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Forças Armadas e Sistemas de Armas => Marinha Portuguesa => Tópico iniciado por: JLRC em Novembro 28, 2004, 04:43:13 pm

Título: Notícias da Marinha
Enviado por: JLRC em Novembro 28, 2004, 04:43:13 pm
Caros companheiros

Vou abrir este tópico para nele centralizarmos todas as notícias referentes à Armada portuguesa.

Cumptos
Título: OHP
Enviado por: Miguel em Novembro 29, 2004, 06:49:54 pm
Caros amigos

Há rumores de negociações, de cedencia de uma terceira fragata OHP para portugal?
Título: O Sistema “AIP”
Enviado por: JLRC em Novembro 29, 2004, 07:14:19 pm
O Sistema “AIP” dos Novos Submarinos da Armada


INTRODUÇÃO
A energia, sob a forma de corrente eléctrica, produzida a bordo dos submarinos convencionais, destina-se a alimentar o motor eléctrico de propulsão e os outros utentes desta energia (conversores, auxiliares, equipamentos electrónicos, iluminação etc).
O seu armazenamento em baterias permite que o submarino navegue em imersão durante um determinado período de tempo dependente do consumo e da capacidade das baterias. Esgotada a energia armazenada, o submarino tem de carregar as baterias para o que terá de produzir energia.
 

Nos submarinos sem sistema “AIP” (Air Independent Propulsion) a energia é produzida por geradores accionados por motores diesel o que exige a aspiração de ar atmosférico para o seu funcionamento. Este  condicionamento determina que o submarino tenha de permanecer imerso, mas muito perto da superfície de modo a poder aspirar através do mastro “snorkel” o ar indispensável ao funcionamento dos seus motores diesel.  A parte emersa e esteira do “snorkel”, os gases de evacuação e o ruído irradiado na água pelo funcionamento dos motores diesel inerentes a esta situação, constituem indiscrições que podem originar a detecção de submarino, pelos seus opositores.

Para anular esta vulnerabilidade têm sido desenvolvidos esforços no sentido de dotar os submarinos convencionais de um sistema que possibilite gerar energia em imersão, sem depender do ar atmosférico (sistema AIP), aumentando assim a sua autonomia em imersão.

Dos vários sistemas desenvolvidos, apenas o motor Stirling utilizado pelos submarinos suecos e as células de combustível, recentemente em uso nos submarinos alemães, tiveram até agora aplicação prática.
 
(http://img46.exs.cx/img46/8431/sistema-AIP.jpg)

As vantagens e desvantagens dos vários sistemas foram tema de discussão apaixonada e obrigatória em todos os congressos e exposições da especialidade.

As características das células de combustível impuseram este sistema como o mais adequado para aplicação nos submarinos. Destas destaca-se nomeadamente:
 

• Assinatura acústica e térmica favorável

-  funcionamento silencioso

- inexistência de produtos de evacuação

- reduzida transferência térmica para a água

• Sem limitação de profundidade de operação

• Concepção modular

• Alto rendimento, especialmente a cargas parciais

• Poucos requisitos de manutenção

• Facilidade da sua automação e integração no sistema de controlo da plataforma.
 

O FUNCIONAMENTO DAS CÉLULAS DE COMBUSTÍVEL
Nas células de combustível a produção de energia é conseguida por conversão electroquímica em que o hidrogénio e o oxigénio reagem através de uma membrana, produzindo electricidade e água.
 
(http://img46.exs.cx/img46/7610/sistema-AIP-02.jpg)
Célula de combustível. Módulo de 30-40 Kw sem envólucro.

(http://img46.exs.cx/img46/7171/sistema-AIP-03.jpg)
Princípio de funcionamento da célula de combustível.

As células de combustível dos novos submarinos são do tipo PEM (Polymer Electrolyte Membrane), dispondo, como a designação indica, de um electrólito sólido que actua como uma membrana separadora de electrões e protões.

Assim, no lado anódico da membrana, o hidrogénio é decomposto nos seus electrões e protões. Os electrões constituem a energia produzida que passa para os circuitos de bordo, enquanto os protões atravessam a membrana.

No lado catódico da membrana, os electrões que regressam à célula, vindos dos circuitos de bordo, reagem com os protões que atravessaram a membrana, produzindo água, o único produto da conversão electroquímica.
 
 

 De um modo mais simples pode dizer-se que a conversão electroquímica mais não é do que o inverso da electrólise pois nesta quando se aplica energia aos eléctrodos, produz-se hidrogénio no ânodo e oxigénio no cátodo.
 

O SISTEMA AIP NOS NOVOS SUBMARINOS
As células de combustível são associadas em módulos de modo a produzirem a potência necessária, constituindo conjuntos extraordinariamente densos. Esta característica é também favorável para aplicação em submarinos, dada a conhecida exiguidade do espaço.

Por razões de segurança os módulos são montados em invólucros cheios de azoto: a monitorização deste gás permite detectar a existência de qualquer fuga de hidrogénio.

Para além dos módulos referidos, o sistema AIP é constituído pelos reservatórios de armazenamento dos reagentes (H2 e O2), um tanque para a água produzida na reacção electroquímica, ligações ao sistema de controlo do submarino e vários auxiliares.

A capacidade dos reservatórios de armazenamento dos reagentes determina naturalmente a autonomia do sistema, estabelecida em função dos requisitos operacionais. Constituindo no entanto a parte mais volumosa do sistema, está limitada pelos constrangimentos de espaço.

O oxigénio é armazenado no estado líquido num tanque instalado no interior do submarino, de parede dupla, com isolamento a vácuo de modo a conservar o estado criogénico pelo maior período de tempo possível.

O hidrogénio é armazenado em reservatórios instalados no exterior do submarino e especialmente desenvolvidos para esta aplicação.

A segurança do armazenamento e a elevada densidade volumétrica foram conseguidas enchendo os reservatórios com uma liga metálica especial  denominada hidretos metálicos. Consegue-se assim armazenar maior quantidade de hidrogénio do que o correspondente ao volume interno do reservatório; os hidretos actuam como uma esponja: reagem quimicamente diminuindo de volume à medida que o hidrogénio é armazenado, voltando às dimensões originais quando o hidrogénio for totalmente consumido.

Os requisitos de resistência ao choque bem como a segurança de todo o sistema foram, naturalmente, extensivamente testados e certificados.

Aumentando em cerca de três vezes a autonomia em imersão à velocidade de patrulha, até agora conseguida com recurso à energia armazenada nas baterias, o sistema AIP veio tornar o submarino indetectável durante semanas, reforçando de modo significativo a sua principal característica – a discrição.

Com o aumento significativo dos períodos em que o submarino permanece em imersão, sem contacto com a atmosfera, tornou-se necessário dotá-lo de um sistema de monitorização e regeneração do ar ambiente, adaptado às novas exigências: o ar ambiente tem de manter-se dentro dos padrões de respirabilidade  durante semanas em vez de apenas durante uns dias.

As condições de habitabilidade tiveram naturalmente em conta esta nova realidade: uma cama para cada elemento da guarnição em vez do regime de “cama quente” dos submarinos classe “Albacora”, em que há apenas cama para dois terços da guarnição; possibilidade de tomar duche, visto que existe capacidade de produção de água doce por osmose inversa.
 
(http://img46.exs.cx/img46/6477/sistema-AIP-04.jpg)

A  utilização operacional de um submarino com AIP será necessariamente diferente, não só pela necessidade de optimizar as novas possibilidades que o sistema oferece, mas também pelos constrangimentos que as leis da física determinam relativamente ao armazenamento de um dos gases, – o oxigénio.
 

Efectivamente a conservação deste gás no estado líquido a temperatura criogénicas só é possível durante cerca de mês e meio. À medida que o tempo passa a temperatura vai subindo e o oxigénio vai passando ao estado gasoso, aumentando a pressão e perdendo-se através de válvulas de segurança. Isto significa que o submarino deverá abastecer para realizar determinadas operações e gastar todo o oxigénio armazenado, limitação que não existe com as instalações de produção de energia até agora utilizadas a bordo.

Através deste sistema a Marinha irá tomar contacto com uma nova forma de gerar energia, situando-se mais uma vez na vanguarda da introdução de novas tecnologias em Portugal. A industria automóvel vem dando também crescente importância às células de combustível que, provavelmente irão substituir no futuro os motores actuais. Na cidade do Porto alguns autocarros circulam já, a título experimental, com energia produzida por este processo.

Como acontece com todas as novas tecnologias, vai exigir apetrechamento específico e formação adequada, o que constitui um dos desafios a vencer para o integral aproveitamento das capacidades dos submarinos da V Esquadrilha.  

 

L. Cardoso Caravana

CALM
 
Nota: Artigo saído na Revista da Armada de Novembro de 2004
Título:
Enviado por: lf2a em Novembro 29, 2004, 08:13:09 pm
Citar
Caros companheiros

Vou abrir este tópico para nele centralizarmos todas as notícias referentes à Armada portuguesa.

Cumptos


Caro JLRC,

Não me parece uma boa ideia essa de centralizar toda a informação acerca da Armada portuguesa neste tópico.
É que existem tantos, possíveis, subtópicos diferentes referentes à nossa Marinha Portuguesa (NPO, NPL, OHP, Helis, Fuzileiros, etc...) que se os colocar todos aqui vai ser uma grande "salganhada" (principalmente se posteriormente quisermos procurar alguma info específica). :?
Quanto às outras Marinhas não me oponho, mas em relação às notícias/assuntos que dizem respeito à Armada Portuguesa parece me melhor deixar como está (1 Tópico por cada assunto).

Cmpts,
 :wink: LF2A
Título: Portugal vai construir 8 NPO e 2 NPC
Enviado por: JLRC em Novembro 29, 2004, 10:30:03 pm
No último prós e contras emitido na RTP 1 na segunda-feira passada, foi dito que tinha sido assinado um contrato para 2 NPO e 2 NCP e recentemente um contrato para mais 6 NPO. Sendo assim, vai manter-se o número inicialmente previsto de navios a construir, 10 (8 NPO + 2 NCP) e não 12 como já foi aqui referido.
Cumptos
Título:
Enviado por: Lynx em Janeiro 15, 2005, 08:16:18 pm
Fonte: RTP
http://www.rtp.pt/index.php?article=147431&visual=16

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Marinha disponibiliza velhas fragatas e submarinos para servirem de Museus

Gostaria de ver uma velha fragata ou submarino servir de Museu em pleno centro da sua cidade ou na zona ribeirinha? Se esse desejo partir de uma entidade pública reconhecida, bastará entrar em contacto com a Marinha.


Segundo um artigo publicado na última edição da "Revista da Armada", a Marinha de Guerra portuguesa está disposta a ceder à sociedade civil os navios das suas frotas que brevemente vão ser abatidos ao serviço.

Como "a Marinha não possui nem recursos financeiros, nem humanos e nem sequer espaços disponíveis para manter unidades navais que tenham deixado o serviço, poderá quanto muito o Museu expor fracções de navios, como por exemplo: a ponte, o centro de comunicações, o centro de operações, a botica ou alojamentos, põe-se a hipótese de ser a Sociedade Civil dinamizadora da iniciativa de preservar parte do património da construção naval", diz o artigo, assinado pelo almirante Leiria Pinto.

Aquele oficial incentiva as câmaras municipais, fundações, empresas e associações "a seguir o exemplo de algumas autarquias de cidades ribeirinhas que formalmente já solicitaram, para fins museológicos, a aquisição de navios que a curto prazo serão abatidos".

O projecto insere-se numa "nova concepção" da preservação do património histórico.

"Constata-se que, tradicionalmente, o património histórico é apresentado de um modo estático, situação que está ultrapassada", sustenta o almirante Leiria Pinto, defendendo que "actualmente o material museológico deve ser exposto de uma forma dinâmica de modo a permitir que o visitante seja integrado no espaço em que esse material estava instalado e assim poder conhecer, no caso em questão, o que era a vida a bordo".

Segundo Leiria Pinto, "é imprescindível pois que se proceda à musealização do espaço em que se localiza a exposição do património, facto que o tornará mais apelativo e didáctico".

"Cada ser humano deverá assim transmitir, aos que lhe sucedem, quer a História que recebeu, quer a relativa aos acontecimentos da sua época, com risco de, se não o fizer, a memória do passado poder ser deturpada e incorrectamente reescrita", acrescenta Leiria Pinto.

E isto porque, refere, "todo o verdadeiro conhecimento histórico é principalmente baseado nas denominadas fontes, documentais ou materiais, que são concebidas por aqueles que participam nos acontecimentos ou deles tiveram conhecimento directo".

Os navios que "marcaram uma época" - sustenta o almirante - devem continuar a ser memória histórica, evitando a sua transformação em "simples sucata" e que se percam "irremediavelmente" como património histórico visível, apreciado e estudado.
 
Título:
Enviado por: JLRC em Março 24, 2005, 11:29:49 pm
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Portugal selects ECPINS for smart navigation
The latest navy to sign up for the Electronic Chart Precise Integrated Navigation System (ECPINS) devised by Canada's Offshore Systems International (OSI) is that of Portugal.
[Jane's International Defence Review - first posted to http://idr.janes.com (http://idr.janes.com) - 15 March 2005]
Título:
Enviado por: Miguel em Março 27, 2005, 08:42:28 pm
A cidade de Viana do Castelo, comprou o "NRP Delfim" por 50 000 Euros :D

Seria possivel a um particular como eu por exemplo 8)  comprar o Barracuda?
Título:
Enviado por: ferrol em Abril 05, 2005, 04:41:35 pm
Unha máis do LPd, sacada de navyleage e posteada por "kielland" en warships:
http://www.navyleague.org/sea_power/apr_05_44.php
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The Portuguese Ministry of Defense has signed a contract with ENVC shipyard for the construction of one Schelde Enforcer-class landing platform, dock (LPD). The project, worth $277.9 million, calls for the new ship to be in service by 2010 and includes an estimated six landing craft, utility (LCU) as part of the contract.

The contract, as well as the design for the Enforcer class, is part of the offset agreement from the April 2004 submarine contract in which the Portuguese Navy (PN) signed a construction contract with the German Submarine Consortium for two Type-U209PN submarines, with an option for a third. The contract included provisions for an LPD design to meet the PN’s specifications.

Preliminary information states that the LPD will be the Enforcer 1300 design, but with a full-size deck. Specifications of the Enforcer 1300 include:
Length: 544.6 feet;
Beam: 82 feet;
Displacement: 12,750 tons (full load);
Military lift: 555 combat troops, 400 headquarters personnel and 30 main battle tanks or 90 armored personnel carriers;
Two Thales Naval Nederland Goalkeeper Close-in Weapon Systems;
Thales Naval Nederland DA08 air/surface search radar.
En resumo, aló polo 2010, Portugal terá un LPD de 13.000 toneladas por 277 millóns.

Saúdos.
Título:
Enviado por: papatango em Abril 05, 2005, 06:55:57 pm
Temos que aguardar que a marinha diga algo.
Todas estas noticias parecem ser eco umas das outras.

Numa olhada apenas superficial para esta noticia, temos que a "largura" do navio é de 82 pés.
82 pés, é a largura máxima do modelo da Schelde, que só chega a 11.000 toneladas de deslocamento máximo.

Portanto, 82 pés, não combina com 12.750 T.
Neste caso, a largura indicada devería ser de  90 pés e não 82.

Além disso, os valores indicados não têm nada a ver com a especificação da marinha, que precisa de lugar para 600 militares.

Estamos no país, onde os submarinos  U-209 são, como todos sabemos, U-214 :)

O projecto do Navpol, não está feito, e, neste momento, não há na marinha ninguém que possa dizer exactamente como vai ficar.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: me163 em Abril 06, 2005, 11:14:43 am
Citação de: "papatango"
Numa olhada apenas superficial para esta noticia, temos que a "largura" do navio é de 82 pés.
82 pés, é a largura máxima do modelo da Schelde, que só chega a 11.000 toneladas de deslocamento máximo.

Portanto, 82 pés, não combina com 12.750 T.
Neste caso, a largura indicada devería ser de  90 pés e não 82.

Além disso, os valores indicados não têm nada a ver com a especificação da marinha, que precisa de lugar para 600 militares.



Olá Papatango,

não estará a fazer confusão com as contas?

1 feet = 30,48cm

82 feet = 2499,36 cm (ou seja 25m)

Segundo o site www.naval-technology.com (http://www.naval-technology.com):

"(...)The overall length of the hull of the Rotterdam class is 162.2m, its breadth is 25m and its maximum draught is 5.9m. The maximum displacement is 14,000t(...)"

No que toca a soldados a transportar:

"(...)   fully equipped marine battalion or up to 613 troops. (...)"

Aquela noticia deve ter algum engano...


cumprimentos
Título: LPD.
Enviado por: tsahal em Abril 06, 2005, 01:06:31 pm
O novo LPD da Marinha nao vai ser parecido com o Enforcer 1300, como foi divulgado pela AMI International. Sao noticias erradas, baseadas em informacoes erradas de algumas chefias da Marinha. Tenho o numero da AMI International onde foi publicada a noticia completa, que me deixou sem palavras. O pior, foi que varias publicacoes de defesa, publicaram noticias baseadas nessa noticia da AMI International.
Título:
Enviado por: papatango em Abril 06, 2005, 03:46:04 pm
Citação de: "me163"
Olá Papatango,

não estará a fazer confusão com as contas?

1 feet = 30,48cm

82 feet = 2499,36 cm (ou seja 25m)

Eu refiro-me às medidas do site da Royal Schelde, onde a versão de 25 metros, só vai até 11.000 toneladas.

Mas conforme o Tsahal disse, a especulação parece estar na ordem do dia. As noticias propagam-se desta forma e os orgãos de comunicação social, dão noticias uns dos outros, criando muitas vezes factos sem grande sentido.

Em Portugal, não existem publicações especializadas e as que há são publicações dos ramos das forças armadas, que normalmente não pautam a sua acção pela noticia de última hora...

Até ao momento, o que se sabe, é que nada se sabe, embora exista quem saiba o que quer.

De qualquer forma, há que ficar atento, porque se a opção fosse para uma das versões de LPD mais pequenas, estariamos a gastar demasiado dinheiro, mesmo sendo tal LPD, uma boa compra.

Acho que a primeira coisa a fazer será acertar no valor do deslocamento máximo (que não é o peso do navio).

Tentarei manter a ficha do Navpol, actualizada, conforme os dados conhecidos foram fazendo sentido:
http://www.areamilitar.net/marinha/Navpol.asp?tp=FUT&rm=Marinha&pa=Portugal

Cumprimentos
Título: LPD & PANDUR 2.
Enviado por: tsahal em Abril 06, 2005, 04:03:53 pm
O LPD Portugues vai ser desenvolvido a partir de uma parceria da Marinha, ENVC e HDW (Joint Project Team). Especificaçoes da Marinha, projecto da HDW, construçao dos ENVC. Como disse no meu primeiro post, tratou-se de um erro da publicacao. Agora falta saber se foi de proposito ou se foi devido a imformacao errada e proveniente de algumas chefias. Para acabar, gostaria de informar os amigos do forum que os nossos PANDUR 2, vao ser equipados com equipamentos do melhor que existe. Estive a ver a lista oficial das versoes e equipamentos existentes nas VBRs e fiquei surpreendido pela positiva. Segundo a GOM, caso a Steyr obtenha encomendas do estrangeiro e solicite encomendas a GOM, poderemos exportar VBRs.
Título:
Enviado por: papatango em Abril 06, 2005, 11:44:37 pm
Citar
Para acabar, gostaria de informar os amigos do forum que os nossos PANDUR 2, vao ser equipados com equipamentos do melhor que existe. Estive a ver a lista oficial das versoes e equipamentos existentes nas VBRs e fiquei surpreendido pela positiva.

Eh eh :mrgreen:

Cumprimentos
Título: 105 mm
Enviado por: tsahal em Abril 07, 2005, 12:13:41 am
Talvez. Quem sabe!
Título: PANDUR 2.
Enviado por: tsahal em Abril 07, 2005, 12:21:20 am
Sem falar das VBRs AC do Exercito que vao ser equipadas com um determinado sistemas anti-carro, as duas VBRs dos fuzileiros com torre de 30mm e sistema AC vai utilizar o SPIKE LR da Rafael. Se a opcao das 33 VBRs de 105mm for concretizada, fala-se da torre HITFACT 105 ou de uma usada pelo SK 105.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 20, 2005, 09:49:03 pm
Noticia do Correio da Manhã:
Citar
O governo aprovou ontem em Conselho de Ministros um decreto para permitir diferenciar unidades navais pertencentes à Armada portuguesa e à Polícia Marítima nacional. O decreto "cria um novo elemento de identificação para as unidades auxiliares atribuídas à Polícia Marítima", com o objectivo de "permitir a sua identificação inequívoca".
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 21, 2005, 06:43:41 pm
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Marinha portuguesa salvou 359 pessoas no mar no ano passado
A Marinha portuguesa efectuou no passado 663 operações de busca e salvamento no mar, que permitiram salvar 359 pessoas, revelou hoje, na Figueira da Foz, o Chefe do Estado-Maior da Armada.

Discursando na cerimónia comemorativa do Dia da Marinha, o almirante Vidal Abreu afirmou que as acções de salvamento ocorreram nas áreas de responsabilidade internacional de Lisboa e Santa Maria (Açores). A  área de responsabilidade de busca e salvamento da Marinha portuguesa é 58 vezes superior à área do território nacional.

A Marinha "tem dia e noite navios disponíveis, a navegar ou prontos a responder em menos de duas horas, no continente, Açores e Madeira em apoio à busca e salvamento", disse, citado pela Lusa.

Além dos dados relativos à actividade dos meios da Armada na busca e salvamento, o almirante apresentou números da acção das capitanias e Polícia Marítima, nas costas do continente, Açores e Madeira, que apontam, em 2004, para 698 pessoas salvas em 1145 acções.

Outro números revelados pelo chefe do Estado-Maior da Armada apontam para um total de 4000 embarcações vistoriadas (mais de 10 por dia) no mar territorial português e na zona económica exclusiva.

As embarcações da Armada navegaram, no ano passado, 47775 horas,
"o que corresponde a mais de 5 navios no mar, 24 sobre 24 horas",frisou Vidal Abreu.

"É muito. Parece muito. Mas a marinha reconhece que ainda deveria estar mais presente, mas não pode", sublinhou Vidal Abreu.

O mesmo responsável lembrou também a disponibilidade de fuzileiros e mergulhadores da Marinha "diariamente empregues em missões específicas de serviço público", bem como a colaboração com outras forças da autoridade, nomeadamente Polícia Judiciária e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras "em todas as operações que envolvam meios navais".

A Marinh portuguesa, igualmente segundo o almirante, exerce ainda, entre outras missões, a fiscalização da pesca na zona económica exclusiva portuguesa, sendo uma área "18 vezes superior ao território continental".

fontehttp://www.publico.clix.pt
Título:
Enviado por: Paisano em Maio 25, 2005, 06:57:33 pm
Segue abaixo um artigo do DEFESANET sobre a Marinha Portuguesa:

http://www.defesanet.com.br/marinha/portugal1.htm (http://www.defesanet.com.br/marinha/portugal1.htm)
Título:
Enviado por: Paisano em Maio 25, 2005, 09:13:55 pm
Almirante quer frota moderna

Fonte: www.defesanet.com.br (http://www.defesanet.com.br)

Citar
Lisboa - 21 MAio 2005 - As marinhas não são baratas, mas é tempo de compensar largos períodos de desinvestimento”, afirmou ontem na Figueira da Foz o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), reafirmando o desejo de “modernizar” este ramo das Forças Armadas Portuguesas.

O almirante Vidal Abreu, que falava durante as comemorações do Dia da Marinha, adiantou que “importa estar no mar”, de diferentes formas, e Portugal quer ter uma marinha oceânica. O CEMA alertou que o País “não pode ter duas marinhas, concorrendo entre si na disputa dos escassos recursos disponíveis” e apelou ao ministro da Defesa Nacional para que se “cumpra o que está planeado, já de recurso, e não se voltem a cometer os erros do passado”.

A Marinha já assinou um contrato-quadro para a construção de seis navios de patrulha oceânica, que substituirão as actuais corvetas, e de cinco lanchas de fiscalização costeira, que substituirão os navios patrulha da classe Cacine. Em finais de 2006 receberá, dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o segundo navio patrulha oceânico, baptizado de ‘Figueira da Foz’.

Vidal de Abreu considerou que a Marinha “tem a consciência” de que aquilo que pede ao Estado “não é uma despesa, mas um investimento em segurança”.

O CEMA salientou ainda as dificuldades sentidas no caso do arsenal do Alfeite, cuja reestruturação “vem sendo sucessivamente adiada” e deve ser considerada “uma prioridade”.

Luís Amaro, ministro da Defesa Nacional, afirmou que, perante as dificuldades que o País atravessa, “terá de haver algumas rectificações nas despesas em diferentes sectores”, que estão em estudo.

Quanto ao arsenal do Alfeite, o governante disse que “é um dos problemas que têm vindo a ser adiados ao longo dos últimos anos”, adiantando que “as Forças Armadas (e a Marinha) têm alguns problemas estruturais. Esse é um deles e tem de ser resolvido o mais rapidamente possível”.

FESTA CONTINUA ATÉ DIA 29

As comemorações do Dia da Marinha prolongam-se até ao próximo dia 29, com actividades lúdicas e culturais. Ontem estiveram na Figueira da Foz cerca de mil militares da Marinha, o navio-escola ‘Sagres’, o submarino ‘Delfim’, corvetas, as fragatas ‘Alvares Cabral’ e ‘João Melo’, o navio de reabastecimento ‘Berrio’, entre outros equipamentos navais.

359 FORAM SALVOS NO MAR

A Marinha portuguesa efectuou no ano passado 663 operações de busca e salvamento no mar, que permitiram salvar 359 pessoas. Neste âmbito, a área de responsabilidade da Marinha Portuguesa é 58 vezes superior à área do território nacional, revelou na Figueira da Foz o chefe do Estado-Maior da Armada.

PORMENORES

CONDECORADO

Rui Silva, um pescador de 18 anos residente na ilha do Pico, Açores, foi condecorado pela Marinha por ter salvo o pai e outro colega de profissão de morrerem afogados, a 8 de Maio do ano passado, na sequência do naufrágio do barco que os três ocupavam.

4 MIL VISTORIAS

Em 2004, quatro mil embarcações foram vistoriadas em mar territorial português e zona económica exclusiva (ZEE). Entre outras missões, a Armada tem a seu cargo a fiscalização da pesca na ZEE, uma área 18 vezes superior ao território continental.

NAVEGAÇÃO

As embarcações da Marinha Portuguesa navegaram, em 2004, 47775 horas, o que corresponde a cinco navios no mar, 24 sobre 24 horas, sublinhou Vidal Abreu nas cerimónias que decorreram na Figueira da Foz.
Título:
Enviado por: Yosy em Maio 25, 2005, 09:15:58 pm
Citação de: "Paisano"
Segue abaixo um artigo do DEFESANET sobre a Marinha Portuguesa:

http://www.defesanet.com.br/marinha/portugal1.htm (http://www.defesanet.com.br/marinha/portugal1.htm)


Um artigo muito bom.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Agosto 03, 2005, 02:30:39 pm
Extrato do artigo do Pedro Monteiro no DefesaNet:


Citar
Fragatas: Na Lei de Programação Militar foram inscritos 80 milhões € para financiar duas fragatas OH Perry a adquirir aos Estados Unidos - uma terceira está a ser negociada. É provável que as fragatas venham a preço simbólico, o que permitirá a sua actualização (receberão, provavelmente, os sonares das "João Belo" e o sistemas de comando e controlo nacionais). O primeiro navio poderá chegar já em 2005.


Pedro:

Mas isso é mesmo verdade?

Nunca tinha ouvido falar em tal hipótese.

Há dados novos que apontem para uma 3ª Perry?
Título: NPL
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 30, 2005, 04:16:45 pm
(http://img130.imageshack.us/img130/6339/npl16gs.jpg)
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 01, 2006, 04:47:22 pm
Está a perder-se o rasto ao negócio da vinda das duas OHP para a nossa Marinha.

Algum dos colegas está a par de algo, sobre o ponto de situação?

Durante tempos corria que chegariam entre Maio e Agosto deste ano de 2006.

De repente houve uma espécie de "eclipse" sobre a sua vinda para cá.

Os EUA já fizeram saber que esperam até Outubro deste ano de 2006 para que Portugal dê uma resposta definitiva.

E o Ministro Luís Amado referiu recentemente numa entrevista que Portugal tem até essa altura tempo para decidir.

duranmte a deslocação do MDN aos EUA, a comunicação social nada referiu quanto a este assunto, mas eu pessoalmente não acredito que os MDN dos 2 países não tivessem esse dossier em cima da mesa.

Alguém sabe de algo sobre este negócio?
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 01, 2006, 04:56:40 pm
Desconfio que deve ser mais fácil acertar na chave do Euromilhões :oops:
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 01, 2006, 06:09:07 pm
Eu penso que as velharias vão ficar no tio sam 8)

 :twisted:
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 02, 2006, 09:26:15 am
Citação de: "Miguel"
Eu penso que as velharias vão ficar no tio sam 8)

 :evil:

 :twisted:

Eu acho que 3 VdG é muito!

3 Zebros bastam! Aí é que o Miguel ia delirar 8)

E umas traineiras de Sesimbra, hein??? :twisted:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 02, 2006, 10:42:48 am
Miguel:

Mas esse é o seu desejo, ou sabe de algo sobre isso?

Julgo que já cohece a minha opinião.

Trata-se de velharia, sim, mas ainda assim representam uma mais-valia e acrescento nas capacidade da nosssa Marinha, por relativamente pouco dinheiro, e permitiriam um intervalo de tempo (10 anos?) para que o poder politico e as FA's pudessem começar a pensar o que fazer no futuro relativamente a esta arma.

Sem uma Marinha capaz, Portugal corre o risco de num futuro mais ou menos próximo ter que entregar a defesa da sua soberania, nomeadamente no mar a Espanha.

Entre a Bélgica e a Holanda já em tempos houve essa discussão (fusão das FA's, entrega da defesa marítima à Holanda e Inglaterra), e a Islândia entregou a a sua Defesa aos EUA.

Desejaria isso para Portugal ao fim de 900 anos de histórria da NMaão portuguesa?
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 02, 2006, 07:02:34 pm
Tem razao rui elias.
cumprimentos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 02, 2006, 07:15:30 pm
o Miguel é como os nossos políticos.
Se estivemos 12 anos só com as (4) J. Belo, podemos bem ficar eternamente com as (3) V. Gama.
Só mudar de topo de gama é que é de 2 em 2 anos.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 02, 2006, 07:31:13 pm
Colocada: Sex 06 Jan, 2006 2:32 pm    Assunto:      

--------------------------------------------------------------------------------
 
E ao contrário do que eu tinha mencionado antes, continua a indecisão acerca das Perry. O pessoal que foi para os Estados Unidos, foi porque o estado já havia pago os cursos de especialização. Portanto ficam especializados em certos equipamentos, que não se sabe se viremos a ter (assim como assim o dinheiro não é do ministro, que se lixe).
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 02, 2006, 08:53:38 pm
O pessoal deste forum é teimoso!

REPITO, considerando as nossas capacidades economicas etc... etc...

3 Fragatas Vasco da Gama Modernizadas é suficiente!!!

Juntamente com os

10 NPO/NCP

5 NPC com capacidades de guerra contra minas :wink: ver or artigo na revista naval

2/3 Submarinos

1 NAVPOL

1 AOR

ISTO é uma Armada moderna,eficaz, e nas nossas possibilidades economicas.

OTA?TGV?OHP? ?????
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 02, 2006, 09:23:51 pm
Já agora Miguel

Porque é que não quer (eu também não, mas...) as OHP e quer mais um submarino, o qual no dispositivo naval que o Miguel defende, fica desenquadrado?
Não podendo ser outra coisa, venham as OHP (mesmo sendo sucata) porque assim se mantém quase (6) o número de fragatas do dispositivo
naval. A tendência mundial é de reduzir um pouco o nº de submarinos.
E nós assim teremos pelo menos um sempre operacional (ás vezes dois).
Sem escoltadores que protecção dá ao Navpol (ou LPD).
Que ideia é essa de preconizar a integração de NPOs na SNMG1 ?
Está a gozar connosco ou a gozar com eles?

Eu sei que não há dinheiro, mas se não há dinheiro, também não há o 3º submarino. E já viu a opinião pública? o que eles não diriam.
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 02, 2006, 09:30:21 pm
Já viram a guarnição da Type 45?
190 homens?

- Saiam 6 destroyers blindados trimaran da classe D. João II!

Se uns querem TGV´s nós queremos isto.
EU quero isto.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 03, 2006, 02:21:38 pm
Citação de: "Miguel"
O pessoal deste forum é teimoso!



Não!

Se há aqui alguém TEIMOSO, és tu!

Por causa dos politicos todos pensarem como TU, é que a Marinha chegou ao estado a que chegou!!!

Ou só tu é que estás certo, todos os outros são uns idiotas???

Já percebemos que tu é reduzir, reduzir , reduzir...

Sinceramente não te queria ver no lugar de MDN

Cumpts
Título:
Enviado por: papatango em Fevereiro 03, 2006, 03:15:43 pm
Citação de: "Miguel"
REPITO, considerando as nossas capacidades economicas etc... etc...

3 Fragatas Vasco da Gama Modernizadas é suficiente!!!
Suficiente não é, Miguel.
O que acontece, é que três navios será razoável e dará a Portugal alguma capacidade.

Afinal, a capacidade das VdG deu a Portugal uma força que o país não teve nunca durante o século XX.

Ou seja, capacidade para atacar com sucesso qualquer navio de guerra europeu, coisa que acho que não tinhamos desde o inicio do éculo XIX.

Portanto, desde que forma incorporadas as VdG representavam praticamente 90% da nossa capacidade militar naval. Os outros 10% eram divididos pelas fragatas João Belo e pelas corvetas, tal é a deproporção de força efectiva de uma VdG relativamente aos restantes navios.

Teremos que esperar pela próxima LPM para ver o que é que o governo quer fazer.
Eu acho que poderá (sublinho poderá) defender a não aquisição das Perry, propondo que o dinheiro sirva para modernizar as fragatas Vasco da Gama.

Resta saber (se isto viera a aconteder) que programa de modernização será proposto.

Ou seja: Se se trata apenas de alterar o sistema CIWS, ou se se trata de um programa para alterar os radares, permitir a utilização do SM-2, com os actuais lançadores ou com lançadores verticais etc...

Aguardemos

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 03, 2006, 03:19:19 pm
Miguel:

Isto não é uma questão de teimosia, mas de opiniões que servem para se debater.

Nós nas última década tivemos sempre 7 fragatas:

Primeiro as 4 João Belo e as 3 Pereira da Silva, depois estas foram desacticvadas oficialmente quando recebemos as 3 Vasco da Gama (é certo que  as Pereira da Silva estavam na prática acostadas na BNL há mais de 10 anos).

E depois de recebermos as 3 Vasco da Gama que representaram sem dúvida um grande acréscimo de qualidade, mantivemos as 4 João Belo durante uns anos mais.

Agora é que estão mesmo em fim de vida, e ainda assim a Marinha pretende manter as 2 que restam até 2008.

Paralelamente mantivemos a frota das corvetas Batista de Andrade e João Coutinho, que serão brevemente (esperemos) substituidas pelos NPO's.

Ora o que o Miguel propõe, independentemente da modernização por si e por todos preconizada para as 3 Vasco da Gama, isso representraria um decréscimo drástico nas nossas capacidades oceânicas de superfície, que nem o 3ª submarino compensaria.

Eu também acredito que ficariamos melhor com 3 submarinos em vez dos 2 que tudo indica termos a partir de 2010.

Mas por 80 milhões que é o que custarão as 2 OHP eu acho que a Marinha ficaria com duas latas, sim, mas latas que permitiriam capacidade AAW que não temos agora, e dar um tempo para que em Portugal se pensassem em algo de melhor para o futuro.

É só a nossa opinião.

Não é teimosia.
Título: Que deviamos ter
Enviado por: Get_It em Fevereiro 03, 2006, 03:27:09 pm
Por favor centrem os tópicos relacionados com o que a Armada Portuguesa devia ter no tópico já existente: ARMADA, que deviamos ter. (http://http)

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 03, 2006, 03:30:09 pm
"Armada que ABSOLUTAMENTE TEMOS que ter"
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 03, 2006, 03:34:41 pm
Luso:

6 Type 45?     :oops:

Só se forem da Ravve, para enfeuitar o gab CEMA  :mrgreen:
Título:
Enviado por: Luso em Fevereiro 03, 2006, 03:41:22 pm
Citação de: "Rui Elias"
Luso:

6 Type 45?     :oops:

Só se forem da Ravve, para enfeuitar o gab CEMA  :mrgreen:


Os D. João II são mais baratos e ainda por cima permitem a recolha de rações para a guarnição graças a um sistema avançado de pesca (como astutamente foi detectado por um forista espanhol). 8)

A sério: basta de concessões e da "real politik" de advogados e sabidolas bem falantes e incapazes.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 03, 2006, 03:44:37 pm
Citar
A sério: basta de concessões e da "real politik" de advogados e sabidolas bem falantes e incapazes.


Concordo em absoluto  :wink:
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 03, 2006, 04:36:54 pm
Citação de: "Rui Elias"
Citar
A sério: basta de concessões e da "real politik" de advogados e sabidolas bem falantes e incapazes.

Concordo em absoluto  :oops: pelo menos uma vez na vida..eu idem :wink:
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 03, 2006, 05:58:21 pm
lApoio à projecção de forças de operações especiais, com a capacidade de projectar uma Lancha de Assalto Rápido (LAR);

- Execução de operações de apoio a Mergulhadores e à guerra de minas;


Algumas das missões dos 5 futuros NPC :wink:

Exelente!
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 03, 2006, 06:42:32 pm
Já agora caro Miguel, ponto por ponto, explique-me o que eles querem
especificamente dizer.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Fevereiro 03, 2006, 09:51:41 pm
Citar
EXERCÍCIO INSTREX 01/06

Publicado em:
 2006-02-03

A Marinha vai realizar o exercício naval INSTREX 01/06 que irá decorrer de 6 a 10 de Fevereiro de 2006  em águas do Continente, e irá mobilizar os seguintes meios:

- Uma força naval portuguesa, composta pelos NRP "Corte Real", como Comandante da força naval, NRP "Cte. Sacadura Cabral", NRP "Comandante João Belo", NRP "Bérrio", NRP"João Roby", NRP "General Pereira D`Eça" e o NRP "Barracuda";
- O NRP "Schultz Xavier" colaborará na realização de diversas séries;
- Participarão também um avião de patrulha marítima P3P Orion, uma aeronave FTB, um helicóptero PUMA SA-330 e vários caças A-Jet e F-16, da Força Aérea Portuguesa

O objectivo geral do exercício será a preparação de forças nacionais e o adestramento das unidades em operações anti-submarinas, anti-aéreas e anti-superfície, assim como na defesa anti-terrorista e em acções de embargo, vistoria e assistência no mar.

Fonte: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... trex06.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/instrex06.htm)
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 03, 2006, 10:44:00 pm
O que que significa NPC?
cumprimentos
Título:
Enviado por: emarques em Fevereiro 03, 2006, 10:51:26 pm
Citação de: "pedro"
O que que significa NPC?
cumprimentos

Se não me engano, Navio de Patrulha Costeira.
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 03, 2006, 10:53:21 pm
Obrigado pela resposta.
cumprimentos
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 05, 2006, 04:07:36 pm
Certo NPC=Navio Patrulha Costeira (os que vão substituir os velhinhos patrulhas Cacine)

Em breve a nossa Armada vai ter:

5 NPC para patrulha, apoio a operações anti-minas etc...
10 NPO/NCP para patrulha oceanica e 2 unidades de combate a poluição

10 lanchas pequenas Argos,Centauro,Rio Minho

3 Fragatas "Vasco da Gama" força de combate principal, espero que estas unidades, sejam modernizadas como "deve ser" num patamar proximo do AEGIS, com um novo Radar e Misseis AA etc... em vez de adquirir as velhas latas....

3 Submarinos U209PN a nossa arma, para executar operações clandestinas e apoio a forças especiais etc.. e sem duvida a melhor arma de dissuação contra navios innimigos etc...

1 NAVPOL para ter capacidade de colocar no terreno uma unidade de escalão Batalhão, caso os aviões da FAP não tenha possibilidades.

1 Reabastecedor

4 Hidrograficos

1 Navio Escola

Com esta modernização em curso, podemos ter orgulho da nossa Armada.

Pouco mas eficaz, e pessoal de alta qualidade " os melhores do mundo" sem duvida.

TALENT DE BIEN FAIRE
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 05, 2006, 04:14:05 pm
o que que e um ravitalhador?
cumprimentos
Título:
Enviado por: Miguel em Fevereiro 05, 2006, 04:16:42 pm
Ravitalhador e um Reabastecedor

Peço desculpa, por ter utilizado um termo frances. :oops:
Título:
Enviado por: pedro em Fevereiro 05, 2006, 04:18:59 pm
Nao a problema isso acontece quando somos imigrantes.
cumprimentos
Título:
Enviado por: mpina41 em Fevereiro 05, 2006, 07:04:00 pm
Vi e fiquei admirado a foto dos novos patrulhas em construção!

Dou os meus parabéns à marinha, pois está a construir grandes patrulhas. Não vou  - porque não possuo os V/conhecimentos técnicos em armamento  e outros - discutir convosco nesses aspectos, restrinjo-me ao meu conhecimento de marinheiro que começou nos patrulhas da classe do S. Antão.

Meus amigos eramos uma guarnição de 50 homens, vivendo no oceâno num navio preparado para "viver" nos rios!
Nos Açores... era  chorar, lutar e sobreviver...
Fico contente por ver os futuros patrulhas com esta condições.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Fevereiro 06, 2006, 12:57:18 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citar
EXERCÍCIO INSTREX 01/06

Publicado em:
 2006-02-03

A Marinha vai realizar o exercício naval INSTREX 01/06 que irá decorrer de 6 a 10 de Fevereiro de 2006  em águas do Continente, e irá mobilizar os seguintes meios:

- Uma força naval portuguesa, composta pelos NRP "Corte Real", como Comandante da força naval, NRP "Cte. Sacadura Cabral", NRP "Comandante João Belo", NRP "Bérrio", NRP"João Roby", NRP "General Pereira D`Eça" e o NRP "Barracuda";
- O NRP "Schultz Xavier" colaborará na realização de diversas séries;
- Participarão também um avião de patrulha marítima P3P Orion, uma aeronave FTB, um helicóptero PUMA SA-330 e vários caças A-Jet e F-16, da Força Aérea Portuguesa

O objectivo geral do exercício será a preparação de forças nacionais e o adestramento das unidades em operações anti-submarinas, anti-aéreas e anti-superfície, assim como na defesa anti-terrorista e em acções de embargo, vistoria e assistência no mar.
Fonte: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... trex06.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/instrex06.htm)


Hoje às 9h30m passou o NRP Barracuda em frente a Linda-a-Velha e às 11h30m passou uma fragata ou corveta da classe Vasco da Gama ou Baptista de Andrade ou João Coutinho (só deu para ver que não tinha canhão atrás como as da classe João Belo)...

Cumprimentos
BPM
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Fevereiro 13, 2006, 02:24:11 pm
Hoje, às 9h45m estava a entrar um submarino na Barra do Tejo...eu realmente não percebo muito de navios, mas pelo perfil não me parecia o NRP Barracuda, alguém confirma que esteja um submarino estrangeiro em Lisboa?

Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 14, 2006, 06:12:01 pm
Caro Pereira Marques

Era o SNA francês Rubis, e vinha acompanhado de dois auxiliares.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Fevereiro 14, 2006, 06:51:41 pm
Obrigado Luís Filipe B. Silva, hoje o NRP D. Carlos I (A 552) passou às 10h20m em frente ao Padrão dos Descobrimentos, chegou às fabricas do Barreiro e voltou para trás, quando olho vinha outra vez a sair do Tejo...e volta a dar meia volta em frente ao Barreiro... :cry:

Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 14, 2006, 10:32:43 pm
Deviam estar em afinação de instrumentos, e sair a barra de Lisboa implica o pagamento de subsidio de embarque.
" Não há dinheiro não há palhaços"!...
Título:
Enviado por: Rui Elias em Fevereiro 27, 2006, 11:59:47 am
É, Pereira Marques:

Parece que se tratou de uma manobra de ensaios do navio.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 24, 2006, 01:53:41 pm
Citar
O ministro da Defesa, Luís Amado, reforçou na Marinha o número de militares na reserva que podem continuar em efectividade de serviço. Em 2005, foi fixado um máximo de 139 militares nesta situação, mas este ano o número ascendeu aos 337 profissionais. Um aumento na ordem dos 142 por cento.

Oficiais e sargentos foram os postos mais reforçados, de acordo com a portaria n.º1043/2006 publicada ontem em Diário da República. No caso dos oficiais, o número aumentou de 101 para 120, enquanto nos sargentos passou de 15 para 75. A excepção foram os praças, cujo número máximo desceu de 23 para 15.

No total, a Marinha vai passar a dispor de mais 198 militares na reserva para permanecerem em efectividade de serviço. Este reforço poderá dever-se ao elevado número de passagens à reserva registadas em 2005 na Marinha. O CM tentou contactar o porta-voz do Chefe de Estado-Maior da Marinha para obter esclarecimentos, mas até ao final da edição não foi possível.

De acordo com o Estatuto dos Militares das Forças Armadas, os militares na reserva podem passar à efectividade de serviço por decisão ou convocação das chefias militares ou por decisão própria. No Exército e na Força Áerea mantiveram-se os mesmos números, 222 e 120 respectivamente. Para o Exército, são permitidos 152 oficiais, 65 sargentos e cinco praças. Já na Força Aérea estão previstos 75 oficiais e 45 sargentos. A decisão de Luís Amado baseou-se numa proposta do Conselho dos Chefes de Estado Maior.

NOVAS REGRAS SOB PROTESTO

As alterações às regras de passagem à reserva foi uma das medidas do Governo que maior descontentamento provocou no seio das Forças Armadas. Com as novas regras, a partir de Janeiro de 2007, só podem passar à reserva os militares que cumpram 55 anos de idade e 36 de serviço. Caso contrário, estão previstas penalizações. Esta medida provocou em 2005 uma verdadeira corrida aos pedidos de passagem à reserva dos militares, que tentaram escapar às novas regras (ver apoios). A lei anterior estabelecia como critérios para a passagem à reserva: 55 anos de idade ou 36 de serviço. Com a obrigatoriedade dos dois critérios, os militares passam à reserva mais tarde.

PORMENORES

SAÍDAS

No ano passado, 1601 militares deixaram as Forças Armadas e passaram à reserva, um número bem superior ao registado em 2004 nos três ramos: 634. Do número de militares que passaram à reserva em 2005, 906 cumpriam os requisitos.

RECUSADOS

Dos 2192 pedidos de passagem à reserva registados no ano passado, 591 obtiveram ‘não’ como resposta. Os militares que não cumpriram 36 anos de serviço ficam dependentes de uma autorização das chefias militares.

MAIOR PERDA

A Marinha foi o ramo das Forças Armadas que mais militares ‘perdeu’ em 2005: 783. Em 2004, foram registadas apenas 286 saídas.

Ana Patrícia Dias


fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=206203&idselect=90&idCanal=90&p=200

Ainda vamos ver o Luís F. Silva de regresso às lides... :wink:
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 24, 2006, 02:16:30 pm
Já viram a confusão que provoca mudar um ou para e.
Isto é de doidos :shock:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 24, 2006, 03:06:01 pm
Tomkat escreveu:
Citar
Ainda vamos ver o Luís F. Silva de regresso às lides...


Acho que se isso acontecesse, nem me davam farda, pois ia logo preso por desafiar as instituições vigentes, e pertencer ao " bando do circo".
Título:
Enviado por: Rui Elias em Julho 31, 2006, 11:02:58 am
Colegas:

O que se passa com a NRP Álvares Cabral?


Não acham estranho o que se passa (ou não se passa) com a NRP Álvares Cabral, navio da classe Vasco da Gama?

Reparem num pequeno historial:

Em 1992, acabadas de chegar, a NRP Vasco da Gama foi a Luanda apoiar o esforço de restirda de nacionais, aquando do reacendimento do conflito.

Em 1998, Junho, na Guiné-Bissau avançou a Vasco da Gama, sendo posteriormente rendida pela Corte Real, e ainda lá estiveram 2 corvetas e o NRP Bérrio.

Em Timor em 1999, após a intervenção internacional no território, avançou numa primeira fase a Vasco da Gama e que foi depois rendida pela agora abatida NRP Hermenegildo Capelo.

Em 2000, aquando das comemorações dos 500 anos do "achamento " do Brasil, a NRP Hermenegislo Capelo esteve em Porto Seguro e depois navegou até ao RJ, na sua última viagem de longo curso.

Recentemente em manobras e integrada na STANAFORLANT esteve a Corte Real que foi depois rendida pela Vasco da Gama para uma comissão de 6 meses.

Mais recentemente a Corte Real esteve em Angola numa operação de cooperação conjunta entre fuzileiros dos 2 países e de regresso escalou S. Tomé e Cabo Verde.

E mais recentemente ainda, a NRP Corte Real participou nas comemorações do Dia da Marinha em Sines e no 10 de Junho, ao largo de Matosinhos.

E a NRP Álvares Cabral?

O que se passa com essa fragata?

Mera coincidência que a leva a estar em manutenção por estas ocasiões, ou estará mais em "reserva" para que o seu ritmo de desgaste seja menor que o das outras duas fragatas suas "irmãs"?

O que me dizem disso, e se sabem de algo que leve a esta aparente imobilidade da NRP Álvares Cabral?

Especulação:

Avaria grave?   :shock:
Título:
Enviado por: pedro em Julho 31, 2006, 12:55:03 pm
Caro Rui Elias alguem tem que defender Portugal o nao? acho eu?
Cumprimentos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 31, 2006, 12:59:21 pm
Pedro escreveu:

Citar
Caro Rui Elias alguem tem que defender Portugal o nao? acho eu?
Cumprimentos



 :?:  :?:  :?:  :?:  :?:  :?:  :?:  :?:  :(
Título:
Enviado por: pedro em Julho 31, 2006, 01:01:45 pm
Um erro todos temos.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Agosto 12, 2006, 11:34:39 am
Partiu hoje com destino a Cabo Verde, a corveta Baptista de Andrade.
O navio vai controlar os imigrantes ilegais, que do continente africano se destinam à Europa.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Setembro 06, 2006, 02:59:09 am
Contou-me uma mosca, que voa por aqui e por ali, que o negócio da venda das duas J. Belo foi ao ar, e que vai ser retirada a peça de ré o director de tiro DRBC 32 e os  torpedos, para servirem de patrulhões, e reduzir a tripulação.
São notícias do " Jornal da Caserna" falta a confirmação,
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 06, 2006, 11:52:09 am
Julgo essa notícia sobre as João Belo perfeitamente credível
Está de acordo com o tipo de governantes que temos.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Setembro 06, 2006, 12:48:26 pm
Não estaria o "jornal de caserna" a noticiar isto:

(http://img167.imageshack.us/img167/7971/clipimage002lj1.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 07, 2006, 09:54:51 am
Citação de: "ricardonunes"
Não estaria o "jornal de caserna" a noticiar isto:

(http://img167.imageshack.us/img167/7971/clipimage002lj1.th.jpg) (http://http)


a António Enes tinha sido Abatida e depois foi "reactivada"???? :?
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Setembro 07, 2006, 10:40:30 am
Não, era mesmo isto.
Citar
o negócio da venda das duas J. Belo foi ao ar, e que vai ser retirada a peça de ré o director de tiro DRBC 32 e os torpedos, para servirem de patrulhões, e reduzir a tripulação.


Citar
a António Enes tinha sido Abatida e depois foi "reactivada"????

Se nunca mais vêm os NPO, NPCs etc... e a quantidade de missões aumenta, que remédio. Desde que o casco aguente e as máquinas também, as exigências como navio de combate não são nenhumas.Bastam as peças de 40mm.

Ah é verdade!... Quando um navio vai para grandes reparações, às vezes é desarmado, (guarnição de manutenção apenas) isso aconteceu aquando do MLU das J. Belo.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 07, 2006, 01:10:42 pm
Citar
Algarve: Semi-rígido será hoje entregue
Traficantes de droga ajudam a equipar Polícia

Um semi-rígido de 12 metros de comprimento, com dois potentes motores de 250 cavalos, recentemente apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga, entra hoje ao serviço da capitania do porto de Vila Real de Santo António.

Raúl Coelho

Nova lancha da Polícia Marítima transporta mais homens e opera em qualquer estado de mar
Na cerimónia, que decorrerá às 11h30, presidida pelo Governador Civil de Faro, António Pina, o almirante Medeiros Alves, director-geral da Autoridade Marítima, fará a entrega da embarcação ao comandante da capitania do porto.

“Vai permitir-nos, a partir de agora, jogar taco a taco com os narcotraficantes”, diz Reis Ágoas, comandante da Zona Marítima do Sul, que se escusa a divulgar quando e a quem foi apreendida a lancha rápida, “para não lhes darmos oportunidade de retaliarem”, explica.

Habituado a constatar a fuga dos traficantes, em potentes lanchas rápidas, quando surpreendidos pela intervenção da Marinha, Reis Ágoas não esconde o seu contentamento por agora poder actuar com qualquer espécie de mar e “ainda por cima este reforço de material foi feito de uma forma económica”, salienta este oficial, referindo-se ao facto desta ‘dádiva’ ser proveniente de uma apreensão ao ‘inimigo’.

Também Rodrigues Campos, comandante da capitania do porto de Vila Real de Santo António, prestes a passar o comando a Fernando Pacheco, o novo comandante nos próximos três anos, considera fundamental a actuação desta embarcação, por conseguir “uma velocidade considerável e embarcar até 15 homens, o dobro dos actuais”, afirma aquele oficial.

Rodrigues Campos garante que a Polícia Marítima fica agora com melhores condições para as suas operações de fiscalização da costa, para o combate ao tráfico e até para a luta contra a imigração de clandestinos através do mar. “É um problema para o qual estamos em alerta, mas que ainda não surgiu em força na nossa zona”, garante o comandante do porto vila-realense.

Também a Polícia Marítima de Portimão vai receber em breve, possivelmente este mês, uma lancha rápida que chegará nas mesmas condições da nova embarcação de Vila Real de Santo António. A lancha foi apreendida no âmbito do combate ao tráfico e reverteu a favor do Estado.

Com um comprimento de 12 metros, o barco está apto a todo o tipo de missões, incluindo vigilância marítima a distâncias consideráveis da costa.

BF DA GNR TEM SEIS LANCHAS

No Algarve, a Brigada Fiscal da GNR tem, no seu Destacamento Marítimo, um conjunto de meios considerados satisfatórios – total de seis lanchas – para as missões atribuídas àquela força, em particular no combate ao tráfico de droga, acção em que os resultados dos últimos anos foram particularmente relevantes. Vila Real de Santo António, Olhão e Portimão dispõem, em cada capitania, de uma lancha de fiscalização de águas interiores e as três embarcações estão operacionais, cumprindo regularmente as suas missões. No que diz respeito a lanchas de vigilância e intercepção, preparadas para operações em alto mar, são três as que se encontram em actividade e uma quarta poderá ser utilizada caso as necessidades de trabalho das autoridades o obriguem, pois faltam apenas resolver questões de documentação que não impedem a sua operacionalidade.
Teixeira Marques, com A.A.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 07, 2006, 01:11:25 pm
Citar
Segurança no mar: Porto de Sines está sem salva-vidas
Marinha desvia lanchas de socorro

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações e Juntas Portuárias acusa a Marinha de estar a utilizar indevidamente meios do Instituto de Socorro a Náufragos (ISN) para outras missões, nomeadamente no âmbito da Polícia Marítima.

Jorge Godinho

Especialistas em segurança marítima contestam decisão da Armada: é como ir de ambulância em operações de fiscalização do trânsito
Em causa está a utilização das embarcações semi-rígidas, que foram descaracterizadas. “Sines, por exemplo, não tem barco salva-vidas, porque este foi descaracterizado e colocado ao serviço da Polícia Marítima de Setúbal”, disse ao CM um especialista em salvamento marítimo, acrescentando que uma igual situação se passou na Região Autónoma dos Açores.

O mal-estar desta situação está mesmo por detrás do pedido de demissão do director do ISN, comandante Malaquias Pereira, em confronto directo com o director-geral da Autoridade Marítima (DGAM), almirante Medeiros Alves. As orientações para que as embarcações salva-vidas fossem descaracterizadas já têm cerca de um ano.

Um porta-voz da Marinha justificou e refutou as argumentações sindicalistas: “A nossa Armada é Marinha de ‘duplo uso’, o que permite, legalmente, poder usar meios essencialmente militares em serviço de carácter público, numa óptica de rentalização de meios, onde os recursos são escassos e houve essa necessidade, como na Região Autónoma dos Açores.”

Especialistas em salvamento marítimo, no entanto, consideram que, erradamente, se está a usar barcos muito caros, dada a sua especificidade para enfrentar mar em determinadas condições, em missões despropositadas, o que significa o desaproveitamento real do seu potencial.

À NOITE NÃO HÁ SALVA-VIDAS

Desde há anos que a recusa do pagamento de horas extraordinárias às tripulações dos salva-vidas leva a que estas trabalhem apenas das 09h00 às 17h00, nos dias úteis. Fora deste horário e aos fins-de-semana e feriados o pessoal tem de ser chamado e só responde se estiver contactável. “Estamos perante uma tentativa de militarização da orla costeira e isso é um futuro muito negro para o Instituto de Socorro a Náufragos, quer a nível das estações, barcos, tripulações dos salva-vidas e a nível dos nadadores salvadores”, disse um perito de salvamento marítimo, acrescentando: “Uma Marinha de duplo uso nestes moldes é errado, é como se fosse utilizada uma ambulância do INEM totalmente equipada em operações ‘stop’ na estrada.”

PORMENORES

AVARIADO

O porto de Sines, apesar da sua dimensão, está neste momento sem meios de salvamento. Um dos salva-vidas está avariado e o outro foi desviado para serviço na Polícia Marítima do Porto de Setúbal.

INSTITUTO

Nos últimos dois anos, o Instituto de Socorro a Náufragos conheceu já três directores, que têm saído em conflito com a tutela, a Direcção-Geral da Autoridade Marítima, por cujo director, alegadamente, se sentem desautorizados.

ORÇAMENTO

Os barcos salva-vidas têm características específicas, como capacidade de autovirar, motores duplos e estanques e um desenho apropriado do casco, o que os torna mais caros que os barcos usados na patrulha marítima.

LEI MILITAR

As embarcações salva-vidas foram adquiridas com verbas do PIDDAC, portanto não financiadas no quadro da Lei de Programação Militar, pelo que outros usos desviar-se-ão do enquadramento legal da sua aquisição.
Falcão-Machado
 
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=213928&idselect=10&idCanal=10&p=200)
Título:
Enviado por: alfsapt em Setembro 07, 2006, 02:54:42 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Partiu hoje com destino a Cabo Verde, a corveta Baptista de Andrade.
O navio vai controlar os imigrantes ilegais, que do continente africano se destinam à Europa.


Numa manhã da semana passada ao acordar vi pela janela essa Corveta. Não a soube identificar mas associei-a a essa missão, claro. Durante o dia todo estiveram dois Zebros?! (onde se lia "Fuzileiros") a fazer pequenas viagens entre o navio e o areal junto ao Pontão de Santa Maria - Ilha do Sal. Ora perguntem lá aos passageiros dos Zebros se aquela praia é ou não fantástica! Já tenho saudades.
Título:
Enviado por: P44 em Março 06, 2007, 11:55:35 am
LANCHAS DE FISCALIZAÇÃO PEQUENAS

 :arrow: http://www.marinha.pt/revista/index.asp ... fault.html (http://www.marinha.pt/revista/index.asp?revista=ra_fev2007/default.html)

(http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_fev2007/pag24_1.jpg)
Título:
Enviado por: P44 em Março 06, 2007, 12:00:01 pm
Concluída a Colecção

SETENTA E CINCO ANOS NO MAR

(1910-1985)


 :arrow: http://www.marinha.pt/revista/index.asp ... fault.html (http://www.marinha.pt/revista/index.asp?revista=ra_fev2007/default.html)

Pelo que sei esta colecção é muito fraca em matéria fotográfica, certo?

Que acham os colegas?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Março 06, 2007, 12:06:14 pm
Acho que foi uma boa iniciativa sobre a Marinha portuguesa em grande parte do sóculo XX, interessante em termos de documentação e textos, mas realmente do ponto de vista gráfico, ou os arquivos da Marinha têm poucas fotos, ou ficou pobre.

Acho ainda que nos navios poderiam, se possivel colocar os planos de construção, plantas, etc.
Título:
Enviado por: TaGOs em Março 09, 2007, 07:22:46 pm
Foto da fragata Vasco da Gama.

(http://img511.imageshack.us/img511/3039/opmediterraneo2ii9.jpg)

Fonte: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... ber+07.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/Opera%C3%A7%C3%A3o+Galiber+07.htm)
Título:
Enviado por: pablinho em Março 09, 2007, 10:39:19 pm
¿Que tal son vuestras fragatas?
¿Podríais hacer una comparativa con la F-100 para hacerme una idea?
Título:
Enviado por: old em Março 10, 2007, 10:34:23 am
Citação de: "pablinho"
¿Que tal son vuestras fragatas?
¿Podríais hacer una comparativa con la F-100 para hacerme una idea?


Mas bien deberian de compararse con las F80/Clase L y M Type 22 y 23/ Maestrale etc etc etc. Tienen caracteristicas mas similares

Asi te harias una idea mejor.
Título:
Enviado por: P44 em Março 10, 2007, 11:32:23 am
Citação de: "luis filipe silva"
Contou-me uma mosca, que voa por aqui e por ali, que o negócio da venda das duas J. Belo foi ao ar, e que vai ser retirada a peça de ré o director de tiro DRBC 32 e os  torpedos, para servirem de patrulhões, e reduzir a tripulação.
São notícias do " Jornal da Caserna" falta a confirmação,


Caro Luís

Já está mesmo confirmado ou só existem noticias do Jornal da Caserna? c34x
Título:
Enviado por: pablinho em Março 10, 2007, 11:45:05 am
Acabo de leer esto referente a mision do libano  de portugal:
Citar
Se a data de envio dos militares for entre Outubro e Novembro, só a fragata deverá estar pronta. As Brigadas Mecanizada e de Engenharia implicam mais tempo de preparação. Portugal não dispõe de um navio polivalente logístico e teria de alugar no mercado um navio com capacidade para transportar essas forças para o Líbano.

¿Non tedes nin un so navio con capacidade de proyeccion? ¿Como proyectades a vosa infanteria de mariña?
Título:
Enviado por: typhonman em Março 10, 2007, 03:05:55 pm
Pelas fragatas MEKO....e AOR..
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 10, 2007, 03:57:01 pm
Ó então como aconteceu na Guiné, recorre-se à Marinha Mercante.

http://www.fuzileiros.tk/index.php?menu=5&sec1=7 (http://www.fuzileiros.tk/index.php?menu=5&sec1=7)

http://www.fuzileiros.tk/index.php?menu=5&sec1=6 (http://www.fuzileiros.tk/index.php?menu=5&sec1=6)

Uma reportagem já antiga a falar sobre o Navpol:

http://www.fuzileiros.tk/index.php?menu=6&sec1=19 (http://www.fuzileiros.tk/index.php?menu=6&sec1=19)
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Março 11, 2007, 02:46:19 am
Cabeça de Martelo escreveu:
Citar
Ó então como aconteceu na Guiné, recorre-se à Marinha Mercante.

Citar
Neste dia 11 de Junho o navio mercante “Ponta de Sagres”, em condições muito difíceis, com o apoio do pessoal militar junto da Embaixada de Portugal em Bissau, retira do Porto da cidade 2.250 refugiados, 500 dos quais portugueses.


É de referir que o navio mercante Ponta de Sagres foi um navio de recurso por se encontrar perto de Bissau, e só serviu para transportar refugiados civis.
As forças militares seguiram de navio de guerra e C 130 da FAP.
Título:
Enviado por: ferrol em Março 16, 2007, 10:31:06 pm
(http://www.clipping.memorandum.pt/clippingfile/imprensa2/jpeg/2007/03/16482046_1.jpg)
Cando cheguen as KD, por favor, amárrennas ben...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 17, 2007, 10:46:05 am
Agora tiveste uma graça do  :crit:
Título:
Enviado por: Lightning em Março 17, 2007, 10:54:42 am
Eu por acaso achei piada :wink: , os ladrões ao se aperceberem que irão demorar vários dias para desatar o nó desistem :twisted: . Final Feliz
Título:
Enviado por: P44 em Março 17, 2007, 12:06:59 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Agora tiveste uma graça do  :lol:  :toto:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 17, 2007, 12:31:24 pm
Tive que ir a Lisboa, isso já me deixa chateado o suficiente!
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 17, 2007, 12:43:22 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Tive que ir a Lisboa, isso já me deixa chateado o suficiente!


Que mau feitio :cry:
Título:
Enviado por: Lancero em Março 17, 2007, 12:45:55 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Tive que ir a Lisboa, isso já me deixa chateado o suficiente!


O que diria eu que passo cá todos os santos dias... :cry:
Título:
Enviado por: Yosy em Março 17, 2007, 05:44:17 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Tive que ir a Lisboa, isso já me deixa chateado o suficiente!


Isto aqui é LINDO. Não percebo o stress do pessoal.  :?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 17, 2007, 05:54:41 pm
Trânsito, pessoas ainda mais stressadas do que eu...
Título:
Enviado por: JLRC em Março 17, 2007, 07:35:45 pm
Pois a mim quem me tira Lisboa tira-me tudo. Amo esta linda cidade. Até me apetece começar a cantar

"Lá vai Lisboa
Com a saia côr do mar,
E todo o bairro é um noivo
Que com ela vai casar

Lá vai Lisboa
Com seu arquinho e balão
Com cantiguinhas na boca
E amor no coração"
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Março 17, 2007, 07:47:08 pm
Citar
No castelo ponho o cotovelo
Em Alfama descanço o olhar
E assim desfaço o novelo
De azul e mar

À Ribeira encosto a cabeça
A almofada da cama do Tejo
Com lençois bordados à pressa
Na cambraia de um beijo.


Refrão:
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão pura
Teus seios sãos as colinas, varina
Pregão que me traz à porta ternura

Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade amor da minha vida

No Terreiro eu passo por ti
Mas na Graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha sorri
És mulher da rua.

E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que sei inventar
A aguardente de vinho e medronho
Que me faz cantar.

Refrão

Lisboa do amor deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade mulher da minha vida.
Título:
Enviado por: Menacho em Março 18, 2007, 12:41:45 pm
Roubadas duas lanchas da Marinha

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=tif&codf=4975&idnoticia=5580127&tipo=cr
Título:
Enviado por: ricardo_m em Março 18, 2007, 07:30:25 pm
Citação de: "Menacho"
Roubadas duas lanchas da Marinha

http://www.online2.memorandum.pt/resultado_mail.asp?ver=tif&codf=4975&idnoticia=5580127&tipo=cr


Assunto já abordado aqui (http://http).
Seja lá como for não foram duas...  "só" uma é que é da marinha!  :lol:


Mas agora mais seriamente, esta história é demasiado surreal:

ponto 1: Como é que é possível roubar uma lancha da policia marítima?

ponto 2: Quem é que é suficientemente estúpido para o fazer? (ainda mais quando o objectivo seria desembarcar droga...)

ponto 3: A lancha foi recuperada numa hora...  :roll:
Título:
Enviado por: Menacho em Março 18, 2007, 10:23:49 pm
:lol:
Título:
Enviado por: papatango em Março 18, 2007, 11:23:32 pm
Creio haver duas soluções para problemas desta índole:

Solução 1: Instalar a bordo uma repartição da PSP ou da GNR.

Solução 2: Adicionar como equipamento standard das fragatas, uma casota de cão, devidamente tripulada por um buldogue.
Título:
Enviado por: Lancero em Março 21, 2007, 07:46:39 pm
Citar
Armada: Brasil e Portugal terão cooperação futura na área de submarinos

Brasília, 21 Mar (Lusa) - As armadas do Brasil e de Portugal poderão exercer uma cooperação futura na área dos submarinos, afirmou hoje à Agência Lusa o chefe da delegação do Estado-Maior da Armada portuguesa, almirante João Carvalho Abreu.

      O almirante, comandante do Corpo de Fuzileiros, veio a Brasília participar na V Reunião do Estado-Maior das Marinhas do Brasil e de Portugal, que decorre de dois em dois anos, alternadamente, em cada país.

      Segundo o oficial, a chegada em 2010 a Portugal dos submarinos alemães classe 209 PN, que substituirão os antigos de origem francesa, da década de 60, permitirá que esta seja uma futura área de cooperação com o Brasil, que também tem submarinos alemães e está a expandir a sua frota.

      O almirante Carvalho Abreu lembrou que o custo dos dois U-209 PN é de mil milhões de euros e que os submarinos estão a ser construídos em Kiel, Alemanha, nas instalações do estaleiro Howaldtswerke Deutsche Werft (HDW).

      O Brasil já participa em exercícios navais da marinha portuguesa e vice-versa, mas sua participação em operações no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) depende, entretanto, de uma autorização especial da própria organização.

      Na V Reunião do Estado-Maior das Marinhas do Brasil e de Portugal, os oficiais dos dois países trocaram informações sobre assuntos de natureza operacional em várias áreas, como aquisição de novos meios, treino e intercâmbio, tendo manifestado a intenção de celebrar com eventos culturais os dois séculos da chegada da corte portuguesa ao Brasil.

      "Pela parte de Portugal há um interesse de celebrar a partida da marinha portuguesa a 29 de Novembro de 1807, com chegada a 22 de Janeiro de 1808 a Salvador e a 07 de Março ao Rio de Janeiro", assinalou o almirante Carvalho Abreu.

      Para além disso, ficou acordado que o veleiro português Sagres vai participar do desfile naval em Setembro próximo, no Rio de Janeiro, nas comemoração do bicentenário do nascimento do patrono da Marinha do Brasil, almirante Tamandaré.

      "É o veleiro mais bonito do mundo, até porque ostenta as Cruzes de Cristo", afirmou Carvalho Abreu.

      O almirante disse ainda que a intenção das Marinhas do Brasil e de Portugal é melhorar ainda mais a qualidade das trocas de informação.

      A delegação da marinha portuguesa, composta por três oficiais, segue hoje para o Rio de Janeiro, onde visitará o arsenal da Marinha do Brasil, o centro de análises de sistemas navais, a Empresa Gerencial de Projectos Navais (Emgepron), o Corpo de Fuzileiros Navais, além de uma fragata e do Museu Naval.
Título:
Enviado por: Luso em Março 21, 2007, 08:07:12 pm
Subs de fabrico brasileiro na Marinha?
Boa ideia.
E quem diz subs diz tudo o resto.
Título:
Enviado por: papatango em Março 21, 2007, 09:17:48 pm
Não se trata de submarinos brasileiros...

A marinha tem problemas, sempre que refere os submarinos U209PN.

Todos sabemos que o Brasil, vai adquirir um submarino U214, que será fabricado na Alemanha e que poderá construir seguidamente submarinos daquele tipo.

Ora, o submarino que o Brasil vai operar, é o mesmo que Portugal comprou, com a diferênça do AIP.

Enquanto isso, a RTP mandou há um tempo atrás uma jornalista à Alemanha tirar fotos do U-209 da marinha da África do Sul.

O termo "caça aos gambuzinos" veio-me à memória.

= = = = =

antes da escolha, chegou a haver contactos com o Brasil, porque Portugal estava para escolher entre o Scórpene e o U-209 (Submarino brasileiro Tikuna). O Scorpéne, como sabemos tinha a preferência, e o resto da história já todos conhecemos...

Coloquem a questão ao José Miguel Júdice ... :mrgreen:
Título:
Enviado por: comanche em Março 22, 2007, 02:49:20 pm
Muito de acordo com a cooperação Portugal- Brasil, este tipo de relações também são muito importantes para fortalecer os Palop, os restantes países da comunidade lusófona também não devem ser esquecidos.
Título:
Enviado por: Ricardo em Março 29, 2007, 03:19:36 pm
Alguém conhece este navio?

(http://img337.imageshack.us/img337/6598/uam619od5.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: Creoula em Março 29, 2007, 05:39:42 pm
Caro Ricardo, a embarcação que está na foto (em 1º plano) é a UAM 619 baptizada com o nome "Ferraria". Está atribuida à Direcção Geral de Autoridade Maritima, na Capitania de Ponta Delgada.
Cumprimentos
 max1x1
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 29, 2007, 05:42:54 pm
Citação de: "Creoula"
Caro Ricardo, a embarcação que está na foto (em 1º plano) é a UAM 619 baptizada com o nome "Ferraria". Está atribuida à Direcção Geral de Autoridade Maritima, na Capitania de Ponta Delgada.
Cumprimentos
 :lol:

Qual a função do dito :?:
Título:
Enviado por: Creoula em Março 29, 2007, 06:07:53 pm
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "Creoula"
Caro Ricardo, a embarcação que está na foto (em 1º plano) é a UAM 619 baptizada com o nome "Ferraria". Está atribuida à Direcção Geral de Autoridade Maritima, na Capitania de Ponta Delgada.
Cumprimentos
 :lol:

Qual a função do dito :?  Talvez para umas voltinhas dentro do porto de Ponta Delgada  :lol:
Título:
Enviado por: Miguel em Março 30, 2007, 07:42:44 pm
nao

é uma embarcaçao muito importante, serve para ir a pesca das sardinhas para alimentar a guarniçao dos Açores  :lol:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 01, 2007, 03:51:58 am
Sexta Feira foi anunciado que o MLU das Vasco da Gama incluirá um radar de aviso aéreo igual ao das futuras K. Doorman, um lançador vertical a vante para os ESSM que também serão adquiridos,mantendo-se o lançador do Seasparrow por cima do hângar. Serão acrescentados o hângar e o convés de vôo para utilizar o NH 90, e operando apenas com um helicóptero. Nas K. Doorman será feito o mesmo para receber futuramente o NH 90.
Título:
Enviado por: Sintra em Abril 01, 2007, 04:06:06 am
Também foi anunciada a compra definitiva do terceiro U209 PN que se encontrava em opção.  :twisted: (e um quarto e quinto)
Título:
Enviado por: Duarte em Abril 01, 2007, 05:20:27 am
E um segundo LPD e mais 8 EH-101 embarcados, para projectar a nova Brigada Anfíbia, com os seus 3 Batalhões de desembarque, com os seus misseis Spike, 110 Pandur II anfíbios (14 com peça 105mm), 18 light Gun...
Título:
Enviado por: typhonman em Abril 01, 2007, 01:50:49 pm
E parece que vão ser aquiridos misseis Storm Shadow para os U214.
Título:
Enviado por: typhonman em Abril 01, 2007, 01:51:05 pm
E parece que vão ser aquiridos misseis de cruzeiro para os U214.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 01, 2007, 02:40:38 pm
O pior disto tudo, é que pelo segundo ano consecutivo eu meto uma mentirinha, e a realidade não nos trás nada de novo.
Título:
Enviado por: p_shadow em Abril 02, 2007, 03:51:01 am
Vocês até a brincar são masoquistas!! Chiça!! :mrgreen:


Cumptos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 02, 2007, 03:27:31 pm
P_Shadow escreveu:
Citar
Vocês até a brincar são masoquistas!! Chiça!!  

Há uma anedota na qual uma professora perganta quais os passatempos em casa dos alunos. Os mais ricos divertiam-se com consolas, home-cinema etc.. O Carlinhos respondeu que como eram pobres, o pai ca**va-se e eles riam-se.
Título:
Enviado por: Ricardo em Abril 02, 2007, 11:54:53 pm
SEMINÁRIO: “UMA MARINHA DE DUPLO USO”

http://www.marinha.pt/revista/index.asp ... fault.html (http://www.marinha.pt/revista/index.asp?revista=ra_abr2007/default.html)
Título:
Enviado por: p_shadow em Abril 03, 2007, 04:05:49 am
Citação de: "luis filipe silva"
Há uma anedota na qual uma professora perganta quais os passatempos em casa dos alunos. Os mais ricos divertiam-se com consolas, home-cinema etc.. O Carlinhos respondeu que como eram pobres, o pai ca**va-se e eles riam-se.


Ah grande Luis! E a brincar ninguém leva a mal. Mái' nada!


Cumptos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 11, 2007, 02:16:19 am
Como veêm, a J. Belo ainda mexe!...
Noticia do site da Armada:
Citar
Largou hoje da Base Naval de Lisboa no Alfeite a fragata "Comandante João Belo" para integrar a força europeia EUROMARFOR (EUROPEAN MARITIME FORCE), cuja cerimónia de activação se realizará no dia 14 de Abril, no porto de Cartagena, em Espanha.
Constituída por unidades navais de Portugal, Espanha, França e Itália, a EUROMARFOR participa no Exercício Espanhol "TAPON 07", a decorrer durante o período de 16 a 27 de Abril.
Título:
Enviado por: »»Submarinista»» em Abril 13, 2007, 04:28:18 pm
Ainda mexe?
Claro que mexe, só que pelo simples facto de ela ir dar uma voltinha a Espanha para a cerimonia de abertura da Euromarfor não quer dizer nada, depois quem vai participar mesmo nos exercicios conjuntos será uma fragata da classe Vasco da Gama, isto porque já há uns anos para cá que o Comando da Euromarfor não autoriza a participação das Classe JBelo.
O que ela lá vai fazer é dar a cara e vir-se embora (foi o que a Sacadura Cabral foi lá fazer o ano passado a Rota), não sei se este ano vão participar se não!!!
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 14, 2007, 03:31:11 am
citação:
Citar
isto porque já há uns anos para cá que o Comando da Euromarfor não autoriza a participação das Classe JBelo.

Não sei porquê, pois se a França já tem participado com as Destienne D'Orves.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 14, 2007, 04:22:48 am
Citar
Fragata Portuguesa em exercícios no Mediterrâneo
 
 
Publicado em:
 2007-04-10



Largou hoje da Base Naval de Lisboa no Alfeite a fragata "Comandante João Belo" para integrar a força europeia EUROMARFOR (EUROPEAN MARITIME FORCE), cuja cerimónia de activação se realizará no dia 14 de Abril, no porto de Cartagena, em Espanha.
Constituída por unidades navais de Portugal, Espanha, França e Itália, a EUROMARFOR participa no Exercício Espanhol "TAPON 07", a decorrer durante o período de 16 a 27 de Abril.
Para além da fragata João Belo, participa igualmente naquele exercício, uma companhia de fuzileiros portugueses que, no contexto das excelentes relações bilaterais que a Marinha mantém com a sua congénere Espanhola embarcarão no  Navio Polivalente  Logístico (NPL) SPS Galicia.
Estão também embarcados a bordo da "João Belo" 23 cadetes do 4º ano da Escola Naval que efectuam a viagem de instrução e que juntamente com a corveta "João Roby" irão participar no Exercício "Cadete Training War 07" que decorrerá no Mediterrâneo com unidades navais das Marinhas francesa, alemã e italiana no período de 21 a 29 de Abril. A viagem de instrução terminará com a chegada à BNL a 04 de Maio.
A João Belo é uma fragata da classe "João Belo", especialmente vocacionada para a luta anti-submarina. Sob o comando do capitão-de-fragata Correia Policarpo, o navio possui uma guarnição constituída por 14 oficiais, 28 sargentos e 125 praças, num total de 167 elementos.


 
Citar
Fragata Portuguesa em exercícios no Mediterrâneo

 Largou hoje da Base Naval de Lisboa no Alfeite a fragata "Comandante João Belo" para integrar a força europeia EUROMARFOR (EUROPEAN MARITIME FORCE), cuja cerimónia de activação se realizará no dia 14 de Abril, no porto de Cartagena, em Espanha.
Constituída por unidades navais de Portugal, Espanha, França e Itália, a EUROMARFOR participa no Exercício Espanhol "TAPON 07", a decorrer durante o período de 16 a 27 de Abril.


Só o tempo o dirá, ou o Zandinga!...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 14, 2007, 06:12:41 am
Acerca do "TAPON 07"

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Portugal participa em exercícios militares internacionais
13-04-2007 17:35:00
 
Portugal é um dos cinco países que participa nos exercícios militares Tapon 07 que decorrem entre 16 e 27 de Abril nas águas do Golfo de Cádis e no sul espanhol.
 

Fonte da armada espanhola confirmou à Lusa que Portugal participa com a fragata Comandante João Belo, integrada na Força Marítima Europeia.

O objectivo do exercício é o treino das forças marítimas no âmbito de um cenário fictício de uma crise internacional, centrado principalmente nas operações anfíbias e na guerra "assimétrica", que consiste no uso de "meios de oportunidade contra objectivos militares".

Além do Golfo de Cádis, os exercícios decorrem ainda no Mar de Alborán, no campo de treino de Sierra del Retín, em Barbate e em zonas do sul de Almería.

Além de Espanha e Portugal o exercício conta com unidades da França, Grécia, Turquia e Marrocos e a presença de observadores da Argélia, Egipto e Jordânia, sendo conduzido pelo almirante da Frota, Fernando Armada Vadillo.

Vinte e um navios, 15 deles espanhóis, participam nos exercícios, entre eles um porta-aviões, embarcações de comando, controlo e assalto, sete fragatas, um navio de assalto anfíbio, dois submarinos e vários aviões e helicópteros, entre outras unidades.

Nos exercícios participa ainda a força aérea espanhola com o Comando Aéreo de Combate (MACOM) e o Centro de Operações Aéreas Combinadas (CAOC-8) com vários tipos de aviões, incluindo os Eurofighter, os F-18, F-101 e P-3 Orion.
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=12675
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Enviado por: »»Submarinista»» em Abril 14, 2007, 03:25:40 pm
Possivelmente a JB até irá participar no exercicio, mas com uma vertente possivelmente de apoio a meios de desembarque, depois do desembarque dos fuzos devem-lhe atribuir uma area de patrulha assim num sitio que não "perturbe" ninguém, á semelhança da participação da Sacadura Cabral em 2005 em que nos atribuiram uma area e onde andamos 10 dias sem ver ninguem. :oops:
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 15, 2007, 09:21:29 pm
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Marinha apreende embarcação suspeita
 
2007-04-15

Hoje (15ABR07) pelas 0224 da madrugada, a Marinha detectou e interceptou, através da Fragata Vasco da Gama e das Lanchas de Fiscalização Rápida (LFR) Dragão e Cassiopeia, da Lancha da Polícia Marítima (PM) "Macaréu" e do dispositivo edificado pelos comandos locais do Comando Regional da Polícia Marítima do Sul, uma embarcação suspeita,  a cerca de 30 Milhas Náuticas a Sul da Costa do Algarve e a uma velocidade superior a 20 nós.

Esta embarcação em fibra com 9 metros de comprimento e 2.5 metros de boca, de cor cinzenta escura, sem qualquer identificação (conjunto de identificação, nome e porto de registo) ou luzes de navegação, com dois motores YAMAHA fora de borda de 250 cavalos cada, viria a ser parada e abordada pelas 06h30, a cerca de 2.5 MN da Praia da Falésia, no Conselho de Albufeira, pelas duas LFR e pela Lancha da PM Macaréu, tendo os seus tripulantes, ambos de nacionalidade Espanhola e naturalidade Galega, sido separados, com o objectivo de evitar qualquer reacção precipitada da sua parte.

A embarcação, por constituir um perigo para a navegação, sob comando de uma guarnição presa e da PM, foi escoltada até ao Porto de Portimão, onde se encontra à guarda da Marinha, como medida cautelar e meio de prova, através do Comando Local da Polícia Marítima de Portimão, para que sejam levados a cabo os normais procedimentos e expediente por parte da Polícia Judiciária e da Polícia Marítima.

Releva-se que, após identificação, os dois cidadãos espanhóis foram colocados em liberdade.


A 'voadora'

(http://i161.photobucket.com/albums/t227/lanceros/domingo/Lanchaapreendida.jpg)

(http://i161.photobucket.com/albums/t227/lanceros/domingo/150407_1035.jpg)
Fonte (http://http)


Stealth  :shock:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 25, 2007, 02:03:12 am
citação:
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Ainda mexe?
Claro que mexe, só que pelo simples facto de ela ir dar uma voltinha a Espanha para a cerimonia de abertura da Euromarfor não quer dizer nada, depois quem vai participar mesmo nos exercicios conjuntos será uma fragata da classe Vasco da Gama, isto porque já há uns anos para cá que o Comando da Euromarfor não autoriza a participação das Classe JBelo.
O que ela lá vai fazer é dar a cara e vir-se embora (foi o que a Sacadura Cabral foi lá fazer o ano passado a Rota), não sei se este ano vão participar se não!!!

E a confirmação de mais uma noticia fidedigna da nossa fonte de desINFORMAÇÕES.

Site da Armada:
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Navio da Marinha detecta imigração ilegal
 
Publicado em:
 2007-04-23



A fragata Comandante João Belo, da Marinha Portuguesa, detectou ontem uma embarcação sem propulsão, com cerca de 15 pessoas a bordo solicitando assistência. Esta embarcação, denominada Patera, presumivelmente proveniente da Costa de África, encontrava-se a cerca de 32 milhas da Costa Sueste Espanhola e a 54 milhas a norte da costa Argelina.
Esta acção decorreu após a desintegração da Força Europeia EUROMARFOR, e durante o trânsito para a área do Exercício Cadet Training a Sul de França.
O NRP Comandante João Belo permaneceu nas proximidades de forma a garantir a segurança da embarcação e da navegação, em cumprimento das Regras de Salvaguarda da Vida Humana no Mar.
Foi contactado o Comandante da Força Europeia EUROMARFOR comunicando-se todos os dados referentes à embarcação, nomeadamente a posição geográfica, tendo sido destacado para a área o SPS Almirante Juan de Borbón. Cerca das 15H00, foi efectuada a entrega formal da embarcação às autoridades espanholas, tendo a situação sido assumida pelas autoridades locais.
A fragata Comandante João Belo retomou o trânsito para a área de exercícios de forma a cumprir a sua missão e, efectuar a viagem de instrução que terminará com a chegada à Base Naval de Lisboa da força naval a 04 de Maio.

Recorde-se que a João Belo integrou, desde o dia 14 de Abril, a Força Europeia EUROMARFOR (European Maritime Force), constituída por unidades navais de Portugal, Espanha, França e Itália, participando no exercício espanhol TAPON 07, que decorre durante o período de 16 a 27 Abril.
Simultaneamente embarcaram a bordo da fragata João Belo 23 cadetes do 4º ano da Escola Naval que efectuam a sua viagem de instrução e que juntamente com a corveta João Roby irão participar no exercício Cadet Training 2007 que decorre até dia 30 de Abril no Mediterrâneo com unidades navais da Marinha Francesa, alemã e italiana.


Fragata Comandante João Belo
Título:
Enviado por: »»Submarinista»» em Abril 27, 2007, 05:07:10 pm
Caso o amigo não saiba, participar num exercicio e andar pelo exercicio é muito diferente.
Participar seria mais ter uma acção directa nas operações navais, agora andar pelo exercicio é por o navio a um canto e deixa-te andar ai durante o tempo todo enquanto os outros navios participam no exercicio.
PERCEBEU
porque pelo que vejo é uma pessoa que percebe de operações navais!!!

Se perguntar a elementos que se encontram embarcados, neste caso na JB, o que andaram a fazer durante o exercicio logo ouve a resposta e fica  :shock:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 27, 2007, 07:13:15 pm
citação:
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Caso o amigo não saiba, participar num exercicio e andar pelo exercicio é muito diferente.
Participar seria mais ter uma acção directa nas operações navais, agora andar pelo exercicio é por o navio a um canto e deixa-te andar ai durante o tempo todo enquanto os outros navios participam no exercicio.

Até as missões secundárias fazem parte dos exercícios e dos cenários reais. Com isso não se pode dizer que não faz parte do execicio, pois qualquer navio tam o seu papel, incluindo os navios hidrográficos que não simulam ataques ASW ou AAW.
Título:
Enviado por: »»Submarinista»» em Abril 27, 2007, 10:47:03 pm
E para o amigo o que considera missões secundárias para atribuir a uma Fragata, note-se que não é nenhum navio hidrográfico nem nenhuma lancha de desembarque.
Eu sei bem o que passei durante a viagem de instrução de 2004 em tudo semelhante a esta que a JB esta a fazer, a frustração que foi a nossa "participação" no exercicio.
Título:
Enviado por: papatango em Abril 27, 2007, 10:51:16 pm
É resultado das circunstâncias.

Há uns tempos atrás, diziam que as JB ainda serviam para apoiar forças de desembarque, mas para operações que não tenham a ver com desembarque, as JB realmente não servem para muito mais.

Não sei se o exercicio de que fala incluía submarinos...

Cumprimentos
Título:
Enviado por: »»Submarinista»» em Abril 27, 2007, 11:07:46 pm
Sim, neste tipo de exercicios faz sempre parte de uma TG um submarino ou mais, depende da disponibilidade dos paises, em 2004 participou o Barracuda.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Abril 28, 2007, 02:24:43 am
submarinista escreveu:
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E para o amigo o que considera missões secundárias para atribuir a uma Fragata, note-se que não é nenhum navio hidrográfico nem nenhuma lancha de desembarque.
Missão secundária para uma fragata antiquada e com as características da J. Belo, pode ser apoio de fogo a um desembarque, patrulha de longa duração e segurança a áreas de navegação intensa, ou anti/submarina devido a ainda ter o SQS 505. Apoio a forças especiais.


Papatango escreveu:
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Não sei se o exercicio de que fala incluía submarinos...

Afirmativo
Título:
Enviado por: »»Submarinista»» em Abril 30, 2007, 11:46:37 pm
Hum, vejo que o amigo tem vastos conhecimentos na área de operações e continua actualizado nos equipamentos da nossa Marinha, mas deixe-me actualiza-los mais um pouco em relação ao Sonar que é o AN SQS 510.
Pode confirmar aqui:
http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_ ... ag_10.html (http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_mar2004/pag_10.html)
no fim da pagina

Agora em relação ao resto permita-me discordar de tudo o que disse, isto devido ao facto de o senhor não conhecer de todo o potencial das fragatas JB, como dizia o meu avô "nem que a vaca tussa"
Título:
Enviado por: MAC em Maio 01, 2007, 07:44:33 pm
¿Me podeis decir el nombre del buque portugés?¿y la clase a la que pertenece?

(http://www.armada.mde.es/imagenes_gal/11503_g_1_G.jpg)

Obrigado
Título:
Enviado por: Lightning em Maio 01, 2007, 08:16:56 pm
A F480 é a fragata João Belo da classe com o mesmo nome.

http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/D ... aoBelo.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/DescobrirMarinha/MeiosOperacionais/Superficie/Fragatas/JoaoBelo/JoaoBelo.htm)
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 02, 2007, 08:41:07 pm
citação:
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Agora em relação ao resto permita-me discordar de tudo o que disse, isto devido ao facto de o senhor não conhecer de todo o potencial das fragatas JB, como dizia o meu avô "nem que a vaca tussa"

Caro Submarinista. Não percebi esta do "potencial".
Título:
Enviado por: Johnnie em Maio 03, 2007, 09:33:34 pm
Potencial para museu flutuante, tipo "Arizona Memorial"...Ou para alvo flutuante...Só se for isso mesmo :roll:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 03, 2007, 10:16:04 pm
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL
MARINHA
Gabinete do Chefe do Estado-Maior da Armada
Portaria n.o 398/2007
Alteração do estado de armamento de unidades navais NRP Baptista de Andrade
Tornando-se necessário alterar o estado de armamento do NRP Baptista de Andrade;
No uso da competência que me é conferida pelo disposto na alínea a) do n.o 4 do artigo 8.o da Lei n.o 111/91, de 29 de Agosto, e em conformidade com o despacho de 23 de Maio de 1983 do Ministro
da Defesa Nacional:
Determino:
O NRP Baptista de Andrade passa ao estado de armamento reduzido a partir de 1 de Abril de 2007.
29 de Março 2007.—O Chefe do Estado-Maior da Armada, Fernando
José Ribeiro de Melo Gomes, almirante.

Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Creoula em Maio 04, 2007, 01:07:00 pm
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O NRP Baptista de Andrade passa ao estado de armamento reduzido a partir de 1 de Abril de 2007


Em que consiste esta situação? Podem elucidar-me?
Cumprimentos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 04, 2007, 02:47:31 pm
citação:
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Em que consiste esta situação? Podem elucidar-me?

É uma espécie de reserva.
Título:
Enviado por: Duarte em Maio 04, 2007, 03:07:38 pm
Significa que está com tripulação reduzida? Já esta com um pé no caixão...
:roll:

É preocupante que a armada aproxima-se rapidamente ao zero naval com navios que navegaram muito para além do que seria ideal, e os navios que deverão substituí-los ainda estão a anos de entar em serviço.

O estado a que isto chegou é mesmo sinal de uma irresponsabilidade política criminosa.
A nossa classe política não vale nada a meu ver.

