha. No Estado não é assim, e esta é uma questão importante que tem de ser dita com alguma clareza: o trabalho médico no sector público não é rentabilizado ou é muito pouco rentabilizado. A Ordem dos Médicos e os sindicatos falam muito em burnout, os médicos estão todos muito cansados, esgotados, esgotadíssimos. Mas esse esgotamento não deriva do trabalho público, provavelmente deriva da acumulação de tarefas em vários sítios. Não me venham dizer que um horário de 40 horas num hospital é carga pesada, quando verificamos que muitos médicos não têm trabalho que justifique esse horário, fazem menos do que estava previsto no seu horário de trabalho, às vezes até por razões que não lhes são atribuíveis. Imagine um grande hospital que ali concentra a ortopedia, o bloco operatório não tem capacidade para aceitar que todos os seus ortopedistas operem sequer uma vez por semana.

Por que razão não se altera a forma como o público contrata?
Porque o modelo de contratação médica no serviço público é um modelo muito rígido.

Pode ou não mudar?
É importante que se faça essa alteração. Mas, aqui sim, necessitamos de um consenso entre governo e partidos políticos, por um lado, e da corporação, sindicatos e Ordem dos Médicos, por outro. E a mudança deve passar por dois vectores essenciais: primeiro, não se pode pagar a um médico por horas de trabalho, deve-se pagar por trabalho realizado. Horas de trabalho é dizer que o médico trabalha 40 horas por semana. Ou seja, senta-se na cadeira e lê "A Bola" ou liga o computador e vê a sua vida pessoal e está a trabalhar, teoricamente. Para ser rentabilizado o trabalho tem de ser medido em função dos seus resultados: em 40 horas semanais quantas cirurgias faz um cirurgião geral? Qual a taxa de sucesso? Qual a taxa de complicações dos doentes que operou? Quando é que os seus doentes têm alta? Se dá alta ao sexto dia e a média do hospital é ao quarto dia, tem uma diferença de dois dias que é preciso resolver.

Essa não é uma lógica demasiado economicista?
Não. A questão é que se um recurso, como uma cama, está ocupado mais tempo do que é preciso, há doentes que vão ficar sem esse recurso. Por outro lado, e este é um problema real da sociedade portuguesa e dos nossos hospitais, quanto mais tempo os doentes ficam internados, mais susceptíveis estão a uma infecção hospitalar. Outro dia um amigo foi operado à coluna por causa de um acidente e ao terceiro dia estava com uma infecção. Teve alta mais tarde não por causa da cirurgia, mas por causa da infecção. O tempo de internamento não é uma questão de somenos e nem de economicismo, é de bom senso e de responsabilidade.

Quantos médicos tem o Serviço Nacional de Saúde?
O SNS terá cerca de 22 mil médicos. Se tirar os 7 mil médicos da medicina geral e familiar, os chamados médicos de família, tem entre 14 mil e 15 mil médicos nos hospitais. Profissionais de saúde são cerca de 140 mil.

Há pouco disse que o burnout não era por os médicos estarem no seu posto de trabalho. Quem é que faz ganchos fora?
Todos fazem. O que é curioso é que os médicos de família também fazem perninhas fora. Uma das perninhas é fazer bancos de urgência nos hospitais públicos. Um médico de família tem 1500 pessoas sob a sua alçada. Pois bem, não tem tempo para os 1500 utentes, mas tem tempo para ir ganhar 12 horas de urgência ao hospital de Viseu, por exemplo. Acha isto normal?

Por que motivo os hospitais públicos alimentam isso?
Porque isto é um círculo vicioso em que a escassez de médicos nos hospitais faz com que se façam todas as tropelias para ter médicos a trabalhar no hospitais. Então vamos recrutar o clínico geral que está no centro de saúde e tem os seus 1500 utentes para fazer uma perninha no hospital 12 horas por semana. E quem diz 12 horas, diz 24 horas. Isto é mau. Focamo-nos muito nas urgências – e não temos nenhuma razão para ter cerca de 7 milhões de urgências por ano nos hospitais. É um lastro histórico, uma cultura instalada; quando espirro ou tenho uma gripe vou à urgência do hospital. Este é um problema do ponto de vista económico-financeiro e do ponto de vista da qualidade do serviço, porque as urgências da medicina não têm a mesma capacidade reflexiva sobre a situação da saúde da pessoa.

