Turismo nacional com 5,7 mil M€ de investimentos até 2010
As cinco zonas do país que o Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) define como novos pólos de atracção turística prevêem executar em quatro anos um conjunto de 57 projectos com investimentos que ascendem aos 5,7 mil milhões de euros, refere o jornal Público de quarta-feira.
Os projectos encarados como âncora para cada zona e que poderão criar até 14 mil postos de trabalho foram ontem apresentados num encontro da Associação Nacional de Regiões de Turismo, que teve lugar na serra da Estrela, explica o artigo indicando que a execução dos projectos poderá estender-se ate 2015.
No total, as cinco regiões de turismo envolvidas apontam para 57 projectos, na sua grande maioria de iniciativa privada, que envolvem sobretudo a criação de resorts, alguns dos quais já apresentados e centram-se nas regiões de Alqueva, Douro, Litoral Alentejano e Oeste.
22-02-2006 7:50:07
Turismo português vai receber 3 mil ME do Governo
O Executivo liderado por José Sócrates vai lançar uma segunda tranche de investimentos no sector turístico, no valor de três mil milhões de euros (ME).
De acordo com o avançado pelo Expresso, este pacote de investimentos foi denominado PIN - Projectos de Interesse Nacional e é considerado prioritário, tendo como financiadores e investidores entidades como os grupos Espírito Santo, Sonae, Pestana e Amorim.
Segundo revela o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, a aposta passa pelo litoral alentejano, dobrando o valor já aplicado no último ano em locais como Tróia, Porto Santo, Vidago e região Oeste de Lisboa.
Entre os projectos a nascer, encontram-se hotéis e zonas de golfe para as regiões como Douro, Alqueva, Comporta – neste momento o mais mediático - ou Castro Marim.
No âmbito destes empreendimentos deverão ser criados 10 mil postos de trabalho.
25-03-2006 13:22:09
Turismo: Região do Oeste tem projectos de 1,9 mil M€
A região do Oeste tem projectos em construção ou já aprovados no valor de 1,9 mil milhões de euros, na área de turismo, principalmente no golfe, correspondendo a sete a oito mil camas, afirmou hoje um responsável.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Região de Turismo do Oeste, uma área de Torres Vedras a Alcobaça, avançou que até 2010 as previsões apontam para a existência de seis ou sete resorts de golfe, actualmente em construção ou «prontos a arrancar».
Segundo António Carneiro, estes projectos incluem cinco ou seis hotéis, com 1.500 a 2.000 camas, e têm uma componente de imobiliário turístico muito importante.
O valor avançado para o total dos investimentos não inclui outros projectos planeados para a região do Oeste, como a Marina de Peniche ou a Pousadas da Fortaleza de Peniche, há algum tempo falada pela ENATUR, empresa que detém as Pousadas de Portugal, mas entretanto adiada.
Para o presidente da Região de Turismo do Oeste, o ideal seria ter seis ou sete campos de golfe, quando actualmente são cinco, mas só três com características internacionais.
No entanto, admite que 10 a 12 campos de golfe, num prazo mais alargado, não seriam demais e faz questão de frisar que esta actividade, como a presença de empreendimentos turísticos e de turistas «não tem impacto numa região que é vasta e até está bem em termos económicos».
Diário Digital / Lusa
28-06-2006 17:22:14
Turistrela quer construir pista de esqui indoor em Lisboa
Concessionária exclusiva da exploração turística na Serra da Estrela, a Turistrela está a desenvolver um projecto de construção de uma pista coberta de esqui na Grande Lisboa, surgindo o concelho de Loures como o mais bem colocado para receber o empreendimento.
Segundo a edição desta sexta-feira do jornal Semanário Europeu, o projecto prevê um investimento de 17 milhões de euros, aplicáveis na construção de uma pista de gelo coberta de 400 metros de comprimento e 80 m de largura.
No complexo será ainda criado todo o ambiente de frio, com temperaturas abaixo dos zero graus, um desnível de 25% na pista e condições de acesso muito favoráveis.
Em declarações ao Semanário Económico, Artur Costa Pais, administrador da Turistrela, prevê o recurso aos fundos comunitários de apoio ao turismo, como é o caso do Sifitur, assim como a adopção de um sponsor, existindo já «várias marcas internacionais interessadas», garante.
Apresentada pela Turistrela como uma pista de gelo «complementar à da Serra da Estrela», o complexo tem como objectivo incentivar as pessoas à prática do esqui, numa altura em que, na Serra da Estrela, existe um projecto de expansão dos actuais 15 quilómetros de pistas para 45.
09-06-2006 9:59:23
Lisboa: Rossio vê nascer hotel de luxo com 100 quartos
A Praça do Rossio, em Lisboa, vai ver nascer naquele local um hotel de luxo com cerca de 100 quartos, 10 suites, um restaurante, um bar e uma sala de conferências. A Pastelaria Suíça e restantes lojas deverão manter-se, apesar de estar prevista uma profunda reabilitação de todo o quarteirão, segundo o Diário de Notícias.
O futuro Olissippo Rossio vai ser erguido onde actualmente funciona a Pensão Coimbra, em cima da pastelaria Suíça. Ao que o DN apurou, o projecto prepara-se para ser apresentado à Câmara de Lisboa para apreciação e posteriormente para pedido de licenciamento.
O arquitecto responsável pelo hotel é Arsénio Cordeiro, autor da sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Torre do Tombo.
04-07-2006 9:51:24
O grupo Xavier de Lima vai investir 250 milhões de euros na construção de um complexo turístico de luxo numa herdade do concelho alentejano de Fronteira (Portalegre), revelou hoje à agência Lusa o presidente município local.
Numa herdade de 550 hectares, o "resort" vai contar, numa primeira fase, com 500 habitações, divididas por três aldeamentos, dois campos de golf, um centro hípico e um museu equestre, dedicado à colecção de coches do empresário Xavier de Lima.
"O espaço dedicado aos coches e onde vão estar expostos 120 exemplares conta já com o projecto aprovado e vai surgir numa área de três mil metros quadrados", explicou à Lusa presidente da Câmara Municipal de Fronteira, Pedro Lancha.
De acordo com o autarca local, "as primeiras obras do resort já se iniciaram, inclusive do heliporto, estando concluídos o sistema de esgotos e os arruamentos.
"Tudo leva a querer que em 2012 o empreendimento turísitico estará a funcionar em pleno", garantiu.
O futuro espaço turístico está a ser construído na Herdade de D. Ana, propriedade do grupo Xavier de Lima e situada entre Cabeço de Vide e Fronteira.
Na mesma herdade alentejana, o grupo projecta ainda a construção de um hotel de cinco estrelas com uma oferta de 315 quartos.
"As obras de construção do hotel vão começar logo após a conclusão do plano pormenor, situação que pretendemos ver resolvida ainda este ano", realçou o autarca.
Para complementar a zona hoteleira, o grupo Xavier de Lima aguarda a conclusão de um novo plano de pormenor para edificar mais dois campos de golf, sublinhou.
O autarca de Fronteira destacou o facto do investimento se revestir de grande importância, uma vez que vai criar mais de 200 postos de trabalho directos.
"Este investimento permitirá outro enquadramento financeiro para a vida das pessoas, do concelho e da região" concluiu.
O grupo Xavier de Lima é também proprietário do Hotel Candelária, de quatro estrelas, a primeira unidade hoteleira em Portugal 100 por cento livre de tabaco, aberto há quatro meses em Cabeço de Vide (Fronteira).
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Um empreendimento turístico de luxo, o Charcas Lagoon Resort, que inclui um hotel de quatro estrelas, abre portas sexta-feira junto à albufeira de Montargil, concelho de Ponte de Sor (Portalegre), disse hoje fonte da empresa.
O director-geral do hotel, Bernardo Figueiredo, adiantou à agência Lusa tratar-se de um «empreendimento de prestígio», construído no Alto Alentejo, que envolveu um investimento de oito milhões de euros.
De acordo com o responsável, além do Charcas Lagoon Hotel, com 36 quartos e quatro suites, o eco-resort inclui ainda o Charcas Lagoon Village, com 20 bungalows (casas de tipologia T2) cuja construção deverá ficar concluída em Março de 2008.
Restaurante, bar, três salas de reuniões, com capacidade para 180 pessoas e uma das quais adaptada a sala de cinema, piscinas, dois campos de ténis, Spa e um centro de lazer para desportos náuticos são algumas componentes e serviços do complexo turístico.
De acordo com a empresa, o eco-resort é composto por «um hotel e um conjunto de villas, num luxuoso empreendimento que apresenta um conceito inovador de turismo que concilia repouso com a prática de desportos náuticos».
O centro de actividades ao ar livre tem disponível, entre outras modalidades, BTT, canoagem, barco a remos, ski aquático, ténis, voleibol e tiro com arco.
Mediante parcerias, o empreendimento está ainda disponível para a prática do balonismo, golf, todo-o-terreno turístico, orientação, paintball, equitação e paraquedismo.
O Charcas Lagoon Resort, situado junto à estrada nacional nº 2 (EN2) e à barragem de Montargil, numa área que abrange manchas de pinheiros e sobreiros, conta ainda com pequenos lagos, zonas ajardinadas e de lazer, espaço infantil ao ar livre, dispondo também de uma rede sem fios de acesso à Internet.
O empreendimento, com uma área superior a 14 hectares, foi desenvolvido pela Charcas SA (empresa do universo RIS Investments) e está inserido na cadeia americana «Small Luxury Hotels of the World», tendo criado 30 postos de trabalho.
Diário Digital / Lusa
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria e Turismo denunciou hoje o encerramento de duas pousadas de Portugal, em Amarante e Alcácer do Sal, e o consequente despedimento colectivo de 21 trabalhadores.
«O Grupo Pestana, invocando prejuízos sucessivos durante três anos nestas pousadas - S. Gonçalo (Serra do Marão, Amarante) e Vale do Gaio (Torrão, Alcácer do Sal) - comunicou o seu encerramento e o despedimento de todos os trabalhadores», refere o sindicato em comunicado.
A directora de Imagem e Comunicação do grupo Pestana confirmou, em declarações à agência Lusa, o encerramento das duas unidades, mas adiantou que estão a ser tentadas soluções para que os trabalhadores mantenham os seus postos de trabalho, tanto em outras pousadas, de cada uma das regiões, como através de uma possível manutenção em funcionamento na área hoteleira, com outras empresas.
As duas pousadas «vão fechar, ao abrigo do contrato de exploração com a Enatur, que permite encerrar pousadas que não sejam Históricas e que não sejam rentáveis em três consecutivos, como são os dois casos», explicou Patrícia Reimão.
A responsável do grupo Pestana fez, no entanto, questão de salientar que os directores das pousadas contactaram directamente os trabalhadores para explicar a situação.
Entretanto, já foram realizadas reuniões com os presidentes das câmaras municipais de Amarante e de Álcacer do Sal para tentar encontrar investidores que queiram ficar com a exploração das duas unidades hoteleiras e com os seus trabalhadores.
Uma situação similar a estas já aconteceu com a Pousada de Almeida que deixou de ser explorada pelo Grupo Pestana Pousadas e passou para um investidor particular e está a funcionar, tendo mesmo entrado posteriormente na rede de reservas das Pousadas de Portugal, através de franchising. Os encontros com as autarquias, onde também participaram representantes da Enatur, empresa proprietária dos edifícios daquelas duas pousadas, «correram muito bem», segundo a directora de Imagem e Comunicação do grupo Pestana. O comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria e Turismo adianta que os despedimentos dos trabalhadores terão efeito a partir do final de Outubro.
De acordo com o sindicato, desde a privatização das Pousadas de Portugal, em 2003, o grupo Pestana já extinguiu mais de 300 postos de trabalho, encerrou pousadas, secções e serviços e transferiu de local de trabalho, «sob pressão», muitos trabalhadores.
«A intenção do grupo Pestana é encerrar todas as pousadas regionais e ficar apenas com as históricas, salvo se alguma regional tiver uma ocupação espectacular e der muito lucro», sustenta.
Isto apesar de - recorda - «no período que precedeu a compra da gestão das pousadas o grupo ter declarado que não iria fazer quaisquer despedimentos».
Adiantando ter já apresentado um protesto à empresa, «até à data sem resposta», o sindicato defende que «todas as pousadas são importantes para o produto turístico que as Pousadas de Portugal representam» e que, «encerrando pousadas atrás de pousadas, se está a por em causa o produto turístico no seu todo».
Diário Digital / Lusa
«O Grupo Pestana, invocando prejuízos sucessivos durante três anos nestas pousadas - S. Gonçalo (Serra do Marão, Amarante) e Vale do Gaio (Torrão, Alcácer do Sal) - comunicou o seu encerramento e o despedimento de todos os trabalhadores», refere o sindicato em comunicado.
Lisboa, 10 Out (Lusa) - As receitas da hotelaria cresceram 8,4 por cento nos primeiros oito meses deste ano, face a igual período de 2006, para 1,3 mil milhões de euros, anunciou hoje o INE.
Os dados da actividade turística divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o número de dormidas subiu 5 por cento, no mesmo período.
No total, entre Janeiro e Agosto foram registadas 27,5 milhões de dormidas nas unidades hoteleiras em Portugal.
Apenas no mês de Agosto, as receitas atingiram 255,1 milhões de euros, o que traduz um aumento de 5,2 por cento face a igual mês de 2006.
No mesmo mês, as dormidas cresceram 3,6 por cento, para 5,6 milhões, uma evolução que teve principalmente o contributo dos não residentes, com uma subida de 6,9 por cento, enquanto os turistas nacionais registavam um decréscimo de 1,8 por cento, refere o INE.
Os principais ministros do Turismo na Europa e outros responsáveis do sector vão encontrar-se quinta e sexta-feira, em Portimão, no Algarve, para debater a forma de ter uma «Gestão sustentável dos destinos turísticos».
Organizado pelo Turismo de Portugal, o VI Fórum Europeu do Turismo, que se realiza no Pavilhão Arade, em Portimão, no Algarve, é uma iniciativa no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia que junta mais de 500 participantes, e conta com a presença do ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, e do vice-presidente da Comissão Europeia, Günter Verheugen.
Também são esperados o secretário- geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Francesco Frangialli, o presidente da Comissão Europeia do Turismo, Arthur Oberascher, o presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão e o Presidente da Região de Turismo do Algarve RTA, António Pina.
As conclusões deste Fórum, que se realiza pela primeira vez em Portugal, serão, posteriormente, incluídas na Agenda XXI da Comissão Europeia.
A estrutura do Fórum será composta por três painéis, que vão ser moderados pelo Director das Indústrias da Nova Abordagem - Turismo e Responsabilidade Social das Empresas, da Comissão Europeia, Pedro Ortún.
Os temas a abordar serão diversos, passando pelo papel da designação de sítios culturais e naturais para o marketing e das áreas protegidas para as estratégias do desenvolvimento sustentável.
O contributo das PME na gestão e conservação do património natural e cultural, o desafio da competitividade e sustentabilidade no Turismo Europeu e os destinos europeus de excelências são outros assuntos a analisar no primeiro painel «Gestão e Conservação do Património Natural e Cultural».
Identificar qual o retorno económico que os agentes do turismo podem com um melhor desempenho ambiental, como atenuar a pressão que o turismo exerce, sobretudo nos destinos mais procurados, sobre o recurso água, ou qual a percepção que têm os consumidores relativamenteàs iniciativas de certificação ecológica e de qualidade, são questões a que os intervenientes vão tentar responder no segundo painel intitulado a «Gestão de Recursos e Resíduos».
No último painel, com o tema «Gestão Sustentável: A Responsabilidade das Empresas na Competitividade e na Criação de Emprego», vão ser abordadas as medidas a desenvolver para sensibilizar a indústria e os turistas nas questões da sustentabilidade, as novas oportunidades de emprego num mercado em mudança e as necessidades específicas de formação para destinos sustentáveis.
Durante o VI Fórum Europeu de Turismo, a Comissão Europeia irá premiar os Melhores Destinos Rurais Emergentes Europeus de 2007.
Os destinos distinguidos foram seleccionados pelas suas «relevantes» iniciativas no âmbito do turismo rural, no quadro do projecto- piloto «Destinos Europeus de Excelência» (EDEN).
A edição vai ficar ainda marcada por uma inovação, o Fórum online.
Esta ferramenta pretende actuar como um espaço de diálogo interactivo sobre os temas dos três painéis do Fórum, antes da sua realização.
A realização do VI Fórum Europeu de Turismo tem o apoio da Associação Turismo do Algarve (ATA) apoia e do Turismo de Portugal, sendo a organização do evento responsabilidade da Comissão Europeia, em conjunto com a Presidência Portuguesa da União Europeia.
Este é o primeiro grande acontecimento a decorrer no Pavilhão do Arade, um espaço multiusos, com uma área total de 8.929 metros quadrados, com condições para a realização de espectáculos e eventos culturais de dimensão nacional e internacional, transformando-se numa importante fonte de desenvolvimento turístico e de divulgação da região algarvia.
Diário Digital / Lusa
O grupo Vila Galé já entregou na Câmara Municipal de Évora o projecto para a construção de um hotel, com 207 quartos, num investimento de 20 milhões de euros, afirmou hoje o seu presidente.
Numa área de 16 mil metros quadrados, o novo hotel tem abertura prevista para o primeiro trimestre de 2010.
Segundo as previsões do presidente da Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, as obras de construção do hotel deverão iniciar-se no final do próximo ano.
Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, confirmou que o projecto deu entrada no município já este mês e está a ser analisado.
"Temos um gabinete para a análise de projectos de relevante interesse para o município e já está a fazer a apreciação técnica do projecto do grupo Vila Galé", disse.
Após esta análise, seguir-se-á a fase de licenciamento de obras, devendo estar tudo terminado, por parte da autarquia, "no próximo ano", para que depois os promotores possam arrancar com a construção do hotel, explicou.
Para José Ernesto Oliveira, o projecto do Vila Galé é encarado com "orgulho e sentido de responsabilidade", pois, é mais um "grande grupo turístico a instalar-se na cidade e no concelho".
"Este hotel de cinco estrelas vai aumentar a nossa oferta, que corresponde ao crescimento sustentado da procura turística no concelho. Confirma a vocação de Évora como destino turístico de qualidade, no âmbito da estratégia que o município tem vindo a desenvolver", sublinhou.
Há um conjunto de outras seis empresas que pretende investir mais de 800 milhões de euros em seis empreendimentos turísticos no concelho de Évora, cinco deles com campos de golfe, que poderão criar cerca de 1.500 postos de trabalho directos.
Em Agosto último, foi batido o recorde de visitas à cidade de Évora dos últimos seis anos, com mais de 40 mil turistas a passar pelo posto de turismo local.
O grupo Vila Galé, liderado por Jorge Rebelo de Almeida, já está presente no Alentejo, mais precisamente no concelho de Beja, com o Clube de Campo, numa propriedade de 1.620 hectares, onde tem um hotel com 81 quartos.
Nesta herdade, após a água de Alqueva começar a chegar à barragem do Roxo, contígua ao empreendimento, pretende instalar um novo projecto, que inclui um aldeamento, duas aldeias alentejanas, com 500 unidades de alojamento, entre casas e apartamentos, e um hotel.
Além destes elementos, Rebelo de Almeida inseriu uma vertente original e exótica, com a instalação prevista de oito a 10 tendas "super luxuosas" junto da barragem do Roxo, a partir do próximo ano.
Além da vertente turística e imobiliária, a propriedade da Vila Galé em Beja também integra a produção de vinho e de azeite, na Casa de Santa Vitória.
O grupo Vila Galé tem a actividade principal na hotelaria, onde gere 18 unidades hoteleiras, 15 delas em Portugal (Algarve, Beja, Cascais, Ericeira, Estoril, Lisboa, Porto e Madeira) e três no Brasil (Fortaleza, Bahia e Guarajuba), num total de 10.500 camas.
O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade defendeu hoje a necessidade de um debate privilegiado da actividade turística, para garantir uma maior qualidade do sector articulada com a defesa do ambiente e do ordenamento do território.
Ao falar na sessão de abertura do VI Congresso Europeu de Turismo, perante cerca de um milhar de pessoas, presentes no Pavilhão Arade, em Portimão, o governante destacou a importância "de ser adoptada uma gestão sustentada dos destinos turísticos, de forma a aumentar a oferta e cativar o turismo de qualidade".
Segundo Bernardo Trindade, Portugal através do Plano Estratégico de Turismo, tem procurado "assumir-se como destino turístico europeu de referência, alicerçado pelo património natural, cultural e histórico".
Por seu turno, o presidente da Comissão Europeia de Viagens, o austríaco Arthur Oberasher, considerou Portugal como um dos melhores destinos turísticos europeus, face à oferta diversificada, destacando "o sol, a praia e todo o passado histórico".