Julgo que a Espanha está a reforma as Descubierta aos poucos. Pena não podemos comprar 2 ou 3 Descubierta para preencher a lacuna em navios de escolta e patrulha durante a próxima década. Haverá outros navios semelhantes no mercado de segunda mão?
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 04, 2007, 03:10:45 pm
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MARINHA PARTICIPA PELA PRIMEIRA VEZ NUM EXERCÍCIO CONJUNTO EUROPEU PARA CADETES
 
Publicado em:
2007-04-20

Os cadetes finalistas da Escola Naval participam, pela primeira vez, num exercício conjunto europeu unicamente dedicado ao treino dos futuros oficiais.
O exercício denominado "Cadet Training 07" contará com a participação de cadetes da França, Alemanha e Portugal. Para além das unidades navais destes países onde os cadetes se encontram embarcados participam, também, navios Italianos e Espanhóis e aeronaves Francesas e Alemães.
O exercício decorre entre 20 e 30 de Abril, no Mediterrâneo ao largo de França e Espanha.
Os 38 cadetes portugueses estarão embarcados na fragata "Comandante João Belo" e na corveta "João Roby".
Título:
Enviado por: lepanto em Maio 04, 2007, 06:26:47 pm
Tan mal está a marinha portuguesa, como para ter que plantexar cousas  como a compra das descuberta :?: , dende o meu punto de vista páreceme un pouco errante, de verdade e tan necesaria a compra das fragatas holandesas  o mesmo as Perry de 2ª man, desde a minha opinión, co diñeiro que se move nesa compra, poderían dispoñer de alghuns modelos de corbeta dos que fabrican os alemáns, ingleses ou franceses, barcos novos e tecnoloxía punteira e seguramente en mais número.
Título:
Enviado por: ferrol em Maio 04, 2007, 06:26:47 pm
Citação de: "Duarte"
Julgo que a Espanha está a reforma as Descubierta aos poucos. Pena não podemos comprar 2 ou 3 Descubierta para preencher a lacuna em navios de escolta e patrulha durante a próxima década.

Hola Duarte. Só un intre para aclararte que as reformas das Descubierta se fixeron entre o 2.004 e 2.005. Se desarmaron para pasar a ser OPV´s. Actualmente hai 5 patrulleiros, xa non corbetas, da serie Descubierta, e outro buque da serie, o Diana, foi reconvertido no buque de mando e control da Forza de Medidas Contraminas.

Está previsto que todos os patrulleiros desta serie sexan relevados polos BAM a partires de finais desta década ou principios da seguinte.

Un saúdo.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 04, 2007, 07:30:25 pm
Duarte escreveu:
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Significa que está com tripulação reduzida? Já esta com um pé no caixão...
Na Armada sim. A partir do Verão se verá!...

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É preocupante que a armada aproxima-se rapidamente ao zero naval com navios que navegaram muito para além do que seria ideal, e os navios que deverão substituí-los ainda estão a anos de entar em serviço.
Não são muitos, dois e três respectivamente. Virão antes dos U 209, dos NPO (quem sabe?), e antes do LPD.

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Julgo que a Espanha está a reforma as Descubierta aos poucos. Pena não podemos comprar 2 ou 3 Descubierta para preencher a lacuna em navios de escolta e patrulha durante a próxima década. Haverá outros navios semelhantes no mercado de segunda mão?

Além de que são derivados mais recentes da classe João Coutinho, já perderam a maior parte do armamento.
Vamos lá esperar mais um ano pelos primeiros NPO.
Título:
Enviado por: Duarte em Maio 04, 2007, 08:05:04 pm
Citação de: "lepanto"
Tan mal está a marinha portuguesa, como para ter que plantexar cousas  como a compra das descuberta :evil:

As corvetas JC / BA deveriam ter sido substituídas há pelo menos uma década.. Enfim, temos uma classe política sem "cojones".
Citação de: "lepanto"
Eu pregúntome, cal é a política naval do estado portugues  :roll:
Título:
Enviado por: garrulo em Maio 04, 2007, 08:09:03 pm
Caro Duarte, no piense que los nuestros tienen muchos.
Título:
Enviado por: João Oliveira Silva em Maio 04, 2007, 10:41:51 pm
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Eu pregúntome, cal é a política naval do estado portugues  ,

Lepanto:
Resposta simples: Não há.

O mal de Portugal não reside nos portugueses. Isto é, os portugueses são trabalhadores, são honestos, são capazes, gostam de Portugal, são amigos do seu amigo, alguns até são do Benfica, etc, etc...

O mal de Portugal não reside neste território. Isto é, não têm petróleo ( logo nunca seremos ricos sem trabalhar, mas o Iraque têm e muito e aquilo está como está... ), mas têm bom clima, não é grande mas dá para viver feliz, têm um mar maravilhoso e um céu com uma luminosidade que tomara um holandês ter, etc, etc

O mal de Portugal não reside na vizinhança. Isto é, se económicamente os vizinhos não estivessem bem, Portugal possivelmente estaria muito pior. Haverá vizinhos melhores? não sei, mas vizinho não se escolhe é o que deu... ( ditado brasileiro ).

O mal de Portugal não reside em como é. Nós, portugueses, temos o velho hábito de desvalorizar o que está bem e é bom - e há aqui muita coisa boa, bem feita, que nos orgulha - e, em simultâneo, valorizar muito o que está mal, e também há muitas coisas más, como o há em Espanha e por essa europa e por esse mundo fora.

O mal de Portugal reside nos politicos. Sejam de antes do 25 de Abril, sejam nos desta democracia.
Porquê:
 - Não têm projectos, navegam ao sabor da popularidade e das oportunidades, hoje é assim mas amanhã já poderá não ser assim. É o " a ver vamos... ". E, outra coisa muito portuguesa,
 - Há projecto, fazem-se planos, orçamentos, etc etc Quando tudo está pronto a avançar muda o governo, mais incrivel ainda não muda o governo mas muda o ministro, volta-se a fazer o projecto, volta-se a fazer planos, orçamentos, etc etc
 - Isto quando, desde logo, o novo ministro diz que não concorda com nada que o anterior ministro propôs, mesmo que o primeiro-ministro seja o mesmo.
 - Outra coisa que é normal é estarem no governo, aumentarem os impostos, trabalharem em determinados projectos, caso do novo aeroporto de Lisboa, na Ota, e dois anos depois, na oposição, venderem precisamente o oposto: baixa de impostos, aeroporto na Ota não.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Sintra em Maio 04, 2007, 11:00:27 pm
Citação de: "lepanto"

Eu pregúntome, cal é a política naval do estado portugues  :?: , dende o meu punto de vista páreceme un pouco errante, de verdade e tan necesaria a compra das fragatas holandesas  o mesmo as Perry de 2ª man, desde a minha opinión, co diñeiro que se move nesa compra, poderían dispoñer de alghuns modelos de corbeta dos que fabrican os alemáns, ingleses ou franceses, barcos novos e tecnoloxía punteira e seguramente en mais número.


 Não consigo ver uma unica corveta Alemã, Francesa ou Britânica a custar o mesmo que as KD (quanto mais as OH), todos elas são bastante mais caras. Tanto faz que sejam uma derivação das K130, das GOWIND ou de um daqueles barcos da Vosper Thorneycroft ou da BAE´s. O que faz os navios ficarem caros não é tanto o metal mas os sistemas.
 A não ser que estivessemos a falar de algo como um "River class" e ai não se chama "Corveta" mas sim um "NPO" e para isso espera-se mais um ano e começamos a receber os feitos em Viana...
 Corvetas na MP? Má ideia.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 04, 2007, 11:08:20 pm
Citação de: "João Oliveira Silva"
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Eu pregúntome, cal é a política naval do estado portugues  ,
Lepanto:
Resposta simples: Não há.

O mal de Portugal não reside nos portugueses. Isto é, os portugueses são trabalhadores, são honestos, são capazes, gostam de Portugal, são amigos do seu amigo, alguns até são do Benfica, etc, etc...

O mal de Portugal não reside neste território. Isto é, não têm petróleo ( logo nunca seremos ricos sem trabalhar, mas o Iraque têm e muito e aquilo está como está... ), mas têm bom clima, não é grande mas dá para viver feliz, têm um mar maravilhoso e um céu com uma luminosidade que tomara um holandês ter, etc, etc

O mal de Portugal não reside na vizinhança. Isto é, se económicamente os vizinhos não estivessem bem, Portugal possivelmente estaria muito pior. Haverá vizinhos melhores? não sei, mas vizinho não se escolhe é o que deu... ( ditado brasileiro ).

O mal de Portugal não reside em como é. Nós, portugueses, temos o velho hábito de desvalorizar o que está bem e é bom - e há aqui muita coisa boa, bem feita, que nos orgulha - e, em simultâneo, valorizar muito o que está mal, e também há muitas coisas más, como o há em Espanha e por essa europa e por esse mundo fora.

O mal de Portugal reside nos politicos. Sejam de antes do 25 de Abril, sejam nos desta democracia.
Porquê:
 - Não têm projectos, navegam ao sabor da popularidade e das oportunidades, hoje é assim mas amanhã já poderá não ser assim. É o " a ver vamos... ". E, outra coisa muito portuguesa,
 - Há projecto, fazem-se planos, orçamentos, etc etc Quando tudo está pronto a avançar muda o governo, mais incrivel ainda não muda o governo mas muda o ministro, volta-se a fazer o projecto, volta-se a fazer planos, orçamentos, etc etc
 - Isto quando, desde logo, o novo ministro diz que não concorda com nada que o anterior ministro propôs, mesmo que o primeiro-ministro seja o mesmo.
 - Outra coisa que é normal é estarem no governo, aumentarem os impostos, trabalharem em determinados projectos, caso do novo aeroporto de Lisboa, na Ota, e dois anos depois, na oposição, venderem precisamente o oposto: baixa de impostos, aeroporto na Ota não.

Cumprimentos,


Não me leves a mal...mas PORRA!!! Foi o melhor post que eu vi aqui nofórum a descrever a nossa situação dos últimos tempos! João Oliveira Silva os meus sinceros parabéns por análise simples mas perspicaz.  :Palmas:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 05, 2007, 02:25:26 am
Cabeça de Martelo escreveu:
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Não me leves a mal...mas PORRA!!! Foi o melhor post que eu vi aqui nofórum a descrever a nossa situação dos últimos tempos! João Oliveira Silva os meus sinceros parabéns por análise simples mas perspicaz.

E vão dois. Esse texto configura em poucas palavras tudo o que há a dizer.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 05, 2007, 03:43:13 pm
Um texto que achei muito interessante e que vai ao encontro de muitas opiniões aqui do fórum:

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CONHECIMENTO, USO E CONTROLO DO MAR PORTUGUÊS

2007/04/20
João Brandão Ferreira


O mar é das heranças que todos os soberanos mais pretendem e, entretanto, é aquela cujos direitos estão menos esclarecidos. Os verdadeiros títulos desse domínio são a força e não a razão. (Armand Richelieu)
Já lá vão mais de dois séculos desde que Armand Richelieu proferiu tal reflexão, mas ela não deixa de manter alguma actualidade.
Apesar dos notáveis avanços em matéria de direito do mar, a verdade é que o aproveitamento e a eventual reivindicação dos direitos atribuídos às nações pelos acordos e convenções internacionais, que regulam esse vasto domínio, só têm sentido prático se as próprias nações fizerem uma efectiva exploração das potencialidades do mar, o que pressupõe a posse, isolada ou partilhada, de determinadas capacidades que permitam, por um lado, melhor o conhecer e, por outro lado, melhor controlar o seu uso na defesa dos respectivos interesses nacionais. E tudo isto assume naturalmente especial acuidade nas áreas marítimas que se encontram sob as suas próprias jurisdições nacionais.
Se há nações em que o atrás referido assume grande relevância, Portugal é sem dúvida uma delas. Para além dos ensinamentos da História, que bem provam a importância que o Mar sempre teve quer para a nossa sobrevivência como nação independente, quer para o nosso engrandecimento no período áureo em que soubemos tirar o máximo proveito das suas potencialidades com base nos conhecimentos da época, os quais tão bem fomos capazes de integrar e desenvolver em prol de ambiciosos projectos nacionais, há factores da actual conjuntura que, se olhados com a necessária clarividência, evidenciam, de forma inequívoca, que essa importância se mantém. Pena é que a essa inequívoca importância não tenham correspondido, ao longo das últimas décadas, a atenção e as decisões que oportunamente se vinham impondo para a salvaguarda de determinados interesses nacionais respeitantes ao uso do mar e para o arranque de um grande projecto decisivo para o desenvolvimento sustentado do País.
No bom aproveitamento das oportunidades e potencialidades económicas do mar está seguramente um dos melhores contributos para o crescimento do nosso PIB. Aliás, essa noção, apesar das dificuldades resultantes de determinados graus de incerteza que actualmente lhe estão associados, surge bem implícita na recente Resolução do Conselho de Ministros sobre a estratégia nacional para o mar[1], acerca da qual já nos referimos em anterior artigo[2]. Contudo, entendemos que o passo seguinte, entretanto dado pelo Governo, pecou por alguma tibieza na forma como se pretende dar continuidade a esta questão crucial.
Na verdade, a mais recente decisão do Governo sobre a matéria – Resolução do Conselho de Ministros nº 40/2007 de 8 de Fevereiro – se, por um lado, foi relativamente rápida a ser tomada, por outro lado, ao não incluir o Primeiro-Ministro na composição da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (CIAM), assumindo a sua presidência, nem o Ministro das Finanças, elemento chave na avaliação oportuna dos reflexos orçamentais de quaisquer potenciais medidas ou projectos sobre os quais a Comissão se debruce, são sinais de que ainda subsistem dúvidas e receios governamentais em assumir esta linha estratégica como uma das mais importantes para o futuro do nosso País. Acresce ainda o facto de a redefinição dos objectivos e constituição da nova Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar (EMAM) conduzir este órgão a um papel praticamente irrelevante em termos de uma efectiva capacidade de coordenação e desenvolvimento de estudos de natureza técnica, que na sua maioria, como se sabe, assumem claras vertentes intersectoriais, multidisciplinares e internacionais.
Pode ser que a experiência colhida no funcionamento destes órgãos, acabe por ditar a necessidade de futuros ajustamentos mais consentâneos com a eficiência e eficácia organizacionais pretendidas na obtenção dos respectivos resultados.
 Mas voltando à primeira Resolução do Conselho de Ministros, é nesse documento afirmado que “um dos maiores desafios na formulação de uma estratégia nacional para o mar resulta da dificuldade em avaliar a situação actual e prever os potenciais desenvolvimentos” e ainda que “apesar do trabalho realizado pela Comissão Estratégica dos Oceanos, da contribuição nacional para o Livro Verde da Política Marítima Europeia e dos escassos estudos económicos feitos para o conjunto das actividades marítimas, a quantificação da importância do mar para a economia nacional recorre a abordagens empíricas e a dados onde existem lacunas importantes, que não permitem obter uma imagem nítida da real situação económica, bem como do potencial interesse em investir nessas actividades”.
Pois se assim é de facto, então que se iniciem e desenvolvam rapidamente os necessários estudos para tornar essa imagem mais nítida e, simultaneamente, mais se invista, onde necessário, na investigação científica. O conhecimento dos assuntos do mar, nas suas diversas vertentes, obriga muitas vezes, como atrás se disse, a uma abordagem multidisciplinar das respectivas matérias, sem a qual não se podem naturalmente obter parâmetros de decisão suficientemente consistentes para assegurar que o previsto sucesso de determinado projecto ou medidas sectoriais não venham a ter consequências de tal modo negativas em outros sectores que, feito um balanço final, conduzam a resultados globalmente desastrosos. Daí a nossa insistência para que uma matéria tão vasta e transversal como é a dos assuntos do mar seja objecto de uma abordagem sistémica e de um tratamento tanto quanto possível integrado.
Para ilustrar o que atrás se disse, tomemos, por exemplo, os eventuais conflitos intersectoriais que podem surgir nos seguintes casos:
•  A prospecção e exploração off-shore de petróleo ou gás natural versus projectos turísticos na orla costeira ou a preservação ambiental no mar;
•  A construção de uma central nuclear no litoral versus a preservação dos recursos vivos na área marítima circundante;
•  O desenvolvimento portuário de uma cidade versus o uso dos espaços ribeirinhos para lazer da população e aproveitamento das suas potencialidades turísticas ou, noutra perspectiva, versus a minimização dos custos de construção de uma ponte necessária à sua travessia por contrapartida de limitações no acesso ao porto de determinados tipos de navios.
E podiam-se enumerar muitos mais exemplos de potenciais conflitos de interesses sectoriais relativamente a assuntos do mar. Porém, bastam estes para mostrar que a conciliação, quando possível, exige por vezes complexos estudos técnico-científicos e sócio-económicos que viabilizem adequadas análises de custo-benefício e permitam assim melhor pesar as vantagens e os inconvenientes em confronto, bem como a apresentação de eventuais alternativas para as decisões a tomar. Sem esses estudos, o decisor político ou adia as decisões, numa justificada posição cautelar, ou toma-as sem a plena consciência da dimensão dos inconvenientes ou prejuízos que elas possam acarretar em outros sectores de actividade, o que seria uma prática no mínimo leviana.
Este tipo de discurso na realidade não traz nada de novo, contudo não nos pareceu descabido apresentá-lo como ponto prévio de enquadramento da análise a que nos propusemos neste breve apontamento.
Podemos portanto concluir que a falta do adequado conhecimento dos assuntos do mar, nas suas múltiplas vertentes e interfaces, condiciona, em maior ou menor medida, o seu correcto uso, limitando a exploração das suas reais potencialidades e desaproveitando as sinergias resultantes de um conjunto de actividades interrelacionadas capazes de contribuírem de forma relevante para o desenvolvimento sustentado do País.
O uso do mar em Portugal abrange de facto um vasto leque de actividades, entre as quais se destacam as seguintes, algumas delas, infelizmente, em acentuado estado de declínio:
•  Via de comunicação (para o transporte de bens e pessoas, entre parcelas do nosso território continental e insular, ou entre o nosso território e o resto do mundo);
•  A actividade portuária (para estacionamento de navios e respectivas cargas e descargas de mercadorias e/ou movimentação de passageiros);
•  A construção e reparação naval;
•  A captura de recursos vivos (pescas e aquacultura);
•  Os circuitos de comercialização e as indústrias de conservação e transformação do pescado; a produção de sal marinho.
•  O turismo e as actividades desportivas e de lazer relacionadas com o mar (praias e estâncias balneares; escalas de navios de cruzeiro; cruzeiros turísticos marítimo-fluviais, náutica de recreio e marinas; prática de desportos náuticos e competições desportivas nacionais e internacionais; comemorações especiais e outros eventos de natureza essencialmente náutica organizados no País ou com comparticipação nacional);
•  O aproveitamento das mais-valias resultantes do nosso extenso património material, histórico e cultural ligado ao mar (monumentos, museus, faróis, embarcações históricas e tradicionais, arqueologia subaquática, modelismo naval, literatura, pintura, escultura, música, etc.).
•  O aproveitamento da nossa situação e condições geográficas para o treino de forças navais, aéreas e anfíbias, em exercícios nacionais e internacionais com países aliados, bem como das próprias potencialidades, em termos de mobilidade estratégica, defesa à distância e defesa avançada do território, que o mar, a nossa extensa costa e os arquipélagos dos Açores e da Madeira nos conferem.
Entretanto, outro tipo de actividades já se perspectivam no horizonte, ou podem vir a perspectivar-se logo que lhes seja reconhecida a respectiva viabilidade económica e interesse social. Estão nesta situação as seguintes:
•  A exploração dos recursos energéticos e minerais da nossa ZEE (gás natural, petróleo e minérios; energias geotérmica, das ondas, das marés e das correntes);
•  A produção de água doce por dessalinização da água do mar (se efectivamente se mantiver uma irreversível tendência para a desertificação de determinadas regiões do País devido a uma drástica diminuição da pluviosidade).
Em resumo, podemos dizer que a nossa posição geo-estratégica como ponto focal de passagem e cruzamento de inúmeras linhas de navegação atlânticas e mediterrâneas, com forte intensidade de tráfego marítimo, a existência de uma longa orla costeira e de dois arquipélagos habitados, a enorme extensão da nossa ZEE (18 vezes superior à área do nosso território e a maior da Europa) e respectivos recursos naturais, bem como o legado das nossas tradições históricas, conferem-nos não só importantes potencialidades a explorar, mas também responsabilidades nacionais e internacionais a que não nos podemos eximir.
Entrando no campo das responsabilidades, enfrenta-se-nos desde logo a questão do controle do mar e das actividades com ele relacionadas. Agrupemos então essas responsabilidades do seguinte modo:
•  Responsabilidades de segurança e defesa;
•  Responsabilidades de natureza sócio-económica e ambiental;
•  Responsabilidades de natureza cultural.
No que respeita às responsabilidades de segurança e defesa podemos dividi-las em:
•  Defesa das linhas de comunicação marítimas nacionais, participação na defesa militar do território contra ameaças vindas do mar e participação conjunta, combinada ou isolada na protecção ou recolha de cidadãos nacionais ou outros, residentes em países estrangeiros;
•  Participação naval em operações combinadas com os nossos aliados, designadamente em áreas consideradas fronteiras de segurança externa comum;
•  Segurança interna e comunitária (uma vez que a nossa fronteira marítima é também fronteira da UE) contra um diversificado tipo de ameaças emergentes ou potenciais (terrorismo, tráfico de droga, tráfico de armas, contrabando, imigração clandestina, pirataria, etc.);
•  Segurança marítima e salvaguarda da vida humana no mar;
•  Participação nas operações de protecção civil de pessoas, bens e patrimónios naturais, especialmente em situações de catástrofe ou de grave sinistralidade no mar, nas orlas costeiras ou nas ilhas.
No que concerne às responsabilidades de natureza sócio-económico e ambiental podemos classificá-las do seguinte modo:
•  Preservação das espécies vivas do mar e controle do esforço de pesca;
•  Preservação da qualidade ambiental do oceano e combate aos acidentes e atentados ecológicos marítimos;
•  Ordenamento do território na orla costeira;
•  Controlo das indústrias e serviços relacionados com a exploração das potencialidades e produtos do mar.
Por fim, as responsabilidades de natureza cultural são todas aquelas que tenham por finalidade a preservação das memórias vivas do nosso vasto (e por vezes tão mal tratado) património marítimo, bem como o combate a eventuais atentados que, de forma consciente ou inconsciente, visem ou contribuam para a sua destruição.
Posto isto, coloca-se agora a questão de qual a organização e meios mais adequados para assumirmos as nossas responsabilidades com vista a um eficiente e eficaz controlo do mar.
Excluindo as responsabilidades que respeitam ao ordenamento do território na orla costeira, ao património cultural marítimo instalado em terra e ao controlo das indústrias e serviços terrestres relacionados com a exploração das potencialidades e produtos do mar, todo o demais rol de responsabilidades atrás enunciado, disperso por diversas tutelas ministeriais, obriga à utilização de navios para o cabal desempenho das missões que delas decorrem.
Numa perspectiva purista e utópica poderíamos advogar a necessidade de se possuírem então cinco Marinhas: uma Marinha de Guerra para a defesa militar e participação em operações combinadas com os aliados (segurança externa); uma Marinha para a segurança interna e comunitária; uma Marinha para a salvaguarda da vida humana no mar; uma Marinha para a fiscalização das pescas; e ainda uma Marinha para o controle e combate à poluição marítima.
Numa perspectiva menos purista e utópica poderíamos optar pelo modelo seguido (embora com diferenças significativas entre si) por alguns países de dimensão superior ao nosso, ou seja, pela existência de uma Marinha de Guerra e de uma Guarda Costeira.
Mas será que este último modelo seria o mais adequado para um país como Portugal? Pelas razões que seguidamente se explanam, achamos que não constituiria uma boa solução para o nosso País.
Em primeiro lugar, porque acarretaria um inevitável acréscimo de custos sem a correspondente contrapartida em acréscimo de eficácia e, em segundo lugar, porque, no campo da segurança e defesa, se verifica actualmente uma sobreposição crescente entre os conceitos de segurança externa e segurança interna, devido às emergentes ameaças transnacionais.
No que respeita aos custos, torna-se relevante notar que à crescente imprevisibilidade e sofisticação dos meios e técnicas usados pelos agentes que praticam actos ilícitos ou atentados à segurança dos países, tem de se responder com meios com adequada capacidade de resposta, o que nas extensas áreas oceânicas sob jurisdição nacional, com elevados níveis médios de agitação marítima, normalmente impõe o recurso a meios com reconhecida capacidade oceânica de vigilância, detecção, intercepção e captura dos referidos agentes e respectivos navios ou embarcações. Tais meios vão desde os navios oceânicos, aos meios aéreos (aeronaves de vigilância e detecção marítimas e helicópteros), às equipas de boarding (fuzileiros) e, eventualmente em operações de maior dimensão e complexidade, até ao uso da capacidade submarina. Por alguma razão, as grandes apreensões de droga feitas no mar, ao longo de anos, têm resultado da estreita cooperação que, nestes casos, tem existido entre a Polícia Judiciária e a Marinha, por vezes ainda com o apoio da Força Aérea, o que certamente só tem acontecido porque há um sancionamento governamental para este tipo de cooperação institucional, que afinal parece tão bem funcionar.
Acresce ainda referir que os mesmos navios e aeronaves de patrulha e vigilância oceânica, para além das missões de segurança interna, são simultaneamente empregues em outras missões de serviço público, como sejam a busca e salvamento marítimos, a fiscalização da pesca, o controle da poluição marítima, etc., numa perspectiva, quanto a nós correcta, de que os assuntos que respeitam ao controle do mar devem ser vistos de uma forma tanto quanto possível integrada, como melhor forma de aproveitar sinergias e rentabilizar os meios disponíveis.
Não podemos ainda esquecer que, para além dos custos de aquisição e operação dos meios, existem os seus custos de manutenção, os quais obrigam à constituição de um sistema logístico que assegure a sua operação dentro de taxas de operacionalidade aceitáveis, em obediência a padrões internacionalmente reconhecidos. E a verdade é que, neste tipo de meios, a globalidade dos custos logísticos ultrapassa largamente os custos de operação.
Ora pensar que no nosso País se poderia construir uma Guarda Costeira com todos aqueles meios, ou mesmo que só com uma parte deles (os navios oceânicos e as equipas de boarding), retirando à Marinha este tipo de missões, corresponderia a uma substancial perda de rendimento dos meios navais, sem significativa diminuição de custos. Para além disto, contribuiria para reduzir drasticamente as excelentes oportunidades de treino das guarnições e de teste dos meios navais, que tais missões tão bem proporcionam, em tempo de paz, como actividade complementar importantíssima do treino específico e preparação de forças para cenários de natureza puramente militar.
Postas as coisas nestes termos, pensamos que a criação de uma Guarda Costeira só faria sentido em Portugal, em termos económicos e financeiros, se se pretendesse acabar com a Marinha, copiando talvez o modelo da Islândia que entregou a sua defesa aos Estados Unidos da América, ou o modelo belga, que integrou o estado-maior operacional da sua Marinha no estado-maior operacional da Marinha holandesa, constituindo-se um comando naval combinado da BENELUX em que a Marinha belga ficou com o lugar de 2º comandante, para além de outras integrações já assumidas anteriormente em diversas áreas de formação e treino das duas Marinhas.
Seriam opções políticas que julgamos não terem aceitação pela maioria dos portugueses, nem que seja só por óbvias razões históricas, pelo que me atrevo a colocá-las unicamente como mera questão académica.
Em Portugal, desde há mais de duas décadas que se vem ensaiando um embrião de Guarda Costeira através do emprego do corpo marítimo da Brigada Fiscal da GNR. Criou-se uma estrutura concorrente nas suas missões com algumas das missões desde sempre desempenhadas pela Marinha, que foi inicialmente destinada a actuar nos estuários e águas interiores, mas que cedo pretendeu assumir uma pretensa capacidade oceânica, impossível de conseguir com meios totalmente inadequados para esse efeito.
Com a maioria das suas missões nos estuários e águas interiores paralelas às da Polícia Marítima, mas sem o “chapéu” do Sistema de Autoridade Marítima para lhe assegurar um enquadramento consistente, os desempenhos do corpo marítimo da GNR sempre assumiram até hoje um carácter esporádico e pouco relevante. No mar, a natureza esporádica da sua actuação tornou-se ainda mais notória. Basta consultar o “site” da própria GNR para verificar, por exemplo, que a actividade operacional deste corpo, ao longo dos dois últimos anos, se cingiu à participação de duas LVI’s (lanchas de vigilância e intercepção), entre 18 e 27 de Outubro de 2005, numa operação combinada de vigilância aeronaval contra a imigração ilegal junto da costa sul de Espanha, bem como à participação de três LVI’s, no período de 28 de Novembro a 02 de Dezembro de 2005, numa operação combinada de vigilância aeronaval contra o tráfico de estupefacientes realizada entre o Cabo de São Vicente e Algeciras.
Parece-nos assim que a significativa parcela do erário público gasta na aquisição dos meios, nos custos de pessoal (com parte da sua formação feita em países estrangeiros) e nos custos de manutenção da frota de lanchas e respectivas infra-estruturas, considerada a sua reduzidíssima actividade operacional, não obedece a padrões mínimos de racionalidade económica que justifiquem manter-se esta insólita situação. Uma solução a considerar seria a de integrar estes meios no Sistema de Autoridade Marítima (SAM), com a correspondente transferência orçamental, presumindo-se que esta pudesse vir a ser de valor inferior aos gastos verificados nos actuais moldes de funcionamento, mesmo considerando um acréscimo da sua actividade operacional. O seu emprego em operações fora das áreas de responsabilidade do SAM não ficaria excluído, através de uma simples transferência transitória dentro da Marinha do seu comando operacional para o Comando Naval. Teria ainda de ser acordado um esquema de cooperação e coordenação entre a Marinha e a GNR (ou entre o MDN e o MAI), talvez tomando por base de estudo o bem sucedido relacionamento já existente há largos anos entre a Marinha e a Polícia Judiciária nas operações de combate ao narcotráfico.
Em conclusão, manifestamos a esperança de que os portugueses queiram de novo voltar-se para o Mar e que este possa efectivamente contribuir, de forma cada vez mais consistente e sustentada, para o seu próprio desenvolvimento e bem-estar. Quantos mais portugueses se envolverem e dedicarem a assuntos do mar, melhor para o nosso futuro colectivo. Porém, não devemos fazê-lo de forma cega ou precipitada, sob pena de se gerarem frustrações que seriam de todo contraproducentes. A uma boa definição de linhas estratégicas terão necessariamente de se seguir estudos de natureza científica e técnica, de impactos sociais e ambientais, de racionalidade económica, de segurança e defesa, de enquadramento jurídico, de cooperação internacional, etc., que, por um lado, habilitem o Estado a tomar o seu papel de “motor” e “regulador” das actividades do sector, organizando-se da melhor forma para esse efeito, e, por outro lado, permitam aos cidadãos e às empresas abraçarem projectos economicamente viáveis e socialmente interessantes, tomando com plena consciência e gosto as iniciativas que se enquadrem nos objectivos estratégicos traçados.
O conhecimento, o uso e o controle do mar e das actividades com ele relacionadas constituem uma trio indissociável para o sucesso de um grande projecto nacional que vise retirar proventos das múltiplas potencialidades que o mar sempre ofereceu a Portugal, havendo boas razões para crer que as continuará a oferecer no futuro.
Mais do que uma questão de fé, esta é para nós uma crucial questão de evidência.

[1] Resolução do Conselho de Ministros nº 163/2006, de 16 de Novembro.

[2] Jornal de Defesa e Relações Internacionais (Janeiro/2007).
 


http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=443 (http://www.jornaldefesa.com.pt/noticias_v.asp?id=443)
Título:
Enviado por: Sintra em Maio 05, 2007, 11:52:37 pm
Bom texto.

 Gracias Cabeça
Título:
Enviado por: ferrol em Maio 07, 2007, 09:34:56 am
Coloco aquí unha, espero, interesante fotografía deste fin de semana pasado:
(http://img523.imageshack.us/img523/9991/mcmcmccmcgx7.jpg)
(siroc para el foro de la armada)
Trátase das manobras anuais de guerra submarina que se celberan noi estreito. Pódese ver varios caza-dragaminas europeos (deixo no aire a identificación de cada un, como un pequeno xogo), un submarino español e unha nave portuguesa, a Joao Coutinho.  :wink:
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Enviado por: luis filipe silva em Maio 07, 2007, 11:32:43 am
Na foto não consigo ver os números de costado, mas distingo: A corveta João Coutinho, o navio de apoio Diana, os caça-minas Millazzo italiano, dois da classe Segura, um Tripartite provávelmente francês, um submarino S 70, e um rebocador que me parece o La Graña.
Título:
Enviado por: lepanto em Maio 08, 2007, 09:53:02 pm
Obrigado, polas respostas, mais volvendo o tema dos navios, non é tirar o diñeiro tendo en conta o que tardan en recibirse e o tempo que xa teñen. Ademaís se tamen tedes falta de efectivos para os buques, non e mellor ter menos buques pero de maior calidade ?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 09, 2007, 12:02:25 am
Pessoalmente acho que com as 5 fragatas vamos ficar muito bem servidos. Podem não ser "state of the art", mas são relativamente modernas e com muitos anos de operação pela frente.
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 09, 2007, 11:07:26 am
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Navio Creoula faz amanhã 70 anos
 
Publicado em:
 2007-05-09

A Marinha assinala amanhã, dia 10 de Maio, os 70 anos do lançamento à água do “CREOULA” Para o efeito, será realizada uma cerimónia na Doca da Marinha pelas 12H30.
A partir das 15h00 o Navio, atracado na Doca da Marinha, estará aberto a visitas, sendo uma oportunidade para conhecer este Navio de Treino de Mar.

O “CREOULA”, lugre de quatro mastros, foi construído no início de 1937 nos estaleiros da CUF, em Lisboa, no tempo recorde de 62 dias úteis.

Enquanto bacalhoeiro, o "CREOULA", efectuou 37 campanhas de pesca, até 1973, e navegou o equivalente a mais de dez viagens à volta do mundo; trouxe para Portugal cerca de 26000 toneladas de bacalhau fresco.

Em 1979, o "CREOULA" foi comprado à Parceria Geral de Pescarias pela Secretaria de Estado das Pescas que ao verificar que o casco se encontrava perfeitamente conservado, transformou-o em Navio de Treino de Mar.

Desde então, o “CREOULA” tem como missão aproximar as pessoas do mar, proporcionando aos jovens o contacto com o mar e a experiência de uma vida de bordo.

Todos os anos, habitualmente entre Maio e finais de Setembro, o "CREOULA" realiza cruzeiros destinados aos jovens que pretendam participar activamente no dia-a-dia a bordo de um grande veleiro e na sua condução em alto mar.

Em 2006, o "CREOULA" navegou mais de 1600 horas e visitou aproximadamente 20 portos diferentes, atingindo o maior número de dias seguidos de mar de que há registo desde que passou a ser Navio de Treino de Mar – 11 dias – na regata TALL SHIP’S RACES, de Saint- Malo para Lisboa. Tendo sido visitado por mais de 28.000 pessoas, o "CREOULA" embarcou cerca de 1000 instruendos, estabelecendo a ligação a mil famílias, aumentando, assim, o já elevado número dos “ Amigos do CREOULA”.

Hoje, após 70 anos, o "Creoula", o último bacalhoeiro português e único Navio de Treino de Mar nacional, continua a representar a ligação viva de um passado da maior importância histórica a um presente de serviço à cultura e à formação da juventude portuguesa, na perpetuação de uma tradição marítima sem igual no mundo.


(http://www.marinha.pt/NR/rdonlyres/3B7B349D-9E58-4738-B325-72A1E58567FF/0/creoula_img2.jpg)
Título:
Enviado por: Creoula em Maio 09, 2007, 01:33:24 pm
Bolas, eu ia colocar a noticia mas o Lancero adiantou-se  :)!  Que saudades!
Aventura, diversão, alegria, aprendizagem, camaradagem, Amigos, sol, mar (muito e belo), calmaria, tempestade, tristeza... são palavras que me surgem de imediato e retratam o que vivi a bordo (e fora) do Creoula.
Cerca de 566 horas de navegação, quase 4 000 milhas navegadas, visitando, entre portos e ancoradouros, Porto Santo (3 vezes), Funchal (2 vezes), Desertas, Las Palmas, Vila Franca do Campo, Ponta Delgada, Horta. Tudo isto distribuído por três viagens: 1995 Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 1999 Centro de Estudos da Avifauna Ibérica; 2003 1ª Expedição National Geographic/Oceanário de Lisboa.
Na família há mais dois "amigos do Creoula", o meu pai, que me acompanhou aos Açores em 2003 e a minha irmã que foi até ás Berlengas em 2004. Eu, para manter o espaço de 4 anos entre cada viagem, teria de embarcar este ano mas não o poderei fazer, talvez para o ano, não sei... mas de certeza que voltarei a navegar novamente neste magnifico navio.
Aconselho a sua visita mas, mais do que a visita, aconselho os jovens (e menos jovens!) a aventurarem-se numa viagem a bordo do Creoula!

Cumprimentos
 max1x1
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 09, 2007, 03:53:45 pm
Como é que se pode fazer isso?
Título:
Enviado por: Creoula em Maio 11, 2007, 08:08:17 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Como é que se pode fazer isso?


Caro Cabeça de Martelo, em 1995 viajei porque fui seleccionado num concurso nacional entre escolas, em 1999 porque tinha amigos no CEAI que me convidaram a participar, em 2003 porque vi o anúncio da 1ª expedição National Geographic/Oceanário de Lisboa num jornal e contactei o Oceanário.
Portanto, terá de pertencer a um grupo que organize uma viagem no Creoula, pois não há candidaturas individuais para embarque no Creoula. Geralmente são grupos de escuteiros, escolas, universidades, grupos ambientalistas, associações de juventude, câmaras municipais...que mais viagens organizam no navio. Há que estar atento ao planeamento anual do navio e contactar as entidades organizadoras, ou então pertencer a uma dessas associações.

Encontra mais informações aqui: http://www.marinha.pt/creoula/index.html (http://www.marinha.pt/creoula/index.html)

Cumprimentos
Tiago Lemos
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 11, 2007, 10:54:05 pm
Obrigado!  :wink:
Título:
Enviado por: Falcão em Maio 13, 2007, 10:26:34 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
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Lisbon picks mines

The Portuguese Defence Ministry is buying MN 102 Murena multi influence mines for its Type 209PN class submarines. The mines are being bought from Italy’s Società Esplosivi Industriali SpA (SEI SpA) and integration trials with the HDW-manufactured torpedo tube system are almost complete with a torpedo tube will be able to carry two mines. These mines are a special version of the Murena with a new body but the
original target detection equipment
.

Eu pensava que a Marinha já tinha seleccionado o armamento para os submarinos!  :?


Já foram escolhidos os torpedos, as minas, e agora só falta formalizar a aquisição dos Sub-Harpoon Block II.
Título:
Enviado por: Mazagão em Maio 14, 2007, 01:14:16 am
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As of late March, the TyssenKrupp-owned HDW shipyard in Kiel was building the next in its six-sub contract for Type 212s for the German Navy. Adjacent to it in the covered construction hall was the 13-meter (42.6-ft.)-high fore section of the first Type 214-derivative sub for Portugal. Engineers were installing the torpedo tubes.

Fonte: Defense Technology International May 2007
http://www.nxtbook.com/nxtbooks/aw/dti0507/index.php?startpage=26
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 17, 2007, 04:54:16 pm
(http://www.marinha.pt/NR/rdonlyres/B0958FFC-9475-406E-9163-EF3971E8E0F8/3451/ProgDiaMarinha2007.jpg)

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Dia da Marinha comemorado nos Açores
 
Publicado em:
 2007-05-14

A Marinha Portuguesa comemora no dia 20 de Maio, o "Dia da Marinha. Este ano as celebrações centram-se nos Açores, nomeadamente  nas ilhas do Faial, Terceira e São Miguel englobando uma série de actividades, tais como exposições, visitas às unidades navais (disponíveis para visitas de escolas e particulares) e concertos realizados pela Banda da Armada.  

No Dia da Marinha, dia 20, as comemorações ocorrem na cidade de Ponta Delgada, o programa será o seguinte:

09.30- Missa na Igreja de S.Sebastião
11.00- Cerimónia Militar na Praça Gonçalo Velho Cabral
12.00- Demonstração Naval na Av. Infante D. Henrique
12.45- Lançamento do Livro "Guia de Mergulho dos Açores" a bordo do NE    Sagres
17.00 às 20.00 - Visitas de unidades navais atracadas no porto  ( NRP "Barracuda",  NTM "Creoula", NRP "Vasco da Gama", NRP "João Belo", NRP "João Coutinho", NRP "Pereira D'Eça", NRP "João Roby", NRP "Bacamarte" e NRP "D. Carlos I")

O Dia da Marinha será também assinalado um pouco por todo o país, onde a Marinha tem representação, especial destaque para o Aquário Vasco da Gama, Museu de Marinha e Planetário Calouste Gulbenkian que estarão abertos ao público gratuitamente.

O Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes estará presente nas comemorações.
Título:
Enviado por: SSK em Maio 17, 2007, 05:01:06 pm
O NRP "Bacamarte" (Lancha de Desembarque Grande LDG 203) não vai lá estar, teve uma avaria no sistema de abertura da porta o que não lhe permite efectuar a viagem até aos Açores.
Título:
Enviado por: SSK em Maio 18, 2007, 04:33:20 pm
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Já foram escolhidos os torpedos, as minas, e agora só falta formalizar a aquisição dos Sub-Harpoon Block II.


Também já está, até já se sabe para quando os cursos nos states...
Título:
Enviado por: MERLIN em Maio 18, 2007, 04:39:01 pm
SSK tem a certeza em relação aos Harpoon? Temos dinheiro para tal?
Cumptos
Título:
Enviado por: SSK em Maio 18, 2007, 04:41:37 pm
Tenho!!!

e mais não posso dizer :censurado:
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 18, 2007, 05:03:20 pm
Merlin, o HarpoonII não é tão caro como um Tomahawk....
Título:
Enviado por: MERLIN em Maio 18, 2007, 05:22:24 pm
Sim, mas para nos (o melhor para o pais e para os politicos) tudo é caro!!! Seria muito bom termos os 209PN equipados com esta arma! Eu até não sou exquesito, até poderiam ser Exocet se os fundos não dessem para mais!!!
Cumptos
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 18, 2007, 05:37:42 pm
Seria interessante adquirir mais Harpoon para os P3 e F16MLU nomeadamente a sua versão SLAM-ER.
Título:
Enviado por: Spectral em Maio 18, 2007, 09:00:34 pm
Tanto quanto sei o Harpoon II ( a versão do Harpoon clássico que entre outas coisas está equipada com um GPS e permite atcar alvos costeiros) não tem uma subvariante lançada de submarino :|

http://www.designation-systems.net/dusrm/m-84.html
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 18, 2007, 10:18:51 pm
Citação de: "Spectral"
Tanto quanto sei o Harpoon II ( a versão do Harpoon clássico que entre outas coisas está equipada com um GPS e permite atcar alvos costeiros) não tem uma subvariante lançada de submarino :|


Pois é, eu também estava com a mesma dúvida. Consultei todos os meus apontamentos e não encontrei nada. O Sub-Harpoon é só anti-navio.
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 18, 2007, 10:29:38 pm
A unica versão que existe do Harpoon é o SLAM-ER (http://img460.imageshack.us/img460/4589/slamerja4.jpg) (http://http) que pode ser usado pelo F16MLU e pelo P3C, possui uma camara na parte frontal do missil, provavelmente os nossos Harpoon BlockII so serão para atacar alvos navais ou costeiros.
Título:
Enviado por: SSK em Maio 19, 2007, 01:09:55 am
O nosso vai ser Block II e vai sair de dento dos tubos do submarino, esta eu sei e para confirmar http://www.boeing.com/defense-space/missiles/harpoon/docs/HarpoonBlockIIBackgrounder.pdf

Citar
Harpoon Block II expands the capabilities of the Harpoon anti-ship weapon. Harpoon, the world's most successful anti-ship missile, features autonomous, all-weather, over-the-horizon capability.
(http://www.boeing.com/defense-space/missiles/harpoon/images/harpoon_D4C-118803-1_375x300.jpg)
e esta imagem (site da boeing)http://www.boeing.com/defense-space/missiles/harpoon/index.htm

 :wink:  :wink:  :wink:
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 20, 2007, 09:01:00 pm
Citar
Discurso por ocasião do Dia da Marinha em Ponta Delgada

Publicado em:
 2007-05-20

Senhor Ministro da Defesa Nacional
Senhor Representante da República para a Região Autónoma dos Açores
Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores
Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar
Senhor Presidente da Comissão de Defesa Nacional da A.R.
Senhores Deputados da A.R. eleitos pelo círculo dos Açores
Senhora Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada
Senhores Secretários do Governo Regional dos Açores
Senhores Deputados da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores
Ilustres Autoridades
Distintos convidados

Em primeiro lugar, dirijo-me a V. Exas., para agradecer o lustre que a Vossa presença confere a esta cerimónia de grande significado para a Marinha, em que celebramos a data da chegada de Vasco da Gama à Índia, há 509 anos.
Celebramos um passado e presente de orgulho, construído por gerações de homens e mulheres; militares, militarizados e civis, que serviram e servem Portugal na Marinha. O seu labor, determinação e coragem são o nosso horizonte de referência. Mas, este é, também, um momento em que queremos ver para além do horizonte, na demanda do futuro que estamos a construir.
Este é, ainda, um momento em que, ao celebrar a Marinha, procuramos reafirmar a importância estratégica que o mar tem para Portugal e contribuir para o fortalecimento da vontade nacional, pela afirmação de uma mentalidade marítima, marca identitária da cultura do nosso Povo.
Neste enquadramento, é, pois, com muito gosto, que agradeço a V. Ex.ª, Senhor Ministro da Defesa Nacional, a disponibilidade que teve para presidir ao Dia da Marinha.
Uma palavra especial ao Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores, pelo acolhimento prestado, tornando possível a realização deste importante evento na Região Autónoma dos Açores, que tanto significa para todos os marinheiros e à qual me ligam laços familiares e memórias indeléveis.
Aos Senhores Presidentes das Câmaras Municipais onde decorreram as festividades e, por maioria de razão, à Senhora Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, um agradecimento sentido pelo apoio que nos quiseram dar.
Manifesto, ainda, o meu reconhecido agradecimento pela presença de todos os dignitários, políticos, militares e eclesiásticos, que gentilmente acederam ao nosso convite. É um sinal inequívoco de apoio que nos reforça o alento para continuarmos a ser uma Marinha relevante, ao serviço dos superiores interesses do País, e na qual os nossos concidadãos possam sempre confiar.

Senhores Almirantes ex-Chefes do Estado-Maior da Armada
Senhores Generais representantes dos Chefes do Estado-Maior do Exército e da Força Aérea
Excelência Reverendíssima Bispo das Forças Armadas
Senhores Directores-Gerais do Ministério da Defesa Nacional
Senhores oficiais-generais comandantes militares nos Açores
Açorianos,

Volvidos 24 anos, assinalamos novamente o Dia da Marinha no Arquipélago dos Açores. É uma forma sentida de prestar tributo e homenagem a esta terra e às suas gentes, que nos têm sempre sabido acolher calorosamente; com quem partilhamos uma identidade comum, o Mar; e onde assume particular expressão a maritimidade da Nação Portuguesa.
A rica e vasta história dos Açores funde-se com a gesta marinheira portuguesa, porque foi a vontade de conhecer o além horizonte do agreste Atlântico, que levou ao seu descobrimento e, depois, à sua utilização como base estratégica e passagem obrigatória na rota de torna viagem, para aproveitar os ventos favoráveis e retemperar o ânimo.  
Depois, assumiram capital importância para o controlo do Atlântico, tornando-se um dos mais valiosos instrumentos funcionais da política externa portuguesa.
Aqui se escreveram páginas ímpares da nossa história, como o heróico combate que opôs o caça-minas “Augusto de Castilho” ao submarino Alemão U-139, em 14 de Outubro de 1918. Desse e de outros sacrifícios de então, dá público e eloquente testemunho o monumento, aqui mesmo erigido em Ponta Delgada, aos Marinheiros que pereceram na Grande Guerra.
Na Segunda Guerra Mundial, outras acções de grande coragem ocorreram, como a do contratorpedeiro “Lima”, que logrou recuperar 118 náufragos de navios torpedeados 340 milhas a sudoeste desta ilha.
Hoje, a Marinha mantém, como sempre, a sua estreita ligação aos Açores. Em boa verdade, ao longo de quase seis séculos, a nossa vida tem sido o Mar, como bem apontou Vitorino Nemésio, quando disse:
“Não sou marinheiro mas sou ilhéu e portanto embarcadiço. Além de que a vida é, em si mesma,..., uma vasta e tremenda singradura.”
Ao povo Açoriano expresso aqui, publicamente, o agradecimento e apreço da Marinha.
Permitam-me V. Exas. que agora vos fale, mais em detalhe, desta vossa instituição.
Julgo ser incontroverso que o mar desempenha um papel essencial para Portugal. Mas sendo assim, para além das intenções, é necessário actuar! O seu potencial, sendo vasto, é, no entanto, finito. A sua riqueza, estratégica para o desenvolvimento e bem-estar das populações, requer, por isso, uma Marinha actuante, capaz de acautelar a sua mais valia para os portugueses. Para tal, há que estar preparado para fazer face a um amplo conjunto de desafios, de que saliento o terrorismo, a criminalidade transnacional, as agressões ambientais, a ocupação desordenada do litoral e a exploração desenfreada dos recursos. Tudo num ambiente complexo, caracterizado pela permeabilidade da fronteira marítima, pela imprevisibilidade do ambiente estratégico internacional e pela conjuntura económico-financeira nacional.
É neste enquadramento, Senhor Ministro da Defesa Nacional, que entendemos a Marinha como instrumento da Nação para usar o mar na justa medida dos seus interesses: seja como zona de defesa e segurança; espaço de livre circulação; fonte de recursos e de conhecimento; ou veículo cultural.
Para melhor entendimento de todos os Portugueses que com os seus impostos sustentam a nossa actividade, dividimos essa missão em três funções essenciais:
A defesa militar e o apoio à política externa do Estado;
A segurança e autoridade do Estado no mar; e,
O apoio ao desenvolvimento económico, científico e cultural do País.
Para as cumprirmos temos de dispor de uma Marinha:
 Equilibrada – porque edificada segundo uma matriz coerente de capacidades para actuar no mar, ou a partir dele;
 Optimizada – porque eficaz no produto operacional e eficiente nos processos;
 De duplo uso – operando segundo uma lógica de integração e complementaridade entre marinha militar e guarda-costeira, permitindo economia de meios e potenciação do desempenho.

São estes os paradigmas de desenvolvimento da Marinha, que se afirma ao serviço de Portugal como: firme na defesa, empenhada na segurança, e parceira no desenvolvimento.
São estas as questões “fortes e estruturantes” em que nos empenhamos.

E qual é então a medida das nossas concretizações, o produto operacional da Marinha?
Na defesa e apoio à política externa, numa expressão inequívoca da dimensão expedicionária da esquadra, mantemos, permanentemente, em prontidão de 48 horas, a componente naval da Força de Reacção Imediata, apta a executar - dentro das suas capacidades - qualquer acção de carácter militar como, por exemplo, a evacuação de cidadãos nacionais no estrangeiro, como aconteceu em 1998, na Guiné-Bissau, ou de apoio em caso de calamidade ou acidente. Simultaneamente, asseguramos um vasto leque de participações de carácter multinacional, honrando os compromissos do País, de que são exemplo a atribuição de uma fragata à força naval permanente da NATO, agora focalizada em África; a recente intervenção de uma força de acções especiais dos fuzileiros, na República Democrática do Congo, sob a égide da União Europeia; as visitas de unidades navais e os projectos de cooperação técnico-militar que mantemos com os Países Lusófonos.
No âmbito da segurança e da afirmação da autoridade do Estado no mar, mantemos, ininterruptamente, 365 dias por ano, 24 horas por dia, um Dispositivo Naval que assegura a vigilância e controlo dos espaços sob soberania ou jurisdição nacional, o serviço de busca e salvamento marítimo e o apoio aos navegantes e populações ribeirinhas, como bem conhecem os Açoreanos.
Para tal, empenhamos articulada e complementarmente, os meios do Comando Naval e da Direcção-Geral da Autoridade Marítima que efectuam, em cada ano, milhares de vistorias a embarcações de todos os tipos; centenas de acções de combate à poluição, como a do “CP Valour” na Ilha do Faial; e muitas centenas de acções de salvamento, num esforço muito gratificante e que nos honra particularmente: o de salvar vidas.
É esta recompensa moral, que está na origem da dedicação espontânea de tantos marinheiros que, numa dádiva pessoal, mantêm em funcionamento ininterrupto um conjunto assinalável de estruturas de serviço público, sem daí retirarem outro benefício. Os mesmos que, quantas vezes, são julgados pela opinião pública por quem, tendo a competência, não se subtrai aos interesses e, por outros que, embora agindo de boa fé, dela não dispõem.
 
Hoje, a segurança e o bem-estar dos portugueses, exige uma perspectiva sem fronteiras entre os contribuintes para a segurança interna e externa. Por isso, na área do exercício da autoridade do Estado no mar, continuámos a promover e aprofundar colaborações institucionais com os demais departamentos com atribuições em ambiente marítimo: com a GNR, no controlo de ilícitos aduaneiros e fiscais e na repressão da pesca ilícita nos estuários; com a Polícia Judiciária, no combate ao narcotráfico; com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, na vigilância e prevenção da imigração ilegal, incluindo o empenhamento de uma corveta nas águas de Cabo-Verde no sentido de cooperar na mitigação da permeabilidade da fronteira marítima da união Europeia; com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, nas inspecções sanitárias a navios e na repressão de actividades fraudulentas no Domínio Público Marítimo e muitas outras entidades, seja no domínio dos transportes, do ambiente, ou dos recursos vivos ou inertes que, como nós, entendem a transversalidade das actuações no mar.
Esta cooperação, característica da normal ordem democrática, é fundamental para que a autoridade no mar se exerça de forma mais integrada e eficiente, em benefício do País. É assim que entendemos a acção do Estado; por isso, defendemos uma Marinha que conceptualizamos como “de duplo uso” nas vertentes militar e civil, assente em dois pilares fundamentais: a versatilidade dos navios e as competências e proximidade às comunidades ribeirinhas do Capitão de Porto.

No domínio científico, o Instituto Hidrográfico é reconhecido nacional e internacionalmente, como uma instituição de referência. Para além de muitas outras missões, está empenhado no projecto nacional e estratégico, de estudo e levantamento da plataforma continental, no sentido de habilitar Portugal a reclamar direitos de jurisdição sobre áreas para além das acuais duzentas milhas da actual Zona Económica Exclusiva. Para tal, o navio oceanográfico “D. Carlos I” já estudou mais de 540.000 km2 de fundos marinhos (o equivalente a 6 vezes a área do território nacional) sendo expectável que em algumas áreas, possamos vir a alargar – como será o caso dos Açores – até ás 350 milhas, as já extensíssimas áreas sob jurisdição Nacional

No domínio económico, realço o contributo que o processo de regeneração da Esquadra representa como oportunidade para a indústria nacional. Paralelamente, decorre o processo de empresarialização do Arsenal do Alfeite com vista a viabilizar economicamente uma infra-estrutura fundamental para a Marinha e para o País, e cujo futuro, no actual enquadramento, não existe.
 
No domínio cultural, disponibilizamos aos Portugueses um valioso parque museológico e pedagógico, tendo como expoentes o Museu de Marinha, o Planetário Calouste Gulbenkian, o Aquário Vasco da Gama e a Biblioteca e Arquivo Central da Marinha. Paralelamente, marcamos presença junto da diáspora através de visitas de unidades navais e, muito especialmente, do Navio Escola “Sagres”.

Ilustres Autoridades
Distintos convidados

Permitam-me que me dirija agora aos militares, militarizados e civis da Marinha para, em primeiro lugar, saudar aqueles que, hoje mesmo, em serviço na primeira linha de exigência operacional, cumprem Portugal no mar.
O futuro – o nosso futuro - está sempre além horizonte e a incerteza que encerra nunca nos demoveu de o demandarmos, cientes das condicionantes, mas confiantes no saber, na motivação, na tenacidade e na imaginação criativa, que são marcas de carácter que nos unem e identificam!
É assim que começo por eleger a regeneração da Esquadra como elemento determinante, porque num quadro de reconhecidas dificuldades orçamentais, o País e o Governo, com inquestionável visão político-estratégica, reconheceram que apesar do esforço financeiro que tal processo encerra, é imprescindível defender adequadamente os interesses de Portugal no mar.  
Neste enquadramento, refiro a tão oportuna, como necessária, aquisição de duas modernas fragatas à Marinha Holandesa, que integrarão a Esquadra já em 2008 e 2009.
 
Este programa, a par da construção dos submarinos e da aquisição de mais helicópteros, serão o apoio indispensável à capacidade expedicionária que esperamos ver aumentada com a construção do Navio Polivalente Logístico. Em paralelo, estamos já a tratar da capacidade intrínseca de projecção de força em terra, através do reequipamento dos Fuzileiros, dotando-os de viaturas tácticas anfíbias para que possamos utilizar na plenitude, se e onde for necessário, uma força de inegável valor e de indubitável utilidade face à dispersão do território nacional, à imprevisibilidade e magnitude de fenómenos naturais nefastos e à existência de Portugueses nas sete partidas do mundo.

No que respeita às actuações de matriz jurisdicional, saliento o projecto de construção dos oito Navios Patrulhas Oceânicos, dos quais dois na variante de Combate à Poluição, e das oito Lanchas de Fiscalização Costeira. Infelizmente, a construção tem acumulado atrasos e não é ainda possível, com rigor, saber quando ocorrerá a entrega dos primeiros navios. Este é um desafio que teremos que vencer em nome das nossas tradições na construção e reparação naval. A Marinha continua disponível para ajudar, como tem feito, e paciente na espera por um produto de qualidade, fundamental para servir o País nos próximos trinta anos. Tenho hoje o grato prazer de anunciar que um destes navios tomará o nome de ”Ponta Delgada” em homenagem a esta terra que nos recebe. É um tributo que devemos aos Açorianos

Paralelamente, a Lei de Programação Militar também irá permitir reforçar o “Plano Mar Limpo”, para o combate à poluição, incluindo melhorias nas bases logísticas das Regiões Autónomas, designadamente o reapetrechamento da base logística de Ponta Delgada e a eventual criação de bases logísticas no Faial e na Terceira.
 
Mas o futuro passa, igualmente, pelo impulso reformador na organização do Estado e, no nosso caso, pelo processo de reestruturação da estrutura superior da Defesa Nacional e das Forças Armadas. A Marinha manter-se-á empenhada e actuante neste processo, sem visões sectárias ou corporativas, antes numa postura que privilegia as aproximações cooperativas, solidárias e não dominantes, estabelecendo a confiança essencial para que se potencie a mais valia do todo, em relação ao somatório das partes.
Não podemos deixar-nos tentar por opções teoricamente perfeitas mas cuja operacionalização entalhe perturbações inultrapassáveis e custos indirectos à partida desconhecidos, como por vezes acontece quando a aparente e evidente virtualidade das reformas, não coincide com a ponderação cuidada das soluções.

Senhor Ministro da Defesa Nacional
A construção do futuro não será possível sem o envolvimento das pessoas, pelo que considero indispensável garantir a coesão, a motivação, a liderança e a disciplina. Estes são factores determinantes para o cumprimento das missões, mas cujo equilíbrio pode ser posto em causa por factores exógenos, para além da latitude de decisão da Marinha, e que decorrem, por via de regra, da vontade de tratar de forma homogénea aquilo que é diferente por natureza.
Estamos conscientes das medidas de rigor necessárias para ultrapassar as dificuldades financeiras do País e garantir o futuro. Mas também reconhecemos que o posicionamento relativo dos militares na escala social dos servidores do Estado deve ser acautelado no sentido de assegurar que a Marinha represente, como deve, e é da norma democrática, um corte representativo da sociedade em que se insere.

Marinheiros,
Compete-me comandar a Marinha. À acção de comando é inerente o dever de tutela dos meus subordinados. Fá-lo-ei; não só porque tal está estatuído na lei, mas porque também corresponde à minha profunda convicção. É neste sentido, que prosseguiremos uma política de valorização do nosso capital humano:
 Oferecendo uma qualificação profissional de excelência, acreditada e certificada;
 Aprofundando as ligações à comunidade civil, marca da integração da Marinha no País;
 Promovendo uma cultura do mérito, repercutindo o desempenho no desenvolvimento da carreira, promovendo a diferenciação enquanto caminho de motivação, e reconhecendo a especificidade do pessoal embarcado e daquele que desempenha funções na primeira linha de exigência operacional.

São medidas de fortalecimento do potencial estratégico da Marinha, pela valorização do factor humano, que só terão sucesso se sustentadas numa cultura de liderança que, aos diferentes níveis, pugne pelo permanente sentido de missão, pela noção do dever, pelo orgulho de ser militar marinheiro, e pelo estrito cumprimento das nossas normas de funcionamento e de disciplina. Disciplina esta que é exclusiva da hierarquia militar e que na nossa forma muito própria de estar, é uma disciplina consentida, a disciplina do mar, aquela em que todos dependemos de todos.
É na vivência diária destes valores, que conseguiremos a coesão essencial ao nosso sucesso e que nos revelaremos merecedores do capital de confiança que o País em nós deposita.

Ilustres Autoridades
Distintos convidados

Não quero terminar sem relembrar que, na minha posse, tomei o compromisso de preparar o futuro, honrando um passado secular de serviço a Portugal. Por isso, cumpre-me dar hoje, aqui e agora, testemunho de que a nossa Marinha se tem cumprido, porque é e continuará a lutar para continuar a ser:
 Relevante, pela competência;
 Pronta, porque capaz de ser empregue quando e onde requerido;
 Flexível, cumprindo a sua missão com inovação e capacidade de adaptação, não ficando indiferente à mudança;
 Coesa, revendo-se os seus membros nos propósitos e na acção de comando, sustentada numa cultura muito própria e nos valores militares;
 Prestigiada, pelo reconhecimento da sua utilidade e eficácia, pelos nossos concidadãos e pelos aliados.

São estes os princípios que nos orientam, para que, em estreita cooperação com outros departamentos do Estado com responsabilidades no mar, reforçando a abertura e o aprofundamento das ligações à comunidade civil, na afirmação duma inequívoca integração da Marinha no País, se concretize o desígnio estratégico do “bom uso do mar” em benefício dos portugueses.
Todos temos orgulho naquilo que permanentemente concretizamos, mas todos temos, também, que assumir frontalmente, que muito mais haverá a fazer. É esta a nossa motivação, é este o timbre dos Marinheiros!
Pugnarei para que prossigamos, norteados pela cultura do serviço público, habituados que estamos a colocar, sempre, os interesses do colectivo nacional à frente dos interesses individuais ou corporativos.
A Marinha reivindica para si, como sempre, tão só poder servir bem Portugal e os Portugueses. Por isso, o nosso rumo está traçado e visa, hoje, como ontem, muito para além do horizonte. Outra convicção não posso ter “nesta vasta e tremenda singradura”!

Viva a Marinha! Viva Portugal!

Fernando de Melo Gomes
Almirante




 
Título:
Enviado por: TaGOs em Maio 20, 2007, 11:08:55 pm
Citar
...Este programa, a par da construção dos submarinos e da aquisição de mais helicópteros, serão o apoio indispensável à capacidade expedicionária que esperamos ver aumentada com a construção do Navio Polivalente Logístico. Em paralelo, estamos já a tratar da capacidade intrínseca de projecção de força em terra, através do reequipamento dos Fuzileiros, dotando-os de viaturas tácticas anfíbias para que possamos utilizar na plenitude, se e onde for necessário, uma força de inegável valor e de indubitável utilidade face à dispersão do território nacional, à imprevisibilidade e magnitude de fenómenos naturais nefastos e à existência de Portugueses nas sete partidas do mundo.


Que helicópteros são estes?
Título:
Enviado por: SSK em Maio 20, 2007, 11:33:08 pm
NH-90
(http://www.defenseindustrydaily.com/images/AIR_NH90_on_Deck_lg.jpg)

PARA SUBSTITUIR OS LYNX
(http://www.worldwide-military.com/Military%20Heli's/Maritime%20plaatjes/groot/lynx_portugal.jpg)
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 20, 2007, 11:41:57 pm
SSK escreveu:
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NH 90 para substituir os Lynx

Duvido muito, aliás tenho a certeza que não. Qualquer das duas classes de fragatas necessitava de alterações a nivel do hângar e parque do helicóptero, mas isso não seria grande problema. O problema é que quando rec$$$$$ebêsse-mos os NH 90 já as fragatas tinham sido abatidas.
Título:
Enviado por: SSK em Maio 21, 2007, 12:02:27 am
Concordo consigo Luis mas  é o que se fala, da mesma maneira que já se falou em comprar lynx's novos.

Lá está o $$$$$$ a falar mais alto :wink:
Título:
Enviado por: Raul Neto em Maio 21, 2007, 12:12:28 am
O NH 90 teria como vantagem uma racionalização de meios e sobretudo de custos, uma vez que vamos dispôr  :roll: do TTH 90 :wink:

E digo isto apesar de ser um grande apreciador das qualidades do Lynx, mas tenho de ser realista
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 21, 2007, 12:53:37 am
Meus senhores nestes anos próximos o NH 90 teria a vantegem de não poder aterrar em nenhum dos nossos navios incluindo os NPO. Só o Bérrio os podia receber, mas quando fossem entregues já nem o Bérrio existe. Concordo sim, mas para a próxima geração de fragatas. Ou então compram-se os NH 90, e esquecemo-nos de vêz dos upgrades das FFG.
Título:
Enviado por: SSK em Maio 21, 2007, 12:58:48 am
Não sei é se vai haver up-to-date às FFGH, no meu entender com a aquisição das tipo "M" está tudo um pouco mais cinzento. E ainda por cima os ciclos operacionais passam para 5anos, vamos lá ver, só o futuro nos pode esclarecer as dúvidas...
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 21, 2007, 01:03:41 am
Bastavam uns 6, visto que nunca vamos ter as 5 fragatas a operarem em simultaneo, podemos ter sempre 1 NH90N em cada fragata( se tiver-mos 1 ou 2 encostadas e mesmo que haja NH90 em manutenção) teriamos margem para os disponibilizar tendo 6.

Além disso as Classe "M" já podem receber NH90, as MEKO teriam de sofrer alterações.
Mas quando o CEMA fala em mais helicópeteros está-se a referir a Lynx quase de certeza.
Título:
Enviado por: SSK em Maio 21, 2007, 01:05:56 am
Das 5 só 4 é que vão estar operacionais em simultaneo, devidos às manutenções planeadas. Mas é uma ideia.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 21, 2007, 01:21:01 am
Typhonman escreveu:
Citar
Além disso as Classe "M" já podem receber NH90, as MEKO teriam de sofrer alterações.

Dado que não tenho comigo nada com as dimensões do Cougar e do NH 90, não vou afirmar (por hoje) mas creio que são idênticos em tamanho e tonelagem, e os chilenos tiveram de fazer alterações nas suas K. Doorman para acolher o Cougar Naval. Também tiveram por esse motivo de prescindir do Goalkeeper que deverá ser substituido pelo Phalanx, que não "entra" pelo hângar abaixo.
Título:
Enviado por: Raul Neto em Maio 21, 2007, 01:22:02 am
Citação de: "luis filipe silva"
Duvido muito, aliás tenho a certeza que não. Qualquer das duas classes de fragatas necessitava de alterações a nivel do hângar e parque do helicóptero, mas isso não seria grande problema. O problema é que quando rec$$$$$ebêsse-mos os NH 90 já as fragatas tinham sido abatidas


Precisamente esse o meu ponto de vista :wink: e é justamente isso que eu defendo quando escrevi o que escrevi acima :wink:

Por isso adeus Lynx 300 uma vez que já cá teremos (em princípio) os TTH 90, sempre será menos uma frota
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 21, 2007, 01:43:25 am
Raúl Neto escreveu:
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daí que começarmos já a planear a sua aquisição não faz mal nenhum.

Claro que não, e já agora as plataformas também, porque daqui a 30 anos devem estar a ser encomendadas, e nesse caso o NH 90 está a ser retirado de serviço.
Título:
Enviado por: Raul Neto em Maio 21, 2007, 02:12:04 am
Citação de: "luis filipe silva"
Raúl Neto escreveu:
Citar
daí que começarmos já a planear a sua aquisição não faz mal nenhum.
Claro que não, e já agora as plataformas também, porque daqui a 30 anos devem estar a ser encomendadas, e nesse caso o NH 90 está a ser retirado de serviço.


Exacto, basta vermos que os construtores levam sempre um tempo considerável a responder a estes concursos. Quando recebemos as VdG  os Lynx ainda demoraram a sair da linha de Yeovil, além disso ainda houve (e há sempre) o tempo necessário para preparar e certificar os pilotos e as tripulações para poderem operar no navio, se bem que neste último caso, e pelo que na altura foi divulgado, sempre fomos mais céleres do que foi por exemplo a Marinha Alemã para terminar indêntico processo com os seus Lynx.

Mas há sempre aquela questão de entrega atempada de ambas as plataformas (naval e aérea) :wink:
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 21, 2007, 02:53:29 am
As alterações às M para receberem o NH-90 são mínimas e os holandeses tinham-nas programado para todas as M, excepto às que foram para o Chile. Não sei é se já teriam feito as modificações às nossas. O Goalkeeper mantém-se após as modificações feitas. Os Cougar são  maiores que o NH-90 e por isso as modificações das chilenas foram mais importantes.
Título:
Enviado por: Raul Neto em Maio 21, 2007, 04:35:39 am
(http://defence-data.com/paris99/superlynx.jpg)

Fonte :wink:
Título:
Enviado por: Mazagão em Maio 28, 2007, 01:26:54 am
Encontrei o seguinte no Fórum Warships 1 (http://http)

Citar
Some Dutch News:

* The 4 remaining M-frigates of the RNLN and RBN will be updated iot keep them operational until 2020. The flightdeck and hangar will be adapted for the NH-90. The CMS will be updated/replaced, probably it will get a CMS basedon the CMS of the LCF's. The M's will also get the SEASTAR X-band Phased Array surveillance radar (the same system as will be placed on the OPV's). There were also rumours about a EO-surveillance system (maybe the same one as the OPV's), but nothing specific was mentioned. Of course a lot of the platform systems will be replaced and the ships will get a new communication system capable of NEC-operations.

It is expected that the Portuguese navy will make these same updates iot keep all M-ff of European operators in the same configuration.

The Low Frequency Active Sonar (LFAS) is a separate project but it is expected that before 2009 the first orders for this system will be placed.
Título:
Enviado por: tgcastilho em Junho 10, 2007, 09:20:31 pm
Boas
pelo que me foi hoje dito o LPD ja esta a ser construido,em março/abril de 2008 começam os testes de flutuaçao.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 10, 2007, 09:50:37 pm
TG Castilho escreveu:
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Boas
pelo que me foi hoje dito o LPD ja esta a ser construido,em março/abril de 2008 começam os testes de flutuaçao.
Cumprimentos

Caro Castilho, nunca acredite em tudo o que lhe dizem. O contracto de construção ainda nem foi assinado com nenhum estaleiro.
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Junho 11, 2007, 09:29:28 pm
Soube por uma fonte no Urugay que o processo de transferência das "João Belo" prossegue, faltando apenas a aprovação parlamentar.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 11, 2007, 10:17:12 pm
Isso é bom!

Só uma pergunta o dinheiro da venda reverte a favor da Armada Portuguesa ou para os chupistas do estado?
Título:
Enviado por: João Oliveira Silva em Junho 11, 2007, 10:34:16 pm
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Só uma pergunta o dinheiro da venda reverte a favor da Armada Portuguesa ou para os chupistas do estado?

Agradeço um pequeno esclarecimento.
A armada já foi privatizada ou ainda é parte integrante do Estado?
Por amor de Deus.
Cumprimentos,
Título:
Enviado por: João Oliveira Silva em Junho 11, 2007, 10:41:16 pm
Citar
pelo que me foi hoje dito o LPD ja esta a ser construido,em março/abril de 2008 começam os testes de flutuaçao.

Na minha opinião, que vale o que vale e as opiniões são como as receitas de bacalhau: há mais de mil e uma, o LPD é o navio que hoje mais falta faz à Armada.
Por norma, também não gosto de dizer mal apenas por dizer.
Por isso acho que o amigo tgcastilho se enganou a teclar e em vez de março/abril de 2008 é, por troca de teclas, março/abril de 2018.
Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Luso em Junho 11, 2007, 11:01:29 pm
Citação de: "João Oliveira Silva"
Citar
Só uma pergunta o dinheiro da venda reverte a favor da Armada Portuguesa ou para os chupistas do estado?
Agradeço um pequeno esclarecimento.
A armada já foi privatizada ou ainda é parte integrante do Estado?
Por amor de Deus.
Cumprimentos,


Caro João, creio que a sua pergunta foi mal formulada:
O Estado é Estado ou já foi privatizado?

Depois a pergunta que o Cabecinhas coloca é pertinente: faz alienação de bens das Forças Armadas, reduz-se o pessoal e para onde vão os recursos?

De resto estamos do mesmo lado. :wink:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 15, 2007, 11:27:40 am
Incidente durante acção de Fiscalização da N.R.P. “CENTAURO” (Lancha de Fiscalização Rápida)

Publicado em:
 2007-06-14


Em 13 de Junho de 2007, pelas 0750, horas locais, a Lancha de Fiscalização rápida N.R.P. “CENTAURO”da Marinha, que se encontrava a efectuar fiscalização da actividade de Pesca, no Arquipélago das Berlengas, embateu num obstáculo submerso.
O impacto ocorreu a Nordeste da Ilha Velha, entre a Ilhota do Serro da Velha e a zona de costa entre as Buzinas e a Pedra negra, quando perseguia uma embarcação em presumível infracção.
Do embate resultaram três pequenos rombos no casco, não tendo existido quaisquer consequências pessoais nem ambientais, tendo a lancha “CENTAURO” navegado pelos próprios meios, e atracado em segurança, no Porto de Peniche, cerca das 0940, horas locais, do mesmo dia.
Os pequenos rombos, circunscritos a uma área máxima de 13 centímetros por 5 centímetros, não colocam em risco a flutuabilidade do navio nem o impedem de navegar para a Base Naval de Lisboa.
A Marinha encontra-se a proceder à investigação das causas e consequências do acidente, tendo sido para o efeito nomeada, no âmbito do Comando Naval, uma comissão de inquérito.
O NRP “CENTAURO” é uma lancha de 27 metros de comprimento e 90 Toneladas de deslocamento, com uma guarnição de 8 homens. As suas tarefas principais são a fiscalização da actividade da pesca e a busca e salvamento marítimo. O navio tem nova missão atribuída para o proximo dia 2 de Julho.
Título:
Enviado por: SSK em Junho 17, 2007, 04:32:09 pm
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Chefe do Estado Maior da Armada em entrevista ao Expresso
“Temos apanhado muita droga”
Carolina Reis
 
Durante uma viagem na fragata 'Vasco da Gama', o almirante Melo Gomes falou ao Expresso dos novos problemas enfrentados pela Marinha de Guerra, como seja a repartição de competências com as forças de segurança na fiscalização do tráfico de droga em águas portuguesas e internacionais.
(http://expresso.clix.pt/Storage/ng1014102.jpg)
 
Catarina Falcão
A colaboração da Marinha com outras força no mar está resolvida para Melo Gomes: "O senhorio do mar era um conceito do séc. XVI e eu não quero ser um senhorio do séc. XVI"

15:11 | segunda-feira, 11 JUN 07

P – A missão da Marinha tem, também, uma vertente não militar?
R – Uma fragata como a 'Vasco da Gama' faz missões militares, busca e salvamento, fiscalização de pesca e colabora com outros departamentos do Estado no combate ao narcotráfico, operações estas que nem sempre são divulgáveis. Juntamente com a Polícia Judiciária (PJ) temos apanhado grandes quantidades de droga. É um bom exemplo do uso deste navio.
P – Dotar a PJ com meios e poderes para intervir no mar, até às 12 milhas, vai nesse sentido?
R – Eu acredito que temos um mar tão grande, que nunca teremos meios suficientes para um controlo a 100% dessa área. Há espaço para todos, desde que as diferentes actuações sejam coordenadas. É o funcionamento normal das democracias: as pessoas sentam-se à mesa, conversam, resolvem as questões e coordenam as acções. Temos missões próprias que são nossas, mas não nos importamos de as partilhar com outros, supletivamente. Se nós entendermos a transversalidade das actividades do mar, os outros terão que entender que, supletivamente, possamos fazer as missões básicas que eles têm. O mar e os meios a utilizar no mar são rentabilizáveis desde que haja coordenação. E desde que os portugueses não se fechem, como é tradição, nas suas capelas. Isso é que dá um sinal de uma visão moderna do Estado.
P – Como é que preparam no terreno as acções de combate ao narcotráfico?
R – São situações que exigem uma grande reserva. Aquilo que podemos divulgar é que trabalhamos em conjunto com a PJ, com quem temos um protocolo assinado. A PJ embarca nos nossos navios, desenvolve acções para interceptar no mar esse tráfico.
P – A articulação existe, de facto?
R – O mar não tem fronteiras. E como não tem fronteiras, há espaço para todos. E a Marinha está pronta a apoiar outros que queiram ter um papel transversal e cooperativo, sem visões dominantes desse mesmo espaço. O senhorio do mar era um conceito do séc. XVI e eu não quero ser um senhorio do séc. XVI.
P – Haverá quem pense que o mar se pode dividir em fatias de 12 milhas?
R – Nunca! Esse é um processo que existe noutros países e não deu bons resultados. Toda a vida andei no mar e conheço essas coisas. A Marinha tem espaço e vontade para colaborar com todos os outros.
P – Se outras entidades receberem meios para desempenhar missões até agora a cargo da Armada, que espaço lhe resta?
R – As pessoas vão perceber uma coisa: é que andar no mar exige uma cultura própria. E vão perceber que só vão ter sucesso quando conseguirem cooperar em conjunto connosco.
P – Que acha, então, que vai suceder?
R – Acredito que o projecto vai sofrer as adaptações necessárias. Não há dogmas aqui. Eu tenho um entendimento que não há soluções perfeitas. As soluções boas são as que se adaptam às circunstâncias.
P – Essa cooperação pressupõe reorganização das forças de segurança interna?
R – Hoje já não podemos distinguir a segurança externa da interna. O novo paradigma mundial após o 11 de Setembro torna isso impossível, porque o adversário e inimigo não tem rosto. Existe não se sabe onde. Os actores de segurança interna e externa não podem ter fronteiras. Percebo que as forças armadas tenham uma missão essencial e que, supletivamente, façam as missões das outras forças de segurança, as quais têm uma missão que cumprem supletivamente com as forças armadas. Esta integração é o paradigma da optimização dos recursos hoje em dia. É isto que eu acho que vai acontecer nos países de democracia mais madura. Nós temos uma tradição democrática de 30 anos, vamos aprendendo que, para vencermos e para sermos competitivos no espaço em que nos inserimos, temos que fazer assim.
P – Mas compreende a apreensão este modelo causou na Marinha portuguesa?
R – Compreendo, mas acho óptimo haver competição. É bom para todos que haja uma competição saudável e que as pessoas procurem desempenhar as suas missões da melhor maneira.  
P – E sente por parte do Governo disponibilidade para negociar? Sente flexibilidade?
R – Sinto. Sinto disponibilidade para ouvir, e depois veremos os resultados, aquilo que eu tenho para dizer. E depois decidirão politicamente. Não sou eu que decido politicamente. A mim, compete-me dar a visão de como é que a Marinha se pode integrar neste esforço nacional.
P – O estudo  sobre o novo modelo de segurança interna foi desenvolvido pelo actual ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira...
R – O estudo encomendado ao Instituto Português de Relações Internacionais foi começado pelo ministro Nuno Severiano Teixeira, com quem na altura, como Chefe de Estado Maior da Armada, tive oportunidade de falar. Depois, o estudo foi acabado pelo Sr. Professor Nélson Lourenço, não foi só feito pelo ministro. E a visão da Marinha está vertida nesse estudo. O caminho está aberto para se encontrarem soluções que sirvam o país.
P – Como é a sua relação com o Ministro da Defesa?
R – A minha relação profissional é de respeito institucional e a pessoal é de cordialidade.
P – Acha que os governos de direita, pela sua própria raiz ideológica, favorecem mais o orçamento da defesa do que os de esquerda?
R – Essa é uma constatação dos regimes democráticos. Diz-se que os governos de direita são mais favoráveis às Forças Armadas, mas posso dizer-lhe que esta lei da programação militar, aprovada agora, foi uma lei favorável para a Marinha.
P – Um dos exemplos do conceito de duplo uso da Marinha são as missões de paz?
R – Talvez tenhamos sido os primeiros a fazer missões de paz, ao contrário do que a opinião pública conhece. Nós começámos no Adriático, estivemos no bloqueio à ex-Jugoslávia, e na guerra do Golfo no Mediterrâneo. Comandámos a força permanente da NATO, que era a força que fazia o bloqueio de facto marítimo à ex-Jugoslávia, com os navios da Armada. Estivemos em Timor, na Bósnia e estaremos onde for preciso e o Estado entenda que as nossas forças são necessárias.
P – E para as missões de paz, há meios suficientes?
R – Há meios para desempenhar um papel relevante aí. A começar pelos fuzileiros, que têm sido menos empregues e por unidades como esta. A questão põe-se mais ao nível do financiamento, porque os meios existem. Às vezes não os podemos é empregar de acordo com as nossas ambições, porque os recursos são limitados e há que estabelecer prioridades.
P – Portugal poderia ter maior influência a este nível?
R – Portugal só pode reforçar a sua influência fazendo uma coisa muito simples que é trabalhar. Temos de ter um conceito, reforçar o apoio de Portugal às comunidades. E nós hoje na Marinha fazemos isso. Eu tenho no meu conceito a obrigação de ligar Portugal a África, ao Brasil, a Timor.
P – Qual é a ligação da Marinha com o Instituto Hidrográfico?
R – Temos uma ligação que é conhecida com o Instituto Hidrográfico (IH), que é uma referência a nível nacional e mundial, na investigação e desenvolvimento do mar, que está na vanguarda da ciência oceanográfica e hidrográfica. O IH vale porque trabalha com a Marinha, porque tem ao seu dispor meios da Marinha, os navios, que fazem investigação hidrográfica, são guarnecidos pelo pessoal da Marinha e são uma mais valia. Assim, o IH não se limita a fazer artigos para as revistas da especialidade, vai aos sítios e verifica se, de facto, os modelos que desenvolve correspondem à realidade. E está empenhado na extensão da plataforma continental para as 350 milhas. O IH faz, ainda, a monitorização do ambiente, vê como é que as águas estão, nós próprios preservamos os recursos marítimos. Também temos o ISN, que forma cinco mil nadadores salvadores que fazem as suas missões no Verão. Fazemos 674 operações de salvamento por ano.
P – Um dos problemas da defesa é o recrutamento, como é que pretende ultrapassar essa questão?
R – Uma das grandes artes da gestão é transformar os problemas em oportunidades. A oportunidade é dizer às pessoas que a Marinha tem um futuro e que as pessoas dentro da Marinha têm um futuro, somos capazes de qualificar as pessoas como poucas instituições dentro do Estado, de lhes dar preparação muito própria. Mas também reconheço, e acho que é importante, que há uma certa deriva na questão do equilíbrio dos servidores militares, em relação a outros corpos do Estado. Essa deriva tem de ser corrigida de forma a que a Marinha possa representar um corpo da sociedade portuguesa.
P – Essa deriva limita as perspectivas de futuro que um jovem possa ter, se quiser entrar para a Armada portuguesa?
R – A grande maioria dos profissionais da Marinha sente-se bem no lugar onde está. Que queiram estar melhor, é uma reivindicação justa, mas há uma grande dádiva de muitos marinheiros pela Marinha, em relação à sua missão. Não esperam só compensações, têm noção que desempenham um papel relevante em Portugal.
P – O descontentamento militar é transmitido pelas  associações militares.  Acha que estabelecem uma hierarquia paralela?
R – Não. Essas associações representam os seus associados e os seus interesses, não representam a generalidade dos militares. Isto para mim é muito claro: não há forças armadas em nenhum sítio do mundo sem disciplina, isso é uma questão absolutamente fundamental.
P – Mas, a voz dos militares é feita sempre por essas associações. Ainda temos presente a última “passeata” de militares. Isso pode desestabilizar a hierarquia militar?
R – É um facto. Mas isso não desestabiliza, porque a minha função é estabilizar essa hierarquia.
P – Sente que os militares se revêem nessas associações?
R – Não acredito que sejam uma maioria.
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Enviado por: SSK em Junho 17, 2007, 04:48:21 pm
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Navio da Marinha sofreu acidente

Uma lancha de fiscalização da Marinha Portuguesa (MP) sofreu, anteontem, um acidente, no arquipélago das Berlengas, ao largo de Peniche, quando perseguia uma embarcação de pesca, presumivelmente infractora. O embate num rochedo provocou três pequenas fissuras com cerca de dez centímetros. Os oito elementos de guarnição - um oficial, um sargento e seis praças - não sofreram quaisquer ferimentos. O navio foi sujeito a uma primeira análise à flutuabilidade no porto de Peniche, tendo ontem viajado para a Base Naval do Alfeite.

Segundo o comandante Braz de Oliveira, do Serviço de Informação e Relações Públicas da MP, o acidente do navio Centauro ocorreu pelas 7.50 horas, a nordeste da ilha Velha. O embate aconteceu no momento em que o navio de guerra arriava uma embarcação semi-rígida, que se preparava para perseguir os alegados infractores. A acção forte do vento e a ondulação instável terão contribuído para o acidente, admitiu Braz de Oliveira.

Uma das fissuras verificou-se no depósito de combustível, que se encontrava meio. No entanto, e de imediato, "os respiradores foram fechados, de modo a evitar qualquer saída de água. Desta forma, não houve consequências ambientais", garantiu o responsável. O navio seguiu para o porto de Peniche e, depois de tamponadas as fissuras, regressou ao mar.

Segundo Braz de Oliveira, foi já nomeada uma comissão de inquérito para investigar o sucedido. O porta-voz das Relações Públicas sublinha que "estas missões são de risco e perigo constante". Os danos causados não deverão suspender a próxima missão do Centauro, marcada para 2 de Julho.

O comandante da Capitania de Peniche, Guerreiro Cardoso, adian- tou que este não é o primeiro acidente. No último sábado, uma traineira bateu nas rochas, junto ao Cabo Carvoeiro, mas sem consequências. Helena Simão  
 
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Enviado por: Lancero em Junho 29, 2007, 07:22:34 pm
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CORVETAS DA MARINHA NA HOLANDA

Publicado em:
 2007-06-29



No próximo dia 02 de Julho, largam da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, os NRP "João Roby" e NRP "Afonso Cerqueira", para efectuarem a Viagem de Instrução de 39 cadetes do curso "Almirante Roboredo e Silva", do 3º Ano da Escola Naval (E.N.).

De acordo com o Plano de Estudos do 3º Ano da E.N., a presente Viagem de Instrução, tem como objectivo principal proporcionar aos alunos a aplicação e o aperfeiçoamento dos conhecimentos técnico-navais e militares adquiridos durante o ano lectivo que agora termina.

A viagem irá decorrer no período de 2 a 20 de Julho de 2007 e, a convite da Marinha Holandesa, a Marinha Portuguesa marcará presença nas comemorações dos 400 anos do nascimento do Almirante De Ruyter, na cidade de Vlissingen entre 6 e 9 de Julho. Para além das duas corvetas Portuguesas, participam também navios das Marinhas do Reino Unido, dos Estados Unidos da América, da Holanda, da Bélgica, da Rússia, da Indonésia e da Croácia, num total de 25 unidades navais.
Após a escala em Vlissingen, os navios efectuarão uma escala no porto do Funchal, na Ilha da Madeira, entre 15 e 17 de Julho.

Os NRP "João Roby" e "Afonso Cerqueira", são corvetas da classe Batista de Andrade, têm uma guarnição de 71 militares, e são comandadas, respectivamente, pelo Capitão-tenente Ricardo Freitas Braz e pelo Capitão-tenente Rui Leite da Cunha.
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Enviado por: SSK em Junho 29, 2007, 07:40:54 pm
Já se começa a fazer sentir a falta das JB's. Pois, era nestas fragatas que normalmente se faziam estas viagens de instrução. Como já referi noutro tópica as JB's eram excelentes navios escolas na vertente da "guerra", sempre eram navios com centro de operações. As corvetas que já deixaram de ser navios combatentes há muito, não são possuidoras de um centro de operações onde possa ser praticada a instrução de táctica naval. Mas como quem não tem cão caça como gato...
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Enviado por: SSK em Junho 29, 2007, 10:45:57 pm
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O Navio Escola “Sagres” parte sexta-feira
Cadetes da Escola Naval entusiasmados com viagem única

 
Publicado em:
 2007-06-27



No próximo dia 29 de Junho, o Navio Escola “Sagres”, da Marinha Portuguesa, dá início à viagem de instrução de 51 cadetes do 2º ano da Escola Naval. Este ano a viagem contempla passagens pelos portos do Mindelo, Recife, Santos, Buenos Aires, Montevideu, Rio de Janeiro e Tenerife.

Esta fase integrada no plano de formação é muito ansiada pelos cadetes, porque permite pôr em prática todos os conhecimentos adquiridos ao longo do ano lectivo na Escola Naval. Além disso, é mais uma ocasião para a adaptação à vida de bordo e para o treino de navegação costeira e astronómica nos dois hemisférios, Norte e Sul do Equador. Esta viagem permite-lhes ainda o contacto com outros povos e culturas.

Escola portuguesa oferece material a escola cabo-verdiana
Na viagem que tem início Sexta-feira, a “Sagres”, para além do seu objectivo principal que é a formação dos cadetes da Escola Naval, irá também representar Portugal junto dos vários países que visitará e junto da diáspora portuguesa.
De referir ainda que na primeira paragem que o Navio Escola irá fazer em Cabo Verde, irá ser entregue um conjunto de materiais escolares enviado pela Escola Secundária com 3º ciclo do Ensino Básico da Gafanha da Nazaré e que será entregue na Escola Secundária Dr. José Augusto Pinto, na Ilha de São Vicente.

Tradição secular do vinho Torna Viagem
Durante os meses que estará no mar o Navio Escola “Sagres” levará a bordo quatro cascos de Moscatel de Setúbal e, pela primeira vez, dois cascos de Moscatel de Setúbal Roxo da colheita de 2000, esta iniciativa pretende ser uma homenagem à lenda do Torna Viagem que teve início há mais de um século quando os navios que cruzavam os mares transportavam cascos de Moscatel de Setúbal e que não sendo comercializados regressavam, constatando-se que havia uma melhoria na qualidade do vinho.
A Marinha Portuguesa colabora assim com a empresa José Maria da Fonseca na reedição da famosa odisseia e a celebração do primeiro “Moscatel Torna-Viagem” do novo milénio. As pessoas que tenham oportunidade de visitar a “Sagres” durante esta viagem poderão ver os referidos cascos em exposição.

O N.R.P. "SAGRES", tem uma guarnição de 138 homens, foi aumentado ao efectivo da Marinha em 1962, e é comandado pelo Capitão-de-mar e guerra Vale Matos, que exerce o comando desde de 2005.
O “SAGRES” comemora este ano os seus 70 anos.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2007, 09:35:15 am
Citação de: "SSK"
Já se começa a fazer sentir a falta das JB's. Pois, era nestas fragatas que normalmente se faziam estas viagens de instrução. Como já referi noutro tópica as JB's eram excelentes navios escolas na vertente da "guerra", sempre eram navios com centro de operações. As corvetas que já deixaram de ser navios combatentes há muito, não são possuidoras de um centro de operações onde possa ser praticada a instrução de táctica naval. Mas como quem não tem cão caça como gato...


Caro SSK,

Mesmo que a venda das JB ao Uruguai não venha a concretizar-se, é certo que não voltarão a navegar com o Pavilhão Português :?:
Título:
Enviado por: SSK em Junho 30, 2007, 09:53:04 am
Isso não lhe posso garantir, mas o mais certo é que não. Tal como lhe disse há muitos boatos.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2007, 10:55:45 am
Citação de: "SSK"
Isso não lhe posso garantir, mas o mais certo é que não. Tal como lhe disse há muitos boatos.


 :(
Título: Uruguai
Enviado por: zocuni em Junho 30, 2007, 02:56:44 pm
Tudo bem,

Pelo que li numa revista especializada do Brasil,o Uruguai tem interesse mas não tem dinheiro,infelizmente Portugal padece do mesmo mal.O que eu acho estranho é que Portugal tem um PIB elevado (bastante acima da mádia mundial),e nunca tem dinheiro para nada ou sómente para fazer remendos.O Chile um país algo semelhante em termos populacionais a Portugal,emboar com um PIB muito inferior, compra 2 fragatas classe L (Jacob Van Heemskerck) e duas da classe M (Karel Doorman),por US$350 milhões,está interessada numa segunda fragata do Tipo Batch II,e em 4 fragatas alemãs da classe Bremen,além de ter adquirido os submarinos Scorpéne.Ora meus amigos,que me conste no Chile não deve haver um Rei Midas,ou algum milagre financeiro.O que acontece com Portugal,que para comprar duas fragatas é um deus nos acuda,algo está errado.Outra coisa que tenho lido e não tenho entendido é que Portugal gasta 60% de seu orçamento com leasing,alguém me poderia explicar que leasing são esses?
Temos uma história maritima mundial,de meter inveja a qualquer potência nesta arma,feitos impares e irrepetiveis,temos uma ZEE (cerca de 18 vezes o nosso território),os espanhóis passam a vida a invadir nossas águas,está constatado que existe petróleo,recursos maritimos de inegável potencial,porquê tanta hesitação em modernizar nossa frota naval,se é que ainda temos isso.Quando saí de Portugal há 17 anos,tinhamos exatamente o que temos hoje,incrivel verdadeiramente inacreditável,senãi visse não acreditaria,uma piada.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2007, 03:00:23 pm
Caro zocuni

Acontece que no Chile 10% do valor obtido da extracção de cobre, mineral de que aquele país tem elevados recursos, vai directamente para as FAs, penso que é uma Lei do tempo do Pinochet, mas não tenho a certeza.

