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Conflitos => Conflitos do Futuro => Tópico iniciado por: papatango em Outubro 30, 2005, 08:17:37 pm

Título: Tempestade na Pérsia 'Achmadinejad versus o ocidente'
Enviado por: papatango em Outubro 30, 2005, 08:17:37 pm
O que ocorrerá se houver uma deriva extremista no Irão, e se as opiniões públicas dos países do ocidente começarem a ver o Irão como uma ameaça que deve ser controlada?

Sem o apoio da Russia, o Irão pode aguentar-se?
Título:
Enviado por: 3520 em Outubro 30, 2005, 08:24:58 pm
Sem o apoio da russia, mas certamente com o apoio de outras nações,..

E em termos militares, o Irão não vai nada mal, por isso acho que o Irão ainda se vai tornar uma forte dor de cabeça para o ocidente.
Título:
Enviado por: Mar Verde em Outubro 30, 2005, 09:09:43 pm
Target: Iran

http://www.globalsecurity.org/military/ ... trikes.htm (http://www.globalsecurity.org/military/ops/iran-strikes.htm)
Título:
Enviado por: fgomes em Outubro 30, 2005, 09:14:29 pm
O Irão tem um grande problema. Se houver guerra, aqueles fanáticos todos vão querer morrer como mártires para ter direito às 72 virgens, se morrerem muitos, as virgens vão esgotar de certeza...
Título:
Enviado por: papatango em Outubro 30, 2005, 10:12:42 pm
O Irão tem muitos fanáticos, mas não necessariamente pelas mesmas razões.

O problema é também o nacionalismo Iraniano, muito embuido de um certo orgulho nacional, decorrente da herança Persa. Não nos podemos esquecer que o Irão, além de ser um país Xiita, e não Sunita (e a versão Xiita do Islão, ao contrário do que se pode pensar não é tão fundamentalista quanto a Sunita), é também a antiga Pérsia, império que dominou toda a região e se estendia desde a India até à Grécia.

Aliás, o país altera o seu nome de Pérsia para Irão, exactamente para realçar a sua origem Ariana. O Irão teve que ser "convencido" durante a segunda guerra mundial a ficar do lado dos aliados.

O fundamentalismo, ou o extremismo islâmico, não têm no Irão as mesmas características. As mulheres, podem ter que vestir a vestimenta tradicional, mas ao mesmo tempo conduzem automóveis, gerem negócios e há mulheres motoristas de Taxi e mesmo de autocarros dos transportes públicos.

Portanto, o ataque deveria ser sempre por aí.

Creio que, se as coisas não acalmarem, as instalações nucleares de Teerão, poderão ser atacadas, pelo que não sei que tipo de capacidade terá o Irão para se defender dos aviões da merinha americana, e dos caças da Força Aérea baseados no Catar, no Koweit e no Iraque.

O Irão tem no entanto várias cadeias de montanhas, e essas são (com a sua dimensão) a sua maior defesa. Por outro lado, também não sabemos como reagiria a população menos fanática, à possibilidade de restauração da monarquia iraniana, e na implantação de uma monarquia constitucional.

Para fazer qualquer coisa contra o Irão, seria necessário cortar-lhe os abastecimentos e começar a destruir as suas unidades blindadas.

Pelas minhas contas, considerando as possiblidades dos ocidentais,  seria necessário uma força com 600.000 a 1.000.000 homens.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Miguel em Outubro 30, 2005, 10:26:52 pm
a unica maneira de vencer no Irão seria talvez....

 :arrow: utilização de armas nucleares tacticas...
Título:
Enviado por: Miguel em Outubro 30, 2005, 10:44:09 pm
Citação de: "Miguel"
a unica maneira de vencer no Irão seria talvez....

 :arrow: utilização de armas nucleares tacticas...


Eu julgo que tem que haver um "choque" como no Japão em 1945.....

neste caso um ataque Nuclear podia resolver a situação!
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 30, 2005, 10:58:54 pm
E transformar isto na já famosa "Guerra das Civilizações"... :roll:

Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título:
Enviado por: papatango em Outubro 30, 2005, 11:43:16 pm
A verdade é que, este novo presidente iraniano, parece que deve ter lido as teorias da guerra de civilizações e parece gostar delas.

Ou este Ahmadinejad é tonto e está muito mal aconselhado, ou então falou de proposito.

E há poucas traduções possiveis, quando se diz que se devem fazer o que diz o Iman, ou seja, varrer Israel da face da terra. A lingua Farsi/Persa, não é tão elaborada quanto a lingua árabe e não deixa grandes margens para duvidas.

= = =

Há uma outra questão que joga contra o Irão.
Embora seja o herdeiro do império Persa, os persas são a parte dominante e a mais rica e educada. No entanto, o Irão não é uniforme, A sua população de mais de 75.000.000 de habitantes divide-se assim:
Persas: 46%
Azeris: 17%
Curdos: 9%
Gilakis: 5%
Lurs: 4%
Maznadaranis: 4%
Balouches: 2%
Árabes: 2%
Baktiares: 2%
Turcos: 1%

E ainda há muitas  outras minorias.
Portanto, pode-se sempre tentar libertar as minorias, obter o apoio da Turquia e do Paquistaão para ocuparem as provincias do noroeste e sudeste (O Baluchistão Iraniano). O Azerbeijão poderia apoiar as tropas ocidentais à "guiza" de ficar com a parte noroeste junto ao mar Cáspio.

 :twisted:

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Leonidas em Outubro 31, 2005, 12:40:58 am
Saudações guerreiras.

De tudo que tenho ouvido e lido acerca dos últimos acontecimentos que se têm vindo a desenrolar no Irão, estou convencido que estas manifestações servirão para cerrar fileiras contra um eventual ataque quer dos americanos quer dos próprios israelitas. Os iranianos já se convenceram que, mais tarde ou mais cedo, vão levar na corneta, porque já há bastante tempo, desde que os camones invadiram o Iraque, que têm vindo a ser assediados com drones e afins.
Por isso, não é de todo inverosímil um ataque próximo ou ainda relativamente distante, mas já pensado há muito por parte (para já, só) dos EUA.

Não sei se se lembram de umas palavras ditas por Sheroeder, no  comício que deu o arranque da campanha das legislativas na Alemãnha: Sr. Bush, por favor, não ataque o Irão.Porque razão diria ele tal coisa? Só isto já dá muito que pensar.

Os israelitas, por eles, já há muito que teriam limpado o sebo áquilo tudo. Até já tinham destruido uma boa parte daquilo que consideram uma ameaça á sua integridade. Só que não o poderam fazer porque não tem havido oportunidade para tal. Os camones de vez em quando conseguem ser eficazes na demoção de atitudes de Israel para com os seus vizinhos. Acredito que um dos travõs para que isso ainda não tenha acontecido seja  a guerra que, infelizmente, ainda assola aquele povo marterizado do Iraque e isso tem consumido muitas energias aos camones, também. Porque senão, até os americanos lhe davam apoio.

