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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: Viajante em Novembro 30, 2017, 04:00:38 pm

Título: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 30, 2017, 04:00:38 pm
Morreu Belmiro de Azevedo, empresário e líder histórico da Sonae

O empresário português Belmiro de Azevedo morreu esta quarta-feira. Tinha 79 anos. O líder histórico da Sonae estava internado desde segunda-feira.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2017/11/29160147/13918147_770x433_acf_cropped.jpg)

http://observador.pt/2017/11/29/morreu-belmiro-de-azevedo/

Morreu um grande empresário, que não deixava ninguém indiferente, com certeza com aspectos positivos e negativos, mas que criou riqueza no país e foi visionário em muitos aspectos. E também uma coisa de que se orgulhava era de dizer aos nossos políticos, fossem eles Presidentes da República, Primeiro-Ministros, Ministros ou deputados, o que ele (Belmiro) achava do político!

A sucessão do império SONAE fica nas mãos do filho do meio, Paulo Azevedo. E mesmo este para chegar a lider da SONAE, teve de começar a "aprender" e a trabalhar em quase todas as empresas do grupo. O pai só o colocou como Administrador de uma das empresas, quando já trabalhava à mais de 20 anos no grupo. A filha mais nova idem. Mas o caso mais caricato, é o filho mais velho que já quase à 20 anos que nem sequer trabalha para o grupo!!!!!! É apenas accionista!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 12, 2017, 11:01:41 am
Por que razão o PCP parece querer fechar a Autoeuropa?



Numa coisa, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?

A Autoeuropa, antes de ser uma fábrica, é o resto de um sonho. Na segunda metade dos anos 80, depois do ajustamento de 1983 e da cerimónia de adesão à CEE nos Jerónimos, em 1985, esperou-se em Portugal retomar a história dos anos 60: a industrialização do país, por via da deslocalização das indústrias do norte da Europa. Na década de 60, tinham sido os têxteis e o vestuário. Agora, depois da década perdida com a revolução, seria a indústria automóvel alemã e francesa. Não chegou, porém, a acontecer. Em 1989, a derrocada das ditaduras comunistas reabriu a Europa central às empresas alemãs. Nesse ano do “fim da história”, a classe política em Lisboa, muito à pressa mas sempre com as hesitações de quem não lia livros desde 1967, ainda tentou limpar a economia dos revolucionarismos de 1975. Demasiado tarde. Portugal na CEE não ia ser o país da indústria, mas dos centros comerciais e das urbanizações financiadas pelo crédito barato da moeda única. Das esperanças de um momento, restou a fábrica da Volkswagen em Palmela, a Autoeuropa.

Já nos disseram muitas vezes o que representa: mais de 3000 portugueses empregados, muitos negócios para outras empresas, 10% das exportações, um ponto percentual do PIB. Porque é que então o Partido Comunista decidiu fechá-la? Para começar, porque a Autoeuropa, resultado da integração europeia, violenta a ideia comunista de autarcia económica. Depois, porque a Autoeuropa significa “flexibilidade” e “negociação” nas relações de trabalho, isto é, a negação da intransigência e do confronto em que acredita o PCP. A Autoeuropa, como notam com manifesto desprazer os comunistas, insiste em que tem “colaboradores”, em vez de “trabalhadores”. Ora, o “colaborador” apresenta, para o PCP, este grande defeito: sente, enquanto tal, interesse em fazer prosperar a empresa, quando, como “trabalhador”, deveria ter como único objectivo a destruição do “regime capitalista” e a ruína da “sociedade burguesa”.

A história é conhecida. Durante duas décadas, os comunistas não conseguiram entrar na Autoeuropa, onde os “colaboradores” conseguiram sempre chegar a acordos como a administração. Infelizmente, como se tem visto, nada disso dependia de uma “cultura de empresa”, mas apenas do bom senso de um homem, António Chora, o presidente da Comissão de Trabalhadores, durante algum tempo deputado do BE. A oportunidade para os comunistas surgiu com a reforma de Chora e com a necessidade de criar condições para a produção de um novo modelo. O PCP pôde finalmente sujeitar a Autoeuropa ao conhecido regime da inflexibilidade e do conflito sem saída, que em 2006 já liquidou a fábrica da Opel na Azambuja, então a segunda maior unidade de montagem de automóveis do país.

O ministro Vieira da Silva aparece agora muito incomodado: “o tempo corre contra” o futuro de uma empresa sob “grande pressão externa”. Há rumores sobre “alternativas“, como no caso da Opel em 2006. Mas os comunistas não se deixam comover. Arménio Carlos, muito despreocupado, garante: aconteça o que acontecer, “eles não vão nada embora, vão cá ficar”, como se a Autoeuropa fosse uma fábrica de tijolo em 1943.

Entre 2012 e 2015, os sindicatos comunistas perderam 64 mil filiados, mais de 10% do total. Já este ano, o PCP passou por uma catástrofe municipal, com menos 10 câmaras e a pior votação desde 1976. Mas o comunismo português acredita que ainda se pode salvar, se conseguir recriar em Portugal o mundo de 1943. O cálculo é simples: quando mais empobrecido e ensimesmado, mais o país estará maduro para se render a um qualquer populismo nacionalista, que o PCP, que pouco aprende com a história, acha que pode ser o seu. Nisso talvez esteja errado, porque, se o país tiver de chegar a esse ponto, haverá certamente outras versões mais tentadoras de populismo nacionalista. Mas numa coisa, porém, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?

http://observador.pt/opiniao/por-que-razao-quer-o-pcp-fechar-a-autoeuropa/#comment-post-2403684-1764506
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitan em Dezembro 12, 2017, 12:56:54 pm
Por que razão o PCP parece querer fechar a Autoeuropa?



Numa coisa, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?

A Autoeuropa, antes de ser uma fábrica, é o resto de um sonho. Na segunda metade dos anos 80, depois do ajustamento de 1983 e da cerimónia de adesão à CEE nos Jerónimos, em 1985, esperou-se em Portugal retomar a história dos anos 60: a industrialização do país, por via da deslocalização das indústrias do norte da Europa. Na década de 60, tinham sido os têxteis e o vestuário. Agora, depois da década perdida com a revolução, seria a indústria automóvel alemã e francesa. Não chegou, porém, a acontecer. Em 1989, a derrocada das ditaduras comunistas reabriu a Europa central às empresas alemãs. Nesse ano do “fim da história”, a classe política em Lisboa, muito à pressa mas sempre com as hesitações de quem não lia livros desde 1967, ainda tentou limpar a economia dos revolucionarismos de 1975. Demasiado tarde. Portugal na CEE não ia ser o país da indústria, mas dos centros comerciais e das urbanizações financiadas pelo crédito barato da moeda única. Das esperanças de um momento, restou a fábrica da Volkswagen em Palmela, a Autoeuropa.

Já nos disseram muitas vezes o que representa: mais de 3000 portugueses empregados, muitos negócios para outras empresas, 10% das exportações, um ponto percentual do PIB. Porque é que então o Partido Comunista decidiu fechá-la? Para começar, porque a Autoeuropa, resultado da integração europeia, violenta a ideia comunista de autarcia económica. Depois, porque a Autoeuropa significa “flexibilidade” e “negociação” nas relações de trabalho, isto é, a negação da intransigência e do confronto em que acredita o PCP. A Autoeuropa, como notam com manifesto desprazer os comunistas, insiste em que tem “colaboradores”, em vez de “trabalhadores”. Ora, o “colaborador” apresenta, para o PCP, este grande defeito: sente, enquanto tal, interesse em fazer prosperar a empresa, quando, como “trabalhador”, deveria ter como único objectivo a destruição do “regime capitalista” e a ruína da “sociedade burguesa”.

A história é conhecida. Durante duas décadas, os comunistas não conseguiram entrar na Autoeuropa, onde os “colaboradores” conseguiram sempre chegar a acordos como a administração. Infelizmente, como se tem visto, nada disso dependia de uma “cultura de empresa”, mas apenas do bom senso de um homem, António Chora, o presidente da Comissão de Trabalhadores, durante algum tempo deputado do BE. A oportunidade para os comunistas surgiu com a reforma de Chora e com a necessidade de criar condições para a produção de um novo modelo. O PCP pôde finalmente sujeitar a Autoeuropa ao conhecido regime da inflexibilidade e do conflito sem saída, que em 2006 já liquidou a fábrica da Opel na Azambuja, então a segunda maior unidade de montagem de automóveis do país.

O ministro Vieira da Silva aparece agora muito incomodado: “o tempo corre contra” o futuro de uma empresa sob “grande pressão externa”. Há rumores sobre “alternativas“, como no caso da Opel em 2006. Mas os comunistas não se deixam comover. Arménio Carlos, muito despreocupado, garante: aconteça o que acontecer, “eles não vão nada embora, vão cá ficar”, como se a Autoeuropa fosse uma fábrica de tijolo em 1943.

Entre 2012 e 2015, os sindicatos comunistas perderam 64 mil filiados, mais de 10% do total. Já este ano, o PCP passou por uma catástrofe municipal, com menos 10 câmaras e a pior votação desde 1976. Mas o comunismo português acredita que ainda se pode salvar, se conseguir recriar em Portugal o mundo de 1943. O cálculo é simples: quando mais empobrecido e ensimesmado, mais o país estará maduro para se render a um qualquer populismo nacionalista, que o PCP, que pouco aprende com a história, acha que pode ser o seu. Nisso talvez esteja errado, porque, se o país tiver de chegar a esse ponto, haverá certamente outras versões mais tentadoras de populismo nacionalista. Mas numa coisa, porém, o PCP está certo: o PCP ou a Autoeuropa, um deles tem de morrer. Se o governo também percebe isso, que está a fazer ao lado dos comunistas?

http://observador.pt/opiniao/por-que-razao-quer-o-pcp-fechar-a-autoeuropa/#comment-post-2403684-1764506

O exemplo da maneira de negociar dos comunistas quando estão no poder:

https://en.wikipedia.org/wiki/Novocherkassk_massacre
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 12, 2017, 03:25:14 pm
O exemplo da maneira de negociar dos comunistas quando estão no poder:

https://en.wikipedia.org/wiki/Novocherkassk_massacre

Eu não consigo perceber é como ainda há tantas aves raras comunistas em Portugal e como são protegidos principalmente pela comunicação social!

Eu tenho um exemplo pessoal, no meu primeiro emprego, de ver na 1ª pessoa como é que os comunistas lidam com os trabalhadores. Eles que são tão "defensores dos trabalhadores".........
No meu caso os comunistas eram donos da empresa onde eu estagiei! Acarinhavam os trabalhadores tanto que ficaram com os descontos para a Segurança Social durante 4 anos! Dinheiro que o trabalhador descontava e que supostamente ía para o estado! Também senti na pele o que era não receber a tempo e horas..... 1 semana, 1 mês e cheguei a não receber 2 meses. Em contrapartida os bufos da Administração recebiam sempre a horas!!!!! Mas o cúmulo foi uma reunião de urgência marcada pelos Administradores/Donos (comunistas) a todos os funcionários que moravam no concelho da sede da empresa, para que os Administradores percebessem porque é que tendo eles concorrido à Presidência de uma autarquia, ainda tiveram menos votos do que o número de trabalhadores na fábrica e com domicílio nesse concelho. Queriam saber quem eram as ovelhas tresmalhadas! (se calhar era mais rápido pensarem pela cabecinha que os comunistas sempre foram odiados no norte e centro do país...... e descobrirem o porquê?)
Atenção que isto não aconteceu nos anos 70, aconteceu 20 e tal anos depois, nos anos 90!
Escusado será dizer que no espaço de 1 ou 2 anos, saíram todos os quadros superiores, todos!!!!!!! A empresa já faliu à poucos anos, entretanto.
Portanto, já estou vacinado contra os comunistas. Principalmente quando vêem com o discurso do capitalismo selvagem...... a vontade de arrancar pedras da calçada é muita!!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 13, 2017, 11:41:10 am
Autoeuropa a caminho do abismo

(https://capas.newsplex.pt/capas/capa_jornal_i_13_12_2017.jpg)

(https://cdn1.newsplex.pt/media/2017/12/13/616467.png?type=artigo)



O novo horário de trabalho contínuo imposto pela administração da Autoeuropa foi recusado pela Comissão de Trabalhadores, que já convocou um plenário para o próximo dia 20. Ministro Vieira da Silva chama de urgência a administração da fábrica de Palmela e a Comissão de Trabalhadores para discutir o futuro da empresa. A reunião está marcada para sexta, mas os riscos de deslocalização de parte da produção para outras fábricas do grupo alarmam o executivo

Depois de dois pré-acordos chumbados sobre mudanças de horários a administração da Autoeuropa decidiu unilateralmente avançar com o horário aos sábados a implementar a partir de janeiro do próximo ano sem esperar pela luz verde por parte dos trabalhadores da fábrica de Palmela. No entanto, deixa em aberto as mudanças de horário a partir de agosto – altura em que entra em funcionamento a laboração contínua – assim como uma porta aberta para o diálogo com a comissão de trabalhadores (CT).

Uma decisão que é rejeitada pela CT ao alegar que “este modelo de horário e as suas condições são mais desfavoráveis e contrariam a vontade expressa pela maioria dos trabalhadores” e defende que seja retomado o processo negocial. Uma ideia que já tinha sido defendida pela estrutura liderada por Fernando Gonçalves quando o segundo pré-acordo foi chumbado e, como tal, convocou um plenário para o próximo dia 20 de dezembro. Discutir a situação da empresa e exigência de nova negociação, assim como a apresentação do caderno reivindicativo são os temas em cima da mesa.

Ao que i apurou esta decisão por parte da administração não causou surpresa, uma vez que, desde o verão que a empresa estava a dialogar com a CT para avançar com estas mudanças e na semana passada já tinha alertado os trabalhadores para a necessidade urgente de implementar a nova carga horária. “É indiscutível a necessidade de ter no início do novo ano um modelo de trabalho que responda às encomendas dos clientes para a primeira metade de 2018, sob risco de entrarmos em incumprimento com o programa de produção”, revelou.

https://ionline.sapo.pt/artigo/592151/autoeuropa-alerta-vermelho-no-governo-?seccao=Dinheiro_i
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 13, 2017, 12:31:26 pm
O exemplo da maneira de negociar dos comunistas quando estão no poder:

https://en.wikipedia.org/wiki/Novocherkassk_massacre

Eu não consigo perceber é como ainda há tantas aves raras comunistas em Portugal e como são protegidos principalmente pela comunicação social!

Eu tenho um exemplo pessoal, no meu primeiro emprego, de ver na 1ª pessoa como é que os comunistas lidam com os trabalhadores. Eles que são tão "defensores dos trabalhadores".........
No meu caso os comunistas eram donos da empresa onde eu estagiei! Acarinhavam os trabalhadores tanto que ficaram com os descontos para a Segurança Social durante 4 anos! Dinheiro que o trabalhador descontava e que supostamente ía para o estado! Também senti na pele o que era não receber a tempo e horas..... 1 semana, 1 mês e cheguei a não receber 2 meses. Em contrapartida os bufos da Administração recebiam sempre a horas!!!!! Mas o cúmulo foi uma reunião de urgência marcada pelos Administradores/Donos (comunistas) a todos os funcionários que moravam no concelho da sede da empresa, para que os Administradores percebessem porque é que tendo eles concorrido à Presidência de uma autarquia, ainda tiveram menos votos do que o número de trabalhadores na fábrica e com domicílio nesse concelho. Queriam saber quem eram as ovelhas tresmalhadas! (se calhar era mais rápido pensarem pela cabecinha que os comunistas sempre foram odiados no norte e centro do país...... e descobrirem o porquê?)
Atenção que isto não aconteceu nos anos 70, aconteceu 20 e tal anos depois, nos anos 90!
Escusado será dizer que no espaço de 1 ou 2 anos, saíram todos os quadros superiores, todos!!!!!!! A empresa já faliu à poucos anos, entretanto.
Portanto, já estou vacinado contra os comunistas. Principalmente quando vêem com o discurso do capitalismo selvagem...... a vontade de arrancar pedras da calçada é muita!!!!!!!!

O meu pai nos anos 70 teve o "desplante" de perguntar numa reunião convicada pelo sindicato porque é que eles na empresa tinham que fazer greves por razões completamente alheias à dita empresa. Foi chamado até de FDP pelo sindicalista mor de plantão... resultado final, nunca mais fez greve ou foi mais a uma dessas reuniões. Ele é de esquerda mas nem penses em falar do PCP à frente dele! :crit:
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 13, 2017, 08:51:11 pm
O meu pai nos anos 70 teve o "desplante" de perguntar numa reunião convicada pelo sindicato porque é que eles na empresa tinham que fazer greves por razões completamente alheias à dita empresa. Foi chamado até de FDP pelo sindicalista mor de plantão... resultado final, nunca mais fez greve ou foi mais a uma dessas reuniões. Ele é de esquerda mas nem penses em falar do PCP à frente dele! :crit:

No norte do país é igual, principalmente junto da população mais idosa do interior. No norte, já à séculos que os pais deixam as terras aos filhos. E chegamos aos dias de hoje com terrenos minúsculos, mas que são defendidos com a vida, qualquer metro quadrado. Um nortenho ouvir nos anos 70 falar da reforma agrária, que vem qualquer marialva tirar-lhe o terreno que já foi do pai (ou até o estado=Lisboa), avô..... ou então que comprou com imenso sacrifício (antigamente havia fome, e a única forma de garantirem que não passavam fome, era endividarem-se e comprarem terras que depois deixavam aos filhos).... só visto. No mínimo ouviam asneiras que nem sabiam que existiam e o mais certo seriam corridos a tiro! Se até em família nas heranças há guerras por causa de meia dúzia de metros quadrados, agora imaginamos um anormal querer apoderar-se da terra que é defendida com a vida!!!!

O meu falecido avô, que até aos últimos dias comprou terras para deixar pelo menos 1.000m2 a cada filho não podia ouvir o nome comunismo ou comunista que logo a seguir dizia asneiras.... e ele era extremamente calmo. Mas pior era o meu tio que tinha um cão chamado........ Cunhal LOL
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: perdadetempo em Dezembro 19, 2017, 10:49:33 am
Citar
Estado pagou 1.800 milhões em juros pelos apoios que concedeu à banca

Citar
"O esforço financeiro resultante das intervenções públicas, destinadas a apoiar o sistema financeiro nacional no seguimento da crise financeira internacional, iniciada em 2007, constituiu um encargo elevado para o erário público num contexto de finanças públicas deficitárias", lê-se no parecer do Tribunal de Contas à Conta Geral do Estado 2016 (CGE 2016), divulgado hoje.

Segundo o Tribunal de Contas, nesse período, o apoio direto do Estado ao setor financeiro representou 0,4% das necessidades de financiamento em 2016, sendo que esse peso no endividamento variou entre 0,1% em 2011 e um máximo de 6,3% em 2012.

"Além disso, as necessidades adicionais de financiamento têm implícitos custos com juros da dívida pública que se estimam em 1.823 milhões de euros [tendo em conta a taxa de juro implícita da dívida pública, calculada pelo IGCP], no período 2008-2016", lê-se no parecer do Tribunal de Contas.

Nestes oito anos, o apoio financeiro totalizou 14.606,4 milhões de euros, dos quais 258 milhões de euros em 2016, uma redução face aos 2.525 milhões de euros verificados em 2015 (na sua grande maioria relativos à capitalização do Banif).

Neste período, a maior 'fatia' do apoio à banca foi dirigida para o BES/Novo Banco (4.614,7 milhões de euros), seguido do BPN (3.702,3 milhões de euros) e da Caixa Geral de Depósitos (3.035,2 milhões de euros). O Banif custou 2.978 milhões de euros e o BPP 659,9 milhões de euros.

Ainda assim, o Tribunal de Contas admite que o valor dos apoios possa ser superior, uma vez que ao défice do BPN e das sociedades-veículo Parups e Parvalorem pode acrescer capitais próprios negativos destas entidades em 2.033 milhões de euros e existem ainda garantias de 2.714 milhões de euros a estas sociedades veículos e de 1.800 milhões de euros ao Novo Banco.

http://24.sapo.pt/economia/artigos/estado-pagou-1-800-milhoes-em-juros-pelos-apoios-que-concedeu-a-banca (http://24.sapo.pt/economia/artigos/estado-pagou-1-800-milhoes-em-juros-pelos-apoios-que-concedeu-a-banca)

A titulo de comparação o total de despesas para a administração central na proposta do orçamento para 2018 seria de 129.327 milhões de euros.

https://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2018&TipoOE=Proposta%20de%20Or%c3%a7amento%20do%20Estado&TipoDocumentos=Lei%20/%20Mapas%20Lei%20/%20Relat%c3%b3rio (https://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2018&TipoOE=Proposta%20de%20Or%c3%a7amento%20do%20Estado&TipoDocumentos=Lei%20/%20Mapas%20Lei%20/%20Relat%c3%b3rio)

Na verdade o único organismo que no seu orçamento consegue ultrapassar o valor gasto nos bancos é o ministério das finanças e apenas por causa da rubrica "GESTAO DA DIVIDA E DA TESOURARIA PUBLICA" para a qual estes empréstimos bancários vieram contribuir.

Cumprimentos,
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 22, 2018, 02:32:02 pm
Vila Real recebe polo da Critical Software que quer contratar 100 engenheiros

A empresa Critical Software vai abrir um centro de desenvolvimento em abril, na zona de Vila Real, e contratar 100 engenheiros em dois anos, adiantaram hoje fontes da universidade e autarquia.

(https://www.noticiasdecoimbra.pt/wp-content/uploads/2017/06/critical.jpg)



De acordo com as fontes, a empresa, sediada em Coimbra e que atua nos setores da aeronáutica, da defesa e dos transportes, vai instalar um polo, numa parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a Câmara Municipal.

O centro de desenvolvimento entra em funcionamento em abril com um grupo de 15 engenheiros que ficarão, numa primeira fase, instalados no Regia Douro Park – Parque de Ciência e Tecnologia.

 O objetivo da Critical Software é mudar, depois, para uma instalação definitiva no centro histórico da cidade.

 As fontes referiram que a empresa prevê contratar mais de uma centena de diplomados em engenharia nos próximos dois anos, principalmente informáticos e eletrotécnicos, mas também ligados à área aeroespacial ou física.

Será articulada com a UTAD a cooperação na formação especializada em alguns desses domínios. Entretanto, a empresa já lançou o processo de recrutamento.

Criada em 1998, a Critical Software é especializada no desenvolvimento de serviços para o suporte de sistemas críticos orientados para a segurança e para o negócio de empresas. Atua em setores como o da aeronáutica, da defesa, da segurança interna, dos transportes, das telecomunicações, das finanças e da energia.

É uma das mais importantes empresas de ‘software’ do mundo e trabalha para clientes como as Forças Armadas de Portugal e do Reino Unido, as agências espaciais norte-americana (NASA), europeia (ESA), chinesa (CNSA) e japonesa (JAXA).

 Atualmente, tem escritórios em Lisboa e Porto e marca presença, através de subsidiárias, no Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos da América, Brasil, Moçambique e em Angola.

Já emprega, ao todo, cerca de 500 pessoas, das quais perto de 400 são da área da engenharia.

Vila Real tem reforçado esforços para atrair empresas e centros de investigação, com o objetivo de criar emprego qualificado e fixar pessoas.

Na semana passada, foi anunciada a instalação de um centro Fraunhofer no Regia Douro Park, também numa parceria com a UTAD, que prevê um programa de atuação ao nível da agricultura de precisão, nomeadamente nas áreas do vinho e da vinha.

A Fraunhofer-Gesellschaft é a maior organização de investigação aplicada na Europa, tem uma equipa de cerca de 25 mil pessoas distribuídas em mais de 80 centros de investigação no mundo, incluindo 69 Institutos na Alemanha.

https://www.noticiasdecoimbra.pt/vila-real-recebe-polo-da-critical-software-quer-contratar-100-engenheiros/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 24, 2018, 04:05:54 pm
Terminou uma série que aprecio (apreciava) bastante e que passava na RTP, chama-se: Fabrico Nacional, apresentada pela jornalista Catarina Portas.

Deixo o link para os episódios (relembro da Vista Alegre, Atum Ramirez, Licor Beirão, Ach Brito, Viarco, Dr. Bayard, etc....):

https://www.rtp.pt/programa/episodios/tv/p34307

Também há vídeos disponíveis no youtube sobre a série, mas deixo o link original da RTP.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Março 03, 2018, 04:56:11 pm
(https://www.mapmania.org/static/map/original/net_average_monthly_salary_in_europe_2017_65448.jpg)

Salário médio na Europa em 2017.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Março 04, 2018, 06:45:39 pm
Portugal continua com níveis de desigualdade bastante elevados à escala europeia


Portugal continua a ser um país com níveis de desigualdade social bastante elevados à escala europeia, uma situação que se agravou na última década e se traduziu no aumento da precariedade laboral e da pobreza.

O retrato social de Portugal nos últimos 10 anos é traçado no livro “Desigualdades Sociais, Portugal e a Europa”, que engloba vários estudos de investigadores do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-UNL) e que será divulgado na quarta-feira, em Lisboa, no colóquio comemorativo dos 10 anos de atividade do Observatório das Desigualdades.

“A crise cavou fundo na situação social dos desempregados, dos trabalhadores precários, dos pobres, dos pouco escolarizados, dos jovens em transição para o mercado de trabalho, das mulheres com menos recursos, dos imigrantes mais desfavorecidos, daqueles que saíram do país ao encontro de melhores oportunidades, dos que têm menos capacidade de mobilizar a ação coletiva”, lê-se no livro.

Apesar dos dados do INE e do Eurostat registarem “uma pequena evolução favorável” nos últimos três anos, Portugal ainda está “num nível de desigualdades bastante elevado”, disse à agência Lusa o diretor do Observatório das Desigualdades, Renato Carmo.

Desde que a crise surgiu em 2008, o Observatório das Desigualdades tem vindo a acompanhar de “forma muito sistemática e sistematizada” o que aconteceu no país em termos de desigualdade em setores como o emprego, educação, rendimentos e riqueza, saúde, ação coletiva.


"Foram 10 anos em que as desigualdades e a relação entre as desigualdades e a pobreza se agravaram profundamente em múltiplos setores e múltiplas dimensões" e o livro "é demonstrativo disto mesmo", ao abordar o problema numa perspetiva multidimensional e na relação com a Europa, explicou Renato Carmo.

Os estudos constataram que a desigualdade está presente em "muitas dimensões da vida das pessoas e isso significa" que a persistência do problema em Portugal se deve, em grande medida, ao facto de não se circunscrever a "um setor ou a um indicador”, sublinhou.

Para combater o problema são necessárias “políticas estruturais”: “Há perfis e padrões muito vincados que são quase transversais e que, se nada for feito de uma forma mais profunda, levará gerações até poder existir uma alteração mais profunda”, advertiu.

Um dos problemas apontados por Renato Carmo prende-se com a disparidade na distribuição de rendimentos, que é “muito acentuada em Portugal”, nomeadamente a nível salarial.

“A questão que se põe neste momento é como as dinâmicas de precarização do trabalho, nomeadamente em alguns setores que estão a emergir com muita força, como o turismo, podem reforçar estas disparidades salariais na medida em que muitos destes trabalhos são precários e com níveis salariais relativamente baixos”, sublinhou.

A fraca qualificação escolar da população empregada é apontada como um dos principais fatores de desigualdades.

“Portugal ainda é um país com níveis de escolarização abaixo da média europeia e isso reflete-se nas desigualdades” em vários setores, como no acesso a bens e serviços.

No caso da cultura, “é muito claro”, disse o investigador, adiantando que são, sobretudo, as pessoas mais qualificadas que têm práticas culturais “relativamente regulares”.

Os estudos também demonstram que são as classes mais escolarizadas que têm mais “capacidade da ação coletiva e de reivindicação”.

“Verificamos que a questão da qualificação e escolarização é ainda um grande desafio em Portugal”, uma situação que “questiona muito algumas ideias feitas, como o país ter “diplomados a mais”, disse Renato Carmo.

Em Portugal, as classes dirigentes têm níveis de qualificações profissionais abaixo da média europeia e inferiores até à população empregada, um problema que se reflete ao nível do mercado de trabalho, observou.

“Durante a última década, as desigualdades, não só se aprofundaram dentro dos países da Europa, incluindo os mais ricos, como se constituíram num problema para a própria coesão europeia”, frisou.


>>>>>>>>>> http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-continua-com-niveis-de-desigualdade-bastante-elevados-a-escala-europeia
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Março 06, 2018, 12:30:07 am
Vistos Gold: Portugal não é "suficientemente rigoroso", diz a Transparência Internacional


Portugal é um dos países da União Europeia em que a atribuição de 'vistos gold' regista falta de rigor, revelou esta segunda-feira a Transparência Internacional, que defendeu que não existem diligências suficientes para confirmar a origem do património dos aplicantes.

Na apresentação de uma investigação conjunta com o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), em Bruxelas, o diretor estratégico da Transparência Internacional, Casey Kelso, apontou Portugal e Hungria como exemplos de países comunitários que não têm sido “suficientemente rigorosos” no cumprimento das diligências instituídas para a atribuição de ‘vistos gold’.

“Em Portugal, não há diligências suficientes para verificar a proveniência da riqueza dos aplicantes”, sublinhou, indicando que basta a apresentação de um registo criminal.

Para corroborar a sua afirmação, o diretor estratégico da Transparência Internacional, que referiu que Portugal é um caso de estudo de como estes programas podem corromper um Governo, indicou o caso do ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo, que está a ser julgado no âmbito do processo em que se investiga a atribuição de ‘vistos gold’ a cidadãos estrangeiros.

“O julgamento que está a decorrer em Portugal é paradigmático [dos perigos dos ‘vistos gold’]. Há 11 pessoas que exerciam cargos públicos que estão a ser julgadas”, reforçou a responsável estratégica para a União Europeia (UE) da organização não-governamental Global Witness.

Rachel Owens elogiou a eurodeputada socialista Ana Gomes, que definiu como uma “campeã na luta contra os vistos gold”, e lembrou que uma vez que alguém obtém a cidadania portuguesa pode circular livremente na UE.

No caso português, a investigação destaca a aquisição de ‘vistos gold’ por parte de membros da “classe dirigente” de Angola, através da compra de propriedades em território nacional.

“Não sabemos quanto está a ser investido no imobiliário, porque é um setor tão opaco que simplesmente não conseguimos obter os dados”, reconheceu Casey Kelso, argumentando que os preços “excessivos” da habitação registados neste momento em Lisboa são uma consequência do programa.

Segundo dados publicados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre 08 de outubro de 2012, data de lançamento do programa, e 31 de janeiro de 2018, os ‘vistos gold’ representaram um investimento de 3,5 mil milhões de euros, dos quais 3,1 mil milhões resultantes do setor imobiliário.

O diretor da Transparência Internacional, Carl Dolan, assumiu “uma preocupação crescente” relativamente ao que estes esquemas representam para a integridade do Espaço Schengen. “Estas pessoas estão a comprar o acesso à cidadania comunitária e à UE”, completou.

A investigação concluiu que os programas dos ‘vistos gold’ são vulneráveis a abusos e minam a luta contra a corrupção na UE e nos países vizinhos, devido, entre outras coisas, à ausência de um escrutínio rigoroso à origem da riqueza dos beneficiários dos ‘vistos gold’, e à opacidade quanto à identidade dos beneficiários.

“[Os ‘vistos gold’] são irresistíveis para países pequenos, que tem alguns problemas económicos. Os governos tendem a manter o anonimato destas pessoas, que não querem ser expostas. O dinheiro é a base de tudo”, reconheceu Jody McPhillips, do OCCRP, que sublinhou que este é um negócio de milhares de milhões de euros para os Estados.

Os resultados da investigação, que decorreu nos últimos seis meses, e que incidiu sobre os programas de oito Estados-Membros – Portugal, Áustria, Bulgária, Chipre, Hungria, Letónia, Lituânia e Malta –, e de Arménia e Montenegro, serão apresentados esta tarde junto de entidades comunitárias.

“Vamos expor estes esquemas representam um risco para a integridade europeia e para os valores comunitários. A Comissão Europeia tem um papel crucial a desempenhar para proteger os seus cidadãos de esquemas de corrupção. Este estudo apresenta sugestões sobre as diligências que a União Europeia pode tomar para evitar que isto aconteça”, explicou Rachel Owens.


>>>>>>>>  http://24.sapo.pt/economia/artigos/vistos-gold-portugal-nao-e-suficientemente-rigoroso-diz-a-transparencia-internacional
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Março 14, 2018, 02:22:13 pm
Mais procura na Alemanha melhora perspectivas de crescimento em Portugal


A expectativa de um melhor desempenho das maiores economias europeias, com destaque para o efeito dos acréscimos dos estímulos orçamentais, investimento e salários previstos para a Alemanha, reforça a possibilidade de a economia portuguesa crescer mais do que os 2,6% até agora projectados para este ano pela OCDE e pelo Governo português.

No dia em que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentou as suas projecções interinas para as principais economias mundiais, o economista-chefe da instituição, Álvaro Santos Pereira classificou, em declarações ao PÚBLICO, como “muito provável” a possibilidade de Portugal beneficiar da conjuntura internacional positiva e garantir um ritmo de crescimento este ano maior do que o projectado no passado mês de Novembro.

“Obviamente que para Portugal será muito importante a evolução das economias europeias e aquilo que estamos a prever para economias como a Alemanha ou França pode ter um impacto muito positivo", disse o antigo ministro da Economia, que no início deste ano substituiu interinamente Catherine Mann no cargo de economista-chefe da OCDE.

Nas previsões publicadas esta terça-feira, a entidade sedeada em Paris passou a sua previsão de crescimento mundial este ano dos 3,7% antecipados em Novembro para 3,9%. E, no caso da zona euro (onde se encontram os principais destinos das exportações portuguesas), a previsão de crescimento em 2018 passou de 2,1% para 2,3%.

Nesta fase, apenas foram apresentadas novas previsões para as economias mais relevantes à escala mundial, pelo que no caso de Portugal a estimativa de crescimento em vigor é ainda aquela realizada pela OCDE em Novembro passado, de 2,6%, precisamente o mesmo valor projectado pelo Governo.

