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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Mundo => Tópico iniciado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 02, 2005, 03:06:00 pm

Título: Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 02, 2005, 03:06:00 pm
Reparem na quantidade de material americano que eles ainda têm:

http://media.putfile.com/Iranian-Armed-Forces (http://media.putfile.com/Iranian-Armed-Forces)

Adoro é a musiquinha "Smack my bitch up" (lembram-se do clip)  :twisted:
Título:
Enviado por: Luso em Dezembro 02, 2005, 04:31:41 pm
Quantidade, quantidade, quantidade.
No entanto pareceu-me muito interessante a utilização das inserções com motocicletas...
Título:
Enviado por: pedro em Dezembro 02, 2005, 07:10:50 pm
tem e nao e pouco. :lol:
Título:
Enviado por: psychocandy em Dezembro 03, 2005, 03:42:21 am
A maior parte nao eh material americano original mas sim material "americano" construido de raiz por reverse engineering.
Título:
Enviado por: p_shadow em Dezembro 03, 2005, 06:14:53 am
Citação de: "psychocandy"
A maior parte nao eh material americano original mas sim material americano" construido de raiz por reverse engineering.


Exacto!

A quantidade de material realmente proveniente de fábricas americanas e que esteja operacional é muito reduzido, senão mesmo escasso...


Cumptos
Título:
Enviado por: NotePad em Dezembro 03, 2005, 04:29:10 pm
Luso a inserção por motocicletas já tinha sido usada no nosso ultramar! Bastante utilizada até, tal como a utilizaçao de cavalos.
Título: Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 03, 2005, 05:25:34 pm
Eu estive no site oficial da firma que faz a manutenção e eles disseram exactamente o contrário. Todas estas máquinas estam a voar graças a uma manutenção cuidadosa. Falou-se que estavam no Irão cientistas russos a dar assistência aos iranianos para conseguir aproveitar a técnologia...mas até agora ainda não vi provas concretas disso. Eles têm mais capacidade operacional que vocês pensam. O crude faz com que eles tenham dinheiro suficiente para investir na investigação e desenvolvimento de novos sistemas. Pelo que eu vi até agora eles continuam a aproveitar muito do armamento vendido no tempo do Xá, mas tb já estão a fazer projectos novos (ex: carros de combate, espingardas de precisão, etc.).
Título:
Enviado por: p_shadow em Dezembro 03, 2005, 07:24:06 pm
Citar
Eu estive no site oficial da firma que faz a manutenção e eles disseram exactamente o contrário. Todas


Também não se esperaria que dissessem outra coisa. :)

Os helicópteros são modelos ocidentais mas foram quase todos construidos no Irão.
O mesmo já não aconteceu com os F-14 ou F-4, P-3, C-130, etc, construidos nos States.


Cumptos
Título:
Enviado por: Yosy em Dezembro 03, 2005, 08:13:50 pm
Citação de: "NotePad"
Luso a inserção por motocicletas já tinha sido usada no nosso ultramar! Bastante utilizada até, tal como a utilizaçao de cavalos.


A inserção por motocicletas foi até usada na 2ª Guerra Mundial (motos com side-car). Na 1ª Guerra do Golfo o SAS usou motos Honda TT nas suas patrulhas anti-Scud.

Os cavalos foram utilizados em Africa não só pelos portugueses, mas também pelos rodesianos.


Será que o Irão ainda tem material português? Portugal foi dos primeiros a fornecer armas ao Irão na Guerra Irão-Iraque não foi? Costumava ver-se em Setubal navios de bandeira iraniana de um lado e iraquiana do outro a carregarem armas.
Título:
Enviado por: NotePad em Dezembro 03, 2005, 08:33:22 pm
Citação de: "Yosy"
Citação de: "NotePad"
Luso a inserção por motocicletas já tinha sido usada no nosso ultramar! Bastante utilizada até, tal como a utilizaçao de cavalos.

A inserção por motocicletas foi até usada na 2ª Guerra Mundial (motos com side-car). Na 1ª Guerra do Golfo o SAS usou motos Honda TT nas suas patrulhas anti-Scud.

Os cavalos foram utilizados em Africa não só pelos portugueses, mas também pelos rodesianos.


Será que o Irão ainda tem material português? Portugal foi dos primeiros a fornecer armas ao Irão na Guerra Irão-Iraque não foi? Costumava ver-se em Setubal navios de bandeira iraniana de um lado e iraquiana do outro a carregarem armas.


Isso foi alias bastante falado nos ultimos tempos nomeadamente pelas possoveis ligaçoes a morte de Sá Carneiro e o tráfico de armas para o irão, dessas armas de lembrar que a G-3 não faz parte pois o irão também possui licença para a contruçao da mesma.


Quanto as Motas apenas referi esse aspecto porque hj em dia pode parecer um meio algo obsoleto e desprotejido tal como os cavalos, mas onde a acessibilidade é um factor crucial melhor so mesmo de Porche, Porche La Pattas! :lol:
Título:
Enviado por: NotePad em Dezembro 03, 2005, 08:34:05 pm
...
Título:
Enviado por: E-migas em Dezembro 04, 2005, 01:13:39 pm
Citação de: "NotePad"
já agora as motas com side-car da 2ªGuerra eram as famosas BMW!


E ou muito me engano,  algumas Harley do lado americano!
Título:
Enviado por: NotePad em Dezembro 04, 2005, 03:33:22 pm
...
Título:
Enviado por: E-migas em Dezembro 04, 2005, 10:35:30 pm
Citação de: "NotePad"
Se as usaram não foi em tão grande numero como os alemães.


Tem razão.

Os alemães usavam-nas quase como Scouts.
Do lado dos aliados isso era demasiado "evoluido"!
Título:
Enviado por: [Mumia_] em Dezembro 05, 2005, 03:30:25 pm
epa epa epa tambem quero umas motas assim pra andar la a curtir umas terras nos exercicios... atao nos apeados.. uiii ía ajudar e muito..:P ehhehh 8)
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Dezembro 09, 2005, 08:39:34 am
as Harleys são demasiado pesadas e pouco manobraveis para essas missões.
Título: Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 27, 2006, 11:15:10 am
http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=ar ... 32a62be754 (http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=8f14e45fceea167a5a36dedd4bea2543&subsec=&id=5dfc468cf2927f63a51caa32a62be754)
Título: Re: Irão/USA
Enviado por: Pantera em Janeiro 27, 2006, 04:16:51 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=8f14e45fceea167a5a36dedd4bea2543&subsec=&id=5dfc468cf2927f63a51caa32a62be754


grande Sra. Rice.Penso que já está mesmo na altura de passar das palavras aos actos.Os esforças diplomaticos têm-se mostrado vãos.O Irão quer construir armas nucleares parece-me demasiado óbvio,e quem sofre com isso será o mundo em geral,e agora com a subida do Hamas ao poder,será dois em um,um barril de polvora pronta a explodir......

A questão central será o que acontecerá se os Americanos bombardearem a central nuclear?Haverá reacção militar por parte do Irão?
Título: Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 27, 2006, 05:08:47 pm
Como é que o Irão retaliaria? Eles ainda não têm a bomba, só se recorressem ao terrorismo.
Título: Re: Irão
Enviado por: Pantera em Fevereiro 06, 2006, 11:56:42 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Como é que o Irão retaliaria? Eles ainda não têm a bomba, só se recorressem ao terrorismo.


Podem atacar as bases americanas no golfo persico,como no Iraque, arábia saudita, Kuwait e Qatar.

A força aerea iraniana podia atacar esses alvos terrestres,seria uma luta feroz pelos vistos.Os EUA teria de lá meter mais aviões de combate para retaliar qualquer ataque áereo por parte do Irão.Além disso o Irão tem muitos misseis balisticos que podiam atingir essas mesmas bases,além de misseis terra-ar que seria uma dor de cabeça para os aviões americanos.

A juntar a isto,muitos terroristas islamicos,poderiam criar uma guerra de verdadeiro terror com muitos ataques suicidas principalmente no Iraque.
Título:
Enviado por: Paisano em Fevereiro 23, 2006, 11:58:01 pm
Irã quer ajuda do Brasil na crise nuclear

Fonte: www.oglobo.com.br (http://www.oglobo.com.br)

Citar
Em visita ao Brasil, Gholam Ali Haddad Ade, o terceiro homem na hierarquia do poder no Irã, disse ao GLOBO que gostaria de ter a ajuda diplomática de Brasília na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para a resolução da crise nuclear. Para o presidente do Parlamento iraniano, a agência tem que responder por que o Brasil pode enriquecer urânio e o Irã não. Ele disse ainda que não há meios de reaproximação entre Teerã e Washington e que o projeto dos EUA de levar a democracia à região é inútil. Gholam Ali não acredita que o mundo viva um choque de civilizações, mas aconselha todos os que querem a paz, islâmicos ou não, a pressionar a Dinamarca por causa das charges de Maomé, para que agressões ao Islã não se repitam.

O Brasil também foi alvo da desconfiança internacional por causa de seu programa nuclear. No entanto, conseguiu a aprovação da AIEA para o enriquecimento de urânio. O Irã se ressente da posição da comunidade internacional de que o Brasil pode e o Irã não?

GHOLAM ALI: Não temos nada contra o programa nuclear brasileiro. Acreditamos que todos os Estados têm o direito, como estabelece a AIEA, de desenvolver programas nucleares para fins pacíficos. Todos os países, na nossa opinião, devem aproveitar as oportunidades que a tecnologia nuclear oferece para a produção de energia e outros fins pacíficos. Trata-se de um desenvolvimento necessário. Agora, a agência tem que responder porque aceita o programa do Brasil e não o do Irã.

A experiência que o Brasil obteve no relacionamento com a AIEA poderia ser útil ao Irã?

GHOLAM ALI: Gostaríamos de ter a ajuda diplomática do Brasil para a resolução do impasse com a agência internacional. Não temos interesse em intercâmbio com os brasileiros na área nuclear, mas a ajuda nas negociações é bem-vinda. Isso porque hoje o problema é com o Irã, mas amanhã pode ser com qualquer outro país, inclusive o Brasil. Portanto, a ajuda de países que já têm programas nucleares ativos seria muito útil. Juntos, com os meios jurídicos internacionais disponíveis, os Estados que já desenvolvem a energia nuclear podem dar um fim positivo a esse impasse, contribuindo para a paz mundial.

Os países que insistem que novos programas nucleares sejam exclusivamente para fins pacíficos são exatamente os que possuem quase a totalidade das bombas atômicas hoje existentes. Na sua opinião, todos os países têm direito de desenvolver armas atômicas ou essa é uma prerrogativa exclusiva das grandes potências?

GHOLAM ALI: Independentemente do que é de direito ou não neste caso, o que temos a dizer é que o Irã não tem e nunca teve o projeto de desenvolver armas nucleares. Mesmo que esse seja um direito nosso, não há vontade de se produzir esse tipo de armamento. E isso já foi manifestado diversas vezes, em diferentes ocasiões. Está claro.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, declarou esta semana que pediu ao Congresso dos EUA US$ 75 milhões para promover a democracia no Irã. O que o senhor tem a dizer sobre isso?

GHOLAM ALI: Isto não é necessário, é inútil. Vivemos neste momento numa democracia. O objetivo dos EUA quando falam em democracia não é promover valores democráticos e sim seus interesses e os de seus aliados. Eles só aceitam democracias que estejam de acordo com seus interesses. Se é esse o tipo de democracia que os EUA querem para o Irã, não vão conseguir. O povo iraniano já sofreu com muitas opressões dos EUA.

O Irã reagiu com rigor às publicações das charges do profeta Maomé. Esse incidente mostra que o Ocidente e os países islâmicos estão em colisão?

GHOLAM ALI: Não concordamos com as idéias de Samuel Huntington, autor de “O choque de civilizações”. Ao contrário do que ele prega, acreditamos num caminho de diálogo entre as civilizações. Mas todas as pessoas que querem paz no mundo, islâmicas ou não, têm que pressionar o governo dinamarquês e os de outros países que publicaram as charges. Se queremos evitar que o contato entre as civilizações seja um choque terrível, o mundo cristão deve apresentar sua solidariedade ao mundo islâmico nesta questão.

Depois de Israel informar que não vai transferir o dinheiro de impostos para o Hamas, o Irã anunciou que vai ajudar os palestinos. Essa parceria vai se estreitar ainda mais?

GHOLAM ALI: O Irã vai ajudar o Hamas no que for preciso, o povo muçulmano e as nações islâmicas também vão ajudar.
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 27, 2006, 04:01:13 pm
http://saberaverdade.blogspot.com/ (http://saberaverdade.blogspot.com/)

"Em Março 3 acontecimentos mudarão a Historia do Mundo

No proximo mes de Março, 3 acontecimentos vao marcar para sempre a historia do mundo em que vivemos. 3 acontecimentos menores se os vissemos dissociados uns dos outros mas quando olhamos os tres em conjunto um padrao emerge e arrebata-nos de forma monstruosa. No passado mês de Dezembro, o Fed anunciou que ia deixar de produzir e publicar o chamado indice M3, que é publicado desde que o dolar é dolar. O que é o indice M3? Este indice mede a quantidade total de divisas norte americanas em circulação no planeta. O indice M0 indica o total de moeda fisica nos bancos, notas e moedas, o M1 é o M0 mais as contas à ordem, o M2 é o M1 mais os papeis comerciais e contas a prazo, e finalmente o M3 é o M2 mais as grandes contas em dolares, reservas de países terceiros em dolares e todas as grandes contas em dolares existentes. No fundo o indice M3 é a quantidade de moeda norte americana em circulação. O Fed defende a decisao de deixar de publicar este indice com a bacoca ideia de que nao acrescenta nada de essencial ao investidor e por isso sempre se poupam 500.000 dolares anuais ao deixar de alocar recursos para o seu calculo. Isto é mentira em todas as frentes, pois o indice vai deixar de ser publicado mas vai continuar a ser calculado para estatistica interna, e segundo o indice acrescenta uma valiosa informaçao em relação ao seu antecessor o M2. É com o indice M3 que o publico percebe se as reservas em dolares dos países estrangeiros estao a aumentar ou a diminuir. É uma informaçao vital para os mercados cambiais, por exemplo. O mais relevante é a data a partir da qual este indice vai passar a ser escondido do publico, 23 de Março. Já veremos como esta data cai como uma bomba, literalmente, nas terras do Irão. Outro acontecimento para Março é a tao falada nova bolsa de petroleo de Teerão, que se sabe estar por detrás do futuro ataque ao Irão. Esta bolsa vai mudar drasticamente a geopolitica mundial. Até agora o mercado de petroleo estava cingido apenas ao NYMEX em Nova Yorque, e à bolsa de Londres. E as suas transacções estavam exclusivamente denominadas em dolares. Isto provoca uma procura mundial pelo dolar para poder transacionar no mercado energetico o que por sua vez faz aumentar o preço do dolar. A bolsa de Teerão vai ser baseada em Euros pelo que o Irão vai, não só vender o seu petroleo em Euros, e não é assim tao pouco como isso pois representa 5% da produção diaria mundial, mas vai tambem arrastar outros países que não querem estar tao sujeitos à instabilidade que o dolar tem vivido ultimamente. A Venezuela já concordou passar a negociar exclusivamente através do Irão e muitos outros países se seguem. Obviamente para a Europa tambem faz mais sentido negociar na sua propria moeda do que incorrer em operações cambiais cada vez que compra petroleo como tem acontecido. Isto vai provocar uma mudança geopolitica brutal. À medida que mais países compram em euros, menos o dolar é procurado, levando à sua queda até à fossa, o que já não anda longe. A acrescentar à descida rapida do dolar estará tambem a falta de interesse em manter grandes reservas de dolares pois estes já não são fundamentais para transacionar petroleo. Deixa de ser interessante financeiramente comprar titulos de divida publica americana (bonds) e possivelmente haverá tentativas de liquidação de titulos de divida americanos por parte de alguns países com reservas de dolares excessivas, para as redireccionar para euros. Isto já se verifica um pouco e é a causa do começo da subida das taxas de juro, o que depois será ainda mais rapida. Esta situação a manter-se inalterada significava o colapso breve prazo da moeda americana e consequentemente da propria economia. Quando é que a bolsa de Teerão vai abrir? A 23 de Março. Portanto temos a espantosa coincidencia de no dia em que o principio do fim do dolar acontece, acontece tambem que o indicador que nos diz se as reservas mundiais de dolares se estao a deslocar e a fugir do mesmo é deixado de ser publicado. Os americanos nem vao saber de que morte morrem. O terceiro acontecimento é tambem o mais relevante. No fundo são dois acontecimentos no mesmo dia. A dia 28 de Março haverá eleiçoes em Israel e será feito (que fique aqui escrito) o primeiro ataque em solo iraniano contra alvos nucleares, que já é aqui vaticinado para Março desde Setembro ultimo. El-Baradei apresentará o seu relatorio sobre o Irão no principio de Março embora o premio nobel já tenha dito que o mundo está a perder a paciencia com o Irão. Este relatório vai servir de desculpa para os ataques subsequentes. O Times afirmava em Dezembro ultimo que Sharon colocara o nivel de prontidao das suas tropas no máximo para um ataque ao Irao no final de Março (http://www.timesonline.co.uk/article/0, ... 74,00.html (http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2089-1920074,00.html)). Vladimir Girinovsky afirmou esta semana saber com toda a certeza que o ataque se dará a 28 de Março. Afirmou tambem que Condoleeza Rice não era casada por gostar mais de estar perto de militares suados. Rice foi a protagonista da alteração à lei que proibia os EUA de usarem armas nucleares antes do inimigo. Desde Dezembro ultimo que é possivel aos EUA usarem armas nucleares preventivamente, numa resolução passada no senado sem qualquer discussao ou cobertura mediatica. Temos entao 2 cenarios possiveis. Ou os EUA atacam o Irão e impedem a abertura da bolsa de petroleo, ou a economia colapsará. Eu acredito nas duas simultaneamente, pois a divida publica norte-americana é de tal modo grande que nunca conseguirá recuperar. Este ultimo debate do Estado da Uniao nos EUA aumentou em 10% a despesa militar e reduziu em todas as despesas com saude e educação. Nunca um orçamemento foi tao gastador como este. À China não interessa muito o valor do dolar pois a divida dos EUA para com eles é tao grande que podem comprar a America inteira com os seus bonds. De qualquer modo a China cedeu aos EUA quando quiseram desvalorizar o yuan ao ritmo do dolar, o que traria o colapso americano tambem. O yuan foi valorizado artificialmente em 10% para deixar o dolar respirar um pouco. Março será entao o principio do fim do fim do principio."


A ver vamos...
Título:
Enviado por: NVF em Fevereiro 28, 2006, 12:40:15 am
Recordo-me que, antes da invasao ao Iraque, alguns comentadores referiram que umas das causas por detras da invasao era o Saddam querer passar a transacionar o petroleo do Iraque em euros. Coincidencia? Parece-me demasiado conspirativo, mas um gajo quando chega a certa idade ja' acredita em tudo. Vamos aguardar.
Título:
Enviado por: Marauder em Março 01, 2006, 01:01:17 pm
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Khatami critica Ahmadinejad sobre Holocausto

O antigo Presidente reformador do Irão Mohammad Khatami criticou a negação pelo seu sucessor Mahmud Ahmadinejad do Holocausto, que considerou uma «realidade histórica», noticiou hoje a imprensa iraniana.


«Devemos protestar mesmo se um só judeu foi morto. Não esqueçamos que um dos crimes de Hitler, do nazismo e do nacional-socialismo na Alemanha foi o massacre de inocentes entre os quais vários judeus», declarou o antigo Presidente reformador, citado hoje pela imprensa.

Khatami acrescentou que o holocausto deve ser reconhecido «mesmo que se tenha abusado desta realidade história e que haja enormes pressões sobre o povo palestiniano».

O Presidente ultraconservador Mahmud Ahmadinejad repetiu em várias ocasiões nos últimos meses que o Holocausto era um «mito» criado pelos Ocidentais para justificar a criação do Estado de Israel.

Acrescentou também que Israel devia ser «riscado do mapa» ou colocado na Europa, na América do Norte ou até mesmo no Alasca.

Estas declarações foram repudiadas pelo Ocidente e condenadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Mohammad Khatami, presidente entre 1997 e 2005, conduziu uma política de abertura em relação ao Ocidente e lançou a ideia do «diálogo de civilizações».

No final de Janeiro, o diário conservador Hamshahri lançou um concurso internacional de caricaturas sobre o Holocausto em resposta às caricaturas do profeta Maomé publicadas pela imprensa europeia.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano decidiu também organizar uma conferência sobre o Holocausto, ideia que o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, considerou «chocante, ridícula e estúpida».

As declarações de Khatami surgem numa altura em que vários reformadores iranianos começaram a criticar a posição do Presidente Ahmadinejad e os perigos que representa para o Irão.

«Recentemente a questão do Holocausto tornou-se, por vontade do Presidente (Ahmadinejad), o tema da política externa do país. A questão judaica nunca foi problema do Irão ou do Islão. É um problema cristão e europeu», afirma em editorial o diário moderado Shargh.

Diário Digital / Lusa


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=217162 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=217162)

   É que o Irão não é uma ditadura..e o presidente ainda terá de responder pelas suas acções ao povo.
   Curioso é saber as razões que os EUA vão argumentar quando (se) decidirem atacar o Irão...

   Realmente Luso...esse blog tem umas informações explosivas....vamos ver se o gato vai atrás do rato...porque este quer abrir uma bolsa de valores de petróleo cotado em Euros...
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Março 01, 2006, 04:13:46 pm
Caro LUSO:


"http://saberaverdade.blogspot.com/

"Em Março 3 acontecimentos mudarão a Historia do Mundo ... "

Apreciei bastante o blog que indicou.O texto acima, embora o autor portugues nao o tenha referido, talvez provenha essencialmente da  'newsletter' de um 'think-tank' (desconheço algum termo equivalente em portugues, tanque ou pote de ideias nao soam muito bem  :?
As notas finais tem alguns links, inclusive a Reserva Federal Americana.


 
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EUROPE 2020 ALARM / Global Systemic Rupture
March 20-26, 2006:
Iran/USA - Release of global world crisis
The Laboratoire européen d’Anticipation Politique Europe 2020 (LEAP/E2020) now estimates to over 80% the probability that the week of March 20-26, 2006 will be the beginning of the most significant political crisis the world has known since the Fall of the Iron Curtain in 1989, together with an economic and financial crisis of a scope comparable with that of 1929. This last week of March 2006 will be the turning-point of a number of critical developments, resulting in an acceleration of all the factors leading to a major crisis, disregard any American or Israeli military intervention against Iran. In case such an intervention is conducted, the probability of a major crisis to start rises up to 100%, according to LEAP/E2020.

An Alarm based on 2 verifiable events
The announcement of this crisis results from the analysis of decisions taken by the two key-actors of the main on-going international crisis, i.e. the United States and Iran:

--> on the one hand there is the Iranian decision of opening the first oil bourse priced in Euros on March 20th, 2006 in Teheran, available to all oil producers of the region ;

--> on the other hand, there is the decision of the American Federal Reserve to stop publishing M3 figures (the most reliable indicator on the amount of dollars circulating in the world) from March 23, 2006 onward [1].

These two decisions constitute altogether the indicators, the causes and the consequences of the historical transition in progress between the order created after World War II and the new international equilibrium in gestation since the collapse of the USSR. Their magnitude as much as their simultaneity will catalyse all the tensions, weaknesses and imbalances accumulated since more than a decade throughout the international system.


A world crisis declined in 7 sector-based crises
LEAP/E2020's researchers and analysts thus identified 7 convergent crises that the American and Iranian decisions coming into effect during the last week of March 2006, will catalyse and turn into a total crisis, affecting the whole planet in the political, economic and financial fields, as well as in the military field most probably too:

1. Crisis of confidence in the Dollar
2. Crisis of US financial imbalances
3. Oil crisis
4. Crisis of the American leadership
5. Crisis of the Arabo-Muslim world
6. Global governance crisis
7. European governance crisis


The entire process of anticipation of this crisis will be described in detail in the coming issues of LEAP/E2020’s confidential letter – the GlobalEurope Anticipation Bulletin, and in particular in the 2nd issue to be released on February 16, 2006. These coming issues will present the detailed analysis of each of the 7 crises, together with a large set of recommendations intended for various categories of players (governments and companies, namely), as well as with a number of operational and strategic advices for the European Union.


Decoding of the event “Creation of the Iranian Oil Bourse priced in Euros”
However, and in order not to limit this information to decision makers solely, LEAP/E2020 has decided to circulate widely this official statement together with the following series of arguments resulting from work conducted.
Iran's opening of an Oil Bourse priced in Euros at the end of March 2006 will be the end of the monopoly of the Dollar on the global oil market. The immediate result is likely to upset the international currency market as producing countries will be able to charge their production in Euros also. In parallel, European countries in particular will be able to buy oil directly in their own currency without going though the Dollar. Concretely speaking, in both cases this means that a lesser number of economic actors will need a lesser number of Dollars [2]. This double development will thus head to the same direction, i.e. a very significant reduction of the importance of the Dollar as the international reserve currency, and therefore a significant and sustainable weakening of the American currency, in particular compared to the Euro. The most conservative evaluations give €1 to $1,30 US Dollar by the end of 2006. But if the crisis reaches the scope anticipated by LEAP/E2020, estimates of €1 for $1,70 in 2007 are no longer unrealistic.


Decoding of the event “End of publication of the M3 macro-economic indicator”
The end of the publication by the American Federal Reserve of the M3 monetary aggregate (and that of other components) [3] , a decision vehemently criticized by the community of economists and financial analysts, will have as a consequence to lose transparency on the evolution of the amount of Dollars in circulation worldwide. For some months already, M3 has significantly increased (indicating that « money printing » has already speeded up in Washington), knowing that the new President of the US Federal Reserve, Ben S. Bernanke, is a self-acknowledged fan of « money printing » [4]. Considering that a strong fall of the Dollar would probably result in a massive sale of the US Treasury Bonds held in Asia, in Europe and in the oil-producing countries, LEAP/E2020 estimates that the American decision to stop publishing M3 aims at hiding as long as possible two US decisions, partly imposed by the political and economic choices made these last years [5]:

. the ‘monetarisation’ of the US debt
. the launch of a monetary policy to support US economic activity.
… two policies to be implemented until at least the October 2006 « mid-term » elections, in order to prevent the Republican Party from being sent in reeling.
This M3-related decision also illustrates the incapacity of the US and international monetary and financial authorities put in a situation where they will in the end prefer to remove the indicator rather than try to act on the reality.


Decoding of the aggravating factor “The military intervention against Iran”
Iran holds some significant geo-strategic assets in the current crisis, such as its ability to intervene easily and with a major impact on the oil provisioning of Asia and Europe (by blocking the Strait of Ormuz), on the conflicts in progress in Iraq and Afghanistan, not to mention the possible recourse to international terrorism. But besides these aspects, the growing distrust towards Washington creates a particularly problematic situation. Far from calming both Asian and European fears concerning the accession of Iran to the statute of nuclear power, a military intervention against Iran would result in an quasi-immediate dissociation of the European public opinions [6] which, in a context where Washington has lost its credibility in handling properly this type of case since the invasion of Iraq, will prevent the European governments from making any thing else than follow their public opinions. In parallel, the rising cost of oil which would follow such an intervention will lead Asian countries, China first and foremost, to oppose this option, thus forcing the United States (or Israel) to intervene on their own, without UN guarantee, therefore adding a severe military and diplomatic crisis to the economic and financial crisis.


Relevant factors of the American economic crisis
LEAP/E2020 anticipate that these two non-official decisions will involve the United States and the world in a monetary, financial, and soon economic crisis without precedent on a planetary scale. The ‘monetarisation’ of the US debt is indeed a very technical term describing a catastrophically simple reality: the United States undertake not to refund their debt, or more exactly to refund it in "monkey currency". LEAP/E2020 also anticipate that the process will accelerate at the end of March, in coincidence with the launching of the Iranian Oil Bourse, which can only precipitate the sales of US Treasury Bonds by their non-American holders.

 

In this perspective, it is useful to contemplate the following information 7: the share of the debt of the US government owned by US banks fell down to 1,7% in 2004, as opposed to 18% in 1982. In parallel, the share of this same debt owned by foreign operators went from 17% in 1982 up to 49% in 2004.
--> Question: How comes that US banks got rid of almost all their share of the US national debt over the last years?

 


Moreover, in order to try to avoid the explosion of the "real-estate bubble" on which rests the US household consumption, and at a time when the US saving rate has become negative for the first time since 1932 and 1933 (in the middle of the "Great Depression"), the Bush administration, in partnership with the new owner of the US Federal Reserve and a follower of this monetary approach, will flood the US market of liquidities.


Some anticipated effects of this systemic rupture
According to LEAP/E2020, the non-accidental conjunction of the Iranian and American decisions, is a decisive stage in the release of a systemic crisis marking the end of the international order set up after World War II, and will be characterised between the end of March and the end of the year 2006 by a plunge in the dollar (possibly down to 1 Euro = 1,70 US Dollars in 2007) putting an immense upward pressure on the Euro, a significant rise of the oil price (over 100$ per barrel), an aggravation of the American and British military situations in the Middle East, a US budgetary, financial and economic crisis comparable in scope with the 1929 crisis, very serious economic and financial consequences for Asia in particular (namely China) but also for the United Kingdom [8], a sudden stop in the economic process of globalisation, a collapse of the transatlantic axis leading to a general increase of all the domestic and external political dangers all over the world.

For individual dollar-holders, as for trans-national corporations or political and administrative decision makers, the consequences of this last week of March 2006 will be crucial. These consequences require some difficult decisions to be made as soon as possible (crisis anticipation is always a complex process since it relies on a bet) because once the crisis begins, the stampede starts and all those who chose to wait lose.
For private individuals, the choice is clear: the US Dollar no longer is a “refuge” currency. The rising-cost of gold over the last year shows that many people have already anticipated this trend of the US currency.

 


Anticipating… or being swept away by the winds of history
For companies and governments - European ones in particular - LEAP/E2020 has developed in its confidential letter – the GlobalEurope Anticipation Bulletin -, and in particular in the next issue, a series of strategic and operational recommendations which, if integrated in today's decision-making processes, can contribute to soften significantly the "monetary, financial and economic tsunami" which will break on the planet at the end of next month. To use a simple image – by the way, one used in the political anticipation scenario « USA 2010 » [9] -, the impact of the events of the last week of March 2006 on the “Western World” we have known since 1945 will be comparable to the impact of the Fall of the Iron Curtain in 1989 on the “Soviet Block”.

If this Alarm is so precise, it is that LEAP/E2020’s analyses concluded that all possible scenarios now lead to one single result: we collectively approach a "historical node" which is henceforth inevitable whatever the action of international or national actors. At this stage, only a direct and immediate action on the part of the US administration aimed at preventing a military confrontation with Iran on the one hand, and at giving up the idea to monetarise the US foreign debt on the other hand, could change the course of events. For LEAP/E2020 it is obvious that not only such actions will not be initiated by the current leaders in Washington, but that on the contrary they have already chosen "to force the destiny" by shirking their economic and financial problems at the expense of the rest of the world. European governments in particular should draw very quickly all the conclusions from this fact.


For information, LEAP/E2020's original method of political anticipation has allowed several of its experts to anticipate (and publish) in particular : in 1988, the pproaching end of the Iron Curtain; in 1997, the progressive collapse in capacity of action and democratic legitimacy of the European institutional system; in 2002, the US being stuck in Iraq’s quagmire and above all the sustainable collapse of US international credibility; in 2003, the failure of the referenda on the European Constitution. Its methodology of anticipation of "systemic ruptures" now being well established, it is our duty as researchers and citizens to share it with the citizens and the European decision makers; especially because for individual or collective, private or public players, it is still time to undertake measures in order to reduce significantly the impact of this crisis on their positions whether these are economic, political or financial.

LEAP/E2020's complete analysis, as well as its strategic and operational recommendations intended for the private and public actors, will be detailed in the next issues of the GlobalEurope Anticipation Bulletin, and more particularly in the econd one (issued February 16th, 2006).



1. These decisions were made a few months ago already:
. the information on the creation by the Iranian government of an oil bourse priced in Euros (http://www.mehrnews.com/en/NewsDetail.a ... sID=260851 (http://www.mehrnews.com/en/NewsDetail.aspx?NewsID=260851) ) first appeared in Summer 2004 in the specialised press.
. the Federal Reserve announced on November 10, 2005 that it would cease publisging the information concerning M3 from March 23, 2006 onward :
http://www.federalreserve.gov/releases/h6/discm3.htm (http://www.federalreserve.gov/releases/h6/discm3.htm)

2. By examining Table 13B of the December 2005 Securities Statistics of the Bank for International Settlements entitled International Bonds and Notes (in billions of US dollars), by currency ), one can notice that at the end of 2004 (China not-included), 37.0% of the international financial assets were labelled in USD vs 46,8% in Euros ; while in 2000, the proportion was contrary with 49,6% labelled in USD for 30,1% only in Euros. It indicates that the March 2006 decisions will most probably accelerate the trend of exit-strategy from the dollar.

3. Monetary aggregates (M1, M2, M3, M4) are statistical economic indicators. M0 is the value of all currency - here the dollar - that exists in actual bank notes and coins. M1 is M0 + checking accounts of this currency. M2 is M1 + money market accounts and Certificates of Deposits (CD) under $100,000. M3 is M2 + all larger holdings in the dollar (Eurodollar reserves, larger instruments and most non-European nations' reserve holdings) of $100,000 and more. The key point here is that when the Fed stops reporting M3, the entire world will lose transparency on the value of reserve holdings in dollars by other nations and major financial institutions.

4. See his eloquent speech on these aspects before the National Economists Club, Washington DC, November 21, 2002
(http://www.federalreserve.gov/boarddocs ... efault.htm (http://www.federalreserve.gov/boarddocs/speeches/2002/20021121/default.htm) )


5. It should be noticed that the upward trend of the Dollar in 2005 was mostly the result of an interest rate differential which was favourable for the US Dollar, and of the “tax break on foreign earnings” Law (only valid for 1 year) which brought back to the US over $200 billion in the course of 2005.
(source : CNNmoney.com
http://money.cnn.com/2005/10/05/news/ec ... as_profits (http://money.cnn.com/2005/10/05/news/economy/jobs_overseas_profits) )

6. As regards Europe, LEAP/E2020 wishes to underline that European governments are no longer in line with their opinions concerning the major topics, and in particular concerning the European collective interest. The January 2006 GlobalEurometre clearly highlighted the situation with a Tide-Legitimacy Indicator of 8% (showing that 92% of the panel consider that EU leaders no longer represent their collective interests) and a Tide-Action Indicator of 24% (showing that less than a quarter of the panel thinks EU leaders are capable of translating their own decisions into concrete actions). According to LEAP/E2020, public declarations of support to Washington coming from Paris, Berlin or London, should not hide the fact that the Europeans will quickly dissociate from the US in case of military attack (the GlobalEurometre is a monthly European opinion indicator publishing in the GlobalEurope Anticipation Bulletin 3 figures out of which 2 are public).

7.(source : Bond Market Association, Holders of Treasury Securities: Estimated Ownership of U.S. Public Debt Securities ;
http://www.dailykos.com/story/2006/1/28/122315/558 (http://www.dailykos.com/story/2006/1/28/122315/558) )


8. The United Kingdom indeed owns close to 3,000 billion $ of credits, that is almost three times what countries such as France or Japan hold. (source Bank of International Settlements, Table 9A, Consolidated Claims of Reporting Banks on Individual Countries )

9. Cf. GlobalEurope Anticipation Bulletin N°1 (January 2006)


 



Versao francesa: www.europe2020.org/fr/section_global/150206.htm (http://www.europe2020.org/fr/section_global/150206.htm)
O site AGORAVOX que permite a audiçao de textos, tem também disponivel este artigo em audio, mas apenas em frances.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Março 02, 2006, 02:02:20 pm
"Think tank"...
Em certa altura julgava que era uma acumulação de sabedoria tão avassaladora que esmagava tudo à sua passagem! :mrgreen:
Pudera: a primeira vez que observei a expressão foi numa revista da especialidade...

Mas é como diz: tirando a fixação nas datas, a coisa faz sentido. E já agora - a talho de foice - a questão da "manipulação geofísica" através de electromagnetismo (referida noutro postal) já começa a ganhar cada vez mais credibilidade.

Decididamente ele há coisas que desafiam mesmo as nossas mais loucas conjecturas.
Título:
Enviado por: Luso em Março 04, 2006, 12:21:24 am
Outra!  :shock:  :amazing:

http://www.europe2020.org/en/section_global/150206.htm (http://www.europe2020.org/en/section_global/150206.htm)

EUROPE 2020 ALARM / Global Systemic Rupture
March 20-26, 2006:
Iran/USA - Release of global world crisis
The Laboratoire européen d’Anticipation Politique Europe 2020 (LEAP/E2020) now estimates to over 80% the probability that the week of March 20-26, 2006 will be the beginning of the most significant political crisis the world has known since the Fall of the Iron Curtain in 1989, together with an economic and financial crisis of a scope comparable with that of 1929. This last week of March 2006 will be the turning-point of a number of critical developments, resulting in an acceleration of all the factors leading to a major crisis, disregard any American or Israeli military intervention against Iran. In case such an intervention is conducted, the probability of a major crisis to start rises up to 100%, according to LEAP/E2020.

An Alarm based on 2 verifiable events
The announcement of this crisis results from the analysis of decisions taken by the two key-actors of the main on-going international crisis, i.e. the United States and Iran:

--> on the one hand there is the Iranian decision of opening the first oil bourse priced in Euros on March 20th, 2006 in Teheran, available to all oil producers of the region ;

--> on the other hand, there is the decision of the American Federal Reserve to stop publishing M3 figures (the most reliable indicator on the amount of dollars circulating in the world) from March 23, 2006 onward [1].

These two decisions constitute altogether the indicators, the causes and the consequences of the historical transition in progress between the order created after World War II and the new international equilibrium in gestation since the collapse of the USSR. Their magnitude as much as their simultaneity will catalyse all the tensions, weaknesses and imbalances accumulated since more than a decade throughout the international system.


A world crisis declined in 7 sector-based crises
LEAP/E2020's researchers and analysts thus identified 7 convergent crises that the American and Iranian decisions coming into effect during the last week of March 2006, will catalyse and turn into a total crisis, affecting the whole planet in the political, economic and financial fields, as well as in the military field most probably too:

1. Crisis of confidence in the Dollar
2. Crisis of US financial imbalances
3. Oil crisis
4. Crisis of the American leadership
5. Crisis of the Arabo-Muslim world
6. Global governance crisis
7. European governance crisis


The entire process of anticipation of this crisis will be described in detail in the coming issues of LEAP/E2020’s confidential letter – the GlobalEurope Anticipation Bulletin, and in particular in the 2nd issue to be released on February 16, 2006. These coming issues will present the detailed analysis of each of the 7 crises, together with a large set of recommendations intended for various categories of players (governments and companies, namely), as well as with a number of operational and strategic advices for the European Union.


Decoding of the event “Creation of the Iranian Oil Bourse priced in Euros”
However, and in order not to limit this information to decision makers solely, LEAP/E2020 has decided to circulate widely this official statement together with the following series of arguments resulting from work conducted.
Iran's opening of an Oil Bourse priced in Euros at the end of March 2006 will be the end of the monopoly of the Dollar on the global oil market. The immediate result is likely to upset the international currency market as producing countries will be able to charge their production in Euros also. In parallel, European countries in particular will be able to buy oil directly in their own currency without going though the Dollar. Concretely speaking, in both cases this means that a lesser number of economic actors will need a lesser number of Dollars [2]. This double development will thus head to the same direction, i.e. a very significant reduction of the importance of the Dollar as the international reserve currency, and therefore a significant and sustainable weakening of the American currency, in particular compared to the Euro. The most conservative evaluations give €1 to $1,30 US Dollar by the end of 2006. But if the crisis reaches the scope anticipated by LEAP/E2020, estimates of €1 for $1,70 in 2007 are no longer unrealistic.


Decoding of the event “End of publication of the M3 macro-economic indicator”
The end of the publication by the American Federal Reserve of the M3 monetary aggregate (and that of other components) [3] , a decision vehemently criticized by the community of economists and financial analysts, will have as a consequence to lose transparency on the evolution of the amount of Dollars in circulation worldwide. For some months already, M3 has significantly increased (indicating that « money printing » has already speeded up in Washington), knowing that the new President of the US Federal Reserve, Ben S. Bernanke, is a self-acknowledged fan of « money printing » [4]. Considering that a strong fall of the Dollar would probably result in a massive sale of the US Treasury Bonds held in Asia, in Europe and in the oil-producing countries, LEAP/E2020 estimates that the American decision to stop publishing M3 aims at hiding as long as possible two US decisions, partly imposed by the political and economic choices made these last years [5]:

. the ‘monetarisation’ of the US debt
. the launch of a monetary policy to support US economic activity.
… two policies to be implemented until at least the October 2006 « mid-term » elections, in order to prevent the Republican Party from being sent in reeling.
This M3-related decision also illustrates the incapacity of the US and international monetary and financial authorities put in a situation where they will in the end prefer to remove the indicator rather than try to act on the reality.


Decoding of the aggravating factor “The military intervention against Iran”
Iran holds some significant geo-strategic assets in the current crisis, such as its ability to intervene easily and with a major impact on the oil provisioning of Asia and Europe (by blocking the Strait of Ormuz), on the conflicts in progress in Iraq and Afghanistan, not to mention the possible recourse to international terrorism. But besides these aspects, the growing distrust towards Washington creates a particularly problematic situation. Far from calming both Asian and European fears concerning the accession of Iran to the statute of nuclear power, a military intervention against Iran would result in an quasi-immediate dissociation of the European public opinions [6] which, in a context where Washington has lost its credibility in handling properly this type of case since the invasion of Iraq, will prevent the European governments from making any thing else than follow their public opinions. In parallel, the rising cost of oil which would follow such an intervention will lead Asian countries, China first and foremost, to oppose this option, thus forcing the United States (or Israel) to intervene on their own, without UN guarantee, therefore adding a severe military and diplomatic crisis to the economic and financial crisis.


Relevant factors of the American economic crisis
LEAP/E2020 anticipate that these two non-official decisions will involve the United States and the world in a monetary, financial, and soon economic crisis without precedent on a planetary scale. The ‘monetarisation’ of the US debt is indeed a very technical term describing a catastrophically simple reality: the United States undertake not to refund their debt, or more exactly to refund it in "monkey currency". LEAP/E2020 also anticipate that the process will accelerate at the end of March, in coincidence with the launching of the Iranian Oil Bourse, which can only precipitate the sales of US Treasury Bonds by their non-American holders.

 

In this perspective, it is useful to contemplate the following information 7: the share of the debt of the US government owned by US banks fell down to 1,7% in 2004, as opposed to 18% in 1982. In parallel, the share of this same debt owned by foreign operators went from 17% in 1982 up to 49% in 2004.
--> Question: How comes that US banks got rid of almost all their share of the US national debt over the last years?

 


Moreover, in order to try to avoid the explosion of the "real-estate bubble" on which rests the US household consumption, and at a time when the US saving rate has become negative for the first time since 1932 and 1933 (in the middle of the "Great Depression"), the Bush administration, in partnership with the new owner of the US Federal Reserve and a follower of this monetary approach, will flood the US market of liquidities.


Some anticipated effects of this systemic rupture
According to LEAP/E2020, the non-accidental conjunction of the Iranian and American decisions, is a decisive stage in the release of a systemic crisis marking the end of the international order set up after World War II, and will be characterised between the end of March and the end of the year 2006 by a plunge in the dollar (possibly down to 1 Euro = 1,70 US Dollars in 2007) putting an immense upward pressure on the Euro, a significant rise of the oil price (over 100$ per barrel), an aggravation of the American and British military situations in the Middle East, a US budgetary, financial and economic crisis comparable in scope with the 1929 crisis, very serious economic and financial consequences for Asia in particular (namely China) but also for the United Kingdom [8], a sudden stop in the economic process of globalisation, a collapse of the transatlantic axis leading to a general increase of all the domestic and external political dangers all over the world.

For individual dollar-holders, as for trans-national corporations or political and administrative decision makers, the consequences of this last week of March 2006 will be crucial. These consequences require some difficult decisions to be made as soon as possible (crisis anticipation is always a complex process since it relies on a bet) because once the crisis begins, the stampede starts and all those who chose to wait lose.
For private individuals, the choice is clear: the US Dollar no longer is a “refuge” currency. The rising-cost of gold over the last year shows that many people have already anticipated this trend of the US currency.

 


Anticipating… or being swept away by the winds of history
For companies and governments - European ones in particular - LEAP/E2020 has developed in its confidential letter – the GlobalEurope Anticipation Bulletin -, and in particular in the next issue, a series of strategic and operational recommendations which, if integrated in today's decision-making processes, can contribute to soften significantly the "monetary, financial and economic tsunami" which will break on the planet at the end of next month. To use a simple image – by the way, one used in the political anticipation scenario « USA 2010 » [9] -, the impact of the events of the last week of March 2006 on the “Western World” we have known since 1945 will be comparable to the impact of the Fall of the Iron Curtain in 1989 on the “Soviet Block”.

If this Alarm is so precise, it is that LEAP/E2020’s analyses concluded that all possible scenarios now lead to one single result: we collectively approach a "historical node" which is henceforth inevitable whatever the action of international or national actors. At this stage, only a direct and immediate action on the part of the US administration aimed at preventing a military confrontation with Iran on the one hand, and at giving up the idea to monetarise the US foreign debt on the other hand, could change the course of events. For LEAP/E2020 it is obvious that not only such actions will not be initiated by the current leaders in Washington, but that on the contrary they have already chosen "to force the destiny" by shirking their economic and financial problems at the expense of the rest of the world. European governments in particular should draw very quickly all the conclusions from this fact.


For information, LEAP/E2020's original method of political anticipation has allowed several of its experts to anticipate (and publish) in particular : in 1988, the pproaching end of the Iron Curtain; in 1997, the progressive collapse in capacity of action and democratic legitimacy of the European institutional system; in 2002, the US being stuck in Iraq’s quagmire and above all the sustainable collapse of US international credibility; in 2003, the failure of the referenda on the European Constitution. Its methodology of anticipation of "systemic ruptures" now being well established, it is our duty as researchers and citizens to share it with the citizens and the European decision makers; especially because for individual or collective, private or public players, it is still time to undertake measures in order to reduce significantly the impact of this crisis on their positions whether these are economic, political or financial.

LEAP/E2020's complete analysis, as well as its strategic and operational recommendations intended for the private and public actors, will be detailed in the next issues of the GlobalEurope Anticipation Bulletin, and more particularly in the econd one (issued February 16th, 2006).



1. These decisions were made a few months ago already:
. the information on the creation by the Iranian government of an oil bourse priced in Euros (http://www.mehrnews.com/en/NewsDetail.a ... sID=260851 (http://www.mehrnews.com/en/NewsDetail.aspx?NewsID=260851) ) first appeared in Summer 2004 in the specialised press.
. the Federal Reserve announced on November 10, 2005 that it would cease publisging the information concerning M3 from March 23, 2006 onward :
http://www.federalreserve.gov/releases/h6/discm3.htm (http://www.federalreserve.gov/releases/h6/discm3.htm)

2. By examining Table 13B of the December 2005 Securities Statistics of the Bank for International Settlements entitled International Bonds and Notes (in billions of US dollars), by currency ), one can notice that at the end of 2004 (China not-included), 37.0% of the international financial assets were labelled in USD vs 46,8% in Euros ; while in 2000, the proportion was contrary with 49,6% labelled in USD for 30,1% only in Euros. It indicates that the March 2006 decisions will most probably accelerate the trend of exit-strategy from the dollar.

3. Monetary aggregates (M1, M2, M3, M4) are statistical economic indicators. M0 is the value of all currency - here the dollar - that exists in actual bank notes and coins. M1 is M0 + checking accounts of this currency. M2 is M1 + money market accounts and Certificates of Deposits (CD) under $100,000. M3 is M2 + all larger holdings in the dollar (Eurodollar reserves, larger instruments and most non-European nations' reserve holdings) of $100,000 and more. The key point here is that when the Fed stops reporting M3, the entire world will lose transparency on the value of reserve holdings in dollars by other nations and major financial institutions.

4. See his eloquent speech on these aspects before the National Economists Club, Washington DC, November 21, 2002
(http://www.federalreserve.gov/boarddocs ... efault.htm (http://www.federalreserve.gov/boarddocs/speeches/2002/20021121/default.htm) )


5. It should be noticed that the upward trend of the Dollar in 2005 was mostly the result of an interest rate differential which was favourable for the US Dollar, and of the “tax break on foreign earnings” Law (only valid for 1 year) which brought back to the US over $200 billion in the course of 2005.
(source : CNNmoney.com
http://money.cnn.com/2005/10/05/news/ec ... as_profits (http://money.cnn.com/2005/10/05/news/economy/jobs_overseas_profits) )

6. As regards Europe, LEAP/E2020 wishes to underline that European governments are no longer in line with their opinions concerning the major topics, and in particular concerning the European collective interest. The January 2006 GlobalEurometre clearly highlighted the situation with a Tide-Legitimacy Indicator of 8% (showing that 92% of the panel consider that EU leaders no longer represent their collective interests) and a Tide-Action Indicator of 24% (showing that less than a quarter of the panel thinks EU leaders are capable of translating their own decisions into concrete actions). According to LEAP/E2020, public declarations of support to Washington coming from Paris, Berlin or London, should not hide the fact that the Europeans will quickly dissociate from the US in case of military attack (the GlobalEurometre is a monthly European opinion indicator publishing in the GlobalEurope Anticipation Bulletin 3 figures out of which 2 are public).

7.(source : Bond Market Association, Holders of Treasury Securities: Estimated Ownership of U.S. Public Debt Securities ;
http://www.dailykos.com/story/2006/1/28/122315/558 (http://www.dailykos.com/story/2006/1/28/122315/558) )


8. The United Kingdom indeed owns close to 3,000 billion $ of credits, that is almost three times what countries such as France or Japan hold. (source Bank of International Settlements, Table 9A, Consolidated Claims of Reporting Banks on Individual Countries )

9. Cf. GlobalEurope Anticipation Bulletin N°1 (January 2006)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Março 04, 2006, 01:09:45 am
Citação de: "Luso"
The Laboratoire européen d’Anticipation Politique Europe 2020 (LEAP/E2020) now estimates to over 80% the probability that the week of March 20-26, 2006 will be the beginning of the most significant political crisis the world has known since the Fall of the Iron Curtain in 1989


Olha o grande Zandinga ressuscitou...já agora quando é que prevêm o "fim do mundo" que é para começar a tratar duns assuntos pendentes 8) ...
Título:
Enviado por: NVF em Março 04, 2006, 02:11:33 am
'A cunfia, vou mas e' comecar a comprar euros  :twisted:
Título:
Enviado por: dremanu em Março 05, 2006, 04:52:04 pm
Luso:

Não há que levar muito a sério a probabilidade de o cenário descrito neste texto materializar-se.

Será possível que o aumento do uso do Euro levará a uma queda no uso do Dolár? Com certeza que sim. Mas, é dúvidoso que tanto a curto-prazo, quanto a longo-prazo, o euro venha a substituir o dolár como o instrumento de troca global, e porquê?

O dólar é uma moeda mais antiga, que fáz parte de uma nação politicamente estável e que é a mais poderosa económicamente e militarmente do planeta. E, no momento, o dólar já conta com um grau de penetração na ecónomia global muito superior ao do euro.

A aceitação, e o uso do euro, está dependente da continuidade da existência da EU. Nada nos guarante que a EU continuará a existir, ou que, os países que hoje utilizam o euro como moeda, o continuaram a fazer no futuro. Os mesmos factores não se aplicam ao dólar, pois a possibilidade de tanto a USA deixar de existir como nação, ou de não usar o dólar, são nulas. O dólar sempre será uma moeda mais segura para se usar que o euro.

A correlação que eles fazem entre estabelecimento da bolsa no Irão - Uso do Euro - Guerra contra o Irão - "Dumping" de dólares no mercado - queda do valor do dólar no mercado - impacto na ecónomia - medida preventiva por parte da Reserva Federal Americana, é interessante, mas na minha opinião, e tendo em conta que a fonte desta análize é Francêsa, não passa de ser "desejo mental" de ver a América como nação a entrar numa situação dificíl, do que propriamente descrever o resultado provável  da concretização deste cenário.

Eu acho muito bem que a Reserva Federal não publique os números do M3, pois se realmente se se der uma guerra, deve-se minimizar a possibilidade dos grupos anti-América de uzarem como "arma psicológica", números e factos financeiros distorcidos por retórica política de forma a manipular precepções, e a incentivar um pánico geral nos mercados financeiros, que possam levar a que a curto-prazo se dê um "dumping" de divisas, e de facto se crie uma situação de alta-instabilidade não só na ecónomia Americana, como na ecónomia global. Isto é uma medida preventiva, e responsável por parte da Reserva Federal. No entanto, e da forma com está escrito no texto, os autores pretendem fazer-nos crer o contrário.

E afirmar que a América não pode pagar as dívidas internacionaís que tem é completamente lúdicro. Os Americanos são quem paga menos impostos no mundo ocidental, então a qualquer momento podem aumentar os impostos de forma a pagarem aquilo que devem aos outros. Aliás, quanto maior for o nível de dívidas de uma país, mas interesse têm os países que são os credores desse país para que esse não falhe, pois como puderão recuparar o seu dinheiro doutra forma.

Um pormenor com o qual eu concordo, e no qual eles não elaboram nesta análize, é a possivel crise civilizacional devido à queda de produção de petróleo a nível global.

Será que o mundo já atingiu o auge de produção de petróleo? Será que já estamos na curva decrescente de produção global?

Ninguém sabe ao certo, uns dizem que sim, outros dizem que não, existe muita confusão sobre o problema mais importante que se pôe para todos os governos do mundo moderno.

O petróleo, e até que se desenvolva novas técnologias que substituam o seu uso, é absolutamente necessário ao progresso e sustento da vida moderna. O que vai acontecer ao mundo se já tivermos entrado na curva decrescente de produção global?
Título:
Enviado por: Luso em Março 06, 2006, 12:44:13 pm
Uma coisa me faz duvidar de uma intervenção no final de Março que é a aparente ausência de "buildup" militar...
Em todo o caso o filme parece repetir-se:

Citar
EUA apresentam pormenores sobre projecto de bomba do Irão

Os Estados Unidos vão apresentar no Conselho de Segurança das Nações Unidas elementos de prova sobre um projecto de bomba nuclear iraniana proveniente de um computador portátil roubado, revelou o semanário norte-americano Time.

Segundo o Time, os Estados Unidos vão submeter durante uma reunião do Conselho de Segurança, que poderá realizar-se esta semana, documentos provenientes do computador que pertence a um engenheiro iraniano e ao qual os norte-americanos conseguiram ter acesso.

Os documentos mostram desenhos semelhantes aos das primeiras bombas atómicas norte-americanas.

«Devido ao tamanho, ao peso e à potência assim como à altitude fixada para a explosão, isto não pode tratar-se de outra coisa que não uma bomba atómica», revelou um diplomata ocidental, citando pelo Time ao qual solicitou o anonimato.

«Nenhum outro tipo de carga funcionaria», acrescentou.

A apresentação destes documentos servirá para apoiar as afirmações dos Estados Unidos, segundo as quais o programa nuclear de Teerão tem objectivos militares.

Segundo o diplomata ocidental, os documentos fazem parte de uma apresentação Powerpoint encontrada no computador e um deles mostra uma esfera metálica com 61 centímetros de diâmetro, pesando cerca de 200 quilogramas.

Um outro desenho mostra um envelope exterior coberto com cargas explosivas, servindo para detonar o coração da bomba, refere o Time.

Esta concepção é semelhante à da «Fat Man», a bomba atómica que os norte-americanos lançaram sobre a cidade japonesa de Nagasaki em 1945, na segunda guerra mundial.

O Conselho dos governadores da AIEA reúne-se hoje para estudar um relatório do seu presidente, Mohammed ElBaradei, no qual este deverá afirmar que o Irão não obedece às solicitações da comunidade internacional, que lhe pede para acabar com as actividades de enriquecimento de urânio, e recusa submeter-se às inspecções da AIEA.

Diário Digital / Lusa

06-03-2006 3:00:00
Título:
Enviado por: Get_It em Março 06, 2006, 06:39:06 pm
Vai ser que nem aquelas imagens e dados que eles publicaram, quando foi para a Guerra do Iraque, sobre os camiões, onde estava montado um laboratório móvel de armas químicas. :D
Título:
Enviado por: typhonman em Abril 03, 2006, 08:44:06 pm
E o novo missil submarino super veloz?
Título:
Enviado por: me163 em Abril 03, 2006, 10:43:36 pm
Bem,


esses torpedos super rápidos devem ser uma cópia chinesa do torpedo russo  Shkval.

Desde 1998 que os russos o testam, e fala-se que deve ter sido um problema com um deles que afundou o Kursk.

É sabido que os chineses compraram umas quatro dezenas deles antes do ano 2000.
Portanto já tiveram amplo tempo para fazerem reverse engineer deles e produzir um totalmente novo.

Havendo torpedos desses fabricados por chineses, com os chineses a contruir uma frota naval de águas profundas,  não me custa imaginar vê-los a serem vendidos a quem os quiser comprar e esteja na linha de tiro dos USA.

Portanto, tendo em conta que os iranianos são bons engenheiros, e muito bons a fazer reverse engineer, não me admirava que dentro de algum tempo os começassem a produzir.

Este pode não ser de fabrico iraniano, mas o que contava era mostrar que o tinham, que podem bloquear o estreito de Ormuz impedido as saídas de petróleo para o resto do mundo, e por em risco os navios de guerra que por lá circulem.
Título:
Enviado por: Lynx em Abril 06, 2006, 03:26:39 pm
Citação de: "www.irib.ir"
Iran has tested its super modern air-to-sea missile with success.

According to Mehr news agency, unlike the current international technology, the top-secret missile named NOUR doesn’t need the othd system for precisely targeting objects.

All the common missiles in the world use the othd system for maximizing their range and precisely targeting the objects.

Meanwhile, Iran is the first country worldwide that has gained access to the well-advanced othd system.

Moreover, Rear Admiral Mohammad Ibrahim Dehqani, the spokesman for Iran’s military exercises in the Persian Gulf has noted that in the sixth day of the joint maneuvers, the land and sea operations in the islands, next to the strategic and important Hormouz Strait have been a success

Citação de: "www.irib.ir"
Rear Admiral Morteza Saffari, the Commander of IRGC Navy Force has said that Iran’s defense and military advancements are irrefutable.

He said on Wednesday that IRGC missile named NOUR can be launched from all military equipment including different types of choppers and this novel innovation is a turning point in Iran’s defensive capabilities. Meanwhile, the Iranian-made torpedo named Houth, which is one of the fastest of its kind throughout the world, was tested successfully in the course of Iran’s military exercises on Sunday.

Moreover, Iran’s advanced missile KOUSAR, which is radar-evasive and capable of targeting several objects simultaneously, was also put into test with success.

Throughout the maneuvers, Iran’s flying boats passed their tests positively. They can fly 10 meters above the sea level and are also radar-evasive. The military exercises were launched on March 31 in the Persian Gulf and will continue till April 6.


Os especialistas dizem que o material Iraniano é obsoleto e que isto não passa de um "bluff", mas será mesmo ? É que já começa a ser muita coisa para uma semana.
Título:
Enviado por: Paisano em Abril 12, 2006, 06:02:48 am
Avança o projeto do ataque nuclear ao Irã*

Fonte: www.tribunadaimprensa.com.br/ (http://www.tribunadaimprensa.com.br/)

Citar
O mínimo que se esperava dos neoconservadores linha-dura de Bush, responsáveis pela política desastrosa no Iraque, era que a esta altura estivessem tentando achar alguma saída honrosa para a lambança que criaram. Em vez disso, apostam em outra guerra - e o presidente despreparado que se deixou levar pela fantasia deles na primeira aventura parece a ponto de embarcar na segunda.

Segundo Jim Lobe, o jornalista da agência IPS que monitorou todas os movimentos dos neocons até o ataque americano de 19 de março de 2003, alerta agora que "os EUA já estão preparando ataque militar ao Irã, possivelmente com armas nucleares". Longos artigos detalhando os planos para bombardeios aéreos contra 400 alvos nucleares e militares já saíram em quatro publicações.

O "Washington Post" dos EUA e o "Sunday Times" da Grã-Bretanha são duas delas. Mas ainda mais reveladores são os textos saídos no "Forward", principal semanário da comunidade judaica, fundado em Nova York há mais de um século, e a respeitada revista "New Yorker", onde o lendário repórter Seymour Hersh, primeiro a expor as torturas de Abu Ghraib, esmiuçou o tema esta semana.

Operação pronta para começar

No artigo "The Iran plans", Hersh afirmou (sem ter sido desmentido até ontem) que forças de combate dos EUA entraram no Irã para obter dados sobre os alvos e fizeram contato com grupos étnicos minoritários que se opõem ao governo. E no Pentágono, a liderança civil pôs fim ao esforço de altos oficiais militares contra planos de contingência para o uso de armas nucleares contra alvos específicos do Irã.

Em meio à guerra de boatos em Washington, alguns acham improvável o ataque ocorrer antes da eleição parlamentar de novembro. Hersh discorda: acredita que a ação pode vir a qualquer momento, dada a posição já assumida por Bush, segundo autoridades de seu governo, de não admitir que o Irã inicie na primavera, como está planejado, seu programa piloto de enriquecimento de urânio.

Além de ter publicado o artigo, Hersh também deu entrevistas à TV, inclusive à CNN. Ele garante que o planejamento para um ataque americano já passou à fase "operacional", um passo "além do planejamento de contingência". O "Sunday Times" em Londres é menos alarmista. Acredita que o ataque não seria tão cedo, mas está convencido de que virá antes do final do mandato de Bush.

Decisão já pode ter sido tomada

A palavra oficial tem sido vaga até agora. O porta-voz Scott McClellan disse apenas que o uso da força militar continua a ser uma opção e o próprio Bush, sem rejeitar qualquer das informações de Hersh, disse que as notícias publicadas sobre o assunto constituem apenas "especulação", pois seu governo ainda está comprometido com a "diplomacia".

Mas quem acompanhou os fatos anteriores à invasão do Iraque, há três anos, sabe que enquanto o governo - inclusive o próprio Bush - insistia em repetir publicamente que ainda não fora tomada uma decisão, na verdade avisava em reuniões fechadas ao premier britânico Tony Blair, e até mesmo ao embaixador saudita Bandhar bin Sultan, que a data da invasão já tinha sido marcada.

Outras análises preferem ver o desdobramento no momento de uma campanha de guerra psicológica do governo Bush para persuadir os iranianos e aliados relutantes de Washington, em especial na Europa, de que os EUA vão mesmo lançar a ação militar, a menos que o regime de Teerã concorde em atender às exigências para que abandone o programa de enriquecimento de urânio.

Joseph Cirincione, o equilibrado especialista em proliferação nuclear no Carnegie Endowment for International Peace, acha que Bush não está blefando. "Nas últimas semanas, mudei minha posição", explicou. "Em parte a mudança foi provocada por colegas com vínculos estreitos no Pentágono e no Executivo. Eles me convenceram de que na cúpula a decisão já foi tomada. Vão mesmo atacar o Irã".

"Muito mais fácil que o Iraque"

Wayne White, alto analista sobre Oriente Médio do Departamento de Estado até 2005, disse à "Forward" que está cada vez mais preocupado, nos últimos meses, com o avanço da idéia de uma pesada dose de ataques aéreos contra o setor nuclear do Irã, sem que seja levada na devida conta a possível ramificação de tal ato. As declarações de Cirincione e de White também foram citadas por Jim Lobe.

Se é guerra psicológica ou premeditação grave, disse o jornalista, a verdade é que agem por trás os mesmos extremistas linha-dura pró-Israel que trabalharam para forçar a guerra do Iraque. Não por coincidência, a retórica ameaçadora do vice Dick Cheney e do embaixador na ONU, John Bolton, radicalizou-se primeiro nos discursos deles no Aipac, o poderoso "lobby" israelense que atua na capital.

Richard Perle, outro com papel destacado na trama que forçou a guerra no Iraque, retoma a mesma linha, tentando provar que será uma moleza. Destruir o programa do Irã, disse ele ao "Sunday Times", é mais fácil do que parece. No Aipac, mês passado, ele completou: uma dúzia de bombardeios B-2 fará tudo de um dia para o outro. E mais: "O ataque estará terminado antes que as pessoas se dêem conta do que aconteceu".

*Argemiro Ferreira
Título:
Enviado por: Azraael em Abril 12, 2006, 12:21:02 pm
Citação de: "Paisano"
No artigo "The Iran plans", Hersh afirmou (sem ter sido desmentido até ontem) que forças de combate dos EUA entraram no Irã para obter dados sobre os alvos e fizeram contato com grupos étnicos minoritários que se opõem ao governo. E no Pentágono, a liderança civil pôs fim ao esforço de altos oficiais militares contra planos de contingência para o uso de armas nucleares contra alvos específicos do Irã.


o artigo original (The Iran Plans) pode ser lido :arrow: AQUI (http://http)
Título:
Enviado por: papatango em Abril 12, 2006, 02:50:30 pm
Atenção que o que o Irão afirmou ter, é um missil e não um torpedo super-rápido.

O missil iraniano que se vê nas imagens na TV é disparado de fora de água e mergulha na água. Tal torpedo deverá ter um alcance muito pequeno.

Outra coisa são os torpedos super rápidos, segundo a teoria da super-cavitação.

Muito sumáriamente, a tecnologia implica a criação de uma bolsa de ar na frente do torpedo, o que aumenta a sua velocidade porque o torpedo não tem que "arredar" a água do caminho, o que aumenta muito a sua velocidade.

Pelo menos, pelo que vi até agora, não parece haver nada de mais. As imagens que o Irão dovulgou são mais para consumo interno que externo.

Duvido completamente da capacidade do Irão para responder a um ataque americano. Aliás duvido dessa capacidade para responder mesmo a um ataque de Israel.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Abril 13, 2006, 04:04:07 pm
E esta? :shock:

"Tehran's Unfriendly Skies
John Weisman | April 11, 2006
A group of well financed Islamo-fascist terrorists buy current models of American-built jets, paint them to look like passenger or cargo aircraft, then fly suicide missions against targets in the West.

That sounds like the plot of one of my novels. But according to a well-placed source of mine, it's exactly what the Iranian government has been trying to do for more than a year now. Commercial aircraft brokers on at least two continents have received shadowy inquiries they believe originate in Tehran to buy eight-year-old or younger B737 new generation airplanes, and B747-400 aircraft of the same vintage, price no object.

The fact that Iran may be trying to buy American made jet aircraft clandestinely and is willing to pay sky's-the-limit prices is hugely worrisome. According to Joshua R. EDKINS [pseudonym], a retired supergrade CIA clandestine service operative, “Buying aircraft is very competitive and the first question usually asked is, ‘How much.?' When price doesn't matter, something's wrong. Such is the case here. If Iran buys these aircraft, what better way to deliver a nuke?”

EDKINS and others with knowledge of the Tehran regime believe that it would be operationally feasible for Iran to buy an aircraft, fit it with a primitive nuclear device, and launch the plane against an American target. The suicide crew might be Iranian, or the mission could be jobbed out to one of Iran's owned-and-operated Shia surrogates like Hezbollah, or even sub-contracted to a Sunni al-Qa'ida or al-Qa'ida in Iraq cell.

“They'll train a crew and insert a Plutonium bomb using dated Fat-Boy technology -- which is why they need a fat belly aircraft,” says EDKINS.

Indeed, flight training could be conducted in Iran. The pilots could conceivably become proficient enough to fly Iran Air flights in order to learn commercial procedures and develop confidence dealing with air control centers.

Operationally, a mission against the US would be incredibly tough -- but not impossible. And the Iranians have both patience and a long-term weltanschauung when it comes to these sorts of terror operations. You want weltanschauung? Long before the Ayatollah Khomeini came to power, the nucleus of what would become his Islamic Revolutionary Guard Corps was training in Lebanon's Beka'a Valley under the protection of the PLO's Yasser Arafat. So by the time Arafat and his minions left Beirut for Tunis in 1982, Iran had already established itself to fill the terror vacuum in Lebanon by creating what would become Hezbollah and the Islamic Jihad Organization. And patience? After the 1979 seizure of the American Embassy, hundreds of pages of shredded CIA documents were painstakingly reconstructed strand by strand.

So now, Tehran can take its time too. The Iranians can spend weeks, even months monitoring and recording communications between commercial aircraft and regional FAA control centers or even NORAD by using scanners, thus familiarizing the suicide crew with what they'd have to say as they approached U.S. airspace. The same techniques could be used to glean language from flight control in Western Europe.

The airliners could go through a series of identity changes that would make them nigh on impossible to trace. And when it came time to use them, they wouldn't have to be painted to look like jets belonging to United Airlines or other U.S.-based carriers, either. Any airline that flies 737s or 747s would do -- even FedEx or other airfreight carriers. The list of false IDs would also probably also include aircraft from South America, where Iran is currently deepening its ties with such anti-US leaders as Venezuela's rabidly anti-American president Hugo Chavez.

Indeed, the growing Tehran-Caracas axis is troubling on a number of levels. When I was in Paris recently, a source of mine with well-placed intelligence connections in Tehran mentioned that as far back as early 2005 the mullahs had budgeted more than $200 million to spread around in South America, where a growing number of the continent's new leaders, epitomized by Venezuelan president Hugo Chavez, are turning both leftward and increasingly anti-US in their policies.

Venezuelan president Chavez is a vocal supporter of Iran's nuclear program. As far back as March of 2005, the then-president of Iran, Mohammad Khatami, received a warm welcome from the Venezuelan strongman. Khatami did not visit Chavez empty-handed either. He delivered 100,000 AK-47 assault rifles (an impressive number of weapons considering the fact that the Venezuelan armed forces number only slightly more than 80,000) as well as a cadre of Iranian experts -- several hundred “engineers” and “technicians” to help set up joint commercial ventures. Those joint ventures also provide perfect cover for status for clandestine officers from Iran's intelligence service, the Ministry of Security and Information, thus allowing Iran's Seppah-e Pasdaran (the Islamic Revolutionary Guard Corps), to establish a fertile and hospitable hub from which to recruit agents, gather intelligence, and organize terror operations against the United States.

Chavez and the new Iranian president, Mahmoud Ahmadinejad, have also exchanged warm greetings in recent months. Ahmadinejad, who has called for the eradication of Israel and claimed the Holocaust never took place, is said to have been impressed by Chavez's 2005 Christmas Eve broadcast, during which the Venezuelan made a number of anti-Semitic remarks.

And how does the current Caracas-Tehran love-fest dovetail with Iran's attempts to buy American aircraft and fly one at a U.S. target? The answer is that the Venezuelan president might actually be loony enough to be persuaded to allow Tehran to substitute its suicide mission for a Venezuelan flight. Fiction? Like I said, it sounds like the plot of one of my novels. But stranger things have actually happened."
Título:
Enviado por: Marauder em Abril 15, 2006, 02:04:40 pm
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Iran: Naval Doctrine Stresses 'Area Denial'
 
 
(Source: Radio Free Europe Radio Liberty; issued April 6, 2006)
 
 
 Iran's tests of its Fajr-3 missile, torpedoes, and other types of hardware during a week of war games from March 31 to April 6 have overshadowed the military exercises themselves. But the maneuvers, which are taking place in the Persian Gulf, the Straits of Hormuz, and the Sea of Oman, are significant because they highlight the role of naval power in Iran's military doctrine.  
 
Iran's long coastline -- approximately 2,400 kilometers in the south -- affects its military outlook, Defense Minister Mustafa Mohammad Najjar said during an early January visit to the southern port city of Bandar Abbas.  
 
"One of the strategies of the Defense Ministry is to promote our operation and combat forces' capabilities in the sea," he said. It would achieve this, he said, by building ships and submarines and through cooperation with the Gulf's littoral states. Najjar went on to say that the navy applies creative and innovative methods, uses asymmetric warfare, and depends on domestically-made products.  
 
Later that same month, an Iranian military official stressed "denial of access" and said the United States is very vulnerable at sea. Mujtaba Zolnur, a high-ranking official at the Islamic Revolution Guards Corps (IRGC), continued: "This is another weak point of the enemy because we have certain methods for fighting in the sea so that war will spread into the Sea of Oman and the Indian Ocean," "Aftab-i Yazd" reported on January 23. "We will not let the enemy inside our borders."  
 
General Yahya Rahim-Safavi, IRGC commander, said in summer 2005 that the plans of the corps' navy include confronting aggressors by using asymmetric warfare and by improving power- projection capabilities, "Siyasat-i Ruz" and "Kayhan" reported on June 8.  
 
Protecting Bases And Oil Fields  
 
A total of 38,000 men serve in Iran's conventional navy and the Islamic Revolution Guards Corps navy, and these forces are believed to have a significant capacity for regular and asymmetric naval warfare.  
 
Rahim-Safavi added that the navy wants to improve its missile systems and its surveillance capabilities, and it wants to strengthen its defense of Persian Gulf islands.  
 
The need to protect bases and oil facilities in the Persian Gulf makes "area denial" through mine warfare a major aspect of Iranian naval doctrine. Mines were used during the 1980-1988 Iran-Iraq War. Today, Iran has three to five ships with minesweeping and mine-laying capabilities, and many of its smaller vessels can lay mines. Aircraft can drop mines, too.  
 
Tehran has occasionally threatened to use mines to block the Straits of Hormuz, described by the U.S.'s Energy Information Administration as "By far the world's most important oil choke point." In February 2005 congressional testimony, the Defense Intelligence Agency director, Vice Admiral Lowell Jacoby, addressed this possibility by saying that Iran would rely on a "layered strategy" that uses naval, air, and some ground forces to "briefly" close the straits. Iran's purchase of North Korean fast-attack craft and midget submarines improved this capability, he said.  
 
Missiles are important for "area denial" as well. Iran compensates for limited air power and surface-vessel capabilities with an emphasis on anti-ship missiles. Four of these systems were obtained from China -- the long-range Seersucker missile, as well as the CS-801, CS-801K, and CS-802 anti-ship missiles. There are reports that Iran has purchased Ukrainian anti-ship missiles. Most commercial shipping is within range of missiles based on Iranian islands in the Persian Gulf.  
 
In an effort to limit hostile air power in the region, Iran might target air bases to its south, or it could try to strike aircraft carriers outside the gulf. Submarines could be used for the latter assignment, and the port of Chah Bahar on the Sea of Oman is being modified to serve the kilo-class submarines Iran purchased from Russia in the 1990s.  
 
As the Persian Gulf war games continued and Iran demonstrated new types of equipment, Tehran sought to reassure the international community of its benign intentions. Foreign Minister Manuchehr Mottaki said on April 4 that the country's military doctrine is essentially defensive, IRNA reported.  


de:
http://www.defense-aerospace.com (http://www.defense-aerospace.com)

Interessante esta doutrina de "area denial". Nós também poderiamos melhorar essa capacidade..com a aquisição da vertente minas (embora tirando o estreito de Gibraltar, não existem outros pontos vitais onde possamos minar, para além dos portos inimigos é claro), e uns Humvee ou mesmo as velhas Chaimite ( :D ,se ficar mais barato) com uns Exocet, baterias anti-navio móveis  c34x ...
Título:
Enviado por: Luso em Maio 14, 2006, 12:15:43 pm
Um raciocínio interessante sobre a recente carta enviada a Bush por Ahmadinejad:

O pessoal que faz o JihadWatch costuma ser acusado de paranóia por parte dos muçulmanos e dos pró-islâmicos, radicais ou moderados. E, num dos seus mais recentes artigos, até eu pensei que o autor, Robert Spencer, estava a esticar um pouco a corda, não porque fosse paranóico, mas porque estava a escrever algo que seria dificilmente verificável, oferecendo assim terreno para os seus detratores lhe voltarem a chamar taradinho das conspirações mafométicas. É verdade que, a concluir o artigo, Spencer diz que fala duma possibilidade, não duma certeza, mas mesmo assim haveria quem se sentisse à vontade para o considerar irrealista, na melhor das hipóteses. Basicamente, Spencer dizia que a carta que o presidente iraniano Mahmood Ahmadi-Najad enviou ao presidente norte-americano George Bush era um convite ao Islão, tal como o Corão manda fazer antes dum ataque ao infiel: repetindo, o Alcorão manda que o muçulmano, antes de atacar o infiel, o convide a tornar-se muçulmano ou a deixar-se dominar pela lei islâmica; só depois do infiel recusar o convite é que o muçulmano pode atacar.(Sahih Muslim 4294)

Eis senão quando o próprio Vasalam Ala Man Ataba’al hoda Mahmood Ahmadi-Najad, presidente da República Islâmica do Irão, vem dizer, publicamente, que a sua carta não era sobre a questão nuclear, mas sim um convite ao monoteísmo e à justiça - e o procedimento seguinte dependerá da resposta de Bush.


 :shock:
Título: lembram-se da pessoa?
Enviado por: antoninho em Maio 14, 2006, 09:23:50 pm
Henry Kissinger avisa contra intervenção militar no Irão



Luís Naves    
 
O antigo secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, admitiu ontem em Lisboa que a "ocupação militar do Irão seria um pesadelo". O antigo diplomata, que hoje trabalha como consultor e académico, fez a afirmação numa conferência organizada pelo Diário Digital e apoiada pelo grupo Portugal Telecom. O tema era o Médio Oriente e o cerne da palestra foi dedicado ao desafio nuclear iraniano.

Kissinger começou por explicar, a uma audiência de políticos e quadros superiores de empresa, a diferença entre tomar decisões e ter opiniões académicas sobre os problemas. Segundo contou, na altura em que chefiou a diplomacia dos EUA, a sua maior preocupação foi a questão nuclear, pelos efeitos catastróficos de um erro diplomático.

Em resumo, o antigo secretário de Estado tentou explicar que os Estados Unidos vão negociar com os iranianos, embora a grande dificuldade esteja na definição do tempo desta negociação. O Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad "sabe que nós [Ocidente] somos mais fortes, mas ele pensa que é ideologicamente mais forte". Ou seja, a complexidade do assunto está na percepção que cada interveniente tem do outro e, sobretudo, na preponderância da ideologia.

Na perspectiva de Kissinger, a estratégia americana deve ser a de evitar a proliferação de armas nucleares, pois "o mundo tornou-se mais fragmentado". Na palestra, Kissinger admitiu que Ahmadinejad tem razão, quando diz que o seu país não pode ser afastado de uma tecnologia que domina (o enriquecimento de urânio). No entanto, é "imperativo" evitar que o Irão construa bombas atómicas. Kissinger sugeriu que seja aceite a proposta russa ou alguma forma de "unidade internacional de enriquecimento" de urânio.

Em relação às recentes posições iranianas, Kissinger afirmou que "podem ser propaganda ou podem querer dizer que os iranianos desejam negociar. A única maneira de saber é através de um processo negocial, embora este não possa durar indefinidamente".

Dizendo falar em nome pessoal, apesar da sua proximidade com a actual administração, Kissinger concluiu o tema dizendo que "se não formos bem sucedidos teremos de viver num mundo com elevado nível de proliferação nuclear e ninguém quer viver [num local] onde uma bomba pode rebentar a todo o momento". Isso seria inaceitável para as democracias. Outra ideia que deixou insinuada foi a de que o Irão já foi no passado firme aliado dos EUA na região e que haveria vantagens em regressar a essa antiga ligação estratégica.

Henry Kissinger não o disse abertamente, mas a forma como defendeu a realpolitik, em numerosos textos escritos como académico, deixa perceber que o antigo chefe da diplomacia de Richard Nixon será defensor de uma atitude mais pragmática em relação ao actual regime de Teerão.

"O essencial não é derrubar o Governo iraniano pela força militar", explicou. "O essencial é evitar que armas nucleares se tornem numa ameaça para a Humanidade".
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 17, 2006, 02:23:50 am
Noticia de um site brasileiro
http://www.noolhar.com

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Venezuela pode vender caças americanos ao Irã

16 Maio 15h47min 2006

As forças armadas venezuelanas estão considerando a possibilidade de vender seus caças americanos F-16 a outro país, possivelmente o Irã, em resposta à proibição da venda de armas americanas à Caracas. A informação foi confirmada por um alto oficial militar do país nesta terça-feira.

O general Alberto Muller, um importante interlocutor de Chávez, disse ter recomendado ao ministério da Defesa a venda de 21 jatos a outro país.

Segundo Muller, valeria a pena considerar a "possibilidade de uma negociação com o Irã pela venda destes aviões".

Antes mesmo de os Estados Unidos anunciarem o embargo a venda de armas à Venezuela nesta segunda-feira, Washington havia parado de comercializar importantes atualizações tecnológicas dos F-16.

Chávez já tinha alertado que poderia dividir os jatos americanos com Cuba e China se os EUA não fornecessem partes dos aviões. Ele também informou que cogita comprar caças russos e chineses.

Segundo Muller, funcionários do alto escalão militar consideram a troca dos F-16s pelos caças russos Skhoi Su-35, "que é o melhor jato de combate produzido no mundo atualmente".

Contrato

Os militares americanos, por sua vez, responderam que um contrato estabelecido entre os dois países em 1982 obriga uma consulta a Washington antes da transferência de qualquer F-16 para outros países.

"A recomendação que eu fiz ao ministério, e que farei ao presidente no tempo adequado, é vender os F-16s a um terceiro país, pois se eles (Washington) não estão cumprindo com a parte que lhes cabe do acordo, nós não temos a obrigação de cumprir com a nossa", alfinetou Muller.

Durante o anúncio do cancelamento das vendas aos venezuelanos, nesta segunda-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos alegou que um dos motivos da medida é a relação de proximidade entre Venezuela, Cuba e Irã. Para a Casa Branca, os dois últimos são países que apóiam o terrorismo.

Caracas comprou os caças americanos em 1983. Até o Chile adquirir aeronaves semelhantes em 2003, a Venezuela era o único país americano - fora os EUA - a possuir os caças produzidos pela Lockheed Martin Corp.

Chávez também acusou os Estados Unidos por quebra de contrato.

Segundo os militares americanos, no entanto, o acordo de 1983 não previa a reposição de peças indefinidamente nem a atualização tecnológica dos jatos à Venezuela.

Ataque

A Venezuela também insistiu nesta terça-feira que os Estados Unidos "pretendem desestabilizar" o Governo do presidente Hugo Chávez e assegurou que a decisão de proibir as empresas americanas de vender-lhe armas é uma preparação das "condições políticas para o ataque".
"O cerne do problema não é a luta contra o terrorismo", indicou o ministério de Relações Exteriores em um comunicado mas sim "isolar" o país, "desestabilizar seu governo democrático e preparar as condições políticas para o ataque".

"Nosso país estende sua mão amiga ao povo americano, mas não duvidará em cerrar o punho para responder à agressão, tanto a verbal como a material, que um governo imoral empreenda e à natureza agressiva como a que atualmente rege seu destino", acrescentou o comunicado oficial de Caracas.

Agência Estado
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 17, 2006, 04:35:31 pm
Ainda voam?

  Pensava que estavam parados por falta de peças...boicote por parte de EUA  :wink:

  A ser verdade (isto que disse), a noticia é mero bluff..

  Alguém confirma se os F-16 ainda voam?
Título:
Enviado por: Azraael em Maio 17, 2006, 04:42:55 pm
Citação de: "Marauder"
Alguém confirma se os F-16 ainda voam?

Mesmo que voem, duvido que os EUA nao tenham algum tipo de backdoor nos avioes que vendem ao estrangeiro.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 24, 2006, 10:20:22 pm
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Anúncio feito pelo Pentágono
Irão testou novo míssil de médio alcance
24.05.2006 - 21h03   AFP
 
O Irão efectuou ontem o lançamento experimental de um míssil de médio alcance, do tipo Shahab 3, revelou um responsável do Departamento de Defesa norte-americano.

O Irão disparou ontem um Sahab-3”, declarou este responsável do Pentágono, que pediu para não ser identificado.

O regime iraniano não fez qualquer anúncio a este propósito.

O Sahab (estrela cadente em farsi) é um míssil derivado do modelo norte-coreano No-dong, com uma capacidade de alcance entre os 1300 a 1500 quilómetros, sendo capaz de transportar uma ogiva de até mil quilos.

O regime iraniano anunciou recentemente que o novo míssil poderá começar em breve a ser produzido em larga escala para posterior entrega ao Exército.

O novo teste com o seu míssil de maior alcance ocorre em plena crise entre o Irão e a comunidade internacional, preocupada com a verdadeira dimensão das ambições nucleares do país.

Este tipo de ensaios é visto com maior preocupação por Israel, país que está dentro do alcance do novo míssil, e que apesar de ter um arsenal nuclear próprio, teme que o país vizinho use o novo sistema para atacar o seu território.


fonte: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1258286&idCanal=15
Título: N: "U.S. Urges Russia To Reconsider Missile Sales to Ir
Enviado por: Get_It em Maio 28, 2006, 03:18:22 am
Citação de: "DefenseNews.com"
U.S. Urges Russia To Reconsider Missile Sales to Iran
By AGENCE FRANCE-PRESS

The United States urged Russia May 26 to reconsider its decision to honor a contract to sell TOR-M1 surface-to-air missiles to Iran.
”We would hope that Russia would take a second look at this issue,” State Department spokesman Sean McCormack told reporters.
In Saint Petersburg earlier May 26, Russian Defense Minister Sergei Ivanov said Russia would honor the deal “except in the case of some major event.”
”The contract to deliver the short-range TOR-M1 air defense system has been signed; to fulfill it will take some time,” Ivanov told journalists after a meeting with his German counterpart, Franz Josef Jung.
”Except in the case of some major event, it (the contract) will certainly be fulfilled,” Ivanov said.
At the end of last year, the Russian press announced that Iran had signed a contract with Moscow to buy 29 TOR-M1 air defense systems in a deal valued at 700 million dollars.

fonte: http://www.defensenews.com/story.php?F=1829742&C=airwar
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 09, 2006, 10:17:12 pm
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Irão tem "semanas e não meses" para dar uma resposta afirma George Bush
O presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou hoje que o Irão tem "semanas e não meses" para aceitar a oferta das grandes potências para a resolução da sua crise nuclear, e caso o governo de Teerão não o faça o Conselho de Segurança da ONU será obrigado a intervir.

"Nós demos um período limitado, de semanas e não de meses, para o governo iraniano analisar e formalizar uma proposta que permita progredir com a crise", afirmou o presidente norte-americano numa conferência de imprensa, adiantando que "caso o governo de Teerão não se decida pela suspensão de maneira comprovável do seu programa de enriquecimento de urânio, o Conselho de Segurança da ONU será obrigado a intervir".

George Bush reafirmou a sua vontade em resolver a crise por vias diplomáticas, mas "se o Irão se recusar a suspender o seu programa, terá que enfrentar as consequências".
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 28, 2006, 11:23:00 am
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Nuclear: Irão gostava de ver Portugal a assumir posição

O Irão gostava de ver o Governo português assumir uma posição nas negociações da crise nuclear e, segundo o embaixador iraniano em Lisboa, há «um lugar vazio» à espera que Portugal o ocupe.
«Infelizmente, o lugar de Portugal está vazio. E não sabemos de que é que Portugal está à espera para o ocupar. Por que é que os países vizinhos de Portugal estão a trabalhar com o Irão e Portugal não», disse Mohammad Taheri em entrevista à Agência Lusa.

«O nosso ministro dos Negócios Estrangeiros (Seyyed Kamal Kharrazi) já se encontrou com os seus homólogos de Espanha, Alemanha e Itália e não com o português. O lugar de Portugal está vazio», insistiu o embaixador, num incentivo a Lisboa para que assuma uma diplomacia mais activa no processo de negociações sobre a questão nuclear.

«Portugal tem um bom papel na Europa e pode usá-lo», acrescentou o embaixador, defensor de um aprofundamento das relações entre os dois países, a nível político e económico.

O titular da Embaixada iraniana em Lisboa especificou que o Irão está à espera que um grupo do Ministério de Negócios Estrangeiros português visite o Irão ou, então, que seja um grupo do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano a vir a Portugal.

Além disso, o governo de Mahmud Ahmadinejad pretende que um grupo de parlamentares portugueses viaje até ao Irão - à semelhança do que fez um conjunto de deputados britânicos que estiveram naquele país recentemente.

«Portugal vai assumir a presidência da União Europeia no segundo semestre de 2007 e, a nosso ver, pode ter um papel importante a desempenhar no Médio Oriente», sublinhou.

«Portugal tem muito potencial para trabalhar com o Irão», sintetizou o embaixador.

Mohammad Taheri lembrou que o Irão é 17 vezes maior que Portugal e está situado numa área estratégica muito importante, não só porque o seu país tem a segunda maior reserva de gás do mundo e a quarta maior reserva de petróleo, mas também porque controla o Estreito de Ormuz, por onde passa «60% do petróleo mundial».

Teerão já definiu até, segundo Taheri, as áreas económicas em que os dois países poderão vir a ganhar com uma relação mais estreita: Portugal poderia colher benefícios na área da construção de refinarias e da petroquímica, o Irão está interessado na indústria do papel, nas pescas e na agricultura portuguesas.

Na entrevista à Agência Lusa, o embaixador iraniano foi ainda mais longe, considerando que a parceria entre os dois países podia estender-se a projectos comuns no Iraque, no Afeganistão e no resto da Ásia Central.

Uma «diplomacia trilateral: Portugal-Irão-Iraque e Portugal-Irão-Afeganistão», referiu Taheri.

Demonstrando o empenho da diplomacia iraniana em estreitar o relacionamento com Portugal - em 2007, comemoram-se os 500 anos das relações diplomáticas entre os dois países -, Mohammad Taheri encontrou-se nas últimas semanas com a ministra da Cultura portuguesa, Isabel Pires de Lima, e com o ministro da Agricultura Jaime Silva.

«Já pedi uma audiência ao ministro dos Negócios Estrangeiros (Diogo Freitas do Amaral), mas ainda não obtive resposta», revelou.

Depois da criação da Câmara de Comércio Portugal-Irão, a embaixada está a apoiar a fundação de uma associação de amizade entre os dois países, que está a ser dinamizada por um grupo de portugueses que visitou recentemente o Irão, em que se inclui o director do Museu Nacional de Arqueologia, Luís Raposo.

Taheri adiantou à Lusa que, à semelhança do curso que existe de persa (farsi) na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Irão está a pensar criar «um curso de português na Universidade de Teerão» para o próximo ano.

Esta seria uma das iniciativas destinadas a assinalar os 500 anos da chegada de Afonso de Albuquerque à Pérsia e do estabelecimento de relações entre o reino persa e o reino português, afirmou o embaixador.

A outra, segundo Taheri, diz respeito ao restauro da fortaleza de Ormuz e à reconstrução da fortaleza de Qeshm, as duas mandadas construir pelos portugueses no século XVI, um projecto que está a ser apreciado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Confrontado com a notícia do semanário Expresso, na sua edição do dia 17, em que se dava conta de contactos entre a extrema-direita portuguesa e o Governo iraniano, Mohammad Taheri afirmou não a conhecer.

Aproveitou, no entanto, para negar que Teerão esteja interessado em canalizar dinheiro para que o Partido Nacionalista Renovador possa organizar em Portugal conferências e outras iniciativas para negar o Holocausto.

Diário Digital / Lusa

27-06-2006 8:18:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=233807 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=233807)´

É verdade...a diplomacia que a gente tão bem soube a usar no passado...ficará no passado.....é certo que não há obrigação de tomar um papel....mas..se podemos...será que custa muito?..

Teriamos muito a ganhar...mas claro..há que bater continencia à superpower do momento..
Título:
Enviado por: pedro em Junho 28, 2006, 12:37:55 pm
Bem numa coisa o homem tem razao que Portugal deveria ter um papel neste assunto.
Bem eu nao sabia que Portugal tinha tao boas relacoes diplomaticas com o Irao :shock: .
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 28, 2006, 03:25:53 pm
Could Iran defend himself agains an american attack?

  http://www.middle-east-online.com/english/?id=16803 (http://www.middle-east-online.com/english/?id=16803)

  de :Patrick Seale is a leading British writer on the Middle East, and the author of The Struggle for Syria; also, Asad of Syria: The Struggle for the Middle East; and Abu Nidal: A Gun for Hire.
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 01, 2006, 11:07:45 am
Se a confirmar-se...será uma prova que o Irão está realmente moderno em (pelo menos) alguns segmentos das forças armadas.

   Iranian drone plane buzzes U.S. aircraft carrier in Persian Gulf
    http://en.rian.ru/onlinenews/20060530/48833304.html (http://en.rian.ru/onlinenews/20060530/48833304.html)
Título:
Enviado por: Luso em Julho 03, 2006, 11:46:59 pm
A minha mente delirante e surpreendemente ociosa em alguns momentos pergunta:

Haverá alguma relação entre:

A necessidade da NATO combater em várias frentes;
A saída de Freitas;
A vinda dos Leopard, das fragatas e acessórios?
Título:
Enviado por: Miguel em Julho 04, 2006, 11:30:41 am
Citação de: "Luso"
A minha mente delirante e surpreendemente ociosa em alguns momentos pergunta:

Haverá alguma relação entre:

A necessidade da NATO combater em várias frentes;
A saída de Freitas;
A vinda dos Leopard, das fragatas e acessórios?


 :lol:

A carga da Brigada Mecanizada Tuga :Cavaleria1:
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Julho 04, 2006, 11:58:27 am
Citação de: "Miguel"
Citação de: "Luso"
A minha mente delirante e surpreendemente ociosa em alguns momentos pergunta:

Haverá alguma relação entre:

A necessidade da NATO combater em várias frentes;
A saída de Freitas;
A vinda dos Leopard, das fragatas e acessórios?

