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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: Nuno Bento em Janeiro 30, 2006, 08:19:51 am

Título: Tensão em Timor Leste
Enviado por: Nuno Bento em Janeiro 30, 2006, 08:19:51 am
Timor-Leste:PR Xanana vê sem surpresa anulação de encontro presidente indonésio

 
Díli, 28 Jan (Lusa) - O cancelamento do encontro previsto para sexta-feira, em Jacarta, entre os presidentes de Timor-Leste e da Indonésia não surpreendeu o presidente timorense, afirmou hoje Xanana Gusmão à Agência Lusa.

"Não fiquei desapontado", respondeu Xanana Gusmão.

O presidente timorense falava à chegada a Díli após uma deslocação a Nova Iorque, onde entregou ao secretário-geral da ONU cópia do relatório que descreve, entre outras, as violações dos direitos humanos e os crimes contra a Humanidade, perpetrados pela Indonésia durante os 24 aos de ocupação de Timor-Leste.

Questionado se o cancelamento do encontro, pela presidência indonésia se deveu a pressões de "sectores mais retrógrados" ligados ao antigo regime de Jacarta, Xanana Gusmão optou por responder que não era analista político.

"Pode considerar-se assim, mas eu não sou analista político.

Mas pode considerar-se assim, nesse quadro", repetiu.

Xanana Gusmão tinha previsto um encontro para sexta-feira, em Jacarta, com o seu homólogo Susilo Bambang Yudhoyono, com quem tinha combinado há cerca de um mês a entrega do documento.

O relatório, elaborado pela Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação (CAVR), passa em revista as violações dos direitos humanos e os crimes contra a Humanidade perpetrados em Timor-Leste entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Outubro de 1999.

Ao longo de 2.500 páginas, o documento reporta em pormenor as atrocidades indonésias, entretanto desmentidas pelas autoridades de Jacarta, que nega que 183 mil pessoas tenham sido mortas durante os 24 anos de ocupação.

Xanana Gusmão acrescentou, entretanto, que na próxima semana vai iniciar a distribuição de cópias do documento, intitulado "Chega!", às embaixadas dos países referenciados no relatório, entre os quais Portugal.

Em seguida, será a vez das organizações de defesa dos direitos humanos receberem igualmente cópia do documento, destacou.

A divulgação ao público, de forma mais alargada, terá de aguardar condições financeiras mais favoráveis para ser concretizada.

De acordo com o relatório, a cujo Sumário Executivo a Agência Lusa teve acesso, pelo menos 183 mil pessoas terão sido mortas durante os 24 anos da ocupação indonésia de Timor-Leste.

O relatório, que na versão portuguesa tem cerca de 2.500 páginas, salienta que 70 por cento das mortes ocorreram às mãos das forças de segurança indonésias e de milícias timorenses treinadas e armadas por Jacarta.

A grande quantidade de pormenores sangrentos das violações aos direitos humanos, que segundo a CAVR envolveu as forças de segurança indonésias e as milícias timorenses e, nalguns casos, a própria FRETILIN, está na base da decisão dos líderes políticos timorenses em salvaguardar as conclusões e proceder de forma calculada à sua divulgação, o que deverá acontecer até Junho próximo.

Escrito a partir de 18 meses de trabalho no terreno, onde foram realizadas mais de 1.500 acções de reconciliação comunitária, com vítimas e violadores frente a frente, e identificadas mais de 8.000 vítimas, o relatório foi intitulado "Chega!", expressão que representa um alerta às consciências para que o que se passou nunca mais se repita.

O rol de violações descrito varia entre execuções colectivas a deslocamentos forçados da população civil, passando por estupros, actos de tortura e abusos de crianças.

O documento assinala vários crimes, designadamente o massacre de 160 guerrilheiros da FRETILIN e familiares, perpetrado em Setembro de 1981 nas encostas do Monte Aitana, entre os distritos de Manatuto e Viqueque, a sudeste de Díli.

Esta acção foi definida pela CAVR como fazendo parte da chamada Operação Kikis, uma iniciativa levada a cabo pelos indonésios ao longo de dois meses naquela região.

Sobre os acontecimentos de 1999, designadamente em Agosto desse ano, quando se realizou a consulta popular patrocinada pelas Nações Unidas e em que a população timorense optou pela independência, o relatório considera que as acções de destruição encetadas por Jacarta corresponderam a uma estratégia precisa, gizada pelo comando militar indonésio, ao mais alto nível, não resultando de acções descontroladas ou actos individuais de militares indonésios.

"Membros da administração civil de Timor-Leste e funcionários governamentais, incluindo ministros, estavam a par da estratégia levada a cabo no terreno, e não tomaram nenhuma medida para a impedir de ser executada", destaca o documento.

Em cada caso de violação dos direitos humanos apenas são identificadas as unidades militares.

A identificação dos responsáveis individuais, cujo número não é revelado, está codificada e a lista secreta está em poder de Xanana Gusmão.

O relatório destaca que entre 1977 e 1979, pelo menos 84.200 pessoas morreram de fome e doença, em resultado das transferências forçadas de populações para campos fortemente controlados pelos militares indonésios.

Peça da história recente de Timor-Leste, o relatório é agora também motivo de disputa política, com as organizações de direitos humanos e a hierarquia católica timorense a pressionarem no sentido da divulgação, enquanto os órgãos de soberania de Timor-Leste insistem no controlo da sua difusão.

EL.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: Rui Elias em Janeiro 31, 2006, 04:23:26 pm
Pode tratar-se de um "amuo" dos indonésios, perante os resultados desse relatório.

A mim, parece-me um relatório equilibrado, já que até faz referência a abusos cometidos pela FRETILIN (partido no poder actualmente) durante a guerra civil em 75.

Mas para Timor é importante que a aproximação a Jakarta continue, para que se livre das tetações hegemónicas que a Austrália tem sobre esse pequeno país.

E acredito que com o tempo, o "amuo" dos indonésios passe.
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Fevereiro 01, 2006, 12:26:31 am
Esses lanchas estiveram algum tempo inoperacionais por falta de manutenção mas agora já voltaram ao activo
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Março 13, 2006, 01:38:45 pm
Da revista ECONOMIST, 9/3/2006
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Timor-Leste

Free but hungry
Mar 9th 2006
From The Economist print edition

Destitution in the world's youngest country


LIFE has only become more wretched for the 1m inhabitants of Timor-Leste (formerly East Timor) since it achieved full independence from Indonesia in 2002. The country was born the poorest in South-East Asia: and its economy has shrivelled further as the United Nations' peacekeeping operations have wound down, reducing demand for everything from hotel rooms to transport. It is set to shrink yet further after the mandate of UNOTIL, the UN office in the country, expires in May.

The pity is that the country can afford to do much better. A report published this week by the UN Development Programme shows that revenues from offshore oil and gas fields could reduce poverty dramatically—if the government spent the revenue wisely.

 
 
The UNDP sets the poverty line for Timor-Leste at 55 American cents a day. Around 40% of the population has less than this, so hunger is widespread. Only half of rural households have drinking-water on tap, and only a tenth have electricity. With health clinics few and far between, almost one in ten babies die before their first birthday.

Timor-Leste's population is small, at about 1m people. So relieving the worst of the poverty should, in theory, be cheap. The UNDP calculates that it would cost $18m a year for everyone below the 55-cent poverty line to be brought up to it. Even achieving the UN's Millennium Goals for relieving want (including better education and health) by 2015 would cost Timor-Leste $203m a year at most. This, too, should be affordable given the aid on offer and the growing oil and gas income. The country receives energy revenues of around $158m a year, and their sustainability has been underpinned by a recent deal with Australia to divide the proceeds from a big gas field in the sea between the two countries.

However, the government has so far spent most of its money in Dili, the capital. Only about a fifth of state-provided goods and services go to rural areas, where most people live and where poverty is concentrated. People in the rural areas urgently need micro-credit and training to improve and diversify their crops, as well as better sanitation and roads. Unless this changes, the Timorese will remain, as the UNDP puts it, politically free but chained by poverty.

Título:
Enviado por: Rui Elias em Abril 28, 2006, 09:22:51 am
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Timor: confrontos com polícia e carros incendiados

2006/04/28 | 08:27 in:
www.portugaldiario.iol.pt (http://www.portugaldiario.iol.pt)


Militares contestatários voltaram a manifestar-se. Um polícia ficou ferido
 
(http://www.travel-images.com/timor.gif)

Incidentes graves junto ao Palácio do Governo registaram-se hoje em Timor-leste ao princípio da tarde (hora local), na sequência da manifestação que desde segunda-feira militares contestatários mantêm em Dili. Um polícia ficou ferido na sequência dos confrontos com os militares contestatários.

Os incidentes coincidiram com o final de um encontro de empresários no principal hotel da capital de Timor-leste, onde estava previsto um almoço com a participação do Presidente da República, Xanana Gusmão, e do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, além de outros membros do governo.

Cerca das 13:30 locais (05:30 em Lisboa), uma viatura da Polícia passou junto ao hotel e informou, através de um megafone, que os manifestantes tinham «atacado» o Palácio do Governo, sem dar mais pormenores. Xanana Gusmão e Mari Alkatiri foram rapidamente retirados do local, enquanto se ouviam disparos na rua.

Populares que testemunharam os confrontos no local da manifestação declararam à Lusa que os manifestantes furaram as barreiras policiais nessa zona da cidade, a cerca de 100 metros do Palácio do Governo. Os polícias, indicaram à Lusa os mesmos populares, recuaram perante os militares contestatários.

Vários carros que estavam estacionados no parque defronte do Palácio do Governo foram queimados durante os confrontos, declararam as mesmas testemunhas. O Palácio do Governo ficou com muitas janelas partidas.

Uma fonte da embaixada portuguesa disse à Lusa que até ao momento não teve qualquer informação de maus tratos a cidadãos portugueses no território. Também não há notícia de outras vítimas dos incidentes.

O gabinete do primeiro-ministro tinha distribuído hoje uma nota em que afirmava que a partir de agora a manifestação dos militares era ilegal «à luz do direito em vigor em Timor-leste». «O governo, em coordenação com os outros órgãos de soberania, vai pois afirmar a autoridade do estado de direito democrático. Não lhe resta outra solução para repor a legalidade e o respeito pelas instituições e pela ordem pública», assinala a nota.

Cerca das 14:30 os mais de 1.500 manifestantes estavam a percorrer pacificamente a principal avenida da cidade, Avenida de Comoro, em direcção à Taci Tolo, onde está situado um antigo campo de acolhimento da organização internacional das migrações e que é desde há várias semanas o principal ponto de encontro dos militares contestatários.

Os manifestantes estão a ser acompanhados por um cordão da polícia timorense. Dili estava cerca das 14:00 (6:00 em Lisboa) sem comunicações móveis (telemóveis), estando a funcionar apenas os telefones fixos.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Abril 28, 2006, 09:31:47 am
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Timor: reforçada segurança na embaixada de Portugal

2006/03/25 | 11:02 in: portugaldiario.iol.pt

Professores portugueses também vão ter segurança apertada devido a eventuais conflitos
 

A segurança junto à embaixada e consulado de Portugal em Díli, e ainda junto às residências dos professores portugueses, vai ser reforçada esta noite como medida preventiva para eventuais perturbações da ordem pública, disse fonte diplomática à Lusa.

Os cidadãos portugueses residentes na capital são ainda aconselhados a manterem-se em casa nas próximas noites.

Fonte policial timorense disse à Lusa que já se verificaram «pequenas escaramuças» nas áreas de Moleana, Taibessi e Bécora, bairros de Díli, «mas nada que justificasse medidas mais rigorosas».

Nenhum cidadão português ou bens portugueses foi envolvido nestes pequenos incidentes.

O comandante-geral da Polícia Nacional de Timor-Leste, superintendente Paulo Martins, dirigiu-se hoje ao fim da tarde (mais nove horas que em Lisboa), através da televisão, à população aconselhando-a a manter-se em casa e, concretamente dirigindo-se aos mais jovens, a absterem-se de envergarem fardas e de empunharem pedras e paus, sob pena de actuação firme da polícia.

Um número indeterminado de timorenses começou sexta-feira a refugiar-se nas montanhas à volta de Díli devido a insistentes rumores de confrontos entre etnias na capital, opondo os "loromonu" (naturais da parte ocidental do país) aos "lorosae" (da parte Leste).

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/66/Mari_Bin_Amude_Alkatiri_2001.jpg/180px-Mari_Bin_Amude_Alkatiri_2001.jpg)
O Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri e o Presidente Xanana Gusmão na mira dos militares revoltosos

Os rumores aumentaram de intensidade depois do presidente Xanana Gusmão ter feito quinta-feira uma mensagem à nação, em que abordou a crise militar no país, marcada pelo afastamento de 591 efectivos das forças armadas, maioritariamente "loromonu".
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 01, 2006, 12:36:24 am
Eu estava a  passar enfrente do Palacio do Governo quando tudo começou e vi as pessoas translocadas a fugir e os manifestantes a apedrejar tudo o que viam. Deseguida dirigime para a minha casa em Comoro e qual não foi o meu espanto a longo do caminho a ver tudo apedrejado bolsas de manifestantes rodeadas pela policia de intervenção e o principal mercado de Dili todo partido. Mas a supresa maior estava reservada para quando cheguei a minha rua barricadas na rua casas incendiadas e apedrejadas, por fim eu pedi ajuda aos populares no local e desobstruimos a estrada e passado 10 m apareceu a policia militar a calma parecia tinha voltado ao local( julgava eu).
Qual não foi o meu espanto quando as 5 da manhã de sabado fui acordado por um disparos de pistola sencivelmente 5m de seguida telefonei para a policia e o tiroteio parou. No entanto por volta das 8 recomecou outra vez desta vez ja com armas automaticas M-16 prolongando se o tiroteio por 15 minutos depois apareceu a policia de intervenção e a policia militar e as coisas acalmaram. Agora se bem que ainda se sinta alguma tensão no ar ja esta tudo mais calmo.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Maio 01, 2006, 12:59:10 am
Obrigado pelo seu relato Nuno.

Já agora, acha mesmo que há forças exteriores, como insinuou Mari Alkatiri, por trás dos últimos acontecimentos?

E pode-nos dar uma ideia da importância e número de elementos que está no terreno a provocar todo este alvoroço?
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 02, 2006, 12:20:56 am
Bem eu acho que os manifestantes(desertores) tem de ter alguem por tras na organização de tudo. Senão como se explica o seguinte:
1-que tenha havido disturbios com bandos de jovens na periferia de Dili que forçaram a policia a desguarnecer a manifestação facilitando a rebelião destes.
2- A policia descobriu no acampamento dos manifestantes material informatico, dezenas de carregadores de M-16, granadas, fardas militares e varios panfletos e telas a exigir ao presidente da Republica que dissolva o parlamento e demita o governo .
3- Quem pagava os camiões com comida que iam todos os dias abastecer os manifestantes
Tem de haver interesses ocultos por detras de tudo não é so uma questão dos manifestantes.
Aqui em Dili fala se muito no apoio secreto da embaixada Americana aos Manifestantes, pois os Americanos gostam muito de se meter onde existe petroleo. Mas eu penso mais que existem outros partidos por detras disso ( são por  demais conhecidas as divergencias entre o Chanana eo Mary Alkatiry e a vontade deste de formar um partido politico.) A meu ver são problemas internos alimentados pela miseria em que vive a população que vive cada vez pior e não consegue ver para onde vai o dinheiro do Petroleo.
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 02, 2006, 09:27:27 am
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01-05-2006 0:44:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-7949978
Temas:  política timor-leste conflitos

Timor-Leste: "Só confiamos no presidente Xanana" - Tenente Gastão Salsinha

 
Díli, 01 Mai (Lusa) - O porta-voz dos militares contestatários timorenses, tenente Gastão Salsinha, disse hoje, em entrevista telefónica à agência Lusa, que só confia no presidente Xanana Gusmão e que o governo mente.

"Só confiamos no presidente Xanana. Não confio no governo.

Eles mentem e mataram", afirmou.

Escondido nas montanhas, mas sem especificar em que área, o tenente Gastão Salsinha disse que está acompanhado "de mais de 100 militares" e que não tenciona entregar-se, como apelou domingo o primeiro-ministro, Mari Alkatiri.

"Eles mentem e mataram. Tenho informações que mataram mais de 60 pessoas", acusou.

Oficialmente, as autoridades timorenses continuam a fixar em cinco o número de vítimas mortais e em 35 o de feridos, entre os quais quatro polícias.

O tenente Gastão Salsinha disse que apenas confia no presidente Xanana Gusmão.

"Ele é o nosso presidente. É o nosso comandante supremo. Se ele fica calado, nós também ficamos e continuamos nas montanhas", frisou, salientando que vão continuar a luta a partir das montanhas, mas sem querer entrar em pormenores quanto ao formato dessa luta.

Questionado sobre a alegação das autoridades timorenses quanto à presença do bando Colimau 2000 na manifestação, iniciada no passado dia 24 de Abril, o tenente Salsinha desmentiu a presença de qualquer grupo organizada.

"Além de nós, os peticionários, estavam só os nossos familiares e amigos. São todos nossos simpatizantes", respondeu.

O tenente Gastão Salsinha é a face visível do descontentamento de centenas de militares que se auto-designam "loromonu", ou seja, provenientes dos 10 distritos da parte ocidental de Timor-Leste.

Aqueles militares abandonaram as unidades em Fevereiro e apresentaram-se, desarmados, na Presidência da República, para que Xanana Gusmão ajudasse a pôr cobro às discriminações que alegam serem alvo nas suas unidades.

Esses alegados actos de discriminação são de natureza étnica, perpetrados por comandantes "lorosae", ou seja naturais dos três distritos da parte leste.

O brigadeiro-general Taur Matan Ruak considerou em Março que os 591 militares, ao se manterem fora das suas unidades, se tinham colocado à margem da instituição, pelo que passavam a ser considerados civis, decisão administrativa avalizada pelo governo.

Em duas ocasiões, Xanana Gusmão, em mensagens à nação, criticou a decisão de Taur Matan Ruak e do ministro da Defesa, Roque Rodrigues, considerando que nada tinham feito para arranjar uma solução para os problemas invocados pelos militares contestatários.

Estes convocaram uma manifestação para Díli, iniciada a 24 de Abril, e deram um prazo aos órgãos de soberania para que dessem passos para ultrapassar as discriminações que invocam.

Cinco dias depois, na passada sexta-feira, a manifestação transformou-se em violentos confrontos na zona do Palácio do Governo, que se estendera aos subúrbios da parte ocidental da cidade.

A entrada em cena das forças armadas permitiu inverter para o lado do governo uma situação que, no início, foi marcada por notórias e evidentes dificuldades.

EL.

Lusa/Fim

 
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 03, 2006, 04:28:59 pm
Nuno:

Mas afinal o Mary Alkatiri não é o líder da FRETILIN?

Ou estava a referir-se ao Xanana?
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 04, 2006, 12:01:58 am
O Mary Alkatiri é o Secretário Geral da Fretilim e Primeiro Ministro de Timor Leste, e é por demais conhecido aqui em Timor Leste as divergencias deste com o presidente Xanana, essas  divergencias já vem do tempo da resistencia quando o Xanana abandonou a Fretelim por achar que esta não tinha o direito de representar sozinha o povo de Timor. O elo de ligação e apaziguadore entre o Xanana e o Alkatiri tem sido o Ramos Horta, a unica pessoa da Fretilim por quem o Xanana tem admiração
Esta historia esta +- explicada num livro do professor José Matoso recentemete lançado em Portugal  " Konis Santana e a Resistencia Timorense" este livro conta a historia de Timor desde a Guerra Civil de 75 ate um pouco antes do referendo. Penso que o livro foi publicado pelo circulo de leitores com o apoio da fundação Mario Soares.

Um abraço

Nuno
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 04, 2006, 06:01:31 am
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04-05-2006 3:39:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-7958654
Temas:  sociedade timor-leste conflitos

Timor-Leste: População em pânico refugia-se nas montanhas

 
Díli, 04 Mai (Lusa) - Centenas de viaturas, lotadas e carregadas de víveres, iniciaram durante a noite e ao longo da manhã de hoje (menos oito horas que em Lisboa) um verdadeiro êxodo para as montanhas, testemunhou a Lusa.

O movimento chegou a provocar enormes engarrafamentos nos principais eixos de saída da capital e junto a supermercados e estações de abastecimento de combustível.

Para ajudar à confusão, a rede de comunicações móveis voltou hoje de manhã a registar um substancial aumento de tráfego, o que impediu um normal funcionamento do serviço.

Face ao pânico instalado no seio da população, com muitos bairros praticamente desertos, o presidente Xanana Gusmão, o primeiro-ministro Mari Alkatiri, e os ministros da Defesa e do Interior, Roque Rodrigues e Rogério Lobato, reuniram-se hoje na Presidência da República.

Em conferência de imprensa no final, Xanana Gusmão e Mari Alkatiri anunciaram que até às 16:00 horas de hoje (08:00 horas em Lisboa) os efectivos das forças armadas regressarão aos quartéis e os agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste voltarão a transportar as armas que habitualmente lhes estão distribuídas, deixando de utilizar espingardas automáticas e outro tipo de armas pesadas.

"A ideia é fazer passar à população que já acabou a fase de controlo e se passa agora à fase de estabilização", explicou Xanana Gusmão, sublinhando que "os rumores devem terminar".

Entretanto, a embaixada australiana distribuiu hoje de manhã alertas aos seus cidadãos e cooperantes, incluindo os de outras nacionalidades, para que se mantenham em casa com o telemóvel ligado, para a eventualidade de serem contactados.

O movimento pendular da população entre as montanhas e os bairros de Díli ganhou forte expressão nos últimos dias, com os habitantes que quarta-feira regressaram à cidade a aproveitarem a estada para reforçar o "stock" de víveres.

O sentimento de pânico foi reforçado quarta-feira à noite, com a transmissão pela televisão nacional de um documentário que assinalou a celebração do Dia Da Liberdade de Imprensa.

Este documentário, produzido pela estação de televisão australiana Nine, relatou, com depoimentos actuais e imagens de arquivo, o homicídio de quatro jornalistas, três australianos e um neo- zelandês, em 1975, aquando da invasão indonésia do território.

Na conferência de imprensa, tanto Xanana Gusmão como Mari Alkatiri acentuaram que as autoridades estão a controlar a situação.

"Estamos a gerir a situação. Vamos impedir que a população continue a entrar em pânico. O grande problema é a população continuar a fugir", frisou o presidente da República.

EL.

Lusa/Fim



 
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 05, 2006, 02:23:18 am
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05-05-2006 0:31:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-7961832
Temas:  política eua timor-leste

Timor-Leste: Washington pede repatriamento de parte do seu pessoal

 
Washington, 05 Mai (Lusa) - O Departamento de Estado norte- americano pediu quinta-feira ao seu pessoal diplomático não essencial e respectivas famílias residentes em Timor-Leste para deixarem o país, onde confrontos com mortes envolvendo ex-soldados abalaram a capital, Dili, a semana passada.

O embaixador norte-americano em Timor-leste "recebeu informações credíveis evocando potenciais violências de origem comunitária ou política", indica o Departamento de Estado num comunicado.

O Governo norte-americano "autorizou a partida do pessoal não essencial e das famílias", informa o Departamento de Estado num comunicado, pedindo igualmente aos turistas para adiarem qualquer projecto de viagem não urgente na antiga colónia de Portugal, que se tornou independente em 2002 depois de 24 anos de ocupação indonésia.

Na sequência de vários dias de manifestações conduzidas por cerca de 600 ex-soldados a semana passada, confrontos abalaram a capital timorense, fazendo quatro mortos e obrigando centenas de pessoas a fugir da cidade.

Os soldados tinham desertado dos seus quartéis em Fevereiro, queixando-se de discriminação, tendo sido considerados auto-excluídos das Forças Armadas.

O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, estimou a 29 de Abril em Lisboa que ao aproximar das eleições gerais e do Congresso do partido no poder (Fretilin), os problemas dos ex-militares são "utilizados" por "pequenas franjas do partido que querem mudar a direcção" e "pôr em causa a legitimidade do Governo".

Terça-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense anunciou a detenção de mais de 100 pessoas, entre as quais 30 dos 600 soldados.

Os actos de violência em Timor-Leste foram os piores desde a repressão desencadeada pelas forças indonésias por ocasião de um referendo pró-independência.

TM.

Lusa/Fim

 
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 05, 2006, 02:48:43 am
Nuno Bento, ouvi ontem numa rádio uma reportagem em directo da capital timorense em que o repórter afirmava que estava a acontecer uma fuga para as montanhas idêntica à que aconteceu quando as milícias pró-indonésias viravam do avesso Dili.

Referia os típicos camiões amarelos carregados com de tudo um pouco, desde televisões, frigoríficos, fogões, roupas, mantimentos,...e pessoas assustadas com os acontecimentos, isto apesar de não ter acontecido  nada de anormal nos últimos dias, para além dos muitos boatos.

Referia também as lojas de Dili com portas entreabertas, e a muita procura de mantimentos e combustíveis.

A situação em Dili está assim tão confusa?
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 05, 2006, 03:16:04 am
Notícia do Diário Digital
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Eurico Guterres, um dos rostos da violência que assolou Timor-Leste em 1999, viu reposta pelo Supremo Tribunal indonésio a pena de cadeia de 10 anos que lhe foi aplicada em 2002.

Segundo o tribunal, não mostrou empenho em controlar a sua milícia que matou 12 pessoas e atacou dezenas que estavam em 17 de Abril de 1999 refugiadas na casa de Manuel Carrascalão, dirigente timorense pró Indonésia.
 
Numa sequência de recursos ao longo dos últimos quatro anos, Eurico Guterres viu a sua pena ser reduzida a metade. Não satisfeito recorreu para o Supremo que, por sua vez, determinou que cumpra a pena que lhe foi inicialmente aplicada: 10 anos de cadeia.
 
Eurico Guterres, que passou de líder das milícias Aitarak, a líder regional de um dos maiores partidos indonésio, está pronto a cumprir a decisão judicial, segundo o seu advogado.


Coincidências estranhas.

Começa a fazer-se alguma (pouca) justiça pelos massacres levados a cabo pelas milícias pró-indonésias, numa altura em que alguns timorenses parecem apostados em dar razão a alguns dos argumentos indonésios para a ocupação - a inviabilidade de Timor como país.

Será que é o petróleo a fazer efeito na cabeça de algumas mentes ambiciosas.

Coincidência ou não, S. Tomé e Príncipe, que viveu pobre e em paz durante muitos anos, desde que se descobriu petróleo para aquelas bandas, começaram a aparecer focos de perturbação que não existiam antes de "haver" petróleo.

Será a "febre do Ouro Negro" ?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 05, 2006, 09:54:25 am
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comércio mantém portas fechadas

2006/05/05 | 09:38 in portugaldiario.iol.pt

Apenas algumas lojas e os balcões da Caixa Geral de Depósitos permanecem abertos. Mas faltam as pessoas
 

O movimento junto aos balcões da Caixa Geral de Depósitos e o comércio que ainda se mantém em funcionamento são hoje o registo da normalidade em Díli, mas continuam a faltar as pessoas, pormenor essencial da normalidade completa.


No que diz respeito à actividade na área de serviços, o banco português é o único a operar normalmente. Os restantes bancos, incluindo o ANZ, australiano, e o Mandiri, indonésio, e a Autoridade Bancária de Pagamentos, que tem funções de banco central, mantêm as portas fechadas.

Os demais serviços da administração pública e escolas fecharam as portas e nas ruas o movimento é quase nulo, à excepção da passagem de algumas viaturas e motocicletas, incluindo camiões carregados de pessoas e bens, retardatários no movimento pendular dos últimos dias em direcção ao interior.

A situação de excepção em Díli está a ser aproveitada para ganhos substanciais por parte de alguns comerciantes. Um saco de arroz, de 36 quilos, que na semana passada era vendido a 12 dólares, passou a ser transaccionado a 20 dólares, os cartões de impulsos para os telemóveis, vendidos anteriormente a 10 dólares, são negociados a partir de 12 dólares e o litro de gasóleo, de venda livre, mas que estava tabelado nalguns postos de abastecimento a 0,80 cêntimos de dólar, é agora trocado a mais de um dólar.

O aumento conjuntural dos combustíveis teve inevitavelmente reflexos na tarifa praticada pelos táxis, que subiram cinco vezes o valor de cada corrida. O funcionamento dos correios e de alguns postos de abastecimento de combustíveis compõem o que resta da normalidade.

Hoje o dia começou em Díli com um encontro «off the record» do presidente Xanana Gusmão e do primeiro-ministro Mari Alkatiri com a imprensa timorense e estrangeira. Do encontro, em que foi ressalvado o respeito pela liberdade de expressão e de imprensa, saiu o apelo aos jornalistas para que colaborassem na criação de um clima de maior tranquilidade e confiança junto da população.

A conversa, franca e aberta, foi seguida da realização, no Palácio do Governo, da cerimónia de posse dos 10 membros da chamada Comissão de Notáveis, e que integra representantes dos quatro órgãos de soberania, Igreja Católica e sociedade civil.

A comissão, presidida pela ministra de Estado e da Administração Estatal, Ana Pessoa, tem um mandato de 90 dias, mas Mari Alkatiri, que a empossou, está confiante em que o trabalho seja desenvolvido mais rapidamente.

O objectivo é proceder à averiguação da situação nas forças armadas, designadamente as queixas dos chamados peticionários, o grupo de centenas de militares contestatários que organizou na semana passada uma manifestação em Díli.


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ONU vai analisar situação de Timor

2006/05/04 | 15:55 in: www.portugaldiario.iol.pt (http://www.portugaldiario.iol.pt)

Reunião convocada para analisar o último relatório do Secretário-geral, Kofi Annan
 
O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se sexta-feira para analisar a situação em Timor-leste, informaram hoje fontes oficiais na ONU, noticia a agência Lusa.


A reunião, convocada em princípio para analisar o último relatório do Secretário-geral, Kofi Annan, sobre a situação no território, deverá servir agora para este órgão máximo da ONU debater a instabilidade no território causada por incidentes protagonizados por militares contestatários das forças armadas timorenses.

Ironicamente, disseram fontes diplomáticas na sede da organização em Nova Iorque, essa instabilidade poderá fortalecer o pedido de Annan para a contínua presença da uma missão da organização no território.

Os militares refugiaram-se em parte incerta, causando apreensão em muitas partes do país e levando a ONU a avisar os seus funcionários em Timor para tomarem precauções.

No relatório submetido ao Conselho de Segurança na semana passada, Annan propôs a criação de uma «pequena representação integrada» das Nações Unidas em Timor-leste por um período de 12 meses.

A nova missão, propõe Annan, será chefiada por um Representante Especial do Secretário-geral e será composta por sete conselheiros e «dois a três voluntários da ONU» em cada distrito para fornecer conselhos técnicos e logísticos» em questões eleitorais, três conselheiros políticos para «monitorizar e relatar o progresso na consolidação da paz e democracia em Timor Leste» e 25 conselheiros policiais.

Integrarão ainda a missão 10 «oficiais militares de ligação» para fornecerem «conselhos e ajuda ao governo nas suas ligações com os militares indonésios à unidade de patrulha de fronteiras e à policia timorense», 8 a 10 conselheiros civis para fornecerem «conselhos e ajuda técnica» no desenvolvimento de instituições estatais, quatro funcionários encarregues de monitorizar os direitos humanos e «um pequeno escritório» para apoiar o representante especial a levar a cabo as suas funções.

No documento, o Secretário-geral abordou já a recente instabilidade no seio das forças de defesa timorenses, descrevendo a insubordinação de varias centenas de elementos do exército como um «desenvolvimento perturbador».
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 07, 2006, 12:39:55 am
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Militares no activo juntam-se a contestatários e pedem demissão do primeiro-ministro timorense

Crise militar agravou-se

A crise militar em Timor Leste sofreu ontem um significativo avanço com a adesão de militares no activo ao movimento contestatário da ordem política vigente, disse fonte oficial que solicitou o anonimato. Esta decisão tem em vista a demissão do primeiro-ministro.
Os militares no activo timorenses uniram-se aos ex-militares que convocaram uma manifestação dia 24 de Abril passado, disse ontem uma fonte oficial, que solicitou anonimato.
A liderança da contestação dos efectivos em exercício é encabeçada pelos majores Marcos Tilman, Alfredo Reinado e Alves «Tara», acrescentou o mesmo.
A situação de excepção que se vive em Díli teve início no passado dia 28, quando uma manifestação convocada por centenas de militares contestatários degenerou em violência, provocando oficialmente cinco mortos e mais de 80 feridos.
Esta união de um “número significativo” de agentes das forças de segurança ao movimento de contestação poderá vir a agudizar a tensão em Timor Leste.
Foi em Aileu, que dista 47 quilómetros de Díli, que os militares no activo e agentes das duas forças de elite da Polícia Nacional de Timor Leste, a Unidade de Intervenção Rápida e Unidade de Reserva da Polícia, se juntaram sob o comando do major Alfredo Reinado.
Para o major Reinado, o primeiro-ministro “tem que se responsabilizar pelo que sucedeu em Díli, quando militares dispararam contra a população civil”.
“Nós queremos justiça. Queremos um país democrático e não um país do comunismo”, adiu, apelando ao presidente Xanana Gusmão que retire Mari Alkatiri do cargo.
O movimento de protesto iniciou-se em Janeiro passado, sob o pretexto de uma petição subscrita por mais de uma centena de militares, liderados pelo tenente Gastão Salsinha.
Na petição, aqueles militares acusavam de serem alvo de discriminação.

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Alkatiri
Renúncia desmentida
O primeiro-ministro de Timor Leste desmentiu ontem os rumores sobre a sua resignação do cargo, em nota enviada à Lusa. O comunicado salienta apenas que “Mari Alkatiri se encontra em funções, desempenhando o cargo na sua plenitude”. Entretanto, fonte do seu gabinete disse que “enquanto os militares, polícias e ex-militares não praticarem actos ilegais, o Governo não accionará qualquer medida contra eles".


 
fonte O Primeiro de Janeiro

Como irá acabar toda esta confusão.
E lembrar que toda esta confusão alegadamente começou com a não promoção de um oficial.

Um "efeito dominó" espantoso que parece não parar. :?
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 08, 2006, 12:48:39 am
Citação de: "TOMKAT"
Nuno Bento, ouvi ontem numa rádio uma reportagem em directo da capital timorense em que o repórter afirmava que estava a acontecer uma fuga para as montanhas idêntica à que aconteceu quando as milícias pró-indonésias viravam do avesso Dili.

Referia os típicos camiões amarelos carregados com de tudo um pouco, desde televisões, frigoríficos, fogões, roupas, mantimentos,...e pessoas assustadas com os acontecimentos, isto apesar de não ter acontecido  nada de anormal nos últimos dias, para além dos muitos boatos.

Referia também as lojas de Dili com portas entreabertas, e a muita procura de mantimentos e combustíveis.

A situação em Dili está assim tão confusa?


Tomkat
A situação aqui é bastante confusa, o povo continua a fugir para a montanha, os menbros do governo dizem que está tudo sob controle mass tambem evacuaram as suas familias . Estranho se esta sobre controle porqu dazem isso ? Na rua onde moro ja so uma meia duzia de cas são habitadas .
Isto aqui esta tudo muito confuso se bem que não existem indicios de que se va passar algo em Dili mas como a memoria de 99 ainda esta bem presente as pessoas fogem.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 08, 2006, 09:20:18 am
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Timor: governante e polícias sequestrados

2006/05/08 | 08:26 in: portugaldiario.iol.pt

Centenas de jovens atacaram instalações oficiais de Gleno
 
Centenas de jovens atacaram hoje de manhã instalações oficiais em Gleno, no distrito de Ermera, Timor-Leste, e mantêm cercados um governante e vários agentes da polícia, disse à Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro.

Dos incidentes, protagonizados por pelo menos duas centenas de jovens, resultaram estragos materiais em edifícios oficiais e em pelo menos uma viatura da Polícia Nacional de Timor-Leste.


Cercados pelos jovens estão o secretário de Estado para a Coordenação da Região III (Díli, Ermera e Aileu), Egídio de Jesus, e dois ou três polícias, precisou a fonte contactada pela Lusa.

Reforços policiais e representantes do governo deslocaram-se a Gleno para negociar a saída do governante e dos polícias do interior do edifício.

Gleno dista cerca de 40 quilómetros a sul de Díli.

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Timor: militares no activo juntam-se ao protesto

2006/05/06 | 10:48 in: portugaldiario.iol.pt

Pedem demissão do primeiro-ministro Mari Alkatiri. Crise militar agudiza
 

A crise militar em Timor-Leste sofreu hoje um significativo avanço com a adesão de militares no activo ao movimento contestatário da ordem política vigente, disse à Lusa fonte oficial que solicitou o anonimato.


Esta decisão tem em vista convencer o presidente Xanana Gusmão a demitir o primeiro-ministro Mari Alkatiri.

Fonte oficial que solicitou o anonimato disse à agência Lusa que a liderança da contestação dos militares no activo - que se juntou aos ex-militares que convocaram uma manifestação dia 24 de Abril - é encabeçada pelos majores Marcos Tilman, Alfredo Reinado e Alves «Tara».

A situação de excepção que se vive em Díli teve início no passado dia 28, quando uma manifestação convocada por centenas de militares contestatários degenerou em violência, que se estendeu a partir do Palácio do Governo a bairros dos subúrbios ocidentais da cidade, provocando oficialmente cinco mortos e mais de 80 feridos EL.

A mesma fonte salientou que presentemente «número significativo» de agentes das forças de segurança se juntou ao movimento de contestação.

A Lusa deslocou-se hoje a Aileu, que dista 47 quilómetros de Díli, onde militares no activo e agentes das duas forças de elite da Polícia Nacional de Timor-Leste, a Unidade de Intervenção Rápida e Unidade de Reserva da Polícia, se juntaram sob o comando do major Alfredo Reinado.

Entrevistado pela Lusa, o major Reinado salientou que o primeiro-ministro Mari Alkatiri «tem que se responsabilizar pelo que sucedeu sábado em Díli, quando militares dispararam contra a população civil».

«Nós queremos justiça. Queremos um país democrático e não um país do comunismo», acrescentou.

A Lusa testemunhou o completo à vontade com que aqueles militares e polícias se movimentam em Aileu, que recebeu nos últimos dias milhares de refugiados provenientes de Díli, na sequência da debandada quase generalizada da capital.

O movimento de protesto iniciou-se em Janeiro passado, sob o pretexto de uma petição subscrita por mais de uma centena de militares, liderados pelo tenente Gastão Salsinha.

Na petição, aqueles militares acusavam os ses comandantes de os discriminarem devido ao facto de serem «loromonu», ou seja, naturais dos dez distritos mais ocidentais do país.

Fonte diplomática disse à Lusa que um voo «charter» norte- americano parte hoje de Díli, levando cidadãos norte-americanos, mas que foram reservados 60 lugares para cidadãos de outras nacionalidades.

A Embaixada de Portugal foi informada que 20 lugares estão ao dispor da comunidade portuguesa, que é de cerca de 400 pessoas.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 08, 2006, 09:22:34 am
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Timor-Leste: Portugal «atento»

2006/05/05 | 17:11 in: portugaldiario.iol.pt


Garante o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros
 
Portugal continua a acompanhar a situação em Timor-Leste «com atenção», através do gabinete de crise activado há uma semana em Lisboa, disse à Lusa o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.


Em Díli, a embaixada de Portugal mantém a recomendação para que os cidadãos portugueses evitem deslocações nocturnas e permaneçam nas suas residências, divulgada por SMS na sexta-feira passada quando se verificaram confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança.

Segundo o adido de segurança da embaixada, estão previstas «reuniões de esclarecimento» na segunda-feira com professores e outros portugueses residentes fora da capital, que deverão chegar a Díli este fim-de-semana.

Posteriormente, este tipo de reuniões será alargado aos restantes cidadãos portugueses, disse o tenente-coronel Francisco Matos Sousa.

Cerca de 400 portugueses - sobretudo professores, mas também pessoal diplomático, cooperantes, contratados por organizações não governamentais e religiosas, entre outros - estão inscritos no consulado português em Díli, dos quais cerca de 300 a viver na capital.

«Continuamos atentos à situação. Temos preparado, mas ainda no plano teórico - somente em última análise -, a activação de um plano de evacuação», disse ainda à Lusa o adido de segurança da embaixada portuguesa.

Até ao momento, não há registo de qualquer tipo de incidente envolvendo cidadãos portugueses.

Em declarações à Lusa em Sófia, na sexta-feira passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Diogo Freitas do Amaral, apelou à «calma e ao respeito pela legalidade democrática», acrescentando que «o Governo português tem confiança no Presidente da República, Xanana Gusmão, e no executivo de Timor para manter a tranquilidade pública e resolver os problemas».

No mesmo dia, foi anunciada a activação de um gabinete de crise em Lisboa, a funcionar na Secretaria de Estado das Comunidades, para entrar em contacto com os portugueses.

Desde o passado dia 28 que se vive em Díli uma situação de tensão, depois de uma manifestação convocada por centenas de militares contestatários ter degenerado em violência, que se estendeu a partir do Palácio do Governo a bairros dos subúrbios ocidentais da cidade, provocando oficialmente cinco mortos e mais de 80 feridos.
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 09, 2006, 06:52:19 am
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Timor-Leste:Crise visou derrubar governo com "golpe constitucional",diz Alkatiri

 
Díli, 09 Mai (Lusa) - Os confrontos violentos de há quase duas semanas em Díli e os desenvolvimentos subsequentes representaram uma "tentativa de golpe constitucional" de derrube do governo de Timor-Leste, denunciou hoje o primeiro -ministro Mari Alkatiri.

"Há golpes chamados constitucionais. (Tentou-se) criar uma situação de inconstitucionalidade, entre aspas, para permitir a dissolução do parlamento - n ão tenho dúvidas que foi isso", frisou Mari Alkatiri, durante uma conferência de imprensa no Palácio do Governo.

Para o chefe do governo, o objectivo da situação criada foi a de "fazer parar as instituições, para dizer que não funcionam e depois dissolver o parlam ento. Ao dissolver o parlamento, o governo cai".

"Se não se dissolver o parlamento e se tentar demitir o governo, também é ilegal", disse ainda o primeiro-ministro.

Alkatiri acusou ainda elementos, que não identificou, de se terem infil trado entre os ex-militares que convocaram a manifestação iniciada a 24 de Abril , e que degenerou cinco dias depois em confrontos violentos.

"Estão a fazer reivindicações de natureza política, por um lado, e de c arácter anti-democrático, por outro. Se prezam o sistema democrático, então deve m respeitar as regras da democracia e da alternância do poder, através de eleiçõ es e não de golpes", frisou.

O primeiro-ministro referiu-se ainda aos incidentes registados segunda- feira a 40 quilómetros de Díli, em Gleno, onde um polícia morreu e outros dois f icaram feridos.

Desde o passado dia 28 de Abril, quando a manifestação degenerou em con frontos violentos, registaram-se oficialmente seis mortos, um deles um polícia, e 82 feridos, sete dos quais são agentes da polícia.

Um dos polícias feridos foi evacuado para Darwin, onde se encontra a re cuperar na unidade de cuidados intensivos dos graves ferimentos que sofreu na ta rde do dia 28, defronte do Palácio do Governo.

No encontro de hoje com os jornalistas, Mari Alkatiri fez-se acompanhar dos ministros de Estado e da Administração Estatal, da Presidência do Conselho de Ministros e do Trabalho e Reinserção Comunitária, respectivamente Ana Pessoa, Antoninho Bianco e Arsénio Bano.

EL.

Lusa/Fim



 
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 10, 2006, 12:43:37 am
A SIC Notícias acabou de anunciar (0h45m) que o Público publicará, quarta-feira 10 de Maio, uma entrevista com Ramos Horta em que é pedido o regresso da GNR a Timor...
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 10, 2006, 12:57:10 am
Eu ontem ouvi a entrevista do Ramos Horta na RDTL (TV) em que pedia o regresso de uns quantos GNR (penso mais com o intuito dissuasor e de fornecer instrução a policia de intervenção de Timor.
Ontem tambem nas Noticias pude ver que o Primeiro Ministro teve de fugir no Funeral do Policia de Intervenção Morto (UIR) porque a familia do policia responsabiliza o governo pelo sucedido e quis atacar o PM.
So  a titulo de informação acerca da mentalidade do povo timorense posso dizer que são estremamente vingativos e uma pessoa que ataca ou mata um menbro de uma familia tem que se preparar para a vingança dessa familia (mais ou menos como os ciganos em Portugal).
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 10, 2006, 09:46:43 am
Segundo a comunicação social de Hoje, o Primeiro Ministro  timorense, Mari Alkatiri, pede que Portugal envie para o território uma companhia da GNR.

Portugal condiciona esse envio a um apoio financeiro por parte das Nações Unidas.

Se assim for, sempre seria uma forma da GNR dar uso às viaturas IVECO que utilizaram o Iraque, quando lá estiveram.

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Timor pede regresso de militares da GNR

2006/05/10 | 09:19 in: www.portugaldiario.iol.pt (http://www.portugaldiario.iol.pt)

Pela capacidade de prevenção e gestão de conflitos. Freitas disse que sim
 
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, José Ramos Horta, pediu ao seu homólogo português, Freitas do Amaral que considere a possibilidade do envio de uma companhia da GNR para Timor.

A sua missão, explicou Ramos Horta ao jornal Público, será a de «servir de retaguarda» às forças policiais. Freitas já disse que sim.


A dimensão da força da GNR, no entanto, segundo o jornal Público, está dependente dos apoios financeiros a conceder pelas Nações Unidas.

Para já vão apenas alguns homens e o envio de mais será definido depois de conhecido o resultado das diligências diplomáticas de Ramos Horta para que a ONU envie para Timor-Leste, «o mais rápido possível», uma companhia de intervenção «do género da GNR».

Diz Ramos Horta que ao jornal Público que a GNR é «muito apreciada desde a sua estada, no tempo da ONU. A sua presença tranquiliza a população, tem excelente reputação».

Diz ainda o MNE timorense que «com a GNR, a crise do 28 de Abril [em que Díli foi palco de confrontos que levaram à intervenção do Exército] não teria acontecido, pela sua capacidade de prevenção e gestão de conflitos».
Título:
Enviado por: jomite em Maio 10, 2006, 12:46:21 pm
Bom dia. 1º post!

Com a actual situação em timor, acho que Portugal deve apoiar o governo timorense a restabelecer a ordem.
Se a ONU ajudar financeiramente a manter a GNR em Timor seria muito bom, mas se tal não acontecer Portugal deve enviar na mesma o contigente, afianal não podemos ficar dependentes da ONU para defender os portugueses que ai se encontram e tendo em conta a ligação a Timor, Portugal tem o dever moral de ajudar.
 Tambem para que não se torne mais uma ex-colónia portuguesa com uma guerra civil e ainda mais pobre do que é actualmente.
  Além da GNR não seria má ideia um pelotão de operações especiais como já foi referido.

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 10, 2006, 02:30:52 pm
Acho isso muito estranho.

Mas é a ONU que nos está a pagar a permanência no Kosovo e na Bósnia?

E no Afeganistão é a NATO que nos paga?

Vergonha!    :roll:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 10, 2006, 04:12:02 pm
Rui está a nós e todos os outros!
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 23, 2006, 05:17:47 am
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(http://www.lusa.pt/images/logo_bgnd_white.jpg)
23-05-2006 4:02:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-8013972
Temas:  internacional política conflitos timor-leste

Timor-Leste: Tiros em Fatuhai entre militares e forças do major Alfredo Reinado

 
Díli, 23 Mai (Lusa) - Efectivos militares e forças do major Alfredo Reinado envolveram-se hoje em confrontos na zona de Fatuhai, na saída leste de Díli, disse o major a Lusa.

"Os confrontos provocaram dois ou três mortos do lado das forças armadas e nenhum dos meus homens foi atingido", acrescentou o major Alfredo Reinado.

Os confrontos terão começado às 11:30 horas locais (03:30 horas de Lisboa), precisou aquele oficial, que no passado dia 03 de Maio abandonou a cadeia de comando.

RBV/GCS.

Lusa/Fim



 
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 23, 2006, 05:21:37 am
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(http://www.lusa.pt/images/logo_bgnd_white.jpg)
23-05-2006 4:41:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-8013988
Temas:  internacional política conflitos timor-leste

Timor-Leste: Tiros em Fatuhai entre militares... (ACTUALIZADA)

 
Díli, 23 Mai (Lusa) - Efectivos militares e forças do major Alfredo Reinado envolveram-se hoje em confrontos na zona de Fatuhai, na saída leste de Díli, disse o major à Agência Lusa.

"Os confrontos provocaram dois ou três mortos do lado das forças armadas e nenhum dos meus homens foi atingido", acrescentou o major Alfredo Reinado.

Os confrontos terão começado às 11:30 horas locais (03:30 horas de Lisboa), precisou aquele oficial, que no passado dia 03 de Maio abandonou a cadeia de comando.

Desconhece-se ainda a intensidade dos confrontos, mas de acordo com fonte da polícia timorense, a zona tem sido palco desde a noite de domingo de escaramuças envolvendo grupos de jovens, que apedrejam as viaturas que passam na estrada que liga Bécora, a cinco quilómetros do centro de Díli, a Metinaro.

A mesma fonte acrescentou que não há efectivos da Polícia Nacional de Timor-Leste envolvidos nos confrontos, que opõem militares das forças armadas e um número ainda desconhecido de homens comandados pelo major Reinado.

"Temos conhecimento da chegada de duas ou três viaturas de transporte de pessoal, com efectivos das forças armadas, que entraram em confronto directo com os homens comandados pelo major Reinado", precisou a fonte.

Das escaramuças registadas segunda-feira resultou a destruição de duas casas.

Os confrontos envolveram número indeterminado de efectivos das forças armadas e também número indeterminado de homens comandados pelo major Reinado, entre os quais civis armados.

Entretanto, os civis presentes no início da subida de Bécora, zona onde se aglomeram táxis e autocarros que fazem a ligação entre Díli e o interior de Timor-Leste, estão a ser retirados.

Fonte da polícia timorense disse no local à Agência Lusa que há até agora registo de três feridos, designadamente dois militares e um civil, desconhecendo se alguém do lado do major Reinado foi atingido.

Nesta zona situa-se a prisão de Bécora a cinco quilómetros do centro de Díli.

Fatuhai, a área onde se verificaram os confrontos de hoje, localizada a sensivelmente 10 quilómetros do centro de Díli, situa-se a meio da subida da encosta, e nessa zona localizam-se as antenas de transmissão de telecomunicações e de distribuição do sinal de televisão e rádio.

RBV/EL/GCS.

 
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 23, 2006, 10:44:21 pm
Vendo as imagens destes últimos confrontos, observei que alguns soldados, em vez das habituais M-16 A2, levavam FN FNC, fazendo algumas pesquisas descobri esta informação que demonstra que as FDTL e a PNTL estam equipadas com vários tipos de espinguardas-automáticas... :?
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The Australian

E Timor police arsenal boosted

By Mark Dodd

22jun04

EAST Timor's ill-equipped police force has received new arms including
sub-machine guns for a body guard unit and Malaysian assault rifles for a rapid deployment force.

Details of the weapons deals were confirmed by Dili-based Western security analysts and diplomatic sources.

The procurement is seen as a major step towards strengthening East Timor's internal security force.

The deliveries were made in the weeks leading up to and immediately after the second anniversary of East Timor's independence in May. Sixty-six Belgian-made FN-FNC assault rifles were provided to East Timor's Rapid Intervention Unit (UIR), an anti-riot squad modelled on Portugal's crack GRU police team.

The UIR was established to quell unrest and has 120 personnel in Dili with
another 60 in eastern Baucau.

Its weapon of choice, the 5.56mm FNC assault rifle, is designed for use in
harsh conditions and is in service with at least seven armies including
Indonesia
.

Seven Belgian-made 5.56mm F-2000s, a compact automatic weapon, were purchased for the bodyguard unit of Internal Administration Minister
Rogerio Lobato. The weapon, equipped with a 30-round magazine, is designed for close-quarter combat
.

Meanwhile, Malaysia has supplied a newly created police rapid deployment force with 180 top-of-the-line Heckler and Koch Model 33 assault rifles. It is a derivative of the combat-tested G-3 used by Falintil guerillas in their 24-year insurgency against Indonesia's army of occupation.

Formally named the Police Reserve Unit, the 180-strong force began training  this week at its base at Suai Loro on the south coast. Reports say the unit could be increased to about 400 by year's end.

The unit was created by Mr Lobato over concerns the defence force (FDTL), which is better equipped and trained, was unable to counter internal security threats due to its constitutional mandate.

However, the unit has as many detractors as supporters, including East
Timorese President Xanana Gusmao, no friend of Mr Lobato.

Like Mr Gusmao, Mr Lobato was a former Falintil commander.

On May 20, Mr Gusmao, in a nationwide speech, expressed concerns over the need for a paramilitary-type police unit. Mr Lobato had managed to secure operational control of a paramilitary force that could challenge the
authority of the army, said a senior Western diplomatic source in Dili.

Fears about the role of special police units were again raised this week by
Fernando La Sama Araujo, head of the country's Democratic Party.

The total strength of East Timor's national police force is about 3000 men
and women, but experts have questioned the force's professionalism and ability.

Fonte: http://news.antenna.nl/news2www.phtml?n ... 1&step=247 (http://news.antenna.nl/news2www.phtml?newsgroup=antenna.easttimor&msg=12061&step=247)
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 24, 2006, 12:16:38 am
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(http://www.lusa.pt/images/logo_bgnd_white.jpg)23-05-2006 14:58:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-8015510
Temas:  conflitos timor-leste

Timor-Leste: Balanço dos confrontos sobre para três mortos - Polícia Nacional

 
Díli, 23 Mai (Lusa) - O balanço do número de mortes dos confrontos registados hoje de manhã em Becora, na entrada leste de Díli, subiu para três, com a descoberta do cadáver de um polícia, disse fonte da Polícia Nacional à agência Lusa.

A fonte acrescentou que o morto integrava uma "task force" dos elementos da Polícia Nacional de Timor-Leste estacionada em Baucau, leste do país, enviada para reforçar os efectivos em Díli.

A patrulha, composta por cinco a seis elementos, foi emboscada na zona da Fatuhai, palco dos confrontos de hoje de manhã, pelos homens comandados pelo major Alfredo Reinado, oficial que no passado dia 03 abandonou a cadeia de comando das forças armadas, onde era comandante da Polícia Militar.

A emboscada ocorreu do lado de Metinaro, quando a viatura em que seguiam pretendia entrar em Díli, pela entrada de Becora, tendo na ocasião sido morto um dos agentes e ficado feridos outros três, precisou a fonte contactada pela Lusa.

A informação sobre esta emboscada contra a "task force" enviada de Baucau foi recebida no Quartel-General da PNTL ao início da noite.

Com esta informação o número de vítimas mortais sobre para três, um militar, um polícia e um dos rebeldes sob o comando do major Reinado.

O número de feridos sobe também, passando agora para nove, que inclui os três polícias da "task force", ida de Baucau, um polícia que combateu ao lado das forças armadas e cinco militares.

Confrontos opuseram hoje um número indeterminado de homens comandados pelo major Alfredo Reinado a soldados do exército timorense na zona de Becora, subúrbio leste de Díli a cerca de cinco quilómetros do centro da capital.

A versão oficial dos incidentes, corroborada por um jornalista australiano que estava no local, refere que os militares das F-FDTL estavam a instalar um posto de vigilância quando foram atacados pelos homens de Reinado. Após os confrontos, segundo o porta-voz do executivo, as forças armadas e a polícia iniciaram uma perseguição ao grupo.

Fonte policial contactada pela agência Lusa informou entretanto que cerca de 20 pessoas, todas civis, foram detidas por estarem armadas com machetes e catanas.

EL.

Lusa/Fim

 


Pereira Marques eu por acaso como trabalho para o governo de Timor  por vezes tenho contactos com a Policia e uma dessas vezes eles traziam Steyr AUG A1 e ate me deixaram pegar nela era como a imagem que eu vou postar, depois vou tentar tirar umas fotos ao vivo para por aqui.

(http://world.guns.ru/assault/aug_s.jpg)
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 24, 2006, 02:18:38 am
Algumas fotos dos incidentes de ontem

(http://photos1.blogger.com/blogger/6567/2982/320/lere.jpg)

(http://photos1.blogger.com/blogger/6567/2982/320/fdtl.jpg)
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 24, 2006, 10:19:21 am
Citar
Ajuda urgente

Governo timorense pede auxílio a Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia
   
   
O Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou hoje o pedido às Nações Unidas do envio de uma força internacional para estabilizar a situação no país. O Ministério dos Negócios Estrangeiros  português já garantiu uma resposta rápida ao pedido de ajuda. Em Díli, há confrontos em vários pontos da cidade.


Este anúncio foi feito após uma reunião de 30 minutos do presidente Xanana Gusmão com o corpo diplomático, sedeado em Díli, com destaque para o Representante Especial do secretário-geral das Nações Unidas, Sukehiro Hasegawa.

Na reunião participaram ainda o primeiro-ministro, Mari Alkatiri, o presidente do Parlamento, Francisco Guterres "Lu-Olo", os ministros dos Negócios Estrangeiros, José Ramos Horta, do Interior, Rogério Lobato, e o secretario de Estado da presidência do conselho de ministros, Gregório de Sousa.

Em declarações à Agência Lusa, José Ramos-Horta, indicou um pouco antes que o Governo timorense vai pedir apoio "urgente" a Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia para o envio de polícias e militares para ajudar a estabilizar a segurança em Timor-Leste.

"A Portugal pedimos o envio da GNR, à Austrália uma componente militar. Estamos a fazer contactos junto da Nova Zelândia para apoio militar e da Malásia para apoio policial do tipo GNR", afirmou.

Ramos-Horta explicou que o destacamento das forças internacionais ajudará a estabilizar a segurança no país, o que permitirá depois aos líderes políticos que "estabilizar a situação política".

"Não acreditamos que haja necessidade de essas forças entrarem em combate. No caso da GNR é uma força muito estabilizadora que permitirá assim ao Presidente da República, com o apoio da Igreja, fazer negociações para solucionar a crise política", disse.

Relativamente à força militar australiana, disse, "terá meios logísticos e será robusta, mas não excessivamente grande".

José Ramos-Horta estima que a força militar seja composta por "não mais do que um batalhão" e as forças policiais, de Portugal e da Malásia, "ao nível de uma companhia".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse à agência Lusa que o Governo vai responder "a curtíssimo prazo" ao pedido de apoio feito por Timor-Leste.

Ataques em Díli

O pedido de Ramos-Horta surge horas depois de ataques às primeiras horas da manhã (hora local) contra o quartel-general das F- FDTL, em Taci Tolo, a oeste de Díli.
 
A casa do comandante das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), no bairro de Lahane, arredores de Díli, foi entretanto atacada por homens armados e está a ser defendida por efectivos de segurança, disse à Lusa fonte governamental.

A fonte referiu que os dois filhos de Taur Matan Ruak foram retirados do local, tendo sido transferidos para outra residência na capital timorense.

Um português contactado pela Lusa que se encontrava nas imediações do local onde ocorrem os confrontos disse que tiros e granadas estão a ser disparados nas montanhas a leste de Díli, Marebia, nas imediações da capital, e em Lahane, entre a posição onde se encontra a antena emissora da RDP e o antigo hospital
português.


de:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/mund ... rgente.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20060524+Ajuda+urgente.htm)

Here we go...infelizmente..
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 24, 2006, 11:11:10 am
http://jn.sapo.pt/2006/05/24/ultimas/Au ... pedid.html (http://jn.sapo.pt/2006/05/24/ultimas/Austr_lia_vai_responder_a_pedid.html)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 24, 2006, 11:40:14 am
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24-05-2006 9:36:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-8018013
Temas:  conflitos timor-leste defesa

Timor-Leste: Major Reinado disponível para "fazer a paz" nas condições de Xanana

 
Díli, 24 Mai (Lusa) - O major Alfredo Reinado manifestou-se hoje dispon ível para "apertar as mãos" às forças internacionais que chegarem a Timor-Leste na sequência do pedido das autoridades timorenses e a "fazer a paz" nas condiçõe s do Presidente Xanana Gusmão.

"Quando as forças internacionais entrarem em Timor estou disposto a ape rtar-lhes as mãos", declarou à Lusa, num contacto telefónico, o militar que coma nda as forças rebeldes envolvidas em confrontos com as forças armadas timorenses .

Questionado sobre o significado da expressão "apertar as mãos", Reinado clarificou: "Fazer a paz, baseada nas condições que vierem a ser propostas pelo Presidente da República na altura".

Reinado disse também que o objectivo da acção das suas forças "não é de rrubar o Governo, mas sim garantir a justiça e a criação de forças de defesa pro fissionais e não uma força de guerrilha".

Por justiça, Reinado disse entender a "instauração de uma investigação internacional sobre quem ordenou os disparos e a entrada das forças armadas nos conflitos de 28 e 29 de Abril".

Questionado sobre os confrontos ocorridos hoje nos arredores de Díli, d isse que "muitos mais homens poderiam ter estado envolvidos na acção".

Uma testemunha ocular disse à Lusa que cerca de 50 homens armados parti ciparam no ataque de hoje ao quartel-general das forças armadas timorenses em Ta ci Tolo, a oeste de Díli Sobre os acontecimentos de hoje, o major Reinado afirmo u: "eles disparam sobre mim e eu respondo".

Acrescentou só ter tido uma baixa e que as FDTL terão tido 11, mas "que rem disfarçar a humilhação".

RBV.

Lusa/Fim

 
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 24, 2006, 01:17:57 pm
Perante isto, é ver como Portugal envia tropas para ao Afeganistão e se corta relativamente a Timor, mais uma vez, como em 1999, em que a despeito das marchas pela paz em Lisboa e em todo o país, a primeira fragata portuguesa chegou a Dili um mês depois das primeiras forças australianas lá estarem.

Se desde o incio Portugal tivesse enviado uma fragata, e independentemente do envio de uma companhia da GNR, Portugal estaria agora a par da Austrália numa posição de igualdade na presença, e ganhava pontos politicos e de influência no país.

Assim, e mais uma vez, dá de bandeja à Austrália a primazia do apaziguamento da situação.

Se um país independente pede a outro uma ajuda militar, é num plano bilateral que as coisas funcionam, e Portugal que no pasado não teve vergonha em participar na ocupação ilegal de um país (o Iraque) parece agora estar com escrúpulos a mais perante um pedido de ajuda de um país irmão e amigo.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 24, 2006, 01:29:55 pm
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• TIMOR-LESTE
Situação está a provocar pânico entre população
[/b]

A situação que se vive esta quarta-feira em Timor-Leste está a provocar o pânico entre a população. As pessoas estão a refugiar-se em colégios e hospitais, tendo a família de Xanana Gusmão e do comandante das Falintil já sido retiradas das suas casas.
 
( 10:45 / 24 de Maio 06 )  http://tsf.sapo.pt/online/internacional ... =TSF170973 (http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF170973)

O director do Hospital Nacional Guido Valadares disse que a situação que se está a viver em Timor-Leste provocada por um ataque ao quartel-general das forças armadas está a gerar o pânico entre a população.

Ouvido pela TSF, António Caleres confirmou que se ouvem tiros e granadas e que as pessoas se estão a refugiar em sítios como colégios e no próprio hospital nacional.

«As pessoas sentem-se seguras aqui no hospital e estão à espera que a situação normalize no sítio onde moram. Trazem coisas suficientes para dormir uma ou duas noites, porque há sempre alguém que fica a guardar as coisas na casa», acrescentou este responsável.

O porta-voz do Episcopado de Timor-Leste comparou a situação vivida esta quarta-feira no país à de 1999, após o referendo que conduziu o país à independência.

Em declarações à TSF, o padre Domingos Soares disse que então a situação era pior, porque havia mais armas no terreno, mas assinalou que agora com menos armas o pânico também é grande.

«Agora não se conhecem os inimigos, antigamente identificavam-se: eram os javaneses e os seus lacaios. Agora são todos timorenses de maneira que se pode falar em guerra civil, num confronto entre irmãos», acrescentou.

Uma portuguesa que vive no bairro de Balide, nos arredores de Díli, confirmou também que muitas pessoas decidiram pela primeira vez abandonar as suas casas e que se ouvem tiros e uma espécie de granadas perto da casa onde está.

«Houve muita gente a fugir por causa das crianças para que estas pudessem ser levadas para sítios seguros aqui no nosso bairro. Nós continuamos um pouco a ver, porque depois há sempre o perigo dos assaltos nas casas», contou Filipa Oliveira Martins, da organização Leigos para o Desenvolvimento.

Ângela Carrascalão diz também que a situação em Timor-Leste está a levar as pessoas a entrarem em pânico e a ficarem com muito medo, algo que levou a que as ruas ficassem desertas.

«Em Díli, sei que as pessoas entraram completamente em pânico, pois a cidade está rodeada por montanhas e por isso os tiros ecoam muito facilmente. Parte dos restaurantes fecharam e sei que os portugueses foram todos para o bairro dos portugueses, porque efectivamente a situação deteriorou-se», acrescentou.

Entretanto, sabe-se já que a família do presidente Xanana Gusmão vai ser retirada da sua residência particular localizada em Balibar, a 20 quilómetros de Díli, por razões de segurança, devendo esta ser transportada para o Palácio das Cinzas, onde funcionam os serviços da presidência da República timorense.

Há também informações de que a casa do comandante das Falintil também foi atacada por homens armados e que está a ser defendida por efectivos de segurança.

Segundo fonte governamental, em declarações à Lusa, os dois filhos de Taur Matan Ruak foram retirados do local, tendo sido transferidos para outra residência na capital timorense.


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• TIMOR-LESTE
Quartel-general das forças armadas atacado


O quartel-general das forças armadas timorenses foi atacados esta quarta-feira por forças sob o comando do major Alfredo Reinado, já responsável pelos distúrbios ocorridos perto de Díli na terça-feira. O presidente Xanana Gusmão já condenou estes actos de violência.
 
( 07:53 / 24 de Maio 06 )  http://tsf.sapo.pt/online/internacional ... =TSF170967 (http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF170967)

 O quartel-general das forças armadas timorenses foi atacado esta quarta-feira de manhã por um número indeterminado de homens armadas, apenas 24 horas depois de rebeldes das forças armadas e da polícia terem emboscado efectivos do exército e das forças de segurança em Bécora, provocando três mortos e nove feridos.

Segundo uma fonte militar contou à agência Lusa, entre os homens que teria atacado este quartel-general, situado a dez quilómetros da capital Díli, estaria o comandante operacional da polícia nacional, que assim se teria juntado ao major Alfredo Reinado, responsável pelos actos de violência de terça-feira.

Pouco depois, Ismael Babo garantia à Lusa que se mantinha leal aos órgãos de soberania e que se encontrava no quartel-general da Polícia Nacional de Timor-Leste, em Aileu, acompanhado de elementos da Unidade de Intervenção Rápida, para «confiança aos seus homens».

«Só recebo ordens do meu comandante, do meu ministro e do primeiro-ministro. É mentira que esteja do lado do major Alfredo Reinado», sublinhou Ismael Babo à Lusa.

Entretanto, fonte governamental também confirmou que Ismael Babo não se encontra entre os revoltosos que atacaram o quartel-general das forças armadas timorenses, que se situa na localidade de Tacitolo.

Destes confrontos terá resultado pelo menos um ferido grave que, segundo o director do Hospital Nacional Guido Valadares, será um componente naval das Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste e que se encontra em estado grave.

António Caleres acrescentou, em declarações à Lusa, que este membro das F-FDTL foi submetido a uma intervenção cirúrgica após ter sido atingido no pescoço na sequência do ataque que foi levado a cabo por ex-militares, civis armados e efectivos da polícia.

Numa declaração, feita esta terça-feira, sem direito a perguntas, o presidente Xanana Gusmão condenou os actos de violência ocorridos este terça-feira em Timor-Leste e recordou que as autoridades «estão interessadas em manter iniciativas de diálogo com o major Reinado».
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 24, 2006, 01:38:35 pm
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Portugal vai responder ao pedido de auxílio timorense

 http://jn.sapo.pt/2006/05/24/ultimas/Po ... edido.html (http://jn.sapo.pt/2006/05/24/ultimas/Portugal_vai_responder_ao_pedido.html)

Portugal vai responder afirmativamente ao pedido de auxílio feito autoridades de Timor-Leste, anunciou o primeiro-ministro José Sócrates.
"O Governo de Portugal vai responder afirmativamente a esse apelo num gesto de solidariedade que os portugueses sempre tiveram com o povo timorense", declarou o primeiro-ministro à chegada às instalações das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), em Alverca.


José Sócrates disse ainda aos jornalistas que já consultou o presidente da República, Cavaco Silva, mas escusou-se a especificar que tipo de força de segurança poderá Portugal enviar para Timor-leste.

Segundo o primeiro-ministro, "Portugal deseja responder de forma pronta ao pedido de auxílio" mas, "também tem de coordenar a sua acção com outros países e com as Nações Unidas".

José Sócrates referiu depois que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, está em contacto "com a Austrália, Nova Zelândia e Malásia - os outros países a que Timor-Leste pediu ajuda - para definir a missão internacional".

"O senhor ministro dos Negócios Estrangeiros está também em contacto com as Nações Unidas, para que a força internacional possa ter uma legitimidade completa", sublinhou José Sócrates.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 24, 2006, 03:29:43 pm
1º Bipara a caminho em C-130 em menos de dois tempos acabava-se com a bandalheira!  :evil:
Título:
Enviado por: TaGOs em Maio 24, 2006, 04:21:20 pm
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GNR para Timor

Governo português responde positivamente ao pedido de ajuda de Díli
   
   

O primeiro-ministro, José Sócrates, já confirmou que Portugal vai responder afirmativamente ao apelo feito pelo Presidente da República de Timor-Leste. Cento e vinte militares da GNR estão prontos para partir para Díli. Xanana Gusmão tinha pedido às Nações Unidas o envio de uma força internacional para estabilizar a situação no país.


"Ouvimos o apelo veemente feito pelo Presidente da República de Timor-Leste, Xanana Gusmão. O Governo de Portugal vai responder afirmativamente a esse apelo, num gesto de solidariedade que os portugueses sempre tiveram com o povo timorense", disse à Lusa o primeiro-ministro.

José Sócrates já consultou o Presidente da República, Cavaco Silva. O ministro António Costa revela que já foi dada ordem para uma força da GNR estar pronta para arrancar para Timor. Cerca de 120 militares deverão ajudar a estabilizar a situação do país.

Xanana Gusmão pede ajuda

Após uma reunião de 30 minutos do presidente Xanana Gusmão com o corpo diplomático, sedeado em Díli, surgiu, esta manhã um apelo de ajuda dirigido às Nações Unidas.

Em declarações à Agência Lusa, José Ramos-Horta, indicou que o Governo timorense iria pedir apoio "urgente" a Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia para o envio de polícias e militares para ajudar a estabilizar a segurança em Timor-Leste.

"A Portugal pedimos o envio da GNR, à Austrália uma componente militar. Estamos a fazer contactos junto da Nova Zelândia para apoio militar e da Malásia para apoio policial do tipo GNR", afirmou.

Ramos-Horta explicou que o destacamento das forças internacionais ajudará a estabilizar a segurança no país, o que permitirá depois aos líderes políticos que "estabilizar a situação política".

"Não acreditamos que haja necessidade de essas forças entrarem em combate. No caso da GNR é uma força muito estabilizadora que permitirá assim ao Presidente da República, com o apoio da Igreja, fazer negociações para solucionar a crise política", disse.

Relativamente à força militar australiana, disse, "terá meios logísticos e será robusta, mas não excessivamente grande".

José Ramos-Horta estima que a força militar seja composta por "não mais do que um batalhão" e as forças policiais, de Portugal e da Malásia, "ao nível de uma companhia".

Ataques em Díli

O pedido de ajuda surge horas depois de ataques às primeiras horas da manhã (hora local) contra o quartel-general das F- FDTL, em Taci Tolo, a oeste de Díli.
 
A casa do comandante das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), no bairro de Lahane, arredores de Díli, foi entretanto atacada por homens armados e está a ser defendida por efectivos de segurança, disse à Lusa fonte governamental.

A fonte referiu que os dois filhos de Taur Matan Ruak foram retirados do local, tendo sido transferidos para outra residência na capital timorense.

Um português contactado pela Lusa que se encontrava nas imediações do local onde ocorrem os confrontos disse que tiros e granadas estão a ser disparados nas montanhas a leste de Díli, Marebia, nas imediações da capital, e em Lahane, entre a posição onde se encontra a antena emissora da RDP e o antigo hospital
português.


Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/mund ... rgente.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20060524+Ajuda+urgente.htm)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 24, 2006, 04:27:08 pm
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Ministério dos Negócios Estrangeiros

Gabinete de Informação e Imprensa

Comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros

Perante o agravamento da situação em Timor-Leste e, particularmente, em Díli, às 7h30 desta manhã (hora de Lisboa), o Presidente Xanana Gusmão, acompanhado do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ramos Horta, convocou todo o Corpo Diplomático e lançou um apelo veemente à Comunidade Internacional para que envie uma força de segurança multinacional capaz de assegurar a tranquilidade pública. O Presidente dirigiu esse apelo, em especial, a Portugal, à Austrália, à Nova Zelândia e à Malásia. No nosso caso, o apelo foi confirmado por escrito em documento assinado por todos os órgãos de soberania.

O Governo Português já respondeu (às 10h30 da manhã de hoje) ao apelo das autoridades timorenses, afirmando a sua disponibilidade para integrar – em princípio com um contingente da GNR – a força multinacional solicitada, em termos a acordar e desejavelmente com cobertura do Conselho de Segurança da ONU.

O Senhor Primeiro-Ministro encarregou o Ministro dos Negócios Estrangeiros de contactar os seus homólogos da Austrália, Nova Zelândia e Malásia, a fim de coordenar os esforços dos quatro países referidos e de sensibilizar as Nações Unidas para a necessidade de uma decisão rápida que confirme plena autoridade internacional à força de segurança que se está a criar.
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 24, 2006, 05:31:09 pm
Portugal não contribuiu, na altura da independência, com alguns meios militares para as FA de Timor. Entre essas ajudas não estava uma lancha? Alguém me recorda que embarcação era essa?

Obrigado
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 24, 2006, 05:46:55 pm
Foram duas lanchas.
http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_ ... /pag5.html (http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_mar2002/pag5.html)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 24, 2006, 09:40:28 pm
Citação de: "Lancero"
Portugal não contribuiu, na altura da independência, com alguns meios militares para as FA de Timor. Entre essas ajudas não estava uma lancha? Alguém me recorda que embarcação era essa?

Obrigado


Num reportagem da RTP passada no "telejornal" de hoje viu-se uma dessas lanchas a navegar próximo da costa, em frente a Dili, presumo.

No mesmo "telejornal" foram acrescentados alguns dados curiosos, que  talvez ajudem a entender, em parte, o conflito timorense...

- Os militares revoltosos são oriundos de etnias predominantes da zona ocidental de Timor, a parte mais assimilada durante a ocupação indonésia.

- O major Alfredo Reinado, líder dos militares revoltosos, oriundo dessa mesma zona (ocidental) de Timor, refugiado na Austrália durante a acupação indonésia, regressando apenas após a independência, nunca escondeu a animosidade pelos antigos guerrilheiros, sempre se recusou a aprender o português imposto pelas chefias militares, falando apenas o dialecto local ou o bahasa indonésio, enquanto chefe duma unidada naval, segundo uma cooperante portuguesa em Timor na altura, era pouco rigoroso para aquilo que se entende dever ser uma chefia militar.

- A hierarquia católica timorense, sempre interventiva noutras alturas, agora, em conflito aberto com a liderança timorense, tem-se mantido convenientemente afastada das disputas pelo poder em Timor.

Será que se vai assistir ao renascimento, sob outra forma ou denominação, de facções pró-indonésias adormecidas até agora em Timor-Leste ?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 24, 2006, 10:12:36 pm
Não sei se viram a reportagem no Canal 1, sobre a situação em Timor.
Digo isto pois aparece, cerca de dos 3.03 minutos de reportagem, Telejornal, um Timorense com uma arma que me pareceu ser uma F2000. Alguém consegue confirmar?
mms://195.245.176.20/rtpfiles//telej/telej24052006.wmv (http://mms://195.245.176.20/rtpfiles//telej/telej24052006.wmv)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 24, 2006, 10:20:03 pm
Correcto e confirma informações anteriores...

Citação de: "PereiraMarques"
Seven Belgian-made 5.56mm F-2000s, a compact automatic weapon, were purchased for the bodyguard unit of Internal Administration Minister
Rogerio Lobato. The weapon, equipped with a 30-round magazine, is designed for close-quarter combat
.
Fonte: http://news.antenna.nl/news2www.phtml?n ... 1&step=247 (http://news.antenna.nl/news2www.phtml?newsgroup=antenna.easttimor&msg=12061&step=247)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 24, 2006, 10:25:39 pm
PereiraMrques, obrigado pela confirmação, é que eu julgava que estava a ver mal. Sei que sete armas não é nada de especial, mas para um País onde a população sobrevive com um Euro por dia ( em média, e informação transmitida pela TV ), não teriam investimentos mais importantes?
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 25, 2006, 03:28:30 am
Notícia do DN
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Tropas australianas aterram já hoje em Díli

Os primeiros soldados australianos deverão chegar hoje a Díli ao fim da tarde (princípio da manhã em Lisboa), respondendo ao apelo que ontem foi lançado por Timor-Leste e que abrange ainda Portugal, Malásia e Nova Zelândia.

De acordo com as informações recolhidas pelo DN junto do Governo timorense, a guarda avançada australiana chegará a Timor-Leste num Boeing 737, o que, à partida, parece indiciar que esse contingente não ultrapassará uma centena de efectivos. Um detalhe que ainda estava a ser negociado à hora do fecho desta edição, sabendo-se que a Austrália pode enviar reforços para Timor-Leste muito rapidamente, tendo feito deslocar já dois dos quatro navios de guerra que estavam de prevenção para águas próximas de Díli.

Existindo ainda disponibilidade de Camberra (mas não de Díli) para ali colocar uma força de mil a 1300 homens, no espaço de alguns dias.

Uma capacidade de resposta que só está ao alcance da Nova Zelândia, mas não de Portugal, nem da Malásia, com que Timor-Leste possui relações muito especiais no quadro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), podendo por isso introduzir vários faseamentos na resposta ao apelo que foi feito.

O que explicaria a escolha criteriosa e o equilíbrio geostratégico que presidiram à escolha dos quatro países que receberam o pedido de Díli. Uma solicitação que foi conhecida no final da reunião que ontem juntou - caso raro nestes dias de crise - Xanana Gusmão, o primeiro-ministro Mari Alkatiri e os titulares dos Negócios Estrangeiros (Ramos-Horta), da Defesa (Roque Rodrigues) e do Interior (Rogério Lobato), além do presidente do Parlamento, Francisco Guterres (Lu-Olo).

Confusão total

Quando a reunião começou, pouco depois das 08.00 da manhã (madrugada em Lisboa), já a situação em torno dos bairros limítrofes de Díli se tinha degradado consideravelmente. Ao ponto de ninguém saber quem disparava sobre quem, nem quem perseguia o quê, evidenciando o que já transparecera na véspera. Nomeadamente a partir dos confrontos com o grupo do major Alfredo Reinado. Ou seja, que as autoridades tinham perdido o controlo da situação.

Prova disso foram os ataques que os homens do ex-comandante da Polícia Militar conseguiram desferir contra o quartel-general das Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), ameaçando depois as instalações militares de Tacitolo ou até mesmo a residência de Taur Matan Ruak, que comanda as forças armadas, sem que as autoridades fossem capazes de os travar. Pela simples razão de que dois destes alvos se encontram nos arredores de Díli e, como tal, muito próximos das montanhas que circundam a capital e onde é suposto que os rebeldes estejam.

Facilitando, assim, as suas incursões esporádicas, que ontem provocaram mais um morto e número ainda indeterminado de feridos, sem que se perceba a dimensão real dos atacantes. Aos quais se poderão ter juntado, entretanto, alguns polícias e, sobretudo, muitos praticantes de artes marciais. Não sendo também de excluir que algumas destas acções possam estar, ou venham a ser, concertadas com gangs de delinquentes.

Explicando as razões por que dois filhos de Taur Matan Ruak tiveram de ser resgatados ou porque a família do próprio Xanana Gusmão optou por se refugiar no palácio presidencial, deixando a casa onde vivem.

Colapso da Polícia

Numa altura em que já era igualmente visível que a estrutura da Polícia Nacional, comandada por Paulo Martins, entrara em colapso, razão pela qual as autoridades timorenses só confiam, neste momento, nas capacidades operacionais das F-FDTL. As mesmas forças que estão empenhadas na captura do major Alfredo Reinado, que terá, segundo o que o DN apurou, conseguido regressar, entretanto, à região de Aileu depois dos incidentes registados em Díli, contando, aparentemente, com a conivência dos polícias que estavam na barreira levantada na estrada que liga as duas cidades.

De acordo com fontes timorenses consultadas pelo DN, terá sido esta súbita degradação da situação timorense que levou os seus dirigentes a entenderem-se sobre a necessidade de Díli pedir a ajuda de Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia.

Antes que fosse tarde de mais. O que explica igualmente as razões que levaram o Governo timorense a invocar a natureza da ajuda bilateral nos seus pedidos, permitindo, assim, que as respostas de Lisboa, Camberra, Auckland e Kuala Lumpur pudessem ser mais rápidas. Mesmo que Díli tivesse tido o cuidado de solicitar a cobertura das Nações Unidas, dirigindo uma carta nesse sentido ao secretário-geral, Kofi Annan.

De modo a que os quatro contingentes possam ser colocados sob a alçada da ONU, no momento em que vier a ser aprovada uma nova missão para Timor-Leste, o que deverá ocorrer até ao próximo dia 20 de Junho.

Missões específicas

Sendo certo que as autoridades timorenses pretendem que a GNR fique confinada à capital, enquanto a sua congénere malaia se encarregaria da fronteira com a Indonésia, ao lado dos militares da Nova Zelândia. Já a força australiana deverá tomar conta das regiões do interior e, em particular, de Ermera e Aileu.

Até lá, Ramos-Horta deverá manter os contactos com os 591 militares expulsos das F-FDTL (peticionários) e com os dois majores que fugiram de Díli no final de Abril (Alves "Tara" e Marcos Tilman), evitando que eles se juntem ao Alfredo Reinado.

Lisboa  25.05.06
 



Fonte:  http://www.dn.pt/2006/05/25/tema/tropas_australianas_aterram_hoje_dil.html
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 25, 2006, 04:00:32 am
Imagens do conflito aqui...

http://today.reuters.com/tv/videoChannel.aspx?storyid=af5df9cf9cd4e28762354cd3693a7e6b47b7b42d
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 25, 2006, 09:23:55 am
Segundo a comunicação social hoje de manhã, o avião australiano com um primeiro contingente acabou por não aterrar em Dili, dada a a falta de segurança no aeroporto.

Relativamente às fragatas que estarão a posicionar-se ao largo de Dili, para apoiar a eventual e esperada força de mais de 1.000 militares australianos é um facto que  Austrália, logo ali perto tem essa capacidade para fazer transportar um grande contingente para lá em pouco tempo.

Portugal, quase nos antípodas, teria mais dificuldade.

Mas mais uma vez, e independentemente de seguir para lá brevemente a Companhia de militares da GNR (cerca de 125 homens), poderia, e quanto a mim, deveria ter feito deslocar para lá uma fragata a tempo de lá chegar dentro de poucos dias, como forma de dar um poio de rectaguarda nacional e autónoma, e dar apoio aéreo com os helis Linx a qualquer eventualidade, sobre as nossa força da GNR.

Portugal não pode continuar a estar, perante um pequeno país amigo, numa situação se subserviência total, chegando sempre em último lugar.

Uma presença naval portuguesa, a par da da Austráliaa permitiria que  a imagem de Portugal junto do timorensdes fosse mais efectiva.

Por isso, a votação que aqui coloquei.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 25, 2006, 09:30:17 am
Nuno Bento:

Como português a residir e a trabalhar em Timor, na sua percepção, o qual acha que hoje em dia têm os timorenses relativamente a Portugal?

Estou a referir-me ao poder politico e ao povo em geral.

Acha que a imagem de Portugal continua a ser "simpática", e que uma eventual presença militar portuguesa que fosse mais além do envio de uma companhia da GNR poderia ser bem vinda?

E quanto à imagem que os timorenses têm da Austrália?

Gostaria que me respondesse, e aos colegas do Forum Defesa, já que seria util para a discussão conhecermos o sentimento que 4 anos após a independência os timorenses continuarão a ter de Portugal.

E se a imagem fosse positiva, acha que uma presença militar portuguesa no território poderia ser mais bem vinda que o contingente que a Austália se prepara para enviar em pouco tempo?

Qual a sua opinião?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 25, 2006, 09:37:31 am
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Timor pede ajuda

Amori Antonio/ap

in:  http://jn.sapo.pt/2006/05/25/primeiro_p ... ajuda.html (http://jn.sapo.pt/2006/05/25/primeiro_plano/timor_pede_ajuda.html)
 
Medo da situação que se vive em vários pontos do país faz com que muitos timorenses abandonem as cidades e procurem abrigo nas montanhas


Alexandra Marques

O Conselho de Segurança das Nações Unidas pode decidir hoje o envio de uma força internacional para Timor-Leste, pedida ontem de manhã por todos os órgãos de soberania timorenses.

O mandato da ONU para a criação de uma força com efectivos de Portugal, Malásia, Austrália e Nova Zelândia pode ser decidido na reunião de hoje, após os esforços desenvolvidos pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos quatro países, aos quais Díli pediu auxílio.

Portugal enviará um contigente da GNR, mas, ao final da tarde, o ministro da Defesa, Luís Amado, admitiu que, se a situação se agravar, no futuro, a Marinha e o Exército estarão prontos a intervir. O Governo equaciona essa possibilidade, mas não no actual momento.

Freitas do Amaral escreveu mesmo uma carta ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, alegando que a missão "ganharia em termos de eficácia caso ocorresse em cooperação estreita" com a ONU. O ministro revela-se também esperançado que o Conselho de Segurança decida tomar "medidas com a urgência que a questão requer".

Coordenação com Cavaco

Um ataque armado de cerca de 50 militares revoltosos ao quartel-general das Forças Armadas de Timor-Leste, seguido de confrontos noutros pontos de Díli, agravou a crise político-militar que há semanas afecta o país, pelo que, ontem de manhã, o presidente timorense, Xanana Gusmão, decidiu reunir o corpo diplomático e formalizar o apelo de ajuda à comunidade internacional (ler caixa superior).

O MNE informou, por sua vez, o primeiro-ministro, que acedeu ao pedido. "Portugal deseja responder de forma pronta", disse José Sócrates, salientando que a missão "tem de ser coordenada com outros países e com as Nações Unidas".

A decisão de enviar um destacamento da GNR para Timor não exige o parecer favorável do presidente da República, mas logo de manhã José Sócrates telefonou a Cavaco Silva, dando-lhe conta das intenções do Governo e dos esforços em curso para que o aval da ONU fosse o mais célere possível.

O chefe de Estado confirmou aos jornalistas que o pedido timorense se refere apenas a uma companhia da GNR e revelou ter tido várias conversas telefónicas com Xanana Gusmão, dizendo que, "de um telefonema para o outro", a situação naquele território estava a deteriorar-se.

MNE e MAI em alerta

José Sócrates passou a tarde na residência oficial, mantendo-se informado pelos respectivos ministérios, enquanto Freitas do Amaral se encarregou dos contactos com Nova Iorque e com os três restantes países, aos quais foi pedido auxílio.

Ao mesmo tempo, o ministro da Administração Interna, António Costa, instruiu a GNR para se preparar, sem adiantar quantos efectivos desembarcarão em Díli. "Não podemos antecipar respostas que dependem dos contactos internacionais em curso", justificou. As atenções centraram-se, por isso, no Palácio das Necessidades, onde esteve, aliás, sediada a equipa de acompanhamento permanente.

Prontos manifestaram-se os principais visados da operação. "Temos meios e experiência, só precisamos que nos digam para avançar, em que contexto e condições", afirmou o porta-voz da GNR, Costa Cabral.

Só ao final da tarde, em declarações à TSF, Luís Amado diria que "a Marinha e o Exército estão sempre preparados para intervir em cenário de guerra", mas que essa intervenção só poderá ser equacionada em função da evolução dos acontecimentos.

Também a CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - admitiu enviar uma força. Se os miliares australianos e neo-zelandeses conseguirem pacificar o território nos próixmos dias, as forças policiais malaias e a GNR só deverão actuar numa segunda fase, na manutenção da ordem, soube o JN.
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Enviado por: Rui Elias em Maio 25, 2006, 09:43:38 am
Notícia contraditória no Público on-line relativamente ao que foi hoje noticiado de manhã pela Antena-1:

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Timor-Leste
Tropas australianas aterraram hoje em Díli
25.05.2006 - 08h51   Lusa
 
Um avião C-130 da força aérea australiana aterrou hoje no aeroporto de Díli, por volta das 16h15, hora local, (8h15 em Lisboa), transportando cerca de uma centena de militares australianos.

O desembarque dos militares australianos foi recebido com manifestações de júbilo por parte de populares timorenses que se encontravam nas imediações do aeroporto, gritando e batendo palmas.

O voo da transportadora aérea Alliance, fretado pelo governo australiano, está no aeroporto de Díli para retirar do país um primeiro grupo de cidadãos australianos.

Cerca de 60 pessoas, incluindo mulheres e crianças, chegaram ao aeroporto de Timor-Leste escoltados por um grupo de militares e polícias australianos que já se encontrava na capital timorense integrado na missão das Nações Unidas.
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Enviado por: Rui Elias em Maio 25, 2006, 09:49:57 am
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Timor-Leste
Malásia vai enviar hoje centenas de tropas para Díli

25.05.2006 - 09h36   Lusa
 
O governo da Malásia vai enviar hoje centenas de tropas para Timor-Leste, respondendo assim positivamente a um pedido de auxílio nesse sentido das autoridades timorenses, disse um porta-voz da Força de Defesa malaia.

Responsáveis do Ministério da Defesa em Kuala Lumpur confirmaram que o contingente incluirá, no mínimo, 275 militares e um grupo ainda não determinado de policiais, que deverão partir para Díli às 22h00 locais (13h00 em Lisboa).

"Vamos enviar tropas, mas a dimensão total do contingente só será revelada mais tarde", disse a fonte.

Entretanto, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, reafirmou a disponibilidade do seu governo em apoiar as autoridades timorenses, mas indicou que o seu país quer avaliar cuidadosamente a situação.

"É importante não entrar numa disputa de facções e ser visto como tomando um dos lados", disse Clark.

"O pedido foi para forneceremos elementos da nossa força de defesa para apoiar a de Timor-Leste e a sugestão foi de que necessitariam de militares para a zona da fronteira para que pudessem trazer mais militares para os arredores d e Díli", afirmou Clark.

Um porta-voz da Força de Defesa neozelandesa confirmou à Lusa que as tropas estão "preparadas", aguardando apenas as instruções do governo, e escusou-se a revelar pormenores sobre a eventual dimensão da força.

Um porta-voz da força de Defesa das Fiji, um dos países que integrou a INTERFET em 1999, manifestou hoje a disponibilidade do seu governo em colaborar nas operações de restabelecimento da paz no país.

O capitão Neumi Leweni disse à agência Pacnews que as tropas das Fiji estão em alerta para a eventualidade de ser recebido qualquer pedido de ajuda de Timor-Leste.

As Fiji não integram os países (Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia) aos quais as autoridades timorenses solicitaram o envio de forças militares e policiais.

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Singapura, citado pela agência Xinhua, disse entretanto que o governo recomendava a todos os seus cidadãos que abandonassem Timor-Leste.
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Enviado por: ricardonunes em Maio 25, 2006, 10:29:32 am
Xanana Gusmão retirou ao governo as competências na área da segurança
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp ... idCanal=18 (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1258334&idCanal=18)
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Enviado por: ricardonunes em Maio 25, 2006, 11:40:22 am
Polícias portugueses da ONU em Timor estiveram debaixo de fogo mas "estão bem"
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1258348 (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1258348)
Título:
Enviado por: sierra002 em Maio 25, 2006, 01:24:33 pm
¿Cuanto le va a costar la intervención a Portugal? Me refiero al costo monetario de mandar tropas allí.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 25, 2006, 02:11:10 pm
Não sei Sierra.

Mas no passado, até 2004, Portugal manteve uma força considerável de miliares (para-quedistas, e fuzileiros da Armada), e durante um certo tempo, uma companhia da GNR (o equivalente à vossa Guardia Civil).

Também teve durante um tempo destacada lá uma fragata e um C-130, e ao seriço da ONU, alguns helis AluetteIII da FAP.

Portugal teve também uma companhia da GNR em Nassíria, no Iraque, e até comprou viaturas blindadas novas para esse efeito.

Mas nunca se soube quanto custou a permanência dessa força de 120 homens da GNR no Iraque (custos da compra das viaturas à parte).

Como nota, e independentemente do envio já acertado dessa companhia da GNR para Timor, o Governo equaciona a possibilidade do envio de um contingente das FA's, mas com mandato da ONU, e só se a situação no terreno o justuificar.

Em qualquer caso, e como ontem já vários analistas referiram, a situação actual pode representar o colapso do Estado timorense e e o termo do controlo da situação.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 25, 2006, 04:54:32 pm
Timor-Leste: A situação é "caótica"

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=21&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=202901&idselect=21&idCanal=21&p=200)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 25, 2006, 06:16:53 pm
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Timor-Leste
Equipa do GOE em Díli deverá ser reforçada "a muito curto prazo"
25.05.2006 - 13h48   Lusa
 
A equipa do Grupo de Operações Especiais da PSP (GOE) em Díli deverá ser reforçada a "muito curto prazo" devido aos incidentes registados nas últimas horas na capital timorense.

"Está a ser avaliada a situação da equipa dos GOE em Díli e a qualquer momento pode vir a ser reforçada com mais elementos", disse à Lusa uma fonte da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública.

"As equipas dos GOE têm um grau de prontidão imediato", ou seja, podem partir logo após a tomada de decisão por parte do poder político.

A equipa de oito elementos actualmente na capital timorense "está no terreno há cerca de 15 dias" e tem como missão "proteger as instalações diplomáticas portuguesas e seus ocupantes, podendo também participar na evacuação de cidadãos".

A mesma fonte da direcção da PSP declarou que estes elementos "estão treinados para actuar em cenários de instabilidade grave".

O Grupo de Operações Especiais da PSP que está em Díli patrulhou ao final da manhã de hoje um bairro onde residem professores portugueses, depois de algumas casas vizinhas terem sido incendiadas, disse hoje de manhã o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A mesma fonte adiantou que a patrulha do Grupo de Operações Especiais durou apenas algum tempo, na altura do "pico dos incidentes" registados hoje em Díli.

Portugal está a aguardar uma resolução das Nações Unidas que deverá ser tomada hoje à tarde e que deverá determinar o envio de uma força para Timor-Leste.

Portugal anunciou ontem o envio de um contingente da GNR no âmbito de uma missão internacional e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, pediu à ONU uma decisão rápida que confira plena autoridade internacional à força de segurança que está a ser preparada pelos quatro países.

Os confrontos ocorridos hoje entre as Forças Armadas e a polícia timorense, em Díli, provocaram pelo menos dez mortos, segundo fonte da polícia timorense.

Fonte: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1258375 (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1258375)
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Enviado por: PereiraMarques em Maio 25, 2006, 10:35:37 pm
Alguns pormenores sobre a força da GNR a enviar...

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Actualidade  
 
2006-05-25 - 00:00:00

Crise - Revoltosos atacam quartel-general em Díli
120 ninjas da GNR vão para Timor
 
O Governo português espera apenas uma resolução da ONU, que deverá ser conhecida hoje, para enquadrar a missão internacional. Em Timor, a escalada de violência entre militares revoltosos e as Forças Armadas, que já provocou um número indeterminado de mortes, poderá ter atingido o ponto de não retorno, com o ataque ao quartel-general em Díli.

“Temos meios e experiência, só precisamos que nos digam para avançar”, disse ontem o porta-voz da GNR. O ritmo nos gabinetes é frenético. Ao que o CM apurou, a força a enviar para Timor-Leste terá cerca de 120 militares do Batalhão Operacional, aptos a desempenhar missões “exclusivamente policiais”: como patrulhamentos e manutenção da ordem pública.

De resto, segundo adiantou fonte militar, a força da GNR, que pode chegar a Timor em dois dias com recurso a aeronaves requisitadas, deverá contemplar, além de ordem pública, operações especiais e inactivação de explosivos. Ao contrário do Iraque, tudo indica que as viaturas a usar não serão blindadas – apenas protegidas. “A força terá uma missão policial, nunca militar, e actuará ao primeiro sinal de problemas”, disse a mesma fonte.

Após o pedido de ajuda das autoridades timorenses, feito também à Austrália, Nova Zelândia e Malásia, que deverão destacar forças militares, José Sócrates confirmou ontem o envio da GNR para Timor. Apesar da disponibilidade demonstrada pelas Forças Armadas, em especial pela Marinha, que propôs uma força de Fuzileiros, esta opção necessitava de autorização do Presidente da República. O envio da GNR depende apenas do Governo.

Hoje, o Conselho de Segurança da ONU deve decidir o envio de uma força internacional para Timor-Leste. Esta resolução, disse fonte militar,“permitiria suportar os custos deste tipo de força e respectiva componente logística”, disse. A GNR já tem dois observadores em Díli que, em contacto permanente com Lisboa, informam sobre o que se passa em Timor .

Ontem, os militares revoltosos comandados pelo major Alfredo Reinado, armados com espingardas M16 e pistolas de 9 mm, atacaram o quartel-general das Forças Armadas, em Taci Tolu, a sete quilómetros do centro de Díli, e as casas dos dois máximos responsáveis militares. Os revoltosos já admitiram negociar com as tropas internacionais.