Os centros de saúde são alternativa, dão resposta às necessidades das pessoas?
A medicina geral e familiar evoluiu em Portugal com a criação das Unidades de Saúde Familiares (USF), que são modelos em que os médicos, enfermeiros e equipas administrativas constituem uma pool autogerida, com melhores remunerações. É por isso que a classe médica quer passar toda para USF, não é só pelo interesse do utentes, é pelo interesse pessoal. Se posso ganhar mais 40% se o meu centro de saúde passar de cuidados personalizados para USF, porque não hei-de reivindicar a passagem a USF?

A diferença de remuneração entre uns e outros reflecte-se no serviço prestado?
Esse é um problema, saber se as diferenças nas remunerações que se praticam se justificam, se têm adequação e são proporcionais às vantagens. Há uma métrica de avaliação em que se associam muitos aspectos de natureza de acompanhamento de saúde, como por exemplo medir a tensão arterial, controlar os doentes diabéticos, os doentes com insuficiência cardíaca, a obesidade, a grávida. Uma série de indicadores medidos em função do desempenho com esses doentes, majorados, sobretudo, em função da idade dos doentes: uma criança até aos cinco anos vale mais do que um cidadão com 15 anos do ponto de vista do trabalho que dá, como uma pessoa com mais de 70 anos dá mais trabalho que uma de 30 anos. Mas isto não é suficiente, há pessoas com 70 anos e uma saúde de ferro. As USF foram um avanço, tal como o aumento do número de médicos de medicina geral e familiar, que com este governo foi brutal – reduziram-se para quase metade o número de cidadãos sem médico. Mas que ganhos que isto trouxe no fim do dia?

O número de pessoas que recorrem às urgências tem diminuído?
Essa seria uma das formas de medir o êxito, saber se o número de utentes que vão às urgências baixou. Se sabemos que a maior parte das pessoas que vai às urgências o faz por questões de natureza geral, sem grande complexidade do ponto de vista clínico, e se há mais médicos de família, por que razão é que as pessoas continuam a ir às urgências? O argumento que se apresenta é que as pessoas têm achaques e vão aos centros de saúde onde lhes dizem que só têm consulta dali a 15 dias, quando elas estão com febre é naquele dia. Se a resposta da medicina geral e familiar fosse mais eficaz, seria expectável que tirássemos 30% a 40% das pessoas das urgências, mas nada disto está a acontecer.

Qual seria a maneira de tirar essas pessoas das urgências, a linha Saúde 24 veio ajudar?
Sou favorável à linha Saúde 24, ao contrário de uma corrente na área médica que a queria fechar, com o argumento de que era um logro, que não se fazem consultas médicas por telefone. A linha Saúde 24 não faz consultas por telefone, pede informações aos utentes sobre sintomas e, em função de algoritmos obtidos por enfermeiros altamente preparados, definem um risco e complexidade que sugerem o que se deve fazer. A linha Saúde 24 faz orientação médica e faz bem, penso isto até como utilizador. Mas não chega.
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MjFi/UoHJL1mtfgPzIaLDbliJ7y1IB8zfTSG187EMBxSSwhobQWRWgSohE4VSl9KmuCiI/mhDvekSlUsqaArNEIN0q4oUDTNnIOz80nqun4finc=&W=2100&H=0)
Que mais se pode fazer?
Há mais coisas que devíamos fazer, e aqui estamos a entrar nos aspectos da reforma da saúde, que já devia ter sido feita e tem de ser feita com alguma urgência, diria eu. Temos uma questão demográfica que exige da saúde respostas condizentes com a situação. Isto significa que devíamos ter para os mais idosos uma estrutura prioritariamente domiciliária. Ou seja, se um senhor de 90 anos está acamado em casa com uma polipatologia - insuficiência cardíaca, diabetes e um AVC -, faz sentido que tenha de ir à urgência quando tem um problema fora do normal? Não. O que faz sentido é que alguém vá a sua casa. E esta ida a casa não deve ser só em situações de agudização, deve ser permanente. É aquilo a que chamamos pegar no radar do sistema de pessoas que estão em situação clínica de alguma ou de muita complexidade. Isto quer dizer que há uma equipa que tem o senhor Francisco da Silva identificado e que quinzenalmente o vai visitar. Mas se a situação se complica passa a ir todas as semanas e caso se complique ainda mais passa a ir duas vezes por semana. Só quando a situação clínica se torna fora do controlo em termos domiciliários é que o doente é encaminhado para o hospital. Nós temos este processo todo invertido: qualquer coisa e chamamos o 112 para ir para o hospital. É o primeiro erro.