Não esqueçam também a questão do ataque aéreo de Israel no início dos anos 80 contra os reator nuclear de Osirak (Iraque)!!!  Não passou cartão a ninguém. (Devo acrescentar que neste caso até fizeram ou favor ao mundo) Quem faz uma, faz duas.  :wink:

Cumprimentos
Título:
Enviado por: TOMKAT em Outubro 31, 2005, 01:01:54 am
Se alguma coisa tiver que ser feita serão os israelitas a fazê-la, não têm nada a perder.
Farão o trabalho "sujo" dos americanos, depois nós europeus pagaremos a factura graças à nossa dependência do petrólio, Portugal em particular.

No ponto em que as coisas estão, se o presidente iraniano não moderar o discurso, brevemente vai ter a resposta israelita.

E os falcões da administração Bush a esfregarem as mãos de contentes,
mais despesas militares e o preço do petrólio a disparar.
Título:
Enviado por: Normando em Outubro 31, 2005, 02:05:14 am
Retirado do site do GlobalSecurity:

Citar
On 08 September 2004 Israeli Prime Minister Ariel Sharon said the international community has not done enough to stop Iran from developing a nuclear weapon and warns that Israel will take its own measures to defend itself. He also said Iranian officials have made it clear they seek the destruction of the Jewish state. Israeli Air Force pilots have been practicing attacks on a scale model of the Bushehr reactor in the Negev Desert.

Citar
The Israeli Air Force received the first two of 25 F-15I [I for Israel, no Iran] Ra’am (Thunder) aircraft, the Israeli version of the F-15E Strike Eagle, in January 1998, and as of early 2004 had an inventory of 25 aircraft. According to the Israeli Air Force, this aircraft has a range of 4,450 km, which equates to a combat radius of 2,225 km. Deliveries of the F-16I Sufa (Storm) began in early 2004. This heavily modified aircraft, with massive conformal fuel tanks, has a reported combat radius of 2,100 km. Probable strike targets such as Bushehr and Esfahan lie about 1,500 km from Israel.

Citar
On 21 September 2004 Israel acknowledged that it was buying 500 BLU-109 bunker-buster bombs, which could be used to destroy Iran's nuclear facilities. The bombs, which can penetrate more than 7 feet of reinforced concrete, are part of a $319 million package of air-launched bombs being sold to Israel under America's military aid program.

Citar
The German magazine Der Spiegel reported in October 2004 that Israel had completed plans for a pre-emptive strike against Iran's nuclear facilities. Der Spiegel reported that a special unit of the Mossad had received order in July 2004 to prepare a detailed plan, which had been delivered to the Israeli Air Force. The source for the report, an IAF pilot, said the plan to take out Iran's nuclear sites was "complex, yet manageable." Israel's plan assumes that Iran has six nuclear sites, all of which would be attacked simultaneously.

Citar
It would be difficult for Israel to strike at Iran without American knowledge (...) In the eyes of the world, it would generally appear to be a joint US-Israeli enterprise (...) Thus, even if the strike were entirely of American origin, Israel would be implicated.



(http://www.globalsecurity.org/military/ops/images/swa-map1.gif)
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Outubro 31, 2005, 07:43:37 pm
Mouna Naim, comandante do corpo de Pasdarans (os 'Guardas da Revoluçao' constituem um corpo armado de voluntarios islamicos, que se sobrepoem as Forças Armadas tradicionais, e sao dotadas de marinha,aviaçao e exército proprios, possuem fabricas de armamento, e que... factor importante...,  controlam os programas de pesquisa balistica e nuclear,... bem como através dos seus comandantes detem as rédeas da Policia de Estado e de algum modo a radio e televisao nacionais, o ministério da Defesa, serviços de informaçoes bem como a segurança pessoal dos chefes religiosos) disse ja provocantemente, no inicio deste ano, que
" Todo o territorio israelita, incluindo as suas instalaçoes e stocks nucleares  estao ja ao aolcance dos misseis iranianos de tecnologia avançada "
Alguns meses antes o entao ministro da defesa iraniano Chamkhani declarava
"Nao ficaremos de braços cruzados esperando que outros nos ataquem[...]pensamos que as operaçoes preventivas nao devem ser apenas apanagio do EUA ".
Presume-se que se baseavam no missil Shabab-3, uma versao mais sofisticada de um missil norte-coreano, capaz de transportar uma carga de 800 kgs a uma distancia de 1700 Kms, segundo fontes iranianas.Mas na verdade quanto a utilizaçao de armas atomicas, a doutrina oficial da Republica Islamica é a renuncia, tanto mais que o Guia Supremo tinha decretado que a produçao da bomba atomica era contraria aos valores islamicos.

  " Mas uma outra logica apareceu:o Irao poderia ser tentado a adquirir  armamento nuclear susceptivel de modificar os dados geopoliticos regionais, autorizando-se a  visar as forças americanas no Golfo bem como os seus aliados na regiao.E em primeiro lugar Israel, que é a quinta potencia nuclear mundial, antes mesmo da India e Paquistao, e esta dotada de uma formidavel força de ataque com misseis balisticos com alcance de varios milhares de quilometros.Nessa ordem de ideias, os misseis de médio porte (como o Shabab-3) seriam suficientes.De qualquer modo e  seguindo o raciocinio dos que tem esta opçao, Nova Deli e Islamabad ja dispoem de armamento nuclear mas mantém boas relaçoes com os EUA; a Coreia do Norte nao esta a ser inquietada demasiadamente, e o Brasil  apenas recentente ,começaria a produzir uranio enriquecido (se fracamente enriquecido para as centrais eléctricas ou altamente enriquecido para a fabricaçao de armas nucleares, essa é uma questao que divide ainda o Brasil e os EUA). "
   (analise do International Crisis Group)

"Como se sabe em matéria de tecnologia, o limite entre civil e militar é muito ténue.De resto uma outra via pode ser possivel, senao preferivel para fabricar cabeças nucleares: a produçao de plutonio, em que alguns especialistas avançam que ja se tentou a desenvolver no sitio de Arak, no Irao.De qualquer modo, parece que o governo iraniano goza de um largo apoio popular na sua politica atomica, até porque muitos pensam a esta crise nuclear é um outro modo de os EUA e Israel constrangerem o regime de Teerao.Portanto o programa nuclear e a sua provavel vertente militar alimentam um consenso que ultrapassa bem os circulos religiosos dirigentes.Citando Robert Galucci, especialista da Georgetown University e antigo enviado especial do Departamento de Estado americano 'muito dificilmente poderemos dissuadir o Irao de produzir armas nucleares'.
um outro especialista da Fundaçao para a pesquisa Estratégica, Bruno Tertrais, ao declarar que o Irao talvez estivesse (agora) a capacidade de produzir um engenho nuclear, temperava de forma menos afirmativa -' o caminho para a bomba sera sempre longo e dificil.Os iranianos estao apenas na primeira etapa, depois da criaçao dos parques de centrifugadoras (nota:sao precisas 2500 para fabricar a primeira bomba), havera ainda mais tres: a produçao de dezenas de quilos de uranio enriquecido; montar um engenho experimental, como o da India em 1974; e finalmente converter o prototipo em bomba transportavel, logo miniaturizada'- "
(adapt. de La Triple Insurrection Islamiste - de G.Spitaels- ed.Fayard2005)

Reconheço que mesmo assim devemos ficar preocupados com tudo isto.