A Austrália e os Estados Unidos estão a retirar o pessoal não oficial e a embaixada de Portugal aconselhou os portugueses a ficarem em casa. Um padre jesuíta afirmou que os confrontos em Timor já provocaram 24 mortos. O governo timorense admite cinco mortes.

GOE NO TERRENO PREPARA SAÍDA DE PORTUGUESES

Oito homens do Grupo de Operações Especiais (GOE)da PSP estão, desde há duas semanas, em Timor-Leste a preparar a possível evacuação dos cerca de 450 portugueses que vivem e trabalham no país. “É um trabalho que está a ser feito pelo GOE em colaboração com os australianos, para garantir meios de transporte”, disse ao CM fonte da PSP.

O clima de instabilidade que se vive em Timor é, segundo fontes militares contactadas pelo CM, pouco “adequado” ao envio de uma força policial, como a GNR. “Trata-se de um conflito entre Forças Armadas e militares revoltosos, que exige outro tipo de abordagem”, referiu uma fonte militar.

LANCHA LUSA SALVA QUARTEL

A ‘Oecussi’, uma das duas lanchas da Marinha de Timor (que apenas tem esses dois navios, o 2.º é o gémeo ‘Ataúro’), que ontem repeliu a tiro o ataque ao quartel-general, já foi da Marinha de Guerra portuguesa.

As duas lanchas foram construídas em 1974 no Alfeite (baptizadas ‘Albatroz’ e ‘Açor’) e oferecidas a 12 de Janeiro de 2002, em Díli, pelo então ministro da Defesa, Rui Pena. Valiam dois milhões de euros. São lanchas de fiscalização pequenas (22 m de comprimento) e têm uma arma Oerlikon, de 20 mm, à proa, e uma metralhadora Browning, de 12,7 mm, à popa. As guarnições foram treinadas por Portugal.

RETIRADA

Por razões de segurança, o presidente Xanana Gusmão, a mulher, Kirsty, e os dois filhos do casal foram retirados da sua residência particular em Balibar e transferidos para o Palácio das Cinzas. Também os filhos do comandante das Forças de Defesa de Timor, Taur Matan Ruak, cuja casa foi atacada, foram transferidos para outra residência.

'FAZER A PAZ'

O major Alfredo Reinado, que comanda as forças rebeldes, mostrou-se disposto a “apertar as mãos” às forças internacionais que chegarem a Timor e “fazer a paz” nas condições pretendidas pelo presidente Xanana Gusmão.

FORÇA PORTUGUESA

PATRULHAMENTO DE ÁREAS DE RISCO

- Capacete anti-balístico
- Óculos de protecção
- Espingarda automática G3 (HK G36)
- Colete anti-bala
- Pistola com coldre HK USP 9mm
- Joalheiras de protecção

ORDEM PÚBLICA

- Capacete de ordem pública com viseira
- Escudo individual circular
- Bastão (70 cm)
- Equipamento anti-traumático de pernas (que pode ser usado no tronco)
- Cão de ordem pública

VIATURAS POLICIAIS

Ao contrário do que sucedeu no Iraque, onde foram usados veículos blindadas, a GNR deve enviar para Timor as viaturas Mercedes Sprinter: com protecção nos vidros e capazes de transportar equipas de nove militares


INTERESSES PORTUGUESES EM TIMOR

São cerca de 450 os portugueses que vivem e trabalham em Timor-Leste. Além disso, Portugal tem representação diplomática em Dili e a Caixa Geral de Depósitos é a entidade que emite a moeda timorense.

OUTRAS FORÇAS

O pedido internacional feito pelo Governo timorense foi dirigido, além de Portugal, à Nova Zelândia e à Malásia e à Austrália, cujas primeiras tropas devem chegar hoje a Timor-Leste


Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... &id=202866 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?idCanal=0&id=202866)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 25, 2006, 11:30:05 pm
Discurso do PM.

http://xl.sapo.pt/?play=/MTE0ODU4OTcxMy ... I3ZjYxNmM= (http://xl.sapo.pt/?play=/MTE0ODU4OTcxMy44MTIxNQ==/MjUwNTIwMDZfc29jcmF0ZXM=/YzQ2MjgwNTRmNjE3OTYxMzg0NWZmZTk3MjI3ZjYxNmM=)

Que tipo de posição vão as nossas Forças tomar perante o caos que se vive em Timor?
Vão simplesmente proteger os Portugueses em Timor?
Vão tomar partido pelo Governo de Timor, e enfretar os revoltosos?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 26, 2006, 10:44:47 am
Freitas do Amaral desbloqueia oposição russa à intervenção em Timor
http://www.rtp.pt/index.php?article=241447&visual=16 (http://www.rtp.pt/index.php?article=241447&visual=16)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 26, 2006, 07:13:42 pm
A resposta ás minhas dúvidas.
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Freitas: GNR será responsável pelo policiamento de Díli
O contingente da GNR destacado para Timor-Leste vai ser responsável pelo policiamento de Díli e dos subúrbios, ficando para a Austrália a segurança do aeroporto, edifícios públicos e hospitais, informou sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros português.

«A Austrália vai ser responsável pela segurança do aeroporto, edifícios públicos e hospitais, a Nova Zelândia pela zona de Aileu, a Malásia pela zona de fronteira e a GNR pela manutenção da ordem pública em Díli e nos subúrbios», disse Diogo Freitas do Amaral no Parlamento.

Freitas do Amaral e o ministro da Administração Interna, António Costa, foram hoje ouvidos sobre o envio de forças portuguesas para Timor-Leste nas comissões parlamentares de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e de Negócios Estrangeiros.

O chefe da diplomacia portuguesa frisou que a missão da GNR «não é de restabelecimento da ordem, mas de manutenção da ordem», explicando que foi definida com a preocupação de tornar claro que Portugal não intervém em Timor-Leste em defesa de qualquer das partes em conflito.

«Não queremos que a missão possa ser interpretada como de defesa de um dos lados em conflito», disse.

Esta preocupação foi também sublinhada pelo ministro António Costa.

«É essencial assegurar que Portugal mantém a sua relação de amizade com o conjunto dos timorenses, não se imiscuindo na vida interna e, portanto, desempenha uma missão adequada a este relacionamento», explicou António Costa.

Portugal vai enviar para Timor-Leste um contingente de 120 efectivos da Guarda Nacional Republicana (GNR). Três oficiais partiram já hoje, seguindo na quarta-feira mais 40 elementos (25 do Regimento de Infantaria e 15 do Grupo de Operações Especiais e Logística).

A Austrália, que já está no terreno com 450 soldados, tenciona aumentar a sua força para 1.300 homens até sábado à noite.

O primeiro grupo de 42 militares da Nova Zelândia partiu hoje para Díli, e os restantes, num total de 120, são esperados nos próximos dias.

Também a Malásia já enviou o primeiro conjunto de militares e polícias, devendo vir a ter no terreno 475 efectivos.

Diário Digital / Lusa

26-05-2006 18:07:00
Título:
Enviado por: Luso em Maio 27, 2006, 10:32:14 am
Nuno Bento, acabo de ver imagens de garotada a destruir casas e a fazer outras... "tropelias". Que diabo se passa aí?
O que quer essa gente?
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 27, 2006, 11:12:43 am
Luso eu sai ontem de Timor (tenho um filho com um mes de idade e tive de pensar nele) mas o que se passa e a anarquia e a vinganca fomentadas por potencias internacionais (Australia e USA) num quadro de luta pelo poder .
Estou a caminho de Macau quando la chegar ponho as fotos do desembarque australiano e de algumas atrocidades que presenciei. Eu proprio fui alvejado pelas FDTL translocados na sua sanguinaria caminhada para atacar e fuzilar os policias desarmados.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 27, 2006, 11:39:09 am
Fo"#$!
Bem, pelo menos já estás em segurança e isso é que importa.  :G-Ok:
Título:
Enviado por: Luso em Maio 27, 2006, 12:25:26 pm
Obrigado, Nuno!
Ainda bem que estão a salvo.
Gostava era de saber os pormenores que levaram os insurrectos a revoltarem-se...
E o que diz, Nuno, já dá para perceber umas coisas...

entretanto...

http://www.jornaldamadeira.pt/not2005.p ... 5&id=40804 (http://www.jornaldamadeira.pt/not2005.php?Seccao=5&id=40804)

Howard detecta problema na governação de Timor  
«Não vale a pena andarmos a enganar-nos. O país não tem sido bem governado e espero que a experiência, para os que estão em cargos eleitos, de terem a necessidade de pedir ajuda do exterior, induza ao comportamento apropriado no país». A opinião é do primeiro-ministro australiano, John Howard, que considera existir «um problema significativo de governação» em Timor-Leste.  

 
O primeiro-ministro australiano disse, ontem, em declarações à rádio australiana ABC, existir «um problema significativo de governação» em Timor-Leste, frisando que os recentes confrontos são «uma lição» para os responsáveis eleitos.
«Não vale a pena andarmos a enganar-nos. O país não tem sido bem governado e espero que a experiência, para os que estão em cargos eleitos, de terem a necessidade de pedir ajuda do exterior, induza ao comportamento apropriado no país», sublinhou John Howard.
O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, garantiu à Lusa, ontem, a unidade do Governo e voltou a insistir nas suas competências em matéria de segurança, repetindo a tese de que há uma «coordenação» entre o Governo e a Presidência da República na gestão da crise.
A tese de Alkatiri contradiz claramente fontes próximas de Xanana Gusmão contactadas pela Lusa.
Mais explícita foi a mulher de Xanana Gusmão, numa altura em que o presidente continuava incontactável na sua residência familiar.
A australiana Kirsty Sword garantiu que Xanana sente que o Governo de Mari Alkatiri é «claramente incapaz de controlar a situação». Por isso assumiu o controlo da segurança e a coordenação com as forças internacionais em Timor-Leste, frisou a mulher do presidente timorense em entrevista à ABC.

Xanana considera o Governo
incapaz de controlar a situação

«Penso que Xanana sente que, claramente, o Governo é incapaz de controlar a situação. Não é claro quem é que está a comandar as forças armadas, que parecem estar agora a alvejar as famílias de agentes da polícia», disse Kirsty Sword.
«Depois do grave surto de violência de ontem (…), Xanana deixou bem claro que assumiu o comando das forças internacionais que chegaram ontem [quinta-feira]. E pudemos reunir-nos com o general Ken Gillespie e com representantes do Governo australiano e do Governo neozelandês», acrescentou a mulher do presidente timorense.
Disse Kirsty Sword, no entanto, que Xanana «fez-lhes um ponto da situação, falou de que como ficou chocado com o fracasso do Governo em resolver as causas subjacentes à agitação das últimas semanas e deixou bem claro que assumiu o controlo das forças de defesa».
Sobre a posição do primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, que se recusa a reconhecer a autoridade exclusiva de Xanana Gusmão sobre as forças de segurança, Kirsty Sword levantou mesmo a hipótese de alterações a nível da governação: «Penso que vamos assistir a mudanças significativas. Acho que o governo perdeu a confiança da população».
Nas suas declarações à Lusa, Alkatiri contradisse ainda a alegada autonomia e autoridade das tropas australianas no terreno, declarando que a segurança de Timor-Leste é da responsabilidade do Governo e que as forças timorenses actuam em «coordenação» com as internacionais, no âmbito das «regras de actuação» definidas nos acordos assinados, disse o primeiro-ministro.

Mari Alkatiri insiste no papel
de coordenação do Executivo

«A segurança interna é da responsabilidade do Governo. Neste momento temos forças internacionais a ajudarem na segurança», referiu.
«O comando das forças internacionais não está nas mãos nem do Governo nem de nenhuma instituição timorense, mas há coordenação entre o comando das forças institucionais e das F-FDTL e coordenação política feita pelo Governo», sublinhou Alkatiri.
A posição de Mari Alkatiri sobre o papel das F-FDTL contradiz ainda a do ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos-Horta, que, ontem, disse a uma rádio neozelandesa que as forças australianas tomariam posição nos principais locais da cidade, confinando os militares rebeldes e os soldados das forças governamentais aos quartéis.
Entretanto, o responsável da Força Aérea australiana disse, ontem, que o Governo timorense ordenou aos soldados da F-FDTL que regressassem aos quartéis, entregando a responsabilidade da segurança aos australianos e ordenando aos rebeldes a entrega das armas.
Os últimos dados indicam que já estão no terreno mais de 650 soldados australianos. Os restantes elementos da força de 1.300 são esperados até ao final do dia de hoje.
Estas posições contraditórias sugerem que, no primeiro dia de operações das tropas australianas em Timor-Leste, se mantinha alguma confusão quanto ao seu mandato, sobre as responsabilidades de comando da operação e sobre o eventual papel que as F-FDTL e as restantes estruturas de segurança timorenses terão no terreno.

Governo continua reunido em torno de Mari Alkatiri
O Governo continua a depositar confiança e está reunidos em torno do primeiro-ministro, não havendo quaisquer dissidências, disse, ontem, a ministra Ana Pessoa.
«Houve algumas dissidências a nível do partido [a FRETILIN], mas não a nível do Governo. Os membros do Governo não contestam a figura do primeiro-ministro», afirmou em entrevista à Lusa.
Ana Pessoa disse-se ainda convicta de que Mari Alkatiri continua a depositar confiança no ministro do Interior, Rogério Lobato, apesar do envolvimento de polícias nos confrontos de quinta-feira.
Questionada sobre esses acontecimentos, Ana Pessoa admitiu que, «a certa altura, se gerou alguma confusão», com a acção nas ruas de militares das F-FDTL, de homens fardados, mas que não obedeciam à hierarquia militar, bem como de polícias regulares e militares e civis armados.
A governante referiu-se em particular aos ataques «mais graves», nomeadamente aos quartéis da Polícia Militar e da Polícia Nacional, tendo neste último morrido nove polícias e 27 ficado feridos.
Olhando para o futuro, Ana Pessoa considerou que a situação «só chegou onde chegou» por houve «algumas falhas graves» no que toca à defesa e segurança em Timor-Leste, que será alvo agora de «uma maior reflexão».
Politicamente, Ana Pessoa considerou que a maior tarefa do Governo continua a ser a «gestão das expectativas» da população, um processo «difícil» agravado por «expectativas excessivas» e pelo facto de tudo estar ainda a nascer.
Quanto ao grupo liderado pelo Major Reinado, Ana Pessoa reiterou que o Governo continua aberto ao diálogo «desde que este não se prolongue indefinidamente».
Título:
Enviado por: Paisano em Maio 28, 2006, 12:48:10 am
Portugal acusa a Austrália de ingerência em Timor Leste

Fonte: www.folha.com.br (http://www.folha.com.br)

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O ministro português de Assuntos Exteriores, Diogo Freitas do Amaral, acusou neste sábado o governo da Austrália de "ingerência" na política interna do Timor Leste.

Freitas do Amaral fez a afirmação em resposta às palavras do primeiro-ministro australiano, John Howard, que disse na sexta-feira que a má administração é o principal responsável pela violência que afeta o jovem Estado asiático.

"Considero uma ingerência nos assuntos internos do Timor Leste e, por nossa parte, divergimos deste tipo de declarações feitas por um país estrangeiro", assegurou Freitas do Amaral ao chegar à reunião informal de ministros de Exteriores da União Européia (UE) em Klosterneuburg, perto de Viena.

Howard disse à emissora australiana Macquarie Radio que o Timor Leste "não foi bem governado" e que espera "que a experiência para os que se encontram em posições eleitas de ter de pedir ajuda do exterior ajude num comportamento apropriado no interior do país".

O premiê acrescentou que o Timor atravessa o eterno dilema dos pequenos Estados que perdem o controle após adquirir a independência e precisam recorrer à ajuda estrangeira para recuperar a estabilidade.

Cerca de 350 soldados australianos se encontram no Timor Leste, e se espera a chegada de outros 950 à antiga colônia portuguesa.

A força militar australiana tem a missão de restaurar a paz rompida pela rebelião de 591 militares, um terço das Forças Armadas, expulsos há alguns meses por protagonizar uma longa greve que reivindica melhores condições trabalhistas.

Além da Austrália, Timor Leste também solicitou a ajuda de tropas de Malásia, Nova Zelândia e Portugal, seu antigo tutor colonial.

Após 24 anos de ocupação indonésia e de três de administração da ONU (Organização das Nações Unidas), Timor Leste se transformou em Estado soberano em 2002.
Título:
Enviado por: Luso em Maio 28, 2006, 10:58:04 am
Pobres dos povos ricos em petróleo...
A coisa realmente é "estranha". Vejam isto:


Timor-Leste: civis armados atacam bairro Delta-Comoro matando pelo menos duas pessoas
28.05.2006 - 08h14   Lusa
 

Civis armados atacaram esta manhã o bairro Delta-Comoro, na parte oriental da capital timorense, provocando pelo menos dois mortos segundo os habitantes do bairro.

Pelo menos três casas estão a arder no bairro, constatou a Lusa no local, onde estão também soldados da Malásia e da Austrália.

Segundo diversos habitantes, o ataque foi feito por cerca de 300 pessoas, usando armas tradicionais, duas espingardas automáticas AK47 e quatro pistolas.

Em declarações à Lusa, vários habitantes do bairro mostraram-se indignados com o que disseram ser a "imobilidade" dos soldados internacionais, a quem acusam de nada fazer, ao mesmo tempo que pedem a presença urgente da GNR portuguesa.

Inácio Moreira, professor universitário, 44 anos, morador no bairro, foi peremptório nesse pedido (presença da GNR), acusando as forças australianas de não estarem a "proteger a população".

"Os australianos têm armas e não fazem nada, não ajudam, só estão a ajudar os criminosos", afirmou.

Outro dos moradores do bairro, um jovem de 24 anos, cuja casa ardeu e que se disse familiar de uma das vítimas mortais, deixou ainda um recado: "digam ao Xanana (Presidente da República), digam ao Ramos-Horta (ministro dos Negócios Estrangeiros), digam ao Alkatiri (primeiro-ministro), para mandar embora as tropas australianas".
Título:
Enviado por: emarques em Maio 28, 2006, 12:21:31 pm
Citação de: "Luso"
Pobres dos povos ricos em petróleo...

Realmente, o petróleo deve libertar um gás qualquer através do solo que provoca instabilidade...  :twisted:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 29, 2006, 02:50:27 pm
A pedido do Nuno Bento, aqui transcrevo uma mensagem que ele me enviou:

Citar
Caro Rui Elias,

estou lhe a responder de Jakarta porque ontem a noite fui evacuado de Timor juntamente com a minha mulher e o meu filho.

Se quer que lhe diga nas classes liderantes existem duas facoes . Uma a do actual governo de Timor Leste muito ligada a Portugal e com bastante simpatia e agrado pelo nosso pais e outra a influenciada pelo lobby australiano /Americano que esta apostado em fazer cair esses lados para ganhar predominancia e influencia em Timor esta facao e representada pelos militares contestatarios(o tenete salsinha foi formado nos Estados Unidos e o Major Alfredo na Australia) e tambem um pouco pelo presidente xanana talvez um pouco pressionado pela mulher. Quanto aos ramos Horta esse vai como a maioria dos Timorenses para o lado que l=mais lhe convir. A Populacao tambem esta dividida se bem que neste caso a presenca da GNR sera muito bem vida pois foi e uma forca com provas dadas no terreno, que demostrou eficacia sem o exibicionismo e a arrogancia das tropas australianas.
Ontem antes de ser evacuado tive oportunidade de falar com varios soldados australianos e notei que nao faziam a minima ideia para onde vinham (tirei algumas fotos que oportunamente porei no forum) e estavam com atitudes de show off com o seu equipamento para jornalista ver e tirar fotografia na principal rua de Dili agora nos bairros onde existem disturbios so vao de helicoptero.
Nao sei porque mas lembrou-me a entrada dos americanos na Somalia.
Uma coisa e certa a unica forca militar que e respeitada e mete os timorenses em sentido e a GNR. Disso nao tenho duvidas.
Se se pergunta a um timorense das tropas que la estiveram anteriormente eles dizem que os asiaticos estavam de ferias os australianos nao gostavam de se arriscar os soldados portugueses eram muito mal criados e a GNR era dura justa e eficaz (o que a populacao de timor quer e que se acabem os problemas) e nesse aspecto a forca com mais reputacao em Timor e a GNR a milhas de distancia de qualquer outra.


Pesso desculpe a falta dos acentos mas estou num hotel em Jakarta a espera de ligacao para Macau. Por favor transmita o que disse aos colegas do forum .
Ultima Hora: estive agora a falar com Timor e aquilo esta em completa anarquia. As coisas estao mesmo muito mas.
Título:
Enviado por: pedro em Maio 29, 2006, 06:12:32 pm
obrigado pela informacao Rui Elias e envie os meus cumprimentos ao Nuno Bento e o desejo de que ele e a familia dele tenham uma boa viagem de regresso a Portugal (se e que vem para Portugal?) :lol:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Maio 29, 2006, 06:17:48 pm
Para quê comprar jornais ou ver televisão quando o melhor está aqui, no Fórum Defesa

Fórum Defesa: servir bem e bem servir.

Obrigado, Nuno Bento (agente operativo no exterior) e Rui Elias, no Retransmissor.
Título:
Enviado por: Paisano em Maio 30, 2006, 04:47:38 pm
Massacre Dili (25/05/2006) - Documento da UN Police - Timor Leste:

http://www.defesanet.com.br/docs/massacre_dili.pdf (http://www.defesanet.com.br/docs/massacre_dili.pdf)

Fonte: www.defesanet.com.br (http://www.defesanet.com.br)
Título:
Enviado por: Luso em Maio 30, 2006, 09:04:57 pm
Bom, pelos vistos lá vamos abandonar Timor outra vez.
Em vez da Indónésia va passar a ser um protectorado Australiano.
Não gostei do facto da mulher de Xanana ter mandado umas bocas. Tem que estar caladinha.
Entretanto, mais uma vez se demonstra que não temos capacidade de transporte. Contínuamente a sermos apanhados de calças na mão.
Título:
Enviado por: papatango em Maio 30, 2006, 09:32:47 pm
A mulher do Xanana Gusmão está a transformar-se numa especie de porta-voz presidencial, especialmente para a imprensa australiana...

Quanto à capacidade de transporte ou à falta dela, é o que já sabemos e o que já sabiamos.

Realmente não a temos. Não a temos nós como não têm a maioria dos países europeus, que por isso dependem dos Estados Unidos.

Quando a GNR foi para o Iraque, tinha lá as forças italianas que "emprestaram" os IVECO deles, até que se compraram os nossos à pressa (mais ou menos como no Afeganistão, em que pedimos emprestados aos espanhóis e depois mandámos blindar os nossos à pressa.

Neste caso, em Timor, não temos muletas, e por isso entende-se que não sejamos capazes de dar um passo.

é até constrangedor ouvir politicos a falar numa prontidão imediata e na capacidade da partida nas próximas 24 horas.
É igualmente constrangedor ter ouivido um oficial do exército a dizer mais ou menos a mesma coisa.

Aos politicos, eu desculpo a imbecilidade, mas ao oficial do exército acho que não se pode desculpar o desconhecimento com a mesma facilidade.

Um oficial responsável, sabe que a operacionalidade e capacidade de intervenção de um aforça móvel, não está apenas dependente da disponibilidade imediata dos homens, mas também e acima de tudo, da capacidade para os transportar.

Vide o que aconteceu na I Guerra Mundial, em que não tinhamos qualquer capacidade para transportar tropas, com os resultados conhecidos.

Durante o periodo "Salazar" tentou-se resulver o problema com o célebre programa de construção de navios, que embora se tenha tornado obsoleto com o aparecimento dos aviões a jacto, foi importante na altura.

Hoje, não há nada.

Nem sequer um navio onde possamos carregar uns simples jipes.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 30, 2006, 10:03:56 pm
Resolução do Conselho de Ministros português:
http://dre.pt/pdfgratis/2006/05/104b01.pdf (http://dre.pt/pdfgratis/2006/05/104b01.pdf)
Título: Referências
Enviado por: Get_It em Maio 31, 2006, 02:05:42 am
A Wikipédia em inglês tem, a respeito da operação das forças militares em Timor-Leste, o artigo Operation Astute (http://http). Que por sua vez tem o número de soldados enviados, os nomes das unidades e ainda, entre outras coisas, uma cronologia.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 31, 2006, 05:08:24 pm
Mais 123 militares para a força internacional da ONU, neste caso da Nova-Zelândia
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=230178 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=230178)

E os nossos 120 GNRs vão amanha..
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 31, 2006, 09:40:19 pm
Citar
Timor-Leste
Partida de GNR adiada

A partida do contigente da GNR para Timor-Leste foi adiada por um dia. Os militares portugueses deixam Lisboa na sexta-feira, confirmou o ministro da Administração Interna, António Costa.

A partida dos militares para Timor-Leste estava marcada para amanhã ao fim do dia, do Aeroporto do Figo Maduro, mas foi adiada por uma horas para sexta-feira de manhã, segundo noticiou a rádio TSF. Em causa está uma questão de logística, que permitirá aos militares da GNR chegar ao aeroporto de Díli de dia.

O transporte de 114 militares e uma equipa de três elementos do INEM deverá realizar-se num avião civil, enquanto um aparelho Antonov vai fazer o transporte de 24 viaturas, armamento e mantimentos, de acordo com um comunicado oficial da GNR divulgado na quinta-feira.

Três oficiais da GNR já se encontram em Díli, onde preparam a chegada do restante contigente, que parte para aquele território numa missão de urgência para ajudar a manter a ordem em Timor-Leste, na sequência da vaga de violência que assola o país.

Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=21&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=203564&idselect=21&idCanal=21&p=200)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 01, 2006, 12:22:07 am
Lista de viaturas a enviar segundo a SIC Notícias:
6 VBTP Iveco
6 Carrinhas Mercedes (daquelas com uma grade no vidro da frente)
4 Jipes
3 Pick-ups
Título:
Enviado por: RedWarrior em Junho 02, 2006, 08:30:33 am
Citação de: "papatango"
Quanto à capacidade de transporte ou à falta dela, é o que já sabemos e o que já sabiamos.

 Os portugueses não puseram ainda lá uma força, mas não foi por falta de transporte, foi porque os australianos tinham obrigado o governo timorense a assinar uns termos que lhes davam um exclusivo de liderança de todas as forças estrangeiras em Timor. Esses termos já foram remodelados, e agora sim, já devem estar a caminho :lol:
 O governo australiano queria instalar lá um governo fantoche, mas parece que está a fracasar porque ( quem diria ) a diplomacia portuguesa levou a melhor, inclusivé alguém da administração australiana disse que se devia formar um governo de unidade com os revoltosos  :evil: :evil:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 02, 2006, 10:18:29 am
Citação de: "RedWarrior"
Citação de: "papatango"
Quanto à capacidade de transporte ou à falta dela, é o que já sabemos e o que já sabiamos.
Os portugueses não puseram ainda lá uma força, mas não foi por falta de transporte, foi porque os australianos tinham obrigado o governo timorense a assinar uns termos que lhes davam um exclusivo de liderança de todas as forças estrangeiras em Timor. Esses termos já foram remodelados, e agora sim, já devem estar a caminho :lol:
 O governo australiano queria instalar lá um governo fantoche, mas parece que está a fracasar porque ( quem diria ) a diplomacia portuguesa levou a melhor, inclusivé alguém da administração australiana disse que se devia formar um governo de unidade com os revoltosos  :evil: :wink:
Título:
Enviado por: papatango em Junho 02, 2006, 02:11:10 pm
A mim parece mais desculpa de mau pagador.

Ainda agora,foi referido na TV que a missão para Timor está parada, porque chegaram à conclusão de que um Antonov não pode aterrar no aeroporto de Dili.

Se isto for verdade, é para chorar e bater com a cabeça nas paredes, porque qualquer pessoas minimamente bem informada, sabe que o aeroporto de Dili só dá para aviões do tipo Hercules C-130 e até aos Boeing 737 ou os Fokker F-100 da empresa Merpati-Nusantara (empresa regional da Indonesia).

Fica muito mais bonito na fotografia, dizer que toda a incompetência e atraso patético da missão se deveu à nossa vontade patriótica de não termos as tropas sob o comando da Austrália, em vez de admitir que o que há, incompetência, que resulta em falsas partidas, noticias descoordenadas, imprecisões e meias verdades.

O MNE não estava informado da situação.
Os jornalistas dão-nos uma imagem um bocado poética demais (com afirmações de que todo o Timor está à espera da GNR salvadora).
Os atrasos e a prontidão de 24 horas, transformaram-se em quase 15 dias .

Eu diria, que encontraram limalha de ferro nos motores dos Antonov...

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Get_It em Junho 02, 2006, 03:05:45 pm
Citação de: "papatango"
A mim parece mais desculpa de mau pagador.

Ainda agora,foi referido na TV que a missão para Timor está parada, porque chegaram à conclusão de que um Antonov não pode aterrar no aeroporto de Dili.

Se isto for verdade, é para chorar e bater com a cabeça nas paredes, porque qualquer pessoas minimamente bem informada, sabe que o aeroporto de Dili só dá para aviões do tipo Hercules C-130 e até aos Boeing 737 ou os Fokker F-100 da empresa Merpati-Nusantara (empresa regional da Indonesia).

Fica muito mais bonito na fotografia, dizer que toda a incompetência e atraso patético da missão se deveu à nossa vontade patriótica de não termos as tropas sob o comando da Austrália, em vez de admitir que o que há, incompetência, que resulta em falsas partidas, noticias descoordenadas, imprecisões e meias verdades.

O MNE não estava informado da situação.
Os jornalistas dão-nos uma imagem um bocado poética demais (com afirmações de que todo o Timor está à espera da GNR salvadora).
Os atrasos e a prontidão de 24 horas, transformaram-se em quase 15 dias .

Eu diria, que encontraram limalha de ferro nos motores dos Antonov...

Cumprimentos
E mais:

Citação de: "Diário Digital / Lusa"
GNR não partirá para Timor-Leste antes das 22:00, diz MAI
O contingente da GNR que vai para Timor-Leste não partirá antes das 22:00 de hoje porque ainda falta obter uma autorização de sobrevoo de um país árabe, disse no Luxemburgo o ministro da Administração Interna.

«Estamos a fazer tudo para que a partida seja hoje, não será concerteza antes das 22:00 ou 23:00 horas de hoje», disse António Costa aos jornalistas à margem de uma reunião da União Europeia.

O ministro explicou que o facto de nos países Árabes a sexta- feira ser dia de descanso semanal tem dificultado a obtenção das autorizações de passagem do voo.

Fonte diplomática disse entretanto à Lusa que o país Árabe em causa é o Bahrein.

Diário Digital / Lusa
02-06-2006 13:04:00

fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=230569


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: alfsapt em Junho 02, 2006, 03:11:46 pm
Isto já passou da incapacidade e de incompetência... já é apenas vergonhoso!

Tenham alguma consideração pelo bom nome do País e vontade do Povo timorense (que ao Português já estão fartos de chamar de ignorantes) e dizem logo que a GNR vai assim que nos deixarem ir podendo só lá chegar 2ª feira.

A imagem de atrasados pior já não fica.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 02, 2006, 03:15:30 pm
Por onde andam os "especialistas" e os "controleiros" que por aí andam a fazer propaganda a detergentes foleiros?
Já não enganam ninguém. Ainda bem que as pessoas vão abrindo os olhos...
Título:
Enviado por: papatango em Junho 02, 2006, 04:48:05 pm
A logística, é sempre o calcanhar de Aquiles de qualquer força.

O que não entendo é esta história de concluirem que Díli não tem aeroporto para receber aeronaves Antonov.

Se houvesse um minimo de preparação antecipada, isto já estava mais que estudado.
A ser verdade que concuiram à última hora que o avião não podia aterrar em Díli, isto será infelizmente uma demonstração de que ninguém tinha estudado o problema.

A ser verdade, é constrangedor.

Será que ninguém sabia a dimensão da pista de Díli?

Eu devia oferecer os meus serviços de aconselhamento a esses senhores :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 02, 2006, 07:12:19 pm
Citar
Timor: Sidney enviou missão a Lisboa, Portugal não cede comando
A Austrália enviou esta sexta-feira uma missão a Lisboa para discutir o comando das forças em Timor-Leste, mas Portugal reiterou que não aceita subordinar a GNR ao comando de militares estrangeiros, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros português.

«Portugal não aceitou, não aceita nem aceitará nunca que a GNR fique subordinada ao comando operacional de um militar estrangeiro. (...) Tal é a nossa posição e, como posição de princípio, ela é inegociável», disse Freitas do Amaral numa conferência de imprensa em Lisboa.

«Contudo, posso acrescentar-vos que em reunião realizada hoje de manhã neste Ministério, com uma missão australiana enviada para o efeito, ficou bem esclarecida a nossa posição, que não é de modo nenhum contra a Austrália, pois seria a mesmo com qualquer outro país», disse Freitas do Amaral.

A razão, explicou, é uma questão de soberania: «Portugal tem mais de oito séculos e meio de independência nacional e não aceita que forças militares suas sejam comandadas por militares estrangeiros», a menos que se trate da «situação única» de uma força formada e assumida como força da ONU.

Segundo explicou, a missão australiana, composta por um general e por um segundo elemento, foi enviada a Lisboa para esclarecimentos de Lisboa sobre a adenda ao acordo entre Portugal e Timor-Leste, assinada quinta-feira, estipulando que a GNR tem um comando próprio, independentemente de quaisquer outros acordos celebrados com países terceiros.

«O pretexto da reunião era discutir aspectos técnicos de coordenação das forças no terreno, mas rapidamente se percebeu que o problema era de facto uma tentativa de nos convencer a aceitar o comando unificado nas mãos do general australiano», disse.

Participaram nessa reunião, do lado português, a directora-geral dos Assuntos Multilaterais do MNE, embaixadora Margarida Figueiredo, e oficiais da GNR.

Questionado sobre se o envio da GNR esteve alguma vez em causa, Freitas do Amaral afirmou que não.

«Enquanto esperávamos (pela assinatura da adenda) ponderámos todas as hipóteses», explicou, referindo nomeadamente a possibilidade de «demorar o envio da GNR», «enviar a força portuguesa para uma localidade próxima e aguardar» ou «mantê-la acantonada até à resolução» do problema.

Todavia, segundo o ministro, chegou-se à conclusão, ainda antes da assinatura da adenda, que «politicamente não era adequado, nem perante a opinião pública portuguesa, nem sobretudo, perante o povo timorense, que aguarda ansiosamente a chegada da GNR (…), adiar ou suspender o envio da GNR e a chegada da GNR a território timorense».

Diário Digital / Lusa

02-06-2006 17:56:23


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=230647 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=230647)

Aussies GO HOME!!
Título:
Enviado por: papatango em Junho 02, 2006, 09:21:02 pm
Citação de: "Ministério dos Negócios Estrangeiros"
A razão, explicou, é uma questão de soberania: «Portugal tem mais de oito séculos e meio de independência nacional e não aceita que forças militares suas sejam comandadas por militares estrangeiros», a menos que se trate da «situação única» de uma força formada e assumida como força da ONU.

De repente acordaram e lembrara-se da história  :shock:

Confesso que gostaria de saber o ponto de vista australiano sobre essa delegação...

= = =

De qualquer forma, a questão do atraso, não está directamente ligada com esta questão. Presentemente a justificação oficial, é de que a empresa com sede no Reino Unido, não cumpriu com os prazos estabelecidos.

É a justificação oficial, embora eu creia que ninguém se vai preocupar em verificar a veracidade da alegação.
As autorizações pendentes não são para sobrevôo, mas sim para aterragem para as escalas, no Barein e em Singapura.

Os aviões deverão dirigir-se para Baucau e não para Díli. Ao que consta a confusão com os aeroportos será da empresa aérea, mas confesso que continuo a achar que toda a história está mal contada.

A preparação antecipada de coisas deste tipo, ultrapassaría (parcialmente) o problema, dado não podermos ter meios próprios para enviar tropas para lugares tão longinquos.

Esperemos para verificar se partem mesmo às 23:00.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 02, 2006, 10:34:07 pm
Uma foto dos...GOE?

  Portuguese police officers stand at a government warehouse after it was looted, in Dili, East Timor, Friday, June 2, 2006. Around 1000 people, waiting for government food handouts, raided government warehouses in East Timor's capital on Friday, stealing computers, office chairs and anything else they could find, when they discovered the warehouse they had been standing in front of for hours was empty. (AP Photo/Firdia Lisnawati)

http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... hp?t=82648 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=82648)

Mais ao fundo da página 2 fotos dos GNR em Belém..

---------------------
HMAS Kanimbla em Dili na segunda página.
Montes de fotos de australianos/neo-zelandenses e alguns malaios na página.

Como Timor-Leste está a fazer rolar tinta, todos os dias neste fórum surge fotos de lá..
Título:
Enviado por: fgomes em Junho 02, 2006, 10:51:51 pm
Tenho a sensação que mais uma vez fomos apanhados com a mão nas calças, completamente impreparados. Depois a potência regional na zona é a Austrália, quer gostemos ou não e para variar no no MNE Freitas do Amaral com o sentido da oportunidade que lhe conhecemos, resolveu por-se em bicos de pés e falar grosso aos media sobre a Austrália.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 03, 2006, 10:53:59 am
Eu até gostei!  :roll:
Título:
Enviado por: Get_It em Junho 04, 2006, 04:41:13 am
Citar
Tudo a postos para a GNR
A destruição de vários edifícios públicos nos últimos dias e a presença de tropas australianas um pouco por toda a cidade ‘empurraram’ a GNR para o Hotel Díli 2001, um complexo turístico à saída da capital timorense, com vista para o mar, uma discoteca, um bar e até um ginásio.

Mordomias de que os 127 militares – que aterraram em Baucau domingo de manhã, mas em Lisboa eram 23h18 de sábado – não vão poder usufruir. “A nossa prioridade é começar a trabalhar”, garante o capitão Gonçalo Carvalho, comandante da companhia. Sábado, centenas de timorenses já esperavam junto à pista pela chegada dos militares portugueses, e esta manhã são esperados muitos mais.

Leandro Almeida, 48 anos, é dos que permanece em Díli, mais por impossibilidade de sair do que por vontade de ficar. “Se pudesse, se tivesse dinheiro, ia para o estrangeiro.” Em cinco minutos, pergunta três vezes quando chegam os polícias portugueses e lamenta a atitude dos soldados australianos. “Eles andam por aí, mas não fazem nada, ficam a ver. Com a GNR vai ser diferente. O timorense tem tanto medo como respeito por eles.”, diz. Tal é a expectativa que algumas centenas de timorenses aguardavam já no sábado no aeroporto de Baucau, por ter corrido o boato de que chegaria o avião de Portugal.

A poucas horas de ter os homens em patrulha nas ruas de Díli, o capitão Gonçalo Carvalho sabe que a expectativa é maior do que nunca e que, para muitos timorenses, a GNR é a solução de todos os problemas. Será um estímulo ou há o risco de desiludir a população? “É claro que funciona como um estímulo, mas o pessoal já está motivado. Conheço-os bem e a única coisa que lhes será pedido é que trabalhem como fazem em Portugal. Quando for para jogar à bola com os miúdos, vão jogar. Mas quando for preciso repor a ordem, será isso que vão fazer”, diz. Por agora, sentado na esplanada, protegido do sol, o comandante da companhia da GNR tem vista privilegiada para o pátio. A meio da próxima semana, os táxis e os carros civis vão desaparecer, dando lugar a viaturas militares. A polícia portuguesa vai contar com seis blindados semelhantes aos utilizados no Iraque, mas com algumas adaptações para “optimizar o transporte de pessoal”. Seis carrinhas de ordem pública, cinco jipes e três ‘pickups’ completam o parque automóvel.

(...)

EUA DISPOSTOS A AJUDAR

Os EUA estão dispostos a dar maior assistência militar às tropas internacionais destacadas em Timor, declarou Donald Rumsfeld.

(Continua...)
Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=203984&idselect=9&idCanal=9&p=200


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Lampuka em Junho 04, 2006, 12:08:10 pm
Não sei porquê, mas tenho um mau pressentimento quanto a esta missão, principalmente na relação que a GNR terá no terreno com os australianos. Outra coisa que ainda não consegui perceber é a relação destes com os rebeldes ou até a sua "participação" nos actos que se passaram nas últimas semanas.
Título:
Enviado por: pedro em Junho 04, 2006, 01:18:30 pm
Se esses Australianos pensam que sao os maiores e que tem o apoio dos EUA entao esperem que se se metem com Portugal vao ver o que que e bom.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 04, 2006, 09:58:06 pm
Ai estes portugueses...sempre na mesma...fáceis na crítica..raros a falar bem....pois..foi com muito orgulho que eu li a seguinte notícia...penso que o sentimento deveria ser mútuo..aparentemente os velhos do Restelo já não falam desta notícia..

Espero que os políticos se lembrem disto..Portugal tem ligações especiais com algumas partes do mundo..e deve..quando assim for necessário (e pedido) ajudar os nossos "irmãos"..

Citar
Timor-Leste: População grita vivas a Portugal e à GNR
Os timorenses receberam hoje com gritos efusivos, bandeiras e cachecóis de Portugal os 120 militares da GNR que chegavam ao bairro Kuluhun, na entrada em Díli, uma recepção que revela a confiança da população nos agentes portugueses.

Na ponte de Becora, jovens e velhos, os primeiros com bandeiras e gritos de Viva a Portugal, os outros em palmas e animação, acolheram a coluna que partiu ao início da tarde de hoje de Baucau, 120 quilómetros a leste de Díli.

À semelhança do que já tinha ocorrido na passagem por Manatuto e Metinaro, no caminho para a capital, também em Díli a população ladeava as ruas, saudando os militares.

Espantados, sem perceber o que se passava, seis soldados australianos, em patrulha na zona, param para ver a coluna passar e um deles, em dúvida, perguntou ao timorense mais próximo: «o que é isto?».

«São os soldados de Portugal», disse o jovem, em inglês.

Maria da Piedade, bebé ao colo, furou a multidão, e conseguiu aproximar-se o suficiente de um dos carros da coluna para entregar a um militar português um ramo de «bungha», uma flor rosa tradicional de Timor-Leste.

E emocionada disse: «estou muito alegre porque os soldados de Portugal estão agora em Díli. Agora vai haver paz».

De trás, mais flores caíam sobre as carrinhas da coluna, formada por viaturas da cooperação portuguesa, camiões de caixa aberta carregados com o equipamento da GNR e carros e motas de timorenses que se juntaram na entrada em Díli.

Vítor, de seis anos, uma das dezenas de crianças que se juntaram à festa, traduzia outro sentimento que ecoa em Kuluhun: «estou contente porque gosto muito de Portugal».

Manuel de Sousa, funcionário do Ministério da Saúde quis falar aos jornalistas, dizer que está «muito contente» e que «até hoje a segurança em Díli não estava garantida».

«Com a chegada da GNR tenho a certeza que todos vão voltar para casa», afirma.

E, com a certeza que os seus mais de 50 anos lhe conferem, pediu que os militares portugueses não sejam como os australianos, «serenos e meigos», mas tenham antes «uma atitude mais dura e severa».

«Duríssima mesmo. Estas lutas pelas cadeiras do poder deixam o povo em cheque», acrescentou um outro timorense, dentes vermelhos do betel.

Eduardo, por seu lado, explicou a esperança que a população de Díli deposita na chegada dos efectivos portugueses, não tanto pela eventual dureza da sua acção, mas antes porque «conhecem muito bem o país e, por mais grave que seja o problema, vão ajudar a resolve-lo».

O acolhimento em Díli traduz o entusiasmo que domina todas as conversas na cidade.

Residentes, governantes e expatriados juntam-se na expectativa de que a chegada do contingente português possa fazer regressar a Díli, sem policiamento há quase duas semanas, a segurança suficiente para que as dezenas de milhares de desalojados possam voltar às suas casas.

Uma situação que, na opinião do major Paulo Soares, da GNR no terreno, «eleva os patamares de responsabilidade» da equipa de militares portugueses agora no terreno.

«Sentimos de facto essa ansiedade e uma enorme expectativa quanto à nossa chegada», disse à agência Lusa.

«Mas este é um contingente com muita experiência, quer ao nível de missões aqui em Timor-Leste, quer no Iraque. São militares habituados a lidar com este tipo de situações e que actuarão sempre dentro da sua capacidade técnica e operacional, e independentemente das ansiedades e das expectativas», frisou.

Ainda que grande parte do equipamento dos militares portugueses não esteja ainda no terreno, Paulo Soares garantiu que a partir do momento em que chegar a Díli, e ainda que esteja em fase de instalação, o contingente terá «capacidade de actuação».

«Não lhe posso dizer se será numa actuação com os 120 ou com um grupo mais reduzido, mas está preparado para actuar de imediato», frisou.

Esta é a segunda vez que a equipa de operações especiais da GNR actua em Timor-Leste, depois de uma missão de dimensão idêntica ter estado no terreno entre Fevereiro de 2000 e Junho de 2002.

Os militares portugueses estão em Timor-Leste na sequência de um pedido formalizado pelas autoridades timorenses a Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia para o envio de forças militares e policiais para apoiar na restauração da lei e ordem em Díli.

Nos últimos meses, Timor-Leste tem vivido os seus piores momentos de tensão, instabilidade e violência desde que se tornou independente, há quatro anos, na sequencia da eclosão de uma crise político-militar que tem sido marcada por divisões no seio das Forças Armadas e da Polícia Nacional, e elevada tensão política.

Diário Digital / Lusa

04-06-2006 10:05:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=230806 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=230806)
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Junho 05, 2006, 12:40:45 pm
Decidi anunciar a chegada da gnr a timor no militaryphotos para contrariar alguns australianos mais casmurros que tem a mania que só eles é que ajudam timor leste.


http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=82826
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 05, 2006, 04:08:34 pm
Mais algumas fotos dos GNR em Timor:

 http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... hp?t=82837 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=82837)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 06, 2006, 02:53:41 pm
Vi no no telejornal que os veiculos já vão a caminho. Afinal eles sempre vão levar as Ivecos blindadas!  :wink:
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 06, 2006, 02:59:29 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Vi no no telejornal que os veiculos já vão a caminho. Afinal eles sempre vão levar as Ivecos blindadas!  :wink:

Citação de: "PereiraMarques"
Lista de viaturas a enviar segundo a SIC Notícias:
6 VBTP Iveco
6 Carrinhas Mercedes (daquelas com uma grade no vidro da frente)
4 Jipes
3 Pick-ups


Sim..devem chegar lá esta sexta-feira segundo os média.
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Junho 07, 2006, 01:00:50 pm
Citação de: "superbuzzmetal"
Decidi anunciar a chegada da gnr a timor no militaryphotos para contrariar alguns australianos mais casmurros que tem a mania que só eles é que ajudam timor leste.


http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=82826


E a discussão aquece com a entrada em cena de papatango  :Tanque:
Parece que há alegações que os gnr era um bocado para o racistas para alguns elementos das tropas australianas, alguém confirma essas histórias ?
Título:
Enviado por: Luso em Junho 07, 2006, 05:32:27 pm
O nosso querido :mrgreen: Papatango é o Ohio PT?
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 07, 2006, 05:53:14 pm
Citação de: "Luso"
O nosso querido :lol: ...se vires nas páginas seguintes o homem não usa disfarce...é papatango  :wink:
Título:
Enviado por: Get_It em Junho 07, 2006, 06:00:32 pm
Acho que já começo a perceber em condições o porquê dos australianos não estarem todos felizes e excitados para servirem em Timor-Leste, pelo menos para ajudar totalmente (em referência às queixas dos timorenses) a população. Ora leiam esta notícia do The Sydney Morning Herald:
Citação de: "The Sydney Morning Herald"
The Sydney Morning Herald
Cynthia Banham Defence Reporter in Dili
June 8, 2006

THE hottest place to be in East Timor yesterday was not on the troubled streets, but the Dili heliport, where the Defence Minister, Brendan Nelson, on his first visit to the country since the Australian troop deployment, opened the floor to questions from soldiers.

And they didn't hold back. They fired one question after another until they were ordered to stop.

The first question was simple, but telling. "How long are we going to be here for?" one wanted to know.

"You won't be here a day longer than you need to be here," came the unsatisfying reply.

Dr Nelson was in East Timor with the Chief of Defence, Air Chief Marshal Angus Houston, and the Secretary of the Defence Department, Ric Smith, for talks with the Timorese leadership, and to visit Australian troops. While many of the questions from the soldiers might have taken him by surprise, there was one he came prepared for - whether their status in East Timor would be classified as war-like, or non war-like. And his answer did not please them.

The Government has granted troops the highest non war-like status possible, which means they get up to $78.60 a day tax-free on top of their salary. But they will only get an Australian service medal, not an active service medal, for their tour.

The Opposition defence spokesman, Robert McClelland, said declaring the East Timor mission to be non war-like was "nothing short of gross hypocrisy" by the Government because the Prime Minister, John Howard, had said it was a dangerous mission.

He said senior defence bureaucrats were being paid bonuses of up to $15,000 but the Government would not pay the troops at risk the "war-like" allowance of $150 a day.

One soldier asked Dr Nelson: "The classification [of] war-like, would that change with the death of one of us?"

Another asked what the Government was doing about the retention problem in the armed forces, because its policies did not seem to be working. The Australian Defence Force is 1500 short of its personnel target.

Another soldier wanted to know why, after 19 years of service in the army, he did not have a long service medal.

"Yeah mate, I won't ask you your name as you might have to go into a witness protection program, but I'll definitely sort it out," Dr Nelson said. "Thank you for asking the question because I know the way the military operates sometimes you feel frightened to ask what you want to ask."

The commander of Australian troops, Brigadier Mick Slater, cut off a soldier who asked about the rules of engagement and the use of tear gas.

■ Australia will double its police numbers if East Timor changes its law to allow foreign police a frontline role. The Minister for Foreign Affairs, Alexander Downer, said yesterday Malaysia was willing to send 250 police, and New Zealand an extra 30 to 40. Australian numbers could rise from 106 to about 200.


fonte: http://www.smh.com.au/news/world/now-its-nelson-in-the-firing-line/2006/06/07/1149359820693.html

Achei bem engraçado de no final o Comandante Slater ter interrompido um soldado que perguntou, basicamente, em que casos é que podiam utilizar gás.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Get_It em Junho 07, 2006, 09:24:33 pm
Notícia de última hora: :X
Citação de: "Portugal Diário"
Timor: GNR pode sair de Díli
A GNR está confinada ao seu quartel improvisado em Díli com ordens do governo português para não sair a rua devido a um bloqueio diplomático nas negociações com a Austrália sobre as cadeias de comando, disse fonte governamental.

A decisão foi tomada depois de um incidente a meio da tarde de quarta-feira (hora local), quando a GNR transportava dois detidos para o novo centro de detenção temporária guardado pelas tropas australianas.

Os militares australianos negaram-se a receber os detidos, questionando a legitimidade da GNR para proceder às detenções.

De acordo com a fonte, o governo português decidiu suspender todas as negociações técnicas no terreno sobre a actuação da GNR e as formas de coordenação com outras polícias e os militares australianos.

Neste momento decorrem negociações urgentes em Nova Iorque, disse ainda a fonte à Lusa, confirmando estar actualmente em causa a permanência da GNR em Díli, a não ser que Xanana Gusmão e o governo timorense clarifiquem a actuação da força portuguesa no quadro do acordo bilateral assinado ente Lisboa e Díli que garante à GNR autonomia operacional.

fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=693107&div_id=291


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: NBSVieiraPT em Junho 07, 2006, 10:40:28 pm
Isto é simplesmente ultrajante!! :oops: , mas passo a vida no canal do IRC :P só foi depois de mandar a PM por acaso :roll:
Título:
Enviado por: Get_It em Junho 07, 2006, 11:02:30 pm
Actualização sobre o assunto:
Citação de: "SIC Online"
Bloqueio diplomático

O Governo português deu ordem às forças da GNR em Timor-Leste para não saírem do quartel, em Díli. Na origem da decisão esteve um incidente ocorrido esta quarta-feira, quando a GNR transportava dois detidos para um novo centro de detenção temporária.

À chegada, os militares australianos responsáveis pela vigilância do local negaram-se a receber os detidos e questionaram a legitimidade da GNR para fazer detenções.

A situação levou o Governo português a suspender todas as negociações com a Austrália sobre as cadeias de comando em Timor-Leste.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), contactado pela SIC, nega que esteja em causa a permanência da GNR em Timor. Carneiro Jacinto diz que o caso está a ser tratado através dos canais diplomáticos, que incluem as Nações Unidas, o Governo e a presidência timorenses.

O porta-voz do MNE diz que é necessário, de uma vez por todas, clarificar o caso para que situações "gravissímas como esta" não voltem a repetir-se.
fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20060507+-+GNR+pode+deixar+Timor-Leste.htm?wbc_purpose=basic&WBCMODE=presentationunpublished


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 07, 2006, 11:05:11 pm
Respondendo ao Sr. NBRVieiraPT

Citar
Por amor de Deus! Eles devem pensar que enviámos infantarocos não?
O subagrupamento Bravo é todo proveniente da arma de infantaria da GNR.


Citar
Agora no Militaryphotos.net, um fórum no qual participo há já algum tempo, mais como leitor do que postador por acaso  , mas passo a vida no canal do IRC  aproveitam um tópico criado por um Português (descobri agora que foi o Marauder  só foi depois de mandar a PM por acaso  ) para denegrir de forma intencional a imagem de Portugal e das suas tropas.


Fico triste por saber que um Português, independentemente do nick utilizado (também não era necessário divulgar), crie um tópico desse calibre, que este País não vai BEM, todos sabemos, que as nossas Tropas têm graves problemas financeiros e materiais também, só acho que não fica nada bem a um TUGA denegrir a imagem do seu PAÍS.
Título:
Enviado por: papatango em Junho 07, 2006, 11:17:29 pm
Mas que tópico é esse ?
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Junho 07, 2006, 11:24:58 pm
Quem criou o tópico ''Portuguese Police arrives at East Timor'' fui eu e não vejo como possa denegrir o nosso país, antes pelo contrário. A polémica gerada pelo tópico não a posso negar contudo é tanto culpa minha como dos Australianos e Neo Zelandeses.
Título:
Enviado por: dremanu em Junho 07, 2006, 11:28:25 pm
Citação de: "ricardonunes"
Respondendo ao Sr. NBRVieiraPT

Citar
Por amor de Deus! Eles devem pensar que enviámos infantarocos não?
O subagrupamento Bravo é todo proveniente da arma de infantaria da GNR.


Citar
Agora no Militaryphotos.net, um fórum no qual participo há já algum tempo, mais como leitor do que postador por acaso  , mas passo a vida no canal do IRC  aproveitam um tópico criado por um Português (descobri agora que foi o Marauder  só foi depois de mandar a PM por acaso  ) para denegrir de forma intencional a imagem de Portugal e das suas tropas.

Fico triste por saber que um Português, independentemente do nick utilizado (também não era necessário divulgar), crie um tópico desse calibre, que este País não vai BEM, todos sabemos, que as nossas Tropas têm graves problemas financeiros e materiais também, só acho que não fica nada bem a um TUGA denegrir a imagem do seu PAÍS.


Estás a interpretar o "post do NBRVieira incorretamente. O que ele quiz dizer é que os Australianos aproveitaram-se do tópico aberto pelo Marauder para criticar Portugal, e não que o Marauder abriu o tópico para criticar o seu próprio país.

Pelo menos é essa a leitura que faço.

================================================

Dentro do tópico, sinceramente, não vejo nada de errado em que Portugal tivesse aceitado fazer parte de um comando Australiano à partida.

Se se antevinha que os Australianos iriam criar problemas diplomáticos por as tropas Portuguesas não estarem debaixo do seu comando, seria, na minha opinião, mais inteligente à partida dizer que sim que aceitavamos que todos fizessem parte do mesmo comando, e depois inventar uma desculpa qualquer para retirar a GNR desse comando, e culpar os Australianos pelo facto de não ser possível trabalhar com eles. Ou seja, fazer deles o mau da fita. Desta forma, quem corre o risco de passar por ser um país arrogante e que não quer cooperar pode ser nós.
Título:
Enviado por: Lampuka em Junho 08, 2006, 01:48:04 am
Citação de: "dremanu"
Desta forma, quem corre o risco de passar por ser um país arrogante e que não quer cooperar pode ser nós.

E???? Qual é o problema? Nós fizemos a nossa parte, mandamos para lá o tipo de força que Timor pediu, quando eles pediram e até os pusemos no terreno sem estarem totalmente preparados para actuar, uma vez que ainda nem lá está todo o equipamento. Estão a "improvisar" e, se calhar, até a arriscar um bocado.
Só que também temos pequenas exigências que terão de ser aceites, e uma delas é que quem manda na nossa força somos nós.
Das duas uma, ou aceitam ou não. Se não aceitarem, toca a regressar. Está na mão dos Timorenses...
Além disso, e se calhar está relacionado com a nossa "pequena" exigência, ainda não se percebeu bem de que lado estão os australianos, se dos revoltosos se do governo, se bem que eu tenha a minha ideia...
Em relação à atitude do governo português, para já e a ser verdade, penso que foi a correcta, até porque a tendência seria para as coisas "azedarem"..
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 08, 2006, 01:57:51 am
Um e.mail que recebi de um amigo.

Citar
Junto uma reflexão que me foi enviada por um amigo (Vasco Paiva), com contacto e conhecimento da situação em Timor, que me parece um contributo interessante para a compreensão do que lá se passa e que me autorizou a sua difusão..

Henrique Sousa

Daquilo que conheci quando estive em Timor, no ano passado, mais os
contactos que mantenho diariamente com os meus amigos que lá estão a
trabalhar, algumas ideias e uma leitura naturalmente muito superficial...

Quando foi a invasão do Iraque pelos americanos, Ramos Horta apressou-se a declarar o apoio aos EEUU.

Entrevistado por um jornalista Mário Alkatiri declarou-se a favor da paz e
da resolução dos problemas no quadro das Nações Unidas. O jornalista
insistiu que um ministro do governo de Timor tinha apoiado os americanos...

A resposta de Mário Alkatiri, perante a insistência, foi de que Ramos Horta
não o fez como representante do governo de Timor "deve ter sido como Prémio Nobel da PAZ"!

Quando o Governo de Timor procurava fazer cumprir a Constituição e a
religião católica não ser de ensino obrigatório nas escolas...
desencadearam-se as manifestções. Também uma jornalista insistiu perante o 1º Ministro que teria sido manipulado por estrangeiros o que Alkatiri negou... e ela insistiu com a presença do Embaixador Americano na manifestção. Alkatiri desvalorizou... mais ou menos isso "conheço bem o Sr. Embaixador, é muito católico, vai à missa todos os domingos, deve ter pensado que era uma procissão..."

A sensatez e a independência de Mário Alkatiri e do seu país paga-se!

No fim de semana passado, no Público, uma socióloga australiana dizia que o governo da Austrália não gostava do governo de Timor por causa da delimitação do mar de Timor!

Hoje a esposa de Xanana, AUSTRALIANA, já falava (em inglês) para a rádio e já parecia a nova porta voz, falando em nome do Presidente e da sua concertação com Ramos Horta!... e com a Austrália é claro!

A 1ª ofensiva em finais de Abril visava o Congresso da Fetilin, coincidiam
os 4 anos de independência, o fim da missão da ONU. Como ponta de lança, no Congresso, contra o Governo e contra Alkatiri, surgia o embaixaor Timorense nos EEUU, que depende hierarquicamente de Ramos Horta...

Rápidamente a Astrália mobilizou as suas tropas e colocou os seus barcos de guerra junto ao mar de Timor...

Em análise no Conselho de Segurança o pedido de mais um ano de missão da ONU em Timor, os EEUU opuseram-se, só aceitaram mais um mês, jogavam na deterioração da situação e no papel/intervenção da Austrália.

No Congresso essa ofensiva perdeu, ganhou a direcção, os membros do Governo e Alkatiri.

O suposto "comandante" dos supostos "rebeldes" sempre viveu na Austrália, só depois da independência foi para Timor, onde pelo "treinamento" dos conselheiros australianos, integrados na ONU, chegou a comandante da polícia...

Estavam a decorrer os concursos públicos para atribuição das concessões de exploração de petróleo no mar de Timor. No fim de semana começou-se a conhecer que as COMPANHIAS AUSTRALIANAS estavam mal posicionadas!

Na 2ª feira foram tornados públicos os resultados do concurso. Nenhuma
COMPANHIA AUSTRALIANA obteve uma licença.

Na 3ª feira recrudesceram os conflitos em Timor.

Na 4ª feira entrou a tropa australiana!

Naturalmente que o chefe dos "rebeldes" diz que só fala com Xanana, com
Ramos Horta e com o comandante das tropas da Austrália... pelo meio ainda ficou uma "tentativa de mediação"?... que metia o embaixador da indonésia em Lisboa e a proposta de um encontro "entre as diversas partes" em Fátima!...

Será fácil procurar mais coincidências, só tentei sistematizar algumas para
o triângulo TIMOR - PETRÓLEO - AUSTRÁLIA  e os seus pilares Xanana (casado com a Austrália) e Ramos Horta com um pé nos Estados Unidos e outro na Austrália e a viver numa rua a que deu o nome de "Boulevard Kenedy"...

Podem ainda conhecer mais notícias num blog ainda feito em Timor com todas as limitações de quem o faz, nas condições em que o faz...

 http://www.timor-online.blogspot.com

Para mim, no meio desta caldeirada, o pior que pode acontecer é ficarem
reféns da Austrália que a pretexto de conflitos internos, entra e fica, como
foi com a Indonésia...

Um abraço para todos e por favor ajudem a esclarecer a situação

Vasco Paiva


Demasiadas coincidências para serem apenas coincidências, ou os muitos interesses escondidos que se manifestam em pequenas coisas,... como o último facto ocorrido em Timor, com tropas australianas dentro de quartéis das forças revoltosas,... protegendo esses mesmos militares ao impedirem que as forças da GNR cumpram ordens judiciais dos tribunais timorenses, forças revoltosas que por coincidência são comandados por um timorense que fez a sua formação militar em território australiano.

Quando da saídas das forças da ONU de Timor, Portugal foi o único país que fez pressão para que essa presença militar se prolongasse.
Austrália e EUA manifestaram-se contra....
...coincidências, apenas coincidências.
Agora os australianos aparecem, quais salvadores da pátria, como os obreiros duma paz (podre) por eles controlada...
Quem eles não controlam (as forças da GNR) é incómodo.

Coincidências... :roll:
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 08, 2006, 06:28:55 am
Eis me de volta outra vez a Timor.
Encontrei as tropas Australianas prepotentes para com todos menos com  quem deviam e completamente desacreditadas perante a população Timorense, resultada inimizada para com a GNR que pelo contrario esta bem vista perante a população local.
de seguida vou postar algumas fotos que tirei
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 08, 2006, 06:51:01 am
(http://img238.imageshack.us/img238/3647/dsc008785sg.jpg)

Cadaver carbonizado perto da minha casa (morreram 6 pessoas).

(http://img461.imageshack.us/img461/9035/dsc010448fx.jpg)

como este contei 7 no aeroporto e muitos soldados a dormir a sexta muito preocupados se iriam receber ajudas de custo como as tropas no iraque ou não

(http://img116.imageshack.us/img116/4748/dsc008892ni.jpg)

Seguranca no aeroporto

(http://img70.imageshack.us/img70/8461/dsc008918xa.jpg)
dois rapazitos simpaticos que não sabiam onde estavam e que missão tinham

(http://img125.imageshack.us/img125/7321/dsc009168os.jpg)
show off para a fotografia (neste local so havia reporteres de TV tumultos nem sinal

(http://img80.imageshack.us/img80/9343/dsc008884ir.jpg)
mais australianos no aeroporto

(http://img124.imageshack.us/img124/953/dsc009045qj.jpg)

Uma fragata ao largo de dili

Amanhã tentarei mandar fotos da GNR e das tropas malaias (estes ultimos usam uns blindados que parecem os condors da policia aerea)

um abraço de timor

Nuno
Título:
Enviado por: NBSVieiraPT em Junho 08, 2006, 08:52:20 am
Sim, eu referia-me aos australianos e pseudo-australianos do fórum.
Não aos Portugueses que muito bem postaram e criaram o tópico.
 :wink:
Título:
Enviado por: NBSVieiraPT em Junho 08, 2006, 09:11:31 am
E RicardoNunes quanto ao ter dito que não tinhamos enviados infantarocos, referia-me a tropas sem experiência. Os nossos homens estão bem preparados para esta situação...
Contudo, no fórum de que falei (e no qual surgiu esta minha frase) o pessoal Australiano parece considerar à partida os Portugueses inferiores e quase que diviniza as suas tropas.

Mas obrigado na mesma pela esclarecimento :wink:
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 08, 2006, 09:40:26 am
Citação de: "superbuzzmetal"
Quem criou o tópico ''Portuguese Police arrives at East Timor'' fui eu e não vejo como possa denegrir o nosso país, antes pelo contrário. A polémica gerada pelo tópico não a posso negar contudo é tanto culpa minha como dos Australianos e Neo Zelandeses.


NBRVieira, quando te respondi à PM, não referi isso. Quem abriu o tópico foi o superbuzzmetal.

Eu limitei-me a começar a questionar os australianos que logo desde o início perguntaram porque é que nós não estávamos "debaixo do comando deles".

Tristeza? Ricardonunes, a única tristeza que dá é a situação actual de Timor-Leste...isso sim me deixa triste.

Denegrir o país? Gostava de saber qual a parte que lhe deu essa ideia..não se esqueça que nem todos que estão a comentar são tugas..
Título:
Enviado por: NBSVieiraPT em Junho 08, 2006, 12:20:44 pm
Marauder, disse volto a dizer, NENHUM Português denegriu a imagem dos Portugueses. Quem o fez foram os australianos como o Catalyst e o outro pseudo-australiano.

E aliás tal como eu disse o Marauder e o SuperBuzzMetal, o JNSA e o Papatango estiveram muito bem :roll:
Título:
Enviado por: papatango em Junho 08, 2006, 12:41:00 pm
É uma situação complicada.

A mim parece-me evidente que a Australia está apenas a "marcar terreno".

É um procedimento comum e também esperado. Todos nós temos ouvido durante as últimas semanas comentários que apontam nesse sentido.

Devemos também perguntar qual é a função da GNR ou de qualquer força portuguesa ou não em Timor, se os Australinaos controlam militarmente o país?

Nas actuais circunstâncias, corre-se o risco de se designar uma secção de Dili para a GNR patrulhar, sendo chamada quando for necessária.

Ora, se uma força é chamada quando for necessária, isso é a mesma coisa que dizer que está sob o comando da entidade que a chama.

A situação só se pode resolver com uma policia das Nações Unidas, porque assim, as forças portuguesas deixam de ter esse tipo de problema.

É também importante referir que os atrasos portugueses com a aceitação do envio por parte das Nações Unidas talvez tenha as suas vantagens.

A verdade é que  a presença da GNR é apenas simbólica, pois não temos muito mais capacidades para enviar tropas para o exterior e parte delas estão oo no Iaque ou na antiga Jugoslávia.

A nossa capacidade de apoiar tropas à distância é muito reduzida e acima de tudo, não o podemos fazer contra a Austrália. Sem a Austrália tudo fica mais dificil se não mesmo impossível.

No entanto, seguindo a tradição da nossa politica externa, devíamos solicitar algum tipo de colaboração da China, mesmo que simbólica.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 08, 2006, 01:23:31 pm
As minhas desculpas, por ter intrepertado mal o post do NBRVieiraPT.
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 08, 2006, 01:24:28 pm
Citação de: "NBRVieiraPT"
Marauder, disse volto a dizer, NENHUM Português denegriu a imagem dos Portugueses. Quem o fez foram os australianos como o Catalyst e o outro pseudo-australiano.


Calma...tranquilo no passa nada..

Estava somente a comentar para o Ricardonunes, que levantou a ideia de tugas a denegrir Portugal.

O outro é neo-zelandês penso eu...é da familia ANZAC... c34x
Título:
Enviado por: dremanu em Junho 08, 2006, 04:58:18 pm
Citação de: "Lampuka"
Citação de: "dremanu"
Desta forma, quem corre o risco de passar por ser um país arrogante e que não quer cooperar pode ser nós.
E???? Qual é o problema? Nós fizemos a nossa parte, mandamos para lá o tipo de força que Timor pediu, quando eles pediram e até os pusemos no terreno sem estarem totalmente preparados para actuar, uma vez que ainda nem lá está todo o equipamento. Estão a "improvisar" e, se calhar, até a arriscar um bocado.
Só que também temos pequenas exigências que terão de ser aceites, e uma delas é que quem manda na nossa força somos nós.
Das duas uma, ou aceitam ou não. Se não aceitarem, toca a regressar. Está na mão dos Timorenses...
Além disso, e se calhar está relacionado com a nossa "pequena" exigência, ainda não se percebeu bem de que lado estão os australianos, se dos revoltosos se do governo, se bem que eu tenha a minha ideia...
Em relação à atitude do governo português, para já e a ser verdade, penso que foi a correcta, até porque a tendência seria para as coisas "azedarem"..


O problema é que quando o estado Português sai fora das fronteiras nacionaís e emprega bens nacionaís, deve-o fazer de acordo com uma agenda que visa alcançar objectivos concretos dentro de quatro áreas que continuamente propagam a imagem de Portugal no estrangeiro, e em Portugal.

As quatro áreas são:

- Política
- Cultural
- Económica
- Militar

Neste caso quaís são os objectivos a alcançar? O que é que o governo Português vê de valor nesta intervenção Portuguesa numa terra estrangeira? E se têm uma ideia do que pretendem alcançar, quais são os meios que têm ao seu dispor para utilizar de forma a conseguir concretizar os objectivos?

Se se comprometeram a mandar tropas para o outro lado do mundo, que o façam bem feito, pois assim a percepção que se ganha a nível internacional para o pais será positiva, e não o contrário. Agora se vão para o outro lado do planeta "rotos e nús", e tendo que lidar com uma situação onde se encontra um rival poderoso como é a Austrália, mas sem ter a possibilidade de negociar de igual-para-igual, o mais certo é que acabamos por nos expor a situações onde podemos ser humilhados, ser-mos incapazes de defender a nossa posição e consequentemente ver a nossa reputação internacional desfraldada. Se Portugal fosse capaz de mandar uma força expedicionária para TL com fragatas, helis, carros de combate, e 2000 homens, então fod*-se, manda-se os Australianos tomar naquele lugar, mas não é esta a situação.

Assim, temos muito mais a ganhar construindo a nossa posição através da combinação de bom desempenho por parte da GNR na rua, e bom desempenho diplomático junto ao governo Timorense e/ou outros possiveís aliados na área.

Visto que a nossa posição inicial de entrada nesta situação é fraca, e subjecta a possiveís intimidações, pressões, etc, creio eu que, tacticamente teria feito mais sentido dizer que sim aos Australianos que estamos dispostos a trabalhar sobre o seu comando. No mínimo, esta posição dar-nos-ia a oportunidade de ganhar tempo para reforçar a nossa posição em TL a longo-prazo, ganhar um entendimento mais aprofundado do que se está a passar, identificar quem serão as pessoas em quem podemos confiar neste momento, e que medidas se devem tomar para influênciar a situação a nosso favor, para eventualmente passar uma rasteira aos Australianos, e impedir que eles sejam vencedores nesta situação. Talvéz até que, Portugal sabendo gerir esta situação de uma forma correta, possibilita-se a oportunidade de re-estabelecer Portugal como um país que deve participar activamente na vida politica/económica/cultural/militar da região Ásia-Pacífico. Foi o que fizemos durante séculos, e só o deixamos de o fazer à bem pouco tempo.

Um outro pormenor que não está a ser bem gerido é a questão da "guerra" mediática. A Austrália faz parte da "Angloesfera", e sendo assim tem a oportunidade de "vender o seu peixe" mais eficazmente que Portugal, e de manipular a percepção internacional positivamente a seu favor e negativamente contra nós. Seria essencial não deixar isto acontecer; O governo Português deveria ter alguém com experiência de lidar com a mídia internacional para garantir que a voz Portuguesa também é escutada e levada a sério, porque senão só houvem os Australianos e não há ninguém para defender a nossa posição.

Por fim, a visão que pessoalmente eu tenho presentemente da situação, é que o governo Português demonstrou ser amador e desleixado ao lidar com esta situação, pois mandaram a GNR para Timor de uma forma atabalhoada, assumiram uma postura diplomática em que revelaram as nossas fraquezas, puseram os nossos soldados numa situação relativamente perigosa, e possivelmente comprometeram a nossa posição estratégica a longo-prazo.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 08, 2006, 11:07:43 pm
Recebi este e-mail com afirmações que não posso confirmar. No entanto parecem fazer muito sentido...

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Os soldados da GNR em Timor foram bloqueados
 no quartel general, como era previsivel.
Estamos perante uma situação perigosissima.
Ou Portugal toma uma posição clara e inequívoca perante a comunidade das Nações ou corremos o sério risco de os nossos rapazes serem chacinados em Timor.
A verdade é que Timor foi invadida pelos autralianos, que estão para ficar e declarar a falência do estado timorense.   Portugal tem a obrigação de alertar a comunidade internacional para isso, que já é demasiado evidente.  No dia 25 de Maio, reproduzi neste blog um interessante artigo que me chegou de fonte muito bem informada.   Segundo essa fonte, estava em curso um golpe de estado em Timor, comandado pelo presidente do Banco Mundial, o falcão Paul Wolfowitz e pelos seus links indonésios e australianos.   Wolfowitz foi embaixador dos Estados Unidos na Indonésia e tem relações privilegiadas com os serviços de inteligência de Jacarta, que, recentemente conseguiram penetrar no Departamento Australiano de Negócios Estrangeiros nos serviços secretos australianos (ASIS), usando esquemas de blackmail para descredibilizar pessoas importantes por alegado envolvimento em casos de pedofilia.
Segundo esse artigo, a Woodside, a maior companhia de petróleo e gás natural da Austrália, teve recentemente uma disputa árdua com o governo de Timor. Aconteceu algo de semelhante, recentemente, no Curdistão, o que justificou um envolvimento de tropas australianas na região.
O major Alfredo Reinado terá sido o homem contratado pelos australianos para lançar a confusão em Timor, visando a alteração dos contratos com a Woodside. Há informações que indicam que ele recebeu apoio e treino da parte de negociantes de armamento australianos, com ligações à administração Bush e a John Howard.   Bush e Howard encontraram-se em Washington antes do início da rebelião, ao que parece para adaptar a Timor o modelo adoptado nas Solomon, depois de ali se ter provocado uma guerra civil.   O modelo consiste em provocar uma rebelião, para depois oferecer assistência militar e deixar permanecer essa assistência até à exaustão dos recursos e á declaração de falência do Estado.   Seria, a propósito, muito interessante saber quanto custa por dia a Timor a assistência fornecida pela Austrália.
Sintomático é o facto de o primeiro-ministro australiano ter aparecido na televisão, logo num dos primeiros dias a pedir a demissão de Mário Alkatiri. E ainda mais sintomático é o facto de a mulher de Xanana o ter acompanhado, quando o marido guardava o mais veemente silêncio.
Outra informação relevante é a de que Xanana Gusmão terá pedido apoio à Malásia depois de ter recusado uma oferta de «ajuda» pela Austrália. Ao que parece a reacção dos australianos foi a de forçarem a «ajuda» entrando no território contra a vontade do presidente timorense.
Depois de terem entrado no território os australianos forçaram a aceitação da «ajuda» e condicionaram a entrada de outras ajudas, nomeadamente da Malásia e da Nova Zelândia.
O que está a acontecer com a GNR era de todo previsível. Na lógica dos australianos, ou a GNR se coloca sob o comando australiano ou será considerada uma força hostil.
O governo português deveria ter previsto isto mesmo. E deveria ter tido a sensibilidade para perceber que o que se passa em Timor-Leste é uma disputa pelo petróleo, em que participam, de forma activa e concertada a Woodside e diversas firmas do universo do ex-presidente Suharto, a ela aliadas e aliadas ao presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz.
Num pequeno país como Timor o custo de uma rebelião é baixíssimo e altamente lucrativo, tomando em consideração o valor das reservas petrolíferas.
Estamos, pela primeira vez no século XXI, perante um golpe de estado à velha maneira americana.
Tenho poucas dúvidas de que os nossos GNR apoiados pelas tropas fieis ao governo conseguiriam por termo à rebelião e garantir a ordem constitucional. Mas nada podem fazer contra o exército australiano que os chacinará se tentarem bloquear os rebeldes que a Austrália financiou.  Hoje foi o primeiro aviso. Portugal Global
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 09, 2006, 12:47:18 am
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Se se comprometeram a mandar tropas para o outro lado do mundo, que o façam bem feito, pois assim a percepção que se ganha a nível internacional para o pais será positiva, e não o contrário. Agora se vão para o outro lado do planeta "rotos e nús", e tendo que lidar com uma situação onde se encontra um rival poderoso como é a Austrália, mas sem ter a possibilidade de negociar de igual-para-igual, o mais certo é que acabamos por nos expor a situações onde podemos ser humilhados, ser-mos incapazes de defender a nossa posição e consequentemente ver a nossa reputação internacional desfraldada. Se Portugal fosse capaz de mandar uma força expedicionária para TL com fragatas, helis, carros de combate, e 2000 homens, então fod*-se, manda-se os Australianos tomar naquele lugar, mas não é esta a situação


Meus senhores eu estou em Dili e posso adiantar algumas coisas em relação a esta discussão 1 - a GNR foi apesar de ser a ultima força a chegar ao terreno foi a primeira a comecar a perseguir os gangs armados e a fazer detenções os australianos so veem e fazem operações STOP mais nada.
2- a população de Timor tem confiança na GNR e desconfia dos Australianos devido ao facto anterior.
3- A GNR esta a utilizar viaturas da cooperação Portuguesa e não as suas correcto, no entanto os Australianos tambem andam a patrulhar a cidade em viaturas da cooperação Australiana e da Policia Timorense, inclusive são eles que andam a utilizar os unimogs as ivecos e os UMM deixados por Portugal a Timor. Eles(Australianos) so trouxeram um pequeno numero de viaturas consigo, e mesmo desse estou farto de ver M-113 avariados a deitar fumo a beira da estrada ou a serem rebocados, por isso o problema do material não é so nosso.
Já agora outro esclarecimento a GNR nunca esteve confinada ao seu quartel eu ainda ontem os vi pela cidade.
Título:
Enviado por: Lampuka em Junho 09, 2006, 01:46:47 am
Para já, e pelo que percebi, a GNR só está a actuar contra pequenos criminosos e gangs organizados dentro da cidade. Por outro lado não se houve falar de nada relacionado com os revoltosos. Nem sim, nem sopas, ou seja, o verdadeiro problema que originou toda a confusão, e que foi parte das forças armadas timorenses terem entrado em conflito com as restantes forças armadas e com o governo originando o desmembramento do esquema de segurança e defesa de Timor, continua por resolver.
Mais uma vez estranho o facto dos australianos estarem preocupados com a actuação da GNR que anda "só" a tentar restabelecer a ordem nas localidades e não se preocuparem em resolver o problema para o qual os chamaram e que até dá para perceber, pelo tipo de força que enviaram, que seria o desarmamento dos revoltosos e restituição do controlo e do poder ao governo timorense.
Preocupante será, caso aconteça, um encontro entre revoltosos e a GNR, e a  actuação dos australianos nessa situação. É que, entre outras coisas, parece que neste momento quem protege o major Reinado e o seu pessoal são os australianos.
Título:
Enviado por: Get_It em Junho 09, 2006, 02:50:35 am
Lampuka em relação à actual situação com os revoltosos, recomendo a leitura do artigo 'GNR e militares australianos vão ensaiar coordenação em Timor-Leste (http://http)', em especial a secção "Soldados australianos estão "a conter" major Reinado em Gleno", da Lusa e do Publico.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 09, 2006, 06:45:02 am
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Timor-Leste: Equipamento para GNR a caminho de Díli

 
Lisboa, 09 Jun (Lusa) - O equipamento destinado ao contingente da GNR e nviado para Timor-Leste já foi descarregado em Baucau e encontra-se a caminho de Díli, disse hoje à Agência Lusa fonte daquele corpo militarizado.

O avião que transportou o material tinha chegado às 00:52 de hoje (hora de Lisboa) ao aeroporto de Baucau.

As viaturas, entre as quais blindados, carrinhas e veículos de transpor te de pessoal, além de equipamento anti-motim e material de apoio logístico indi spensável para o subagrupamento Bravo, chegado a Timor-Leste no domingo passado, foram já descarregadas e estão agora a caminho de Díli, disse à Lusa o capitão Dias, do comando-geral da GNR em Lisboa.

Com a chegada do equipamento e material o contingente de 120 homens da GNR deverá ficar totalmente operacional a partir de sábado, tinha afirmado terça -feira à Lusa o capitão Costa Carvalho, comandante da força da GNR.

A falta de material adequado tinha já impedido o contingente da GNR de intervir na manifestação anti-governamental de terça-feira passada em Díli.

Na quinta-feira, o brigadeiro Mark Slater, comandante das forças austra lianas em Timor-Leste, mas apresentado como comandante das forças multinacionais (Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal), tinha afirmado que os efectivos da GNR iriam actuar em toda a capital timorense logo que tivessem o equipamento necessário para levar a cabo o seu trabalho.

O acordo provisório multinacional alcançado quinta-feira em Díli, e já aprovado pelo governo português, dá à GNR o controlo exclusivo do bairro de Como ro, em Díli, durante uma fase transitória, com a sua área de actuação a ser prog ressivamente alargada à medida que o equipamento for chegando.

JPA/ASP/PR.

 
Título:
Enviado por: Get_It em Junho 09, 2006, 05:04:48 pm
Citação de: "Jorge Sottomayor"
Se as coisas começarem a decorrer mal para a GNR, nomeadamente devido a posição tomada pela Austrália, não seria melhor reforçar com mais efectivos da GNR ou militares?
Acho que já se pode dizer que isso é coisa do passado, ou pelo menos vai ser. Pois agora que o restante equipamento chegou, a GNR já está «totalmente operacional», agora quando chegarem os restantes policias malaios os militares vão deixar Dili, e a força policial internacional vai ficar com o controlo da cidade.

Citação de: "Jorge Sottomayor"
No caso de militares, qual a unidade melhor indicada/preparada para tal?

Quando o governo anunciou o envio de uma força para Timor-Leste um Coronel do Exército (notar que isto foi referido noutro tópico, ou talvez até mesmo neste) disse que uma unidade do exército poderia estar pronta em apenas algumas horas para partir. Agora falta saber qual era a unidade a que o Coronel se referia.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 09, 2006, 05:57:45 pm
Citação de: "Get_It"

Citação de: "Jorge Sottomayor"
No caso de militares, qual a unidade melhor indicada/preparada para tal?
Quando o governo anunciou o envio de uma força para Timor-Leste um Coronel do Exército (notar que isto foi referido noutro tópico, ou talvez até mesmo neste) disse que uma unidade do exército poderia estar pronta em apenas algumas horas para partir. Agora falta saber qual era a unidade a que o Coronel se referia.

Cumprimentos,


Teria de ser uma da BRR, no caso actual julgo que os páras - já que, neste momento, em território nacional há apenas uma companhia de comandos operacional.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 09, 2006, 06:13:41 pm
Faziamos a mesma coisa que na última vez;
1 BIPara;
reforçado com 1 companhia de Atiradores dos Fuzileiros;
1 DOE

Não é preciso inventarem nada, porque já foi tudo inventado!  :wink:
Título:
Enviado por: papatango em Junho 09, 2006, 09:07:18 pm
Pessoalmente acho que não podemos ver as coisas numa perspectiva Portugal x Austrália.

Sería o fim da picada tal situação. Nem faria qualquer sentido.
Independentemente de a GNR, ou qualquer outra força fora do controlo directo dos australianos ser uma presença incómoda, e só por isso faz sentido.

Mas não podemos ter ilusões.
Houve tropas do exército português em Timor, mas essas tropas dependiam da Austrália e do apoio da Austrália.
Tanto quanto me recordo, havia um C-130 em Darwin a funcionar como aeronave de ligação. O apoio da Ausrália é sempre necessário.

Não podemos criar a impressão de que a Austrália é o inimigo, independentemente de haver (em minha opinião) razões para desconfiar das posições australianas, cujas são senão estranhas pelo menos pouco úteis para resolver o problema.

É interessante saber que os M-113 australianos também têm problemas...
Pensando bem não é surpreendente. O M-113 não é exacctamente um veículo adequado para policiamento. Para chegar a tempo a qualquer lugar, é preciso puxar muito por ele a velocidade elevada (40Km/h).

Mais uma razão para o desconforto dos australianos, que explica o envio apressado de policias australianos para Timor.
Eles não estavam preparados para o que aconteceu, porque jogaram apenas com um movimento "rebelde" que eles depois íam controlar (não desarmar) como forma de pressão sobre o governo.

A missão da GNR torna-se desconfortável, porque a principal ameaça sobre o governo de Timor se lá estiverem apenas os australianos, é a ameaça de retirar as tropas e deixar caís o governo nas mãos dos rebeldes.

É assim que as "democracias" fazem para garantir a necessidade da sua presença.

É aliás por isso que Timor pede apoio à Malasia (um rival da Indonésia) e a Portugal.

Desta forma, a Austrália, deixa de ter o argumento do "ou fazem assim ou vamos embora e deixamo-vos entregues aos bichos".

É por isto que tendo falhado o plano "A" da Austrália, foi de seguida lançado o plano "B" que é o de denegrir a personalidade do primeiro ministro.

De qualquer forma, as investigações vão ter que ser feitas, mas também vai ser necessário fazer qualquer coisa quanto à imagem do tal do Reinaldo pelo menos. Pela informação que tenho, ele está completamente impossibilidado de fazer o que quer que seja, porque a mulher o o filho (ou filha) estão na Austrália com o estatudo de refugiados e podem ser expulsos.

= = =

Quanto à GNR, 120 homens para uma cidade com mais de 150.000 habitantes, é pouco. Não vai ser possível controlar a cidade se houver tumultos generalizados.

= = =

Se a coisa descambar, isto pode ficar preto.
Estes novos "Aitarak" são treinados pela Austrália e estão melhor armados. Não podemos pensar no mesmo tipo de solução dado no caso dos "Aitarak". Não temos os meios para o fazer, e sería necessário reconstruir a tropa timorense para apoio.

Creio também que não é possivel neste momento pensar na criação/reconstrução do exército de Timor. Deve ser extinto. É a única forma de resolver o problema, criando uma força de Guarda Nacional, que poderá agir como policia.

Também será necessário resolver o problema da integração dos militares.

Deverá custar de 1 a 2 milhões de Euros por ano, pagar os salários dos "expulsos".

Cumprimentos
Título:
Enviado por: jomite em Junho 10, 2006, 12:23:15 am
Muito interessante este tópico!

  As pretensões australianas sobre Timor já são bastante antigas, mas falando sobre a época da  2ºGM posso referir que na parte final da guerra quando Salazar cedeu facilidades aos aliados nos Açores uma das condições que ele pediu em contrapartida foi que no final da guerra e com a eventual derrota do Japão, Timor fosse devolvido a Portugal, precisamente porque ele já sabia dos interresses dos australianos em relação ao território.
   Uns tempos antes dos japoneses abandonarem Timor esteve previsto que Portugal iria enviar cerca de 7000 soldados para recuperar e controlar o território, mas os japoneses disseram que não pretendiam anexar Timor e só se encontrávam ai para se defenderem dos australianos, sendo a primeira linha de defesa do Japão em relação à Austrália (aliados) e que posteriormente devolveriam o território a Portugal visto que não se encontrávam em guerra connosco, tanto que não ocupáram Macau.
  As tropas que seriam enviádas por Portugal seria no ãmbito de uma operação conjunta com os aliádos, principalmente australianos, seriam equipádas pelos aliádos e transportádas para a Austrália e depois para Timor em meios aliádos, visto que Portugal não tinha meios para as transportar (o que hoje em dia ainda se verifica, como nós sabemos) e para as equipar devidamente.
  Mas os aliádos alegáram que não tinham navios e equipamento disponivel para ajudar Portugal. Salazar também não se preocupou muito porque temia que caso Portugal toma-se parte numa acção ofensiva contra Timor e  tropas japonesas o Japão como forma de retaliação podia ocupar Macau e declarar-nos guerra, ainda mais grave a Alemanha invocando a aliança com o Japão poderia declarar guerra a Portugal, o que não seria benéfico para Portugal, como devem saber a Alemanha era um importante parceiro económico e mais grave poderia ser o facto de Hitler poder pressionar a Espanha de Franco a autorizar a passagem dos alemães em direcção a Portugal ou até a cooperação entre os dois países para ocupar Portugal formando uma nação Ibérica.
  No final correu tudo bem visto que os japoneses acabáram por retirar de Timor sem se verificarem grandes combates, mas foram os australianos que oficialmente libertáram o território sendo posteriormente devolvido a Portugal, o que lhes deve ter ficádo atravessádo mas que tiveram que fazer tendo em conta os acordos anteriormente assinádos.
  Salazar não era parvo e sabia negociar, apesar dos defeitos e erros que possa ter cometido.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 10, 2006, 02:04:25 pm
Observação de alguns pormenores nas imagens televisivas:

Pelo menos uma das VBTP Iveco tinha instalado um lança-granadas, alguém confirma que era um Santa Bárbara? Está instalado em todas as (4?)viaturas ?

A boina do batalhão operacional do RI da GNR costuma ser azul escura com uma faixa verde na parte inferior e com o símbolo da GNR em relevo, mas hoje vi um militar com uma boina toda azul e com o simbolo da GNR "liso", alguém conhece o significado desses novos símbolos?

Cumprimentos
BPM
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 12, 2006, 06:41:49 am
Por falar em vbtp aqui vão umas imagens das viaturas da malasia

(http://img238.imageshack.us/img238/61/dsc010461nb.jpg)

(http://img112.imageshack.us/img112/7927/dsc010472ez.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 12, 2006, 01:03:25 pm
São Condor como tem a Polícia Aérea cá do "burgo"...Nuno Bento já está de volta a Timor?

Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título:
Enviado por: snakeye25 em Junho 12, 2006, 01:14:46 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Pelo menos uma das VBTP Iveco tinha instalado um lança-granadas, alguém confirma que era um Santa Bárbara? Está instalado em todas as (4?)viaturas ?


Não vi as imagens, mas o lança granadas utilizado pela GNR é o HK GMG. Foi montado nessas Iveco igualmente quando estiveram no Iraque.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 12, 2006, 02:17:29 pm
Interessante todo o armamento da GNR em Timor ser HK....
- HK G-36K
- HK GMC
- HK MG 3
- HK USP Compact 9x19mm
- HK MSG90 7.62mm NATO
- HK MP5 A4/SD6/KA1 ( não sei se foram para Timor mas estiveram no Iraque)

Corrijam-me se estiver errado.........
Título:
Enviado por: Luso em Junho 12, 2006, 04:23:15 pm
A HK não fabrica a MG3. A MG3 é (foi?) fabricada pela Rheinmetall.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 12, 2006, 05:24:29 pm
Pois é, Luso :oops:
Citar
Maschinengewehr MG3 Report : Soto Mac

Belt fed GPMG, a modernized version of the MG42. One of the best machine guns ever made.

Technical Specs.

Caliber: 7.62 X 51mm
Muzzle velocity : 820 m/sec
Max. Range: 3750 m
Battle Range: on 2-leg: 600 m / Mounted: 1200 m
Magazine: 50 Round Drum-Box / 120 Round Belt / 250 Round Box
Measurements: Length: 1225 mm
Weight: 11,5 kg
Rate of Fire: 1200 rounds/min (cyclic)
Loader: recoil
Guidance: ---none---
Warhead: ---none---
Introd. since: 60
Manufacture: Rheinmetall
Título:
Enviado por: Leonidas em Junho 12, 2006, 11:42:31 pm
Saudações guerreiras

Quero deixar aqui expresso a minha homenagem a todos aqueles, que noutros fóruns e/ou outros locais deixaram bem vincada a sua postura a favor de Timor, alertando para aquilo que lá se está a passar através do seu testemunho, muitas vezes incómodo.

Viva Timor Leste

  :Soldado2:  

Cumprimentos
Título:
Enviado por: NBSVieiraPT em Junho 12, 2006, 11:51:42 pm
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras

Quero deixar aqui expresso a minha homenagem a todos aqueles, que noutros fóruns e/ou outros locais deixaram bem vincada a sua postura a favor de Timor, alertando para aquilo que lá se está a passar através do seu testemunho, muitas vezes incómodo.

Viva Timor Leste

  :Soldado2:  

Cumprimentos


Bem dito...
Subscrevo totalmente ao post do Leonidas!

 :wink:
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 13, 2006, 12:36:55 am
Citação de: "PereiraMarques"
São Condor como tem a Polícia Aérea cá do "burgo"...Nuno Bento já está de volta a Timor?

Cumprimentos
B. Pereira Marques


Sim ja por ca estou desde quarta feira da semana passada. Não vim mais cedo porque tive alguns problemas diplomaticos na Indonesia. Eu so me fui embora porque tenho um filho de 2 meses se estivesse sozinho não tinha ido.

No domingo assisti as primeiras patrulhas e estive mesmo a falar com o chefe duma patrulha da  GNR eles andam armados com MG G36 e andam em Pick ups e Jipes. As Ivecos penso que são so para situações mais criticas.
Eu agora ando sempre com a minha camera atras e vou tentar tirar mais umas fotos do equipamento das forças aqui presentes.
Um abraço

Nuno
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 18, 2006, 09:01:29 pm
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Uma história de lorosaes e loromonus

 
É difícil encontrar alguém em Timor que explique, com base em factos, que sempre houve rivalidades entre os timorenses da parte ocidental (loromonus) e os da parte oriental (lorosaes).

Há até quem diga que a única vez que tal aconteceu foi em 1912, na revolta que visava derrubar o poder colonialista de Lisboa. Na altura os liurais (líderes tribais) de toda a ilha reuniram-se e elegeram o régulo Boaventura, de Same, precisamente a zona central de Timor.

Acontece que, a dada altura da revolta, que resultou em muitas mortes, os de Leste terão desistido da resistência, tomando o partido da potência colonial e ajudando mesmo a derrotar os revoltosos, do Ocidente.

O mais recente afloramento da questão étnica terá surgido em 1999, em Aileu, entre os militares das Falintil acantonados. Começaram a surgir divisões relacionadas com as suas posições ao longo da luta de guerrilha e a situação foi apodrecendo de dia para dia sem que ninguém percebesse que era preciso resolver o conflito.

Quando se iniciou a crise dos peticionários, as Forças Armadas de Timor-Leste (FDTL) tomaram conta de Díli e os residentes não originários da zona leste, de onde são os comandantes das FDTL, foram vítimas de violência e roubos.

Posteriormente, quando os militares regressaram aos quartéis, os loromonus trataram de vingar--se dos lorosaes. Diz-se até que a forma como ressurgiu a discriminação implica grande injustiça, já que, apesar de a maioria dos guerrilheiros serem da zona oriental, a verdade é que o apoio que lhes era dado, nomeadamente ao nível da alimentação, era quase todo da zona ocidental.

«Se não fôssemos nós a fazermos uma vida de hipocrisia com os indonésios para lhes podermos dar comida nas montanhas, hoje estariam todos mortos», diz um homem da resistência. JPF


fonte: http://dn.sapo.pt/2006/06/18/internacional/uma_historia_lorosaes_e_loromonus.html

Um artigo que talvez ajude a entender as relações complexas entre as diversas etnias timorenses e explique o "porquê" do que separa um povo e um país, que de convulsão em convulsão caminha a passos largos, se nada for feito, para ingovernabilidade.
Título: WTF???!!!
Enviado por: Lancero em Junho 19, 2006, 05:13:49 pm
:shock:

Timor-Leste: Militares australianos retiveram Duarte Pio após visita ao PR

Díli, 19 Jun (Lusa) - Duarte Pio esteve retido domingo cerca de meia hora por militares australianos, depois de visitar o Presidente Xanana Gusmão, num incidente que o duque de Bragança considerou exemplar da falta de profissionalismo do contingente australiano estacionado em Timor-Leste.

      O incidente verificou-se na descida de Balibar até à capital, quando uma viatura da embaixada de Portugal, devidamente identificada e com matrícula diplomática, foi mandada parar num controlo feito por militares australianos.

      "Tinha acabado de fazer uma visita ao Presidente Xanana, e o agente do GOE (Grupo de Operações Especiais, da PSP) que viajava comigo foi intimado pelo militar australiano a entregar a sua pistola. Não é normal", afirmou D. Duarte Pio.

      "'Quero a sua pistola', disse-lhe o militar australiano, e o agente do GOE, muito calmamente respondeu "penso que não'. Enquanto isto, eram muitos os camiões e carros que passavam por nós, e que não era controlados", contou o duque de Bragança em declarações à Lusa.

      "Se o objectivo (das tropas australianas) é conter a violência, não são obviamente diplomatas e polícias portugueses que andam a assaltar casas em Díli", frisou.

      O contingente australiano foi alvo de muitas críticas, sobretudo nos primeiros dias após a sua chegada a Díli, a 25 de Maio, pela inacção demonstrada perante os actos de violência que se multiplicavam em vários bairros da capital.

      Segundo Duarte Pio, o incidente ficou resolvido ao fim de cerca de meia hora, com a viatura da embaixada de Portugal a prosseguir finalmente a viagem de regresso para Díli.

      O duque de Bragança deixou hoje Díli após uma estada de quatro dias em Timor-Leste, durante a qual se reuniu, além do Presidente, com o primeiro-ministro, Mari Alkatiri, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos Horta, e o bispo de Díli, D. Alberto Ricardo da Silva. Visitou ainda a Gráfica Diocesana de Baucau, instituição apoiada pela Fundação D. Manuel II.

      "Há um certo desencanto relativamente à presença internacional", salientou o duque de Bragança, num balanço dos contactos que manteve.

      Surpreendido com a intensidade da crise timorense, D. Duarte Pio manifestou o desejo de que haja uma "verdadeira reconciliação nacional".

      "De facto não faz qualquer sentido este conflito interno. Há muita gente que suspeita de causas externas, de algum país que quer provar que Timor não é governável", afirmou, sem querer entrar em pormenores.