Um erro que acontece por um motivo...
Tem a ver com a falta de estruturas de resposta. A primeira medida a implementar, do ponto de vista estratégico e custe o que custar, é olhar preferencialmente para a pessoa idosa e fazer uma antecipação e o controlo das suas doenças. Isto não se faz nos hospitais, faz-se em casa. Aliás, aproveito para dizer o seguinte: o que vemos muitas vezes em lares de terceira idade são situações dantescas do ponto de vista clínico, sem assistência médica, às vezes sem enfermagem adequada. Não diria que os doentes são maltratados, mas são negligenciados. Era melhor que estes utentes estivessem sinalizados na rede pública e estivessem no seu domicílio, se não com apoio da família, com apoio dos chamados cuidados informais.

Porque é que isso não acontece?
Porque em Portugal caímos sempre na armadilha de institucionalizar a saúde, de tratar a saúde em instituições. Outro erro. Começou nos anos 70, com a ideia do centro de saúde e de urgência hospitalar, e nunca montámos - é uma pecha nacional histórica - serviços de proximidade a sério, que implicam viaturas, disponibilidade das pessoas, horários de trabalho flexíveis. Mas há casos. A presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, que é médica, montou com os serviços de saúde - porque isto implica uma grande articulação entre serviços de saúde e serviços camarários, que têm a elasticidade e o conhecimento da vida das pessoas - uma rede de apoio domiciliário. A senhora dona Joaquina não tem nenhum problema especial, a não ser os dez comprimidos que tem de tomar todos os dias. Então, há uma enfermeira e uma auxiliar que vão a casa ver se tomou os comprimidos como deve. Isto foi feito com o dinheiro da câmara e com o apoio dos profissionais de saúde dos centros de saúde. A saúde tem de se pôr a jeito para isso, porque isto é importante, é assim que se montam esquemas simples, funcionais e resolutivos. Se calhar a senhora dona Joaquina tomava os medicamentos de qualquer maneira, ou não os tomava, e, por isso, ia parar ao centro de saúde ou ao hospital. Tudo isto implica uma viragem muito grande no sistema, que deve ser muito menos hospitalocêntrico e muito mais virado para as pessoas na comunidade.

.........(continua)

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/manuel-delgado-sou-do-tempo-em-que-se-faziamos-um-reparo-ao-medico-fulano-de-tal-recebiamos-um-telefonema-do-senhor-presidente-da-republica-ou-de-alguem-do-governo

Antes de mais peço desculpa pelo tamanho da entrevista, mas acho muito importante para se perceber como funciona o SNS. Manuel Delgado é o ex-Secretário de Estado que se demitiu quando foi apanhado no caso Raríssimas (tinha ido de férias com a Presidente).
Dá para perceber a causa de muitos problemas que se repetem na função pública, mas que no SNS é mais crítico. E afirma claramente que na saúde, os médicos são os maiores responsáveis por muitas das falhas do SNS, o que para mim também é evidente (a começar com a enorme cumplicidade que só vejo com os advogados-deputados, em que é permitido a um médico trabalhar num Hospital Público e num Privado, em claro conflito de interesses!!!!!).
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Viajante em Agosto 22, 2018, 11:03:23 am
Formação no uso de desfibrilhadores para novos condutores e alunos do secundário

Há um número cada vez maior de desfibrilhadores automáticos externos (DAE) instalados em locais públicos. Sabe-se que a instalação destes equipamentos aumentará nos próximos anos, assim como o número de pessoas que passarão a ter formação.