Contudo, referiu que é muito importante apostar na qualificação profissional para garantir uma oferta de qualidade.
"Não basta ter bons hotéis, praias e infra-estruturas, é preciso também ter pessoal qualificado", afirmou.
Na sua interven��ão, Arthur Oberasher revelou que, pelo quarto ano consecutivo, a Europa registou um aumento da actividade turística, considerando os cinco por cento verificados este ano "um aumento acima da média".
Defendeu também, a necessidade de "manter uma actividade sustentada", porque, argumenta, "o turismo é a cara da Europa para o Mundo e, os destinos europeus devem ser mais populares e ouvir os seus visitantes sobre as suas pretensões".
O VI Congresso Europeu do Turismo, subordinado ao tema "Sustentabilidade e Competitividade do Turismo Europeu", decorre até domingo, no recém inaugurado Pavilhão Arade, em Portimão.
Lusa
O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, assinalou hoje que o Turismo está "finalmente a entrar na agenda europeia", embora tarde, depois de anos de fraca evolução.
Falando aos jornalistas à margem do VI Fórum Europeu de Turismo, que decorre em Ferragudo (concelho de Lagoa), Algarve, Manuel Pinho sublinhou que as receitas e o número de dormidas na Europa "estão a melhorar fortemente desde o ano passado e é necessário consolidar essa tendência".
Antes, em conferência de imprensa, Manuel Pinho tinha destacado que, em Portugal, as receitas até Agosto, relativamente ao mesmo período do ano passado, cresceram 12 por cento.
Por outro lado, acentuou, as taxas de ocupação ultrapassaram a média dos 80 por cento e o Turismo passou a representar 12,5 por cento das receitas totais das exportações e, a nível europeu, representa mais do que toda a indústria automóvel do Velho Continente.
Ainda no caso português, destacou o "bom diálogo" entre o Governo, as autarquias e os empresários do sector no sentido de promover o Turismo de qualidade.
"Não nos interessa nada massificar e sempre que isso foi feito no passado obtiveram-se lucros imediatos, mas prejuízos a longo prazo", reiterou.
Dedicado ao tema da sustentabilidade, que Manuel Pinho fez equivaler à qualidade, o encontro conta com dezenas de participantes dos 27 países da União Europeia.
No caso português, o ministro da Economia acentuou que o país é o que tem "um objectivo mais ambicioso" nas emissões de CO2 e, disse, em energias renováveis Portugal está em terceiro lugar no "ranking" europeu.
O Turismo será um tema forte do Conselho para a Competitividade a realizar no âmbito do Parlamento Europeu, presidido pelo próprio Manuel Pinho.
Durante a conferência de imprensa, o vice-presidente da Comissão Europeia, Gunter Verheugen, destacou a importância de a defesa do ambiente - nomeadamente o combate ao aquecimento global - andar "de mãos dadas" com o desenvolvimento sustentado do Turismo.
Antes da conferência, o ministro da Economia entregou uma parte das receitas de bilheteira do programa "Allgarve" a oito instituições de solidariedade social com obra na região, num total de 60.555 euros.
O Fórum Europeu do Turismo começou quinta-feira e decorre até domingo no recém inaugurado Pavilhão do Arade, em Ferragudo, concelho de Lagoa, Algarve.
RTP / Lusa
A associação das regiões de turismo entregou à Secretaria de Estado do sector uma contraproposta onde defende a redução de 19 para sete regiões, seguindo as NUT III, embora a opção de 12 entidades também reunisse muitos defensores.
Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Associação Nacional das Regiões de Turismo (ANRET), Miguel Sousinha, avançou que as alterações propostas pela entidade foram entregues à Secretaria de Estado liderada por Bernardo Trindade no final da semana passada e apontam para a definição de sete regiões, correspondentes às áreas administrativas NUT III (e não NUT II, como defendia o Governo).
Assim, em assembleia geral, a 18 de Outubro, as regiões de turismo aprovaram a divisão do território português em sete regiões, em termos gerais, acrescentando àquelas definidas pelo Governo as áreas do Grande Porto e da Grande Lisboa.
"Os municípios associam-se em NUT III para concorrer a programas comunitários" e a ANRET "adapta o mapa ao contexto do turismo nacional", especificou.
No entanto, o presidente da ANRET reconheceu hoje que os participantes na assembleia geral estavam divididos, ao referir que entre a proposta de sete regiões e a de 12 "a diferença de votos foi muito pouca".
Entre as alterações mais relevantes, Miguel Sousinha aponta uma maior explicitação das competências e atribuições das novas regiões de turismo e outra distribuição da origem do seu financimento.
A proposta do Executivo para o futuro das Regiões de Turismo aponta para a criação de cinco regiões de turismo coincidentes com as regiões administrativas existentes em Portugal Continental (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve), além das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
O documento estabelece como princípios da nova reorganização "a cobertura de todo o território nacional", de modo a "permitir que cada um dos cinco pólos de desenvolvimento turísticos identificados no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) tenha uma entidade dinamizadora e interlocutora junto do órgão central do turismo".
Lusa
O empresário Jaime Antunes, responsável por um investimento turístico, com golfe, em Évora, afastou hoje a possibilidade do Alentejo tornar-se num novo Algarve, considerando que, para vingarem, os empreendimentos turísticos na região têm que ter "grande qualidade".
"Não vai acontecer o que aconteceu no Algarve. Esse risco não existe, porque no Alentejo interior não há mar e o mar vende esse tipo de produtos [de má qualidade]. Ninguém faria aqui um projecto de muito má qualidade porque, depois, não tem clientes", sustentou.
Jaime Antunes, presidente da Frontino, falava aos jornalistas à margem de uma sessão realizada hoje, em Évora, para divulgação dos principais projectos de investimento em curso ou em vias de concretização no Alentejo.
No encontro, promovido pela Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (AIP-CE), em parceria com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), esteve em destaque, entre outros projectos, a criação de um destino de golfe em Évora.
Um grupo de seis promotores já apresentou, em Julho, intenções de investimento turístico neste concelho alentejano, com um valor global aproximado dos 800 milhões de euros, tendo cinco deles o golfe como "âncora".
A Frontino é uma dessas empresas e pretende criar o Évora Resort na Herdade Sousa da Sé, num investimento de 250 milhões de euros, com dois hotéis, residências turísticas e um complexo de desporto ao ar livre, com campo de golfe, centro de estágio e centro hípico, entre outras valências.
O projecto, a concretizar durante dez anos, prevê 500 postos de trabalho, aguardando Jaime Antunes a aprovação do novo Plano Director Municipal (PDM) de Évora para arrancar com as obras no "próximo ano", estimando que o empreendimento comece a funcionar em 2010.
Para que este destino golfe em Évora seja uma realidade, afirmou hoje o presidente da Frontino, os projectos têm que ter "grande qualidade", como condição para conseguirem atrair clientes.
"Há projectos de grande qualidade para o Alentejo e estamos a falar de turismo de cinco estrelas. Só assim é que se atraem pessoas para um destino que é novo, que não tem massa crítica de visitantes e de turistas, nomeadamente do mercado internacional", afiançou.
Os investidores neste sector na região, disse, devem também promover o que a região tem para oferecer a um público estrangeiro, que se pretende que seja oriundo "da Europa mais rica", ou seja, de países como o Reino Unido, Dinamarca ou Holanda.
Por isso, sublinhou também Jaime Antunes, o turismo residencial e o golfe são dois produtos que devem "andar de mãos dadas" no Alentejo interior, visto captarem o tipo de turista pretendido, sem que seja concorrente a existência de vários empreendimentos com esses dois pilares.
"Só se cria um destino de golfe com, pelo menos, cinco campos de golfe nas proximidades", explicou, referindo que os golfistas gostam de experimentar campos diferentes e, se não gostarem de um, devem ter outros como alternativa.
O empresário desvalorizou ainda a alegada falta de pessoal qualificado na região para dar resposta a este tipo de projectos, contrapondo que essa mesma qualificação "vem com os investimentos".
"Não se podem é fazer aqui estruturas de formação de pessoal de forma mais ou menos fechada, dentro de gabinetes, sem estarem ligadas a projectos de investimento concretos. No quadro do investimento da iniciativa privada é que a formação profissional dessas pessoas vai acontecer", afirmou.
Três novas unidades de turismo em espaço rural estão projectadas para o concelho alentejano de Monforte (Portalegre), mas enfrentam dificuldades relacionadas com a revisão do Plano Director Municipal (PDM), disse hoje o presidente do município.
«Os três projectos, considerados de grande envergadura para o concelho, estão condicionados à revisão do PDM, que vai ficar concluída em Setembro ou Outubro de 2008», reconheceu Rui Maia da Silva.
Em declarações à agência Lusa, o autarca de Monforte garantiu que as novas unidades de turismo em espaço rural envolvem «investimentos de alguns milhões de euros».
«Estamos a trabalhar na revisão do PDM para que seja possível a concretização destas unidades turísticas, que seriam a mola determinante para o concelho de Monforte, nos próximos anos», afirmou.
«Não são apenas intenções de conversa, são intenções já escritas, que merecem toda a credibilidade e penso que são projectos para seguirem em frente», sublinhou.
De acordo com o presidente da autarquia, existe também interesse no desenvolvimento de um outro projecto, de investimento privado, na área da saúde, em Monforte.
Rui Maia da Silva destacou, por outro lado, que o município pretende avançar com a expansão da zona industrial de Monforte, o que considerou ser um projecto de «grande interesse» para o concelho.
O actual parque industrial de Monforte, com 12 espaços para unidades industriais, está cheio, adiantou o autarca, salientando que já existem interessados para ocupar outras áreas.
Rui Maia da Silva pretende que a futura zona de expansão do sector industrial permita instalar o triplo das unidades, em relação à actual área destinada à indústria.
Segundo o presidente do município, a autarquia tem já em vista um espaço para a ampliação da zona industrial, pretendendo negociar com os proprietários a aquisição dos terrenos.
«Uma dificuldade para a expansão da zona industrial é o financiamento, não sabemos ainda se o novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) vai financiar infra-estruturas deste tipo, mas se não for através do QREN haverá outra forma qualquer de obter financiamento e a obra avançará», garantiu.
Diário Digital / Lusa
O National Geographic Channel, numa parceria inédita com o Turismo de Portugal, está a promover os principais locais do património português em mercados europeus, uma estratégia que pode atingir uma audiência potencial de cerca de 13 milhões de lares.
Espanha, Alemanha e Reino Unido, que são mercados estratégicos na promoção externa, e Portugal foram os países escolhidos para desenvolver a iniciativa, que passa pela transmissão de anúncios promocionais e pela estreia de um documentário sobre os 13 locais portugueses classificados pela Unesco como património mundial.
A promoção nacional e internacional de Portugal como destino turístico é o principal objectivo do projecto «Portugal: Um Outro Olhar», que também ambiciona «rejuvenescer a comunicação do património e dar outro ângulo do país», afirmou à agência Lusa Assunção Loureiro, representante da Fox International Channels (empresa que detém a marca National Geographic) para Portugal.
Uma nova abordagem que também quer ir ao encontro de um potencial turista para Portugal.
«O público do National Geographic é classe A/B, tem um elevado poder de compra e tem uma vertente cultural também elevada», realçou.
«Há tradição no canal com este tipo de parcerias na área do turismo», afirmou ainda a responsável, destacando que o National Geographic Channel já desenvolveu acções, quase similares, com países como Austrália, África do Sul e alguma regiões de Espanha.
No total, e durante este mês, o canal vai transmitir em Portugal, Espanha, Alemanha e Reino Unido dois 'spots' publicitários sobre o património nacional, que terão mais mil exibições em antena, de acordo com a estação.
Os spots apresentam a diversidade da oferta turística portuguesa, mostrando a tradição e a modernidade do país, referiu ainda o canal.
No mercado português, os anúncios vão também passar nas estações Fox e Fox Life, que integram a mesma rede internacional.
Também com a chancela National Geographic, a estação vai estrear este mês, em horário nobre, um documentário de 25 minutos sobre Portugal.
A estreia do documentário, que tem o mesmo nome do projecto, está agendada para dia 18 de Novembro em Portugal, Espanha e Alemanha e no dia 14 de Novembro no Reino Unido.
O formato, que foi idealizado pelo fotógrafo português António Sá, será retransmitido ainda durante o mês em todos mercados.
Entre os sítios visitados pelo documentário estão os Mosteiros de Alcobaça e da Batalha, o Vale do Côa, a floresta Laurisilva (Madeira) e as cidades do Porto e de Évora.
A parceria entre o National Geographic Channel e o Turismo de Portugal envolveu ainda a criação de uma exposição de fotografia, também da autoria de António Sá, que se encontra, neste momento, no Mosteiro dos Jerónimos, mas que já esteve patente nos armazéns londrinos Harrods.
Diário Digital / Lusa
O secretário de Estado do Turismo visita segunda-feira o certame turístico World Travel Market, em Londres, com o objectivo de reforçar a aposta de Portugal no mercado inglês, depois das várias iniciativas realizadas naquele país em Outubro.
Este é uma das mais importantes feiras turísticas da Europa, a par da FITUR de Madrid e da ITB, em Berlim.
Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, considerou importante a presença de Portugal no World Travel Market, que decorre entre 12 e 15 de Novembro, uma vez que o «mercado inglês é um dos mais importantes» para o sector português.
Até Agosto deste ano, o mercado do Reino Unido cresceu em todos os indicadores estatísticos, «destacando-se o aumento das dormidas na ordem dos 6,3 por cento, aumento indicador de maiores estadas médias», refere uma nota do Ministério da Economia e da Inovação.
De acordo com a informação, o mercado britânico registou um crescimento superior a 300 mil dormidas até Agosto no Algarve, um crescimento de 9,1 por cento face a 2006.
O objectivo da visita ao certame, segundo Bernardo Trindade, é «continuar a promoção de Portugal ao mais alto nível», após a parceria estabelecida com um dos mais emblemáticos espaços comerciais londrinos - o Harrods -, que durante Outubro exibiu produtos portugueses e apresentou o país como um dos destinos alternativos de férias para os ingleses.
«A minha presença [no certame) visa reiterar a confiança que Portugal tem no mercado inglês», sublinhou Bernardo Trindade.
O stand de Portugal, que este ano tem 686 metros quadrados, representa um investimento de cerca de 700 mil euros e nele estão representados a totalidade das agências regionais de promoção turística, além de 62 empresas do sector.
Este ano, o investimento no Reino Unido aumentou 25,8 por cento, para 6,02 milhões de euros, representando 12 por cento do orçamento global (50 milhões de euros) Portugal é o terceiro mercado de Portugal, a seguir à Alemanha e Espanha.
No início de Outubro, o secretário de Estado do Turismo e o presidente do Turismo de Portugal apresentaram em Londres a maior campanha de promoção de Portugal no estrangeiro, orçada em 7 milhões de euros e destinada a seis países.
Só o Reino Unido absorveu 1,6 milhões de euros deste orçamento, sendo que 500 mil euros foram aplicados na parceria com o Harrods.
Diário Digital / Lusa
O Parque Nacional da Peneda-Gerês vai aderir à rede das melhores áreas naturais da Europa, depois de ter sido aceite a sua candidatura ao sistema de certificação PAN Park´s, anunciou hoje o ministro do Ambiente, Nunes Correia.
Num encontro informal com jornalistas, em Lisboa, o governante adiantou que a candidatura do parque àquele sistema de certificação começou há três anos e vai «agora» formalizar-se com a assinatura do processo de adesão.
O presidente do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), João Menezes, também presente no encontro, explicou que o sistema de certificação PAN Park´s visa a criação de uma rede das melhores áreas naturais da Europa, onde é garantida uma combinação da conservação da natureza e do desenvolvimento económico, através da promoção do turismo sustentável.
«É quase impossível que qualquer outro dos parques naturais de Portugal consiga reunir as condições necessárias para aderir ao PAN Park´s. Aliás, cinco candidaturas nacionais já foram rejeitadas», adiantou João Menezes.
Um dos requisitos exigidos para aquele sistema de certificação é o parque ter uma extensa área, não inferior a 50 mil hectares, com valores naturais de carácter excepcional e uma área mínima de 10 mil hectares sem qualquer intervenção humana.
O Parque da Peneda-Gerês teve ainda de apresentar um plano de gestão da visitação e programar, implementar e monitorizar a estratégia de desenvolvimento do turismo sustentável, de forma participada.
João Menezes considerou que a adesão do parque àquele sistema permite à Peneda-Gerês inserir-se numa «rede de excelência», onde apenas constam os melhores parques da Europa, sendo por enquanto o único parque nacional da Península Ibérica a integrar esta rede.
«Esta certificação vai permitir também integrar o parque no roteiro dos grandes operadores turísticos especializados no turismo ad natureza», adianta o ICNB.
A Fundação PAN Parks, fundada sob o auspício da organização internacional de conservação da natureza WWF, tem como objectivo aumentar o conhecimento e ajudar a proteger as áreas naturais an Europa.
Diário Digital / Lusa
A cidade de Bragança foi distinguida, na Suíça, com um galardão turístico, no âmbito de um salão internacional de férias que promove destinos em todo o mundo para serem «descobertos», anunciou hoje a autarquia local.
De acordo com a fonte, Bragança recebeu o «Swiss Tourism Awards 2007» na categoria de «Destino a ser protegido-cidade a ser explorada, destino com forte vocação turística».
Este galardão é atribuído na Suiça no âmbito do salão internacional suíço de férias que este ano decorreu entre 31 d Outubro e 05 de Novembro e teve 600 participantes, ainda segundo a autarquia.
De entre as centenas de candidatos, foram galardoadas 28 cidades de 21 países de todo o mundo, nomeadamente Bulgária, Roménia, Grécia, Holanda, Bósnia Herzegovina, Portugal, Brasil, Itália, Sérvia, Montenegro, Colômbia, Macedónia, Geórgia, Peru, Chile, Caraíbas (Antígua e Barbuda), Eslovénia, Eslováquia, Azerbeijão e Albânia.
O Swiss Tourism Awards tem como objectivo impulsionar e desenvolver o sector turístico internacional, particularmente valorizando o património natural e cultural de algumas cidades, propondo destinos internacionais para serem «descobertos».
Bragança foi distinguida no ano em que foi também convidada para o salão de férias de Lugano, em que participou com uma exposição de material promocional do concelho e da Rota da Terra Fria do Nordeste Transmontano.
Segundo a autarquia, este salão foi visitado por mais de 66.000 pessoas.
A Câmara municipal de Bragança considera que «a participação neste evento foi importante, uma vez que teve a oportunidade de divulgar a cidade de Bragança a nível internacional, bem como de promover a captação de novos fluxos e mercados turísticos com benefício para a economia do município».
Diário Digital / Lusa
O Norte foi a região do país onde se verificou maior crescimento, em Setembro, de visitantes e dormidas, anunciou hoje no Porto a ADETURN - Agência Regional de Promoção Turística do Porto e Norte de Portugal.
Para Jorge Osório, presidente da ADETURN Turismo Norte de Portugal, "este é o resultado do grande esforço levado a cabo na promoção da região como destino de excelência em Portugal".
Os dados mais recentes disponíveis do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos a Setembro último, mostram que a região do Porto e Norte de Portugal se destacou das restantes, obtendo um crescimento homólogo de 14,5 por cento relativamente ao mesmo mês do ano anterior, superando as três mil dormidas.
Entre Janeiro e Setembro o crescimento acumulado foi de 8,8 por cento.
A região é ainda a única a registar um aumento de dois dígitos em termos de visitantes, situando-se em 14,2 por cento.
O responsável da ADETURN da região considera que se trata de "um crescimento assinalável, muito acima dos valores comuns e daqueles que outras regiões do país apresentam", o que "só vem comprovar o enorme potencial turístico de todo o Norte do país".
Comparando o número de visitantes acumulado entre Janeiro e Setembro de 2007 com o período homólogo de 2006, a região do Porto e Norte de Portugal regista também um aumento de 9,1 por cento.
No que respeita aos proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros, a região alcançou também aumentos na ordem dos dois dígitos, sendo Setembro último o melhor mês, que evidencia um crescimento de 19,2 por cento relativamente s Setembro de 2006.
A ADETURN Turismo Norte de Portugal é a Agência Regional de Promoção Turística do Porto e Norte de Portugal, oficialmente certificada pelo Instituto de Turismo de Portugal e pela Confederação do Turismo Português.
Criada em 1992, a associação sustenta a sua actividade numa série de parcerias estabelecidas com entidades públicas e privadas com representatividade no sector do Turismo.
Lusa
O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, estimou que em 2007 o número de turistas a entrar em Portugal ascenda aos 12 milhões, ou seja, «20% mais do que a população residente no país».