      "Suspeito que haja interesses externos que possam ter manipulado algumas pessoas para fazerem estes disparates", disse ainda.

      A breve visita que concluiu hoje será compensada pelas férias que pretende fazer em Setembro.

      "Saio optimista (quanto à resolução da crise), já reservei quartos (na Pousada de Baucau) para passar férias em Setembro com a família. Antes irei a Bali, ao casamento da irmã mais nova da filha do ex-presidente (indonésio) Sukarno, Megawati Sukarnoputri", revelou.
Título:
Enviado por: pedro em Junho 19, 2006, 05:50:33 pm
Eu so nao sei do que que Portugal esta a espera para criticar este assunto?
Parece que Portugal tem medo da Australia que vergonha um pais com 850 anos de historia se nao mais tem que se calar perante a Australia. :evil:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 19, 2006, 09:06:53 pm
Já agora a actuação dos militares australianos, vista pelos mesmos.
http://www.defence.gov.au/news/armynews ... ture01.htm (http://www.defence.gov.au/news/armynews/editions/1145/features/feature01.htm)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 19, 2006, 09:09:20 pm
Acho um claro exemplo da arrogância Australiana! Muito mau mm!  :evil:
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 19, 2006, 09:17:21 pm
Citação de: "ricardonunes"
Já agora a actuação dos militares australianos, vista pelos mesmos.
http://www.defence.gov.au/news/armynews ... ture01.htm (http://www.defence.gov.au/news/armynews/editions/1145/features/feature01.htm)

E sem nenhuma menção aos GOE e GNR...........................

Gosto particularmente dessa expressão:

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“[The media] will show footage of soldiers standing there looking towards a burning house. What they don’t show is just beside the soldier is a fireman, who the soldier is protecting so he can fight the fire,” he said.

Acho que ninguém consegue ver o bombeiro.............nem mesmo quem presencia a cena....... :)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 19, 2006, 09:24:12 pm
Outra noticia do mesmo site sobre as armas apreendidas.
http://www.defence.gov.au/news/armynews ... tory05.htm (http://www.defence.gov.au/news/armynews/editions/1145/topstories/story05.htm)
Como já foi referido anteriormente, foram adquiridas 7 F2000, para equipar os seguranças pessoais do Ministro da Admnistração Interna, então andam os Australinos a desarmar quem bem entendem? Ou teram estas armas ido parar a mãos estranhas?
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 23, 2006, 01:21:32 pm
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"Austrália é responsável pela crise"

Orlando Castro

A crise política timorense continua ao rubro. O presidente ameça demitir-se se o primeiro-ministro não o fizer. Mas afinal o que se passa neste jovem país, rico em petróleo e gás natural mas, ao mesmo tempo, o mais pobre da região?


Alfredo Assunção, general na reserva, chefiou o Estado Maior das forças da ONU em Timor-Leste entre 2000 e 2001 e não tem dúvidas "A Austrália está na origem desta, como de anteriores, crises no país". E acrescenta: "A diferença é que agora conseguiram quebrar a união entre Xanana Gusmão e Mari Alkatiri".


JN|A crise que Timor-Leste vive actualmente espanta-o?



Alfredo Assunção|Não. De modo nenhum. A minha experiência, em função da actividade que desempenhei no quadro da ONU, com todas as partes envolvidas, permite-me concluir que, mais cedo ou mais tarde, algo deste tipo ia acontecer.



E o que levava a antever essa situação?

A Austrália é, como sempre foi desde que Timor-Leste se tornou independente, o principal inimigo do país. A coberto de um estranho conceito estratégico de segurança regional, sempre quis controlar tudo e todos. Até agora, não o tinha conseguido na totalidade porque Xanana Gusmão e Mari Alkatiri estavam unidos. Ao quebrar essa união, abriu caminho para tomar conta do país.



Timor é um risco para a segurança regional?

É o que eles alegam, como se fosse possível Timor-Leste pôr em perigo, agora como no futuro, a segurança regional. Na verdade, como sabem o Governo português e as Nações Unidas, o que preocupa (ou interessa) aos australianos é o petróleo e o gás. Ora, para controlar essas enormes fontes de riqueza, nada melhor do que estarem fisicamente presentes e controlarem numa atitude colonialista todo o sistema político-governativo do país.



Por outras palavras, afastar o primeiro-ministro?

Afastar este primeiro-ministro ou qualquer outro que, como Mari Alkatiri (apesar dos erros cometidos) ponha os interesses dos timorenses acima da ambição dos vizinhos - neste caso da Austrália.



Então a questão das armas, dos "esquadrões da morte", não tem consistência?

É, pelo menos, suspeita. Parece-me que só por si não justifica tanto alarido e muito menos a exigência da demissão do primeiro-ministro e a ameaça de auto-demissão do presidente. Há algo que não bate certo.



Qual é o elo que falha?

Quando estive em Timor-Leste uma segunda vez, Junho de 2003, estava a ser criada o GDR (Grupo de Desdobramento Rápido) que era uma unidade especial de combate exclusivo a actividades subversivas, sobretudo vocacionada para controlar as milícias pró-indonésias. Essa força tinha a aprovação tanto do presidente da República como do primeiro-ministro e, tanto quanto creio, é a que agora é apresentada como a força que visava eliminar adversários políticos.



Então foi, digamos, mais um facto "fabricado"?

Provavelmente. Mas que resultou, lá isso resultou. A divisão criada no seio dos militares abalou o país mas não quebrou a sintonia entre Xanana e Alkatirir. A suposta segregação entre timorenses de lados diferentes da ilha (de que nunca ouvi falar) também abalou, mas não passou disso. Finalmente conseguiram um motivo para o presidente se afastar do primeiro-ministro...



Quem conseguiu?

Os australianos. Quem mais está interessado em ser dono e senhor das riquezas de Timor-Leste? Os australianos. Apenas eles.

Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Luso em Junho 23, 2006, 09:52:56 pm
Retirado de:

http://timor-online.blogspot.com/2006/0 ... ra-qu.html (http://timor-online.blogspot.com/2006/06/palavras-para-qu.html)


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PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
MENSAGEM DE S.E. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO
POVO E AOS MEMBROS DA FRETILIN
Tradução da versão original em Tétum da Presidência da República

SUMÁRIO
Todos sabemos e reconhecemos que a Fretilin saiu vitoriosa em Agosto de 2001.

Se falarmos como deve ser, com o todo o devido respeito pelos Partidos da oposição, a maioria Freitlin foi quem fez a Constituição da RDTL, definindo o Estado de Direito Democrático.

Em Estado de Direito Democrático, de acordo com a Constituição, as Forças Armadas e Policiais devem ser apartidárias, não devem defender nenhum partido.

Ma, o que testemunhamos até hoje, a Policia está sob o controlo do Governo, e para dar de comer a mulher e filhos, não tem coragem para dizer ‘não’, quando recebe ordens do Ministro do Interior, e do próprio Primeiro Ministro.

No passado dia 2 de Junho, antes de reunião do Conselho Superior de Defesa e Segurança, Brigadeiro Taur Matam Ruak falou comigo e disse que disse ao Dr. Roque Rodrigues que ‘O vosso maior erro foi tentarem submeter as Falintil-FDTL ao partido.’

Naquele momento fiquei muito contente porque reencontrei-me com um Irmão que eu tinha perdido.

Os Serviços de Informação ou Inteligência, que se tornou Inteligência do Partido, para escutar a conversa do Presidente em Lospalos, e ‘sms’ imediatamente ao Primeiro Ministro; monitorar as actividades dos Partidos da oposição e também ‘sms’ para o Primeiro Ministro. Hoje em dia, porque não há trabalho a fazer, todos nós procuramos sobreviver. Se tivermos dinheiro, aproximamo-nos deles. Todos vêm que isso está a acontecer no nosso país.

Querido Povo martirizado

Por isso mesmo, depois do Congresso da Fretilin, no passado mês de Maio, muitos ou alguns delegados receberam armas. Os Administradores de Distrito e Sub-Distritos também receberam armas. Por isso mesmo vemos na televisão, ouvimos na rádio, lemos nos jornais, os políticos e os sábios que detém o controlo desde a ponta do ‘kuda talin’ (as rédeas do cavalo), dizem repetidamente que: ‘Se Mari sair, haverá derramamento de sangue!’, ‘Se Mari sair, Timor explode’, ‘Se Mari sair, haverá guerra!’.

Talvez seja Rogério o Comandante (para esta guerra). Os Membros do Comité Central viram-se Conselheiros Políticos, para a ideologia de ‘Ran Nakfakar’ (derramamento de sangue) e para a ideologia de ‘Timor se Explodir’. O Vice-Presidente do Parlamento também já gosta de falar de ‘guerra’. Já com muito dinheiro então tem que falar de ‘guerra’.

A História continue a evoluir, evolve, e são os actos de todos nós que escrevem a história. Eurico Guterres, conhecido por todos, acusado de ser assassino e outras acusações, apanhou prisão, e todos nós o acusamos porque em Timor-Leste somos todos santos, somos todos heróis de
Libertação, somos todos políticos governantes. Mas algo muito interessante!!!

Enquanto Eurico Guterres, no dia 26 de Maio passado, enviou um ‘sms’ pedindo aos nossos governantes para não fazer este povo sofrer tanto, os nossos governantes, alegremente, falam de ‘ran sei nakfakar’ (haverá derramamento de sangue)., ‘Timor sei rahun’ (Timor há-de explodir), ‘ita sei funu’ (nós vamos à guerra).

A História avança, silenciosamente, evolve, registando os nossos actos, os bons e os maus, os limpos e os sujos. Ninguém poderá inventar a história, somos nós mesmos é que estamos a fazer a nossa história, uma história triste que até nos envergonha, e faz com que o povo sofra.

Eles estavam a contar com as Flintil-FDTL. Mas com a pratica deles, sujaram também o bom nome das F-FDTL. E eu acredito que as Falintil-FDTL hoje, aguardam por mim para nós podermos conversar. Falintil-FDTL errou também, mas errou porque foi ouvir as pessoas mal intencionadas, foi ouvir pessoas que não amam o povo, foi ouvir as pessoas que tentam comprar a alma do povo.

Durante os tempos da guerra de resistência nós dizíamos sempre: Se não se pelas balas, arroz e supermi há-de matar, as balas só podem matar o corpo, mas rupia, arroz e supermi matam até a própria alma.

Hei-de vestir a farda de novo para de novo erguer o bom nome das Falintil-FDTL. Hei-de caminhar de novo com as Falintil, porque é Aswain do Povo (é o brio do Povo), mas que hoje chora, estão arrependidos, por não quererem escutar o seu Irmão mais velho, e escutaram só os esfomeados de Poder. Em 200 eu saí das FALINTIL porque reconheci que as FALINTIL já cumpriu a sua missão sagrada de libertar a Pátria, e os membros todos já adultos suficientemente, permitindo-me deixa-los sozinhos continuar a sua própria caminhada. Tal como CNRT, em 2001, decidimos dissolver, para que cada um procure o seu lugar nesta
nova caminhada de nação independente.

Mas eu estou pronto para caminhar de novo com todos eles e pedir desculpas ao Povo. Depois disso, desde o Brigadeiro General até os novos soldados, farão Juramento ao Povo, dizendo que, enquanto militares, submetemo-nos a Constituição, submetemo-nos as Leis, e nunca nos submetemos a um Partido, e asseguraremos a garantia à liberdade e segurança da população, e respeitaremos a Ordem Constitucional.

À PNTL, os esfomeados do poder tentaram dividir e por uns contra outros, também farão Juramento ao Povo, que só submeterão à Constituição, que defenderão a legalidade democrática e darão garantias à segurança interna para todo o povo e não se submeterão a um partido.

No Relatório da CAVR pede-se o FIM DA VIOLÊNCIA POLÍTICA. Para o que povo não sofrer jamais. Ainda recentemente em Janeiro que fui entregar este Relatório ao Secretário-Geral da ONU. Ainda mal se completaram seis meses, disparos de armas, incêndios, pessoas mortas em Dili.

A Comissão Internacional de Investigação irá chegar, para nos ajudar a todos, para vermos esta violência política que assolou a nosso país. Tudo quanto CAVR fez e transmitiu, para escutar o choro do povo, o que o povo pede, as exigências do povo, para os políticos não fazerem sofrer mais o povo, para evitar violência política, tudo isso, a liderança da Fretilin não quis ouvir, ignorou.

A liderança da Fretilin demonstrou que, este choro, não lhes diz respeito, este chorar, não é problema deles, mesmo que o povo sofra não é problema deles, nem que o povo morra, não é problema deles. O problema real para eles é como manter-se no Governo. A liderança da Fretilin, por causa da sua arrogância, só sabe é acusar outras pessoas e não são capazes de reconhecer que também erram. Para eles, não há erros, porque o que fazer tem por objectivo controlar o Governo.

Só devem pensar em guerra, para controlar o Governo, porque controlar o Governo da-lhes tudo, dinheiro, boa casa noutro país, negócios que lhes dá dinheiro e ao partido também, mas o partido para eles é o pequeno grupo que está a governar. O Povo está a sofrer em Dili, não foram ainda ver o Povo, nem foram ainda falar com o Povo. Só se preocupam é mobilizar pessoas do interior, para demostrar que toda a Fretilin rebaixa-se para eles, para lhes beijar nas mãos
e nos pés.

O Povo mobilizado para lhes apoiar, pobrezinhos, vêm de carro sem pagar, para gritar ‘Viva este, Viva aquele’, e depois de serem alimentados, regressam às suas casas, continuam a cavar a terra, querem mandar os filhos para a escola mas não têm meios, sem dinheiro, em casa continuam com fome.

Na mensagem de Fim do Ano de 2005, eu apelei aos jovens e a todo o povo, para não darem ouvidos aos políticos que clamam pela ‘violência’, que os empurram para a violência. Nós não queremos dar ouvidos uns aos outros, nós todos confiamos que os melhores detentores do saber deste mundo que, com as suas práticas, irão poder dar distribuir dinheiro, sujando a imagem da Fretilin, matando o bom nome da Fretilin e matando a história da Fretilin.

Por isso mesmo, enquanto Presidente da República, não aceito o resultado do Congresso do dia 17 – 19 de Maio passado, exijo à Comissão Política Nacional da Fretilin, a imediatamente organizar um Congresso Extraordinário para eleger, de acordo com a Lei no. 3/2004, sobre os Partidos Políticos, uma Direcção nova do Partido.

Quando digo, de acordo com a Lei, significa que mudar a eleição com o ‘levantar a mão’ dos Estatutos da Fretilin, para que a eleição da nova Direcção, seja por voto directo e secreto. Dou um prazo de uma semana, para que este Congresso Extraordinário seja feito, porque a actual Direcção da Fretilin é Ilegítima.

O Presidente da Fretilin, Lu-Olo, Vice-Presidente da Fretilin, Rogério Lobato e o Secretário-Geral da Fretilin, Dr. Mari Alkatiri, todos estes, seguindo a Lei dos Partidos Políticos, são ilegítimos.

O quê Estado de Direito Democrático? Artigo 1 da Constituição: “A República Democrática de Timor-Leste é um Estado de direito democrático...baseado no respeito pela dignidade da pessoa humana”.

Hoje em dia nós falamos de ‘guerra’, de ‘derramamento de sangue’, e esquecemos da tolerância política. Os governantes demostram que não tem respeito pela dignidade da pessoa humana,
consentindo violência e a destruição causando mortes e perdas de bens.

O Artigo 6 da Constituição diz: o Objectivo fundamental do Estado é: b) Garantir e promover os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático; alínea c) defender e garantir a democracia política. Nesta crise, só ouvimos ameaças de toda a ordem. Os governantes vão contribuindo para a violação destes objectivos do próprio Estado.

No artigo 29 da Constituição, diz-se que:
No.1 – A vida humana é inviolável;
no. 2 – O Estado reconhece e garante o direito à vida.

O que constatamos? Permite-se que as pessoas disparam contra uns aos outros, pessoas são mortas, o povo sofre. Os governantes ajudam a violar a obrigação do Estado, não cumprem o seu dever de garantir a cada cidadão o direito à vida.

É tudo isso que, colectivamente dão sentido ao Estado de direito democrático’.

O Povo agora enfrenta um problema muito sério: há armas nas mãos dos civis, há disparos de armas em muitos lugares. E também quero informar que as Forças de Intervenção apreenderam já muitas armas que não são da PNTL nem das F-FDTL.

Aqueles que controlam a Fretilin, ultimamente, gostam de gritar assim: vigilância máxima. Chegou-me o momento de eu pedir ao povo para fazerem vigilância séria nos Distritos e Subdistritos, sobre aqueles que tem armas e distribuíram armas aos delegados e para outras pessoas.

Se sabem e vem pessoas com armas, mas que já as esconderam, informem as Forças Internacionais para eles apreenderem, se estas pessoas não quiserem entregar de livre vontade.

Se entregarem imediatamente, podem regressar as suas casas. Se forem teimosos, escondem ou
enterraram as armas, hão-de responder no Tribunal, sobre com que missão lhes foi dada a arma, e se esconderam para fim, quem será o alvo para matar.

Finalmente, apelo a todos pela calma porque neste momento difícil temos que reflectir profundamente para que esta violência e destruição não se repita no nosso país!


Texto estranho. Que diabo se passará com Xanana?
Título:
Enviado por: papatango em Junho 23, 2006, 10:22:51 pm
É uma completa confusão...

Ninguém se entende.
Mas a verdade é que eles também não se entendiam antes.
Não nos podemos esquecer do CNRT e do trabalho que deu construir um consenso entre todas as resistências timorenses...

Paul Wolfowitz escreveu um artigo num jornal australiano a dizer que a administração de Timor foi exemplar e que a negociação do petroleo foi um sucesso para o país (o que não coincide com a posição da Austrália ao afirmar que Timor é um estado falhado).

Há mais que o lado australiano nesta história toda.

Temos que aguardar...
Título:
Enviado por: Luso em Junho 23, 2006, 11:45:55 pm
http://www.informationclearinghouse.inf ... e13718.htm (http://www.informationclearinghouse.info/article13718.htm)

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Australia builds its empire

By John Pilger

06/23/06 "ICH" -- -- In my 1994 film Death of a Nation there is a scene on board an aircraft flying between northern Australia and the island of Timor. A party is in progress; two men in suits are toasting each other in champagne. "This is an historically unique moment," effuses Gareth Evans, Australia's foreign affairs minister, "that is truly uniquely historical." He and his Indonesian counterpart, Ali Alatas, were celebrating the signing of the Timor Gap Treaty, which would allow Australia to exploit the oil and gas reserves in the seabed off East Timor. The ultimate prize, as Evans put it, was "zillions" of dollars.

Australia's collusion, wrote Professor Roger Clark, a world authority on the law of the sea, "is like acquiring stuff from a thief . . . the fact is that they have neither historical, nor legal, nor moral claim to East Timor and its resources". Beneath them lay a tiny nation then suffering one of the most brutal occupations of the 20th century. Enforced starvation and murder had extinguished a quarter of the population: 180,000 people. Proportionally, this was a carnage greater than that in Cambodia under Pol Pot. The United Nations Truth Commission, which has examined more than 1,000 official documents, reported in January that western governments shared responsibility for the genocide; for its part, Australia trained Indonesia's Gestapo, known as Kopassus, and its politicians and leading journalists disported themselves before the dictator Su-harto, described by the CIA as a mass murderer.

These days Australia likes to present itself as a helpful, generous neighbour of East Timor, after public opinion forced the government of John Howard to lead a UN peacekeeping force six years ago. East Timor is now an independent state, thanks to the courage of its people and a tenacious resistance led by the liberation movement Fretilin, which in 2001 swept to political power in the first democratic elections. In regional elections last year, 80 per cent of votes went to Fretilin, led by Prime Minister Mari Alkatiri, a convinced "economic nationalist", who opposes privatisation and interference by the World Bank. A secular Muslim in a largely Roman Catholic country, he is, above all, an anti-imperialist who has stood up to the bullying demands of the Howard government for an undue share of the oil and gas spoils of the Timor Gap.

On 28 April last, a section of the East Timorese army mutinied, ostensibly over pay. An eyewitness, Australian radio reporter Maryann Keady, disclosed that American and Australian officials were involved. On 7 May, Alkatiri described the riots as an attempted coup and said that "foreigners and outsiders" were trying to divide the nation. A leaked Australian Defence Force document has since revealed that Australia's "first objective" in East Timor is to "seek access" for the Australian military so that it can exercise "influence over East Timor's decision-making". A Bushite "neo-con" could not have put it better.

The opportunity for "influence" arose on 31 May, when the Howard government accepted an "invitation" by the East Timorese president, Xanana Gusmão, and foreign minister, José Ramos Horta - who oppose Alkatiri's nationalism - to send troops to Dili, the capital. This was accompanied by "our boys to the rescue" reporting in the Australian press, together with a smear campaign against Alkatiri as a "corrupt dictator". Paul Kelly, a former editor-in-chief of Rupert Murdoch's Australian, wrote: "This is a highly political intervention . . . Australia is operating as a regional power or a political hegemon that shapes security and political outcomes." Translation: Australia, like its mentor in Washington, has a divine right to change another country's government. Don Watson, a speechwriter for the former prime minister Paul Keating, the most notorious Suharto apologist, wrote, incredibly: "Life under a murderous occupation might be better than life in a failed state . . ."

Arriving with a force of 2,000, an Australian brigadier flew by helicopter straight to the headquarters of the rebel leader, Major Alfredo Reinado - not to arrest him for attempting to overthrow a democratically elected prime minister but to greet him warmly. Like other rebels, Reinado had been trained in Canberra.

John Howard is said to be pleased with his title of George W Bush's "deputy sheriff" in the South Pacific. He recently sent troops to a rebellion in the Solomon Islands, and imperial opportunities beckon in Papua New Guinea, Vanuatu and other small island nations. The sheriff will approve.

[http://www.johnpilger.com]

This article first appeared in the New Statesman.

Pobretes mas alegretes. Vamos esconder o que temos e lentamente ir progredindo - se isso fizer sentido. Mas garantindo a integridade e a independência nacional. Cada vez admiro mais Salazar.
Óbviamente que nem conto com o nosso...er... "governo".
Título:
Enviado por: Leonidas em Junho 23, 2006, 11:50:31 pm
Saudações guerreiras

Realmente o melhor é mesmo esperar pelo fim disto tudo. As noticias que têm surgido não são conclusivas e podem dar uma ideia errada de que já terminou a grave crise política. Nem eu sei muito bem, quem tem ou não razão, mas uma coisa é certa, é mais que notório que, desde muito antes de ter rebentado a crise, que os cordelinhos andavam a ser puxados por gente que não merece nenhum tipo de respeito. Autêntica escumalha.

São uns autênticos oportunistas como os chacais e os coiotes, não têm vergonha. Os coiotes e chacais demonstram terem mais dignidade que muita gente entitulada de respeitável e civilizada, pois fazem-no por uma questão de sobrevivência, enquanto as ditas pessoas de bem o fazem por ganância. Que sentimento mais bonito e construtivo. É por isso que o mundo está como está. Uns autênticos parasitas.

Ironias do destino: Um cobiçado rico povo pobre, refém de uma riqueza que é sua e que não a tem.  Isto faz-me pensar em algo que não sei muito bem o que é. Só sei que não é bom.

Papatango o Wolfowizt até pode chorar pelos pobrezinhos todos deste planeta, mas não serão mais que lágrimas de crocodilo. Essa gente não tem vergonha nenhuma. Não sei se estão ou não, feitos uns com os outros, mas por aquilo que se passa no Iraque, são muito bem capazes de voltar a fazer o mesmo. É desse tipo de gente que nos devemos prevenir.

Se acontecer alguma guerra, uma outra, como no Iraque, noutro sítio qualquer, nunca será o sangue dele(s), mas sim dos que dele(s) dependem. Será sempre sangue em vão. Autêntica carne para canhão. Aquilo que o Sr. Wolfowitz e demais iguais a ele representam, constituiem um verdadeiro atentado à humanidade. São gente perigosa demais e que terão que ser sempre contrariados. Eles já mostraram bem os dentes. É melhor não confiar em ninguém.  

É por isso que Singapura se arma até os dentes. Chamem-lhes burros!!

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Junho 23, 2006, 11:54:20 pm
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É por isso que Singapura se arma até os dentes. Chamem-lhes burros!!


Exactamente!!!!
Disso depende a Independencia. É clássico.
Quando reconquistaremos a nossa?
Título:
Enviado por: Leonidas em Junho 24, 2006, 12:11:06 am
Luso, de certeza que como sabe, no caso de Timor, temos que dar tempo ao tempo!!! Eles para investirem na sua segurança têm que ter posses. Aqui a única solução são forças internacionais. E por muita hipócrisia que haja neste mundo, por muito contraditório que este mundo seja, a comunidade internacional é neste momento, o garante que as coisas se possam encaminhar com o menos de interferência externa possivel. Nós estamos lá, por muito poucos recursos que tenhamos, estamos lá. Só espero que a nossa presença e não só se prolongue ainda muito mais tempo e uma parte do nosso orçamento de estado, deveria ser para uma ajuda ainda melhor.

Não meta a cavalgadura ao barulho, porque na 2ª guerra mundial o território não estava devidamente protegido. Olhe o que aconteceu em Goa. Os militares pediram "chouriços" e "presuntos" e ele fez-lhes a vontade. Veja o resultado.  :oops:  

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Junho 24, 2006, 12:24:21 am
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Luso, de certeza que como sabe, no caso de Timor, temos que dar tempo ao tempo!!!

Oh caríssimo Leonidas! Eu não estava a falar de Timor! Estava a referir-me indirectamente a Portugal!

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Não meta a cavalgadura ao barulho, porque na 2ª guerra mundial o território não estava devidamente protegido. Olhe o que aconteceu em Goa. Os militares pediram "chouriços" e "presuntos" e ele fez-lhes a vontade. Veja o resultado.  :wink:
A velha história que se mantém hoje em dia do quadro superior incompetente e cobarde.
Mas olhe que não estou a ver que preparações militares que Salazar poderia fazer em Timor quando nessa altura as grandes potências eram sucessivamente derrotadas pelos japoneses. Quando muito poderia ter enviado armas ligeiras modernas e munições pelo menos com as escorvas frescas (coisa que não fez na Índia).
Mesmo errando Salazar dá 10 a zero a estes e sabe porquê?
Porque mesmo com os seus defeitos defendia Portugal. Acha que se pode dizer o mesmo destes de agora?
Título:
Enviado por: Leonidas em Junho 24, 2006, 01:18:59 am
Caro Luso, desde quando ditadura significa patriotismo? Você está a confundir coisas que não têm nada que ver uma com a outra. Eu, pelo menos, não vejo onde possa estarem relacionadas. Era por ser de direita? Então os ainda países comunistas?
Salazar teve um patriotismo q.b., comparados com os de Hitler, Mussulini ou até Franco. Aposto que se ambos os regimes ditaturias peninsulares, se bem que estavam no mesmo campo ideológico não disputavam nada entre si, porque Salazar e Franco tinham estilos diferentes para a mesma causa, mas se Salazar fosse de crista arrebitada, provávelmente até eram capazes de se zangarem a sério e jhaver mesmo porrada a sério.

Não lhe nego a capacidade de ter negociado da maneira como negociou. O homem também teve que ter os seus pontos fortes, já que não disponha de instrumentos (os meios militares) para asseguar a sua própria política. Salazar era (só) um idealista de primeira, sem dúvida. Mais até que Franco, na minha opinião. Mas resultou algum progresso daí?

Luso, de mim não vai ler nenhum comentário em jeito de homenagem á cavalgadura. Isso, não o faço, porque acho que seria uma traição a mim próprio. Não tenho problemas nenhuns em discutir seja o que for, agora propagandear um homem que se conota na totalidade com uma ideologia doente, para mim, é moralmente inaceitável e deixa-me com dores de cabeça. Começo a entrar em curto-cicuito. O espírito tem que ser cultivado livremente. Isto não se trata de homenagear a atitude do rei português na questão da libretação do Infante Santo (D. Fernando - Inclita Geração Filho de do rei D. João I) das mãos atrozes do cativeiro de Lazaraque. Está a anos luz deste acontecimento!!!!!

Não sei com que contigente Portugal se deveria ter batido para repelir as forças da União Indiana. Eles só atacaram com uma força que nem sonhamos ter algum dia. Por isso não era por aí que Salazer teria errado. A questão não era militar, mas sim política. Foi pena o sangue português derramado lá.

Foi em vão, porque os indianos iriam sempre conquistar aquilo, nem que enfrentassem tudo o poder militar português na altura. Era bem melhor se ele tivesse negociado. Ele pode ter defendido todas as vezes Portugal, mas isso não justifica que o fizesse a qualquer custo. Desta maneira fez derramar ilegitimamente sangue. Não houve a honradez que tivemos em relação África. Quiz-se armar em herói á custa do sangue dos outros.  

Não vá por aí Luso. Vai por um caminho muito perigoso ao acreditar que uma qualquer ditadura resolve o nosso porblema. Se acha que este governo não defende os interesses do país perante terceiros, diga-me então, o que fizeram os dois governos anteriores de direita? Fizeram melhor? Sendo assim, seria também legitimo pedir uma ditadura comunista, não acha? Não faz sentido.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Leonidas em Junho 24, 2006, 02:21:36 pm
Saudações guerreiras

Com uma atitude de intransigência na não rendição fazendo lutar até ao último homem, naquelas condições, era condená-los á morte certa. Os militares também são seres humanos. Sendo assim, a atitude casmurra foi mais pelo regime (pelos princípios em que ele acreditava) do que pelo país. O país não é mais nem menos que as pessoas que o constituem. Consequentemente, ele desrespeitou, ele abusou da situação para salvar a sua face e não o país aproveitando-se

Uma ditadura só se serve a si própria. Age de acordo com os seus interesses. Faça uma comparação com o que se passa atualmente, com o tipo de democracia evoluidíssima que temos!! Será que é necessário mais algum Salazar? Hoje, quantos quer? A esperteza nunca deu em inteligência o que é pena. Portugal batia recordes de desenvolvimento!!    

Voltando a Timor. Se lá estivesse um contingente adequado poderia haver a possibilidade de nem sequer os japoneses o terem invadido, mas isso também significava Portugal fazer a guerra a sério. Coisa que Salazar não quis. Será um território que ficará sempre ligado, pelos piores motivos, a uma época bastante conturbada da vida nacional, mas que os próprios portugueses de Timor não ajudaram, revoltando-se na pior altura possível, a época logo após o 25 de Abril.

Agora já não vale a pena chorar pelo que se passou, se bem que não podemos esquecer nunca as asneiras que se cometeram. Isso será falsear a memória. Só os covardes, é que não demonstram força suficiente para enfrentarem as suas próprias fraquezas, arranjando subterfúgios de todas as espécies. E quanto mais elevado o grau de habilitações literárias pior é, mas também mais ridículo o será. Há que assumir aquilo que se tem que assumir e sem complexos alguns.    

Se quisermos ter algum pingo de dignidade temos que aproveitar todas as situações possíveis para os ajudar, dentro do maior respeito pela sua soberania, nem que, com isso, nos cause sempre um sabor amargo por um passado injusto. Essa é a opção que tem que ser respeitada e que só a eles lhes cabe decidir. Façamos o que devemos fazer então o V império. Isso sim, porque não efémero, porque indolor, porque verdadeiro, porque legitimo e porque justo.  

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Junho 24, 2006, 04:36:40 pm
http://www.theaustralian.news.com.au/st ... 01,00.html (http://www.theaustralian.news.com.au/story/0,20867,19286334-601,00.html)

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Mark Aarons: Marxist leaders have failed
Mari Alkatiri et al have a poor record when it comes to democracy
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May 29, 2006
THE crisis in East Timor is a dangerous watershed for the world's youngest nation. Although distressing in its violence and bloodshed, Timorese democracy can survive. But the country's leadership must take stock of the upheaval's causes and remove the stultifying control of political, civic and economic life by Prime Minister Mari Alkatiri's dominant faction within Fretilin, which won 57 per cent of the vote at the country's first election.
The crisis also affects supporters of the Timor's independence struggle over the past three decades. Sections of the Australian Left, which was active (with other Australians) in promoting the cause of independence, need to do some serious stocktaking if they are to assist Timor in the long term.

There needs to be recognition that Alkatiri and some of his supporters have a poor record when it comes to democracy. Since its inception in 1974, Fretilin has been a broad front representing social democratic, Marxist and nationalist tendencies. Founding member and current Foreign Minister Jose Ramos-Horta was a social democrat, while others adopted a fundamentalist Marxist platform.

Indonesia's brutal offensives of 1977-78 eliminated the internal leadership, leaving Marxist-inclined leaders such as Alkatiri competing for domination of the exile community with international spokesman Ramos-Horta. Inside the country, Fretilin reasserted its adherence to Marxism under its new leader and current Timorese President, Xanana Gusmao. But during the 1980s Gusmao distanced himself from Marxism and eventually left Fretilin to head a broad, nationalist front that linked his guerillas with the Catholic Church, student organisations and the civilian underground. Fundamentalists remained in Fretilin's leadership, notably among the exiles in the former Portuguese African colonies. Alkatiri's Mozambican cell was the most significant of these.

This history is important in understanding today's crisis. Few would dispute that three figures led Timor's independence struggle. First was Gusmao, leader of the guerillas, whose years inside an Indonesian jail gave him Mandela-like status as the embodiment of Timor's aspiration for nationhood. Then there was Ramos-Horta, whose indefatigable diplomacy over two decades kept Timor on the international community's agenda and won him the Nobel Peace Prize. Finally, there was the co-winner of that prize, Bishop Belo (and the Catholic Church generally), whose support for the struggle was crucial.

By contrast, Alkatiri's name was virtually unknown. Outside the international solidarity groups and diplomats who met him in Ramos-Horta's shadow at international forums, he was neither known nor, more crucially, understood. Alkatiri's main work in exile was to move among Timorese refugees, organising Fretilin cells and giving ideological direction in preparation for running the country. Alkatiri has held power for almost five years, during which time stories of nepotism, corruption and authoritarianism have been too persistent to be lightly dismissed. The struggling public service seems to have been stacked with Alkatiri loyalists. Merit and ability have not been the main criteria for job selection. This has undermined professionalism, politicised the civil service and sown the seeds of resentment, disaffection and now revolt.

Alkatiri's shortcomings do not end there. Authoritarianism, of an eerily Stalinist kind, has too often been the Government's response to dissent. The means used by Alkatiri to ensure his recent re-election as Fretilin leader illustrate the point. By replacing a secret ballot with a show of hands, he not only thwarted his challenger, but actually undermined democracy in order to proclaim his own "democratic" victory.

The malaise in governance and the endemic abuses of power are also personified by Interior Minister Rogerio Lobato, brother of resistance hero Nicolau Lobato who was killed by the Indonesians in 1978. I knew Rogerio in 1976 as a swaggering Fretilin commander. He helped me obtain tens of thousands of dollars in Mozambique to keep an illegal radio connection operating with East Timor, which I smuggled into Australia, risking a lengthy prison term.

A few years later, Rogerio was jailed in Angola for smuggling diamonds, not to assist his country's struggle but to enrich himself. Lobato's appointment to a sensitive post in Alkatiri's Government was an important warning sign. The recent allegation in UN cables that he spends much of his time managing his own business affairs is consistent with his criminal activities in Angola. Yet he was put in charge of the country's security apparatus. Little wonder that elements of the forces within Lobato's circle have been heavily involved in the violence.

Since independence, many Australians on the political Left have uncritically supported Alkatiri's Government. I have been dismayed by the fierce, and utterly misconceived, criticisms of Gusmao and Ramos-Horta and the blindness towards Alkatiri's manifest shortcomings. Some have simply denounced Gusmao and Ramos-Horta because they abandoned Fretilin, while others are resentful about Gusmao's challenges to Alkatiri's dominance of political and civic society.

Nor should we heed the voices of the political Right which is now smugly claiming that Fretilin is irredeemably corrupt and violent. We should not despair about Timor's prospects to become a viable, independent nation. Yes, Timor is dominated by Fretilin, which along with other political forces committed crimes in the Indonesian-instigated 1975 civil war. This has been honestly admitted by Fretilin, but some Fretilin leaders are certainly behind the mismanagement and violent criminal behaviour that have caused and been featured in the current crisis.

But these pale in comparison with the mass crimes of Indonesia's illegal occupation. East Timor overcame this and has the capacity to overcome the present troubles. There are many competent and democratically inclined Timorese (especially within Fretilin) who can lead the nation towards stability and democracy.

The country's future now depends on Gusmao and Ramos-Horta continuing in senior roles. East Timor's needs must come before Gusmao's desire to retire next year or Ramos-Horta's bid to shift to the UN. Without these two giants, Timor risks ongoing dependence on the international community. Gusmao has a particular responsibility. He is the one figure who can unite the warring factions from the western and eastern ends of his country.

The governing Timorese elite needs to do some hard thinking about its next steps. Above all, Alkatiri and his supporters should drop their conspiracy theories about Gusmao's "attempted coup d'etat" and admit their own mistakes and shortcomings. A failure to support a new direction by the dominant Fretilin faction would threaten the entire independence struggle and leave their country open to the possibility of effectively becoming an Australian client state.

Mark Aarons is co-author of East Timor: A Western Made Tragedy (Left Book Club, 1993).


O "negrito" é meu. Já se está a ver o que se prepara. Qual é a posição do Governo Português perante a invasão/conquista Australiana?
Porque é que ninguém diz nada?
Começo a ver dosi campso distintos:

- A esquerda internacionalista (por definição) e a direita também internacionalista, acólita dos norte-americanos e seus aliados.
Onde estão os Portugueses?
Título:
Enviado por: pedro em Junho 24, 2006, 04:40:38 pm
Caro Luso nao temos poder para os derrotar o sequer enfrentar.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 26, 2006, 02:42:11 am
http://online.expresso.clix.pt/opiniao_int/artigo.asp?id=24761326

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Timor-Leste: Austrália pacificadora ou predadora de petróleo?
 

UMA rebelião de dois meses levada a cabo por oficiais do exército demitidos e desertores da polícia em Timor-leste, um dos mais recentes e mais pobres países do mundo, teve como consequência o desembarque na sua capital Dili de uma «força de manutenção da paz» liderada pelos australianos, e uma pressão para uma «mudança de regime» com a ajuda dos meios de informação.
 
O primeiro-ministro Mari Alkatiri, um muçulmano que lidera um país predominantemente católico, é o líder do Partido Fretilin, que lutou pela independência do jugo indonésio durante duas décadas, e que ganhou com uma vitória esmagadora as primeiras eleições legislativas, em 2001.
 
Nas notícias dos meios de informação australianos, que por sua vez influenciam toda a informação regional e internacional sobre o assunto, a crise em Timor é descrita como uma luta interna pelo poder, onde um primeiro-ministro «impopular» depara com a oposição de um movimento popular. As palavras «petróleo» e «gás» raramente são mencionadas nestas notícias, apesar de isso estar na origem da intervenção australiana.
 
A história da independência de Timor-leste é também a história das piruetas dos australianos e das suas tentativas de deitar mão aos vastos depósitos petrolíferos nos mares envolventes, actualmente avaliados em mais de 30 mil milhões de dólares. Contudo, a Austrália sempre pintou o seu apoio à independência timorense como uma missão «humanitária» e de defesa dos «direitos humanos». Ainda hoje os meios de informação reflectem isso.
 
Falando recentemente na ABC Rádio, James Dunn, conselheiro da Missão das Nações Unidas em Timor-leste (UNMET) em 1999, referiu-se a Alkatiri como um «político que tinha laços estreitos com o povo» e acrescentou que é também um trabalhador eficiente e um bom governante, mas não uma «pessoa com quem seja fácil lidar».
 
Foi a sua posição dura ao negociar com a Austrália os direitos de Timor às suas reservas de petróleo e de gás, nos últimos cinco anos, que lhe mereceram a cólera do governo australiano - que tentou intimidar o seu vizinho pobre para o submeter às ambições de Camberra para controlar a exploração destes recursos naturais.
 
Rob Wesley-Smith, porta-voz de Free East Timor, considera que Alkatiri tem tendências ditatoriais e que a Fretilin se tornou corrupta, mas lança as culpas ao governo australiano do primeiro-ministro John Howard por ter precipitado a crise ao derrogar desde 1999 todas as receitas do petróleo em disputa, no valor de cerca de 1,5 mil milhões de dólares, à Austrália».
 
«Apesar desta área estar a ser disputada, é quase certo segundo os regulamentos da UNCLOS (Comissão da ONU para a Lei Marítima) que ela pertence a Timor-leste», disse ele à IPS, acrescentando que as imagens televisivas das tropas australianas que chegaram a Dili a observar pilhagens e incêndios sem nada fazer o levavam a perguntar se isto não faria parte de uma conspiração sinistra de Camberra para declarar Timor-leste um Estado inviável «para que assim pudessem controlar o roubo (do petróleo) do Mar de Timor».
 
Wesley-Smith salientou que embora a Austrália levasse quase 1,5 mil milhões de dólares em royalties das reservas de petróleo em disputa nos mares de Timor desde 1999, retribuíram com aproximadamente 300 milhões de dólares em assistência durante o mesmo período, contribuindo assim para criar uma dependência.
 
Helen Hill, uma académica australiana, autora de «Stirring of Nationalism in East Timor» (Incentivar o nacionalismo em Timor Leste), defendeu recentemente num artigo de jornal que a razão por que Alkatiri é odiado pelas autoridades de Camberra é porque, apesar de ser o único líder timorense a fazer frente às tácticas intimidatórias do governo australiano, também tem estado a criar ligações com países asiáticos como a China e a Malásia, e com Cuba, Brasil e Portugal, a antiga potência colonial, para ajudar a diversificar os laços económicos de Timor-leste.
 
«Ele é um nacionalista económico», nota Hill. «Espera que uma empresa petrolífera estatal, assistida pela China, Malásia e Brasil permita que Timor beneficie do seu próprio petróleo e gás, a juntar às receitas que receberá das áreas partilhadas com a Austrália».
 
Alkatiri também se manifestou contra a privatização da electricidade e conseguiu criar um depósito farmacêutico de «balcão único», apesar da oposição do Banco Mundial. Também se recusou a receber ajuda condicional da parte do Banco Mundial e do FMI, convidou médicos cubanos para prestarem serviço nos centros de saúde rurais e ajudarem a criar uma nova faculdade de Medicina, aboliu as propinas nas escolas primárias e introduziu um serviço de almoços gratuitos para crianças. Tudo isto e o facto de ter sido educado e passado 24 anos no exílio num Moçambique marxista tem sido citado pelos seus opositores na Austrália como sendo características identificadoras de líder comunista.
 
Pelo contrário, julga-se que o líder rebelde, Major Alfredo Reinado, antigo exilado na Austrália, foi treinado na academia de defesa nacional em Camberra, tendo sido o candidato preferido da Austrália para o cargo de primeiro-ministro, o ministro dos Negócios Estrangeiros Ramos Horta, quem criou o programa de treino diplomático em Sydney durante os seus anos de exílio na Austrália.
 
Falando esta semana na ABC-TV, Horta defendeu que Timor-leste «não pode dar-se ao luxo do seu governo continuar a perder credibilidade nem do país manter uma má imagem», assim Alkatiri deve afastar-se no interesse do seu próprio partido.
 
Rebatendo acusações feitas no mesmo programa de que tinha armado elementos da Fretilin para eliminar os seus opositores, Alkatiri disse que não está a sofrer qualquer pressão para se demitir e que não tenciona fazê-lo.
 
A campanha em curso contra Alkatiri reflecte as sucessivas reviravoltas políticas dos governos australianos relativamente a Timor-leste desde 1975, atribuídas ao seu desejo de controlar os recursos naturais de petróleo e gás de Timor.
 
Depois de apoiar a anexação indonésia em 1975, a Austrália e a Indonésia assinaram em 1989 um tratado, o «Timor Gap Treaty» (TGT), para partilharem os recursos nesta área. A Autoridade Transitória da ONU em Timor-leste declarou o TGT ilegal em 2001, a Austrália assinou um Memorando de Entendimento com as autoridades da ONU que lhe permite uma exploração petrolífera continuada na região.
 
Mas pouco antes de Timor-leste se tornar um estado independente em 2002, o governo de Howard anunciou que nunca mais se submetia às decisões do Tribunal Mundial sobre fronteiras marítimas, uma atitude que Alkatiri descreveu nessa altura como hostil.
 
Desde então, Alkatiri tem tido uma série de azedas discussões com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália Alexander Downer sobre este problema. Após duras negociações, em Janeiro Alkatiri conseguiu levar Camberra a aceitar uma quota de 90-10 dos rendimentos do campo Greater Sunrise a favor de Timor-leste. Isso ocorreu depois de concordar em não levar por diante, pelo menos durante 40 anos, a reivindicação de Timor-leste ao mar em disputa segundo as disposições da convenção da UNCLOS, um período de tempo suficiente para que a maioria das reservas de petróleo e gás estejam esgotadas.
 
Em 2005, constou que o governo Alkatiri iniciou negociações com a Petro China para construir uma refinaria em Timor-leste, o que deitaria por terra os planos australianos de construção de uma refinaria em Darwin, uma cidade do norte da Austrália, para processar todo o petróleo do Mar de Timor de ambos os lados da fronteira. O Presidente Xanana Gusmão devia visitar a China este mês para cimentar o acordo, mas isso foi impedido pelos militares australianos.
 
Tim Anderson, um especialista em política da Universidade de Sydney, considera que o governo de Howard planeia impor uma «junta» em Timor-leste, liderada por Horta e por Gusmão, que está doente, e que também incluiria nomeações feitas pelo bispado católico. «A presença das tropas ocupantes (australianas) até às eleições do próximo ano pode minar seriamente a posição dominante da Fretilin», salienta.
 
 
Kalinga Seneviratne  


Um texto interessante, revelador da provada hipocrisia australiana e dos muitos interesses tendenciosos de muitos dos personagens timorenses, actores pouco inocentes neste período da história timorense.

A arrogância descarada dos australianos, a "azia" que a presença portuguesa lhes provoca, os personagens mais activos na "revolta" claramente oriundos da "escola" australiana,...

Será Timor, como país independente e autónomo da Austrália uma causa perdida?
Título:
Enviado por: Leonidas em Junho 26, 2006, 11:15:48 pm
Saudações guerreiras

Citação de: "Leonidas"
A esperteza nunca deu em inteligência o que é pena. Portugal batia recordes de desenvolvimento!!


Caros intervenientes no fórum, quero deixar bem claro que a frase acima não não foi dirigida a ninguém durante o diálogo. Eu não seria capaz de tal atitude, pois não havia razão objetiva que podesse ter levado a fazê-lo.

A todos, muito obrigado.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 28, 2006, 08:23:26 pm
Mais uma indicação da colonização australiana/americana de Timor?

Timor-Leste: Voz da América vai encerrar emissões em português

Washington, 28 Jun (Lusa) - A emissora oficial dos Estados Unidos, Voz  da América, vai suspender as emissões em português para Timor-Leste, disseram hoje fontes daquela estação emissora.
        A emissão em português deverá ser transmitida pela última vez no próxim o domingo, mas como as emissões de fim-de-semana são gravadas antecipadamente o  programa termina com efeito na sexta-feira.
        As fontes disseram que a decisão não se deve à actual situação politica em Timor-Leste e estava a ser ponderada há muito tempo por razões logísticas.
        O ano passado uma decisão de encerrar as transmissões foi adiada devido a oposição dos jornalistas responsáveis pela emissão e de protestos de diplomat as timorenses, acrescentaram.
        O português é língua oficial de Timor-Leste, a par do tétum.
        A Voz da América iniciou as transmissões em português para Timor-Leste  há pouco mais de cinco anos, tendo desde então transmitido diariamente um programa de 30 minutos ao início da manhã (hora local).
        O programa é retransmitido em directo por uma estação emissora timorens e ligada à FRETILIN, a Voz da Esperança, que para poder captar e transmitir o programa recebeu equipamento da Voz da América.
        O programa, com notícias e reportagens, tem sido elaborado por jornalis tas do serviço em português para África que segundo as mesmas fontes luta com falta de pessoal e fundos.
        Os jornalistas que asseguram diariamente o programa nunca visitaram Timor-Leste e nunca tiveram meios para contratar um correspondente em Díli, elabora ndo as notícias sobre Timor-Leste com base nas agências noticiosas internacionais e nas notícias publicadas em jornais australianos.
        Actualmente, a Voz da América transmite em português para África um total de duas horas de programação diária, sendo 30 minutos dedicados especialmente a Angola num programa elaborado totalmente com base em reportagens de jornalistas angolanos baseados no país, mas apresentado por um locutor/jornalista em Washington.
        Dos restantes 90 minutos, 30 minutos são transmitidos pela manhã (hora africana) e 60 minutos ao início da noite.
        As fontes disseram que o programa especialmente dedicado a Angola esteve recentemente em risco de ser encerrado, o que poderá acontecer a "médio prazo" .
        O serviço em português da Voz da América conta actualmente com nove jornalistas/apresentadores divididos em dois turnos e dois técnicos de som.
   

        JP.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 28, 2006, 09:11:11 pm
Não vai faltar muito atá começarmos a sentir a nossa verdadeira vocação Luso-Ultramarina. Da Europa e do mundo anglo-saxonico não pode vir boa coisa.
O tempo dará razão a estas palavras.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 29, 2006, 04:36:45 am
Entrevista do DN ao comandante Nuno Antunes, especialista português em Direito Internacional.

http://dn.sapo.pt/2006/06/29/internacional/planos_alkatiri_prejudicariam_territ.html

Citar
Planos de Alkatiri prejudicariam Territórios do Norte da Austrália

Armando Rafael

Que importância tem o petróleo na crise timorense?

Sou avesso a teorias da conspiração. Agora, tenho é poucas dúvidas de que as declarações de apoio a Xanana Gusmão e a Ramos-Horta por parte da Austrália em geral têm muito a ver com o facto de o primeiro- -ministro timorense ser quem é.

A Austrália não perdoa o acordo que Mari Alkatiri conseguiu obter...

Não, não, não! O que está em causa são os projectos que Mari Alkatiri tinha para o futuro...

O que é quer dizer com isso?

Bem gerido, o petróleo permitirá a Timor-Leste colocar-se numa situação de relativa independência perante a Austrália e a Indonésia. Especialmente se o gasoduto do Greater Sunrise for construído para o lado timorense, e não para Darwin, como os australianos pretendem...

Os australianos e algumas petrolíferas envolvidas no projecto...

A Osaka Gas, que integra a joint- -venture do Greater Sunrise, chegou a dizer isso mesmo, quando Mari Alkatiri visitou o Japão. E o que ele respondeu foi muito simples: a menos que lhe demonstrassem que a solução Timor-Leste era inviável, comercial e tecnicamente, ele faria tudo para os contrariar.

Como?

O primeiro-ministro timorense tem alguns poderes ao nível regulador que podem atrasar ou, pelo menos, condicionar o desenvolvimento desses projectos, impedindo que o gás vá para Darwin. E o argumento que Alkatiri usava, era razoável: se a Austrália já beneficiava do gás de Bayu-Undan, seria normal que Timor-Leste retirasse benefícios do Greater Sunrise.

A distância é mais pequena...

Muito mais. O único problema é que o fundo do mar é razoavelmente plano até Darwin, o que não acontece no trajecto para Timor-Leste, em que é necessário ultrapassar a fossa do mar de Timor que vai até aos três mil e poucos metros de profundidade, embora seja possível cruzá-la a um nível próximo dos dois mil metros ...

E do lado australiano qual é a profundidade?

Cem, cento e poucos metros.

Qual é o custo desses gasodutos?

No caso de Timor-Leste, creio que são dois mil milhões de dólares.

E do lado australiano?

Ligeiramente menos, dado que a Austrália já possui algumas infra- -estruturas: portuárias, redes viárias e de electricidade...

Que os timorenses não têm...

Mas esse era um dos grandes objectivos do primeiro-ministro, que percebia que um projecto destes faria disparar os investimentos nas infra-estruturas. Quem perderia seriam os Territórios do Norte [Austrália], que veriam comprometidos os seus planos de desenvolvimento.

Que planos?

Há cinco anos, li um estudo feito por australianos segundo o qual o desenvolvimento associado daquela região à construção das diversas instalações de gás em Darwin rondaria os 20 mil milhões de dólares.

Que quantidade de petróleo ou de gás existe em Timor-Leste?

É muito difícil dizê-lo. Mas atenção: Timor-Leste não é o Koweit, nem o Brunei. Não é disso que estamos a falar. O que estamos a falar é de um país que, tendo em conta os acordos já celebrados com a Austrália e com o preço do barril de petróleo nos 50 dólares, iria receber cerca de 25 mil milhões de dólares nos próximos 25 a 30 anos. Ou seja, mil milhões de dólares por ano. Se pensarmos que o orçamento timorense para este ano anda nos 200 milhões de dólares, é fácil fazer as contas e perceber o que isto representa. E só estou a falar de Bayu-Undan.

Ou seja, ainda falta o Greater Sunrise na zona de exploração conjunta com a Austrália. Existe alguma estimativa do petróleo e do gás que possam existir na zona exclusiva de Timor-Leste?

Quanto ao onshore [em terra], ninguém sabe. Até porque há sempre sedimentações a correr ao longo da inclinação da ilha que dificultam as medições. Relativamente ao offshore [no mar], é preciso separar a zona de exploração exclusiva e a zona de exploração conjunta com a Austrália. Quanto à parte exclusiva timorense, sabe-se pouco. E o que se sabe é por associação ao que se conhece da zona de exploração conjunta.

E o que se sabe sobre a zona de exploração conjunta?

Bayu-Undan, o campo que alimenta neste momento as receitas de Timor-Leste, tem reservas confirmadas de 3,4 TCF [trillion cubic feet, sendo que cada TCF corresponde a 167 milhões barris de petróleo]. Além disso, Bayu-Undan tem 400 milhões de líquidos [combustíveis] que poderiam ser explorados.

O que existe é, portanto, essencialmente gás...

Essencialmente. O que não quer dizer, no entanto, que não exista petróleo. Mas o essencial é gás.

E os outros campos?

O Greater Sunrise tem à volta 8 TCF e 300 milhões de barris de condensados. Ou seja, as suas reservas de gás representam mais do dobro de Bayu-Undan, ainda que o Greater Sunrise seja mais seco. Mas, nos termos do acordo celebrado no início deste ano, as receitas do Greater Sunrise serão dividas ao meio entre Timor-Leste e a Austrália.

E ainda existem outros campos...

Mais pequenos. Com excepção do Fénix, que poderá ter cerca de 3 TCF, tanto o Chuditch, como o Jahal Add Kuda-Tasi, entre outros, terão menos de um TCF cada.

Nuno Antunes trabalhou de perto com Mari Alkatiri, tendo ajudado a consolidar o Fundo Petrolífero do país. Para onde são canalizadas todas as receitas da exploração do mar de Timor e que contém uma regra essencial: Díli só pode gastar parte dos rendimentos do fundo. Se a regra não for alterada, os timorenses continuarão a beneficiar destas receitas muito para além do ciclo normal de exploração: 30 anos.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 29, 2006, 05:34:40 pm
Ora aí está a peça que faltava encaixar neste puzzle!

Sempre achei que a quantidade de petróleo em questão não era assim tão relevante como para justificar tantas “mãos invisíveis”. :conf:
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 29, 2006, 10:59:18 pm
Bem, para a futura força da ONU, Fiji já se voluntariou..

http://news.xinhuanet.com/english/2006- ... 755359.htm (http://news.xinhuanet.com/english/2006-06/27/content_4755359.htm)
Título:
Enviado por: Leonidas em Junho 30, 2006, 11:28:53 pm
Sauidações guerreiras

Caro Luso, como vê,  Alkatiri até pode ser um comunista, nas não deixou de ser timorense e fazer todo por todo para que Timor tenha direito aquilo que lhe perternce, desenvolvendo-se. Como vai ser agora? Vai ser melhor? Alkatiri já não tá na jogada. Irónicamente era ele que estava a fazer a diferença. Vamos esperar mais uns tempos até a novela petróleo acabar e ver a que mãos vão parar os contratos desta vez.

Caro Jorge Pereira, não sei porquê, mas mesmo assim, mesmo que não tenhamos nada a ver com isso, ainda não me agrada nada o que se passa. Se a influência australiana continuar acho que irão perder mais do que ganhar. Mas isso é só lá com eles.

Que é feito do Nuno Bento? Há novidades por aí?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Junho 30, 2006, 11:43:02 pm
Citação de: "Leonidas"
Caro Luso, como vê,  Alkatiri até pode ser um comunista, nas não deixou de ser timorense e fazer todo por todo para que Timor tenha direito aquilo que lhe perternce, desenvolvendo-se.


Está confuso! :wink:
Título:
Enviado por: NVF em Julho 01, 2006, 01:37:06 am
Luso, andas a mandar bocas ao outro colega mas tambem andas a dar nas pastilhas  :)
Título:
Enviado por: Luso em Julho 01, 2006, 02:14:01 am
Citação de: "NVF"
Luso, andas a mandar bocas ao outro colega mas tambem andas a dar nas pastilhas  :)


Bocas?
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 06, 2006, 08:00:28 pm
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Alkatiri diz-se vítima «conspiração» australiana pelo petróleo
Mari Alkatiri afirmou hoje que a sua demissão do cargo de primeiro-ministro foi «uma conspiração orquestrada» e acusou os media e alguns políticos australianos de «não gostarem» dele devido às negociações sobre o petróleo do Mar de Timor.

«Não tenho dúvidas de que o conjunto dos media australianos tentou demonizar-me - a realidade é essa. Porquê? Não tenho dúvidas de que alguns ministr os e responsáveis australianos não gostam de mim porque me conhecem como um negociador exigente», disse o ex-primeiro-ministro timorense numa entrevista publica da hoje pelos jornais australianos Sydney Morning Herald e The Age.

Para Alkatiri, contudo, tanto Timor- Leste como a Austrália perdem com a sua demissão, porque o Governo estava a preparar a apresentação de uma proposta de lei para a ratificação de um acordo com a Austrália sobre a exploração do campo de gás e de petróleo Greater Sunrise, no valor de 41 mil milhões de dólares australianos (cerca de 23,9 mil milhões de euros).

«Agora volta tudo à mesa das negociações», disse.

Depois da independência de Timor-Leste, Mari Alkatiri chefiou as negoci ações com a Austrália sobre os recursos petrolíferos do Mar de Timor, processo que lhe granjeou a reputação de negociador forte e intransigente na defesa dos in teresses do seu país.

Na entrevista publicada hoje, Mari Alkatiri descreve a sua demissão com o «uma conspiração orquestrada», mas escusa-se a avançar com responsáveis concretos, adiantando que ainda tem de fazer alguma investigação para acusar alguém.

«Tenho a certeza de que, um dia, tudo se vai saber», disse.

Sobre o seu futuro político, Mari Alkatiri afirma que se vai manter no cargo de secretário-geral da FRETILIN e dirigir o partido maioritário até às ele ições previstas para o início do próximo ano.

«Vencer as eleições é a minha principal tarefa neste momento», disse.

«Mas vai ser muito mais difícil devido à situação de insegurança. Os me mbros da FRETILIN, particularmente os da parte ocidental do país, continuam a ser intimidados por homens armados», acrescentou, explicando que se a situação de segurança não melhorar «pode ser difícil organizar as eleições».

Questionado sobre se pode voltar a ser nomeado primeiro-ministro em caso de vitória eleitoral, Alkatiri remete qualquer decisão para a FRETILIN e admit e que pode ser benéfico escolher outra pessoa.

«Essa será uma decisão do partido... Espero que o partido não mo imponha. Talvez seja melhor ter outros [nomes] para o cargo de primeiro-ministro. Se calhar o que temos de fazer é não pensar no passado e olhar para a frente», disse .

Alkatiri escusou-se, por outro lado, a comentar a possibilidade de ser sucedido no cargo de primeiro-ministro pelo actual ministro da Defesa e dos Negó cios Estrangeiros, José Ramos Horta, que foi fundador da FRETILIN mas abandonou o partido durante a ocupação indonésia de Timor-Leste.

«A FRETILIN apresentou três soluções... três nomes diferentes (...) O que o país precisa agora é de uma reconciliação até às eleições», disse.

Segunda-feira passada, o porta-voz da FRETILIN disse à Agência Lusa em Díli que o partido apresentará ao Presidente da República, Xanana Gusmão, três nomes para sucederem a Alkatiri: José Ramos Horta, independente, Estanislau da Silva, membro do comité central do partido e ministro da Agricultura, e Rui Araújo, também independente e ministro da Saúde.

Mari Alkatiri, secretário-geral da FRETILIN desde 2001, demitiu-se da chefia do Governo a 26 de Junho, cedendo à exigência de Xanana Gusmão, que ameaço u resignar se o líder do partido maioritário não se demitisse.

Nas últimas eleições, realizadas em Agosto de 2001, a FRETILIN elegeu 55 dos 88 deputados à Assembleia Constituinte, posteriormente transformada em Parlamento Nacional.

Diário Digital / Lusa

06-07-2006 14:26:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=235198 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=235198)

Resposta australiana:
Alkatiri tem aceitar críticas dos media, diz PM australiano
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=235226 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=235226)

Vamos lá a ver se o negócio do petróleo vai ser aprovado..ou "alterado"..
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 06, 2006, 08:01:09 pm
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Alkatiri diz-se vítima «conspiração» australiana pelo petróleo
Mari Alkatiri afirmou hoje que a sua demissão do cargo de primeiro-ministro foi «uma conspiração orquestrada» e acusou os media e alguns políticos australianos de «não gostarem» dele devido às negociações sobre o petróleo do Mar de Timor.

«Não tenho dúvidas de que o conjunto dos media australianos tentou demonizar-me - a realidade é essa. Porquê? Não tenho dúvidas de que alguns ministr os e responsáveis australianos não gostam de mim porque me conhecem como um negociador exigente», disse o ex-primeiro-ministro timorense numa entrevista publica da hoje pelos jornais australianos Sydney Morning Herald e The Age.

Para Alkatiri, contudo, tanto Timor- Leste como a Austrália perdem com a sua demissão, porque o Governo estava a preparar a apresentação de uma proposta de lei para a ratificação de um acordo com a Austrália sobre a exploração do campo de gás e de petróleo Greater Sunrise, no valor de 41 mil milhões de dólares australianos (cerca de 23,9 mil milhões de euros).

«Agora volta tudo à mesa das negociações», disse.

Depois da independência de Timor-Leste, Mari Alkatiri chefiou as negoci ações com a Austrália sobre os recursos petrolíferos do Mar de Timor, processo que lhe granjeou a reputação de negociador forte e intransigente na defesa dos in teresses do seu país.

Na entrevista publicada hoje, Mari Alkatiri descreve a sua demissão com o «uma conspiração orquestrada», mas escusa-se a avançar com responsáveis concretos, adiantando que ainda tem de fazer alguma investigação para acusar alguém.

«Tenho a certeza de que, um dia, tudo se vai saber», disse.

Sobre o seu futuro político, Mari Alkatiri afirma que se vai manter no cargo de secretário-geral da FRETILIN e dirigir o partido maioritário até às ele ições previstas para o início do próximo ano.

«Vencer as eleições é a minha principal tarefa neste momento», disse.

«Mas vai ser muito mais difícil devido à situação de insegurança. Os me mbros da FRETILIN, particularmente os da parte ocidental do país, continuam a ser intimidados por homens armados», acrescentou, explicando que se a situação de segurança não melhorar «pode ser difícil organizar as eleições».

Questionado sobre se pode voltar a ser nomeado primeiro-ministro em caso de vitória eleitoral, Alkatiri remete qualquer decisão para a FRETILIN e admit e que pode ser benéfico escolher outra pessoa.

«Essa será uma decisão do partido... Espero que o partido não mo imponha. Talvez seja melhor ter outros [nomes] para o cargo de primeiro-ministro. Se calhar o que temos de fazer é não pensar no passado e olhar para a frente», disse .

Alkatiri escusou-se, por outro lado, a comentar a possibilidade de ser sucedido no cargo de primeiro-ministro pelo actual ministro da Defesa e dos Negó cios Estrangeiros, José Ramos Horta, que foi fundador da FRETILIN mas abandonou o partido durante a ocupação indonésia de Timor-Leste.

«A FRETILIN apresentou três soluções... três nomes diferentes (...) O que o país precisa agora é de uma reconciliação até às eleições», disse.

Segunda-feira passada, o porta-voz da FRETILIN disse à Agência Lusa em Díli que o partido apresentará ao Presidente da República, Xanana Gusmão, três nomes para sucederem a Alkatiri: José Ramos Horta, independente, Estanislau da Silva, membro do comité central do partido e ministro da Agricultura, e Rui Araújo, também independente e ministro da Saúde.

Mari Alkatiri, secretário-geral da FRETILIN desde 2001, demitiu-se da chefia do Governo a 26 de Junho, cedendo à exigência de Xanana Gusmão, que ameaço u resignar se o líder do partido maioritário não se demitisse.

Nas últimas eleições, realizadas em Agosto de 2001, a FRETILIN elegeu 55 dos 88 deputados à Assembleia Constituinte, posteriormente transformada em Parlamento Nacional.

Diário Digital / Lusa

06-07-2006 14:26:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=235198 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=235198)

Resposta australiana:
Alkatiri tem aceitar críticas dos media, diz PM australiano
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=235226 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=235226)

Vamos lá a ver se o negócio do petróleo vai ser aprovado..ou "alterado"..
Título:
Enviado por: Luso em Julho 14, 2006, 10:33:54 am
Da BBC!
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/3729807.stm (http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/3729807.stm)

Citar
Australia rapped over E Timor oil
 
Oxfam is urging Australia to "play fair" with its smaller neighbour
East Timor is at risk of becoming a failed state, just two years after winning independence, Oxfam has warned.
It claims Australia is hampering East Timor's finances by laying claim to the lion's share of Timor Sea oil fields.

While Australia has been a "generous donor" it has actually reaped 10 times more in revenues from East Timor than it has given since 1999, Oxfam added.

Australia makes £1m ($1.7m) a day from a temporary deal granting access to two thirds of the oil fields, Oxfam said.

But, the charity argued, if a maritime boundary were set up between the two countries according to international law it would deliver "most, if not all" of these resources to East Timor.

Lucrative territory

The boundary has been a long source of conflict between the two countries, with energy deposits worth an estimated $20bn in royalties at stake.

Oxfam's report said tensions over access to the resources "stand to push East Timor to the brink of becoming a failed state through no fault of its own".

  East Timor wants access to the resources it believes it is entitled to under international law so that it can develop without dependence on foreign aid.

James Ensor, Oxfam  

It also claimed the row threatens to "tarnish" Australia's support of the country over the past five years.

James Ensor, Oxfam Community Aid Abroad's director of public policy said: "The vast oil and gas reserves of the Timor Sea provide East Timor with a window of opportunity for providing for its people and future generations.

"However, Australia is not displaying good faith in its current negotiations with our neighbour."

Aid declining

The Oxfam report, released to coincide with the second anniversary of East Timor's independence, highlighted the current plight of the country where one in four people live below the poverty line.

It adds that the fledgling country is also facing a $30bn deficit over the next four years and is heavily dependent on foreign aid to deal with various needs such as health, education and infrastructure.

But that aid is expected to decline steeply in coming years - with Australia's contributions dropping 8.4% during the next financial year, it added.

Last month, East Timor's president Xanana Gusmao launched a fierce attack on Australia's attitude in its dealings with his country.

'Unlawful'

He said there had been an unequal struggle between the two - comparable to the Timorese fight for independence from Indonesia - over securing rights to the oil and gas resources.

Meanwhile, during negotiations between the two neighbours in the East Timorese capital Dili aimed at settling the dispute prime minister Mari Alkatiri accused Australia of unlawfully exploiting the resources of the sea between the two countries.

East Timor argues that the sea border between the two should be at the middle of the 375 miles of sea between the countries, in line with international laws.

However, Australia wants to keep the present border, at the continental shelf which at some places is just 94 miles from East Timor's coast.

Little was achieved during the last round of talks over the disputed territory - negotiations are set to restart in September.
Título:
Enviado por: Luso em Julho 14, 2006, 02:51:42 pm
Citação de: "Marauder"
Citação de: "Luso"
Da BBC!
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/3729807.stm (http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/3729807.stm)

de...Wednesday, 19 May, 2004, 15:57 GMT 16:57 UK


Eu reparei nisso, quando coloquei a notícia.
Impressionante a... "surpresa" de todos face aos eventos recentes!
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 14, 2006, 03:40:29 pm
Já que estamos numa de revolver o passado, aqui está o link do Gabinete do Mar de Timor, com bastantes informações acerca do petróleo de timor...

Pena é que está desactualizado...mesmo assim está 1 ano mais recente que a notícia do Luso  :twisted:

http://www.timorseaoffice.gov.tp/port/press.htm (http://www.timorseaoffice.gov.tp/port/press.htm)
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 25, 2006, 10:34:21 am
:shock:  Mas o bom homem...  :lol:

Timor-Leste: Encontradas munições em casa de major rebelde

Díli, 25 Jul (Lusa) - A GNR encontrou hoje uma quantidade indeterminada de

munições numa casa em Díli onde vive há algumas semanas o major rebelde Alfredo

Reinado, disse à Lusa fonte policial.

     As munições, disse a fonte, foram detectadas durante uma operação policial

de rotina, numa casa que fica a 10 metros do Quartel-general das forças militar es australianas.

     A descoberta das munições ocorreu menos de 24 horas após ter terminado o p razo para a devolução voluntária de material de guerra, no âmbito do processo de

reforço da ordem pública em Díli.

     O major Alfredo Reinado abandonou, no início de Maio, a cadeia de comando  das Forças Armadas timorenses, e foi um dos principais intervenientes da crise p olitico-militar que levou a que o governo tivesse de pedir ajuda externa para re solver a situação de instabilidade, e em última análise à demissão do antigo pri meiro-ministro.

     Alfredo Reinado foi também o primeiro dos militares rebeldes a entregar ma terial de guerra que estava na sua posse, correspondendo a uma iniciativa patroc inada pelo Presidente timorense, Xanana Gusmão.

     A descoberta das munições em poder de Alfredo Reinado, que vive há algumas

semanas em Díli, configura a violação de uma ordem das autoridades timorenses e

das forças militares e policiais internacionais.

     O comandante da força militar australiana, o brigadeiro Mick Slater, anunc iou segunda-feira, em Díli, que todas as pessoas que fossem surpreendidas com ma terial de guerra seriam detidas.

     A mesma posição foi sublinhada hoje de manhã pelo ministro do Interior, Al cino Barris.

     Cerca de três horas após a descoberta das munições, efectivos da GNR e da  polícia e militares australianos continuavam a conferenciar no interior da casa  onde está o major.
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 25, 2006, 12:15:23 pm
Timor-Leste: Reinado entrega armas fora do prazo, afirma que foi acto voluntári

o  

      Díli, 25 Jul (Lusa) - O major Alfredo Reinado entregou hoje à GNR nove pistolas, carregadores de munições de espingardas automáticas, granadas e fardas militares, depois de ter sido surpreendido por militares portugueses com este material numa casa que ocupou em Díli.

      As autoridades timorenses e as forças militares e policiais internacionais estacionadas em Timor-Leste estabeleceram até às 14:00 de segunda-feira o prazo para a devolução voluntária de material de guerra, a partir do qual quem fosse apanhado com armas seria detido.

      Segundo o capitão Gonçalo Carvalho, comandante operacional da Guarda Nacional Republicana, o material de guerra foi descoberto na sequência de uma operação policial, depois de uma queixa de ocupação da casa de um cidadão português.

      A GNR recebeu a informação que a residência de um português tinha sido ocupada por um grupo de indivíduos, pelo que a GNR se deslocou ao local e verificou a casa estava efectivamente ocupada.

      "Ao entrarmos na casa, com autorização de quem lá vive, deparámos com o grupo do major Alfredo Reinado, que estava no interior, e onde há primeira vista havia algumas munições e material militar", disse o capitão Carvalho.

      Contactado o Procurador-Geral da República para a emissão de mandados de busca a mais duas casas, igualmente habitadas por elementos do grupo do major Reinado, iniciou-se um longo processo que se prolongou por sete horas e foi marcado por inúmeras reuniões.

      A Lusa testemunhou que em determinado momento chegaram a estar a falar com o major Reinado, além dos oficiais da GNR e militares e polícias australianos, o Procurador-Geral da República, Longuinhos Monteiro, o Procurador Adjunto, Luís Mota Carmo, o vice-ministro do Interior, José Agostinho Sequeira "Somotxo" e o segundo comandante da Polícia Nacional, Ismael Babo.

      Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise político-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa - à Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal - para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.

      Aquele militar foi o primeiro a devolver as armas no âmbito de um processo de desarmamento entre as partes beligerantes na crise timorense e, agora, foi também o primeiro apanhado com armamento depois de ter expirado o prazo para a sua entrega, sem que tenha sido detido.

      Segundo o capitão Carvalho, após algumas reuniões, que incluíram uma ida à Presidência da República do PGR, do Procurador Adjunto e do vice-ministro do Interior, "ficou decidido que eles (os elementos do grupo de Reinado) tinham de entregar as armas e manterem- se em casa durante as próximas horas, até haver uma decisão sobre a sua situação".

      Ao fim de sete horas, decorriam ainda as buscas, tendo voluntariamente sido entregues à GNR nove pistolas 9 milímetros, mais de 50 carregadores de espingardas automáticas e pistolas, granadas defensivas, granadas de fumos, e diverso equipamento militar, incluindo fardas.

      Fonte judicial disse à Lusa que o major Alfredo Reinado e os seus homens iriam permanecer no local, sob guarda de militares australianos.

      A operação decorreu a 10 metros da porta de armas do Quartel- General das forças militares australianas.
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 25, 2006, 12:20:11 pm
Timor-Leste: Intervenção Xanana na descoberta material guerra pode ser decisiva

Díli, 25 Jul (Lusa) - A intervenção do presidente Xanana Gusmão no incidente suscitado hoje em Díli com a descoberta de material de guerra na posse do oficial rebelde Major Reinaldo poderá ser decisiva para a resolução do caso, disse à Lusa fonte judicial.

      A descoberta das munições ocorreu menos de 24 horas após ter terminado o prazo para a devolução voluntária de material de guerra, no âmbito do processo de reforço da ordem pública em Díli.

      O comandante da força militar australiana, o brigadeiro Mick Slater, anunciou segunda-feira, em Díli, que todas as pessoas que fossem surpreendidas com material de guerra seriam detidas.

      Segundo a lei, Alfredo Reinado teria de ser detido, embora até agora, quatro horas depois da descoberta do material de guerra, tal não tenha acontecido .

      O caso arrasta-se desde cerca das 11:00 de Díli (03:00 em Lisboa) quando efectivos da GNR acorreram a uma casa em frente do quartel-general das forças militares australianas, para resolver um banal caso de ocupação ilícita de uma residência.

      A casa pertence a um cidadão português que se encontra presentemente em Lisboa, mas foi ocupada segunda-feira pelo oficial rebelde major Alfredo Reinaldo, que no início de Maio abandonou a cadeia de comando das forças armadas timorenses.

      Quando interpelado pela GNR sobre a ocupação da residência, o major Reinaldo alegou que tinha recebido indicação do presidente Xanana Gusmão para ficar acantonado numa casa de fronte do quartel- general das forças militares australianas.

      O major Alfredo Reinaldo, que está acompanhado por vários homens sob o seu comando, além de ter ficado na casa que foi indicada por Xanana Gusmão ocupou outras duas, tendo sido numa dessas que foram encontradas as munições.

      Ao entrar na residência a GNR deparou-se com um número indeterminado de munições de vários calibres, uma violação das directivas emanadas das autoridades timorenses e das forças militares e policiais internacionais estacionadas em Timor-Leste, segundo as quais qualquer individuo que fosse apanhado na posse de material de guerra seria detido a partir das 14:00 de segunda-feira.

      Neste momento, o Procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, o Procurador-adjunto, Luís Mota Carmo, e o vice-ministro do interior, José Agostinho Sequeira "somotxo", estão reunidos na Presidência da República com Xanana Gusmão para desbloquear o impasse.

      O impasse é a eventual detenção para interrogatório do major Alfredo Reinaldo, que terá explicar por que razão tem munições em seu poder.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Julho 25, 2006, 01:59:04 pm
Coincidência que as espingardas de assalto ( pelo que vi na reportagem da RTP1 ) serem as Steyr AUG A1 ( pelo menos parecia............) utiizadas por países como...........deixa cá ver..........a Austrália......
Será lembranças dos tempos em que o major Alfredo Reinaldo esteve em formação militar  na "terra dos cangurus" :?:
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 26, 2006, 12:53:00 pm
Citar
Major Reinado detidos pelos australianos
O major Reinado, antigo líder dos rebeldes timorenses, foi detido pelas foças militares australianas. Em declarações à TSF, o comandante da força da GNR em Timor-Leste confirmou que a detenção foi feita ao abrigo de um acordo entre a Austrália e as autoridades timorenses.
( 11:59 / 26 de Julho 06 )

   

O major Reinado, que na terça-feira foi surpreendido na posse de material de guerra, junto com cerca de elementos do seu grupo, foi detido por posse ilegal de armas pelas forças militares australianas estacionadas em Díli.

«Contactei o comandante da força australiana que me disse que a detenção seria ao abrigo do acordo entre a Austrália e de Timor-Leste e que não tinha a ver com a decisão do Procurador», adiantou à TSF o comandante da força da GNR em Timor-Leste.

Na terça-feira, também em declarações à TSF, o capitão Gonçalo Carvalho tinha indicado que o Procurador-geral timorense Longuinhos Monteiro tinha dado ordem para que ninguém fosse detido, dado que a entrega de armas tinha sido voluntária.

No entanto, a detenção do antigo líder dos rebeldes timorenses acabou por se efectivar no âmbito de uma acordo entre australianos e timorenses na sequência das medidas de emergência enunciadas pelo presidente Xanana Gusmão a 30 de Maio.

O responsável da GNR confirmou ainda a apreensão de nove pistolas, 50 carregadores de diversas armas, cerca de quatro mil munições, duas granadas, gás lacrimogéneo, catanas, punhais, material de rádio, bem como outro equipamento militar.

Em declarações à agência Lusa, Gonçalo Carvalho disse que as armas apreendidas na terça-feira numa casa a dez metros do Quartel-General das forças militares australianas vão ser depositadas num contentor onde já se encontra outro material de guerra pertencente às forças armadas timorenses no Quartel-General de Taci-Tolo, à entrada de Díli.


de:
http://tsf.sapo.pt/online/internacional ... =TSF172563 (http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF172563)

Apanhado..

Bravo Two Zero, consegues alguma notícia a referir isso das espingardas, acho estranho ninguém fazer essa associação nos media.
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 26, 2006, 12:59:18 pm
(http://img89.imageshack.us/img89/5286/00781257rk6.th.jpg) (http://http)

DILI - DILI - EAST TIMOR
epa00781257 A Portuguese peacekepeer police officer displays weapons and bullets which wered handed over by rebels in Dili on Wednesday 26 July 2006. One of the leaders of a rebellion by East Timors security forces has been detained by Australian peacekeepers. Major Alfredo Reinado, the first rebel leader to hand in weapons as tensions subsided in June, was one of more than 20 people held. Australian peacekeepers said the arrested men were found with illegal weapons, after a deadline passed for handing in guns. Violence in May left 21 people dead and forced thousands to flee their homes. EPA/ANTONIO DASIPARU
EPA / STF / ANTONIO DASIPARU


Penso que as Styer foram da primeira entrega voluntária de armas ao Xanana, no 'fim' do conflito. Desta vez apenas foram apanhadas pistolas e tudo o mais que vem descrito na notícia e é mostrado na foto
Título:
Enviado por: Get_It em Julho 26, 2006, 07:22:59 pm
Num outro assunto, indirectamente relacionado com isso: Aqui fica uma hiperligação para um artigo e vídeo da TVNZ sobre a GNR.
:arrow: Portuguese force commands respect (02:59) (http://http) [Flash]

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Luso em Julho 26, 2006, 08:14:53 pm
Fico muito orgulhoso! :D
Título:
Enviado por: pedro em Julho 26, 2006, 08:55:47 pm
Eu tambem fico muito orgulhoso.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Julho 26, 2006, 10:48:26 pm
Citação de: "Get_It"
Num outro assunto, indirectamente relacionado com isso: Aqui fica uma hiperligação para um artigo e vídeo da TVNZ sobre a GNR.
:arrow: Portuguese force commands respect (02:59) (http://http) [Flash]

Cumprimentos,


Excelente. Obrigado Get_It.
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 27, 2006, 11:02:11 am
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Timor precisa de 800 polícias internacionais, diz Ramos-Horta
O primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, disse hoje que Timor-Leste precisa de 800 polícias internacionais para garantir a segurança do país.

Ramos-Horta, que está na Malásia para participar na conferência sobre segurança dos países da Ásia-Pacífico, disse em conferência de imprensa que confia que as Nações Unidas disponibilizem rapidamente essa força internacional, com uma missão de dois anos.

«Vai ser necessário muito tempo para reorganizar a nossa polícia», afirmou Ramos-Horta, instando a comunidade internacional a permanecer no país o máximo possível de tempo.

O primeiro-ministro precisou que a força policial precisará de ser reforçada com um contingente militar de «capacetes azuis» para prevenir eventuais casos de violência como o ocorrido em Maio passado.

«O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou o envio da força policial, mas deve decidir ainda se envia uma força militar permanente», explicou Ramos-Horta.

Diário Digital / Lusa

27-07-2006 6:36:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=237657 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=237657)

Se a Austrália e Nova Zelândia substituissem uma parte dos militares por polícias resolveria-se o problema..ou talvez não :roll:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 27, 2006, 02:05:58 pm
O pessoal acabei de descobrir que um colega meu foi camarada do Capitão que aparece na entrevista. Andaram juntos nos pupilos do exército e ele praxou o dito Capitão muitas vezes… É engraçado como a vida dá voltas, antigamente era esse Capitão que era praxado, agora provavelmente seria o meu colega…é funcionário público, mas não chega a Capitão!  :twisted:  :wink:
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 29, 2006, 03:00:38 pm
Citar
Timor: 60 militares da GNR reforçam contingente em Agosto
A GNR vai reforçar o contingente em Timor-Leste na segunda quinzena de Agosto, enviando para o país mais 60 militares, a juntar em-se aos 120 que já estão em Díli.

Segundo a edição de hoje do semanário «Expresso», o reforço do contingente é uma resposta a um pedido a Portugal do governo timorense, feito esta semana.

«De acordo com o interesse manifestado pelos responsáveis timorenses, esta missão da GNR, que será feita no âmbito das Nações Unidas, tem como objectivo principal a formação da polícia timorense», diz o jornal.

O grupo de militares, acrescenta, inclui 10 oficiais, entre majores e capitães, que vão constituir em Díli um estado-maior para apoiar as autoridades de segurança timorenses nas áreas da estratégia, comando e planeamento.

No passado dia 19 o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse que a missão da GNR deverá permanecer em Timor-Leste pelo menos até ao final do ano, e enquanto «as autoridades legítimas» daquele país «o solicitarem».

Comentando um apelo do Bloco de Esquerda (BE) para que o Governo português pusesse um ponto final na missão da GNR, por esta estar «esgotada», Luís Amado referiu que o Governo não tem esse entendimento.

«Achamos que a GNR tem ainda um papel a desempenhar em Timor- Leste. Enquanto as autoridades legítimas de Timor-Leste nos solicitarem o apoio dessa força, tendo em vista as condições de segurança e de ordem pública em Díli, manteremos esse apoio», sublinhou o ministro.

A GNR chegou a Timor-Leste no passado dia 3 de Junho, na sequência de uma crise político-militar no país que começara dois meses antes, com o despedimento de cerca de 600 militares que se queixaram de discriminação étnica por parte da hierarquia das Forças Armadas.

Um protesto, em finais de Abril, em Díli, terminou com a intervenção do exército e a morte de cinco pessoas, segundo o governo, embora outras fontes tenham afirmado que se registaram 60 mortes.

Mais de duas dezenas de pessoas foram mortas em confrontos entre grupos rivais, incluindo 10 polícias timorenses abatidos por soldados, a 25 de Maio, durante um ataque ao seu quartel, em Díli.

Para restabelecer a segurança no país, as autoridades timorenses pediram a intervenção de uma força militar e policial a Portugal (que enviou 120 efectivos da GNR), Austrália, Nova Zelândia e Malásia.

Diário Digital / Lusa

29-07-2006 2:33:00

de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=237903 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=237903)

E relativamente à futura força de paz da ONU..


Mais GNR para meter a ordem..
Citar
Timor: Mais 116 efectivos GNR e PSP integram missão da ONU
Mais 116 efectivos da PSP e da GNR poderão integrar a futura missão da ONU em Timor-Leste, que deverá iniciar o mandato no próximo dia 21 de Agosto, disse hoje à Lusa fonte da GNR.

O concurso para o preenchimento daquelas vagas está já a decorrer e resulta do convite feito a Portugal pelas autoridades timorenses para que as forças de segurança portuguesas integrem a missão da ONU que sucederá à actual, a UNOTIL, e cujo mandato termina no próximo dia 20 de Agosto.

A fonte contactada pela Lusa acrescentou que a PSP deverá enviar 58 efectivos e a GNR os restantes 48, 10 dos quais serão oficiais, com competências de comando, planeamento e estratégia.

«A vinda destes 116 efectivos não tem nada a ver com o actual contingente da GNR estacionado em Timor-Leste», ao abrigo do pedido formulado em Maio passado pelas autoridades timorenses a Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia, para que enviassem forças militares e policiais para restaurar a ordem pública na sequência da crise político-militar desencadeada em finais de Abril.

A GNR, que mantém actualmente 126 efectivos em Díli ao abrigo do referido pedido, chegou a Timor-Leste no passado dia 3 de Junho.

A crise em Timor-Leste iniciou-se com o despedimento de cerca de 600 militares que se queixaram de discriminação étnica por parte da hierarquia das Forças Armadas.

Mais de três dezenas de pessoas foram mortas em confrontos entre militares e polícias e também entre grupos rivais, havendo anda a registar cerca de 150 mil deslocados.

Diário Digital / Lusa

29-07-2006 8:59:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=237904 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=237904)
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 10, 2006, 09:49:09 pm
Porque será? http://tvnz.co.nz/view/page/411319/812086 (http://tvnz.co.nz/view/page/411319/812086)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 11, 2006, 12:07:42 am
Pois é, vamos ver é o que o governo Português vai fazer. Será que vai na cantiga ou será que vai fazer pressão na Onu para que isso não aconteça?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 17, 2006, 12:32:38 pm
Patrulha da GNR atacada em Timor-Leste

Citar
Militares da GNR destacados na capital de Timor-Leste, Díli, foram obrigados a efectuar disparos com balas de borracha para dispersar um grupo de cerca de 30 jovens timorenses que os apedrejou durante uma patrulha.

De acordo com o comandante do agrupamento, capitão Gonçalo Carvalho, o incidente ocorreu durante uma patrulha no bairro de Balide, quando um dos veículos da GNR foi barricado e bloqueado numa rua estreita, após o que os jovens começaram a lançar pedras.

Para pôr fim ao ataque e dispersar os jovens, os militares portugueses efectuaram disparos com cartuchos de borracha. "Só utilizamos este tipo de munições para dispersar os jovens em situações extremas", referiu o comandante da GNR, salientando que ninguém ficou ferido no ataque.
Título:
Enviado por: Luso em Agosto 17, 2006, 12:56:19 pm
Citação de: "Lancero"
Porque será? http://tvnz.co.nz/view/page/411319/812086 (http://tvnz.co.nz/view/page/411319/812086)


A tentativa de anexação nunca foi tão nítida.
E Xanana calado...
Está a surpreender-me o senhor.
E não devia: afinal, comporta-se como os seus antigos "camaradas anticolonialistas". Quem jura bandeira para depois a trair dificilmente muda de carácter.
Sou um ingénuo de primeira.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 18, 2006, 09:33:59 am
Timor-Leste: Força internacional pode contar com 103 portugueses

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Portugal já avançou com a proposta de participação na nova missão da ONU para Timor. Ao todo são 103 elementos disponibilizados para a força policial, que deve ser enviada na próxima semana.
 Para hoje é esperada uma decisão final do Conselho de Segurança, que responde ao pedido do Governo de Díli.

A candidatura portuguesa entrou nas Nações Unidas a semana passada - quinta-feira dia 10 -duas semanas depois das forças de segurança terem sido avisadas para a eventualidade de uma nova missão.

Ao todo Lisboa oferece 103 elementos: 58 da PSP, 41 da GNR e quatro do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Já os 120 militares do subagrupamento Bravo da GNR, que estão há dois meses e meio em Timor, serão integrados na Força Internacional.

Desta vez as candidaturas são individuais e não se sabe para já quantas serão realmente aceites pela ONU.

No terreno, os objectivos serão sobretudo três: planeamento estratégico e comando, formação policial - nas áreas do transito, ordem pública, ética e deontologia e investigação criminal - e ainda policiamento de proximidade.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 20, 2006, 11:55:24 am
Timor-Leste: Madrugada de distúrbios

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A instabilidade regressou a Timor-Leste. Esta madrugada, grupos de jovens incendiaram casas e apedrejaram automóveis na cidade de Díli.
(10:11) Segundo avança à agência Lusa o comandante da força da GNR em Timor-Leste, os incidentes tiveram lugar no bairro de Comoro e mostram que há cada vez mais organização nos ataques.

Nesta altura, a GNR está empenhada em identificar os líderes dos grupos, como forma de tentar travar a violência.
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Agosto 26, 2006, 11:54:28 am
Quem tiver interessado, tem aqui uma reportagem da tv neo zelandesa sobre as forças da gnr em timor, altamente recomendável ao nosso orgulho português  :o
http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=89690
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 26, 2006, 02:03:02 pm
Citação de: "superbuzzmetal"
Quem tiver interessado, tem aqui uma reportagem da tv neo zelandesa sobre as forças da gnr em timor, altamente recomendável ao nosso orgulho português  :wink:
Título:
Enviado por: TaGOs em Agosto 26, 2006, 05:52:14 pm
Olhem para isto.

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Polícias australianos despiram colegas timorenses em rua de Díli

Polícias australianos em patrulha na cidade de Díli obrigaram o director da Academia de Polícia de Timor-Leste a despir-se no meio da rua por usar farda ilegal, confirmou o oficial timorense à agência Lusa.


"Por ordem do nosso ministro do Interior fomos ao comando da ONU para uma reunião sobre a nossa actuação na nova missão das Nações Unidas e os polícias australianos obrigaram-nos a despir as nossas fardas e a ficar com roupa interior no meio da rua em frente de toda a gente", explicou, indignado, Júlio Hornay.

O mesmo responsável disse ser "inadmissível" a actuação da polícia australiana.

As "fardas da polícia timorense são legais e tínhamos recebido ordens do ministro, além de termos estado numa reunião com os responsáveis das Nações Unidas", explicou.

Um grupo de agentes da polícia de Timor-Leste esteve hoje, pouco antes do incidente, reunido com Sukehiro Hasegawa, representante do secretário-geral da ONU, e Antero Lopes, o novo comandante da polícia da ONU para abordar questões sobre o futuro da polícia timorense.

Júlio Hornay disse ainda à Lusa que está a fazer um relatório sobre incidente e que o vai entregar ao ministro do Interior, considerando também uma "falta de respeito" a actuação australiana.

Contactado telefonicamente pela Lusa, o comissário Antero Lopes escusou-se a fazer qualquer comentário ao assunto alegando desconhecer os pormenores do incidente.

Agência LUSA


Fonte: http://www.rtp.pt/index.php?article=253193&visual=16 (http://www.rtp.pt/index.php?article=253193&visual=16)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 26, 2006, 06:18:16 pm
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"Por ordem do nosso ministro do Interior fomos ao comando da ONU para uma reunião sobre a nossa actuação na nova missão das Nações Unidas e os polícias australianos obrigaram-nos a despir as nossas fardas e a ficar com roupa interior no meio da rua em frente de toda a gente", explicou, indignado, Júlio Hornay.


Mas afinal quem é a autoridade em Timor Leste, os Timorenses ou os Australianos?
Embora revoltado com o que é noticiado não posso deixar de dizer que: "cada um tem o que merece", ou "quem semeia ventos colhe tempestades".
Título:
Enviado por: pedro em Agosto 26, 2006, 06:47:28 pm
Isso que eles fizeram e uma vergonha. :evil:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Doctor Z em Agosto 28, 2006, 12:02:07 pm
Citação de: "ricardonunes"
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"Por ordem do nosso ministro do Interior fomos ao comando da ONU para uma reunião sobre a nossa actuação na nova missão das Nações Unidas e os polícias australianos obrigaram-nos a despir as nossas fardas e a ficar com roupa interior no meio da rua em frente de toda a gente", explicou, indignado, Júlio Hornay.

Mas afinal quem é a autoridade em Timor Leste, os Timorenses ou os Australianos?
Embora revoltado com o que é noticiado não posso deixar de dizer que: "cada um tem o que merece", ou "quem semeia ventos colhe tempestades".


O que tu queres dizer com isso ?

Também acho totalmente vergonhoso o que fizeram os polícias australianos ...

Acabaram por saírem os indonésios do país, agora será que os australianos
se querem apoderar de Timor-Leste ? (se não tivesse petroleo, não é ?)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 29, 2006, 04:17:13 pm
Doctor Z, julgo que a sua questão:

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Acabaram por saírem os indonésios do país, agora será que os australianos
se querem apoderar de Timor-Leste ? (se não tivesse petroleo, não é ?)

Responde á sua questão:

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O que tu queres dizer com isso ?
Título:
Enviado por: typhonman em Agosto 29, 2006, 05:38:44 pm
"Quanto mais me bates mais gosto de ti"..  pensem nisso..
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 29, 2006, 06:01:48 pm
Citação de: "Typhonman"
"Quanto mais me bates mais gosto de ti"..  pensem nisso..

Tem toda a razão Typhonman, e acho que não preciso pensar muito para tirar uma delação dessas.
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Agosto 29, 2006, 10:21:43 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "superbuzzmetal"
Quem tiver interessado, tem aqui uma reportagem da tv neo zelandesa sobre as forças da gnr em timor, altamente recomendável ao nosso orgulho português  :wink:


Oops, não reparei, maldito lancero estás sempre um passo à frente  :twisted:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 30, 2006, 09:58:23 am
Major Alfredo Reinado foge da prisão

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O major Alfredo Reinado, que liderou a revolta contra o governo de Mari Alkatiri em Timor-Leste, fugiu esta quarta-feira da cadeia onde estava detido em Díli integrado num grupo de fugitivos.
Uma fonte policial, que confirmou a fuga de Reinado, adiantando que o número de fugitivos está ainda por confirmar, informou que foi lançada uma operação para tentar recapturar os fugitivos.

A operação para tentar recapturar Reinado, detido em Julho passado pelas forças australianas por posse ilegal de armas, será conduzida pelas polícias internacionais estacionadas em Timor-Leste sob comando da ONU.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 30, 2006, 10:01:23 am
Eu acho que ele foi detido pela GNR, não foi?!
Os Australianos é mais para dar espectáculo do que para fazer seja o que for...
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 30, 2006, 10:24:43 am
Ele (e as armas) foi descoberto pela GNR. O procurador timorense mandou depois a GNR retirar e avançou os australianos para consumar a detenção. Pareceu-me na altura (e ainda agora) o mais acertado, até para não dar campo a espucalações e acusações de que a GNR estaria a actuar com intuitos políticos (sendo conhecido o apoio australiano à facção representada por Reinado e a oposição de Portugal à mesma)

Timor-Leste: Reinado fugiu da prisão de Becora com mais de 50 reclusos - políci

a  

   Díli, 30 Ago (Lusa) - O major Alfredo Reinado, detido em Julho em Díli pelas forças australianas por posse ilegal de armas, evadiu- se hoje da cadeia da capital timorense integrado num grupo de mais de 50 detidos, disseram à Lusa várias fontes policiais.

   Apesar de não ter sido ainda apurado o número oficial de foragidos, várias fontes policiais contactadas pela Lusa apontam para pelo menos meia centena de reclusos em fuga.

   A cadeia, localizada no bairro de Becora, tinha 200 detidos, dos quais três são antigos polícias da Polícia Militar de Timor-Leste, 18 pertenceram ao exército e os restantes civis.

   Também contactado pela agência Lusa, o advogado do major Alfredo Reinado, Paulo Remédios, revelou que o militar temia pela sua segurança na cadeia.

   "Não temos pormenores [sobre a fuga], nem hora nem o tipo de situação. Estive com ele ontem [terça-feira] e ele voltou a manifestar a preocupação das últimas semanas no capítulo da segurança", disse o advogado.

   O causídico referiu que já tinha pedido o reforço do dispositivo policial no perímetro da prisão porque no processo do Reinado é referida a possibilidade de um ataque à cadeia para retirar reclusos do estabelecimento.

   O próprio Reinado, disse Paulo Remédios, já tinha referido essa possibilidade e temia pela própria vida.

   O advogado disse ter alertado, em cartas endereçadas ao tribunal, ao Procurador Geral da República timorense, ao ministro da justiça e ao próprio presidente Xanana Gusmão, sobre o possível ataque à cadeia.

   As circunstâncias da fuga estão a ser investigadas por polícias australianos na cadeia.

   O major Reinado está na cadeia de Becora desde a passada quinta- feira, proveniente do Centro de Detenção de Caicoli.

   Reinado tinha sido transferido há poucas semanas para o Centro de Detenção de Caicoli, mas a requerimento do advogado regressou à Cadeia de Becora porque a sua transferência foi considerada ilegal.

   Segundo o advogado, uma sobrinha do major Alfredo Reinado esteve com ele hoje, já que era dia de visitas.

   As polícias internacionais estacionadas em Timor-Leste sob o comando da ONU estão a lançar operações no terreno com vista à captura dos fugitivos.