Se para a Espanha (o maior destino das exportações portuguesas) também não há novas previsões, para os segundos e terceiros principais parceiros a melhoria das expectativas da OCDE é significativa. Em relação à França, a previsão de crescimento para 2018 passou de 1,8% para 2,2%. E na Alemanha, a subida foi de 2,3% para 2,4%.

Para Álvaro Santos Pereira, aquilo que se está a passar na maior economia da zona euro é mesmo o que dá mais motivos para acreditar num desempenho forte da economia europeia este ano, havendo até a possibilidade de se verificarem taxas de crescimento mais elevadas do que as agora projectadas.

“A Alemanha está claramente a revelar-se como o motor do crescimento na zona euro”, afirma, salientando que “o investimento está a aumentar bastante” e que “o acordo de coligação governamental assinado aponta para um reforço muito significativo dos estímulos orçamentais, na ordem dos 0,3% do PIB ao ano”. Para além disso, há também indícios claros na Alemanha de que se possa assistir a uma evolução mais rápida dos salários, acrescenta Álvaro Santos Pereira, recordando o acordo recentemente assinado pelo sindicato IG Metal, “que já se está a reflectir noutros sectores”.

“Numa economia como a alemã, estes são sinais importantes e que, pelo efeito que podem ter na procura interna, podem ajudar o desempenho dos outros países da zona euro”, afirma o economista-chefe da OCDE, que no caso português, destaca também o facto de se estar a assistir a uma recuperação do investimento.

No relatório, a OCDE diz em relação à zona euro que “as políticas fiscais e monetárias acomodatícias, as melhorias nos mercados de trabalho e os elevados níveis de confiança dos consumidores e das empresas estão a ajudar a estimular a procura”.

Não é só em relação à zona euro que a OCDE está mais optimista. As revisões em alta da previsões foram generalizadas. No caso dos EUA, a OCDE mudou a sua previsão de crescimento este ano de 2,5% para 2,9%. No Japão passou de 1,2% para 1,5%, na China de 6,6% para 6,7%, no Brasil de 1,9% para 2,2% e na Índia de 7% para 7,2%.

Álvaro Santos Pereira aponta dois grandes factores por trás deste optimismo: “o aumento do comércio mundial e o regresso das variações mais elevadas no investimento”.

No relatório agora apresentado, há no entanto um risco a ensombrar o cenário genericamente positivo: a possibilidade de um aumento das políticas proteccionistas em várias economias do planeta. Uma ameaça tornada mais real com a decisão dos EUA de imporem taxas alfandegárias mais elevadas em produtos como o aço e o alumínio e que, a concretizar-se, “afectaria negativamente a confiança, o investimento e os empregos”.

O ex-ministro da Economia explica que, nas previsões agora divulgadas não foram incluídos efeitos negativos. “Não está no nosso cenário central. Achamos que será possível diminuir a tensões, continuamos a acreditar que o diálogo é possível”, afirma.


>>>>>>>>>   https://www.publico.pt/2018/03/14/economia/noticia/mais-procura-na-alemanha-melhora-perspectivas-de-crescimento-em-portugal-1806519
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Março 26, 2018, 10:23:31 pm
INE confirma inclusão dos custos com a Caixa Geral de Depósitos no défice de 2017

...O défice das contas públicas de 2017 sobe, assim, para os 3% do Produto Interno Bruto (PIB), o que contrasta com o défice abaixo de 1% (0,92%) que teria sido registado caso não tivesse havido esse efeito....

https://observador.pt/2018/03/26/ine-confirma-inclusao-dos-custos-com-a-caixa-geral-de-depositos-no-defice-de-2017/

Está explicado porque é que o Ministro das Finanças congelou tudo o que pode em 2017, incluindo as compras militares que já foram confirmadas mas ainda não se viu nada até ao fim de Março!!!!!!

O déficit de 2017 foi de 0,92%, mas com a ajuda a mais um banco, neste caso a CGD (quase 4 mil milhões de euros), o nosso déficit foi exactamente de 3%!!!! O limite máximo permitido pela UE! E não sabemos se temos de ajudar mais algum banco! Fala-se em mais uns camiões de notas para o Novo Banco e não se sabe se a contabilidade criativa no Montepio de 800 milhões + umas dezenas de milhões das Santas Casas é suficiente para repor os níveis de capital!

Percebem agora a prioridade nacional? Temos de passar necessidades para salvarmos os nossos bancos! Gostava mais que copiassemos os americanos e ingleses que dizem..... se um banco quer ajuda, os donos que metam lá dinheiro! Se o dinheiro público entrar num banco, o estado apodera-se do banco e vende assim que possível e com lucro! É difícil, mas é possível como aconteceu por exemplo no inglês Lloyds que tem o António Horta-Osório à frente!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Março 28, 2018, 09:00:13 pm
Parece que adivinhava..... afinal os camiões de notas podem ascender a 450 milhões de euros para o Novo Banco (o tal Banco Bom).

Novo Banco. Estado vai emprestar até 450 milhões ao Fundo de Resolução

O Estado vai emprestar até mais 450 milhões de euros ao Fundo de Resolução para reforçar os rácios de capital do Novo Banco. Instituição teve prejuízos de 1.395 milhões em 2017.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2015/11/18162179_770x433_acf_cropped.jpg)

......
https://observador.pt/2018/03/28/novo-banco-estado-vai-emprestar-ate-450-milhoes-ao-fundo-de-resolucao/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: perdadetempo em Abril 02, 2018, 02:44:01 pm
Guia resumo dos vistos dourados na Europa para o oligarca russo ou imodesto homem de negócios de outros continentes:

https://www.transparency.org/news/feature/navigating_european_golden_visas (https://www.transparency.org/news/feature/navigating_european_golden_visas)

E para o caso nacional
Citar
Portugal

Programme:

    The Portuguese Residence Permit for Investment (ARIs)

Status:

    Active since 2012

Key Features:

    Capital contribution of up to €1 million or real estate investment equal to or above €500,000 - or €350,000 if property is located in urban regeneration areas - or the creation of 10 jobs.
    Applicants should stay in Portugal for a period of seven or more days in the first year and 14 or more days in subsequent years.

Investigation highlights:

    In 2014, the programme was rocked by a major corruption scandal when criminal corruption charges were filed against former Interior Minister Manuel Macedo and the former heads of the notaries service and the immigration authority, among others. The latter were accused of being involved in a bribery scheme and accepting gifts in exchange for expediting residence permits. The trial is ongoing.
    Ninety per cent of the money raised by Portugal’s Golden Visa programme comes from real estate investment which, according to Transparency International Portugal, exponentially increases money laundering risks.
    The US State Department’s 2017 International Narcotics Control Strategy Report states that “suspect funds from Angola are used to purchase Portuguese businesses and real estate” and reports allegations that “Portugal serves as a hub for laundering illicit funds for Angola’s ruling class.”

Para quem estiver interessado os relatórios da Transparência Internacional sobre os vistos Gold Nacionais:

https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2018/03/TI-PT_Golden-Investments-or-Golden-Cityscape_March2018.pdf (https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2018/03/TI-PT_Golden-Investments-or-Golden-Cityscape_March2018.pdf)

O mesmo assunto mas noutra vertente ( e em português)

https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2018/01/TI-PT_Vistos-Gold_2017.pdf (https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2018/01/TI-PT_Vistos-Gold_2017.pdf)

e sobre "BENEFICIÁRIOS EFETIVOS E TRANSPARÊNCIA FISCAL"

https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2017/03/Relat%C3%B3rio-EBOT.pdf (https://transparencia.pt/wp-content/uploads/2017/03/Relat%C3%B3rio-EBOT.pdf)

Cumprimentos,

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 07, 2018, 12:44:08 pm
Como estão agora as feridas abertas pela Troika em Portugal?

Os dois anos de Governo das esquerdas foram marcados por boas notícias, mas muitas feridas abertas na era da Troika ainda estão por sarar. Só neste ano é que o PIB regressará ao nível de 2010
Nuno Aguiar


Discussões sobre um segundo resgate, notícias sobre derrapagens no défice, sanções de Bruxelas, mercados impiedosos, anúncios da vinda do “diabo” e, claro, sucessivos avisos sobre o agravamento da “tensão” entre os partidos que apoiam o Governo. Nos primeiros dois anos de governação da exclusiva responsabilidade da esquerda, as hipóteses mais dramáticas sobre a economia e as finanças públicas não se concretizaram. No entanto, os progressos conseguidos não foram suficientes para recuperar 
o terreno perdido durante a crise.

Num balanço económico dos últimos dois anos, é difícil não começar pelos desenvolvimentos positivos. Portugal cresce ao ritmo mais rápido desde 2000, o desemprego está em mínimos de 2004 e o défice encontra-se no nível mais baixo da democracia; o País deixou de estar sujeito ao Procedimento dos Défices Excessivos e à classificação de “lixo” por duas agências de rating; e Mário Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo. Um retrato longe da vaga pessimista que acompanhou o nascimento desta solução de Governo (jornais alemães falavam de “uma nova Grécia”, Cavaco Silva previa graves “consequências financeiras, económicas e sociais”) e o arranque débil de 2016. “Nenhum dos agouros da direita se confirmou”, conclui Mariana Mortágua, deputada do BE.

A aceleração que se seguiria e o ajustamento da estratégia orçamental do Governo deixaram esses cenários no espelho retrovisor. Contudo, é útil pôr os avanços recentes em perspetiva. O forte crescimento de 2017, o quarto ano consecutivo de recuperação, surge num ciclo europeu altamente positivo e, mesmo assim, não foi suficiente para pôr o produto interno bruto (PIB) no nível de 2010, antes da entrada da Troika em Portugal.

“Os resultados permitem dizer que os cenários extremistas não se verificaram, mas também questionam a festa que o Governo está a fazer”, sublinha o deputado do PSD António Leitão Amaro, em declarações à VISÃO. Os dados do INE publicados na semana passada confirmam que as exportações não pararam de galopar, mas o consumo e o investimento continuam, em termos reais, abaixo do pré-Troika. No mercado de trabalho, 
o emprego (medido em contas nacionais) só agora chegou ao nível de 2010 e a percentagem de precários não caiu. A banca está mais sólida, mas continua sem emprestar às empresas, em parte porque uma em cada quatro tem crédito malparado, cujo peso total mais do que duplicou face a 2010. A média salarial nacional pouco mexeu e o SNS ainda está nos cuidados intensivos.

Mariana Mortágua reconhece que 
“a recuperação é longuíssima, principalmente condicionada pelas regras orçamentais”. Uma das suas queixas encontra eco também à direita. “No investimento público não houve esforço. O Governo executa muito abaixo do orçamentado”, critica a bloquista. “Parte do problema está na preocupação em cumprir metas. A despesa é bloqueada pelas Finanças.”

Leitão Amaro nota também a evolução desapontante da produtividade, fruto de o emprego estar a crescer mais rápido do que a economia e em setores como o turismo. Mais: o social-democrata reforça que o desempenho nacional não é especialmente notável quando comparado com outros países europeus. Os 2,7% de crescimento alcançados por Portugal em 2017 estão em linha com a média, e a maior parte dos países até superou esse resultado. “Em comparação com o ciclo económico que estamos a viver, é um resultado medíocre.”

Do lado das contas públicas também há alertas. O maior de todos, aponta Joaquim Miranda Sarmento, professor de Finanças do ISEG, está na dívida: mesmo com um excedente primário, os juros e as ajudas aos bancos adiaram sucessivamente a descida de um dos endividamentos mais altos do mundo. O rácio atual está ainda muita acima de 2010: 126% vs. 96% do PIB. Será difícil enfrentar uma nova crise com uma dívida pública de três dígitos.

Sendo claro que Portugal está a crescer a um ritmo sólido, a discussão deslocou-se para o que o está a alimentar. A direita argumenta que, apesar de a estratégia do Governo se basear no estímulo do consumo via devolução de rendimentos, são as exportações e o investimento que estão a puxar pela economia. De facto, se olharmos para os contributos do crescimento dos últimos dois anos, as exportações foram mais relevantes do que a soma do consumo e do investimento. Além disso, o défice orçamental foi reduzindo mais rápido do que os planos iniciais do PS. O modelo inicial falhou? Ricardo Paes Mamede, do ISCTE, reconhece que as coisas não correram como era suposto. “Não sabemos se foi o contexto externo ou as hipóteses que estavam erradas, mas logo em 2016 o modelo não funcionou. O consumo privado ficou aquém, o investimento também”, explica.

Na segunda metade de 2016, Portugal começou a sentir ventos mais favoráveis, que facilitaram avanços em várias frentes, do défice à relação com Bruxelas. “É importante distinguir resultados de medidas. Acho positiva a compreensão, a partir do verão de 2016, que o caminho de contrarreforma e de aceleração do consumo estava a resultar mal”, refere Leitão Amaro. Embora tenha adotado um sistema gradualista em quase todas as devoluções de rendimentos, a verdade é que o Executivo as tomou: as pensões subiram, os salários dos funcionários públicos foram repostos, a sobretaxa eliminada e o salário mínimo reforçado. “A devolução de rendimentos não é, só por si, uma estratégia, mas faz parte. 
O consumo gera vendas, que cria emprego e dá origem ao investimento”, afirma Mariana Mortágua. Mesmo o PSD, que prefere dar crédito às reformas passadas, aos programas do BCE e ao ciclo europeu, reconhece o impacto. “Há um efeito de curto prazo com medidas do lado da procura”, reconhece Leitão Amaro.

Talvez poucos esperassem que um Executivo apoiado por PCP e BE tivesse este perfil de crescimento e um dos maiores excedentes primários do euro. Cumpriu as expectativas? “Sabíamos que rompendo com a austeridade seria possível entrar num melhor ciclo económico, [mas] que em áreas como a banca seria difícil estar de acordo com o PS”, lembra Mortágua. “Foi um acordo de mínimos.” Para já, foi suficiente para estancar hemorragias; falta agora fechar as feridas.

http://visao.sapo.pt/exame/2018-04-07-Como-estao-agora-as-feridas-abertas-pela-Troika-em-Portugal-
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Abril 22, 2018, 06:06:46 pm
(http://i.vas3k.ru/7kk.jpg)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 23, 2018, 10:13:41 am
(http://i.vas3k.ru/7kk.jpg)

Facilmente detectamos onde era o antigo bloco de leste! Com essa ideia peregrina de distribuir a pobreza por toda a gente!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Clausewitz em Abril 24, 2018, 03:00:37 am
Facilmente detectamos onde era o antigo bloco de leste! Com essa ideia peregrina de distribuir a pobreza por toda a gente!!!!!!

O problema é que nós nunca fomos do bloco de leste mas estamos quase na mesma... Aliás já estamos ou estaremos em breve pior do que vários desses países.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 24, 2018, 10:08:01 am
Facilmente detectamos onde era o antigo bloco de leste! Com essa ideia peregrina de distribuir a pobreza por toda a gente!!!!!!

O problema é que nós nunca fomos do bloco de leste mas estamos quase na mesma... Aliás já estamos ou estaremos em breve pior do que vários desses países.

Já estivemos muito pior. Se comparar a nossa situação antes de entrarmos na UE, verá como se vivia nessa altura em comparação com o resto da Europa (com excepção da Europa de leste que efectivamente estivemos sempre à frente). Mas connosco passou-se por breves momentos algo parecido, logo a seguir ao 25, quando destruímos grande parte da capacidade produtiva do país, com a ocupação de empresas que tinham um dono e passaram a não pertencer a ninguém! Sabe o que acontece quando algo não pertence a ninguém, não sabe!? Aliás estivemos para nos tornar num país semelhante aos de leste.
Outro aspecto que se prende connosco é a nossa aversão ao risco e mudança, mais do que nos outros países. Quem é que quer arriscar e deixar de ser empregado a ganhar o seu salário ao fim do mês, para apostar tudo numa empresa que pode correr muito mal e deixar essa pessoa/família sem absolutamente nada!? (ainda na semana passada tive conhecimento de um amigo que vivia muito bem, era empresário e........ os negócios correram mal e já perdeu tudo o que tinha, para já só tem a casa onde habita, como tinha avalisado todos os empréstimos da empresa com a responsabilidade pessoal dele e como não devia muitos milhões, os bancos limparam-lhe todos os bens e agora está com cinquenta e tal anos, sem empresa, sem rendimentos e sem subsídio nenhum!!!!!) Aliás eu entendo que essa nossa aversão ao risco é o nosso maior problema, porque leva a que toda a gente se encoste ao Estado para ver se chove mais uns dinheiritos, sejamos nós empregados, reformados ou empresários! Assim não se arrisca tanto e com a bênção do estado/políticos, temos sempre uns negócios mínimos garantidos!!!!!

Outro problema deve-se à nossa falta de qualificação em comparação com os restantes países, mesmo com os do leste. Porque não tenha dúvidas que quanto mais alta for a nossa qualificação, mais produtivos nos tornamos, mais riqueza criamos (esse é um grande problema de muitas empresas nacionais, em que o patrão tem baixa escolaridade, até consegue "safar-se", mas depois não tem conhecimentos para mais, para fazer crescer o negócio).

Dou-lhe outro problema, parece que o país é alérgico à indústria! Ou porque polui, ou porque faz barulho, ou porque deita maus cheiros. Temos de ser exigentes com a indústria, sem dúvida nenhuma, mas também lhe digo que nenhum país do mundo consegue enriquecer sem a indústria! A Europa fez um enorme disparate ao expulsar a indústria para a Ásia! Esse é o grande motivo para os europeus verem a sua vida empobrecer e aos asiáticos que à décadas atrás morriam à fome, agora são economias muito desenvolvidas e com a população a enriquecer a olhos vistos, mesmo em países comunistas como a China (só é comunista no papel, em termos económicos é extremamente agressiva e liberal com os outros e conservadora para si mesma).

E o motivo para nós não crescermos é a falta da indústria, não tenha dúvidas. Não existe nada à face da terra (nem o petróleo ou as minas), conseguem criar tanta riqueza como uma fábrica! E se tem dúvidas, vá ver quanto ganha o funcionário mais mal pago da Autoeuropa em Setúbal, da Vulcano em Aveiro...... Atenção que estou a falar de empresas que criam muito valor acrescentado (riqueza), não estou a falar das fabriquetas nacionais que até produzem com qualidade, para depois entregarem à Benetton, à Adidas ou outra empresa de renome só para colocar a sua etiqueta em cima e estas a entregarem à fabriqueta 5% do valor e elas ficam com 95% do valor da venda!!!!!! Nem estou a falar das call center ou do turismo (não vamos enriquecer com o turismo, disso pode ter a certeza, aliás mais facilmente enriquecemos com a agricultura do que com o turismo. Veja o aumento do preço dos imóveis e culpe o turismo e os vistos gold).

Por fim para não me alongar mais, a cultura da responsabilidade! Chegarmos a horas aos compromissos, cumprirmos com o que prometemos a alguém (porque nós lá por dentro também somos como os políticos, prometemos muito mas depois damos pouco), não olharmos só aos direitos, mas lermos também os nossos deveres. Levarmos a integridade a outro nível, porque eu não tenho ilusões, os nossos políticos são o que são, porque nós somos assim. Não se nasce político. A política no fundo amplifica os nossos pontos positivos e negativos! E para terminar mesmo, e como sou da área da gestão, falta ao português um bocado mais de conhecimentos/literacia financeira, para saberem fazer contas e chegarem à conclusão de que é um disparate pagarmos juros de 10% ou mais no crédito ao consumo, ou irmos de férias com crédito (mais vale passar 1 ano férias por casa e no ano seguinte saímos)......
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: perdadetempo em Maio 13, 2018, 05:01:09 pm
A acreditar nesta notícia talvez o Novo Banco/Ex grupo Espirito Santo, tenha uma boa noticia para dar nos próximos tempos.

Citar
...Currently in Portuguese hands, the Isle of Man Steam Packet Company (IoMSPC) is the oldest continuously operating passenger shipping company in the world. In 2011 the company was bought by the Banco Espírito Santo which has now reportedly accepted an offer of £124 million which will see the services transferred to public ownership. Under the current agreement the IoMSPC must provide an inbound freight capacity of 7,800 lane metres per week, with 936 UK return sailings and 63 Irish east coast sailings per annum...(continua...)

http://www.handyshippingguide.com/shipping-news/union-welcomes-proposed-deal-to-buy-freight-and-passenger-roro-lifeline-ferry-company_9049 (http://www.handyshippingguide.com/shipping-news/union-welcomes-proposed-deal-to-buy-freight-and-passenger-roro-lifeline-ferry-company_9049)

Cumprimentos,
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 18, 2018, 08:42:35 pm
A acreditar nesta notícia talvez o Novo Banco/Ex grupo Espirito Santo, tenha uma boa noticia para dar nos próximos tempos.

Citar
...Currently in Portuguese hands, the Isle of Man Steam Packet Company (IoMSPC) is the oldest continuously operating passenger shipping company in the world. In 2011 the company was bought by the Banco Espírito Santo which has now reportedly accepted an offer of £124 million which will see the services transferred to public ownership. Under the current agreement the IoMSPC must provide an inbound freight capacity of 7,800 lane metres per week, with 936 UK return sailings and 63 Irish east coast sailings per annum...(continua...)

http://www.handyshippingguide.com/shipping-news/union-welcomes-proposed-deal-to-buy-freight-and-passenger-roro-lifeline-ferry-company_9049 (http://www.handyshippingguide.com/shipping-news/union-welcomes-proposed-deal-to-buy-freight-and-passenger-roro-lifeline-ferry-company_9049)

Cumprimentos,

Infelizmente as notícias não são muito boas!!!!
O Novo Banco (o tal banco bom), já pediu mais 800 milhões ao Fundo de Resolução e nos próximos anos, podem pedir mais 3 mil milhões (está escrito no contrato de venda do Banco aos americanos!!!!!!!!!)

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/recapitalizacao-do-novo-banco-acontecera-nos-proximos-dias
https://observador.pt/2018/05/18/governo-diz-que-recapitalizacao-do-novo-banco-acontecera-nos-proximos-dias/

Depois do que já nos limparam, o Novo Banco ainda pode rapar mais 3,8 mil milhões, ou aos bancos ou a nós mesmo!!!!!!!!!

E é inacreditável e até vergonhoso que este Banco tenha participado no perdão de quase 100 milhões de euros ao Sporting (em conjunto com o BCP), acordado à dias!!!!!!!!
Pois é muito fácil ao dono do Novo Banco perdoar as dívidas do Sporting, eles têem na mão um documento que lhes garante que recebem até 3,8 mil milhões por negócios ruinosos feitos antes da venda do banco........

O estado faz cada negócio!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Julho 25, 2018, 08:08:30 pm
http://expresso.sapo.pt/economia/2018-07-25-Portugal-tem-55-de-probabilidade-de-entrar-em-recessao-a-medio-prazo
"Portugal tem 55% de probabilidade de entrar em recessão a médio prazo"
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Julho 25, 2018, 09:58:20 pm
Impostos do tempo da crise rendem quase mil milhões de euros a António Costa

http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2018-07-24-Impostos-do-tempo-da-crise-rendem-quase-mil-milhoes-de-euros-a-Antonio-Costa#gs.vhAfEgQ
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 02, 2018, 11:08:15 am
Do “despejo imediato” à demissão, nove perguntas e respostas que explicam o caso Robles

A batalha legal de Robles e da irmã para despejar um inquilino. A intenção inicial de não fazer obras no andar ocupado. As isenções. O imposto Mortágua. E as diferenças face ao negócio da líder do BE.

(https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2018/07/27190429/1q9a1001.jpg)

“Basta pensar-se que no balcão dos despejos o senhorio não precisa de nada para mandar despejar e o inquilino precisa de advogados para se defender. É um absurdo completo. Chama-se balcão do arrendamento, bem sei, mas eu pergunto se algum dos presentes achou alguma vez que o balcão servia para arrendamento”. As palavras são de Catarina Martins, em Abril deste ano. O Bloco de Esquerda defende o fim do Balcão de Arrendamentos, mas foi precisamente nesse balcão que Ricardo Robles interpôs a acção de despejo contra um inquilino com quem não conseguiu chegar a acordo.

O processo de licenciamento das obras no prédio de Alfama deu entrada na Câmara de Lisboa às 16h14 do dia 20 de Março de 2015. A autorização de utilização foi deferida pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, a 11 de Setembro de 2017.

As peças da batalha legal contra o inquilino e o processo de licenciamento das obras na Câmara de Lisboa são alguns dos documentos a que o Observador teve acesso e que ajudam a completar estas nove respostas a perguntas que ainda são pertinentes sobre o caso Robles, mesmo após a demissão do vereador, naquela que é provavelmente a maior crise da história do Bloco de Esquerda.

..........

https://observador.pt/especiais/do-despejo-imediato-a-demissao-nove-perguntas-e-respostas-que-explicam-o-caso-robles/

Seu capitalista! :)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 07, 2018, 11:41:15 am
Portugal: Preços da eletricidade e gás são dos mais caros da Europa

O Eurostat, autoridade estatística da União Europeia, foi criado em 1953 e é atualmente uma Direcção-Geral (DG) da Comissão Europeia que tem como papel fundamental fornecer estatísticas à Comissão e às outras instituições europeias para que possam ser definidas, implementadas e analisadas as políticas comunitárias.

Recentemente, e pela primeira vez, a Eurostat publicou um comparativo de preços da eletricidade e do gás e Portugal é dos que tem preços mais caros.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/energia_00-720x482.jpg)

Pela primeira vez, o Eurostat publica os preços para a eletricidade e gás natural que são totalmente comparáveis entre países. De acordo com os dados, só apenas a Bélgica e a Dinamarca estão à frente de Portugal no que diz respeito a preços da eletricidade e gás. Portugal aparece na terceira posição.

Os preços da eletricidade e do gás na UE podem variar de acordo com as condições de oferta e procura, incluindo a situação geopolítica, os custos da rede e as condições meteorológicas.

Entre os 24 Estados-Membros que forneceram os dados, o preço da electricidade por Quilowatt-hora (kWh) pago pelas famílias variou entre 10 cêntimos (Bulgária) e 28 cêntimos (Bélgica). Na grande maioria dos países, o preço está entre 10 e 20 cêntimos por KW/h. Portugal está perto dos 25 cêntimos por KW/h.

Preço da eletricidade para as famílias por kWh, em 2017

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/Household-electricity-prices-538x720.png)

Relativamente ao gás o cenário é idêntico. Portugal volta a aparecer na terceira posição e à sua frente está a Irlanda e a Suécia. O preço por kWh do gás doméstico é geralmente menor do que o preço da eletricidade doméstica e, em 2017, variou de 3 cêntimos (Roménia) a 12 cêntimos (Suécia). Na maior parte dos 21 Estados-Membros que conseguiram fornecer os dados, o preço era inferior a 8 cêntimos por kWh.

Preço do gás para as famílias por kWh, em 2017

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/08/Household-gas-prices-535x720.png)

Apesar de termos uma economia bem menor que outros países, a verdade é que somos dos que mais pagamos ao nível da eletricidade e gás. Apesar de existirem várias ofertas é importante saber quais as mais adequadas para cada cidadão.

Para ajudar a escolher o melhor tarifário, podem sempre consultar o portal Poupa Energia, que permite simular e comparar mais de 200 tarifários de energia – gás natural e eletricidade. Esta plataforma é gerida pela Agência para a Energia (ADENE), entidade privada sem fins lucrativos e de utilidade pública, e o objetivo principal é ajudar as famílias a poupar e a mudar os seus hábitos de consumo, aumentando em pelo menos dez por cento o atual número de mudanças de operadores de energia.

https://pplware.sapo.pt/informacao/portugal-precos-da-eletricidade-e-gas-sao-dos-mais-caros-da-europa/#comment-2190408
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 12, 2018, 08:55:57 pm
Navigator em guerra com o Departamento de Comércio dos EUA contra taxa anti-dumping

Empresa de pasta e papel, a terceira maior exportadora portuguesa, vai contestar nos tribunais americanos taxa anti-dumping imposta pelo Departamento do Comércio dos EUA.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2017/04/05195847/16048696_770x433_acf_cropped.jpg)

A Navigator vai contestar nos tribunais americanos a aplicação de uma taxa anti-dumping sobre as importações por parte da Alfândega dos Estados Unidos. A taxa pode penalizar em 45 milhões os lucros da empresa de pasta e papel.

Em comunicado enviado ao regulador da bolsa na sexta-feira à noite, a empresa de pasta e papel argumenta que não existem fundamentos para a aplicação de uma taxa final sobre as vendas de 37,4% definida pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Esta taxa deverá ser aplicada retroativamente sobre as vendas de papel para os Estados Unidos realizadas entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017.

A Navigator diz que vai interpor uma providência cautelar para impedir a Alfândega americana de aplicar a referida taxa sobre as importações. No entanto, avisa que enquanto o recurso estiver a ser apreciado a nova taxa “será aplicável a todas as importações da sociedade depois da data de publicação da decisão — prevista para dentro de aproximadamente uma semana — e a impugnação judicial pela Navigator irá também cobrir esta medida”.

A empresa liderada por Diogo Silveira garante que usará “todos os meios processuais disponíveis e está convencida que vai conseguir demonstrar perante os tribunais norte-americanos que a taxa acima mencionada para o período em causa é totalmente injustificada e, consequentemente, fazer com que o Departamento do Comércio reverta esta medida administrativa que tem um impacto estimado (à taxa de câmbio atual de aproximadamente 66 milhões de euros no EBITDA (margem bruta operacional) e de 45 milhões de euros nos lucros líquido do ano em curso“.

A Navigator é a terceira maior exportadora portuguesa, segundo dados de 2017, representando 2,4% das exportações nacionais. O mercado americano representa 10% das vendas da empresa que também opera diretamente nos Estados Unidos.

Empresa foi visada por alegadas práticas de dumping

O diferendo com o departamento do comércio remonta a 2015, quando foi fixada uma taxa de depósito provisória sobre as vendas para o mercado americano de 29,53%. Esta taxa resultou de uma investigação de alegadas práticas de dumping (venda com prejuízo) nas exportações de papel UWF para os Estados Unidos da América cujos resultados a empresa portuguesa contesta.

A avaliação final feita em janeiro de 2016 reduziu a taxa para 7,8%, por via da correção, diz a Navigator, de um “erro administrativo”. Essa taxa esteve em vigor até agora. Em abril deste ano, a empresa foi informada de que a taxa provisória a aplicar nesse período seria de 0%. Mas agora a empresa controlada por Pedro Queiroz Pereira foi notificada pelo United States Department of Commerce que a taxa final seria de 37,4%.

Considerando que existe uma “modificação substancial da taxa anterior” e que as autoridades americanas não pediram informação adicional nem houve alteração de circunstâncias, a empresa diz que esta é uma “mudança intencional dos pressupostos assumidos pelo Departamento de Comércio com o objetivo de aumentar a taxa final sobre vendas de papel Navigator para os EUA”, apesar da empresa ter colaborado. Esta “mudança” coincide com um endurecimento da política americana contra as importações da União Europeia.

https://observador.pt/2018/08/11/navigator-em-guerra-com-o-departamento-de-comercio-dos-eua-contra-taxa-anti-dumping/

A guerra comercial contra a Europa continua, desta vez apanhou uma empresa portuguesa!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Agosto 14, 2018, 09:36:34 pm
https://www.jn.pt/economia/interior/economia-acelera-no-segundo-semestre--9716159.html
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 18, 2018, 09:53:03 pm
The Guardian destaca cerâmicas portuguesas como tendência de “millennials”

Descritas como "êxito de culto", as cerâmicas portuguesas estão aparentemente na moda um pouco por todo o mundo e a culpa é do estilo de decoração, que se assemelha ao "das nossas avós".

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2018/08/18161324/bordallo-pinheiro-pintura_1280x720_acf_cropped_770x433_acf_cropped.jpg)

Um “êxito de culto”, uma tendência para os millenials (jovens nascidos entre os anos 80 e finais dos 90): é desta forma que o jornal britânico The Guardian fala das cerâmicas portuguesas da Bordalo Pinheiro, histórica marca oriunda das Caldas da Rainha.

Num artigo publicado este sábado, 18 de agosto, a publicação começa por questionar como é que esta marca com 134 anos está a “tomar conta de mesas e Instagrams” um pouco por todo o mundo. Elogiando o “fantasioso, colorido e excêntrico” mundo destas criações portuguesas, o jornal justifica a nova moda afirmando que o estilo “casa da avó” está aí em força, seja materializado num jarro em forma de peixe, numa bandeja disfarçada de couve ou num aplique de croché em cima da televisão.

Depois de explicar um pouco da história da marca e do seu fundador — um “visionário subversivo e socialista que gostava de gozar com a sociedade portuguesa do final do século XIX” –, destacam os resultados de vendas, que vão levar a Bordalo Pinheiro a inaugurar as duas primeiras lojas no estrangeiro, uma em Paris e outra em Madrid, ambas a abrir ainda em 2018.

A tal tendência vai-se verificando, aos poucos, em territórios portugueses, com cada vez mais lojas a venderem os animais, vegetais e frutos da cerâmica caldense. É no estrangeiro, contudo, que se nota o maior crescimento na procura, com mais de metade do milhão de peças produzidas em 2017 (são todas feitas à mão) a serem vendidas para fora.

https://observador.pt/2018/08/18/the-guardian-destaca-ceramicas-portuguesas-como-tendencia-de-millennials/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 19, 2018, 12:04:49 pm
PQP, o piloto de competição que se tornou um dos grandes industriais portugueses

A sua paixão foi a indústria e o que gostava mesmo era de projetar fábricas. Construiu um grupo industrial do qual fazem parte duas das grandes empresas industriais portuguesas, a Navigator Company, ex-Portucel, e a cimenteira Secil.

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=ODM4rkIANEPx4Uh8N9TPpmqGfZ/uwDjWmu0qnc1vIuB3PBU3u46XPQkQtSi6GAjQMvXxwl7rDU50E/4Q5jAOgPWBBJMiVAFgq2aN0gypIVLHvJA=&W=800&H=0&delay_optim=1)

Pedro Queiroz Pereira, que morreu esta madrugada aos 69 anos, é um nome incontornável na economia portuguesa do pós-25 de abril. Quando a revolução acontece, o então jovem Queiroz Pereira era mais conhecido como PêQuêPÊ - ou PQP, as iniciais do seu nome - nome conquistado ao volante dos carros, paixão que o levou a ser piloto de competição antes de assumir a sua vocação industrial e construir um dos maiores grupos empresariais do país.