 :lol:

A carga da Brigada Mecanizada Tuga :Cavaleria1:


É, a operação "Tempestade Violeta"..........acho que essa cor ainda não foi utilizada.......... :lol:
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 04, 2006, 07:26:18 pm
A misteriosa industria iraniana de misseis..
 http://www.strategypage.com/htmw/htarm/ ... 60703.aspx (http://www.strategypage.com/htmw/htarm/articles/20060703.aspx)

 Os americanos logo descubrirão se é fraude...ou não..se se decidirem pelo ataque é claro..
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 30, 2006, 04:21:04 pm
Uma questão que me "come" a cabeça.. LOL

Se o Irão tentar destruir Israel com os seus futuros misseis não destruirá também os seus "irmãos" da Palestina?
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 30, 2006, 06:49:18 pm
Citação de: "Typhonman"
Uma questão que me "come" a cabeça.. LOL

Se o Irão tentar destruir Israel com os seus futuros misseis não destruirá também os seus "irmãos" da Palestina?


Uma coisa é o que o presidente diz, outra o que o governo faz. Não estou a ver um governo suícida.

Relembro que o presidente do Irão até pode parecer que comanda a sua nação, mas teve que esperar 8 vezes até que o parlamento iraniano (é verdade, eles têm um) aprovado o "seu" ministro do petróleo.

Segundo uma conversa que li de um iraniano no militaryphotos.com
Título:
Enviado por: ricardonunes em Julho 31, 2006, 10:29:08 pm
Um mês para suspender programa nuclear
Conselho de Segurança da ONU alerta Irão
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou esta segunda-feira uma resolução segundo a qual o Irão terá de suspender o enriquecimento de urânio no prazo de um mês, até 31 de Agosto, sob o risco de sofrer sanções económicas.
   
A resolução foi adoptada com 14 votos a favor contra um, este exercido pelo Qatar. Entres os países favoráveis à imposição está a França, o Reino Unido e a Alemanha que embora não pertença ao Conselho participa em Paris e Londres nas negociações com Teerão sobre o programa nuclear.

O documento exige que o Irão suspenda o seu programa nuclear e alerta para que, se isso não acontecer, o Conselho poderá “adoptar medidas apropriadas em vigor no artigo 40º para persuadir o Irão “, sem no entanto fazer uso “de força armada para tornar efectivas essas decisões”.

O embaixador do Irão na ONU, Javad Zarif, rejeitou o pedido do Conselho de Segurança alegando que “o programa nuclear pacífico do Irão não apresenta qualquer ameaça à paz e segurança internacional”, adiantando que o Teerão pretende exercer o seu direito à tecnologia nuclear com objectivos pacíficos.


Que medidas perssuasivas vão usar?
Deixar de lhes comprar petróleo seria uma boa medida.
Mas e depois?
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 31, 2006, 10:58:00 pm
Citação de: "ricardonunes"
Deixar de lhes comprar petróleo seria uma boa medida.


Se usares a bicicleta como meio de transporte não há problema :lol: ...caso contrário é simplesmente o acrescentar de mais uns dólares na cotação do petróleo.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Julho 31, 2006, 11:09:01 pm
Citação de: "Marauder"
Citação de: "ricardonunes"
Deixar de lhes comprar petróleo seria uma boa medida.

Se usares a bicicleta como meio de transporte não há problema :lol: , vou ter que pensar nisso.
Mas se o intuito do enrequecimento do uranio e exclusivamente para fins civeis, produção de energia, porquê tanto secretismo com o programa?
Para mim algo está mal contado neste história tanto da parte do Irão como por parte dos inspectores internacionais.
Título:
Enviado por: Azraael em Agosto 01, 2006, 12:59:46 am
Citação de: "ricardonunes"
Mas se o intuito do enrequecimento do uranio e exclusivamente para fins civeis, produção de energia, porquê tanto secretismo com o programa?
Para fins civis nao e' necessario enriquecer uranio...
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 01, 2006, 08:51:44 am
Citação de: "Azraael"
Citação de: "ricardonunes"
Mas se o intuito do enrequecimento do uranio e exclusivamente para fins civeis, produção de energia, porquê tanto secretismo com o programa?
Para fins civis nao e' necessario enriquecer uranio...


Olhe que não.........

Citar
Enriched uranium is a critical component for both civil nuclear power generation and military nuclear weapons. The International Atomic Energy Agency attempts to monitor and control enriched uranium supplies and processes in its efforts to ensure nuclear power generation safety and curb nuclear weapons proliferation.


E ainda:

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Highly enriched uranium (HEU)
 
A billet of highly enriched uraniumHighly enriched uranium (HEU) has a greater than 20% concentration of 235U or 233U.

The fissile uranium in nuclear weapons usually contains 85% or more of 235U known as weapon(s)-grade, though for a crude, inefficient weapon 20% is sufficient (called weapon(s)-usable); some argue that even less is sufficient, but then the critical mass required rapidly increases. However, judicious use of implosion and neutron reflectors can enable construction of a weapon from a quantity of uranium below the usual critical mass for its level of enrichment, though this would likely only be possible in a country which already had extensive experience in developing nuclear weapons. The presence of too much of the 238U isotope inhibits the runaway nuclear chain reaction that is responsible for the weapon's power.

HEU is also used in fast neutron reactors as well as in nuclear submarine reactors, where it contains at least 50% 235U, but typically exceeds 90%. The Fermi-1 commercial fast reactor prototype used HEU with 26.5% 235U.

[edit]
Low-enriched uranium (LEU)
Low-enriched uranium (LEU) has a lower than 20% concentration of 235U. For use in commercial light water reactors (LWR), the most prevalent power reactors in the world, uranium is enriched to 3 to 5 % 235U. Fresh LEU used in research reactors is usually enriched 12% to 19.75% U-235, the later concentration being used to replace HEU fuels when converting to LEU.

 
Low-enriched uranium powder[edit]
Slightly enriched uranium (SEU)
Slightly enriched uranium (SEU) has a concentration of 235U between 0.9% and 2%.

This new grade is being used to replace Natural uranium (NU) fuel in some heavy water reactors like the CANDU. Costs are lowered because less uranium and fewer bundles are needed to fuel the reactor. This in turn reduces the quantity of used fuel and its subsequent waste management costs.

Recovered uranium (RU) is a variation of SEU. It is based on a fuel cycle involving used fuel recovered from light water reactors (LWR). The spent fuel from a LWR typically contains more U-235 than natural uranium, and therefore could be used to fuel reactors which customarily use natural uranium as fuel.

Título:
Enviado por: Azraael em Agosto 01, 2006, 05:00:49 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Citação de: "Azraael"
Para fins civis nao e' necessario enriquecer uranio...
Olhe que não.........
Olhe que sim...

Citação de: "Wikipedia"
A pressurised heavy water reactor (PHWR) is a nuclear power reactor that uses unenriched natural uranium as its fuel and heavy water as a moderator (deuterium oxide D2O). The heavy water is kept under pressure in order to raise its boiling point, allowing it to be heated to higher temperatures and thereby carry more heat out of the reactor core. While heavy water is expensive, the reactor can operate without expensive fuel enrichment facilities thus balancing the costs.

http://en.wikipedia.org/wiki/Pressurised_Heavy_Water_Reactor

Citação de: "Wikipedia"
The acronym "CANDU", a registered trademark of Atomic Energy of Canada Limited, stands for "CANada Deuterium Uranium". This is a reference to its deuterium-oxide (heavy water) moderator and its use of natural uranium fuel.


http://en.wikipedia.org/wiki/CANDU
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 01, 2006, 05:28:03 pm
Mas:

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Enriched uranium is a critical component for both civil nuclear power generation and military nuclear weapons. The International Atomic Energy Agency attempts to monitor and control enriched uranium supplies and processes in its efforts to ensure nuclear power generation safety and curb nuclear weapons proliferation


E ainda:



Citar
Low-enriched uranium (LEU)
Low-enriched uranium (LEU) has a lower than 20% concentration of 235U. For use in commercial light water reactors (LWR), the most prevalent power reactors in the world, uranium is enriched to 3 to 5 % 235U. Fresh LEU used in research reactors is usually enriched 12% to 19.75% U-235, the later concentration being used to replace HEU fuels when converting to LEU.


http://en.wikipedia.org/wiki/Enriched_uranium (http://en.wikipedia.org/wiki/Enriched_uranium)

Em que é que ficamos :?:
Título:
Enviado por: Azraael em Agosto 01, 2006, 05:35:01 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Em que é que ficamos :?:
Em que existem alternativas ao uso de uranio enriquecido.
Ja para nao dizer que mesmo que preferissem a via que recorre ao uranio enriquecido, a russia disponibilizou-se para o fazer (penso que gratuitamente):

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Russia’s Nuclear Deal with Iran

Introduction

As the world struggles to find a formula for dealing with suspicious nuclear developments in Iran, Russian diplomats have been holding bilateral talks with Iranian officials on a proposal they say could defuse the crisis. The proposal, which has won support from other UN Security Council members—including the United States—would allow Iran to obtain enriched uranium it says it needs for civilian nuclear power directly from Russia. More importantly, the plan would obviate the need for Iran to enrich uranium on its own soil, which many fear could be used to create fuel for nuclear weapons.
Have the Iranians signed on to the Russian proposal?

In principle, yes, but negotiations continue. The tentative deal, the details of which still need to be worked out, comes one week before the board of the International Atomic Energy Agency meets March 6 to discuss potential measures—including UN sanctions—to deter Iran from developing nuclear weapons. Iran, which rejected earlier versions of Russia’s proposal, continues to press for what it says is its sovereign right to enrich uranium—an activity the international community, led by the United States, has condemned. Experts say there are a number of other uncertainties with the Russian plan, including the scale of the program, the role of Iranian scientists, and the program’s economic feasibility. Others suspect agreeing to the plan is a red herring by Iran to avoid censure by the UN Security Council.
What would the deal entail?

The plan, as reported, would essentially subcontract Iran’s uranium-enrichment process to Russia. Moscow says the deal is contingent on Iran permanently freezing its enrichment activities. Tehran, however, would be allowed to continue converting uranium ore concentrate, or yellowcake, into the gas uranium tetrafluoride (UF-4). (Iran resumed this conversion last summer.) The UF-4 would then be shipped to Russia to be converted into uranium hexafluoride (UF-6) and enriched into low-enriched uranium, which can fuel nuclear-power reactors but is not weapons-grade. The uranium would then be converted back to oxide for fuel fabrication and sent back to Iran for use at Bushehr, a Russian-built civilian-use nuclear reactor. All spent fuel would be sent back to Russia.

Alternatively, Iran could convert UF-4 into UF-6 on Iranian soil. Whichever of these options is employed, the deal, as currently reported, would require Russia to enrich the UF-6 into low-enriched uranium. At this stage, it’s also unclear whether Russia or Iran would be doing the fuel fabrication; the most proliferation-resistant option, experts say, would require Russia to make the fuel. If Iran were allowed to take possession of the low-enriched uranium that has not been converted into fuel, experts say there’s the possibility Iran could use it as input to a clandestine enrichment plant to make weapons-grade uranium.
Would Iranian or Russian scientists be enriching the uranium?

Technically, only Russian scientists would be allowed to enrich the uranium. According to recent statements by Russian officials, Iranian scientists would not be given access to the nuclear sites. Nor would Russia share its technological know-how with Iranian technicians under the plan. “The big concern is that once Iranian scientists achieve the mastery of uranium enrichment, in essence they’ll have the capability to break out into nuclear-weapons capability,” says Charles Ferguson, fellow for science and technology at the Council on Foreign Relations.  
What are the main criticisms of the plan?

There are several, experts say. First, it’s unclear if Russia will take on all or just some of Iran’s uranium enrichment activities. “Iran is not agreeing yet to end enrichment activities. It simply wants to add activities in Russia,” says Matthew Bunn, a senior research associate and acting director of the Managing the Atom Project at Harvard University. Second, critics say the plan fails to dismantle Iran’s future nuclear capabilities. “Even if Russia took over Iran’s nuclear energy work, the religious radicals in Tehran would be left with a huge amount of dangerous equipment,” wrote Valerie Lincy and Gary Milhollin of the Wisconsin Project on Nuclear Arms Control, in a February 2006 New York Times op-ed. Instead, they favor the Libya model: “[In 2003], Libya allowed everything useful for enriching uranium to be boxed up and carted out of the country,” they write.

Others say naturally occurring contaminants in Iran’s domestic supply of uranium will make the Russian plan difficult to carry out. Iranian uranium contains high levels of molybdenum, which is a contaminant lighter than uranium and therefore becomes more concentrated throughout the enrichment process. “It will gunk up the [Russian] centrifuges,” Bunn says.
Why did Tehran originally object to the Russian plan?

Because it requires Iran to relinquish control of the key stage in completing the nuclear fuel cycle, experts say. Iranians maintain their right to retain some level of enrichment activity in Iran. Ferguson says Russia and Iran may reach some kind of compromise that allows a limited level of nuclear research and development to continue within Iran’s borders, but stipulates that the bulk of the enrichment and conversion activities would be carried out by Russia. Other Iranians oppose the plan out of economic concerns and national pride. It does not make sense, they argue, for Iran to pay for the enrichment process and for nuclear fuel if Iranian scientists are not employed. “Persian culture is at stake,” Ferguson says. “They have a long history of scientific accomplishment and don’t want their scientists to be idle and not engaged in this grand enterprise.” Further, Iran is reportedly seeking security assurances by Russia to safeguard against the threat of UN sanctions, or—even worse—a preemptive military strike against its nuclear facilities by Israel or the United States.
What does Russia get out of the deal?

Russia is motivated by a number of interests. Although Russia already enjoys good relations with Tehran, it is not interested in a nuclear-armed Iran on its southern doorstep. Nor does Russia want to see nuclear proliferation in the Middle East, experts say. In addition, an agreement would be a boon to Russia’s image as a peace broker in international politics. “Russia wants to be seen as one of the big players, not as sitting on the sidelines,” Bunn says. Russia also has strong economic interests in Iran. Besides conventional arms, Moscow sells Iran nuclear reactors. For example, the light-water commercial reactor at Bushehr, built by Russians, was sold for more than $800 million. Two other similar nuclear projects are in the works, Ferguson says. “The Russians might cut a deal with Iran by saying, ‘We’ll give you a good price on fuel if you allow us to build.’” Russian trade with Iran is also growing. In 2005, Russian exports to Iran totaled roughly $2 billion. Nikolai Sokov, of the Center for Nonproliferation Studies, predicts Russian exports to Iran could reach $10 billion in the coming years.
Is the international community’s behind Russia’s plan?

In principle, all five members of the UN Security Council have backed the Russian plan. President Bush explicitly endorsed the proposal in late January, provided that all of the nuclear fuel is produced on Russian soil and that UN inspectors can monitor the transport of the fuel back toIran. However, there have been a number of objections raised privately about the plan—and Iran’s willingness to act in good faith—particularly in light of a newly released IAEA report that details Iran’s stonewalling of weapons inspections. “We remain skeptical” about the plan, White House spokesman Scott McClellan told reporters February 27. Javier Solana, the European Union’s foreign policy chief, also urged caution. Others say Iran may be buying time to avoid being referred to the UN Security Council and facing punitive sanctions. Bunn says the plan leaves open the possibility Iran will carry on with its nuclear research and development. “Once Iranians have all the technical kinks worked out,” he says, “there’s a more significant risk they might go ahead and use the technology for nuclear-weapon purposes.”
When would this plan go into effect?

Not before the IAEA Board of Governors’ meeting March 6. Most experts say concrete action on the Russian plan is unlikely any time soon, if ever. “This could drag on for months,” Ferguson predicts.


http://www.cfr.org/publication/9985/

Logo, nao e' de estranhar que a desculpa de precisarem de enriquecer uranio para fins exclusivamente civis nao convenca ninguem...
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 01, 2006, 05:43:55 pm
Citação de: "Azraael"
Ja para nao dizer que mesmo que preferissem a via que recorre ao uranio enriquecido, a russia disponibilizou-se para o fazer (penso que gratuitamente)


Sim, realmente é estranho, a Europa pela voz de alguns países também se ofereceu para ajudar na construção e em todo o processo das centrais nucleares no Irão, e este recusou.
Título:
Enviado por: Azraael em Agosto 07, 2006, 09:38:28 pm
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Iran Says It Will Ignore U.N. Deadline on Uranium Program



CAIRO, Aug. 6 — Iran’s chief national security official said Sunday that Iran would defy the United Nations Security Council by refusing to halt enrichment of uranium by the end of the month.

During a news conference in Iran, Ali Larijani, the country’s security chief and top nuclear negotiator, condemned the West. He said it had engaged in double-dealing, by first offering a package of incentives in exchange for suspension of its nuclear-enrichment program, and then by issuing a threat.

In remarks reported by the official Iranian News Agency, Mr. Larijani did not appear to chart new ground, sticking with Iran’s position that it would not halt enrichment as a precondition of negotiations.

Western diplomats in Iran said in recent interviews that it appeared that Iran’s leadership had bet on the notion that it was more likely to get what it wanted if it refused to budge from its position, believing that the Security Council, and the West in particular, would do anything to avoid another ugly confrontation in the Middle East.

The remarks appeared to be consistent with the government’s initial reaction at the end of July, when the Security Council passed a resolution demanding that Iran halt its enrichment work or face the possibility of economic and political sanctions.

“The resolution is illegal,” said Mr. Larijani, echoing comments made in July by Javad Zarif, Iran’s ambassador to the United Nations. The two have said that since Iran has signed the Nuclear Nonproliferation Treaty, and since it has not violated that treaty, it cannot be forced to suspend enrichment.

Under the treaty, members are entitled access to peaceful nuclear energy. Iran hid its nuclear program for more than a dozen years from the International Atomic Energy Agency, the nuclear monitoring arm of the United Nations, and now the United States and Europe contend that Iran is pursuing an arms program. Iran insists it is pursuing peaceful nuclear energy.

The United States and Europe offered the incentives in June. Iran had said it would look favorably on the package and give a reply by Aug. 22. The West, along with Russia and China, pushed Iran to reply sooner. When it did not, the Security Council adopted the resolution with the Aug. 31 deadline.

“If they are to solve the problem, they should find a solution in fair negotiations,” the news agency quoted Mr. Larijani as saying. “They should not harm the course of the negotiation.”

Mr. Larijani did not say what Iran’s response would be to the incentive package, only that it was being viewed less favorably after the Security Council resolution.

Christina Gallach, spokeswoman for Javier Solana, the European Union’s foreign policy chief, called on Iran to carry out the Security Council resolution. “We encourage Larijani and Iran to comply with the resolution,” she said, adding that Iran had ample time to make its case before the resolution was passed.

In Iran, the issue of its nuclear program has become intertwined with the rest of the turmoil in the Middle East. Western diplomats in Iran said it appeared that the chaos had given an upper hand to the more hard-line members of Iran’s leadership.



http://www.nytimes.com/2006/08/07/world/middleeast/07iran.html?_r=1&ref=middleeast&oref=slogin

Que comecem as sancoes...
Título:
Enviado por: Azraael em Agosto 07, 2006, 09:40:31 pm
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Iran threatens to use 'oil weapon' in nuclear standoff  



Iran warned Britain and the US yesterday that the international community could face a new oil crisis if the United Nations security council imposes sanctions on Tehran over its alleged attempt to acquire a nuclear weapons-making capability.

Speaking in Tehran, Ali Larijani, the country's chief nuclear negotiator and head of the supreme national security council, said Iran would be reluctant to cut its oil exports. "We do not want to use the oil weapon. It is them who would impose it upon us."

 But Mr Larijani added that if the west did decide on sanctions, "we will react in a way that would be painful for them ... Do not force us to do something that will make people shiver in the cold."

Iran is the world's fourth largest oil exporter and is estimated to have the second largest oil and gas reserves.

Global energy prices could be expected to reach new highs if Tehran's threat is carried out - although analysts point out that one of the first economic casualties might be Iran itself.

Urged on by Britain, the US, France and Germany, the UN security council passed a resolution last week imposing a deadline of August 31 for Iran to accept a western package of incentives in return for suspending uranium enrichment at its Natanz facility, or face the prospect of political, economic and financial sanctions.

Mr Larijani rejected the resolution as "illegal" and said Iran would not abide by the deadline. He reiterated Tehran's argument, repeated during the course of three years of largely fruitless negotiations with the "EU three" (Britain, France and Germany), that Iran was legally entitled to pursue uranium enrichment for peaceful purposes under the terms of the 1970 nuclear non-proliferation treaty (NPT).

"We won't accept suspension. Such resolutions will not have any impact on our behaviour," he said. He went on to warn that Iran was prepared to further expand its nuclear research activities "if required". That could include building additional cascades of centrifuges at Natanz for enrichment purposes.

Iran has built a cascade of 164 centrifuges and announced plans to build 3,000 this year. Experts say it would need more than 50,000 centrifuges for industrial production of low-grade enriched uranium, a process that could take years.

Tehran insists its aim is to increase Iran's ability to generate electricity for domestic use. The US and others believe the technology could be used to enrich uranium to atomic weapons grade.

Mohammad Saeidi, vice-president of Iran's Atomic Energy Organisation, said yesterday that Iran needed to find alternative energy supplies because its fossil fuel resources would run out in 25-30 years' time. "In the 21st century, the only way for any country to provide electricity is nuclear power." This was the same conclusion that Britain, France, the US and many others had reached, he added.

Mr Saeidi said Iran's nuclear facilities and future power stations would continue to be open to inspection by the UN's International Atomic Energy Agency (IAEA) under the terms of the NPT. If an agreement was reached with the western countries, short-notice challenge inspections under the "additional protocol" could be resumed, he said. It was "impossible" for Iran to divert materials for bomb-making purposes under such an intrusive inspection regime, he added.

Iranian officials said yesterday there would be a formal response to the west's nuclear offer on August 22, as previously announced by President Mahmoud Ahmadinejad. While Tehran was likely to reject demands that it suspend enrichment immediately, the officials said the government would offer to resume negotiations on all outstanding issues without preconditions.

But pressure from hardliners in parliament is increasing. They are demanding that if sanctions are imposed Iran should discontinue cooperation with the IAEA and suspend its NPT membership.



http://www.guardian.co.uk/iran/story/0,,1838645,00.html?gusrc=rss&feed=1
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 09, 2006, 11:34:57 pm
Entretanto:

Nuclear/Irão: A Venezuela e os mísseis

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A Venezuela está disposta a armazenar mísseis nucleares iranianos no seu território.
Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", o assunto foi discutido o mês passado quando o Presidente da Venezuela Hugo Chavez fez a sua quarta visita ao Irão.

Chavez e Ahmadinejad terão discutido esta hipótese, no caso do Irão vir a fabricar estas armas.

O jornal brasileiro acrescenta que, para o Presidente venezuelano, o facto de ter armas nucleares no seu território seria uma forma de dissuadir qualquer ataque dos Estados Unidos.

Até agora, o Irão tem afirmado que o objectivo do seu programa nuclear é apenas a produção de energia mas Estados Unidos e União Europeia receiam que a meta seja mesmo o fabrico de armas nucleares.


Nos dias que correm ouvir declarações (noticias) destas deixam-me doente.
O que vai na cabeça destes lunáticos?
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 09, 2006, 11:39:35 pm
Cuba também os teve..e a situação resolveu-se..
Título:
Enviado por: Azraael em Agosto 14, 2006, 04:25:15 pm
Tudo o que sempre quiseram saber (e muito mais) acerca do lider do Irao so em...

http://www.ahmadinejad.ir/ (http://www.ahmadinejad.ir/)

... o seu blog oficial!  :shock:
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 14, 2006, 05:47:36 pm
Deve ser uma interessante leitura, deve..................para quem percebe persa :conf:
Eu clico no link "english" e népias..........


Mas, após pesquisar um pouco cheguei a :


http://www.president.ir/eng/ (http://www.president.ir/eng/)
Título:
Enviado por: Azraael em Agosto 14, 2006, 05:55:37 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Deve ser uma interessante leitura, deve..................para quem percebe persa :conf:
Título:
Enviado por: Azraael em Agosto 15, 2006, 04:25:22 pm
A mais recente (de muitas) previsoes para o inicio do conflito USA/Irao (e/ou WWIII)! :twisted:

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August 22 - Does Iran have something in store?


During the Cold War, both sides possessed weapons of mass destruction, but neither side used them, deterred by what was known as MAD, mutual assured destruction. Similar constraints have no doubt prevented their use in the confrontation between India and Pakistan. In our own day a new such confrontation seems to be looming between a nuclear-armed Iran and its favorite enemies, named by the late Ayatollah Khomeini as the Great Satan and the Little Satan, i.e., the United States and Israel. Against the U.S. the bombs might be delivered by terrorists, a method having the advantage of bearing no return address. Against Israel, the target is small enough to attempt obliteration by direct bombardment.

It seems increasingly likely that the Iranians either have or very soon will have nuclear weapons at their disposal, thanks to their own researches (which began some 15 years ago), to some of their obliging neighbors, and to the ever-helpful rulers of North Korea. The language used by Iranian President Ahmadinejad would seem to indicate the reality and indeed the imminence of this threat.

Would the same constraints, the same fear of mutual assured destruction, restrain a nuclear-armed Iran from using such weapons against the U.S. or against Israel?

There is a radical difference between the Islamic Republic of Iran and other governments with nuclear weapons. This difference is expressed in what can only be described as the apocalyptic worldview of Iran's present rulers. This worldview and expectation, vividly expressed in speeches, articles and even schoolbooks, clearly shape the perception and therefore the policies of Ahmadinejad and his disciples.

Even in the past it was clear that terrorists claiming to act in the name of Islam had no compunction in slaughtering large numbers of fellow Muslims. A notable example was the blowing up of the American embassies in East Africa in 1998, killing a few American diplomats and a much larger number of uninvolved local passersby, many of them Muslims. There were numerous other Muslim victims in the various terrorist attacks of the last 15 years.

The phrase "Allah will know his own" is usually used to explain such apparently callous unconcern; it means that while infidel, i.e., non-Muslim, victims will go to a well-deserved punishment in hell, Muslims will be sent straight to heaven. According to this view, the bombers are in fact doing their Muslim victims a favor by giving them a quick pass to heaven and its delights--the rewards without the struggles of martyrdom. School textbooks tell young Iranians to be ready for a final global struggle against an evil enemy, named as the U.S., and to prepare themselves for the privileges of martyrdom.

A direct attack on the U.S., though possible, is less likely in the immediate future. Israel is a nearer and easier target, and Mr. Ahmadinejad has given indication of thinking along these lines. The Western observer would immediately think of two possible deterrents. The first is that an attack that wipes out Israel would almost certainly wipe out the Palestinians too. The second is that such an attack would evoke a devastating reprisal from Israel against Iran, since one may surely assume that the Israelis have made the necessary arrangements for a counterstrike even after a nuclear holocaust in Israel.

The first of these possible deterrents might well be of concern to the Palestinians--but not apparently to their fanatical champions in the Iranian government. The second deterrent--the threat of direct retaliation on Iran--is, as noted, already weakened by the suicide or martyrdom complex that plagues parts of the Islamic world today, without parallel in other religions, or for that matter in the Islamic past. This complex has become even more important at the present day, because of this new apocalyptic vision.

In Islam, as in Judaism and Christianity, there are certain beliefs concerning the cosmic struggle at the end of time--Gog and Magog, anti-Christ, Armageddon, and for Shiite Muslims, the long awaited return of the Hidden Imam, ending in the final victory of the forces of good over evil, however these may be defined. Mr. Ahmadinejad and his followers clearly believe that this time is now, and that the terminal struggle has already begun and is indeed well advanced. It may even have a date, indicated by several references by the Iranian president to giving his final answer to the U.S. about nuclear development by Aug. 22. This was at first reported as "by the end of August," but Mr. Ahmadinejad's statement was more precise.

What is the significance of Aug. 22? This year, Aug. 22 corresponds, in the Islamic calendar, to the 27th day of the month of Rajab of the year 1427. This, by tradition, is the night when many Muslims commemorate the night flight of the prophet Muhammad on the winged horse Buraq, first to "the farthest mosque," usually identified with Jerusalem, and then to heaven and back (c.f., Koran XVII.1). This might well be deemed an appropriate date for the apocalyptic ending of Israel and if necessary of the world. It is far from certain that Mr. Ahmadinejad plans any such cataclysmic events precisely for Aug. 22. But it would be wise to bear the possibility in mind.

A passage from the Ayatollah Khomeini, quoted in an 11th-grade Iranian schoolbook, is revealing. "I am decisively announcing to the whole world that if the world-devourers [i.e., the infidel powers] wish to stand against our religion, we will stand against their whole world and will not cease until the annihilation of all them. Either we all become free, or we will go to the greater freedom which is martyrdom. Either we shake one another's hands in joy at the victory of Islam in the world, or all of us will turn to eternal life and martyrdom. In both cases, victory and success are ours."

In this context, mutual assured destruction, the deterrent that worked so well during the Cold War, would have no meaning. At the end of time, there will be general destruction anyway. What will matter will be the final destination of the dead--hell for the infidels, and heaven for the believers. For people with this mindset, MAD is not a constraint; it is an inducement.

How then can one confront such an enemy, with such a view of life and death? Some immediate precautions are obviously possible and necessary. In the long term, it would seem that the best, perhaps the only hope is to appeal to those Muslims, Iranians, Arabs and others who do not share these apocalyptic perceptions and aspirations, and feel as much threatened, indeed even more threatened, than we are. There must be many such, probably even a majority in the lands of Islam. Now is the time for them to save their countries, their societies and their religion from the madness of MAD.



http://www.opinionjournal.com/extra/?id=110008768


Humm.... talvez se devesse abrir um topic para previsoes do fim do mundo, teorias da conspiracao e outras desgracas... pelo menos sempre daria para uma pessoa se rir um bocado...
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 15, 2006, 04:37:14 pm
How Far is Iran From A Bomb?

http://www.armscontrolwonk.com/index.php?id=712 (http://www.armscontrolwonk.com/index.php?id=712)
e

When could Iran get the Bomb?

http://www.thebulletin.org/article.php? ... 06albright (http://www.thebulletin.org/article.php?art_ofn=ja06albright)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 15, 2006, 06:39:31 pm
Presidente iraniano rejeita resolução do Conselho de Segurança sobre dossier nuclear
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5.08.2006 - 16h22   AFP
 

O Presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad rejeitou hoje a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que exige a suspensão do enriquecimento de urânio até 31 de Agosto.

Ahmadinejad disse que “o povo iraniano não aceita a linguagem da força”.

Esta é a primeira reacção do Presidente à resolução do Conselho de Segurança, adoptada a 31 de Julho, e que deu ao Irão até 31 de Agosto para suspender o seu enriquecimento de urânio. Se Teerão não aceitar, abre-se a via para as sanções contra aquele país.

O Presidente iraniano considerou a resolução do Conselho de Segurança uma “expressão de cólera que nada faz” para diminuir a vontade do Irão em continuar com o seu programa nuclear.

“Se quiserem ter boas relações com o Irão, a única solução é reconhecer os direitos do nosso povo e reconhecerem a grandeza do povo iraniano. Caso contrário, serão obrigados a fazê-lo mais tarde”, acrescentou.

Gholamreza Aghazadeh, responsável pela Organização iraniana da Energia Atómica, disse mais tarde que o Irão se recusa a suspender as suas actividades de enriquecimento de urânio mas está disposto a oferecer garantias para evitar um desvio do urânio enriquecido.

“Estamos dispostos a analisar todas as medidas de confiança. Mas a suspensão do enriquecimento não é uma das medidas de confiança”, disse Aghazadeh.

O Presidente iraniano acrescentou ainda que o Irão vai “dar a sua resposta na data prevista”, a 22 de Agosto, à oferta das grandes potências, apresentada a 6 de Junho pela China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha.

Esta oferta inclui medidas de cooperação nas áreas da economia e do nuclear, mas sob a condição do Irão suspender o seu enriquecimento.

Ahmadinejad já disse que a sua resposta será “baseada na defesa dos direitos definitivos do povo iraniano e ninguém tem o direito de renunciar a esses direitos”.
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Enviado por: Azraael em Agosto 19, 2006, 01:02:25 am
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Burns: USA will push for U.N. sanctions on Iran next month


The United States intends to act next month to have the United Nations impose penalties on Iran for refusing to suspend its enrichment of uranium, a State Department official said Thursday.

"They will be well-deserved," Undersecretary of State Nicholas Burns told reporters. "It's not a mystery to the Iranians what is going to happen."

U.S. officials did not specify the proposed punishment.

Beyond the nuclear program, Iran supports Hezbollah as well as other terrorist organizations and has played a destabilizing role in the Middle East, said a department spokesman, Tom Casey.

The Security Council has said Iran faces penalties if it does not suspend uranium enrichment, an important step in making nuclear weapons.

Iran has until the end of the month for an official response. Tehran also had said it would reply by Tuesday to a proposal by the United States and the European Union for concessions that include Washington's supplying of some civilian nuclear energy.

Some critics urged the Bush administration to get on with negotiations with Iran.

A group of 22 former military officials and retired diplomats said President Bush immediately should open discussions. Thursday's letter also cautioned against any consideration of the use of military force.

"An attack on Iran would have disastrous consequences for security in the region and U.S. forces in Iraq, and it would inflame hatred and violence in the Middle East and among Muslims everywhere," the letter said.

Iran contends its enrichment and other nuclear programs are civilian in nature.

"We certainly want to give the Iranians the chance to take this last opportunity to accept the offer that is on the table," Casey said.

Burns said the U.S. wants to moved quickly in September on the proposed U.N. penalties. He said the role of Iran in the Middle East has raised concerns among Arab and other countries about Tehran's intentions.

"There is broadened concern about the policy of a country that flexes its muscles," he said. "Iran wants to be the dominant country in the region."

As for the cease-fire in Lebanon between Israel and Hezbollah, Burns said Iran and Syria, the principal backers of the Hezbollah militia, "have a responsibility to respect the peace."



http://www.usatoday.com/news/world/2006-08-17-iran-sanctions_x.htm?csp=34
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 30, 2006, 08:17:57 am
Da TSF:

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Ahmadinejad desafia Bush para debate na TV
O presidente do Irão voltou, esta terça-feira, a desafiar o Conselho de Segurança ao dizer que não acredita que a ONU actue contra o país. A apenas dois dias do prazo dado pelo Conselho de Segurança, Ahmadinejad defendeu que ninguém pode impedir o Irão de aceder à energia nuclear e desafiou George W. Bush para um debate na televisão.
 
( 17:58 / 29 de Agosto 06 )

 
 
 
O Presidente do Irão, Mahmud Ahmadinejad, desafiou esta terça-feira, em conferência de imprensa, o seu homólogo norte-americano, George W. Bush, para um debate televisivo para discutir as "questões do mundo" e o "novo sistema global".

Em Teerão, Ahmadinejad garantiu que ninguém pode impedir o Irão de aceder à energia nuclear e considerou «pouco provável» que o Conselho de Segurança das Nações Unidas venha a impor sanções ao seu país.

Recorde-se que a resolução 1696 do Conselho de Segurança da ONU dá um prazo até quinta-feira às autoridades iranianas para renunciarem às suas actividades de enriquecimento de urânio.

«Penso que o momento de utilizar o instrumento do Conselho de Segurança já passou e penso que é pouco provável que pretendam recorrer» às sanções depois de 31 de Agosto.

Para o presidente iraniano, a resposta dada pelo Irão, no dia 22, à proposta dos cinco membros do Conselho de Segurança (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) e da Alemanha é «uma oportunidade extremamente excepcional para resolver todas as questões», mesmo tendo em conta que as grandes potências a tenham considerado «insatisfatória».

O Presidente iraniano aproveitou a oportunidade para dirigir um convite a George W. Bush para um debate em directo, uma discussão televisiva «sem nenhuma censura».

«Sugiro que se encontrem outros modos para governar o sistema mundial em vez do método injusto com que os Estados Unidos e o Reino Unido o procuram controlar, inclusivamente pela força», disse Ahmadinejad.

«Por isso, proponho que se realize um debate televisivo com Bush para que cada um apresente as suas ideias de como criar um novo sistema global baseado na justiça e na dignidade humana», acrescentou.

Em resposta, a Casa Branca rejeitou a "oferta" feita por Ahmadinejad, classificando a proposta de debate como uma «tentativa de diversão» do presidente iraniano.

Os EUA fizeram também saber que condicionam todo e qualquer diálogo com o Irão a uma suspensão por parte da república islâmica das suas actividades nucleares.
 


Seria um debate interessante.......mas improvável
Título:
Enviado por: TOMKAT em Setembro 01, 2006, 06:51:58 pm
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Luís Amado diz ser necessário equacionar sanções ao Irão

O chefe da diplomacia portuguesa afirma ser necessário equacionar a imposição de sanções ao Irão no quadro do programa nuclear, que classifica como "o problema mais grave" na cena mundial.

"Todas as alternativas têm de ser equacionadas. Naturalmente que temos de ter em consideração o calendário que foi estabelecido, e perante esse calendário a questão das sanções está manifestamente desde já aberta e nós temos de a equacionar", declarou Luís Amado à margem da reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia que decorre em Lappeenranta, Finlândia.

Teerão ignorou o prazo fixado pelas Nações Unidas, que terminou quinta-feira, para suspender o enriquecimento de urânio, tendo o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, reiterado no mesmo dia que o seu país não acatará a imposição de abdicar de tecnologia nuclear.

Questionado sobre se o governo português apoia a adopção de uma posição mais firme por parte da comunidade internacional, nomeadamente a imposição de sanções a Teerão, Luís Amado afirmou que "Portugal apoia as posições que o Conselho de Segurança das Nações Unidas estabeleceu, e nessas condições está essa, como é sabido".

"O problema nuclear iraniano é sem dúvida o problema mais grave com que nós estamos confrontados", afirmou hoje Luís Amado, recordando que o assunto será debatido sábado pelos 25, no segundo e último dia da reunião ministerial informal, após uma exposição da situação feita pelo Alto Representante da UE para a Política Externa, Javier Solana.

Envio de forças para o Líbano abre nova página nas relações com Médio Oriente

O ministro dos Negócios Estrangeiros português afirmou que a decisão da União Europeia de enviar forças militares para o Líbano abre "uma nova página" nas relações com os problemas do Médio Oriente e acarreta "enormes responsabilidades".

Luís Amado, que falava a jornalistas portugueses na cidade finlandesa de Lappeerenta, no final do primeiro dia de uma reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, assegurou que todos os Estados-membros estão plenamente conscientes da importância do compromisso assumido e saudou mesmo aquilo que classificou como "um novo espírito europeu".

"Há uma consciência muito aguda por parte de todos os responsáveis políticos europeus de que o envolvimento de forças militares, decidido sexta-feira (da semana passada) a pedido do secretário-geral (das Nações Unidas, Kofi Annan), abre uma nova página nas relações políticas da UE com os problemas do Médio Oriente", declarou Luís Amado.

Portugal contribuirá com um máximo de 140 efectivos da especialidade de engenharia para a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL).

O chefe da diplomacia portuguesa acrescentou que a reunião de hoje demonstrou "um bom espírito europeu, uma vontade de cooperação muito grande entre os Estados-membros", e uma consciência muito grande da necessidade de trabalhar em conjunto com os Estados Unidos, a Rússia, e outros Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU e de envolver os parceiros regionais mais directamente envolvidos.

"A dimensão do problema e a sua complexidade estão naturalmente muito para além das capacidades políticas e diplomáticas da própria União Europeia", assinalou.

Destacando a necessidade de uma "convergência de posições" no seio da UE, apesar de ser "natural" haver divergências e "perspectivas diferentes sobre o conflito" entre os Estados-membros, Luís Amado afirmou que os "25" expressaram hoje "um novo espírito europeu".

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE iniciaram hoje em Lappeenranta uma reunião informal de dois dias que assinala a "rentrée" política comunitária, e que constitui o primeiro de uma série de encontros ministeriais informais realizados pela presidência finlandesa da UE.

Depois de terem dedicado o primeiro dia à análise da situação no Médio Oriente, os chefes da diplomacia da UE vão discutir sábado o "dossier" do programa nuclear iraniano e as relações da União com a Rússia.

Agência LUSA


http://www.rtp.pt/index.php?article=253731&visual=16
Título: Irão
Enviado por: TOMKAT em Setembro 05, 2006, 02:12:12 am
O emergir de uma potência regional?

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Indústria militar iraniana exporta para 57 países

O Irão está a exportar material militar para 57 países, garantiu o ministro da Defesa iraniano, ao mesmo tempo que as suas forças armadas testavam com sucesso uma optimização do míssil Hawk de fabrico norte-americano, divulgou esta segunda-feira a imprensa local.
Desde o princípio do ano, nos denominados «jogos de guerra» que estão a decorrer no Golfo Pérsico (o teste do Hawk representa o início da terceira fase dos exercícios militares com o nome de código «O Golpe de Zolfaqar»), este é o quarto teste de mísseis que os militares iranianos levam a cabo em 2006, numa aparente demonstração do poderio não só das suas forças armadas, como da indústria de armamento.

Tentando evitar qualquer má interpretação quanto às intenções do Governo, pelo facto de se multiplicarem as manifestações do seu poderio militar, o ministro da Defesa, general Mostafa-Mohammad Najjar, apressou-se a declarar que se trata tudo de uma questão defensiva.

»O Irão não tem qualquer intenção de invadir algum país, mas naturalmente tem o direito de se defender contra qualquer agressão ou invasão», afirmou, citado pelo diário Tehran Times, numa viagem à província do Azerbaijão Ocidental com o Presidente Mahmud Ahmadinejad.

Quanto ao facto do material militar fabricado no Irão estar a atrair cada vez mais os compradores estrangeiros, o general Najjar garante que o segredo está na melhoria substancial da sua qualidade devido à necessidade imposta pelas sanções internacionais contra o Governo de Teerão.

O titular da pasta da Defesa considera que as sanções impostas ao país desde o triunfo da Revolução Islâmica levaram o país a investir no desenvolvimento da sua própria indústria de armamento, uma indústria que alcança agora uma dimensão internacional, como parece demonstrar a multiplicação das encomendas.

Uma das facetas dessa indústria é a capacidade de melhorar o seu próprio arsenal que, sem actualizações, corria o risco de ficar obsoleto.

O míssil Hawk testado este fim-de-semana no norte do Irão, alterado para poder ser transportado e disparado pelos caças F-14, é de fabrico norte-americano e poderá ser um dos mais de dois milhares que os Estados Unidos venderam clandestinamente a Teerão nos anos 80, no escândalo que ficou conhecido como Irão-Contras (o dinheiro destinava-se a financiar os «contras», opositores do regime sandinista, na Nicarágua).

Os Shehab-3 e Shehab-4, alterados para aumentarem o seu alcance e poderem chegar a Israel, também são tecnologia estrangeira melhorada pela indústria de armamento iraniana. O primeiro, por exemplo, é uma versão melhorada dos Nodong norte-coreanos.

Quanto ao Kowsar, o «super-moderno barco voador» - assim apelidado pelos iranianos - testado em Abril, a imprensa internacional especializada em defesa especula que poderá ser a versão muito avançada de um projecto russo: o Irão garante que este míssil terra-mar desenhado para planar sobre a superfície da água é capaz de evitar radares e é quase impossível interferir no seu sistema de orientação.

De acordo com a Nuclear Threat Initiative (NTI), a organização não governamental criada pelo magnata da CNN Ted Turner e pelo senador norte-americano Sam Nunn, a indústria de armamento iraniana estaria a desenvolver um projecto - denominado «Projecto 111» - destinado a tornar o Shehab-3 capaz de transportar uma ogiva nuclear.

Diário Digital / Lusa


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=241951
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Setembro 14, 2006, 10:42:14 am
6 Su-25 para o Irão

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Iran bolsters Su-25 fleet

By Liam Devlin and Tom Cooper JDW Special Correspondents
Belfast and Vienna

Iran's original seven Su-25K/UBKs were flown to Iran from Iraq in 1991 as the multinational Operation 'Desert Storm' force gathered on Iraq's southern border in response to Iraq's invasion of Kuwait.

The Islamic Revolutionary Guard Corps Air Force (IRGCAF) then purchased three Su-25UBK two-seat combat trainers and three Su-25T anti-tank aircraft from Russia and deliveries of these have been completed. With its maximum combat load of 4,340 kg, the type now plays an important role in supporting the IRGC's rapid-reaction doctrine. It is foremost intended to provide direct air support to ground troops.

The IRGCAF is considering the purchase of more advanced variants, including the Su-25TM (Su-39), optimised for attacks on ground and naval targets in daylight, but also at night, using precision-guided munitions. However, current political circumstances may make this procurement difficult.



http://www.janes.com/defence/air_forces ... _1_n.shtml (http://www.janes.com/defence/air_forces/news/jdw/jdw060913_1_n.shtml)
Título:
Enviado por: Azraael em Setembro 18, 2006, 04:27:21 am
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(http://img.timeinc.net/time/images/covers/1101060925_120.jpg)"We Do Not Need Attacks"


TIME: What were your impressions of New York during your visit to the U.S. last year?
Ahmadinejad: Unfortunately we didn't have any contact with the people of the United States. We were not in touch with the people. But my general impression is that the people of the United States are good people. Everywhere in the world, people are good.
TIME: Did you visit the site of the World Trade Center?
Ahmadinejad: It was not necessary. It was widely covered in the media.
TIME: You recently invited President Bush to a televised debate. If he were sitting where I am sitting, what would you say, man to man?
Ahmadinejad: The issues which are of interest to us are the international issues and how to manage them. I gave some recommendations to President Bush in my personal letter, and I hope that he will take note of them. I would ask him, Are rationalism, spirituality and humanitarianism and logic�are they bad things for human beings? Why more conflict? Why should we go for hostilities? Why should we develop weapons of mass destruction? Everybody can love one another.
TIME: Do you feel any connection with President Bush, since he is also a religious man, a strong Christian?
Ahmadinejad: I've heard about that. But there are many things which take place and are inconsistent with the teachings of Jesus Christ in this world.
TIME: Why do your supporters chant "Death to America"?
Ahmadinejad: When they chanted that slogan, it means they hate aggression, and they hate bullying tactics, and they hate violations of the rights of nations and discrimination. I recommended to President Bush that he can change his behavior, then everything will change.
TIME: How do you think the American people feel when they hear Iranians shouting "Death to America" and the President of Iran does not criticize this?
Ahmadinejad: The nations do not have any problems. What is the role of the American people in what is happening in the world? The people of the United States are also seeking peace, love, friendship and justice.
TIME: But if Americans shouted "Death to Iran," Iranians would feel insulted.
Ahmadinejad: If the government of Iran acted in such a way, then [the American people] have this right.
TIME: Are America and Iran fated to be in conflict?
Ahmadinejad: No, this is not fate. And this can come to an end. I have said we can run the world through logic. We are living our own lives. The U.S. government should not interfere in our affairs. They should live their own lives. They should serve the interests of the U.S. people. They should not interfere in our affairs. Then there would be no problems with that.
TIME: Are you ready to open direct negotiations with the U.S.?
Ahmadinejad: We have given them a letter, a lengthy letter. We say the U.S. Administration should change its behavior, and then everything will be solved. It was the U.S. which broke up relations with us. We didn't take that position. And then they should make up for it.
TIME: Does Iran have the right to nuclear weapons?
Ahmadinejad: We are opposed to nuclear weapons. We think it has been developed just to kill human beings. It is not in the service of human beings. For that reason, last year in my address to the U.N. General Assembly, I suggested that a committee should be set up in order to disarm all the countries that possess nuclear weapons.
TIME: But you were attacked with weapons of mass destruction by Iraq. You say the u.s. threatens you, and you are surrounded by countries that have nuclear weapons.
Ahmadinejad: Today nuclear weapons are a blunt instrument. We don't have any problems with Pakistan or India. Actually they are friends of Iran, and throughout history they have been friends. The Zionist regime is not capable of using nuclear weapons. Problems cannot be solved through bombs. Bombs are of little use today. We need logic.
TIME: Why won't you agree to suspend enrichment of uranium as a confidence-building measure?
Ahmadinejad: Whose confidence should be built?
TIME: The world's?
Ahmadinejad: The world? The world? Who is the world? The United States? The U.S. Administration is not the entire world. Europe does not account for one-twentieth of the entire world. When I studied the provisions of the npt [Nuclear Nonproliferation Treaty], nowhere did I see it written that in order to produce nuclear fuel, we need to win the support or the confidence of the United States and some European countries.
TIME: How far will Iran go in defying Western demands? Will you wait until you are attacked and your nuclear installations are destroyed?
Ahmadinejad: Do you think the u.s. administration would be so irrational?
TIME: You tell me.
Ahmadinejad: I hope that is not the case. I said that we need logic. We do not need attacks.
TIME: Are you worried about an attack?
Ahmadinejad: No.
TIME: You have been quoted as saying Israel should be wiped off the map. Was that merely rhetoric, or do you mean it?
Ahmadinejad: People in the world are free to think the way they wish. We do not insist they should change their views. Our position toward the Palestinian question is clear: we say that a nation has been displaced from its own land. Palestinian people are killed in their own lands, by those who are not original inhabitants, and they have come from far areas of the world and have occupied those homes. Our suggestion is that the 5 million Palestinian refugees come back to their homes, and then the entire people on those lands hold a referendum and choose their own system of government. This is a democratic and popular way. Do you have any other suggestions?
TIME: Do you believe the Jewish people have a right to their own state?
Ahmadinejad: We do not oppose it. In any country in which the people are ready to vote for the Jews to come to power, it is up to them. In our country, the Jews are living and they are represented in our Parliament. But Zionists are different from Jews.
TIME: Have you considered that Iranian Jews are hurt by your comments denying that 6 million Jews were killed in the Holocaust?
Ahmadinejad: As to the Holocaust, I just raised a few questions. And I didn't receive any answers to my questions. I said that during World War II, around 60 million were killed. All were human beings and had their own dignities. Why only 6 million? And if it had happened, then it is a historical event. Then why do they not allow independent research?
TIME: But massive research has been done.
Ahmadinejad: They put in prison those who try to do research. About historical events everybody should be free to conduct research. Let's assume that it has taken place. Where did it take place? So what is the fault of the Palestinian people? These questions are quite clear. We are waiting for answers.




http://www.time.com/time/magazine/printout/0,8816,1535777,00.html
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Enviado por: Azraael em Setembro 18, 2006, 02:51:51 pm
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What war with Iran would look like?


The first message was routine enough: A "Prepare to Deploy" order sent through naval communications channels to a submarine, an Aegis-class cruiser, two minesweepers and two mine hunters. The orders didn't actually command the ships out of port; they just said to be ready to move by Oct. 1. But inside the Navy those messages generated more buzz than usual last week when a second request, from the Chief of Naval Operations (CNO), asked for fresh eyes on long-standing U.S. plans to blockade two Iranian oil ports on the Persian Gulf. The CNO had asked for a rundown on how a blockade of those strategic targets might work. When he didn't like the analysis he received, he ordered his troops to work the lash up once again.
What's going on? The two orders offered tantalizing clues. There are only a few places in the world where minesweepers top the list of U.S. naval requirements. And every sailor, petroleum engineer and hedge-fund manager knows the name of the most important: the Strait of Hormuz, the 20-mile-wide bottleneck in the Persian Gulf through which roughly 40% of the world's oil needs to pass each day. Coupled with the CNO's request for a blockade review, a deployment of minesweepers to the west coast of Iran would seem to suggest that a much discussed—but until now largely theoretical—prospect has become real: that the U.S. may be preparing for war with Iran.
No one knows whether—let alone when—a military confrontation with Tehran will come to pass. The fact that admirals are reviewing plans for blockades is hardly proof of their intentions. The U.S. military routinely makes plans for scores of scenarios, the vast majority of which will never be put into practice. "Planners always plan," says a Pentagon official. Asked about the orders, a second official said only that the Navy is stepping up its "listening and learning" in the Persian Gulf but nothing more—a prudent step, he added, after Iran tested surface-to-ship missiles there in August during a two-week military exercise. And yet from the State Department to the White House to the highest reaches of the military command, there is a growing sense that a showdown with Iran—over its suspected quest for nuclear weapons, its threats against Israel and its bid for dominance of the world's richest oil region—may be impossible to avoid. The chief of the U.S. Central Command (Centcom), General John Abizaid, has called a commanders conference for later this month in the Persian Gulf—sessions he holds at least quarterly—and Iran is on the agenda.
On its face, of course, the notion of a war with Iran seems absurd. By any rational measure, the last thing the U.S. can afford is another war. Two unfinished wars—one on Iran's eastern border, the other on its western flank—are daily depleting America's treasury and overworked armed forces. Most of Washington's allies in those adventures have made it clear they will not join another gamble overseas. What's more, the Bush team, led by Secretary of State Condoleezza Rice, has done more diplomatic spadework on Iran than on any other project in its 51/2 years in office. For more than 18 months, Rice has kept the Administration's hard-line faction at bay while leading a coalition that includes four other members of the U.N. Security Council and is trying to force Tehran to halt its suspicious nuclear ambitions. Even Iran's former President, Mohammed Khatami, was in Washington this month calling for a "dialogue" between the two nations.
But superpowers don't always get to choose their enemies or the timing of their confrontations. The fact that all sides would risk losing so much in armed conflict doesn't mean they won't stumble into one anyway. And for all the good arguments against any war now, much less this one, there are just as many indications that a genuine, eyeball-to-eyeball crisis between the U.S. and Iran may be looming, and sooner than many realize. "At the moment," says Ali Ansari, a top Iran authority at London's Chatham House, a foreign-policy think tank, "we are headed for conflict."
So what would it look like? Interviews with dozens of experts and government officials in Washington, Tehran and elsewhere in the Middle East paint a sobering picture: military action against Iran's nuclear facilities would have a decent chance of succeeding, but at a staggering cost. And therein lies the excruciating calculus facing the U.S. and its allies: Is the cost of confronting Iran greater than the dangers of living with a nuclear Iran? And can anything short of war persuade Tehran's fundamentalist regime to give up its dangerous game?
Road To War
The crisis with Iran has been years in the making. Over the past decade, Iran has acquired many of the pieces, parts and plants needed to make a nuclear device. Although Iranian officials insist that Iran's ambitions are limited to nuclear energy, the regime has asserted its right to develop nuclear power and enrich uranium that could be used in bombs as an end in itself—a symbol of sovereign pride, not to mention a useful prop for politicking. Iran's President Mahmoud Ahmadinejad has crisscrossed the country in recent months making Iran's right to a nuclear program a national cause and trying to solidify his base of hard-line support in the Revolutionary Guards. The nuclear program is popular with average Iranians and the elites as well. "Iranian leaders have this sense of past glory, this belief that Iran should play a lofty role in the world," says Nasser Hadian, professor of political science at Tehran University.
But the nuclear program isn't Washington's only worry about Iran. While stoking nationalism at home, Tehran has dramatically consolidated its reach in the region. Since the 1979 Islamic revolution, Iran has sponsored terrorist groups in a handful of countries, but its backing of Hizballah, the militant group that took Lebanon to war with Israel this summer, seems to be changing the Middle East balance of power. There is circumstantial evidence that Iran ordered Hizballah to provoke this summer's war, in part to demonstrate that Tehran can stir up big trouble if pushed to the brink. The precise extent of coordination between Hizballah and Tehran is unknown. But no longer in dispute after the standoff in July is Iran's ability to project power right up to the borders of Israel. It is no coincidence that the talk in Washington about what to do with Iran became more focused after Hizballah fought the Israeli army to a virtual standstill this summer.
And yet the West has been unable to compel Iran to comply with its demands. Despite all the work Rice has put into her coalition, diplomatic efforts are moving too slowly, some believe, to stop the Iranians before they acquire the makings of a nuclear device. And Iran has played its hand shrewdly so far. Tehran took weeks to reply to a formal proposal from the U.N. Security Council calling on a halt to uranium enrichment. When it did, its official response was a mosaic of half-steps, conditions and boilerplate that suggested Tehran has little intention of backing down. "The Iranians," says a Western diplomat in Washington, "are very able negotiators." That doesn't make war inevitable. But at some point the U.S. and its allies may have to confront the ultimate choice. The Bush Administration has said it won't tolerate Iran having a nuclear weapon. Once it does, the regime will have the capacity to carry out Ahmadinejad's threats to eliminate Israel. And in practical terms, the U.S. would have to consider military action long before Iran had an actual bomb. In military circles, there is a debate about where—and when—to draw that line. U.S. intelligence chief John Negroponte told Time in April that Iran is five years away from having a nuclear weapon. But some nonproliferation experts worry about a different moment: when Iran is able to enrich enough uranium to fuel a bomb—a point that comes well before engineers actually assemble a nuclear device. Many believe that is when a country becomes a nuclear power. That red line, experts say, could be just a year away.
Would An Attack Work?
The answer is yes and no.
No one is talking about a ground invasion of Iran. Too many U.S. troops are tied down elsewhere to make it possible, and besides, it isn't necessary. If the U.S. goal is simply to stunt Iran's nuclear program, it can be done better and more safely by air. An attack limited to Iran's nuclear facilities would nonetheless require a massive campaign. Experts say that Iran has between 18 and 30 nuclear-related facilities. The sites are dispersed around the country—some in the open, some cloaked in the guise of conventional factories, some buried deep underground.
A Pentagon official says that among the known sites there are 1,500 different "aim points," which means the campaign could well require the involvement of almost every type of aircraft in the U.S. arsenal: Stealth bombers and fighters, B-1s and B-2s, as well as F-15s and F-16s operating from land and F-18s from aircraft carriers.
GPS-guided munitions and laser-targeted bombs—sighted by satellite, spotter aircraft and unmanned vehicles—would do most of the bunker busting. But because many of the targets are hardened under several feet of reinforced concrete, most would have to be hit over and over to ensure that they were destroyed or sufficiently damaged. The U.S. would have to mount the usual aerial ballet, refueling tankers as well as search-and-rescue helicopters in case pilots were shot down by Iran's aging but possibly still effective air defenses. U.S. submarines and ships could launch cruise missiles as well, but their warheads are generally too small to do much damage to reinforced concrete—and might be used for secondary targets. An operation of that size would hardly be surgical. Many sites are in highly populated areas, so civilian casualties would be a certainty. Whatever the order of battle, a U.S. strike would have a lasting impression on Iran's rulers. U.S. officials believe that a campaign of several days, involving hundreds or even thousands of sorties, could set back Iran's nuclear program by two to three years. Hit hard enough, some believe, Iranians might develop second thoughts about their government's designs as a regional nuclear power. Some U.S. foes of Iran's regime believe that the crisis of legitimacy that the ruling clerics would face in the wake of a U.S. attack could trigger their downfall, although others are convinced it would unite the population with the government in anti-American rage.
But it is also likely that the U.S. could carry out a massive attack and still leave Iran with some part of its nuclear program intact. It's possible that U.S. warplanes could destroy every known nuclear site—while Tehran's nuclear wizards, operating at other, undiscovered sites even deeper underground, continued their work. "We don't know where it all is," said a White House official, "so we can't get it all."
What Would Come Next?
No one who has spent any time thinking about an attack on Iran doubts that a U.S. operation would reap a whirlwind. The only mystery is what kind. "It's not a question of whether we can do a strike or not and whether the strike could be effective," says retired Marine General Anthony Zinni. "It certainly would be, to some degree. But are you prepared for all that follows?"
Retired Air Force Colonel Sam Gardiner, who taught strategy at the National War College, has been conducting a mock U.S.-Iran war game for American policymakers for the past five years. Virtually every time he runs the game, Gardiner says, a similar nightmare scenario unfolds: the U.S. attack, no matter how successful, spawns a variety of asymmetrical retaliations by Tehran. First comes terrorism: Iran's initial reaction to air strikes might be to authorize a Hizballah attack on Israel, in order to draw Israel into the war and rally public support at home.
Next, Iran might try to foment as much mayhem as possible inside the two nations on its flanks, Afghanistan and Iraq, where more than 160,000 U.S. troops hold a tenuous grip on local populations. Iran has already dabbled in partnership with warlords in western Afghanistan, where U.S. military authority has never been strong; it would be a small step to lend aid to Taliban forces gaining strength in the south. Meanwhile, Tehran has links to the main factions in Iraq, which would welcome a boost in money and weapons, if just to strengthen their hand against rivals. Analysts generally believe that Iran could in a short time orchestrate a dramatic increase in the number and severity of attacks on U.S. troops in Iraq. As Syed Ayad, a secular Shi'ite cleric and Iraqi Member of Parliament says, "America owns the sky of Iraq with their Apaches, but Iran owns the ground."
Next, there is oil. The Persian Gulf, a traffic jam on good days, would become a parking lot. Iran could plant mines and launch dozens of armed boats into the bottleneck, choking off the shipping lanes in the Strait of Hormuz and causing a massive disruption of oil-tanker traffic. A low-key Iranian mining operation in 1987 forced the U.S. to reflag Kuwaiti oil tankers and escort them, in slow-moving files of one and two, up and down the Persian Gulf. A more intense operation would probably send oil prices soaring above $100 per bbl.—which may explain why the Navy wants to be sure its small fleet of minesweepers is ready to go into action at a moment's notice. It is unlikely that Iran would turn off its own oil spigot or halt its exports through pipelines overland, but it could direct its proxies in Iraq and Saudi Arabia to attack pipelines, wells and shipment points inside those countries, further choking supply and driving up prices.
That kind of retaliation could quickly transform a relatively limited U.S. mission in Iran into a much more complicated one involving regime change. An Iran determined to use all its available weapons to counterattack the U.S. and its allies would present a challenge to American prestige that no Commander in Chief would be likely to tolerate for long. Zinni, for one, believes an attack on Iran could eventually lead to U.S. troops on the ground. "You've got to be careful with your assumptions," he says. "In Iraq, the assumption was that it would be a liberation, not an occupation. You've got to be prepared for the worst case, and the worst case involving Iran takes you down to boots on the ground." All that, he says, makes an attack on Iran a "dumb idea." Abizaid, the current Centcom boss, chose his words carefully last May. "Look, any war with a country that is as big as Iran, that has a terrorist capability along its borders, that has a missile capability that is external to its own borders and that has the ability to affect the world's oil markets is something that everyone needs to contemplate with a great degree of clarity."
Can It Be Stopped?
Given the chaos that a war might unleash, what options does the world have to avoid it? One approach would be for the U.S. to accept Iran as a nuclear power and learn to live with an Iranian bomb, focusing its efforts on deterrence rather than pre-emption. The risk is that a nuclear-armed Iran would use its regional primacy to become the dominant foreign power in Iraq, threaten Israel and make it harder for Washington to exert its will in the region. And it could provoke Sunni countries in the region, like Saudi Arabia and Egypt, to start nuclear programs of their own to contain rising Shi'ite power.
Those equally unappetizing prospects—war or a new arms race in the Middle East—explain why the White House is kicking up its efforts to resolve the Iran problem before it gets that far. Washington is doing everything it can to make Iran think twice about its ongoing game of stonewall. It is a measure of the Administration's unity on Iran that confrontationalists like Vice President Dick Cheney and Defense Secretary Donald Rumsfeld have lately not wandered off the rhetorical reservation. Everyone has been careful—for now—to stick to Rice's diplomatic emphasis. "Nobody is considering a military option at this point," says an Administration official. "We're trying to prevent a situation in which the President finds himself having to decide between a nuclear-armed Iran or going to war. The best hope of avoiding that dilemma is hard-nosed diplomacy, one that has serious consequences."
Rice continues to try for that. This week in New York City, she will push her partners to get behind a new sanctions resolution that would ban Iranian imports of dual-use technologies, like parts for its centrifuge cascades for uranium enrichment, and bar travel overseas by certain government officials. The next step would be restrictions on government purchases of computer software and hardware, office supplies, tires and auto parts—steps Russia and China have signaled some reluctance to endorse. But even Rice's advisers don't believe that Iran can be persuaded to completely abandon its ambitions. Instead, they hope to tie Iran up in a series of suspensions, delays and negotiations until a more pragmatic faction of leadership in Tehran gains the upper hand.
At the moment, that sounds as much like a prayer as a strategy. A former cia director, asked not long ago whether a moderate faction will ever emerge in Tehran, quipped, "I don't think I've ever met an Iranian moderate—not at the top of the government, anyway." But if sanctions don't work, what might? Outside the Administration, a growing group of foreign-policy hands from both parties have called on the U.S. to bring Tehran into direct negotiations in the hope of striking a grand bargain. Under that formula, the U.S. might offer Iran some security guarantees—such as forswearing efforts to topple Iran's theocratic regime—in exchange for Iran's agreeing to open its facilities to international inspectors and abandon weapons-related projects. It would be painful for any U.S. Administration to recognize the legitimacy of a regime that sponsors terrorism and calls for Israel's destruction—but the time may come when that's the only bargaining chip short of war the U.S. has left. And still that may not be enough. "[The Iranians]would give up nuclear power if they truly believed the U.S. would accept Iran as it is," says a university professor in Tehran who asked not to be identified. "But the mistrust runs too deep for them to believe that is possible."
Such distrust runs both ways and is getting deeper. Unless the U.S., its allies and Iran can find a way to make diplomacy work, the whispers of blockades and minesweepers in the Persian Gulf may soon be drowned out by the cries of war. And if the U.S. has learned anything over the past five years, it's that war in the Middle East rarely goes according to plan.



http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1535316,00.html
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Enviado por: Ria em Setembro 19, 2006, 01:07:36 am
Oh, I have not seen that issue of Time yet, Azraael.  Obrigada!
Título:
Enviado por: Azraael em Setembro 19, 2006, 02:44:24 am
Citação de: "Ria"
Oh, I have not seen that issue of Time yet, Azraael.  Obrigada!
No prob. If you subscribe to their newsletter, they'll send you an email on Sunday with the cover of the new issue. It will also let you read the cover story and usually a couple more (that's how I copy them here).  c34x
Título:
Enviado por: Azraael em Setembro 20, 2006, 08:38:34 pm
Discursos nas nacoes unidas:

EUA: http://www.un.org/webcast/ga/61/pdfs/usa-e.pdf (http://www.un.org/webcast/ga/61/pdfs/usa-e.pdf)
Irao: http://www.un.org/webcast/ga/61/pdfs/iran-e.pdf (http://www.un.org/webcast/ga/61/pdfs/iran-e.pdf)

Ate quando sera permitido ao irao brincar com a comunidade internacional?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 20, 2006, 10:07:26 pm
Enquanto não os meterem entre a espada eles continuaram a fazer o que lhes apetecer.  :?
Título:
Enviado por: Get_It em Outubro 06, 2006, 03:29:57 am
Notícia interessante e de certo modo relacionada com as relações entre Portugal e o Irão:
Citação de: "IranMania"
Iran plans to restore Portuguese Castle
Wednesday, October 04, 2006 - ©2005 IranMania.com

LONDON, October 4 (IranMania) - Iran plans to renovate the Portuguese Castle on the Persian Gulf island of Hormoz, which is one of the last surviving monuments of an important era in the history of southern Iran, the Persian service of CHN reported.

A plan drafted by Portugal has been delivered to Iranian officials, but no funding has been approved yet.

Portugal is also interested in participating in the project, but Iran wants Iranian experts to implement it by themselves.

“According to officials of Iran’s Cultural Heritage and Tourism Organization and the Foreign Ministry, Iranian experts will restore the castle without the involvement of Portugal’s experts,” Hormozgan Cultural Heritage and Tourism Department (HCHTD) deputy director Kamran Musavi said on Tuesday.

“The implementation of the plan will require several billion rials (several million dollars), which the HCHTD is not able to provide from the provincial fund. We asked for national funding one year ago, and received some promises that have still not been fulfilled,” he added.

The castle was built by Portuguese commander Alfonso de Albuquerque when his forces seized the island in the early sixteenth century. The fact that such an important place was in foreign hands was so galling to Safavid king Shah Abbas I (1587-1629) that he eventually convinced the British East India Company to allow its ships to cooperate with his land forces and wrested the island from the Portuguese in 1622.

The castle built by the Portuguese on Hormoz Island is without doubt the most impressive colonial fortress in Iran. Constructed of reddish stone on a rocky promontory at the far north of the island, the castle was originally cut off from the rest of the island by a moat, traces of which still remain. Although most of the roof caved in long ago, much of the lower part of the very substantial outer walls is intact, with the remains lying on different levels of the site.

Over the past few years, the HCHTD has made many efforts to convert the castle into a site-specific museum to house and display the artifacts from over one hundred years of Portuguese colonial rule in the Persian Gulf.

The Portuguese also left three other castles on the Iranian islands of Larak and Qeshm and in the port of Kong as legacies of their colonialism in the Persian Gulf.

In September 2004, the castles hosted celebrations commemorating the liberation anniversary of the castles.

fonte: http://www.iranmania.com/News/ArticleView/Default.asp?NewsCode=46167&NewsKind=Current%20Affairs


Cumprimentos,
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Enviado por: ricardonunes em Novembro 02, 2006, 11:31:08 am
BRITAIN SELLS ARMS TO IRAN

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LONDON [MENL] -- The British government has acknowledged arms sales to Iran and Syria.

A British Foreign Office report said the government has granted licenses for dual-use equipment to Iran and Syria. The report said the exports include components and technology that could be used by the militaries of the two Middle East states.

The human rights report asserted that Iran spent about $350 million, or 180.5 million British pounds, on a range of British dual-use systems. The Foreign Office cited aircraft engines, machine tools and chemicals.

The Foreign Office said Syria has ordered nearly $200,000 worth of dual-use items from Britain, including chemicals as well as technology to produce toxins. The purchases were said to have taken place between October and December 2005.


http://www.menewsline.com/stories/2006/ ... _02_1.html (http://www.menewsline.com/stories/2006/november/11_02_1.html)
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Enviado por: ricardonunes em Novembro 02, 2006, 07:08:55 pm
Algumas fotos dos exercícios noticiados hoje.

(http://img67.imageshack.us/img67/6803/188508110216l600pd5.jpg)

(http://img529.imageshack.us/img529/743/68508110216l600qm9.jpg)

(http://img529.imageshack.us/img529/8302/88508110216l600ia1.jpg)

(http://img517.imageshack.us/img517/1148/78508110216l600rn8.jpg)

(http://img517.imageshack.us/img517/8180/27111yf3.jpg)

(http://img523.imageshack.us/img523/1995/27120ny2.jpg)

(http://img523.imageshack.us/img523/2371/27112yi0.jpg)

(http://img523.imageshack.us/img523/7840/27113sz9.jpg)
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Enviado por: ricardonunes em Novembro 02, 2006, 08:40:10 pm
A reportagem.

http://www.youtube.com/watch?v=1S79XyAtjPs (http://www.youtube.com/watch?v=1S79XyAtjPs)
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 03, 2006, 11:26:51 am
Os misseis mais parece algo tirado de um filme do James Bond nos anos 60.  :twisted:
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 19, 2006, 08:36:57 pm
Pedia-vos que lessem este texto retirado de

http://combustoes.blogspot.com/search?q=alemanha (http://combustoes.blogspot.com/search?q=alemanha)

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Oferecido por uma colega do Ministério dos Negócios Estrangeiros, esta verdadeira revelação saída dos arcanos do Arquivo Histórico-Diplomático é merecedora de uma leitura atenta. Da pena de Veiga Simões, diplomata que aliava o esmerado serviço do Estado com a produção de obra de assinalável vulto nos domínio da história económica e da economia internacional, estes relatórios enviados da Alemanha entre 1933 e 1939 prometem desfazer muitos equívocos a respeito das relações entre o Reich e o governo de Salazar. Implacável, também, na análise dos mecanismos do Estado totalitário, desfazendo mitos ainda muito arreigados sobre o "modelo económico" do Nacional-Socialismo, faculta-nos a perspectiva de um estrangeiro com acesso a informações habitualmente vedadas a jornalistas, viajantes e meros espectadores na tragédia europeia nos anos que precederam colapso da Europa. Veiga Simões escalpeliza com fina argúcia as causas imediatas da subida de Hitler ao poder, desmonta uma a uma as razões invocadas pelos defensores do regime alemão e profetiza a inevitabilidade do fracasso de tal modelo. Veiga Simões demonstra que, para lá da propaganda de um regime inflamado pela retórica, havia milhões de desempregados encapotados, persistia a penúria alimentar, o racionamento e o desespero - tidos por extintos no imaginário dos seguidores do nazismo - mas, sobretudo, uma imensa indiferença cívica escondinda pelo efeito das grandes massas arregimentadas para comícios, paradas e recepções. A autarcia económica estava a matar a economia do Reich, a destruir o Marco e a esvaziar o ouro do Reichsbank. Ao povo alemão, tributado a níveis hoje considerados absurdos, a braços com uma carestia de preços que orçava 40%/ano, restava o divertimento artificial proporcionado pelos acampamentos, pela Kraft Durch Freude e pela rádio. Paralelamente, um medo insidioso - medo das denúncias, das prisões arbitrárias, medo dos campos de internamento - caminhava a par de uma campanha pouco mais que grosseira contra a cultura ( as universidades do Reich viram cair em seis anos o número de alunos para 25% do contingente de 1932 ! ), contra a religião e contra as mais elementares liberdades individuais. Veiga Simões segue e opina sobre tudo isso, mas detém-se na oposição interna, cada vez mais forte, que identifica com a velha elite alemã (Junkers) e com o Estado Maior. Hitler, entre a manteiga e os canhões, optou pelos canhões. Ganhou, assim, os favores do alto capital e da grande indústria. Era certo, para o nosso observador em Berlim, que a velha casta militar - que recusou a utilização da suástica como bandeira - passara a dominar todos os passos do governo. O mercado e os cidadãos empobreceram, o exército enriqueceu. Ora, para evitar o colapso mais que certo de tal política, a única via que lhe restava era a guerra. Esta surgiu em 1939, quando o Reich debatia-se já com um desastroso segundo plano quadrienal - não era quinquenal para evitar a evidente analogia do regime com a URSS de Estaline - que implicava uma corrida para a frente. Uma nota lateral para compreender o crescendo de ódio canalha contra os "inimigos" do Reich. As campanhas contra inimigos imaginários do Reich - judeus, católicos, monárquicos - foi-se tornando cada vez mais expressiva à medida que se acastelavam os fracassos económico e social internos e o crescente isolamento diplomático do país. A um governo fundado no amadorismo, devorado por ódios e rivalidades quase infantis, impaciente e presa da exaltação que exigia das massas - mas que tinha de retribuir, aumentando a fasquia de novas combustões populares - só lhe restava exportar a insatisfação. A guerra que Hitler iniciou em 39 impediria, afinal, o colapso interno do regime, mercê da invocação do orgulho nacional alemão, arreigado desde o Segundo Reich. Agora se compreende o alcance daquela expressão tão usada pela oficialagem alemã durante a guerra: "quando vencermos a guerra, arrumamos a casa" ! Tendo dado todas as regalias às forças armadas, o regime, quando deixou de poder pagar - exigindo-lhe apenas sacrifícios - transformou-se num refém. A revolta dos generais, em Julho de 44, era sintoma desse afastamento definitivo. Mas o regime, que poderia patrioticamente deixar a cena, manteve-se, obstinado. Arrastou com ele o povo alemão. Mas disso não falou Veiga Simões, que foi substituído em 1940 por Nobre Guedes.


Qual é a semelhança entre a situação economica/social alemã da época e a iraniana de hoje?
Vamos assistir a mais uma trágica fuga para a frente?
Título:
Enviado por: fgomes em Novembro 19, 2006, 09:41:53 pm
Bom ponto Luso!
Qual será a percentagem da população iraniana com menos de 25 anos? E destes quantos estão no desemprego ou subempregados?
E a corrupção dos "mulhah's"?
A conflitualidade externa sempre foi uma maneira de esconder os problemas internos, veja-se o caso da Argentina quando invadiu as Malvinas. Parece-me que a situação do Irão de hoje é muito pior que a da Argentina em 1982.
Aproximam-se tempos perigosos!
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Novembro 23, 2006, 02:53:37 pm
Considero bem interessante a  entrevista do ex-MNE alemao  Joschka Fischer sobre a situaçao no Médio-Oriente ao jornal PUBLICO de hoje, especialmente tendo em conta que se trata de alguém da esquerda europeia, (que foi ostensivamente contra a invasao do Iraque) e  se mostra preocupado ( bastante mesmo, sem precisarmos de ler nas 'entrelinhas')...

 
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"Um Irão nuclear muda radicalmente a situação de segurança europeia"


O antigo chefe da diplomacia alemã não tem quaisquer ilusões sobre as dificuldades imensas da situação internacional. A guerra do Iraque alterou radicalmente a situação do Médio Oriente, "mas para pior". O Irão é "o grande vencedor da política externa de Bush" e a Europa pode ser uma das suas principais vítimas. A solução passa por uma América mais centrista e por uma Europa mais forte. Por Teresa de Sousa e de Nélson Garrido (fotos)

Joschka Fischer veio a Portugal a convite do PÚBLICO, com o apoio da Câmara Municipal de Gaia, para uma conferência sobre o futuro da Europa. O que disse pode resumir-se assim: defender a urgência de uma Europa politicamente unida e dotada de uma capacidade estratégica não é idealismo, é o mais puro realismo. Se isso não acontecer, está condenada à irrelevância.
 
PÚBLICO - Estamos a viver um momento de viragem na cena mundial, na sequência da derrota de George W. Bush nas eleições para o Congresso americano. Até que ponto espera que as coisas mudem?

JOSCHKA FISCHER - As eleições na América foram, de facto, uma espécie de referendo contra a guerra no Iraque. Penso que a intervenção dos EUA no Iraque levou a uma profunda alteração na região do Médio Oriente, só que para pior. O Irão é o grande vencedor da política americana e o seu programa nuclear é um desafio muito sério, sobretudo para os europeus, porque uma situação explosiva no Médio Oriente ou uma corrida às armas nucleares visa directamente a nossa segurança e os nossos interesses. O conflito israelo-palestiniano também evolui no pior sentido. Ora, esta é a nossa vizinhança directa, é a vizinhança europeia, e não podemos dizer simplesmente adeus aos problemas da região. Tudo isto vai ter consequências muito negativas nos próximos meses e anos.

É previsível uma mudança significativa na política externa americana?
 
A discussão que está a ter lugar nos EUA avança nessa direcção, mas o problema é que o que está em causa é imenso e os instrumentos de actuação não são muito fortes.

Mas há o problema imediato do Iraque...

Não acredito que haja uma solução para o Iraque. Estamos perante uma situação terrível, porque, se os americanos ficarem, não creio que consigam resolver nenhum problema, mas, se saírem, é bastante óbvio o que pode acontecer a seguir. Haverá um vazio e esse vazio poderá levar todas as potências regionais a uma situação de confronto. A única saída poderia ser tentarmos uma alteração da situação regional. É preciso começar a falar com o Irão, com a Síria e as outras potências regionais e tentar envolvê-las num novo quadro de segurança regional para estabilizar a situação.

Parece que as recomendações do Grupo de Estudo para o Iraque, liderado pelo antigo secretário de Estado do Presidente Bush pai, James Backer, vão no mesmo sentido. Pensa que ainda é possível envolver o Irão?

É ainda possível, mas a partir de uma dupla estratégia para a qual a Síria será um elemento chave. O Irão saiu fortalecido, é verdade, mas não devemos sobrestimá-lo. Está, estrategicamente, numa situação de relativo isolamento e, sem a Síria, ficaria sozinho. Eu recomendaria uma dupla estratégia: falar directamente com eles, propor-lhes a normalização completa das relações no termo de um processo que conduzisse aos nossos objectivos, mas, ao mesmo tempo, desenvolver uma estratégia alternativa, de isolamento e contenção.

Falar com o Irão é o que a Europa tem andado a fazer. O que o Irão quer são garantias dos EUA?

Sim. Falo com muita frequência com os iranianos, estive em Teerão em princípio de Agosto passado. Posso dizer-lhe que, depois de 15 ou 20 minutos, a conversa chega sempre ao mesmo ponto: tudo se resume afinal às suas relações com os EUA. Por isso, digo que há ainda uma possibilidade, se os EUA quiserem, embora o tempo se esteja a esgotar.

Nessas condições, Teerão estaria disposto a ajudar a estabilizar o Iraque e, em primeiro lugar, a abandonar o programa nuclear?
 
Penso que não é do interesse dos iranianos que o Iraque caia na guerra civil, o que acabaria por levar a outra "guerra civil" entre iranianos e árabes, por interposta pessoa. Têm algum interesse na estabilização do Iraque, em manter uma federação descentralizada, que não corresponda a um governo central muito forte, porque isso lhes dá a garantia de não vir dali uma ameaça à sua hegemonia regional. A questão nuclear é muito mais complicada. O Presidente Ahmadinejad não tem qualquer interesse numa negociação, mas há outras componentes do regime iraniano que pensam de maneira diferente. Não seria fácil, mas deveríamos, pelo menos, tentar.

Estamos preparados para aceitar um Irão nuclear?

Não. Ponha por momentos de lado a questão de Israel, só para facilitar a discussão. Há vários Estados árabes muito preocupados com a perspectiva de um Irão nuclear. Se o Irão possuir a bomba nuclear, não acredito que o Egipto, a Turquia ou a Arábia Saudita não reajam. Teremos inevitavelmente uma corrida ao armamento nuclear no Médio Oriente. Se juntar a bomba nuclear com a capacidade de construir mísseis de médio ou de longo alcance, verifica que isso alterará radicalmente a situação de segurança europeia. Insisto: radicalmente. Para a Europa, o que está em jogo é enorme. Estamos a falar na nossa segurança na primeira metade do século XXI.

E pensa que os governos europeus estão conscientes ou, pelos menos, suficientemente atentos a esta situação?

Não. Alguns talvez. Eu diria que temos de começar a explicar isto tudo às opiniões públicas e aos parlamentos. Temos a obrigação de nos preparar e preparar a opinião pública para os cenários negativos. Não podemos alterar a nossa situação geopolítica. É tão simples como isso.
 
É difícil lembramo-nos de um outro momento em que os Estados Unidos, e também a Europa, se tenham confrontado com tamanhos desafios e dificuldades. Iraque, Irão, Coreia do Norte, Afeganistão...

Desculpe, mas não partilho desse seu sentimento. Se olhar para trás, para a guerra fria, se olhar par o tempo dos nossos pais e avós, o que estava em causa era muito mais difícil. Temos problemas sérios, não quero minimizar as coisas...

Na guerra fria, sabíamos quem era o inimigo e quem tinha o poder nuclear, agora não.

Sabemos algumas coisas. Mas hoje é mais uma questão de política, sobretudo da política dos EUA e da Europa. E nem um nem outra se têm revelado muito fortes nesta matéria...

Esse era o outro lado da minha questão. Também não nos lembramos de uma altura em que os Estados Unidos nos tenham parecido tão fracos para lidar com os problemas de segurança mundial. É por isso que a situação nos parece mais perigosa...

É verdade, mas creio que isso pode mudar rapidamente. Se os EUA regressarem a uma política externa mais centrista...

Nas próximas eleições presidenciais?

Ou talvez mesmo agora. Pode ser esse um dos possíveis resultados das eleições americanas. Mas as coisas podem mudar, não tenho qualquer dúvida. Como também não tenho dúvida de que nunca devemos subestimar o poder dos EUA. Não é a primeira vez que estão numa posição de fraqueza - depois do Vietname, por exemplo - e encontram sempre maneira de a ultrapassar.
Título:
Enviado por: Sintra em Novembro 23, 2006, 10:38:01 pm
Citação de: "JoseMFernandes"
Considero bem interessante a  entrevista do ex-MNE alemao  Joschka Fischer sobre a situaçao no Médio-Oriente ao jornal PUBLICO de hoje, especialmente tendo em conta que se trata de alguém da esquerda europeia, (que foi ostensivamente contra a invasao do Iraque) e  se mostra preocupado ( bastante mesmo, sem precisarmos de ler nas 'entrelinhas')...

 
Citar

"Um Irão nuclear muda radicalmente a situação de segurança europeia"


O antigo chefe da diplomacia alemã não tem quaisquer ilusões sobre as dificuldades imensas da situação internacional. A guerra do Iraque alterou radicalmente a situação do Médio Oriente, "mas para pior". O Irão é "o grande vencedor da política externa de Bush" e a Europa pode ser uma das suas principais vítimas. A solução passa por uma América mais centrista e por uma Europa mais forte. Por Teresa de Sousa e de Nélson Garrido (fotos)

Joschka Fischer veio a Portugal a convite do PÚBLICO, com o apoio da Câmara Municipal de Gaia, para uma conferência sobre o futuro da Europa. O que disse pode resumir-se assim: defender a urgência de uma Europa politicamente unida e dotada de uma capacidade estratégica não é idealismo, é o mais puro realismo. Se isso não acontecer, está condenada à irrelevância.
 
PÚBLICO - Estamos a viver um momento de viragem na cena mundial, na sequência da derrota de George W. Bush nas eleições para o Congresso americano. Até que ponto espera que as coisas mudem?

JOSCHKA FISCHER - As eleições na América foram, de facto, uma espécie de referendo contra a guerra no Iraque. Penso que a intervenção dos EUA no Iraque levou a uma profunda alteração na região do Médio Oriente, só que para pior. O Irão é o grande vencedor da política americana e o seu programa nuclear é um desafio muito sério, sobretudo para os europeus, porque uma situação explosiva no Médio Oriente ou uma corrida às armas nucleares visa directamente a nossa segurança e os nossos interesses. O conflito israelo-palestiniano também evolui no pior sentido. Ora, esta é a nossa vizinhança directa, é a vizinhança europeia, e não podemos dizer simplesmente adeus aos problemas da região. Tudo isto vai ter consequências muito negativas nos próximos meses e anos.

É previsível uma mudança significativa na política externa americana?
 
A discussão que está a ter lugar nos EUA avança nessa direcção, mas o problema é que o que está em causa é imenso e os instrumentos de actuação não são muito fortes.

Mas há o problema imediato do Iraque...

Não acredito que haja uma solução para o Iraque. Estamos perante uma situação terrível, porque, se os americanos ficarem, não creio que consigam resolver nenhum problema, mas, se saírem, é bastante óbvio o que pode acontecer a seguir. Haverá um vazio e esse vazio poderá levar todas as potências regionais a uma situação de confronto. A única saída poderia ser tentarmos uma alteração da situação regional. É preciso começar a falar com o Irão, com a Síria e as outras potências regionais e tentar envolvê-las num novo quadro de segurança regional para estabilizar a situação.

Parece que as recomendações do Grupo de Estudo para o Iraque, liderado pelo antigo secretário de Estado do Presidente Bush pai, James Backer, vão no mesmo sentido. Pensa que ainda é possível envolver o Irão?

É ainda possível, mas a partir de uma dupla estratégia para a qual a Síria será um elemento chave. O Irão saiu fortalecido, é verdade, mas não devemos sobrestimá-lo. Está, estrategicamente, numa situação de relativo isolamento e, sem a Síria, ficaria sozinho. Eu recomendaria uma dupla estratégia: falar directamente com eles, propor-lhes a normalização completa das relações no termo de um processo que conduzisse aos nossos objectivos, mas, ao mesmo tempo, desenvolver uma estratégia alternativa, de isolamento e contenção.

Falar com o Irão é o que a Europa tem andado a fazer. O que o Irão quer são garantias dos EUA?

Sim. Falo com muita frequência com os iranianos, estive em Teerão em princípio de Agosto passado. Posso dizer-lhe que, depois de 15 ou 20 minutos, a conversa chega sempre ao mesmo ponto: tudo se resume afinal às suas relações com os EUA. Por isso, digo que há ainda uma possibilidade, se os EUA quiserem, embora o tempo se esteja a esgotar.

Nessas condições, Teerão estaria disposto a ajudar a estabilizar o Iraque e, em primeiro lugar, a abandonar o programa nuclear?
 
Penso que não é do interesse dos iranianos que o Iraque caia na guerra civil, o que acabaria por levar a outra "guerra civil" entre iranianos e árabes, por interposta pessoa. Têm algum interesse na estabilização do Iraque, em manter uma federação descentralizada, que não corresponda a um governo central muito forte, porque isso lhes dá a garantia de não vir dali uma ameaça à sua hegemonia regional. A questão nuclear é muito mais complicada. O Presidente Ahmadinejad não tem qualquer interesse numa negociação, mas há outras componentes do regime iraniano que pensam de maneira diferente. Não seria fácil, mas deveríamos, pelo menos, tentar.

Estamos preparados para aceitar um Irão nuclear?

Não. Ponha por momentos de lado a questão de Israel, só para facilitar a discussão. Há vários Estados árabes muito preocupados com a perspectiva de um Irão nuclear. Se o Irão possuir a bomba nuclear, não acredito que o Egipto, a Turquia ou a Arábia Saudita não reajam. Teremos inevitavelmente uma corrida ao armamento nuclear no Médio Oriente. Se juntar a bomba nuclear com a capacidade de construir mísseis de médio ou de longo alcance, verifica que isso alterará radicalmente a situação de segurança europeia. Insisto: radicalmente. Para a Europa, o que está em jogo é enorme. Estamos a falar na nossa segurança na primeira metade do século XXI.

E pensa que os governos europeus estão conscientes ou, pelos menos, suficientemente atentos a esta situação?

Não. Alguns talvez. Eu diria que temos de começar a explicar isto tudo às opiniões públicas e aos parlamentos. Temos a obrigação de nos preparar e preparar a opinião pública para os cenários negativos. Não podemos alterar a nossa situação geopolítica. É tão simples como isso.
 
É difícil lembramo-nos de um outro momento em que os Estados Unidos, e também a Europa, se tenham confrontado com tamanhos desafios e dificuldades. Iraque, Irão, Coreia do Norte, Afeganistão...

Desculpe, mas não partilho desse seu sentimento. Se olhar para trás, para a guerra fria, se olhar par o tempo dos nossos pais e avós, o que estava em causa era muito mais difícil. Temos problemas sérios, não quero minimizar as coisas...

Na guerra fria, sabíamos quem era o inimigo e quem tinha o poder nuclear, agora não.

Sabemos algumas coisas. Mas hoje é mais uma questão de política, sobretudo da política dos EUA e da Europa. E nem um nem outra se têm revelado muito fortes nesta matéria...

Esse era o outro lado da minha questão. Também não nos lembramos de uma altura em que os Estados Unidos nos tenham parecido tão fracos para lidar com os problemas de segurança mundial. É por isso que a situação nos parece mais perigosa...

É verdade, mas creio que isso pode mudar rapidamente. Se os EUA regressarem a uma política externa mais centrista...

Nas próximas eleições presidenciais?

Ou talvez mesmo agora. Pode ser esse um dos possíveis resultados das eleições americanas. Mas as coisas podem mudar, não tenho qualquer dúvida. Como também não tenho dúvida de que nunca devemos subestimar o poder dos EUA. Não é a primeira vez que estão numa posição de fraqueza - depois do Vietname, por exemplo - e encontram sempre maneira de a ultrapassar.


 Um dos Europeus mais lucidos que andam por ai.
Título:
Enviado por: Luso em Dezembro 05, 2006, 01:32:14 pm
http://sic.sapo.pt/online/noticias/mund ... ropeus.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20061205+Irao+ameaca+paises+europeus.htm)


Citar
Irão ameaça países europeus
 
Em causa um eventual apoio da UE à suspensão do programa nuclear
 

O Presidente iraniano ameaça os países europeus caso a União Europeia decida apoiar a suspensão do programa nuclear de Teerão. As ameaças surgem no dia em que decorre mais uma reunião, para determinar um eventual conjunto de sanções das Nações Unidas contra o Irão.  
 

SIC
 
 
Nenhum tipo de sanção das Nações Unidas poderá travar o programa nuclear iraniano. Este é o aviso de Mahmoud Ahmadinejad, que, perante uma multidão de apoiantes, ameaçou os países europeus.

"Se tentarem, através de propaganda ou organizações internacionais, tomar medidas contra os direitos da nação iraniana, consideraremos esse um acto de hostilidade. E se insistirem em prosseguir esse caminho, o Irão vai reconsiderar as relações que mantém convosco", disse o Presidente iraniano.

A União Europeia apoia a pretensão de Washington de fazer aprovar no Conselho de Segurança da ONU, um conjunto de sanções contra o Irão, caso o país não suspenda o programa de desenvolvimento nuclear.

A China e a Rússia defendem uma solução de compromisso mas o regime de Teerão insiste que o programa de enriquecimento de urânio tem objectivos meramente civis.


Não lhe acertem o passo, não...
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Dezembro 05, 2006, 03:28:06 pm
(http://msnbcmedia.msn.com/i/msnbc/Components/Interactives/News/International/Mideast/Iran_ballistic_missiles.jpg)

Só para lembrar… :roll:
Título:
Enviado por: Get_It em Dezembro 05, 2006, 04:20:03 pm
Citar
Washington has intelligence suggesting Iran is working on the technology to deliver a nuclear warhead on a missile. US officials have estimated Iranian development of a nuclear weapon is three to five years away.

Será que a fonte desta informação é a mesma que informou que o Iraque - supostamente - tinha três unidades móveis instaladas em camiões para a produção de componentes para armas biológicas?

Será que é mesmo inteligência ou marketing para uma nova guerra?

Cumprimento,
Título:
Enviado por: typhonman em Dezembro 05, 2006, 05:12:08 pm
Pelo que vi na CNN parece que houve um "top senior" da Alqaeda que disse aos interrogadores da CIA que o Iraque estava a produzir armas secretamente no meio do deserto... Mas ao que parece mentiu...

Será verdade.. ou é mais uma desculpa..?
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Dezembro 05, 2006, 06:46:49 pm
Citação de: "Get_It"
Citar
Washington has intelligence suggesting Iran is working on the technology to deliver a nuclear warhead on a missile. US officials have estimated Iranian development of a nuclear weapon is three to five years away.
Será que a fonte desta informação é a mesma que informou que o Iraque - supostamente - tinha três unidades móveis instaladas em camiões para a produção de componentes para armas biológicas?

Será que é mesmo inteligência ou marketing para uma nova guerra?

Cumprimento,


O principal problema do Irão para o fabrico de uma arma nuclear é a percentagem de urânio que conseguem enriquecer. Actualmente esta ronda os 3%. Para uma arma nuclear precisa-se de uma percentagem próxima dos 97%. Isto segundo especialistas demorará ainda entre 1,5 a 3 anos. A Coreia do Norte já o conseguiu. Por sua vez o problema da Coreia do Norte é a capacidade para miniaturizar um engenho nuclear e colocá-lo num míssil (vulgo ogiva).