Daí o Chile investir tanto nas FAs, pode-se dizer que quase de uma assentada renovaram a Armada inteira (falta-lhes apenas uma AOR novo)

o $$$$ basicamente vem daí, e claro que a vontade politica também não deve ter nada a ver com a de cá.


O problema daqui também se chama "défice" ... :(  penso eu....
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 30, 2007, 03:48:04 pm
Zocuni escreveu:
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O Chile um país algo semelhante em termos populacionais a Portugal,emboar com um PIB muito inferior, compra 2 fragatas classe L (Jacob Van Heemskerck) e duas da classe M (Karel Doorman),por US$350 milhões,está interessada numa segunda fragata do Tipo Batch II,e em 4 fragatas alemãs da classe Bremen,além de ter adquirido os submarinos Scorpéne
Há aí qualquer informação errada com as três tipo 23 que não foram mencionadas, a marinha de superfície está totalmente renovada. Não existem intenções para mais nenhuma tipo 22 e muito menos Bremmen.

Citar
Portugal gasta 60% de seu orçamento com leasing,
Talvez tenha lido com pessoal. Só os submarinos foram comprados em leasing, e ainda não começaram a ser pagos.

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está constatado que existe petróleo,

Onde, onde???
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2007, 04:29:21 pm
Zocuni não é bem como está a pintar, o Chile investe percentualmente muito mais do que Portugal na Defesa (PIB) e mesmo assim, a maior parte desse dinheiro provem directamente do cobre. Algo do género está pensado e aprovado no Brasil, só que em vez de ser cobre é o Petróleo. Infelizmente o governo Brasileiro não transfere esse dinheiro que é por diereito da MB. Em Portugal não temos qualquer exploração de petróleo, a defesa é relegado para segundo plano (para não dizer terceiro). Não temos inimigos imediatos e sim, os Espanhóis de vez enquando voam sobre a Madeira...mas se eles são felizes assim... :wink:
Título: Resposta.
Enviado por: zocuni em Junho 30, 2007, 05:21:21 pm
Tudo bem,

Em antes de responder,devo dizer o seguinte estou há 17 anos fora do país,e julguei embora errado uma vez que somos um país não de forte mas de exitência maritíma a um brasileiro algo céptico no que diz respeito aos portugueses e são inúmeros podem crer.Aí eu pensei vou mostrar nossa marinha para que pense de outra forma,ora o que testemunho é que nesses 17 anos não acrescentamos nada,pior ainda perdemos poder de fogo.
Passando a responder,em primeiro para o Sr.P44,que me conste a cotação do cobre em termos mundiais não é lá essa coisas,é um valor pouco atractivo,me parece que deve ser um pouco mais que nosso volfrâmio,nos anos 50,e 10% disso não é coisa alguma.
Em segundo Sr.Luis Filipe Silva, os gastos de 60% do nosso orçamento armamentista,penso que grande parte será pelos carros de combate americanos,pós segunda guerra mundial os TTs não sei do quê é prática aceite em todas as forças armadas do mundo,agora planejam os leopard,de fabrico alemão,tudo bem.Mas 60% é demais,não concordam,isso me lembro de Paulo Portas falar.
E por último o Sr.Cabeça de Martelo,é bem verdade  que nossas excelentes Fragatas da classe "Vasco da Gama",têm tido uma operacionalidade,até diria fora do comum,que nossas Fragatas agora adquiridas da Holanda são de ponta,ou quase mas estamos falando de 17 anos,aí você invoca os NPO's em construção nos estaleiros de Viana do Castelo,ora francamente se naõ conseguissemos construir uns aparelhos com pouco valor militar,digo de poder de fogo,o melhor seria nos dedicarmos à pesca onde por sinal estamos sendo péssimos,apesar de todos recursos existentes,tivemos o caso do Prestige,onde senão fosse a colaboração da Noruega nem teriamos uma embarcação de combate à poluição,isto é dramático.
Agora de âmbito geral,todos nós sabemos que questões militares geram questões tecnológicas,uma vez que nosso governo e bem fala aos quatro ventos de um choque tecnológico,porque não investir em nossa tecnologia,que contrapartidas tivemos em comprar as fragatas aos holandeses,um projeto subjetivo de um navio de plataforma logística da classe Enforce,nem sei em que tonelagem?Ora meus amigos,andamos comendo mosca,a verdade é essa doa a quem doer.Os senhores entram em qualquer marinha europeia,e constatem o que estou dizendo.Nossa adesão à OTAN,que recebemos em troca a não ser estarmos no (Kosovo,Afeganistão,Timor,Congo,Libano) e PALOPS,ora que aliança de meia tijela,francamente.Andamos a ser bucha de canhão,apesar de por agora e felizmente não nos ter acontecido nada de muito grave.
Realmente e concordo consigo Sr.Cabeça de Martelo.o melhor que temos é o material humano,mas um dia não chegará.
Quantos ministros em 17 anos passaram pelos governos,que fizeram eles.Vamos parar de lamentar e achar que somos pequeninos que esse discurso já está surrado e ultrapassado,é preciso tomar vergonha na cara.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2007, 05:35:15 pm
Eu não sei de onde tirou esses 60%, não conheço esse valor em lado algum. O máximo que pode ser é o valor despendido para os salários e reformas dos militares (ainda temos uma herança pesada da Guerra Colonial).
Os M-60 TTS tal como os M-113 foram doações dos EUA, não foram adquiridas. Os Leopard II seram (talvez) adquirirdas à Holanda, mas não foi assinado qualquer contracto.

NPO são o resultado de um requerimento da Marinha, nós precisamos de navios baratos para patrulhar a nossa ZEE. Para isso não é preciso navios XPTO, como misseis disto e canhões daquilo. Basta olhar o que as Marinhas de Guerra estão a fazer e vai ver que não somos os únicos. Os EUA tem duas Marinhas, uma para o exterior e para a guerra US Navy e outra para as o controlo da ZEE US Coast Guard. Nós somos um país pequeno só temos uma Marinha para todas essas funções. Veja os NPO e NPC não numa perspectiva de uma Marinha de Guerra pura e dura mas sim de uma Marinha que também tem que cumprir com missões mais relacionadas com SAR, combate à poluição, etc.

No Prestige tinhamos a FAP com aviões (C-212 Aviocar) com sensores que Espanha não tinha, infelizmente não tinhamos um navio de combate à poluição, pois bem, as próximas versões do NPO serão exactamente para isso.  :wink:
Título: LPM
Enviado por: zocuni em Junho 30, 2007, 05:47:34 pm
Tudo bem,

Sr.Cabeça de Martelo,vá no google e pesquise em "LPM MARINHA PORTUGUESA" e constate os 60% de gastos com leasing,que eu também estou estupefacto,gostaria de saber em quê apenas coloquei suposições,vocês que vivem aí e acompanham melhor que descubram,desculpe a franqueza,mas no estado que isto chegou está-me dando nojo,a palavra é essa.A classe Bremen,é uma intenção de compra muito adiantada da Marinha Chilena,e olhe como está feia a coisa,eu nem estou comparando a Marinha Portuguesa com nenhuma europeia,sem desmerecimento é com a marinha chilena,a que ponto chagamos,meu amigo.Sou português igual a você,mas não me vendem gato por lebre.Nesses 17 anos, a marinha adquiriu o quê?Mostre exemplos,meu caro,eu sei que dói,e como dói mas é a pura realidade.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2007, 05:51:22 pm
Podia dar-me o link, é que eu já tive a dar uma vista de olhos e não encontrei nada com esses números. Obrigado.  :wink:
Título: LPM
Enviado por: zocuni em Junho 30, 2007, 05:54:30 pm
Tudo bem,

Sr.Cabeça de Martelo,vá no google e pesquise em "LPM MARINHA PORTUGUESA" e constate os 60% de gastos com leasing,que eu também estou estupefacto,gostaria de saber em quê apenas coloquei suposições,vocês que vivem aí e acompanham melhor que descubram,desculpe a franqueza,mas no estado que isto chegou está-me dando nojo,a palavra é essa.A classe Bremen,é uma intenção de compra muito adiantada da Marinha Chilena,e olhe como está feia a coisa,eu nem estou comparando a Marinha Portuguesa com nenhuma europeia,sem desmerecimento é com a marinha chilena,a que ponto chagamos,meu amigo.Sou português igual a você,mas não me vendem gato por lebre.Nesses 17 anos, a marinha adquiriu o quê?Mostre exemplos,meu caro,eu sei que dói,e como dói mas é a pura realidade.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2007, 05:57:22 pm
:wink:[/quote]
Título: Link
Enviado por: zocuni em Junho 30, 2007, 06:32:05 pm
Tudo bem,

Sr.Cabeça de Martelo,infelizmente posso.Aqui vai.

http://www.defesanet.com.br/nato/portugal_lpm.htm

As conclusões ficam por conta de si.Estou muito chateado com tudo isto,pode crer.Eu já tinha ouvido isso da voz de um ex.Ministro da Defesa,que tentou reverter isso e não foi lá muito bem sucedido.Verifique bem se esses carros de combate americanos,vulgo "tanques" foram efetivamente doados,não creio mas se afirma não contestarei,é que aqui no Brasil eles são pagos atrvés de leasing,e isso foi apenas uma opinião para justificar tanto leasing,se foi doado ainda ficarei mais desiludido.

Abraços,
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2007, 07:56:50 pm
Citar
Nesses 17 anos, a marinha adquiriu o quê?


err...  As Vasco da Gama, o Bérrio :(
Título:
Enviado por: ricardo_m em Junho 30, 2007, 10:51:09 pm
Zocuni, penso que o senhor se enganou na interpretação do texto. A redução da taxa de leasing referida no dito artigo do Pedro Monteiro é em relação à anterior proposta de LPM. O sistema de leasing so agora começou a ser utilizado para pagamento dos novos equipamentos, sendo que a primeira vez que foi utilizado tal sistema foi com os novos helis da FAP EH101


Cumprimentos
Título: Contabilização.
Enviado por: zocuni em Junho 30, 2007, 11:24:33 pm
Tudo bem,

Sr.Ricardo,a minha interpretação do texto do Sr.Pedro Monteiro é a seguinte.Pelo que percebi haverá um benefício contábil para reequipamento das forças armadas,em que esse benefício consagra que os países possam utilizar 30% para efeitos de deficit orçamental,contudo não mais pela celebração contratual mas sim pelo efetivo recebimento,ou seja a amortização da dívida se iniciará pelo recebimento da mercadoria/produto/serviço.O que não invalida os 60%,sendo os restantes 30%,contabilizado como despesa pura.Foi isso que interpretei,sei pouco de marinha por isso estou aqui para enriquecer e aprender com pessoas mais instruídas no assunto,mas por acaso sou contabilista de profissão(auditoria financeira),e de contabilidade modestamente sei um pouco,e as normas contabeis são regras universais em seu conteúdo temático,embora regidas por leis específicas de cada país,este caso é um deles.
Isto é apenas uma benesse contabil,mas que transfigura a caracterização da despesa.Foi desta forma que interpretei tal artigo.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 01, 2007, 12:22:46 am
boas a todos

O senhor zocuni, tem razão no que diz e no que está a sentir, penso que é o sentimento da maioria do participantes deste forum, mas Portugal por muito que se diga e como disse um amigo meu "os exercitos pobres como o nosso não tem muito dinheiro, para comprar alta tecnologia, logo compram o que é possivel". Se o senhor zacuni, visse os telejornais (não o da tvi), via que neste momento, Portugal não está a passar uma fase boa ao nivel de todos os serviços, seja educação, seja saúde, etc., Por isso como os soldados não votam, os politicos não olham tanto para eles, e tentam não investir muito  neles, pois á outras prioridades como gastar em estudos de aéroportos, TGVs, etc. :?:. Por isso não adianta estar muito nervoso e muito zangado, pois para os politicos é a mesma coisa, a não ser que o senhor zocuni seja alguem como o senhor Berardo (futuro patrão do benfica), aí ja pode por os politicos em sentido e fazer ,mexer as coisas. Em relação à marinha eu tenho fé que as coisas vão mudar, se tudo correr bem dentro de um ano ja temos dois NPOs, uma fragata a chegar e quem sabe mais alguma novidade, com aconteceu com a compra das Kd á holanda.

Cump.

ps. Senhor zocuni, se quiser ajudar o país quem sabe desenvolve-lo, diga bem de nós aos seus amigos do país onde vive, quem sabe o dinheiro que eles vão gastar não ajude portugal a comprar equipamentos militares.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 01, 2007, 01:50:23 am
Caro Sr. Zocuni.

Não me leve a mal(,e independentemente de concordar consigo nos atrazos na aquisição de novos meios para a marinha, marinha que não tem a ver com os M60 do exército).Vou continuar a rebater alguma da informação que aqui divulgou.
Além do Chile não estar interessado nas Bremen, continuo a afirmar que 60% do orçamento da marinha vai para salários.
Veja o texto abaixo:


2.1. As Forças Armadas portuguesas, aliás o sector geral da Defesa, vive há décadas com um orçamento estruturalmente muito distorcido devido ao excessivo peso da componente dos encargos com Pessoal em relação às duas outras rubricas principais: a dos encargos de Operação/Manutenção e a respeitante ao Investimento.


2.2 A concretização do crescimento do orçamento para o valor médio percentual, em relação ao PIB, tal como praticado pelos nossos aliados europeus e recomendado pela NATO, poderia ter atenuado a distorção existente mas não seria, por si só, suficiente para colocar a estrutura orçamental segundo o modelo geralmente utilizado entre países aliados e amigos (nunca mais de 50% da despesa global com Pessoal – preferentemente, cerca de 40% - e os restantes 50%/60% repartidos de igual modo entre Operação/Manutenção e Investimento). Este objectivo, como se comprovou em anteriores trabalhos,[4] requereria também ou um maior esforço financeiro do País com a Defesa ou a equivalente redução dos encargos com Pessoal, através de uma redução dos efectivos mantidos ao serviço, preferentemente as duas.


2.3. O tempo, obviamente, não resolverá este problema; nem sequer as medidas pontuais que, aqui e ali, têm sido tomadas para tentar ir corrigindo a situação ou pelo menos não a deixar agravar. Décadas de persistência do problema já tornaram óbvia a necessidade de uma nova aproximação a esta questão, ou seja, uma política continuada, desenhada para a sua correcção, condicionando todas as demais, e a materializar num plano a 10 anos, como proposto em anteriores trabalhos.

3.A evolução dos efectivos e do orçamento


3.1. No período sob análise, verificou-se uma diminuição de 1475 efectivos no total da Defesa (militares e civis); passou-se de um total de 48174 para 46699, o que corresponde a uma redução de 3%, ou a uma redução média anual de 295 efectivos. A redução global é o resultado do balanço entre as reduções verificadas nos Quadros Permanentes (995), nos Voluntários (2398) e nos Civis (3806) e o aumento do número de Contratados (5724).


3.2. Em termos orçamentais, a esta evolução correspondeu uma diminuição do peso da componente Pessoal de 70.76% para 66.37% na Marinha, de 79.94% para 78.25% no Exército e de 57.45% para 54.71% na Força Aérea. Em média, no período, o Pessoal consumiu 69.97% dos recursos financeiros da Marinha, 78.06% no Exército e 56.03% na Força Aérea.

3.3. O orçamento, globalmente considerado, manteve-se ao nível de 1.2% do PIB nos três primeiros anos do período mas cresceu para 1.3 e 1.4%, respectivamente em 2003 e 2004. A relação Despesas de Defesa/Despesas Públicas também aumentou de 3.2% em 2000/2001 para 3.4% em 2002, 4.2% em 2003 e 4.6% em 2004. No entanto, o crescimento das despesas de Defesa, na última década, evoluiu a um ritmo mais moderado (3.5%) do que o crescimento do PIB (5.6%) e do crescimento das despesas do Sector Público Administrativo (12.6%). Especialmente preocupante para o cumprimento dos objectivos de modernização e reequipamento das Forças Armadas tem sido o baixo nível percentual do investimento (por exemplo, 16% em 2005, quando o valor recomendado deveria rondar 25%).[5]

http://www.jornaldefesa.com.pt/conteudo ... asp?id=448 (http://www.jornaldefesa.com.pt/conteudos/view_txt.asp?id=448)

citação:
Citar
tivemos o caso do Prestige,onde senão fosse a colaboração da Noruega nem teriamos uma embarcação de combate à poluição,isto é dramático.


Não tivemos colaboração nenhuma da Noruega. O governo português
alugou um navio civil com capacidade para combate à poluição.

citação:
Citar
que contrapartidas tivemos em comprar as fragatas aos holandeses,um projeto subjetivo de um navio de plataforma logística da classe Enforce,nem sei em que tonelagem?Ora meus amigos,andamos comendo mosca,a verdade é essa doa a quem doer

Outra inverdade para não chamar mentira. O projecto é contrapartida pela compra dos novos submarinos e não pelas fragatas, e nem se sabe se será um dos Enforcer. As fragatas sendo navios de ocasião não têm contrapartidas.

citação:
Citar
Nossa adesão à OTAN,que recebemos em troca a não ser estarmos no (Kosovo,Afeganistão,Timor,Congo,Libano) e PALOPS,ora que aliança de meia tijela,francamente.Andamos a ser bucha de canhão,apesar de por agora e felizmente não nos ter acontecido nada de muito grave.

Recebemos 50% do custo das fragatas Pero Escobar, Alm. Pereira da Silva, Alm. Magalhães Correia, Alm. Gago Coutinho, 12 draga-minas,
60% do custo das fragatas da classe Vasco da Gama, isso só na marinha.

citação:
Citar
Verifique bem se esses carros de combate americanos,vulgo "tanques" foram efetivamente doados,não creio mas se afirma não contestarei, é que aqui no Brasil eles são pagos atrvés de leasing,

Mas nós somos um parceiro da NATO, e aquando da redução de forças na Alemanha, os EUA cederam-nos diverso material excedente, que ficou na mesma em território NATO.

E agora para os tais seus amigos brasileiros, pergunte-lhes pelo porta aviões S. Paulo e pela corveta Barroso que está a ser construída há mais de dez anos, e que navios de combate têm adquirido nos últimos anos.
O Brasil, que não é Portugal. É um país enorme e com muitas riquezas  naturais.
Título: Portugal.
Enviado por: zocuni em Julho 01, 2007, 02:37:42 am
Tudo bem,

Já vi que feri algumas susceptibilidades,de pessoas que defendem alguns interesses,que ainda não sei quais são,mas com o tempo saberei.
Respondendo ao Sr.Nélson 38899,devo dizer que vivo no Brasil e aqui nem chega a TVI,agora nem a RTPi infelizmente,sómente a SIC.Como é evidente não sou nenhum Sr.Joe Berardo,não pretendo fazer alguma OPA,muito menos ás forças armadas, o que ocorre é que qualquer dia teremos um maluco que o fará,e pelo estado geral das coisas de repente acontecerá.
Quanto ao Sr.Luis Filipe Silva,confesso que parece um mandatário do estado anedótico a que chegamos em termos de Marinha Poruguesa,um nosso simbolo nacional.Agora,já concorda e é você quem diz que 60% do orçamento de nossas forças armadas vai para salários,sendo que gastavamos 1,7% do PIB,e com a nova LPM,passaremos para os 3,5% o que nos coloca na média dos países europeus,pelo menos isso.
Tem razão em afirmar que Portugal no caso Prestige teve de arrendar à Noruega um navio de combate à poluição para fazer face a uma catástrofe ambiental,mais uma vez passamos um atestado de incompetência em assuntos náuticos e já fomos bons nisso,que vexame.Também tem razão em afirmar que pretensamente teremos benefícios tipo o projecto de um LPD,em contrapartida pela compra dos submarinos,aliás muito bons,sem dúvida uma excelente compra parabéns,só peca por só serem duas,mas tudo bem aceita-se.Agora compramos umas excelentes fragatas à Holanda,ao contrário daquele monte de sucata que os EUA,nos queria meter goela abaixo,mais uma vez parabéns pela escolha,como fico contente com isso,mas será que não poderiamos ter algumas contrapartidas,geralmente outros países conseguem.Desculpem,mas como disse Miguel Esteves Cardoso,somos um país de um povo maravilhoso,mas somos uns parolos,penso que estamos a contentar com muito pouco.Nunca pensei ao ver a Marinha Portuguesa,ver porta-aviões ou helicópteros,cruzadores,até mesmo contartorpedeiros,mas sinceramente no inicio do século,tinhamos cruzadores (D.Carlos),senão me engano.Está previsto gastarmos 3,5 Bilhões de euros com essa nova lei até 2023,puxa estou até com medo disso,espero que tenham, o melhor fim possivel.
Quanto à sua opinião de nossa adesão à NATO,ter sido vantajosa para Portugal,aí é um critério subjetivo,eu na minha modesta opinião não estou vendo nada,volto a repetir estou há 17 anos fora daí,e a única novidade é o navio reabastecedor,Bérrio.
Quanto à opção da Marinha Chilena pela classe Bremen,pode ler na imprensa especializada,procure no google,vai ver que sim,e lhe digo mais em breve construirão as suas.Quanto à Corveta Barroso,penso estar desatualizado,pois já foi inaugurada apenas devido a restrições parece que vai ficar por aí.Quanto ao Brasil,ter inumeros recursos,isso é um problema dos brasileiros,estou falando como português e o que me aflige é o estado em que chegamos em termos de forças armadas.Tem alguma coisa mal explicada,que me conste os salários de militares em Portugal infelizmente não é tão alto assim.
Sei que estou mechendo num vespeiro,mas corro o risco e já agora os portugueses que vivem fora,são tão portuguesas como quem nunca saiu daí,alguns não gostam mas é problema de quem pensa assim.Isto como é lógico não é pessoal,é apenas a minha condição de cidadão questionador,ou vivemos numa ditadura.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 01, 2007, 11:43:31 am
Zocuni escreveu:
Citar
O que acontece com Portugal,que para comprar duas fragatas é um deus nos acuda,algo está errado.Outra coisa que tenho lido e não tenho entendido é que Portugal gasta 60% de seu orçamento com leasing,alguém me poderia explicar que leasing são esses?

e depois escreveu:
Citar
Agora,já concorda e é você quem diz que 60% do orçamento de nossas forças armadas vai para salários,sendo que gastavamos 1,7% do PIB,e com a nova LPM,passaremos para os 3,5% o que nos coloca na média dos países europeus,pelo menos isso.

Afinal em que ficamos? Eu não concordo com nada. O Zocuni escreveu que 60% do orçamento vai para leasing e eu mostrei que vai para salários (por acaso 70%). Já se esqueceu do que escreve?

E não, não sou mandatário de nenhum governo nem de gaita nenhuma, sou pela verdade dos factos.

E acredite, que aqui pelo fórum todos queremos a marinha bem equipada, e se a NATO não tivesse pago 60% das V. da Gama teríamos hoje o tal Bérrio que o sr. diz que foi graças à NATO, mas não. Foi comprado com dinheiro do orçamento de estado.
Citar
Quanto à sua opinião de nossa adesão à NATO,ter sido vantajosa para Portugal,aí é um critério subjetivo,eu na minha modesta opinião não estou vendo nada,volto a repetir estou há 17 anos fora daí,e a única novidade é o navio reabastecedor,Bérrio


Quanto às Bremen, o que deve ter lido foi no DefesaBrasil um artigo muito antigo em que isso é mencionado.

A respeito das Oliver Perry concordo consigo. Eu sempre fui um defensor ca sua vinda à falta de melhor opção, e fiquei contentíssimo com a aquisição das Karel Doorman em vez das Perry. Quanto aos subs penso o mesmo que era bom serem três.
Título:
Enviado por: zocuni em Julho 01, 2007, 12:27:12 pm
Tudo bem,Luis Filipe

Além do Chile não estar interessado nas Bremen, continuo a afirmar que 60% do orçamento da marinha vai para salários.
Veja o texto abaixo:


2.1. As Forças Armadas portuguesas, aliás o sector geral da Defesa, vive há décadas com um orçamento estruturalmente muito distorcido devido ao excessivo peso da componente dos encargos com Pessoal em relação às duas outras rubricas principais: a dos encargos de Operação/Manutenção e a respeitante ao Investimento.


2.2 A concretização do crescimento do orçamento para o valor médio percentual, em relação ao PIB, tal como praticado pelos nossos aliados europeus e recomendado pela NATO, poderia ter atenuado a distorção existente mas não seria, por si só, suficiente para colocar a estrutura orçamental segundo o modelo geralmente utilizado entre países aliados e amigos (nunca mais de 50% da despesa global com Pessoal – preferentemente, cerca de 40% - e os restantes 50%/60% repartidos de igual modo entre Operação/Manutenção e Investimento). Este objectivo, como se comprovou em anteriores trabalhos,[4] requereria também ou um maior esforço financeiro do País com a Defesa ou a equivalente redução dos encargos com Pessoal, através de uma redução dos efectivos mantidos ao serviço, preferentemente as duas.


2.3. O tempo, obviamente, não resolverá este problema; nem sequer as medidas pontuais que, aqui e ali, têm sido tomadas para tentar ir corrigindo a situação ou pelo menos não a deixar agravar. Décadas de persistência do problema já tornaram óbvia a necessidade de uma nova aproximação a esta questão, ou seja, uma política continuada, desenhada para a sua correcção, condicionando todas as demais, e a materializar num plano a 10 anos, como proposto em anteriores trabalhos.

3.A evolução dos efectivos e do orçamento


3.1. No período sob análise, verificou-se uma diminuição de 1475 efectivos no total da Defesa (militares e civis); passou-se de um total de 48174 para 46699, o que corresponde a uma redução de 3%, ou a uma redução média anual de 295 efectivos. A redução global é o resultado do balanço entre as reduções verificadas nos Quadros Permanentes (995), nos Voluntários (2398) e nos Civis (3806) e o aumento do número de Contratados (5724).


3.2. Em termos orçamentais, a esta evolução correspondeu uma diminuição do peso da componente Pessoal de 70.76% para 66.37% na Marinha, de 79.94% para 78.25% no Exército e de 57.45% para 54.71% na Força Aérea. Em média, no período, o Pessoal consumiu 69.97% dos recursos financeiros da Marinha, 78.06% no Exército e 56.03% na Força Aérea.

3.3. O orçamento, globalmente considerado, manteve-se ao nível de 1.2% do PIB nos três primeiros anos do período mas cresceu para 1.3 e 1.4%, respectivamente em 2003 e 2004. A relação Despesas de Defesa/Despesas Públicas também aumentou de 3.2% em 2000/2001 para 3.4% em 2002, 4.2% em 2003 e 4.6% em 2004. No entanto, o crescimento das despesas de Defesa, na última década, evoluiu a um ritmo mais moderado (3.5%) do que o crescimento do PIB (5.6%) e do crescimento das despesas do Sector Público Administrativo (12.6%). Especialmente preocupante para o cumprimento dos objectivos de modernização e reequipamento das Forças Armadas tem sido o baixo nível percentual do investimento (por exemplo, 16% em 2005, quando o valor recomendado deveria rondar 25%).[5]

http://www.jornaldefesa.com.pt/conteudo ... asp?id=448 (http://www.jornaldefesa.com.pt/conteudos/view_txt.asp?id=448)

Bem Luis Filipe,você é que mencionou que 60% dos gastos da Marinha eram com salários,foi você que escreveu.Eu,apenas afirmei que era com leasing,e que realmente não entendia tanto leasing,mas também penso estar resolvida essa questão.
Quanto às fragatas da classe Bremen,realmente li nessa revista e é de 2002,e aqui vai o link.
http://www.segurancaedefesa.com/chile.html

E já agora,penso que efetivamente a Marinha alemã,com a nova classe Sachsen,deverá efetivamente alienar tal classe,pois não fará muito sentido.Portugal poderia estar atento e não chegar tarde como chegou nas Karel Doorman,onde a Bélgica comprou duas e o Chile outras duas.Efetivamente seria muito bom termos uma terceira,mas pelo menos temos duas,honra seja feita.
A corveta "Barroso",foi baptizada e lançada ao mar em 20/12/2002 e infelizmente tal projecto ficou por aí,assim como nós a Marinha brasileira passa por séria crise de reposição,só se tem desmantelado,a última foi uma fragata,penso ser a Redmaker(por falta de verba),em compensação comprou-se um porta-aviões dos anos 60,com 32.000 toneladas para ser usado como porta-helicópteros,mas com isto devem os brasileiros se preocupar.
Sei que estou a ser algo chato,até mesmo parecendo o "Bastos" e seu bordão "onde estavas no 25 de abril",mas é bom discutirmos como reverter tal situação,embora não a resolvamos,pelo menos tentaremos,é do futuro que pretendo falar.
Que meios poderemos ter,do que efetivamente precisamos e uma vez que temos pouco dinheiro,temos de o usar de uma forma muito criteriosa.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 01, 2007, 01:21:45 pm
citação:
Citar
E já agora,penso que efetivamente a Marinha alemã,com a nova classe Sachsen,deverá efetivamente alienar tal classe,pois não fará muito sentido.Portugal poderia estar atento e não chegar tarde como chegou nas Karel Doorman,onde a Bélgica comprou duas e o Chile outras duas.Efetivamente seria muito bom termos uma terceira,mas pelo menos temos duas,honra seja feita.

Sim, as Bremen serão em breve alienadas, mas na minha opinião não seria uma boa opção para a nossa marinha, já que são navios já com uns anos valentes construídos entre 1982 e 1990. Além de que pelos vistos os efectivos em fragatas devem ficar mesmo pelas cinco, por diversas razões: Falta de verbas para as operar, e de pessoal qualificado que queira ingressar na marinha.
Para mim já seria bom se se acabasse depressa o que está previsto, e não é pouco: 1 LPD, 1 AOR, 6 NPO, 2 NCP, 8 patrulhas costeiros. E entretanto ir pensando a sério em substituir as actuais fragatas, decisão que em Portugal leva por sistema cerca de vinte anos.
Título: Concordo
Enviado por: zocuni em Julho 01, 2007, 01:49:43 pm
Tudo bem,

Concordo plenamente consigo,Luis Filipe.Já temos um projecto bastante ambicioso para cumprir,e me parecem muito mais urgentes.Também concordo com sua colocação sobre as fragatas bremen,não teria sentido Portugal adquiri-las.Para mim,acharia o máximo conseguirmos uma terceira fragata da classe "Karel Doorman",e se possivel num futuro próximo termos ou duas fragatas anti-aéreas do tipo Zeven de Provicien,Sachsen não me parece muito adequado a Alvaro Bazan,em virtude seu sistema AEGIS,embora fenomenal mas muito caro,enão sei se conseguiriamos a operacionalidade disso,penso eu,de certeze saberá isso melhor que eu.Ou então colmatar essa pecha com uma compra de oportunidade,tipo uma desativação de algum Destroyer,de alguma marinha?
Muito bem,os dois submarinos já estão chegando,os NPO já estão em andamento,os de combate à poluição idem.
Agora quanto ao LPD,já existe algum projecto será usado ou novo,adquirido fora ou construído em Portugal,o AOR a mesma coisa,o Bérrio será desativado ou permanecerá,pois possui uma razoável capacidade de carga.As lanchas patrulheiras serão como?
Realmente é bastante coisa,mas chegaremos a bom porto,acredito nisso.
Peço desculpa,mas penso que estou com problemas,pois quando envio as mensagens,dá erro e volto a enviar,criando muitas respostas,desde já os foristas que me desculpem.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 01, 2007, 02:28:28 pm
Citar
Peço desculpa,mas penso que estou com problemas,pois quando envio as mensagens,dá erro e volto a enviar,criando muitas respostas,desde já os foristas que me desculpem.

A mim acontece-me o mesmo. Abra novamente o site, deixando esse em stand by. Quando ao submeter a resposta  der o o aviso de queda de ligação, verifique na segunda abertura se a mensagem foi colocada.
Assim evita a repetição. No que estiver já repetido, edite e apague as mensagens repetidas.
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 01, 2007, 06:14:02 pm
Citação de: "luis filipe silva"
No que estiver já repetido, edite e apague as mensagens repetidas.


Por favor. Não só para o sr. Zocuni mas para todos os foristas. É que eu nem sempre tenho tempo para fazer a 'limpeza' às mensagens repetidas. Estando elas, pelo menos, assinaladas facilitava a vida ao 'carro vassoura'.
Obrigado
Título: Limpeza
Enviado por: zocuni em Julho 01, 2007, 07:09:50 pm
Tudo bem,

Sr.Lancero.Como não tenho a opção editar,para mim só aparece o ícone citar,penso ser um recurso que possivelmente só os moderadores possuem.Na página anterior tem várias mensagens duplicadas.

Abraços,
Zocuni
Título:
Enviado por: P44 em Julho 02, 2007, 09:39:14 am
Voltando a algumas questões abordadas pelo colega zocuni:

Corveta Barroso:
Pelo que tenho lido no DB e no Alide, só agora é que FINALMENTE se está a avançar com a conclusão da mesma e talvez em 2008 entre ao serviço.
Por isso quando leio colegas brasileiros a falarem de construir PAs de raíz no Brasil.... :?
Título:
Enviado por: SSK em Julho 02, 2007, 09:46:27 am
Caro P44,

Quando nem a actual esquadra está actualizada no site da nossa marinha, actualizar as aquisições não lhe parece pedir muito :wink: .
http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/DescobrirMarinha/MeiosOperacionais/Superficie/Fragatas/JoaoBelo/HermenegildoCapelo.htm
http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/DescobrirMarinha/MeiosOperacionais/Superficie/Fragatas/JoaoBelo/NRPSacaduraCabral.htm

Mentalidades, nem mais...
Título:
Enviado por: P44 em Julho 02, 2007, 11:45:28 am
Citação de: "SSK"
Caro P44,

Quando nem a actual esquadra está actualizada no site da nossa marinha, actualizar as aquisições não lhe parece pedir muito :roll:  :lol:
Título: Corveta brasileira.
Enviado por: zocuni em Julho 02, 2007, 12:26:35 pm
Tudo bem,

Caro,P44.
Realmente o que aconteceu no caso da construção da corveta "Almirante Barroso",foi isso e infelizmente aqui no Brasil as coisas "funcionam assim".Tal corveta foi projectada em 1990 no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro,mais precisamente na ilha das cobras onde foi construído.Muito bem seu batismo de quilha se deu 21/12/1994 e por fim só foi lançada ao mar em 20/12/2002.Como observa,pouco tempo depois descobriram que tal fragata precisava de uma actualização,em alguns sectores como na parte tecnológica e comunicações.Isto acontece,não só por falta de planejamento,mas também e sobretudo por razões políticas e naturalmente por razões financeiras.Aqui reside o perigo de se construir de raiz,têm de existir muitas cinergias,para o barco não virar.
Depois foram adquirir o A-12,o porta aviões São Paulo,ex.Foch (França),de 32000 toneladas e de cosntrução dos anos sessenta,mais foram comprar para equipar tal embarcação,os Caças McDonnel Douglas A-4,e por constactou-se que não havia capacitação operacional,para operar tal meio,acabando por fim sendo um porta-helicópteros de pouco grau de eficácia.Não sei se está em manutenção,é muito possivel,mas para ter uma ideia a Marinha já desativou a fragata Radmaker,e outras embarcações,pode não ter nada haver,mas...
A Marinha do Brasil,passa por uma forte restrição orçamental os governos não se interessam,na minha opinião a tecnologia em termos de Marinha é pouca para projectos tão ambiciosos,ao contrário da aviação fixa e móvel,onde são bons.
Quanto às KD,é uma opinião minha mas quando a Marinha holandesa tiver recebido as novas da classe de Zeven...,penso que não será dificil a Portugal,caso interesse,não sei,conseguir pelo menos a F.828,que é de 1995,por isso mais recente,mas isto é uma suposição.


Abraços,
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 02, 2007, 01:15:20 pm
Zocuni escreveu:
Citar
mais foram comprar para equipar tal embarcação,os Caças McDonnel Douglas A-4,e por constactou-se que não havia capacitação operacional,para operar tal meio,acabando por fim sendo um porta-helicópteros de pouco grau de eficácia.
Os A-4 foram comprados para o Minas Gerais onde chegaram a operar. Depois a França ofereceu o Foch a preço de sucata (12 milhões de Dólares) para se livrar de um navio cheio de amianto.



Citar
Quanto às KD,é uma opinião minha mas quando a Marinha holandesa tiver recebido as novas da classe de Zeven...,penso que não será dificil a Portugal,caso interesse,não sei,conseguir pelo menos a F.828,que é de 1995,por isso mais recente,mas isto é uma suposição
.
As Zeven Provincien já foram todas entregues, portanto a Holanda vai ficar com 4 Z. Provincien, 2 K. Doorman + as duas Belgas que são operadas por um comando conjunto Holanda / Bélgica.
Título: Modernização de meia-vida da VdG e KD
Enviado por: JMM em Julho 03, 2007, 04:38:00 pm
Boa tarde a todos,

Sou um membro novo do Fórum e gostaria que me informassem se alguém já faz alguma ideia do que vai estar envolvido no programa de modernização de meia-vida das VdG e, eventualmente, das KD.
Como se sabe, o principal defeito dos meios navais portugueses é a sua falta de capacidade de defesa aérea de área. Neste aspecto, tanto as VdG como as KD têm enormes limitações por os seus sistemas de defesa anti-aérea assentarem no míssil Seasparrow, que necessita de iluminação contínua  pelos radares de controlo de fogo STIR e, portanto, cada navio apenas tem a capacidade de manter no ar dois mísseis de cada vez (tantos quanto os directores STIR); aliás, sob este ponto de vista é perfeitamente irrelevante as fragatas estarem equipadas com lançadores vertivais MK48 (KD) ou rotativos MK29 (VdG), já que não serve de nada lançar muitos mísseis se não puderem ser guiados! Ora, os nossos amigos australianos têm em curso um programa de modernização das suas fragatas Anzac (Meko 200, tal como as VdG) que envolve a instalação de um radar do tipo phased-array (CEA-FAR 3D) que tem a capacidade de guiar 10 mísseis simultâneamente e a instalação de mísseis Evolved Seasparrow (ESSM), os quais só necessitam de controlo na fase terminal do seu vôo. Isto quer dizer que, apesar de o alcance do ESSM ser pouco superior ao do Seasparrow (e inferior, p. ex., ao SM-1), vai ser muito difícil a qualquer adversário conseguir saturar as defesas das Anzac. Aliás, ainda relacionado com este aspecto, e apenas com comentário lateral, devo dizer que ainda bem que não comprámos a OHP por duas razões: são velhas e a marinha americana decidiu eliminar o SM-1 do seu arsenal devido às vantagens do ESSM, o que iria levantar problemas logísticos grandes a Portugal. Além disso, queria ver como é que as OHP iriam conseguir entrar no Alfeite já que têm um calado da ordem dos 7 metros.
Voltando ao assunto principal, e sabendo que as VdG estão preparadas para a instalação de um lançador VLS (não sei se Mk48 de dezasseis silos como as Hydra gregas, se Mk41 de oito silos, sendo que em ambos os casos a capacidade de mísseis ESSM é de 32) e que os lançador MK48 das KD pode ver a sua carga de 16 mísseis duplicada com a instalação dos ESSM, não seria esta uma solução relativamente barata para ficarmos com fragatas ao nível do que de melhor se faz lá fora (se exceptuarmos os destroyers específicos de defesa aérea, tipo Daring, DDG 51, Álvaro de Bazán, etc., que são caríssimos) e capazes de se protegerem eficazmente, tanto a si como a uma força tarefa, nos próximos 20 anos?
Gostaria ainda de abordar outros aspectos possíveis (modelo de CIWS, possível substituição dos Lynx pelos NFH 90, etc.), mas para já vou ficar por aqui que a mensagem já vai longa.

Saudações a todos
Título:
Enviado por: LM em Julho 03, 2007, 07:23:43 pm
Existe alguma informação no tópico http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=4942&highlight=mlu sobre possibilidades de "MLU" Às VdG e/ou KD que julgo agora uteis.
Título:
Enviado por: JMM em Julho 03, 2007, 11:42:22 pm
Ok, obrigado. Já lá estive e vou para lá voltar c34x
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 08, 2007, 03:49:12 pm
Protesto da guarnição da corveta João Coutinho

Correio da Manhã 08-07-2007

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Os praças e sargentos da guarnição da corveta ‘João Coutinho’ iniciaram ontem um protesto pelo não pagamento de subsídio de embarque, recusando sair da embarcação ao início da escala desta no Ponto de Apoio Naval de Portimão

mais noticias:
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=249336&idselect=10&idCanal=10&p=200)

É este o incentivo que se pretende dar aos futuros militares para ingressar nas FFAA.
Título:
Enviado por: P44 em Julho 09, 2007, 08:46:30 am
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Portugal  
 
 

2007-07-09 - 00:00:00

Armada: Suplemento regularizado
Termina protesto a bordo de corveta


O porta-voz da Marinha, comandante Brás de Oliveira, assegurou ontem ao CM que o pagamento do suplemento de embarque aos marinheiros da guarnição da corveta ‘João Coutinho’ “já foi efectuado” e que o protesto da véspera estará resolvido.


Conforme o CM adiantou ontem em primeira mão, os praças e sargentos da guarnição (cerca de 30 marinheiros num total de meia centena) recusaram sair de licença durante a curta escala feita pela ‘João Coutinho’ em Portimão. O navio fez-se ao mar pouco antes das 00h00 de ontem, para uma acção de fiscalização no âmbito da missão de apoio a busca e salvamento. Esta missão, iniciada quinta-feira e prevista durar 15 dias, exige à guarnição um elevadíssimo estado de prontidão, que nunca esteve em causa.

Os marinheiros, segundo confirmou a Associação Nacional de Sargentos, decidiram não solicitar licença para sair durante a escala em Portimão, exigindo o pagamento do suplemento de embarque e protestando contra as condições de habitabilidade a bordo da corveta. O porta--voz da Marinha disse que o atraso no pagamento do suplemento de embarque – quantia variável mas que para um praça nesta missão representa cerca de 160 euros – deverá ter sido causado por um erro de processamento, talvez de natureza informática. Quanto às condições de habitabilidade no navio, Brás de Oliveira reconheceu que não são as melhores, por se tratar de uma embarcação com 35 anos de serviço.

O Chefe do Estado-Maior da Armada solicitou a abertura de um inquérito para averiguar o que correu mal nos pagamentos e como decorreu a manifestação a bordo. Em ambos os casos, no primeiro por eventual negligência e no segundo por eventual não cumprimento de ordens, pode haver sanções disciplinares. O inquérito deverá ficar concluído em cerca de mês e meio.

Fonte próxima da manifestação indicou ao CM que os marinheiros mais veteranos já começaram a ser interrogados a bordo.

Paulo Marcelino


 http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=249426&idselect=10&idCanal=10&p=200)

.........................................................................................

Citar
Marinha: Atrasos no pagamento de suplemento estão resolvidos

O porta-voz da Marinha, Brás de Oliveira, confirmou hoje à agência Lusa a realização de uma manifestação de protesto a bordo de uma corveta e garantiu que a situação já está resolvida.

«Ontem (sábado) a corveta »João Coutinho« teve uma manifestação a bordo por causa de um mau estar perante a falta de pagamento do suplemento de embarque, que recebem quando estão missão», disse Brás de Oliveira.

O responsável falava na sequência de uma notícia do Correio da Manhã, segundo a qual os «praças e sargentos da corveta »João Coutinho« iniciaram o protesto pelo não pagamento do subsídio de embarque, recusando sair da embarcação ao início da escala no Ponto de Apoio Naval de Portimão».

De acordo com o porta-voz da Marinha, o não pagamento deveu-se a um «erro no processamento, que levou a que o procedimento normal não fosse efectuado e que os pagamentos tivessem de ser feitos por cheque».

«O assunto está resolvido», garantiu.

Sublinhando que a Marinha não comenta este caso na sua vertente disciplinar, Brás de Oliveira disse apenas que o Almirante Chefe de Estado-Maior da Armada e o Almirante Comandante Naval já mandaram abrir um processo de averiguações para apurar responsabilidades pelos atrasos.

Diário Digital / Lusa

08-07-2007 15:12:00

 
 
::::::::::::::::::

Que bela imagem para a Marinha :roll:  :(
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 13, 2007, 03:18:13 pm
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Navio Almirante Gago Coutinho
Aumenta capacidade hidro-oceanográfica da Marinha
 
Publicado em:
 2007-07-13

Na quarta-feira dia 18 de Julho o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Dr. João Mira Gomes visita o navio NRP Almirante Gago Coutinho, acompanhado do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes.
Esta visita destina-se a dar a conhecer as capacidades, equipamentos e missões do navio, após um período de trabalhos em que a Marinha e o MDN/ Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental congregaram esforços e recursos para modernizar e adaptar o navio para a execução actividades no âmbito do projecto de extensão da plataforma continental em curso.
A visita constará de uma apresentação e visita ao navio e de um período de navegação com regresso à Doca da Marinha.
 O NRP Almirante Gago Coutinho é um navio hidro-oceanográfico que assegura, no âmbito das missões específicas da Marinha, actividades relacionadas com as ciências e tecnologias do mar tendo em vista a sua aplicação na área militar, contribuindo também para o desenvolvimento do País nas áreas científica e de defesa do ambiente marinho nos domínios da hidrografia, da cartografia náutica, da segurança da navegação, da oceanografia e da geologia marinha.

 Equipado com os mais modernos equipamentos são de destacar os sistemas acústicos de aquisição de dados ao longo da coluna de água e do fundo do mar. As capacidades instaladas fazem do NRP Almirante Gago Coutinho uma plataforma disponível para a comunidade científica, permitindo a utilização de forma integrada das tecnologias ao serviço da Marinha e das instituições de investigação do mar.
 O NRP Almirante Gago Coutinho irá executar, de seguida, trabalhos para o projecto de Extensão da Plataforma Continental nas águas do Arquipélago dos Açores. A Estrutura de Missão tem por objectivo a preparação e apresentação à Comissão de Limites da Plataforma Continental de uma proposta de extensão da plataforma portuguesa para além dos limites actuais das 200 milhas.


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: lexivia em Julho 13, 2007, 05:18:57 pm
Citação de: "Lancero"
Citar
Navio Almirante Gago Coutinho
Aumenta capacidade hidro-oceanográfica da Marinha
 
Publicado em:
 2007-07-13

Na quarta-feira dia 18 de Julho o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Dr. João Mira Gomes visita o navio NRP Almirante Gago Coutinho, acompanhado do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes.
Esta visita destina-se a dar a conhecer as capacidades, equipamentos e missões do navio, após um período de trabalhos em que a Marinha e o MDN/ Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental congregaram esforços e recursos para modernizar e adaptar o navio para a execução actividades no âmbito do projecto de extensão da plataforma continental em curso.
A visita constará de uma apresentação e visita ao navio e de um período de navegação com regresso à Doca da Marinha.
 O NRP Almirante Gago Coutinho é um navio hidro-oceanográfico que assegura, no âmbito das missões específicas da Marinha, actividades relacionadas com as ciências e tecnologias do mar tendo em vista a sua aplicação na área militar, contribuindo também para o desenvolvimento do País nas áreas científica e de defesa do ambiente marinho nos domínios da hidrografia, da cartografia náutica, da segurança da navegação, da oceanografia e da geologia marinha.

 Equipado com os mais modernos equipamentos são de destacar os sistemas acústicos de aquisição de dados ao longo da coluna de água e do fundo do mar. As capacidades instaladas fazem do NRP Almirante Gago Coutinho uma plataforma disponível para a comunidade científica, permitindo a utilização de forma integrada das tecnologias ao serviço da Marinha e das instituições de investigação do mar.
 O NRP Almirante Gago Coutinho irá executar, de seguida, trabalhos para o projecto de Extensão da Plataforma Continental nas águas do Arquipélago dos Açores. A Estrutura de Missão tem por objectivo a preparação e apresentação à Comissão de Limites da Plataforma Continental de uma proposta de extensão da plataforma portuguesa para além dos limites actuais das 200 milhas.

Fonte (http://http)


Haverá "patrulhões" e meios aéreos para assegurar essa extensão? Já temos a dificuldade/incapacidade que temos para assegurar meios de SAR , patrulhamento e fiscalização na área das 200 milhas!
Não quero dizer que estou contra, bem pelo contrário mas será que depois haverá orçamento para meios e pessoal para cumprir? Espero que sim, pois se há riquezas naturais em Portugal são as florestas e o mar.
Título:
Enviado por: jconc em Julho 14, 2007, 04:32:16 pm
Citação de: "Miguel"
A cidade de Viana do Castelo, comprou o "NRP Delfim" por 50 000 Euros :?:  :?:
Título:
Enviado por: lexivia em Julho 14, 2007, 07:14:42 pm
Citação de: "jconc"
Citação de: "Miguel"
A cidade de Viana do Castelo, comprou o "NRP Delfim" por 50 000 Euros :?:  :?:


Por favor não dêem ideias se não o Joe Berardo ainda compra o Barracuda com a verba anual a que tem direito do Estado Português (isto é, contribuintes portugueses) para complementar a sua suposta "grande" colecção de arte contemporânea e assim pagamos pelo Barracuda 2 vezes!!!
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 14, 2007, 10:30:42 pm
"Por favor não dêem ideias se não o Joe Berardo ainda compra o Barracuda ..."

Já vai aqui uma tourada gira!:P
Título:
Enviado por: SSK em Julho 15, 2007, 06:42:39 pm
Caso não saibam, o Barracuda irá para Cascais para os mesmos fins do Delfim... Mas existem MUITOS mais navios na Base Naval de Lisboa à "venda" :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: dionisio em Julho 15, 2007, 09:04:30 pm
Alguém sabe dizer se os patrulhas da classe cacine estão à venda (os que já foram abatidos) e se sabem o preço deles. conheço uma pessoa que me fez essa pergunta e eu não lhe soube dizer.
Título:
Enviado por: SSK em Julho 17, 2007, 07:22:07 pm
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Novo sistema de detectar navios


O Comandante da Capitana do porto da Figueira da Foz, Louro Alves, apresentou um novo sistema que permite a localização de navios ao longo da costa portuguesa, ontem, durante uma visita do governador Civil de Coimbra, Henrique Fernandes, à Figueira da Foz.

A aplicação informática, desenvolvida pela NATO, está em funcionamento há três semanas. Com a designação de AIS - Sistema de Identificação Automática - , o sistema permite localizar embarcações que circulem na costa, bem como identificar a carga que transportam.

"Os navios aparecem num monitor, identificados com o nome e cores diferentes, consoante a carga e o nível de perigosidade da mesma, permitindo às autoridades saber a sua proveniência, destino e até comunicar com a embarcação, via rádio", explicou Louro Alves. Para além do novo sistema de localização, os meios ao dispor da capitania, responsável por uma área de cerca de 40 quilómetros de costa, incluem uma lancha, duas embarcações semi-rígidas, duas motos e duas viaturas todo-o-terreno (uma de assistência nas praias) e uma moto de água, além do salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos.

Henrique Fernandes reuniu ontem com as entidades responsáveis pela Protecção Civil Distrital, com o objectivo de verificar e apoiar a operacionalidade dos meios de Protecção Civil, em particular no sistema de socorro na orla costeira do Distrito. PD


Só falta saber quando todos dos navios da nossa marinha vão ter o AIS a bordo :conf:
Título:
Enviado por: Upham em Julho 18, 2007, 12:43:54 pm
Será um pouco como o sistema de controle de trafego aéreo, mas utilizado para controle de trafego maritimo?
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 02, 2007, 12:05:05 am
Como não consegui colocar no tópico sobre as novas lanchas aqui vai

 :arrow: http://www.youtube.com/watch?v=CrClYAk6Bas
Título:
Enviado por: tgcastilho em Agosto 02, 2007, 12:07:01 am
Boas
Alguem sabe se o LPD vai para a frente ou não? É que fiz uma pequena pesquisa e uns dizem que anda para a frente outros não. Já não  percebo nada.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Agosto 02, 2007, 03:18:31 am
tgcastilho escreveu:
Citar
Boas
Alguem sabe se o LPD vai para a frente ou não? É que fiz uma pequena pesquisa e uns dizem que anda para a frente outros não. Já não percebo nada.


Uns dizem que sim, outros dizem que não. Creio que NIM.
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 02, 2007, 09:53:01 pm

NATO Naval Force Sets Sail For Africa
 
 
(Source: NATO; issued July 30, 2007)

 
   
 
 
A NATO maritime mission involving ships from six member countries set sail for a historic 12 500 nautical mile circumnavigation of the African continent on July 30. The mission aims to highlight NATO's capability to uphold security and international law on the high seas.  
 
First stop Nigeria  
 
Ships from Canada, Denmark, Germany, The Netherlands, Portugal and the United States, forming NATO's Standing Naval Maritime Group 1 (SNMG1), one of NATO's four standing maritime forces will sail from the Mediterranean Sea to the west coast of Africa and on to the Niger Delta as part of the two-month mission.  
 
The Niger Delta has seen an increase in incidents involving kidnapping of oil workers and attacks on oil instillations by criminal gangs.  
 
The ships will also make port in South Africa, where US Rear Admiral Mike Mahon, who commands the NATO maritime task force, on board the flagship USS Normandy, will conduct exercises for the first time with South African Navy ships and will visit Cape Town, as part of a four day visit to South Africa.  
 
The NATO mission will also conduct exercises in the Indian Ocean, off the coast of Somalia, an area frequently affected by acts of piracy, and where vessels carrying aid shipments have been the victims of pirate attacks.  
 
A priority for NATO  
 
NATO Secretary General Jaap de Hoop Scheffer said ensuring maritime security on the high seas, in international waters was a key mission for the 26-country Alliance.  
 
“Maritime security, ensuring the safe passage of shipping and supporting a coordinated international approach to protect energy supplies are high priorities for NATO,” the Secretary General said.  
 
During the final phase of the mission, the ships will visit the Republic of the Seychelles in mid-September and end their mission after passing through the Suez Canal.  
 
The deployment will demonstrate the Alliance’s continuing ability to respond to emerging crisis situations on a global scale and foster close links with regional navies and other maritime organisations.  
 
-ends-  
 
Fonte (http://http)


Nota: O Navio Português é a Álvares Cabral :wink:
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 05, 2007, 08:55:28 pm
Ministério da Defesa Nacional aposta na modernização do Arsenal do Alfeite

O Ministério da Defesa Nacional recebeu o relatório do Grupo de Trabalho criado para estudar quais os modelos de gestão e organização mais adequados na modernização do Arsenal do Alfeite.

Este relatório surge na sequência dos estudos realizados por um Grupo de Trabalho misto, composto por membros da Marinha Portuguesa, Ministério da Defesa Nacional, Ministério das Finanças e consultores de gestão externos, criado em Janeiro deste ano. Com a entrega do relatório, a análise de quais os mais adequados modelos de gestão e organização para a modernização do Arsenal do Alfeite fica agora concluída. Caberá de momento ao Ministério da Defesa Nacional avaliar o seu conteúdo, prevendo-se que a apreciação do relatório fique concluída no início de Setembro próximo.

O Arsenal do Alfeite opera segundo um modelo de funcionamento que já data dos anos 30 do século passado e se revela totalmente desadequado a uma gestão moderna e eficiente. No actual formato, o Arsenal do Alfeite corre inclusivamente sérios riscos de encerrar porque apresenta vulnerabilidades que afectam gravemente o seu normal desempenho e enfraquecem as suas evidentes potencialidades. Um novo modelo de gestão e organização pode servir a Marinha e abrir outros mercados, potenciando as suas receitas.

Nesta fase, pode o Ministério da Defesa Nacional assegurar a continuidade do Estaleiro do Arsenal do Alfeite e da actividade produtiva na sua actual localização – esta não está nem nunca esteve em causa, pois é considerada fundamental para a Marinha portuguesa e para o país. Muito pelo contrário, é propósito deste Ministério beneficiar as condições de trabalho e melhorar a competitividade do Arsenal do Alfeite.

Sobre esta matéria, pode igualmente avançar-se que os direitos e garantias dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite estão perfeitamente assegurados, ao abrigo do seu actual vinculo à função pública. E que logo que o Ministério da Defesa Nacional termine a avaliação das propostas do Grupo de Trabalho, apresentará os seus objectivos aos representantes do Trabalhadores do Arsenal do Alfeite.

Seja qual for o modelo de gestão escolhido, a privatização do Arsenal do Alfeite não é um dos objectivos do Ministério da Defesa Nacional.

Portugal detém portos próximos das principais rotas atlânticas e não faz sentido que a sua indústria naval não se encontre mais desenvolvida, contribuindo para o crescimento geral da economia nacional. O Ministério da Defesa Nacional pretende também ajudar a retoma sustentada da economia e considera que as estruturas da indústria naval por ele tuteladas, em particular o Arsenal do Alfeite, se modernizadas, podem ajudar nesse objectivo. É possível criar um centro tecnológico de excelência da indústria naval que sirva melhor a Marinha Portuguesa, que se encontra a completar um ciclo de renovação de toda a sua frota, e também permita voltar a projectar a indústria naval portuguesa no mercado internacional.


--------------------------------------------------------------------------------
http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Imprensa/I ... 070726.htm (http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Imprensa/Inf_com_social_070726.htm)


será um "recado" aos ENVC :?:
Título: Muito bom
Enviado por: zocuni em Agosto 06, 2007, 12:16:27 pm
Citação de: "P44"
Ministério da Defesa Nacional aposta na modernização do Arsenal do Alfeite

Portugal detém portos próximos das principais rotas atlânticas e não faz sentido que a sua indústria naval não se encontre mais desenvolvida, contribuindo para o crescimento geral da economia nacional. O Ministério da Defesa Nacional pretende também ajudar a retoma sustentada da economia e considera que as estruturas da indústria naval por ele tuteladas, em particular o Arsenal do Alfeite, se modernizadas, podem ajudar nesse objectivo. É possível criar um centro tecnológico de excelência da indústria naval que sirva melhor a Marinha Portuguesa, que se encontra a completar um ciclo de renovação de toda a sua frota, e também permita voltar a projectar a indústria naval portuguesa no mercado internacional.


--------------------------------------------------------------------------------
http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Imprensa/I ... 070726.htm (http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Imprensa/Inf_com_social_070726.htm)


será um "recado" aos ENVC :?:


Gostei muito dessa notícia,agora é passar do papel para os actos.Portugal não pode adiar este assunto.

Abraços,
Título: Fragata
Enviado por: zocuni em Agosto 08, 2007, 01:41:07 pm
Tudo bem,

Video do NRP "Alvares Cabral",nos Açores:

http://br.youtube.com/watch?v=6WB507s5pGA&mode=related&search=

Abraços,
Título: Upgrade 1b do Phalanx
Enviado por: sivispacem em Agosto 15, 2007, 02:13:54 pm
Acho que foi neste tópico que há algum tempo reparei com umas perguntas sobre de a Armada iria fazer o upgrade do seus CIWS.... Bom, aqui vai a noticia sobre os respectivos contratos (vejam "May 16/05").

http://www.defenseindustrydaily.com/pha ... 2620/#more (http://www.defenseindustrydaily.com/phalanx-ciws-the-last-defense-on-ship-and-ashore-02620/#more)

E esta sobre o ESSM...

223M to Supply NATO ESSM Consortium
02-Jul-2007 19:38 | Permanent Link
Related stories: Americas - USA, Raytheon, Contracts - Modifications, Partnerships & Consortia, Australia & S. Pacific, Europe - Other, Protective Systems - Naval, Missiles - Surface-Air, Support & Maintenance

RIM-162 ESSM launch
(click to view full)Raytheon Company in Tucson, AZ received a $223 million firm-fixed-price modification to previously awarded contract (N00024-07-C-5431) to procure 294 Evolved SEASPARROW Missiles (RIM-162 ESSM), 68 shipping containers, and spares for the NATO SEASPARROW Consortium (Australia, Belgium, Canada, Denmark, Germany, Greece, The Netherlands, Norway, Portugal, Spain, Turkey, USA). Work will be performed in Tucson, AZ (45%); Andover, MA (10%); Camden, AK (2%); Australia (11%); Germany (8%); Canada (7%); The Netherlands (6%); Norway (5%); Spain (3%); Denmark (1%); Greece (1%); Turkey (1%), and is expected to be complete by February 2010. The contract was not competitively procured by the US Naval Sea Systems Command in Washington, DC.

The RIM-162 Evolved Sea Sparrow Missile (ESSM) is used to protect ships from attacking missiles and aircraft, and is is designed to counter supersonic maneuvering anti-ship missiles. Compared to the RIM-7 Sea Sparrow, ESSM has a larger, more powerful rocket motor for increased range, a different aerodynamic layout for improved agility, and the latest missile guidance technology. ESSM also has the ability to be "quad-packed" in the Mk 41 vertical launching system, allowing 4 missiles to be carried per launch cell.
Título:
Enviado por: antoninho em Agosto 15, 2007, 03:17:22 pm
E a participação nacional nesse NATO SEASPARROW Consortium é de 0%, para não sermos diferentes do que sempre seremos......
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 16, 2007, 03:06:03 pm
Citação de: "SSK"
Citar
Novo sistema de detectar navios


O Comandante da Capitana do porto da Figueira da Foz, Louro Alves, apresentou um novo sistema que permite a localização de navios ao longo da costa portuguesa, ontem, durante uma visita do governador Civil de Coimbra, Henrique Fernandes, à Figueira da Foz.

A aplicação informática, desenvolvida pela NATO, está em funcionamento há três semanas. Com a designação de AIS - Sistema de Identificação Automática - , o sistema permite localizar embarcações que circulem na costa, bem como identificar a carga que transportam.

Só falta saber quando todos dos navios da nossa marinha vão ter o AIS a bordo :conf:


Era capaz de jurar que tinha colocado aqui um link para um concurso público que vi Diário da República em Julho...  :?
Acho que me desapareceram algumas mensagens. Bem, quando tiver oportunidade tentarei encontrar o tal concurso para AIS.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Agosto 16, 2007, 09:36:43 pm
SSK escreveu:
Citar
Só falta saber quando todos dos navios da nossa marinha vão ter o AIS a bordo

Eu tenho outra visão do caso:
Quando é que todos os AIS terão navio.
Título: Senegal: Marinha intercepta 90 ilegais
Enviado por: LM em Agosto 19, 2007, 12:04:14 pm
Citar
A corveta da Marinha Portuguesa ‘Jacinto Cândido’ interceptou ontem, na costa do Senegal, uma embarcação com cerca de 90 emigrantes ilegais, que, presumivelmente, se dirigia para o arquipélago das Canárias.

A corveta portuguesa integra uma operação europeia.


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Agosto 19, 2007, 02:00:37 pm
No CM também vinha noticiado que o NE Sagres teve de seguir a reboque para Montevideo devido a avaria no motor.
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 21, 2007, 01:38:45 am
Citar
A corveta "Jacinto Cândido" interceptou, anteontem, na costa do Senegal, uma embarcação com cerca de 90 imigrantes ilegais que, aparentemente, se dirigia para as Canárias, anunciou a Marinha Portuguesa. Segundo a nota da Marinha, a intercepção efectuou-se cerca das 18.30 horas pela corveta portuguesa integrada numa operação europeia de combate à emigração ilegal ao longo da costa do Senegal. A embarcação começou por não obedecer à ordem de paragem, mas acabaria por ser imobilizada pela intervenção de uma equipa enviada numa lancha semi-rígida, indicou a Marinha.Os imigrantes ilegais foram transportados para Dacar por uma embarcação da Guarda Civil espanhola que se juntou ao navio português na fase final da operação, refere o comunicado. A nota conclui que esta operação foi efectuada com a colaboração das autoridades senegalesas, encontrando-se a bordo da "Jacinto Cândido" oficiais de ligação daquele país.

A "Jacinto Cândido" é o segundo da série de seis navios da classe "João Coutinho" e entrou ao serviço da Armada Portuguesa em 1970. A partir de 1975 tem operado nas águas de interesse nacional, nomeadamente no desempenho de missões de busca e salvamento, vigilância e fiscalização das águas territoriais e da Zona Económica Exclusiva..
 
 
 
 
 
in  Jornal de Notícias
 
20 de Agosto de 2007
Título:
Enviado por: TOMKAT em Agosto 21, 2007, 01:41:05 am
Citação de: "P44"

NATO Naval Force Sets Sail For Africa
 
 ....
 
(Source: NATO; issued July 30, 2007)



Nota: O Navio Português é a Álvares Cabral :wink:


Mais notícias sobre a missão da NRP Álvares Cabral postada pelo P44 e notícias paralelas sobre a cooperação militar com Angola.

Citar
Benguela: Oficial das FAA destaca cooperação militar com Portugal

Lobito, 20/08 – O chefe do Estado-Maior adjunto da Marinha de Guerra de Angola (MGA), vice-almirante Fernando José, disse hoje, na cidade do Lobito, província de Benguela, que Portugal constitui um parceiro valioso para o desenvolvimento e modernização do ramo que dirige.

Em declarações à imprensa, no termo da visita dos oficiais e instruendos militares ao navio de guerra português “Alves Cabral” atracado há três dias, no Porto do Lobito, o responsável referiu que, com o crescimento da economia nacional, a MGA poderá adquirir meios modernos e eficazes para protegerem os interesses do Estado angolano.

O Navio Alves Cabral, ao serviço da Nato, é considerado um dos meios modernos para efectuar a guerra submarina e leva a bordo 96 pessoas. Possui um canhão e metralhadoras de elevado poder de fogo, radares e um helicóptero dotados de outros meios bélicos.

A unidade militar portuguesa deixa a cidade do Lobito na próxima terça-feira com destino à República da África do Sul, onde deverá permanecer por alguns dias para depois rumar a Moçambique.

A missão da referida unidade militar insere-se no programa de cooperação e troca de experiência com a congénere angolana.


Fonte http://www.angop.ao/noticia.asp?ID=554292
Título:
Enviado por: TOMKAT em Agosto 21, 2007, 01:41:37 am
Citação de: "P44"

NATO Naval Force Sets Sail For Africa
 
 ....
 
(Source: NATO; issued July 30, 2007)



Nota: O Navio Português é a Álvares Cabral :wink:


Mais notícias sobre a missão da NRP Álvares Cabral postada pelo P44 e notícias paralelas sobre a cooperação militar com Angola.

Citar
Benguela: Oficial das FAA destaca cooperação militar com Portugal

Lobito, 20/08 – O chefe do Estado-Maior adjunto da Marinha de Guerra de Angola (MGA), vice-almirante Fernando José, disse hoje, na cidade do Lobito, província de Benguela, que Portugal constitui um parceiro valioso para o desenvolvimento e modernização do ramo que dirige.

Em declarações à imprensa, no termo da visita dos oficiais e instruendos militares ao navio de guerra português “Alves Cabral” atracado há três dias, no Porto do Lobito, o responsável referiu que, com o crescimento da economia nacional, a MGA poderá adquirir meios modernos e eficazes para protegerem os interesses do Estado angolano.

O Navio Alves Cabral, ao serviço da Nato, é considerado um dos meios modernos para efectuar a guerra submarina e leva a bordo 96 pessoas. Possui um canhão e metralhadoras de elevado poder de fogo, radares e um helicóptero dotados de outros meios bélicos.

A unidade militar portuguesa deixa a cidade do Lobito na próxima terça-feira com destino à República da África do Sul, onde deverá permanecer por alguns dias para depois rumar a Moçambique.

A missão da referida unidade militar insere-se no programa de cooperação e troca de experiência com a congénere angolana.


Fonte http://www.angop.ao/noticia.asp?ID=554292
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 21, 2007, 01:43:41 am
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Navio Sagres repara avaria no Uruguai
 Bárbara Simões

Uma avaria no regulador de velocidade do motor obrigou o navio-escola Sagres a uma paragem forçada a caminho da Argentina. A embarcação, que deveria ter chegado ontem ao porto de Buenos Aires, está a ser reparada em Montevideu, no Uruguai.
"A avaria não é complicada, mas não pode ser reparada com os meios de bordo", explica o comandante Fernando Braz de Oliveira, porta-voz e relações públicas da Marinha Portuguesa.
O problema foi detectado quando o navio se encontrava à entrada do rio da Prata. "Espera-se que esteja resolvido a tempo de cumprir a representação diplomática" - com cerimónia marcada, na Argentina, na próxima terça-feira -, adianta também Braz de Oliveira.
Antes de partir rumo à Argentina, o navio tinha feito escala no Brasil. Na semana passada, a Lusa dera conta do entusiasmo que a presença da embarcação estava a suscitar junto da comunidade de portugueses e luso-descendentes de Santos, porto da última paragem antes da avaria.
O regresso ao Brasil está marcado para Setembro, numa parada naval evocativa do patrono da Marinha brasileira.
O navio-escola Sagres foi construído, em 1937, nos estaleiros Blohm & Voss, em Hamburgo (Alemanha).
 
 
 
 
 
in  Público
 
19 de Agosto de 2007

 
 
Já largaram e atracam ainda hoje na Argentina.
Título:
Enviado por: turkiko em Agosto 21, 2007, 04:32:08 pm
A odisseia do navio-escola português na Argentina
Avaria de Sagres era sujidade
Márcio Resende, correspondente na Argentina
 
Bastou uma limpeza e uma manutenção geral para a bomba do motor do emblemático navio voltar a funcionar. O Sagres navega rumo a Buenos Aires, onde cumprirá uma agenda mais curta e protocolar.
 
 

"Sujidade é um dos possíveis motivos, mas podem haver outros", disse ao Expresso o comandante do histórico navio-escola, José Luís de Vila Matos

13:30 | terça-feira, 21 AGO 07
 
 
     
 
 
 
Link permanente: x
 

Uma das versões para o nome da capital uruguaia diz que, há muitos séculos, ao avistar o monte que se ergue onde hoje se incrusta o porto de Montevideu, um navegador português gritou: "Monte vide eu!". Mal sabia ele que, num novo milénio, o navio-escola Sagres, o principal da Marinha portuguesa, precisaria de ser rebocado pela Armada daquele lugar que ainda estava longe de ser um país. E menos poderia imaginar um dos possíveis motivos do pedido de ajuda do imponente navio português: sujidade na bomba injectora de combustível no motor. O Sagres perdeu quatro preciosos dias da sua missão por sujidade.
"O motor não estava danificado. A bomba estava simplesmente suja, informou-nos a Armada uruguaia, que desarmou, limpou e voltou a armar a bomba do motor. Foi trocada uma junta, mas nenhuma peça de reposição foi necessária. Era só sujidade. Uma limpeza e manutençao foram o bastante", explicou o gerente de operações da agência marítima Silver Sea, Germán Benítez.
Não terem sido necessárias peças de reposição foi a melhor das notícias para o Sagres que, caso contrário, poderia enfrentar uma odisseia para as conseguir. O que o faria ficar ancorado em Montevideu por mais dias.
Marinha garante que injector foi substituído

Mais cauteloso e técnico, o comandante do histórico navio-escola, José Luís de Vila Matos, diz não ter os elementos para saber a causa da obstrução na bomba. "Sujidade é um dos possíveis motivos, mas podem haver outros. Não sei o que levou à obstrução em concreto. O problema da bomba foi identificado como uma prisão da haste. Essa prisão foi associada a uma obstrução que pode ser derivada de várias causas", explicou ao Expresso o comandante, enquanto o Sagres partia do porto de Montevideu às 5 da manha (horário de Lisboa) rumo a Buenos Aires, onde deveria ter chegado na manhã de domingo.
Em Lisboa, o gabinete de relações exteriores da Marinha também contraia as declarações de Germán Benítez, garantindo que foi reposto um injector que chegou ao navio vindo, directamente, da Alemanha.
Na sexta-feira, a caminho de Buenos Aires, quando o Sagres entrou no Rio da Prata, na altura de Montevideu, o motor sofreu uma avaria. O comandante Vila Matos precisou de pedir ajuda à Armada uruguaia que enviou um rebocador.
Portugueses não vão poder receber o Sagres
O navio-orgulho de Portugal cruzará o Rio da Prata pelas próximas horas. Chegará a Buenos Aires na madrugada de quarta-feira, mas ficará à espera no Rio da Prata. Só atracará no porto pela manhã de quarta para coincidir com as honras militares que só podem ser prestadas de dia. Não receberá a visita da comunidade portuguesa que tinha programado dar as boas-vindas ao Sagres com uma cerimónia que incluia jovens com trajes típicos.

"Não haverá boas-vindas. É muito complicado. As pessoas trabalham durante a semana. Muitas, aliás, nem vão saber quando o Sagres chega. O contacto com a comunidade portuguesa será mínimo", lamenta António Canas Antunes, conselheiro das comunidades portuguesas. A imensa maioria dos portugueses e luso-descendentes na Argentina vive fora de Buenos Aires.

Expectativa da comunidade lusa por água abaixo
Pelo programa original, o navio deveria ter atracado em Buenos Aires na manhã de domingo. Além disso, na segunda-feira foi feriado na Argentina. O Sagres só saíria de Buenos Aires no dia 23 para chegar no dia seguinte a Montevideu. A desastrosa alteração de planos levou o governo de Buenos Aires a procurar saber o que se passava com a Embaixada portuguesa na Argentina, tamanha a quantidade de pessoas que, desorientadas e decepcionadas, procuravam em vão pelo Sagres durante o feriado.
Do ponto de vista das visitas que os habitantes de Buenos Aires e a comunidade portuguesa poderiam fazer ao navio, Embaixada virtual itinerante de Portugal, a vinda do Sagres à Argentina, na prática, será um fiasco. Não ficará durante o fim-de-semana, quando a populaçao poderia visitar as duas exposiçoes a bordo. Nem há tempo para convocar a população como se fizera no princípio do mês.
Rio de Janeiro à vista
Na manhã de sábado, o navio-escola partirá de regresso a Montevideu, onde terá um programa protocolar e eventos a cumprir no domingo e na segunda-feira, quando parte rumo ao Rio de Janeiro. "Realmente não terá o efeito que esperávamos. É uma visita perdida para a nossa comunidade. Ficará para uma próxima vez", resigna-se Canas Antunes.
"Espero que tudo corra sem mais imprevistos. Já tivemos o suficiente. Em tudo na vida, também é preciso ter sorte", desabafou o comandante Vila Matos. Mas, claro, ainda falta chegar a Buenos Aires e depois, de regresso, atravessar novamente o Rio da Prata, a motor.

In Expresso
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 21, 2007, 11:25:34 pm
Ver Reportagem SIC: "Jogos de Guerra", está a dar agora - 23h25m
Título:
Enviado por: Lancero em Agosto 24, 2007, 04:04:35 pm
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Açores: Atraso na construção navios para Marinha prejudica manutenção do actual dispositivo - almirante Sabino Guerreiro    

   Ponta Delgada, 24 Ago (Lusa) - O novo Comandante Operacional dos Açores  admitiu hoje que o atraso na construção dos novos navios que vão reequipar  a Marinha está a prejudicar a manutenção do actual dispositivo militar naval.  

     

   "O facto de ainda não termos recebido os novos navios está a prejudicar  a manutenção do actual dispositivo no mar", afirmou o almirante Sabino Guerreiro,  após uma audiência com o presidente do Governo Açoriano, na ilha de São  Miguel.  

     

   Segundo disse, os actuais navios estão muito usados e requerem uma boa  manutenção para não pôr em perigo a segurança dos militares que prestam  serviço a bordo.  

     

   O almirante Sabino Guerreiro, que tomou posse das novas funções em Julho,  explicou que, dos 20 navios ao serviço da Marinha em toda a área marítima  nacional, restam 11, alguns com bastante idade, pelo que não é possível  ter mais do que uma corveta em permanência no arquipélago.  

     

   O programa de reequipamento da Marinha prevê oito novos navios patrulha  oceânicos e mais cinco lanchas costeiras, que estão a ser construídos num  estaleiro nacional em Viana do Castelo, indicou.  

     

   "Quando estiverem disponíveis os novos meios, a ideia é ter dois navios  em permanência" no arquipélago, afirmou o Comandante Operacional dos Açores,  acrescentando que o Governo da República está ciente da importância desse  reforço de meios para a região.  

     

   O almirante Sabino Guerreiro manifestou, ainda, a intenção de reforçar  a colaboração com a Protecção Civil no arquipélago, acrescentando que serão  realizados estudos de situação para conhecer o terreno e saber onde é necessário  o apoio militar.  

     

   Segundo disse, os estudos vão começar na ilha de Santa Maria e estender-se  às restantes, dada a necessidade permanente de actualizar os dados e pelo  facto do Estado-Maior não ter uma composição fixa na região.  

     

   Após a audiência, o presidente do Governo Regional manifestou o desejo  que a concretização do anunciado reequipamento das Forças Armadas ocorra  "o mais rápido possível".  

     

   "Com o passar do tempo, será possível, do ponto de vista de equipamentos  e disponibilidades técnicas e materiais das Forças Armadas nos Açores, melhorar  o cumprimento das suas missões", afirmou Carlos César.  

     

   Sublinhando a relação exemplar de colaboração entre o executivo e os  diferentes comandantes operacionais nos Açores, Carlos César defendeu que  as Forças Armadas são "um bem estratégico" no país e, no caso dos Açores,  assumem, além das funções tradicionais, um papel importante ao nível do  sistema de Protecção Civil.  

     

   Para Carlos César, a ligação das Forças Armadas com a Protecção Civil  deve ser permanentemente reelaborada e aperfeiçoada, dado que as ameaças  são sempre diferentes, os meios exigidos também e, com os avanços tecnológicos,  surgem novas formas de intervenção.  

     

   O chefe do executivo referiu, ainda, que importa melhorar a responsabilidade  das Forças Armadas como a fiscalização marítima e a gestão do seu património  nas ilhas.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Agosto 24, 2007, 09:58:29 pm
citação no texto:
Citar
O programa de reequipamento da Marinha prevê oito novos navios patrulha oceânicos e mais cinco lanchas costeiras, que estão a ser construídos num estaleiro nacional em Viana do Castelo, indicou.


Já mais qualquer coisa não bate certo. Ou o Sr. Almirante está desactualizado, ou andamos novamente a ser enganados.
A alteração à LPM reduzia os NPO para seis+ dois NCP, e oito navios de patrulha costeiros, cinco mais três por troca com menos dois NPO.
Título:
Enviado por: lurker em Agosto 24, 2007, 11:50:54 pm
6 NPO + 2 NPC = 8 NPO

Tem a certeza das 8 LPC? Acho que também só vi referências a 5.
Título:
Enviado por: JLRC em Agosto 24, 2007, 11:55:48 pm
Citação de: "lurker"
6 NPO + 2 NPC = 8 NPO

Tem a certeza das 8 LPC? Acho que também só vi referências a 5.


Eu também tenho a mesma informação que o Luís. A segunda redução do número de NPO tinha como contrapartida a construção de mais 3 LFC. Provavelmente o sr. almirante enganou-se :shock:
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 31, 2007, 08:45:29 pm
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Modernização deixa estação radionaval ao abandono  
 
A introdução de novas tecnologias reduziu os efectivos: dos 44 existentes passaram para três

Estrada aos buracos, jardim infantil com ervas e cheio de ferrugem, exterior das casas em degradação. É o cenário que se pode encontrar quando se visita a antiga Estação Radionaval do Porto Santo. Em 2005 foi desactivada e passou a servir de local de emissão e recepção usado pelo Centro de Transmissões da Madeira (CTM).Há 11 casas que eram utilizadas pelos familiares dos militares que se encontravam ao serviço naquela estação. No entanto, as habitações continuam no local, mas o exterior apresenta um aspecto degradado. Ao lado das referidas casas, existia também um parque infantil frequentado pelos filhos dos militares. Agora transformou-se num campo com erva seca. Com a modernização e automatização dos equipamentos, uma situação que aconteceu em Setembro de 2005, houve uma redução no número de efectivos. Os equipamentos de transmissão e recepção existentes passaram a ser operados, ao nível remoto, desde o CTM, logo, mais de 95 por cento dos militares foram dispensados daquele serviço. O segundo comandante da Zona Marítima Militar, Félix Marques, explicou ao DIÁRIO que apenas três militares estão no local a desempenhar funções na área da manutenção: um sargento responsável pela área dos equipamentos, mais dois praças (um responsável pela manutenção de máquinas e outro da parte de electricista).Félix Marques refere que as casas estão a ser ocupadas por pessoas da autoridade marítima da Capitania do Porto Santo. Apenas a residência que era utilizada pelo antigo director da estação está desabitada. Agora é ocupada "pontualmente" pelo chefe do Centro de Transmissões da Madeira, sempre que tem necessidade de se deslocar ao Porto Santo, adiantou o segundo comandante. Por causa da degradação, já houve alguns trabalhos realizados ao nível de limpeza das ervas secas com a ajuda de uma roçadoura. "Como há pouco pessoal temos de investir em equipamentos", acrescentou Félix Marques.


Filipe Gonçalves, no Porto Santo

in  Diário de Notícias da Madeira
31 de Agosto de 2007
 
Título:
Enviado por: LM em Setembro 06, 2007, 04:43:14 pm
Uma construção secreta -"está a finalizar a construção de um navio polivalente logístico para embarcar fuzileiros." :!:  


Fonte (http://http)

Marinhas brasileira e portuguesa querem parcerias na área de construção naval


As Marinhas de Portugal e do Brasil estão a estreitar os contactos e a procurar oportunidades de parceria, nomeadamente no domínio da construção naval, disse hoje à Lusa em Brasília o chefe do Estado-Maior da Armada portuguesa.


"Os militares são fiéis intérpretes da vontade política. Após visitas de Estado e a recente cimeira União Europeia-Brasil, realizada em Lisboa, a cooperação militar é uma sequência desse desígnio político. Há um longo caminho para percorremos em conjunto", assinalou o almirante Fernando Melo Gomes, que se encontra em visita oficial ao Brasil.

O chefe do Estado-Maior da Armada de Portugal disse que as Marinhas dos dois países precisam renovar as respectivas forças navais e devem procurar parcerias no âmbito dos planos de reapetrechamento.

"Estamos interessados em conhecer o plano de reapetrechamento da Marinha do Brasil e vamos procurar aí oportunidades de parceria", afirmou à Lusa, após um encontro com o comandante da Marinha do Brasil, almirante Júlio de Moura Neto.

Melo Gomes referiu que a Lei de Programação Militar de 2006, aprovada pela Assembleia da República, prevê um ambicioso programa de renovação da força naval portuguesa em 18 anos.

O plano, já em execução, engloba a construção de dois submarinos na Alemanha - IKL (Ingenieur Kontor Lübeck), com propulsão auxiliar independente de ar, a construção de oito navios patrulhas nos estaleiros de Viana do Castelo e de lanchas de 600 toneladas para a fiscalização.

A Marinha de Portugal já comprou também duas fragatas à Holanda e está a finalizar a construção de um navio polivalente logístico para embarcar fuzileiros.

Já o programa de reapetrechamento da Marinha do Brasil inclui a aquisição de um submarino convencional, modernização dos outros cinco que o país possui, construção de navios e compra de helicópteros.

A primeira etapa do projecto está orçada em 5.700 milhões de reais (2.100 milhões de euros), dos quais 750 milhões de euros devem ser destinados à ampliação e modernização da frota brasileira de submarinos.

O governo brasileiro ainda não decidiu se o novo submarino da frota será o IKL de origem alemã, ou o Scorpène, da França.

De acordo com Melo Gomes, a cooperação com o Brasil passará também pela participação em exercícios navais, intercâmbios, conhecimentos de centros de excelência, softwares e desenvolvimento de sistemas.

Questionado sobre o interesse brasileiro em participar dos exercícios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), o almirante português mostrou-se favorável à presença do Brasil nestas operações.

Melo Gomes admitiu também a possibilidade de que o Brasil participe já no segundo semestre de 2008 num exercício naval português em que vão estar presentes as Marinhas de muitos países da Aliança Atlântica.

O chefe do Estado-Maior da Armada português foi condecorado quarta-feira pela Marinha do Brasil com a Ordem do Mérito Naval.

A delegação portuguesa segue hoje para o Rio de Janeiro, onde haverá sexta-feira uma recepção, a bordo do navio-escola Sagres, para autoridades brasileiras e representantes da comunidade portuguesa no Brasil.

No dia 08 de Setembro, o Sagres vai representar Portugal numa parada naval comemorativa do bicentenário do nascimento do patrono da Marinha do Brasil, Almirante Tamandaré, na Baía de Guanabara.


© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Título:
Enviado por: Luso em Setembro 06, 2007, 06:17:22 pm
Citação de: "LM"
Marinhas brasileira e portuguesa querem parcerias na área de construção naval


Já não era sem tempo!
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 06, 2007, 06:21:30 pm
Citar
A Marinha de Portugal já comprou também duas fragatas à Holanda e está a finalizar a construção de um navio polivalente logístico para embarcar fuzileiros


Está a finalizar, onde anda ele?
Título:
Enviado por: antoninho em Setembro 06, 2007, 08:55:33 pm
O Almirante cometeu uma(a juntar a tantas outras) calinada, ele queria dizer
 a  "finalizar o projecto" que se baseia nos requisitos feitos pela Armada....
Título: ????
Enviado por: zocuni em Setembro 06, 2007, 09:19:21 pm
Citação de: "Luso"
Citação de: "LM"
Marinhas brasileira e portuguesa querem parcerias na área de construção naval

Já não era sem tempo!


Tudo bem,

Só espero que essa palavra "parceria",seja de facto efectiva.Já fui mais romântico nessa parceria,hoje sinceramente tenho muitas reservas.Mas que seja...

Abraços,
Título:
Enviado por: Sintra em Setembro 07, 2007, 05:07:59 pm
Os Almirantes Brasileiros levam a picanha e a cachaça, os Portugueses levam o bacalhau e o tinto. A jantarada é à vez no convés da "Vasco da Gama" e na "Rademaker". Vai ser uma grande "COMEMORAÇÃO" anual da parceria "naval" Luso-Brasileira...
 "Aonde é que anda o Leitão à Bairrada?"  :?
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 10, 2007, 09:31:02 am
Com a saída do CFR Brás de Oliveira esperemos que a Marinha continue a manter um serviço de Relações Públicas eficiente.
http://www.dre.pt/pdf2sdip/2007/09/1740 ... 026220.pdf (http://www.dre.pt/pdf2sdip/2007/09/174000000/2622026220.pdf)
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 10, 2007, 10:33:45 am
Citação de: "PereiraMarques"
Com a saída do CFR Brás de Oliveira esperemos que a Marinha continue a manter um serviço de Relações Públicas eficiente.
http://www.dre.pt/pdf2sdip/2007/09/1740 ... 026220.pdf (http://www.dre.pt/pdf2sdip/2007/09/174000000/2622026220.pdf)


Eficiente?  :shock:  desde quando?
Título:
Enviado por: Lancero em Setembro 12, 2007, 08:16:44 pm
(http://i161.photobucket.com/albums/t227/lanceros/setembro/fe22bcd5.jpg)

Citar
A Fragata Portuguesa Alvares Cabral ancorada no porto de Maputo, a caminho da Somália, onde vai prestar apoio aos barcos da marinha mercante com ajuda humanitária a este país. Pedro Sá da Bandeira/Lusa
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Setembro 13, 2007, 09:03:29 pm
Citação de: "P44"
Eficiente?  :shock:  desde quando?

O Com. Brás de Oliveira conseguiu, com bastante sucesso, suceder ao Com. Gouveia e Melo - na minha opinião, um excelente comunicador. Basta ver como tratou questões como o processo de prisão de oficiais na Armada.
Do contacto que tive com ele e com os serviços de relações públicas da Armada nesse período, fiquei sempre com boa impressão. Na minha impressão, a Marinha continua a ser a melhor em relações públicas - e isso vê-se pela sua página e pelo modo como todos os eventos e acontecimentos são divulgados, como a imprensa é tratada, etc.
No Exército tenho assistido também a uma boa evolução.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: Ricardo em Setembro 13, 2007, 09:57:02 pm
O proximo comandante do SIRP, embora oficial de especialidade Marinha, esteve nos Mergulhadores.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 18, 2007, 11:09:02 pm
Citar
Marinha tem novo Porta-voz
 
Publicado em:
2007-09-18

O Comandante João Barbosa é desde hoje o novo Porta-voz e Relações Públicas da Marinha. O Comandante Barbosa sucede no cargo ao Comandante Fernando Braz de Oliveira, que foi nomeado para desempenhar as funções de Conselheiro Militar na Delegação Portuguesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Bruxelas, Bélgica.


Fonte: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... rtavoz.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/portavoz.htm)
Título:
Enviado por: Lancero em Outubro 01, 2007, 08:43:44 pm
Citar
Iémen/Vulcão: Marinha Portuguesa detecta um sobrevivente e ajuda a resgatar outras três pessoas    

   Lisboa, 1 Out (Lusa) - O helicóptero da Fragata Alvares Cabral da Marinha  Portuguesa detectou um sobrevivente e ajudou a resgatar outras três pessoas,  na Ilha Jazirat, no Iémen, onde um vulcão entrou em erupção, informou o  Estado-maior General das Forças Armadas portuguesas.  

     

   O sobrevivente encontrado pelo Super Lynx da Marinha, "está de boa saúde  apesar de fatigado".  

     

   Durante a acção, foram ainda "detectados três mortos", afirmou à agência  Lusa o Estado-Maior.  

     

   A operação foi levada a cabo pela Fragata portuguesa quando se dirigia  para o Canal do Suez, pelo Mar Vermelho.  

     

   A Fragata integrada na Força Naval da NATO encontra-se num grupo de  seis navios militares, no âmbito de uma viagem de circum-navegação pelo  continente africano.  

     

   O helicóptero Super Lynx da Marinha "tem sido um meio essencial para  as buscas e salvamento", afirmou o comandante Carmona do Estado Maior.  

     

     
Título:
Enviado por: Lancero em Outubro 02, 2007, 05:22:25 pm
Citar
Iémen/Vulcão: Fragata termina buscas, helicóptero ajudou a localizar dois mortos - EMGFA    

   Lisboa, 02 Out (Lusa) - A fragata portuguesa "Álvares Cabral" terminou  hoje os trabalhos de busca de sobreviventes na Ilha de Jazirat, no Iémen,  onde um vulcão entrou em erupção, tendo encontrado dois corpos, anunciou  o Estado-Maior-General das Forças Armada (EMGFA).  

     

   Um porta-voz do EMGFA disse hoje à Agência Lusa que na missão, segunda-feira  e hoje, o helicóptero da fragata, um Super Lynx, ajudou a localizar dois  corpos de vítimas.  

     

   O pedido de ajuda à "Álvares Cabral", que integra uma Força Naval da  NATO e que se dirigia para o Canal do Suez, pelo Mar Vermelho, foi feito  por um navio canadiano e um navio holandês que estavam a Norte, pouco depois  da erupção do vulcão, a 30 de Setembro.  

     

   As primeiras informações apontavam para o resgate, pela fragata portuguesa,  de um sobrevivente e três mortos.  

     

   No total, e desde segunda-feira, os navios da Aliança Atlântica encontraram  dois sobreviventes e localizaram quatro corpos de vítimas.  

     

   A Fragata "Álvares Cabral" integrada na Força Naval da NATO - Standing  NATO Maritime Group One (SNMG1) - encontra-se num grupo de seis navios militares,  no âmbito de uma viagem de circum-navegação pelo continente africano.  

     
Título:
Enviado por: Nautilus em Outubro 02, 2007, 07:45:58 pm
Citar
Iémen/Vulcão: Fragata portuguesa termina buscas

A fragata portuguesa «Álvares Cabral» terminou hoje os trabalhos de busca de sobreviventes na Ilha de Jazirat, no Iémen, onde um vulcão entrou em erupção, tendo encontrado dois corpos, anunciou o Estado-Maior-General das Forças Armada (EMGFA).

Um porta-voz do EMGFA disse hoje à Agência Lusa que na missão, segunda-feira e hoje, o helicóptero da fragata, um Super Lynx, ajudou a localizar dois corpos de vítimas.

O pedido de ajuda à «Álvares Cabral», que integra uma Força Naval da NATO e que se dirigia para o Canal do Suez, pelo Mar Vermelho, foi feito por um navio canadiano e um navio holandês que estavam a Norte, pouco depois da erupção do vulcão, a 30 de Setembro.

As primeiras informações apontavam para o resgate, pela fragata portuguesa, de um sobrevivente e três mortos.

No total, e desde segunda-feira, os navios da Aliança Atlântica encontraram dois sobreviventes e localizaram quatro corpos de vítimas.

A Fragata «Álvares Cabral» integrada na Força Naval da NATO - Standing NATO Maritime Group One (SNMG1) - encontra-se num grupo de seis navios militares, no âmbito de uma viagem de circum-navegação pelo continente africano.

Diário Digital / Lusa

02-10-2007 17:46:00
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 06, 2007, 11:26:17 am
"noticias" da D.Fernando II

http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2 ... -ndia.html (http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2007/10/memria-das-naus-da-ndia.html)
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Outubro 06, 2007, 08:46:47 pm
Citação de: "P44"
"noticias" da D.Fernando II

http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2 ... -ndia.html (http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2007/10/memria-das-naus-da-ndia.html)

As obras na antiga doca da "Parry & Son", aqui em Cacilhas, continuam a bom ritmo. Assim como os acabamentos da "D. Fernando II e Glória", no Arsenal do Alfeite.  :wink:
Título: Fragata apanha traficantes no mar
Enviado por: LM em Outubro 08, 2007, 10:01:25 am
Fonte: CM (http://http)

Citar
Mais de três toneladas de haxixe foram capturadas, na manhã de ontem, pela fragata ‘Vasco da Gama’. O navio da Marinha portuguesa deslocava-se para manobras em conjunto com as forças espanholas no Mediterrâneo quando detectou uma lancha voadora. Conseguiu aproximar-se e, além de apreender a carga, deteve ainda quatro indivíduos.