Foi aluno do Colégio Militar e posteriormente frequentou o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa. No pós-25 de abril, a família, muda-se para o Brasil onde viveu entre 1975 e 1987. No Brasil continua ao volante, tendo inclusive chegado a participar de provas de competição de Fórmula 2 com Ayrton Senna de quem ficaria amigo.

Assume a liderança dos negócios da família perto dos 40 anos na sequência da morte do pai e do irmão mais velho. Da história da família Queiroz Pereira, cujos interesses se repartiram desde cedo por várias áreas do imobiliário à indústria e à banca, há episódios que ilustram bem o ascendente que teve na sociedade portuguesa: Manuel Queiroz Pereira, o pai, foi por exemplo um dos dez empresários desafiados por Salazar a construírem o primeiro hotel de luxo em Lisboa, o Hotel Ritz de que Pedro também viria mais tarde a ser parte da administração.

Nos anos 90 as privatizações mudam a face da economia portuguesa e Pedro Queiroz Pereira, já à frente dos destinos dos negócios da família, lança os alicerces do que é hoje o grupo ao comprar a Portucel e a Secil. Todavia, seria a disputa da Cimpor que faria correr rios de tinta e que estaria na génese da sua rutura com Ricardo Salgado, a quem chegou a acusar de traição, e com o grupo Espírito Santo com quem teve durante anos uma ligação histórica. Na notícia sobre a sua morte, o Expresso lembra - e bem - que "a guerra com Salgado foi determinante para o colapso do Grupo Espírito Santo".

A novela pela disputa da Cimpor foi longa mas é difícil falar do percurso empresarial de Queiroz Pereira sem a contar.  Começou em julho de 2000, quando lançou uma OPA (oferta pública de aquisição) hostil sobre a cimenteira numa operação cara  que custava 550 milhões de contos (mais de 2500 milhões de euros). Sabia desde o início que era uma compra arriscada pela dimensão da empresa a comprar que a tornava um alvo mais fácil e até mais lógico para um grande grupo internacional do que para outra empresa portuguesa.  Tentou, ainda assim, controlar a Cimpor, associando-se aos suíços da Holcim, com quem iria repratyi a empresa, separando a operação internacional. “Temos muita pena de dividir a Cimpor, mas se não me antecipasse haveria uma OPA de uma empresa estrangeira”, disse na altura. A proposta aparentemente bem recebida pelo governo socialista da altura acabou chumbada ministro das Finanças e da Economia - então reunidas na mesma tutela - Pina Moura e Queiroz Pereira acabou por perder para o bloco Teixeira Duarte, BCP e Lafarge - num concurso polémico em que o Estado entregou os últimos 10% do capital do Estado à Teixeira Duarte, apoiada pelo BCP, e única concorrente. Perdeu mas demorou anos até desistir mantendo a disputa quer via participação accionista quer através dos tribunais.

Em 2004, a compra da Portucel teria outro desfecho - desta vez bem sucedido  - mas não foi isenta de novas batalhas, tendo pela frente um outro interessado chamado Belmiro de Azevedo. Para controlar a empresa, o empresário teve de lançar uma OPA sobre a Portucel, coisa que Belmiro de Azevedo se recusou a fazer, e a Semapa teve de vender alguns dos seus ativos, nomeadamente a Enersis e 49% da Secil.

No perfil traçado em maio deste ano pelo Jornal de Negócios, é descrito como "o grande industrial português". Só a Navigator, recordava o jornal, investiu nos últimos 15 anos mais de 1,3 mil milhões de euros em Portugal. "Costuma dizer aos mais próximos que com o dinheiro que ganha podia comprar um palácio no sul de França. Mas Pedro Queiroz Pereira não gosta de palácios nem do sul de França. Prefere investir e inaugurar novas fábricas. E é o que tem feito, quase a uma média de uma por ano".

Acionista maioritário do grupo Semapa, proprietário da Navigator, da cimenteira Secil e de negócios na área do ambiente e da energia, Pedro Queiroz Pereira era, segundo o ranking da  Revista Exame,  o 7º mais rico de Portugal, detentor de uma fortuna avaliada em 779 milhões de euros (em conjunto com a mãe).

Nos últimos anos chamou para o grupo um conjunto de gestores de topo e foi abandonando funções executivas. Manteve-se como presidente do conselho de administração da Semapa, que tem como presidente executivo João Castello Branco, ex-líder da McKinsey em Portugal, e a The Navigator Company  tem como presidente executivo Diogo da Silveira. Na Secil, a liderança executiva é do suiço Otmar Hübscher.

Em 2014 ficou viúvo e caberá agora às filhas a gestão do património e dos negócios da família. Avesso à exposição pública, refugiava-se amiúde numa herdade em Coruche onde fazia criação de cavalos e uma das filhas está inclusive em competições desportivas. Dele dizia-se que tinha maus feitio, que era teimoso mas sempre frontal, determinado e sabendo valorizar opiniões fundamentadas. Deixa como herança um grupo industrial português que sempre foi a sua grande ambição.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pqp-o-piloto-de-competicao-que-se-tornou-um-dos-grandes-industriais-portugueses

Mais um grande industrial que parte. Precisamente quando os EUA lançam uma guerra comercial contra uma das empresas do grupo, a Navigator! Outras grandes empresas do grupo são a Secil (cimentos), Semapa e ETSA.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 30, 2018, 11:08:48 am
Vai dar tudo certo

(http://images-cdn.impresa.pt/visao/2016-08-26-JoseEduardoMartins-2/1x1/mw-300)


Opinião

José Eduardo Martins

Advogado e ex-deputado do PSD


O dr. Costa goza o pagode sem o mínimo de pudor. Porque pode. Não precisa de exibir inteligência, competência, conhecimentos, bom senso, nada. Só falar e encher o vazio, porque ninguém o contraria?

Para pôr um grão de areia nesta alegria de verão, o Expresso foi entrevistar o antigo deputado do PS Henrique Neto e ele saiu-se com uma que felizmente passou despercebida: “O país não está melhor, mas os portugueses acham que sim.”

Uma semana depois, o mesmo jornal lá corrigiu o tiro no otimismo com uma belíssima e retemperadora entrevista ao nosso líder. Ficámos tranquilos. 
Estamos como um pero.

Virámos, explica com paciência e carinho o dr. Costa, a página da austeridade e estamos agora na fase do redentor rigor.

A carga fiscal bateu recorde no ano passado (que isto do rigor precisa de muita receita), mas agora, anuncia o nosso benfeitor, vem aí, pela redução de impostos, a resolução dos nossos maiores problemas. Tufas, mai nada.

Vamos atrair de volta os jovens emigrantes qualificados e vamos ter um bodo para os senhorios fazerem retomar um mercado de arrendamento normal.

Os quadros mais qualificados estão a fazer as malas para o regresso e até já o Robles desistiu lá disso do alojamento local. Que os salários desses mais qualificados continuem baixos e sem qualquer perspetiva de subir ou que os senhorios não tenham ganhado nenhum na ideia são minudências que não atrapalham quem lidera, até porque o nosso primeiro-ministro não é de grandes teorias. Só de grandes convicções. Ele que não leva o PS para a esquerda nem para a direita, só em frente. Toda a gente sabe que para a frente é que é o caminho.

Os pessimistas têm algum receio do que pode acontecer a uma pequena economia aberta na véspera de uma guerra comercial? Não há porquê, explica o nosso visionário dr. Costa… e desata a falar da confiança dos empresários cá na terra. Toma, vai buscar.

Também vamos precisar muito dos fundos comunitários, mas não haverá problema nenhum com o rombo orçamental inevitável que os derrotistas preveem se tudo for executado. E porquê? Porque sim. Arruma lá esta.

Não percebi aquilo da autoestrada onde não podemos ir sempre a 120, mas são assim os grandes, não importa decifrá-los, importa confiar.

Talvez porque o desejo torna o irreal possível, como escreve o poeta.

Talvez porque no dia da entrevista, ilustrou as redes sociais, com a mesma fatiota, ao comando do feito notável de Monchique.

Um sucesso nas palavras do dr. Costa. E aqui, coisa rara, deixou-se tolher pela modéstia. Mais do que um sucesso, inventou todo um novo paradigma no combate aos incêndios. Arrastar as pessoas, para não haver mortos e deixar arder tudo, não porque não haja químicos ou coordenação, mas pela beleza regeneradora da inatividade magistral. Notável, não é? Embrulha!

Estamos portanto a mudar de página, de vida, quase de planeta. O dr. Costa goza o pagode sem o mínimo de pudor. Porque pode. Não precisa de exibir inteligência, competência, conhecimentos, bom senso, nada. Só falar e encher o vazio, porque ninguém o contraria?

Tudo o resto é mera implicância do Henrique Neto e do CFP, com relatórios impróprios (90 páginas, que horror) para a época das festas e dos festivais e títulos aziagos (“Riscos orçamentais e Sustentabilidade das finanças públicas”).

Pois, parece que temos um risco superior a 50% de entrar em crise a cada cinco anos, que cada crise nos custa mas de 3% do PIB e levamos tantos anos a recuperar dela como os que dura, que só chegamos aos 100% de dívida em 2030, que temos uma concentração de carga fiscal e consequente risco apenas em dois impostos e, entre outros fatores igualmente graves, somos o país da EU com maiores passivos potenciais à conta do brilho e do equilíbrio das nossas PPP.

Preocupações que o verão felizmente enterra na areia, como normalmente nós também o fazemos até chegar o FMI.

Valha-nos a oposição e o PSD que não se deixa ficar. Lançámos um novo cartão de militante cuja imagem vai “reforçar a afetividade e, por isso, 
a proximidade às bases do partido”.

Como dizia o bispo Edir Macedo: vai dar tudo certo!

http://visao.sapo.pt/opiniao/2018-08-22-Vai-dar-tudo-certo
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Outubro 24, 2018, 12:30:33 pm
Arrendamento: estragaram em 33 meses o trabalho de 33 anos

Decorridos três anos em que se sucederam anúncios e proclamações em matéria de habitação, o fracasso é evidente, os resultados são aterradores e as primeiras vítimas desta política são os mais frágeis

Há 33 anos, era aprovada a lei que ficou conhecida como “Lei das Rendas”. Corria o ano de 1985.

Esta lei pode ser considerada o primeiro passo, com efeitos reais, para desfazer o congelamento das rendas que se iniciara com a implantação da República e que o Estado Novo renovou na década de 40 em Lisboa e no Porto. Este congelamento, após a revolução de 1974, foi alargado a todo o país.

De então para cá, decorreu um trabalho que pretendia progressivamente reconstruir o mercado de arrendamento em Portugal, com o objectivo de encontrar uma resposta para as famílias que não podiam ou não queriam adquirir casa.

Um dos problemas mais sensíveis deste percurso relacionava-se com aqueles que viviam há várias décadas em casas antigas e com rendas congeladas e que não teriam capacidade económica para suportar o seu aumento. Nos anos 80, as famílias que estavam nesta situação com os chamados contratos antigos, excediam um milhão. Nos censos de 2001 e de 2011 este número desceu, primeiro para cerca de 440 mil e depois para 255 mil.

Ao longo destas décadas, foi sendo evidente que o Estado não tinha capacidade orçamental para financiar um subsídio de renda generalizado, que muitos preconizavam e consideravam indispensável para suportar o descongelamento das rendas. Também era óbvio que uma liberalização do arrendamento urbano, realizada sem um processo de transição, poderia ter efeitos imprevisíveis para os quais as instituições públicas não teriam capacidade de resposta.

Nestes 33 anos, houve uma dezena de governos, uns com maioria absoluta, outros minoritários ou de coligação. Todos os que antecederam o actual contribuíram de alguma forma para a progressão que se verificou no arrendamento urbano e cujos passos mais marcantes sintetizo seguidamente.

Em 1986 foi publicada a regulamentação da “Lei da Rendas” com a criação do primeiro subsídio de renda e a reformulação do regime de renda condicionada.

Em 1990 foi aprovado o RAU (Regime de Arrendamento Urbano) que tipificou os vários tipos de regimes de rendas e introduziu os contratos de duração limitada.

Em 1995 foi publicado o diploma que alargou estas reformas ao arrendamento não habitacional.

Em 2000 foi publicada legislação que determinou várias alterações, embora pontuais, para dar maior segurança entre as partes na celebração dos contratos.

Em 2004 foi apresentada uma reforma do regime de arrendamento que não se chegou a concretizar porque o Parlamento foi dissolvido e o governo caiu.

Em 2006, com o NRAU (Novo Regime de Arrendamento Urbano), deram-se novos passos para concluir o processo de descongelamento das rendas num horizonte de dez anos, criou-se um novo subsídio de renda e foi introduzido um mecanismo para inviabilizar os trespasses.

Em 2012, com as alterações realizadas ao NRAU, foi liberalizada a duração dos contratos, eliminou-se a exigência de realização de obras para actualizar rendas, estabeleceram-se novos prazos para a transição dos contratos antigos para o novo regime, nasceu o Balcão Nacional do Arrendamento (BNA) e o procedimento especial de despejo e foi introduzido um novo sistema de protecção dos arrendatários idosos ou com deficiência através de um outro subsídio de renda.

Muitos dirão que estes passos foram tímidos, pouco ousados e que se arrastaram demasiado no tempo. Têm razão.

O caminho percorrido foi sinuoso e certamente muito demorado. Olhando para trás, é possível dizer que deveríamos ter avançado mais depressa e que em muitos casos houve excessivas hesitações.

Mas em todas as alterações e independentemente da sua bondade ou resultados, procurava-se que o arrendamento urbano se tornasse uma actividade viável e atractiva para os investidores e que os proprietários tivessem motivos para confiar os seus imóveis para o arrendamento.

Esta questão tornou-se premente a partir de 2002, quando acabou o crédito bonificado à aquisição de casa própria, num momento em que o mercado de habitação já apresentava sinais de saturação e o setor da construção entrou em queda. É este o ponto de viragem no paradigma que, durante décadas, modelou e financiou a oferta habitacional em Portugal.

O crédito bonificado à construção e aquisição de casa própria foi durante estas décadas a solução para contornar os custos políticos de uma reforma do arrendamento urbano que, independentemente do seu alcance, seria sempre controversa e penalizadora.

Importa realçar que o PCP e a Associação de Inquilinos Lisbonense, sempre que se aprovava uma alteração às regras do arrendamento urbano, vaticinavam catástrofes e hecatombes sociais de proporções inimagináveis. Expressões como “crime social”, “fomento dos despejos” e “lei de despejos”, são recorrentemente usadas desde 1985 e com particular veemência aquando dos processos legislativos mais significativos, como sucedeu em 1985, 1990, 2006 e 2012.

Como agora se pode constatar, as catástrofes que anunciaram nunca ocorreram.

Mas este receio esteve sempre bem presente nos processos legislativos.

Para se conseguir que o mercado de arrendamento urbano começasse a funcionar com normalidade, era necessário eliminar definitivamente as situações residuais dos contratos antigos e com rendas congeladas e estabelecer um sistema que transmitisse segurança e confiança, sem que pairasse o espectro da incerteza sobre o contrato celebrado e o pagamento da renda.

Esse sistema tinha que garantir a qualquer proprietário ou investidor que as poupanças que colocariam neste negócio não estariam sujeitas aos constrangimentos que se verificaram no passado: contratos de duração vitalícia, transmissões dos arrendamentos, congelamentos de rendas ou limitações às suas actualizações, processos de despejo que se eternizavam, ocupação e vandalização das habitações sem consequências para os prevaricadores.

Como em qualquer negócio, a avaliação do risco determina a sua viabilidade.

Em Portugal, as flutuações políticas ocorridas em mais de 100 anos, tiveram sempre reflexos negativos sobre as regras de funcionamento do mercado de arrendamento. Primeiro no período final da Monarquia, depois na 1ª República e no Estado Novo e finalmente após o 25 de Abril de 1974.

No percurso de 33 anos vivido após 1985, foi possível manter uma trajectória reformista, porque havia um consenso entre as principais forças políticas e agentes do setor.

Tudo mudou no início de 2016.

Desde que o actual governo iniciou funções que no domínio da habitação se sucedem os anúncios, as proclamações, as medidas mais desmedidas que se podem imaginar, as acusações, as desculpas, os comícios e as manifestações. Não há memória de tanto se falar em habitação.

Mas como diz o provérbio “são mais as vozes que as nozes”.

Inicialmente foi o ataque ao regime de arrendamento apoiado, que se aplica aos bairros sociais. Aprovaram uma nova lei (a Lei 32/2016, de 24 de Agosto), que em menos de um ano, pela voz dos seus principais promotores, o PCP e o Bloco, passou de justa a injusta e de fantástica a desadequada. Bastou que as respectivas clientelas, que querem viver em casas do Estado praticamente de borla, fossem confrontadas com as óbvias obrigações de qualquer arrendatário.

O resultado imediato destas alterações foi a perda de autoridade dos senhorios públicos para aplicar a lei, a permissividade com as ocupações ilegais, a criação de dificuldades em actualizar as rendas e acima de tudo os constrangimentos para confrontar os “caloteiros” com uma escolha simples: ou pagavam a renda ou enfrentavam a acção de despejo.

Seguiu-se a investida sobre o arrendamento não habitacional. A pretexto do encerramento de alguns estabelecimentos comerciais decrépitos e que há muito tinham perdido viabilidade, criaram a figura das “lojas com história”. Em vez de definirem uma política pública que permitiria apoiar e valorizar os estabelecimentos considerados notáveis e que financiaria a sua manutenção e a reabilitação dos edifícios onde se encontram, atiraram para cima dos senhorios com todas as responsabilidades, prorrogaram os respectivos contratos e congelaram as rendas.

Trata-se de medidas que criaram um beco sem saída para todos. Para os comerciantes, para os senhorios e para os municípios, porque na maior parte dos casos são negócios inviáveis e só atrasará a reabilitação dos respectivos edifícios.

Quando percorremos as zonas mais antigas dos nossos centros urbanos, é confrangedor verificar a enorme quantidade de espaços não habitacionais encerrados e vazios. Esta realidade tem mais de uma década e é indissociável de dois acontecimentos: a crise económica que desde o ano 2001 tem vindo a reduzir o poder de compra das famílias e atingiu em cheio o comércio tradicional e o NRAU de 2006 da autoria de António Costa (então Ministro de José Sócrates responsável por esta reforma) que acabou e bem, com os trespasses. Para os que já não se recordam, os trespasses eram o passaporte para a reforma de muitos comerciantes que por esta via “vendiam” o seu estabelecimento arrendado, sem que o senhorio o pudesse impedir. Estes trespasses davam sangue novo a estas actividades, recapitalizavam-nas e permitiam em muitos casos a sua continuação.

A figura das “lojas com história” tem mérito, mas foi criada contra os senhorios, colocando nas mãos destes uma responsabilidade que devia ser assumida e financiada pelo Estado.

E as entidades públicas são as primeiras a ignorarem as regras que aprovaram, quando julgam em causa própria. A conduta da Câmara Municipal de Lisboa é reveladora desta indecência. No caso do “Restaurante A Gôndola” na Praça de Espanha, cujo edifício entretanto demolido era propriedade municipal, a câmara fez cessar o arrendamento e vendeu-o a uma instituição bancária. Também em Lisboa, na Rua de S. Lázaro, a câmara vai pelo mesmo caminho para realizar um negócio imobiliário.

Depois foi o ataque à “Lei dos despejos”, onde se criou uma encenação com notícias alarmantes sobre famílias que estavam a ser despejadas. Agora é claro que não se tratavam de despejos, mas de contratos celebrados na década que se seguiu à publicação do NRAU de António Costa de 2006, que tinham chegado ao seu termo. Ainda hoje continuamos sem saber a quantidade dos ditos “despejos” que serviram para provocar tanto alarido.

Mas ao criarem tanta agitação com algo que não passava de um logro, ficaram com um problema. Era preciso aparentar que se fazia qualquer coisa e em vez de aprovarem medidas concretas para resolver a crise de que tanto falam, produziram uma aberração: aprovaram uma lei que suspende até ao final de Março de 2019 os processos de despejo de arrendatários com idade superior a 65 anos e cujos contratos tenham mais de 15 anos.

Mais uma vez, armaram uma ilusão sem terem a menor ideia de quantos casos poderão existir nestas circunstâncias.

E fizeram-no ao mesmo tempo que enfiaram na gaveta o subsídio de renda criado em 2015 e que permitiria responder a estas e muitas outras situações de famílias em risco de perderem o alojamento. E a razão invocada é espantosa: “um problema orçamental” como reconheceu o ministro da tutela numa entrevista que deu em Agosto de 2017. Por outras palavras, não tinham dinheiro.

Não satisfeitos com estas decisões, em cima dos faseamentos de actualização de rendas iniciados em 2006, alargaram os prazos de transição da reforma de 2012, prolongando na prática o congelamento das rendas por mais uma década. Não deixa de ser curioso que esta nova prorrogação é criada quando os prazos de transição do NRAU de António Costa de 2006 já se encontravam esgotados. Ou seja houve prorrogação de prazos para a reforma de 2012, mas não para a de 2006, sendo que esta provocou em muitos casos, aumentos de renda superiores à da reforma de 2012.

Seguiu-se a crítica à precariedade habitacional supostamente criada pela reforma de 2012. Mas quando analisamos as propostas que estão para aprovação no Parlamento, constatamos que discutem se a duração mínima de um contrato de arrendamento deve ser de um, de três ou de cinco anos. Afinal, aquilo que hoje debatem é a dimensão da precariedade que tanto criticaram à reforma de 2012.

Logo a seguir anunciaram que os contratos de arrendamento se convertiam em vitalícios para arrendatários com idade superior a 65 anos, com grau de deficiência superior a 60% e que vivam nas casas que arrendam há mais de 25 anos. Também aqui se desconhece a dimensão desta realidade.

Novamente, atiraram para cima dos privados com a responsabilidade de assegurar o direito constitucional de garantir o acesso ao alojamento às famílias em situação de maior fragilidade.

Nunca o Estado levou tão longe a privatização das suas responsabilidades num dos pilares do estado social: a habitação.

E para degradar ainda mais a confiança neste sistema, fizeram duas alterações numa matéria que é crítica e que se relaciona com a cobrança das rendas: a mora pelo atraso no pagamento da renda será reduzida de 50 para 20% e o processo de despejo só poderá ser accionado se estiverem em dívida três rendas, quando antes bastavam duas.

A sucessão de anúncios, medidas e propostas, atingiu o clímax quando, a pretexto da venda das habitações da Fidelidade, se lembraram de alterar o regime do direito de preferência. Após ler o diploma aprovado, percebe-se a sua inutilidade e ineficiência, quer para os arrendatários, quer para quem pretenda vender um imóvel arrendado. O disparate chegou ao ponto de terem legislado sobre o exercício do direito de preferência relativo a uma parte de um imóvel que não está constituído em propriedade horizontal, ignorando que a respectiva câmara municipal tem poderes para impedir a constituição dessa propriedade horizontal. Pior ainda, ignoraram as situações em que a transacção pode envolver um imóvel cujo destino é a demolição. Enfim, mais um ato de propaganda, para gerar uma ilusão e simular uma solução com resultados aberrantes.

Depois do bode expiatório da “Lei dos Despejos”, viraram-se contra o alojamento local.

Aprovaram uma lei que “inventou a roda”, só que esta é quadrada. Ninguém sabe como é que os condomínios a poderão aplicar e os poderes conferidos aos municípios para “travar” a expansão desta actividade vai gerar todo o tipo de iniquidades e perversidades. A figura das quotas é um absurdo cujo único resultado será aumentar a quantidade de casas vazias, inflacionar os preços e expandir a “gentrificação” de que tanto se queixam. E a confirmar-se que vão limitar o número de alojamentos locais por proprietário, assistiremos a uma proliferação de pequenos proprietários que servirá para esconder uma realidade económica bem distinta.

Depois de terem perorado durante mais de três anos sobre os problemas do alojamento local, é escandaloso verificar que chegada a hora de aplicar a lei e fazer os regulamentos, limitam-se a suspender o licenciamento de novos alojamentos. Afinal, não sabem o que fazer.

Mas já perceberam as consequências da proliferação dos seus anúncios e medidas. Como não há casas para arrendar, agora propõem-se criar um regime para arrendar de forma forçada os imóveis que sejam qualificados como devolutos. Mais uma vez, estamos perante decisões inconsequentes e inviáveis. Bastaria analisar os resultados da aplicação do agravamento do IMI aos imóveis devolutos, que vigora há mais de uma década, para se perceber que estamos perante mais um embuste.

Mas a maior das anedotas é a criação da figura do “assédio no arrendamento”, também apelidado de “bullying imobiliário”, como se estivéssemos num ambiente escolar. Uma infantilidade. Cabe perguntar se as verdadeiras vítimas deste “bullying” não são aqueles que colocaram as suas poupanças em casas para arrendar e que, há décadas, são esbulhados dos investimentos que realizaram.

E finalmente vieram anunciar um grande pacote de benefícios fiscais para quem arrendar, esquecendo-se, mais uma vez, dos contratos antigos e ainda daqueles a quem foi prorrogado o congelamento das rendas.

Desculpem-me a imagem sórdida, mas estes benefícios fiscais parecem-se com uma aspirina que é oferecida a quem foi obrigado a engolir várias cápsulas de cianeto.

Há uma proclamação feita por um membro do governo que ridiculariza esta governação: “queremos uma política de habitação centrada nas pessoas e não nas casas”. Andam a brincar com as palavras, mas a triste realidade é que agora as pessoas não encontram casa…

Decorridos pouco mais de 33 meses desta governação, os resultados são aterradores. Os preços não param de subir. A oferta é cada vez mais escassa.

As medidas que anunciaram e as que aprovaram já têm efeitos perversos, cujas primeiras vítimas são as famílias em situação mais frágil e que esta esquerda proclama como os seus protegidos, bem como os que procuram uma casa para arrendar.

A idade e a deficiência constituíram-se como armadilhas que se viram contra as famílias que procuram casa. O espectro criado com a decisão de tornar vitalício qualquer contrato de arrendamento celebrado com pessoas nestas circunstâncias, passou a excluí-las do acesso a um arrendamento.

A figura das “lojas com história” ditará o fim dos contratos de arrendamento não habitacional assim que se aproximar o limiar dos 25 anos da sua duração. Estes contratos de arrendamento nunca mais alcançarão essa longevidade.

Os malabarismos realizados com o regime do direito de preferência terão efeitos devastadores. Ninguém celebrará contratos de arrendamento com duração superior a dois anos e nos poucos casos em que o direito de preferência se concretize sem que exista propriedade horizontal, estaremos perante condomínios que nunca irão funcionar. Entretanto, investidores institucionais no arrendamento como era o caso da Fidelidade, fogem deste negócio o mais rapidamente que podem.

Nestes 33 meses, com anúncios e medidas disparatadas e inconsequentes, esta governação destruiu a segurança e a confiança que se procurou criar ao longo de 33 anos.

Os danos perdurarão por muito tempo. O PCP e o Bloco de Esquerda, com a ajuda do PS, estão de parabéns. Conseguiram o que preconizaram durante décadas: a destruição da iniciativa privada no arrendamento urbano em Portugal. A partir de agora, este negócio será cada vez mais residual e só servirá quem tiver dinheiro para pagar rendas milionárias.

Só um ingénuo colocará as suas poupanças num sistema que, a todo o momento, está sob a ameaça de um assalto legislativo e fiscal conduzido por uma governação irresponsável que vive exclusivamente para as notícias e a propaganda.

Está novamente demonstrado que é possível estragar num ápice, o que levou muito tempo a consertar.

Por muito optimista que se seja, o mercado de arrendamento urbano em Portugal está morto e não se recomenda.

Arquitecto, presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana de 2012 a 2017

https://observador.pt/opiniao/arrendamento-estragaram-em-33-meses-o-trabalho-de-33-anos/

A Geringonça a destruir o mercado do arrendamento!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Outubro 26, 2018, 05:22:19 pm
Brasileiros vendem Cimpor ao turcos da OYAK

O novo dono da Cimpor é um conglomerado industrial e financeiro da Turquia.

(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2017/06/Cimpor-e1496957655504.jpg?w=850&h=532&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

Os brasileiros donos da Cimpor acabam de anunciar em comunicado que vão vender a cimenteira portuguesa e o negócio de Cabo Verde aos turcos da OYAK que é um conglomerado industrial e financeiro.

A InterCement e a Cimpor “assinaram com o Grupo OYAK um contrato que tem como objecto a venda de todos os activos que compõem a unidade de negócio de Portugal e Cabo Verde”, diz o comunicado enviado às redacções.

A InterCement é a antiga Camargo Corrêa Cimentos que é uma empresa brasileira pertencente ao Grupo Camargo Corrêa que actua na produção de cimentos, e que comprou a Cimpor em 2012.

Segundo o comunicado conjunto da Cimpor e do OYAK (Ordu Yardımlaşma Kurumu), este grupo assinou hoje um contrato com a Cimpor – Cimentos de Portugal com vista à aquisição de todos os activos que compõem a Unidade de Negócio de Portugal e Cabo Verde da Cimpor.

Através desta aquisição, a OYAK integrará no seu portfolio as três fábricas e as duas moagens de cimento, as 20 pedreiras e as 46 centrais de betão localizadas em Portugal e em Cabo Verde.

As actuais estruturas directivas das áreas produtivas e dos serviços centrais da Cimpor em Portugal e Cabo Verde manter-se-ão em funções, garantem as empresas.

O valor do negócio não foi avançado mas a Reuters está a relatar que a InterCement encaixa 700 milhões de euros. A Camargo investiu 1,5 mil milhões em 2012 para controlar a quase totalidade da empresa.

“No âmbito da sua estratégia de internacionalização, a OYAK Cement identificou o potencial de integração da Cimpor Portugal e Cabo Verde, valorizando em particular o seu know-how, capacidade operacional, a escala, o posicionamento geográfico e a sua capacidade exportadora”, diz o comunicado.

O OYAK é o primeiro e maior fundo de pensões (‘second tier’) na Turquia, fundado em 1961, e o grupo líder em investimentos estratégicos em sectores lucrativos e de crescimento continuado de diversas indústrias como o cimento e a betão, a exploração mineira e a metalúrgica, o automóvel, a energia e o sector químico, a agricultura, a logística, as finanças e a alumina especializada, explica a nota enviada pela Cimpor.

O OYAK emprega actualmente cerca de 30 mil pessoas em 19 países, e registou, em 2017, um volume de negócios de 10,2 mil milhões de dólares.

A OYAK Cement conta com 7 fábricas integradas de cimento, 3 moagens de cimento, 45 centrais de betão pronto localizadas na Turquia, com uma capacidade anual de produção de 12 milhões de toneladas.

Segundo o comunicado o novo dono da cimenteira portuguesa é líder de mercado na Turquia, “a OYAK Cement é uma referência no desenvolvimento de soluções inovadoras para a utilização de cimento, orientadas por critérios de eficiência, criatividade e rentabilidade, bem como pela sua actuação sustentável e responsável em termos ambientais e comunitários”, asseguram.

“A estes atributos juntam-se a reputação e a força comercial da marca e dos produtos Cimpor, que serão peças-chave no desenvolvimento estratégico do negócio de cimento da OYAK”, acrescentam.

A história de como a Cimpor foi comprada pelos brasileiros da Camargo Correia, em 2012 não escapou a críticas e polémicas. Tendo sido na sequência de uma OPA lançada em 2009 pela brasileira CSN (empresa de siderurgia), que queria através da Cimpor (que detém a Cimpor Brasil), entrar no sector dos cimentos no Brasil, o que não agradou aos concorrentes brasileiros que controlam o mercado, como a Camargo Correia e Votorantim. Para impedir a OPA da CSN, a Camargo lança uma OPA concorrente à Cimpor e foi a CGD que acabou por ajudar a Camargo Correia, porque faz um acordo com a Votorantim em nome de manter um núcleo de accionistas portugueses com um parceiro minoritário brasileiro, que incluía a CGD e a Teixeira Duarte. Mas esta roeu a corda e numa madrugada vendeu à Camargo Correia, mais tarde ambas as cimenteiras brasileiras entendem-se e assim a InterCement ficou a dona da Cimpor, uma empresa que em Portugal passou por uma crise que se traduziu em prejuízos anuais.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/brasileiros-vendem-cimpor-ao-turcos-da-oyak-370865

Mais um episódio da novela da venda de uma das maiores e melhores empresas cimenteiras do mundo a um grupo de empresas brasileiras de cimentos de 5ª categoria que destruíram completamente a Cimpor, só para destruir mais um concorrente no Brasil! Só assim se justifica a compra por 1,5 mil milhões e a venda agora por 700 milhões! Pelo caminho, a InterCement apoderou-se de todas as fábricas da Cimpor e só deixou as fábricas em Portugal e Cabo Verde. O princípio do fim da Cimpor começou a ser traçado, quando o Sócrates impediu a venda da Cimpor à portuguesa Secil, para vender aos amigos de Lula, já que é uma das 3 empresas brasileiras a operar em Portugal e investigadas no Lava Jato: https://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-17-Viagem-de-Lula-para-o-lancamento-do-livro-de-Socrates-foi-paga-pela-Odebrecht#gs.yibsBU8
A Actual Cimpor tem ainda como actual Presidente do Conselho de Administração o sinistro Proença de Carvalho!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Outubro 31, 2018, 01:34:41 am
Imposto subiu 6 cêntimos em 2016. Agora baixa 3 cêntimos e só na gasolina. Porquê?

Mário Centeno anunciou finalmente uma descida no imposto sobre os combustíveis para 2019. Mas são apenas três cêntimos, só vale para a gasolina e ninguém sabe quanto vai custar.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/10/29184305/19113523_770x433_acf_cropped.jpg)

Finalmente uma boa notícia para os automobilistas. Durante a discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2019, o ministro das Finanças anunciou que vai baixar o imposto sobre a gasolina. Mário Centeno afirmou, em resposta aos deputados do CDS e do PCP, que ia reverter o aumento extraordinário do imposto sobre os produtos petrolíferos decidido em 2016 no primeiro Orçamento do Estado da “geringonça”. Mas a anunciada descida do ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) só irá abranger a gasolina e vai, segundo esclareceu Mário Centeno aos deputados, ficar pelos três cêntimos por litro. Este valor representa metade do aumento decidido há dois anos e meio e deixa de fora o combustível mais vendido em Portugal.