Será esse dado revelado pela intelligence (a ser verdadeiro) um indício de que o Irão não quer ficar desfasado nos dois processos que lhe restam e que são necessários para possuir de facto mísseis com capacidade de portar armas nucleares?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 05, 2006, 10:06:16 pm
Fugindo um pouco á questão nuclear, o que acham deste novo sistema de defesa anti-helicoptero.

http://www.youtube.com/watch?v=pX_3mqOgy8w&eurl= (http://www.youtube.com/watch?v=pX_3mqOgy8w&eurl=)
Título:
Enviado por: Pantera em Dezembro 06, 2006, 01:12:16 pm
“Os países opressores estão enfurecidos contra nós, mas dizemo-vos: enfureçam-se e morram dessa fúria. Podem ter a certeza de que, se não escolherem o caminho de Deus, em breve morrerão e desaparecerão da Terra", disse Ahmadinejad num discurso proferido em Ramsar, no norte do país.

O presidente iraniano garantiu ainda que o povo vai “lutar até ao fim” para defender o seu direito ao nuclear, apesar da ameaça de sanções por parte da comunidade internacional, que desconfia da existência de um plano secreto para o fabrico de armamento.


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=21&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=223461&idselect=21&idCanal=21&p=200)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 11, 2006, 12:26:41 pm
Estudantes recebem Ahmaninejad gritando «Morte ao ditador»

Citar
Um grupo de estudantes recebeu hoje com gritos de «morte ao ditador» o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, numa visita à Universidade Amri Kabir, em Teerão, noticiou a agência Isna.
«Morte ao ditador» e «Os estudantes preferem morrer a serem submissos» foram as frases pronunciadas pelos estudantes quando o presidente se preparava para fazer um discurso na universidade.

A imprensa oficial não informou sobre o protesto estudantil e a agência de notícias Irna se limitou-se a informar que, durante a visita, «houve tensão por parte de um pequeno grupo de estudantes».

Ahmadinejad manteve-se tranquilo e respondeu aos manifestantes: «A universidade sempre reconheceu os ditadores com qualquer disfarce. Nos Estados Unidos, há um ditador que se disfarçou de direitos humanos».

«Vocês disseram o que queriam, agora deixem que seja eu a falar», acrescentou o líder iraniano, dirigindo-se aos estudantes que continuavam a gritando «morte ao ditador» para impedir que o presidente fizesse o discurso.

Por outro lado, partidários do regime ultra-conservador de Teerão gritavam «Ahmadinejad, apoiamos-te».

O presidente insistiu em que a revolução iraniana foi a que acabou com a «ditadura do Xá» (Mohamad Reza Pahlevi) em 1979 e advertiu que não permitirá «que qualquer grupo restabeleça uma ditadura, mesmo que em nome da liberdade».

As universidades de Amir Kabir e de Teerão fizeram na quarta-feira passada uma manifestação estudantil a favor das liberdades e da reforma.



Diário Digital (http://http)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 11, 2006, 03:48:22 pm
Ahmadinejad garante que país chegará ao topo matéria nuclear

Citar
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que o país chegará ao topo em matéria de tecnologia nuclear e criticou os que pressionam Teerão para que abandone estas atividades.
«O Irão dará com autoridade o último passo para chegar ao topo da tecnologia nuclear», disse hoje Ahmadinejad, num discurso na Universidade de Amir Kabir, em Teerão.

«A minha pergunta é porque é que os Estados Unidos e a Inglaterra não querem que o nosso povo tenha acesso ao seu direito sobre a tecnologia nuclear», disse o governante iraniano.

Ahmadinejad salientou que o acesso do Irão ao combustível nuclear colocaria o país «entre os desenvolvidos e conferir-lhe-ia um poder indispensável no mundo».

O líder iraniano também afirmou, sem avançar pormenores, que o Irão «realizará um grande festival nuclear» entre 1 e 10 de Fevereiro de 2007, durante a festa anual em que os iranianos celebram o regresso de Khomeini ao país, vindo do exílio e a vitória da revolução islâmica, em 1979.

Um grupo de estudantes recebeu Ahmadinejad à chegada à universidade com gritos de «morte ao ditador», noticiou a agência estudantil Isna.

«Morte ao ditador» e «Os estudantes preferem morrer a submeterem-se» eram as frases que alguns dos presentes gritavam.

Os meios de comunicação oficiais não informaram sobre o protesto estudantil e a agência de notícias nacional, a Irna, limitou-se a afirmar que durante a visita «houve tensão por parte de um pequeno grupo de estudantes».



Diário Digital (http://http)

 um grande festival nuclear :conf:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 13, 2006, 05:32:55 pm
Mais do mesmo blx2x1

Irão estimula teses anti-Holocausto


Citar
A conferência sobre o Holocausto, que ontem terminou em Teerão, foi dominada pelas teses que relativizam ou negam o genocídio nazi cometido contra os judeus na Segunda Guerra Mundial, uma posição que provocou a condenação firme e unânime da comunidade internacional.

O presidente iraniano, Mahmud Ahamadinejad, anfitrião da conferência, questiona a veracidade do do Holocausto e afirma que foi utilizado para justificar a criação do Estado de Israel em territórios árabes.

Entre os conferencistas estiveram o francês Robert Faurisson, condenado várias vezes por negar a realidade do Holocausto, o australiano Fredrick Toeben, que passou vários meses numa prisão alemã por incitar ao ódio racial, e o americano David Duke, ex-membro da Ku Klux Klan.

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, que visita a Alemanha, disse que a conferência "demonstra a amplitude do ódio" do Irão em relação aos judeus e a Israel" e pediu apoio internacional para travar aquelas teses. A chanceler alemã, Angela Mer- kel, concordou com o perigo que Teerão representa, mas excluiu uma acção militar.

A Casa Branca fez saber que o encontro é "uma afronta ao mundo civilizado assim como aos valores iranianos tradicionais de tolerância e respeito mútuo".  

JN (http://http)
Título:
Enviado por: Pantera em Dezembro 13, 2006, 05:37:14 pm
este fanático já era bem bombardeado com bombas "MOAB"
Título:
Enviado por: Luso em Dezembro 13, 2006, 08:31:01 pm
Li que Nuno Rogeiro terá participado nessa reunião e terá dito das boas, o que a meu ver só nos deve dar motivo de orgulho. Todavia andei à procura de alguma página oficial onde pudesse confirmar esta participação mas ainda não a encontrei.

http://ofuturopresente.blogspot.com/200 ... teero.html (http://ofuturopresente.blogspot.com/2006/12/em-teero.html)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 13, 2006, 10:03:22 pm
Atenção - imagens que podem chocar





Como se repreende um "gaito" de 9 anos apanhado a roubar?

No Irão é assim

(http://img257.imageshack.us/img257/2415/irao1np3.jpg)

(http://img180.imageshack.us/img180/4144/irao2hy0.jpg)

(http://img180.imageshack.us/img180/3752/irao3em2.jpg)

(http://img180.imageshack.us/img180/4351/irao4nv0.jpg)
Título:
Enviado por: typhonman em Dezembro 13, 2006, 11:27:16 pm
Há gente que não tem nada na cabeça.. Talvez serrim... :x
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 12, 2007, 10:20:04 pm
http://formerspook.blogspot.com/2007/01 ... eaded.html (http://formerspook.blogspot.com/2007/01/where-are-those-patriots-headed.html)


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Where Are Those Patriots Headed?
Toward the end of last night's speech on Iraq, President Bush outlined preliminary steps for dealing with Iran and Syria, to interrupt their support for terrorists. He promised to interdict the flow of support from both countries, and destroy the terrorist networks they sponsor inside Iraq.

Mr. Bush also proposed new security initiatives to protect U.S. interests in the Middle East, including the recently-announced deployment of a second carrier battle group to the region. Then, he dropped this minor bombshell, which has been all-but-ignored by the pundits and the MSM:

"We will expand intelligence sharing, and deploy Patriot air defense systems to reassure our friends and allies. We will work with the governments of Turkey and Iraq to help them resolve problems along their border. And we will work with others to prevent Iran from gaining nuclear weapons and dominating the region."

True, Patriot batteries can provide an important symbol of our willingness to protect our friends. But they're most useful in defending key facilities and population centers from air and ballistic missile attacks. It doesn't take a military analyst to understand that there's something larger at work here. The U.S. seems concerned that our military build-up--or a preemptive Israeli strike--could trigger a backlash from Iran, prompting missile attacks against our allies in the region (air strikes are a much lesser threat, given the limited capabilities of the Iranian Air Force). Deploying Patriot batterys now would illustrate U.S. resolve, while providing a missile defense capability in areas that are currently unprotected.

And that begs another important question, namely the beddown location for those Patriot batteries. Saudi Arabia, Israel and Kuwait already operate the system (among others). Additional deployments to those nations would provide redundant coverage. I'm guessing that the deployments announced last night will cover Iraq and the various Gulf States--Bahrain, Qatar, Oman and the United Arab Emirates (UAE)--that currently lack a land-based, missile defense capability. Turkey is another possibility, although our resources are not unlimited; there are only 9 Patriot battalions in the U.S. Army, which includes those currently deployed.

It's also worth noting that countries which may "host" a Patriot deployment also have military facilities that could be used in a military campaign against Iran. Bahrain is already home for the U.S. 5th Fleet; Oman and the UAE have airfields that would be extremely useful in defending the region against Tehran's military forces, or if necessary, launching attacks on Iran. The planned Patriot deployments are not an indicator of pending action against Tehran; however, they do insert an important military asset into the region, and provide a defensive capability that may be useful--even imperative--at some point in the future.


# posted by Spook86 @ 6:15 AM
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 05, 2007, 11:16:09 am
Militares americanos pedem a Blair para rejeitar ataque ao Irão
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Três ex-responsáveis militares americanos apelaram ontem ao Governo britânico para ajudar os EUA a encontrarem uma solução diplomática para a crise no Irão, rejeitando um eventual ataque contra as instalações nucleares iranianas. Em carta enviada ao Sunday Times, os generais Robert Gard e Joseph Hoar e o vice-almirante Jack Shanahan alertaram para o facto de uma acção militar ter "consequências desastrosas" na segurança da região.

Os signatários da missiva apelaram ainda ao Presidente americano, George W. Bush, para iniciar um diálogo "sem condições prévias" com o Governo iraniano. Gard, ex-assistente do secretário da Defesa, Hoar, um ex-chefe do comando central, e Shanahan, antigo director do Centro para a Informação sobre Defesa, sublinharam que o Reino Unido tem um "papel vital" para relançar o processo diplomático. Alertando para o reforço de tensões regionais e globais em caso de ataque, os militares apelaram ao primeiro-ministro britânico, Tony Blair, para deixar claro a Bush que se opõe ao recurso à força militar.

Os EUA e vários países ocidentais acusam Teerão de estar a de-senvolver armas nucleares ao abrigo de um programa nuclear civil. Acusações que o regime iraniano nega. Ontem, voltou a garantir que não irá aplicar a resolução da ONU, que prevê o recurso a sanções se Teerão mantiver a recusa de suspender o enriquecimento de urânio. Este processo, usado na produção de energia, pode também ser utilizado no fabrico da bomba atómica.

Na semana passada, o Instituto Internacional para Estudos Estratégicos revelou que Teerão precisa de mais dois ou três anos para alcançar a capacidade de construir a bomba atómica. Entretanto, os EUA têm recusado afastar a hipótese de uma intervenção militar contra o Irão. Apesar de, na sexta-feira, o secretário de Defesa, Robert Gates, ter garantido que Washington não se prepara para uma nova guerra, nas últimas semanas, a marinha americana enviou para o golfo Pérsico um segundo porta-aviões, aumentando os rumores de um ataque. HT

DN (http://http)
Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 12, 2007, 05:35:38 pm
Irã rejeita acusação de armar iraquianos
 
 
Citar
O Irã rejeitou alegações dos Estados Unidos de que estaria fornecendo armas para milícias xiitas no Iraque.
O porta-voz do Ministério do Exterior iraniano, Mohammad Ali Hosseini, afirmou que as acusações são propaganda sem base e que os "Estados Unidos têm uma longa história na fabricação de provas".

"O que foi apresentado é prova fraca que é desacreditada até mesmo pelos americanos, não é aceitável", disse o porta-voz segundo a agência de notícias Reuters.


Hosseini afirmou que os Estados Unidos estão "planejando eventos artificiais" para justificar suas acusações.

"Autoridades importantes iranianas e outros não têm relação com esta ou outras questões. Qualquer interferência com questões internas do Iraque iria enfraquecer o governo do Iraque, e nós somos contra isso", disse.

As alegações dos americanos, de que bombas foram contrabandeadas do Irã para o Iraque, não puderam ser verificadas de forma independente.

Democratas

Democratas dos Estados Unidos pediram que o governo de George W. Bush seja cauteloso nas acusações de que o Irã está fomentando a violência no Iraque.

O senador democrata Chris Dodd disse que o governo Bush tentou falsificar provas antes.

"Estou analisando este relatório com um grau de ceticismo", disse.

"Não duvido que o Irã esteja envolvido até certo ponto e certamente este é um problema que precisa ser tratado, mas estou cada vez mais preocupado com o fato de eles estarem tentando criar uma premissa para, no futuro, ampliar a ação militar no Irã."

"Acredito que, neste ponto, isto seria um grande erro", acrescentou.

Outro influente democrata, o senador John Kerry, disse que as pessoas deveriam "ouvir àqueles entre nós no Congresso que afirmaram que devemos nos engajar na região".

Bombas

Autoridades do setor de defesa americano informaram a jornalistas em Bagdá, no Iraque, que bombas iranianas estão sendo usadas para matar soldados americanos e mais de 170 já morreram desde junho de 2004 e outros 620 americanos ficaram feridos.

As autoridades afirmaram que analistas de informações secretas dos Estados Unidos acreditam que estas bombas foram fabricadas no Irã e enviadas de forma secreta para militantes xiitas do Iraque, sob ordens de autoridades importantes do Irã.

"Avaliamos que todas estas atividades estão vindo de níveis superiores do governo iraniano", disse uma das autoridades americanas.

O militar acusou a brigada de elite iraniana Al-Quds, uma unidade da Guarda Revolucionária, afirmando que um importante comandante da brigada foi um dos cinco iranianos capturados por forças americanas em uma operação na cidade iraquiana de Irbil, em janeiro.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/02/070212_irarejeitarelatoriofn.shtml
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Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 21, 2007, 10:59:59 am
Washington tem plano de ataque contra o Irão

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Ataques aéreos contra as instalações nucleares e toda a infra-estrutura militar iraniana. São estas as principais directrizes dos planos de contingência americanos a que a BBC teve acesso. Segundo a estação de televisão britânica, o ataque poderá ser provocado por duas situações: a confirmação de que Teerão obteve a bomba atómica ou um atentado especialmente sangrento contra tropas americanas no Iraque.

A pressão foi reforçada com a chegada, ontem, ao Golfo Pérsico do porta-aviões USS John Stennis, que ali se junta ao USS Eisenhower e ao USS Boxer, numa demonstração do poderio militar americano.

O comandante da V Frota americana, a operar no Golfo, garantiu à AFP que a chegada do USS John Stennis "não é necessariamente sinónimo de ofensiva". O almirante Patrick Walsh sublinhou o empenho na diplomacia para resolver a crise nuclear iraniana. Uma posição que encontrou eco no Pentágono. Este considerou "ridícula" a existência de um plano de ataque ao Irão.

Citando fontes militares, a BBC deixa claro que os planos se aplicam em caso de fracasso das negociações. Então, e caso seja dada ordem para atacar, a aviação deverá bombardear bases, armazéns de mísseis e centros de comando iranianos. A lista de alvos inclui ainda as centrais nucleares de Natanz, Ispaão, Arak e Bushehr.

A confirmação de que Teerão obteve a bomba atómica - que os EUA a acusam de estar a desenvolver ao abrigo de uma programa nuclear civil - poderá ser um dos "detonadores" para um ataque americano. O outro será um ataque sangrento, com apoio do Irão, contra os soldados americanos presentes no Iraque.

Se a primeira situação parece dar margem aos iranianos, a segunda pode precipitar os acontecimentos. Na semana passada, responsáveis militares americanos convocaram os jornalistas em Bagdad para lhes mostrar alegadas provas de que as milícias xiitas iraquianas recebem armas do Irão. Apesar de a informação ter sido posta em causa pelo general Peter Pace, o chefe do Estado-Maior Interarmas dos EUA, é sintomática do aumento da tensão entre os dois países; agravada pela detenção no Iraque de elementos que os EUA dizem pertencer aos Guardas da Revolução, a elite do exército iraniano. Ontem ainda os EUA denunciaram o aumento das patrulhas iranianas em águas territoriais iraquianas.

A crescente ameaça militar sobre o Irão está a preocupar a população. Mas enquanto os moderados se preocupam com uma possível guerra, os radicais partilham da confiança do Presidente Mahmud Ahmadinejad e acreditam que o poderio do Irão o deixa ao abrigo de ataques. Os restantes, vêem as ameaças de ataque como mais um meio de pressão, mas admitem que um pequeno incidente pode provocar um conflito.

Último esforço

As revelações da BBC surgiram um dia antes do fim do prazo dado pelo Conselho de Segurança da ONU para que o Irão suspenda o enriquecimento do urânio. Ontem, o principal negociador iraniano, Ali Larijani, reuniu-se, em Viena, com o director da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Mohamed ElBaradei. No final do encontro, Larijani sublinhou que a crise iraniana "deve ser resolvida pela negociação e não pela força ou as pressões".

As expectativas para a reunião eram baixas, uma vez que Ahmadinejad já afirmara que não suspenderá o enriquecimento de urânio. Teerão garante que o seu programa nuclear se destina apenas à produção de energia. Rico em petróleo, o Irão não tem refinarias, vendo-se forçado a importar gasolina, o que explica, em parte, a aposta no nuclear.

Projecto antigo - durante o reinado do xá Reza Pahlavi, os EUA incentivaram a aposta no nuclear - o programa de Teerão estará em análise esta semana na ONU, onde Baradei deverá apresentar um relatório pouco abonatório para o Irão.

Em entrevista ao Financial Times, o director da AIEA explicou que, dentro de quatro a seis meses, o Irão terá o conhecimento para enriquecer urânio, precisando de mais quatro a seis anos para produzir a bomba. Baradei já havia proposto uma pausa no enriquecimento de urânio, acompanhada da suspensão das sanções. Mas com a recusa do Irão, americanos e europeus deverão pedir o reforço das sanções.

DN (http://http)
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Enviado por: Yosy em Fevereiro 21, 2007, 08:20:33 pm
^^^^^este tipo de planos não significam nada. Washington deve ter planos para atacar a maioria dos países do mundo. É algo muito comum.
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Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 24, 2007, 01:34:37 pm
Japão lança quarto satélite para espiar Coreia do Norte

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A Agência Japonesa de Exploração Espacial lançou hoje um satélite de observação terrestre, dotado de radar, depois de dois cancelamentos por causa do mau tempo, informou o organismo espacial.
É o quarto satélite japonês com potencial para espiar a Coreia do Norte, desde que Pyongyang lançou, em 1998, um míssil balístico que sobrevoou o território nipónico e caiu no Pacífico.

O foguetão H-2A foi lançado do Centro Espacial de Tanegashima, onde aguardava desde quinta-feira pela melhoria das condições do tempo, indicou a agência Kyodo.

O satélite de observação tem capacidade para fotografar qualquer ponto do globo uma vez por dia e a sua produção custou à Agência Espacial Japonesa cerca de 30 mil milhões de ienes (188 milhões de euros, aproximadamente).

A experiência espacial japonesa tem sofrido diversos revezes e problemas técnicos como o que ocorreu em Novembro de 2003, quando um foguetão H-2A com dois satélites-espiões teve de ser destruído em voo, por não alcançar a altitude necessária para a sua posição orbital, devido a uma avaria nos propulsores.

Diário Digital / Lusa

24-02-2007 10:00:52
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Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 26, 2007, 10:19:30 am
EUA criam grupo especial para atacar o Irão

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Semanário norte-americano cita fontes de alto nível do Exército. Porta-voz do Pentágono desmente
O Pentágono criou um grupo especial para planear um ataque com bombas contra o Irão, que funcionará 24 horas depois de receber "luz verde" do Presidente George W. Bush, noticia hoje a imprensa norte-americana.

A notícia é hoje difundida por vários órgãos de imprensa que citam a edição do próximo domingo do semanário The New Yorker, segundo a qual o grupo depende directamente do Estado-Maior das Forças Armadas.

Entretanto, Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono, afirmou que os "Estados Unidos não prevêem entrar em guerra com o Irão". "Sugerir qualquer coisa em sinal contrário é errado e é um equívoco", sublinhou.

Os Estados Unidos foram "muito claros relativamente às suas preocupações quanto às actividades específicas do Governo iraniano. O Presidente [Bush] reiterou publicamente que trabalhamos com os nossos aliados na região para que estas questões sejam tratadas através da via diplomática", acrescentou.

O semanário, que cita fontes de alto nível do Exército, afirma que o grupo especial foi criado há uns meses, centrando-se na planificação da destruição das instalações nucleares iranianas e derrubar o Governo de Teerão.

O The New Yorker, citando um assessor das Forças Armadas e um consultor do Pentágono, afirma que o mesmo grupo foi, recentemente, encarregue de identificar objectivos no Irão que estejam implicados na ajuda a militantes no Iraque.

Entretanto, sábado passado, em Sydney (Austrália), o vice-presidente norte-americano Dick Cheney afirmou que "todas as opções estão sobre a mesa" relativamente ao Irão.

O governante norte-americano prestava estas declarações à imprensa depois de se ter reunido sábado em Sydney (Austrália), depois de se ter reunido com o primeiro-ministro australiano, John Howard.

JN (http://http)
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Enviado por: Miguel em Fevereiro 26, 2007, 11:44:19 am
Citação de: "Yosy"
^^^^^este tipo de planos não significam nada. Washington deve ter planos para atacar a maioria dos países do mundo. É algo muito comum.



Seria interessante ver os planos de ataque a Portugal  :!:

Simplesmente é este: Aerotransporte de uma Task Force nas Lajes e mais nada...
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Enviado por: Mar Verde em Março 07, 2007, 02:22:40 pm
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Last update - 11:52 07/03/2007          
Report: Missing Iranian official being questioned in N. Europe
By Yoav Stern, Haaretz Correspondent and Haaretz Service

The Iranian former deputy defense minister who disappeared in neighboring Turkey last month is being questioned in a northern European country under strict supervision
, the pan-Arab newspaper al-Sharq al-Awsat reported Wednesday.

According to the newspaper, published in London, Ali Reza Asghari is undergoing thorough investigation by intelligence forces before being transferred to the United States.

Asghari, who is a retired general in the elite Revolutionary Guards, disappeared in Istanbul about a month ago. A hotel room was booked under Asghari's name, but several reports indicate that he never arrived at the hotel.

On Tuesday, al-Sharq al-Awsat reported that Asghari left for the U.S. to seek asylum shortly after arriving in Turkey.

Earlier Tuesday, Iran's top police chief, General Esmaeil Ahmadi Moghaddam, said Iran was investigating Asghari's fate with the cooperation of the Turkish police.

"It is likely that Asghari has been abducted by the Western intelligence services," IRNA quoted the Iranian police general as saying. The general did not elaborate.

IRNA further quoted Moghaddam as saying Asghari had stayed in Turket for three days before being abducted.

"The police investigation shows that he did not leave Turkey," Moghaddam said.

Al-Sharq al-Awsat's sources, however, claimed the official was not abducted but left for the United States "along with the secrets he carried."

Security was beefed up in Israeli embassies worldwide Tuesday following reports that Iran suspected the CIA and the Mossad of involvement in Asghari's disappearance.

A British newspaper reported Monday that Asghari is likely to possess information on missing Israel Air Force navigator Ron Arad.

Arad, an IAF navigator, was captured by the Lebanese Shiite Amal militia after ejecting from his warplane, shot down over southern Lebanon in 1986. Media reports have said the pro-Iranian Hezbollah took Arad from Amal security chief Mustafa Dirani the following year.

Reports have also said that members of the Iranian Revolutionary Guard took Arad in 1988 and transported him to Iran.

Asghari had arrived in Turkey on a private visit from Damascus, Syria, the official Islamic Republic News Agency reported Tuesday.

Turkey's Foreign Ministry said Monday that the Iranian Embassy there had reported Asghari's disappearance and had asked Turkey's Interior Ministry to investigate.

In Israel, defense officials are concerned that there may be an attempt to kidnap embassy workers and strike Israeli targets.

According to a British Daily Telegraph report, Iranian intelligence official Asghari is also likely to have intimate knowledge of Iran's defense establishment and nuclear development program.

Although Asghari's disappearance in Turkey sparked allegations of a Mossad and CIA-linked kidnapping, Haaretz has learned that he may have defected.

Asghari served in the senior defense post under former defense minister General Ali Samahani. Israeli media have said that for many years, Asghari was the most senior Iranian intelligence official in Lebanon, with responsibility for Iran's ties with Hezbollah.

Israel Channel 10 television said late Sunday that Asghari was kidnapped on February 7, after arriving in Istanbul from Damascus, Syria.


http://www.haaretz.com/hasen/spages/834368.html (http://www.haaretz.com/hasen/spages/834368.html)
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Enviado por: Lancero em Março 23, 2007, 04:19:20 pm
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IRÃO Irão: 15 marinheiros e fuzileiros britânicos retidos por forças iranianas

Londres, 23 Mar (Lusa) - Quinze elementos da marinha britânica que efectuavam a inspecção a um navio mercante em águas territoriais iraquianas foram hoje retidos por navios do Irão, segundo um comunicado do Ministério da Defesa do Reino Unido.

      Os britânicos estavam a participar numa operação de rotina, embarcando em navios mercantes em águas territoriais iraquianas, quando foram retidos por navios da marinha iraniana.

      Os marinheiros e os fuzileiros tinham completado com êxito a inspecção de um navio quando o grupo e os dois navios foram cercados, refere a estação britânica Sky News.

      O Governo britânico exige "o regresso imediato do seu pessoal, são e salvo, e do seu equipamento", refere o texto.

      O documento adianta que foram iniciadas com carácter de "urgência" discussões ao mais alto nível com as autoridades iranianas.

      A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Margaret Beckett, chamou o embaixador iraniano em Londres, segundo o comunicado.

       
Título:
Enviado por: Lancero em Março 23, 2007, 04:30:18 pm
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Reino Unido: Militares britânicos foram detidos em águas iraquianas - Oficial

Londres, 23 Mar (Lusa) - As autoridades britânicas e norte- americanas insistem que os 15 marinheiros e fuzileiros britânicos que foram detidos esta manhã por tropas iranianas estavam em águas territoriais iraquianas, pelo que o incidente "só pode ser um erro táctico".

      Os militares estavam a efectuar uma inspecção de rotina a um navio mercante quando, de acordo com relatos da marinha britânica, foram interceptados por um navio militar iraniano, que os deteve e escoltou para a costa do Irão.

      Apesar de ainda não haver qualquer declaração ou explicação oficial por parte do governo iraniano, as tropas aliadas na região garantem ter recebido garantias de que os militares estão bem e que não foi utilizada qualquer violência na operação.

      O comandante do navio HMS Cornualha, de onde saíram as duas embarcações britânicas em que estavam os militares, afirmou já, no entanto, que é "urgente resolver o assunto porque, com toda a certeza, este incidente aconteceu em águas territoriais iraquianas e como tal não tem sentido".

      Nick Lambert, que falou ao correspondente da BBC destacado no próprio navio ao largo do Iraque, disse também esperar "que tudo acabe rapidamente e que o Irão reconheça que houve um mal-entendido".

      "Só pode ser um erro táctico", afirmou Lambert, que reconheceu que os iranianos poderão ter julgado que a posição em que estavam estacionados os barcos ingleses era parte do território do seu país.

      O porta-voz da marinha norte-americana na zona, Kevin Aadah, negou também esta possibilidade, confirmando que "há certeza absoluta que os nossos [aliados] militares estavam no Iraque".

      O comandante fez estas declarações à comunicação social inglesa como forma de tranquilizar os familiares dos soldados detidos.

      "Nós monitorizámos toda a situação e sabemos que não foi utilizada violência, ou seja, eles foram detidos sem tiros nem força. Os militares britânicos podiam ter reagido, mas tiveram o bom senso de não o fazer, respondendo com muita calma à situação", explicou Aadah.

      O embaixador do Irão em Londres, Rasoul Movahedian, já respondeu, entretanto, à chamada da ministra dos Negócios Estrangeiros, Margaret Beckett, comparecendo no ministério para debater o caso com os oficiais britânicos.

      A reunião durou apenas 25 minutos, de qualquer forma, e Movahedian saiu sem prestar quaisquer declarações às dezenas de jornalistas que esperavam para ouvir a posição oficial do Irão.

      Por parte do governo britânico, a única posição oficial assumida até este momento está patente num comunicado, em que se garante que o executivo "está a tratar deste assunto com carácter de urgência com as autoridades iranianas, ao mais alto nível".

      O documento deixa também claro que "as autoridades britânicas exigem a libertação imediata e o regresso seguro dos militares, bem como do respectivo equipamento".

      A identidade dos soldados detidos ainda não foi revelada, mas as Forças Armadas inglesas criaram já uma linha especial de telefone para que todos os familiares de soldados destacados no Iraque possam receber informações sobre o incidente.

      Os dois barcos britânicos apreendidos pelos iranianos estão normalmente na zona para monitorizar o comércio de petróleo, mas neste caso concreto, de acordo com alguns relatos das televisões inglesas, estavam a investigar um possível caso de tráfico de automóveis.

      Este incidente entre tropas do Reino Unido e do Irão já tem precedentes, já que em 2004 um grupo de oito soldados britânicos foi também detido por tropas iranianas na fronteira com o Iraque.

      Os militares estiveram três dias em território iraniano, foram sujeitos a uma simulação de execução e só foram libertados depois de fazerem um pedido de desculpas público, filmado e transmitido na televisão iraniana.
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Enviado por: Lancero em Março 23, 2007, 09:21:33 pm
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Reino-Unido: Marinheiros britânicos entraram ilegalmente - Irão

Teerão, 23 Mar (Lusa) - O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou que os marinheiros britânicos capturados hoje "entraram ilegalmente nas águas territoriais iranianas", noticiou a televisão do Estado.

      "A encarregada de negócios britânica, Kate Smith, foi convocada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para lhe ser transmitido o firme protesto do Irão contra a entrada ilegal de marinheiros britânicos nas águas territoriais iranianas", afirma o Ministério num comunicado.

      "Por diversas vezes os marinheiros britânicos entraram ilegalmente nas águas territoriais iranianas em Arvandroud (Chat al- Arab, rio fronteiriço entre o Irão e o Iraque)", declarou Ebrahim Rahimpor, director do Departamento Europa Ocidental no Ministério, acrescenta o comunicado.

      "Eles foram detidos pelos guardas de fronteira para investigação e exame", acrescentou sem precisar o número de marinheiros detidos hoje.

      O diplomata iraniano pediu "explicações imediatas a Londres a propósito da violação das águas territoriais iranianas e insistiu na necessidade de que isso não volte a acontecer", de acordo com o comunicado.

      Londres exigiu hoje à noite o regresso imediato dos 15 marinheiros britânicos capturados assim como uma "explicação completa" de Teerão sobre este incidente. Segundo o Ministério da Defesa, os marinheiros foram capturados nas águas territoriais iraquianas.

      Em Washington, a Casa Branca disse que seguia "atentamente" a situação e assegurou que os marinheiros britânicos se encontravam em águas territoriais iraquianas.

      "Nós seguimos atentamente a situação", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow.

      "Nesta fase, o que fazemos é continuar em contacto com os britânicos", disse.

      Este incidente ocorre numa altura em que o Conselho de Segurança da ONU trabalha em novas sanções contra o Irão pela sua recusa de suspender o enriquecimento de urânio e num clima de acusações contra as interferências do Irão no vizinho Iraque.

      No clima de crispação entre a República Islâmica e os Estados Unidos, o presidente norte-americano, George W. Bush, acaba de enviar um segundo porta-aviões para aquela zona eminentemente estratégica do Golfo como demonstração de força.

      Ao fim do dia, Teerão anunciou que o presidente Mahmud Ahmadinejad já não irá a Nova Iorque para participar na reunião do Conselho de Segurança sobre o nuclear iraniano por causa do atraso na atribuição de vistos pelos Estados Unidos.
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Enviado por: ricardonunes em Março 24, 2007, 12:27:46 pm
"Marines" britânicos transferidos para Teerão

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Os 15 "marines" britânicos detidos ontem no Golfo Pérsico pelas forças iranianas foram hoje transferidos para Teerão, avançou a agência iraniana Fars.

Os militares foram ontem detidos quando efectuavam uma patrulha de rotina, que, segundo o Reino Unido, decorria em águas territoriais iraquianas. De acordo com a descrição britânica, os militares tinham abandonado a sua fragata e estavam numa operação de busca de contrabando, quando barcos iranianos se aproximaram. Os homens foram levados com armas apontadas.

As águas do Norte do Golfo Pérsico são cruciais para o Iraque e o Irão. O canal Shatt al-Arab é disputado pelos dois países - trata-se de uma passagem estratégica, por onde corre grande parte do petróleo exportado no mundo, e cujo controlo foi dado ao Irão em 1935.

A notícia da detenção dos soldados produziu um forte impacto nos mercados internacionais e fez com que a cotação do petróleo subisse para níveis que não eram alcançados desde Novembro.

O Irão é um país determinante no mercado do petróleo. Para além de deter as segundas maiores reservas do mundo, controla, com o Omã, o estreito de Ormuz, por onde passa um terço do ouro negro do mundo.

Já em 2004, seis marines e dois marinheiros britânicos tinham sido capturados pelo Irão naquele canal. Ingleses e iranianos têm relações diplomáticas, mas este incidente ocorre num momento em que as tensões estão exacerbadas na região: o Conselho de Segurança das Nações Unidas pode votar hoje novas sanções contra o Irão por causa do programa nuclear.

Publico (http://http)
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Enviado por: ricardonunes em Março 24, 2007, 07:30:46 pm
Irão: Britânicos "confessaram" ter violado águas territoriais - fonte iraniana

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Teerão, 24 Mar (Lusa) - Os marinheiros britânicos capturados sexta-feira pelo Irão "confessaram" ter entrado ilegalmente nas suas águas territoriais, afirmou hoje o general iraniano Alireza Afshar, um alto responsável militar, citado pela agência oficiosa Fars.

"Actualmente, estão a ser interrogados e já confessaram ter violado deliberadamente as águas territoriais da República Islâmica", declarou Afshar, responsável das relações públicas do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas.

Entrevistado também pela cadeia de televisão iraniana em língua árabe Al-Alam, acrescentou haver provas de que os britânicos foram detidos em águas territoriais iranianas.

"Temos provas que demonstram que eles foram detidos nas nossas águas territoriais. Eles confessaram e reconheceram ter cometido uma falta", acrescentou.

O general Afshar acusou as forças britânicas de procurarem "criar um clima de perturbação apesar de o Irão pretender um ambiente de calma e estabilidade na região, numa altura em que vai ser votada uma resolução contra o Irão" pelo Conselho de segurança da ONU.

"As nossas forças estão totalmente prontas para defender as nossas fronteiras e temos capacidade suficiente para assegurar a defesa do país", prosseguiu.

"Os interrogatórios dos marinheiros britânicos prosseguem para se conhecer o seu verdadeiro objectivo", precisou.

De acordo com a agência Fars, os militares britânicos foram transferidos já para Teerão.

"O Irão condena firmemente a entrada ilegal das forças britânicas nas suas águas territoriais, porque se trata de uma acção suspeita e contrária às regras internacionais", declarou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Ali Hosseini, citado pela agência Isna.

"Os militares britânicos retidos pelo Irão sabiam muito bem que se encontravam nas nossas águas territoriais, o que de resto é perfeitamente demonstrado pelos seus instrumentos geográficos", afirmou por seu turno um alto responsável citado pela agência oficiosa iraniana Fars.

"Para além das explicações fornecidas pelos marinheiros britânicos, os instrumentos de registo de dados geográficos que existem nos barcos apresados mostram que entraram conscientemente nas águas territoriais iranianas e ali permaneceram", declarou esse responsável, sob anonimato.

"A nossa guarda costeira limitou-se a cumprir o seu dever" detendo-os, acrescentou.

O responsável iraniano pediu às autoridades britânicas para aconselharem os seus militares "a que respeitem as regras internacionais e que prestem maior atenção aos seus instrumentos geográficos".

As autoridades britânicas afirmam que os marinheiros foram capturados por navios iranianos em águas territoriais iraquianas quando se preparavam para inspeccionar um navio comercial, ao abrigo da resolução da ONU que autoriza a presença da Força multinacional no Iraque.

A agência Fars precisa que entre os 15 militares britânicos se encontra uma mulher.

JMS.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 24, 2007, 11:28:25 pm
Irão: ONU agrava as sanções contra Teerão

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Nações Unidas, Nova Iorque, 24 Mar (Lusa) - O Conselho de segurança da ONU impôs hoje novas sanções económicas e comerciais contra o Irão, face à recusa deste país de suspender as actividades nucleares sensíveis, numa resolução que os dirigentes iranianos tinham antecipadamente rejeitado.

O texto foi adoptado por unanimidade dos 15 membros do Conselho de Segurança, com esperavam os países europeus co-autores do texto.

As novas sanções, contidas na resolução 1747, agravam as já infligidas ao Irão na resolução 1737, de 23 de Dezembro de 2006, por não ter suspenso as suas actividades de enriquecimento e tratamento de urânio, como exigido pela comunidade internacional.

Teerão ignorara já esta resolução, acelerando as suas operações de enriquecimento, conforme constatou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que manifestara o desejo de assistir à votação, renunciou na sexta-feira a essa pretensão, argumentando com um atraso na atribuição de vistos pelos Estados Unidos.

Washington desmentiu estar na origem de qualquer atraso na na passagem de vistos à delegação iraniana.

A nova resolução 1747, sobre a qual os cinco países com direito a veto no Conselho (China, Estados Unidos, França, Grã- Bretanha e Rússia) e a Alemanha estavam já de acordo desde 15 de Março, prevê um embargo sobre as compras de armas ao Irão e restrições voluntárias às vendas de armas ao país.

Contém também restrições financeiras e comerciais, bem como sobre as deslocações de algumas personalidades iranianas ligadas ao programa nuclear.

Inclui em anexo um sumário das propostas económicas e diplomáticas apresentadas a Teerão em Junho pelos europeus, para convencer os líderes iranianos a suspenderem o processo de enriquecimento de urânio.

Tal como a anterior, a resolução 1747 invoca o artigo 41 da Carta da ONU, que autoriza sanções económicas e comerciais, mas exclui o uso da força.

O Irão garante que o seu programa nuclear se destina unicamente a fins civis, mas a comunidade internacional suspeita que Teerão procura dotar-se da arma atómica.

O guia supremo da República islâmica, o ayatollah Ali Khamenei, e o presidente Ahmadinejad repetiram nos últimos dias que a nova resolução e novas sanções não farão vergar o Irão.

Em Washington, os Estados Unidos consideraram que estas novas sanções contra o Irão eram prova da "recusa internacional" da República islâmica e deixariam ainda mais isolado do que já estava.

As sanções "são prova de uma recusa internacional", que "isola o Irão mais que nunca", declarou Nicholas Burns, número três da secretaria de Estado.

RP.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: Lancero em Março 25, 2007, 09:09:01 pm
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Exclusive: Iranians Had Showdown With U.S. Forces

By Anna Mulrine

Posted 3/23/07

As the British government demanded the immediate release of 15 of its sailors whose boats were seized by Iranian naval vessels in the Persian Gulf on Friday, U.S. News has learned that this is not the first showdown that coalition forces have had with the Iranian military.

According to a U.S. Army report out of Iraq obtained by U.S. News, American troops, acting as advisers for Iraqi border guards, were recently surrounded and attacked by a larger unit of Iranian soldiers, well within the border of Iraq.

The report highlights the details: A platoon of Iranian soldiers on the Iraqi side of the border fired rocket-propelled grenades and used small arms against a joint patrol of U.S. and Iraqi soldiers east of Balad Ruz. Four Iraqi Army soldiers, one interpreter, and one Iraqi border policeman remain unaccounted for after the September incident in eastern Diyala, 75 miles east of Baghdad.

During a joint border patrol, both American and Iraqi soldiers saw two Iranian soldiers run from Iraq back across the Iranian border as they approached. The patrol then came upon a single Iranian soldier, on the Iraqi side of the border, who did not flee.

While the joint U.S.-Iraqi patrol was speaking with the soldier, according to the report, the patrol was "approached by a platoon-size element of Iranian soldiers." An Iranian border captain then told the U.S. and Iraqi soldiers that "if they tried to leave their location, the Iranians would fire upon them." During this conversation with the Iranian captain, Iranian forces began firing and continued when U.S. troops tried to withdraw.
Iraqi and American forces returned fire "to break contact and left the area to report the incident," the report noted. "The Iranian forces continued to fire indirect fire well into Iraq as Coalition Force soldiers withdrew; for reasons unknown at this time, the Iraqi Army forces remained behind."
No American soldiers were wounded in the incident.

It is possible that Iranians thought they were in Iranian territory, according to U.S. military officials. Such border confusions and disputes happen routinely.

In the British naval incident on Friday, Iran claimed it seized the vessels because they were in its territorial waters. U.S. military officials tell U.S. News that the Iranian forces very likely belong to the Iranian Revolutionary Guards, which tend to be far more aggressive than regular Iranian naval forces, which U.S. military officials routinely describe as "extremely professional."

Iranian and Iraqi forces continue to clash in Iraq. U.S. special operations forces have been tasked with nabbing Iranian members of the Revolutionary Guards' al-Quds Brigade, the foreign operations arm of the Iranian military, which also supports Hezbollah in Lebanon and Hamas in the Palestinian territories.

U.S. forces grabbed six Iranians with alleged ties to the Iranian Revolutionary Guards in the northern Iraqi city of Arbil in January, reportedly using stun bombs, seizing computers, and taking down an Iranian flag from the raided building's roof. Iran said the building was a consulate and the men were diplomats–and continues to demand their release. One of Iraq's most powerful Shiite politicians condemned the raid, calling it an attack on Iraq's sovereignty.

American forces may soon be getting further insight into recent Iranian attacks. Earlier this month, a former Iranian deputy defense minister who once commanded the Revolutionary Guards–and is thought to have considerable knowledge of Iran's national security network–left the country and is said to be cooperating with western intelligence agencies, sharing information on links between Iran and Hezbollah in south Lebanon, for example. Iranian officials said the official, Ali Rez Asgari, was kidnapped by western agents.

Shortly afterward, Iran threatened to retaliate in Europe for the supposed kidnapping, what it claims to be the most recent in a series of abductions in the past three months. According to the British Sunday Times, in the Revolutionary Guards' weekly newspaper this week, a columnist believed to have close ties to Iranian President Mahmoud Ahmadinejad wrote: "We've got the ability to capture a nice bunch of blue-eyed, blond-haired officers and feed them to our fighting cocks. Iran has enough people who can reach the heart of Europe and kidnap Americans and Israelis."


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 26, 2007, 10:54:16 am
Iranianos ameaçam julgar militares britânicos como espiões

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Os 15 militares britânicos capturados na sexta-feira pelas forças iranianas, no canal de Shatt al-Arab, entre o Irão e o Iraque, poderãom vir a ser julgados como espiões, noticiou ontem o semanário Sunday Times.

Esse é o desejo dos estudantes do grupo paramilitar Basij, ligado ao Presidente iraniano, Mahmud Amadinejad, caso venha a ser provado que houve uma entrada ilegal deliberada em território do Irão. O castigo máximo para o crime de espionagem é a pena de morte.

Os oito marinheiros e sete fuzileiros, entre os quais uma mulher, foram presos por elementos dos Guardas da Revolução do Irão, sob a acusação de terem entrado ilegalmente em águas territoriais iranianas.

O Governo britânico negou de imediato as acusações e, ontem, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, David Triesman, disse que o Reino Unido nada sabe sobre o paradeiro dos 15 militares.

O primeiro-ministro britânico considerou, por sua vez, que aquelas detenções foram "injustificadas". Tony Blair, que falava em Berlim, disse que "quanto mais rápido for resolvida a questão [com o Irão] melhor será para toda a gente".

Londres exige explicações, depois de terem surgido informações sobre uma transferência dos militares para Teerão, a capital, no sentido de serem interrogados e de explicarem a sua "acção agressiva".

O objectivo final dos iranianos, adiantou o Al-Sharq Al-Awat, jornal sunita com sede em Londres, será trocar os 15 britânicos pelos cinco Guardas da Revolução que foram capturados, no início do ano, pelas tropas dos EUA, no Iraque.

A juntar a este diferendo estão as críticas do Irão à renovação das sanções impostas pelas Nações Unidas, devido ao enriquecimento de urânio, uma decisão adoptada no sábado à noite, de forma unânime, pelo Conselho de Segurança. *Com agências

DN (http://http)
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Enviado por: ricardonunes em Março 27, 2007, 07:39:11 pm
Irão: Espionagem militar russa suspeita que EUA estão a preparar guerra

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Moscovo, 27 Mar (Lusa) - As tropas norte-americanas na região do Golfo Pérsico têm vindo a aumentar de actividade nos últimos tempos, escreve hoje a agência RIA-Novosti citando "uma fonte altamente colocada" da Direcção Principal de Reconhecimento (espionagem militar russa).

"Nos últimos tempos, os serviços de reconhecimento militar receberam dados que testemunham o aumento da preparação das forças armadas dos Estados Unidos para a realização de uma operação tanto aérea, como terrestre contra o Irão", declarou a fonte.

"O Pentágono procura o plano mais aceitável para desferir um golpe contra o Irão, que permita aos americanas, com o mínimo de baixas, pôr esse país de joelhos", acrescentou, sublinhando, no entanto, que os Estados Unidos ainda não definiram as datas da operação.

A este propósito, o general na reserva Leonid Ivachov, vice- presidente da Academia de Ciências Geopolíticas da Rússia, lembra "o facto de, em Março, o Congresso dos Estados Unidos ter retirado a sua emenda que proíbe ao presidente atacar o Irão sem a sanção do Congresso como uma prova a favor da preparação de uma acção agressiva contra o Irão".

"Não tenho dúvidas de que terá lugar uma operação, ou, mais precisamente, uma acção agressiva contra o Irão", conclui o general Ivachov.

A RIA-Novosti chama a atenção para o facto de perto da costa do Irão se encontrarem dois porta-aviões: USS Dwight D.Eisenhower e USS Stennis.

A agência noticiosa russa ITAR-TASS, sublinha, por seu lado, que as tropas norte-americanas deram início hoje a manobras militares, acrescentando que "é a primeira vez desde 2003, quando foi lançado o ataque contra o Iraque, que se concentrou na região um grupo de tropas ofensivas tão forte: dois porta-aviões, mais de cem aviões, cruzadores e navios de apoio".

"As manobras têm lugar em águas neutras, mas perto da costa do Irão", escreve ainda a agência russa, acrescentando que contam com a participação de 10 mil militares, que treinam ataques, com o emprego de vasos de guerra e submarinos, contra o presumível adversário".

JM.

Lusa/fim
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 28, 2007, 04:11:02 pm
Londres suspende contactos com Irão

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O Governo britânico decidiu suspender esta quarta-feira todos os contactos diplomáticos com o Irão até serem libertados os 15 marinheiros britânicos detidos em Teerão.
A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Margaret Beckett, afirmou que o Reino Unido espera a libertação dos marinheiros e reitera que estes se encontravam em águas territoriais iraquianas. Ainda antes, o ministro da Defesa do governo de Blair tinha divulgado fotografias de satélite, que poderiam demonstrar que aqueles não estavam em águas iranianas.

Por seu turno, as autoridades iranianas defendem que os marinheiros tinham entrado nas suas águas cerca de meio quilómetro. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano revelou que a militar será libertada ainda esta quarta-feira ou quinta-feira. Esta é a única mulher do grupo.

Tony Blair, primeiro-ministro britânico, tinha anunciado que poderia suspender as negociações.

Correio da Manha (http://http)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 30, 2007, 10:44:54 pm
EUA poderão lançar ataque ao Irão em Abril

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As forças armadas norte-americanas terminaram a preparação prática para uma possível operação militar contra o Irão, escreve esta sexta-feira a agência RIA-Novosti, citando fontes dos serviços de segurança russos, noticia a Lusa.

Segundo as fontes, que se baseiam em dados dos serviços militares de reconhecimento russos, «o comando norte- americano estará pronto para lançar o ataque na primeira metade de Abril, embora a decisão sobre o início da operação militar deva ser tomada pela direcção política norte- americana».

Ainda de acordo com a agência, sempre citando as mesmas fontes que não identificam, os Estados Unidos treinaram o plano de operação durante as manobras militares que estão a decorrer na região, tendo definido o rol de objectivos possíveis no território iraniano.

O sítio electrónico Debka, próximo dos serviços de espionagem israelitas, é mais preciso e, citando igualmente «fontes na espionagem russa», diz que o ataque terá lugar a «6 de Abril às quatro horas da manhã (hora local)».

Nome de código: operação «dentada»

Segundo este jornal on-line, a operação terá o nome de código «Dentada» e demorará mais de 12 horas.

Durante esse período, planeia-se desferir ataques em massa de mísseis e bombas a partir do ar contra objectivos nucleares do Irão.

De acordo com o jornal israelita, não está prevista uma invasão terrestre.

O objectivo da operação é «fazer atrasar uns anos o programa nuclear da República Islâmica».

«O mais certo é que não haja invasão terrestre, mas ataques maciços a partir do ar para anular o potencial militar de resistência, destruir os centros de comando administrativo, alvos económicos fundamentais e, possivelmente, a direcção ou parte da direcção do Irão».

Segundo a RIA-Novosti, no Golfo Pérsico, os Estados Unidos concentraram um grupo de porta-aviões sob o comando do porta-aviões «Dwight D. Eisenhower», acompanhado pelo barco de guerra "Anzio".

O segundo grupo de porta-aviões, sob o comando do porta-aviões "Stennis" encontra-se no Norte do Mar Arábico.

Na região do Golfo Pérsico encontram-se também três grupos operativos".

PortugalDiário (http://http)
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 31, 2007, 04:17:06 am
Ou os russos são estúpidos ou querem fazer-nos estúpidos. Não percebo o sentido destas tentativas de desestabilização sem nexo.


Cumptos
Título:
Enviado por: papatango em Março 31, 2007, 03:16:56 pm
Não creio que seja uma tentativa de desestabilizaçõa sem nexo.

Aliás os iranianos acreditam neste tipo de coisas, e é principalmente por acreditarem, que optaram por "caçar" os 15 ingleses que andavam a policiar a região do Chat-Al-Arab.

Faz parte da tradição da região do golfo a utilização de reféns para negociar.

Os guardas revolucionários utilizaram os reféns da embaixada americana, para garantirem que não havia intervenção americana durante mais de uma ano, para assim garantirem o dominio do país.

No líbano os Xiitas do Hezbollah raptam soldados de Israel para fazerem chantagem.

O rapto, é normalmente considerado uma arma de guerra legítima naquela região do globo.

E se é uma arma de guerra preventiva, os iranianos estão a utiliza-la por alguma razão, e a razão é simples:

Medo.

O comportamento dos dirigentes iranianos, faz-me lembrar o ditado popular: "Cão que ladra..."

E é sempre complicado lidar com um regime que tem medo.
Título:
Enviado por: Get_It em Março 31, 2007, 09:44:54 pm
Citação de: "Correio da Manhã"
Captura dos militares britânicos foi planeada
(2007-03-31 - 20:07:00)
O Conselho Nacional da resistência iraniana afirmou este sábado que a captura dos 15 marinheiros britânicos, no passado dia 22, foi uma operação planeada pelos Guardas da Revolução islâmica.

De acordo com um comunicado do grupo da oposição ao regime iraniano, esta operação teve como objectivo “obter concessões da comunidade internacional e desviar a atenção do seu programa nuclear”.

O Conselho Nacional da resistência iraniana referiu ainda que a operação foi realizada por uma unidade das forças navais dos Guarda da Revolução, o Exército de elite do regime iraniano, sob a direcção do contra-almirante Rashid Hosseini.

Barroso manifesta solidariedade com Reino Unido

O presidente da Comissão Europeia (CE), Durão Barroso, manifestou este sábado “total solidariedade” com o Reino Unido e com os marinheiros detidos pelas autoridades iranianas, exigindo a libertação “sem demora” dos militares.

“A Comissão Europeia apoia fortemente as conclusões da recente reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Presidência da União Europeia, no sentido da libertação imediatas desses militares, detidos em nossa opinião sem demora”, declarou Durão Barroso.

Recorde-se que ontem, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros pediram a Teerão que libertasse de imediato os militares britânicos, considerando a captura dos marinheiros como “uma violação do direito internacional”.

Teerão considera apoio europeu irracional

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano considerou “irracional” o apoio dado pela União Europeia (UE) ao Reino Unido, segundo a agência noticiosa Fars.

Teerão rejeitou a parcialidade manifestada pela União Europeia, apelando aos Estados-membros que se abstenham de atitudes impulsivas e irresponsáveis.

fonte: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=236746&idselect=21&idCanal=21&p=200

Citação de: "Correio da Manhã"
O presidente da Comissão Europeia (CE), Durão Barroso, manifestou este sábado “total solidariedade” com o Reino Unido e com os marinheiros detidos pelas autoridades iranianas, exigindo a libertação “sem demora” dos militares.

O Sr. Barroso nem aos norte-americanos conseguiu exigir um novo acordo sobre a utilização das Lajes, e agora vem exigir aos iranianos a libertação dos soldados britânicos? Ui, ui. Tinha-nos dado jeito, que ele tivesse desenvolvido estes tomates quanto estava cá.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Mar Verde em Abril 01, 2007, 09:30:23 pm
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Estratégia e tragédia
Os governantes iranianos não devem ter ilusões: uma “guerra de atrito” centrada num bloqueio comercial do Golfo seria suicídio político.

Fernando Gabriel

A detenção de quinze soldados britânicos pela Guarda Revolucionária Iraniana em 23 de Março é um momento de visibilidade da “guerra escondida” em curso no Golfo Pérsico, mas longe de se tratar de uma demonstração de força, os motivos prováveis do rapto e a reacção subsequente constituem uma prova de fragilidade política e diplomática do regime persa.

Na véspera da reunião do Conselho de Segurança da ONU, que aprovou por unanimidade novas sanções económicas a aplicar ao Irão, o governo de Teerão pretendeu por antecipação sinalizar disposição e capacidade para bloquear o estreito de Ormuz, caso a pressão política internacional se intensifique. O estreito tem importância geopolítica vital: dos 2/3 do comércio petrolífero mundial transportado por via marítima, mais de 40% passa pelo estreito de Ormuz.

No entanto a ameaça não é credível. Existem alternativas de transporte e o Irão depende crucialmente do comércio internacional de combustíveis: a capacidade de refinação iraniana satisfaz apenas 60% da procura doméstica. O resto é petróleo exportado em bruto e importado sob a forma de combustível refinado. Claro que as alternativas ao estreito de Ormuz são mais caras e menos eficientes, mas os governantes iranianos não devem ter  ilusões: uma “guerra de atrito” centrada num bloqueio comercial do Golfo seria suicídio político, pelo provável embargo ocidental às importações iranianas de combustíveis.

Outra hipótese é que os soldados britânicos sejam um meio de troca contra a libertação de cinco iranianos capturados pelos americanos no Iraque. Nos últimos dias a hipótese tem sido mencionada em conjunção com o alegado “rapto” em Istambul do ex-ministro da Defesa iraniano, Ali Reza Asghari. Note-se que os iranianos detidos no Curdistão eram portadores de documentos diplomáticos – uma cobertura habitualmente usada pelo Irão para proteger agentes envolvidos em missões “sensíveis”. As indicações disponíveis sugerem também que Ashgari terá desertado e estará a colaborar voluntariamente com as autoridades americanas. O Governo de Teerão está interessado em silenciá-lo, por recear que Ashgari forneça informações vitais sobre a capacidade militar iraniana e sobre as ligações do Irão ao Hezbollah e a grupos jihadistas palestinianos. Pressionado pela Liga Árabe, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano sugeriu que  o sequestro poderia terminar se os britânicos “admitissem” a suposta violação territorial. Trata-se de um recuo evidente e do reconhecimento implícito que o rapto não está a produzir os resultados antecipados.

A sobrevivência do regime islâmico iraniano depende crucialmente da concretização das ambições de projecção imperial, mas ao prosseguir essas intimações geopolíticas poderão apressar a queda do regime. Essa é a natureza da tragédia política persa.

A passagem de exportador a importador líquido de combustíveis do Irão no prazo de uma a duas décadas é a semente do expansionismo: um dos benefícios que Teerão antecipa do caos iraquiano é o controlo dos campos petrolíferos nas províncias de Maysan e Basra, as áreas do Iraque de maior influência xhiita.

À medida que o imperialismo persa se torna mais evidente, até os aliados começam a pensar seriamente em cortar as asas da ambição a Ahmadinejad. A pretexto de atrasos nos pagamentos, Putin provocou a paragem da construção do reactor nuclear de Bushehr e ordenou a retirada imediata dos técnicos russos. Na verdade, a determinação americana em prosseguir com a instalação de um sistema de mísseis anti-balísticos na Europa ocidental foi decisiva. Putin deseja manter a influência política russa sobre a Europa de leste; confrontado com um sistema anti-mísseis que pretende evitar, mas cuja instalação é justificada como defesa contra os mísseis iranianos, não hesitará em sacrificar o apoio a Teerão. Em vez de hipotéticos mestres, os Ayatolahs começam a perceber que têm apenas um valor instrumental no xadrez geopolítico global. Na magistral biografia de Estaline, Simon Sebag-Montefiore descreve a determinação impiedosa com que o ditador soviético confiscou propriedade e produção agrícola  no início dos anos 30. Estima-se que a “campanha de industrialização” estalinista terá  causado a morte à fome de quatro a dez milhões de soviéticos -uma tragédia numa escala sem precedentes. Apesar dos tímidos protestos do Politburo ucraniano, chocados pelos comboios atulhados de cadáveres que chegavam a Kiev, Estaline e os líderes bolcheviques permaneceram indiferentes à tragédia. Estaline explicou a Beria a necessidade da indiferença: os bolchevistas eram uma espécie de ordem militar e religiosa, dispostos a matar e morrer em nome da fé no “progresso inevitável”.

Apesar das analogias frequentemente estabelecidas entre as revoluções bolchevique e islâmica (Sebag-Montefiore atribui a determinação de Estaline a um fanatismo “quasi-islâmico”) parece faltar aos Ayatolahs a capacidade de impor o martírio de que deram provas nos primeiros anos. Ahmadinejad terá sido um dos responsáveis pelo célebre sequestro de reféns na Embaixada americana de Teerão, em Novembro de 1979. Nesse mês, o preço médio do barril atingiu os 38 dólares – o equivalente actual a 100 dólares. Veremos durante quantos dias estarão detidos os soldados britânicos e qual o impacto sobre o preço do petróleo. Serão bons indicadores da determinação e influência persa nos dias de hoje.
____

Fernando Gabriel, Doutorando do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica


http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/ ... 11720.html (http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/811720.html)
Título:
Enviado por: p_shadow em Abril 02, 2007, 03:29:18 am
Citação de: "papatango"
Não creio que seja uma tentativa de desestabilizaçõa sem nexo.

Aliás os iranianos acreditam neste tipo de coisas, e é principalmente por acreditarem, que optaram por "caçar" os 15 ingleses que andavam a policiar a região do Chat-Al-Arab...

Digo sem nexo porque é mais que aparente a falta de meios americanos na zona para poder empreender qualquer acção contra o Irão.

Não dúvido que os próprios iranianos serão os primeiros a saber quando o cerco apertar a sério, não precisam dos bitaites russos como este que só serve prá peixeirada dos media e para quem gosta de "manter a chama acesa"... :wink:


Cumptos
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Abril 03, 2007, 01:11:01 am
Os Iranianos sabem com quem podem fazer este tipo de jogo e tb sao suficiente inteligentes para saber que se tivesse sido com americanos as coisas nao seriao tao doces. Nada daria mais jeito ao W do que o Irao raptar ou matar algum americano! Quanto ao post anterior sobre a falta de pessoal, a unica que faz falta e so a carne para canhao, porque do que realmente e preciso nao falta. Tambem sobre a "simpatia" que sinto haver pelo Irao ou um anti americanismo algo generalizado, so queria pedir para essas pessoas Irem passar um mes no Irao e outro nos EUA e depois e so depois escolherem onde gostariao de passar o resto da vida!
Título:
Enviado por: p_shadow em Abril 03, 2007, 03:45:23 am
Citação de: "oultimoespiao"
...Quanto ao post anterior sobre a falta de pessoal, a unica que faz falta e so a carne para canhao, porque do que realmente e preciso nao falta...

Os EUA têm falta de meios para "atacar" o Irão a todos os níveis, seja por ar, mar ou terra. Não serão precisos mais de 5 minutos a estudar a OrBat americana na região para chegar a essa conclusão (incluíndo todas as forças estacionadas no Médio Oriente e Ásia).

É claro que basta um soldado, um carro de combate, um avião, para poder atacar seja quem ou o que for, mas isso é irrelevante.
E a "carne para canhão" que refere, será mais preponderante que tudo o resto, neste caso.


Cumptos
Título:
Enviado por: P44 em Abril 03, 2007, 10:34:29 am
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from The Independent & The Independent on Sunday
3 April 2007 10:32 Home > News > World > Middle East
The botched US raid that led to the hostage crisis
Exclusive Report: How a bid to kidnap Iranian security officials sparked a diplomatic crisis

By Patrick Cockburn
Published: 03 April 2007
A failed American attempt to abduct two senior Iranian security officers on an official visit to northern Iraq was the starting pistol for a crisis that 10 weeks later led to Iranians seizing 15 British sailors and Marines.

Early on the morning of 11 January, helicopter-born US forces launched a surprise raid on a long-established Iranian liaison office in the city of Arbil in Iraqi Kurdistan. They captured five relatively junior Iranian officials whom the US accuses of being intelligence agents and still holds.

In reality the US attack had a far more ambitious objective, The Independent has learned. The aim of the raid, launched without informing the Kurdish authorities, was to seize two men at the very heart of the Iranian security establishment.

Better understanding of the seriousness of the US action in Arbil - and the angry Iranian response to it - should have led Downing Street and the Ministry of Defence to realise that Iran was likely to retaliate against American or British forces such as highly vulnerable Navy search parties in the Gulf. The two senior Iranian officers the US sought to capture were Mohammed Jafari, the powerful deputy head of the Iranian National Security Council, and General Minojahar Frouzanda, the chief of intelligence of the Iranian Revolutionary Guard, according to Kurdish officials.

The two men were in Kurdistan on an official visit during which they met the Iraqi President, Jalal Talabani, and later saw Massoud Barzani, the President of the Kurdistan Regional Government (KRG), at his mountain headquarters overlooking Arbil.

"They were after Jafari," Fuad Hussein, the chief of staff of Massoud Barzani, told The Independent. He confirmed that the Iranian office had been established in Arbil for a long time and was often visited by Kurds obtaining documents to visit Iran. "The Americans thought he [Jafari] was there," said Mr Hussein.

Mr Jafari was accompanied by a second, high-ranking Iranian official. "His name was General Minojahar Frouzanda, the head of intelligence of the Pasdaran [Iranian Revolutionary Guard]," said Sadi Ahmed Pire, now head of the Diwan (office) of President Talabani in Baghdad. Mr Pire previously lived in Arbil, where he headed the Patriotic Union of Kurdistan (PUK), Mr Talabani's political party.

The attempt by the US to seize the two high-ranking Iranian security officers openly meeting with Iraqi leaders is somewhat as if Iran had tried to kidnap the heads of the CIA and MI6 while they were on an official visit to a country neighbouring Iran, such as Pakistan or Afghanistan. There is no doubt that Iran believes that Mr Jafari and Mr Frouzanda were targeted by the Americans. Mr Jafari confirmed to the official Iranian news agency, IRNA, that he was in Arbil at the time of the raid.

In a little-noticed remark, Manouchehr Mottaki, the Iranian Foreign Minister, told IRNA: "The objective of the Americans was to arrest Iranian security officials who had gone to Iraq to develop co-operation in the area of bilateral security."

US officials in Washington subsequently claimed that the five Iranian officials they did seize, who have not been seen since, were "suspected of being closely tied to activities targeting Iraq and coalition forces". This explanation never made much sense. No member of the US-led coalition has been killed in Arbil and there were no Sunni-Arab insurgents or Shia militiamen there.

The raid on Arbil took place within hours of President George Bush making an address to the nation on 10 January in which he claimed: "Iran is providing material support for attacks on American troops." He identified Iran and Syria as America's main enemies in Iraq though the four-year-old guerrilla war against US-led forces is being conducted by the strongly anti-Iranian Sunni-Arab community. Mr Jafari himself later complained about US allegations. "So far has there been a single Iranian among suicide bombers in the war-battered country?" he asked. "Almost all who involved in the suicide attacks are from Arab countries."

It seemed strange at the time that the US would so openly flout the authority of the Iraqi President and the head of the KRG simply to raid an Iranian liaison office that was being upgraded to a consulate, though this had not yet happened on 11 January. US officials, who must have been privy to the White House's new anti-Iranian stance, may have thought that bruised Kurdish pride was a small price to pay if the US could grab such senior Iranian officials.

For more than a year the US and its allies have been trying to put pressure on Iran. Security sources in Iraqi Kurdistan have long said that the US is backing Iranian Kurdish guerrillas in Iran. The US is also reportedly backing Sunni Arab dissidents in Khuzestan in southern Iran who are opposed to the government in Tehran. On 4 February soldiers from the Iraqi army 36th Commando battalion in Baghdad, considered to be under American control, seized Jalal Sharafi, an Iranian diplomat.

The raid in Arbil was a far more serious and aggressive act. It was not carried out by proxies but by US forces directly. The abortive Arbil raid provoked a dangerous escalation in the confrontation between the US and Iran which ultimately led to the capture of the 15 British sailors and Marines - apparently considered a more vulnerable coalition target than their American comrades.

The targeted generals

* MOHAMMED JAFARI

Powerful deputy head of the Iranian National Security Council, responsible for internal security. He has accused the United States of seeking to "hold Iran responsible for insecurity in Iraq... and [US] failure in the country."

* GENERAL MINOJAHAR FROUZANDA

Chief of intelligence of the Iranian Revolutionary Guard, the military unit which maintains its own intelligence service separate from the state, as well as a parallel army, navy and air force


http://news.independent.co.uk/world/mid ... 414760.ece (http://news.independent.co.uk/world/middle_east/article2414760.ece)

(http://imgs.sapo.pt/gfx/422575.gif)
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Enviado por: ricardonunes em Abril 03, 2007, 09:16:10 pm
Rússia: Moscovo preocupado com possibilidade de acção militar EUA contra Irão

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Moscovo, 03 Abr (Lusa) - A Rússia olha de forma "extremamente negativa" para a possibilidade de uma acção militar norte-americana contra o Irão, declarou hoje Andrei Denissov, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

Quando os jornalistas lhe perguntaram se a Rússia tem fundamentos para recear um ataque dos Estados Unidos contra o Irão, o diplomata russo foi peremptório: "Claro que tem".

"Qualquer acção militar perto das nossas fronteiras é inadmissível. Olhamos para isso de forma extremamente negativa e faremos tudo para evitar isso", sublinhou Denissov, acrescentando:

"esperamos que vença o bom senso".

O diplomata russo assinalou que não dispõe de informação sobre planos concretos dos Estados Unidos. "Sou diplomata e não militar", afirmou, salientando que é preciso distinguir "planos concretos de planeamento em perspectiva".

"Os nossos parceiros afirmam que a movimentação de diferentes estruturas militares na zona do Golfo Pérsico não passa de uma substituição planeada. Vamos partir do princípio que será possível manter a paz. Não há nenhum país, estamos convencidos, que possa vir a ganhar com uma operação militar", concluiu Denissov.

Esta semana, as agências de informação russas, citando fontes militares e de reconhecimento, escreveram que os Estados Unidos poderão começar uma operação contra o Irão na madrugada da próxima sexta-feira.

Hoje, o general Iuri Baluevski, chefe do Estado Maior General das Forças Armadas da Rússia, considerou que uma acção militar contra o Irão conduzirá ao "declínio da América".

"Pode-se provocar prejuízos no potencial militar e industrial do Irão, mas é impossível vencer", frisou o general, acrescentando que "os ecos do ataque ressoarão em todo o mundo".

"Os americanos têm de pensar bem, porque já duas vezes "puseram o pé na poça": no Afeganistão e no Iraque", concluiu o general Baluevski.

JM.

Lusa/fim


O que quereram dizer os Russos com isto :conf:

"Qualquer acção militar perto das nossas fronteiras é inadmissível. Olhamos para isso de forma extremamente negativa e faremos tudo para evitar isso", sublinhou Denissov..."
Título:
Enviado por: P44 em Abril 03, 2007, 09:43:54 pm
é perto do "estrangeiro próximo" (designação dada pela Rússia ás outras ex-Repúblicas da URSS) ? será isso?

(http://www.tlfq.ulaval.ca/axl/asie/images/iran-map.gif)

saltando o Azerbeijão a Rússia é "já ali..."
(http://static.flickr.com/33/44639731_91cab93fc7.jpg)

 :?:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 03, 2007, 09:58:48 pm
Citação de: "P44"
é perto do "estrangeiro próximo" (designação dada pela Rússia ás outras ex-Repúblicas da URSS) ? será isso?



Pois não sei :wink:
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Abril 04, 2007, 01:57:49 am
Boa noite a todos, queria responder ao p shadow.
Se fossemos a seguir a sua logica, eu tb posso dizer que para morrer basta estar vivo, Agora a estrategia americana para o irao tem duas vertentes, (1) o irao nao pode ser nuclear (2) qualquer mudanca de regime tem que ser de dentro para fora. (3) quando em duvida ver alinea (1). E muito facil,  nao vai haver invasao terreste a nao ser que algo dramatico aconteca. mas sobre o que disse que nao ha meios para um ataque,  um ataque paralizador e devastador, convencional pode comecar dentro de 24 horas sem problema nenhum. e verdade que nao ha soldados do exercito mas num raio de 2000 km penso que haja perto de 1000 avioes em estado de alerta, e basta um ticonderoga  contra toda a marinha do irão. era a isto que me referia. nao a uma invasao terreste
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 04, 2007, 02:46:04 pm
Irão vai libertar marinheiros britânicos
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O Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse hoje que os 15 marinheiros britânicos capturados em 23 de Março vão ser libertados. Vão ser "oferecidos ao povo britânico”, sublinhou o Presidente numa conferência de imprensa.


SIC (http://http)
Título:
Enviado por: p_shadow em Abril 07, 2007, 04:07:33 am
Citação de: "oultimoespiao"
Boa noite a todos, queria responder ao p shadow.
Se fossemos a seguir a sua logica, eu tb posso dizer que para morrer basta estar vivo, Agora a estrategia americana para o irao tem duas vertentes, (1) o irao nao pode ser nuclear (2) qualquer mudanca de regime tem que ser de dentro para fora. (3) quando em duvida ver alinea (1).
Citação de: "oultimoespiao"
E muito facil,  nao vai haver invasao terreste a nao ser que algo dramatico aconteca. mas sobre o que disse que nao ha meios para um ataque,  um ataque paralizador e devastador, convencional pode comecar dentro de 24 horas sem problema nenhum. e verdade que nao ha soldados do exercito mas num raio de 2000 km penso que haja perto de 1000 avioes em estado de alerta, e basta um ticonderoga  contra toda a marinha do irão. era a isto que me referia. nao a uma invasao terreste


Embora não tenha a ver com o que eu referi, concordo com o 1º excerto do seu post. Em relação ao 2º nem por isso. Os nºs que apresenta estão longe de serem reais (semelhantes à comparação Ticonderoga/marinha iraniana que fez :wink:


Cumptos
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Abril 07, 2007, 05:36:35 am
Vou ver se consigo ser mais claro, eu nao me estava a referir as tropas que estao no iraque. Se o Irao atacasse tropas ou interesses americanos e isso levantasse a opiniao publica de maneira a justificar alguma accao militar contra o irao entao o congresso libertaria os fundos necessarios para financiar. Num caso destes nao ha restricoes a despeza, como por exemplo acontece agora no iraque entao os eua nao precisavao necessariamente de recorrer as tropas que estao no iraque nestas circunstancias podem mobilizar as rezervas activar navios, activar esquadroes, mobilizar e encomendar seja o que for preciso, e as diferencas sao tantas que e quase uma luta desigual. (por isso eu dei  o exemplo da ticonderoga porque a diferenca tecnologica e tao grande que assusta) entao o meu raciocinio e (e eu dei a entender entre linhas) que se for uma intervencao para paralizar o Irao e causar muito estrago a nivel de infrastruturas comunicacoes e pontos estrategicos eu sei que se pode fazer com o que esta na regiao ha 14 bases militares a num raio de 2000 km do irao sem contar o iraque. Agora se for para uma invasao terreste entao tem que haver apoio do congresso e uma mobilizacao, mas mesmo asim penso que talvez nao fosse preciso mobilizacao se fosse so para derrotar o Irao militarmente sem ocupar, mas mais dinheiro sem duvida! Mas sublinho que os iranianos tinhao que fazer algo de grave para mudar a opiniao publica americana e neste momento era o melhor que podia acontecer ao bush e ao mundo civilizado porque o irao nuclear nao e uma opcao neste momento. espero que tenha sido mais claro desta vez, nao o estava a criticar nen quero entrar em discussoes consigo.
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Enviado por: TOMKAT em Junho 09, 2007, 12:57:38 am
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Detidos irano-americanos, uma peça nas lutas de poder dentro do regime de Teerão

08.06.2007, Sofia Lorena

Os prisioneiros não servem só para retaliar contra os EUA. Também servem a política interna

Há exactamente um mês, Haleh Esfandiari, de 67 anos, era levada para a prisão Evin, nos subúrbios a norte de Teerão, após semanas de interrogatórios que terão chegado a durar oito horas. A académica é uma de quatro irano-americanos actualmente detidos ou impedidos de abandonar o Irão; em Maio todos foram acusados de espionagem. Desde que Esfandiari foi presa na ala de alta segurança de Evin, Washington e Teerão tiveram o seu primeiro encontro oficial em 27 anos - a 28 de Maio em Bagdad -, e o Presidente Ahmadinejad anunciou o início da "contagem decrescente" para a destruição de Israel. O Irão é pródigo em aparentes contradições.

De Esfandiari, directora há quase uma década do programa para o Médio Oriente do Centro Woodrow Wilson do Instituto Smithsonian, responsáveis iranianos já disseram que "confessou" actividades de espionagem. E que denunciou o sociólogo Kian Tajbakhsh, especialista em planeamento urbano, como representante no Irão do grupo Open Society, de George Soros. Há ainda Parnaz Azima, jornalista da Rádio Farda (serviço farsi da Rádio Europa Livre) detida e entretanto libertada mas impedida de deixar o Irão. E, por fim, Ali Shakeri, empresário e membro fundador do Center for Citizen Peacebuilding da Universidade da Califórnia. Esfandiari e Shakeri estavam no Irão para visitas às respectivas mães.

Segundo as últimas indicações de Teerão, quarta-feira, pela voz do pro-curador adjunto Hassan Haddad, Parnaz Azima é acusada de propaganda "anti-revolucionária". Mas há sinais de abrandamento na retórica - Haddad confirmou que Esfandiari e Tajbakhsh confessaram "algumas actividades" de espionagem, mas também que os académicos "disseram que o seu objectivo era ajudar".

Mais uma crise

Esta onda de detenções, condenada em coro pelo mundo universitário norte-americano, pela administração Bush e pelo Congresso, mas também por editorialistas europeus e centros académicos e organizações de direitos humanos árabes, pôs os analistas políticos de novo à procura dos motivos iranianos. Semanas depois da mediática captura de 15 marinheiros britânicos, porquê mais uma crise provocada, mais uma prova de força e confronto?
"As razões podem ser muitas: um esforço dos membros da linha dura para minar qualquer reaproximação aos Estados Unidos ou uma retaliação pelos cinco iranianos que os EUA mantém presos no Iraque. Podem ser apenas parte de um ataque maior aos académicos ou estar relacionadas com lutas de poder internas em Teerão", resumiu ao PÚBLICO Isobel Coleman, directora do programa Mulheres e Política Externa do Council on Foreign Relations de Washington.

Outros analistas, como o irano-americano Karim Sadjadpour, apontam que alguns no campo isolacionista, nomeadamente membros dos Guardas da Revolução, têm interesses financeiros que se jogam na perpetuação deste isolamento.

E as lutas internas estão cada vez mais presentes nas análises, ainda que sejam difíceis de ler. Os protagonistas: Ahmadinejad, o ex-Presidente e dirigente do Conselho de Discernimento, Akbar Hashemi Rafsanjani, e o guia supremo, Ali Khamenei. Há "claramente um grupo dentro do Governo, provavelmente alinhado em torno de Rafsanjani, que tem uma abordagem mais prática e talvez objectivos mais realistas. Especula-se que este grupo, alguns mesmo próximos de Khamenei, está farto do comportamento errático de Ahmadinejad nos assuntos internacionais. Contudo, duvido que Ahmadinejad faça muito sem algum tipo de aprovação de Khamenei", aponta Coleman.

Outros observadores notam que Rafsanjani terá ligações a alguns dos detidos (e a outras figuras que no Irão estão a ser perseguidas ou afastadas dos seus cargos) e há quem defenda que estas detenções são um assalto de Ahmadinejad ou de Khamenei à rede americana de Rafsanjani, considerado um "pragmático", por oposição ao "ultra" Ahmadinejad.

Os mesmos alvos

Aponta-se ainda uma eventual retaliação tardia ao pedido de Condoleezza Rice ao Congresso, em Fevereiro de 2006, para aumentar o orçamento de apoio a programas da sociedade civil no Irão - é agora de 75 milhões de dólares.
E lembra-se, como acontece a cada declaração inflamatória de Ahmadinejad sobre Israel ou anúncio de avanços no programa nuclear, que o Irão tem cada vez mais problemas sociais e económicos e que o Presidente, eleito pelos desempregados e mais desfavorecidos, não tem apresentado quaisquer soluções.
Não há nada de realmente novo nestas detenções. Académicos, jornalistas ou membros de organizações não governamentais têm sido alvos frequentes da repressão do regime, que observadores e activistas de direitos humanos dizem ter-se deteriorado desde a eleição de Ahmadinejad, há dois anos. E estas detenções têm o mesmo alvo, visam iranianos com dupla nacionalidade que fora do país continuaram ligados ao activismo.
Rasool Nafisi, professor de Sociologia na Universidade Strayer da Vir-
gínia e colaborador do site openDemocracy, resume em declarações ao PÚBLICO: "Temos de ter em conta que a administração de Ahmadinejad é formada por xenófobos. A maioria são veteranos de guerra, optam pela violência e pelas ameaças sempre que encontram o desconhecido".

http://jornal.publico.clix.pt/default.a ... 3D11460462 (http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fid%3D11460462)
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Enviado por: Lancero em Junho 10, 2007, 05:10:05 pm
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U.S. finds Karbala PJCC mockup inside Iran
 
(http://billroggio.com/images/Qods-training-facility-fajr-garrison.jpg)
The Fajr Garrison, a Qods Force training facility in Ahwaz.
 
Satellite imagery links Iran to the Karbala attack which resulted in five U.S. soldiers killed

The January 20 attack the Karbala Provincial Joint Coordination Center by the Iranian backed Qazali Network, which resulted in the kidnapping and murder of five U.S. soldiers, has long been known to be an Iranian planned and sponsored strike. While Iran has insulated itself with its cutouts in the Qazali Network, has captured members of the network as well as found documentation which proved Iranian complicity. And now it has satellite imagery as well. Aviation Week and Space Technology reported in the June 4 edition that Iran build a mockup of the Karbala Provincial Joint Coordination Center inside its borders, which was used to train the attackers. The "training center" was discovered by a U.S. spy satellite surveying Iran.

"U.S. reconnaissance spacecraft have spotted a training center in Iran that duplicates the layout of the governor's compound in Karbala, Iraq, that was attacked in January by a specialized unit that killed American and Iraqi soldiers," Michael Mecham reported in the In Orbit section of the magazine. "The U.S. believes the discovery indicates Iran was heavily involved in the attack, which relied on a fake motorcade to gain entrance to the compound. The duplicate layout in Iran allowed attackers to practice procedures to use at the Iraqi compound, the Defense Dept. believes."

An American military officer confirmed to us the report is accurate, but did not disclose the location of the training camp. In early January, the Strategic Policy Consulting confirmed a two year old report by the British Ahwazi Friendship Society that Iran was using the "Arab populated city of Ahwaz, southwestern Iran, as a base of operations." The city of Ahwaz is in Khuzestan province, which borders the southern Iraqi province of Basra. It is unknown if this is the location of the Karbala mockup.

"The Al-Qods Force trains militants in manufacturing improved explosive devices and finances and organises pro-Iranian militias in Iraq," noted the the British Ahwazi Friendship Society report. "According to SPC, the Iraq network is under the command of Jamal Jaafar Mohammad Ali Ebrahimi, who is also known as Mehdi Mohandes."

We were the first to note, on January 26, that Iran’s Qods Force, which is responsible for planning and conducting foreign operations, intelligence gathering and terrorist activities, was likely behind the attack due to the complexity of the strike. General David Petraeus briefed of the Karbala attack on April 26, and noted the Qazali network was responsible for the strike.

On May 19, Coalition forces killed Azhar al-Dulaimi, who was described as the "mastermind" and "tactical commander" of the Karbala attack, during a raid in Baghdad's Sadr City. In March, U.S. forces captured Qais Qazali, the network's leader, his brother Laith Qazali, and several other members.

Multinational Forces Iraq has been heavily targeting the Qazali Network's "secret terror cells" as well as those of the Sheibani Network. Coalition and Iraqi forces killed 26 members of this network and captured 71 since April 27, 2007. Three more members of the "secret cell" were captured and another killed today.

The Sheibani Network the overarching organization that receives support, weapons, advice and targeting from Iran's Qods Force. Senior members of the Qazali and Sheibani Networks are members of Iran's Qods Force.


Fonte (http://http)
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Enviado por: SSK em Junho 18, 2007, 02:31:53 pm
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Sex, Drugs and Nuclear Weapons
June 18, 2007:  The government is blaming unrest on the United States. Most people know better, but reading about American spy rings, and U.S. financed rebel groups makes for entertaining reading. There's not much other entertainment allowed in Iran.
 

June 16, 2007:  U.S. spy satellites discovered a training camp inside Iran, where there was a mock up of an Iraqi compound that was the scene of a well planned commando raid that led to the death of five American soldiers. Subsequent arrests of Iranians and pro-Iranian Iraiqs inside Iraq, led to information about this being an Iranian commando raid. The new satellite pictures seem to confirm this. Iran denies everything.

 

June 15, 2007:  The continuing shipments of Iranian weapons to the in Afghanistan, Taliban are believed to be part of a deal to stop some of the opium and heroin coming into Iran. With millions of addicts, and the crime and disorder that comes with it, the government is willing to do whatever it takes to reduce the drug problem. Expelling hundreds of thousands of Afghan refugees is part of that program, as is increasing the number of troops and paramilitaries along the Afghan and Pakistan borders. But since the Taliban work with the Afghan drug gangs, the Iranians believe the Taliban could get the drug shipments moved through Central Asia, instead of Iran (where a lot of those shipments are sold to local distributors before most of it moves on to the Arab Gulf states and Europe.)

 

June 14, 2007:  Iranian officials are now playing down the prospects of an American attack. It's obvious to all that the clerical dictatorship in Iran would benefit from such an attack, as it would mobilize the people behind the government. Meanwhile, the economic sanctions are continuing to hurt the economy, and many factions in the government would like to make a deal on the nuclear weapons, to get sanctions lifted. But the radical faction in the government won't consider any slow down in the nuclear weapons program. The radicals believe their paramilitary forces can handle any uprising, and once Iran has nukes, all manner of opportunities will present themselves.

 

June 11, 2007:  A rescue helicopter crashed in the southeast. Most Iranian aircraft and helicopters are old and poorly maintained because of the sanctions. This makes it impossible to use these aircraft at a normal rate, and leads to a higher accident rate. This is another cause of unrest among most Iranians.

 

June 10, 2007:  Pakistan arrested three foreign al Qaeda suspects near the Iranian border. Pakistan has frequently caught Islamic terrorists sneaking into, or out of, Iran, where it's an open secret that Iran provides sanctuary for the Sunni terrorists.

 

June 9, 2007:  The government has backed away from a plan to legalize prostitution. A cleric has advocated using an old Shia custom of "temporary marriage" which, in effect, made prostitution, or shacking up, legal. Of course, you needed a cooperative cleric to sign off on the deal. This usually required a fee. The proposal was meant to placate the many impoverished young Iranian men who cannot afford to get married, and are rather restless as a result. There is already a lot of prostitution, and the new proposal was seen as another ploy by the corrupt clerics to extract more money from the people, in this case, horny  men.  As a result, the government has backed away from the proposal. Many ultra-conservative clerics want to maintain the ban on prostitution, and the clerics running terrorism operations don't want illicit sex interfering with the recruiting of suicide bombers (who are assured of 72 willing girls in the after life).

 

June 8, 2007:  In the north, the army fired artillery shells at PKK camps across the border in Iraq. There were several clashes with PKK fighters along the border, with several dozen casualties. At least five Iranian soldiers died. This was happening at the same time that the Turkish army was firing artillery at PKK camps, and sending commandos into Iraq to grab PKK leaders. Both countries are trying to stop PKK recruiting among their Kurdish minorities, and terrorist attacks against the government.
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Enviado por: SSK em Julho 02, 2007, 01:59:32 pm
Fossem eles fracos como os iraquianos e os américas já lá estam batidos...

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Iran Linked to U.S. Troops' Deaths
 July 02, 2007

BAGHDAD - Iran is using the Lebanese Shiite militia Hezbollah as a "proxy" to arm Shiite militants in Iraq and Tehran's Quds force had prior knowledge of a January attack in Karbala in which five Americans died, a U.S. general said Monday.

U.S. military spokesman Brig. Gen. Kevin J. Bergner said a senior Lebanese Hezbollah operative, Ali Mussa Dakdouk, was captured March 20 in southern Iraq. Bergner said Dakdouk served for 24 years in Hezbollah and was "working in Iraq as a surrogate for the Iranian Quds force."

The general also said that Dakdouk was a liaison between the Iranians and a breakaway Shiite group led by Qais al-Kazaali, a former spokesman for cleric Muqtada al-Sadr. Bergner said al-Kazaali's group carried out the January attack against a provincial government building in Karbala and that the Iranians assisted in preparations.

Al-Khazaali and his brother Ali al-Khazaali, both captured in March, have told U.S. interrogators that they "could not have conducted it (the Karbala attack) without support from the Quds force," Bergner said.

Documents captured with al-Khazaali showed that the Quds Force had developed detailed information on the U.S. position at the government building, including "shift changes and defense" and shared this information with the attackers, the general said.

U.S. officials at the time of the Karbala attack said it was unusually sophisticated, with the attackers dressed in U.S. uniforms to get close to the building, and suggested Iran may have had a role in it.

The U.S. military in the past has accused the Quds Force - the external arm of Iran's elite Revolutionary Guards - of arming and financing Iraqi extremists to carry out attacks on U.S. and Iraqi forces. Tehran has denied the U.S. accusations.

Bergner said Iraqi extremists were taken to Iran in groups of 20 to 60 for training in three camps "not too far from Tehran." When they returned to Iraq, they formed units called "special groups" to carry out attacks, bombings and kidnappings, he said.

Dakdouk helped train and organize the groups, making four visits to Iraq in the past year after a May 2006 trip to Iran, the general said. Hezbollah, he said, helps the Iranians as a "proxy ... to do things they didn't want to have to do themselves in terms of interacting with special groups."

"Our intelligence reveals that the senior leadership in Iran is aware of this activity," he said. Asked if Iran's supreme leader Ayatollah Ali Khamenei could be unaware of the activity, Bergner said "that would be hard to imagine."

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Enviado por: SSK em Julho 04, 2007, 11:36:09 pm
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Coréia do Norte enviará 4 mini-submarinos ao Irã em meados de julho  

Agência EFE

SEUL - A Coréia do Norte fornecerá quatro mini-submarinos ao Irã em meados de julho como parte do pagamento de uma dívida de centenas de bilhões de dólares, informou nesta quarta-feira a agência japonesa 'Kyodo'.

O acordo foi fechado em maio, coincidindo com a visita do vice-ministro de Exteriores norte-coreano, Kim Yong-il, ao Irã, segundo uma fonte próxima às relações entre os dois países e citada pela 'Kyodo'.

- Durante a visita de Kim Yong-il ao Irã, foi definido que a Coréia do Norte enviaria quatro mini-submarinos ao país nos próximos dois meses e, no máximo, até 15 de julho deste ano - segundo a fonte, que indicou que a operação corresponde ao pagamento de uma dívida de bilhões de dólares.

Embora não tenha sido revelado o modelo dos submarinos nem como serão feitos os envios da Coréia do Norte ao Irã, a notícia aumentou o nível de alerta entre os países vizinhos da República Islâmica, de acordo com fontes diplomáticas.

A preocupação se refere à possibilidade de o Irã utilizar os submarinos norte-coreanos na região próxima ao estreito de Ormuz, o que pode representar uma ameaça para os navios americanos que operam na área.

Na visita de Kim ao Irã, o vice-ministro norte-coreano se reuniu com o ministro de Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, e o vice-presidente do Governo de Teerã, Parviz Davudi.

Kim prometeu estudar entregar também um submarino de tamanho médio que a Marinha norte-coreana retirou do serviço ativo há um ano e meio, segundo a 'Kyodo'.

A agência japonesa cita dois funcionários de uma empresa ligada ao Exército norte-coreano que asseguraram que armamentos como mísseis antitanque poderiam ser enviados ao Irã a qualquer momento.

Acredita-se que os dois países cooperam militarmente desde 1980, com intercâmbios de componentes para mísseis balísticos elaborados pela Coréia do Norte e a entrega de dados ao regime comunista de testes de mísseis realizados por Irã.
 
[ 11:24 ]   04/07/2007
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Enviado por: SSK em Julho 08, 2007, 07:23:32 pm
The Zaidi Shi'a in Yemen -
Iran's Next Objective to Reach the Horn of Africa?


http://www.defense-update.com/analysis/analysis_070707_yemen.htm
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Enviado por: SSK em Julho 10, 2007, 11:43:52 pm
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Yemen Attack Reveals Struggle Among Al-Qaeda's Ranks




07/10/2007 - By Gregory D. Johnsen & Brian O'Neill (from Terrorism Focus, July 10) - Throughout the spring and early summer, a schism has emerged within the ranks of Al-Qaeda in Yemen, pitting younger, more radicalized members against the moderate old guard. These strategic differences materialized on July 2, when a suicide bomber attacked a convoy of Spanish tourists in the governorate of Marib, killing nine people. The new generation of militants, many of whom were radicalized in Iraq, is determined to carry out attacks in Yemen. This represents a sharp break from the old guard, who have advised their younger members to have patience and allow for negotiations with the Yemeni government to continue. The old guard is also concerned that any attacks within Yemen will lead to a government crackdown on its leadership, much like what happened in the aftermath of the USS Cole attack in 2000 and the September 11 attacks in 2001 (al-Ghad, July 4).

Since 2003, the Yemeni government and Al-Qaeda in Yemen have reached what could best be described as a tacit non-aggression pact. Through various programs and channels, Yemen has attempted to convince the militants not that their beliefs are incorrect, but rather that they would hurt their own cause and base of operations by acting violently within the borders of the state. For the new generation of al-Qaeda leaders, however, this is tantamount to a treasonous alliance with tyrants. On June 21, Al-Qaeda in Yemen posted an audio-message on an Islamist website that announced that it had selected Nasir al-Wuhayshi—one of the 23 men who escaped from a Yemeni prison in February 2006—to be its new leader. The message itself, however, seemed designed to convince the old guard that negotiations were a betrayal of their cause. The message was read by a man who identified himself as Abu Hurayra al-San'ani. He warned the old guard that jihad could not be paused in order to seek the release of prisoners. He insisted, "If they are killed, they end up as martyrs. Then, how can the jihad stop today for the sake of prisoners? Go back to your senses." This statement seemed to confirm the new tactics, which were first dramatically displayed with the March 29 assassination of Ali Mahmud Qasaylah, the chief criminal investigator in the Marib governorate. This murder was supposedly in retaliation for Qasaylah's role in the 2002 assassination of al-Qaeda leader Abu Ali al-Harithi (Terrorism Focus, May 22).

Six days after the audio statement, Al-Qaeda in Yemen released another statement through the independent weekly al-Shar'a. This time the message was directed at the Yemeni government. The statement made four demands on the government: release al-Qaeda members in prison; lift restrictions on travel to Iraq; stop cooperating with the enemies of Islam, particularly the United States and its allies; and announce a return to Sharia law (News Yemen, July 2). These two statements, directed at al-Qaeda's old guard and the Yemeni government, clearly articulate the philosophy of Al-Qaeda in Yemen's new generation of leaders.

In a press conference the day after the attack in Marib, President Ali Abdullah Saleh offered a 15 million Yemeni rial (roughly $75,500) reward for information leading to the capture of those responsible. He also said that early evidence suggested that the attack was the work of a non-Yemeni Arab (al-Hayat, July 4). Security operations during the following days resulted in several arrests in the governorates of Aden, Sanaa and Abyan (al-Hayat, July 5). The man who Yemen charged as the mastermind of the attack, however, was, as Saleh suggested, a foreigner. Ahmad Basaywani Duwaydar, a 50 year-old Egyptian with a Yemeni wife, was killed on July 5 in a shootout with Yemeni security forces in western Sanaa. Duwaydar, who previously lived in Egypt in 1990, had been convicted in absentia during the 1999 "Albania Returnees" trial (al-Hayat, July 7). Regardless of Duwaydar's culpability for the July 2 attack, his death will likely have little bearing on the generational fissures that have erupted within Al-Qaeda in Yemen.

Overall, the attack on the Spanish tourists was a symbol not just of the resurgence of Al-Qaeda in Yemen, but also of the new power of younger, more dogmatic militants. Although the outcome of this internecine struggle for control is uncertain, it seems likely that Yemen's tense spring will turn into a dangerous summer.

