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Forças Armadas e Sistemas de Armas => Exército Português no ForumDefesa.com => Tópico iniciado por: Lightning em Julho 07, 2016, 07:17:15 pm

Título: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 07, 2016, 07:17:15 pm
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EXERCÍCIO BANGUI 161

A Brigada de Reação Rápida realizou o exercício BANGUI 161, com o objetivo de validar o treino orientado para a missão da 1ª Força Nacional Destacada para a Republica Centro Africana (1ªFND/RCA) e enquadrar a certificação da Inspeção Geral do Exército (IGE) num exercício final de aprontamento.

Este exercício decorreu no período de 04 a 07 de junho de 2016 na região de Beja. O Regimento de Comandos é a Unidade Aprontadora da 1ª FND/RCA tendo o Regimento de Infantaria Nº1 acolhido o exercício BANGUI161.

O cenário criado para o BANGUI161 contextualizou as diferentes tarefas que podem ser atribuídas à Quick Reaction Force (QRF) da United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic (MINUSCA), missão essa que vai ser assumida pela FND/RCA.

Nos dias 04 e 05 de junho, a 1ª FND executou missões no âmbito das Operações de Apoio à Paz focadas nas Regras de Empenhamento estabelecidas no quadro das Nações Unidas para este Teatro de Operações em particular e abrangendo todas as tarefas táticas passíveis de serem atribuídas à QRF/MINUSCA.

Durante os dias 06 e 07 de junho, a 1ª FND/RCA foi sujeita aos diferentes passos previstos para a avaliação da prontidão da Força e consequente certificação pela IGE. A 1ª FND/RCA foi alvo de inspeção documental e operacional tendo a Força sido avaliada na execução de duas operações, nomeadamente uma operação de segurança em apoio de uma negociação e uma escolta a uma coluna humanitária das Nações Unidas.

http://www.exercito.pt/sites/BrigRR/Noticias/Paginas/EXERC%C3%8DCIOBANGUI161.aspx

(http://www.exercito.pt/sites/BrigRR/Noticias/PublishingImages/2016/BANGUI%20161/BANGUI%20(1).jpg)

(http://www.exercito.pt/sites/BrigRR/Noticias/PublishingImages/2016/BANGUI%20161/BANGUI%20(3).jpg)

(http://www.exercito.pt/sites/BrigRR/Noticias/PublishingImages/2016/BANGUI%20161/BANGUI%20(2).jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Julho 09, 2016, 03:04:17 pm
Esta missão será o principal teatro para o Exercito Português e possivelmente em maior dimensão que o Afeganistão, e em maior dificuldade pela necessidade de planeamento e falta de apoio de serviços.

Depende muito do que os franceses deixarem no terreno, (instalações, comunicações, informações, etc...)
Diz-se que depende do resultado do jogo de amanhã...  ;D

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Julho 11, 2016, 11:48:20 pm
Agora é que os franceses nem os caixotes do lixo vão deixar ficar...  ;D ;D
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 11, 2016, 11:55:12 pm
E se calhar ainda partem o aquartelamento todo! A minha irmã lá teve que aguentar um Fracês aziado... mas ela aprendeu com o mano... colocou-o no seu devido lugar! :jaja2:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Julho 18, 2016, 08:00:19 pm
(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2016/07/Carta-MINUSCA-na-RCA-768x620.jpg)

Uma missão que vai ser a doer.
Mais um excelente artigo como sempre.

http://www.operacional.pt/missao-na-rca-republica-centro-africana/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Julho 18, 2016, 09:50:33 pm
Esta missão vai ser lixada, pois não vamos estar sobre o guarda chuva americano!

Quando as coisas aquecerem quem é que nos irá ajudar! É desta que vamos ver o quanto vale a nossa logística.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 19, 2016, 12:56:38 am
Parece que nós é k vamos ser o guarda-chuva dos outros. E como diz o artigo, aquilo é quase tudo Tropas africanas, paquistanesas, etc, isto é, não há uma padronização nos procedimentos como no Afeganistão em que tudo era NATO.

E componente aérea há? Helicópteros, etc.

Os Franceses deixam a RCA totalmente ou só diminuem? Bem que podia ficar uma força de Pumas e Gazelle.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Julho 19, 2016, 10:24:22 am
Um pequeno aparte: um c-295M consegue fazer directo PT - RCA?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 19, 2016, 11:16:34 am
http://www.emfa.pt/www/aeronave-19

Pelo site da Força Aérea a o raio de acção é 4.500km.