1 Se o imposto subiu 6 cêntimos em 2016 porque baixa agora metade?

É certo que o ministro das Finanças anunciou que ia reverter essa medida no caso da gasolina, mas Mário Centeno também afirmou que a descida prevista, mas não expressa na proposta de Orçamento do Estado, iria colocar o ISP aos níveis em que estavam antes da atualização feita em 2016, e que foi da sua responsabilidade.Uma consulta às estatísticas da Direção-Geral da Energia e Geologia ajuda a explicar o que parece uma contradição. Em fevereiro de 2016, o imposto petrolífero subiu seis cêntimos nos dois combustíveis. Uma medida que foi justificada pela necessidade de compensar a perda de receita no IVA sobre os combustíveis que resultava da descida dos preços finais dos combustíveis.

Mas, enquanto que no gasóleo o imposto petrolífero não só se manteve como até se agravou ligeiramente, na gasolina aconteceu o inverso. O ISP baixou ainda um cêntimo em 2016 e mais dois cêntimos em 2017. E apesar de ter sofrido um agravamento inferior a um cêntimo no início do ano, o imposto sobre a gasolina está hoje mais baixo do que no dia a seguir ao do “enorme aumento de impostos” sobre os combustíveis de 2016. Logo, regressar aos níveis anteriores a essa subida, implicaria baixar o ISP da gasolina em cerca de 3,8 cêntimos por litro. Centeno disse que seriam 3 cêntimos.

2 Porque fica o gasóleo de fora?

Essa será a pergunta que interessa à maioria dos automobilistas portugueses, já que o gasóleo representa cerca de dois terços das vendas de combustível rodoviário. Mário Centeno não deu grandes explicações, mas remeteu para a reforma da fiscalidade sobre a energia, uma reforma que teve um grupo de trabalho cujo relatório não é conhecido ainda, mas que apontará no sentido do agravamento fiscal sobre o gasóleo e a aproximação do nível de imposto cobrado sobre este combustível ao da gasolina.

Esta é uma tendência europeia que já tinha sido sinalizada na reforma da fiscalidade verde de 2014, feita pelo anterior Governo, com a criação de uma taxa de carbono nos combustíveis que, desde logo, penalizou mais o gasóleo. O movimento anti-gasóleo tem vindo a ganhar força em várias cidades e países europeus, muito por efeito do escândalo das emissões da Volkswagen que chegou a outras marcas. E não são apenas os governos que estão a penalizar o gasóleo com mais impostos e até interdições para daqui a algumas décadas. Também os consumidores estão a fugir dos carros a diesel e a procurar mais a gasolina e os modelos híbridos que combinam o abastecimento elétrico com a gasolina. O movimento irá chegar às vendas de gasóleo.

Outra razão que explica porque se continua a carregar no gasóleo, apesar de ser o combustível usado pelos transportes de mercadorias e com maior impacto na economia, é a criação do gasóleo profissional. Um produto que garante aos grandes transportadores de mercadorias, com camiões de 35 toneladas para consumos até 30 mil litros por ano, o reembolso do imposto a mais que é cobrado em Portugal em relação ao outro lado da fronteira. Mas este reembolso deixa de fora ligeiros de mercadorias e pesados que não cumpram estas disposições.

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https://observador.pt/2018/10/29/imposto-subiu-6-centimos-em-2016-agora-baixa-3-centimos-e-so-na-gasolina-porque/

Mais uma medida estranha e completamente estúpida deste desgoverno! Os donos de Ferraris, Porsche, Lamborguini, Bentley, Rolls Royce..... que são pessoas necessitadas, agradecem!!!!!!
No mínimo um disparate!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 03, 2018, 05:33:48 pm
Emissão de dívida em moeda chinesa avança até Junho

Portugal prepara-se para colocar 377 milhões de euros em Obrigações em renminbi para alargar a base de investidores. A data exacta irá depender das condições de mercado, do apetite dos investidores e das necessidades de financiamento do país.

(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2018/11/Panda-bons.jpg?w=730&h=456&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

A primeira emissão de dívida portuguesa em moeda chinesa deverá acontecer até ao final do primeiro semestre de 2019. O objectivo é diversificar a base de investidores que financiam a República e o Jornal Económico apurou que o montante das operações poderá chegar aos 377 milhões de euros no conjunto do ano.

“É um mercado que está a crescer muito, com uma dimensão já neste momento é muito significativa. Portanto estar nesse mercado e ser o primeiro país da área do euro a emitir nesse mercado é algo que nos orgulha, até pelas ligações históricas de Portugal ao Extremo Oriente”, explicou Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto e das Finanças, em entrevista ao Jornal Económico.

A emissão deste tipo de títulos, conhecidos como panda bonds, foi anunciada pelo Governo em Setembro de 2017 e já tem autorização do banco central da China, mas até agora ainda não aconteceu. Mourinho Félix afirmou que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP está ainda a trabalhar na emissão, “mas deverá ser no primeiro semestre do próximo ano com uma probabilidade elevada”.

O secretário de Estado não especificou qual o montante indicativo para a operação, ou se será realizado em uma ou várias colocações, mas está inscrito na proposta do Orçamento do_Estado para 2019 que o Tesouro pretende emitir 377 milhões de euros em dívida denominada em moeda que não euro. Apesar de Portugal ter Obrigações em dólares, o Jornal Económico sabe que todo esse montante está planeado para títulos na divisa chinesa, que deverão totalizar os três mil milhões de renminbi, à taxa de câmbio actual.

A data exacta para a emissão irá depender das condições do mercado. “Temos que avaliar no momento da primeira emissão qual é o apetite dos investidores e também quais são as nossas necessidades de financiamento”, disse Mourinho Félix.

Regime fiscal desenhado para atrair investidores

O objectivo é sobretudo diversificar e alargar a base de investidores, de acordo com o secretário de Estado. Por isso, o Tesouro irá olhar para as condições no mercado nesse momento e para as necessidades de financiamento. Portugal tem beneficiado de condições externas favoráveis, bem como da maior confiança de agências de rating e investidores para emitir dívida a taxas de juro cada vez mais baixas. Depois da primeira emissão, e caso seja bem sucedida, o Tesouro irá avaliar depois se irá realizar emissões seguintes que dêem liquidez e que permitam aos investidores gerir essa dívida nas suas carteiras com lucro, mas também com benefício para a República Portuguesa. “Penso que por essa via também, temos todas as condições para ter aí um papel que seja muito bom para Portugal do ponto de vista do alargamento da base de investidores”, sublinhou.

Para aumentar a atractividade das panda bonds, o Governo propôs ao Parlamento benefícios fiscais para investidores estrangeiros que comprem dívida pública portuguesa emitida em moeda chinesa. A medida implica a isenção de pagamento de IRS ou de IRC dos juros decorrentes de contratos de empréstimo celebrados pelo IGCP em nome e em representação da República Portuguesa, sob a forma de obrigações colocadas em mercado primário.

A isenção é aplicada a títulos subscritos ou detidos por não residentes sem estabelecimento estável em território português ao qual o empréstimo seja imputado. A exceção são residentes em país, território ou região sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável constante de lista aprovada por portaria do membro do Governo responsável pela área das Finanças.

De fora ficam também as transacções em mercado secundário. Sempre que os valores mobiliários abrangidos pela isenção sejam adquiridos em mercado secundário por sujeitos passivos residentes ou não residentes com estabelecimento estável no território português ao qual seja imputada a respectiva titularidade, os rendimentos auferidos devem ser incluídos na declaração de IRS ou IRC.

Governo previne turbulência no  mercado

Apesar das condições crescentemente favoráveis (desde 2016) que têm beneficiado a dívida portuguesa, as últimas colocações de dívida já têm resultado em juros ligeiramente mais elevados. Ainda na semana passada, o IGCP pagou um juro de 1,939% para emitir 782 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a 10 anos, o que representa uma subida face à última colocação de dívida benchmark.

Não só os custos de financiamento do país subiram como não foi alcançado o montante máximo indicativo do leilão, que se situava nos mil milhões de euros. A principal razão foi a incerteza generalizada a todo o mercado de dívida da zona euro devido ao conflito entre Itália e a Comissão Europeia em relação ao défice do país.

A curto prazo, a tendência é a mesma. Esta quarta-feira, o Tesouro colocou 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT) com juros médios negativos. No entanto, as taxas subiram tanto a três meses como a 11 meses em relação aos anteriores leilões comparáveis.

A colocação de panda bonds, que deverão ter uma maturidade próxima de cinco anos, poderá ser uma forma de Portugal contrariar a pressão em momentos de incerteza. “É um programa inicial e a ideia é ter também esse mercado. Em situações em que seja desejável diversificar para outros mercados é algo que é útil em situações de turbulência, ter mais um mercado disponível. Passamos a ter dívida portuguesa emitida em dólares, em euros e em moeda chinesa”, explicou Mourinho Félix.

Por outro lado, o principal desafio é expor a dívida portuguesa ao risco cambial do renminbi, numa altura especialmente crítica. A guerra comercial tem aumentado a volatilidade em relação à moeda chinesa, que já acumula uma desvalorização de 7% face ao dólar desde o início do ano. A queda não se deverá acentuar de forma significativa dado que o banco central da China já sinalizou que poderá intervir e apertar o controlo de capitais para limitar os efeitos da efeito comercial.

O Tesouro está também a acompanhar e acautelar a volatilidade cambial, através de cobertura de risco. “Ao emitir em moeda estrangeira, tal como quando emitimos em dólares, há a cobertura do risco cambial, portanto não há aqui uma especulação de em relação à taxa de câmbio”, garantiu o secretário de Estado.

Primeiro país da zona euro a emitir panda bonds

Portugal tornou-se um dos países preferidos para o investimento estrangeiro ao longo da crise, período durante o qual empresas chinesas adquiriram uma série de participações em firmas portuguesas, especialmente nos sectores energético e bancário. Mais recentemente, em maio, a China Three Gorges lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) dos 76,7% do capital da EDP, por nove mil milhões de euros. No campo da dívida, a operação será, no entanto pioneira.

Os bancos contratados para realizar a operação de colocação são a Caixa Geral de Depósitos, o Banco da China e a HSBC, segundo informações dadas pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, quando anunciou que o país tinha recebido luz verde dos reguladores chineses. Portugal irá, assim, juntar-se a um número muito limitado de países que já emitiu dívida em moeda chinesa, incluindo a Hungria, Polónia e Coreia do Sul.

A colocação de panda bonds poderá beneficiar de condições mais favoráveis do que o inicialmente previsto pelo Governo já que a China anunciou em Julho que está a preparar medidas de simplificação para os activos em renminbi com vista a encorajar a participação estrangeiro no mercado de dívida do país.

O montante actual de dívida estrangeira emitida em divisa chinesa é de apenas 160 mil milhões de renmibis, o que equivale a cerca de 20,1 mil milhões de euros e compara com um mercado de dívida no país que ascende a 9,6 biliões de euros. O interesse pelas panda bonds tem sido limitado, em parte, pelas regras pouco claras das qualificações dos emitentes e do destino dos retornos. O vice-governador do Banco da China, Pan Gongsheng, explicou à agência Reuters que as novas directrizes visam exactamente simplificar a emissão, a retirada de ganhos e o regime fiscal.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/emissao-de-divida-em-moeda-chinesa-avanca-ate-junho-2-373425

Portugal a ceder cada vez mais aos chineses.... e a Merkl é que era o diabo!
Ainda por cima vamos isentar os juros do IRS!!!! Só benesses!!!! (https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/oe2019-juros-das-panda-bonds-vao-ficar-isentos-de-pagar-irs-366336)
Seguros, Banca, Energia, tudo sectores irrelevantes, já têem uma percentagem muito grande de controlo Chinês! E vem aí o Presidente Chinês, para abrir ainda mais o mercado português e funcionar como entreposto comercial para a Europa!!!! (http://visao.sapo.pt/lusa/2018-10-22-Bruno-Macaes-diz-que-Emmanuel-Macron-receia-aproximacao-entre-Lisboa-e-Pequim)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 14, 2018, 11:15:12 am
O país ancorado a 36%

Luís Aguiar-Conraria



A região que se esperaria que fosse o motor do país, a Área Metropolitana de Lisboa, serviu como uma âncora, puxando o país para baixo. E pesando de 36% no PIB nacional, é uma âncora demasiado pesada.

Ontem foi apresentado, no Palácio da Bolsa, um estudo patrocinado pela Associação Comercial do Porto com o título “Assimetrias e Convergência Regional”. O trabalho foi coordenado por Fernando Alexandre, que contou na sua equipa com João Cerejeira, Miguel Portela e Miguel Rodrigues (todos meus colegas) e ainda com Hélder Costa (que é meu ex-aluno). O trabalho com quase 200 páginas foi feito ao longo deste ano e pude, por muitas vezes, ver os meus colegas a trabalhar nele; cheguei a com eles discutir algumas conclusões.

Imagino que haja quem queira desvalorizar os resultados deste estudo, alegando que foi feito por encomenda de uma associação do Porto que tem lutado pela descentralização do país. Tal seria um erro. Quando são contratados académicos sérios (e eu ponho as mãos no fogo pela seriedade dos autores), só o estudo é que é encomendado. Os resultados não, esses são aquilo que a análise dos dados indicar. E, como académicos sérios que são, gostam de sujeitar os estudos ao crivo da comunidade científica, pelo que, a partir deste estudo, já escreveram um artigo científico que está neste momento a ser avaliado por uma revista internacional da área. É em grande parte com base nesse artigo académico, e não no estudo ontem apresentado, a que ainda não tive acesso, que escrevo a minha crónica de hoje.

Neste artigo, os autores começam por notar que entre 2008 e 2016, ao contrário do que se verificou nos restantes países intervencionados pela troika e da maioria dos países da União Europeia, as desigualdades entre as regiões portuguesas diminuíram. Esta evolução, repito, foi ao arrepio do resto da Europa e quer obviamente dizer que as regiões mais pobres cresceram mais e as mais ricas menos (ou, se se preferir, que as mais ricas sofreram mais com a crise e as mais pobres menos). Ou seja, aquela região que se esperaria que fosse o motor do país, a Área Metropolitana de Lisboa (AML), serviu como uma âncora, puxando o país para baixo. E, quando essa região tem um peso de 36% no PIB nacional, é uma âncora demasiado pesada para arrastar.

Como a crise financeira internacional e a crise da zona euro foram, no essencial, crises de sobreendividamento, uma hipótese para este comportamento era que o endividamento das regiões mais ricas de Portugal fosse maior. Uma riqueza a crédito, digamos assim. Por outro lado, no contexto da crise que atravessámos e dado o processo de consolidação das contas públicas, era inevitável que o principal factor de crescimento fossem as exportações. Assim sendo, era de esperar que as regiões com um maior peso do sector não transacionável tivessem tido mais dificuldades em reagir e em libertar-se da crise.

As hipóteses levantadas acima são, de um modo geral, confirmadas pelos dados, mas os autores vão mais longe. Vendo que as diferentes regiões do país têm diferentes graus de especialização, além de serem especializadas em sectores diferentes, conjecturam que isso tornará os seus ciclos económicos assíncronos. Quando assim é, é importante que as políticas regionais possam ser diferentes, dado que os problemas que enfrentam são também diferentes. Nesse sentido, os meus colegas testam se as regiões com maior peso de receitas próprias e, portanto, com maior margem para compensar quebras das transferências centrais conseguiram resistir melhor aos choques externos. E, mais uma vez, os dados confirmam esta tese, com as regiões que mais receitas conseguiram gerar a enfrentarem melhor os choques negativos que sofreram.*

(https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/11/14072952/imagem12.png)

O resultado de todos estes factores somados pode ser visto na tabela que apresento em cima. Nela podemos ver que, desde que começou a longa estagnação portuguesa, em 2000, a Área Metropolitana de Lisboa tem tido um desempenho verdadeiramente medíocre, sendo mesmo a região com pior desempenho entre 2008 e 2016, o que não surpreende se tivermos em atenção que é a região com maior peso da dívida (privada) sobre o PIB e que também tem um sector exportador com muito pouco peso. Para além disso, a AML é a região mais dependente do Estado, tendo uma grande fatia das vendas de bens e serviços a entidades públicas.

Por outro lado, as cinco regiões com maior vocação exportadora — Beira Baixa, Ave, Aveiro, Alto Minho e Trás-os-Montes — e o Alentejo Litoral (a região com maior peso de sectores transaccionáveis) estão entre as que mais contribuíram para o crescimento do país (entre 2000 e 2016) e para a recuperação da crise (2012-2016). E ainda para a alteração da estrutura produtiva, com o crescimento do sector da indústria transformadora a destacar-se.

Ao mesmo tempo que a região de Lisboa é uma das mais estagnadas do país, continua a ser aquela que mais recursos atrai. Há vários indicadores que o demonstram. O meu preferido é o da deslocação de diplomados, onde podemos ver a capacidade da região de Lisboa (e, em menor medida, do Porto) de captar quadros qualificados à custa de um brain drain das outras regiões.

(https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/11/14072906/imagem11.png)

A questão que temos de enfrentar é se faz sentido continuar a fazer da Área Metropolitana de Lisboa um sorvedouro de recursos de Portugal, quando já é de longe a região mais rica (sendo a única região com um PIB per capita superior ao da média da União Europeia), num momento em que esbarrou num modelo de desenvolvimento esgotado e há cada vez mais dados empíricos que mostram que a descentralização é boa para o crescimento.

* Imagino que alguns leitores estejam neste momento a pensar que a relação causa-efeito é a oposta, argumentando que foi graças ao facto de o crescimento ter sido maior que estas regiões geraram mais receitas próprias. Este problema da endogeneidade das receitas próprias foi tido em consideração nas estimações econométricas, pelo que os resultados não estão contaminados por ele.

https://observador.pt/opiniao/o-pais-ancorado-a-36/

Tradução simples: A região que mais desvia recursos do país, financeiros e humanos (licenciados) é a que mais arrasta o país para baixo!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 21, 2018, 10:08:47 pm
Bruxelas alerta Portugal para incumprimento das metas orçamentais


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 25, 2018, 05:55:58 pm
Quem tramou a Cimpor? De multinacional a pequena cimenteira

(https://static.noticiasaominuto.com/stockimages/1920/2369444.jpg)

Muitas alianças e traições depois, aquela que chegou a ser a maior multinacional portuguesa acabou reduzida a três fábricas. Em apenas cinco anos, a Cimpor passou de lucros a prejuízos, duplicou a dívida e reduziu a rentabilidade para metade. O que ditou este encolhimento?

Seis anos nas mãos dos brasileiros da Camargo Corrêa e Votorantim bastaram para que a Cimpor, que chegou a integrar o top 10 das cimenteiras mundiais, fosse desmantelada. Numa complexa operação de troca de activos e de transferências de dívidas, a empresa acabou reduzida a pouco mais que três fábricas, agora vendidas aos turcos da OYAK.

O P2 relembra alguns episódios que marcaram o (trágico) percurso daquela que foi a maior multinacional portuguesa. Entre eles, algumas alianças e traições entre accionistas, incluindo o papel do misterioso “cavaleiro branco”, as consequências da guerra no BCP, e as decisões dos ministros Pina Moura e Vítor Gaspar, que, em momentos distintos, marcaram o rumo da empresa.

A Cimpor nasceu em 1976 a partir da nacionalização de várias cimenteiras, entre as quais a fundada pela família Champalimaud. E o crescimento foi rápido e global. Em 1992, pela mão de Sousa Gomes, já falecido, iniciou-se na internacionalização, com a aquisição da Corporación Noroeste, na Galiza. Em 1994 arrancou a reprivatização e a entrada da cimenteira em bolsa. Até 2000 deu vários passos de gigante: entrou no Brasil, onde fez duas aquisições importantes (o Grupo Brennand e a Companhia de Cimento Portland), em Marrocos, na Tunísia e no Egipto.

No início do novo século já era uma empresa cobiçada no mercado interno pela cimenteira Secil, de Pedro Queiroz Pereira, pela construtora Teixeira Duarte, de Pedro Teixeira Duarte, e pelos dois maiores players internacionais do sector: a francesa Lafarge e a suíça Holcim (antiga Holderbank). A mexicana Cemex também já tinha tentado uma fusão.

Em 2000, a Teixeira Duarte, que detinha 10% do capital da empresa, controlava a gestão, apoiada pela participação de 10% da Lafarge (interessada em travar a entrada da Holcim), e em mais 20% do capital repartido pelo BCP e pelo BPI, através dos respectivos fundos de pensões.

O presidente da Secil, Pedro Queiroz Pereira, olhava para este grupo e via concertação accionista, uma batalha que alimentou durante anos nos tribunais e junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sem sucesso. Começa aqui o primeiro grande momento de fractura no cimento do poder da Cimpor.

Secil tenta controlo

Em Junho de 2000, a Secil, que detinha 10% da Cimpor, aliada aos suíços da Holcim (que pretendiam roubar a liderança mundial à Lafarge) lançam uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a cimenteira portuguesa, já espalhada por mercados importantes em todo o mundo. Os suíços financiavam a maioria da operação e ficariam com 70% dos activos, boa parte dos que estavam fora do país. Nessa altura, Pedro Queiroz Pereira defendia que a operação era a que melhor servia o interesse nacional, dada a iminência de a empresa passar integralmente para mãos estrangeiras.
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A oferta estava dependente do fim da golden share (direito de voto especial) detida pelo Estado português, que ainda mantinha 10% na empresa. E da consequente desblindagem de estatutos, que limitavam as participações a 10%. Condições que abriram a porta à intervenção do poder político.

É precisamente nos corredores do poder que a operação acaba por morrer. Enquanto o empresário que gostava de corridas de automóveis, onde era conhecido pelas iniciais P.Q.P., pedia autorização ao Governo de António Guterres para deter mais de 10% da cimenteira, os presidentes de alguns bancos, entre os quais o do BCP, Jardim Gonçalves, sensibilizavam, com sucesso, o ministro da Economia e Finanças da altura, Joaquim Pina Moura, para travar a operação, alegadamente em nome do “controlo nacional”.

A favor da desblindagem ficou, isolado, o BPI, que acabaria por vender a sua participação de 10% pouco tempo depois. Na altura, Fernando Ulrich, que era vice-presidente do banco, declarou: “Tendo sido lançada uma oferta pública de aquisição sobre a Cimpor, o controlo da empresa deve ser decidido pelo mercado e não por actos administrativos.”

A decisão de Pina Moura desagradou ao então secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, António Nogueira Leite, que em declarações ao P2 recorda que essa foi uma das razões que o levaram a sair do Governo de Guterres, pouco tempo depois.

O “cavaleiro branco”

Em 2001, o Estado vende os últimos 10% da Cimpor à Teixeira Duarte, a única entidade que apresentou a concurso, e que dessa forma elevou a sua participação para 20,44%.

Pouco tempo depois, apareceu à venda um lote de acções, correspondentes a 11% do capital da cimenteira (provavelmente do BPI), que Pedro Teixeira Duarte quer comprar através da TDP SGPS, a sua holding pessoal e da sua mulher, acreditando que, dessa forma, escapava à contabilização conjunta com as acções detidas pelo grupo. Mas o empresário não tem dinheiro para fazer e vai bater à porta do BCP, de que é accionista. O fundador do banco, Jardim Gonçalves, amigo de Pedro Teixeira Duarte, diz-lhe que não é possível financiá-lo, dado o seu nível de endividamento, mas, em alternativa, sugere-lhe a entrada de um investidor externo na TDP SGPS. O banco garante-lhe tratar-se de um “white knight” (um “cavaleiro branco”), designação usada no mundo financeiro para investidores financeiros que não interferiam na gestão (que vulgarmente também se designam de “testas de ferro”). Neste caso, o “cavaleiro branco” visava garantir a Pedro Teixeira Duarte condições para continuar na liderança da cimenteira, numa altura de alguma instabilidade accionista.

O tal investidor secreto era Manuel Fino, também accionista do BCP, mas a sua identidade, a pedido deste, foi mantida em segredo, incluindo do próprio Pedro Teixeira Duarte. Isto porque o empresário dos têxteis-lar e de perfumaria era simultaneamente próximo de Pedro Teixeira Duarte e de Pedro Queiroz Pereira, que por esta altura o tinha convidado até a assumir uma participação na Secil/Semapa (o que não veio a acontecer).

Para cimentar o plano, que garantia ao BCP a sua continuação como banco da cimenteira e de parte dos seus accionistas, numa lógica de domínio de fileiras industriais (como aconteceu mais tarde no caso do BES/PT e outros), o BCP Investimentos foi mandatado para vender a Manuel Fino duas offshores, a Someria e a Medex, sediadas nas ilhas Man e Virgens. E ainda a assegurar o seu financiamento, juntamente com a Caixa Geral de Depósitos.

A entrada de Fino na TDP SGPS foi feita através de aumento de capital, ficando o fundador da Teixeira Duarte com 52% e os restantes 48% nas mãos do empresário da Covilhã. Na referida holding estavam acções da Teixeira Duarte, do BCP e da Soares da Costa (acções preferenciais sem voto, em operação articulada com o BCP).

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) entra em campo e entende que a participação do grupo/família Teixeira Duarte é superior. Em comunicado ao mercado, de Março de 2003, a CMVM obriga o grupo de construção a comunicar que lhe eram imputados 32,08% do capital social da cimenteira. A imputação do regulador da bolsa somava as acções detidas através da empresa Teixeira Duarte e a holding pessoal do empresário, a TDP SGPS (e do seu accionista misterioso), contabilização que a empresa contestava.

Enquanto se esgrimiam argumentos accionistas, a Cimpor crescia e, de 2001 a 2003, reforça a presença em Espanha, compra uma cimenteira na África do Sul e entra em Moçambique.

Incansável em provar que existia concertação, Pedro Queiroz Pereira foi à procura do rasto do accionista misterioso da TDP e descobriu que o dono de uma das offshores era Manuel Fino. Por esta altura, já Pedro Teixeira Duarte e Manuel Fino desfaziam o “casamento”, com receio de que a CMVM os obrigasse a lançar uma OPA. Em 2004, a Manuel Fino SGPS anuncia ao mercado que, através da Someria Enterprises, Inc, comprou a totalidade das acções da TDP SGPS, “da qual já era accionista”, como assumiu em comunicado, passando a deter 11.283 acções da Cimpor. Desse divórcio ficou ainda com a participação de 16% no grupo Soares da Costa.

Contactado pelo P2, o grupo Teixeira Duarte não se mostrou disponível para relembrar estas operações. Já o empresário Manuel Fino, em conversa telefónica, disse não se recordar de alguns acontecimentos relativos à Cimpor, mas negou que tenha entrado na TDP em segredo ou através de offshores. O P2 contactou ainda José Fino, filho de Manuel Fino e conhecedor das operações relativas à Cimpor, mas este recusou-se a falar sobre este assunto.

Guerras na Cimpor e no BCP

De 2004 a 2006, a Teixeira Duarte continuava a liderar a gestão da cimenteira, que aumentava a presença nos mercados internacionais, com a entrada em Angola, Cabo Verde e na China, onde compra 60% de uma cimenteira. O BCP e a Lafarge prosseguem “alinhados” com a estratégia de gestão.

Entretanto, os franceses vão reforçando a participação até chegar a 17% e o mesmo faz Manuel Fino, enquanto vão entrando outros accionistas, com perfil mais especulativo, como a Fundação Berardo, financiada pela CGD. Por esta altura, os dividendos distribuídos pela cimenteira pagavam os juros dos empréstimos que financiaram as aquisições de acções da própria empresa.

Mas tudo se precipita em 2006, após a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo BPI sobre o BCP, que fracassa no mercado, mas cria uma forte divisão entre os seus accionistas, muitos deles comuns na cimenteira.

Armados por financiamentos da CGD, durante a gestão de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara (2005-2007), no primeiro governo de José Sócrates, surgem novos accionistas do BCP, alinhados contra o fundador do banco, e outros reforçam posições. Manuel Fino fica ao lado dos opositores a Jardim, no banco e na cimenteira.

No primeiro semestre de 2007, o BCP chama Manuel Fino, um dos dez maiores devedores do banco, e, como a outros, propõe-lhe a venda das acções da Cimpor (onde a sua posição já ascendia a 20% do capital), do BCP e da Soares da Costa, cujas cotações ainda estavam altas, o que permitiria pagar os empréstimos no próprio banco e na CGD e ainda libertar 150 milhões de euros (dos quais teria de pagar 30 milhões de euros de impostos). O empresário aceita, mas, entretanto, os meses vão passando e a venda não se faz, com o argumento de que se se esperasse até Março de 2008 já não seria necessário pagar os 30 milhões de euros de impostos. Entre a aparente razoabilidade do argumento de engenharia fiscal ou a importância dos votos de Fino na contagem de espingardas internas, as acções não foram vendidas.

A falência de Fino e a desgraça da Teixeira Duarte

Em 2008, por força dos conflitos internos no banco e da crise financeira internacional, as acções do BCP e da cimenteira sofrem uma forte desvalorização. Já com Carlos Santos Ferreira e Armando Vara na liderança do BCP (transitados do banco público), o valor das acções já não garantem os empréstimos e vários accionistas acabam na falência.

Manuel Fino é um dos vários accionistas que deixam de pagar os empréstimos no BCP e na CGD, mais de 600 milhões de euros, repartidos entre as duas instituições.

O banco público volta, em 16 de Fevereiro de 2009, a apoiar o empresário. No âmbito de uma renegociação de créditos, acaba por lhe comprar, com possibilidade de reversão, os 9,6% do capital da Cimpor, ao preço de 4,75 euros por cada acção (25% acima do valor negociado em bolsa). Os direitos de voto das acções ficam nas mãos de Fino. Os contornos da operação obrigaram o então presidente do banco público, Faria de Oliveira, a dar, com visível embaraço, explicações no Parlamento.

É este lote de acções que, mais tarde, vai ser determinante para a entrega do controlo aos brasileiros.

Na “guerra” do BCP, a Teixeira Duarte fica inicialmente ao lado de Jardim Gonçalves, mas depois procura uma posição de neutralidade, decisão que não lhe garantiu a simpatia dos vencedores. Dessa forma, passa a accionista mal-amado, e, numa altura de forte desvalorização das acções da Cimpor e do BCP, a ser pressionado para reforçar as garantias dos empréstimos, o que não tem condições de fazer.

A ofensiva dos brasileiros e o papel da GCD

A última etapa da vida da Cimpor multinacional — chegou a ser classificada como a verdadeira multinacional de bandeira portuguesa, pela dispersão geográfica global — começa com a mudança do eixo de poder para o capital brasileiro. O ano de 2010 marcou a entrada em força dos brasileiros na Cimpor, com a Caixa Geral de Depósitos a assumir um papel importante no futuro da empresa.

A 30 de Dezembro de 2009, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anuncia uma oferta pública de aquisição (OPA) hostil sobre a Cimpor, oferecendo 5,75 euros por acção, que acabou por ser registada em 27 de Janeiro de 2010. A oferta, que não cumpria parte da legislação nacional, não foi aceite por boa parte dos accionistas.

O receio da posição de domínio que a CSN viria a ter no mercado brasileiro, onde a Cimpor tinha uma importante presença, leva os brasileiros da Votorantim e da Camargo Corrêa a atravessar o Atlântico. E a abrir uma nova frente de batalha accionista na Cimpor.

A Camargo Corrêa, grupo construtor, e fabricante dos conhecidos chinelos da marca Havaianas, parceiro da Votorantim em vários negócios, apresenta a 13 de Janeiro uma proposta de fusão com a Cimpor, que viria a ser retirada no mês seguinte.

Num movimento aparentemente autónomo, a Votorantim anunciou a 3 de Fevereiro a compra dos 17% que pertenciam aos franceses da Lafarge. E nessa mesma data a Votorantim celebra um acordo parassocial (definição de uma estratégia conjunta) com a Caixa, que utiliza os 9,59% do capital comprados a Manuel Fino (mas que este ainda podia recomprar até Fevereiro de 2012).

E é nesta altura que a estratégia pelo controlo da Cimpor contagia o mercado, com uma série de comunicações confusas dos intervenientes nesta operação, sintoma de mais uma negociação trabalhada nos bastidores.

A 4 de Fevereiro (um dia depois do acordo parassocial), a CGD comunica que lhe são imputáveis 26,91% dos direitos de voto da Cimpor (Votorantim + Caixa), assumindo os direitos de voto que são imputados, mesmo em data posterior, a Fino. Mas no dia seguinte (5 de Fevereiro) vem a Votorantim dizer que é a ela que são imputáveis os 26,91% dos direitos de voto. O acordo previa ainda um direito de preferência recíproco na venda das referidas participações.

O acordo parassocial refere que “as partes têm como motivação a constituição entre si de um bloco accionista minoritário, representando menos de um terço dos direitos de voto na Cimpor, que seja coeso e estável e que contribua, designadamente, para favorecer a estabilidade accionista da Cimpor (…)”.

Teixeira Duarte: traidora ou traída?

A Teixeira Duarte (TD), com os seus 22,17%, já tinha sido afastada da administração da cimenteira, por pressão de vários accionistas, incluindo Manuel Fino, que viria a propor Francisco Lacerda para presidente da comissão executiva. E porque se aliou a CGD aos brasileiros e não ao velho conhecido grupo de construção nacional? É uma questão sem resposta, na ressaca das guerras na banca. Para alguns responsáveis ouvidos pelo P2, o banco público tentou criar um núcleo accionista estável, que não excluía a Teixeira Duarte. Para outros, “o acordo foi feito à revelia da Teixeira Duarte, que se sentiu traída, e convidada a sair”.

Certo é que a 10 de Fevereiro, apenas cinco dias depois do acordo parassocial, a Teixeira Duarte anunciou a venda da totalidade da sua participação à Camargo Corrêa, por um valor considerado interessante (6,50 euros por acção), que a ajudou a reduzir o seu elevado endividamento, garantindo a continuação de uma parte do grupo.