Gregory D. Johnsen, a former Fulbright Fellow in Yemen, is currently a Ph.D. candidate in Near Eastern Studies at Princeton University. Brian O'Neill is an independent political analyst based out of Chicago, and is a former reporter for the Yemen Observer.
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Enviado por: SSK em Agosto 01, 2007, 08:26:16 pm
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Esquilos espiões no Irão

Esquilos equipados com sistemas de espionagem estrangeira foram alegadamente capturados pelas forças de inteligência do Irão, noticiou recentemente um jornal local iraniano.

Catorze “bem treinados” esquilos, que pesam pouco mais de 700 gramas, terão sido capturados perto das fronteiras daquele país e estavam equipados com aparelhos de escuta, GPS e câmaras de alta resolução.

Segundo um responsável iraniano, estes esquilos têm capacidades especiais para efectuar operações de espionagem, uma vez que têm características físicas únicas e atingem grandes velocidades. Uma vez de volta ao seu local de origem, estes fornecem todas as informações recolhidas a um computador. A polícia iraniana afirmou que os esquilos foram capturados sem terem sido bem sucedidos nas suas tarefas.
2007/07/31


 :rir: Grandas malucos
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Enviado por: André em Agosto 15, 2007, 05:42:31 pm
EUA poderão incluir Guarda Iraniana na lista de terroristas

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Os Estados Unidos poderão designar a Guarda Revolucionária do Irão como uma organização terrorista internacional, numa dura medida diplomática que visa congelar as finanças do grupo no estrageiro, divulgaram oficiais da Casa Branca.

Se efectiva, será a primeira vez que os Estados Unidos colocam as Forças Armadas de um estado soberano na lista de organizações terroristas.

Washington tem acusado a Guarda de fornecer armamento e treino militar aos rebeldes islâmicos no Iraque e no Afeganistão, acusação que Teerão nega com veemência.

Analistas políticos iranianos afirmam que esta pressão funciona como uma pacificação para os membros do Governo Bush que desejam uma acção militar sobre o país, como retaliação sobre o seu desenvolvimento nuclear.

Um oficial norte-americano, que desejou permanecer anónimo, afirmou que os EUA estão desejosos de seguir em frente com o plano mas que não têm ainda um prazo definido para a sua implementação.

O porta-voz do Departamento de Estado Sean McCormack afirmou que «não vai discutir acções que possam estar sob consideração».

Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, foi categórica: «não é apropriado discutir potenciais acções futuras. Continuamos a pedir ao Irão para que represente um papel construtivo na região e eque pare apoiar organizações terroristas».

O Irão já está se encontra na lista de patrocinadores do terrorismo mas se as suas Forças Armadas forem consideradas um grupo terrorista há a possibilidade que a administração expanda os seus negócios de forma a obter recursos financeiros.

A Guarda Revolucionária Iraniana, que funciona separadamente das Forças Armadas do Estado, nasceu logo após a Revolução Islâmica, em 1979 e congrega cerca de 125 mil membros activos.

Na lista americana de organizações terroristas encontram-se a al Qaeda, o Hezbollah, a Jihad Islâmica e o Hamas.

{b]Duras Medidas[/b]

A secretária de estado norte-americana Condoleeza Rice e outros oficiais desejam a aplicação de sanções mais duras sobre o Irão, num esforço paralelo à acção das Nações Unidas.

Há já algum tempo que a Casa Branca tem pressionado a ONU no sentido de impedir o seu progresso nuclear mas não consegue obter a concordância da Rússia e da China. Teerão insiste que o seu programa de enriquecimento de urânio é unicamente com fins pacíficos.

Ray Tkeyh, do Conselho iraniano de Relações Internacionais, afirma que a inclusão da Guarda Revolucionária Iraniana na lista de terroristas vai destruir qualquer tentativa de negociação com o país.

SOL com agências
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Enviado por: SSK em Agosto 17, 2007, 05:02:42 pm
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Is Ahmadinejad Growing Suspicious of Bashar's Real Intentions?

By David Eshel
When Iranian President Mahmoud Ahmadinejad made his surprise visit to Damascus, last month, rumors spread over Tehran's real intentions: whether it was as innocent as to wish the Syrian president godspeed on his second inauguration occasion. Or was a secret meeting shoring up a common strategy against Israel?
New intelligence assessments, currently circulating among Mid East experts now suspect, that the real reason behind Ahmadinejad's visit, was to warn his Syrian friend against taking any evasive action on the mutual strategic alliance, which lately seems to be undergoing growing uncertainties.


 
Tehran's concerns must have increased, following United Nations' special envoy Michael Williams' visit, who claimed that: "The impression I got from my visit to Damascus was that if there was progress in terms of establishing a peace track, then we would see some changes in Syrian behavior on the three issues, Iran, Hezbollah and Hamas." Indeed, there were already several alarm bells ringing in Tehran, over persistent rumors that secret talks existed between Jerusalem and Damascus over a renewed peace initiative, mediated by Ankara.

The Turkish capital seems to have become a key venue for secret negotiations on critical strategic issues in the region. A recent shift in Turkish foreign policy has already emerged in the Turkish-Iranian rapprochement over a multi-billion gas and energy deal energy. But there may be more at stake here, than meets the eye. Washington is already concerned over this new rapprochement between its first NATO partner and Ahmadinejad's rogue regime in Tehran. There are reports that Turkish and Iranian officials are quietly cooperating against separatist Kurds, which are causing both countries growing security headaches.

Could it be that Ahmadinejad will use his new relations with Turkey, to outflank any Syrian disloyally to Tehran's strategic ambitions?

The shrewd Shi'ite president may well regard the present "sabre rattling" moves by Israel and Syria as mere camouflage, hiding real interest of Bashar Assad in joining the forming anti-Shi'ite axis, led by Saudi Arabia. This US sponsored initiative, which was recently "oiled" with Washington's generous arms package to Saudi Arabia and the Gulf states, was received, surprisingly, with unprecedented silence from Jerusalem, which traditionally opposes such sales.

According to the Israeli daily, Haaretz, a senior government official said last Saturday that although Damascus believes Tehran is the 'best thing they have at the moment,' Syria is not yet a satellite of Iran and can still be extricated from an Iranian "bear-hug." While Bashar Assad seems to be extremely grateful for Ahmadinejad's generous gifts, shoring up Syrian's military with new weapon systems from Russia, all paid in cash from Tehran's coffers. Such modern weapons, which only a year ago, Syrian generals could have dreamed about, will surely rejuvenate the long obsolete Syrian armed forces. But whether young Assad is willing to pay the political price and become a full client state to Iran's Shi'ite clerical regime is open to debate.

The recent analysis by Syrian journalist Ibrahim Hamidi of a joint declaration from Assad and Ahmadinejad made at the end of Syrian-Iranian summit lends credence to this view. Writing in a London-based Arab daily, the highly respected, but regime-critical Hamidi warned that unidentified members of Bashar Assad's regime already argue that Syrian decisions are made in Iran and not always coinciding with Syria's national interests.

Israeli military intelligence is currently deeply immersed in real-time assessment over Syrian military preparation for a potential military confrontation with Israel over the Golan Heights dispute. Officials believe that, while Bashar Assad's national strategy is still adhering to the guidelines laid out between Damascus and Tehran on the last reciprocal high-profile visits and strategic exchanges, Ahmadinejad is already deeply concerned over Syria's future intentions. Tehran's major concern is over the Sunni axis led by Saudi Arabia, which might eventually gain more and more interest among Bashar Assad's closest Alawi associates, to change direction by make peace with Washington's "good guys".

In order to ensure that such a dangerous move on Tehran's behalf would be deferred as long as possible, at least until its controversial nuclear program reaches maturity, the Iranian president has initiated a new plan, under which pro-Iranian loyalists in Assad's entourage will remain in highly strategic decision-making positions.

In fact, Ahmadinejad is already highly suspicious over some of the "old guard" officers, still holding vantage positions in the Syrian armed forces. These include among others, veteran generals, like Hassan Turkmani (a Sunni Muslim), Habib Ali and Muhammed Nasif. These officers, still serving from father Hafez Assad's era, have been traditionally more western oriented, although extremely careful not to air their personal opinions in public. One may remember the "passive" involvement of a Syrian division under US control during Operation Desert Storm in 1991.

A more radical attitude can be attributed to the younger generation of Syrian officers, led by the dubious General Assef Shawkat, the president's brother-in-law, who by sheer chance is also prime suspect in the Hariri affair. Shawkat is a devious bravado and his entourage includes some of the most dangerous and ruthless elements in Bashar Assad's Alawite regime. These officers, which are already closely working with the Iranian Revolutionary Guards, may well become the backbone of Ahmadinejad's future efforts to maintain his grip on Damascus' loyalty, with or without Bashar Assad at the helm.

But this, according to Israeli sources is far from easy to implement. Not only is part of president Assad's entourage constantly on "alert", since Bashar Assad's inauguration in July 2000, but there are always subversive elements, clandestinely active to sustain the sensitive Alawite minority rule, which has come under threat in past efforts to topple the regime from within. Traditionally hostile elements, such as the Muslim Brotherhood and others, who were, sofar beaten off by brutal regime action, but this could change if the time and political unrest be ripe for a well prepared and supported coup d'etat. The present Iranian Shi'ite "bear hug" can become a trigger, setting off internal discontent among subversive elements, even within Bashar Assad's own loyalists, should he go too far in his dubious alliance with the Tehran clerics. The example, demonstrated by Ahmadinejad's meddling in Lebanese affairs having sparked off last summer's Hezbollah war with Israel, has caused much more damage that was initially believed and could well become the catalyst for a political change in Damascus.

It is little known, that such a near situation was only averted in 2005, following Assad's hasty withdrawal from Lebanon, following the murder of Hariri. This had caused considerable unrest among the Syrian armed forces and other regime elements, which regarded Assad's performance with deep discontent, a move which they attributed to the young president's lack of experience. Many at the time claimed, in private, that his father the "Lion of Damascus" Hafez Assad, would never have ventured into such a politically dangerous trap.

A similar development can happen, if Bashar Assad will not be able to survive the present UN sponsored legal investigation of his and his closest associates' alleged part in the Hariri fiasco, which is already looming over the Damascus palace.

Even beating the war drums, which his mentor Mahmoud Ahmadinejad may have proposed to divert international attention, may not bring succor to Bashar's plight. In the contrary, any reckless venture, by misjudging the real outcome of the "Tamuz War" in Lebanon and starting even a limited confrontation with Israel, on Hezbolla-style guerilla warfare on the Golan, will meet with devastating response from the newly trained and invigorated IDF under its new leadership. This will no doubt spell catastrophic consequences on Damascus and result in the finale act of the Alawite regime in Syria.

All in all, there seems to be little enthusiasm in Damascus for a war with Israel these days. Ahmadinejad's predicted "hot summer" is already nearing its demise and the thirty year long silence along the Golan borderline is strictly maintained, though on both sides, officers watch each other with reserved suspicion. In the Middle East, the clock go different, veteran military experts caution, nevertheless, that under the present situation, neither side of the equation have anything to gain from war but certainly everything to lose. President Mahmoud Ahmadinejad may well be on the receiving end of another strategic setback, which has already cost Iran dearly last year, when the final accounting of Hezbollah's Iranian sponsored war with Israel, destroyed Tehran's strategic forward base in Lebanon. If he loses Damascus, the Shi'ite Crescent may yet rip apart, before it materializes into a strategic pact for Iran's regional ambitions. The winner will. No doubt be US backed Saudi Arabia's Sunni axis, if its reaches sufficient momentum, in time to mature into a strong anti-Shi'ite alliance and before a nuclear Iran becomes reality.
Título:
Enviado por: André em Agosto 22, 2007, 09:51:13 pm
Irão tem uma bomba inteligente de 900 quilos

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O Irão desenvolveu uma bomba inteligente de 900 quilos, informaram os media oficiais do país, citando uma declaração do Ministério da Defesa, no mais recente anúncio de Teerão sobre armamento militar.

A bomba guiada, denominada Qased (Mensageiro), foi desenvolvida por especialistas dentro do ministério e está agora operacional, disse a agência de notícias Irna, acrescentando que poderia ser usada em aviões F-4 e F-5.

Os EUA e o Irão estão num longo impasse por causa do programa nuclear iraniano, do qual o Ocidente suspeita que tenha voltado à fabricação de bombas atómicas, uma acusação negada pelo Irão.

O Irão diz frequentemente que construiu ou melhorou armas, mas raramente dá detalhes suficientes para que os analistas determinem a sua capacidade.

Embora muitos armamentos sejam antigos, os analistas dizem que o Irão tornou-se eficiente na modificação desses armamentos.

O ministro da Defesa, Mostafa Mohammad Najjar, disse no ano passado que o Irão tinha projectado a bomba Qased, mas que ainda tinha de ser testada.

Afirmou que um número limitado de países tinha tecnologia de «armamento inteligente e guiado».

Os EUA dizem que preferem uma solução diplomática para a disputa nuclear, mas não descartam uma acção militar.

O Irão ameaçou retaliar os interesses regionais norte-americanos se for atacado.

Reuters/SOL
Título: Ocidente vs Irão
Enviado por: oultimoespiao em Setembro 02, 2007, 10:56:09 pm
Esta para breve! Pode vir com 28 anos de atraso, mas o W. Quer sangue!

http://www.areamilitar.net/noticias/not ... ?nrnot=431 (http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=431)
Título:
Enviado por: André em Setembro 03, 2007, 01:12:21 am
Não é só o W que quer sangue, o Sarkozy, Gordon Brown e o Ehud Olmert também. :?
Título:
Enviado por: André em Setembro 17, 2007, 01:59:45 pm
Kouchner alerta para eminência de guerra com o Irão

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O mundo precisa de se preparar para uma guerra devido ao programa nuclear do Irão, afirmou domingo o ministro dos Negócios Estrangeiros francês.

De acordo com o primeiro-ministro francês o Irão possuir armas nucleares representa «um perigo real para o mundo».

A Total e a Gaz de France são algumas das multinacionais francesas às quais o Governo francês aconselhou a não iniciar novos contratos no Irão.

Reuters/SOL
Título:
Enviado por: André em Setembro 17, 2007, 04:23:36 pm
Irão adverte Ocidente para opção de confronto            

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O Irão advertiu hoje os países ocidentais para a opção do confronto em vez de relações cordiais, num discurso do vice-presidente iraniano, Reza Aghazadeh, na conferência geral da AIEA (Agência Internacional da Energia Atómica) em Viena.
Aghazadeh, que também é director da organização da energia atómica iraniana, declarou na sede da AIEA que os países ocidentais «sempre escolheram o caminho do confronto em vez da compreensão e das relações cordiais com a grande nação do Irão».

«Na prática, (o Ocidente) não tolera que haja mais Estados independentes e países em desenvolvimento que se juntem aos que procuram actualmente apropriar-se da tecnologia moderna», disse Aghazadeh.

«A grande nação do Irão tomou nota de seu comportamento discriminatório (do Ocidente) e não esquecerá», garantiu.

Diário Digital
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Enviado por: pedro em Setembro 17, 2007, 04:50:12 pm
Na volta quem acaba por ir la e a Franca.
Nao sera isto uma maneira do Sarkozy para melhorar as relacoes com os estados unidos :roll:
Título:
Enviado por: André em Setembro 17, 2007, 05:57:05 pm
França e Holanda querem que Irão receba sanções fora da esfera ONU
 
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Os ministros dos Negócios Estrangeiros de França, Bernard Kouchner, e da Holanda, Maxime Verhagen, defenderam hoje a adopção de sanções ao Irão fora da esfera da ONU, como forma de pressionar Teerão a suspender o respectivo programa de enriquecimento de urânio.
«Preferimos o reforço das sanções através do Conselho de Segurança da ONU», mas se aquele organismo não chegar a um acordo «queremos aplicar sanções da União Europeia (UE) em combinação com as sanções norte-americanas»", disse Verhagen, depois de se reunir com Kouchner em Paris.

Domingo, o chefe da diplomacia francesa tinha defendido publicamente a aplicação de sanções da UE ao Irão, medidas que considerou deverem estar «separadas» das da ONU.

«Seriam sanções que cada país deveria adoptar individualmente com o seu próprio sistema bancário, comercial e industrial», disse o ministro francês, que já pediu a grandes empresas francesas, principalmente as do sector petrolífero, que deixem de investir no Irão.

O titular dos Negócios Estrangeiros holandês disse concordar com o chefe da diplomacia francesa quanto à importância de outros países da comunidade internacional se juntarem à iniciativa, já que, «quanto mais gente aplicar (sanções) - UE, Estados Unidos e outros -, mais eficazes elas serão e maior será a pressão».

Na próxima semana, o ministro francês participará em encontros em Nova Iorque com os chefes da diplomacia das outras cinco potências envolvidas no caso iraniano (EUA, Rússia, China, Reino Unido e Alemanha).

A Rússia já disse que considera prematuro recorrer novamente ao Conselho de Segurança da ONU, que já emitiu duas resoluções de sanções contra o Irão.

Paralelamente às negociações realizadas em Nova Iorque sobre uma nova resolução com sanções, a França abordará «com o conjunto dos seus parceiros da EU» as medidas a serem adoptadas contra o Irão para que cumpra as «suas obrigações internacionais», disse hoje a porta-voz dos Negócios Estrangeiros, Pascale Andréani.

Quanto às declarações de Kouchner no domingo afirmando que, no caso nuclear iraniano, é preciso que o mundo se prepare «para o pior, que é a guerra», a porta-voz disse que o ministro «não fez mais» do que repetir o que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tinha afirmado no final de Agosto, quando afirmou que tudo deveria ser feito para evitar uma «alternativa catastrófica: a bomba iraniana ou o bombardeamento do Irão».

O primeiro-ministro francês, François Fillon, classificou de «extrema» a tensão com o Irão, mas salientou que ainda há espaço para a diplomacia e afirmou que as sanções não foram esgotadas.

«Um confronto com o Irão seria o último extremo que qualquer autoridade política pode desejar», afirmou Fillon em discurso em Angulema, após visitar uma base militar.

As declarações de Kouchner levaram já a oposição socialista a pedir um debate no Parlamento sobre a questão nuclear iraniana, para que o Governo coloque «todas as cartas sobre a mesa» e para que o próprio Sarkozy «se expresse» perante os franceses.

Diário Digital
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Enviado por: André em Setembro 18, 2007, 07:06:54 pm
Questão nuclear deve ser resolvida pelo diálogo

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reafirmou hoje que a questão nuclear iraniana, como todos os outros problemas internacionais, deve ser resolvida de forma pacífica, pelo diálogo.

«Por princípio, todas as questões em suspenso, onde quer que se situem, devem ser resolvidas pelo diálogo, de maneira pacífica», declarou, numa conferência de imprensa.

«É um princípio muito importante das Nações Unidas», acrescentou.

Ban respondia a uma pergunta sobre a recente escalada verbal respeitante ao processo nuclear iraniano, nomeadamente, às afirmações do ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, que evocou domingo um risco de «guerra» contra o Irão.

Kouchner denunciou hoje em Moscovo uma «manipulação» da imprensa, que teria compreendido mal as suas declarações acerca dos riscos de guerra com o Irão e apelou a «negociações» e «sanções» para evitar «o pior».

Por seu turno, a Rússia declarou-se inquieta após a evocação de um cenário militar contra o Irão, país que defende na cena internacional e com quem mantém importantes relações económicas.

Na sua conferência de imprensa, o responsável da ONU encorajou o Irão a ser «totalmente cooperativo e transparente» nas suas relações com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e a levar à prática o plano de trabalho que acordou com esta agência.

Manifestou a esperança de que este acordo «contribua para uma resolução final e global da questão nuclear iraniana».

A AIEA concluiu um acordo com o Irão para conseguir a luz verde de Teerão a novas inspecções nucleares escalonadas para esclarecer questões obscuras do programa iraniano.

Interrogado sobre as perspectivas de novas sanções da ONU contra Teerão, Ban afirmou que é «uma questão que deve ser decidida pelos membros do Conselho de Segurança».

Exortou novamente as autoridades iranianas a «acatarem plenamente» as exigentes das anteriores resoluções do Conselho, «por forma a que as questões que permanecem em suspenso possam ser resolvidas por negociações pacíficas».

O Conselho de Segurança adoptou, em Dezembro e em Março, duas resoluções impondo sanções comerciais ao Irão, sem obter de Teerão a suspensão das suas actividades de enriquecimento de urânio.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Setembro 18, 2007, 10:38:23 pm
Sócrates admite recurso «a todas as formas de sanções»

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O primeiro-ministro, José Sócrates, admitiu hoje o recurso por parte da União Europeia (UE) «a todas as formas de sanções» ao Irão, no caso de o país desrespeitar as leis internacionais sobre energia nuclear.

José Sócrates falava no Parlamento, à entrada para uma reunião com a bancada do PS.

O primeiro-ministro foi questionado pelos jornalistas sobre as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros francês, que defendeu a aplicação de sanções por parte da UE e advertiu que o mundo deve «estar preparado para o pior» se falharem as negociações com o Irão.

«A Europa está preparada para fazer tudo o que está ao seu alcance para que as leis internacionais neste domínio sejam cumpridas. Recorreremos, naturalmente, a todas as formas de sanções se o Irão não as cumprir», declarou.

«Esperamos que cumpra e decorrem negociações nesse sentido - para que o controlo do uso da energia nuclear para uso militar não prossiga naquele país. Se isso não acontecer, estamos disponíveis para avaliar as formas de pressão», acrescentou.

O primeiro-ministro salientou que «a posição da UE é de apelo ao Irão para que cumpra as recomendações das agências internacionais ligadas às Nações Unidas e as leis internacionais».

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: oultimoespiao em Setembro 19, 2007, 01:56:54 am
Eu penso que isto esta para breve... antes do mes do ramadao!
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Enviado por: Lancero em Setembro 19, 2007, 01:14:41 pm
O ramadão já começou, salvo erro, no dia 12.
Título:
Enviado por: André em Setembro 19, 2007, 04:36:11 pm
Irão ameaça atacar Israel em caso de ofensiva aérea israelita

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O general Mohamad Alavi, comandante adjunto da força aérea iraniana, anunciou hoje que o Irão tem planos para atacar Israel no caso de uma ofensiva aérea israelita contra o país, noticiou hoje a agência de notícias semi-oficial Fars.

«Podemos atacar (Israel) com os nossos caças-bombardeiros e responder a uma possível ofensiva aérea», afirmou Alavi, responsável pelas operações da Força Aérea iraniana, salientando que o território israelita está ao alcance dos mísseis do Irão.

Reagindo a estas declarações, os Estados Unidos denunciaram uma vontade de provocação da parte de Teerão.

«Afirmações como estas, que chegaram do Irão, são inúteis, não são construtivas e parecem quase provocatórias», disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, acrescentando que Israel não procurava «a guerra com os seus vizinhos».

Perino reafirmou que o presidente norte-americano, George W. Bush, não tinha a intenção de se encontrar com o seu homólogo iraniano, Mahmud Ahmadinejad, quando estiverem ambos em Nova Iorque, na próxima semana, para a Assembleia Geral da ONU.

A Força Aérea iraniana é tida como obsoleta pelos especialistas militares ocidentais e os aviões que tem ainda ao serviço foram comprados, nomeadamente aos Estados Unidos, antes da revolução islâmica de 1979.

O general mencionou a capacidade de ataque do Irão, nomeadamente em mísseis.

«Podemos atacá-los com os nossos aviões de caça e responder ao seu ataque improvável com um ataque aéreo contra o seu solo», afirmou Alavi.

Israel indicou, entretanto, levar «muito a sério» as «ameaças» iranianas.

«Infelizmente, ouvimos com demasiada frequência declarações de ódio e belicosas vindas dos dirigentes iranianos», declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Mark Regev.

«Israel, como, aliás, a comunidade internacional, leva estas ameaças muito a sério», sublinhou.

O Estado judaico acusa o Irão de pretender dotar-se da arma nuclear a coberto do desenvolvimento do seu programa nuclear civil.

As declarações repetidas do presidente iraniano apelando a riscar Israel do mapa reforçaram as inquietações do governo israelita.

Diário Digital
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Enviado por: jmg em Setembro 19, 2007, 06:48:04 pm
O sr Krouchner não é o nosso ministro das obras públicas.
As suas declarações são feitas com sentido de estado e com consertação do governo, não são "farpas" sobre se uma zona é desertica ou não.....
Aquela declaração advertindo o mundo para um possível conflito no Irão foi para mim uma maneira muito subtil da França mostrar até que ponto é capaz de se empenhar nesta questão.
A França sempre teve muitos interesses e influência neste zona do globo (Irão, Siria, Líbano são alguns exemplos) e este actual regime não lhe é muito favorável.
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Setembro 20, 2007, 02:48:00 am
Citação de: "Lancero"
O ramadão já começou, salvo erro, no dia 12.

se ja comecou deve ser logo que acabar!
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Enviado por: André em Setembro 20, 2007, 06:08:57 pm
Irão testa novos jactos de guerra e diz assustar inimigos

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O Irão considerou hoje que «assustou os seus inimigos», ao testar com sucesso dois aviões de uma nova geração de jactos fabricados no país, afirmando que, com isso, dá provas de estar pronto para o combate. Esta declaração vem deitar mais uma «acha para a fogueira» da especulação em torno de uma guerra a ser lançada contra os iranianos devido ao programa nuclear do país.

França alimentou a especulação sobre uma eventual guerra, ao afirmar que o fracasso da diplomacia com o Irão poderia resultar num conflito armado.

O governo iraniano alega que o respectivo programa nuclear visa exclusivamente a produção de energia eléctrica.

O ministro de Defesa do Irão, Mostafa Mohammad Najjar, disse a um canal público de televisão que especialistas do Ministério e da Força Aérea são os responsáveis pelo projecto, pela pesquisa e pela produção do jacto de guerra Saegheh.

«Dois jactos Saegheh foram testados com sucesso pelos pilotos da Força Aérea. O teste assustou os inimigos do Irão», disse Najjar, acrescentando que os dois jactos ingressarão oficialmente na esquadrilha de aviões de guerra do Irão no sábado.

«O Irão, tendo em conta os seus equipamentos e capacidades avançados, está totalmente preparado para a eventualidade de qualquer agressão», disse o chefe das Forças Armadas do país, Ataollah Salehi, a propósito do teste.

Um comandante da Força Aérea iraniana disse na quarta-feira que o país tinha planos para bombardear Israel caso o Estado judaico tomasse a iniciativa de um ataque.

Diário Digital
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Enviado por: André em Setembro 20, 2007, 06:16:48 pm
Bush quer resolver conflito com Teerão pela via diplomática

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O presidente norte-americano alertou hoje que as ameaças do Irão devem ser levadas «muito a sério», mas garantiu que Washington pretende resolver o conflito com Teerão pela via diplomática, face a receios de uma confrontação militar.

«Tenho dito que espero que possamos convencer o regime iraniano a abandonar a sua ambição de desenvolver um programa de armas (nucleares) e que o consigamos fazer de maneira pacífica», afirmou George W. Bush em Washington, na sua primeira conferência de imprensa em mais de um mês.

«Esse deve ser o objectivo de toda a diplomacia», afirmou, destacando nesse sentido a importância da Assembleia Geral das Nações Unidas, a decorrer em Nova Iorque.

George W. Bush respondia a uma questão sobre as recentes afirmações do ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, que domingo passado advertiu que o mundo se deve «preparar para o pior», ou seja para a possilidade de uma guerra com o Irão.

«Nós trabalhamos com os nossos aliados e os nossos amigos para enviar uma mensagem coerente aos iranianos e dizer-lhes que há uma via melhor do que o isolamento, o isolamento financeiro e as sanções económicas», disse Bush.

Insistindo na necessidade de levar «muito a sério» as ameaças proferidas pelo presidente iraniano, nomeadamente contra Israel, e na importância de uma abordagem multilateral, George W. Bush acrescentou que a ONU é o local apropriado para o fazer.

«Vamos manter a pressão sobre os iranianos e, evidentemente, o objectivo é resolver (a questão) pacificamente», disse.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Setembro 21, 2007, 12:38:25 am
França quer medidas europeias contra o Irão além de sanções da ONU

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A França deseja que todos os seus parceiros da União Europeia adoptem «medidas adicionais» às sanções da ONU para pressionar o Irão a recuar e suspender o seu programa de enriquecimento de urânio, anunciou hoje o Eliseu.

Tratar-se-ia de «recomendações» às empresas dos países da UE para não fazerem contratos com o Irão e às instituições financeiras para reduzirem os seus investimentos no país, explicou o porta-voz do Eliseu, David Martinon, na conferência de imprensa semanal.

Precisou que não seria necessário um «texto comum» da UE para tal e afirmou que outros países, que não quis identificar, partilham a posição da França a favor da iniciativa.

«Ninguém acredita» que o programa de enriquecimento de urânio do Irão «seja pacífico», assegurou o porta-voz do presidente Nicolas Sarkozy.

O chefe de Estado francês abordará a crise nuclear iraniana na sua visita a Nova Iorque no início da próxima semana para a Assembleia Geral da ONU.

Martinon insistiu que para a França é «inaceitável um Irão dotado da arma nuclear», como referiu Sarkozy no final de Agosto, num discurso perante os embaixadores franceses, quando alertou para «uma alternativa catastrófica: a bomba iraniana ou o bombardeamento do Irão».

Contra isso, apostava na actual política de «sanções progressivas» contra Teerão, mas também de «abertura» se o regime islâmico recuar e suspender o enriquecimento de urânio.

Sarkozy deseja evitar a referida «alternativa catastrófica» e aposta numa «solução política», disse Martinon, na esteira da polémica suscitada pela referência a uma possível «guerra», feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, para que o Irão não obtenha a bomba.

Kouchner, que viajou quarta-feira para os Estados Unidos, tem-se esforçado desde então para suavizar aquelas palavras, que diz que foram mal interpretadas e «retiradas do contexto».

Perante a recusa de Teerão de suspender o enriquecimento de urânio, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou já duas resoluções com sanções e analisa-se agora uma terceira «visando reforçar o regime de sanções», disse Martinon.

Mas são negociações muito difíceis e complexas, que se podem prolongar.

Por isso, «pensamos em medidas adicionais», explicou, referindo-se às que Paris deseja que tomem «todos» os países europeus.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: foxtrotvictor em Setembro 21, 2007, 02:33:54 pm
Três dias para a guerra de tecnologia.
Quantos anos para a guerra de guerrilha?
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Enviado por: comanche em Setembro 22, 2007, 07:18:33 pm
Teerão responderá de forma contundente em caso de ataque

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O ministro de Defesa iraniano, general Mustafa Nayar, garantiu que o seu país responderá de forma contundente a qualquer agressão de outros Estados, no final de um desfile militar para inaugurar a "Semana de Defesa" no Irão.
 


Segundo a agência oficial IRNA, Nayar indicou que, perante qualquer perigo, o seu país responderá "da maneira mais contundente possível".

O ministro iraniano qualificou, além disso, "de guerra psicológica e de propaganda mediática" as recentes ameaças da França sobre um possível ataque militar ao Irão.

"Não levamos a sério essas ameaças, temos uma perspectiva diferente", afirmou.

Por ocasião da inauguração da Semana de Defesa, o exército iraniano realizou hoje um desfile militar em frente do mausoléu do ayatollah Komeini durante o qual o presidente Mahmud Ahmadinejad fez a apresentação de um novo míssil, o Al Qadr, com 1.800 quilómetros de alcance e capaz de atingir Israel, informou a televisão Al-Jazira na sua página Internet.

Até agora, o míssil mais sofisticado desenvolvido pelo Irão era o Shihab-3, com um alcance de 1.300 quilómetros.

Sobre o poderio militar exibido no desfile, Nayar assegurou que todos os seus meios são "para defender a paz na região, a estabilidade e a segurança".

Nayar sublinhou que, apesar do embargo contra o Irão, "as forças armadas iranianas são capazes de conceber, fabricar e prover-se do seu próprio equipamento" militar.

Por seu turno, o comandante supremo dos Guardas da Revolução Islâmica, Mohamed Ali Jafari, afirmou hoje que o Irão considerará como inimigo qualquer país que ceda o seu território para um ataque contra objectivos iranianos, de acordo com a agência Fars.

"Qualquer Estado que ofereça o seu território para um ataque será considerado aliado dos inimigos do Irão, que responderá com os seus mísseis", disse Jafari.

Um alto responsável militar explicou que o seu país tem capacidade "de produzir todas as necessidades em armamento e, inclusivamente, é capaz de exportar a sua tecnologia de armamentos modernos para outros países".

A Semana de Defesa é realizada anualmente para comemorar a guerra Irão-Iraque (1980-1988).

 
Título:
Enviado por: André em Setembro 23, 2007, 10:28:44 pm
Irão e EUA não caminham para uma guerra

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O presidente iraniano afirmou que o Irão não precisa de armas nucleares e que não está a caminho de uma guerra contra os EUA, numa entrevista que será transmitida hoje por uma cadeia de TV norte-americana.

Na entrevista ao programa da rede CBS "60 minutes" foi-lhe perguntado se o objectivo do país é obter uma bomba nuclear. Ahmadinejad disse que a resposta é um «firme não».

«Deve perceber que não precisamos de uma bomba nuclear. Não precisamos disso. Que necessidade temos nós de uma bomba?», disse ele.

Os Estados Unidos acusam o Irão de tentar desenvolver armas nucleares usando o seu programa nuclear civil como desculpa. O Irão nega as acusações.

Quando interrogado se o Irão e os Estados Unidos caminham na direcção de um conflito por causa das ambições nucleares, ele disse: «É errado pensar que o Irão e os EUA estão a caminhar na direcção da guerra. Quem diz isso? Por que devíamos ir à guerra? Não há uma guerra iminente».

Reuters/SOL
Título: Nova reunião entre Irão e AIEA na segunda-feira em Teerão
Enviado por: André em Setembro 23, 2007, 11:48:29 pm
Nova reunião entre Irão e AIEA em Teerão

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Especialistas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e do Irão reúnem-se a partir de segunda-feira em Teerão para debater as dúvidas da agência em torno das centrais de enriquecimento de urânio P1 e P2, declarou hoje uma autoridade iraniana.
«Esta segunda-feira um dos directores da AIEA, acompanhado de um especialista técnico, chegará a Teerão para quatro dias de discussões, com o objectivo de pôr fim às dúvidas relacionadas com as centrais P1 e P2», segundo esta fonte citada pela agência Mehr.

O Irão e a AIEA chegaram a um acordo a 21 de Agosto que estabelece um calendário para que Teerão responda às questões ainda não esclarecidas sobre o seu programa nuclear.

Segundo este calendário, a AIEA também deve apresentar aos iranianos antes de 15 de Setembro as suas questões a respeito de vestígios de contaminação de urânio enriquecido encontrados na Universidade Técnica de Teerão, assim como sobre as experiências com polônio-210 e sobre a mina de urânio de Gachin, no sul do Irão.

Diário Digital
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Enviado por: André em Setembro 24, 2007, 01:34:05 pm
Sarkozy afirma que Irão com armas nucleares é «inaceitável»

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O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou hoje que o desenvolvimento de armas nucleares no Irão «é inaceitável», tal como seria noutros países, como a Líbia e a Coreia do Norte.
Numa entrevista ao jornal The New York Times, publicada hoje, Sarkozy afirmou que «nesta crise internacional é preciso agir com muito sangue frio e muita firmeza, mas também com muita reflexão».

Sarkozy mostra-se ainda partidário de sanções se o Irão mantiver o programa de enriquecimento de urânio.

«Digo isto aos dirigentes iranianos sem qualquer ambiguidade. Estou disposto a explicar que, para impedir o Irão de ter armas nucleares, é preciso reforçar as sanções, mas não pronuncio a palavra guerra», explicou.

O presidente francês disse preferir que as sanções sejam adoptadas pelas Nações Unidas, e decididas por votação, mas admitiu a possibilidade de a União Europeia (UE) adoptar sanções, que «não seriam uma prova de unilateralismo, mas sim uma decisão internacional, multilateral».

Sarkozy não revelou se está a decorrer um debate sobre a questão entre os 27 países-membros da EU, mas salientou a necessidade de «compreender onde leva a atitude de alguns dirigentes», sem citar o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

O presidente francês também abordou a renovação da NATO, para reforçar a defesa da Europa.

«A Europa não pode ser uma potência económica sem garantir a sua própria segurança», disse o líder francês, pedindo «a compreensão dos amigos americanos».

«Uma Europa capaz de se defender de maneira independente não é um risco para os americanos», frisou Sarkozy.

Diário Digital
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Enviado por: André em Setembro 24, 2007, 11:19:38 pm
Ahmadinejad ataca Israel e EUA

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No primeiro dia da sua visita a Nova Iorque para participar da reunião da Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou Israel de ocupação e racismo.

Ahmadinejad também reiterou que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos e não tem como objectivo desenvolver armas atómicas.

«O nosso programa nuclear (...) opera nos padrões da lei (...) [e] é completamente pacífico», disse o presidente iraniano, na Universidade de Colômbia, em Nova Iorque. «Nós não acreditamos em armas nucleares, ponto».

Ao responder às perguntas, depois de fazer uma palestra na universidade (uma das mais prestigiadas dos EUA) , Ahmadinejad afirmou que o programa nuclear iraniano é voltado para a prudução de energia.

As declarações do presidente iraniano sobre Israel foram feitas depois de um encontro com líderes de um grupo judeu anti-sionismo.

Vários grupos judaicos condenaram o convite feito pela Universidade de Colômbia ao líder iraniano, que falou no Fórum de Líderes Mundiais da instituição.

«Não reconhecemos aquele regime [Israel] porque ele se baseia na ocupação e no racismo. Ataca constantemente os seus vizinhos», disse Ahmadinejad numa entrevista colectiva por videoconferência em Nova Iorque, citando as acções militares israelitas na Síria e no Líbano. «Ele mata pessoas. E expulsa-as das suas casas».

O iraniano também atacou os EUA. «Somos contra a forma como o governo dos EUA tenta administrar o mundo. Achamos que o método é errado. Leva à guerra, à discriminação e ao derramamento de sangue».

Mas o líder iraniano minimizou os rumores sobre um conflito armado com o Ocidente por causa do programa nuclear de seu país. «Achamos que essa conversa sobre guerra é uma ferramenta de propaganda».

Os países do Ocidente acusam o Irão de desenvolver armas atómicas sob a fachada de um programa nuclear civil e pacífico. O Irão nega.

A manchete do jornal Daily News, de Nova Iorque, foi "O mal chegou", referindo-se ao iraniano. O jornal criticou o facto de, uma pessoa que nega o Holocausto e é acusada de patrocinar o terrorismo, ter uma plataforma para falar numa das universidades mais respeitadas dos EUA.

Ahmadinejad reuniu-se com os líderes de um movimento chamado Neturei Karta Internacional, que se descreve como um grupo ortodoxo judeu que é contra a existência do Estado de Israel.

O iraniano tinha manifestado a intenção de visitar o local onde ficava o World Trade Center, mas a polícia nova-iorquina negou autorização.

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse que seria ridículo Ahmadinejad ir até lá. «É alguém que é o presidente de um país que provavelmente é o maior patrocinador do terrorismo», disse à CNBC.

Ahmadinejad disse numa entrevista à TV CBS transmitida no domingo que o Irão não precisa de armas nucleares. «É errado achar que o Irão e os EUA estão a caminho da guerra. Quem disse? Por que entraríamos em guerra?».

Reuters/SOL
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Enviado por: Pantera em Setembro 25, 2007, 09:19:56 am
O que a Europa precisa é de paz e sossego tal como o resto do mundo.
Se o Irão adquirisse armas atómicas com mísseis de quase 3000 quilómetros conseguiriam atingir praticamente toda a Europa. A chantagem seria uma arma destes fánaticos Islâmicos.
Já tivemos a nossa dose de ditadores malucos.
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Enviado por: André em Setembro 25, 2007, 07:28:06 pm
EUA declaram Guardas da Revolução grupo terrorista

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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou hoje uma moção que classifica os Guardas da Revolução iranianos como um grupo terrorista e pede um aumento das sanções contra Teerão.
O texto foi aprovado por 397 votos a favor (209 dos democratas e 188 dos republicanos) contra 16 (12-4), num momento de tensão entre o Irão e os Estados Unidos devido à presença em Nova Iorque do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, para participar na 62ª Assembleia Geral da ONU.

No texto, a Câmara dos Representantes sanciona igualmente as empresas que investem no Irão, nomeadamente nos sectores do petróleo e do gás.

A moção proíbe a cooperação nuclear civil com os países que apoiam o programa nuclear iraniano e apela para que o governo norte-americano insista junto de outros países e de instituições financeiras para que cessem os investimentos no Irão.

A Câmara dos Representantes pede ao Departamento de Estado norte-americano para que inclua o corpo dos Guardas da Revolução na lista negra das organizações terroristas.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Setembro 25, 2007, 09:39:35 pm
Deixar que Irã tenha arma nuclear pode gerar guerra, diz Sarkozy

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NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Permitir que o Irã adquira armas nucleares poderia provocar a desestabilização do mundo e a eclosão de uma guerra, afirmou na terça-feira, diante da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

No discurso, Sarkozy disse: "Não haverá paz no mundo se a comunidade internacional hesitar diante da proliferação das armas nucleares."

O Irã tem direito à energia nuclear para fins pacíficos, disse Sarkozy, "mas se permitirmos que o Irã adquira armas nucleares, vamos incorrer em um risco inaceitável de instabilidade na região e no mundo". E acrescentou: "Fraqueza e omissão não levam à paz. Elas levam à guerra."


O Irã argumenta que seu programa nuclear é pacífico, mas o Ocidente suspeita que o enriquecimento de urânio no país tem como objetivo desenvolver a capacidade para produzir armas nucleares.

 

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Enviado por: oultimoespiao em Setembro 29, 2007, 12:51:28 am
Citação de: "Pantera"
O que a Europa precisa é de paz e sossego tal como o resto do mundo.
Se o Irão adquirisse armas atómicas com mísseis de quase 3000 quilómetros conseguiriam atingir praticamente toda a Europa. A chantagem seria uma arma destes fánaticos Islâmicos.
Já tivemos a nossa dose de ditadores malucos.


Nem mais amigo, mas ha muita gente incluindo deste forum que gostariam de ver um Irao nuclear so porque nao gostam dos EUA e tudo o que estes representam!
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Enviado por: comanche em Outubro 05, 2007, 07:05:59 pm
Países da UE podem tomar ação individual contra Irã, diz França

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PARIS (Reuters) - A França disse na sexta-feira que os integrantes da União Européia (UE) podem tomar medidas próprias para reduzir o comércio com o Irã antes que o bloco se decida por sanções adicionais contra o programa nuclear da República Islâmica.
O país endureceu sua retórica contra Teerã desde a posse do presidente Nicolas Sarkozy, em maio. Tanto Sarkozy quanto seu chanceler Bernard Kouchner alertaram para a possibilidade de uma ação militar contra o Irã.
Os franceses defendem medidas adicionais da UE contra o Irã ao mesmo tempo em que negociam com outras potências uma terceira rodada de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro.
Outros países da UE, como a Itália, relutam em aceitar sanções mais duras do bloco.
"As discussões (dentro do bloco) não são tão fáceis no sentido de alcançar um endurecimento do regime de sanções", disse David Martinon, porta-voz de Sarkozy, a jornalistas na sexta-feira. Ele acrescentou que as discussões devem prosseguir tanto no âmbito da UE quanto da ONU.
"Ao mesmo tempo, isso não exclui o fato de que cada país europeu pode avançar unilateralmente, em base nacional, ao dar um certo número de recomendações a suas empresas", afirmou o porta-voz.
Kouchner já dissera anteriormente que o governo francês pediu a grandes empresas, como a petrolífera Total, que não disputassem contratos no Irã, que rejeita a pressão internacional para suspender suas atividades de enriquecimento de urânio e insiste no caráter pacífico de seu programa nuclear. O Ocidente suspeita que Teerã esteja desenvolvendo armas atômicas.
O chanceler francês enviou nesta semana aos demais governos da UE uma carta pedindo que o bloco comece imediatamente a debater sanções.

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Enviado por: André em Outubro 23, 2007, 06:11:16 pm
Gordon Brown diz que pressionará para novas sanções da ONU ao Irão

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O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, advertiu hoje o Irão de que o Reino Unido «pressionará» para que sejam impostas novas sanções contra o regime de Teerão, se não renunciar às suas ambições nucleares.

«Trabalharemos através das Nações Unidas para conseguir isso», disse Brown numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo israelita, Ehud Olmert, após um encontro na sua residência oficial de Londres.

«Queremos deixar absolutamente claro que estamos dispostos e pressionarem para conseguir novas sanções contra o Irão», sublinhou o primeiro-ministro, que insistiu que o governo de Londres não apoia «as ambições nucleares» de Teerão.

Segundo ele, o passo seguinte é o relatório de Novembro sobre a aplicação pelo Irão de um plano de trabalho da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), adiantando que «é nessa base» que o Reino Unido está «disposto a pressionar para conseguir novas sanções na ONU».

«Creio que não deixamos qualquer dúvida, nem do risco que implicam para a comunidade internacional as ambições iranianas de possuir armas nucleares, nem da nossa determinação enquanto nações de trabalhar em conjunto», acrescentou.

O primeiro-ministro israelita considerou, por seu turno, que, apesar de as sanções serem «importantes» e «eficazes», não são suficientes, pelo que, segundo ele, «deveria haver mais» até que o Irão suspenda o seu programa nuclear.

Estas declarações surgem pouco antes de o novo negociador iraniano em matéria nuclear, Sayed Jalili, e o seu antecessor, Ali Larijani, se reunirem, ainda hoje, em Roma com o Alto Representante para a Política Externa da UE, Javier Solana.

Esta reunião será a primeira entre Teerão e a UE sobre o processo nuclear iraniano desde a demissão, sexta-feira, de Larijani, que participará nas novas negociações como representante do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, que detém a última palavra em todas as decisões no país.

O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, insistiu hoje que o Irão «não fará marcha-atrás» nos seus planos nucleares e garantiu que «em breve» anunciará «boas notícias» sobre avanços do Irão no âmbito espacial.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 23, 2007, 08:20:49 pm
Irão condenado por reprimir liberdade de expressão

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A repressão dos grupos que expressam livremente as suas opiniões e as restrições impostas à imprensa pelo regime iraniano foram hoje condenadas pela presidência portuguesa da União Europeia (UE).

Em comunicado, em nome dos 27, Lisboa censura o encerramento de jornais, revistas e de uma agência noticiosa privada, bem como a «perseguição e detenção» de profissionais da comunicação social, bloguistas e defensores dos direitos humanos.

Especial «preocupação» é manifestada sobre a situação do activista Emmadin Baghi, a quem foram impostas sucessivas penas de prisão devido ao trabalho académico, sendo exigida a sua «libertação imediata».

Apreensão acrescida da comunidade incide em três estudantes universitários condenados a anos de cadeia por um alegado «crime que não cometeram».

Para a presidência da UE, estas sentenças constituem «uma grave violação das obrigações internacionais iranianas em matéria de direitos humanos», pelo que Teerão é instado a «garantir a integridade física e psicológica dos estudantes».

Mais 11 activistas são referenciados no comunicado, que pede ao regime dos ayatollahs para se «abster de os punir por exercerem pacificamente os seus direitos».

No texto e como corolário, a UE confronta o Irão com o imperativo do cumprimento dos compromissos nacionais e internacionais assumidos em matéria de direitos humanos, direitos cívicos e políticos, liberdade de expressão e associação, neste caso o direito à formação de sindicatos, o que obriga à revisão do Código do Trabalho.

O texto incide finalmente na próxima campanha eleitoral para o parlamento, visando assegurar um sufrágio democrático.

Subscrevem o comunicado da presidência da UE a Croácia e a Macedónia, enquanto países candidatos, a Albânia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Sérvia, na fase inicial do Processo de Estabilização e Associação, a Islândia, Liechtenstein e Noruega, membros do Espaço Económico Europeu e da EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), a Ucrânia e a Moldova.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 25, 2007, 02:03:36 pm
EUA vão impor sanções unilaterais ao Irão, diz imprensa

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Os Estados Unidos vão impor sanções unilaterais contra o Irão, por considerarem a força de elite Quds partidária do terrorismo e os Guardas Revolucionários fornecedores de armas de destruição maciça, noticiou hoje o jornal Washington Post.

As sanções, que serão anunciadas hoje pela secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o secretário do Tesouro, Henry Paulson, autorizam o governo norte-americano a pressionar as empresas estrangeiras que negociam com as Forças Armadas do Irão para que abandonem os negócios sob pena de aplicação de sanções dos Estados Unidos, destaca o jornal.

«Este é um poderoso conjunto de medidas que tem o objectivo de enviar a mensagem ao Irão de que o que faz terá um custo. Decidimos (avançar) sobre eles porque não vimos qualquer mudança na conduta iraniana», disse ao Post um alto funcionário do governo, que não foi identificado.

Trata-se da primeira vez que Washington castiga directamente militares de outro país através de sanções, e este é o mais vasto conjunto de medidas imposto a Teerão desde a revolução que derrubou a monarquia em 1979, de acordo com o Post.

Os Guardas Revolucionários, o braço mais poderoso das Forças Armadas do Irão, controlam companhias de construção civil, farmacêuticas e segmentos da indústria petroleira.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 26, 2007, 09:31:04 pm
Casa Branca afasta cenário iraquiano

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A Casa Branca afastou hoje um cenário iraquiano para o Irão e garantiu contenção nas suas forças, com a esperança de não ser preciso o recurso à guerra para neutralizar o programa nuclear.

«Não é possível fazer um paralelo» entre a presente actuação da administração norte-americana e a que conduziu à invasão do Iraque, em 2003, declarou o porta-voz Tony Fratto.

A mesma fonte adiantou que a administração está «absolutamente determinada» a recorrer à diplomacia para obter da República Islâmica do Irão a suspensão das actividades nucleares mais sensíveis.

Porém, Fratto insistiu em que o Presidente George W. Bush «não afasta qualquer opção», incluindo o confronto militar.

«Esperamos sinceramente que não seja preciso. O que desejamos é uma solução diplomática, através de negociações», acentuou.

O endurecimento da posição norte-americana em relação ao regime dos ayatollahs, o «pacote» de novas sanções anunciadas na quinta-feira e a persistência iraniana numa atitude de desafio fizeram muitos observadores recordar o cenário que conduziu à guerra no Iraque.

Enquanto Bush agita o espectro de uma terceira guerra mundial se o Irão fabricar a bomba atómica, o vice-presidente norte-americano, Dick Cheney, já advertiu o regime dos ayatollahs para as «graves consequências» da sua atitude.

O senador Robert Byrd afirmou que esta linguagem lembra a «retórica belicista precedente à invasão do Iraque».

Os Estados Unidos e os parceiros europeus continuam a pressionar o Conselho de Segurança da ONU para a adopção de novas medidas punitivas contra Teerão, na próxima semana.

Washington, no entanto, reserva-se o direito de actuar unilateralmente se estas medidas não forem tão duras quanto desejado, por resistência da Rússia e China, com direito a veto no Conselho de Segurança.

Na sua recente estada no Irão, o Presidente russo, Vladimir Putin, vincou não existirem provas do fabrico da bomba atómica e opôs-se ao «envenenamento» da situação através de sanções, ou das ameaças de guerra.

Para os Estados Unidos, o problema não é só o alegado fabrico da bomba atómica, mas o apoio de Teerão aos rebeldes que combatem os soldados norte-americanos no Iraque, a ajuda aos talibãs no Afeganistão e a extremistas palestinianos anti-Israel, bem como a desestabilização do governo pró-ocidental libanês.

A secretária de Estado, Condoleezza Rice, voltou hoje a apelar à firmeza da comunidade internacional contra o Irão, para forçar «uma decisão» sobre a suspensão do enriquecimento de urânio, evitando assim o pior.

Falando à cadeia televisiva NBC, chamou a atenção para a «instabilidade que eclodirá em todo o Médio Oriente» se o Irão continuar a «desafiar» a comunidade internacional.

«É necessário firmeza, empenhamento absoluto na via diplomática, para colocar os iranianos perante uma opção», sublinhou.

Rice e Henry Paulson, o seu colega do Tesouro, divulgaram na quinta-feira o novo «pacote» de sanções contra o regime dos ayatollahs, envolvendo o governo, Guarda Revolucionária (Pasdaran) e bancos, acusados de fomentar o terrorismo.

Relativamente à cooperação de Moscovo com Teerão, Rice explicou que »«s russos propuseram um programa nuclear civil, excluindo a aquisição do ciclo de combustível nuclear», neste caso cascatas de centrifugadoras para enriquecer urânio.

Reagindo, o novo chefe da equipa iraniana que negoceia o contencioso nuclear, Said Jalili - substituto de Ali Larijani - assegurou hoje que o novo «pacote» de sanções não terá «qualquer efeito» na política seguida até agora pelo seu país.

«Há 28 anos que sofremos sanções e, estas, como as precedentes, também não terão qualquer efeito», sublinhou, depois de um encontro com Javier Solana, alto representante para a Política Externa e de Segurança Comum da UE.

«As sanções só isolam ainda mais os Estados Unidos na cena internacional», ironizou.

As grandes potências aceitaram esperar até meados de Novembro por um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA, da ONU), sobre a cooperação do Irão.

Solana, que se encontrou com Jalili a Larijani em Roma, ofereceu plena colaboração aos iranianos a troco da suspensão do enriquecimento de urânio.

Sobre o encontro, Larijani queixou-se de que os ocidentais não querem saber se o seu país colabora, ou não, com a AIEA e, por este motivo, «não será de estranhar uma mudança de atitude» de Teerão, concluiu.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 26, 2007, 11:29:33 pm
Principal partido reformador critica duramente o isolamento iraniano

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A Frente de Participação, principal partido reformador iraniano, criticou hoje duramente a política do presidente Mahmud Ahmadinejad e alertou para os perigos de isolamento crescente do Irão, durante o seu décimo Congresso.

Na introdução, o secretário-geral da Frente, Mohsen Mirdamadi, denunciou os riscos de "novas sanções e de acções ainda mais perigosas" que possam resultar da "autoglorificação e de decisões súbitas e ditas revolucionárias" do presidente Ahmadinejad na cena internacional.

Os Estados Unidos impuseram quinta-feira novas sanções contra três bancos iranianos e contra o corpo dos Guardas da Revolução, o exército ideológico do regime, acusado de contribuir para a proliferação das armas de destruição maciça, e a sua unidade Al-Quds, acusada de apoiar o terrorismo.

Os dirigentes da Frente denunciaram as consequências da política nuclear do país.

"Os Estados Unidos procuram o confronto a qualquer preço. A situação é grave", declarou Mirdamadi à margem do Congresso. Pensámos logo no primeiro dia que a política nuclear do governo do presidente Ahmdinejad era um erro", acrescentou.

Na sua alocução, Mirdamadi criticou também os "discursos e comportamentos irreflectidos que dão do Irão uma imagem violenta, terrível e aventureira".

"Estimou que os dirigentes não tinham o direito de "sacrificar os interesses do seu país por questões que não são prioritárias na política externa" do Irão.

Mirdamadi criticou também "as pressões contra os activistas políticos e a censura" assim como as detenções de opositores "a pretexto de que querem conduzir a revolução de veludo" contra o regime islâmico.

Finalmente, criticou duramente a política do presidente Ahmadinejad, em particular a inflação que atingiu 16 por cento, uma baixa do crescimento económico de cerca de 5,3 por cento e o aumento do desemprego que atinge três milhões de pessoas quando, graças a rendimentos recordes do petróleo, o governo "conseguiu injectar 120 mil milhões de dólares na economia da país" em dois anos, segundo ele.

Lusa
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Enviado por: André em Outubro 30, 2007, 08:44:33 am
Arábia Saudita critica ameaças contra o Irão

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, o príncipe Saud al-Faisal, afirmou segunda-feira que uma acção militar contra o Irão seria contraproducente e poderia provocar retaliações por parte do governo de Teerão.
Em entrevista à BBC, no início da visita de Estado do rei Abdullah à Grã-Bretanha, Faisal disse esperar que as ameaças contra o Irão não sejam colocadas em prática, porque qualquer ataque poderia desestabilizar a região do Golfo e provocar graves danos económicos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros saudita também afirmou que os Estados Unidos e o Reino Unido têm o dever de reconstruir as forças armadas do Iraque (para que o país se possa proteger).

Faisal pediu à comunidade internacional e vizinhos do Iraque que ajudem a estabilizar o país.

Segundo a BBC, a questão do Irão deverá ser uma das principais durante a visita do rei saudita à Grã-Bretanha.

Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram a imposição de novas sanções unilaterais contra o Irão devido ao programa nuclear do país.

O rei Abdullah será recebido hoje oficialmente pela rainha Isabel II, uma visita polémica.

Manifestantes planeiam para hoje um protesto em Londres contra a política de direitos humanos da Arábia Saudita.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: Daniel em Novembro 07, 2007, 11:40:34 am
O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, afirmou hoje que o Irão atingiu a capacidade simbólica de 3 mil centrifugadoras para enriquecimento de urânio.



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Diário Económico Online

"Hoje, atingimos (o total de) 3 mil máquinas (para enriquecimento de urânio)", afirmou o presidente perante uma multidão reunida na cidade de Birdjand, na província oriental de Khorassan do Sul, num discurso difundido pela televisão nacional, citado pela Lusa.

O número 3 mil constitui uma variável que teoricamente permite, desde que em funcionamento em condições óptimas, obter suficiente urânio enriquecido para fabricar uma bomba atómica em menos de
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Enviado por: André em Novembro 09, 2007, 12:28:52 pm
EUA libertam nove iranianos detidos no Iraque

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Militares norte-americanos anunciaram hoje a libertação de nove iranianos detidos no Iraque, incluindo dois acusados de ligação com a unidade de elite militar do Irão Qods. A decisão sinaliza uma possível mudança de posição entre os dois rivais.

Os dois faziam parte de um grupo de cinco iranianos presos em Janeiro em Arbil, no norte iraquiano, sob suspeita de armar e financiar milícias xiitas. O incidente deteriorou ainda mais as tensões entre o Iraque e o Irão, assim como entre os Estados Unidos e o Irão.

«Foi determinado que os nove indivíduos não representam mais perigo à segurança e que não têm mais valor para aos serviços secretos», afirmaram os militares dos EUA.

Segundo um porta-voz iraquiano, os noves iranianos foram entregues ao primeiro-ministro Nuri al-Maliki e depois transferidos para a embaixada do Irão em Bagdad.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Novembro 21, 2007, 12:03:46 pm
Ahmadinejad reitera que não fará concessões a Ocidente

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O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que não fará qualquer tipo de concessão ao Ocidente em relação ao programa nuclear do país.
«Eles querem que nós façamos concessões, que digamos que não ultrapassaremos certo ponto dentro dos próximos quatro anos ou que só alcançaremos certo progresso todos os anos», disse Ahmadinejad a milhares de pessoas na cidade de Ardabil, no noroeste do Irão.

«Mas isso iria tornar-se um precedente, e iriam ameaçar-nos até obter outra concessão», disse.

Ahmadinejad salientou que não haverá concessões em relação à «transparente cooperação (do Irã) com a AIEA (Agência Internacional da Energia Atómica)), da ONU.

«A nação iraniana resistiu até hoje e continuará a resistir (...) Não faremos nenhum tipo de concessão a ninguém», disse.

No início do mês, o Irão anunciou ter alcançado um «marco» no respectivo programa nuclear, dizendo que o país já possui 3.000 centrífugadoras nucleares «em pleno funcionamento» na plataforma de Natanz, no centro do Irão.

O número de 3.000 centrífugas é considerado um sinal de que um programa nuclear de enriquecimento de urânio ultrapassou o estágio experimental e alcançou a escala industrial o que, segundo a AIEA, poderia levar à produção de material enriquecido suficiente para produzir uma bomba nuclear dentro de 1 ano e meio, caso o país se dedique a este objectivo.

O Irão diz planear expandir o programa de enriquecimento de urânio para mais de 54 mil centrífugadoras em Natanz, e reclama o direito de produzir material enriquecido, de acordo com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Os Estados Unidos dizem que irão manter, juntamente com os seus aliados, a pressão para a aprovação de novas sanções contra o Irão no Conselho de Segurança da ONU, a não ser que o país abandone as actividades de enriquecimento de urânio.

O Irão nega ter a intenção de produzir uma bomba nuclear, alegando que o seu programa possui fins pacíficos e visa exclusivamente a produção de energia eléctrica.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Novembro 28, 2007, 12:40:16 pm
Merkel ameaça Irão, a Alemanha sente-se responsável por Israel

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A chanceler alemã, Angela Merkel, ameaçou hoje promover novas sanções contra o Irão se o país não cooperar em relação ao respectivo programa nuclear e salientou que a Alemanha se sente responsável pela segurança de Israel.

Merkel abriu um debate parlamentar sobre o Orçamento Geral do Estado com uma alusão à situação no Médio Oriente e críticas à falta de cooperação por parte de Teerão.

A chanceler considerou os resultados da conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, como uma oportunidade para relançar o processo de paz e, nesse contexto, salientou a responsabilidade histórica que a Alemanha tem em relação a Israel.

«É insuportável que o Irão questione o direito de Israel a existir», afirmou, lembrando que Teerão tem sobre a mesa uma série de boas ofertas para o caso de cooperação, mas que deverá contar com «severas sanções» caso não o faça.

Merkel pediu à comunidade internacional que mostre «decisão» e «coesão» nesta questão.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: FinkenHeinle em Novembro 29, 2007, 06:23:39 pm
Citação de: "André"
Merkel ameaça Irão, a Alemanha sente-se responsável por Israel

Acho que já tá na hora da Alemanha superar o trauma do Holocauso...
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Enviado por: André em Dezembro 03, 2007, 09:12:18 pm
Serviços de informações norte-americanos desvalorizam perigo do nuclear iraniano

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Os serviços de informações norte-americanos indicaram hoje que o Irão terá parado em 2003 os planos para produzir armas nucleares e estará "menos determinado" a fabricar bombas atómicas do que a administração Bush fez crer nos últimos anos.

"Consideramos com um alto grau de confiança que no Outono de 2003 Teerão parou com o seu programa de armas nucleares", segundo um relatório dos serviços de informações.

"A decisão de Teerão de parar com o seu programa de armas nucleares sugere que está menos determinado a desenvolver armas nucleares do que o que julgávamos desde 2005", lê-se no texto.

O relatório da comunidade da "inteligência" norte-americana indica, contudo, que o Irão parece querer reservar-se a opção de fabricar armas nucleares.

Neste documento, as 16 agências dos serviços de informações norte-americanos dizem acreditar "moderadamente" que o Irão possa ser tecnicamente capaz, entre 2010 e 2015, de produzir urânio altamente enriquecido para fabricar uma arma nuclear.

A Casa Branca afirmou a necessidade "de aumentar a pressão" sobre o Irão, apesar da publicação deste relatório numa altura em que os Estados Unidos procuram convencer os seus parceiros a impor novas sanções internacionais ao Irão para o punir por se recusar a suspender as actividades nucleares mais sensíveis.

"Estimamos com um grau de confiança moderado que Teerão não recomeçou em meados de 2007 o seu programa de armas nucleares", salienta ainda o texto.

Os serviços de informações norte-americanos estimam "com um grau de confiança moderado a elevado" que o Irão não tem actualmente a arma nuclear.

"Todavia, achamos também com um grau de confiança que vai de moderado a elevado que Teerão mantém pelo menos aberta a opção de desenvolver armas nucleares", acrescentam.

O documento indica ainda que se o Irão parou com o seu programa de armas nucleares, foi em primeiro lugar por causa da pressão internacional.

O conselheiro do presidente George W. Bush para a Segurança Nacional, Stepehen Hadley, recordou os efeitos desta pressão internacional em 2003 para defender que "a comunidade internacional aumente a pressão sobre o Irão - com um isolamento diplomático, sanções da ONU, e outras pressões financeiras - a fim de que a estratégia combinada das pressões e da negociação tenha êxito".

Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 04, 2007, 01:32:22 pm
França quer continuar pressionar Irão sobre programa nuclear

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A França defendeu hoje a continuação das pressões sobre o Irão, apesar da publicação de um relatório dos serviços de informações dos EUA, segundo o qual Teerão terá suspendido o respectivo programa nuclear em 2003.
«É preciso continuar a preparar uma resolução sobre esta questão no Conselho de Segurança da ONU contra o Irão. O Irão não respeita as suas obrigações internacionais», afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, Pascale Andreani.

O relatório da National Intelligence Estimate (NIE) afirma que a República Islâmica interrompeu o programa de fabrico de armas nucleares em 2003, e que as acusações norte-americanas sobre os objectivos atómicos iranianos foram sobre estimadas nos últimos dois anos.

Segundo o documento do NIE, que reúne a conclusão das 16 agências de informações dos Estados Unidos, não está claro se o Irão procurava desenvolver armas nucleares, e que interromper o programa, ainda que em fase inicial, sugere uma maior susceptibilidade do país a pressões internacionais do que se imaginava.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 04, 2007, 05:46:09 pm
Bush considera que persiste o perigo e mantém «todas as opções»

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O presidente norte-americano, George W. Bush, considera que persiste um perigo nuclear iraniano e mantém a opção de recurso à força contra a República islâmica, apesar da publicação de um relatório dos serviços de informações que questiona a sua posição sobre a ameaça representada pelo Irão.

«A melhor diplomacia, a diplomacia efectiva, é aquela em que todas as opções estão sobre a mesa», disse Bush em conferência de imprensa na Casa Branca.

«O Irão era perigoso, o Irão é perigoso e continuará a sê-lo se tiver o conhecimento necessário para fazer uma arma nuclear», declarou.

Em comunicado, o director-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, considerou que o relatório norte-americano poderá ajudar a resolver a crise com o Irão e levar Teerão a «cooperar activamente» com aquela agência «a fim de clarificar os aspectos específicos do seu programa nuclear passado e presente».

Por outro lado, acrescentou ElBaradei, o relatório «confirma as declarações da AIEA dos últimos anos sobre a ausência de prova do programa nuclear militar iraniano».


Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 06, 2007, 04:11:14 pm
Relatório Norte-Americano baseou-se em informações de autoridades do Irão

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As agências de informações norte-americanas reviram a respectiva avaliação sobre o avanço do programa nuclear militar do Irão depois de receberem informações das próprias autoridades iranianas envolvidas no assunto, noticiou hoje o jornal The New York Times.
O relatório divulgado nos Estados Unidos na segunda-feira indicou que o Irão suspendeu o programa nuclear em 2003.

O documento contraria os argumentos do presidente George W.Bush de que o mundo corre o risco de enfrentar uma «Terceira Guerra, nuclear», se não agir rapidamente, ou seja, evitando que o Irão desenvolva uma arma nuclear.

De acordo com as autoridades, a veracidade das informações recebidas foi comprovada através da intercepção de conversas de oficiais iranianos. Porém, os Estados Unidos ainda questionam o que levou o Irão a interromper o programa.

A dúvida levou a Casa Branca a montar uma equipa especial para descobrir se o material fornecido pelo Irão não faria parte de uma campanha de desinformação montada para confundir a inteligência norte-americana.

As novas conclusões enfraquecem a determinação da comunidade internacional de impor sanções contra o Irão.

No dia da divulgação do relatório, fontes do governo iraniano disseram que os Estados Unidos foram «desarmados» no intuito de mostrar ao mundo que o Irão representa uma ameaça.

Para Ahamadinejad, o relatório é uma «declaração de vitória para a nação iraniana contra as potências mundiais em relação à questão nuclear».

A teoria a respeito de uma campanha de desinformação foi rejeitada pelas agências de inteligência norte-americanas.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 03, 2008, 10:30:07 pm
Holanda veta matrícula de iranianos a curso de tecnologia nuclear

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O Governo holandês impede a matrículas de jovens iranianos nalgumas universidades de tecnologia nuclear existentes no país, divulgou o jornal Trouw.

De acordo com o jornal holandês Trouw, as universidades técnica de Enschede e de Eindhoven não vão admitir as matrículas de estudantes iranianos nos seus cursos, com a justificação de que foram obrigados a tal medida depois do governo holandês ter vetado o acesso de imigrantes iranianos aos estudos nucleares.

No entanto, nem todas as universidades estão dispostas a aceitar tal decisão. A universidade técnica de Delft, por exemplo, ao contrário das outras duas, continua a admitir os estudantes iranianos.

As três instituições, todas com cursos específicos de tecnologia nuclear, já tinham sido convidadas pelos ministérios da Educação e das Relações Internacionais a ter cuidado na admissão de alunos iranianos.

Agora, ressalta a imprensa holandesa, este insistente pedido foi substituído por uma obrigação mais directa: os institutos deverão informar o serviço nacional de imigração que por sua vez deverá decidir sobre a concessão ou não dos vistos de estudante.

Alguns estudantes iranianos já chegaram a receber uma carta formal da universidade de Enschede informando da não admissão aos cursos.

SOL
Título:
Enviado por: André em Janeiro 07, 2008, 06:21:52 pm
Navios iranianos ameaçaram navios dos EUA no estreito de Ormuz

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O Pentágono confirmou hoje que cinco barcos iranianos realizaram manobras hostis contra três navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos no estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo do Golfo, uma notícia avançada pela televisão CNN.
O incidente ocorreu cerca das 05:00 (01:00 em Lisboa) de domingo, quando um cruzador, um contra-torpedeiro e uma fragata da Marinha dos Estados Unidos atravessavam o estreito para entrar no Golfo.

«Cinco pequenos barcos movimentavam-se de forma muito agressiva, lançando caixotes na água em frente dos navios (norte-americanos) e obrigando-os a manobras evasivas», disse um responsável do Pentágono, citado pela agência noticiosa norte-americana AP.

De acordo com fontes militares citadas pela CNN, os navios iranianos, dos Guardas da Revolução, aproximaram-se dos navios norte-americanos e fizeram ameaças através do rádio, com mensagens como: «Vamos atacar-vos, vamos fazer-vos explodir dentro de alguns minutos».

«Não houve ferimentos, mas podia muito bem ter havido», disse o responsável do Pentágono, acrescentando que os barcos iranianos deram meia-volta «literalmente no momento em que as forças dos Estados Unidos se preparavam para abrir fogo» em auto-defesa.

Diário Digital / Lusa


Irão minimiza incidente com navios norte-americanos no estreito de Ormuz

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O ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano minimizou hoje o incidente entre forças navais dos Estados Unidos e iranianas no estreito de Ormuz, classificando-o de «comum», segundo a agência de notícias Irna.

«É uma questão comum que pode acontecer de tempos em tempos entre as duas partes», disse o porta-voz do ministério, Mohammad Ali Hosseini, citado pela agência.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 09, 2008, 04:25:45 pm
EUA alertam o Irão de que mais ameaças terão «consequências»

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O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Stephen Hadley, afirmou hoje que os navios norte-americanos estiveram prestes a disparar no domingo contra embarcações iranianas que os ameaçavam e alertou que outro incidente semelhante terá «consequências».
Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, o avião que transportou o presidente George W. Bush para Israel, Hadley reiterou as advertências aos iranianos por uma acção que classificou como «muito provocadora».

«Têm que ter muito cuidado porque, se voltar a ocorrer, terão de suportar as consequências», afirmou Hadley, que se escusou a especificar que tipo de represálias os Estados Unidos tomariam.

Os iranianos «estão à procura de problemas», acrescentou Hadley, destacando que o incidente «quase provocou um tiroteio» entre as forças dos dois países.

O Pentágono divulgou segunda-feira um vídeo que mostra duas lanchas iranianas ameaçando três navios de guerra norte-americanos no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico.

Uma fonte não identificada da Guarda Revolucionária acusou hoje os EUA de «fabricarem» o vídeo com imagens e audio de arquivo, segundo a televisão iraniana Alalam.

Lusa
Título:
Enviado por: MonstruPortugal em Janeiro 10, 2008, 11:44:56 pm
Citação de: "Luso"
http://saberaverdade.blogspot.com/

"Em Março 3 acontecimentos mudarão a Historia do Mundo

No proximo mes de Março, 3 acontecimentos vao marcar para sempre a historia do mundo em que vivemos. 3 acontecimentos menores se os vissemos dissociados uns dos outros mas quando olhamos os tres em conjunto um padrao emerge e arrebata-nos de forma monstruosa. No passado mês de Dezembro, o Fed anunciou que ia deixar de produzir e publicar o chamado indice M3, que é publicado desde que o dolar é dolar. O que é o indice M3? Este indice mede a quantidade total de divisas norte americanas em circulação no planeta. O indice M0 indica o total de moeda fisica nos bancos, notas e moedas, o M1 é o M0 mais as contas à ordem, o M2 é o M1 mais os papeis comerciais e contas a prazo, e finalmente o M3 é o M2 mais as grandes contas em dolares, reservas de países terceiros em dolares e todas as grandes contas em dolares existentes. No fundo o indice M3 é a quantidade de moeda norte americana em circulação. O Fed defende a decisao de deixar de publicar este indice com a bacoca ideia de que nao acrescenta nada de essencial ao investidor e por isso sempre se poupam 500.000 dolares anuais ao deixar de alocar recursos para o seu calculo. Isto é mentira em todas as frentes, pois o indice vai deixar de ser publicado mas vai continuar a ser calculado para estatistica interna, e segundo o indice acrescenta uma valiosa informaçao em relação ao seu antecessor o M2. É com o indice M3 que o publico percebe se as reservas em dolares dos países estrangeiros estao a aumentar ou a diminuir. É uma informaçao vital para os mercados cambiais, por exemplo. O mais relevante é a data a partir da qual este indice vai passar a ser escondido do publico, 23 de Março. Já veremos como esta data cai como uma bomba, literalmente, nas terras do Irão. Outro acontecimento para Março é a tao falada nova bolsa de petroleo de Teerão, que se sabe estar por detrás do futuro ataque ao Irão. Esta bolsa vai mudar drasticamente a geopolitica mundial. Até agora o mercado de petroleo estava cingido apenas ao NYMEX em Nova Yorque, e à bolsa de Londres. E as suas transacções estavam exclusivamente denominadas em dolares. Isto provoca uma procura mundial pelo dolar para poder transacionar no mercado energetico o que por sua vez faz aumentar o preço do dolar. A bolsa de Teerão vai ser baseada em Euros pelo que o Irão vai, não só vender o seu petroleo em Euros, e não é assim tao pouco como isso pois representa 5% da produção diaria mundial, mas vai tambem arrastar outros países que não querem estar tao sujeitos à instabilidade que o dolar tem vivido ultimamente. A Venezuela já concordou passar a negociar exclusivamente através do Irão e muitos outros países se seguem. Obviamente para a Europa tambem faz mais sentido negociar na sua propria moeda do que incorrer em operações cambiais cada vez que compra petroleo como tem acontecido. Isto vai provocar uma mudança geopolitica brutal. À medida que mais países compram em euros, menos o dolar é procurado, levando à sua queda até à fossa, o que já não anda longe. A acrescentar à descida rapida do dolar estará tambem a falta de interesse em manter grandes reservas de dolares pois estes já não são fundamentais para transacionar petroleo. Deixa de ser interessante financeiramente comprar titulos de divida publica americana (bonds) e possivelmente haverá tentativas de liquidação de titulos de divida americanos por parte de alguns países com reservas de dolares excessivas, para as redireccionar para euros. Isto já se verifica um pouco e é a causa do começo da subida das taxas de juro, o que depois será ainda mais rapida. Esta situação a manter-se inalterada significava o colapso breve prazo da moeda americana e consequentemente da propria economia. Quando é que a bolsa de Teerão vai abrir? A 23 de Março. Portanto temos a espantosa coincidencia de no dia em que o principio do fim do dolar acontece, acontece tambem que o indicador que nos diz se as reservas mundiais de dolares se estao a deslocar e a fugir do mesmo é deixado de ser publicado. Os americanos nem vao saber de que morte morrem. O terceiro acontecimento é tambem o mais relevante. No fundo são dois acontecimentos no mesmo dia. A dia 28 de Março haverá eleiçoes em Israel e será feito (que fique aqui escrito) o primeiro ataque em solo iraniano contra alvos nucleares, que já é aqui vaticinado para Março desde Setembro ultimo. El-Baradei apresentará o seu relatorio sobre o Irão no principio de Março embora o premio nobel já tenha dito que o mundo está a perder a paciencia com o Irão. Este relatório vai servir de desculpa para os ataques subsequentes. O Times afirmava em Dezembro ultimo que Sharon colocara o nivel de prontidao das suas tropas no máximo para um ataque ao Irao no final de Março (http://www.timesonline.co.uk/article/0, ... 74,00.html (http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2089-1920074,00.html)). Vladimir Girinovsky afirmou esta semana saber com toda a certeza que o ataque se dará a 28 de Março. Afirmou tambem que Condoleeza Rice não era casada por gostar mais de estar perto de militares suados. Rice foi a protagonista da alteração à lei que proibia os EUA de usarem armas nucleares antes do inimigo. Desde Dezembro ultimo que é possivel aos EUA usarem armas nucleares preventivamente, numa resolução passada no senado sem qualquer discussao ou cobertura mediatica. Temos entao 2 cenarios possiveis. Ou os EUA atacam o Irão e impedem a abertura da bolsa de petroleo, ou a economia colapsará. Eu acredito nas duas simultaneamente, pois a divida publica norte-americana é de tal modo grande que nunca conseguirá recuperar. Este ultimo debate do Estado da Uniao nos EUA aumentou em 10% a despesa militar e reduziu em todas as despesas com saude e educação. Nunca um orçamemento foi tao gastador como este. À China não interessa muito o valor do dolar pois a divida dos EUA para com eles é tao grande que podem comprar a America inteira com os seus bonds. De qualquer modo a China cedeu aos EUA quando quiseram desvalorizar o yuan ao ritmo do dolar, o que traria o colapso americano tambem. O yuan foi valorizado artificialmente em 10% para deixar o dolar respirar um pouco. Março será entao o principio do fim do fim do principio."


A ver vamos...



Bem se é assim como pintam a coisa o melhor é pegar na familia, fazer as malas, deixar de pagar os meus créditos, comprar o máximo de enlatados e garafões de água potavel, pois que isto vai ficar muito mau, vai ficar mesmo uma m.....da... só não sei é para onde posso ir... :lol:
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2008, 11:50:18 pm
Isso não se verificou. Mas os princípios estão lá.
Até o Ron Paul já dissertou sobre o assunto, nomeadamente a questão da "subida" do preço do barril de petróleo em função da depreciação do valor do dólar.
É a velha história: quanto mais dinheiro a circular menos ele vale.
Também foi assim que, com isto e outras coisas, que o Império Romano se foi. Espero que eles arrepiem caminho.
Pelo que me apercebi da recente entrevista do Miguel Beleza, não sei não.
Título:
Enviado por: routechecker em Janeiro 11, 2008, 10:44:15 am
Citação de: "André"
EUA alertam o Irão de que mais ameaças terão «consequências»

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O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Stephen Hadley, afirmou hoje que os navios norte-americanos estiveram prestes a disparar no domingo contra embarcações iranianas que os ameaçavam e alertou que outro incidente semelhante terá «consequências».
Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, o avião que transportou o presidente George W. Bush para Israel, Hadley reiterou as advertências aos iranianos por uma acção que classificou como «muito provocadora».

«Têm que ter muito cuidado porque, se voltar a ocorrer, terão de suportar as consequências», afirmou Hadley, que se escusou a especificar que tipo de represálias os Estados Unidos tomariam.

Os iranianos «estão à procura de problemas», acrescentou Hadley, destacando que o incidente «quase provocou um tiroteio» entre as forças dos dois países.

O Pentágono divulgou segunda-feira um vídeo que mostra duas lanchas iranianas ameaçando três navios de guerra norte-americanos no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico.

Uma fonte não identificada da Guarda Revolucionária acusou hoje os EUA de «fabricarem» o vídeo com imagens e audio de arquivo, segundo a televisão iraniana Alalam.

Lusa


Hummm, de repente a frase "Golfo de Tonkin Parte II" faz muito sentido.....

rgsds
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Janeiro 12, 2008, 01:40:55 am
Citação de: "routechecker"
Citação de: "André"
EUA alertam o Irão de que mais ameaças terão «consequências»

Citar
O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Stephen Hadley, afirmou hoje que os navios norte-americanos estiveram prestes a disparar no domingo contra embarcações iranianas que os ameaçavam e alertou que outro incidente semelhante terá «consequências».
Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, o avião que transportou o presidente George W. Bush para Israel, Hadley reiterou as advertências aos iranianos por uma acção que classificou como «muito provocadora».

«Têm que ter muito cuidado porque, se voltar a ocorrer, terão de suportar as consequências», afirmou Hadley, que se escusou a especificar que tipo de represálias os Estados Unidos tomariam.

Os iranianos «estão à procura de problemas», acrescentou Hadley, destacando que o incidente «quase provocou um tiroteio» entre as forças dos dois países.

O Pentágono divulgou segunda-feira um vídeo que mostra duas lanchas iranianas ameaçando três navios de guerra norte-americanos no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico.

Uma fonte não identificada da Guarda Revolucionária acusou hoje os EUA de «fabricarem» o vídeo com imagens e audio de arquivo, segundo a televisão iraniana Alalam.

Lusa

Hummm, de repente a frase "Golfo de Tonkin Parte II" faz muito sentido.....

rgsds


Nao tenho tanta certeza como voce... o vietname foi diferente, e nao e a primeira vez que estes idiotas fazem destas... se quizessem provocar um conflito tinham posto uns marinheiros num barco a fazer inspeccoes lancando o engodo, e podia acontecer que passa-se o mesmo que passou aos ingleses! mas tambem sabem  que o wild george nao brinca em servico! por isso devem andar desesperados!
Título: Iran: Bush's Tonkin Gulf Tale Unravels
Enviado por: routechecker em Janeiro 12, 2008, 07:20:21 am
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Iran: Bush's Tonkin Gulf Tale Unravels

By Gareth Porter, IPS News. Posted January 11, 2008.



Evidence contradicts U.S. hawks' claim that Iranian patrol boats threatened U.S. ships, but the media keep reporting it as fact.
Despite the official and media portrayal of the incident in the Strait of Hormuz early Monday morning as a serious threat to U.S. ships from Iranian speedboats that nearly resulted in a "battle at sea," new information over the past three days suggests that the incident did not involve such a threat and that no U.S. commander was on the verge of firing at the Iranian boats.

The new information that appears to contradict the original version of the incident includes the revelation that U.S. officials spliced the audio recording of an alleged Iranian threat onto to a videotape of the incident. That suggests that the threatening message may not have come in immediately after the initial warning to Iranian boats from a U.S. warship, as appears to do on the video.

Also unraveling the story is testimony from a former U.S. naval officer that non-official chatter is common on the channel used to communicate with the Iranian boats and testimony from the commander of the U.S. 5th fleet that the commanding officers of the U.S. warships involved in the incident never felt the need to warn the Iranians of a possible use of force against them.

Further undermining the U.S. version of the incident is a video released by Iran Thursday showing an Iranian naval officer on a small boat hailing one of three ships.

The Iranian commander is heard to say, "Coalition warship 73, this is Iranian navy patrol boat." He then requests the "side numbers" of the U.S. warships. A voice with a U.S. accent replies, "This is coalition warship 73. I am operating in international waters."

The dramatic version of the incident reported by U.S. news media throughout Tuesday and Wednesday suggested that Iranian speedboats, apparently belonging to the Iranian Revolutionary Guard navy, had made moves to attack three U.S. warships entering the Strait and that the U.S. commander had been on the verge of firing at them when they broke off.

Typical of the network coverage was a story by ABC's Jonathan Karl quoting a Pentagon official as saying the Iranian boats "were a heartbeat from being blown up."

Bush administration officials seized on the incident to advance the portrayal of Iran as a threat and to strike a more threatening stance toward Iran. National Security Adviser Stephen Hadley declared Wednesday that the incident "almost involved an exchange of fire between our forces and Iranian forces". President George W. Bush declared during his Mideast trip Wednesday that there would be "serious consequences" if Iran attacked U.S. ships and repeated his assertion that Iran is "a threat to world peace."

Central to the depiction of the incident as involving a threat to U.S. warships is a mysterious pair of messages that the sailor who heard them onboard immediately interpreted as saying, "I am coming at you…", and "You will explode after a few minutes." But the voice in the audio clearly said "I am coming to you," and the second message was much less clear.

Furthermore, as the New York Times noted Thursday, the recording carries no ambient noise, such as the sounds of a motor, the sea or wind, which should have been audible if the broadcast had been made from one of the five small Iranian boats.

A veteran U.S. naval officer who had served as a surface warfare officer aboard a U.S. Navy destroyer in the Gulf sent a message to the New York Times on-line column "The Lede" Wednesday pointing out that in the Persian Gulf, the "bridge-to-bridge" radio channel used to communicate between ships "is like a bad CB radio" with many people using it for "hurling racial slurs" and "threats." The former officer wrote that his "first thought" was that the message "might not have even come from one of the Iranian craft."

Pentagon officials admitted to the Times that they could not rule out that the broadcast might have come from another source

The five Iran boats involved were hardly in a position to harm the three U.S. warships. Although Pentagon spokesman Bryan Whitman described the Iranian boats as "highly maneuverable patrol craft" that were "visibly armed," he failed to note that these are tiny boats carrying only a two- or three-man crew and that they are normally armed only with machine guns that could do only surface damage to a U.S. ship.

The only boat that was close enough to be visible to the U.S. ships was unarmed, as an enlarged photo of the boat from the navy video clearly shows.

The U.S. warships were not concerned about the possibility that the Iranian boats were armed with heavier weapons capable of doing serious damage. Asked by a reporter whether any of the vessels had anti-ship missiles or torpedoes, Vice Adm. Kevin Cosgriff, Commander of the 5th Fleet, answered that none of them had either of those two weapons.

"I didn't get the sense from the reports I was receiving that there was a sense of being afraid of these five boats," said Cosgriff.

The edited Navy video shows a crewman issuing an initial warning to approaching boats, but the footage of the boats maneuvering provides no visual evidence of Iranian boats "making a run on U.S. ships" as claimed by CBS news Wednesday in its report based on the new video.

Vice Adm. Cosgriff also failed to claim any run toward the U.S. ships following the initial warning. Cosgriff suggested that the Iranian boat's maneuvers were "unduly provocative" only because of the "aggregate of their manoeuvres, the radio call and the dropping of objects in the water."

He described the objects dropped by the Iranian boat as being "white, box-like objects that floated." That description indicates that the objects were clearly not mines, which would have been dark and would have sunk immediately. Cosgriff indicated that the ships merely "passed by them safely" without bothering to investigate whether they were explosives of some kind.

The apparent absence of concern on the part of the U.S. ships' commanding officers about the floating objects suggests that they recognised that the Iranians were engaging in a symbolic gesture having to do with laying mines.

Cosgriff's answers to reporters' questions indicated that the story promoted earlier by Pentagon officials that one of the U.S . ships came very close to firing at the Iranian boats seriously distorted what actually happened. When Cosgriff was asked whether the crew ever gave warning to the Iranian boats that they "could come under fire", he said the commanding officers "did not believe they needed to fire warning shots".

As for the report circulated by at least one Pentagon official to the media that one of the commanders was "close to firing", Cosgriff explained that "close to" meant that the commander was "working through a series of procedures". He added, "n his mind, he might have been closing in on that point."

Despite Cosgriff's account, which contradicted earlier Pentagon portrayals of the incident as a confrontation, not a single news outlet modified its earlier characterization of the incident. After the Cosgriff briefing, Associated Press carried a story that said, " U.S. forces were taking steps toward firing on the Iranians to defend themselves, said the U.S. naval commander in the region. But the boats -- believed to be from the Iranian Revolutionary Guard's navy -- turned and moved away, officials said."

That was quite different from what Cosgriff actually said.

In its story covering the Cosgriff briefing, Reuters cited "other Pentagon officials, speaking on condition of anonymity" as saying that "a U.S. captain was in the process of ordering sailors to open fire when the Iranian boats moved away" -- a story that Cosgriff had specifically denied.
Título:
Enviado por: André em Janeiro 22, 2008, 10:22:01 pm
Potências aceitam sanções modestas ao Irão

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As potências mundiais concordaram esta terça-feira com o esboço de uma nova resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) com sanções ao Irão, mas diversos diplomatas disseram que não constam as punições económicas defendidas pelos EUA.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, disse após quase duas horas de reuniões com representantes de Estados Unidos, China, Rússia, França e Grã-Bretanha, que a nova proposta de resolução será apresentada nas próximas semanas ao Conselho de Segurança da ONU.

«Estamos unidos na opinião de que um Irão com armas nucleares teria consequências dramáticas para o Médio Oriente e mais além», disse Steinmeier.

«Hoje juntos decidimos o conteúdo de uma nova resolução. Alemanha, França e Grã-Bretanha vão apresentar a proposta nas próximas semanas, [para] que seja discutida com os membros do Conselho de Segurança»

O Ocidente mantém, desde 2002, um confronto diplomático com o Irão, acusando o país de desenvolver armas nucleares.

O Irão nega, mas já sofreu sanções da ONU em Dezembro de 2006 e Março de 2007. Há meses que Washington defende uma nova resolução que puna instituições financeiras iranianas.

A Rússia e China, que têm grandes interesses comerciais no Irão, endureceram a sua oposição a novas sanções desde Dezembro, quando um relatório de inteligência dos EUA afirmava que Teerão abandonara o programa de armas nucleares desde 2003.

O Irão afirmou na terça-feira que novas sanções não vão lhe impedir de usufruir o seu «direito legítimo e legal» à energia nuclear pacífica.

Reuters/SOL
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 13, 2008, 10:29:52 pm
França rejeitará «respostas imprecisas» sobre o programa nuclear do Irão

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês manifestou hoje confiança na Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), mas advertiu que não se conformará com «respostas incompletas e imprecisas» acerca do programa nuclear iraniano.

O dossier do programa nuclear do Irão vai estar no centro da reunião que decorrerá quinta-feira, em Paris, entre o director-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, e o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner.

Nos últimos dias, a imprensa francesa tem indicado, com base em fontes oficiais anónimas, que a França, assim como outros países ocidentais, considera ElBaradei «muito conciliador», e teme que o relatório que publicará em breve enfraqueça as pressões para «combater as ambições atómicas do Irão».

«O director-geral da AIEA leva-nos por um caminho que não é bom», disse uma fonte do Palácio do Eliseu citada hoje pelo jornal Le Figaro.

Questionada a este respeito, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), Pascale Andréani, disse que o trabalho da AIEA «é muito difícil».

«Não podemos conformar-nos com respostas que não sejam completas e precisas a todas as questões sobre as quais a AIEA deve fazer o seu relatório», advertiu a funcionário, garantindo que o país confia na Agência.

Por outro lado, o Le Figaro indica que a França teme que o Irão esteja em condições de ter acesso a armas nucleares até ao fim deste ano.

«As autoridades francesas nunca deram indicações sobre tal calendário», disse a porta-voz do MNE, sobre esta questão concreta.

«As nossas preocupações sobre o programa nuclear iraniano continuam intactas. O Irão procura controlar a tecnologia do enriquecimento de urânio, que não tem qualquer justificação civil neste país», afirmou Andréani.

Lembrou ainda que o Irão já tem 3 mil centrífugadoras (para o enriquecimento de urânio), quando não tinha «praticamente nenhuma» em Janeiro de 2007.

«A comunidade internacional não confia nos objectivos de Teerão, e por isso o Conselho de Segurança exigiu ao país que suspenda o seu programa de enriquecimento de urânio», sublinhou.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Março 10, 2008, 03:44:03 pm
Irão espera mudanças na política dos EUA após as eleições

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O Governo iraniano espera que a política norte-americana para face a Teerão, acusado por Washington de apoiar o terrorismo e de desenvolver um programa nuclear militar, mude após as eleições nos Estados Unidos, disse um porta-voz oficial iraniano.
O porta-voz descartou, pelo contrário, mudanças na política de Moscovo.

«Os povos da América (EUA) e do mundo já estão cansados da política belicosa da actual Administração norte-americana», disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohamad Ali Hosseini.

«Espero que as próximas eleições norte-americanas levem a uma mudança na actual política errada da América», disse Hosseini, salientando que, no entanto, o seu país «não apoia nenhum dos candidatos à Presidência» dos EUA.

Os EUA e o Irão realizaram desde Maio do ano passado três reuniões a nível de embaixadores e especialistas sobre a segurança no Iraque, mas o regime iraniano descartou negociações directas no caso nuclear ou no restabelecimento de relações bilaterais.

Sobre a política russa, país que Teerão considera um de seus amigos, Hosseini considera que «não sofrerá grandes mudanças», numa aparente alusão ao apoio de Moscovo a que Teerão desenvolva um programa nuclear pacífico.

«Considerando a postura do presidente eleito da Rússia (Dmitri Medvedev), esperamos que a política do presidente (Vladimir) Putin continue sem mudanças», disse o porta-voz iraniano.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 11, 2008, 07:38:04 pm
Novo incidente naval entre EUA e Irão no Golfo Pérsico

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Um novo incidente naval ocorreu hoje entre um navio da marinha norte-americana e barcos iranianos no Golfo Pérsico, segundo a CNN.
A CNN, que classificou este como um «pequeno incidente», adiantou que o navio de patrulha norte-americana «USS Typhoon» foi cercado por três embarcações iranianas, que começaram a realizar manobras «de provocação em torno do navio norte-americano.

Um dos barcos aproximou-se a menos de 200 metros do «USS Typhoon», obrigando a tripulação a lançar um sinal de alerta, adiantou a CNN.

Um outro incidente naval entre a marinha norte-americana e a iraniana ocorreu no início do ano, aumentando a tensão entre ambos os países.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 18, 2008, 05:37:28 pm
Exército iraniano deve ser o mais poderoso do mundo

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O ayatollah Ahmad Jannati, encarregado de pronunciar o sermão oficial de sexta-feira em Teerão, destacou hoje a necessidade de transformar o Exército iraniano no mais poderoso do mundo, segundo a agência de notícias iraniana Fars.

Durante o sermão, considerado a voz oficial do regime iraniano, Jannati disse que «o Exército da República Islâmica do Irão deve ser num futuro próximo a força de guerra mais bem equipada e treinada do mundo, para que ninguém se atreva a pensar num ataque contra o Irão».

O clérigo, secretário do Conselho dos Guardiães, disse que as Forças Armadas iranianas devem ser poderosas para poder «defender o território islâmico e todos os muçulmanos do mundo, e que ninguém se atreva a invadir a Palestina, Iraque e o Afeganistão».