Acrescento em relaçao ao Irao, a existencia de movimentos islamicos, contrarios a actual relaçao de forças, se bem que se encontrem no exterior, de que o principal  Mudjahedin do Povo  veio dos tempos da luta contra o Xa,  e existiu legalmente por curto espaço de tempo, sendo  declarado ilegal em 1981.Aquando da guerra Irao-Iraque nos anos 80, instalou-se em territorio iraquiano e os seus membros apoiaram Saddam Hussein.Eram entao cerca de 15 000, serao hoje bem menos mas  desconhece-se o numero exacto, e estarao reagrupados no campo de Achraf.Hà quem afirme como  prisioneiros das forças americanas, mas outros dizem que em breve poderiam ter movimentos livres, e  em acordo com o actual governo iraquiano, ter acçao e resposta numa eventual desestabilizaçao fronteiriça, e quiça interferir no interior do Irao...Mas isto sao apenas conjecturas minhas...

Apenas, e como nota complemenbtar, refiro uma polémica de ultima hora, relacionada com algo do que se tratou antes.
O Expresso desta semana chama a atençao em primeira pagina para um  destacado membro dum grupo de oposiçao iraniano, ao  qual eu  ja me referi, por ser assistente do deputado socialista europeu portugues em Bruxelas Paulo Casaca, em que  aparecia  classificado como membro de 'organizaçao terrorista'...se essa afirmaçao sera totalmente correcta... a ver vamos...mas penso que o esse deputado poderia (...se quiser!) esclarecer 'verdadeiramente' a situaçao.O Irao é realmente um enigma...e possivelmente assim continuara...até ...
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 01, 2005, 12:39:47 am
Este deputado Casaca, tem site na internet:
http://www.paulocasaca.net/index2.htm
(http://img.photobucket.com/albums/v39/papatango/NovoAlvo.jpg)

 :twisted:
Título:
Enviado por: Miguel em Novembro 01, 2005, 06:51:09 pm
um alvo para abater o mais rapido possível....
Título:
Enviado por: komet em Novembro 01, 2005, 07:06:35 pm
Mais um bode expiatório para a nobre causa ju.. americana
Título:
Enviado por: komet em Novembro 01, 2005, 07:12:21 pm
Citação de: "Miguel"
Citação de: "Miguel"
a unica maneira de vencer no Irão seria talvez....

 :wink:
até estarem mortos!

Matemos os assassinos e violemos os violadores, seremos sempre melhores que eles! Ou não....
Título:
Enviado por: komet em Novembro 01, 2005, 07:18:36 pm
Estava agora aqui a pensar, os F-14 dos iranianos ainda voam? Se tiverem aqueles AIM-54 é um esticão de alcance de vantagem em AA não? De qualquer modo não deve ser em quantidade significativa...
Título:
Enviado por: Miguel em Novembro 01, 2005, 07:19:53 pm
Considerando que o Irão esta entre o Iraque e Afganistão, deve ser possivél o Ben Laden portanto estar la?? verdade??

 Ao atacar o Iraque os Falcoes da Casa Branca, enganarem-se do objetivo principal, e agora estamos piores que antes de 2003.
Título:
Enviado por: Spectral em Novembro 01, 2005, 08:50:42 pm
Citar
stava agora aqui a pensar, os F-14 dos iranianos ainda voam? Se tiverem aqueles AIM-54 é um esticão de alcance de vantagem em AA não? De qualquer modo não deve ser em quantidade significativa...

Sim.

Sim.

Devem ter cerca de uns 40 operacionais.

http://www.acig.org/artman/publish/article_212.shtml


Citar
Considerando que o Irão esta entre o Iraque e Afganistão, deve ser possivél o Ben Laden portanto estar la?? verdade??


Tendo em conta que o Bin Laden é um fanático sunita, e que os dirigentes iranianos são fanáticos xiitas, a hipótese de se entenderem é ainda mais ridícula do que a relação Bin Laden - Saddam. As comparações Ahmadinejad / Bin Laden só revelam ignorância das personagens quer dos países/organizações em questão.

Aliás, alguns comentadores têm sugerido que estas declarações destinam-se acima de tudo para consumo doméstico, e que até uma facção mais realista dentro do estado iraniano não terá gostado muito delas.


Já agora, aquando da deposição do regime taliban do Afeganistão em 2001/2002, as acções americanas tiveram o apoio tácito iraniano, que sempre se tinha oposto declaradamente ao regime taliban...


Uma operação de larga escala para derrubar o regime de Teerão exigiria um esforço militar muito mais próximo da Guerra do Golfo de 91 do que da de 2003. E não estou a ver os EUA com recursos livres disponíveis para uma aventura desta envergadura...
Título:
Enviado por: Leonidas em Novembro 02, 2005, 01:54:02 am
Saudações guerreiras.

Citação de: "zezoca"
O Expresso desta semana chama a atençao em primeira pagina para um  destacado membro dum grupo de oposiçao iraniano, ao  qual eu  ja me referi, por ser assistente do deputado socialista europeu portugues em Bruxelas Paulo Casaca, em que  aparecia  classificado como membro de 'organizaçao terrorista'


Costumo comprar só de vez em quando o "Espesso". Desta vez falhei. Entretanto andei atrás dessa notícia, mas não consegui lê-la para ter uma melhor ideia.
Quem é que o classifica como terrorista? São os EUA? Existe alguma reação, mesmo que oficiosa, por parte da comissão europeia ou um departamento qualquer?