Sabia que se for tirar a carta vai ter de saber usar um desfibrilhador?

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/8E5BED26-42D9-4363-974A-BD2FE7013898.jpeg)

Segundo a associação portuguesa de segurança, a desfibrilhação é a aplicação de uma corrente elétrica num doente através de um desfibrilhador, um equipamento eletrónico cuja função é reverter um quadro de fibrilhação auricular ou ventricular.

A reversão ou cardioversão dá-se mediante a aplicação de descargas elétricas no corpo do doente, monitorizadas de acordo com a necessidade em causa, fazendo com o que sangue volte a circular nas zonas afetadas.

Os choques elétricos são geralmente aplicados diretamente na parede torácica do doente ou através de elétrodos (placas metálicas ou apliques condutivos que variam de tamanho e área conforme a necessidade).

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/pplware_desfibrilador01.jpg)

A disfribilhação é a única terapia eficaz para a fibrilhação ventricular. Por cada minuto que passa sem manobra de Suporte Básico de Vida (SBV) e desfibrilhação, a hipótese de sobrevivência diminui 7% a 10%.

Desfibrilhadores Automáticos Externos

O Desfibrilhador Automático Externo (DAE), utilizado em paragens cardiorrespiratórias, tem como função identificar o ritmo cardíaco ou fibrilhação ventricular (FV) presente em 90% das paragens cardíacas. Este equipamento tem a capacidade de efetuar a leitura automática do ritmo cardíaco e as condições cardíacas através de pás adesivas em contacto com o tórax do paciente.

O DAE tem o propósito de ser utilizado por público leigo e não especializado, com a recomendação de que o operador/utilizador faça um curso de Suporte Básico de vida (SBV) em paragem cardíaca. As descargas elétricas de 200 Joules (bifásico) e 360 Joules (monofásico) devem ser ministradas em adultos. As crianças acima de 8 anos – 100 Joules (redutor).

Hoje em dia, são utilizados equipamentos em Unidades de Emergência e UCI (Unidades de Cuidados Intensivos), com cargas monofásicas que variam de 0 a 360 Joules ou Bifásicas de 0 a 200 Joules.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/pplware_desfibrilador02.jpg)

Novos condutores vão ter de saber usar um desfibrilhador

De acordo com o JN, os novos condutores vão ter de saber usar um desfibrilhador. De acordo com a informação,  além das forças de segurança, nadadores-salvadores, tripulação de aviões, entre outros grupos que, pela profissão que exercem, estão mais expostos a situações de paragem cardiorrespiratória, a formação também será obrigatória para quem vai tirar a carta de condução (das diferentes categorias).

A formação obrigatória em DAE é também sugerida aos alunos do Ensino Secundário e dos cursos superiores de Ciências da Saúde e Desporto.

A recomendação é de um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde. Este grupo defende ainda que os locais por onde passam em média mil pessoas disponham de desfibrilhadores automáticos externos. Centros comerciais, hotéis, monumentos ou comboios de longo curso devem passar a ter este equipamento.

Neste momento há cerca de dois mil desfibrilhadores licenciados pelo INEM.

https://pplware.sapo.pt/informacao/vai-tirar-a-carta-vai-ter-de-saber-usar-um-desfibrilhador/
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/formacao-no-uso-de-desfibrilhadores-para-novos-condutores-e-alunos-do-secundario
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: HSMW em Agosto 23, 2018, 12:27:39 pm
(https://scontent.flis1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/39871973_258725411434178_2717265352495988736_n.jpg?_nc_cat=1&oh=a780d90f2495b980998ea8292804d00b&oe=5C020D17)
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Viajante em Agosto 23, 2018, 09:27:46 pm
(https://scontent.flis1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/39871973_258725411434178_2717265352495988736_n.jpg?_nc_cat=1&oh=a780d90f2495b980998ea8292804d00b&oe=5C020D17)