Além disso, Jannati disse que «o fundamento do poderio do Exército iraniano, assim como o do corpo da Guarda Revolucionária, é rezar, apoiar-se em Deus e distinguir entre ´haram` e ´halal` (o proibido e o permitido, segundo a lei islâmica)».

Diário Digital / Lusa


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Título:
Enviado por: André em Abril 22, 2008, 05:52:13 pm
Hillary diz que EUA podem destruir totalmente o Irão ...

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A pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton alertou Teerão que, se fosse presidente, os Estados Unidos poderiam «obliterar totalmente» o Irão, caso o país comandasse um ataque nuclear contra Israel.
No dia de uma votação crucial para a sua candidatura, na Pensilvânia, a senadora disse querer que os iranianos saibam que está preparada para agir como uma presidente na esperança de deter um ataque nuclear iraniano em Israel.

«Eu quero que os iranianos saibam que se eu for presidente, eu atacarei o Irão», disse Hillary numa entrevista ao programa da rede de televisão ABC, Good Morning America.

«Nos próximos 10 anos, durante os quais eles podem considerar o lançamento de um ataque a Israel, nós seriamos capazes de obliterá-los totalmente», disse.

«Isto é uma coisa terrível de dizer, mas as pessoas que dirigem o Irão precisam de entender isto, porque talvez os detenha de fazer algo que seria irresponsável, idiota e trágico».

Os comentários de Hillary foram mais duros que na semana passada, quando, durante o debate democrata na Filadélfia, prometeu uma «retaliação enorme» contra qualquer ataque iraniano contra Israel.

O seu rival democrata, Barack Obama, rejeitou a, no entanto, a retórica militar. «Uma das coisas que vi nos últimos anos é uma data de conversas usando palavras como "obliterar"», disse o senador em entrevista à ABC.

«Isto não produz efectivamente bons resultados. E eu não estou assim tão interessado em atitudes militaristas», disse.

Obama disse ainda que responderia «de maneira rápida, subtil e energética» a um ataque iraniano contra Israel ou qualquer outro aliado dos EUA.

Obama e Hillary enfrentam-se hoje na votação das primárias democratas da Pensilvânia, que devem atrair 4,1 milhões de eleitores às urnas, de acordo com o Partido Democrata do Estado. O Irão é acusado pelos EUA de tentar produzir armas nucleares para montar um arsenal. Nos últimos anos, o país tem usado uma retórica bélica e lançou especulações de que o seu poderio nuclear poderia enfrentar os EUA ou as forças militares de Israel.

Teerão nega estar a tentar adquirir armas nucleares e diz que precisa da tecnologia nuclear para gerar energia.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chocou a comunidade internacional em 2005 dizendo que «Israel deveria ser retirado do mapa».

Há uma semana, um comandante do exército iraniano disse que o Irão eliminaria Israel em resposta a qualquer ataque militar de Israel.

Os comentários de Hillary surgem poucos dias antes da eleição iraniana para o parlamento, na sexta-feira. A eleição pode trazer novos desafios políticos a Ahmadinejad, enquanto o país se prepara para eleições presidenciais, no próximo ano.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: tsumetomo em Julho 10, 2008, 08:24:09 pm
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Iran's New Secret Weapon: Photoshop

Just ask the Russians - running in an arms race can be awfully expensive. So you've got to hand it to the Iranians for figuring out an effective force multiplier: Digital photo editing.

See if you can guess which image of yesterday's Iranian missle tests is real, and which one is bogus -- and was reprinted by many of the world's most prestigous news outlets today.

(http://img144.imageshack.us/img144/6956/nytmissilesqn9.jpg)

Photoshopping (or whatever tool they're using) isn't new to Middle East imagery - bogus photos have cropped up repeatedly from Lebanon, for instance. But this may be the first time we've seen evidence of it as a foreign policy tool. NYT:

Agence France-Presse said that it obtained the image from the Web site of Sepah News, the media arm of the Iranian Revolutionary Guards, on Wednesday. But there was no sign of it there later in the day. Today, The Associated Press distributed what appeared to be a nearly identical photo from the same source, but without the fourth missile...

For its part, Agence France-Presse retracted its four-missile version this morning, saying that the image was “apparently digitally altered” by Iranian state media. The fourth missile “has apparently been added in digital retouch to cover a grounded missile that may have failed during the test,” the agency said.


http://www.alleyinsider.com/2008/7/iran-s-new-secret-weapon-photoshop
Título:
Enviado por: Luso em Julho 10, 2008, 08:40:04 pm
(http://blasfemias.files.wordpress.com/2008/07/20080709iranmissilephotoshop4.jpg)
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 10, 2008, 11:09:31 pm
(http://img120.imageshack.us/img120/6600/iranrealphotopf5.jpg)
Título:
Enviado por: TOMSK em Julho 11, 2008, 01:00:15 am
Citação de: "Lancero"
(http://img120.imageshack.us/img120/6600/iranrealphotopf5.jpg)


 :P  :P  :P  :P
Título:
Enviado por: komet em Julho 11, 2008, 04:17:13 pm
(http://i206.photobucket.com/albums/bb232/lonefilipe/catattack-1.jpg)
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 11, 2008, 04:31:20 pm
:G-bigun:  :Ups:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 12, 2008, 09:49:41 pm
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Irão: Teerão alvejará "32 bases dos Estados Unidos" e Israel em caso de ataque - responsável

Teerão, 12 Jul (Lusa) - O Irão alvejará "32 bases norte-americanas e o coração de Israel" em caso de ataque contra o seu território, declarou hoje um alto dirigente iraniano, citado pela agência de imprensa oficiosa Fars.

"Se os Estados Unidos ou Israel dispararem mísseis contra o nosso país, as forças armadas iranianas alvejarão o coração de Israel e 32 bases norte-americanas na região antes mesmo do fumo desse ataque desaparecer", declarou um conselheiro do "guia supremo" Ali Khamenei, Mojtaba Zolnoor.

Zolnoor é o representante adjunto do Guia na organização dos Guardas da Revolução, o exército de elite do regime islâmico iraniano que controla os armamentos mais potentes, incluindo os mísseis de longo alcance capazes de atingir Israel ou as bases norte-americanas no Golfo.

Os Estados Unidos e o seu aliado regional Israel não excluem atacar objectivos nucleares iranianos para impedir o Irão de aceder à arma atómica. Os países ocidentais temem que o programa nuclear civil de Teerão esconda uma vertente militar.

Por isso, exigem a paragem do enriquecimento de urânio, uma medida excluída pelo regime islâmico de Teerão, que desmente pretender dotar-se da arma nuclear.

Hoje mesmo, o Irão já desvalorizara a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ou de Israel contra as suas instalações nucleares, considerando que uma acção militar desse género constituiria "loucura" e estaria destinada ao fracasso.

"Qualquer agressão ou acção militar contra o Irão é uma idiotice, cujas repercussões seriam más para todos", afirmou o porta-voz do governo, Gholam Hossein Elham, durante o seu encontro semanal com a imprensa.

"Não acredito que este tipo de loucura e de absurdo prevaleça ou seja militarmente praticável", afirmou Elham.

A tensão entre o Irão e os Estados Unidos, por um lado, e por outro com Israel, subiu de tom na semana passada após Teerão ter procedido a ensaios de mísseis, um dos quais, o Shahab-3, foi apresentado como capaz de atingir Israel.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interio ... _id=967496 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=967496)
Título:
Enviado por: Lightning em Julho 12, 2008, 11:00:08 pm
(http://img228.imageshack.us/img228/1016/iranrealphotopf5qk2.th.jpg) (http://http)

Está lá um que vai em sentido contrário :lol:  :lol: .
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 13, 2008, 12:15:31 am
Boa Noite

Mais a sério, mas parece que a história se repete, voltamos a ter uma crise como tivemos em 1920 com a a queda das bolsas e crises sociais como aconteceu antes das duas guerras mundiais. Pode ser errado  mas é a  minha percepção dos factos estão acontecer. Pelo que vejo estão se a criar dois blocos neste planeta de uma lado temos a Europa, USA, India e o Chile do outro lado temos Irão, Paquistão, Rússia e china e a Venezuela, podemos ver com as coisas se movem no conselho de segurança, basta ver quem é que impediu as resoluções de contra ao Irão. no Afeganistão o Paquistão ao que  parece cada vez menos apoia os USA, basta ver o ataque à embaixada da india no Afeganistão, fala-se em mão dos serviços secretos paquistaneses.
A India anda a deslocar tropas para a fronteira chinesa, a Rússia à medida que o tempo passa torna-se cada vez mais tenta provocar a NATO basta ver o que eles anda a fazer na Geórgia e os voos de longo curso, as armas que a China e a Rússia vendem ao Paquistão a Venezuela e ao Irão.
No conselho de segurança a Rússia e a China têm sempre a mesma opinião bloqueando sempre as resoluções contra o Zimbabué entre outros.
Finalizando este texto longo, o possível ataque Israelita ao Irão, faz me lembrar o assassinato ao arquiduque Fernando em 1914 na sérvia e o ataque que a Alemanha fez à Polónia, será isto o inicio da ultima guerra???
Título:
Enviado por: pedro em Julho 13, 2008, 12:30:55 am
Bem algo sobre isso esta no topico logo a seguir a este.
É provavel que algo venha a acontecer. :roll:
Mas eu sou da opiniao que o mundo vai resolver este problema pela via diplomatica.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: komet em Julho 13, 2008, 01:49:26 am
Penso que ninguem, ninguém mesmo ficaria a ganhar com um conflito nuclear, muito menos de larga escala. Se assim não fosse então a guerra fria tinha dado em sangue, e não tinha sido a "guerra" moderna mais longa de sempre. Acho que as armas nucleares dos dois lados, por irónico que pareça, forçarão a paz. Mas muita gente terá que dar o braço a torcer, e aí é que vamos ver o que acontece...

Quando se inventou a bomba nuclear, falava-se que seria uma bomba tão poderosa que poderia acabar de vez com todas as guerras... bom, na pior das hipóteses acaba com a humanidade, se isto se verificar então tinham razão que é o fim das guerras  :wink:
Título:
Enviado por: André em Agosto 13, 2008, 01:52:02 pm
EUA frustram planos de Israel para preparar ataque ao Irão, diz jornal

Os Estados Unidos frustraram os planos israelitas para preparar um ataque contra o Irão, noticiou hoje o jornal israelita Haaretz.
O diário garante que Washington se recusou a vender aviões e permitir que Israel sobrevoasse o Iraque.

«A Administração norte-americana rejeitou um pedido israelita para equipamentos militares e apoio, que melhoraria a capacidade de Israel para atacar as instalações nucleares iranianas», afirma o jornal, sem citar fontes.

Segundo o Haaretz, os EUA terão advertido Israel para que não atacasse o Irão, já que tal prejudicaria os interesses norte-americanos.

Os EUA também terão exigido ao governo israelita que Washington fosse informado de antemão se, apesar da advertência, Israel decidisse bombardear o Irão.

Israel respondeu às autoridades norte-americanas que se reserva o direito de tomar as acções que considerar necessárias, se fracassarem os esforços diplomáticos para conter a «nuclearização» iraniana, segundo o diário.

«A disputa israelo-americana sobre um ataque militar contra o Irão surgiu na última visita do presidente (George W. Bush) a Jerusalém, em Maio», acrescenta o Haaretz.

Na ocasião, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, e o seu ministro da Defesa, Ehud Barak, teriam solicitado equipamentos militares avançados ao presidente norte-americano, o que «fez Washington pensar que Israel planeava atacar o Irão nos próximos meses», tendo os EUA decidido enviar uma «dura mensagem» contra essa suposta intenção.

Para compensar a rejeição em vender os equipamentos solicitados, os EUA terão oferecido a Israel a venda de outro arsenal militar, como nove aviões Super Hércules e radares avançados, e ajuda para o desenvolvimento dos sistemas antimísseis israelitas Arrow 3 e Iron Dome.

Lusa
Título:
Enviado por: typhonman em Agosto 13, 2008, 03:57:11 pm
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Os Estados Unidos frustraram os planos israelitas para preparar um ataque contra o Irão, noticiou hoje o jornal israelita Haaretz.
O diário garante que Washington se recusou a vender aviões e permitir que Israel sobrevoasse o Iraque


Presume-se que sejam "stealth" ou não?

Ha várias possibilidades, F-22, F-117 ?? ou mesmo B-1B. (sendo este ultimo não stealth).
Título:
Enviado por: HSMW em Agosto 22, 2008, 04:33:15 pm
Já não sei se encontrei este link cá no fórum ou não...
Mas aqui fica
Fortress Tehran  
http://www.abovetopsecret.com/forum/thread338399/pg (http://www.abovetopsecret.com/forum/thread338399/pg)
Título:
Enviado por: jmg em Agosto 24, 2008, 12:10:07 pm
Citação de: "Typhonman"
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Os Estados Unidos frustraram os planos israelitas para preparar um ataque contra o Irão, noticiou hoje o jornal israelita Haaretz.
O diário garante que Washington se recusou a vender aviões e permitir que Israel sobrevoasse o Iraque

Presume-se que sejam "stealth" ou não?

Ha várias possibilidades, F-22, F-117 ?? ou mesmo B-1B. (sendo este ultimo não stealth).


Mesmo não sendo furtivos, o poderio convencional não está em causa e várias vagas de bombardeamentos terminariam com a ameaça "convencional" iraniana.
O problema (e talvez seja isso que mantenha os EUA calminhos) é que não se quer um novo Iraque, uma nova jihad contra o ocidente, reforçar a posição e facilidade de recrutamento da AL Quaeda....
Quantos aos Israelitas já sabemos como é.
Não se importam de arrasar um país e as consequências logo se vê.
Título:
Enviado por: André em Setembro 20, 2008, 12:09:49 pm
Seis concordam em «estudar» novas sanções contra o Irão

As Seis grandes potências chegaram a acordo sexta-feira em Washington para «estudar» a possibilidade de novas sanções contra o Irão, perante a recusa de Teerão de renunciar ao programa de enriquecimento nuclear, revelou o departamento de Estado norte-americano.

Os directores políticos dos ministérios dos negócios estrangeiros dos Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha e o responsável chinês do desarmamento «analisaram os desenvolvimentos que aconteceram após o seu último encontro a 19 de Julho e prepararam um encontro de ministros (previsto) para a próxima semana», afirmou o ministério norte-americano dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

Durante as discussões, eles «reafirmaram o seu empenho colectivo em prosseguir a sua dupla estratégia», acrescentou o comunicado, referindo-se à política dos Seis de apresentar propostas de «incentivo» ao regime de Teerão para o convencer a renunciar ao seu programa nuclear e de impor sanções graduais enquanto o Irão recusar suspender as actividades de enriquecimento de urânio.

Os directores políticos «continuam a encorajar o Irão a aceitar a oferta generosa de incentivos que lhe foi apresentada em Junho e mantêm-se empenhados em explorar a possibilidade de medidas adicionais sobre o segundo ponto da sua estratégia», prosseguiu o departamento de Estado.

Durante a reunião, «discutiram as inquietações levantadas pelo relatório do director-geral da AIEA, (Mohamed) ElBaradei, a 15 de Setembro, e apelaram firmemente ao Irão para cooperar plenamente no inquérito» da Agência Internacional de Energia Atómica.

No seu último relatório, publicado quarta-feira, a AIEA revelou que o Irão melhorou a sua capacidade de enriquecimento de urânio, sublinhando que ainda não consegue estabelecer se o programa nuclear iraniano é puramente civil, como afirma Teerão, ou militar, como suspeitam os Ocidentais.

«Os ministros dos 5+1 vão reunir-se na próxima semana à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas», concluiu o departamento de Estado.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Setembro 26, 2008, 12:15:15 pm
Israel terá pedido «luz verde» aos EUA para atacar Irão

Israel pediu aos EUA «luz verde» para bombardear o Irão, mas foi desencorajado pelo presidente norte-americano, George W. Bush, segundo a edição desta sexta-feira do jornal britânico The Guardian.
Segundo fontes que trabalham para chefes de Estado europeus, o tema foi assunto de uma reunião a portas fechadas entre Bush e o ex-primeiro-ministro israelita Ehud Olmert, em Maio.

Um porta-voz de Olmert disse ao jornal que Israel prefere uma saída diplomática para a questão iraniana, e que as fontes atribuíram ao ex-primeiro-ministro «palavras que não foram ditas em nenhuma reunião de trabalho com visitantes estrangeiros».

Os EUA evitaram comentar a reunião entre Olmert e Bush, acrescentando que dão prioridade à via diplomática.

Segundo o Guardian, o ataque seria direccionado às instalações nucleares iranianas, que Israel encara como uma ameaça.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já defendeu que o Estado judaico seja «riscado do mapa».

Bush terá dissuadido Olmert de realizar o ataque afirmando que o incidente teria grande possibilidade de conduzir a uma guerra total, acrescenta o jornal.

Além disso, acrescenta o The Guardian, Bush terá lembrado que um ataque do aliado ao país islâmico possivelmente geraria retaliações a pessoal e instalações norte-americanas em todo o mundo - inclusivamente porque, para chegar ao Irão, a aviação israelita teria de sobrevoar o Iraque com o aval dos EUA.

«A recusa de Bush em apoiar um ataque, e a forte sugestão de que não mudaria de ideia, pode pôr fim a especulações de que Washington estaria a preparar uma «surpresa de Outubro» antes das eleições presidenciais norte-americanas (de Novembro)», escreve o jornalista Jonathan Steele.

Lusa
Título:
Enviado por: legionario em Setembro 27, 2008, 12:42:05 pm
A guerra agora é economica...neste momento os americanos nao têm dinheiro para comer, quanto mais para guerras... ainda por cima contra o Irao, que nao é pera douce .
O estado de Israel que se desenrasque sozinho ! ha mais de 50 anos que lançam a confusao em todo o lado (inclusivé nas Bolsas , nao é verdade ?), eles que assumam e que paguem sozinhos a factura !
Título:
Enviado por: André em Janeiro 16, 2009, 09:18:28 pm
Sarkozy diz que programa nuclear iraniano não tem fins civis

O programa nuclear iraniano "não tem qualquer finalidade civil", afirmou hoje o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, na recepção de ano novo ao corpo diplomático.

"A AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) sublinha os avanços rápidos e preocupantes do programa de enriquecimento (de urânio) iraniano, que toda a gente sabe que não tem qualquer finalidade civil", disse o Presidente francês.

"Estamos a chegar a um momento em que os dirigentes iranianos vão ter de fazer uma escolha: ou provocam uma confrontação grave com a comunidade internacional ou, como pretende a França, chegamos a uma solução nas negociações iniciadas há, note-se, cinco anos", acrescentou.

Nicolas Sarkozy disse-se convencido da vontade das seis potências envolvidas nas negociações com Teerão (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, Estados Unidos da América, França, Reino Unido, Rússia - e a Alemanha) de terem "um diálogo aberto e directo".

"Cabe agora aos dirigentes iranianos escolherem procurar um acordo possível", disse.

Lusa
Título:
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 17, 2009, 12:18:24 pm
A janela de tempo para um ataque ao Irão já está praticamente fechada. A compra e instalação de sistemas S300, o facto de as bases de ataque que estavam a ser instaladas na Geórgia terem sido destruídas e o facto de não se poder destruir conhecimentos depois de adquiridos fazem de qualquer tentativa de ataque, uma missão quase falida à partida.

Para em de todos nós espero que estes carregamentos anormais de armamento com destino a Israel (suspeita-se de GBU 28, entre outras coisas) não seja com vista a um ataque.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 23, 2009, 05:47:36 pm
Amanhã o Irão vai efectuar testes na central nuclear de Bushehr. Esses testes são a fase preliminar para a entrada em funcionamento da central.

Sendo assim qualquer ataque contra as instalações terá de ser efectuada num espaço de tempo apertado. Quando a central estiver em pleno um ataque terá consequências desastrosas.
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 23, 2009, 06:01:15 pm
Citação de: "FoxTroop"
e o facto de não se poder destruir conhecimentos depois de adquiridos


E assassinar os cientistas não? :lol: .
Título:
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 23, 2009, 06:12:39 pm
Citar
E assassinar os cientistas não?


Certamente que o podem tentar fazer, mas a base de conhecimento já está muito espalhada pela comunidade cientifica iraniana. É certo que assassinatos de cientistas-chefe trará alguns atrasos mas daí a parar o projecto......

Penso que essa noticia dos assassinatos foi mais dirigida como manobra intimidativa e dificilmente será concretizável.  :)
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 23, 2009, 10:18:09 pm
Apostar na diplomacia se falhar, a opção militar parece a unica solução.
Ai deveria ser feito um ataque da NATO contra o Irão.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 23, 2009, 11:12:58 pm
As coisas não se resolvem pela guerra, deve-se manter inspecções regulares à central para precaver males maiores. O principal objectivo neste momento é retirar o actual presidente do poder, o Irão irá ter eleições este ano, tudo indica que até lá o Obama se manterá silencioso sobre qualquer negociação ou aproximação ao país. Quando muito equipas da CIA já andam a espalhar propaganda em favor do adversário do actual presidente.
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 24, 2009, 01:21:17 pm
Mas o senhor ainda pensa numa solução diplomatica??
Os americanos cometeram um grande erro no inicio e agora ninguem os pará.
Pode o senhor ter a certeza que isto esta a caminhar mais para uma solução militar que outra coisa, infelizmente. :?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 24, 2009, 08:31:10 pm
Os americanos se tratassem do seu quintal, não haveria problemas deste género, em vez disto andaram armados aos cágados durante quase 50 anos, em várias partes do mundo, agora "comem" os ventos que semearam.

Deixemos-nos de hipocrisias, afinal de contas como começou o programa nuclear do Irão? Com ajuda dos EUA e alguns países europeus...fizeram asneira, que a resolvam!

O Irão é o 4º maior produtor de petróleo e esse é o único interesse, não passa de mais um Iraque, cheio de letra. No entanto tem sido demonizado pelo ocidente. Por algum motivo o pentágono e não só, tem apostado cada vez mais no uso das relações publicas de forma a manipular os media e a condicionar informações. A guerra é a máquina de fazer $ dos EUA, até os preços do petróleo sobem...
Propaganda e operações psicológicas em favor de guerras inúteis, contra bandos de lavradores é tudo o que vejo. Criação de guerras fictícias e guerras sustentáveis, cujo objectivo nunca foi vencer, mas sim manter-las durante vários anos, para alimentar a industria militar americana, talvez o maior entre os maiores lobbies, muito mais poderoso que a industria petrolífera ou farmacêutica.

Mas para quem for crente em 2012 teremos a III guerra mundial e já poderemos todos dar uns tirinhos. :lol:
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 24, 2009, 09:44:12 pm
Sim têm razão caro amigo, mas enquanto eles forem a primeira potência mundial nós somos muito amigos. :lol:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 24, 2009, 09:49:50 pm
Citação de: "pedro"
Sim têm razão caro amigo, mas enquanto eles forem a primeira potência mundial nós somos muito amigos. :lol:
Cumprimentos


LOL true true, já nos deram muitas facadas pelas costas, a unica coisa que querem saber é deles mesmos, dos ricassos, não é do povo americano.
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 01:10:39 am
Citação de: "Camuflage"
Os americanos se tratassem do seu quintal, não haveria problemas deste género, em vez disto andaram armados aos cágados durante quase 50 anos, em várias partes do mundo, agora "comem" os ventos que semearam.

Deixemos-nos de hipocrisias, afinal de contas como começou o programa nuclear do Irão? Com ajuda dos EUA e alguns países europeus...fizeram asneira, que a resolvam!

Talvez seja mais os ventos semeados por outros, como neste caso o Irão não foi os EUA que fomentaram esse pais a ter a Bomba Atómica mas sim outros com a intenção de afrontar os EUA e mesmo pactuando com esse regime, como o veto de paises com regimes também suspeitos ao embargo da ONU ...  :?:  :twisted:  :twisted:


Citar
Propaganda e operações psicológicas em favor de guerras inúteis, contra bandos de lavradores é tudo o que vejo. Criação de guerras fictícias e guerras sustentáveis, cujo objectivo nunca foi vencer, mas sim manter-las durante vários anos, para alimentar a industria militar americana, talvez o maior entre os maiores lobbies, muito mais poderoso que a industria petrolífera ou farmacêutica.


Duvido que sejam contra bandos de lavradores, senão está a minimizar quem lutou e teve coragem de defrontar o US army, e o inimigo quer seja Al-Qaeda/Taliban ou Vietcong são forças de Guerrilha que como se sabe são forças dificeis de derrotar por um Exército Convencional como já ficou demonstrado no passado como ainda no presente ... por isso não é pelos EUA quererem manter guerras mas sim do seu adversário ser dificil de superar e se deixarem o combate a meio o as consequências podem ser más para todos ...
Título:
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 25, 2009, 11:34:17 am
Citar
Será que o Irão é uma invenção do Pentágono Question Question o Ahmadinejad é uma invenção do Pentágono ou será que quem negou o Holocausto é também uma mentira dos norte-americanos para alimentar as Industrias de Defesa numa eventual guerra... e disse várias vezes querer limpar Israel do mapa, com uma vassoura de certeza que não será ... Twisted Evil Twisted Evil


O regime iraniano não tenha duvidas que foi por responsabilidade bastante elevada dos EUA que subiu ao poder.
Sim é verdade que negou os nºs do Holocausto e que o mesmo que é usado como politica de vitimização pelo estado de Israel.
Gostaria muito de ver essas declarações de limpar Israel do mapa porque ainda não as encontrei.

Neste momento estão atados e para mais com russos no terreno, um bombardeamento que cause baixas entre o compatriotas do Putin vai ser um festival a seguir.  Se era para bombardear já deveria ter sido, agora é muito mais arriscado e quando estiver tudo completamente operacional e com sistemas S-300 a fazer de chapéu protector, ainda pior.

Se estavam à espera dos israelitas para o fazer sem serem envolvidos a coisa correu mal. Um ataque de Israel, depois das bases na Geórgia terem sido destruídas na guerra com a Rússia, obrigatoriamente vai ter de passar por território controlado pelo Pentágono e como tal os EUA terão de estar envolvidos. Não dispõem de capacidade para uma situação dessas porque então o Iraque e o Afeganistão ficavam ao rubro.
Título:
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 25, 2009, 02:01:51 pm
Citação de: "André"
Talvez seja mais os ventos semeados por outros, como neste caso o Irão não foi os EUA que fomentaram esse pais a ter a Bomba Atómica mas sim outros com a intenção de afrontar os EUA e mesmo pactuando com esse regime, como o veto de paises com regimes também suspeitos ao embargo da ONU ...  :?:  :twisted:  :twisted:

Percebes árabe? Eu não, e não confio em informações divulgadas por canais mainstream americanos, sempre pró-governo e quase nunca isentos, onde a sua informação é demasiadamente controlada. Até os nossos jornalistas fazem um trabalho mais independente e isento do certas cadeias de informação televisivas bem conhecidas, do outro lado do oceano.
Lembras-te de no ano passado essas cadeias americanas, darem a conhecer ao mundo que o irão testou uns 4 ou 6 misseis de longo alcance? Afinal, só eram 2, os restantes eram uma ilusão criada com efeitos de prós-produção, falta saber quem criou essa ilusão...

Quanto ao holocausto, isso não passa como foi dito pelo FoxTroop, como uma forma de vitimização, até o papa actual já deu indícios e negar a existência de tal coisa. Ainda hoje foi noticias de um Bispo ter sido expulso da Argentina por negar a existência do holocausto:

Bispo negacionista britânico regressou a casa: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1366610

Quem colocou o líder supremo Ali Khamenei no poder? Nada se passa sem a sua autorização.

Citar
Duvido que sejam contra bandos de lavradores, senão está a minimizar quem lutou e teve coragem de defrontar o US army, e o inimigo quer seja Al-Qaeda/Taliban ou Vietcong são forças de Guerrilha que como se sabe são forças dificeis de derrotar por um Exército Convencional como já ficou demonstrado no passado como ainda no presente ... por isso não é pelos EUA quererem manter guerras mas sim do seu adversário ser dificil de superar e se deixarem o combate a meio o as consequências podem ser más para todos ...


Irão numa guerra seria tão facilmente derrotado como o Iraque nos anos 90, levava mais umas semanas pois o território é maior. A tecnologia militar que possui é extremamente reduzida.
Além do mais os planos da guerra no Irão, já estão na net e ainda há dias deu um documentário sobre isso no canal de história, tudo começaria com o apoio de facções anti-governo, inclusivamente o apoio americano a uma das que consta na lista de grupos considerados terroristas pelos próprios EUA.
O papel americano limitaria-se aos ares, apoio logístico, operações psicológicas, só mais tarde é que entraria no terreno para combater o ditos lavradores, certamente com grandes níveis de rendição. Uma vez que em termos de fronteiras, só teria o Paquistão para lhes, enviar combatentes. Mas interessa é que haja resistência, caso contrário não há lucros na industria militar...
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 25, 2009, 02:48:54 pm
Citação de: "Camuflage"
Tudo estaria mais calmo se as terras voltassem ao definido nos anos 60.


Em 1967 :lol:

(http://www.historycentral.com/Israel/IsraelMaps/1967CeasefireLines.jpg)
Título:
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 25, 2009, 03:40:16 pm
(http://www.thepeoplesvoice.org/cgi-bin/blogs/media/landloss.gif)

 :wink:

Na verdade deveriam cumprir o que a ONU decretou em 1947, afinal de contas é um órgão que representa a maioria dos países do mundo bem como a sua vontade. Mas só representa, é uma pena.
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 04:27:17 pm
Citação de: "FoxTroop"
Gostaria muito de ver essas declarações de limpar Israel do mapa porque ainda não as encontrei.


 :arrow:  http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/4527142.stm (http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/4527142.stm)
Título:
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 25, 2009, 05:35:04 pm
Obrigado pelo link sr. André mas não é isso que eu quero ver. É que também existem muitos links para artigos de muitos media a negar que ele alguma vez pronunciasse isso.

Eu gostaria de ver e ouvir era essas declarações da boca do presidente iraniano. Eu ainda não encontrei essa declaração em lado nenhum.
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 05:38:50 pm
Citação de: "FoxTroop"
Eu gostaria de ver e ouvir era essas declarações da boca do presidente iraniano. Eu ainda não encontrei essa declaração em lado nenhum.


LOL, realmente vai perceber tudo o que o homem vai dizer ...  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 25, 2009, 05:40:35 pm
Eu não, mas quem entende persa sim. Felizmente conheço alguns  :twisted:   :twisted:
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 25, 2009, 07:04:04 pm
Citação de: "Camuflage"
...
Quanto ao holocausto, ... , como uma forma de vitimização, até o papa actual já deu indícios e negar a existência de tal coisa.
...

O Holocausto uma forma de vitimização ?????  :censurado:

Pode-me dar um link em que o Papa actual diz que os numeros dos mortos da Shoa e os campos de concentraçõ são mentiras ?  :rir:
Título:
Enviado por: MARIA JOSE em Fevereiro 25, 2009, 07:23:11 pm
Esos mapas son mas falsos que un billete de seis euros. Camarada o es mentiroso o inculto.
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 07:36:12 pm
Citação de: "Camuflage"

Cuidado com o que vês na tv, nem tudo são verdades.


LOL, eu só vejo televisão para ver jogos de Futebol ...  :lol:  :lol:  :mrgreen:
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 25, 2009, 08:10:26 pm
Os americanos sao os unicos responsaveis do estado em que se encontra o Irao neste momento. Quem tiver duvidas, recue aos anos de 1979 antes da revoluçao islamica ;  vejam o que era o Irao no tempo do Xa Reza Phalevi  (um pais moderno e prospero, emancipaçao das mulheres, etc) e vejam agora...

Se os americanos nao tivessem traido o Xa do Irao, as coisas seriam muito diferentes hoje.
Título:
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 25, 2009, 08:45:12 pm
Citação de: "teXou"
Vitimização ????? !!!!! :censurado:


Vitimização: nome feminino, acto ou efeito de tornar alguém vítima

Vitimização, nada tem haver com terceiros negarem o holocausto. No contexto atrás referido por mim tem haver com passar-se de vitima, para tentar justificar as suas acções.

O mundo ocidental teme em grande parte tomar uma atitude politica face às acções de Israel, muito por causa dos fantasmas que os perseguem do holocausto, pois iriam surgir logo as vozes do Restelo alegando o holocausto e mais o que poderem, para tentar justificar qualquer acção israelita. (para além é claro, deste poder usar a arma nuclear e causar a devastação no médio oriente)
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 25, 2009, 08:48:27 pm
Citação de: "legionario"
Os americanos sao os unicos responsaveis do estado em que se encontra o Irao neste momento. Quem tiver duvidas, recue aos anos de 1979 antes da revoluçao islamica ;  vejam o que era o Irao no tempo do Xa Reza Phalevi  (um pais moderno e prospero, emancipaçao das mulheres, etc) e vejam agora...

Se os americanos nao tivessem traido o Xa do Irao, as coisas seriam muito diferentes hoje.

o Irão do Xa tava muito longe de ser um pais moderno e prospero.
Se não como é que explica a popularidade do Khomeny quando chegou como liberador do Irão ?  :twisted:
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 09:02:16 pm
Citação de: "legionario"
Os americanos sao os unicos responsaveis do estado em que se encontra o Irao neste momento. Quem tiver duvidas, recue aos anos de 1979 antes da revoluçao islamica ;  vejam o que era o Irao no tempo do Xa Reza Phalevi  (um pais moderno e prospero, emancipaçao das mulheres, etc) e vejam agora...

Se os americanos nao tivessem traido o Xa do Irao, as coisas seriam muito diferentes hoje.


Mais depressa os Francius, já que afinal onde estava o Khomeny antes de governar o Irão ...  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: teXou em Fevereiro 25, 2009, 09:18:45 pm
Citação de: "Camuflage"
... para tentar justificar qualquer acção israelita. (para além é claro, deste poder usar a arma nuclear e causar a devastação no médio oriente)

Eu não preciso de nada para justificar as acções de Israël.

So lhe digo que:
- Israël é a unica democracia da região.
- Israël esta/estava cercado de países que querem o seu desaparecimento.
- O Egipto e a Jordania estão em "paz" com Israël depois de guerras.
- Israël esta vivendo sobre sob o terror diário dos atentados dentro do seu território e certas regiões estão regularmente sob os bombardeamentos de rockets.


Perguntas:
- Qual seria a nossa reação se Portugal estevesse cercado de países que queriam a nossa destruição ?
- Qual seria a nossa reação se Portugal sofreria todos os dias atentados nos nossos retaurantes, cinemas, paragems de autocarros, ..... ?
- Qual seria a nossa reação se Portugal sofreria em certas zonas do país bombardeamentos sobre zonas exclusivamente civis ?

 :domador:

Que se tem que encontrar uma solução para que Israël e a Palestina viva em paz: SIM !
Que cada um deles têem de fazer um passo para o outro e fazer concessões: SIM !
Mas que Israël não tenha o direito de defender os seus: NÃO !
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 25, 2009, 09:37:02 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "legionario"
Os americanos sao os unicos responsaveis do estado em que se encontra o Irao neste momento. Quem tiver duvidas, recue aos anos de 1979 antes da revoluçao islamica ;  vejam o que era o Irao no tempo do Xa Reza Phalevi  (um pais moderno e prospero, emancipaçao das mulheres, etc) e vejam agora...

Se os americanos nao tivessem traido o Xa do Irao, as coisas seriam muito diferentes hoje.
o Irão do Xa tava muito longe de ser um pais moderno e prospero.
Se não como é que explica a popularidade do Khomeny quando chegou como liberador do Irão ?  :twisted:


Explica-se pelo fanatismo religioso que existe nos paises muçulmanos. O Xa do Irao era um homem educado no Ocidente e completamente pro-ocidental o que aborrecia os Aiatolas  e muitos crentes muçulmanos que queriam viver segundo os preceitos do Corao rejeitando tudo o que é ocidental .
Os ingleses e os americanos nunca perdoaram ao Xa que este tenha nacionalizado o petroleo...esta é a verdade. Mas o Irao, antes do imbecil do Carter aparecer, era o principal pilar do equilibrio na regiao.
O Irao, durante o governo do Xa, passou dum estado medieval a um estado moderno e bem equipado. A obra estava longe de estar acabada mas estava com rumo certo (a exemplo do que fez Kemal Ataturk na Turquia).  
No entanto a modernizaçao do pais passava por uma reforma agraria e os principais propriatarios fundiarios no Irao eram e sao os Aiatolas. Estes tambem nunca perdoaram ao Xa, que este os tenha obrigado a entregar as terras aos camponeses, talvez que "ceci explique cela "  ?
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 25, 2009, 09:38:01 pm
Citação de: "André"
Citação de: "legionario"
Os americanos sao os unicos responsaveis do estado em que se encontra o Irao neste momento. Quem tiver duvidas, recue aos anos de 1979 antes da revoluçao islamica ;  vejam o que era o Irao no tempo do Xa Reza Phalevi  (um pais moderno e prospero, emancipaçao das mulheres, etc) e vejam agora...

Se os americanos nao tivessem traido o Xa do Irao, as coisas seriam muito diferentes hoje.

Mais depressa os Francius, já que afinal onde estava o Khomeny antes de governar o Irão ...  :roll:  :roll:


Os franceses ja se arrependeram mil vezes da asneira que fizeram :)
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 09:43:48 pm
Citação de: "legionario"
Os franceses ja se arrependeram mil vezes da asneira que fizeram :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: legionario em Fevereiro 28, 2009, 07:49:19 pm
vc chegou a uma conclusao e peras amigo André :(
Título:
Enviado por: HSMW em Março 31, 2009, 11:12:54 am
http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... p?t=154403 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=154403)
Excelente análise das capacidades militares Iranianas.
Bluffer’s guide: Fortress Iran 2
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 31, 2009, 10:11:11 pm
Citação de: "HSMW"

http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... p?t=154403 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?t=154403)
Excelente análise das capacidades militares Iranianas.
Bluffer’s guide: Fortress Iran 2


Alguém que esteja lá registado pode fazer a citação desse excelente artigo na íntegra para este tópico do nosso fórum?
Título:
Enviado por: Vicente de Lisboa em Abril 01, 2009, 01:41:54 am
Desculpem o desvio da thread, mas a noticia sobre os caças iranianos deixou-me curioso, e não consigo encontar absolutamente nada sobre os ditos na net. De que raio é que estavam a falar?
Título:
Enviado por: HSMW em Abril 08, 2009, 05:28:46 pm
Fiquei na duvida se devia colocar estas fotos relativamente recentes neste tópico ou no das fotos...
Mas como pode dar origem a alguma discussão, então é melhor que seja aqui.

(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/PHALCONTELAVIV1.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/P-3FORIONIRANI5-8706SHIRAZ30-12-200.jpg)
Se os nossos estavam desactualizados imagino estes  :twisted:
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/MIRAGEF-1BQIRANITEHERAN-MEHRABAD16-.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/MIRAGEF-1IRANIES2.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/IRAN6.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/IRAN7.jpg)
Título:
Enviado por: HSMW em Abril 08, 2009, 06:17:24 pm
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/IRAN17-04-20085ARMYDAY082.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/F-14IRANI4.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/F-14IRANI30-08-2007.jpg)
E sim... eles voam...
A restantes coloco no tópico das fotos
Título:
Enviado por: André em Abril 27, 2009, 12:09:07 pm
UE pede a Irão que aproveite mão estendida de Obama


A União Europeia (UE) pediu hoje ao Irão que aproveite a oportunidade aberta pela nova política dos Estados Unidos e aceite um processo negociador sobre seu programa nuclear.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE apoiaram «a nova direcção» da política dos Estados Unidos rumo ao Irão, que abre uma porta à oportunidade de lançar negociações sobre todos os aspectos do programa nuclear iraniano e, de forma mais vasta, a uma maior relação com esse país.

O Conselho de Ministros comunitário aprovou um texto de conclusões no qual também comentou a decisão norte-americana de participar nas negociações que a Alemanha, Reino Unido, França, Rússia e China mantêm com o Irão (o processo conhecido como P5+1), e de assistir a reuniões com representantes do regime de Teerão.

Por isso, a UE pede ao Irão que «aproveite esta oportunidade» para lançar «seriamente» um processo de diálogo com a comunidade internacional para encontrar uma solução negociada para a questão nuclear iraniana de forma a atender os interesses desse país.

Essa solução incluiria o desenvolvimento de um sistema civil de produção de energia de origem nuclear, bem como «as preocupações da comunidade internacional» sobre o atual programa atómico de Teerão.

O texto comunitário salienta que o Irão «deve restaurar a confiança» internacional da natureza «exclusivamente pacífica» das suas actividades atómicas.

No final de Março, o presidente norte-americano, Barack Obama, propôs ao Irão lançar um novo princípio nas relações entre os dois países, suspensas há anos.

No entanto, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou no início deste mês a montagem de novas centrífugadoras de gás e inaugurou uma central que culmina a cadeia de produção própria iraniana de energia nuclear.

Lusa
Título:
Enviado por: Camuflage em Abril 27, 2009, 12:40:35 pm
Citar
Israel planned to attack Iran on April 17: Debka

Israel had planned to attack and "destroy" the bulk of the Iranian Air Force fleet during a maneuver on April 17, Israel's Debkafile claims.

"Israel was planning to destroy all 140 fighter-bombers concentrated at the Mehr-Abad Air Force base for an air show over Tehran on Iran's Army Day the following day," read the Debka report.

The air maneuver was cancelled due to severe and harsh weather conditions.

"Due to poor visibility and the appearance of dust storms (over the city), we were forced to cancel the drill for an optimal output," said Air Force commander Brigadier General Hassan Shah-Safi.

However, Debka, which has close links to the Israeli intelligence service Mossad, quoted intelligence sources as saying that the cancellation was announced after a tip-off from the Russians.

"Moscow had informed the Iranians that its spy satellites and intelligence sources had picked up preparations at Israeli Air Force bases to destroy the 140 warplanes, the bulk of the Iranian air force, on the ground the night before the display, leaving its nuclear sites without aerial defense," Debka sources insisted.

Israel, the sole possessor of a nuclear warhead in the Middle East -- according to former US President Jimmy Carter --, has long strived to portray Iran as a regime hell-bent on imminent nuclear war.

Under the claim and a warning that Iran could gain nuclear weapons within "months", Israel regularly threatens to wipe out Iranian nuclear infrastructure militarily.

Iran, a signatory to the nuclear Non-Proliferation Treaty (NPT), says its work is directed at the civilian applications of the technology.

The country, meanwhile, continues to prep its military for deterring threats such as those originating from Israel.

MD/MMN


in: http://www.presstv.com/detail.aspx?id=9 ... =351020104 (http://www.presstv.com/detail.aspx?id=92425&sectionid=351020104)
Título:
Enviado por: André em Abril 28, 2009, 03:25:22 pm
Candidato adversário acusa Ahmadinejad de isolar o Irão


O candidato reformista à Presidência do Irão, Mehdi Karrubi prometeu hoje uma mudança completa na política externa e interna, acusando o actual governante, Mahmoud Ahmadinejad, de isolar o país.

O candidato criticou hoje, durante um pequeno almoço com a imprensa em Teerão, a resposta do actual Governo iraniano à proposta de aproximação dos Estados Unidos, que, segundo ele, não está a ser construtiva.

Ex-presidente do Parlamento, Karrubi também se mostrou disposto a falar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se sair vencedor das eleições de 12 de Junho.

«As mensagens dos EUA também dependem do comportamento do Irão e, infelizmente, a resposta que temos não se adapta aos nossos interesses nacionais», afirmou Gholan Hussein Kavarzi, ex-presidente da Câmara de Teerão e assessor do candidato à Presidência.

«Em caso de vitória, todo o esforço do Governo de Karrubi seria levar o Irão onde estava antes de Ahmadinejad», disse um dos seus assessores.

Karrubi, que nas eleições presidenciais de 2005 ficou em terceiro lugar com mais de 5 milhões de votos, apresentou o respectivo programa cercado pelos seus principais assessores, a quem cedeu a palavra em diversas ocasiões, por estar com um problema que o deixou afónico.

A política económica de Ahmadinejad também foi atacada, porque «durante os últimos quatro anos piorou a economia. Dispararam o desemprego e a inflação», salientou o assessor.

No entanto, Karrubi também criticou a política norte-americana, o que é quase uma obrigação para os candidatos à Presidência do Irão, cujas candidaturas precisam de ser aprovadas pelo Conselho dos Guardiães, criado pela Revolução Islâmica, que cortou relações diplomáticas com os EUA.

Segundo Karrubi, Obama ainda não passou à acção, pois «as propostas que coloca são úteis, como o seu pedido que se erradique a desconfiança com o Islão, mas, se as palavras são boas, precisamos de factos».

Neste sentido, Karrubi sugeriu que um primeiro passo seria a suspensão das sanções internacionais, comerciais e financeiras, que pesam sobre o país.

As sanções foram impostas após o corte das relações diplomáticas com os Estados Unidos, cuja embaixada em Teerão foi cercada por simpatizantes da Revolução Islâmica em 1980, o ano seguinte à sua vitória, fazendo 52 funcionários reféns durante 444 dias.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Maio 14, 2009, 01:58:59 pm
Obama adverte Israel para que não ataque Irão - Haaretz


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou um emissário especial ao primeiro ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, advertindo-o para não atacar o Irão, noticiou hoje o jornal israelita Haaretz.
A informação foi divulgada depois de várias declarações de líderes políticos e militares de Israel, que indicariam a intenção israelita de atacar o Irão para impedir que o país produza uma bomba nuclear.

Segundo a manchete do jornal Haaretz, Obama resolveu não esperar até ao seu encontro com o primeiro-ministro Netanyahu - marcado para a próxima semana, em Washington - e enviou de forma secreta e urgente o emissário especial para advertir o governo israelita «que não surpreenda os Estados Unidos com uma operação militar contra o Irão».

O medo de que a existência do Estado de Israel pudesse estar em risco devido ao programa nuclear iraniano foi um dos principais temas da campanha eleitoral de Netanyahu que, desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro, tem repetido que «fará tudo o que for necessário para impedir um segundo Holocausto».

A imprensa local e internacional tem divulgado informações sobre treinos militares da Força Aérea israelita para um suposto ataque ao Irão.

Segundo o semanário frances L´Express, aviões da Força Aérea israelita realizaram operações na região do estreito de Gibraltar - que incluíram abastecimento de combustível durante o voo - «para se preparar para atacar as instalações nucleares do Irão».

As autoridades israelitas não confirmaram nem desmentiram a informação do semanário francês.

O chefe do Estado Maior do Exército israelita, general Gabi Ashkenazi, declarou, no dia da memória aos soldados mortos nas guerras de Israel, que o Exército está pronto para qualquer acção que seja necessária, «inclusivamente contra alvos distantes».

O uso da palavra «distantes» por Ashkenazi foi interpretado como uma referência ao Irão.

O Comando da Retaguarda do Exército israelita anunciou para o próximo mês de Junho «o maior treino da retaguarda já realizado na história do país».

O treino deverá incluir todos os habitantes de Israel, que serão instruídos pelas autoridades sobre como agir caso haja ataques de mísseis contra o território israelita.

Todos os habitantes receberão informações sobre os abrigos antiaéreos mais perto das suas residências e, em cada região, os moradores serão informados de quantos minutos ou segundos que terão para procurar o abrigo mais seguro possível, caso sejam lançados mísseis contra o território israelita.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Junho 06, 2009, 02:37:33 pm
Irão inicia produção nacional em série de mísseis


O Irão iniciou hoje a primeira cadeia nacional de produção em série de sistemas de mísseis supersónicos terra-ar, anunciou o ministro da Defesa iraniano, general-de-brigada Mustafa Mohamad Najjar.
A fábrica foi criada para desenvolver sistemas inteligentes para mísseis do tipo Shahin, capazes de alcançar alvos a mais de 40 quilómetros de distância, acrescentou.

«O projecto é totalmente nacional. Tanto a produção dos mísseis, como os interceptores, o hardware e o software foram criados por especialistas iranianos», explicou Najjar, citado pela imprensa local.

O novo avanço militar iraniano é divulgado uma semana depois de o próprio Najjar ter anunciado que a Marinha do seu país tinha recebido novos canhões antiaéreos de 40 milímetros também de fabrico totalmente nacional.

Desde a década de 1980, o Irão sofre um estrito embargo militar que, no entanto, não impediu o país de desenvolver uma importante indústria bélica nacional a partir de 1992.

No final de Abril, o governo iraniano disse ter testado com sucesso o lançamento de um míssil de longo alcance Sejjil 3, mais potente e preciso, capaz de alcançar alvos a mais de 2.000 quilómetros de distância.

Sexta-feira, Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), da ONU, criticou a falta de cooperação do Irão em relação ao seu programa atómico.

A república islâmica assegura que os seus esforços nucleares têm apenas objectivos pacíficos como a geração de energia eléctrica. Os Estados Unidos afirmam, com base numa série de documentos, que o Irão pretende desenvolver a bomba atómica.

Actualmente, os inspectores da AIEA contabilizaram mais de 7.200 centrífugadoras de gás, das quais quase 5 mil já produzem urânio enriquecido. No último relatório de Fevereiro, o número de centrífugadoras era de cerca de 5.500 unidades, com quase 4 mil em pleno funcionamento.

O Conselho de Segurança da ONU e o Conselho de Governadores da AIEA exigem há anos que o Irão suspenda todas suas actividades relacionadas com o enriquecimento de urânio como uma medida de confiança, algo que o país rejeita.

Tal como os EUA, a União Europeia teme que Teerão queira possuir aquela tecnologia para poder construir no futuro armas nucleares.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 08, 2009, 05:55:00 pm
Irão acusa EUA de rapto de cientista nuclear iraniano

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou os EUA de terem raptado um cientista nuclear iraniano durante uma peregrinação na Arábia Saudita em Maio. Manouchehr Mottaki disse ainda que as autoridades sauditas são também responsáveis por este rapto.

O chefe da diplomacia iraniana acusou os EUA de estarem envolvidos no rapto de um cientista nuclear do Irão durante uma peregrinação na Arábia Saudita, em Maio.

«Dispomos de provas que mostram que os americanos tiveram um papel no rapto de Shahram Amiri. Os americanos raptaram-no», explicou Manouchehr Mottaki.

Este ministro iraquiano lembrou ainda que a «Arábia Saudita tem de ser responsabilizada»pelo seu lado, tendo Mottaki adiantado que o Irão «reserva-se ao direito de abrir processos jurídicos».

Entretanto, o porta-voz deste ministério, Ramin Mehmanparast, confirmou que Amari fazia parte de «11 iranianos detidos em prisões norte-americanas», tendo reconhecido pela primeira vez que este era uma «cientista nuclear».

O desaparecimento de Shahram Amari foi confirmado pelas autoridades iranianas em Outubro, que já tinham dito em outras ocasiões que os EUA estavam «implicados» neste rapto.

in TSF
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2010, 05:48:19 pm
EUA estarão a reforçar arsenal antimíssil face ao Irão


Os Estados Unidos estão a acelerar a colocação de sistemas antimísseis no Golfo para fazer frente a um eventual ataque iraniano, revelou sábado o New York Times.

O diário, que cita responsáveis militares e da administração do presidente norte-americano Barack Obama, indica que Washington colocou navios especializados ao largo das costas iranianas bem como intercetores de mísseis em quatro países: Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.

Omã também foi contactado, mas nenhum míssil antimíssil foi instalado neste país, indicou o jornal.

Segundo o NYT, os países árabes são cada vez mais propensos a acolher equipamentos de defesa norte-americanos por recearem as ambições e capacidades militares do Irão.

«O nosso primeiro objetivo é dissuadir os iranianos» de atacarem os seus vizinhos, declarou um alto funcionário citado pelo jornal.

«O segundo é tranquilizar os Estados árabes para que não se sintam obrigados a procurar, eles mesmos, uma arma nuclear. Mas trata-se também, em parte, de acalmar os israelitas», disse.

Estes preparativos militares visam prevenir as eventuais represálias iranianas que podem acontecer caso exista um reforço das sanções internacionais contra Teerão.

Podem também dissuadir Israel de atacar militarmente as instalações nucleares iranianas.

O Senado americano adotou quinta feira um projeto de lei que permite ao presidente Barack Obama aprovar as importações de gasolina iranianas para obrigar Teerão a respeitar as suas obrigações internacionais relativas ao seu programa nuclear.

O Irão recusa há meses uma oferta da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para enriquecer o seu urânio no estrangeiro.

A comunidade internacional suspeita que Teerão desenvolve capacidades militares ao abrigo de um programa nuclear civil. Washington e cinco outros países (Alemanha, China, França, Reino Unido, Rússia) tentam chegar a acordo sobre aumentar as sanções contra o Irão, mas a China quer prosseguir as negociações com Teerão.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 05, 2010, 04:07:57 pm
EUA reafirmam preocupação sobre relações Irão/América Latina


O secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, reiterou hoje a preocupação do presidente norte-americano, Barack Obama, sobre as relações entre o Irão e alguns países da América do Sul.
Apesar de destacar a apreensão, Valenzuela destacou que este não é um «problema grave».

«Vemos que (a relação entre o Irão e os países da América Latina) não é um grande problema, mas obviamente estamos preocupados», disse o diplomata durante uma conferência em Paris, onde completou a sua viagem à Europa que teve início em Madrid no início da semana.

Valenzuela destacou a «extrema preocupação» dos Estados Unidos sobre as «intenções nucleares do Irão» e salientou que os membros da comunidade internacional partilham da posição norte-americana - referindo-se à França, que esta semana pediu sanções contra o país liderado por Mahmoud Ahmadinejad.

Em Dezembro a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, advertiu os países latino-americanos das consequências de «flirtar» com o Irão. «As pessoas que querem flirtar com o Irão deveriam prestar atenção às consequências que poderão ter. Nós esperamos que pensem duas vezes», disse.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela, um dos países que fortaleceu os laços com o Irão nos últimos anos, considerou uma «ameaça» os avisos de Clinton e considerou-os como sinais de uma «ofensiva imperialista».

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, realizou em Novembro de 2009 um périplo latino-americano e visitou a Venezuela, Bolívia e o Brasil.

Depois de o director da organização iraniana de energia atómica, Ali Akbar Salehi, revelar na quarta-feira que está a negociar com o Brasil e a França uma parceria para que realizem o processo de enriquecimento do urânio iraniano, o governo brasileiro afirmou hoje que trabalha para que a Turquia seja a depositária do urânio iraniano.

A ideia do Brasil é que, após a escala na Turquia, o enriquecimento seja feito principalmente pela Rússia, como previa a proposta original do P5+1, grupo que reúne as cinco potências com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, França, Reino Unido e China) mais a Alemanha e lidera as negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Diário Digital
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 06, 2010, 01:46:58 pm
Robert Gates não acredita em acordo com o Irão

(http://outfoxingkarlrove.files.wordpress.com/2008/11/551939284_a5d8e543fd_o.jpg)

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, declarou este sábado em Ancara que não acredita na proximidade de um acordo com o Irão sobre a questão nuclear.
«Não tenho a impressão de que estejamos perto de um acordo», declarou Gates à imprensa em Ancara, após reuniões bilaterais com as autoridades turcas.

Na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Manuchehr Mottaki, afirmou que o seu país é sério na intenção de enviar parte do urânio para o estrangeiro para o enriquecimento, e que um acordo final sobre a troca de urânio com o Irão para o reactor de pesquisas de Teerão estava próximo.

Durante a semana, o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, criou expectativas de um progresso nas bloqueadas discussões internacionais sobre o programa nuclear, ao indicar que poderia estar disposto a aceitar uma oferta para enviar parte do urânio para o estrangeiro paraenriquecimento.

Mas Gates demonstrou cepticismo: «A verdade é que quanto mais duram as coisas e mais continuam a enriquecer (urânio), mais diminui o valor das propostas feitas pelo Irão sobre o seu programa nuclear».

Diário Digital
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: zeNice em Fevereiro 06, 2010, 05:15:20 pm
Bandeira Portuguesa ali de fundo  :D  :D
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 08, 2010, 05:32:39 pm
As opções dos EUA em relação ao Irão
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
 
Teerão continua determinado em resistir às pressões internacionais e a não dar qualquer sinal de interesse em resolver a questão que o seu programa nuclear levantou. Conta, a seu favor, com a falta de consenso internacional sobre o que fazer para alterar a sua postura e com vários elementos fortes de dissuasão de qualquer acção militar, em especial, uma rede de grupos militantes que apoia, arma (geralmente, de forma indirecta através de aquisições na Coreia do Norte) e controla. Esta rede proporciona-lhe vários níveis de retaliação em caso de sofrer um ataque (Hezbollah, Hamas, são apenas os grupos mais conhecidos mas há diversos outros incluindo sunitas e curdos, ligações no Paquistão, no Iémen, etc.).

A contestação interna e a onda de instabilidade que o Governo enfrenta, desde a fraude eleitoral de Junho, embora louváveis na sua dimensão de luta por direitos fundamentais, apenas vieram complicar as expectativas de sucesso que a política de Obama de abertura ao diálogo e procura de uma solução pacífica criou inicialmente. O Governo não vai negociar qualquer aspecto do seu programa nuclear com o exterior enquanto se sentir acossado internamente por uma facção rival que quer sobretudo recuperar os seus privilégios e que, não tendo qualquer discordância de fundo sobre as ambições nucleares do país, até já aproveitou um breve sinal de cedência do Governo para o acusar de que está a deixar-se instrumentalizar pelo Ocidente!

Obama já terá concluído que a sua política de boa vontade, embora muito saudada na Europa por contraposição à postura agressiva de Bush, também não vai levar a qualquer saída útil. Em Janeiro ficou perante o primeiro embaraço de não ver atendida a data limite que tinha imposto a Teerão para dar uma resposta à proposta de um acordo, subscrito por Moscovo, sobre o enriquecimento de urânio no exterior do país. Parece agora começar a inclinar-se para uma postura mais dura, ameaçando com medidas que, no recente discurso da União, caracterizou como sendo de “growing consequences”.

Embora não tenha identificado essas medidas, sabe-se que se está a referir-se a sanções mais penalizantes, indo assim ao encontro dos que reclamam medidas de coacção fortes. É com esse propósito que a Câmara de Representantes aprovou recentemente uma lei que sancionará as companhias que vendam produtos refinados ao Irão (Iran Refined Petroleum Sanctions Act). No entanto, as perspectivas do impacto que essas iniciativas poderão ter no propósito de moderação do regime, mesmo considerando a situação de fragilidade em que o Governo iraniano se encontra presentemente, são, em qualquer caso, modestas. É a conclusão que ressalta da análise de três décadas de imposição de sanções crescentemente restritivas por parte dos EUA contra a República Islâmica.

Sanções económicas ou comerciais exigem solidariedade internacional; a da Rússia, geralmente considerada como decisiva, parece agora estar mais acessível do que em qualquer altura antes, dado o descontentamento que provocou a recusa iraniana do acordo de enriquecimento de urânio que Moscovo apoiava. A da Alemanha, também importante dado o volume de transacções comerciais entre os dois países, nunca esteve tão firme como agora, presumivelmente devido a pressão americana (bancos alemães sob o risco de terem que pagar mil milhões de dólares em multas por terem apoiado negócios com o Irão) e israelita (uma relação politicamente importante para Berlim).

Não fosse a China, o ambiente seria, de facto, muito mais favorável à imposição de sanções. Mas não é, porque Pequim está a aproveitar o vazio resultante da proibição imposta às companhias petrolíferas ocidentais de fazerem negócios com Teerão para robustecer os seus laços comerciais. Em 2008, importou mais de 40000 barris de petróleo por dia e em 2009 fez acordos comerciais e de investimento no montante de 17 mil milhões de dólares. A posição chinesa não é susceptível de mudar a curto prazo por duas razões: fidelidade aos princípios de não interferência externa que, como se sabe, reflectem principalmente preocupações internas quanto a eventuais intromissões do exterior nas questões da Formosa, Tibete, etc.; recusa em assumir uma posição de liderança global que poderia prejudicar a necessidade de se manter concentrada da protecção dos seus próprios interesses. Nesta perspectiva, o Irão não constitui um problema em que a China se queira envolver nem muito menos considera ser uma ameaça.

Mal grado a esperança que a instabilidade interna no Irão tem gerado sobre a possibilidade de uma mudança de regime, uma outra revolução é um desfecho altamente improvável. Será, por isso, erro crasso esperar que a dinâmica da situação interna, incluindo a pressão dos jovens, acabe por resolver o problema. Mesmo com mudanças no topo da hierarquia iraniana, para ajustamento à evolução da situação, não é de esperar uma política regional diferente, muito menos qualquer alteração de fundo ao programa nuclear.

Que caminho deverão então os EUA tomar nestas circunstâncias? Continuar a tentar captar o apoio internacional para sanções mais duras mesmo sabendo que estão esgotadas as cedências que poderiam ser feitas para conquistar a adesão da Rússia e da China? Continuar pacientemente a insistir com negociações mesmo não estando à vista qualquer indício de que Teerão abandonará a táctica de combinar avanços e recuos em função da pressão exercida pela comunidade internacional? Avançar com a opção militar que algumas correntes de opinião consideram ser a única forma de deter o Irão, apesar das dificuldades práticas da tarefa e das possibilidades de retaliação do Irão?

Sem nenhum caminho a destacar-se como o mais apropriado e com mais hipóteses de sucesso, os EUA continuarão a apostar nas duas primeiras linhas de acção mas precisarão de, paralelamente, começar a dar sinais concretos de que não permitirão que a hegemonia regional que o Irão procura alguma vez possa pôr em causa a segurança de Israel e dos países do Golfo. É o que, aliás, já iniciaram com algumas iniciativas que melhorarão o dispositivo de defesa anti-míssil na área, incluindo a instalação de baterias de mísseis Patriot de defesa anti-míssil no Kuwait, nos Emiratos Árabes Unidos, no Bahrain e no Qatar (estão previstas oito) e a presença de cruzadores de defesa aérea de área já equipados para integrarem o escudo de defesa contra mísseis balísticos.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Ocidente vs. Irao
Enviado por: Lusitano89 em Março 01, 2010, 02:37:46 pm
Irão não estão a cooperar, denuncia director da AIEA


O Irão não está a cooperar suficientemente com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) na investigação sobre as polémicas actividades nucleares da República Islâmica, afirmou esta segunda-feira em Viena o director-geral do organismo da ONU, Yukiya Amano.

«A agência continua a garantir que o material nuclear declarado no Irão não seja desviado, mas não podemos confirmar que esse material seja dedicado a actividades pacíficas porque o Irão não forneceu à agência a cooperação necessária», afirmou Amano no discurso de abertura do conselho de ministros da AIEA.

Desde Fevereiro de 2006, a AIEA e o Conselho de Segurança da ONU estudam o caso iraniano. As potências ocidentais temem que Teerão deseje produzir armamento nuclear.

Amano, que assumiu o cargo em Dezembro, também afirmou que a proposta feita em Outubro pelos EUA, Rússia e França, com a mediação da AIEA, permanece válida. A oferta consiste em trocar fora do Irão o urânio enriquecido iraniano por combustível para o reactor de pesquisas de Teerão.

«Acredito que isto garantiria a continuação das operações do reactor de pesquisas de Teerão e serviria como medida para gerar confiança», completou na abertura da reunião de quatro dias.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs. Irao
Enviado por: HaDeS em Março 14, 2010, 11:47:36 pm
Os EUA já disseram que não vão atacar (lógico já tem duas guerras para cuidar), a europa ocidental débil como sempre não faz nada sem os EUA, resultado é um Irã Nuclear
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Abril 22, 2010, 08:19:40 pm
(http://i44.tinypic.com/acg5g4.jpg)
Actualização  Bluffer’s guide: Fortress Iran 2
http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?154403-Bluffers-guide-Fortress-Iran-2
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Abril 24, 2010, 01:43:34 pm
Qual é a posição de Portugal em relação ao Irã? (Vai ser difícil eu escrever "Irão" aqui XD) Os portugueses têm razão para se preocupar com o avanço iraniano na tecnologia bélica e nuclear?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Abril 24, 2010, 03:32:25 pm
A posição de Portugal, deve ser similar ao que a NATO disser e nada mais, é o costume.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Abril 24, 2010, 03:53:09 pm
Citação de: "Snowmeow"
Qual é a posição de Portugal em relação ao Irã? (Vai ser difícil eu escrever "Irão" aqui XD) Os portugueses têm razão para se preocupar com o avanço iraniano na tecnologia bélica e nuclear?

A posição de Portugal vai ser a posição que as organizações internacionais, onde está representado, tiverem.

Quanto à posição dos portugueses eu apenas posso falar por mim. Não acredito que o Irão seja uma ameaça, nem mesmo que venha a dispor de armamento nuclear (coisa que eu não acredito que possa vir a ter, por variadas razões). Aliás, penso que a posse de armamento nuclear, serve mais como estabilizador-moderador, do que outra coisa. Se a URSS e a NATO não se pegaram foi pelo factor nuclear e desde que a India e o Pasquistão passaram a ser potencias nucleares, tirando algumas escaramuças insignificantes, nunca mais se atreveram a sair do seu viveiro (apesar de passarem a vida a rosnar um ao outro, não se atrevem a morder).
Estou também convencido que a principal razão do desenvolvimento belico do Irão vem da pressão internacional (USA-Israel) e da cobiça pelos seus recursos em gás e petróleo, do que de qualquer ideal expansionista iraniano. Qual seria o país que não se equiparia até aos dentes depois de ver o que se passou nos seus vizinhos (Iraque e Afeganistão) e sendo directamente ameaçado como "Eixo do Mal"? Confiar nas instituições (ONU, etc)? Só se for para rir. É que a invasão do Iraque só foi feita depois de os desgraçados estarem completamente desarmados e delapidados por anos de sanções. Ou somos anginhos e acreditamos que o dispositivo militar americano concentrado no golfo para a invasão, e logo altamente renumerador se por acaso o Iraque tivesses as tais "armas", teria sido disposto daquela forma?

O Irão sabe que não pode convencionalmente vencer uma guerra contra os USA, mas pode armar-se de modo a que uma vitória dos USA saia tão cara que é politicamente inviável.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Maio 04, 2010, 08:38:04 pm
Citação de: "FoxTroop"
(...) Estou também convencido que a principal razão do desenvolvimento belico do Irão vem da pressão internacional (USA-Israel) e da cobiça pelos seus recursos em gás e petróleo, do que de qualquer ideal expansionista iraniano. Qual seria o país que não se equiparia até aos dentes depois de ver o que se passou nos seus vizinhos (Iraque e Afeganistão) e sendo directamente ameaçado como "Eixo do Mal"? Confiar nas instituições (ONU, etc)? Só se for para rir. É que a invasão do Iraque só foi feita depois de os desgraçados estarem completamente desarmados e delapidados por anos de sanções. (...)

O Irão sabe que não pode convencionalmente vencer uma guerra contra os USA, mas pode armar-se de modo a que uma vitória dos USA saia tão cara que é politicamente inviável.
Concordo em gênero, número e grau.
E acho que era por causa disso que o saudoso Enéas Carneiro defendia, na sua última candidatura à Presidência do Brasil, a fabricação da bomba atômica.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Maio 18, 2010, 11:35:55 pm
Para ajudar a entender por que razão é que o Irão terá de ser invadido. Especial atenção ao que os graficos revelam....

http://www.eia.doe.gov/conference/2009/ ... eetnam.pdf (http://www.eia.doe.gov/conference/2009/session3/Sweetnam.pdf)

http://www.jfcom.mil/newslink/storyarch ... 2010_o.pdf (http://www.jfcom.mil/newslink/storyarchive/2010/JOE_2010_o.pdf)

Agora contem-me histórias de armas atómicas e carochinhas. E quando os gigantescos recursos que se escondem na nossa plataforma continental passarem para a mira dessa corja, talvez , mas só talvez, possamos compreender os paises que realmente se querem defender.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: legionario em Maio 19, 2010, 10:48:00 am
O Irao assim como a Libia oferecem muitas oportunidades de ganhar dinheiro se Portugal quizer. A Italia, que tambem é da Otan e da UE, nunca deixou de exportar e de fazer excelentes negocios com a Libia apesar de este pais constar tambem do index dos paises infrequentaveis.

Mais uma vez , é o Brasil quem mostra mais coragem politica e faz prova de iniciativas positivas em relaçao ao Irao. Se os EUA, Israel e a França têm problemas com o Irao, que se entendam entre eles, que Portugal nao tem nada a vêr com isso... e so tem a perder em nao exportar para paises que (sobretudo) têm muito dinheiro para pagar.  

Provavelmente existem aqui mesmo neste forum muita gente que se escandaliza com a simples ideia de comerciar com o Irao , mas e em relaçao à China ? nao vendemos e compramos (compramos sobretudo) a este pais conhecido por ser uma ditadura feroz que utiliza mao-de-obra escrava e nao respeita os mais elementares direitos dos trabalhadores ?

Os Eua, Israel e até alguns paises importantes da UE estao-se a marimbar para os interesses portugueses, veja-se as negociatas feitas no Iraque : onde é que Portugal tem ganho alguma coisa apesar de ter contribuido para o "esforço de guerra" ?

O lobby israelita agita-se nos quatro cantos do globo para provocar a queda do Irao mas Portugal nao tem nada que embarcar neste sujo jogo diplomatico que tem como objetivo ultimo a destruiçao e a pilhagem do Irao, tal como fizeram com o Iraque.

Falta-nos alguem com o pragmatismo de um Salazar que em plena guerra mundial, vendia a gregos e a troianos !
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Maio 19, 2010, 01:16:40 pm
Citação de: "legionario"
mas e em relaçao à China ? nao vendemos e compramos (compramos sobretudo) a este pais conhecido por ser uma ditadura feroz que utiliza mao-de-obra escrava e nao respeita os mais elementares direitos dos trabalhadores ?

Não. Sempre que possível evito ao máximo os "made in" China e Espanha.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: legionario em Maio 19, 2010, 02:10:31 pm
O HSMW deve viver em autarcia c34x
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: nelson38899 em Maio 22, 2010, 12:49:19 pm
Citação de: "HSMW"
Citação de: "legionario"
mas e em relaçao à China ? nao vendemos e compramos (compramos sobretudo) a este pais conhecido por ser uma ditadura feroz que utiliza mao-de-obra escrava e nao respeita os mais elementares direitos dos trabalhadores ?

Não. Sempre que possível evito ao máximo os "made in" China e Espanha.

és cá dos meus :G-beer2:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Junho 21, 2010, 10:21:54 pm
Ex-chefe da Mossad: Israel deve atacar Irão de forma preventiva


Um antigo chefe dos serviços secretos israelitas, Shabtai Shavit, defendeu hoje o lançamento de um ataque preventivo de Israel ao Irão para impedir Teerão de se tornar uma potência nuclear.
“Sou da opinião que – uma vez que há uma guerra [com o Irão], uma vez que a ameaça é permanente, porque a intenção do inimigo é aniquilar – a boa doutrina é a da prevenção, e não a da resposta”, afirmou Shavit, durante uma conferência na Universidade de Bar Ilan, perto de Telavive.

A justificar a sua ideia, o dirigente da Mossad entre 1988 e 1996 argumentou que “recorrer à resposta como principal estratégia significa esperar passivamente por ser atacado".

"Mas estamos confrontados com um inimigo que planifica constantemente e que só espera a ocasião para atacar. Assim, qual é o interesse, mesmo do ponto de vista moral, de esperar e agir apenas em caso de ataque?”, prosseguiu Shavit.

Israel, que é considerada a única potência nuclear do Médio Oriente, acusa o Irão de procurar obter a arma atómica, a coberto de um programa civil.

O regime iraniano apresenta-se como inimigo jurado de Israel, com o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, a apelar por várias vezes para “riscar” Israel do mapa.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Julho 07, 2010, 05:10:05 pm
Sanções contra o Irão podem desacelerar programa nuclear


Sanções impostas contra o Irão poderão ter algum efeito na desaceleração do progresso do respectivo programa nuclear, disse hoje um alto responsável, na primeira vez em que o Irão reconhece a possibilidade de as medidas terem algum resultado.

«Não podemos dizer que as sanções não têm efeito», disse o chefe da agência de energia atómica do Irão, Ali Akbar Salehi, segundo a agência de notícias ISNA. «Talvez venham desacelerar o trabalho, mas não vão interrompê-lo, isso é certo», acrescentou.

O Irão enfrenta uma nova onda de sanções impostas pela ONU, os Estados Unidos e a União Europeia.

O presidente Mahmoud Ahmadinejad disse repetidas vezes que as sanções não teriam impacto sobre a economia do Irão, nem no programa nuclear.

Salehi, que hoje disse que a central de energia nuclear de Bushehr, no Irão, começaria as operações em meados deste ano, afirmou que esta não seria afectada pelas sanções, mas é possível que o controverso programa de enriquecimento de urânio sim.

«No caso do enriquecimento e para alguns equipamentos como equipamentos de medição, poderemos ter alguns problemas», afirmou Salehi.

Acrescentou, no entanto, que o Irão conseguiria produzir o seu próprio equipamento se for necessário.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Julho 12, 2010, 06:57:07 pm
Irão está perto de possuir meios para criar arma nuclear diz Medvedev


O Irão está perto de obter os meios para fabricar uma arma nuclear, declarou hoje o presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmação de surpreendente firmeza por parte da Rússia sobre o controverso programa nuclear iraniano.

«O Irão aproxima-se da posse de algo potencial que, a princípio, pode ser utilizado para fabricar uma arma nuclear», afirmou Medvedev, citado pela agência Interfax, durante uma reunião com os embaixadores da Rússia.

Esta declaração é uma nova mostra do endurecimento da posição da Rússia em relação ao Irão e ao seu programa nuclear, apesar dos países manterem tradicionalmente boas relações.

Segundo a Interfax, Medvedev lamentou que a posse de tal potencial não seja em si uma violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP): «É um dos problemas», estimou, considerando, além disso, que «a parte iraniana não se comporta da melhor maneira».

A Rússia votou em Junho, juntamente com as outras grandes potências do Conselho de Segurança da ONU, um quarto pacote de sanções financeiras e militares contra o Irão devido ao seu programa nuclear.

«As sanções têm um sentido, são um sinal destinado a estimular o processo de negociações. Agora é necessário ter paciência e haver uma retomada rápida do diálogo com Teerão», afirmou o presidente russo.

«Se a diplomacia deixar passar esta oportunidade, será um fracasso colectivo», acrescentou.

«Nós pedimos sistematicamente a Teerão que dê mostras da abertura e cooperação necessárias para a AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica)», salientou Medvedev.

O Irão, que afirma que o seu programa nuclear tem objectivos puramente pacíficos, indicou na semana passada que poderá retomar com certas condições o diálogo com o grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha).

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Julho 15, 2010, 03:17:31 pm
Agora eu vos pergunto, por que Israel pode ter armas atômicas e o Irã não pode sequer ter uma usina nuclear para fins pacíficos?

Tá mais do que na cara que é Israel o vizinho inoportuno. Que o digam palestínos, sírios, egípcios e libaneses. E o ex-chefe do serviço secreto israelense ainda exorta um ataque preventivo... Sei...

Voltando ao assunto de comércio com o Irã... O Brasil teve muita coragem, mas o que mais pesou foi o fato de não ter "rabo preso" com os EUA ou a Inglaterra. O Brasil já foi positivamente mencionado por ser um dos poucos países no mundo que recebe tanto o presidente iraniano quanto o premiê israelense, e negocia tanto com a Venezuela quanto com os EUA.

Sobre a suposta arma nuclear do Irã, é simples: Exortar tanto Israel quanto o Irã a assinar essa pemba de tratado. E, também, chamar Índia e Pasquistão, que também têm lá suas bombas e ninguém tomou qualquer providência.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Julho 15, 2010, 04:48:30 pm
Rússia pede ao Irão que esclareça pormenores do programa nuclear
 

O presidente russo, Dmitry Medvedev, aumentou hoje a pressão sobre o Irão, exigindo uma explicação pelos «componentes militares» do seu programa nuclear.

A Rússia tem mantido laços comerciais lucrativos com a República Islâmica nas últimas duas décadas, mas o Kremlin sob o comando de Medvedev tem adoptado um tom claramente preocupado sobre a potencial ameaça de um Irão nuclearmente armado.

«Eu gostaria de dizer que o Irão é nosso parceiro comercial relativamente activo e tem sido testado ao longo do tempo, mas isso não significa que somos indiferentes à forma como o Irão está a desenvolver o seu programa nuclear e não somos indiferentes à forma que os componentes militares do programa correspondente aparentam», disse Medvedev.

«Nesse sentido, estamos a aguardar explicações apropriadas do Irão», disse em conferência de imprensa conjunta com a chanceler alemã, Angela Merkel, na cidade de Yekatenburg, na região dos Montes Urais.

O governo norte-americano tornou prioridade conquistar o apoio russo para uma postura mais dura contra o Irão. Os países do Ocidente suspeitam que Teerão tem como objectivo a criação de armas atómicas. O Irão afirma que o programa nuclear tem fins pacíficos. p> Num discurso na segunda-feira, Medvedev alertou pela primeira vez que o Irão estaria a aproximar-se de conseguir tais armas, na avaliação mais sincera de um chefe do Kremlin na última década sobre a suposta ameaça do programa nuclear iraniano.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: nelson38899 em Agosto 02, 2010, 12:11:06 am
Citar
O chefe do Estado-Maior General norte-americano, almirante Michael Mullen, afirmou que os EUA têm um plano de ataque ao Irão.

Uma acção militar contra o Irão pode ter "consequências indesejadas que são difíceis de prever numa zona tão instável" como o Médio Oriente, afirmou o almirante Michael Mullen à televisão NBC.

No entanto, os EUA não podem deixar Teerão ter armas nucleares: "Para ser franco, tanto uma como a outra opção preocupam-me bastante", disse.

O almirante norte-americano assumiu estar "optimista" quanto à possibilidade de os esforços diplomáticos e as sanções da comunidade internacional levem o Irão a abandonar o programa de enriquecimento de urânio.

De uma maneira ou de outra, disse, "as opções militares estão sobre a mesa e vão continuar sobre a mesa". Mas "espero que não tenhamos de as utilizar mas elas são importantes", concluiu.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/I ... id=1631976 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1631976)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 09, 2010, 08:56:41 pm
AIEA acusa Irão de continuar a enriquecer urânio


A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) acusou hoje o Irão de usar um segundo conjunto de centrifugadoras para tornar mais eficaz o processo de enriquecimento de urânio na central nuclear de Natanz.

"A AIEA pode confirmar que em 17 de julho, quando os seus inspetores estiveram na unidade piloto de enriquecimento (PFEP, na sigla em inglês), o Irão estava a alimentar com material nuclear duas cascatas de 164 centrifugadoras, interligadas entre si", afirmou o porta-voz da entidade, Gill Tudor.

O responsável acrescentou que estes factos são contrários ao que está estipulado nas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que referem que o Irão deve suspender toda a atividade relacionada com o enriquecimento de urânio.

O relatório do director geral da Agência ao Conselho de Governadores, de 31 de maio, assinala que o Irão informou a AIEA, em 10 de março, das suas intenções de ligar duas cascatas da PFEP, em Natanz, que fica a 250 quilómetros a sul de Teerão, para as usar na produção de urânio enriquecido em 20 por cento.

O Irão argumenta que estas atividades se destinam a criar combustível para um reator de investigação médica.

Perante a sua decisão de não suspender estas actividades, o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs sanções ao regime iraniano, com os ocidentais, designadamente os Estados Unidos, a acusarem o Irão de procurar dotar-se da arma nuclear.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Agosto 11, 2010, 02:20:22 pm
Na boa, os EUA querem mesmo guerra. O Pentágono não vai sossegar enquanto não mandar seu primeiro Tomahawk rumo a Teerã, e caças, e tropas, e fazer do Irã um novo Iraque.

É disso que a indústria yankee vive.

As pressões, e as sanções, são uma forma de dizer "Se prepare porque o couro vai comer pro teu lado, não importa o que você faça pra evitar". Assim que o próximo presidente estadunidense for eleito, e que será um Republicano, dada a decepção com Obama que os americanos estão tendo, e teremos uma nova onda de ataque na qual vários países que não têm nada haver com isso terão que, dado o acordo da OTAN, mandar seus homens para morrer por uma causa que não é a deles. Por interesses que não são de seus países.

Ou Portugal tem algum interesse no Afeganistão, por exemplo? Não, só faz isso porque é signatário da OTAN.

Tem sido assim desde a independência do Reino Unido.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Jorge Pereira em Agosto 12, 2010, 11:59:04 pm
Citação de: "Snowmeow"

Ou Portugal tem algum interesse no Afeganistão, por exemplo? Não, só faz isso porque é signatário da OTAN.


Tem sim.

Evitar que um bando de fundamentalistas terroristas se apodere de um país inteiro.

Evitar que depois esse país seja transformado numa gigantesca base terrorista onde se treinam e preparam acções terroristas contra o ocidente que podem, nomeadamente, atingir por exemplo uma qualquer cidade, avião, navio, embaixada ou um qualquer outro alvo português.

“Só” isto já é do maior interesse para Portugal. Lá podemos combatê-los estando nós em vantagem. Nas ruas de Lisboa ou do Porto serão eles que estarão em vantagem.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Agosto 15, 2010, 04:29:57 pm
O Afeganistão é uma guerra sustentada e só vai terminar quando o oleoduto estiver pronto.
Portugal não tem qualquer interesse no Afeganistão está lá só para marcar ponto junto do clube, quando muito devíamos manter um low-profile, terrorismo os EUA que não o criem e saiam do médio oriente que arruinaram durante os últimos 50 anos.
Esta semana a Wikileaks vai lançar mais 15 000 documentos secretos sobre as brincadeiras dos EUA no Afeganistão, vamos lá ver se continua a mostrar o subsidio aos taliban e oferenda de armas anti-aéreas aos mesmos.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: P44 em Agosto 16, 2010, 11:58:25 am
Citação de: "Camuflage"
O Afeganistão é uma guerra sustentada e só vai terminar quando o oleoduto estiver pronto.
Portugal não tem qualquer interesse no Afeganistão está lá só para marcar ponto junto do clube, quando muito devíamos manter um low-profile, terrorismo os EUA que não o criem e saiam do médio oriente que arruinaram durante os últimos 50 anos.
Esta semana a Wikileaks vai lançar mais 15 000 documentos secretos sobre as brincadeiras dos EUA no Afeganistão, vamos lá ver se continua a mostrar o subsidio aos taliban e oferenda de armas anti-aéreas aos mesmos.


não esqueçamos o apoio á produção  de ópio
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Agosto 16, 2010, 05:58:02 pm
90% dele vem do Afeganistão, mas é para "sustentar" a economia local e a culpa é dos taliban. lol
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 17, 2010, 08:55:40 pm
Irão quer ter 20 centrais nucleares em funcionamento


O governo iraniano anunciou hoje ser seu objectivo elevar para 20 o número de centrais nucleares, um dia depois de anunciar a existência de um plano para a construção de mais 10.
O objectivo, disse o vice-chefe da Comissão de Política Externa e de Segurança do Parlamento do Irão, Hossein Ebrahimi, é que uma das centrais esteja em funcionamento no próximo mês, segundo a rede estatal de televisão iraniana, PressTV.

«Nós pensamos que precisamos de criar mais centrais nucleares. O Parlamento aprovou os planos para a criação de mais 20 centrais nucleares e o governo irá construí-las», disse Ebrahimi.

Desde Junho, o Irão está sob sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, da União Europeia, dos Estados Unidos e do Canadá. A comunidade internacional desconfia que o programa nuclear desenvolvido pelos iranianos esconda a produção de armas atómicas. Os iranianos negam as suspeitas.

Com a pressão, através das restrições económicas, a comunidade internacional quer que o Irão autorize a fiscalização das centrais nucleares suspeitas e suspenda o programa nuclear.

Independentemente da pressão, o Irão avisou que a central de Bushehr, programada inicialmente para ficar pronta em 1999, será a primeira a funcionar.

[/Lusa]
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Jorge Pereira em Agosto 24, 2010, 10:00:15 pm
Citação de: "Camuflage"
O Afeganistão é uma guerra sustentada e só vai terminar quando o oleoduto estiver pronto.
Portugal não tem qualquer interesse no Afeganistão está lá só para marcar ponto junto do clube, quando muito devíamos manter um low-profile, terrorismo os EUA que não o criem e saiam do médio oriente que arruinaram durante os últimos 50 anos.
Esta semana a Wikileaks vai lançar mais 15 000 documentos secretos sobre as brincadeiras dos EUA no Afeganistão, vamos lá ver se continua a mostrar o subsidio aos taliban e oferenda de armas anti-aéreas aos mesmos.

Quando se têm preconceitos e ódios de estimação é difícil ver o óbvio…
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 08, 2010, 05:08:34 pm
Fidel critica Ahmadinejad na sua perseguição aos judeus

Numa entrevista concedida a um correspondente da revista norte-americana The Atlantic, o antigo líder histórico cubano criticou duramente o chefe de Estado iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, por continuar a negar o holocausto.

«Acho que ninguém sofreu mais calúnias do que os judeus. Diria até que sofreram muito mais do que os muçulmanos. Sofreram muito mais porque são acusados e caluniados por tudo», disse Fidel Castro na primeira de duas partes de uma entrevista publicada esta quarta-feira.

Ainda assim, Fidel não é a favor das sanções dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que considera gratuitas. Considera, ainda, que Israel só conseguirá garantir a sua segurança quando proceder ao seu desarmamento nuclear.

O ex-líder cubano disse, ainda, que se fosse hoje, não teria agido da mesma forma relativamente à crise dos mísseis de Cuba e não teria recomendado à então União Soviética que bombardeasse os Estados Unidos.

A Bola
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Setembro 20, 2010, 03:07:08 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
Tem sim.

Evitar que um bando de fundamentalistas terroristas se apodere de um país inteiro.

Evitar que depois esse país seja transformado numa gigantesca base terrorista onde se treinam e preparam acções terroristas contra o ocidente que podem, nomeadamente, atingir por exemplo uma qualquer cidade, avião, navio, embaixada ou um qualquer outro alvo português.

“Só” isto já é do maior interesse para Portugal. Lá podemos combatê-los estando nós em vantagem. Nas ruas de Lisboa ou do Porto serão eles que estarão em vantagem.

O Afeganistão já estava assim bem antes dos ataques de 11 de Setembro. A OTAN só está lá porque acredita que Bin Laden esteja lá.

O Afeganistão está muito longe de Portugal, teria que passar pelo Oriente Médio e pelo Leste Europeu ou pela África pra representar ameaça a Portugal. E, com certeza, seriam notados ao passarem por lá. Os primeiros alvos, lógico, serão Israel e a Arábia Saudita, que supre o óleo aos EUA. E tanto um quanto outro têm suas forças afiadas o suficiente para evitarem ações terroristas.

Portugal não interessa aos terroristas, pois não representa ameaça de nenhum tipo ao Islão. De certa forma, os terroristas encontrariam oposição por onde passassem e continuariam em ações pequenas de alcance limitado. E, pelo que eu saiba, nenhum terrorista jurou vingança contra Portugal, pelo que eu me lembre.

Sobre Ahmadinejad...
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: teXou em Setembro 20, 2010, 03:17:33 pm
Citação de: "Snowmeow"
... nenhum terrorista jurou vingança contra Portugal, pelo que eu me lembre.
Que me lembro ninguém o fez contra a Espanha e no entanto… Madrid pagou-o caro.  :?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: nelson38899 em Setembro 20, 2010, 04:28:53 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "Snowmeow"
... nenhum terrorista jurou vingança contra Portugal, pelo que eu me lembre.
Que me lembro ninguém o fez contra a Espanha e no entanto… Madrid pagou-o caro.  :?

Os ataques terroristas que aconteceram, foram apenas uma resposta à cimeira das Lajes.  Não acredito que a Alqaeda ataque o país que serviu os cafés!
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: João Vaz em Setembro 24, 2010, 01:26:51 pm
Mais caldo entornado  c34x

(http://i.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01487/Ahmadinejad_1487934c.jpg)

De novo a teoria da conspiração norte-americana nos atentados de 11 de Setembro, reavivada em plenas Nações Unidas. Não há pachorra.

http://www.nytimes.com/2010/09/24/world/24nations.html

http://www.cbsnews.com/stories/2010/09/23/world/main6894683.shtml

Um bom discurso para o mês de Setembro do Senhor Mahmoud em Nova Iorque.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Novembro 17, 2010, 11:44:25 am
O USA a dizer que um ataque ao Irão não resolverá nada, quanto muito apenas irá atrasar o desenvolvimento de uma capacidade nuclear. Russia, China e india a dizer que o país tem direito a desenvolver a sua tecnologia nuclear com fins pacificos. O Irão a desencadear o seu maior exercicio de defesa aérea de sempre.

Algo não vai bem, e quase que aposto que alguém "ventilou" o que não devia.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 18, 2010, 12:19:07 pm
Há muita manobra de bastidores, vê-se os Norte-Americanos a reforçar a Força Aérea Israelita, vê-se as maiores potências a mandarem recados umas às outras...não sei, simplesmente não sei. É provavel que Israel estivesse (está?) a preparar-se para uns ataques cirúrgicos no Irão. Invasão terrestre é para mim um cenário de momento afastado.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Novembro 19, 2010, 04:39:38 pm
Tudo que eu posso dizer é:
"Evite o turismo na "Terra Santa" por enquanto". :mrgreen:

Por enquanto, são só os tambores rufando, uma vez que ninguém quer dar o primeiro tiro, pra não pagar de vilão frente à opinião pública mundial.
Mas, quando ela iniciar, pois pelo visto, é só uma questão de tempo, é bom ficar bem longe.

E o pior: Quem vencer a guerra - E ninguém tá apostando no Irã - vai ficar com uma bela duma mancha na reputação, que refletirá na economia e nas futuras alianças militares.

A solução mais fácil? Convencer a juventude iraniana (A mesma que derrubou o Xá) a colocar a família do Xá de volta no poder, e assim fazer do Irã o que ele era, e o que a Arábia Saudita é: Um fantoche do Ocidente. E aí, o próximo alvo será a China.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: armando30 em Novembro 22, 2010, 10:50:20 pm
o mais curioso é que aqueles defeitos que normalmente os Extremistas Muçulmanos apontam ao ocidente são os mesmos hábitos que qualquer jovem Iraniano é permitido ter.
eles dizem que o estilo de vida ocidental é pecaminoso mas os jovem Iranianos tem os mesmos comportamentos de qualquer jovem Norte-Americano.
eu sei isso porque um jornalista americano fez um documentário sobre a realidade do Irão e o dia-a-dia dos seus cidadãos, chegou a ser convidado para presenciar uma inauguração de um túnel lá no Irão e foi convidado de honra do Mahmud Ahmadinejad (na altura o jornalista disse que o presidente Iraniano fazia isso para dar uma imagem diferente ao ocidente), e quando perguntou aos jovens Iranianos eles próprios disseram que o Islão não os impedia de terem um estilo de vida semelhante ao dos jovens americanos.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 23, 2010, 10:27:09 am
Citação de: "armando30"
o mais curioso é que aqueles defeitos que normalmente os Extremistas Muçulmanos apontam ao ocidente são os mesmos hábitos que qualquer jovem Iraniano é permitido ter.
eles dizem que o estilo de vida ocidental é pecaminoso mas os jovem Iranianos tem os mesmos comportamentos de qualquer jovem Norte-Americano.
eu sei isso porque um jornalista americano fez um documentário sobre a realidade do Irão e o dia-a-dia dos seus cidadãos, chegou a ser convidado para presenciar uma inauguração de um túnel lá no Irão e foi convidado de honra do Mahmud Ahmadinejad (na altura o jornalista disse que o presidente Iraniano fazia isso para dar uma imagem diferente ao ocidente), e quando perguntou aos jovens Iranianos eles próprios disseram que o Islão não os impedia de terem um estilo de vida semelhante ao dos jovens americanos.

Ele não era Britânico?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: armando30 em Novembro 24, 2010, 12:29:35 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "armando30"
o mais curioso é que aqueles defeitos que normalmente os Extremistas Muçulmanos apontam ao ocidente são os mesmos hábitos que qualquer jovem Iraniano é permitido ter.
eles dizem que o estilo de vida ocidental é pecaminoso mas os jovem Iranianos tem os mesmos comportamentos de qualquer jovem Norte-Americano.
eu sei isso porque um jornalista americano fez um documentário sobre a realidade do Irão e o dia-a-dia dos seus cidadãos, chegou a ser convidado para presenciar uma inauguração de um túnel lá no Irão e foi convidado de honra do Mahmud Ahmadinejad (na altura o jornalista disse que o presidente Iraniano fazia isso para dar uma imagem diferente ao ocidente), e quando perguntou aos jovens Iranianos eles próprios disseram que o Islão não os impedia de terem um estilo de vida semelhante ao dos jovens americanos.

Ele não era Britânico?
julgo que não pois não me lembro de ele ter sotaque, no entanto penso que já vi o documentário há cerca de 2 anos e não posso afirmar qual a nacionalidade do jornalista. na altura interessei-me mais pela hipocrisia de que o ocidente é corrupto e pecaminoso e no entanto os jovens Iranianos também podem ter os mesmos costumes.
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 20, 2011, 05:31:40 pm
Que fazer com o Irão?
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
Para os EUA, as sanções aplicadas ao Irão estão a funcionar eficazmente e já levaram a atrasos no programa de enriquecimento de urânio e subsequente construção de uma arma nuclear; veremos se são apenas as sanções que estão a produzir efeito. Segundo as últimas informações vindas a público, calcula-se agora que o Irão não terá possibilidade de ter uma arma nuclear antes de 2015. Mas nem todos os factos confirmam esta visão optimista; muito menos, a possibilidade de haver qualquer desenvolvimento positivo na nova ronda de discussões prevista para 21/22 de Janeiro, em Istambul.

Para Kenneth M. Pollack, a actual estratégia de Obama está a ser bem-sucedida mas não é seguro que possa resultar no final; a linha dura que tomou conta do processo de decisão política em Teerão, não tolerando qualquer oposição interna, vai provavelmente conseguir que o país resista por muito tempo às pressões externas. Será esse tempo suficiente para que, entretanto, consigam desenvolver todo o processo e levar o enriquecimento de urânio até ao nível necessário para ter uma arma nuclear?