“Nós aproximámo-nos de forma a que os indivíduos não tivessem hipótese de resistência ou fuga”, contou ao CM o comandante da ‘Vasco da Gama’, Gouveia e Melo, sem dar mais pormenores. “A bordo da embarcação tinham mais de cem fardos daquilo que se presume ser haxixe, cada um com 30 kg”, acrescentou o oficial.

A operação decorreu a Sul do Algarve, em águas internacionais, mas dentro da Zona Económica Exclusiva Portuguesa. Por isso, ainda ontem, durante a noite, uma lancha da Marinha partiu ao encontro da ‘Vasco da Gama’ para recolher a droga apreendida e os detidos – de origem magrebina – e trazê-los para solo nacional. Estava previsto que chegassem a Portimão durante a madrugada.

A bordo dessa lancha da Marinha seguiam elementos da Polícia Judiciária, a quem, agora, será entregue a investigação do caso.

Ainda de acordo com o comandante Gouveia e Melo, “a embarcação capturada aparentemente provinha de Marrocos e devia dirigir-se para Portugal ou Espanha”.

DOIS MOTORES DE 250 CAVALOS

A embarcação apanhada pela fragata ‘Vasco da Gama’ é o que normalmente se chama uma ‘lancha voadora’. Uma embarcação de alta cilindrada, que os traficantes utilizam para transportar droga entre o Norte de África e a Europa. No caso de ontem, tratava-se de um semi-rígido de 10 a 12 metros, com dois motores de 250 cavalos, que lhes permitia atingir os 40 nós de velocidade.

Gouveia e Melo explicou ao CM que a operação não estava prevista mas “existe uma vigilância permanente” para qualquer tipo de ilegalidades que possam ser detectadas. Gouveia e Melo referiu ainda que a bordo da embarcação “existiam algumas facas” mas nenhum tipo de arma de fogo.

João Mira Godinho

 
Título:
Enviado por: Nuno Calhau em Outubro 08, 2007, 01:09:25 pm
Permitam-me:

Aqui há uns anos (40) houve um Sr general que afirmou a um subalterno, "Botas Mendes Paulo, o que voce precisa em Angola é de botas!"

Resta-me a tenue esperança que alguem aprenda com os erros passados.

Um Abraço.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 08, 2007, 01:57:47 pm
Por acaso o falecido MAJ Mendes Paulo, se for o mesmo militar, chegou a participar neste fórum. Relatando a sua experiência nos M-5 Stuart.
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 25, 2007, 08:33:13 am
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Chefe do Estado-Maior da Armada abre Ano Operacional
 
Publicado em:
 2007-10-24



No próximo dia 26 de Outubro, pelas 15h00, irá realizar-se a cerimónia de Abertura do Ano Operacional na Base Naval de Lisboa (no Alfeite) que será presidida pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes.

Esta cerimónia é uma das mais significativas da Marinha, e onde será dado especial relevo à Actividade Operacional. Do programa da cerimónia destacam-se, as palavras dirigidas aos militares, pelo Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, e o  desfile envolvendo centenas de militares, das Forças em Parada, de forças motorizadas dos fuzileiros, de botes e equipamentos dos mergulhadores e de helicópteros, bem como de unidades da Polícia Marítima e Instituto de Socorros a Náufragos, representativos do produto operacional de uma Marinha de duplo uso.

Da actividade operacional desenvolvida durante este ano (dados referentes ao período compreendido entre Outubro de 2006 a 21 de Outubro de 2007) importa realçar:
A Marinha navegou, até ao momento, 36.991 horas tendo percorrido 322.253 milhas o que equivale a cerca de 15 voltas ao mundo.

Os seus militares estiveram empenhados em 4.255 dias de missão, tendo cerca de 12 navios por dia com missão atribuída.

Através desta presença efectiva no mar foram desenvolvidas acções de busca e salvamento, de fiscalização da pesca, de vigilância das áreas marítimas de soberania e jurisdição nacional, de combate à poluição e demais acções integrantes da Missão da Marinha, que visam garantir o exercício da autoridade do Estado no mar.

Nota ao Editor:
Convidam-se os Órgãos de Comunicação Social a estarem presentes nesta cerimónia de elevado significado para a Marinha.
Solicita-se a confirmação de presença até dia 25 de Outubro (17h00).
Serviço de Informação e Relações Públicas
Telefone: 210925200
Contactos: Tenente Maria Martins - 912500821
                    Tenente Carla Morais - 919893878


http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... o+op07.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/ano+op07.htm)
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 26, 2007, 08:22:48 am
Arsenal do Alfeite precisa de 70 milhões


MANUEL CARLOS FREIRE
TIAGO MELO (foto)  
A recuperação do Arsenal do Alfeite (AA), objecto de um estudo encomendado há meses pelo Ministério da Defesa e já concluído, exigirá investimentos da ordem dos 70 milhões de euros, afirmaram ao DN fontes conhecedoras do dossier.

O documento, adiantaram, está actualmente a ser analisado pelo Ministério das Finanças, departamento governamental a quem cabe a palavra decisiva sobre os montantes a aplicar, pelo Estado, naquele estabelecimento fabril das Forças Armadas dedicado à construção naval.

Fonte oficial da Armada admitiu ao DN que o futuro do AA - cujo relatório do grupo de trabalho, encarregue de estudar os modelos de gestão e as propostas de modernização, foi entregue ao ministro Nuno Severiano Teixeira em finais de Julho - vai ser abordado hoje pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) na cerimónia de abertura do ano operacional do ramo, mas escusou-se a avançar pormenores, remetendo para o que o almirante Melo Gomes tem afirmado sobre o assunto: o Arsenal deve continuar a servir a Marinha e deve manter-se no Alfeite, junto à base naval de Lisboa (na margem sul do Tejo).

Mas, de acordo as fontes acima referidas, o modelo de gestão do 'novo' AA deve ser semelhante ao adoptado para as OGMA, empresa aeronáutica durante anos ligada à Força Aérea (e liderada por generais deste ramo) que passou a ser dirigida por civis e como uma empresa a competir no respectivo mercado.

Novos equipamentos, tecnologicamente avançados, recuperação financeira, remodelação das infra-estruturas - deixando de haver reparações ao largo, por incapacidade em receber navios nas docas - e adequação dos quadros de pessoal são áreas que justificam o investimento, estimado pelas fontes ouvidas pelo DN, de cerca de 70 milhões de euros.

Nas intervenções públicas sobre a matéria, o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, tem garantido que o AA continuará a laborar e não será transferido para Viana do Castelo - cujos estaleiros estão a construir novas lanchas para a Armada. A empresarialização da sua liderança também tem sido apontada pelo governante, embora as soluções finais dependam da análise feita ao referido estudo do grupo de trabalho - mas sobre o qual o Executivo ainda não deu a conhecer quaisquer pormenores.

Manter a empresa sob controlo do Estado ou privatizá-la, no todo ou parcialmente, são duas hipóteses em cima da mesa. No comunicado que publicou em Julho, aquando da recepção do relatório sobre o futuro do AA, o gabinete de Severiano Teixeira considerou-o "fundamental para a Marinha portuguesa e para o país". O texto dizia ainda que, "seja qual for o modelo de gestão escolhido, a privatização do Arsenal do Alfeite não é um dos objectivos do Ministério da Defesa Nacional".

Sector estratégico

A actividade do AA tem-se centrado na reparação naval dos meios da Armada, a maior parte dos quais tem mais de 30 anos de serviço. Os orçamentos limitados do ramo acabaram por se reflectir nas transferências de verbas para o Arsenal.

A construção dos novos meios navais militares (navios de patrulha oceânicos e lanchas de fiscalização costeira) foi entregue pelo então ministro da Defesa Paulo Portas aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo com o objectivo expresso de recuperar financeiramente a empresa e, por arrastamento, uma indústria estratégica - desde logo pelas ligações históricas do país ao mar.

A conferência desta semana sobre os Assuntos do Mar, onde o Executivo juntou pela primeira vez à mesma mesa todos os ministros da UE com essa tutela, apontou precisamente a construção naval como uma das áreas-chave nesse domínio. |

fonte (http://http)
Título:
Enviado por: antoninho em Outubro 26, 2007, 01:58:00 pm
Não quero ser desmancha prazeres mas, ou a marinha e o governo abrem os cordões à bolsa, com encomendas e projectos para os estaleiros do Alfeite, ou vai-se gastar 70 milhões em algo que será um elefante branco para o estado, pois não acredito que só a reparação dos navios da armada façam render o dinheiro ali investido, aliás o estudo foi feito para que o estaleiro se torne rentável.
Como os ENVC e a Armada não se entendem quanto aos NPO(falta saber como irá ser com o resto), isso não será uma forma de pressionar o governo para a transferência das encomendas para o sul???
Mas se assim for, estamos fritos, pois com as obras e a recuperação das infraestruturas, quando serão construídas as encomendas....e não se pode aproveitar os ditos para o mercado civil???
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 26, 2007, 07:55:48 pm
O AA "morreu" porque o deixaram morrer QUISERAM QUE MORRESSE...um Estaleiro que construiu petroleiros para a soponata, navios para a Polónia (ainda no tempo da outra senhora), Patrulhas, Navios Hidrográficos, etc etc...mas depois outros "valore$" mais altos se levantaram e temos agora a "beleza" que são os NPOs dos ENVC :evil:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Outubro 26, 2007, 08:50:55 pm
P 44 escreveu:
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O AA "morreu" porque o deixaram morrer QUISERAM QUE MORRESSE...um Estaleiro que construiu petroleiros para a soponata, navios para a Polónia (ainda no tempo da outra senhora), Patrulhas, Navios Hidrográficos, etc etc...mas depois outros "valore$" mais altos se levantaram e temos agora a "beleza" que são os NPOs dos ENVC

Tirando os navios para a polónia (que deram prejuízo) , de relevo construíram-se duas lanchas hidrográficas, uma LDG e mais nada.
Quer gostes ou não, quem tratou mal o AA foi a democracia!!!!!! :shock:
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 27, 2007, 10:31:20 am
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duas lanchas hidrográficas, uma LDG e mais nada.

O Schultz Xavier, Os petroleiros da Soponata., As Argos e as Centauro...

Foi a democracia? Engraçado, a Democracia parece que "destruiu" tudo neste país, já lá vão mais de 30 anos e até parece que nem houve 25 de Abril...será o AA algum "monumento ao 25 de Abril"

O Paulo Portas , por exemplo, esse grande democrata que encomendou os NPOs aos ENVC para salvar uns amigalhaços da falência e garantir um deputadozito pelo Circulo de Viana do Castelo, esse é mais um dos que não tiveram culpa de nada.

Graças a ele temos 10 maravilhosos NPOs operacionais, um LPD....e 2 Perry :mrgreen:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Outubro 27, 2007, 02:15:53 pm
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O Schultz Xavier, Os petroleiros da Soponata., As Argos e as Centauro...
TUDO antes de 1974. Dúvidas???

Citar
O Paulo Portas , por exemplo, esse grande democrata que encomendou os NPOs aos ENVC para salvar uns amigalhaços da falência e garantir um deputadozito pelo Circulo de Viana do Castelo, esse é mais um dos que não tiveram culpa de nada.

Embora não seja democrata assinou muitas compras de material para as FFAAs.
E será que a culpa é dos ENVC?? Quando antes da democracia se encomendaram fragata, AOR, e patrulhas aos ENVC foi o Portas???

E para estares à vontade, gostava de viver numa democracia sim!...
Não gosto é desta anarquia, assim como não foi bom para a Nação o vosso PREC, com diversas "capelinhas de esquerda" a ver qual destruía mais o País.
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 29, 2007, 08:10:36 am
o "meu" PREC ?  :mrgreen:
Título:
Enviado por: Ricardo em Novembro 13, 2007, 03:00:31 pm
(http://img225.imageshack.us/img225/7377/dsc00554gy3.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 13, 2007, 09:20:15 pm
Bela Foto colega :wink:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 16, 2007, 12:44:17 pm
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Autoridade Marítima e Agência Europeia de Segurança Marítima treinam combate à poluição

A Marinha, através da Direcção Geral da Autoridade Marítima, em colaboração com a Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), vai realizar na quinta-feira, no dia 15 de Novembro de 2007, um exercício de combate à poluição no mar que contará com a participação do navio GALP MARINE, recentemente contratado por aquela Agência Europeia para prestar assistência aos Estados-Membros sob solicitação dos mesmos.
Este exercício enquadrar-se-á no âmbito do Plano Mar Limpo - plano nacional de contingência em caso de incidente de poluição em espaços marítimos de jurisdição portuguesa -, e terá lugar numa área próxima do porto de Setúbal.
Contará com a presença de convidados nacionais e estrangeiros, entre os quais uma delegação da EMSA e diversos jornalistas estrangeiros a convite da mesma Agência.
Este facto reveste-se de importância acrescida para Portugal porquanto o N/T GALP MARINE opera, normalmente, em espaços marítimos nacionais, especificamente na área de Sines o que pode configurar uma mais valia em caso de incidente de poluição em espaços marítimos portugueses.


Nota:
Convidam-se os Órgãos de Comunicação Social a estar presentes neste exercício. Os jornalistas deverão estar às 08h30 no Cais Comercial ro-ro de Setúbal para embarcar na Fragata Álvares Cabral.
Está previsto que o desembarque ocorra no mesmo local cerca das 12h30.


http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... luicao.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/exer+poluicao.htm)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 16, 2007, 12:45:54 pm
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Navio português combate poluição

Galp Marine contratado pela Agência Europeia de Segurança Marítima

O navio português Galp Marine é a nona embarcação escolhida pela Agência Europeia de Segurança Marítima para combater a poluição marítima. O Galp Marine opera normalmente na zona de Sines e trabalha sobretudo com transporte de líquidos. Mas, desde Outubro, e depois de uma série de alterações, este navio-tanque está capacitado para actuar em incidentes de poluição marítima.

Numa demonstração para os jornalistas, hoje, a tripulação do navio Galp Marine participou num exercício de simulação. Ao mar foram deitados mais de dois metros cúbicos de pipocas - um produto cuja reacção no mar é semelhante à dos hidrocarbonetos - que depois foram recolhidos pelo navio.

O Galp Marine é a nona embarcação que a Agência Europeia de Segurança Marítima tem ao dispôr para assistir os estados-membros em casos de emergência. Portugal também fica a ganhar, já que este navio-tanque opera geralmente em águas nacionais. Por isso, em casos de poluição, o auxílio pode chegar mais rápido.

O Galp Marine tem uma capacidade de resposta, no máximo, de 15 horas, desde o momento em que o alerta é dado até que o navio chega ao local. Em todos os casos, o barco é obrigado a interromper a actividade que esteja a exercer e a dirigir-se para o porto de Sines, para buscar os materiais necessários às operações de combate à poluição.

Também a tripulação teve formação na matéria, de modo a responder a situações de emergência com a maior eficácia possível.

O Galp Marine, dizem os especialistas, pode actuar em casos de maior gravidade, como foi o caso do derramamento de crude do Prestige, e será sobretudo um meio de auxílio estratégico na costa atlântica.


video: http://videos.sapo.pt/igA1aZhjLczFZ0IfGo8N (http://videos.sapo.pt/igA1aZhjLczFZ0IfGo8N)
Título:
Enviado por: Ricardo em Novembro 26, 2007, 11:34:23 am
NRP Albacora

(http://img443.imageshack.us/img443/8697/albacoravk0.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 26, 2007, 01:53:28 pm
:(
Título:
Enviado por: Ricardo em Novembro 26, 2007, 02:26:47 pm
Citação de: "P44"
:shock:  Bolas, estava mesmo a precisar de ser pintado...

E ao lado, um saudoso Draga-Minas da classe "São Roque".... :(


Tem alguma foto a cores dos mesmos?
Título:
Enviado por: ferrol em Dezembro 01, 2007, 12:06:24 am
(http://img510.imageshack.us/img510/7121/p1030464ul7.jpg)
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Esta mañana, ha entrado en Cartagena la corbeta portuguesa "Antonio Enes" (F-471), y quiero hacer una mención especial a ella porque nació precisamente en esta ciudad, (a la que hace muchos años que no volvía), en los astilleros de la antigua Empresa Nacional Bazán. Además, fué un buque que marcó el inicio de una época de esplendor no solo en esa factoría en particular, sino en la industria naval española en general, no en balde fué el primer buque de guerra que en España se construyó para la exportación, después de muchos, quizá demasiados, años de sequía en ese aspecto. Como digo, fué el primero de los buques que aquí se construyeron para un país extranjero en mucho tiempo, y a la que siguieron las unidades de la clase "Baptista de Andrade", también para la vecina Portugal, serie de buques mejorados respecto a la clase "Joao Coutinho" a la que pertenece la "Antonio Enes" y en los que se inspirarían los ingenieros navales para, tras una serie de mejoras, hacer las nueve unidades "Descubiertas", (nuestra media docena, más las dos egipcias, más la alauita). Como digo, fué esta corbeta la que marcó el inicio de una época dorada en nuestros astilleros, por eso, cuando ha entrado esta mañana y la he podido contemplar casi "sin arrugas", como correspondería a una dama de su edad, casi 40 añitos de nada, he sentido cierta alegría. La "Antonio Enes", fué puesta en quilla el 10 de abril del lejano 1968, puesta a flote (que no botada), el 16 de agosto de 1969, y entregada a la Armada lusa el 18 de junio de 1971. Ignoro la vida que puede quedarle, pero lo que está claro es que su aspecto como digo es inmejorable. Os pongo una fotico de esta mañana, para que veais que es cierto lo que digo. Salu2 cordiales. DQ.

Diego Quevedo para el foro de la Armada.
Título:
Enviado por: Lancero em Dezembro 27, 2007, 08:04:26 pm
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Fragata “Corte-Real” terminou o seu ciclo de preparação

Publicado em:
 2007-12-27



“O navio está pronto a ser destacado para qualquer parte do mundo e empregue em qualquer missão.”
Foi com estas palavras que o Captain HON Michael Cochrane (FOST Director, South) iniciou o discurso que marcava o fim do período de aprontamento da Fragata “Côrte-Real”.

Após um longo período de imobilização, que marcou a revisão intermédia efectuada pela fragata "Côrte-Real", esta iniciou o seu aprontamento testando o novo “sistema” de treino para esta classe de navios, constituído por quatro semanas de treino nacional e cinco semanas no Reino Unido, cumprindo o exigente programa de treino e avaliação no Operational Sea Training (OST).

Este programa de treino além de aumentar a sua exigência, devido à compressão de tempo, também inclui novos “desafios” adaptados aos cenários que se apresentam hoje em dia nas missões que podem ser atribuídas à nossa Marinha, tais como ameaça terrorista, imigração ilegal, interdição marítima/embargo e evacuação de não combatentes.

O Operational Sea Training (OST) decorreu entre 12 de Novembro e 13 de Dezembro de 2007, num conjunto de cinco semanas, quatro de exercícios no mar e uma em terra.

O OST constitui uma validação de todo o processo de avaliação e certificação de unidades navais da maioria das Marinhas NATO e outras Marinhas aliadas, que funciona como uma auditoria externa em lugar de excelência reconhecida - o Flag Officer Sea Training (FOST).

O resultado agora alcançado pela Fragata "Côrte-Real" neste treino significa o começo do período de plena prontidão operacional, apresentado-se o navio e a sua guarnição prontos para o desempenho de futuras missões atribuídas à Marinha.

O NRP Côrte-Real é comandado pelo pelo Capitão-de-fragata António Manuel Gonçalves Alexandre e possui uma guarnição de 190 militares, constituída por 26 oficiais, 45 sargentos e 119 praças.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Janeiro 03, 2008, 07:42:38 pm
Abate do NRP Almeida Carvalho.
http://www.marinha.pt/revista/index.asp ... fault.html (http://www.marinha.pt/revista/index.asp?revista=ra_jan2008/default.html)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 10, 2008, 11:45:09 am
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Viana do Castelo perde exclusivo para construção de meganavio

PAULO JULIÃO, Viana do Castelo
HERNÂNI PEREIRA

O navio polivalente logístico, tido como o mais importante para a Armada portuguesa, já não deverá ser construído em exclusivo pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), tal como foi definido por Paulo Portas, em 2003, enquanto ministro da Defesa, mas através de uma "parceria estratégica" com uma empresa estrangeira, afirmou ao DN fonte daquele ministério.

Segundo o calendário inicial, a construção deste tipo de navio deveria arrancar este ano, nos ENVC, para ser entregue até 2010, o que dificilmente acontecerá, já que segundo fonte do Ministério da Defesa, apenas durante 2008 é que deverá ser "negociado" o contrato de aquisição, tratando-se de um navio que custará mais de 210 milhões de euros. Contrariando todas as expectativas iniciais, o ministério agora admite que a construção não será exclusiva da empresa, pública, portuguesa. "Está a ser estudada a possibilidade dos ENVC poderem constituir uma parceria estratégica com um estaleiro internacional, para a execução deste contrato", explicou a fonte, sem esclarecer o motivo desta alteração.

O projecto técnico deste navio, sem paralelo na frota portuguesa, está avaliado em 15 milhões de euros e já foi disponibilizado, sem qualquer custo, por parte de um grupo alemão, no âmbito da construção dos submarinos. "Como contrapartida desta aquisição foi negociada a entrega, pela HDW, de um projecto básico do navio. A execução teve início em Fevereiro de 2005 e ficou concluído em Abril de 2007", explicou o ministério, sendo que o consórcio alemão poderá vir a integrar a referida parceria estratégica. Contactada pelo DN, a Comissão de Trabalhadores dos ENVC escusou-se a tecer comentários alegando "desconhecer" qualquer alteração, mas reafirman- do que "a empresa tem capacida- de para construir, sozinha, este navio".

O navio polivalente logístico é tido como um dos "mais importantes" na reestruturação da Marinha e utilizará a capacidade conjunta "dos três ramos das forças armadas", aumentando, segundo a Armanda, "significativamente a capacidade de Portugal para operar em qualquer parte do mundo". Será utilizado em operações de apoio à paz e de assistência a catástrofes humanitárias, contando com uma infra-estrutura hospitalar completa. Permitirá o transporte de seis helicópteros Lynx e 22 viaturas ligeiras. Com 162 metros, terá uma autonomia de 6 mil milhas e uma tripulação de 150 homens e capacidade para embarcar uma força de 650 fuzileiros.|


http://dn.sapo.pt/2008/01/10/cidades/vi ... ara_c.html (http://dn.sapo.pt/2008/01/10/cidades/viana_castelo_perde_exclusivo_para_c.html)
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 10, 2008, 12:17:31 pm
Aleluia :?:  :?:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 10, 2008, 02:35:59 pm
boas

segundo o site areamilitar.net é do mesmo tipo que o da áfrica do sul.

cump.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 10, 2008, 02:42:14 pm
Citação de: "nelson38899"
boas

segundo o site areamilitar.net é do mesmo tipo que o da àfrica do sul.

cump.


as coisas que o papatango sabe e não compartilha com os pobres :mrgreen:

http://www.areamilitar.net/noticias/not ... ?nrnot=484 (http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=484)
Título:
Enviado por: pedro em Janeiro 10, 2008, 03:43:49 pm
Nao sera esse navio algo mais perto de um porta-helicopteros do que de um LPD??
Nao sera algo grande de mais para a Marinha??
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 10, 2008, 03:45:05 pm
Então onde ficamos, é cooperação com um estaleiro estrangeiro ou é comprado directamente no estrangeiro? :?
Título:
Enviado por: papatango em Janeiro 10, 2008, 04:06:49 pm
Em teoria até um LPD da classe Galicia pode ser um porta-helicópteros

É importante no entanto notar que o modelo que foi desenhado para a África do Sul parece ser mais porta-helicópteros sim.
Mas o modelo base pode ser alterado e configurado conforme as necessidades do cliente.

Para a marinha portuguesa o importante é saber se:

- O navio está dentro dos parâmetros exigidos
- Tem capacidade para cumprir as missões
- Está dentro do preço inicialmente previsto para o projecto

A única diferença (das aparentes como é óbvio) entre este navio e o Galicia é a questão de este ter um arranjo e configuração completamente diferente, o que coloca o deck principal  mais acima.
Na verdade este tipo de configuração é superior por ser muitíssimo mais flexivel.

O problema principal do Galicia/Rotterdam, é a impossibilidade de utilizar a pista para dois helicópteros pesados simultaneamente e a complexidade resultante da necessidade de preparar uma operação em que mais que um helicóptero tenha que ser utilizado ao mesmo tempo.

Com um Rotterdam pode-se fazer tudo na mesma, mas têm que se utilizar expedientes que, por exemplo, reduzem a autonomia de voo de um helicóptero.

= = = =

Quanto à construção do navio há que esperar, porque há variadíssimas possibilidades.
Uma ideia: Os ENVC parecem ter sido eficientes na construção do casco e das obras de base dos NPO mas já a finalização da obra não parece estar a correr muito bem.
O segundo LPD da Holanda teve o seu casco construído na Roménia. Depois foi rebocado para a Holanda para terminar o trabalho.

Acho que ainda há muitas dores de cabeças e bicas fortes para serem tomadas até que se chegue a uma conclusão definitiva.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: ShadIntel em Janeiro 10, 2008, 05:17:44 pm
Tenho uma pergunta talvez um pouco estúpida: existe alguma razão particular para que a superestrutura, tanto nos porta-aviões como nos LHD ou LPD com convés de voo "integral", esteja sempre situada a estibordo ?
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 10, 2008, 05:34:09 pm
Citação de: "ShadIntel"
Tenho uma pergunta talvez um pouco estúpida: existe alguma razão particular para que a superestrutura, tanto nos porta-aviões como nos LHD ou LPD com convés de voo "integral", esteja sempre situada a estibordo ?


acho que essa "tradição" vem dos tempos da Aviação a Hélice, pois os aviões tinham tendência a guinar para a esquerda (logo para bombordo), daí as torres serem sempre construídas a estibordo, para evitar acidentes.

Pelo menos foi o que li, se existe actualmente alguma razão prática, desconheço :?
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2008, 05:38:33 pm
O Socas não disse que seria a Rússia a construir os navios que nós não pudéssemos?
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 10, 2008, 05:39:07 pm
Citação de: "Luso"
O Socas não disse que seria a Rússia a construir os navios que nós não pudéssemos?


 :shock:
Título:
Enviado por: ShadIntel em Janeiro 10, 2008, 05:46:55 pm
Citação de: "Luso"
O Socas não disse que seria a Rússia a construir os navios que nós não pudéssemos?

Pensei que ele estivesse falando apenas de cargueiros civis.  :?
Título:
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 10, 2008, 06:12:24 pm
Citação de: "ShadIntel"
Citação de: "Luso"
O Socas não disse que seria a Rússia a construir os navios que nós não pudéssemos?
Pensei que ele estivesse falando apenas de cargueiros civis.  :?


Podemos sempre dizer, que este navio ja estava contratualizado com estes estaleiros antes do acordo ter sido assinado.


cump.
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2008, 08:11:33 pm
Nem faria sentido ser de outra forma. Mas por aquilo que vejo já nem pestanejo.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Janeiro 10, 2008, 10:04:58 pm
Alguém tem um esquema interior (gráfico) do navio Sul-africano?
Título:
Enviado por: Get_It em Janeiro 10, 2008, 10:29:32 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
Alguém tem um esquema interior (gráfico) do navio Sul-africano?

O melhor que encontrei foi um PDF - que já foi aqui no fórum colocado - da apresentação do navio: http://www.decisionsupport5.co.za/downloads/presentations/Theme_3_Panel_Bernd_Woelfer_presentation.pdf  - páginas 15, 16, 22, e 28.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Miguel em Janeiro 10, 2008, 10:34:21 pm
Infelizmente por experiencia, nao acredito que teremos uma joia destas na nossa armada.

Lembra -me o porta avioes que deviamos ter nos anos 30 :cry:
Título:
Enviado por: pedro em Janeiro 10, 2008, 10:35:39 pm
Eu tambem nao acredito, mas vamos ver o que que o governo quer pagar pelo navio. :roll:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Janeiro 10, 2008, 10:40:14 pm
Miguel escrevu:
Citar
Lembra -me o porta avioes que deviamos ter nos anos 30

Fontes?
Título:
Enviado por: papatango em Janeiro 10, 2008, 10:58:11 pm
Não era um porta-aviões era um transporte de aviões (seaplane tender) e chegou a ser começado. Só não foi comprado porque a Libra desvalorizou e os italianos quiseram renegociar o preço. Portugal negou-se a renegociar o preço e os italianos não o chegaram a construir.

===============================

Quanto ao navio do projecto sul africano creio que há algo que é necessário entender.

O que o pdf mostra, é um estudo que saiu do projecto base, para corresponder às especificações da África do Sul.

Para Portugal, as especificações portuguesas pelo que sei não são nada parecidas com as da África do Sul. Por isso, um eventual NavPol para Portugal, poderá até ter um aspecto geral idêntico, mas não será igual.

Isto não é um porta-aviões, nem um porta-helicópteros.
A designação de porta-helicópteros depende da utilização e configuração do navio.

Tudo depende dos preços apresentados.
O que é importante, é que ao oferecerem o projecto (porque querem lançar o modelo) os alemãs abateram € 15 milhões no preço.

Devemos aguardar e ver o que a marinha decide. Não nos esqueçamos de que a marinha também optou pelo U-214 quando se preparava para adquirir o U-209 ou o Scorpéne.

Aguardemos, portanto.
Título:
Enviado por: Johnnie em Janeiro 10, 2008, 11:08:24 pm
Citação de: "papatango"
Tudo depende dos preços apresentados.
O que é importante, é que ao oferecerem o projecto (porque querem lançar o modelo) os alemãs abateram € 15 milhões no preço.


Já dá para 2 fragatas JB  :D
Título:
Enviado por: papatango em Janeiro 10, 2008, 11:11:21 pm
LOL

Os alemães abateram 15 milhões SE e SÓ SE, Portugal optar pelo projecto da HDW.

Não são estúpidos... :mrgreen:

Creio no entanto que não é correcto achar que apenas porque tem um deck corrido o projecto alemão é melhor que o Rotterdam.
Título:
Enviado por: Ricardo em Janeiro 12, 2008, 01:33:47 pm
As corvetas da classe "João Coutinho" ainda têm capacidade de lançar minas?
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Janeiro 12, 2008, 02:25:48 pm
Ricardo escreveu:
Citar
As corvetas da classe "João Coutinho" ainda têm capacidade de lançar minas?

Sim.
Título:
Enviado por: zocuni em Janeiro 12, 2008, 03:25:23 pm
Citação de: "Get_It"
www.decisionsupport5.co.za/downloads/pr ... tation.pdf (http://www.decisionsupport5.co.za/downloads/presentations/Theme_3_Panel_Bernd_Woelfer_presentation.pdf)   - páginas 15, 16, 22, e 28.

Cumprimentos,


Pois eu acredito,que em breve teremos um.Quanto às fontes não tenho,puro palpite pessoal.

Abraços,
Título:
Enviado por: pedro em Janeiro 12, 2008, 05:00:15 pm
Oxala tenha razao.
Mas eu neste assunto sou pessimista. :cry:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 13, 2008, 11:20:40 am
boas

não tem muito a ver, com a marinha mas penso que seria uma boa possibilidade para a marinha:

Holanda quer expandir capacidade de Guerra de Minas
Seguindo-se a um estudo da OTAN que apontou o fato de que a Holanda dispunha de uma frota pequena demais de navios de contraminagem, e considerando a importância de seus portos para a economia do país e a própria Europa, a Holanda está planejando aplicar de 100 a 250 milhões de Euros para reforçar a sua capacidade em Guerra de Minas. De sua frota original de quinze navios de contraminagem da classe “Alkmar/Tripartite”, a Holanda dispõe atualmente apenas de dez, tendo vendido cinco à Letônia em 2006. A tendência das principais Marinhas do mundo tem sido a diminuição de suas frotas de contraminagem, talvez como reflexo da crescente confiança no uso de veículos não-tripulados submarinos. Os Estados Unidos, por exemplo, deverão se desfazer até o final do Ano Fiscal 2008 de seus doze navios da classe “Osprey”. Dois já foram vendidos ao Egito (MHC60 e 61), dois à Grécia (MHC52 e 53), dois à Lituânia (MHC56 e 57) e dois à Turquia (MHC58 e 62). O Brasil é um dos candidatos à aquisição de algumas unidades, pois esses navios são relativamente novos.

 source:

http://www.segurancaedefesa.com/Holanda_Minas.html (http://www.segurancaedefesa.com/Holanda_Minas.html)
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 13, 2008, 04:11:48 pm
recordando o NRP ALMEIDA CARVALHO

http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2 ... valho.html (http://lmcshipsandthesea.blogspot.com/2008/02/nrp-almeida-carvalho.html)
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 13, 2008, 09:50:12 pm
Citar
Despacho do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada n.º 04/08, de 1  de Fevereiro.

 

Tornando-se necessário alterar a situação de lotação do N.R.P. “Baptista de Andrade”;

 

No uso da competência que me é conferida pelo disposto na alínea a. do número 4. do artigo 8.º da Lei n.º 111/91, de 29 de Agosto, e em conformidade com o despacho de 23 de Maio de 1983 do Ministro da Defesa Nacional,

 

Determino:

 

- N.R.P. “Baptista de Andrade” passa à situação de lotação normal, a partir de 1 de Fevereiro de 2008.
Título:
Enviado por: SSK em Fevereiro 14, 2008, 12:20:11 am
Estava no Arsenal em fabricos.
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 26, 2008, 03:38:26 pm
Abertura concurso para Aquisição de 5 (cinco) embarcações salva-vidas de média capacidade para
o ISN (http://http)
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 26, 2008, 04:49:36 pm
Citação de: "SSK"
Estava no Arsenal em fabricos.


Está lá outra corveta na doca-seca, após a saída da VdG que anda em provas de mar.  :wink:
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 27, 2008, 08:29:47 am
As João Belo, continuam no pontão da Margueira :?:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 27, 2008, 09:59:24 am
P 44 escreveu.
Citar
As João Belo, continuam no pontão da Margueira

Domingo à noite, estavam. Não sei se alguma delas participou no Instrex, que começou na Segunda Feira.
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 27, 2008, 10:41:38 am
Citação de: "luis filipe silva"
Domingo à noite, estavam. Não sei se alguma delas participou no Instrex, que começou na Segunda Feira.


Negativo, amigo Luís, continuam no mesmo sítio, bem ao lado do Bérrio, outro que também não sai para lado nenhum.  :?

A base naval está quase às moscas, por assim dizer, mas as duas JB permanecem sossegadinhas no pontão da Margueira.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 27, 2008, 10:55:29 am
o Bérrio estava em reparações em Janeiro, suponho que continue nas ditas.

De certeza que dali só saem ou para a marinha do uruguai, ou para a marinha de alhos-vedros :(

dúvido que façam mais alguma missão para a MP.

Enfim, ao menos em Dezembro teremos a Bartolomeu Dias (se não houver mais nenhum "azar"...) :wink:
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 27, 2008, 12:16:14 pm
Citação de: "P44"
o Bérrio estava em reparações em Janeiro, suponho que continue nas ditas.


O início do ano operacional foi em meados de Outubro, não foi? A última vez que vi o Bérrio fazer-se ao mar foi talvez em finais de Setembro, quando largou amarras de manhã cedo e voltou ao fim da tarde.  :mrgreen:), mas posso-te dizer que há muito tempo que o nosso reabastecedor de frota não vai a lado algum. Benefícios de quem tem a BNL mesmo à sua frente.  :wink:
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 27, 2008, 01:08:05 pm
No Instrex estava previsto entrarem a Corte Real e Álvaro Cabral, uma lancha de desembarque, duas corvetas e duas LFC. E meios da Força Aérea.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 27, 2008, 02:31:11 pm
Citação de: "Charlie Jaguar"
Citação de: "P44"
o Bérrio estava em reparações em Janeiro, suponho que continue nas ditas.

O início do ano operacional foi em meados de Outubro, não foi? A última vez que vi o Bérrio fazer-se ao mar foi talvez em finais de Setembro, quando largou amarras de manhã cedo e voltou ao fim da tarde.  :mrgreen:), mas posso-te dizer que há muito tempo que o nosso reabastecedor de frota não vai a lado algum. Benefícios de quem tem a BNL mesmo à sua frente. :wink:


MARVADO
 :new_argue:  c34x
Título:
Enviado por: SSK em Fevereiro 27, 2008, 05:32:42 pm
Instrex com tantos navios...

Realmente!!! Isto sim é gastar dinheiro desnecessariamente!!!

Sim Senhor grande exercício...

Só por cá!!!
Título:
Enviado por: João Oliveira Silva em Fevereiro 27, 2008, 06:08:20 pm
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A base naval está quase às moscas, por assim dizer,

Estão navios fundeados na baía de Cascais? Não me parece.
Não há assim tantos dias que alguém por aqui dizia que toda a Marinha estava no cais.
O famoso zero naval.
Vá-se lá compreender estes descendentes de D. Afonso Henriques ...

Citar
Enfim, ao menos em Dezembro teremos a Bartolomeu Dias (se não houver mais nenhum "azar"...)  


Estamos a mexer...
Excelente fragata, uma mais-valia ao serviço de Portugal.
Se se conseguir tirar os " tollans " que estão em Viana do Castelo, se se der mais uns passos no folhetim LPD, incorporar a " Bartolomeu " e continuar-se a avançar nos " U's", digam-me qual foi o ano desde o fim dos anos 60 em que a Marinha mexeu mais?

Vá-se lá compreender estes descendentes de D. Afonso Henriques ...

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 27, 2008, 09:16:12 pm
Este pessoal está habituado a guerras espaciais, tudo à velocidade da Luz.
Excepto os NPO e o LPD(que nunca tivemos antes) creio que está tudo a andar finalmente.
Título:
Enviado por: João Oliveira Silva em Fevereiro 28, 2008, 02:23:38 pm
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Defesa: Fragata Vasco da Gama integra força militar da NATO no Mar do Norte
28 de Fevereiro de 2008, 13:35

Lisboa, 28 Fev (Lusa) - A Fragata «Vasco da Gama» da Marinha de Guerra Portuguesa vai integrar uma força naval da NATO, entre 10 de Março e 30 de Junho, no âmbito dos compromissos internacionais assumidos por Portugal.

A fragata larga amanhã, às 15:00, da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, com destino ao porto de Kiel, Alemanha, no Mar Báltico.

Nos quatro meses em que a fragata "Vasco da Gama" integra esta força naval da NATO (SNMG1-Standing NATO Maritime Group One) decorrerão diversos exercícios militares com os navios desta força no Mar Báltico, no Mar do Norte e nas águas do Atlântico Norte, junto à costa portuguesa.

A fragata «Vasco da Gama» é comandada pelo capitão-de-mar-e-guerra Henrique Gouveia e Melo, possui uma guarnição de 196 militares, na qual está incluído um destacamento de voo (tem embarcado um helicóptero Lynx MK95), uma secção de Fuzileiros e uma equipa de mergulhadores.

SRS.

Lusa/fim


Mais uma oportunidade para marcar pontos positivos a favor dos descendentes de D. Afonso Henriques ...

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: ShadIntel em Fevereiro 28, 2008, 02:44:45 pm
Qual é a guarnição 'máxima' das fragatas da classe Vasco da Gama ? É que 196 incluindo o destacamento de um único Lynx parece-me muito. :?
Ou será habitual no caso de missões prolongadas ?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 28, 2008, 03:17:23 pm
Acho que o número é bastante normal se termos em conta que tem uma secção de Fuzileiros e uma equipa de mergulhadores (para além do destacamento de voo).
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 28, 2008, 06:38:08 pm
Shadintel escreveu:
Citar
Qual é a guarnição 'máxima' das fragatas da classe Vasco da Gama ? É que 196 incluindo o destacamento de um único Lynx parece-me muito.

Se reparar, em navios construídos na mesma época, a guarnição é o usual.
Uma fragata da 2ª Guerra mundial tinha à volta de 200 homens e sem equipa do helicóptero.
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Fevereiro 28, 2008, 06:49:08 pm
Um pequeno resumo do "Intrex 028" que decorre ao longo desta semana na costa portuguesa.  :)

(http://img.photobucket.com/albums/v293/ilha113/intrex028.jpg)

Citar
A Armada portuguesa realizou, no final de Fevereiro, o seu primeiro exercício naval do ano 2008. O “Instrex 028” permitiu, assim, avaliar a capacidade de resposta da força naval a um conjunto de ameaças convencionais (ASW, AAW e ASuW), bem como a um cenário em que estão presentes ameaças simétricas, como lanchas terroristas. Portugal tem sido, de resto, um dos percursores ao nível da NATO na elaboração de uma doutrina de protecção de forças contra estas novas ameaças. FAM esteve embarcada na fragata “Corte Real” (Meko 200PN), navio de comando da frota que incluía ainda outra fragata, duas corvetas, duas lanchas de fiscalização costeira e uma lancha de desembarque grande e que, no total, envolveu 500 elementos embarcados, para além de aeronaves C-212 e F-16 da Força Aérea.


Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: ShadIntel em Fevereiro 28, 2008, 07:18:56 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Shadintel escreveu:
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Qual é a guarnição 'máxima' das fragatas da classe Vasco da Gama ? É que 196 incluindo o destacamento de um único Lynx parece-me muito.
Citar
Se reparar, em navios construídos na mesma época, a guarnição é o usual.
Eu queria apenas dizer que, comparando com a guarnição habitual de 180-182 homens, pareceu-me muito. A minha pergunta tinha mais a ver com o alojamento disponível.  :!:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 28, 2008, 07:42:50 pm
Citar
Até há máquinas para descascar as batatas

Haver há mas... Em três meses nos Açores a nossa só funcinou um mês. O resto foi à mão.
Título:
Enviado por: SSK em Fevereiro 28, 2008, 08:47:34 pm
Como diz na notícia colocada pelo Caro Pedro Monteiro, Ameaças convencionais (ASW, AAW e ASUW) e onde estava a ameaça ASW se não havia submarino????

Continuamos ou não a ter submarino? A mim parece-me que sim!!! Mas porque é que não participa??? Porque será que ele navega mas não participa em exercícios??? Será que não são seguros os exercícios???

 :?  :?
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 28, 2008, 11:34:55 pm
SSK escreveu:
Citar
Continuamos ou não a ter submarino? A mim parece-me que sim!!! Mas porque é que não participa??? Porque será que ele navega mas não participa em exercícios??? Será que não são seguros os exercícios???

Provávelmente já não pode mergulhar a grande profundidade por questão de segurança, ou pode até não ter a lotação completa.Será que não estão já submarinistas na Alemanha a aprender a operar os futuros equipamentos?
Isso é tudo especulação minha :roll:
Título:
Enviado por: SSK em Fevereiro 28, 2008, 11:44:06 pm
Garanto-lhe eu que o submarino ainda vai aos 300m em segurança e que a guarnição do Barracuda está completa e que também existem submarinistas suficientes em Lisboa para navegar.

Agora, por que é que para navegações de treino próprio ele pode navegar e exercícios já não pode é que seria engraçado a marinha fazer um comunicado!!!
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Fevereiro 29, 2008, 01:22:49 am
Já agora, eu nas fotografias que tenho da Base Naval do Alfeite, na segunda-feira, não o encontro (ou escapou-me ou não estava lá). Estará nalguma missão de treino?

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 29, 2008, 10:50:20 am
Citação de: "Pedro Monteiro"
Já agora, eu nas fotografias que tenho da Base Naval do Alfeite, na segunda-feira, não o encontro (ou escapou-me ou não estava lá). Estará nalguma missão de treino?

Cumprimentos,
Pedro Monteiro


Na foto das JB vê-se a popa do Barracuda, no extremo direito :wink:
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Fevereiro 29, 2008, 11:00:41 am
É verdade!  :oops:

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: Pedro Baptista em Março 01, 2008, 12:02:25 am
Citar
A fragata larga amanhã, às 15:00, da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, com destino ao porto de Kiel, Alemanha, no Mar Báltico.
Ei-la! :)

(http://img166.imageshack.us/img166/292/24136f330nrpvascodagamafn2.jpg)
Título:
Enviado por: P44 em Março 18, 2008, 02:18:17 pm
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Recrutamento a Sul sufoca Marinha
césar santos
 
 


Carlos Varela

A rigidez geográfica do recrutamento é das principais dificuldades sentidas pela Marinha, encerrando-a praticamente na regiões de Lisboa e Setúbal, segundo dados do Estado-Maior da Armada a que o JN teve acesso.

As consequências medem-se pela redução do impacto nacional dos elementos que integram a Armada, mas igualmente pela impossibilidade em variar a origem dos voluntários, sempre desejável em qualquer ramo das Forças Armadas, pela necessidade de representação do conjunto do país, como vários oficiais adiantaram ao JN.


Pior, uma das principais preocupações do chefe de Estado-Maior da Armada, almirante Melo Gomes, é fazer compreender à população a importância estratégica do mar para o país, mas uma vez que a mensagem da Armada pouco sai de duas grandes áreas do Sul, dificilmente aquele objectivo será alcançado.



As guarnições dos navios não parecem para já atingidas - um elemento importante, tendo em conta os programas de reequipamento que decorrem. A implicação mais gravosa está, no entanto, no impacto negativo sobre a unidade de elite da Marinha, o Corpo de Fuzileiros, que conta cada vez com menos voluntários e este ano há mesmo o risco de ter que ser cancelada a primeira incorporação prevista para este mês.


A Armada gostaria, em particular, de aumentar o recrutamento no Norte e Centro do país, uma vez que o número mais expressivo de candidatos está no Porto, e apenas reduzido a 6% do conjunto de voluntários, mas até agora as medidas de propaganda não têm surtido qualquer efeito. Só a classe de oficiais apresenta ainda alguma representatividade - têm origem na área de Coimbra, mas limitada a uns escassos 5% das incorporações.


Recentemente, a Marinha recorreu à participação em feiras na Exponor, associada a outras iniciativas de propagandear o ramo, mas sem quaisquer resultados.



Com efeito, mais de 50% das candidaturas e das incorporações de oficiais e praças - os sargentos são oriundos da carreira de praças - têm, em média, origem nas regiões de Lisboa e Setúbal.



A sul de Setúbal, o recrutamento nem sequer tem expressão, uma situação preocupante, uma vez que o Algarve, com tanta tradição marítima e concentração demográfica, está praticamente ausente das fileiras da Marinha de Guerra.



Parte do problema terá origem no facto de as principais infra-estruturas da Armada estarem localizadas em Lisboa e Margem Sul do Tejo. A única base naval nacional está sedeada no Alfeite, na Margem Sul do Tejo, e todos os serviços do Estado-Maior estão concentrados em Lisboa.



A situação dos fuzileiros também não é diferente, limitando-se as instalações ao Barreiro (sede da Escola de Fuzileiros) e ao Alfeite, onde se encontra o Corpo e toda a estrutura de comando.



Nesta unidade de elite, no entanto, as consequências são mais claras, e aqui a Marinha encara as dificuldades de recrutamento associadas também à falta de missões no exterior.



Se os navios ainda podem chegar a um porto e mostrar-se à população, já os fuzileiros estão limitados praticamente à Margem Sul do Tejo, desaparecendo para o conjunto da população.



A atribuição de uma missão no exterior poderia facilitar a divulgação da missão e imagem desta unidade de elite das Forças Armadas, chamando voluntários. Não obstante os constantes pedidos por parte do chefe de Estado-Maior da Armada, junto do Estado-Maior-General das Forças Armadas, para atribuição de uma missão, esse desejo ainda não foi concedido, limitado exclusivamente ao Exército.  


http://jn.sapo.pt/2008/03/18/nacional/r ... rinha.html (http://jn.sapo.pt/2008/03/18/nacional/recrutamento_a_sufoca_marinha.html)
Título:
Enviado por: P44 em Março 18, 2008, 02:27:14 pm
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Preparação para a manutenção das futuras unidades navais está em curso - 13/03/2008

Presentemente estão deslocados na Alemanha, Itália e Holanda, 26 profissionais dos quadros de pessoal do Arsenal do Alfeite, provenientes de diversas especialidades tecnológicas, que estão a frequentar cursos de formação e outras acções de familiarização com a futura manutenção dos novos submarinos, de fragatas em processo de transferência da Marinha dos Países Baixos e de uma nova geração de torpedos.

Os técnicos seleccionados para as acções de formação no estrangeiro já são especialistas qualificados nas respectivas áreas, o que facilita a apreensão de novos conhecimentos e permite a percepção da correspondente necessidade de reforço de capacidades internas do Arsenal do Alfeite, quer em adaptação de infra-estruturas, quer em obtenção de equipamento de avaliação, teste, diagnóstico e reparação de sistemas de bordo de novas gerações tecnológicas.

Algumas das acções de formação prolongam-se por mais de um ano, dando garantias de os formandos ficarem bastante bem preparados para enfrentar os desafios da manutenção das novas unidades navais que vão entrar ao serviço da Marinha portuguesa nos próximos dois anos. Estima-se que durante 2008 e 2009, mais de 120 profissionais do Arsenal do Alfeite frequentem acções de formação no estrangeiro.


http://www.arsenal-alfeite.pt/ (http://www.arsenal-alfeite.pt/)
Título:
Enviado por: JLRC em Março 21, 2008, 03:48:15 pm
A Janes noticiou o seguinte :

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EUROMARFOR heads to Lebanon on its first UN mission
The Italian Navy-led European Maritime Force (EUROMARFOR) task force entered Lebanese waters to join the UN Interim Force in Lebanon (UNIFIL) on 29 February 2008, assuming command of Maritime Task Force 448 (MTF 448). This deployment, known as Operation 'Impartial Behaviour', is EUROMARFOR's first operational peacekeeping tour under the aegis of the UN

[first posted to http://idr.janes.com (http://idr.janes.com) - 12 March 2008]


Alguém sabe-me dizer se participamos nesta força já que fazemos parte da EUROMARFOR? E se sim, com que meios?
Título:
Enviado por: Lancero em Março 31, 2008, 11:38:39 am
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Defesa: Maquinistas Navais prestam hoje provas de aptidão profissional com apresentação de projectos inovadores  



    Lisboa, 01 Abr (Lusa) -- Os alunos do Curso de Maquinistas Navais da Marinha Portuguesa prestam hoje provas de aptidão profissional na Escola de Tecnologias Navais, em simultâneo com apresentação de quatro projectos inovadores para futura aplicação na esquadrilha de helicópteros da Armada.

 

    Entre os projectos construídos pelos formandos da Escola Departamento de Propulsão e Energia conta-se um novo RIG hidráulico, para teste de sistemas hidráulicos de aeronaves, um simulador para treino de abandono de aeronave caída no mar, e um "trolley" para transporte de torpedos e sua colocação mecânica nas aeronaves.  

 

    Estes projectos são inovadores quando comparados com instrumentos semelhantes utilizados em forças aéreas de outros países mais avançados, segundo a instituição.

 

    O simulador para treino de abandono de aeronave caída no mar reduz o teste de certificação dos tripulantes dos actuais 25 minutos para três ou quatro minutos e permite a rotação da cabine da aeronave imersa a 180º hidraulicamente, de forma mecanizada, ao contrário dos actuais sistemas de tracção por cabos.

 

    Para além da redução do peso e dimensão, o novo "trolley" para transporte de torpedos reduz a habitual equipa de três elementos e um supervisor para apenas um elemento, permitindo o transporte e montagem do torpedo na aeronave sem tracção manual. O "trolley" tradicional, com 1.200 quilos de peso, é puxado ou empurrado manualmente pela equipa.  

 

    "Estas provas tem como pano de fundo, a criação e desenvolvimento de projectos cujo resultado final tenham, tanto quanto possível, aplicação prática em unidades de Marinha", afirmou à Lusa o chefe do Departamento de Propulsão e Energia da Escola de Tecnologias Navais, José Pereira Cavaco.

 

    "Os projectos desenvolvidos este ano tiveram como intuito a sua posterior utilização pela Esquadrilha de Helicópteros Lynx MK 95", colmatando necessidades sentidas nessa estrutura", revelou a instituição.  

 

    A prova decorre no pólo de Vila Franca de Xira -- Departamento de Propulsão e Energia para os 14 alunos, actualmente 2º sargentos graduados.  

 

    O evento contará com a presença de diversas entidades civis e militares, representantes de vários órgãos da Marinha, Força Aérea e Exército.  

 

    Pela primeira vez, os projectos desenvolvidos na escola contaram com o apoio de uma instituição bancária -- BPI -  que apoiou financeiramente com cerca de 30 mil euros os projectos desenvolvidos pelos alunos.      

 
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Março 31, 2008, 02:38:56 pm
Citar
Pela primeira vez, os projectos desenvolvidos na escola contaram com o apoio de uma instituição bancária -- BPI - que apoiou financeiramente com cerca de 30 mil euros os projectos desenvolvidos pelos alunos.

A nece$$idade aguça o engenho. A Armada não pense que é com uma medalhinha que motiva as pessoas com ideias. No entanto nota positiva para o evento.
Título:
Enviado por: zocuni em Março 31, 2008, 11:57:29 pm
Realmente,muito positivo.Que seja o princípio de muitos.

Abraços,
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 01, 2008, 04:04:16 pm
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Fragata Vasco da Gama na NATO - imagens das primeiras semanas
 
Publicado em:
 2008-04-01

O NRP Vasco da Gama partiu da Base Naval de Lisboa no dia 29 de Fevereiro e encontra-se actualmente inserido no Standing NATO Maritime Group 1 (SNMG1). Assista às imagens das primeiras semanas desta missão que se irá prolongar até Junho.


Imagens (http://http)
Título:
Enviado por: Lancero em Abril 02, 2008, 07:41:32 pm
Duas fragatas em empenhamentos da Nato  c34x

Citar
NATO: Portugal com uma dezena de países em manobras militares no Mediterrâneo

Lisboa, 02 Abr (Lusa) - Portugal participa com uma fragata e meios aéreos,  juntamente com mais uma dezena de países, em manobras na Aliança Atlântica  que decorrem no Mediterrâneo oriental depois da cimeira da NATO em Bucareste,  que hoje se iniciou.  

 

   A Agência Lusa apurou junto do Estado-Maior da Armada que, na operação  "Phoenix Express 2008", que se inicia na próxima semana (entre 08 e 22 deste  mês), participa a fragata "Corte Real", dotada com um helicóptero do tipo  Links MK95 e uma guarnição de duas centenas de homens sob a chefia do capitão  de fragata Gonçalves Alexandre.  

 

   As manobras são dirigidas pelos Estados Unidos e envolvem a sua 6/a  frota, bem como navios da Espanha, França, Grécia, Itália e Turquia, a par  de outros não membros da NATO, como Argélia e Marrocos.  

 

   Militares de Malta, Mauritânia, Tunísia e Líbia estarão igualmente envolvidos  na operação, cujo objectivo é a criação de uma plataforma comum para controlo  do tráfego comercial e fiscalização de pescas, narcotráfico e tráfico de  imigrantes clandestinos, interdição marítima e socorro, sem esquecer o combate  ao terrorismo, precisa um comunicado da Marinha da Grécia.  

 

   A operação tem início na base naval grega de Souda, noroeste da ilha  de Creta, onde até ao dia 14 se realiza uma acção de formação no centro  aliado, prosseguindo até ao dia 20 no mar ao sul da Sicília, ao longo da  costa da Líbia.  

 

   A "Phoenix Express 2008" termina numa base naval italiana na ilha de  Augusta.  
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Abril 03, 2008, 01:36:30 pm
Citação de: "Lancero"
Duas fragatas em empenhamentos da Nato  :?
Título:
Enviado por: jonhfx em Abril 03, 2008, 06:27:44 pm
Defesa: Fragata Côrte Real participa em exercícios navais no Mediterrâneo com navios de 12 países
03 de Abril de 2008, 17:24

Lisboa, 03 Abr (Lusa) - A fragata Côrte-Real participa no exercício "Phoenix Express 2008", que se realiza entre 8 e 26 de Abril, no Mediterrâneo Central, ao largo da Grécia e Itália, informou hoje a Marinha Portuguesa.

O navio larga da Base do Alfeite a 8 de Abril com destino a Souda Bay na ilha de Creta, na Grécia.

Segundo a Marinha, o exercício insere-se na estratégia da Nato de consolidação da parceria com os países da bacia do Mediterrâneo, através da partilha de experiências e do incremento da cultura de segurança marítima.

Desta forma, Portugal, Estados Unidos da América, Marrocos, Mauritânia, Espanha, Argélia, Tunísia, Grécia, Turquia, Malta, Itália, França e Líbia unem esforços na execução de um plano de treino para garantir a segurança marítima e a salvaguarda da vida humana no mar.

O "Phoenix Express 2008" decorre em duas fases distintas. Na primeira, em terra, o objectivo consiste na troca de ideias e experiências ao nível dos procedimentos em operações de interdição marítima e acções de vistoria a embarcações consideradas suspeitas.

A segunda parte, já no mar, potenciará a prática dos conhecimentos adquiridos em terra, e servirá para a força naval maximizar o treino e consolidar perícias nas áreas de manobra, operações com aeronaves e procedimentos de comunicações.

Para esta missão, a fragata "Côrte-Real" conta, além da sua guarnição, com uma equipa do pelotão de abordagem dos fuzileiros e com um destacamento de helicópteros.

A "Côrte-Real" é comandada pelo Capitão-de-fragata António Manuel Gonçalves Alexandre que lidera uma guarnição de 190 militares, constituída por 26 oficiais, 45 sargentos e 119 praças.

SRS.

Lusa/fim
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 07, 2008, 09:47:26 pm
À falta de notícias mais interessantes... :jok:

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Avisos:
Uso de uniforme tempo quente:
------- Por despacho do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, o uso do uniforme de tempo quente terá início em 12 de Maio de 2008.
Título:
Enviado por: SSK em Maio 07, 2008, 10:30:08 pm
O uniforme de tempo quente sempre foi colocado em vigor na 1ª segunda-feira após o dia da marinha.

Mais uma tradição quebrada....

Vamos ver se este ano se quebra a tradição de anunciar mais um nome para os patrulhões...
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 07, 2008, 10:44:08 pm
Ontem vi uma camioneta de caixa fechada da Marinha com uma pintura muito interessante. Além de estar coberta de autocolante de cor azul a imitar o mar, tinha os painéis laterais com 2 fotografias enormes, a do lado direita era a F 332 Corte Real e a do lado esquerdo era o A 522 D. Carlos I. Simplesmente espectacular. Curiosamente o marinheiro que a conduzia não sabia quais eram os navios. Desculpou-se dizendo que nunca tinha embarcado  :oops:
Título:
Enviado por: SSK em Maio 07, 2008, 10:49:04 pm
Muito mal está a nossa escola de alunos marinheiros, ETNA...

Como é possível :evil:  :evil:
Título:
Enviado por: P44 em Maio 08, 2008, 02:11:45 pm
Citação de: "JLRC"
Ontem vi uma camioneta de caixa fechada da Marinha com uma pintura muito interessante. Além de estar coberta de autocolante de cor azul a imitar o mar, tinha os painéis laterais com 2 fotografias enormes, a do lado direita era a F 332 Corte Real e a do lado esquerdo era o A 522 D. Carlos I. Simplesmente espectacular. Curiosamente o marinheiro que a conduzia não sabia quais eram os navios. Desculpou-se dizendo que nunca tinha embarcado  :oops:



tristeza....
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 08, 2008, 02:43:22 pm
1º NPO - Viana do Castelo;
2º NPO - Figueira da Foz;

Uma proposta para o baptismo dos restantes Patrulhoes:

3º NPO - Olhão;???????
4º NPO - Portimão;????
5º NPO - Sines;?????
6º NPO - Aveiro;????
7º NPO - Sesimbra;????
8º NPO - Peniche;?????

Para os NCP
1º NCP Lisboa; ?????
2º NCP - Porto;?????

Um tributo bem merecido as cidades piscatorias desta costa Portuguesa.

AHHHH é verdade para não criar maus estares no Governo aconselho o senhor ministro da defesa a investir em mais dois patrulhoes em vez dos 8 passar para dez com os nomes:

9º NPO - Ponta Delgada;????
10º NPO - Funchal;????

Fica a proposta, abraços :lol:
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 08, 2008, 02:58:27 pm
O 3.º NPO - "Ponta Delgada" - foi nomeado o ano passado nos Açores no Dia da Marinha.
Título:
Enviado por: P44 em Maio 08, 2008, 03:01:23 pm
vai haver um 3º??????  :roll:
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 08, 2008, 03:11:24 pm
Ai meu Deus...... é agora que a Madeira pede a independencia..... vamos lá construir rapidamente um 4º NPO com o nome de Funchal :lol:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 08, 2008, 08:48:01 pm
Instrutor escreveu:
Citar
1º NPO - Viana do Castelo;
2º NPO - Figueira da Foz;

Uma proposta para o baptismo dos restantes Patrulhoes:

3º NPO - Olhão;???????
4º NPO - Portimão;????
5º NPO - Sines;?????
6º NPO - Aveiro;????
7º NPO - Sesimbra;????
8º NPO - Peniche;?????

Para os NCP
1º NCP Lisboa; ?????
2º NCP - Porto;?????

Um tributo bem merecido as cidades piscatorias desta costa Portuguesa.

AHHHH é verdade para não criar maus estares no Governo aconselho o senhor ministro da defesa a investir em mais dois patrulhoes em vez dos 8 passar para dez com os nomes:

9º NPO - Ponta Delgada;????
10º NPO - Funchal;????


Vejo que não anda actualizado, e o último nome já foi escolhido há um ano.

P 360 Viana do Castelo
P 361 Figueira da Foz
1º NCP- Sines
2ª NCP- Ponta Delgada
Título:
Enviado por: P44 em Maio 09, 2008, 05:59:39 pm
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Terça-feira, Maio 06, 2008
Conversa Informal no Museu da Marinha



No próximo Sábado, dia 10 de Maio pelas 11H00, no Museu de Marinha, junto ao Modelo do Draga-minas Classe S. Roque, realiza-se por iniciativa dos “Amigos do Museu da Marinha” uma “conversa informal” sobre os Draga-Minas a qual será conduzida pelo Comandante Duarte Costa, que exerceu o cargo de comandante dos DMs Rosário e Santa Cruz.
Será certamente uma excelente oportunidade para ser relembrada uma fase da história da nossa Marinha, em que aqueles pequenos navios, com um lema totalmente apropriado, "Homens de Ferro em Navios de Madeira", formaram uma extraordinária escola para treino de mar, e cuja perda trouxe, e traz ainda, lacunas importantes na formação básica dos jovens marinheiros que não tiveram a oportunidade de testar a sua resistência às dificuldades inerentes àquele tipo de navios.
Além disso, houve capacidades adquiridas ao longo de anos, por gerações de militares, e homens do mar, que uma vez perdidas são irrecuperáveis. E isso é uma questão incontornável!
Que tal não venha acontecer com a nossa capacidade submarina...


http://avozdaabita.blogspot.com/2008/05 ... rinha.html (http://avozdaabita.blogspot.com/2008/05/conversa-informal-no-museu-da-marinha.html)
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 09, 2008, 06:11:19 pm
Citação de: "luis filipe silva"

Vejo que não anda actualizado, e o último nome já foi escolhido há um ano.

P 360 Viana do Castelo
P 361 Figueira da Foz
1º NCP- Sines
2ª NCP- Ponta Delgada


Obrigado pelo esclarecimento,
Tinha ficado com a ideia que o "Ponta Delgada" seria NPO. O dircurso do CEMA foi a minha fonte e é um pouco enganador então.

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No que respeita às actuações de matriz jurisdicional, saliento o projecto de construção dos oito Navios Patrulhas Oceânicos, dos quais dois na variante de Combate à Poluição, e das oito Lanchas de Fiscalização Costeira. Infelizmente, a construção tem acumulado atrasos e não é ainda possível, com rigor, saber quando ocorrerá a entrega dos primeiros navios. Este é um desafio que teremos que vencer em nome das nossas tradições na construção e reparação naval. A Marinha continua disponível para ajudar, como tem feito, e paciente na espera por um produto de qualidade, fundamental para servir o País nos próximos trinta anos. Tenho hoje o grato prazer de anunciar que um destes navios tomará o nome de "Ponta Delgada" em homenagem a esta terra que nos recebe. É um tributo que devemos aos Açorianos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 09, 2008, 08:18:53 pm
Instrutor escreveu:
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O dircurso do CEMA foi a minha fonte e é um pouco enganador então.

Citar
No que respeita às actuações de matriz jurisdicional, saliento o projecto de construção dos oito Navios Patrulhas Oceânicos, dos quais dois na variante de Combate à Poluição, e das oito Lanchas de Fiscalização Costeira. Infelizmente, a construção tem acumulado atrasos e não é ainda possível, com rigor, saber quando ocorrerá a entrega dos primeiros navios. Este é um desafio que teremos que vencer em nome das nossas tradições na construção e reparação naval. A Marinha continua disponível para ajudar, como tem feito, e paciente na espera por um produto de qualidade, fundamental para servir o País nos próximos trinta anos. Tenho hoje o grato prazer de anunciar que um destes navios tomará o nome de "Ponta Delgada" em homenagem a esta terra que nos recebe. É um tributo que devemos aos Açorianos


Por acaso até nem acho que seja enganador. Oito Navios Patrulha Oceanicos dos quais dois na variante de Combate à poluição.
No que respeita a nomes, não deve haver novidades, pois só dois NPO e dois NCP foram encomendados com assinatura do contracto de construção.
Título: Inaptos
Enviado por: Ryan em Maio 10, 2008, 12:28:41 pm
Queria saber porque foram dados como inaptos tantas pessoas , segundo o que vi no site da marinha foram mais de 100 pessoas eliminadas do
concurso de praças.
Porquê isto ?
Será que a poucas vagas ?
Obrigado pela atenção
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 10, 2008, 02:38:46 pm
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Queria saber porque foram dados como inaptos tantas pessoas , segundo o que vi no site da marinha foram mais de 100 pessoas eliminadas do
concurso de praças.
Porquê isto ?
Será que a poucas vagas ?

Vagas há muitas. Pessoas aptas para a vida militar e com determinado grau académico é que há poucas.
São as chamadas gerações "rasca".
Não se vai aceitar toda a pocaria só por que há falta!....
P.S. Desculpe eu chamar os bois pelos nomes, mas sou assim.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Maio 10, 2008, 03:47:12 pm
Isso depende um pouco da especialidade...
Título:
Enviado por: SSK em Maio 10, 2008, 10:09:49 pm
Para mergulhadores em 20 vagas concorreram 40 e passaram somente 3 ou 4... Havia malta que nem 35 abnominais em 60 segundos conseguia fazer :shock: .

Muita playstation.........
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 10, 2008, 11:33:19 pm
É preferivel caçar com 4 ou 5 leoes do que com 1000 cordeiros. La por as forças armadas estarem a precisar de efectivos, isso não significa que se tem de aceitar todos os candidatos, é preciso muitas provas físicas e psicológicas. Um conselho para quem quer concorrer aos concursos dos tres ramos fas Forças Armadas:

- Menos hamburgueres;
- Menos sofá;
- Menos Playstation;

- Mais desporto;
- Mais estudos e competencias;
- Mais humildade, seriedade e acima de tudo gostar de servir os interesses da nação.
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 14, 2008, 04:15:34 pm
(http://i193.photobucket.com/albums/z138/lancero33/maio/20080512163557ENLUS0134240512106101.jpg)

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Russian sailing ships Sedov (L) and Krusenstern pass the Portuguese frigate Vasco da Gama during the ship parade to celebrate the 819th harbour anniversary in Hamburg, northern Germany, 12 May 2008. Some 1.5 million visitors took part in the festivities
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 14, 2008, 04:40:42 pm
Citação de: "SSK"
Para mergulhadores em 20 vagas concorreram 40 e passaram somente 3 ou 4... Havia malta que nem 35 abnominais em 60 segundos conseguia fazer :shock:  :roll:
Título:
Enviado por: Instrutor em Maio 14, 2008, 04:57:57 pm
Eu tirei 18,30 tive direito a uma medalha para por ao peito azul escura, foi no 2º BIMec na BrigMec, fiz 2850 metros em 12 minutos, 120 abdominais de 2 minutos e 16 elevaçoes, bem na altura nao comia batatas fritas, hamburgueres nem cachorros, muito menos mostarda e maionese.... muito treino, corrida de 12km todas as manhas, muita musculaçao e mtas GAM´s :lol:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Maio 15, 2008, 02:54:38 pm
http://www.marinha.pt/sirp/vgama/8_9s/conteudo.htm (http://www.marinha.pt/sirp/vgama/8_9s/conteudo.htm)
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 19, 2008, 04:10:09 pm
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Madeira: Reforço naval do arquipélago no próximo ano -  chefe Estado-Maior da Armada  



    Funchal, 19 Mai (Lusa) - O chefe do Estado-Maior da Armada garantiu hoje, no Funchal, que a Zona Económica Exclusiva da Madeira será reforçada com meios navais a partir do próximo ano.  

 

    O almirante Fernando Melo Gomes, que está no arquipélago no âmbito do programa das comemorações do Dia da Marinha, que este ano decorrem na Madeira, reuniu hoje com os presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo Regionais, Miguel Mendonça e Alberto João Jardim, respectivamente.  

 

    "A Zona Económica Exclusiva da Região Autónoma da Madeira justifica plenamente um reforço dos meios navais que deviam existir disponíveis, o que não tem sido possível com circunstâncias que se prendem com o envelhecimento progressivo da nossa esquadra", afirmou.  

 

    "Espero que no próximo ano possamos rever esta situação quando aumentarmos ao efectivo os novos patrulhas oceânicos que estão em construção em Viana do Castelo", acrescentou.  

 

    Realçou que durante o Verão tem sido feito um esforço para reforçar o dispositivo presente nas águas do arquipélago e que o objectivo é "à medida que o programa se vai desenvolvendo colocar duas novas unidades na região".

 

    Instado a comentar a situação conflituosa que em tempos existiu entre o  Governo Regional e o Comando Naval da Madeira, Melo Gomes defendeu que "não podem haver relações tensas entre um órgão de soberania e as Forças Armadas", garantindo que são "questões que estão completamente ultrapassadas e que não se repetirão".  

 

    Referindo-se ao veleiro "Blaus VII" apreendido, em 2007, nos mares da Madeira na sequência de uma acção de apreensão de mais de 60 fardos de cocaína em alto mar, admitiu que a embarcação, "entregue à Marinha, está a ser muito útil para os treinos dos oficiais e cadetes", sendo uma situação que o depende da "decisão do poder judicial"  

 

    Este ano a Marinha comemora o 510º aniversário da chegada de Vasco da Gama à Índia, uma comemoração que está integrada na celebração dos  500 anos da elevação a cidade do Funchal.  

 

    O programa, que se prolonga até 25 de Maio, inclui exposições das actividades da Marinha, baptismos de mar a bordo de viaturas anfíbias e de lanchas,  realização de actividades náuticas e desportivas e visitas navais a várias unidades, sendo que estarão no Funchal nove embarcações, entre as quais o navio- escola "Sagres", o navio de treino no mar "Creoula", o submarino "Barracuda" e o navio científico "D.Carlos I".  

 

    Os concertos pela Banda da Armada no Porto Santo e no Funchal, que fez deslocar à Madeira 90 dos seus executantes, a cerimónia militar e uma demonstração naval a 24 de Maio são pontos altos das comemorações do Dia da Marinha, que este ano decorrem na região.  

 
Título:
Enviado por: Ricardo em Maio 19, 2008, 09:43:04 pm
Referindo-se ao veleiro "Blaus VII" apreendido, em 2007, nos mares da Madeira na sequência de uma acção de apreensão de mais de 60 fardos de cocaína em alto mar, admitiu que a embarcação, "entregue à Marinha, está a ser muito útil para os treinos dos oficiais e cadetes", sendo uma situação que o depende da "decisão do poder judicial"

Sacana do gajo com "a faca e o queijo na mão" que não permite à Marinha substituir a Vega!  :anjo:
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 20, 2008, 03:41:47 pm
Entrevista (completa) do CEMA ao Correio da Manhã

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20 Maio 2008 - 12h00

“Sem submarinos Marinha seria uma Guarda Costeira”

Melo Gomes, Chefe de Estado-Maior da Armada, aponta 3 questões políticas que justificam a compra de dois submarinos. Diz que a Guarda Costeira seria o destino da Marinha sem esse investimento de muitos milhões e que os Socorros a Náufragos têm uma taxa de sucesso de 95%, dois pontos acima da dos americanos.


Correio da Manhã – A Marinha está contra o comando operacional conjunto?

Melo Gomes – Acho que esse assunto da reestruturação das Forças Armadas é um assunto de Estado sobre o qual eu devo manter neste momento alguma reserva. O que lhe posso dizer é que procurarei tirar a emoção que rodeia todo este processo e situar-me mais no domínio da racionalidade.

- Mas pensa que se vai chegar a algum acordo?

- Pessoalmente estou empenhado em contribuir na medida em que me for possível para encontrar uma solução que seja equilibrada. Que sirva o País, primeiro, as Forças Armadas e a Marinha. Em relação ao comando conjunto, mais especificamente, nós não temos nada contra.

- A Marinha não se opõe?

- Não temos nada contra. Em termos genéricos não temos nada contra. Temos é de distinguir duas coisas. O que é o conjunto e o integrado. O conjunto visa a eficácia, o integrado visa a eficiência, ou seja, poupar os recursos. E essas questões muitas vezes confundem-se uma com a outra e é bom as pessoas se entendam sobre os conceitos de maneira a poderem de facto estabelecer uma plataforma equilibrada e que sirva o nosso País.

- Quando é que a Marinha vai ter o navio polivalente logístico?

- O polivalente logístico é um meio do sistema de forças mais conjunto de todos. Portanto, como vê, a Marinha apoia totalmente tudo o que se liga ao conjunto.

- Neste momento não existe nenhum.

- Não existe. É um navio em que tomarão parte a Marinha, o Exército, a Protecção Civil, porque o navio tem essa capacidade. Julgo também que é uma capacidade também um bocadinho ignorada pelas pessoas porque nós tendemos a pensar nas coisas quando elas sucedem. E quando elas sucedem já é tarde para as podermos resolver.

- Quando é que Portugal terá esse navio?

- No caso do polivalente logístico nós temos alocada a verba necessária na Lei de Programação Militar, temos um projecto, falta que se tome a decisão.

- Não faz ideia quando é que essa decisão política será tomada?

- Eu espero que essa decisão política seja tomada o mais brevemente possível, porque eu julgo que é um navio que, de facto, Portugal necessita.

- Há quantos anos é que não há um navio com estas características?

- Lembro-me que quando comandei a operação na Guiné em 1998 toda a gente ficou com a ideia de que o polivalente logístico era de facto um recurso indispensável. Bom, já lá vão dez anos. Mas eu queria dizer-lhe uma coisa sobre isto.

- Diga.

- As Marinhas não se podem improvisar. E são muito dependentes do planeamento por três ordens de razões essenciais. Primeiro porque os meios demoram muito tempo a ser construídos e a entrar em serviço. Sempre mais de dez anos. Em segundo lugar porque permanecem muito tempo no sistema de forças. São meios que duram 30, 35 anos, alguns mais do que isso e que já não deviam durar e ainda estão ao serviço. Em terceiro lugar porque de facto são meios bastante dispendiosos. E portanto é preciso um planeamento para podermos substituir nas alturas próprias, de maneira a não termos necessidade de fazer investimentos em contra ciclo económico.

- E que ficam mais caros.

- Os portugueses não são normalmente muito dedicados às questões do planeamento e as Marinhas dependem essencialmente do planeamento. Uma Marinha não se improvisa, planeia-se. E a função de um chefe de Estado-Maior é pensar para o médio prazo.

- Quando é que os novos patrulhões são entregues à Marinha?

- Eu espero que os dois patrulhas, os patrulhões, como lhes chamou, que estão em construção em Viana do Castelo sejam entregues à Marinha no fim do ano. Estamos empenhados em ter um produto de qualidade que sirva o nosso País, sirva a nossa Marinha e que, inclusivamente, possa coincidir com o interesse que muitos países vêm demonstrando em projectos deste tipo. Estamos empenhados que o patrulha seja um projecto não só português, que sirva as nossas necessidades mas que até tenha uma rentabilidade económica e financeira.

- Agora os submarinos. O ministro das Finanças lançou algumas críticas ao esforço financeiro, dando a entender que não seria uma prioridade. A opinião pública também não percebe o investimento. De uma vez por todas: porque é que os submarinos são importantes para a Marinha e para Portugal?

- A questão essencial que se põe em relação aos submarinos e da sua necessidade é primeiramente uma questão política.

- Política?

- Sim. É uma questão de querermos ou não conhecer o que se passa nas nossas águas. Quer na superfície, quer na profundidade. Dos potenciais adversários e até dos amigos. Essa questão é absolutamente crucial para um País marítimo.

- São essenciais para se conhecer o que se passa no mar?

- Exacto. Em tempo de paz, em tempo de crise e em tempo de conflito. Segunda questão: os submarinos, na minha perspectiva, vão ser meios, talvez os únicos meios, que tenham capacidade de dissuasão.

- Outra questão política?

- Política. Estas duas são questões políticas.

- São questões políticas que são contestadas por uma grande parte do poder político. Não é estranho?

- Vamos ver. Mas deixe-me falar-lhe na terceira questão: não estou preparado para empenhar uma força naval à distância perante um ambiente hostil ou potencialmente hostil sem ter uma cobertura de um submarino em apoio. Não se pode fazer. Nem nos litorais nem no alto mar.

- Nessas circunstâncias a Marinha ficaria impotente?

- Nessas circunstâncias a Marinha portuguesa seria uma Guarda Costeira pura e simples.

- Sem os submarinos seria uma Guarda Costeira?

- Uma Guarda Costeira pura e simples porque não tinha a capacidade, embora tivesse meios, não tinha a capacidade para os empregar no seu potencial. Ou seja, estávamos a desperdiçar recursos que investimos, designadamente em fragatas e reabastecedores de esquadras, mas de facto não os podíamos usar na medida de todas as suas potencialidades.

- Mas é um investimento muito grande para um País com fracos recursos.

- Eu reconheço que os submarinos são um meio caro. Não tenho nenhuma dúvida sobre. Agora há um balanço entre o que é necessário para o País, o que é que o País entende qual é a mais valia para a sua soberania que os submarinos lhe podem conferir e tudo o resto. Estou absolutamente convencido que esse balanço é positivo. Compreendo que em situações de aperto financeiro as questões sejam mais sublinhadas. Mas a questão para mim é uma questão de fundo.

- São os meios mais caros das Forças Armadas?

- Repare. Fala-se muito nos submarinos, mas os submarinos não é o sistema de forças mais caro que temos programado.

- Qual é?

- Eu não vou revelar qual é o mais caro, mas basta ir consultar a Lei de Programação Militar.

- Esta questão dos submarinos é demagógica?

- Toda a gente fala nos submarinos.

- É um tema fácil?

- Veja isto. O que acontece é que todas as Marinhas que não os têm querem-nos ter e aquelas que os têm não gostam que os outros os venham a ter porque são de facto meios que dão um poder aos Estados muito relevante no mar.

- Os contratos de manutenção dos submarinos estão ou não feitos?

- Nós, na Marinha, não temos a tradição de fazer contratos de manutenção, a não ser para aquilo que nós próprios não conseguimos manter. Nem fazemos contratos de manutenção para navios. Fazemos para pequenos coisas enquanto não adquirimos a tecnologia e a capacidade para fazermos nós as nossas próprias intervenções. Sempre foi assim.

- Para os submarinos também?

- É a mesma coisa. Igual. Nós, neste momento, temos cento e tal técnicos do Arsenal a trabalharem na Alemanha para se especializarem nos diversos sistemas dos submarinos. E esses técnicos vão ser capazes, como sempre foram, há muitos anos, de manter os nossos submarinos. Esse é um ponto completamente assente. Nós não compramos sistemas que não somos capazes de manter. Mais uma vez, uma Marinha não se pode improvisar.

- Qual vai ser o futuro do Arsenal do Alfeite?

- A Marinha pôs duas condições genéricas importantes e que vão ser cumpridas. O Arsenal, que é do Alfeite, fique no Alfeite, porque é imprescindível que se possa efectuar as acções de manutenção da esquadra e, em segundo lugar, que sirva prioritariamente os interesses da Marinha. Dentro destas duas condicionantes a Marinha está a aberta a todas as soluções.

- Mas não precisa de uma grande reforma?

- Acho que o Arsenal precisa de uma reforma. Precisa de investimento para se actualizar, para se tornar um estaleiro de vanguarda, ainda mais de vanguarda do que é hoje. De facto, se nós em Portugal temos capacidade residual de engenharia naval é ali.

- É o que resta em engenharia naval?

- É ali. É o núcleo de planos e projectos que existe no Arsenal do Alfeite. E, obviamente, temos mão-de-obra especializada muito capaz, tanto pessoal civil como militar. É um valor importante para o País manter uma capacidade de reparação e construção naval com o nível que ali existe. Portanto, eu, desde o início do mandato, sempre achei que era preciso reformar o Arsenal, torná-lo moderno e torná-lo ainda mais competitivo.

- Em que estado está esse assunto?

- Está a ser estudado, há um plano feito. Um plano que, pelo que conheço, salvaguarda esses interesses, o investimento. Um plano que salvaguarda os interesses principais da força de trabalho do Arsenal e salvaguarde os interesses da Marinha. Obviamente, conjugando tudo isto num projecto de futuro. Porque se o Arsenal se mantiver como está morre. E quando morrer eu não tenho meios de manter os navios e Portugal não pode dispensar uma Marinha, na minha perspectiva.

- A localização da Base Naval de Lisboa é a melhor do ponto de vista estratégico?

- Há sempre muitas outras possibilidades. Mas sabe que as coisas mudaram muito. Antigamente, a posição era coisa determinante para as esquadras. Hoje em dia isso já não se passa. Com os meios de vigilância que existem, por satélite e de comunicações, a posição não é irrelevante mas é menos importante. Em termos de conflito o que temos de ter é o aviso prévio de que a coisas vão acontecer e termos navios no mar.

- Porque é fácil bloquear o Tejo?

- Este ou outro qualquer. Não vamos pensar que não há bases que podem ser bloqueadas.

- Com o crescimento urbanístico à volta do Alfeite a base não começa a ser pequena para a Marinha?

- A base para a Marinha do futuro, que é aquela que eu tenho de fazer, serve perfeitamente. E com os pontos de apoio que nós temos, quer no Norte, em Leixões, quer no Sul, em Portimão, e em Ponta Delgada e no Funchal nós, com a Marinha com a dimensão que vamos ter, ficamos bem. E mais. A Base Naval do Alfeite é o pulmão de Almada. Aquele espaço verde dá um ambiente especial àquela zona.

- Em termos de vigilância da costa como é que está a situação? A Marinha tem um bom relacionamento com outras forças? Há quem diga que Portugal neste aspecto é um buraco negro, nomeadamente no tráfico de droga.

- Desde capitão-tenente, e já lá vão alguns anos, sempre pensei que era necessário que os vários actores, protagonistas do mar, se entendessem, se sentassem à mesma mesa como acontece em muitos outros países. Isso como vê demorou bastante tempo, mas julgo que demos um passo muito importante para haver essa coordenação.

- Qual foi?

- Primeiro, criámos uma comissão interministerial dos assuntos do mar que se articula ao nível político. Seguidamente criámos o fórum permanente do mar, envolvendo a sociedade civil. E, por fim ao nível operacional, finalmente, houve por parte do Governo, e promulgado pelo senhor Presidente da República, o decreto regulamentar 86/2007 de 12 de Dezembro que estabeleceu um mecanismo de coordenação entre todos os actores do mar.

- São muitos actores?

- Marinha, GNR, Transportes, Ambiente, Saúde e Sanidade Marítima, Agricultura e Pescas, Economia com a ASAE. Estabeleceu-se pela primeira vez em muitos anos num País marítimo um fórum do mar.

- E funciona?

- Funciona. Começou a funcionar este ano no Comando da Marinha, que junta as duas vertentes da Armada. A parte militar e a parte da autoridade marítima, vocacionada para as acções civis. E criou-se o Centro Coordenador Marítimo em que, com paridade, todas as pessoas se sentam. Discutem os seus problemas, fazem os seus exercícios e coordenam as suas acções.

- Já há resultados?

- Ainda cedo para se fazer uma avaliação. Mas já fizemos exercícios com o SEF, de combate à imigração ilegal, de combate à poluição com o Ambiente e a Agência Europeia de Segurança Marítima. Esta articulação vai se fazendo. Até porque é a maneira de rentabilizarmos os recursos.

- A troca de informação entre as diversas forças é um facto ou cada uma guarda-as para si?

- Eu acho que vamos todos perceber que é importante passar três fases. Primeiro é a fase da oposição, tradicional dos países subdesenvolvidos. Passamos essa fase de oposição para a fase da crispação. E chegamos à fase da colaboração, que é o que acontece nos países democráticos, desenvolvidos.

- Normais.

- Normais é uma expressão sua. Julgo que aos poucos nos vamos entendendo. Este processo não se resolve de um dia para o outro.

- Nem por decreto.

- É verdade. Nem por decreto. Sabe que na Finlândia passa-se exactamente a mesma coisa. Mas lá faz-se sem lei. Fazem porque é preciso. Mas demos um passo muito importante e os resultados vão ver-se no futuro. E os resultados palpáveis já se vêem no protocolo que fizemos com a PJ nas apreensões de droga no alto mar. Estamos a seguir um caminho para tornar a nossa costa num espaço vigiado, não num buraco negro de que falou, e que foi durante um tempo, até nos sistemas de comunicações.

- A situação das comunicações mudou muito?

- Repare, nós que queremos ter portos competitivos, uma marinha mercante com acesso aos nossos portos e tirar benefícios disso precisávamos de sistemas de comunicação, de comando e controlo, VTS, etc. a funcionar. E tudo isso começou a ser feito este ano.

- Tudo este ano?

- Tudo isso começou a ser feito este ano. Ou melhor, em 2007. São as tais coisas que não se vêem, mas que são absolutamente essenciais para que o tráfego marítimo que passa ao longo da nossa costa seja controlado.

- É um tráfego intenso?

- É 53 por cento do tráfego marítimo que abastece a Europa. Não nos podemos esquecer disso. Esse tráfego precisa de ter segurança, nós temos de defender o nosso Estado da poluição e disciplinar esse tráfego. E só este ano o Estado conseguiu alocar recursos para ter uma política coerente em relação ao mar.

- Os fuzileiros têm pouca participação em missões internacionais. Porquê? Estão a ser subaproveitados?

- Acho que os fuzileiros são subaproveitados em relação às suas capacidades. Mas, enfim, não me compete a mim empregar os meios no sistema de forças. Mas compete-me a mim dizer o que sinto em relação à subutilização dos fuzileiros. E tenho-o feito publica e privadamente.

- Tem alguma explicação para isso?

- Julgo que são também as circunstâncias. Nós, Marinha, sempre tivemos mais contactos internacionais e naturalmente também era necessário balancear esses contactos para as coisas ficarem mais equilibradas. Agora o que acontece é que os fuzileiros sem experiência operacional vão-se degradando. É preciso, é necessário que lhes seja proporcionada essa actividade.

- Se isso não acontecer é uma frustração, ficam asfixiados?

- Asfixiam, enfim, o treino é muito intenso, mas nada substitui a operação real. Enfim, tenho procurado com recursos da Marinha fazer isso. Tenho os fuzileiros neste momento embarcados num navio anfíbio espanhol numa força conjunto com brasileiros e ingleses para manter essa mais valia dos fuzileiros. Claro que o destacamento de acções especiais tem desempenhado acções relevantes na repressão dos tráficos na nossa costa e fizemos aquela pequena acção no Congo em 2006. Temos quatro elementos no Afeganistão, três oficiais e um sargento, enfim é o que vamos tendo. Mas, de facto, eu gostava de ver uma unidade de fuzileiros numa missão internacional com a relevância necessária.

- E os socorros a náufragos? Há mais meios? As críticas quando acontecem acidentes são ou não justas?

- Obrigado por me pôr essa questão porque julgo que não é bem avaliada pelos portugueses. Vou revelar-lhe um número que traduz a minimização que a opinião pública faz do trabalho da Marinha e as outras entidades associadas têm feito no mar. Nós temos uma taxa de sucesso na busca e salvamento superior, melhor do que a dos americanos.

- Esses dados não são conhecidos.

- Mas eu estou a dar-lhes em primeira mão. Já falei neles há dias na Assembleia da República. Nós temos uma taxa de sucesso de 95 por cento dos casos, dois pontos acima da dos americanos. Agora, não há sistemas de salvamento e de socorro perfeitos. Nós podemos melhorar certamente. Mas o que temos é muito bom em termos internacionais sem nenhuma dúvida. Claro que perder uma vida no mar, perder uma vida à vista da costa custa muito.

- Como foi no caso da Luz do Sameiro.

- Exacto. São acidentes terríveis, que têm um impacto mediático muito grande, mas temos de olhar para a globalidade da floresta em lugar de olharmos para a árvore. E esse é o meu papel. Temos melhorado os meios e ainda recentemente aumentámos os efectivos com duas unidades salva-vidas que são o topo de gama, temos de resolver o problema do pessoal dos salva-vidas e sobretudo temos estabelecido protocolos com outras entidades. E os sistemas de comunicação também estão a ser melhorados.

- Qual é o futuro da Polícia Marítima? Dizem que são os enteados e querem sair da Marinha. Qual é a situação neste momento?

- Sabe uma coisa? Eu não sei se todos pensam assim. Pode ser só uma parte que tem essa ideia. Isto é uma sociedade democrática, as pessoas têm direito a expressar as suas opiniões, dentro dos estatutos próprios, e por isso eu acho que isso é uma questão reivindicativa normal. Mas o que acho é que a grande maioria dos polícias marítimos é gente muito dedicada, que gosta de estar na Marinha, que cumpre as suas missões muito para além do horário de serviço. Acho é que a Polícia Marítima precisa de ser reforçada.

- O trabalho é imenso, não é?

- A pressão do crime na nossa costa tem aumentado. As coisas não se passam só nas cidades. Passa-se também ao longo da nossa costa. A Polícia Marítima tem de ter os seus efectivos aumentados. E com melhores meios. Mas também lhe digo que a Polícia Marítima de hoje não tem nada a ver com a Polícia Marítima que tínhamos há cinco anos.

- Deu um grande salto?

- Tem coisas muito melhores, está muito melhor preparada, tem colaborações com polícias internacionais similares, aprendeu muito, foi dotada com novos meios. É outra realidade.

- A Escola Naval vai fechar?

- Enquanto eu for CEMA a Escola Naval não fecha.

- A reestruturação do ensino superior militar não a põe em causa?

- A minha posição sobre esse assunto é muito clara. Eu sou completamente a favor de que se integrem os ensinos e as formações de todos os militares à medida que vão subindo de posto. À medida que vamos evoluindo na carreira as coisas têm de ser mais dadas em conjunto. Acho, por isso, que a decisão sobre o Instituto de Altos Estudos Militares, que juntou os outros institutos, no fundo, foi uma boa decisão.

- Com essa concorda.

- Sim. Agora, sou completamente contra a integração do ensino ao nível da base. É aí que estão os genes, que se incute a cultura própria dos ramos. E não há conjunto sem partes. E para haver partes é preciso que as pessoas tenham uma cultura própria e se identifiquem com os seus ramos.

- A Escola Naval é muito procurada pelos jovens?

- O ano passado fizemos uma acção que deu muito bons resultados. Simplificámos o concurso, permitindo o concurso via Internet. Antigamente tínhamos uma prevalência de candidatos basicamente da zona de Lisboa e da margem Sul do Tejo e com isto conseguimos diversificar a origem dos candidatos e com isso conseguimos que a Marinha seja um corte da realidade portuguesa. Não temos falta de candidatos para a Escola Naval.

- Como é que está a Marinha neste momento em termos de meios?

- Nós temos meios que estão muito envelhecidos, designadamente as corvetas e os patrulhas. É para nós absolutamente essencial que o projecto dos patrulhões seja concretizada e que seja assinado o contrato das lanchas de fiscalização costeira para substituir os patrulhas, que são patrulhas que vêm do tempo da guerra do Ultramar, de África, e que foram desenhados para trabalhar nos rios. Acho que isto é um louvor à nossa capacidade de manutenção, mas é antieconómico manter estes meios.

- A manutenção fica caríssima?

- Nós estamos no ponto em que para sustentar as corvetas e os patrulhas vou ter de fazer investimentos de tal maneira vultuosos que não faz sentido serem feitos. Porque o prazo de amortização é muito reduzido.

- Esses contratos também dependem de uma decisão política, não é?

- É uma decisão política. Tudo é uma decisão política. Mas a questão é o planeamento. Insisto sempre nisto. Nós temos que arrepiar caminho, não falo na sociedade em geral, falo na Marinha.

- Aplica-se à sociedade.

- Não falo na sociedade em geral. Falo na Marinha. Nós temos de planear as coisas a médio prazo. Pelo menos. Depois somos obrigados a improvisar. A nossa Lei de Programação Militar e os projectos que estão aprovados permitem-nos de facto ter uma Marinha equilibrada, se o projecto for cumprido, em 2015.

