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Conflitos => Conflitos do Passado e História Militar => Tópico iniciado por: carlos duran em Dezembro 10, 2005, 01:39:06 am

Título: Batalhas de Portugal
Enviado por: carlos duran em Dezembro 10, 2005, 01:39:06 am
Saudos a todos desde a Galiza e desculpas por nao saber ben o portugués ainda seja semellante ao galego.
  Amo muito Portugal pero penso que o nacionalismo estremo nao o bon para a realidade histórica.
Portugal ten unha grande historia e muitas victorias gloriosas, mais tamen ten muitas derrotas e tamen hay que falar delas.
Hay que falar da batalha de Toro, a batalha naval de Saltes, a batalha de Caia, a batalha de Alcantara, o desastre do cerco de Badajoz (1658), a batalha de ALbuera (1479), o terrivel revés da batalha de Almansa, do fracaso no cerco da vila de Alcantara no 1397 etc etc.
 Tamen hai que ter en conta outras opinioes referentes a feitos históricos como a batalha de Montijo no 1644 que nao concordan coa versao oficial portuguesa, eu escrivin nunha revista de historia espanhola um articulo sob esta batalha e nao foi, penso, en absoluto vitoria portuguesa.
Os datos de certos autores antigos hai que tomalos com muito cuidado porque a propaganda de guerra sempre funciona. Ninguen discutiu na espanha as grandes vitorias portuguesas em Aljubarrota, Atoleiros, Linhas de Elvas (ainda que os datos de baixas do exercito espanhol que se citan son muito exagerados), Montesclaros etc mais Montijo considerase vitoria espanhola na espanha e ainda por muitos historiadores ingleses, pero respeto a sua opiniao e falamos disto cando queiran, mais o conde de Ericeira nao e unha fonte de total confiança.
 Historia e nacionalismo nao se levan ben.
Título: História
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 10, 2005, 03:05:23 pm
Então seja bem-vindo meu caro Carlos Duran, espero que possa contribuir para um aprofundar de conhecimentos da história dos nossos dois países por parte dos intervenientes deste fórum. Posso dizer que eu não sou nenhum nacionalista mas sim um profundo patriota e como tal tenho sempre um pouco de receio do que vem a Este do meu pais.   :D
Título:
Enviado por: JLRC em Dezembro 10, 2005, 03:31:18 pm
Seja bem-vindo Carlos.
Espero que dê uma contribuição serena para a discussão dos assuntos históricos dos vários países ibéricos, sem o fundamentalismo extremado de alguns foristas de ambos os lados da fronteira.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: dremanu em Dezembro 10, 2005, 05:00:40 pm
Bem vindo ao forum Carlos Duran.  

Quanto ao teu post, esqueceste a mais dramática de todas as derrotas Lusitanas, a batalha de Alcácer Quibir, que tão graves consequências teve para a nossa nação.

Um outra batalha que eu acredito ser de maior relevo é a do Toro. Quanto às outras que mencionas, existe um pormenor a adicionar. Portugal perdeu essas batalhas, mas não perdeu a guerra.

Muitas das derrotas militares(com a exceção de Alcácer Quibir) que sofremos foram revês temporários, mas no fim saímos vitoriosos pois ganhamos as guerras das quais essas batalhas fizeram parte.

Aliás, se entendermos que todas as batalhas Luso-Castelhanas/Luso-Espanholas fazem parte do contínuo histórico do conflito entre as duas nações, é mais que óbvio que os Portuguêses continuam a ser vitoriosos pois entre todas as nações da península Ibérica, só Portugal continua a ser soberano no seu território, e não é subejcto de Castela como todas as outras o são.

Pode-se perder batalhas, mas no fim, o que conta, é ganhar a guerra.
Título: batalhas de Portugal
Enviado por: carlos duran em Dezembro 10, 2005, 05:54:38 pm
Estimados amigos de Portugal:

obrigado pola sua boa acollida, atopome a gusto neste forum que ten muita calidade, mais ainda quero facer uns comentarios as suas respostas:

 Di o derradeiro (último) comunicante que Portugal perdeu unicamente a guerra en Alcazarquivir, mais as outras nao, ¿?, ¿,acaso nao perdeu a guerra de succesao a coroa de castela no 1476-1479? acaso o rey Afonso V nao pretendia facerse rei de Castela, ou acaso nao invadiu Castela, nao e ben certo que e muito semellante coa crisis portuguesa de 1383-1385. Ben perdeu a guerra don Afonso V en Toro e a sua importancia foi tremenda pois en vez dunha uniao Portugal-Castela a vitoria de Toro conseguiu a uniao Castela-Aragao. Portugal nao conseguiu vencer nesta guerra e tornouse cara o seu imperio e o mar.
 Tamen na guerra de sucessao 1703-1715, Portugal entrou na guerra coa promesa de conseguir muitos territorios na coroa espanhola (Badajoz, vigo, alcantara, zamora, ciudad rodrigo etc) mais perdeu as batalhas de Almansa e Caia e nao conseguiu estas melloras de territorio.
 Por certo na batalha de alcacer quivir habia tamen soldados espanhois combatendo cos portugueses, e bastantes.
 Ao primeiro amigo que receia do que ven do este, podo decirlle que eu son tamen galego, igual que espanhol, na mesma medida, e portugal sempre quiso conquistar a Galiza, no seculo XII, e ainda antes da batalha de Toro afonso V pedia Galiza para deixar a guerra, tamen no XVII o conde de castel melhor nunha epoca de grandes vitorias portuguesas pedia a Galiza a cambio de deixar a guerra. Mais os galegos nao temos "receio" ou prevençao dos do "sur" que para nos, e perdoen porque e a miña opiniao portugal e a galicia do sur que se independizou no seculo XII, por fin tamen comentar que no ano 1641 rebelados catalunha e portugal ( catalunha foi a primeira) o goberno espanhol tivo que decidir onde facer guerra ofensiva e defensiva, a decisao foi "dar forte e com todas as forzas na catalunha e facer guerra defensiva en portugal, isto foi moi importante para a independencia de portugal, e mais espanha estaba agotada por muitos anos de guerra contra muitas naçoes.
Nao tenhan medo da espanha, esta preto de desaparecer ainda que para alguns nacionalistas portugueses seria mellor ter un inimigo forte e unido a quen odiar que outras naçóes ibericas.
saudos a todos e obrigado pola atençao
Título: Re: batalhas de Portugal
Enviado por: Johnnie em Dezembro 10, 2005, 06:11:37 pm
Citação de: "carlos duran"
Nao tenhan medo da espanha, esta preto de desaparecer ainda que para alguns nacionalistas portugueses seria mellor ter un inimigo forte e unido a quen odiar que outras naçóes ibericas.
saudos a todos e obrigado pola atençao


O pior é que acho que tens razão...O gigante aqui ao lado mantem-nos unidos
Título:
Enviado por: Luso em Dezembro 10, 2005, 06:26:35 pm
Seja benvindo, Carlos.

Fale-nos mais acerca dessas derrotas portuguesas. Não é por serem derrotas que as tornem desinteressantes.
Título:
Enviado por: manuel liste em Dezembro 10, 2005, 07:56:50 pm
Éste será un foro con algunas participaciones de calidad, pero con otras irredentistas, hiper-nacionalistas cuando no xenófobas.

Un debate constructivo en esas condiciones es difícil.
Título:
Enviado por: Miguel em Dezembro 10, 2005, 11:12:36 pm
Citação de: "manuel liste"
Éste será un foro con algunas participaciones de calidad, pero con otras irredentistas, hiper-nacionalistas cuando no xenófobas.

Un debate constructivo en esas condiciones es difícil.


alguma vez Espanha venceu uma batalha??

 :lol:  :twisted:
Título:
Enviado por: manuel liste em Dezembro 10, 2005, 11:44:17 pm
Citação de: "Miguel"
Citação de: "manuel liste"
Éste será un foro con algunas participaciones de calidad, pero con otras irredentistas, hiper-nacionalistas cuando no xenófobas.

Un debate constructivo en esas condiciones es difícil.

alguma vez Espanha venceu uma batalha??

 :lol:  :twisted:


Me remito a mi anterior comentario...
Título: espanha ganhou alguma vez unha batalha????
Enviado por: carlos duran em Dezembro 11, 2005, 01:39:06 am
Miguel, eiqui tes algunhas, ainda que supoño estas bromeando.

algumas vitorias leonesas, castelhanas, espanholas contra portugal:


Badajoz sXII, derrota e prisao do rey portugués afonso enriques polo rey de leao.

batalha naval do cabo sao vicente

batalha naval de saltes, miles de prisioneiros portugueses e muitas galés.

socorro da vila de alcantara 1397

batalha de toro, a chacina na persecuçao nocturna foi horrivel, muitos afogados no rio douro na fuxida, o rei afonso v escapou aterrado do campo de batalha, o rei fernando o catolico salvou a muitos prisioneiros portugueses de seren mortos depois da batalha, os paisanos de çamora mataron muitos fuxidos que ian camiño de portugal os dias seguintes, toda europa viu a guerra perdida para portugal.

batalha de albuera 1479

batalha de alcantara 1580

batalha naval e terrestre das açores

batalha de montijo( vou enviar artículo longo se vos interesa con datos da época de documentos espanhois e portugueses.

batalha de telena (guerra restauraçao)

batalha de vilaviçosa, primeira nao a de 1665

conquista de olivença 1657

derrota do cerco de badajos no 1658, miles de homens perdidos.

conquista de evora 1663

combate de cavaleria de badajos 1666

batalha de almansa (un dos mais fortes desastres militares de portugal, miles de mortos e prisioneiros, bandeiras e bagagens, ainda nao se fale muito en portugal dela, 1707, o marqués das minas fugiu ferido a duras penas e foi castigado en portugal com perda de todos seus cargos, poucos soldados portugueses voltaron a casa.

batalha de caia ,maio 1709, grave derrota, mais de 3000 mortos e prisioneiros anglo portugueses.

toma de almeida 1763

combate de arronches, 1801  400 mortos e feridos e 200 prisioneiros.

hai mais , isto sao algumas, tamen ten portugal muitas magnificas vitorias, mais miguel, penso que estabas bromeando, iso nao e serio.
Título:
Enviado por: Leonidas em Dezembro 11, 2005, 02:58:53 am
Saudações guerreiras.

Carlos Duran, seja muito bem vindo ao fórum.
É de louvar a sua atitude pessoal em relação a estes assuntos. A história sempre teve uma parte oficial e uma outra, a nossa, que resulta de uma interpretação pessoal, mas que, também, podem ser discutidas abertamente. O que interessam são os argumentos, bons ou maus. O que é grave é, quando na falta dos mesmos, a conversa sai do seu curso normal.