Na verdade, já quase ninguém tem dúvidas que o Irão está a caminho de se tornar uma potência com armas nucleares, embora o continue a negar terminantemente. Aliás, o Irão já consegue fazer o enriquecimento a 20% que é o nível que chegou a estar acordado para ser feito no estrangeiro. O isolamento do país que as sanções podem desencadear e em que se aposta para levar o regime a desistir das suas aspirações nucleares, preocupa algumas correntes moderadas no país mas quase que é dado por bem vindo pelos “hard liners”. Estes preferem essa situação à que se gerou durante a presidência de Khatami, em que a abertura a apelos democráticos externos quase punha em causa a Revolução.

Karim Sadjadpour chama a atenção precisamente para este ponto, lembrando como o anti-americanismo é central para a identidade da actual liderança da República Islâmica e, em especial, para o seu líder supremo, o Ayatollah Ali Khamenei que, por altura das controversas eleições de 2009, terá considerado que se chegasse ao poder um candidato disposto a amenizar o relacionamento com os EUA isso seria um “desastre” nacional. “Se as tendências pró-americanas chegassem ao poder no Irão teríamos de dizer adeus a tudo”, disse também o Ayatollah Janati, líder do Conselho de Guardiões, órgão que se tem encarregado de impedir que sejam eleitos, para o Parlamento ou outras instituições do regime, políticos não considerados féis seguros dos princípios da Revolução Islâmica, incluindo os reformistas.

Ninguém espera, neste contexto, qualquer desenvolvimento útil da nova ronda de negociações a 21/22 de Janeiro. Aliás, à luz das declarações do embaixador do Irão junto da AIEA e do ministro dos Negócios Estrangeiros, é a lógica da própria reunião que se encontra em causa. O primeiro já deixou claro que o tempo das negociações estava passado e que a transferência de urânio no exterior estava encerrada; o segundo, num discurso idêntico, diz que a discussão do seu programa nuclear é assunto para ser tratado no âmbito da IAEA. Estas declarações confirmam anteriores posições de recusa de qualquer discussão sobre o enriquecimento de urânio que Teerão considera direito inalienável.

Valerá a pena fazer a reunião? Vale porque, não obstante a retórica parecer excluir qualquer possibilidade de acomodação dos interesses das partes, existem razões muito fortes, como veremos, para que se procure um entendimento mesmo mínimo; só que isso não será certamente deixado transparecer para a opinião pública.

O facto de o encontro se realizar na Turquia pode trazer algum elemento novo (mas não seguramente útil) se esta, como alguns esperam, tentar, na sequência da iniciativa conjunta com o Brasil em Maio passado, ser mais do que um simples anfitrião. Essa iniciativa, então mal recebida por Washington, poderá entretanto estar a ser considerada mais aceitável. Duvida-se, no entanto, que a Turquia possa, na prática, fazer mais do que dar mais alguns passos no sentido de afirmar as suas pretensões de afirmação dos seus interesses de liderança regional e de desempenhar o papel de ponte com o Ocidente, como evidencia a aproximação que tem feito aos países árabes do Médio Oriente. Muito vai depender do que a Turquia possa fazer sobre a reticência da Arábia Saudita em aceitar a crescente importância do Irão, particularmente num momento em que os EUA se preparam para abandonar o Iraque.

Riade espera que os EUA façam algo mais substantivo do que o fornecimento previsto de 60 mil milhões de material de guerra durante os próximos dez anos; presume-se que aguarda de Washington uma reconsideração do calendário de retirada do Iraque, cuja possível subsequente aproximação ao Irão é causa de grande preocupação. De facto, presentemente, é a Arábia Saudita quem pressiona mais a administração Obama; mesmo mais do que Israel, aparentemente agora convicto de que a ameaça nuclear não está tão próxima como se estimava há um ano atrás. Para os árabes o que está em causa é o futuro da Península Arábica e em especial os seguintes três aspectos: a possibilidade de mudança do centro de poder a favor do Irão, um Iraque pró-Irão depois da saída dos EUA e o risco de o Irão, em retaliação, intervir no estreito de Ormuz o que, quase inevitavelmente, iria alargar o âmbito do conflito.

Que poderão os EUA fazer neste contexto muito complexo? Que linha de acção lhes resta se um ataque às instalações nucleares não é opção, como tem sido explicado várias vezes, e é inaceitável deixar Teerão prosseguir impunemente o trajecto de aquisição de um arsenal nuclear? No curto/ médio prazo, como sugere Kenneth M. Pollack, só há a hipótese de aumentar a pressão das sanções e alargar o seu âmbito, entrando na área dos direitos humanos, no apoio à oposição interna, em novos cortes no investimento estrangeiro e operações clandestinas.

É a esta última vertente que se deve o maior contratempo sofrido pelo regime na sua estratégia de desafio às sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Vinte por cento da capacidade de centrifugação de urânio (984 centrifugadores) foi posta fora de acção pela introdução de um muito sofisticado vírus informático (“Stuxnet”) nos computadores que controlam o sistema. Estima-se que em resultado desta acção o programa possa ter sofrido um atraso de três anos. Obviamente, as sanções também estão a produzir efeito, impedindo o país de sair da crise económica, financeira e social em que avultam os problemas de 29% de desemprego (15% segundo o Governo), 30% de inflação (10% segundo o Governo) e uma queda continuada na extracção de petróleo e gás por falta de investimento para modernização dos métodos e infraestruturas (de seis milhões de barris/dia em 1978, está hoje nos três e meio milhões). Chegará tudo isto para inverter o caminho que o Irão prossegue? É possível que sim a prazo, mas não é seguro.

Jornal Defesa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 24, 2011, 03:13:21 pm
Sarkozy diz que é preciso reforçar sanções contra o Irão


É preciso «reforçar as sanções» contra o Irão, afirmou hoje em Paris o presidente francês Nicolas Sarkozy, dois dias depois do fracasso das negociações multilaterais de Istambul sobre o programa nuclear iraniano - provocado, segundo a França, pela própria República Islâmica.
«As sanções começam a surtir efeito. É preciso reforçar as sanções», declarou Sarkozy.

Indagado sobre um recurso à força para obrigar Teerão a parar com o enriquecimento de urânio, que pode levar ao fabrico de armas atómicas, o presidente francês respondeu que «a política da França é de suma reserva perante o princípio de uma intervenção militar».

Seis resoluções da ONU, entre as quais quatro incluindo sanções económicas e políticas, já foram adoptadas contra o Irão.

As conversações de Istambul entre o Irão e as grandes potências mundiais terminaram no sábado com uma nota de fracasso.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, que actua como intermediária nas negociações de sexta e sábado entre o grupo 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha) e o Irão sobre o programa nuclear iraniano, declarou-se «decepcionada» no final do encontro.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 24, 2011, 05:46:01 pm
Creio eu, as conversações só iriam adiante se houvesse a garantia de que as armas atômicas de Israel fossem desativadas. Afinal, creio eu, Ahmadinejad teme um ataque israelense mais direto, e principalmente que esse ataque seja nuclear. O Stuxnet foi apenas um "tiro de advertência".

Não sei se isso chegou a ser discutido ou proposto pelo Irã nessas conversações, mas que garantia seria dada a Ahmadinejad, caso ele realmente paralisasse seu programa nuclear, de que o Irã não seria invadido por forças americanas ou israelenses tão logo fosse provado que não há mais nenhum "risco nuclear" aos pretensos invasores? E, caso houvesse essa "punhalada" pelas costas, como ficaria a reputação dos países que apoiaram as sanções?

Se eu falei besteira, me corrijam.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: papatango em Fevereiro 24, 2011, 05:51:52 pm
Para Ahmadinejad Israel é apenas um argumento e uma desculpa. Se não fosse por causa de Israel seria outra razão qualquer.
A verdade é que as armas atómicas de Israel nunca foram utilizadas para ameaçar ninguém.

Ao contrário o criminoso regime de Teerão, já ameaçou Israel com o extermínio e já previu a destruição do Estado de Israel no que foi uma clara ameaça, que os assassinos tentaram posteriormente distorcer, dando o dito por não dito, baseando-se numa tradução inventiva das palavras do ditador nazista.

Invasão do Irão por parte de Israel, um país com uma fracção da população iraniana, é uma anedota.

Ahmadinejad é um criminoso repugnante e um putrefacto assassino fanático. Como todo o ditador criminoso, ele utilizará as armas atómicas para fazer chantagem, e ainda mais no caso iraniano, que é um país que desde o tempo do império persa, considera a chantagem e o sequestro uma arma legítima.


Fanáticos assassinos não devem ter armas nucleares. Esse é o principal problema, não Israel.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Fevereiro 24, 2011, 08:14:16 pm
Citação de: "papatango"
Fanáticos assassinos não devem ter armas nucleares. Esse é o principal problema, não Israel.

Então, sob a ótica palestina, Israel não devia mesmo ter armas nucleares, uma vez que não é de hoje que Israel usa seu exército para massacrar os palestinos desde a Guerra dos Seis Dias.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: papatango em Fevereiro 25, 2011, 11:09:32 am
O fanatismo de uns não pode ser justificado com o fanatismo dos outros.

A verdade é que Israel, não começou o ciclo de guerras com os árabes, foram os árabes que atacaram Israel. O que temos visto de seguida é a aplicação da Lei de Talião. Olho por olho, dente por dente.

Aliás, bastaria ver que quem está realmente preocupado com a capacidade nuclear iraniana não é exactamente Israel, mas sim os estados árabes, que sempre olharam os persas com desconfiança.
Bastaria ver as revelações do wikileaks sobre o que os sauditas disseram dos iranianos.
«Esmagar a cabeça da serpente» foi uma expressão utilizada pelos árabes a propósito dos persas e não pelos israelitas.

As eternas lengalengas sobre o Irão fazem parte do discurso ultrapassado da esquerda radical, que gosta do Irão porque gosta da palavra «Revolução».
Até os russos desconfiam dos iranianos quando se trata de armas nucleares. O problema não é nem nunca foi Israel.
Se Israel quisesse atacar o Irão com armas atómicas, já o poderia ter feito há décadas atrás.
Devem ser estúpidos por esperar este tempo todo.

 :roll:  :roll:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Fevereiro 25, 2011, 10:31:35 pm
Citação de: "papatango"
A verdade é que Israel, não começou o ciclo de guerras com os árabes, foram os árabes que atacaram Israel.
Os árabes atacaram Israel porque o Estado de Israel foi formado unilateralmente em terras palestinas.

Se Israel tivesse sido formado em terras portuguesas, praticamente tomando Portugal para si, o que você acharia disso?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 25, 2011, 11:33:26 pm
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "papatango"
A verdade é que Israel, não começou o ciclo de guerras com os árabes, foram os árabes que atacaram Israel.
Os árabes atacaram Israel porque o Estado de Israel foi formado unilateralmente em terras palestinas.

Se Israel tivesse sido formado em terras portuguesas, praticamente tomando Portugal para si, o que você acharia disso?

Ui...... Atendendo à questão, tenho para mim que muitos abririam os seu terminais de evacuação, deixando-se oruscar em amena alegria, sendo tratados com sub-humanos.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: chaimites em Fevereiro 26, 2011, 06:21:30 am
Citação de: "FoxTroop"
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "papatango"
A verdade é que Israel, não começou o ciclo de guerras com os árabes, foram os árabes que atacaram Israel.
Os árabes atacaram Israel porque o Estado de Israel foi formado unilateralmente em terras palestinas.

Se Israel tivesse sido formado em terras portuguesas, praticamente tomando Portugal para si, o que você acharia disso?

Ui...... Atendendo à questão, tenho para mim que muitos abririam os seu terminais de evacuação, deixando-se oruscar em amena alegria, sendo tratados com sub-humanos.


A questao nao e assim tao simplista, lembro que Jerusalém ja era a capital do reino de Israel 1000 anos antes de Cristo!

No curso da história, Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: papatango em Fevereiro 26, 2011, 12:19:44 pm
Citar
A questão nao e assim tao simplista, lembro que Jerusalém ja era a capital do reino de Israel 1000 anos antes de Cristo!

Esse é o grande problema, que os fanáticos árabes pura e simplesmente ignoram.
A verdade é que os judeus já foram maioria. E exactamente naquela região.
O outro problema, é que a «Terra Prometida» foi prometida por Deus aos judeus, que não são originários daquela região.
Já nos tempos biblicos eles tiveram que conquistar a terra. A capacidade dos judeus para vencer inimigos muito mais fortes, foi justificada na altura com o apoio divino.

A questão da legitimidade é por isso muito complexa e não pode ser tratada com a vulgaridade e a superficialidade de argumentação que cai por terra com facilidade.

A questão palestiniana foi artificialmente inflamada durante muitos anos. Os palestinianos são um povo muito pouco considerado no Médio Oriente. A norte, na Siria e no Libano eles eram considerados como bandos de ladrões. A Jordânia recusou-se a recebe-los, quando foram enxotados para o sul do Líbano, os xiitas do que hoje é o Hezbollah, até aclamaram as tropas de Israel como libertadoras em 1982.

Porque razão um povo que sempre foi visto com desconfiança, de repente é um simbolo dos árabes ?
Porque eles precisam de razões para ter causas comuns.

O Irão é o país mais racista do médio oriente.
Para um iraniano, um árabe é uma espécie de animal sujo, um beduíno mal cheiroso que sempre viveu no deserto em regiões remotas. Um palestiniano, é um árabe sujo ainda mais sujo.

A ditadura iraniana apenas se aproveita da questão palestiniana, para desviar atenções da corrupção e da repressão que as milícias nazistas fazem correr pelas ruas das cidades iranianas.
Só assim se pode explicar que o regime assassino iraniano queira ajudar os palestinianos.

O resto é propaganda fanática, boa para gente que não gosta de utilizar a cabeça para pensar.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: chaimites em Fevereiro 26, 2011, 01:59:37 pm
Boas!

De facto ao Longo da história nao houve pedaço de terra tao desejado e cobiçado, nem povo tao odiado como os judeus,  e de facto, nao fosse a sua religião tinham desaparecido como nação.
A ideia de extreminar os Judeus  nao foi invenção de Hitler, foi um facto repetido ao longo da Historia, sempre com o povo judeu a mostrar uma determinaçao e sobrevivencia únicos

O Odio entre Palestinos e Judeus vem do tempo em que os Babiloneos comquistaram Israel ( 580 AC)  e como era hábito na altura um povo que fosse conquistado era deportado para fora do seu País  como forma de o desenraizar e perderem  a noção de Pátria ao fim de 2 ou 3 geraçoes !  Nessa altura com a deportação dos Judeus, os Babiloneos instalaram na zona da Palestina Povos oriundos do restante continente Asiático que haviam conquistado!  com o mesmo objectivo de os tornar Apátridas  

Quando A Pérsia conquistou a Babilonia, O Imperador Dario autorizou os Judeus a regressarem ao seu territorio, 70 anos depois!

Quando os Judeus regressaram, á sua Pátria, esta já   estava ocupada por todos esses povos que foram la colocados e que ao contrario dos Judeus, que sempre quiseram regressar a Jerusalém, formaram as aí suas raizes
Os Judeus desde essa altura sempre consideraram esses povos ocupantes da sua terra e nunca tiveram boas relações.
Desde essa altura até 1949 Israel esteve sempre ocupada por Potências estrangeiras e nunca mais foram  independentes salvo durante as inumeras revoltas em que conseguiram por pouco tempo reconquistar jerusalém como capital!



580 A,C  Babiloneos

517 A.C Persas

300 A,C Gregos

6 D.C  Pax Romana
153   Destruiçao de Jerusalem em resposta dos romanos a uma revolta dos Judeus  
Adriano romaniza a cidade e proibe os Judeus  de entrarem nela e batiza toda a regiao como Síria Palestrina

Até ao SEC VII  D.C. torcou de mãos entre Romanos Bizantinos e Persas Inumeras vezes

em 624 um exército Islãmico cerca e destroi Jerusalem!

638 o Califado Islamico reclama para si a cidade e torna-a 3 cidade do Islão e premite o regresso dos Judeus

1099 Cruzados destroem Jerusalem, massacram os Islãmicos e  os Judeus capturados sao vendidos na Europa com  escravos

1187 Saladino recupera a cidade aos Cruzados e premite o regresso dos Judeus.

1250-1517 Tartaros ocupam Jerusalem e expulsam os Judeus

1517 -1917Imperio Turco Otomano ocupa Jerusalem

1917 Ingleses comquistam Jerusalem ao imperio  Turco Otomano

1949 Ingleses abandonam Jerusalem e Israel 2500 anos depois declara a sua Independencia!

Evidentemente que a Historia nao se faz só de datas mas dá para ter um pouco a noção do trajecto do povo Judeu Ate aos dias de HoJe!
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 26, 2011, 03:59:54 pm
Não esquecer que os judeus, já por duas vezes foram perseguidos, a primeira pela religião católica através da inquisição e a segunda através de Hitler.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: chaimites em Fevereiro 26, 2011, 11:13:50 pm
Boas!

So duas vezes?

Muitas mais!

Desde o ano 580 antes de Cristo que esse povo nao sabe o que e viver em paz e na sua patria!
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Março 13, 2011, 09:08:59 pm
Citação de: "nelson38899"
Não esquecer que os judeus, já por duas vezes foram perseguidos, a primeira pela religião católica através da inquisição e a segunda através de Hitler.
E agora, não se pode falar mal de judeu que já se é taxado de "nazista", "anti-semita"... Virou crime falar mal de judeu, mesmo se tiver com a razão.

A propósito, não eram todos os judeus que Hitler perseguia... Havia um grupo de judeus ao qual ele era chegado. Curiosamente, Ahmadinejad também é chegado a um determinado grupo de judeus, os ultraortodoxos.

E antes de Israel, os judeus tentaram estabelecer sua pátria em vários lugares, da Rússia à Uganda. Se eles tivessem pensado na Austrália, creio eu, eles estariam bem mais tranquilos...
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Abril 02, 2011, 01:01:10 pm
History of U.S. Intervention in Iran - 1953 Until Present

Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Abril 19, 2011, 02:01:36 am
Zulfiqar
(http://gallery.military.ir/albums/userpics/_DSC0220.jpg)
(http://gallery.military.ir/albums/userpics/_DSC0223.jpg)
(http://gallery.military.ir/albums/userpics/_DSC0280.jpg)

FONTE (http://http)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Abril 19, 2011, 01:01:55 pm
(http://gallery.military.ir/albums/userpics/_DSC0229.jpg)
(http://gallery.military.ir/albums/userpics/_DSC0214.jpg)
FONTE (http://http)
Se nem almofadas novas têm, duvido bastante da operacionalidade destes meios.  :roll:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: PereiraMarques em Abril 19, 2011, 02:22:41 pm
Citação de: "HSMW"

(http://gallery.military.ir/albums/userpics/_DSC0214.jpg)

Se nem almofadas novas têm, duvido bastante da operacionalidade destes meios.  :mrgreen:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Abril 19, 2011, 06:05:08 pm
Militar iraniano acusa Siemens de ter apoiado criação do vírus Stuxnet


Um alto responsável militar do Irão acusou a Siemens de ter colaborado com os EUA e Israel no desenvolvimento do vírus Stuxnet
A acusação foi feita pelo Brigadeiro General Gholam Reza Jalali, em declarações à IRNA, a agência noticiosa estatal do Irão.

Durante uma entrevista à agência noticiosa local, o militar defendeu que a «Siemens deve explicar porque e como é que disponibilizou aos inimigos a informação sobre os códigos do software SCADA, abrindo caminho para um ciberataque contra o Irão».

O ciberataque referido por Gholam Reza Jalali é o surgimento do vírus Stuxnet nos sistemas informáticos das centrais nucleares iranianas, desenvolvidos com tecnologia da Siemens, que acabaram por atrasar o programa nuclear de Teerão.

Este programa malicioso, considerado por muitos como o primeiro criado especificamente para afectar infra-estruturas industriais, foi identificado em Junho de 2010 e desde então vários investigadores têm apontado a sua origem aos EUA e Israel.

Em relação a esta acusação feita pelo Brigadeiro General, que foi um dos responsáveis pela construção e defesa dos edifícios ligados ao programa nuclear iraniano, a Siemens não teceu qualquer comentário.

SOL
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Snowmeow em Maio 05, 2011, 03:07:06 pm
Agora, com a morte de Bin Laden, surgirá algum grupo terrorista que fará mais um atentado nos EUA, o que dará aos militares americanos um motivo plausível para invadir o Irã. A batata quente está com Ahmadinejad, agora. Te cuida, Chávez, tu é o próximo da fila!
(Não nos esqueçamos que a Venezuela também nada em petróleo de ótima qualidade, o que interessa e muito para os yankees.)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Julho 10, 2011, 02:46:15 pm
Já têm silos.  :?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Julho 11, 2011, 12:49:28 pm
Citação de: "HSMW"
Já têm silos.  :?
Sei não, mas quem se atrever a invadir o Irã terá uma surpresa desagradável...
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: GI Jorge em Julho 12, 2011, 07:34:09 pm
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "HSMW"
Já têm silos.  :lol:

E agora não consigo encontrar, mas vi há algum tempo no Youtube uma suposta "super tecnologia" Iraniana, em que um canhão antiaéreo dispara um bala, e a bala de repente, e sem mais nada, vira agressivamente e destrói o avião. Apesar de não ter qualquer propulsão, nem sequer aletas para direcção. Não sei porquê, não acreditei muito.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Digo em Julho 12, 2011, 08:33:49 pm
Mas mesmo com aqueles embargos todos eles conseguem modernizar os seus equipamentos embora alguns sejam pura propaganda e não sirvam para nada
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Julho 23, 2011, 06:12:31 pm
Especialista em energia nuclear assassinado em Teerão


Um especialista em energia nuclear foi hoje morto em Teerão por desconhecidos, segundo a agência de notícias do Irão, citada pelas agências internacionais.

"Um professor de física e especialista em nuclear foi assassinado há poucas horas" em frente da sua casa em Teerão, avançou hoje a agência de notícias Mehr, sem precisar a identidade da vítima. De acordo com a agência de notícias ISNA, trata-se de Daryoush Rezaei, com 35 anos, um especialista que tem laços com a Agência de Energia Atómica do Irão. De acordo com a agência de notícias Mehr, a mulher do cientista foi ferida no ataque, que terá sido perpetrado por homens em motos. Vários cientistas nucleares iranianos têm sido vítimas de ataques ou desaparecimentos inexplicáveis nos últimos anos e as autoridades iranianas suspeitam que se trata de um modo de as potências ocidentais tentarem retardar o avanço do seu controverso programa nuclear.

Em 29 Novembro de 2010, dois carros-bomba tinham como alvo dois físicos com responsabilidades no programa nuclear do país, Majid Shahriari e Fereydoon Abbasi Davani. O ataque provocou a morte do primeiro e ferimentos no segundo. Em Janeiro de 2010, outro cientista nuclear iraniano, Masoud Ali Mohammadi, foi morto num ataque que Teerão atribuiu a "mercenários" em nome de Israel e dos Estados Unidos. As autoridades iranianas anunciaram, no início de 2011, o desmantelamento de uma rede que trabalhava para a Mossad, os serviços de inteligência de Israel, dizendo que entre os presos se incluía o responsável pelo atentado que matou Ali Mohammadi.

Actualmente, há seis resoluções das Nações Unidas, assim como severas sanções internacionais contra o controverso programa nuclear iraniano, sobretudo devido à política de enriquecimento de urânio que o Ocidente suspeita que tenha objectivos militares, apesar das repetidas recusas de Teerão. O ministério das Negócios Estrangeiros iraniano disse na terça-feira que o Irão instalou novas centrifugadoras para enriquecer urânio mais rapidamente, afirmando que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) foi "informada" dessa decisão.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 23, 2011, 06:37:33 pm
Citação de: "GI Jorge"

Sim, os barcos voadores deles ainda riscam a pintura de algum tanque.


 :lol:

E agora não consigo encontrar, mas vi há algum tempo no Youtube uma suposta "super tecnologia" Iraniana, em que um canhão antiaéreo dispara um bala, e a bala de repente, e sem mais nada, vira agressivamente e destrói o avião. Apesar de não ter qualquer propulsão, nem sequer aletas para direcção. Não sei porquê, não acreditei muito.

Não há nada de stealph excepto o facto de voar baixo. Quando eles conseguirem fazer projectos que usem o mesmo conceito, mas muito mais pesado e realmente capaz de alguma acção militar, ai sim eu vou ficar preocupado.



Tudo isto foi feito no século passado.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: GI Jorge em Julho 24, 2011, 12:54:31 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "GI Jorge"

Sim, os barcos voadores deles ainda riscam a pintura de algum tanque.


 :lol:

E agora não consigo encontrar, mas vi há algum tempo no Youtube uma suposta "super tecnologia" Iraniana, em que um canhão antiaéreo dispara um bala, e a bala de repente, e sem mais nada, vira agressivamente e destrói o avião. Apesar de não ter qualquer propulsão, nem sequer aletas para direcção. Não sei porquê, não acreditei muito.

Não há nada de stealph excepto o facto de voar baixo. Quando eles conseguirem fazer projectos que usem o mesmo conceito, mas muito mais pesado e realmente capaz de alguma acção militar, ai sim eu vou ficar preocupado.



Tudo isto foi feito no século passado.


Claro que sei que de Stealth não têm nada, nem me parece que o facto de voar baixo abone muito a favor deles, por causa daquela hélice barulhenta e em movimento. Aliás, provavelmente o avião seria ouvido antes de ser visto.
Outra coisa: o avião aterra sobre as asas. Ou seja, ou têm muito cuidado, ou partem-nas. Aquilo, para mim, é um conceito ridículo, sem qualquer tipo de utilidade, nem mesmo para propaganda.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: GI Jorge em Julho 24, 2011, 01:07:22 pm
Já encontrei.


Reparem bem no trajecto da munição. E na vibração do canhão. Se aquilo fosse real, a vibração do canhão faria com que não houvessem dois tiros a atingir o mesmo sitio. E depois a cadência de tiro. Para um canhão antiaéreo, a cadência é terrivelmente baixa.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: P44 em Novembro 05, 2011, 04:20:15 pm
(http://i43.servimg.com/u/f43/12/53/24/68/israel10.jpg)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Novembro 05, 2011, 04:54:08 pm
Não acham estranho as tropas ainda estarem no Iraque e no Afeganistão?
Com certeza, se houver uma invasão ao Irã, será por essas duas frentes ao mesmo tempo.
(Só ontem, ao ver um mapa, que o ignorante aqui notou que o Afeganistão também faz fronteira com o Irã)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Novembro 05, 2011, 11:33:18 pm
Citação de: "Snowmeow"
(Só ontem, ao ver um mapa, que o ignorante aqui notou que o Afeganistão também faz fronteira com o Irã)
:lol:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: brunopinto90 em Novembro 05, 2011, 11:40:37 pm
Citação de: "Snowmeow"
Não acham estranho as tropas ainda estarem no Iraque e no Afeganistão?
Com certeza, se houver uma invasão ao Irã, será por essas duas frentes ao mesmo tempo.
(Só ontem, ao ver um mapa, que o ignorante aqui notou que o Afeganistão também faz fronteira com o Irã)

LOL, e também já reparaste que faz fronteira com a rússia, a nato está á espera do momento certo para invadir a rússia, e tomar o mundo por stalingrado (a reencarnação do Vassily irá matá-os a todos). :twisted:
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: nelson38899 em Novembro 12, 2011, 12:15:04 pm
Citar
(Reuters) - A massive explosion at a weapons depot on a military base to the west of the Iranian capital Tehran on Saturday killed several people and was felt at least 45 km away, local media reported.

The semi-official Fars news agency carried a statement by the Revolutionary Guards which said the blast happened in an arsenal at a base in Bidganeh, near the city of Karaj. Some people were killed, Fars said, without giving further details.

http://www.reuters.com/article/2011/11/12/us-iran-blast-idUSTRE7AB0AZ20111112
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: nelson38899 em Novembro 12, 2011, 03:02:53 pm
Citar
Fifteen soldiers have been killed in a huge explosion at a military base near Iran's capital Tehran, officials say.

The blast occurred when weapons were being moved inside a Revolutionary Guards depot, a commander from the elite unit told state TV.

Windows in nearby buildings were shattered and the blast was heard in central Tehran, 40 km (25 miles) away.

Two hours after the explosion a fire still raged and there were traffic jams on nearby roads, a local reporter said.

Local MP Hossein Garousi said "a large part of an ammunition depot exploded," parliament's website reported.

Revolutionary Guards commander Ramezan Sharif did not say what had caused the "accident" in the village of Bidganeh, near the city of Karaj.

"Some of the casualties are reported to be in a critical condition," he said.

An emergency worker said that 12 people had been taken to hospital.

Karaj resident Kaveer told the BBC's Newshour programme that the sound was "deafening".

"We were kind of shocked. I just ran out of the house and looked around," he said.

Economic force

An elite military force, the Revolutionary Guard was set up shortly after the 1979 Iranian revolution to defend the country's Islamic system.

It has since become a major military, political and economic force in Iran.

The Revolutionary Guard has been targeted by UN sanctions aimed at pressuring Iran to halt uranium enrichment.

There have been occasional unexplained explosions in Iran before.

Eighteen people were killed in a blast at a Revolutionary Guards base in the north-western Lorestan province in October 2010.

The latest blast comes at a time of heightened tensions over Iran's nuclear ambitions.

The UN's nuclear watchdog the IAEA released a report on Tuesday which, correspondents say, prompted new fears that Iran's nuclear programme has a military objective.

There has also been speculation in Israel's media that Prime Minister Benjamin Netanyahu is considering ordering strikes against Iran's nuclear sites, in the hope of stalling or ending its programme.

Iran says its nuclear programme has purely civilian aims.

http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-15705948
http://edition.cnn.com/2011/11/12/world/meast/iran-blast/index.html
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 14, 2011, 07:00:43 pm
UE exige cooperação do Irão e ameaça com mais sanções


Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) exigiram hoje ao Irão que coopere com a comunidade internacional sobre o seu programa nuclear, e decidiram deixar para um próximo encontro a discussão sobre novas sanções contra o regime.
Os países europeus expressaram num documento as suas «crescentes preocupações» sobre o desenvolvimento atómico iraniano, em referência ao último relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que acusa o Irão de ter desenvolvido tecnologia necessária para fabricar armas nucleares.

«A União condena a contínua expansão do programa de enriquecimento iraniano», refere a nota, que salienta a inquietação com os dados da AIEA sobre o desenvolvimento de tecnologia militar nuclear.

«Urgimos ao Irão que responda à preocupação da comunidade internacional sobre a natureza do seu programa nuclear através de uma total cooperação com a AIEA e demonstrando disposição a estabelecer discussões concretas para construir confiança», assinalam os ministros num texto de conclusões.

No entanto, os países preferiram deixar a imposição de novas sanções para o futuro. «O Conselho continuará a examinar possíveis novas medidas e voltará a este assunto no seu próximo encontro, levando em conta as ações do Irão», afirmaram.

À chegada ao encontro, vários ministros dos Negócios Estrangeiros europeus pronunciaram-se a favor de aumentar a pressão sobre o Irão de forma urgente. O ministro francês, Alain Juppé, defendeu que é o momento de tomar uma posição firme, e o alemão, Guido Westerwelle, disse que novas sanções são «inevitáveis» se o Irão não cooperar.

O ministro britânico, William Hague, defendeu que a comunidade internacional considere um «aumento da pressão pacífica legítima» sobre o Irão e que, ao mesmo tempo, continue aberta a negociar com as autoridades do país sobre o seu programa nuclear.

Além disso, Hague não descartou a opção de uma intervenção militar e salientou que «todas as opções» devem estar sobre a mesa.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 16, 2011, 09:24:24 pm
Que deve ser feito em relação ao Irão??
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
Não há qualquer consenso sobre as medidas devem ser tomadas contra o Irão em face de novas evidências a contrariar frontalmente a tese de Teerão de que o programa nuclear iraniano visa exclusivamente fins pacíficos. O relatório da AIEA, divulgado há dias, é perfeitamente claro sobre passos ultimamente dados pelo regime iraniano, passos que colocam o País bem mais perto de se tornar uma potência nuclear.

Se isso acabar por se verificar - confirmando-se o pessimismo existente sobre a capacidade internacional de o fazer abandonar o projecto - então o contexto de segurança do Médio Oriente sofrerá uma preocupante e drástica alteração. Aumentará a instabilidade regional, com novos países a tentarem adquirir capacidade nuclear, poderá acentuar-se a agressividade da postura iraniana, então mais confiante e segura da sua superioridade militar, e crescerá o risco de um confronto nuclear bilateral entre Israel e o Irão.

Ambos têm incentivos importantes para atacar primeiro: do lado de Teerão, como forma de tornear a vulnerabilidade resultante da provável falta inicial de capacidade de retaliação nuclear, dado o reduzido número de ogivas de que disporá; da parte de Israel, pela necessidade de não arriscar a exposição do seu muito pequeno território a uma explosão nuclear, aliás na linha do que fez em 1981 no Iraque e em 2007 na Síria, destruindo as respectivas instalações nucleares.

Poderão os EUA assumir em relação aos países da região um compromisso semelhante ao assumido na Europa, durante a Guerra Fria, perante a ameaça soviética?? Será muito difícil. Não obstante Hillary Clinton tenha referido a possibilidade de os EUA estenderem uma “defense umbrella over the region” o desafio será muito maior do que foi na Europa. Na Europa, contavam com a proximidade cultural e política dos europeus, com uma região unida em relação à ameaça e com apoio firme de uma presença militar americana forte. Nada disto existe nem é provável que venha a existir no Médio Oriente.

Como, no entanto, não é de esperar que Teerão prescinda da sua ambição nuclear, mais tarde ou mais cedo, os EUA vão confrontar-se com a decisão de optar entre desencadear um ataque ou manter um dispositivo de contenção e dissuasão que requererá uma alteração significativa da sua postura militar na região e poderá exigir repensar a deliberação de não avançar com o programa de uma nova geração de armas nucleares. O actual arsenal dos EUA, estando configurado para a dissuasão de uma grande potência, não será o indicado para lidar com uma potência como o Irão. Os EUA, muito provavelmente, terão que deixar de agitar de novo a bandeira do desarmamento, o que, obviamente, nem para o Presidente Obama, o autor dessa ilusão, será surpresa.

O que quer que seja preciso fazer, no entanto, não tem o carácter de urgência que algumas correntes de opinião procuram imprimir ao assunto. Mesmo que o Irão esteja próximo de ter uma arma nuclear, ainda está longe de dominar a tecnologia da sua miniaturização para emprego numa ogiva nuclear num míssil balístico. Entretanto, não resta senão continuar na linha das sanções, das iniciativas diplomáticas e das acções clandestinas (como foi o caso recente do vírus Stuxnet). Não vão levar ao cancelamento do programa mas vão certamente atrasá-lo.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Dezembro 01, 2011, 07:09:06 pm
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 01, 2011, 08:43:04 pm
Citação de: "HSMW"
Xiii...
A coisa tá ficando como o diabo gosta!...
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: papatango em Dezembro 01, 2011, 10:36:18 pm
Fiquei curioso, porque a afirmação seria completamente extemporânea e completamente contrária ao comportamento normal da diplomacia chinesa e por isso vi o video.

Na verdade, o que o video mostra, é um professor de uma universidade a dizer que as declarações de um analista militar reformado são disparatadas, porque esse analista disse que a China deveria proteger o Irão.
O mesmo comentador diz que os problemas internos da China, com as pressões dos nacionalismos, podem levar a China a tomar posições mais fortes.


Nota:
As pressões dos nacionalismos, nomeadamente os dos territórios com grande numero de muçulmanos chineses, seriam contrárias a qualquer apoio chinês a um país islâmico.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 02, 2011, 09:06:43 pm
As declarações podem até ser disparatadas, mas para um país dependente de guerras, em que mais uma poderia recuperar sua economia periclitante, podem soar como declarações oficiais de Estado, e acrescentar mais algumas gotinhas para entornar a bacia.
Os chineses devem vigiar até as próprias vírgulas do que falam, pois ela pode significar a diferença entre o "Não vamos guerrear" e o "Não, vamos guerrear"
Os Militares Pentagonais, em nome da Hegemonia, encoxariam a própria vó, se possível.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: whiskey01 em Dezembro 02, 2011, 09:20:31 pm
A política chinesa é muito fechada, mas concordo com o papatango. Duvido muito que o chineses apoiem o Irão, não só devido a pressões internas, mas também porque isso levaria a um desacordo bastante preocupante com os países do Ocidente. Creio que os chineses preferem seguir uma política de interesses, ao invés executarem acções diplomáticas para ajudar o amigalhaço islâmico que iriam levar a desequilíbrios que acabariam por afectar a China. Isto porque os senhores Ahmadinejad e Khamenei partilham um ódio ridículo contra países do Ocidente. E acaba por ser comum em muitos países árabes...
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Dezembro 12, 2011, 09:53:12 pm
US asks Iran to return captured drone - http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-16150384 (http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-16150384)

 :lol:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 13, 2011, 12:04:40 pm
Avião teleguiado americano agora é propriedade do Irã
(http://l3.yimg.com/bt/api/res/1.2/XVAmUsy3oi83FvrLW8YdIg--/YXBwaWQ9eW5ld3M7Y2g9MzQyO2NyPTE7Y3c9NTEyO2R4PTA7ZHk9MDtmaT11bGNyb3A7aD0xMjc7cT04NTt3PTE5MA--/http://media.zenfs.com/pt_BR/News/AFP/photo_1323773385981-1-0.jpg)

O avião teleguiado espião americano capturado em 4 de dezembro pelo Irã em seu território agora é de propriedade da República Islâmica, afirmou nesta terça-feira o ministro iraniano da Defesa, Ahmad Vahidi, ao comentar a demanda de Washington de devolução do aparelho.

"O avião espião americano é uma propriedade da República Islâmica, e vamos decidir o que vamos fazer com ele", declarou Vahidi em resposta ao pedido dos Estados Unidos.

"O avião deles violou (o espaço aéreo iraniano) e agora, ao invés de apresentar um pedido de desculpas, de maneira sem vergonha nos pedem que devolvamos o aparelho", completou o ministro, citado pela agência Isna.

Na segunda-feira, o presidente Barack Obama afirmou que Washington havia solicitado a restituição do avião teleguiado (drone) de observação RQ-170 Sentinel, do qual o Irã se apoderou em 4 de dezembro, quando o aparelho estava 250 Km dentro do espaço aéreo iraniano.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou que Washington havia transmitido una demanda formal a Teerã, mas destacou que não esperava uma satisfação.

Uma parlamentar iraniano afirmou, segundo a televisão estatal iraniana, que o país pretende copiar o drone para equipar suas forças.

"A capacidade do Irã em termos de aviões teleguiados é muito elevada. Nossos engenheiros construíram ótimos aparelhos de reconhecimento e ataque", destacou nesta terça-feira o general Vahidi, confirmando implicitamente o projeto.

Fonte: Yahoo! (http://http)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: whiskey01 em Dezembro 13, 2011, 01:34:42 pm
Estes americanos são uns palhaços... Então violam espaço aéreo iraniano e depois vêm pedir para a devolução de um avião espião, sem apresentarem um pedido de desculpas formal? Pensam que aquilo é a Europa? Ou são muito ingénuos ou muito estúpidos (se bem que eu acho que são um pouco de ambos).

Eu não gosto dos iranianos, mas estes "américos" estão a ser idiotas. Opiniões à parte, eu faria o mesmo que os iranianos. Para todos os efeitos, o avião é um avião espião, logo estava a realizar uma voo hostil sobre território iraniano.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 13, 2011, 03:36:15 pm
Eu acho que isso ainda vai ser um pretexto para um ataque ao Irã
Vai ser conhecido como "A Guerra do Aeromodelo"!  :mrgreen:  :mrgreen:
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 28, 2011, 02:43:11 pm

The highly influential Council on Foreign Relations (aka CFR) declared this month in their online publication "Foreign Affairs" that it is now time to attack Iran.

Council on Foreign Relations: Time to attack Iran
http://www.foreignaffairs.com/articles/ ... -attack-.. (http://www.foreignaffairs.com/articles/136917/matthew-kroenig/time-to-attack-..).

US army ready to engage in Iran war
http://www.telegraph.co.uk/news/worldne ... -militar.. (http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/northamerica/usa/8969551/US-militar..).

China and Iran's extensive relationship
http://www.irantracker.org/foreign-rela ... -relations (http://www.irantracker.org/foreign-relations/china-iran-foreign-relations)
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 28, 2011, 06:44:01 pm
5ª Esquadra dos EUA «não tolerará» bloqueio no estreito de Ormuz


Uma porta-voz da 5ª Esquadra da Marinha dos Estados Unidos avisou hoje o Irão de que «não será tolerada» qualquer interrupção do tráfego marítimo no estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte petrolífero mundial. «Quem quer que ameace perturbar a liberdade de navegação num estreito internacional está claramente fora da comunidade de nações. Uma interrupção não será tolerada», afirmou a porta-voz, Rebecca Rebarich.

A Marinha dos Estados Unidos, assegurou, está «sempre preparada para agir contra ações malévolas e assegurar a liberdade de navegação».

As ameaças de Teerão de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 17% do petróleo mundial, não é inédita. Já em 2008, houve notícia de ameaças semelhantes qu tiveram idêntica resposta dos EUA.

A Quinta Esquadra da US Navy, estacionada no Bahrein, é uma das municiadas entre a que as forças norte-americanas tem espalhadas pelo Golfo Pérsico.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 31, 2011, 02:17:26 pm
Citar
Iran launches seventh day of war games
Iranian forces perform special airborne operations during a 10-day naval exercise as Tehran prepares to test-fire long-range missiles during the drill.

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/iran/8985292/Iran-launches-seventh-day-of-war-games.html
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Janeiro 01, 2012, 07:42:03 pm
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 03, 2012, 12:21:45 pm
França defende sanções «mais duras» contra Irão


O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Alain Juppé, disse estar convencido de que o Irão está a desenvolver armas nucleares e defendeu sanções «mais duras» contra o país.

«O Irão está a procurar desenvolver armas nucleares, não tenho dúvidas sobre isso», disse o ministro à rede de TV francesa I-Tele. «O último relatório da Agência Internacional de Energia Atómica é bem explícito em relação a isso», acrescentou.

Juppé pediu à União Europeia que siga as medidas tomadas pelos Estados Unidos, congelando bens do Banco Central iraniano e impondo um embargo às exportações de petróleo.

«Queremos que os europeus deem um passo semelhante até ao dia 30 de janeiro para mostrar a nossa determinação», disse.

O Irão minimizou a ameaça de novas sanções e negou que uma baixa recorde na cotação da sua moeda em relação ao dólar esteja relacionada com as medidas punitivas adotadas pelos Estados Unidos.

Teerão também rejeita as acusações de desenvolvimento de armas nucleares, alegando que o seu programa tem fins pacíficos e que o país precisa de tecnologia nuclear para suprir a sua procura interna de eletricidade.

O Conselho de Segurança da ONU já aprovou quatro rondas de sanções contra o Irão devido à recusa do país em suspender o enriquecimento de urânio, que pode ser transformado em armas nucleares.

Os EUA já puniram dezenas de agências do governo iraniano, funcionários e empresas do país devido à questão.

O presidente Barack Obama aprovou sábado a lei em relação ao Banco Central iraniano, a qual entra em vigor dentro de seis meses.

Nos últimos dez dias, o Irão conduziu uma série de exercícios militares no Golfo e, na segunda-feira, anunciou ter testado com sucesso um míssil de cruzeiro terra-mar de longo alcance, além de outros armamentos, no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

As autoridades militares disseram ainda que foram realizadas «simulações» de um encerramento do estreito, mas amenizaram ameaças feitas anteriormente dizendo que não há intenção de fechá-lo de fato.

Analistas dizem que o Irão está a usar os exercícios militares para tentar mostrar que comanda o Golfo e que tem capacidade militar de se defender de qualquer ameaça ao seu domínio.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Janeiro 03, 2012, 07:03:09 pm
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 04, 2012, 07:11:18 pm
Ameaça do Irão é «inédita», com «vontade de correr riscos» diz Miguel Monjardino


A advertência iraniana de não deixar regressar ao Golfo Pérsico um porta-aviões dos EUA é «inédita» e «mostra o agravamento da retórica e vontade de correr riscos» por parte de Teerão, disse hoje ao Diário Digital Miguel Monjardino. O professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica não acredita, no entanto, que o Irão venha a atacar, nem a fechar o Estreito de Ormuz, outra ameaça do país islâmico.
Numa escalada da tensão que envolve a questão nuclear iraniana, o Irão ameaçou não deixar regressar ao Golfo Pérsico o porta-aviões norte-americano John C. Stennis - o navio mais influente da 5ª esquadra - que na semana passada atravessou o estreito de Ormuz, onde há dez dias decorrem manobras navais iranianas.

Um alto responsável militar iraniano, o general Attaollah Salehi, advertiu terça-feira os EUA para que não façam regressar o seu navio, sob pena de enfrentarem «toda a força» da Marinha iraniana, e hoje o ministro da Defesa, general Ahmad Vahidi, reiterou o aviso.

O Pentágono respondeu hoje garantindo que haverá mais «movimentações regulares» de porta-aviões acompanhados dos respetivos grupos de batalha no Golfo, mas sem anunciar atividades específicas para responder às ameaças do Irão.

«Não acredito que o Irão ataque o porta-aviões, não tem qualquer hipótese de ganhar uma guerra naval contra os EUA e os seus aliados no Golfo», afirma Monjardino, salientando também que Teerão não dispõe de capacidade, nem pode fechar o Estreito de Ormuz, sobre o qual não tem sequer jurisdição. «Mas pode criar grande problemas», considera.

O Estreito de Ormuz é um canal estratégico para o comércio de petróleo na região, por onde passam diariamente por 10 quilómetros de águas internacionais mais de 15 milhões de barris de crude - 33% do total comercializado por via marítima e 17% do total comercializado global - provenientes de países como a Arábia Saudita, Iraque, Irão, Koweit, Qatar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, com destino aos EUA, Europa Ocidental e sobretudo, China, Índia e Japão.

A ameaça de fecho do estreito – em relação à qual Teerão voltou depois atrás - seria aplicada no caso de serem aplicadas novas sanções, aprovadas no fim de semana pela Administração Obama através de uma lei que impõe sanções a instituições financeiras que negoceiem com o banco central do Irão, principal intermediário nos pagamentos das exportações de petróleo iraniano. Logo na segunda-feira, o governo iraniano declarou ter testado com sucesso dois mísseis de longo alcance perto do Estreito de Ormuz.

Miguel Monjardino considera que o Irão arriscaria entrar em conflito tanto com os países vizinhos, que vivem das exportações de petróleo, como com aqueles cujas indústrias são dependentes da importação. Além de que o próprio Irão seria um dos grandes prejudicados, não só porque teria perdas económicas enormes, como também porque é dependente da refinação externa. A China, aliás, já está a pedir descontos significativos no crude que importa do país, explica o especialista.

O Irão está a fechar a «janela nuclear», com progressos muito substanciais e poderá até ao final do ano ter a capacidade necessária para construir um arsenal nuclear, afirma o professor. «É um Estado nuclear virtual». A decisão sobre o que fará com essa capacidade é que ainda está para se ver.

Tudo isto ocorre num contexto político volátil, acrescenta. A dois meses de eleições parlamentares e a um ano de presidenciais, o Irão vive um momento de grande agitação no seio do regime, com três grupos a lutar pelo poder, processo em que o nucelar por ser uma arma muito importante, em termos de credibilidade.

De um lado o grupo do presidente Ahmadinejad, que tem perdido força, de outro o grupo do líder parlamentar Ali Larijani (linha dura e próximo do ayatollah Ali Khamenei), de outro ainda os Guardas Revolucionários, os quais de facto têm conquistado poder, normadamente económico, ganhando enorme espaço com privatizações na construção civil e setor petrolífero, explica Monjardino. Mas também os Estados Unidos estão em ano de eleições e Barak Obama não pode ceder nesta questão, e a aplicação de novas sanções é uma «jogada muito dura», tal como por parte da Europa, sobretudo Grécia, Espanha e Itália. As consequências deste «braço de ferro» podem ser muito graves, em economias já fragilizadas por uma grave crise financeira.

«Por isso o Irão está a mandar um sinal muito claro às principais capitais europeias», sublinha Miguel Monjardino.

A escalada da tensão fez disparar terça-feira mais de 4% o barril de crude, atingindo um máximo de oito meses em Nova Iorque.

Em Londres, o barril de Brent para entrega em Fevereiro avançou 4,75 dólares, ou 4,4%, para os 112,13 dólares.

Diário Digital
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 04, 2012, 08:06:19 pm
A Guerra é iminente. Só uma questão de tempo até o primeiro míssil ser lançado.
Os vencedores, ironicamente, serão os países que não participarem dessa palhaçada.

Por sorte, o Brasil está longe do "efeito dominó" que essa guerra iminente poderá provocar. Rezo para que Portugal, quando chegar a hora crítica, exerça neutralidade para poupar sua economia.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: P44 em Janeiro 04, 2012, 08:23:04 pm
Os "interesses" já estão montados para o preço do petróleo disparar, e aí levaremos todos por tabela  :roll:
Título: Capacidade Militar do Irão
Enviado por: Instrutor em Janeiro 09, 2012, 10:37:00 am
1.  Uma arte da chama
 
A primeira Arma do Irão é o fogo. O fogo que ardia nos templos de Zoroastro. Não é por acaso que muito do armamento que possui ou diz possuir, se associa a esta nomenclatura ígnea. E também a sua recente retórica1.
 
Certamente que o neo‑paganismo e as simpatias germanófilas que o pai do Xá Rheza Pahlevi, destituído em 1941 sob pressão inglesa e russa, se reveriam na imagem. Mas a realidade é que o culto do fogo, da “nafta” (palavra igual em persa antigo ou em farsi moderno, e que designa petróleo) como uma terra combustível interminável ou ainda o primeiro sistema de telégrafo da História com o uso de espelhos que reflectiam o sol, entre torres espalhadas por todo o Império persa, permitindo comunicações de Persépolis até aos confins, em dez dias, denunciam o interesse da ciência iraniana pelo estado plasmático da Matéria.
 
Diremos que a moderna inclinação de Teerão pelo programa atómico, que já fora uma vez oculto durante o regime do falecido Xá Rheza Pahlevi, traduz um pouco este “brincar com o fogo”, típico de certos momentos da grande cultura xiita e zoroástrica da Pérsia. A mesma determina a apetência dos cientistas, numa área da Física onde se pôs em causa as categorias de Sujeito e Objecto, graças a Heisenberg e à indecidibilidade das teorias corpuscular e ondulatória.
 
O Irão acaba de anunciar a retoma do seu programa de enriquecimento de Urânio, invocando um direito que lhe assiste como membro do NPT (Non‑proliferation Treaty) mas quebrando o Acordo que fizera com a UE + 3 (Alemanha, França e Reino‑Unido) em Paris, pelo qual o Conselho da Agência Internacional da Energia Atómica aceitara não referir Teerão ao Conselho de Segurança da ONU. Mas fê‑lo como se o anterior vinténio de comprovado incumprimento do NPT não fosse um elemento legalmente relevante e não apenas legítimo, aos olhos da comunidade internacional – a qual, não havendo um governo mundial, aplica o Tratado.
 
Por outro lado, é de Ali Akhbar Rafsandjani – o candidato derrotado nas eleições Presidenciais de Junho último por Mahmmoud Ahmedinejad – a famosa frase de que “as armas químicas e biológicas são a bomba atómica do pobre”. A frase teve grande sucesso jornalístico e Rafsandjani acrescentou, na ocasião: “Devemos, ao menos, considerá‑las para a nossa defesa. Embora o uso de tais armas seja desumano, a guerra ensinou‑nos que a leis interna­cionais são apenas bocados de papel”2. Ora o Irão, durante a guerra com o Iraque, de 1981 a 1988, na qual perdeu cerca de meio milhão de pessoas, conseguiu provar em Genebra, na Comissão de Desarmamento da ONU, que Saddam lhe estava a mover uma guerra química, dotando‑se, por conseguinte, ante as delongas da ONU, com os elementos adequados de resposta ou de dissuasão do inimigo.
 
Por outro lado, o Irão passou a beneficiar – durante o período imediatamente posterior à dissolução da URSS – de uma série de fluxos de tráfico de material físsil, de pessoal técnico altamente qualificado em situação de desemprego e de um certa euforia da Comunidade Internacional para acumular o seu próprio “pé‑de‑meia” no recurso energético e de Defesa, que a energia atómica constitui.
Em 1982, a Central Atómica de Bushehr foi evacuada pelos técnicos alemães que a assistiam ao abrigo de um acordo bilateral. Estando o acordo denunciado, Teerão estabeleceu um novo com a Rússia. Nada disto parece estranho a quem conhece a história recente do Irão (o soberano da Dinastia Qajar, o reformador Nasr al‑Din Shah, foi debalde confrontado com a possibilidade de dar um golpe audacioso no Corpo expedicionário britânico, exaurido pela Guerra da Crimeia, retorquindo: “mesmo assim, ainda teríamos o urso do Norte para enfrentar”3).
 
Ora fôra o Conselheiro norte‑americano do Governo de Teerão, Morgan Schuster, quem aconselhara o Xá a gerir cautelosamente as reservas de petróleo, nos anos cinquenta, optando pelo nuclear. Chegara assim o momento, do então aliado de Washington e com o beneplácito desta, para mandar jovens do seu país estudar física nuclear no Estrangeiro. O regime do Xá tinha previsto edificar as centrais nucleares Irão I e Irão II em Bushehr, para entrarem em funcionamento em 1980 e 1981. Ante o receio geral, em Abril de 1977, o Xá comprometia‑se, durante um congresso de mais de quinhentos técnicos nucleares, em Chiraz, a que o “Irão empenhe todo o seu esforço na utilização pacífica da energia atómica”4.
 
Ora, passada a Guerra com o Iraque, era tempo de o alegado mofaz (o homem pobre) tentar enriquecer a sua panóplia de alternativas e dotar‑se da arma nuclear ou do que a ela conduz. A polémica moral sobre a operaciona­lidade das armas nucleares não foi muito diferente daquela que se passou no Ocidente. Primeiro, foi tida discretamente entre portas. Concluiu‑se que, apesar de desumano e arriscado, era um meio de defesa viável e, no fim de contas, talvez a dissuasão nuclear poupasse as imagens horríveis das vítimas das armas químicas em guerras esquecidas pelos Tratados internacionais. Depois de uma Guerra do tipo daquela com o Iraque, não restava senão procurar um dissuasor regional, como o encontraram a Índia e o Paquistão, isto antes que Saddam chegasse lá primeiro. Ora Saddam saiu, mas permaneceu Israel. A Inglaterra deu a independência aos micro‑estados e shaykdoms do Golfo, nos anos setenta, a França perdeu a cara na crise do Suez em 1956 mas os EUA vieram para ficar no Golfo arabo‑pérsico, logo ao fim da Segunda Guerra Mundial.
 
 
2.  O Combustível e o Comburente
 
O elemento comburente desta conjuntura são sem dúvida as forças armadas iranianas. Não adianta exagerar muito os seus meios materiais, cuja reprodução, actualização e expansão, estão enormemente cerceadas pelas sanções económicas. O elemento verdadeiramente comburente é, afinal, aquilo que das suas Forças Armadas mostra disposição para aplicar a política de Teerão.
 
As Forças Armadas iranianas atravessaram um período de desorganização quando foram atacadas de surpresa pelo Iraque em 1981. Como resultado, vários oficiais do Xá que se encontravam presos, foram postos em liberdade para retomarem postos de comando. Alguns deles tinham já traído o Xá, pouco antes ou pouco depois deste ser deposto, vendo oportunamente na revolução Kohmeinista um inusitado renascimento persa que o Xá, oscilante entre o não‑alinhamento neutral e o enfeudamento aos EUA, nunca conse­guira induzir. Além disso, não tinham alternativa, em termos da sobrevivência física, a própria e a das suas famílias. Alguns desertaram quando puderam mas outros embrenharam‑se na constituição de uma classe comercial abastada que o Ocidente confundiu durante algum tempo de desanuviamento, com o sector reformista, chamando‑lhes até, com aquela ligeireza que acompanha tantas vezes os jornalistas ocidentais (mesmo os científicos), de “yuppies iranianos”.
 
2.1 As forças convencionais iranianas
 
As forças convencionais iranianas, comparadas com aquelas do Xá, no seu tempo de país detentor da segunda maior frota de helicópteros do Mundo, ou do Iraque, no início da Guerra, eram geralmente obsoletas e dependentes de fornecedores ocidentais que se encontravam de mãos atadas. Apesar disso, entre 1988 e 2003, o Irão conseguiu arranjar fornecedores alternativos e desenvolver uma panóplia de mísseis – alguns deles, de longo alcance – bastante efectiva, com as gerações Fadj (espantalho) e Shahab (meteoro ou estrela cadente) baseadas nos Scud originalmente soviéticos e nos Taepedong norte‑coreanos.
 sobretudo de pequenos países europeus – senão no fim da guerra, em 1988, precisamente na altura em que o Iraque contra‑atacou com sucesso, o que se traduziu numa perda de entre 40 e 60% do material recém‑adquirido por Teerão, em campo de batalha. Contudo, após o fim da guerra, entre 1988 e 1992, a Rússia forneceu ao Irão, por exemplo, uma gama moderna de blindados e aviões.
 
Calcula‑se que o material bélico iraniano dependente do Ocidente desde o tempo do Xá, está, em geral, desactualizado, obsoleto ou não oferece confiança. Quanto às forças de Terra, destacam‑se os tanques Chieftain, M‑47/M‑48, M‑60A1 e M‑109 (155 mm SP) e os Helicóteros de ataque AH‑1J. Na Força Aérea, destacam‑se os I‑Hawk SAM, os F‑5E/F FGA. Na Marinha, os vasos de guerra da gama Bayandoff FF e os Hengeman LST.
 
Para contar apenas os acordos de fornecimento e fornecimentos efectivos mais recentes (2000 e 2003), o Irão importou armamento sobretudo da Rússia, da China e do resto do Mundo, não importando nada, durante esse período, nem do Ocidente em geral, nem da Europa em particular.
 
Mesmo assim, calcula‑se que as importações iranianas correspondem apenas a cerca de 35/50% do necessário para recapitalizar ou modernizar as suas Forças Armadas5, tentando Teerão compensar o restante com uma indústria militar doméstica de cujos êxitos há pouca confirmação indepen­dente.
 
As despesas militares iranianas teriam descido de 5,4% do PNB, em 2000, para 2,4% em 2003, segundo o International Institute for Strategic Studies, baseado em Washington. De acordo com fontes governamentais norte‑americanas, a Despesa de Defesa teria descido já, de 6,4%, em 1989, para 2,9%, em 19996.
 
2.1.1 Modernização e capacidades domésticas
 
2.1.1.1 Forças de terra: o Irão é ainda a maior força convencional do Golfo. Com os seus meio milhão de homens e cerca de 350 000 reservistas, além dos 120 000 Pasdaran, conta ainda com um milhar e meio de tanques e outro tanto de veículos blindados. Tem alegadamente obtido, desde 1990, fornecimentos de tanques modernos da Rússia (380 do tipo T‑725) e da Polónia (100 do tipo T‑72M1). A mesma Rússia terá concedido licença para a produção de T‑72 e BMP. Estaria a produzir uma versão chinesa deste último, denominada “Boragh” e um tanque doméstico “Zolfaqar”, semelhante ao M48/M‑60. Teria também melhorado tanques iraquianos capturados durante a Guerra. A nível dos mísseis de teatro, além dos que adquiriu da China e da Rússia, desenvolveu as suas próprias gamas de “Hadid”, “Arash”/“Noor” (variante dos 122 mm russos e chineses) e “Haseb” (variantes do 107 mm chinês). Desenvolveu ainda domesticamente, os foguetes com combustível sólido “Shahin” 1 e 2, “Nazeat” 5 e 10 e “Zelzal” 3, além do “Oghab” e a já referida gama “Fadj”, 3 e 4, com 45 Km de alcance.
 
2.1.1.1.1 Mísseis balísticos: o Irão produziu um novo SSM, com 200 Km de alcance (eventualmente um Frog modificado), está a desenvolver o Zelzal‑3, com 900 Km de alcance, beneficiando, para tal, do apoio chinês e norte‑coreano. Também com apoio russo, o Irão teria já feito entrar na fase operacional o Shahab‑3, do qual já disporia de 20 unidades (este míssil, com 1500 Km de alcance, é uma versão equivalente do russo SS‑N‑4/Scud B, do norte‑coreano No‑Dong‑1 e do Ghauri II paquistanês). Com base nos Taepedong‑1 e 2, norte‑coreanos, estaria a desenvolver os Shahab, 4, 5 e 6, com um alcance intercontinental e capacidade de transporte de uma carga explosiva muito maior7. O sistema de transporte afecto a estes mísseis, denominado “Badr”, é aparentemente de origem iraniana, requerendo um transporte acompanhado de camiões‑cisterna e dum sistema de comando e controlo, bem como de comunicações instalados noutros veículos. Entretanto, o Irão tem tentado receber aço da China e da Rússia para produção de mísseis e há sinais de construção de túneis reforçados para o respectivo posicionamento.
 
2.1.1.2 Força aérea: o Irão possui um total de três centenas de aviões de combate e cinquenta helicópteros. Contudo, na maior parte dos casos, não conta com a sofisticação técnica para renovar o material norte‑americano, com mais de vinte anos que possui neste capítulo. Mesmo assim, a indústria de Defesa iraniana produz peças sobressalentes para radares, sistemas mísseis, avionics, vasos de guerra e carros blindados. Teerão diz ainda (segundo declarações do Chefe do Estado‑Maior do Exército, Gen Arasteh em Abril 1997) ter começado a produzir um caça próprio, o Azaraksh (relâmpago) a partir dos F‑4 Phantom e F‑5, bem como, alegadamente outros, o Parastu (pardal), o Dorna (estorninho) e o Owj (Zénite). Alega também ter começado a produzir peças sobressalentes que satisfariam 90% das necessidades de equipamento defensivo, nacionais8. O Irão assinou um acordo com a Ucrânia, para produzir o avião de transporte Antonov 140, em 1996, e afirma que, em 1997, assinou um contrato de aquisição de 10 Antonov An‑74. Teria melhorado alguns dos seus F‑4s (com um moderno sistema de míssil guiado por vídeo), F‑4D/E Phantom (caças‑bombardeiros dotados de um novo sistema de míssil SM1), os seus F‑14s e os C‑130s que possui.
 
O então Presidente Rafsandjani anunciou, em 11 de Outubro de 1997, que o seu país testara um novo míssil terra‑ar, com uma alcance de 250 Km, sendo que a descrição fornecida então o fazia assemelhar ao SA‑5 russo. Entretanto soube‑se da aquisição de lançadores de mísseis SA‑6 e de SA‑5, por parte de Teerão.
 
2.1.1.3 Forças navais: o Irão detém cerca de 60 navios de combate, três submarinos e dez embarcações anfíbias. Alegou ter começado a produzir 6 destroyers, ter adquirido uma larga gama de minas marítimas, torpedos de fabrico russo e desenvolvido mísseis de cruzeiro anti‑navio, copiados dos FL‑2 e FL‑7 chineses. Teria montado localmente mísseis (de combustível sólido) anti‑navio Karus (YJ‑1 C‑801) e Tondar (YJ‑2 C‑802)9. O Irão possui também um tipo de hovercraft, interceptador de alta velocidade, do género Boghammer.
 
2.1.1.4 Armas de destruição maçiça: o Irão possui stocks de gás mos­tarda, cianeto de hidrogénio, fosgénio e clorina. Possivelmente detém também stocks de sarin e tabun. Quanto ao arsenal biológico, detém provavelmente reservas de Antrax e outras biotoxinas. O programa nuclear, na sua maioria divulgado pelas fontes internas de Intelligence dos Mujaheddin e‑Kalk (organização que patenteia uma taxa de quebra informativa muito signifi­cativa) é tema de discussão diplomática. Contudo, foi também objecto de um longo processo de dissimulação.
 
 
3.  Os Guardas da Revolução Islâmica ou Pasdaran
 
Os Pasdaran ou Guardas Revolucionário Islâmicos contam com cerca de 120 000 elementos, dos quais 20 000 estariam afectos à força naval, 5 000 são marines e uma Brigada de combate. Contaria com cerca de 40 navios de patrulha ligeiros, 10 Houdong, barcos patrulha teleguiados dotados de C‑802, mísseis anti‑navio e uma bateria de HY‑2 Seersucker, de artilharia de costa.
 
A Força naval dos Pasdaran controla vários postos em zonas nevrálgicas dos Estreitos de Ormuz, como em Al‑Farsiyah, Halul (uma plataforma petrolífera), Sirri, Abu Masa, Khorramshahr, Larak e o porto histórico de Bandar‑Abbas.
 
Os Pasdaran, que controlariam toda a defesa costeira do Irão (um privilégio adquirido sobretudo durante a Guerra com o Iraque, em particular durante a fase de 84/87 ou tanker war) têm ao seu alcance a Arábia Saudita, várias Ilhas do Golfo e vários países do Conselho de Cooperação do Golfo, onde contariam com o apoio de importantes minorias Xiitas. Note‑se que sustentam aí, também, uma campanha activa contra o tráfico de droga (muita da heroína afegã e paquistanesa atravessa aquela zona do Golfo e interna‑se pelos Emirados Árabes Unidos ou pela Somália antes de chegar à Europa, estando os traficantes equipados com armamento sofisticado).
 
Os Pasdaran são considerados ter representantes na rede consular e Diplomática iraniana e mantêm escritórios próprios em vários países, como no Sul do Líbano, onde treinariam o Hezbollah ou na Palestina, onde prestam apoio ao Hamas. Declararam‑se capazes de construir em massa UAV (Unmanned Aerial Vehicles) do género Mohajer e planadores. Parece que administram também os campos de treino para “voluntários” estrangeiros dos quais o principal é o da Universidade Imam Ali, em Sa’dabad, a norte de Teerão, e nas regiões de Qoom (campo de Manzariah), Tabriz e Mashhad. O Rahab ou líder supremo, Ali Khamenei, anunciou em 2003 que tinha entregue aos Pasdaran, mísseis do tipo Shahab 3.
 
Os Pasdaran contam com um Ministro próprio que reporta directamente ao líder, Ali Khamenei. Parecem ser os principais gestores das Indústrias de Defesa iranianas, bem como de um Orçamento próprio que não é divulgado. Estão envolvidos nas actividades de Intelligence, sobretudo por meio da sua força Al‑Qods. O Al‑Qods (Jerusalém) contaria com 5 000 homens divididos em pequenas unidades da dimensão de uma larga Brigada, apesar de se denominarem, em alguns casos, Divisões, e são preparados para operações assimétricas sobretudo no Exterior, onde detém várias Directorias, seja na Europa, na América do Norte, nas antigas Repúblicas soviéticas da Ásia Central, no Norte de África, no Sudão ou, aparentemente, na África do Sul. Os Serviços Secretos iranianos constituem um quebra‑cabeças, onde é difícil distinguir a Polícia Secreta (VEVAK), os Pasdaran e o próprio Ministério dos Negócios Estran­geiros, combinando localmente equipas de todos e sendo controlados por um Conselho de Operações Especiais, ao qual pertencem o líder supremo, Khamenei, o Presidente, Ahmedinejad, o Ministro das Infor­mações e o Conselho Supremo de Defesa Nacional10.
 
Depois de se terem recusado a reprimir motins internos, em Setembro de 1994, os Pasdaran retiveram, contudo, o controlo do corpo de voluntários a quem tal tarefa passou a ser confiada, os Basij. Neste corpo, que se soma às tropas do Ministério do Interior, os comandos e formação são atribuídos em função de critérios étnicos. Os Basij (apesar da sua pequena capacidade combativa, contam com 90 000 homens, uma reserva de 300 000 e uma capacidade de mobilização de cerca de 1 milhão, divididos por 740 batalhões regionais) constituem, apesar de tudo, um instrumento muito útil de mobilização das forças tribais, na eventualidade de um conflito armado com o Exterior. A sua fraca capacidade combativa em Guerra convencional pode ser largamente compensada em Guerra de guerrilha.
 
 
4.  Conclusão – a Combustão iraniana
 
O Irão é, geograficamente, um extenso Planalto orientado no eixo noroeste‑sudeste, em grande parte coberto por estepes e desertos salgados. De todos os lados, é rodeado por cadeias montanhosas (os montes Elbruz fechando o Norte, os montes Zagros, a Oeste e a cadeia do Baluquistão, a Sudeste). Tirando Isphaan e Querman, o centro do Irão é desabitado e desértico. ‘“Por isso “, como dizia o Xá Rheza Pahlevi11 “a Pérsia, no decurso dos séculos, teve por capital uma ou outra das grandes cidades periféricas: antes de Teerão, sob o Império, faz cabeças do país Susa, Ecbátana e Persépolis; Isphaan, Tabriz e Ardabil, no Azerbeidjão, sob os Safávidas.” No que respeita às aberturas, tem a Norte o mar Cáspio e a Sul, o Golfo Arabo‑pérsico e, um pouco mais a Sul, o quase esquecido Mar de Oman. Por terra, o Irão liga‑se ao Mediterrâneo por meio da Síria e do Iraque. Ora isto traduziu‑se historicamente numa dominação da rota terrestre para o Mediterrâneo e na visão do Mar como algo fechado que servia para controlar o acesso a terra, mas não para se expandir.
 
É do Mar que o Irão aguarda historicamente um inimigo inteiramente exterior. Da plataforma continental, o Irão aguarda um inimigo que conta sempre com um aliado, consciente ou inconscientemente, no interior.
 
A eleição de Ahmedinejad, originalmente um radical de Direita, que quereria, enquanto estudante12, invadir a Embaixada russa, em vez da norte‑americana, foi uma surpresa para a classe abastada que se aproximara, por razões de interesse, dos reformistas. Mas o candidato consentido por estes, Ali Rafsandjani, detém ainda o cargo de Presidente do Conselho de Expediente, organismo que, no fundo, determina todas as Leis. O facto de se não ter ainda aceite um nome para Ministro do Petróleo, após três nomes propostos, é disso sinal, sobretudo com o manancial de receitas que esta matéria‑prima gera, na actual conjuntura, para Teerão.
 
O movimento Abadgaran, a Direita revolucionária que Ahmedinejad formara a partir duma Pequena‑burguesia recentemente urbanizada, não é, no fundo, muito diferente do movimento reformista e pragmático que Rafsandjani liderara nos anos 90, os Kargozaran (“construtores”). O radicalismo dum Presidente que, afinal, é quarto ou quinto na hierarquia da Teocracia iraniana, continua a ser o expoente do zelo duma população extremamente jovem e com 14% de desempregados, clamando pela sua parte nos dividendos do desenvolvimento e sobretudo, nos réditos de um Petróleo caro. A mesma juventude que o elegera para Mayor de Teerão em 2003 e, para Presidente, com 63% dos sufrágios, poder‑se‑á depressa cansar e mudar de ídolo, no seu radicalismo, inclusive fazendo descarrilar um pró‑ocidental moderado (como aconteceu com Bazarghan em 1978). A volatilidade xiita e a tradição civiliza­cional persa dar‑lhe‑ão margem de manobra para tal.
 
Mas o Irão é uma potência continental. A Geografia dotou‑o de um Mar interior, o Cáspio e de um estreito, onde conta com comunidades xiitas leais, de cada lado. O Mar mais aberto que poderá ambicionar será o Mediterrâneo mas, daí, a História ensinou‑lhe que proveio sempre uma grande instabili­dade. A expansão da sua civilização, que, inclusive, levou até os primeiros Cristãos (nestorianos) à China, no Séc IX, nunca fez dos Irão – ao contrário da Turquia Otomana – um país de marinheiros.
 
Ora, como diz a mundividência oriental, o fogo não se apaga com água, nem com a fluidez eventualmente trazida por uma potência marítima. O fogo apaga‑se com o elemento terra. Por isso, a cultura mais antiga dos iranianos se exprimiu na preservação e controlo duma chama, no “centro”da Terra, como penhor da estabilidade do Céu e da Terra.
 
Há forças certamente que, a fim de prevalecerem numa luta interna, dentro da complexidade da sociedade iraniana, poderão arrancar decididamente no sentido da construção de bombas atómicas. Para isso, beneficiarão das suas conexões continentais com a China (por intermédio da Coreia do Norte), com a Rússia (enquanto Teerão aponte além do actual estatuto de observador da Organização da Cooperação de Xangai) e com o irredentismo terceiro‑mundista de certo Islão, seja ele sunita, xiita ou ismaelita, repescando aqui os antecedentes iranianos do Sufismo, que percorrem transversalmente todo o Islão.
 
Mas o Irão baseou o seu saber no controlo da chama, pelo peso da terra. Na terra, o Irão constituiria um caso muito mais sério de guerrilha urbana generalizada do que o Iraque. Assim, os Pasdaran tiveram mais de vinte anos para criarem uma rede interna, regional e internacional que os sustente numa guerra sem fim, recorrendo, para isso, ao mais variado instrumental assimétrico. O Hezbollah libanês constitui o seu expositor e Laboratório13. Estão certa­mente bem envolvidos em guerras continuadas, como na Chechénia, no Iraque, na Palestina, no Líbano e talvez até no Xinjiang. As fronteiras que mantêm com a Al‑Qaeda, o narco‑tráfico ou certas bolsas de Terceiro‑mundismo radical, depressa se poderão confundir numa rede que vai até aos anti‑global, os jovens dos arredores de Paris, a ETA, as FARC colombianas, certas forças em Pretória ou outras nas antigas capitais imperiais Pequim e Moscovo.
 
A sua fraqueza reside nos excessos de “chama”, de que Ahmedinejad tem sido ultimamente protagonista mas não, certamente, no cuidadoso uso da “ameaça da ameaça nuclear” (ameaça da proliferação) com que jogaram com a Comunidade Internacional, durante vinte anos e fizeram recentemente perder a face à União Europeia. Ao contrário da Pyongyang, que está encravado entre o mar, a China e a Oblast (região) mais longínqua de Moscovo, o Irão está igualmente encravado, dum lado, pelo Mediterrâneo, ou seja, a Europa (sim, com a Turquia).
 
Além disso, Teerão, detém recursos energéticos e económicos que lhe permitem beneficiar de uma grande margem de manobra. Como se não bastasse, as estatísticas e modelos norte‑americanos há muito que consideravam o Irão um exemplo de Estado‑canalha14, com as máximas pontuações nos items “possibilidade de se envolver num conflito armado”, “iniciá‑lo” ou “atacar primeiro”, todos avaliados no período 1990/2001, quando só teria sido ultrapassado pelo Iraque, quanto ao último índice.
 
A Teocracia iraniana não representou uma revolução contra o sistema imperial. Durante muito tempo foram os ayatollah a impedirem que a Monarquia se transformasse em República. A teocracia iraniana representa a substituição aristocrática e oligárquica de uma Monarquia com mais legitimidade externa que interna e de uma Dinastia saída de um pronunciamento militar, geradora dum fraco Rei. O Germanofilismo de Rheza Xá traduziu tanto o seu brio militar como a sua falta de tacto política. Por outro lado, o clero está profundamente inserido e disseminado pela sociedade iraniana. Tem suficiente flexibilidade para se adaptar a ela e não se encontram, no seu seio, as divisões regular/secular do clero de outras religiões. Ao contrário: estes clérigos têm as energias de um e de outro. Mas, seja qual for o regime, o Irão, na sua tradição de potência regional, precisa de um líder como foi Khomeiny e não o é certamente o tribuno popular Ahmedinejad quem o substituirá.
 
A actual classe dirigente iraniana poderá não saber dominar ou regular a chama de Zoroastro, mas só uma potência continental tem a densidade da terra para a apagar, como foram os mongóis. A fluidez trazida pela influência de uma potência marítima, só atiçará o fogo iraniano, levando‑o a pegar‑se por toda a região. O Ocidente poderá vir a estar face a uma questão de sobrevivência energética na zona, mas a cultura iraniana, que tem muito de ocidental, associa o fogo – o estado plasma da matéria – ao céu e ao ar, o que traduz a consciência de quanto o que se passa no Irão, tem repercussões globais.
 
O Irão não olha para baixo quando tem de fazer opções geopolíticas (a descoberta de Dario – o primeiro Imperador que mandou abrir um poço de petróleo, de onde a Nafta, ou as “lágrimas de Ahriman”, Senhor das Trevas, ardiam quase sem fim – habituou‑os a um estado “plasma” entre o Universo de baixo, a Terra, e o Universo de cima, o Cosmos ou entre as necessidades geopolíticas regionais e o prestígio universal). Os persas fizeram uma síntese notável entre as culturas assírio‑caldaica e o mundo já globalizado do Séc III antes de Cristo, quando até o seu relacionamento com a civilização helénica era de respeito mútuo, algo que ficou demonstrado na intervenção de Alexandre, o Grande, por um partido dinástico persa e na sua conversão sincretista que deu origem à Cultura de Gandara. No centro do Mundo, ou Aryiah, os iranianos consideravam‑se também no ponto focal do Cosmos e, daí, a sua grande tradição astronómica. Por isso, o Irão tem uma noção do Globo, das mais antigas da Humanidade.
Em cenário de invasão do Irão, num momento de uma conjuntura petrolífera bastante favorável, um dos piores cenários para o Ocidente, seria, por um lado, o reacender da Guerra‑Fria, onde ela começou (com a proclamada República Democrática do Azerbeijão – iraniano – em 1946). Por outro lado, seria obviamente a invasão do particularismo sunita que se encontra contido desde a Batalha de Lepanto, por um fino cimento legitimista e irredentista xiita, o qual faria certamente a transição entre o terceiro‑mundismo radical dos anos 70 e o Islamismo. Ao contrário do sahada que é o primeiro dever do muçulmano sunita, o muçulmao xiita tem a faculdade, se não mesmo o dever, da taqqya, ou dissimulação da sua fé em tempos adversos.
 
Enquanto forças como a Al‑Qaeda não oferecem senão um Terrorismo milenarista, o xiismo ofereceria uma flexibilidade política muito vasta, abrangente quer do nacionalismo árabe, quer dum conservadorismo que combina bem com civilização urbana e pujança científica. O Irão teve tempo suficiente de Revolução islâmica para acumular um manancial logístico muito superior ao que alimenta os Baathistas no Iraque. Os Pasdaran não se comparam, por formação e apetência, às Divisões blindadas da Guarda Republicana de Saddam Hussein, sendo até pioneiros em Guerra assimétrica anfíbia. O seu relacionamento com formas modernas de Guerra assimétrica e formas mais resquícias da Guerra‑Fria é muito maior, a sua vocação universalista muito mais nítida que a Al‑Qaeda e o seu laicismo muito mais amplo.
 
Para quem está atento ao desenvolvimento científico dos novos carbu­rantes, cuja combustão se processa no vácuo, nomeadamente os chamados propergol, há uma diferença clara entre detonação e deflagração, que não é apenas linguística: a aceleração crítica da temperatura faz‑se entre o momento de decomposição da matéria e o chamado período de ebulição.
 
Ora, não é desajustado utilizar esta imagem em relação ao Irão: um vácuo de Poder faz do Irão um engenho prestes a deflagrar, sobretudo quando a decomposição da matéria social está como nunca, na História da Pérsia, perpassada por um clero que se confunde com os laicos, a todos os níveis. Eles não precisam de ar para manter a terra iraniana em estado permanente de deflagração, como um propergol. Qualquer discurso que minimize os “reformistas” considerando‑os iguais aos outros e advogando simplesmente uma solução de mudança do regime a partir do Exterior, está a tirar o ar indispensável ao controlo da chama antiga do Irão. As recentes declarações de Moqtada al‑Sadr, em Bagdad, que a sua milícia do Mahdi, se baterá ao lado do Irão, caso este seja atacado, só aduzem nesse sentido.
 
O perigo, no Irão, não é uma explosão. Sem minimizar a existência de um programa nuclear militar, o perigo no Irão é o de uma combustão explosiva permanente ou, usando as palavras bem, uma deflagração.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 11, 2012, 12:38:49 pm
Cientista nuclear morre num atentado em Teerão


O vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Rahimi, garante que morte de cientistas não vai parar "progresso" nuclear. Irão acusa Israel de estar por detrás do atentado.

O ataque é o terceiro a visar cientistas que trabalham no nuclear iraniano desde 2010. Mostafa Ahmadi Roshan, responsável por um departamento da central nuclear de Natanz, morreu na explosão de uma bomba magnética colocada debaixo do veículo em que seguia, junto à Universidade Allameh Tabatabai.

"Esta manhã, um motociclista colocou uma bomba num Peugeot 405, que explodiu em seguida", indicaram as autoridades locais, citadas pela agência Irna. Outros dois passageiros do veículo, incluindo o guarda-costas do engenheiro Roshan, ficaram feridos.

O vice-governador da província de Teerão, Safar Ali Baratloo, aponta o dedo aos israelitas. "Israel é responsável por este atentado, o método é semelhante ao usado noutros atentados contra cientistas nucleares iranianos", afirmou à televisão iraniana Al-Alam.

No Parlamento, os deputados gritaram "morte a Israel" e "morte à América", depois de ser conhecido o atentado.

DN
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 11, 2012, 09:23:43 pm
Suspeita de sabotagem ronda programa nuclear do Irão

(http://img696.imageshack.us/img696/6424/imageuvq.jpg)


O assassínio nesta quarta-feira de mais um cientista nuclear iraniano pode levar o Irão a promover retaliações. A morte, em Teerão, de Mostafa Ahmadi-Roshan foi o quarto ataque do género a cientistas locais em apenas dois anos.

As mortes ocorreram simultaneamente a um sofisticado programa de sabotagem cibernética e a duas misteriosas explosões em bases militares iranianas - uma delas, em Novembro, matou o general considerado o «pai» do programa de mísseis balísticos do país.

Ninguém assumiu responsabilidade por estes ataques, mas o Irão responsabiliza os seus inimigos de longa data, Israel e, por vezes, os EUA.

Quem quer que seja o responsável, o Irão está claramente a ser alvo de uma campanha não declarada de ataques contra o seu programa nuclear, que, segundo Israel e o Ocidente, serve de fachada para a obtenção de uma bomba.

Ahmadi-Roshan foi morto por uma bomba magnética, acoplada ao seu carro por dois homens numa moto. Ele era professor universitário e supervisor-chefe na central de enriquecimento de urânio de Natanz. O responsável claramente sabia a sua rota, o seu carro e os seus horários. O engenho, pequeno e profissional, foi projectado para matar a sua vítima, mas causar apenas danos limitados à volta.

A similaridade com outra bomba, usada em Novembro de 2010 para matar o cientista nuclear Majid Shahriari, é notável.

Uma moto com uma bomba matou um professor de física no início daquele ano e outro artefacto por pouco não causou a morte do homem cotado para chefiar a agência nuclear iraniana.

Num país tão pouco transparente como o Irão é difícil saber quanta diferença, se é que há alguma, a sua morte significará para o programa nuclear, que muitos analistas ocidentais dizem já ter transposto muitos dos obstáculos para a construção de uma bomba. «É possível que (o assassínio) tenha impacto em retardar o programa», diz Mark Fitzpatrick, especialista em proliferação nuclear do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS na sigla em inglês) de Londres.

«Existem algumas poucas áreas técnicas fundamentais que o Irão ainda não domina, portanto uma estratégia de decapitação é uma medida eficiente para retardar o processo. Mas pode ser que o Irão esteja já além deste ponto.»

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 11, 2012, 11:29:26 pm
Logicamente que Israel não assumiria a autoria do ataque. É fazer isso num dia e, no dia seguinte, choverem Shahabs em seu território.

Por outro lado, "alguém" quer ver o circo pegar fogo, porque logicamente se beneficiará com a demanda por armas.

Vale lembrar: O Iraque não possui, até onde eu saiba, uma força aérea que possa sequer atrapalhar caças iranianos de sobrevoarem seu país e soltarem bombas ou lançarem mísseis com alguma precisão sobre Israel. Talvez seus mísseis não tenham ainda o alcance para atingir Tel-Aviv a partir de seu próprio território, mas com certeza eles podem usar sua criatividade para contornar esse imbróglio.

Os iraquianos que se cuidem, pois seu território pode acabar virando campo de batalha - Novamente.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: ICE 1A+ em Janeiro 12, 2012, 11:57:03 am
Boas!

Acho que não faltará muito para este tópico migrar para os conflitos do presente

 Quando vi os EUA retirar o porta-aviões do Golfo pensei mesmo que era eminente um ataque.

Que capacidade tem o Irão para causar estragos?

Quais as principais ameaças para as forças dos EUA?

Tirando o fogo de artificio, normal nestas alturas, qual a real capacide do armamento do Irão perante uma força Ocidental?

Que papel tera a China a e Russia nun eventual conflito?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 12, 2012, 07:40:42 pm
Citação de: "ICE 1A+"
Boas!

Acho que não faltará muito para este tópico migrar para os conflitos do presente

Penso que também já faltou bem mais mas ainda não é para já

Quando vi os EUA retirar o porta-aviões do Golfo pensei mesmo que era eminente um ataque.

Retirar o PA da zona de morte é claramente uma manobra iniciadora mas não existe concentração de meios na zona (ainda) que faça pensar num ataque eminente

Que capacidade tem o Irão para causar estragos?

A capacidade do Irão para um embate directo é pouca. Eles sabem disso e também sabem que não têm como vencer esta guerra caso ela aconteça, mas sabem que podem cobrar um preço muito alto e o fecho, mesmo que por tempo reduzido, do Estreito de Ormuz é o menor dos estragos que podem causar. A capacidade de atacar danificando/destruindo, boa parte da capacidade saudita de extração e processamento de petróleo assim como a de ouras nações da zona é algo que pode mandar a economia global para um buraco ainda maior do que aquele onde se encontra

Quais as principais ameaças para as forças dos EUA?

Caso a coisa se fique apenas por uma campanha de bombardeamento, as ameaças são o ataque com misseis às bases americanas na região, destabilização do Iraque xiita, ataques com misseis anti-navio e por submarinos às forças navais americanas. Caso a coisa avance para uma operação militar total, nem quero pensar.....

Tirando o fogo de artificio, normal nestas alturas, qual a real capacide do armamento do Irão perante uma força Ocidental?

Pouco, o Irão não tem como vencer contra os USA/UK. Tal como disse acima, tem a capacidade de vender cara a pele, mas as suas forças convencionais não durariam muito.

Que papel tera a China a e Russia nun eventual conflito?

Aí é que ninguém sabe se russos, chineses e indianos irão aceitar um "facto consumado". Os russos pelo pavor histórico a ficarem cercados e, neste caso, seria um verdadeiro anel que se fecharia sobre a Rússia, a Índia e a China por terem economias que dependem em boa percentagem do fluxo energético vindo do Irão e dificilmente irem aceitar ficar completamente dependentes em termos energéticos de alinhados dos USA de um lado e russos do outro.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 12, 2012, 07:53:32 pm
Falta um ano para Irão ter material para bomba diz ex-inspetor


Ao transferir a produção de urânio altamente enriquecido para uma nova instalação subterrânea, o Irão está agora a apenas um ano de ter material suficiente para uma bomba nuclear, disse um ex-chefe das inspeções nucleares da ONU, Olli Heinonen.

Num artigo publicado hoje, Heinonen afirma que ter um stock de cerca de 250 quilos de urânio enriquecido a 20% - uma forma que em poucas semanas pode ser purificada para o grau de armas, de 90% - não significa, no entanto, que o Irão possa fabricar uma bomba sem mais trabalho de engenharia.

O finlandês Heinonen, que foi vice-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) até 2010 e lecciona agora na Universidade de Harvard, fez a previsão dias depois de o Irão ter confirmado o início do enriquecimento de urânio a 20% dentro da montanha Fordow, alimentando os receios do Ocidente de que Teerão está a tentar fabricar armas atómicas.

Estimativas sobre quando o Irão poderá desenvolver tais armas são importantes, já que podem determinar o prazo que as potências terão para resolver o impasse nuclear de forma pacífica. Teerão garante que o seu programa nuclear é pacífico.

O Irão diz que precisa refinar urânio ao nível de 20 por cento de puridade físsil, comparado com os 3,5 %  normalmente usados para abastecer as centrais nucleares, para um reator de pesquisas médicas em Teerão que produz isótopos para doentes com cancro.

No entanto, diplomatas ocidentais e especialistas questionam a credibilidade dessa justificativa e observam que adquirir a capacidade de produzir urânio a 20% é um passo mais perto dos 90% necessários para fazer material para armas.

«Se o Irão decidir produzir urânio no grau das armas, a partir do urânio enriquecido a 20%, já terá realizado 90% do esforço de enriquecimento necessário», escreveu Heinonen num artigo para a revista Foreign Policy.

«O que resta fazer é abastecer o urânio a 20% através de cascatas existentes e adicionais para chegar ao enriquecimento no grau de armas... esse passo é mais rápido do que os anteriores», explicou.

Até agora, o Irão produziu urânio a 20% noutra instalação na superfície, mas anunciou no ano passado que iria transferir essa atividade de alto grau para um local subterrâneo em Fordow, oferecendo melhor proteção contra ataques aéreos inimigos.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 13, 2012, 12:28:39 pm
EUA tentam canal secreto para alertar líder iraniano


A Administração Barack Obama está a usar um canal secreto de comunicação para alertar o líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, que fechar o estreito de Ormuz seria cruzar uma «linha vermelha» e provocaria uma resposta direta norte-americana,avança hoje o jornal New York Times. Segundo fontes do governo norte-americano, não se sabe se houve uma resposta por parte do líder iraniano.

No domingo, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou que as autoridades norte-americanas não deixarão o Irão desenvolver armas nucleares ou bloquear o estreito de Ormuz, área chave para o transporte do petróleo do Médio Oriente.

«Para nós, a linha vermelha para o Irão é desenvolver uma arma nuclear, bem como bloquear o estreito de Ormuz», defendeu, durante uma entrevista à estação de TV norte-americana CBS. «Eles precisam de saber disso: se derem esse passo, serão impedidos», frisou.

Quinta-feira, Panetta reforçou o alerta num discurso a tropas no Texas, afirmando que os Estados Unidos não tolerariam o fecho do estreito de Ormuz.

O canal secreto de comunicação, afirma o New York Times, foi escolhido para destacar em particular ao Irão a profundidade da preocupação dos EUA sobre o aumento das tensões no estreito, onde membros da Marinha norte-americana dizem temer que a Guarda Revolucionária iraniana faça algo provocatório por conta própria, dando início a uma crise maior.

«Se você me perguntar o que me mantém acordado à noite, é o estreito de Ormuz, e as negociações em curso no Golfo Pérsico», afirmou o almirante Jonathan W. Greenert, chefe de operações navais.

Responsáveis norte-americanos e analistas do Irão disseram acreditar que as ameaças iranianas de fechar o estreito não são sérias e representam uma tentativa de elevar o preço do petróleo. Bloquear o estreito barraria também o caminho para boa parte das importações e exportações do Irão, o que equivaleria a um suicídio económico.

A tensão cresceu entre Teerão e Washington desde o início do mês, após a advertência iraniana sobre a presença da Marinha noret-americana no Golfo, enquanto realizavam manobras militares, despertando receios sobre o eventual fecho do estreito de Ormuz.

Washington advertiu que manterá os seus navios de guerra mobilizados no Golfo, enquanto a Casa Branca considerou que as advertências do Irão demonstravam a sua «debilidade» e a eficácia das sanções aplicadas contra o país por impulsionar o seu polémico programa nuclear.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 14, 2012, 01:42:20 am
Mossad recruta em grupo iraniano fazendo-se passar pela CIA


Agentes dos serviços secretos israelitas levaram a cabo recrutamento de operacionais de um grupo terrorista iraniano, o Jundallah, fazendo-se passar por espiões estrangeiros, mas da CIA.

A história foi desenterrada dos arquivos dos serviços secretos norte-americanos por um jornalista da revista Foreign Policy.

O recrutamento descrito foi feito durante a presidência de George W. Bush, mas a revelação surge dois dias depois do assassínio de um cientista nuclear em Teerão, um crime pelo qual a Mossad foi a primeira suspeita mas no qual houve quem visse uma possível mão norte-americana.

Os EUA são há muito suspeitos de dar apoio ao grupo Jundallah, um grupo sunita que reivindicou vários ataques no Irão. O grupo é responsável pelo assassínio de responsáveis governamentais iranianos, e ataques com explosivos que mataram civis iranianos, incluindo mulheres e crianças.

O regime iraniano alegou que o grupo, formado em 2002 e que começou uma campanha armada em 2005, era apoiado por forças estrangeiras, apontando o dedo tanto à Al-Qaeda como aos Estados Unidos, ao Paquistão ou ao Reino Unido.

Os agentes israelitas, com dólares e passaportes americanos, levaram a cabo as operações de recrutamento sem fazer grandes esforços para que os americanos não descobrissem, nomeadamente em Londres, descrevem os agentes no memorando.

Bush ficou furioso

Também descrevem que o Presidente Bush ficou “absolutamente furioso” quando ouviu o relato: afinal, o alegado apoio dos EUA a este grupo estava-lhe a causar dificuldades no Paquistão, que estava a sofrer pressões do Irão para combater este grupo, que tem bases na fronteira entre o Paquistão e o Irão.

Mas apesar de haver quem na Administração defendesse agir contra Israel, uma mistura de inércia e burocracia fizeram com que permanecesse o status quo.

A mudança surgiu com a Administração Obama que cortou drasticamente a quantidade de informação sobre o Irão que era partilhada com Israel, diz o artigo da Foreign Policy, e juntou o grupo à sua lista de organizações terroristas.

As operações de espiões fazendo-se passar por agentes de outro país são comuns. Os agentes do país A disfarçam-se de agentes do país B para realizar acções no país C. O objectivo é normalmente que o país visado, o C, acredite que está a ser sabotado pelo país B e eventualmente retalie contra este. Neste caso, a ideia seria apenas que Israel levasse a cabo acções de sabotagem no Irão sem despertar suspeitas do seu envolvimento.

Recrutamento no Curdistão

De qualquer modo, neste momento, após o assassínio de vários cientistas iranianos com métodos que até a imprensa israelita diz serem típicos da Mossad, a intervenção israelita no Irão é quase dada como certa. Um responsável terá afirmado numa sessão parlamentar à porta fechada que o Irão deveria esperar mais acontecimentos "não naturais" no próximo ano, segundo os media israelitas.