- Em 2015?

- Sim. Ainda este ano vai-nos chegar a primeira fragata da classe Bartolomeu Dias, que é mais moderna que as fragatas Vasco da Gama que temos, no outro ano vai chegar outra, vamos, portanto, ficar com uma força de fragatas bastante razoável e moderna. Os submarinos chegarão para 2010, 2011, de modo a mitigar o efeito no défice. Os patrulhões chegarão no final do ano, os primeiros dois, os outros a seguir. E acho absolutamente imprescindível assinar o contrato das lanchas. E o polivalente logístico, enfim, as coisas existem, os planos existem e há dinheiro.

- Há dinheiro?

- Até há dinheiro. Tenho esperança que o polivalente logístico se possa construir daqui a cinco, seis anos.

- A imagem da Marinha foi abalado por casos de corrupção. São situações isoladas, a prevenção existe a sério?

- A questão não é de imagem. É de princípio. Defendemos valores e princípios que são a nossa cultura. Os casos que referiu são absolutamente pontuais. Nós somos 13 500. Temos uma contabilidade e um controlo sobre os nossos recursos reconhecidamente bons e eficazes, temos as coisas organizadas. Agora, há determinadas coisas que não temos possibilidade de controlar. São coisas que não se passam na nossa casa. Passam-se fora.

- Vai impor medidas disciplinares exemplares?

- A Justiça, na minha perspectiva, precede sempre a disciplina, temos de esperar que essas pessoas sejam julgadas e eu procederei disciplinarmente com nenhuma contemplação em relação a esses casos desde que sejam considerados culpados e as sentenças transitem em julgado. Mas, enfim, são os factos da vida e nós tomámos providências suplementares para minimizar ainda mais essas situações.

- Quais são as relações dos chefes militares com os Governos? Os chefes têm medo dos ministros da Defesa? Há alguma subserviência?

- Vou falar por mim, não me compete falar pelos outros. Nós não devemos publicitar as nossas posições. A instituição deve ter uma certa reserva. Não devemos tornar públicos sinais que obviamente se devem passar entre um chefe militar que o é e um ministro que também o é. Essas questões não devem vir para a praça pública. Primeiro não resolvem as questões. E em segundo lugar colocam quer o poder político quer os chefes militares em situações que podem ser de absoluta ruptura. E a ruptura, na minha perspectiva, só se deve concretizar quando não há outra solução dentro do espírito de diálogo e colaboração que tem de haver. E até de subordinação, porque os militares devem-se subordinar ao poder político.

- Isso não é a mesma coisa que subserviência?

- Não. Não se entenda o que eu disse como uma maneira de coartar as opiniões que os chefes têm a obrigação de ter perante o poder político. Porque há aqui uma coisa muito importante. O dever de tutela dos seus subordinados é do chefe militar e eu disso não abdico. A minha responsabilidade é pugnar pelos interesses da instituição, que prevalecem sobre os outros, e dos meus homens. E eu sempre fui comandante a minha vida toda.

- Presença de militares fardados mas manifestações. Os castigos têm provocado muita polémica. Qual é a sua posição?

- Eu penso que não há Forças Armadas sem disciplina. E a disciplina é uma coisa muito simples. É cumprir os regulamentos militares. Isto é que distingue os militares dos civis. E, portanto, eu aí não tive também muitas dúvidas. Quando verifiquei que havia elementos da Marinha que na minha opinião não estavam a cumprir com as normas e os regulamentos militares apliquei a disciplina militar.

- O que é pensa das associações militares?

- Não tenho nada contra, o que acho é que a sua acção tem de ser balizada. Julgo que neste momento cada um conhece o que deve esperar do outro. Isso está perfeitamente compreendido e o Estado como Estado também entendeu a necessidade de alterar os seus mecanismos e o seu enquadramento legal. Porque militares fardados na rua não é próprio de um Estado democrático. As coisas tendem, neste momento, no sentido da normalidade.

- Concorda que os oficiais na reserva também tenham limites de liberdade de expressão?

- Está a falar no projecto de regulamento disciplinar. Acho que o Estado democrático tem muitos passos até essa lei ser aprovada. E acho que o bom senso e sabedoria do povo português se vai transmitir aos políticos no sentido de que essas questões sejam ultrapassadas no processo legislativo. Não é uma questão que me incomode, que me preocupe em especial. Temos de dar tempo ao tempo.

- Que balanço faz do seu mandato?

- Faço um balanço de muito trabalho. Não me compete fazer um julgamento de mim próprio. O que posso dizer é que estou a fazer o melhor que posso, no sentido de servir a Marinha, as Forças Armadas e o meu País. É isto que eu faço há mais de 40 anos.

- Mas este cargo é especial.

- É especial. Mas como já não posso comandar navios, que foi de facto o que gostei de fazer, comandar a Marinha é uma grande honra e um privilégio que eu tenho tido o gosto em protagonizar.

PERFIL

Fernando José Ribeiro de Melo Gomes ingressou na Escola Naval em 1965. Comandou dois draga-minas, uma corveta e a fragata ‘Corte-Real’. Esteve na Guiné, no Centro de Instrução de Táctica Naval, no Estado-Maior da Armada, na Casa Militar da Presidência da República e no gabinete do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas. Foi o comandante da operação que evacuou civis de Bissau durante a guerra civil de 1998. Foi promovido a almirante em 2005, ano em foi nomeado chefe de Estado-Maior da Armada pelo actual Governo.

MARINHA FICARÁ EQUILIBRADA EM 2015

Melo Gomes afirma que a Marinha não se pode improvisar. Quando isso acontece sai muito mais caro do que investir na altura certa. É por isso que, pelas suas contas, a Marinha pode estar equilibrada apenas em 2015. E isto se nada falhar e se os programas forem cumpridos. Para além dos submarinos, espera receber novas fragatas e dois patrulhões. E não tem dúvidas em afirmar que é indispensável que o Governo assine o contrato das novas lanchas de fiscalização, que irão substituir os velhos patrulhas da guerra de África e que foram concebidos para navegar nos rios. Já a velha questão do polivalente logístico, que Portugal não tem, é outra história. Há dinheiro e tudo. Falta o costume. A necessária decisão política.

NOTAS

PREÇO

Os submarinos não são o sistema de forças mais caro que temos programado para as Forças Armadas

SALVAMENTOS

Temos uma taxa de sucesso na busca e salvamento melhor do que a dos americanos. Dois pontos superior

SUCESSO

Temos uma taxa de 95 por cento dos casos. Agora, não há sistemas de salvamento e socorro perfeitos

 
António Ribeiro Ferreira


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 20, 2008, 04:10:53 pm
Gostei desta entrevista, acho que vai de encontro com as poucas informações que temos no fórum. Não vi o CEMA a passar ao lado das questões, disse o que tinha que dizer e mais nada.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Maio 20, 2008, 06:37:36 pm
Citar
- Sim. Ainda este ano vai-nos chegar a primeira fragata da classe Bartolomeu Dias, que é mais moderna que as fragatas Vasco da Gama que temos, no outro ano vai chegar outra, vamos, portanto, ficar com uma força de fragatas bastante razoável e moderna. Os submarinos chegarão para 2010, 2011, de modo a mitigar o efeito no défice. Os patrulhões chegarão no final do ano, os primeiros dois, os outros a seguir. E acho absolutamente imprescindível assinar o contrato das lanchas. E o polivalente logístico, enfim, as coisas existem, os planos existem e há dinheiro.


Notícias bastantes mais optimistas que as que existiam no fórum.  :P
Título:
Enviado por: ShadIntel em Maio 20, 2008, 07:30:20 pm
Citação de: "Cabecinhas"
Citar
- Sim. Ainda este ano vai-nos chegar a primeira fragata da classe Bartolomeu Dias, que é mais moderna que as fragatas Vasco da Gama que temos, no outro ano vai chegar outra, vamos, portanto, ficar com uma força de fragatas bastante razoável e moderna. Os submarinos chegarão para 2010, 2011, de modo a mitigar o efeito no défice. Os patrulhões chegarão no final do ano, os primeiros dois, os outros a seguir. E acho absolutamente imprescindível assinar o contrato das lanchas. E o polivalente logístico, enfim, as coisas existem, os planos existem e há dinheiro.

Notícias bastantes mais optimistas que as que existiam no fórum.  :P

Sim, de facto (ou fato, porra do acordo ortográfico !), já tivemos várias oportunidades de ver as desilusões que sucedem em geral a tanto optimismo... A verdade é que o "pessimismo" de muitos membros do fórum acaba infelizmente (quase) sempre por estar mais próximo da realidade.
Título:
Enviado por: Luso em Maio 20, 2008, 07:47:48 pm
Atenção: as altas patentes pouco mais são que políticos fardados, portanto há que dar o devido desconto.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Maio 20, 2008, 08:13:38 pm
Epá estão a estragar a felicidade da criança :sil:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 20, 2008, 09:25:38 pm
Cabecinhas escreveu:
Citar
Notícias bastantes mais optimistas que as que existiam no fórum.

Caro Cabecinhas.
Caso esteja distraído, isto é apenas um fórum, onde diversos individuos expressam as suas opiniões.
Creio que nenhum dos colegas está em condições de dar noticias, até porque essas (as mesmas)noticias boas são dadas ano após ano, e quase nada de concreto se vê.
O CEMA não deu novidade nenhuma além das dúvidas que todos temos, e nós não somos adivinhos. c34x
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 20, 2008, 10:33:57 pm
Quanto à entrevista, nada de extraordinário (a Marinha mostra-se incapaz de nos dar uma boa novidade) mas achei interessantes algumas farpas lançadas ao Governo (embora se saiba que isso acaba por em nada dar).
Título:
Enviado por: PedroM em Maio 20, 2008, 11:05:11 pm
Creio que uma das contrapartidas relativa à compra dos submarinos foi a elaboração de um projecto para um Mavpol por parte da empresa alemã.
Alguém sabe se há uma data prevista para a entrega desse projecto?
Caso seja esse o projecto seleccionado a construção será feita pela empresa alemã ou terá de ser construído noutro lado? (dado que eles, segundo penso, nunca construíram um Navpol).
Sabe-se alguma coisa disto ou estamos totalmente no escuro?
Título:
Enviado por: ShadIntel em Maio 20, 2008, 11:25:00 pm
Citação de: "PedroM"
Creio que uma das contrapartidas relativa à compra dos submarinos foi a elaboração de um projecto para um Mavpol por parte da empresa alemã.
Alguém sabe se há uma data prevista para a entrega desse projecto?
Caso seja esse o projecto seleccionado a construção será feita pela empresa alemã ou terá de ser construído noutro lado? (dado que eles, segundo penso, nunca construíram um Navpol).
Sabe-se alguma coisa disto ou estamos totalmente no escuro?

O pouco que se sabe encontra-se principalmente aqui:

:arrow:  http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=1811 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=1811)

Se pesquisar um pouco, encontrará no fórum outros tópicos com algumas informações sobre o progresso (ou melhor a quase ausência de progresso) do projecto NavPol.
Título:
Enviado por: P44 em Maio 21, 2008, 08:19:16 am
só agora reparei nesta pérola:

Citar
Os patrulhões chegarão no final do ano, os primeiros dois, os outros a seguir


Quais "outros"? Que eu saiba os únicos 2 que estão semi-construidos são  o P360 e o P361......?

o " a seguir" é quando? 2015? 2020????

Cabecinhas, por este EXEMPLO (http://http) dá para ter uma ideia porque é que o pessoal do forum é tão "optimista".... c34x
Título:
Enviado por: ShadIntel em Maio 22, 2008, 04:12:44 pm
Portugal vai comandar força naval permanente da NATO em 2009

Citar
A Força Naval da NATO (SNMG1, sigla em inglês), que Portugal vai comandar a partir de Janeiro de 2009 e durante um ano, chega hoje a Lisboa para uma escala de cinco dias.

A SNMG1, sob o comando do contra-almirante espanhol Juan Rodriguez, integra actualmente quatro navios: o SPS Blas de Lezo (que é o navio-chefe, de Espanha), FGS Luebeck (Alemanha), NRP Vasco da Gama (Portugal) e o USS Nicholas (EUA), que vão estar atracados junto ao terminal de Santa Apolónia até domingo. Antes de chegar à capital portuguesa, a força esteve nos portos de Dublin (Irlanda), Glasgow (Reino Unido) e Hamburgo (Alemanha).

Esta força naval multinacional dá à NATO capacidade de intervenção rápida e permanente a qualquer crise e em qualquer ponto do planeta - de que constituiu exemplo a recente (2007) volta de circunnavegação ao continente africano. A SNMG1, que pode incluir até 10 navios, opera sob o comando operacional do Comandante Supremo Aliado da NATO na Europa (SACEUR) e representa, do ponto de vista da Aliança, um "símbolo visível da solidariedade naval" dos aliados.

A SNMG1 é uma das quatro forças navais permanentes, em torno da qual a NATO pode formar uma força de grande dimensão para lidar com diferentes missões, incluindo operações de contra-terrorismo, evacuação de não-combatentes, resposta e gestão de crises ou de embargo.

Nos próximos meses, a SNMG1 vai realizar exercícios no Atlântico, no Mediterrâneo e no Mar Báltico. Segundo o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), o ciclo de treinos termina com a certificação da SNMG1 para a Força de Reacção Rápida da NATO (NRF, sigla em inglês) no final de 2008.

Em seguida, ficará sob comando do contra-almirante português Pereira da Cunha, nas fragatas Álvares Cabral e Corte Real (uma por semestre).

Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: jonhfx em Maio 23, 2008, 10:01:00 am
Entrevista ao Chefe do Estado-Maior da Armada in Jornal da Madeira 23/05/2008

"Marinha deixa Portugal bem visto
 
Tendo em conta o passado recente, é altamente provável que um dos futuros novos meios navais da Armada venha a receber o nome de “Funchal”, para juntar-se aos já anunciados Viana do Castelo, Figueira da Foz, Sines e Ponta Delgada. Antes do discurso oficial de onde poderá sair a novidade, o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Melo Gomes, admitiu em entrevista ao Jornal que temos dos melhores navios da frota da NATO e que fazemos boa figura com os nossos meios humanos e logísticos.  
 
 
No próximo ano comandaremos a “Standing Nato Maritime Group”, a força naval da Aliança no Atlântico. Uma força onde não costumamos ficar mal vistos e onde os navios como a fragata “Côrte Real” é sempre a que se destaca entre os meios das Armadas da NATO. O Almirante Melo Gomes fala dos seus projectos para o futuro da Armada portuguesa e da saúde da Marinha.


Jornal da Madeira — Há alguns anos que se ouve falar de patrulhas oceânicos, de fragatas novas, de lanchas de fiscalização. Qual é, neste momento, o ponto da situação?
Melo Gomes – Teremos a entrega da primeira fragata a 21 de Novembro, a "Bartolomeu Dias", com tecnologia mais avançada do que as fragatas da Classe Vasco da Gama. A segunda será entregue no final de 2009. Os patrulhas oceânicos, conforme está planeado neste momento, serão entregues no início de 2009 e o submarino "Tridente" será lançado à água a 15 de Julho deste ano.
Mas para nós é absolutamente imprescindível assinar os contratos das lanchas de fiscalização costeiras, que são importantes para o reforço do dispositivo naval que a Marinha tem, quer nas ilhas, quer no continente.

JM – Dispositivo que neste momento está a ficar cada vez mais envelhecida…
MG – É para nós, também, fundamental que, na altura em que estamos a caminhar para o sentido do conjunto, o mais conjunto de todos os meios, que pode ser usado pelos fuzileiros, pela Força Aérea e até para a Protecção Civil não esteja ainda programado. Há já dinheiro, há um projecto e agora há que tomar a decisão para dotar a Marinha desse meio.

JM – A par disso, o reequipamento das fragatas da Classe Vasco da Gama…
MG – O projecto que temos neste momento é fazer uma modernização de meia vida às fragatas da classe "Vasco da Gama", o programa sequencial ao das fragatas que estão para chegar. No fim, ficarão todas iguais.

JM – Nesse cenário, quando é que estarão na água as lanchas de fiscalização costeira?
MG – Não podem estar depois de 2014, pois não temos maneira nenhuma de pôr os patrulhas da classe Cacine a trabalhar para além dessa data.

JM – Até porque, segundo palavras suas, a substituição já passou o epíteto de "urgente".
MG – Acho que é um hino e um louvor à capacidade de manutenção da Marinha o facto de termos navios com quase quarenta anos ainda a navegar. Com os custos que isso tem.

Geração “playstation”
não faz três elevações

JM — A criação de um Centro Internacional Coordenador Marítimo articula um conjunto alargado de entidades e departamentos do Estado para exercer a autoridade do Estado no mar. Essa estrutura vai envolver a Madeira?
MG – O centro é um grande avanço no sentido da modernidade, que há muitos anos se impunha e que, de facto, a legislação publicada em Dezembro do ano passado, fez com que se encontrem, agora, em paridade, todos os actores no mar. Num país que se diz marítimo, este era um trabalho que poderia ter sido feito há trinta ou quarenta anos. Foi criado também, a comissão interministerial dos assuntos do mar, o pólo político para tratar destes assuntos, o fórum permanente para os assuntos do mar, que é uma reunião de "experts" nesta área, vocacionado para a ligação com a sociedade civil.

JM – Esse centro poderá ter uma espécie de "regionalização", uma vez que algumas das entidades não existem na Madeira?
MG – O centro existe, funciona em Oeiras, é possível envolver a Madeira directamente.

JM – Falámos em meios novos. Há gente para preencher os
lugares disponíveis nesses
navios?
MG – Não há dificuldades. Não há é o número de candidatos necessários, se falarmos, por exemplo, nos fuzileiros, para preencher todas as vagas. Porque as provas físicas são exigentes e os candidatos não conseguem corresponder. É uma geração "playstation" incapaz de fazer três elevações, coisa que eu, com sessenta anos, faço. Mas não é um problema grave dos fuzileiros, é um problema nacional, a juventude está a afastar-se do desporto, da forma física.

JM – Já que falou dos fuzileiros, quando é que aquela força vai operar a sério, nos teatros de operações?
MG – Tem sido uma preocupação minha. Têm estado afastados dos teatros. Não é possível inventar operações para eles, mas temos de os utilizar, porque são uma força muito capaz, muito profissional, das mais capazes que temos e que vai perdendo experiência, por não estar nos teatros. Isso justificou-se durante anos, pois era preciso adaptar as outras forças aos novos ambientes internacionais, mas agora já não. E uma força que treina apenas para treinar, nunca será uma força motivada. Tenho sempre procurado mantê-los no activo.

Portugal tem
dos melhores navios

JM — No próximo ano comandaremos a “Standing Nato Maritime Group”, a força naval da Aliança no Atlântico. Que Armada lhes vamos mostrar?
MG — Navios capazes, como a fragata “Côrte Real” e os outros. A futura “Bartolomeu Dias” e as outras fragatas. São navios equiparáveis, tecnologicamente, aos outros.
Posso lhe garantir que temos das melhores fragatas e guarnições da NATO.

JM — Mas não é isso que o país pensa…
MG — Temos a mania de dizer que os outros têm melhor do que nós, mas temos um dos melhores navios que a Aliança tem. Quando vamos treinar a Inglaterra, a “Côrte Real” sai sempre com melhores classificações do que os outros navios que lá estão. É importante termos a noção de que quando integramos forças navais temos missões importantes e quando as comandamos evidenciamos as nossas capacidades.

Instituto Hidrográfico
é exemplo mundial

JM — O outro “filho” da Armada é o Instituto Hidrográfico. Como estão os meios, numa altura em que se está a estender a plataforma continental?
MG — Temos o “Gago Coutinho” e o “D. Carlos I” que posso afiançar que são dos melhores navios do mundo para efectuar missões hidro-oceanográficas. Temos conhecimento dentro do Instituto que é reconhecido internacionalmente. O IH é um instituto de investigação científica reconhecido em todo o mundo, empenhado na extensão da plataforma continental para que possamos entregar a nossa candidatura às Nações Unidas. Prevejo que, no mínimo, possamos alargar, em algumas áreas, até as 350 milhas e no mínimo, entre três a cinco vezes a área de Portugal continental, cerca de 250 mil quilómetros quadrados.

JM — Outro dos seus objectivos é a empresarialização do Arsenal do Alfeite. Como está neste momento essa ideia?
MG — O Arsenal do Alfeite é outro dos organismos essenciais à Marinha. Temos a tradição de sermos nós a fazer a manutenção dos nossos navios e com bons resultados. Neste momento, tenho cem homens a ser preparados para a manutenção dos futuros submarinos e cerca de quarenta a preparar-se para fazer o mesmo com a manutenção das futuras fragatas. Portanto, o nosso conceito é sermos capazes de manter os nossos meios, admitindo recorrer a outros, pontualmente, em alguns sistemas em que ainda não estamos especializados. E isso é que nos dá autonomia e capacidade de, em qualquer momento, operacionalizarmos uma esquadra. Grande parte da Engenharia Naval portuguesa que ainda existe está ali.
JM — Já disse que o sector de pessoal da Marinha deveria ser um “case study” na Administração Pública.
MG — A Marinha tem todas as qualidades, quer de pessoal, quer de carreiras, que existem na Administração Pública. Temos militares, civis, com diversas carreiras, militarizados, que é um estatuto entre os civis e os militares, com quatro ou cinco especialidades e, portanto, todos os problemas e, também, todas as potencialidades que existem na Administração Pública têm ali um mini-quadro dentro da Marinha.

Não entendia assim
o processo “Bolonha”

JM — Parte do pessoal da Marinha é formado na Escola Naval, que quer transformar para adaptar-se aos novos tempos, em termos de planos curriculares.
MG — Não que seja imprescindível à Marinha, mas não posso fugir a equiparar os Oficiais de Marinha ao que se passa nas Universidades. Se me perguntar se estou de acordo, não estou. Acho que transformamos o processo de Bolonha num instrumento para mudarmos designações que eram licenciados em mestres. Os cursos de três anos passaram a ser licenciaturas e os de cinco, mestrados. Via “Bolonha” como um processo de ensino continuado ao longo da vida e agora há um paradoxo na Armada, que é um guarda-marinha com o grau de Mestre aos 24 anos. Na Marinha um Mestre é uma pessoa muito experimentada.
Sagres recebe
centenas de convites

JM — O navio-escola Sagres transmite ensinamentos aos futuros oficiais de Marinha.
MG — Estar no mar é saber estar com os outros, é compreender as dificuldades de vivermos todos em conjunto, num ambiente fechado. É aí que precisamos de ter tolerância, mas também regras muito claras, que são quase de auto-regulação entre as pessoas. Aí, o navio-escola Sagres é um meio extraordinário para que isso aconteça, para além da simbologia que encerra. A Sagres é um navio que, em todo o mundo, é conhecido, tenho centenas de pedidos para aquele navio-escola ir a todos os lados do mundo. Gostaria eu de poder responder aos pedidos todos e que a Sagres pudesse fazer uma viagem à Volta do Mundo.

JM — A logística para uma viagem de instrução de cadetes é complicada e muito dispendiosa. Não tem a noção de que se faz muito com tão pouco dinheiro do Orçamento de Estado?
MG — Faz-se alguma coisa.

JM — Sustenta-se uma Marinha...
MG — Os recursos nunca são suficientes para a nossa ambição. Gostaria de ter muito mais. Não me queixo da exiguidade dos recursos financeiros, tenho tido os suficientes para sustentar a Marinha. Do que me queixo e que acho que é preciso rever é o mecanismo administrativo que regula a afectação desses instrumentos financeiros. Para o Estado todo. A carga burocrática é de tal forma grande que muitas vezes tenho a sensação de que se ela não existisse eu podia gastar melhor os recursos que os portugueses me dão.

Dois meios
grande parte do ano

JM — A Espanha investiu muito nos últimos anos na sua Armada, comparando com a de Portugal.
MG — Fizeram um grande investimento, sempre tiveram tradição marítima, mas a sua Marinha desenvolveu-se muito, com meios muito modernos, o Estado achou que era uma prioridade e seguiu-a. Nós temos conferido alguma prioridade, mas nunca poderemos ter ambições de nos equiparmos a Espanha. Mas posso garantir que, nos nossos navios de classes iguais, não há termos de comparação.

JM — Vamos esperar, então, que a Madeira seja dotada de dois meios navais quase em permanência. Que podem ser corvetas, patrulhas, lanchas...
MG — Logo que tiver os Patrulhas Oceânicos na água, posso garantir que vou ter, na Madeira, durante grande parte do ano, dois navios aqui. Podem ser corvetas, patrulhas, lanchas de fiscalização rápida, um patrulha e uma lancha. Serão sempre dois, o que serão, não sei ainda.
 
 

 
 
Cristina Costa e Silva "
Título:
Enviado por: P44 em Maio 23, 2008, 11:37:35 am
Citar
o submarino "Tridente" será lançado à água a 15 de Julho deste ano.


2008 :?:
Título:
Enviado por: Sintra em Maio 23, 2008, 11:02:01 pm
Citar
Posso lhe garantir que temos das melhores fragatas e guarnições da NATO.


 Guarnições ainda vá, agora fragatas?! Isto é que eu chamo de optimismo!  :shock:
 Se pensarmos que os Franceses chamam à "Forbin" fragata, e que os Espanhois chamam à classe "Alvaro De Bazan" fragata...
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 24, 2008, 02:57:19 am
Citação de: "Sintra"
Citar
Posso lhe garantir que temos das melhores fragatas e guarnições da NATO.

 Guarnições ainda vá, agora fragatas?! Isto é que eu chamo de optimismo!  :shock:
 Se pensarmos que os Franceses chamam à "Forbin" fragata, e que os Espanhois chamam à classe "Alvaro De Bazan" fragata...


x 2
Título:
Enviado por: zocuni em Maio 24, 2008, 04:12:26 am
Citação de: "Sintra"
Citar
Posso lhe garantir que temos das melhores fragatas e guarnições da NATO.

 Guarnições ainda vá, agora fragatas?! Isto é que eu chamo de optimismo!  :evil:  :evil:
Português por vezes acho que parece que é pnico,se impressiona com qualquer coisa estrangeira,vivo fora e ãinda não vi nada que aí não visse,desculpem a sinceridade e até um pouco de má educação.

Abraços,
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 24, 2008, 05:06:39 am
Zocuni escreveu:
Citar
Mas também convenhamos essas duas novas embarcações as Forbin e as f-100,já foram a algum lugar.Estarão tão certificadas assim,que mostras de operacionalidade deram embora teoricamente sejam muito capazes.
Quais as fontes??  
 
Não desmerecendo o valor dos nossos navios, o CEMA exagera, e muito.
Quanto a provas dadas pelo Forbin, ainda nenhumas, porque ainda não está ao serviço. As F 100 espanholas têm operado integradas em grupos navais espanhois, franceses, e americanos e presentemente na SNMG 1 da NATO.
Para sermos patriotas não precisamos exagerar :)
Título:
Enviado por: Daniel em Maio 24, 2008, 12:51:25 pm
Bom a minha participação é a seguinte, etendo que a nossa marinha vai no bom caminho, 2 submarinos novos, mais 2  fragatas que podemos dizer relativamente modernas, os Pandur para os fuzos, os NPO que logo logo estarão a navegar etc etc, mas fora tudo isso gostaria de saber a vossa opinião para o seguinte, para ficarmos com uma marinha ao nivel bem elevado etendo que, seria necessario mais um submarino total 3, temos 3 Meko mais as 2 KD total 5, punha ainda por exemplo uma F100, e creio que não seria dificil adquerir uma fragata dessas, mais o navio de apoio Logistico, creio que assim ficariamos verdadeiramente, com uma marinha de meter respeito, o que vcs acham, acham que poderemos chegar la  :?: c34x
 
Meko-3
BD-2
F100-1
Sub-3
NPO-8
NPL-1

Ficamos com uma bela marinha. :wink:
Título:
Enviado por: FAAS em Maio 24, 2008, 02:39:13 pm
Sem querer ser despropositado e/ou repetitivo as LFC não fazem parte dessa lista também?

Também partilho a sua curiosidade sobre o custo de uma F100.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: AMRAAM em Maio 24, 2008, 02:50:19 pm
El costo ,de la F-105,le va a salir a España por 750 mill.euros :? De todas formas,si esta nave resulta sumamente cara,navantia tambien ofrece las f-310 nansen,que tambien cuentan con una version AEGIS,aunque algo degradada respecto a las de la f-100(spy-1d de la f-100 vs spy-1k de la f310),pero con grandes capacidades,y por supuesto con un precio de adquisicion mas bajo.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 24, 2008, 03:04:05 pm
Sabes dizer quanto custou as F-310 Norueguesas?

(http://img401.imageshack.us/img401/3074/knmfridtjofnanse748984aft6.jpg)
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 24, 2008, 03:19:10 pm
Seria sem duvida uma boa opção para a Marinha, as F-310, mas como vão ser comprados os SSK é para esquecer..
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 24, 2008, 03:26:30 pm
Seria para esquecer seja de forma que for, não temos um governo que vá comprar fragatas novas e isso é o ponto fulcral que tem que ser colocado sempre na mesa antes de se falar de novas aquisições.
Título:
Enviado por: Daniel em Maio 24, 2008, 03:40:32 pm
Bom haver ser percebi bem, são 700 Milhões de euros unidade é isso. :?:
Título:
Enviado por: FS em Maio 24, 2008, 03:49:33 pm
Nao deixa de ser caricato que o homen ate respondeu aos vossos comentarios!

Citar
Temos a mania de dizer que os outros têm melhor do que nós,, mas temos um dos melhores navios que a Aliança tem. Quando vamos treinar a Inglaterra, a “Côrte Real” sai sempre com melhores classificações do que os outros navios que lá estão. É importante termos a noção de que quando integramos forças navais temos missões importantes e quando as comandamos evidenciamos as nossas capacidades.

Ele disse que:
Citar
Posso lhe garantir que temos das melhores fragatas e guarnições da NATO.

Nao disse que as nossas sao as melhores. E nisso nao mentiu! Pela vossa reacção parece que ele nao esta a falar das Vasco da Gama mas das Belo! Chamem-me optimista, mas se as nossas fragatas tivessem que enfrentar a mesma situação que qualquer outra fragata conseguem prever quem ganha????

E uma fragata so e tao boa quanto os homens que a tripulam!

O que eu nao percebi foi o comentario:

Citar
Nós temos conferido alguma prioridade, mas nunca poderemos ter ambições de nos equiparmos a Espanha. Mas posso garantir que, nos nossos navios de classes iguais, não há termos de comparação.


Quer ele dizer que os nossos sao melhores ou piores?


Ps. Ja agora nao queiram comparar as Vasco da Gama que sao fragatas, com navios que na realidade sao contratorpedeiros!
Título:
Enviado por: AMRAAM em Maio 24, 2008, 03:51:09 pm
Citar
Sabes dizer quanto custou as F-310 Norueguesas?
Pues tras buscar informacion al respecto,he encontrado que el proyecto esta cifrado en 3000 mill.$(billion dolars).A dia de hoy,en euros,el precio del proyecto seria cercano a unos 2000 mill. de euros.Asi que realizando una simple division,nos sale que el coste unitario es de 400.mil de euros,a expensas de posibles fluctuaciones del dolar frente al euro.Espero haber sido de ayuda :wink: .Aunque el coste por unidad,al principio,era de unos 600 mill.de euros,el proyecto se fue encareciendo,y al final las 4 primeras unidades salieron por cerca de 700 mill.de euros.Para la ultima fragata encargada ,la f-105,y las awd australianas ,el precio es de 750mill. de euros,ya que incluyen diversas mejoras ,respecto a las primeras,como por ejemplo,el radar spy-1d baseline 7(frente al baseline 6 de las primeras).
SALUDOS!!
Título:
Enviado por: João Oliveira Silva em Maio 24, 2008, 04:01:28 pm
Citar
punha ainda por exemplo uma F100,
Pessoalmente, até gosto muito dos navios. Agora não me parece nada razoável criar mais uma linha de logistica por apenas um navio.
Portugal ficará, dentro de algum tempo, com 5 boas fragatas. A quantidade está dentro da nossa tradição, não foge muito às nossas necessidades, está de acordo com as nossas capacidades, e a qualidade até é bem boa.

Por isso, acho muito mais importante esta citação:
Citar
MG – O projecto que temos neste momento é fazer uma modernização de meia vida às fragatas da classe "Vasco da Gama", o programa sequencial ao das fragatas que estão para chegar. No fim, ficarão todas iguais.

O tão propalado MLU das 5 fragatas é, quanto a mim, um doce. Isso sim, vamos nessa.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Daniel em Maio 24, 2008, 04:03:30 pm
Só tanho a dizer que acho bastante caro, mais caro que um dos submarinos que compramos, que ficou por unidade 450 milhões, bom se uma F100 fica em 700 milhões preferia dar mais 200 milhões e comprar mais 2 submarinos novos, creio que deve haver fragatas bem mais baratas que essas e do mesmo calibre, quanto custam a novas fragatas Holandesas, ou as Alemas :?:
Título:
Enviado por: AMRAAM em Maio 24, 2008, 04:51:06 pm
Citação de: "Daniel"
Só tanho a dizer que acho bastante caro, mais caro que um dos submarinos que compramos, que ficou por unidade 450 milhões, bom se uma F100 fica em 700 milhões preferia dar mais 200 milhões e comprar mais 2 submarinos novos, creio que deve haver fragatas bem mais baratas que essas e do mesmo calibre, quanto custam a novas fragatas Holandesas, ou as Alemas :?:

He encontrado en un foro militar,unos datos que dejo un forero acerca de los datos relativos al precio de la adquisicion de varias fragatas modernas:


De vier fregatten die samen meer dan 1,5 miljard euro hebben gekost zijn tussen 2002 (de Zeven Provinciën) en 2005 (Evertsen) in de vaart genomen.

De Zeven Provinciën; 1.500:2 = 750€ mill (907´5 $ mill)

TYPE 45 DESTROYER
Expenditure (See Note 1)
Original Approval
£6,168 million (approval for six ships, including PAAMS)

Type 45; 6.168:6 = 1.028£ mill ( 1.964´1 $ mill)

La construcción de la quinta fragata de la clase F-100, por 700 millones de euros, empleará a 500 personas en los astilleros de Navantia de Ferrol (A Coruña); es decir, generará 3,5 millones de horas de trabajo, 300.000 sólo de ingeniería.

F-100; 700€ mill = (847$ mill)


Congress appropriated small warships that are expected to be relatively inexpensive ($400 million apiece versus $1.2 billion for destroyers of the current generation).

Arleigh Burke; 1.200$ mill.

The Horizon-class frigates have been designed to perform area air defense in severe countermeasure environments. Their PAAMS weapon system comprises the Empar multi-function radar, 48-cell Sylver Vertical Launch System (VLS) and ASTER 15/30 surface-to-air missiles. Cost 770$ mill.


Horizon; 770$ mill.

LAS SASCHEN alemanas ,cuestan la friolera tambien de 700 mill.de euros por unidad.Ya que el proyecto para su construccion de 2100 mill.de euros para solo 3 fragatas
http://en.wikipedia.org/wiki/Sachsen_class_frigate
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 25, 2008, 12:02:13 am
E as fragatas dinamarquesas derivadas das Absalon? E as FREMM?
Quanto às holandesas tenho uma dúvida em relação ao preço delas já que dividiu os €1.500 milhões por 2 e as fragatas são 4.
Título:
Enviado por: papatango em Maio 25, 2008, 12:24:18 am
Já falámos sobre a questão das fragatas norueguesas.

Foram navios demasiado caros. Demasiado caros para as suas possibilidades.

Por exemplo: uma fragata da futura classe Bartolomeu Dias, com modificações nos radares, pode levar um lançador quad-pack para ESSM e ter capacidade para lançar até 64 mísseis desse tipo.
Seria no entanto necessário um sistema de controlo de tiro que permitisse utilizar essa vantagem.

Aliás, a mesma adaptação pode ser efectuada nas VDG.

Não precisamos das F-310, quando ainda temos plataformas que poderiam crescer.

É uma questão de dinheiro sim, mas não tanto quanto o que se fala.
Título:
Enviado por: AMRAAM em Maio 25, 2008, 12:29:52 am
Citação de: "JLRC"
E as fragatas dinamarquesas derivadas das Absalon? E as FREMM?
Quanto às holandesas tenho uma dúvida em relação ao preço delas já que dividiu os €1.500 milhões por 2 e as fragatas são 4.

El precio de la fremm,que ha comprado Marruecos es de 500mill.de euros,la version asw.Si llega a salir adelante,la version antiaerea FREDA,probablemente esta sea mas cara,pero por asi decirlo,el precio standard de un fremm es ese. :wink:
SALUDOS!!
Título:
Enviado por: P44 em Maio 25, 2008, 12:44:02 pm
Citação de: "João Oliveira Silva"
Citar
punha ainda por exemplo uma F100,
Pessoalmente, até gosto muito dos navios. Agora não me parece nada razoável criar mais uma linha de logistica por apenas um navio.
Portugal ficará, dentro de algum tempo, com 5 boas fragatas. A quantidade está dentro da nossa tradição, não foge muito às nossas necessidades, está de acordo com as nossas capacidades, e a qualidade até é bem boa.

Por isso, acho muito mais importante esta citação:
Citar
MG – O projecto que temos neste momento é fazer uma modernização de meia vida às fragatas da classe "Vasco da Gama", o programa sequencial ao das fragatas que estão para chegar. No fim, ficarão todas iguais.
O tão propalado MLU das 5 fragatas é, quanto a mim, um doce. Isso sim, vamos nessa.

Cumprimentos


se acontecer mesmo isso, já me dou por muito satisfeito!

Não vou é entrar em delirios com alguns aqui, sabendo o que é a realidade e o que tem sido a realidade em matéria de modernização dos nossos Navios!
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 25, 2008, 10:35:53 pm
Citação de: "AMRAAM"
 
En cuanto, a las fragatas de dinamarca,la verdad es que no se su precio,pero viendo el panorama actual en este campo,es casi seguro que su precio  ronde entre los 450-700 mill.de euros.
SALUDOS!!

Citar
Total Expenditures over 4,7 Billions

The total cost of the three new patrol ship will be in the surrounding of 4,7 billion Danish kroners (around US$ 800 millions), which include 435 million dkr. already spend on the pre planning, and the balance amount of 4,2 billions to be accepted by the Finance Committee.


info completa em:
http://www.navalhistory.dk/English/Navy ... lShips.htm (http://www.navalhistory.dk/English/NavyNews/2006/0622_PatrolShips.htm)
Cumprimentos
Título:
Enviado por: AMRAAM em Maio 25, 2008, 10:57:46 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "AMRAAM"
 
En cuanto, a las fragatas de dinamarca,la verdad es que no se su precio,pero viendo el panorama actual en este campo,es casi seguro que su precio  ronde entre los 450-700 mill.de euros.
SALUDOS!!

Citar
Total Expenditures over 4,7 Billions

The total cost of the three new patrol ship will be in the surrounding of 4,7 billion Danish kroners (around US$ 800 millions), which include 435 million dkr. already spend on the pre planning, and the balance amount of 4,2 billions to be accepted by the Finance Committee.

info completa em:
http://www.navalhistory.dk/English/Navy ... lShips.htm (http://www.navalhistory.dk/English/NavyNews/2006/0622_PatrolShips.htm)
Cumprimentos

Gracias por la informacion!! :wink:
SALUDOS!!
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 25, 2008, 10:59:53 pm
Continuo a pensar que o preço está viciado. O mais caro num navio são as armas e sensores. E estas fragatas serão muito bem armadas, embora não sejam de defesa de área.
Título:
Enviado por: Sintra em Maio 26, 2008, 11:51:12 am
Citação de: "luis filipe silva"
Continuo a pensar que o preço está viciado. O mais caro num navio são as armas e sensores. E estas fragatas serão muito bem armadas, embora não sejam de defesa de área.


?!
 Estas "Fragatas" utilizam precisamente a mesma "sensor suite" das "De Zeven Provinzien" e das "Sachsen", o armamento também é idêntico.
Título:
Enviado por: psychocandy em Maio 26, 2008, 12:29:08 pm
Quanto ao sermos melhores ou piores so queria acrescentar que muitas das vezes interessa a quem participa rodar tripulaçoes menos experientes ou em alguns casos nao mostrar o verdadeiro potencial de outras... Dai que quem se esforcar mais leva o premio, nao querendo dizer com isso que no geral esta ou a outra eh melhor. ;)
Título:
Enviado por: old em Maio 26, 2008, 04:55:39 pm
Citação de: "papatango"
Já falámos sobre a questão das fragatas norueguesas.

Foram navios demasiado caros. Demasiado caros para as suas possibilidades.

Por exemplo: uma fragata da futura classe Bartolomeu Dias, com modificações nos radares, pode levar um lançador quad-pack para ESSM e ter capacidade para lançar até 64 mísseis desse tipo.
Seria no entanto necessário um sistema de controlo de tiro que permitisse utilizar essa vantagem.

Aliás, a mesma adaptação pode ser efectuada nas VDG.

Não precisamos das F-310, quando ainda temos plataformas que poderiam crescer.

É uma questão de dinheiro sim, mas não tanto quanto o que se fala.


Estan bastante bien de precio.

Tenga en cuenta que son Fragatas ASW con un formidable sistema de defesa AA y a un precio bastante inferior al de una Horizzont o F100.



Y con gran capacidad de crecimiento, se puede ampliar el numero de pozos VLS sin problemas.

Yo las veo la Fragata perfecta.
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 29, 2008, 07:12:30 pm
Citar
Defesa: Morreu o antigo CEMA Almirante Andrade e Silva

Lisboa, 29 Mai (Lusa) - O Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA), Almirante  Melo Gomes, lamentou hoje a morte do Almirante Andrade e Silva, que ocupou  aquele cargo entre 1989 e 1991, elogiando o seu "profissionalismo e competência".  

 

 

   Melo Gomes disse que Andrade e Silva, que faleceu hoje, "foi um grande  marinheiro" que deu um "importantíssimo contributo à Marinha com a sua "seriedade,  profissionalismo e competência".  

 

   Em 1991, o Almirante Andrade e Silva presidiu à Comissão Intergovernamental  responsável pelo restauro da fragata "D. Fernando II e Glória" que ficou pronta para a EXPO 98.  

 

   Em 1991, o antigo Presidente da República, Mário Soares, condecorou  o Almirante António Manuel da Cunha Esteves de Andrade com a Ordem Militar  de Aviz.  

 

(http://i144.photobucket.com/albums/r173/lancero_2007/maio2/20080529175429PTLUS8383272121208366.jpg)
Título:
Enviado por: SSK em Maio 29, 2008, 09:56:26 pm
Grande militar perdeu a nossa Armada, é com grande pena que não se veja mais Almirantes como este Senhor!!!
Título:
Enviado por: JMM em Maio 29, 2008, 11:13:55 pm
Citação de: "papatango"
Por exemplo: uma fragata da futura classe Bartolomeu Dias, com modificações nos radares, pode levar um lançador quad-pack para ESSM e ter capacidade para lançar até 64 mísseis desse tipo.
Seria no entanto necessário um sistema de controlo de tiro que permitisse utilizar essa vantagem.

Aliás, a mesma adaptação pode ser efectuada nas VDG.

Não precisamos das F-310, quando ainda temos plataformas que poderiam crescer.

É uma questão de dinheiro sim, mas não tanto quanto o que se fala.


Não podia estar mais de acordo... deixo apenas a ressalva que o tipo de lançador das Bartolomeu Dias é um MK-48 onde só cabem os ESSM em modo dual-pack. Mesmo assim seriam 32 misseis.

Quanto a mim, ter umas fragatas com verdadeira capacidade de defesa de área implicaria um gasto financeiro absolutamente louco e que nunca passaria na opinião pública (seria a novela mexicana dos subs, parte 2).

Além disso, não nos estou a ver a precisar de uma capacidade dessas porque:

a) Em operações num cenário de alta intensidade, tipo Golfo Pérsico, estaria(m) a(s) nossa(s) fragata(s) sempre incorporadas num força-tarefa de navios aliados com essas tarefas. Julgo que poderíamos ser bem mais úteis em outro tipo de papel, como o ASW aos Kilo iranianos.

b) Em operações autónomas de baixa ou média intensidade, do tipo ir buscar tugas a um qualquer país africano em guerra civil, uma boa capacidade de defesa média e próxima como a fornecida pelos ESSM com radares de controlo de tiro modernos seria mais que suficiente para proteger uma força-tarefa que englobasse o NavPol, um navio de rabastecimento, uma ou duas fragatas e, possívelmente, um ou dois NPO (se alguma vez chegarem a ser entregues) de ataques de saturação de média intensidade por parte de aviões e/ou mísseis anti-navio que não sejam de absolutamente última geração.

Portanto os 12 pontos deste júri português vão para:
...

VdG e BD com boa capacidade de defesa de curto e médio alcance com 32 ESSM e bons radares e actualização da capacidade anti-submarina com a substituição dos Lynx por NH-90 (ver o meu último post no tópico respectivo), um sonar passivo rebocado para as VdG e, se possível, espaço para a incorporação futura de mini-SOSUS (esta já é do domínio da irrealidade completa, mas sonhar não custa).

Batam à vontade...
Título:
Enviado por: LM em Maio 29, 2008, 11:46:53 pm
ESSM é de facto o "santo graal" das MLU às nossas fragtas... mesmo que só em uma das classes... relembro as palavras "à muitas luas" do  Spectral no tópico MLU às VdG e/ou "KD" - Hipóteses (http://http):
Citar
Instalar o ESSM em todas as fragatas, mesmo com apenas as mínimas actualizações ao radar e sistema de tiro necessárias para operá-lo, seria um verdadeiro quantum leap quanto à capacidade de auto-protecção dos nossos navios, e portanto devia ser a prioridade para um qualquer MLU
Título:
Enviado por: P44 em Maio 30, 2008, 08:22:19 am
Quanto ao NH-90 tirem o cavalinho da chuva, se existisse alguma possiblidade, as fragatas seriam modificadas já agora como fizeram com a F931 Belga.

 :roll:
Título:
Enviado por: JMM em Maio 30, 2008, 09:24:42 am
Pois, também acho... :(
Título:
Enviado por: papatango em Maio 30, 2008, 05:10:34 pm
Essa modificação é relativamente simples.

Nada que os ENVC aí durante uns dez anitos não sejam capazes de fazer...
Título:
Enviado por: Johnny em Maio 31, 2008, 03:42:23 pm
Fonte: Site da Marinha Portuguesa

Realiza-se no próximo dia 02 de Junho de 2008, pelas 15h45, em Oeiras, a cerimónia de inauguração do Centro de Operações da Marinha (COMAR), sendo presidida por S. Exa. o Ministro da Defesa Nacional Prof. Dr. Nuno Severiano Teixeira.

No COMAR está integrado o Centro de Operações Navais, e encontra-se co-localizado o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), que operam 24 horas por dia, 7 dias por semana.

O COMAR efectua o acompanhamento e controlo das operações marítimas e navais nos espaços marítimos sob soberania e jurisdição Nacional ou outras em que o interesse nacional o exija, garantindo a compilação e análise de todo um conjunto de informação relativa ao panorama marítimo que é disponibilizada por vários organismos, instituições militares e civis, nacionais e estrangeiras (incluindo a NATO) no âmbito do MSA (Maritime Situational Awareness). A sua configuração flexível e dinâmica em função da situação e do resultado operacional pretendido, permite agregar elementos de diversas entidades, designadamente as que fazem parte do Centro Nacional Coordenador Marítimo, convergindo sinergias e optimizando os recursos disponíveis.

A edificação do COMAR permitiu reunir num único espaço, um sistema de comando e controlo, comunicações, computadores e informações (C4I) moderno, consubstanciado com um conjunto de sistemas, equipamentos, métodos, procedimentos e pessoal, organizados de modo a assegurar a gestão global e integrada da informação relevante e permitindo que o decisor possua a desejada superioridade de informação.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 31, 2008, 07:49:17 pm
Citar
Realiza-se no próximo dia 02 de Junho de 2008, pelas 15h45, em Oeiras, a cerimónia de inauguração do Centro de Operações da Marinha (COMAR),

Pois é!... A Marinha não são só navios, mas tudo custa dinheiro e as verbas são sempre curtas.
Título:
Enviado por: Ricardo em Junho 02, 2008, 04:38:36 pm
Que aparelho é este?

(http://img176.imageshack.us/img176/5090/cimg0004kq5.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 02, 2008, 09:29:02 pm
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Defesa: MDN destaca reforço da soberania no Mar com novo Centro de Operações da Marinha    

   Lisboa, 2 Jun (Lusa) -- O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira,  disse que o novo Centro de Operações da Marinha (COMAR), inaugurado hoje  em Oeiras, é um "avanço importante" no que respeita ao "comando, controlo  e exercício da soberania do Estado no Mar".  

 

   O centro controla e fiscaliza os cerca de 150 navios mercantes e 100  embarcações de pesca, para além da actividade náutica e de recreio, que  diariamente cruzam as águas portuguesas.  

 

   Para além das operações de busca e salvamento, o centro vai ocupar-se  de "ameaças emergentes" como a poluição, imigração ilegal, acidentes no  mar, pesca ilegal, pirataria, tráfico de estupefacientes, exploração abusiva  de recursos e terrorismo.  

 

   O ministro considerou que a actividade do centro significa que "haverá  uma rede de troca de informações com todas as entidades que têm responsabilidade  no domínio marítimo e maior coordenação nos procedimentos dos meios, de  capacidade de resposta e de exercício de soberania no mar".  

 

   Nuno Severiano Teixeira disse que, neste momento, o "Centro de Operações  da Marinha é da Marinha", mas que é um centro de articulação da Marinha  com todas as outras entidades com responsabilidades no exercício da soberania  no mar, nomeadamente a GNR, PJ, SEF.  

 

   O governante disse ainda que o Centro de Operações da Marinha funcionará  de forma integrada quando a futura estrutura superior do Comando Conjunto  das Foças Armadas estiver em funcionamento.  

 

   "Quanto maior for a capacidade de controlo e vigilância mais efectiva  será a soberania de Estado nas água sob jurisdição portuguesa", afirmou.  

 

   O COMAR integra o Centro de Operações Navais, localizando-se também  neste complexo o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de  Lisboa (MRCC Lisboa), que operam 24 horas por dia, sete dias por semana.  

 

   Este centro efectua o acompanhamento e controlo das operações marítimas  e navais nos espaços marítimos sob soberania e jurisdição nacional ou outras  em que o interesse nacional o exija.    

 

   A compilação e análise de todo um conjunto de informação relativa ao  panorama marítimo que é disponibilizada por vários organismos, instituições  militares e civis, nacionais e estrangeiras (incluindo a NATO) no âmbito  do MSA (Maritime Situational Awareness) é o propósito principal do centro.  

 

   "A sua configuração flexível e dinâmica em função da situação e do resultado  operacional pretendido, permite agregar elementos de diversas entidades,  designadamente as que fazem parte do Centro Nacional Coordenador Marítimo,  convergindo sinergias e optimizando os recursos disponíveis", informa a  Marinha.  

 

   A edificação do COMAR permitiu reunir num único espaço, um sistema de  comando e controlo, comunicações, computadores e informações moderno, consubstanciado  num conjunto de sistemas, equipamentos, métodos, procedimentos e pessoal,  organizados de modo a assegurar a gestão global e integrada da informação  relevante e que permite ao decisor a desejada superioridade de informação.  
Título:
Enviado por: Johnny em Junho 02, 2008, 10:01:26 pm
Alguém arranja fotos do COMAR :?:
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 02, 2008, 10:18:48 pm
Citação de: "Johnny"
Alguém arranja fotos do COMAR :?:


(http://img158.imageshack.us/img158/8867/20080602182732ptlus8397xz6.jpg)

Citar
Centro de operações do hoje inaugurado COMAR, Centro de Operações da Marinha, que se encontra co-localizado no Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), que operam 24 horas por dia, 7 dias por semana, Oeiras, 2 de junho de 2008. MIGUEL A. LOPES/LUSA
Título:
Enviado por: Johnny em Junho 02, 2008, 10:28:21 pm
Muito obrigado Lancero!!!! Se entretanto surgirem mais agradeco que as coloquem aqui no forum.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 02, 2008, 11:54:56 pm
Ricardo escreveu:
Citar
Que aparelho é este?

Sem ter a certeza, creio que é uma câmara de TV de infra-vermelhos.
Título:
Enviado por: Ricardo em Junho 03, 2008, 10:27:19 am
Citação de: "luis filipe silva"
Ricardo escreveu:
Citar
Que aparelho é este?
Sem ter a certeza, creio que é uma câmara de TV de infra-vermelhos.


Grato e quanto a marca e modelo, será o multisensor electro-óptico SAGEM?

Já agora, porventura estas "celulas"[?] montadas neste radar, são para detectar infra-vermelhos?
   
(http://img211.imageshack.us/img211/2352/cimg0023xt5.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: zocuni em Junho 04, 2008, 03:11:04 am
Tudo bem,

Confio plenamente na nossa Marinha.Gente que apesar das restrições tem feito o que é possivel e não nos envergonhar externamente.Se não temos hoje uma Marinha condizente em meios com nossa história,pelo menos temos gente muito capacitada.Poucos mas bons,minha singela homenagem a quem se esforça diariamente para que a situação mude.Continuem,tem gente que vê isso,apesar dos pesares.Não estamos tão ruins assim.

Abraços,
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 04, 2008, 04:49:16 pm
Ze cuni :Palmas:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 04, 2008, 04:55:56 pm
Citação de: "Instrutor"
Ze cuni :Palmas:


Não inventes nomes, ele chama-se Zocuni.
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 04, 2008, 05:26:49 pm
LOLOL
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 05, 2008, 03:00:14 pm
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CENTRO DE OPERAÇÕES DA MARINHA – COMAR. CRIAÇÃO.

------- Despacho do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, nº 20/08, de 4 de Junho.

Considerando a importância de dispor de um único órgão para o apoio ao exercício de nível operacional, do comando, controlo e coordenação das acções da Marinha/AMN, e da sua articulação com os demais órgãos do EMGFA, dos Ramos e de outras entidades do Estado com competência de actuação em razão da matéria e nos espaços marítimos;

Considerando a necessidade de constituir uma entidade capaz de coleccionar, processar e disseminar a informação disponível, tendo em vista adquirir e manter o conhecimento da situação sobre o espaço de envolvimento marítimo;

Considerando, ainda, que a existência da capacidade acima referida ao serviço de um maior número de utilizadores para o exercício do comando, controlo e coordenação assegura uma maior qualidade no produto operacional;

Atentas as actuais valências e capacidades do Centro de Operações do Comando Naval (CN) e do Maritime Rescue Coordination Center (MRCC) de Lisboa nele co-localizado, e dos canais de comunicação formais instituídos com estes centros;

Considerando, finalmente, a necessidade de dispor de uma capacidade efectiva de antecipação da ameaça que permita ao ALM CEMA/AMN a superioridade de decisão e de actuação em situações de crise ou conflito;

Determino:
1. É criado o Centro de Operações da Marinha (COMAR);
2. O COMAR tem por missão:

a. Servir ao nível operacional, através das funcionalidades de apoio à decisão de que dispõe, o Chefe do Estado Maior da Armada, o Comandante Naval, o Director-geral
da Autoridade Marítima e Comandante-geral da Polícia Marítima e o Director-geral do Instituto Hidrográfico, assegurando o apoio à condução de operações e exercícios, e a coordenação das acções conduzidas no mar, a fim de garantir o exercício da autoridade do Estado e a segurança nos espaços marítimos.

b. Coleccionar, processar e disseminar a informação necessária para a aquisição e manutenção do conhecimento da situação sobre o espaço de envolvimento marítimo, em articulação com o EMGFA e outros centros operacionais nacionais e internacionais, e com as demais entidades do Estado com competências específicas, quer em razão da matéria, quer do território, contribuindo para o exercício da autoridade do Estado nos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional, e para o comando e controlo das operações navais nas áreas de responsabilidade
nacional e onde o interesse nacional o exigir.

3. O COMAR assegura também a informação e, se necessário, as infra-estruturas, para a activação do Centro de Crise da Marinha, podendo servir outros órgãos do Estado que necessitem de idênticas funcionalidades, designadamente o Centro Nacional Coordenador Marítimo.

4. O COMAR encontra-se na dependência do Comandante Naval e funciona nas instalações do CN que presta o necessário apoio administrativo e financeiro;

5. O Comandante Naval tem por incumbência coordenar as actividades do COMAR;

6. O EMA, em articulação com o Comandante Naval, o Director-geral da Autoridade Marítima e Comandante-geral da Polícia Marítima e o Director-geral do Instituto Hidrográfico apresentar-me-á, até ao final do corrente ano, propostas de:
a. Conceito de utilização e de funcionamento do COMAR;
b. Regulamento Interno.


 :arrow: http://www.marinha.pt/OrdensBD/GetPDF.a ... 3516a42a6f (http://www.marinha.pt/OrdensBD/GetPDF.aspx?ID=79e34ccd-de32-47ce-930a-db3516a42a6f)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 07, 2008, 11:25:09 pm
2008-06-06
Imagens da Fragata Vasco da Gama
Imagens da Fragata Vasco da Gama, actualmente a realizar Missão no âmbito da NATO.

 :arrow: http://www.marinha.pt/sirp/vgama/12_13s/conteudo.htm (http://www.marinha.pt/sirp/vgama/12_13s/conteudo.htm)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 16, 2008, 10:59:59 pm
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EXERCÍCIO SWORDFISH 08

Publicado em:
 2008-06-16

No âmbito da preparação das Forças Armadas para resposta a cenários de crise, vai decorrer entre 17 e 27 de Junho, na costa Oeste de Portugal Continental, um exercício com o nome de código “SWORDFISH 08”, que contará com a participação dos três ramos das Forças Armadas e de diversos meios de países da NATO, do Brasil e de Marrocos. O SWORDFISH é o maior exercício realizado pela Marinha Portuguesa, tem uma periodicidade bienal e desenvolve-se este ano em coordenação e articulação com o exercício NATO Loyal Mariner 2008, um exercício que se realiza no mesmo período a norte da Galiza.

O exercício pretende treinar os meios no mar e os Estados-maiores em terra, na condução das operações de vigilância e interdição marítima, operações anfíbias, projecção de equipas de operações especiais, assistência humanitária e operações integradas na luta global contra o terrorismo.

O SWORDFISH 08 irá envolver, entre outros meios, 14 navios de superfície (Portugal, Espanha, Brasil e Marrocos); 1 Submarino; 10 diferentes tipos de aeronaves de Portugal, Espanha, Canada, NATO e Suécia, envolvendo mais de 1800 homens.

Este exercício, multinacional e conjunto, conduzido pelo Contra-almirante Pereira da Cunha (2º Comandante Naval), a partir do Centro de Operações da Marinha (COMAR), em Oeiras, compreende as seguintes fases:

Fase I (09 a 16 de Junho)
Verificação ambiental e reunião das Unidades participantes – Consiste na verificação das condições ambientais das áreas de exercícios, reunião das unidades participantes, reuniões de planeamento e discussão de regras de empenhamento.

Fase II (17 a 21 de Junho):
Treino de Proficiência de Combate – Pretende simular o trânsito das forças para o Teatro de Operações executando exercícios seriados de avançado grau de complexidade.
Treino de Integração de Força – Destina-se a criar as condições de treino para que os meios multinacionais possam actuar como uma Força coesa e integrada.

Fase III (21 a 24 de Junho):
Fase Táctica – Consistirá num período onde será jogado um cenário fictício, criando um crescente realismo ao exercício, incluindo a condução de operações de Interdição Marítima, culminando com o desembarque de uma força anfíbia.

Fase IV (24 a 27 de Junho):
Interacção com o Exercício NATO Loyal Mariner 08; Será a última fase do exercício, que consistirá na interacção com as forças NATO participantes no exercício Loyal Mariner 08, tendo como base um cenário avançado de operações Marítimas, conduzido segundo um rigoroso perfil de Regras de Empenhamento

 :arrow: http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1332558 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1332558)
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 18, 2008, 09:48:36 am
Bom dia caros camaradas, gostaria de saber com quantos misseis Harppon e Seasparrow em números e torpedos MK46 estao normalmente equipadas as Fragatas Vasco da Gama e Bartolomeu Dias.Relativamente aos futuros Sub gostaria de saber também e em números normalmente com quantos misseis Sub-Harpoon e torpedos Alenia vão ficar.
Título:
Enviado por: AyalaBotto em Junho 18, 2008, 10:15:26 am
bom dia,

a ideia que tenho é que em nenhuma das fragatas (Vasco da Gama e Bartolomeu Dias) existe capacidade para efectuar a recarga das plataformas de lancamento dos mísseis, sejam eles os Harpoon ou os SeaSparrow.
Ou seja não existe nenhum "paiol" a bordo, que permita efectuar o armazenamento e a recarga/alimentação das plataformas de lancamento destes misseis.
Com base neste pressuposto, a quantidade máxima de misseis existentes a bordo corresponde à capacidade máxima das plataformas de lancamento deste misseis, ou seja 8x Harpoon e 8x Sea Sparrow em ambas as fragatas

É esta a ideia que tenho.
Caso não seja correcta, agradeço que me informem.

cumprimentos
Ayala Botto
Título:
Enviado por: P44 em Junho 18, 2008, 10:26:09 am
^^^também acho que é assim

Aliás em relação aos Harpoon nem tenho a certeza se existem 3x8= 24 lançadores no total, pois é vulgar ver as VdG só com 2 lançadores (1 a cada bordo), ou mesmo sem nenhum
Título:
Enviado por: LM em Junho 18, 2008, 11:42:13 am
Já agora, em pleno mar e se receber os misseis de um outro navio, as fragatas têm possibilidades de colocar misseis nos lançadores? Uma operação destas deveria levar quanto tempo?
Título:
Enviado por: P44 em Junho 18, 2008, 12:11:50 pm
Acho que podem ser carregados manualmente (?) :?
Título:
Enviado por: old em Junho 18, 2008, 12:30:18 pm
Loyal Mariner 08

(http://www.revistanaval.com/imaxes/20080616-loyal-mariner-09.jpg)

Resto fotos:

http://www.revistanaval.com/galeria/1-2 ... mariner-08 (http://www.revistanaval.com/galeria/1-2008-06-16-loyal-mariner-08)
Título:
Enviado por: nelson henriques em Junho 18, 2008, 01:33:54 pm
Sempre pensei que as VdG tivessem capacidade para 24 Sea Sparrows (8 no lançador e 16 num paiol)  :conf:  Em todo o caso já vi fotos de lançadores Mk-29 a ser remuniciados manualmente.
http://www.defenselink.mil/transformati ... 9M-051.jpg (http://www.defenselink.mil/transformation/images/photos/2004-11/Hi-Res/041031-N-0499M-051.jpg)
http://www.navweaps.com/Weapons/WMUS_Se ... ad_pic.jpg (http://www.navweaps.com/Weapons/WMUS_Sea_Sparrow_Load_pic.jpg)
Título:
Enviado por: nelson henriques em Junho 18, 2008, 01:54:02 pm
(http://i283.photobucket.com/albums/kk306/nelhenr/050529-N-5549O-120.jpg)
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 18, 2008, 06:39:02 pm
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EXERCÍCIO SWORDFISH 08

Publicado em:
 2008-06-18



O Grupo-Tarefa 443, constituído por meios navais, aéreos e anfíbios, largou ontem de manhã, dia 17 de Junho, em direcção ao Atlântico, sob ameaça de ataques terroristas ao largo do porto de Lisboa. Foi o início do exercício "SWORDFISH 08", conduzido pela Marinha Portuguesa.
Durante a tarde do dia de ontem, a Força Naval foi alvo de sucessivos ataques aéreos por parte de aeronaves tipo F-16, da Força Aérea Portuguesa, num exercício avançado de defesa aérea.
Ainda no final do dia de ontem e durante a manhã do dia de hoje, foram efectuados exercícios de luta anti-submarina, tendo sido testada a capacidade de resposta da Força à ameaça de um submarino hostil. Esta fase do exercício terminou com o lançamento de três torpedos de exercício tipo Mark 46, pelos NRP "Corte-Real", NRP "Alvares Cabral " e uma aeronave P-3P Orion, de patrulhamento marítimo.
Este conjunto de acções inserem-se na fase do exercício SWORDFISH 08 designada por Treino de Proficiência de Combate / Treino de Integração de Força, também executada em missões reais durante o trânsito para o Teatro de Operações, com o objectivo de testar as capacidades de integração e coesão da Força.


 :arrow: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... npublished (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/SWF+08+18JUN.htm?WBCMODE=PresentationUnpublished)
Título:
Enviado por: jmg em Junho 18, 2008, 09:29:00 pm
8 misseis e não ter capacidade para recarregar no mar não tem muita lógica. :shock:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 18, 2008, 11:03:30 pm
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EXERCÍCIO SWORDFISH 08

Publicado em:
 2008-06-18

O Grupo-Tarefa 443, constituído por meios navais, aéreos e anfíbios, largou ontem de manhã, dia 17 de Junho, em direcção ao Atlântico, sob ameaça de ataques terroristas ao largo do porto de Lisboa. Foi o início do exercício "SWORDFISH 08", conduzido pela Marinha Portuguesa.
Durante a tarde do dia de ontem, a Força Naval foi alvo de sucessivos ataques aéreos por parte de aeronaves tipo F-16, da Força Aérea Portuguesa, num exercício avançado de defesa aérea.
Ainda no final do dia de ontem e durante a manhã do dia de hoje, foram efectuados exercícios de luta anti-submarina, tendo sido testada a capacidade de resposta da Força à ameaça de um submarino hostil. Esta fase do exercício terminou com o lançamento de três torpedos de exercício tipo Mark 46, pelos NRP "Corte-Real", NRP "Alvares Cabral " e uma aeronave P-3P Orion, de patrulhamento marítimo.
Este conjunto de acções inserem-se na fase do exercício SWORDFISH 08 designada por Treino de Proficiência de Combate / Treino de Integração de Força, também executada em missões reais durante o trânsito para o Teatro de Operações, com o objectivo de testar as capacidades de integração e coesão da Força.


 :arrow: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... +18JUN.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/SWF+08+18JUN.htm)
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 18, 2008, 11:25:57 pm
Citação de: "P44"
Acho que podem ser carregados manualmente (?) :?


Exactamente. O navio transporta 8 mísseis no lançador Mk 29 e mais 8 (ou 16?) em paiol. A recarga é manual.
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 19, 2008, 06:26:12 pm
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Cabo Verde: Navio-escola Sagres na Praia, no início de viagem que só termina em Novembro    

   Cidade da Praia, 19 Jun (Lusa) -- O navio-escola Sagres estará em Cabo  Verde de sábado a quarta-feira, o primeiro ponto de uma viagem de treino  que o vai levar ainda a S. Tomé, Angola, África do Sul e Moçambique.  

 

   A viagem destina-se a treinar os cadetes da escola naval de Portugal,  mas na Cidade da Praia vão embarcar dois praças cabo-verdianos, que farão  parte da guarnição do navio até Outubro, altura em que a Sagres regressa  a Cabo Verde.  

 

   Os dois elementos das Forças Armadas cabo-verdianas farão um treino  no navio no âmbito do relacionamento bilateral e da cooperação técnico-militar  entre Portugal e Cabo Verde.  

 

   É nesse âmbito que em Outubro, no Mindelo, ilha de S. Vicente, o comandante  do navio, capitão-de-mar-e-guerra Luís Proença Mendes, em conjunto com a  cooperação técnico-militar portuguesa, fará uma acção de formação nas áreas  de mecânica, electricidade, saúde, marinharia, navegação, administração  naval e comunicações, destinada a militares cabo-verdianos.  

 

   O navio-escola Sagres saiu de Portugal no passado dia 10, escala Cabo  Verde no próximo fim-de-semana, e de 12 a 14 de Julho estará em S. Tomé  e Príncipe.  

 

   A viagem segue depois para Luanda (17 a 21 de Julho), Lobito (26 a 30),  e Cidade do Cabo, já na África do Sul, de 14 a 21 de Agosto, terminando  com uma estada em Maputo, Moçambique, de 31 de Agosto a 05 de Setembro.  

 

   A 05 de Setembro, o navio-escola empreende a viagem de regresso, com  paragens em Port Elisabeth, na África do Sul (10 a 14), Lobito (28 de Setembro  a 02 de Outubro) e Mindelo, de 23 a 27 de Outubro. A chegada a Lisboa está  prevista para meados de Novembro, depois de uma paragem de cinco dias nas  ilhas Canárias.  

 

   Com uma guarnição de 199 homens (14 oficiais, 42 cadetes, 16 sargentos  e 126 praças, além do comandante), o navio-escola faz parte da marinha portuguesa  desde 1962 e além de ter como objectivo dar instrução a cadetes representa  com frequência a marinha de Portugal e o próprio país, funcionando como  embaixada itinerante de Portugal.  

 
Título:
Enviado por: jmg em Junho 19, 2008, 07:03:32 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "P44"
Acho que podem ser carregados manualmente (?) :?

Exactamente. O navio transporta 8 mísseis no lançador Mk 29 e mais 8 (ou 16?) em paiol. A recarga é manual.


Assim já compro, porque parecia-me difícil que uma fragata que tem capacidade para operar longe do território e por longos periodos de tempo, pudesse ficar logo inop para combate (anti aereo e anti navio não falo do anti sub.) ao fim dum primeiro embate em que necessitasse de disparar os seus 8 misseís.
Título:
Enviado por: nelson henriques em Junho 19, 2008, 09:45:18 pm
Uma pergunta: junto as Oerlinkon há espaço para uma possível arma AA. Existe espaço debaixo do convés para um lançador Mk-48 ou apenas para uma arma tipo Vulcan ou RAM (sem perfuraçao, portanto) ?
 O que há por baixo?
Título:
Enviado por: raphael em Junho 19, 2008, 10:00:14 pm
Queres melhor arma para autodefesa SHORAD que o Phalanx???
Título:
Enviado por: Ricardo em Junho 19, 2008, 10:06:06 pm
As fragatas da classe Vasco da Gama não têm qualquer paiol de recargas de mísseis AA ou Harpoon, tal foi-me informado em conversa com um  oficial EN-AEL da Corte Real, a propósito da retirada dos Oerlinkon's à proa e actualização do sistema Vulcan PHALANX para a versão 1Bravo!
Título:
Enviado por: AyalaBotto em Junho 19, 2008, 10:10:37 pm
Citação de: "Ricardo"
As fragatas da classe Vasco da Gama não têm qualquer paiol de recargas de mísseis AA ou Harpoon, tal foi-me informado em conversa com um  oficial EN-AEL da Corte Real, a propósito da retirada dos Oerlinkon's à proa e actualização do sistema Vulcan PHALANX para a versão 1Bravo!


era também essa a minha ideia quando escrevi o meu último post neste tópico.
Mas como não tinha a certeza total fiquei a aguardar que me confirmassem ou não a minha teoria.
Assim sendo as fragatas VdG têm um máximo de 8x Harpoons e 8x Sea Sparrow.
Óbviamente isto não invalida o que alguns aqui escreveram no sentido de que a recarga dos Sea Sparrow era efectuada de uma forma manual, como de resto é possivel ver em muitas imagens disponibilizadas pela US Navy. O Sea Sparrow é transportado manualmente até ao lancador e introduzido através de um pequeno carril que serve de guia para introdução do missil no contentor.
Quando ao Harpoon, a coisa é capaz de "piar" de outra maneira, pois os contentores cilindricos que protegem os misséis são bem maiores e mais pesados. Estes contentores são colocados directamente numa estrutura metálica que suporta os 4 contentores cilindricos com os Harpoon.
Penso que esta operação exige uma grua....

Mas como já afirmei anteriormente, sou apenas um curioso nestas matérias......


obrigado
cumprimentos
Ayala Botto
Título:
Enviado por: P44 em Junho 19, 2008, 10:16:16 pm
Citação de: "nelson henriques"
Uma pergunta: junto as Oerlinkon há espaço para uma possível arma AA. Existe espaço debaixo do convés para um lançador Mk-48 ou apenas para uma arma tipo Vulcan ou RAM (sem perfuraçao, portanto) ?
 O que há por baixo?


há espaço para uma Phalanx, como os Gregos têm.

Os turcos tb lá têm montado um CIWS

Desconheço o que mais se possa lá instalar, acho demasiado pequeno para um VLS...
Título:
Enviado por: AyalaBotto em Junho 19, 2008, 10:21:48 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "nelson henriques"
Uma pergunta: junto as Oerlinkon há espaço para uma possível arma AA. Existe espaço debaixo do convés para um lançador Mk-48 ou apenas para uma arma tipo Vulcan ou RAM (sem perfuraçao, portanto) ?
 O que há por baixo?

há espaço para uma Phalanx, como os Gregos têm.

Os turcos tb lá têm montado um CIWS

Desconheço o que mais se possa lá instalar, acho demasiado pequeno para um VLS...


De facto os Gregos instalaram um Phalanx nessa zona, muito embora este tipo de CIWS não exiga nenhuma espaco debaixo do deck.
As VdG e as Hydra têm Phalanx em diferentes localizações sobre o hangar do helicóptero, sem que para tal tenha sido necessário qualquer espaço ou infraestrutura por baixo destes sistemas.

obrigado
cumprimentos
Ayala Botto
Título:
Enviado por: nelson henriques em Junho 19, 2008, 10:27:14 pm
Citação de: "raphael"
Queres melhor arma para autodefesa SHORAD que o Phalanx???

 Apenas curiosidade. Mas olha que a Vulcan já não é das armas CIWS mais eficazes. Mas já agora 1 CIWS, 8 SAMs e 1 canhão 100mm parece-me curto, mesmo para uma fragata ASW...
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 19, 2008, 10:44:28 pm
Citação de: "Ricardo"
As fragatas da classe Vasco da Gama não têm qualquer paiol de recargas de mísseis AA ou Harpoon, tal foi-me informado em conversa com um  oficial EN-AEL da Corte Real, a propósito da retirada dos Oerlinkon's à proa e actualização do sistema Vulcan PHALANX para a versão 1Bravo!


Pois eu era capaz de jurar que tinha lido que havia um paiol por baixo do Mk 29. Era esse o local onde poderia ser instalado o Mk 48. Mas se o Ricardo diz que falou com um oficial e que ele lhe disse que não havia paiol só tenho que acreditar.
Título:
Enviado por: de la Perière em Junho 19, 2008, 11:13:32 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "Ricardo"
As fragatas da classe Vasco da Gama não têm qualquer paiol de recargas de mísseis AA ou Harpoon, tal foi-me informado em conversa com um  oficial EN-AEL da Corte Real, a propósito da retirada dos Oerlinkon's à proa e actualização do sistema Vulcan PHALANX para a versão 1Bravo!

Pois eu era capaz de jurar que tinha lido que havia um paiol por baixo do Mk 29. Era esse o local onde poderia ser instalado o Mk 48. Mas se o Ricardo diz que falou com um oficial e que ele lhe disse que não havia paiol só tenho que acreditar.


As fragatas da classe "Vasco da Gama" apenas podem recarregar (a navegar) os tubos lança-torpedos (òbviamente a peça de 100mm e a Phalanx). Para o efeito existem dois paióis de torpedos junto ao hangar.
Debaixo das oerlikon fica um compartimento vazio que foi transformado em sala de staff.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 20, 2008, 08:08:50 am
Citação de: "Ricardo"
As fragatas da classe Vasco da Gama não têm qualquer paiol de recargas de mísseis AA ou Harpoon, tal foi-me informado em conversa com um  oficial EN-AEL da Corte Real, a propósito da retirada dos Oerlinkon's à proa e actualização do sistema Vulcan PHALANX para a versão 1Bravo!


alguma razão especial para a retirada das 20mm na Corte Real :?:
Título:
Enviado por: nelson henriques em Junho 20, 2008, 09:43:16 am
Estou como o JLRC...Sempre assumi que existia um paiol para o Mk-29...Quanto a mim,uma fragata com apenas 8 SAM tem uma vocação costeira, onde poderá beneficiar de cobertura aérea, o que não penso que seja o caso. Será que o Bérrio tem capacidade para remuniciar uma fragata? Estou-me a lembrar de uma hipotética evacuação de civis em África, como a uns anos atás, mas num cenário mais exigente. Em todo o caso obrigado De la perière :?:[/quote]
 Penso que tem a ver com o upgrade da Vulcan para o padrão 1B
http://www.fas.org/man/dod-101/sys/ship/weaps/mk-15.htm (http://www.fas.org/man/dod-101/sys/ship/weaps/mk-15.htm)
 Com este upgrade, as 20mm passaram a ser redundantes (embora eu pense que as deviam ter mantido)
Título:
Enviado por: P44 em Junho 20, 2008, 10:53:26 am
Interessante...desconhecia esse facto :shock:

Tb acho que deviam ter sido mantidas, até por causa do "Angulo morto" do CIWS....

E já agora, quando serão as outras 2 fragatas modernizadas? nas próximas grandes reparações programadas? ou antes?
Título:
Enviado por: nelson henriques em Junho 20, 2008, 12:06:54 pm
http://br.youtube.com/watch?v=BuafaALL4l4 (http://br.youtube.com/watch?v=BuafaALL4l4)
Vulcan-phalanx 1B (entre outras armas) em acção num exercicio da US Navy
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 20, 2008, 02:02:17 pm
Eu ainda tenho as minhas dúvidas. Tenho a certeza que li que as Meko 200 transportavam uma recarga de mísseis. O que pode ter acontecido é que nas nossas se tenha abandonado essa opção. Aliás, o espaço à vante onde se afirmou que poderia ser colocado um 2º Phalanx é na realidade um espaço previsto para um VLS (disto estou 100% certo), daí existir um espaço vazio por baixo, só que nós nunca aí quisemos montar um VLS e preferimos montar os 20 mm. Se repararem, nas imagens postadas acima da Corte Real vê-se perfeitamente a cobertura do poço do VLS.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 20, 2008, 02:59:39 pm
é a cobertura do poço, agora o que quer que seja que ponhas no "poço", aquilo é um buraco onde se insere um contentor, basicamente
Título:
Enviado por: Johnny em Junho 20, 2008, 03:38:49 pm
:D Então a modernização da VdG já começou???? Para além do upgrade do phalanx, o que está incluido tambem na modernização???
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Bulldozer em Junho 20, 2008, 04:11:54 pm
Presumo que em cenario de combate, navios de apoio ou abastecimento, transportam as "recargas", presumo tambem que em situação de emergencia podem ser tansportadas dentro do hangar (uma vez que tem capaciadade para 2 helis e so transporta 1), ou então ainda dentro do hangar num espaço (que não sei classificar) mas que é usado para transportar as bilicletas dos oficiais ( bilicletas de Combate...lol...)
(http://i302.photobucket.com/albums/nn103/megaeme/IMG_0096.jpg)
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 20, 2008, 05:03:23 pm
Citação de: "Bulldozer"
ou então ainda dentro do hangar num espaço (que não sei classificar) mas que é usado para transportar as bilicletas dos oficiais ( bilicletas de Combate...lol...)


Acho uma injustiça. então e onde é que os sargentos e os marinheiros guardam as bicicletas deles :lol: .
Título:
Enviado por: LuisC em Junho 21, 2008, 01:38:53 am
Aqui á uns anos, durante uma visita que fiz a uma fragata canadiana da classe Halifax, fiquei pasmado com a quantidade de bicicletas que estavam penduradas no teto do hangar do helicóptero…sem querer exagerar, umas 100 ou 150...nunca tinha visto tal coisa!

Cumps
Título:
Enviado por: ruben lopes em Junho 21, 2008, 11:03:12 am
ok agora não percebi apagaram-me a mensagem em que eu não disse nada de mal.
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 21, 2008, 11:43:21 am
Citação de: "ruben lopes"
ok agora não percebi apagaram-me a mensagem em que eu não disse nada de mal.

Por favor,Ruben acabemos ya con los multiples OFF-Topics acerca de este tema,y de una vez centremonos en lo que se tratan aqui,LOS TEMAS MILITARES.A ver si de una vez conseguimos un clima de cordialidad entre todos los foristas,y nos dejamos de conflictos,ya que nada de esto ocurria si por parte de algunos, hubiera un mejor comportamiento. :wink:
SALUDOS!!!
Título:
Enviado por: P44 em Junho 21, 2008, 11:50:10 am
Citação de: "Johnny"
:D Então a modernização da VdG já começou???? Para além do upgrade do phalanx, o que está incluido tambem na modernização???
Cumprimentos


por enquanto acho que é só isto, para já só a F332 foi modernizada
Título:
Enviado por: de la Perière em Junho 21, 2008, 11:35:49 pm
Citação de: "nelson henriques"
Quanto a mim,uma fragata com apenas 8 SAM tem uma vocação costeira, onde poderá beneficiar de cobertura aérea, o que não penso que seja o caso. Será que o Bérrio tem capacidade para remuniciar uma fragata?





O facto de ter apenas 8 SAM não faz dela uma fragata costeira (designação que sinceramente nunca ouvi). O que necessita é de estar integrada numa força com navios de defesa AAW de àrea (o que se tentou com a aquisição das Oliver Hazard Perry).
O Bérrio não tem capacidade de reabastecimento de munições, mísseis ou torpedos. Além disso, normalmente os navios de reabastecimento de munições não costumam reabastecer combustível (a mistura pode ser explosiva :wink: ).
Julgo que a retirada das Oerlikon vai ser extensível a todas as fragatas da classe e prende-se com a instalação de outras armas de menor calibre em pavimentos superiores, para funções de force protection, que é aliás uma das finalidades do upgrade do Phalanx. Creio que chegaram à conclusão que as Oerlikon davam mais trabalho que benefício, além de que se encontravam num local desprotegido (ao inimigo e ao mar).
Título:
Enviado por: nelson henriques em Junho 22, 2008, 09:35:52 am
Bom, não sou militar, apenas um curioso, mas não me parece que a MP venha algum dia a possuir navios AAW modernos. São simplesmente demasiado caros de comprar e manter! Sendo assim, acho que seria importante dispor de escoltas com maior capacidade de auto-defesa (mais recargas, mísseis mais modernos e radares adequados).
 Quanto ao Bérrio,  :oops:  lá está, sou apenas um curioso...Sempre a aprender!
 Quanto às Oerlinkon, é obvio que estão demasiado expostas! Mas davam uma capacidade contra ameaças assimétricas que as MG não conseguiam. Mas julgo que o upgrade do CIWS vem compensar isso. Só é pena que não arranjem uma posição melhor para colocar as 20mm como back-up para o CIWS, no caso deste avariar, serem usadas contra-medidas ou ataques de saturação.
Título:
Enviado por: nelson henriques em Junho 22, 2008, 10:30:39 am
(http://i283.photobucket.com/albums/kk306/nelhenr/ciws.jpg)
(http://i283.photobucket.com/albums/kk306/nelhenr/burke9.jpg)
Vulcan-Phalanx antes e depois do upgrade
http://www.murdoconline.net/archives/003558.html (http://www.murdoconline.net/archives/003558.html)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 25, 2008, 05:21:36 pm
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Fragatas portuguesas precisam de navegar e treinar mais

MANUEL CARLOS FREIRE
Defesa. Lançamento de mísseis em exercício da Armada foi um sucesso

Polícia Marítima terá mais agentes com novo modelo de carreiras militares

O exercício militar Swordfish08 permitiu mostrar que Portugal tem "uma força naval preparada" para cumprir as suas missões, afirmou o chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Melo Gomes.

O CEMA, que falava aos jornalistas na tarde de segunda-feira a bordo da fragata Corte Real, sublinhou que o exercício (que termina sexta-feira) permitiu constatar que as três fragatas Meko - a participar pela primeira vez em simultâneo num exercício - "precisam de navegar mais", para as suas guarnições conseguirem manter os necessários padrões de treino. Não especificada foi a causa dessa lacuna: as restrições financeiras que condicionam a actividade da Armada.

O exercício, que envolve a força naval permanente da NATO (SNMG1, sigla em inglês) e navios de vários países - entre eles um brasileiro, um marroquino e um espanhol -, serviu em especial para testar a eficácia dos mísseis de defesa aérea no ataque a um alvo de superfície. O filme exibido, no briefing dado ao CEMA pelo comandante da força naval, permitiu ver que um dos sete mísseis entrou pela chaminé do navio Geba (já desactivado) que fazia de alvo para os diferentes navios.

Testada foi também a peça de artilharia de 100 milímetros, colocada na proa da Corte Real, e o sistema de defesa aérea Phalanx, considerado o último reduto de protecção do navio e que é activado automaticamente perante qualquer ameaça.

Os resultados "foram satisfatórios", disseram diferentes responsáveis do exercício, apesar de o Phalanx não ter disparado porque o alvo (simulando um míssel dirigido contra a fragata) passou longe do alvo. Mas as manobras do sistema para captar o alvo mostraram o seu bom funcionamento, explicou um dos oficiais envolvidos nessa parte do exercício.

O Swordfish08 é um exercício que decorre ao largo de Sagres e envolve operações navais de interdição marítima e treino anti-aéreo, anti-superfície e anti-submarinos.

Polícia Marítima

O CEMA reconheceu também aos jornalistas que a Polícia Marítima (PM) tem um défice de quase 300 efectivos.

"Já expus a situação" à tutela, uma vez que "devíamos ter perto de 800 homens" e existem pouco mais de 500 efectivos na PM, que são insuficientes para o cumprimento da missão, disse o CEMA, adiantando que a resolução do problema está ligada ao das carreiras militares.


 :arrow: http://dn.sapo.pt/2008/06/25/nacional/f ... avega.html (http://dn.sapo.pt/2008/06/25/nacional/fragatas_portuguesas_precisam_navega.html)
Título:
Enviado por: DC 38 em Junho 25, 2008, 06:10:30 pm
Citação de: "de la Perière"
O Bérrio não tem capacidade de reabastecimento de munições, mísseis ou torpedos. Além disso, normalmente os navios de reabastecimento de munições não costumam reabastecer combustível (a mistura pode ser explosiva :wink: ).


Se me premite caro de la Perière, está completamente enganado!
O NRP "Bérrio" tem capacidade de transporte, armazenamento e transfega de todo o tipo de material, incluindo munições, mísseis e torpedos.
Claro que na nossa história recente, nunca tivemos uma força destacada num cenario que o justificasse o embarque de mísseis no Bérrio. Mas munições de 100mm, 76mm e 40mm garanto-lhe que é normal embarcar...
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 26, 2008, 12:28:30 am
Instrutor escreveu:
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Bom dia caros camaradas, gostaria de saber com quantos misseis Harppon e Seasparrow em números e torpedos MK46 estao normalmente equipadas as Fragatas Vasco da Gama e Bartolomeu Dias.Relativamente aos futuros Sub gostaria de saber também e em números normalmente com quantos misseis Sub-Harpoon e torpedos Alenia vão ficar.


Demorou mas tive a confirmação:
As Vasco da Gama transportam 8 Harpoon nos contentores, 8 Seasparrrow e 6 torpedos Mk 46 nos tubos, mais 18 em paiol.
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 26, 2008, 12:41:42 am
Citação de: "luis filipe silva"
Instrutor escreveu:
Citar
Bom dia caros camaradas, gostaria de saber com quantos misseis Harppon e Seasparrow em números e torpedos MK46 estao normalmente equipadas as Fragatas Vasco da Gama e Bartolomeu Dias.Relativamente aos futuros Sub gostaria de saber também e em números normalmente com quantos misseis Sub-Harpoon e torpedos Alenia vão ficar.

Demorou mas tive a confirmação:
As Vasco da Gama transportam 8 Harpoon nos contentores, 8 Seasparrrow e 6 torpedos Mk 46 nos tubos, mais 18 em paiol.


Luís, não entendi

São 18 Sea Sparrow e Mk 46 em paiol ou só 18 Mk 46? No 1º caso quantos são os Sea Sparrow e os Mk 46?

PS: As MEKO 200 turcas Barbaros e Oruç Reis também têm um sistema Mk 29 com 8 mísseis mais 16 em paiol, 24 mísseis no total.
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 26, 2008, 01:09:36 am
desculpem lá a duvida de nub mas terá Portugal meios suficientes pra patrulhar e defender a nossa ZEE?

Pelo que andei a ver parece que temos poucos barcos... não se devia investir mais na marinha do que no exército?

cumps
Título:
Enviado por: papatango em Junho 26, 2008, 01:31:30 am
Na verdade, em termos tecnológicos temos investido mais na marinha que no exército.

Por isso é que o exército neste momento está muito para trás em termos tecnológicos.
A Força Aérea e a Marinha estão muito à frente em termos de utilização de tecnologias mais modernas. Pelo que conheço, presentemente, o que temos de mais sofisticado é alguma da artilharia.
Os restantes equipamentos... enfim...

No entanto, a situação tende a mudar.

Não se pode deixar o exército mais para trás que o que já está.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 26, 2008, 09:59:52 am
JLRC escreveu:
Citar
Luís, não entendi

São 18 Sea Sparrow e Mk 46 em paiol ou só 18 Mk 46? No 1º caso quantos são os Sea Sparrow e os Mk 46?

Sea Sparrow são só 8 no lançador. Torpedos são 6 nos tubos + 18 no paiol = 24 Mk 46.
Título:
Enviado por: DC 38 em Junho 26, 2008, 11:16:18 pm
Citação de: "Naadjh"
desculpem lá a duvida de nub mas terá Portugal meios suficientes pra patrulhar e defender a nossa ZEE?

Pelo que andei a ver parece que temos poucos barcos... não se devia investir mais na marinha do que no exército?

cumps


Só não entendo onde está a duvida!!!

Claro que não modemos ter um navio por metro quadrado de mar, mas que os nossos meios navais são poucos e velhos ninguem duvida, vai valendo o profissionalismo e dedicação dos nossos Homens!!!

Investir no exercito?? Não sei... julgo que as forças especiais seriam uma boa aposta, agora o exercito convencional como o que temos... não sei... é mesmo um assunto que requer muita discussão, pois qualquer elemento do Exercito português é capaz de arranjar 1001 argumentos a favor...

Por mim, já vou ficando feliz com a diminuição da "Arma verde", como  foi o fim da regiões militares.


Cumprimentos
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 27, 2008, 12:21:45 am
Citação de: "papatango"
Na verdade, em termos tecnológicos temos investido mais na marinha que no exército.

Por isso é que o exército neste momento está muito para trás em termos tecnológicos.
A Força Aérea e a Marinha estão muito à frente em termos de utilização de tecnologias mais modernas. Pelo que conheço, presentemente, o que temos de mais sofisticado é alguma da artilharia.
Os restantes equipamentos... enfim...

No entanto, a situação tende a mudar.

Não se pode deixar o exército mais para trás que o que já está.

Cumprimentos


obrigado pelo esclarecimento, mas referia-me a dar mais importância há marinha do que a todo o resto..

temos quantas, 5 fragatas? para tanto mar... mesmo que sejam rápidas não podem estar em todo lado, só se andassem há velocidade da luz..


@DC 38: não estou a dizer pra terem um barco em cada m2 de mar, o que estou a  dizer é que faltam barcos (presença efectiva) para patrulhar tudo, e se querem aumentar mais ainda a ZEE é preciso muitos mais meios.. é para se ter as coisas é preciso responsabilidade pra tomar conta delas, pelo menos é o que eu penso...
Título:
Enviado por: raphael em Junho 27, 2008, 12:30:28 am
Para patrulhar a ZEE também temos o P-3 que irá ter versões melhoradas (até 2012). O meio aéreo permite um empenhamento menor de meios humanos, maior alcance e claro rapidez (velocidade) em relação aos navios. Daí a coordenação das acções ser essencial para rentabilizar o emprego dos meios.
Título:
Enviado por: migbar2 em Junho 27, 2008, 12:32:11 am
Citação de: "DC 38"
Citação de: "Naadjh"
desculpem lá a duvida de nub mas terá Portugal meios suficientes pra patrulhar e defender a nossa ZEE?

Pelo que andei a ver parece que temos poucos barcos... não se devia investir mais na marinha do que no exército?

cumps

Só não entendo onde está a duvida!!!

Claro que não modemos ter um navio por metro quadrado de mar, mas que os nossos meios navais são poucos e velhos ninguem duvida, vai valendo o profissionalismo e dedicação dos nossos Homens!!!

Investir no exercito?? Não sei... julgo que as forças especiais seriam uma boa aposta, agora o exercito convencional como o que temos... não sei... é mesmo um assunto que requer muita discussão, pois qualquer elemento do Exercito português é capaz de arranjar 1001 argumentos a favor...

Por mim, já vou ficando feliz com a diminuição da "Arma verde", como  foi o fim da regiões militares.


Cumprimentos







Forças especiais por si só nada podem fazer. Elas servem apenas para missões muito especificas, que muitas vezes para serem consolidadas precisam da posterior intervenção do exécito regular e outras vezes a razão de ser das suas missões ( se calhar a maior parte delas !!! ) é o próprio sistema regular de forças do exército ( obtenção de informação, reconhecimento especial, alvos para artilharia, preparação no terreno da posterior chegada/ocupação por tropas de infantaria, etc ). Um exército só de forças especiais é coisa que nunca poderá existir. E um sistema de defesa nunca poderá ser constituido apenas por marinha e força aérea. Quem é que protege o terreno em que se encontram baseados estes meios, sendo o terreno visto no sentido lato, já que como é de fácil compreenção, não é suficiente a protecção unica das bases com a P.A e a P.N. !!!!! ? É o exército que ocupa o terreno , por ultimo é por ele que existem todos os outros meios.
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 27, 2008, 12:36:16 am
Citação de: "Naadjh"
temos quantas, 5 fragatas? para tanto mar... mesmo que sejam rápidas não podem estar em todo lado, só se andassem há velocidade da luz..