«Estimamos que os turistas a entrar em Portugal no ano de 2007 ascendam a mais de 12 milhões, 20 por cento mais do que a população residente no país e que as receitas globais do turismo em Portugal atinjam a marca dos 7 mil milhões de euros», afirmou na terça-feira Bernardo Trindade, durante a sua intervenção no IX Congresso Brasileiro da Actividade Turística (CBRATUR), em Brasília.
Para o governante, «Portugal está no caminho certo», uma vez que o Turismo se afirma «cada vez mais como uma actividade determinante e estratégica na economia portuguesa».
Neste sentido, Bernardo Trindade deu a conhecer os últimos dados do plano estratégico lançado pelo Governo em 2006, que demonstram que durante os primeiros nove meses deste ano as receitas globais do sector cresceram 12 por cento, as dormidas aumentaram 5,3 por cento, enquanto o tráfego aéreo registou um incremento de 9 por cento.
«Pela leitura destes dados penso que será clara a importância que o Turismo e todos os sectores económicos transversais que o representam têm na economia portuguesa», afirmou, acrescentando que a concretização deste plano permitiu o investimento de oito milhões de euros em projectos na área do Turismo e a criação de 34.000 postos de trabalho directos e indirectos.
Bernardo Trindade referiu também que a parceria estabelecida com a ANA (empresa pública responsável pela prestação do serviço aeroportuário) para a constituição de um fundo de promoção do desenvolvimento de novas rotas, dirigido aos voos de baixo custo (low cost), possibilitou o desembarque de cerca de 130.000 novos passageiros nos primeiros 8 meses do ano, comparativamente com o mesmo período de 2006.
«Por isso», afirmou, «temos colocado todo o empenho no desenvolvimento das low cost em Portugal, convictos que estamos de que é este o caminho certo para aumentar e diversificar a procura turística para os destinos portugueses», uma vez que este tipo de serviço permite fazer a ligação directa entre as principais cidades europeias.
O IX CBRATUR, que decorreu terça-feira e hoje, em Brasília, subordinada ao tema «O Turismo e a Crise dos Transportes no Brasil: ameaças e oportunidades», reuniu cerca de 500 participantes.
Diário Digital / Lusa
O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou que a nova campanha de promoção externa de Portugal, hoje apresentada em Lisboa, quer fomentar a notoriedade do País e transmitir uma imagem forte, dinâmica e inovadora.
"O nosso País tem mais valor do que muitos dizem e pensam, e passa relativamente desapercebido", justificou o governante na apresentação pública da campanha publicitária, hoje realizada em Lisboa.
Uma situação que não é encarada por Manuel Pinho como um obstáculo mas sim como "um bom ponto de partida".
"É preciso conhecer bem Portugal para se começar a gostar dele", frisou.
Clarificar a percepção e a imagem de Portugal é o principal objectivo da campanha, que envolveu um investimento global de três milhões de euros e vai percorrer nos próximos dois meses os mercados de Espanha, França, Alemanha e Reino Unido.
Com arranque agendado para quinta-feira, data da assinatura do Tratado de Lisboa pelos Chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados-membros da União Europeia, a acção também será divulgada no mercado português.
Com a assinatura "Portugal Europe's West Coast", a campanha aposta na presença de oito personalidades portuguesas que fazem parte de uma "geração de talentos que se está a afirmar a nível internacional" e que tem "garra e gana para vencer", segundo o governante.
José Mourinho, Mariza, Cristiano Ronaldo, Nelson Évora, Vanessa Fernandes, Miguel Câncio Martins, Maria do Carmo Fonseca e Joana Vasconcelos foram as caras escolhidas para promover Portugal.
O investimento português na área das energias renováveis é outras das mensagens da campanha publicitária.
Imprensa e suportes de publicidade exterior foram os meios escolhidos para a acção de promoção, cujos principais destinatários vão ser "os actuais e potenciais visitantes, investidores e compradores de produtos portugueses", destacou.
Nick Knight é o responsável pelas imagens da campanha, enquanto o conceito criativo é da agência portuguesa de publicidade BBDO.
O projecto do Ministério da Economia e de Inovação é realizado em conjunto pelo Turismo de Portugal e pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), contando ainda com o apoio do Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime).
Lusa
Funchal, 16 Dez (Lusa) - O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, disse hoje em Santa Cruz, na Madeira, que Portugal arrecadará este ano 7 mil milhões de euros de receitas turísticas e que o número de visitantes ultrapassará os 12 milhões de turistas.
Ao falar na inauguração de oito terminais do sistema RAPID - Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente no Aeroporto Internacional da Madeira, Bernardo Trindade considerou 2007 "um ano notável no turismo português".
A secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, regozijou-se também com o ano turístico da Região que considerou "o melhor dos últimos dez anos". "Ultrapassaremos largamente um milhão de visitantes", acrescentou.
O subsecretário de Estado da Administração Interna, Fernando Rocha de Andrade, realçou as virtualidades do sistema RAPID que identifica, em menos de 20 segundos, um portador de passaporte electrónico e lembrou que este é o primeiro contacto que um turista tem com o destino português e quanto mais célere for maiores mais valias trará para o país.
Este sistema, já em funcionamento nos aeroportos de Lisboa e Faro, assegura o controlo automatizado de fronteira para todos os titulares, maiores de idade, de passaportes da União Europeia.
A instalação do RAPID será concluída em 2008 em todos os aeroportos portugueses e representa um projecto concebido pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras com o apoio do Ministério da Administração Interna e da Universidade do Algarve.
EC
A região Oeste, onde no espaço de três anos se ergueram dois hotéis de cinco estrelas (Westin e Marriott), pode vir a reunir no futuro as marcas hoteleiras mais luxuosas do Mundo.
Já temos a garantia de que o segundo hotel do Campo Real [onde se localiza o primeiro hotel Westin em Portugal] será um Sheraton e, eventualmente, o terceiro um Méridien”, revelou o presidente da Região de Turismo do Oeste, António Carneiro.
A ampliação do Campo Real (Torres Vedras) vai arrancar em Março de 2008, estimando-se um investimento de 135 milhões de euros na construção de mais um hotel de cinco estrelas, aparthotel, 320 residências turísticas e a extensão do campo de golfe de 18 para 24 buracos.
“Se somarmos o turismo residencial, num prazo de dez anos teremos entre 20 a 30 mil camas”, aponta António Carneiro.
Lisboa vai passar a contar a partir de hoje com dois hotéis membros da reputada cadeia hoteleira Design Hotel. O primeiro abriu em Agosto e trata-se do Jerónimos 8, do grupo Alexandre de Almeida, localizado em pleno centro monumental e museológico da cidade, junto do Mosteiro dos Jerónimos, e o segundo, o Fontana Park, da Turismadeira, abre hoje no Saldanha, nas instalações da antiga Metalúrgica Lisbonense. Ambos os hotéis foram distinguidos recentemente, pelo The New York Times, como unidades de referência nas estadas em Lisboa, citada entre as dez cidades mais visitadas na Europa.
Os dois hotéis têm em comum o facto de estarem incluídos na rede da Design Hotel, que tem como principal característica a decoração ao estilo minimalista. Ambas as unidades procuraram manter as características dos edifícios. No Fontana predominam no lobby as estruturas de ferro, que lembram a actividade anterior do edifício. Já o Jerónimos 8 surge da remodelação do antigo Hotel da Torre, adquirido por Alexandre de Almeida e que durante um ano esteve em obras de modernização, onde os vermelhos, brancos e pretos se fundem com pinturas e esculturas de artistas portugueses.
No Fontana Park também os brancos e pretos predominam. "Um hotel com alma", é como Jorge Cosme, director-geral, caracteriza a unidade que vai "girar" a partir do bar, cujo balcão se assemelha ao Titanic e onde vão decorrer happy hours, uma forma de atrair os quadros das multinacionais instaladas na zona. Grandes mesas talhadas em enormes troncos de madeiras exóticas, importadas da Tailândia e da Indonésia, marcam presença no espaço decorado com puffes e cadeirões de verga king size e taças em madrepérola.
O hotel é constituído por 139 quartos, nove salas para conferências e dois restaurantes - o Saldanha Mar, especializado em grelhados no carvão, e o Bonsai, vocacionado para a gastronomia japonesa.
No Jerónimos 8, as vistas dos quartos, quer para o lado do mosteiro que lhe empresta o nome quer para os telhados e as palmeiras e coqueiros do Jardim Tropical, são a sua mais-valia. O hotel possui 65 quartos e suites, "espartanos quanto baste", considera Alexandre Almeida, que realça a qualidade dos lençóis. "No Jerónimos queremos que os hóspedes se sintam em casa", frisa ainda o gestor. As suites no primeiro piso possuem um terraço privativo. O bar é uma referência , possuindo uma carta única de vinhos do Buçaco, de produção própria.
Mais de 12 milhões visitaram Portugal no ano passado
"Este é o melhor ano turístico de sempre para Portugal. Vamos ultrapassar a cifra dos sete mil milhões de euros de receitas e os 12 milhões de turistas, sendo que os indicadores para 2008 apontam para uma evolução positiva", disse ao DN Bernardo Trindade.
De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, as receitas turísticas somaram 6,38 mil milhões de euros, em Outubro, um acréscimo de mais de 11%. Isto significa que "nestes dez meses, em oito deles tivemos um crescimento superior a 10% por cento, o que reflecte o bom momento que o turismo atravessa e que é extensivo, felizmente, a todas as regiões turísticas do País", refere o secretário de Estado do Turismo. Um cenário consolidado que "reforça a importância estratégica do sector".
Para este "sucesso" contribuiu o acordo de promoção turística, assinado em Fevereiro de 2007, e que reforçou as verbas de cada das sete agências regionais de promoção turística (cinco no Continente e duas nas regiões autónomas", monotorizadas pelo Turismo de Portugal, e que permitiu uma "melhor abordagem aos principais mercados emissores".
Bernardo Trindade considera que todo o processo legislativo concluído em 2007, ao reduzir a burocracia e simplificando o acesso à actividade, passou, também, a responsabilizar cada vez mais os promotores, numa "base de relação de confiança entre sector público e privado".
"Os empresários perceberam a necessidade de dotarmos o país de infra-estruturas capazes, com qualidade, para poder responder às solicitações de procura. Portugal em circunstância alguma poder-se-á afirmar como destino de massas, não tem dimensão para isso, portanto, é na qualidade que busca a resposta. Esse é o caminho para marcar a diferença".
As autarquias são também "um parceiro fundamental" do ponto de vista da intervenção e da própria fiscalização, nomeadamente no que toca à integração do alojamento local paralelo no circuito formal da economia. "Aprovaremos todo o regulamento-base e depois as câmaras tratarão de aplicá-lo e fiscalizar, com benefícios para as próprias autarquias, uma vez que estas unidades de alojamento irão pagar impostos."
A aprovação de uma série de projectos de interesse nacional introduziu também uma maior dinâmica nos promotores. "Felizmente foram dados passos imensos e foi possível desbloquear projectos amarrados nas malhas da administração pública há mais de dez anos, como Tróia, e outros no litoral alentejano. Espero que no início de 2008 finalmente avance o projecto de Alqueva e vá para o terreno numa lógica de qualidade e respeito pelo ambiente", concluiu.
O crescimento turístico no Algarve em 2007 foi superior ao previsto, cifrando-se em mais 5 por cento nas taxas de ocupação e 3,9 por cento nos resultados das empresas, anunciou hoje a principal associação hoteleira algarvia, AHETA.
No seu balanço anual, a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) sublinha que todos os restantes indicadores económicos da oferta turística da região reflectem uma situação positiva face ao ano anterior.
De acordo com os dados da associação, o aeroporto de Faro registou um aumento de 8,4 por cento no tráfego de passageiros.
Essa tendência deveu-se sobretudo ao crescimento do mercado do Reino Unido e à afirmação das companhias aéreas de baixo custo («low cost»), que em 2007 representaram 69 por cento dos movimentos totais de passageiros em Faro.
O golfe registou um aumento de 2,4 por cento, tendo sido jogadas mais de 1,1 milhões de voltas em todos os campos existentes no Algarve.
De acordo com o relatório da AHETA, de 43 páginas, o sector do imobiliário turístico apresentou uma procura crescente, traduzida num crescimento acentuado ao nível da concretização de negócios, continuando a demonstrar um elevado potencial para os próximos anos.
A associação ambiental regista o bom comportamento da procura em todas as marinas e portos de recreio da região, enquanto se assistiu a uma tendência estabilizadora na procura dos parques temáticos.
«As previsões para o próximo ano são mais modestas e reflectem o clima de instabilidade económica mundial, face aos sinais preocupantes que nos vão chegando de alguns dos principais países emissores, designadamente o Reino Unido», sublinha ainda o relatório anual da associação.
O aumento de 4,5 por cento nos preços é, segundo a AHETA, «a onsequência directa da taxa média de ocupação poder atingir os 65 por cento em 2008».
Invocando «parâmetros internacionais», a associação chama a esse valor a «ocupação ideal», a partir da qual é possível às empresas passarem a gerir a política de preços e, por essa via, a rentabilidade dos seus investimentos.
Diário Digital / Lusa
O ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, está optimista quanto à evolução do número de visitantes e de receitas turísticas em 2008, principalmente devido ao aumento da presença de low-costs em Portugal.
«Perspectivo que o turismo continue a ganhar em número de visitante e de receitas, tanto mais que o número de low-costs que visitam Portugal é cada vez maior», disse Pinho na inauguração da Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorre até domingo.
Sem querer quantificar o crescimento turístico para 2008, o ministro garantiu que o sector vai trabalhar para passar dos 12 milhões de visitantes para os 14 milhões o mais rapidamente possível.
«Vamos trabalhar no dia a dia para que, como o 13 é um número de azar, tentar passar para os 14 milhões de visitantes o mais rapidamente possível«, afirmou Manuel Pinho.
O ministro frisou que este mercado »está a dar óptimos resultados«, tendo Portugal registado 12 milhões de turistas em 2007, um número que considerava »impensável há três anos atrás«.
O ministro Manuel Pinho disse acreditar »firmemente« na capacidade de desenvolvimento do turismo português, que considera ter uma importância verdadeiramente estratégica pelo emprego que cria e os efeitos indirectos que tem na economia.
«Em Portugal, o turismo está a crescer mais que a média da Europa e mesmo do mundo. O que é necessário é que a tendência se mantenha», disse.
Segundo o governante, o turismo está a crescer mais que a economia, tendo as receitas crescido 11 por cento até Novembro e o número de turistas 6 por cento.
Em termos proporcionais relativamente a Espanha, Pinho considera que ainda há espaço para continuar a aumentar o sector.
Questionado sobre a concorrência, nomeadamente dos mercados de leste, Manuel Pinho apenas disse: «Gosto muito de concorrência porque nos obriga a todos e aos nossos empresários a sermos mais dinâmicos».
O ministro deu o exemplo de Lisboa, que foi recentemente considerada pelo New York Times como o terceiro destino mundial a visitar.
Envolvido em ambiente de música e dinamismo Pinho elogiou o dinamismo e dimensão da BTL, que classsificou como impressionante.
«Estou extremamente contente com o que aqui vejo em termos de dinamismo, não só das associações, mas também das regiões de turismo e do sector privado«, disse, aconselhando todos os portugueses a visitar o certame.
A BTL dedica os primeiros dois dias aos profissionais do sector e abre ao público entre sexta e domingo.
O ministro anunciou hoje que dentro de duas semanas será lançada, a nível internacional, a nova campanha de imagem do turismo articulada com a campanha de imagem do país.
Diário Digital / Lusa
Lisboa, 17 Jan (Lusa) - As receitas dos hotéis Pestana e Pousadas de Portugal cresceram 16 por cento em 2007 face ao ano anterior e aproximaram-se dos 200 milhões de euros, afirmou hoje um administrador do grupo.
Em conferência de imprensa realizada no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorre até domingo, José Manuel Castelão Costa salientou a subida da facturação das unidades hoteleiras do grupo Pestana e das Pousadas de Portugal no ano passado.
Escusando-se a acrescentar mais pormenores acerca da actividade do grupo Pestana, liderado por Dionísio Pestana, Castelão Costa adiantou somente que "o lucro bruto de exploração" da parte hoteleira aumentou 30 por cento em 2007.
O grupo Pestana reúne várias áreas de actividade, sendo a principal a hotelaria onde detém e gere 81 unidades, tendo presença em países como Brasil, Argentina, Moçambique, África do Sul, Cabo Verde e S.Tomé, a que deverá juntar-se brevemente Caracas e Londres.
Chaves, 18 Jan (Lusa) - Os empreendimentos privados em execução ou previstos para Chaves, o casino, o Aquanattur, o hospital privado e um centro comercial, representam investimentos na ordem dos 100 milhões de euros e vão atrair milhares de novos turistas.
"Chaves é já o maior município turístico de Trás-os-Montes e Alto Douro", afirmou hoje à Agência Lusa António Mota, presidente da Região de Turismo do Alto Tâmega.
O presidente da autarquia, o social-democrata João Baptista, acrescenta que 48 por cento dos turistas em Trás-os-Montes passam por esta cidade em busca das termas, dos museus ou jardins.
Para a afirmação de Chaves no sector turístico, o autarca sustentou que "muito" vão contribuir os investimentos privados que estão em execução ou previsto para o Alto Tâmega.
"O casino e o Aquanattur trarão mais turistas, o shopping atrairá também muita gente e o hospital privado concederá uma maior percepção de segurança no destino", afirmou António Mota.
O responsável já fez as contas e prevê que, nos próximos anos, o número de dormidas em Chaves tenha um acréscimo na ordem das "30 a 40 mil" por ano.
Em 2006, o número de dormidas naquele concelho rondou as 120 mil.
Já no sábado abre as portas, o Hotel Casino de Chaves, um empreendimento do grupo Solverde que ronda os 40 milhões de euros e quer atrair clientes de todo o Norte de Portugal e da vizinha Galiza.
O casino vai dispor de 322 slot-machines e 13 mesas de jogo, nomeadamente duas bancas francesas, três black-jack, quatro roletas americanas, um póquer sem descarte, um ponto e banca e dois Poker Texas Hold`em.
Com uma área total de construção de 30 mil metros quadrados, o hotel terá 72 quartos e seis suites, restaurante e coffee shop com capacidade para 200 pessoas, bar, lojas, salas de reuniões, health club e vários equipamentos desportivos, nomeadamente piscina interior e exterior, campo de futebol e squash e circuito de manutenção.
No âmbito do projecto Aquanattur, promovido pela Unicer, estão a ser requalificados os parques lúdico termais de Pedras Salgadas, concelho de Vila Pouca de Aguiar, e Vidago, concelho de Chaves, representando um investimento na ordem dos 50 milhões de euros.
Encerrado desde 2006, o Vidago Palace Hotel reabrirá nos finais de 2008 já transformado num cinco estrelas diferenciado, num projecto assinado pelo arquitecto Álvaro Sisa Vieira.
As obras de requalificação do parque termal das Pedras Salgadas deverão também estar concluídas em 2008, ano previsto para a reabertura desta estrutura ao público.
O Aquanattur tem como público-alvo os portugueses, espanhóis, alemães, ingleses, franceses e escandinavos e pretende aumentar a taxa de permanência na região, que é de 1,6 dias.
Esta semana foi anunciada a construção do Hospital Privado de Chaves, uma iniciativa da Casa de Saúde de Guimarães e do Hospital Particular de Viana do Castelo, que representa um investimento de cerca de 20 milhões de euros.
A nova unidade hospitalar estará pronta no último trimestre de 2009 e oferecerá os serviços de maternidade, consulta externa para diversas especialidades médicas e cirúrgicas, internamento e cirurgia, meios complementares de diagnóstico e serviço de urgências de 24 horas.
Com uma área de 10 mil metros quadrados, o Hospital Privado de Chaves terá capacidade para 30 consultórios, 52 camas e os serviços de urgência médico-cirúrgica estarão "mesmo" abertos 24 horas por dia.
O Shopping Século XXI, iniciativa do Grupo Santo, pretende ser um novo motor de dinâmica transfronteiriça.
Os responsáveis do grupo acreditam que o projecto exercerá grande capacidade de influência nas populações residentes no concelho de Chaves e áreas circundantes, bem como numa zona mais alargada aos concelhos fronteiriços.
O público-alvo poderá ascender a perto de 100 mil habitantes e o projecto, que deverá concluído em quatro anos, rondará o orçamento final de 20 milhões de euros.
O novo centro comercial vai possibilitar um total de cerca de 600 postos de trabalho directos e indirectos, e ocupará uma área total de 15.300 metros quadrados.
Contará com mais de 60 lojas, 750 lugares de estacionamento à superfície e em cave, um hipermercado, e salas de cinema.
António Mota referiu ainda que estão previstos mais investimentos na área da hotelaria para o concelho, nomeadamente mais dois hotéis de quatro estrelas em Vigado e ampliação de espaços de turismo rural.