Em resultado das operações atrás referidas, as duas empresas brasileiras, que viriam mais tarde a dividir os activos da empresa portuguesa, ficam a “controlar” mais de 50% dos direitos de voto da cimenteira portuguesa.

........ (continua)

https://www.publico.pt/2018/11/25/economia/noticia/tramou-cimpor-multinacional-cimenteira-1852107

Um trabalho de investigação jornalistica mais aprofundado, para percebermos melhor como é que os nossos políticos (PS, PSD e CDS) permitiram que 2 empresas brasileiras de 5ª categoria e super-endividadas destruíssem a nossa melhor e maior empresa da altura, com fábricas (dezenas) espalhadas pelo mundo e fazia parte do TOP10 mundial do sector (compraram a Cimpor, apoderaram-se de todas as fábricas e do dinheiro e meteram as dívidas colossais que já tinham na CIMPOR)!!!!! O mesmo passou-se com a PT e não sei o que vai acontecer à EDP, Galp..........
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Novembro 25, 2018, 06:21:15 pm
Mais um sindicato que corroeu tudo e uma chefia incompetente.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 25, 2018, 09:23:29 pm
Mais um sindicato que corroeu tudo e uma chefia incompetente.

Culpo mais neste caso, os políticos que por várias vezes apoiaram sem razão nenhuma, a venda aos brasileiros (excepto quando estão notas em cima da mesa) e dos próprios accionistas, que se endividaram muito para lá do que podiam, com a ajuda dos bancos, incluindo a pública CGD!!!!!!

Eu sou um absoluto europeista e tenho a certeza que hoje nunca o BCE aceitaria a CGD financiar empresários sem garantias reais (acções não valem para o BCE), e sem qualquer sentido ou que no mínimo proteja o dinheiro da CGD. Por isso é que o BCE obrigou os bancos nacionais a injectarem quantidades anormais de capital e obrigou ainda a venderam posições em Angola (lavagem de dinheiro), para que não se repitam empréstimos sem cobertura, que todos nós sabemos que em última análise quem paga somos nós o zé povinho!!!!!!

Quero ver o que acontece às grandes empresas nacionais que sobram, o que lhes vai acontecer, como na Galp (morreu o Américo Amorim, que controlava a Galp com a Isabelinha logo atrás, não sei se os herdeiros vão entender-se e o que vai fazer Angola com o capital investido!!!!). A Galp é só o maior exportador nacional!!!!! E mesmo a estrangeira Auto Europa, com tantas guerras e contratempos que vejo, não sei se vai ter futuro (exportador número 2!!!!!!!);

E as empresas em mãos de estrangeiros:
EDP;
BCP;
BPI;
REN;
SantanderTotta;
ANA;
Altice (ex-PT);
CTT.........

Nós somos peritos em destruir ou deixar destruir empresas nacionais que não ficavam nada a dever a qualquer outra nacional. A CIMPOR, CUF, PT ...... não tinham nada a temer de nenhuma outra empresa do sector, até a sangria que lhes foi infringida!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Dezembro 03, 2018, 01:42:33 pm
MSF Engenharia apresenta pedido de insolvência após ter esgotado “todas as vias”
https://www.sapo.pt/noticias/economia/msf-engenharia-apresenta-pedido-de_5c0516d9de9be52876304f44
(https://thumbs.web.sapo.io/?H=547&epic=zGl3n+ZsskiqtKdOjAcW/iv3MhrON1WzucZK6ZwtpBbxnDkoXYhuNB90/2fMGU60Xj17AYfFisD+KhU8WkgibPWTjedM8U/FFtBdKx5PX8k5T9E=)

Citar
Na origem desta situação estará a "drástica redução de investimento público", e a "diminuição dos contratos nos mercados internacionais da empresa", explica a administração.O Conselho de Administração da MSF Engenharia apresentou um pedido de insolvência da empresa, de acordo com a informação avançada à agência Lusa pela construtora, que diz ter “esgotado todas as vias para evitar este desfecho”.

Em comunicado enviado à Lusa, o Conselho de Administração da MSF Engenharia afirma que a empresa não consegue assegurar recursos financeiros “para fazer face às despesas da sua atividade, em particular os salários vencidos”.

“Esgotadas todas as vias que se afiguravam como possíveis para evitar este desfecho, não resta outra alternativa que não seja a apresentação da MSF Engenharia, S.A. à insolvência”, refere.
A empresa portuguesa, com 49 anos de história e um vasto curriculum de realização de grandes projetos em Portugal e no estrangeiro, encontrava-se em Processo Especial de Revitalização (PER), com a reestruturação do passivo e a contratação de um financiamento sujeito a determinadas condições de desenvolvimento do negócio.

“A grave crise que o setor da construção atravessa em Portugal devida à drástica redução de investimento público, especialmente nos últimos seis anos, conjugada com a diminuição dos contratos nos mercados internacionais da empresa, condicionados pelos baixos preços do petróleo sentidos no mesmo período, limitou a atividade da empresa e criou-lhe enormes dificuldades financeiras”, justifica a administração.

Depois disso, continua, a “inesperada indisponibilidade, recentemente manifestada, dos financiadores para flexibilizar essas condições [do PER], acrescida pela indisponibilidade, transmitida em simultâneo, para apoiar a emissão de garantias bancárias necessárias à atividade futura da empresa colocaram em causa a viabilidade desse plano”.

Segundo a MSF, também “os intensos esforços entretanto desenvolvidos, incluindo os efetuados no plano diplomático pelo Governo de Portugal, para obter uma solução para a volumosa dívida do Governo de Angola nos últimos meses, revelaram-se infrutíferos”.
No ano passado, a construtora foi afastada de uma das suas principais obras, um empreendimento imobiliário no Gana, no valor de 90 milhões de dólares (81 milhões de euros) que previa a construção de um polo de negócios e residencial numa das principais avenidas de Acra.

Conforme avançou na ocasião o jornal Expresso, em processo de viabilização e sem acesso a financiamento, a MSF não terá conseguido dar resposta à urgência das obras do complexo que combina torres residenciais (100 apartamentos) e escritórios, com um hotel da cadeia Radisson, um centro comercial (12.000 m2) e equipamentos desportivos e que se pretendia inaugurar em julho de 2018 e a obra foi entregue a outra construtora.

Nessa altura, a MSF estava também a braços com problemas numa segunda empreitada no Gana e que visava a conceção e execução do terminal de contentores e edifícios de apoio no porto de Tema, na costa atlântica. A obra portuária, no valor de 68 milhões de euros, estava em modo de suspensão e o estaleiro já esteve bloqueado por operários e fornecedores, reivindicando pagamentos em atraso.
A versão da MSF, citada pelo semanário, era diferente, justificando que o cliente “está com dificuldades pontuais em pagar as faturas vencidas, mas acreditamos que elas sejam passageiras”.

Estes conflitos seguiram-se a incidentes que ditaram também o colapso da MSF no Qatar, comprometendo uma carteira de 900 milhões de euros.

A construtora registou um recorde de faturação de 510 milhões de euros (em 2011) que se reduziu para 120 milhões em 2015 (80% no exterior), tendo após isso registado pesados prejuízos (57 milhões, no biénio 2014/15).

Enfim mais do mesmo!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 04, 2018, 05:05:21 pm
Três armadores internacionais trocaram Setúbal por portos espanhóis

Se estes três armadores não regressarem ao porto de Setúbal, estaremos a falar de uma ‘fuga’ de cerca de 8.550 TEU neste mês de Dezembro, por comparação com o mês homólogo de 2017.

(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2017/03/porto_setubal_1.jpg?w=850&h=531&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

A partir de ontem, dia 3 de Dezembro, três armadores internacionais, a McAndrews, a Tarros, e a Arkas, deixaram de escalar o porto de Setúbal, desviando os contentores maioritariamente para os portos espanhóis de Vigo e de Santander.

Esta decisão resulta do conflito laboral iniciado há várias semanas pelos estivadores do SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística no porto de Setúbal e deverá provocar uma quebra de 70% na carga de contentores movimentada pelo porto sadino.

“A partir de hoje [ontem], o porto de Setúbal vai perder 70% das suas cargas em contentores. Três armadores, a McAndrews, Tarros e Arkas, decidiram deixar de escalar o porto de Setúbal porque não querem suportar mais custos acrescidos. E foram para portos espanhóis, maioritariamente para os portos de Vigo e de Santander”, revelou ao Jornal Económico, Diogo Marecos, administrador da Operestiva, uma das duas empresas fornecedores de pessoal de estiva aos operadores de terminais portuários em Setúbal.

Segundo os dados fornecidos pela AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes,  no mês de Dezembro do ano passado, o porto de Setúbal movimentou 12.211 TEU (medida padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento).

Se estes três armadores não regressarem ao porto de Setúbal, estaremos a falar de uma ‘fuga’ de cerca de 8.550 TEU neste mês de Dezembro, por comparação com o mês homólogo de 2017. Ou do ‘desaparecimento’ de de mais de 106 mil TEU num ano, tendo conta os dados do ano passado. Isto, se não houver mais debandadas de armadores internacionais do porto de Setúbal.

A paralisação do porto de Setúbal não está só a prejudicar o segmento da carga contentorizada.

A fabricante automóvel Autoeuropa corre sérios riscos de ter de suspender a produção já durante esta semana, enquanto a The Navigator está a exportar pasta e papel através de outros portos nacionais, mas com custos acrescidos em tempo e dinheiro.

A situação de impasse agravou-se a partir de sexta-feira passada, dia 30 de Novembro, com o fracasso do processo negocial entre estivadores do SEAL – Sindicato de Estiva e Actividades Logísticas e operadores do porto de Setúbal, mediado pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Com o Governo fora do processo e as posições a manterem-se irredutíveis por parte do SEAL e dos operadores portuários, resta pouca margem de manobra às empresas que utilizam regularmente o porto de Setúbal.

Neste momento, o porto de Setúbal está praticamente parado, asseguraram diversas fontes contactadas pelo Jornal Económico.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/tres-armadores-internacionais-trocaram-setubal-por-portos-espanhois-385243

Mais pregos para o enterro do Porto de Setúbal!
E se somarmos os 11 dias que a Autoeuropa vai parar, por falta de matéria-prima: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/faltam-motores-a-autoeuropa-paralisacao-vai-durar-11-dias-384859
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 06, 2018, 10:53:37 am
Simplex+2018: Facturas em papel acabam já em Janeiro de 2019

É já a partir de Janeiro de 2019 que os comerciantes ficam dispensados de dar facturas em papel aos seus clientes. Esta medida irá aplicar-se a empresas que tenham o software de facturação certificado e que transmitam as facturas ao Fisco em tempo real.

Caso o cliente pretenda a factura em papel ou no seu e-mail terá de solicitar ao comerciante.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/12/pagamento-ofline-590x389.jpg)

Numa era altamente tecnológica é verdade que já é um pouco estranho receber uma factura em papel. A partir de Janeiro de 2019, se efectuar uma compra e não receber a respectiva factura não considere estranho!

De acordo com o DN, o Governo vai dispensar os comerciantes e os prestadores de serviços da emissão da factura em papel. O cliente apenas receberá o comprovativo de pagamento se o solicitar expressamente. Caso pretenda factura, os comerciantes poderão entregar a mesma em papel ou por via electrónica (por exemplo, no email)… mas terá de a solicitar.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/12/pagamentos_00-720x468.jpg)

Esta é uma medida que faz parte do Simplex+2018 que foi anunciado em Junho. No decreto-lei que regulamenta essa medida, a que o “JN” teve acesso, exige-se o cumprimento de três condições para poder dispensar a emissão da factura em papel.

A factura terá de conter o número de contribuinte do comprador. Já o comerciante é obrigado a processar a factura num programa informático certificado e que garanta a sua transmissão electrónica “em tempo real” para a Autoridade Tributária.

O Governo pretende ainda avançar com a introdução de códigos QR nas facturas que evitará a necessidade dos contribuintes forneceram o seu número de contribuinte.

https://pplware.sapo.pt/informacao/faturas-em-papel-acabam-ja-em-2019/

Ou seja, a partir de 2019, quem quiser factura em papel, tem de pedir (o caso das garantias ou pedido de reembolsos de saúde, por exemplo). Ou seja, o Fisco transforma cada português num contabilista de sí próprio, para andar a tomar nota de todas as facturas que pede e depois a confirmar no e-factura se os comerciantes efectivamente emitiram a factura com o seu NIF!!!!

Qualquer dia estamos nós contribuintes a entregarmos o nosso SAFT de tudo o que compramos!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Dezembro 06, 2018, 07:29:13 pm
Lisboa perde mais de mil milhões em dia negro nas bolsas

Detenção da administradora da Huawei abriu novo capítulo negro no histórico recente da confrontação entre EUA e China. Assustados, investidores fugiram ao risco. Bolsa lisboeta caiu mais de 2%.

(https://thumbs.web.sapo.io/?H=547&epic=OSyYmI89ZjOJzulwcwm6QZJs7Ktlt3xX0ofAFzItWo6GuNh3MOdJcWp14GyOBRKzK7GQcd8v8nw7uCN56xA7uyJi1YQ2OModlUICBIOWTduoxfE=)

Quanto custou a detenção da administradora financeira da Huawei no Canadá? Para os investidores em Lisboa, muito dinheiro. Mais de 1.000 milhões de euros foram retirados da bolsa nacional só na sessão desta quinta-feira, depois de Wanzhou Meng, filha do fundador da tecnológica chinesa, ter sido detida por suspeitas de violação das sanções aplicadas pelos EUA ao Irão. Mas o PSI-20 não foi caso único na dimensão dos prejuízos.

O índice português de referência caiu 2,1% para 4.817,69 pontos. Em termos de capitalização bolsista, isto representa uma perda de 1.270 milhões de euros para as cotadas que figuram na principal bolsa nacional. Apenas duas acções escaparam à pressão vendedora: a F. Ramada e a Sonae Capital.

Foram avultados os prejuízos entre os pesos pesados nacionais. Que o diga a Galp: as acções caíram 3,35% para 14,27 euros, num dos piores desempenhos por cá. Isto corresponde a uma desvalorização do market cap da petrolífera nacional na casa dos 380 milhões de euros, tendo sido castigada pelo tombo dos preços do petróleo em Londres: o barril londrino cai mais de 4%, apesar de a OPEP estar perto de chegar a um acordo para reduzir a produção e assim controlar a cotação do “ouro negro”.

Ainda no sector da energia, a EDP e a EDP Renováveis cederam mais de 2%. Também as acções do BCP, banco que viu a agência Fitch melhorar o seu rating esta quinta-feira, desceram de forma acentuada: -2,57% para 0,2425 euros.

Lá fora o dia também foi de fuga ao risco. O Stoxx 600 derrapou mais de 3%, assim como os índices de Milão e de Frankfurt. Aqui ao lado, o IBEX-35 de Madrid deslizou 2,75%. Do outro lado do Atlântico, Wall Street perde mais de 2%.

“A CFO da Huawei foi detida no Canadá onde dizem que vai ser extraditada para os EUA. Não se conhecem bem as causas desta detenção. Deste episódio, as elacções que se podem tirar, é que podem colocar em perigo as já instáveis relações entre os EUA e a China. A insegurança e a incerteza são os factores que mais pressionam as bolsas”, explicou Carla Maia Santos, da XTB Broker.

“Depois da solução apresentada na reunião do G20, os 90 dias de tréguas entre os EUA e a China são colocados em xeque“, contextualizou ainda.

Considerado um activo de refúgio, a onça do ouro brilha esta quinta-feira: valoriza 0,3% para 1.241,1 dólares.

(Notícia actualizada às 17h13)

https://www.sapo.pt/noticias/economia/lisboa-perde-mais-de-mil-milhoes-em-dia-negro_5c09516ffa5c5b285eb03c06

Mais um episódio da guerra comercial dos EUA contra o mundo (neste caso a China).
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 02, 2019, 03:52:10 pm
Centeno eleito Ministro das Finanças do ano na Europa



Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 02, 2019, 05:39:11 pm
Sindicato dos Estivadores entrega novo pré-aviso de greve de seis meses

A paralisação vai realizar-se nos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores) durante seis meses, a partir do dia 16.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/01/02154506/25130912_770x433_acf_cropped.jpg)

Os funcionários portuários associados ao Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) decretaram esta quarta-feira greve ao trabalho nos portos nacionais entre 16 de Janeiro e 1 de Julho contra a proliferação de práticas antissindicais. O SEAL declara greve à prestação de trabalho “a partir das 08:00 do dia 16 de Janeiro de 2019 até às 08:00 do dia 01 de Julho de 2019”, lê-se no pré-aviso de greve.

A paralisação em causa vai realizar-se nos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores), abrangendo todos os trabalhadores efectivos ou com vínculo contratual de duração limitada.

"Constatamos que, até ao momento, após a assinatura do acordo relativo ao Porto de Setúbal, não se encontram minimamente satisfeitas as garantias de resolução expedita dos problemas assinalados nos restantes portos nacionais, especialmente no Porto do Caniçal, garantias essas que faziam parte integrante desse acordo, o que nos obriga à declaração deste novo pré-aviso de greve”, justificou o SEAL."

De acordo com o sindicato, “constituem motivos graves, determinantes desta declaração de greve, a crescente proliferação de práticas antissindicais nos diversos portos portugueses, revestindo-se estas de extrema gravidade no Porto de Leixões, permanecendo ainda graves no Porto do Caniçal”, afirmou o sindicato.

O sindicato liderado por António Mariano disse ainda que as empresas portuárias, “em inúmeros casos coniventes com os sindicatos locais, protagonizam e introduzem uma série de comportamentos que configuram diferentes tipos de assédio moral”, como perseguição, coação, suborno e ameaças de despedimento. Comportamentos que a estrutura classificou como “criminosos”, defendendo que estes pretendem “não apenas colocar os trabalhadores uns contra os outros”, mas evitar que estes sejam sindicalizados.

“Destes comportamentos ilegítimos por parte das empresas, frequentemente para benefício próprio de alguns agentes no terreno em detrimento da qualidade e produtividade dos serviços prestados nos portos, resulta uma maior precarização da mão-de-obra portuária, com todos os aspectos negativos a ela associados”, defendeu.

A liberdade de filiação sindical tem constituído um dos principais motivos de reivindicação dos estivadores do SEAL, que estão em greve ao trabalho suplementar desde agosto de 2018. Esta paralisação foi interrompida apenas em Setúbal, durante Dezembro, após o acordo alcançado em conjunto com as empresas portuárias, após mais de um mês de protesto.

https://observador.pt/2019/01/02/sindicato-dos-estivadores-entrega-novo-pre-aviso-de-greve-de-seis-meses/

Estão a brincar com o fogo!!!! E até acusam outros sindicatos que não sejam comunistas!!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 02, 2019, 08:25:08 pm
- Na Alemanha os metalúrgicos bateram-se até conseguirem a jornada de 7 horas diárias. Parte interessante, nada transpirava nos noticiários nacionais.

- Enquanto estive por Espanha, assistia ao vivo e a cores às greves e distúrbios de diversos sectores, desde os produtores de leite até ao sector naval. Boa parte das reivindicações foram aceites e mesmo assim continua a onda de paralisações e marchas de protesto. Mais uma vez, nada transpira nas noticias nacionais.

- Em França é o que se sabe, embora só se mostre os descatos, para que o zezinho tuga possa desaprovar esses "bandidos que não querem trabalhar" entre uma mini e uma tirada sobre futebol. Temos que criar anticorpos no zezinho porque somos um povo pacato e obediente......

Continuemos então.... Dickens e Zola.... Mas há uma diferença substancial, os de baixo já não andam tocados a vinho e Fé, andam a ser bombardeados por propaganda a um estilo de vida a que não conseguem chegar, nem que trabalhassem 50 horas por dia, pois a 24 não chegam sequer para desafogar as contas. E quando se intoxica a alma dizendo que ter é ser...... quem não tem, tarde ou cedo, vai virar a mesa e não tem nada a ver com "comunistazz bermelhozzz"



Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 02, 2019, 11:08:44 pm
- Na Alemanha os metalúrgicos bateram-se até conseguirem a jornada de 7 horas diárias. Parte interessante, nada transpirava nos noticiários nacionais.

- Enquanto estive por Espanha, assistia ao vivo e a cores às greves e distúrbios de diversos sectores, desde os produtores de leite até ao sector naval. Boa parte das reivindicações foram aceites e mesmo assim continua a onda de paralisações e marchas de protesto. Mais uma vez, nada transpira nas noticias nacionais.

- Em França é o que se sabe, embora só se mostre os descatos, para que o zezinho tuga possa desaprovar esses "bandidos que não querem trabalhar" entre uma mini e uma tirada sobre futebol. Temos que criar anticorpos no zezinho porque somos um povo pacato e obediente......

Continuemos então.... Dickens e Zola.... Mas há uma diferença substancial, os de baixo já não andam tocados a vinho e Fé, andam a ser bombardeados por propaganda a um estilo de vida a que não conseguem chegar, nem que trabalhassem 50 horas por dia, pois a 24 não chegam sequer para desafogar as contas. E quando se intoxica a alma dizendo que ter é ser...... quem não tem, tarde ou cedo, vai virar a mesa e não tem nada a ver com "comunistazz bermelhozzz"

Olhe que não, olhe que não!!!!!!

Diga-me o que se passou na Autoeuropa quando o António Chora reformou-se? Antes com ele, apesar de ser do BE, havia paz social, apesar das muitas reivindicações, assim que saiu de cena, existiu uma luta fratricida pelo controlo dos trabalhadores (sabe quem manipulou nas sombras, não sabe?

O maior sindicato de estivadores de Leixões não é afecto ao PCP, logo são acusados de defenderem os patrões, etc, etc.....

Os enfermeiros afectos a 2 recém-criados sindicatos, apoiados pela Bastonária que é dirigente do PSD, criam uma greve e já chovem críticas de todos os lados, pode pode provocar mortes..... mas se forem sindicatos vermelhos já é legítimo assim como dos médicos! Um médico que faz greve não pode provocar a morte de doentes?

Tem razão na crítica que faz da nossa comunicação social, mas erra na tendência que é claramente apoiante da actual geringonça! As notícias por cá, ultimamente só referem como é asqueroso o Bolsonaro e nem ele tinha sido empossado!? Independentemente dele ser uma pessoa pouco recomendável. Assim como a nossa CS entretém-se a atacar o Trump por tudo e por nada e não olhar para perigos ainda maiores, que é o facto da extrema esquerda defender os mesmos princípios da extrema direita, entre eles o desmantelamento da UE!!!!!

Também não vejo a menor evidência de que a crise acabou, como dizem os aldrabões que nos governam, bem pelo contrário. E como a minha área é a das Finanças/Economia, posso dizer-lhe que os tempos que aí vêem vão ser muito negros para nós, a reter:
- Draghi (que tem sido um verdadeiro amigo de Portugal e dos países do sul), vai saír do BCE, quem o suceder e se for nórdico, como tudo indica, não vamos ter compras de dívida ilimitadas que têem mantido os nossos juros mais baixos que dos americanos!!!!!
- O que vai ser do país, quando as taxas de juro deixarem de ser negativas e as prestações dos portugueses começarem a subir?
- O próximo quadro comunitário já não vai ter o Reino Unido a contribuir para o orçamento;
- E já que falo do UK, como vai ser gerido o brexit? Vai ocorrer? Vai ser uma saída descontrolada? E as nossas exportações?

Eu ao contrário deste governo, antes de distribuir (gastar dinheiro), gostaria mais de pensar em ganhar cada vez mais dinheiro (economia crescer mais), mas isso não se faz favorecendo apenas os funcionários públicos e olharem para os restantes trabalhadores privados e para as empresas como o inimigo que tem de ser sugado até ao tutano para pagarem os direitos adquiridos!

E sobre os supostos milionários tugas, eu pergunto, onde andam eles!? Aqueles que ainda não faliram, onde param? Já que as empresas nacionais caiem uma atrás da outra nas mãos de investidores estrangeiros!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 04, 2019, 01:19:08 pm
Nunca fui sindicalizado em Portugal pela simples razão daquilo que os sindicatos funcionam como arma dos diversos partidos políticos. E isso é validos para todos eles. Não me lembro da UGT fazer barulho que se note, agora que estamos na era do PS sem D. O tal de sindicato dos enfermeiros "afecto" ao PS com D não se mobilizou quando o "Steps Rabbit" andava a destruir uma das poucas coisas decentes em Portugal para safar os salgados da vida, porque?!!

Isso desacredita tudo, tudo, conspurca tudo, enlameia a mais justa da reivindicações. Porque o professores têm razão, é para mim inaceitável que se trabalhe 10 anos e agora seja dito que só contam 2; porque os estivadores têm razão e é inclusive reconhecido de tal maneira que em vários portos europeus houve paragens em apoio aso nossos estivadores; porque os enfermeiros têm razão e ninguém que passe um dia num hospital será capaz de o negar.

Enquanto no resto da Europa têm havido uma aglutinação dos diferentes sindicatos em "super-sindicatos", como é o caso do sindicato do metal alemão, que já engloba inclusive profissões que são paralelas ao metal e faz com que esses sindicatos tenham um peso e uma capacidade realmente representativa da classe, ou como o caso dos sindicatos espanhóis que acertaram agulhas e concertaram esforços criando comissões coordenadoras, aqui assiste-se à fragmentação das classes em sindicatos de algibeira, em que um faz greve mas o outro não e aquilo que realmente deveriam defender passa ao lado na luta partidária.


Quanto aos milionários nacionais, existem mas, na esmagadora maioria, na pior classe de milionário. O milionário que, tal como o eucalipto, seca tudo à sua volta. Que se limita a sacar sem fazer o dinheiro correr e animar a economia. Isto porque boa parte deles, ficou milionária no jogo de cintura, nos buracos da Lei, nos amigos certos, não na criação de riqueza. Porque é essa a real diferença para as Nações que, pelo que eu percebo aqui devem ser comunistas, tipo a Noruega, Suécia, Finlândia, etc. Aqui, em vez de se gerar riqueza, gera-se ricos. Há uma diferença substancial, é que gerar um rico custa muitos pobres.

Quanto a "direitos adquiridos" caro Viajante, essa é a coisa que nunca me ninguém conseguiu fazer entender. Direitos?!!! Isso é o quê? Quanto muitotemos privilégios temporários, ganhos por gajos que lutaram e morreram para que nós aqui hoje os passamos usufruir e pelos quais devemos lutar diariamente. A partir do momento que um bacoro qualquer, ao serviço sabe-se lá de quem, mas com a certeza que não é ao nosso serviço apesar de lhe pagarmos o ordenado, chuta para canto esses tais "Direitos" com um simples rabiscar de uma caneta e nós calamos, não estamos só a mijar na campa de todos os que lutaram e morreram por uma vida melhor para nós, não estamos só a ser um cobardolas ranhosos, estamos a condenar os nossos descendentes a passar pelo que os nossos antecessores passaram. E não tenhoa menor sombra de dúvida que, à velocidade com que estamos a retroceder aos "direitos" laborais e sociais do Sec. XIX, inicio do Sec. XX, os nossos descendentes serão obrigados ser comunistas.

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 05, 2019, 12:38:53 pm
Nunca fui sindicalizado em Portugal pela simples razão daquilo que os sindicatos funcionam como arma dos diversos partidos políticos. E isso é validos para todos eles. Não me lembro da UGT fazer barulho que se note, agora que estamos na era do PS sem D. O tal de sindicato dos enfermeiros "afecto" ao PS com D não se mobilizou quando o "Steps Rabbit" andava a destruir uma das poucas coisas decentes em Portugal para safar os salgados da vida, porque?!!

Isso desacredita tudo, tudo, conspurca tudo, enlameia a mais justa da reivindicações. Porque o professores têm razão, é para mim inaceitável que se trabalhe 10 anos e agora seja dito que só contam 2; porque os estivadores têm razão e é inclusive reconhecido de tal maneira que em vários portos europeus houve paragens em apoio aso nossos estivadores; porque os enfermeiros têm razão e ninguém que passe um dia num hospital será capaz de o negar.

Enquanto no resto da Europa têm havido uma aglutinação dos diferentes sindicatos em "super-sindicatos", como é o caso do sindicato do metal alemão, que já engloba inclusive profissões que são paralelas ao metal e faz com que esses sindicatos tenham um peso e uma capacidade realmente representativa da classe, ou como o caso dos sindicatos espanhóis que acertaram agulhas e concertaram esforços criando comissões coordenadoras, aqui assiste-se à fragmentação das classes em sindicatos de algibeira, em que um faz greve mas o outro não e aquilo que realmente deveriam defender passa ao lado na luta partidária.


Quanto aos milionários nacionais, existem mas, na esmagadora maioria, na pior classe de milionário. O milionário que, tal como o eucalipto, seca tudo à sua volta. Que se limita a sacar sem fazer o dinheiro correr e animar a economia. Isto porque boa parte deles, ficou milionária no jogo de cintura, nos buracos da Lei, nos amigos certos, não na criação de riqueza. Porque é essa a real diferença para as Nações que, pelo que eu percebo aqui devem ser comunistas, tipo a Noruega, Suécia, Finlândia, etc. Aqui, em vez de se gerar riqueza, gera-se ricos. Há uma diferença substancial, é que gerar um rico custa muitos pobres.

Quanto a "direitos adquiridos" caro Viajante, essa é a coisa que nunca me ninguém conseguiu fazer entender. Direitos?!!! Isso é o quê? Quanto muitotemos privilégios temporários, ganhos por gajos que lutaram e morreram para que nós aqui hoje os passamos usufruir e pelos quais devemos lutar diariamente. A partir do momento que um bacoro qualquer, ao serviço sabe-se lá de quem, mas com a certeza que não é ao nosso serviço apesar de lhe pagarmos o ordenado, chuta para canto esses tais "Direitos" com um simples rabiscar de uma caneta e nós calamos, não estamos só a mijar na campa de todos os que lutaram e morreram por uma vida melhor para nós, não estamos só a ser um cobardolas ranhosos, estamos a condenar os nossos descendentes a passar pelo que os nossos antecessores passaram. E não tenhoa menor sombra de dúvida que, à velocidade com que estamos a retroceder aos "direitos" laborais e sociais do Sec. XIX, inicio do Sec. XX, os nossos descendentes serão obrigados ser comunistas.

Já percebeu que nem o PCP nem o BE entusiasmam-me, muito pelo contrário.

Disto isto, não tenho a menor dúvida de que os nossos problemas são muito mais profundos do que aquilo que refere e explico já. Existe de facto uma diferença de tratamento e regalias entre os funcionários públicos e os restantes funcionários de empresas privadas, que são a larga maioria, mas apesar disso têem menos regalias que os primeiros!!!!
Esse facto é agora mais evidente com a geringonça, que só tem olhos para o seu eleitorado (onde o sindicalismo é mais forte) que são os funcionários públicos e também os reformados (chegam a dar-lhes aumentos de 1€ e ainda fazem publicidade disso)! É muito difícil a restante população, onde eu me incluo, defender as guerras sindicais dos funcionários públicos, quando estes à partida já têem mais direitos e regalias do que eu. Por isso não se admire com a apatia do povo, porque este vê que só uns é que podem ser beneficiados, os outros são os portugueses de 5ª categoria que só servem para pagar impostos que vão servir para pagar o salário dos funcionários públicos, esta é a realidade!
Vamos a factos, de um sector que eu conheço bem, o sector do ensino. Faço parte de um órgão de gestão de 3 pessoas (não somos funcionários públicos), eu e outro descontamos para a Segurança Social e um terceiro colega (porque é docente e vai gerir directamente os docentes) desconta para a CGA. Pois bem, apesar do salário ser exactamente igual para os 3, o colega da CGA se estiver de baixa, a partir do 4º dia recebe apenas um corte de 10% da remuneração normal (paga pela CGA), mas se for eu levo com um corte de 45% e que só baixa para um corte de 40% a partir de 30 dias de baixa. Acha isto justo? (veja por si estas regras explicadas por um dos sindicatos da FENPROF: https://www.spn.pt/Artigo/esclarecimento-spn-faltas-por-doenca-os-30-dias-os-3-primeiros-dias-os-descontos) Mais, um professor pode meter baixa ou falta (mete o chamado artigo) e falta 30 dias por conta das férias, que normalmente ocorrem no verão, mas se for ver se ele está presente por altura do verão no local de trabalho…….. E sabia ainda que um professor (homem), tem direito a dispensa para amamentação ou aleitamento? (julgo que os restantes funcionários públicos também têem esse direito).
Agora o horário, o horário completo de um professor é de 22 horas semanais no início de carreira e que vai reduzindo até chegar a 12 horas, incluindo cargos. Quer isto dizer que um desgraçado de um professor que entre na carreira, ganha 1/3 de um docente com cerca de 50 anos e trabalha o dobro das horas. Atenção que estes horários apenas se aplicam nas 32 semanas lectivas que tem o ano, sabe qual é o horário nas restantes semanas?
E da avaliação que os sindicatos nunca aceitaram? Acha normal todos os professores, bons e maus profissionais chegarem ao topo da carreira? Isso não se passa no Ensino Superior, basta copiarem o sistema das Universidades, que é muito mais justo. Nas Forças Armadas, era o equivalente a todos os oficiais chegarem a General só pela idade e tempo de serviço!!!!!!
Já para não falar nas idades de aposentação que são sempre mais baixas para alguém que desconte para a CGA em comparação com a SS (reforma e pré-reforma).
Mas posso alargar o debate para o salário mínimo, desculpe mas não encontro justificação para o FP ter um SM de 635€ e os restantes 600€!!!!!
Nem posso sequer concordar que não saia 1 cêntimo da CGA para os rendimentos mínimos, dados por funcionários públicos, e que seja apenas a SS a doar dinheiro de quem trabalha e desconta para quem nada faz na vida! Isso acho absolutamente revoltante! Se há dinheiro para os rendimentos mínimos e outros, que retirem do orçamento, se há dinheiro dá-se, se não há não se dá, agora não roubem é a SS!!!!!! Deveria existir apenas 1 só sistema de aposentação com regras iguais para todos!
Porque é que um funcionário público trabalha 35 horas e os restantes 40 horas?!?
E podia alargar o debate por exemplos para as regalias principescas de quem mora nos grandes centros urbanos como Lisboa, tem transportes públicos subsidiados e pagos por todos os portugueses (através das injecções de capital que todos os anos é feita nessas empresas públicas, através do Orçamento de Estado, ou seja, de todos os portugueses, que muitos deles nunca andaram sequer nesses transportes). Para cúmulo, este ano vai haver passes dos transportes ainda mais baratos e mais uma vez subsidiados por quem nunca tem transportes públicos (todo o interior do país e fora dos grandes centros urbanos). Se Lisboa quer passes mais baratos, a Câmara que compre as empresas públicas de transportes e por mim até pode oferecer os passes. É que este caso é exactamente o oposto da solidariedade nacional. O que é que tem o interior tem que o litoral não tem, depois de nos fecharem quase todos os serviços públicos e concentrarem tudo em meia dúzia de cidades? No interior do país, se quiser deslocar-se para o trabalho, para um Hospital que fica a 100km, para um cinema que fica a 60km, para uma loja do cidadão que fica a 60km, sem carro não vai a lado nenhum, porque não há transportes públicos sequer, quanto mais subsidiados! Se tiver a sorte de ter uma auto-estrada perto, já sei que é uma das que paga mais por km percorrido!
Depois desta dissertação e como não moro num grande centro urbano e nem sou funcionário público, tem a certeza de que quer mesmo que lhe explique porque é que eu e muitos milhões como eu não apoiam as reivindicações dos funcionários públicos que já são beneficiados e querem ser ainda mais beneficiados, quando eu sei que no fim vou ter de pagar mais impostos para essas benesses todas?
O nosso problema está no caciquismo e grupos que se encostam aos dinheiros públicos e que berram sempre que alguém quer cortar-lhes algo (veja as Cãmaras, veja as Juntas de Freguesia, veja os milhões de departamentos públicos que nem sonhamos o que fazem…..
Quando estivermos todos ao mesmo nível, eu vou para a rua manifestar por mais e melhores condições, mas assim não…..
Peço desculpa pelo desabafo!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 11, 2019, 11:33:27 am
Banco de Portugal condena Ricardo Salgado a pagar 1,8 milhões de euros por causa do BES Angola

Ex-banqueiro foi condenado pelo Banco de Portugal a pagar uma multa de 1,8 milhões de euros devido ao BES Angola. Defesa de Ricardo Salgado disse que vai recorrer.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/01/10143918/18640943_1280x720_acf_cropped_770x433_acf_cropped.jpg)

O Banco de Portugal condenou Ricardo Salgado a pagar 1,8 milhões de euros na sequência do caso BES Angola. No total, foram condenados 8 dos 18 acusados. Os ex-administradores Amílcar Morais Pires e Rui Silveira também foram condenados ao pagamento de coimas, no valor, respectivamente, de 1,2 milhões e 400 mil euros.