Duvido que, somente por apresentar os seus argumentos, sejam eles quais forem, seja mal recebido, a não ser que, essa(s) pessoa(s) não conheça(m) minimamente um pouco da história dos dois países para que se comece o insulto. Isto também é “lei” para o resto da malta, seja em que cidade estiver. Se se quer discussão então que se faça com conhecimento e nivel, ou então abstemo-nos de argumentos que nada acrescentam ás pessoas que os proferem e que por vezes nem sabem que estão a fazer figuras de urso. Por mim falo. (O que está escrito a tom mais carregado não é dirigido ao Carlos Duram, atenção)

Não há que ter receio de falar e o que também não pode haver é receio de aceitar a palavra dos outros, mesmo que não concordemos e isto seve para ambos os lados. Agora se se parte do principio que, se por ler uma coisa que para si não passa de uma grande tontería e que por ter sido escrita pela pessoa A ou B, julgamo-la logo como extremista ou nacionalista idiota, é, já, á partida, fazer um juízo de valor que só poderá fazê-lo no fim desta discusão. Haja argumentos, isso sim, é o mais importante.

De certeza que irá encontrar pessoas com qualificações, para discutir aqui estes assuntos, melhor do que eu. Dentro dos meus conhecimentos e outros que irei aprofundar, tentarei dar, também, a minha modesta opinião e também para esclarecer algumas dúvidas que entretanto possam surgir para, assim, também, entender aquilo que são opiniões pessoais e perfeitamente, aceitáveis ou não, e aquilo que é dado como oficial de um ou dos dois lados da fronteira.

Aqui vai a primeira dúvida:

Citação de: "Carlos Duran"
… 1641 rebelados catalunha e portugal (catalunha foi a primeira) o goberno espanhol tivo que decidir onde facer guerra ofensiva e defensiva, a decisao foi "dar forte e com todas as forzas na catalunha e facer guerra defensiva en portugal, isto foi moi importante para a independencia de portugal, e mais espanha estaba agotada por muitos anos de guerra contra muitas naçoes.
Quanto tempo durou a guerra com a Catalhunha?
Guerra defensiva contra Portugal? Não entendo.

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Citação de: "Carlos Duran"
Nao tenhan medo da espanha, esta preto de desaparecer ainda que para alguns nacionalistas portugueses seria mellor ter un inimigo forte e unido a quen odiar que outras naçóes ibericas.
O que alguns nacionalistas receiam não é  a desagragação (separatismo) de unidade espanhola. O que ele(s) não suporta(m) talvez seja a falta de respeito por um povo inteiro e sua cultura por parte de Espanha, como se deve já ter apercebido. Nisso até eu o sinto no porta-moedas e que consequêntemente se estende a todos os portugueses, não só pela falta de dinheiro através dos impostos, mas também pela ausência de mais emprego.

Cumprimentos/Saludos.
Título:
Enviado por: emarques em Dezembro 11, 2005, 05:02:56 am
Citar
Quanto tempo durou a guerra com a Catalhunha?
Guerra defensiva contra Portugal? Não entendo.
Bem, pelo que sei, quando se viram confrontados com duas frentes de revoltosos, o "Estado Espanhol" (;)) teve que optar por qual revolta debelar primeiro, e escolheu a Catalunha. Por isso, as forças espanholas na fronteira com Portugal tinham ordens para não tentar grandes operações ofensivas, limitando-se a manter Portugal em cheque.

A "Guerra dels Segadors" na Catalunha durou até 1659, acabando por se envolver nela a França. Além disso, ainda apareceram outros levantamentos independentistas, como o da Andaluzia liderado pelo irmão da rainha de Portugal, o duque de Medina-Sidónia. A Espanha filipina foi muito abalada.

Citação de: "carlos duran"
Portugal ten unha grande historia e muitas victorias gloriosas, mais tamen ten muitas derrotas e tamen hay que falar delas.

O problema é que as guerras foram muitas, e se nem temos tempo de falar nas vitórias todas (não há muito quem fale de Guararapes, por exemplo), as derrotas é que não dá mesmo. ;) Ainda assim, até se vai falando de algumas derrotas, Alcácer Quibir e Toro não costumam ficar completamente esquecidas, talvez por terem sido pontos decisivos nas crises em que se deram. (Mas se fosse perguntar ao príncipe D. João quem ganhou a batalha de Toro ele respondia que tinha sido o lado português)
Título: respostas a e marques e leonidas
Enviado por: carlos duran em Dezembro 11, 2005, 04:59:44 pm
obrigado amigos polos seus comentarios moi interesantes.
A leonidas contestou xa en muita parte e marques, efectivamente no ano 1641 na gravisima situaçao da monarquia hispana o consello de guerra en madrid , vistos os poucos recursos e as muitas guerras en todos os frentes tivo de escoller onde realizar o maior esforzo militar, e foi a decisao que fose na catalunha, con a unica oposiçao do marqués de castro fuerte que propuso facer guerra ofensiva contra portugal, o resultado foi o contrario, guerra ofensiva contra catalunha e defensiva contra portugal, onde se formou pequeno exercito entre 4000 e 6000 homens, camponeses forçados sen nenhum valor militar, ridiculo para reconquistar pais tao grande e valeroso como portugal. Catalunha foi submetida no 1652 con agotamento das forzas espanholas e muitas perdas en homens. mais a guerra europea durou ate o 1659, ali morreron os mellores soldados espanhois e a maior parte do dinheiro.
 En quanto a e marques nao sei que pensaria o principe perfeito, seguramente estaria orgulhoso do seu valor no combate, mais cando chegou a cidade de toro, en poder portugués, ficou algunhas horas desesperado pensando que seu pai habia morto no combate, pasando entre miles de homens desesperados porque nao os deixaban entrar nas muralhas da cidade, e moi pouco tempo depois volveu a portugal nao precisamente como vencedor. Toda europa veu a batalha como o fin das aspiraçoes de afonso v e a mesma cidade de toro, antes fortisima contra os reis catolicos rendiuse aos poucos dias. Incluso na galiza habia muitos nobres duvidosos entre afonso V e os reis catolicos mais desde toro a maioria tomaron partido polos reis catolicos excepto noso famoso Pedro Alvares soutomaior, amigo persoal  de afonso V.
Na catedral de Toledo conservanse trofeus da batalha, e foi levantado un maravilloso tempo sao Joao dos reis (San Juan de los reyes) en conmemoraçao da batalla de toro.
 Efectivamente desta batalha se fala un pouco en portugal e maiormente reconhecendo a derrota e a sua importancia.
saudos amigos
Título: nova resposta a leonidas
Enviado por: carlos duran em Dezembro 11, 2005, 05:55:16 pm
Leonidas escreveu


O que alguns nacionalistas receiam não é a desagragação (separatismo) de unidade espanhola. O que ele(s) não suporta(m) talvez seja a falta de respeito por um povo inteiro e sua cultura por parte de Espanha, como se deve já ter apercebido

 Eu na miña vida, teño 45 anos, nunca vin falta de respeito algun polo povo portugués e a sua cultura, o que si vin, e muito, foi falta de respeito a cultura galega e ao idioma galego por parte do centralismo de madrid, e tamen falta de respeito a cultura catalana, vasca e de outros pobos do estado espanhol. Realmente na espanha apenas se fala de portugal nin para ben nin para mal. Eiqui na galiza portugal esta mais presente.
Título:
Enviado por: Leonidas em Dezembro 12, 2005, 12:05:32 am
Saudações guerreiras.

Srs. administradores, moderadores e demais intervenientes do FórumDefesa, permitam-me saúdar de novo o nosso vizinho e parente Carlos Duran.

Seja bem vindo a este espaço, de novo, D. Carlos Duran.  :(   :wink:  

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Só uma sugestão: Talvez seja melhor, não sei, para que a informação seja mais fácil entender, se a mesma seja apresentada de modo esquemática/gráfica. (*)  

Cumprimentos/Saludos

PS: C. Duran eu não odeio a Espanha e/ou o seu povo, mas tenho razões proficionais para estar zangado.

(*)Mas também não é preciso exagerar eu sei ler uma ou várias letras ao mesmo tempo, ou seja, não é preciso fazer nenhum desenho para eu entender. Muito obrigado.  :mrgreen:
Título: Ormuz
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 01:52:13 pm
Concordo com Duran, a verdade é preferível ao exagero típico dos Lusos.
Estou a ler o Ormuz um livro espectacular.

O autor diz que na Ilha de Moçambique 25 Lusos venceram 500 holandeses numa sortida e não tiveram uma unica baixa. Isto só pode ser treta!!
Mesmo que os Holandeses fossem toscos, teríamos sempre algumas baixas.
Nessa época os Portugueses eram melhores no corpo a corpo porque tinham soldados profissionais nas Naus, enquanto que os Anglo-holandeses só tinham marinheiros e preferiam assim usar apenas os canhões e evitar a abordagem. Alem disso tinhamos canhões de maior alcance.

Outro factor importante na história de Portugal que normalmente ignorado é que houve uma pequena idade do gelo do seculo 14 ao 19.
No seculo 16 o rio Ebra em Espanha gelave no inverno, pelo que isto era mesmo frio.
As implicações é que nesse tempo eramos mais disciplinados e organizados, sem aquela indolencia que nos tomou com o aumento da tempratura média no sec. 19. c34x
Título:
Enviado por: Mueda em Agosto 22, 2007, 02:16:28 pm
Boas,

O combate que referes contra as forças holandesas na ilha de Moçambique está documentado nos dois paises.

A explicação para a força de uma Nação e de um Povo assente em razões climáticas é ... bem ... nem sei o que dizer  :lol:  :lol:

Mueda
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 22, 2007, 03:50:40 pm
A Austrália é conhecida pelos seus grandes glaciares :conf:
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 04:33:39 pm
Citação de: "Mueda"
Boas,

O combate que referes contra as forças holandesas na ilha de Moçambique está documentado nos dois paises.

A explicação para a força de uma Nação e de um Povo assente em razões climáticas é ... bem ... nem sei o que dizer  :lol:  :idea:

Em relação a Moçambique gostava de conhecer a versão Holandesa :twisted:
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 04:35:47 pm
Citação de: "macholuso"
Citação de: "Mueda"
Boas,

O combate que referes contra as forças holandesas na ilha de Moçambique está documentado nos dois paises.