Não vou entrar em especulações, porque nem tenho jeito para isso, mas de certeza que, para as secretas, este indivíduo não passou despercebido!! Antes pelo contrário, não por ser sequer suspeita de, mas sim pelo lugar que ocupa numa instituição tão importante como qualquer instância da União Europeia, acho isso básico. Ainda vou mais longe, suponho que qualquer funcionário deve ter sido investigado, Zezoca incluído. :mrgreen:

A troika europeia (Inglaterra, França e Alemanha) que, apesar de aparentemente não terem conseguido resultados práticos nas negociações com o Irão na questão do nuclear, é o elo que não convém que seja fechado pelos iranianos, porque são eles que mais diretamente beneficiam, se bem que as notícias relativas a esta questão (que tem algumas semanas) fizeram com que Teerão ficasse mais isolada, pois as negociações falharam. Não sei porquê, mas para mim, isso também é algo enigmático e não menos preocupante.
Numa coisa quero acreditar, para bem de todos nós, as negociações podem ter falhado, mas não os contactos permanentes informais e/ou secretos.

Para o Irão recusar algo que lhe poderia trazer um enorme benefício caso aceitasse as condições da troika na questão do nuclear, foi porque chegaram á conclusão que no fundo não ganhariam nada com isso ou então estão mesmo muitos desconfiados das posições americanas e israelitas ou então perderam a cabeça, o que não é de excluir.

É verdade que cada país tem o direito a desenvolver tecnologias para proporcionar bem- estar á população, mas o que é certo é que o Irão tem feito muita coisa á socapa e por isso não deixa entrar inspeções da Agência Internacional da Energia Atómica, apesar da forte ajuda tecnológica pública da Rússia. Isso obviamente levanta fortes suspeitas
de toda a gente, com os EUA na frente, que só tem uma resposta: eles querem desenvolver armas nucleares. Eu até aposto que já as têm. Os arsenais nucleares na antiga URSS foram devassados e não é de suspeitar que o Irão tenha conseguido 1 ou 2 engenhos do tamanho de uma mala de negócios.

Não menos verdade é que, mais uma vez , como de costume, há uma grande hipocrisia da parte dos EUA. A questão do nuclear vem por arrasto, mas seguramente, aquilo que tem vindo a acontecer desde o 11 de Setembro é um puro suicídio planetário, porque se é compreensível a reação dos EUA em retaliar contra aquilo que lhe era hostil, não fez certamente a melhor gestão, tirando a questão do Afeganistão (aí dou-lhes todo o meu apoio), porque na prática levou cada vez mais os países a investir em armamento e os próprios EUA a explorarem bodes expiatórios para tentarem resolver as borradas com décadas de manipulação que também dão sempre os seus frutos. Não é só Espanha espanhóis que lhes é conhecida a soberba, aí os EUA são mil vezes piores.

Outra coisa muito, muito grave, foi (ou continua a ser) o total desrespeito do EUA para com a ONU e o direito internacional, quando estão em jogo os seus interesses. Uma coisa inadmissível, mas que é um facto consumado, lá isso é.

Um caso que também poderá dar que falar, pelo menos, publicamente e pelos maus motivos (espionagem EUA através da Agência de Energia Atómica), é o desenvolvimento do Brasil nesta área. Não propriamente na questão do armamento, pois julgo que o Brasil nunca venha a desenvolver armamento nuclear, em si, mas porque consegue produzir energia nuclear mais barata que os EUA. Os EUA com o mesmo argumento utilizado para o Irão (as inspeções da AIEA) tentam, deste modo, aceder a tecnologia (estudos) considerada mais avançada do que é a atualmente desenvolvida pelos EUA. (e isto também é "guerra")

Só um aparte: as duas centrais nucleares do Brasil estão a precisar de reforma. São antigas e daí todos os cuidados na questão da segurança serem poucos e altí$$imos.  

Cumprimentos
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Novembro 02, 2005, 10:55:53 am
Caro Leonidas
Em relaçao a noticia que implicava o assistente do deputado Paulo Casaca, li-a no Expresso na sua ediçao on-line(sou assinante) e tinha a impressao de estar na primeira pagina do 1° caderno.O Expresso afirma que a organizaçao dos MEK(Mujahedin do Povo) é considerada terrorista pela UE e pelos EUA, o que pessoalmente nao me admira muito atendendo ao historial da referida organizaçao.Paulo Casaca questionado sobre isso, refutou que os MEK sejam organizaçao terrorista e considerou o seu assistente como simplesmente 'uma pessoa de nacionalidade inglesa ligada a resistencia iraniana membro do CNRI' (cons.nac.resist.Irao) que é considerado o braço politico dos Mujahedin do Povo.Casaca interessa-se pelo Irao, faz parte do Grupo de Amigos do Irao Livre e é defensor activo da retirada dos MEK da lista de organizaçoes terroristas da UE.De qualquer modo, vc tem razao na investigaçao das pessoas com acesso permanente a instituiçes europeias,porém Casaca deve ter assinado um termo de responsabilidade pessoal segundo  se insinua ainda na mesma noticia.

Quanto a questao nuclear do Irao, concordo consigo que se devem manter os canais abertos, mesmo discretamente.Mas nao deixo de pensar que nao sera muito normal a fixaçao do regime iraniano na alternativa atomica imediata para o petroleo, se pensarmos que eles tem reservas petroliferas muito razoaveis, que bem geridas podem se assemelhar ao prazo de esgotamento das reservas mundiais de uranio, que aparentemente nao durarao mais que 50 anos ( seg. o Nat. Geog. Magazine- Out/2005-ed.francesa).Compreendo que a China esteja investindo fortemente nas centrais, devido a conhecidas necessidades crescentes para a sua economia.O Irao com alguma logica, e sem esse tipo de necessidades a prazo, poderia encarar outras fontes, essas sim, renovaveis.Enfim ...questoes em aberto.

Concordo consigo em geral no que diz respeito a gestao da crise por parte dos EUA,  e que provavelmente a invasao e mudança de regime do Iraque nao esta a dar os frutos ( mais segurança na regiao e no mundo) que seria suposto.O Iraque representava,...interpretaçao minha da estratégia americana claro..., o elo mais fraco numa zona estratégica que se estava a inflamar progressivamente.A posiçao chave do Iraque, entre Turquia Siria, Jordania, Emiratos, Arabia Saudita, Irao e vizinho proximo desse vespeiro que sao as antigas provincias sovieticas, foi tentadora para os EU introduzirem um peao na zona, antes que as coisas se deteriorassem significativamente ( na Arabia Saudita...p.ex) com consequencias temiveis para toda a economia e segurança mundial.As coisas  correram como sabemos, e neste momento veremos como irao prosseguir ...nao ha razoes para optimismo, mas talvez nao adiante muito ficar a olhar para o mal que foi feito...compete aos politicos encontrar outra(s) saida(s), e a Europa bem poderia ou deveria ter uma palavra decisiva, se encontrar consenso e decidir arregaçar as mangas, mas teria também de  apostar num forte incremento da sua defesa, o que como todos sabemos nao parece ser nada facil nos tempos que correm.
Pouco mais nos resta que mantermo-nos informados o mais possivel e... continuar preocupados !
Saudaçoes
Título:
Enviado por: Leonidas em Novembro 04, 2005, 01:13:14 am
Saudações guerreiras.