João Baptista assinala que foram também os investimentos da autarquia que "potenciaram" a aposta dos privados em Chaves e considera que o concelho que dirige está na "confluência" de grandes investimentos públicos (estatal e autárquico) e privados.
O autarca lembrou a construção da auto-estrada 24 (A4) e frisou ainda que, desde que assumiu a presidência há seis anos, o investimento no concelho ultrapassou os 50 milhões de euros.
Este ano vai adquirir no mínimo dois terrenos para novos 'resorts' no País
A MSF Tur.Im, holding do grupo de construção MSF para a área do turismo e imobiliário, vai investir até 2015 mil milhões de euros em novos projectos. Uma meta traçada após a reestruturação do grupo que levou à criação daquela empresa, explicou ao DN o seu administrador, José Manuel Fortunato. Nos projectos que já tem em curso, vai investir mais 350 milhões. Agora é hora de começar a fazer aquisições de terrenos para pôr em marcha novos complexos cuja comercialização deverá iniciar-se dentro de dois a três anos, confessa o empresário. E no imobiliário a aposta vai para os projectos de resorts.
Além dos dois, cuja construção vai arrancar este ano, um em Óbidos e outro em Évora, a empresa quer "no mínimo" comprar mais dois terrenos, ainda em 2008, para instalar complexos turísticos com campos de golfe, apartamentos, moradias, hotéis e, se possível, também com marina, adiantou o gestor da empresa. Até porque uma das grandes ambições da MSF Tur. Im é desenvolver, de preferência em Portugal, um projecto idêntico ao da Marina de Lagos, o mais emblemático do grupo, que lhe deu a experiência na gestão deste tipo de infra-estruturas, um know-how que quer rentabilizar. Agora isso vai depender da vontade do Estado de concessionar novas marinas no País. Se a decisão demorar demasiado, o grupo admite como segunda opção de localização para um projecto destes Cabo Verde, um mercado em que já está presente com um resort cuja construção arranca este ano. O projecto da marina de Lagos, que começou a ser desenvolvido nos anos 90, já está quase concluído e "das unidades para venda apenas falta comercializar 5%", referiu José Manuel Fortunato, acrescentado que, no total, o projecto já lhe permitiu realizar um volume de negócios de 150 milhões de euros. De resto, a gestão do complexo continuará nas mãos da MSF Tur.Im, uma prática que aliás quer manter em todos os projectos que venha a desenvolver.
Quanto à localização exacta dos terrenos a comprar este ano para a instalação de resorts, o gestor não se quis pronunciar, apenas assegura que "se situarão sempre numa zona para baixo da Figueria da Foz".
A norte do País a MSF Tur. Im só está a negociar a aquisição de um espaço no centro do Porto para desenvolver um projecto residencial, mas também com alguma componente de comércio. Ainda em relação ao resorts, diz apenas que serão projectos de grande impacto económico, que com tal deverão ser considerados PIN (de interesse nacional), como os de Óbidos e Évora.
Os hotéis do Alentejo ultrapassaram a barreira de um milhão de dormidas vendidas em 2007, entre Janeiro e Novembro, o que supera «largamente» os valores registados em anos anteriores, revelou hoje a agência Turismo do Alentejo.
A agência regional de promoção turística, aludindo a números do Instituto Nacional de Estatística (INE), refere que o número de dormidas, em termos absolutos, foi ligeiramente superior a um milhão, contribuindo os hotéis directamente para a actividade económica da região com uma receita superior a 55 milhões de euros.
Só em Novembro, os estabelecimentos hoteleiros, sem contar com a actividade das unidades de turismo em espaço rural e com a dos parques de campismo, registaram mais de 48 mil hóspedes, que efectuaram um número superior a 77 mil dormidas.
Os valores registados nesse mês, destaca a agência, permitem concluir que o Alentejo apresentou uma evolução «muito interessante» ao longo do ano passado.
Entre Janeiro e o penúltimo mês de 2007, refere a mesma entidade, a região subiu «mais de 11,3% no número de turistas, 12,2% nas dormidas por estes efectuadas em hotéis e 24,1% nos proveitos totais gerados».
«Esta informação confirma a tendência deste último ano, com o Alentejo a receber mais turistas, que permaneceram na região, em média, mais tempo e despenderam mais dinheiro», resume a Turismo do Alentejo.
Em termos globais, em Novembro, segundo os dados divulgados pela agência regional, o Alentejo captou 1,1% do total das dormidas de estrangeiros registadas em Portugal e 7,2% das efectuadas por nacionais.
Diário Digital / Lusa
Lisboa, 18 Jan (Lusa) - O Grupo Vila Galé registou um crescimento de nove por cento nas receitas em 2007 face a 2006, ao atingir 69,2 milhões de euros, anunciou hoje a empresa de hotelaria.
Em comunicado divulgado no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) que decorre até domingo, o grupo liderado por Jorge Rebelo de Almeida refere que as oito unidades do Algarve contribuíram com receitas de 38,3 milhões de euros, mais 4,4 por cento que em 2006.
No sector de "Food & Beverage" (alimentação e bebidas), nos restaurantes dos seus hotéis, as receitas acumuladas de 2007 cifram-se em 22,2 milhões de euros, mais 8,3 por cento que em 2006.
Em termos de RevPar (receita por quarto disponível), a Vila Galé apresentou uma subida de 5,5 por cento em 2007, acrescenta o comunicado.
Quanto à taxa de ocupação média em 2007, foi de 71,7 por cento contra 67,2 por cento um ano antes.
Segundo a informação do grupo, o crescimento da ocupação está em linha com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), que aponta para uma subida de 5,8 por cento da ocupação entre Janeiro e Outubro, e com as estimativas da AHETA (Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve) com uma subida de cerca de cinco por cento.
O grupo Vila Galé tem actualmente 18 unidades hoteleiras, 15 em Portugal (Algarve, Beja, Cascais, Ericeira, Estoril, Lisboa, Porto e Madeira) e três no Brasil (Fortaleza, Bahia e Gaurajuba), num total de 9.500 camas.
As pensões, estalagens e motéis vão oficialmente acabar, reduzindo-se as categorias hoteleiras previstas na lei. Os estabelecimentos que não quiserem fazer um upgrade e passar a «Hotéis» serão integrados numa nova rede com a designação de «Alojamento Local»
Estalagens, motéis, pensões, hospedarias e albergarias são algumas das tipologias de alojamento que vão desaparecer com a revisão da lei dos empreendimentos turísticos, aprovada recentemente em Conselho de Ministros.
Em entrevista ao SOL, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, explica que na nova legislação se passará das actuais 21 para 11 categorias, caindo ainda denominações como casas de turismo rural ou de aldeia, centros de acolhimento e casas-retiro.
Embora possam continuar a usar estas designações no nome dos estabelecimentos, os proprietários terão um prazo de dois anos para efectuar a conversão para outra categoria que continue a existir – hotel, hotel-apartamento, empreendimento turístico no espaço rural, aldeamentos ou apartamentos turísticos, por exemplo. Caso não queiram fazer um upgrade da sua unidade, podem optar por ingressar numa nova modalidade, denominada Alojamento Local. Esta categoria «visa integrar as designadas camas paralelas, que estavam fora do circuito formal, com um prejuízo tremendo na economia do turismo», detalha o responsável, frisando que Portugal tem de apostar na qualidade.
No mesmo sentido, nas várias portarias que vão completar o diploma, e que estão a ser elaboradas, serão definidos requisitos físicos, relativos às infra-estruturas, higiene e segurança, e qualitativos, referentes ao serviço prestado, para classificar cada unidade, entre uma e cinco estrelas.
SOL
Évora, 25 Jan (Lusa) - Onze novos projectos turísticos para o distrito de Évora, sobretudo para Alqueva, num volume total de investimento de quase dois mil milhões de euros, são apresentados sábado, na vila medieval de Monsaraz, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro.
A sessão, incluída na iniciativa "Governo Presente" que começou hoje e passa por quatro concelhos da região de Évora, três socialistas (Évora, Reguengos de Monsaraz e Borba) e um comunista (Arraiolos), está marcada para as 11:30 de sábado, naquela vila do concelho de Reguengos de Monsaraz, nas margens de Alqueva.
Reguengos de Monsaraz é, precisamente, um dos concelhos em destaque na aposta dos investidores no turismo associado ao "Grande Lago" e no Alentejo Central, concentrando dois dos empreendimentos de "excelência" a divulgar na sessão com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Só o Parque Alqueva prevê metade do investimento global dos 11 empreendimentos que vão ser apresentados, ou seja, mil milhões de euros, com uma implementação faseada ao longo das próximas duas décadas e a criação de dois mil postos de trabalho.
Classificado como de Potencial Interesse Nacional (PIN), o projecto é da Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP), liderada pelo empresário José Roquette, e o Plano de Pormenor já foi publicado em Diário da República.
Aldeamentos turísticos, hotéis, agricultura biológica, campos de golfe e de férias, centros equestres, de conferências e de desportos náuticos e unidades de saúde são algumas das valências previstas.
Outro dos projectos das zonas de Reguengos de Monsaraz e de Alqueva é o da Herdade do Barrocal, também classificado como PIN e com um investimento previsto de 90 milhões de euros, tendo o respectivo Plano de Pormenor sido igualmente aprovado.
O investimento, resultante de uma parceria entre a família de Maria do Carmo Martins Pereira e o grupo Aquapura, constituído por António Mexia, Diogo Vaz Guedes e Miguel Simões de Almeida, prevê um hotel, unidades de alojamento e agricultura biológica.
"O Parque Alqueva aguarda a declaração de utilidade pública dos terrenos e, depois, seguem-se os processos de licenciamento, para o início das obras das infra-estruturas no segundo trimestre deste ano", disse hoje à agência Lusa o vice-presidente do município, José Gabriel Calixto.
Já o da Herdade do Barrocal, após publicação do Plano de Pormenor, revelou, entrará na fase de elaboração e posterior licenciamento pela autarquia dos planos de execução das infra-estruturas, para o arranque das obras também no "segundo trimestre".
No concelho vizinho, Mourão, deverão "nascer" outros dois projectos turísticos, um na Herdade das Ferrarias (75 milhões de euros), fruto de uma parceria da Guadiana Parque, SA e do Grupo Bernardino Gomes, e outro na Herdade do Mercador, a cargo do grupo Sousa Cunhal (120 milhões de euros).
O da Guadiana Parque, segundo um dos promotores, José Gil Duarte, conta arrancar as obras este ano (para funcionar em 2011) e compreende um hotel, zona desportiva, aldeamento turístico, "Medical SPA", com tratamentos alternativos, centro de investigação do meio ambiente e um campo de golfe, a partilhar com a Herdade do Mercador.
O segundo, cujas obras preliminares devem arrancar "ainda este ano", para o início da comercialização em 2009 (para funcionar em 2010), prevê a construção de um hotel, aldeamentos turísticos, centro náutico, SPA e centro "Welness", disse à José Cunhal Sendim, do grupo promotor.
O mesmo grupo conta arrancar este ano com as obras de outro empreendimento turístico na região, na Herdade das Valadas, concelho de Montemor-o-Novo, num investimento de 45 milhões de euros, com um aldeamento turístico de cinco estrelas (132 moradias), SPA, restaurante, heliporto, espaços verdes, pomares de citrinos, uma área de vinha com cerca de nove hectares e uma pequena adega.
O concelho capital de distrito, Évora, tem quatro projectos turísticos englobados na cerimónia de sábado, um deles, o Évora Resort, de 250 milhões de euros, promovido pela Frontino, do empresário Jaime Antunes, na Herdade Sousa da Sé e que, com a publicação do novo Plano Director Municipal (PDM), vai poder avançar.
Dois hotéis, residências turísticas e um complexo de desporto ao ar livre, com um campo de golfe, centro de estágio e centro hípico, circuito de antas, actividades agropecuárias, vinha e um montado de azinheiras são algumas das valências a concretizar a partir deste ano, durante uma década, para o início do funcionamento em 2010.
Já a Herdade dos Almendres, da sociedade agrícola do mesmo nome, envolve um investimento de 100 a 150 milhões de euros e prevê um hotel, um aparthotel e um conjunto de moradias, além do campo de golfe.
Além destes dois empreendimentos rurais, Évora vai ter dois novos hotéis de luxo na cidade, um do grupo Vila Galé (20 milhões de euros de investimento), com 207 quartos e abertura prevista para 2010, e outro da Sociedade Hoteleira do Arez (quase seis milhões de euros), com 62 quartos e que permitiu recuperar e reabilitar um antigo palácio do centro histórico.
O concelho do Redondo também tem um empreendimento englobado na lista de 11 projectos turísticos, na Herdade da Palheta e da responsabilidade do grupo Atlântica (100 milhões de euros), já com obras no terreno, com um hotel Vila Sol, campo de golfe, turismo imobiliário e várias opções de lazer.
Por último, o concelho do Alandroal, através de uma empresa municipal de capitais mistos, vai aplicar 20 milhões de euros na recuperação e reabilitação da antiga Fortaleza de Juromenha, criando 71 habitações, para aluguer turístico e venda.
Monsaraz, Évora, 26 Jan (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que os complexos turísticos projectados para o distrito de Évora, sobretudo para o Alqueva, são da "maior importância", devido ao peso nacional do sector para o emprego, exportações e investimento.
José Sócrates falava no final de uma sessão, hoje realizada na vila medieval de Monsaraz, onde foram apresentados 11 novos projectos turísticos de "excelência" para o distrito de Évora, num investimento de quase dois mil milhões de euros e que prevêem a criação de 3.754 postos de trabalho.
"Estes projectos turísticos, com grande qualidade ambiental, são da maior importância", disse Sócrates, destacando o peso económico da actividade turística em Portugal.
"É importante para o emprego, para as exportações e para o investimento", afirmou.
O primeiro-ministro lembrou que a região possui apenas, actualmente, um hotel de cinco estrelas.
Depois de concretizados os projectos hoje apresentados e sem contar com os resorts previstos para o litoral alentejano, vão surgir no distrito de Évora dez novos hotéis de cinco estrelas.
"Isto quer dizer uma mudança quantitativa, mas esta é de tal significado que representará uma mudança qualitativa", salientou.
O Chefe do Governo enumerou ainda outros investimentos públicos em curso ou projectados para o Alentejo, como a ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, atravessando o Alentejo, o aeroporto de Beja e complexo industrial e portuário de Sines.
Os onze novos projectos turísticos previstos para o distrito de Évora, sobretudo para Alqueva, representam um investimento total de 1,8 mil milhões de euros.
Quatro dos complexos estão projectados para Évora, dois para Reguengos de Monsaraz e outros dois para Mourão, estando os restantes previstos para Alandroal, Redondo e Montemor-o-Novo.
A apresentação dos projectos foi incluída na iniciativa "Governo Presente" que começou sexta-feira e termina hoje com passagens por quatro concelhos da região de Évora, três socialistas (Évora, Reguengos de Monsaraz e Borba) e um comunista (Arraiolos).
Reguengos de Monsaraz é um dos concelhos em destaque na aposta dos investidores no turismo associado ao "Grande Lago" e no Alentejo Central, concentrando dois dos empreendimentos de "excelência".
Só o Parque Alqueva prevê metade do investimento global dos 11 empreendimentos que foram apresentados, ou seja, mil milhões de euros, com uma implementação faseada ao longo das próximas duas décadas e a criação de dois mil postos de trabalho.
Classificado como de Potencial Interesse Nacional (PIN), o projecto é da Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações (SAIP), liderada pelo empresário José Roquette, e o Plano de Pormenor já foi publicado em Diário da República.
Aldeamentos turísticos, hotéis, agricultura biológica, campos de golfe e de férias, centros equestres, de conferências e de desportos náuticos e unidades de saúde são algumas das valências previstas.
Outro dos projectos das zonas de Reguengos de Monsaraz e de Alqueva é o da Herdade do Barrocal, também classificado como PIN e com um investimento previsto de 90 milhões de euros, tendo o respectivo Plano de Pormenor sido igualmente aprovado.
O investimento, resultante de uma parceria entre a família de Maria do Carmo Martins Pereira e o grupo Aquapura, constituído por António Mexia, Diogo Vaz Guedes e Miguel Simões de Almeida, prevê um hotel, unidades de alojamento e agricultura biológica.
"O Parque Alqueva aguarda a declaração de utilidade pública dos terrenos e, depois, seguem-se os processos de licenciamento, para o início das obras das infra-estruturas no segundo trimestre deste ano", disse hoje à agência Lusa o vice-presidente do município, José Gabriel Calixto.
Já o da Herdade do Barrocal, após publicação do Plano de Pormenor, revelou, entrará na fase de elaboração e posterior licenciamento pela autarquia dos planos de execução das infra-estruturas, para o arranque das obras também no "segundo trimestre".
No concelho vizinho, Mourão, deverão "nascer" outros dois projectos turísticos, um na Herdade das Ferrarias (75 milhões de euros), fruto de uma parceria da Guadiana Parque, SA e do Grupo Bernardino Gomes, e outro na Herdade do Mercador, a cargo do grupo Sousa Cunhal (120 milhões de euros).
O da Guadiana Parque, segundo um dos promotores, José Gil Duarte, conta arrancar as obras este ano (para funcionar em 2011) e compreende um hotel, zona desportiva, aldeamento turístico, "Medical SPA", com tratamentos alternativos, centro de investigação do meio ambiente e um campo de golfe, a partilhar com a Herdade do Mercador.
O segundo, cujas obras preliminares devem arrancar "ainda este ano", para o início da comercialização em 2009 (para funcionar em 2010), prevê a construção de um hotel, aldeamentos turísticos, centro náutico, SPA e centro "Welness", disse à José Cunhal Sendim, do grupo promotor.
O mesmo grupo conta arrancar este ano com as obras de outro empreendimento turístico na região, na Herdade das Valadas, concelho de Montemor-o-Novo, num investimento de 45 milhões de euros, com um aldeamento turístico de cinco estrelas (132 moradias), SPA, restaurante, heliporto, espaços verdes, pomares de citrinos, uma área de vinha com cerca de nove hectares e uma pequena adega.
O concelho capital de distrito, Évora, tem quatro projectos turísticos, um deles, o Évora Resort, de 250 milhões de euros, promovido pela Frontino, do empresário Jaime Antunes, na Herdade Sousa da Sé e que, com a publicação do novo Plano Director Municipal (PDM), vai poder avançar.
Dois hotéis, residências turísticas e um complexo de desporto ao ar livre, com um campo de golfe, centro de estágio e centro hípico, circuito de antas, actividades agropecuárias, vinha e um montado de azinheiras são algumas das valências a concretizar a partir deste ano, durante uma década, para o início do funcionamento em 2010.
Já a Herdade dos Almendres, da sociedade agrícola do mesmo nome, envolve um investimento de 100 a 150 milhões de euros e prevê um hotel, um aparthotel e um conjunto de moradias, além do campo de golfe.
Além destes dois empreendimentos rurais, Évora vai ter dois novos hotéis de luxo na cidade, um do grupo Vila Galé (20 milhões de euros de investimento), com 207 quartos e abertura prevista para 2010, e outro da Sociedade Hoteleira do Arez (quase seis milhões de euros), com 62 quartos e que permitiu recuperar e reabilitar um antigo palácio do centro histórico.
O concelho do Redondo também tem um empreendimento englobado na lista de 11 projectos turísticos, na Herdade da Palheta e da responsabilidade do grupo Atlântica (100 milhões de euros), já com obras no terreno, com um hotel Vila Sol, campo de golfe, turismo imobiliário e várias opções de lazer.
Por último, o concelho do Alandroal, através de uma empresa municipal de capitais mistos, vai aplicar 20 milhões de euros na recuperação e reabilitação da antiga Fortaleza de Juromenha, criando 71 habitações, para aluguer turístico e venda.
Lisboa, 01 Fev (Lusa) - O stand do Turismo de Portugal foi eleito o melhor espaço da FITUR 2008, uma das mais importantes feiras do sector a nível mundial que decorre em Madrid até domingo e onde estão representados 170 países.
"Está é uma maneira nova de transmitir a imagem de um Portugal que não se resume a história, sol e praia. É a imagem de um Portugal moderno com cidades animadas, desporto e cultura, um país cuja oferta turística vai melhorar de forma impressionante nos próximos anos", disse à agência Lusa o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho.
O Stand do Turismo de Portugal representa um investimento de um milhão de euros e ocupa uma área de 1.503 metros quadrados, onde estão presentes sete Agências de Promoção Turística, 11 Projectos de Interesse Nacional (PIN) e 45 empresas.