A explicação para a força de uma Nação e de um Povo assente em razões climáticas é ... bem ... nem sei o que dizer  :lol:  :idea:


eu estive na Australia em 1996, e tal como nós os australianos são trabalhadores no estrangeiro, mas em casa, quando o surf está bom nem aparecem ao trabalho. Os patrões já nem se queixam
Alem disso a Australia é um caso especial, uma vez que os europeius levaram para lá a sua mentalidade protestante e a ética do trabalho.
Mas vá a Alice Springs e diga-me se eles são ativos e dinamicos :P
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 22, 2007, 04:38:39 pm
Desculpa-me mas isso são balelas. As maiores civilizações que o mundo alguma vez viu não são da Europa do norte, mas sim da dita Europa latina.
Título:
Enviado por: André em Agosto 22, 2007, 04:42:02 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Desculpa-me mas isso são balelas. As maiores civilizações que o mundo alguma vez viu não são da Europa do norte, mas sim da dita Europa latina.


 :shock:  :?
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 04:43:19 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Desculpa-me mas isso são balelas. As maiores civilizações que o mundo alguma vez viu não são da Europa do norte, mas sim da dita Europa latina.


Sim mas foram construídas com base na escravatura, e o clima mediterranico favorece o tipo de civilização que os Romanos criaram. No norte estavam tão ocupados com a sobrevivencia que não tinham tempo para criar civilização e grandes filosofos :P
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 22, 2007, 04:45:53 pm
Então quais são essas Grandes Civilizações do Norte da Europa de que estás a falar?
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 04:54:55 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Então quais são essas Grandes Civilizações do Norte da Europa de que estás a falar?


Nenhuma. O que eu disse relaciona-se puramente com o desenvolvimento de capacidades mentais latentes para sobreviver num clima hostil.
Aqui, pelo menos no sul de Portugal e junto à costa, a vida é um pouco mais fácil.
É como nos estudos. Se estiveres muito tempo sem estudar começas a perder algumas capacidades. Um clima mais quente nos ultimos 150 anos tornou-nos mais displicentes. Se isto gelasse no inverno não estávamos aí nas esplanadas dos cafés a sonhar acordados em vez de fazer alguma coisa. c34x
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 22, 2007, 05:00:50 pm
Já para não falar dos esquimós, essa potência económica e militar...
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 05:03:11 pm
Acho que é importante que vivamos no presente.
Se olharem para o mapa da europa é fácil de ver que qualquer outro povo na nossa situação geográfica, tinha feito o mesmo que nós, dar a volta ao mundo em 100 anos. Dum lado Castela do outro o mar.Até eu quando olho o oceano aqui no Algarve, o meu primeiro instinto é fazer-me ao mar.
O problema em Portugal, é que quando algo corre mal ninguem é responsável, é sempre o sistema.
Pensamos que os outros nasceram civilizados e que nós somos selvagens por natureza. Nada mais falso. Eu vivi na Holanda e Inglaterra e lá, basta um pouco de alcóol para toda a civilização ir por água abaixo. Tem que haver alguma repressão para as pessoas serem civilizadas, ou julgam que os Lisboetas vão parar de cuspir no chão se não for proíbido? :twisted:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 22, 2007, 05:12:06 pm
Agora perdi-me, estás a dizer que os britânicos não apanham grandas bebedeiras...os britânicos?! :roll:

E depois o Tuga é que é um vândalo, eu pessoalmente até acho que somos demasiado brandos.

Se soubesses as m#$% que os Belgas fizeram num exercicio que fizeram em tancos...tudo pessoal muito civilizado, é claro.
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 05:15:25 pm
Outro fator importante na guerra é a estatura. É sabido hoje que quanto mais rico um povo é maior a sua estatura, embora a qualidade de vida e alguns fatores genéticos sejam importantes. Hoje os Holandeses e Montenegrinos são os povos mais altos do mundo, os ultimos tambem por fatores genéticos, uma vez que Montenegro é pobre mas as pessoas lá sempre foram altas.
Quando nós eramos uma potencia provavelmente eramos um dos povos mais altos da europa, dada a nossa riqueza. Já os Holandeses, pelo menos no Séc. 19 eram um dos povos mais baixos da Europa.
A altura é particularmente importante numa época em que as batalhas envolviam muito a luta corpo a corpo.
No Séc. 18, e até 1950 os americanos eram o povo mais alto do mundo, e os 7 centimetros de difrernça que tinham a mais sobre os ingleses em 1776 foram determina~tes para a vitória Americana.
Felizmente que atualmente estamos a recuperar altura. O Portugues de 1.60 já vai longe. :D
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 05:17:48 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Agora perdi-me, estás a dizer que os britânicos não apanham grandas bebedeiras...os britânicos?! :roll:

E depois o Tuga é que é um vândalo, eu pessoalmente até acho que somos demasiado brandos.

Se soubesses as m#$% que os Belgas fizeram num exercicio que fizeram em tancos...tudo pessoal muito civilizado, é claro.


Leste mal. Eu disse que quando eles, Holandeses e Ingleses bebem a civilização vai por água  :evil: abaixo.
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 22, 2007, 09:01:29 pm
http://www.albany.edu/campusnews/releases_286.htm (http://www.albany.edu/campusnews/releases_286.htm)

uma link para a divisão norte-sul c34x
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 23, 2007, 12:02:35 am
Nós aqui em Portugal gostamos de pensar que somos hospitaleiros.
vejam o que este diz dos povos hospitaleiros

The friendliness of people ( and women )of a certain country towards you depends on several factors:
1) The difference in GDP between your country and theirs. The formula is this: Your country's yearly GDP /Her Country GDP= friendliness factor. I.e. $24000/$2400= 10. That means they will be ten times friendlier to you than women in your own country. Before you choose the place to go to, check out the GDP there and you will be able to calculate the friendliness factor with relative accuracy.
2) Similar religion- the more similar the better.
3) Race: the more similar, the better and/or the lighter the better.
4) With very few exceptions, the money factor will override all the other differences. If the factor 2 and 3 is any problem, more cash thrown at the situation will normally sway it in your favor.

The degree of scorn piled upon you, by the same token, will also be in proportion to how many times the GDP of the host nation is greater than that of the nation you come from.

***
Many things that your parents taught you about " That is the way the world is" are actually about the way things are in the country you are living in. While many social laws are universal- such as "nobody likes poor people"- (and even that is not true in all places- Communist countries, in fact, deify poor people), many other social laws vary from country to country and culture to culture. Conversely, many things that we think are proper of our country and only happen here, actually happen in other places, as well, and are just inherently human. So, when they tell you that "people are like that" or " society does not accept that" they are often talking about people and society in your country. A few hours' flight and things are as different as they can be- people are no longer "like that" and "society now accepts" whatever it did not accept back home. The same goes for ways to attract the opposite sex. What is considered to be a sure-fire- ( or imperative) way to get women in your country is no longer required. I for one, do not need to be spending three hours a day in the gym, have a Mercedes and buy elevator shoes to get a date in the Philippines.

***
International travelers often confuse hospitality towards a guest with acceptance, and politeness towards visitors, with friendliness. They also confuse good customer service given to a ( perceived) rich foreigner with sincere admiration. If you really want to see how accepting a certain culture is, try settling down in that country and doing business with the local people. Often, the countries that are the most hospitable and polite to guests are the ones that are extremely hostile to those who want to stay in them for good. By the same token, countries in which people seem to be mean and inhospitable to visitors turn out to be fairly accepting to those who want to settle down and assimilate. It is as if hospitality and politeness were exact opposites of acceptance and friendliness.
***
Fanatical patriots, cultural snobs, "my country is the best" arrogant nationalists, isolationists, ethnic and religious fundamentalists, racists and other such types miss out on huge opportunities to avail themselves of all the great wonders that an international lifestyle can provide. With 200 countries in the world, they think that only one country is the best and " has it all" and they do not take advantage of what the other 199 can confer upon them. They miss out on job opportunities, great natural sceneries, unique products, low prices, delicious foods and great friendships, romance and exquisite sexual delights that they can taste/obtain/partake in. However, because they do not know what abundant treasures are out there, they will still be happy in their country with what little they have for they do not know just *how* little they have. Ignorance truly is bliss. All that suits us just fine since we do not want them to compete with us for all these great jobs, women and other such foreign treasures, anyway.
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No country has it all, and most countries are heavily weighed in one direction and are severely poor in another area. Countries that are materially rich are poor spiritually and socially. Countries with best jobs opportunities cannot usually provide too many gorgeous dates. Countries with most beautiful women have bad economies and rotten politics. It, therefore, stands to reason that in order to have it all, living in more than one country is often a necessity.
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Jobs and women are some of the most untouchable treasures of a nation. Nobody likes a poor and/or not very ed.ucated foreigner looking for jobs and/or women in a richer country. He will get bad or no jobs and most probably, no women at all. Everybody, though, likes a rich tourist/ investor coming to the country with money. In the case of the investors, women will be available for marriage and other things depending on how much money he has. Rich tourists will have to avail themselves of less permanent love arrangements.
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The richer the country, the colder, more arrogant, and unfriendly are its people. It also seems that, the richer the country, the lonelier, less sociable, more self-absorbed and less happy most people are. Beautiful, clean and prosperous, highly advanced countries have huge numbers of zombie-like inhabitants who are extremely unhelpful and selfish. It seems that money, good cars, good clothes and technological progress make masses of people less happy. It does not mean, however, that poverty is what makes people happy. It seems that countries that have* just enough* rather than * too much* or *too little* have the healthiest, happiest populations.
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Media propaganda and stereotypes of how people in certain countries are, are almost always untrue. Not only they are untrue, the people in those countries often turn out to be the exact opposites of what you were taught they were. For better or for worse. Nationalities that were supposed to be unfriendly turn out to be very friendly and the ones that we were taught were friendly, turn out to be very hostile, indeed. That goes for other supposedly national characteristics as well.
Not only that, but once you start traveling, you will see that many things that you thought were true about your own country turn out to be untrue. They always taught you that your country was the best, the freests with the friendliest, most generous people. Maybe even the best girls. As you discover freeer countries with better people and more beautiful girls, a shock sets in.