A função das fragatas não é patrulhar a ZEE, se bem que quando estão no mar o podem fazer, mas seria um despericio de dinheiro e da capacidade de um tal navio, usar fragatas para patrulha, para isso temos as corvetas que em breve (espero) vão ser substituidas por novos navios patrulha Oceanicos

Se acha que temos poucos navios para patrulha da ZEE não precisamos de mais fragatas, precisamos é de mais navios patrulha :wink: .

PS:
Exemplos de paises que não tem fragatas nas marinhas:
- Suécia
- Finlandia
- Irlanda
- Israel

Nenhum destes paises tem fragatas, mas todos tem corvetas e/ou patrulhas.
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 27, 2008, 12:47:40 am
Citação de: "migbar2"
Quem é que protege o terreno em que se encontram baseados estes meios, sendo o terreno visto no sentido lato, já que como é de fácil compreenção, não é suficiente a protecção unica das bases com a P.A e a P.N. !!!!! ? É o exército que ocupa o terreno , por ultimo é por ele que existem todos os outros meios.


A nivel de Força Aérea concordo, a missão principal da Força Aérea em conflito é garantir a soberania do espaço aéreo nacional (Combate Aéreo) e logo a seguir é as missões de apoio à Marinha (TASMO, Guerra Anti-Submarina) e de apoio ao Exército (Apoio Aéreo Proximo, Transporte Aéreo Tactico).

Na Marinha não possuo conhecimentos para o afirmar, mas não estou a ver uma ligação do género com o Exército, só se for o Exército com o Corpo de Fuzileiros na defesa das instalações navais, reforçar forças de fuzileiros após desembarques, não sei...
Título:
Enviado por: migbar2 em Junho 27, 2008, 01:12:09 am
Citação de: "Lightning"
Citação de: "migbar2"
Quem é que protege o terreno em que se encontram baseados estes meios, sendo o terreno visto no sentido lato, já que como é de fácil compreenção, não é suficiente a protecção unica das bases com a P.A e a P.N. !!!!! ? É o exército que ocupa o terreno , por ultimo é por ele que existem todos os outros meios.

A nivel de Força Aérea concordo, a missão principal da Força Aérea em conflito é garantir a soberania do espaço aéreo nacional (Combate Aéreo) e logo a seguir é as missões de apoio à Marinha (TASMO, Guerra Anti-Submarina) e de apoio ao Exército (Apoio Aéreo Proximo, Transporte Aéreo Tactico).

Na Marinha não possuo conhecimentos para o afirmar, mas não estou a ver uma ligação do género com o Exército, só se for o Exército com o Corpo de Fuzileiros na defesa das instalações navais, reforçar forças de fuzileiros após desembarques, não sei...






A marinha impede que uma força naval desembarque meios para atacar o seu exercito que ocupa o terreno ! A marinha escolta os meios necessários para o transporte de tudo o que fôr necessário para a manutenção da viabilidade do território defendido, etc. Tudo o que a marinha possa fazer em conflito no fim só tem sentido se houver um exército que detenha na sua posse um território , ou há alguma marinha sem Pátria ? Aqui a questão foi o de haver uma força só em torno de fesp. e a minha discórdia por considerar que por mais sofisticados, capazes e completos que todos os outros meios possam ser, só têm razão de existir se tudo o que fizerem for no fim consolidado com a ocupação permanente de uma parcela de território por um exército senão, de que serve tudo isso ? e melhor, de onde vem tudo isso ?
Título:
Enviado por: Ricardo em Junho 27, 2008, 12:27:08 pm
Citação de: "Ricardo"
As fragatas da classe Vasco da Gama não têm qualquer paiol de recargas de mísseis AA ou Harpoon, tal foi-me informado em conversa com um  oficial EN-AEL da Corte Real, a propósito da retirada dos Oerlinkon's à proa e actualização do sistema Vulcan PHALANX para a versão 1Bravo!


(http://img143.imageshack.us/img143/6931/f332cortereal20030410sk1.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 27, 2008, 02:39:48 pm
Citação de: "migbar2"
A marinha impede que uma força naval desembarque meios para atacar o seu exercito que ocupa o terreno ! A marinha escolta os meios necessários para o transporte de tudo o que fôr necessário para a manutenção da viabilidade do território defendido, etc. Tudo o que a marinha possa fazer em conflito no fim só tem sentido se houver um exército que detenha na sua posse um território , ou há alguma marinha sem Pátria ? Aqui a questão foi o de haver uma força só em torno de fesp. e a minha discórdia por considerar que por mais sofisticados, capazes e completos que todos os outros meios possam ser, só têm razão de existir se tudo o que fizerem for no fim consolidado com a ocupação permanente de uma parcela de território por um exército senão, de que serve tudo isso ? e melhor, de onde vem tudo isso ?


Concordo, a força naval não pode estar infinitamente no mar, alguma altura ela terá que vir a terra, e essa terra tem que estar controlada por um Exército, tal como um Exército precisa do apoio da Marinha para lhe proteger "as costas" que estão viradas para o mar, percebi :wink: .
Título:
Enviado por: SSK em Junho 27, 2008, 04:10:18 pm
Só como curiosidade, estamos a falar das nossas forças armadas e do nosso país certo?!?

Controlar território terrestre? Grandes territórios? Porquê? Querem invadir alguém? estão com medo de ser invadidos? Não fazemos parte da UE e NATO?

Estou completamente espantado!!! Será que andam a ver demasiados filmes de ´guerra ou jogos de estratégia??? Temos de ver a realidade, e a nossa não nos permite mais do que aquilo que vamos ter nesta LPM
Título:
Enviado por: DC 38 em Junho 27, 2008, 04:55:57 pm
Citação de: "migbar2"
 Um exército só de forças especiais é coisa que nunca poderá existir. E um sistema de defesa nunca poderá ser constituido apenas por marinha e força aérea. Quem é que protege o terreno em que se encontram baseados estes meios, sendo o terreno visto no sentido lato, já que como é de fácil compreenção, não é suficiente a protecção unica das bases com a P.A e a P.N. !!!!! ? É o exército que ocupa o terreno , por ultimo é por ele que existem todos os outros meios.


Caro Migbar2,

Claro que uma defesa integral do território não pode ser feita só pela Marinha e Força Aérea! Neste ponto estamos de acordo.
Mas como afirma o SSK, estamos integrados num sistema de defesa comum. Assim com os poucos recursos que temos deveremos fazer a sua aplicação da forma mais rentavel possível.
A minha "ideia" de forças especiais, vem neste sentido... já que o teritório está "guardado" (e em última análise temos a GNR) temos de nos APLICAR nos locais e zonas mais expostas e desprotegidas, que são a nosso GRANDE costa, as nossas ilhas e a "quase imensurável"  ZEE. Isto justifica o investimento na Marinha e FA.
As Forças Especiais, são sempre necessárias, para actuar nos locias de interesse estratégico nacional (exemplo os PALOP), e nesses casos para a ocupação territorial "militar" temos sempre os Fulizeiros, pois na actual concepção geoestratégica nacional, nunca será para lá ficarmos eternamente, apenas para sanar algum conflito como foi o csao da Guiné (e para isso o Corpo de Fuzileiros chega).

Relativamente à segurança das unidades de Marinha não é a P.N. que faz esse trabalho. A responsabilidade da P.N. resume-se ao pessoal militar, militarizado e civil que trabalha na Marinha. Quem faz a segurança das Unidades de Marinha é um corpo paramilitar próprio que se designa (se não estou enganado) por Corpo de Segurança das Unidades de Marinha.
Mas, acrescento ainda, que os Fuzileiros fazem a segurança, em conjunto com a P.A. das instalações NATO em Oeiras.

Lightning, claro que uma força naval não pode permanecer eternamente no mar, mas para colmatar esse facto há os reabastecedores de força e a existência de vários navios semelhantes que se podem render na zona de interesse, se assim for necessário...

Cumprimentos a todos e bom fim de Semana
Título:
Enviado por: DC 38 em Junho 27, 2008, 05:09:08 pm
Citação de: "raphael"
Para patrulhar a ZEE também temos o P-3 que irá ter versões melhoradas (até 2012). O meio aéreo permite um empenhamento menor de meios humanos, maior alcance e claro rapidez (velocidade) em relação aos navios. Daí a coordenação das acções ser essencial para rentabilizar o emprego dos meios.


Os P-3P, na realidade têm maior alcance e rapidez, mas falta um pormenor MUITO GRANDE, que é o facto de não terem capacidade de actuação!!!

Se durante uma patrulha identificarem uma lavagem de tanques na nossa ZEE ( em que o navio tem o nome tapado) que fazem?? lançam paraquedistas para fazer o aprisionamento do navio? e durante uma acção SAR? ok, identificaram a jangada e depois?

Claro que os P-3P fazem um excelente trabalho, em conjunto com os AVIOCAR, mas não chegam... por si só são insuficientes.
Como a Marinha sem o apoio da FA também é insuficiente... estes 2 ramos estão tão interligados que a FA teve a sua génese na Marinha.

Agora no actual cenário, onde entra o Exercito regular??

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 27, 2008, 06:17:20 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "Naadjh"
temos quantas, 5 fragatas? para tanto mar... mesmo que sejam rápidas não podem estar em todo lado, só se andassem há velocidade da luz..

A função das fragatas não é patrulhar a ZEE, se bem que quando estão no mar o podem fazer, mas seria um despericio de dinheiro e da capacidade de um tal navio, usar fragatas para patrulha, para isso temos as corvetas que em breve (espero) vão ser substituidas por novos navios patrulha Oceanicos

Se acha que temos poucos navios para patrulha da ZEE não precisamos de mais fragatas, precisamos é de mais navios patrulha :wink: .

PS:
Exemplos de paises que não tem fragatas nas marinhas:
- Suécia
- Finlandia
- Irlanda
- Israel

Nenhum destes paises tem fragatas, mas todos tem corvetas e/ou patrulhas.


ah obrigado a todos pelas respostas, fiquei mais esclarecido..
mas uma coisa que me surpreendeu foi a Suécia e Israel não terem melhor Marinha que nós..
Título:
Enviado por: P44 em Junho 27, 2008, 09:18:09 pm
Quem disse que não têm...?

Têm é cenários completamente diferentes dos nossos e no caso de Israel uma ZEE minuscula quando comparada com a nossa...
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 27, 2008, 09:30:24 pm
Citação de: "Naadjh"

ah obrigado a todos pelas respostas, fiquei mais esclarecido..
mas uma coisa que me surpreendeu foi a Suécia e Israel não terem melhor Marinha que nós..


Têm "mares" diferentes, mares interiores, sem características oceânicas, por exemplo com muito menos ondulação, é o caso do Mar Báltico (Suécia) e o do Mar Mediterrânico (Israel).

As Corvetas desses países têm armamento tão bom ou melhor que as nossas Fragatas, não são é, obviamente, Navios com características "oceânicas"...

PS: no caso do Suécia, basta comparar a sua Marinha, com a Marinha Norueguesa, a Costa da Suécia é virada para o Mar Báltico, a Costa da Noruega é virada para o Oceano Atlântico.
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 27, 2008, 11:07:04 pm
Eu nunca disse que tinham marinhas piores, só me limitei a indicar algumas nações cujas marinhas não possuem fragatas, pois o senhor Naadjh pensava que eram estas que patrulham as ZEE e esta errado.
Título:
Enviado por: migbar2 em Junho 28, 2008, 01:07:14 am
Citação de: "DC 38"
Citação de: "raphael"
Para patrulhar a ZEE também temos o P-3 que irá ter versões melhoradas (até 2012). O meio aéreo permite um empenhamento menor de meios humanos, maior alcance e claro rapidez (velocidade) em relação aos navios. Daí a coordenação das acções ser essencial para rentabilizar o emprego dos meios.

Os P-3P, na realidade têm maior alcance e rapidez, mas falta um pormenor MUITO GRANDE, que é o facto de não terem capacidade de actuação!!!

Se durante uma patrulha identificarem uma lavagem de tanques na nossa ZEE ( em que o navio tem o nome tapado) que fazem?? lançam paraquedistas para fazer o aprisionamento do navio? e durante uma acção SAR? ok, identificaram a jangada e depois?

Claro que os P-3P fazem um excelente trabalho, em conjunto com os AVIOCAR, mas não chegam... por si só são insuficientes.
Como a Marinha sem o apoio da FA também é insuficiente... estes 2 ramos estão tão interligados que a FA teve a sua génese na Marinha.

Agora no actual cenário, onde entra o Exercito regular??

Cumprimentos





O exército regular não entra em lado nenhum, não é ??? Então os foristas aqui do burgo devem estar todos tolinhos quando ficam animados com os Pandur que tanto quanto eu sei não vamos ter 240 blindados daqueles para equipar os nossos especiais pois não , ou é um por soldado ???? E a Brigada de Intervenção que é a grande beneficiaria desses blindados não tem utilidade ? Ou então tem utilidade mas é uma unidade especial ? E essa da ocupação de terreno pelos fuzileiros na anterior resposta, muito bom ! Já agora mais alguem quer passar um tratado de inutilidade á BRR, depois de se ter passado um á Brigint ? É que tanto quanto eu sei comandos e páras não são forças especiais, uma é tropa de choque e a outra é infantaria de elite, ou esse conceito tambem já mudou ??? E a BRR tambem não tem utilidade, é o BLD dos Fuzileiros que cumpre todas as nossas necessidades potênciais, mesmo as mais basicas !! Super soldados concerteza.
Acho que as propostas dos colegas cairiam que nem ginjas neste governo, ele adoraria a ideia e punha o nosso exèrcito com mil ou dois mil homens, se tanto !!!!, num estantinho que era um mimo. Ou alguém acha que o nosso pais tem potêncial humano para dispôr de mais do que mil ou dois mil Homens de operações especiais ? Eu por acaso até sou uma pessoa que dá muita importancia a forças especiais, mas nada de exageros.
Quanto ao facto de termos alianças elas funcionam só quando se quer e para o que se quer. E se não for um caso de agressão no próprio território ninguem é obrigado sequer moralmente a ajudar. Há diversos cenários em que uma BRR e uma Brigint são da grande utilidade, quanto á mecanizada, isso sim , isso será muito mais discutivel !
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 28, 2008, 12:14:16 pm
Citação de: "DC 38"
Os P-3P, na realidade têm maior alcance e rapidez, mas falta um pormenor MUITO GRANDE, que é o facto de não terem capacidade de actuação!!!

Se durante uma patrulha identificarem uma lavagem de tanques na nossa ZEE ( em que o navio tem o nome tapado) que fazem?? lançam paraquedistas para fazer o aprisionamento do navio?

Podem lançar um torpedo no gajo :lol: .
Acho que o normal é levarem uma camera de filmar que regista a identificação do navio e as coordenadas onde este se encontra, e claro é informar o mais rapido possivel a Marinha para que um dos seus navios intercepte o navio criminoso.

Citar
e durante uma acção SAR? ok, identificaram a jangada e depois?

Os P-3 e os Aviocar levam kits SAR que podem ser lançados em voo para o mar.

Citar
Claro que os P-3P fazem um excelente trabalho, em conjunto com os AVIOCAR, mas não chegam... por si só são insuficientes.

A nivel de missões SAR é verdade, precisam dos helicopteros para ir resgatar as pessoas.

Citar
Como a Marinha sem o apoio da FA também é insuficiente... estes 2 ramos estão tão interligados que a FA teve a sua génese na Marinha.

É verdade que a Força Aérea apoia a Marinha nas suas missões, mas também faz o mesmo ao Exército como eu já referi, várias vezes que o Exército faz exercicios militares a Força Aérea participa com caças, aviões e helicopteros de transporte, temos o exemplo do ultimo APOLO 08 em que se lançaram 600 pára-quedistas de avião.

A origem da Força Aérea também não é assim tão linear e talvez até seja mais ao contrário, a Força Aérea apareceu da fusão das aviações da Marinha e do Exército, os oficiais QP da Força Aérea durante muitos anos tinham formação na Academia Militar, a Força Aérea usa os postos do Exército, não os da Marinha, a BA1, BA2, BA3, BA4 e talvez outras foram do Exército, a BA6 e BA7 foram da Marinha.

Citar
Agora no actual cenário, onde entra o Exercito regular??


Isto já foi muito falado mas o Exército tem a grande fatia de participações em missões internacionais, pois no cenário actual não de preve nenhuma invasão do territorio nacional.
Portugal é um pais pequeno, mas imaginem que agora criavam uma Guarda Costeira como os Americanos tem? Com navios patrulha, helicopteros de salvamento e aviões de vigilancia maritima, ficando os ramos só para missões puramente militares? Ficavamos como está o Exército agora pois o exército tem poucas missões não-combatentes, acho que há pouco tempo a Engenharia esteve a abrir uma estrada algures, mas estão à espera de que? Pormos o Exército a fazer de policia nas ruas? Era mau sinal...
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 28, 2008, 01:54:15 pm
Lightning escreveu:
Citar
Ficavamos como está o Exército agora pois o exército tem poucas missões não-combatentes, acho que há pouco tempo a Engenharia esteve a abrir uma estrada algures,

Seria no Líbano? Onde as tropas portuguesas são de engenharia?

Discussão um pouco estéril esta.
Os fuzileiros têm missões específicas, como foi provado em Àfrica até ao presente.
O exército não é imprescindível pois as suas missões são muito vastas em terra.
A FAP além da defesa aérea, colabora com a Marinha e o Exército em muitas áreas.
A Marinha tem a missão de escoltar navios mercantes, tentar negar o mar territorial, fiscalização de actividades ilícitas só ou em conjunto com a FAP, a investigação cientifica, e o socorro a naufragos (entre as 08.00 e as 17.00 horas).
 :shock: Como veêm qualquer um dos ramos tem a sua missão, embora haja algumas que têm de ser concertadas entre os três ramos.
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 28, 2008, 02:00:06 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Seria no Líbano? Onde as propas portuguesas são de engenharia?


Pois também há esses no Libano, mas eu queria dar um exemplo de uma missão do Exército no territorio nacional, e lembro-me de ainda à relativamente pouco tempo (1 ou 2 meses) deu no telejornal de a Engenharia estar a abrir estradas numas pequenas povoações penso que no Alentejo, mas não tenho a certeza do local.
Título:
Enviado por: typhonman em Junho 28, 2008, 04:23:08 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "luis filipe silva"
Seria no Líbano? Onde as propas portuguesas são de engenharia?

Pois também há esses no Libano, mas eu queria dar um exemplo de uma missão do Exército no territorio nacional, e lembro-me de ainda à relativamente pouco tempo (1 ou 2 meses) deu no telejornal de a Engenharia estar a abrir estradas numas pequenas povoações penso que no Alentejo, mas não tenho a certeza do local.


Foi no distrito de Vila Real, concelho de Chaves.
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 28, 2008, 04:23:23 pm
Camaradas boa tarde, O EXERCITO, MARINHA E FORÇA AÉREA são os tres ramos das Forças Armadas Portuguesas como de qualquer outro país dito moderno, so tres ramos complementam-se uns aos outros é absolutamente rídiculo pensar sequer a dissolver ou diminuir qualquer que seja a importancia dos tres ramos, todos tem a sua utilidade, para esses senhores que andam a mandar bitaites no qual dizem que Portugal não precisa de Exército mais vale enterrarem a cabeça na areia, para esses senhores e imagino que não saibam o que dizem na Suiça?? esta não possui nenhum oceano mas possui marinha embora mais propriamente vocacionada a patrulhar os lagos interiores.... enfim santa ignorancia pensar alguma vez que o Exercito não faz falta. Esses senhores deveriam ler mais livros de história e é graças a estarem hoje vivinhos da silva a viverem neste paraíso da terra bem podem agradecer ao Exército de D. Afonso Henrriques e posteriores Reis de Portugal que garantiram a nossa existencia actual e sobrevivencia, não foi nenhuma FAP nem navios de guerra que expulsaram os mouros para o lado de la do mediterrâneo, contuado no cenario actual todos os tres ramos são muito importantes e vejam se bebem umas bejecas e refresquem essa cabecinha.  :G-beer2:
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 28, 2008, 04:32:23 pm
Querem exemplos de utilidade nacional do Exército:

- Abrir caminhos e estradas em povoações isoladas;
- Construção de aeródromos civis e com utilidade de apoio ao combate de incendios;
- Vigilancia da Floresta Portuguesa;

No Exterior de Portugal:
contribuem para a manutenção da paz em diversos pontos mundiais garantindo a segurança das populações e contribuir para o prestigio de Portugal no mundo. Aqui ficam alguns cenarios onde o Exército participa e participou com forças militarizadas ou como observadores:

- Afeganistão
- Bósnia;
- Kosovo;
- Timor;
- Cabo Verde;
- Angola;
- Mocambique;
- Libano;
- Iraque (GNR);
- Saara Ocidental;
Título:
Enviado por: typhonman em Junho 28, 2008, 04:58:42 pm
Citação de: "DC 38"
Citação de: "raphael"
Para patrulhar a ZEE também temos o P-3 que irá ter versões melhoradas (até 2012). O meio aéreo permite um empenhamento menor de meios humanos, maior alcance e claro rapidez (velocidade) em relação aos navios. Daí a coordenação das acções ser essencial para rentabilizar o emprego dos meios.

Os P-3P, na realidade têm maior alcance e rapidez, mas falta um pormenor MUITO GRANDE, que é o facto de não terem capacidade de actuação!!!

Se durante uma patrulha identificarem uma lavagem de tanques na nossa ZEE ( em que o navio tem o nome tapado) que fazem?? lançam paraquedistas para fazer o aprisionamento do navio? e durante uma acção SAR? ok, identificaram a jangada e depois?

Claro que os P-3P fazem um excelente trabalho, em conjunto com os AVIOCAR, mas não chegam... por si só são insuficientes.
Como a Marinha sem o apoio da FA também é insuficiente... estes 2 ramos estão tão interligados que a FA teve a sua génese na Marinha.

Agora no actual cenário, onde entra o Exercito regular??

Cumprimentos


Não me diga que você é daqueles que diz que as Forças Armadas não produzem nada para a economia nacional, como se essa fosse a razão para que foram criadas. Indirectamente contribuem para o crescimento da economia nacional, havendo paz e prosperidade esta o caminho aberto para odesenvolvimento do país, em conjunto com o tecido empresarial e politico...Este ultimo é que é menos cooperativo...
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 28, 2008, 10:59:54 pm
Ok ok obrigado mais uma vez pelas respostas.. mas pensei que as Fragatas fossem melhor que as Corvetas e por ai fora..

Quanto a localização dos países, sei onde eles ficam muito bem :P , só não pensei nas características e a função de cada barco/ tipo de barco..
Título:
Enviado por: migbar2 em Junho 29, 2008, 10:47:20 pm
Citação de: "DC 38"
Citação de: "raphael"
Para patrulhar a ZEE também temos o P-3 que irá ter versões melhoradas (até 2012). O meio aéreo permite um empenhamento menor de meios humanos, maior alcance e claro rapidez (velocidade) em relação aos navios. Daí a coordenação das acções ser essencial para rentabilizar o emprego dos meios.

Os P-3P, na realidade têm maior alcance e rapidez, mas falta um pormenor MUITO GRANDE, que é o facto de não terem capacidade de actuação!!!

Se durante uma patrulha identificarem uma lavagem de tanques na nossa ZEE ( em que o navio tem o nome tapado) que fazem?? lançam paraquedistas para fazer o aprisionamento do navio? e durante uma acção SAR? ok, identificaram a jangada e depois?

Claro que os P-3P fazem um excelente trabalho, em conjunto com os AVIOCAR, mas não chegam... por si só são insuficientes.
Como a Marinha sem o apoio da FA também é insuficiente... estes 2 ramos estão tão interligados que a FA teve a sua génese na Marinha.

Agora no actual cenário, onde entra o Exercito regular??

Cumprimentos










Por acaso se não sabe aonde entra o exécito regular, tambem não sabe para que é preciso F-16, submarinos e qualquer outro equipamento cujo único fim seja bélico! Desculpem lá mas há aqui colegas que se devem têr enganado no forum. Não querem um país com forças armadas, querem um país com forças desarmadas e salpicadas aqui e ali com alguns brinquedos giros que por acaso e mero gosto pessoal gostam de vêr de vez em quando nos festivais e nas feiras. Em que país do mundo com mais de um milhão de habitantes é que já viram esse filme ? Pois eu por pressopostos estratégicos que eles lá sabem já vi foi a Nova Zelandia com os seus três milhões e meio de pessoas a abdicar da sua aviação de combate para investir mais na marinha e no exército!!!! Agora um país de dez milhões de pessoas com força aérea e uns naviosinhos para fazer fichinha e sem exército ?  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 29, 2008, 10:59:47 pm
já agora e se não for chatear muito, quantos países na Europa têm melhor marinha que a nossa? e contando já com as aquisições garatindas (as que estão para vir).

cumps
Título:
Enviado por: Miguel em Junho 29, 2008, 11:06:29 pm
Citação de: "Naadjh"
já agora e se não for chatear muito, quantos países na Europa têm melhor marinha que a nossa? e contando já com as aquisições garatindas (as que estão para vir).

cumps


Reino Unido
França
Espanha
Italia
Alemanha
Noruega
Hollanda
Grecia

Os outros nao teem mar por isso...

Somos os ultimos :?
Título:
Enviado por: nelson38899 em Junho 29, 2008, 11:08:36 pm
podemos começar:

1º Inglaterra
2º França
3º Espanha
4º Italia
5º Alemanha
6ª Grecia/Turquia
7º Suecia
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 29, 2008, 11:16:09 pm
Neste contexto considera-se a Rússia e Turquia ou nem por isso, são daqueles países que não sei bem quando é que se enquadram na Europa...
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 29, 2008, 11:49:32 pm
Miguel escreveu:
Citar
Reino Unido
França
Espanha
Italia
Alemanha
Noruega
Hollanda
Grecia

Dinamarca
Suécia (mas como marinha costeira)
Turquia

Abaixo da nossa:
Irlanda
Bélgica
Islândia
Finlândia
Malta
Polónia
Chipre
Croácia
Jugueslávia (Sérvia)
Hungria
Albânia
Roménia
Título:
Enviado por: migbar2 em Junho 29, 2008, 11:56:30 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Miguel escreveu:
Citar

Abaixo da nossa:
Irlanda
Bélgica
Islândia
Finlândia
Malta
Polónia
Chipre
Croácia
Albânia
Roménia





....por enquanto...por enquanto !  :roll:  :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 29, 2008, 11:59:26 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Jugueslávia (Sérvia)


Quer dizer, eu não sei se a Marinha continua a ser Sérvia...a costa Sérvia era a costa do Montenegro, actualmente a Sérvia não tem costa c34x ...

(http://br.geocities.com/sousaraujo/textos/servia.gif)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 30, 2008, 12:02:38 am
Citação de: "luis filipe silva"
Hungria


Grande Luís Felipe Silva, andou a comemorar a vitória da Espanha :mrgreen:  :wink:

(http://www.luventicus.org/mapas/europa/hungria.gif)
Título:
Enviado por: Lightning em Junho 30, 2008, 12:04:13 am
A marinha da Dinamarca não possui submarinos, continua na mesma a ser melhor que a nossa?
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 30, 2008, 12:38:18 am
obrigado pelas respostas.. :)

mas resumindo temos uma marinha de merda.. em termos de meios, já de pessoal, oiço falar muito bem, e ainda bem, porque coisas materiais é sempre mais fácil de se obter do que pessoal qualificado e dedicado..(desenrascado também como somos conhecidos)

mas na vossa opinião o que é que falta há nossa Marinha pra ser mais aceitável?
Co os meios que temos conseguimos ter controlo da ZEE?

cumps
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 30, 2008, 12:42:25 am
Pereira Marques escreveu:
Citar
Grande Luís Felipe Silva, andou a comemorar a vitória da Espanha
Esqueci-me que a Hungria não tem a Flotilha do Danúbio desde 2006. :oops:

PereiraMarques escreveu:
Citar
Quer dizer, eu não sei se a Marinha continua a ser Sérvia...a costa Sérvia era a costa do Montenegro, actualmente a Sérvia não tem costa
Ainda bem que está atento: Nem me lembrei que o Montenegro tinha declarado a independência em 2006. E o que será feito da antiga marinha jugoslava?

Lightning escreveu:
Citar
A marinha da Dinamarca não possui submarinos, continua na mesma a ser melhor que a nossa?

A breve trecho terão cinco navios mais poderosos que os nossos, além de lanchas lança-mísseis e draga minas.
De momento não se pode considerar que temos submarinos, e a seguir se verá.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 30, 2008, 12:42:32 am
Citação de: "Lightning"
A marinha da Dinamarca não possui submarinos, continua na mesma a ser melhor que a nossa?


Bem, estão a construir 3 fragatas anti-aéreas, com um custo global reduzido e com capacidades idênticas às das suas congéneres alemã (classe Sachsen) e holandesa (classe De Zeven Provinciën).

E têm os Absalon, um conceito interessante de uma fragata/navio de comando e suporte.

Nós é que poderiamos aprender alguma coisinha com os dinamarqueses :D
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 30, 2008, 01:09:15 am
Naadjh escreveu:
Citar
mas resumindo temos uma marinha de merda.. em termos de meios

Nem por isso. Teremos a breve prazo cinco fragatas consideradas modernas, teremos dois submarinos que espero não venham com defeito,
e com respeito à ZEE, qualquer navio que esteja a prospectar na ZEE será detectado pela FAP e o resto é com as corvetas/NPO. Um navio de prospecção demora-se no local durante semanas. A ZEE não é mar territorial.
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 30, 2008, 01:52:00 am
ah ok obrigado luis filipe silva pela explicação..
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 30, 2008, 05:44:38 am
Já vai um pouco tarde, mas tinha-me esquecido :?
de la Perière escreveu:
Citar
O Bérrio não tem capacidade de reabastecimento de munições, mísseis ou torpedos. Além disso, normalmente os navios de reabastecimento de munições não costumam reabastecer combustível (a mistura pode ser explosiva  ).


BÉRRIO A 5210 ex - Blue Rover

O reabastecedor de esquadra Bérrio foi construído em Inglaterra em 1970, por Swan Hunter. Remotorizado em 1973, foi adquirido pela Armada em 1993.

DESLOCAMENTO   4 700 standard, 11 522 t.a. b.
DIMENSÕES        140,6 * 19,2 * 7,3 metros
ARMAMENTO        2 peças de 20 mm.
PROPULSÃO        2 motores diesel Semt Pielstick de 5 344 h.p. - 1 veio
VELOCIDADE        19 nós
CARGA:        4 500 tons. de gasóleo, 460 de combustível de aviação, 325 tons. de água, 10 tons de lubrificantes, 120 de sólidos e 25 tons. de munições.
HELICÓPTEROS:   possui pista para um médio.
GUARNIÇÃO        54 elementos M/F
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2008, 08:13:49 am
Citação de: "Bravo Two Zero"
Citação de: "Lightning"
A marinha da Dinamarca não possui submarinos, continua na mesma a ser melhor que a nossa?

Bem, estão a construir 3 fragatas anti-aéreas, com um custo global reduzido e com capacidades idênticas às das suas congéneres alemã (classe Sachsen) e holandesa (classe De Zeven Provinciën).

E têm os Absalon, um conceito interessante de uma fragata/navio de comando e suporte.

Nós é que poderiamos aprender alguma coisinha com os dinamarqueses :roll:
 :lol:

ps- a Sérvia acho que mantem uma pequena flotilha de rio

Quanto á antiga Marinha Jugoslava, acho que foi quase tudo desmantelado, tirando algumas unidades que ficaram para a Croácia
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 30, 2008, 09:34:03 am
Calma camaradas refresquem um pouco, uma marinha neste caso não podemos contar somente os meios materiais, a componente humana é muito mais importante do que a capacidade material, em termos humanos e falo nas Operações Especiais de Marinha não estamos mal antes pelo contrario estamos muito bem situados em termos de equipamento e qualidade de homens. :wink:
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 30, 2008, 09:37:54 am
Ah é verdade, nunca se esqueçam que a qualidade humana é muito superior á qualidade do material, quem se lembra do ano de 1985 quando um pequeno submarino da classe albacora portugues "afundou" num exercicio no Mediterraneo um PORTA AVIOES americano e toda a sua escolta conseguindo eludir os sonares da melhor frota a navegar no Atlantico. Tudo graças à qualidade dos homens, não do material. :wink:
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 30, 2008, 02:09:35 pm
é verdade sim senhor, e como disse me cima, munidos de bons soldados parecemos estar(o que é o mais difícil) mas no entanto acho que é falta de vontade politica não termos um pouco melhor..
Título:
Enviado por: nelson38899 em Junho 30, 2008, 02:14:56 pm
Mas uma coisa é certa enquanto em terra, apesar de não termos equipamentos avançados, o factor humano faz toda a diferença, no mar ou no ar as coisas já mudam. Um exemplo podemos ter os melhores marinheiros do mundo, mas não estou a ver uma fragata da classe Vasco da Gama, enfrentar de igual para igual, uma F100 ou uma horizon.
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 30, 2008, 02:27:51 pm
Isso também é certo, embora mais modernas e com maior número de armamentos uma F-100 tem superioridade relativamente a uma VdG no entanto o armamento das VdG também é moderno embora em menor número de SeaSparrow e Harppons, contudo podemos considerar uma VdG inferior mesmo assim a uma futura fragata BD, mas é para isso que os Sub servem para equilibrar as Superioridades em Superfície, um ´país que possua submarinos modernos acham que um outro determinado país ousa atacar mesmo com navios de Superficie melhores? Vejam o que aconteceu relativamente à pouco tempo num exercício NATO/ Africa do Sul não me recordo agora o nome do exercício mas foi o de circumnavegação ao continente africano, no qual os sul africanos com um submarino identico aos que vamos receber "afundou" todos os navios NATO entre os quais a nossa Alvares Cabral, bem como outros navios e fragatas de mais membros da NATO no total de 9 navios.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2008, 02:28:31 pm
Os nossos meios só teriam alguma possiblidade num cenário de baixa intensidade, agora num cenário de alta intensidade, contra F-100s com AEGIS e Misseis de Cruzeiro,por ex. , esqueçam.... :roll:
Título:
Enviado por: typhonman em Junho 30, 2008, 02:28:56 pm
Citação de: "P44"
Os nossos meios só teriam alguma possiblidade num cenário de baixa intensidade, agora num cenário de alta intensidade, contra F-100s com AEGIS e Misseis de Cruzeiro,por ex. , esqueçam.... :roll:


x2
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 30, 2008, 02:33:07 pm
Onde posso consultar o tipo de armamento das F-100??
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2008, 02:33:15 pm
...ou então integrados numa Força Naval da NATO, evidentemente...

Agora isolados só em cenários tipo Guiné-Bissau, mais do que isso é puro-lirismo.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Junho 30, 2008, 02:50:09 pm
Citação de: "Instrutor"
Onde posso consultar o tipo de armamento das F-100??


basta procurar f100, na net que encontrará a informação que deseja.
O problema nestas coisas é que um país que tenha possibilidade para ter e manter uma f100 também tem dinheiro para comprar submarinos como os nossos, como tal não nos podemos fiar em vencer países como espanha só com dois submarinos. Ja agora esse submarino que afundou os navios todos, deveu-se principalmente ao facto de ser navio versus submarino, mas se fosse submarino e navios versus submarino as coisas já não era a mesma coisa.
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 30, 2008, 02:51:42 pm
Não nos esqueçamos que ja tivemos a actuar sozinha uma VdG em situação relativamente tensa na zona de Timor com superioridade em termos numéricos por parte dos nossos amigos indonésios.
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 30, 2008, 03:04:21 pm
Citação de: "Instrutor"
Onde posso consultar o tipo de armamento das F-100??

Pues si quieres te lo resumo yo mismo :arrow: Cañon 5"(127 mm).Modelo mk-45 mod 2.
 :arrow: 2 lanzadores de misiles harpoon(4 misiles por lanzador,en total 8 misiles)
 :arrow: Si no recuerdo mal,operan tambien 2 ametralladoras de 20mm de uso manual,para defensa cercana,asi como tambien tiene varios puestos para ametralladoras de 12'7 mm.
 :wink:
Título:
Enviado por: Instrutor em Junho 30, 2008, 03:13:35 pm
Ola AMRRAM antes de mais quero felicitar-te pela grande vitoria de Espanha sobre a Alemanha todos os portugueses estavam a torçer por vos parabens e segundo por acaso nao sabes se Espanha esta a pensar vender uma ou duas F-100?? Bem nos faziam falta para escoltar o futuro Navpol. c34x
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 30, 2008, 03:48:18 pm
Citação de: "Instrutor"
Ola AMRRAM antes de mais quero felicitar-te pela grande vitoria de Espanha sobre a Alemanha todos os portugueses estavam a torçer por vos parabens e segundo por acaso nao sabes se Espanha esta a pensar vender uma ou duas F-100?? Bem nos faziam falta para escoltar o futuro Navpol. :arrow: ¡¡Gracias por sus "parabens"!! :?

 :wink:
SALUDOS!!
Título:
Enviado por: Naadjh em Junho 30, 2008, 09:53:53 pm
Citação de: "Instrutor"
Ola AMRRAM antes de mais quero felicitar-te pela grande vitoria de Espanha sobre a Alemanha todos os portugueses estavam a torçer por vos parabens e segundo por acaso nao sabes se Espanha esta a pensar vender uma ou duas F-100?? Bem nos faziam falta para escoltar o futuro Navpol. c34x


todos s portugueses.. cof cof..
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 30, 2008, 10:01:51 pm
Instrutor escreveu:
Citar
Não nos esqueçamos que ja tivemos a actuar sozinha uma VdG em situação relativamente tensa na zona de Timor com superioridade em termos numéricos por parte dos nossos amigos indonésios.

Quando a fragata lá chegou, a superioridade numérica e politica era australiana, pois Timor estava cheio de "Aussies".
Título:
Enviado por: P44 em Julho 01, 2008, 08:25:32 am
Citação de: "Instrutor"
Onde posso consultar o tipo de armamento das F-100??


p. ex. aqui
http://www.naval-technology.com/projects/f100/ (http://www.naval-technology.com/projects/f100/)
Título:
Enviado por: Instrutor em Julho 01, 2008, 10:37:17 am
Obrigado camarada P44 :wink:  Sei que é irrealista e nunca aconteceria, imaginemos que a fragata VdG é atacada por navios e submarinos indonésios, qual seria a titude de Portugal?? Refugiaria-se na NATO, nas Naçoes Unidas ou declarava Guerra à Indonésia, seria a queda do governo com a opinião pública e a raiva dos portugueses verem os seus marinheiros mortos ou capturados, qual seria a atitude mais lógica a tomar por Portugal em caso de uma suposta agressão a uma Fragata em Águas territoriais de Timor ou Internacionais???
Título:
Enviado por: pedro em Julho 01, 2008, 10:40:24 am
Bem na altura a nossa economia ainda estava bem creio que seria o rearmamento portugues imediato e depois fé em deus. :lol:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Julho 01, 2008, 10:44:49 am
Citação de: "Instrutor"
Obrigado camarada P44 :wink:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 01, 2008, 10:48:18 am
E se olhar-mos para a história, quando Portugal foi sozinho para a Guiné Bissau, posso estar enganado mas foram com a fragata Corte Real pelo menos duas corvetas.
Título:
Enviado por: P44 em Julho 01, 2008, 10:49:49 am
Citação de: "nelson38899"
E se olhar-mos para a história, quando Portugal foi sozinho para a Guiné Bissau, posso estar enganado mas foram com a fragata Corte Real pelo menos duas corvetas.


acho  que o Bérrio também foi...e claro, aí o cenário era totalmente diferente, não iamos defrontrar nenhum adversário tipo Indonésia :roll:
Título:
Enviado por: Instrutor em Julho 01, 2008, 10:51:33 am
Bem sei antes que digam que é meramente um cenário hipotético, mas que tipo de hipoteses teriamos em enfrentar um inimigo a mais de 20mil km de casa sem bases por perto de apoio ou utilizavamos Timor como plataforma de apoio as nossas forças?? e que tipo de meios compravamos a pressa como aconteceu no Ultramar, fragatas ultrapassadas??? Isto pronto ja parece um bocado rebuscado mas é sempre assim quando temos material la vem os pacifistas a dizer que não faz falta, quando nao temos e precisamos urgentemente é o desenrrasca, acho que isso são ciclos meramente deficientes quando se trata de um país desenvolvido. acho que deviamos apostar ainda mais na nossa defesa e interesses internacionais. Ja aqui noutro tópico foi dito, mas volto a afirmar que uma das vantagens de termos umas boas forças armadas e mto bem equipadas é sinónimo de prosperidade e garantia de segurança ao investimento e riqueza estrangeira.
Título:
Enviado por: nelson henriques em Julho 01, 2008, 11:48:58 am
Os britânicos precisaram de 2 porta-aviões, 11 destroyers , 16 fragatas , 6 submarinos e um sem numero de unidades de apoio para retomar as Malvinas, portanto acho que estava fora das nossas possibilidades fazer a guerra à Indonésia sem ajuda :lol:
Título:
Enviado por: Instrutor em Julho 01, 2008, 04:08:50 pm
Por isso perderam alguns navios e centenas de militares, por causa de uns rochedos e claro prestígio internacional. Mas o mundo evoluiu estamos a falar de cerca de 20 anos de diferença, contudo penso que em tal parte do globo era logo adquiri uma arma nuclear e fazer como os americanos c34x tou a brincar que mais nenhuma arma nuclear seja usada em humanos. Tudo corre bem dentro da diplomacia
Título:
Enviado por: papatango em Julho 01, 2008, 04:58:41 pm
As Malvinas estão longe de serem rochedos...
Trata-se de 12.000 km quadrados, ou seja, quase um terço do tamanho de um país como a Bélgica.

Não há qualquer possibilidade de comparação. Para chegar a Timor é preciso passar por águas completamente controladas pela Indonésia.

Outra coisa são as capacidades efectivas das forças armadas da Indonésia.

Em 1975, quando invadiram Timor, por exemplo, não tinham um único submarino e não tinham qualquer capacidade para atacar os navios portugueses que se encontravam na ilha de Atauro ou nas proximidades de Dili. MAs de qualquer maneira, a distância é tal que tornava qualquer operação militar quase suicida, se não fosse apoiada pela Austrália.

Já mais tarde, seria mais complicado ainda. Principalmente quando a marinha da Indonésia passou a contar com fragatas da Holanda e passou a contar com mais bases e com aeronaves F-5.

Em 1975, a Indonésia enviou paraquedistas para Timor, porque não sabia da presença das fragatas portuguesas. Eles não tinham aeronaves para proteger os C-130, porque não tinham pistas a partir das quais utilizar os poucos aviões que tinham.
Aliás, só tinham MiG-21 e MiG-19 que estavam praticamente todos no chão por causa do embargo soviético que ocorreu depois da tomada do poder pelo Suharto. E mesmo que estivessem em condições, não havia pistas próximas de onde operar.
Só a partir de 1977-1979 é que a Indonésia passou novamente a contar com aviação de caça.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 01, 2008, 07:57:56 pm
Citação de: "Typhonman"
Não me diga que você é daqueles que diz que as Forças Armadas não produzem nada para a economia nacional, como se essa fosse a razão para que foram criadas. Indirectamente contribuem para o crescimento da economia nacional, havendo paz e prosperidade esta o caminho aberto para odesenvolvimento do país, em conjunto com o tecido empresarial e politico...Este ultimo é que é menos cooperativo...


Caro Typhonman,

antes de mais desculpe só agora lhe responder (noutra altura nem ao trabalho me dava...) mas por vários motivos (alguns deles profissionais) só agora tive a opurtunidade. Pois o Migbar2 nem resposta mereçe...

Então é assim:
Se o Sr. lê-se o forum para trás ou se fizesse um pouco de pesquisa antes de colocar comentários ofensivos à minha pessoa fazia melhor serviço!!!
De onde vem a ideia de Eu ser contra ou a favor da FA's??

Como pode ler, neste mesmo tema a discussão tratava só e somente a divisão/aplicação dos dinheiros no 3 ramos da FA's.
Se verificar bem a sequência da conversa entre mim o Rphael, o Naadj, o SSK e o Migbar2, o único tema era a divisão dos €€€!
NUNCA, MESMO NUNCA a não aplicação!!!

Pois, para terminar, há-de me explicar, na citão que fez da minha mensagem onde é que a comparação da patrulha aéra com a marítima ou a simples questão, que vem do ínicio, (exercito, como o que temos hoje, no actual cenario geoestratégico para quê??) é que mostra que Eu sou as FA's???

E para que não haja mal entendidos, volto também a dizer, que a minha questão pode e DEVE ser contaposta por qualquer elemento mais conhecedor da realidade "verde" do que Eu.

Pois voltando à "vaca fria", com a actual conjuntura de defesa Europeia, não nos deviamos era preocupar com o que é nosso e está TOTALMENTE desprotegido, que é o MAR em que só uma boa Marinha e Força Aérea o conseguem...

Cumprimentos a todos
Título:
Enviado por: SSK em Julho 01, 2008, 10:18:49 pm
Citação de: "migbar2"
Citação de: "DC 38"
Citação de: "raphael"
Para patrulhar a ZEE também temos o P-3 que irá ter versões melhoradas (até 2012). O meio aéreo permite um empenhamento menor de meios humanos, maior alcance e claro rapidez (velocidade) em relação aos navios. Daí a coordenação das acções ser essencial para rentabilizar o emprego dos meios.

Os P-3P, na realidade têm maior alcance e rapidez, mas falta um pormenor MUITO GRANDE, que é o facto de não terem capacidade de actuação!!!

Se durante uma patrulha identificarem uma lavagem de tanques na nossa ZEE ( em que o navio tem o nome tapado) que fazem?? lançam paraquedistas para fazer o aprisionamento do navio? e durante uma acção SAR? ok, identificaram a jangada e depois?

Claro que os P-3P fazem um excelente trabalho, em conjunto com os AVIOCAR, mas não chegam... por si só são insuficientes.
Como a Marinha sem o apoio da FA também é insuficiente... estes 2 ramos estão tão interligados que a FA teve a sua génese na Marinha.

Agora no actual cenário, onde entra o Exercito regular??

Cumprimentos









Por acaso se não sabe aonde entra o exécito regular, tambem não sabe para que é preciso F-16, submarinos e qualquer outro equipamento cujo único fim seja bélico! Desculpem lá mas há aqui colegas que se devem têr enganado no forum. Não querem um país com forças armadas, querem um país com forças desarmadas e salpicadas aqui e ali com alguns brinquedos giros que por acaso e mero gosto pessoal gostam de vêr de vez em quando nos festivais e nas feiras. Em que país do mundo com mais de um milhão de habitantes é que já viram esse filme ? Pois eu por pressopostos estratégicos que eles lá sabem já vi foi a Nova Zelandia com os seus três milhões e meio de pessoas a abdicar da sua aviação de combate para investir mais na marinha e no exército!!!! Agora um país de dez milhões de pessoas com força aérea e uns naviosinhos para fazer fichinha e sem exército ?  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:


E que tal umas aulinhas de estratégia e táctica... :wink:
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 01, 2008, 10:40:37 pm
Citação de: "SSK"
Citação de: "migbar2"
Citação de: "DC 38"
Citação de: "raphael"
Para patrulhar a ZEE também temos o P-3 que irá ter versões melhoradas (até 2012). O meio aéreo permite um empenhamento menor de meios humanos, maior alcance e claro rapidez (velocidade) em relação aos navios. Daí a coordenação das acções ser essencial para rentabilizar o emprego dos meios.

Os P-3P, na realidade têm maior alcance e rapidez, mas falta um pormenor MUITO GRANDE, que é o facto de não terem capacidade de actuação!!!

Se durante uma patrulha identificarem uma lavagem de tanques na nossa ZEE ( em que o navio tem o nome tapado) que fazem?? lançam paraquedistas para fazer o aprisionamento do navio? e durante uma acção SAR? ok, identificaram a jangada e depois?

Claro que os P-3P fazem um excelente trabalho, em conjunto com os AVIOCAR, mas não chegam... por si só são insuficientes.
Como a Marinha sem o apoio da FA também é insuficiente... estes 2 ramos estão tão interligados que a FA teve a sua génese na Marinha.

Agora no actual cenário, onde entra o Exercito regular??

Cumprimentos









Por acaso se não sabe aonde entra o exécito regular, tambem não sabe para que é preciso F-16, submarinos e qualquer outro equipamento cujo único fim seja bélico! Desculpem lá mas há aqui colegas que se devem têr enganado no forum. Não querem um país com forças armadas, querem um país com forças desarmadas e salpicadas aqui e ali com alguns brinquedos giros que por acaso e mero gosto pessoal gostam de vêr de vez em quando nos festivais e nas feiras. Em que país do mundo com mais de um milhão de habitantes é que já viram esse filme ? Pois eu por pressopostos estratégicos que eles lá sabem já vi foi a Nova Zelandia com os seus três milhões e meio de pessoas a abdicar da sua aviação de combate para investir mais na marinha e no exército!!!! Agora um país de dez milhões de pessoas com força aérea e uns naviosinhos para fazer fichinha e sem exército ?  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:

E que tal umas aulinhas de estratégia e táctica... :wink:
Título:
Enviado por: SSK em Julho 01, 2008, 10:49:37 pm
O DC 38 sabe mais do que algumas pessoas pensam. Pode é não estar a conseguir exprimir, apesar das poucas mensagens podem ter a certeza que ele tem valor.
Título:
Enviado por: migbar2 em Julho 02, 2008, 12:15:15 am
Caro SSK obrigado pelo conselho. Mas aulas é coisa que eu preciso na vida para tudo, pois não sei tudo em coisa nenhuma, nem nunca saberei ! De qualquer das formas gostaria que fosse mais concreto no seu comentário já que não consigo perceber aonde feri qualquer conseito tático ou estratégico, já que nem sequer tentei aplicar nenhum. Mas não preciso de qualquer tática ou estratégia se não tiver exército. Para meia duzia de aviões e barquinhos para vigilancia de ZEE nem preciso de forças armadas sequer  :wink: .
Título:
Enviado por: migbar2 em Julho 02, 2008, 12:34:55 am
Citação de: "DC 38"
Citação de: "Typhonman"
Não me diga que você é daqueles que diz que as Forças Armadas não produzem nada para a economia nacional, como se essa fosse a razão para que foram criadas. Indirectamente contribuem para o crescimento da economia nacional, havendo paz e prosperidade esta o caminho aberto para odesenvolvimento do país, em conjunto com o tecido empresarial e politico...Este ultimo é que é menos cooperativo...

Caro Typhonman,

antes de mais desculpe só agora lhe responder (noutra altura nem ao trabalho me dava...) mas por vários motivos (alguns deles profissionais) só agora tive a opurtunidade. Pois o Migbar2 nem resposta mereçe...

Então é assim:
Se o Sr. lê-se o forum para trás ou se fizesse um pouco de pesquisa antes de colocar comentários ofensivos à minha pessoa fazia melhor serviço!!!
De onde vem a ideia de Eu ser contra ou a favor da FA's??

Como pode ler, neste mesmo tema a discussão tratava só e somente a divisão/aplicação dos dinheiros no 3 ramos da FA's.
Se verificar bem a sequência da conversa entre mim o Rphael, o Naadj, o SSK e o Migbar2, o único tema era a divisão dos €€€!
NUNCA, MESMO NUNCA a não aplicação!!!

Pois, para terminar, há-de me explicar, na citão que fez da minha mensagem onde é que a comparação da patrulha aéra com a marítima ou a simples questão, que vem do ínicio, (exercito, como o que temos hoje, no actual cenario geoestratégico para quê??) é que mostra que Eu sou as FA's???

E para que não haja mal entendidos, volto também a dizer, que a minha questão pode e DEVE ser contaposta por qualquer elemento mais conhecedor da realidade "verde" do que Eu.

Pois voltando à "vaca fria", com a actual conjuntura de defesa Europeia, não nos deviamos era preocupar com o que é nosso e está TOTALMENTE desprotegido, que é o MAR em que só uma boa Marinha e Força Aérea o conseguem...

Cumprimentos a todos





Peço desculpa se por algum motivo se sentiu ofendido com os meus comentários. Ou se a pura diferença de opinião o ofende...agora o comentar que eu nem resposta mereço...qualquer pessoa merece resposta boa ou má ! Para uma outra oportunidade ignore, se assim o entender, mas por favor evite esse tipo de afrontamento, que eu estou aqui para concordar ou discordar, brincar ou ser irónico, ser mais acertivo ou discordar de forma mais enérgica, agora nunca para têr atitudes de sobranceria ou superioridade. Olhe, eu não sou superior a ninguem, sou um pobre e humilde cidadão sem qualquer poder nos moldes desta nossa sociedadesinha...se o senhor se incomoda tanto comigo faça de conta que eu não existo que como vê sou tão pequeno que não custa nada... agora, não me afronte.
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 02, 2008, 09:26:07 am
Citação de: "migbar2"
Olhe, eu não sou superior a ninguem, sou um pobre e humilde cidadão sem qualquer poder nos moldes desta nossa sociedadesinha...se o senhor se incomoda tanto comigo faça de conta que eu não existo que como vê sou tão pequeno que não custa nada... agora, não me afronte.


Caro Migbar2,

tem toda a razão, talvez a minha expressão de "nem merece" resposta foi "demais"!!! Mas a minha frase referia-se ao facto de o comentário (já comentado) de Typhonman que estava desenquadrado e ao qual o Sr. reforçou (mais uma vez digo sem razão...)!!!

Já agora todos nós temos "algum poder", pois este tipo de iniciativa é um início, pois a pensar ninguém nos pode limitar e alterar a opinião daquele que está ao nosso lado também não.

e agora que temos a causa sanada, volto à questão:

Com a Defesa Europeia, "montada" aqui ao lado (parte terrestre defendida), gostaria de ter argumentos construtivos para a existência de um exercito forte para a ocupação territorial, e não um maior investimento naquilo que só nós defendemos, que é o MAR?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: de la Perière em Julho 02, 2008, 11:49:00 am
Citação de: "DC 38"
Citação de: "de la Perière"
O Bérrio não tem capacidade de reabastecimento de munições, mísseis ou torpedos. Além disso, normalmente os navios de reabastecimento de munições não costumam reabastecer combustível (a mistura pode ser explosiva :wink: ).

Se me premite caro de la Perière, está completamente enganado!
O NRP "Bérrio" tem capacidade de transporte, armazenamento e transfega de todo o tipo de material, incluindo munições, mísseis e torpedos.
Claro que na nossa história recente, nunca tivemos uma força destacada num cenario que o justificasse o embarque de mísseis no Bérrio. Mas munições de 100mm, 76mm e 40mm garanto-lhe que é normal embarcar...


Só mais um pormenor. Fiquei a saber que o Bérrio pode levar mísseis e munições. Também sei que é possível fazer a transferência dos mesmos a navegar. O que eu duvido é que se consiga fazer o carregamento de mísseis numa fragata de classe "Vasco da Gama" a navegar, pelo que me parece que é um pouco irrelevante o Bérrio poder levá-los.
Título:
Enviado por: de la Perière em Julho 02, 2008, 11:56:46 am
Citação de: "luis filipe silva"
Já vai um pouco tarde, mas tinha-me esquecido :?
de la Perière escreveu:
Citar
O Bérrio não tem capacidade de reabastecimento de munições, mísseis ou torpedos. Além disso, normalmente os navios de reabastecimento de munições não costumam reabastecer combustível (a mistura pode ser explosiva  ).

BÉRRIO A 5210 ex - Blue Rover

O reabastecedor de esquadra Bérrio foi construído em Inglaterra em 1970, por Swan Hunter. Remotorizado em 1973, foi adquirido pela Armada em 1993.

DESLOCAMENTO   4 700 standard, 11 522 t.a. b.
DIMENSÕES        140,6 * 19,2 * 7,3 metros
ARMAMENTO        2 peças de 20 mm.
PROPULSÃO        2 motores diesel Semt Pielstick de 5 344 h.p. - 1 veio
VELOCIDADE        19 nós
CARGA:        4 500 tons. de gasóleo, 460 de combustível de aviação, 325 tons. de água, 10 tons de lubrificantes, 120 de sólidos e 25 tons. de munições.
HELICÓPTEROS:   possui pista para um médio.
GUARNIÇÃO        54 elementos M/F


Obrigado pela informação.

25 toneladas de munições são quantas munições? E Mísseis ou torpedos?
Título:
Enviado por: papatango em Julho 02, 2008, 12:23:36 pm
Citação de: "DC38"
Com a Defesa Europeia, "montada" aqui ao lado (parte terrestre defendida), gostaria de ter argumentos construtivos para a existência de um exercito forte para a ocupação territorial, e não um maior investimento naquilo que só nós defendemos, que é o MAR?


É perigoso acreditar piamente que temos as costas defendidas.

Acima de tudo, é uma reação um pouco pueril.

A defesa europeia não está aqui ao lado. O que está aqui ao lado é a defesa do Estado Espanhol.
A função de uma força armada, não é necessariamente a de lutar, mas acima de tudo a de demonstrar ter a capacidade para o fazer.
Desde há muitos séculos que a existência dessa capacidade garante a independência de nações.

A função primeira do exército, é garantir a existência de um Estado, sendo que no nosso caso esse Estado é a estrutura que dá forma a uma Nação.

É uma questão de principio. E de qualquer forma os investimentos em equipamentos para o exército são muito inferiores aos investimentos nos outros ramos.

O que «leva» o dinheiro é de facto o grande numero de efectivos.
Aí aceito que o exército tenha gente a mais.
Mas conforme já foi dito aqui, o problema do exército é o mesmo da marinha.

Se as actividades de policiamento forem dadas a uma eventual Guarda Costeira, para que servem as fragatas e os submarinos ?

Resposta: Servem para demonstrar a nossa capacidade para controlar ou pelo menos provocar danos em forças adversas.

Então pode perguntar-se: Mas que forças são essas, os espanhóis ?

Mas nesse caso, se são uma potencial ameaça na água, porque é que não a são em terra?
Depois há o problema básico da ZEE. A ZEE existe, porque é suportada pelo facto de sermos um país costeiro.

A independência tem os seus custos
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Julho 02, 2008, 12:44:55 pm
Citação de: "DC 38"

Com a Defesa Europeia, "montada" aqui ao lado (parte terrestre defendida), gostaria de ter argumentos construtivos para a existência de um exercito forte para a ocupação territorial, e não um maior investimento naquilo que só nós defendemos, que é o MAR?

Cumprimentos


-Instabilidade Política latente na vizinha Espanha, nunca se sabendo quando é que esta situação pode de facto descambar para situações de conflito.

-Fundamentalismo islâmico a sul

-Decomposição da hegemonia do ocidente a nível politico, económico e até militar, pondo em causa o sistemas de alianças estabelecido.

Isto tem que ser conseguido de uma forma equilibrada, e nunca como diz e muito bem, à custa do abandono do “nosso MAR”.
Título:
Enviado por: migbar2 em Julho 02, 2008, 09:49:57 pm
Citação de: "DC 38"
Citação de: "migbar2"
Olhe, eu não sou superior a ninguem, sou um pobre e humilde cidadão sem qualquer poder nos moldes desta nossa sociedadesinha...se o senhor se incomoda tanto comigo faça de conta que eu não existo que como vê sou tão pequeno que não custa nada... agora, não me afronte.

Caro Migbar2,

tem toda a razão, talvez a minha expressão de "nem merece" resposta foi "demais"!!! Mas a minha frase referia-se ao facto de o comentário (já comentado) de Typhonman que estava desenquadrado e ao qual o Sr. reforçou (mais uma vez digo sem razão...)!!!

Já agora todos nós temos "algum poder", pois este tipo de iniciativa é um início, pois a pensar ninguém nos pode limitar e alterar a opinião daquele que está ao nosso lado também não.

e agora que temos a causa sanada, volto à questão:

Com a Defesa Europeia, "montada" aqui ao lado (parte terrestre defendida), gostaria de ter argumentos construtivos para a existência de um exercito forte para a ocupação territorial, e não um maior investimento naquilo que só nós defendemos, que é o MAR?

Cumprimentos






E a Espanha não tem as costas defendidas pelo enorme exército Frances ? Porque não abdica ela do exército ? E já agora para quê uma armada como a que a Espanha está a montar já que a França está a construir uma que na próxima década cumprirá um poder três vezes superior á de Espanha ? Porque no fim e quando a "coisa" não interessa ao parceiro do lado, cada um trata de sí e o resto é utópico. Se Portugal tiver algum grande problema com um país que dê muito dinheioro a ganhar a Espanha, basta essa questão financeira para a Espanha nem sequer mexer um parafuzo para nos ajudar...quem é capaz apostar o contrário ?
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 02, 2008, 10:21:11 pm
Citação de: "de la Perière"
O que eu duvido é que se consiga fazer o carregamento de mísseis numa fragata de classe "Vasco da Gama" a navegar, pelo que me parece que é um pouco irrelevante o Bérrio poder levá-los.


Caro de la Perière,

Não sei o termo RAS (Replenishment At Sea) lhe diz algo? (Se disser passe à frente o paragrafo seguinte...)

O RAS é a passagem de material entre dois navios no mar, 70 ou 80% das vezes combustivel, mas sólidos (todo o tipo) também são passados (correio, mantimentos e logicamente munições).

Mais propriamente o nosso NRP "Bérrio" tem também capacidade de transfega de sólidos através da passagem de cabos, passando a carga através de um "carrinho" ou há sempre a hipótese de usar um heli organico para essa transfega (como exemplo  http://www.youtube.com/watch?v=ovuk4bEi ... re=related (http://www.youtube.com/watch?v=ovuk4bEiABY&feature=related) ).
Assim faz todo o sentido, que o navio tenha a possibilidade de transporte desse tipo de material.

Se tem local próprio para este material ser armazenado? Claro que não é uma instalação em terra, mas consegue "aguentar" uma missão, sem problemas...

Cumprimentos
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 02, 2008, 10:40:25 pm
Citação de: "papatango"
É perigoso acreditar piamente que temos as costas defendidas.
...

A função de uma força armada, não é necessariamente a de lutar, mas acima de tudo a de demonstrar ter a capacidade para o fazer.
Desde há muitos séculos que a existência dessa capacidade garante a independência de nações.

A função primeira do exército, é garantir a existência de um Estado, sendo que no nosso caso esse Estado é a estrutura que dá forma a uma Nação.

É uma questão de principio. E de qualquer forma os investimentos em equipamentos para o exército são muito inferiores aos investimentos nos outros ramos.
...

O que «leva» o dinheiro é de facto o grande numero de efectivos.
Aí aceito que o exército tenha gente a mais.
Mas conforme já foi dito aqui, o problema do exército é o mesmo da marinha.

Então pode perguntar-se: Mas que forças são essas, os espanhóis ?

Mas nesse caso, se são uma potencial ameaça na água, porque é que não a são em terra?
Depois há o problema básico da ZEE. A ZEE existe, porque é suportada pelo facto de sermos um país costeiro.

A independência tem os seus custos


OK!

Como já entenderam, estou mais virado para a água do que que para a terra...
Assim, podem compreender a minha questão... Mas até agora não consegui ter da vossa parte (mais virados para a terra) argumentos fortes, de fácil entendimento da necessidade de um Exército grande e Muito bem equipado.

Claro, que como diz o Papatango as FA's são necessárias e daí ninguém duvida! Que o Exército tem tido menos investimento, também é verdade, mas mesmo assim é o que tem maior orçamento...

Eu, acredito da necessidade da existência de um Exército, mas de dificil explicação, fora os chavões que são ensinados na A.M. e que me foram aqui expostos, daí Eu ter colocado esta questão, de forma a verificar se vós (mais "verdes" do que Eu) teriam argumentos melhores do que aqueles que já conhecia.

Assim concluo que no nosso actual contexto, os orçamentos estão trocados. Com a dimensão da ZEE (que está a ser aumentada), com a dimensão da Costa, deveriamos ter uma Marinha (de duplo uso, como diz o ALM. CEMA) muito FORTE, acompanhada de um poder aéreo condigno. Ficando nós com um Exercito, mais pequeno, mas mais especializado, capaz de garantir a tal demonstração de que fala o Papatango.

Cumprimentos a todos
Título:
Enviado por: SSK em Julho 02, 2008, 11:07:39 pm
Ainda bem que já explicou caro DC 38. Assim poupou-me algum tempo. :D
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 02, 2008, 11:46:55 pm
Citação de: "DC 38"
Com a dimensão da ZEE (que está a ser aumentada), com a dimensão da Costa, deveriamos ter uma Marinha (de duplo uso, como diz o ALM. CEMA)


Se calhar isso também é um chavão :twisted:  :roll:

2 - Tem uma estrutura "administrativa" muito pesada :roll:

A Componente Operacional, ao contrário do que julga, não é muito grande, nomeadamente quando comparável com países de dimensão demográfico-económica semelhante. Três Brigadas, uma "Pesada" - BrigMec, uma "Média/Ligeira" - BrigInt e uma "Ligeira" - BrigRR, alguns pouco Batalhões/Companhias independentes enquadradas nas designadas Forças de Apoio Geral e as unidades das Regiões Autónomas enquadradas nos respectivos Agrupamentos de Defesa Territorial...Realmente o problema é a dimensão dessa componente "administrativa" e dos tais quartéis que "não se sabe bem para o que servem", que representam algo como cerca de 40% do pessoal no activo... :roll:


* O IH seria a única destas instituições que teria dúvidas em colocar sobre a dependência directa e, principalmente, exclusiva, de uma instituição civil. De facto, a existência de cartografia actualizada sobre os fundos marítimos e, principalmente, do canal navegável do Tejo ("fragilidade" da BNL-Alfeite e, consequentemente, de todos os navios da Armada, face ao possível bloqueio do Estuário do Tejo em caso de conflito militar), é essencial a uma Marinha de Guerra.
Título:
Enviado por: migbar2 em Julho 03, 2008, 12:50:41 am
Em toda esta conversa e reconhecendo em todos os argumentos lógica e razão de sêr, tenho uma certeza, que é o facto de a diminuição de um ramo não trazer necessáriamente maior poder a outro ou representar melhor investimento. Depende pura e simplesmente daquilo que o futuro nos traga. E de resto se nos aparece um adversário bem apetrechado e com muitos recursos, Estado de direito, organização terrorista ou o que seja, tentar-nos-á sempre atingir o mais profundamente possivel aonde estivermos mais frágeis, portanto se há força na marinha á custa da terra, será mesmo na terra que nos tramam !! Quanto á componente operacional do nosso exército só me ocorre dizer que perante a nossa orbat menos exército é virtualmente nenhum exército !!! já que duas brigadas ligeiras e uma brigada pesada, apenas parcialmente operacional, para um país como o nosso é o minimo aceitável.
Título:
Enviado por: papatango em Julho 03, 2008, 04:27:41 pm
Citação de: "DC 38"
Como já entenderam, estou mais virado para a água do que que para a terra...
Assim, podem compreender a minha questão... Mas até agora não consegui ter da vossa parte (mais virados para a terra) argumentos fortes, de fácil entendimento da necessidade de um Exército grande e Muito bem equipado.
.
É um erro achar que as pessoas estão mais ou menos viradas para terra. Na verdade, já discutimos bastantes vezes a questão e chegámos à conclusão de que a Marinha é o mais importante ramo das Forças Armadas.

O que acontece é que o exército tem sido praticamente abandonado ao longo dos últimos anos. Na prática, o que é que o exército tem recebido de novo nos últimos 35 anos ?
Assim de memória, não me lembro de nenhum material relevante novo que o exército tenha recebido.
Normalmente recebeu material usado, e já ultrapassado.

Não podemos colocar simplificar demasiado a questão, porque senão concluímos que a própria marinha poderia ser posta em causa com o mesmo tipo de argumentação.

Ou seja:
Se tivermos uma guarda costeira, para que serve a marinha se já temos os norte-americanos de um lado e os espanhóis do outro (equipados e armados pelos norte-americanos para vigiarem o nosso mar) ?

Afinal, o DC 38 respondeu de forma efectiva a esta questão …
Para que serve a nossa marinha, se temos os espanhóis para defender as nossas costas?

E não acredite que eles não aceitam. Afinal a transformação da marinha portuguesa numa marinha de corvetas já foi proposta no passado e tinha o beneplácito espanhol que até se propôs fornecer os barcos…

Se aceitamos que os nossos vizinhos são suficientemente poderosos para não nos preocuparmos com a defesa, então não precisamos de marinha, como não precisamos de exército e muito menos de Força Aérea.

Mas se aceitarmos isso, estaremos a aceitar de uma vez por toda, que não somos um país independente.

Outra coisa completamente diferente, é que as mudanças e a remodelação cheguem normalmente tarde e a más horas ao exército.
E esse é um problema histórico.
O exército tem uma grande dificuldade em mudar. Aliás, nunca o conseguiu fazer sem intervenção estrangeira ou necessidade urgente.

Foi radicalmente mudado durante as invasões francesas, quando os ingleses o transformaram no mais eficaz e disciplinado exército da Europa Continental (a acreditar no que diziam os ingleses e posteriormente os franceses).
Mas depois entrou claramente em decadência. Começou a participar na política e em 1914 mostrou que não era capaz de ser eficiente como tinha sido um século antes.

Depois foi reorganizado a seguir à II guerra mundial, com a autêntica revolução que constituiu a adesão à NATO.
A seguir a essa, houve outra que acabou por lhe estar ligada, e que foi imposta pela guerra em África.
Mais uma vez, quando encostados à parede, os portugas parecem ter uma capacidade de organização quase germânica, que embora muito baseada no improviso, é baseada num improviso que muitas vezes (e esquecemos sempre isto) é tremendamente eficaz.

Mas depois de 25 de Abril não tivemos nenhuma razão para efectuar grandes mudanças. O exército e os seus elementos têm a tradicional tendência portuguesa para se acomodarem. Não é um problema só do exército é um problema da sociedade.

E este parece ser o problema. Temos andado a empurrar o problema com a barriga, porque como em todos os casos, a mudança custa muito, e só uma guerra ou uma grande convulsão social serve como justificativa.

O exército precisa de uma reestruturação radical. Precisa de acabar com grande parte das suas unidades e isso é complicado porque há sempre muitas resistências.
Além do mais é caro, muito caro.
A solução seria criar três grandes campos militares, colocar neles bases, unidades organizadas consoante as necessidades, e MUITO IMPORTANTE, dar condições aos militares, para que pudessem acomodar-se a si e às suas famílias de forma condigna.

O problema, é que o país embora tenha dinheiro para o fazer, tem outras prioridades.

Mas esse problema não tem muito a ver com os actuais investimentos no exército que são apenas uma tentativa para que as forças armadas não passem a ser forças desarmadas. E quando as forças são desarmadas, deixam de ser forças, e se deixam de ser forças, deixa de haver o principal elemento que garante a existência do Estado.
Título:
Enviado por: Instrutor em Julho 03, 2008, 04:37:11 pm
mandem fuzilar este senhores que nao querem umas forças armadas mais poderosas, preferem entregar a defesa á Espanha, eu não tenho nada contra os amigos espanhois, mas é como entregar o ouro ao bandido, pela vontade de alguns portugueses traidores este país ja tinha sido dado a outros :twisted:  :evil:
Título:
Enviado por: Lightning em Julho 03, 2008, 04:41:08 pm
Citação de: "papatango"
A solução seria criar três grandes campos militares, colocar neles bases, unidades organizadas consoante as necessidades, e MUITO IMPORTANTE, dar condições aos militares, para que pudessem acomodar-se a si e às suas famílias de forma condigna.


Eu escrevi sobre isso já antes neste fórum, 3 Campos Militares, Norte, Centro e Sul, cada um com uma Brigada do Exército e uma Base Aérea, mas isso causa mal-estar nas forças armadas, ia acabar com muitos postos de Coronel (Comandante de Regimento) e outros, e acabaria com haver quarteis espalhados pelo pais todo, pois todos querem um quartel perto de casa, é cómodo.

Mas a existencia de tantas unidades provoca outro mal estar, que é muitas vezes os militares serem colocados em unidades onde não querem estar, por isso a existencia de menos unidades (3 Campos Militares), automaticamente, levaria a que mais militares estivessem colocados na sua unidade preferencial, logo o pessoal QP não anda a pensar que daqui a 10 anos vai ser transferido para "cascos de rolha", logo, não estão descontentes, logo, um melhor empenho na sua função, etc, etc
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 03, 2008, 06:03:53 pm
Código: [Seleccione]
A solução seria criar três grandes campos militares, colocar neles bases, unidades organizadas consoante as necessidades, e MUITO IMPORTANTE, dar condições aos militares, para que pudessem acomodar-se a si e às suas famílias de forma condigna.

No meio disto tudo como é que ficariam os Arquipélago dos Açores e Madeira?
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 03, 2008, 07:41:14 pm
Citação de: "Cabecinhas"

No meio disto tudo como é que ficariam os Arquipélago dos Açores e Madeira?


Penso que Lightning está a falar das forças no Continente, três Brigadas e Forças de Apoio Geral. As ilhas como têm tão poucas unidades (apenas 3 Regimentos de Guarnição, um na RAM, dois na RAA) podem ficar quase na mesma, fundindo-se, eventualmente, os Regimentos de Guarnição da RAA.

A minha "proposta" de reestruturação/fusão de unidades não é tão "radical", primeiro porque não há espaços livres para construir novos Campos Militares com dimensão semelhante ao de Santa Margarida, segundo porque não dinheiro para essas infra-estruturas tão "pesadas", terceiro manter, apesar de tudo, algum grau de dispersão territorial.

Para evitar off-topics, para verem as minhas propostas de reestruração do Exército:
 :arrow: http://www.forumdefesa.com/forum/viewto ... 096#118096 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?p=118096#118096)
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 03, 2008, 09:40:24 pm
Citação de: "papatango"
Na verdade, já discutimos bastantes vezes a questão e chegámos à conclusão de que a Marinha é o mais importante ramo das Forças Armadas.


 yu23x1 gostei de ler   :lol:

Mas como foi dito, na realidade todos são importantes, o que os nossos governantes têm de fazer é de arranjar um equilibrio de distribuição dos escassos €€€

e talvez adaptar à nossa realidade os 3 ramos que BEM necessitam de reforma... :roll:
Título:
Enviado por: SSK em Julho 03, 2008, 09:59:55 pm
E que tal a questão de uma marinha de duplo uso, seja lá o que isso for...

A questão que levanta o DC 38 é que temos de ter marinha de guerra e uma marinha "guarda-costeira", onde os seus militares recebem a mesma instrução... e têm de saber viver para as duas com os meios meios... Aí sim parece-me uma grande lacuna de meios e formação de pessoal. Não conheço a realidade da Força Aérea, mas julgo estar mais bem apetrechada que a marinha.

No que diz respeito à "guerra" parece-me que os 3 ramos respiram insuficiência de meios!!!
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 03, 2008, 10:01:46 pm
Citar
No que diz respeito à "guerra" parece-me que os 3 ramos respiram insuficiência de meios!!!


Desde que haja bolas... tudo se consegue c34x
Título:
Enviado por: raphael em Julho 03, 2008, 10:04:35 pm
A Armada tem a sua maior importância também devido à razão da área que tem sobre a sua responsabilidade, ou seja, a área marítima equivale a 18,4 vezes a superficie terrestre nacional (incluindo os arquipélagos), daí que o reforço de meios previstos entre 2010 e 2020 para a Armada sejam tão importantes de ser concretizados.
Título:
Enviado por: SSK em Julho 03, 2008, 10:10:54 pm
Citação de: "Cabecinhas"
Citar
No que diz respeito à "guerra" parece-me que os 3 ramos respiram insuficiência de meios!!!

Desde que haja bolas... tudo se consegue c34x

Sem espinhas... Tinhamos provavelmente ganho euro...

Citar
A Armada tem a sua maior importância também devido à razão da área que tem sobre a sua responsabilidade, ou seja, a área marítima equivale a 18,4 vezes a superficie terrestre nacional (incluindo os arquipélagos), daí que o reforço de meios previstos entre 2010 e 2020 para a Armada sejam tão importantes de ser concretizados.


Mas esses reforços não são reforços. São substituições e são em menor número... e a data de entrada ao efectivo é uma aventura!!! Assim não há organização/empresa que resista. :?
Título:
Enviado por: Miguel em Julho 03, 2008, 10:20:57 pm
O que era a nossa Armada antes dos anos 90???

Efetivamente no papel, tinhamos perto de 17 fragatas e Corvetas e 3 Submarinos....10 patrulhas cacine etc....

E qual teria sido o sua capacidade de combate num conflito, com misseis navais, helicopteros etc....

Creio que apenas podia servir de alvo para os misseis innimigos.

Teremos em 2009, 5 Fragatas com "verdadeira" capacidade de combate assim como 2 verdadeiros submarinos novinhos.
Título:
Enviado por: de la Perière em Julho 03, 2008, 10:27:17 pm
Citação de: "DC 38"
Citação de: "de la Perière"
O que eu duvido é que se consiga fazer o carregamento de mísseis numa fragata de classe "Vasco da Gama" a navegar, pelo que me parece que é um pouco irrelevante o Bérrio poder levá-los.

Caro de la Perière,

Não sei o termo RAS (Replenishment At Sea) lhe diz algo? (Se disser passe à frente o paragrafo seguinte...)

O RAS é a passagem de material entre dois navios no mar, 70 ou 80% das vezes combustivel, mas sólidos (todo o tipo) também são passados (correio, mantimentos e logicamente munições).

Mais propriamente o nosso NRP "Bérrio" tem também capacidade de transfega de sólidos através da passagem de cabos, passando a carga através de um "carrinho" ou há sempre a hipótese de usar um heli organico para essa transfega (como exemplo  http://www.youtube.com/watch?v=ovuk4bEi ... re=related (http://www.youtube.com/watch?v=ovuk4bEiABY&feature=related) ).
Assim faz todo o sentido, que o navio tenha a possibilidade de transporte desse tipo de material.

Se tem local próprio para este material ser armazenado? Claro que não é uma instalação em terra, mas consegue "aguentar" uma missão, sem problemas...

Cumprimentos


Caro DC 38:

Obrigado pela explicação.

Sei muito bem o que é um RAS, e por saber onde se faz o mesmo nas fragatas da classe "Vasco da Gama" é que tenho muitas dúvidas que se consiga passar um míssil do "Bérrio" para uma fragata, e muito menos içá-lo para o pavimento onde ficam os mísseis. Apesar de achar que fazer uma faina de munições (por exemplo de 100mm) deveria ser algo bastante penoso a navegar (tendo em conta a localização do parque RAS e do paiol de 100mm das fragatas) concordo que em "tempo de guerra não se limpam armas", pelo que se fosse necessário a coisa fazia-se. Continuo a torcer o nariz é aos mísseis. É claro que com um VERTREP a coisa poderia ser contornada mas, a navegar seria possível carregar um "Sea Sparrow"? E até que estado de mar seria isso possível?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: de la Perière em Julho 03, 2008, 10:31:18 pm
Citação de: "DC 38"
[
Com a dimensão da ZEE (que está a ser aumentada), com a dimensão da Costa, deveriamos ter uma Marinha (de duplo uso, como diz o ALM. CEMA) muito FORTE, acompanhada de um poder aéreo condigno. Ficando nós com um Exercito, mais pequeno, mas mais especializado, capaz de garantir a tal demonstração de que fala o Papatango.

Cumprimentos a todos


Caro DC 38, uma pequena correcção de pormenor: a ZEE não está a ser aumentada, o que está a ser aumentada é a Plataforma Continental. Não invalida, no entanto, que com esse acréscimo venhamos a adquirir responsabilidades acrescidas de patrulhamento. Mas a ZEE e a Plataforma Continental são coisas distintas.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 03, 2008, 10:35:04 pm
Falemos antes de capacidades, qual é a capacidade(s) que falta(m) a Marinha?

Eu identifico:

-Falta de capacidade de defesa aérea (Fragatas/Destroyers AAW)

-Falta de capacidade de projecção (LPD, e um AOR novo)

-Falta de capacidade de desminagem (para além dos mergulhadores-sapadores)


Capacidades que deveriam ser reforçadas:

-Esquadra de Helicopeteros da Armada (Adquirir mais Lynx e no futuro NH-90N)

-Reservas de Guerra


-Modernização das actuais fragatas (CIWS/RAM,Harpoon II,Comunicações)


Novas Capacidades:


-UAV´s

-Misseis anti aéreos a integrar nos U-214

-Aumentar a capacidade de combate dos fuzileiros
Título:
Enviado por: raphael em Julho 03, 2008, 10:41:15 pm
Só um aparte em relação ao quantitativo de Harpoons e SeaSparrows que existem nas fragatas MECO, não é possível fazer o recarregamento dos mesmos em mar aberto, porque simplesmente não há meio para o fazer, as guarnições nunca foram treinadas nesse sentido e porque também os paióis das fragatas não têm capacidade para os albergar. Têm capacidade de armazenar somente munições de 100mm para a peça frontal, mais as 20mm para o Phalanx e Oerlikon, mais os torpedos.
Nos entretantos o Bérrio tá no estaleiro em manutenção e o Barracuda a fazer-lhe companhia.
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 03, 2008, 10:42:35 pm
Citação de: "DC 38"
Com a Defesa Europeia, "montada" aqui ao lado (parte terrestre defendida), gostaria de ter argumentos construtivos para a existência de um exercito forte para a ocupação territorial, e não um maior investimento naquilo que só nós defendemos, que é o MAR?


Não tenho interesse nem procuração de qualquer um dos ramos para o defender. Dito isto,

Não temos, nem parece que venhamos a ter, um Exército forte para ocupação territorial - para isso teríamos de constituir reservas treinadas em grande número (o que iria gerar uma onda de suicídios celectivos no Avante).
Mas precisamos de investir em modernizar equipamento e actualizar pessoal no Exército. Ou seja, criar 'clusters' em que sejamos bons (este CEME tem a aposta nas unidades de elite, guerra NBQ, ...). Porquê? Porque o Exército ainda é (mais que Marinha e Força Aérea, que muito têm contribuído) a face mais vísivel da Política Externa portuguesa.
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 03, 2008, 10:58:53 pm
Citação de: "Lancero"
Citação de: "DC 38"
Com a Defesa Europeia, "montada" aqui ao lado (parte terrestre defendida), gostaria de ter argumentos construtivos para a existência de um exercito forte para a ocupação territorial, e não um maior investimento naquilo que só nós defendemos, que é o MAR?

Não tenho interesse nem procuração de qualquer um dos ramos para o defender. Dito isto,

Não temos, nem parece que venhamos a ter, um Exército forte para ocupação territorial - para isso teríamos de constituir reservas treinadas em grande número (o que iria gerar uma onda de suicídios celectivos no Avante).
Mas precisamos de investir em modernizar equipamento e actualizar pessoal no Exército. Ou seja, criar 'clusters' em que sejamos bons (este CEME tem a aposta nas unidades de elite, guerra NBQ, ...). Porquê? Porque o Exército ainda é (mais que Marinha e Força Aérea, que muito têm contribuído) a face mais vísivel da Política Externa portuguesa.


x2

Sem esquecer a NRF-12.
Título:
Enviado por: SSK em Julho 03, 2008, 11:48:19 pm
Citação de: "Typhonman"
Falemos antes de capacidades, qual é a capacidade(s) que falta(m) a Marinha?

Eu identifico:

-Falta de capacidade de defesa aérea (Fragatas/Destroyers AAW)

-Falta de capacidade de projecção (LPD, e um AOR novo)

-Falta de capacidade de desminagem (para além dos mergulhadores-sapadores)


Capacidades que deveriam ser reforçadas:

-Esquadra de Helicopeteros da Armada (Adquirir mais Lynx e no futuro NH-90N)

-Reservas de Guerra


-Modernização das actuais fragatas (CIWS/RAM,Harpoon II,Comunicações)


Novas Capacidades:


-UAV´s

-Misseis anti aéreos a integrar nos U-214

-Aumentar a capacidade de combate dos fuzileiros


já que estamos numa de pedinchar e que tal mais 1 ou 2 submarinos 214 ou 212 para além dos que vêm a caminho.
Título:
Enviado por: papatango em Julho 04, 2008, 12:19:22 am
Mais submarinos ...  :shock:
Título:
Enviado por: Lightning em Julho 04, 2008, 12:23:48 am
Citação de: "papatango"
Mais submarinos ...  :shock:


Já passa da meia-noite por isso já posso dizer isto :lol:  :lol: "


PS: Se os moderados acharem que estou a abusar, apaguem a mensagem.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 04, 2008, 12:28:14 am
A "croma", ex-Santanete (e que agora "cuspe na mão" de quem lhe deu de comer) e que (quase) levou a Casa Fernando Pessoa à falência?
Título:
Enviado por: Luso em Julho 04, 2008, 12:36:59 am
Citação de: "PereiraMarques"
A "croma", ex-Santanete (e que agora "cuspe na mão" de quem lhe deu de comer) e que (quase) levou a Casa Fernando Pessoa à falência?


Convém não esquecer isso. A fotogenia associada ao linguajar elegante e pretensamente erudito parecem ser o suficiente para qualificar um "fazedor de opinião".
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 04, 2008, 02:55:08 am
Citação de: "SSK"
Citação de: "Typhonman"
Falemos antes de capacidades, qual é a capacidade(s) que falta(m) a Marinha?

Eu identifico:

-Falta de capacidade de defesa aérea (Fragatas/Destroyers AAW)

-Falta de capacidade de projecção (LPD, e um AOR novo)

-Falta de capacidade de desminagem (para além dos mergulhadores-sapadores)


Capacidades que deveriam ser reforçadas:

-Esquadra de Helicopeteros da Armada (Adquirir mais Lynx e no futuro NH-90N)

-Reservas de Guerra


-Modernização das actuais fragatas (CIWS/RAM,Harpoon II,Comunicações)


Novas Capacidades:


-UAV´s

-Misseis anti aéreos a integrar nos U-214

-Aumentar a capacidade de combate dos fuzileiros

já que estamos numa de pedinchar e que tal mais 1 ou 2 submarinos 214 ou 212 para além dos que vêm a caminho.


Caro SSK não quis "pedinchar"  :)  Somente referi as capacidades que na minha opinião fazem falta a Marinha, as coisas "novas" que referi foi as fragatas/destroyers AAW, um novo AOR e os IDAS para os U-214.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 04, 2008, 11:55:14 pm
Citar
  Realizou-se no passado dia 2 de Junho no Comando Naval, a cerimónia de inauguração oficial do Centro de Operações da Marinha (COMAR).

   A cerimónia, presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Prof. Doutor Nuno Severiano Teixeira, contou com a presença do Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Dr. João Mira Gomes, do Secretário de Estado da administração Interna, Dr. Rui Sá Gomes, do CEMGFA General Valença Pinto, do Director-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, Dr. João Manuel Almeida de Sousa. Estas entidades foram recebidas pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, ALM Melo Gomes e pelo Comandante Naval, VALM Vargas de Matos.
 

Em 30 de Janeiro de 2008, no Comando Naval, procedeu-se à activação do “Initial Operational Capability” (IOC) do Centro de Operações da Marinha (COMAR).

O COMAR, encontra-se co-localizado com o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), opera 24 horas por dia, garantindo a compilação e análise de todo um conjunto de informação relativa ao panorama marítimo disponibilizada por vários organismos e instituições militares e civis, nacionais e estrangeiras, incluindo a NATO, no âmbito do MSA1.
 

Encontra-se guarnecido permanentemente por seis militares e um elemento da polícia marítima, podendo ser aumentada a sua capacidade até treze postos de trabalho que, dependendo da sua configuração, poderão ser guarnecidos por representantes das entidades e organismos militares ou civis, relevantes para o acompanhamento da situação em curso.
 
 (http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_jul2008/pag7_2.jpg)

Para poder planear, coordenar, conduzir e controlar as operações marítimas e navais sob a sua responsabilidade, é necessário um sistema de comando e controlo, comunicações, computadores e informações (C4I) moderno, consubstanciado por um conjunto de sistemas, equipamentos, métodos, procedimentos e pessoal, organizados de modo a assegurar a gestão global e integrada da informação relevante e que posicione o decisor operacional num estado de superioridade de informação que o habilite na tomada da decisão.

No quadro actual, em que cada vez mais se torna necessário racionalizar recursos e convergir sinergias para os objectivos comuns, o COMAR traduz o exemplo de que é possível desenvolver projectos integradores.

Efectivamente, revela-se uma decisão natural a edificação deste centro no seio da Marinha pelos seguintes factores:

• A Marinha possui a vocação, a competência e os meios;

• No COMAR é possível aceder simultâneamente a informações classificadas e não classificadas, designadamente informação NATO, informações próprias (W-AIS da Marinha, informação proveniente da Autoridade Marítima e informação das unidades operacionais) e informação de outras fontes (UE, Iniciativa 5+5, dados AIS2/VTS3 nacionais, MONICAP4, SIVICC5, MSSIS6, informação âmbito SAR7, etc.), o que se traduz numa maior capacidade e eficácia na monitorização e análise;

• A Marinha tem dinamizado a elaboração de protocolos com diversas entidades, os quais permitem a sua agilização e articulação, sendo que o COMAR disporá das ferramentas e capacidade para assumir um papel previligiado na condução e acompanhamento das operações no mar, bem como da flexibilidade (redes configuráveis e estações de trabalho) para permitir a integração de representantes de várias entidades;

• A co-localização com o MRCC Lisboa, garante a gestão racional de recursos e permite a convergência de variada informação relevante para a percepção operacional do ambiente marítimo8. Releva-se o facto de o projecto GMDSS-VHF9 vir a aumentar significativamente as valências do MRCC, que passará a dispôr de capacidade de operar localmente uma rede de VHF marítima (TX/RX de voz e dados DSC) que cobre toda a orla costeira continental.
 


 Prevê-se, no âmbito deste projecto que, num futuro próximo, possa vir a ser edificada também a capacidade MF;

• O facto de o COMAR integrar o centro de operações navais e elementos da Autoridade Marítima, permite, desde logo, alargar as áreas de intervenção, fazendo uso de recursos comuns e agilizando as respostas de forma a melhorar a eficácia no quadro da defesa e segurança marítima;
 

• O COMAR dispõe ainda de acesso à rede VHF de Marinha10, ao MRL, à rede secreta NATO, capacidade VTC11 com unidades navais e forças destacadas, à Internet, Intranet, rede VTS/AIS nacional, rede AIS de Marinha, V-RMTC12, SADAP13, ligações através do MRCC como referido, entre muitos outros sistemas, assumindo capacidades conjugadas únicas no âmbito nacional.

O COMAR dispõe também de importantes ferramentas, para detecção automática de anomalias, AIS e outras, com o acesso a bases de dados classificadas e não classificadas, o que concorrerá no processo de análise e permitirá o processamento de maior quantidade de contactos.

Em situação de crise o COMAR terá capacidade de disponibilizar o panorama marítimo reconhecido à sala de situação do Almirante CEMA. Este panorama será ainda disponibilizado em permanência ao EMA. Pode ainda partilhar informação através da INTRANET e sempre que necessário através da MSWAN14, com os Comandos de Zona Marítima e Departamentos Marítimos. Integrado na SCA15 de Northwood, o COMAR, partilha o seu panorama marítimo reconhecido com entidades/unidades NATO através do sistema MCCIS16.

Pretende-se ainda que o COMAR partilhe o seu panorama marítimo reconhecido com o EMGFA, com forças de coligação e forças conjuntas, com as Unidades Navais e Forças de Fuzileiros e com agências externas e forças policiais, nacionais ou estrangeiras, quando autorizado.

Como valor acrescido o COMAR assegura os elementos de informação necessários à tomada de decisão, optimizando o emprego dos meios e contribuindo para a articulação e complementariedade dos recursos nacionais, fornecendo ainda aos nossos parceiros e aliados um panorama marítimo reconhecido de excelência.

(Colaboração do COMAR)

 
 :arrow: http://www.marinha.pt/revista/index.asp ... fault.html (http://www.marinha.pt/revista/index.asp?revista=ra_jul2008/default.html)
Título:
Enviado por: MDN em Julho 05, 2008, 12:23:00 am
uma coisa tenho que admimitir, muita organização eles inauguram... o problema é o numero de equipamento é sempre o mesmo.... e ainda por cima tem que dar para tudo..... :evil:
Título:
Enviado por: jmg em Julho 05, 2008, 11:18:46 am
Eu agora vou talvez arranjar alguns inimigos, mas já que estámos numa de pedir e reestruturar sem preocupar-nos em saber se temos os meios ou não eu faria o seguinte:
Retirava a vertente de vigilância e SAR à força Aérea e punha a Armada com um corpo de aviação naval, com os P3, C295 de vigilância marítima, lynx/NH90 (embarcados) e EH 101. A vigilância, salvamento, e luta anti-submárina e anti-navio passariam a ser responsabilidade da Armada.
Título:
Enviado por: Lightning em Julho 05, 2008, 11:44:42 am
Citação de: "jmg"
Eu agora vou talvez arranjar alguns inimigos, mas já que estámos numa de pedir e reestruturar sem preocupar-nos em saber se temos os meios ou não eu faria o seguinte:
Retirava a vertente de vigilância e SAR à força Aérea e punha a Armada com um corpo de aviação naval, com os P3, C295 de vigilância marítima, lynx/NH90 (embarcados) e EH 101. A vigilância, salvamento, e luta anti-submárina e anti-navio passariam a ser responsabilidade da Armada.


Não é que fosse impossivel pois há paises que operam nesses moldes, só que são é paises grandes.

De certo que seria dispendioso, pois teria que haver muito mais pilotos, mecanicos, etc na Marinha dos que já tem, além de ter que possuir pelo menos uma base aérea para poder operar esses meios, e toda o pessoal e logistica para operar uma base áerea, podemos dizer que passavamos a ter "duas" forças aéreas, uma ligada à Marinha e uma geral?