Além disso, estão também representadas no mesmo espaço cinco instituições de referência da cultura portuguesa, como a Casa da Música, a Fundação de Serralves, o Centro Cultural de Belém (CCB), o Museu Colecção Berardo e a Fundação Calouste Gulbenkian, que participam este ano pela primeira vez e de forma inovadora, numa feira de turismo.
"A melhor forma de contrariar a conjuntura internacional não é fazer discursos, é ir para o terreno com os empresários do turismo e dos outros sectores exportadores. A minha atitude é essa", frisou à Lusa Manuel Pinho, que nas próximas semanas irá encontrar-se ainda com os criadores portugueses de moda em Paris e os industriais do calçado em Milão.
Segundo o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, o prémio agora alcançado na 28ª edição da Fitur "reforçou e muito a imagem e projecção turística de Portugal".
"Num sector que representa mil milhões de euros de receitas, a Fitur é o palco por excelência para apresentação da nossa oferta turística. A comunicação deste prémio em Espanha vai suscitar o interesse por Portugal dos milhares de pessoas que visitam a feira [são esperados 250 mil visitantes]", sublinhou Bernardo Trindade.
De acordo com o secretário de Estado, "o prémio é ainda a consequência lógica do belíssimo trabalho a ser feito em Portugal onde a iniciativa privada e a administração pública têm relacionamento positivo".
O ministro da Economia esteve presente nos primeiros dois dias da feira internacional, onde apresentou a edição 2008 do programa Allgarve e a campanha de publicidade para Espanha, "um mercado considerado estratégico para Portugal".
Os stands premiados na FITUR, na qual participam 13.500 empresas, são avaliados com base no reconhecimento do esforço dos expositores (profissionalismo e adaptação do espaço às necessidades de comunicação de cada produto), comunicação (identificação do stand com a imagem e o produto) e desenho (valorização da originalidade e da inovação do espaço).
O júri do Comité Organizador da FITUR, composto por representantes de agências de viagens, arquitectos, operadores turísticos e encenadores, atribuiu este ano o Prémio País, por unanimidade, ao Stand concebido pelo Turismo de Portugal.
De acordo com um comunicado do Turismo de Portugal, os reis de Espanha, Juan Carlos e Sofia, que visitaram o stand de Portugal no dia da inauguração, a 30 de Janeiro, elogiaram a obra exposta da artista plástica portuguesa Joana Vasconcelos, um dos rostos da campanha internacional "Portugal: Europe´s West Coast".
O Prémio Stand País foi também atribuído à Costa Rica e à Argentina. Os premiados das Comunidades Autónomas de Espanha foram Madrid, Canárias e Catalunha.
O ministro da Economia faz sexta-feira um balanço de cinco novos hotéis que estão a ser construídos no Algarve, empreendimentos que representam um investimento global de 928 milhões de euros, com capacidade para gerar 1.889 postos de trabalho.
De acordo com a informação divulgada pelo gabinete de Manuel Pinho, esta visita, que terá a duração de dois dias, realiza-se no âmbito da iniciativa "Economia Presente", lançada no último trimestre de 2007 pelo ministro, com o objectivo de acompanhar projectos e estar em contacto com as autoridades locais.
A visita do ministro da Economia terá início às 09:45 no hotel Palácio Valverde, na Quinta do Lago, em Loulé.
Este empreendimento, que representa um investimento global de 89 milhões de euros, deverá criar 114 empregos, estando prevista para 2009 a entrada em funcionamento.
A comitiva dirige-se depois para o hotel Tivoli Victoria, em Loulé, um investimento de 48 milhões de euros, que deverá criar 225 postos de trabalho.
Com uma área de quatro hectares, este empreendimento deverá entrar em funcionamento ainda este ano.
Em Lagos, o ministro fará um ponto de situação do novo Palmares Resort, uma unidade de cinco estrelas que deverá estar concluída em 2010.
Totalizando um investimento de 271 milhões de euros, este empreendimento com SPA e campo de golfe, deverá criar 430 empregos.
Ainda em Lagos, Manuel Pinho visitará o hotel Vila Galé Lagos, um empreendimento de quatro estrelas, que representará um investimento global de 20 milhões de euros.
Este empreendimento, que está pronto em 2009, deverá gerar 120 postos de trabalho.
A visita terminará na Guia, em Albufeira, no hotel-apartamento Duna dos Salgados, uma unidade hoteleira de cinco estrelas, que deverá entrar em funcionamento ainda este ano.
Este hotel-apartamento de cinco estrelas está incluído na Herdade dos Salgados, um projecto que totalizará um investimento de 500 milhões de euros e deverá criar 1.000 empregos.
No sábado, o segundo dia da deslocação ao Algarve, Manuel Pinho assiste à apresentação do projecto do Autódromo Internacional do Algarve, num evento que contará com a presença do Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias.
Lusa
Lisboa, 08 Fev (Lusa) - A ocupação média dos hotéis da região de Lisboa subiu 7,5 por cento em 2007 face a 2006, para 62,6 por cento, enquanto o preço médio por quarto disponível cresceu 16,4 por cento, anunciou hoje o Turismo de Lisboa.
Segundo os dados divulgados pela Associação Turismo de Lisboa, entre Janeiro e Dezembro, a taxa de ocupação média dos hotéis da região variou entre 68,3 por cento nas unidades de três estrelas e 53,9 por cento nos cinco estrelas, com acréscimos de 6,3 por cento e 5,7 por cento, respectivamente.
Quanto aos preços médios por quarto disponível (RevPar), a média foi de 44,58 euros, com os hotéis de cinco estrelas a registarem um valor de 71,7 euros, o que representa um acréscimo de 18,7 por cento face ao ano anterior, e os quatro estrelas 39 euros, mais 18,9 por cento.
O Turismo de Lisboa refere que "as subidas generalizadas na taxa de ocupação, no preço médio por quarto vendido (average) e no RevPar registadas na hotelaria de Lisboa, tanto Cidade, Região como Área Promocional em Dezembro, confirmam a boa performance do sector e a notoriedade crescente do destino, que encerrou 2007 em alta".
Na cidade de Lisboa, a ocupação média no ano passado foi de 67,8 por cento, mais 4,8 por cento que no ano anterior, com os cinco estrelas nos 58,7 por cento (menos 2,9 por cento).
O RevPar entre Janeiro e Dezembro foi de 49,1 euros, o que representa um crescimento de 15,2 por cento.
Reflexo da procura turística crescente de Lisboa, o número total de passageiros que passou pelo Aeroporto de Lisboa aumentou 5,8 por cento em Dezembro, comparativamente com o mesmo mês de 2006, tendo o número de voos crescido 4,1 por cento.
Em termos de acumulado do ano, o número de passageiros que passou pela Portela aproxima-se dos 13,4 milhões (mais 8,8 por cento do que em 2006), segundo o Turismo de Lisboa.
Vilamoura, Faro 08 Fev (Lusa) - O ministro da Economia visitou esta manhã as obras do primeiro hotel português com serviço de seis estrelas e o promotor adiantou que se prevê inaugurar o empreendimento na Quinta do Lago, Algarve, no final de 2009.
Baptizado de "Palácio da Quinta Resort & Spa", o primeiro hotel com conceito de seis estrelas é um Projecto de Interesse Nacional (PIN) corresponde a um investimento de 88,63 milhões de euros e tem uma área total de construção de 61 mil metros quadrados.
O hotel apartamento de luxo, localizado num dos destinos turísticos "Top Ten" a nível mundial, vai oferecer sauna, spa e jacuzzi na varanda dentro dos apartamentos e moradias exclusivas.
Com um total de 620 camas, o empreendimento vai ter 160 quartos e 80 apartamentos (tipologias T1 e T2).
Segundo o promotor, a empresa portuguesa IMOCOM, este empreendimento será responsável por 0,22 por cento do valor acrescentado bruto regional e por 0,21 por cento do emprego regional, ou seja, oferecerá 404 postos de trabalho directo e indirecto.
O ministro da Economia e da Inovação visitou também, em Vilamoura, o empreendimento "Tivoli Victoria", um cinco estrelas que deverá estar terminado no fim deste ano ou princípio de 2009, e que está vocacionado para o golfe e as conferências e congressos.
Este projecto do Grupo Espírito Santo, que não é um PIN, vai criar, segundo os promotores "225 novos empregos directos" e vai ser um complemento "essencial" ao Tivoli Marinotel Vilamoura para consolidar a sua posição como "melhor produto resort de congressos do Algarve".
Com uma área total de 36 mil metros quadrados, este projecto vai ter 280 quartos, com um suite presidencial, 12 suites executivas e 14 suites juniores.
A área de reuniões e congressos tem 900 metros quadrados com um "ballroom" de 600 metros quadrados.
Uma garagem para os buggies com um túnel de acesso ao Victoria Golf Cours e uma zona específica para os golfistas guardarem o equipamento também é uma das mais valias deste novo projecto.
O ministro Manuel Pinho vai ainda conhecer mais três novos empreendimentos.
A visita do ministro Manuel Pinho ao Algarve insere-se na iniciativa "Economia Presente", lançada no último trimestre de 2007, e cujo objectivo é acompanhar os projectos e contactar com as autoridades locais.
Ao todo, Manuel Pinho vai visitar hoje cinco novos hotéis que estão a ser construídos no Algarve, empreendimentos que representam um investimento global de 928 milhões de euros, com capacidade para gerar 1.889 postos de trabalho.
A visita de Manuel Pinho termina sábado, o segundo dia dedicado ao "Economia Presente", onde vai assistir à apresentação do projecto do Autódromo Internacional do Algarve, num evento que contará também com a presença do Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias.
Qualidade é palavra de ordem da nova oferta hoteleira
O mapa turístico nacional está a sofrer uma autêntica revolução, com dezenas de megaempreendimentos turísticos a nascer pelo País fora, sobretudo nas regiões oeste, litoral e interior alentejano e Algarve. Nos próximos cinco anos, os estaleiros vão fazer parte da paisagem turística nacional. São muitos milhões de euros em investimentos e a promessa de criação de milhares de postos de trabalho.
Nesta autêntica revolução, o sector assiste ao despertar de uma nova região com potencial turístico - o Alqueva - e de um novo conceito na hotelaria - a venda de apartamentos dentro dos hotéis. Este conceito vai entrar no mercado pela mão do Grupo Amorim no Tróia Hotel Design. Portugal segue, assim, as novíssimas tendências mundiais no sector hoteleiro. A maior parte dos projectos são de qualidade superior, existindo um caso em que ultrapassa mesmo as categorias existentes na hotelaria nacional - o seis estrelas Palácio da Quinta, do Grupo Imocom e da cadeia hoteleira Hilton.
A maioria dos megaempreendimentos faz parte da lista dos PIN (projectos de interesse nacional). Em causa estão 37 projectos, no valor aproximado de 7,5 mil milhões de euros. Só a Herdade da Comporta, do Grupo Espírito Santo, é responsável por mais de 1,1 mil milhões de euros de investimento e a criação de seis mil postos de trabalho, com a construção de um megaldeamento com seis hotéis, três apart-hotéis, três campos de golfe, aldeamentos, campos de férias, numa área de 12 500 hectares. Este é o maior empreendimento projectado para o sector, seguindo-se por volume de investimento o projecto Parque Alqueva, em Reguengos de Monsaraz, da Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações Turismo, do empresário José Roquette, no valor de 940 milhões, e a criação de 2103 postos de trabalho. Évora assistiu recentemente à apresentação de onze projectos PIN, que no conjunto envolvem um investimento superior a 1,8 mil milhões e 3754 novos empregos.
Contudo, o Algarve é a região que concentra a maioria dos projectos turísticos. A inovação aliada à qualidade impera e a Cidade Lacustre, um complexo residencial em Vilamoura, promovido pelo Grupo Lusort, que assenta num conjunto residencial de vivendas rodeadas por canais de água e lagos, ameaça transformar-se no novo centro nevrálgico de Vilamoura.
Dos projectos PIN para o Algarve destacam-se o Palmares Resort, do grupo Onyria, em Lagos, que envolve a construção de um aldeamento turístico, num investimento de 271 milhões, e a criação de 430 empregos. Também o resort Terras da Verdelago, do Grupo Inland, ligado ao presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, se destaca pela grandeza. Trata-se de um projecto que envolve um investimento de 200 milhões e prevê a construção de um hotel, um aldeamento turístico e um campo de golfe.
A região do Oeste vai também receber, nos próximos anos, novos empreendimentos, na sua grande maioria com campos de golfe. Calcula-se que a região assista à criação de mais de dez mil postos de trabalho. Há uns anos, a região não despertava as atenções do turismo, até ao arranque do Praia D'El Rey Marriott Golf & Beach Resort, em Óbidos, considerado o grande responsável pelo despertar das atenções sobre a região. Entre os vários projectos que elegeram o Oeste, encontra-se o Campo Real, em Torres Vedras, estando já projectado um novo investimento - o The Vineyards, que prevê um boutique--hotel de cinco estrelas, 326 unidades habitacionais, num montante calculado em 135 milhões, da responsabilidade do grupo Orizon. A maioria dos megaempreendimentos assenta a sua estratégia no golfe, que em 2006 já representou 1,8 mil milhões de euros, 1,25% do PIB português.
Lisboa, 21 Fev (Lusa) - O número de turistas italianos em Portugal e respectivas receitas deverão crescer entre 10 a 15 por cento este ano, impulsionado pelo aumento de ligações aéreas, disse hoje à Lusa o secretário de Estado do Turismo.
Bernardo Trindade está hoje em Milão, Itália, no âmbito da BIT 2008, a maior feira italiana de turismo, que decorre até 24 de Fevereiro e onde Portugal está representado.
Itália, que é o oitavo mercado emissor de turistas para Portugal, representa um milhão de dormidas, 400 mil turistas e 200 milhões de euros de receitas, segundo dados da secretaria de Estado do Turismo.
Actualmente existem 114 ligações aéreas semanais entre Itália e Portugal.
"Com este número de frequências, algumas delas arrancaram no final do ano como Porto-Milão, Porto-Pisa ou Porto-Bergamo e com taxas de ocupação muito interessantes, estimamos um crescimento de 10 a 15 por cento em termos de turistas e receitas este ano", adiantou à Lusa o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade.
"A Itália é um mercado onde apostamos fortemente", sublinhou o responsável pela pasta do Turismo.
Na ligação Milão-Lisboa, que é realizada pela companhia de baixo custo (low-cost) EasyJet, "as taxas de ocupação estão acima do esperado", exemplificou o governante, que destacou também o papel da TAP, que assegura "84 frequências semanais" para Itália.
No âmbito da BIT 2008, o secretário de Estado tem tido encontros com vários operadores turísticos italianos e, até ao momento, "o balanço tem sido muito positivo", já que existe um interesse no destino Portugal, acrescentou Bernardo Trindade.
Entre as várias entidades com os quais esteve reunido está a operadora turística King Holidays, que a partir de Junho vai assegurar "uma ligação semanal, ou seja, um voo charter, entre Milão e Ponta Delgada, Açores", acrescentou o governante.
Bernardo Trindade avançou também a possibilidade de haver um aumento no número de frequências entre Milão e Porto Santo, Madeira, uma vez que "este ano vai haver um acréscimo da oferta turística com duas unidades de cinco estrelas", o Pestana Dunas e o Colombos Resort.
Para o secretário de Estado as perspectivas em relação ao mercado italiano são positivas.
Actualmente, metade dos turistas italianos prefere Lisboa como destino.
Por isso, Bernardo Trindade defendeu que a aposta para este ano é continuar a consolidar Lisboa como destino e diversificar as ofertas, ajudadas pelas ligações aéreas, com enfoque nas regiões autónomas (Madeira e Açores) e o Porto.
"Denota-se um grande interesse no destino Portugal", concluiu Bernardo Trindade.
O investimento na promoção de Portugal em Itália é de 400 mil euros, montante que está a cargo do Turismo de Portugal e das Regiões.
Funchal, 23 Fev (Lusa) - O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, salientou que o programa de apoios para o Porto Santo, na ordem dos 52 milhões de euros, permitiu que "a iniciativa privada concretizasse seus investimentos naquela ilha", sendo "uma aposta bem sucedida".
Bernardo Trindade esteve hoje presente na Reunião Anual do Grupo Pestana que decorreu no Porto Santo e contou com a participação de mais de 120 quadros.
O governante salientou que depois do esforço, não só em novas unidades hoteleiras, mas na requalificação das estruturas existentes, é necessário "resolver os problemas da qualificação da oferta" para aquela ilha.
"A Associação Promoção da madeira tem de continuar a trabalhar e captar novos operadores que venham a engrossar o número de agentes que trabalham com o Porto Santo", disse à agência Lusa Bernardo Trindade.
Defendeu ser necessário "repensar a política de transporte aéreo, dotando de maior flexibilidade e competitividade", para que o Porto Santo tenha "turistas com boas condições".
Destacou que aquela ilha tem "uma praia e água do mar únicas em terras da União Europeia" e considerou que o Porto Santo é "uma aposta bem sucedida".
No âmbito do programa de apoio Piter (destinado ao desenvolvimento turístico), a região autónoma da Madeira recebeu 83 milhões de euros, que representaram um volume de negócios na ordem dos 272 milhões de euros e a criação de mais de mil postos de trabalho.
Deste montante, o Porto Santo recebeu 52 milhões de euros, que permitiram um investimento total de 104 milhões e a criação de 750 postos de trabalho.
O empresário Jorge Areias e a Casa de Saúde de Guimarães vão investir mais de 20 milhões de euros na construção de três unidades residenciais de luxo para idosos, a primeira das quais em Guimarães.
Em declarações à agência Lusa à margem da apresentação, hoje, do Camélia, Hotel Sénior & Homes, em Covas, Guimarães, Jorge Areias explicou tratar-se de um «novo conceito de acomodação para pessoas com mais de 65 anos de idade» que se pretende venha a ser alargado a vários pontos do país, dois dos quais já este ano.
Isto porque, salientam os promotores, «dentro de poucos anos Portugal será um dos países da União Europeia com maior percentagem de idosos (32 por cento de pessoas com mais de 65 anos) e menor percentagem de população activa».
Do conceito subjacente ao projecto os promotores destacam o facto de promover um «envelhecimento activo» e «rejeitar em absoluto o rótulo da institucionalização».
«É preciso retirar a imagem negativa que se tem dos lares de 3ª idade e dar qualidade de excelência ao local onde as pessoas optam por viver a partir dos 65 anos», afirmou Jorge Areias.
De acordo com o empresário, o projecto de Guimarães ficará concluído em Março de 2009, enquanto os outros dois, cuja localização só será anunciada após aprovação das respectivas autarquias, ficarão prontos até final de 2009 e no primeiro trimestre de 2010.
Orçado em sete milhões de euros, o Camélia, Hotel Sénior & Homes beneficiará de sinergias, a nível médico, com o futuro Hospital Privado de Guimarães e está já em construção numa quinta da família de Jorge Areias.
O objectivo é que a infra-estrutura venha a tornar-se «uma referência, quer no domínio assistencial e hoteleiro, quer no domínio da arquitectura». «O Camélia, Hotel Sénior & Homes proporcionará aos seus hóspedes uma solução habitacional que privilegia a independência e os mais elevados padrões de qualidade, incluindo no domínio da saúde», assegurou à Lusa Jorge Areias, que também é administrador da Casa de Saúde de Guimarães.
Situado a cerca de 10 minutos do Centro Histórico de Guimarães, o Camélia, Hotel Sénior & Homes disporá de 50 suites individuais e 12 duplas, com capacidade para um total de 74 pessoas, assumindo-se como «um hotel fundamentalmente para residência permanente».
A histórica casa da quinta onde está a ser construído, que será mantida, assegurará, entre outras serventias, a acomodação de familiares e amigos em visita aos residentes.
Segundo Jorge Areias, pretende-se que os quartos dos residentes sejam decorados com mobília dos próprios, «para que se sintam em casa», sendo-lhes assegurada «alimentação saudável, serviços de beleza, salas de convívio e de festas, de leitura e de jogos, piscina interior e oratório».
Disporão ainda de serviços de transporte e infra-estruturas de telecomunicações para conciliar a privacidade da habitação própria e a segurança e conforto conferidos pelo apoio de uma estrutura profissional permanente.
Com uma área de 6.200 metros quadrados, o edifício do Camélia, Hotel & Sénior Homes foi projectado pelos arquitectos Ricardo Bastos Areias e Maria Luís Neiva, da NAAA Arquitectos Associados e será «o primeiro em Portugal inteiramente construído em cobre e vidro».
As duas outras unidades a arrancar até final do ano serão, segundo Jorge Areias, também construídas «visando sinergias estratégicas com unidades de saúde» locais.
Diário Digital / Lusa
Faro, 29 Fev (Lusa) - O número de habitantes da vila de Castro Marim pode vir a duplicar nos próximos anos em consequência da construção dos cinco complexos turísticos em curso no concelho, prevê o presidente da câmara.