Most views of other countries through the media are either completely false or are wild exaggerations. If you think that in Africa people live in trees with snakes around their necks and eat grass, you will probably not go there and will not take advantage of getting to know great, prosperous people, see their modern cities full of cars and skyscrapers, will not make new friends and learn about a beautiful culture, music and diversity that exists there. If you think of the Philippines or Brazil as a dangerous and violent countries, you will not travel to them to meet their high quality women. If you think of the Middle East as a camel- riding, terrorist-infested society, you will not go there to work and make your tax- free fortune. Which is fine with me as I will have less competition.
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What people call you and how they see you, and even your race and nationality/identity changes as you go from country to country. A person who was known as "Black" in the US all his life discovers that he is now "American" or even "white" as he moves to Africa. Very few Italians, Puerto Ricans, and Poles from the US are seen as such when they go back to 'their countries". They are just referred to as "Americans". People who were "Chinese" in Malaysia all their lives become "Malaysians" when they go to China. People who thought of themselves as short become tall as they go to a society where average height is lower. Men of average looks become handsome in the Philippines and handsome men from the US become average in Italy. Average girls from E. Europe and Asia become "gorgeous" in the US. Popular American women become unsighly nobodys and unneeded white elephants in Asia and E. Europe.

By knowing how the perception of you will change, you can find places where people like yourself fit in better or are afforded more admiration and higher status. You can even use many things that were disadvantageous socially in your country to your advantage in another. A Spanish-speaking person in the US, for one, will not get as much admiration there as he would in Quebec, Canada, where Spanish language is seen as extremely romantic and a sign of status. A man who is 5'7" in the US and who is pumping iron to make up for his short stature in America, will not be called a "shorty" in Japan or Vietnam and will not feel insecure as he often would back in the US. Actually, it will be to his advantage not to stick out like a sore thumb. He will have all the dates he wants once he goes to the right country. If Collin Powell wanted it, he could move to Sudan and become a white man there. He is one to the Sudanese according to the African culture. One drop of Black blood in the US makes you black but 25% white blood in most African Americans make them "white" in Africa.
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What is good or bad varies from culture to culture. What is normal, accepted and legal behavior in one country will land you in jail in another or even get you killed. While the "Fahreneit 9/11" movie is legal in the US, such a movie made about a president of some other country will not be released and its author ( and all his crew) will be imprisoned or killed. A Dutchman who is used to being able to buy marijuana at any time, will feel that the US is very repressive when it comes to such things. A Kenyan may not criticise his president openly but he can have twelve wives and build a village for his one husband- twelve wife family. In the US, he will be jailed for poligamy-a separate sentence for each wife above one.
As an international traveler, one should be aware of such legal and cultural freedoms and restrictions and be very careful and discreet. Coming back home and bragging about things that you did abroad where they were legal or trying to do things that were legal at home but not legal abroad may prove to be your undoing. Extreme discretion is therefore highly advised. Most people (and judges) are not travelers and will not understand your international view on such things.
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Contrary to the Hollywood image of how things are, most of the world does not treat Americans as heroes. Most people in the "non-white" world cannot even tell an American from a German or a Russian. You may think of yourself as such ( an American) but they have their own name for you ( such as White Ghost) and will dump you together with the above groups just like you would often dump all people that you perceive to be of one race into one group. It is called "distance decay". A Korean would not put himself into the same category with Mongolians, Japanese and Aleuts, but he would put all white Americans, Canadians, Brits, Iranians and Czechs into one blurred " nationality". A Black African would go even further: he can distinguish different people and tribes in Africa with amazing clarity and sees it as a very diverse place, but a Japanese and a British tourist look exactly the same to him and he cannot tell them apart- they are not Black, the skin is light- they are, therefore, of one nationality. Westerners, of course, cannot tell different Africans apart at all but can probably tell each other apart quite easily.

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According to Hollywood, all people in the world speak English with perfect grammar but with slight foreign accents. If the country is "bad", then the accent is sharper and more unpleasant. If the country is good, then the accent is barely audible. But the grammar is usually perfect. All the tenses are in place, the irregular verbs are used perfectly, the conditionals are immaculate, the vocabulary is copious.

Actually only some 8% of the world speaks English as the first language and some 20% speak it as a second language- which means imperfectly- past tense is not used, conditionals are of the variety : "If you come yesterday, I have the food, but you come today, I no have food".

About 70+% of the world does not speak English at all. And they have no plans to. If you are a brief tourist in a country whose language is not English, it is OK to get around using an interpreter or an English-speaking guide. If, however, you are planning on going to another, non-English-speaking country to live and work for an extended time period, and you are not making an effort to learn their language you are committing a serious act of disrespect.

People from the "Anglo" countries have a particularly big psychological block when it comes to learning foreign languages- for one, many natives want to practice English with them. Second, culturally, they have been taught that the world "kind of" speaks English and if it does not, it soon will. Plus, in the US, UK, Canada, etc. people have been taught to be practical- if it is not absolutely necessary, then one should not waste his time doing it. English is enough.

I
Título:
Enviado por: macholuso em Agosto 23, 2007, 05:43:20 pm
Citação de: "Mueda"
Boas,

O combate que referes contra as forças holandesas na ilha de Moçambique está documentado nos dois paises.

A explicação para a força de uma Nação e de um Povo assente em razões climáticas é ... bem ... nem sei o que dizer  :lol:  c34x
Título:
Enviado por: macholuso em Setembro 03, 2007, 10:12:31 am
ola
o autor de Ormuz disse-me que a surtida contra os Holandeses na ilha de Moçambique deu se numa noite chuvosa. é natural que haja algum exagero na historia
Título: Re: nova resposta a leonidas
Enviado por: HELLAS em Setembro 03, 2007, 11:57:46 am
Citação de: "carlos duran"
Leonidas escreveu


O que alguns nacionalistas receiam não é a desagragação (separatismo) de unidade espanhola. O que ele(s) não suporta(m) talvez seja a falta de respeito por um povo inteiro e sua cultura por parte de Espanha, como se deve já ter apercebido

 Eu na miña vida, teño 45 anos, nunca vin falta de respeito algun polo povo portugués e a sua cultura, o que si vin, e muito, foi falta de respeito a cultura galega e ao idioma galego por parte do centralismo de madrid, e tamen falta de respeito a cultura catalana, vasca e de outros pobos do estado espanhol. Realmente na espanha apenas se fala de portugal nin para ben nin para mal. Eiqui na galiza portugal esta mais presente.


Te contestare una cosa, lo hare en castellano,pero si quieres que lo haga en mi portugues particular lo hare y si quieres que lo rice lo hare en catalan.
La consecuencia de lo que dices es el historico goviernos centralista liberal que se impuso en España durante las guerras carlistas que no supo dar el valor a esa herencia de los antiguos reinos, sus lenguas y sus fueros. Lo curioso de todo es que hasta hace nada el mismo govierno centralista que governaba España desde Madrid tambien lo hacia en Galicia por mayoria en muchas ocasiones, por lo que al final podria tener una lectura de que los propios gallegos no le daban el valor merecido a su lengua y cultura.
Repecto a la parte que me toca, no voy a discutir que en alguna fase de la historia el catalan y Cataluña han sido reprimidos, pero tambien es de justicia que han habido governantes españoles respetuosos.
En España todavia estamos pensando en el franquismo y ya de una vez por todas deberiamos quitarnos ese San Benito, pues a dia de hoy las diferentes lenguas hispanicas que hay gozan de fuerza y salud.
Respecto y ya para terminar, de que en España no se habla ni para bien ni para mal, yo me atreveria a decir que se habla mas bien que mal,por lo menos en cantidad, si bien es cierto como tal y como dices que la opinion publica general no tienen a Portugal en la boca continuamente.
Saludos.
Título:
Enviado por: HELLAS em Setembro 03, 2007, 12:12:22 pm
Aliás, se entendermos que todas as batalhas Luso-Castelhanas/Luso-Espanholas fazem parte do contínuo histórico do conflito entre as duas nações, é mais que óbvio que os Portuguêses continuam a ser vitoriosos pois entre todas as nações da península Ibérica, só Portugal continua a ser soberano no seu território, e não é subejcto de Castela como todas as outras o são.

Amigo, ja faz muito tempo, que ninguem esta subjecto a Castela e ja foram outras que como Portugal tiveram cenas de guerra com eles e que tambem sao Espanha, emtao temos que fazer o esforço em saber diferemçar Castela de Espanha, una vez mais. Castela batalhou contra Navarra, contra Aragao,contra Leao e tambem sao Espanha, emtao se Portugal nao lutou contra Aragao, nao lutou contra Espanha, luto contra Castelha.
Título:
Enviado por: Granadeiro em Agosto 12, 2008, 04:10:24 pm
A Melhor de Todas :D

Conquista de Madrid - 1706

" A 28 de Junho de 1706, um Exército aliado de 14.700 portugueses e 4.200 anglo-holandeses, sob o comando do 2.º Marquês das Minas, Dom António Luís de Sousa, entrou em Madrid ao fim de cerca de 500 km percorridos e ao longo de 3 meses de operações em terras de Espanha. Nesta Campanha, foram feitos mais de 8.000 prisioneiros e capturados mais de 100 peças de artilharia, nos vários combates que tiveram lugar contra as forças franco-espanholas comandadas pelo Duque de Berwick. A campanha do Marquês das Minas realizou-se no âmbito da Guerra da Sucessão de Espanha, que teve lugar entre 1701 e 1714. O Portugal de D. Pedro II, que fazia parte da Grande Aliança, conjuntamente com a Inglaterra, Áustria e Holanda, nesta ocupação de Madrid, fez aclamar Rei de Espanha o Arquiduque Carlos de Habsburgo. Posteriormente, o candidato Filipe de Anjou, neto de Luís XIV de França, viria a triunfar e a inaugurar a dinastia Bourbon que ainda hoje reina em Espanha. Esta obra recorda e repõe a verdade sobre uma campanha silenciada, mas ao tempo tão celebrada na Europa de então, que fez respeitar a recentemente reconquistada independência de Portugal, e foi garante de um povo que continuou a afirmar-se entre as potências do Mundo de setecentos. "
Título: conquista de Madrid e depois a batalha de verdade
Enviado por: carlos duran em Setembro 07, 2008, 04:50:43 pm
Certamente foi un gran éxito das tropas angloportuguesas, mais cando se fala desta conquista hai que aclarar que antes da dita conquista nao houbo nengunha batalha minimamente importante, mais sim conquista de cidades e praças fortes; o exercito hispano-francés recuou de Madrid para reorganizarse e no 25 de Abril de 1707 ganhou a gran batalha de Almansa no leste da Espanha (reino de Valencia). Ista batalha ben pouco conhecida en Portugal foi un completo desastre para os angloportugueses que tiveron aproximadamente 7.000 mortos e feridos. Como curiosidade quero apuntar que os ingleses culparan aos portugueses pola derrota diciendo que o seu comportamento cobarde foi motivo dela. Mais nao foi asim, os portugueses combateran con gran valor e o cronista espanhol da batalha dice que ainda se encontraron mortos e formados alguns regimentos portugueses ja que nao abandoaron en nengun momento o seu posto.
O motivo real mais ben foi os erros tácticos e a pouca competencia dos seus xenerais o Marqués das Minas y fundamentalmente do xeneral inglés, de orixe francesa, Galway. Este xeral, pouco dextro e pouco habil levou dois anos despois a Portugal a sufrir outra importante derrota na batalha do Caia en 1709.
Os paises teñen vitorias e derrotas mais o valor e a gran capacidade do soldado portugués está fora de toda dubida, sempre foi dos melhores soldados do mundo e nao e deshonra haber sofrido derrotas ante Portugal por ser unha naçao de gran capacidade militar, pero para ela nao todo foran vitorias.
Saudos a todos desde Galicia.
Carlos Durán
Título:
Enviado por: cromwell em Janeiro 29, 2009, 05:54:49 pm
http://es.wikipedia.org/wiki/Batalla_de_Montijo (http://es.wikipedia.org/wiki/Batalla_de_Montijo)