E a propósito do que temos vindo a discutir.

Citar
Rússia propôs enriquecer urânio para centrais iranianas
A Rússia propôs ao Irão enriquecer urânio para as respectivas centrais atómicas civis, como uma solução para a crise sobre o controverso programa nuclear iraniano, indicou esta quinta-feira um funcionário da Agência de Energia Atómica russa, Rosatom.

A proposta, que «está em avaliação preliminar» por parte de ambos os países, consiste em criar na Rússia uma empresa mista que enriqueceria o urânio extraído no Irão para fornecê-lo às instalações atómicas civis daquele país, disse a fonte.
«De acordo com esse esquema, o Irão seria co-proprietário de uma companhia comercializadora de combustível nuclear e não de uma empresa de enriquecimento de urânio», explicou o funcionário em entrevista à agência Interfax.

Acrescentou que aquele modelo «representa um mecanismo interessante e eficaz que está dentro das normas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e reforça o regime de não-proliferação», além de permitir resolver a crise em torno do programa nuclear do Irão.
Segundo a mesma fonte, o Irão e a Rússia poderiam até mesmo vender a terceiros o combustível nuclear fabricado pela empresa mista e conseguir uma facturação considerável.

O Irão informou a AIEA que processará nas próximas semanas mais concentrado de urânio nas instalações nucleares de Isfahan, cuja reactivação provocou em Agosto a ruptura das negociações entre Teerão e a União Europeia sobre o controverso programa nuclear.
03-11-2005


Cumprimentos
Título:
Enviado por: Leonidas em Novembro 07, 2005, 12:24:49 am
Saudações guerreiras.

Circulam notícias sobre o pedido de reatamento das negociações por parte do Irão com a troika europeia e ao mesmo tempo, dizem eles,  querem continuar a produção de urãnio. Ora dão uma no cravo e outra na ferradura. Talvez se compreeenda esta atitude, para consumo interno e também para não perder a face dado o falhanço, há uns meses atrás, das negociações com a mesme troika europeia como resultado do abandono unilateral do Irão. Faço votos que impere muito bom senso, agora.

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1237975&idCanal=15

Cumprimentos
Título:
Enviado por: me163 em Novembro 10, 2005, 04:00:08 pm
Citação de: "komet"
Estava agora aqui a pensar, os F-14 dos iranianos ainda voam? Se tiverem aqueles AIM-54 é um esticão de alcance de vantagem em AA não? De qualquer modo não deve ser em quantidade significativa...


Segundo várias fontes, Os engenheiros iranianos tinham conseguido fazer o reverse engineer dos propulsores dos F-14 e também do próprio AIM-54.

Além disso, sempre que há uma mostra de armamento na zona, o Irão surge com novidades, sejam bombas inteligentes, misseis de cruzeiro ou aviões de treino e ataque ligeiro.

Resta saber se tudo isso é verdade ou não, mas parece-me que eles são bons técnicos de armamento.

Quanto a mim eles estão de facto a preparar-se para voltarem a ser uma dado poderoso no jogo político do Médio Oriente.

Se calhar até seria interessante que houvesse um país árabe, no caso, o Irão, com armas nucleares e capacidade de as usar.

Talvez Israel ficasse um bocadito mais manso.
Porque isto de estarmos a negociar sempre na mó de cima tem muito que se lhe diga.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 10, 2005, 04:03:59 pm
Citação de: "me163"
Se calhar até seria interessante que houvesse um país árabe, no caso, o Irão, com armas nucleares e capacidade de as usar.


Só uma pequena correcção em termos etnológicos, os iranianos, apesar de serem muçulmanos, não são árabes...


Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título:
Enviado por: Normando em Dezembro 09, 2005, 05:23:16 am
Citar
Iran leader: Move Israel to Europe
Ahmadinejad casts doubt on Holocaust


Thursday, December 8, 2005; Posted: 4:50 p.m. EST (21:50 GMT)

TEHRAN, Iran (Reuters) - Iran's President Mahmoud Ahmadinejad has expressed doubt that the Holocaust occurred and suggested Israel be moved to Europe.

His comments, reported by Iran's official IRNA news agency from a news conference he gave on Thursday in the Saudi Arabian city of Mecca, follows his call in October for Israel to be "wiped off the map," which sparked widespread international condemnation.

"Some European countries insist on saying that Hitler killed millions of innocent Jews in furnaces and they insist on it to the extent that if anyone proves something contrary to that they condemn that person and throw them in jail," IRNA quoted Ahmadinejad as saying.

"Although we don't accept this claim, if we suppose it is true, our question for the Europeans is: is the killing of innocent Jewish people by Hitler the reason for their support to the occupiers of Jerusalem?" he said.

"If the Europeans are honest they should give some of their provinces in Europe - like in Germany, Austria or other countries - to the Zionists and the Zionists can establish their state in Europe. You offer part of Europe and we will support it."

Six million Jews were killed in the Nazi Holocaust. Ahmadinejad's remarks drew swift rebukes from Israel and Washington.

"This is not the first time, unfortunately, that the Iranian president has expressed the most outrageous ideas concerning Jews and Israel," said Israeli Foreign Ministry spokesman Mark Regev.

"He is not just Israel's problem. He is a worry for the entire international community," he added.

White House spokesman Scott McClellan said: "It just further underscores our concerns about the regime in Iran and it's all the more reason why it's so important that the regime not have the ability to develop nuclear weapons."

Once allies

Religious hardliners in Iran do not publicly deny the Holocaust happened, but say its scale has been exaggerated to justify the creation of Israel and continued Western support for it.

Close allies when Iran was ruled by the U.S.-backed Shah, Iran and Israel have become implacable foes since Iran's 1979 Islamic revolution.

Israel accuses Iran of giving arms and funding to militant Palestinian groups such as Islamic Jihad and of building nuclear weapons. Iran denies the charges.

Tehran calls Israel a "terrorist state" and has developed missiles that can reach it. It says it would use them if Israel, itself believed to be nuclear-armed, tried to bomb Iranian nuclear facilities.

Earlier in his remarks, the Iranian president, a former Revolutionary Guardsman who won a surprise election victory in June, said:

"The question is, where do those who rule in Palestine as occupiers come from? Where were they born? Where did their fathers live? They have no roots in Palestine but they have taken the fate of Palestine in their hands.

"Isn't the right to national self-determination one of the principles of the United Nations charter? Why do they deprive Palestinians of this right?"

Jews trace their roots in Israel back to Biblical times.