Em declarações à Lusa, José Estevens (PSD) calculou em 3 a 4 mil o número de empregos a criar nos futuros empreendimentos de Almada d`Ouro, Corte Velho, Verde Lago, Castro Marim Golfe e Quinta do Vale.
"Estes empreendimentos precisam de gente que tem que vir de fora do concelho e não encontrarão habitação se nada for feito", prognosticou, sublinhando que a vila sede de concelho, actualmente com cerca de mil habitantes - no total do concelho residiam 6.495 pessoas em 2006- "tem de estar preparada para os tempos que aí vêem".
Para dar resposta às necessidades futuras foram aprovadas duas zonas de crescimento urbano, uma das quais a poente da vila, com um total de nove hectares, com 30 mil metros de área bruta de construção para 160 fogos.
Os complexos turísticos, situados na margem do Guadiana ou na parcela da costa atlântica pertencente ao concelho, no leste algarvio, representam um total de 10 mil camas e um investimento total de mil milhões de euros.
A localizar junto à entrada norte da localidade, a nova malha urbana compreenderá uma avenida e albergará no futuro o novo edifício da Câmara Municipal.
O município prepara-se agora para lançar o concurso para as redes de infra-estruturas e os projectos de arquitectura, de forma a entrar em obra em meados de 2009 e ficar concluído três anos depois.
Em terrenos municipais, já foi aprovado também o loteamento da futura urbanização Nova Baesuris, também contígua à vila, na Estrada Nacional 125/6, entre Castro Marim e a Praia Verde.
Com oito hectares e 27 mil metros de construção bruta, a nova zona envolverá a nova avenida José Afonso Gomes, com 500 metros de comprimento, já em execução, em torno da qual se estruturará a urbanização.
Além daquelas duas áreas de expansão, dedicadas à classe média, "há outras áreas de expansão, da iniciativa de privados", acrescentou José Estevens.
Dos cinco projectos turísticos em desenvolvimento no concelho de Castro Marim, dois - Verde Lago e Quinta do Lago - já obtiveram a certificação como PIN (Projectos de Interesse Nacional), o que lhes garante prioridade em algumas burocracias relacionadas com o licenciamento.
Dos projectos, alguns dos quais ainda não têm aprovação final, só o complexo Verde Lago - já aprovado - ficará na costa atlântica, junto à Praia Verde.
Évora, 04 Mar (Lusa) - O Convento do Espinheiro, o único hotel de cinco estrelas do Alentejo, em parceria com o grupo MSF, vai avançar nos "próximos meses" com um resort perto de Évora, num investimento de 160 milhões de euros.
A parceria entre o Convento do Espinheiro e a MSF TUR.IM, do grupo MSF, prevê a instalação do Royal Évora Resort, já classificado pelo Governo como de Potencial Interesse Nacional (PIN), numa herdade de 322 hectares, a cinco quilómetros da cidade.
A directora comercial do Convento do Espinheiro, Maria Carapinha, adiantou hoje à agência Lusa que os promotores aguardam a apreciação do Pedido de Informação Prévia por parte do município de Évora.
Mas, acrescentou, está previsto que as obras no terreno se iniciem "dentro dos próximos meses".
O projecto engloba a construção de um campo de golfe de 18 buracos, que deve estar concluído na "Primavera de 2010", e o desenvolvimento de quatro empreendimentos turísticos de cinco estrelas.
Uma unidade hoteleira de 120 quartos, 60 moradias isoladas, 164 unidades em cluster (montes alentejanos) e 180 apartamentos são os alojamentos a concretizar.
Em Julho do ano passado, quando o projecto turístico foi apresentado pela primeira vez, em conjunto com outros cinco projectos para o concelho de Évora, Nuno Camacho, da sociedade promotora, adiantou à Lusa que a construção do empreendimento será "faseada".
"O hotel, por exemplo, só deverá ser feito em 2012 ou 2015, quando houver TGV em Évora, porque neste momento não teria procura", justificou o mesmo responsável.
Com um investimento estimado em 160 milhões de euros, o projecto, prometem os promotores, vai ter "uma densidade baixa" e procura "criar um ambiente excepcional no Alentejo".
A ligação ao Convento do Espinheiro é apontada por Maria Carapinha como uma vantagem do projecto, quando comparado com outros empreendimentos turísticos que vão "nascer" no concelho.
O Royal Évora Resort, por se tratar de um "projecto de luxo", vai destinar-se "maioritariamente a um segmento da classe média alta", sem que se prevejam "restrições em termos de idades, já que a multiplicidade de valências disponíveis" tornam-no adequado "tanto para casais seniores como para famílias com crianças".
Os mercados prioritários, por nacionalidades, serão Espanha, Inglaterra e Irlanda, com a sociedade promotora a referir que as moradias, montes e apartamentos vão estar disponíveis para venda e aluguer.
Quando entrar em velocidade cruzeiro, o resort estima a criação de 600 postos de trabalho, metade dos quais directos.
Tal como em muitos dos outros empreendimentos turísticos previstos para Évora, e também para a região do Alentejo, o golfe é apontado como âncora, devendo ser uma das primeiras valências do projecto a ser construída.
"Estamos convictos que, do mesmo modo que o Convento do Espinheiro soube atrair à cidade um novo mercado (segmento de Luxo), também o Royal Évora Resort saberá captar e dinamizar correctamente o mercado de golfe e o turismo residencial", acrescentou Maria Carapinha.
Contactado hoje pela Lusa, o presidente do município de Évora, José Ernesto Oliveira, garantiu hoje que a autarquia deve tomar "em breve" uma decisão sobre o Pedido de Informação Prévia do projecto turístico.
Lisboa, 04 Mar (Lusa) - Lisboa é uma das cidades mundiais onde se praticam os mais baixos preços no sector da hotelaria, apesar de a procura ser cada vez maior, segundo dados da Cushman & Wakefield, hoje apresentados.
De acordo com um estudo da consultora imobiliária, o preço médio por quarto disponível (RevPar) em Lisboa é de 58,74 euros, assente numa taxa de ocupação de 6,58 por cento.
Na lista dos países analisados, o Dubai é quem lidera, com um RevPar de 219,36 euros, mas com uma taxa de ocupação inferior à da capital portuguesa (1,8 por cento).
Em 2007 verificou-se uma tendência positiva na hotelaria em Portugal, "tendo sido registados acréscimos nos principais indicadores de todos os destinos turísticos, sobretudo em resultado da recuperação da conjuntura internacional e da crescente penetração das companhias de baixo custo no transporte aéreo com origem/destino nos aeroportos portugueses", refere o relatório da C&W.
Os proveitos da hotelaria nacional registaram no ano passado um crescimento de 10,4 por cento, representando 1.923,3 milhões de euros (face aos 1.741,5 milhões de euros registados em 2006).
Apesar deste crescimento, o director-geral da C&W, Eric van Leuven, considera que "Portugal está a ver passar navios [no que respeita ao desenvolvimento do país como destino turístico]".
"Como destino turístico, Lisboa desenvolveu-se muito pouco nos últimos anos e exemplo disso é a Avenida da Liberdade, que nem sequer tem esplanadas", afirmou Eric van Leuven.
A nível regional, o crescimento das dormidas (num total de 5,6 por cento) foi mais significativo no Alentejo (10 por cento), Centro (9,7 por cento) e Norte (9,6 por cento), taxas superiores à média nacional (7,3 por cento).
A região do Algarve exemplifica a "relevância crescente" do turismo residencial em 2007: o número de passageiros aeroportuários (7,5 por cento) foi superior ao número das dormidas (5,2 por cento) nos estabelecimentos hoteleiros classificados.
Segundo a C&W, a "conjuntura internacional favorável" e o "forte crescimento do sector" leva ao interesse de um conjunto de investidores, "cada vez mais alargado e diversificado", nos resorts integrados, que incluem as componentes hoteleira e residencial, os campos de golfe, os spas, entre outros.
Lisboa, 05 Mar (Lusa) - O ministro da Economia considerou hoje uma "boa notícia" o facto de Portugal ter subido sete posições no conjunto dos 130 países analisados pelo Relatório de Competitividade do Turismo, mas disse que estes resultados não o surpreenderam.
"É uma boa notícia, mas não me surpreende, porque sei o que está a ser feito", afirmou Manuel Pinho, em declarações à agência Lusa.
Portugal subiu sete posições na lista dos 130 países avaliados no Relatório de Competitividade do sector do Turismo e Viagens de 2008, posicionando-se no 15º lugar.
Suíça, Áustria e Alemanha são os líderes mundiais deste ranking, sendo que no conjunto dos países da União Europeia, Portugal ocupa a 9ª posição, tendo subido quatro posições relativamente ao ano de 2007.
Apesar dos dados conhecidos hoje estarem "em linha com os resultados do Turismo", o ministro afirma que é necessário "ir mais além".
A oferta de alta qualidade, o transporte de baixo custo e a aposta nos recursos humanos são, segundo Manuel Pinho, as três áreas prioritárias.
O relatório de Competitividade do sector do Turismo e Viagens de 2008, divulgado pelo Fórum Económico Mundial (FEM), mede os factores de atractividade do desenvolvimento turístico de cada país.
O índice de competitividade avalia três sub-índices - Recursos Humanos, Culturais e Naturais, Estrutura Reguladora e Ambiente Empresarial e Infra-estruturas -, constituídos por 14 pilares.
Ao nível da qualidade dos "Recursos Humanos, culturais e naturais", Portugal ocupa a 11ª posição (em 2007 ocupava o 30º lugar), à frente da França e da Itália.
Contudo, é no sub-índice Recursos Culturais que Portugal se encontra melhor classificado, ocupando o segundo lugar, logo a seguir a Espanha.
No sub-índice Estrutura Reguladora, Portugal ocupa a 14º posição, ao passo que no sub-índice Ambiente empresarial e infra-estruturas manteve-se no 22º lugar.
Em 2007, Portugal ocupou o 22º lugar no índice de competitividade do FEM, num universo de 124 países analisados.
Os resultados deste ranking serão discutidos durante um painel a realizar na ITB, a Feira Internacional de Turismo de Berlim, na sexta-feira.
Coimbra, 07 Mar (Lusa) - O programa do operador turístico alemão Wikinger Reisen dedicado às Aldeias do Xisto foi premiado, esta semana, pela revista da especialidade Geo Saison, como uma das "Melhores Viagens de Descoberta 2008", foi hoje anunciado.
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Em nota divulgada hoje, a Agência Regional de Promoção Turística (ARPT) Centro de Portugal revela que o programa "Zu Gast in den tradionellen Schieferdörfern des Pinhal" (Seja bem-vindo às tradicionais Aldeias do Xisto do Pinhal) foi distinguido com o segundo prémio ("Die goldenen Palmen") atribuído pela conceituada revista alemã Geo Saison durante a Feira Internacional de Turismo de Berlim (ITB 08).
O presidente da ARPT Centro de Portugal, Pedro Machado, destacou hoje a importância do prémio, entregue quinta-feira, ao sublinhar o prestígio da Geo Saison e o facto de a Feira Internacional de Turismo de Berlim ser um dos maiores eventos do género a nível mundial.
"Para a Marca Centro de Portugal este foi claramente um prémio da maior importância, uma vez que sublinha e reforça a linha estratégica que a Marca Centro de Portugal vem desenvolvendo no mercado alemão", lê-se na nota.
Pedro Machado disse à agência Lusa que o programa concebido pelo operador alemão Vikinger Reisen e pela ARPT Centro de Portugal consiste num pacote de cinco dias, em que os turistas entram por Lisboa e permanecem dois dias nas Aldeias de Xisto e mais dois dias na Pousada de Belmonte.
Lançado em 2006, trata-se de um programa que tem "grande procura" e é comercializado pelo operador alemão a nível mundial.
"Fizemos um investimento grande nesta área no mercado alemão que, para nós, é o terceiro em termos de turismo de natureza (após a Espanha e Inglaterra]", disse ainda o presidente da ARPT Centro de Portugal.
A história deste prémio "começa em Março de 2006, quando, a convite da Marca Centro de Portugal, e em colaboração com a Delegação do Turismo de Portugal em Frankfurt, a Wikinger Reisen se desloca às Aldeias do Xisto para uma prospecção do produto", é recordado na nota.
Segundo o comunicado, "em dois dias, num programa intenso que combinou diversas variáveis - alojamento, gastronomia, experiências activas - foi possível evidenciar o valor acrescentado que a Marca Aldeias do Xisto poderia representar para o mercado alemão".
Os outros destinos premiados pela Geo Saison na categoria "Melhores Viagens de Descoberta 2008" durante a ITB 08, que decorre até domingo em Berlim, foram a Geórgia e o Egipto.
O conceito "Aldeias do Xisto - Social Label", que a Marca Centro de Portugal vem trabalhando no mercado alemão, destaca a importância da recuperação do património em meio rural, a animação e inovação das pequenas economias locais e a criação de produtos de grande qualidade e baixa densidade turísticas.
"Aldeias do Xisto - Social Label" oferece aos operadores que trabalham o produto a possibilidade de um exercício de responsabilidade social e ambiental, lê-se na mesma nota.
As 22 Aldeias do Xisto distribuem-se essencialmente pelo Centro de Portugal, por municípios como Lousã, Miranda do Corvo, Góis ou Arganil.
Évora, 20 Mar (Lusa) - As taxas de ocupação dos principais hotéis e unidades de turismo rural no Alentejo oscilam entre os 80 e os 100 por cento para o fim-de-semana alargado da Páscoa, segundo dados das regiões de turismo alentejanas.
Em declarações à agência Lusa, Andrade Santos, presidente da Associação das Regiões de Turismo do Alentejo (ARTA), adiantou hoje que, em média, "há uma boa ocupação" prevista para a Páscoa, com "muitas" unidades de alojamento turístico de toda a região "cheias ou quase cheias".
"Este ambiente é transversal a todo o Alentejo, embora Évora, pela sua centralidade, ganhe sempre", disse o responsável da ARTA, estrutura que congrega as regiões de turismo Planície Dourada (Beja), Évora, S. Mamede (Portalegre) e Costa Azul (Litoral Alentejano).
Andrade Santos realçou, contudo, que se regista uma ocupação hoteleira de menor duração, comparativamente com a Páscoa do ano passado, em que os turistas permaneceram mais dias.
Para este fim-de-semana alargado, algumas pousadas e hotéis alentejanos chegam a atingir uma taxa de ocupação de cem por cento.
"As coisas estão a correr bem, mas, nos estabelecimentos 'topo de gama', em hotéis como o Convento do Espinheiro ou o da Cartuxa (ambos em Évora), correm ainda melhor", afiançou Andrade Santos, que preside também à Região de Turismo de Évora.
No que respeita à origem dos turistas que escolheram o Alentejo para a Páscoa, a afluência de visitantes nacionais "diminuiu".
Ainda assim, frisou, esta redução está a ser "compensada pela vinda de muitos espanhóis", fruto da campanha de promoção externa conjunta que o Alentejo e Algarve têm estado a promover no país vizinho.
Um dos hotéis que está completamente cheio para os próximos três dias, o Convento do Espinheiro, de cinco estrelas, tem sobretudo turistas nacionais, seguidos dos espanhóis, norte-americanos e brasileiros.
"Estamos a atingir os cem por cento", disse à Lusa o director-geral da unidade, Dinis Pires, enumerando algumas das actividades preparadas para entreter os clientes, como um curso básico de enologia, que os "ensina a conhecer os vinhos alentejanos", e um passeio no campo guiado pelo mestre Salgueiro, conhecedor das ervas e plantas alentejanas.
No Baixo Alentejo, os principais hotéis e unidades de turismo rural registam uma ocupação que "ronda os 80 por cento", o que é uma "boa média, tendo em conta as condições meteorológicas pouco favoráveis", disse o presidente da Região de Turismo Planície Dourada, Vítor Silva.
A maioria dos hóspedes também é portuguesa e há igualmente uma percentagem "considerável" de turistas estrangeiros, sobretudo espanhóis, precisou o responsável.
A única unidade hoteleira do concelho de Beja com lotação esgotada desde segunda-feira e até domingo, o Clube de Campo Vila Galé, localizado na freguesia de Santa Vitória, numa herdade perto da barragem do Roxo, foi "inundado" por turistas durante as mini-férias da Páscoa.
Entre os restantes 13 concelhos do distrito de Beja, sobretudo com unidades de turismo rural, destacam-se os de Barrancos, Moura e Odemira, onde todas as unidades de alojamento estão com lotação esgotada até domingo.
Já na região de Portalegre, a Lusa apurou que o Hotel Sol e Serra, em Castelo de Vide, e a Pousada Flor da Rosa, no concelho do Crato, estão com taxas de ocupação na ordem dos 90 por cento.
Lisboa, 11 Abr (Lusa) - As receitas da hotelaria subiram 10,1 por cento, para 192,4 milhões de euros em Janeiro e Fevereiro face a igual período de 2007, enquanto o número de dormidas crescia 8,9 por cento, informou hoje o INE.
Nos dados sobre a actividade turística divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), é revelado que os estabelecimentos hoteleiros receberam 4,1 milhões de dormidas e que o rendimento médio por quarto foi de 18,9 euros (mais 6,8 por cento) nos dois primeiros meses do ano.
Só no mês de Fevereiro, a hotelaria nacional registou 2,2 milhões de dormidas, mais 12,9 por cento que no mesmo mês do ano passado, o que resultou em receitas de 101,4 milhões de euros, o que representa um crescimento de 13,3 por cento.
As regiões da Madeira e de Lisboa, foram as que registaram rendimentos médios por quarto mais elevados, com 34,2 e 32 euros, com subidas de 15,8 e 6,2 por cento, respectivamente.
Os clientes não residentes em Portugal foram responsáveis por 1,5 milhões de dormidas, um acréscimo de 16,6 por cento face a Fevereiro de 2007, uma evolução que os portugueses não acompanharam pois a subida foi de 5,6 por cento, para 707,3 mil dormidas.
Quase todas as regiões apresentaram aumentos no número de dormidas, lideradas pela Madeira, com mais 17,6 por cento, seguida do Centro, com mais 16,9 por cento.
Os Açores mantêm uma tendência negativa com um decréscimo de dormidas de 13 por cento, segundo o INE.
Os principais mercados emissores continuaram a ser Reino Unido, Alemanha, Espanha, Holanda, França e Itália, totalizando 72,5 por cento do total.
A maior subida entre estes mercados foi dos turistas franceses, com mais 24,9 por cento, seguida de Espanha, com mais 23,5 por cento.
O INE explica que a tendência de crescimento dos principais mercados emissores poderá ser resultado de campanhas promocionais dirigidas aos principais países, como Espanha, assim como da participação em feiras internacionais do sector.
Os destinos preferidos dos estrangeiros continuam a ser Algarve e Madeira, e dos portugueses Lisboa e Centro.
A taxa de ocupação em Fevereiro foi de 31,6 por cento, mais 1,4 pontos percentuais que em igual mês de 2007.
Lisboa, 23 Abr (Lusa) - As receitas do turismo em Portugal atingiram 422,5 milhões de euros em Fevereiro, mais 13,5 por cento que em igual mês de 2007, sendo o saldo da balança do sector de 200,3 milhões de euros.
Uma fonte do Turismo do Portugal avançou hoje à agência Lusa que as despesas do turismo foram de 222,2 milhões de euros, o que corresponde a um acréscimo de 9,6 por cento.
Em Fevereiro, o saldo entre as receitas obtidas no sector turístico e as despesas é de 200,3 milhões de euros, o que representa um crescimento de 18,3 por cento face ao valor de um ano atrás.
O Reino Unido é o mercado emissor que contribuiu com o montante mais elevado para as receitas turísticas entradas em Portugal, com 24 por cento do total, seguido da França, com 15 por cento, e de Espanha, com 12 por cento.
A quota da Alemanha nas receitas do turismo é de 12 por cento e da Holanda de quatro por cento.
Os cinco principais mercadores geradores de receitas turísticas contribuíram com 68 por cento do total, especifica a fonte do Turismo de Portugal.
As subidas mais acentuadas em Fevereiro registaram-se entre os turistas vindos de Espanha, com mais 15,6 por cento, e de França, com mais 14,9 por cento.
Lisboa, 16 set (Lusa) - A agência Turismo de Portugal ganhou o "Oscar" da categoria, sendo eleita como melhor organismo oficial de turismo europeu pelo World Travel Awards 2008.
"O governo está muito satisfeito pelo prêmio recebido, que é o reconhecimento internacional do belíssimo trabalho de uma instituição muito recente, que é uma aposta deste executivo", disse à Agência Lusa o vice-ministro português do Turismo, Bernardo Trindade.
A escolha da agência do Turismo de Portugal foi resultado de uma votação em que participaram 167 mil profissionais do setor em vários países.