Finalmente, os castelhanos aceitaram que fomos nós que ganahamos a batalha. :wink:
Título: Re: conquista de Madrid e depois a batalha de verdade
Enviado por: macholuso em Fevereiro 23, 2009, 01:17:03 pm
Citação de: "carlos duran"
Certamente foi un gran éxito das tropas angloportuguesas, mais cando se fala desta conquista hai que aclarar que antes da dita conquista nao houbo nengunha batalha minimamente importante, mais sim conquista de cidades e praças fortes; o exercito hispano-francés recuou de Madrid para reorganizarse e no 25 de Abril de 1707 ganhou a gran batalha de Almansa no leste da Espanha (reino de Valencia). Ista batalha ben pouco conhecida en Portugal foi un completo desastre para os angloportugueses que tiveron aproximadamente 7.000 mortos e feridos. Como curiosidade quero apuntar que os ingleses culparan aos portugueses pola derrota diciendo que o seu comportamento cobarde foi motivo dela. Mais nao foi asim, os portugueses combateran con gran valor e o cronista espanhol da batalha dice que ainda se encontraron mortos e formados alguns regimentos portugueses ja que nao abandoaron en nengun momento o seu posto.
O motivo real mais ben foi os erros tácticos e a pouca competencia dos seus xenerais o Marqués das Minas y fundamentalmente do xeneral inglés, de orixe francesa, Galway. Este xeral, pouco dextro e pouco habil levou dois anos despois a Portugal a sufrir outra importante derrota na batalha do Caia en 1709.
Os paises teñen vitorias e derrotas mais o valor e a gran capacidade do soldado portugués está fora de toda dubida, sempre foi dos melhores soldados do mundo e nao e deshonra haber sofrido derrotas ante Portugal por ser unha naçao de gran capacidade militar, pero para ela nao todo foran vitorias.
Saudos a todos desde Galicia.
Carlos Durán


Cálá-té!! :twisted:
Título: Re: Batalhas de Portugal
Enviado por: carlos59 em Maio 11, 2014, 12:19:18 am
Porqué teño que calar eu
acaso dixen algo ofensivo alén de dar a minha opinión?????
xa pasaron anos pero por casualidade vin este comentario final
Título: Re: Batalhas de Portugal
Enviado por: HSMW em Agosto 07, 2014, 11:04:23 pm
http://historia-portugal.blogspot.pt/ (http://historia-portugal.blogspot.pt/)

Batalhas e muito mais!   :G-beer2:
Título: Re: Batalhas de Portugal
Enviado por: Lightning em Março 17, 2015, 05:37:15 pm
Andava a procura do documentário que deu na RTP1 dia 11 de Março, Matança da Páscoa - Memórias do 11 de Março de 1975.


Mas tenho encontrado outras coisas a ver com o assunto

Memórias da Revolução - Processo Revolucionário Em Curso (PREC)
http://media.rtp.pt/memoriasdarevolucao/ (http://media.rtp.pt/memoriasdarevolucao/)

O 11 de Março 40 anos depois: Luís Costa Correia conta como foi de táxi para o local dos confrontos
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?ar ... &visual=49 (http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=810755&tm=209&layout=121&visual=49)
Título: Re: Batalhas de Portugal
Enviado por: papatango em Março 21, 2015, 06:48:02 pm
A «matança da Páscoa» foi um dos boatos mais eficientes que os soviéticos começaram a fazer circular, com o intuito de criar as condições para a segunda fase da revolução, que levaria ao poder o Partido Comunista.

António de Spinola, parecia ser um individuo inteligente do ponto de vista militar, mas no final da Estória, demonstrou ser absolutamente naive. Um general absolutamente ingénuo sem a mais pequena capacidade para a ação política.

Não só caiu de forma clara na armadilha que lhe foi lançada pelos soviéticos, que em 1975 tinham em Lisboa um importante nucleo de especialistas nas táticas da «Maskirovka» como para cúmulo, ainda foi para Espanha, numa altura em que Franco ainda era vivo, pedir auxilio.
Em Portugal, os comunistas aproveitaram a ideia e adoraram a possibilidade da invasão espanhola. Em Setembro de 1975, aceitaram nada fazer aquando da invasão da embaixada espanhola em Lisboa.

Mas entretanto tinham passado seis meses. E nesses seis meses, Brejnev tinha já negociado com os americanos. Cunhal sabia que não tinha apoio militar soviético desde meados de Julho (já depois das eleições para a constituinte) e no final de Outubro os soviéticos também avisaram Costa Gomes de que não interviriam em Portugal acontecesse o que acontecesse.

A «Matança da Páscoa» demonstrou que os agentes soviéticos estavam preparados, que o PCP recebia apoio claro e extremamente substancial para garantir a sua chegada ao poder.
As alterações que entretanto ocorreram pouco ou nada têm que ver com a realidade portuguesa.
Quando Mário Soares vai para o famoso comicio da Fonte Luminosa enfrentar os comunistas em 19 de Julho de 1975, já tem algum tipo de garantias sobre os apoios que terá atrás de si.
Os seus contatos com a Europa, garantiam-lhe esse tipo de informação.
Título: Re: Batalhas de Portugal
Enviado por: Lusitano89 em Julho 29, 2017, 03:23:31 pm
Nau Nossa Senhora do Rosário - Um ato Kamikaze no século XVII

(http://img.pixady.com/2017/07/406814_177959231323095541116040796368597870349837n.jpg)

Preferir a morte na honra à vergonha da capitulação: o glorioso sacrifício do Nossa Senhora do Rosário

Oito anos sobre a Restauração da Independência, conseguida em 1640, a Holanda conservava-se firme no Brasil. Apoiado pelos ricos capitalistas de Amesterdão, o invasor penetrava perigosamente a terra brasileira, e dela ameaçava expulsar definitivamente Portugal.

Em Março de 1648, transposto o Atlântico, uma pequena frota portuguesa dirigiu-se à Baía de Todos-os-Santos, no que é hoje o Estado brasileiro da Bahia, com o objectivo de desembarcar o novo governador-geral Dom António Teles de Meneses. Ao entrar na Baía, a armada foi surpreendida por força holandesa muito superior.

Grande a surpresa, maior foi a confusão. Por sorte, pôde escapar-se em segurança o galeão português em que seguia o novo governador-geral. Menos afortunado foi o Nossa Senhora do Rosário, galeão fortíssimo mas, como é normal em embarcações deste tipo, pesado, lento e mau de manobrar. Impedido de retirar-se pelo Utrecht e o Huys van Nassau, dois navios da frota holandesa, o comandante português escolheu, então, a honra sobre a vida e o sacrifício total à vergonha da derrota. Com a abordagem inevitável, a tripulação portuguesa fez rebentar o paiol de pólvora do próprio navio.

Deu-se violentíssima explosão, rebentando o Nossa Senhora do Rosário e os dois navios holandeses. De parte a parte, as baixas terão rondado entre quinhentos e seiscentos mortos.

Sentido de dever, amor à bandeira, fidelidade ao Rei; estes eram portugueses que se guiavam por altos princípios, e esses princípios pagaram-nos centenas deles, marinheiros de Portugal, com a própria vida naquela tarde de Março de 1648. A frota holandesa, privada dos melhores navios, retirou-se em desordem. Das águas foram salvos alguns portugueses, e é deles que nos chega a prova de uma das mais gloriosas páginas da História da Armada, assim como vinte e seis marinheiros holandeses e, ardendo e muito danificados, os restos do Huys van Nassau. A nau holandesa pôde ainda ser rebocada, encalhada e recuperada. Por nós reconstruída, veio a servir sob o pavilhão português com o nome de "Fortuna".

Os destroços do Nossa Senhora do Rosário e do Utrecht continuam a habitar as profundezas da Baía de Todos-os-Santos, sendo hoje motivo de interesse para os mergulhadores.


>>>>>  https://www.facebook.com/novaportugalidade/
Título: Re: Batalhas de Portugal
Enviado por: Menacho em Janeiro 19, 2018, 01:36:17 pm
LA GESTA DEL CAPITÁN PESSOA Y SUS 50 LOBOS DE MAR FRENTE A UN EJÉRCITO DE SAMURÁIS  1

Citar
Cuentan que un día, a principios del siglo XVII, un capitán portugués se enfrentó en Nagasaki a una guarnición entera de samuráis. Los lusos eran apenas 50 hombres. Los japoneses, cerca de 3,000. Y aguantaron como leones, a bordo de su barco, durante más de tres días de batalla. Esta es la historia de la titánica resistencia de Andre Pessoa y la nao Madre de Deus.

No estaría de más recordar que, en los mares del siglo XVII, la frontera entre comercio y piratería era bastante difusa. Nosotros, lectores hispanohablantes, tendemos a pensar que los piratas eran los ingleses, holandeses y franceses que iban tras nuestros galeones de indias. Pero, a ojos de las gentes de Asia, los portugueses y españoles que llegaban a sus costas en aquellos siglos eran tan piratas como un Francis Drake cualquiera. No tenían muy buena fama, que digamos. En realidad, cuando estaban lejos de sus costas, los marinos de fortuna europeos se comportaban a menudo como auténticos filibusteros, y la cosa solía desembocar no pocas veces en conflictos con los lugareños. Este incidente de Nagasaki no es el único choque parecido del que tenemos noticia. Conquistadores ibéricos ya se las habían visto con mercenarios japoneses en tierras de Siam, y los combates de Cagayán, en Filipinas, también son famosos. Pero la historia de Pessoa y sus valientes es menos conocida, pese a ser, posiblemente, la más espectacular de todas. El lema de este hombre era “Antes quebrar (morir) que torcer (inclinarse)”, y en Japón iba a llevar este credo hasta sus últimas consecuencias. Siglos después, los japoneses aún seguirían recordando las escenas que se vieron en Nagasaki en enero de 1610.