Esta semana, uma notícia do diário francês Le Figaro dava conta de operações de agentes da Mossad no Curdistão iraquiano, onde recrutavam e treinavam dissidentes iranianos para acções contra o regime de Teerão.

A Mossad já usou passaportes de outros países para levar a cabo operações no estrangeiro. Um caso que ficou famoso foi o do assassínio, num hotel de luxo no Dubai, de um comandante do Hamas, no início de 2011. Israel utilizou passaportes forjados de americanos, irlandeses, britânicos e um documento real de um alemão.

Público
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 17, 2012, 01:37:36 pm
Citar
Russia to use Caucasus drills to prepare for international conflicts.
Published: 16 January, 2012, 22:44
The Ministry of Defense has started preparations for one of the biggest military exercises of the year, the "Caucasus-2012" drills.

The exercises are taking place in Southern Russia, Abkhazia, South Ossetia and Armenia in September 2012.

One purpose of the large-scale drills this year is to prepare the Russian military for a possible armed conflict between the US and Israel on the one side and Iran on the other.

“It would be a good demonstration of new Russian military power,” Viktor Mizin from the Institute of Strategic Assessment told RT. “We will show that Russia has undergone a revival of its military power, and is now becoming not only a major economic and political player, but also a major global military player.”
http://rt.com/news/prime-time/caucasus- (http://rt.com/news/prime-time/caucasus-) ... -nato-923/

Citar
Russian Missile Forces Hold High Alert Drills.
Russia’s Strategic Missile Forces are holding a series of exercises to practice putting road-mobile missile systems on high alert, SMF spokesman Col. Vadim Koval said.

The exercises involve Topol (SS-25 Sikle), Topol-M (SS-27 Sickle B) and Yars (RS-24) mobile systems stationed in central Russia and Siberia.

“SMF units armed with Topol, Topol-M and Yars road-mobile missile systems will practice patrolling, camouflaging and launch preparation procedures during high alert drills from January 16 to February 3,” Koval told reporters on Monday.

The SMF are planning to hold over 100 tactical drills in the first half of 2012.

As of January 2012, the SMF operated at least 162 mobile Topol systems, 18 mobile Topol-M and 15 mobile Yars systems.
http://en.ria.ru/mlitary_news/20120117/170790557.html (http://en.ria.ru/mlitary_news/20120117/170790557.html)

Mesmo antes de eclodir o conflito na Ossétia, que acabou com blindados russos a roer a bexiga ao tolo de Tblissi, os russo fizeram um exercício militar de envergadura na zona e os seus diplomatas reiteravam avisos de que não seria tolerada qualquer aventura armada na Ossétia e na Abkazia. Quem não ouviu ou não quis entender, acabou mal.

Agora o filme parece estar a repetir-se e desta vez numa escala que não é para brincadeiras.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 17, 2012, 02:00:19 pm
Faz certo a Rússia. As fronteiras devem estar bem guarnecidas em caso de um conflito EUA/Israel x Irã, de modo que a bagunça não acabe "entrando em seu quintal".
Outra, se os EUA começarem uma guerra contra o Irã, e dominarem aquele lugar (O que é quase certo), estarão perto DEMAIS da Rússia. Isso é algo que Putin não vai achar legal.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 17, 2012, 03:07:55 pm
Citação de: "FoxTroop"

Mesmo antes de eclodir o conflito na Ossétia, que acabou com blindados russos a roer a bexiga ao tolo de Tblissi, os russo fizeram um exercício militar de envergadura na zona e os seus diplomatas reiteravam avisos de que não seria tolerada qualquer aventura armada na Ossétia e na Abkazia. Quem não ouviu ou não quis entender, acabou mal.

Agora o filme parece estar a repetir-se e desta vez numa escala que não é para brincadeiras.

Só que aqui tens uma diferença entre comedores de gravatas, Israel e USA, não são a Geórgia. Por isso os Russos, não terão um passeio.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 17, 2012, 04:12:21 pm
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "FoxTroop"

Mesmo antes de eclodir o conflito na Ossétia, que acabou com blindados russos a roer a bexiga ao tolo de Tblissi, os russo fizeram um exercício militar de envergadura na zona e os seus diplomatas reiteravam avisos de que não seria tolerada qualquer aventura armada na Ossétia e na Abkazia. Quem não ouviu ou não quis entender, acabou mal.

Agora o filme parece estar a repetir-se e desta vez numa escala que não é para brincadeiras.

Só que aqui tens uma diferença entre comedores de gravatas, Israel e USA, não são a Geórgia. Por isso os Russos, não terão um passeio!

Nada no meu post pode levar a uma conclusão de dizer que será um passeio, seja para quem for. Apenas digo que os USA passam a vida a "desenhar" linhas vermelhas que a, b ou c não podem passar senão isto e aquilo, esquecendo que eles próprios, no caso do Irão, estão a cruzar uma linha vermelha. Não acredito que a Índia e a China fiquem paradas perante a ameaça eminente de perderem o único fornecedor energético, que têm não dependente de humores americanos ou russos. Não acredito que os russos, que têm um pavor histórico a ficarem cercados, venham a permitir que um verdadeiro anel se feche sobre o seu flanco mais sensível, as escassas centenas de Km's do coração energético russo e do caldeirão de instabilidade que é o Cáucaso.

Quanto a Israel, não é nem tem capacidade de o vir a ser, uma ameaça realmente letal para Teerão. Poderia executar raides contra instalações iranianas (e os iranianos seriam avisados antes por russos) mas não tem massa (territorial e demográfica) para aguentar a resposta iraniana. Se assim não fosse, já teria atacado há muito e como a única maneira é levar os USA de arrasto para o conflito e os americanos, através dos diversos jogos de guerra, sabem bem que não será um passeio e pode levar o mundo para um conflito global, já lhe puxaram o tapete e os avisaram, não atacam. Limitam-se a grunhir e mostrar dentes. Morder está escasso.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 22, 2012, 02:30:50 pm
UE decreta amanhã embargo ao petróleo do Irão


Os chefes de diplomacia da União Europeia deverão adoptar na segunda-feira, em Bruxelas, um duro pacote de sanções contra o regime iraniano, devido ao seu programa nuclear, que visa “secar” as fontes de financiamento de Teerão. Face à recusa das autoridades iranianas em retomar as negociações sobre o seu programa nuclear, que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) suspeita ter fins militares, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE deverão endurecer a lista de sanções já existente, visando agora o sector do petróleo e o banco central.

A medida mais dura será um embargo ao petróleo do Irão, que entre Janeiro e Outubro do ano passado exportou cerca de 600 mil barris por dia para a UE, sobretudo para Itália, Espanha e Grécia.

Entre os Estados-membros, a Grécia é o único pais com algumas reticências a este embargo, já que importa petróleo do Irão sob condições muito favoráveis, uma vez que Teerão não exige garantias financeiras, mas segundo fontes diplomáticas os restantes parceiros europeus deverão apresentar a Atenas alternativas que não afectem ainda mais as finanças públicas gregas.

Por outro lado, e também com o objectivo de diminuir as receitas do regime de Teerão, os 27 deverão aprovar igualmente uma proibição da maior parte das transacções europeias com o banco central iraniano, permitindo apenas aquelas consideradas inofensivas e benéficas para a população iraniana.

Na agenda desta primeira reunião do ano dos chefes de diplomacia da UE, na qual participará o ministro Paulo Portas, contam-se ainda questões como o processo de paz no Médio Oriente, a situação na Síria e o diálogo entre Sérvia e Kosovo.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Janeiro 22, 2012, 04:32:36 pm
Lá vão os preços do pitroil disparar, aposto que em Portugal vão subir tendo a desculpa este cenário, quando nós nem compramos pitroil ao Irão.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 22, 2012, 07:04:46 pm
Ou não.
Se o Irã ter seu petróleo embargado para a UE, pode vender mais barato a outros países (A China agradece). O problema é que a União Europeia não disse qual será a alternativa ao petróleo do Irã. Líbia, talvez?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: papatango em Fevereiro 01, 2012, 10:47:26 pm
O petróleo europeu será fornecido pela Arábia Saudita, que já avisou há bastante tempo que deverá aumentar a sua produção.
O petróleo da Libia é pouco e antes da guerra, 80% dele já vinha para a Europa.
Logo, não faria sentido depender de um aumento nas compras de petróleo a um país que já quase que vende tudo para a Europa.

Neste momento, no pentágono no dep.de Estado e na Casa Branca há novenas para que o Ahmadinejad mande fechar o golfo.
Seria ouro sobre azul.
A China ficava sem petróleo e o Obama tinha a eleição assegurada.

Neste momento os chineses já despacharam todos os diplomatas que podiam para convencer os fanáticos de Teerão a ficarem quietos, porque só têm a perder.
Para ajudar o Irão de forma efetiva, é necessário peitar os americanos onde conta: No mar.
A China poderá no futuro ter essa capacidade, mas hoje não a tem. A Russia, nem se fala.
Contra fatos não há argumentos.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Fevereiro 01, 2012, 11:55:57 pm
Citação de: "papatango"
O petróleo europeu será fornecido pela Arábia Saudita, que já avisou há bastante tempo que deverá aumentar a sua produção.
E o preço, já que deterá o monopólio da distribuição, o que significará repasse na bomba.

Citação de: "papatango"
Neste momento, no pentágono no dep.de Estado e na Casa Branca há novenas para que o Ahmadinejad mande fechar o golfo.
Seria ouro sobre azul.
A China ficava sem petróleo e o Obama tinha a eleição assegurada.
Claro, para entrar em uma guerra que lhes interessa, tudo o que os comandantes yankees precisam é de um pretexto, mesmo que seja preciso blefar para apressá-lo.

Citação de: "papatango"
Neste momento os chineses já despacharam todos os diplomatas que podiam para convencer os fanáticos de Teerão a ficarem quietos, porque só têm a perder.
Para ajudar o Irão de forma efetiva, é necessário peitar os americanos onde conta: No mar.
A China poderá no futuro ter essa capacidade, mas hoje não a tem. A Russia, nem se fala.
Com certeza, estão procurando uma forma de contornar a situação, pois se o Irã for invadido, os EUA estarão, reitero, PERTO DEMAIS tanto da China quanto da Rússia. Ficará uma situação certamente indesejável e muito tensa.
Mas existem outras formas de contrainvestida mais sutis que podem ser aplicadas, e com certeza os diplomatas chineses podem estar falando disso com os aiatolás.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: papatango em Fevereiro 02, 2012, 02:18:38 am
Primeiro:
A Arábia Saudita não deterá monopólio nenhum. Apenas substituirá a parte do petroleo que alguns países europeus compravam ao regime dos aiatolás.

Segundo:
Pretexto para atacar, todos os países precisam. Na região seria apenas necessário lembrar que a invasão da Georgia pelos russos foi justificada com o massacre de 2.000 pessoas esmagadas pelos tanques georgianos.
Era uma mentira, mas serviu de argumento.
Nisto os americanos não são diferentes dos russos. Apenas mais subtis.

Terceiro:
No Irão os Estados Unidos estarão muito mais longe da China que quanto passam no estreito de Taiwan, estarão muito mais longe que no Japão ou na Coreia, que ficam ao pé das regiões marítimas que são os pulmões da China.
O problema para os chineses, é que se os iranianos iniciarem o bloqueio, eles não vão poder fazer nada para deter uma resposta americana.

Ficarão por cima da carne seca os árabes, pois terão a China na mão a pedir petróleo, como em parte já têm.
Os árabes são quem tem mais poder sobre a China. Não lhes devem dinheiro, não precisam do dinheiro da China e a China precisa do petróleo.

A melhor coisa que os chineses têm para fazer é aconselhar o Irão a ficar quieto que nem um rato.
O Kadafi caiu no disparate de ameaçar a população de Benghazi e isso despoletou uma operação internacional
O Bashar na Siria até ao momento não fez nada disso, exatamente para evitar problemas.

O Ahmadinejad só tem que ficar quieto e não dizer nada. É a melhor jogada que pode fazer.
Ou fica quieto e obedece, ou morre.

O Irão não tem como enfrentar americanos, árabes e inevitavelmente Israel ao mesmo tempo.

Nem a China nem a Rússia se atreveriam a fazer alguma coisa.
Toda a gente sabe disso e esses países também.

Para chineses e russos, neste momento trata-se de fazer tudo para não perder a cara.
Eles têm que falar grosso, mas sabem que não têm mais nada que isso.
Para consumo interno serve. O Putin pode continuar a dizer que a Russia é igual à gloriosa URSS e os chineses continuam a dizer que estão a crescer no caminho do progresso.

E depois de tudo isto, que não haja ilusões !
Tanto Moscovo quanto Pequim, não suportam o regime iraniano e têm uma desconfiança patológica dos regimes de cariz religioso.

Cumprimentos
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 02, 2012, 06:30:44 pm
Israel diz que Irão tem material para quatro bombas atómicas


Israel estimou esta quinta-feira que o Irão poderia fabricar quatro bombas atómicas enriquecendo mais o urânio que já tem armazenado, e poderia produzir a sua primeira bomba dentro de um ano se assim decidir. Mas, numa rara declaração pública, o general Aviv Kochavi, chefe da inteligência militar, resistiu à possibilidade de que sanções internacionais mais fortes possam dissuadir o governo iraniano de procurar uma política que, ele não tem dúvida, visava desenvolver armas nucleares, apesar das negativas do Irão.

Citando números similares aos da agência nuclear da ONU, Kochavi disse à Conferência Herzliya de Israel sobre questões estratégicas, que ocorre anualmente: «o Irão acumulou mais de quatro toneladas de urânio enriquecido em um nível de 3,5% e quase 100 quilos num nível enriquecido a 20%. Essa quantidade de material já é suficiente para quatro bombas atómicas».

As bombas nucleares exigem urânio enriquecido a 90%, mas peritos ocidentais dizem que a maior parte dos esforços para chegar lá já foi feito assim que se alcança a pureza de 20 por cento, abreviando o tempo necessário para «fazer surgir» qualquer arma nuclear.

Um ex-inspector da ONU afirmou no mês passado que o Irão tem suficiente urânio a 20 por cento para fabricar uma bomba - cerca de 250 quilos do material - dentro de um ano.

As estimativas ocidentais sobre quanto tempo levaria para o Irão fabricar armas atómicas, se assim o decidir, variam de seis meses a um ano ou mais. Alguns acreditam que o Irão quer desenvolver a energia nuclear, mas parar o processo antes do fabrico de armas, já que é signatário de um tratado international que o impede de produzir armamento nuclear.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 02, 2012, 08:14:05 pm
lol e Israel quantas tem? Quando é que a AIEA vai lá fazer inspeções?  Apontam um dedo com 3 apontados para si, é tramado. :X
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 05, 2012, 01:43:44 pm
Citar
Autoridades iranianas afirmaram que houve uma forte explosão, ontem, em um depósito de armamentos em uma base militar da Guarda Revolucionária do país.

Equipes de resgate foram enviadas ao local, Bidganeh, próximo à cidade de Karaj e a 20 quilômetros de Teerã.

Ramazan Sharif, porta-voz da Guarda Revolucionária, disse em pronunciamento na televisão estatal que “pessoas foram martirizadas e tantas outras, feridas”. Ele afirmou, também, que especialistas estão investigando as causas do evento.

Ao menos 27 foram mortos, segundo informação oficial.

O jornal israelense “Haaretz” diz que, no local, está estacionada a 5ª Brigada Raad, capaz de lançar mísseis Shahab de número 3 e 4.

A explosão destruiu vidros de bairros próximos, segundo testemunhos, e foi ouvida mesmo no centro da capital.

A princípio, havia sido noticiado que o incidente havia ocorrido em uma estação de distribuição de combustível. A informação foi desmentida pelo Ministério do Petróleo.

Os arredores de Teerã concentram diversas bases militares. Há dois anos, uma explosão em outra base, no oeste do país, causou 20 mortes.

Na ocasião, especulou-se que Israel tivesse tido participação no ataque. O Irã afirma que foi um acidente.

Nesta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica, vinculada à ONU, afirmou, em relatório, que o programa nuclear iraniano pode ter fins militares.

O Irã nega, mas a divulgação do relatório intensificou a pressão ao país para comprovar os fins pacíficos de seu programa nuclear, assim como suscitou rumores de um possível ataque militar israelense ou americano ao país.

Autoridades iranianas, incluindo o líder supremo, ameaçam com intensa retaliação. Nesta semana, o aitolá Ali Khamenei advertiu “os inimigos, sobretudo os Estados Unidos, seus vassalos e Israel” que seu país reagirá “com punho de ferro” a uma eventual agressão.

http://www.forte.jor.br/
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Fevereiro 05, 2012, 08:06:17 pm
(http://www.jamejamonline.ir/Media/images/1390/10/19/x00801103894.jpg)
Citar
New Iranian-made combat vehicles "Sheni-dar" (left) and "Sarir" (right)
(http://www.jamejamonline.ir/Media/images/1390/10/19/x00801104127.jpg)
(http://img.irna.ir/1390/13901007/1012680/N1012680-1786898.jpg)
(http://www.aja.ir/portal/Picture/ShowPicture.aspx?ID=29371bff-0774-4b9d-bc14-f635db141bcf)
(http://www.militaryphotos.net/forums/attachment.php?attachmentid=163984&d=1320503757)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 09, 2012, 12:10:38 am
Sanções contra o Irão ameaçam fluxo de alimentos para o país


Surgiram mais evidências esta quarta-feira sobre o impacto das novas sanções ao Irão, com os operadores internacionais a dizer que Teerão está a ter problemas na compra de arroz, óleo alimentar e outros produtos básicos para os seus 74 milhões de habitantes.

Novas sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos desde o início deste ano, para punir Teerão pelo seu programa nuclear, estão a corroer a capacidade do Irão de importar produtos e receber o pagamento pelas suas exportações de petróleo, disseram os agentes internacionais.

O Irão nega que as sanções estejam a causar sérios danos à sua economia, mas nos últimos dias vários operadores mostraram sérias interrupções nas suas importações. Isso está a ter um impacto real nas ruas do país, onde os preços por alimentos básicos estão a subir.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, esteve na Arábia Saudita na terça-feira, sendo o mais recente líder de um grande país importador de petróleo da Ásia a visitar o Médio Oriente em busca de fontes alternativas de petróleo, uma vez que as sanções dificultam as importações iranianas.

Agentes na Ásia disseram que exportadores de óleo de palma da Malásia - fonte de metade do consumo iraniano de produtos alimentares usados para produzir margarina e doces - interromperam as vendas ao Irão, que não conseguiu pagar pelos produtos.

Isso ocorreu após as notícias de segunda-feira de que o Irão falhou em pagar pelo arroz importado da Índia, o seu maior fornecedor, e de que embarques de milho da Ucrânia foram reduzidos quase pela metade.

O arroz é um dos itens básicos da dieta iraniana. Com a queda da moeda local, o rial, os preços têm mais que dobrado para 5 dólares o quilo em lojas do Irão, contra 2 dólares no ano passado.

O milho é utilizado principalmente como ração animal, e o custo da carne quase triplicou para cerca de 30 dólares o quilo, além do orçamento de muitas famílias iranianas de classe média.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 09, 2012, 12:03:07 pm
UE quer que Índia convença Irão a desistir de atividade nuclear


A União Europeia pedirá ajuda à Índia para convencer o Irão a abandonar o respetivo programa nuclear e voltar à mesa de negociações, afirmou o presidente da UE, Herman Van Rompuy, em entrevista publicada hoje no jornal indiano The Times of India.«Eu planeio pedir a líderes indianos que apliquem a sua considerável influência e ajudem a convencer a liderança iraniana a desistir do seu delicado programa nuclear e regressar à mesa de negociações», disse Van Rompuy ao jornal.

Os Estados Unidos e a União Europeia aumentaram as sanções contra o Irão, esperando sufocar as suas receitas provenientes do petróleo e persuadi-lo a abandonar o que suspeitam ser um programa de armamento nuclear.

O governo iraniano afirma que o seu programa nuclear é para fins pacíficos.

A Índia importa 12% de todo o seu petróleo da Republica Islâmica e pode ser gravemente afetada pelas recentes sanções. Os EUA e os seus aliados na Europa estão a pressionar as autoridades indianas para procurarem fontes alternativas de petróleo.

O governo da Índia, até agora, tem desafiado a pressão crescente dos EUA e UE e está a procurar meios alternativos para pagar pelo óleo iraniano sem violar as sanções.

O país vai enviar este mês uma delegação a Teerão para efetuar em rúpias os pagamentos pela importação. O Irão terá aceite receber 45% da conta anual de 11 mil milhões de dólares da Índia em rúpias.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 13, 2012, 11:48:01 pm
Documento iraniano fala em ataque a Israel até 2014

(http://img138.imageshack.us/img138/3249/imagemfr.jpg)


O texto de um homem associado ao aiatola Ali Khamenei, que defende um ataque do Irão a Israel até 2014, foi publicado em várias páginas governamentais iranianas, na Internet.

O documento foi originalmente publicado no site Alef, e foi rapidamente replicado em sites governamentais iranianos, incluindo na agência noticiosa Fars.

O autor do texto, Alireza Forghani, defendeu no artigo, escrito em farsi, as razões pelas quais, «em nome de Alá, o Irão deve atacar Israel até 2014».

No texto, Forghani refere-se a Israel como «um tumor cancerígeno no Médio Oriente» e diz aos leitores que «todos os problemas» dos iranianos «são culpa de Israel».
«Se o mundo muçulmano não atacar Israel num futuro próximo, a oportunidade pode-se perder e talvez não seja possível pará-los», escreveu Forghani.

O iraniano justifica o ataque a Israel com a «ocupação das terras palestinas», e esclarece que usando mísseis de longo e médio alcance, o Irão podia destruir aquele país em «menos de nove minutos».

O autor do texto lembra que o texto representa a sua opinião pessoal e não a do governo iraniano, mas o facto de o Irão replicar a mensagem em páginas governamentais é motivo de preocupação para as hostes israelitas.

O portal brasileiro Terra citou um comentário de um representante israelita do Ministério de Assuntos Exteriores em Jerusalém sobre o tema: «É exatamente por isto que acreditamos que o Irão é uma ameaça e a sua política e programa nuclear devem ser bloqueados.»

O clima de tensão entre os dois países tem aumentado nas últimas semanas.

A Bola
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 15, 2012, 02:13:04 pm
:arrow: http://octopedia.blogspot.com/2012/02/t ... io-em.html (http://octopedia.blogspot.com/2012/02/terceira-guerra-mundial-tera-inicio-em.html)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2012, 07:22:48 pm
Comunidade internacional deve intensificar sanções, diz Ehud Barak


O ministro da Defesa israelita pediu hoje à comunidade internacional para intensificar as sanções contra o Irão antes que o país entre numa «zona de imunidade», tornando-o invulnerável a ataques ao programa nuclear.“Devemos acelerar o ritmo de imposição de sanções” contra Teerão, declarou Ehud Barak, ministro da Defesa de Israel durante uma conferência de imprensa em Tóquio.

“A comunidade internacional deve obrigar os iranianos a questionarem-se: Estamos prontos a pagar o preço do isolamento (…) ou devemos acabar com os nossos esforços nucleares”, disse, defendendo que “o mundo deve intensificar as sanções antes que os iranianos entrem nessa zona de imunidade”.

Barak, que é igualmente vice-primeiro-ministro, já tinha utilizado a expressão “zona de imunidade” para designar a altura em que o programa nuclear do Irão se tornará invulnerável a ataques.

O ministro israelita não comentou diretamente o artigo do jornal Washington Post segundo o qual o secretário da Defesa norte-americano, Leon Panetta, considerou haver uma “forte probabilidade” de Israel realizar na primavera um ataque militar contra instalações nucleares iranianas.

Questionado sobre o artigo, Barak disse apenas: "Estamos ainda ao nível das sanções e esperamos que elas se tornem mais severas".

Quanto a uma eventual opção militar, comentou: “Quando dizemos (Israel) que não excluímos qualquer opção, estamos a falar a sério”.

O Irão é alvo de uma série de sanções da ONU, dos Estados Unidos e da União Europeia para que renuncie ao enriquecimento de urânio e à tentativa de obter a arma nuclear.

As tensões entre Israel e o Irão agravaram-se esta semana após ataques com explosivos que visaram diplomatas israelitas em Nova Deli, Tbilissi e Banguecoque. Teerão desmentiu qualquer envolvimento nos ataques.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Março 26, 2012, 02:15:17 pm
Israel, em preparativos para uma guerra contra o Irão?
Alexandre Reis Rodrigues


Valerá a pena continuar a tentar negociar com o Irão quanto ao seu programa de enriquecimento de urânio? O primeiro-ministro israelita diz que se está a perder tempo porque não vai haver qualquer cedência. No entanto, não é esse o consenso entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, Alemanha e União Europeia, que retomarão negociações com Teerão a 13 de abril.
 
Onde, exatamente, deverá ser colocada a “linha vermelha” que Teerão não poderá passar é a questão de fundo que esta divergência consubstancia. Poderá ser aceite que conserve, sob estrita fiscalização, alguma capacidade de enriquecimento de urânio e, caso afirmativo, até que nível?
 
Netanyahu insiste em que não pode permitir que os israelitas vivam sob o risco de aniquilação e que é inadiável falar dos custos de não se “parar” Teerão. Aliás foi esse o âmbito da sua recente a deslocação a Washington, com o propósito de levar os EUA a reconhecer que Israel tem o direito de lançar uma operação militar se a sua segurança estiver ameaçada. Obama não pôs em causa essa prerrogativa mas não deixou de frisar que um ataque ao Irão neste momento não é aceitável, posição de imediato apoiada pelo primeiro-ministro britânico, mas que o Partido Republicano, como é habitual, contesta, em termos gerais, por falta de dureza.

É hoje claro que os EUA e Israel divergem totalmente quanto à justificação, aos riscos e à esperada eficácia de um ataque aéreo contra as instalações nucleares iranianas. Os EUA têm uma visão pessimista, aliás corroborada pela recente realização de um jogo de guerra destinado a avaliar as repercussões prováveis de um ataque israelita e que apontou para o risco de alargamento a um conflito regional. Washington, como aliás o Ocidente em geral, receia: insuficiente eficácia do ataque para desferir um revés grande no programa nuclear; risco de a oposição iraniana acabar por se unir à volta da atual liderança do regime, pondo de parte as atuais divisões profundas, perante a emergência nacional; possibilidade de Teerão retaliar indiscriminadamente contra todos os que lhes apareçam como cúmplices de Israel. Em qualquer caso, Washington nunca pôs de lado uma eventual intervenção militar; só que entende que isso será uma alternativa que pode ser adiada até ao último “minuto”, sob clara e definitiva evidência de que Teerão tomou a decisão final de possuir o seu próprio arsenal nuclear. Esse momento não foi atingido.

Israel tem uma visão otimista, diametralmente oposta à atrás referida em praticamente todos os aspetos. Telavive pensa que um ataque vai ajudar a oposição a demonstrar à população iraniana que o caminho adotado pelo regime só tem agravado a situação do país e que Teerão vai limitar a resposta ao lançamento de alguns mísseis contra Israel. Na perspetiva israelita, Teerão não vai arriscar dar aos EUA qualquer pretexto para utilizar todo o seu potencial militar; não irá, portanto, atacar diretamente interesses americanos, muito menos navios de guerra americanos no Golfo, como o jogo de guerra atrás referido pode ter admitido. A Teerão não restará senão desvalorizar o ataque sofrido e garantir que o programa nuclear não sofreu qualquer atraso. Dessa forma terá uma desculpa para não retaliar frontalmente, sem perder a face. Também ao contrário dos EUA, Telavive considera que quanto mais tarde intervir mais difícil se poderá tornar ter sucesso. É uma posição que se compreende à luz dos seus bem mais reduzidos recursos militares, mas que nenhuma avaliação da situação permite, de momento, justificar.

Segundo referia recentemente a revista The Economist, um alto quadro militar israelita teria admitido ter informado o Gabinete de Netanyahu de que as Forças Armadas não tinham hipótese de atingir as instalações nucleares iranianas «in a meaningful way», querendo isto dizer, de uma forma que atrasasse significativamente o programa nuclear. Fala-se, geralmente, em conseguir, quando muito, um retrocesso de um ou dois anos (cinco no máximo, se houvesse participação direta dos EUA). Israel tem uma excelente reputação militar, alicerçada em vários sucessos contra forças superiores, mas neste caso tem limitações materiais importantes que lhe restringem as hipóteses de sucesso. Por exemplo, no que respeita a meios de reabastecimento em voo da sua aviação de ataque a alvos a mais de 1000 quilómetros de distância e munições capazes de penetração profunda em instalações protegidas (enterradas em bunkers a mais de 80 metros de profundidade) e dispersas por todo o território.

Não obstante estas limitações, Netanyahu faz questão de lembrar que Israel, embora não sendo uma grande potência, nunca perdeu margem de manobra e iniciativa de ação e lembra três ocasiões em que decidiu autonomamente, senão contrariamente às recomendações dos EUA: em 1948, na declaração de independência que os EUA recomendavam aguardar; em 1967, quando o presidente Johnson recomendou contra o desencadear da “Guerra dos Seis dias” e, finalmente, em 1981, quando Israel decidiu atacar as instalações nucleares iraquianas em Osirak, o que levou o Presidente Reagan a comentar o inesperado da ação dizendo «boys will be always boys». Netanyahu, obviamente inseguro quanto ao apoio dos EUA, recorda o episódio da recusa destes em bombardearem Auschwitz, durante a II Grande Guerra, acrescentando: «never again the jewish people be powerless and suplicants for our fate and our very survival»

Poderão estas circunstâncias significar que se está na iminência de um ataque? Que há preparativos em curso e que o primeiro-ministro israelita parece estar a pretender preparar a opinião pública para essa eventualidade é hipótese difícil de recusar. No entanto, Netanyahu pode estar a “jogar” ao nível tático, sobretudo para criar um ambiente favorável a sanções mais pesadas; isto é, transmitindo a ideia de que se não acontecerem e não derem o resultado esperado, então, o mais provável é que Israel se decida por atuar independentemente, tenha ou não apoio internacional expresso.

Um Irão com armas nucleares ainda não é um desfecho inevitável e iminente. Mas para que nunca chegue a ser é preciso que haja progresso nas negociações previstas para 13 abril. Não é provável que a difícil situação por que o país está a passar seja suficiente, por si só, para flexibilizar e tornar transparente a postura iraniana, conforme exigem as regras da AIEA. Vai ser necessário pôr em cima da mesa algumas concessões e incentivos.

Jornal Defesa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Abril 07, 2012, 12:49:37 pm
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/9df5d502.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/0f89d0fe.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/043697ee.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/11b51fee.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/2b362c98.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/0231cfb8.jpg)
(http://i279.photobucket.com/albums/kk144/HSMW/Avioes/f1ab5ad5.jpg)
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Abril 09, 2012, 11:00:35 pm
EUA enviou segundo porta-aviões para o Golfo Pérsico


(http://img268.imageshack.us/img268/2171/imageeyb.jpg)

A Marinha dos Estados Unidos disse, esta segunda-feira, que enviou um segundo porta-aviões para a região do Golfo Pérsico numa altura de crescente tensão com o Irão sobre o programa nuclear iraniano.

Com o destacamento do USS Enterprise, movido a energia nuclear, a par com o USS Abraham Lincoln esta é a quarta vez na última década que a Marinha norte-americana tem dois porta-aviões a operar na mesma altura no Golfo Pérsico e no Mar Arábico, disse a comandante Amy Derrick-Frost da 5.ª Esquadra, sediada no Bahrein.

Os dois navios apoiarão as operações militares norte-americanas no Afeganistão e os esforços anti-pirataria ao largo da costa da Somália e no Golfo de Aden, disse ainda.

Os navios de guerra também patrulharão a estratégica rota petrolífera do Golfo, no Estreito de Ormuz, que o Irão ameaçou fechar em retaliação pelas sanções económicas contra a República Islâmica devido ao seu programa nuclear, que o Ocidente suspeita visar a obtenção de armas atómicas.

O Irão nega tais alegações, insistindo que o seu programa tem apenas um objetivo civil.

JN
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Abril 22, 2012, 06:35:52 pm
Israel pronto a atacar a instalações nucleares iranianas se necessário


As Forças Armadas Israelitas estão a levar a cabo mais operações especiais fora de fronteiras e estarão prontos a atacar as instalações nucleares do Irão, caso assim seja ordenado.

Numa entrevista publicada este domingo no jornal diário Yediot Aharanot, o tenente-general Benny Gantz disse que 2012 será um ano crítico nos esforços para parar aquilo que Israel e grande parte da comunidade internacional consideram ser o programa nuclear iraniano.

"Pensamos que um Irão nuclear é algo muito mau, que o mundo precisa de parar e que Israel precisa de parar, e estamos a fazer o nosso planeamento em concordância. (...) Estamos preparados para agir", disse Benny Gantz.

"Isto não quer dizer que vou dar uma ordem ao Ido [Nehushtan, líder da força aérea] ", adiantou na entrevista que será publicada na totalidade na quarta-feira, na véspera do 64º aniversário do Estado de Israel.

Os Estados Unidos dizem não acreditar que o Irão tenha até ao momento tomado qualquer decisão para desenvolver uma arma nuclear, ou que a altura seja a certa para levar a cabo uma ação militar, preferindo dar tempo para que as sanções internacionais funcionem como planeado.

Mas Israel, que vê na capacidade nuclear do Irão uma ameaça à sua existência, afirma que Teerão pode estar prestes a chegar ao ponto do seu programa em que terá capacidade para construir uma arma nuclear e não exclui levar a cabo um ataque preventivo.

O tenente-general diz que têm aumentado o número de operações especiais noutros países, mas sem dar qualquer detalhe.

"O nível de ameaça é maior", garantiu.

JN
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Abril 25, 2012, 03:50:52 pm
Irão “ainda não decidiu” se quer fabricar armas nucleares


O principal chefe militar israelita não acredita que o Irão chegue a desenvolver armas nucleares. Em todo o caso, afirma, as autoridades iranianas ainda não tomaram essa decisão.

Teerão, diz o general Benny Gantz, chefe do estado-maior de Israel, numa entrevista ao diário Ha’aretz, “está a avançar passo a passo para o ponto em que terá as condições para decidir se vai construir uma bomba nuclear, [mas] ainda não decidiu se vai ou não chegar lá”.

Segundo Gantz, enquanto as instalações iranianas não forem à prova de bomba, “o programa é demasiado vulnerável, do ponto de vista iraniano”. E acrescenta: “Se o líder religioso supremo ayatollah Ali Khamenei quiser, vai avançar para adquirir uma bomba nuclear, mas a decisão ainda tem de ser tomada. Acontecerá se Khamenei pensar que é inatacável. Penso que a liderança iraniana é composta por pessoas muito racionais”.

“Se o Irão se tornar num poder nuclear isso terá dimensões negativas para o mundo, para a região, para a liberdade de acção do próprio país”, nota o general Gantz.

Tanto este ano como o próximo são tidos como críticos em relação ao desenvolvimento do programa nuclear iraniano – que Teerão diz ter apenas objectivos civis, mas que os Estados Unidos e os países da União Europeia consideram ser um caminho para obter a bomba atómica.

“Claramente, quanto mais os iranianos progridam, pior fica a situação. Este ano é crítico, mas não é necessariamente o ano do vai ou racha”, diz Gantz numa rara entrevista, em que, como escreve o Ha’aretz, usa “uma linguagem muito distante da retórica dramática do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu”.

Gantz acredita que a pressão internacional que tem sido imposta ao Irão, na forma de sanções económicas e diplomáticas, está a começar a dar frutos. “Claro que é normal que haja alguém a tratar de pôr de pé as ferramentas operacionais, caso seja necessário. A opção militar é a última em termos cronológicos, mas a primeira em termos de credibilidade. Esse é o meu trabalho, como militar.”

Público
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 01, 2012, 06:26:38 pm
:arrow: http://www.timesofisrael.com/israel-com ... -missiles/ (http://www.timesofisrael.com/israel-completes-biggest-drill-in-decades-bridging-tanks-to-neutralize-missiles/)
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Junho 01, 2012, 10:23:14 pm
Obama ordenou secretamente ciberataques contra o Irão


Barack Obama ordenou secretamente que se intensificassem os ataques informáticos contra as instalações nucleares iranianas, uma operação que já tinha sido iniciada pela Administração de George W. Bush e que teve como nome de código “Jogos Olímpicos”.

notícia foi divulgada nesta sexta-feira pelo New York Times, a partir de entrevistas efectuadas ao longo dos últimos 18 meses a pessoas próximas deste programa, incluindo responsáveis norte-americanos, europeus e israelitas. De acordo com o diário norte-americano, o programa avançou mesmo depois de, em 2010, ter sido acidentalmente lançado na Internet o vírus informático Stuxnet.

O Stuxnet terá sido desenvolvido pelos EUA e por Israel para avariar as centrifugadoras da central de Natanz, onde o Irão enriquece urânio, diz o jornalista David Sanger, que na próxima semana lançará o livro Confront and Conceal: Obama’s Secret Wars and Surprising Use of Americam Power. Mas um erro de programação fez com que se disseminasse acidentalmente pela Internet.

Apesar disso, Obama decidiu intensificar os ataques contra as instalações nucleares iranianas para travar a possibilidade de desenvolvimento de armas nucleares e também para conter os ímpetos de Israel para um ataque militar contra o Irão.

A decisão é descrita com pormenor por David Sanger no avanço de publicação do seu livro no New York Times. Após ter sido descoberto o ciberataque do Stuxnet, no Verão de 2010, Obama encontrou-se na Casa Branca com vários membros da sua Administração e conselheiros, incluindo o vice-presidente Joe Biden e o então chefe da CIA e actual secretário de Estado da Defesa Leon Panetta. Parecia comprometida a tentativa de travar o avanço do programa nuclear iraniano e o Presidente perguntou: “Devemos parar com isto?”.

Foi-lhe dito que não era claro até que ponto os iranianos saberiam qie era o Stuxnet que estava a provocar o caos em Natanz- Por isso, Obama decidiu continuar com os ciberataques e nas semanas seguintes as instalações nucleares de Natanz foram atingidas por uma nova versão do vírus, e depois outra. Estes ataques estragaram 1000 das 5000 centrifugadoras que naquele momento estavam a funcionar. Estes ataques terão causado atrasos no programa nuclear iraniano de 18 meses a dois anos.

Esta revelação surge na mesma semana em que a empresa russa de antivírus e segurança informática Kasperksy anunciou ter identificado um novo vírus com uma capacidade inigualável de causar danos e capturar dados de sistemas informáticos.

O Flame, como foi chamado, desencadeou um complexo ciberataque concentrado na zona do Médio Oriente, e recolheu dados privados numa série de países, incluindo Israel e Irão. As capacidades deste vírus incluem a monitorização do tráfego, a recolha de capturas de ecrã, a gravação de conversas áudio, o registo do que é escrito com o teclado e outras acções. Mais de 600 alvos específicos foram atingidos, desde indivíduos e empresas até governos e instituições académicas.

As revelações sobre a actuação da Administração de Obama no que se refere aos ciberataques surgem também quando faltam cinco meses para as presidenciais norte-americanas, e numa altura em que Obama tem sido acusado pela oposição do Partido Republicano de não assumir uma posição firme em relação ao programa nuclear do Irão.

Público
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Julho 03, 2012, 07:05:13 pm
Irão testa mísseis com potencial para atingir Israel


O Irão realizou entre segunda-feira e hoje testes com mísseis de longo alcance, com potencial para atingir Israel e bases militares norte-americanas no Médio Oriente.
 
O Corpo de Guardas da Revolução do Irão comunicou hoje que foram destruídas sete simulacros de bases estrangeiras em manobras áreas e com mísseis de alcance máximo de 1.300 km. De acordo com a agência oficial, o exercício militar foi realizado no deserto de Lut, na província de Semnan (região central do país).
 
As autoridades do Irão já salientaram que os seus mísseis têm alcance suficiente para atingir Israel bem como as bases dos EUA no Médio Oriente, além do Golfo Pérsico e Ásia Central.
 
Em entrevista à TV estatal, um responsável militar do Irão declarou que o exercício militar foi uma resposta à recusa de Israel e dos EUA em excluir a hipótese de ataques militares para conter o programa nuclear iraniano.
 
O ocidente teme que o programa nuclear daquele país esconda uma tentativa do Irão de construir uma bomba atómica. Teerão, no entanto, tem reiterado que apenas usa a energia nuclear para fins pacíficos.
 
«Isto é uma resposta à grosseria política daqueles que dizem que todas as opções estão na mesa (quando se trata de conter o programa nuclear)», disse o general Hossein Salami.
 
Desde domingo começou a vigorar o embargo da União Europeia ao petróleo iraniano, as sanções mais duras em três décadas, com o objetivo declarado de obrigar Teerão a suspender o programa nuclear do país.
 
As potências ocidentais ameaçam aumentar ainda mais as punições caso o governo iraniano não ceda à pressão internacional na ronda de conversações nucleares em curso.
 
As potências ocidentais ameaçam aumentar ainda mais as punições caso o governo iraniano não ceda à pressão internacional na rodada de conversas nucleares em curso.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Julho 13, 2012, 12:07:42 pm
Ex-espião da CIA defende derrube do governo do Irão


(http://i.imgbox.com/aaf3tlXK.png)

Reza Kahlili trabalhou nos anos 80 e 90 como espião da CIA no Irão. Agora, vive escondido, com medo de ser assassinado, mas a sua voz tornou-se cada vez mais influente: Kahlili defende que os EUA e os outros países ocidentais devem agir contra o governo iraniano. Antes que se seja tarde demais.

Como qualquer espião, Reza Kahlili usa um disfarce: uma máscara azul de cirurgião, óculos escuros, um boné de baseball com a inscrição: "Free Iran". O nome com que se apresenta é um pseudónimo. Um pequeno aparelho distorce a sua voz. Como qualquer bom espião, Reza Kahlili não quer ser reconhecido.

Nascido em Teerão, emigrou com a família e regressou ao seu país para defender a revolução de 1979 e entrou para o exército durante a guerra contra o Iraque (1980-88). Mas a violência do regime, que torturou e matou muitos dos seus amigos, levou-o a passar para o outro lado. Tornou-se um agente infiltrado da CIA. Nome de código: Wally. Até meados dos anos 90, Kahlili teve uma vida dupla.

Hoje em dia, com 50 e poucos anos, explica que vive com medo: trabalhou durante anos como espião da CIA no Irão e agora é diz que o governo iraniano o considera um alvo a abater. Preocupa-se com a mulher e os filhos, com quem vive na Califórnia. Raramente sai de casa - o seu "bunker", como lhe chama. "Às vezes acho que vou enlouquecer."

Kahlili tornou-se conhecido, há dois anos, quando publicou um livro de memórias, "A Time to Betray", divulgou as suas opiniões num blogue, começou a ser convidado para discursar em alguns eventos. Com o seu disfarce, começou a aparecer na Fox News e depois também na CNN.

Ao mesmo tempo, é consultor do Pentágono e a sua voz é das mais influentes. Entre os responsáveis pela segurança interna e pela política externa, Kalili é considerado um dos maiores especialistas em assuntos relacionados com o Irão, precisamente porque conhece por dentro o funcionamento do governo e as suas motivações ideológicas. Conhece bem o programa nuclear iraniano e os serviços secretos do país.

A posição de Kahlili é radical: defende que os Estados Unidos devem deixar de negociar e ajudar a derrubar o governo iraniano.

"Ficariam chocado se soubessem a facilidade com que os elementos da Guarda Revolucionária entram e saem dos Estados Unidos todos os dias", afirmou Kahlil. "Se me encontram, matam-me."

No início do mês, a Variety divulgou que William Baldwin (irmão de Alec Baldwin) comprou os direitos do livro de Kahlili e espera contar a sua história numa minissérie televisiva.

DN
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 01, 2012, 03:47:30 pm
Chefe do Pentágono exclui opção militar imediata contra o Irão


O secretário da Defesa norte-americano, Leon Panetta, excluiu hoje o uso imediato da opção militar contra as instalações nucleares iranianas, durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo israelita, Ehud Barak. «Devemos esgotar todos os esforços antes de apelar para a opção militar», declarou Panetta em Ashkelon, sul de Israel, por ocasião de uma visita a uma instalação do sistema antimísseis Domo de Ferro, financiado parcialmente pelos Estados Unidos.

Panetta referiu-se às sanções económicas e pressões exercidas por diversos países para que o Irão abandone o respectivo programa nuclear.

De acordo com Panetta, o presidente Barak Obama deixou claro que impedir o Irão de dotar-se de armas nucleares é uma prioridade para a segurança nacional dos Estados Unidos e que, por isso, todas as opções estão sobre a mesa.

Por seu turno, Barak afirmou que a possibilidade do Irão renunciar ao respectivo programa nuclear é extremamente pequena e reafirmou que a «última decisão» sobre um eventual ataque israelita contra o Irão será responsabilidade unicamente do governo israelita.

Na véspera, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse não ter tomado a decisão de um eventual ataque contra o Irão e reafirmou «o direito de Israel a defender-se».

«Não tomei uma decisão» sobre um eventual ataque contra as instalações nucleares iranianas, afirmou Netanyahu em resposta a uma pergunta numa entrevista a um canal de televisão.

Reafirmou, no entanto, «o direito de Israel de se defender de qualquer ameaça que pese sobre a sua segurança e a sua existência». «O destino de Israel depende unicamente de nós e de nenhum outro país sem importar quão amigável seja», afirmou, em alusão aos Estados Unidos.

Questionado sobre informações veiculadas na imprensa segundo as quais o Estado-maior do exército, os dirigentes da Mossad (os serviços secretos), e os do Shin Beth (os serviços de segurança interna) se opõem a um ataque que Israel possa lançar sem o aval dos Estados Unidos, Netanyahu respondeu que «em qualquer democracia, só os dirigentes políticos decidem. Os militares executam».

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2012, 01:30:45 pm
«Se eu fosse iraniano teria muito medo nas próximas 12 semanas» diz ex-chefe Mossad


Efraim Halevy, ex-chefe da Mossad, os serviços secretos israelitas, disse em entrevista ao jornal norte-americano New York Times que as autoridades do Irão deveriam temer um ataque israelita às respectivas instalações nucleares. «Se eu fosse iraniano, teria muito medo durante as 12 próximas semanas», declarou Halevy, considerando a elevada probabilidade do uso da força.

Antes, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que que ainda não decidiu se deve ou não usar a força para resolver o problema.

No entanto, o jornal israelita Haaretz cita as opiniões prevalecentes de especialistas afirmando que um ataque contra as instalações nucleares iranianas iria atrasar apenas em dois anos o fabrico de armas nucleares no Irão.

O presidente norte-americano, Barack Obama, tem-se mostrado veementemente contra um ataque de Israel às instalações nucleares iranianas – embora admitindo que todas as opções estão em cima da mesa – e tem insistido na resolução do problema através da diplomacia e das sanções. O Congresso dos Estados Unidos aprovou quarta-feira novas sanções financeiras contra Teerão para que desista do programa nuclear.

O novo pacote de sanções foi aprovado pela Câmara de Representantes com 421 votos a favor e apenas seis contra e pouco depois o Senado norte-americano optou por uma votação verbal rápida para acelerar a sua entrada em vigor.

 As sanções visam as empresas e indivíduos que ajudem o Irão a procurar urânio, a companhia estatal de transporte marítimo iraniana National Iranian Tanker e todos os que estão ligados à indústria petrolífera, petroquímica e de gás natural iraniano.

As novas sanções procuram ainda fechar as vias que o Irão tem para repatriar as receitas das vendas de petróleo no exterior.

O Irão garante que o respectivo programa nuclear tem fins pacíficos, mas Israel pressionou os Estados Unidos para não permitirem que Teerão alcance um nível de desenvolvimento atómico que depois seja difícil de deter.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou quarta-feira que «nem as sanções nem a diplomacia tiveram qualquer impacto sobre o programa nuclear iraniano».

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 03, 2012, 05:52:07 pm
Nestas questões uma pessoa tem que pensar nas próximas 3 jogadas e não só na peça que vem a seguir. Pode ser guerra psicológica, pode ser uma forma de levar o Irão a cometer alguma loucura ou pode ser mesmo verdade e vem para aí uma campanha aérea de bombardeamento ao Irão.

Seja como for, invasão terrestre só se forem os norte-americanos auxiliados pelos britânicos. As IDF não têm capacidade para tanto.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2012, 12:24:36 am
Outra estratégia para conter o Irão ?
Alexandre Reis Rodrigues


Reacendeu-se a polémica sobre o tipo de estratégia mais adequada para levar Teerão a abandonar o programa de enriquecimento de urânio, aliás, conforme exigem várias Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O tema tem estado, mais ou menos sempre, em cima da mesa mas foi objeto de uma iniciativa recente de Kenneth Waltz, na revista "Foreign Affairs” ("Why Iran should get the bomb”, FA, Jul/Aug 2012), defendendo ser preferível deixar Teerão prosseguir com o seu programa nuclear.

Waltz refere-se à teoria, que desenvolve há vários anos, sobre o papel que as armas nucleares têm desempenhado para ajudar a manter a estabilidade no mundo, considerando que, ao contrário da corrente de opinião prevalecente, um Irão nuclear trará para o Médio Oriente mais estabilidade do que a que existe presentemente. Waltz não acredita que o atual programa de sanções, em que, no essencial, assenta a estratégia dos EUA e da União Europeia, venha a produzir qualquer resultado útil e avalia os riscos de uma eventual intervenção potencialmente muito mais desastrosos do que permitir a Teerão o estatuto de potência nuclear.

Não é provável, no entanto, que os EUA alterem a política adotada. As razões não são apenas as circunstanciais que decorrem do calendário eleitoral nos EUA. Têm a ver também com a falta de alternativas porque, de facto, uma intervenção militar é uma hipótese que apenas Israel se mostra disposto a encarar. Nestas circunstâncias, o consenso vai para a continuação das negociações mesmo com reduzidas, ou até sem, perspetivas de progresso. Seria perigoso não as fazer, cortando o diálogo que apesar de tudo tem sido mantido.
 
Na sequência de uma recente visita a Israel, o secretário da Defesa americano, Leon Panetta, diz que Israel não tomou qualquer decisão em relação Irão mas o ministro da Defesa de Israel diz que é tempo de as potências ocidentais se decidirem a atuar («There is still no decision; we understand the gravity of the situation; we understand that we do not have all the time in the world to decide …) Para Telavive, Teerão, continuando a enriquecer urânio a 20%, em breve terá material suficiente para ser rapidamente enriquecido até ao nível necessário para ter uma bomba. Esta será a linha vermelha que Israel não deixará atingir, porque, a partir daí, o Irão ficaria numa espécie de "imunidade” (mesmo sendo atacado ficará com urânio suficiente para construir a bomba).

A menos que Israel tome a iniciativa de intervir, nos termos atrás indicados, com ou sem a concordância de Washington, não é provável que o Ocidente se decida por esse caminho - Teerão sabe-o bem - mas também não é de esperar que o consenso evolua no sentido preconizado por Waltz. Isto é, vamos continuar numa espécie de impasse que, a prazo, acaba por servir os interesses estratégicos do Irão, porque este não vai ceder enquanto o Ocidente se limitar a sanções e diplomacia.
 
Não é obviamente apenas o programa nuclear iraniano que está em causa; é o que lhe está subjacente, isto é, as aspirações de hegemonia regional, o desejo de Teerão em ver os EUA afastados do Médio Oriente e a perceção de incompatibilidade entre o atual regime iraniano e o dos seus vizinhos, permanentes e temporários (em especial, os EUA). É neste contexto que importa, em qualquer caso, ponderar os argumentos de Waltz e os de Collin H. Khal (anterior "assistant secretary of Defense for the Middle East”) que veio tentar rebater a tese do primeiro. É o que procuraremos ver seguidamente, de forma breve.
 
Existem duas divergências principais: uma sobre o papel que as armas nucleares desempenharam no passado na manutenção da estabilidade mundial e a outra sobre a impunidade e liberdade de ação que a sua posse gera para o prosseguimento das agendas próprias das potências nucleares.

Durante a Guerra Fria, os arsenais nucleares evitaram uma confrontação entre as duas superpotências mas não impediram vários conflitos em todo o mundo (Coreia, Vietname, Afeganistão, Guatemala, El Salvador, Angola, etc.), argumenta Collin Khal. Waltz concorda mas chama a atenção para a menor importância desses conflitos quando comparada com o facto de apesar de tudo terem-se evitado confrontos entre as grandes potências, que, a terem acontecido, teriam tido proporções dificilmente imagináveis.

No caso concreto do Paquistão, que Collin evoca como exemplo de um país que incrementou o nível de conflitualidade com a Índia, a partir do momento em que se tornou potência nuclear, Waltz concorda que essa circunstância pode ter encorajado a lançar-se na chamada "Kargil War”, mas lembra que esse confronto foi o último de uma série de quatro, sendo que os anteriores, quando o Paquistão ainda não era potência nuclear, foram bastante mais violentos. Aliás, acrescenta, a "Kargil War” é dificilmente classificável como guerra (não teve mais de 1000 baixas). Por outras palavras, a posse de armas nucleares moderou a postura das partes.
 
Waltz também contesta o exemplo da guerra da Coreia, que Collin usa como comprovativo de que afinal a posse de armas nucleares pelos EUA e URSS não impediu o Kremlin de dar luz verde à invasão. Waltz faz uma leitura diferente da situação então existente, considerando que a base em que Moscovo formulou a sua decisão assentou no facto de os EUA, na divulgação da sua estratégia para a região, tornada pública pouco antes, não terem identificado qualquer compromisso com a segurança da Coreia. A URSS concluiu, na falta de uma referência explícita na estratégia americana, que os EUA não interviriam em apoio da Coreia.

Collin adianta que nada nos diz que uma potência nuclear se tornará um ator internacional mais responsável; pelo contrário, sentindo-se protegido pela posse de um arsenal nuclear, pode tornar-se-á mais agressivo a níveis mais baixos de conflito. Pode, mais facilmente, passar a usar os seus "proxis” para impor uma agenda agressiva, promover a sua ideologia e aspirações de liderança. Waltz não concorda; argumenta com o caso do Paquistão/Índia, lembrando como a posse de armas nucleares acabou por impor limites nas opções de retaliação da Índia, não permitindo o agravamento do conflito.
 
Um jornal iraniano lançou, recentemente, a ideia de que os EUA teriam sugerido uma linha vermelha para gerir situações difíceis no estreito de Ormuz. É um expediente que foi usado durante a Guerra Fria, entre os EUA e a URSS, quando os seus arsenais nucleares atingiram uma posição de paridade e se receava que um erro de interpretação de uma das partes pudesse lançar o mundo numa catástrofe. No atual contexto, poderia ajudar a gerir o risco de eventuais precipitações, porque, de facto, perante a iminência de uma ação militar nenhum dos lados se pode dar ao luxo de esperar, arriscando ficar com mãos atadas.

No entanto, o mais provável é que essa notícia não seja mais do que uma manobra iraniana de guerra psicológica, que Israel, aliás, tem também usado frequentemente para passar a ideia de que está pronto a intervir. Combinando referências que têm vindo a público sobre os preparativos de uma operação ("Operation Cascade”), dizia, há dias, Ephraim Halevy, chefe da Mossad israelita: «If he were Iranian he would be very fearful of the next 12 weeks». No entanto, regra geral, neste tipo de situações, quanto maiores forem os rumores menores serão as probabilidades de se vir a verificar um ataque. Qualquer que seja o lado que tome a iniciativa, procurará sempre obter a surpresa total.

Jornal Defesa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 15, 2012, 05:17:16 pm
Alemanha prende quatro homens por violar embargo nuclear com o Irão


Quatro homens foram presos na Alemanha esta quarta-feira, sob suspeita de fornecerem ilegalmente ao Irão peças para a construção de um reactor nuclear. Os suspeitos foram detidos pela polícia, nas suas casas e empresas em Hamburgo, Oldenburg e Weimar. Promotores disseram que cerca de 90 agentes estavam envolvidos na operação.

São três iranianos-alemães e um alemão, que teriam vendido válvulas para serem usadas em reactores de água pesada. Segundo a Justiça alemã, os homens conhecidos pelos nomes Rudolf M, Kianzad Ka, Gholamali Ka e Hamid Kh sabiam para que as partes seriam usadas.

Leis de privacidade alemãs impedem que os seus nomes completos sejam divulgados. E um quinto suspeito não foi nomeado.

Eles são acusados de usar companhias de fachada na Turquia e no Azerbaijão para fornecer peças em negócios de milhões de euros.

Negócios ligados ao sector nuclear são proibidos pela Alemanha, por causa das sanções que a União Europeia mantém ao país persa.

Junto com os Estados Unidos, a Europa está à frente da pressão internacional contra o programa nuclear iraniano. Teerão, porém, alega que quer enriquecer urânio para fins pacíficos.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 25, 2012, 03:07:15 pm
The Decider

Opponents of an Israeli strike on Iran have focused their ire on Prime Minister Benjamin Netanyahu. But it's his hawkish defense minister, Ehud Barak, who is really driving the talk of war.

 :arrow: http://www.foreignpolicy.com/articles/2 ... ?page=full (http://www.foreignpolicy.com/articles/2012/08/23/the_decider?page=full)
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Agosto 25, 2012, 04:01:45 pm
Veremos o que acontece depois das eleições Norte Americanas em Novembro.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2012, 06:03:58 pm
Guerra com Israel "acabará por acontecer" diz General Iraniano


A guerra de Israel contra o Irão "acabará por acontecer", afirmou hoje o general Mohammad Ali Jafari, comandante dos Guardas da Revolução do Irão, acrescentando que o seu país está preparado e destruirá o Estado judaico.

"A guerra acabará por acontecer, mas não está claro quando e onde terá lugar", disse o chefe do corpo de elite do regime islâmico, citado pelas agências Isna e Fars.

"Este tumor canceroso que é Israel pretende lançar uma guerra contra nós, mas não sabemos quando isso irá acontecer. Eles [os israelitas] acreditam que a guerra é a única maneira de nos confrontar, mas eles são tão estúpidos que os seus mestres [os Estados Unidos] devem detê-los ", disse o general Jafari.

"Se eles começarem (a agressão), isto levará à sua destruição", alertou.

Israel tem ameaçado repetidamente atacar as instalações nucleares iranianas se as sanções e os esforços diplomáticos não conseguirem convencer Teerão a suspender suas atividades nucleares.

Na sexta-feira, o Irão advertiu o Estado judaico e o seu aliado norte-americano contra qualquer ataque, garantindo que sua resposta será "imediata".

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 25, 2012, 04:18:25 pm
Irão vê ataques informáticos uma ameaça pior do que guerra física


O Irão está preparado para defender-se no caso de uma «guerra cibernética» que poderia causar mais danos do que um confronto físico, disse um comandante da Guarda Revolucionária do país esta terça-feira.

A República Islâmica reforçou a segurança cibernética desde que as suas centrais de enriquecimento de urânio foram atingidas em 2010 pelo vírus de computador Stuxnet, que se acredita ter vindo de Israel ou dos Estados Unidos.
 
«Munimo-nos com novas ferramentas, porque uma guerra cibernética é mais perigosa que uma guerra física», afirmou Abdollah Araqi, vice-comandante das forças terrestres na Guarda Revolucionária Islâmica, de acordo com a Agência de Notícias dos Estudantes Iranianos (Isna).
 
Israel ameaçou bombardear instalações nucleares iranianas se os esforços diplomáticos não pararem o trabalho nuclear que acredita ter como objectivo a obtenção da capacidade de fabricar armas, uma acusação que Teerão nega.
 
Muitos analistas estão cépticos de que ataques aéreos poderiam destruir completamente os projectos nucleares do Irão e que os ataques cibernéticos como o Stuxnet podem ser mais eficazes.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: routechecker em Setembro 28, 2012, 07:09:53 am
The Complete Idiot’s Guide To Iran And The Bomb, Or: How I Learned To Stop Worrying And Love The Facts
by Christian Stork, September 28, 2012


As our Nobel laureate President ascended to the podium on September 25 at the United Nations for his last international speech before the election, we again were the recipients of fine oratory and rhetorical flourish about America’s problems in the world. Focusing on the Middle East, Central Asia, and North Africa—what’s often misleadingly termed, “the Muslim world”—Obama singled out Iran’s treaty-entitled uranium enrichment activities, saying “make no mistake: a nuclear-armed Iran is not a challenge that can be contained.”

Obama’s remarks were dutifully transcribed by our stenographer class, as can be expected, despite intelligence-community conclusions to the contrary and the historical precedent of containment as Cold War policy. This follows the latest media scare concerning Iran’s nuclear capabilities, and the recent tiff between the U.S. and Israel over it. Like Obama’s speech (and because of similarly unchallenged statements by politicians), many media reports are awash in misleading narratives, incomplete histories, and outright fiction about Iran and its nuclear program.

Given how easily the American public and media were manipulated into believing that Saddam Hussein had weapons of mass destruction, this moment should give us some pause. The disastrous effects of that $3 Trillion Dollar War are still being felt across the world. For those not interested in seeing a much-bloodier, costlier sequel, I offer this introductory course in intellectual self-defense. The only way to rebuff and dismantle propaganda is to be aware of the truth on which it claims to comment.

Lesson #1: Iran is not building nuclear weapons

National Intelligence Estimate: “We judge with high confidence that in fall 2003, Tehran halted its nuclear weapons program.” (2007 National Intelligence Estimate Iran: Nuclear Intentions and Capabilities; November 2007)

“Several senior Israeli officials who spoke in recent days to The Associated Press said Israel has come around to the U.S. view that no final decision to build a bomb has been made by Iran.” (Associated Press, “Israel shifts views on Iran”; March 18, 2012)

The 2011 National Intelligence Estimate (NIE), a synthesized compilation of data evaluated by America’s 17 intelligence agencies, declared that there were no serious revisions to the controversial (for war hawks) 2007 NIE—which stated Iran stopped its nuclear weapons program in 2003. While the 2011 estimate did include updated progress on Iran’s civilian nuclear program, such as an increased number of operative centrifuges, it still could not muster any evidence to indicate the program was being weaponized.

These findings echo reports from the International Atomic Energy Agency (IAEA), which has also concluded that Iran is not building nuclear weapons. The IAEA accounts are typically pored over for the slightest hint of ambiguity or malevolence, which are then promulgated as the most important takeaways in Western news summaries.

A recent example of such deliberate obfuscation was the IAEA report on Iran from August 30, 2012. Typical American media accounts highlighted the increase in Iran’s nuclear infrastructure (underground centrifuge production, etc.), while failing to mention that their stockpile of 20%-enriched uranium—the only material capable of being enriched further to 85% or weapons grade—had actually diminished as a result of conversion to fuel plates for use in the Tehran Research Reactor, which produces medical isotopes. Thus nuclear development is highlighted, under the false premise that that equals progress toward a weapon, while exculpatory evidence is discarded: a case study in how news and propaganda function.

A civilian nuclear program is not easily converted into a weapons program. Before a country can begin the latter, it must break the IAEA monitoring seals on its uranium stockpile, which is also under constant camera detection. It must also kick out international inspectors, who currently have unfettered access to all of Iran’s nuclear sites. Completing those very public steps would be the first true warning indicators that Iran was building nuclear weapons.

As a signatory to the Nuclear Non-proliferation Treaty (NPT), Iran is entitled to enrich uranium to low levels for domestic power consumption and medical treatment, such as radiation therapy for cancer patients.

Lesson #2: Iran is not a threat to the US

The United States military is the largest, most sophisticated machine of force and violence the world has ever seen. After factoring in foreign military aid and nuclear weapons maintenance, the U.S. spends over an estimated $1 trillion (that’s >$1,000 billion) on defense annually.

By contrast, Iran spends somewhere between $10-12 billion on defense annually, after factoring in foreign and domestic paramilitary units such as the Revolutionary Guards and Basij—Iran’s domestic volunteer militia. This is “less than the United Arab Emirates, and only between 25% to 33% of Saudi defense spending,” notes Anthony Cordesman of the Center for Strategic and International Studies. It spends approximately 1/5 of the amount allocated by the six sheikdoms of the Gulf Cooperation Council—America’s staunchest regional allies (save for Israel) and the guardians of Western access to crude.

Lesson #3: Iran is not an existential threat to Israel

Ehud Barak, Israeli Defense Minister: “Iran does not constitute an existential threat against Israel.” (Reuters, Report: Barak says Iran is not existential threat to Israel; September 17, 2009)

Dan Halutz, former Chief of Staff of the Israel Defense Forces and Commander of the Israeli Air Force: “Iran poses a serious threat, but not an existential one. The use of this terminology is misleading. If it is intended to encourage a strike on Iran, it’s a mistake. Force should be exerted only as a last resort.” (YNet, Former IDF Chief: Iran doesn’t pose an existential threat; February 2, 2012)

Tamir Pardo, Director of the Mossad: “Does Iran pose a threat to Israel? Absolutely. But if one said a nuclear bomb in Iranian hands was an existential threat, that would mean that we would have to close up shop and go home. That’s not the situation. The term existential threat is used too freely.” (Haaretz, Mossad Chief: Nuclear Iran not necessarily existential threat to Israel; December 29, 2011)

Israel maintains a competitive advantage in total amount spent on munitions and assets, as well as a massive edge in terms of technological sophistication. Israel spends almost twice as much as Iran on defense appropriations and is able to buy the world’s most advanced weaponry from the United States (mostly with U.S. taxpayer money, laundered through foreign aid). Iran, by contrast, is heavily dependent on the dated munitions it received under the Shah and acquires rudimentary missile technology from China and North Korea with its own money.

Even if Iran were pursuing nuclear weapons, Israel’s own stockpile—estimated at a several hundred high-yield warheads—ensures that Tehran would not engage in a first-strike. Those familiar with the Cold War doctrine of Mutually Assured Destruction (MAD) know that when confronted with the possibility of your own annihilation, so the theory goes, you’re incentivized to refrain from launching a first strike. Israel’s stationing of nukes on German-made Dolphin class submarines in the Mediterranean assures that even if a first strike were to be carried out on the Jewish state, the perpetrator would still be subject to a retaliatory strike.

However, much as America acts as Israel’s patron, so too Iran spends a good deal arming and supporting proxy armies in southern Lebanon and the Gaza Strip—Hezbollah and Hamas, respectively. While these forces present a serious challenge to Israeli military incursions into said areas, their ability to project force within Israel’s borders is limited to indiscriminate rocket fire. While dangerous and psychologically terrifying for civilians, such tactics cannot be considered more than a nuisance when comparing capacities for state violence.

Israel is not a signatory to the NPT and repeatedly refuses propositions for a Middle East Nuclear Weapons-Free Zone (MENWFZ) to be established as a means of ending the stand-off with Tehran, despite majority support from the Israeli public.

Lesson #4: Iran’s leadership is not fanatical or suicidal


General Martin Dempsey, Chairman of the Joint Chiefs of Staff: “We are of the opinion that the Iranian regime is a rational actor.” (Global Public Square, Martin Dempsey on Syria, Iran and China; February 17, 2012)

Israel Defense Forces Chief of General Staff, Maj. Gen. Benny Gantz: “I think the Iranian leadership is composed of very rational people.” (CS Monitor, Israeli Army Chief says he doubts Iran will build a nuclear weapon; April 25, 2012)

Intellectual orthodoxy holds that even the most tepid criticism of Israeli and American policy vis-à-vis Iran requires a disclaimer by all “serious people” that Iran is a vicious theocratic regime which oppresses its own people. While Iran’s governmental structure is religiously based and peaceful protests have been met with repression, such traits are hardly unique. Saudi Arabia, America’s most solid regional ally, enforces religious doctrine as viciously if not more so than Iran does (such as executing many for practicing freedom of speech and religion as “witches” or “blasphemers”). And, of course, violent government responses to non-violent demonstrations aimed at political change are hardly unknown in free societies (see: Occupy Wall Street).

Moreover, there’s little correlation between the internal repression of a society and its external behavior. The United States, one of the freer societies on the planet, routinely engages in aggression and the use of brute force to accomplish geopolitical objectives. Conversely, Iran pummels domestic dissent while historically limiting its military involvement outside its borders. The only record of Iranian aggression since the 18th century was when the U.S.-backed Shah invaded and conquered a series of Arab islands in the early 1970’s.

Despite contentions from the likes of Benjamin Netanyahu that Iran’s leadership is capable of pulling the temple down on their heads in a show of Samsonian martyrdom, Tehran’s track record and statements indicate otherwise. The more judicious pundits at least acknowledge as much.

Lesson #5: Politicians and media stenographers have been claiming Iran is on the verge of developing nuclear weapons since the mid-1980’s

House Republican Research Committee in 1992: “98 percent certainty that Iran already had all (or virtually all) of the components required for two or three operational nuclear weapons.” (Christian Science Monitor, Imminent Iran nuclear threat? A timeline of warnings since 1979; November 8, 2011)

Iran began its nuclear program with help from the United States during the 1950’s when it was run by Washington’s puppet-dictator Shah Reza Pahlavi, who was installed after the U.S. overthrew the democratically elected government in a 1953 CIA coup known as Operation Ajax. Following the 1979 Islamic revolution, Ayatollah Khomeini condemned all nuclear and chemical weapons as “un-Islamic,” stopping the nascent nuclear program in its tracks. Supreme Leader Ali Khamanei reiterated his predecessor’s religious edict some 20 years later.

The 1980’s saw complex American-Iranian and Israeli-Iranian relations, whereby discreet deals were made among the antagonistic powers in an effort to accomplish other foreign policy goals. Yet by the early 1990’s Iran’s growing military prowess and the near-destruction of the major Arab military presence to Israel’s east (Iraq) put Iran back on Tel Aviv’s agenda as a strategic competitor. In 1992, then-member of parliament Benjamin Netanyahu told the Knesset that Iran was 3 to 5 years from having a nuclear weapon—and that the threat had to be “uprooted by an international front headed by the U.S.” Sound familiar?

American policymakers began to echo Israeli claims during the 1990’s, largely in public and without evidence to back them up. These assertions continued in a steady drumbeat of increasingly hostile rhetoric (“The Axis of Evil”) all the way until 2007, when a declassified NIE was released disputing the fact that Iran continued its weapons program in any way beyond 2003. Despite the conclusions, as mentioned in lesson #1, hawks on the left and right continue to peddle demonstrably false claims to this very day.

Lesson #6: The American and Israeli security establishments are against it

U.S. Secretary of State Hillary Clinton: “We’re watching very carefully about what [Iran] do[es], because it’s always been more about their actions than their words…We’re not setting red lines.” (Haaretz, Clinton rejects Netanyahu’s call for ‘red lines’ over Iran nuclear program; September 10, 2012)

Former Internal Security Chief Yuval Diskin: “…attacking Iran will encourage them to develop a bomb all the faster.” (Think Progress, Diskin says he has ‘no faith’ in current leadership, April 27, 2012)

Former Mossad Chief Meir Dagan: a future Israeli Air Force strike on Iranian nuclear facilities is “the stupidest thing I have ever heard.” (Haaretz, Former Mossad chief: Israel air strike on Iran ‘stupidest thing I have ever heard’, May 7, 2011)

Although the idea of nuclear weapons in the hands of an avowedly hostile regime is as upsetting to Washington as it is to Tel Aviv, the Pentagon brass is opposed to an attack, not because they suddenly favor the regime in Tehran, but because their own strike simulations predict a great deal of injurious blowback in exchange for, at most, a brief setback in Iran’s nuclear capability.

And despite war hysteria in Israel, fanned by political rhetoric, and legitimate conventional security concerns for the Jewish state, Israeli security and military officials recognize that they don’t have anywhere near the overwhelming force required to take care of the problem. The only way to ensure that Iran doesn’t develop a nuclear weapons capability would be to install a friendly puppet regime in Tehran, a task far beyond the capability of the Israel Defense Forces (IDF) or the U.S. military at this point.

In lieu of direct military conflict, the U.S. and Israel have adopted a harsh policy of economic sanctions, cyberwarfare, and covert operations—declarations of war, by American standards—in an effort to delay Iran’s nuclear progress. But the consensus among knowledgeable players is that any resort to force will have far worse repercussions than benefits.

Lesson #7: The American and Israeli people are against it


Poll: 7 out of 10 Americans choose diplomacy over military force to end Iran’s nuclear ambitions (Christian Science Monitor, To strike Iran’s nuclear facilities or not to strike? Why polls differ; March 14, 2012)

Poll: 58% of Israelis oppose a unilateral strike on Iran (Haaretz, Haaretz poll: Most of the public opposes an Israeli strike on Iran; March 8, 2012)

Poll: Only 27% of Jewish Israelis in favor of a unilateral strike on Iran (Haaretz, Poll: Most Israelis oppose attack on Iran nuclear facilities; August 16, 2012)

While public opinion is as malleable as Play-Doh, surveys show that the American and Israeli citizenries are very skeptical about war with Iran. The former, still reeling from the unpleasant effects of two costly occupations (one ongoing), are overwhelmingly opposed to another war in the Middle East. Likewise, although a majority of Israelis view Iran’s nuclear program as more immediately dangerous than their American counterparts do, polling indicates they are opposed to a unilateral strike initiated without American support. This makes sense, given the IDF’s military inadequacy for the task at hand, and Israel’s proximity to retaliatory proxy forces in southern Lebanon and Gaza.

It is true that survey responses vary depending on how the question is asked. When confronted with the baseless assertion that Iran is building nuclear weapons, many respondents aver that military action is worth it. But when given the correct facts, both populations conclude that the downsides of military force aren’t worth the payoff. This aligns with the thoughts of most policymakers within the establishment.

Lesson #8: An Iranian nuclear weapon will be all-but-assured if the U.S. or Israel attack


Former CIA Director Michael Hayden on war deliberations within the Bush administration: “the consensus was that [a brief bombing campaign] would guarantee that which we are trying to prevent: an Iran that will spare nothing to build a nuclear weapon and that would build it in secret.” (The Hill, Don’t let Iran be a second Iraq; February 27, 2012)

With so much evidence solidly against their position, U.S. and Israeli hawks have become increasingly strident in their appeal to violence as a means of ending the Iranian “nuclear threat.”  Many proponents of a strike have cited the Israeli Air Force raid on Iraq’s Osirak reactor in 1981 as a precedent that could be emulated. While comparisons between the two situations are tenuous at best, what’s of higher import is the fact that U.S. intelligence concluded that the 1981 attack didn’t stop Saddam’s nuclear weapons program—it accelerated it.  (It was actually the consequences of Saddam’s 1991 invasion of Kuwait that brought Iraq’s bomb program to a halt.)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 09, 2012, 05:53:38 pm
Irão poderá ter a bomba nuclear dentro de 14 meses


O Irão pode produzir urânio suficiente para uma bomba atómica dentro de dois a quatro meses, após o que precisa de mais oito a dez meses para fabricar a arma em questão, diz um relatório americano, hoje citado pela AFP.

Os autores de um novo relatório sobre o programa nuclear iraniano asseguram que os dirigentes de Teerão fizeram progressos no seu esforço de enriquecimento de urânio, mas que os Estados Unidos e os inspetores da Organização das Nações Unidas seriam capazes de detetar qualquer tentativa de superar o patamar crítico, pelo menos no momento atual.

O documento, do Instituto para a Ciência e Segurança Internacional, disponibiliza estimativas de "stocks" de urânio e taxas de enriquecimento baseadas em informação das inspeções do programa iraniano feitas pela Agência Internacional da Energia Atómica da ONU.

Para ter os 25 quilos de urânio altamente enriquecido necessários para uma arma nuclear, o Irão "precisa pelos menos de dois a quatro meses", adianta-se no relatório.

O relatório corrobora a perspetiva do governo dos EUA, segundo a qual assim que o Irão tome a decisão de construir a bomba fica a meses de gerar quantidade suficiente de material para uma bomba e outros meses adicionais para construir a aparelho.

As conclusões confirmam os comentários feitos à agência noticiosa por um dos autores do relatório, David Albright, um dos principais peritos sobre o projeto nuclear iraniano.

Quando o Irão tiver suficiente urânio enriquecido, pode precisar de oito a dez meses para construir uma arma nuclear, afirmou Albright à AFP na segunda-feira.

O secretário da Defesa norte-americano, Leon Panetta, afirmou em setembro último que os EUA teriam cerca de um ano para agir, se o Irão decidisse construir uma arma nuclear.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Outubro 10, 2012, 02:24:26 am
Engraçado, a AIEA disse que o Irã não tem planos para uma bomba, pois pulverizou um terço de seu urânio, e a Inteligência (Seja lá de que país foi) disse o mesmo, que o Irã não planeja uma bomba. Agora tão dizendo que, em 14 meses, o Irã terá a bomba, o que o Ahmadinejad tá cansado de negar.
Vai ficar nesse disse-que-disse até quando? Até dispararem o primeiro Scud em Israel e acusarem o Irã, para servir de desculpa pra invasão? :evil:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 14, 2012, 03:07:50 pm
Irão «tem plano secreto» para provocar derrame de petróleo no Golfo


O corpo de elite iraniano da Guarda Revolucionária elaborou planos para afundar um petroleiro no Golfo e criar assim uma catástrofe ecológica, afirma a revista alemã Spiegel.

A revista, que cita fontes dos serviços secretos ocidentais, destaca que o plano ultra-secreto, cujo nome de código é «Água Suja», pretende impedir a passagem de navios pelo Golfo, rico em combustíveis, e obrigar os países ocidentais a iniciar uma gigantesca operação de limpeza.
 
A Spiegel afirma que a Guarda Revolucionária está convencida de que isto levaria os países ocidentais a suspender as sanções impostas ao Irão pelo controverso programa nuclear, que este ano começaram a provocar um forte impacto na economia iraniana.
 
O plano, elaborado pelo comandante da Guarda, o general Mohamad Ali Jafari, e pelo almirante Ali Fadavi, chefe da força marítima da organização, também pretende «punir» os Estados árabes do Golfo pelo apoio ao Ocidente e a Israel, segundo a revista.
 
Uma operação de limpeza só poderia acontecer com a ajuda técnica do Irão, o que exigiria a suspensão temporária das sanções, de acordo com a publicação.
 
Jafari e Fadavi entregaram o plano ao líder supremo do Irão, o ayatola Ali Khamenei, que terá a palavra final sobre a aplicação ou não do mesmo, destacou a revista.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 14, 2012, 07:10:38 pm
Um desastre ecológico no sítio do mundo com maior número de poços de petróleo no mar e onde passam diariamente dezenas de petroleiros? Mas ainda existe algum ecossistema para destruir? Estas teorias da conspiração estão cada vez mais fraquinhas... :mrgreen:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 16, 2012, 02:03:02 pm
Irão diz que novas sanções são «desumanas» e recusa negociações com UE


O Irão considerou «desumanas» as novas sanções impostas ao país pela União Europeia na segunda-feira, e voltou a recusar-se publicamente a negociar o respectivo programa nuclear, disse hoje o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ramin Mehmanparast.
 
Na segunda-feira, a UE proibiu importações de gás natural vindo do Irão e impôs outras duras medidas, como o bloqueio de transferências bancárias entre a Europa e o país persa sem autorização prévia.
 
Antes, os países ocidentais já tinham atacado as exportações de petróleo do país e o acesso dos iranianos aos sistemas bancários internacionais.
 
Mehmanparast acrescentou que as novas sanções não incapacitarão o Irão para continuar a alimentar o respectivo  programa nuclear. Apesar disso, classificou-as de «ilegais, estúpidas e desumanas».
 
A principal companhia petrolífera do Irão e os seus ministérios de Energia e do Petróleo estão na lista de empresas sancionadas da União Europeia, publicada hoje.
 
A lista cita empresas que financiam o regime de Teerão, e as quais  constituem o novo alvo da UE, que insiste em querer voltar a discutir com o Irão o seu programa nuclear.
 
A Companhia Nacional Petrolífera Iraniana, a maior exportadora de petróleo do país e uma das maiores do mundo, deve ser atingida fortemente pelas novas sanções. Junto a ela, estão 33 outras empresas que viram os seus investimentos europeus congelados.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 16, 2012, 05:18:18 pm
Sanções da UE têm como alvo companhias petrolíferas e gás do Irão


A União Europeia impôs hoje sanções contra companhias estatais iranianas da indústria de petróleo e gás e reforçaram as restrições sobre o banco central, colocando mais pressão financeira sobre o programa nuclear de Teerão.
 
 Entre as mais de 30 empresas e instituições listadas no jornal oficial da UE como alvos de congelamento de activos na Europa está a Companhia Nacional Iraniana de Petróleo (NIOC), uma das maiores exportadoras de petróleo do mundo, e a Companhia Petrolífera Nacional Iraniana.
 
Ambas são elementos vitais da indústria de petróleo do país, principal fonte de receita do governo, que está a ser alvo de sanções do Ocidente.
 
A sua importância aumentou nos últimos meses, com os governos na Europa e nos Estados Unidos a procurar limitar o acesso de Teerão ao dinheiro, forçando empresas ocidentais a interromper o comércio com o Irão e levando Teerão a depender mais de empresas domésticas.
 
Justificando a decisão, os governos da UE disseram que ambas as empresas, NIOC e NITC, providenciam suporte financeiro ao governo.
 
O Irão disse que as sanções não vão funcionar.
 
«Nós recomendamos que, em vez de tomar a abordagem errada e ser teimoso e usar pressão... eles possam voltar às discussões com uma abordagem lógica», disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ramin Mehmanparast, em conferência de imprensa.
 
Os Estados Unidos já impuseram restrições à NIOC no mês passado e colocaram a companhia petrolífera na lista negra.
 
Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 28, 2012, 07:03:43 pm
Combustível é recarregado na central nuclear de Bushehr


O reactor da central nuclear iraniana de Bushehr foi carregado novamente com combustível atómico e a fábrica está pronta para retomar as operações, informou hoje a agência oficial de notícias iraniana, Irna.
 
«Segunda-feira a operação de recarga de combustível realizou-se na presença de especialistas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)», afirmou a agência.
 
A AIEA, órgão da ONU encarregado de supervisionar o cumprimento do Tratado de Não-Proliferação (TNP) nuclear, informou no dia 16 que tinha retirado o combustível nuclear do reactor de Bushehr, a única fábrica que existe no Irão e que ainda não está em pleno funcionamento.
 
A AIEA disse então que tinha verificado que o material tinha sido levado para o tanque de combustível esgotado.
 
Fontes diplomáticas em Viena, onde se situa a sede da AIEA, comentaram que a operação poderia representar um novo atraso na operação iniciada da central, apesar da intenção do Irão de tê-la em pleno funcionamento em 2013.
 
A 18 de Novembro, o representante do Irão na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, disse que a retirada do combustível «é um procedimento técnico muito normal» e relacionou-o com a próxima transferência da responsabilidade da fábrica da Rússia para o Irão.
 
O reactor da central de Bushehr, construída por técnicos russos no sul do Irão, começou a funcionar a 40% da sua capacidade em Setembro de 2011 e estava a funcionar a 75% antes de ser retirado o combustível no mês passado.
 
Dias antes da retirada do combustível do núcleo, o Irão tinha anunciado que Bushehr tinha entrado na fase final de provas para que a Rússia pudesse entregar o controlo da fábrica aos técnicos iranianos.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Dezembro 09, 2012, 09:37:28 pm
(http://i.imgur.com/lT2p1.jpg)
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lightning em Dezembro 12, 2012, 12:19:19 am
Essa foto esta bonita, mas isso e tudo o que o Irao tem?
2 caças e umas 10 bombas/misseis :mrgreen: .

Agora mais a serio, o Irao tenta sempre passar a imagem de pais muito poderoso com fotos deste tipo, fotos de misseis a serem disparados, fotos de filas interminaveis de avioes de combate, mas mais tarde vem-se a saber que metade dos misseis da foto foram colados no photoshop, e que os avioes de combate estao sem motor e tem blocos de cimento no seu lugar para manterem o equilibrio.
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Dezembro 12, 2012, 11:17:37 am
Isto são as capacidades do dinossauro F-4.
Repara que até já faz reabastecimento em voo ao F-5!
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lightning em Dezembro 12, 2012, 05:45:44 pm
Citação de: "HSMW"
Isto são as capacidades do dinossauro F-4.
Repara que até já faz reabastecimento em voo ao F-5!

Sim reparei na magueirita a ir para o F-5 (ou la como se chamam as versoes Iranianas). Eu sei que o Irão é um pais grande, mas para defender o seu espaço aereo precisam de reabastecer aviões em voo? Ou é para meter medo a Israel?

Mas ainda assim... gostava que na foto estivesse uma pessoa para comparar o tamanho, isto ainda pode ser uma foto de modelos em miniatura :mrgreen: .
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Dezembro 23, 2012, 06:29:58 pm
(http://sphotos-b.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/546505_10151179166983603_740841524_n.jpg)
Citar
'Meshkat-1 can take photos with a resolution of 160 MP(7500*21250p) with a raw file size of 307 or 922 MB (depending on the type of picture). Data transfer rate from the system to industrial computer using local area network (LAN)is 1000 Megabit per second . Dimensions of the sensor in Meshkat -1 system are: 160*170 mm ,focal length of 90 mm , viewing angle of 104.33 degrees in width and 37 degrees in length and it weighs 12 kg. Specifications of camera visor are 10x optical zoom , horizontal resolution 530 , angle of horizontal view of 4.6 closed angle and 46 open angle.''

(http://sphotos-g.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/74039_10151182379893603_505961587_n.jpg)
Citar
Newly overhauled/upgraded Fulcrum.

(http://sphotos-e.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/563860_10151182605838603_806733664_n.jpg)
Citar
"Sharpshooter" from 101st Tactical Fighter Squadron in 10th Tactical Fighter Base "Konarak", takes-off from Mehrabad International Airport at Tehran after undergoing the first phase of the "Dowran" upgrade program, aimed at fully modernizing the F-4Es and F-4Ds fleet of IRIAF. The modernization programme includes: multi-functional displays (MFDs) in both front and rear cockpits to present engine instruments, armament system status, and other data.Another MFD is mounted on the left instrument panel to show flight management system (FMS)data and a moving map integrated with GPS. The radar is replaced by a new Chinese system of unknown specifications. A new,domestic-built UHF/VHF radio system is also fitted. A Chinese-built head-up display, and changes to the weapons system for the use of new Chinese PL-7 infra-red air-to-air missiles and advanced PL-12 AA active-radar missiles. A Chinese radar warning receiver and two Iranian made chaff/flare dispensers have been installed also.
(http://sphotos-b.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/16706_10151182825178603_478600527_n.jpg)
Su-24

http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... ead/page98 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?142058-Islamic-Republic-of-Iran-Armed-Forces-Official-thread/page98)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Dezembro 29, 2012, 02:18:12 pm
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Dezembro 30, 2012, 02:45:48 pm
(http://sphotos-g.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/532044_10151193170523603_964259779_n.jpg)
(http://sphotos-d.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/427674_10151193171728603_402900112_n.jpg)
(http://sphotos-c.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/564644_10151193172128603_1503204394_n.jpg)
(http://sphotos-d.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/77083_10151193172803603_588918814_n.jpg)
(http://sphotos-e.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/64024_10151193173218603_1783046912_n.jpg)
(http://sphotos-d.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/400076_10151193174428603_1138714661_n.jpg)
(http://sphotos-d.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/400010_10151193174683603_717144007_n.jpg)
(http://sphotos-d.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/165087_10151193182973603_1612570042_n.jpg)

Desembarque e assalto com 9mm?  :arrow: http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... ost6510131 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?142058-Islamic-Republic-of-Iran-Armed-Forces-Official-thread&p=6510131&viewfull=1#post6510131)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Dezembro 30, 2012, 03:46:49 pm
Propaganda portanto vale tudo desde que fique bem nas fotos e faça aparato. A esmagadora maioria desses actores irá render-se em largas porções como ocorreu no Iraque.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Dezembro 31, 2012, 02:56:36 pm
Não espere tamanho entreguismo. Os iraquianos contavam com a diplomacia, que foi solapada pelos EUA. Estavam despreparados e tudo o mais. O Irã está se preparando pra guerra faz anos, desde a primeira ameaça de invasão. E, desta vez, os EUA não demonstram vontade de invadir, nem de ajudar Israel a fazer isso. O governo americano sabe o custo político de uma guerra prolongada, e o Irã seria, no mínimo, um segundo Vietnã.

A única forma de vencer o Irã rapidamente seria em um ataque Nuclear, e isso poria o MUNDO inteiro contra os EUA (E Israel por tabela, que provocou a coisa toda)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Janeiro 02, 2013, 02:41:49 pm

 :arrow: http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... r-Toufan-2 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?221700-Iran-unveils-new-helicopter-Toufan-2)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lightning em Janeiro 03, 2013, 07:54:23 pm
Citação de: "HSMW"
Desembarque e assalto com 9mm?  :mrgreen:

Gostei muito das motos e dos CH-53, nem sabia que tinham disso, afinal tem 3 :lol: .
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lightning em Janeiro 03, 2013, 07:59:15 pm
Citação de: "Snowmeow"
os EUA não demonstram vontade de invadir

O presidente já não se chama Bush :mrgreen: .

Citar
A única forma de vencer o Irã rapidamente seria em um ataque Nuclear, e isso poria o MUNDO inteiro contra os EUA (E Israel por tabela, que provocou a coisa toda)

Grande parte do mundo também esteve contra os EUA na invasão ao Iraque e... não fez grande diferença.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 03, 2013, 10:08:11 pm
Estão a treinar desembarques porque são o equivalente ao nosso Corpo de Fuzileiros. Geralmente é o que forças de assalto anfibio treinam. Desembarques.... Eu treinei centenas, junto com os meus camaradas, tanto em exercicios nacionais como multinacionais. Iria invadir quem? As Berlengas?...  :?

Quanto ao ataque americano, é independente de quem estja no poleiro lá na Casa Branca. O ultimo ferrolho a impedir o mesmo chama-se Síria e não deve durar muito mais. A quantidade de azeris, líbios, tchetchenos, afegãos, sauditas e outros que tais chamados de "sírios livres" não para de aumentar e russos, iranianos e iraquianos estão de mãos atadas não podendo esclar o seu apoio a Assad para o claramente aberto. Tempo, apenas uma questão de tempo.

Quanto a armas atómicas, só um completo louco se iria atrever a lançar as mesmas junto à fronteira russa e sobre um fornecedor-chave para indianos e chineses. Nem o mais alucinado neocon se atrevia a tanto (espero eu)  :?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lightning em Janeiro 05, 2013, 12:27:51 pm
Citação de: "FoxTroop"
Outra adenda, eles não usam a AK-47 mas sim a "nossa" não menos vetusta e venerável HK G-3. Se seguir o link para as fotos verá o resto delas onde o resto da força aparece de G-3.

É verdade, erro meu, é que ainda acho estranho haver um pais no médio-oriente carregado de equipamento Americano (e de outros paises ocidentais, como nesse caso, uma espingarda automática alemã) e seja o maior inimigo dos EUA (ou no top 5 :mrgreen: ).
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Janeiro 05, 2013, 04:48:33 pm
Iran Spy Network 30,000 Strong

   
Citar
Iran’s intelligence service includes 30,000 people who are engaged in covert and clandestine activities that range from spying to stealing technology to terrorist bombings and assassination, according to a Pentagon report.

    The report concluded that Iran’s Ministry of Intelligence and Security, known as MOIS, is “one of the largest and most dynamic intelligence agencies in the Middle East.”
Some notable quotes:

   
Citar
The spy service operates in all areas where Iran has interests, including Afghanistan, Iraq, Kuwait, Lebanon, Central Asia, Africa, Austria, Azerbaijan, Croatia, France, Georgia, Germany, Turkey, Britain, and the Americas, including the United States.

   
Citar
Iranian activities in Argentina, Bolivia, Brazil, Ecuador, and Venezuela have raised alarm among U.S. government officials.
    To advance its goals, MOIS recruits individuals regardless of their beliefs, including Arabs or Jews to spy in Israel,” the report said. One MOIS deputy minister, Saeed Emami, was appointed to a key post despite being Jewish by birth.
 
Citar
According to the report, Iranian intelligence is expanding operations in the Middle East and Mediterranean by setting up electronic eavesdropping stations. “Two Iranian-Syrian [signals intelligence] stations funded by the IRGC reportedly have been active since 2006, one in the al-Jazirah region in northern Syria and the other on the Golan Heights,” the report said, noting that additional stations were planned for northern Syria.''
Citar
  According to the report, Russia was active in training Iranian intelligence operations beginning in the 1990s. The Russian SVR spy service, the successor to the Soviet KGB, trained hundreds of MOIS operatives despite the two agencies’ different doctrines. The cooperation was based on both nations’ goal of limiting U.S. political influence in Central Asia and efforts to stifle ethnic unrest. “The SVR trained not only hundreds of Iranian agents but also numerous Russian agents inside Iran to equip Iranian intelligence with signals equipment in their headquarters compound,” the report said. Iran’s intelligence is also cooperating with al Qaeda despite the Sunni-Shiite differences in religious ideology.

   
Citar
Iranians engage in two types of terrorist attacks,” the report said. “One type includes sabotage, espionage, and bombing of target locations, while the other involves the assassination of dissidents of the Islamic Republic of Iran. Both are perpetrated inside and outside of Iran.
 
Citar
For human spying, the Iranians are “extremely active,” the report said, noting a highly organized and focused program against nearby states. The Iranians have also deployed many agents to influence the government in Baghdad. Other Iranian intelligence networks have been discovered in Kuwait, Bahrain, and Turkey.''
   
Citar
Iran created a special counterintelligence unit in response called Oghab 2, or Eagle 2, devoted to protecting the nuclear program from attack and sabotage.
 
Citar
According to Iran’s constitution, all organizations must share information with the MinistrAccording to Iran’s constitution, all organizations must share information with the Ministry of Intelligence and Security. The ministry oversees all covert operations. It usually executes internal operations itself, but the Quds Force of the Islamic Revolutionary Guards Corps for the most part handles extraterritorial operations such as sabotage, assassinations, and espionage. Although the Quds Force operates independently, it shares the information it collects with MOIS.y of Intelligence and Security. The ministry oversees all covert operations. It usually executes internal operations itself, but the Quds Force of the Islamic Revolutionary Guards Corps for the most part handles extraterritorial operations such as sabotage, assassinations, and espionage. Although the Quds Force operates independently, it shares the information it collects with MOIS.