Nesse contexto passavamos a ter duas esquadras C-295, uma na Marinha e uma na Força Aérea não é lá muito económico.

E a Busca e Salvamento em Combate? Não é missão do interesse da Armada, teria que haver uns EH-101 na Força Aérea só para fazer isso. Mais duas esquadras da mesma aeronave?

Ou já agora transferia-se os aviões e helicopteros de transporte para o Exército? E os caças e radares ficavam para quem? É que quer a Armada quer o Exército precisam de apoio aéreo de F-16? Foi essa duplicação ou triplicação de estruturas que levou à criação da Força Aérea há mais de 50 anos.
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 07, 2008, 10:24:20 pm
Citação de: "de la Perière"
Sei muito bem o que é um RAS, e por saber onde se faz o mesmo nas fragatas da classe "Vasco da Gama" é que tenho muitas dúvidas que se consiga passar um míssil do "Bérrio" para uma fragata, e muito menos içá-lo para o pavimento onde ficam os mísseis.
...
 É claro que com um VERTREP a coisa poderia ser contornada mas, a navegar seria possível carregar um "Sea Sparrow"? E até que estado de mar seria isso possível?



Pois é de la Perière a questão da possibilidade de transporte e transfega dos misseis está tratada.
Agora na realidade também não sei como é que (no interior) nas VDG "tratariam" este material... assim de repente julgo que o Sea Sparrow não poderia ser embarcado, pois para isso é necessario uma grua que eleve o míssil... e julgo que os navios não têm nenhum aparelho de força na zona das armas...

Cumprimentos
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 07, 2008, 10:33:23 pm
Citação de: "jmg"
Retirava a vertente de vigilância e SAR à força Aérea e punha a Armada com um corpo de aviação naval, com os P3, C295 de vigilância marítima, lynx/NH90 (embarcados) e EH 101. A vigilância, salvamento, e luta anti-submárina e anti-navio passariam a ser responsabilidade da Armada.

Caro Jmg, também julgo que não seria totalmente descabido.

Citação de: "Lightning"
De certo que seria dispendioso, pois teria que haver muito mais pilotos, mecanicos, etc na Marinha dos que já tem, além de ter que possuir pelo menos uma base aérea para poder operar esses meios, e toda o pessoal e logistica para operar uma base áerea, podemos dizer que passavamos a ter "duas" forças aéreas, uma ligada à Marinha e uma geral?
...
E a Busca e Salvamento em Combate? Não é missão do interesse da Armada, teria que haver uns EH-101 na Força Aérea só para fazer isso. Mais duas esquadras da mesma aeronave?



Lightning, e que tal fazer a utilização de uma base aérea da FA como acontece hoje com a Esquadrilha de Helicópteros, que está no Montijo?

O SAR em combate?? porque que razão a Marinha não quer esta missão?? é por ser específica da Força Aérea?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: raphael em Julho 07, 2008, 10:50:45 pm
Citar

Lightning, e que tal fazer a utilização de uma base aérea da FA como acontece hoje com a Esquadrilha de Helicópteros, que está no Montijo?

O SAR em combate?? porque que razão a Marinha não quer esta missão?? é por ser específica da Força Aérea?

Cumprimentos


Até era boa ideia centralizar tudo o que é hélis (FAP, Armada e Exército) no Montijo... com as restrições que vão ocorrer com o Aeroporto em Alcochete...
O CSAR não engloba só o heli de resgate com a respectiva equipa de combate, tem as aeronaves de escolta, tem os sistemas de comando e controlo em aeronave (AWACS e outros) é um esforço coordenado.
Neste momento a FAP só tem os hélis porque a actual UPF não tem a valência CSAR activa, e mesmo os próprios hélis não estão totalmente equipados (falta o armamento), e mais importante faltam as tripulações treinadas para o efeito, estou a falar dos pilotos de EH101 com treino específico para missões CSAR, nomeadamente os vôos de treino nocturnos, a biaxa altitude, etc.
Ou seja, CSAR na FAP só quando existirem tripulações de EH101 suficientes e com esta reactivação dos Puma a coisa em efectivos disponíveis ainda fica mais complicada... CSAR, lá pra 2012...
Até porque... CSAR onde? onde há a probabilidade de termos uma situação dessa natureza em que não possamos contar com a colaboração de outras forças NATO?
Título:
Enviado por: MDN em Julho 07, 2008, 10:56:50 pm
não ponda a questão do que nos falta ... um petroleiro, um navio reabastecedor.... e mais umas quinhentas e quarenta duas coisas (e sem pensar muito.....) o numero existente de misseis pode não ser o ideal mas não parece deficiente....

num caso de ataque aereo a uma nossa fragata numa vertente aerea pois estámos a falar de sam e mais concretamente do sparrow:

1ª hipotese, ataque com missel anti-navio, salvo se o missel se fosse de uma primeira geração.. senão a unica coisa viavel seria o ciws.

2ª hipotese, ataque com meios aereos, os ataques de este tipo são feitos geralmente por um pequeno numero de meios(um ou dois e aí os 8 existentes são suficientes) , nunca são muitos devido ao caracter psicologico do tipo ... isto é uma demonstração.... se atacassem com muitos meios seria quase uma declaração de guerra.... e ninguem quer isso mesmo contra portugal!!!!

ps: e se a ameaça aerea fosse grande, nunca uma fragata estaria sozinha....
Título:
Enviado por: Lightning em Julho 07, 2008, 11:32:50 pm
Citação de: "raphael"
onde há a probabilidade de termos uma situação dessa natureza em que não possamos contar com a colaboração de outras forças NATO?


Não poderia acontecer irmos fazer um destacamento CSAR temporário no Afeganistão em apoio à Aviação da NATO? Como aconteceu com os F-16 no Baltico...
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 07, 2008, 11:46:45 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "raphael"
onde há a probabilidade de termos uma situação dessa natureza em que não possamos contar com a colaboração de outras forças NATO?

Não poderia acontecer irmos fazer um destacamento CSAR temporário no Afeganistão em apoio à Aviação da NATO? Como aconteceu com os F-16 no Baltico...


Sim, podiamos ter EH-101 em Alerta CSAR num qualquer conflito futuro, no âmbito NATO.
Título:
Enviado por: Lightning em Julho 08, 2008, 12:17:01 am
Eu em relação à conversa sobre se a Marinha deve ter isto ou se deve ser a Força Aérea a ter explico já o meu ponto de vista.

Penso que para um pais do tamanho de Portugal e com as forças armadas que tem, que toda a aviação de asa fixa deve pertencer à Força Aérea pois como não temos porta-aviões, todos os aviões terão que operar a partir de bases em terra, qualquer que seja o avião.

Nos helicopteros já é diferente, já fornece a tal 3ª dimensão à Marinha e ao Exército nas suas missões, existem muitos exemplos de Forças Aéreas por esse mundo fora que tem muito poucos helicopteros em relação ao numero de aviões, nos paises grandes a maior parte dos helicopteros estão no Exército (transporte e ataque) e na Marinha (ASW).

A missão principal dos helicopteros nas Forças Aéreas é apoiar a aviação de asa fixa, isto é CSAR, praticamente todos os paises ocidentais tem ou vão ter nas suas Forças Aéreas helicopteros para CSAR (EH101, NH90, etc), a maior parte dessas Forças Aéreas também faz SAR (muitas vezes aproveita o mesmo modelo de helicoptero para ambas missões), mas também existem algumas exepções, como a França, em que é a Marinha que faz SAR e os helicopteros da Força Aérea são só para CSAR.

A missão SAR até poderia ser da Marinha, mas devo lembrar que a Marinha só tem helicopteros há pouco mais de 10 anos, enquanto que a Força Aérea já anda a fazer SAR há uns 50 anos, está instituido que é a Força Aérea que faz SAR e isso não se mudou, se a Aviação Naval não tivesse sido fundida com a Aviação Militar nos anos 50 talvez as coisas tivessem sido diferentes, e tivessem tido helicopteros na Marinha há mais tempo, e agora fosse a Marinha a fazer SAR, etc, mas não é.

Pessoalmente se tivessem vindo meia duzia de EH101 para a Marinha para o Navpol (que ainda não existe) e formarem uma nova unidade de aviação naval para a Marinha como se quer fazer para o Exército, também não me chocava e aceitava, mas isso são acordos entre a Marinha e a Força Aérea, penso que a Força Aérea não tem interesse especial em fazer apoio ao desembarque de Fuzileiros, foi apenas o acordado entre os ramos.

E em relação ao porque é que a Marinha não pode ter CSAR?
Eu pergunto, e qual é o interesse da Marinha em ter essa capacidade?

99% dos voos dos Lynx é sobre o mar e para isso a Marinha já possui recuperadores.

Além de que actualmente ainda não possuem nenhum navio capaz de levar EH101, por isso se algum Lynx caisse na Guiné ou Timor, etc o EH101 CSAR não ia servir de nada para a Marinha.

A missão CSAR apareceu da necessidade das Forças Aéreas resgatarem os pilotos de caças (principalmente) pois estes é que voam em céus hostis onde podem mais provavelmente ser abatidos por trás de linhas inimigas, mas pode acontecer a qualquer um piloto, por exemplo durante a guerra do Kosovo foi muito importante a existencia de equipas e helicopteros CSAR colocadas em Itália.

Resumindo é:
> Aviação de asa fixa toda na Força Aérea.
> Helicopteros CSAR na Força Aérea.
> SAR é uma decisão política pois pode ser da Força Aérea ou da Marinha, mas em Portugal é da Força Aérea por experiencia e tradição.
> Helicopteros embarcados na Marinha.
Título:
Enviado por: PedroM em Julho 09, 2008, 09:14:05 pm
É caso para dizer que para a Marinha os próximos 2 ou 3 anos vão parecer Natal!

- 2 Fragatas
- 2 Submarinos
- 2 NPO (fazendo fé nas notícias vindas a público recentemente...)
- Alguém sabe se as Pandur dos fuzos também serão entregues até 2010/2011?

Se fosse possível "manter a pedalada"... Vamos lá a ver como se comporta a economia...
Título:
Enviado por: de la Perière em Julho 10, 2008, 12:01:29 pm
Citação de: "DC 38"
Citação de: "de la Perière"
Sei muito bem o que é um RAS, e por saber onde se faz o mesmo nas fragatas da classe "Vasco da Gama" é que tenho muitas dúvidas que se consiga passar um míssil do "Bérrio" para uma fragata, e muito menos içá-lo para o pavimento onde ficam os mísseis.
...
 É claro que com um VERTREP a coisa poderia ser contornada mas, a navegar seria possível carregar um "Sea Sparrow"? E até que estado de mar seria isso possível?


Pois é de la Perière a questão da possibilidade de transporte e transfega dos misseis está tratada.
Agora na realidade também não sei como é que (no interior) nas VDG "tratariam" este material... assim de repente julgo que o Sea Sparrow não poderia ser embarcado, pois para isso é necessario uma grua que eleve o míssil... e julgo que os navios não têm nenhum aparelho de força na zona das armas...

Cumprimentos


Pois é DC 38, do que conheço desses navios é impossível reabastecer mísseis a navegar (ou pelo menos muitíssimo difícil). No entanto podia ser que alguém aqui no fórum tivesse outros dados. Já vi que não. A questão fica definitivamente arrumada.
Cumprimentos.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 10, 2008, 12:12:53 pm
Citar
Pois é DC 38, do que conheço desses navios é impossível reabastecer mísseis a navegar (ou pelo menos muitíssimo difícil). No entanto podia ser que alguém aqui no fórum tivesse outros dados. Já vi que não. A questão fica definitivamente arrumada.

Claro que é possível. Se forem acomodados no hângar em contentores, é possível içá-los com o Lynx até perto do lançador. Complicado, mas possível.
Título:
Enviado por: raphael em Julho 10, 2008, 01:40:13 pm
Afirmando ser possível, presumo então que já tenha sido treinado/ensaiado, caso contrário é uma mera suposição certo?
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 10, 2008, 02:31:51 pm
raphael escreveu:
Citar
Afirmando ser possível, presumo então que já tenha sido treinado/ensaiado, caso contrário é uma mera suposição certo?

O caso especifico é suposição. Chama-se "lei do desenrasque".
O ser treinado o reabastecimento de carga por helicóptero. é treinado e retreinado. Chama-se VERTREP (vertical replenishment).
Título:
Enviado por: de la Perière em Julho 10, 2008, 04:48:04 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Claro que é possível. Se forem acomodados no hângar em contentores, é possível içá-los com o Lynx até perto do lançador. Complicado, mas possível.


Caro Luis Filipe Silva, tudo é possível, não sabemos é se é desejável. Uma fragata que vá para uma situação de conflito provavelmente levará os dois helicópteros, pelo que não sobra muito espaço no hangar. Depois coloca-se outra questão: quanto tempo têm que estar os radares desligados ( ou pelo menos com transmissão sectorial) para se fazer a manobra e o carregamento? E numa situação de guerra aberta (pois estamos a falar disso para ser necessário recarregar os mísseis) vamos ficar umas horas sem os radares?
É claro que estamos a considerar situações hipotéticas, numa situação real estas e outras considerações seriam alvo de estudos prévios (e bem mais detalhados). No entanto, para uma situação genérica, parece-me irrealista estar a carregar mísseis a navegar. Continuo sem saber até que estado de mar se consegue carregar um Sea Sparrow a navegar, o que é um aspecto bastante importante a ter em conta (de que me serve ter mísseis para recarregar, conseguir estar umas horas valentes no mar sem radares e depois 95% do tempo não tenho possibilidade de o fazer por o mar não o permitir).
Cumprimentos.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 10, 2008, 08:20:38 pm
de la Perière escreveu:
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Uma fragata que vá para uma situação de conflito provavelmente levará os dois helicópteros, pelo que não sobra muito espaço no hangar.
Uma fragata que vá para uma situação de conflito provávelmente não vai sózinha, não vai levar dois helicópteros, porque brevemente vamos ter um helicóptero por fragata. Depois há o cenário do conflito. A independência da Madeira, o atque da Espanha às Desertas, missões NATO. Nestas últimas não vai mesmo sózinha.

Citar
Depois coloca-se outra questão: quanto tempo têm que estar os radares desligados ( ou pelo menos com transmissão sectorial) para se fazer a manobra e o carregamento? E numa situação de guerra aberta (pois estamos a falar disso para ser necessário recarregar os mísseis) vamos ficar umas horas sem os radares?

Numa situação de guerra, os radares são ligados o mínimo possível para não denunciar o navio, e evitar misseis anti-radar. Além disso o vertrep não impede a rotação das antenas (que até estão bem longe do topo do hângar) e depois, de vez em quando temos o Bérrio, que transporta o material.

Citar
No entanto, para uma situação genérica, parece-me irrealista estar a carregar mísseis a navegar. Continuo sem saber até que estado de mar se consegue carregar um Sea Sparrow a navegar

Se o estado do mar não impede o heli de levantar e aterrar, não é coisa que uma dúzia de marinheiros não faça à mão.

A vida é fácil, alguns de nós é que complicamos tudo. :wink:
Título:
Enviado por: Naadjh em Julho 10, 2008, 08:56:38 pm
Citar
A independência da Madeira..

acredito mais depressa que os aliens existem do que isto..
Título:
Enviado por: de la Perière em Julho 12, 2008, 04:13:40 pm
Caro Luis Filipe Silva

Citar
Uma fragata que vá para uma situação de conflito provávelmente não vai sózinha, não vai levar dois helicópteros, porque brevemente vamos ter um helicóptero por fragata. Depois há o cenário do conflito. A independência da Madeira, o atque da Espanha às Desertas, missões NATO. Nestas últimas não vai mesmo sózinha.

Continuamos a laborara no plano teórico pelo que este exercício começa a ser um pouco estéril. Cada caso é um caso. Obviamente que embarcando apenas um helicóptero sobra espaço para levar mísseis no hangar (numa situação de desenrasca  :lol:)
Eu também não disse que os radares não podiam rodar, disse que não podiam transmitir, que é muito diferente. Sobre este assunto tenho a certeza que é impossível operar um Lynx entre o convés de vôo e o pavimento dos mísseis com os radares (excepto o de navegação) a transmitirem para esse sector.
Sobre o Bérrio, gostava de ver um contentor com mísseis (por exemplo Sea Sparrow) ser passado para o parque de RAS de uma fragata e depois içado para o pavimento onde se encontra o lançador.

Citar
Se o estado do mar não impede o heli de levantar e aterrar, não é coisa que uma dúzia de marinheiros não faça à mão.


Continuo sem saber a resposta à pergunta sobre o estado do mar. Tenho a idéia que os Sea Sparrow têm requisitos de alinhamento entre as calhas de carregamento e o lançador bastante exigentes (outro assunto que necessita de clarificação). A ser assim, e tendo em conta que os Lynx conseguem descolar das fragatas "Vasco da Gama" com estados de mar consideráveis, pode efectivamente ser possível operar o helicóptero mas não ser possível fazer o carregamento dos mísseis.

Parece-me que afinal a vida nem sempre é fácil.

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 12, 2008, 05:38:45 pm
de la Perière escreveu:
Citar
Parece-me que afinal a vida nem sempre é fácil.


Pois meu caro
Se no cenário de furacão que o meu caro pretende não é fácil para nós, também o não é para o inimigo. Sugiro então que parem a guerra durante dois ou três dias c34x
Título:
Enviado por: jmg em Julho 13, 2008, 10:07:51 pm
Luis filipe Silva ou outro entendido:
Falando em tempestade ou furacão, o mau tempo que pode impedir um navio de operar correctamente também tem inflûencia na manobra de um submarino???
Suponho que as correntes também fiquem mais fortes mas será assim tão impeditivo para um sub?
Título:
Enviado por: nelson henriques em Julho 13, 2008, 10:24:29 pm
Na 2GG o mau tempo tinha influencia na aquisição dos alvos (por periscópio) e no disparo dos torpedos normais. Presentemente com os modernos sonares e torpedos filoguiados não estou tão certo
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 13, 2008, 10:36:08 pm
Citação de: "jmg"
Luis filipe Silva ou outro entendido:
Falando em tempestade ou furacão, o mau tempo que pode impedir um navio de operar correctamente também tem inflûencia na manobra de um submarino???
Suponho que as correntes também fiquem mais fortes mas será assim tão impeditivo para um sub?


A agitação marítima causada pela ondulação diminui com a profundidade.

Claro que quando o mar está mau (4-5mts) à cota periscópica sente-se o mar, mas não como num navio de superficie, mas sim torna-se mais complicado ao marinheiro dos lemes horizontais manter a cota ordenada...mas em imersão profunda, esse efeito deixa de se sentir.

As correntes submarinas têm influência no rumo do navio, mas que vai sendo corrigdo (tal e qual como na corrente de superficie).

Assim concluo, que o estado do mar pouca influência tem no desempenho operacional dos submarinos, pois quer o desempenho da plataforma, quer o desempenho humano são muito pouco afetcados.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: SSK em Julho 13, 2008, 11:07:29 pm
A plataforma pouco sofre, mas os sonares sofrem com o aumento de ruído ambiente. Sendo deste modo mais difícil a detecção de efeitos hidrofónicos. Não tem influência na operação mas alguma na operacionalidade.

Os navios de superfície ficam com os sonares praticamente surdos!
Título:
Enviado por: jmg em Julho 14, 2008, 07:28:54 pm
Citação de: "DC 38"



As correntes submarinas têm influência no rumo do navio, mas que vai sendo corrigdo (tal e qual como na corrente de superficie).


Mais uma vez, desculpem a burrice, mas como debaixo de água não se vê nada, como é feita a navegação, como sabemos que as correntes estão a "empurrar" o SUB?
Não me refiro à actualidade com GPS, mas existem cartas de correntes?
Como era feita a determinação precisa da posição do SUB antes do GPS?
Obrigado.
Título:
Enviado por: SSK em Julho 14, 2008, 07:49:41 pm
Não é burrice nenhuma!

O GPS debaixo de água, em imersão profunda, não funciona e não existem cartas de correntes. Existem cartas mais pormenorizadas de algumas zonas como por exemplo do estreito de Gibraltar, mas são todas classificadas.
Antes do GPS existiam sistemas como o Decca ou o Lauren C. Antes disso tínhamos a navegação astronómica (que ainda hoje se usa). Bem como a transmissão do sinal horário em HF.

Antes de continuar, imersão profunda é toda a profundidade para baixo da profundidade em que se consegue fazer uso do periscópio (cota periscópica).

Em imersão profunda faz-se navegação de 3 maneiras. Passo a explicar:

:arrow: Navegação por estima, ao passarmos a navegar em imersão profunda faz-se a última leitura de uma posição conhecida (GPS, Azimutes, radar, etc...) como sendo a posição de referência. A partir deste momento todos os cálculos são feitos pela mesa de registo que recebe informação do rumo e da velocidade do submarino. Assim com a passagem do tempo temos um circulo de erro associado ao submarino. Este circulo vai aumentando com a passagem do tempo e as milhas percorridas.

 :arrow: Navegação inercial, é em tudo idêntico ao anterior mas desta vez com um sistema inercial em vez do sistema de rodas dentadas das velhas mesas de registo.

No que diz respeito à corrente, que ainda não expliquei pode ser calculada através da velocidade que nós sabemos que o submarino faz para determinado regime de motores. Se não tivermos a hipótese de usar o periscópio ou o GPS nunca temos um valor real da corrente, mas temos sempre um valor aproximado.
É por isto que navegação submarina não é uma ciência tão exacta como a navegação à superfície.
Assim se compreender a aventura que é passar em imersão um estreito ou a foz de um rio, com todas as correntes e diferenças de salinidade a influenciar a manobra da plataforma.
Título:
Enviado por: CarlosMC em Julho 14, 2008, 08:37:00 pm
SSK:
Um submarino não tem acelerómetros para saber a(s) rea(l/is) velocidade(s) independentemente das correntes (mesmo em imersão)?
Título:
Enviado por: SSK em Julho 14, 2008, 08:51:55 pm
Citação de: "CarlosMC"
SSK:
Um submarino não tem acelerómetros para saber a(s) rea(l/is) velocidade(s) independentemente das correntes (mesmo em imersão)?


Os Classe Albacora só têm odometros, que funcionam pelo fluxo da água. Assim sabemos a velocidade relativamente à água e não em relação ao fundo.

Os Classe Tridente já vão ter os acelerómetros para a navegação inercial (MINS).
Título:
Enviado por: CarlosMC em Julho 14, 2008, 09:11:04 pm
Citação de: "SSK"
Citação de: "CarlosMC"
SSK:
Um submarino não tem acelerómetros para saber a(s) rea(l/is) velocidade(s) independentemente das correntes (mesmo em imersão)?

Os Classe Albacora só têm odometros, que funcionam pelo fluxo da água. Assim sabemos a velocidade relativamente à água e não em relação ao fundo.

Os Classe Tridente já vão ter os acelerómetros para a navegação inercial (MINS).


Ah ok, não é de admirar dada a antiguidade dos Albacora.

Já agora, outra curiosidade:
Existe algum sistema de compensação da pressão em imersão (ex.: se a pressão interna for de 1,1 atm., o submarino poderá descer a profundidades 10% superiores, não?)?
Título:
Enviado por: jmg em Julho 14, 2008, 09:45:07 pm
Obrigado SSK.
Ou seja para navegar num submarino é preciso muito "feeling" associado ao "savoir faire" da tripulação acumulado ao longo das muitas horas de submersão.
Aprende-se fazendo não é?
Título:
Enviado por: SSK em Julho 14, 2008, 09:49:47 pm
Não existe nenhuma influência da pressão na manobra do submarino. A única limitação é mesmo a resistência do aço do casco resistente. Que é sempre bem superior à cota máxima de operação.

No que diz respeito ao equilíbrio da pressão no interior,  não existe nenhum sistema a bordo com essa função. Caso se suceda algum aumento/diminuição de pressão podemos sempre usar qualquer encanamento que tenha comunicação com o exterior, como por exemplo o mastro snort à cota periscópica ou à superfície ou o porta-voz à superfície. Para além das limitações impostas aos militares, ouvidos ou percentagens reduzidas de oxigénio. Temos também a  limitação física da plataforma que é a abertura das escotilhas em que podem ficar extremamente pesadas ou saem disparadas e lá vão as mãos... O aumento de pressão a bordo pode ser usado para estancar uma entrada de água a bordo.

Daqui a nada já tem um curso de especialização :wink:
Título:
Enviado por: SSK em Julho 14, 2008, 09:51:29 pm
Citação de: "jmg"
Obrigado SSK.
Ou seja para navegar num submarino é preciso muito "feeling" associado ao "savoir faire" da tripulação acumulado ao longo das muitas horas de submersão.
Aprende-se fazendo não é?


Eu diria mais um talent bien faire :wink:
Título:
Enviado por: jmg em Julho 14, 2008, 10:41:21 pm
Citação de: "SSK"
Daqui a nada já tem um curso de especialização :wink:

Ora agora o saber não ocupa espaço :G-clever:
Título:
Enviado por: CarlosMC em Julho 14, 2008, 11:05:20 pm
Citação de: "Instrutor"
Ah é verdade, nunca se esqueçam que a qualidade humana é muito superior á qualidade do material, quem se lembra do ano de 1985 quando um pequeno submarino da classe albacora portugues "afundou" num exercicio no Mediterraneo um PORTA AVIOES americano e toda a sua escolta conseguindo eludir os sonares da melhor frota a navegar no Atlantico. Tudo graças à qualidade dos homens, não do material. :wink:

"em 1997 [...] o submarino Tamoio que atuava nas forças agressoras da manobra, logrou ”afundar”, com salvas simuladas, o Navio Espanhol Principe das Astúrias.":
http://piratininga.wordpress.com/2008/0 ... -portugal/ (http://piratininga.wordpress.com/2008/07/04/fragata-liberal-participa-de-exercicio-da-otan-a-convite-de-portugal/)

Já agora, qual foi o submarino e o porta-aviões?
Título:
Enviado por: CarlosMC em Julho 14, 2008, 11:07:03 pm
Citação de: "Instrutor"
Ah é verdade, nunca se esqueçam que a qualidade humana é muito superior á qualidade do material, quem se lembra do ano de 1985 quando um pequeno submarino da classe albacora portugues "afundou" num exercicio no Mediterraneo um PORTA AVIOES americano e toda a sua escolta conseguindo eludir os sonares da melhor frota a navegar no Atlantico. Tudo graças à qualidade dos homens, não do material. :wink:

"em 1997 [...] o submarino Tamoio que atuava nas forças agressoras da manobra, logrou ”afundar”, com salvas simuladas, o Navio Espanhol Principe das Astúrias.":
http://piratininga.wordpress.com/2008/0 ... -portugal/ (http://piratininga.wordpress.com/2008/07/04/fragata-liberal-participa-de-exercicio-da-otan-a-convite-de-portugal/)

Já agora, qual foi o submarino e o porta-aviões?
Título:
Enviado por: SSK em Julho 14, 2008, 11:51:54 pm
Citação de: "CarlosMC"
Citação de: "Instrutor"
Ah é verdade, nunca se esqueçam que a qualidade humana é muito superior á qualidade do material, quem se lembra do ano de 1985 quando um pequeno submarino da classe albacora portugues "afundou" num exercicio no Mediterraneo um PORTA AVIOES americano e toda a sua escolta conseguindo eludir os sonares da melhor frota a navegar no Atlantico. Tudo graças à qualidade dos homens, não do material. :wink:
"em 1997 [...] o submarino Tamoio que atuava nas forças agressoras da manobra, logrou ”afundar”, com salvas simuladas, o Navio Espanhol Principe das Astúrias.":
http://piratininga.wordpress.com/2008/0 ... -portugal/ (http://piratininga.wordpress.com/2008/07/04/fragata-liberal-participa-de-exercicio-da-otan-a-convite-de-portugal/)

Já agora, qual foi o submarino e o porta-aviões?


Algumas incongruências no texto do caro Instrutor. Foi no mediterrâneo ou no Atlântico? Foi toda a escolta ou só o Porta-aviões?
O submarino era o Barracuda o porta-aviões era da classe Nimitz (não sei ao certo qual, posso confirmar.). O porta-aviões ia sozinho, preferiu ir sozinho por pensar que o submarino iria para o meio da escolta procurar por ele. Enganou-se, com toda a escolta longe e com o Barracuda à espreita, qual lobo, caiu que nem um cordeiro! Esta é a história, pelo menos a contada pelo Sr Comandante Brites Nunes, o comandante do Barracuda obreiro de tal acontecimento.

Por isso, nem tanto ao mar nem tanto à terra....
Título:
Enviado por: CarlosMC em Julho 15, 2008, 12:20:25 am
Citação de: "SSK"
Não existe nenhuma influência da pressão na manobra do submarino. A única limitação é mesmo a resistência do aço do casco resistente. Que é sempre bem superior à cota máxima de operação.

No que diz respeito ao equilíbrio da pressão no interior,  não existe nenhum sistema a bordo com essa função. Caso se suceda algum aumento/diminuição de pressão podemos sempre usar qualquer encanamento que tenha comunicação com o exterior, como por exemplo o mastro snort à cota periscópica ou à superfície ou o porta-voz à superfície. Para além das limitações impostas aos militares, ouvidos ou percentagens reduzidas de oxigénio. Temos também a  limitação física da plataforma que é a abertura das escotilhas em que podem ficar extremamente pesadas ou saem disparadas e lá vão as mãos... O aumento de pressão a bordo pode ser usado para estancar uma entrada de água a bordo.

Estava-me a esquecer de um "pequeno" pormenor: é que a pressão debaixo de água duplica a cada 10 metros!

Citação de: "SSK"
Daqui a nada já tem um curso de especialização :wink:


...de submarinista de água doce, talvez! ys7x9
Título:
Enviado por: P44 em Julho 15, 2008, 08:01:23 am
o PA "afundado" pelo Barracuda foi o Eisenhower (CVN-69 )  c34x
Título:
Enviado por: JLRC em Julho 15, 2008, 03:28:54 pm
Citação de: "P44"
o PA "afundado" pelo Barracuda foi o Eisenhower (CVN-69 )  c34x


Por isso é que não te esqueceste :lol:
Título:
Enviado por: P44 em Julho 15, 2008, 03:31:13 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "P44"
o PA "afundado" pelo Barracuda foi o Eisenhower (CVN-69 )  c34x

Por isso é que não te esqueceste c34x
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 15, 2008, 06:15:10 pm
Grandes lições SSK. O meu obrigado :!:
Título:
Enviado por: SSK em Julho 15, 2008, 08:06:47 pm
Qualquer dúvida disponham.

Como devem compreender à manobras que não podem ser explicadas :wink:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Julho 15, 2008, 08:16:52 pm
SSK escreveu:
Citar
Como devem compreender à manobras que não podem ser explicadas

Mas há sempre algumas que o podem ser. E pelas explicações dadas até agora, obrigado. :G-beer2:
Título:
Enviado por: JLRC em Julho 15, 2008, 08:56:59 pm
Citação de: "luis filipe silva"
SSK escreveu:
Citar
Como devem compreender à manobras que não podem ser explicadas
Mas há sempre algumas que o podem ser. E pelas explicações dadas até agora, obrigado. :G-beer2:


X2
Título:
Enviado por: nelson henriques em Julho 15, 2008, 09:40:38 pm
Boas. Desfaçam-me aqui uma dúvida: é realmente possível distinguir a classe dos submarinos ou navios de superfície apenas pelo ruído, tal como em "Caça ao Outubro Vermelho", ou a identificação depende sempre de algum tipo de IFF?
Título:
Enviado por: SSK em Julho 15, 2008, 10:01:40 pm
Citação de: "nelson henriques"
Boas. Desfaçam-me aqui uma dúvida: é realmente possível distinguir a classe dos submarinos ou navios de superfície apenas pelo ruído, tal como em "Caça ao Outubro Vermelho", ou a identificação depende sempre de algum tipo de IFF?


Sim é possível. Mas para tal é necessário termos uma base de dados repleta de efeitos hidrofonicos e claro um programa que correlacione a informação. Chama-se análise DEMON. Se quiser saber mais faça uma busca pela net por DEMON analysis, irá encontrar matéria suficiente para matar a curiosidade.

Se tivermos a falar só de ouvido, então aí o caso é bem mais complicado. Isto porque é difícil de contar o número de pás que tenha um hélice de um navio de guerra. Isto porque um navio de guerra trabalha a rotações sempre superior a 200RPM o que torna difícil a contagem.
A diferença entre os tipos de navios (mercante, pescas ou guerra) é fácil e prende-se somente pelo número de rotações. Os mercantes entre 100 e 180 RPM, os de guerra superior a 200 RPM e os pescas nem dá para contar.

Filmes.....
Título:
Enviado por: nelson henriques em Julho 15, 2008, 10:11:13 pm
:G-Ok: obrigado. Vou pesquisar
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 15, 2008, 10:35:49 pm
Citação de: "SSK"
Se tivermos a falar só de ouvido, então aí o caso é bem mais complicado. Isto porque é difícil de contar o número de pás que tenha um hélice de um navio de guerra. Isto porque um navio de guerra trabalha a rotações sempre superior a 200RPM o que torna difícil a contagem.
A diferença entre os tipos de navios (mercante, pescas ou guerra) é fácil e prende-se somente pelo número de rotações. Os mercantes entre 100 e 180 RPM, os de guerra superior a 200 RPM e os pescas nem dá para contar.

Filmes.....


Mas os operadores (portugueses!!!) conseguem, só de ouvido, fazer a identificação do tipo de navio: se é uma fragata, uma corveta, um mercante vazio ou um pesqueiro, entre outra coisas (análise DEMON "manual" )  :D

Cumprimentos
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 15, 2008, 10:38:08 pm
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Submarino "Tridente" é hoje lançado à água

Publicado em:
 2008-07-15


É hoje lançado à água em Kiel - Alemanha o primeiro dos dois novos submarinos da Marinha Portuguesa, que será baptizado como "NRP Tridente".
A entrada ao serviço dos dois novos submarinos, irá permitir a substituição da antiga esquadrilha de submarinos franceses da classe "Albacora", da qual só se encontra em serviço o "NRP Barracuda".
Os submarinos contribuem para a prossecução das missões da Marinha e constituem-se como vectores militares estratégicos do poder naval. Os novos SS PO 2000 têm capacidade para missões de protecção e apoio a forças navais e anfíbias, como vigilância, reconhecimento, recolha de informações de forma discreta em zonas hostis, projecção de força e manutenção de paz. No âmbito do contra-terrorismo, tem capacidade para o combate ao narcotráfico, de forma coordenada com outros organismos de Estado e internacionais, e para operações submarinas, contra navios de superfície e outros submarinos, ou com o objectivo de interditar áreas, portos, faixas costeiras e zonas de navegação de interesse.
Desde 1913 que a Marinha opera com submarinos, como parte integrante do poder naval nacional. Com a necessidade de manutenção da sua capacidade submarina, foi contratada, em 21 de Abril de 2004, a construção de dois submarinos do tipo U-209/PN. Aquando da celebração deste contrato, em Kiel, na Alemanha, ficou também garantida a formação das duas futuras guarnições, e de um grupo da Esquadrilha de Submarinos e do Arsenal do Alfeite para a área da manutenção.
A futura guarnição conta com 33 militares, dos quais, 7 oficiais, 10 sargentos e 16 praças. Consegue atingir uma velocidade máxima de 20 nós, bem como garantir uma autonomia máxima de 45 dias. Quanto às armas, tem capacidade para lançar mísseis, de defesa aérea e luta de superfície, e capacidade para lançar torpedos, de luta de superfície e subsuperfície.


 :arrow: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... idente.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/tridente.htm)
Título:
Enviado por: DC 38 em Julho 15, 2008, 10:40:22 pm
Caro Pereira Marques esta notícia já estava no tópico U209PN   :G-Ok:
Título:
Enviado por: Instrutor em Julho 17, 2008, 09:53:47 am
Obrigado pelo esclarecimento caro SSK tinha a ideia que tinha sido no mediterrâneo e tinha afundado o PA mais a escolta, obrigado pela correcção :wink:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 18, 2008, 05:40:23 pm
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Autoridade Marítima apoia exercício do Exército
 
Publicado em:
 2008-07-18

Nos dias 14, 15 e 16 de Julho a Marinha/Autoridade Marítima, através dos seus órgãos locais nas ilhas Terceira e S. Jorge, apoiou o exercício FOCA 081.

Este exercício consistiu na projecção de uma força de 50 homens do Regimento de Guarnição nº1, da ilha Terceira para a ilha de S. Jorge, através de um navio de superfície.

A força terrestre foi transportada a bordo da corveta N.R.P. "Afonso Cerqueira", tendo os embarques e desembarques, que decorreram nos dias 14 e 16, sido efectuados com o apoio das embarcações da Autoridade Marítima.

No dia 15 a Autoridade Marítima apoiou a deslocação do Comando do RG1 a S. Jorge, em visita à força projectada.

(http://www.marinha.pt/NR/rdonlyres/64CA6D73-0324-4A6B-986D-608E9B7979B9/5705/Foca08107embarque.JPG)

(http://www.marinha.pt/NR/rdonlyres/64CA6D73-0324-4A6B-986D-608E9B7979B9/5704/Foca08105embarque.JPG)

(http://www.marinha.pt/NR/rdonlyres/64CA6D73-0324-4A6B-986D-608E9B7979B9/5706/Foca08114desembarque.JPG)


 :arrow: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... io+EXE.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/exerc%C3%ADcio+EXE.htm)
Título:
Enviado por: pmdavila em Julho 18, 2008, 06:57:22 pm
O RG1 trabalha!  :?
Título:
Enviado por: SSK em Julho 18, 2008, 08:14:22 pm
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Marinha no maior navio-hospital do Mundo      

Médico e enfermeiro portugueses em missão humanitária

Nelson Olim, cirurgião da Marinha Portuguesa, e um enfermeiro instrumentista estão numa missão humanitária a bordo do maior navio-hospital do Mundo da Marinha norte-americana. O ‘USNS Mercy’ está atracado há cinco dias na baía de Díli, em Timor-Leste.
Este navio-hospital, com 983 tripulantes, mede 300 metros (equivalente a três campos de futebol), dispõe de 1050 camas e tem capacidade para 300 cirurgias por dia em 12 blocos operatórios.
O objectivo deste navio-hospital é percorrer as Filipinas, Vietname, Timor-Leste, Papua Nova Guiné e Micronésia.
A participação da Marinha Portuguesa nesta missão restringe-se no entanto apenas a Timor, tem a duração de trinta dias e deve terminar no final do corrente mês.
Nos primeiros três dias em Díli a tripulação do ‘USNS Mercy’ atendeu e prestou auxílio médico a aproximadamente 900 timorenses.

Lusa
 
in  Correio da Manhã
18 de Julho de 2008
Título:
Enviado por: SSK em Julho 21, 2008, 07:59:50 pm
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Navio escola da Marinha Portuguesa atraca em Luanda

Luanda, 20/07 - Um navio escola da Marinha de Guerra Portuguesa denominado "Sagres" atracou hoje, na Base Naval de Luanda, no quadro de uma navegação de instrução que efectua por alguns países.

O navio transporta a bordo 210 cadetes (alunos) de várias nacionalidades que frenquentam cursos na escola naval da Marinha de Guerra de Portugal, com destaque para dois futuros quadros angolanos pertencente à Marinha de Guerra Angolana.

Os dois, entre os quais uma jovem, concluem formação média de 4 anos no Centro Naval português.

Os mesmos estão já há dois anos de curso, no âmbito da cooperação bilateral existente entre ambas marinhas.

O programa do comandante do navio prevê encontros de cortesia com o ministro da Defesa, Kundi Paihama, o chefe do Estado Maior General das FAA, general Francisco Furtado, e o chefe do Estado Maior da Marinha de Guerra Angolana, almirante Augusto da Silva Cunha.

Segunda-feira está prevista uma conferência de imprensa a bordo do navio com o seu comandante.

A embarcação deixa a Base Naval de Luanda na quinta-feira (24) com destino ao Porto do Lobito, província de Benguela.


http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=635927
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 31, 2008, 11:45:59 pm
40 anos do N.R.P. “Barracuda”

alguns topicos que retirei:

Citar
Com o início da década de 80 do século passado, atingiu-se a maioridade operacional dos submarinos da classe “Albacora”, de que dão bem testemunho dois eventos marcantes na história submarinista, quiçá os seus mais altos momentos, e nos quais foi portagonista o “Barracuda”, sob o comando do então CTEN Brites Nunes.

O primeiro consistiu no “afundamento” de um porta-aviões norte-americano no decurso de um exercício NATO, facto na altura bastante noticiado na comunicação social, e com ecos que reverberam nos nossos ouvidos nos dias de hoje.

Efectivamente, é comum encontrar paisanos que, ao referirem-se a histórias de submarinos, trazem logo à baila este episódio. Associado a este evento surgiu o relato, lendário ou não, sobre o almirante americano, comandante do Battle Group a que pertencia o malogrado vaso de guerra, que, após conhecido o feliz sucedido para as cores nacionais, foi devidamente substituído nas suas funções, encerrando assim de forma inglória uma, até então, brilhante carreira.

 O outro foi o primeiro, e até ao momento único, afundamento de um navio por parte de um submarino português. Em Dezembro de 1982, o M/V “Bandim” encontrava-se parcialmente afundado, 120 milhas a sudoeste de Lisboa, constituindo perigo para a navegação. Não tendo sido possível afundá-lo a tiros de peça, foi ordenado ao “Barracuda” que o afundasse com um torpedo. No dia 15 de Dezembro foi lançado um torpedo que atingiu o “Bandim”, causando-lhe o seu afundamento definitivo em 15 minutos, facto confirmado com uma pesquisa sonar feita pelo “Barracuda” a várias profundidades.

Com o passar do tempo começaram a surgir os primeiros sintomas de obsoloscência técnica e logística, que levaram, no final da década de 80 e início da década de 90, à substituição do baticelerímetro, do interceptador-analisador sonar e do radar, para além de outras pequenas modificações, sem no entanto ser alvo de uma modernização profunda.

Em 1994, no decurso de uma destas missões, deu-se o mais triste dos momentos da sua longa carreira. No final de mais um exercício, no sempre delicado momento de regresso à cota periscópica, o "Barracuda" embateu num navio mercante. Graças ao elevado nível de treino e à pronta reacção da guarnição, apenas se registaram danos materiais, sem outras consequências que as directamente resultantes do embate. De registar que o navio regressou ao porto pelos próprios meios, com a guarnição devidamente formada e em boa ordem, apesar da situação dramática pela qual tinham passado. Como a aprendizagem se faz também com os insucessos, este episódio pemitiu a renovação de alguns procedimentos no processo de vinda à cota periscópica, mas permitiu sobretudo que se efectuasse uma modernização nos sonares de bordo, de forma a minorar a possibilidade de ocorrência de acidentes semelhantes, mantendo intacta a operacionalidade dos submarinos portugueses, numa altura em que se estava a iniciar o processo conducente à renovação da capacidade submarina nacional

Em 1994, no decurso de uma destas missões, deu-se o mais triste dos momentos da sua longa carreira. No final de mais um exercício, no sempre delicado momento de regresso à cota periscópica, o "Barracuda" embateu num navio mercante. Graças ao elevado nível de treino e à pronta reacção da guarnição, apenas se registaram danos materiais, sem outras consequências que as directamente resultantes do embate. De registar que o navio regressou ao porto pelos próprios meios, com a guarnição devidamente formada e em boa ordem, apesar da situação dramática pela qual tinham passado. Como a aprendizagem se faz também com os insucessos, este episódio pemitiu a renovação de alguns procedimentos no processo de vinda à cota periscópica, mas permitiu sobretudo que se efectuasse uma modernização nos sonares de bordo, de forma a minorar a possibilidade de ocorrência de acidentes semelhantes, mantendo intacta a operacionalidade dos submarinos portugueses, numa altura em que se estava a iniciar o processo conducente à renovação da capacidade submarina naciona
Título: NRP PATRIA
Enviado por: artillero79 em Agosto 22, 2008, 06:35:46 pm
Hola a todos,soy nuevo en el foro pero hace años que leo vuestros comentarios,soy artillero de la armada española,pero mis padres,abuelos ect... eran portugueses,de lo cual me siento orgulloso.
Mi bisabuelo sirvio en la armada portuguesa,donde llego a ser sargento,en el navio NRP PATRIA,me gustaria pues si alguien podria facilitarme datos y si pudiera ser una foto,estaria eternamente agradecido,y con un saludo me despido hasta otra ocasion.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Agosto 22, 2008, 09:06:24 pm
artillero79 escreveu:
Citar
Mi bisabuelo sirvio en la armada portuguesa,donde llego a ser sargento,en el navio NRP PATRIA,me gustaria pues si alguien podria facilitarme datos y si pudiera ser una foto

Caro Artillero79.
Em primeiro lugar, benvindo ao FD.
A seguir vai uma pintura da canhoneira Pátria, da autoria de Jorge de Estrada.
(http://img237.imageshack.us/img237/326/ptriaxm3.th.jpg) (http://http)
PÁTRIA

Outro navio adquirido com dinheiro proveniente da subscrição nacional, após o ultimato da Inglaterra. Foi construída no Arsenal de Lisboa, e serviu em Macau entre 1903 e 1930, ano em que foi desarmada e abatida ao efectivo dos navios da Armada.

DESLOCAMENTO   636 tons.
DIMENSÕES   59,8 * 8,3 * 2,5 metros
ARMAMENTO   4 peças de 100 mm; 6 de 47 mm; 1 metr.
PROPULSÃO   2 máquinas de T.E. de 1890 H.P. - 2 veios = 17,7 nós
GUARNIÇÃO   88 homens
Título:
Enviado por: nelson38899 em Agosto 24, 2008, 11:31:34 pm
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Viana Pesca. Sea Ribs exporta para Espanha
Uma empresa de Viana do Castelo de produção de lanchas rápidas, a SeaRibs, conta com uma carteira de encomendas no valor de 4,5 milhões de euros, entre Marinha Portuguesa e Espanhola. Mas a conotação deste tipo de embarcações com o tráfico de droga tem "prejudicado" a companhia, com "sistemáticas notícias". "Se um carro de um traficante for apreendido alguém vai atrás da marca? Então como podemos nós andar a controlar a actividade das lanchas que vendemos?", questiona Francisco Portela Rosa, da administração da SeaRibs.

A empresa, do grupo VianaPesca, foi recentemente investigada pela venda de lanchas rápidas que foram depois apreendidas na Galiza, supostamente ao serviço de grupos de traficantes. "Não temos nada com isso, mas estamos a ser duramente prejudicados", garante Portela Rosa.

Apesar deste conturbado momento, a actividade da SeaRibs, garante o responsável, está "a um nível muito alto", apresentando uma "qualidade de produção" que tornou as lanchas made in Viana numa referência nacional. "Somos dos principais fornecedores da Marinha Portuguesa, devido à excelente relação qualidade preço. Estamos também a trabalhar para a Marinha Espanhola", avançou o administrador.

Da carteira de encomendas actual contam-se cinco lanchas de salvamento, para entrega ao Instituto de Socorros a Náufragos, duas para equipar a fragata portuguesa Vasco da Gama e ainda duas lanchas cabinadas para a Marinha de Espanha. "É uma carteira de encomendas que ronda os 4,5 milhões de euros, mas nesta altura ainda estamos muito bem colocados para ganhar um outro concurso internacional aberto pela Marinha Portuguesa", revela.

Tratam-se de lanchas rápidas, com cerca de dez metros de comprimento, equipadas com motores capazes de atingir elevadas velocidades em alto-mar, acima dos 60 nós. "Podem ser utilizadas na defesa dos recursos naturais, nomeadamente na pesca, mas também na vigilância de actividade ilícitas", explicou o responsável. Uma destas lanchas-rápidas foi entregue esta semana à Policia Maritima e vai ficar "em casa", ou seja atribuída à capitania de Viana do Castelo, estando equipada com dois motores de 250 cavalos.

Instalados junto à Praia Norte, os Estaleiros da VianaPesca empregam actualmente 65 trabalhadores e têm em curso um processo de ampliação da fábrica, de forma a reforçar a capacidade produtiva.
http://dn.sapo.pt/2008/08/24/economia/a ... lanch.html (http://dn.sapo.pt/2008/08/24/economia/apreensao_droga_afecta_negocio_lanch.html)
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 29, 2008, 11:20:43 am
40 anos do NRP BARRACUDA
http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_ ... ag_17.html (http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_ago2008/pag_17.html)
Título: foto
Enviado por: fuzo 90 em Setembro 02, 2008, 10:56:41 pm
que dizem desta foto, de um navio nosso, qual não sei.
(http://img54.imageshack.us/img54/3884/dscf0153wd5.th.jpg) (http://http)
Título:
Enviado por: SSK em Setembro 02, 2008, 11:10:46 pm
Classe Vasco da Gama
Título:
Enviado por: fuzo 90 em Setembro 03, 2008, 02:58:50 pm
acho uma foto espectacular
Título:
Enviado por: jmg em Setembro 03, 2008, 03:01:01 pm
já tenho um novo ambiente de trabalho :)  :)
Título:
Enviado por: Nuno em Setembro 04, 2008, 12:50:16 am
X2 :twisted:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Setembro 07, 2008, 10:43:49 pm
Citar
O Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar efectuou uma visita oficial à Noruega, no dia 29 de Agosto. João Mira Gomes presidiu, em Bergen, ao acto de entrega do “Remotly Operated Vehicle” (ROV) português. O equipamento de prospecção do fundo do mar, “Luso”, destina-se a apoiar o projecto de Extensão da Plataforma Continental Portuguesa, que será apresentado nas Nações Unidas até 13 de Maio de 2009.

Portugal passa assim a dispor de um meio que permite chegar praticamente a todos os cantos do fundo submarino de soberania nacional (incluindo a plataforma continental em toda a sua extensão)  e alcançar cerca de 97% de todos os fundos oceânicos. Da mesma classe de profundidade do ROV português (6000m)  existem, actualmente, mais sete em todo o mundo.

A chegada do ROV a Portugal está prevista para meados de Setembro. Este veículo será instalado a bordo do  navio "Almirante Gago Coutinho". Está igualmente prevista a formação de 12 pilotos, cerca de metade professores, investigadores e alunos de diversas universidades, laboratórios e empresas nacionais, entre os quais se destacam a Universidade de Évora, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

O primeiro cruzeiro científico, no âmbito do projecto da Extensão da Plataforma Continental, já com a integração do ROV no navio, está previsto para breve. Ao longo desses cerca de 60 dias,  estão previstos mais de quarenta mergulhos do ROV,  de duração variável entre as 4 e as 48 horas,  atingindo profundidades de mais de 3000 metros.

À semelhança de Portugal, também a Noruega aprovou recentemente a sua Estratégia Nacional para o Mar e está envolvida na definição das políticas europeias e internacionais relacionadas com o mar e os oceanos. Neste sentido, o Secretário de Estado estabeleceu, em Oslo, contactos bilaterais com o governo norueguês, nomeadamente com os secretários de Estado dos Assuntos Europeus, Elisabeth Walaas, do Comércio e Indústria, Rikke Lind, e das Pescas e Assuntos Costeiros, Vidar Ulriksen.

Informação técnica sobre o ROV:

· Modelo: Argus Bathysaurus XL 6000msw

Dimensões: 2.1mx1.6mx1.8m (comprimento x largura x altura)
Peso: 2200kg
Velocidade: Av/Ar +3 nós; vert 1.8 nós
Carga Trabalho: Configurável; típica 195kg
Sensores: DVL (Data Velocity Logger) Dopler; Colhedor de Amostras de Água; Colhedor de Amostras de Rocha; Serra craniana 50mmx500mm de Rocha; Sensor Metano; CTD; Aspirador Biológico

www.mdn.gov.pt (http://www.mdn.gov.pt)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 11, 2008, 09:50:10 pm
"Novos" (ou serão iguais aos do Exército?) uniformes camuflados para a Marinha...(adeus definitivo ao padrão "lagarto" da Guerra do Ultramar)...

Citar
Portarias, Directivas e Despachos do Chefe do Estado-Maior da Armada
PAA 2 (D)-VII

UNIFORME CAMUFLADO
------- Despacho do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, n.º 29/08, de 4 de Setembro:

A Marinha tem vindo a proceder a um melhoramento das condições, apresentação e qualidade dos uniformes, que conduzam a um aumento da motivação e do moral dos elementos que a servem.

Entre as várias vertentes que concorrem para esse aumento de motivação e moral, destaca-se a introdução de novos uniformes que observem padrões mais consentâneos com a actualidade e contribuam para um melhor desempenho operacional.
Reconhecendo-se, nesta linha de pensamento, a especificidade das funções dos militares da classe de fuzileiros, foi sentida como uma evolução natural a necessidade de substituir o uniforme presentemente em vigor, por outro inserido no conceito “casca de cebola” que permite ao combatente acrescentar ou diminuir peças de uniforme, em função
das condições ambientais das áreas de operações, cobrindo uma significativa variação térmica.

Considerando ainda fundamental estabelecer o critério para  mplementação daqueles artigos de fardamento para os militares não fuzileiros quando destacados em missões, treinos ou exercícios onde seja requerido a sua utilização.

Tornando-se assim oportuno e necessário promover desde já a sua implementação;

Determino:
1. É implementado o uniforme camuflado que substitui o uniforme camuflado presentemente em vigor.
2. Este uniforme é constituído pelos seguintes artigos de uniforme (descriminados em anexo):
ARTIGO                                                              Duração Dotação(anos)
a. Boina para militares não fuzileiros .................................4............1
b. Barrete camuflado ......................................................4 ...........1
c. Calças camufladas ......................................................2 ...........3
d. Calças camufladas tipo “Gore-tex®” ..............................6 ...........1
e. Camisa meia manga camuflada ....................................3 ...........2
f. Camisola de manga comprida tipo “Interloc” ..................3 ...........2
g. Camisola interior manga comprida verde NATO ..............3 ...........2
h. Camisola interior algodão meia manga ** ......................2 ...........4
i. Casaco camuflado tipo “Gore-tex®” ...............................6 ...........1
j. Chapéu camuflado ......................................................4 ...........1
k. Calças tipo polar .........................................................4 ...........2
l. Dólman camuflado ......................................................3 ...........2
m. Meias de enchimento verdes ** .................................. 0,5 .........6
n. Cinto verde ** ............................................................4 ...........1
o. Lenço preto ** ...........................................................5 ...........1
p. Luvas pretas ** ..........................................................5 ...........1
q. Blusão tipo polar * ......................................................4 ...........2
r. Calças de malha * .......................................................4 ...........2
s. Luvas tipo “Gore-tex®” * .............................................6 ...........1
t. Meias de aquecimento verdes * ....................................1 ...........6
* Para distribuição apenas em missões cujas temperaturas o justifiquem.
** Artigo actualmente pertencente ao uniforme n.º 9.

3. Os artigos de uniforme atrás referidos deverão ser fornecidos gratuitamente pela Direcção de Abastecimento (DA), a todos os militares da classe de fuzileiros. Serão também fornecidos aos militares de outras classes, quando destacados em missões, treinos ou exercícios onde sejam requeridos.

4. Os artigos de uniforme camuflado indicados nas alíneas a. a p. são pertença dos militares, os restantes ficarão pertença das unidades operacionais de fuzileiros, apenas sendo distribuídos nas quantidades e para as missões em que se justifiquem.

5. Posteriores fornecimentos de artigos do camuflado são processados por Requisição Individual de Fardamento, e subsidiados a 100%.

6. A boina indicada na alínea a. do número 2. é requisitada pelos militares não fuzileiros que forem nomeados para missões que careçam de uniforme camuflado.

7. O Estado-Maior da Armada promove as iniciativas necessárias à alteração do Regulamento de Uniformes dos Militares da Marinha (RUMM).

8. O novo uniforme camuflado entra em vigor em 01 de Janeiro de 2009.


 :arrow: http://www.marinha.pt/OrdensBD/GetPDF.a ... d505b86989 (http://www.marinha.pt/OrdensBD/GetPDF.aspx?ID=c457ee74-dd27-4d54-a5a6-d5d505b86989)
Título:
Enviado por: Lightning em Setembro 12, 2008, 12:03:05 am
Citar
conceito “casca de cebola” que permite ao combatente acrescentar ou diminuir peças de uniforme, em função

Alguém sabe explicar em concreto esse conceito?

Citar
Boina para militares não fuzileiros


Cá anda a famosa boina que tanto se fala e ainda nunca vi :lol: , não há fotos???
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Setembro 12, 2008, 12:06:44 am
Citar
Cá anda a famosa boina que tanto se fala e ainda nunca vi :lol: , não há fotos???

A primeira vez que a vi, já em uso, foi em Fevereiro. Basicamente a cor é da boina dos Fuzileiros mas com duas âncoras cruzadas. Existe um esquema publicado na legislação (Ordens da Armada?).

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: alphaiate em Setembro 12, 2008, 04:39:41 am
e qual será o padrão?
dpm como o exército?
Título:
Enviado por: sivispacem em Setembro 12, 2008, 11:28:24 am
Citação de: "Lightning"
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conceito “casca de cebola” que permite ao combatente acrescentar ou diminuir peças de uniforme, em função


Alguém sabe explicar em concreto esse conceito?

Viva!
Por "casca de cebola" pretende-se dar uma imagem da melhor maneira de lidar com o frio, ou seja, usando várias camisolas sobrepostas...
A titulo de exemplo, e nas minas expedições anuais de ski, já uma vez apanhei -22C e passei perfeitamente bem com o fato de ski mais 1 polar, 1 tshirt, gorro e puf no pescoço (OK, só os olhinhos se viam).
Daí as tais "camadas", como a cebola...

Parece-me que o actual uniforme da Marinha impedia que determinadas peças de roupa fossem adicionadas (se calhar entre outras coisas)

Espero ter ilustrado a 'coisa'
Título:
Enviado por: Lancero em Outubro 29, 2008, 08:45:17 pm
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Defesa: Base Naval do Alfeite pode passar para 'holding' do Estado

Lisboa, 29 Out (Lusa)- A possibilidade da passagem da Base Naval do  Alfeite, da Marinha Portuguesa, para as mãos da Empordef, a empresa do Estado  para o sector da Defesa, foi hoje discutida em Comissão Parlamentar, revelou  à agência Lusa fonte da Comissão.  

 

   O presidente do Conselho da Administração da Empordef, engº Navarro  Machado, foi hoje recebido pela Comissão Parlamentar de Defesa , numa sessão  de apresentação aos deputados, que serviu também para discutir alguns assuntos  no sector.  

 

   "Foi discutida uma possibilidade em que o Alfeite sai da Marinha e passa  a estar na dependência da Empordef", afirmou a fonte contactada pela Lusa,  que acrescentou que tal cenário "implicaria grandes mudanças", como por  exemplo, "ao nível dos estatutos" da base naval, que passaria a ser gerida  como uma empresa.  

 

   Esta hipótese de mudança de dependência para as mãos da Empordef é sugerida  por um estudo encomendado pelo Governo para analisar o "estatuto híbrido"  que têm actualmente os trabalhadores da Base do Alfeite, que nalguns pontos  possuem o estatuto de funcionários públicos mas noutros não.  

 

   Outro tema discutido foi o atraso nos projectos sobre o 'hardware' que  vai equipar os dois primeiros "patrulhões" da Marinha Portuguesa, que estão  a ser fabricados nos estaleiros de Viana do Castelo e vão substituir as  actuais corvetas.    

 

   Segundo fonte da Comissão Parlamentar, os projectos, que deveriam ter  sido entregues até ao final de 2006, estão a ser ultimados pela Marinha  e pela Empordef e deverão estar prontos "até ao final do ano".  

 
Título:
Enviado por: tgcastilho em Outubro 29, 2008, 09:44:31 pm
Citação de: "Lancero"
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Defesa: Base Naval do Alfeite pode passar para 'holding' do Estado

Lisboa, 29 Out (Lusa)- A possibilidade da passagem da Base Naval do  Alfeite, da Marinha Portuguesa, para as mãos da Empordef, a empresa do Estado  para o sector da Defesa, foi hoje discutida em Comissão Parlamentar, revelou  à agência Lusa fonte da Comissão.  

 

   O presidente do Conselho da Administração da Empordef, engº Navarro  Machado, foi hoje recebido pela Comissão Parlamentar de Defesa , numa sessão  de apresentação aos deputados, que serviu também para discutir alguns assuntos  no sector.  

 

   "Foi discutida uma possibilidade em que o Alfeite sai da Marinha e passa  a estar na dependência da Empordef", afirmou a fonte contactada pela Lusa,  que acrescentou que tal cenário "implicaria grandes mudanças", como por  exemplo, "ao nível dos estatutos" da base naval, que passaria a ser gerida  como uma empresa.  

 

   Esta hipótese de mudança de dependência para as mãos da Empordef é sugerida  por um estudo encomendado pelo Governo para analisar o "estatuto híbrido"  que têm actualmente os trabalhadores da Base do Alfeite, que nalguns pontos  possuem o estatuto de funcionários públicos mas noutros não.  

 

   Outro tema discutido foi o atraso nos projectos sobre o 'hardware' que  vai equipar os dois primeiros "patrulhões" da Marinha Portuguesa, que estão  a ser fabricados nos estaleiros de Viana do Castelo e vão substituir as  actuais corvetas.    

 

   Segundo fonte da Comissão Parlamentar, os projectos, que deveriam ter  sido entregues até ao final de 2006, estão a ser ultimados pela Marinha  e pela Empordef e deverão estar prontos "até ao final do ano".  

 
Aonde e que será que eu já ouvi esta cantiga.

PS:Sugiro uma Alteração nos nomes na respectiva ordem:   Viana do Castelo-Foda$$e finalmente vieram e    Figueira da Foz-P*t* Pariu já ta a funcionar,tenho mesmo de cortar na ganza :lol:
Título:
Enviado por: Vicente de Lisboa em Outubro 30, 2008, 12:49:49 am
Repara que não é ali indicado que ano é esse no final o qual as meninas serão entregues... Isto para um aluno de direito do primeiro semestre dizia logo tudo! :twisted:
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 30, 2008, 12:18:19 pm
A Base Naval? Mas é a BNL ou o Arsenal?

Uma Base Naval gerida por semi-privados????????????? :shock:

mais jobs for the boys????? é isso?


cada vez percebo menos...

Tenho que começar a dar mais na ganza, oh castilho empresta aí c34x
Título:
Enviado por: nelson38899 em Outubro 30, 2008, 12:41:03 pm
 Cerimónia de lançamento à água do “Tridente

http://www.marinha.pt/revista/index.asp ... fault.html (http://www.marinha.pt/revista/index.asp?revista=ra_set_out2008/default.html)
Título:
Enviado por: HSMW em Outubro 30, 2008, 02:32:55 pm
Citação de: "P44"
A Base Naval? Mas é a BNL ou o Arsenal?

Uma Base Naval gerida por semi-privados????????????? :shock:

mais jobs for the boys????? é isso?


cada vez percebo menos...

Tenho que começar a dar mais na ganza, oh castilho empresta aí c34x


Também cada vez percebo menos...
Mas uma coisa já percebi.
Quanto menos pessoal civil na tropa melhor...
É só tacho.
Título:
Enviado por: tgcastilho em Outubro 31, 2008, 07:21:31 pm
Citação de: "P44"
A Base Naval? Mas é a BNL ou o Arsenal?

Uma Base Naval gerida por semi-privados????????????? :shock:

mais jobs for the boys????? é isso?


cada vez percebo menos...

Tenho que começar a dar mais na ganza, oh Castilho empresta aí :twisted:
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 01, 2008, 10:23:43 am
Citação de: "tgcastilho"
Agora já não posso ja a fumei toda,mas vou ver se o meu "amigo" me traz mais algumas e eu mando-te a ganza para o Deserto :lol:
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 22, 2008, 10:23:28 pm
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Discurso do Almirante CEMA por ocasião da Abertura do Ano Operacional
 
Publicado em:
 2008-11-20

Senhor General Chefe da Casa Militar de Sua Exa. o Presidente da República,
Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Almada
Ilustres Convidados,
Senhor Almirante Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada,
Senhores Almirantes Director-Geral da Autoridade Marítima e Comandante Naval
Senhores Almirantes e Generais,
Senhores oficiais, sargentos, praças, militarizados e civis da Marinha
Minhas Senhoras e meus Senhores,
Marinheiros,

Em primeiro lugar saúdo os Marinheiros que neste momento se encontram em missão, muito em especial os destacados no Afeganistão, bem como aqueles que cumprem as suas tarefas no mar. Lembro, igualmente, todos os servidores da Marinha que, no seu posto de trabalho, tornam possível os desempenhos operacionais.
Agradeço, também, a disponibilidade dos ilustres convidados que nos distinguem com a sua presença nesta cerimónia. Cerimónia cujo significado nos é particularmente caro, enquanto testemunho simbólico da essência da Marinha, ou seja, da afirmação da disponibilidade dos seus meios para operar quando e onde necessário. O meu muito obrigado pela Vossa presença. Sejam bem-vindos à Marinha dos Portugueses.

Marcamos, hoje, o início do ano operacional 2008/2009, momento propício para se fazer um balanço do ano anterior, para se perspectivar a actividade para o novo ano operacional e para me dirigir, em especial, àqueles que, no mar, dão o melhor do seu esforço e dedicação à Marinha, e portanto ao País.

Distintos convidados
A Marinha continua a trabalhar num conjunto muito diversificado de missões, contribuindo para a construção da paz e da segurança, para o exercício da autoridade do Estado nos espaços marítimos sob sua soberania e jurisdição e para o conhecimento do mar. Ao executar acções de serviço público militar, típicas das armadas e não militares, características das guardas costeiras, de forma a potenciar sinergias, consubstancia o paradigma operacional que  designamos por Marinha de duplo uso.

É neste quadro que a Marinha pode rentabilizar os recursos que lhe são atribuídos, empenhando continuamente a Esquadra (com as suas unidades navais, de fuzileiros e de mergulhadores) e os meios operativos da Autoridade Marítima e do Instituto Hidrográfico, ao longo de todo o ano e vinte e quatro horas por dia ao serviço dos portugueses.

De facto, os indicadores operacionais referidos pelo senhor Vice-Almirante Comandante Naval, no que concerne ao último ano, são gratificantes e motivadores, traduzindo bem o produto do investimento que é feito.

Estes resultados são, também, a face visível do esforço e dedicação de todos os que diariamente superam dificuldades na manutenção da Esquadra, bem como os que asseguram que ela é guarnecida por pessoal preparado e treinado de acordo com os mais elevados padrões internacionais.
Temos, no entanto, que reconhecer que estes indicadores não são susceptíveis de sustentação, sem que se concretizem importantes investimentos de renovação programados há anos.  
Na realidade, apesar das corvetas e dos patrulhas apresentarem ainda uma taxa de operacionalidade aceitável, a longevidade destes navios, alguns com mais de 35 anos de serviço, não garante a continuidade daquela prestação, nem oferece os níveis tecnológicos e de habitabilidade adequados às exigências de hoje.
Tenho repetidamente afirmado que a idade avançada de grande parte dos meios de que dispomos, é um factor condicionante da nossa capacidade para bem cumprir a missão e, até, de atrairmos e retermos os recursos humanos de que necessitamos. Por isso, tenho procurado por todos os meios ao meu alcance evidenciar a urgente necessidade da renovação da Esquadra antes que as condicionantes de operação se transformem em impossibilidade.
Novos atrasos nos programas dos Patrulhas Oceânicos e nas Lanchas de Fiscalização Costeira, serão impeditivos do cumprimento de algumas missões, para além de obrigarem à afectação de recursos financeiros e humanos desproporcionados na manutenção das corvetas e dos patrulhas da classe “Cacine”. Trabalha-se para o evitar.
Felizmente, os desafios que temos pela frente evidenciam outras perspectivas bem animadoras. Contrastando com os que atrás aludi, é com enorme satisfação que, passados dezassete anos desde o aumento ao efectivo das fragatas da classe “Vasco da Gama”, iremos receber duas fragatas de igual valia militar, estando prevista para o dia 16 de Janeiro de 2009 a entrega à Marinha da primeira, que será o N.R.P. “Bartolomeu Dias”.
No passado dia 15 de Julho, tive a honra de participar, na cerimónia de lançamento à água do submarino “Tridente”, um dos dois que vamos receber em 2010/2011. Estes meios, de elevadíssima valia operacional e tecnológica, representarão um enorme avanço que se traduzirá numa capacidade de afirmação a nível político-estratégico que Portugal não pode dispensar.
Nos próximos dois anos, prevê-se a recepção de vinte viaturas blindadas de rodas com capacidade anfíbia. Trata-se de um desenvolvimento de grande significado para o Corpo de Fuzileiros pelo aumento da capacidade de manobra táctica em situações de risco acrescido, permitindo o emprego destas forças em situações de maior exigência operacional.
Na sequência do recente aumento ao efectivo de duas embarcações salva-vidas da classe “Vigilante”, iremos brevemente proceder ao baptismo da terceira Unidade de Apoio de Mar. São três embarcações de elevada capacidade, integralmente concebidas e construídas no Arsenal do Alfeite, que vão reforçar o dispositivo do Instituto de Socorros a Náufragos tornando-o ainda mais capaz para cumprir a sua nobre missão de salvamento de vidas humanas no mar.
Sendo certo que estes novos instrumentos nos deixam bastante satisfeitos e nos permitem encarar o futuro com algum optimismo, não posso deixar de referir que a nossa ambição, ainda que temperada pelo pragmatismo das reais capacidades do país, não pode deixar de ter em conta outras necessidades que reputo imprescindíveis. Refiro-me, em concreto, ao Navio Polivalente Logístico, o mais conjunto de todos os meios do nosso sistema de forças, e aos navios de combate à poluição, todos eles vectores incontornáveis à nossa circunstância de nação que deve ao mar a sua existência e que nele reconhece um elemento central da sua identidade.
Continuaremos pois a aguardar com serenidade o arranque destes projectos, já previstos designadamente na Lei de Programação Militar, seguros da sua imprescindibilidade para a Marinha, para as Forças Armadas e para Portugal.  

Senhores oficiais, sargentos, praças, militarizados e civis da Marinha:
A democracia é um regime recente na longa história da humanidade. Mesmo hoje, não é a regra no mundo. Tem, portanto, que ser construída e sustentada no dia a dia. Por todos. Pelos que têm o direito de mandar e pelos que têm o dever de obedecer. Muito especialmente pelos que assumem, sem reservas, o dever de defender Portugal até ás ultimas consequências e o compromisso cívico de abdicar de parte da sua cidadania. Só assim, poderemos exigir direito ao respeito e ao reconhecimento que é devido à condição militar e à especificidade de marinheiro. É sobre isto que devemos reflectir, assumindo as nossas posições com verdade e a razão que nos assiste. Só a verdade, só ela, nos possibilita a conciliação.
Sabemos, todos, que as pessoas e sua qualidade são a grande riqueza que a Marinha se orgulha de possuir, constituindo o pilar mais importante de toda a sua estrutura. Como sempre foi, e será, só o empenho e a motivação do pessoal permite ultrapassar dificuldades, aparentemente insuperáveis, com que muitas vezes somos confrontados.
O sentido do dever não se compra. Nem se vende. Reconhece-se por quem comanda e por quem obedece.    
Como repetidamente tenho afirmado, é necessário resolver de forma equilibrada e progressiva as questões relativas a carreiras, vencimentos e remunerações. São questões centrais em que é necessário encontrar um justo equilíbrio, eliminando assimetrias negativas com outros Corpos do Estado que há muito tempo se têm vindo a aprofundar. Espera-se que os trabalhos em curso venham a solucionar estas dificuldades.
Estas obrigações têm sido, e continuarão a ser, compromissos inalienáveis da minha visão de comando e da constância da minha actuação.

Ilustres convidados
Para garantir a satisfação dos princípios da eficiência e da eficácia porque nos regemos é essencial aprofundar, ainda mais, a cooperação institucional na defesa dos nossos interesses no mar. É convicção que defendo há muito e com grande empenho.
É disso testemunho a recente operacionalização do Centro Nacional Coordenador Marítimo, órgão que visa agilizar a articulação de um conjunto alargado de entidades e departamentos no quadro da segurança e do exercício da autoridade do Estado no mar. Também inaugurámos o Centro de Operações da Marinha (COMAR) em Junho passado, o qual poderá servir outros órgãos do Estado que necessitem de idênticas funcionalidades. Estamos no princípio, mas estamos, também, no bom caminho.  
No âmbito externo, promoveu-se a articulação com diversas agências internacionais e foram dados passos significativos na componente multinacional de que são exemplos, a Declaração Comum sobre Cooperação Aeromarítima entre as Marinhas de Portugal e de França e a assinatura de um protocolo para a troca de informação entre os Serviços de Busca e Salvamento de Portugal e das Antilhas. Merece ainda destaque a muito recente adesão da Marinha ao North Atlantic Coast Guard Forum, organização que visa a troca de informações operacionais no quadro das funções típicas das Guardas Costeiras.
A Marinha está ciente de que só com uma articulação eficaz se pode concretizar um sistema que se pretende coerente, estruturado e eficiente na utilização dos recursos e na busca da segurança, indispensável ao bem-estar dos cidadãos e ao desenvolvimento económico do país. Ninguém, nem nenhuma organização, poderá responder sozinho às inúmeras questões que o mar nos coloca.
Marinheiros;  
Neste ano operacional, cujo início hoje marcamos, são muitos os desafios que temos pela frente. Há que continuar a operar permanentemente no sentido de contribuir para o reforço da autoridade do Estado nas nossas águas jurisdicionais tirando melhor partido dos navios de que dispomos, mesmo que desactualizados; há que garantir Importantes compromissos internacionais: o comando de duas forças navais multinacionais, a SNMG 1 no âmbito da NATO e a EUROMARFOR no plano europeu, e aprontar adicionalmente uma companhia de fuzileiros para integrar o Grupo de Batalha Anfíbio da União Europeia; Simultaneamente há que integrar novos meios. Tudo isto numa conjuntura muito difícil. Saberemos responder com dedicação, brio e profissionalismo.
Os resultados alcançados no ano operacional que agora se completa são o garante que conseguiremos superar outros desafios.
Como comandante, sinto-me orgulhoso do que tem sido feito em conjunto e, neste novo período que agora se inicia, sei que posso contar com a guarnição, para que a marinha possa continuar a honrar Portugal.  
Muito obrigado

Fernando de Melo Gomes
 Almirante


 :arrow: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/N ... noOp08.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/NoticiasAgenda/Noticias/DiscursoCEMA_AnoOp08.htm)
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 24, 2008, 08:42:01 am
pelo menos esta parte do discurso mantém-se todos os anos.. :roll:

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Na realidade, apesar das corvetas e dos patrulhas apresentarem ainda uma taxa de operacionalidade aceitável, a longevidade destes navios, alguns com mais de 35 anos de serviço, não garante a continuidade daquela prestação, nem oferece os níveis tecnológicos e de habitabilidade adequados às exigências de hoje.
(....)
Novos atrasos nos programas dos Patrulhas Oceânicos e nas Lanchas de Fiscalização Costeira, serão impeditivos do cumprimento de algumas missões, para além de obrigarem à afectação de recursos financeiros e humanos desproporcionados na manutenção das corvetas e dos patrulhas da classe “Cacine”. Trabalha-se para o evitar.
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Novembro 24, 2008, 12:56:19 pm
Pena foi desta vez o CEMA não ter dispensado uma única linha, não ter feito uma única menção ao Arsenal do Alfeite.
Título:
Enviado por: Duarte em Novembro 24, 2008, 03:44:46 pm
Citação de: "P44"
pelo menos esta parte do discurso mantém-se todos os anos.. :lol:
Título:
Enviado por: tgcastilho em Novembro 24, 2008, 04:17:53 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Continuaremos pois a aguardar com serenidade o arranque destes projectos,

Cuidado para não morrer de tédio.
Título:
Enviado por: SSK em Novembro 24, 2008, 11:31:07 pm
O Arsenal do Alfeite merece tanta atenção como a situação das carreiras dos militares. São assuntos incómodos, não são para se falar nestes dias. Bem ou mal é isso que tem acontecido.
Não quero acreditar que estejam esquecidos! Mas...
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Novembro 24, 2008, 11:57:52 pm
Citação de: "SSK"
O Arsenal do Alfeite merece tanta atenção como a situação das carreiras dos militares. São assuntos incómodos, não são para se falar nestes dias. Bem ou mal é isso que tem acontecido.
Não quero acreditar que estejam esquecidos! Mas...

Olhe que não, olhe que não...  :roll:
Amanhã há uma conferência de imprensa a anunciar medidas. Coincidências.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: Lancero em Novembro 25, 2008, 10:21:00 am
^^

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24 Novembro 2008 - 18h25

Projectar os estaleiros no mercado internacional
Alfeite: Governo apresenta projecto de modernização
O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, vai apresentar terça-feira o processo de “modernização” do Arsenal do Alfeite, tendo como objectivo “projectar” os estaleiros da Marinha e a indústria naval portuguesa “no mercado internacional”.



Em comunicado, o Ministério adianta que “o processo de modernização do Arsenal do Alfeite visa transformar a estrutura existente, de grande interesse estratégico para o país, num centro tecnológico de excelência da indústria naval destinada a servir melhor a Marinha Portuguesa, que permita voltar a projectar a indústria naval portuguesa no mercado internacional”.

A tutela realça que os portos portugueses, por estarem “próximos das principais rotas atlânticas” justificam uma “aposta” no desenvolvimento da sua indústria naval, “contribuindo para o crescimento geral da economia nacional”.

“O Ministério de Defesa Nacional pretende também contribuir para a retoma sustentada da economia e considera que a modernização das estruturas da indústria naval pode contribuir para esse objectivo”, acrescenta a mesma nota.


http://www.correiodamanha.pt/noticia.as ... 0000000010 (http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=AC2E2168-5078-4EBE-B155-40D588FE0952&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010)
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 25, 2008, 10:22:29 am
será mais um projecto que não sairá do papel??????  :roll:
Título:
Enviado por: JQT em Novembro 25, 2008, 07:45:39 pm
Do Público:

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Modernização do Alfeite implica redução de pessoal e vai custar 70 milhões de euros ao Estado

25.11.2008 - 14h44 Lusa

O ministro da Defesa confirmou hoje que a modernização do Arsenal do Alfeite, um projecto avaliado em 70 milhões de euros, vai implicar um corte no efectivos dos estaleiros, mas garantiu que os trabalhadores terão alternativas de emprego asseguradas.

Com este processo, os estaleiros da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, Almada, passam a ser "uma sociedade anónima de capitais públicos" designada Arsenal do Alfeite S.A., ficando sob a tutela da Empordef - a 'holding' do Estado para o sector da Defesa -, com um conselho de administração composto por dois administradores da empresa e por um nomeado pela Marinha Portuguesa.

"A modernização do Arsenal do Alfeite representa um investimento do Estado português de 70 milhões de euros - com um investimento inicial de 32,4 milhões, com o resto do montante a ser assegurado com o recurso a financiamento bancário - em infra-estruturas e equipamentos", afirmou hoje o ministro Severiano Teixeira, durante a cerimónia oficial de apresentação do projecto.

Severiano Teixeira adiantou ainda que "o quadro de pessoal só poderá ser definido pela nova administração", mas afirmou que "as estimativas" apontam para cerca de "800 a 1000 trabalhadores".

Questionado pela Lusa, o responsável pela pasta da Defesa confirmou que este processo de modernização vai implicar uma redução nos quadros, mas garantiu que existem alternativas e mecanismos que permitem aos trabalhadores procurar novas soluções de emprego.

"Todos os direitos e garantias dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite estão perfeitamente assegurados, ao abrigo do actual vínculo à função pública. Durante o período de transição para a nova empresa - que será de cerca seis meses - os trabalhadores não vão sentir qualquer alteração, qualquer falha no pagamento de salários ou quebra de qualquer outro benefício ou regalia", assegura o documento divulgado pelo ministério da Defesa.

"Durante este período os actuais trabalhadores poderão celebrar voluntariamente contratos individuais de trabalho com a nova empresa, ocupar vagas disponíveis no quadro civil da Marinha ou qualquer outro organismo da Administração Pública ou integrar o regime da mobilidade especial", lê-se também no documento.

Sobre esta questão, o ministro adiantou que antes de tornar todo o processo de transformação do Alfeite público se encontrou com a comissão de trabalhadores, onde lhes transmitiu "o essencial do projecto".

"Sempre disse, [os trabalhadores dos estaleiros] seriam informados em primeira mão. Na reunião transmiti o essencial do projecto, foi uma conversa aberta e franca e estará sempre um canal aberto entre a administração e os trabalhadores (...) o diálogo é absolutamente essencial", sublinhou.

Confrontado com uma privatização futura ou uma alienação parcial do capital da nova empresa - Arsenal do Alfeite S.A. -, o ministro rejeitou a ideia, sublinhando que no contrato de concessão por trinta anos à Empordef existe uma "cláusula de reversibilidade, em que se houver alguma alteração, o Arsenal do Alfeite volta imediatamente à tutela da Marinha Portuguesa".

"Não existe qualquer intenção do ministério (...) o projecto consiste numa única empresa de capitais cem por cento públicos, em que a Marinha é o cliente central e garante a estabilidade dos estaleiros", acrescentou.


http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=12 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351171&idCanal=12)

Boa notícia mas seria de esperar uma decisão quanto aos NPO, NCP e LPD. Penso que a intenção inicial de tornar o AA numa SA já leva 3 anos. Tanto tempo para se fazer qualquer coisa.

JQT
Título:
Enviado por: SSK em Novembro 25, 2008, 10:58:30 pm
Citação de: "Pedro Monteiro"
Citação de: "SSK"
O Arsenal do Alfeite merece tanta atenção como a situação das carreiras dos militares. São assuntos incómodos, não são para se falar nestes dias. Bem ou mal é isso que tem acontecido.
Não quero acreditar que estejam esquecidos! Mas...
Olhe que não, olhe que não...  :roll:
Amanhã há uma conferência de imprensa a anunciar medidas. Coincidências.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro


Disse amanhã?!?

Isso quer dizer que não o fez na cerimónia?!? Certo???

Concordo com o seu final. Curiosidades...
Título:
Enviado por: Pedro Monteiro em Novembro 25, 2008, 11:20:57 pm
SSK,

A cerimónia, pelo que percebi, foi hoje.  :wink: Eu coloquei a mensagem na segunda à noite.

Cumprimentos,
Pedro Monteiro
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 26, 2008, 09:46:32 am
Oxalá se abra caminho para que os outros NPOs sejam construidos no Arsenal!
Título:
Enviado por: Lancero em Novembro 27, 2008, 04:25:08 pm
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Defesa: Governo aprova extinção do Arsenal do Alfeite para empresarializar actividade    

   Lisboa, 27 Nov (Lusa) - O Governo aprovou hoje o diploma que extingue  o Arsenal do Alfeite e o decreto lei que cria a sociedade anónima de capitais  exclusivamente públicos que passará a gerir a manutenção e reparação dos  navios da Marinha.  

 

   De acordo com o diploma agora aprovado na generalidade na reunião semanal  do Conselho de Ministros, "pretende-se, deste modo, modernizar e tornar  mais eficiente a actividade de manutenção e reparação naval dos navios da  Marinha".  

 

   Assim, é referido, irá promover-se a extinção do Arsenal do Alfeite  criado em 1937, "dotando esta organização económica de um modelo de funcionamento  empresarial, mais adequado à prossecução dos seus objectivos de relevante  interesse nacional e eficiente aproveitamento dos recursos disponíveis".  

 

   Na reunião do Conselho de Ministros foi igualmente aprovado o diploma  que constitui a Arsenal do Alfeite, S. A., sociedade anónima de capitais  exclusivamente públicos, e aprova os respectivos estatutos.  

 

   "Este Decreto-Lei, aprovado na generalidade, visa a constituição de  uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, designada Arsenal  do Alfeite, S. A., com vista à empresarialização do Arsenal do Alfeite",  é referido na nota do Conselho de Ministros.  

 

   No comunicado é ainda sublinhado que através da empresarialização do  Arsenal do Alfeite, pretende "promover-se a criação de uma unidade económica  devidamente apetrechada, capacitada e dimensionada para responder às necessidades  de sustentação técnica e logística dos navios da Marinha, com especial vocação  para a respectiva manutenção, de acordo com os mais actuais padrões tecnológicos  internacionais".  

 

   "A proximidade da actividade de reparação e manutenção naval em relação  aos navios traduz-se em vantagens organizacionais, económicas e funcionais  para a Marinha, justificando que a empresa a constituir exerça a respectiva  actividade nas instalações físicas na Base Naval de Lisboa onde operava  o Arsenal do Alfeite, revelando-se a concessão como o instrumento jurídico  mais adequado para salvaguardar a regulação dos interesses em presença",  lê-se ainda na nota.  

 

   Na terça-feira, o ministro da Defesa confirmou que a modernização do  Arsenal do Alfeite, um projecto avaliado em 70 milhões de euros, vai implicar  um corte no efectivos dos estaleiros, mas garantiu que os trabalhadores  terão alternativas de emprego asseguradas.
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 27, 2008, 04:27:54 pm
só espero que isto não seja mais uma manobra para arranjar poiso para mais uns "boys"  :roll:

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10. Decreto-Lei que extingue o Arsenal do Alfeite com vista à empresarialização da sua actividade

Este Decreto-Lei, aprovado na generalidade para audição de entidades, vem extinguir o chamado Arsenal do Alfeite, com vista à sua empresarialização.

Pretende-se, deste modo, modernizar e tornar mais eficiente a actividade de manutenção e reparação naval dos navios da Marinha, promovendo a extinção do Arsenal do Alfeite criado e gerido por diplomas aprovados, respectivamente, em 1937 e 1942, e dotando esta organização económica de um modelo de funcionamento empresarial, mais adequado à prossecução dos seus objectivos de relevante interesse nacional e eficiente aproveitamento dos recursos disponíveis.

11. Decreto-Lei que constitui a Arsenal do Alfeite, S. A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, e aprova os respectivos estatutos, bem como as bases da concessão de serviço público e de uso privativo do domínio público atribuída a esta sociedade

Este Decreto-Lei, aprovado na generalidade, visa a constituição de uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, designada Arsenal do Alfeite, S. A., com vista à empresarialização do Arsenal do Alfeite.

Através da empresarialização do Arsenal do Alfeite, pretende promover-se a criação de uma unidade económica devidamente apetrechada, capacitada e dimensionada para responder às necessidades de sustentação técnica e logística dos navios da Marinha, com especial vocação para a respectiva manutenção, de acordo com os mais actuais padrões tecnológicos internacionais.

A proximidade da actividade de reparação e manutenção naval em relação aos navios traduz-se em vantagens organizacionais, económicas e funcionais para a Marinha, justificando que a empresa a constituir exerça a respectiva actividade nas instalações físicas na Base Naval de Lisboa onde operava o Arsenal do Alfeite, revelando-se a concessão como o instrumento jurídico mais adequado para salvaguardar a regulação dos interesses em presença.


http://www.governo.gov.pt/Portal/PT/Gov ... 081127.htm (http://www.governo.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Conselho_de_Ministros/Comunicados_e_Conferencias_de_Imprensa/20081127.htm)
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Dezembro 16, 2008, 02:28:23 pm
Era só para dizer aos colegas que ontem de manhã o N.R.P "Barracuda" fez-se ao mar e que hoje cedo foi a vez do N.R.P. "Bérrio", quase ou mais de dois anos após a última vez em que navegou.  :)
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 16, 2008, 02:53:28 pm
O Bérrio fez-se ao mar? :shock: acontecimento quase tão raro como a passagem do Cometa Halley!!!!!
Título:
Enviado por: Instrutor em Dezembro 17, 2008, 10:23:34 pm
Alguem me pode confirmar a informação que coloquei no tópico US NAVY no qual a noticia referia que Portugal comprou um indeterminado numero de Torpedos MK48, actualmente o mais poderoso torpedo ao serviço de uma Marinha mundial?
Título:
Enviado por: tgcastilho em Dezembro 17, 2008, 11:06:55 pm
Citação de: "P44"
O Bérrio fez-se ao mar? :shock: acontecimento quase tão raro como a passagem do Cometa Halley!!!!!


Jasus,é desta que o benfica ganha o campeonato.Desculpem lá a ignorância mas durante o tempo em que o Bérrio está parado,o que é que a sua tripulação faz?Está destacada noutros navios?
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Dezembro 18, 2008, 10:05:27 am
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Desculpem lá a ignorância mas durante o tempo em que o Bérrio está parado,o que é que a sua tripulação faz?Está destacada noutros navios?
A guarnição é reduzida, e os que se mantêm a bordo fazem limpezas, manutenção dos equipamentos, e guarda ao navio.

Instutor escreveu:
Citar
Alguem me pode confirmar a informação que coloquei no tópico US NAVY no qual a noticia referia que Portugal comprou um indeterminado numero de Torpedos MK48, actualmente o mais poderoso torpedo ao serviço de uma Marinha mundial?

Na infromação que o caro Instrutor colocou, refere que Portugal comprou o Black Shark e não o Mk 48, o que é verdade.
Título:
Enviado por: SSK em Dezembro 19, 2008, 02:46:10 am
O Mk 48 é um torpedo já ultrapassado em todas as vertentes, tanto pelo Black Shark como pelo DM2A4.
Título:
Enviado por: Instrutor em Dezembro 20, 2008, 12:28:08 am
Sim foi erro meu, estava-me a referir ao Black Shark, é para equipar as Vasco da Gama e BD?
Título:
Enviado por: AC em Dezembro 20, 2008, 04:38:38 am
Não, é para os novos submarinos.

Hoje em dia, nenhum navio de superfície emprega torpedos pesados, tanto quanto sei.
Título:
Enviado por: Instrutor em Dezembro 21, 2008, 11:18:10 pm
Quantas unidades deste tipo de torpedo Portugal adquiriu?
Título:
Enviado por: AC em Dezembro 22, 2008, 12:45:53 am
24
Título:
Enviado por: Instrutor em Dezembro 22, 2008, 08:55:26 pm
24? muito bom isso da para dizimar uma frota inteira, 12 por submarino, muito bem c34x
Título:
Enviado por: Instrutor em Dezembro 22, 2008, 09:07:07 pm
De facto e vendo o armamento dos novos submarinos 24 Blackshark, Harpoons vao ser de facto a joia da coroa das Forças Armadas Portuguesas.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 23, 2008, 05:14:58 pm
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Nova empresa ocupará as instalações actuais, pertencentes à base Naval de Lisboa
O Conselho de Ministros desta terça-feira aprovou o decreto-lei que visa a constituição de uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, designada Arsenal do Alfeite, S.A., com vista à empresarialização do Arsenal do Alfeite.

Através da medida, pretende-se promover criação de uma unidade económica moderna capacitada e dimensionada para responder às necessidades de sustentação técnica e logística dos navios da Marinha, com especial vocação para a respectiva manutenção, de acordo com os mais actuais padrões tecnológicos internacionais, segundo o comunicado.

O processo de modernização visa conseguir para Portugal uma indústria naval mais competitiva, integrando a nova empresa no quadro de cluster naval português.

A nova empresa ocupará as instalações actuais, pertencentes à base Naval de Lisboa e terá como actividade preponderante e prioritária a actividade de reparação e manutenção naval dos navios da Marinha, em moldes que, de acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, traduzem vantagens organizacionais, económicas e funcionais para a Armada, revelando-se a concessão como «o instrumento mais adequado para salvaguardar a regulação dos interesses em presença».

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/not ... iv_id=1730 (http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1026245&div_id=1730)
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Dezembro 24, 2008, 01:59:03 pm
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23 Dezembro 2008 - 16h31

Alfeite transformado em Sociedade Anónima
Aprovado diploma sobre Arsenal do Alfeite SA

O Governo aprovou esta terça-feira o decreto que torna o Arsenal do Alfeite numa Sociedade Anónima de capitais públicos, de forma à sua empresarialização para responder às necessidades de manutenção dos navios da Marinha. A decisão já tinha sido anunciada pelo Governo no passado mês,  com o acordo do PS, PSD e CDS-PP e a condenação dos partidos à esquerda.

Em comunicado, o Conselho de Ministro explica que a medida visa “criar uma unidade económica moderna capacitada e dimensionada para responder às necessidades de sustentação técnica e logística dos navios da Marinha”.

No texto, o Governo indica também que a nova empresa ocupará as instalações actuais, pertencentes à base naval de Lisboa, defendendo que a concessão é “o instrumento mais adequado para salvaguardar os interesses em presença”.