(http://historiasdelahistoria.com/wordpress-2.3.1-ES-0.1-FULL/wp-content/uploads/2017/11/nagasaki-mapa-puerto.jpg)
Nagasaki principal puerto de Japón


Hubo un tiempo en el que esta ciudad en la costa de Kyushu, la isla más meridional del archipiélago nipón, fue la puerta que conectaba a Japón con el mundo entero. Desde finales del s. XVI, el puerto de Nagasaki se convirtió en el principal foco de comercio internacional del país del sol naciente. Por allí pasaban naves portuguesas, españolas, holandesas, chinas… La ciudad era un pequeño crisol de culturas, especialmente durante los siglos XVI y XVII. Un cruce de caminos por la que pasaban misioneros católicos, marineros de fortuna, mercaderes de mil y un naciones, corsarios, mercenarios, y gentes de toda ralea en sus viajes por el Pacífico. Prácticamente todos los extranjeros que llegaban a las costas niponas entraban en el país por Nagasaki. Este sabor multicultural viene de los mismos orígenes de la ciudad. Nagasaki fue designada oficialmente como puerto para el comercio internacional hacia 1570, y los navegantes españoles y portugueses que allí acudieron acabaron levantando una floreciente metrópolis sobre lo que hasta entonces había sido una pequeña aldea de pescadores. El señor de aquellas tierras, cristiano converso, cedió la autoridad sobre el puerto de Nagasaki a los misioneros jesuitas en 1580, y desde entonces los santos padres se convirtieron de facto en los dueños y administradores de la ciudad. Así, Nagasaki se tornó rápidamente en el principal foco católico de todo Japón. Era básicamente un feudo portugués, ya que la mayoría de los padres jesuitas venían de Portugal y llevaban muy a gala velar por los intereses de su corona. Pero cuando a Toyotomi Hideyoshi le dio por ponerse a perseguir cristianos, las cosas empezaron a cambiar. Los jesuitas seguían teniendo la sartén por el mango, ya que eran los intermediarios oficiales de todo el comercio de ultramar, y además la importante comunidad cristiana del lugar los apoyaba. Pero, a partir de la década de 1590, iban a tener que compartir el poder con un gobernador (el bugyo) y un intendente (el daikan) japoneses, impuestos por el gobierno central. Y ese sistema de poder compartido iba a durar hasta el momento de nuestra historia.

Portugal y la Nave de Paso

Con gobernador japonés o sin él, para el imperio portugués Nagasaki seguía siendo un puerto de vital importancia en el Pacífico. Los lusos habían llegado a las costas japonesas en 1543, siendo los primeros europeos en asomar por allí. Desde entonces y hasta finales del s. XVI habían gozado de un monopolio casi total en el comercio con Japón. La ruta de las naves negras enlazaba Nagasaki con sus colonias en Goa, Macao y Malaca, y a través de esos puertos movían un volumen de mercancías y riquezas más que considerable. Los portugueses traían la preciadísima seda de China vía Macao y la vendían en Japón a cambio de plata; y esa plata era, a su vez, lo que los chinos más codiciaban. Como intermediarios exclusivos de ese intercambio triangular, los portugueses se hacían de oro. El negocio eran tan suculento que, entrado el s. XVII, otras potencias empezaron a inmiscuirse, y los lusos tuvieron que resignarse a compartir el pastel con españoles, holandeses e ingleses. Los propios japoneses empezaron también a enviar expediciones comerciales por su cuenta a los países vecinos. Pero Portugal se mantuvo como la principal potencia mercantil en aquellos mares, y Nagasaki era una de las joyas de la corona.

¿Por qué los japoneses no iban directamente a China a comprar toda la seda que quisieran? No por falta de ganas, desde luego. La cosa era complicada. La China de la dinastía Ming, los mismos que se han hecho famosos por sus jarrones, no estaba por la labor de tener barcos nipones merodeando por sus puertos. Llevaban literalmente siglos soportando la piratería japonesa, que desde tiempo inmemorial arrasaba sus costas como una plaga de langostas. A los Ming se les acabaron hinchando las narices y optaron por cerrar sus puertos al comercio con Japón y sus vecinos. Por supuesto, eso no solucionó el problema, y los piratas de todo el Sudeste asiático siguieron arramblando con todo cuando pillaban en el mar de China. Pero, durante cerca de 200 años, la única manera que hubo de hacerse con algún producto chino era por la fuerza. Necesitaban un intermediario, y ese papel lo asumieron con mucho gusto los portugueses. Para los nipones, las naves negras habían llegado como caídas del cielo. Gracias a ellas, al fin podían disfrutar de nuevo de las sedas y manufacturas chinas. Y, si de paso los europeos les vendían pólvora y algún que otro arcabuz, pues miel sobre hojuelas. Todo este comercio se articulaba a través de un sistema muy similar al que los españoles empleaban con su famoso galeón de Manila. La Nave de Paso, una gran carraca, zarpaba del puerto de Macao (en la costa china) y llevaba la seda hasta Nagasaki. Allí embarcaban toda la plata que le daban como pago los nipones y volvían a Macao, donde los chinos les quitaban los lingotes de las manos. Y los portugueses, evidentemente, se forraban con todo el proceso. Normalmente la ruta se hacía una vez al año, y el afortunado capitán de la Nave de Paso ganaba tanto que podía jubilarse perfectamente después de un solo viaje.

(http://historiasdelahistoria.com/wordpress-2.3.1-ES-0.1-FULL/wp-content/uploads/2017/11/kurofune-naves-negras.jpg)
Kurofune (naves negras)


Los japoneses llamaban “kurofune” (naves negras) a los barcos españoles y portugueses, debido al inusual color de sus quillas


Por supuesto, la Nave de Paso, con su inconfundible quilla toda carenada de negro, era un botín más que apetecible para todos los piratas de la región. La ruta hasta Macao era un viaje peligroso, aunque el riesgo era tan alto como el beneficio. Era la joya de los mares del Sur. En 1609, el honor recayó en un fidalgo portugués de pura cepa, llamado Andre Pessoa. Un tipo aguerrido y audaz que va a ser el gran protagonista de esta historia. Pese a haber nacido en mitad de la Península Ibérica, iba a demostrar ser más samurái que los propios samuráis.

Lío en Macao

Todo empieza en la colonia portuguesa de Macao en 1608. Andre Pessoa, flamante capitán de la Nave de Paso del año siguiente, estaba ultimando los preparativos para el gran viaje. Al ser el capitán, Pessoa actuaba como gobernador de facto de la colonia y tenía mando en plaza sobre la guarnición local. Por esas fechas, un mercante japonés arribó procedente de Camboya, y pretendía pasar allí el invierno. El barco navegaba bajo bandera de Arima Harunobu, daimyo cristiano y señor de la provincia de Hizen, la misma provincia a la que pertenecía la ciudad de Nagasaki. Desde su llegada a Macao, la tripulación nipona se comportó de manera arrogante y pendenciera. Merodeaban por las tabernas del lugar en cuadrillas de 30 o 40 hombres, armados y montando gresca allá por donde pasaban. Más que marineros, parecían una banda de matones. Y eso es justo lo que eran, puesto que la tripulación estaba compuesta casi al completo por aventureros, soldados de fortuna y wako, piratas mercenarios de esos que llevaban sembrando el terror en las costas chinas desde siglos atrás. Gente peligrosa, en definitiva. En palabras de un marino europeo de la época:

Son gentes mansas cuando están en su tierra, pero auténticos diablos cuando salen de ella.
Los comerciantes locales, preocupados, se quejaron a las autoridades de la colonia, y a los nipones les cayó un aviso por mal comportamiento. Pero, lejos de calmar los ánimos, eso solo empeoró las cosas. Los wako japoneses estaban cada vez más gallitos, y actuaban como si fueran los amos del lugar. Había quien temía incluso que les diera por tratar de tomar la ciudad al asalto. Las tensiones fueron creciendo y, más pronto que tarde, la cuerda acabó por romperse. El 30 de noviembre de 1608, los nipones se vieron envueltos en una reyerta callejera, y la cosa fue escalando hasta montarse una verdadera batalla campal en mitad de Macao, con las campanas de las iglesias tocando a rebato. Así que Andre Pessoa, capitán de la Nave de Paso y máxima autoridad en la ciudad, no tuvo más remedio que tomar cartas en el asunto. Reunió a todos los hombres de armas que había disponibles en Macao y, bien pertrechados y artillados, se presentaron en el lugar con intención de poner fin a aquel revuelo por la vía rápida. Los levantiscos japoneses, viendo la que se les venía encima, se atrincheraron en dos caserones, a los que pelotón de Pessoa puso cerco. Rodeados por los cuatro costados por arcabuceros, a los wako les quedaban pocas opciones, pero el fidalgo Pessoa, hombre magnánimo, decidió ofrecerles cuartel si se rendían pacíficamente. En el primer caserón la mayoría aceptó la oferta, aunque un grupo de irreductibles se negaron en redondo a deponer las armas. Como cabía suponer, fueron abatidos hasta el último hombre por el plomo de los cañones portugueses. En el segundo caserón la escena fue algo diferente. Pessoa logró que los sublevados se rindieran bajo promesa de respetar sus vidas y de dejarlos irse en libertad. Recordemos que, violentos o no, eran hombres al servicio del daimyo de Nagasaki, Arima Harunobu. Pero aquí nuestro capitán no se comportó de manera tan honorable porque, en cuanto los tuvo fuera de la casa, se olvidó de su palabra de hidalgo y mandó colgar a los cabecillas de la insurrección. Al resto solo les permitió embarcarse de vuelta a Japón tras hacerles firmar una declaración jurada en la que asumían toda la responsabilidad del altercado, absolviendo a los portugueses de culpa alguna. Los japoneses, derrotados y humillados, levaron anclas rumbo a Nagasaki, y los habitantes de Macao respiraron contentos y felices. Pero, como veremos, la cosa no se iba a quedar ahí.

La Nave de Paso zarpa rumbo a Japón

Pessoa continuó con los preparativos para la inminente partida. Debido a la presión de los piratas holandeses, en 1607 y 1608 la Nave de Paso no había podido salir de Macao. Por tanto, la de Pessoa en 1609 iba a ser la primera Nave de Paso en más dos años, y la expectación era palpable en todo el Pacífico. Aquel año la carraca iba cargada hasta los topes de riquezas. Llevaba, literalmente, el cargamento equivalente a dos años enteros. No sabemos a ciencia cierta el nombre del barco, pues algunas fuentes lo llaman Nossa Senhora da Graça y otras Madre de Deus. Nos quedaremos con este último por ser más corto. Ya saben, economía del lenguaje y todo eso.