Em causa, segundo o Expresso, estão falhas graves nos mecanismos de controlo interno e o não cumprimento de obrigação de comunicação ao Banco de Portugal dos riscos inerentes à carteira de crédito. No total, as coimas destes três ex-administradores somam um montante de 3,4 milhões de euros.  Os outros sete administradores acusados foram absolvidos – entre eles José Ricciardi.

Já o Banco Espírito Santo e o Espírito Santo Financial Group (ESFG) foram condenados ao pagamento de coimas – 3,4 milhões e 1 milhão, respectivamente – mas estas multas ficam suspensas, já que ambas as entidades estão em situação de insolvência. As coimas aplicadas a três dos ex-gestores desta holding são menos avultadas: Petracchini  foi condenado ao pagamento de 150 mil euros; e José Castella e Caldeira da Silva terão de pagar 120 mil euros cada um.

Os condenados, entende o Banco de Portugal, agiram de forma deliberada e dolosa para esconder da administração do grupo, assim como do Banco de Portugal, as dificuldades e riscos que o BES Angola atravessava. As multas são superiores para os envolvidos que estavam ligados ao BES. Isto porque, apesar de pertencer à holding ESFG, o supervisor acredita que as decisões eram tomadas no seio da administração do banco.

Em causa está um empréstimo que o BES concedeu ao BES Angola no valor de 3 mil milhões de euros sem que fosse feita a devida análise de risco. Aliás, o verdadeiro risco e a exposição a que o BES Angola estava sujeito não foi apenas ocultada: o supervisor entende que os agora condenados estiveram envolvidos na elaboração de um cenário fictício que pintava uma realidade paralela, muito mais favorável do que a verdadeira.
Ricardo Salgado vai recorrer da decisão do Banco de Portugal

A defesa de Ricardo Salgado informou, entretanto, que vai recorrer da decisão do Banco de Portugal, considerando-a injusta e acusando o regulador da banca de falta de imparcialidade.

“Face à injustiça desta decisão do regulador, a defesa de Ricardo Salgado interporá recurso para os Tribunais, ainda na esperança de que o Estado-de-Direito não cederá a pressões de qualquer espécie”, indicaram os advogados do ex-banqueiro numa nota enviada às redacções.

Para a defesa de Ricardo Salgado, a decisão do regulador “formaliza” declarações do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, datadas de 2014, quando — dizem os advogados — “pré-escolheu aqueles que seriam culpados do caso BES”.

O Tribunal de Santarém, acrescentam os advogados de Salgado, “já qualificou estas declarações do governador como um ‘excesso argumentativo’, como tendo ‘extravasado o estritamente necessário’, além de serem ‘excessivamente conclusivas'”.

    Isto (…) é revelador da total ausência de imparcialidade e isenção do Banco de Portugal para julgar factos respeitantes ao BES e a Ricardo Salgado”.

No entanto, em Dezembro último o Tribunal de Santarém recusou um pedido de incidente apresentado pela defesa de Ricardo Salgado para que a administração do Banco de Portugal fosse declarada como não isenta para tomar decisões nos processos de contra-ordenação movidos contra o antigo banqueiro.

A equipa de defesa — liderada por Francisco Proença de Carvalho — insiste agora que a decisão do Banco de Portugal surge “quase 5 anos depois de ter sido tomada a ilegal decisão de destruição de uma instituição centenária como o BES”, mas que se enquadra “numa linha estratégica de isolamento de certos arguidos”.

O objectivo, segundo a defesa? “Continuar a dissimular o desprezo que os então responsáveis do Banco de Portugal conferiram à garantia soberana de Angola de 5,7 mil milhões de dólares, que permitiria ter evitado muitos prejuízos”, concluem.

Notícia actualizada às 18:15 com a informação de que Ricardo Salgado vai recorrer da decisão do Banco de Portugal.

https://observador.pt/2019/01/10/banco-de-portugal-condena-ricardo-salgado-a-pagar-18-milhoes-de-euros-por-causa-do-bes-angola/

Pergunto se o Banco de Portugal não tem coimas mais pesadas que possa aplicar a quem tanto prejudicou o país!?
Ele tinha uma reforma de 90.000€ por mês. Já lhe cortaram e deixaram o mínimo de sobrevivência como fazem com qualquer desgraçado!?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 15, 2019, 12:26:41 pm
Portugal com terceira maior quebra homóloga na produção industrial

Em Novembro, a produção industrial portuguesa teve uma quebra de -2,9%, a terceira maior face ao mesmo período de 2017 dos Estados-membros da União Europeia, divulgou esta segunda-feira o Eurostat.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/01/14102228/24487696_770x433_acf_cropped.jpg)

Portugal teve em Novembro a terceira maior quebra homóloga e a segunda em cadeia na produção industrial entre os Estados-membros da União Europeia (UE), divulgou esta segunda-feira o Eurostat.

Face a Novembro de 2017, a produção industrial recuou 3,3% na zona euro e 2,2% na UE, com Portugal a registar a terceira maior quebra (-2,9%), depois da Irlanda (-9,1%) e da Alemanha (-5,1%).

Comparando com o mês anterior, em Novembro a produção industrial caiu 1,7% na zona euro e 1,3% no conjunto dos 28, tendo a Irlanda registado o maior recuo mensal (-7,5%), seguindo-se Portugal (-2,5%), Alemanha e Lituânia (-1,9% cada).

Segundo o gabinete estatístico europeu, as maiores subidas homólogas do indicador observaram-se na Estónia (7,9%), Polónia (5,3%) e Hungria (3,5%) e as mensais também na Estónia (4,5%), Grécia (3,1%) e Malta (2,8%).

https://observador.pt/2019/01/14/portugal-com-terceira-maior-quebra-homologa-na-producao-industrial/

Mais sinais de alarme sobre o que vem aí.......
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 17, 2019, 02:44:41 pm
Jerónimo Martins e Sonae voltam a subir no 'ranking' das maiores retalhistas do mundo

De acordo com o estudo 'Global Powers of Retailing 2019', que engloba 250 empresas a nível mundial, a Jerónimo Martins é hoje o 55.º maior retalhista, avançando uma posição em comparação com o ano anterior.

(https://cdn2.jornaldenegocios.pt/images/2018-08/img_817x460$2018_08_29_16_55_30_338127.jpg)

A Jerónimo Martins e a Sonae SGPS voltaram a subir no 'ranking' global do retalho da Deloitte em 2018, em comparação com o ano anterior, ocupando agora, respectivamente, a 55.ª e a 156.ª posição, foi hoje anunciado.

De acordo com o estudo 'Global Powers of Retailing 2019', que engloba 250 empresas a nível mundial, a Jerónimo Martins é hoje o 55.º maior retalhista, avançando uma posição em comparação com o ano anterior.

Em dez anos, a dona do Pingo Doce subiu mais de 60 posições, tendo, em 2017, o ano sido marcado por "um forte desempenho operacional", com todas "as geografias e insígnias a reforçarem as suas posições de mercado (Portugal, Polónia e Colômbia) ".

Por sua vez, a Sonae SGPS ascendeu à 156.ª posição, quando, no ano anterior, ocupava o 167.º lugar, tendo, em dez anos, subido cerca de 20 posições.

A conjuntura económica da zona euro tem vindo a registar uma desaceleração e existe uma incerta e instabilidade associada a fenómenos como o 'Brexit' (saída do Reino Unido da União Europeia), que se tem reflectido numa descida da procura.

"Para os retalhistas, estes indicadores macroeconómicos vão traduzir-se num crescimento mais lento dos gastos de consumo, no aumento dos preços e em perturbações nas cadeias de fornecimentos globais", apontou, em comunicado, o sócio líder do sector de retalho da Deloitte, Miguel Eiras Antunes.

Por isso, de acordo com o responsável da consultora, "é expectável que, nos próximos anos, o sector enfrente alguns desafios nesta matéria. Contudo, os mercados maduros apresentam igualmente um conjunto de novas oportunidades ao nível da inovação tecnológica".

A liderar o 'ranking' ficaram, novamente, as norte-americanas Wal-Mart Stores, Costco Wholesale Corporation e The Kroger Co. Destaca-se no quarto lugar a Amazon, com uma subida impulsionada "por uma estratégia competitiva de preços", seguida pelo grupo alemão Schwarz.

No sentido inverso, a ocupar os últimos lugares da tabela ficaram a norte-americana The Golub Corporation (250.ª posição), a brasileira Magazine Luiza (249.ª), a japonesa Heiwado Co. (248.ª), a sueca Coop Sverige AB (247.ª) e a norte-americana American Eagle Outfitters (246.ª).

No 'ranking' registaram-se também algumas estreias como as alemãs Metro AG (26.º lugar) e a Ceconomy AG (40.º), a chinesa Wumart Holdings (187.º), a norte-americana Wayfair (205.º) e a brasileira RaiaDrogasil (223.º).

A Europa apresenta o número mais alto de retalhistas no Top 250, com 87 empresas, mais cinco que no período homólogo.

No mesmo documento, o sócio do sector de Retalho da Deloitte Pedro Miguel Silva, referiu que "os retalhistas europeus continuam a ser mais activos a nível global pelo facto de procurarem oportunidades de crescimento fora dos respectivos mercados maduros. Uma estratégia seguida também pelos dois maiores retalhistas portugueses, cujas operações em mercados externos continuam a representar uma forte aposta".

Segundo o estudo da Deloitte, as receitas agregadas das 250 maiores empresas de retalho a nível mundial totalizaram 4,53 triliões de dólares (3,96 biliões de euros) no ano fiscal de 2017 (exercício encerrado até Junho de 2018), valor que representa um crescimento homólogo de 5,7%.

Os dez maiores retalhistas do mundo contribuíram em 31,6% para a receita gerada no ano fiscal de 2017.

"O crescimento registado no Top 10 ultrapassou o crescimento reportado pelos 250 retalhistas neste estudo com 6,1% e 5,7% respectivamente. No entanto, a margem de lucro líquida total dos dez maiores retalhistas foi mais baixa quando comparada com o top 250", apontou, em comunicado, a consultora.

Esta realidade justifica-se com o facto de "oito dos dez retalhistas trabalharem no retalho alimentar, um sector com margens baixas, que estão permanentemente sob pressão devido ao aumento dos custos, baixo poder de inflação de preços imposto pela crescente concorrência e transparência e ao investimento necessário na transformação digital dos negócios".

O retalho alimentar foi o que mais contribuiu para o Top 250, com as 138 empresas deste sector a gerarem 66,2% das receitas do retalho no ano fiscal de 2017.

A 22.ª edição do 'Global Powers of Retailing' identificou os 250 maiores retalhistas do mundo e analisou o desempenho obtido pelo sector ao nível do volume de negócios, crescimento e rentabilidade nas várias geografias, segmentos de actividade e formatos de loja.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/comercio/detalhe/jeronimo-martins-e-sonae-voltam-a-subir-no-ranking-das-maiores-retalhistas-do-mundo--?ref=HP_DestaquesPrincipais
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2019, 09:52:14 pm
Barnier: "Portugal continua muito ligado à economia do Reino Unido"


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Janeiro 19, 2019, 02:11:02 pm
Venda da Cimpor: como se desfez o ‘império’ cimenteiro em Portugal
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/venda-da-cimpor-como-se-desfez-o-imperio-cimenteiro-em-portugal-400239
(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2017/06/Cimpor-e1496957655504.jpg?w=850&h=531&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

Citar
A Cimpor chegou a operar em quatro continentes e em 12 países. A empresa extingue-se, mas permanece a marca. E fica a promessa dos turcos em “fazer da Cimpor novamente uma grande empresa”.A cimenteira Cimpor foi durante décadas um nomes mais altos da indústria portuguesa, dando cartas tanto em território nacional, como lá fora, onde conseguiu desenvolver negócio em 12 mercados estrangeiros, em quatro continentes. Está agora nas ‘mãos’ do maior fundo de pensões da Turquia, o Ordu Yardimlasma Kurum (OYAK) que, segundo a agência Reuters, comprou o que restava do ‘império’ cimenteiro em Portugal e em Cabo verde: três fábricas e as duas moagens de cimento, as 20 pedreiras e as 46 centrais de betão, revelaram, em comunicado.

O que é o OYAK?

É o fundo de pensões da forças armadas turcas fundado em 1961. Em 2012, já contava com mais de 250 mil membros. O Oayak detém o Oyak Holding, uma empresa de investimento e um dos maiores grupos industriais da Turquia, com diversos investimentos em variados setores de atividade, desde a metalurgia, o setor automóvel, a energia, a agricultura, finanças,betão e exploração mineira, entre outros.

Emprega cerca de 30 mil pessoas em 19 países e, em 2017, apresentou um volume de negócios de 10,2 mil milhões de euros, cerca de 8,92 mil milhões de euros.

Como se deu a desfragmentação da cimenteira?

A (parte da) Cimpor que os turcos adquiriram resultou da desfragmentação que assolou a empresa. Em 2012, a brasileira InterCement lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) à cimenteira portuguesa, que aproveitou um guerra entre os acionistas da Cimpor na altura, onde se incluíam, entre outros a Caixa Geral de Depósitos, o fundo de pensões do BCP ou Pedro Queiroz Pereira.

A InterCement ‘aliou-se’ à rival, e também acionista da Cimpor, Votorantim, e a OPA concluiu-se com êxito. As duas empresas dilaceraram a Cimpor em duas partes idênticas, divindindo os ativos que a empresa detinha pelo mundo fora.

Em dezembro de 2018, o Oyak adquire os ativos que a Cimpor detinha em Portugal e Cabo Verde à InterCement. A transação passou pelo crivo da Bruxelas, com a Direção-geral da Concorrência da Comissão Europeia a dar luz verde ao negócio.

A InterCement tinha necessidade de reduzir a dívida do acionista brasileiro e vendeu a Cimpor ao Oyak, por 700 milhões de euros, segundo a agência Reuters.

Como nasceu a Cimpor?

A Cimpor nasceu da convulsão da revolução do 25 de abril, sendo criada em 1976, reunindo um conjunto de cimenteiras nacionalizadas. Regressou ao capital privado em 1994, mas há antes, o referencial de gestão da empresa, Sousa Gomes, iniciou a cimenteira portuguesa num dos mais interessantes e bem sucedidos processos de internacionalização da economia portuguesa, ajudando a criar bases operacionais em mais de uma dezena de mercados externos.

A Cimpor chegou a operar em quatro continentes e em 12 países: Portugal, Espanha, Brasil, Egipto, Marrocos, Moçambique, África do Sul, China, Índia, Tunísia, Turquia e Peru.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 21, 2019, 09:41:20 am
Venda da Cimpor: como se desfez o ‘império’ cimenteiro em Portugal


Tenho seguido o que se passou com a Cimpor, PT, entre outras e só há uma palavra para descrever o que se passou: CRIMINOSO. Conseguiram destruír 2 grandes empresas a nível mundial, quando se juntaram com parceiros brasileiros!!!!!!

E o mais irónico é que 2 empresários portugueses que já morreram, queriam comprar essas empresas e o poder político não deixou (o Belmiro de Azevedo queria a PT e o Pedro Queirós Pereira queria comprar a Cimpor). O resultado final já conhecemos, depois dessas 2 grandes empresas terem sido "sangradas" em mais de 10 mil milhões de euros, até definharem!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 22, 2019, 12:47:58 am
Exclusivo: Auditoria da EY revela perda de 340 milhões na CGD com “Obrigações Caravela”

A auditoria à gestão da CGD, entre 2000 e 2015, conclui que que foi realizado um investimento significativo em dívida pública designada ‘Obrigações Caravela’, cujo resultado foi uma perda de centenas de milhões de euros. Operação ruinosa visou eliminar perdas no balanço de dívida pública detida pela Caixa antes da adesão ao euro e sem análise prévia de riscos inerentes.

(https://jornaleconomico.imgix.net/wp-content/uploads/2016/09/caixa_geral_depositos_cgd_logo.jpg?w=730&h=456&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

Chama-se “Operação Caravela”, um investimento realizado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) em eurobonds emitidos em escudos, por emitentes internacionais e colocadas no mercado internacional, no final dos anos 1990. A operação teve como o objectivo camuflar perdas no balanço do banco público face aos elevados níveis de dívida pública que se estava a desvalorizar, cujos títulos a Caixa não se conseguia livrar no final da década de 90. E veio a revelar-se ruinosa: gerou uma perda aproximada de 340 milhões de euros à CGD, segundo a auditoria da EY à gestão da Caixa que conclui que os elevados riscos desta operação  não foram analisados correctamente.

Esta é uma das conclusões da auditoria da EY aos empréstimos problemáticos concedidos pela CGD durante os anos de 2000 a 2015, cujo documento foi dado a conhecer neste domingo, 20 de Janeiro, pela comentadora da CMTV, Joana Amaral Dias no “CM Jornal 20h”. Segundo a comentadora avançou ao JE trata-se de uma versão preliminar da auditoria que já foi entregue aos supervisores e às autoridades de investigação criminal, na eventualidade de conter indícios de práticas que possam configurar crime. Mas, assegura, não sofreu alterações relevantes face ao documento final.

“Os motivos inerentes à operação são meramente contabilísticos, com a necessidade de eliminar uma menos valia potencial transitória numa carteira de obrigações de taxa fixa”, conclui a  auditoria à gestão da Caixa entre 2000 e 2015, revelando que o resultado desta operação, denominada “Operação Caravela”, “ foi uma perda de 340 milhões de euros” e que “tratou-se de uma tomada de operação com um risco elevado, sem evidência de análise de suporte nem conhecimento para riscos inerentes à operação”.

Esta operação foi desencadeada pela administração liderada por João Salgueiro (entre 1996 e 1999 e que tinha o actual chairman do Santander, António Vieira Monteiro, como vice-presidente), que realizou um investimento significativo em dívida pública designada ‘Obrigações Caravela’. Uma operação, cujos motivos, revela agora a auditoria da EY, “são meramente contabilísticos, com a necessidade de eliminar uma menos valia potencial transitória numa carteira de obrigações de taxa fixa”.  Até à venda, em 2006, das “obrigações Caravela”, a operação abrangeu ainda as administrações de António de Sousa que foi presidente do conselho de administração entre 2000 e 2004 e de  Carlos Santos Ferreira (que fez um mandato entre 2005 e início de 2008).

A auditoria explica que a 23 de Dezembro de 1999 as obrigações com cupão a taxa fixa detidas pelos bancos do Grupo em Espanha e sucursal de Paris, as quais estavam a originar perdas, foram vendidas a uma sociedade veículo, criada pelo Crédit Suisse criou que absorveu a dívida pública que a Caixa detinha e registava perdas no balanço e emitiu títulos conhecidos como ‘Boats Caravela’. Este veículo emitiu, por sua vez, obrigações de cupão a taxa variável que foram tomadas pelo Grupo CGD, sendo que o valor as das carteiras alienadas ascendeu a cerca de 90 milhões de contos (cerca de 447,1 milhões de euros) e o prazo da operação foi de 11 anos. A venda das obrigações ao veículo especial , segundo a auditoria da EY, permitiu a anulação de provisões de 5,1 milhões de contos (25,6 milhões de euros).

Mas, segundo a EY, os novos títulos também desvalorizaram, gerando ainda mais perdas. “A Caixa não se conseguia livrar deles e foi registando disfarçadamente as perdas no balanço até se resolver completamente o problema” , conta Helena Garrido no livro “Quem meteu a mão na Caixa”, referindo-se ao investimento em ‘obrigações Caravela’.   Um investimento que a auditoria da EY coloca agora em causa ao realçar na auditoria que “não existe evidência dos elevados riscos da operação terem sido analisados correctamente”, acrescentando que não foi disponibilizada à auditora  a documentação de suporte à análise original e subsequente monitorização.

O documento da EY conclui ainda que não obteve, “por outro lado, qualquer evidência de terem sido envolvidos outros agentes na análise da documentação da operação, nomeadamente agências de rating e organizadores de mercado”.

Segundo a auditoria, a falta de evidência de documentação de suporte inclui o período de  1996 a 2003 – vários documentos (Informações dos vários departamentos) não foram encontrados pela CGD. A EY Realça aqui que em 2002 a versão do documento que lhes foi disponibilizada “é uma versão preliminar que não se encontra completa” e “não contém qualquer parecer nem despacho”. Já em 2006, segundo o documento, relativamente à venda da operação, “a CGD não nos disponibilizou elementos suficientes para concluir que esta seria a melhor opção”.

Obrigações emitidas antes da adesão ao euro

O Jornal Económico avançou na edição de 14 de Dezembro do ano passado que estas obrigações, emitidas há mais de 18 anos, consistiam em eurobonds emitidos em escudos, por emitentes internacionais e colocadas no mercado internacional. Denominavam-se de ‘Obrigações Caravela’ porque foram emitidas na moeda antiga, antes da adesão de Portugal à moeda única, em 1999. Foram tomadas firme e colocadas por instituições financeiras que operam em Portugal.

“No final dos anos 1990, o banco do Estado tinha no seu balanço muita dívida pública que se estava a desvalorizar”, conta Helena Garrido, no livro “Quem meteu a mão na Caixa”, referindo-se ao investimento em ‘obrigações Caravela’.

Em 2000, a CGD estava com perdas significativas na carteira de dívida pública e para as camuflar  na conta de resultados, fizeram uma operação com o Crédit Suisse, que é descrita no mesmo livro.

O Crédit Suisse criou um veículo que absorveu essa dívida pública e emitiu títulos conhecidos como ‘Boats Caravela’. Mas, esses títulos também desvalorizaram, gerando ainda mais perdas. “A Caixa não se conseguia livrar deles e foi registando disfarçadamente as perdas no balanço até se resolver completamente o problema”, escreve Helena Garrido. A questão da responsabilidade de Vieira Monteiro nesta operação terá de ser apurada, uma vez que há fontes que dizem que não teve implicação directa na operação do Crédit Suisse.

Caixa vendeu as obrigações em 2006 por 84 milhões de euros

Segundo o relatório e contas de 2006, já no mandato de Carlos Santos Ferreira, “as obrigações ‘Boats Caravela’ foram alienadas em Março de 2006, por 102 milhões de dólares (84,4 milhões de euros, ao câmbio em vigor à data da venda)”, estancando perdas que, segundo as nossas fontes, acumularam ao longo dos anos um montante que ronda os 1,5 mil milhões de euros.

Outra fonte explicou que foi uma operação de venda de um conjunto bastante diverso de títulos com o objectivo de gerar resultados para o banco.

A EY terá avaliado mais de 180 operações de crédito entre 2000 e 2015 e, dessas, terá feito uma análise detalhada das 50 operações: as mais relevantes do ponto de vista financeiro, as que foram feitas sem a aprovação formal do departamento de risco e as que resultaram em perdas e em crédito malparado para o banco público. A auditoria  da EY   debruçou-se sobre três áreas principais de análise: concessão de créditos, aquisição e alienação de activos e decisões estratégicas de negócio.

Justiça investiga 100 maiores créditos em incumprimento da CGD

O JE avançou, em primeira mão, a 16 de Julho de 2017, que o  Ministério Público (MP) tinha, desde essa altura, na sua posse a lista dos 100 maiores créditos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e que estão em situação de incumprimento num montante superior a 2,5 mil milhões de euros. Na mira da Justiça estão créditos concedidos a empresas e a alguns particulares sem garantias ou com garantias frágeis no âmbito do inquérito que investiga suspeitas de gestão danosa. Indícios de crime foram já detectados, apurou o Jornal Económico junto de fonte próxima à investigação.

A informação à Justiça foi disponibilizada ainda quando António Domingues liderava a instituição financeira, em Dezembro de 2016, antes do início de funções de Paulo Macedo, a 1 de Fevereiro deste ano.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/exclusivo-auditoria-da-ey-revela-perda-de-340-milhoes-na-cgd-com-obrigacoes-caravela-400817
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 22, 2019, 01:01:10 am
Caixa perdeu 1.200 milhões em créditos de risco. Veja a lista dos grandes devedores

A auditoria realizada à gestão da CGD revela que, entre 2000 e 2015, várias administrações aprovaram uma série de operações de risco elevado, que vieram a gerar perdas de quase 1.200 milhões de euros.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reconheceu perdas de quase 1.200 milhões de euros num conjunto de 46 financiamentos, concedidos entre 2000 e 2015, nos quais não foram cumpridas as normas de concessão de crédito. Ao longo destes anos, as sucessivas administrações do banco público ignoraram os pareceres dos órgãos competentes ou aprovaram operações que não apresentavam garantias suficientes, concretizando negócios que vieram a revelar-se de risco “considerado elevado ou grave”.

Os dados constam de um relatório preliminar, divulgado por Joana Amaral Dias na CMTV e a que o ECO teve acesso, realizado pela consultora EY, que, a pedido do Ministério das Finanças, fez uma auditoria à gestão da Caixa no período de 2000 a 2015.

Na auditoria, a consultora identifica vários tipos de operações que caracteriza como “excepções face ao normativo e ao enquadramento regulamentar aplicável”. Leia-se, não cumpriram as regras. Há quatro tipos de operações que se destacam:

    Operações aprovadas com parecer de análise de risco desfavorável ou condicionado, não se encontrando documentadas as justificações para a tomada de risco contrária ao parecer da Direcção Global de Risco;
    Casos onde não foi apresentado parecer técnico da Direcção Global de Risco referente à operação, nem justificação para tal situação;
    Casos onde não existe evidência que tenha sido obtida toda a informação exigível para fundamentar a aprovação da operação (estudo de viabilidade, licenças associadas ao projecto);
    Casos em que as garantias assinadas em contrato não são suficientes para cobrir o rácio de cobertura de 120% conforme exposto no normativo.

Entre os 200 devedores que foram identificados pela EY como tendo gerado as maiores perdas para o banco público, há 64 casos em que ocorreu pelo menos uma das situações descritas em cima. A 31 de Dezembro de 2015, a CGD ainda tinha exposição a 46 desses clientes, num montante total de 2,96 mil milhões de euros em dívida.

Quase metade desse montante tinha sido dado como perdido no final de 2015: as perdas por imparidades com estes créditos totalizavam, por essa altura, 1.198.082.600 euros.

O montante perdido com cada cliente é muito variável. A Artlant representa a maior perda, num total que ultrapassa os 211 milhões de euros. Segue-se a Investifino (detida pelo empresário Manuel Fino), com perdas superiores a 138 milhões, a Fundação Berardo, com mais de 124 milhões, e a AE Douro Litoral, com 122,6 milhões.

Veja a lista dos grandes devedores da CGD

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/01/grandes-devedores-da-cgd-01-01.png)

Cada um destes créditos foi concedido entre 2000 e 2015, mas a EY não revela a data exacta da concessão, nem o montante inicial de cada crédito.

https://eco.sapo.pt/2019/01/21/caixa-perdeu-1-200-milhoes-em-creditos-de-risco-veja-a-lista-dos-grandes-devedores/

Aí está a famosa lista de caloteiros da CGD que não queriam mostrar nem aos deputados!!!!!!
A leitura da tabela é muito simples, coluna da esquerda tem os caloteiros, coluna do meio tem o valor em dívida a 31 de Dezembro de 2015 e na coluna da direita temos as imparidades, ou seja, os valores que a CGD reconhece que nunca mais vai por a vista em cima!!!!!! Dessa lista de 3 mil milhões de euros de dívidas, a Caixa reconhece que nunca mais vai ver 1,2 mil milhões, mas esse valor pode aumentar em direcção ao valor de exposição a esses devedores (3 mil milhões de euros).

No fundo esta lista mostra quem ajudou a colocar-nos a pão e água e depois fomos obrigados a ajudar os bancos a "limpar" os balanços de "activos tóxicos"!!!!!! E isto é só 1 parte e só relativa a 1 dos bancos, neste caso público!!!!!

Quem estiver interessado, ainda tem mais 2 artigos:
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/salarios-de-administradores-da-cgd-foram-fixados-sem-ligacao-ao-desempenho-revela-auditoria-da-ey-400926
e
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/caixa-aumentou-imparidades-na-construcao-e-imobiliario-quando-restante-banca-as-diminuiu-400874
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: HSMW em Janeiro 23, 2019, 02:59:25 am
Caixa perdeu 1.200 milhões em créditos de risco. Veja a lista dos grandes devedores

A auditoria realizada à gestão da CGD revela que, entre 2000 e 2015, várias administrações aprovaram uma série de operações de risco elevado, que vieram a gerar perdas de quase 1.200 milhões de euros.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reconheceu perdas de quase 1.200 milhões de euros num conjunto de 46 financiamentos, concedidos entre 2000 e 2015, nos quais não foram cumpridas as normas de concessão de crédito. Ao longo destes anos, as sucessivas administrações do banco público ignoraram os pareceres dos órgãos competentes ou aprovaram operações que não apresentavam garantias suficientes, concretizando negócios que vieram a revelar-se de risco “considerado elevado ou grave”.

Os dados constam de um relatório preliminar, divulgado por Joana Amaral Dias na CMTV e a que o ECO teve acesso, realizado pela consultora EY, que, a pedido do Ministério das Finanças, fez uma auditoria à gestão da Caixa no período de 2000 a 2015.

Na auditoria, a consultora identifica vários tipos de operações que caracteriza como “excepções face ao normativo e ao enquadramento regulamentar aplicável”. Leia-se, não cumpriram as regras. Há quatro tipos de operações que se destacam:

    Operações aprovadas com parecer de análise de risco desfavorável ou condicionado, não se encontrando documentadas as justificações para a tomada de risco contrária ao parecer da Direcção Global de Risco;
    Casos onde não foi apresentado parecer técnico da Direcção Global de Risco referente à operação, nem justificação para tal situação;
    Casos onde não existe evidência que tenha sido obtida toda a informação exigível para fundamentar a aprovação da operação (estudo de viabilidade, licenças associadas ao projecto);
    Casos em que as garantias assinadas em contrato não são suficientes para cobrir o rácio de cobertura de 120% conforme exposto no normativo.

Entre os 200 devedores que foram identificados pela EY como tendo gerado as maiores perdas para o banco público, há 64 casos em que ocorreu pelo menos uma das situações descritas em cima. A 31 de Dezembro de 2015, a CGD ainda tinha exposição a 46 desses clientes, num montante total de 2,96 mil milhões de euros em dívida.

Quase metade desse montante tinha sido dado como perdido no final de 2015: as perdas por imparidades com estes créditos totalizavam, por essa altura, 1.198.082.600 euros.

O montante perdido com cada cliente é muito variável. A Artlant representa a maior perda, num total que ultrapassa os 211 milhões de euros. Segue-se a Investifino (detida pelo empresário Manuel Fino), com perdas superiores a 138 milhões, a Fundação Berardo, com mais de 124 milhões, e a AE Douro Litoral, com 122,6 milhões.

Veja a lista dos grandes devedores da CGD

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/01/grandes-devedores-da-cgd-01-01.png)

Cada um destes créditos foi concedido entre 2000 e 2015, mas a EY não revela a data exacta da concessão, nem o montante inicial de cada crédito.

https://eco.sapo.pt/2019/01/21/caixa-perdeu-1-200-milhoes-em-creditos-de-risco-veja-a-lista-dos-grandes-devedores/

Aí está a famosa lista de caloteiros da CGD que não queriam mostrar nem aos deputados!!!!!!
A leitura da tabela é muito simples, coluna da esquerda tem os caloteiros, coluna do meio tem o valor em dívida a 31 de Dezembro de 2015 e na coluna da direita temos as imparidades, ou seja, os valores que a CGD reconhece que nunca mais vai por a vista em cima!!!!!! Dessa lista de 3 mil milhões de euros de dívidas, a Caixa reconhece que nunca mais vai ver 1,2 mil milhões, mas esse valor pode aumentar em direcção ao valor de exposição a esses devedores (3 mil milhões de euros).