Timor-Leste: Major Alfredo Reinado fugiu da cadeia de Díli (ACTUALIZADA)

Díli, 30 Ago (Lusa) - O major Alfredo Reinado, detido a 25 de Julho pelas forças australianas por posse ilegal de armas confiscadas horas antes pela GNR, evadiu-se hoje da cadeia de Díli juntamente com um número ainda indeterminado de reclusos.

      De acordo com fontes policiais contactadas pela Lusa, o major Alfredo Reinado é um dos fugitivos mas ainda "não foi possível determinar quantos detidos terão concretizado a fuga".

      Alfredo Reinado e cerca de 20 dos seus homens estavam detidos por posse de material de guerra encontrado numa operação de rotina da GNR em três casas, uma delas atribuída, segundo Alfredo Reinado, pelo presidente Xanana Gusmão e as restantes duas ocupadas pelo major a cerca de 10 metros do Quartel-General das forças militares australianas.

      A detenção foi feita ao abrigo do Protocolo bilateral entre Timor-Leste e a Austrália, no âmbito das medidas de emergência aplicadas no país a 30 de Maio por Xanana Gusmão.

      Entre o arsenal apreendido ao major Reinado constavam nove pistolas, quatro de calibre ´45 Auto e cinco de calibre 9, mais de 4 mil munições para espingarda automática e pistola, granadas, cinco rádios de transmissões, dois bastões extensíveis, cinco punhais, três catanas e equipamento militar diverso, entre o qual coletes à prova de bala e cinturões.

      O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise político-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.

      O major Alfredo Reinado foi o primeiro a devolver armas no processo de desarmamento entre as partes em confronto e foi também o primeiro a ser surpreendido com armamento depois de ter expirado o prazo para a sua entrega.
Título:
Enviado por: Luso em Agosto 30, 2006, 10:27:39 am
Como é que eles fugiram?
Quem os deixou fugir?
Tanta história mal contada.
E Xanana calado...
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 30, 2006, 10:30:10 am
Mais um episódio nesta novela rocambolesca............
Provavelmente que o vai recapturar serão as forças australianas, os "defensores" da nação livre de Timor. :roll:
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 30, 2006, 02:15:44 pm
TIMOR-LESTE Timor-Leste: ONU não tem responsabilidade de segurança de cadeia - Antero Lopes

Díli, 30 Ago (Lusa) - As forças policiais da ONU não têm qualquer respo nsabilidade na segurança na zona da cadeia de Díli, de onde se evadiu hoje o maj or Alfredo Reinado e outros 56 reclusos, garantiu à Lusa o comissário Antero Lop es.

        "A nossa preocupação neste momento reside na segurança da população e n a recuperação, em segurança, dos evadidos", afirmou Antero Lopes, que comanda as

forças policiais das Nações Unidas em Timor-Leste.

        Antero Lopes salientou que "jamais a polícia da ONU esteve envolvida ou

foi requisitada para efectuar segurança ao edifício da cadeia" de Becora.

        O comandante da polícia da ONU acrescentou ter conhecimento de que a se gurança na cadeia de Becora "tem vindo a ser feita por forças internacionais ao  abrigo de acordos bilaterais entre Timor-Leste e esses países".

        Contactado pela Lusa, o gabinete do primeiro-ministro timorense, José R amos-Horta, escusou-se anteriormente a fazer qualquer declaração sobre a fuga do s 57 reclusos da cadeia de Becora, remetendo qualquer esclarecimento para as for ças internacionais da ONU.

        Fontes policiais disseram à Lusa que a fuga ocorreu cerca das 15:00 loc ais (07:00 em Lisboa), aparentemente sem qualquer resistência por parte dos guar das prisionais.

        O grupo de fugitivos inclui 16 ex-militares das forças de defesa timore nses e pelo menos cinco condenados por homicídio, além de Alfredo Reinado, que a bandonou a cadeia de comando das forças de defesa timorenses no início de Maio,  tornando-se na figura mais mediática da revolta contra o ex-primeiro-ministro Ma ri Alkatiri.   Fontes contactadas pela agência Lusa referiram - à semelhança do  que tinha feito o advogado Paulo Remédios, defensor de Alfredo Reinado - que a z ona envolvente da cadeia de Becora estava sem polícias e que os guardas da prisã o actuam desarmados.
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 30, 2006, 02:16:18 pm
Timor-Leste: 57 reclusos em fuga, 16 ex-militares no grupo

Díli, 30 Ago (Lusa) - O major Alfredo Reinado fugiu hoje da cadeia de B ecora, em Díli, juntamente com outro 56 reclusos, incluindo 16 ex-membros das fo rças armadas timorenses e cinco condenados por homicídio, disse à Agência Lusa f onte oficial.

        Os 57 fugitivos, que representavam 28,5 por cento dos 200 detidos em Be cora, saíram pela porta principal do estabelecimento cerca das 15:00 locais (07: 00 em Lisboa), sem, aparentemente, qualquer oposição por parte dos membros da se gurança, de acordo com fontes contactadas pela Lusa.

        O gabinete do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, escusou-se

a comentar a fuga, remetendo qualquer esclarecimento para as forças da ONU.

        A segurança nas imediações da cadeia de Becora é da responsabilidade da

polícia da Nova Zelândia.

        A fuga de Alfredo Reinado - a figura mais mediática dos elementos das f orças de defesa que contestaram o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri - ocorreu n um dia feriado nacional, quando os timorenses estão a comemorar o sétimo anivers ário do referendo que conduziu à independência do país.

        A cadeia, localizada no bairro de Becora, tinha 200 detidos, dos quais  três são antigos agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste, 18 pertenceram às f orças armadas e os restantes civis.

        De acordo com o advogado Paulo Remédios, que representa Alfredo Reinado

- que regressou à cadeia na quinta-feira, depois de duas semanas no Centro de D etenção de Caicoli -, o major temia pela sua segurança e chegou mesmo a alertar  para a possibilidade de ser perpetrado um ataque à cadeia para retirar detidos,  um elemento que segundo o causídico consta do processo.

        O advogado disse ter alertado, em cartas endereçadas ao tribunal, ao Pr ocurador-Geral da República timorense, ao ministro da Justiça e ao próprio Presi dente da República, Xanana Gusmão, para o receio de um ataque à cadeia.

        Segundo Paulo Remédios, uma sobrinha do major Alfredo Reinado esteve co m ele hoje, já que era dia de visitas.

        As polícias internacionais estacionadas em Timor-Leste sob o comando da

ONU estão a lançar operações no terreno com vista à captura dos fugitivos.

        Entre os evadidos de hoje não se encontra nenhum dos três ex-membros da

Polícia Nacional de Timor-Leste detidos no estabelecimento.

        Alfredo Reinado e cerca de 20 dos seus homens estavam detidos desde 25  de Julho, por posse de material de guerra encontrado numa operação de rotina da  GNR em três casas, uma delas, segundo o major, atribuída por Xanana Gusmão.

        As restantes casas, situadas a cerca de 10 metros do Quartel-General da s forças militares australianas em Díli, tinham sido ocupadas por Alfredo Reinad o.

        A detenção foi feita ao abrigo do Protocolo bilateral entre Timor-Leste

e a Austrália, no âmbito das medidas de emergência que estavam em vigor no país

desde 30 de Maio, decretadas por Xanana Gusmão.

        Entre o arsenal apreendido a Reinado constavam nove pistolas, quatro de

calibre '45 Auto e cinco de calibre 9, mais de 4 mil munições para espingarda a utomática e pistola, granadas, cinco rádios de transmissões, dois bastões extens íveis, cinco punhais, três catanas e equipamento militar diverso, entre o qual c oletes à prova de bala e cinturões.

        O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando

das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise p olítico-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa pa ra tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou

à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 30, 2006, 02:33:32 pm
Citação de: "superbuzzmetal"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "superbuzzmetal"
Quem tiver interessado, tem aqui uma reportagem da tv neo zelandesa sobre as forças da gnr em timor, altamente recomendável ao nosso orgulho português  :wink:

Oops, não reparei, maldito lancero estás sempre um passo à frente  :roll:
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 30, 2006, 03:35:37 pm
TIMOR-LESTE Timor-Leste: Director prisões critica forças internacionais por falta segurança

em Becora  

        Díli, 30 Ago (Lusa) - O director nacional das prisões de Timor-Leste cr iticou hoje as forças internacionais por não terem garantido a segurança no exte rior da cadeia de Becora, de onde se evadiram o major Alfredo Reinado e outros 5 6 reclusos.

        "Há cerca de uma semana que nós e o senhor ministro da Justiça temos vi ndo a pedir às forças australianas para colocarem segurança em volta da cadeia,  mas até hoje o nosso pedido não tinha sido atendido", disse Manuel Exposto agênc ia Lusa.

        Manuel Exposto, empossado no cargo há três meses, garantiu que na altur a da fuga, cerca das 15:00 de hoje (07:00 em Lisboa), "não havia guardas interna cionais no exterior", razão que apontou para que os reclusos tivessem abandonado

a cadeia de Becora "pelo portão principal".

        A segurança da cadeia de Becora estava a ser assegurada pelas forças ne ozelandesas, mas "deixou de ser feita há uma semana", segundo Manuel Exposto.

        "Estavam cerca de 60 guardas prisionais na cadeia, mas estão desarmados

e não possuem comunicações e outros meios de defesa pessoal e do recinto", diss e Manuel Exposto, referindo que os "cinco guardas que estavam à porta da cadeia  não puderam fazer nada para impedir a evasão".

        "Os guardas não estavam preparados, porque ninguém contava que isto aco ntecesse. Temos falta de equipamento adequado, como rádios e armas, e são precis os mais guardas prisionais", explicou.

        O quadro de pessoal do serviço nacional de prisões conta com 150 guarda s prisionais, segundo Manuel Exposto.

        O director nacional das prisões de Timor-Leste confirmou que o major Al fredo Reinado se encontra entre os fugitivos e admitiu que várias pessoas que pu dessem estar a cumprir pena pelos confrontos de 1999 também estejam a monte.

        "Mas ainda é cedo para identificar quem fugiu", acrescentou.

        O major Alfredo Reinado, que abandonou a cadeia de comando das forças d e defesa de Timor-Leste no início de Maio, tornando-se uma das figuras mais medi áticas na revolta contra o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, estava detido des de 25 de Julho, por posse ilegal de armas.
Título:
Enviado por: Luso em Agosto 30, 2006, 03:47:14 pm
Mais um estado falhado.
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 30, 2006, 04:37:09 pm
O que dizem os media australianos:

Rebel 57 in mass Timor jailbreak

By Lindsay Murdoch, Dili
August 31, 2006

ALFREDO Reinado, the swaggering military policeman blamed for plunging East Timor into violent chaos, has escaped from Dili's main jail with more than 50 other prisoners.

Scores of Australian and Portuguese police rushed to the jail in the suburb of Becora after the break-out late yesterday. The escapees are believed to include police accused of crimes committed during the security crisis in May and June.
Prison warden Carlos Sarmento said at least 57 inmates fled after breaking down several walls on the east wing.
The escape has created a new crisis for international security forces in East Timor, which have been struggling to curb gang violence. Prime Minister, Jose Ramos Horta, said after visiting the jail two weeks ago that security there should be improved.
Australian-trained Major Reinado, 39, has become a cult hero for some of East Timor's youths since he ordered his troops to open fire on government troops on Dili's outskirts on May 23.
He was detained by Australian soldiers in Dili on July 26 on charges of illegally possessing weapons. Angered by his arrest he refused to sign court papers.
Lawyer Benevides Barros said last night he had seen Major Reinado in jail on Tuesday. "I gave him some feedback about his case and a newspaper to read," he said. Mr Barros said that Major Reinado should give himself up to President Xanana Gusmao, so he could pursue his claim for wrongful arrest.
A charismatic braggart, Major Reinado was hailed as a hero following the downfall of former prime minister Mari Alkatiri.
Paulo Remedios, another of Major Reinado's lawyers, said outside the jail last night that Major Reinado had been worried for some time about the lack of security at the jail.
"Threats have been made against Alfredo and he was taking them seriously," Mr Remedios said. "He told me of a plan to snatch him from the jail and to take him out of Dili on a boat — that was the rumour that my client heard."
http://www.theage.com.au/news/world/...816971499.html (http://www.theage.com.au/news/world/...816971499.html)

East Timor jailbreak by rebel leader

Mark Dodd
August 31, 2006

AUSTRALIAN-trained East Timor rebel leader Alfredo Reinado was on the run last night after leading a mass breakout from Dili's main jail just one week after a new UN mission was given approval to take control of law and order in the country.


Major Reinado, a central figure in the rebellion that forced the June resignation of prime minister Mari Akatiri, escaped with at least 56 other prisoners. Australian soldiers and Australian Federal Police officers were last night involved in a massive manhunt for the unarmed escapees, who include common criminals.
SAS troopers - part of the Australian-led intervention force sent into the country in May - were helping in the search using Black Hawk helicopters and night-vision goggles.
A senior foreign security analyst based in East Timor said Major Reinado, former chief of the country's military police, "could easily disappear into the mountains" if not caught quickly. "And the problem is, there are still plenty of guns unaccounted for up in the mountains," he said.
Major Reinado, who was blamed for some of the worst violence in East Timor earlier this year, was jailed on charges of attempted murder and firearms offences. He was arrested with 20 other men last month over their role in the violence that erupted in and around Dili in April.
In Perth last night, Major Reinado's wife, Maria - expecting the couple's fourth child in December - was upset and fearful for her husband's safety.
Friends said Mrs Reinado, who has not seen her husband since she fled East Timor's violence with her three children in May, had been hoping for a reunion soon. "He promised he would be home in time for the baby," a tearful friend told The Australian.
The breakout occurred within the New Zealand military's area of operations and came just a week after the UN was given approval to replace the Australian-led mission responsible for keeping law and order. Australia is expected to soon begin gradually withdrawing troops and police officers.
Becora prison warden Carlos Sarmento said the prisoners broke down several walls on jail's east wing. He blamed the jailbreak on a shortage of guards, saying many had not returned to their posts after the Dili violence broke out.
Last night there were reports of rioting close to the jail, which is in a southeast Dili suburb badly affected by the unrest.
Among those on the run were more than a dozen of Major Reinado's closest supporters.
Former Falintil independence fighter Oan Kiak, arrested last week for alleged involvement in gun battles with police during the May violence, apparently chose to remain in jail.
Major Reinado first came to public prominence when he deserted his military police command with 20 armed followers on May 4, in sympathy with another 600 army rebels. He first fled into the mountains, basing himself near the coffee-growing town of Aileu, 40km southwest of Dili.
In an interview with The Australian in June, Major Reinado said he supported President Xanana Gusmao and was opposed to Dr Alkatiri, who he blamed for the deaths of six protesters allegedly shot by police.
This week, three senior police commanders were stood down by the Government of Prime Minister Jose Ramos Horta, pending an investigation into their role in fomenting violence.
They were police commissioner Paulo Martins, deputy commissioner of operations Ismail Babo and deputy commissioner of administration Lino Soldhana.
The escape occurred as an SBS Dateline program raised fresh claims by Dr Alkatiri of Australian involvement in his ouster.
http://www.theaustralian.news.com.au/st ... 02,00.html (http://www.theaustralian.news.com.au/story/0,20867,20310666-2702,00.html)
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 30, 2006, 04:45:27 pm
Desculpem estar a massacrar com notícias :oops:  mas acho esta situação especialmente sintomática do que se passa naquele país

Timor-Leste: Nova Zelândia abandonou cadeia sem avisar - ministro Justiça

Díli, 30 Ago (Lusa) - As forças neozelandesas que estavam a fazer segur ança no exterior da cadeia de Becora, de onde fugiram hoje 57 reclusos, "abandon aram o local" sem informar o Governo timorense, disse à agência Lusa o ministro  da Justiça timorense.

        "Havia um acordo em que as forças da Nova Zelândia estavam encarregues  de fazer a segurança no exterior da cadeia, mas há cerca de uma semana deixaram  o local e não nos informaram", afirmou Domingos Sarmento, que disse ter sido ale rtado pelo director do presídio para a situação.

        Domingos Sarmento referiu que contactou com as forças australianas para

que "fosse reposta" a segurança no exterior da cadeia de Becora, mas recebeu co mo resposta que a saída das forças do local se devia a "necessidades de colocaçã o de homens noutros pontos da cidade".

        "Contactei as forças australianas e disseram-me que a Nova Zelândia tin ha retirado, porque precisavam de gente para pôr noutras zonas da cidade", afirm ou.

        O ministro da Justiça timorense reconheceu que a ausência de forças pol iciais ou militares no exterior da cadeia e o facto dos guardas prisionais andar em desarmados "contribuíram para facilitar a fuga" do major Reinado e de outros  56 reclusos.

        Domingos Sarmento disse que vai continuar a solicitar, quer às forças i nternacionais com as quais Timor-Leste tem acordos bilaterais (Austrália e Nova  Zelândia), quer à polícia da ONU, "que seja colocado um grupo militar ou policia l no exterior da cadeia até que a polícia nacional esteja reactivada e seja poss ível colocar lá as forças timorenses".

        "Timor-Leste tem três prisões - Becora, em Díli, Gleno, em Ermera, e a  prisão de Baucau", explicou Domingos Sarmento, salientando que só na de Baucau -

a 130 quilómetros a leste da capital - é que a segurança é da responsabilidade  da polícia timorense, que naquela cidade não foi desactivada em consequência da  crise que afecta o país desde o final de Abril.

        "Em Gleno também não temos polícia timorense, nem sequer forças interna cionais", frisou.

        Domingos Sarmento reconheceu ainda que a utilização de armas pelos guar das prisionais melhoraria a segurança da cadeia, mas referiu que o "regulamento  interno não permite essa situação".

        Cerca das 15:00 locais de hoje (07:00 em Lisboa), 57 reclusos, entre os

quais o major Alfredo Reinado e 16 ex-militares do exército timorense, evadiram -se da cadeia de Becora saindo pela porta principal, aparentemente sem qualquer  resistência por parte de elementos da segurança.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 30, 2006, 05:21:46 pm
Toda esta situação é muito estranha. Não estou a entrar numa de teoria de conspiração, no entanto como é possível eles terem pura e simplesmente abandonado as prisões? Se os guardas não têm armas e estão em número insuficiente, era uma questão de tempo até que algo do género acontece-se. Isto roça a incompetência!
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 30, 2006, 06:09:45 pm
TIMOR-LESTE Timor-Leste: Forças ONU e internacionais trabalham em conjunto para deter fugitivos  

        Díli, 30 Ago (Lusa) - As Nações Unidas e as forças internacionais em Ti mor-Leste "acordaram hoje trabalhar de forma estreita e em coordenação de esforç os" para recapturar os prisioneiros que fugiram da prisão de Becora, em Díli.

        Em comunicado, a missão da ONU anunciou que o representante do secretár io-geral das Nações Unidas no país, o japonês Sukehiro Hasegawa, sublinhou a nec essidade de todas as forças trabalharem em conjunto e "em coordenação de esforço s" para recapturar os 57 detidos, entre os quais o major Alfredo Reinado.

        Segundo o mesmo comunicado, o comissário português Antero Lopes, que co manda as forças policiais da ONU em Timor-Leste, tem como preocupação deter os f ugitivos, tendo sido reforçadas as operações tanto em Díli, como nos arredores d a capital timorense.

        Antero Lopes apelou também à população para contactar a polícia das Naç ões Unidas ou as forças internacionais, caso tenha informações sobre os fugitivo s, lê-se no comunicado.

        Segundo a ONU, a segurança no exterior da cadeia de Becora tem estado a

ser garantida pelas forças internacionais que estão em Timor-Leste ao abrigo de

acordos bilaterais.

        Desde Maio, encontram-se em Timor-Leste, a pedido das autoridades timor enses, forças policiais e militares de Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malá sia.

        No âmbito de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada sex ta-feira passada, os efectivos policiais de Portugal e da Malásia passaram a int egrar a Polícia das Nações Unidas (UNPOL) em Timor-Leste, sob comando do comissá rio Antero Lopes.

        As forças da Austrália e da Nova Zelândia permanecem em Timor-Leste ao  abrigo dos acordos bilaterais que os dois países assinaram com as autoridades ti morenses.

        Em declarações anteriores à agência Lusa, Antero Lopes indicara já que  as forças policiais da ONU não tinham qualquer responsabilidade pela segurança n a zona da cadeia de Díli.

        "A nossa preocupação neste momento reside na segurança da população e n a recuperação, em segurança, dos evadidos", afirmou, salientando que "jamais a p olícia da ONU esteve envolvida ou foi requisitada para efectuar segurança ao edi fício da cadeia" de Becora.

        O ministro da Justiça timorense, Domingos Sarmento, e o director nacion al das prisões, Manuel Exposto, criticaram as forças australianas e neozelandesa s por não terem garantido a segurança no exterior da cadeia de Becora, factor qu e consideraram determinante para a fuga de Alfredo Reinado e dos outros 56 reclu sos.

        "Havia um acordo em que as forças da Nova Zelândia estavam encarregues  de fazer a segurança no exterior da cadeia, mas há cerca de uma semana deixaram  o local e não nos informaram", afirmou Domingos Sarmento à Lusa.

        O ministro timorense referiu que contactou com as forças australianas p ara que "fosse reposta" a segurança no exterior da cadeia de Becora, mas recebeu

como resposta que a saída das forças do local se devia a "necessidades de coloc ação de homens noutros pontos da cidade".

        "Contactei as forças australianas e disseram-me que a Nova Zelândia tin ha retirado, porque precisavam de gente para pôr noutras zonas da cidade", disse

Domingos Sarmento.

        Manuel Exposto afirmou, por sua vez, que na altura da fuga, cerca das 1 5:00 de hoje (07:00 em Lisboa), "não havia guardas internacionais no exterior",  razão que apontou para que os reclusos tivessem abandonado a cadeia de Becora "p elo portão principal".

        O gabinete do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, escusou-se

até agora a comentar a fuga de Reinado, remetendo qualquer esclarecimento para  as forças da ONU.

        O major Alfredo Reinado, que abandonou o comando das forças de defesa t imorenses no início de Maio, tornando-se a figura mais mediática dos militares q ue se revoltaram contra o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, encontrava-se deti do desde 25 de Julho, por posse ilegal de armas.

        O grupo que se evadiu hoje da cadeia de Becora inclui ainda 16 ex-milit ares das forças de defesa e pelo menos cinco condenados por homicídio.

        As forças internacionais têm em curso uma operação para tentar deter os

evadidos.


O silêncio de Xanana e Ramos Horta chega a ser ensurcedor.... :!:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 30, 2006, 10:53:56 pm
:?  :evil:

Sem comentários!
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 31, 2006, 08:06:30 am
E a novela continua...........

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Timor: Brigadeiro australiano conhece paradeiro dos fugitivos

O brigadeiro Mick Slater, comandante militar australiano em Timor-Leste, declarou hoje à rádio ABC que sabe onde estão os 57 presos que quarta-feira fugiram da cadeia de Becora, em Díli, entre os quais o major Alfredo Reinado.
Apesar de saber o paradeiro dos reclusos em fuga, o Brigadeiro Mark Slater declarou à rádio australiana ABC que não podia dar mais pormenores.

«Não posso discutir este tipo de informação na rádio. Nós isolámos a cidade. Fizemos isso uns 15 minutos após a fuga, ontem [quarta-feira]. A atenção [das forças de segurança] teve que mudar rapidamente ontem à tarde para o processo de recaptura. A ONU e a polícia internacional estão a trabalhar muito e arduamente para conseguir o máximo de informações e pistas que puderem», disse o Brigadeiro Slater.

Fonte policial tinha dito à Agência Lusa que a fuga de reclusos da cadeia de Becora, em Díli, envolveu além do major Alfredo Reinado outros 56 reclusos, incluindo 16 ex-membros das forças armadas timorenses e cinco condenados por homicídio.

Os 57 fugitivos, mais de um quarto (28,5 por cento) dos 200 detidos em Becora, saíram pela porta principal do estabelecimento cerca das 15:00 locais (07:00 em Lisboa), sem, aparentemente, qualquer oposição por parte dos membros da segurança, de acordo com fontes contactadas pela Lusa.

A segurança nas imediações da cadeia de Becora é da responsabilidade da polícia da Nova Zelândia.

A fuga de Alfredo Reinado - a figura mais mediática dos elementos das forças de defesa que contestaram o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri - ocorreu num dia feriado nacional, quando os timorenses estão a comemorar o sétimo aniversário do referendo que conduziu à independência do país.

As polícias internacionais estacionadas em Timor-Leste sob o comando da ONU estão a lançar operações no terreno com vista à captura dos fugitivos.

Alfredo Reinado e cerca de 20 dos seus homens estavam detidos desde 25 de Julho, por posse de material de guerra encontrado numa operação de rotina da GNR em três casas, uma delas, segundo o major, atribuída por Xanana Gusmão.

A detenção foi feita ao abrigo do Protocolo bilateral entre Timor-Leste e a Austrália, no âmbito das medidas de emergência que estavam em vigor no país desde 30 de Maio, decretadas por Xanana Gusmão.

Entre o arsenal apreendido a Reinado constavam nove pistolas, quatro de calibre 45 Auto e cinco de calibre 9, mais de 4 mil munições para espingarda automática e pistola, granadas, cinco rádios de transmissões, dois bastões extensíveis, cinco punhais, três catanas e equipamento militar diverso, entre o qual coletes à prova de bala e cinturões.

O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise político-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.



http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=241369 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=241369)
Título:
Enviado por: Lancero em Setembro 01, 2006, 11:46:55 am
Alto que o homem afinal fala :!:

Timor-Leste: Segurança da cadeia estava a cargo das forças internacionais - PM

Díli, 01 Set (Lusa) - A segurança da cadeia de Becora, em Díli, de onde quarta-feira se evadiram 57 reclusos entre os quais o major Alfredo Reinado, estava a cargo das forças internacionais, disse hoje à agência Lusa o primeiro-ministro, José Ramos-Horta.

      A segurança em Timor-Leste está a cargo desde o dia 25 de Agosto das forças internacionais e da polícia das Nações Unidas, explicou o governante.

      "A única coisa que posso dizer é que a cadeia e outras posições críticas na cidade de Díli são da responsabilidade das forças internacionais", afirmou.

      Com esta afirmação Ramos-Horta remeteu para as forças australianas e neozelandesas, sob comando da Austrália, a responsabilidade pela quebra de segurança que permitiu que 57 reclusos, entre os quais o major Alfredo Reinado, saíssem pela porta principal da cadeia de Becora na quarta-feira.

      Na altura da evasão, o presídio tinha cerca de 200 detidos e 60 guardas desarmados no seu interior.

      As afirmações de Ramos-Horta também contradizem o ministro da Defesa da Nova Zelândia, que na quinta-feira negou qualquer responsabilidade dos militares neozelandeses na segurança da prisão de Becora, afirmando que cabia ao Governo de Díli a vigilância das prisões timorenses.

      "A Nova Zelândia e a força multinacional não são, nem nunca foram, responsáveis pelas prisões em Timor-Leste ou pela sua segurança. Essa é uma responsabilidade apenas do Ministério da Justiça de Timor-Leste", afirmou Phil Goff, em comunicado onde também admite ter responsabilidade no patrulhamento na bairro de Becora.

      A fuga de reclusos da cadeia de Becora, em Díli, envolveu 16 ex-membros das forças armadas timorenses e pelo menos cinco condenados por homicídio.

      Alfredo Reinado e cerca de 20 dos seus homens estavam detidos desde 25 de Julho, por posse de material de guerra encontrado numa operação de rotina da GNR em três casas, uma delas, segundo o major, atribuída por Xanana Gusmão.

      A detenção foi feita ao abrigo do Protocolo bilateral entre Timor-Leste e a Austrália, no âmbito das medidas de emergência que estavam em vigor no país desde 30 de Maio, decretadas por Xanana Gusmão.

      O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise político-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.
Título:
Enviado por: Get_It em Setembro 02, 2006, 04:37:37 pm
Citação de: "Diário Digital / Lusa"
Timor-Leste: GNR muda-se segunda-feira para Caicoli
O contingente militar da Guarda Nacional Republicana estacionado em Díli, Timor-Leste, muda-se segunda-feira para um quartel na zona de Caicoli, disse hoje à agência Lusa o 2.º comandante do subagrupamento Bravo, tenente Nuno Simões.

Actualmente a ocuparem as instalações do Centro de Estudos Aduaneiros da Alfândega timorense, em Caicoli, e o hotel 2001, numa zona afastada do centro de Díli, os 127 homens da GNR desenvolveram nos últimos três meses «um plano de melhoramento do edifício de Caicoli que permite agora instalar toda a operação no mesmo local».

As obras de melhoramento do local, a cargo de uma empresa de construção local e dos militares da GNR, estão «praticamente prontas a receber não só os 127 militares mas também a equipa de três elementos do INEM que acompanha a missão», disse.

Com dois pisos e uma área anexa de grandes dimensões, a GNR terá em Caicoli espaço para «instalar todo o contingente, material, serviços de apoio» bem como disporá de espaços anexos necessários a missões prolongadas como um ginásio (ainda por construir), pontos individuais de Internet e sala de convívio «totalmente construída com materiais velhos que foram aproveitados».

«O que aqui fizemos foi aproveitar as condições deste edifício para criar espaços onde seja possível ter todo o subagrupamento instalado e com as condições que uma missão de vários meses necessita», explicou Nuno Simões numa visita com a agência Lusa às instalações.

Os dois pisos do edifício estão divididos em salas de trabalho, operações, central de comunicações, casernas, sanitários, balneários, zona de duche, contentores de habitação, zonas de apoio como oficinas, contentores frigoríficos para armazenamento de bens, salas de Internet, paiol, e possui autonomia em electricidade com um gerador bem como de abastecimento de água com depósito de emergência.

[continua (http://http)]

fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=241705


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: TOMKAT em Setembro 07, 2006, 05:00:43 pm
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Austrália reforça presença
militar (mais 120) em Timor


7-Sep-2006 - 12:28

John Howard avisa que o governo de Díli é que tem de resolver os problemas internos

O primeiro-ministro australiano, John Howard, anunciou hoje no Parlamento que a Austrália vai enviar mais 120 soldados para Timor-Leste, onde Camberra já tem 1.110 militares integrados nas força internacional de paz. Howard assegurou que a Austrália continuará a apoiar o país mas lançou o aviso, bem ao estilo de quem não quer problemas no seu quintal, de que o governo de Díli tem de começar a responsabilizar-se pelos seus próprios problemas.


As declarações de Howard surgem no mesmo dia em que o major Alfredo Reinado, que em Maio liderou a revolta de militares que contestavam o ex-primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, e que está em fuga há uma semana, avisou em entrevista que disparará contra quem o tentar recapturar, incluindo forças internacionais.

Reinado disse à cadeia de televisão australiana SBS, em entrevista por telemóvel a partir de um local desconhecido (apesar de o comandante militar australiano ter dito que sabia onde ele estava) em Timor-Leste, que estava armado e disposto a defender-se, avisando as forças internacionais para não o procurarem.

«Só quero que saibam: Não venham à minha procura porque eu não sou um problema para este país», alertou Reinado.

«Mas se mesmo assim vierem atrás de mim, eu vou impedi-los. Se dispararem contra mim eu também vou disparar contra eles. Tenho o direito de me proteger no meu país», ameaçou.

O comandante das forças australianas em Timor-Leste, brigadeiro Mick Slater, tomou a ameaça a sério, mas disse que já tinha havido contactos com Reinado, esperando que o líder dos militares rebeldes se renda em breve.

«É uma ameaça séria, não há que o negar, mas nesta fase não estou preocupado», disse Slater à cadeia de televisão australiana Nine Network.

«Se ele se entregar aos soldados australianos, será tratado com justiça», acrescentou.

A fuga de Reinado e de outros 56 reclusos ocorreu a 30 de Agosto, tendo os presos saído pelo portão principal da cadeia de Becora, segundo disse na altura à Lusa o director nacional das prisões de Timor-Leste, Manuel Exposto.

Tanto Manuel Exposto como o ministro da Justiça timorense, Domingos Sarmento, atribuíram a aparente facilidade da fuga à ausência de segurança no exterior da cadeia, que estava atribuída às forças da Nova Zelândia.

O major Alfredo Reinado, que comandava a Polícia Militar, abandonou a cadeia de comando das Falintil-Forças de Defesa de Timor- Leste (F-FDTL) no início de Maio, para liderar militares rebeldes que contestavam o executivo do ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, entretanto substituído no cargo por José Ramos-Horta.

Durante a crise, Reinado afirmou em várias ocasiões obedecer apenas às ordens do Presidente da República e comandante supremo das forças armadas timorenses, Xanana Gusmão, com quem se encontrou a 13 de Maio.

Três dezenas de pessoas foram mortas em confrontos ocorridos sobretudo em Maio, em que estiveram envolvidos diversos grupos, incluindo militares e polícias.

A onda de violência provocou ainda cerca de 180 mil deslocados.

Depois de ter estado durante algum tempo na Pousada de Maubisse, a sul de Díli, Reinado foi detido pelas forças australianas na capital timorense a 25 de Julho, por posse ilegal de material de guerra, na sequência de uma busca da GNR às casas que tinha ocupado com os seus homens.


http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=15636&catogory=Manchete

E para clarificar a situação em Timor-Leste.... :roll:

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Um ferido e mais casas queimadas em mais uma noite agitada


Grupos rivais envolveram-se hoje em confrontos em Díli, de que resultaram pelo menos um ferido, várias casas queimadas e um carro carbonizado, disseram várias fontes.


Num dos locais em que foram referenciados incidentes, e que motivaram a presença de efectivos da GNR, junto ao Hospital Nacional Guido Valadares, os militares portugueses depararam com quatro casas queimadas e uma viatura carbonizada, disse o tenente Paulo Cabrita, oficial de ligação do contingente militar português.

O número de casas queimadas poderá, contudo, ser superior, estando a de correr investigações no local, acrescentou.

No decurso da operação, um homem, apresentando ferimentos resultantes de uma catanada, foi assistido pela equipa médica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que integra o contingente da GNR estacionado em Timor-Leste.

Os militares portugueses efectuaram ainda uma detenção, presumivelmente o autor da agressão com a catana, que está a ser ouvido para se apurar se agiu ou não em legítima defesa, procurando proteger os seus bens.

Noutro ponto da cidade, no centro de Díli, junto ao campo de refugiados situado entre o porto da capital e o Hotel Timor, militares australianos foram chamados a intervir para separar grupos rivais, para o que empregaram granadas de gás lacrimogéneo, mas não há registo de detenções ou de feridos.

Um cidadão português que passou no local, ao volante da sua viatura, durante os confrontos, disse que "um número indeterminado de carros foram apedrejados".

O carro deste cidadão português ficou seriamente danificado em resultado das pedradas com que foi atingido.

A violência em Timor-Leste iniciou-se em Abril passado e levou as autoridades a pedirem à Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal o envio de forças militares e policiais para garantir a manutenção da ordem pública.

Cerca de 180 mil deslocados distribuídos por campos de refugiados e 30 mortos é o saldo até agora da onda de violência desde Abril.

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=15627&catogory=Timor%20Lorosae

E quando, ainda à poucas semanas se dizia em Timor-Leste cobras e lagartos de Mari Alkatiri, eis senão quando....


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Ramos-Horta elogia Alkatiri pelas negociações petrolíferas

O primeiro-ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta, elogiou hoje o trabalho feito pelos governos do seu antecessor, Mari Alkatiri, na negociação com a Austrália sobre o petróleo do mar de Timor.

"Foi um trabalho bem-feito", disse Ramos-Horta no final da terceira cimeira trilateral de cooperação dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Indonésia e Timor-Leste.

O primeiro-ministro referia-se ao acordo para a partilha das receitas petrolíferas do Mar de Timor, que Timor-Leste e a Austrália assinaram em Janeiro deste ano.

O acordo foi negociado ao longo de dois anos e meio pelo então primeiro-ministro Mari Alkatiri.

O documento estipula a partilha em partes iguais das receitas provenientes de reservas petrolíferas daquela zona, que ascendem a cerca de 30 mil milhões de dólares (25 mil milhões de euros).

No âmbito do acordo, os dois países também concordaram em suspender por um período de 40 a 50 anos a demarcação definitiva da fronteira marítima.

Na declaração que então fez … imprensa, Mari Alkatiri reconheceu a dureza das negociações encetadas com a Austrália.

"Foi uma negociação longa, por vezes feitas através da imprensa, por via diplomática e politica e também com murros na mesa. Todos os que acompanharam o processo de negociações tiveram oportunidade de ver que houve trocas de tudo entre Timor-Leste e a Austrália, a todos os níveis", salientou".

O acordo alcançado com a Austrália não teve reflexos na chamada zona conjunta de exploração petrolífera, em que Timor-Leste recebe já 90 por cento das receitas, e a Austrália os restantes 10 por cento, e que poderá render nos próximos 10 a 20 anos cerca de 14,5 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros) para Timor-Leste.

No final da cimeira tripartida que decorreu hoje em Díli, a primeira que se realiza em Timor-Leste, os lideres das delegações também salientaram a importância da cooperação regional, que tem vindo a ser aprofundada.

Uma fonte governamental timorense tinha declarado na semana passada que no decorrer da reunião, … porta fechada num hotel em Díli, as delegações abordariam as questões da segurança interna, a missão das Nações Unidas, as eleições de 2007, bem como a cooperação económica e a cooperação na área da segurança.

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=15588&catogory=Timor%20Lorosae



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Finn Reske-Nielsen nomeado representante adjunto de Kofi Annan

O dinamarquês Finn Reske-Nielsen foi nomeado representante especial adjunto do secretário-geral da ONU em Timor-Leste, anunciou hoje a missão das Nações Unidas em Díli.

Actual coordenador da ajuda humanitária da ONU em Timor-Leste, Reske-Nielsen iniciou já as suas novas funções, coadjuvando o japonês Sukehiro Hasegawa na Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), criada pela resolução 1704, de 25 de Agosto passado, do Conselho de Segurança.

Finn Reske-Nielsen juntará à coordenação da ajuda humanitária os pelour os de apoio à actividade governativa e do desenvolvimento.

Uma das tarefas que irá controlar é o de garantir a reunião dos meios indispensáveis para a realização em Timor-Leste, em 2007, de eleições legislativa s e presidenciais.

Entre 1999 e 2002, durante a vigência da Administração Transitória de Timor-Leste pela ONU (UNTAET), Reske-Nielsen coordenou a aplicação no terreno dos programas de assistência humanitária das agências das Nações Unidas.

Questionado sobre uma eventual substituição de Sukehiro Hasegawa na chefia da UNMIT, o gabinete de imprensa da missão da ONU respondeu não ha ver "oficialmente nenhuma comunicação em Díli ou em Nova Iorque sobre o assunto".


http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=15640&catogory=Timor%20Lorosae
Título:
Enviado por: ricardonunes em Setembro 08, 2006, 10:44:18 pm
Timor: GNR disparou balas de borracha


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Para dispersar cerca de cem pessoas que atacaram um campo de refugiados. Cinco detidos
 

A GNR deteve esta sexta-feira cinco indivíduos em Díli na sequência de incidentes graves registados durante a noite (hora local) em vários pontos da capital de Timor-Leste, disse à «Lusa» o oficial de ligação da força portuguesa.

Segundo o tenente Paulo Cabrita, os detidos vão ser acusados de «ofensa s físicas graves às forças da autoridade».

OS cinco detidos ajudaram a organizar uma tentativa de ataque efectuada por cerca de uma centena de pessoas contra o campo de deslocados situado junto ao aeroporto Nicolau Lobato, repelida com disparos de balas de borracha.

Estabilizada a situação junto ao aeroporto, na saída ocidental de Díli, os atacantes puseram-se em fuga e foram atacar a Academia de Polícia, onde está aquartelada a polícia da Malásia, e as traseiras do Hotel Timor Lodge, onde est ão aquartelados efectivos militares australianos, no vizinho bairro de Bebonuk.

Na refrega que se verificou, os atacantes apedrejaram os militares da GNR e da Austrália e os polícias da Malásia.

«Fomos obrigados a responder com balas de borracha e o arremesso de granadas de bagos de borracha», disse o tenente Cabrita à Lusa.

Os actos de violência junto ao aeroporto de Díli iniciaram-se cerca das 23:00 locais (15:00 em Lisboa), e a pronta intervenção da GNR permitiu «estabilizar a situação e repor a ordem pública», afirmou o oficial contactado pela «Lusa» .

Grupos rivais, opondo os autodenominados «loromonu» (da parte ocidental de Timor-Leste) aos «lorosae» (da parte oriental), têm protagonizado cenas de violência, sobretudo juntos aos campos de deslocados, onde vivem presentemente ce rca de 80 mil pessoas, 50 por cento dos habitantes da capital timorense.

http://www.portugaldiario.iol.pt/notici ... div_id=291 (http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=722499&div_id=291)

Alguém me sabe dizer o que é uma granada de bagos de borracha?
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Setembro 08, 2006, 11:19:52 pm
Acho que é algo parecido a isto:

(http://img170.imageshack.us/img170/9915/26618lmk2.jpg) (http://http)

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Sting grenades, or Hornet's Nest grenades, are another less-lethal grenade that is based on the design of a fragmentation grenade. Instead of using a metal casing to produce shrapnel, however, they are made using two spheres of hard rubber. Inside the smaller sphere is the explosive charge, primer, and detonation pin. The space between the two spheres is then filled with many small, hard rubber balls about 20mm in diameter. Upon detonation, the subject is incapacitated by the blunt force of the projectiles. The advantage to using sting grenades comes from the fact that the subject is very often knocked out, winded, or at the very least is dislodged from his cover because of the shock. Vision is sometimes also impaired due to minor trauma of the visual cortex located in the back of the head.

Some types have an additional payload of chemical agents like CS gas or pepper spray.

The advantages compared to a flashbang are

The "plug 'n shut" tactic, which is shutting one's eyes and plugging one's ears to avoid being affected by a flashbang. This does nothing to protect a person from a Hornet's Nest's payload,
The recipient does not need to be looking at the grenade for it to take its full effect,
Stingers are much more likely to cause a subject to either fall or lower himself in pain, thus providing good sight lines to unaffected targets in the area
This makes sting grenades ideal for containing small groups of rowdy prisoners, providing a shooting opportunity when a suspect is hiding behind cover, or in allowing SWAT teams to clear small rooms. In many situations, it is preferable to a flashbang.

This having been said, there are disadvantages to using sting grenades that should not be neglected. A sting grenade is not sure to lessen the lethality of a suspect, so it is dangerous to use if the subject is armed. This arises from the fact that sting grenades rely on the body's reaction to adversive stimuli (pain and blunt force trauma) rather than in denial of sensory input. Put plainly, a person with sufficient mental focus can concentrate enough to fire a few shots with a sting grenade, whereas a flashbang will physically deny him of his vision and his sense of orientation in space. Also, its effective range is limited when compared to a flashbang.


http://en.wikipedia.org/wiki/Grenade (http://en.wikipedia.org/wiki/Grenade)
http://www.securityandsafetysupply.com/ ... nary3.html (http://www.securityandsafetysupply.com/product-firearms/Diversionary3.html)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Setembro 08, 2006, 11:25:31 pm
Obrigado pela informação, desconhecia por completo tal engenho.
Título:
Enviado por: Lancero em Setembro 09, 2006, 10:09:17 pm
East Timor: The President's Man

by John Martinkus
September 09, 2006


What appear to be written orders from East Timor's President Xanana Gusmão to rebel former soldier Alfredo Reinado confirm the close relationship the now escaped criminal — who is wanted for murder and weapons offences — had with the President.
The hand-written note, seen by New Matilda and available here (in Portuguese), on the letterhead of the President and signed by him, sets the tone of the relationship between the two.
'Major Alfredo, Good Morning!' It begins. 'We have already combined with the Australian forces and you have to station yourselves in Aileu,' writes the President, referring to the inland hill town an hour south of Dili where Alfredo did go with his rebel soldiers.

The letter continues 'I am also going to write to Lieutenant [Gastão] Salsinha [the leader of the dismissed East Timorese soldiers who, unlike Reinado's men, left their barracks without their weapons] to implement this order. Abraços a todos [Embraces to all], Xanana'.
Gusmão's office could not be contacted for comment on the document.
The letter is dated 29 May this year — only three days after the first Australian forces had landed in Dili and seven days after Reinado had led his men in an attack against the East Timorese national army, the F-FDTL, in the hills to the east of the capital.
The letter confirms the close relationship between the President and the breakaway officer at the time — a relationship Reinado himself has never tried to hide. When David O'Shea from SBS TV's Dateline program interviewed him in Dili just days before he was arrested on 26 July, Reinado said:
Until 22 May I [was] still bound to my General, Taur Matan Ruak [F-FDTL Commander]. After I [was] attacked and I am defending myself I think I should only follow orders from my Supreme Commander, the President. Until today, anywhere I go, I always notice him and I always take order from him. Whatever I am going to do, whatever order is being [given], as long as it is clarified and justified, I'll do it.
Reinado also revealed that he had been in close contact with the President from 14 May, before the violence started. The exchange was as follows:
'On 14 May on the Sunday I heard that you met with the President,' says O'Shea.
'Yes' replies Reinado.
'What did you discus then?'
'I'm going to tell him why I left Dili. Because as the Supreme Commander he has to call me to ask me that. Why I left Dili on 3 May. I am going there to explain why I left Dili,' says Reinado, referring to the day he left the army barracks in Dili with 20 of his men and two ute-loads of weapons and ammunition.
'And [Gusmão ] accepted your explanation?' asks O'Shea. 'Of course,' replies Reinado.
When I interviewed Reinado on 11 June he was still in the hill town of Maubisse. He was there with his heavily armed men and eight Australian SAS guards. He said the guards were there for his security, but Head of the Australian forces, Brigadier Mick Slater, said the detachment was there to monitor him.
Reinado was his usual arrogant self — loudly proclaiming that he was fighting for the justice of his people and referring to so-called 'atrocities' by the F-FDTL, which he greatly exaggerated. When pressed on his plans to disarm, he grinned and told me to talk to the President about that. He proclaimed he was not a rebel and that he was still a member of the army and had a right to carry weapons as he was still under the orders of the Supreme Commander of the armed forces, the President Xanana Gusmão.
The circumstances of Reinado's arrest also require examination. I was in Dili that day, 26 July, and the incident started in the late morning. Reinado claimed that he had been offered the use of a house by the President himself. The house was situated directly across the road from the main gate of the Australian military base at Dili's heliport in the suburb of Bairo Pite. As he was moving in, the Portuguese police (GNR), acted on a tip they had received, and came and searched the house. They found nine handguns, thousands of rounds of ammunition and grenades.
The day before had been the well publicised deadline for the handing in of weapons, and Reinado and his men were clearly in violation of that. The GNR wanted to arrest him. The Australian Federal Police were soon at the scene as well as several Australian armoured personnel carriers. It was a stand-off that lasted all day with the local and Portuguese press outside, and Reinado occasionally sauntering on to the verandah and issuing statements such as 'I am a free man in a free country,' much to the amusement of reporters.
(Meanwhile, at the President's office across town, a series of meetings were being held between officials and military and police representatives. No press access was allowed.)
Finally, after dark, the press were told to leave, the Portuguese police loaded the weapons in a vehicle and the Australian army moved across the road and cordoned off the house. I waited in the dark and filmed as the Australians led Reinado's men out, one by one, bound in plastic cuffs, and photographed them before marching them across the road to their base.
However, the Australians must have led Reinado out the back, as he was not with his men.
The sequence of the day's events and the way the Australians actively tried to play down the event, gave me the impression that they had only reluctantly arrested Reinado and his men, and that they had been forced to by the GNR's discovery of the weapons. The crisis meetings at the President's office also suggested Gusmão's close involvement in the case.
The fact that Reinado was not arrested earlier raised many questions among observers in Dili. Why, people were asking, was this man who was filmed shooting at the army, and even declaring on film that he had 'got one,' still remaining free? As one member of the UN investigation team said, 'this guy has some serious political top cover.'
The links between Reinado and the President are even more relevant now, following his 'escape' from Dili's Becora prison last week, when he and 56 others simply walked out the door. He has since recorded a half-hour interview with local Timorese television. Those who watched it placed the interview as having taken place at Daralau, in the hills above Dili. Incidentally, the President's house is also in the hills above Dili.
It is inconceivable that the Australian military and Federal Police cannot place the backdrop to the interview — as so many people in Dili have — and locate and arrest Reinado.
But perhaps that is not a high priority. Perhaps they are taking the position of the President's Australian-born wife, Kirsty Sword Gusmao, who told ABC Radio this week that Reinado 'has been portrayed somewhat incorrectly in the Australian media as being a renegade, a rebel.' She added that 'when he defected from the military police, it was a protest action against what he saw as terrible violations committed by our armed forces.'
There is still little evidence that the armed forces committed violations. Claims of massacres and mass graves have never been backed up with facts, and appear to be politically motivated allegations designed to discredit the F-FDTL.
One of the most prominent opposition figures to repeatedly accuse the F-FDTL of massacres is Fernando De Araujo from the Democratic Party. When I interviewed him for Dateline in August he told me that, even though former Prime Minister Marí Alkatiri had resigned, the 'plan' had failed: 'My plan was to have a transitional government that the President controls and in six months have a general election,' he said.
It is similar to what Alfredo Reinado is now calling for, and from what one can divine from the supporters of East Timor's now famously silent President, it is what he is positioning himself for as well.


About the author
John Martinkus covered the conflict in East Timor from 1995 until 2000. He was resident correspondent in Dili for Associated Press and Australian Associated Press, from 1998 until 2000.
He is author of A Dirty Little War (Random House, 2001), about the country's violent passage to independence. He recently co-produced the report East Timor: Downfall of a Prime Minister for SBS TV's Dateline, which aired on 30 August.


(http://www.newmatilda.com/admin/imagelibrary/images/Gusmao_letterbv0Rd72Gts57q.jpg)
Título:
Enviado por: Lancero em Setembro 12, 2006, 02:45:21 pm
Police give up on East Timor's rebel major

By Mark Dodd
September 12, 2006 12:00

AUSTRALIAN and UN police have conceded they lack the numbers to track down East Timorese rebel leader Alfredo Reinado, who has been on the run after breaking out of a Dili prison almost two weeks ago.
The fugitive army major, interviewed by The Australian in a secret location, looked fit, healthy and not harassed by the law as he launched a scathing attack on a "corrupt" justice system.
He also took a swipe at the new interim Prime Minister, Jose Ramos Horta, who he accused of spending too much time overseas and making promises he was unable to keep.
In his first face-to-face interview with a foreign journalist since escaping from Becora prison, Major Reinado called for the Catholic Church and President Xanana Gusmao to lead a national debate on ways to solve the political crisis.
Thumbing his nose at the attempts to recapture him, he said he was willing to negotiate with the Government about handing himself in, but not if it meant a return to prison. "I'm ready to face the tribunal, but when everything is fixed," he said.
The Australian found Major Reinado in the country's southern mountains after a week of protracted negotiations. This involved a series of calls to changing mobile numbers, text messages and the exchange of a secret password with one of Major Reinado's supporters at a rendezvous four hours drive over East Timor's main mountain range.
The police are now waiting on urgent reinforcements to help round up the rogue elements that remain a threat in the half-island state.
The Commissioner of UN police, Antero Lopes, said that extra numbers, which should start arriving next week, were needed to defeat a wall of silence created by family and friends of the rebels.
"We are getting more police and with more of police presence we can get a better result."
Australian Federal Police spokesman Tim Dodds conceded yesterday there were not enough police to comb wide areas of East Timor to track down the Australian-trained rebel leader, who escaped from Dili's Becora prison with 56 other inmates on August 30.
"I don't know anyone who knows exactly where he (Reinado) is. It would be like trying to find a needle in a haystack," Mr Dodds said.
With about 120 AFP officers, Australia has one of the largest police deployments in East Timor but, like the 1000-strong military force, they are currently under national and not UN command.
Unlike the defence forces, the AFP will join the UN but negotiations are continuing between Canberra and UN headquarters in New York about their terms of engagement.
Major Reinado, 39, admitted he escaped in a four-wheel-drive vehicle and boasted that he waved to New Zealand soldiers as he left.  :shock:  But he said the UN and international security forces in East Timor should concentrate on catching the other criminals who were worse than him.
But he also reserved the right of self-defence, saying he had done nothing wrong and was entitled to protect himself in his own country.
But recent claims he is prepared to fight Australian troops made him angry.
"I did not say that. I've had good relations with the Australian military," he said.
Major Reinado trained in Australia and his wife lives in Perth, where she is expecting the couple's fourth child.
"I miss them very much. My oldest kid I hear is sick. That worries me and they are alone but I'd like to thank the Australians for looking after them," he said.
The rebel blamed his current plight on a corrupt legal system and self-serving politicians but said he had no intention of waging guerilla war or taking up arms against his country.
Major Reinado remained fiercely loyal to Mr Gusmao, saying he was "like a father".
"Gusmao is the only East Timorese leader to be trusted and the only one with a capacity to heal the broken nation," he said.
And he said his arrest in Dili for illegal weapons possession was concocted by pro-Portuguese political interests designed to thwart reconciliation talks planned by the President.
However, he was cagey about the issue of weapons in his possession.
Although Mari Alkatiri had resigned as prime minister in June, Major Reinado said, "Maputo socialists like Alkatiri" remained in the ministeries and the influence of the former prime minister was still evident.

http://www.news.com.au/dailytelegrap...93-401,00.html (http://www.news.com.au/dailytelegrap...93-401,00.html)
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 22, 2006, 06:44:48 pm
http://abrupto.blogspot.com/2006_09_01_ ... 6650952656 (http://abrupto.blogspot.com/2006_09_01_abrupto_archive.html#115891636650952656)

e

http://timor-online.blogspot.com/ (http://timor-online.blogspot.com/)


COISAS DA SÁBADO: O QUE SE PASSA EM TIMOR?


Continuamos sem saber, até um dia em que qualquer coisa grave aconteça. Não se percebe o nexo, a sequência, os protagonistas, os eventos, os interesses. Que fazem os nossos “bons”, Xanana e Ramos Horta? Que fazem os nossos “maus”, Aikatiri e Lobato? Que fazem os invasores australianos? Que fazem os nossos GNR? Ainda há “democracia”? Que fazem os portugueses que ficaram? Planeiam vir embora, porque não vale a pena? Planeiam ficar, porque não tem emprego cá? Querem ficar porque gostam da “causa” de Timor? Por onde anda o major Reinado e os seus militares e políticas revoltosos? O que é que fazemos em Timor, se é que fazemos alguma coisa? Já há alguma obra pública feita em Timor com os rios de dinheiro que os “doadores” deram, ou vai tudo para alimentar o aparelho das organizações internacionais e as ONG? Que é feito do dinheiro do petróleo?

A rádio e a televisão públicas tem correspondentes em Timor pagos pelo dinheiro dos contribuintes, nós. Onde estão? Não há notícias sobre Timor que se percebam? Que se percebam, insisto.


*

Informe-se aqui. Desde dia 16 de Maio que relatamos diariamente o que se passa em Timor-Leste, com opiniões e notícias que traduzimos para português, visto que na nossa língua são cada vez menos.

E poderá perceber melhor porque a imprensa fez de Mari Alkatiri um dos "maus"...

Infelizmente, espantamo-nos e envergonhamo-nos todos os dias pelos que pintaram como "bons", a quem durante anos admirámos na luta pela independência. Essa independência, e os valores democráticos que entretanto se estabeleceram em Timor-Leste nos últimos quatro anos, são todos os dias ameaçados por incidentes patrocinados ao mais alto nível. Assistimos a um golpe de Estado palaciano, próprio de um monarca louco, decrépito que não aparece em público, não faz declarações, que continua a apoiar criminosos impunemente, com a ajuda do governo australiano e indonésio.

Timor-Leste já perdeu o seu mito. Vai a caminho de perder a sua soberania.

Sem a coragem do Parlamento Nacional e dos Tribunais (que a tal frente dos partidos da oposição, membros da Igreja e os criminosos exigem dissolver), já seríamos governados por loiros de olhos azuis.

O manifesto deste bando inclui agora a exigência da expulsão de todos os assessores e empresas que pertençam a um país da CPLP...

Líderes da Igreja católica fazem missas para que o Reinado, que se evadiu da prisão com mais 55 reclusos, com a cumplicidade dos australianos, não seja capturado.

A GNR é a única força que consegue manter alguma ordem e esperança em Díli. No resto do país, não há praticamente problemas.

O fundo do petróleo, movimentado apenas com autorização do Parlamento, foi este ano utilizado para alimentar o Orçamento de Estado, ronda os 500 milhões de dólares, e o modelo que o gere foi elogiado por muitos, como o Banco Mundial ou as Nações Unidas,como exemplo de transparência.

O tal do desertor Reinado, provavelmente, anda de helicóptero australiano para visitar o PR em casa, perante o fechar de olhos da missão das Nações Unidas.

Uma maioria silenciosa vive sob a ameaça diária de um bando de terroristas, que pretende evitar a todo o custo as eleições de 2007.

Não cedemos ao terrorismo. Não desistimos.

Não temos "dificuldade em acreditar na superioridade moral da democracia e na superioridade moral da liberdade"....

(Malai Azul)
Título:
Enviado por: Lancero em Setembro 27, 2006, 10:44:41 am
Timor-Leste: Incidentes das últmas horas relacionados visita António Costa - GN R

Díli, 27 Set (Lusa) - Os incidentes ocorridos nas últimas horas em vários pontos de Díli estão relacionados com a visita que o ministro de Estado e da Administração Interna português, António Costa, hoje inicia, disse à Lusa fonte da GNR.

      O governante português deverá chegar a Díli cerca das 13:30 horas locais (05:30 horas de Lisboa) para uma visita de três dias.

      Segundo o oficial de ligação do contingente militar da GNR estacionado em Timor-Leste, tenente Paulo Cabrita, "os incidentes estão relacionados com a chegada" de António Costa.

      "Não temos dúvidas a esse respeito. Tratam-se de incidentes planeados", acrescentou.

      Os primeiros incidentes, de que há a registar um ferido ligeiro, ocorreram junto ao mercado de Comoro, a caminho do aeroporto Internacional de Díli e estenderam-se depois à zona do aeroporto, onde efectivos da GNR foram obrigados a intervir para separar grupos que se apedrejavam mutuamente.

      Para garantir a dispersão dos contendores, a GNR efectuou disparos de munições com bagos de borracha e granadas de gás lacrimogéneo.

      Nos incidentes registados no mercado de Comoro, foram queimadas três bancas de venda, que estavam abandonadas, e uma pessoa ficou ferida.

      As patrulhas da GNR dirigiram-se depois para o aeroporto, onde militares australianos tinham sido cercados, e estavam a ser apedrejados, na sequência de novos confrontos entre grupos rivais.

      Segundo o tenente Paulo Cabrita, os militares australianos efectuaram uma detenção.

      "São de estranhar estes casos, pois há cerca de 10 dias que não se verificavam incidentes de grande registo", adiantou.

      O ministro de Estado e da Administração Interna de Portugal, António Costa, chega quarta-feira a Díli para uma visita de três dias aos militares da GNR e aos polícias portugueses estacionados em Timor- Leste.

      António Costa, que tem encontros previstos com o Presidente Xanana Gusmão, o presidente do Parlamento, Francisco Guterres "Lu- Olo", o primeiro-ministro, José Ramos Horta, e o seu homólogo Alcino Barris, visitará o quartel da GNR, que mantém 127 militares em Díli.

      No encontro com Ramos Horta, António Costa deverá discutir a possibilidade de Portugal reforçar o contingente da GNR, duplicando o número de homens, no caso do líder do Governo timorense fizer esse pedido a Portugal, tal como admitiu na semana passada.

      Na última sexta-feira, o José Ramos-Horta declarou à Rádio Renascença que, caso as Nações Unidas optem por não enviar soldados para Timor-Leste, o seu Governo poderá pedir a duplicação dos elementos da GNR no país, tendo garantido já o apoio da Austrália a esta pretensão.

      O Conselho de Segurança da ONU vai discutir no final de Outubro a situação timorense e nessa altura deverá decidir se envia ou não uma missão militar para o país.

      Na sua resolução 1704, aprovada a 25 de Agosto, o Conselho de Segurança estabeleceu uma missão de acompanhamento, a Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), por um período inicial de seis meses e que inclui até 1.608 agentes policiais e 34 militares de ligação e administrativos.

      A possibilidade de rever o número de militares e a natureza da missão é contemplada no texto da resolução, que pede ao secretário- geral da ONU, Kofi Annan, que faça chegar as suas recomendações ao Conselho de Segurança até 25 de Outubro.

      O ministro da Administração Interna é a mais alta figura do Estado português a visitar Timor-Leste desde Fevereiro, quando o então Presidente Jorge Sampaio efectuou uma visita oficial àquele país.

      Nesta deslocação, em que se faz acompanhar do comandante-geral da GNR, general Mourato Nunes, e do director nacional da PSP, Orlando Romano, o ministro António Costa tem ainda previsto um encontro com a comunidade portuguesa e uma visita à UNMIT, onde se reunirá com o representante especial do secretário-geral da ONU em funções, Finn Rieske-Nielsen.
Título: N: «Timor-Leste: PSP parte no domingo»
Enviado por: Get_It em Outubro 14, 2006, 07:31:09 pm
Citação de: "Rádio Renascença"
Timor-Leste: PSP parte no domingo
13/10/2006
Partem no próximo domingo para Timor-leste, os primeiros 17 elementos da PSP, de um grupo de 58, que vão integrar a força de segurança da ONU naquele país.

(23:05) Um segundo grupo, de 20 agentes, viaja três dias depois, na quarta-feira.
 
De acordo com a Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública ainda não há data para a partida dos restantes 23 polícias.

Também hoje foi anunciada partida do contingente militar para o Líbano. Os primeiros militares seguem ainda este mês e o restante grupo deverá partir no início de Novembro.
 
A data concreta será decidida pelas Nações Unidas.

fonte:    http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=177862


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Rui Elias em Outubro 16, 2006, 01:26:11 pm
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TIMOR-LESTE
Violência em Díli fez mais um morto

   (http://dn.sapo.pt/2006/10/16/218199.jpg)
 
A violência na capital de Timor- -Leste fez ontem mais uma vítima, um homem de 50 anos natural do distrito de Viqueque (Leste do país) que foi mortalmente esfaqueado por desconhecidos junto ao campo de deslocados em que vivia, disse fonte militar citada pela agência Lusa.

O incidente ocorreu no mesmo dia em que partiu para o país um contingente de 17 elementos da PSP portuguesa e em vésperas da divulgação de um relatório da ONU sobre os responsáveis pela onda de violência registada em Abril e Maio.

Apesar de o número de acções de violência em Díli ter vindo a diminuir nas últimas semanas, continuam ainda a registar-se casos pontuais de ataques, como o de ontem e o do passado dia 9, quando um jovem de 17 anos morreu esfaqueado num ajuste de contas pelo assassínio de um outro rapaz timorense.

Os ajustes de contas ou os confrontos entre grupos rivais já provocaram, desde Julho, pelo menos 12 mortos na capital timorense, havendo um total de 250 vítimas (entre mortos e feridos). E a crise político-militar iniciada em Abril fez pelo menos cem vítimas mortais, precisou o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Luís Guterres, na intervenção que fez na 61.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

Teme-se uma eventual escalada de violência após a divulgação do relatório da Comissão Especial de Inquérito Independente da ONU, que segundo disse o primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, na sua recente visita a Camberra, pode ocorrer hoje. Esta comissão foi criada, em Junho, a pedido do próprio Ramos-Horta, então o chefe da diplomacia timorense.

Com o objectivo de manter a segurança, partiram ontem 17 elementos da PSP para Timor-Leste, que, segundo a Rádio Renascença, tiveram de pagar, à última hora, excesso de bagagem à TAP. Estes são os primeiros de um total de 58 homens da PSP que vão iniciar a missão nos próximos dias. O seu envio foi feito no âmbito da participação de Portugal na força de segurança da ONU - comandada pelo subintendente da PSP Antero Lopes.


http://dn.sapo.pt/2006/10/16/internacional/ (http://dn.sapo.pt/2006/10/16/internacional/)
Título:
Enviado por: Rui Elias em Outubro 16, 2006, 01:34:14 pm
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TIMOR-LESTE
Violência em Díli fez mais um morto

   (http://dn.sapo.pt/2006/10/16/218199.jpg)
 
A violência na capital de Timor- -Leste fez ontem mais uma vítima, um homem de 50 anos natural do distrito de Viqueque (Leste do país) que foi mortalmente esfaqueado por desconhecidos junto ao campo de deslocados em que vivia, disse fonte militar citada pela agência Lusa.

O incidente ocorreu no mesmo dia em que partiu para o país um contingente de 17 elementos da PSP portuguesa e em vésperas da divulgação de um relatório da ONU sobre os responsáveis pela onda de violência registada em Abril e Maio.

Apesar de o número de acções de violência em Díli ter vindo a diminuir nas últimas semanas, continuam ainda a registar-se casos pontuais de ataques, como o de ontem e o do passado dia 9, quando um jovem de 17 anos morreu esfaqueado num ajuste de contas pelo assassínio de um outro rapaz timorense.

Os ajustes de contas ou os confrontos entre grupos rivais já provocaram, desde Julho, pelo menos 12 mortos na capital timorense, havendo um total de 250 vítimas (entre mortos e feridos). E a crise político-militar iniciada em Abril fez pelo menos cem vítimas mortais, precisou o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Luís Guterres, na intervenção que fez na 61.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

Teme-se uma eventual escalada de violência após a divulgação do relatório da Comissão Especial de Inquérito Independente da ONU, que segundo disse o primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, na sua recente visita a Camberra, pode ocorrer hoje. Esta comissão foi criada, em Junho, a pedido do próprio Ramos-Horta, então o chefe da diplomacia timorense.

Com o objectivo de manter a segurança, partiram ontem 17 elementos da PSP para Timor-Leste, que, segundo a Rádio Renascença, tiveram de pagar, à última hora, excesso de bagagem à TAP. Estes são os primeiros de um total de 58 homens da PSP que vão iniciar a missão nos próximos dias. O seu envio foi feito no âmbito da participação de Portugal na força de segurança da ONU - comandada pelo subintendente da PSP Antero Lopes.


http://dn.sapo.pt/2006/10/16/internacional/ (http://dn.sapo.pt/2006/10/16/internacional/)
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Enviado por: Lancero em Outubro 20, 2006, 03:30:51 pm
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Timor-Leste: Menos crimes e menos detenções na última semana - polícia

Díli, 20 Out (Lusa) - A situação de segurança em Díli está a melhorar e, a manter-se esta tendência, isso significa um aumento progressivo da recuperação da confiança por parte da população, afirmou hoje o comissário da polícia da ONU, Antero Lopes.

      "Apesar de termos mais polícias nas ruas, o que significa um maior acesso à informação e uma maior possibilidade de reportar crimes por parte da população, verificámos que nos últimos sete dias foram registados apenas 87 crimes, o que corresponde a uma diminuição de 60 por cento relativamente à semana anterior", salientou Antero Lopes.

      A par da acentuada diminuição de crimes, a polícia das Nações Unidas (UNPOL) registou igualmente uma quebra do número de detenções.

      Mensalmente são detidas em média 125 pessoas, ou seja cerca de 30 detenções por semana, um número que baixou esta semana para 20, precisou.

      Actualmente, a UNPOL conta com 824 efectivos, de 20 nacionalidades, além de 75 efectivos da Polícia Nacional de Timor- Leste (PNTL) integrados em equipas mistas.

      O total de elementos da UNPOL previsto pela resolução 1704 do Conselho de Segurança da ONU, de 25 de Agosto, que criou a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) é de 1.608, número que deverá ser atingido em Janeiro de 2007, segundo Antero Lopes

      "Até ao final de Outubro contamos ter 923 efectivos. Além desse número, vamos contar com mais agentes da PNTL", acrescentou.

      Vinte e cinco agentes da PNTL estão actualmente a terminar um curso intensivo ministrado pela ONU e outros 25 iniciam-no na segunda- feira, o que fará com que dentro de uma semana a UNPOL e a PNTL ultrapassem o milhar de efectivos.

      "Este é seguramente um marco e tencionamos, a partir dos primeiros dias de Novembro, estender a presença da polícia aos outros distritos do país", reforçando a presença policial no interior de Timor-Leste.

      Antero Lopes anunciou ainda que a projectada abertura de esquadras, a funcionar 24 horas por dia, em vários pontos da capital timorense vai finalmente arrancar a partir de segunda-feira, com a activação de quatro postos da polícia.

      A medida, coordenada pela ONU e pelo governo timorense, visa garantir a segurança de modo a permitir o regresso voluntário de dezenas de milhares de timorenses que abandonaram as suas casas e ainda se encontram instalados em campos de acolhimento espalhados pela cidade.

      A crise político-militar em Timor-Leste, desencadeada em Abril passado, provocou a fuga de cerca de 180 mil pessoas, segundo as Nações Unidas, ou seja 18 por cento da população, que receberam assistência em campos de refugiados.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 25, 2006, 12:24:05 pm
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No aeroporto da capital
Novos confrontos em Díli fazem um morto e dois feridos ligeiros
25.10.2006 - 09h06   Lusa
 

Dois militares da GNR ficaram ligeiramente feridos e um cidadão timorense morreu na sequência de confrontos registados hoje junto ao Aeroporto Internacional de Díli.

O director do hospital nacional de Timor-Leste, António Caleres Júnior, deu conta da entrada naquele estabelecimento de quatro vítimas, uma delas mortal.

A vítima mortal e um dos feridos foram atingidos por balas e os restantes dois feridos por "rama-ambon" — pequenas flechas impulsionadas por fisgas artesanais.

Quanto aos confrontos registados durante a noite na sequência da intervenção de militares australianos no aeroporto, António Caleres Júnior adiantou que das três pessoas que deram entrada no hospital, uma delas morreu devido a ferimentos resultantes de múltiplas facadas.

Os confrontos registados ao final da tarde de ontem (hora local) junto ao aeroporto estenderam-se depois a outras zonas da cidade. Os agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE), da PSP, foram obrigados a efectuar disparos para o ar para manter à distância elementos de um grupo que fugia de confrontos com um grupo rival.

Estes incidentes ocorreram junto ao Ministério da Educação, que fica paredes-meias com o chamado Bairro da Vila Verde, onde residem professores portugueses, e no qual se encontram também alojados agentes dos GOE.

Após os incidentes de hoje junto ao aeroporto — que se encontra encerrado até às 06h30 de quinta-feira (22h30 horas de hoje, hora em Lisboa) — verificaram-se focos de violência nos bairros de Aimutin e Fatuhada.

Fonte: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp ... idCanal=15 (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1274471&idCanal=15)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 27, 2006, 01:21:57 pm
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Entrevista com o chefe das Forças de Defesa da Timor-Leste
Taur Matan Ruak diz que comandante do contingente australiano "não é sério"
27.10.2006 - 13h09   Adelino Gomes , (PÚBLICO)

O chefe das Forças de Defesa da Timor-Leste (F-FDTL), Taur Matan Ruak, recusou-se a receber o comandante do contingente militar da Austrália, general Slater, que ontem regressou ao seu país, no final da comissão de serviço em Díli.

Ruak foi retido, a semana passada, por duas vezes, em "checkpoints" montados pelas forças australianas junto do Quartel-General das FDTL. Em entrevista dada ontem ao PÚBLICO, por telefone, o general timorense diz que australianos e ONU puxam cada um para seu lado, fala em “cowboiada” australiana, e diz esperar que o substituto de Slater, que já chegou a Díli, “tenha consciência do que é o respeito”.

P – Esteve retido num checkpoint, a semana passada, por duas vezes consecutivas. Um soldado australiano ter-lhe-á mesmo apontado uma pistola. Membros da sua segurança foram agredidos por militares australianos. Que interpretação dá a estes incidentes?

R – Ainda ontem [quarta-feira], numa palestra que fiz aos nossos soldados, mudei o nome da cidade de Díli para “Cidade Far-West” ou “Cow-Boy City”. São seis meses a fazer”cowboiada”, com dois mil efectivos [militares, australianos] aqui. Em qualquer conflito você tem que ter um único comando. Neste, cada um puxa para o seu lado. A gente não sabe o que é que as Nações Unidas fazem, o que é que os australianos fazem (…)

P – O primeiro-ministro, Ramos-Horta, disse ao PÚBLICO que o [comandante australiano] general Slater pediu logo desculpas formais ao Governo [pela retenção de Taur num checkpoint] e que pretende fazer o mesmo junto do senhor. Por que é que não o recebeu ainda?

R – Já recebi várias desculpas. Mas, como disse ao primeiro-ministro, continuo a ser humilhado, é inaceitável. Ainda por cima no meu país. Pelo qual eu próprio derramei sangue. Acho que [Slater] é muito generoso, só que não é sério. Não é a primeira vez que me pede desculpas.

P – Mas acabará por recebê-lo?

R – Não. Ele partiu hoje. Aproveito, através do PÚBLICO, para lhe agradecer tudo o que fez nos últimos meses. Esforçou-se por dar o seu melhor, apesar de ter deixado o nosso país ainda com actos de violência nas ruas.

P – Já chegou o substituto?

R – Já. Espero que a nossa relação seja harmoniosa. Que ambos tenhamos consciência do que é o respeito.

P – Rumores persistentes em Díli indicam que foram avistados, nos últimos incidentes, civis armados junto dos militares australianos, que perseguiam alegados lorosae, na zona que vai do aeroporto até junto do Quartel-General das FDTL…

R – Estive em Baucau, terça-feira. Não quero pronunciar-me enquanto não tiver dados concretos. Se pudéssemos exportar rumores, seríamos um dos grandes produtores mundiais.

Fonte: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp ... idCanal=18 (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1274743&idCanal=18)
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Enviado por: Lancero em Outubro 27, 2006, 02:58:18 pm
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Australia has failed: Timor army chief

Lindsay Murdoch in Dili
October 28, 2006

THE commander of East Timor's army has called for an investigation into the behaviour of Australian troops in Dili, including claims they have taken sides in the conflict that plunged the country into violent upheaval.
Brigadier-General Taur Matan Ruak also called for Australia's troops to be put under United Nations command, saying their mission had obviously failed because six months after they arrived in the country Dili "looks like cowboy city".
Violence has escalated in Dili, with at least eight people killed and many injured in attacks this week, including two youths stabbed to death in a gang attack on Dili's waterfront yesterday.
"I am asking for an investigation so that the prestige of the Australian force can be recovered," General Ruak told the Herald in a rare interview.
"The reality is there have been a lot of accusations made. There are a lot of rumours going around. There is an enormous perception [that Australians are taking sides] and now it needs to be made clear that it doesn't exist."
Australia's commander in Dili, Brigadier Mal Rerden, strongly defended the behaviour of his 1000 troops, saying that in the past few days there had been an orchestrated campaign targeting the Australians to try to force them to leave the country.
"I think there are elements out there who have their own agenda, and there are criminal elements who prefer not to have a neutral professional force on the ground to control them," Brigadier Rerden said.
His force is trying to find out who was behind the rumours that have provoked gangs to throw rocks at Australian police and troop vehicles.
General Ruak said he would make a written submission to the East Timorese Government calling for "state bodies" to conduct the investigation.
Having Australian troops and UN forces under different commands had failed, he said.
"One says to go up and one says to go down," he said. "When dealing with a conflict there should only be one commander."
Australia lobbied strongly in the UN to keep command of its troops in Dili, despite objections from many countries. The UN is reviewing the arrangement, which Brigadier Rerden strongly defends.
General Ruak said his command's relations with Australia's commanders had collapsed. He said he had twice been held for up to 45 minutes by Australian troops at checkpoints, even though he was in uniform and carried papers authorising free movement.
Brigadier Rerden said he was aware of one occasion where General Ruak was held for 10 minutes while his identity was checked.
The UN will soon have 1600 international police, including 200 Australians, and 500 civilian personnel deployed in East Timor to help quell violence and organise elections next year.
On Thursday General Ruak issued a statement calling for an East Timorese parliamentary committee to investigate what he said had been a coup to bring down the government of Mari Alkatiri, to force the formation of a government of national unity.
He also said that a UN inquiry into the violence had failed to consider political issues.
The inquiry recommended that General Ruak be prosecuted for distributing weapons to civilians.
The Prime Minister, Jose Ramos-Horta, has stood by General Ruak, issuing statements reiterating his "full confidence in him and his leadership".

http://www.smh.com.au/news/world/austra ... 15583.html (http://www.smh.com.au/news/world/australia-has-failed-timor-army-chief/2006/10/27/1161749315583.html)
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Enviado por: Lancero em Outubro 27, 2006, 04:34:58 pm
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Timor-Leste: Governo reafirma apoio a militares australianos e neo-zelandeses

Díli, 27 Out (Lusa) - O governo timorense reafirmou hoje o seu apoio à intervenção dos militares australianos e neo-zelandeses no país, demarcando-se das críticas feitas nos últimos dias pela população das áreas onde se registaram actos de violência.

      O governo sublinha a "neutralidade" dos 1.110 militares australianos e neo-zelandeses estacionados no país, frisando em comunicado que esse contingente se pauta por "uma conduta profissional sob circunstâncias difíceis".

      "Estes soldados são totalmente neutrais e actuam de forma profissional, em circunstâncias difíceis", afirma no comunicado o vice- primeiro-ministro Estanislau da Silva, chefe do governo em exercício dada a ausência do primeiro-ministro José Ramos-Horta no Vaticano, onde hoje foi recebido pelo Papa Bento XVI.

      As críticas, sobretudo à actuação dos militares australianos (1.000 efectivos), aumentaram nos últimos dias, numa altura em que surgiram novos actos de violência em Dilí, onde morreram sete pessoas desde o passado dia 21.

      A população, nomeadamente nos campos de deslocados, critica aquilo que considera ser a passividade daqueles militares, que acusam de nada fazerem para impedir os ataques de que são alvo por parte de moradores de bairros vizinhos.

      Depois de uma operação terça-feira à noite no campo de deslocados do aeroporto, com recurso a granadas de gás lacrimogéneo, mas que não impediu moradores do bairro vizinho de atacarem os deslocados, no dia seguinte os militares australianos voltaram a ver- se envolvidos em confrontos, disparando sobre um timorense, quando residentes do campo cortaram os acessos ao aeroporto de Díli.

      A Austrália e a Nova Zelândia, bem como a Malásia e Portugal, enviaram em finais de Maio e Junho efectivos militares e de polícia, a pedido das autoridades timorenses, para garantir a ordem pública, na sequência da crise desencadeada em Abril, que resultou na divisão das forças armadas e na desintegração da Polícia Nacional de Timor-Leste.

      A reafirmação do apoio do governo aos militares australianos e neo-zelandeses surge 24 horas depois de o Parlamento Nacional ter aprovado uma resolução que exige o fim do comando bicéfalo e que aqueles efectivos fiquem submetidos a um comando único, das Nações Unidas.

      O objectivo é pôr termo à actual escalada de violência e garantir a "restauração da confiança nas forças internacionais estacionadas" em Timor-Leste.

      "Sem essa direcção única, a protecção de pessoas e bens, em vez de melhorar, está a agravar-se de dia para dia, com o escalar da violência e o aumento de crimes contra a vida e contra o património, praticados muitas vezes em pleno dia e em locais centrais da cidade, onde há uns meses largos era impossível acontecerem", lê-se no texto da resolução.

      Para o comissário Antero Lopes, comandante dos efectivos policiais da ONU (UNPOL), as críticas à actuação do contingente da Austrália e da Nova Zelândia prendem-se com o desconhecimento das populações das diferenças entre intervenções policiais e militares.

      "Ouvi por parte dos deslocados no campo do aeroporto comentários bastante hostis aos colegas militares e polícias da Austrália. Tivemos a preocupação de explicar que uma intervenção policial obedece a regras diferentes da intervenção militar e que dentro do contingente UNPOL temos polícias de (até à data) 15 nacionalidades diferentes, entre os quais os colegas australianos", disse.

      "Aquele grupo (de deslocados) tem, no entanto, pontos de vista muito fortes em relação aos militares e polícias australianos", acrescentou.

      De acordo com a página na Internet do Ministério do Trabalho e Reinserção Comunitária timorense, o número de deslocados internos, distribuídos pelos 13 distritos de Timor-Leste, totaliza actualmente 178.034 pessoas, perto de 17 por cento da população do país.

      A violência registada em finais de Abril em Timor-Leste levou muitos timorenses a abandonarem os seus locais de residência por motivos de segurança ou porque as suas casas foram destruídas.
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 27, 2006, 04:59:30 pm
Pobres coitados, estão a ser vitimas de jogos de interesse!  :?  :evil:
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Enviado por: Lancero em Outubro 27, 2006, 06:00:19 pm
Isto não é contraditório com notícias anteriores, em que se tinha 'aberto as pernas' à Australia? Cheira-me que os australianos vão acabar por mandar também nos polícias da ONU. E aí o que vai fazer Portugal?


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Timor-Leste: Governo está trabalhar para criação comando unificado - Ramos Horta  

      Lisboa, 27 Out (Lusa) - O primeiro-ministro timorense disse hoje que o governo está a trabalhar com a ONU e com o comando das forças militares presentes em Timor-Leste para a criação de um comando unificado para as forças internacionais no país.

      "Estamos a trabalhar num documento tripartido, ONU, Timor- Leste e comando conjunto, para a definição de um comando unificado", afirmou José Ramos Horta, em declarações por telefone à agência Lusa a partir de Itália, onde hoje de manhã foi recebido pelo Papa.

      O Parlamento timorense aprovou quinta-feira uma resolução em que defende que as forças militares e policiais internacionais estacionadas em Timor-Leste sejam colocadas "sob o comando da ONU", lamentando que a ausência de um comando unificado não garanta a devida coordenação das intervenções no terreno.

      Para restaurar a confiança nas forças internacionais, actualmente distribuídas pelas Nações Unidas (cerca de 900 polícias) e pelos contingentes australiano e neo-zelandês (à volta de 1.100 militares, sob comando da Austrália), o Parlamento timorense defende a criação de um comando unificado, sob autoridade da ONU.

      O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, deverá entregar hoje um relatório ao Conselho de Segurança para que seja tomada uma decisão sobre a componente militar da missão da organização em Timor-Leste, que a Austrália não aceita que fique sob comando das Nações Unidas.

      Ramos Horta disse hoje que as Nações Unidas recusaram anteriormente o envio de uma missão de paz para Timor-Leste, assinalando que "o comando unificado não tem de ser da ONU", mas sem precisar.

      Segundo o primeiro-ministro timorense, "a situação (em Timor- Leste) está agora calma, embora ainda precária".

      Confrontos registados quarta-feira, junto ao aeroporto de Díli, e hoje, no bairro da Pertamina, na zona ocidental da cidade, saldaram-se por quatro mortos e um número ainda não determinado de feridos.

      Estes confrontos em Díli entre grupos rivais passaram a incluir pela primeira vez armas de fogo e os polícias da ONU já foram alvejados, mas sem que se tivessem registado baixas, disse hoje à Lusa o comissário Antero Lopes, que comanda os elementos da Polícia das Nações Unidas (UNPOL).

      Actualmente, a UNPOL conta com cerca de 900 efectivos, de 15 nacionalidades, incluindo portugueses da GNR, além de 75 elementos da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) integrados em equipas mistas.

      "O posicionamento de um maior número de polícias internacionais nos bairros nas próximas semanas vai garantir mais segurança", declarou Ramos Horta, adiantando que tal permitirá também "o regresso de refugiados às suas casas".

      O primeiro-ministro timorense disse ainda ter estado quinta- feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Massimo D'Alema, que "manifestou disponibilidade para ajudar" Timor-Leste através da ONU, com efectivos para a polícia, ou a nível bilateral.

      Por outro lado, "países da nossa região estão a ser contactados para ceder tropas", adiantou.

      A crise político-militar em Timor-Leste, desencadeada em Abril, provocou mais de meia centena de mortos e a fuga de cerca de 180 mil pessoas, que se encontram em campos de acolhimento distribuídos pelo país.

      O total de elementos da UNPOL previsto pela resolução 1704 do Conselho de Segurança da ONU, de 25 de Agosto, que criou a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) é de 1.608.

      Em declarações à Lusa no passado dia 20, Antero Lopes disse que aquele número deverá ser atingido em Janeiro de 2007.

      Segundo Antero Lopes, até ao final de Outubro, a UNPOL conta ter 923 efectivos, além de mais agentes da PNTL, num total superior a mil efectivos.

      "Este é seguramente um marco e tencionamos, a partir dos primeiros dias de Novembro, estender a presença da polícia aos outros distritos do país", disse na mesma altura.
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Enviado por: PereiraMarques em Novembro 02, 2006, 05:15:11 pm
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Timor-Leste
Taur Matan Ruak admite assumir intervenção cívica mais activa  
02.11.2006 - 11h51   Lusa
 

O comandante das Forças Armadas timorenses, Taur Matan Ruak, admite assumir uma intervenção cívica mais activa no país, manifestando-se "disponível para tudo" o que os timorenses esperam dele.

"Todos os timorenses são responsáveis pelo destino do país. Naturalmente faço parte dessa comunidade. Em qualquer actividade que achem que deveria fazer, estou disponível para tudo", disse o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, em entrevista à agência Lusa.

Chefe militar com um passado de 24 anos de luta contra a ocupação indonésia, Ruak afirma não estar agarrado ao actual cargo de comandante das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

Instado a responder se nunca tinha tido a ambição de servir o país fora da instituição militar, assumindo uma intervenção cívica - de ordem política - Taur Matan Ruak recordou que em 2005 chegou a pedir em três ocasiões a sua saída ao Presidente Xanana Gusmão.

"No ano passado pedi por três vezes a minha saída. O senhor Presidente vetou. Respeito a decisão do senhor Presidente, que tem mais visão para a situação do que eu. Acabei por aceitar", salientou.

Líder militar critica falta de organização das forças internacionais

Crítico da intervenção que as forças militares internacionais têm levado a cabo para assegurar a manutenção da ordem e paz públicas, Matan Ruak destaca "a falta de organização" evidenciada.

"Por que é que tantas forças, durante seis meses, não conseguem resolver este problema? Acho estranho", vincou.

Para o brigadeiro-general, a criação de um comando unificado permitirá cumprir e executar cabalmente as operações de prevenção e detenção dos responsáveis pela violência no terreno.

"Senão, às duas por três, a situação complica-se. Há três maneiras de lidar com a situação: uma é esperar e quando há problemas aparecer no local e apanhar toda a gente", correndo o risco de deter quem não tem nada a ver com os incidentes, afirmou.

"Outra é aguardar. Esta é de tipo preventivo. E a terceira é ficar à espera de onde é que os responsáveis pela violência surgem. Tinham que escolher", salientou.

Mas os militares australianos suscitam ainda outro tipo de juízo ao comandante das Forças Armadas timorenses. Há dias, foi protagonista involuntário de um incidente espoletado por militares australianos, que o mantiveram retido até perceberam que se tratava do comandante das Forças Armadas.

"Eu acho que [os australianos] ficaram muito preocupados com as minhas afirmações, tanto mais que procuraram responder de uma maneira muito inteligente", salientou.

"Tenho pena que tenha acontecido", adiantou Taur Matan Ruak, que disse já ter falado sobre o assunto com o novo comandante militar do contingente australiano, brigadeiro Mal Rerden.

"Uma das coisas que eu quero é que haja respeito. Ambos reafirmámos a vontade de continuar a trabalhar juntos, mas acima de tudo observar as regras de respeito. Isso é fundamental", frisou.

Depois de ter ficado retido na estrada pelos militares australianos, o brigadeiro-general desdobrou-se em entrevistas, classificando o que lhe tinha sucedido como "uma falta de respeito", questionando a passividade dos soldados enviados por Camberra para por cobro à violência em Díli.

Chefia do Estado-mairo só durante seis meses

Quanto à já falada nomeação para chefe do Estado-maior general das F-FDTL, mediante proposta do primeiro-ministro ao Presidente da República, Matan Ruak disse à Lusa que "não tem conhecimento" do que é que está, eventualmente, a ser feito sobre esse assunto.

"Não tenho conhecimento. Mas mesmo que quisessem, seria, provavelmente, apenas por seis meses. Com as eleições, se vier um outro partido, vão rever tudo e mandam sair o CEMGFA. Agora, se entenderem, fico muito feliz em continuarem a depositar confiança em mim", retorquiu.

Nos primeiros dias de Maio, em plena crise político-militar, os efectivos das F-FDTL receberam ordens para se manterem nos quartéis, mantendo-se desde então à margem dos actos de violência que ainda se registam.

Recentemente, o primeiro-ministro José Ramos-Horta defendeu que, progressivamente, as F-FDTL poderiam retomar a sua missão, exemplificando com a colocação de efectivos junto à fronteira com a Indonésia e o retomar de operações na parte leste do país.

Taur Matan Ruak diz que as ideias do primeiro-ministro "são muito interessantes", mas acrescentou que ainda não há nada de concreto, salientando caber aos políticos timorenses expor uma ideia mais substantiva.

"Depende daquilo que os nossos políticos acham que nós devemos fazer. Como sempre disse, somos uma das partes interessadas em que a situação do país melhore, até porque para chegarmos onde chegámos é nosso dever contribuirmos naquilo que é possível e naquilo que eles acham que nós podemos dar", afirmou.

"Já tive uma reunião com o primeiro-ministro. Ele tem uma série de ideias muito interessantes. Isso vai ter de ser ajustado de acordo com a nossa realidade e ver o que podemos dar, dentro das nossas possibilidades e de acordo com o nosso estado de desenvolvimento", respondeu.

Caso do major Alfredo Reinado é "um assunto muito complicado"

No que diz respeito ao regresso à instituição dos militares como o major Alfredo Reinado, indiciado pelo relatório sobre a violência, produzido por uma comissão da ONU, como devendo ser julgado por crimes de sangue, Taur Matan Ruak reconhece que se trata de "um assunto muito complicado".

"É uma pergunta muito difícil de responder. Ainda não tomei uma decisão. No fundo é um problema político, mas espero que nos próximos tempos encontraremos uma solução para este problema, que é muito complicado", reconheceu.

Se a saída dos peticionários constituiu "um problema complicado", "então muito mais complicado ainda são os indivíduos que saíram com armas", num referência a Alfredo Reinado, que se envolveu a 23 de Maio num combate com efectivos das F-FDTL.

"Espero primeiro de tudo que eles contribuam para a paz. O resto, naturalmente, vai ter que ser orientado. Qualquer decisão que venha a ser tomada vai ser na base dos nossos regulamentos, com as regras institucionais que temos", destacou.


Fonte: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1275258 (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1275258)
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Enviado por: Lancero em Novembro 07, 2006, 11:06:32 am
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Timor-Leste: Forças estrangeiras vão ter comando unificado - PM Ramos-Horta

Díli, 07 Nov (Lusa) - As forças estrangeiras estacionadas presentemente em

Timor-Leste vão ter um comando unificado, disse hoje à Agência Lusa o primeiro- ministro timorense José Ramos-Horta.

     O comando unificado, uma exigência do Parlamento Nacional, que aprovou a 2 7 de Outubro uma resolução nesse sentido, resultará do acordo tripartido que est á a ser ultimado entre o governo, as Nações Unidas e a Austrália, acrescentou Ra mos-Horta.

     Aquele plano, que inclui a saída das forças armadas timorenses dos quartéi s em que se encontram acantonadas desde Maio, vai ser debatido no Conselho de Mi nistros de quarta-feira, revelou o chefe do governo à Lusa.

     "Vou levar ao Conselho de Ministros o debate sobre o sector da segurança.  Queremos ver, em particular, o acordo tripartido, que ainda estou a finalizar co m a ONU e a Austrália, que vai reger a presença de forças estrangeiras no país",

disse.

     Actualmente, cerca de 1.000 polícias da ONU, de 19 nacionalidades diferent es, 1.000 militares australianos e 110 militares neozelandeses, estão em Timor-L este mas sob um comando bicéfalo, que na resolução aprovada pelo Parlamento Naci onal não representa uma mais valia no aumento da segurança, particularmente em D íli.

     Nas declarações que fez hoje à Lusa, Ramos-Horta reconheceu que a criação  de um comando unificado, conforme o referido acordo tripartido, retira argumento s aos que criticam o comando bicéfalo.

     "É que temos sempre que dar tempo ao tempo e andar prudentemente, sem cria rmos de repente um vazio", frisou.

     "O que estamos a ensaiar agora no acordo tripartido dá muito mais poder de

controlo em relação ao comando político e operacional do que se fosse uma missã o de paz, uma força de paz da ONU", acrescentou.

     Neste caso, sublinhou, "o poder ficaria todo nas mãos do representante esp ecial do secretário-geral da ONU".

     Com o acordo tripartido essa situação não se verificará em virtude do envo lvimento das autoridades timorenses, Nações Unidas e da Austrália "nas decisões  que terão de ser tomadas".

     Ramos-Horta destacou que a participação timorense no comando unificado ser á feito através dos ministérios da Defesa e do Interior.

     "Relacionado com isso vamos ver como reactivar, na sua plenitude, o papel  das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste", vincou.

     Nos primeiros dias de Maio, em plena crise político-militar, os efectivos  das F-FDTL receberam ordens para se manterem nos quartéis, ficando desde então à

margem dos actos de violência que, agora de forma menos intensa, ainda se regis tam.

     Recentemente, José Ramos-Horta defendeu que, progressivamente, as F-FDTL p oderiam retomar a sua missão, exemplificando com a colocação de efectivos junto  à fronteira com a Indonésia e o retomar de operações na parte leste do país.

     A 01 de Novembro, em entrevista à Lusa, o brigadeiro-general Taur Matan Ru ak, comandante das F-FDTL, disse que as ideias do primeiro-ministro "são muito i nteressantes", mas acrescentou que ainda não havia nada de concreto, salientando

caber aos políticos timorenses expor uma ideia mais substantiva.

     "Depende daquilo que os nossos políticos acham que nós devemos fazer. Como

sempre disse, somos uma das partes interessadas em que a situação do país melho re, até porque para chegarmos onde chegámos é nosso dever contribuirmos naquilo  que é possível e naquilo que eles acham que nós podemos dar", afirmou.

     "Já tive uma reunião com o primeiro-ministro. Ele tem uma série de ideias  muito interessantes. Isso vai ter de ser ajustado de acordo com a nossa realidad e e ver o que podemos dar, dentro das nossas possibilidades e de acordo com o no sso estado de desenvolvimento", respondeu o brigadeiro-general.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Novembro 08, 2006, 01:34:13 am
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Timor-Leste: ENI assinou contrato partilha produção petrolídera no Mar de Timor


Díli, 07 Nov (Lusa) - A empresa italiana ENI assinou com o Estado timorense um contrato para a exploração de petróleo e gás em cinco áreas sob jurisdição de Timor-Leste, disse hoje à Lusa fonte do Ministério dos Recursos Naturais, Minerais e Política Energética.

Este foi o primeiro contrato relativo ao concurso lançado pelo Governo timorense para a exploração de 11 áreas, e que terminou no passado dia 19 de Abril, adiantou a mesma fonte.

Das 11 áreas então lançadas a concurso, apenas foram licitadas seis, e as propostas da ENI saíram vencedoras de cinco.

A sexta área foi atribuída à empresa indiana Reliance Industries.

A empresa portuguesa Galp Energia concorreu, num consórcio que integrava a malaia Petronas e a brasileira Petrobras, a duas áreas.

O contrato com a ENI cobre uma área de cerca de 12 mil quilómetros na costa sul de Timor com profundidades até 3.000 metros.

Numa declaração à imprensa, o ministro dos Recursos Naturais timorense, José Teixeira, sublinhou que a assinatura do contrato marcou o início de "uma nova era industrial petrolífera nas águas sob a soberania de Timor-Leste".

O contrato com a ENI devia ter sido assinado no passado dia 20 de Junho, mas a crise político-militar desencadeada em finais de Abril obrigou a adiar a cerimónia, que decorreu na sexta-feira.

O Estado timorense já arrecadou, somente neste concurso internacional, entre taxas de inscrição e levantamento de cadernos de encargos, o total de 2,4 milhões de dólares.

EL/ANP.

Lusa/Fim


Com os petrodólares a começarem a cair no orçamento timorense (de alguns timorenses pelo menos), vai ser curioso verificar como se irão portar as primadonas polítocas timorenses, e qual a "paz" social que esses fundos iram trazer ao país.

Pelo menos uma boa notícia,... deixam de ter justificação as doações financeiras portuguesas ao governo timorense.

Mais cá fica!!!
Título:
Enviado por: Get_It em Novembro 08, 2006, 02:29:18 pm
Mais cá fica? Olhem que não sei. Acho que esse dinheiro vai arranjar sempre maneira de fugir a Portugal.

Já agora, alguém sabe quanto é que Portugal deu em doações financeira ano passado, ou até mesmo no total, a Timor?

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: TOMKAT em Novembro 09, 2006, 02:05:08 am
Citação de: "Get_It"
Mais cá fica? Olhem que não sei. Acho que esse dinheiro vai arranjar sempre maneira de fugir a Portugal.

Já agora, alguém sabe quanto é que Portugal deu em doações financeira ano passado, ou até mesmo no total, a Timor?

Cumprimentos,

De facto somos uns "mãos largas"....

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Desenvolvimento: estudo elogia esforços e pede mais acção
303 milhões em ajudas


Portugal “está bem classificado, na perspectiva de um país em desenvolvimento”, no compromisso de ajuda aos países mais desfavorecidos, mas tem de fazer mais. Esta é a conclusão de um estudo do Centro para o Desenvolvimento Global (CDG) que avalia áreas e características do apoio que nem sempre são mensuráveis em termos monetários e que dão ao nosso país um 16.º lugar. No que respeita estritamente a ajudas financeiras, e segundo dados do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, em 2005, a ajuda portuguesa foi de pouco mais de 303 milhões de euros.


GOVERNO PREFERE APOIAR PALOP

As áreas do Índice de Compromisso com o Desenvolvimento nas quais Portugal está pior classificado são a ajuda humanitária e a migração. Na primeira, o País é criticado por apenas enviar dinheiro “para um conjunto restrito de países”. Basta olhar para os dados do Instituto de Apoio ao Desenvolvimento, para se perceber que a maior fatia da ajuda financeira vai para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Já no que respeita à migração, o CDG chama a atenção para o facto de apesar de apoiar um grande número de estudantes de países desfavorecidos, Portugal praticamente não recebe refugiados em momentos de crise.