Ahmadinejad concluded his remarks by reiterating Iran's proposal that the Israeli-Palestinian conflict be resolved via a referendum of all the inhabitants of Israel, Gaza and the West Bank, as well as Palestinian refugees in neighboring countries.

"Whatever they decide will be accepted by all humanity. This is a clear democratic solution which is based on international principles," he said.


www.cnn.com (http://www.cnn.com)
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 02, 2006, 01:13:04 am
A questão complica-se.

O Irão parece decidido a não dar marcha-atrás no seu programa nuclear, que só os ingénuos consideram que será um programa exclusivamente civil.

Segundo informes recentemente conhecidos o Irão está mais perto de conseguir o fabrico de uma arma nuclear do que aquilo que se pensava, havendo serviços secretos que colocam esse espaço temporal entre os 4 e os 6 meses.

Tendo em consideração o historial mais recente dessa república islâmica, especialmente as declarações do seu actual presidente em que afirmava sem nenhum pudor que Israel tinha que ser riscado do mapa, parece-me mais do que obvio que há que evitar a todo custo que eles consigam essa tal capacidade nuclear.

(http://msnbcmedia.msn.com/i/msnbc/Components/Interactives/News/International/Mideast/Iran_ballistic_missiles.jpg)

Não o digo por temer a colocação de um engenho nuclear num dos seus mísseis Shahab (processo que não seria de todo fácil, dadas as dificuldades tecnológicas que um processo de miniaturização de engenhos nucleares acarreta) visto que até seria um mal menor (e perfeitamente possível) interceptar qualquer míssil que partisse de território Iraniano, mas pelo facto de esse engenho ou engenhos nucleares serem distribuídos a grupos ou organizações terroristas.

Estive a ler um relatório sobre o controlo que é exercido sobre os contentores que entram nos EUA e na Europa e os resultados são aterradores.

A esmagadora maioria destes contentores entram em território norte-americano e europeu sem o mais mínimo controlo.

Segundo os especialistas, se esse controlo fosse feito em todos e cada um dos contentores, a economia mundial pura e simplesmente colapsaria pela demora do processo.

Imaginem agora um desses engenhos colocados num desses contentores.

Este é um simples exemplo das possibilidades que estes grupos ou organizações terroristas teriam com um engenho deste tipo, fornecido pelo Irão, para perpetrar um ataque contra os EUA, a Europa, ou até o alvo mais provável por razões óbvias, Israel.

Neste momento a questão que se coloca é:

Como evitar que o Irão consiga essa capacidade?

A via diplomática parece-me cada vez mais distante. O Irão radicalizou-se.

O embargo parece-me muito perigoso pelas consequências para a economia mundial de um corte no fornecimento de petróleo de um dos sus maiores produtores e pelo tempo que daria ainda ao Irão para completar o seu programa.

Resta a via militar, mas a questão aqui também não é nada fácil.

Como seria esta intervenção?

Uma intervenção unilateral dos EUA resguardando Israel?

Uma intervenção unilateral israelita resguardando os EUA, já atolados no Iraque?

Uma intervenção Internacional sob a égide do Conselho de Segurança da Nações Unidas?

E seria uma intervenção cirúrgica atingindo os centros de I&D nucleares do Irão ou seria mais ampla?

Dúvidas que veremos dissipadas nos próximos meses.
Título:
Enviado por: ferrol em Fevereiro 02, 2006, 10:07:00 am
Tampouco creo que teña maior problema. Se a diplomacia non ten éxito, mándanse algúns F-15 israelitas nunha noite de inverno a destrui-las instalacións nucleares iranies, e xa está.

Xa se fixo no 81, pódese facer no 2005:
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2089-1522978,00.html
Citar
ISRAEL has drawn up secret plans for a combined air and ground attack on targets in Iran if diplomacy fails to halt the Iranian nuclear programme.


Sinxelo e eficaz.
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 02, 2006, 09:02:30 pm
Ferrol, o problema, é saber como vai reagir o mundo Arabe?

Podemos colocar este topico, no lugar dos conflitos do presente :evil:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 02, 2006, 10:32:34 pm
Citação de: "ferrol"
Tampouco creo que teña maior problema. Se a diplomacia non ten éxito, mándanse algúns F-15 israelitas nunha noite de inverno a destrui-las instalacións nucleares iranies, e xa está.

Xa se fixo no 81, pódese facer no 2005:
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2089-1522978,00.html
Citar
ISRAEL has drawn up secret plans for a combined air and ground attack on targets in Iran if diplomacy fails to halt the Iranian nuclear programme.

Sinxelo e eficaz.


Eu também penso que a solução passará por uma acção desse género. A minha dúvida radica é em saber se Israel será a o país certo para levar a cabo essa missão.

Um ataque desses, e como já o reafirmou o presidente do Irão, provocaria uma resposta militar deste país contra Israel, facto este que iria incendiar ainda mais esta zona do globo, e o que é mais grave ainda, seria o fim do processo de paz em curso, que até estava bem encaminhado.

Se forem os Estados Unidos a fazer o “trabalho” penso que seria um mal menor, dadas as reduzidas possibilidades de o Irão reagir contra este país (a não ser claro, com um recrudescer das actividades terroristas contra alvos norte-americanos).

Se fosse a comunidade internacional a fazê-lo em conjunto seria melhor ainda, mas as posições calculistas de países como a França, Rússia e China acabariam por travar uma acção desse género.
Título:
Enviado por: ferrol em Fevereiro 03, 2006, 07:53:25 am
Revisando a web, atopo que a memoria xogoume unha mala pasada. Osiraq bombardeuse no 81, sí, pero estaba en Irak, non en Iran.
O caso, nembargantes, sigue igual. ¿Que represalias podería tomar Iran se os israelitas lle destruisen o reactor nuclear?

Francamente, ningunha. Ningunha, porque ese ataque contaría, sen dúbida, coa aprobación dos EE.UU, e ninguén vai traballar contra os EE.UU ou os séus aliados sen exporse a represalias directas.
¿A liga árabe? Tampouco. Venden demasiado petróleo a bon prezo como para enfrontarse a ningún dos seus clientes...
¿Máis terrorismo?Ben, levamos desde o 2.001 con esa ameaza, xa estamos acostumados.