No fundo esta lista mostra quem ajudou a colocar-nos a pão e água e depois fomos obrigados a ajudar os bancos a "limpar" os balanços de "activos tóxicos"!!!!!! E isto é só 1 parte e só relativa a 1 dos bancos, neste caso público!!!!!

Quem estiver interessado, ainda tem mais 2 artigos:
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/salarios-de-administradores-da-cgd-foram-fixados-sem-ligacao-ao-desempenho-revela-auditoria-da-ey-400926
e
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/caixa-aumentou-imparidades-na-construcao-e-imobiliario-quando-restante-banca-as-diminuiu-400874

A Artlant. Outro grande investimento do Sócrates com os espanhóis...
E lá está a fundação berardo e outras fundações da treta...

https://www.cmjornal.pt/exclusivos/detalhe/estado-perde-milhoes-com-projeto-de-socrates-e-pinho
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 23, 2019, 11:10:45 am
Por acaso já "seguia" os gestores maravilha (amigos do Sócrates), que passaram da CGD (depois de a arruinarem) para o BCP e também este quase foi ao charco!!!!! Um desses gestores está preso em Évora, mas desconfio que só vai pagar por receber 25.000€ e nunca vai responder por estes buracos gigantescos!!!!!!

O que receio é que as imparidades (perdas definitivas) vão aproximar-se dos 3 mil milhões de euros e não só dos 1,2 mil milhões......

Só estes 1,2 mil milhões representam 120€ a cada um dos portugueses residentes!!!!!!!!!!! Os aumentos de capital na CGD serviram para pagar estes buracos!!!

E eu relembro uma coisa, se não tivesse vindo a troika ao país, nada disto se sabia, ía ser tudo abafado. Infelizmente tivemos o nosso poder de decisão limitado (como teve a Grécia.....), mas foi com a vinda da troika que descobriram o buraco na Madeira (foi descoberta quando passavam a pente fino as contas dos bancos e descobriam cartas de conforto da Região Autónoma da Madeira a servir de garantia a empresas de construção civil, mas na contabilidade da RAM não apareciam nenhumas facturas........).
A troika obrigou ainda a investigar as contas de todas as autarquias (por isso é que muitas delas foram intervencionadas à força para pagarem aos fornecedores a menos de 90 dias, porque sei de Câmaras que pagavam a 2 anos ou mais ainda!!!!!!!). Quando a dívida pública disparou na altura de Sócrates, foi porque fomos obrigados a reconhecer todos estes buracos que estavam bem escondidos!!!!!!

No mínimo todos estes gestores envolvidos nestes escândalos, deviam ser presos e despejados de todos os bens que tenham à face da terra!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Vicente de Lisboa em Janeiro 23, 2019, 03:27:51 pm
O que é que a CP está ali a fazer?
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Janeiro 23, 2019, 03:37:26 pm
O que é que a CP está ali a fazer?

Sem saber o que se passou em concreto, mas pode muito bem ter havido um perdão de juros (pelo valor baixo em relação à dívida total), ou uma reestruturação por perdão de uma pequena parte da dívida.

A CGD ao reconhecer 4 milhões de euros de imparidades na CP, quer dizer que deixou de receber esse valor em relação ao que era esperado.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: zocuni em Fevereiro 06, 2019, 10:40:13 am
Défice de 2018 ficou em 0,6%, anuncia Centeno
Governo calcula que o défice ficou ligeiramente abaixo dos 0,7% previstos. Dados oficiais serão divulgados pelo INE no final de Março.

LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O défice público durante o ano passado terá ficado em 0,6%, ligeiramente abaixo dos 0,7% que eram previstos pelo Governo, afirmou esta quarta-feira o ministro das Finanças.

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A falar na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, Mário Centeno afirmou que 2018 deverá ter fechado com um défice público, em contabilidade nacional, “próximo de 0,6%”, afirmando que o governo está a apresentar “ano após ano” os resultados para o défice “mais baixos do período democrático”.

“Foram cumpridas as metas orçamentais pelo terceiro ano consecutivo. Algo que antes nunca acontecia, tornou-se um hábito”, disse o ministro aos deputados.

Inicialmente, quando apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2018, o Executivo apontava para um défice de 0,9%. Mais tarde, já depois de ter terminado o ano de 2017 com um défice de 0,9% (3% se se incluir a despesa com a capitalização da Caixa Geral de Depósitos), essa meta foi revista em baixa para 0,7%.


Agora, revelou Centeno, o valor deverá acabar por se cifrar um pouco abaixo nos 0,6%. Os números oficiais, contudo, apenas serão conhecidos no final de Março quando o Instituto nacional de Estatística divulgar os seus cálculos relativamente às contas públicas de 2018.

Em relação à dívida pública, o ministro das Finanças revelou que em 2018 o seu valor terá ficado em 121,4% do PIB.

Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 07, 2019, 12:21:16 pm
Álvaro Sobrinho sobre o caso BESA: “Roubaram 3 mil milhões de euros aos portugueses”

Ex-líder do BESA acusa generais próximos de Eduardo dos Santos de terem dado um "golpe" para protegerem dívidas ao banco e diz que há mais políticos entre os "grandes devedores e nunca foram tocados".

“Golpe”. É assim que Álvaro Sobrinho descreve num entrevista à revista Visão o seu afastamento da liderança do Banco Espírito Santo de Angola (BESA) em 2013 e, acima de tudo, a transformação do BESA em Banco Económico por decisão do Banco Nacional de Angola. O ex-líder do BESA não poupa nas palavras e acusa as mais altas esferas da presidência de José Eduardo dos Santos de terem falsificado atas e a contabilidade do BESA para protegerem os políticos angolanos que deviam boa parte dos cerca de 6 mil milhões de euros de crédito irregular que foi concedido por aquela instituição financeira que fazia parte do Grupo Espírito Santo (GES). Entre esses devedores, Sobrinho situa o general Hélder Veira Dias ‘Kopelipa’, ex- chefe da Casa Militar de Eduardo dos Santos, e o general Leopoldino Nascimento ‘Dino’, ex-assessor de segurança do ex-presidente angolano, mas também empresas do GES.

Outra consequência desse golpe terá sido a perda de cerca de 3 mil milhões de euros que o Novo Banco, a instituição que substituiu o BES, nunca reclamou, diz Álvaro Sobrinho. “Roubaram 3 mil milhões de euros aos portugueses”, diz o banqueiro.

Recorde-se que, tal como o Observador noticiou, o Ministério Público continua a investigar a alegada concessão irregular de crédito do BESA no período 2009 a 2013 e que está avaliado em cerca de 6,8 mil milhões de dólares (cerca de 6 mil milhões de euros ao câmbio atual) — quando as suspeitas originais apontavam para um valor de 5,7 mil milhões de dólares (cerca de 5 mil milhões de euros ao câmbio atual. Boa parte desse período apanha o mandato de Álvaro Sobrinho, que liderou o banco entre 2001 e novembro de 2012 por escolha direta de Ricardo Salgado, ex-presidente executivo do BES e líder da família Espírito Santo. Quer Salgado, quer Sobrinho são encarados pelas autoridades portuguesas como suspeitos no âmbito da investigação do chamado processo Universo Espírito Santo.

De acordo com os indícios recolhidos pelo DCIAP, os cerca de 6 mil milhões de euros terão sido distribuídos por três grupos de destinatários:

    Entidades do interesse de Álvaro Sobrinho — o que o ex-líder do BESA sempre negou, como voltou agora a repetir à Visão
    Entidades ligadas a titulares de cargos políticos e públicos de Angola;
    Entidades ligadas ao Grupo Espírito Santo que terão sido financiadas pelo BESA.

Estes dois últimos grupos terão sido os destinatários preferenciais da maioria do crédito concedido, avaliado pelo DCIAP em 6.849.845.000 dólares (cerca de 6.047.302.758 euros)

Generais “‘Kopelipa’ e ‘Dino’ eram dos maiores devedores do BESA. Havia outros ligados ao regime…”

A entrevista da Visão concentra-se em duas assembleias-gerais que decidiram o futuro de Álvaro Sobrinho e que levaram à transformação do BESA em Banco Económico com profundas transformações na estrutura acionista por decisão do Banco Nacional de Angola.

A primeira reunião relevante é de setembro de 2013. Foi nesta assembleia-geral, em que estiveram Ricardo Salgado (em representação do GES), ‘Kopelipa’ (em representação do acionista Portmill), e ‘Dino’ (em representação da acionista Geni), que Sobrinho diz ter sido “fuzilado” pelos acionistas que o acusaram de conceder cerca de 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,4 mil milhões de euros) de crédito à sua própria família. Sobrinho diz que isso é mentira e que tal crédito foi concedido a sociedades que na ata dessa assembleia-geral aparecem como sendo suas mas que, segundo o ex-líder do BESA, pertencem ao GES. “Desmascarei o Salgado com todo o crédito do GES. E desmascarei os acionistas angolanos com todo o crédito deles. Mas isso não apareceu na ata. Acha que podia divulgar isto? Em Portugal tinha o Salgado, que mandava nos primeiros-ministros, em Angola tinha os angolanos e a minha família estava lá”, afirma.

“Foi uma assembleia-geral intimidatória para validar um ato ilegal, construído e manietado. Forjaram uma ata, puseram o que lhes interessava e omitiram o que não lhes interessava. Interessava-lhes culpar determinada pessoa, fuzilá-la [o próprio Sobrinho]. Tudo o que dizia respeito aos acionistas, aos empréstimos gigantescos que tinham no banco, não saiu em ata”, acusa Sobrinho

Os maiores devedores [do BESA] eram os acionistas”, diz Sobrinho, que confirma que o generais ‘Dino’ e ‘Kopelipa’ encontravam-se entre os maiores devedores do banco. Sobrinho diz, no entanto, que “o eng. Manuel Vicente não estava na reunião e não apareceu como acionista. Havia outros ligados ao regime que eram grandes devedores e nunca foram tocados. São as mesmas pessoas que pediram para eu sair do banco. Há uma maneira de pedir crédito em Angola: ou põe-se a filha ou põe-se a irmã…”, diz

Álvaro Sobrinho diz que a reunião que culminou com o seu afastamento do cargo de chairman do BESA, já depois de ter sido afastado em 2012 do cargo de presidente executivo do banco, foi um encontro deveras original. “Nunca tinha visto uma reunião daquelas. Até esse dia não houve uma em que os acionistas estivesse presentes fisicamente. De repente, aparecem todos. É normal um ministro de Estado e um chefe da Casa Militar do Presidente da República, o assessor mais importante do Presidente e um ex-primeiro-ministro aparecerem como acionistas de um banco privado? Não, não é. (…) Nessa reunião estavam os homens que mandavam no país e Ricardo Salgado diz que estavam os acionistas angolanos. Em Portugal é assim? Isso é uma aberração”, diz.

O “assalto” e a “manigância” do governador do Banco Nacional de Angola

A segunda assembleia-geral relevante aconteceu a 29 de outubro de 2014 e culminou com uma autêntica revolução na estrutura acionista do Banco Económico — o novo nome do BESA depois da intervenção do Banco Nacional de Angola (BNA) concretizada a 4 de agosto de 2014, depois do Banco de Portugal ter acionado os mecanismos da resolução do BES. Álvaro Sobrinho diz que foi “um assalto” promovido pelo então governador do BNA, o banco central angolano.

Antes, em julho de 2014, o Estado angolano tinha anunciado que iria injetar cerca de 3 mil milhões de dólares no Banco Económico, sendo que a petrolífera pública Sonangol passou a deter 35% do capital, o Novo Banco ficou com 9,9% (quando tinha herdado a posição de 55% do BES), a Portimill (ligada ao general ‘Kopelipa’ e a Manuel Vicente) manteve os 24% e o grupo Geni (ligado ao general ‘Dino’) também continuou a ser relevante com 18,99% do capital. Além da Sonangol, também a sociedade de capital de risco chinês chamada Lektron entrou como novo acionista, assumindo uma posição de 30,98%. Enquanto o BES (que ainda hoje tem existência jurídica, estando em processo de insolvência) foi expulso da estrutura acionista do Banco Económico.

De acordo com a Visão, a Comissão Liquidatária do BES defende que esta assembleia-geral é totalmente ilegal e está a tentar contestá-la na justiça angolana — sem sucesso até ao momento. O mesmo pensa Álvaro Sobrinho.

Os acionistas do Banco Económico são uma fraude. Não são acionistas de verdade. Tomaram a maioria do capital sem meter um tostão. A Sonangol, por exemplo, fez uma operação swap [troca]: comprou a sede do BESA e disse que aquele era o capital. E não há nada na lei [angolana] que permita dizer: os velhos acionistas não foram ao aumento de capital social, entao já não fazem parte da estrutura acionista. O BES tinha 55% de capital e, no fim, devia continuar a ter 55%”, diz Sobrinho.

De acordo com a Visão, os representantes do BES foram impedidos de entrar na Assembleia-Geral de 29 de outubro de 2014 com o argumento de que não tinham participado no aumento de capital social que, entretanto, tinha ocorrido e que permitiu injetar os já referidos 3 mil milhões de dólares no Banco Económico.

Álvaro Sobrinho acusa o então governador do BNA de ter promovido o que denomina como um “assalto”. “O governador do BNA é contabilista e viu ali um momento de ouro: há problemas em Portugal, nós temos uma dívida para saldar, vamos fazer aqui uma manigância para não pagar essa dívida. O regime angolano da altura foi muito inteligente, mais inteligente do que Ricardo Salgado e o Estado português”.

Para Sobrinho, os grandes beneficiados foram o “Estado angolano mas principalmente estes acionistas [do Banco Económico] porque entraram sem capital nenhum e beneficiaram de créditos que Ricardo Salgado lhes atribuiu num determinado período. Houve ali um golpe para ficar com o banco”, diz Sobrinho

“O BES ficou à deriva. Roubaram 3 mil milhões aos portugueses”, acrescenta o ex-líder do BESA, referindo-se à perda de capital e aos créditos que o BES concedeu ao BESA e que o Banco Económico nunca pagará.

Segundo o acordo feito com a administração do Novo Banco liderada por Stock da Cunha, o Banco Económico apenas terá de pagar cerca de 794 milhões de euros em duas tranches.

O antigo presidente do BESA defendeu na entrevista que concedeu que os créditos dados em Angola “não influenciaram a falência do BES em Portugal”. “O BES não faliu por causa do BESA”, reforçou. Disse, aliás, que “o que aconteceu ao BESA não foi uma falência, foi um conjunto de imposições do BNA [Banco Nacional de Angola]”.

Processos em Portugal? “Assumo as minhas responsabilidades no BESA”

Álvaro Sobrinho foi ainda questionado sobre os processos judiciais abertos no DCIAP em que é visado, tendo explicado que o que está em causa “são as origens dos meus rendimentos porque se criou este mito de que a falência do BES teve que ver com o BESA. Defendi-me sempre sem acusar ninguém. Assumo as minhas responsabilidades no BESA. Era um banco que estava alavancado? Era. Tinha problemas de liquidez? Sim. Não é justo, e é de uma grande hipocrisia intelectual, o dr. Ricardo Salgado não assumir também as suas responsabilidades”, diz o ex-líder do BESA que foi escolhido para o cargo por Álvaro Sobrinho.

Sobrinho responsabiliza ainda Amílcar Morais Pires, ex-chief financial officer do BES e braço direito de Ricardo Salgado, por ter tido um papel importante na queda do banco da família Espírito Santo. “O grande causador da derrocada do banco [BES] foi ele, inventando produtos aqui na sala de mercados do BES e vendendo a particulares e a instituições, usando a rede do grupo. (…) Não fui eu que montei as operações do BES para vender papel comercial a pessoas que nem sabem o que é um depósito a prazo, nunca fui criminoso a ponto de pôr velhinhos a comprar papel comercial e a ficarem sem nada. Durmo muito bem”,  concluiu.

https://observador.pt/2019/02/07/alvaro-sobrinho-sobre-o-caso-besa-roubaram-3-mil-milhoes-de-euros-aos-portugueses/

Mais um episódio do saque no BES. Juntando tudo percebemos o que andamos a pagar (20 mil milhões de euros)!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: zocuni em Fevereiro 08, 2019, 02:29:47 pm
Fábrica da PSA em Mangualde ganha novo modelo da Opel
Novo Opel Combo passa a ser produzido em Mangualde a partir do segundo semestre de 2019, nas versões comercial e de passageiros. Unidade portuguesa partilha com a fábrica da PSA em Vigo o "exclusivo mundial"


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: zocuni em Fevereiro 09, 2019, 05:38:46 pm
Exportação de Porco Ibérico para a China.


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: zocuni em Fevereiro 15, 2019, 11:35:59 am
Apresentação de relatório da OCDE sobre Portugal cancelada à última hora

Leonardo Ralha   14 Fevereiro 2019, 15:37

Ex-ministro Álvaro Santos Pereira seria um dos oradores numa sessão dedicada ao “Economic Survey of Portugal – 2019” da OCDE na terça-feira. Na véspera mantém-se uma apresentação oficial no Ministério da Economia.

Uma apresentação pública do relatório “Economy Survey of Portugal – 2019” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que estava agendada para a próxima terça-feira e contava com a presença do ex-ministro Álvaro Santos Pereira e do economista Ben Westmore, foi cancelada. Mantém-se, no entanto, uma apresentação oficial na segunda-feira, nas instalações do Ministério da Economia, com a presença do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.


A informação do cancelamento consta do site da Ordem dos Economistas, entidade que estava a organizar a sessão, que iria decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian entre as 11h00 e as 13h00 de terça-feira. “Quando for remarcada informaremos pelas vias habituais”, lê-se no site.

A sessão, que contava com os dois elementos do Departamento de Economia da OCDE, destinava-se a “discutir as mais relevantes descobertas e análises bem como as principais recomendações do referido estudo”.

Alegadas pressões do Governo sobre a OCDE foram noticiadas no mês passado pelo “Expresso”, tendo em conta que o relatório coordenado por Álvaro Santos Pereira faria referências à problemática da corrupção na relação entre o sistema de Justiça e a atividade económica portuguesa consideradas desajustadas pelo Executivo de Lisboa.

Com Siza Vieira e sem Santos Pereira.

Já na manhã da próxima segunda-feira vai ocorrer uma apresentação oficial do “Economy Survey of Portugal – 2019”, nas instalações do Ministério da Economia, com o ministro-adjunto e da Economia Pedro Siza Vieira, e o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix.

Além do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, na apresentação e na conferência de imprensa estará Ben Westmore, o economista da OCDE que teve a seu cargo o relatório da entidade relativo à economia portuguesa – e que seria um dos oradores da sessão na Fundação Calouste Gulbenkian entretanto cancelada.

Ausente de Lisboa estará, segundo fonte oficial, Álvaro Santos Pereira, que coordenou este e outros 24 relatórios enquanto responsável pela divisão de estudos nacionais da OCDE.


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Fevereiro 15, 2019, 12:47:07 pm
Há cinco interessados em comprar a Tranquilidade

Segundo o jornal espanhol Cinco Días, a Mapfre, Ageas, Generali, Zurich e Allianz estão entre os interessados em ficar com a seguradora nacional.

(https://cdn.jornaldenegocios.pt/images/2016-12/img_817x460$2016_12_05_17_22_09_299047.jpg)

Há cinco interessados em comprar a Tranquilidade, a segunda maior seguradora nacional. Entre os potenciais compradores estão os espanhóis da Mapfre, mas também os belgas da Ageas, avança o jornal Cinco Días. O processo poderá ficar concluído no início do verão.

As notícias de que a Apollo Global Management estaria a explorar a venda da seguradora Tranquilidade foram avançadas em setembro do ano passado pela Bloomberg. Isto numa operação que, segundo fontes próximas do processo, poderia render até mil milhões de euros e atrair quer seguradoras quer empresas de investimento.

Agora, o jornal espanhol avança, citando fontes da Mapfre, que a Tranquilidade terá enviado a um "grande número de seguradoras" o dossiê referente à venda. Não comentam, porém, o interesse em ficar com a empresa comprada ao Novo Banco em 2015.

A Mapfre detém uma quota de mercado muito reduzida - de 2% - em Portugal, tendo entrado em território nacional depois de ter comprado a atividade seguradora do Barclays, em parceria com o Bankinter.

Também a Ageas, a terceira maior seguradora do país, está incluída nesta lista, com uma quota de mercado bastante superior à da Mapfre: 13%.

Nesta corrida à Tranquilidade, o Cinco Días aponta ainda a Generali, Zurich e Allianz como as outras interessadas em ficar com a seguradora.

A Apollo concluiu a compra da Tranquilidade em 2015 ao Novo Banco. Esta operação permitiu encaixar 40 milhões de euros. Agora, para realizar a venda, o fundo norte-americano contratou a Arcano, prevendo que o processo fique concluído no início do verão.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/ha-cinco-interessados-em-comprar-a-tranquilidade?ref=HP_DestaquesPrincipais

Realmente nós somos uns negociantes de 1ª. Vendemos em 2015 a Tranquilidade (já depois da resolução do BES, a quem pertencia a companhia) por 40 milhões de euros aos americanos da Apollo. Estes venderam quase todos os imóveis da companhia, tudo bem que injectaram 150 milhões na Tranquilidade, mas passados 4 anos, esperam vender a Tranquilidade por mil milhões de euros!!!!!! Quem tem olhos para os negócios, quem tem!?

Já nos bancos fizemos o mesmo, depois de injectarmos 20 mil milhões de euros, entregamos os bancos a estrangeiros!!!!!!!!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Srgdoido em Fevereiro 18, 2019, 07:02:00 pm
https://www.jn.pt/economia/interior/ocde-quer-gasoleo-mais-caro-em-portugal-10583059.html
https://www.publico.pt/2019/02/18/economia/noticia/ocde-continua-portugal-crescer-acima-2-ano-1862361
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 27, 2019, 03:43:11 pm
Bruxelas pede a Portugal menos dívida e maior produtividade


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Março 08, 2019, 04:33:17 pm
Estado põe à venda projecto imobiliário de dois mil milhões na Margem Sul

Pensado há vários anos para a Margem Sul, o "Water City" vai agora ser colocado no mercado. Gerido pela Baía do Tejo, prevê habitação, hotelaria, uma marina, um terminal fluvial e zonas de lazer.

A  Baía do Tejo, propriedade da Parpública, pertencente ao Estado, vai colocar no mercado o “Water City“, um projecto com mais de 600 mil metros quadrados que prevê a construção de, entre outros, edifícios de habitação, um hotel e uma marina. Localizado ao longo de dois quilómetros do rio Tejo, o projecto tem vindo a ser pensado há vários anos e apresentado a investidores internacionais. Já são várias as entidades a demonstrar interesse neste plano, cujo investimento pode chegar aos 2.000 milhões de euros.

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/lisnave.png)

É do outro lado do rio, na Margem Sul, que vai nascer um novo projecto imobiliário, numa área de 630 mil metros quadrados, dos quais 540 mil são terra e 66 mil são água. Idealizado pela Baía do Tejo, que pertence ao Estado, está inserido no Plano de Urbanização Almada Nascente e pensado para ser construído nas localizações da antiga Lisnave — Estaleiros Navais de Lisboa.

O objectivo é levantar naquela zona um projecto misto, isto é, que contemple habitação, escritórios, hotelaria, comércio e serviços, uma marina, um terminal fluvial e várias áreas de cultura e lazer, explicou ao ECO a Baía do Tejo. Nos últimos anos, a “Water City” — nome escolhido para ser mais fácil de apresentar no estrangeiro –, tem sido mostrado a vários investidores internacionais, presentes em vários eventos do sector imobiliários espalhados pelo mundo.

Após vários procedimentos administrativos que tiveram de ser ultrapassados, já estão reunidas as condições para o projecto ser colocado no mercado. De acordo com a Baía do Tejo, o interesse demonstrado por parte de vários investidores ajudou a que esse lançamento ocorra já no primeiro semestre deste ano, tal como foi adiantada inicialmente pelo sitePropertyEU. “Há intenção de colocar o projecto no mercado no primeiro semestre de 2019”, referiu a empresa.

E o processo de venda pode acontecer de duas formas: através de uma espécie de concurso público ou reunindo uma pool de investidores que estejam interessados em desenvolvê-lo, disse ao ECO uma fonte próxima do processo. “Existem várias manifestações prévias de interesse de entidades provenientes de diferentes geografias”, esclarece a Baía do Tejo.

A ideia é que o promotor agarre em todo o projecto e o desenvolva, de acordo com o que está estipulado. Contudo, tem direito a decidir o que construir em 65% da área — considerada zona mista –, referiu a mesma fonte ao ECO. Dos 630 mil metros quadrados que o Water City terá, cerca de 5% (178 mil metros quadrados) serão destinados a edifícios residenciais.

Questionada sobre o valor do investimento previsto, a Baía do Tejo não quis revelar, contudo, fontes do mercado imobiliários referiram ao ECO que se estima um investimento de 1,2 mil milhões a 1,5 mil milhões de euros, mas que pode chegar aos dois mil milhões de euros.

Maquete do projeto Water City, na Margem Sul

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/cam4lx__0.jpg)

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/cam3__0.jpg)

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/cam2__0.jpg)

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/03/cam1__0.jpg)

https://eco.sapo.pt/2019/03/08/estado-poe-a-venda-projeto-imobiliario-de-dois-mil-milhoes-na-margem-sul/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Abril 04, 2019, 03:59:35 pm
Portugal tem mais cientistas que Espanha, mas menos dois mil milhões de euros de financiamento

Portugal tem muito mais investigadores do que Espanha e está um pouco acima da média da UE. Mas no que toca ao investimento é quase três vezes inferior à media da UE e 55% menor que Espanha.

(https://bordalo.observador.pt/800x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/04/04151507/12194062_770x433_acf_cropped.jpg)

Portugal tem mais investigadores que Espanha, em percentagem da população ativa, mas muito menos financiamento, segundo o professor Frederico Carvalho, que diz faltarem cerca de dois mil milhões de euros para igualar o país vizinho.

“Temos um sistema barato com uma produtividade científica que pode, por isso mesmo, surpreender”, afirmou esta quinta-feira Frederico Gama Carvalho, da Organização dos Trabalhadores Científicos, durante o colóquio “Políticas Científicas 2019” que está a decorrer na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

Baseando-se nos dados disponibilizados pelo Eurostat relativos a 2017, o especialista sublinhou que, em termos de percentagem de população ativa, Portugal tem muito mais investigadores do que Espanha e está um pouco acima da média da União Europeia. Comparando com Espanha, “o rácio é cerca de 50% superior”, sublinhou.

No entanto, o investimento fica muito abaixo. “A despesa ‘per capita’ de investigador ETI (equivalente a tempo integral) é quase três vezes inferior à media da União Europeia e cerca de 55% do correspondente valor para Espanha“, lamentou.

Através de um “cálculo simples”, o especialista concluiu que tendo em conta o número de investigadores em Portugal, a despesa em investigação e desenvolvimento (I&D) “deveria ser aumentada em dois mil milhões de euros para que o rácio igualasse o espanhol ou cerca de 4,6 mil milhões para atingir o valor médio da União Europeia”.

Outro dos pontos focados foi o gradual aumento da verba investida pelas empresas em I&D e o seu real significado. Dois dos oradores presentes questionaram se o trabalho feito por muitas das grandes empresas pode ser definido como investigação.

“Pode duvidar-se do rigor com que são aplicados os critérios que devem definir como atividade de I&D uma determinada atividade”, começou por afirmar Frederico Carvalho que, em declarações à Lusa, classificou como “uma burla” a investigação que as empresas dizem fazer, porque “ninguém verifica a sua veracidade”.

Ana Delicado, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, lembrou que na Europa, mais de 60% do investimento em I&D é feito pelas empresas e em Portugal ronda os 50%.

No entanto, as “maiores produtoras de I&D” em Portugal são empresas da área financeira e informática, tais como a Meo Altice, Sonae, NOS, BCP e BPI e duas farmacêuticas, acrescentou a investigadora.

“A despesa em I&D está muito inflacionada, porque contam como I&D muitas coisas que são rotineiras. Fazer algoritmos para o BCP é I&D?”, questionou, considerando que esta “não é uma despesa que puxe Portugal para grandes inovações tecnológicas”.

Um dos resultados desta realidade poderá ser o baixo registo de patentes, lembrou Ana Delicado, salientando o elevado número de publicações em contraponto com “o registo de patentes, que não mexe”.

Para Ana Delicado, a explicação é simples: “Como as nossas empresas que fazem I&D não criam produto, as patentes têm-se mantido resilientemente baixas”.

Enquanto a média da UE é de mais de 100 patentes por milhão de habitantes, em Portugal o rácio está abaixo de 25.

https://observador.pt/2019/04/04/portugal-tem-mais-cientistas-que-espanha-mas-menos-dois-mil-milhoes-de-euros-de-financiamento/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2019, 10:50:29 am
Greve de motoristas de matérias perigosas prossegue


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2019, 07:37:20 pm
Greve deixa 40% das bombas sem combustíveis em Portugal



Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Abril 18, 2019, 01:42:23 pm
Motoristas celebram chegada a acordo



Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Lusitano89 em Maio 13, 2019, 01:43:45 pm
Isenção fiscal oferecida por Portugal não agrada a outros países da UE


Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Vicente de Lisboa em Maio 13, 2019, 06:45:00 pm
Isenção fiscal oferecida por Portugal não agrada a outros países da UE



Esta medida fiscal que cá temos é uma canalhice, mas deve ser mantida como moeda de troca para harmonização fiscal na UE. Os Finlandeses sentem-se roubados porque os reformados deles vêm cá viver sem pagar impostos? Percebo. Mas nós sentimos-nos muito mais roubados porque os nossos Pingos Doces vão para os Países Baixos não pagar impostos. Bora lá criar regras comunitárias então, e aí podemos todos ser menos roubados.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 15, 2019, 05:38:46 pm
De que se ri Berardo? A história de 7 negócios de Joe

Da OPA ao Benfica, passando pela PT, pela venda de palmeiras raras com Pik Botha, até ao Museu Berardo e ao "assalto ao BCP". Sete negócios que mostram a verdadeira cara de Joe.

(https://bordalo.observador.pt/2000x,q85/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2019/05/14194034/26212367_1280x640_acf_cropped.jpg)

Empresário madeirense, emigrante na África do Sul, prospetor de ouro, colecionador de arte, acionista de bancos, benfiquista dos quatro costados, entre muitos outras designações que foi ganhando ao longo dos seus 74 anos, José Manuel Rodrigues Berardo tem um passado repleto de distinções. Portugal já lhe atribuiu o grau de Comendador, bem como a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, e França já lhe concedeu a sua mais alta condecoração, o grau de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra. Tudo isso ficou para trás na passada sexta-feira.
E bastaram apenas cinco horas de audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos. O banco público, que em 2016 foi recapitalizado com 4 mil milhões de euros dos portugueses, registou perdas de muitas centenas de milhões devido a inúmeros negócios arriscados (ou simplesmente azarados) entre 2000 e 2015, e os deputados queriam ouvir as explicações de um dos maiores devedores da Caixa, Joe Berardo, responsável por créditos não pagos de quase 400 milhões de euros. Joe escolheu uma via diferente de muitos dos anteriores depoentes na comissão — escudou-se menos vezes no “não me recordo”, no “não me lembro” e “não fui eu”. Aconselhado, ou não, pelo advogado que o acompanhou, Berardo virou a mesa: “pessoalmente não tenho dívidas”, “não sou dono de nada” (logo não posso ser executado) ou “perguntem aos bancos” porque eles é que aceitaram o crédito. A opinião pública reagiu com fúria, a começar pela classe política.
Self-made man para uns, polémico e controverso para outros, o facto é que Joe Berardo é um velho conhecido dos portugueses, com negócios ao longo de mais de duas décadas: dos vinhos ao desporto, da banca às telecomunicações; dos media aos acordos com o Estado para expor a sua coleção. O Observador recorda alguns dos mais emblemáticos negócios de Joe, à luz também daquilo em que resultaram anos mais tarde.
1 O “assalto ao BCP”… com dinheiro emprestado pela Caixa Geral de Depósitos

A audição de Joe Berardo no parlamento, na passada sexta-feira (quando disse que, pessoalmente, não tem dívidas e também que não tem património), só acontece porque o empresário madeirense é um dos maiores devedores da Caixa Geral de Depósitos, identificado numa auditoria da EY aos atos de gestão do banco público entre 2000 e 2015. Berardo contraiu — através da sua Fundação José Berardo e a empresa Metalgest — quase 400 milhões de euros à Caixa, em várias operações entre 2006 e 2007. Destino do dinheiro? Financiar a compra de ações no BCP, no decorrer de uma guerra de poder que, por essa altura, se verificava no banco fundado por Jardim Gonçalves. O episódio viria a ser conhecido na imprensa como “o assalto ao BCP”.
Ao mesmo tempo tornou-se numa das operações de crédito mais polémicas da Caixa Geral de Depósitos. Quando a poeira assentou, três bancos (BES, BCP e Caixa) haveriam de registar enormes perdas. Agora, em conjunto, exigem 962 milhões de euros ao comendador.
Tal como o Observador também já contou, o BCP entrou numa guerra interna em 2007, pouco depois de ter falhado uma OPA sobre o BPI. A fação do fundador e ex-presidente da instituição, Jorge Jardim Gonçalves — que se mantinha como presidente do Conselho Geral e de Supervisão —, tentou limitar a ação do presidente executivo da época, Paulo Teixeira Pinto, o “delfim” que tinha escolhido para lhe suceder, em 2005.