APOIO PORTUGUÊS

36 millhões de euros foi quanto Portugal deu em ajudas financeiras a Cabo Verde, em 2005.

28 millhões de euros foi o que recebeu o povo de Timor-Leste no ano de 2005.

18 millhões de euros foi a ajuda dos Estado português ao governo moçambicano no ano passado.

16 millhões de euros receberam as autoridades de Luanda em apoios de Portugal.

10 millhões de euros em ajudas financeiras foi a fatia que coube à Guiné-Bissau.


Fonte:http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=212141&idCanal=181


E continua.... continua....

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Comunicado do Conselho de Ministros de 29 de Dezembro de 2005
….

III. O Conselho de Ministros aprovou, também, os seguintes diplomas:

1. Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a participação da República Portuguesa na 8.ª Reconstituição de Recursos do Fundo Asiático de Desenvolvimento, através do depósito do respectivo Instrumento de subscrição e da emissão e resgate das notas promissórias decorrentes da sua participação na reconstituição de recursos
….

Esta Resolução permite a Portugal participar no 8.º aumento de recursos do Fundo Asiático de Desenvolvimento, cujo objectivo é conceder empréstimos sem juros e doações aos países membros mais pobres do Banco Asiático de Desenvolvimento, onde se inclui Timor-Leste, contribuindo, dessa forma, para a promoção do seu desenvolvimento sustentável e para a melhoria das condições de vida das suas populações.

Por força desta Reconstituição de Recursos, Portugal efectuará uma contribuição no valor de 16.570.341 euros, correspondente a uma quota de 0,60%, a desembolsar a partir do presente ano, por um período de 10 anos.

2. Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a participação da República Portuguesa na 14.ª Reconstituição de Recursos da Associação Internacional de Desenvolvimento, a proceder ao depósito do respectivo Instrumento de subscrição e a emitir e resgatar as notas promissórias decorrentes da sua participação na Reconstituição de Recursos

Esta Resolução permite a Portugal participar na 14.ª reconstituição de recursos da Associação Internacional para o Desenvolvimento, instituição financeira internacional da qual Portugal é membro desde 1992 e cujo objectivo é mobilizar e fornecer recursos financeiros sob a forma de empréstimos a longo prazo (sem juros) e doações, destinados a financiar projectos e programas para o apoio à implementação de políticas, reforço das instituições e de capital humano e criação de infra-estruturas necessários ao desenvolvimento equitativo e sustentável dos Estados Membros em desenvolvimento, incluindo os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste.

Por força desta Reconstituição de Recursos, Portugal efectuará uma contribuição no valor de 34,38 milhões de euros, a desembolsar a partir de 2005, durante um período de 10 anos.

….

3. Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a participação da República Portuguesa na 10.ª Reconstituição de Recursos do Fundo Africano de Desenvolvimento, a proceder ao depósito naquela Instituição Financeira do respectivo Instrumento de Subscrição e a emitir e resgatar as notas promissórias decorrentes da sua participação na Reconstituição de Recursos

Esta Resolução permite a Portugal participar no 10.º aumento de recursos do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD), instituição financeira internacional da qual Portugal é membro desde 1982 e cujo objectivo é mobilizar e fornecer recursos financeiros sob a forma de empréstimos a longo prazo (sem juros) e doações, para financiamento de projectos e programas destinado a apoiar a redução da pobreza e promover o desenvolvimento económico e social sustentado dos países africanos beneficiários da Instituição.

Por força desta Reconstituição de Recursos, Portugal efectuará uma contribuição no valor de UC 19 239 713, equivalente a 23 209 597 euros a desembolsar a partir de 2005.

Fonte: http://64.233.183.104/search?q=cache:e_IhHDIQCK4J:www.portugal.gov.pt/Portal/Print.aspx%3Fguid%3D%257B1CF879D6-67CE-4004-9AFE-87FFB2E53EE7%257D+doa%C3%A7%C3%B5es+timor+2005&hl=pt-PT&gl=pt&ct=clnk&cd=1


Para as nossas disponibilidades,... não está mal, não.
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Enviado por: Lancero em Novembro 23, 2006, 05:52:11 pm
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Timor-Leste: Mari Alkatiri defende a sua actuação nas negociações com Austrália

Maputo, 23 Nov (Lusa) - O ex-primeiro-ministro de Timor-Leste Mari Alka tiri disse hoje em Maputo que não ocupou o cargo "com a cabeça noutra capital",  defendendo as suas posições nas negociações com a Austrália sobre delimitação da s fronteiras marítimas.

        "O meu papel resumiu-se a defender os interesses do povo timorense e nã o a criar inimigos", disse, sobre a suposta hostilidade com o governo da Austrál ia, com o qual Díli assinou um acordo para a exploração dos recursos de petróleo e gás natural no Mar de Timor, adiando por 50 anos a delimitação da sua frontei ra marítima.

        "Não podia ser primeiro-ministro em Timor-Leste, com a cabeça numa outr a capital", declarou Alkatiri, sustentando a alegada recusa em submeter-se a Cam berra.

        Em Maputo, onde se encontra desde quarta-feira "para visitar amigos e c amaradas", Mari Alkatiri foi hoje recebido pelo presidente moçambicano, Armando  Guebuza, a quem deu, segundo disse, "um informe detalhado sobre os acontecimento s ocorridos em Timor-Leste".

        Após o encontro, numa entrevista à Agência Lusa, Alkatiri classificou c omo "puro oportunismo" a ligação entre o seu perfil e a experiência de monoparti darismo em Moçambique, dizendo-se magoado com o presidente timorense, Xanana Gus mão, pelos "falsos argumentos" usados contra si.

        O facto de ter vivido em Moçambique, um país que durante quase 20 anos  foi governado pelo regime monopartidário da FRELIMO, tem sido usado para o acusa r de comportamento autocrático, na governação e na gestão do conflito que eclodi u em Timor-Leste em Abril deste ano.

        "A associação que se faz entre o suposto grupo de Maputo e as causas do conflito timorense é puro oportunismo. Moçambique foi um exemplo de engajamento no apoio à causa timorense, ajudando quando ninguém ou poucos acreditavam nos p ropósitos do povo de Timor-Leste", disse Alkatiri à Agência Lusa.

        O ex-primeiro-ministro acrescentou que "o grupo de Maputo é responsabil izado pelo que se passa em Timor-Leste, como podia ter sido acusado um outro gru po".

        "Agora falam dos mestiços, por causa da ascendência portuguesa do actua l primeiro-ministro", José Ramos-Horta, exemplificou.

        Mari Alkatiri confessou-se "magoado" com Xanana Gusmão por supostamente ter usado "falsos argumentos" para defender a sua demissão.

        "Não tenho nenhum relacionamento tenso com o Presidente Xanana, mas fic ou a mágoa por ele ter usado falsos argumentos contra a minha pessoa", disse.

        Mari Alkatiri demitiu-se do cargo de primeiro-ministro a 26 de Junho, d ias depois de Xanana Gusmão ter anunciado que tinha perdido a confiança no chefe do governo depois de denúncias sobre o seu alegado envolvimento na distribuição de armas a civis.

        Posteriormente, Alkatiri foi constituído arguido num processo sobre dis tribuição de armas a civis em que o seu ex-ministro do Interior Rogério Lobato f igura como acusado.

        Alkatiri, que já foi ouvido pelo Ministério Público em Díli, tem repeti damente negado essas acusações, insistindo ao mesmo tempo na rápida resolução da investigação em curso.

        Nas declarações à Lusa em Maputo, Mari Alkatiri, que é secretário-geral da FRETILIN, referiu-se às críticas de Xanana Gusmão ao seu partido, maioritári o em Timor-Leste.

        "Não é papel do Presidente imiscuir-se na vida interna dos partidos", e nfatizou, numa referência ao facto de Xanana Gusmão ter apontado uma alegada fal ta de democracia na FRETELIN, cuja liderança, saída do congresso de Maio passado , foi eleita por braço no ar e não por voto secreto.

        O ex-primeiro-ministro timorense sublinhou também que a persistênia da violência em Timor-Leste é uma evidência de que ele nunca foi a causa da crise, imputando a fonte da perturbação a "grupos que não querem respeitar os poderes  legitimamemnte eleitos".

        Mari Alkatiri acrescentou que a missão das Nações Unidas destacada para normalizar a situação em Timor-Leste está a enfrentar dificuldades, porque "não há uma conflitualidade aberta no país, mas sim o imperativo da imposição da lei e ordem".

        "As missões das Nações Unidas estão orientadas para intervir em casos d e conflitualidade aberta e não para neutralizar bandos de crime, porque isto é j á um problema de lei e ordem", frisou Alkatiri.

        Sobre pretensas divisões étnicas entre "loromonu" (dos distritos ociden tais de Timor-Leste) e "lorosae" (da parte oriental do país), Alkatiri considero u essa opinião "superficial".

        "Se fosse verdade haveria uma guerra civil no país. As escaramuças têm  sido entre bairros ou alguns bandos, mas não são numa escalada de um conflito ét nico, que, a existir, levaria a uma guerra civil", frisou.

        Alkatiri pronunciou-se igualmente sobre o seu futuro político, mais con cretamente em relação à sua participação nas eleições legislativas de Março do p róximo ano.

        "Nunca me candidatei a eleições, assumi sempre as tarefas que o meu par tido me incumbiu, será assim também no futuro, estarei pronto para as tarefas do meu partido", sublinhou, deixando em aberto a hipótese de uma recandidatura à c hefia do Governo timorense.
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Enviado por: typhonman em Novembro 23, 2006, 08:08:46 pm
Botai pra la mais dinheiro... :lol:
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Enviado por: Lancero em Novembro 25, 2006, 03:22:42 pm
:roll:

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Rebel military leader Major Alfredo Reinado who escaped from a Dili jail in August shows his bazooka at his hiding place on Saturday 25 November 2006. East Timor Prime Minister Jose Ramos-Horta Friday urged international peacekeepers to arrest rebel military leader Major Alfredo Reinado who has made several public appearances since escaping from jail in August. EPA/ANTONIO
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Enviado por: ricardonunes em Novembro 25, 2006, 03:50:58 pm
Isto parece uma foto-reportagem sobre o sr. Zézé, o machão dos algarves :lol:
Têm parecenças...
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Enviado por: JoseMFernandes em Novembro 25, 2006, 04:08:42 pm
No semanario EXPRESSO de 25/11/2006:
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Timor
Ameaça de morte contra estrangeiros
 
Na semana em que a GNR partiu para Díli, a ONU avisa que o caos está de volta

A ONU emitiu esta semana um alerta para todos os estrangeiros em Timor-Leste, avisando-os que correm risco de vida. Esta nota foi feita na sequência da morte do missionário brasileiro, no passado domingo, em Díli, cujo relatório policial, a que o Expresso teve acesso, dá conta de um notório sentimento antiaustraliano que se está a registar naquele país.
Segundo este documento oficial, várias testemunhas do momento de agressão a Aurélio Brito, 25 anos, cujo carro foi atacado por jovens armados no centro da capital timorense, relataram ter ouvido a multidão gritar “Vamos matar os australianos! Matem os australianos”.

A polícia da ONU, onde estão integrados elementos da GNR e da PSP, entre forças de segurança de outras nacionalidades (incluindo australianas), considerou que, apesar do episódio evidenciar apenas uma ameaça sobre os cidadãos australianos, todos os estrangeiros “são alvos potenciais”, “porque os agressores não distinguem nacionalidades no meio dos ataques”. “Todos os estrangeiros devem tomar medidas preventivas para enfrentar ameaças e possível assassínio”, diz o relatório de segurança.

Fontes policiais acrescentaram que as avaliações de ameaça feitas pelas autoridades dão como muito previsível um grande aumento de violência entre gangues, na próxima semana.
É este cenário que vão encontrar os 120 militares da GNR, que, na quarta-feira, partiram para Timor, para substituir o 1º subagrupamento Bravo. No total, a GNR conta com 150 militares, estando a preparar o envio de mais 120 - um 2º subagrupamento solicitado por Díli.Entretanto, subsiste algum mal-estar entre os elementos da PSP, que viajaram para Timor no mês passado. Conforme o Expresso noticiou, estes viajaram em voo civil pelo que não puderam levar as suas armas, que chegaram esta semana, mas sem munições. Entretanto, a PSP utiliza balas emprestadas.
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Enviado por: PereiraMarques em Novembro 25, 2006, 04:49:53 pm
Citação de: "Lancero"

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Provas do envolvimento estrangeiro no conflito de Timor? Pelo que me lembra de ler as armas "mais pesadas" das FDTL eram as 5,56mm FN Minimi ou, quanto muito, os canhões de 20mm Oeirkon instalados nos Navios-Patrulha. Nunca vi referências ao 66mm M-72 LAW.
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 25, 2006, 04:55:49 pm
Citação de: "Lancero"
:roll:

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Rebel military leader Major Alfredo Reinado who escaped from a Dili jail in August shows his bazooka at his hiding place on Saturday 25 November 2006. East Timor Prime Minister Jose Ramos-Horta Friday urged international peacekeepers to arrest rebel military leader Major Alfredo Reinado who has made several public appearances since escaping from jail in August. EPA/ANTONIO


Mas que macho men! Só pela postura de "Bad Boy", já se vê o tipo de individuo que é. Estas cenas são normais em putos de 18 anos durante a recruta e não de um oficial!  :evil:
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Enviado por: ricardonunes em Novembro 25, 2006, 05:01:47 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "Lancero"

 Nunca vi referências ao 66mm M-72 LAW.


O "Zézé Badboy", não estará a pousar com material "inop" deixado para trás na nossa ultima estada no territorio?
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Enviado por: Lancero em Novembro 25, 2006, 05:42:14 pm
Mais provavelmente equipamento roubado às FDTL no início do conflito deste ano
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 26, 2006, 12:35:52 am
Estas fotos ficam bem no tópico "uma imagem vale por mil palavras".
Temos aqui um rico artista.
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Enviado por: Nuno Bento em Novembro 27, 2006, 08:30:46 am
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "Lancero"

(http://img297.imageshack.us/img297/1198/downloadpicturepreview4br2.jpg)

Provas do envolvimento estrangeiro no conflito de Timor? Pelo que me lembra de ler as armas "mais pesadas" das FDTL eram as 5,56mm FN Minimi ou, quanto muito, os canhões de 20mm Oeirkon instalados nos Navios-Patrulha. Nunca vi referências ao 66mm M-72 LAW.


Das conversas que tenho tido em Timor com a cooperacao militar Portuguesa e com alguns militares australianos posso afirmar com razoavel seguranca que o equipamento usado pelo Reinalno nas fotos e provalvelmente equipamento do exercito Australiano emprestado so para a foto. As FDTL nao usam Steyr (so as unidades de reserva da Policia de Timor e que a usam) mas o exercito australiano tanto usa a Steyr como o Law em grande numero e por diversas vezes nos ultimos tempos elementos do exercito australiano estiveram jundo do Major Reinaldo, e publico em Timor.
Quanto os canhoes de 20mm Oeirkon instalados nos Navios-Patrulha foram substituidos por metralhadoras browning de calibre .50 fornecidas pelos nossos fuzileiros, pois o governo australiano recusou se a vender municoes para os Oeirkon.
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Enviado por: Lancero em Dezembro 09, 2006, 05:32:35 pm
O bom rapaz na primeira pessoa novamente:

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EAST TIMOR: I WILL NOT BE DISARMED SAYS HIGH-RANKING REBEL

Dili, 5 Dec. (AKI) - Renegade East Timor soldier Major Alfredo Reinado says that no one will disarm him. Met by Adnkronos International (AKI) at a ceremony he attended in Ainaro district, about 113 kilometers south of Dili, last Saturday, Reinado reiterated his intention to face justice, one day. "It is not necessary to arrest me. I am Major Alfredo Reinado, I am a gentleman and I will return to Dili to face justice," he said. "However, nobody will disarm me, not even our president, Xanana Gusmao, or our prime minister, Jose Ramon-Horta,” added Reinado, who said that he is still a member of the military police since nobody has sacked him.

Major Alfredo Reinado is tiny southeast Asian nation's highest ranking deserter. He abandoned the army on 4 May 2006 to join approximately 600 former soldiers who had been sacked in March 2006 after complaining of ethnic discrimination over promotions. Their dismissal started the East Timor crisis. Arrested for his role in the violence, Major Reinado is still at large after having escaped from prison on 30 August.

"The weapons I have – continued the rebel soldier – belong only to the people of East Timor and I am now defending their interests."

Major Reinado said he should not be considered the only "guilty party" for the disorder that began in East Timor in May.

"I should not be considered the only suspect. Former prime minister Mari Alkatiri and former defence minister Roque Rodrigues should also face the tribunals," said Reinado.
Alkatiri and Rodrigues are among those suspected to have armed a civilian militia for political ends.

In the meantime, arresting Major Reinado has turned into a political issue in Dili with ramifications that involve also the international forces currently present in the former Portuguese colony.

Deputy UN envoy to East Timor, Major General Erick Huck Gim Tan, has recently stated that Reinado "will one day be brought to account for his actions. That is the view of UNMIT [United Nations Integrated Mission in Timor-Leste] and it has not changed."

Yet, the Australian forces, the largest contingent of peacekeepers landed in the country to restore order after the May riots, have said that they are not making any effort to arrest. Ramon-Horta has said he wishes the "Reinado issue" to be solved peacefully.

"If it can be solved through peaceful means, I would prefer that, even if it takes months," Ramon-Horta told AKI, when approached last Friday. "But this does not mean that Reinado will not face justice," he added.

Interior minister Alcino Barris stressed that "There is a letter from the tribunal to arrest Reinado and the Timorese police will arrest him one day. This is our promise to the people of East Timor," he told Adnkronos International (AKI).

"We can not do that now – he continued - because Reinado declared clearly to the public that he will be back to face a legal process or justice. So we have to be patient. It is better for us to solve the problem without bloodshed."

Yet, House Speaker, Francisco "Lu-Olo" Guterres, has urged the government to arrest Reinado, before the country’s next election in May. "If not, Major Reinado and his group will intimidate Fretilin’s political leaders during the campaign and the vote," he told AKI.

Headed by Alkatiri, Fretilin is the country’s largest party.



http://www.adnki.com/index_2Level_Engli ... 7182&par=0 (http://www.adnki.com/index_2Level_English.php?cat=Politics&loid=8.0.366057182&par=0)
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Enviado por: Lancero em Dezembro 21, 2006, 04:36:02 pm
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Timor-Leste: Comandante das forças armadas esteve reunido com líder dos militares rebeldes  

     Díli, 21 Dez (Lusa) - O comandante das forças armadas timorenses, brigadei ro-general Taur Matan Ruak, reuniu-se hoje com o major Alfredo Reinado, líder do s militares rebeldes que em Maio passado abandonaram a cadeia de comando, revelo u à Lusa o comandante Ruak.

     "Foi interessante o encontro. Acordámos que é importante ultrapassar as di ferenças, dialogando por meios pacíficos", salientou Taur Matan Ruak à Agência L usa.

     Após o encontro, que decorreu no Quartel-General das Falintil-Forças de De fesa de Timor-Leste (F-FDTL), em Taci Tolo, na entrada oeste de Díli, Alfredo Re inado regressou ao distrito de Cova Lima, onde se mantém em fuga desde que em Ag osto fugiu da prisão, onde aguardava a instrução do processo por posse ilegal de armas.

     "Fui mandatado pelo Estado de Timor, pelo primeiro-ministro, para manter c ontacto com o senhor Alfredo e esperar todos os meios pacíficos de ultrapassar e sta situação", acrescentou Taur Matan Ruak à Agência Lusa.

O major Alfredo Reinado abandonou a cadeia de comando a 03 de Maio, no aug e da crise político-militar que se arrasta em Timor-Leste desde finais de Abril.  

     A 23 de Maio, Alfredo Reinado envolveu-se em confrontos com outros militar es das F-FDTL, em Fatuhai, leste de Díli, de que resultaram mortos do lado das f orças governamentais.

     Cerca de dois meses depois, a 25 de Julho, após vários desenvolvimentos pa ra a resolução da crise, que tiveram como reflexo a demissão do então primeiro-m inistro Mari Alkatiri, o major Alfredo Reinado foi surpreendido, na capital timo rense, na posse ilegal de armas e diverso equipamento militar.

     Detido para ser investigado, Alfredo Reinado logrou escapar da prisão de B écora, em Díli, a 30 de Agosto, mantendo-se desde então a monte, com um mandado  de captura que nunca foi accionado.

     Em várias ocasiões, Alfredo Reinado desdobrou-se em declarações à imprensa , fazendo-se fotografar com armas pesadas, assegurando que resistiria a qualquer tentativa de captura.

     No quadro dos esforços para resolver de forma pacífica a situação de Alfre do Reinado, a quem relatórios da ONU e do Parlamento Nacional recomendam a insta uração de processos-crime, devido à sua participação directa em crimes de sangue , o primeiro-ministro José Ramos-Horta deu luz verde aos contactos com as chefia s militares.

     "Não é segredo que o governo deu luz verde ao comando das F-FDTL para tent ar uma solução pacífica para o impasse", revelou quarta-feira à Lusa o primeiro- ministro.

     Nas declarações que hoje fez à Lusa, o brigadeiro-general Taur Matan Ruak  confirmou essas diligências.

     "Fui mandatado pelo Estado de Timor, pelo primeiro-ministro, para manter c ontacto com o senhor Alfredo e esperar todos os meios pacíficos de ultrapassar e sta situação", disse Taur Matan Ruak à Lusa.

     "Foram enviados alguns comissários para o local em que (o major Alfredo Re inado) se encontra. O primeiro foi no dia 09 (de Dezembro), o segundo a 15 e no  do dia 19 resultou o encontro desta manhã", acrescentou.

     O brigadeiro-general Taur Matan Ruak disse ainda à Lusa que "o processo de diálogo vai continuar", mas não confirmou a realização de novos encontros.

     "Foi interessante o encontro. Acordámos que é importante ultrapassar as di ferenças, dialogando por meios pacíficos. De resto, o processo vai continuar", v incou.

     A 02 de Novembro, numa entrevista à Agência Lusa e questionado sobre a sit uação de Alfredo Reinado, designadamente sobre o eventual regresso desse oficial e de outros camaradas de armas às F-FDTL, o brigadeiro-general Taur Matan Ruak  reconheceu que se trata "de um assunto muito complicado".

     "É uma pergunta muito difícil de responder. Ainda não tomei uma decisão. N o fundo é um problema político, mas espero que nos próximos tempos encontraremos uma solução para este problema, que é muito complicado", salientou.

     Se a saída dos peticionários - militares que abandonaram as forças armadas em Fevereiro alegando perseguições de índole étnica -, constituiu um "problema  complicado", "então muito mais complicado ainda são os indivíduos que saíram com armas", numa referência a Alfredo Reinado.

     "Espero primeiro que tudo que eles contribuam para a paz. O resto, natural mente, vai ter que ser orientado. Qualquer decisão que venha a ser tomada vai se r na base dos nossos regulamentos, com as regras institucionais que temos", dest acou então.



(http://img237.imageshack.us/img237/2361/00889893jx7.jpg)

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ANT52 - 20061221 - JAKARTA - JAKARTA - INDONESIA*
epa00889886 East Timor Rebel military leader Major Alfredo Reinado (C) is escorted by Australian peacekeepers for a meeting with Brigadier General Taur Matan Ruak in Dili on Thursday 21 December 2006. An army rebel who played a key role in the revolt that sent East Timor into chaos earlier this year held reconciliation talks with the defence chief. EPA/ANTONIO DASIPARU
EPA / STF / ANTONIO DASIPARU



*Há quem ainda não tenha percebido que timor não é Indonésia
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 22, 2006, 02:39:31 pm
Resolução do Conselho de Ministros n.º 169/2006, D.R. n.º 245, Série I de 2006-12-22
Presidência do Conselho de Ministros
Determina a integração do Subagrupamento Bravo da Guarda Nacional Republicana na UNMIT, enquanto unidade constituída de polícia, e autoriza o comandante-geral da GNR a contratar os serviços e a adquirir o material adicional necessário e específico para a constituição e manutenção daquela força

http://www.dre.pt/pdf1sdip/2006/12/24500/85358535.PDF (http://www.dre.pt/pdf1sdip/2006/12/24500/85358535.PDF)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Dezembro 29, 2006, 02:22:23 am
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Timor-Leste: 13 agentes da PSP partem sábado para reforçar missão de paz em Díli

Lisboa, 28 Dez (Lusa) - A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai reforçar o contingente integrado na Missão de Paz das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) com a partida de mais 13 agentes no sábado, divulgou hoje aquela força em comunicado.

O grupo, que vai juntar-se aos 37 elementos que a PSP tem em Timor-Leste desde Outubro e aos outros cinco que permaneciam no território desde 2003, tem previsto chegar a Díli no primeiro dia de 2007, acrescenta o comunicado.

De acordo com a PSP, os 55 polícias - dez oficiais, 16 chefes e 29 agentes - irão "monitorizar acções de comando e planeamento" e encarregar-se das tarefas de informação policial, "apoio à vítima, ordem pública, segurança pessoal, investigação criminal, trânsito e prevenção rodoviária" e do "policiamento de proximidade".

Os homens da PSP também irão ensinar "ética e deontologia profissional" aos seus congéneres timorenses, refere o comunicado.

Além deste contingente, comandado pelo intendente Carlos Simões de Almeida, a PSP mantém em Timor-Leste desde Maio uma equipa do Grupo de Operações Especiais (GOE) que está encarregue da segurança da Embaixada de Portugal, dos agentes diplomáticos e de outros cidadãos portugueses.

As condições de segurança em Díli melhoraram significativamente nas últimas semanas, com os casos de perturbação da ordem pública a tornarem-se mais esporádicos, principalmente confrontos entre grupos de artes marciais rivais, mas sem atingirem o grau de violência anterior.

Timor-Leste viveu em 2006 um ano de retrocesso, com uma crise que levantou dúvidas sobre a sua viabilidade como Estado e lhe ofuscou a imagem de "jóia da coroa" das Nações Unidas no processo de construção de nações.

Apenas quatro anos depois de ver a independência reconhecida pela comunidade internacional (20 de Maio de 2002), Timor-Leste voltou a viver um cenário de violência e destruição, com um saldo de cerca de 60 mortos, incluindo um cidadão brasileiro.

A crise desencadeada em Abril com a demissão de cerca de 600 dos 1.400 efectivos das forças armadas timorenses, por alegada discriminação étnica, também provocou 180 mil deslocados, muitos dos quais continuam em campos de acolhimento por receio de violência ou simplesmente porque as suas casas foram destruídas.

Ao nível das forças de segurança, a crise resultou na desintegração da polícia e na deserção de vários militares, o mais mediático dos quais, o major Alfredo Reinado, continua a monte depois de ter fugido da prisão de Díli, onde chegou a estar detido por posse ilegal de armas.

AR/PAN.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 15, 2007, 10:35:44 am
Um teoria para o LAW nas mãos de Reinado

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Snapped — one fugitive, one rocket launcher

Tom Hyland
January 14, 2007

EAST TIMOR'S fugitive rebel leader Alfredo Reinado, wanted for attempted murder and armed rebellion, has been photographed with a rocket launcher of the same type as those stolen from the Australian Army.
The picture was taken late last year, about the time Reinado attended a seminar in the presence of Australian troops, who have close and cordial relations with him despite his fugitive status.
The launcher on Reinado's shoulder is a light anti-armour weapon (LAW), of the same type issued to Australian troops in East Timor.
The weapons have been at the centre of a security scare in Australia, where stolen rockets allegedly fell into the hands of terrorists. NSW police are still trying to find six of the missing launchers.
News that Reinado, who escaped from a Dili jail last August, has his hands on a missile capable to disabling a tank or bringing down a helicopter has raised intriguing and alarming speculation in Timorese and security circles.
A security expert said it was possible the missile came from criminal sources in Australia.
And if Reinado had more than one of the rockets, it raised serious problems for Australian forces if they tried to move against him, the expert said.
A spokesman for Defence Minister Brendan Nelson denied Australian troops had allowed Reinado to pose with an Australian LAW.
Nor, he said, had the Australian Defence Force supplied such weapons to the East Timorese Defence Force, from which Reinado deserted last May as East Timor's security forces disintegrated and the country descended into political chaos. He said all the LAWs issued to Australian troops in Timor were accounted for.
Last month, the Government announced an audit of stocks of the LAW, which fires a 66mm missile, following thefts from Australian armouries.
This month, a Sydney man was charged with possessing stolen rockets. Police alleged the weapons were in the hands of a terrorist group that planned to use them to attack targets in Sydney, including the Lucas Heights nuclear reactor.
The Reinado photograph was taken in late November, when the rebel leader spoke in the town of Suai at a seminar to promote reconciliation attended by government and church leaders. In interviews at the time, Reinado boasted he had no intention of surrendering or handing over his weapons.
Australian officers also defended their decision not to arrest him, saying they were acting on the advice of the Dili Government, which hopes to entice the former major to surrender and avoid more bloodshed in the traumatised nation.

Theories abound as to where Reinado obtained the weapon.
An East Timorese blogger has speculated it may have come from Indonesian sources or even from criminal connections in Australia. An international security expert said neither East Timor's police nor army officially possessed LAWs, but it was possible such rockets had been obtained and never entered in official inventories.
It was also possible the launcher came from "across the border" in Indonesia or from Australian criminals.
It was unclear from the Reinado photo whether the launcher was armed. The LAW is a one-shot weapon, and the one in Reinado's hands could already have been fired or was a safe training model.
But if it was an armed weapon, and Reinado had more of them, "it's pretty serious", the expert said. "An LAW could shoot down a Black Hawk helicopter, no problem," he said.
LIFE AND TIMES OF ALFREDO REINADO


■Former head of East Timor's military police ■Deserted with 20 soldiers in May last year.
■Abducted by Indonesian troops as a boy during occupation of East Timor and forced to work as an army porter.
■Escaped to Australia by boat in 1995.
■Returned to East Timor after its independence and in 2002 joined his country's new armed forces.
■Arrested by Australian troops on firearms charges last year.
■Led a mass escape from jail in August.

(http://www.theage.com.au/ffximage/2007/01/13/cmALFREDO_wideweb__470x308,0.jpg)
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Alfredo Reinado with a light anti-armour weapon, capable of bringing down a helicopter or punching a hole in an armoured personnel carrier.


http://www.theage.com.au/news/national/ ... ntentSwap1 (http://www.theage.com.au/news/national/snapped-151-one-fugitive-one-rocket-launcher/2007/01/13/1168105227882.html?page=fullpage#contentSwap1)
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 06, 2007, 04:28:31 pm
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ONU não paga a Portugal
2007/02/06 | 12:10
MAI analisa envio de mais uma unidade policial para Timor. Mas Portugal está «muito desagradado» com a forma como as Nações Unidos têm gerido a GNR no território e queixam-se de ainda não terem recebido «nenhuma despesa»


O Ministério da Administração Interna vai analisar o envio de mais uma unidade policial para Timor-Leste se as Nações Unidas formalizarem o pedido, apesar de Portugal estar desagradado com a organização por falha de compromissos, disse fonte ministerial à agência Lusa.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, propôs segunda-feira o prolongamento da missão da ONU em Timor-Leste (UNMIT) por mais 12 meses e o estacionamento de mais uma unidade policial portuguesa em Dili.

«Se houver um pedido formal das Nações Unidas (para o envio de uma nova unidade policial), Portugal não deixará de o analisar», disse fonte do Ministério, adiantando que o envio terá sempre de ser no âmbito da acção das Nações Unidas no território e tendo em conta a relação de amizade entre Portugal e Timor-Leste.

Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse à Lusa que o governo português encara a possibilidade de analisar um pedido, igualmente condicionado a uma formalização por parte das Nações Unidas.

A fonte do MAI contactada pela Lusa disse no entanto que «Portugal está muito desagradado com a forma como as Nações Unidas têm gerido a presença da GNR no território».

«Primeiro, porque ainda não foi possível assinar o acordo entre as Nações Unidas e Portugal em relação à presença da GNR no território», desde Junho de 2006, referiu.

A mesma fonte lembrou que apesar de as Nações Unidas terem «obrigado» os primeiros elementos da GNR a permanecerem no território seis meses, mais dois que o previsto, «Portugal ainda não foi ressarcido pelas Nações Unidas». As Nações Unidas ainda «não pagaram nenhuma despesa» correspondente à integração da GNR em Timor-Leste no seio da ONU, referiu a fonte, acrescentando que compete à organização pagar 60 por cento das despesas da presença portuguesa no território.

Portugal mantém actualmente em Timor-leste uma força da GNR, com cerca de 140 elementos, posteriormente integrada na Polícia das Nações Unidas (UNPOL).


Fonte (http://http)
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Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 07, 2007, 01:01:03 pm
Manifestação contra Mari Alkatiri desviada do centro de Díli

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Uma manifestação com cerca de 2500 pessoas contra o ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, foi hoje afastada do centro de Díli, pela intervenção das forças policiais da ONU.

Os manifestantes, transportados desde Liquiçá (a 36 km de Díli) por mais de 50 camiões, são chefiados por Vicente Rai Los, a principal testemunha do processo contra Mari Alkatiri, entretanto arquivado.

O arquivamento do processo, anunciado por Mari Alkatir na segunda-feira, é um dos motivos desta marcha durante a qual estão a ser gritadas palavras de ordem contra o ex-primeiro-ministro.

A manifestação entrou em Díli às 19h00 (10h00 em Lisboa) por uma das avenidas principais da capital, mas pouco tempo depois foi travada pelas forças policias das Nações Unidas.

Durante as negociações, em que participaram elementos da GNR e, por banda dos manifestantes, o deputado eleito pelo PSD e agora independente Leandro Isaac, foi decidido que o desfile não iria atravessar o centro da cidade, na qual se encontram refugiados da zona leste da ilha, possíveis adversários dos homens de Rai Los.

"É uma reivindicação contra o actual governo e contra a conspiração política do actual governo", disse Isaac à Lusa, depois de revelar que a manifestação é liderada por Rai Los.

"É uma reivindicação pela justiça no seu todo", acrescentou o deputado independente, que disse que a marcha foi organizada pelo Movimento de Unidade Nacional para a Justiça.

Publico (http://http)
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Enviado por: RedWarrior em Fevereiro 08, 2007, 05:17:23 am
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A missão da ONU em Timor-Leste deve ser prolongada, diz Ban
Segunda-feira 5 Fevereiro 2007 2:06 PM ET
Por: Michelle Nichols

Nações Unidas, Fev 5 (Reuters) – Uma missão da ONU em Timor-Leste prevista expirar este mês deve ser prolongada por 12 meses e mais polícia vai ser enviada para a pequena nação antes da eleição presidencial em 9 de Abril, disse o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon na Segunda-feira.

Ban, num relatório ao Conselho de Segurança, disse que a situação geral tinha melhorado em Timor-Leste, que se tornou independente em 2002, mas a segurança permanece volátil e particularmente frágil em partes da capital Dili.

A Austrália liderou uma força de 3,200 tropas estrangeiras para o país mais novo da Ásia-Pacífico em fim de Maio depois de o despedimento de 600 soldados amotinados ter desencadeado o caos e a continuada violência esporádica relacionada por gangs.

"O compromisso a longo prazo da comunidade internacional com Timor-Leste mantém-se crítico para possibilitar o regresso desta nova nação para o caminho da estabilidade e do desenvolvimento num clima de governação democrática, responsável e compreensiva," disse Ban no seu relatório.

A missão corrente da ONU, conhecida como a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste ou UNMIT, está agendada expirar em 25 de Fevereiro. É composta por cerca de 1,068 polícias e até 35 oficiais de ligação militar. Foi aprovada pelo Conselho de Segurança em 25 de Agosta para seis meses.

"Na minha opinião, um prolongamento do mandato da UNMIT por um período de 12 meses enviará um sinal importante para a disponibilidade do Conselho de Segurança para manter o seu compromisso com Timor-Leste," disse Ban.

"De modo a reforçar a segurança para o processo eleitoral crítico, apoio o pedido do governo que seja destacada uma unidade adicional de polícia formada," disse.

Ban disse que a Austrália assinou um acordo em 25 de Janeiro para fornecer tropas para proteger a missão da ONU, juntamente com uma capacidade de resposta rápida para a polícia da ONU. A Austrália correntemente tem cerca de 800 tropas em Timor-Leste, ao lado de 120 soldados da Nova Zelândia.

O Presidente de Timor-Leste Xanana Gusmão disse na semana passada que uma data para as eleições parlamentares será marcada depois da eleição presidencial de 9 de Abril. O antigo guerrilheiro respeitado, eleito em 2002, tem dito repetidas vezes que não concorrerá outra vez.

Mari Alkatiri saiu de primeiro-ministro em 26 de Junho depois de ter sido alargadamente culpado pela violência. Foi substituído pelo laureafo do Nobel da paz José Ramos-Horta.

Ban disse também que os desafios humanitários em Timor-Leste, que tem sido atormentado pela pobreza e alto desemprego juvenil, excedeu a capacidade do governo com mais 100,000 pessoas deslocadas e apelou às dádivas internacionais.

"É provável que a crise em relação aos deslocados continuará por algum tempo devido a factores subjacentes. Mais de 2,200 casas foram destruídas e mais de 1,600 danificadas," disse Ban.

O território de cerca de um milhão de pessoas votou em 1999 num referendo para a independência para a Indonésia, que o anexou depois de Portugal ter posto fim à sua governação colonial em 1975. Tornou-se completamente independente em 2002 depois de um período de administração da ONU.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 19, 2007, 10:18:47 am
Timor-Leste: Soldado da GNR investigado por perda de arma

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Um soldado da GNR em Timor-Leste está a ser investigado por perda da sua arma de serviço, num incidente considerado «muito grave» pelas instituições envolvidas, confirmou à Lusa fonte da Guarda em Díli.
O incidente ocorreu «há cerca de dez dias» durante uma operação na periferia da capital timorense, com o roubo de uma arma a um elemento da GNR «à civil, mas em serviço», declarou à Lusa um oficial do subagrupamento Bravo.

A arma que não voltou ao quartel é uma pistola HK-USP Compact, de 9 milímetros, arma pessoal dos soldados do subagrupamento Bravo.

«Estas situações são sempre tratadas como graves», sublinhou o mesmo oficial da GNR.

«Estamos a avaliar, por um lado, qual o grau de responsabilidade do militar e, por outro, estamos a fazer todos os possíveis para recuperar a arma», adiantou a fonte.

Os procedimentos de segurança internos dos soldados da GNR foram «revistos e reforçados» para evitar a repetição de incidentes como este, acrescentou o oficial, que não está autorizado a prestar quaisquer outras informações.

Além da investigação interna feita pela GNR, o caso é alvo de uma investigação paralela da UNMIT, a missão integrada das Nações Unidas em Timor-Leste, e está ainda a ser acompanhado pelos serviços de inteligência timorenses.

O subagrupamento Bravo, com 143 soldados, é uma das quatro FPU (unidade de polícia formada) que operam em Timor-Leste no quadro da missão internacional de paz.

A perda de armas de serviço «não é uma situação virgem mesmo em Portugal», comentou outra fonte da GNR em Díli, sublinhando que o incidente ocorre na contracorrente da folha de serviços «inatacável» do subagrupamento Bravo no país.

É um factor de consternação adicional para o comando do subagrupamento Bravo o facto de a investigação ser conhecida no segundo dia de férias do seu comandante, capitão Barradas, e também dois dias depois da visita a Timor-Leste do secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães.

A visita serviu para definir em detalhe a proposta portuguesa de reforço do seu contingente na missão internacional.

O Governo português propõe a Timor-Leste e às Nações Unidas reforçar o subagrupamento Bravo com dois pelotões, ou entre sessenta a oitenta soldados, depois de avaliar as necessidades operacionais e os custos logísticos.

A decisão final cabe às Nações Unidas que poderão decidir a 22 de Fevereiro, em Nova Iorque, o envio dos dois pelotões da GNR para Timor-Leste.

Diário Digital / Lusa

18-02-2007 11:46:10
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Fevereiro 20, 2007, 04:17:19 am
Nao sabia de tal noticia.

Vou tentar investigar junto da GNR o que realmente se passou.
Se tiver sucesso depois digo.

Ja agora aqui vai uma foto da arma em causa


(http://img91.imageshack.us/img91/4900/hkusp40hz1.jpg)

(http://img91.imageshack.us/img91/4900/hkusp40hz1.jpg)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 22, 2007, 09:47:10 am
Timor: Ataques à ONU «desacreditam o país», diz chefe missão

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Os ataques sistemáticos a veículos das Nações Unidas na capital timorense «desacreditam o país», declarou hoje o chefe da missão internacional em Timor-Leste (UNMIT).
«Estragar uma viatura não resolve o problema, exacerba-o», afirmou Atul Khare, representante especial do secretário-geral da ONU em Timor-Leste, durante a conferência de imprensa semanal da UNMIT.

«Tenho vergonha», sublinhou Atul Khare num dia em que o chefe de missão usou um registo mais enfático do que é habitual.

«Nunca vi um povo que ataca os veículos da ONU», acrescentou Atul Khare, que falou da importância de «moralidade, educação cívica e boa liderança política».

A violência de rua e a escassez de arroz produziram um agravamento das condições de segurança em Díli desde segunda-feira, com ataques a viaturas da ONU e do Estado.

Em apenas 24 horas, foram danificados por apedrejamento 38 veículos da ONU, dos quais 24 da Polícia das Nações Unidas (UNPol).

Sete elementos da UNPol ficaram feridos durante operações de manutenção da ordem pública durante uma Quarta-Feira de Cinzas muito tensa.

«Isso pode ou não estar associado à criminalidade e aos grupos rivais», comentou Atul Khare, que nas últimas 48 horas visitou focos de violência «em todo o lado e a todas as horas».

As Forças de Segurança Internacionais colocaram patrulhas adicionais de soldados australianos durante as 24 horas do dia e a UNPol reforçou a sua operacionaldade com elementos adstritos a tarefas administrativas ou de treino.

A UNMIT prendeu 148 pessoas em Díli em relação aos ataques a veículos e armazéns de alimentos: 32 na segunda- feira, 79 na terça-feira, 16 durante o dia de quarta-feira e 21 à noite.

«Não são apenas crianças com pedras» com que a UNPol está a lidar, frisou Atul Khare.

«Gostava que vissem as armas que apreendemos na casa de uma única pessoa, o líder do PSHT, em 31 de Janeiro», referiu o chefe de missão, falando de «criminosos misturados nos grupos de artes marciais».

Sobre uma eventual intencionalidade política atrás da violência em Díli, Atul Khare respondeu que «em países que vivem situações de pós-conflito, as causas dos problemas são sempre complexas. Não há uma causa apenas».

O chefe da UNMIT admitiu que «a escassez de arroz está a ter um papel importante» no aumento de tensão na capital.

O Governo anunciou quarta-feira que contratou a colocação no país de 6.700 toneladas de arroz nas próximas quatro semanas e que continua em negociações com a Austrália para aquisições adicionais.

Diário Digital/Lusa

22-02-2007 9:18:30
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 25, 2007, 12:21:10 pm
O "badboy" continua a fazer das suas :?

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Timor-Leste: Grupo de major Reinado assalta posto polícia em Maliana

 Díli, 25 Fev (Lusa) - O posto da polícia de fronteira de Maliana, sudoeste de Timor-Leste, foi assaltado hoje por um grupo de homens liderado pelo major Alfredo Reinado, disse à agência Lusa fonte que está a investigar o incidente.

 
Título: N: «Operação de captura em curso»
Enviado por: Get_It em Fevereiro 25, 2007, 06:11:40 pm
Lembraram-se agora: :roll:
Citação de: "SIC Online/Lusa"
Operação de captura em curso
(25-02-2007 16:57)
    
Forças policiais e militares internacionais estão envolvidas numa operação para capturar o major Alfredo Reinado, que assaltou um posto da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), disseram à Lusa fontes da ONU em Díli.

O assalto ao posto policial de "Junction Point Charlie", em Tonubibi, Maliana (cerca de 150 quilómetros a sudoeste de Díli, próximo da fronteira com a Indonésia), ocorreu cerca do meio-dia (hora local), quando um grupo de nove homens "fortemente armados e no qual está incluído o major Reinado" entrou no posto da PNTL, afirmou à Lusa a porta-voz Polícia das Nações Unidas (UNPol), comissária Mónica Rodrigues.

Está neste momento em curso uma operação no Sudoeste do país para capturar o major fugitivo e o seu grupo, envolvendo efectivos da UNPol.

Outra fonte das Nações Unidas confirmou que as Forças de Estabilização Internacionais (ISF), constituída por militares australianos e neozelandeses, lançaram também uma resposta ao assalto, sem detalhar se se trata de uma operação independente ou em coordenação com a UNPol.

O grupo de Alfredo Reinado levou todas as armas dos oito elementos da PNTL que estavam de serviço na altura, além das armas guardadas nas instalações, num total de dezassete pistolas HK-33, adiantou a porta-voz da UNPol.

"Não houve confronto nem resistência" durante o assalto, indicou a comissária Mónica Rodrigues, não só porque o ataque "foi inesperado" como devido ao armamento exibido pelo grupo de Reinado.

O major, segundo contaram à UNPol elementos da PNTL, "levou as armas dizendo que precisa delas para defender o país", acrescentou a porta-voz.

Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar timorense, protagonizou alguns dos episódios mais violentos da crise política e militar de Abril e Maio de 2006.

Em Julho, foi detido em Díli na posse de material de guerra, mas desde 30 de Agosto que está em fuga com um grupo de cerca de meia centena de homens armados, depois de ter escapado da prisão de Becora em Díli.

fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20070225+Operacao+de+captura+em+curso.htm


Cumprimentos,
Título: N: «Operação de captura em curso»
Enviado por: Get_It em Fevereiro 25, 2007, 06:12:22 pm
Lembraram-se agora: :roll:
Citação de: "SIC Online/Lusa"
Operação de captura em curso
(25-02-2007 16:57)
    
Forças policiais e militares internacionais estão envolvidas numa operação para capturar o major Alfredo Reinado, que assaltou um posto da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), disseram à Lusa fontes da ONU em Díli.

O assalto ao posto policial de "Junction Point Charlie", em Tonubibi, Maliana (cerca de 150 quilómetros a sudoeste de Díli, próximo da fronteira com a Indonésia), ocorreu cerca do meio-dia (hora local), quando um grupo de nove homens "fortemente armados e no qual está incluído o major Reinado" entrou no posto da PNTL, afirmou à Lusa a porta-voz Polícia das Nações Unidas (UNPol), comissária Mónica Rodrigues.

Está neste momento em curso uma operação no Sudoeste do país para capturar o major fugitivo e o seu grupo, envolvendo efectivos da UNPol.

Outra fonte das Nações Unidas confirmou que as Forças de Estabilização Internacionais (ISF), constituída por militares australianos e neozelandeses, lançaram também uma resposta ao assalto, sem detalhar se se trata de uma operação independente ou em coordenação com a UNPol.

O grupo de Alfredo Reinado levou todas as armas dos oito elementos da PNTL que estavam de serviço na altura, além das armas guardadas nas instalações, num total de dezassete pistolas HK-33, adiantou a porta-voz da UNPol.

"Não houve confronto nem resistência" durante o assalto, indicou a comissária Mónica Rodrigues, não só porque o ataque "foi inesperado" como devido ao armamento exibido pelo grupo de Reinado.

O major, segundo contaram à UNPol elementos da PNTL, "levou as armas dizendo que precisa delas para defender o país", acrescentou a porta-voz.

Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar timorense, protagonizou alguns dos episódios mais violentos da crise política e militar de Abril e Maio de 2006.

Em Julho, foi detido em Díli na posse de material de guerra, mas desde 30 de Agosto que está em fuga com um grupo de cerca de meia centena de homens armados, depois de ter escapado da prisão de Becora em Díli.

fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20070225+Operacao+de+captura+em+curso.htm


Cumprimentos,
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Enviado por: Nuno Bento em Fevereiro 25, 2007, 11:18:46 pm
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Segundo timorense morre devido incidente 6/feira no aeroporto
Díli, 24 Fev (Lusa) - Um segundo timorense morreu sexta-feira após ter sido atingido no peito por um soldado australiano durante um incidente junto ao aeroporto de Díli, disse hoje fonte hospitalar.

Atoy Dasy morreu devido à perda de sangue após ter sido operado ao peito, indicou Américo dos Santos, responsável pela Unidade de Emergência do Hospital Nacional de Díli.

O governo australiano disse que o soldado disparou a sua arma em legítima defesa, após ter sido atacado por um grupo de homens que atiravam setas metálicas.

Na altura do incidente com as Forças de Estabilização Internacional (ISF) no aeroporto de Díli um timorense foi atingido na cabeça e morreu pouco depois e dois outros ficaram gravemente feridos.

O comandante das ISF em Timor-Leste, brigadeiro Mal Rerden, afirmou no mesmo dia que "não houve fogo indiscriminado" no campo de deslocados do aeroporto de Díli, versão contestada pelos refugiados ali instalados.

Cerca das 09:00 locais (zero horas em Lisboa) de sexta-feira, "as ISF responderam a distúrbios" junto ao aeroporto e abriram fogo sobre civis timorenses, disse.

"Apenas dois soldados dispararam" durante a operação, declarou o brigadeiro Mal Rerden, das Forças de Defesa Australianas e comandante dos efectivos australianos e neozelandeses que integram as ISF, insistindo que "isso prova" que os "soldados mostraram grande contenção".

Os deslocados do campo do aeroporto contam uma versão bastante diferente dos acontecimentos e acusam as ISF de terem iniciado os confrontos.

O incidente aconteceu horas depois do Conselho de Segurança da ONU ter aprovado o reforço e prolongamento por um ano da Missão das Nações Unidas em Timor-Leste.

Os australianos foram alertados para estarem atentos a novos ataques após o incidente de sexta-feira, que ocorreu um dia depois de sete oficiais das Nações Unidas terem sido feridos à pedrada por elementos de gangs.

PAL/PRM-Lusa/Fim
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Fevereiro 25, 2007, 11:24:51 pm
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Domingo, Fevereiro 25, 2007
Portugal disponível para aumentar contingente GNR - MAI
Ministro da Administração Interna, António Costa, sobre reforço do contingente português em Timor-Leste.

Lisboa, 23 Fev (LusaTV) - Portugal está disponível para reforçar o contingente da Guarda Nacional Republicana (GNR) estacionado em Timor-Leste, dependendo a decisão da integração das forças portuguesas na missão das Nações Unidas, disse hoje o ministro da Administração Interna.

à margem de uma visita às instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), António Costa explicou que Portugal tem disponibilidade para aumentar o contingente "com um a dois pelotões", mas sublinhou que é necessário que as Nações Unidas regulem "um conjunto de questões".

"É necessário que as Nações Unidas finalmente assinem com Portugal o acordo para a integração das nossas forças na missão das Nações Unidas que tem estado a acontecer sem que esse acordo esteja assinado e, por outro lado, é necessário que as condições materiais que nós estabelecemos como necessárias possam também ser garantidas para que essa missão se possa concretizar", adiantou António Costa aos jornalistas.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu, quinta-feira, prorrogar por mais um ano o mandato da Missão Integrada em Timor-Leste (UNMIT) e reforçar em 140 efectivos o contingente policial estacionado naquele país.

A extensão do mandato e o reforço dos efectivos policiais foi justificada com a realização de eleições presidenciais, marcadas para o próximo dia 09 de Abril e ainda pela situação de segurança, considerada como "frágil e volátil".

Perante esta decisão, o ministro da Administração Interna afirmou que há disponibilidade, mas que aguarda que as Nações Unidas cumpram a sua parte, sublinhando, inclusivamente, que o sucesso da missão não está dependente da participação de reforço português.

SV/EL-LusaTV/Fim

***

Portugal disponível para reforçar missão com um ou dois pelotões-MAI

Lisboa, 23 Fev (Lusa) - Portugal está disponível para reforçar com um ou dois pelotões o actual contingente em missão em Timor-Leste, desde que as Nações Unidas resolvam as "questões técnicas e de fundo" que faltam, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.
António Costa falava aos jornalistas à margem de uma visita às instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), para ver as novas funcionalidade do sistema de atendimento.

Questionado pelos jornalistas sobre o futuro da GNR em Timor, o ministro afirmou que Portugal já se disponibilizou para "a possibilidade de reforçar de um a dois pelotões a companhia em missão em Timor-Leste".

Contudo, António Costa salientou ser necessário regular uma série de questões com as Nações Unidas, para saber se é possível concretizar esta medida.

"Primeiro, é necessário que as Nações Unidas assinem com Portugal o acordo de integração das nossas forças na missão das Nações Unidas, que tem estado a decorrer sem acordo. Depois é preciso que as condições materiais necessárias possam ser garantidas para que a missão se concretize", afirmou, acrescentando: "aguardamos que as Nações Unidas cumpram a sua parte".

O ministro da Administração Interna afirmou que o actual contingente que está em missão em Timor vai cumpri-la até Junho, mas sublinhou que para reforçar o contingente, é fundamental que "as Nações Unidas também completem todos os arranjos administrativos que pressupõem".

A missão de Portugal em Timor implica "aumento de pessoal, reforço de equipamento e maior despesa", sustentou.

Segundo o responsável, sem o acordo das Nações Unidas, tem sido Portugal e o Estado de Timor-Leste a pagar a factura.

"É necessário que as Nações Unidas concretizem rapidamente a sua parte do acordo", porque "Portugal e Timor têm cumprido", afirmou. "Uma coisa é estarmos disponíveis, outra é haver acordo para o envio dessas forças", concluiu o ministro.

AL-Lusa/Fim

Postado por Malai Azul em 23:38
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Enviado por: Lancero em Fevereiro 26, 2007, 06:54:11 pm
Get It,

Só agora é que Xanana se apercebeu que não pode mais continuar a proteger Reinado. Quer limpar-se antes de sair.

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Timor: «Reinado passou dos limites», diz Xanana

O Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou esta segunda-feira que autorizou uma operação de captura do major Alfredo Reinado, depois de constatar que o militar fugitivo «passou dos limites».
Alfredo Reinado, que fugiu de uma prisão em Díli em 30 de Agosto de 2006, assaltou no domingo três postos da polícia de fronteiras no Sudoeste do país.

Numa comunicação ao país a ser transmitida esta noite pela televisão timorense, o Presidente da República refere que Alfredo Reinado e o seu grupo levaram 25 armas e uniformes de postos policiais no distrito de Maliana.

«Hoje de manhã, reuni-me com o primeiro-ministro, com o representante especial do secretário-geral da ONU, o brigadeiro Rerden, para analisar a situação do Alfredo, e a estupidez que ele fez ontem», declarou Xanana Gusmão, referindo a reunião de emergência com José Ramos-Horta, Atul Khare e o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF).

«Como Presidente da República e comandante das Forças Armadas», Xanana Gusmão afirmou que «tudo foi feito» para resolver o caso Alfredo Reinado «por meios pacíficos» e evitando a «solução militar».

«Alfredo aproveitou-se sempre da situação para manipular», dizendo «hoje uma coisa e amanhã outra», e o Presidente da República considera que o militar «não é consistente com o que diz».

Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, foi uma das figuras centrais na crise política e militar de Abril e Maio de 2006. Foi detido em Julho na posse ilegal de material de guerra, durante uma operação de busca a três residências em Díli.

Há três semanas, o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, chegou a acordo com Alfredo Reinado para que ele respondesse pela morte de um soldado das F-FDTL a 23 de Maio e pela posse ilegal de armas.

Diário Digital / Lusa

26-02-2007 15:58:03
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Fevereiro 26, 2007, 11:11:51 pm
Tou para ver o que isto vai dar.
O Xanana sempre protegeu o Reinaldo. O reinaldo por sua vez sabe muita coisa que pode incriminar gente muito importante, e esclarecer muito do que se passou em abril Maio do ano passado.

A meu ver o Sr Reinaldo vai acabar morto para nao haver hipotese de denunciar ninguem(ou uma pessoa muito importante ou um pais vizinho). No entanto este conta com grande apoio Popular na regiao de fronteiro onde a mesmo quem lhe chame o "Patriota", pelo que a sua morte pode originar desacatos e torna-lo um martir.

So o futuro vai dizer.
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 27, 2007, 12:04:52 am
Penso que o Xanana já deverá ter tudo negociado com Reinado e Australianos. Faz-se agora uma detenção (pelos australianos, para parecer bem), espera-se mais um tempo para o julgamento (só depois das presidenciais), o homem é condenado em altura de eleições para primeiro-ministro e aí volta tudo a malhar no Alkatiri e na sua ala da Fretilin (atanção que não os apoio, a ninguém aliás).
Política manhosa...
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 27, 2007, 10:21:58 am
Timor: Major Reinado e peticionários cercados pelas ISF


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O major Alfredo Reinado está cercado em Same (interior Sul do país) por tropas australianas das Forças de Estabilização Internacionais (ISF), afirmou hoje à Lusa por telefone o deputado independente Leandro Isaac.
O pessoal civil das Nações Unidas foi «aconselhado a não permanecer na área», segundo uma fonte da missão internacional, e os professores portugueses saíram do distrito antes do cerco das ISF.

«Estamos à beira de uma guerra civil», declarou Leandro Isaac a partir de Same, onde «por acaso» se encontra cercado pelas ISF juntamente com Alfredo Reinado e, disse, «muitos, muitos, muitos peticionários».

«Há dez minutos, um oficial de ligação australiano deu um ultimato ao major Alfredo para se render», acrescentou Leandro Isaac durante o curto contacto telefónico com a Lusa, pouco depois das 15:00 locais (06:00 em Lisboa).

As ISF montaram um cordão de segurança em redor de Same e «ninguém pode entrar nem sair, a não ser que tenha um “bonna fide” do Governo timorense», explicou à Lusa uma fonte oficial das forças australianas.

Segunda-feira à noite, o Presidente Xanana Gusmão anunciou que autorizara uma operação de captura de Alfredo Reinado, depois de o major fugitivo ter «feito a estupidez» de assaltar três postos de Polícia de Fronteira no domingo.

Os assaltos, no distrito contíguo de Maliana (Sudoeste), renderam a Reinado e ao seu grupo 25 armas e uniformes.

«Reinado passou dos limites», declarou o Presidente da República na sua comunicação ao país.

«Fizemos todo o possível para evitar uma solução militar» para o problema de Alfredo Reinado, explicou o chefe de Estado.

«Fizemos todo o possível para ajudar a resolver o problema através de meios pacíficos», acrescentou o Presidente.

«O Alfredo sempre tentou aproveitar essa situação para manipular», acusou Xanana Gusmão, «e não é consistente com as suas ideias».

Por decisão de todos os órgãos de soberania timorenses, o caso do major Reinado, acusado de posse ilegal de material de guerra e de tentativa de «revolução contra o Estado», estava a ser resolvido por um processo negocial com o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro.

Diário Digital / Lusa

27-02-2007 7:55:45

Diário Digital (http://http)
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 27, 2007, 10:59:54 am
O que eu acho absolutamente espantoso é o facto de Reinado ter sido detido pela GNR, ter-se evadido, depois ter estado sob custódia dos amigos australianos, e agora andar a fazer das suas.

Creio que Xanana só agora viu em Reinado um problema, já que a justiça timorense ilibou Mari Alkatiri das acusações políticas de que tinha vindo a ser alvo.

O que faria falta era empenho.

E Portugal, com meios (que não os tem) poderia dar um jeito nisso.

Se se já tivesse o LPD na zona, mais uma ou duas fragatas, 3 helis EH-101 com Rangers, seriam o suficiente para enviar ao encontro dos acampanmento o Reinado, capturá-lo mais aos amigos, embarcá-los num dos EH-101 e trazê-lo a Dili para uma prisão de alta segurança.

Seria uma bofetada nos australianos.

Mas infelizmente nada temos para fazer valer o que seria uma política externa efectiva.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 27, 2007, 11:30:44 am
Rui se enviássemos algo do género para o terreno, estariamos sobre o comando Australiano, por isso seria o mesmo que nada.  :?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 27, 2007, 02:26:49 pm
Cabeça:

Portugal, com mais meios, poderia sempre intervir com base num assunto bilateral entre as autoridades timorenses e as de Lisboa, e à margem da ONU.

Aliás, quando a GNR foi para lá foi-o com esse estatuto, e só muito depois é que se integrou nas forças policiais da ONU, quando trocaram as boinas.
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Fevereiro 28, 2007, 03:58:14 am
Citação de: "Rui Elias"


Se se já tivesse o LPD na zona, mais uma ou duas fragatas, 3 helis EH-101 com Rangers, seriam o suficiente para enviar ao encontro dos acampanmento o Reinado, capturá-lo mais aos amigos, embarcá-los num dos EH-101 e trazê-lo a Dili para uma prisão de alta segurança.



Prisão de alta seguranca ????

Caro Rui a prisão de Dili e tudo menos de alta seguranca. Aqui por Dili diz se que so não foge quem não quer, e o que é certo é que de tempos a tempos a fugas da referida prisão a ultima foi a 15 dias (5 fugitivos).
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 28, 2007, 12:00:15 pm
Nuno:

Parece-me que é altura de ser criar umas instalações que garantam essa segurança, por aí.

Ou será o descrédito para um novo país, muito pequeno e que muitos até já consideraram inviável, que tem sido acarinhado pelo mundo, com donativos, ajudas diversas, armas e policias internacionais.

E acredito que se Portugal não quiser ver tranformar-se Timor num protectorado australiano deveria ter uma postura mais interventiva.

Claro que para isso seriam necessários os meios de que actualmente não dispomos, nem disporemos nos próximos anos.   :?
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 28, 2007, 02:05:51 pm
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Diggers blockade Timor rebels

Lindsay Murdoch, Dili
March 1, 2007

AUSTRALIAN soldiers have blockaded a town in East Timor's central mountains, trapping rebel leader Alfredo Reinado and up to 150 heavily armed men who are refusing to surrender.
Reinado angrily told The Age by telephone that he would shoot any soldier he sees. "Tell the Australian troops to stick surrender up their arse," he said.
Reinado's defiant stand has prompted fears of civil war after he was joined in the town of Same by Gastao Salsinha, the commander of 600 mutineering soldiers sacked from East Timor's army last year.
Salsinha told a Timorese journalist that he decided to bring 100 of his men to join Reinado because "I'm still in the military and I have a job to do".
Reinado and his men have a large cache of sophisticated weapons, including at least six rocket launchers of the type used by the Australian army, residents of the town say.
Reinado, a cult hero wanted for murder and rebellion, said the men with him and opposition MP Leonadro Isaac were "all here ready to share a coffin".
Reinado, whose wife lives in Perth, told The Age: "Let my family in Australia know that I love them so much."
The presence of Mr Isaac and an unknown number of civilians in Same makes it difficult for Australian soldiers dug in at the town's edge to attack Reinado and his men.
The commander of the Australian-led force in East Timor, Mal Rerden, demanded on Tuesday that Reinado and his men surrender unconditionally after President Xanana Gusmao ordered that the Australian-trained former head of East Timor's military police be hunted down.
Mr Gusmao made the order after Reinado led raids on several police border posts last Sunday, seizing 25 high-powered weapons and a large quantity of ammunition.
The raids shocked the Government in Dili because officials had been negotiating a deal under which Reinado would hand over his weapons and testify at a special hearing about his role in violence in Dili last year.
East Timor's Government sent a letter to Australian Prime Minister John Howard on Tuesday authorising the Australian troops in East Timor to use lethal force to capture Reinado, who has been on the run since leading a mass escape from Dili's main jail in August.
East Timorese Prime Minister Jose Ramos Horta told The Age yesterday that Australia had made it clear that if East Timor requested more troops to help secure the country ahead of elections, then they would be sent. Australia has 800 soldiers in East Timor, most based in Dili where security forces have been unable to stop street gang violence.
Mr Isaac, whose party has urged Reinado to stand in presidential elections due on April 9, told journalists yesterday that the word surrender was not in Reinado's vocabulary.
Asked what he thought would happen if the rebels were attacked, he said: "Civil war."
About 100 of the residents of Same, the centre of a coffee-growing district, have fled into the bush since the Australians blockaded the town.
Reinado, on a mobile telephone in the town's centre, said an Australian army officer had called to demand his surrender.
Reinado said he had asked the officer if he had authorisation from the country's prosecutor-general to arrest him. When he got no reply, he said he "rejected the offer".
A Government source said Reinado had asked to resume negotiations to surrender but the request was bluntly refused.

(http://www.theage.com.au/ffximage/2007/02/28/0103W_TIMOR_wideweb__470x261,0.jpg)
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Alfredo Reinado makes calls from his hide-out this week.
Photo: Ronaldo

(http://www.smh.com.au/ffximage/2007/02/28/alfredoreinado_wideweb__470x306,0.jpg)
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Wanted ... Alfredo Reinado on the phone yesterday.
Photo: Reuters

Fonte (http://http)


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Timor rebel Reinado under siege
28th February 2007, 20:04 WST

Hundreds of East Timorese villagers fled into the mountains on Wednesday as Australian troops surrounded the southern hideout of the nation's most wanted man, Alfredo Reinado.

The Australian-led international stabilisation force said late Wednesday it was "considering all possible options" but would not be drawn on what action it would take, or when.
It renewed its call for the fugitive rebel leader to surrender peacefully.
"The ISF together with the Timor-Leste government and the United Nations call upon Reinado to hand himself in to the authorities and allow the Timorese people to continue to resolve their differences democratically and peacefully," the ISF said in a statement.
Reinado earlier said he did not want to clash with Australian soldiers but vowed to "fight back to the last blood of myself" from his hideout in Same, 50km south of Dili.
No shots had been fired by late Wednesday and the standoff continued, with Australian troops maintaining a tight net around the site.
"I know that at the moment they are about 800 metres from me, where I'm staying," Reinado told Radio Australia.
"They close all the exits, entrances, to everybody, and the city is like a frozen city, you can't come in and you can't go out."
He also claimed a number of East Timor police had deserted their post to join his rebel group.
Reinado and his band of rebels are armed with a haul of automatic weapons stolen from police border posts at the weekend.
The rebel leader disputed this, saying the police handed over the weapons and had even made him coffee.
"If I want to take more weapons than that, I know where they are, but I didn't do that," he said.
"I didn't take anybody's weapon. I asked them to give and I have here some of the police personnel voluntarily come with me, follow me."
"... there are a few more guys who have now left the compound on the way to join me."
The leader of Same village, Domingos da Silva, said hundreds of villagers had fled to the mountains for refuge, and the town was very quiet, its markets empty.
He also said a number of East Timor police had joined with Reinado, along with one Timorese politician Leandro Isaac.
East Timor President Xanana Gusmao ordered the fresh manhunt for Reinado after the rebel leader stole 25 automatic weapons on the weekend, in the lead-up to the country's presidential elections on April 9.
The renewed push to arrest Reinado comes amid a deteriorating security situation and growing anti-Australian sentiment in East Timor, following the death of two Timorese youths shot by Australian troops last Friday.
News agency Agence France-Presse (AFP) quoted Issac as saying the situation in Same was "very tense" and that a shoot-out could break out at any time.
Isaac said Reinado's supporters among the local population had felled trees to obstruct roads leading to the area where Reinado was holed up.
Australia and Britain have both issued upgraded travel warnings for the town, with Australia urging foreigners to evacuate.
East Timor's major party Fretilin said Reinado needed to be caught and brought to justice.
Fretilin spokesman Sahe da Silva warned opposition figures might use the instability to try to postpone the upcoming elections.
He told the Portuguese news agency Lusa there was an orchestrated plan "to create an atmosphere of instability and terror and to stop the electoral process".
Reinado has been on the run since leading a mass escape of Dili's Becora prison on August 30, last year.
He reportedly surrendered his weapons several months ago and talks were underway for his surrender to face justice over a battle in May last year, in which five people died.
AAP


Fonte (http://http)
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Enviado por: Lancero em Fevereiro 28, 2007, 02:17:58 pm
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Timor: Reinado exige saída da GNR
2007/02/28 | 09:49
E diz ter «vergonha» de Xanana por ter «mandado uma força internacional» para o capturar


O major rebelde timorense Alfredo Reinado, cercado por tropas australianas em Same, a sul de Díli, disse à Lusa ter «vergonha» de Xanana Gusmão e exigiu o «regresso a casa» dos efectivos da GNR estacionados em Timor-Leste.

«Sinto tristeza e vergonha de ter um líder como o senhor Xanana, que não pensa duas vezes, que não quis saber a realidade e que agiu antes de pensar mandando uma força internacional contra mim», disse à Lusa, num contacto telefónico.

Reinado, que pediu para o diálogo ser em inglês - afirmando que já perdeu a sua «costela» de português - afirmou que não existe qualquer mandado de captura para a sua prisão e que, por isso, a ordem de actuação dada às tropas australianas para o cercarem «é ilegal».

«Eu não me rendi nunca porque até aqui os meus direitos não foram respeitados. Porque é que isto não ficou nas mãos da justiça? Porque não há um mandado para a minha captura? Porquê enviar tropas», questionou.

«A Austrália não tem autorização para intervir na justiça de Timor-Leste. Onde está a soberania e a dignidade deste país e dos seus líderes?», perguntou.

Reinado, que está no centro de Same cercado desde terça-feira por efectivos militares australianos, criticou igualmente Portugal, afirmando que deve retirar de imediato o seu contingente da GNR no terreno. Questionado directamente sobre que mensagem tinha para Portugal, Reinado foi peremptório: «Go home».

«Porquê mandar a GNR para aqui, par se tornarem em soldados contratados do Mari Alkatiri, para servir os seus interesses?», questionou. «Isso vai destruir a relação entre os nossos países. Chamem-nos para casa depressa», afirmou.

Na entrevista à Lusa, Reinado negou ter atacado qualquer posto militar - uma acusação que motivou, por ordem da presidência da República, a acção em curso em Same, a 81 quilómetros sul da capital, Díli.

«É uma grande mentira. Nunca ataquei ninguém. Fui como amigo, bebi café com eles, almocei com eles. Eles deram-me algumas armas mas para defender o povo. Ficaram com as suas pistolas nos coldres», afirmou.

«Alguns voluntariamente vieram comigo. Como se pode atacar um posto mais armado que tu, sem som de disparos, sem ninguém ser ferido, sem confrontos, e a poucos metros da fronteira com a Indonésia e os indonésios não ouvirem nada», afirmou.


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 28, 2007, 02:55:14 pm
:roll:
Título:
Enviado por: Mar Verde em Fevereiro 28, 2007, 05:51:14 pm
este "Reinaldo" não estava ao "serviço" dos Australianos, que se passou ?


Timor está a ser uma desilusão, tanto esforço para lhes conseguir a independência e agora nem sequer se conseguem entender entre eles (independentemente das intromissões de países terceiros)
Título:
Enviado por: Get_It em Fevereiro 28, 2007, 06:34:42 pm
Citação de: "Mar Verde"
este "Reinaldo" não estava ao "serviço" dos Australianos, que se passou ?

Reinaldo foi treinado, como militar timorense, na Austrália. Não esteve ao "serviço" deles. Embora pelos vistos sejam grandes amigos. :roll:

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Março 01, 2007, 02:01:47 am
Bem o Reinaldo daquilo que eu tenho ouvido so diz disparates sem sentido " Roubar armas a policia para proteger o povo" , e mais parece um militante anarquista,no entanto como age como uma especie de robim dos bosques defensor da populacao (que é preciso não esquecer vive de maneira miseravel)  tem muita simpatia na zona Oeste do Pais.

Ora, o grande problema é que no passado e de forma algo estranho o reinaldo foi protegido pelo Presidente Xanana e pelos australianos (basta ver que quando foi preso pela GNR estava em frente ao quartel General Australiano), ora agora que as comadres se zangaram será interessante ver as verdades que vem ao de cima.
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 01, 2007, 05:00:22 am
Pois, eu bem me parecia que o sr. reinaldo ou tem muita razão ou então anda a fazer malabarismo sem rede.

Caro Nuno Bento, esperamos por notícias suas sobre este tema, e quando digo notícias não falo em press-releases mas sim de feedback das "correntes" que aí fluem. Como tem feito até agora. E um "bem-haja" para si por isso!


Cumptos
Título:
Enviado por: Luso em Março 01, 2007, 02:21:36 pm
Uma curiosidade

http://urbansurvival.com/week.htm (http://urbansurvival.com/week.htm)

Oil at the Core

We notice that a "Timor rebel vows to fight to the end" as Australian troops have Alfredo Reinado surrounded.  Why should you care?  Well, look shocked when I tell you this all has more to do with oil and gas development in the region than simply local politics.  To echo the question ("Would we be there is all they had was bananas?") about Iraq, I'll say in my best Oztralian accent picked up by eating and drinking Foster's at the local Outback,  "East Timor: Australian for oil."
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Março 03, 2007, 01:50:41 am
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SAS troops land in Dili: report
AAP/The Australian - March 03, 2007

Australian Special Air Service (SAS) troops, expert in infiltrating enemy-held territory, have reportedly landed in East Timor.

Four Australian Defence Force aircraft landed in Dili carrying about 100 soldiers, deployed following a national security committee meeting in Canberra, Fairfax newspapers report today.

The arrival of the additional troops, who will back 800 Australian and 120 New Zealand troops, came as Australia lifted its security alert to five, the highest level, for hundreds of Australians in East Timor.

Australian and United Nations security officials in Dili fear the breakout of widespread violence, possibly even civil war, if Australian soldiers kill or injure rebel leader Alfredo Reinado.

The fugitive East Timor rebel leader, who is surrounded in his hideout by Australian-led troops, yesterday refused to negotiate with a senior government official by telephone, demanding face-to-face talks.

He has refused to surrender and vowed to fight to his death as the standoff developed this week, before saying talks were the best way forward.

Maj Reinado is holed up with his followers in Same, 50 km south of the capital, Dili.

He reportedly has said that East Timor's attorney-general had called, but said he wanted direct talks with the official.

"I didn't want to speak with a postman; I wanted to speak with the Prosecutor-General," Maj Reinado is quoted by Fairfax as saying. "They are all trying to manipulate me."

The commander of Australian troops in East Timor, Mal Rerden, declined to comment yesterday about additional SAS troops in Dili.

Brigadier-General Rerden repeated his earlier demand for Maj Reinado to hand over his weapons and present himself to East Timor's judicial system, Fairfax reports.



Nas ultimas duas noites o movimento de aviões C-130 no Aeroporto de Dili tem sido continuo (eu rezido muito perto e ouvi constantemente o barulho).

Aqui por Dili no seio da comunidade Internacional (UN, Australianos e Americanos) ja foram convidados a pelo sim pelo não a fazer as malas.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 03, 2007, 05:27:28 pm
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Timor: «Sinais não são bons» em Same, PR fala sobre Reinado

O deputado independente Leandro Isaac, que acompanha o grupo do major Alfredo Reinado, cercado há cinco dias por tropas australianas em Same, Timor-Leste, admitiu hoje que o conflito poderá terminar com «sangue a correr».
«Os sinais não são bons sobre a existência de bom-senso e a vontade de resolver a crise de forma pacífica», declarou à Agência Lusa Leandro Isaac.

O deputado disse que um dos pedidos apresentados sexta-feira por Reinado para ajudar a desbloquear a situação, durante o encontro com o Procurador-Geral da República, Longuinhos Monteiro, foi a livre circulação da população de Same, o que não está a acontecer.

«Os australianos continuam a apertar o cerco», afirmou hoje ao fim da tarde em Timor-Leste (início da manhã em Lisboa) o deputado Leandro Isaac, que se encontra desde terça-feira com o grupo de Alfredo Reinado, na região interior Sul do país.

«Tudo está dependente do encontro de ontem (sexta-feira)», explicou.

«Se o Estado se consciencializar que a solução pacífica seria o melhor caminho, a crise resolve-se», disse, acrescentando:«Mas se o Estado ou o Governo consideram que não podem voltar atrás nas suas decisões, não posso prever o que pode acontecer», acrescentou o deputado, alertando que «sangue pode correr».

O Presidente da República, Xanana Gusmão, faz domingo, às 11:00 (02:00 em Lisboa) uma declaração sobre a crise desencadeada por Alfredo Reinado.

Xanana Gusmão autorizou segunda-feira a realização de uma operação militar para capturar Alfredo Reinado, evadido da cadeia de Becora desde finais de Agosto quando cumpria prisão preventiva por alegada posse de armas de guerra.

A decisão do chefe de Estado timorense surgiu depois de o major e o seu grupo de revoltosos terem assaltado três postos da Polícia de Fronteira no sudoeste do país, no final da semana passada.

As tropas australianas das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) foram reforçadas sexta-feira com a chegada de 100 elementos da unidade de elite SAS (Special Air Service).

Em Díli continuaram hoje a aterrar aviões de grande envergadura, incluindo, durante a tarde, três Hércules C-130.

Desde quinta-feira à noite e durante a madrugada e dia de sexta-feira, aterraram em Díli pelo menos cinco destes aviões de transporte de tropas e material.

Jornais australianos do grupo Fairfax noticiaram na sua edição de hoje a chegada dos SAS, adiantando que o reforço de tropas foi decidido numa reunião de alto nível em Camberra.

O Governo australiano receia que o desfecho do caso Reinado, no caso de ele ser morto ou capturado, desencadeie uma escalada de violência que, vista de Camberra, pode acabar numa nova guerra civil.

Diário Digital/Lusa

03-03-2007 13:15:21
Título:
Enviado por: ricardo_m em Março 03, 2007, 07:24:47 pm
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Timor-Leste
Forças australianas lançam ofensiva contra Reinado
As tropas australianas lançaram o ataque contra Alfredo Reinado e ocuparam cerca das 2h00 de domingo (17h00 de sábado em Lisboa) o antigo mercado no centro de Same
 
Ver artigo

«O ataque começou com helicópteros e infantaria», contou à Lusa o deputado independente Leandro Isaac. «Dispararam um míssil de um helicóptero contra a área onde estamos».

Alfredo Reinado, fugido de uma prisão de Díli desde 30 de Agosto, encontra-se desde terça-feira cercado em Same, ocupando com os seus homens a colina onde se situa a antiga casa do administrador de posto.

A área do mercado que, segundo Leandro Isaac, foi atacada pelas Forças de Estabilização Internacionais, «era onde estava concentrada a população».

Não há confirmação independente do relato e não foi possível estabelecer contacto com o porta-voz das ISF.

Lusa / SOL


fonte: SOL (http://http)
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Março 04, 2007, 01:49:43 am
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Domingo, Março 04, 2007
Timor-Leste: mortos e feridos no ataque australiano, Alfredo Reinado ferido e preso
04.03.2007 - 00h19 PUBLICO.PT

O ataque australiano contra o major Alfredo Reinado, em Same (Timor-Leste), fez mortos e feridos, em número indeterminado, segundo informação do deputado Leandro Isaac, que se encontra no local.

Alfredo Reinado ficou ferido e foi capturado pelas forças australianas, segundo adiantou fonte policial à TSF.

Em declarações à rádio TSF, Leandro Isaac disse que há militares australianos na rua em Same, no sul do país, e que o ataque envolveu helicópteros, aviões, tanques de guerra e forças especiais.

Manifestou-se convicto de que a situação “vai complicar-se”. Segundo Issac, "a guerra foi declarada" por Ramos-Horta.

Há também relatos de tensão em Díli após o ataque a Same. Ataques com armas de fogo, apedrejamentos e barreiras de estrada começaram em vários pontos da cidade, pouco depois do início da operação das tropas australianas contra Alfredo Reinado, noticia a Lusa citando fonte policial



Ja esta manhã quando acordei assisti a helicopteros Black Hawk vindos das montanhas(Same?) a aterrarem no Aeroporto de seguida levantavam voo e iam abastecer ao Heliporto e retornavam para os lados de Same.[/code]
Título:
Enviado por: ricardo_m em Março 04, 2007, 11:01:08 am
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Timor:Reinado continua em fuga, Díli teve noite violenta
Benjamin Marty não esperava que a sua noite de sábado incluísse uma ameaça de assalto à casa e escritório, evacuação debaixo de tiro dentro de um blindado da GNR e, por fim, um magnífico naco de vaca assada no espeto.

Foi a tudo isso que Marty teve direito na madrugada de domingo, à mesma hora em que o major Alfredo Reinado conseguia iludir o cerco das tropas australianas em Same, em Timor-Leste, e fugia «a pé» das Forças de Estabilização Internacionais (ISF).

Cerca da 01:00 de domingo (16:00 de sábado em Lisboa), tropas das ISF apoiadas por helicópteros lançaram o ataque contra as posições do grupo de Alfredo Reinado, usando reforços de tropas de elite chegadas da Austrália nas últimas 48 horas.

No ataque, considerado «um sucesso» pelo brigadeiro- general Mal Rerden, comandante das ISF, foram mortos quatro «timorenses armados» e feridos outros dois.

As ISF fizeram um número ainda indeterminado de detenções.

Pouco depois, numa questão de minutos, vários incidentes estalaram em simultâneo em diferentes bairros de Díli, com estradas cortadas por pneus em fogo, pedras ou árvores abatidas, apedrejamento de viaturas, casas incendiadas e combates de rua entre grupos rivais.

O bairro de Vila Verde, em pleno centro da cidade, foi um dos mais afectados, com instalações do ministério da Educação (um auditório e o armazém) a serem consumidas pelas chamas até ao amanhecer, sem que ninguém acudisse.

Benjamin Marty, gestor financeiro do Conselho Norueguês dos Refugiados em Timor-Leste, vive e trabalha em Vila Verde, na rua que liga o Bairro da Cooperação Portuguesa ao quartel-general da missão internacional das Nações Unidas (UNMIT).

«Quando vi uma multidão começar a bater no portão, não fiquei muito preocupado mas liguei ao meu chefe, que me disse para me manter calmo», contou horas depois à Lusa.

«Dez minutos depois, vejo chegar a GNR, a disparar munições de borracha à esquerda e à direita», recorda o financeiro do NRC.

«Gritaram e pediram-me para abrir o portão, mas de início nem percebi o que queriam, porque não falo português. Em poucos minutos, já estava dentro de um blindado, a Guarda saiu dali com a mesma velocidade com que tinha entrado, sempre a disparar, com um tipo a desviar-se das barricadas com muita perícia», acrescentou Benjamin Marty.

Benjamim Marty afirmou-se «espantado com o profissionalismo» com que a GNR agiu, mostrando-se descontente com a inacção dos elementos da Polícia das Nações Unidas (UNPol).

«Há UNPol à frente a ao lado da minha casa, os carros-patrulha estiveram sempre parados e os polícias não fizeram nada», criticou o gestor da NRC, adiantando que os elementos da Polícia das Nações Unidas também não reagiram «horas antes quando algumas pessoas começaram a queimar dois ou três pneus, a bater o metal para chamar os outros e a ´aquecer` com bebida».

«Nem sequer se mexeram quando um tipo bêbedo passou a correr todo nu e começou a partir coisas», acrescentou Marty.

Um oficial da GNR declarou à Lusa que, numa situação excepcional e num cenário inverosímil, «o subagrupamento Bravo teve na rua os seus três pelotões operacionais em permanência, durante sete horas».

Os incidentes, com disparos de armas de fogo em diferentes locais, foram mais graves em Taibessi, em redor do Cemitério Chinês, Bairro Pité, Vila Verde e à entrada do quartel-general da UNMIT, o perímetro de casernas e escritórios conhecidos como Obrigado Barracks.

Cerca das 07:00, quando se tornou possível efectuar uma ronda de carro pela cidade, Díli revelava as sequelas da madrugada violenta, com muitas ruas da periferia intransitáveis com os restos das barricadas.

Em Banana Road, uma das principais artérias que atravessa a cidade, um grupo de jovens fazia guarda a uma grande retrato de Alfredo Reinado, «pinado em Ermera», segundo explicou à Lusa um homem que disse estar disposto a defender o seu «herói».

«Nós somos defensores do major Alfredo, herói da justiça. Estamos prontos a morrer para o defender», declarou o homem.

Em áreas como Taibessi, há vários dias que os postes de iluminação e algumas árvores ostentam cartazes e faixas que glorificam Alfredo Reinado.

Foi para esta juventude que cultiva a figura de Reinado que o Presidente Xanana Gusmão dirigiu uma comunicação gravada a meio do dia no Palácio das Cinzas.

Xanana Gusmão, num discurso ríspido e com expressão muito dura, comparou o seu percurso com o de Reinado, recordando a sua luta na Resistência e a curta carreira do jovem major e interrogando a qualidade de «aswain» (herói, bravo) atribuída a Reinado.

«Esta biografia não demonstra que Alfredo é o ´aswain` e eu, Xanana, sou o grande traidor do povo ou do Rai Lulik Timor Lorosa´e», a terra sagrada de Timor-Leste.

O presidente sublinhou que «o Estado não volta atrás nas suas decisões» e dirigiu-se ao militar fugitivo:

«O caminho é só um, entregar as armas e entregarem-se todos», disse.

De outros episódios se fez a madrugada de domingo, como a resposta dos 15 oficiais da PSP que, instalados no Hotel Elizabeth 2000, se organizaram informalmente sem esperar ordens da UNPol, que não viriam.

Durante três horas, os 15 elementos da PSP, organizados pelo segundo comandante do distrito de Díli da UNPol, o subintendente português Leitão da Silva, enfrentaram sucessivos ataques de um grupo que descia de Bairro Pité, um dos bairros mais perigosos da cidade.

«Uma pequena unidade de polícia formada», ironizou um dos oficiais quando descreveu à Lusa o episódio.

Cerca das 05:00 (20:00 em Lisboa), Alfredo Reinado escapou do cerco de Same «depois de dividir os seus homens em três grupos e ter feito avançar dois deles, saindo pela retaguarda», contou à Lusa uma fonte que acompanha a operação de captura.

A essa hora, Benjamin Marty recuperava ainda da maior surpresa da noite.

«Sabes como acabam as histórias do Astérix e do Obélix?», questionou.

No quartel do subagrupamento Bravo não havia javali, como na aldeia dos gauleses, «mas uma vaca no espeto».

Os pelotões da GNR saíram directamente da sua festa mensal para as ruas em brasa de Díli.

«Finalmente a evacuação foi óptima», concluiu Benjamin Marty.

Diário Digital / Lusa

04-03-2007 10:34:00


fonte Diario Digital (http://http)

..a coisa está feia... :(
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Março 04, 2007, 10:32:03 pm
O Dia de ontem aqui foi de doidos, um dia a lembrar o que se passou a um ano, com barricadas nas estradas com pneus a arder, apedrejamentos e carros e edificios incendiados a anarquia e o caos.

Nos bairros da periferia de Dili emergiu um novo Che Guevara chamado reinado (ate t-shirts com posse de Guerrilheiro já existem a venda), e veem se cartazes a dizer mal do presidente Xanana e do PM Ramos Orta, os Australiaos são abertamente odiados, mas o sentimento é de animosidade para com os estrangeiro (ontem fizeram uma barricada na minha rua eu fui lá ver o que se passava e eles (putos entre os 15 e os 20) deram me a entender que não era bem vindo.

Bem é o que da ter muito petroleo, uma taxa de Desemprego de mais de 50% e uma população desocupada a viver na miseria , qualquer um contra a ordem instituida é um messias, um deus salvador.
Título:
Enviado por: typhonman em Março 04, 2007, 11:37:22 pm
Pelo que ouvi as milicias do Reinado roubaram um sistema anti-carro LAW..
Título:
Enviado por: ricardo_m em Março 05, 2007, 12:22:56 am
...já dizia o velho ditado:

"Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão!"

Os combustíveis fósseis são cada vez menos sinónimo de riqueza de um país e cada vez mais um motivo de instabilidade... sobretudo no caso de Timor, quando o país ainda é jovem e só conta com dois vizinhos: o antigo ocupante e o principal interessado no dito recurso...

Toda esta situação faz-me imaginar o que poderá vir a acontecer em São Tomé e Príncipe devido ao malfadado ouro negro. (Questões levantadas  aqui (http://http))
Título:
Enviado por: Mar Verde em Março 05, 2007, 11:24:15 am
os Australianos já estão a considerar evacuar os civis, estão a "dramatizar" ou a situação está a ficar realmente séria?

quantos portugueses (civis) estão em Timor ?

se a situação se agravar temos meios para os tirar ou serão evacuados pelos Australianos ?




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East Timor evacuation planned

March 05, 2007 12:00am
Article from: Herald-Sun

http://www.news.com.au/heraldsun/story/ ... 61,00.html (http://www.news.com.au/heraldsun/story/0,21985,21331331-661,00.html)

Foreign Minister Alexander Downer tonight announced evacuation plans for East Timor Australian embassy staff and their families who want to leave.

The decision comes as security in the fledgling nation deteriorates, following violent street protests today.

The government is planning to evacuate from East Timor Australian embassy staff and their families who want to leave as security in the fledgling nation deteriorates.

Foreign Minister Alexander Downer tonight said he had authorised the voluntary departure for non-emergency staff from the embassy amid fears of violence against Australians.

"The deteriorating security situation in East Timor is a matter of serious concern to the Australian government," Mr Downer said in a statement.

"The security situation is volatile and there is a high risk of violent civil unrest.

"There is an increasing likelihood that Australians could be specifically targeted.

Mr Downer said the government is particularly concerned for the safety of Australians, including media, considering travel to the town of Same.

"The situation in this area is particularly dangerous and Australians should not travel there."

Same, south of the capital of Dili, was the scene of a raid by Australian-led forces on the stronghold of rebel leader Alfredo Reinado yesterday in which four rebels died, but their leader escaped.

Violence erupted in Dili today as supporters of Reinado demanded Australian troops leave.
Hundreds of protesters filled the streets setting fire to tyres and hurling rocks as they chanted "Australians, go home".

Reinado remains on the run after Australian troops stormed his mountain base, acting on a request from the East Timorese government to arrest him.

UN spokeswoman Allison Cooper today said that while the security situation in the country was fragile and volatile, it was not uncontrollable.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Março 05, 2007, 12:05:03 pm
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• TIMOR-LESTE
Xanana Gusmão ameaça estado de sítio
O presidente de Timor-Leste ameaçou, esta segunda-feira, instaurar o estado de sítio no país se a violência e criminalidade não diminuírem. Numa declaração ao país, Xanana Gusmão disse que não se pode permitir que os cidadãos continuem a viver num clima de insegurança.
( 10:07 / 05 de Março 07 )

Xanana Gusmão ameaçou hoje instaurar o estado de sítio em Timor-Leste, na eventualidade de não serem suficientes «medidas normais» para aliviar a pressão criminal que existe actualmente no país.

Numa declaração aos timorenses, o presidente timorense considerou que «o país está a assistir a uma certa anarquia e a uma falta de vontade de certos segmentos da sociedade em contribuir para a estabilização do país».

«Não se pode permitir que se continue a perder bens e vidas e que os cidadãos continuem a viver num clima de insegurança», realçou.

O presidente de Timor-Leste anunciou ainda que «o Estado vai utilizar todos os mecanismos legais disponíveis, incluindo o uso da força, quando necessário, para pôr fim à violência, à destruição de bens e à perda de vidas e restabelecer
rapidamente a ordem pública».

Situação está «sob controlo», diz Luís Amado


Antes das declarações de Xanana Gusmão, o ministro dos Negócios estrangeiros português assegurou, à chegada de uma reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia, em Bruxelas, que a situação em Timor-Leste está «sob controlo».

Ainda assim, Luís Amado disse que tenciona falar com o seu homólogo da Austrália para avaliar a possibilidade de uma «intervenção conjunta» em Timor-Leste.

Por enquanto, o ministro afastou qualquer reforço do contingente da GNR em Timor-Leste, sublinhando que Portugal apenas agirá em conformidade com os prazos e os calendários defimidos pela ONU.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Março 05, 2007, 04:17:25 pm
O problema é que ao contrário de outros herois para muitos, com o foram o seu tempo, o Pancho Vila, depois, o Che, ou para os radicais muçulmanos sunitas o Bin Laden, ou ainda o foi Xanana e o pessoal das FALINTIL durante a ocupação indonésia, eu ainda não percebi qual a formação politica e doutrinária de Reinado, nem o seu programa politico para o país, para estar assim a provocar.

O que eu acho, é que durante algum tempo foi util à Austrália, e a Xanana para enfraquecer o FRETILIN e os seus dirigentes a começar pelo Mari Alkatiri.

Ou seja, o Reinado, era um sacana, mas era o sacana deles e da estratégia australiana e de Xanana.

A partir de agora passou a ser um incómodo já que a face australiana para Timor perdeu a máscara, e agora anda a ver se limpam os cacos.

Daí este aparente empenhamento australiano, e espero que não seja pra inglês ver.

Por isso, eu sempre advoguei que Portugal deveria ter tido, desde o primeiro dia maior empenhamento, que fosse além do envio de uma única e simples Companhia da GNR para lá.

Sei que é longe, que temos poucos meios etc.

Mas acho que se deveria ter feito um esforço no sentido de maior empenhamento. Timor diz-nos mais que o Kosovo ou o Afeganistão.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Março 05, 2007, 05:39:02 pm
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Ou seja, o Reinado, era um sacana, mas era o sacana deles e da estratégia australiana e de Xanana.


o Xanana tem alguma estratégia ? a sensação que tenho é que o homem está sempre a leste da situação....parece ter sido ultrapassado pelos acontecimentos, e não sabe o que há-de fazer

o Mari Alkatiri estava a fazer um bom trabalho ( em particular com a concessão do oil) ? estava a ser assim tão negativo para os interesses australianos que estes arriscassem em deitar-lhe o governo abaixo ?

parece-me que tn há muita culpa dos próprios timorenses....
Título:
Enviado por: P44 em Março 06, 2007, 09:23:45 am
(http://img81.imageshack.us/img81/664/getimagevk6.jpg)
05-03-2007 - 09:22
Protestos em Díli
Manifestantes leste-timorenses colocaram um cartaz no meio de uma rua em Díli onde se lê “Austrália e Portugal estão a invadir Timor-Leste”. Este protesto, que juntou cerca de 500 pessoas, surgiu depois do anúncio do início da ofensiva contra Alfredo Reinado e os seus seguidores. Muitos jovens atiraram pedras, queimaram pneus e bloquearam algumas estradas da capital, enquanto entoavam cânticos de apoio ao militar rebelde foragido. As tropas da Austrália tentam capturar Reinado depois de, durante o fim-de-semana, terem falhado uma tentativa para o trazer à justiça. Foto: Cândido Alves/Reuters

Primeiro-ministro australiano garante que não será necessário reforçar contingente
Ex-militares revoltosos prometem luta de "guerrilha" em Timor-Leste
05.03.2007 - 16h25  
 


O ex-tenente timorense Gastão Salsinha ameaçou hoje “estabelecer um plano de acção apoiado pela juventude da selva e de Díli” para continuar o conflito através de uma luta de “guerrilha”. Alfredo Reinado, outro dos ex-militares revoltosos garantiu, por seu lado, à agência EFE que manterá a luta armada “pela justiça para o povo de Timor-Leste”.

O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, descartou hoje o envio de mais tropas para o país vizinho para tentar neutralizar estas ameaças.

Salsinha disse à agência espanhola que estava "muito perto" de Reinado "quando os soldados australianos atacaram". "Consegui escapar com meus quatro seguranças e alguns amigos de Same após o ataque", acrescentou o ex-tenente rebelde que, como seu o ex-superior hierárquico, se recusou a dizer onde estava por razões de segurança.

"Vamos tentar reagrupar-nos e estabelecer um novo plano de acção que seja apoiado pela juventude da selva e de Díli, para combater com guerrilhas a injustiça e as pessoas que têm o poder em Díli que cometem coisas tão injustas como a expulsão de soldados e do comandante Alfredo Reinado", acrescentou Salsinha.

Numa conversa por telefone com a EFE, Reinado afirmou: "Luto pela justiça junto ao povo. O meu poder vem do povo e estou com o povo", afirmou de um local não divulgado da ilha do Timor.

Captura falhada

As tropas internacionais destacadas em Timor-Leste, sob o comando da Austrália, tentaram este fim-de-semana capturar Reinado e seus homens na cidade de Same, a cerca de 80 quilómetros a sul de Díli.

A operação resultou na morte de quatro rebeldes. Reinado conseguiu escapar e o seu paradeiro actual é desconhecido.

Alfredo Reinado é um dos 599 militares expulsos do Exército por insubordinação em Março do ano passado, porque se negarem a abandonar as reivindicações por melhoria nas condições de trabalho e por acusações de nepotismo dentro da corporação.

A revolta dos militares

Em resposta, os militares revoltosos levaram seu descontentamento às ruas provocando uma onda de violência que, entre Abril e Maio, causou a morte de 30 pessoas e o deslocamento de outras 150 mil. Os actos violentos também levaram o então primeiro-ministro do país, Mari Alkatiri, a renunciar em Junho.

Reinado foi detido por posse ilegal de armas, mas fugiu da prisão em Agosto.

No mesmo mês, o Conselho de Segurança da ONU criou a Missão Integrada no Timor Leste (UNMIT, em inglês) com o objectivo de ajudar os timorenses a restabelecer a ordem, fornecendo uma força de 1.608 policiais e 34 militares.

Há uma semana, Xanana Gusmão ordenou a detenção imediata de Reinado, depois de o antigo comandante ter roubado 25 armas de dois postos fronteiriços.

O primeiro-ministro australiano descartou hoje um aumento da presença militar australiana no Timor-Leste e garantiu que os 800 soldados que tem no país vizinho "são suficientes", apesar do fracasso da operação para neutralizar Reinado.

As autoridades timorenses temem que Reinado e os seus partidários possam alterar ou desestabilizar as eleições presidenciais convocadas para o dia 9 de Abril.

Centenas de partidários do comandante rebelde manifestaram-se ontem em frente à Embaixada da Austrália em Díli contra as operações de forças de países terceiros para capturar um dos seus.

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp ... idCanal=18 (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1287419&idCanal=18)

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Mas afinal de onde surgiu este Reinado, de que nunca ninguém tinha ouvido falar até á pouco tempo?