En fin, a cousa, para min, está clara. Se erra a diplomacia, pois nada, unha acción puntual contra o reactor e listo.
Título:
Enviado por: manuel liste em Fevereiro 03, 2006, 04:34:43 pm
El programa nuclear iraní tiene varias localizaciones dispersas por el país:

Instalaciones nucleares iraníes (http://http)

Creo que es pronto para discutir posibles bombardeos, el caso va para largo. Ni estamos en 1981 ni Irán es el Irak de 1981.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 03, 2006, 05:50:38 pm
Algumas dessas instalações são apenas reactores nucleares. Não têm tecnologia para o enriquecimento de uranio. Essas são só uma ou duas.
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Fevereiro 05, 2006, 10:27:47 am
Falando um bocado fora do contexto da crise iraniana, seria um bocado irónico que fossem uns cartoons a desencadear esta guerra de culturas, mas depois de observar os ultimos acontecimentos pelo mundo fora, já não me surpreendia nada.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 08, 2006, 11:23:28 pm
Citação de: "ferrol"
Revisando a web, atopo que a memoria xogoume unha mala pasada. Osiraq bombardeuse no 81, sí, pero estaba en Irak, non en Iran.
O caso, nembargantes, sigue igual. ¿Que represalias podería tomar Iran se os israelitas lle destruisen o reactor nuclear?

Francamente, ningunha. Ningunha, porque ese ataque contaría, sen dúbida, coa aprobación dos EE.UU, e ninguén vai traballar contra os EE.UU ou os séus aliados sen exporse a represalias directas.
¿A liga árabe? Tampouco. Venden demasiado petróleo a bon prezo como para enfrontarse a ningún dos seus clientes...
¿Máis terrorismo?Ben, levamos desde o 2.001 con esa ameaza, xa estamos acostumados.

En fin, a cousa, para min, está clara. Se erra a diplomacia, pois nada, unha acción puntual contra o reactor e listo.

Não interpretei que se estivesse a referir ao Irão. Todos nós, os que temos F-16 nas nossas forças aéreas, sabemos que o ataque ao reactor nuclear de Osirak, foi no Iraque,  dado este ter sido o baptismo de fogo do F-16.
Em relação as represálias que o Irão poderia tomar estas são muitas e com um possível grande impacto na região, mas a meu ver, duas são as mais evidentes:

 :arrow: Incitamento para que o Hezzbolla lance uma campanha de terror contra Israel, seja esta desde dentro do próprio Israel ou desde o sul do Líbano.

Repare que qualquer uma destas acções, ou as duas em conjunto, seriam suficientes para incendiar ainda mais esta região do globo, acabando provavelmente de uma vez por todas, com o plano de paz que estava, como já disse anteriormente, bem encaminhado.

É por esta razão que a meu ver Israel não será o executante de tal acção, caso esta venha a ter lugar.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 12, 2006, 02:24:18 pm
Citar
Estados Unidos estudam planos para atacar Teerão
 


Os estrategas norte-americanos estão actualmente a estudar planos tendo em vista um ataque contra o Irão, que será um último recurso para acabar com o desejo da República Islâmica de se dotar da arma nuclear, revela o Sunday Telegraph.


Esta informação, proveniente de Washington e publicada na primeira página do jornal, indica que o comando central norte- americano e os responsáveis pelo comando estratégico "identificaram alvos e trabalham sobre questões logísticas, tendo em vista uma operação (militar)".

Os estrategas, que estão em contacto com o gabinete do secretário norte-americano da Defesa, Donald Rumsfeld, estudam uma opção militar no caso da via diplomática não chegar para travar a vontade do Irão de se dotar de armamento nuclear.

"Isto é mais do que uma simples e eventual avaliação militar.

Esta questão assumiu cada vez mais prioridade nos últimos meses", indicou o Sunday Telegraph, citando um alto responsável do Pentágono.

Sábado, o presidente ultra-conservador iraniano Mahmud Ahmadinejad ameaçou implicitamente abandonar o Tratado de Não- Proliferação Nuclear (TNP) se os ocidentais continuarem a "privar" o Irão dos seus direitos em matéria nuclear.

Por seu lado, o executivo da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) decidiu no início do mês de Fevereiro, após três anos de inquérito e negociações, transmitir ao Conselho de Segurança da ONU o dossier nuclear do Irão.

O Irão respondeu com o anúncio da sua decisão de retomar as actividades de enriquecimento de urânio, que pode servir para fabricar uma arma nuclear.

Agência LUSA
Título:
Enviado por: Marauder em Fevereiro 12, 2006, 03:05:44 pm
Hehehehe...mas toda a gente já sabia que eles já estão a preparar a próxima guerra...curioso..Irão pelo seu esforço conseguiu ultrapassar a Coreia do Norte da lista negra de Bush =)

   Cumprimentos
Título:
Enviado por: Miguel Sá em Fevereiro 12, 2006, 04:57:21 pm
Toda esta postura do Irão é sobretudo para consumo interno

Acho curioso o facto do Irão, por força da sua política interna, não aproveitar o conflito do Iraque para uma aproximação ao Ocidente. É certo que os EUA são o seu inimigo visceral mas creio que o Irão muito poderia beneficiar. Ora, o principal foco de resistência no Iraque é sunita, o extremismo islâmico é predominantemente sunita e o sr. Laden e companhia também. Quem sai beneficiado com a queda de Sadam Hussein são os curdos e os xiitas, maior grupo religioso do Iraque. Um apoio às mudanças que ocorrem no Iraque poderiam aumentar a influência do Irão no Iraque e na região. Mas 30 anos de combate ao Ocidente são difíceis de superar.

O Irão não é o Iraque
Além de mais populoso e apesar da menor qualidade tecnológica a moral das FA parece-me superior.
O seu exército conta com:
Divisões Blindadas – 2
Divisões de Infantaria – 6
Divisão de Comandos – 1
Divisão de Forças Especiais – 1

A Guarda Revolucionária:
Divisões Blindadas – 2
Divisões Mecanizadas – 2
Divisões de Infantaria – 23

Entre elas contam com 1.100 Carros de Combate (T54, T55, T62, T72, Type 59, Chieftain, M48, M60) têm muita artilharia de muitos calibres e origens e os seus helicópteros são do tempo do Xá. Pouca qualidade portanto.

Caso queiram avançar os EUA terão de ponderar muita coisa. Uma enorme frente terrestre na fronteira com o Iraque e Afeganistão, a linha costeira é igualmente extensa, mas o grau de envolvimento seria maior, seriam necessários muitos meios militares.

E que os acompanharia? Além dos dissidentes iranianos que possuíam/possuem bases no Iraque?
E a reacção da opinião pública, sobretudo a muçulmana, seria devastadora.
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 13, 2006, 07:22:56 pm
Qual unidade poderiamos colocar para apoiar uma força tarefa das NU?

1 Fragata Meko

10 F16MLU
2 C130
3 EH101

1 Brigada "Tempestade Lusitana":
com 3 Batalhões Mecanizados/Infantaria Ligeira/Para

 :Cavaleria1:

Sou voluntario.
Título:
Enviado por: Get_It em Fevereiro 13, 2006, 08:11:11 pm
Citação de: "Miguel Sá"
Caso queiram avançar os EUA terão de ponderar muita coisa. Uma enorme frente terrestre na fronteira com o Iraque e Afeganistão, a linha costeira é igualmente extensa, mas o grau de envolvimento seria maior, seriam necessários muitos meios militares.