O confronto entre os aliados de Jardim Gonçalves, alguns dos quais se sentavam na maioria da comissão executiva do banco de Paulo Teixeira Pinto, e então presidente executivo do BCP deu-se numa célebre assembleia geral em maio de 2007 onde a proposta de mudança dos estatutos proposta pelo fundador do banco é chumbada. É desta reunião no Porto que fica a imagem de Joe Berardo a fazer o V de vitória. O comendador era um grande cliente do crédito do BCP e decidiu entrar na guerra ao lado de Teixeira Pinto.
Foi por esta altura que Berardo reforçou de forma significativa a sua participação no então maior banco privado português (chegou a ter 6,2% do banco, sendo o quarto maior acionista). O financiamento para esse reforço na estrutura acionista do BCP foi concedido precisamente pela Caixa Geral de Depósitos, ainda que contornando regras de prudência na concessão do crédito (ausência de pareceres da Direção de Risco ou pareceres condicionados). E a reestruturação do maior crédito de Joe Berardo foi mesmo feito com um parecer negativo. O banco público ajudou, em manobras semelhantes, o empresário Manuel Fino.
Apesar de ter ganho a batalha, Teixeira Pinto perdeu a guerra e demite-se do BCP no “verão quente” de 2007. Filipe Pinhal sobe à presidência no que foi visto como uma vitória do fundador do banco. Mas durou pouco tempo. Por esta altura, já Berardo e o advogado André Luiz Gomes estavam a preparar um dossiê explosivo sobre as offshores que terão sido criadas pelo próprio banco e usadas para comprar ações do BCP. Quando a denúncia chega ao Banco de Portugal, Vítor Constâncio chama alguns acionistas do BCP para os avisar das investigações e da necessidade de mudarem os membros da equipa de gestão que poderiam vir a ser processados e inibidos de funções na banca.
Consuma-se o chamado “assalto ao BCP”, uma expressão criada pelos administradores fiéis a Jardim Gonçalves quando o fundador se demite e a sua equipa é afastada dos órgãos do banco. Joe Berardo aparece como um protagonista incontornável neste “assalto”, ainda que visto como instrumento de outros interesses menos evidentes. O comendador é um dos nomes que apoia Santos Ferreira na célebre reunião na sede da EDP no final do ano da qual sai o nome do novo presidente do BCP. Carlos Santos Ferreira, o presidente da instituição que tinha financiado generosamente os acionistas apoiantes de Teixeira Pinto, tendo como única garantia as ações do banco privado.
Com a “paz” no BCP e Berardo aclamado como herói da mudança no banco, a Caixa ficou com várias “bombas por explodir” nas suas contas, sob a forma dos empréstimos ao comendador e a outros. A explosão, ou melhor implosão do valor das ações que eram a garantia do empréstimo, acontece com a crise financeira de 2008, mas a verdade é que o BCP já estava a desvalorizar antes disso.
Os números já eram conhecidos: no total, Berardo terá reunido cerca de 1.000 milhões de euros junto da banca portuguesa. Menos de dois anos depois, as ações que tinha comprado no BCP valiam menos de 190 milhões. A Caixa terá emprestado inicialmente cerca de 400 milhões de euros (tal como o BCP). O BES terá emprestado menos de 200 milhões).
O comendador ainda reforçou as garantias à Caixa algumas vezes, mas entrou em incumprimento em novembro de 2008. A história desta operação e do que o banco público fez para recuperar o dinheiro que emprestou tem sido um dos temas centrais na comissão de inquérito à Caixa.

2 Benfica. Uma OPA lançada para “ajudar o Benfica”

3 A casa (Madeira) e a casa longe de casa (África do Sul)

4 Um dos últimos empresários que ganharam dinheiro com os media

5 Portugal Telecom. Ao lado do Grupo Espírito Santo contra a OPA da Sonae

6 Sogrape. Quando Joe tentou ser o “DDT” no vinho português

7 Um museu à Berardo. Mau negócio para toda a gente?

Continua: https://observador.pt/especiais/de-que-se-se-ri-berardo-a-historia-de-7-negocios-de-joe/

PS: Este vai à Assembleia da República, goza com os políticos e com todos nós, e o Ministério Público está a ponderar fazer alguma coisa nas próximas décadas? Ou só interessam as reivindicações salariais?
Quem nos colocou a pão e água continuam a andar por aí impunemente?
Filipe Vieira? Berardo? Manuel Fino? Espiritos Santos? Roques? Sócrates? Ex-accionistas do BPN?………
Os Administradores que permitiram estes empréstimos são inimputáveis?
Governadores do Banco de Portugal não se recordam de nada?
Têem as fortunas a salvo? O estado português até tem um hacker preso especialista na pesquisa dessas contas bancárias manhosas!?!?!!?
Ou se quiserem saber como se investiga, podem analisar o que se passou com o Madoff nos EUA, gerou um buraco de 65 mil milhões de dólares e em 6 meses foi preso a 150 anos, e perdeu todos os bens e contas bancárias em nome dele e da família!
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 17, 2019, 02:42:17 pm
Estes são os cinco recados do FMI para Portugal

Portugal está melhor. Está a crescer, o défice está a cair, assim como a dívida pública. Tudo sinais positivos, mas que exigem uma continuação dos esforços, diz o FMI.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está satisfeito com a evolução do país. No Artigo IV, destaca tanto o “sexto ano de crescimento” económico, como o controlo do défice. No entanto, deixa alguns alertas. O abrandamento da economia é uma realidade que deve ser enfrentada com medidas, assim como o é a necessidade de manter os esforços para reduzir a dívida. Além destes, há mais três recados.

Défice de 0,2%? Sim, mas a dívida…

O FMI aplaude o rigor orçamental de Mário Centeno. E até alinha as suas perspetivas com as do Governo. No Artigo IV, melhorou significativamente a projeção para o défice deste ano, revendo-se de -0,6% para -0,2%, salientando que o objetivo definido por Portugal é “viável”.

Este resultado no défice é positivo para o país, sendo também um trunfo para mostrar no exterior. Mas o FMI defende que o país deve fazer mais “agora e nos próximos anos, para criar espaço para uma redução mais rápida da dívida pública que possa permitir-lhe uma diferenciação positiva perante outros países altamente endividados”. A redução do rácio da dívida para menos de 100% do PIB em 2024 é uma “perspetiva claramente positiva”.

Economia está a abrandar. São precisas medidas

“Portugal está no sexto ano de expansão económica”, nota o FMI. Cresceu 2,1% no ano passado, aquém dos 2,7% registados em 2017. E o abrandamento do ritmo de crescimento da economia vai continuar. “Em 2019, a missão do FMI prevê que o PIB abrande para 1,7% e, subsequentemente, deverá reduzir-se para o crescimento potencial de médio prazo de 1,4%”, diz o relatório preliminar. Neste sentido, o FMI vê uma “muito lenta convergência com a Zona Euro”.

“Apesar de as principais fontes de risco serem externas, são necessárias políticas internas sólidas para tornar Portugal mais resiliente” ao abrandamento económico global.

É prudente rever carreiras da Função Pública

“Os ciclos de paragem e início das progressões desde 2005 foram disruptivos para o Governo e para os funcionários públicos e levantam questões sobre a sustentabilidade desse regime face às flutuações económicas”, diz o FMI.

Face ao aumento previsto das despesas com os funcionários públicos e tendo em conta o histórico de congelamentos, o FMI considera, no Artigo IV, que seria prudente avançar-se com uma revisão das carreiras de forma a assegurar uma evolução estável desses gastos.

Poupança é fraca. Incentivos fiscais podem ajudar

O FMI está preocupado com o baixo nível de poupança apresentado pelos portugueses, tanto por parte das famílias como das empresas. Tendo em conta os riscos que o nível atualmente apresentado acarreta para a economia nacional, defende a necessidade de aumentar a taxa de poupança, sendo que o Governo pode ter um papel fundamental.

Neste sentido, no Artigo IV, apela à criação de “incentivos fiscais” com vista à promoção da poupança, olhando especialmente para os “sistemas complementares de reforma”, ou seja, os PPR.

FMI diz que lucros dos bancos ainda são baixos

Os bancos portugueses vão no bom caminho, mas ainda têm obstáculos pela frente, considera o FMI. Depois da crise financeira, o sistema financeiro está agora mais limpo, sólido e rentável, mas o esforço ainda não é suficiente, defendendo, por isso, que os supervisores se mantenham vigilantes em relação ao setor.

Ao mesmo tempo, o FMI dá parecer favorável à reforma da supervisão financeira promovida pelo atual Governo, embora reconheça que as dúvidas levantadas pelos supervisores são “legítimas”.

https://eco.sapo.pt/2019/05/17/estes-sao-os-cinco-recados-do-fmi-para-portugal/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Maio 28, 2019, 07:06:25 pm
Estado injectou 23,8 mil milhões na banca nos últimos 12 anos, calcula Banco de Portugal

Relatório extraordinário do Banco de Portugal calcula em 23,8 mil milhões de euros o montante de fundos públicos injectados na banca nos últimos 12 anos. Falta recuperar cerca de 80%.

As ajudas públicas à banca nos últimos 12 anos somaram 23,8 mil milhões de euros, revela o relatório extraordinário do Banco de Portugal. Este foi o montante global injectado na banca pública e privada. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi a instituição que absorveu mais dinheiros públicos. Um quinto do montante foi devolvido.

A informação consta do relatório extraordinário do Banco de Portugal publicado ao abrigo da lei 15/2019 e que foi enviado na passada quinta-feira para o Parlamento. Esta manhã, a mesa da Assembleia da República decidiu dar o aval ao Banco de Portugal para que fosse publicada a informação, sendo que parte dela (a que o banco central classificou como sendo abrangida pelo dever de segredo) não foi publicada. Cabe agora à Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA) decidir sobre o que pode ser publicado e o que fica de facto abrangido pelo dever de segredo. A questão será decidida na quarta-feira.

Por este motivo, para já, foi só publicada a parte da informação que a instituição liderada por Carlos Costa considera não ser sensível. De fora está o anexo com os dados sobre os grandes devedores por instituição.

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2019/05/fundos-pub_tabela-01.jpg)

Para a CGD foram 6.250 milhões e euros, para o Banco Português de Negócios (BPN) seguiram 4.915 milhões de euros, ao BES/Novo Banco foram entregues 4.330 milhões de euros. Estes três bancos ocupam assim os três primeiros lugares no pódio das instituições públicas e privadas que beneficiaram de ajudas de dinheiros públicos.

O Banif e o BCP receberam 3.355 milhões de euros e 3.000 milhões de euros, respectivamente. O BPI recebeu 1.500 milhões de euros e o BPP teve direito a 450 milhões de euros, respectivamente.

No total, foram injectados nas instituições de crédito 23,8 mil milhões de euros, um montante que teve o seu ponto alto em 2012 quando foram injectados 11.065 milhões de euros.

Bancos devolveram um quinto do montante injectado

No mesmo relatório, o Banco de Portugal identifica também quanto deste montante já foi devolvido pelos bancos. Os reembolsos feitos até agora somam um valor superior a 5 mil milhões de euros.

O BCP reembolsou o Estado e 3.000 milhões de euros, o BPI em 1.500 milhões de euros, o Banif 411 milhões de euros e o BPN 40 milhões. Existe ainda a expectativa de que o montante injectado no BPP (450 milhões) ainda seja recuperado.

A recolha de informação do Banco de Portugal sobre os fundos públicos disponibilizados levou o banco central a fazer um levantamento sobre o que se passou nos últimos 12 anos. Este é, aliás, o horizonte temporal definido pela Lei 15/2019. No entanto, a mesma legislação obriga o banco central, a reportar operações nos cinco anos anteriores à atribuição de fundos públicos. Pelo que o período global de reporte de operações relevantes é mais alargado, começando em 2002.

https://eco.sapo.pt/2019/05/28/estado-injetou-238-mil-milhoes-na-banca-nos-ultimos-12-anos-calcula-banco-de-portugal/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Junho 18, 2019, 11:52:15 am
Linux Ubuntu 18.04.2 LTS (long-term support, até Abril de 2023) Bionic Beaver da Canonical

(https://tecadmin.net/wp-content/uploads/2017/11/ubuntu-bionic.png)

Não sei se mais alguém, aqui presente, que trata das licenças de software, foi confrontado este ano com um aumento “brutal” de 30% no preço de renovação das licenças da Microsoft (licenças de volume)!!!!!! Ao tratar da renovação anual das licenças de volume da Microsoft, fui confrontado com este aumento. A Microsoft alega que se trata das repercussões da guerra comercial que envolve os EUA e a Europa, e que no nosso caso (já confirmei com outras empresas e instituições, de que este aumento é generalizado), implicava pagar quase 9.000€ por ano para mantermos 100 licenças + 35 portáteis com licenças próprias OEM.
Devo ter dito uma ou outra asneira e tomamos a decisão de alargar a utilização do Linux, para além dos nossos servidores, aos próprios postos de trabalho. Desta forma, só precisamos de adquirir 20 licenças SPLA (Microsoft Services Provider License Agreement) para 20 máquinas da gestão (calls + Windows pro pt + MS Office 2019 plus), as restantes 115 máquinas passam a utilizar exclusivamente o Linux Ubuntu 18.04.2 LTS, de 64 bits, com ambiente gráfico Gnome, Kernel 4.15 e inclui o Libreoffice 6.0 (equivalente ao MS Office).
Desta forma ajudamos a “guerra comercial” e a “amiga” Microsoft e metemos ao bolso mais de 7.000€ anuais em licenças.

P.S.: Não sei se algum utilizador da Microsoft deu conta, mas com as recentes actualizações do Windows 10 (no nosso caso o Pro e Enterprise em pt), a Microsoft fez-nos o favor de impedir o acesso a máquinas não Windows mais antigas, que utilizem SMB 1.0, como é o caso das nossas NAS, onde estão guardados todos os nossos dados!!!!!! A excepção são os servidores que correm Windows Server, a esses continuamos a aceder sem problemas!!!!! Esta “malandrice” da Microsoft, está a impedir que as máquinas novas acedam aos dados remotos, enquanto a QNAPP resolve o problema da actualização do firmware/software das NAS.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 17, 2019, 10:15:05 am
Morreu Alexandre Soares dos Santos, o Sr. Jerónimo Martins

"Senhor de uma personalidade poderosa e magnética, de presença imponente, não deixa ninguém indiferente". As palavras são sobre Alexandre Soares dos Santos e estão retratadas numa publicação da JM.

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2017/09/alexandre_soares_santos_eco24_01_pn.jpg)

Alexandre Soares dos Santos, antigo líder do grupo Jerónimo Martins, morreu esta sexta-feira aos 84 anos. A notícia está a ser avançada pelo jornal Público.

“Só tive sorte na vida”. A frase é de Alexandre Soares dos Santos, um dos empresários mais emblemáticos do país, com uma fortuna avaliada em 3.419 milhões de euros, segundo dados da Forbes. Ainda assim, sempre defendeu que só queria deixar aos filhos “um exemplo de vida”.

Alexandre Soares dos Santos nasceu no Porto em 1934. Com um ano de idade, muda-se para Lisboa para o colégio académico dos Anjos. Regressa mais tarde ao Porto para fazer o liceu em regime de aluno interno e, conhece, como colega de carteira, Francisco Sá Carneiro, que anos mais tarde viria a ser primeiro-ministro.

Os tempos eram outros e as visitas a Lisboa aconteciam apenas duas vezes ao ano, no Natal e na Páscoa. Mas Alexandre Soares dos Santos recordava esses tempos com carinho. Segue-se o liceu D. João de Castro, de novo em Lisboa. Assegura a entrada em Direito, mais por vontade do pai do que propriamente por vocação. No terceiro ano do curso percebe que não é aquilo que pretende e abandona a faculdade. O pai não reage bem e estão três ou quatro anos distantes. Uma reação que, anos mais tarde, Alexandre Soares dos Santos diz compreender em absoluto. “Os meus filhos ligam-me todos os dias às 7h30 da manhã. Não fico preocupado se não me ligam, mas fico chateado”. A voz do patriarca da família a falar.

.......................

A criação da Fundação e o desencanto

Em 2009, Alexandre Soares dos Santos criava a Fundação Francisco Manuel dos Santos, uma homenagem ao homem que deu início a tudo: o avô.

“A Fundação é uma justa retribuição à sociedade portuguesa, que tanto deu e continua a dar ao grupo, por forma a partilhar as benesses que desde o meu avô temos vindo a receber”, justificava Alexandre Soares dos Santos.

(https://ecoonline.s3.amazonaws.com/uploads/2017/09/jsg_1998.jpg)

A ideia foi também a forma encontrada pela família para ajudar a ter “uma sociedade ativa, que sem medo e em plena liberdade, expõe os seus pensamentos, a sua crítica e os seus anseios. Uma sociedade que deverá ser consciente dos seus direitos, mas também dos seus deveres e que assume as suas responsabilidades. Que obriga os seus deputados e o seu governo a ouvi-la e a decidir de acordo com o que ela quer”.

Mas foi também com a criação da Fundação que Alexandre Soares dos Santos se desencantou. Era natural ouvi-lo dizer que “há um preconceito contra quem tem sucesso em Portugal”.

Seixas da Costa adianta mesmo que “Soares dos Santos tinha grande sentido social e que, por vezes, se sentia frustrado por esse sentido não ser percebido pelo exterior”. O ex-embaixador adianta ainda: ” Soares dos Santos considerava mesmo que a criação da Fundação Francisco Manuel dos Santos não foi bem percebida. Este sentimento incomodava-o, deixava-o frustrado mas, mais do que isso, desencantava-o”, sublinhando que “há um pouco a consciência de que a sociedade não dá o justo reconhecimento a quem se dedica a estas causas sociais, mas isso não o fazia desistir. Mas diria que se sentia um pouco frustrado e incomodado”.

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https://eco.sapo.pt/2019/08/16/morreu-alexandre-soares-dos-santos-da-jeronimo-martins/

Deixa um império na área da distribuição, quer em Portugal, quer na Polónia, mas para os investigadores deixa um bem muito mais valioso, deixa a Fundação que tem o portal mais consultado do país, para quem quiser saber qualquer aspecto de Portugal, económico, social, político, entre outros. Além disso, as bases de dados são validadas cientificamente, pelo que podem ser utilizadas em qualquer artigo/tese/dissertação, citando os dados. Inclusive podemos exportar directamente as bases de dados que pretendemos ou até mesmo os gráficos já trabalhados. Já foram-me muito úteis, utilizo em todos os artigos que já realizei!!!!!

https://www.pordata.pt/Homepage.aspx
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Agosto 28, 2019, 10:57:28 am
Na mira da “bazuca” de estímulos do BCE, investidores já pagam pelo “privilégio” de emprestar a Portugal

BCE vai lançar nova "bazuca" de estímulos. Antecipação está a aprofundar queda dos juros. À boleia, Portugal já goza de juros negativos na dívida até 8 anos. A 10 anos, só 0,1%. Boa notícia. Ou não?

Lembra-se de ver os telejornais abrirem com a notícia de que só a troco de rendibilidades superiores a 17% é que (alguns, poucos) investidores aceitavam “tocar” em dívida portuguesa com prazo de 10 anos? Foi no início de 2012, quando foram aplicados os últimos cortes de rating que vieram com o pedido de ajuda internacional, quando a Grécia estava prestes a ter o primeiro “perdão” de dívida e numa altura em que existiam as maiores dúvidas sobre o futuro da união monetária. Sete anos e meio volvidos, e com tanto que aconteceu nos mercados financeiros, essa parece uma página distante do livro que conta a história da crise da zona euro. Neste momento, as mesmas taxas de juro estão em zero, o que traz uma folga inédita para quem gere as contas públicas. É o marcador de mais uma página que se vira, mas isso só mostra que o livro ainda não chegou ao fim.

Há vários meses que quase todos os estados europeus beneficiam de taxas de juro negativas quando vão aos mercados financeiros — isto é, obtêm mais financiamento do que, depois, têm de reembolsar. Essa tendência começou, como seria de esperar, nos chamados bilhetes do Tesouro, instrumentos de curto prazo que funcionam mais como instrumentos de gestão de tesouraria do que outra coisa. O tesouro português já consegue juros negativos na dívida de curto prazo há longos meses. Mas, com avanços e recuos, em quase todos os outros países da zona euro — incluindo Portugal — os juros negativos alastraram-se para o principal instrumento de financiamento, as obrigações do Tesouro, em prazos cada vez mais longos.

No prazo de referência de 10 anos a dívida portuguesa já está a ser transaccionada entre os investidores com rendibilidades de 0,1%, um nível semelhante ao de Espanha — e não muito longe da Irlanda, que vende dívida a 10 anos com um juro negativo de -0,1%. São valores que comparam com as taxas de -0,7% e -0,4% que têm a Alemanha e França, respectivamente, gerando-se o aparente paradoxo que é ter investidores a comprar instrumentos financeiros com uma rendibilidade negativa, isto é, aplicando uma quantia financeira e (pelo menos, em teoria) recebendo menos dinheiro no momento em que, passado alguns meses ou anos, recupera o seu investimento. Porquê emprestar a um país e perder dinheiro?

Uma das explicações é que, na realidade, muitos desses investidores não irão perder dinheiro — porque não vão conservar as obrigações até à data da maturidade (o vencimento, quando o capital é reembolsado por quem o recebeu inicialmente). Para os investidores mais ágeis, que compram e vendem títulos da dívida nos mercados, pouco importa que um estado reembolse, passado alguns anos, apenas 100 euros por cada 111 euros que eles tenham pago para comprar esse título. Se esse investidor acreditar que consegue, depois, vender o mesmo título a outro investidor a 115, 116 ou 117 euros, acredita que pode ter uma mais-valia.
Ou seja, se as obrigações continuarem a subir (e a rendibilidade implícita a cair, porque é assim que funciona o mercado de dívida) a mais-valia pode existir mesmo que já se esteja a negociar a níveis elevados — como acontece hoje em quase tudo o que é obrigações soberanas na Europa e, também, nos EUA. Em todo o mundo, existe dívida no equivalente a mais de 12,5 biliões (milhões de milhões) de dólares que tem taxas de juro negativas.

A razão principal para este fenómeno é, contudo, a falta de alternativas. Os bancos, seguradoras e fundos de pensões têm de aplicar os seus capitais em algum lado. Mas não em qualquer lado: além da actividade de crédito, os bancos da zona euro também aplicam os seus capitais em títulos de dívida pública. Na gestão da liquidez, há poucas alternativas aos depósitos no BCE – que hoje não só não remuneram como, na verdade, cobram aos bancos uma taxa de 0,4%.

Está nesse valor (negativo) a chamada taxa dos depósitos no BCE e, apesar de toda a controvérsia, Mario Draghi deverá anunciar no próximo dia 12 de Setembro uma nova descida desta taxa, para terreno ainda mais negativo. A expectativa é que possa ser definido um sistema segmentado para tentar mitigar o impacto sobre os bancos, que veem esta taxa de juro como uma espécie de imposto sobre a actividade.

..................

https://observador.pt/especiais/na-mira-da-bazuca-de-estimulos-do-bce-investidores-ja-pagam-pelo-privilegio-de-emprestar-a-portugal/
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Setembro 06, 2019, 11:17:47 am
Crédito para casa. Fixe a taxa a 30 anos (a custo zero) e durma tranquilo o resto da vida

https://observador.pt/especiais/credito-para-casa-fixe-a-taxa-a-30-anos-a-custo-zero-e-durma-tranquilo-o-resto-da-vida/

Artigo muito interessante para quem tem um empréstimo à habitação e quer precaver-se contra qualquer subida das taxas de juro, até ao fim do contrato.
O artigo pode aparecer bloqueado para assinantes, mas é fácil de contornar, basta que tenham outros browsers instalados, copiam o link e colam no outro browser e já têem acesso ao artigo completo.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Outubro 15, 2019, 09:38:03 pm
Educar para o socialismo

Infelizmente os esforços estatais de educação e doutrinação não têm produzido os resultados esperados. A grande maioria dos nossos jovens continua a não perceber o que é o socialismo.

Portugal é, constitucionalmente, um país a caminho do socialismo e o Estado português tem feito, durante os últimos quarenta anos, através de vários organismos públicos como o Ministério da Educação e a Comissão para a Cidadania e Igualdade um esforço notável na educação[1] e doutrinação das futuras gerações para uma sociedade mais justa, menos desigual e mais solidária.

Infelizmente os esforços estatais de educação e doutrinação não têm produzido os resultados esperados. A grande maioria dos nossos jovens continua a não perceber o que é o socialismo, nem as vantagens da redistribuição dos rendimentos[2]. A causa deste falhanço não está, como é óbvio, na competência e dedicação dos organismos públicos mencionados, nem dos seus agentes, mas no carácter ainda muito primitivo e patriarcal da sociedade portuguesa onde a família continua a exercer um papel preponderante na formação (neste caso, deformação) social dos jovens e crianças.[3] [4]

Parece, portanto, essencial que, dado o nosso estádio de desenvolvimento societário, as famílias sejam chamadas, e treinadas, a cooperar na educação dos nossos jovens para o socialismo. O que até não será muito difícil nem exigirá muito esforço aos pais. Bastará, por exemplo, que o pai diga, num sábado de manhã, ao filho adolescente que se prepara para passar a tarde a jogar à bola como os amigos, ou para uma sessão de gaming no sofá, que precisa da ajuda dele nessa mesma tarde para montar uma estante. Atendendo que ainda estamos a caminho para o socialismo, convém que ajuste com ele uma remuneração justa e um horário digno.[5] Suponhamos que acordam 50 euros por três horas. Findo o trabalho, deverá pagar-lhe atempadamente os 25 euros acordados. “Os 25 euros acordados?” espantar-se-á o puto.

“Sim,” dirá o pai, “25 para ti e 25 para a tua irmã: 50 euros como combinámos.”

“Mas ela não fez nada!” dirá certamente o rapaz, possivelmente acrescentando que a irmã passou a tarde a falar com amigas, a dormir a sesta ou a brincar com bonecas. Este é o ponto crítico para que o jovem ganhe uma correta compreensão do que é o socialismo. Para isso bastará que o pai diga algo como:

“Sim, mas esta é uma repartição de rendimentos socialmente mais justa, mais equitativa, mais solidária e que contribui para a igualdade entre as pessoas!”, ou alternativamente ler-lhe o último discurso sobre o assunto do camarada Jerónimo de Sousa ou da camarada Mariana Mortágua. Nesse momento far-se-á luz e o jovem compreenderá o que é a justiça social. Perceberá o equidade significa. Será conquistado para a solidariedade social e redistribuição do rendimento. E começará a ansiar pela igualdade entre os homens. E é tão fácil! Em duas gerações (mais uns quarenta[6] anos…) os portugueses serão todos convictamente socialistas.

Os avtores não segvew a graphya do nouo AcoRdo Ørtvgráphyco. Nem a do antygo. Escreuew como lhes qver & apetece.

[1] Educação: Aquilo que dá a conhecer aos sábios e esconde aos néscios a profundeza dos desígnios de Deus; também serve de biombo para os ignorantes se esconderem da sua ignorância e a esconderem aos outros.

[2] Rendimento: medida científica & objetiva do sucesso social; daí que sirva de critério, em substituição do sangue, heroísmo, denodo e serviço, na atribuição de comendas e ordens honorificas em Portugal; algumas pessoas, por pura modéstia, não o declaram em sede de irs.

[3] Outra possibilidade é que o ensino para o socialismo atualmente ministrado nas escolas ser teórico demais. Sugere-se a introdução de atividades próprias de sociedades socialistas, com carater mais prático, desde sessões públicas de autocrítica até trabalhos forçados em atividades físicas penosas e inúteis.

[4] Criança: acidente do amor entre homem e mulher; produto de unidade de produção familiar; produto que warxistas de várias estripes querem eliminar completamente ou, pelo menos, em casos mais moderados de sandice ideológica, trocar o método espontâneo e natural de produção pelo do planeamento central, substituir a confeção própria pela produção subcontratada e o fabrico caseiro pelo laboratorial; período ou idade intermédia entre a idiotia da infância e a estupidez da adolescência, a dois passos dos crimes e pecados da idade adulta e a três do remorso da velhice.

[5] Trabalhos forçados e remuneração de miséria são só para quando chegarmos ao socialismo.

[6] Quarenta: o produto de quatro por dez, e vice-versa, tal como o dr. Sócrates vice-versa com o eng. Costa; sendo quatro o símbolo da plenitude, quarenta simboliza o dr. Sócrates e o seu legado para o povo Português, tal como este estadista também simboliza quarenta para os portugueses; ademais “durante quarenta anos comeu Israel o maná” (Ex. 16, 35), findos os quais tiveram que ir trabalhar; de igual modo, segundo a profecia do Pe. Mário Centavo (vide o seu Oráculos e Profecias), “durante quarenta anos comerá Portugal dos fundos europeus, findos os quais terá que ir trabalhar”; número de companheiros que qualquer estadista nacional, tipificado pelo sr. Ali-Babá, leva consigo numa expedição governativa (não inclui familiares); metade de oitenta, tal como rendimento líquido para rendimento bruto em Portugal.

https://observador.pt/opiniao/educar-para-o-socialismo/

Muito divertido :)
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Daniel em Outubro 20, 2019, 03:20:34 pm
Patrões portugueses são os menos instruídos da Europa
https://hrportugal.sapo.pt/patroes-portugueses-sao-os-menos-instruidos-da-europa/
(https://hrportugal.sapo.pt/wp-content/uploads/2019/10/thumbs-down.jpg)

Citar

Portugal é o país da União Europeia (UE) onde há mais patrões sem o ensino secundário ou superior. Quase metade dos empregadores portugueses (49,4%) não têm escolaridade acima do ensino básico, segundo revela um estudo do portal Pordata, que retrata Portugal em 2019.

O «Retrato de Portugal na Europa: Edição 2019», divulgado hoje no âmbito do Dia Europeu das Estatísticas, mostra que o número de patrões com escolaridade básica é bem acima da média europeia, que se situa nos 16,6%. Já os trabalhadores por conta de outrem também são os menos instruídos entre os 28 países da UE: 42,2% não têm o ensino secundário ou superior, enquanto que o resto da Europa está nos 16,5%.

Segundo os dados da base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a população activa com 15 anos ou mais é de 58,9%, ligeiramente superior à média europeia, de 57%. Há 60,2% de homens empregados e 50,4% de mulheres.

Desses, 22% têm contrato de trabalho temporário. Portugal fica apenas atrás de Espanha e Polónia entre os 28 países da UE (14,2%).

A população empregada a tempo parcial é, hoje, de 10,5%, enquanto a média europeia corresponde a 20,1%.

As mulheres, por sua vez, representam a fatia mais desempregada. Enquanto a taxa de desemprego nos homens é de 6,6% (a média da UE), a das mulheres situa-se nos 7,4%, acima da média europeia (7,1%).

Quanto ao tempo que dedicam aos empregos, os trabalhadores portugueses trabalham mais cinco horas semanais que o resto dos países da UE. Enquanto a média europeia está nas 30,2 horas semanais, os portugueses trabalham 35,8 horas por semana.

Contudo, Portugal é um dos países onde a produtividade laboral por hora de trabalho é mais baixa (64,1%) face à média da UE (100%).

Remunerações
 Ainda em matéria de emprego, a remuneração média dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal permanece abaixo da média dos países da UE. O poder de compra padrão (PPS) em Portugal é de 25.516 PPS, com o país a ocupar o 21.º lugar de uma lista encabeçada pelo Luxemburgo, com 56.900 PPS. No entanto, o Pordata refere que a média da UE é de 37.003 PPS.

Ao nível do salário mínimo anual, Portugal ocupa o 15.º lugar da tabela, com 807 PPS. O Luxemburgo (1.636 PPS) e a Bulgária (566 PPS) encontram-se em primeiro e último lugar, respectivamente.

O documento do Pordata junta um resumo de indicadores sobre Portugal, em comparação aos restantes Estados-membros da UE, divididos por 11 áreas, como população, rendimento, educação, saúde, emprego, protecção social, ciência ambiente ou transportes.
Título: Re: Economia nacional
Enviado por: Viajante em Novembro 04, 2019, 02:32:16 pm
Gulbenkian concluiu venda da Partex aos tailandeses da PTTEP

A operação teve um valor de 622 milhões de dólares, conforme anunciado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Junho. Partex representava cerca de 18% dos investimentos totais da Fundação.

(https://jornaleconomico.sapo.pt/wp-content/uploads/2017/05/Funda%C3%A7%C3%A3o-Calouste-Gulbenkian.jpg?w=850&h=531&q=60&compress=auto,format&fit=crop)

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou esta segunda-feira que concluiu o acordo com os tailandeses da PTT Exploration and Production  (PTTEP) para vender a gestora de activos petrolíferos Partex por 622 milhões de dólares (cerca de 555 milhões de euros).

“Depois do acordo de venda, assinado a 17 de junho deste ano, e obtidas todas as autorizações necessárias, foram hoje assinados os documentos finais que permitem a esta prestigiada empresa tailandesa de exploração e produção de petróleo assumir o controlo da Partex, valorizando a sua história, a elevada qualidade do seu portefólio e a solidez da sua gestão e dos seus colaboradores”, explica a Fundação Calouste Gulbenkian em comunicado.

A operação teve um valor de 622 milhões de dólares, conforme anunciado pela Fundação Calouste Gulbenkian em Junho.

“Este é um momento especialmente relevante uma vez que este desinvestimento na Partex, um activo que representava cerca de 18% dos investimentos totais, permite alinhar a Fundação com a visão de futuro sustentável que partilha com outras grandes fundações internacionais”, refere a Fundação.

A Partex, foi criada em 1939 por Calouste Gulbenkian e participou nos grandes projectos do desenvolvimento da indústria no Médio Oriente. Além de continuar a deter participações minoritárias em projetos de gás em Abu Dhabi e no Omã, a empresa tem também posições no campo petrolífero gigante de Dunga, no Cazaquistão, no bloco 17/06 em Angola e nas bacias de Potiguar e Sergipe-Alagoas, no Brasil.

“O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian congratula-se com a conclusão do processo, que permitirá o crescimento e expansão da Partex e a sua entrada num novo ciclo de desenvolvimento”, refere o organismo.

A PTTEP é uma empresa pública, cotada na Bolsa da Tailândia, que integra os índices Dow Jones Sustainability. A operar desde 1985, tem 46 projectos petrolíferos em 12 países espalhados pelo mundo, explica o comunicado. Em Junho, explicou que pretende utilizar a Partex como uma plataforma de crescimento, alargando as relações que a empresa hoje detém nos países em que opera.

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/e-oficial-gulbenkian-vende-partex-aos-tailandeses-pttep-508921