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Carraca siglo XVII


Lleno a reventar con sedas y mercancías de todo tipo, el Madre de Deus zarpó de Macao en mayo de 1609, con varias semanas de adelanto sobre el plan previsto. El capitán Pessoa sabía lo que hacía: ese prisa por hacerse a la mar le sirvió para despistar a los corsarios holandeses que andaban al acecho. A finales de junio llegaba sin mayor contratiempo al puerto de Nagasaki, con su preciada carga al completo. Pero lo que allí les aguardaba no era exactamente la cálida bienvenida que habían esperado. De primeras, las autoridades portuarias les pusieron todas las trabas imaginables para descargar su mercancía. Exigían incluso subir a bordo para inspeccionar la nao, algo poco habitual. Pessoa, indignado, se negó en redondo a plegarse a sus demandas, y eso no hizo sino empantanar la situación. Cuando al fin les dejaron desembarcar siguieron los problemas. Nadie estaba dispuesto a pagar el precio habitual por la seda china, y no hubo más remedio que tirar los precios. Al final el gobernador de Nagasaki se hizo con los mejores lotes por mucho menos de lo que se había pagado en ninguno de los años anteriores y los portugueses, que habían ido hasta allí esperando hacer el negocio del siglo, se quedaron con un palmo de narices.

No están claros los motivos de este trato tan poco cordial. Posiblemente habían llegado noticias del incidente en Macao del año anterior y, siendo Nagasaki parte del feudo de Arima Harunobu, se la tenían guardada al capitán Pessoa. Sea como fuere, el gobernador de la ciudad envió una queja formal al shogun sobre Pessoa, denunciando sus modales insolentes y acusándolo de estafador. Él y su tripulación, decían, se comportaban con total impunidad, amparados por esa extraterritorialidad virtual, ese estatus especial que tenía Nagasaki, una ciudad más portuguesa que japonesa. Llegó a insinuarse incluso la expulsión de los portugueses de suelo japonés. Las cosas se estaban poniendo muy feas. Echando mano de la diplomacia y de unos cuantos sobornos, Pessoa trató de calmar los ánimos del gobernador de Nagasaki con la mediación de los jesuitas del lugar. Pero el tira y afloja diplomático, con correos yendo y viniendo entre Edo y Nagasaki, se prolongó varios meses. Y la animosidad entre Pessoa y sus enemigos no hizo sino crecer.


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Arima Harunobu
Arima Harunobu era el señor de la provincia a la que pertenece Nagasaki; oficialmente aquellas eran sus tierras y su deber era defenderlas. El capitán acabó por hartarse y decidió enviar él también una queja formal al shogunato. Esto es, a Tokugawa Ieyasu, que a pesar de estar oficialmente retirado era quien seguía mandando en realidad. En su misiva ponía al gobernador de Nagasaki y sus compinches de vuelta y media, y exigía hacer valer sus antiguos privilegios comerciales. A los jesuitas, que comprendían bastante mejor que Pessoa cómo funcionaban las cosas en Japón, casi les da un patatús al enterarse. Porque el gobernador de Nagasaki era también hermano de la concubina favorita de Ieyasu. Sí, a sus 67 años, el viejo zorro seguía retozando con las mozas de su harén como si fuera un chaval. El caso es que Ieyasu bebía los vientos por aquella mujer, hasta el punto de que, en palabras de los santos padres, “si ella dice que el blanco es negro, Ieyasu lo creerá a pies juntillas”. Al final los jesuitas lograron hacer entrar en razón a Pessoa, amenazando incluso con excomulgarlo, y el capitán renunció a enviar esa carta a Ieyasu. Pero el daño estaba ya hecho. El gobernador y el intendente de Nagasaki se habían enterado de todo gracias a sus contactos, y ambos juraron hacérselas pagar al descarado capitán portugués. El daimyo del lugar, Arima Harunobu, tampoco estaba muy contento con todo aquel revuelo.

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Título: Re: Batalhas de Portugal
Enviado por: Menacho em Janeiro 19, 2018, 01:37:08 pm
LA GESTA DEL CAPITÁN PESSOA Y SUS 50 LOBOS DE MAR FRENTE A UN EJÉRCITO DE SAMURÁIS 2

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Y, cuando parecía que las cosas no podían ir a peor, empeoraron un poco más. Pessoa seguía intentando malvender su cargamento como podía cuando, en septiembre de 1609, los supervivientes del famoso incidente de Macao se presentaron en Nagasaki para rendir cuentas de lo sucedido a su señor. Su informe, como es de imaginar, no dejaba al capitán Pessoa en muy buen lugar. La confesión jurada que les había obligado a firmar era una sarta de mentiras, y la dignidad de los hombres de Arima había sido pisoteada. Esto llegó a oídos de Tokugawa Ieyasu, y el asunto pasó a ser una cuestión de orgullo nacional. Japón no podía permitir que se tratase así a sus súbditos, ni en Macao ni en ningún sitio. El daimyo de Nagasaki, Arima Harunobu, exigía sangre para lavar la afrenta. Y, de paso, abogaba por confiscar el Madre de Deus enterito, con carga y todo. Incluso sin contar las riquezas que llevaba en sus bodegas, un galeón portugués, el último grito en tecnología de la época, siempre era un botín apetecible. Pero Tokugawa Ieyasu, prudente como siempre, dudaba. En la medida de lo posible quería conservar la ruta de comercio con Macao, y para eso convenía estar a buenas con los portugueses. Al final, el golpe de gracia para la suerte del Madre de Deus vino por un sitio totalmente inesperado: del bando español.

Un galeón español que viajaba entre Manila y Nueva España (México) había naufragado frente a costas japonesas. A bordo iba el recién reemplazado gobernador de Filipinas, Rodrigo de Vivero y Velasco, a quien Ieyasu recibió como huésped personal en su propio castillo. Don Rodrigo, que debió de ver posibilidades de negocio, le dejó caer a Ieyasu que la corona española podía perfectamente abastecer las necesidades de Japón en el comercio de seda con China. Si los portugueses le mandaban una nave al año, él se comprometía a enviarles tres, o las que hicieran falta. Es interesante apuntar que, en 1609, España y Portugal estaban unidas bajo una misma corona. Técnicamente, desde 1581 eran el mismo país. Pero, como vemos, a la hora de la verdad no estaban muy bien avenidos y, si tenían oportunidad de hacerse la puñeta mútuamente, no dudaban en hacerlo.

Las cosas se ponen difíciles para Pessoa

Así las cosas, según lo veía Ieyasu, Japón no necesitaba a los portugueses para nada. Ya no había razón alguna para seguir aguantando las impertinencias de Andre Pessoa y sus hombres. Para regocijo del gobernador de Nagasaki y sus compadres, Tokugawa Ieyasu en persona dio la orden de confiscar la nao con toda su carga y arrestar al capitán. Pessoa se enteró de las intrigas contra su persona gracias a la comunidad cristiana de Nagasaki. Ni corto ni perezoso, se aprestó para hacerse a la mar cuanto antes. Empezó a cargar en las bodegas cantidades industriales de granadas y pólvora, pero los preparativos para los viajes de ultramar llevaban su tiempo y no estuvo listo para zarpar hasta pasado el día de año nuevo de 1610. Durante todo ese tiempo, Pessoa no puso un pie fuera del barco ni siquiera para ir a misa. Allí estaba seguro, en su castillo flotante, protegido por sus cañones. Sabía que, si bajaba a tierra, no podría dar un ducado por su pellejo. Mientras, el damiyo Arima Harunobu le enviaba mensajeros para tentarlo, ofreciendo garantías de que no tenía nada que temer. Le rogaba que bajara al puerto para dialogar y poder zanjar de una vez aquel feo asunto, pero el portugués siguió en sus trece. No se fiaba ni de su sombra. En cambio, su tripulación no era tan consciente de la amenaza que se cernía sobre ellos. Pensaban que todo era una simple riña entre su capitán y los gerifaltes nipones, nada de lo que preocuparse. En vez de afanarse en aparejar el barco, preferían disfrutar de los placeres locales en las tabernas y burdeles de Nagasaki. Poco se imaginaban que, mientras mandaba embajadas para aplacar a Pessoa, Arima Harunobu había reclutado un escuadrón de 1200 hombres para lanzarlos contra el Madre de Deus. El 3 de enero de 1610, cuando el grueso de la tripulación quiso embarcar, ya era tarde. Guardias armados les cerraron el paso, al tiempo que los soldados de Arima ocuparon el puerto y comenzaron las hostilidades contra el barco portugués. Pessoa solo tenía con un puñado de hombres a bordo. Cerca de 50 marineros y unos cuantos esclavos negros e indios. Ese era todo el ejército con el que podía contar para hacer frente a la guarnición entera de Nagasaki. La suerte de los lusos parecía echada. Arima Harunobu podía estar seguro de la victoria. ¿Qué iba hacer una triste carraca contra un batallón entero? Pero resulta que al mando de esa carraca estaba Andre Pessoa. Y, fiel a su costumbre, el bravo fidalgo iba a darle a las huestes de Nagasaki una batalla que nunca olvidarían



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.Al abordaje del Madre de Deus

Con el puerto completamente rodeado y el Madre de Deus fondeando en solitario en mitad de la rada, esperando en vano una racha de viento que les permitiera intentar la escapada, los japoneses no se dieron prisa por atacar. Tenían a su presa justo donde querían. El puerto de Nagasaki tiene una forma parecida a la de la ría de Bilbao. Es un puerto natural con una entrada muy amplia, que desemboca en un estuario de varios kilómetros, rodeado de montañas a ambas orillas, con numerosos islotes por en medio. Un sitio del que los barcos tardan en salir, fácil de defender desde tierra e ideal también para tender emboscadas. En una palabra, Pessoa estaba literalmente metido en la boca del lobo. El primer choque se produjo tras caer el sol. Una flotilla de juncos se aproximó furtivamente a la nao al abrigo de la oscuridad, aunque los gritos de guerra de sus tripulantes pronto rompieron el silencio de la noche. Los lusos aprestaron su artillería para recibirlos como era menester, pero Pessoa los detuvo. No quería ser el primero en abrir fuego. Dio orden de ignorarlos y de continuar con la maniobra para encarar la bocana del puerto. Sabía muy bien que lo más inteligente si querían conservar el pellejo era huir cuanto antes de allí. Los disparos nipones no se hicieron esperar. Una andanada de flechas y fuego de arcabuz, que Pessoa devolvió muy cortesmente con un par de salvas de sus cañones, haciendo sonar flautas y tambores tras cada descarga para mayor escarnio. Incapaces de hacer frente a la potencia de fuego de todo un galeón, la flotilla no pudo sino dispersarse y volver por donde había venido. La nave negra era una verdadera fortaleza flotante y, aunque los números estaban de parte de los japoneses, su artillería no podía compararse con la que gastaban los portugueses. Pasó la noche, llegó el día, y seguía sin soplar una miserable brisa. Pessoa y los suyos debían de tener los nervios a flor de piel. Habían pasado la noche entera en permanente tensión, rodeados por los cuatro costados, a una distancia a la que prácticamente podían verle el blanco de los ojos al enemigo. Pero los japoneses decidieron contemporizar. No hubo más ataques ese día. En realidad, el devastador resultado de ese primer choque los había dejado consternados. No sabían cómo asaltar aquel maldito barco sin contar con artillería pesada. ¿Cómo abordar un barco al que no puedes ni acercarte?