 :arrow: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx ... 0000000021 (http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=B7AEA4E4-63D8-4149-AAAC-8635A2A7EBA2&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 30, 2008, 05:20:24 pm
Um artigo muito interessante:

http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_ ... ag_12.html (http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_jan2009/pag_12.html)
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Dezembro 30, 2008, 10:40:50 pm
Aquele capitão de fragata parece o Mr. Bean. :lol:
Título:
Enviado por: HSMW em Dezembro 30, 2008, 11:12:25 pm
Aquele símbolo do DAE é para a boina?
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Dezembro 31, 2008, 12:22:57 am
Eu cheguei a ver esse símbolo do lado esquerdo ao nível do peito. Agora se é o sítio correcto não lhe sei dizer ao certo
Título:
Enviado por: SSK em Dezembro 31, 2008, 02:05:18 am
Citação de: "Cabecinhas"
Eu cheguei a ver esse símbolo do lado esquerdo ao nível do peito. Agora se é o sítio correcto não lhe sei dizer ao certo


Afirmativo
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 31, 2008, 11:22:23 am
É um crachá de curso ou de unidade?
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 31, 2008, 01:27:01 pm
(http://fuzileiros.marinha.pt/NR/rdonlyres/5E9C14F8-FA12-415B-BBEC-6E36396BF2CD/6278/GuiaoDae.JPG)

(http://img348.imageshack.us/img348/5417/daepatchg8wa.jpg)

(http://img166.imageshack.us/img166/2109/marinhadaenovoes6.png)

Antigo (bem feio :P )
(http://www.agbmorais.com/images/crachas-marinha/dest_accoes_especiais.jpg)
Título:
Enviado por: HSMW em Dezembro 31, 2008, 01:48:57 pm
Citação de: "PereiraMarques"
(http://img348.imageshack.us/img348/5417/daepatchg8wa.jpg)


 :shock:  :N-icon-Axe:
Título:
Enviado por: ShadIntel em Dezembro 31, 2008, 04:37:39 pm
Citação de: "HSMW"
Citação de: "PereiraMarques"
(http://img348.imageshack.us/img348/5417/daepatchg8wa.jpg)

 :shock:  :shock:    Pois, também acho este pior que tudo.
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 12, 2009, 12:12:35 pm
Boa.  :arrow: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Naciona ... id=1070387 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1070387)[/quote]
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 12, 2009, 08:05:10 pm
Excelente notícia.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Janeiro 12, 2009, 09:36:27 pm
Lancero escreveu:
Citar
Excelente notícia.

Porquê caro Lancero?
Se a missãoé normalmente de seis meses, demoram quase dois a chegar às costa da Somália, e depois seguem para a India e Austrália, é uma missão de passagem, cinco dias no máximo à ida, e outros tantos à volta. Pensa que os piratas vão sentir isso? Se for como a última missão a África em que só a fragata portuguesa tinha um helicóptero embarcado.
Por favor... Não me venham com tretas!...
Título:
Enviado por: turkiko em Janeiro 12, 2009, 09:42:01 pm
Citar
Operação vai ser desafio logístico
00h30m
C.V.
O primeiro destino da fragata "Álvares Cabral" e do contra-almirante português vai ser a base naval de Ferrol, em Espanha, na Galiza. É ali que, no dia 23 de Janeiro, o contra-almirante Pereira da Cunha vai receber do homólogo espanhol Juan Rodriguez o comando da SNMG, que cessa a sua responsabilidade sobre a força naval.

Depois segue-se a fase de certificação, com a SNMG a engordar até aos oito navios, dirigindo-se para o Mediterrâneo, passando nas águas portuguesas, com visita a Lisboa, onde está previsto um exercício de combate à pirataria. Em Março, a força naval chegará ao Corno de África e, além do eventual confronto com piratas, a SNMG começará um outro confronto, a questão logística, a garantia de abastecimentos. A força leva consigo um reabastecedor de esquadra alemão, mas nunca poderá prescindir das escalas em vários portos para reabastecer, e daí que esta missão operacional seja encarada como uma das mais complexas por parte das chefias da OTAN. A alteração de conceitos levou também a Aliança Atlântica a lançar operações fora da antiga área de responsabilidade e a OTAN vê agora o mundo como zona de intervenção. Se politicamente esta questão é pacífica, já em termos militares não o é tanto, uma vez que para garantir movimentos é preciso também garantir os pontos de abastecimento, ou seja estabelecer protocolos com alguns Estados que permitam esta liberdade de movimentos, uma plataforma a ser deixada para o futuro. E esta é uma das missões a ser aplicada pela SNMG a ser chefiada pelo almirante português. A viagem pressupõe que se a força vai visitar a Índia também terá que visitar forçosamente o Paquistão, para manter o equilíbrio político numa zona marcada pela instabilidade e tão importante para a Aliança Atlântica em termos de combate ao terrorismo. É esta a conjugação entre necessidades políticas e militares, uma espécie de espada diplomática manuseada pela Aliança Atlântica nos seus vários patamares. Mas a passagem da SNMG pela Ásia vai também trazer vantagens militares, uma vez que vai ajudar à cooperação entre a OTAN e as marinhas dos Estados limítrofes, numa essencial troca de conhecimentos.

Uma espécie de 112 de combate à pirataria em Malaca

Se o problema é grave no Corno de África, a verdade é que se alterou no Estreito de Malaca. O Estreito era um dos pontos mais delicados no campo da pirataria, mas os Estados da área acabaram por assinar um protocolo de cooperação, o que começou a reduzir substancialmente os ataques da pirataria. E foi ali também que veio a surgir uma infra-estrutura de comunicações capaz de controlar o tráfego marítimo e de sinalizar os ataques quase em tempo real. É uma espécie de 112, que recebe os alertas dos incidentes e, em seguida, dá conta às autoridades marítimas do problema e da sua localização, para possível reacção.


http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Naciona ... id=1070389 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1070389)

Boa Noite,

Já algum tempo que não participava neste forum,mas num entanto um seguidor, podem-me por favor iluciadr da quantidade de tempo até começar a participar nas operações?
1ºFerrol
2º Volta a Lisboa
3º então sim corno de Africa (Março)

E um desejo de um bom ano

cumprimentos,
Título:
Enviado por: Cláudio C. em Janeiro 12, 2009, 10:37:12 pm
Alguém já me sabe dizer por favor qual os meios navais que cada país vai integrar nesta força? Presumo que a Espanha com uma fragata F-100...

Saudações
Título:
Enviado por: Portucale em Janeiro 12, 2009, 11:10:07 pm
Esta missão é importante para Portugal porque será comandada por um Almirante nacional.
É o reconhecimento da competência dos nossos Marinheiros.

Quanto aos objectivos que têm aparecido nos meios de comunicação social, esses parecem muito 'longos'.
'Longos' pois a força parece que vai dar meia volta ao mundo, Austrália, Índia, Paquistão, são muitas milhas.

Estamos no inicio de uma nova era, nesta missão consigo encontrar vários objectivos;
Objectivos politicos: passar por países influentes nos conflitos actuais.
Objectivo estratégico: mostrar que a OTAN pode chegar muito mais longe.
Objectivos operacionais: conhecer e operar com armadas de determinados países, mostrar força e presença aos piratas da actualidade.

Naturalmente aos meios de comunicação social o que salta á vista é o combate aos piratas, a realidade é que esta batalha está cheia de condições jurídicas em todos os países intervenientes, inclusive Portugal.
Título:
Enviado por: HSMW em Janeiro 12, 2009, 11:16:50 pm
Uma fragata é normalmente comandada por um Almirante (=General)?
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 12, 2009, 11:22:46 pm
Não, é comandada por um CFR - Capitão de Fragata (equivalente a TCOR - Tenente-Coronel). A força SNMG - Standing NATO Response Force Maritime Group é que vai ser comanda por um CALM - Contra-Almirante português (equivalente a MGEN - Major-General).
Título:
Enviado por: HSMW em Janeiro 12, 2009, 11:27:50 pm
Ah! Obrigado PM :G-Ok:
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 13, 2009, 12:20:59 pm
Citação de: "luis filipe silva"
Lancero escreveu:
Citar
Excelente notícia.
Porquê caro Lancero?
Se a missãoé normalmente de seis meses, demoram quase dois a chegar às costa da Somália, e depois seguem para a India e Austrália, é uma missão de passagem, cinco dias no máximo à ida, e outros tantos à volta. Pensa que os piratas vão sentir isso? Se for como a última missão a África em que só a fragata portuguesa tinha um helicóptero embarcado.
Por favor... Não me venham com tretas!...


Por ser pioneira - na esfera da Nato - e por ser comandada por um português (calhou-lhe, na rotatividade habitual, esta boa missão). É importante nem que seja apenas para mostrar intenções e gerir diplomacias.
Para combater a pirataria em permanência estão mobilizados outros meios (como a Combined Task Force 150).
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 13, 2009, 02:25:41 pm
Para quem estiver interessado em dar um salto à nossa cidade de Almada.  :arrow: http://www.m-almada.pt/portal/page/port ... i=17089624 (http://www.m-almada.pt/portal/page/portal/MUSEUS/DESTAQUES/DETALHE/?mus_destaques_detalhe=17089624&cboui=17089624)[/quote]
Título:
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 13, 2009, 02:31:17 pm
Citar
inauguração da Estação Salva-Vidas de Sesimbra e entrega da UAM "Diligente"

A Marinha/Autoridade Marítima Nacional realizou no dia 15 de Dezembro, a Cerimónia de Inauguração da Estação Salva-vidas (ESV) de Sesimbra.

A estação foi inaugurada por S. Exa. o Secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, Dr. João Mira Gomes e na mesma ocasião foi efectuada a entrega oficial à Marinha pelo Arsenal do Alfeite, do Salva-vidas de grande capacidade UAM 603 "Diligente".

Na inauguração, foi ainda apresentado o novo semi-rígido da ESV, bem como os novos equipamentos do pessoal que guarnecem os salva-vidas.
http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/I ... an2009.htm (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/Imprensa/Newsletter/newsletterjan2009.htm)


(http://www.marinha.pt/NR/rdonlyres/69A1BF61-DBF8-4743-8F52-BE05162307D0/0/Vigilante.JPG)
Título:
Enviado por: Vicente de Lisboa em Janeiro 13, 2009, 04:29:46 pm
Ena meu! Olha para aquilo! Sim Senhor, isso é Navio para ter demorado... uns 7 anos? de construção.  :lol:
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 14, 2009, 03:55:29 pm
Pára tudo!

a "Hermenegildo Capelo" foi finalmente retirada dos meios de superficie operacionais no site da Marinha!

 :arrow: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/D ... uperficie/ (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/DescobrirMarinha/MeiosOperacionais/Superficie/)
Título:
Enviado por: Daniel em Janeiro 18, 2009, 08:39:08 pm
Salva-vidas português é topo de gama mundial

Citar
O «Diligente» está ancorado em Sagres, é o mais recente navio salva-vidas made in Portugal e é considerado um topo de gama mundial equiparando-se às fragatas «Vasco da Gama» ou aos «F 16» da Força Aérea.


Com os irmãos-gémeos «Vigilante», ancorado em Peniche, e o «Atento», no porto marítimo de Viana do Castelo, o «Diligente», em Sagres, remata um trio de navios, que apesar da pequena dimensão, têm a enorme missão de salvar vidas humanas no mar.

O salvamento de seres humanos é o principal objectivo, mas esta embarcação também pode ajudar no trânsito marítimo da zona de Sagres, onde existe um esquema de separação de tráfego com navios de vários nacionalidades a circularem, ou mesmo prevenir e combater poluição nos mares, explicou o comandante Marques Pereira, da Polícia Marítima.

Com uma autonomia de 240 milhas náuticas (mais de 400 quilómetros), que dá para chegar à Zona Económica Exclusiva (ZEE), o «Diligente» veio substituir o salva-vidas «Rainha D.ª Amélia», cuja autonomia era apenas de 80 milhas.

O «Rainha D.ª Amélia», que ainda está no porto da Baleeira, em Sagres, vai ser alvo de melhorias dos equipamentos, e depois é enviado para o porto de Vila Real de Santo António, junto a Espanha, onde não existe nenhuma embarcação deste nível.

«Com duas embarcações salva-vidas rápidas, a região do Algarve aumenta consideravelmente a capacidade de salvamentos no mar», sustentou Reis Ágoas, a Autoridade Marítima da zona sul.

Inafundável

A característica mais revolucionária do novo salva-vidas, construído no Arsenal do Alfeite, estabelecimento fabril da Marinha, localizado na margem sul do Tejo, é ser inafundável.

O navio consegue fazer a rotação sobre si próprio no caso de se virar no mar, voltando à tona da água e mantendo em simultâneo a segurança dos náufragos que transporta.

Os três navios da classe «vigilante» têm capacidade para recuperar até 12 náufragos em mares de grandes alturas de onda e mais um deitado em maca, além da tripulação do navio constituída por quatro pessoas.

Com um custo a rondar um milhão de euros, o «Diligente» tem também sistema de detecção de incêndios e de inundações, pode transportar 200 litros de água fresca, casa de banho, e tem capacidade para 1.600 litros de combustível.

Esta embarcação, à semelhança das suas congéneres de Peniche e Viana, tem uma estrutura em liga de alumínio, mede 14,5 metros de comprimento total, 4,3 metros de boca.

Considerado, na brincadeira, por alguns oficiais da marinha como o equivalente ao «F 16» da Força Aérea, consegue deslocar-se a elevadas velocidades - 31 nós o que equivale a cerca de 60 quilómetros por hora -, tendo um deslocamento máximo de 18 toneladas e propulsão por dois motores accionados através de veios universais.

Com intercomunicador para coordenar as operações de salvamento, câmaras de vídeo para a casa das máquinas, bordos e popa, ar condicionado, radar e GPS, o navio salva-vidas tem todas as características para melhor servir a Marinha Portuguesa, nomeadamente na actualização de meios do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), defendeu o Comandante Marques Pereira.





Excelente notícia, se preve um bom futuro, é assim que se começa. c34x
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 18, 2009, 09:36:08 pm
Aqui está um bom projecto onde se podia apostar na sua exportação e dar algum animo à economia... e agora acordei :lol:
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 18, 2009, 09:39:11 pm
vá lá, estes não têm limalhas :mrgreen:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 20, 2009, 02:20:23 pm
Onde foi feito? Alfeite?
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Janeiro 20, 2009, 02:48:12 pm
Cabeça de Martelo escrveu:
Citar
Onde foi feito? Alfeite?

Sim. Projectados e construídos. A classe é de três lanchas.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 20, 2009, 02:51:30 pm
:shock: Pensava que seriam mais.
Título:
Enviado por: Daniel em Janeiro 20, 2009, 03:44:17 pm
http://www.videos.iol.pt/consola.php?projecto=27&mul_id=13105623&tipo_conteudo=1&tipo=2&referer=1

Video do Diligente. c34x
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 20, 2009, 05:27:10 pm
Um blog onde se pode ir acompanhando a viagem do SNMG-1

http://missaonato09.blogspot.com/ (http://missaonato09.blogspot.com/)
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 20, 2009, 05:35:24 pm
Pessoal, esta manhã, sensivelmente por volta das 10h20, um amigo nosso do 9G's que se havia deslocado às OGMA para tirar algumas fotografias de aeronaves que lá se encontram ficou surpreso com a presença do N.R.P. "Barracuda" ao largo de Alverca. Alguém sabe o que o nosso submarino andaria por lá a fazer?

O "Barracuda" tem andado muito Tejo acima, Tejo abaixo nestes últimos dias, quase como se o estivesse a fazer em jeito de despedida.
Título:
Enviado por: Cláudio C. em Janeiro 20, 2009, 09:17:22 pm
Na imagem inicial do blogue ve-se uma Meko 200 e uma Karel Dorman, a meko suponho que seja a N.R.P. Alvares Cabral, e a Karel Dorman? è Holandesa ou Belga?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 21, 2009, 01:24:43 pm
é com certeza uma foto de arquivo do SNMG-1 com uma KD holandesa junto á VdG
Título:
Enviado por: Cláudio C. em Janeiro 21, 2009, 02:04:52 pm
Obrigado P44  :D
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 21, 2009, 02:55:21 pm
já agora, parece que o facto de não aparecerem fotos da Bartolomeu Dias já com a Bandeira Portuguesa, se deve ao facto da cerimónia ter sido realizada quase na "clandestinidade"  :roll:

aparentemente só lá estiveram 2 fotógrafos, um da marinha holandesa e outro da marinha portuguesa.

A única foto que conheço da cerimónia:
Marinheiro Holandês entrega pavilhão da ex-Van Nes:
(http://i63.servimg.com/u/f63/12/53/24/68/transf10.jpg)

(postada no site do MDN da Holanda)
Título:
Enviado por: typhonman em Janeiro 21, 2009, 06:22:48 pm
Não se pode manchar a imagem do Socrátes, como "comprador de fragatas"...
Título:
Enviado por: HSMW em Janeiro 21, 2009, 07:54:04 pm
Citação de: "Typhonman"
Não se pode manchar a imagem do Socrátes, como "comprador de fragatas"...

Ui... A gastar dinheiro com a tropa  :twisted:
Título:
Enviado por: General Spínola em Janeiro 26, 2009, 08:09:11 pm
Citação de: "P44"
já agora, parece que o facto de não aparecerem fotos da Bartolomeu Dias já com a Bandeira Portuguesa, se deve ao facto da cerimónia ter sido realizada quase na "clandestinidade"  :roll:

aparentemente só lá estiveram 2 fotógrafos, um da marinha holandesa e outro da marinha portuguesa.

A única foto que conheço da cerimónia:
Marinheiro Holandês entrega pavilhão da ex-Van Nes:
(http://i63.servimg.com/u/f63/12/53/24/68/transf10.jpg)

(postada no site do MDN da Holanda)


 Mas porquê tanta clandestinidade?
 Sinceramente não entendo este país.
Off-topic: Porque razão os nossos "governantes" não se preocupam com a defesa do País?
Será que é por eles acreditarem que existem muitas padeiras de aljubarrota?
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 26, 2009, 09:33:42 pm
Para 95% da população e dos governantes as Forças Armadas são um assunto irrelevante ou mesmo despresível :?

A compra de armas cria sempre "anticorpos", por isso quanto menos "publicidade" melhor...
Título:
Enviado por: Lancero em Janeiro 27, 2009, 05:28:01 pm
(http://i269.photobucket.com/albums/jj68/lancero555/janeiro09/20090122153436PTLUS9237537123263847.jpg)

(http://i269.photobucket.com/albums/jj68/lancero555/janeiro09/20090122153229PTLUS9237526123263834.jpg)

(http://i269.photobucket.com/albums/jj68/lancero555/janeiro09/20090122131516PTLUS9236725123263011.jpg)

(http://i190.photobucket.com/albums/z299/lanceropics/janeiro09/20090123091633PTLUS9237774123270219.jpg)

(http://i190.photobucket.com/albums/z299/lanceropics/janeiro09/20090123091909PTLUS9237757123270234.jpg)

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(http://i190.photobucket.com/albums/z299/lanceropics/janeiro09/20090123102814PTLUS9240860123270649.jpg)

(http://i190.photobucket.com/albums/z299/lanceropics/janeiro09/20090123110433PTLUS9241024123270867.jpg)

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O contra-almirante Pereira da Cunha, (D), e felicitado pelo Comandante chefe da Frota da NATO, Almirante Mark Stanhope, durante a cerimonia em que o contra-almirante Pereira da Cunha assume o comando da Standing NATO Maritime Group One (SNMG1), Ferrol, Espanha, 23 de Janeiro de 2009. MIGUEL A. LOPES/LUSA


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23-01-2009 08:33:11
Marinha lusa pode responder ao desafio da Nato, diz almirante

Por Francisco Ribeiro, enviados da Agência Lusa

Ferrol, Espanha, 23 jan (Lusa) - O contra-almirante Pereira da Cunha, afirmou que a marinha portuguesa tem capacidade para responder aos desafios que são colocados pela Otan. Ele assume nesta sexta-feira o comando da Standing OTAN Maritime Group One (SNMG1).

“Na componente naval, estamos prontos”, afirmou Cunha, pouco antes de assumir o comando da SNMG1, que terá como navio principal durante o próximo ano a fragata portuguesa Álvares Cabral.

“Esta missão representa para as forças armadas portuguesas o reconhecimento da sua capacidade para exercer o comando no mar e participar com meios capazes no âmbito dos compromissos que Portugal assumiu com a Otan”, frisou.

Esta é a terceira vez que Portugal assume um comando deste tipo, tendo os dois anteriores sido exercidos no quadro da Standing Naval Force North Atlantic (Stanavforlant), que foi substituída pela SNMG1.

A frota desta força naval, que integra oito navios de várias nacionalidades, sob o comando do contra-almirante Pereira da Cunha, tem como principal missão nos próximos meses a denominada Operação Pérola, que se vai desenvolver no sudeste asiático.

“Esta operação decorre da necessidade da Otan, na seqüência da Declaração de Bucareste, de mostrar a sua gratidão a alguns países que têm contribuído com unidades para as situações e conflitos que existem no mundo”, afirmou o contra-almirante português.

Nessa perspectiva, um dos principais objetivos é a visita da força naval à Austrália, “um país que tem contribuído decididamente no auxílio da Otan em algumas áreas de intervenção”.

Missão

Por outro lado, e não menos importante, a missão permitirá que a Otan conheça o modo de atuação de marinhas de guerra de países localizados em áreas que não são muito conhecidas pela organização.

“A área tradicional da Otan é o Atlântico e o Mediterrâneo e nós vamos avançar para uma área que não nos é familiar”, frisou Pereira da Cunha.

Para ele, essa missão é de especial importância, já que “é necessário ir a esses locais, encontrar novos amigos, que apóiem a Otan na luta contra o terrorismo, pela paz e pela liberdade”.

“Temos que estreitar essas relações, no sentido de começarmos a ver como é que são feitos nesses locais os processos de condução das tarefas”, disse.

Por essa razão, ao longo da rota para a Austrália, a força naval da Otan vai realizar “operações de reconhecimento marítimo”, o que permitirá conhecer “qual é o ambiente nessa área, como se opera e quais os fatores que condicionam as operações”.

“Um dos grandes objetivos desta operação é verificar qual é a nossa capacidade em termos de sustentação logística, fora da nossa área tradicional”, concluiu.
http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=21904 (http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=21904)


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Força Naval da NATO vai passar por zonas de pirataria, mas não tem intervenção prevista

A força naval da NATO que, desde hoje, está sob comando do contra-almirante português Pereira da Cunha vai passar nos próximos meses em áreas de intensa actividade de pirataria, mas ainda não tem clarificada a sua actuação nessas circunstâncias.

 “Esse aspecto (ajuda no combate à pirataria) não está considerado presentemente na nossa missão e nos nossos objectivos”, afirmou o contra-almirante, em declarações à Lusa, em Ferrol, Espanha, pouco antes de assumir o comando da Standing NATO Maritime Group One (SNMG1).

    Esta força naval, que integra oito navios de diversas nacionalidades, incluindo a fragata portuguesa ‘Álvares Cabral’, que é o navio de comando, vai deslocar-se para o sudeste asiático, passando pela costa da Somália e pelo estreito de Malaca, duas zonas marcadas pela pirataria.

    “Na sequência das operações em curso, (quando lá chegar) espero encontrar um mar calmo, pacificado, que permita que o comércio se desenvolva pelos caminhos tradicionais”, salientou.

    O contra-almirante português admitiu, no entanto, que pode não ser essa a realidade quando chegar a essas zonas do globo, remetendo, nesse caso, a decisão para os responsáveis políticos da Aliança Atlântica.

    “Se a situação não estiver tão calma como espero, julgo que, a nível político, deve ser dada uma resposta, que clarifique o que vai fazer esta força, estando no local”, afirmou.

    Pereira da Cunha revelou à Lusa que não possui capacidade de decisão a esse nível, pelo que espera que a situação seja clarificada, de forma a saber “qual a contribuição” que a força naval da NATO pode dar no combate à pirataria, caso seja confrontada com alguma situação do género.

    Segundo o contra-almirante, nenhum dos navios que integram a SNMG1 pode actuar contra actos de pirataria enquanto forças da NATO porque não possuem ordens nesse sentido.

    Uma intervenção nestes casos apenas poderá acontecer em legítima defesa, caso algum dos navios seja atacado por piratas, ou como navio nacional, o que o obrigaria a sair da força naval da NATO e a assumir-se como navio do seu país.
http://acorianooriental.pt/noticias/view/178983 (http://acorianooriental.pt/noticias/view/178983)


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Defesa: Contra-almirante português assume comando da Standing NATO Maritime Group One (SNMG1)

Ferrol, Espanha, 23 Jan (Lusa) -- Um simples cumprimento assinalou hoje, numa cerimónia em Ferrol, Espanha, a passagem do comando da Standing NATO Maritime Group One (SNMG1) o contra-almirante espanhol, Juan Rodriguez, para o seu homólogo português, Pereira da Cunha.

No momento alto da cerimónia, o contra-almirante Juan Rodriguez, dirigindo-se aos militares, declarou que, a partir daquele momento, deveriam "reconhecer o comando" de Pereira da Cunha.

Na resposta, o contra-almirante português respondeu: "Eu, José Domingos Pereira da Cunha, assumo o comando da SNMG1".

Ficou, desta forma, formalizada a passagem do comando, sob o olhar atento do almirante inglês, Mark Stanhope, comandante-em-chefe da frota da NATO.

O almirante inglês foi o primeiro a discursar nesta cerimónia, destacando o "sucesso" da missão desempenhada pela SNMG1 durante o último ano, sob o comando do espanhol Juan Rodriguez.

Depois, recordou que esta força naval "dá à NATO a possibilidade de uma resposta imediata e flexível em qualquer parte do mundo", salientando a importância deste papel "no mundo frágil de hoje".

A finalizar, Mark Stanhope manifestou confiança nas capacidades do contra-almirante Pereira da Cunha, que vai comandar este ano a SNMG1.

Por seu lado, o comandante cessante desta força naval, o espanhol Juan Rodriguez, frisou que a posição que ocupou no último ano "é o sonho de qualquer oficial", destacando a importância da SNMG1 "no processo de aprendizagem" das capacidades operacionais da Aliança Atlântica.

Relativamente ao seu sucessor, o contra-almirante espanhol salientou que "já tem crédito pela experiência acumulada".

A encerrar a cerimónia discursou o novo comandante da SNMG1, Pereira da Cunha, salientando estar "pronto para responder com a necessária determinação ao novo desafio".

"Espero ser o homem certo para esta missão", afirmou, na intervenção que proferiu, em inglês, tal como os restantes intervenientes na cerimónia.

Na sua intervenção, Pereira da Cunha defendeu que a NATO "não é a solução" para todos os problemas de segurança no mundo, pelo que considerou importante que a Aliança Atlântica "estenda a sua presença e partilhe as suas actividades" com países parceiros e amigos.

Nesse sentido, salientou a importância de "mostrar gratidão" a esses países, com quem a NATO também deve "aprender e melhorar a cooperação, em nome da liberdade e da paz".

A SNMG1 vai realizar entre Março e Junho a Operação Pérola, que envolve a passagem por vários países parceiros na zona asiática e culminará com uma visita à Austrália, país que tem colaborado em várias situações com a Aliança Atlântica.

Para o contra-almirante português, esta visita é de extrema importância, alertando que, se a NATO "não aparece, não existe".
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?ar ... l=26&rss=0 (http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=384062&visual=26&rss=0)


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Defesa: NATO deve garantir segurança das rotas marítimas que abastecem "mundo livre" - contra-almirante Pereira da Cunha
23 de Janeiro de 2009, 11:08

Francisco Ribeiro (texto) e Miguel A. Lopes (fotos), enviados da Agência Lusa

Ferrol, Espanha, 23 Jan (Lusa) -- O contra-almirante português Pereira da Cunha, que hoje assumiu o comando da Standing NATO Maritime Group One (SNMG1), defendeu a necessidade da Aliança Atlântica garantir a segurança das rotas marítimas que abastecem os países do "mundo livre".

"Tudo pode acontecer em qualquer parte do mundo, só não sabemos quando", frisou Pereira da Cunha, citando a pirataria e o crime organizado como dois exemplos que constituem "maiores preocupações".

Nesse sentido, considerou que a força naval de reacção rápida da NATO, em que se integra a SNMG1, deve ter como um dos principais objectivos a protecção das rotas marítimas, de forma a garantir o regular abastecimento dos países do "mundo livre".

O contra-almirante português, que discursava em Ferrol, Espanha, na cerimónia em que assumiu o comando da SNMG1, salientou que o mundo actual criou "novos desafios", alertando que a "alta vulnerabilidade" de algumas rotas marítimas, pode causar "severas consequências".

As palavras de Pereira da Cunha nesta cerimónia assumem especial importância, atendendo a que a força naval da NATO que, desde hoje, está sob comando do contra-almirante português vai passar nos próximos meses em áreas de intensa actividade de pirataria.

Em declarações à Lusa, antes da cerimónia, Pereira da Cunha tinha salientado que ainda não estava clarificada a actuação da SNMG1 caso seja confrontada com actos de pirataria.

Esta força naval, que integra oito navios de diversas nacionalidades, incluindo a fragata português 'Álvares Cabral', que é o navio de comando, vai deslocar-se para o sudeste asiático, passando pela costa da Somália e pelo estreito de Malaca, duas zonas marcadas pela pirataria.

Pereira da Cunha afirmou esperar encontrar uma situação calma, na sequência das operações em curso naquelas áreas, mas apelou a uma clarificação dos responsáveis políticos da Aliança Atlântica sobre a "contribuição" que a SNMG1 pode dar no combate à pirataria.

A resposta a este apelo chegou hoje pela voz do almirante inglês Mark Stanhope, comandante-em-chefe da frota da NATO.

"Na próxima semana, o Conselho do Atlântico Norte decidirá qual a actuação da SNMG1 na região do Corno de África", afirmou o almirante inglês, numa alusão a uma das regiões com actividade de pirataria mais intensa nos últimos meses.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/bdb ... 88b62.html (http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/bdbfd8e453cbd2b3d88b62.html)
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 02, 2009, 11:05:27 am
Os meus sentimentos à família da militar que faleceu ontem a bordo da Álvares Cabral. :(
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 02, 2009, 11:24:05 am
Citação de: "Lancero"
Os meus sentimentos à família da militar que faleceu ontem a bordo da Álvares Cabral. :shock:  :shock:
Título:
Enviado por: Daniel em Fevereiro 02, 2009, 11:44:56 am
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"Ontem, dia 1 de Fevereiro ao fim da tarde a bordo do NRP Alvares Cabral que se encontra atracada no sul de Inglaterra, faleceu um militar do sexo feminino que tudo indica terá atentado contra a sua vida.


Hummm :shock:

 :Soldado2:
Título: Marinha.
Enviado por: tsahal em Fevereiro 02, 2009, 12:36:27 pm
em quase dois anos ja é o segundo suicidio!
Título:
Enviado por: Daniel em Fevereiro 02, 2009, 08:40:36 pm
Tanho acompanhado as notícias da militar, que faleceu a bordo do NRP Alvares Cabral, e tanho ficado supreso com o que tanho lido, creio que a militar se chama Marina, consta  que se tinha despedido, acho isto tudo muito estranho, o que leva um militar a por fim a sua vida nestas circunstancias :?:  Será que a pressão é mais que muita, certamente tem responsáveis lá isso tem. :Soldado2:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 02, 2009, 09:14:56 pm
daniel escreveu:
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alguns comentários que li, dizem ser a ditadura que existe a bordo dos navios portugueses, em que os oficiais são donos e senhores, são uns ditadores, será isso verdade  Será que a pressão é mais que muita, certamente tem responsáveis lá isso tem.  

Caro Daniel.
Não sei a sua idade, e se foi militar. E digo que não sei a sua idade porque há presentemente formas estranhas de encarar as coisas, em relação à minha época.
Para já, não pode haver uma "ditadura" em qualquer lugar das Forças Armadas, porque a vida militar é em si uma ditadura. As ordens são para ser cumpridas sejam elas correctas ou não. Quem não tiver estofo para acatar qualquer ordem, não deve ser militar. E não me refiro a uma ordem do praça se atirar ao mar, porque essas não são dadas, e quando o forem já pode ser tarde, mas a coisas que fazem com a palavra DISCIPLINA tenha sentido.
Título:
Enviado por: General Spínola em Fevereiro 02, 2009, 09:50:12 pm
Citação de: "luis filipe silva"
daniel escreveu:
Citar
alguns comentários que li, dizem ser a ditadura que existe a bordo dos navios portugueses, em que os oficiais são donos e senhores, são uns ditadores, será isso verdade  Será que a pressão é mais que muita, certamente tem responsáveis lá isso tem.  
Caro Daniel.
Não sei a sua idade, e se foi militar. E digo que não sei a sua idade porque há presentemente formas estranhas de encarar as coisas, em relação à minha época.
Para já, não pode haver uma "ditadura" em qualquer lugar das Forças Armadas, porque a vida militar é em si uma ditadura. As ordens são para ser cumpridas sejam elas correctas ou não. Quem não tiver estofo para acatar qualquer ordem, não deve ser militar. E não me refiro a uma ordem do praça se atirar ao mar, porque essas não são dadas, e quando o forem já pode ser tarde, mas a coisas que fazem com a palavra DISCIPLINA tenha sentido.


 Ditadura? Nem pensem nisso . Quem está no exterior é que pensa que lá dentro aquilo é uma ditadura. Tudo tem a ver com quem comanda, e garanto que os Oficiais( Claro, a população só pensa que os Oficiais é que são os melhores e essa tralha toda) não têm sempre têm os Sargentos na mão.
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 02, 2009, 11:40:49 pm
Os casos de suicidio são sempre muito preocupantes, normalmente é devido a situações de desilusão que deixam as pessoas desesperadas, e vai desde o jovem adolescente de 14 anos que teve um desgosto de amor e não consegue suportar essa desilusão (há muitos casos desses), até a um caso que vi recentemente na tv em que um casal americano foi despedido do hospital onde trabalhavam, (eram auxiliares, um trabalho de pouca qualificação), eles tinham 4 ou 5 filhos ainda crianças, mais tarde (penso que o pai) matou a familia toda e depois suicidou-se porque não via solução para sustentar a familia (ainda não ouvi falar de casos desses em Portugal mas não me admirava nada com o desemprego que anda ai).

Para os militares que estão em situações de vida (profissional, pessoal, etc) complicadas e acham que os seus superiores directos não lhes coseguem resolver os problemas só digo duas palavras.

 - Psicólogo
 - Capelão

Não é certo que lhes resolvam os problemas mas pior também não ficam.
Título:
Enviado por: Daniel em Fevereiro 03, 2009, 02:29:01 pm
Enforcada em navio de guerra
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Uma militar da Marinha portuguesa morreu anteontem a bordo da fragata Álvares Cabral, que se encontrava atracada no porto de Portsmouth, Sul de Inglaterra. Fonte próxima da guarnição do navio adianta ao CM que Mariana Galvanito, de 23 anos, foi encontrada na tarde de domingo enforcada com um lençol na escadaria de acesso à lavandaria da fragata. Suicídio é a hipótese mais provável.


Tanto o Estado-Maior da Armada como o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) se escusaram a revelar o posto da militar – mas, ao que o nosso jornal apurou, a jovem, natural de Abela, Santiago do Cacém, exercia na fragata Álvares Cabral funções de electricista. Estava na Marinha desde os 18 anos, tal como a irmã, ainda militar.

Em comunicado, o EMGFA informou que está em curso o processo de averiguações para apurar circunstâncias em que a militar faleceu, apesar de, ao que "tudo indica, ter atentado contra a sua vida". "A par de peritagens e procedimentos a levar a cabo pelas autoridades inglesas, decorrem diligências para a trasladação do corpo para Portugal", diz o EMGFA.

A fragata tinha partido da base do Alfeite a 17 de Janeiro para liderar a Força Naval de Reacção Rápida da NATO, que permite responder sempre que esteja em causa interesses em qualquer parte do Mundo.

A fragata inicia em Março a ‘Operação Pérola’, com passagem por vários países asiáticos, e culminará com a visita à Austrália, em Julho. Estão previstas passagens pela Somália e estreito de Malaca, zonas marcadas por grande actividade de pirataria.  



Enforcada :shock:
Título:
Enviado por: Heraklion em Fevereiro 17, 2009, 09:05:31 pm
Meu Deus...
Para ela só tenho isto:
 :Soldado2:
Hoje vi, em S.Martinho dois Linx das fragatas a voar juntos...
Foi a primeira vez que vi um, e achei estranho estarem ali, pois não me parece que o mesmo aconteça com as fragatas...
Alguém me sabe esclarecer?
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 17, 2009, 09:23:07 pm
Hoje um Lynx andou a fazer umas passagens por cima do CFMTFA na Ota.

Deve ter vindo dizer olá aos seus futuros camaradas oficiais da Marinha que aqui estão a tirar o curso de piloto :lol: .
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Fevereiro 18, 2009, 04:38:02 pm
Homenagem sentida de alguns dos camaradas de Marina Galvanito, a electricista naval de 23 anos que infelizmente se terá suicidado a bordo da fragata "Álvares Cabral" enquanto esta se encontrava atracada em Portsmouth.  :arrow: http://missaonato09.blogspot.com/2009/0 ... empre.html (http://missaonato09.blogspot.com/2009/02/ate-sempre.html)
Título:
Enviado por: Daniel em Fevereiro 18, 2009, 06:01:54 pm
Charlie Jaguar
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Homenagem sentida de alguns dos camaradas de Marina Galvanito, a electricista naval de 23 anos que infelizmente se terá suicidado a bordo da fragata "Álvares Cabral" enquanto esta se encontrava atracada em Portsmouth.  


Bom nesse blog, li alguns comentários como, apenas desejo que tenhas finalmente encontrado o descanso que procuravas, hora isto é estranho, revela que alguns deviam saber que a militar não andava bem, perssuponho, pergunto abordo do navios, existe actividade religiosa, capelão, não sei se é o nome mais correcto, para poder acompanhar estes casos. :Soldado2:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 18, 2009, 08:10:14 pm
Daniel escreveu:
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pergunto abordo do navios, existe actividade religiosa, capelão

Não. Só em terra, e nas grandes unidades.
Título:
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 18, 2009, 08:16:41 pm
Realmente avistei um Lynx sobre Peniche e achei estranho pois não é hábito andarem assim desgarrados
Título:
Enviado por: U209PN em Fevereiro 22, 2009, 04:08:06 pm
F331 NRP Alvares Cabral em Toulon no porto militar para abastecer em gasoleo, dia 21/02/2009.

(http://media.shipspotting.com/uploads/photos/rw/838545/Ship+Photo+F331+Alvares+Cabral.jpg)
(http://media.shipspotting.com/uploads/photos/rw/838544/Ship+Photo+F331+Alvares+Cabral.jpg)
(http://media.shipspotting.com/uploads/photos/rw/838543/Ship+Photo+F331+Alvares+Cabral.jpg)
Título:
Enviado por: nelson henriques em Fevereiro 22, 2009, 06:20:56 pm
Pensei que já tinham retirado as Oerlinkon das VdG...Boas fotos
Título:
Enviado por: Cláudio C. em Fevereiro 22, 2009, 10:54:01 pm
Excelentes fotos, muito obrigado pela partilha!
Título:
Enviado por: Instrutor em Fevereiro 24, 2009, 11:28:10 pm
Excelentes fotos, mas começo a ficar preocupado, afinal esta fragata a 331 não saíu à pouco tempo de uma manutenção?? Vejo alguma ferrugem no navio......  :shock: não foi tambem esta fragata que recebeu o Phalanx Mk15 Block1B?? As outras duas ja receberam? Ou estao em fase de....
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Fevereiro 25, 2009, 09:22:36 am
Instrutor escreveu:
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mas começo a ficar preocupado, afinal esta fragata a 331 não saíu à pouco tempo de uma manutenção?? Vejo alguma ferrugem no navio......
Claro que vê ferrugem. Não vai querer que sempre que a âncora é largada ou recolhida, vá um grumete pintar o escovém...

Citar
não foi tambem esta fragata que recebeu o Phalanx Mk15 Block1B?? As outras duas ja receberam? Ou estao em fase de....

 
 Já só falta uma, que está neste momento em grande reparação. A primeira a ter o block 1B foi a Corte Real.
Título:
Enviado por: P44 em Fevereiro 25, 2009, 11:02:11 am
sabem lá vocês o que é ferrugem.... :twisted:

(http://i63.servimg.com/u/f63/12/53/24/68/hermes10.jpg)
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 26, 2009, 10:37:47 pm
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Marinha inaugura Centro de Simulação Médica

Publicado em:
 2009-02-25



A Marinha vai inaugurar, dia 26 de Fevereiro, pelas 14h30, o Centro de Simulação Médica que se situa na Base Naval de Lisboa, Alfeite. A cerimónia contará com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Fernando Melo Gomes.

O Centro de Simulação Médica da Marinha (CSMM) está inserido no Parque de Treinos de Assistência Humanitária e Medicina de Catástrofe e é constituído por um conjunto de infra-estruturas e simuladores que têm como objectivo garantir o treino e a avaliação das guarnições dos navios nas Técnicas de Suporte Básico de Vida, Comando e Controlo, Busca e Salvamento Urbano, Medicina de Catástrofe, entre outros.

Este conjunto de meios vai permitir à Marinha um melhor adestramento dos militares nestas áreas, para deste modo poder garantir ao País uma resposta ainda mais eficaz quando lhe for solicitada.
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 26, 2009, 10:44:57 pm
Álvares Cabral - treino de tiro pelo Dia de Santa Bárbara.

http://www.marinha.pt/NR/rdonlyres/F697 ... iadeSantaB (http://www.marinha.pt/NR/rdonlyres/F6976543-3A2C-4E39-9D79-22E28BCF294B/0/DiadeSantaB)árbara.wmv

O link não está a dar  :?
Vejam aqui: http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Extra/ACabral/Videos/ (http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Extra/ACabral/Videos/)
Título:
Enviado por: Cláudio C. em Fevereiro 26, 2009, 10:48:13 pm
Pena o link não funcionar! :(
Título:
Enviado por: Lancero em Fevereiro 26, 2009, 10:49:11 pm
Já editei ;)
Título:
Enviado por: Cláudio C. em Fevereiro 26, 2009, 10:52:19 pm
Citação de: "Lancero"
Já editei ;)


Optimo! Muito obigado!
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Fevereiro 26, 2009, 10:52:47 pm
Dá sim senhor, têm é de seleccionar o texto todo e depois copiar para a barra de endereços de um browser.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Março 01, 2009, 02:49:16 pm
EFECTIVO DE UNIDADES AUXILIARES DA MARINHA (UAM) - 2008

 :arrow: http://www.marinha.pt/OrdensBD/OA1/Fich ... arinha.pdf (http://www.marinha.pt/OrdensBD/OA1/Ficheiros/Efectivos_Unidades_Auxiliares_Marinha.pdf)
Título:
Enviado por: LM em Março 03, 2009, 10:46:47 am
Oficial da Marinha condenado a 7 anos (http://http)

A grande conivência que havia entre os dois arguidos é, por vezes, chocante", considerou a juíza Rosa Brandão antes de condenar o capitão-de-fragata Clélio Ferreira Leite a sete anos de prisão efectiva por seis crimes de corrupção passiva e um crime de branqueamento. A sentença, conhecida ontem no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, condena também André Meirelles – dono da Ortsac, empresa que representa fabricantes de armamento – a três anos de prisão.


Clélio Ferreira Leite tutelava a Divisão de Armamento da Direcção de Navios da Marinha Portuguesa – serviço responsável pela aquisição de equipamento para missões – quando foi detido, em Setembro de 2006, por suspeitas de corrupção.

Segundo a Acusação, o capitão--de-fragada elaborava os concursos de aquisição de material para a Marinha com especificações técnicas, que – na esmagadora maioria das vezes – só podiam ser respeitadas por um dos concorrentes, aquele que André Meirelles representava. Em troca recebia dinheiro. Assim, terá ganho cerca de 320 mil euros em ‘luvas’ com a venda de munições, binóculos, dispositivos de visão nocturna e sensores de vigilância à Marinha.

Para a juíza Rosa Brandão "há regras e há limites". A corrupção e o branqueamento "são crimes muito graves" de que "nos últimos meses temos ouvido falar muito". Eles "põem em causa o Estado de Direito". Estranho é "em Portugal haver tão poucas condenações por crimes de corrupção", afirmou, frisando tratarem-se de crimes que "põem em causa toda a credibilidade da administração pública".

Clélio Ferreira Leite era oficial da Marinha, ou seja, funcionário do Estado. Ora, todos os funcionários públicos "têm de defender a imagem do Estado de Direito para que trabalham", sublinhou Rosa Brandão. A prova foi produzida, sobretudo, através das escutas, as quais, segundo a juíza, "mostram que tudo foi combinado entre os dois arguidos".

PORMENORES

MERCEDES E DINHEIRO

Clélio ganhava cerca de 2000 euros mas conduzia um Mercedes de 120 mil euros, facto que o denunciou junto dos colegas.

28 OU 24 MIL DE ‘LUVAS’

"Eu devo-te de comissão 28 ou 24 mil dólares", ouve-se numa escuta lida ontem pela juíza.

03 Março 2009
Título:
Enviado por: Stavares em Março 03, 2009, 01:06:29 pm
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RESGATE PÕE A NU FALTA DE MEIOS

É um dos cenários mais treinados pela Marinha. O resgate de portugueses apanhados numa crise militar na Guiné-Bissau está planeado há muito (ocorreu em 1998 e esteve iminente em 2005) mas emperra nos cinco dias de viagem (mais dois de preparação) que a força naval demoraria a atingir o país e na falta de meios: há apenas uma fragata disponível e Portugal ainda não tem um navio polivalente (com hospital e capaz de embarcar mais de 600 pessoas). A operação teria de contar com ajuda de países amigos ou navios mercantes. O Governo não tinha ontem ainda activado o plano de contingência.

Caso a situação na Guiné se deteriore e seja necessário avançar, ficam a nu as debilidades da Marinha de Guerra. A Força Naval Permanente, pronta a zarpar do Alfeite em 48 horas, conseguiria mobilizar apenas uma fragata, a ‘Corte Real’, uma vez que a ‘Álvares Cabral’ está em missão da NATO (em exercícios na Sicília) e a ‘Vasco da Gama’ em manutenção. A ‘Bartolomeu Dias’, a mais recente aquisição da Marinha, está ainda em treinos entre a Holanda, França e Reino Unido.

Com a ‘Corte Real’ (onde poderiam ser embarcados dois helicópteros) seguiriam mais uma ou duas corvetas e o reabastecedor ‘Bérrio’. Nesses navios iriam fuzileiros, entre eles de Operações Especiais, médicos e mergulhadores.

O navio polivalente que a Marinha tem prometido desde 2004 poderia, só ele, embarcar mais de 600 pessoas. Mas como ainda não saiu do papel, Portugal teria de pedir ajuda a países amigos (nomeadamente da CPLP) para assegurar o resgate ou, como em 1998, solicitar o auxílio a navios mercantes a operar na zona: nessa operação foram resgatadas 1237 pessoas de 33 nacionalidades, com o auxílio do mercante ‘Ponta de Sagres’.

Portugal poderia ainda mobilizar um pelotão de operações especiais do Exército, uma companhia de pára-quedistas e pelo menos um C130 da Força Aérea – estes só poderiam aterrar na Guiné após a situação ter estabilizado (o aeroporto de Bissau fica perto de vários quartéis militares).

in correio da manha
Título:
Enviado por: Daniel em Março 03, 2009, 03:17:54 pm
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RESGATE PÕE A NU FALTA DE MEIOS


Pois, mas isso já estamos cansados de saber, o problema é que nem essas notícias fazem mudar tal falta. :roll:
Título:
Enviado por: psaa em Março 03, 2009, 03:20:43 pm
Por maior que seja a dita crise, é mesmo altura de os nossos politicos começarem a pensar muito seriamente na aquisição ou construção deste meio naval. Se há coisas urgentes, esta para mim, é sem duvida uma delas, visto que a aquisição de outros meios de superficie (BD), e de submersão (U209), estão a decorrer.
Ideal seria existirem mais e melhores meios aereos, (seja C130, A400M ou outro, não interessa), ideal seria existirem!
Esperemos que pelo menos desta as coisas na Guiné não compliquem mais para os nossos...
Título:
Enviado por: sefr81 em Março 03, 2009, 11:16:57 pm
Concordo plenamente..mas talvez a única coisa que fizesse esses senhores mudar de ideias fosse apanharem um valente susto....imaginem o Primeiro-Ministro e uma bela comitiva ministrial ser apanhada desprevenida numa visita a um país como a Guiné e do "lado de cá do telefone" ouvirem o seguinte ..Sr. Primeiro Ministro olhe..as fragatas estão em manutenção..as corvetas a apodrecer..os NPO's idem..os Merlin não voam por falta de peças..os C-130 não chegam para as encomendas..os quadros de algumas unidades não estão completos e o NPL..bem..esse...ouvi dizer que ia ser construido..mas se calhar é melhor arranjar uma cadeirita porque ainda é capaz de demorar..por isso olhe Sr. Primeiro Ministro e respectivas Excelências..se forem religiosos..rezem..senão..agarrem-se aos Q#0&~£$..ou então venham a nado.

Já lá diz o ditado.."só se lembram de Sta. Bárbara quando troveja"

Claro que isto é uma caricatura..claro que os nossos militares caso tal situação sucedesse fariam trinta por uma linha...improvisando ao bom estilo português para os tirar de lá..custasse o que custasse. Não acredito nem defendo (que fique bem entendido) que os militares se devessem demitir das suas funções e responsabilidades só porque são "mal tratados" obrigados a trabalhar muitas vezes com meios escassos, obsoletos e desadequados.

 Mas mesmo assim tenho sérias dúvidas que esses senhores passassem a olhar estas questões com outros olhos.
Título:
Enviado por: migbar2 em Março 04, 2009, 01:18:12 am
Citação de: "psaa"
Por maior que seja a dita crise, é mesmo altura de os nossos politicos começarem a pensar muito seriamente na aquisição ou construção deste meio naval. Se há coisas urgentes, esta para mim, é sem duvida uma delas, visto que a aquisição de outros meios de superficie (BD), e de submersão (U209), estão a decorrer.
Ideal seria existirem mais e melhores meios aereos, (seja C130, A400M ou outro, não interessa), ideal seria existirem!
Esperemos que pelo menos desta as coisas na Guiné não compliquem mais para os nossos...




Tem toda a razão e isto é tudo muito bonito, mas neste caso a mudar alguma coisa será o dar ainda mais razão aos anti-submarinos. Esses senhores que sempre foram contra os submarinos vão agora encher o peito de ar e dizer que por aquele dinheiro a esta hora já teriamos o NPL e ainda mais uma fragatita se assim o desejássemos e ainda sobrava troco para uma série de material que falta aos fuzos e á BRR do exército, este tem sido sempre o argumento rebatido...e eu já nem digo nada, nem sei o que pensar !!!
Título:
Enviado por: psaa em Março 04, 2009, 08:36:41 am
Citação de: "migbar2"
Citação de: "psaa"
Por maior que seja a dita crise, é mesmo altura de os nossos politicos começarem a pensar muito seriamente na aquisição ou construção deste meio naval. Se há coisas urgentes, esta para mim, é sem duvida uma delas, visto que a aquisição de outros meios de superficie (BD), e de submersão (U209), estão a decorrer.
Ideal seria existirem mais e melhores meios aereos, (seja C130, A400M ou outro, não interessa), ideal seria existirem!
Esperemos que pelo menos desta as coisas na Guiné não compliquem mais para os nossos...



Tem toda a razão e isto é tudo muito bonito, mas neste caso a mudar alguma coisa será o dar ainda mais razão aos anti-submarinos. Esses senhores que sempre foram contra os submarinos vão agora encher o peito de ar e dizer que por aquele dinheiro a esta hora já teriamos o NPL e ainda mais uma fragatita se assim o desejássemos e ainda sobrava troco para uma série de material que falta aos fuzos e á BRR do exército, este tem sido sempre o argumento rebatido...e eu já nem digo nada, nem sei o que pensar !!!


Penso que não se deve pensar que por aquele dinheiro se investia noutra coisa qualquer por mais falta que também faça! Os submarinos são extremamente necessários, ponto final! Dois é bom, três seria muito bom, mais que isso seria ideal, mas é com dois que podemos e vamos contar.
Os outros meios são igualmente necessários e assim que possivel devem de ser adquiridos, se possivel com toda a urgência, pois a sua necessidade é incontestável!
Somos um país com poucos recursos, e temos de os optimizar ao máximo. Não é fácil a opinião publica e os próprios governantes verem as necessidades que são os meios militares, e aceitar essas necessidades, mas cabe à nossa cupula militar saber passar essas mesmas necessidades. Acredito que devidamente fundamentado e provado, tudo é aceite, seja pelo governo ou pela opinião publica.
Título:
Enviado por: P44 em Março 04, 2009, 10:12:55 am
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Esses senhores que sempre foram contra os submarinos vão agora encher o peito de ar e dizer que por aquele dinheiro a esta hora já teriamos o NPL


nas vésperas da assinatura da aquisição das BD, em 2006, em entrevista á renascença, salvo erro, o MDN disse isso mesmo.
Título:
Enviado por: migbar2 em Março 04, 2009, 09:59:17 pm
Citação de: "P44"
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Esses senhores que sempre foram contra os submarinos vão agora encher o peito de ar e dizer que por aquele dinheiro a esta hora já teriamos o NPL

nas vésperas da assinatura da aquisição das BD, em 2006, em entrevista á renascença, salvo erro, o MDN disse isso mesmo.






Não tive conhecimento, mas infelizmente é típico desta gentinha...e para além do mais é optimo para a moral de um submarinista ter conhecimento pleno que opera um meio que não é do desejo do seu poder politico! Este Portugal tem toques de excelência.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 05, 2009, 12:11:49 am
Citação de: "migbar2"
Citação de: "psaa"
Por maior que seja a dita crise, é mesmo altura de os nossos politicos começarem a pensar muito seriamente na aquisição ou construção deste meio naval. Se há coisas urgentes, esta para mim, é sem duvida uma delas, visto que a aquisição de outros meios de superficie (BD), e de submersão (U209), estão a decorrer.
Ideal seria existirem mais e melhores meios aereos, (seja C130, A400M ou outro, não interessa), ideal seria existirem!
Esperemos que pelo menos desta as coisas na Guiné não compliquem mais para os nossos...



Tem toda a razão e isto é tudo muito bonito, mas neste caso a mudar alguma coisa será o dar ainda mais razão aos anti-submarinos. Esses senhores que sempre foram contra os submarinos vão agora encher o peito de ar e dizer que por aquele dinheiro a esta hora já teriamos o NPL e ainda mais uma fragatita se assim o desejássemos e ainda sobrava troco para uma série de material que falta aos fuzos e á BRR do exército, este tem sido sempre o argumento rebatido...e eu já nem digo nada, nem sei o que pensar !!!


Sem a protecção submarina da frota esqueçam destacar o NPL. A não ser em cenários de “pilha galinhas”, mas mesmo assim…
Título:
Enviado por: Nuno Calhau em Março 05, 2009, 12:38:30 am
Para cortar um pouco o contexto, e visto (comprovado e provado) a excelência dos citados políticos (não a de Portugal!) não se nenhuma.

Algo que para muitos os irá alegrar, assim espero, pois eu regozijei ao ler.


http://www.reservanaval.blogspot.com/ (http://www.reservanaval.blogspot.com/)


Desde já um muito obrigado ao seu autor, espero que continue, para proveito desta geração que só viveu essa epopeia pelos relatos de pais ou dos da sua geração.

UM Abraço.
Título:
Enviado por: Instrutor em Março 05, 2009, 09:58:26 pm
É so nestas alturas que as pessoas cinicas que criticam o investimento das FAP, pensam duas vezes, é tudo muito bonito quando tudo esta bem, mas quando rebenta a rolha é o Deus nos acudam, e isto ainda esta para piorar, quando esta tudo bem nem pensar em gastar dinheiro para adquirirmos mais meios so depois quando sao precisos nao temos, temos de andar pedi-los emprestados.
Uma vergonha nacional isso sim, um pais com a tradição maritima de Portugal e é esta vergonha.
Eu continuo a defender que Portugal nao precisa dos rosqueiros NPO para que?? nao saiem da doca deita-se ainda mais dinheiro ao mar e nada para ninguem.
Para além das futuras 5 fragatas 3 VdG e 2 BD e 2 futuros U209PN, se fosse eu a mandar as proximas aquisiçoes que reamente a marinha precisa é de um NPL; 6 corvetas Visby ou Sigma, um novo reabastecedor de esquadra e navios de combate a poluicao. Nada de barquinhos para andarmos a caçar gaivotas em alto mar, enquanto os narcotraficantes andam armados ate aos dentes.
Prcisamos é de navios musculados para missoes de alto risco longe da ZEE Portuguesa.
Título:
Enviado por: Charlie Jaguar em Março 17, 2009, 01:17:19 pm
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JN Online - Terça-feira, 17 de Março de 2009
Nacional

Programas de Portas em águas de bacalhau

Ministro da Defesa vai esta terça-feira a Viana do Castelo e poderá anunciar alterações e novas opções

CARLOS VARELA

O ministro da Defesa vai esta terça-feira a Viana do Castelo anunciar alterações no programa do Navio de Patrulha Oceânica. A encomenda poderá passar de seis para dois ou quatro navios. Mais um programa a ter problemas. O planeamento do conjunto dos programas de aquisições que ainda decorre foi iniciado por Paulo Portas, quando era ministro da Defesa Nacional, e foi consubstanciado numa publicação designada "50 Programas que vão mudar as Forças Armadas", de 2003 - a primeira vez que as Forças Armadas foram dotadas de um plano a longo prazo.

Os navios de patrulha oceânicos faziam parte desse pacote, com a encomenda inicial aos estaleiros de Viana do Castelo (ENVC) de dois NPO, num programa que seria extensível a um total de seis navios, como resultou da Resolução do Conselho de Ministros n.º 183/ /2004, que estabelecia ainda a calendarização de 2006 a 2015.

No entanto, o contrato com os ENVC envolveu apenas dois navios e cinco anos depois ainda nem um único foi entregue, tendo o processo já sido por três vezes adiado. A última calendarização previa que o primeiro NPO fosse entregue em Julho deste ano, mas tudo leva a crer que a Marinha só o vá receber dentro de um ano. Primeiro foram problemas nos motores, depois alterações ao projecto por parte da Marinha e os próprios ENVC que não se adaptavam às exigências da Armada.

A opção pela redução do número de navios poderá estar associada a uma nova política por parte da Armada de reduzir o número de NPO, dando agora prioridade à construção de cinco patrulhas de fiscalização, com a opção por mais três, para substituir as corvetas com mais de 40 anos de navegação, algo que Severiano Teixeira poderá hoje anunciar na visita aos estaleiros e ao NPO.

Para este ano, em Outubro, está prevista a entrega do primeiro de dois submarinos e de uma das duas fragatas holandesas, mas, em contrapartida, uma das grandes opções de Paulo Portas, o Navio Polivalente Logístico, a construir também nos ENVC, parece estar em águas de bacalhau, não obstante o projecto estar concluído, desenhado por estaleiros alemães, como contrapartida pela aquisição dos submarinos. E na Marinha também há dúvidas quanto à capacidade dos estaleiros de Viana para construir o complexo NPL, tendo em conta os problemas encontrados com o simples NPO.

No campo do Exército, as coisas também não vão muito melhor. Só os blindados Pandur estão a ser entregues, mas com sobressaltos constantes, e com vários atrasos. Ainda sem decisão final está o processo de substituição da G-3, que engloba também novas pistolas e metralhadoras ligeiras. O caderno de encargos saído de Paulo Portas foi chumbado em tribunal por parcialidade, mas o novo processo, iniciado já por Severiano Teixeira, ainda não tem decisão. O ramo terrestre das Forças Armadas também está à espera dos helicópteros NH-90, mas o primeiro só deverá ser entregue em 2012, até pelo atraso português nos pagamentos das tranches ao consórcio do programa.

O Exército precisa também de helicópteros ligeiros, mas o primeiro processo foi cancelado pelo próprio Paulo Portas e agora os militares estão a tentar encontrar uma solução conjunta com a Força Aérea. Em contrapartida, a FAP conseguiu iniciar o ano passado a renovação do C-212, com novas aeronaves da CASA, mas o processo de renovação dos F-16 continua lento, enquanto a falta de um contrato de manutenção para os EH-101 - comprado num Governo de António Guterres - criou problemas de sustentação e obrigou a FAP a recuperar os velhos Puma. A opção pelo A-400 para substituir o C-130 foi esquecido, mas não há alternativa.

 :arrow:  http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Naciona ... id=1171333 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1171333)
Título:
Enviado por: P44 em Março 17, 2009, 01:20:50 pm
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A encomenda poderá passar de seis para dois ou quatro navios.


 :roll:
Título:
Enviado por: Daniel em Março 17, 2009, 01:28:36 pm
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50 Programas que vão mudar as Forças Armadas", de 2003 - a primeira vez que as Forças Armadas foram dotadas de um plano a longo prazo.


O Paulinho fez o trabalho bem feito, agora querem me dizer que a culpa é dele c34x
Título:
Enviado por: P44 em Março 17, 2009, 01:31:11 pm
o défice agora é para estourar, já ninguém se rala com o défice, graças á crise ( a melhor prenda que o sócrates teve...)
Título:
Enviado por: Daniel em Março 17, 2009, 01:38:11 pm
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A opção pela redução do número de navios poderá estar associada a uma nova política por parte da Armada de reduzir o número de NPO, dando agora prioridade à construção de cinco patrulhas de fiscalização, com a opção por mais três, para substituir as corvetas com mais de 40 anos de navegação, algo que Severiano Teixeira poderá hoje anunciar na visita aos estaleiros e ao NPO.


Alguém me explique, então não é os NPO que vão substituir as corvetas, é que pelas ultimas noticias que tanho lido, é só contra informação, uns dizem um coisa, outros outra, já ninguém se entende. :roll:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Março 17, 2009, 02:27:44 pm
Caro Daniel.
Quem lhe disse que os jornalistas precisam de saber da matéria? Basta-lhes escrever umas m**das para a malta ler, e encher a edição.
Título:
Enviado por: Instrutor em Março 17, 2009, 09:59:39 pm
Não existiu alguns meses atras um treino/instrução em Mafra para jornalistas em situaçoes de combate???  (...) nem sequer se dao ao trabalho de se informarem devidamente sobre o que dizem na televisao.

--------------------------------------
EDITADO PELA MODERAÇÃO
ShadIntel
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Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 18, 2009, 10:18:09 am
Mafra, Tancos, Lamego, e um grande etc.
Título:
Enviado por: Instrutor em Março 20, 2009, 11:30:09 am
Actualmente ou em vias de serem adquiridas são um total de 21 navios novos para a Armada:

8 LFC - Lanchas de Fiscalização Costeira;
6 NPO - Patrulhas Oceanicos
2 NPC - Navios de Combate a Poluição;
2 Fragatas Bartolomeu Dias;
2 Submarinos U209PN;
1 NPL (Navio Polivante Logistico) - em fase de projecto com intençoes.


Faz muita falta:
1 novo reabastecedor de esquadra;
Título:
Enviado por: Lightning em Março 20, 2009, 03:27:29 pm
é mais simples dizer que exepto as 3 Fragatas Vasco da Gama, precisamos de substituir toda a frota.
Título:
Enviado por: Instrutor em Março 20, 2009, 03:39:50 pm
Nem tudo é assim tao mau :lol: as lanchas das classes Argos; Centauro; os Veleiros (Sagres, Polar e Creoula); e os navios hidrograficos da Classe D. Carlos e Andromeda, ainda estao em bom estado para as missoes que lhe estao atribuidas.
Agora em missoes de alto risco e compromissos internacionais de manutenção de paz, isso é outra historia, em 12 navios hipoteticamente combatentes realmente so  estao em condiçoes, as VdG.
3 VdG
3 Corvetas Batista de Andrade
4 Corvetas Joao Coutinho
1 Reabastecedor Bérrio
1 Submarino Barracuda

Só mesmo as VdG é que se safam. E mesmo com a chegada das novas embarcações nao concordao que iremos mesmo assim ter poucos navios de combate??
3 VdG
2 BD
2 U209PN
1 NPL
Título:
Enviado por: David18 em Março 20, 2009, 07:40:42 pm
Citação de: "Instrutor"
Nem tudo é assim tao mau :lol: as lanchas das classes Argos; Centauro; os Veleiros (Sagres, Polar e Creoula); e os navios hidrograficos da Classe D. Carlos e Andromeda, ainda estao em bom estado para as missoes que lhe estao atribuidas.
Agora em missoes de alto risco e compromissos internacionais de manutenção de paz, isso é outra historia, em 12 navios hipoteticamente combatentes realmente so  estao em condiçoes, as VdG.
3 VdG
3 Corvetas Batista de Andrade
4 Corvetas Joao Coutinho
1 Reabastecedor Bérrio
1 Submarino Barracuda

Só mesmo as VdG é que se safam. E mesmo com a chegada das novas embarcações nao concordao que iremos mesmo assim ter poucos navios de combate??
3 VdG
2 BD
2 U209PN
1 NPL


 Eu concordo, mas quanto a isso não se pode fazer nada.
Título:
Enviado por: Lightning em Março 20, 2009, 09:35:21 pm
Citação de: "Instrutor"
3 Corvetas Batista de Andrade
4 Corvetas Joao Coutinho


E qual é a capacidade de combate destas corvetas?

Deve ser uma peça principal e meia-duzia de anti-aéreas, misseis nada.
Título:
Enviado por: JLRC em Março 21, 2009, 12:00:48 am
Citação de: "Lightning"
Citação de: "Instrutor"
3 Corvetas Batista de Andrade
4 Corvetas Joao Coutinho

E qual é a capacidade de combate destas corvetas?

Deve ser uma peça principal e meia-duzia de anti-aéreas, misseis nada.


E para que precisam elas de mísseis? Para disparem contra os pesqueiros espanhóis? Haja paciência!!!! Quantas vezes é preciso dizer que as corvetas são navios administrativos destinados a controlarem a nossa ZEE, ou seja, a mesma missão que irão ter os NPO.
Também escreveram que 5 fragatas, 2 submarinos e 1 NPL eram muito poucos. Mas poucos para quê? Quem querem atacar? Que missões lhes querem dar? Para responderem a algum ataque? Mas ataque de quem? Não temos inimigos prováveis e caso remotamente venhamos a ser atacados não estamos sozinhos, existe uma organização chamada OTAN/NATO que nos defenderá. Então quais as missões atribuídas às fragatas? Uma no SNMG1, uma ocasionalmente na EOROMARFOR, uma em prontidão na BNL e 2 em manutenção, total=5. 5 fragatas, 2 SSK, 1 NPL, 1 AOR são mais do que suficientes.
Venham é os NPO e as LFC que fazem muita falta e por favor, não comecem a dizer que são navios pouco armados porque não têm mísseis anti-aéreos, ou anti-navio ou uma peça disto e um hangar para aquilo. Os navios constroem-se para responderem às missões existentes e não às missões sonhadas nas mentes de alguns companheiros deste forum. Não tenciono dar mais para este peditório. Basta!!!
Título:
Enviado por: typhonman em Março 21, 2009, 02:47:05 am
Assino por baixo.
Título:
Enviado por: P44 em Março 21, 2009, 10:37:09 am
Citação de: "Typhonman"
Assino por baixo.


x2
Título:
Enviado por: Edu em Março 21, 2009, 11:18:00 am
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E para que precisam elas de mísseis? Para disparem contra os pesqueiros espanhóis? Haja paciência!!!! Quantas vezes é preciso dizer que as corvetas são navios administrativos destinados a controlarem a nossa ZEE, ou seja, a mesma missão que irão ter os NPO.
Também escreveram que 5 fragatas, 2 submarinos e 1 NPL eram muito poucos. Mas poucos para quê? Quem querem atacar? Que missões lhes querem dar? Para responderem a algum ataque? Mas ataque de quem? Não temos inimigos prováveis e caso remotamente venhamos a ser atacados não estamos sozinhos, existe uma organização chamada OTAN/NATO que nos defenderá. Então quais as missões atribuídas às fragatas? Uma no SNMG1, uma ocasionalmente na EOROMARFOR, uma em prontidão na BNL e 2 em manutenção, total=5. 5 fragatas, 2 SSK, 1 NPL, 1 AOR são mais do que suficientes.
Venham é os NPO e as LFC que fazem muita falta e por favor, não comecem a dizer que são navios pouco armados porque não têm mísseis anti-aéreos, ou anti-navio ou uma peça disto e um hangar para aquilo. Os navios constroem-se para responderem às missões existentes e não às missões sonhadas nas mentes de alguns companheiros deste forum. Não tenciono dar mais para este peditório. Basta!!!


   Caros foristas pois eu não assino por baixo e até discordo. Esta mentalidade de não vale a pena ter uma marinha bem equipada pois não temos inimigos é a mesma que nos levara um dia a dizer, não vale ter forças armadas pois não temos inimigos.
   Mais ainda, sou completamente contra termos uma marinha de missões internacionais, para mim o primeiro dever da Armada Portuguesa é defender os nossos interesses estrategicos e as missões internacionais vêm por acréscimo.
   Ora no sentido de podermos eficazmente defendermos os nossos interesses maritimos de outros possiveis interessedos de facto para mim 5 fragatas e dois submarinos é de facto pouco, porque nós temos de olhar para aqueles que estam proximos de nós e ver o que eles têm. E se olharmos para o lado o que vemos? Vemos num país que sempre nos cobiçou historicamente 11 fragatas e 2 porta-aviões (para alem de uma grande quantidade de outros navios). E agora a minha pergunta é esta, se espanha tem os mesmo aliados que nós (logo está tão defendida como nós) porque precisa de tanta coisa? E porque razão não precisamos nós? Certamente, caros foristas não terão uma resposta clara para este facto.

   Assim penso que para defender os nossos interesses maritimos, num país que tem tanto mar, é importante ter uma marinha com uma representatividade maior que a actual. No passado a nossa marinha contava com 7 fragatas, 8 corvetas e 4 submarinos, actualmente iremos ter 5 fragatas e 2 submarinos, pessoalmente acho que é pouco.
Por isso penso que o minimo aceitavel para a nossa marinha seriam 6 fragatas, 3 submarinos, 1 LPD (ou talvez mesmo um LHD) e um reabastecedor (não incluo aqui NPO's e LFC's). Já o ideal para a nossa marinha seriam 8 fragatas, 4 submarinos e 1 LHD.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 21, 2009, 11:23:51 am
JLRC, assino tb por baixo, os NPO servem exactamente o que descreve o nome para patrulhar, para missões SAR, não para um confronto directo contra Portugal (na verdade há algum OPV que consegui-se sobreviver a um confronto em larga escala)?
Título:
Enviado por: P44 em Março 21, 2009, 11:44:21 am
a questão que foi levantada (pela 349545485489549ª vez...) foi a "musculação" de corvetas , e de NPOs, e para isso o JLRC já respondeu e muito acertadamente.
Título:
Enviado por: Lightning em Março 21, 2009, 12:12:33 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "Lightning"
Citação de: "Instrutor"
3 Corvetas Batista de Andrade
4 Corvetas Joao Coutinho

E qual é a capacidade de combate destas corvetas?

Deve ser uma peça principal e meia-duzia de anti-aéreas, misseis nada.

E para que precisam elas de mísseis? Para disparem contra os pesqueiros espanhóis? Haja paciência!!!! Quantas vezes é preciso dizer que as corvetas são navios administrativos destinados a controlarem a nossa ZEE, ou seja, a mesma missão que irão ter os NPO.


Mas era ai que eu queria chegar, o forista Instrutor referia-se às corvetas como navios combatentes, eu apenas queria salientar que essas navios de combatente já tem muito pouco e como muito bem referiu, são usados em missões de patrulhamento da nossa ZEE.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 21, 2009, 02:15:07 pm
(http://mysite.verizon.net/dmendonc/images/criseLFC.jpg)

desloc.: 100 KG máx.
motor: 15 CV Tohatsu
armas: fisga, manual; pedras, cocktails "molotov", de arremesso manual
comunicações: telemóvel Samsung
sensores: olhos (2), ouvidos (2)
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 21, 2009, 02:47:21 pm
Duarte vai com calma, ok?!
Título:
Enviado por: JLRC em Março 21, 2009, 02:51:39 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "JLRC"
Citação de: "Lightning"
Citação de: "Instrutor"
3 Corvetas Batista de Andrade
4 Corvetas Joao Coutinho

E qual é a capacidade de combate destas corvetas?

Deve ser uma peça principal e meia-dúzia de anti-aéreas, misseis nada.

E para que precisam elas de mísseis? Para disparem contra os pesqueiros espanhóis? Haja paciência!!!! Quantas vezes é preciso dizer que as corvetas são navios administrativos destinados a controlarem a nossa ZEE, ou seja, a mesma missão que irão ter os NPO.

Mas era ai que eu queria chegar, o forista Instrutor referia-se às corvetas como navios combatentes, eu apenas queria salientar que essas navios de combatente já tem muito pouco e como muito bem referiu, são usados em missões de patrulhamento da nossa ZEE.


Então fui eu que percebi mal  :oops: Pensei que queria as corvetas armadas.
Já agora só mais uma achega. No passado tivemos realmente 7 fragatas, 10 corvetas (e não oito) e 3 submarinos (o 4º foi vendido com poucos anos de serviço julgo que devido a dificuldades de manutenção) mas tivemos esses meios porquê? Era por causa de Espanha? Não era, o motivo era a guerra colonial. A Espanha, é bom que ponham na cabeça, não oferece qualquer tipo de perigo, a Espanha não é ameaça, a Espanha é nosso aliado e se tem os meios que tem é porque é uma potência europeia que quer rivalizar no plano internacional com a Itália e a França. Daí as fragatas do tipo F-100 integrarem-se pontualmente nos Battle Group americanos. Ainda em relação às fragatas, devido ao facto de as suas missões serem maioritariamente executadas em África, de bombardeamento a terra e de vigilância das águas territoriais, tinham armamento adaptado a isso, ou seja peças à vante de 76,2 (as 6 mais antigas) ou de 100 (as 4 mais recentes) e peças secundárias de 40 Bofors. Só as últimas 4 da classe Baptista de Andrade, tinham armamento anti-submarino com alguma operacionalidade (1 sonar Thomson/CSF Diodon MF e 6 TLT Mk 32). As outras 6 da classe João Coutinho tinham unicamente armamento de artilharia. Das 7 fragatas, 4 da classe Cmdt João Belo, eram também fragatas compradas a pensarem na guerra colonial. Só as 3 fragatas da classe Almirante Pereira da Silva tinham valor como meios anti-submarinos e foram substituídas pelas Vasco da Gama. Portanto os números na realidade eram 3 fragatas ASM, 4 fragatas coloniais, 10 OPV (designados de corvetas) e 3 submarinos. Os números não diferem muito da actualidade, já não falando de que os meios actuais têm muito mais capacidade que os meios antigos e com o NPL ficaremos com uma capacidade que nunca tivemos.
Um companheiro afirmou que este tipo de conclusões pode levar a um espírito derrotista/pacifista e ao fim das forças armadas por já não termos inimigo. Se é verdade que já não temos inimigo declarado (por favor, não acenem com a Espanha) nunca leu afirmações minhas a sugerir o fim das forças armadas, antes pelo contrário, sempre me bati pelo seu reforço e modernização mas dentro das necessidades actuais. Se não temos inimigo declarado, as FA têm que se remodelarem e adquirirem caracteristicas expedicionárias, para missões enquadradas nas organizações a que pertencemos, ONU, OTAN e UE. Daí por exemplo, a premente necessidade de equiparmos o exército com as PANDUR e as previstas viaturas ligeiras 4X4. Com os novos Leo II e com os M113 modernizados (espero que o sejam) podemos até projectar forças de carácter mais pesado.
As únicas missões que, na minha opinião, poderemos vir a ter de executar sozinhos, serão em África, no Golfo da Guiné e numa zona compreendida entre Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Cabo Verde é um país de sucesso, uma democracia viva e um exemplo para toda a África. Não enfrenta ameaças à sua soberania e o seu papel será sobretudo de base de apoio na luta contra a imigração e eventualmente, se a situação na Guiné-Bissau descambar, missões humanitárias e de socorro e evacuação de civis. O único país nesta zona com algum potencial bélico é o Senegal que possui poucos meios navais e de pouco valor bélico e uma força aérea que não dispõe de mísseis anti-navio. Não oferecem perigo. No Golfo da Guiné, o único país interessante militarmente é a Nigéria e o que disse para o Senegal aplica-se também à Nigéria. A sua fragata Meko 360  F 89 Aradu, pouco mais serve que para representação. Os seus mísseis Otomat Mk 1 já estão obsoletos. O mesmo se passa com os Otomat Mk 1 dos patrulhas do tipo FPB 57 e com os MM 38 Exocet dos Combattante III B. Nada que meta medo. Portanto mesmo num eventualmente remoto recontro com forças destes países, as VdG e as BD não teriam dificuldades. Vou ficar por aqui pois já tenho a minha mulher a dizer que nunca mais de despacho. Espero que tenha sido claro.
Cumprimentos a todos.
Título:
Enviado por: Duarte em Março 21, 2009, 02:58:27 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Duarte vai com calma, ok?!


É só uma graça, nada mais... :wink:
Eu concordo que os NPOs estão bem tal como estão (bem, se estivessem prontos e a navegar, claro..)
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 21, 2009, 02:59:10 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "Lightning"
Citação de: "Instrutor"
3 Corvetas Batista de Andrade
4 Corvetas Joao Coutinho

E qual é a capacidade de combate destas corvetas?

Deve ser uma peça principal e meia-duzia de anti-aéreas, misseis nada.

E para que precisam elas de mísseis? Para disparem contra os pesqueiros espanhóis? Haja paciência!!!! Quantas vezes é preciso dizer que as corvetas são navios administrativos destinados a controlarem a nossa ZEE, ou seja, a mesma missão que irão ter os NPO.
Também escreveram que 5 fragatas, 2 submarinos e 1 NPL eram muito poucos. Mas poucos para quê? Quem querem atacar? Que missões lhes querem dar? Para responderem a algum ataque? Mas ataque de quem? Não temos inimigos prováveis e caso remotamente venhamos a ser atacados não estamos sozinhos, existe uma organização chamada OTAN/NATO que nos defenderá. Então quais as missões atribuídas às fragatas? Uma no SNMG1, uma ocasionalmente na EOROMARFOR, uma em prontidão na BNL e 2 em manutenção, total=5. 5 fragatas, 2 SSK, 1 NPL, 1 AOR são mais do que suficientes.
Venham é os NPO e as LFC que fazem muita falta e por favor, não comecem a dizer que são navios pouco armados porque não têm mísseis anti-aéreos, ou anti-navio ou uma peça disto e um hangar para aquilo. Os navios constroem-se para responderem às missões existentes e não às missões sonhadas nas mentes de alguns companheiros deste forum. Não tenciono dar mais para este peditório. Basta!!!


Ainda bem que não quer dar mais para este peditório, pois eu também estou farto de ouvi dizer, que nós não precisamos disto porque não temos inimigos, ou não precisamos daquilo porque o nosso vizinho ou a Nato faz isso por nós. Nunca pus em causa os NPOs e o seu armamento, pois tomar conta de barcos de pesca, petroleiros entre outros navios, eles servem perfeitamente. Mas claramente precisamos de uma marinha e uma força aérea mais musculada, pois o dia de amanhã ninguém sabe o que acontecerá e as forças armadas são a nossa segurança. Este comentário faz me lembrar os dias antes da invasão de Goa, Damão e Dio pelos indianos, ou seja, Salazar também achava que depois de ter ganho o processo no tribunal de Haia sobre as nossas possessões na India, eles não iriam fazer nada. O problema é que com base nisso ele reduziu o numero de tropas e quando viu que os Indianos nos iam invadir, foi pedir ajuda a Inglaterra e viu-se a ajuda que eles nos deram. A história é rica em situações em organizações de defesa mutua se desvaneceram quando as situações pioraram. Estas situações só mostram que em tempos de crise, apenas dependemos de nós. Por essas e por outras é que devemos ter uma marinha, força aérea e exercito mais musculado.
finalizando este extenso texto, apenas gostava que me dissessem onde está ou estava o apoio da Nato, quando Portugal quis comprar os submarinos, entre outros equipamentos.
Título:
Enviado por: P44 em Março 21, 2009, 04:16:38 pm
a NATO pagou 60% das Vasco da Gama , por exemplo  :twisted:
isto para os colegas que deliram com porta-aviões e T-45s...sonhar por enquanto é de borla, daí...compreende-se  :roll:
Título:
Enviado por: P44 em Março 21, 2009, 04:43:12 pm
Citação de: "Duarte"
(http://mysite.verizon.net/dmendonc/images/criseLFC.jpg)

desloc.: 100 KG máx.
motor: 15 CV Tohatsu
armas: fisga, manual; pedras, cocktails "molotov", de arremesso manual
comunicações: telemóvel Samsung
sensores: olhos (2), ouvidos (2)


(http://www.winton.com.br/imagens/fotosx/cod1257.jpg)
Título:
Enviado por: Daniel em Março 21, 2009, 04:48:58 pm
Meus amigos é preciso é calma, assim que for descoberto o petroilo, na costa alentejana, poderemos comprar, portas aviões, T-45, e até as novas lanchas de fiscalização que o caro Duarte deseja para a nossa Marinha, P-4469. c34x
Título:
Enviado por: Duarte em Março 21, 2009, 05:00:55 pm
Citação de: "Daniel"
Meus amigos é preciso é calma, assim que for descoberto o petroilo, na costa alentejana, poderemos comprar, portas aviões, T-45, e até as novas lanchas de fiscalização que o caro Duarte deseja para a nossa Marinha, P-4469. c34x


Pelo andar da carruagem, ainda vai a Marinha patrulhar a ZEE com botes Zebro  :lol:
Título:
Enviado por: LM em Março 21, 2009, 05:40:00 pm
Quando defenderem um aumento de investimentos na defesa/Marinha tentem sempre ao mesmo tempo encontrar onde vão diminuir... e não venham com "carros de ministros" que isso nem paga uns "zebros" melhores, nem com "combater a gatunagem dos partidos" porque isso deve ser feito sempre, mesmo que o "lucro" seja para investir em outra coisa que não seja militar (infraestruturas civis, educação, reforço da SegSocial, etc...

Sobre os NPO vs corvetas começo a pensar que devia haver um tópico só para isso, tanta a popularidade e opiniões diferentes que aparecem de x em x tempo...  c34x
Título:
Enviado por: LuisC em Março 21, 2009, 05:52:26 pm
Citação de: "JLRC"
Só as últimas 4 da classe Baptista de Andrade, tinham armamento anti-submarino com alguma operacionalidade (1 sonar Thomson/CSF Diodon MF e 6 TLT Mk 32). As outras 6 da classe João Coutinho tinham unicamente armamento de artilharia.


Caro JLRC, concordo em absoluto com o que tem dito, apenas gostaria de fazer um pequeno reparo.
As corvetas João Coutinho vinham originalmente equipadas com o sonar QCU-2 e o sistema Hedgehog. Julgo que estes items foram retirados em 1987.

Cumps
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 21, 2009, 06:47:56 pm
Portuguese Navy looks to its fleet modernization

http://www.esdpa-org.eu/news/mar09/news_0903017.html (http://www.esdpa-org.eu/news/mar09/news_0903017.html)
Título:
Enviado por: JLRC em Março 21, 2009, 08:42:53 pm
Citação de: "LuisC"
Citação de: "JLRC"
Só as últimas 4 da classe Baptista de Andrade, tinham armamento anti-submarino com alguma operacionalidade (1 sonar Thomson/CSF Diodon MF e 6 TLT Mk 32). As outras 6 da classe João Coutinho tinham unicamente armamento de artilharia.

Caro JLRC, concordo em absoluto com o que tem dito, apenas gostaria de fazer um pequeno reparo.
As corvetas João Coutinho vinham originalmente equipadas com o sonar QCU-2 e o sistema Hedgehog. Julgo que estes items foram retirados em 1987.

Cumps


Vinham realmente equipadas com um sonar QCU-2 que jugo ter sido retirado nos anos 90. Quanto ao Hedgehog não tenho conhecimento da sua instalação.
Título:
Enviado por: JLRC em Março 21, 2009, 09:22:15 pm
Citação de: "nelson38899"

Ainda bem que não quer dar mais para este peditório, pois eu também estou farto de ouvi dizer, que nós não precisamos disto porque não temos inimigos, ou não precisamos daquilo porque o nosso vizinho ou a Nato faz isso por nós. Nunca pus em causa os NPOs e o seu armamento, pois tomar conta de barcos de pesca, petroleiros entre outros navios, eles servem perfeitamente. Mas claramente precisamos de uma marinha e uma força aérea mais musculada, pois o dia de amanhã ninguém sabe o que acontecerá e as forças armadas são a nossa segurança. Este comentário faz me lembrar os dias antes da invasão de Goa, Damão e Dio pelos indianos, ou seja, Salazar também achava que depois de ter ganho o processo no tribunal de Haia sobre as nossas possessões na India, eles não iriam fazer nada. O problema é que com base nisso ele reduziu o numero de tropas e quando viu que os Indianos nos iam invadir, foi pedir ajuda a Inglaterra e viu-se a ajuda que eles nos deram. A história é rica em situações em organizações de defesa mutua se desvaneceram quando as situações pioraram. Estas situações só mostram que em tempos de crise, apenas dependemos de nós. Por essas e por outras é que devemos ter uma marinha, força aérea e exercito mais musculado.
finalizando este extenso texto, apenas gostava que me dissessem onde está ou estava o apoio da Nato, quando Portugal quis comprar os submarinos, entre outros equipamentos.


Este seu post faz-me lembrar os Gatos Fedorentos:
"Eles falam, falam, mas não dizem nada".
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 21, 2009, 11:03:22 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "nelson38899"

Ainda bem que não quer dar mais para este peditório, pois eu também estou farto de ouvi dizer, que nós não precisamos disto porque não temos inimigos, ou não precisamos daquilo porque o nosso vizinho ou a Nato faz isso por nós. Nunca pus em causa os NPOs e o seu armamento, pois tomar conta de barcos de pesca, petroleiros entre outros navios, eles servem perfeitamente. Mas claramente precisamos de uma marinha e uma força aérea mais musculada, pois o dia de amanhã ninguém sabe o que acontecerá e as forças armadas são a nossa segurança. Este comentário faz me lembrar os dias antes da invasão de Goa, Damão e Dio pelos indianos, ou seja, Salazar também achava que depois de ter ganho o processo no tribunal de Haia sobre as nossas possessões na India, eles não iriam fazer nada. O problema é que com base nisso ele reduziu o numero de tropas e quando viu que os Indianos nos iam invadir, foi pedir ajuda a Inglaterra e viu-se a ajuda que eles nos deram. A história é rica em situações em organizações de defesa mutua se desvaneceram quando as situações pioraram. Estas situações só mostram que em tempos de crise, apenas dependemos de nós. Por essas e por outras é que devemos ter uma marinha, força aérea e exercito mais musculado.
finalizando este extenso texto, apenas gostava que me dissessem onde está ou estava o apoio da Nato, quando Portugal quis comprar os submarinos, entre outros equipamentos.

Este seu post faz-me lembrar os Gatos Fedorentos:
"Eles falam, falam, mas não dizem nada".


 Para si posso não ter dito nada. Mas continuo a reafirmar, que prefiro ter mil vezes, uma marinha que defenda os interesses presentes e futuros de Portugal, do que ter uma marinha que defenda os interesses de outros. Quando falo nos outros, falo em Espanha e nos Estados Unidos que sempre nos viram, como um parceiro menor e que para eles nós só devíamos ter uma guarda costeira e nada mais. Se é essa a ideia que defende, então aconselho-o aprender a falar espanhol! :roll:
Título:
Enviado por: JLRC em Março 21, 2009, 11:14:06 pm
Citação de: "nelson38899"

 Para si posso não ter dito nada. Mas continuo a reafirmar, que prefiro ter mil vezes, uma marinha que defenda os interesses presentes e futuros de Portugal, do que ter uma marinha que defenda os interesses de outros. Quando falo nos outros, falo em Espanha e nos Estados Unidos que sempre nos viram, como um parceiro menor e que para eles nós só devíamos ter uma guarda costeira e nada mais. Se é essa a ideia que defende, então aconselho-o aprender a falar espanhol! :oops:
Título:
Enviado por: TOMSK em Março 21, 2009, 11:55:40 pm
Os inimigos contra os quais nos devemos armar são aqueles que olhando para o nosso potencial bélico, não lhes dê vontade de ser nossos inimigos.

Espanha naturalmente que tem um número de forças superiores que Portugal. Basta olhar para a superficíe territorial dos dois países, e a resposta será lógica.

Por outro lado, a mim a NATO e a UE não me dizem nada. Já está mais que provado que ajudas externas, só existem quando é do próprio interesse, estratégico ou económico, desses mesmos países.

Agora, voltando aos meios navais, parece-me a mim, que não estamos mal.
Poderíamos dizer que faltava isto ou aquilo, mas em termos gerais, os meios da nossa armada actuais e futuros irão cumprir em pleno potencial as tarefas que lhe são delegadas, e digamos, com uma apresentação e disposição de forças bastante superior a alguns anos atrás.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Março 22, 2009, 12:04:18 am
Citação de: "JLRC"
Citação de: "nelson38899"

 Para si posso não ter dito nada. Mas continuo a reafirmar, que prefiro ter mil vezes, uma marinha que defenda os interesses presentes e futuros de Portugal, do que ter uma marinha que defenda os interesses de outros. Quando falo nos outros, falo em Espanha e nos Estados Unidos que sempre nos viram, como um parceiro menor e que para eles nós só devíamos ter uma guarda costeira e nada mais. Se é essa a ideia que defende, então aconselho-o aprender a falar espanhol! :oops:


quer propostas concretas, para uma marinha que possa manter respeito aqui vai:
- Deixar de ter apenas uma base naval e começar a possuir pelo menos três, uma nos açores, outra na madeira e outra no continente .
- Cada Base teria que ter no mínimo uma fragata, duas corvetas e quatro NPO e alguns lanchas de fiscalização costeira.
-a do continente devia ter pelo menos duas fragatas, quatro corvetas e quatro NPO, mais o NPL. Pela razão que é necessário defender o NPL
- A marinha devia ter pelo menos dois navios reabastecedores, um para o continente e outro para as ilhas
- quanto aos submarinos sou a favor de pelo menos quatro, um responsável pelo zona marítima perto do continente, outro pela respectiva zona marítima da madeira e dos açores, o quarto seria para substituir o submarino que entrasse em reparações.
 Ou seja, com não é possível ter um dispositivo, com cinco fragatas, 8 corvetas, 12 NPO, e 4 submarinos, 2 navios reabastecedores  e o NPL. Defendo pelo menos que algumas dos futuros NPO venham melhor armados pelo menos na arma anti-submarina, ou então que tragam um sistema de defesa anti-missil de curta distancia, para suprimir essa nossa falha. Esta é a minha ideia para uma marinha de respeito.
Quanto ao Inimigos, presentemente temos os nossos vizinhos que se estão a rearmar e que podem um dia,  ser eles os nossos inimigos, por variadíssimas razões como recursos naturais nossa costa, ilhas selvagens, água potável em caso de secas extremas, entre outras razões . Porque se for-mos ver pela sua ideia Espanha também não precisava de ter um Porta-aviões, 10 fragatas e um BPE sem contar com os submarinos.
Título:
Enviado por: AC em Março 22, 2009, 01:10:20 am
Bem, aqui ficam os meus bitaites

Portugal tem apenas dois vizinhos geográficos: Espanha e Marrocos.
Neste momento, são países estáveis e amigáveis que não representam qualquer ameaça militar para a nossa soberania e interesses.
O facto de estes países se estarem a armar não significa que tenham intenções de constituir ameaça para Portugal. Tal como o facto de Portugal se armar não significa que intencione vir a constituir uma ameaça para os nossos vizinhos.

Além disso, como membros da NATO e UE gozamos de um escudo dissuasor q.b. O facto de que os países da NATO e UE só servirem os seus próprios interesses não significa que estas sejam inúteis. Pelo contrário. A razão de existência destas organizações é a de que nenhum os países membros deseja ter carregar o fardo de defender os seus interesses sozinhos.
Não é do interesse de nenhum membro da NATO ou UE deixar alguém acreditar que pode atacar um membro sem reacção.

O efeito dissuasor destas organizações têm de ser apoiado por meios reais e todos os países devem contribuir.
1.  Portugal deve ter os meios necessários para contribuir para a capacidade de defesa da NATO e UE.
1.1 Portugal deve ter os meios necessários para ocupar o seu território, de modo a que outros membros da NATO e UE não possam argumentar que é necessário colocar meios em território português.


E, principalmente no caso de Marrocos, embora seja um país estável, não sei o que aconteceria se amanhã houvesse um atentado bem sucedido contra a família real de Marrocos.
2. Portugal deve ter as capacidades de proteger as suas fronteiras contra quais quer instabilidades internas que possam surgir subitamente nos nos seus vizinhos

Se neste momento vivemos um período de estabilidade, não podemos prever o futuro. E não vá o diabo tecê-las
3. Portugal deve manter as capacidades e conhecimentos para, que se necessário, possa aumentar em tempo razoável a sua capacidade militar

Num mundo que está globalizado, focos de problemas são uma ameaça para a economia, segurança e estabilidade de todos, principalmente dos países mais ricos. E embora sejamos pobres, estamos menos mal que muitos. Assim sendo, é do interesse imediado de Portugal contribuir para a paz no mundo.
Isso exige poder, económico e militar. Obviamente que não o vamos fazer sozinhos mas
4. Portugal deve ter os meios para contribuir activamente para as intervenções da UE, NATO e ONU

Além disso, a UE, NATO e ONU nem sempre se mexem da forma que queremos e com a celeridade que queremos. Pelo que
5. Portugal deve manter os meios necessários para empreender acções unilaterais de defesa dos seus interesses em certos locais, particularmente nos PALOP.
Título:
Enviado por: alphaiate em Março 22, 2009, 02:51:18 am
Citação de: "Daniel"
Meus amigos é preciso é calma, assim que for descoberto o petroilo, na costa alentejana, poderemos comprar, portas aviões, T-45, e até as novas lanchas de fiscalização que o caro Duarte deseja para a nossa Marinha, P-4469. c34x


se acharem petroleo por aqui :P combinamos com a malta do algarve e declaramos independencia! lol
Título:
Enviado por: LuisC em Março 22, 2009, 03:32:00 am
Citação de: "JLRC"
Citação de: "LuisC"
Citação de: "JLRC"
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