Foi uma criação de quem para obter o quê? :( .....
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Enviado por: Rui Elias em Março 06, 2007, 09:50:03 am
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Xanana critica passividade perante a violência de Díli



Armando Rafael*    
 
O Presidente timorense admitiu ontem poder vir a decretar o estado de sítio, caso as "medidas normais não sejam suficientes para aliviar a pressão criminal" no país.

Uma intenção que, a ser concretizada, implicaria o adiamento das presidenciais de 9 de Abril, uma vez que a limitação da liberdade decorrente desta medida de excepção dificilmente poderia ser compatível com uma campanha eleitoral.


Razão pela qual o discurso de Xanana Gusmão parece apontar noutro sentido, introduzindo críticas às forças internacionais que não têm conseguido conter a violência dos últimos dias. Designadamente em Díli, já que o resto do país parece tranquilo, com excepção das escaramuças registadas em Gleno e Ermera.

"O país está a assistir a uma certa anarquia e a uma falta de vontade de certos segmentos da sociedade em contribuir para a estabilização do país", frisou Xanana, sublinhando que os timorenses "não podem permitir que se continuem a perder bens e vidas" ou a viver "num clima de insegurança."

Num discurso transmitido pela rádio e pela televisão, o Presidente apontou as manifestações dos últimos dias como um exemplo da intolerância que se vive no país, garantindo que "o Estado vai utilizar todos os mecanismos legais disponíveis, incluindo o uso da força, para pôr fim à violência, à destruição de bens e à perda de vidas e restabelecer rapidamente a ordem pública".

Um discurso que não parece deixar grandes dúvidas sobre a apreciação que Xanana faz acerca do comportamento de quem só tem actuado a posteriori para conter os distúrbios.

Com excepção da GNR, que parece ser o único contingente internacional que se atreve a entrar nos bairros onde vivem alguns dos jovens que têm apoiado as posições do major Alfredo Reinado, que conseguiu escapar ao cerco que os australianos lhe tinham montado em Same, a 80 quilómetros de Díli.

Como se isto não fosse suficiente, Camberra vai começar a retirar hoje alguns australianos e outros estrangeiros de Timor-Leste, temendo novos focos de violência. Nomeadamente os que poderão ocorrer amanhã, quando for conhecida a sentença que deverá condenar o ex-ministro do Interior Rogério Lobato por ter distribuído armas a civis durante a crise do ano passado.

Sem que Portugal adopte, para já, esta posição das autoridades australianas, com as quais o ministro dos Negócios Estrangeiros esteve ontem em contacto, à margem de uma reunião da União Europeia.

Luís Amado adiantou ainda estar a acompanhar os acontecimentos com preocupação, considerando, no entanto, que a situação em Timor-Leste ainda está sob controlo. "Mas é tudo muito volátil", reconheceu o ministro, adiantando que a embaixada em Díli está preparada para ajudar os portugueses que quiserem abandonar o território timorense.

*Com Fernando de Sousa, em Bruxelas


http://dn.sapo.pt/2007/03/06/internacional/ (http://dn.sapo.pt/2007/03/06/internacional/)

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Julgo que a estratégia de Xanana seria enfraquecer a FRETILIN com quem ele se deu mal a partir de um certo momento ainda sob a ocupação indonésia.

E viu nesta revola dos militares o instrumento por excelência para tentar desacreditar a FRETILIN e o seu Governo.

Encostou-se aos australianos que não teriam perdoado a Alkatiri e ao Governo de Dili os acordos para a exploração do petróleo timorense.

Lembram-se de Xanana e o Primeiro Ministro australiano a um certo momento falarem a uma só voz contra a FRETILIN e contra Alkatiri?

Eu lembro.

Depois, o Alfredo Reinado e antes o Salsinha acabaram por fugir de controlo, após a sua inusitada fuga da prisão.

E agora Xanana pode já não tem utiidade para os australianos, perdeu a confinaça de Portugal, nunca chegou a ter a confiança da Indonésia.

Ou seja: É um homem só.

E por isso anda agora "às aranhas".

A FRETILIN arrisca-se a ganhar de novo as eleições, Xanana Gusmão já fala em as adiar, a GNR que é uma força policial, é pequena para os problemas, Portugal está nas encolhas para reforçar o contingente,  e a Austrália faz que quer prender o Reinado, mas não consegue.
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Março 06, 2007, 08:01:47 pm
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Reinado wants to talk, says comrade
Lindsay Murdoch in Dili
March 7, 2007

THE fugitive East Timorese rebel leader Alfredo Reinado wants to "talk and not fight", one of the men who escaped with him said yesterday.

Amaro Da Costa, alias Susar, told the Herald by mobile telephone that Reinado does not blame Australian troops for an attack on his hilltop base early last Sunday that left five of his men dead and one wounded.

"He blames the state, especially [Jose] Ramos-Horta," Da Costa said, referring to the Nobel laureate and interim Prime Minister.

Since the botched raid in the central mountain town of Same, violence has escalated in the capital, Dili, as Reinado's supporters roam the streets denouncing Australians and demanding that they leave East Timor.

In the first interview with any of those who escaped with Reinado, Da Costa dismissed rumours that Australian soldiers had wounded Reinado.

"Major Alfredo is fine … he's near me now," he said.

Asked what message Reinado had for the Government in Dili, he said: "Alfredo wants to talk and not fight. He believes that fighting will not benefit the people."

He said the Australian-trained Reinado had been ready for the attack, after the Australians had him surrounded for six days.

"We heard the Australian helicopters go up and then Australian soldiers suddenly appeared at our position firing their weapons … They shot one of our men who was on lookout.

"We realised that we had weak power compared to the Australians so we decided to flee. Our group is only small," he said.

Reinado had "devised a secret escape route. We decided it was better to use this way to escape because if we didn't we would have been killed," Da Costa said.

The Australian Defence Force has refused to provide information about the attack or current efforts to capture Reinado.

Mal Rerden, the commander of Australia's 800-strong contingent in East Timor, said yesterday that a fifth member of Reinado's group had been killed and one had been wounded.

Brigadier Rerden said the man had been shot and fell down a cliff during the battle. He was not noticed until a helicopter was flying overhead yesterday. The body was flown to Dili, where an autopsy would be conducted.

The wounded man was in a stable condition under guard in a military clinic, an Australian Army spokesman in Dili said.

The Prime Minister, John Howard, said the security situation had worsened: "Reinado and his followers are a threat to the peaceful situation and the stability of the country."

The Foreign Affairs Minister, Alexander Downer, said the Government had recommended that Australians leave.

Sporadic violence continued in Dili yesterday, including the torching of houses.

United Nations police and Australian and New Zealand soldiers are ready for a feared fresh outbreak of violence today, when a court in Dili announces its verdict in the trial of the former interior minister Rogerio Lobato.

Lobato has pleaded not guilty to charges that include conspiring to commit murder and providing weapons to civilians, in a highly charged hearing relating to a hit squad allegedly set up to eliminate rivals of the former prime minister Mari Alkatiri.

Australian Associated Press reports that Reinado supporters have threatened to murder President Xanana Gusmao's family as punishment for him asking Australian troops to hunt down the renegade major. The homes of two of Mr Gusmao's sisters have been attacked, one of the women said.


De um jornal australiano " The Sydney Morning Herald",(com boa referencia na imprensa europeia)   que mantém correspondente permanente em Timor ha varios anos e noticias quase diarias do territorio.
www.smh.com.au (http://www.smh.com.au)
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Março 06, 2007, 11:07:13 pm
Os Australianos evacuaram ontem o seu pessoal não essencial, na terça feira a noite desrespeitando as ordens da embaixada aventurei-me sozinho a pé ate um bar australiano e fui atacado pa pedrada por um bando de putos, fiquei cercado no bar algum tempo juntamente com alguns Australianos ate que a policia nos foi resgatar e perseguir o Gang.

A situação anda um tanto confusa pois os jovens(gangs) no fim de contas so querem expressar o seu descontantamente pela dificil situação economica em que vivem, o discurso do Reinado nem é coerente é simplesmente anarquista, e é isso que se vive em Timor actulamente um sentimento de anarquia. Quanto aos Timorenses não gostarem de Portugal e da Australias so me resta dizer que eles nem deles proprios gostam (estou a falar a serio, estão sempre a espera de uma oportunidade para "foder'' o vizinho e dizem mal de tudo e de todos)

Psss ontem foi descoberto um quinto cadaver de mais um elelmento do grupo Reinado abatido pelas tropas Australianas.
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Março 06, 2007, 11:10:50 pm
Quanto as eleições convem salientar que a população de Timor é muito jovem mais de 50% tem menos de 15 anos. O que quer dizer que nestas eleições vai votar muita (mesmo muita) gente pela primeira vez, o que pode baralhar um bocado os resultados. Eu estou convencido que a Fretelim ate vai ganhar, mas sera sem maioria absoluta. Aver vamos
Título:
Enviado por: Sintra em Março 06, 2007, 11:51:07 pm
Citação de: "Nuno Bento"
Os Australianos evacuaram ontem o seu pessoal não essencial, na terça feira a noite desrespeitando as ordens da embaixada aventurei-me sozinho a pé ate um bar australiano e fui atacado pa pedrada por um bando de putos, fiquei cercado no bar algum tempo juntamente com alguns Australianos ate que a policia nos foi resgatar e perseguir o Gang.

A situação anda um tanto confusa pois os jovens(gangs) no fim de contas so querem expressar o seu descontantamente pela dificil situação economica em que vivem, o discurso do Reinado nem é coerente é simplesmente anarquista, e é isso que se vive em Timor actulamente um sentimento de anarquia. Quanto aos Timorenses não gostarem de Portugal e da Australias so me resta dizer que eles nem deles proprios gostam (estou a falar a serio, estão sempre a espera de uma oportunidade para "***'' o vizinho e dizem mal de tudo e de todos)

Psss ontem foi descoberto um quinto cadaver de mais um elelmento do grupo Reinado abatido pelas tropas Australianas.


 :shock:

 Chiça Caracoles...

 Sr Nuno Bento, por favor tome cuidado consigo...
Título:
Enviado por: Mar Verde em Março 07, 2007, 09:34:54 am
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Timor-Leste
Rogério Lobato condenado a sete anos de cadeia

O ex-ministro do Interior de Timor-Leste, acusado de 18 crimes de homicídio e 11 de homicídio tentado, foi condenado esta quarta-feira a sete anos e seis meses de prisão.

Na leitura do acórdão, o juiz destacou a gravidade dos "actos provados de distribuição de armas para eliminar" militares peticionários e líderes da oposição, durante o exercício das suas funções de ministro.

Mari Alkatiri, antigo primeiro-ministro timorense, esteve presente no tribunal mas escusou-se a tecer quaisquer comentários.

Rogério Lobato anunciou, entretanto, que vai recorrer da sentença.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 07, 2007, 05:00:30 pm
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Timor-Leste: Dois pelotões da GNR partem na próxima semana para Díli

Lisboa, 07 Mar (Lusa) - Dois pelotões da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Portugal deverão seguir na próxima semana para Timor-Leste, para reforçar o contingente militar português que já lá se encontra, disse hoje à Agência Lusa fonte oficial.

      Segundo o tenente-coronel Costa Cabral, chefe de Repartição do Departamento de Relações Públicas da GNR, aos cerca de 150 elementos que se encontram actualmente em Timor-Leste vão juntar-se entre 60 a 80 novos elementos, que ficarão no mesmo aquartelamento.

      "Os dois pelotões, que terão entre 60 a 80 elementos, vão juntar-se ao Sub-Agrupamento Bravo, encontrando-se actualmente em fase de aprontamento", sublinhou Costa Cabral, adiantando que, em princípio, ficarão durante os próximos seis meses em Timor-Leste.

      O sub-agrupamento Bravo está em Timor-Leste desde o início de Junho de 2006 e inclui, desde então, três elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)

      A 22 de Fevereiro último, o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu por unanimidade prorrogar por mais um ano, até 26 de Fevereiro de 2008, o mandato da Missão Integrada em Timor-Leste (UNMIT) e reforçar em 140 efectivos o contingente policial estacionado naquele país.

      A proposta de prorrogação do mandato da UNMIT e do reforço policial foi apresentada ao Conselho de Segurança a 12 do mesmo mês, através do relatório enviado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki- moon.
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Março 07, 2007, 11:14:50 pm
Pois bem falta fazem mais dois pelotões da GNR, pois são a unica força temida por este bando de insurrectos.

As companhias de intervenção do Bangladesh da malasia e do Paquistão são uma piada, so fazem figura de corpo presente.

Os Timorenses, e vão me perdoar a expressão, so tem medo e respeito por  forças "Brancas" quanto as outras forças eles acham que são uns desgraçadinhos corruptos como eles (a policia das Filipinas nem balas tem). Enfim aqui ve se cada coisa.
Título:
Enviado por: typhonman em Março 07, 2007, 11:44:53 pm
Veja lá se não o processam por " menosprezar as forças estrangeiras" :lol:  Agora a sério, isso aí não esta muito bom, um abraço para a terra do sol nascente.
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Enviado por: Luso em Março 07, 2007, 11:51:14 pm
O Nuno tem alguma percepção de alguma força "agitadora" que anime e coordene os "jovens"?
Título:
Enviado por: Lancero em Março 08, 2007, 10:40:07 am
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Timor-Leste: "Determinada facção aproveita-se de incautos", diz Lopes da Cruz

Lisboa, 07 Mar (Lusa) - O embaixador da Indonésia em Lisboa acusou hoje "uma determinada facção" de "aproveitar-se de timorenses incautos" para defender interesses externos a Timor-Leste, considerando essa uma das razões para a actual crise no país.

      Numa entrevista à Rádio Renascença, Francisco Lopes da Cruz não apontou nenhum Estado em particular, deixando, porém, críticas à actuação das "forças internacionais" presentes em Timor-Leste, constituídas maioritariamente por australianos e portugueses.

      "Tratando-se de forças multinacionais, (os timorenses) não podem ser influenciados, não digo por uma determinada Nação, mas por certos indivíduos que podem facilmente aproveitar-se dos timorenses incautos", sublinhou Lopes da Cruz.

      Para o diplomata timorense, esses timorenses são incautos "por falta de preparação" e podem ser "encaminhados a perseguir, não os objectivos de Timor, que são os superiores interesses do povo, mas os de uma determinada facção".

      "Os timorenses têm de tomar consciência de que são uma Nação livre, independente, soberana. Têm de ser donos da sua própria terra. Neste momento, têm a ajuda das Nações Unidas, e muito bem, porque são um caso à parte", sustentou.

      "Eu não aponto nenhuma Nação", respondeu Lopes da Cruz quando questionado sobre se a Austrália estará por trás desses "interesses".

      "Deixo esse problema para os próprios timorenses, aqueles que estão no país. Eles é que têm de tomar consciência se estão realmente a trabalhar por Timor ou a trabalhar para outras ®casas¯ que não representam os superiores interesses do povo", acrescentou.

      Sobre a questão militar relacionada com o antigo chefe da Polícia Militar timorense, major Alfredo Reinado, o diplomata não excluiu a possibilidade de o assunto poder tornar-se o ponto de partida para uma nova guerra civil no país.

      "Depende da aproximação do governo e depende de até que ponto é que o governo consegue chegar ao coração do povo", afirmou, sublinhando que será, a partir daí, que a Igreja Católica pode ajudar a evitá-la.

      "Os bispos têm um papel a desempenhar porque Timor-Leste é um país de população maioritariamente católica. Acho que ainda podem fazer algo para evitar essa guerra civil, que não vai beneficiar ninguém e vai, sobretudo, prejudicar o povo que ainda não teve oportunidade de desfrutar da independência", justificou.

      Sobre o processo eleitoral, relacionado com as presidenciais de 09 de Abril próximo, Lopes da Cruz manifestou o desejo de que sejam criadas as condições para que a votação decorra num clima de paz, "para que se festeje a democracia".

      "Se as pessoas encaram a democracia como uma interrogação e não como uma festa, acho que, a partir daí, podem surgir novos atritos e conflitos dentro do país. Mas, se neste espaço de tempo, conseguirem criar o ambiente certo, é uma oportunidade de ouro para Timor-Leste começar uma nova etapa como país independente e soberano", frisou.


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Timor-Leste: Reinado "tinha menos de 30 homens" em Same, comandante australiano  

Díli, 08 Mar (Lusa) - Alfredo Reinado tinha "menos de 30 homens" com el e em Same, no sul do país, afirmou hoje em conferência de imprensa em Díli o com andante australiano das Forças de Estabilização Internacionais (ISF).

        O brigadeiro-general Mal Rerden considerou "significativo" que, no grup o de Alfredo Reinado, "apenas alguns decidiram lutar e os líderes decidiram fugi r", referindo-se o comandante das ISF sobre o ataque lançado na madrugada de dom ingo e que provocou cinco mortos.

        A operação de captura em Same provocou a deterioração das condições de  segurança em Díli, com dois dias de violência em diferentes bairros, onde apoian tes de Alfredo Reinado queimaram pneus, viaturas e algumas casas, cortaram estra das e atacaram instalações do Estado.

        A situação voltou à normalidade nas últimas 24 horas, com as forças de  segurança internacionais reforçadas por elementos das unidades de polícia da Mal ásia e do Bangladesh e também das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste.

        "A nossa missão era capturar o major Alfredo e o seu grupo e nós tentám os capturar todos sem perder vidas e sem colocar em risco a vida de civis inocen tes", esclareceu hoje Mal Rerden quando questionado sobre a fuga de Same das trê s figuras com relevância política.

        O major Alfredo Reinado, o major Gastão Salsinha e o deputado independe nte Leandro Isaac conseguiram escapar ao ataque das ISF.

        O comandante australiano, que considera a operação um "sucesso", defend eu a forma como o ataque foi desencadeado, sublinhando que "não se entra por ali a matar toda a gente que lá estava".

        "Se o objectivo fosse matar toda a gente que estava lá dentro, tê-lo-ía mos conseguido", acrescentou Mal Rerden.

        Devido aos cuidados exigidos pela operação, indicou ainda o brigadeiro- general, "existem oportunidades para o outro lado se esconder e fugir em segredo durante a noite".

        Mal Rerden salientou ainda que, "como sabem os que conhecem Same, é um  terreno muito difícil, extremamente duro", onde seria possível acontecer fugas c omo a dos três indivíduos mais conhecidos cercados em Same .

        O oficial australiano repetiu que a missão das ISF em relação a Reinado continua a ser a sua captura, mas não deu mais detalhes sobre a possível locali zação do militar fugitivo "por razões operacionais".

        Durante o ataque ao grupo de Alfredo Reinado, as ISF detiveram três ind ivíduos.  

        Dois deles foram posteriormente libertados "porque não estavam armados  na altura da detenção nem estavam envolvidos nos acontecimentos".

        Mal Rerden elogiou o trabalho "eficaz e excelente" da Polícia das Naçõe s Unidas em Same, revelando que "foi o comandante da UNPol no distrito quem prim eiro percebeu a chegada de Alfredo Reinado".

        "As ISF cercaram Reinado doze horas depois apenas deste primeiro aviso" , referiu o oficial australiano.

        "A única saída para Reinado é render-se", insistiu o brigadeiro-general , secundado pelo representante-especial do secretário-geral das Nações Unidas, A tul Khare.

        "Alfredo Reinado é uma ameaça à paz e à segurança em Timor-Leste", decl arou Atul Khare, convidado mais uma vez o major a entregar-se. "Espero que ele o uça o que estamos a dizer-lhe".
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Março 08, 2007, 11:34:00 pm
Citação de: "Luso"
O Nuno tem alguma percepção de alguma força "agitadora" que anime e coordene os "jovens"?



A vista não existe nenhuma força a coordenar os "jovens", no entanto estes estão organizados em grupos de defesa civil por bairros (funcionam mais tipo gangs) e um grupo de uma rua odeia o da rua ao lado e passam a vida a pancadaria pedradas catanadas e a queimar a casas da rua ao lado se possivel ocasionalmente morre alguem (quase todas as semanas), no tempo do Mary estes grupos eram controlados mas agora na anarquia vigente não existe qualquer tipo de controlo.

Um pormenor interessante no Domingo passado foi quando fecharam a minha Rua ja estar tudo preparado com antecedencia (muita), pois tinham cartazes  alguns com desenhos muito complicados, tinham muitos pneus (para queimar) e montaram 5 barreiras em 2 minutos. Logo já estava tudo programado.

Para os colegas que dominam bem a lingua inglesa vou por aqui um Link que fala sobre os acontecimentos de Timor , tem umas teorias interessantes:

http://frenterevolucionaria.blogspot.co ... rving.html (http://frenterevolucionaria.blogspot.com/2007/03/australian-soldiers-are-serving.html)

neste processo todo existe no entanto algo de muito estranho a Igreja que tem uma força enorme em Timor não fez nada mas mesmo nada para tentar apaziguar os animos ou para tentar resolver os problemas, nem apelos a Paz entendimento ou pedidos ao povo para que tenha calma. So se limitam a dizer que tem pena desta situação e pronto (as cupulas da Igreja em Timor são abertamente anti-fretilim). A quem ache que esta deveria ter mais poder no estado.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Março 09, 2007, 02:29:37 pm
Sabe-se se com esse reforço da GNR com mais 2 pelotões, o contingente em Dili também será reforçado com mais viaturas?
Título:
Enviado por: comanche em Março 13, 2007, 02:23:24 pm
Timor-Leste: Advogado de Reinado propõe «negociações»

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O major rebelde timorense Alfredo Reinado tem procurado a reabertura de negociações com vários titulares políticos, judiciais, eclesiásticos e internacionais, através de entrevistas e de cartas enviadas pelo seu advogado em Díli a que a Lusa teve acesso.
Benevides Correia Barros, o advogado de Alfredo Reinado na capital de Timor-Leste, endereçou nos últimos dias várias cartas sobre a situação do militar fugitivo, a mais recente das quais ao primeiro-ministro, José Ramos- Horta, escrita em inglês e com cópia ao bispo de Díli e ao procurador-geral da República.

Contactado pela Lusa, um assessor do primeiro-ministro afirmou desconhecer, até ao momento, esta última missiva, admitindo estar a par de cartas do mesmo teor para outros órgãos de soberania.

«De qualquer modo, uma carta dessas não altera nada a posição que foi reiterada pelo primeiro-ministro», esclareceu a mesma fonte oficial.

«Se a intenção do senhor Alfredo Reinado for a de se entregar à justiça conforme manda a lei, o governo garante a sua segurança e o tratamento humano segundo a Constituição da República, devido a qualquer cidadão, será absolutamente garantido».

«Se o senhor Alfredo Reinado anunciar o dia, a hora e o local em que tenciona entregar-se às autoridades, a operação da sua captura será congelada, mantendo-se no terreno as forças internacionais, até se comprovar que ele respeita o seu compromisso», acrescentou a mesma fonte.

O advogado de Reinado encontrou-se na semana passada com o representante-especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor (SRSG), Atul Khare.

A porta-voz da missão internacional em Timor-Leste (UNMIT), Allison Cooper, considerou sem qualquer fundamento a notícia, divulgada hoje num jornal australiano, de que «as Nações Unidas entraram em negociações com os advogados de Reinado».

«O senhor Benevides Correia, na sua qualidade de representante legal de Alfredo Reinado, telefonou ao SRSG na semana passada, pedindo um encontro, um direito que lhe assiste», disse à Lusa a porta-voz da UNMIT.

«O SRSG recebeu o advogado e comunicou-lhe a posição que sempre manteve nesta matéria: Alfredo Reinado tem de enfrentar a justiça», algo que Atul Khare tem repetido em todas as intervenções públicas nas últimas semanas.

«Alfredo Reinado pode submeter-se à justiça por ele próprio ou os órgãos competentes levá-lo-ão perante a justiça», acrescentou Allison Cooper, sobre o teor da posição transmitida na reunião de Atul Khare com o advogado do militar evadido desde 30 de Agosto de 2006 de uma prisão de Díli.

«Os esforços das Nações Unidas em Dezembro e Janeiro, quando a organização fazia parte de um grupo tripartido que manteve conversações com Alfredo Reinado, também foram orientados para convencê-lo a enfrentar a justiça», sublinhou Allison Cooper.

Alfredo Reinado, que enfrenta acusações de posse ilegal de material de guerra, escapou de uma prisão na capital em 30 de Agosto, com um grupo que incluía antigos militares e outros presos.

O ex-comandante da Polícia Militar, cercado em Same, no sul do país, por tropas australianas, escapou no dia 03 de Março a uma operação de captura, que ainda decorre.

A edição de hoje do jornal Timor Post faz manchete com uma entrevista a Reinado, numa peça datada de «Algures».

Reinado está «triste com os acontecimentos de Same», titula o jornal, que coloca em manchete a informação de que «Alfredo está perto de Díli pronto para o diálogo».

Também o programa Foreign Correspondent da cadeia australiana ABC efectuou uma entrevista a Alfredo Reinado, mas localiza-o num sítio «após dois dias de picada».

Reinado declarou à ABC que não pretende «disparar contra australianos», reafirmou que «nunca» terá «uma palavra de rendição» e que apenas se renderá «à justiça, não a alguém ou a uma ordem».

A Lusa tentou, sem sucesso, contactar durante a tarde o advogado Benevides Correia Barros.

Diário Digital/Lusa

Título:
Enviado por: Luso em Março 13, 2007, 04:03:27 pm
Pelos visto o gabarola está a piar fininho...
Falta de umas lambadas bem dadas em pequeno, certamente.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 15, 2007, 07:15:16 pm
(http://img113.imageshack.us/img113/9590/lis1313351cc2.jpg)
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DILI - DILI - TIMOR LESTE
A imagem do major Alfredo Reinado, esta a ser divulgada numa lista com outros fugitivos a justica em TimorLeste, Quintafeira, 15 de Marco de 2007. FOTO LUSA
LUSA / DSK / LUSA
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Enviado por: ricardonunes em Março 26, 2007, 11:55:58 am
Timor-Leste: Reinado não se entrega e quer "continuar a respirar"

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Pedro Sousa Pereira, da Agência Lusa Díli, 25 Mar (Lusa)

O major Reinado, num contacto telefónico estabelecido hoje a partir do local onde se encontra escondido o deputado Leandro Isaac, no sul do país, disse à agência Lusa que não se vai entregar e que quer "continuar a respirar".

Alfredo Reinado, o militar fugido à Justiça, evadido da cadeia de Díli em Agosto de 2006 e que se encontra na posse ilegal de armamento militar, recusou dizer onde se encontra mas afirmou que está em "permanente contacto com Leandro Isaac".

O membro do Parlamento disse à Lusa, no local onde se encontra escondido, que vai resignar ao cargo de deputado e acrescentou que o major Reinado formou um novo grupo.

"Tatoros, que quer dizer formiga preta. Formiga preta, porque incómoda", explicou.

Leandro Isaac, 53 anos, encontrava-se com o grupo de Alfredo Reinado quando as tropas australianas cercaram a vila de Same no dia 27 de Fevereiro.

"Os australianos usaram todos os meios e cercaram a vila de Same, inclusivamente fecharam a água potável e houve confrontos. A população respondeu e os helicópteros assaltaram o posto de Same. Eu estava com a juventude. O assalto foi nesse domingo de madrugada, eu estava com a juventude e a primeira coisa que os australianos fizeram foi perguntar por mim", disse Leandro Isaac quando se referiu ao cerco de 27 de Fevereiro.

Desde esse dia, Leandro Isaac diz que vive escondido no interior e que conta com o apoio das populações da região de Same, de onde é natural.

"A vida no mato é a vida no mato, é diferente da vida na cidade. Como folhas e raízes, tudo o que tiver para resistir", acrescentou Leandro Isaac.

Leandro Isaac repetiu igualmente críticas sobre a presença, em Timor-Leste, dos militares australianos das Forças Internacionais de Estabilização.

"A força australiana, que dizem internacional, está aqui a convite do Governo, do Estado de Timor, está aqui através de um acordo que eu como deputado desconheço", afirmou.

O deputado não foi até ao momento acusado formalmente pela Procuradoria Geral da República, apesar da Comissão Especial Independente de Inquérito para Timor-Leste estabelecer "algum envolvimento no acontecimento" ocorrido no dia 24 de Maio de 2006 na casa do brigadeiro-general Taur Matan Ruak, em Díli, em que morreu um membro da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e ficaram feridos dois soldados das Forças de Defesa de Timor-Leste (FDTL).

Segundo disse, apenas tentou defender-se, que não matou ou feriu ninguém, e que manteve a arma que tirou a um polícia "apenas" durante dois dias.

"Foi apenas por 48 horas, quando eles dispararam sobre nós. Na altura estava um polícia ao lado que não utilizava a arma como devia ser e eu retirei-lhe a arma e usei-a. Mas quem é que eu matei? Só se foi uma bala perdida", disse.

Leandro Isaac, 53 anos, nasceu em Same, foi soldado do Exército Português e aderiu à União Democrática Timorense em Agosto de 1975. Foi membro do parlamento da então 27ª província indonésia. Preso em 1981 e 1992 por actividades ligadas à rede clandestina foi nomeado coordenador do Concelho Nacional da Resistência Timorense em 1999.

Membro fundador do Partido Social Democrata foi eleito como deputado da Assembleia Nacional em 2002, mas afastou-se daquele partido, tendo desde 2003 o estatuto de independente.

Lusa/Fim.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 27, 2007, 11:04:27 am
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Timor-Leste/Eleições: Reinado apela ao voto contra Fretilin e contra Ramos-Horta  

        Díli, 27 Mar (Lusa) - O major Alfredo Reinado, antigo chefe da Polícia Militar timorense em fuga, apelou ao voto contra a Fretilin e contra José Ramos-Horta numa carta enviada a um jornal timorense e a que a Agência Lusa teve hoje acesso.

        Na carta enviada ao "Timor Post", datada de 21 de Março último, Alfredo Reinado apela ao voto na coligação PD-PSD-ASDT, três partidos da oposição que considerou "de maior confiança".

        O Partido Democrático (PD), o Partido Social-Democrata (PSD) e a Associação Social-Democrata Timorense (ASDT) criaram no mês passado uma coligação com vista à formação de um governo após as eleições legislativas, que ainda não têm data marcada.

        Mário Viegas Carrascalão, presidente do PSD e um dos dirigentes da coligação, afirmou hoje à Lusa que nenhum dos três partidos teve contacto com Alfredo Reinado.

        "Não comentamos a carta de Alfredo Reinado, mas posso garantir que não temos nenhum contacto com ele", declarou Mário Viegas Carrascalão no regresso de uma acção de campanha em Ermera da candidata presidencial Lúcia Lobato.

        "Se a coligação ganhar as legislativas, teremos uma justiça justa, não uma justiça tendenciosa", adiantou o líder do PSD, aludindo à operação de captura do major fugitivo.

        Alfredo Reinado, figura central da crise de Abril e Maio de 2006, evadiu-se da prisão de Becora, Díli, a 30 de Agosto desse ano.

        A 03 deste mês, em Same, sul de Timor-Leste, as tropas australianas das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) lançaram uma operação para a captura do ex-comandante da Polícia Militar, que continua fugido.

        "O mais correcto no caso Reinado seria voltar à estaca zero e fazer investigações a sério", considerou Mário Viegas Carrascalão.

        Para as eleições presidenciais de 09 de Abril, Alfredo Reinado propõe o voto contra Francisco Guterres "Lu Olo" e contra o primeiro-ministro, José Ramos-Horta.

        A primeira sugestão de voto de Alfredo Reinado vai para Fernando Araújo "Lasama", "homem de paz e de origens humildes", considerando que "a Justiça ganharia" com a sua vitória.

        Já com Francisco Xavier do Amaral, que Reinado considera um "pai da Nação" que "sempre lutou pelos direitos de todos os timorenses", "a Liberdade ganharia".

        Na "irmã Lúcia Lobato, uma intelectual e mulher corajosa", Alfredo Reinado vê uma oportunidade para a "Igualdade e Bondade".

        "Last but not the least", escreve Reinado nesta carta de três páginas redigida em inglês, o "compatriota" João Carrascalão é apresentado como "homem de grande experiência política". Neste caso, o major sublinha que "a Sabedoria ganharia".

        "Se me perguntarem se eu sou neutral nesta selecção, responder-vos-ei NÃO", diz Alfredo Reinado na sua carta.

        "Não posso ser imparcial, ainda que a minha condição de militar devesse obrigar-me! Já não acredito mais nos nossos líderes actuais, e é com grande pena e tristeza que os vejo, sem vergonha ou preocupação, candidatar-se de novo a cargos públicos do Estado", acrescenta Reinado.

        Na carta de três páginas, Alfredo Reinado exorta os eleitores a procurarem "pessoas limpas, sem sangue nas mãos, sem culpa nas suas mentes, ou vergonha nos seus actos".

        Alfredo Reinado apresenta-se a si mesmo como um combatente pela "justiça e liberdade" e o único capaz de trazer "uma verdadeira democracia e liberdade para viver sem se estar sob a pesada repressão de ditadores de esquerda e comunistas".

     
Título:
Enviado por: comanche em Abril 01, 2007, 11:35:50 pm
Timor: operação «Slingshot 2» faz 32 detidos


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A polícia das Nações Unidas e forças australianas detiveram este domingo 32 suspeitos de actividade delinquente, no mesmo dia em que um jovem morreu na sequência de ferimentos provocados por um dardo de metal, noticia a agência Lusa.

O jovem de 17 anos foi atingido num olho por um dardo de metal, cerca das 13h30 de hoje (4h00 horas em Lisboa), quando seguia de motorizada junto à embaixada da Austrália, no bairro de Fatuhada, no centro da capital, disse fonte da UNPol.

Este incidente ocorreu na sequência de «uma noite complicada» de sábado para domingo, na mesma vizinhança da embaixada australiana, onde as autoridades registaram «vários disparos», que partiram de um indivíduo que seguia de motorizada com outra pessoa que foi atingida por um dardo nas costas, na Avenida dos Direitos Humanos, a principal artéria da capital.

Segundo a fonte policial, o indivíduo «respondeu com dois tiros de pistola Colt 45, aliás respondeu com três, apontando a arma à cabeça do atacante, e só não o matou porque a arma encravou», embora tenha conseguido ferir sem gravidade no pescoço o homem que tinha lançado os dardos.

As pistolas Colt 45 «são apenas utilizadas pelos militares» das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), «porque quando as F-FDTL foram equipadas com espingardas M16, compraram também pistolas Colt.45 para a Polícia Militar».

Numa operação «que já estava prevista antes», designada «Slingshot 2», as forças internacionais fizeram 32 detenções nos bairros de Bebonuk e Betó, junto ao aeroporto, «suspeitos de actividade delinquente», que foram conduzidos ao Centro de Detenção de Díli.

A operação continuou o modelo operacional coordenado da «Slingshot» realizada pela UNPol e pelas ISF a 31 de Janeiro de 2007 no Bairro Pité, em Díli, tendo sido detidos 59 suspeitos, incluindo Jaime Xavier, líder do grupo de artes marciais PSHT, que continua detido e a aguardar o resultado do inquérito.

Nessa operação, realizada com a presença de magistrados que acompanharam as buscas a 12 residências, foi apreendido um grande número de armas artesanais, incluindo 292 dardos na casa do líder do PSHT.


http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=792797&div_id=291
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 02, 2007, 11:29:24 am
Citação de: "comanche"
Timor: operação «Slingshot 2» faz 32 detidos

(http://i97.photobucket.com/albums/l224/Lancero1/marco/Lis1329615.jpg)

(http://i97.photobucket.com/albums/l224/Lancero1/marco/Lis1329612.jpg)

(http://i97.photobucket.com/albums/l224/Lancero1/marco/Lis1329608.jpg)

(http://i97.photobucket.com/albums/l224/Lancero1/marco/Lis1329607.jpg)

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DILI - DILI - TIMOR LESTE
Elementos das forcas policiais da Nacoes Unidas (UNpoll), apos uma operacao em Dili, Timor Leste, Domingo 01 de Abril de 2007, que resultou na detencao de 32 individuos suspeitos de actos de deliquencia. LUSA/ ANTONIO COTRIM
LUSA / STF / ANTONIO COTRIM
Título:
Enviado por: comanche em Abril 04, 2007, 07:20:47 pm
Timor: Confrontos durante a campanha fazem 19 feridos

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Incidentes ocorridos hoje em Díli, último dia da campanha presidencial, provocaram 19 feridos, um deles em estado grave, vítimas de apedrejamentos entre apoiantes de partidos adversários, disse à Lusa fonte do Hospital Nacional Guido Valadares.
«Até ao momento entraram no hospital 19 feridos, a maior parte são jovens e um deles que foi atingido com uma pedra na cabeça tem ferimentos muito graves», disse à agência Lusa a responsável pela urgência do hospital de Díli.

Os feridos são jovens que se envolveram em apedrejamentos numa altura em que caravanas de cinco candidatos percorriam as ruas da capital.

Os incidentes mais graves ocorreram junto ao edifício da embaixada da Austrália, na estrada de Comoro, uma das principais artérias da capital timorense que liga o aeroporto ao centro de Díli, no altura em que passava a caravana de Francisco Guterres «Lu Olo», candidato apoiado pela Fretilin.

«Eu estava num camião da Fretilin e tudo aconteceu em frente à embaixada australiana. Quando íamos a passar fomos atingidos por pedras. Não sei quem atirou a primeira pedra mas eu fiquei ferido», disse à Lusa Gilberto Costa, 19 anos, ferido num braço e aguardar tratamento no serviço de urgência do hospital de Díli e que seguia na caravana que se dirigia ao centro da cidade, após ter terminado o comício de Francisco Guterres «Lu Olo», que teve lugar na periferia da capital.

Na zona da embaixada de Camberra, os militares australianos das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) montaram um perímetro de segurança, condicionaram o trânsito e efectuaram patrulhas nas ruas do bairro situado junto à zona do incidente.

«Afastámos para o interior do bairro os jovens que eventualmente podem causar problemas e vamos manter aqui, durante algum tempo, uma linha de segurança para evitar lançamento de pedras e de dardos», disse à Lusa um militar australiano que se encontrava no local.

Mais à frente, nas traseiras do jardim Nicolau Lobato, na zona do porto de Díli, três motociclos foram queimados durante a passagem das caravanas mas o incidente não provocou feridos.

No último dia da campanha, realizaram-se em Díli comícios e foram organizados desfiles de carros de apoio às candidaturas de Francisco Guterres «Lu Olo», José Ramos Horta, Francisco «Lasama» de Araújo, João Carrascalão e Francisco Xavier do Amaral.

Diário Digital/lusa

Título:
Enviado por: Lancero em Abril 04, 2007, 07:23:34 pm
(http://i97.photobucket.com/albums/l224/Lancero1/abril/00975709.jpg)

(http://i97.photobucket.com/albums/l224/Lancero1/abril/Lis1330307.jpg)

(http://i97.photobucket.com/albums/l224/Lancero1/abril/Lis1330297.jpg)

(http://i97.photobucket.com/albums/l224/Lancero1/abril/Lis1330295.jpg)

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DILI - DILI - EAST TIMOR
A young east timorese pass near two UN police forces (UNPOL), during an operation held in Beto, Timor area, near of Dili city, Monday April 02 2007, East Timor. ANTONIO COTRIM/LUSA
LUSA / STF / ANTONIO COTRIM
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Abril 05, 2007, 02:36:11 am
Citação de: "Rui Elias"
Sabe-se se com esse reforço da GNR com mais 2 pelotões, o contingente em Dili também será reforçado com mais viaturas?


Pelo que ouvi diuzer o contigente  já por diversas vezes foi reforçado com viaturas e agora foi outra vez.

Que armas são aquelas que a GNR usa nas fotos  :?:
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 06, 2007, 06:34:22 pm
Atenção ao sublinhado

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Horta wants Aust, NZ troops to stay
Apr 6, 2007

East Timor presidential candidate Jose Ramos Horta says he will ask Australia's troops and the United Nations to remain in the tiny nation for years if he wins Monday's election.
 
Win or lose, the Nobel Peace Prize laureate also plans to lobby for East Timor's entry into the Commonwealth.
 
Dr Horta, East Timor's current Prime Minister, is seeking to switch jobs and is a frontrunner among eight candidates vying to replace independence fighter Xanana Gusmao as president in the Easter Monday election.
 
His main competition for the largely ceremonial role comes from ruling party Fretilin's candidate Francisco Guterres "Lu Olo" and Democratic Party candidate Fernando "La Sama" de Araujo.
 
"If I'm the president of this country I will ask the UN, Australia, New Zealand to stay on here for as many years as possible," Horta said.
 
"My first obligation is to ensure that women, children, the elderly, the farmers, the students are able to walk free in the
streets without fear.
 
"Until such a time we cannot guarantee that with our own police force, I'm sorry but I will swallow my pride and I will ask Australia, New Zealand, please stay on.
 
"Every time I say this I get a big applause."
 
Horta was expected to deliver a Good Friday message of peace to the staunch Catholic nation with current President Xanana Gusmao, who is planning to run against Fretilin in the national parliamentary elections in June.
 
He called on Fretilin to join others in condemning the sporadic violence between rival groups of supporters that had marred the colourful two-week election campaign.
 
"They don't do enough to speak out," Horta said.
 
"On my side, I warned my supporters ...any violence on my behalf, I quit," he said.
 
"I'm not going to have it on my back, any violence." In a wide-ranging media conference, Horta - who says he will quit politics if he loses the poll - also said he wanted East Timor to become a Commonwealth country, despite its long history as a Portuguese colony rather than British settlement.
 
"If I am elected president or even if I'm not, I will propose that this year we will make a formal submission through the
secretary of the Commonwealth to become a member," he said.
 
"My strategy is to get Australia, New Zealand, Malaysia, Singapore and India to endorse it."

 
He saw great benefit for the people of East Timor, which is also in the process of joining the regional Association of South East Asian Nations (ASEAN), with the Commonwealth offering a number of programmes, such as scholarships for vocational studies and to learn English.
 
Official campaigning has finished ahead of Monday's presidential poll - the first since East Timor was officially granted independence from Indonesia in 2002.



Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: hellraiser em Abril 07, 2007, 07:38:15 am
ajudem mais esses timorenses e mandem para la mais dinheiro que não Portugueses a dormir debaixo das arcadas do terreiro do paço...
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Abril 09, 2007, 12:58:40 am
Estive a falar com o Comandante e o 2o Comandante do subagruamento da GNR em Timor e els disseram me que o material que trouxeram para Timor ofi escolhido pela GNR e pago pela UN, no fim da missão a GNR tem o direito se assim o entender de ficar com o material.

Pelo que aqueles que passam a vida a falr sobre o dinheiro que se gasta com estas missões podem se calar pois quem paga os materiais é a UN.
Título:
Enviado por: Get_It em Abril 09, 2007, 04:21:58 am
Citação de: "Lancero"
Atenção ao sublinhado

Citar
(...)
 
"I'm not going to have it on my back, any violence." In a wide-ranging media conference, Horta - who says he will quit politics if he loses the poll - also said he wanted East Timor to become a Commonwealth country, despite its long history as a Portuguese colony rather than British settlement.
 
"If I am elected president or even if I'm not, I will propose that this year we will make a formal submission through the
secretary of the Commonwealth to become a member," he said.
 
"My strategy is to get Australia, New Zealand, Malaysia, Singapore and India to endorse it."

 
(...)

Fonte (http://http)
Pelos vistos o José Ramos-Horta não é o único a apoiar a adesão à Commonwealth:
Citação de: "Carlos Menezes, Correio da Manhã,"
MANUEL TILMAN

Nasceu em Maubisse, tem 60 anos e é advogado e professor. Defende a adesão de Timor-Leste à Commonwealth. O seu programa inclui a construção de uma “cidade industrial”.
Fonte: Timor escolhe sucessor de Xanana Gusmão (http://http)

E outra coisa interessante, nessa mesma notícia, sobre o programa do Ramos-Horta:
Citação de: "Carlos Menezes, Correio da Manhã,"
Tem 58 anos, é formado em Direito Internacional e é o actual primeiro-ministro. Do seu programa consta a atribuição de um subsídio anual de dez milhões de dólares a instituições religiosas.

Sobre a GNR e os seus veículos:
Citação de: "Carlos Menezes, Correio da Manhã,"
Mais de 50 viaturas da GNR estão envolvidas nesta operação, destacando-se carros de limpeza de barricadas, de pneus a arder, de bidões nas estradas, um camião cisterna e de combate a incêndios e viaturas blindadas prontas para intervir. Para além de tudo isto, e de acordo com fontes do nosso jornal, o pessoal de operações especiais da GNR está de reserva para situações de ataques armados e uma equipa de investigação criminal estará dispersa por Díli para averiguar ajuntamentos.

Citação de: "Nuno Bento"
Estive a falar com o Comandante e o 2o Comandante do subagrupamento da GNR em Timor e eles disseram me que o material que trouxeram para Timor foi escolhido pela GNR e pago pela UN, no fim da missão a GNR tem o direito se assim o entender de ficar com o material.

Qual foi o material mais concretamente? É que pelo menos as G-36 - que levanta-me mais a curiosidade - já foram adquiridas anteriormente antes, ou aquando, da ida da GNR para o Iraque.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 09, 2007, 03:40:32 pm
(http://img249.imageshack.us/img249/7317/00979639qj3.jpg)

(http://img490.imageshack.us/img490/1494/00979640gb6.jpg)

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DILI - DILI - EAST TIMOR
epa00979640 Portuguese National Republican Guard (GNR) soldiers stand guard in a street during presidential elections in Dili, East Timor, Monday 09 April 2007. Mondays presidential vote is the first East Timor election since its independence in 2002 after 24 years under Indonesian rule. EPA/MADE NAGI
EPA / STF / MADE NAGI


(http://img490.imageshack.us/img490/1483/00979637ay2.jpg)

(http://img249.imageshack.us/img249/3978/00978923xm0.jpg)

(http://img103.imageshack.us/img103/9484/00978924uy3.jpg)

(http://img103.imageshack.us/img103/3586/00978925zq7.jpg)

(http://img103.imageshack.us/img103/9804/00978926sq8.jpg)

(http://img265.imageshack.us/img265/8346/00978927yp5.jpg)

(http://img103.imageshack.us/img103/9048/00978928zj9.jpg)

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DILI - DILI - EAST TIMOR
epa00978928 Portuguese National Republican Guard (GNR) soldiers stand guard at an airport during the distribution of ballot papers and boxes in Dili, East Timor on Sunday 08 April 2007, a day before the Mondays Presidential elections. The presidential vote on 09 April 2007 will be the first East Timorese election since its independence in 2002 after 24 years under Indonesian rule. EPA/MADE NAGI
EPA / STF / MADE NAGI
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 11, 2007, 12:49:25 pm
(http://img408.imageshack.us/img408/8937/00979731yb4.jpg)

(http://img408.imageshack.us/img408/4810/lis1335898vj3.jpg)

(http://img408.imageshack.us/img408/8313/lis1335899to3.jpg)

Citar
DILI - DILI - EAST TIMOR
epa00979731 Portuguese National Republican Guard (GNR) soldiers stand guard during ballots counting at a polling station in Dili, East Timor, Monday 09 April 2007. Mondays presidential vote is the first East Timor election since its independence in 2002 after 24 years under Indonesian rule. EPA/ANTONIO DASIPARU
EPA / STF / ANTONIO DASIPARU
Título:
Enviado por: Migas em Abril 11, 2007, 03:01:47 pm
A cara do puto a olhar para os "brinquedos" da GNR.  :lol:
Título:
Enviado por: hellraiser em Abril 12, 2007, 02:50:01 pm
Citação de: "Nuno Bento"
Estive a falar com o Comandante e o 2o Comandante do subagruamento da GNR em Timor e els disseram me que o material que trouxeram para Timor ofi escolhido pela GNR e pago pela UN, no fim da missão a GNR tem o direito se assim o entender de ficar com o material.

Pelo que aqueles que passam a vida a falr sobre o dinheiro que se gasta com estas missões podem se calar pois quem paga os materiais é a UN.


Se isso era para mim, então deixo bem claro, que a mim ninguém manda calar seja quem for... :roll:

Segundo, com certeza que o equipamento foi pago pela ONU, mas... quem é que paga o vencimento normal aos militares que lá estão? Não poderiam antes estar em patrulha na Cova da Moura? Ou a tentar apanhar o gang que ainda outro dia executou uma mulher num assalto a uma bomba de gasolina? E os milhões de euros gastos anualmente em ajuda humanitária para estes países que agora ate querem ser vistos como uma antiga colónia britânica? É que não sei se o senhor passou nos últimos tempos em Lisboa mas ainda vejo sem abrigo, demasiados para ficar satisfeito...
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 12, 2007, 03:33:02 pm
Citação de: "hellraiser"
Segundo, com certeza que o equipamento foi pago pela ONU, mas... quem é que paga o vencimento normal aos militares que lá estão? Não poderiam antes estar em patrulha na Cova da Moura? Ou a tentar apanhar o gang que ainda outro dia executou uma mulher num assalto a uma bomba de gasolina? E os milhões de euros gastos anualmente em ajuda humanitária para estes países que agora ate querem ser vistos como uma antiga colónia britânica? É que não sei se o senhor passou nos últimos tempos em Lisboa mas ainda vejo sem abrigo, demasiados para ficar satisfeito...



A missão é integralmente paga pela ONU - os pagamentos estavam com grande atraso e isso colocou em dúvida o recente reforço do subagrupamento com mais dois pelotões. A ONU entretanto deve ter desembolsado porque os homens lá foram.

Investigação que leve à captura de homicidas é mesmo algo que o RI da GNR costuma fazer em Portugal...  c34x
Título:
Enviado por: JLRC em Abril 12, 2007, 04:44:01 pm
E eu estou plenamente de acordo contigo, Lancero..
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 02, 2007, 07:20:16 pm
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Timor-Leste: Operações Especiais da GNR em missão de treino no mar

Díli, 02 Mai  (Lusa) - Um grupo de seis soldados das Operações Especiais da GNR estacionados  em Timor-Leste realizaram esta manhã, no porto de Díli, um treino especial  de embarque e desembarque no mar, com um aparato que chamou a atenção dos  populares.  

   Ao longo de uma hora, o porto da capital timorense foi "invadido" por  homens trajados de preto, fortemente armados e que evitam as objectivas  das máquinas fotográficas de quem passa, acha estranha a movimentação e  tenta tirar um ou dois bonecos à acção policial.  

   Colocado o bote semi-rígido de 5,2 metros na água e escolhido o local  de embarque, os cinco operacionais combinam a operação de embarque com o  piloto que por duas vezes se fez ao cais para o treino de hoje.  

   Lançada a granada de fumo verde - que mais tarde seria recolhida do  local pela própria GNR - chega a hora do embarque sem erros e como de uma  missão a sério se tratasse.  

   Acostado ao cais, o pequeno bote recebe os cinco operacionais que entram  um a um e se colocam nos vários pontos da embarcação em posição defensiva.  

   Menos de 15 segundos depois da "atracagem", o bote desliza de novo a  grande velocidade movido pelo motor de 60 cavalos e leva os soldados para  um outro ponto a cerca de 500 metros do embarque, onde outra granada de  fumo sinaliza o local onde devem desembarcar em apoio à missão.  

   Cerca de uma hora depois, o treino no mar está terminado e os soldados  conversam entre si numa primeira avaliação sobre todos os procedimentos  do exercício.  

   Além de ataques a posições inimigas por mar, a equipa de operações especiais  da GNR que hoje efectuou o treino no porto de Díli está também preparada  para efectuar resgates no mar ou buscas e salvamento de pessoas.  

   Mesmo integrados na missão das Nações Unidas, os militares da GNR efectuam  regularmente o treino de várias situações operacionais, à imagem do trabalho  que diariamente desenvolvem em Portugal integrados nas Unidades de Reserva  da Guarda Nacional Republicana, explicou o capitão Jorge Barradas que comanda  o segundo contingente do subagrupamento Bravo da GNR.  

   Depois do treino, seguiu-se a verificação de material e limpeza de todos  os equipamentos, incluindo o bote, num trabalho já efectuado no quartel  da GNR, em Caicoli, de onde partem todos os dias paras as missões que desenvolvem  em Timor-Leste.  
     
(http://img388.imageshack.us/img388/6161/20070502160757ptluslis1uf4.jpg)

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Um grupo de soldados das operações especiais da GNR estacionados em Timor-Leste realizaram hoje no porto de Dili um treino no mar, 2 de maio de 2007. LUSA/JOSÉ COSTA SANTOS



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(http://img122.imageshack.us/img122/6138/20070501101118ptluslis1kq1.jpg)

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Dora Oliveira (medica), Luis Isqueiro (d), enfermeiro e Paulo Silva, tecnico de ambulancias de emergencia, sao os elementos da equipa do INEM, que se encontram em Timor-Leste e que assistiram os professores portugueses que sofreram um acidente de viacao na regiao de Maubisse, terca-feira , 01 de Maio em Dili. LUSA/ JOSE COSTA SANTOS
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 11, 2007, 12:29:49 pm
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Unmanned plane crashes into Timor house

May 10, 2007 - 6:04AM
An Australian unmanned spy plane has crashed into a house in East Timor.

The accident in a densely populated part of Dili narrowly avoiding causing injuries, The Australian reports.

An investigation is expected to determine whether the spy plane crash was due to technical failure or operator error, with charges likely should it prove to be the latter.

Repairs will be made to the house, which was unoccupied when hit last Thursday.

Military helicopters were scrambled immediately after the crash, to find the wreckage


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Barbara Leite em Maio 14, 2007, 01:40:28 am
Tenho um amigo que embarcou para lá na última terça-feira...Estou com o coração na garganta. Fico olhando as fotos, na esperança de ver a carinha dele. PLEASE, Sr. Nuno! Continue nos enviando notícias, ok? Espero que elas me tranquilizem mais que me angustiem...rsrsrs ... (Quem mandou que eu me envolvesse com alguém das Forças Especiais? Me odeio!!  :roll:
Abraços
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 14, 2007, 07:35:02 am
Citação de: "Barbara Leite"
Tenho um amigo que embarcou para lá na última terça-feira...Estou com o coração na garganta. Fico olhando as fotos, na esperança de ver a carinha dele. PLEASE, Sr. Nuno! Continue nos enviando notícias, ok? Espero que elas me tranquilizem mais que me angustiem...rsrsrs ... (Quem mandou que eu me envolvesse com alguém das Forças Especiais? Me odeio!!  :roll:
Abraços


Não se preocupe Barbara as coisas aqui por Timor estão muito mais calmas.  Nunca esperei que as eleições corressem tão bem.

De  vez em quando ainda há alguns apedrejamentos mas só isso, e se o seu "Amigo é das Forças especiais tenho a certeza que sabera como deve actuar sem se meter em sarilhos''

Os Timorenses tem alguma antipatia pelos Militares Australianos quantos as restantes Forças Internacionais não costumam ter problemas. Em Ultimo caso chamam a GNR que os Timorenses tem muito mas mesmo muito respeito pela GNR.

Abraços

Nuno
Título:
Enviado por: STUNTMAN em Maio 14, 2007, 12:15:50 pm
Vivi ai cerca de 1 ano em trabalho (Repórter de Imagem da RTP) e só tenho boas recordações de Timor... passei momentos "apertados", de grande convulsão popular e politica (durante 2000/2001), mas bem "espremido" foram ainda assim mais os bons momentos que os maus!

(http://www.hostileoperationsteam.org/galeria/albums/userpics/10002/Na%20mula%20da%20RTP.jpg)

(http://www.hostileoperationsteam.org/galeria/albums/userpics/10002/Nuno%20em%20Timor.jpg)

Desejo a todos os que aí estão, que tudo vos corra bem e que fiquem em segurança!

Enquanto aí estive, convivi de perto com o 2ª Bipara, GNR, Fuzileiros e a malta da PSP CIVPOL. Senti-me sempre protegido e com amigos por perto!

Agora... vocês já tem pasteis de nata por aí?
Espero bem que sim, porque nem imaginam como foi no dia em que apareceram pasteis de nata congelados no City Café... desapareceram num piscar de olhos! :lol:


Abraços,


STUNTMAN
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 14, 2007, 07:22:10 pm
Boas fotos! Li um livro do Repórter de Imagem Português (que tinha sido Comando na Guiné), que trabalhou toda uma vida para as televisões Americanas. O tipo andou por todo o mundo a filmar os conflitos...uma vida verdadeiramente incrivel!  :Palmas:
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 15, 2007, 05:04:54 am
Vou ver se consigo tirar umas fotos aos UMM oferecidos ao Exercito de Timor Leste com a nova camuflagem que eles inventaram estão de gritos.
Título:
Enviado por: Luso em Maio 15, 2007, 09:41:01 am
Grande Nuno, pode-nos dar as suas impressões sobre o ambiente político que aí se vive e a percepção que tem do Ramos Horta?
Título:
Enviado por: Barbara Leite em Maio 16, 2007, 02:24:57 am
Citação de: "STUNTMAN"
Vivi ai cerca de 1 ano em trabalho (Repórter de Imagem da RTP) e só tenho boas recordações de Timor... passei momentos "apertados", de grande convulsão popular e politica (durante 2000/2001), mas bem "espremido" foram ainda assim mais os bons momentos que os maus!

(http://www.hostileoperationsteam.org/galeria/albums/userpics/10002/Na%20mula%20da%20RTP.jpg)

(http://www.hostileoperationsteam.org/galeria/albums/userpics/10002/Nuno%20em%20Timor.jpg)

Desejo a todos os que aí estão, que tudo vos corra bem e que fiquem em segurança!

Enquanto aí estive, convivi de perto com o 2ª Bipara, GNR, Fuzileiros e a malta da PSP CIVPOL. Senti-me sempre protegido e com amigos por perto!

Agora... vocês já tem pasteis de nata por aí?
Espero bem que sim, porque nem imaginam como foi no dia em que apareceram pasteis de nata congelados no City Café... desapareceram num piscar de olhos! :lol:


Abraços,


STUNTMAN



Realmente, que lindas fotos!!O lugar é mesmo lindo assim???E quanto aos pastéis de nata, vontade tinha eu de prová-los...rsrrsrs
Título:
Enviado por: Barbara Leite em Maio 16, 2007, 02:28:33 am
Citação de: "Nuno Bento"
Vou ver se consigo tirar umas fotos aos UMM oferecidos ao Exercito de Timor Leste com a nova camuflagem que eles inventaram estão de gritos.


Colega de forum...Vamos lançar aqui um protesto sonoro: por que não temos estrelinhas????

 :star:  :star:  :star:  :Obrigado:
Título:
Enviado por: Paisano em Maio 16, 2007, 07:12:54 pm
Bem-vinda ao FD, Bárbara. :evil:
Título:
Enviado por: Barbara Leite em Maio 17, 2007, 04:19:40 am
Citação de: "Paisano"
Bem-vinda ao FD, Bárbara. :evil:


Obrigada pelas boas vindas, Paisano, mas ainda estopu "tomando" a temperatura dos colegas deste forum para saber se eles "aguentariam" um avatar daqueles!!rsrssr Não quero deixar nossos amigos tugas em alvoroço!rsrsr
Título:
Enviado por: comanche em Maio 25, 2007, 12:53:28 am
Timor-Leste: Reinado lança acusações em canal TV indonésio


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O major fugitivo Alfredo Reinado declarou esta quinta-feira num canal de televisão indonésio que Xanana Gusmão e José Ramos-Horta se «afastaram do sonho de um Timor independente» e que «o Xanana de ontem não é o Xanana de hoje».

Alfredo Reinado, que se evadiu de uma prisão em Díli a 30 de Agosto, foi entrevistado para o programa «Kick Andy» da estação indonésia MetroTV, ocupando quase uma hora de emissão entre as 23:05 e as 00:00 em Jacarta (16:05 e 17:00 em Lisboa).

Em nenhum momento do programa foi dito em que local foi gravada a entrevista, mas Alfredo Reinado usou algumas vezes a expressão «denegara ini», que quer dizer «neste país» em bahasa indonésia - língua que o major «fala mesmo muito bem», segundo jovens timorenses que assistiram à emissão em Díli via satélite.

Desde 3 de Março que as Forças de Estabilização Internacionais têm em curso uma operação de captura de Alfredo Reinado no sudoeste do país, depois de um ataque falhado ao grupo do major timorense na vila de Same.

A longa entrevista decorreu num cenário montado num espaço fechado, com o fundo, a mesa e os bancos do entrevistador e do entrevistado em pano negro, sem qualquer outro adereço para além de dois copos.

Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, com o cabelo cortado e tingido de ruivo, envergou nesta entrevista o seu uniforme das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste, embora sem nenhum distintivo ou patente.

Na entrevista, que a MetroTV promoveu com o título de «Confissão do Major Reinado», o militar timorense repetiu a sua versão dos acontecimentos de Abril e Maio de 2006, de que foi um dos principais protagonistas, e lançou acusações directas a Xanana Gusmão, José Ramos-Horta e Mari Alkatiri.

«A crise que causou 21 mortos e 130 mil deslocados começou como uma luta entre soldados e polícias que tentaram impedir a entrada deles na cidade», explicou o apresentador do programa.

«Seiscentos soldados furiosos revoltaram-se por se sentirem discriminados por serem do lado ocidental de Timor», acrescentou a MetroTV na introdução à entrevista.

«Alfredo tentou ultrapassar o problema mas veio mais tarde a ser acusado de ser o cérebro da rebelião».

«Eu nasci por causa deste problema», declarou Alfredo Reinado na entrevista à MetroTV.

«Eu tentei impedir que o problema militar interno se tornasse mais tarde numa guerra étnica».

O major fugitivo justificou a fuga da prisão de Becorá porque «todos os meios legais que tentei não resultaram em nada. E eu ouvi que eu e os meus homens seríamos mortos».

«Nós tornámo-nos no pesadelo de Xanana e de Ramos-Horta e dos outros políticos medrosos», acrescentou Alfredo Reinado, acusando o antigo e o actual chefes de Estado de «tentarem reintroduzir o comunismo».

«Por que me chamam um fugitivo, quais são os meus erros?», perguntou na entrevista à MetroTV.

«Até hoje, não houve nenhuma carta que me exonerasse. Continuo a ser um soldado e continuo a ser o comandante da Polícia Militar. Os meus homens continuam a ser-me leais», declarou Alfredo Reinado.

Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 29, 2007, 09:57:58 am
Citação de: "comanche"
Timor-Leste: Reinado lança acusações em canal TV indonésio


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O major fugitivo Alfredo Reinado declarou esta quinta-feira num canal de televisão indonésio que Xanana Gusmão e José Ramos-Horta se «afastaram do sonho de um Timor independente» e que «o Xanana de ontem não é o Xanana de hoje».

Alfredo Reinado, que se evadiu de uma prisão em Díli a 30 de Agosto, foi entrevistado para o programa «Kick Andy» da estação indonésia MetroTV, ocupando quase uma hora de emissão entre as 23:05 e as 00:00 em Jacarta (16:05 e 17:00 em Lisboa).

Em nenhum momento do programa foi dito em que local foi gravada a entrevista, mas Alfredo Reinado usou algumas vezes a expressão «denegara ini», que quer dizer «neste país» em bahasa indonésia - língua que o major «fala mesmo muito bem», segundo jovens timorenses que assistiram à emissão em Díli via satélite.

Desde 3 de Março que as Forças de Estabilização Internacionais têm em curso uma operação de captura de Alfredo Reinado no sudoeste do país, depois de um ataque falhado ao grupo do major timorense na vila de Same.

A longa entrevista decorreu num cenário montado num espaço fechado, com o fundo, a mesa e os bancos do entrevistador e do entrevistado em pano negro, sem qualquer outro adereço para além de dois copos.

Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, com o cabelo cortado e tingido de ruivo, envergou nesta entrevista o seu uniforme das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste, embora sem nenhum distintivo ou patente.

Na entrevista, que a MetroTV promoveu com o título de «Confissão do Major Reinado», o militar timorense repetiu a sua versão dos acontecimentos de Abril e Maio de 2006, de que foi um dos principais protagonistas, e lançou acusações directas a Xanana Gusmão, José Ramos-Horta e Mari Alkatiri.

«A crise que causou 21 mortos e 130 mil deslocados começou como uma luta entre soldados e polícias que tentaram impedir a entrada deles na cidade», explicou o apresentador do programa.

«Seiscentos soldados furiosos revoltaram-se por se sentirem discriminados por serem do lado ocidental de Timor», acrescentou a MetroTV na introdução à entrevista.

«Alfredo tentou ultrapassar o problema mas veio mais tarde a ser acusado de ser o cérebro da rebelião».

«Eu nasci por causa deste problema», declarou Alfredo Reinado na entrevista à MetroTV.

«Eu tentei impedir que o problema militar interno se tornasse mais tarde numa guerra étnica».

O major fugitivo justificou a fuga da prisão de Becorá porque «todos os meios legais que tentei não resultaram em nada. E eu ouvi que eu e os meus homens seríamos mortos».

«Nós tornámo-nos no pesadelo de Xanana e de Ramos-Horta e dos outros políticos medrosos», acrescentou Alfredo Reinado, acusando o antigo e o actual chefes de Estado de «tentarem reintroduzir o comunismo».

«Por que me chamam um fugitivo, quais são os meus erros?», perguntou na entrevista à MetroTV.

«Até hoje, não houve nenhuma carta que me exonerasse. Continuo a ser um soldado e continuo a ser o comandante da Polícia Militar. Os meus homens continuam a ser-me leais», declarou Alfredo Reinado.



Que granda treta. Este gajo é um paspalho que só diz disparates e o mais engraçado e que estes putos todos aqui em Dili o acham um heroi porque está contra o poder, é o Che guevara de Timor.
Quero ver depois de 30 de Junho quando os politicos ja não precisarem dele e dos votos dos seus admiradores  se não o apanham em tres tempo.
Por muito menos apanhou o Rogerio Lobato 7 Anos de Cadeia.

Saudações

Nuno
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 29, 2007, 10:11:42 am
Mai os seus comentarios são completamentes disparatados.
O Ramos Horta na segunda volta das presidencias negociou com o Lasama a paragem das operações de perseguição do Reinado em troca dos votos do Partido Polpular (que tem muito apoio junto a fronteira e nas montanhas do cafe (junto a Dili na diração do centro da ilha).

Agora acusar o Xanana e o Ramos Horta de serem comunistas é de gritos quandos estes passam a vida a dizer que a Fretilim é que é comunista.

Comunista em Timor que eu saiba so o Avelino Coelho, mas as T-Shirts mais vistas nos Universitarios de Dili são do Che. Os outros politicos são democratas Timorenses (para o que lhes interessa), porque  o poder é muito tentador.


*Quanto aos pasteis de Nata existem 2 sitios em Dili que os Vendem o CityCafe e o Hotel Timor, os asiaticos (e não só ) são malucos por pasteis de nata.
Título:
Enviado por: comanche em Maio 30, 2007, 11:56:46 pm
Timor: 1 morto e dois feridos em explosão de granada indonésio


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A explosão de uma granada hoje em Fatuhada, Díli, provocou um morto e o engenho era «do tempo da ocupação indonésia e do mesmo lote da que explodiu a 13 de Dezembro» noutro bairro da capital, afirmou à Lusa uma fonte oficial das Nações Unidas e outra policial.
A granada defensiva foi identificada por peritos em explosivos das Nações Unidas, que encontraram a cavilha de segurança junto à casa - vazia e destruída - onde um jovem professor, identificado pelos vizinhos como Gastão, foi ferido com gravidade pelos estilhaços, e acabou por morrer já no hospital, segundo fonte policial. Outras duas pessoas ficaram também feridas.

Segundo a população, ninguém viu o indivíduo que atirou o explosivo, mas a Polícia das Nações Unidas «dispõe de informações sobre a pessoa que possuía a granada» e foi montada uma operação de busca de vários suspeitos, adiantou uma fonte militar internacional.

O incidente ocorreu numa área de Fatuhada conhecida como Matanruak («dois olhos» em língua tétum), nas traseiras da embaixada do Japão, situada, como várias outras, na Avenida de Portugal, junto ao mar.

As Forças de Estabilização Internacionais (ISF) foram chamadas às 16:07, segundo um oficial australiano no local, e a explosão terá ocorrido pouco antes.

Quando as ISF e a UNPol chegaram a Matanruak, os três feridos do ataque já tinham sido transportados para o Hospital Central Guido Valadares.

Vários testemunhos ouvidos pela Lusa em Matanruak referiram que a explosão aconteceu na sequência de três dias de ataques e confrontos com o bairro vizinho.

A acusação repetida - mas, sublinhe-se, sem confirmação por investigação independente - é que o bairro tem sido atacado por «radicais» e por «lorosae», termo que designa os timorenses originários dos distritos do leste do país.

A rivalidade entre timorenses lorosae e loromonu (dos distritos ocidentais) serviu de contexto à grave crise política e militar que sacudiu o país em Abril e Maio de 2006 e que provocou mais de cem mil deslocados.

«Neste bairro há lorosae e loromonu e ninguém estragou nada», afirmou um residente chamado Luís da Conceição.

«Já lá vão três dias e três noites. O povo do bairro não pode descansar. Vieram provocar e, como não queremos problemas, levantámos uma barreira de zinco a separar o bairro daqui do bairro de lá», acrescentou Luís da Conceição, outro morador.

«Ao fim e ao cabo, vieram atacar e desmanchar a barreira. Nós não podemos ficar caladinhos, porque estamos na zona da morte. Temos que nos defender com pedradas. Não temos mais armas como as deles. Defendemos com pedras. Eles apedrejaram para cá, nós apedrejámos para lá», acrescentou Luís da Conceição.

«Às tantas vieram com catanadas e nós fugimos. Já não podemos aguentar. Hoje deitaram a granada e vieram atrás de nós. Não conseguimos ver quem deitou», disse.

O jovem ferido na explosão «é mesmo deste bairro. Foi muito mal para o hospital», declarou uma outra moradora, Armandina da Conceição.

Os residentes de Matanruak dizem ter medo do que se vai seguir. Alguns, com sinais de terem bebido muito, antecipam mais problemas.

«Volte cá esta noite. Talvez isto não esteja muito calmo».

Título:
Enviado por: comanche em Maio 31, 2007, 12:03:11 am
Citação de: "Nuno Bento"
Citação de: "comanche"
Timor-Leste: Reinado lança acusações em canal TV indonésio


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O major fugitivo Alfredo Reinado declarou esta quinta-feira num canal de televisão indonésio que Xanana Gusmão e José Ramos-Horta se «afastaram do sonho de um Timor independente» e que «o Xanana de ontem não é o Xanana de hoje».

Alfredo Reinado, que se evadiu de uma prisão em Díli a 30 de Agosto, foi entrevistado para o programa «Kick Andy» da estação indonésia MetroTV, ocupando quase uma hora de emissão entre as 23:05 e as 00:00 em Jacarta (16:05 e 17:00 em Lisboa).

Em nenhum momento do programa foi dito em que local foi gravada a entrevista, mas Alfredo Reinado usou algumas vezes a expressão «denegara ini», que quer dizer «neste país» em bahasa indonésia - língua que o major «fala mesmo muito bem», segundo jovens timorenses que assistiram à emissão em Díli via satélite.

Desde 3 de Março que as Forças de Estabilização Internacionais têm em curso uma operação de captura de Alfredo Reinado no sudoeste do país, depois de um ataque falhado ao grupo do major timorense na vila de Same.

A longa entrevista decorreu num cenário montado num espaço fechado, com o fundo, a mesa e os bancos do entrevistador e do entrevistado em pano negro, sem qualquer outro adereço para além de dois copos.

Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, com o cabelo cortado e tingido de ruivo, envergou nesta entrevista o seu uniforme das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste, embora sem nenhum distintivo ou patente.

Na entrevista, que a MetroTV promoveu com o título de «Confissão do Major Reinado», o militar timorense repetiu a sua versão dos acontecimentos de Abril e Maio de 2006, de que foi um dos principais protagonistas, e lançou acusações directas a Xanana Gusmão, José Ramos-Horta e Mari Alkatiri.

«A crise que causou 21 mortos e 130 mil deslocados começou como uma luta entre soldados e polícias que tentaram impedir a entrada deles na cidade», explicou o apresentador do programa.

«Seiscentos soldados furiosos revoltaram-se por se sentirem discriminados por serem do lado ocidental de Timor», acrescentou a MetroTV na introdução à entrevista.

«Alfredo tentou ultrapassar o problema mas veio mais tarde a ser acusado de ser o cérebro da rebelião».

«Eu nasci por causa deste problema», declarou Alfredo Reinado na entrevista à MetroTV.

«Eu tentei impedir que o problema militar interno se tornasse mais tarde numa guerra étnica».

O major fugitivo justificou a fuga da prisão de Becorá porque «todos os meios legais que tentei não resultaram em nada. E eu ouvi que eu e os meus homens seríamos mortos».

«Nós tornámo-nos no pesadelo de Xanana e de Ramos-Horta e dos outros políticos medrosos», acrescentou Alfredo Reinado, acusando o antigo e o actual chefes de Estado de «tentarem reintroduzir o comunismo».

«Por que me chamam um fugitivo, quais são os meus erros?», perguntou na entrevista à MetroTV.

«Até hoje, não houve nenhuma carta que me exonerasse. Continuo a ser um soldado e continuo a ser o comandante da Polícia Militar. Os meus homens continuam a ser-me leais», declarou Alfredo Reinado.


Que granda treta. Este gajo é um paspalho que só diz disparates e o mais engraçado e que estes putos todos aqui em Dili o acham um heroi porque está contra o poder, é o Che guevara de Timor.
Quero ver depois de 30 de Junho quando os politicos ja não precisarem dele e dos votos dos seus admiradores  se não o apanham em tres tempo.
Por muito menos apanhou o Rogerio Lobato 7 Anos de Cadeia.

Saudações

Nuno



Se ele tem o apoio da população vai ser mais dificil apanhá-lo, e mesmo que seja, o governo que participar na sua captura pode perder popularidade.
Por quem é esse Reinado?
Por si próprio, pela Indonésia, ou pela Austrália?


Cumprimentos
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 31, 2007, 01:56:02 am
Ontem a tarde quando sai do escritorio o exercito australiano estava a fazer check points a procura dos responsaveis pelo lancamento da Granada.

Quanto ao Reinado a ideia que eu tenho, que por sinal me foi confirmado por antigos companheiros de armas das FDTL é que ele é por ele proprio, uma pessoa muito ambiciosa que quer subir a todo o custo, a quem diga que ambiciona a ser General.
O que é certo(embora aqui ninguem o diga ), é que Reinado tinha sido despromovido a pouco tempo da chefia da componente naval das FDTL,  por conduta impropria (usava as lanchas para passeios e outras actividades particulares, tendo as mesmas acabado por ficar inoperacionais).
Como a mentalidade de Timor quando alguem faz asneira é a de dizer que isto não se repita e perdoar as FDTL em vez de o castigarem resolveram transferi-lo para a chefia da PM por pensarem que lá não iria fazer estragos (que engano).
Depois sucedeu o que todos sabemos.
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 01, 2007, 02:30:17 pm
Citar
Timor: Subagrupamento BRAVO celebra Dia Mundial da Criança

(http://www.gnr.pt/multimedia/internet/imagens/portal/noticias/Timor_010607a.jpg)
O Subagrupamento BRAVO, em estreita coordenação e colaboração com a Embaixada de Portugal em Díli, com o Instituo Camões e com a cooperação portuguesa, no âmbito do policiamento de proximidade, tendo como pretexto as comemorações do Dia Mundial da Criança e visando o fortalecimento dos laços com a comunidade timorense, organizou uma série de actividades lúdicas alusivas à data.

O evento desenrolou-se em duas fases: uma primeira, da parte da manhã entre as 08:30 e as 12:30 horas, decorreu nos jardins do Palácio do Governo e teve como destinatários os alunos das seguintes escolas: Escola Portuguesa de Díli, Escola Chinesa e Escola de Caicoli, num total de 650 alunos; a segunda fase, da parte da tarde, entre as 15:00 e as 17:00 horas, decorreu nas instalações da Escola Portuguesa em Díli e destinou-se a cerca de 250 alunos desta instituição.

Durante o dia foram realizadas as seguintes actividades: passeio de bote, exposição e passeio nas viaturas da GNR, construção de puzzles, exposição de desenhos elaborados no local e das fotografias tiradas durante a participação no evento.

Foram ainda desenvolvidos diversos jogos tradicionais, por equipas, dos quais se salientam os seguintes: corrida com sacos, execução de um circuito de olhos fechados, jogo da corda, jogo da lata, jogo do penalti e jogo de basquetebol.

O INEM, que também se associou a estas actividades, montou um stand onde foram exibidos diversos equipamentos médicos e explicados alguns procedimentos de higiene a ter em conta nas actividades diárias. As crianças ficaram ainda a conhecer alguns equipamentos, tais como o estetoscópio ou o life pack.

Os professores portugueses também participaram, colaborando na gestão do espaço e no controlo das turmas.

O Instituto Camões forneceu os lanches e água para as crianças bem como os expositores para afixação dos trabalhos, competindo ao Subagrupamento a montagem e utilização de todas as estruturas necessárias para a execução das actividades.

Durante a manhã o evento foi igualmente aberto a todas as crianças que entretanto se juntavam nas imediações do jardim.

O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Estanislau da Silva, visitou o local das actividades, tendo sido acompanhado pelo Embaixador de Portugal em Timor-Leste.

Nesta acção estiveram empenhados 48 militares da GNR e 13 professores.

O comando do Subagrupamento da Guarda Nacional Republicana irá a desenvolver iniciativas semelhantes junto de outras escolas timorenses, promovendo a aposta nas crianças

Data de Inserção: 1/Jun/2007

Fonte: 5ª Rep/GNR
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 04, 2007, 12:05:03 am
Eu passei pelo local onde a GNR esteve com as crianças e foi engraçado ver a cara de felicidade dos putos a andar nos Ivecos.
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 04, 2007, 12:08:52 am
Ontem á tarde num comicio em Ossu (Distrito de Viqueque) a caravana eleitoral do Ex Presidente Xanana foi atacada, um dos seus Guarda costas foi morto (versão oficial diz um morto mas   varias pessoas em conversas por telefone falaram me em 2 mortos).
A coluna foi obrigada a fugir em alta velocidade para Baucau.
Isto parece que esta a comecar a aquecer.
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Enviado por: Nuno Bento em Junho 04, 2007, 05:12:58 am
Aqui vai mais informação:

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Um «segurança civil» da campanha do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) foi morto durante um comício de Xanana Gusmão em Viqueque, no interior leste do país, confirmaram à Lusa fontes oficiais das Nações Unidas e do partido do ex-Presidente da República.

O segurança, identificado como Afonso Kudelai, de Ossú, «foi morto à queima-roupa por um elemento não uniformizado e fora de serviço da Polícia Nacional de Timor-Leste» (PNTL), declarou à Lusa uma fonte oficial da missão das Nações Unidas (UNMIT).

O incidente ocorreu cerca das 16:00 (08:00 em Lisboa).

«O polícia acertou primeiro numa perna e depois deu três tiros na cabeça do segurança», relatou à Lusa, poucos minutos após o incidente, Germano da Silva, um dos organizadores da campanha do CNRT em Viqueque.

«O incidente aconteceu depois de ter havido provocações durante o comício» de Xanana Gusmão em Viqueque, acrescentou Germano da Silva.

«Um sobrinho do Afonso Kudelai foi arranjar uma viatura e foi espancado pelos elementos do grupo que tentou acabar com o comício», relatou o mesmo elemento do CNRT.

«O clima continua tenso» em Viqueque, segundo fonte oficial das Nações Unidas, «e uma unidade das Forças de Estabilização Internacional (ISF) está a chegar ao distrito para controlar a situação».

Segundo Germano da Silva, a caravana de Xanana Gusmão já tinha sido atacada ontem à noite, depois de um comício perto de Uatulari onde o ex-Presidente da República foi interpelado pela população.

«O presidente Xanana conseguiu acalmar os jovens no comício, explicando que devemos resolver as divergências com diálogo e em paz. Mas depois, na estrada, a caravana foi atacada com pedras e seis viaturas foram destruídas», contou Germano da Silva.

A campanha eleitoral para as legislativas de 30 de Junho teve início a 29 de Maio e tanto o CNRT como o partido maioritário FRETILIN escolheram os distritos do leste do país para os primeiros dias de comícios e contactos com a população.

A FRETILIN tem uma forte implantação no distrito de Viqueque, onde o candidato e presidente do partido, Francisco Guterres «Lu Olo», obteve a 09 de Maio mais do dobro dos votos de José Ramos-Horta, que venceu as eleições presidenciais.

Publicada por Malai Azul
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Enviado por: Nuno Bento em Junho 04, 2007, 05:17:39 am
Eu conhecia o segurança que foi morto, pois tinha sido meu vizinho, no entanto eu mudei de casa por achar a zona muito quente.

Voltando ao assunto aqui vai mais informação:

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FRETILIN exige uma investigação sobre a morte a tiro de um membro da equipa eleitoral do CNRT
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

Comunicado de Imprensa

3 Junho 2007


A FRETILIN exige uma investigação independente aos acontecimentos registados, no dia de hoje, em Ossu, Viqueque, que resultaram na morte de Afonso Kudalai, um civil ilegalmente armado, e membro da equipa de campanha do recém-criado partido liderado por Xanana Gusmão.

A FRETILIN condena todas as formas de violência e de intimidação das populações e regista negativamente a sucessão de provocações registadas nos últimos dois dias pela campanha do recém-criado partido de Xanana Gusmão, em Uatulari e em Ossu.

"Exigimos uma investigação independente que envolva o Gabinete do Presidente da República, o Governo de Timor-Leste e a Polícia das Nações Unidas, para que se apure a verdade dos factos e se possa aferir da responsabilidade política ou partidária", afirma Marí Alkatiri, Secretário Geral da FRETILIN.

A FRETILIN exige esclarecimento ao facto de um membro de um partido político estar ilegalmente armado em plena campanha, assim como se deve apurar com exactidão quem lhe providenciou ou autorizou a usar arma.

A FRETILIN reafirma o respeito integral pela Lei Eleitoral e pelo Código de Conduta que subscreveu.

A FRETLIN rejeita todas as formas de violência. e apela a uma campanha de tolerância e de não agressão, sendo que quem a promova, a instigue e a pratique seja levado à justiça.

Para mais informações, contacte: Fretilin Media    (+670) 733 5060      
fretilin.media@gmail.com

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Enviado por: Nuno Bento em Junho 05, 2007, 12:11:06 am
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A ONU fortalece a segurança eleitoral depois de dois tiroteios fatais, ontem
UNMIT
PRESS RELEASE
4.06.07

3 de Junho de 2007, Dili – O chefe interino da Missão da ONU em Timor Leste (UNMIT), Sr. Eric Tan disse hoje que a segurança no Districto de Viqueque está sendo revista após a morte de duas pessoas, ontem, no districto.

O primeiro incidente ocorreu uma hora depois do termino da campanha do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor Leste na cidade de Viqueque. Um homem proviniente da vila próxima de Ossu foi fatalmente alvejado num mercado, ás 15:45hrs, seguindo duma forte discussão entre os apoiantes do CNRT e os que o opõe. A UNPol interveio rápidamente e a situação ficou controlada com o uso de gás lacrimogênio e disparos de alerta, para se poder dispersar a multidão.

Crê-se que o homem tenha sido alvejado por um official da PNTL fora de serviço e está-se a procura com finalidade de preender o suposto autor do crime.

O segundo incidente ocorreu quando um grupo de apoiantes do CNRT, acompanhado pelo Sr. Gusmão, devolveu o corpo ao Ossu do homem que morreu. Informações iniciais indicam que PNTL disparou rajadas para controlar a multidão num bloqeio de estrada perto de Ossu. Um homem de 24 anos de idade foi fatalmente alvejado e o segundo foi um jovem de 16 anos de idade que ficou ferido.

O partido CNRT é liderado pelo ex-Presidente de Timor Leste, Xanana Gusmão.

“Estamos a tratar de ambos os tiroteios sériamenzte,” disse o Sr. Eric Tan, o chefe interino de UNMIT.

“Investigações iniciais mostram que o primeiro tiroteio aconteceu uma hora após ter terminado a campanha. A segurança foi providenciada para a própria campanha. O motivo da morte ainda é conhecido, neste momento.

Não há sugestão alguma que indica um atentado à vida do Sr. Gusmão,” disse o Sr. Tan.

A liderança, ao nível superior da UNMIT, assistiu uma reunião convocada pelo Presidente José Ramos-Horta, com o Primeiro-Ministro, Estanislau da Silva, o ministro de Interior Alcino Barris, as Forças Internacionais de Estabilização e as F-FDTL, esta manha, em Dili.

“As ISF – sigla inglesa por Forças Internacionais de Estabilização – também colocaram um plotão na região. As Nações Unidas reforcará o seu plano de segurança antes das eleições de 30 de Junho.

A liderança superior de Timor-Leste também insistiu, na reunião de hoje, que não toleraria retaliação pelos acontecimentos de ontem e pediu aos apoiantes políticos a manterem calma e obdecer aos principios democráticos afim de assegurar um processo eleitoral livre e justo.

Publicada por Malai Azul em 19:27 3 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Enviado por: Nuno Bento em Junho 05, 2007, 12:12:45 am
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Ramos-Horta lamenta falta de disciplina da polícia
Diário Digital / Lusa
04-06-2007 13:13:00

O Presidente de Timor-Leste lamentou hoje a «falta de disciplina» da polícia timorense, após alguns agentes terem alegadamente morto dois simpatizantes de um partido político durante a campanha para as eleições legislativas de 30 deste mês.

Falando aos jornalistas antes de partir para Jacarta, onde fará a sua primeira visita oficial ao estrangeiro desde que assumiu a presidência de Timor-Leste, a 20 de Maio último, José Ramos-Horta sublinhou que a morte de dois simpatizantes do Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), do ex-chefe de Estado Xanana Gusmão, «embaraçou o país» e que os responsáveis serão «duramente punidos».

Hoje, as forças de paz das Nações Unidas intensificaram as acções de segurança em Viqueque, a sudeste de Díli, receando que a morte dos dois apoiantes da recém-criada CNRT possam acirrar os ânimos e aumentar actos de violência, refere o diário australiano Sydney Morning Herald.

Domingo, a Polícia da ONU (UNPol) disparou granadas de gás lacrimogéneo em Viqueque para pôr cobro a confrontos entre apoiantes do CNRT e da Fretilin, na sequência de uma manifestação do partido de Xanana Gusmão naquela localidade, considerada bastião da antiga força no poder.

Alfonso «Kuda Lay» Guterres, um dos seguranças de Xanana Gusmão, morreu após ter sido atingido por um tiro alegadamente disparado por um agente da polícia.

Pouco depois, outro apoiante do CNRT, de 24 anos, foi morto e um jovem de 16 anos ficou ferido quando tentavam transportar o corpo de «Kuda Lay» para Ossu, tendo, em ambos os casos, sido atingidos por balas, aparentemente disparadas pela polícia.

«As primeiras investigações indicam que a PNTL (Polícia Nacional de Timor-Leste) disparou os tiros para controlar uma multidão numa barricada numa estrada próximo de Ossu», disse Eric Tan, responsável da missão das Nações Unidas em Timor-Leste.

Pouco depois dos incidentes, as forças de estabilização australianas, que partilham com a UNPol a segurança do país, enviaram para a região um pelotão para apoiar as operações.

Hoje, Ramos-Horta afirmou que a polícia timorense «falhou» na sua missão de proteger e garantir a segurança da população« durante o período eleitoral das legislativas.

»Vários membros da PNTL estão envolvidos em actos criminosos. Podemos, assim, constatar que a indisciplina é ainda muito grande dentro da corporação. Mas não haverá impunidade«, avisou o novo chefe de Estado timorense.

A reforma das forças de segurança em Timor-Leste é considerada »vital« para o futuro do país, sobretudo depois dos confrontos e do clima de intimidação que, desde Maio de 2006, têm assolado o jovem Estado, que acedeu à independência há cinco anos.

Xanana Gusmão, que chefiou o Estado timorense entre 2002 e 2007, condenou já que a morte de dois apoiantes do CNRT, partido que segundo observadores locais poderá vir a fazer frente à Fretilin nas legislativas do próximo dia 30, declarando tratar-se de um »dia triste« para Timor-Leste.

Hoje, Xanana Gusmão juntou-se a outros líderes partidários para apelar à paz, advertindo que os responsáveis pelos actos de violência »não querem assistir a um processo eleitoral pacífico«.
»Apelo mais uma vez a todos os que residem no nosso jovem país para desistirem da violência. A violência só nos trará problemas«, afirmou o antigo Presidente e actual candidato a primeiro-ministro.

Entretanto, Eric Tan, da UNPol, adiantou já hoje que a polícia continua a investigar o paradeiro do agente que acredita ser o responsável pela morte do segurança de Xanana Gusmão, negando que o antigo Presidente timorense tenha sido alvo de uma tentativa de homicídio.

»Estamos a investigar seriamente os dois incidentes, mas nenhum deles sugere que tenha existido um atentado à vida de (Xanana) Gusmão«, afirmou Eric Tan, que apelou aos líderes partidários para que solicitem aos seus apoiantes que promovam a paz e se abstenham de actos violentos.

Por seu lado, a Fretilin, liderada por Francisco »Lu Olo« Guterres, candidato presidencial derrotado nas eleições de 09 de Abril e 09 de Maio passados, condenou já os actos de violência e apelou a uma investigação aos incidentes de Viqueque, mas lembrou que a vítima mortal »estava armada«.

»É também precisa uma investigação para que seja explicado porque é que um elemento da campanha de um partido político estava armado e quem lhe forneceu a arma«, afirmou o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, antigo primeiro-ministro (2002/06), que não comentou o facto de a vítima ser um dos membros da segurança de Xanana Gusmão.

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Enviado por: ricardonunes em Junho 07, 2007, 02:25:43 pm
Militares da GNR em Timor-Leste insatisfeitos perante adiamento da rotação do contingente

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Os militares do subagrupamento Bravo da GNR em Timor-Leste estão a manifestar "uma insatisfação generalizada" aos seus superiores perante o adiamento da rotação do contingente que estava prevista para meados de Julho, declarou à Lusa fonte oficial do Regimento de Infantaria.

O Regimento de Infantaria, a unidade de origem do subagrupamento Bravo com que a GNR participa na missão integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), foi ontem informado de que as Nações Unidas não autorizam qualquer rotação das suas forças no país durante o mês de Julho.

A GNR tem actualmente em Timor-Leste 220 militares e a rotação prevista para 14 de Julho devia abranger 131 elementos.

"Isso afecta apenas a unidade portuguesa, porque mais nenhuma das forças da UNMIT tinha rotação de contingente", acrescentou a mesma fonte.

"O descontentamento tem a ver com a extensão de uma missão que tem sido muito exigente e com a necessidade de cancelar todas as marcações de férias feitas com as famílias em Portugal", adiantou a fonte do Regimento, que pediu para não ser identificada.

O subagrupamento Bravo da GNR é uma das unidades de polícia formadas (FPU) que têm a cargo áreas especiais de intervenção no âmbito da UNMIT.

Além da FPU portuguesa, estão em Timor-Leste forças policiais autónomas do Paquistão, da Malásia e do Bangladesh, além dos mais de mil oficiais, de quase meia centena de países, que integram a Polícia das Nações Unidas (UNPol).

Este é o segundo adiamento de uma missão que começou, para esses militares, em Novembro, e que estava inicialmente previsto terminar a 27 de Maio.

Um primeiro adiamento de rotação para o início de Julho foi anunciado em Abril, depois da marcação das eleições legislativas timorenses para 30 de Junho.

O adiamento da rotação foi decidido em Nova Iorque pelo departamento de Operações de Apoio à Paz, na sequência da visita do representante-especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor-Leste, Atul Khare.

Até ao momento ainda não houve qualquer comentário da parte do chefe da UNMIT, nem do comando do subagrupamento Bravo em Díli.

Publico (http://http)
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Enviado por: Nuno Bento em Junho 08, 2007, 12:52:33 am
Pois eu compreendo a posição dos militares da GNR. Na passada Terça Feira houve disturbios perto da minha casa e eu telefonei ao comanddante do Contigente para mandar la alguem paro por cobro á situação, ele respondeu-me que ia tentar mas que estava com o pessoal todo ocupado. Acabou por ser o proprio comandante a ir la.
Isto para explicar que é natural que os GNR se sintam cansados pois sào de certeza a força mais operacional da UN em Timor, e a unica a ser chamada quando as coisas aquecem (ao contrario dos contigentes do Paquistão Bangladesh e Malasia que só são enviados para sitios onde nada se passa, e mesmo assim de vez em quando ainda fazem asneira),
Assim que é natural que o sub agrupamento Bravo esteja  a querer as Ferias na data prevista.
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Junho 08, 2007, 09:16:21 am
Alguém sabe mais alguma coisa desta suposta noticia ?

http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=113698
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 08, 2007, 02:22:27 pm
Timor como está a fazer do nada uma Marinha Guerra?!

Mais teorias da conspiração... :roll:
Título:
Enviado por: Duarte em Junho 08, 2007, 02:50:48 pm
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Quote:
"including Portuguese and Malaysian advisers"

That phrase there says it all.


Como já vem sendo costume, o complexo de superioridade anglo e o seu desprezo pelos fiéis e dóceis aliados Lusos não deixa de erguer a sua vil cabeça.  :roll:

Com aliados destes estamos bem servidos
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 13, 2007, 03:49:06 pm
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East Timor army rebel threatens revolt
June 11, 2007 - 10:09PM

An East Timor fugitive army rebel said he would personally seek out those behind last year's violence if the government refuses to negotiate with him immediately.

Alfredo Reinado escaped last August along with 50 other inmates from a prison where he was being held on charges of involvement in a wave of violence that killed 37 people and drove 150,000 from their homes earlier that year.

"I insist East Timor authorities must hold dialogue as soon as possible, so that we can resolve the problems," Reinado told Reuters by telephone from his hideout.

"We have been very patient but if they delay the dialogue we will lose our patience. We will come down to the town to capture the perpetrators of the crisis," the former military police chief said, referring to last year's violence.

Reinado said he and his followers would not lay down arms.

"I am not a thief but I am still an active member of East Timor's defence force. We are defending the dignity of the military and are serving the nation," he said.

Reinado, East Timor's former military police chief, has been accused of raiding a police post and making off with 25 automatic weapons while on the run.

He managed to evade a raid by Australian-led troops in March, which caused thousands of his supporters to protest in the capital.

Reinado said he would only turn himself in once the ruling Fretilin party is no longer in power and foreign troops sent into East Timor after last year's violence are out of the country.

President Jose Ramos-Horta said he believed Reinado should face justice. "I told you, Alfredo Reinado's case is complicated because it is about justice, but the negotiation continues," he told reporters.

"I have given the opportunity to prosecutors and bishops to negotiate with Alfredo Reinado, so that he can face justice because we only get justice from a court, not through a political compromise," Ramos-Horta said.

Ramos-Horta, a Nobel peace prize winner who spent years abroad as a spokesman for East Timor's struggle for independence from Indonesian occupation, was installed as president last month.

His victory has raised hopes of greater stability in a nation still struggling to heal divisions five years after it won independence from Indonesia.

© 2007 Reuters, Click for Restrictions
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Enviado por: TOMKAT em Junho 15, 2007, 02:08:17 am
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Timor Lorosae
Plano de Força Naval com mísseis incomoda a Austrália


O caderno estratégico das forças armadas timorenses prevê uma Força Naval Ligeira com fragatas e corvetas, "incorporado com mísseis terra-terra e terra-ar", uma hipótese que mereceu a condenação da Austrália.


"A Força Naval Ligeira deve possuir uma capacidade de desencorajar qualquer acto de humilhação do Estado de Timor-Leste no mar, ou atentatório dos seus interesses vitais", lê-se no caderno estratégico para o futuro das forças armadas timorenses, mais conhecido como relatório "20/20".

"Deve, também, permitir a participação nas alianças em que o Estado se venha a comprometer, com eficácia e dignidade".

"No quadro do relacionamento de Timor-Leste com o mar, defende-se que o país deve dispor de uma Força Naval Ligeira com quatro vectores principais a desenvolver sistematicamente de uma forma integrada", refere o relatório.

O quarto vector dessa Força refere "navios combatentes (classe de fragatas e corvetas, incorporado com mísseis terra-terra e terra-ar)" e apoiada por um "núcleo de navios patrulha oceânicos, unidade de helicópteros de apoio e ataque, radares e sensores da última gama, Fuzileiros Navais e mergulhadores para contra-medidas de minas".

O documento confidencial, a que a Lusa teve acesso, foi concluído em Julho de 2006 - já depois da crise política e militar que afectou as forças de segurança, com confrontos entre forças militares e policiais.

Apenas um círculo restrito de titulares políticos e de diplomatas conhece até agora o relatório da "Força 20/20", como é também conhecido.

Outro vector da Força Naval, considerado mais urgente, é a aquisição de navios de patrulha costeiros e lanchas de desembarque médias "de baixo custo de investimento e de operação e manutenção".

O relatório "20/20" propõe também a criação da Força Operacional de Combate Naval (Fuzileiros Navais), peça privilegiada no desenho das Forças Armadas orientadas para a defesa do mar e dos recursos, sobretudo na costa sul, do Mar de Timor, onde se situa o "offshore" do petróleo e gás natural que tem sido matéria de disputa com a Austrália.

"Os Fuzileiros Navais constituem uma capacidade que terá de garantir o exercício de autoridade do Estado no mar a partir da terra, com um conceito de emprego articulado com a Força de Defesa Marítima (FDM/Marinha) que vier a ser articulado".

A Componente Naval ocupa o lugar relevante no horizonte estratégico das forças armadas timorenses, apesar de o caderno referir a "herança" da guerrilha e considerar, em cada valência da futura Força, os ensinamentos de 24 anos de resistência à ocupação indonésia, além de se preocupar com a segurança da fronteira terrestre com a Indonésia.

Enquanto não estiver constituída a capacidade da Força Naval Ligeira, o Estado "poderá equacionar um mecanismo de cooperação técnico militar (nível táctico operacional) no âmbito de acordos bilaterais com vista à criação sistemática e exclusiva desta capacidade (Franco-Português), sendo imprescindível salvaguardar os interesses de Timor-Leste relativamente às questões da Autoridade Marítima", diz o documento.