Esta situación de punto muerto se prolongó varias jornadas. Por el día, el daimyo Arima enviaba parlamentarios a Pessoa para intentar negociar una rendición. Ni uno ni otro bando le ponían mucho entusiasmo a la tarea. Por la noche, se sucedían los asaltos. Una oleada tras otra de juncos, cargados de hombres armados, se abalanzaban sin descanso contra los flancos del Madre de Deus. Y todas eran rechazadas con la misma virulencia de la primera noche. Una tormenta de fuego y hierro se abatía con la furia de todos los diablos del infierno sobre los desdichados que se acercaban a las bordas portuguesas. No había manera de doblegar a aquel monstruo marino. Arima probó todo lo que se le ocurrió. Llegó a enviar al barco a un par de samuráis disfrazados, haciéndose pasar por frailes o algo similar, para que los subieran a bordo y allí asesinaran al capitán. Pero el plan fracasó. Luego mandó buceadores para cortar la cadena del ancla y dejar la nave a la deriva, en plan misión de comando, pero tampoco dio resultado. La tercera noche, a la desesperada, volvió a lanzar otro ataque frontal con una flotilla de barcazas incendiarias, pero el viento las dispersó y solo una logró llegar hasta la nao. La tripulación no tuvo demasiados problemas para mandarla al fondo del mar. Los lusos estaban aguantando bien. Se habían hecho fuertes en su barco y apenas tenían bajas de consideración. Pero no podrían resistir mucho más. Las municiones empezaban a escasear, y la moral de los hombres flaqueaba después de tres días de acoso y derribo continuo. Por su parte, los nipones tampoco las tenían todas consigo. En teoría llevaban las de ganar, pues el tiempo jugaba a su favor. Pero el parte de bajas era aterrador, y después de varias jornadas de batalla no habían logrado ningún avance significativo. El enemigo seguía entero y con su potencia de fuego intacta. Peor aún que las heridas de bala eran las heridas en el orgullo. Los samuráis de Nagasaki estaban siendo humillados por Pessoa y sus 50 lobos de mar.

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En la mañana del 6 de enero de 1610, al fin, una brisa favorable hizo posible mover el barco. Pero la racha pronto cesó y no pudieron avanzar más allá de un islote cercano a la bocana del puerto. Viendo que la presa estaba a punto de escapar, Arima Harunobu reunió a todos sus efectivos para un asalto final. En los días anteriores habían llegado refuerzos, y la hueste sumaba un total de 3,000 samuráis, con cerca de 500 arcabuceros y arqueros entre ellos. Además, habían construído una especie de torre de asalto, tan grande que hubo que montarla en dos barcazas a modo de catamarán, con la que esperaban poder abordar la nave enemiga. Era más o menos de la misma altura que la quilla del Madre de Deus, estaba recubierta de pieles mojadas, para protegerla del fuego portugués, y tenía troneras para que los soldados pudieran disparar desde ella y barrer la cubierta de la nave lusa. Una amenaza bastante más seria que los frágiles juncos que Arima había utilizado hasta entonces. Hacia las 8 de la noche, la flotilla nipona se aproximó a la popa de la carraca, donde los portugueses solo podían usar dos bocas de fuego para defenderse. El resto de cañones los habían movido al lado de proa, para proteger los cabos de la nave. El comandante que lideraba el asalto era un samurái cristiano, y el ardor guerrero con el que se condujo ese día probablemente tuviera que ver con la amenaza de Ieyasu de pasar a cuchillo a todos los cristianos de Nagasaki si no lograban tomar aquella maldita nao. La táctica de atacar el flanco débil de la embarcación surtió efecto y, al fin, un puñado de samuráis consiguieron abordarla. Pero los lusos, marinos curtidos en mil batallas, no se amilanaron. Echando mano de sus espadas, lograron rechazarlos al punto. El propio capitán Pessoa, cuentan las crónicas, acabó con dos de ellos en duelo personal. El acero ibérico no tenía nada que envidiarle a las legendarias katanas japonesas. Por pura fuerza de los números, poco a poco, los japoneses iban ganando la partida. Cada vez más samuráis lograban acercarse a la nave negra y abordarla, peleando con su habitual desprecio a la muerte. Pero, también fieles a su costumbre, los portugueses se las arreglaban para mantenerlos a raya. La batalla arreciaba, y las bajas empezaban a hacerse sentir en el bando luso. Hasta que la fatalidad hizo acto de presencia. Un marino luso se aprestó para lanzar una granada pero, antes de que pudiera soltarla siquiera, la mala fortuna quiso que un tiro de arcabuz le acertara de lleno y reventara en mitad de la cubierta. Las chispas alcanzaron a un puñado de pólvora que había en el suelo, y esto provocó una reacción en cadena que, en un abrir y cerrar de ojos, envolvió en llamas al Madre de Deus. Los asaltantes aprovecharon el desconcierto para abordar en tropel la nave, como una furiosa marabunta que arrasaba todo a su paso.

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Pessoa y los suyos se retiraron apresuradamente al castillo de proa, donde se hicieron fuertes y trataron de rechazar una vez más al enemigo. El capitán hizo recuento de efectivos. Para su desesperación, no le quedaban hombres suficientes para combatir a la vez el fuego y a los japoneses. Todo estaba perdido. Después de cuatro días de batalla, el buque insignia del imperio luso iba a caer a causa de un solo disparo de arcabuz. En un gesto poco habitual en un cristiano viejo como él, pero que dice mucho del pundonor guerrero de este recio hombre mar, ordenó pegarle fuego al polvorín y volar la nave por los aires. Prefería irse al fondo del mar con su barco antes que rendirlo a los japoneses. No, no le cogerían vivo. Su segundo de a bordo dudó en cumplir la orden. Entonces, con un ademán que bien podría haber salido de una antigua crónica de guerra del Japón medieval, Andre Pessoa tiró su espada al suelo, cogió un crucifijo con la diestra y, tras musitar una breve oración, se dispuso a mostrar a sus hombres cómo muere un caballero portugués. Con dos palabras se despidió de los suyos, les ordenó que trataran de ponerse a salvo y descendió escaleras abajo hasta las bodegas, desapareciendo entre las llamas. Fue la última vez que se vio al capitán Pessoa con vida. Segundos después, dos terribles explosiones en la santabárbara, casi consecutivas, hicieron volar por los aires lo que quedaba del Madre Deus. El casco se partió en dos y, en cuestión de minutos, se hundió en la bocana del puerto de Nagasaki arrastrando consigo todo su cargamento, a la tripulación y también a los asaltantes que lo habían abordado. Pessoa se había salido con la suya. El enemigo no había conseguido apresar su barco. Su cadáver nunca fue encontrado. Descansa para siempre en las mismas aguas que fueron testigo de su bravata final.

La leyenda de Pessoa y sus bravos

Y llegados a este punto, harto pesar de nuestro corazón, hemos de reconocer que, si bien el relato de los hechos que hemos contado se basa principalmente en fuentes portuguesas, es muy probable que esté un tanto exagerado. ¿Cómo es posible que un puñado de hombres lograra resistir durante días a un ejército entero? Seguramente las cosas no sucedieron exactamente como narran las crónicas que han llegado a nuestros días. Pero hay que tener en cuenta que el as en la manga de los portugueses, su barco, no era moco de pavo. Las naves negras eran la máquina más guerra más formidable del mundo en aquel momento. Una sola de ellas valía casi por una flota entera. Enfrentarse a uno de estos colosos, con su arrolladora potencia de fuego, era como tratar de derribar un destructor imperial de los de Star Wars con un tirachinas. Lo mismo en Asia que en América, el armamento europeo de la época solía ser lo bastante superior tecnológicamente como para anular la ventaja numérica del enemigo.

Por otro lado, las tropas que Arima Harunobu lanzó al abordaje del Madre de Deus estaban lejos de ser lo mejor que Japón podía poner en un campo de batalla en aquel momento. Hablamos de “samuráis” y de “guarnición de Nagasaki”, pero esto tampoco es del todo exacto. Buena parte de estos hombres probablemente no eran ni siquiera tropas regulares. Las crónicas hablan de que Arima tuvo que reclutar gente para organizar el asalto, así que cabe suponer que entre sus filas, además de cierto numero de samuráis bien equipados y adiestrados, habría también un componente importante de wako, ronin y mercenarios de fortuna que se alistaron para la ocasión. Carne de cañón, efectivos de poca calidad, cuyo equipo y armamento dejaba un tanto que desear respecto a los estándares japoneses de la época. La cosa tal vez hubiera sido diferente si, en vez de los Arima, el ejército de un clan más poderoso hubiera estado a cargo de la campaña.

Pero que Andre Pessoa resistió varios días en mitad del puerto de Nagasaki, y que prefirió volar por los aires con su barco antes que rendirlo, son dos hechos incontestables. Y a los japoneses, que no les duelen prendas en reconocer el valor del adversario cuando este se lo merece, el gesto desafiante del fidalgo portugués les tocó la fibra sensible. Pessoa les había dado una hermosa muestra de valor y pundonor. Los valores que los samuráis del momento más respetaban, y que empezaban a escasear entre sus propias filas. Había tenido que venir un tipo del otro lado del mundo a recordarles cómo muere un valiente. Como decían los hidalgos en la jerga de la época, “Antes quebrar que doblar”. Y vive Dios que Andre Pessoa no dobló

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