A entrega do será feita na final da 15ª edição do World Travel Awards, realizada em 5 de dezembro nas ilhas Turks e Caicos, no Caribe.
O nosso País é muito bonito, qualquer pessoa que visite a Madeira fica maravilhado com as paisagens bonitas. alguem já foi ás Levadas?
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, assegura que o «desafio» lançado aos restaurantes para substituírem as garrafas invioláveis por cartas de azeites pretende valorizar o azeite nacional, em vez da indústria do vidro, informa a agência Lusa.
«Não estamos aqui para valorizar a indústria do vidro», mas sim «para valorizar o azeite e a agricultura portuguesa», disse o ministro aos jornalistas, em Ourique (Beja), à margem da abertura do I Congresso Ibérico do Porco Alentejano.
Jaime Silva afirmou que «não há nenhuma decisão» sobre o fim dos galheteiros com garrafas invioláveis e que apenas desafiou a Associação da Restauração e Similares de Portugal (ARESP) para os substituir por cartas de azeites.
«Apenas lancei um desafio à ARESP para promover os azeites nacionais», frisou, explicando que pretende que os restaurantes coloquem «nas cartas ou nos menus que o azeite com que cozinham e que põem num galheteiro em frente ao consumidor é o azeite 'x', de preferência nacional e de denominação de origem». Se os restaurantes adoptarem esta prática «acabou a história da obrigação de ter garrafas invioláveis».
A proposta do ministro à ARESP foi criticada pela Casa do Azeite, Associação do Azeite de Portugal, que «estranhou» as declarações de Jaime Silva e considerou tratar-se de «um retrocesso completo». «Eu é que acho estranha a reacção da Casa do Azeite porque quando vou a um restaurante gostaria de ter a certeza de que o azeite que estou a consumir é português e, sobretudo, de altíssima qualidade», respondeu Jaime Silva.
ARESP congratula-se
O secretário-geral da ARESP congratulou-se com o anunciado fim dos «galheteiros de plástico» nas mesas dos restaurantes, considerando que este sistema não dava garantias e gerou «especulação».
José Manuel Esteves, secretário-geral a Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP), elogiou a posição assumida pelo ministro da Agricultura. Repudiando as declarações da Casa dos Azeites, o responsável da ARESP afirmou que essa medida apenas servia os embaladores do produto.
Assegurando que a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) já detectou três casos de adulteração em linhas de embalagem, José Esteves afirmou que «a confiança dos consumidores não pode ser abalada pelos embaladores».
Lisboa, 09 Dez (Lusa) - Os preços médios dos quartos de hotel em Portugal caíram para 108 euros no terceiro trimestre de 2008, queda de cinco por cento quando comparado com o mesmo período de 2007, segundo o estudo Hotel Price Index, hoje divulgado.
Enquanto Albufeira é a cidade mais cara, Lisboa teve uma queda de três por cento nos preços médios por quarto de hotel custando, em média, 100 euros comparativamente com os 103 euros do mesmo período de 2007.
"Portugal acompanha a tendência de quebra registada no resto da Europa e do mundo tendo, ainda assim, uma quebra relativamente baixa, no contexto dos países europeus", refere o Hotel Price Index, que se baseia nos preços pagos pelo clientes que fizeram reservas através da página Hotels.com na Internet.
Londres viu os preços cair em 13 por cento para 136 euros por quarto, Paris também caiu oito por cento para 138 euros.
Capitais europeias como Edimburgo ou Reiquiavique foram as que mais sofreram com uma diminuição nos preços na ordem dos 20 porcento
Em Portugal, na comparação entre os terceiros trimestres de 2007 e 2008, Tavira foi a cidade que apresentou a maior queda nos preços (menos 16 por cento) para 89 euros.
Com uma queda de cinco por cento, Albufeira continua a ser a cidade mais cara com os preços médios de alojamento em hotéis de 121 euros.
IZM
Lusa/fim
Porto, 09 Dez (Lusa) - O secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Francisco Frangialli, destacou hoje as potencialidades turísticas do Vale do Douro, salientando que a região está a "trabalhar muito" para se afirmar como destino de excelência.
"O Douro ainda não tem a importância de outros destinos mais conhecidos, mesmo em Portugal, mas está a trabalhar muito e a investir para se colocar num nível elevado de qualidade", afirmou Francisco Frangialli, em declarações aos jornalistas no Porto.
O secretário-geral da OMT falava à margem da cerimónia de apresentação de um relatório de avaliação do Vale do Douro, realizado pelo Centro Mundial de Excelência dos Destinos, aprovado pela Organização Mundial do Turismo.
Neste estudo, a região do Douro recebeu a classificação de excelência em sete das 14 categorias analisadas.
Na cerimónia, o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, considerou que esta avaliação "é seguramente um marco de afirmação da região".
"A circunstância de termos pedido à OMT para fazer esta certificação é claramente um novo posicionamento de Portugal para enfrentar os próximos anos, o que passa por valorizar as novas centralidades turísticas em Portugal", afirmou.
Nesse sentido, recordou que "o governo reconheceu o Douro como uma nova centralidade turística de Portugal" e que, nos últimos três anos, já foram canalizados para a região norte 85 milhões de euros em incentivos ao investimento, dos quais 11 milhões especificamente para o Douro.
Segundo o secretário de Estado, a região do Douro registou nos primeiros nove meses deste ano um crescimento de 7,2 por cento nos turistas estrangeiros que a visitaram, relativamente a igual período do ano passado.
Para Bernardo Trindade, o papel desempenhado pelo Aeroporto Sá Carneiro no crescimento dos turistas que visitam o Douro é de vital importância.
"O Aeroporto Sá Carneiro é uma infra-estrutura reconhecida internacionalmente, que tem permitido que o Douro se possa desenvolver e crescer em termos turísticos", afirmou.
As potencialidades do Vale do Douro foram também destacadas por Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), para quem "o Douro é um espaço turístico com todos os ingredientes para ser um grande destino turístico, para se afirmar à escala internacional".
FR.
Lusa/fim
Lisboa, 04 Mar (Lusa) - Portugal é um dos 20 destinos turísticos mais competitivos do mundo, uma distinção que recebe pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o relatório "Competitividade do Turismo e Viagens 2009", divulgado hoje pelo Foro Económico Mundial.
O relatório coloca Portugal na 17ª posição da lista dos 20 destinos mundiais mais competitivos, sendo os primeiros lugares ocupados pela Suíça, Áustria, Alemanha e França.
Portugal está também na contagem dos 20 destinos turísticos mais procurados do mundo, ocupando a 18ª posição nesta contagem.
Portugal foi distinguido pela hospitalidade, número de monumentos classificados como Património Mundial, realização de feiras e eventos internacionais e ainda pela oferta de estádios desportivos.
As comunicações rodoviárias, a cobertura de rede móvel e a facilidade na contratação de mão-de-obra estrangeira foram também elementos favoráveis a Portugal.
Foram analisados 133 países de todo o mundo, de acordo com 14 critérios de competitividade entre eles o ambiente político, capital humano, infra-estruturas e recursos naturais e culturais.
NZD.
Lusa/fim.
O primeiro projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN) do Alentejo, o Vila Sol Évora, vai abrir portas ainda este ano, sem temer os efeitos da crise económica, num investimento global de 100 milhões de euros.
O presidente da Imoatlântico, empresa responsável pela comercialização da marca Vila Sol, explicou à agência Lusa que o complexo turístico será composto por um hotel, uma unidade de turismo residencial, um campo de golfe de 18 buracos e uma barragem.
De acordo com Mário Quina, o Vila Sol Évora, Conventual Vineyard & Golf Resort, situado na Herdade da Palheta, no concelho de Redondo (Évora), ocupa uma área total de 300 hectares, dos quais 26 são de vinha.
Já em fase adiantada de construção, o futuro hotel de cinco estrelas, instalado numa antiga casa senhorial, vai contar com 73 quartos, sendo posteriormente explorado pela cadeia hoteleira Marriot.
Atentos ao mercados espanhol, inglês e irlandês
A componente imobiliária, segundo Mário Quina, «é composta por lotes para construção de moradias, todas com jardim» e com vista sobre a barragem.
Indicando que os compradores são «essencialmente portugueses», Mário Quina revelou que os lotes «estão praticamente todos reservados», uma situação que poderá levar a empresa a «avançar já com a segunda fase de comercialização».
«A crise que estamos a viver, um pouco por todo o mundo, passa por questões ligadas à banca e ao financiamento», observou o responsável, explicando que a empresa teve de recorrer à «imaginação» para «arranjar produtos e soluções para quem quiser vir comprar consiga financiamento».
Além do mercado português, segundo o responsável, a grande aposta passa pelos mercados espanhol, inglês e irlandês, assim como «o turista do norte da Europa, que também procura muito esta zona» do Alentejo.
A história, o património, alojamentos e restauração, entre outras informações úteis das 12 aldeias que integram o programa das Aldeias Históricas de Portugal, estão disponíveis em «www.aldeiashistoricasdeportugal.com», segundo informações da Lusa.
O Programa de Aldeias Históricas de Portugal foi criado no âmbito do II Quadro Comunitário de Apoio (1994-1999) e aprofundado durante o quadro seguinte (2000-2006), tendo sido restauradas as 12 aldeias na Beira Interior.
A autarquia da Mêda foi a promotora do site, cuja gestão ficará entregue à Associação de Desenvolvimento Turístico das Aldeias Históricas de Portugal, contituída em 2007.
Fazem parte do programa e da associação Almeida, Belmonte, Castelo Novo, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso.
Segundo o site, as intervenções concretizadas nas 12 aldeias e apoiadas pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) ascenderam os 44 milhões de euros.
O número de visitantes nas Aldeias Históricas aumentou de 234 mil no ano de 2005 para 355 mil visitantes em 2008, cabendo aos visitantes estrangeiros a fatia de cerca de 25 por cento das visitas.
Entretanto, as obras da futura sede da Associação das Aldeias Históricas - actualmente no edifício do Arquivo Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo - estão já concluídas na antiga escola primária de Castelo Rodrigo.
A Associação de Desenvolvimento Turístico das Aldeias Históricas de Portugal é presidida pelo Município de Arganil.
Entretanto, no âmbito da candidatura ao PROVERE - Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos, foi apresentado pela Associação o programa de acção «Aldeias Históricas e Judaísmo, Heranças Culturais Beira Interior», que aguarda aprovação.
O Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, assinou um despacho no qual isenta os promotores dos empreendimentos turísticos das taxas devidas ao Turismo de Portugal, pelos processos de reconversão efectuados ao abrigo do Novo Regime Jurídico dos Empreendimentos Turísticos.
“Este processo de reconversão tinha custos inerentes para o promotor, que pagava ao Turismo de Portugal uma taxa pelas auditorias de reconversão”, explica a secretaria de Estado do Turismo, numa nota de imprensa.
A mesma fonte refere que devido à conjuntura actual “impõe-se a necessidade de desonerar as empresas do Turismo dos custos devidos por estes processos de reconversão”.
Esta isenção de taxas abrangerá os empreendimentos que se reclassifiquem até Abril de 2010.
A redução do poder de compra dos britânicos, principal mercado emissor de turistas para o Algarve, pode ter um efeito contrário ao esperado e ajudar a trazer mais turistas para a região, acredita um responsável do sector, citado pela Lusa.
A desvalorização da libra e a crise mundial estão a retrair os britânicos nas suas opções de férias e poderão levá-los a optar por destinos mais próximos, acredita Marc Sontag, director de Turismo Residencial do Grupo IMOCOM.
«Os ingleses fazem normalmente duas viagens por ano, uma de longa distância e outra de curta e nós achamos que se não fizerem a mais longa possam ficar mais perto e Portugal é o primeiro destino a tirar vantagem da situação», disse.
Com alguns investimentos no Algarve, o Grupo IMOCOM tem apostado no turismo residencial, segmento que cresceu nos últimos anos em Portugal entre 8 a 12 por cento e que Marc acredita que no futuro seja dos mais importantes da indústria turística mundial.
Mercado nacional está a ganhar peso
Os proprietários das unidades de turismo residencial do grupo no Algarve, o Monte Santo Resort, em Carvoeiro e o Cascatas Golf Resort & SPA, em Vilamoura, são maioritariamente estrangeiros, mas o mercado nacional também já começa a ganhar presença.
O preço dos apartamentos no resort Monte Santo varia entre os 150 mil e os 299 mil euros e as moradias entre os 419 e os 492 mil, preços pouco convidativos às bolsas portuguesas, que optam por alugá-los.
O aluguer, cujo valor médio ronda os 114 euros por noite, é possível desde que a unidade de alojamento faça parte integrante de um programa de arrendamento definido, realizado em sistema rotativo.
«O mercado nacional já é o nosso principal mercado», diz Gonçalo Campos e Sá, director-geral de Monte Santo, que acrescenta que o mercado interno já está a sobrepor-se ao externo.
Segundo aquele responsável, o mercado espanhol também começa a ganhar força no segmento do turismo residencial, especialmente vocacionado para famílias, que procuram, diz, qualidade e conforto.
«As nossas unidades de alojamento têm um grau de conforto e luxo muito acima da média das casas onde as pessoas residem habitualmente, além de que em sempre têm tempo para usufruir da sua casa», afirma.
Classe média portuguesa começa a deixar de fazer férias lá fora
Gonçalo Campos e Sá acredita ainda que muito rapidamente vai passar a haver no Algarve um público-alvo predominantemente nacional, pois cada vez mais portugueses da classe média-alta deixam de fazer férias no exterior.
Já David Madeira, director do Cascatas Golf Resort & SPA, acredita que a crise se faz sentir sobretudo no tempo de estadia, já que as pessoas estão a começar a fazer férias mais curtas e em vez de ficarem duas semanas, optam por ficar apenas uma.
David Madeira acredita que o turismo residencial está num «crescimento exponencial» a nível do Algarve, embora já se faça há muito tempo na região, tendo começado nos anos 70 em Vale do Lobo.
Projecto conta com um centro comercial Dolce Vita, um hotel, residências assistidas e um espaço destinado à habitaçãoA cidade de Faro prepara-se para receber um investimento de 500 milhões de euros. Trata-se de um Parque Urbano e pretende ser o «maior jardim do concelho».
Este projecto, localizado no empreendimento Porta da Amoreira, vai assegurar a criação de 11 mil postos de trabalho, tanto directos como indirectos, revela a entidade promotora, em comunicado.
O Parque Urbano vai contar com um centro comercial Dolce Vita com 70 mil metros quadrados, uma área de saúde, um hotel de quatro estrelas e residências assistidas para a terceira idade. O projecto contempla ainda uma área reservada à habitação.
«O local onde vai ficar implantado o empreendimento Porta da Amoreira goza de acessos directos à Via do Infante (A22) e ao Aeroporto Internacional de Faro, contribuindo para a criação de uma nova centralidade urbana e para a requalificação da entrada Norte da Capital do Algarve», acrescenta o mesmo documento.
O novo empreendimento, desenvolvido num terreno com mais de 56 hectares, vai ser promovido pelo Fundo de Investimento Imobiliário Imogharb em articulação com a Câmara Municipal de Faro. O projecto é assinado pelo arquitecto Sidónio Pardal.
Aquafalls Hotel, no Gerês, foi distinguido pela revista «Tatler»O Aquafalls Spa Hotel, em Vieira do Minho, Gerês, é o único hotel português a integrar o «Tatler Spa Guide 2009», que este sábado saiu para as bancas em Inglaterra.
Imagens de sonho
A revista britânica, que assinala este ano 300 anos de existência, apresentou anteontem os 101 melhores spas do Mundo.
Situado no Gerês, o Aquafalls Spa Hotel foi o único hotel português a integrar esta selecção.
Na crítica publicada, a «Tatler» considera o espaço «verdadeiramente excitante e fresco, e um spa verdadeiramente revigorante».
Relaxe aqui (fotos)
«Este novo, genuíno e baby spa hotel tem vista fantástica sobre as soberbas montanhas da Peneda-Gerês, único parque natural do país. Tratamentos mistos combinados com passeios por florestas encantadas de carvalhos retorcidos e garranos selvagens, onde a água brota de penhascos escorrendo sobre as rochas», refere a crítica publicada na «Tatler».
Ainda segundo a revista, e «de volta ao hotel, os quartos em design moderno estão harmoniosamente dispostos na encosta. O elegante enquadramento paisagístico inclui um jardim com duas piscinas, e o encantador spa Sisley proporciona tratamentos phito-aromáticos que empregam agradáveis óleos essenciais».
O projecto Picture Portugal, que pretende atrair para o nosso país a indústria cinematográfica norte-americana, garantiu já onze produções.
Em conjunto, estas produções deverão gerar uma receita fiscal de 1.200 milhões de euros e envolver mais de mil postos de trabalho, segundo estimativas dos promotores daquele projecto, citados pela Lusa.
«Estas produções envolvem mais de um milhar de postos de trabalho directos na produção dos filmes», disse o produtor de cinema Artur Curado, um dos cinco consultores internacionais que acompanham o projecto Picture Portugal.
«Este lote de produções, num cenário pessimista, tem um potencial de lucros de 300 milhões de euros e de 1.500 milhões de euros de receitas», acrescentou ainda, para evidenciar o peso do sector que a empresa municipal pretende atrair para Portimão.
Como talvez seja a única notícia por algum tempo, fica aqui, mesmo quase que não seja relacionada
Hollywood português: negócio milionário
Mil postos de trabalho envolvidosCitarO projecto Picture Portugal, que pretende atrair para o nosso país a indústria cinematográfica norte-americana, garantiu já onze produções.
Em conjunto, estas produções deverão gerar uma receita fiscal de 1.200 milhões de euros e envolver mais de mil postos de trabalho, segundo estimativas dos promotores daquele projecto, citados pela Lusa.
«Estas produções envolvem mais de um milhar de postos de trabalho directos na produção dos filmes», disse o produtor de cinema Artur Curado, um dos cinco consultores internacionais que acompanham o projecto Picture Portugal.
«Este lote de produções, num cenário pessimista, tem um potencial de lucros de 300 milhões de euros e de 1.500 milhões de euros de receitas», acrescentou ainda, para evidenciar o peso do sector que a empresa municipal pretende atrair para Portimão.
http://diario.iol.pt/economia/portugal- ... -4058.html (http://diario.iol.pt/economia/portugal-europa-picture-portugal-cinema/1079608-4058.html)
Onze produções de Hollywood vão ser filmadas no Algarve
Segundo apurou o IOLCinema, Joaquim de Almeida já está em fase de contratações
O Algarve está a transforma-se no berço de um complexo de estúdios de cinema que pretende colocar a região no mapa das produções de Hollywood e que poderá alterar a lógica de funcionamento do sector em Portugal, noticia a agência Lusa.
O projecto intitula-se Picture Portugal, partiu da Câmara Municipal de Portimão e da Algarve Film Comission, e situa-se no Park Algar, uma estrutura com mais de uma centena de hectares junto ao Autódromo do Algarve e que inclui ainda hotéis e um centro tecnológico.
O actor Joaquim de Almeida é um dos rostos mediáticos deste projecto que tem como objectivo cativar responsáveis dos estúdios de cinema e os produtores norte-americanos para que escolham o Algarve para rodar os seus filmes. E este é um objectivo que começa a desenhar-se.
Existem já onze produções cinematográficas norte-americanas a realizar-se no âmbito do projecto Picture Portugal e que deverão gerar uma receita fiscal de 1.200 milhões de euros e envolver mais de mil postos de trabalho, estimam os promotores daquele projecto. Desconhecem-se, no entanto, pormenores sobre estes filmes. No entanto, segundo apurou o IOLCinema, Joaquim de Almeida já está em fase de contratações.
Em declarações à agência Lusa, Artur Curado, produtor de cinema e um dos cinco consultores internacionais que acompanham o projecto Picture Portugal, disse que «estas produções envolvem mais de um milhar de postos de trabalho directos na produção dos filmes».
«Este lote de produções, num cenário pessimista, tem um potencial de lucros de 300 milhões de euros e de 1.500 milhões de euros de receitas», disse ainda, para evidenciar o peso do sector que a empresa municipal pretende atrair para Portimão.
Revista americana põe Porto no top do Mundo
00h35m
MARTA NEVES
foto Adelino Meireles/JN
Revista americana põe Porto no top do Mundo
O casal americano, Sharon e Frederik, já tinham vindo a Portugal, mas só agora conheceram o Porto
"Travel & Leisure" elogia património. Comerciantes agradecem incentivo.
A revista americana "Travel & Leisure" considerou, na edição deste mês, o Porto como um dos destinos "mais charmosos e acessíveis" do Mundo. Comerciantes vêem no elogio um "incentivo". Já os turistas valorizam a cidade de "beleza única".