"As fronteiras marítimas e terrestres (aérea e espacial) são áreas da nossa responsabilidade", afirma o relatório, sublinhando em muitos pontos do longo texto que Timor-Leste reserva para si as tarefas de protecção dos seus recursos e territórios.

O relatório suscitou a condenação liminar da Austrália, após uma notícia do jornal "The Australian", do dia 08 de Junho, com o título "Plano secreto de mísseis para forças armadas de Timor-Leste", sobre o relatório "20/20".

Alexander Downer, ministro australiano dos Negócios Estrangeiros, considerou a estratégia timorense "completamente irrealista" porque Timor-Leste "não pode pagar" uma Marinha de guerra equipada com mísseis e porque o país "deveria concentrar os seus recursos no desenvolvimento da economia, educação e saúde para o seu povo".
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=18032&catogory=Timor%20Lorosae



Sonham alto estes timorenses..."navios combatentes (classe de fragatas e corvetas, incorporado com mísseis terra-terra e terra-ar)" e apoiada por um "núcleo de navios patrulha oceânicos, unidade de helicópteros de apoio e ataque, radares e sensores da última gama, Fuzileiros Navais e mergulhadores para contra-medidas de minas"...  
Não está mal não...:roll:
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Enviado por: comanche em Junho 17, 2007, 03:45:16 pm
FRETILIN acusa Austrália de "ingerência" e "violação da soberania timorense"

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A FRETILIN acusou a Austrália de "ingerência na campanha eleitoral" e de "violação inaceitável da soberania timorense" na sequência das declarações do chefe da diplomacia de Camberra sobre a estratégia e os gastos militares de Timor-Leste.
 


O Governo australiano, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Alexander Downer, classificou a estratégia militar de Timor-Leste até 2020 de "completamente irrealista" e criticou a decisão do Governo de Díli de conceder autonomia financeira às forças armadas para a aquisição de equipamento.

"Estou certo que a Força 20/20 não vai acontecer porque Timor-Leste não tem os recursos para constituir um exército tão grande", afirmou Alexander Downer na quarta-feira passada.

O ministro adiantou que "assessores de defesa australianos e internacionais estão a trabalhar com os seus parceiros timorenses no plano de desenvolvimento da força 2007-2010 para desenvolver capacidades realistas".

Estas críticas "equivalem a uma ingerência na campanha eleitoral" para as legislativas de 30 de Junho "e uma violação inaceitável da soberania timorense", acusou a FRETILIN num comunicado que cita o presidente do partido maioritário, Francisco Guterres "Lu Olo".

"O Governo australiano tem acompanhado todo o processo da Força 20/20 desde o início, porque teve assessores de alto-nível no Ministério da Defesa", afirma "Lu Olo".

"O relatório 20/20 foi preparado sem o conselho de responsáveis militares australianos ou de outros que ajudam a manter a paz em Timor-Leste", referiu "The Australian" desde a primeira notícia sobre o documento confidencial, a 08 de Junho.

O relatório, conforme a Lusa noticiou quinta-feira, foi elaborado pelo Grupo de Estudos Força 20/20, de que fizeram parte, em diferentes períodos, oficiais superiores de quatro países, todos com patente de tenente-coronel: três portugueses, três australianos (incluindo o ex-coordenador do Programa de Cooperação Militar australiano em Díli, Christopher Hamilton) e um timorense (o secretário permanente do Ministério da Defesa, Filomeno Paixão).

O trabalho decorreu sob coordenação timorense através do chefe da assessoria militar do Presidente da República, tenente-coronel Pedro Klamar Fuik.

Do grupo fez também parte Chandrabalan Sinnadurai, da missão de observação das Nações Unidas (UNOTIL), proveniente da Malásia, um dos países que actualmente têm uma força autónoma de polícia no quadro da missão internacional (UNMIT).

Francisco Guterres "Lu Olo" recordou hoje outro órgão da imprensa australiana, "The Bulletin", que num artigo recente relatava "a frustração de instrutores militares graduados australianos enviados para formar o novo exército em 2000 e mais tarde".

"Estes oficiais garantiram que o Governo australiano nunca tencionou que as F-FDTL [Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste] se tornassem numa força coesa e bem treinada, e que o programa de treino foi um fiasco", afirmou "Lu Olo".

Uma minuta da Força de Defesa Australiana (ADF) de 10 de Maio de 2001 afirma que "o primeiro objectivo (...) é prosseguir os grandes interesses estratégicos da Austrália em Timor-Leste, obstrução, acesso e influência".

"O interesse estratégico da obstrução procura garantir que nenhuma potência estrangeira ganha um nível inaceitável de acesso a Timor-Leste, e é coroado pelo objectivo complementar de procurar acesso a Timor-Leste para a Austrália, em particular a ADF", continua a minuta citada hoje pela FRETILIN.

"Os interesses estratégicos da Austrália podem também ser protegidos e perseguidos de forma mais eficaz se a Austrália mantiver algum grau de influência sobre a tomada de decisões em Timor-Leste".

"Achamos incrível que o ministro australiano dos Negócios Estrangeiros tenha dito que não podemos ter helicópteros armados e navios de guerra pequenos mas eficazes para patrulhar os nossos recursos petrolíferos `offshore` e piscícolas", declara Francisco Guterres "Lu Olo" no mesmo comunicado.

"Não há nada excessivo na Força 20/20, que propõe um exército de 3.000 homens. O nosso exército actual tem 1.500 militares no activo e 1.500 reservistas", acrescentou "Lu Olo".

O presidente do Parlamento afirmou ainda que "a Força 20/20 foi um processo aberto para repensar e reorganizar o exército (F-FDTL) mas foi interrompido pelo levantamento de Janeiro-Junho de 2006, quando uma larga maioria do exército, e o comando da Polícia, foram levados a uma campanha política e por fim militar para derrubar o Governo eleito".

Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro e secretário-geral da FRETILIN, declarou que foi esta crise que mostrou a urgência de reconstruir o exército e a polícia "numa base equilibrada e profissional, e não em bases partidárias".

Para Mari Alkatiri, "a discussão foi iniciada na Austrália por diversos autoproclamados especialistas em assuntos políticos de Timor-Leste para desacreditar e parar o Plano Força 20/20".

"A discussão reflecte a perspectiva da ADF de que precisa de manter influência sobre as decisões do governo e de manter uma presença no nosso país. Isto é uma violação inaceitável da soberania que centenas de milhares do nosso povo morreram para atingir", concluiu o ex-primeiro-ministro.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
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Enviado por: Lancero em Junho 19, 2007, 06:03:28 pm
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Timor: Ramos-Horta cancela captura de Reinado
2007/06/19 | 15:14
Presidente da República ordenou fim de operações militares

O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, ordenou hoje o fim de «todas as operações militares e policiais com vista à captura do major Alfredo Reinado e de todos os elementos a si associados», noticia a Lusa.

Ramos-Horta anunciou a decisão no Palácio das Cinzas, lendo à imprensa uma declaração de duas páginas e sem prestar quaisquer declarações.

O procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, e os representantes legais do major fugitivo «irão de imediato encetar os passos necessários com vista a iniciar-se o processo de diálogo, com o envolvimento da Igreja, como entidade facilitadora, com vista a criarem-se as condições necessárias para a entrega» de Alfredo Reinado «e das armas em sua posse à justiça», acrescentou o Presidente da República.

José Ramos-Horta desclocou-se durante o fim-de-semana à região de Same, distrito de Manufahi, no sul do país, para se encontrar com o grupo de Alfredo Reinado e com elementos expulsos em Março do ano passado das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), os chamados peticionários.

O cancelamento de todas as operações para capturar Alfredo Reinado foi decidido pelo Presidente da República depois de uma reunião de alto nível, ontem, onde participaram o presidente do Parlamento, Francisco Guterres «Lu Olo», o vice-primeiro-ministro e ministro Coordenador do governo, Rui Maria Araújo, o procurador-geral da República, o chefe do Estado-Maior das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, e o representante-especial do secretário-geral das Nações Unidas, Atul Khare.

Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, encontra-se fugido no sul do país desde que as Forças de Estabilização Internacionais (ISF) tentaram capturá-lo a 3 de Março, numa operação em Same que deu seguimento a uma ordem dos órgãos de soberania anunciada ao país pelo ex-Presidente Xanana Gusmão.

Fonte (http://http)


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Timor: Armas britânicas originam «dívida imoral» da Indonésia

A Indonésia deve 745 milhões de euros ao Reino Unido por compra de equipamento militar, valor que será contestado na despedida de Tony Blair como primeiro-ministro, afirmou à Lusa um dos responsáveis pela campanha a favor do perdão da dívida.
Timor-Leste foi uma das regiões onde o equipamento britânico foi usado, em violação dos direitos humanos e das garantias dadas a Londres por Jacarta sobre a utilização de tais armas, adiantou à Lusa Paul Barber, da organização de direitos humanos Tapol.

Esta organização britânica dedica-se há mais de 30 anos à defesa dos direitos humanos na Indonésia e à situação em territórios como Timor-Leste, Aceh e Papua Ocidental.

«Sempre combatemos a venda de armas pelo Reino Unido à Indonésia durante os anos do Presidente Suharto», afirmou Paul Barber, recordando que as provas da utilização desse equipamento em violação dos direitos humanos foram sendo conhecidas desde muito cedo.

Entre o equipamento vendido pela Grã-Bretanha à Indonésia destacam-se aviões de caça Hawk 109 e 209, blindados de transporte de tropas Scorpion e Stormer e vários veículos blindados para unidades anti-motim, além de material de segurança diverso.

O equipamento britânico foi usado em múltiplas ocasiões e circunstâncias nos anos 1980/90, desde bombardeamentos em Timor-Leste até à repressão de manifestações estudantis pacíficas contra os Presidentes Suharto e Habibie nas principais cidades indonésias.

Estes factos são provados por documentos oficiais e denúncias de observadores independentes compilados pela Tapol.

A Tapol, em conjunto com a Jubilee Scotland, que iniciaou a campanha internacional, pretende o perdão da «dívida imoral» contraída por Jacarta com a compra dessas armas porque, «em última análise, a dívida é suportada hoje por todos os indonésios», explicou Paul Barber.

A campanha «deverá ser lançada oficialmente a 27 de Junho, último dia de Tony Blair como primeiro-ministro», adiantou o activista da Tapol, em declarações prestadas a partir de Hampshire, Inglaterra.

A Jubilee Scotland e o International Forum for Indonesia Development (IFID), outra organização não-governamental, lideraram uma campanha recente pelo perdão da dívida à margem da última reunião do G8 na Alemanha.

Documentos oficiais fornecidos à Lusa pela Tapol indicam que a Grã-Bretanha concedeu 791 licenças de exportação de armas e equipamento de segurança para a Indonésia nos dez anos em que Tony Blair foi primeiro-ministro.

«Em termos da venda de armas, não se notou qualquer diferença entre os Governos "Torie" de Margaret Thatcher e os Governos "Labour" de Tony Blair», afirmou Paul Barber.

«A maior parte das exportações de armas referem-se a contratos assinados no tempo de Margaret Thatcher, mas que foram concretizados durante os governos de Blair», explicou.

O governo de Blair «podia ter cancelado esses contratos em 1997 mas não o quis fazer, apesar de ter havido uma grande campanha nesse sentido», acrescentou Paul Barber

«Na altura, o chefe da diplomacia britânica, Robin Cook, foi acusado de hipocrisia por não cumprir a dimensão ética que o 'Labour' anunciou para a política externa britânica», recordou Paul Barber.

Diário Digital / Lusa

19-06-2007 5:46:00
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Junho 28, 2007, 12:02:24 am
Estou de volta. (Tive nas Filipinas 10 dias e depois tive problemas a aceder ao Site do ForumDefesa).

Aqui em Timor a campanha eleitoral acabou ontem (e ainda bem pois as coisas estavam a aquecer), 1 dos assuntos mais debatidos na campanha  a restruturação das FDTL com a Fretilim e o CNRT a defenderem a constituição de uma forca militar poderosa (a Fretilim tem mesmo vindo a atacar a Australia publicamente). Ja o CNRT tem apostado no Marketing, com cartazes a falar num pais forte que se de ao respeito com o Xanana Gusmão rodeado por fotos de F-22, Apaches, F-15 e de foguetões ariane(todos com a bandeira de timor pintada:lol: ), a dizer que o pais tem de ser forte.

Como um destes dois partidos sera o vencedor (quase de certeza o CNRT) sera de esperar um incremento das despesas militares em Timor nos proximos tempos.

A ver vamos, eu em principio ja ca não vou estar pois tenho regresso definitivo para o proximo dia 2 de Agosto (ao fim de 3 anos e meio em Timor ja merecia).
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 28, 2007, 12:11:24 pm
(http://i179.photobucket.com/albums/w301/lancero_bucket/26eb84b6.jpg)

(http://i179.photobucket.com/albums/w301/lancero_bucket/ba2e4294.jpg)

(http://i179.photobucket.com/albums/w301/lancero_bucket/a6b375be.jpg)

(http://i179.photobucket.com/albums/w301/lancero_bucket/e0209c2e.jpg)

(http://i179.photobucket.com/albums/w301/lancero_bucket/00ece142.jpg)

(http://i179.photobucket.com/albums/w301/lancero_bucket/a475dfd4.jpg)

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Um agente da GNR organiza a saida de apoiantes da Fretilin do estadio de Dili, onde decorreu hoje o comicio de encerramento de campanha do partido, 27 Junho 2007, em Dili, Timor-Leste. NUNO VEIGA/LUSA
Título:
Enviado por: comanche em Junho 28, 2007, 05:13:32 pm
Incidentes no fim da campanha



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Um morto e 25 feridos, um deles em estado muito grave, é o balanço dos incidentes registados ontem em Timor-Leste, último dia de campanha das eleições legislativas timorenses do próximo sábado, disse ontem fonte da Polícia das Nações Unidas.

Em declarações à Agência Lusa, fonte da Polícia das Nações Unidas (UNPol) indicou ter sido registada uma vítima mortal faleceu após ter sido atropelada em Díli por uma viatura da própria polícia da ONU, que acudia a uma situação de emergência, no último dia de campanha das eleições legislativas timorenses do próximo sábado.
O jovem viria a falecer já no Hospital de Díli, não resistindo aos ferimentos, acrescentou a fonte.
Um dos principais incidentes ocorreu em Manatuto (60 quilómetros a leste de Díli), onde apoiantes do Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT, de Xanana Gusmão), apedrejaram uma caravana da Fretilin, de Francisco «Lu Olo» Guterres, provocando três feridos ligeiros.
Apesar da presença das forças de segurança, os apoiantes do CNRT conseguiram atingir várias viaturas, após o que se puseram em fuga, tendo, depois, sido reposta a normalidade.
Mais grave foi outro apedrejamento de uma caravana também da Fretilin registado perto da «Baía dos Porcos», na entrada leste da capital timorense, em que um apoiante do partido de «Lu Olo» foi atingido por uma pedra e caiu da viatura que o transportava.
O jovem deu entrada no hospital de Díli com graves lesões na cabeça e encontra-se ainda em estado crítico, acrescentou a fonte.
Os restantes ficaram ligeiramente feridos em incidentes isolados em várias zonas de Díli, em cujo hospital central, segundo fontes hospitalares, deram ontem entrada 25 pessoas.
No fim de campanha da Fretilin, o secretário-geral, Mari Alkatiri, apelou novamente a uma votação que garanta a maioria absoluta.
O ex-primeiro-ministro (2002/06) elegeu Xanana como alvo a abater, tecendo-lhe duras críticas, e acusando-o de actuar fora das suas competências de Presidente da República – em comentário às declarações proferidas na última terça-feira por Ramos-Horta, após um comício do CNRT, onde defendeu o partido vencedor das legislativas “não pode cometer os mesmos erros (do governo) da Fretilin”.
Título:
Enviado por: SSK em Junho 29, 2007, 01:53:54 pm
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Timor: “Proteger o mar é realizar a independência”

O mar, como área de operações e origem de potenciais ameaças aos recursos vitais do país, mas também de afirmação da soberania, está no centro do novo conceito estratégico das forças armadas timorenses, de acordo com o caderno de orientação estratégica para o desenvolvimento das forças armadas de Timor-Leste de 2005 a 2020, intitulado “Defesa 2020”.

"No passado, 'vencer Timor-Leste é derrubar as montanhas', o espírito invencível da sua natureza; o futuro 'está no horizonte das montanhas, no mar'; proteger e defender o mar é realizar a independência de Timor-Leste", refere o documento confidencial.

Entre as propostas apresentadas e já condenadas pela Austrália está a da criação de uma Força Naval Ligeira, com um vector de navios de combate equipados com mísseis terra-terra e terra-ar, além do aumento das forças armadas para três mil homens, nos próximos 15 a 20 anos.

O relatório foi elaborado pelo Grupo de Estudos Força 2020, de que fizeram parte, em diferentes períodos, oficiais superiores de quatro países, todos com patente de tenente-coronel: três portugueses, três australianos (incluindo o ex-coordenador do Programa de Cooperação Militar australiano em Díli, Christopher Hamilton) e um timorense (o secretário permanente do Ministério da Defesa, Filomeno Paixão).

No grupo esteve também um elemento da Malásia, Chandrabalan Sinnadurai, da missão de observação das Nações Unidas (UNOTIL), considerado por uma fonte militar da actual missão internacional consultada pela Lusa "um assessor muito influente" no desenho das opções de defesa timorenses.

O "Defesa 2020" propõe "construir um futuro forte consolidado com o passado para defender a nova nação no novo milénio" e sublinha o mar como prioridade. "Hoje a nação é soberana, tem a sua independência pela frente e os objectivos nacionais para serem realizados. A abundância dos seus recursos naturais no mar orienta o caminho de futuro", refere o documento.

Assim, "urge pois encontrar estratégias de definir o mar como fonte de desenvolvimento e prosperidade", após se ter procedido à "caracterização das ameaças do ambiente marítimo e a importância vital do vector Mar para os interesses nacionais"."Deverá merecer especial atenção o enclave de Oécussi e a ilha de Ataúro, os quais não têm nenhum efectivo das Forças Armadas para garantir a sua defesa territorial", acrescenta o documento.

O relatório vai mais longe e refere que o país "está em condições de reivindicar o poder de julgar os seus próprios conflitos, de impor a sua própria concepção em relação aos seus direitos, de regular a sua vida económica e evoluir nas suas relações internacionais", depois de aludir no início do documento “ao presente contexto de interesses geopolíticos e geoestratégicos” que “revela que as Nações com excessivo uso e abuso do poder impõem aos países vulneráveis o seu domínio económico”.

"A tendência das ameaças não-convencionais é comum e global. A fragilidade de Timor-Leste varia consoante o nível de ameaças internas com impacto internacional, mas de um modo geral, Timor-Leste está sujeito a qualquer natureza de imposição de colaboração com os vizinhos imediatos motivados por interesses próprios", acrescenta o documento.

Uma das conclusões é de que Timor-Leste "está em condições de reivindicar o poder de julgar os seus próprios conflitos, de impor a sua própria concepção em relação aos seus direitos, de regular a sua vida económica e evoluir nas suas relações internacionais".

2007/06/28
Título: Rendição da GNR em Timor
Enviado por: Get_It em Julho 03, 2007, 06:56:13 pm
Citação de: "SIC Online"
Rendição da GNR em Timor
Na primeira viagem, regressam a casa 143 dos 220 elementos do segundo contingente. Ao todo, dois aviões devem efectuar quatro viagens entre Lisboa e Díli: partem para Timor-Leste a 9 de Julho, para regressar a 11.

Nova partida, com a segunda metade do terceiro contingente, está agendada para dia 12, seguindo-se a viagem final para Portugal a 13 de Julho, com o resto do grupo que termina a missão.

Durante a fase de transição, mantêm-se em Timor 77 militares da GNR, que viajaram para o território no início de Abril, devido ao pedido da ONU para um reforço de meios.

De acordo com o ministro da Administração Interna, as viagens agendadas para a próxima semana dependem apenas da disponibilidade dos dois aviões das Nações Unidas, mas tudo indica que a possa acontecer nestas duas datas a reendição e o envio do terceiro contingente.

03-07-2007 17:09
fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Rendicao+da+GNR+em+Timor.htm

:arrow: Vídeo:  Timor-Leste (http://http)

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 04, 2007, 11:35:47 am
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Timor-Leste: Salvo-condutos para grupo de Reinado

Díli, 04 Jul (Lusa) - O major fugitivo Alfredo Reinado e o seu grupo  terão salvo-condutos emitido pela Procuradoria-Geral da República (PGR),  segundo uma nota enviada às forças de segurança, a que a agência Lusa teve  acesso.  

     

   Dois tipos de salvo-conduto, renováveis, serão emitidos, um de cor verde  para os militares e outro de cor azul para os polícias, consoante a força  de origem dos homens que acompanham Alfredo Reinado.  

     

   Os salvo-condutos são "a implementação da declaração presidencial feita  a 19 de Junho de 2007" por José Ramos Horta, "que declarou claramente o  cancelamento de todas as operações militares e policiais feitas contra o  major Alfredo Reinado e os seus elementos" nessa data, explica o mesmo documento.  

     

   Nesta carta, assinada pelo procurador-geral da República, Longuinhos  Monteiro, as várias forças de segurança a operar em Timor-Leste são informadas  de que o cancelamento de operações contra o grupo de Alfredo Reinado "é  uma decisão conjunta de titulares de alto-nível e de órgãos competentes  para a execução de mandatos judiciais".  

     

   A carta, a que a Lusa teve acesso, foi endereçada aos comandantes da  Polícia das Nações Unidas, Rodolfo Tor, das Forças de Estabilização Internacionais  (ISF), brigadeiro-general Mal Rerden, e ao comandante-interino da Polícia  Nacional, Afonso de Jesus.  

     

   "O portador deste salvo-conduto está garantido a sua liberdade de movimento  para o processo de reintegração a instituição de origem" (sic), dispõe o  salvo-conduto no verso do cartão, segundo o modelo distribuído pela PGR  às forças de segurança.  

     

   Os modelos de salvo-conduto trazem a data de 30 de Agosto de 2007 e  são assinados por Longuinhos Monteiro "em representação do Estado".  

     

   Os salvo-condutos indicam o nome do portador mas não incluem a fotografia  do titular e nenhuma disposição é referida quanto ao uso e porte de arma,  afirmou à Lusa fonte policial.  

     

   Na carta enviada por Longuinhos Monteiro às forças de segurança, com  cópia ao ministro do Interior e ao chefe-de-Estado-Maior das Falintil-Forças  de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), o procurador explica que os salvo-condutos  serão também emitidos "ao grupo de elementos liderado por 'Susar/Garcia"",  dois dos homens de confiança de Alfredo Reinado.  

     

   Alfredo Reinado foi preso em Julho de 2006 por posse ilegal de material  de guerra, numa operação policial em Díli.  

     

   O ex-comandante da Polícia Militar é objecto de um mandado de detenção  passado em meados de Janeiro, quase cinco meses depois da sua fuga da prisão  de Becora, a 30 de Agosto de 2006.  

     

   No final de Fevereiro de 2007, o grupo de Alfredo Reinado assaltou dois  postos de polícia fronteiriça em Maliana, oeste do país, de onde foram levadas  pelo menos 17 pistolas-metralhadoras, uniformes e munições.  

     

   Alfredo Reinado escapou a um ataque das ISF na vila de Same, sudoeste,  que provocou quatro baixas entre os seus homens.  

     
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 04, 2007, 03:03:51 pm
Está aqui uma coisa esperta... PR do Xanana, Governo do Alkatiri, australianos...
Um ano depois eis que... ficou tudo na mesma.

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Timor-Leste/Eleições: "Vamos entrar em crise aberta""- Mário Carrascalão

Díli, 04 Jul (Lusa) - O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Mário Carrascalão, declarou hoje à agência Lusa que os resultados das legislativas em Timor-Leste vão resultar numa "crise aberta" e acusou o partido de Xanana Gusmão, CNRT, de "traição política".  

    "Vamos entrar em crise aberta", afirmou Mário Viegas Carrascalão, comentando a vitória inevitável da Fretilin nas legislativas de 30 de Junho.  

    "A questão não é se ganhou a Fretilin ou se ganhou outro partido. A questão é que a Fretilin não está em condições de formar um governo", declarou Carrascalão, pouco depois de a Comissão Nacional de Eleições (CNE) confirmar a vitória da Fretilin.  

    "Ou vamos ter um governo da Fretilin sob bombardeamento constante da oposição ou podemos ter um governo também frágil se for só formado pela nossa aliança e pelo Partido Democrático" (PD), acrescentou Mário Carrascalão.

    "Um governo da Fretilin, mesmo em aliança com um pequeno partido, será um governo de curta duração, que não vai durar mais do que alguns meses", considerou o presidente do PSD.  

    Mário Carrascalão lidera a aliança com a Associação Social Democrática Timorense (ASDT), de Francisco Xavier do Amaral, que consolidou a sua posição de terceira força mais votada nas legislativas.  

    O líder do PSD manifestou-se insatisfeito com o resultado alcançado nas legislativas, explicando que o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), do ex-Presidente Xanana Gusmão, "foi quem roubou os votos à coligação" ASDT/PSD.  

    "O CNRT tirou votos aos seus potenciais aliados e não à Fretilin, como pretendia. Uma coisa foi as declarações de Xanana Gusmão, outra diferente foi a campanha de ataque do CNRT à oposição, em vez de se terem concentrado em atacar os baluartes da Fretilin", acusou o presidente do PSD.  

    "Podemos falar de uma traição política", adiantou.  

    Mário Carrascalão excluiu ser primeiro-ministro num governo de coligação com a Fretilin, "uma hipótese que está completamente fechada".  

    As hipóteses de coligação da ASDT/PSD são, em primeiro lugar, com o PD, de Fernando "La Sama" de Araújo, quarto partido mais votado, e com o CNRT, o segundo.  

    Ambas as possibilidades de coligação são ainda inseguras para Mário Carrascalão.  

    "O PD está a ter um comportamento dúbio, de jovens pouco maduros para a política, envolvendo-se em jogadas", acusou o líder do PSD.  

    Quanto ao CNRT, "é um partido problemático, porque é composto por várias facções que não dão solidez" à organização, acrescentou Mário Carrascalão.

    Na última actualização do dia, quando a contagem distrital em Díli foi interrompida, o partido maioritário Fretilin tinha mais votos de vantagem sobre o segundo classificado, do que o número de votos que falta contar, cerca de 17.000.  

    A contagem termina sexta-feira e a apresentação da acta final pela CNE ao Tribunal de Recurso poderá acontecer segunda-feira, 09 de Julho.  
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Julho 05, 2007, 06:15:03 am
Timor é mesmo uma republica das bananas.
De acordo com a constituição o Presidente não tem poder para emitir os ditos salvo condutos.
O Presidente Ramos Horta está aproveitar-se da anarquia e do vazio Politico para assumir poderes que o cargo que ocupa não lhe permite.
Título:
Enviado por: SSK em Julho 05, 2007, 01:41:30 pm
Se por aqui diz-se que a democracia é jovem para quando acontecem abusos de poder e invenções governativas imaginem em Timor...
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 01, 2007, 03:09:34 pm
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AFP to form paramilitary wing

Mark Dodd | July 26, 2007

THE Australian Federal Police will form a 1200-strong paramilitary-style International Deployment Group to be equipped with the latest weaponry including armoured personnel carriers.

Tenders are now being called for the vehicles designed to provide maximum protection for the specialised police unit, which will be capable of being deployed alongside the army on peacekeeping operations.

The force is expected to be at full strength next year, AFP officers told a Senate inquiry yesterday. The IDG will be equipped with a formidable arsenal and structured along similar lines to the crack Portuguese National Republican Guard with which the AFP has worked closely in East Timor, said Commander Steve Lancaster.

Both the AFP and the Australian Defence Force are having to adapt more frequently to non-traditional missions, whether in Afghanistan or the immediate neighbourhood, an area dubbed the "arc of instability".

The government-backed Australian Strategic Policy Institute recently released a report saying Defence was becoming increasingly involved in non-war fighting roles such as civil border protection, while police and public servants were in the front line of security in areas as diverse as Baghdad and Bougainville.

Mr Lancaster told the inquiry this meant the IDG would be equipped to deal with a wide range of security challenges and would need to be able to dispense lethal and non-lethal force to restore order in hot spots such as the Solomons and East Timor.

Recruits drawn from sworn police ranks and Protective Service Officers would typically be deployed on 20-week rotational blocks, he said. The IDG's mandate would allow a rapid "blue uniform" presence during civil unrest, relieving the army of policing responsibility at an early stage in peacekeeping operations.

The force is expected to account for more than a third of the entire AFP budget, currently running at $1.1billion.


Fonte: http://www.theaustralian.news.com.au/st ... 77,00.html (http://www.theaustralian.news.com.au/story/0,25197,22134638-31477,00.html)

Pela boca morre o peixe...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 01, 2007, 03:55:19 pm
Eu vibrei com esta noticia, então os tipos que maltrataram os nossos militares da GNR agora querem fazer uma unidade à imagem do BOE?  :twisted:  :roll:
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 01, 2007, 07:36:58 pm
Timor-Leste: Alkatiri acusa PM australiano de não ter avisado governo de Díli da sua visita

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Sidney, 28 Julho (Lusa) - O antigo primeiro-ministro de Timor Leste, Mari Alkatiri, declarou hoje ter sido "apanhado de surpresa" pela recente visita a Díli do chefe do governo australiano, John Howard, que disse ter sido feita sem aviso prévio às autoridades timorenses.

John Howard deslocou-se na quinta-feira a Díli para celebrar o seu 68º aniversário, mas Alkatiri disse em entrevista ao programa em português da Rádio SBS da Austrália que nem o governo timorense, nem a embaixada de Timor Leste em Sidney foram notificados sobre essa viagem.

"Achei que protocolarmente a visita foi mal organizada. Não percebo como é que um país como a Austrália, com muitos anos de existência, com relações bilaterais com muitos países do mundo, cometeu um erro desses", comentou o antigo primeiro-ministro timorense.

No entanto, deixou claro que Timor-Leste não quer que as relações entre os dois países se deteriorem e que o país pretende ter as melhores relações possíveis com a Austrália.

"Temos aqui um grande contingente militar australiano, a nosso pedido, mas esperamos tomar conta dos nossos assuntos internos o mais rápido possível. Toda a presença estrangeira quando começa perpetuar-se cria alguns pequenos conflitos com a população e isso pode influir negativamente nas relações entre os dois países", acrescentou Alkatiri.

Na entrevista à estação de rádio, Alkatiri mostrou-se confiante de que a Fretilin liderará o próximo governo timorense.

"A última decisão caberá ao Presidente da República e esperamos que ele decida com base na Constituição. Ele tem feito consultas a constitucionalistas de quase todo o mundo, cada um com a sua opinião, mas eu não sou apenas um jurista amante do constitucionalismo, eu fiz a Constituição também, portanto tenho o pensamento do legislador, não um legislador abstracto, mas um legislador bem concreto".

Mari Alkatiri acredita que o Presidente José Ramos-Horta não terá alternativa, respeitando a Constituição, senão convidar a Fretilin, como partido mais votado nas eleiçõesde 30 de Junho, para formar o novo governo.

O partido terá então 30 dias para cumprir a tarefa, advertiu o secretário-geral da Fretilin, durante a entrevista à estação de rádio australiana.

"Ele (Ramos-Horta) não pode exigir do partido que forme o governo em três dias", avisou, afirmando não acreditar que os partidos da oposição, mesmo unidos, consigam maioria no parlamento para fazerem passar um governo.

"Maioria ou não, maioria parlamentar é uma questão que só se pode provar nas votações, não em acordos pós-eleitorais feitos pelas diferentes lideranças", defendeu, referindo-se a um acordo assinado pelos partido da oposição.

"O grande teste é a eleição do novo presidente do parlamento, na segunda ou terça-feira, para substituir Francisco Lu-Olo Guterres. Eu não acredito que aqueles que se dizem aliados votarão em bloco no candidato deles", Fernando Lassama de Araújo, presidente do PD.

O candidato da Fretilin à presidência do parlamento é Aniceto Guterres.

Em entrevista à Rádio SBS da Austrália, dois dias antes da abertura do novo parlamento timorense, na segunda-feira, 30 de Julho, o ex-primeiro-ministro de Timor-Leste confirmou que não é candidato ao cargo de primeiro-ministro e deu a entender que a Fretilin tem outro nome para avançar.

"Eu tenho deixado claro que não sou candidato, por isso a comissão política nacional da Fretilin irá decidir em tempo oportuno quem deverá avançar", disse.

Instado a revelar qual o nome do seu partido para primeiro-ministro, Mari Alkatiri disse: "preferimos não criar mais, diríamos assim, discussões, debates dentro da Fretilin".

E sobre a hipótese de alcançar um acordo com algum partido da oposição para formar o governo, Mari Alkatiri mostrou-se céptico.

"Da nossa parte sempre houve abertura para um acordo porque entendemos que ainda estamos num período delicado, frágil, da estabilidade no nosso país. O resultado das eleições mostrou que o povo não deu maioria absoluta a ninguém, mas deu uma maioria relativa simples à Fretilin, portanto deveríamos tomar a iniciativa de incluir outros na governação de modo a resolver os problemas mais graves do pais", acrescentou.

"Mas o outro lado não entende assim, entende que já estamos numa democracia consolidada, achando que devem trabalhar com base em poder e oposição, e por isso mesmo tem sido difícil chegar a um acordo", explicou Mari Alkatiri.

Quanto a uma aliança com o CNRT, do ex-Presidente Xanana Gusmão, Alkatiri diz que "em política nada é impossível".

"Naturalmente que aqui há questões de personalidade, num e noutro partido, que devem encontrar um entendimento, um consenso, para ver se mesmo estando na oposição, oposição não significa destruição", disse o antigo primeiro-ministro timorense.

BYW

Lusa/Fim
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Enviado por: Luso em Agosto 07, 2007, 02:34:39 pm
Ou é impressão minha ou Timor está a tornar-se noutra Guiné-Bissau?
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 07, 2007, 04:02:23 pm
Nã...imagina!  :roll:

E a pensar que andei a manifestar-me por causa desses gajos!  :evil:
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Enviado por: SSK em Agosto 07, 2007, 06:04:59 pm
Quando cheira a dinheiro todos fazem algumas "habilidades", até mesmo quem ganha o nobel da paz... :?
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 08, 2007, 02:37:34 pm
Xanana propõe "transformação total do sistema"


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O novo primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, apresentou as linhas do que disse ser a "transformação total do sistema", propondo uma reforma "drástica da gestão do Estado".

"Temos forte desejo de corrigir aquilo em que os nossos antecessores falharam", afirmou Xanana Gusmão num discurso de posse em que agradeceu a contribuição dos seus antecessores, em particular do chefe do I Governo Constitucional, Mari Alkatiri.

Uma das tarefas imediatas é a aprovação de um Orçamento de Transição para o período até 31 de Dezembro de 2007.

A curto-prazo, Xanana Gusmão propõe um novo sistema fiscal, segundo as linhas do que foi proposto pelo Presidente da República, José Ramos-Horta.

O novo primeiro-ministro pretende "um sistema fiscal simplificado a favor dos pobres e que incentive o sector privado, o investimento estrangeiro e a criação de emprego".

Do leque de propostas de Xanana Gusmão faz parte a criação de um Tribunal de Contas, de um Banco Nacional de Desenvolvimento e de uma Agência Especializada de Investimento.

O IV Governo pretende ainda aprovar brevemente o Código Penal e outros "documentos legislativos essenciais", instituir a "educação primária capaz e gratuita a todas as crianças de Timor-Leste" e insistir num programa de incentivo ao sector privado.

Xanana Gusmão defendeu a necessidade de uma reforma profunda do sector da Segurança, uma pasta pela qual ele será responsável, apenas com um secretário de Estado que depende directamente do chefe do governo.

"Torna-se urgente implementar as reformas que se aproximam decorrentes do Grupo de Estudos da Força 2020, para a edificação da capacidade institucional das F-FDTL", Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste, disse.

Da Polícia Nacional, Xanana Gusmão pretende que se torne numa força "verdadeiramente profissional, apartidária e merecedora da confiança das pessoas e das comunidades".

O major fugitivo Alfredo Reinado não foi esquecido pelo novo primeiro-ministro, que pretende solucionar esse problema "garantindo desde já que este será um exemplo de que, no nosso país, a justiça poderá tardar mas não falhar".

Xanana Gusmão declarou também que o problema dos peticionários das Forças Armadas deve ser resolvido no curto prazo "analisando e implementando as recomendações do Relatório da Comissão de Notáveis, promovendo o diálogo com as F-FDTL e aplicando medidas de justiça social".

O primeiro Conselho de Ministros do IV Governo reuniu três horas depois da tomada de posse, no Palácio do Governo, onde Xanana Gusmão inspeccionou em detalhe, ao final da tarde, os vários gabinetes e serviços.
Título:
Enviado por: comanche em Agosto 10, 2007, 05:18:11 pm
Cento e dez casas destruídas em dois distritos de Timor-Leste

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Pelo menos 110 casas foram destruídas nas últimas 24 horas nos distritos de Viqueque e Baucau, leste de Timor-Leste, na sequência dos incidentes violentos iniciados esta semana em Díli, disse hoje à Lusa a porta-voz da polícia da ONU (UNPOL).
 


Kedma Mascarenhas acrescentou que número ainda não determinado de pessoas abandonaram as suas casas, refugiando-se nas montanhas.

"A situação está agora calma em Baucau e Díli. No caso da capital não há registo de incidentes desde quinta-feira de manhã (hora local)", precisou.

Embora tenha sido confirmada a destruição de 110 casas, a UNPOL dispõe de informações que apontam para a destruição, parcial ou total, de 142 casas, com os incidentes a serem marcados por bloqueios de estradas.

Além das mais de 50 detenções efectuadas quarta-feira em Baucau pela Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e UNPOL, a UNPOL reportou hoje a detenção de mais quatro indivíduos.

Em Díli, foram feitas 17 detenções, todas relacionadas com apedrejamentos de viaturas civis e das Nações Unidas e confrontos entre grupos de jovens rivais, em incidentes verificados sobretudo a coberto da noite.

Relativamente às pessoas que abandonaram as suas casas, Kedma Mascarenhas disse à Lusa que "por enquanto não há um número", mas adiantou que representantes das agências da ONU "viajam sábado de avião para Baucau, para fazerem uma avaliação da situação e contabilizarem o número real de refugiados".

Os incidentes em Timor-Leste estão relacionados com o impasse que rodeou a designação do primeiro-ministro.

A Fretilin, vencedora das legislativas de 30 de Junho mas sem obter maioria absoluta, rejeitou e denunciou a escolha de Xanana Gusmão como traduzindo um "golpe de Estado constitucional".

O Presidente José Ramos-Horta justificou a escolha de Xanana Gusmão, indicado por uma coligação pós-eleitoral liderada pelo CNRT, a que se juntaram mais três partidos minoritários.

Xanana Gsmão foi empossado quarta-feira no cargo de primeiro-ministro.

Entretanto, a UNICEF apelou à protecção das escolas, algumas das quais foram vandalizadas ou destruídas nesta mais recente onda de violência em Timor-Leste.

Em comunicado enviado à Lusa, a UNICEF receia que a violência ponha em causa o início do ano escolar, formalmente em curso desde o passado dia 06.
 
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Enviado por: comanche em Agosto 15, 2007, 03:04:52 pm
Situação em Timor continua "volátil e com actos de violência esporádicos"



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A Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) informou que a situação no país continua "volátil e com actos de violência esporádicos", após vários dias de tumultos públicos em vários pontos da região.


O sub-director do UNMIT, Eric Huck Gim, declarou em conferência de imprensa em Díli que a atmosfera local está tensa em Baucau e Viqueque, as principais cidades da região oriental do país, e que na capital as coisas tendem a acalmar.

"Em Díli, a situação está relativamente calma, embora subsistam incidentes esporádicos de pessoas atirando pedras em zonas como o Bairro Pite, o porto, Santa Cruz e Comoro", declarou o oficial, um general de brigada de Singapura.

"Quero reiterar que a ONU apoia o direito a manifestações, mas estas devem ser realizadas de maneira pacífica e através dos canais legais adequados", afirmou.

Segundo o responsável das Nações Unidas, "alterar a vida normal do país, como incendiar escolas e edifícios públicos e privados, fazer deslocar pessoas dos seus locais de residência e comprometer a segurança de pessoas não é o caminho para levar o país para a frente".

Os distúrbios em Timor-Leste foram desencadeados no dia 13 quando o Presidente timorense, José Ramos Horta, designou como primeiro-ministro Xanana Gusmão, do Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor Leste (CNRT), e não o candidato da Fretilin, o partido vencedor das eleições de 30 de Junho passado.

Xanana Gusmão dirige uma coalição de quatro formações políticas que controla 37 dos 65 lugares do novo parlamento de câmara única, enquanto que a Fretilin, embora vencedora nas eleições, apenas obteve 21 deputados.

Timor-Leste atravessa uma crise política desde Abril de 2006.

 
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Enviado por: Lancero em Agosto 21, 2007, 12:29:19 pm
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Troops 'desecrate' Fretilin flags



Lindsay Murdoch, Darwin

August 21, 2007


AUSTRALIAN troops in East Timor stole flags of the deposed Fretilin party, tore them up and wiped their backsides with them, Fretilin claimed last night.

The incident had inflamed an already volatile situation in the country and demonstrated the partisan nature of the Howard Government's intervention there, Fretilin vice-president Arsenio Bano said.

A Defence spokeswoman in Canberra confirmed that a group of Australian soldiers took three Fretilin flags without permission on August 18.

But she would not comment on the claim that the flags were torn up and soldiers wiped their backsides with one as they drove off.

Mr Bano said soldiers grabbed the flags in two eastern villages where people were protesting against the formation of a government led by former president Xanana Gusmao.

More than 1000 Australian troops serving in East Timor's International Stabilisation Force and 1600 international police have been struggling to control violent protests by supporters of Fretilin, which had ruled the country since independence in 2002.

Yesterday, East Timor's former prime minister Mari Alkatiri called for Australian troops to return home, accusing them of a lack of neutrality.

Fretilin claims that Mr Gusmao's Government is illegal.

"At Walili (village), two Australian military vehicles full of soldiers tore up a Fretilin flag that had been raised at the roadside, wiped their backsides with it and drove off with the flag," Mr Bano said.

"In Alala village, Australian troops tried to sever a Fretilin flag from its rope and then drove over it," he said.

Mr Bano said the incidents insulted all East Timorese because tens of thousands of Timorese martyrs died fighting under the flag during their 30-year struggle for independence. He said the "cultural insensitivity and arrogance typifies Australian military operations in the Pacific region".

Mr Bano said the incidents could not be excused as the actions of misguided soldiers.

"The soldiers take their cue from their officers, who understand the true objectives of the Howard Government intervention in Timor Leste (East Timor), which has had one overriding aim — the removal of the democratically elected Fretilin government and its replacement with the illegitimate government of Jose Alexandre (Xanana) Gusmao," Mr Bano said.

The Defence spokeswoman said the actions of a small number of International Stabilisation Force soldiers involved in the taking of the flags were "highly inappropriate".

"The removal of any flag without permission is wrong and culturally insensitive," she said.

The spokeswoman said one of the flags was given back to villagers the day it was taken, with an apology. Two other flags were being returned yesterday "with a sincere apology". She said the ISF regretted the incident and was conducting an official investigation.



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Fretilin wants Aussies out of E Timor after flag theft

Posted Mon Aug 20, 2007 7:47pm AEST

Updated Mon Aug 20, 2007 7:56pm AEST

Leaders of East Timor's Fretilin party are demanding the removal of Australian forces after three soldiers were forced to apologise for stealing several Fretilin flags.

One Fretilin official claims the men tore the flags up and made as if to use them like toilet paper, after stealing them from the village of Bercoli, east of Dili, yesterday.

The soldiers later returned the flags and wrote a formal apology, but Australian defence chiefs deny they were damaged.

Australia's Brigadier in Dili, John Hutcheson, says the soldiers' actions were inappropriate and culturally insensitive, but were an isolated incident.

"It's a very serious incident and I guess, as I've already stated, I'm disappointed in the actions of these few soldiers," he said.

"However I'm confident that the larger part of the force, particularly the remaining soldiers and so forth, they are actually doing a very good job."

East Timor's former Prime Minister Mari Alkatiri has again called for Australian troops to return home accusing them of a lack of neutrality.

Mr Alkatiri called the seizure of the flags a provocation and accused the Australian forces of having intimidated Fretilin supporters for some time.

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Enviado por: comanche em Agosto 21, 2007, 03:01:00 pm
“Xanana dará o melhor de si próprio para governar Timor-Leste até ao fim do mandato”

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Agora empenhada nas actividades da Fundação Alola, criada em 2002, Kirsty Sword Gusmão, a esposa do actual primeiro-ministro Xanana Gusmão diz, em entrevista ao PÚBLICO, estar consciente do papel do marido “neste momento crucial para o futuro” do jovem país. Kirsty é uma australiana que nasceu em 1966 na cidade de Melbourne e há sete anos casou-se com o mítico guerrilheiro timorense.

Continua a considerar-se uma primeira dama (agora que o seu marido é o novo primeiro-ministro e que o Presidente Ramos-Horta não se encontra casado)?
Em primeiro lugar, permita-me salientar que as presentes declarações são feitas em meu nome pessoal, como Presidente da Fundação Alola, por mim criada em Março de 2001 e não em nome do meu marido, Xanana, nem tão pouco do Governo.
Claro que já não me considero primeira-dama! O título, aliás, nunca fez sentido na medida em que o estatuto de 'primeira-dama’ nunca foi reconhecido oficialmente nem recebeu qualquer financiamento por parte do Governo. Todo o trabalho desenvolvido pela Alola, em áreas como a advocacia, emprego, educação, saúde materno-infantil e assistência humanitária, tem sido financiado por doadores de todas as partes do mundo, individuais e institucionais.

Como é que vê esta transição de Xanana da primeira para a terceira posição na hierarquia do Estado (depois dos presidentes da República e do Parlamento)?
Encaro o cargo actual de Xanana essencialmente como um acréscimo de responsabilidades e de ocupação do seu tempo, em prejuízo da nossa vida familiar. Mas, é um sacrifício que nós aceitámos sem hesitação, na medida em que estamos conscientes da importância do papel de Xanana neste momento crucial para o futuro de Timor. Nem eu nem Xanana damos muito valor às posições de poder, a nossa maior preocupação é tentar contribuir para a melhoria das condições de vida do povo timorense, a que ele tem dedicado quase toda a sua vida. Xanana deveria estar já a descansar; mas a libertação do seu povo (agora da miséria) continua a ser a sua grande prioridade.

Está convicta de que um Governo com base na AMP (ALiança com Maioria Parlamentar) tem condições para cumprir toda uma legislatura?
Estou confiante que Xanana, bem como as outras pessoas que integram o IV Governo, darão o melhor de si próprias para governar o país até final do seu mandato. Por outro lado, é absolutamente necessário que sejam criadas as condições de estabilidade política e social que permitam mostrar ao mundo que os timorenses são capazes de governar o seu próprio país.

Preocupa-a em particular o grande número de desalojados que ainda há em Timor-Leste?
A questão dos desalojados é muito preocupante, principalmente pelas condições precárias em que os mesmos se encontram, há tanto tempo. É ainda procupante pelo facto da sua existência traduzir a falta de segurança e de estabilidade político-social que se tem vivido no país.

Admite que dentro de dois a três anos o clima económico e social do país possa ser melhor do que é hoje?
Tenho muita esperança que em breve o povo timorense verá as suas condições de vida melhorar e que, a médio prazo, se possa considerar que o clima económico e social do país sofreu realmente um impulso positivo rumo ao desenvolvimento e paz social. Com o empenho de todos – governo, oposição e sociedade civil – na defesa deste grande objectivo nacional, acredito que isso será possível.
Pela minha parte, continuarei a contribuir para melhorar as condições de vida das mulheres e crianças, em particular, através do trabalho que a Fundação Alola vem desenvolvendo no sentido de melhorar a sua educação, saúde e rendimento e apoiando-as na sua luta por uma maior participação na sociedade.

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Enviado por: comanche em Agosto 28, 2007, 03:50:20 pm
Timor-Leste: SENEC João Gomes Cravinho inicia visita na quinta-feira

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Lisboa, 28 Ago (Lusa) - O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, João Gomes Cravinho, inicia quinta-feira uma visita a Timor-Leste, em que além de encontros institucionais acompanhará o desenvolvimento de projectos da cooperação portuguesa naquele país.

Na deslocação, de cinco dias, João Gomes Cravinho tem previsto encontros com o Presidente da República, José Ramos-Horta, com o presidente do Parlamento, Fernando Lasama Araújo, com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e com o representante especial do secretário-geral da ONU, Atul Khare, entre outras entidades políticas e religiosas.

Durante a estada em Timor-Leste, o governante português deslocar-se-á ao distrito de Ermera, para visitar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Rural em Timor-Leste.

Portugal é o principal doador internacional de Timor-Leste e as acções de cooperação, em múltiplas áreas, têm especial relevo nos sectores da educação, justiça, saneamento básico e agricultura.

Nesse sentido, além da deslocação a Ermera, João Gomes Cravinho aproveitará a estada em Timor-Leste para visitar o emissor de Fatuhai, leste de Díli, no âmbito do Programa do Alargamento da Cobertura do Sinal de Rádio e Televisão, e inaugurará, na capital timorense, a segunda fase da Escola Portuguesa de Díli.

Deslocações ao Centro de Formação Jurídica de Caicoli, no centro de Díli, e à ilha de Ataúro, onde inaugurará o Sistema de Abastecimento de Água Potável, completam o programa da visita de cinco dias a Timor-Leste.

Além da forte presença portuguesa no domínio da cooperação bilateral, Portugal mantém estacionado em Timor-Leste um contingente de militares da GNR e de agentes da Polícia de Segurança Pública, que integram a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste.

O secretário de Estado português terá oportunidade de se encontrar com os militares e agentes da GNR e PSP, no decurso de uma visita ao quartel da GNR, situado no bairro de Caicoli.

João Gomes Cravinho visita Timor-Leste à frente de uma delegação que integra a vice-presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Vera Abreu, e a directora do Serviço Ásia e Oceânia do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Gabriela Albergaria.

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Enviado por: comanche em Outubro 30, 2007, 07:02:48 pm
Acordo fronteiriço entre Timor-Leste e Indonésia até Janeiro


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Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, e da Indonésia, Hassan Wirajuda, anunciaram em Jacarta a assinatura de um acordo fronteiriço entre os dois países até Janeiro.
 


Hassan Wirajuda explicou à imprensa, após um encontro bilateral, que os dois vizinhos concordaram em cerca de 97 por cento do traçado da fronteira terrestre.

"Precisamos de intervenção política porque algumas fronteiras exigem mais do que uma abordagem apenas jurídica. Mas concordámos em finalizar as negociações até Janeiro", explicou o chefe da diplomacia indonésia.

Hassan Wirajuda acrescentou que Timor-Leste e a Indonésia iniciarão negociações sobre as fronteiras marítimas logo que as fronteiras terrestres estejam definidas.

O anterior traçado de fronteiras entre Timor-Leste e a Indonésia remonta à época colonial e ao acordo e decisão arbitral, em 1904 e 1915, entre Portugal e a Holanda.

Hassan Wirajuda referiu esses acordos entre potências coloniais que, em alguns casos, foram contrariados localmente por práticas tradicionais.

O último ponto onde não havia acordo político sobre a definição da fronteira de Timor-Leste e Indonésia foi ultrapassado a 05 de Junho último, em Jacarta.

Nessa reunião participaram o então primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, actual Presidente, e o chefe de Estado indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, encontro em que a delimitação de fronteiras ocupou o centro da agenda.

Os dois países tinham anunciado já um acordo político sobre duas pequenas porções de território no enclave de Oécussi, onde Jacarta e Díli propõem que os direitos de soberania sejam conciliados com direitos de utilização pelas populações locais, explicou José Ramos-Horta à Lusa.

Um dos locais situa-se no sub-distrito de Passabe, num terreno onde há hortas de camponeses indonésios.

"A Indonésia reconhece este pedaço de território como sendo de soberania de Timor-Leste, mas desde 1962 que o terreno está ocupado por agricultores indonésios", disse, em Jacarta, o Presidente José Ramos-Horta, à Agência Lusa, durante a sua visita oficial.

Uma situação semelhante, e também relativa a uma área "de um campo de futebol", acontece com o ilhéu de Fatu Sinai, território da Indonésia que é usado há várias gerações pelos timorenses de Oécussi para a realização de cerimónias tradicionais.

Na reunião de Junho em Jacarta, ficou definido que, sem disputar a soberania da Indonésia sobre o ilhéu, um acordo posterior deixará assegurados os direitos de utilização das populações timorenses.

"Existe essa solução entre a Indonésia e a Malásia e entre o Iémen e a Eritreia, por exemplo. Foi uma solução semelhante" que o Presidente timorense propôs, assegurou o chefe de Estado indonésio.

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Enviado por: Lancero em Novembro 15, 2007, 09:31:17 pm
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Timor-Leste: Investigador defende que Portugal não abandonou território em 1975  

    Henrique Botequilha, Agência Lusa  

    Lisboa (15 Nov) - A revelação do consenso em 1963 de quatro potências anglófonas sobre a integração de Timor-Leste na Indonésia permite rever o comportamento de Portugal na sua ex-colónia asiática, defende um investigador de ciências políticas e relações internacionais da Universidade de Lisboa.

     

    "Ao contrário da tese que se generalizou, Portugal não abandonou Timor-Leste em 1975, porque pouco podia fazer", considera Moisés Silva Fernandes, que estudou documentos recentemente abertos ao público, nos arquivos das diplomacias britânica e australiana.  

     

    Vários documentos na posse do especialista demonstram que Austrália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Nova Zelândia acordaram secretamente em Washington, em 1963, a integração de Timor-Leste na República Indonésia.

     

    Do ponto de vista histórico, estas revelações "mudam completamente as coisas", diz Moisés Silva Fernandes. "Portugal começou a elaborar em 1974 um plano de descolonização para Timor-Leste", lembra. "Mas os decisores portugueses desconheciam que já existia um consenso ocidental para Timor-Leste desde 1963, nas reuniões secretas de Washinton e para as quais os portugueses não foram convidados nem para um beberete", adianta.  

     

    "Se Portugal soubesse deste consenso ocidental e regional, talvez tivesse existido mais cautela nas reuniões que manteve com a Austrália a propósito do plano de descolonização para Timor, porque a Austrália não estava de boa fé", comenta. A Indonésia, nota, também estava ao corrente das iniciativas de descolonização de Timor-Leste, bem como do posicionamento secreto das potências ocidentais.  

     

    O acordo secreto dos quatro países anglófonos, em 1963, surgiu num contexto em que "a Holanda estava fortemente pressionada a ceder a Papua Nova Guiné Ocidental à Indonésia", afirma o investigador. "Integrando a população à força e com o beneplácito de várias potências, entre as quais o Reino Unido, os Estados Unidos e a Austrália"  

     

    Por outro lado, observa Moisés Silva Fernandes, "também existia o problema da Papua Nova Guiné Oriental, que era uma colónia australiana e que poderia ser reclamada pela Indonésia".  

     

    A diplomacia do Reino Unido, no início da década de 60, sente-se, por seu lado, inquieta com o nacionalismo indonésio e, segundo o especialista da Universidade de Lisboa, teme a reacção de Jacarta à criação de "uma grande Malásia", a partir das suas antigas colónias asiáticas.  

     

    "Para defender os seus interesses na região, os ingleses precisam do apoio do ocidente", diz Moisés Silva Fernandes", e "lembram-se de fazer uma reunião a quatro (com responsáveis políticos dos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia)", o que sucede, em dois encontros em Washington, em 1963. Em ambos, participaram altos representantes políticos das diplomacias destes países anglófonos.  

     

    No mesmo período, Robert Menzies, primeiro-ministro australiano, e António Oliveira Salazar, chefe do governo português, trocam cartas sobre a questão de Timor-Leste. "Tinham uma excelente relação, Salazar até lhe enviava garrafas de vinho do Porto", adianta o especialista da Universidade de Lisboa.  

     

    Mas já então, diz Moisés Silva Fernandes, "estava escrito em Washington que Portugal era o peão a cair", em nome dos interesses das potências ocidentais no sudeste asiático. "Será que a decisão tomada a respeito de Timor-Leste foi o rebuçado que se deu aos indonésios para não criarem problemas na Papua Nova Guiné Oriental", pergunta o investigador.  

     

    Doze anos mais tarde, havia novos interesses, como os hidrocarbonetos no Mar de Timor, e num contexto de guerra fria, um movimento como a Fretilin era contrário aos propósitos das potências ocidentais na região, lembra Moisés Silva Fernandes. "Só em Março de 1975 Portugal começa a perceber que a Austrália está a dar apoio à Indonésia a propósito de Timor-Leste".

     

    A Indonésia invadiu Timor-Leste em 07 de Dezembro de 1975, numa data em que a administração portuguesa já não se encontrava na ilha. "Sempre tive muitas dúvidas de que os portugueses fossem culpados por esta situação e que as outras potências saíssem ilesas destes acontecimentos", afirma Moisés Silva Fernandes. "Agora sabemos que estava tudo decidido e escrito muito antes."  

     

    "As relações entre Portugal e Austrália sobre Timor-Leste mantêm-se no desconhecimento absoluto", afirma o investigador. "Tenho a certeza de que nos arquivos portugueses e australianos ainda existem coisas que vão deixar as pessoas altamente surpreendidas."  


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Timor-Leste: O território estava "destinado" à Indonésia desde 1963 - académico

   Henrique Botequilha, Agência Lusa  

   Lisboa, 15 Nov (Lusa) - A integração de Timor-Leste na República Indonésia  foi acordada secretamente em Washington por quatro potências anglófonas,  em 1963, revelou à Lusa Moisés Silva Fernandes, investigador de ciências  políticas e de relações internacionais da Universidade de Lisboa.  

     

   Através da análise de documentos da época, Moisés Silva Fernandes verificou  que altos responsáveis políticos do Reino Unido, Austrália, Estados Unidos  da América e Nova Zelândia tiveram dois encontros em 1963, em Washington,  onde "chegaram a acordo sobre a incorporação de Timor-Leste, numa política  de apaziguamento em relação à Indonésia", afirma o investigador.  

     

   "Estes encontros foram secretos, Portugal nunca foi informado de nada",  adianta.  

     

   Um dos documentos analisados por Moisés Silva Fernandes é um telegrama  remetido em 13 de Fevereiro de 1963, pela embaixada australiana em Washington  para o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, em Camberra, no qual dava  conta do acordo obtido pelas quatro partes, que nessa data se encontravam  na capital norte-americana para a primeira das suas reuniões.  

     

   "Sobre Timor, todos concordámos que mais tarde ou mais cedo a Indonésia  vai apoderar-se da parte portuguesa da ilha de Timor e todos à volta da  mesa tornaram bem claro que os seus governos não estavam preparados para  envolver forças militares para evitar esta situação", lê-se no relatório  da diplomacia australiana.  

     

   Noutro dos documentos encontrados pelo investigador português no Arquivo  Nacional da Austrália, e recentemente abertos à consulta pública, consta  um outro texto, escrito pelo embaixador da Austrália em Jacarta para o seu  primeiro-ministro, Robert Menzies, datado de 7 de Março de 1963 e com a  classificação "top secret".  

     

   "Devemos ao mesmo tempo convencer os indonésios que não teremos objecções  a uma eventual incorporação do Timor português na Indonésia, desde que isto  venha a ocorrer através do uso de meios aceitáveis", afirma o diplomata  australiano, confirmando o acordo obtido em Washington.  

     

   Em Outubro de 1963, os quatro países anglófonos voltaram a reunir consenso  sobre Timor-Leste em Washington. "O ideal do nosso ponto de vista seria  que os portugueses cedessem Timor de boa vontade e de um modo que a transferência  para a Indonésia não seja o resultado de uma agressão ou de um movimento  cínico apaziguador para o Presidente (indonésio) Sukarno, lê-se num documento  secreto de preparação da diplomacia londrina para o segundo encontro quadripartido  e agora encontrado por Moisés Silva Fernandes no arquivo do "Foreign Office"  britânico.  

     

   Para o investigador português, a interpretação destes novos dados é  clara. "Onde outros podem ver 'realpolitik', eu vejo cinismo", comenta.  

     

   A Indonésia invadiu Timor-Leste em 7 de Dezembro de 1975, 12 anos após  estas reuniões secretas, e, com o silêncio das potências ocidentais, ocupou  o território até à consulta popular de 30 de Agosto de 1999, cujo resultado  conduziu à independência do país asiático de expressão portuguesa.  

     

   Moisés Silva Fernandes vai revelar as suas conclusões, do ponto de vista  académico, sexta-feira, 16 de Novembro, num seminário na Universidade de  Oxford sobre assuntos portugueses e lusófonos.  

     

   Mais tarde, planeia escrever um artigo sobre as suas revelações históricas  a propósito de Timor-Leste, em inglês, na revista científica de estudos  internacionais South European Society & Politics e incluir os novos elementos  históricos, em português, num livro dedicado aos anos de 1974 e 1975 em  Timor-Leste, a lançar em 2008.  

     
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Enviado por: André em Novembro 16, 2007, 04:41:20 pm
Ramos Horta compara acordo secreto à Conferência de Berlim

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O Presidente timorense José Ramos-Horta afirmou hoje em Lisboa que o acordo de quatro potências anglófonas, em 1963, sobre a integração da ex-colónia portuguesa de Timor na Indonésia é comparável à Conferência de Berlim.
Para o Presidente de Timor-Leste, a iniciativa secreta dos Estados Unidos da América, Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia «tem paralelo com a conferência de Berlim», que no século XIX levou à partilha do continente africano pelas potências coloniais europeias.

Ramos-Horta, que se encontra em visita oficial a Portugal, a primeira desde que foi eleito chefe de Estado em Maio passado, e que falava numa conferência de imprensa, salientou, no entanto, que a intenção dos quatro países anglófonos «não era séria».

«Não me parece que tenha sido uma intenção séria. Não passou de uma conversa informal de diplomatas, que não teve em linha de conta o factor Portugal. Era impensável que naquela altura Portugal aceitasse esta iniciativa», frisou Ramos-Horta.

A integração de Timor-Leste na Indonésia foi acordada secretamente, sem conhecimento de Portugal, em Washington, em 1963, segundo revelou à Lusa Moisés Silva Fernandes, investigador de ciências políticas e de relações internacionais da Universidade de Lisboa.

Através da análise de documentos da época, Moisés Silva Fernandes verificou que altos responsáveis políticos do Reino Unido, Austrália, Estados Unidos e Nova Zelândia tiveram dois encontros em 1963, em Washington, onde «chegaram a acordo sobre a incorporação de Timor-Leste, numa política de apaziguamento em relação à Indonésia», afirma o investigador.

«Estes encontros foram secretos, Portugal nunca foi informado de nada», adianta.

Um dos documentos analisados por Moisés Silva Fernandes é um telegrama remetido em 13 de Fevereiro de 1963, pela embaixada australiana em Washington para o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, em Camberra, no qual dava conta do acordo obtido pelas quatro partes, que nessa data se encontravam na capital norte-americana para a primeira das suas reuniões.

«Sobre Timor, todos concordámos que mais tarde ou mais cedo a Indonésia vai apoderar-se da parte portuguesa da ilha de Timor e todos à volta da mesa tornaram bem claro que os seus governos não estavam preparados para envolver forças militares para evitar esta situação», lê-se no relatório da diplomacia australiana.

Noutro dos documentos encontrados pelo investigador português no Arquivo Nacional da Austrália, e recentemente abertos à consulta pública, consta um outro texto, escrito pelo embaixador da Austrália em Jacarta para o seu primeiro-ministro, Robert Menzies, datado de 7 de Março de 1963 e com a classificação «top secret».

«Devemos ao mesmo tempo convencer os indonésios que não teremos objecções a uma eventual incorporação do Timor português na Indonésia, desde que isto venha a ocorrer através do uso de meios aceitáveis», afirma o diplomata australiano, confirmando o acordo obtido em Washington.

Em Outubro de 1963, os quatro países anglófonos voltaram a reunir consenso sobre Timor-Leste em Washington. «O ideal do nosso ponto de vista seria que os portugueses cedessem Timor de boa vontade e de um modo que a transferência para a Indonésia não seja o resultado de uma agressão ou de um movimento cínico apaziguador para o Presidente (indonésio) Sukarno, lê-se num documento secreto de preparação da diplomacia londrina para o segundo encontro quadripartido e agora encontrado por Moisés Silva Fernandes no arquivo do «Foreign Office» britânico.

Ramos-Horta acrescentou que a iniciativa daqueles quatro países encontra ainda paralelo com a intenção manifestada «logo a seguir à II Guerra Mundial, quando a Austrália quis comprar Timor».

«A iniciativa (dos quatro países) não será muito diferente de uma outra tentativa, logo a seguir à II Guerra Mundial, quando a Austrália quis comprar Timor e pediu a mediação do Reino Unido», disse.

Para o investigador português, a interpretação dos novos dados é clara. «Onde outros podem ver realpolitik, eu vejo cinismo», comenta Moisés Silva Fernandes .

A Indonésia invadiu Timor-Leste em 7 de Dezembro de 1975, 12 anos após estas reuniões secretas, e, com o silêncio das potências ocidentais, ocupou o território até à consulta popular de 30 de Agosto de 1999, cujo resultado conduziu à independência do país asiático de expressão portuguesa.

Moisés Silva Fernandes revela no sábado as suas conclusões, do ponto de vista académico, num seminário na Universidade de Oxford sobre assuntos portugueses e lusófonos.

Posteriormente, tenciona escrever um artigo sobre as suas revelações históricas a propósito de Timor-Leste, em inglês, na revista científica de estudos internacionais South European Society & Politics e incluir os novos elementos históricos, em português, num livro dedicado aos anos de 1974 e 1975 em Timor-Leste, a lançar em 2008.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Novembro 24, 2007, 02:12:52 pm
Timor-Leste: "O país está dividido" - Mari Alkatiri


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Díli, 24 Nov (Lusa) - O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, afirmou hoje que "o país está dividido" e que o consenso político não pode ser feito à custa do maior partido timorense.

"Concordamos com (a necessidade de haver) sentido de Estado mas isso não pode ser eles ficarem com o Estado e a Fretilin ficar em sentido", afirmou Mari Alkatiri à saída de uma reunião privada com Durão Barroso.

"O país está dividido", alertou o líder da Fretilin.

O ex-primeiro-ministro timorense foi um dos líderes com quem Durão Barroso se encontrou na sua visita oficial de um dia a Timor-Leste.

"Não lhe escondi nada", declarou Mari Alkatiri sobre o encontro."Disse-lhe claramente que quem quer que venha governar e que não consiga resolver os problemas dos peticionários, do major Alfredo Reinado e dos deslocados, não governa o país de certeza", explicou Mari Alkatiri.

"Para ultrapassar isso, a única solução é um governo de grande inclusão", acrescentou Mari Alkatiri. "Isso não lhe dissemos, mas acho que já vamos atrasados", sublinhou o ex-primeiro-ministro. "A parte leste do país não está a ser governada. Nem a parte oeste já. Penso que para mim será mais fácil amanhã ir a Ermera do que ao primeiro-ministro", referiu Mari Alkatiri.

O secretário-geral da Fretilin aludia à presença em Ermera, a oeste de Díli, do major fugitivo Alfredo Reinado, que na quinta-feira passada realizou uma parada com centenas de peticionários expulsos das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste(F-FDTL). "Tudo virou ao contrário", concluiu Mari Alkatiri sobre a situação.

PRM


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Enviado por: comanche em Dezembro 02, 2007, 04:32:06 pm
Timor-Leste: Homenagem à Frente Armada - mais vale cheque do que nunca


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Por Pedro Rosa Mendes, da agência Lusa

Díli, 02 Dez (Lusa) - Timor-Leste homenageou hoje 205 veteranos da Frente Armada. Um deles, de uniforme, foi receber o cheque calçando chinelo num pé e bota da tropa no outro.

O pé esquerdo está doente.

É uma imagem que pode resumir o grupo a quem hoje o Estado timorense agradeceu o sacrifício da luta: velhos combatentes com um pé nas velhas Falintil e outro nas novas Forças de Defesa.

"Para a grande maioria, é a primeira vez, desde há 32 anos, que recebem uma ajuda financeira para fazer frente a profundas carências e poderem realizar desejos antigos", afirmou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

Cada um dos veteranos recebeu um "reconhecimento" de 9.600 dólares americanos (cerca de 6.500 euros), sob a forma de vale a depositar num dos bancos com agências em Timor-Leste.

Chinelo e bota, em passo coxo e solene diante de um Xanana Gusmão emocionado e cansado, resumem também o país ao largo: o Timor-Leste do presente, nação inquieta entre as feridas antigas da resistência e as feridas frescas da independência.

Havia civis e militares entre os 205 veteranos, todos com mais de 15 anos na Frente Armada ou, como sintetizou um assessor das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), "são 'gentlemen' que comeram muita erva e raízes".

Havia peticionários - 3, e um faltou -, excluídos das Forças Armadas em Março de 2006, incluindo o major Tara Ablai Ana, hoje em traje civil.

Havia um soldado, Armindo Silva "Maukade", condenado há apenas quatro dias no Tribunal de Recurso a 10 anos de prisão no caso do massacre de 8 polícias timorenses em Maio de 2006.

Havia, envolvido na cerimónia, um Governo que senta no Conselho de Ministros antigos resistentes e antigos integracionistas.

Havia um primeiro-ministro que também é o ex-comandante supremo da guerrilha - ou talvez o contrário para os homens que hoje choraram diante dele e as mulheres que lhe fizeram continência.

"Mais vale tarde do que nunca", declarou Xanana Gusmão, de fato e gravata, discursando perante veteranos que conhece e abraça como "Kada Fi" (sic), "Nixon", "Alende", "Maputo", "Cuitado", "Cuba" e uma lista infindável de nomes de código nas várias línguas timorenses.

"Passaram 8 anos sobre o fim da guerra e a grande maioria dos heróis e veteranos da libertação encontra-se ainda a viver na pobreza e sem um mínimo de condições de dignidade", afirmou Xanana Gusmão.

"Sem eles, muitos de nós estaríamos ainda nas prisões de Cipinang ou na diáspora em Moçambique, Lisboa ou Nova Iorque", acrescentou.

Nas bancadas do GMT, o ginásio do "campus" universitário de Díli, a assistência era quase apenas composta por alunos de várias escolas, a quem Xanana Gusmão teve de repreender o mau comportamento e a desatenção.

De resto, as escolas saíram cedo da estufa do ginásio e as bancadas ficaram vazias.

Os mais veteranos dos veteranos da Frente Armada - "que no total não são mais de 250 pessoas", segundo um elemento ligado à organização da homenagem aos 205 de hoje - assistiram à sua própria coroação largamente ignorados pelo resto do país.

Não esteve presente o Presidente da República, José Ramos-Horta.

Na pilha dos cheques dos que não compareceram à cerimónia ficou um em nome do chefe-do-Estado-Maior das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, e outro para o presidente da Fretilin e ex-presidente do Parlamento, Francisco Guterres "Lu Olo".

"Vou construir uma casa com este cheque", afirmou à Agência Lusa um dos veteranos, o septuagenário Matias Magno, que veio à homenagem vestindo a lipa tradicional, uma espécie de pano-saia.

"Timor-Leste é uma nova nação. Nós também temos que arranjar uma nova vida com este cheque", afirmou à Lusa outro veterano idoso, Frederico Araújo.

Também o major Tara pensa numa vida nova em casa nova: "Aquela onde vivo foi queimada em 1999. Arranjei-a só com umas placas de zinco. Agora posso finalmente reconstruí-la", disse à Lusa.

Outros veteranos explicaram o mesmo padrão de prioridades que Francisco da Costa Belo, ex-maqueiro da guerrilha.

"Um bocadinho para guardar. Um bocadinho para a casa. Um bocadinho para a escola do meu filho", explicou o veterano, contando pelos dedos.

"E um bocadinho para uma namorada nova", completou, rindo, outro velho de cheque na mão.

"Cerimónias semelhantes à de hoje deverão ter lugar quando estiver apurada toda a verdade e separados os verdadeiros dos falsos combatentes", explicou Xanana Gusmão aos veteranos.

O apuramento da lista de 205 veteranos "levou cerca de 50 horas de discussões", afirmou um dos seis elementos envolvidos na comissão criada para esta homenagem.

Exemplo da dificuldade, na antevéspera da cerimónia o nome de José Pereira, administrador do subdistrito de Lolotoe, distrito de Bobonaro, teve de ser retirado: esteve 24 anos na resistência, mas em 1999 foi comandante de secção de uma milícia pró-indonésia.

Em Timor-Leste, o passado fica ainda demasiado perto.

Título: Lanchas Oecusse e Ataúro
Enviado por: Barbarossa em Dezembro 08, 2007, 09:39:21 am
Citação de: "Nuno Bento"
Esses lanchas estiveram algum tempo inoperacionais por falta de manutenção mas agora já voltaram ao activo


Para dar uma informação actualizada.
As referidas lanchas estão já operacionais e sofreram algumas alterações.
A manutenção foi feita em Surabaya pela empresa PT Dhumas.

Mais alguma coisa sobre este assunto é só perguntar.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 09, 2008, 09:39:36 pm
Timor-Leste: França e Espanha vão abrir uma embaixada conjunta em Díli
9 de Janeiro de 2008, 21:06

Madrid, 09 Jan (Lusa) - Os governos de França e de Espanha vão abrir uma embaixada conjunta em Timor-Leste possivelmente já no decurso deste ano, disseram à Lusa fontes governamentais em Madrid.

O anúncio deverá ser feito na quinta-feira, em Paris, no decurso da cimeira franco-espanhola que decorre na capital francesa, em que participam o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e o presidente francês Nicolás Sarkozy.

França mantém actualmente em Timor-Leste um gabinete de cooperação mas os interesses diplomáticos e consulares de Paris e Madrid são exercidos através das embaixadas dos dois países em Jacarta, capital indonésia, segundo o site do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste.

No caso francês o embaixador acreditado desde Setembro de 2003 é o embaixador Renaud Vignal e no caso espanhol, desde Agosto de 2002, o embaixador Dâmaso de Lario Ramirez, ambos a residir na capital da Indonésia.

Além de Portugal, Díli conta actualmente com embaixadas da Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Japão, Malásia, Reino Unido, Tailândia e Estados Unidos e escritórios de representação da Indonésia, Irlanda e da Comissão Europeia.

ASP.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 29, 2008, 10:37:46 pm
Ele há coisas fantasticas, não há...  :roll:

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Quem ainda tinha dúvidas sobre a natureza da clique Xanana Gusmão- Ramos Horta, deve tê-las dissipado totalmente com a presença do primeiro no funeral do ditador responsável pela morte de 200 mil timorenses e com as declarações do pateta alegre (http://http) que se tornou famoso pelo seu lacinho. O porta-voz do Governo de Timor-Leste garante que Xanana Gusmão foi ao funeral do ex-presidente "como expressão de reconhecimento e gratidão do povo de Timor-Leste a Suharto por aquilo que fez de positivo no país durante os 24 anos de ocupação indonésia (http://http)". As palavras são tão chocantes e ignóbeis que tornam difícil qualquer reacção que não seja temer pela sua sanidade mental. Mas há muito que Xanana passou a fronteira da falta de vergonha e dignidade (http://http). Era uma questão de tempo para que o seu carácter ficasse à vista de todos. Não precisava era de ser de uma forma tão crua e despudorada.


zerodeconduta (http://http)
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 30, 2008, 11:17:11 am
Citação de: "ricardonunes"
Ele há coisas fantasticas, não há...  :evil:
Título:
Enviado por: André em Janeiro 30, 2008, 07:10:41 pm
Comissão mista tem «amizade a mais e verdade a menos»

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O resultado final do trabalho da comissão mista sobre a violência em Timor-Leste em 1999 tem «amizade a mais e verdade a menos» e corre o risco de ser apenas «uma charada diplomática», alertou uma organização independente.

A Comissão da Verdade e Amizade (KPP) corre o risco de ser «apenas uma charada diplomática» a menos que a redacção final sobre 3 anos de investigações produza recomendações sérias, alertou o Centro Internacional para Justiça Transitória (ICTJ), num relatório divulgado ontem.

O ICTJ critica os termos de referência, os métodos de trabalho, a falta de consulta e contribuições externas e os objectivos da KPP.

«A criação da KPP parece ter resultado mais da preocupação em fomentar relações diplomáticas bilaterais do que em contribuir substancialmente para contar a verdade ou para (conseguir) a reconciliação nacional entre os povos de Timor-Leste e da Indonésia», acusa o ICTJ.

O relatório crítico da KPP intitula-se «Amizade a Mais, Verdade a Menos».

A KPP foi estabelecida pelos chefes de Estado timorense e indonésio em 2005, para estabelecer uma «verdade conclusiva» sobre os acontecimentos que precederam e acompanharam a realização do referendo pela independência do território, em 1999.

«Embora os danos tenham sido feitos nas audiências públicas da KPP, o trabalho ainda não está completo», salienta o ICTJ.

«Infelizmente, será muito difícil para a KPP apagar os efeitos das audiências».

A Comissão tem, no entanto, segundo o relatório do ICTJ, «uma última oportunidade» para contribuir com recomendações positivas «e não repetir a versão alarmante dos acontecimentos» consolidada durante os testemunhos prestados em Jacarta, Bali e Díli.

Ao analisar o falhanço da KPP desde a sua constituição, o ICTJ sublinha que a Comissão falhou, em grande parte, pelas motivações que possibilitaram a sua criação.

«Os líderes da nova nação independente deram prioridade às boas relações com os vizinhos da Indonésia, sobrepondo-as à prossecução da justiça, um objectivo que eles viam como prejudicial às relações diplomáticas».

«O resultado foi uma relação bilateral mandatada para »procurar a verdade conclusiva mas impedida de avançar com outras condenações, e com o poder explícito de recomendar amnistias sem dar prioridade aos interesses das vítimas«, acusa o ICTJ.

O trabalho da KPP provocou, desde cedo, a oposição de muitas organizações da sociedade civil em ambos os países, que acusaram a Comissão de fornecer »um palco para os criminosos de 1999«.

A KPP provocou também o repúdio de mais de 30 organizações não-governamentais e de direitos humanos de todo o mundo.

As Nações Unidas recusaram legitimar os resultados das investigações da KPP.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Fevereiro 06, 2008, 12:07:27 pm
Timor-Leste: Grupo de Reinado disparou contra patrulha australiana

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Díli, 06 Fev (Lusa) - O major Alfredo Reinado e o seu grupo dispararam hoje "vários tiros" contra uma patrulha australiana no distrito de Ermera, a sudoeste de Díli, anunciou o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Timor-Leste.

O incidente não provocou vítimas, disse o brigadeiro James Baker em conferência de imprensa em Díli.

O "encontro casual" da patrulha australiana com "Alfredo Reinado e o seu grupo" aconteceu cerca das 12:50 locais (03:50 em Lisboa), explicou o comandante das ISF.

"Alguns dos homens de Alfredo Reinado estavam armados" e os primeiros dados apontam para "quatro ou cinco com espingardas no grupo".

O incidente ocorreu perto da aldeia de Lauala, Ermera, quando soldados australianos realizavam "uma patrulha de reconhecimento das estradas, na sequência das fortes chuvas que têm caído no país", adiantou o comandante James Baker.

"O reconhecimento por patrulhas das ISF foi amplamente divulgado", afirmou.

"O grupo disparou vários tiros de aviso, numa atitude insensata da parte de Alfredo Reinado e dos seus homens", adiantou o brigadeiro.

A patrulha australiana não respondeu aos tiros e recuou "de imediato" para a vila de Gleno, no mesmo distrito, referiu o comandante das ISF.

"Os soldados das ISF mostraram grande contenção, grande disciplina e grande profissionalismo", considerou o brigadeiro James Baker.

"As ISF, seguindo um pedido do governo timorense, não efectuam neste momento nenhuma operação contra Alfredo Reinado", assegurou também o oficial australiano.

"Alfredo Reinado é um fugitivo do sistema judicial timorense e a acção de hoje pôs em perigo a segurança de tropas das ISF", acrescentou.

Questionado por que razão as ISF não prenderam Alfredo Reinado, alvo de um mandato judicial, o brigadeiro James Baker respondeu, cinco vezes ao todo, que o major fugitivo "é um caso para as autoridades de Timor-Leste" e que "a missão das ISF em Timor-Leste é de assistir o governo".

O major Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar timorense, está fugido à justiça desde Agosto de 2006 e começou a ser julgado em Díli em Dezembro de 2007.

O incidente de Ermera aconteceu na véspera do início do acantonamento, em Díli, dos peticionários das Forças Armadas.

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Enviado por: André em Fevereiro 07, 2008, 04:00:41 pm
Reinado não é ameaça à estabilidade

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O fugitivo Alfredo Reinado «não é uma ameaça real à estabilidade» de Timor-Leste, declarou hoje à Agência Lusa em Díli o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.

«Da parte do Estado, Alfredo Reinado não é uma ameaça real à estabilidade», afirmou Xanana Gusmão numa entrevista de balanço dos primeiros seis meses do IV Governo Constitucional, que se completam sexta-feira.

«Da parte da população, (Reinado) é uma ameaça, já que ele não actuou sozinho e os jovens saíram para a rua em Díli quando viram o ataque a Same», por tropas australianas, a 03 de Março de 2007, referiu.

«Os jovens aqui, em Díli, acham-no como herói. Há boa gente que eu conheço e de quem sou muito amigo e (o apoio) é mais por uma questão de vingança política», acrescentou Xanana Gusmão sobre o ex-comandante da Polícia Militar timorense e um dos protagonistas da crise de 2006, que levou à queda do governo chefiado pelo líder da Fretilin, Mari Alkatiri.

«Não é em termos de crença ou de pensamento, mas por causa do começo do problema, com uma frase que surgiu a certa altura e sem a qual os peticionários praticamente não teriam tido grande impacto», sublinhou Xanana Gusmão.

A frase é «vocês do oeste não lutaram», precisou, referindo-se à alegada diferença de contribuições para a luta contra a ocupação indonésia consoante a origem geográfica.

«Dentro deste mal-estar político, que assolou a consciência de muitos combatentes da libertação nacional, o Alfredo apareceu como o que reporia, não a verdade dos factos, que já existiu, mas um contrapeso dessas coisas», disse.

«Criou-se e continua a alimentar-se uma imagem que eles estavam a necessitar. Não é exactamente um conflito de gerações porque quem lhe dá maior apoio é uma geração velha da parte oeste, de quadros clandestinos com quem eu estou sempre em contacto e a tentar lavar-lhes o cérebro», explicou o primeiro-ministro, rindo.

O caso de Reinado «não é uma guerra de legitimidade e comigo muito menos. São pessoas que eu conheço (que o apoiam) e se eu os mando para o Ramelau eles vão, se eu os mando vir eles vêm», sublinhou Xanana Gusmão.

O problema, acrescentou o primeiro-ministro, é que Alfredo Reinado «surgiu num mal-estar político que, com o correr do tempo, se tornou numa figura de quem eles necessitavam».

Xanana Gusmão defendeu na entrevista à Lusa que «devia-se ser mais duro» com Alfredo Reinado, um homem que «não merece confiança porque muda todos os dias de opinião».

O primeiro-ministro recordou inúmeras reuniões «quentíssimas» que teve enquanto Presidente da República e adiantou que «o Estado ia fazer uma concessão inédita que era enviar o tribunal a Gleno fazer uma audição sobre o caso do Reinado», no início de 2007.

«O próximo passo seria discutir com Reinado para ele não entrar com armas no tribunal e foi então que ele tirou as armas» a três postos de polícia fronteiriça em Maliana, oeste, em Fevereiro de 2006, contou.

«Discutimos todas as opções possíveis mas sempre chegámos à opção moderada», recordou o primeiro-ministro.

«Aí é que a componente pensante da sociedade timorense peca por demasiada divergência de opiniões», notou Xanana Gusmão sobre a estratégia que tem sido seguida pelo Estado timorense.

«Há partidos envolvidos, e quando digo partidos não digo Fretilin, digo partidos no plural. Há líderes envolvidos, organizações e grupos. Nós estamos divididos na percepção da substância», disse o primeiro-ministro.

«É gente a mais e é por causa disso mesmo» que ainda não se resolveu a questão, acrescentou.

Alfredo Reinado, fugido à justiça desde Agosto de 2006, está acusado de homicídio, rebelião e posse ilegal de material de guerra.

O militar foi um elemento central na crise política e militar de 2006, desencadeada por um grupo de peticionários das Forças Armadas e que deixou, até hoje, uma herança de 100 mil deslocados internos.

Para Xanana Gusmão, o caso de Alfredo Reinado, a situação dos peticionários e os deslocados são problemas «interrelacionados» aos quais o seu governo procura dar uma resposta abrangente.

«Há-de chegar o momento em que, antes de ir aos deslocados, eu tenho que lidar com os peticionários», afirmou Xanana Gusmão.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 10, 2008, 11:51:50 pm
Presidente Ramos Horta, ferido e Alfredo Reinado morto a tiro em Dili

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O Presidente da República de Timor Leste, Ramos Horta foi alvejado nesta Segunda-feira de madrugada (04:00 da manhã locais) em Timor por desconhecidos que atacaram a sua residência.
Ramos Horta recebeu um tiro no estômago e foi levado ao hospital australiano em Díli. Segundo outras fontes terá posteriormente sido evacuado para Darwin no norte da Austrália.

Aparentemente, durante o incidente que envolveu troca de tiros entre as forças da segurança do presidente e os atacantes, resultou morto o alegado líder rebelde, Alfredo Reinado, procurado pela polícia há bastante tempo por posse ilegal de armas e outros crimes.

Embora as tropas da Austrália sejam normalmente interventores menores em termos de manutenção de segurança, tinham entrado em conflito com Alfredo Reinado na passada semana, tendo ocorrido trocas de tiros.

Reinado tinha que morrer

Alfredo Reinado, alegadamente treinado pelas próprias forças australianas, esteve directamente ligado aos distúrbios ocorridos em 2006.
A sua actuação e os distúrbios que provocou estiveram na origem de declarações proferidas pelo primeiro-ministro da Austrália, quando declarou Timor-Leste um «Estado falhado».

Alfredo Reinado: Morte anunciada há muito.
Essa afirmação levou à intervenção australiana na ilha, tendo levado a que o governo timorense, na altura chefiado por Mari Alkatiri tivesse pedido auxilio a Portugal e à Malásia.

Aquilo que parece ser uma acção de desespero por parte de Reinado, ocorre depois de o governo John Howard ter sido derrotado em eleições na Austrália.

Área Militar
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Enviado por: P44 em Fevereiro 11, 2008, 08:05:17 am
bandozito de tristes...
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Enviado por: comanche em Fevereiro 11, 2008, 10:43:24 am
Timor-Leste: Ramos Horta apresentava uma hemorragia forte e estava em estado de choque - enfermeiro do INEM

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Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O primeiro elemento médico que hoje socorreu o Presidente da República de Timor-Leste, após atentado, disse à Lusa que Ramos Horta apresentava uma hemorragia "muito grande" e que estava em "estado de choque".

"Apresentava uma hemorragia muito grande. Uma hemorragia franca e estava em estado de choque, apesar de reagir à dor", disse à Agência Lusa o enfermeiro do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), que hoje integrou a equipa da GNR que se deslocou ao local do atentado.

O enfermeiro disse à Lusa que quando chegou ao local do atentado se dirigiu para a primeira pessoa, de várias, que se encontrava caída, tendo iniciado os procedimentos médicos".

"Só quando voltámos a pessoa de barriga para cima é que reparei quem era. É uma cara conhecida", contou.


Timor-Leste: Gastrentorologista considera que situação "potencialmente muito grave"

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Lisboa, 11 Fev (Lusa) - Uma bala alojada no abdómen é "uma situação potencialmente muito grave" e poderá provocar "situações irreversíveis" se a vítima perder sangue durante muito tempo, comentou hoje um médico gastrenterologista, reportando-se ao atentado contra o presidente de Timor-Leste.

"Sem conhecer as informações clínicas e apenas pelas informações dadas pela comunicação social, posso dizer que se trata de uma situação mais grave do que se pensava inicialmente", referiu à Lusa um médico do Hospital de Santa Maria.

Depois de ser colocado em coma induzido, José Ramos Horta foi operado no hospitalar militar australiano em Díli para lhe ser removida uma bala, que primeiro o atingiu nas costas e depois no estômago.

O presidente timorense foi ainda atingido por uma segunda bala, que o feriu de raspão.

Estabilizado o seu estado de saúde, o líder timorense foi transferido via área para a cidade australiana de Darwin, onde já chegou, em estado considerado grave mas estável, segundo as informações disponíveis.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, o presidente ficou mais de uma hora no quarto da sua residência, em Díli, à espera de auxilio, após o ataque de que foi alvo cerca das 21:15 horas de Lisboa.

"Uma bala no estômago, que na prática está alojada no abdómen, é uma situação grave e se o doente estiver muito tempo em estado de choque, a perder sangue, poderá haver situações irreversíveis de danos ao nível dos rins ou do cérebro", comentou o mesmo médico.

O gastrenterologista comentou que uma situação semelhante em Portugal, o paciente entraria imediatamente no bloco operatório, sem realização de quaisquer tipos de exames.

O atentado contra a casa do presidente timorense resultou em dois mortos, um dos quais o major fugitivo Alfredo Reinado.

Cerca das 07:15 (22:45 em Lisboa), o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, foi atacado a caminho de Díli, mas não sofreu nenhum ferimento.

Homens armados tentaram hoje matar José Ramos Horta e Xanana Gusmão, em dois ataques concertados.

O ataque contra Ramos Horta foi liderado pelo major Alfredo Reinado, que foi morto no incidente.

Ramos Horta foi ferido a tiro e teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Díli, de onde seguirá ainda hoje para um hospital na cidade australiana de Darwin.

De acordo com um elemento da segurança do primeiro-ministro, o tenente Gastão Salsinha, um dos peticionários que abandonaram as forças armadas em 2006, comandou o ataque contra Xanana Gusmão, que saiu ileso.

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Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 11, 2008, 11:08:47 am
Está na altura dos totós dos portugueses fazerem outro cordão humano com velinhas na mão. Ah e não se esqueçam de continuar a mandar dinheiro lá para a colónia!....
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Enviado por: P44 em Fevereiro 11, 2008, 12:05:02 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Está na altura dos totós dos portugueses fazerem outro cordão humano com velinhas na mão. Ah e não se esqueçam de continuar a mandar dinheiro lá para a colónia!....



eu para esse peditório já dei e bem arrependido estou :evil:  :evil:
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 11, 2008, 12:36:11 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Está na altura dos totós dos portugueses fazerem outro cordão humano com velinhas na mão. Ah e não se esqueçam de continuar a mandar dinheiro lá para a colónia!....


Não me arrependo mínimamente do que fiz. Dei (fui dando) o meu muito insignificante contributo para que eles tivessem pelo menos uma hipótese. Agora o que eles fazem com a oportunidade que lhes foi dada isso é outra história.
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 11, 2008, 07:36:03 pm
Sobreviver e morrer por falta de lógica

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A análise dos factos e da cronologia dos ataques de ontem de manhã, em Díli, revela um dado implacável e perturbante: José Ramos-Horta e Xanana Gusmão estão vivos e Alfredo Reinado está morto porque quase nenhum dos envolvidos actuou dentro do que seria lógico.

O primeiro dado bizarro é a sequência do ataque à residência de José Ramos-Horta: o major fugitivo Alfredo Reinado morreu quase uma hora antes de o próprio Presidente da República ter sido alvejado na mão, no abdómen e nas costas.

O filme dos acontecimentos, cruzando testemunhos de fontes oficiais com o relatório de operações a que a Agência Lusa teve acesso, mostra que houve dois tiroteios diferentes, separados por cerca de 45 minutos.

Entre um e outro tiroteio, nenhum sinal de alarme foi dado de dentro da residência do chefe de Estado, contrariando o que seria normal acontecer.

Alfredo Reinado morreu logo no início do primeiro tiroteio, ironicamente baleado por um elemento da Polícia Militar das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste, a unidade que ele comandou até desertar de Díli com alguns dos seus homens, em Abril de 2006.

O primeiro ataque de ontem contra a residência de José Ramos-Horta foi feito, também, a uma hora - 06h15 - a que, como é do conhecimento geral em Díli, o Presidente faz o seu "jogging" matinal na marginal que conduz à Praia da Areia Branca.

A aparente ignorância deste facto básico por parte de Alfredo Reinado, num eventual plano concertado, deu azo a que nos "mentideros" de Díli surgisse ontem a versão de que o major fugitivo teria planeado um sequestro e não um atentado.

A surpresa do grupo de Reinado pela ausência de José Ramos-Horta ficou patente na busca que os atacantes fizeram pela residência do Presidente, composta por várias construções de arquitectura tradicional, de tipo "bungalow", num terreno isolado na saída leste de Díli.

Os atacantes "arrombaram várias portas a pontapé, à procura do Presidente", segundo uma fonte oficial.

Não o encontraram, mas também não está explicado onde e como durante mais de meia hora se esconderam os homens de Reinado quando já estava morto, até o Presidente da República se aproximar da residência, cerca das 07h00.

José Ramos-Horta soube por um telefonema da irmã, às 06h50, que havia tiroteio na sua residência. Em vez de se afastar do local, caminhou para lá, como explicou, horas mais tarde, o primeiro-ministro Xanana Gusmão.

O Presidente foi alvejado junto ao muro que marca o início da sua propriedade no Boulevard John Kennedy, em Meti-hau.

Foi ainda o próprio Presidente quem fez a primeira chamada de socorro devido a estar ferido - uma vez que a primeira chamada para o Centro Nacional de Operações, às 06h59, foi ainda para assistir ao tiroteio em Meti-hau e não ao chefe de Estado.

Não houve nenhum anúncio oficial sobre medidas especiais de segurança decretadas após o ataque em Meti-hau. Hora e meia depois dos primeiros tiros de Reinado no Boulevard John Kennedy, a caravana do primeiro-ministro, sem reforço aparente de escolta, foi atacada pelo lugar-tenente do major rebelde, Gastão Salsinha.

O ataque foi desferido à saída da residência de Xanana Gusmão, na estrada que serpenteia entre a aldeia de Balíbar, um local fresco com cheiro a frangipani, a quase mil metros de altitude, e a capital timorense.

O primeiro-ministro descreveu mais tarde, no Palácio de Governo, ter sobrevido a "fogo cerrado" contra a sua viatura, que chegou a Díli "de pneus rebentados". A viatura da escolta, que ia à frente, despistou-se pela montanha, sem causar vítimas.

Minutos depois, Gastão Salsinha protagonizava outro dos momentos estranhos do dia: voltou atrás e abordou o chefe da segurança da residência de Xanana Gusmão, pedindo-lhe a espingarda Steyer.

O segurança recusou, segundo contou à Lusa, e o grupo de Salsinha desapareceu na estrada da montanha. Mas outra tragédia poderia ter acontecido: a esposa de Xanana Gusmão, Kirsty Sword-Gusmão, e os filhos ainda se encontravam em casa - com apenas 3 guardas.

A família de Xanana Gusmão foi, minutos depois, evacuada por um blindado da GNR.

As leituras do duplo ataque são unânimes entre oposição e Governo: "tentativa de golpe de Estado".

Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin e ex-primeiro-ministrou, condenou os ataques mas lançou a sua dúvida metódica: "Que alguém explique por que razão queriam matar José Ramos-Horta, que foi quem mais 'protegeu', entre aspas, Alfredo Reinado".

Lusa
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 11, 2008, 09:49:16 pm
Citação de: "André"
Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin e ex-primeiro-ministrou, condenou os ataques mas lançou a sua dúvida metódica: "Que alguém explique por que razão queriam matar José Ramos-Horta, que foi quem mais 'protegeu', entre aspas, Alfredo Reinado".

Lusa


Esta é muito interessante. Serei o único a ver aqui uma insinuação a Xanana?
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 11, 2008, 10:07:13 pm
PR José Ramos-Horta deverá reocupar cargo dentro de um mês - presidente do Parlamento Nacional

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O chefe de Estado timorense, José Ramos-Horta, deverá reocupar o cargo dentro de um mês, disse hoje em Lisboa o presidente do Parlamento Nacional, Fernando de Araújo "Lasama".

O dirigente timorense, que falava no final da audiência de 55 minutos no Palácio de Belém com o presidente Aníbal Cavaco Silva, manifestou-se satisfeito com a evolução do estado de saúde de José Ramos-Horta, alvo de um atentado em Díli.

"Espero que o Presidente (Ramos-Horta) recupere (...) que não leve muito tempo, espero que dentro de um mês o presidente regressará para assumir as suas responsabilidades", destacou.

Homens armados tentaram matar José Ramos-Horta e o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, em dois ataques concertados.

O ataque contra Ramos-Horta foi liderado pelo major Alfredo Reinado, que foi morto no incidente.

Ramos-Horta foi ferido a tiro e teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Díli e foi transferido para uma unidade de cuidados intensivos do hospital de Darwin, Austrália, onde foi sujeito a uma segunda operação.

De acordo com um elemento da segurança do primeiro-ministro, o tenente Gastão Salsinha, um dos peticionários que abandonaram as forças armadas em 2006, comandou o ataque contra Xanana Gusmão, que saiu ileso.

Devido à incapacidade actual de Ramos-Horta, Fernando de Araújo deverá assumir interinamente, no regresso dentro de dias a Díli, o cargo de Presidente da República.

Na audiência com Cavaco Silva, o presidente do parlamento timorense disse à saída aos jornalistas que informou o chefe de Estado português da melhoria do estado de saúde de Ramos-Horta.

"O presidente Ramos-Horta está a melhorar e o Presidente Cavaco Silva manifestou preocupação e a sua solidariedade com o povo de Timor-Leste", disse.