E que os acompanharia? Além dos dissidentes iranianos que possuíam/possuem bases no Iraque?
E a reacção da opinião pública, sobretudo a muçulmana, seria devastadora.

Ou seja, os EUA vão à falência se tentarem invadir o Irão... :lol:
É que mesmo utilizando como técnica principal os bombardeamentos vão ter muito trabalho, pois a Força Aérea Iraniana têm ainda um arsenal de defesa aérea capaz [1] (http://http) [2] (http://http)

[1][/list]
Citação de: "Wikipédia, edição em inglês"
Combat Aircraft
* IAMI Shafaq (Iranian Origin)
* IAMI Azarakhsh (Iranian Origin)
* McDonnell-Douglas F-4D/E Phantom II, RF-4 Phantom II
* Northrop F-5E/F Tiger
* Shenyang F-6 'Farmer'
* F-7 'Fishbed'
* Grumman F-14A Tomcat
* Dassault Mirage F-1
* Mikoyan MiG-29 'Fulcrum' A/UB
* Mikoyan-Gurevich MiG-23
* Sukhoi Su-17/20/22 'Fitter'
* Suhkoi Su-24MK 'Fencer'
* Sukhoi Su-25K 'Frogfoot'

Non-Combat
* Pilatus PC-7
* Lockheed C-130 Hercules
* Ilyushin Il-76 'Candid'
* Boeing 707 (Tanker)
* Boeing 727 (Cargo/transport)
* Boeing 747 (Transport)
* Commander 690
* Fokker F-27
* Dassault Falcon 20
* Lockheed JetStar

Helicopters
* Shabaviz 206 (Iranian Origin)
* Shabaviz 2-75 (Iranian Origin)
* Bell AH-1J Cobra
* Boeing CH-47 Chinook
* Agusta/Bell 206
* Agusta/Bell 212
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 18, 2006, 10:56:03 pm
Esta hipotética operação será uma acção directa contra alvos perfeitamente identificados com o programa nuclear iraniano. Não se trata de invadir o Irão.
Será uma acção baseada principalmente em ataques com sistemas de armas tais como mísseis de cruzeiro, B2, F-117 e talvez B1.
A meu ver, o Irão terá poucas possibilidades de se defender contra ataques deste tipo.
Título:
Enviado por: Marauder em Fevereiro 18, 2006, 11:11:01 pm
O material americano dessa lista foi fornecido antes da Revolução Islamica, que desde então não tem recebido manuntenção adequada visto que como é obvio, os EUA cortaram esse tipo de relações com o novo governo. Muitos já estão inoperacionais...e à já algum tempo..
 Um exemplo é o F-14...compraram 80...estima-se que nos anos 90 somente 30 tavam operacionais..

   Cumprimentos
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 03, 2006, 07:57:30 pm
Segundo noticia hoje a SIC Notícias através do seu correspondente na Rússia, José Milhazes, um General ou ex-General Russo afirmou que quando foi feita a transferência das ogivas nucleares que estavam na Ucrânia para a Rússia, 250 destas “perderam-se” e segundo ele foram parar às mãos do Irão.

Segundo o tal individuo, o programa nuclear iraniano visa dar capacidade ao Irão para manter o dito arsenal.

Também afirmou que entre o material desviado incluem-se mísseis de cruzeiro (?) e que as ameaças do Irão tantas vezes repetidas em que ameaçam os EUA com golpes demolidores, referem-se precisamente a ataques com aqueles engenhos.

Esta notícia já foi considerada absurda por alguns responsáveis russos, mas com tudo não deixa de ser curiosa e até preocupante.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Dezembro 18, 2006, 09:25:57 pm
Citar
Mossad: Irão poderá dispor de bomba atómica em 3 ou 4 anos

O Irão poderá dispor da primeira bomba atómica dentro de três, ou quatro anos, caso o programa nuclear prossiga ao actual ritmo, garantiu hoje o general Meir Dagan, chefe dos serviços secretos externos israelitas, Mossad.

«Se o programa nuclear prosseguir ao actual ritmo, terão a bomba atómica dentro de três, ou quatro anos», declarou.

O chefe da Mossad falava perante a Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do Parlamento (Knesset) israelita.

Em Novembro de 2003, o general Dagan advertiu a mesma comissão de que o programa nuclear iraniano representava, na sua opinião, «a maior ameaça a Israel desde a independência, em 1948».

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, reafirmou em diversas ocasiões que o seu país «não tolerará» a bomba atómica iraniana.

Em recentes visitas à Alemanha e Itália, Olmert insistiu na aplicação de sanções ao regime iraniano, visando a suspensão do enriquecimento de urânio, etapa prévia ao fabrico da bomba atómica.

Israel e os Estados Unidos acusam o Irão de, ao abrigo de um programa nuclear alegadamente com fins civis (produção de electricidade), estar a produzir a bomba atómica.

O receio das autoridades israelitas aumentou com as repetidas declarações do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, no sentido de «varrer o Estado Judaico do mapa».

Por outro lado, sobre a alusão a negociações feita por Damasco a Israel, o chefe da Mossad, numa entrevista à rádio militar, frisou não haver «qualquer mudança estratégica na política síria».

«A Síria retirou lições da incursão militar israelita contra o Hezbollah, no Líbano, e dotou as suas forças terrestres de mísseis anti-tanque», explicou.

Os xiitas radicais do Hezbollah (Partido de Deus), apoiado por Damasco e Teerão, usaram estes sofisticados mísseis, que causaram elevadas perdas ao exército invasor.

No domingo, Israel rejeitou um apelo a negociações feito pelo Presidente sírio, Bachar al-Assad, alegando que só terá cabimento quando cessarem os apoios militares ao Hezbollah e aos palestinianos do Hamas.

Miri Eisin, porta-voz de Olmert, disse ser difícil aceitar com seriedade tal oferta enquanto continuar o apoio aos terroristas» do Hezbollah e do Hamas.

As negociações entre a Síria e Israel - que tem 15.000 colonos instalados nos Montes Golã - estão congeladas desde 2000.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 08, 2007, 09:50:18 pm
:mrgreen: :mrgreen:
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Janeiro 09, 2007, 01:28:55 am
É tudo demente lá pelos lados da antiga Pérsia ??
Título:
Enviado por: p_shadow em Janeiro 09, 2007, 04:46:31 am
O "discurso" desta gente começa a assemelhar-se cada vez mais aos textos das Producções Fictícias... Tá bonito isto tá...  :?


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