"Arquitectos de renome internacional dão um toque de modernidade ao cenário medieval da segunda maior cidade de Portugal, como são disso exemplo a Casa da Música, desenhada por Rem Koolhaas ou o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, projectado pelo arquitecto português Álvaro Siza Vieira", pode ler-se na publicação americana, que destacou igualmente outros locais de interesse da cidade como o café Majestic, a livraria Lello, a esplanada da praia da Luz, o restaurante Shis, a Guest House Douro e o Hotel Pestana Porto.
Carmen Rodriguez, proprietária do hotel de charme Guest House Douro, que goza de vista privilegiada para o rio Douro, recordou, ao JN, a "experiência magnífica" de, em Julho, ter recebido a equipa da "Travel & Leisure", e especificamente a directora de moda da revista, Mimi Lombardo.
"Foi formidável ver como se apaixonaram pelo Porto e como ficaram encantados com tudo o que viram", contou a proprietária do hotel, que não tem dúvidas que sendo a publicação "a maior revista de viagens dos Estados Unidos" da América, o impacto da notícia "é obviamente enorme e muito interessante para o Porto".
Antero Braga, responsável da livraria Lello, também reconhece que "é uma honra estar continuamente a receber elogios" por parte da Imprensa estrangeira , porque funcionam como um "incentivo para se tentar fazer um melhor trabalho" (ler texto na página).
"Bairrismos à parte", José Gomes, de 75 anos, natural do Porto, confessou ser um "amante da Invicta" e, por isso, explicou "ser difícil eleger o local mais bonito da cidade". Ainda assim, o idoso não tem dúvidas que os "lugares citados pela revista amerciana são muito elitistas", preferindo destacar "a vista sobre o rio Douro". "Ao menos é gratuita", sublinhou.
Depois de terem conhecido Lisboa e o Alentejo, os americanos Sharon e Frederick Klein decidiram regressar a Portugal. "Mas desta vez para ir ao Pinhão e ao Porto", contou Sharon ao JN.
De máquina fotográfica em punho direccionada para o café Majestic, Frederick desabafa que "ao contrário do que se sente em Lisboa, o Porto é centro cultural com muito mais dinamismo. "É com toda a certeza a cidade do país com mais charme". E será a do Mundo? "Bem, uma coisa é certa, o Porto não pode ser comparado a nada, porque o seu maior charme é a simpatia das pessoas", concluiu.
Alentejo registou o melhor 1º semestre de sempre
O número de turistas, dormidas e receitas voltou a subir no primeiro semestre deste ano no Alentejo, batendo os valores do período homólogo do ano passado, que tinham sido até então os melhores de sempre.
O presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, Vitor Silva, adiantou hoje à Agência Lusa que, “apesar da crise que atinge os mercados emissores há já um bom par de anos, o Alentejo continua a crescer no número de visitantes, de dormidas e até em receitas”.
Vítor Silva falava a propósito dos números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que revelam que a atividade do alojamento turístico no Alentejo superou no primeiro semestre os valores de 2009, registando 511 647 dormidas, o que representa uma subida de 5,75 por cento em relação ao ano passado.
De acordo com o INE, os resultados do mês de junho deste ano são igualmente positivos, tendo sido registadas 110 735 dormidas, o que corresponde a um aumento de 3,2 por cento face ao mesmo mês do ano passado, enquanto que os proveitos totais da receita recolhida foram de 5,3 milhões de euros, o que corresponde a um acréscimo de 2,5 por cento.
Lembrando que “a região fechou 2009 como o melhor ano de sempre em termos turísticos”, o mesmo responsável explicou que “a região continua a subir depois de fechado o primeiro semestre de 2010”, o que significa que, “apesar da crise económica, o Alentejo continua a crescer” em termos turísticos.
“Se continuarmos neste caminho, fechamos 2010 como o melhor ano de sempre”, acrescentou.
Perante estes resultados, o presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo realçou “o papel dos empresários da região que têm sabido manter um rumo” e “a aposta estratégica que posicionou a região no caminho da qualidade”.
“O desenvolvimento do turismo no nosso território não se fará com ofertas de preços baixos, mas sim pela diferenciação, apostando na nossa autenticidade, cultura e território, sempre no sentido da qualidade”, sublinhou Vítor Silva.
O responsável concluiu que o Alentejo registou um bom desempenho no primeiro semestre deste ano “à custa, sobretudo, do mercado interno, mas também do mercado externo, que tem vindo a recuperar”.
Lusa
Crescesse.
No mês passado, durante a convenção da Seatrade Med Cruise, em Cannes, a maior feira de cruzeiros e da indústria de navios da Europa, a Madeira foi distinguida com o segundo lugar, nos prémios Cruise Awards 2010, como um dos melhores destinos de cruzeiros da Europa ao nível dos destinos de cruzeiros, numa cerimónia na qual a Região se fez representar pela Administração dos Portos da Madeira.
Este galardão vem demonstrar o grau de satisfação por parte dos turistas em trânsito pelo Porto do Funchal e reconhece o esforço desenvolvido pelas autoridades locais responsáveis em melhorar as infra-estruturas portuárias em prol de um segmento em franco desenvolvimento. Por outro lado, foi apresentada e lançada recentemente a Revista “Cruzeiros”, da autoria do jornalista madeirense Luís Filipe Jardim, composta por 84 páginas em quadricomia e com uma periodicidade trimestral de 5.000 exemplares; pretende-se com a mesma contribuir para a dinamização e promoção de um sector em franco crescimento na RAM — o Turismo de Cruzeiros, colmatando a lacuna existente neste tipo de publicações.
Portos do Funchal em destaqueCitarNo mês passado, durante a convenção da Seatrade Med Cruise, em Cannes, a maior feira de cruzeiros e da indústria de navios da Europa, a Madeira foi distinguida com o segundo lugar, nos prémios Cruise Awards 2010, como um dos melhores destinos de cruzeiros da Europa ao nível dos destinos de cruzeiros, numa cerimónia na qual a Região se fez representar pela Administração dos Portos da Madeira.
Este galardão vem demonstrar o grau de satisfação por parte dos turistas em trânsito pelo Porto do Funchal e reconhece o esforço desenvolvido pelas autoridades locais responsáveis em melhorar as infra-estruturas portuárias em prol de um segmento em franco desenvolvimento. Por outro lado, foi apresentada e lançada recentemente a Revista “Cruzeiros”, da autoria do jornalista madeirense Luís Filipe Jardim, composta por 84 páginas em quadricomia e com uma periodicidade trimestral de 5.000 exemplares; pretende-se com a mesma contribuir para a dinamização e promoção de um sector em franco crescimento na RAM — o Turismo de Cruzeiros, colmatando a lacuna existente neste tipo de publicações.
Turismo da Madeira
Afinal o Funchal têm mais de um porto, não sabia ... :conf:
26. Guimarães, Portugal
A city of youth is fired up by its art scene.
Considered the birthplace of Portugal, this picturesque northern city has long been of great historical importance to the country. Now, with half its inhabitants under 30, it is also one of the youngest cities in Europe. A string of recent developments, like its selection as a 2012 European Capital of Culture and the rehabilitation of the Unesco-designated historic center, have helped turned the youthful “cradle city” into one of the Iberian peninsula’s emerging cultural hot spots.
Much of the city’s burgeoning music and arts scene is nourished by the Centro Cultural Vila Flor, a contemporary-minded cultural center that opened in 2005 in a converted 18th-century palace. It includes amphitheaters, an exhibition villa, artists’ studios and a modern Portuguese restaurant. This March, the center will host the first International Festival of Contemporary Dance, bringing in an impressive selection of dance companies from throughout the world.
— CHARLY WILDER
http://www.nytimes.com/2011/01/09/travel/09where-to-go.html?_r=4&pagewanted=3&ref=general&src=me
E que tal aumentar o porto ou então construir um novo, porque por este andamento muito dos cruzeiros vão deixar de parar na madeira por falta de espaço!
Hotel Vila Joya eleito melhor boutique resort europeu
O Hotel Vila Joya, em Albufeira, foi distinguido sexta-feira nos World Travel Awards 2011, cerimónia que distingue o que profissionais do setor turístico e agentes de viagens consideram ser o que de melhor existe no turismo na Europa. O hotel foi premiado na categoria de melhor ‘boutique’ ‘resort’ europeu, derrotando concorrentes da Grécia, Turquia, Croácia e Itália, bem como o Choupana Hills Resort & Spa, também de Portugal.
A cerimónia final de entrega dos prémios decorreu em Antália, na Turquia, e Portugal tinha 29 nomeações a concurso, boa parte delas em categorias semelhantes, todavia.
A Lufthansa foi eleita a melhor companhia europeia, numa categoria onde a TAP estava a concurso, ao passo que o aeroporto de Zurique, na Suíça, foi escolhido como o melhor na Europa, derrotando Lisboa e outros destinos como Londres, por via do aeroporto de Heathrow.
Lisboa foi derrotada por Istambul, na Turquia, na categoria de melhor destino de curta duração na cidade ('city break').
A cerimónia distinguiu ainda seis hotéis portugueses para categorias internas: o Marriott foi eleito o melhor hotel de conferências de Portugal, ao passo que o Pine Cliffs Resort venceu na categoria de ‘resort’ familiar. O Marriott Golf & Beach Resort, por sua vez, foi eleito o melhor ‘resort’ de golfe do País, com o Hotel Quinta do Lago a situar-se como o melhor no que a ‘resorts’ dedicados ao Spa diz respeito. O Pestana Palace destacou-se como o melhor hotel de Portugal e o Hilton de Vilamoura é, para o júri, o melhor ‘resort’ no País.
Os World Travel Awards foram criados em 1993 para estimular a competitividade e a qualidade do turismo na Europa.
Lusa
La decisión del Gobierno portugués de establecer un peaje en las autovías que unen España con el país luso ha provocado una fuerte reacción en Andalucía, hasta el punto de que el Gobierno de la Junta ha evacuado consultas a la UE por si la medida puede ser denunciada como ilegal. Griñán asegura que no se pueden establecer tasas de este tipo en vías que han sido financiadas con fondos europeos, y hasta el Defensor del Pueblo, José Chamizo, ha decidido intervenir en un asunto que ha provocado una fuerte polémica sobre todo en el sector empresarial.
El establecimiento de este telepeaje –se hará mediante tarjeta controlada por sensores- empieza mañana, día 8, es decir, en pleno puente, aunque la primera jornada se espera funcione en clave informativa. El coste será de 8 a 14 euros, según las dos categorías establecidas por tipos de vehículos, y se podrán adquirir bonos temporales. El origen de esta medida está en la crítica situación por la que atraviesa la empresa Estradas de Portugal, que es la que controla las autovías que van a pasar a establecer peajes que afectan a las conexiones españolas con el país luso por el norte, centro y sur de la península.
Un duro golpe a la Eurorregión
La decisión portuguesa originó una primera reacción en el sector empresarial, sobre todo de la provincia onubense que, según el presidente de la Federación Onubenses de Empresarios y del Consejo Andaluz de Cámaras, Antonio Ponce ve así retroceder en dos décadas la configuración de la Eurorregión Andalucía-Algarve-Alentejo, en relación con la que se han establecido múltiples contactos y estrategias comunes en esta parte del Sur de Europa.
Paralelamente, se han llevado a cabo una serie de acciones de colectivos sociales tanto españoles como portugueses, como protestas, encierros y denuncias, tratando de concienciar al gobierno luso de los perjuicios que se van a derivar de este peaje, sobre todo en el sector turístico del Algarve, por una parte, y por otra en los transportes y otros servicios españoles que frecuentan Portugal.
Reacción contundente del Gobierno andaluz
La reacción del Gobierno andaluz en esta crisis vecinal ha sido contundente. Y a pesar de algunos componentes demagógicos del PSOE onubense, que han querido cargar ya en el debe de Rajoy la solución al caso, el presidente de la Junta, José Antonio Griñán se ha dirigido al gobierno regional del Algarve para advertirle de las graves consecuencias que pueden derivarse de una medida de estas características. La misiva de Griñán, según asegura el propio presidente de la Junta, no ha tenido respuesta.
La Junta tiene previsto en este caso dar su principal batalla en Bruselas. EL Gobierno andaluz, que en la reunión del Consejo celebrada hoy ha analizado el caso, se ha dirigido a la UE para solicitar información sobre la posible ilegalidad de un peaje de estas características. Para Griñán, no puede ser aceptable que infraestructuras que se han construido con fondos europeos se tasen con peajes entre dos países de la Unión Europea. Y en el caso de que los informes solicitados apunten a que puede tratarse de una ilegalidad, la Junta iniciaría las acciones correspondientes ante los tribunales europeos.
Nunca se abriram tantos negócios e tão inovadores na restauração. Afinal, o tal sector esmagado pelo IVA a 23% e pelo aperto do cinto mostra, paradoxalmente, uma vitalidade nunca antes vista.Fonte: http://observador.pt/opiniao/o-estranho-caso-do-iva-dos-restaurantes/ (via A Bem da Nação (http://http))
O IVA da restauração deve baixar? Claro que deve. Tal como o da electricidade. E o da roupa e calçado. E também o dos iogurtes e dos concentrados de fruta. Para não falar do das conservas e sem esquecer o dos ginásios. A carga fiscal é sufocante e tudo o que se possa fazer para a aliviar é bem vindo. No IVA, no IRS ou no IRC. No IMI e no IUC. E no imposto sobre os combustíveis. Vá lá, mantenham-se impostos elevados sobre o tabaco e o álcool que quem quer vícios deve pagá-los – aos vícios e às externalidades sociais e económicas que eles provocam. E, se quiserem, mantenha-se também a nova taxa sobre os sacos de plástico que só nos faz bem reutilizá-los.
Então coloquemos a questão de outra maneira. O sector da restauração deve ser positivamente discriminado e beneficiar de uma baixa do IVA? Claro que os empresários do sector defendem que sim. Mas quem é que não gostava de ter um IVA de 13% em vez de 23% nos produtos e serviços que vende? Todos, verdade? Eu também gostava que os serviços de criação e produção de conteúdos e as colaborações com os media – como este texto que estão a ler – tivesse um IVA mais baixo. O ideal é que estivesse mesmo isento. Já viram o desemprego que por aí anda entre os jornalistas e licenciados em comunicação? Já repararam na dificuldade que as empresas de comunicação social têm tido na última década para equilibrar as contas?
Mas interesses próprios à parte, não vejo qualquer racionalidade económica e fiscal em fazer dos restaurantes e cafés uma excepção. O sufoco tributário é generalizado, a crise afectou de forma idêntica ou muito superior vários outros sectores – basta pensar na construção ou na venda de automóveis, por exemplo – e o desemprego involuntário também se distribuiu pela economia – excepção feita ao Estado, claro, e daí também esta carga fiscal pornográfica.
Mas é certo e sabido que até às eleições este vai ser um dos temas em discussão, já que está transformado numa “bandeira” de querela partidária e de diferenciação de promessas eleitorais. É apenas por isso – e pela capacidade reivindicativa do sector – que ele é discutido e não pela relevância económica do IVA da restauração que não é diferente da fiscalidade de outras indústrias. Infelizmente, o destino do país não muda se tributarmos o bitoque ou a francesinha a 13% em vez de 23%. Era bom que este fosse o grande assunto que temos para resolver.
Eleições rima com mistificações e este caso não é excepção.
Dificilmente o nível do IVA é para este sector um drama maior do que para outros. O problema é que a restauração – como, de resto, outras áreas do comércio e serviços – sofreu outro impacto maior. Foi aquele que resultou do combate à fuga ao fisco, com os novos sistemas electrónicos de facturação e com o incentivo dado aos consumidores para exigirem factura. A “gestão” da facturação declarada ao fisco e do IVA a entregar ao Estado – fosse ele de 13% ou de 23% – deixou de poder ser feita com a mesma amplitude e a rentabilidade do sector ressentiu-se. Mas esse é um problema criado por más praticas dos empresários que tinham que acabar por um imperativo de justiça tributária. Ou vamos defender a fuga ao fisco como meio legítimo de sobrevivência das empresas?
Outro impacto importante para muitos restaurantes foi o corte nos rendimentos das famílias, que as levaram a reduzir drasticamente as refeições fora. Muita gente deixou de almoçar e jantar no restaurante com a mesma frequência porque deixou de ter dinheiro para pagar 10 ou 20 euros por uma refeição e não porque a mesma passou a custar 11 ou 22 euros, respectivamente, por efeito (aproximado) do IVA.
Mas apesar de tudo isto este é um sector em crise? O que vejo olhando à volta é que nunca como agora se abriram tantos negócios e tão inovadores na restauração. Não passa uma semana sem que veja nos jornais várias páginas de sugestões de novos sítios para ir comer e beber. São hamburgueres de todas as formas e feitios, francesinhas do Porto a invadir Lisboa, tapas e copos de vinho, padarias reinventadas, sushi tradicional ou de fusão, mexilhões com cerveja ou com gin, pregos e bifanas gourmet, iogurtes naturais ou em gelado, novos negócios de “street food” que aparecem todos os dias, chefs famosos que não param de abrir novos espaços para todas as bolsas e paladares, esplanadas e terraços para aproveitar o bom tempo, bolos de chocolate ditos os melhores do mundo e tartes com amêndoa verdadeira. E os “brunchs” e as ceias. Com muito ou pouco colesterol. Uns baratos, outros caros. Para comer em pé ou sentado. No centro comercial ou em mercados de bairro reinventados.
O tal sector esmagado pelo IVA a 23% e pelo aperto do cinto mostra, paradoxalmente, uma vitalidade nunca antes vista.
Parecem, de facto, dois países diferentes. Estarão os milhares de empresários que têm lançado estes novos negócios todos enganados? Não saberão fazer contas ao IVA e às margens de lucro? Não ouviram falar da crise no país e no sector? Ou, pelo contrário, acreditam na inovação, na diversificação da oferta, na qualidade dos produtos e do serviço que prestam para atrair clientes?
Nestas discussões sobre o IVA da restauração não me esqueço de como tudo começou. Estámos a meio da década de 90 e António Guterres decidiu dar um bónus ao sector em nome de um alegado problema de competitividade – não fossemos todos começar a ir almoçar e jantar a Espanha. Criou a taxa intermédia de 12% para os restaurantes e cafés numa altura em que a taxa máxima de IVA era de 17% (que saudades). Os preços não mexeram e as margens aumentaram cerca de 5%. Na altura ninguém se preocupou com o pobre do cliente. A vida é difícil. Mas é difícil para todos.
O Forte de Peniche foi retirado da lista e são agora conhecidos os restantes 20 monumentos que vão ser concessionados a privados em 2017, uma medida que abre o património nacional ao investimento privado para que se desenvolvam projectos turísticos. Esta iniciativa integra-se no Programa Revive, apresentado pelo Governo em Setembro, e visa abrir os edifícios históricos ao público, seja como hotéis, restaurantes ou museus.Fonte: https://www.publico.pt/2016/12/27/culturaipsilon/noticia/governo-apresenta-30-monumentos-para-concessao-a-privados-para-fins-turisticos-1756196 (https://www.publico.pt/2016/12/27/culturaipsilon/noticia/governo-apresenta-30-monumentos-para-concessao-a-privados-para-fins-turisticos-1756196)
A ampliação do número de edifícios a concessionar é avançada pelo Diário de Notícias e pelo Jornal de Negócios, que apresentam a lista completa dos 30 monumentos contemplados – os primeiros dez já eram conhecidos.
Este projecto, que tem como objectivo a valorização do património, tem em vista a recuperação de uma série de monumentos nacionais degradados, numa iniciativa conjunta dos ministérios das Finanças, da Cultura e da Economia, com apoio da Secretaria de Estado do Turismo liderada por Ana Mendes Godinho.
O Governo vai disponibilizar uma linha de financiamento de 150 milhões de euros, que só ficará disponível no próximo ano no âmbito do Sistema Nacional de Garantia Mútua, sendo que este valor pretende abranger todo o projecto. A concessão dos edifícios está prevista por um período entre os 30 e 50 anos, sendo que há possibilidade de renovação caso o Estado não pretenda recuperar a gestão do espaço.
O Jornal de Negócios avança que se os investimentos forem feitos nas regiões do interior do país, os investidores vão beneficiar de um bónus que pode chegar aos 20% da componente de apoio dada pelo Turismo de Portugal.
Muitos dos edifícios a concessionar estão em estado de ruína e ao abandono, e vão desde conventos a fortes militares. Os edifícios podem ser transformados em hotéis, restaurantes ou espaços de animação cultural, por exemplo. As opções são vastas, desde que a reabilitação seja feita e que o património “seja transformado em activo económico”, indica Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, citada pelo Negócios.
[continua] (https://www.publico.pt/2016/12/27/culturaipsilon/noticia/governo-apresenta-30-monumentos-para-concessao-a-privados-para-fins-turisticos-1756196)