"Os dirigentes timorenses, de que eu faço parte, continuam a contar sempre com o apoio do Presidente de Portugal, com o povo português e com os amigos jornalistas que estão sempre atentos à situação em Timor-Leste", acrescentou.

Fernando de Araújo "Lasama" acredita que os acontecimentos em Díli evidenciam uma tentativa de golpe de Estado.

"Foi uma tentativa de golpe de Estado. Se eu estivesse em Timor-Leste também seria um alvo", considerou, salientando que a situação criada pela acção de Alfredo Reinado e Gastão Salsinha "é muito grave".

"A situação é muito grave. Foi um crime muito sério contra o Estado de Timor-Leste", adiantou.

Lusa


Governo neozelandês tem um batalhão a postos caso seja necessário reforçar presença militar

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O governo neozelandês confirmou hoje que tem um batalhão militar prestes a partir, a qualquer momento, para Timor-Leste, estando ainda em curso negociações com outros países no intuito de definir um eventual alargamento das forças no terreno.

Winston Peters, ministro neozelandês dos Negócios Estrangeiros, disse que ainda não foi tomada uma decisão de enviar os reforços, para se juntarem aos 170 militares e 25 policiais da Nova Zelândia já em Timor-Leste.

"Tem que ser uma decisão internacional. Estamos a decidir com outros países e com a Austrália em particular, exactamente o que vai ser preciso", afirmou.

Em declarações aos jornalistas a primeiro-ministro neozelandesa, Helen Clark, afirmou-se chocada com os ataques a José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.

Lusa
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 11, 2008, 10:29:34 pm
(http://i197.photobucket.com/albums/aa317/lancero222/fevereiro/b341d86e.jpg)

(http://i197.photobucket.com/albums/aa317/lancero222/fevereiro/a8f223aa.jpg)

(http://i197.photobucket.com/albums/aa317/lancero222/fevereiro/6ba64563.jpg)

(http://i197.photobucket.com/albums/aa317/lancero222/fevereiro/7bdd0613.jpg)

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A Portuguese special police unit stand guard on their armoured vehicle in Dili on 11 February 2008, few hours after a rebel attack. Rebel soldiers shot and wounded East Timor President Jose Ramos-Horta and opened fire on the prime minister Monday as part of a failed coup in the recently independent nation, officials said. Ramos-Horta, a Nobel Peace laureate, was injured in the stomach but in stable condition, while Prime Minister Xanana Gusmao escaped the attack on his motorcade unhurt
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Enviado por: André em Fevereiro 11, 2008, 11:25:06 pm
Tropas e polícias australianos a caminho, fragata chega terça-feira ao porto de Dili

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Os 120 militares e 70 polícias australianos enviados de emergência para Díli já partiram da cidade australiana, devendo chegar a Díli, em três aviões C-130, terça-feira, confirmou o ministro da Defesa australiano.

Joel Fitzgibbon disse à rádio pública ABC, em Sidney, que além das tropas está também a caminho a fragata HMAS Perth que ficará no porto de Díli como "mensagem clara" para quem possa querer destabilizar a situação no terreno.

"A situação está calma mas a experiência histórica demonstra que os efeitos de casos como este em Timor-Leste se sentem um pouco mais tarde", disse.

"A decisão de posicionar tantos efectivos no terreno é de deixar uma mensagem clara aos rebeldes ou a qualquer outro que possa estar a pensar mudar essa situação calma, de que estamos muito apostados em manter a calma e de que tomaremos qualquer medida para garantir isso", afirmou.

O envio das tropas, polícias e da fragata é, segundo Fitzgibbon, um "sinal sério" de que Camberra está empenhada em "ajudar a manter a lei e a ordem", demonstrando a eventuais elementos problemáticos que "há uma força significativa no terreno".

Questionado sobre se com mais um reforço de tropas e polícias a Austrália era agora "a lei" em Timor-Leste, Fitzgibbon insistiu que "o governo timorense é soberano" e que Camberra apoia "os esforços de consolidar a democracia", estando preparada, através do espaço internacional, "para ajudar rapidamente se esse apoio for pedido".

Recorde-se que as autoridades timorenses solicitaram a Camberra o envio de um reforço de militares, tendo o primeiro-ministro australiano Kevin Rudd confirmado uma resposta favorável a esse pedido, poucas horas depois.

Sobre o futuro no terreno, Joel Fitzgibbon manifestou-se esperançado que os apoiantes de Alfredo Reinado - morto no ataque á casa do presidente timorense José Ramos-Horta, que foi baleado - "percebam que estão sem líder e que o jogo está perdido, entregando-se".

"Espero que o sentido comum prevaleça mas não podemos garantir isso e daí o reforço de tropas, para qualquer eventualidade", afirmou.

Joel Fitzgibbon escusou-se a avançar detalhes operativos sobre as funções dos efectivos adicionais, limitando-se a afirmar que a força em Timor-Leste é "bem treinada, flexível e com meios", estando "preparada para fazer o que for pedido pelo governo soberano e o que seja necessário para manter a lei e a ordem".

"Estamos determinados a fazer o que seja necessário para garantir que a democracia prevalece, que o governo soberano está sólido e seguro e que a lei e ordem perdura", afirmou.

O governante recordou que a Austrália tinha antecipado já uma presença a médio prazo em Timor-Leste ainda que "há apenas dois dias" a situação suscitasse alguns debates sobre se deveria haver uma redução de tropas australianas, dada a situação calma.

"Não queremos para já falar de um calendário. Há dois dias pensávamos que Timor-Leste estava calmo e estável e até podíamos pensar em retirar tropas. Agora decidimos não fazer isso. Teremos que reavaliar isso", afirmou.

Apesar da situação em Díli, manifestou-se esperançado que os ataques de domingo (segunda-feira, data local) tenham sido "um evento isolado" e que os rebeldes se possam agora "entregar", mantendo-se a calma "em Díli e no resto do país.

Lusa



Taur Matan Ruak alertou há uma semana de que PR e PM poderiam ser alvos

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O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há semana, os responsáveis de segurança no país, incluindo as forças internacionais, de que o presidente e primeiro-ministro poderiam ser alvos de um ataque.

"Disse há uma semana, na reunião do grupo de alto nível de segurança, que havia dois alvos fundamentais: os líderes, o presidente e primeiro-ministro, e zonas vitais do país", afirmou Taur Matan Ruak em declarações à Lusa.

Nas primeiras declarações públicas desde o ataque de domingo (madrugada de segunda-feira em Díli), Taur Matan Ruak afirmou que tinha informações que chegaram às forças de Defesa de Timor-Leste, incluindo fornecidas por populares, que apontam para uma eventual acção do grupo de Reinado.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 11, 2008, 11:50:08 pm
George W. Bush denuncia ataque, diz que democracia não pode ser desencaminhada

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O presidente norte-americano denunciou hoje os atentados contra o presidente e o primeiro-ministro de Timor-Leste e lembrou aos seus mentores que não podem desencaminhar a democracia na pequena nação do Pacífico.

"Condeno energicamente os violentos ataques contra José Ramos-Horta", presidente de Timor-Leste e o seu primeiro-ministro, Xanana Gusmão, disse George W. Bush num comunicado.

"Aqueles que são responsáveis têm de saber que não podem descarrilar a democracia" em Timor-Leste " e que serão responsabilizados pelas suas acções", salientou.

Bush lembra que os Estados Unidos estão empenhados em trabalhar com o povo de Timor-Leste para reforçar a democracia.

Acrescenta que ele e a mulher, Laura, enviam condolências às famílias dos mortos nos ataques e deseja a Ramos-Horta e aos outros feridos uma rápida recuperação.

Homens armados tentaram matar domingo à noite (início da manhã de segunda-feira em Dili) o Presidente José Ramos-Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão, em dois ataques concertados.

O ataque contra Ramos-Horta foi liderado pelo major Alfredo Reinado, que foi morto no incidente.

Ramos-Horta foi ferido a tiro e teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Díli sendo depois transferido para uma unidade de cuidados intensivos do hospital de Darwin, Austrália, onde foi sujeito a uma segunda operação.

O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que o ataque ao Prémio Nobel da Paz é uma tentativa de fazer voltar para trás o relógio em Timor-Leste.

Lusa
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 12, 2008, 02:44:25 pm
O ataque contra Ramos Horta

Eram 6h15 da manhã em Díli, menos 9 horas em Lisboa. Um grupo de homens dispara a partir de dois carros contra a casa de Ramos Horta.


video: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?he ... 12&tema=31 (http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=325812&tema=31)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 12, 2008, 02:45:01 pm
Polícia da ONU "atrasa" assistência a Ramos Horta
Tudo indica que a polícia das Nações Unidas não terá socorrido o Presidente timorense de imediato.

Os elementos da ONU estavam a 300 metros. Viram Ramos Horta estendido no chão e nada terão feito. O apoio médico chegou com a GNR.


video: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?he ... 10&tema=31 (http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=325810&tema=31)


PS: se não fosse a GNR e o INEM tipo se calhar já estava morto! :roll:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 12, 2008, 02:46:08 pm
Matan Ruak diz que alertou para a possibilidade de um ataque

O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, afirmou ter alertado há uma semana os responsáveis da segurança do país para a possibilidade de um ataque ao presidente e ao primeiro-ministro.


video: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?he ... 90&tema=31 (http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=325890&tema=31)
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 12, 2008, 03:39:11 pm
No jornal da Tarde da SIC mostraram UMA DESTAS (http://http)a passear ao largo de Timor...
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 12, 2008, 04:29:11 pm
Obama condena «ataque selvagem» e saúda Ramos-Horta

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O candidato presidencial norte-americano Barack Obama descreveu hoje a tentativa de assassinato do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, como um «ataque selvagem» e apelou para a «notável coragem» que caracteriza o povo timorense.
Num comunicado hoje emitido, em Washington, Obama afirma que os seus «pensamentos e orações estão com Ramos-Horta, a sua família e o povo de Timor-Leste».

«Saúdo os soldados australianos e o pessoal médico que forneceram cuidados ao presidente ferido em Díli e que depois o transportaram para Darwin onde está a receber cuidados intensivos», lê-se no comunicado do candidato à nomeação pelos Democratas para as presidenciais norte-americanas, que saúda também o primeiro-ministro australiano pela sua decisão de enviar reforços militares e policiais para Timor-Leste.

Obama descreve Ramos Horta como «uma das vozes mais claras e infatigáveis pela independência e pelos direitos humanos».

«Os últimos cinco anos foram difíceis para o povo de Timor-Leste onde persistem problemas políticos e económicos», salienta o candidato do Partido Democrático, apelando depois ao povo timorense para manter «a resistência e a coragem notável» que o caracterizam, «qualidades encarnadas na jornada heróica de José Ramos-Horta».

José Ramos-Horta foi ferido a tiro segunda-feira, na sua residência em Díli, num ataque em que morreu o major Alfredo Reinado, e menos de uma hora depois, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência para a capital.

Depois de operado no hospital militar australiano em Díli, Ramos-Horta foi transferido para o Royal Hospital de Darwin, Norte da Austrália, cujo director, Len Notaras, admitiu hoje à Lusa a possibilidade de uma nova intervenção cirúrgica, embora manifestando-se confiante que o presidente timorense deverá recuperar plenamente.

Na sequência da dupla tentativa de assassínio dos chefes de Estado e do Governo, o presidente interino, Vicente Guterres, decretou o «estado de sítio» por 48 horas.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Lusitanus em Fevereiro 12, 2008, 04:41:54 pm
Sinceramente como Português,sinto-me culpado do estado em que se encontra Timor,como ex-colónia,deveriamos ter feito muito mais para não ter deixado as coisas chegarem a este ponto durante anos e anos.
Antes de termos declarado a independencia de Timor devia se ter verificado que condições o país tinha para se governar sozinho,em vez de o abandoná-lo,graças á nossa Republica que Timor foi invadido pelos indonesios.
Se a nossa Monarquia tivesse poder em Timor,acredito que teria uma governação totalmente diferente da que é hoje,e mto melhor.Não haveria esta fantochada toda que temos estado a ver.

Acho que deveriamos ter a obrigação de já ter enviado reforços para Timor,em vez de se estar a perguntar o que precisam,como socrates quis dar a entender : "Tudo faremos para o que for preciso",isto não ajuda numa altura destas,a Austrália não perguntou,reagiu imediatamente.
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 12, 2008, 04:51:48 pm
Portugal nunca declarou Timor independente.
A Monarquia ignorou Timor durante 400 anos - como o fez depois a República durante 65.
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 12, 2008, 06:44:11 pm
A Traição de Timor
Pedro Curvelo

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As tentativas de assassinato de Ramos-Horta e Xanana Gusmão constituem uma traição de Timor a milhões de pessoas.

Em primeiro lugar, a tentativa de, parafraseando Luís Delgado, decapitar o país constitui uma traição aos timorenses, muitos dos quais ainda vêem Ramos-Horta e Xanana como dois dos principais obreiros da tão difícil independência.

Para além dos timorenses, muitos portugueses sentem-se traídos quando assistem à ruína de um país que acreditavam ser um exemplo de sucesso na transição para a democracia após longos anos de ocupação, quer portuguesa quer indonésia.

Os tristes episódios de ontem, tal como os incidentes do ano passado, mostram-nos ainda que Timor não é um país estável e com um futuro risonho como nos quiseram fazer crer.

A desconfiança da população face às recém criadas instituições, os jogos de interesse entre indonésios, australianos, portugueses, norte-americanos e muitos mais, a extrema pobreza em que vive grande parte do povo timorense, as disputas étnicas, tudo isto contribuiu para o clima que agora se vive no território.

A presença da ONU no país não é, manifestamente, suficiente para o sucesso de Timor. Esperemos que os timorenses consigam, de facto, construir um país solidário e estável e não venham dar argumentos aos que defendem que a democracia apenas é viável no Ocidente...

Diário Digital
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 12, 2008, 07:25:10 pm
Rui Pereira diz que é «prematuro» falar em reforço da GNR

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O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, disse hoje que é «prematuro» falar num reforço do contingente da GNR em Timor-Leste, considerando, no entanto, que tem de ser tomada uma decisão no âmbito das Nações Unidas.

«É prematuro falar em reforço. Temos que ponderar e fazer uma avaliação da situação», referiu Rui Pereira aos jornalistas no final de um almoço-debate na Universidade Lusíada, em Lisboa.

O ministro adiantou que Portugal não pode tomar uma decisão «sem que ela seja enquadrada no âmbito da missão das Nações Unidas».

Rui Pereira elogiou ainda a actuação dos elementos da GNR em Timor-Leste, particularmente na operação de socorro, na segunda-feira, ao Presidente da República timorense, José Ramos Horta.

«A GNR goza de um prestígio enorme em Timor-Leste e tem levantado bem alto o nome de Portugal», disse.

José Ramos-Horta foi ferido a tiro na segunda-feira, na sua residência, nos arredores de Díli, num ataque em que morreu o major Alfredo Reinado, e menos de uma hora depois, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada, quando se dirigia da sua residência para a capital timorense.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 12, 2008, 09:30:04 pm
Estado de Direito não funciona diz Juiz português Ivo Rosa

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Os órgãos de soberania timorenses não funcionam, pelo que é natural que o Estado de Direito seja posto em causa, considerou hoje em entrevista à TSF o juiz português Ivo Rosa, colocado em Timor-Leste ao serviço das Nações Unidas.

"Os órgãos de soberania não funcionam, e é natural que o Estado de Direito seja posto em causa", disse aquele magistrado.

Ivo Rosa emitiu em Maio de 2007 um mandado de captura do major rebelde Alfredo Reinado, considerado um dos responsáveis pelos atentados de segunda-feira contra os chefes de Estado e de governo timorenses.

No entanto, a ordem de detenção nunca foi cumprida, nem mesmo quando o juiz contactou as forças das Nações Unidas e a Força Internacional de Estabilização (ISF), liderada pela Austrália, para cumprirem a decisão judicial.

Para Ivo Rosa, o não cumprimento dessa ordem prova que o Estado de Direito não funciona em Timor-Leste.

Por outro lado, considerou ainda Ivo Rosa, caso Alfredo Reinado tivesse sido detido, o duplo atentado de segunda-feira contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão teria sido evitado.

Lusa
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 12, 2008, 09:38:19 pm
O Estado de Direito não funciona  :roll: , o Reinado era uma pedra no sapato, mas já não é :roll: , como perdeu 8 litros de sangue, embora esteja estável, pode criar infecções  c34x

Este tópico conta o resto :idea:  

O "pitróleo" é tramado.............
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 12, 2008, 10:59:03 pm
Citação de: "ricardonunes"
O "pitróleo" é tramado.............


E ainda é mais tramado quando aquele país é jovem, fraco e rodeado de "tubarões" (Indonésia e Austrália) ... :roll:
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 12, 2008, 11:01:28 pm
Deputado federal português apela ao Canadá para ajudar jovem país

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O deputado português no Parlamento do Canadá, Mário Silva, apelou hoje ao governo canadiano para ajudar Timor-Leste, na sequência do atentado contra o presidente Ramos-Horta, em Díli.

"Apelo ao governo e a todos os canadianos para providenciarem o apoio que for possível para ajudar o povo de Timor-Leste e o seu governo, nestes tempos difíceis", exortou Mário Silva, durante uma curta intervenção no plenário da Câmara dos Comuns, em Otava.

"Já escrevi ao primeiro-ministro (canadiano] a pedir mais ajuda do Canadá para colaborar com o resto da comunidade internacional e especialmente com outros países da lusofonia, como Portugal e Brasil, na estabilização política de Timor-Leste", referiu ainda o parlamentar luso-canadiano, de acordo com uma nota enviada à Imprensa.

Mário Silva considerou "inaceitáveis" os ataques contra o presidente e o primeiro-ministro timorenses, preconizando uma intervenção de ajuda "rápida e eficaz" da comunidade internacional,

"O sucesso da democracia em Timor-Leste é essencial para este país poder atingir níveis de prosperidade e coesão social aceitáveis", sublinhou.

O Governo canadiano condenou oficialmente, na segunda-feira, o ataque perpetrado contra o presidente timorense Ramos-Horta e manifestou confiança no governo do país.

Lusa
Título:
Enviado por: Get_It em Fevereiro 13, 2008, 12:40:55 am
Citação de: "ricardonunes"
como perdeu 8 litros de sangue, embora esteja estável, pode criar infecções  c34x
...
Citação de: "Pedro Cruz e Rui do Ó, SIC Online"
Médicos temem infecções pós-operatórias de Ramos-Horta
O Presidente timorense José Ramos-Horta continua internado no Royal Hospital de Darwin, Austrália. Está em estado de coma, induzido pelos médicos, que temem o desenvolvimento de infecções pós-operatórias.

Ramos-Horta já foi submetido a várias cirurgias, depois de ter sido baleado na zona do estômago, segunda-feira de manhã, quando fazia jogging perto da casa onde vive em Díli.

O estado de saúde do Presidente de Timor-Leste é ainda de prognóstico reservado, mas Ramos-Horta apresenta uma condição clínica “grave mas estável”. Os médicos admitem voltar a operar Ramos-Horta por mais duas ou três vezes nos próximos dias, segundo contou aos jornalistas a irmã do Presidente timorense.

A presença do líder timorense em Darwin, internado num hospital privado dos arredores da cidade, parece estar a passar despercebida.

O taxista que conduziu a equipa da SIC do aeroporto ao hotel perguntou mesmo o que fazia em Darwin uma televisão portuguesa. Explicamos-lhe que vínhamos por causa do atentado a Ramos-Horta.

Na resposta, nova pergunta do taxista: “E o que é que Portugal tem a ver com Timor?”. Explicamos em seguida que Timor-Leste tinha sido uma colónia portuguesa e que por isso interessava a Portugal. O assunto ficou encerrado.

Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20080212+Medicos+temem+infeccoes+pos-operatorias+de+Ramos-Horta.htm


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 13, 2008, 12:52:20 am
Citação de: "Get_It"
O taxista que conduziu a equipa da SIC do aeroporto ao hotel perguntou mesmo o que fazia em Darwin uma televisão portuguesa. Explicamos-lhe que vínhamos por causa do atentado a Ramos-Horta.

Na resposta, nova pergunta do taxista: “E o que é que Portugal tem a ver com Timor?”. Explicamos em seguida que Timor-Leste tinha sido uma colónia portuguesa e que por isso interessava a Portugal. O assunto ficou encerrado.


Estão mesmo ao nível da ignorância dos americanos :!:  :idea:
Título:
Enviado por: Lusitanus em Fevereiro 13, 2008, 07:01:57 am
Citação de: "Lancero"
Portugal nunca declarou Timor independente.
A Monarquia ignorou Timor durante 400 anos - como o fez depois a República durante 65.


Mas reconheceu a independecia que vai dar quase o mesmo.
Nunca houve uma invasão a Timor quando encontravamos em Monarquia plena,a republica em que vivemos hoje é que ignorou Timor quando na invasão de tropas Australianas,Holandesas e Japoneses(1941) e Indonesias (depois de 75).
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 13, 2008, 12:50:30 pm
Estado de sítio prolongado por mais 10 dias

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O Parlamento de Timor-Leste aprovou hoje o prolongamento do estado de sítio com recolher obrigatório por mais 10 dias.
Dos 44 deputados presentes, entre os 65 eleitos, 30 votaram a favor e 14 abstiveram-se.

O estado de sítio tinha sido decretado segunda-feira por um período de 48 horas, na sequência dos dois atentados contra o presidente timorense, José Ramos Horta, e contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.

Na sequência do atentado, Ramos Horta foi submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Dili e a outras duas no Royal Hospital de Darwin, Austrália, para onde foi transferido horas depois do ataque.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 13, 2008, 03:46:31 pm
Citação de: "Lusitanus"
Citação de: "Lancero"
Portugal nunca declarou Timor independente.
A Monarquia ignorou Timor durante 400 anos - como o fez depois a República durante 65.

Mas reconheceu a independecia que vai dar quase o mesmo.
Nunca houve uma invasão a Timor quando encontravamos em Monarquia plena,a republica em que vivemos hoje é que ignorou Timor quando na invasão de tropas Australianas,Holandesas e Japoneses(1941) e Indonesias (depois de 75).


 :!:
Título:
Enviado por: tgcastilho em Fevereiro 13, 2008, 06:44:40 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "Lusitanus"
Citação de: "Lancero"
Portugal nunca declarou Timor independente.
A Monarquia ignorou Timor durante 400 anos - como o fez depois a República durante 65.

Mas reconheceu a independecia que vai dar quase o mesmo.
Nunca houve uma invasão a Timor quando encontravamos em Monarquia plena,a republica em que vivemos hoje é que ignorou Timor quando na invasão de tropas Australianas,Holandesas e Japoneses(1941) e Indonesias (depois de 75).

 :!:

eu acho que é mais na casa:Magalh... Le... :lol:  :roll:
Título:
Enviado por: Lusitanus em Fevereiro 14, 2008, 11:11:56 am
Citação de: "tgcastilho"
Citação de: "P44"
Citação de: "Lusitanus"
Citação de: "Lancero"
Portugal nunca declarou Timor independente.
A Monarquia ignorou Timor durante 400 anos - como o fez depois a República durante 65.

Mas reconheceu a independecia que vai dar quase o mesmo.
Nunca houve uma invasão a Timor quando encontravamos em Monarquia plena,a republica em que vivemos hoje é que ignorou Timor quando na invasão de tropas Australianas,Holandesas e Japoneses(1941) e Indonesias (depois de 75).

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eu acho que é mais na casa:Magalh... Le... :lol:  :?  :conf:
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 15, 2008, 06:30:58 pm
Forças de segurança continuam operação para capturar rebeldes

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As forças de segurança timorenses e internacionais continuam hoje a operação militar para capturar cerca de 30 soldados rebeldes que na segunda-feira passada tentaram assassinar o presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
O chefe do exército australiano, Angus Houston, que hoje foi a Díli junto com o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, disse que há suspeitas de que os rebeldes estejam escondidos nas montanhas, após fugir da capital.

«Correm pelo país e estão a criar problemas para o Governo de Timor-Leste. Ajudaremos as autoridades a levá-los à Justiça», disse Houston à imprensa australiana.

Em declarações à televisão australiana Canal Nine, o ex-tenente Gastão Salsinha disse que está no comando dos fugitivos e que não tem intenção de se render.

«Se o exército do Timor-Leste me vier capturar, vou-me defender», disse o oficial rebelde.

Salsinha, que disse apoiar a presença de tropas estrangeiras no território, acrescentou: «se os meus seguidores pedirem que me entregue ao Governo, então farei isso».

O militar rebelde descreveu os ataques a Ramos Horta, atingido com três tiros e que permanece hospitalizado na Austrália, e a Gusmão, que saiu ileso, como parte de um «complicado plano» traçado com dias de antecedência.

O procurador-geral do Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, confirmou que emitiu 18 mandados de captura e que está a preparar mais cinco, admitindo que este número aumente nos próximos dias.

Segundo Monteiro, o respectivo gabinete recebeu três dias antes dos atentados informações sobre os planos do ex-comandante Alfredo Reinado para atacar Ramos Horta.

Reinado e outro rebelde morreram no tiroteio com os seguranças do presidente timorense.

«Sim, tínhamos a informação três dias antes, mas não tínhamos recursos para analisá-la», afirmou Monteiro, acrescentando que os dados que tinham não sugeriam que os rebeldes estivessem a ponto de lançar um ataque.

Terça-feira, a Austrália reforçou a presença militar em Timor-Leste com o envio de 350 soldados e policiais, que se uniram ao contingente da ONU, formado por cerca de 1.700 efectivos.

O Parlamento timorense prorrogou quarta-feira passada e até 23 de Fevereiro o estado de exceção declarado no mesmo dia dos ataques.

«Queremos que os nossos parceiros estejam em paz e tenham segurança a longo prazo, por isso, estaremos sempre abertos aos nossos amigos, aqui em Díli, em tudo o necessário no futuro», disse hoje o primeiro-ministro australiano, na sua visita a Timor-Leste.

Após a visita a Timor-Leste, Rudd visitou Ramos Horta no Hospital Real de Darwin, onde permanece internado desde segunda-feira passada e onde já foi submetido a duas cirurgias.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 15, 2008, 06:59:27 pm
Amado descarta, para já, reforço de contingente da GNR

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, descartou hoje a possibilidade de uma decisão «precipitada» de envio para Timor-Leste de mais militares da GNR.

«Qualquer decisão precipitada sobre essa matéria, do meu ponto de vista, é irresponsável», afirmou Luís Amado no Porto, à margem de uma conferência sobre o Tratado de Lisboa.

O MNE português referiu que trocou impressões, quinta-feira, com o seu homólogo australiano, tendo ambos concordado que devem ser prosseguidos novos esforços diplomáticos «antes de precipitar qualquer decisão».

Luís Amado disse que encara com «moderado optimismo» a «estabilidade política dos últimos dias» em Timor-Leste.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 16, 2008, 09:32:52 pm
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GNR Timor-Leste: Hora e meia de "terror" e "alívio" com a chegada da GNR - Kirsty

Gusmão    Díli, 16 Fev (Lusa) - Uma hora e meia de "terror" e "alívio" com a chegada  da GNR foi como a mulher do primeiro-ministro timorense descreveu o cerco  à sua residência, ao agradecer hoje, com os três filhos, a intervenção dos  militares portugueses.  

  A casa de Ramos-Horta estava a ser atacada, o Presidente tinha sido ferido  e Xanana Gusmão, avisado pelo motorista, vestiu-se e saiu mas não sabia  que se dirigia a uma emboscada liderada pelo ex-tenente Gastão Salsinha  que, no entanto, não provocou feridos.  

  Kirsty Sword-Gusmão estava em casa a preparar os filhos para irem para a  escola quando Gastão Salsinha se aproximou dos portões e trocou algumas  palavras com os seguranças de serviço a quem queria tirar as armas. Não  conseguiu e os seus homens cercaram a casa onde a mulher de Xanana estava  com os pequenos Alexandre, Kay Olok e Daniel, de, respectivamente, sete,  cinco e três anos.  

  Depois seguiu-se hora e meia de incerteza com Kirsty Sword-Gusmão a tentar  "acalmar e proteger" as crianças.  

  "Achei que era importante ter essa oportunidade para eu e os miúdos agradecermos  pessoalmente a ajuda, a assistência que foi prestada naquela horrível manhã  de segunda-feira", disse Kirsty Sword-Gusmão depois de se dirigir num português  perfeito aos militares portugueses com palavras de agradecimento.  

  "Só com a chegada da GNR é que sentimos que podíamos sair de casa e ir a  Díli numa situação de segurança total", salientou, frisando que a família  "não vai esquecer aquele dia facilmente" e elogiando o trabalho da GNR na  construção da "paz e estabilidade de Timor-Leste".  

  Na cerimónia de agradecimento da família Gusmão à GNR, os pequenos Alexandre,  Kay Olok e Daniel concentraram as atenções de militares e da imprensa não  só pela pose divertida da chegada, mas também pelas mensagens e "medalhas"  que "impuseram" ao comandante João Martinho.  

  "GNR Amamo-vos" num coração, "Obrigado GNR. Valentia e Amizade" em desenhos  com a bandeira timorense, casa tradicional, uma palmeira e um búfalo, uma  estrela de xerife com cinco pontas e os nomes da família com "GNR e Timor-Leste  2008" ao centro foram entregues ao comandante, pouco habituado a ser alvo  de atenções e a demonstrar alguma emoção pelo carinho demonstrado pela família  do chefe do Governo.  

  João Martinho teve ainda direito a um abraço e um beijo do Daniel (3 anos),  o menos envergonhado dos pequenos, mais concentrados num saco com algumas  prendas entregues pelos militares e dos quais constavam um puzzle, a bandeira  da GNR e outras recordações da Guarda Nacional Republicana.  

  Em declarações aos jornalistas depois de tirar uma fotografia com o grupo  de operações especiais que conduziu toda a operação, Kirsty Sword-Gusmão  garantiu ainda ter "toda a confiança no futuro de Timor-Leste".  

  "Tenho toda a confiança no futuro deste país. Acho que temos ultrapassado  momentos piores, que talvez vai haver mais, mas tenho confiança na democracia  e nas instituições que são novas mas vamos desenvolvendo pouco a pouco",  salientou Kirsty ao sublinhar ainda que acredita "no amor" que os timorenses  têm pela paz.  


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Timor-Leste: Uma hora, 14 homens e três viaturas para salvar família Gusmão - GNR

Díli, 16 Fev (Lusa) - Uma hora, 14 homens e três viaturas foram o tempo,  pessoal e meios utilizados segunda-feira pela GNR para colocar a salvo a  família de Xanana Gusmão, depois do cerco à residência pelo grupo rebelde  fiel a Alfredo Reinado.  

  Depois de terem recebido pelas 07:03 (hora local) um telefonema de aviso  de que o presidente timorense estava a ser atacado, o primeiro grupo de  militares da GNR saiu do quartel de Caicoli, em Díli, e percorreu os cerca  de três quilómetros que separam o local da residência de José Ramos-Horta  sob as ordens do capitão Martinho.  

  "Saímos cerca de 10 minutos depois e quando chegámos ao local iniciámos  a operação de limpeza da zona com a verificação de todos os compartimentos  da residência", explicou, em declarações à agência Lusa, o capitão Joao  Martinho que disse também que os corpos de Alfredo Reinado e o seu companheiro  Leopoldino estavam nas traseiras do complexo da residência de Ramos-Horta.  

  Já no final da operação de limpeza da zona, é "recebido um novo alerta",  desta vez sobre a emboscada a Xanana Gusmão e o pedido para salvar a família  do chefe do Governo que estaria cercada por um grupo que, na altura, não  se sabia liderado pelo ex-tenente das forças armadas timorenses Gastão Salsinha.  

  Com 14 homens e três viaturas, duas das quais blindadas, João Martinho partiu  em direcção à residência particular de Xanana Gusmão, em Balíbar, num percurso  que em condições normais seria feito em 20 minutos mas que, desta vez, demorou  mais devido ao "que foi encontrado no trajecto".  

  "A meio do caminho encontrámos um dos carros da comitiva do primeiro-ministro  que apresentava pelo menos dois buracos de bala. Parámos, verificámos a  zona e seguimos em frente já que não havia ninguém", explicou.  

  Com os populares a apontarem para a montanha e com algumas dificuldades  na identificação do caminho, João Martinho decidiu socorrer-se de um popular  para lhe indicar a casa do primeiro-ministro, mas só depois de desarmar  e identificar um grupo de homens que desciam a encosta e que faziam parte  do corpo de seguranças de Xanana Gusmão.  

  Entre um e dois quilómetros à frente, outra viatura da coluna do chefe do  Governo foi encontrada, desta vez caída numa ravina.  

  "Mais uma paragem, mais uma operação de abordagem ao carro e mais uma vez  não estava ninguém. Seguimos para a casa", contou.  

  "Quando chegámos à residência (cerca das 09:15 segundo o relato da mulher  da Xanana Gusmão) havia muita tensão, os guardas estavam nervosos fora da  casa, apontavam para as montanhas onde estariam os atacantes e é enviada  uma patrulha bater o terreno mas ninguém é encontrado", explicou.  

  Com alguns momentos de tensão à mistura, a mulher e os filhos de Xanana  Gusmão foram colocados nos blindados da GNR bem como algum pessoal da casa,  mas os seguranças, que também pretendiam "boleia", acabaram por permanecer  na residência.  

  Entre o alerta para irem à casa de Ramos-Horta e o regresso a Díli, o capitão  João Martinho conta cerca de uma hora mas "não estava preocupado com o relógio,  mas sim com a missão delicada" onde cada abordagem a uma viatura encontrada  "implica sempre" a tomada de medidas de forte segurança para se efectuar  a verificação do terreno.  

  Para agradecer o trabalho da GNR, Kirsty Sword-Gusmão, que classificou o  dia de segunda-feira como o "mais perigoso" da sua vida, e os três filhos  estiveram hoje em Caicoli, onde está aquartelado o subagrupamento Bravo.  


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O Comandante da GNR em Timor-Leste, João Martinho, coloca uma estrela desenhada pelos filhos da mulher do Primeiro Ministro de Timor Leste, Kirsty Sword-Gusmão, durante a visita ao grupo da GNR em Díli, que fez a segurança à sua família, durante os últimos acontecimentos em Timor Leste, 16 de fevereiro de 2008, em Díli. Créditos: Lusa


Vídeo da RTP (http://http)
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Enviado por: André em Fevereiro 17, 2008, 03:11:53 pm
Assessora jurídica de Alfredo Reinado detida - fonte judicial

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A assessora legal de Alfredo Reinado, Angela Pires, foi hoje detida por ordem do Ministério Público de Timor-Leste e é arguida no processo que envolvia o ex-militar, morto segunda-feira quando atacava a residência de José Ramos-Horta.

Fonte judicial disse à agência Lusa que Angelita Pires, ou Angie Pires como é conhecida, foi levada para interrogatório na tarde de hoje, constituida arguida e ficou detida.

Ao início da tarde, o Procurador-Geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, disse aos jornalistas que uma pessoa tinha sido "detida" no âmbito do processo "Reinado" e que será "constituída arguída".

"Neste momento foram notificadas várias (pessoas) mas vamos confirmar que esta última, depois disto (do interrogatório) será constituída arguida e depois vai ser detida", afirmou Longuinhos Monteiro à porta do Palácio do Governo quando decorria uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

O Conselho de Ministros de hoje encarregou as Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste e a Polícia Nacional das operações de busca e detenção do grupo rebelde, agora liderado por Gastão Salsinha.

O Procurador acrescentou ainda que várias pessoas serão notificadas para interrogatório no âmbito do processo "Reinado".

O nome de Ângela Pires não constava da lista de cinco novos mandados de detenção emitidos quinta-feira pelo juiz do processo "Reinado", já que todos (os mandados) se destinavam a militares ou polícias.

Alfredo Reinado liderou segunda-feira um ataque à residência particular do presidente Ramos-Horta em Díli no qual acabaria morto tal como o seu companheiro Leopoldino, enquanto que Gastão Salsinha, o novo líder do grupo rebelde, orientou o ataque à comitiva de Xanana Gusmão que se deslocava entre Balíbar e Díli.

Na sequência do ataque à sua casa particular, o presidente timorense ficou gravemente ferido.

Angie Pires é prima da ministra das Financas do Governo timorense, Emilia Pires.

Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 17, 2008, 10:56:42 pm
EUA aconselham cidadãos a não se deslocarem ao país devido ao "potencial de violência"

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Os Estados Unidos avisaram os seus cidadãos a não se deslocarem a Timor-leste devido ao "potencial de violência" no país.

Num "aviso de viagem" emitido durante o fim de semana o Departamento de Estado norte-americano fez notar a recente tentativa de assassinato do presidente leste timorense José Ramos Horta e do primeiro ministro Xanana Gusmão lançando depois um "aviso" de que continua a existir o "potencial para distúrbios violentos de natureza civil".

"A situação pode deteriorar-se sem aviso e estrangeiros podem ser alvos específicos", refere o Departamento de Estado, aconselhando depois os cidadãos norte-americanos "a adiarem por agora viagens não essenciais a Timor-leste".

Os cidadãos norte-americanos já em Timor Leste "devem exercer cautela extrema, limitar as suas movimentações o máximo possível e manter um alto nível de alerta quando se movimentarem em Díli, estarem alerta quanto à possibilidade de violência e evitar manifestações, grandes aglomerados e áreas onde ocorreram distúrbios", lê-se no documento.

A nota avisa ainda que "mesmo manifestações que tenham a intenção de serem pacíficas podem tornar-se numa confrontação e resultarem em violência".

O aviso lembra que o Governo da Austrália já pediu também aos seus cidadãos a "reconsiderarem" planos de viagem a Timor-leste e apela a todos os norte-americanos já em Timor-leste para se registarem "imediatamente" na embaixada dos Estados Unidos.

Lusa
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Enviado por: Lancero em Fevereiro 21, 2008, 03:08:49 pm
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Timor-Leste: Portugal vê com bons olhos tentativa chinesa de contrabalançar hegemonia australiana - investigador  



    Lisboa, 21 Fev (Lusa) - A tentativa chinesa de contrabalançar a hegemonia australiana em Timor-Leste agrada a Portugal, considerou o investigador Moisés Silva Fernandes, que hoje lança em Lisboa um livro sobre as relações luso-chinesas, com Macau como pretexto.  

 

    "Acho que embora não exista nenhum entendimento formal entre Portugal e a China relativamente a Timor-Leste, Portugal vê com muito bons olhos - não o diz publicamente, mas de forma discreta -, toda esta tentativa chinesa de se aproximar de Timor-Leste para contrabalançar a hegemonia australiana", disse o investigador à Agência Lusa.  

 

    Em causa está a recente deslocação de uma importante delegação chinesa a Díli, com propostas de investimentos no valor de 100 milhões de dólares, a que se junta a construção do futuro edifício do Ministério dos negócios Estrangeiros, totalmente financiado por Pequim.  

 

    "Todas as iniciativas que a China tem tomado para investir, apesar de muita instabilidade política em Timor-Leste, isso é, em parte, uma resposta e uma tentativa de conter a crescente hegemonia australiana. E, tenho a certeza absoluta, Portugal vê isso com muito bons olhos", acentuou.  

 

    Na obra "Confluência de Interesses: Macau nas Relações Luso-Chinesas Contemporâneas 1945/2005", que será lançada hoje em Lisboa, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Moisés Silva Fernandes fala do relacionamento de Portugal com os dois regimes chineses: o de Chiang Kai-chek, que esteve no poder até 1949, e o da República Popular da China.  

 

    Segundo Moisés Silva Fernandes, durante a governação de Chang Kai-chek, o sector ultra-nacionalista do regime chegou a considerar reaver pela força o território de Macau, fundamentando essa iniciativa com o alegado colaboracionismo de Portugal com o Japão durante a Segunda Guerra Mundial (1939/1945).  

 

    "Estávamos condicionados por uma grande questão que era Timor. Portugal tinha de ser muito cuidadoso, porque Timor foi ocupado durante a (Segunda) Guerra Mundial e havia muito receio aqui em Lisboa que Macau fosse também ocupado pelos japoneses e então isso levou a que as autoridades em Macau tivessem uma grande latitude para ceder a muitas das pressões que os japoneses iam fazendo, através dos regimes fantoches que tinham espalhado pela China", sustentou.  

 

    Todavia, a guerra civil entre nacionalistas e comunistas conduziu ao abandono dessa tese e comprova para o investigador o carácter "difícil e conflituoso" das relações entre Portugal e a China.  

 

    "Foi uma relação muito difícil, extremamente conflituosa, que levou quase ao uso da força", considerou.  

 

    A mudança de regime em Pequim, com a tomada do poder pelos comunistas, não teve os mesmos contornos do relacionamento anterior, embora entre 1949, quando Mao Tse Tung sobe ao poder, e 1979, os países não tenham mantido relações diplomáticas formais.  

 

    "As relações formais eram com Taiwan, o que era uma anomalia atendendo a que Macau estava situada ao lado da China continental, de quem dependia para tudo, no abastecimento e víveres", frisou.  

 

    "O regime de Mao fez duas sondagens, em 1949-50 e em 1954-55 junto do governo português (para estabelecimento de relações diplomáticas). Os ministérios dos Negócios Estrangeiros, do Ultramar e Colónias e o governo do território de Macau eram geralmente favoráveis ao reconhecimento da República Popular da China, o que significaria o corte com Taiwan. Todavia, (António de Oliveira) Salazar resistiu sempre a isso", assevera.  

 

    "Opunha-se, terminantemente, por convicções políticas e também porque achava que Portugal tinha de ter um entendimento com os Estados Unidos nessa questão", continuou.  

 

    A falta de relações diplomáticas formais levou a que a administração portuguesa de Macau, e depois Portugal, obviamente, tivesse que cooptar, em Macau, pessoas que eram oriundas da elite comercial chinesa do território, afectas a Pequim, que faziam intermediação informal entre Portugal e a China.

 

    "Não tínhamos relações diplomáticas e alguém tinha de fazer esse papel. Esse sistema funcionou praticamente até 1979, quando os dois países estabeleceram relações diplomáticas", disse.  

 

    Para Moisés Silva Fernandes, o crescimento e desenvolvimento registados nos últimos anos da administração portuguesa, que vigorou até 20 de Dezembro de 1999, decorreram do desejo de deixar uma marca dessa presença e, ainda, da abertura da China ao Ocidente.  

 

    "O uso pela China de Macau como plataforma para os países de língua portuguesa vem confirmar o estatuto muito especial que Macau tem dentro da China. Isto é, a elite chinesa que governa Macau, a esmagadora maioria oriundos de Macau, provenientes da elite comercial da cidade, também querem afirmar fortemente esta identidade, algo diferente da de Hong Kong", defendeu.

 

    "Hong Kong afirma-se como uma grande praça financeira mundial. Macau não tem isso, mas tem uma coisa que as autoridades da Região Administrativa Especial estão sempre a realçar e que é o facto de Macau ser a plataforma de contacto com os países de língua portuguesa", acrescentou.  

 

    Dois desses países, Angola e Brasil, são fundamentais para que a China se possa abastecer nos recursos naturais de que carece para continuar a crescer e a desenvolver-se.  

 

    Angola é desde Fevereiro de 2004 o maior fornecedor mundial de petróleo da China e a procura chinesa de petróleo é cada vez maior, para corresponder às necessidades crescentes de desenvolvimento e industrialização.  

 

    O Brasil é igualmente importante pelo minério de ferro que vende e também pela soja.  

 

    "Isto está a apontar para uma nova realidade. Apesar de Portugal continuar a ser importante para a China, estamos agora perante uma realidade algo diferente em que as ex-colónias portuguesas são muito importantes para a China", considerou.  

 

    Moisés Silva Fernandes é director do Instituto Confúcio, que resulta do acordo assinado em Pequim, a 31 de Janeiro de 2007, entre a Universidade de Lisboa, o Conselho Internacional de Língua Chinese (Hanban) e a Universidade de Estudos Estrangeiros de Tianjin.  
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Enviado por: André em Fevereiro 23, 2008, 05:54:57 pm
Cavaco satisfeito com recuperação de Ramos-Horta, quer responsáveis por atentados julgados

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O Presidente da República congratulou-se hoje com a recuperação de Ramos-Horta e disse esperar que Timor-Leste consiga julgar, "no respeito pela lei", os responsáveis pela tentativa de "decapitação das instituições democráticas" do país.

Aníbal Cavaco Silva, que falava durante a visita que hoje está a fazer aos concelhos de Ribeira de Pena e Boticas, no distrito de Vila Real, respondia às declarações do Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que se encontra internado em Darwin, na Austrália, depois de ter sido baleado num atentado a 11 de Fevereiro.

Nas declarações que fez para a agência Lusa, através de um familiar, Ramos-Horta afirmou-se "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e disse querer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima.

Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".

José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".

O chefe de Estado timorense agradece, em especial, ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".

Em Boticas, Cavaco Silva manifestou-se contente com as palavras de Ramos-Horta: "Estou muito satisfeito por ele estar a recuperar e estar a recuperar bem. Isso é o mais importante", afirmou.

"O que eu mais desejo é que o presidente Ramos Horta regresse rapidamente para junto do seu povo", acrescentou.

Nas declarações que fez, Cavaco Silva considerou que a política de diálogo de Ramos-Horta não resultou e disse esperar que os responsáveis pelos atentados sejam julgados.

"Tivemos ali um ataque sério às instituições democráticas de Timor. Espero bem que as autoridades timorenses consigam agora julgar, como deve ser e no respeito pela lei, aqueles que tentaram assassinar, segundo a informação disponível, quer o Presidente, quer o primeiro-ministro", afirmou, apontando que os atentados foram perpetrados "numa altura que o presidente da assembleia nacional de Timor estava ausente em Lisboa".

"Como que parecia uma certa decapitação das instituições democráticas", disse.

Cavaco Silva disse, também, que Ramos-Horta é um homem que acreditou no diálogo, mas constata-se que este não resultou.

"[Ramos-Horta] foi um homem que sempre acreditou no diálogo", disse Cavaco Silva, lembrando uma "longa conversa" que tiveram em Lisboa, em que o agora Presidente timorense mostrou convicção de que os problemas fossem resolvidos pelo diálogo

"Ele apostava, acima de tudo, no diálogo na persuasão, mas afinal não resultou", constatou Cavaco Silva.

Nas declarações que enviou através do seu cunhado, Ramos-Horta afirma-se de "muito bom humor" e manda informar o seu homólogo português que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".

Em Boticas, Cavaco Silva registou o pedido e prometeu rapidez.

"Gostaria de lhe fazer chegar rapidamente [pastéis de Belém e vinho do Porto]", disse o chefe de Estado português.

"Talvez quando for uma próxima missão da GNR se possam enviar", acrescentou, notando, porém, com humor, que dado a viagem ser longa, os pastéis de nata deverão chegar já frios.

Lusa
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Enviado por: André em Março 01, 2008, 04:59:14 pm
Comandante neozelandês encontra "alguma normalidade" em Díli

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O comandante das Forças de Defesa da Nova Zelândia (NZDF), general Louis Joseph Gardiner, afirmou hoje em Díli que encontrou "alguma normalidade" nesta sua visita a Timor-Leste.

O general Lou Gardiner recordou que, quando esteve pela primeira vez no país, em Outubro de 1999, "a região de Suai estava deserta e havia pessoas a sair das montanhas".

O comandante da NZDF, que esteve em Díli com o contingente "kiwi", declarou que "a Nova Zelândia, a Austrália e outros países precisam de estar [em Timor Leste] para que a jovem nação tenha um ambiente seguro que possibilite a confiança para seguir em frente".

O general Lou Gardiner sublinhou a "contribuição significativa" da NZDF para a estabilização de Timor-Leste.

"Fico sempre impressionado com a facilidade do soldado médio neozelandês para fazer amizade e se envolver com o povo timorense", declarou o general na base do contingente da NZDF no centro de Díli, conhecido por "Kiwi Lines".

O general Lou Gardiner, que ascendeu à chefia da NZDF em Maio de 2006, serviu em Timor-Leste 12 meses, entre o ano 2000 e 2001, como o chefe dos observadores militares da primeira missão das Nações Unidas, a Autoridade Transitória dirigida por Sérgio Vieira de Mello.

Militares da Nova Zelândia e da Austrália integram, desde 2006, as Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Timor-Leste.

A Nova Zelândia tem actualmente em Timor-Leste 25 polícias, 142 soldados e dois oficiais de ligação. Nos últimos dez meses, as NZDF forneceram também dois helicópteros "Iroquois" e 32 elementos de tripulação e manutenção.

Lusa
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Enviado por: André em Março 28, 2008, 11:00:04 pm
Falta definição a regras de actuação da ONU, diz MNE

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O chefe da diplomacia portuguesa manifestou-se hoje preocupado e inquieto, em entrevista à Rádio Renascença, com a falta de definição das regras de actuação da missão da ONU e das forças internacionais presentes em Timor-Leste.

Em declarações feitas na Eslovénia, à margem do Conselho Informal dos chefes da diplomacia da União Europeia, Luís Amado salientou que já em 2006, em Nova Iorque, aquando da formação da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT), Portugal manifestou as suas dúvidas.

Nesse sentido, Luís Amado afirmou que desde o início que a UNMIT oferece motivos de preocupação e inquietação, em grande parte pela definição pouco clara das regras de actuação no terreno. «É sempre difícil quando temos missões com mandatos muito abertos, com regras de empenhamento muito pouco clarificadas e, em particular, quando a missão tem as características que tem em Timor.

Dada a natureza da operação militar e a natureza da operação de segurança, é natural que problemas surjam e que críticas ocorram», sustentou. Contudo, os problemas acontecem «em todas as missões e em todos os teatros», acrescentou.

O ministro comentava a recente entrevista que o presidente timorense, José Ramos-Horta, deu também à Rádio Renascença, em que denunciou «graves falhas de segurança» por parte das forças internacionais, que deveriam ter reagido imediatamente ao ataque à sua residência, a 11 de Fevereiro.

No atentado, José Ramos-Horta foi gravemente ferido a tiro, junto da sua residência em Díli.Na mesma entrevista, em Darwin, Austrália - onde convalesce da frustrada tentativa de homicídio -, José Ramos-Horta considerou ter havido falhas na segurança quer da parte da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) quer das Forças de Estabilização Internacionais (ISF), constituídas por efectivos militares da Austrália e da Nova Zelândia.

«Alguma coisa aconteceu de errado, todos nós reconhecemos isso. Ainda hoje o meu colega irlandês, que esteve em Timor uma semana depois desses acontecimentos, manifestava a sua estranheza pela forma como os acontecimentos tinham ocorrido.

É natural que todos nós nos inquietemos sobre como pôde acontecer o que aconteceu em Timor-Leste, no quadro de uma missão tutelada pelas Nações Unidas», frisou Luís Amado na entrevista à Rádio Renascença.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Março 29, 2008, 02:25:25 pm
Segurança de Ramos-Horta cometeu dupla traição

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Militares do corpo de segurança do palácio presidencial de Díli podem ter feito jogo duplo, traindo ao mesmo tempo Ramos-Horta e o major Reinado.

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que foi alvo de um atentado em Fevereiro, no palácio presidencial em Díli, terá sido atraiçoado por um militar do seu corpo de segurança.

Este militar, de nome Albino Assis, será a peça-chave quer do atentado contra Ramos-Horta, quer da morte à queima-roupa do major rebelde Alfredo Reinado.

Albino Assis integrava as F-FDTL (Falintil-Forças de Segurança de Timor-Leste), a pequena força de segurança pessoal do Presidente Ramos-Horta. Ao mesmo tempo, porém, mantinha contactos frequentes com o grupo rebelde do major Reinado – tudo indicando que este tinha homens infiltrados na segurança do palácio.

Aliás, o nome de Albino Assis constava de uma lista que Reinado trazia no bolso quando foi alvejado. Mas não só: o major tinha também consigo um croquis do palácio, feito por alguém que conhecia bem por dentro as instalações da casa oficial de Ramos-Horta.

Reinado terá morrido entre as 6h15 e as 6h20, momento em que deixou de fazer contactos com os elementos do grupo do major Salcinha, que se encontrava em Dare – zona próxima ao local onde, uma hora depois, o primeiro-ministro Xanana Gusmão foi alvo de forte tiroteio.

SOL
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Enviado por: Lancero em Abril 02, 2008, 03:50:50 pm
(http://www.defence.gov.au/opastute/images/gallery/2008/0401/20080328adf8239716_015_lo.jpg)

(http://www.defence.gov.au/opastute/images/gallery/2008/0401/20080328adf8239716_118_lo.jpg)

(http://www.defence.gov.au/opastute/images/gallery/2008/0401/20080328adf8239716_033_lo.jpg)

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Timor-Leste Battle Group-3 (2 RAR) Lieutenant Heston Russell with a member of the Portuguese Guarda Nacional Republicana Police (GNR) during a patrol alongside the Comoro River in the suburb of Bebonuk in Dili


http://www.defence.gov.au/opastute/imag ... /index.htm (http://www.defence.gov.au/opastute/images/gallery/2008/0401/index.htm)
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Enviado por: comanche em Abril 09, 2008, 05:20:49 pm
Timor-Leste: Justiça para vítimas de 1999 "vai levar talvez uma geração" - Embaixador EUA


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Díli, 09 Abr (Lusa) - O exame completo dos crimes de 1999 em Timor-Leste "vai talvez demorar uma geração", afirmou o embaixador dos EUA em Díli em entrevista à agência Lusa.

"Tem que haver justiça", respondeu o embaixador Hans Klemm quando questionado sobre a posição dos Estados Unidos da América em relação ao julgamento dos crimes cometidos em 1999.

"Tem que haver algum tipo de responsabilidade pelos actos que ocorreram em 1999 e antes. E também pelo que aconteceu em 2006. Tem que ser estabelecida a verdade e apuradas as culpas, em favor das vítimas", defendeu o embaixador dos EUA.

"Mas há exemplos recentes de países como o Chile, Argentina e outros, talvez até a Indonésia, em que a responsabilização pelos crimes do passado foi atingida através do processo de desenvolvimento económico e, mais importante, democrático", declarou Hans Klemm.

"Levou uma geração antes de esses países poderem trazer os culpados à justiça", sublinhou o embaixador norte-americano.

"Os dirigentes timorenses com quem tenho falado dizem que talvez tenha de haver um processo semelhante na Indonésia antes de se poder julgar a violência" que aconteceu em Timor-Leste.

"Os Estados Unidos gostariam que fosse mais rápido", ressalvou, porém, o embaixador norte-americano.

Hans Klemm respondia à questão sobre a credibilidade da Comissão de Verdade e Amizade (KPP, na sigla indonésia), criada entre a Indonésia e Timor-Leste para investigar a violência cometida antes e depois do referendo pela independência.

A KPP deverá apresentar em breve o seu relatório final aos Presidentes dos dois países e ao primeiro-ministro timorense.

Na semana passada, o secretário de Estado adjunto norte-americano para Ásia-Pacífico Oriental, Crhtsipher R. Hill, em visita a Jacarta, declarou que se o resultado da KPP "está bem para a Indonésia e para Timor-Leste, também está bem para os Estados Unidos".

A declaração foi condenada por vários grupos de direitos humanos que leram nas palavras do responsável americano uma legitimação da KPP.

"A KPP tem um mandato limitado e reconhecemos isso", explicou Hans Klemm à Lusa.

"Mas temos esperança que o relatório seja um passo importante para a responsabilização dos culpados pela violência. É preciso notar que nós ainda não lemos o relatório. Nem uma página. É injusto avaliar a sua credibilidade sem ler", notou o embaixador norte-americano em Díli.

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Enviado por: comanche em Abril 09, 2008, 05:21:22 pm
Timor-Leste: Justiça para vítimas de 1999 "vai levar talvez uma geração" - Embaixador EUA


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Díli, 09 Abr (Lusa) - O exame completo dos crimes de 1999 em Timor-Leste "vai talvez demorar uma geração", afirmou o embaixador dos EUA em Díli em entrevista à agência Lusa.

"Tem que haver justiça", respondeu o embaixador Hans Klemm quando questionado sobre a posição dos Estados Unidos da América em relação ao julgamento dos crimes cometidos em 1999.

"Tem que haver algum tipo de responsabilidade pelos actos que ocorreram em 1999 e antes. E também pelo que aconteceu em 2006. Tem que ser estabelecida a verdade e apuradas as culpas, em favor das vítimas", defendeu o embaixador dos EUA.

"Mas há exemplos recentes de países como o Chile, Argentina e outros, talvez até a Indonésia, em que a responsabilização pelos crimes do passado foi atingida através do processo de desenvolvimento económico e, mais importante, democrático", declarou Hans Klemm.

"Levou uma geração antes de esses países poderem trazer os culpados à justiça", sublinhou o embaixador norte-americano.

"Os dirigentes timorenses com quem tenho falado dizem que talvez tenha de haver um processo semelhante na Indonésia antes de se poder julgar a violência" que aconteceu em Timor-Leste.

"Os Estados Unidos gostariam que fosse mais rápido", ressalvou, porém, o embaixador norte-americano.

Hans Klemm respondia à questão sobre a credibilidade da Comissão de Verdade e Amizade (KPP, na sigla indonésia), criada entre a Indonésia e Timor-Leste para investigar a violência cometida antes e depois do referendo pela independência.

A KPP deverá apresentar em breve o seu relatório final aos Presidentes dos dois países e ao primeiro-ministro timorense.

Na semana passada, o secretário de Estado adjunto norte-americano para Ásia-Pacífico Oriental, Crhtsipher R. Hill, em visita a Jacarta, declarou que se o resultado da KPP "está bem para a Indonésia e para Timor-Leste, também está bem para os Estados Unidos".

A declaração foi condenada por vários grupos de direitos humanos que leram nas palavras do responsável americano uma legitimação da KPP.

"A KPP tem um mandato limitado e reconhecemos isso", explicou Hans Klemm à Lusa.

"Mas temos esperança que o relatório seja um passo importante para a responsabilização dos culpados pela violência. É preciso notar que nós ainda não lemos o relatório. Nem uma página. É injusto avaliar a sua credibilidade sem ler", notou o embaixador norte-americano em Díli.

Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 10, 2008, 08:25:49 pm
Indonésia por detrás dos atentados em Timor

O grupo rebelde que quase matou o presidente Ramos-Horta foi apoiado a partir de Jacarta e das milícias de Timor Ocidental.

O major Alfredo Reinado, morto durante um ataque à residência do presidente Ramos-Horta em Díli, no dia 11 de Fevereiro, que quase tirou a vida ao chefe de Estado timorense, manteve até ao fim uma estreita ligação à Indonésia. O líder rebelde recebeu apoio logístico e militar a partir de Jacarta e das cidades de Kupang e de Atambua, em Timor Ocidental, onde ainda se concentram elementos das milícias timorenses que mataram 1.500 pessoas e dizimaram o país em 1999, quando um referendo popular deu a independência à antiga província indonésia.

A análise pelo Expresso dos registos telefónicos feitos desde o final de 2007 por Reinado e pelo tenente Gastão Salsinha, que sucedeu ao major à frente do grupo de rebeldes, e o confronto das chamadas e de SMS para números de telefone indonésios com alguns dos seus proprietários provam que existiu apoio material, havendo também indícios de uma forte contribuição financeira e de uma influência directa na decisão do líder rebelde em atacar Ramos-Horta e Xanana Gusmão, o actual primeiro-ministro.

Leia todos os pormenores da investigação do Expresso na próxima edição em papel, no sábado, com a história do último telefonema de Reinado na véspera antes de morrer e as provas sobre a sua ligação a Hércules, um timorense conhecido em Jacarta como o "rei dos gangsters" e que foi um dos protegidos nos anos 90 do general indonésio Zacky Anway Makarim, indiciado pelo painel de crimes de guerra da ONU como um dos responsáveis pelas atrocidades cometidas em Timor em 1999.
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 10, 2008, 09:14:25 pm
Esta também é muito "boa",


Citar
Former Indonesian Militia Leader Released from Jail
By Nancy-Amelia Collins
Jakarta
08 April 2008
 

Just hours after being released following two years in a Jakarta prison, former pro-Jakarta militia leader Eurico Guterres announced plans to run for Indonesia's parliament next year. As VOA's Nancy-Amelia Collins reports from Jakarta, Guterres' 10-year sentence for human rights abuses committed during East Timor's vote for independence was overturned last week by Indonesia's supreme court.


 
Eurico Guterres, the pro-Jakarta militia leader serving a 10-year jail sentence for crimes against humanity, walked out of Jakarta's Cipinang prison, late Monday evening, two days after the supreme court over turned his conviction.

Guterres, who studied law while in prison, says he will return to West Timor to visit his family before returning to Jakarta to continue his studies and prepare to run for parliament elections, next year.

Guterres was the only person jailed for the post-election violence after East Timorese voted for independence from Indonesia in 1999. Seventeen other suspects indicted by Jakarta prosecutors were eventually set free, following acquittals by the supreme court and the appellate court.

At least 1,000 people were killed and much of the country's infrastructure destroyed by angry pro-Jakarta militias, backed by the Indonesian army, after East Timorese voted overwhelmingly for independence from Indonesia's 24-year rule.

A lawyer for Guterres, Mahendratta, says his client does not intend to seek compensation from the government for his time in prison.

"We all happy because we can prove the truth to the supreme court and he has been released," he said. "Eurico Guterres said that he will not keep hard feelings to the government of Indonesia and he will not sue the government of Indonesia."

International and national human rights groups have criticized Indonesia's failure to bring those responsible for the violence in East Timor to justice.

In 2005, Indonesia and East Timor formed a joint truth commission to investigate the violence surrounding the independence vote.

But the truth commission does not have any power to prosecute and can recommend amnesty for those found guilty of major crimes.

The United Nations is boycotting the commission because of the amnesty provision.

Usman Hamid, from the Indonesian human rights group Kontras, calls on the international community to support an international tribunal.

"This is very important in Indonesia, not only in regards to international community, to make sure that those responsible for crimes against humanity be prosecuted in international ad hoc tribunal," Hamid said. "But also it is important to improve Indonesian national legal system so that in the future we won't have this kind of violence take place again."

East Timor, a former Portuguese colony, has been independent since 2002.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 11, 2008, 04:24:41 pm
Timor-Leste: À caça de Salsinha nas montanhas de Ermera
11 de Abril de 2008, 15:20


** Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa **

Díli, 11 Abr (Lusa) - Noventa por cento dos efectivos das Forças de Defesa timorenses andam atrás de Gastão Salsinha. Todos os ramos estão envolvidos. É natural cruzar com um comandante de Marinha na estrada de Letefoho, a 1 700 metros de altitude.

"Começámos em Letefoho as buscas às 05:00 da manhã. Acabámos e já vamos para as rusgas no suco Estado", explica o major Higino das Neves.

Em Timor-Leste, não se foge para fora. Foge-se para cima.

O suco (conjunto de aldeias reunidas sob a autoridade de um chefe) de nome Estado fica na montanha em frente, numa estrada sem saída.

É nestas alturas da cordilheira do Ramelau, frequentemente com névoa e chuva, que a operação "Halibur" persegue Salsinha e os seus homens.

"É um terreno difícil mas para nós, timorenses, não é", diz à Agência Lusa o major Neves.

Higino das Neves é o comandante da Componente Naval timorense, o mesmo cargo que pertenceu, em tempos, ao major Alfredo Reinado, até ser demitido por usar as duas lanchas para cruzeiros pessoais.

É em Reinado, ex-marinheiro, que começa a história da perseguição a Salsinha.

Reinado atacou, a 11 de Fevereiro, a casa do Presidente da República. Morreu.

O ex-tenente Salsinha atacou, de seguida, o primeiro-ministro. Fugiu.

Salsinha tem as armas e os homens que estavam com Reinado, incluindo alguns cadastrados e alguns peticionários. Cerca de metade do grupo rendeu-se, a conta-gotas, ao comando conjunto.

Os rendidos descem da montanha e desaguam no quartel-general da operação, junto ao farol que sinaliza a baía de Díli, onde são submetidos a sessões suaves de interrogatório, bolinhos e café.

Polícias e militares dão caça, em conjunto, aos restantes fugitivos, que o tenente-coronel Filomeno Paixão, comandante da "Halibur", calcula em 15 homens, depois de mais seis rendições nas últimas 48 horas.

A entrega de homens não tem sido acompanhada da entrega de armas e os fugitivos dispõem ainda de várias armas de cano longo, HK33, FNC, SKS, M16.

Com este perigo em mente, e mantendo a preferência por uma captura de Salsinha vivo, as regras operacionais da "Halibur" subiram de tom há dois dias.

"Se Salsinha quiser, vamos disparar. Se ele não quer render-se... Ele é que escolhe. As Falintil estão preparadas para isto", garante o major Neves num português correcto, com um sotaque correcto de um adulto que aprendeu a língua de Camões num curso da Cooperação Militar portuguesa.

"As populações estão avisadas para não ir às plantações a partir de hoje", dizia à Lusa, na quinta-feira, o major Neves.

"Vamos dispersar então. O tempo é ouro para nós", despede-se o major Neves, sumindo na estrada do suco Estado navegando a sua coluna de viaturas do exército e viaturas civis alugadas pela operação "Halibur".

A "Halibur" dura há oito semanas. Como ficou claro na última reunião das chefias militares com os titulares políticos, a percepção do êxito da operação está dependente da captura de Salsinha.

Outro factor de urgência é o regresso do Presidente Ramos-Horta ao país, a 17 de Abril.

"Certamente, nós queremos ter o problema já resolvido antes do termo do estado de sítio", admitiu, no domingo, o tenente-coronel Filomeno Paixão, aludindo à data de 23 de Abril.

"Ai, o governo de Timor. Não tiveram pressa quando resolver era fácil", comenta, em Gleno, capital do distrito de Ermera, um homem que deu apoio logístico e político a Alfredo Reinado e, agora, a Salsinha.

"Agora, que é mais difícil, querem andar". E ri-se.

"Mandaram avisar para não irmos às hortas nem aos cafezais. Mas esqueceram-se que vem aí a colheita e é preciso entrar pelas plantações".

Quando será isso? "Lá para Maio..."

A última promessa de Salsinha, através de uma carta de que este homem foi portador, é a que se apresenta apenas a José Ramos-Horta, depois de ele voltar ao país.

Chega-se a suco Estado por um desvio na estrada que sobe de Gleno. Há uma via-sacra de cruzes de pau, uma curva ascendente e, de repente, uma clareira com vista para Letefoho.

Do lado direito, um homem vem descendo a escadaria da igreja com a cautela de quem pisa água turva. É cego.

Do lado contrário, uma grande árvore sagrada, com caveiras humanas num nicho das raízes, marca o sítio do antigo tribunal dos reinos da montanha.

Ali ao lado, num alpendre, dorme há mais de um mês um pelotão das forças conjuntas. Não há soldados, mas há mochilas verdes durante o dia.

"A população est�� calma. Sentem-se satisfeitos com a presença das forças conjuntas. A 'Halibur' está a dar mais segurança à população e as pessoas não têm medo de nada", conta o chefe de suco, António Maia.

"Sentimos que não podemos ir ver as hortas mas percebemos que a situação é diferente. Esperamos que Salsinha se entregue o mais rápido possível para voltarmos às hortas e aos cafezais", diz António Maia.

O chefe do suco assegura que "a tropa ainda não fez mal a ninguém, sobretudo tortura". Em Díli, no parlamento, uma líder de bancada acusou as forças timorenses de espancarem civis em Ermera.

Estas montanhas e cafezais são o terreno onde Reinado e Salsinha forjaram a sua aliança fatal e onde a rebeldia sempre contou com apoio popular.

"Todos sabem que, há dois anos, Alfredo e Salsinha com os seus homens tinham actividades no distrito de Ermera. É normal que a população lhe ofereça um prato de comida", admite, lacónico, o chefe do suco Estado.

"As rusgas em casas vão começar", anunciou o major Neves antes de desaparecer com as suas fardas verdes e azuis.

Lusa/fim
Título:
Enviado por: Lince em Abril 12, 2008, 02:21:59 pm
Citação de: "Morkanz"
Vinha hoje no Jornal Destak a informação de que a Indonésia tinha dado apoio logistico e militar ao ex-comandante do Exército, Alfredo Reinado que preparou e executou os atentados ao senhor Presidente Ramos Horta e ao 1ºMinistro Xanana Gusmão.

Fonte: http://www.destak.pt/docs/465/lisboab.pdf (http://www.destak.pt/docs/465/lisboab.pdf)

Página 07, canto superior direito

Não sei se nos noticiarios nas televisões também falaram nisso.
Título:
Enviado por: André em Abril 13, 2008, 02:07:09 pm
Ramos Horta não teme pela sua segurança no regresso

Citar
O presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, assegurou hoje que não teme pela sua segurança quando voltar quinta-feira ao país, mais de dois meses após o atentado que quase lhe custou a vida.
Ramos Horta, numa declaração feita na cidade australiana de Darwin, referiu que já se encontra quase plenamente recuperado dos ferimentos e que retomará as suas tarefas de chefe de Estado logo a partir do momento em que ponha de novo os pés em Timor-Leste.

«Deus e os timorenses estão do meu lado», disse o presidente para justificar a sorte que teve quando um projéctil passou a apenas dois milímetros da sua coluna vertebral, mas sem a danificar.

O Nobel da Paz abandonou em 19 de Março o hospital onde esteve internado desde o atentado que sofreu em 11 de Fevereiro. Ramos Horta foi atingido com três balas, duas nas costas e uma no estômago, tendo recebido assistência de urgência em Dili antes de ser transferido para Darwin, onde foi sujeito a várias operações e de onde saiu há três semanas da unidade de cuidados intensivos.

O líder de Timor-Leste foi atacado diante da sua casa por soldados amotinados leais ao comandante Alfredo Reinado, que morreu no tiroteio, enquanto que o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmao, saiu ileso no mesmo dia de outro ataque contra o seu veículo.

Reinado liderou em meados de 2006 protestos de 599 militares expulsos do exército por insubordinação, que desencadearam uma vaga de violência em que morreram 37 pessoas e cerca de 100 mil tiveram de abandonar as suas casas.

A crise determinou o envio para o país de forças de paz estrangeiras sob comando da Austrália e das Nações Unidas e levou à demissão do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: zeNice em Abril 14, 2008, 02:50:28 pm
Perante estes factos da Indónesia estar envolvida, poderá surgir um conflito?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 16, 2008, 12:44:44 pm
Descoberta da Polícia Federal Australiana
Líder rebelde tinha um milhão de dólares no banco

Descoberta na Austrália uma conta avultada em nome de Alfredo Reinado, o rebelde morto durante um atentado contra o presidente Ramos-Horta. Aumentam os indícios sobre apoios recebidos fora de Timor.

A Polícia Federal Australiana encontrou uma conta conjunta na Austrália em nome do líder rebelde timorense Alfredo Reinado e de Angelita Pires, sua assessora e amante. A conta chegou a acumular um depósito de um milhão de dólares, soube o Expresso junto de uma fonte oficial do Estado timorense, naquele que é um dos achados mais promissores da investigação ao grupo rebelde que quase matou José Ramos-Horta num duplo atentado a 11 de Fevereiro contra o presidente Timorense e também contra o primeiro-ministro Xanana Gusmão, que acabaria por sair ileso.
 
Quando foi detectada pelos investigadores australianos, a conta apresentava um montante de 800 mil dólares - sendo que tinham sido levantados 200 mil dólares, ainda quando o major Reinado estava vivo. A informação foi prestada pela Polícia Federal Australiana ao Estado timorense e está a ser encarada como uma evidência de que Reinado recebeu dinheiro de fora de Timor para apoio das suas actividades enquanto líder de um grupo de mais de 20 rebeldes. Segundo a mesma fonte, que pediu a reserva da sua identidade, "nenhum timorense tem capacidade de dar quantias dessas a ninguém".
 
De acordo com uma fonte ligada ao aparelho judicial em Timor, Angelita Pires, uma timorense também com nacionalidade australiana, tinha na sua conta pessoal em Díli apenas 5000 dólares, sendo que todos os depósitos e levantamentos foram feitos em dinheiro. Junto do corpo de Reinado, morto a tiro pela segurança pessoal do presidente Ramos-Horta, foram só encontrados 200 dólares.
 
Onde estão os relatórios do FBI e da Austrália?
 
Apesar da quantidade de pistas que podem ser seguidas neste momento para desvendar os atentados contra as duas figuras mais importantes do país, as dúvidas sobre o bom termo da investigação judicial são, no entanto, cada vez maiores em Timor.
 
O relatório feito pelos dois agentes do FBI que foram enviados a Díli pelos Estados Unidos logo em Fevereiro ainda não foi acrescentado ao processo judicial, embora tenha sido concluído há já várias semanas. O mesmo se passa com a investigação feita pela polícia federal australiana (AFP), que decidiu enviar no próprio dia dos atentados um reforço de 70 agentes para desmontar a história dos incidentes, mas cujos resultados continuam estranhamente sem constar do processo.
 
Quer o FBI quer a polícia federal australiana estiveram a trabalhar para o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, cujo perfil e cuja actuação têm sido seriamente postos em causa por diversas vezes desde que a crise político-militar em Timor entrou em erupção, em Março de 2006. Longuinhos Monteiro foi responsável há um mês pelas negociações com o sucessor de Reinado à frente dos rebeldes, o tenente Gastão Salsinha, para que se entregasse e pelos anúncios sucessivos de que estava tudo resolvido, depois de no ano passado ter sido ele a passar salvo-condutos (ilegais) a alguns homens do grupo.
 
Entretanto, a agência Lusa avançou no último fim-de-semana que dez rebeldes do grupo agora conduzido por Salsinha terão fugido para a Indonésia. A Lusa citava fontes das forças de segurança timorenses e referia que as F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste) e a PNTL (Polícia Nacional de Timor-Leste) estão preocupadas com a possibilidade de haver uma aproximação do grupo de Salsinha a Hércules Rosário Marçal e Eurico Guterres, dois timorenses na Indonésia que aterrorizaram os seus conterrâneos nos anos 90 a soldo de generais da ala dura de Jacarta. Eurico Guterres era o chefe da milícia pró-indonésia Aitarak, responsável por boa parte dos 1500 mortos nos massacres de 1999. A notícia surgiu na sequência da revelação feita pelo Expresso de que Reinado foi apoiado a partir de Jacarta e pelas milícias em Timor Ocidental, tendo estabelecido uma ligação directa a Hércules.
 
Em entrevista ao Expresso, o presidente Ramos-Horta admitiria que tem conhecimento do envolvimento de "militares indonésios que tiveram ligações com Timor mas que agiram individualmente, e não enquanto instituição das forças armadas. Os indícios são muito fortes".
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 18, 2008, 02:58:55 pm
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Timor-Leste: Três suspeitos dos ataques contra Horta e Xanana detidos pela polícia indonésia    

   Lisboa, 18 Abr (Lusa)- A polícia da Indonésia prendeu três suspeitos  dos ataques ao Presidente e ao primeiro-ministro Timorenses em Fevereiro,  anunciou o chefe de Estado indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.  

 

   A notícia, divulgada pela australiana ABC News, dá conta da prisão dos  três suspeitos, ex-militares nas Forças de Defesa de Timor-Leste, mas não  avança detalhes em relação à sua identidade nem ao local onde foram detidos.  

 

 

   O governo indonésio pediu ao Presidente timorense, entretanto, provas  sobre o alegado envolvimento de cidadãos indonésios no ataque de que foi  alvo na sua resiência em 11 de Fevereiro e que o deixou ferido com gravidade.  

 

   Ramos-Horta disse à Agência Lusa na quarta-feira que "elementos ligados  aos Kopassus indonésios", as forças especiais com uma longa história durante  a ocupação de Timor-Leste, estiveram ligados ao 11 de Fevereiro.  

 

   "São gente vingativa e a linha dura de alguns militares não aceita a  independência", explicou José Ramos-Horta sobre essa suspeita.  

 

   "Nós precisamos que a acusação esteja suportada pela substância", respondeu  hoje o ministro de Negócios Estrangeiros do Governo de Jacarta, Hassan Wirajuda,  em declarações à agência indonésia ANTARA.  

 

   Wirayuda considera que se o governo de Timor-Leste conseguir fornecer  as provas, não só o ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia poderá  investigar o assunto, mas também outras instituições do Governo Indonésio.  
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 20, 2008, 10:04:41 pm
(http://i198.photobucket.com/albums/aa78/lancero44/abril/20080417060839ENLUS0131686412084125.jpg)

(http://i198.photobucket.com/albums/aa78/lancero44/abril/20080417073458ENLUS0131688912084176.jpg)

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(http://i184.photobucket.com/albums/x249/lancero444/abril/20080418030823ENLUS0131781312084881.jpg)

(http://i184.photobucket.com/albums/x249/lancero444/abril/20080418030854ENLUS0131781412084881.jpg)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 15, 2008, 03:07:21 pm
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa
Eventos

2008-05-20
Timor - Leste: As Errâncias do Estado


 :arrow: http://www2.iscsp.utl.pt/archive/doc/Ca ... 008_A4.pdf (http://www2.iscsp.utl.pt/archive/doc/Cartaz_Timor_Maio2008_A4.pdf)

Pólo Universitário do Alto da Ajuda
Rua Almerindo Lessa - 1300-663
Lisboa
(http://www2.iscsp.utl.pt/archive/img/localiza_iscsp.gif)
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Maio 15, 2008, 03:10:16 pm
Põe isso também no tópico AGENDA - CALENDÁRIO DE EVENTOS E ACTIVIDADES  c34x
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 15, 2008, 03:27:23 pm
Estava-me a esquecer desse tópico novo...vou já por... :wink:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 24, 2008, 01:59:36 pm
Isto não se enquadra nas questões da "tensão", mas como é sobre Timor...

Decreto n.º 15/2008, D.R. n.º 120, Série I de 2008-06-24
Ministério dos Negócios Estrangeiros
Aprova o Acordo de Cooperação entre a República Portuguesa e a República Democrática de Timor-Leste, visando a criação da Escola Portuguesa de Díli
 :arrow: http://dre.pt/pdf1sdip/2008/06/12000/0376003761.PDF (http://dre.pt/pdf1sdip/2008/06/12000/0376003761.PDF)
Título:
Enviado por: André em Agosto 05, 2008, 02:54:07 pm
País vai continuar a necessitar de força policial internacional «robusta»

(http://i.treehugger.com/images/2007/10/24/ban%20ki-moon-jj-001.jpg)

Timor-Leste vai continuar a necessitar de uma «robusta» presença de forças policiais das Nações Unidas e do envolvimento da comunidade internacional para garantir a sua estabilidade, defendeu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Num relatório ao Conselho de Segurança, divulgado segunda-feira, Ban Ki-moon recomendou que não sejam feitos quaisquer «ajustamentos» ao mandato da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).

Fontes na ONU disseram que as recomendações serão analisadas pelo Conselho de Segurança no dia 19 de Agosto.

Este é o primeiro relatório do secretário-geral da ONU sobre a situação em Timor-Leste desde as tentativas de assassinato do Presidente e primeiro-ministro timorenses, a 11 de Fevereiro.

Face a esses acontecimentos «deploráveis», Ban Ki-moon saudou a actuação «firme e racional» do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, o facto de o Parlamento ter funcionado «efectivamente como um fórum de debate em resposta aos acontecimentos», os dirigentes dos partidos por terem apelado aos seus apoiantes para permanecerem calmos e a população em geral, que «demonstrou fé na capacidade do Estado em fazer face à situação».

Saudou também o Presidente da República, José Ramos-Horta, pelo «seu empenho para com o diálogo a todos os níveis» desde que regressou da Austrália, onde recuperou dos ferimentos sofridos a 11 de Fevereiro.

Mas Ban Ki-moon teceu duras críticas à actuação das forças de segurança de Timor-Leste afirmando que durante a crise, «as bem conhecidas insuficiências das instituições de segurança em termos de padrões profissionais e respeito pelo primado da lei, que foram o essencial do mandato da UNMIT, tornaram-se mais uma vez evidentes».

Desde então, houve «pouco progresso» em «investigar ou responsabilizar» os que violaram direitos humanos durante «a fase inicial do estado de sítio».

Embora em «termos gerais» a cooperação entre a polícia da UNMIT, que integra efectivos portugueses, e o Comando Conjunto formado após as tentativas de assassinato tenha sido «satisfatória», ocorreram «alguns incidentes preocupantes relacionados com o transporte e tratamento de suspeitos e presos», assinalou.

O documento cita dois incidentes em que elementos das forças de segurança ameaçaram com armas polícias das Nações Unidas. Um desses casos ocorreu quando um agente da ONU tentou impedir o espancamento de um preso.

Ban Ki-moon afirma que apesar da polícia local estar a assumir mais responsabilidades, o processo de criar uma polícia «imparcial e profissional» deve ser encarado como um projecto «a longo prazo», pelo que «não se propõe que haja uma redução da polícia da UNMIT» durante essa fase.

«Pelo contrário, a polícia da UNMIT continuará a jogar um papel crucial em monitorizar todos os distritos estando pronta a fornecer conselhos e também apoio operacional e em casos extremos a assumir responsabilidades de aplicação da lei se isso for necessário e pedido», salienta.

O relatório faz também notar que a nível económico, e «apesar dos melhores esforços do Governo e dos seus parceiros», Timor-Leste «não conseguiu alcançar progressos significativos no combate à pobreza», sublinhando que «na economia não petrolífera» o rendimento per capita é 20 por cento mais baixo do que era em 2002, aquando da restauração da independência.

Em Díli, onde está situado um quarto da força de trabalho, «o desemprego está estimando em 23 por cento e em 40 por cento entre as pessoas de idades compreendidas entre os 15 e 29 anos», frisa no documento.

Nas suas «observações» finais, Ban Ki-moon refere que «a inabilidade ou falta de vontade do Comando Conjunto» de resolver «adequadamente» casos de abuso e «as suas actividades para além do fim do estado de sítio, quando já não possuía base legal, são sintomáticas dos desafios institucionais fundamentais que existem no sector de segurança».

Ban Ki-moon afirma que quando terminar o actual mandato da missão da ONU será talvez possível emitir uma opinião «sobre a natureza e mandato da presença policial da UNMIT num futuro mandato».

«Contudo, qualquer possível redução tem que contemplar a necessidade da continuação de uma robusta presença da polícia da UNMIT através do país», salienta.

Para Ban Ki-moon, «a polícia nacional vai precisar de treino a longo prazo e apoio por muitos anos, requerendo a continuação do empenho da comunidade internacional incluindo parceiros bilaterais».

Dada a «fragilidade» da situação de segurança e das instituições do Governo e Estado, «não se recomenda nesta etapa qualquer ajustamento ao mandato e força da UNMIT», concluiu Ban Ki-moon.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Agosto 22, 2008, 04:59:49 pm
ONU não vai diminuir efectivos em Timor-Leste

(http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,13235962-EX,00.jpg)

As Nações Unidas vão manter o seu actual efectivo em Timor-Leste, garantiu hoje em Díli o representante interino do secretário-geral da ONU, no encontro que manteve com o ministro da Justiça português.
A Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) conta actualmente com 1.533 polícias (entre os quais militares da GNR e agentes da PSP) e 33 oficiais de ligação.

O encontro do representante interino Finn Reske-Nielsen com o ministro Alberto Costa realizou-se no âmbito da visita oficial de três dias que o governante português iniciou quinta-feira a Timor-Leste.

Num comunicado enviado à Lusa refere-se que no encontro com o representante interino da ONU «foi ainda abordada a colaboração de Portugal na área da justiça, tendo em vista a actual agenda legislativa em Timor-Leste, nomeadamente, o Código Penal, Código civil, Lei da Protecção de Testemunhas e Lei sobre questões de Justiça juvenil, a aguardar aprovação, e que contam com a colaboração portuguesa».

«O ministro da Justiça transmitiu ao representante das Nações Unidas o compromisso de Portugal em alargar a cooperação na área da justiça com a introdução de novas tecnologias e de novos métodos de trabalho nos tribunais, bem como na área dos registos e notariado», lê-se no comunicado.

Neste segundo dia da visita a Timor-Leste, Alberto Costa visitou o Parlamento Nacional, o Tribunal de Recursos, que tem competências de Tribunal Constitucional, e o Tribunal Distrital de Díli, terminando a jornada com um encontro com o secretário-geral da FRETILIN, partido na oposição com a maior bancada eleita no parlamento, Mari Alkatiri.

No primeiro dia, Alberto Costa assinou dois protocolos de cooperação na área da justiça com a sua homóloga timorense, Lúcia Lobato, depois de ter sido recebido pelo Presidente José Ramos-Horta e pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão.

O primeiro acordo, de cariz bilateral, foi firmado entre os Ministérios da Justiça dos dois países e visa a assistência técnica em várias áreas, a formação de quadros e o apoio na elaboração de legislação específica que necessite de maior aprofundamento.

O segundo protocolo envolveu, além dos Ministérios da Justiça de ambos os países, a participação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e respeita à definição do enquadramento para a realização de missões de juízes e procuradores portugueses.

A cooperação portuguesa na área da Justiça, na vertente multilateral, apoiou já com 3 milhões de dólares (2 milhões de euros), entre 2006 e 2008, o programa do PNUD, que funciona com o apoio da Austrália, Brasil, Espanha, EUA, Irlanda, Noruega, Portugal e Suécia.

Este programa visa a formação de juízes, procuradores e defensores públicos timorenses, tendo o terceiro curso nesse âmbito começado no final de Julho passado.

A nível bilateral, a cooperação portuguesa tem neste momento quatro assessores jurídicos no Ministério da Justiça, dois deles no Gabinete da Ministra Lúcia Lobato e outros dois na Direcção Nacional de Assessoria Jurídica e Legislação.

No plano multilateral, em colaboração com o PNUD, há uma equipa de seis oficiais de Justiça, que se prevê venha a ser alargada em breve para oito elementos.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 15, 2008, 09:45:08 pm
Ramos-Horta acusa Nações Unidas de «hipocrisia»

(http://www.estadao.com.br/fotos/ramos_horta_AP.jpg)

O Presidente da República de Timor-Leste acusou os membros do Conselho de Segurança da ONU de «hipocrisia extraordinária» por exigir que Díli julgue todos os culpados pelos actos de violência de 1999.

Em declarações à BBC, José Ramos-Horta explicou que deixou de fazer campanha pela criação de um tribunal internacional para julgar os crimes cometidos em 1999 devido à lealdade para com uma Indonésia democrática e a necessidade de manter uma boa relação com o país vizinho.

Ao mesmo tempo, acusou os membros do Conselho de Segurança de «hipocrisia» por defenderem a criação do tribunal e por criticarem Ramos-Horta por não fazer o suficiente para julgar os culpados pela violência.

O presidente timorense expressou dúvidas que a comunidade internacional esteja realmente interessada na criação do tribunal.

«Se eu fosse suficientemente ingénuo para ir a Washington, Oslo e Londres para lhes pedir que apoiassem uma resolução do Conselho de Segurança para o estabelecimento do tribunal, eles não o fariam. Mas depois têm esta hipocrisia extraordinária de nos dar lições de justiça», afirmou.

Ramos-Horta defendeu ainda a ideia que, para os países mais pequenos, é mais importante a reconciliação das partes em conflito do que levar criminosos ao banco dos réus.

Pelo menos 1.500 pessoas morreram em 1999 a seguir ao referendo à independência de Timor-Leste. Cerca de metade da população da antiga colónia portuguesa teve que se refugiar em território indonésio. Milhares foram vítimas de agressões e violação.

SOL
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Enviado por: ricardonunes em Setembro 17, 2008, 05:24:25 pm
Quando andou a "mamar" à conta, não se queixou   :idea:
Título:
Enviado por: André em Setembro 17, 2008, 05:41:24 pm
Citação de: "ricardonunes"
Quando andou a "mamar" à conta, não se queixou   :roll:  :roll:
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Enviado por: André em Setembro 19, 2008, 03:45:23 pm
Incompreensão da "ideologia" timorense pelos vizinhos é ameaça à segurança do país

A "percepção errada da política externa e da ideologia" de Timor-Leste pelos seus vizinhos está entre as ameaças à segurança do país, segundo um documento de reflexão do sector a que a Agência Lusa teve acesso.

O relatório final do Simpósio sobre o Sector Nacional de Segurança de Timor-Leste, realizado de 12 a 18 de Setembro no Havai, inclui uma análise das ameaças actuais ou potenciais às prioridades nacionais.

A falta de capacidade para integrar operações de manutenção de paz e o facto de Timor-Leste não pertencer à ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) nem a outras organizações regionais são indicados como obstáculos à contribuição timorense para a estabilidade regional.

O documento inicia-se com a identificação dos interesses nacionais de Timor-Leste, destacando "a defesa e garantia da soberania do território".

Outras prioridades nacionais são "garantir a paz, liberdade e prosperidade do povo timorense", "garantir o primado da lei", "promover o desenvolvimento sustentável" e "contribuir para a estabilidade e segurança regional e internacional".

Em relação às "capacidades e processos necessários para enfrentar causas e responder a desafios", o documento analisa com mais detalhe a defesa da soberania e da integridade territorial.

O relatório final do simpósio aponta para "uma forte componente marítima", "capacidade de diplomacia preventiva", "integração de organizações regionais", "autoridade marítima integrada", "doutrina de segurança integrada" e "processo de construção de consensos em matérias de segurança nacional".

Estes aspectos reflectem-se num outro capítulo do documento, dedicado às áreas de possível assistência internacional, com destaque para o "diálogo marítimo trilateral" entre Timor-Leste, Austrália e Indonésia.

O documento salienta a importância para Timor-Leste de instituições como a Organização Marítima Internacional (IMO) e a participação na Coral Triangle Initiative (CTI, lançada por seis países em Dezembro de 2007 por iniciativa da Indonésia).

A importância e as dificuldades colocadas em torno das línguas oficiais e de trabalho são abordadas em diferentes capítulos do relatório, por exemplo no contexto do sistema jurídico e no desenvolvimento de capacidade técnica e critérios de exigência.

Entre os "próximos passos para implementar as recomendações" do simpósio, o documento inclui "a resposta rápida aos problemas dos veteranos de forma mais detalhada".

O simpósio sobre o sector de segurança foi acolhido pelo Asia Pacific Center for Security Studies (APCSS), uma instituição de pesquisa ligada ao Comando do Pacífico (PACOM) das forças norte-americanas.

Deputados, antigos governantes e oficiais das forças de segurança, diplomatas e representantes das Nações Unidas participaram dos quatro dias de discussão.

Vários dos participantes, ouvidos pela Lusa no regresso a Díli, consideraram o simpósio "uma oportunidade de diálogo intratimorense".

Lusa
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Enviado por: HSMW em Março 08, 2009, 05:17:00 pm
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Polícias atacam GNR com catanas
Quatro soldados da GNR do 6º Contingente do Subagrupamento Bravo em Timor foram atacados à catanada ontem de madrugada por um grupo de timorenses, no final de uma festa num bar em Díli. O CM apurou que dois dos quatro suspeitos, já detidos, pertencem à Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), cujos elementos têm sido precisamente formados pela GNR portuguesa.

Os soldados foram agredidos de surpresa, na rua, pelas 03h00 locais (18h00 em Lisboa), após abandonarem o Casa Minha Residence, onde decorreu uma festa promovida por uma organização não-governamental (ONG). Um grupo de cerca de trinta timorenses estaria à espera dos homens da GNR e cercou-os. Segundo apurou o CM, o ataque não foi um incidente ocasional. As primeiras investigações revelam haver indícios de a acção ter sido premeditada.

Os quatro soldados agredidos não estavam de serviço, tinham estado na festa e na altura do ataque aguardavam na rua o transporte de carro – patrulha da GNR que os levaria de volta ao quartel. Os elementos que seguiam nesta viatura da GNR acabaram por se envolver também no confronto violento com o grupo de cerca de trinta timorenses.

Os quatro soldados sofreram ferimentos vários, mas estão fora de perigo. Só um deles exige maiores cuidados por ter uma luxação num ombro. Outro militar sofreu uma contusão no pescoço devido a uma catanada; um terceiro elemento levou um golpe superficial na face e o último militar foi atingido com um golpe profundo nas costas.

Segundo fontes oficiais da GNR, 'a situação só acalmou quando a patrulha chegou ao local e fez disparos de aviso para o ar'. Foram elementos da GNR que procederam às detenções, mas os timorenses detidos foram entregues à polícia das Nações Unidas (Unpol).

'Todos os envolvidos foram submetidos a testes de alcoolemia, realizados por elementos da Unpol, que não eram nem portugueses nem timorenses. Os militares da GNR acusaram zero gramas por litro de sangue, mas dois dos detidos tinham taxas superiores a 1 gr/l', adiantou a mesma fonte.

REGRESSAM ESTA SEMANA

A segunda metade dos militares do 6.º contingente do sub-agrupamento Bravo – incluindo os feridos – regressa a Portugal entre quarta e sexta-feira. Este regresso estava já previsto e não tem relação com o incidente de ontem. Aliás, neste momento é já o 7.º contingente que exerce funções operacionais em Timor.


Correio da Manhã
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Enviado por: André em Março 09, 2009, 12:30:54 pm
Ataque à GNR em Timor foi «premeditado e incisivo»

(http://4.bp.blogspot.com/_fOJD67rCP10/R8Kg3NGfJaI/AAAAAAAAFTo/9MM2NPPlero/s400/GNR+UNPOL.jpg)

O ataque sofrido por militares da GNR na sexta-feira à noite «foi premeditado e incisivo», afirmou hoje fonte oficial da instituição em Díli, Timor-Leste.

«Não foi um incidente que aconteceu por acaso. O ataque foi premeditado e incisivo e podia ter tido consequências mais graves» , afirmou fonte oficial da GNR.

Quatro militares do Subagrupamento Bravo da GNR sofreram ferimentos ligeiros na sequência de um incidente ocorrido sexta-feira à noite junto a um restaurante na Avenida de Portugal, em Díli.

Uma patrulha que ia recolher cinco militares do Subagrupamento Bravo ao restaurante «começou a ser atacada com pedras e catanas» por cerca de «vinte a trinta timorenses» assim que chegou ao local, segundo relato da GNR.

«Não conseguimos ainda perceber os motivos do ataque e qualquer das versões que circulam não passam por enquanto de especulação» , referiu hoje um oficial da GNR.

A aparente premeditação do ataque foi confirmada à Lusa por relatos de pessoas presentes no restaurante antes do incidente e que referiram que «as intenções do grupo (que atacou) eram óbvias, sobretudo para quem conhece os principais envolvidos».

Dois dos detidos após o incidente são elementos da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), que serão presentes terça-feira a tribunal, segundo fonte policial timorense.

Nem a GNR nem a PNTL revelaram a identidade dos dois agentes timorenses envolvidos.

A GNR apreendeu uma pistola e armas brancas no local do incidente.

Os quatro militares da GNR feridos, um deles com um golpe de catana no pescoço, foram assistidos no próprio quartel do Subagrupamento Bravo em Díli pela unidade do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que acompanha o contingente da Guarda.

«Os militares recuperaram bem e nunca inspiraram cuidados de maior» , acrescentou a fonte oficial da GNR ouvida hoje pela Lusa.

O incidente aconteceu com militares do sexto contingente do Subagrupamento Bravo na véspera da passagem de comando, que ocorreu sábado à tarde.

Parte dos efectivos do sexto contingente regressou já a Portugal num voo que trouxe cerca de 80 militares do sétimo contingente na terça-feira passada.

Os restantes, incluindo os quatro militares feridos sexta-feira à noite e que estão já de licença, regressam na próxima sexta-feira a Portugal.

A GNR tem 140 militares em serviço em Timor-Leste, como unidade autónoma de polícia no âmbito da Missão Integrada das Nações Unidas (UNMIT).

Lusa
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Enviado por: Cabecinhas em Março 09, 2009, 04:08:44 pm
Não se dizia que os timorenses tinham mais respeito por nós que pelos outros  :shock:
Se é verdade nem imagino o que poderam fazer aos outros!?
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Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 12:22:59 pm
Os timorenses, como toda a gente, têm tendencia para respeitar os mais fortes, e parece que eles ja perceberam que os tugas de hoje ja nao sao os mesmos de antes de 1975. Hoje a verdadeira potencia é a Australia, e os timorenses sabem isso. Resta-nos talvez o capital afectivo que tem uma parte da populaçao por nos.
A cooperaçao luso-timorense é ainda muito timida e merece um consideravel incremento da nossa parte. A primeira coisa a fazer seria reforçar a presença miltar lusa assim como o envio de mais professores e de quadros tugas, que em vez de estarem no dersemprego em Portugal, podiam obrar pelo bem comum em Timor.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 10, 2009, 02:07:26 pm
Legionário, nada tem a haver com os Páras e militares do Exército e Marinha que estavam lá em 75. Nem a possivel falta de respeito por parte deles à nossa GNR. Cá para mim tem outras cenas por detrás (não te esqueças, pelo menos um era Policia Timorense).
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Enviado por: Lancero em Março 10, 2009, 06:09:35 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Cá para mim tem outras cenas por detrás


(http://img144.imageshack.us/img144/4384/yesh.gif)
Título:
Enviado por: legionario em Março 10, 2009, 06:33:49 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Legionário, nada tem a haver com os Páras e militares do Exército e Marinha que estavam lá em 75. Nem a possivel falta de respeito por parte deles à nossa GNR. Cá para mim tem outras cenas por detrás (não te esqueças, pelo menos um era Policia Timorense).


Claro que tem ! aposto que é a Australia a destabilizar para melhor reinar :twisted:
Título: Re: Tensão em Timor Leste
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 29, 2009, 09:13:59 pm
Embaixador australiano aponta corrupção das autoridades

Peter Heyward acredita que cenário de crise que se viveu em 2006 não se irá repetir.  E garante que tropas estrangeiras saem em 2012

Os militares australianos e neozelandeses estacionados em Timor- -Leste deverão sair nos próximos três anos, disse à Lusa o embaixador da Austrália em Díli, que lamentou ainda a má utilização de "muito dinheiro" doado por Camberra devido à corrupção e inexperiência. Em entrevista à agência noticiosa em Sydney, Peter Heyward considerou pouco provável a repetição do cenário de crise que Timor-Leste conheceu em 2006.