Bem verdade!
Todos os dias perco a paciência com a quantidade de condutores que não usa uma única vez o pisca.
Então no interior do país é quase obrigatório não usar piscas para sair de uma rotunda, mudar de direcção, avisar quem vem atrás de que vamos encostar.......
A carta de condução devia ter obrigatoriamente uma reciclagem a cada 5 anos.
Outras vezes os condutores nem usam a cabeça para perceber que primeiro faz-se o pisca e só depois é que se começa a travar, para que o condutor que vem atrás perceba exactamente para onde vai e não ser surpreendido e ser mesmo ultrapassado quando até queria virar para o lado esquerdo!!!!!!
Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2019, 02:20:36 pm
Ministério Público investiga roubo no hospital Egas Moniz


Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2019, 11:45:40 am
Enfermeiros portugueses iniciam greve de um mês


Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 08, 2019, 11:28:09 pm
Enfermeiros contestam requisição civil e ameaçam com greve de zelo



Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 19, 2019, 07:45:49 pm
Braço de ferro entre enfermeiros e Governo em Portugal


Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Março 13, 2019, 09:20:41 pm
Há menos enfermeiros portugueses a emigrar para o Reino Unido


Título: Re: Sector da Saude - Hospitais, etc..
Enviado por: Lusitano89 em Abril 09, 2019, 05:37:51 pm
Presidente da Associação de Bioética nomeado como conselheiro do Papa Francisco

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=MzEzyfRbxZjPDUZFS3fJRB0AX8QND2OhquKAml6ph/1J2y1eWhHUU0Z4+Nn19zGX/HlQXOi9wnHKmsL+Oy765fOjl31486+p3dTbIhVToZzSjDU=&W=800&H=0&delay_optim=1)

O presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, foi nomeado para a equipa de conselheiros do Papa Francisco nas áreas da dignidade humana face aos desafios da ciência e da tecnologia, anunciou hoje em comunicado.

Rui Nunes foi nomeado membro da Pontificia Accademia Pro Vita (Academia Pontifícia para a Vida) que tem por missão aconselhar o Papa Francisco no que diz respeito aos valores da vida e do respeito pela dignidade humana, nomeadamente face aos desafios da ciência e da tecnologia.

“É uma enorme honra pela referência que o Papa Francisco representa hoje para toda a humanidade”, assume o também coordenador do Departamento de Investigação da Cátedra de Bioética da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Rui Nunes, citado na nota, refere que aceita esta tarefa “com espírito de missão e com um profundo sentido de responsabilidade, dado que os desafios com que as ciências biomédicas se confrontam atualmente à escala global implicam uma reflexão ética sem precedentes”.

Também docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Rui Nunes salienta que é uma "enorme honra" integrar a equipa de conselheiros do Papa Francisco pelos valores que este defende e que o tornam numa "personagem incontornável do século XXI".

A Pontificia Accademia Pro Vita foi criada em 1994 e tem como missão o estudo, informação e formação sobre os principais problemas das ciências biomédicas e do direito relativos à promoção e defesa da vida, sobretudo na sua relação direta com a moral cristã e as diretrizes da Igreja.

A Academia é presidida por monsenhor Vincenzo Paglia desde agosto de 2016.

Nascido no Porto em 1961, Rui Nunes licenciou-se em Medicina na FMUP em 1985 e em 1996 obteve o Grau de Doutor em Medicina na área da Bioética.

Em 2002 obteve o título de agregado em Sociologia Médica e em 2009 o título de agregado em Bioética nesta faculdade.

É Diretor do Programa Doutoral em Bioética (FMUP/CFM), do Programa Doutoral em Cuidados Paliativos, do Curso de Pós-Graduação em Gestão e Administração Hospitalar, além disso é membro do Conselho Médico-Legal do Ministério da Justiça e membro da Comissão de Ética do Instituto Nacional de Medicina Legal.


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