   
Citar
The Iranian government considers Mojahedin-e-Khalq to be the organization that most threatens the Islamic Republic of Iran. One of the main responsibilities of the Ministry of Intelligence and Security is to conduct covert operations against Mojahedin-e-Khalq and to identify and eliminate its members. Other Iranian dissidents also fall under the ministry’s jurisdiction.
 
Citar
 Even though Iran has created a well-equipped counterintelligence system to protect its nuclear program, it appears that other countries’ operatives still succeed in infiltrating the system, as well as some other parts of Iran’s intelligence apparatus.
Artigo completo:
http://freebeacon.com/iran-spy-network-30000-strong/ (http://freebeacon.com/iran-spy-network-30000-strong/)
Relatório do Pentágono:
http://freebeacon.com/wp-content/upload ... C-MOIS.pdf (http://freebeacon.com/wp-content/uploads/2013/01/LOC-MOIS.pdf)

Fonte:
http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... 000-Strong (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?221850-Iran-Spy-Network-30-000-Strong)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 05, 2013, 09:22:45 pm
Citação de: "Lightning"
É verdade, erro meu, é que ainda acho estranho haver um pais no médio-oriente carregado de equipamento Americano (e de outros paises ocidentais, como nesse caso, uma espingarda automática alemã) e seja o maior inimigo dos EUA (ou no top 5  ).

Coisas do tempo em que o regime iraniano era tão submisso aos USA que o Xá quase que sodomizada o Tio Sam com o nariz. Eram e são (junto com os azéris) a peça-chave para a politica americana para a Ásia Central e estou mais que convencido que é no eixo Síria - Irão que pode detonar o conflito mundial. A estrada para Teerão passa por Damasco, é assim desde Xenofonte, passando por Alexandre até aos dias de hoje.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 06, 2013, 12:26:27 am
Citação de: "HSMW"
Iran Spy Network 30,000 Strong

   
Citar
Iran’s intelligence service includes 30,000 people who are engaged in covert and clandestine activities that range from spying to stealing technology to terrorist bombings and assassination, according to a Pentagon report.


Propaganda pra incitar temor e conseguir apoio moral para uma invasão ao Irã e sua consequente guerra. Depois das "armas de destruição em massa" de Saddam que NUNCA foram encontradas (Até porque não existiam), não confio mais em relatórios pentagonais.
Tão vendo que a desculpa da "ameaça nuclear" não tá mais colando, arranjaram um meio de manter o fogo aceso.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Janeiro 06, 2013, 01:42:28 am
Gostava que durante uma semana o Brasil fosse governado por um regime muçulmano...
Para verem bem aquilo que estão a defender.
Volto a dizer...
Acham que o Ayatola gosta di gatxinha sambando pélada?!

Quando o regime iraniano tiver armas nucleares o sambódromo será dos primeiros locais a atacar...  :mrgreen:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 06, 2013, 04:10:00 am
Citação de: "HSMW"
Gostava que durante uma semana o Brasil fosse governado por um regime muçulmano...
Para verem bem aquilo que estão a defender.
Volto a dizer...
Acham que o Ayatola gosta di gatxinha sambando pélada?!

Quando o regime iraniano tiver armas nucleares o sambódromo será dos primeiros locais a atacar...  c34x
Se o Macedo, o Malafaia ou um de seus comandados for eleito presidente, teremos 208 semanas de "Irã", não se preocupe. (Deus nos livre disso! xD)

O que as pessoas precisam saber é que maniqueísmo é um conceito ultrapassado: Não existem "mocinhos" ou "bandidos" na política internacional. os aliados de hoje são os inimigos de amanhã, e vice-versa. Saddam era chegado do Reagan, inclusive. Tudo gira em torno de interesses, e o Irã está defendendo os seus: Independência do petróleo através do uso pacífico da energia nuclear, e integridade territorial.

O Irã sabe muito bem o que Israel e os EUA são capazes de fazer. Então, como um gato assustado frente a um cão, ele se arqueia (para parecer maior), mostra seus dentes e rosna. Sabe que vai perder se o cachorro atacar, mas mesmo assim poderá, ainda, fazer um belo dum estrago. Estrago, esse, que os EUA não desejam, não depois de suas experiências nada louváveis no Iraque e no Afeganistão.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 21, 2013, 01:38:15 pm
Irão exporta munições para conflitos em África e no Médio Oriente


Os primeiros indícios apareceram no Quénia, no Uganda e no actual Sudão do Sul. Um pesquisador britânico que pesquisava munições usadas por forças governamentais e milícias civis em 2006 encontrou cartuchos de uma Kalashnikov que nunca havia visto. As munições não tinham código de fábrica, num sinal de que o produtor queria evitar ser identificado. Mais tarde descobriu-se que era o Irão.
 
Num extenso artigo no New York Times, C. J. Chivers conta que nos dois anos seguintes outros pesquisadores passaram a encontrar cartuchos idênticos no conflito étnico do Darfur. Uma munição semelhante então apareceu em 2009 num estádio da Guiné-Conacri, onde soldados alvejaram manifestantes anti-governo, matando mais de 150.
 
Durante seis anos, um grupo de investigadores independentes que estudava o tráfico de armas empenhou-se em localizar a fonte dos cartuchos misteriosos. Trocando informações de quatro continentes, concluíram que alguém vinha discretamente a canalizar munições de espingardas e metralhadoras para regiões de conflitos prolongados. A conclusão da investigação trouxe uma surpresa. O fabricante era o Irão.
 
O Irão tem uma indústria bélica militar muito desenvolvida, mas não exporta as suas armas em quantidades que rivalizem com pesos pesados como os EUA, a Rússia, a China e vários países europeus.
 
Neste caso, porém, o destino escolhido para as exportações era significativo. Embora as munições para armas pequenas desperte menos atenção do que as armas estratégicas ou armas que motivam condenação internacional, como minas terrestres e bombas de fragmentação, ela é um ingrediente básico para a violência organizada e está envolvida em incontáveis mortes todos os anos e em todas as  guerras.
 
Nos últimos anos, embora o Irão tenha enfrentado o escrutínio internacional devido ao seu programa nuclear e por patrocinar protestos em todo o Médio Oriente, a respectiva produção estatal de munições foi distribuída por redes secretas para uma longa lista de combatentes, incluindo regiões sob embargo armamentista da ONU.
 
A pista de indícios descoberta durante as investigações incluía cartuchos iranianos em posse de rebeldes na Costa do Marfim, de tropas federais na República Democrática do Congo, dos talibãs no Afeganistão e de grupos no Níger afiliados à Al Qaeda no Magreb Islâmico. As munições estiveram vinculada a exemplos espectaculares de violência patrocinada pelo Estado, e a grupos armados ligados ao terrorismo, tudo isto sem chamar muita atenção nem levar à identificação do fabricante.
 
A munição, compatível com as mais abundantes armas de fogo do planeta, foi documentada sobretudo em África, onde os investigadores concluíram que quantidades incalculáveis tenham sido fornecidas aos governos da Guiné, do Quénia, da Costa do Marfim e, sugerem os indícios, do Sudão.
 
De lá, viajava para muitos dos lugares mais voláteis do continente, tornando-se um instrumento de violência em algumas das guerras mais terríveis e dos regimes mais brutais de África.
 
Embora a ampla redistribuição dentro de África possa ser obra de governos africanos, a mesma munição foi encontrada noutros lugares, inclusivamente num arsenal de insurerctos no Iraque e num navio interceptado na direção da Faixa de Gaza.
 
O papel do Irão em fornecer armas a aliados e a quem combate os seus inimigos já foi compreendido em termos amplos há muito tempo. Algumas dessas práticas foram relatadas recentemente na transferência de mísseis Fajr 5 para Gaza, mas o crescente rasto de exportações de munições para armas pequenas levantou dúvidas sobre o papel do Irão no obscuro comércio de munições.
 
«Se você me perguntasse há não muito tempo qual era o papel do Irão no tráfico de munições para armas pequenas rumo à África, eu teria dito que "não muito"», afirmou James Bevan, ex-investigador da ONU que desde 2011 dirige a Conflict Armament Research, empresa privada com sede no Reino Unido que identifica e monitoriza armas convencionais. «Isso está a mudar», acrescentou.
 
A investigação também demonstrou a relativa facilidade com que armas e munições transitam pelo mundo, uma característica do comércio bélico que pode explicar em parte como o Irão burlou o escrutínio dos governos e organizações internacionais que tentam restringir as suas vendas armamentistas.
 
A razão por que o Irão entrou nesse mercado não está clara, mas mesmo sem isso haveria munições disponíveis. Bevan disse que a busca de lucros e um esforço do Irão para angariar influência em África podem explicar as exportações.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Janeiro 21, 2013, 06:58:59 pm
Será o único a fazê-lo? Creio que antes do Irão já certas potencias o faziam e ainda hoje continuam a dominar a venda de armas nessas zonas do globo.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 22, 2013, 04:29:24 pm
Nem mesmo o Brasil está livre dessa, tendo chegado a ser vergonhosamente o maior exportador de minas terrestres do mundo. Eu acho que o problema é de quem compra e para que compra as armas. Quem vende só está fazendo a sua parte. O problema está na demanda, não na oferta.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Janeiro 22, 2013, 05:21:48 pm
Citação de: "Snowmeow"
Eu acho que o problema é de quem compra e para que compra as armas. Quem vende só está fazendo a sua parte. O problema está na demanda, não na oferta.
Ah! Então pronto... está bem...  :roll:
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 27, 2013, 09:15:04 pm
Irão proíbe venda de petróleo para os países da UE


O Irão proibiu a venda e a exportação de qualquer tipo de crude, gás líquido e condensado para os 27 países da União Europeia (UE), anunciou hoje o porta-voz do ministério do Petróleo iraniano, Alireza Nikzad Rahbar. Em declarações difundidas pela agência iraniana Mehr, Nikzad informou que a dita exportação "será proibida aos países europeus que tomaram decisões hostis contra o Irão".

O porta-voz explicou que, "apesar da petição de alguns países europeus para comprar petróleo e gás condensado, tal não será vendido a esses países" e assegurou que actualmente a exportação e produção de crude iraniano está numa situação favorável.

Nikzad disse que esta proibição continuará até que os países europeus e ocidentais "deixem as suas políticas hostis contra o Irão".

O responsável adiantou que nos novos contratos feitos com diferentes países do mundo, Teerão pergunta qual é o destino, onde se consome e para onde é transferido e pede-lhes para que não enviem para os países europeus.

"Esperamos que todos os compradores estrangeiros de petróleo cumpram os compromissos assumidos com o ministério do Petróleo iraniano e que não vendam a países europeus", adiantou.

O Irão está submetido a sanções da ONU por causa do seu programa nuclear, que alguns países, entre os quais os Estados Unidos, crêem que pode o armamento como fim, apesar de Teerão negar e afirmar que é exclusivamente para uso civil e pacífico.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Fevereiro 04, 2013, 04:57:16 pm
Citar
Iranian home-made Zulfiqar (Zolfaqar) tanks optimized by Iranian Army experts were unveiled
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 11, 2013, 09:11:47 pm
Irão está «mais perto» de produzir a bomba atómica


(http://www.csmonitor.com/var/ezflow_site/storage/images/media/content/2012/0927-israeli-prime-minister-benjamin-netanyahu-iran/13884571-1-eng-US/0927-ISRAELI-PRIME-MINISTER-BENJAMIN-NETANYAHU-IRAN_full_600.jpg)


O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse, esta segunda-feira, que o Irão está mais próximo de atravessar a «linha vermelha» que lhe permitirá construir a arma nuclear, mas ainda não a atingiu.

«Os iranianos estão a aproximar-se da linha vermelha», disse Netanyahu a líderes judeus dos EUA que o visitaram, a quem acrescentou: «Ainda não a atravessaram, mas estão a reduzir o tempo que precisam para o fazer», afirmou em declarações divulgadas pelo seu gabinete.
 
«Isto tem de ser parado», disse, considerando: «Temos de aplicar uma forte pressão e sanções pesadas».
 
Durante um discurso na Assembleia geral da Organização das Nações Unidas, em setembro, Netanyahu identificou uma «linha vermelha clara» para impedir o Irão de se dotar de uma bomba nuclear.
 
Na ocasião, usou uma caneta vermelha para fazer um risco numa folha de papel, onde estava um desenho de uma bomba, para ilustrar o que entende ser o limite que a comunidade internacional deve estabelecer ao programa nuclear iraniano.
 
Disse que o Irão já tinha 70% do urânio necessário para produzir uma bomba e alertou que, ao ritmo atual de enriquecimento, a República Islâmica poderia ter o material necessário à produção de uma bomba no verão.
 
O Governo iraniano argumenta que está a enriquecer urânio para fins de investigação médica, enquanto o Ocidente e Israel acreditam que o esforço esconde fins militares, designadamente a produção da arma nuclear.
 
Israel entende que o Irão deve ser impedido a qualquer custo de ter a bomba atómica e recusa excluir a opção militar para o conseguir.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Março 04, 2013, 08:24:32 pm
Chefe da AIEA pressiona Irão por acesso a base militar


O chefe da AIEA (Agência Internacional da Energia Atómica) pediu hoje ao Irão que conceda acesso imediato ao complexo militar de Parchin, onde se suspeita que estejam a ser realizados testes com explosivos relevantes para o desenvolvimento de armas nucleares. Yukiya Amano, director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), disse ao conselho da agência que «não podia indicar nenhum progresso» nos esforços desde o início de 2012 para clarificar as preocupações sobre o programa nuclear do Irão.

A AIEA, com sede em Viena, tenta há mais de um ano persuadir o Irão a cooperar com a investigação há muito tempo paralisada da agência sobre a suposta pesquisa para uma bomba atómica do Estado islâmico, que recusa qualquer actividade do género.

Amano disse que a agência continua comprometida a envolver-se com um diálogo construtivo com o Irão, mas que as negociações devem continuar com «sentido de urgência e focadas em atingir resultados concretos» imediatamente.

A prioridade da AIEA é poder inspecionar Parchin, uma grande central a sudeste de Teerão, onde se acredita que o Irão construiu uma câmara para realizar testes com explosivos, possivelmente há uma década atrás. O Irão nega.

«Conceder acesso ao complexo de Parchin seria um passo positivo, que ajudaria a demonstrar a disposição do Irão em comprometer-se com a agência no cerne das nossas preocupações», disse Amano.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Março 16, 2013, 11:50:40 pm
(http://sphotos-e.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-frc3/893634_10151342144103603_1499798194_o.jpg)
Citar
First photo of first F-14AM (M is abbreviation of "Modernized"). IRIAF`s technicians and experts modernized this bird during its overhaul. Modernization program is covering structure life-extention, avionic and armament systems upgrade. The work was massive and hundreds of hours was spent on upgrading this 37 years old Interceptor. It has painted in edged three tone Asian Minor II camo pattern. Two new AA missiles has adapted with its fire control system, R-73E and AIM-54A + "Fakkur" furthermore AIM-54A, AIM-7E-4, AIM-9J, and MIM-23C.
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Março 20, 2013, 09:11:04 pm
Decisão sobre ataque ao Irão é apenas de Israel, afirma Obama


A decisão de atacar instalações nucleares iranianas só diz respeito a Israel e os Estados Unidos não esperam que esta lhes seja previamente submetida, afirmou hoje, em Jerusalém, o Presidente norte-americano.

"Não esperaria que o primeiro-ministro [israelita Benjamin Netanyahu] tomasse uma decisão sobre a segurança do seu país submetendo-a a qualquer outro país", afirmou Barack Obama, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro israelita, em Jerusalém, no primeiro dia da sua primeira visita ao Médio Oriente como chefe de Estado norte-americano.

O presidente norte-americano afirmou "não saber" se Israel vai "dar esse passo", de atacar as instalações nucleares iranianas.

Sublinhou também que a relativa proximidade geográfica do país ao Irão dá uma perspetiva diferente sobre a ameaça, que Washington não tem.

"Todas as opções estão a ser consideradas, faremos o que for necessário para impedir que o Irão tenha armas nucleares", disse Obama, após uma reunião de mais de duas horas com Netanyahu.

Para o Presidente norte-americano, a diplomacia continua a ser "a melhor solução", mas o Irão tem de "cumprir as suas obrigações internacionais", caso contrário a comunidade internacional irá "aumentando a pressão" para que interrompa o desenvolvimento de armas nucleares.

Comparou mesmo a ameaça iraniana de "apagar Israel do mapa" com o Holocausto na II Guerra Mundial, ressalvando a diferença de que hoje há o "direito e a capacidade" de defesa.

A política norte-americana é de "prevenção, não contenção", disse Obama, questionando se "a liderança iraniana saberá aproveitar a oportunidade enquanto há tempo".

Netanyahu defendeu, por seu lado, que a diplomacia "não produziu resultados" até agora porque para tanto deve estar "respaldada com uma ameaça concreta de intervenção militar"

No passado, o primeiro-ministro israelita já se manifestou disponível a atacar instalações nucleares iranianas, se for necessário para impedir o país de se tornar numa potência nuclear.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Abril 19, 2013, 08:39:06 pm
(http://www.president.ir/media/main/126895.jpg)
(http://media.irna.ir/1392/13920129/1090100/n1090100-2016984.jpg)
Dia do exército Iraniano, mais fotos  :arrow:  Aqui (http://http)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: TOMSK em Abril 20, 2013, 11:49:48 pm
Citação de: "HSMW"
(http://www.president.ir/media/main/126895.jpg)

Estes blocos na lateral do tanque são blindagem espaçada ?
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: Lusitano89 em Abril 21, 2013, 01:05:32 pm
Venda de armas dos EUA a Israel é "sinal claro" para o Irão


O secretário da Defesa norte-americano afirmou hoje que a assinatura de um contrato de venda de armas a Israel envia "um sinal claro" ao Irão sobre uma possível ação militar para o impedir de obter armamento nuclear.

Chuck Hagel respondia a uma questão de jornalistas sobre se um contrato de vários milhares de milhões de dólares se destinava a mostrar ao Irão que a opção militar continua em cima da mesa: "Não há dúvida de que é mais um sinal muito claro para o Irão".

O secretário da Defesa fez estas declarações antes de aterrar em Telavive, onde inicia hoje uma visita de seis dias à região durante a qual vai concluir um projeto de armamento a Israel, aos Emirados Árabes Unidos e à Arábia Saudita no valor de 10 mil milhões de dólares.

Israel deverá comprar mísseis anti radar, concebidos para eliminar defesas antiaéreas, radares para aviões de combate, tanques de reabastecimento em voo e aviões de transporte de tropas.

Os Emirados Árabes Unidos devem adquirir aviões F-16 e a Arábia Saudita mísseis de alta tecnologia.

Israel e os Estados Unidos têm mostrado divergências em relação ao Irão, com os dirigentes norte-americanos a insistirem na necessidade de dar mais tempo à diplomacia e às sanções e os israelitas a multiplicarem as ameaças de uma operação militar preventiva.

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Abril 21, 2013, 11:09:40 pm
Placas de ERA.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2013, 04:38:34 pm
Rohani diz que Israel é "uma ferida que deve ser eliminada"


O Presidente iraniano eleito, Hassan Rohani, afirmou ontem que Israel é "uma ferida no corpo islâmico que deve ser eliminada", nas celebrações no dia de Al Quds (Jerusalém), assinalado anualmente no Irão em defesa da causa palestiniana.

"O regime sionista é uma ferida infligida há anos no corpo do mundo muçulmano que tem de ser eliminada", disse Rohani à imprensa à margem das celebrações.

A rejeição da existência do Estado de Israel tem sido um dos aspetos principais da política externa do regime iraniano desde a Revolução Islâmica de 1979.

Numa alusão à retomada, esta semana, das negociações de paz israelo-palestinianas, Rohani acusou Israel de manter a sua "natureza agressiva" por detrás da "desculpa do compromisso" e de usar as conversações para "projetar uma aparência pacífica" que não corresponde à realidade.

Este ano, como nos anteriores, o regime iraniano organizou grandes manifestações para assinalar o dia de Al Quds, com a televisão estatal a difundir imagens de centenas de milhares de pessoas em marchas por todo o país gritando "Morte a Israel" e "Morte à América".

As celebrações em Teerão foram presididas pelo líder supremo, Ali Khamenei, e marcadas pelos discursos do Presidente cessante, Mahmud Ahmadinejad, e de Rohani, que toma posse no sábado.

Ahmadinejad identificou no seu discurso Israel como o "inimigo número um" do Irão e "informou" o povo iraniano de que "uma tempestade devastadora vai erradicar a base do sionismo".

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 06, 2013, 12:50:34 pm
Israel pode atacar Irão sem apoio operacional dos EUA


O exército israelita pode atacar o Irão sem a necessidade de apoio operacional norte-americano, mas uma intervenção só de Israel seria qualitativamente inferior à que poderia efectuar juntamente com os Estados Unidos, disse hoje uma fonte oficial israelita à rádio pública do país.

A fonte, que a estação não identificou, manifestou dúvidas sobre a seriedade do compromisso da Administração de Barack Obama para impedir, a qualquer preço, que o Irão desenvolva armamento nuclear.

O comportamento da Casa Branca em relação à guerra civil na Síria, acrescentou, mostrou que Israel não pode confiar nas promessas do seu principal aliado quando se trata de assuntos considerados cruciais para a sua segurança.

Israel teme, além disso, a abertura de um diálogo directo entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear porque tal poderia gerar um relaxamento das sanções contra o Irão em troca do cumprimento de algumas condições da comunidade internacional.

O medo israelita reside em que as eventuais cedências iranianas estejam abaixo das suas exigências.

As três reivindicações de Israel ao Irão, conforme o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu formulou em várias ocasiões, são: o desmantelamento da central nuclear perto da cidade de Qom, o fim do enriquecimento de urânio e a eliminação de todo o urânio enriquecido acima de 3,5%.

A eleição de Hassan Rohani como novo presidente do Irão trouxe esperanças para uma reabertura do diálogo sobre a questão nuclear.

Rohani disse no domingo, durante a cerimónia de posse, que vai tentar manter relações construtivas com o resto do mundo, melhorar a situação económica do país e resolver a questão nuclear durante o seu mandato.

No entanto, dois dias antes de tomar posse, o presidente eleito do Irão classificou o Estado de Israel como «uma ferida» no Médio Oriente.

Lusa
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Agosto 20, 2013, 12:06:59 am
Citar
Documentos secretos revelam: CIA orquestrou golpe de 1953 no Irão
Era uma suspeita, hoje foi confirmado. Documentos da CIA revelam a sua participação no golpe que depôs o primeiro-ministro iraniano Mohammed Mosaddegh.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/documentos-secr ... z2cSYGbRM9 (http://expresso.sapo.pt/documentos-secretos-revelam-cia-orquestrou-golpe-de-1953-no-irao=f826583#ixzz2cSYGbRM9)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2013, 11:33:22 pm
Irão volta a defender direito de enriquecer urânio


O presidente iraniano Hassan Rowhani disse hoje que os governos ocidentais devem reconhecer o direito do Irão enriquecer urânio de modo a aliviar as suas preocupações com o programa nuclear.

Hassan Rowhani defende um alargamento de "todos os direitos da nação iraniana, particularmente os direitos nucleares e o direito ao enriquecimento do urânio no seu território, enquadrado nas regras internacionais".

Os comentários do presidente Hassan Rowhani tiveram lugar durante uma parada militar, antes da sua partida para a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, à margem da qual se deverá encontrar com o presidente francês.

O Irão reclama o direito de enriquecer urânio para fins pacíficos, ao abrigo do tratado de não-proliferação nuclear, mas o ocidente suspeita que esta produção se destina ao desenvolvimento da sua capacidade de armamento.

Segunda-feira, Teerão assume o controlo da central nuclear de Bouchehr, construída pelos russos no sul do Irão, anunciou hoje o chefe da Organização Iraniana de Energia Atómica, Ali Akbar Salehi.

"Amanhã [segunda-feira], a central nuclear de Bouchehr, de 1.000 megawatts, será entregue ao Irão, mas durante os próximos dois anos vários especialistas russos irão permanecer para dar os seus conselhos e apoio técnico", afirmou Ali Akbar Salehi, citado pela agência oficial Irna.

Expresso
Título: Re: Irão
Enviado por: mafarrico em Setembro 30, 2013, 10:35:22 pm
entrevista do presidente iraniano ao canal americano CNN

Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 01, 2013, 09:11:17 pm
Israel preparado para "agir sozinho" contra o Irão


Israel está preparado para agir "sozinho" e impedir o Irão de possuir armas nucleares, garantiu hoje na ONU o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, em declarações condenadas como "inflamatórias" por Teerão.

"Israel não permitirá que o Irão possua armas nucleares. Se Israel for forçado a atuar sozinho, Israel atuará sozinho", disse Netanyahu perante a assembleia geral das Nações Unidas.

O dirigente israelita apelou ainda para a manutenção da pressão sobre o Irão e à aplicação de sanções até que o país ponha termo "de forma total e verificável" ao seu programa de armas atómicas.

"A comunidade internacional tem o Irão manietado. Se querem pôr fim e de forma pacífica ao programa iraniano de armas atómicas não se deve diminuir a pressão, mas antes mantê-la", sustentou.

Netanyahu associou ainda o Presidente o novo presidente iraniano Hassan Rohani, que protagonizou uma abertura diplomática ao ocidente e rejeita firmemente que o país pretenda munir-se de armamento nuclear, a atentados cometidos no passado.

"Gostava de poder acreditar em Rohani. Mas não posso", disse, antes de considerar que um Irão nuclear será tão perigoso "como 50 Coreias do Norte" e sublinhar que "perante semelhante ameaça Israel não terá outra escolha que não seja defender-se".

Numa primeira reação, o Irão acusou o primeiro-ministro israelita de fazer uma "ameaça militar", enquanto o embaixador adjunto da missão iraniana na ONU, Khodadad Seifi, definiu as suas declarações como "inflamatórias".

Lusa
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Outubro 02, 2013, 07:11:18 pm
Se o Irã usasse Tório em vez de Urânio, não estaria nesse imbróglio todo... :|

http://www.itheo.org/ (http://www.itheo.org/)

O Tório, ao contrário do Urânio, não permite a fabricação de bombas.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Outubro 02, 2013, 10:19:31 pm
Isso é tudo muito bonito e qual é o país que tem centrais para tório?
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Snowmeow em Outubro 06, 2013, 05:17:01 am
A China tem uma central, e a Índia está planejando a sua.

Sobre Israel atacar o Irã - Sozinho - Eu só tenho uma coisa a dizer:
Um brinde ao homem que levará seu país à ruína absoluta. :G-beer2:

Sério, sem ajuda expressa dos EUA, ou mesmo da UE, ou da Arábia Saudita que seja, atacar o Irã sozinho é dizer:
"Sr. Aiatolá, pode devastar estas terras e devolvê-las aos Palestinos, porque eu cansei desta vida!"
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Camuflage em Outubro 08, 2013, 10:09:42 pm
A China não tem qualquer central que use tório, está planeada a construção de dois protótipos para 2015. A India também não possui qualquer central espera desenvolver reactores lá para 2025...
Os EUA têm um reactor em construção sendo que a estimativa inicial é que esteja pronto em 2015, apesar da esmagadora maioria ser céptica em relação ao uso deste elemento.
O país que possuiu reactores capazes de usar tório é o Canadá, mas não é algo que ainda está sob estudo, a própria Índia estuda usar estes reactores.
Os países preferiram sempre urânio pelos motivos óbvios.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Outubro 12, 2013, 04:26:56 pm
Sobre os reactores de Tório.
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 21, 2013, 10:38:49 pm
Irão: Ponto de viragem?
Alexandre Reis Rodrigues


O Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não se furta a dar sinais de que não está satisfeito com o caminho que o relacionamento EUA/Irão está a tomar. Preocupa-o em especial a hipótese de o Presidente Obama, ao contrário do antecessor e do que o próprio dizia durante o primeiro mandato, possa já ter retirado de cima da mesa uma eventual intervenção militar no Irão, caso Teerão não suspenda o programa nuclear.

Netanyahu tem mantido a opinião de que sem a pressão da ameaça militar, Teerão não cederá e insiste que está cada vez mais próximo de ter a sua primeira arma nuclear. Pelo que diz, pode deduzir-se que talvez lhe conviesse que o Irão continuasse a ter à sua frente um Presidente como Ahmadinejad que não enganava ninguém sobre o que Netanyahu diz serem as “intenções sinistras” do Irão. Acha que Rouhani tem, no fundo, exatamente as mesmas intenções mas vestiu a “pele de cordeiro”, para “enganar” os EUA, por razões puramente táticas.

Em julho, Netanyahu já tinha dito que o “relógio” de Israel para decidir o que fazer estava a andar mais depressa do que o dos EUA, insinuando a possibilidade de se decidir por uma ação unilateral. Não estando seguro de ser acompanhado por Washington tenta aproximar-se da Arábia Saudita que também não se sente “confortável” com o caminho decidido pelos EUA. Riade receia que os EUA possam a estar a “abandonar” o Médio Oriente, porque reduziram a sua dependência energética em relação ao Golfo e porque estão mais preocupados com a Ásia. No entanto, um eventual “abandono” é algo que não é confirmado pelo contínuo fornecimento de material de guerra sofisticado o que, como é habitual, arrasta sempre um aprofundamento das relações e pressupõe o alinhamento político entre as partes.

Tanto Israel como a Arábia Saudita receiam que, em resultado das conversações que foram retomadas dia 15, o Irão venha a conseguir que os EUA permitam que
continue a enriquecer urânio e que legitimem as ambições iranianas, reconhecendo as suas áreas de influência (em parte do Afeganistão, no Iraque, na Síria e no
Líbano, como área de pressão direta sobre Israel). Evidentemente, existem também receios em relação ao acordo EUA/Rússia sobre a Síria, o que desagrada
especialmente a Riade.

Ninguém estranha esta posição de Israel mas a perceção de que, regra geral, Telavive faz uma sobreavaliação das ameaças regionais a que se encontra sujeito, retira-lhe alguma credibilidade. Em qualquer caso, estamos a falar de um processo que mal começou. As opiniões dividem-se entre céticos, otimistas e os que estão abertamente contra a aproximação. Há representantes de todas estas correntes nos dois lados da mesa e entre os intervenientes que podem fazer a diferença. Todos apresentam razões válidas que precisam de ser tidas em conta mas, obviamente, o processo tem que continuar para dar ao Irão uma oportunidade de mostrar, através da sua postura nas conversações, o que pretende como desfecho. No fim saber-se-á quem estava certo.

Rouhani, de facto, conseguiu em pouco tempo alterar radicalmente a prática e o tom do discurso oficial iraniano. Fez um esforço mediático enorme para convencer a
opinião pública americana das intenções pacíficas do seu País. Libertou prisioneiros políticos, procura dar sinais de confiança à economia. Em resumo está a ser coerente com a promessa eleitoral de obter uma redução das sanções e terminar o isolamento internacional. Com as conversações agora reiniciadas, segundo afirmou em Nova Iorque, pretende remover todas as possíveis razões de preocupação sobre o programa nuclear.

Contudo, como lembrava recentemente Ray Takeyh, não é Rouhani mas o Supremo Conselho Nacional de Segurança quem toma as decisões críticas e a composição desse órgão exige-nos, no mínimo cautela. São quase todos da chamada “linha dura” do regime que fizeram as suas carreiras nas Forças Armadas e nos Serviços de Segurança, mas, curiosamente, não tinham um relacionamento fácil com Ahmadinejad. Aliás, criticavam-no sobre os excessos verbais. Consideram que à medida que o Irão consolida o seu poder deve procurar passar uma imagem de razoabilidade como ator regional. É sob esta ideia que o Irão condenou o uso de armas químicas na Síria e mostra-se disponível para tratar da questão nuclear. Se a mudança de postura tem a ver apenas com mudar imagem ou corresponde a uma concreta mudança de postura é o que fará a diferença.

O que tem vindo a público refere, da parte de Teerão, a disponibilidade de aceitar algumas restrições ao programa de enriquecimento de urânio contra o levantamento das sanções e, da parte dos EUA, a predisposição para, de forma pragmática, aceitar essa pretensão, sob um regime rigoroso de inspeções que controle, de forma credível, o nível de enriquecimentos e a orientação do programa iraniano.

Não faltará quem não se conforme com esse possível desfecho, logo a começar no Congresso dos EUA. De facto, representa uma renúncia às exigências que os EUA
sempre disseram não abdicar, portanto, uma vitória do regime dos Ayatollahs. Um final em que os EUA, imprudentemente, se deixaram cair sob a responsabilidade da administração do anterior Presidente.

Jornal Defesa
Título: Re: Irão
Enviado por: listadecompras em Novembro 24, 2013, 03:22:12 pm
mais uma vitoria da diplomacia russa. so o paranoico do Benjamim e que continua a fazer birra

http://rt.com/news/israel-react-iran-deal-216/ (http://rt.com/news/israel-react-iran-deal-216/)

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‘Historic mistake’: Netanyahu says world is 'more dangerous place' after Iran deal
Published time: November 24, 2013 05:08
Edited time: November 24, 2013 13:36

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu has slammed the international deal over Iran's nuclear program, branding it a “historic mistake.” He accused the P5+1 of allowing Tehran a step further “towards obtaining the world's most dangerous weapon.”

Netanyahu condemned the deal at a cabinet meeting on Sunday and said the world has become a more dangerous place.

"What was achieved last night in Geneva is not a historic agreement, it was a historic mistake," Netanyahu told his cabinet. “Today the world has become a much more dangerous place because the most dangerous regime in the world took a significant step towards obtaining the world's most dangerous weapon.”

"Israel is not committed by this agreement,” Netanyahu told his Cabinet. “The regime in Iran is committed to destroying Israel. [But] Israel has the right and obligation to defend itself from any threat, [and] will not allow Iran to develop a military nuclear capability.”

Netanyahu said that the international community had actually “agreed for the first time to uranium enrichment in Iran, while ignoring Security Council resolutions that they themselves promoted.”

He also reiterated that military action against Iran was possible, but Civil Defense Minister Gilad Erdan warned that the Geneva deal “makes it much more difficult in the diplomatic sphere to talk about a military option.”

Israel has never publicly acknowledged that it has nuclear weapons, but is widely believed to be the only power possessing the atomic bomb in the Middle East. It has consistently called on the international community to strip Iran of its nuclear enrichment capabilities.

Israeli Foreign Minister Avigdor Lieberman told Sunday’s Cabinet meeting that the Geneva accord was Tehran’s “greatest diplomatic triumph” since the Islamic Revolution of 1979.

US President Barack Obama plans to talk to Netanyahu on Sunday to address Israel’s concerns about the Iran nuclear deal, according to a senior US official.

Earlier on Sunday, US Secretary of State John Kerry said that the deal between Iran and major world powers would make it more difficult for Iran to make a dash to build a nuclear weapon, and would make Israel and other American allies safer.

Under the deal struck on Sunday night by the P5+1, Iran agreed to freeze its nuclear program for the next 6 months and cease construction work on the Arak reactor. In addition, Tehran agreed to stop enriching uranium beyond 5 per cent in a bid to allay fears it seeks to construct a nuclear bomb. In return sanctions on Tehran’s economy will be lightened, allowing Iran access to $4.2 billion in funds frozen as part of the financial sanctions.

Gulf States ‘lose sleep’ after Iran nuclear deal
A foreign policy adviser to the Saudi Arabian government, speaking to Reuters on condition of anonymity, said that Sunni Arab states do not welcome the Geneva nuclear deal. So far, Riyadh has made no official response.

Just hours before the Geneva deal was signed, the rulers of Saudi Arabia, Qatar and Kuwait met late Saturday night to discuss “issues of interest to the three nations,” Reuters reported.

Abdullah al-Askar , the chairman of Saudi Arabia's Shura Council, an advisory body to King Abdullah, said that Tehran had “an ugly agenda in the region” and expressed concern that Iran could seek to gain the upper hand in regional politics in return for mothballing its nuclear program.

“I am afraid Iran will give up something on [its nuclear program] to get something else from the major powers in terms of regional politics. And I'm worrying about giving Iran more space or a freer hand in the region," al-Askar said, adding that the people of the region “know Iranian policies and Iranian ambitions” and are afraid that Tehran might “interfere in the politics of many countries in the region.”

“No one in the region will sleep and assume things are going smoothly,” al-Askar said.

"I think Saudi Arabia will go ahead if Iran goes ahead [and gets a nuclear weapon],” he said. “I think Egypt, maybe Turkey, Saudi Arabia, maybe the Emirates, would go ahead and acquire the same technology. This will open wide the door to weaponization.”

Intelligence Minister Yuval Steinitz, in charge of monitoring Iran's nuclear program, has said there is no reason for the world to be celebrating.

He says the deal that was reached in Geneva on Sunday is based on "Iranian deception and self-delusion."
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Dezembro 01, 2013, 08:56:00 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Dezembro 13, 2013, 07:18:34 pm
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Dezembro 21, 2013, 12:55:08 am
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The Arkenstone - ارکنستون

Amateur Blog About Iranian Defense Issues

 :arrow: http://thearkenstone.blogspot.gr/ (http://thearkenstone.blogspot.gr/)
(http://3.bp.blogspot.com/-3mh5rZRcc1k/UrC6mQPiwyI/AAAAAAAABbo/iz72o1uq5C4/s1600/1+-+Tanks.jpg)
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Dezembro 22, 2013, 05:25:55 pm
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Janeiro 02, 2014, 04:00:54 pm
(http://upload.tehran98.com/upme/uploads/3e7d33020b1576891.jpg)
(http://upload.tehran98.com/upme/uploads/3e7d764023701c982.jpg)
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Fevereiro 05, 2014, 12:12:27 pm
Citar
New Iranian sub seen for the first time
[/b]
http://www.janes.com/article/33356/new- ... first-time (http://www.janes.com/article/33356/new-iranian-sub-seen-for-the-first-time)

Novo submarino Iraniano.  :shock:
Título: Re: Irão/EUA
Enviado por: HSMW em Fevereiro 11, 2014, 11:30:11 am
Título: Re: Ocidente vs Irão
Enviado por: HSMW em Abril 14, 2014, 12:29:03 pm
(http://i.imgur.com/4jAmXqG.jpg)
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Abril 20, 2014, 05:34:17 pm
Celebrou-se a 18 de Abril o dia do Exercito Iraniano.
Mais uma parada e algumas novidades.
Citar
Army Day (Persian: روز ارتش or Rouz-e Artesh) is celebrated in Iran on 18 April (Persian calendar: 29 Farvardin), the establishment day of the army.

April 18, 2014 (Persian calendar 1393/1/29)

(http://i.minus.com/ike8LHOGMgW3P.jpg)
(http://i.imgur.com/aTF7UUT.jpg)
(http://www.militaryphotos.net/forums/attachment.php?attachmentid=217502&d=1397893260)
(http://i.minus.com/iMoSZrlTYJvs1.jpg)
Citar
Muharram محرم Gatling gun
Caliber: 50
Barrels: 6
Maximum Fire rate: 2500 rounds per minute
Fire rate: 2000 rounds per minute
(http://i.minus.com/ioFhFE07oj6ap.jpg)
Citar
Akhgar اخگر Gatling gun
Caliber: 7.62
Barrels: 6
Maximum Fire rate: 5000 rounds per minute
Fire rate: 4000 rounds per minute
(http://i.minus.com/i64rDjb7VmnkD.jpg)
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Zolfaghar-3 Tank (some upgrades)
(http://www.militaryphotos.net/forums/attachment.php?attachmentid=217567&d=1398010590)
(http://i.imgur.com/tH3Y6iu.jpg)
(http://i.imgur.com/TdaTWh4.jpg)
(http://i.imgur.com/nE7WWC9.jpg)
(http://i.imgur.com/Xr8wcpg.jpg)
Sabalan. Uma modernização do M-47M.
Peça de 105mm, motor e sistema de pontaria do M-60A1
(http://www.militaryphotos.net/forums/attachment.php?attachmentid=217568&d=1398010654)
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Hoveizeh 155 SPG
Is a rebuilt M-109A1 which has been built using scraped and decommissioned M-109s(many parts are built by the Army)
(http://www.militaryphotos.net/forums/attachment.php?attachmentid=217509&d=1397900202)
Citar
Zoljanah 10x10 truck
Zoljanah is a heavy duty truck with a weight of 21 ton, has a carrying capacity of 30 tons, has an independent suspension and has controllable first, second and fifth axis.
Mais fotos em:  :arrow: http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... ost7140900 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?142058-Islamic-Republic-of-Iran-Armed-Forces-Official-thread&p=7140900&viewfull=1#post7140900)
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Abril 21, 2014, 12:24:08 am
Título: Re: Irão
Enviado por: mafarrico em Maio 12, 2014, 10:38:13 pm
http://www.theguardian.com/world/2014/m ... lks-resume (http://www.theguardian.com/world/2014/may/11/sanctions-against-russia-boost-iran-standing-nucleart-talks-resume)

Sanctions against Russia boost Iran's standing before nuclear talks restart

West's hunt for alternative oil and gas helps Tehran with one official saying 'Now Russia is the bad guy. Time is on our side'

    Simon Tisdall in Tehran
    The Guardian, Sunday 11 May 2014 20.45 BST     

The Ukraine crisis has strengthened Iran's hand in its nuclear talks and other dealings with the west by reminding European countries and the Obama administration of its potential as a major alternative energy supplier if Russia cannot be relied upon, officials and analysts in Tehran say.

But even as it attempts to play the Russia card, the government of President Hassan Rouhani is simultaneously stressing closer bilateral ties with Vladimir Putin's Kremlin as a means of mitigating the impact of US, EU and UN economic sanctions, imposed in the still-unresolved row over Iran's nuclear programme.

"The western countries are imposing sanctions on Russia [after its annexation of Crimea]. Now Russia is the bad guy," said Amir Mohebbian, a government adviser. "This has made the situation better for Iran's nuclear negotiators. Time is on our side. If we sit here long enough, it will all come to Iran."

It was not for Iran to say who was right or wrong in Ukraine, said Mohammad Marandi, an international relations expert at Tehran University. "But of course if Iran is no longer under sanctions, the Europeans would have many more choices regarding energy. At the same time, if the sanctions continue, Rouhani may move closer to Russia and China."

Majid Takht Ravanchi, deputy foreign minister and a member of Iran's nuclear negotiating team, said Iran would focus solely on details of a deal to lift sanctions when nuclear talks resumed in Vienna this week. But he did not deny Ukraine had placed matters in a new light.

"Naturally Iran and Europe could have much better cooperation on the economy, trade, energy. We believe there is much room for improvement," Ravanchi said.

The extent to which Iran could become Europe's alternative energy supplier is borne out by statistics, and by growing western commercial interest in its energy sector.

Iran is the third largest Opec oil producer after Venezuela and Saudi Arabia. It controls an estimated about 13% of the world's recoverable crude oil reserves and the world's second largest natural gas reserves.

Despite sanctions that severely limit cash sales of Iranian energy, an international oil, gas, refining and petrochemicals exhibition in Tehran last week attracted 1,800 companies, among them 600 foreign companies from 32 countries including the US and Britain.

China is one of Iran's biggest customers, owing an estimated $22bn (£13bn) for oil and gas supplies, which cannot be paid due to banking sanctions. Details emerged last week of plans for China to invest an equivalent sum in electricity and water projects as a way of circumventing the restrictions.

Similar barter deals are now in the pipeline with Russia. Last month the Mehr news agency reported a planned $8bn-$10bn energy deal in which Russia would supply electricity, generating plants and a transmission network. The US says an earlier proposal for Iran to supply 500,000 barrels of oil a day in return for Russian products would violate sanctions.

Speaking last month as the Ukraine crisis intensified, Rouhani went out of his way to praise Russia. "Strong political ties in bilateral, regional and international domains, along with vast economic relations between the two countries, set the stage for the promotion of peace and stability," he said.

Rouhani's message to the west was plain: if there is no deal to end sanctions, Iran has strategic alternatives that the US, Britain and others may find unpalatable.

Western analysts worry the Iran-Russia relationship may expand into the security sphere. Concern centres on the sale of Russian advanced S-300 advanced anti-missile defence systems, which would provide Iran with state-of-the-art protection in the event of a hypothetical Israeli or American attack.

The sale, agreed in 2007, was blocked after Putin came under international pressure. But if Moscow's relations with the west deteriorate further, it is possible Russia's president could give it the green light.

Iran insists, meanwhile, that its missile capabilities, both offensive and defensive, cannot be part of talks with the west.

Despite the election victory of the more centrist Rouhani administration, Iran remains deeply at odds with the US on a range of other fronts extending beyond Russia and the nuclear talks.

The supreme leader, Ayatollah Ali Khamenei, and other hardline clerics persist in casting the US in the role of "Great Satan" or "global arrogance". They continue to castigate Israel at every opportunity, although former president Mahmoud Ahmadinejad's notorious threat to wipe it off the map is no longer repeated.

Iran is also embroiled in a regional power struggle with the key US ally, Saudi Arabia, and other Sunni Muslim Gulf states. This so-called proxy war has found its sharpest expression in Syria, where the Sunni-Shia divide is most evident, but it also extends to Bahrain, Yemen and even Afghanistan, Pakistan and Iraq.

A Tehran official said Iran was intent on curtailing the spread of extremist Wahhabi ideology and jihadism that flowed from Saudi Arabia's "wealthy mosques, teachers and banks". But there was also unanimous agreement on another, overriding objective: fulfilling Iran's destiny as the leading power of the Middle East, the official said.

The US should not try to thwart this ambition, said Mohebbian. "We need a new dynamic. The US and Iran should agree not to be friends and not to be enemies. The US [and Europe] should accept Iran as it is. It will be better for them not to have Iran as an enemy. It would be expensive for them in the long run, more than they can imagine."
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Maio 14, 2014, 03:39:03 pm
Saberin one of IRGC Special force units

Iran Marines Commandos
Citar
IRGC Brigade General 'Haji Zadeh' سردار سرتيپ جاجي زاده interview
 
May 13, 2014 (Persian calendar 1393/2/23)
 
In this video you can find:
 
- 3th Khordad air defense system (Phased array radar) test fire Raad-2 missiles
 (Range 50Km, Altitude 25Km) will be increase to 100Km range soon سامانه پدافندي سوم خرداد و آزمايش موشك پدافندي رعد دو
 
- Hormoz-1 anti radiation missile (ARM) 300Km range موشكهاي بالستيك هرمز يك ضد رادار
 
- Hormoz-2 anti ship ballistic missile موشك ضد ناو هرمز دو
 
- Kavosh radar رادار كاوش
 
- Bashir phased array radar رادار آرايه فازي بشير
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Maio 15, 2014, 09:37:53 am
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Iran Army special forces (Green Berets)  
Airborne special forces (NOHED) 55th brigade
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Junho 03, 2014, 05:39:06 pm
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The commander of Iran’s Khatam ol-Anbia Air Defense Base (قرارگاه پدافند هوايي خاتم النبياء) Brigadier General Farzad Esmayeeli (تيمسار سرتيپ فرزاد اسماعيلي) unveiled new radar in Garmsar county (شهرستان گرمسار) today.
Brigadier General Farzad Esmayeeli (تيمسار سرتيپ فرزاد اسماعيلي) said this is a resonance digital informing 3D radar made by IRGC air and space R&D center (مركز پژوهشي هوا فضاي سپاه پاسداران), developing Ghadir radar (رادار قدير) has been lasted about five years.
Ghadir radar (رادار قدير) has 1100 Km (683.5 Mile) range and 300 Km (186.4 Mile) detection altitude in 360 degree using its 100 small independent radars.

It's able to detect small and low altitude targets like drones, cruise and ballistic missiles also satellites in Leo Earth orbit.
Ghadir radar is joint to the Iran's domestic air defense network now.
(http://i.imgur.com/eMY3LW8.jpg)
(http://i.imgur.com/ZfVLlk0.jpg)
(http://i.imgur.com/zhvzzWK.jpg)
(http://i.imgur.com/l9XnXy5.jpg)
(http://i.imgur.com/G9wwHTR.jpg)
(http://i.imgur.com/03coxBt.jpg)
(http://i.imgur.com/8tFvpKx.jpg)
(http://i.imgur.com/1dij7ds.jpg)


Citar
Iran’s defense ministry has successfully overhauled 20 helicopters of different models; the choppers have been delivered to the armed forces of the Islamic Republic of Iran. The helicopters had been transported into the maintenance site but now they can fly without any problem based on their missions. Iran’s 40-year-old aviation industry has made great achievements in designing aircraft and overhauling the existing aviation fleet. Overhauling helicopters has put Iran among a handful of countries including the US, Britain, France, Russia and China which master the technology in the world. Meanwhile, the Islamic Republic also plans to build an aircraft capable of carrying 150 passengers. In recent years, Iran has made great achievements in the defense sector and gained self-sufficiency in the production of essential military hardware and defense systems.
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Setembro 17, 2014, 09:05:05 pm
(http://i.imgur.com/87snuJd.jpg)
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Setembro 21, 2014, 02:05:52 pm
Iranian fighting vehicles

:arrow: http://thearkenstone.blogspot.pt/ (http://thearkenstone.blogspot.pt/)
Título: Re: Irão
Enviado por: FoxTroop em Setembro 30, 2014, 11:09:30 am
Não sei se é o melhor sitio para colcar isto mas é, sem dúvida, um dos melhores artigos que já li. Para os que olham isto com olhos de ver e sem as palas da idiotologice, é um verdadeiro manancial. Um pequeno excerto:

Citar
Before the bombing began, Crocker sensed that the Iranians were growing impatient with the Bush Administration, thinking that it was taking too long to attack the Taliban. At a meeting in early October, 2001, the lead Iranian negotiator stood up and slammed a sheaf of papers on the table. “If you guys don’t stop building these fairy-tale governments in the sky, and actually start doing some shooting on the ground, none of this is ever going to happen!” he shouted. “When you’re ready to talk about serious fighting, you know where to find me.” He stomped out of the room. “It was a great moment,” Crocker said.

http://www.newyorker.com/magazine/2013/09/30/the-shadow-commander?currentPage=all
Título: Re: Irão
Enviado por: Luso em Setembro 30, 2014, 10:56:36 pm
Citação de: "FoxTroop"
http://www.newyorker.com/magazine/2013/09/30/the-shadow-commander?currentPage=all

Artigo delicioso, conteúdo surpreendente para uma publicação americano-cazar. :G-beer2:
Citar
“Suleimani told us the Iranians would do whatever was necessary,” a former Iraqi leader told me. “He said, ‘We’re not like the Americans. We don’t abandon our friends.’ ”

- Mai nada!
Título: Re: Irão
Enviado por: FoxTroop em Outubro 05, 2014, 03:14:35 pm
Citação de: "Luso"
Citação de: "FoxTroop"
http://www.newyorker.com/magazine/2013/09/30/the-shadow-commander?currentPage=all

Artigo delicioso, conteúdo surpreendente para uma publicação americano-cazar. :G-beer2:
Citar
“Suleimani told us the Iranians would do whatever was necessary,” a former Iraqi leader told me. “He said, ‘We’re not like the Americans. We don’t abandon our friends.’ ”

- Mai nada!

Realmente não é normal aparecerem artigos com um conteudo destes. Fazem falta mais destes para ver se a malta deixa de ir na conversa dos "FLAD honorários"
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Dezembro 27, 2014, 03:23:40 am
Mohammad messenger of God wargame - Phase one - December 25/26, 2014
Título: Re: Irão
Enviado por: mafarrico em Janeiro 26, 2015, 02:34:53 pm
Iran moves away from US dollar in foreign trade

http://rt.com/business/225919-iran-swit ... om-dollar/ (http://rt.com/business/225919-iran-switches-from-dollar/)


Iran is stopping mutual settlements in dollars with foreign countries and agreements on bilateral swap in new currencies will be signed in the near future, the Central Bank of Iran (CBI) has said.

“In trade exchanges with foreign countries, Iran uses other currencies, including Chinese yuan, euro, Turkish lira, Russian ruble and South Korean won,” Gholamali Kamyab, CBI deputy head, told the Tasnim state news agency.

He added that Iran is considering the possibility of signing bilateral monetary agreements with several countries on the use of other currencies.

Kamyab believes bilateral currency swap agreements will ease trade and economic transactions between Iran and other states.

 Iran is not the first country to move away from the US dollar. In 2014, Russia and China agreed on swaps and forwards in foreign currencies, a move aimed at reducing the influence of the US dollar and foreign exchange risks.

Experts believe the establishment of the BRICS Bank was also a major step towards de-dollarization and reducing Western dominance in the global financial system.

The move was made to increase international competition and activate trade and investment cooperation on the world stage.
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Março 02, 2015, 09:35:38 am
Um novo aliado?
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Abril 04, 2015, 12:16:40 am
O fim das sanções.
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Abril 05, 2015, 02:14:03 am
Cronologia da crise nuclear no Irão.
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Abril 13, 2015, 07:45:53 pm
Rússia retoma venda de mísseis ao Irão


A Rússia não esperou pelo acordo definitivo em torno do programa nuclear iraniano: O Kremlin anunciou hoje que o Presidente Vladimir Putin assinou um decreto que termina com a proibição da venda de um sistema de defesa antiaérea, que estava em vigor desde 2010, ano em que o Conselho de Segurança da ONU intensificou as sanções ao regime da República Islâmica.

“Quando suspendemos o contrato perdemos receitas legítimas”, explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov, defendendo não haver agora razões “para continuar com a suspensão, devido aos progressos no diálogo sobre o programa nuclear iraniano e à natureza absolutamente legítima do actual acordo”.

A decisão promete criar divisões entre o grupo de potências internacionais que negoceia com Teerão uma solução diplomática para um programa nuclear que os iranianos dizem ter apenas fins civis mas que é visto pela comunidade internacional como um meio para chegar à bomba atómica. Em 2010, Moscovo tomou a decisão de não concluir a venda dos mísseis terra-ar S-300 devido ao receio das restantes potências em ver o avançado sistema impedir um ataque militar às centrais nucleares iranianas.

Duas semanas depois de um pré-acordo entre o Irão e o grupo que junta EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha – que prevê o fim das sanções económicas do Ocidente em troca de uma desaceleração do programa iraniano e da inspecção das suas centrais nucleares –, Moscovo começa a preparar a sua posição num cenário em que o Irão será apenas mais um parceiro comercial.

“Se adiarmos e deixarmos o Irão à espera, amanhã, quando as sanções forem suspensas, Washington e os seus aliados ficarão com o grande mercado iraniano”, disse à Reuters Leonid Ivashov, um general russo reformado que o Centro de Análise Geopolítica de Moscovo.

O Kremlin aproveitou a ocasião para assumir outro negócio que estará a ser debatido nos bastidores há mais de um ano. “Queria chamar a atenção para os avanços no acordo que prevê a troca de petróleo por outros bens, que já atingiu uma escala significativa”, disse o vice-MNE, Sergei Ryabkov perante os deputados da câmara alta da Duma.

Referia-se a um negócio que a Reuters diz poder envolver 20 mil milhões de dólares, com a Rússia a receber 500 mil barris de petróleo por dia a um preço de saldo devido ao envio de outros materiais para o Irão.

“Em troca do petróleo iraniano, estamos a enviar certos produtos. Isto não está proibido nem limitado pelas actuais sanções ao regime”, garantiu Ryabkov, dando como exemplos cereais e material de construção.

SOL
Título: Re: Irão
Enviado por: FranciscoDuarte em Abril 17, 2015, 03:42:32 pm
Boas!

Sou novo no fórum, mas gostava de partilhar com os restantes utilizadores os meus artigos relativos a política internacional. Pode ser que ajudem aos debates aqui em curso.

No que diz respeito ao Irão:
http://pt.blastingnews.com/internaciona ... 51617.html (http://pt.blastingnews.com/internacional/2015/04/retirada-de-tropas-iranianas-da-siria-aponta-problemas-para-teerao-00351617.html)

Obrigado, e bons debates!
Título: Re: Irão
Enviado por: mafets em Abril 17, 2015, 04:03:45 pm
Citação de: "FranciscoDuarte"
Contudo, olhando para os fracos resultados militares na Síria e no Iraque, parece que o Irão ainda padece da necessidade de importantes reestruturações, se quer fazer cumprir as suas ambições.
Bem vindo. À uns anos quando escrevi sobre a Frota Iraniana e a enquadrei quer em preâmbulos técnicos mas também resultados militares (nomeadamente Irão X Iraque), partilhei dessa mesma opinião.
(http://www.islamicinvitationturkey.com/wp-content/uploads/2012/12/Iranian-Navy-23rd-fleet-arrives-in-Sudan.jpg)
(http://newsmedia.tasnimnews.com/Tasnim/Uploaded/Image/139209061905387531625074.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Irão
Enviado por: FranciscoDuarte em Abril 17, 2015, 04:46:50 pm
Muito obrigado. :)

Agora que fala da questão da marinha iraniana, dei comigo a pensar numas cosias que li há uns tempos sobre as tácitas dos sírios na Guerra do Líbano, em 1982. Os sistemas de defesa aérea, tanto sistemas terrestres como aeronaves de intercepção, eram, no papel, relativamente respeitáveis. No entanto as tácitas empregues por Damasco contra os israelitas foram totalmente desastrosas.

O que quero dizer com isto é que uma coisa é ter as ferramentas e a ambição, outra é ter a doutrina e o treino para os utilizar eficientemente. É um esforço que requer longos anos, e também a mim me parece que Teerão ainda terá um longo caminho a percorrer nesse campo. Não que não devam ser respeitados, claro, mas a realidade é o que é.
Título: Re: Irão
Enviado por: mafets em Abril 17, 2015, 07:13:03 pm
Correto, mas também havia a vertente técnica que junto com a doutrina (ou a doutrina menos correcta) ditaram uma derrota estrondosa dos sírios. Por exemplo os Israelitas usavam aviões E2 de AEW e os sírios não. Assim, Israel não apenas detectava primeiro os alvos, como orientava a sua Força Aérea para interceptar os sírios praticante quando estes saiam das respectivas bases aéreas.http://en.wikipedia.org/wiki/192_Squadron_%28Israel%29
(http://cdn.topwar.ru/uploads/images/2013/622/vmke205.jpg)
Outra das questões tinha a ver com os aviões: Se compararmos um F15A Israelita com um Mig23 Sirio, a tecnologia do primeiro é muito superior à do segundo, seja ao nivel de sensores, construção, desempenho, etc. Juntamos o misseis, como por exemplo um AA2 "Atoll" sírio em oposição a um Aim9 Sidewinder Israelita e verificamos a ainda maior distancia tecnológica. Um dos bons exemplos da diferença doutrinal e de treino, foi o Mig25 (Israel afirma que desde 1981 abatia Mig25 Sirios mas ao que parece não foram usados em 1982, pois não existe nenhum na lista de abates israelita: http://www.flightsimbooks.com/f15strikeeagle/01_04_Summary_of_F-15.php), que com as suas qualidades, radar e misseis, se bem pilotado poderia ter dado alguns azedumes  a Israel, mas como nunca foram correctamente utilizados, acabaram pelo menos 3 abatidos pelos F-15 da IAF. Mas como o Bill Guston disse um dia: "mesmo que as forças em confronto mudassem de equipamento o resultado não seria diferente".
 
Citar
http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/History/f15.html
http://www.airpower.maxwell.af.mil/airchronicles/apj/apj89/win89/hurley.html
(http://media.defenceindustrydaily.com/images/AIR_F-15s_IDF_Baz_Pair_lg.jpg)
(https://elvuelodelshafaq.files.wordpress.com/2012/06/syaafmig-25rb28229.jpg)
Voltando ao caso Iraniano, uma coisa era combater contra tropas regulares como as israelitas ou iraquianas, outra completamente diferente é lutar contra movimentos de guerrilha como se passa na Síria. Embora os Iranianos em termos de doutrina sejam melhores que as F.A. dos Sírios e exista uma grande dose de fundamentalismo islâmico a completar, a falta de treino e de experiência no confronto com movimentos não regulares ditam as dificuldades (outro dos problemas é o facto de existirem os Guardas da Revolução que têm desde, marinha, exercito a força aérea separada das F.A. Iranianas). No caso da Marinha também se verifica a questão doutrinal já que a experiência é sobretudo do combate com os iraquianos que praticamente não tinham armada (já com os EUA o resultado foi desastroso). Agora existe uma grande falta de meios tecnicamente avançados. Basta dizer que o Irão tem dois navios com um míssil anti-aéreo em toda a sua Marinha.
(http://osimint.com/wp-content/uploads/2013/03/Jamaran-2-76-mm-Fajr-27-naval-gun.jpeg)
http://en.wikipedia.org/wiki/Moudge-class_frigate

Cumprimentos
Título: Re: Irão
Enviado por: FranciscoDuarte em Abril 18, 2015, 10:04:25 pm
Sim, concordo com a sua posição. Acho também interessante que refira o texto de Matthew Hurley sobre a Síria, que considero bastante bom.

E, sim, de facto Teerão tem ambições bastante extensivas, mas se terá os meios para as levar a cabo seria outra questão. Parece-me que o uso de milícias e grupos considerados de terroristas se basearia numa noção da fraqueza no plano militar. Basicamente utilizar meios assimétricos para conseguir levar a cabo intervenções que de outro modo seriam impossíveis. Não me parece que isso servisse para solidificar os ganhos no caso de Teerão se querer assumir como grande potência, daí o investimento em novo material militar, que certamente será ajudado pelo levantar das sanções. Contudo, e como você disse, haverá ainda um longo caminho até que essa modernização possa ser completa, e um outro ainda mais longo para a criação de experiência e doutrina.

Por fim, você fez bem em levantar a questão da Guarda Revolucionária, um exército dentro do exército com um peso político que ajuda a complicar as coisas.
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Abril 18, 2015, 11:31:42 pm
Que aborto...  :shock:

Citar
April 15, 2015 (Persian calendar 1397/1/26)

The Iranian Army has unveiled new domestically-manufactured military equipment ahead of National Army Day.

The military hardware unveiled on Wednesday in the presence of Commander of the Iranian Army’s Ground Forces Brigadier General Ahmad Reza Pourdastan included the Aqareb wheeled battle tank and a robot as well as Baher and Shaher sniper guns.

The eight-wheeled Aqareb tank is equipped with a 90 mm-caliber cannon and can carry four military personnel.

It also features a state-of-the-art fire control system, an independent suspension system and eight active wheels.

Also, the robot unveiled is a 4x4 one capable of carrying two missiles and a load of up to 600 kilograms. The robot can carry out programmed operations and manage time.

Baher, a 23 mm-caliber anti-aircraft gun, is also capable of penetrating bulletproof vests. It weighs 62 kilograms, has a range of four kilometers and is operated by a crew of three personnel.

Shaher is a 14.5mm sniper rifle, which has a maximum effective range of three kilometers. The 24-kilogram weapon is operated by three personnel.

Among the military hardware unveiled on Wednesday was an ultra-light combat vehicle which can travel with a speed of 100 and 130 kilometers per hour in side roads and gravel roads respectively.

The single-seat vehicle weighs 4 tonnes and has an effective operational radius of 400 kilometers.
Título: Re: Irão
Enviado por: Bravo Two Zero em Abril 19, 2015, 12:06:59 am
Citação de: "HSMW"
Que aborto...  :shock:



Parece-me que colocaram uma torre de um M-47 num BTR-70 e alguma cosmética duvidosa para apresentar com um equipamento produzido localmente.
E pelo peso no chassis, as aptidões TT foram à vida.....
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Abril 28, 2015, 07:39:21 pm
Iran seizes cargo ship in the Strait of Hormuz. The US sends warship Farragut

(http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2f/USS_Farragut%3B99_Turn_Burn.jpg)

The Iranian Navy has boarded a Marshall Island-flagged cargo ship, and have directed it towards the Iranian port of Bandar Abbas, after firing warning shots across its bridge. The MV Maersk Tigris was travelling from Saudi Arabia to the UAE. The Pentagon reacted sending the Arleig Burke-class destroyer DDG-99 Ferragut and a plane. The incident happens as Iran an the U.S along with other world powers try to hammer out a final deal over Tehran's nuclear program.
Título: Re: Irão
Enviado por: Camuflage em Abril 28, 2015, 09:11:10 pm
Atendendo que quem lançou a noticia foi o Pentágono e não o Secretário de Estado, apenas se pode depreender que estão preocupados porque o navio transporta armas americanas.
Título: Re: Irão
Enviado por: FranciscoDuarte em Abril 28, 2015, 09:30:04 pm
Citação de: "Camuflage"
Atendendo que quem lançou a noticia foi o Pentágono e não o Secretário de Estado, apenas se pode depreender que estão preocupados porque o navio transporta armas americanas.

Isso é uma excelente observação. Ainda para mais porque o navio havia vindo de Jeddah e dirigia-se aos EAU.

Mais informações aqui: http://pt.blastingnews.com/internaciona ... 69365.html (http://pt.blastingnews.com/internacional/2015/04/navio-dos-eua-vigia-forcas-iranianas-apos-ataque-a-cargueiro-00369365.html)
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Abril 28, 2015, 10:15:55 pm
Citação de: "Camuflage"
Atendendo que quem lançou a noticia foi o Pentágono e não o Secretário de Estado, apenas se pode depreender que estão preocupados porque o navio transporta armas americanas.

So sorry, but two Iranian news agencies, Fars and Tasnim, have confirmed the news. None of them says anything about weapons. They are trying to downplay this serious incident, saying that it is a civil affair, "at the request of the Iran's Port and Maritime Organization"  

http://english.farsnews.com/newstext.as ... 0208001605 (http://english.farsnews.com/newstext.aspx?nn=13940208001605)

Better luck next time, Camuflage.
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Maio 01, 2015, 12:07:07 pm
American Navy ships escorting US-flagged merchants in the Strait of Hormuz

(http://forces.tv/sites/default/files/USS%20Winston%20S%20Churchill.jpg)

USS Winston Churchill (DDG-81) Arleigh Burke-class destroyer

US Navy ships are accompanying US-flagged merchant vessels through the Strait of Hormuz after Iran's recent seizure of a cargo ship and its harassment of another in international waters. A dozen ships are operating in the area and are capable of providing support.

 US warships frequently transit the strait,  but is more unusual for the US to routinely convoy US-flagged merchants through. The warships include ships with the Theodore Roosevelt aircraft carrier strike group. The Defense department is not communicating with Iran and says that this country's motives are not clear.
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Maio 07, 2015, 12:04:57 pm
US navy ends escort mission in Strait of Hormuz

(http://cdn.timesofisrael.com/uploads/2012/07/Stra%C3%9Fe_von_Hormuz.jpg)

The US Navy has ended its week-long mission to accompany American and British-flagged ships through the Strait of Hormuz, carried out after the seizure by Iran of a Marshall Islands cargo ship in the area.

Pentagon officials say that US Navy warships remain positioned nearby and are prepared to intervene if necessary.

A few hours after this announcements the "Maersk Tigris" was released by Iran..

(http://ichef.bbci.co.uk/news/660/media/images/82661000/jpg/_82661152_de27-1.jpg)
Título: Re: Irão
Enviado por: mafets em Maio 08, 2015, 11:07:18 am
http://www.janes.com/article/51220/iran-s-mock-aircraft-carrier-lives-to-die-another-day
Citar
The replica US aircraft carrier that Iran's Islamic Revolutionary Guards Corps Navy (IRGCN) used as a target during an exercise in February was not destroyed, recently released Google Earth satellite imagery shows.

Iranian media showed the carrier being hit by at least one anti-ship missile and being bombarded by rockets fired by a large number of fast inshore attack craft (FIAC) during the 'Great Prophet 9' exercise on 25 February. Iranian television also showed footage of a large explosion ripping through its hull that was probably staged for the cameras.

The satellite imagery shows it survived the explosion and had been towed back to the port of Bandar Abbas by 25 March. A large section of it flight deck had been ripped open.

Earlier satellite imagery of Bandar Abbas on 7 February also provided an indication of the size of the IRGCN's FIAC fleet. Over 100 small craft ranging between 8 and 20 m in length had assembled on that date in the build-up to the exercise.

Almost all of them were gone by 25 March, presumably as they had returned to the IRGCN bases scattered along the Iranian coast.
Nem um Mok-Up de um Porta- Aviões conseguem destruir... :mrgreen:
(http://www.janes.com/images/assets/220/51220/1630503_-_main.jpg)
(http://www.janes.com/images/assets/220/51220/1633343_-_main.jpg)
Citar
Google Earth satellite imagery shows Iran's replica aircraft carrier at Bandar Abbas before and after Exercise 'Great Prophet 9'. (2015 Google, DigitalGlobe / IHS)

Cumprimentos
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Julho 05, 2015, 01:30:33 am
Mais um radar.
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Julho 13, 2015, 02:08:48 pm
Imagens do interior do Zulfiqar.
(http://www.military-today.com/tanks/zulfiqar_1_l6.jpg)

 :roll:
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Julho 14, 2015, 01:23:48 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Julho 14, 2015, 04:02:57 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 14, 2015, 04:10:52 pm
Citação de: "HSMW"
Imagens do interior do Zulfiqar.
(http://www.military-today.com/tanks/zulfiqar_1_l6.jpg)

 :roll:


A última versão é assim:

 :arrow: http://www.armyrecognition.com/iran_ira ... video.html (http://www.armyrecognition.com/iran_iranian_army_heavy_armoured_main_battle_tank/zulfiqar_3_zolfaqar_main_battle_tank_technical_data_sheet_specifications_description_pictures_video.html)
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Julho 20, 2015, 08:58:35 am

US to Israel: Iran nuclear deal leaves military option open
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Julho 20, 2015, 07:58:57 pm

No entanto o embargo de armas continua por mais 5 anos.
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Julho 21, 2015, 05:22:00 pm
("Al Arabiya" footage]

US Secretary of State, John Kerry, slams "disturbing" Khamenei statement refusing to change his policy towards Washington in spite of last week's nuclear deal

http://www.dailymail.co.uk/wires/reuter ... -deal.html (http://www.dailymail.co.uk/wires/reuters/article-3169446-disturbed-iranians-leaders-critcism-deal.html)
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Julho 24, 2015, 09:43:47 am
(http://img.huffingtonpost.com//asset/scalefit_630_noupscale/55b15836120000580013b354.jpeg)

Iran executed 694 people in the first half of 2015

 :arrow: http://www.huffingtonpost.com/entry/amn ... 57d5d40bd2 (http://www.huffingtonpost.com/entry/amnesty-iran-executions_55b13ca5e4b08f57d5d40bd2)
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Agosto 23, 2015, 10:34:28 am

Iran unveils new surface-to-surface missile with 500km range
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 23, 2015, 02:11:40 pm
Reino Unido e Irão reabrem as suas embaixadas

(http://www.dn.pt/storage/DN/2015/big/ng4587939.JPG?type=big&pos=0)



O chefe da diplomacia britânica, Philip Hammond, reabriu hoje a embaixada do seu país em Teerão, quatro anos após a invasão da embaixada britânica em Teerão por manifestantes próximos do regime iraniano da altura.

O secretário dos Negócios Estrangeiros britânico entrou perto do meio-dia no complexo da Embaixada, logo após a sua chegada a Teerão, segundo relatou um fotógrafo da agência de notícias France Presse, e chegou mesmo a anunciar a sua chegada à capital iraniana na rede social Twitter classificando-a como "um momento histórico nas relações entre o Irão e o Reino Unido".

Após a cerimónia de reabertura, Philip Hammond deverá reunir-se com vários líderes iranianos, incluindo o presidente, Hassan Rohani, e seu homólogo, Mohammad Javad Zarif, com o qual dará uma conferência de imprensa no final do dia.

Esta é a primeira visita de um chefe da diplomacia britânica ao Irão desde 2003 e ocorre depois de vários ministros europeus terem visitado Teerão, no âmbito da assinatura do acordo histórico sobre o programa nuclear iraniano a 14 de julho.

A reabertura da embaixada britânica em Teerão dá-se ainda em simultâneo com a reabertura da embaixada iraniana em Londres, também fechada desde há quatro anos.

A embaixada britânica encerrou em novembro de 2011, após ter sido invadida por manifestantes favoráveis ao regime do então presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, hostil a sanções mais duras contra o Irão relacionadas com o polémico programa nuclear.

Os principais países europeus têm atualmente embaixada em Teerão, mas os Estados Unidos e o Canadá ainda não reabriram a deles.

"A reabertura de nossas embaixadas é um passo fundamental na melhoria das nossas relações bilaterais", disse Hammond, em comunicado divulgado pelo gabinete dos Negócios Estrangeiros, em Londres, antes da sua partida.

O ministro afirmou que "isso não significa" que concordem em tudo, mas sublinhou que "é desejável que o Reino Unido e o Irão tenham missões diplomáticas recíprocas".

"Primeiro, queremos garantir que o acordo nuclear é um sucesso, particularmente no que diz respeito à promoção do comércio e do investimento, uma vez que as sanções serão levantadas", disse.

Hammond está no Irão acompanhado por vários líderes empresariais.

O ministro britânico afirmou ainda que o Reino Unido e o Irão também deverão estar preparados para discutir os desafios que enfrentam, como o terrorismo, a estabilidade regional, a expansão do movimento do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, a luta contra o tráfico de drogas e migração.

Hammond acrescentou que a embaixada será inicialmente gerida pelo encarregado de negócios, mas adiantou que deverá ser nomeado um embaixador nos próximos meses.

Lusa
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 24, 2015, 08:38:28 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Setembro 03, 2015, 12:10:48 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 04, 2015, 09:53:54 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2015, 10:24:41 am
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Outubro 11, 2015, 07:53:11 pm

Irão lança com sucesso novo míssil de longo alcance

http://www.observador.pt/2015/10/11/ira ... o-alcance/ (http://www.observador.pt/2015/10/11/irao-lanca-com-sucesso-novo-missil-de-longo-alcance/)
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Outubro 13, 2015, 12:30:29 pm

Parlamento iraniano aprova acordo nuclear com as potências mundiais
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Outubro 14, 2015, 02:46:20 pm

Irão boicota Salão do Livro de Frankfurt devido a Saman Rushdie
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Outubro 15, 2015, 03:10:53 pm

Título: Re: Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 15, 2015, 04:20:46 pm
Este complexo de túneis é inacreditável, mas algo perfeitamente espectável.
Título: Re: Irão
Enviado por: Pellegrino Ernetti em Outubro 16, 2015, 12:15:25 am
Citação de: "HSMW"


A base mostrada pela televisão está localizado a "500 metros de profundidade" para estar fora do alcance de possíveis ataques inimigos.
http://www.almanar.com.lb/french/adetai ... &fromval=1 (http://www.almanar.com.lb/french/adetails.php?eid=263888&frid=86&seccatid=28&cid=86&fromval=1)
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Outubro 23, 2015, 05:17:49 pm
(http://media.farsnews.com/media/Uploaded/Files/Images/1394/08/01/13940801000243_PhotoI.jpg)

Fourth Iranian high commander killed in Syria in two weeks. The announcement of his death was released today by the Iranian official news agency Farsnews. He  was some time ago the head of the bodyguards of the Iranian former president Mahmud Ahmaniyedah. His name: Abdollah Baqeri Niyaraki.

http://english.farsnews.com/newstext.as ... 0801000260 (http://english.farsnews.com/newstext.aspx?nn=13940801000260)

Besides Niyaraki, other two Iranian commanders have been killed today and yesterday in Syria: Reza Khavari and Amin Karimi, according to the Iranian station Press TV:

http://presstv.ir/Detail/2015/10/23/434 ... eri-Karimi (http://presstv.ir/Detail/2015/10/23/434668/Iran-Syria-Sharif-Ansar-Baqeri-Karimi)
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Outubro 27, 2015, 10:38:26 am
Citar
(http://www.newyorker.com/wp-content/uploads/2015/10/Wright-Iranian-Deaths-in-Syria-690.jpg)

The funeral procession of Revolutionary Guards Brigadier General Hossein Hamedani, in Tehran

Iran's Generals Are Dying in Syria

http://www.newyorker.com/news/news-desk ... g-in-syria (http://www.newyorker.com/news/news-desk/irans-generals-are-dying-in-syria)

Iran can no longer downplay its intervention in Syria's civil war: there are too many  public funerals these days. Two generals were killed in action this month. So was a senior bodyguard of former president Mahmud Ahmaniyedah. In recent weeks, senior Revolutionary Guards commanders -advertised as "military advisers"- have died on three separate fronts. (...)

 In June. the Islamic Republic News Agency  reported that more than four hundred volunteers from Iran, including Afghan refugees living in the country, had died in Syria so far. Iranian news agencies and social media are now rife with stories about senior officers killed in Syria on the war's toughest front lines. Last week, Iran's Fars news agency reported that the death toll hit eight in just two days. The funerals have become major events, drawing thousands onto Tehran's streets to escort the coffins to Zahra's paradise. (...)
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Novembro 23, 2015, 02:22:29 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Dezembro 08, 2015, 01:09:42 pm
(http://www.janes.com/images/assets/502/56502/p1643637.jpg)

Another Iranian ballistic missile test revealed 

http://www.janes.com/article/56502/another-iranian-ballistic-missile-test-reveal3s
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 22, 2015, 01:38:54 pm
Rússia começa a construir dois reatores nucleares no Irão na próxima semana


"Os trabalhos de construção" destes reatores "vão começar na próxima semana", declarou Beruz Kamalvandi, sem precisar a localização.

Em novembro do ano passado, Moscovo e Teerão decidiram construir dois reatores suplementares na central nuclear de mil megawatts de Buchehr (sul), edificada pela Rússia.

Os dois países assinaram também um protocolo de acordo sobre a construção de quatro reatores "num outro local no Irão", cuja localização deve ainda ser definida pelos iranianos.

Este anúncio surge cinco meses depois da assinatura de um acordo entre o Irão e o grupo 5+1 (cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, França, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia - e a Alemanha) que prevê a limitação de uma parte do programa nuclear iraniano, em particular o enriquecimento de urânio, por um período de 10 a 15 anos e que deverá entrar em vigor em janeiro.

As limitações previstas não incluem o desenvolvimento do parque nuclear civil iraniano.

O Irão, que possui grandes reservas de petróleo e gás, quer construir 20 centrais nucleares de mil megawatts para diversificar as fontes de energia para ficar menos dependente das energias fósseis para consumo interno.

O anúncio do início da construção dos reatores acontece ao mesmo tempo que está a decorrer em Teerão uma exposição de apresentação, sobretudo no domínio aeronáutico, do 'know-how' russo, sinal da vontade de Moscovo de investir maciçamente no Irão nos próximos anos.

Lusa
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Janeiro 01, 2016, 09:41:17 am
 

Rouhani expands Iran 's missile programme despite US Sanctions threat  

http://www.swissinfo.ch/eng/iran-says-any-u-s-sanctions-on-missiles-illegal/41869030
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Janeiro 12, 2016, 10:20:29 pm
(http://www.asfar.org.uk/wp-content/uploads/2014/12/201-Iran-Southern-Ports-Persian-Gulf-1-Map.jpg) 

Pentagon: 2  U.S. Navy Boats with 10 American Sailors Held by Iran Military

http://www.nbcnews.com/news/world/pentagon-2-u-s-navy-boats-held-iran-militar-n495031

This happened thirteen days after the American aircraft carrier Harry S. Truman sorted Iranian unguided rockets when crossing international waters in the Strait of Hormuz.

http://www.nbcnews.com/news/world/u-s-carrier-harry-s-truman-has-close-call-iranian-n487536

The recording of this incident was released by Washington three days ago.

Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Janeiro 13, 2016, 12:00:45 pm

US sailors detained by Iran are 'safely returned'

http://www.nbcnews.com/news/world/iran-frees-10-detained-u-s-navy-sailors-revolutionar-guard-n495526
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Janeiro 16, 2016, 10:16:53 pm

Sanctions Lifted Against Iran After Nuclear Watchdog Verifies Compliance

http://www.nbcnews.com/storyline/iran-nuclear-talks/nuclear-sanctions-be-lifted-iran-fm-zarif-n497861
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 18, 2016, 12:30:10 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Janeiro 20, 2016, 06:15:15 pm
 

Guia supremo do Irão alerta para duplicidade dos EUA
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Janeiro 23, 2016, 04:43:39 pm
China e Irão na "rota da seda" após fim das sanções [/b]
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Janeiro 29, 2016, 11:32:15 pm

Drone iraniano sobrevoa porta-aviões americano
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Março 09, 2016, 10:03:01 am
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Abril 15, 2016, 02:09:39 pm
As duas novas invenções iranianas deste ano.
Uma torre ZSU-57-2 em cima de uma camião e o upgrade do upgrade do M-47.  8)
(http://defence-blog.com/wp-content/uploads/2016/04/2lld2lh.jpg)
(http://defence-blog.com/wp-content/uploads/2016/04/2ppbzbc.jpg)
(http://defence-blog.com/wp-content/uploads/2016/04/i5pxrn.jpg)
Citar
Tiam

Turret from the Safir-74/T-72Z project (105 mm gun w/ FCS) fitted to an M-47M hull.
http://defence-blog.com/army/in-iran-were-unveiled-tiam-battle-tank.html
http://www.tank-net.com/forums/index.php?showtopic=33711&page=18

Citar
(http://i.imgur.com/tH3Y6iu.jpg)
(http://i.imgur.com/TdaTWh4.jpg)
(http://i.imgur.com/Xr8wcpg.jpg)
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Abril 18, 2016, 12:55:48 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: olisipo em Agosto 07, 2016, 07:11:39 pm


Irão executa cientista nuclear 
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Outubro 14, 2016, 06:54:44 pm
Drones iranianos em operação.
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Outubro 19, 2016, 11:59:37 pm

Iran 6th Devotees of the Velayat Sanctuary wargame, Phase three, Stage one, Part 2, October 19, 2016


Fascinante como conseguem manter esta sucata toda a voar...  :o
Título: Re: Irão
Enviado por: Lightning em Novembro 18, 2016, 08:14:31 pm
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A aposta no petróleo

O acordo entre as autoridades iranianas e a petrolífera francesa Total abre uma nova porta para o investimento externo no país. Mas ainda há muitas sombras, sobretudo vindas dos EUA.

http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/fernando-sobral/detalhe/a-aposta-no-petroleo?ref=Opini%C3%A3o_outros
Título: Re: Irão
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 08, 2017, 12:39:53 pm
Iranian DM Unveils 5 Home-Made Combat, Defense Achievements

(http://media.farsnews.com/media/Uploaded/Files/Images/1395/11/18/13951118000819_PhotoI.jpg)

TEHRAN (FNA)- Iranian Defense Minister Brigadier General Hossein Dehqan in a ceremony in Tehran on Monday unveiled and inaugurated the production line of 5 combat and defense products.
The 5 achievements include Fajr 5 guided rocket, Misaq 33 system to fire shoulder-launched weapons, 40-mm grenade-launcher system, Masaf 45*5.56-caliber gun and a new type of pistol.

Addressing the ceremony, General Dehqan underlined the indigenous nature of the weapons, and said they will considerably increase the Iranian Armed Forces' defense power and operational mobility in the fields of personal combat and air defense.

Last April, Iran unveiled its latest home-made state-of-the-art military products in a ceremony participated by Ground Force Commander Brigadier General Ahmad Reza Pourdastan.

The new achievements which were unveiled on the occasion of the Army Day (April 17) included optimized Chieftain tanks, communication node vehicles and TOW missile test stations.

Also, the 57-mm self-propelled wheeled air defense system, 'Bahman', the 5-ton 6*6 'Kian' military vehicle, 'Shahram' mobile nuclear detection lab, Pouria tactical vehicle that carries super heavy tanks and 'Tiam' battle tank were unveiled during the ceremony.

In addition to unveiling the weapons and equipment, the Iranian Ground Force delivered a large number of home-made ambulances, cranes, water tankers, armored vehicles, 7.62-mm sniper guns and vehicles which carry super heavy tanks to different units.

http://en.farsnews.com/newstext.aspx?nn=13951118000522
Título: Re: Irão
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 09, 2017, 01:46:49 am
as coisas estao a aquecer

Iran Launches Another Ballistic Missile
http://www.zerohedge.com/news/2017-02-08/iran-launches-another-ballistic-missile
Título: Re: Irão
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 09, 2017, 11:07:24 am
Iranian Defense Minister Denies Media Reports of Tehran's Missile Test
https://sputniknews.com/world/201702091050499815-iran-denies-missile-test/
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Março 07, 2017, 11:28:23 pm

(http://defence-blog.com/wp-content/uploads/2017/03/C6Velp-WMAA2iU5.jpg)

Iran’s defense minister claims newest stealth fighter jet almost ready

http://defence-blog.com/news/irans-defense-minister-claims-newest-stealth-fighter-jet-almost-ready.html
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Março 09, 2017, 10:32:34 pm
Irão: Mais de 2 mil combatentes foram mortos nos conflitos do Iraque e na Síria


“Cerca de 2.100 pessoas morreram como mártires no Iraque e noutros lugares”, disse Mohammad Ali Shahidi Mahalati, sem precisar o período em que esses combatentes morreram, nem a sua nacionalidade.

O mesmo responsável disse que os combatentes foram mortos ao defenderem “mausoléus sagrados”, que designam os túmulos de sucessores do profeta, segundo os muçulmanos xiitas maioritários no Irão ou no Iraque, ou da família do profeta no Iraque e na Síria.

Os responsáveis iranianos, incluindo o Presidente Hassan Rohani, disseram em várias ocasiões que o ataque a “santuários sagrados” era para o Irão uma “linha vermelha” que não devia ser ultrapassada.

Apoiante do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, no conflito iniciado em 2011 contra os grupos armados rebeldes, o Irão destacou para a Síria “conselheiros militares” iranianos, mas também combatentes “voluntários” provenientes do Afeganistão, Iraque e Paquistão.

O Irão apoia igualmente o governo iraquiano e os curdos do Iraque na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI).

No final de novembro, Shahidi disse que “o número de mártires” do seu país mortos na Síria “tinha ultrapassado os 1.000″ combatentes.

A divisão “Fatemiyoun”, composta por recrutas afegãos, é uma das principais forças treinadas por oficiais iranianos envolvida no conflito sírio.

Os media iranianos reportam regularmente a morte destes “voluntários” e dos “conselheiros”.

O Irão não envia oficialmente soldados, mas segundo um responsável norte-americano, milhares de iranianos e de combatentes apoiados pelo Irão participam nos combates contra os grupos rebeldes, num esforço coordenado com a Rússia e com o regime sírio.


>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/irao-mais-de-2-mil-combatentes-foram-mortos-nos-conflitos-do-iraque-e-na-siria
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Março 14, 2017, 01:48:49 am
Mais uma geringonça iraniana.

(https://pbs.twimg.com/media/C6suHIrWkAAi7Nk.jpg)
(https://pbs.twimg.com/media/C6suIxKWYAEdWgM.jpg)
(https://pbs.twimg.com/media/C6suKA5XAAEeW9b.jpg)
(https://pp.userapi.com/c836120/v836120517/2ae9d/TaPtlpBbI4Q.jpg)

Karrar
http://www.military-today.com/tanks/karrar.htm


Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Maio 11, 2017, 07:08:12 pm
(https://pbs.twimg.com/media/C9rSJ7IUIAAZnWj.jpg)
Outra engenhoca já tentada em tempos pelos soviéticos.
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Novembro 01, 2017, 01:37:52 pm

E a sucata volta a voar.  8)
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Novembro 03, 2017, 07:35:30 pm
(https://pbs.twimg.com/media/DNjeiJuW0AAm76o.jpg:large)
A melhor utilização para um C-130....  ???
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 17, 2017, 12:08:55 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 03, 2018, 09:05:15 pm
(https://image.ibb.co/jxNcGb/17795923_1323095541116040_796368597870349837_n.jpg)
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2018, 04:42:37 pm
Irão, a pagar os custos da sua ambição regional
Alexandre Reis Rodrigues


Não há praticamente nenhum ponto comum entre as manifestações que surgiram no Irão em 2009 (conhecidas pela designação de “Green Movement”) e a atual onda de manifestações que grassam por todo o país.

As primeiras, de natureza essencialmente política, começaram e mantiveram-se concentradas na capital, sobretudo como reação a umas eleições presidenciais que os reformistas consideravam fraudulentas. As que estão em curso iniciaram-se na segunda mais
importante cidade do país – Mashhad, um importante centro religioso, quer pelos locais sagrados que alberga, quer pela existência de uma fação que se opõe à visão de liderança religiosa do país – e daí foram alastrando, principalmente, mas não em exclusivo, como expressão de um descontentamento generalizado com a situação económica. Até agora, não atingiram num único local nem a dimensão nem a intensidade que tiveram as de 2009, mas espalharam-se rapidamente por todas as províncias, 80 cidades.

Enquanto as de 2009 tiveram uma natureza essencialmente urbana e ligada a elites políticas, as atuais surgem ligadas ao interior como protesto generalizado contra o falhado aproveitamento da oportunidade criada pela assinatura do acordo nuclear de
julho de 2015, que abriu os cofres do país à entrada de muitos milhares de milhões de dólares de investimento externo. Só depois das queixas contra o desemprego, inflação e aumento desmesurado do custo de alguns bens essenciais é que começou a ser pedida a mudança de regime, a ser denunciada a opressão do governo e incapacidade de combater a corrupção e a ser apontado o dedo aos poderes quase sem limites dos religiosos.

Em 2009, surgiram apelos internos a pedir a ajuda dos EUA, mas a administração Obama optou por não interferir. Presentemente, não se regista qualquer pedido de apoio externo, mas a administração Trump faz questão de se demarcar da posiçãode Obama e aproveitar a situação para pressionar o regime, prometendo solidariedade para com os que se manifestam e continuando a insistir na ideia do abandono do acordo nuclear, o que pode acontecer a 12 de janeiro, a data marcada para o Presidente se pronunciar de novo.

É mais uma decisão controversa da administração Trump. Dá ao regime iraniano um argumento para alegar que as manifestações estão a ser orquestradas do exterior. Esta interpretação é útil ao regime, quer para uso externo no âmbito das Nações Unidas, quer no plano interno para colocar as culpas da instabilidade em agentes provocadores a soldo dos EUA e assim agravar mais a já má imagem dos EUA em largos setores da população.

O único ponto comum entre as duas situações será o esperado desfecho. A atual, como aconteceu com a anterior, não dará origem a qualquer alteração relevante do regime nem ameaçará a posição do todo poderoso Líder Supremo Ali Khamenei, que está no poder desde 1989. Não se trata de nenhuma revolução nem de nenhuma movimentação política organizada. É apenas uma explosão de descontentamento que não é grande problema para um regime como o iraniano, que já está a retomar o controlo. Afeta, no entanto, mais uma vez, a sua legitimidade e credibilidade mas os que têm lido a instabilidade como sinal de uma possível queda do regime vão ficar desapontados.

Embora seja uma situação claramente grave, não é tanto, pelo menos por enquanto, como a de 2009, em que morreram 73 iranianos e foram presos cerca de 4.000 (22 mortos e cerca de 1000 prisioneiros, na atual). Tem sido enfrentada apenas com as
forças policiais normais sem recorrer aos voluntários paramilitares das forças “Basij” - criadas em 1979 por Khomenei para ficarem diretamente dependentes do Líder Supremo – que tiveram um papel-chave em 2009. Tudo poderá alterar-se se o descontentamento vier a mobilizar a classe média iraniana, mas esta hesita, presume-se por não ter claro o que poderá vir a seguir e ter bem presente os custos da mudança de regime de 1978/1979 que afastou Reza Pahlavi.

A nível externo, é uma crise de grande importância regional com diversas ramificações potenciais, embora, de momento, seja prematuro tentar caracterizá- las. A instabilidade existente e a possibilidade de mais sanções e saída do acordo nuclear terão dois impactos diretos que algumas correntes de opinião avaliam como sendo do interesse do Ocidente e, em geral, das democracias liberais. Vão aumentar a pressão sobre o regime, por um lado desencorajando potenciais investidores externos de que o Irão tanto precisa para melhorar a qualidade de vida da população. Por outro lado, obrigarão Teerão a restringir as intervenções externas em que o Irão se baseia para procura de uma liderança regional.

Porém, outras correntes de opinião, nos EUA e na Europa, defendem que fomentar o crescimento económico seria a melhor forma de ajudar os moderados liderados pelo Presidente Rouhani. De certo modo, foi a ideia que inspirou a celebração do acordo nuclear, permitindo a Rouhani prometer que o levantamento das sanções iria relançar a economia e trazer prosperidade. Trouxe várias melhorias, nomeadamente uma queda da inflação de 40% para os atuais 10%, mas não trouxe uma melhoria relevante do nível de vida. Cabe aqui perguntar se as culpas por este desfecho se devem atribuir ao Governo ou ao sistema político que governa o Irão.

Parece óbvio que a crise em curso precisa de ser analisada no contexto da confrontação latente entre os reformadores liberais liderados pelo Presidente e a linha dura dos religiosos sob a direção de Khamenei, num arranjo políticos que afasta o país da linha das democracias, muito embora, consiga, apesar de tudo, conservar algumas características democráticas. Khamenei não está a salvo de acusações sérias de uma falta de transparência que beneficia o setor da administração do Estado que controla diretamente,
e de insistência numa estratégia de afirmação regional que está a consumir recursos que seriam necessários para o relançamento da economia.

Sob estas circunstâncias, a opção de ajudar Rouhani a dar uma resposta aos descontentes com a situação económica para lhe dar vantagem política interna sobre a “linha dura”, por exemplo levantando sanções, pode muito bem não ser o melhor caminho. Como se viu acima, não há qualquer garantia de que os respetivos benefícios vão na direção certa da melhoria da qualidade de vida da população. Podem apenas continuar a alimentar as ambições regionais do Irão.


>>>>>  http://database.jornaldefesa.pt/crises_e_conflitos/irao/JDRI%20261%20060118%20irao.pdf
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 11, 2018, 09:58:56 pm
Irão assinala os 39 anos da Revolução Islâmica


Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 17, 2018, 10:42:03 pm
Presidente do Irão garante que vai cumprir as condições do acordo nuclear


Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2018, 02:24:43 pm
Título: Re: Irão
Enviado por: HSMW em Abril 09, 2018, 11:13:47 pm
A ressurreição dos Chieftain iranianos. A partir dos 4:15.
Título: Re: Irão
Enviado por: Lusitano89 em Maio 01, 2018, 01:50:16 pm
Netanyahu garante que Irão tem "programa nuclear secreto"