PS: (Fiquei agora com uma dúvida com os valores que ai aparecem, o raio de acção não devia ser inferior ao alcance máximo?)

http://pt.distance.to/Portugal/Rep%C3%BAblica-Centro-Africana

E por este site a distância entre Portugal e RCA é superior a 4.600km.

Talvez dê se forem vazios e planarem um bocadinho... ;D
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Julho 19, 2016, 11:34:27 am
Devem ter que fazer uma paragem provavelmente em Dakar.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 19, 2016, 02:08:00 pm
Mas vai algum C295 para a RCA, eu pensava que era tudo hipotético.

Os C-130 estão a voar e eles voam uns 6.500km, fazem o voo directo sem problemas.

Mas as viaturas não devem ir de C-130 (só leva 1 ou 2 de cada vez), ou vão de Antonov, ou via maritima talvez até aos Camarões parece-me o pais com costa mais próximo da RCA.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Julho 19, 2016, 02:49:03 pm
Pelo que sei, a maior parte vai por via marítima.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Julho 20, 2016, 02:48:35 am
Pelo que sei, a maior parte vai por via marítima.

Isso é que faz sentido. O C-130 faz o transporte de pessoal...simples.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 20, 2016, 01:36:37 pm
Isso é que faz sentido. O C-130 faz o transporte de pessoal...simples.

Claro, só se estivermos a falar durante a missão, se existir necessidade de substituir uma viatura rapidamente por algum dano ou avaria que não haja capacidade de reparar no terreno, ai sim, um C-130 pode fazer esse trabalho.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 20, 2016, 02:01:28 pm
Operação Francesa na RCA
https://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Sangaris

Operação da UE na RCA
https://en.wikipedia.org/wiki/EUFOR_RCA

Operação da ONU e União Africana
https://en.wikipedia.org/wiki/MISCA
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Get_It em Julho 20, 2016, 07:35:41 pm
Uma missão desafiante mas excelente para finalmente estrear os nossos NH-90. Ainda bem que os nossos militares vão poder contar com helicópteros de MEDEVAC e suporte. :) [Num universo alternativo.]

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Julho 20, 2016, 11:02:52 pm
Uma missão desafiante mas excelente para finalmente estrear os nossos NH-90. Ainda bem que os nossos militares vão poder contar com helicópteros de MEDEVAC e suporte. :) [Num universo alternativo.]

Cumprimentos,

Não deixa de ser pertinente! Durante a missão haverá algum apoio aéreo?? Os Franceses penso que tinham Eurocopter e Pumas para apoio. Ficarão lá ou vão voltar como o resto?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: FoxTroop em Julho 20, 2016, 11:27:53 pm
Apoio aéreo


(https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/29/28/56/2928568a76f1691976636f471334d637.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: G.O.C em Agosto 18, 2016, 03:20:20 pm
Em que ano essa missão será realizada?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Agosto 18, 2016, 03:27:45 pm
Em que ano essa missão será realizada?
Este ano e terá a duração de 1 ano.

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Get_It em Setembro 01, 2016, 07:39:17 pm
O artigo refere mais expressamente o Mali, mas será que poderíamos vir a contar com o apoio aéreos dos canadianos na RCA?

There’s a role for the RCAF to play in UN operations
(1 de Setembro de 2016)
Citação de: David Pugliese, Ottawa Citizen
Last week, the Liberal government announced it would free up 600 Canadian military personnel for possible deployment on United Nations peace support operations. It did not provide details on what UN missions those military personnel would take part in.

But the focus of many analysts has largely been on the Canadian Army and the assumption it will have a key role in such missions. In mid-July, Chief of the Defence Staff Gen. Jon Vance said the army would be soon heading to a mission in Africa but he didn’t provide details.

Defence Minister Harjit Sajjan wrapped up a fact-finding mission to Africa in mid-August, having visited the Democratic Republic of Congo, Ethiopia, Kenya, Uganda, and Tanzania.

The Canadian government has been considering participating in the UN operation in Mali. That mission currently involves around 10,000 military personnel taking part in an effort to stabilize Mali. Various armed groups, including Islamic insurgents, have been conducting sporadic attacks in that country. The UN plans to boost the mission by around 2,500 personnel.

Some defence analysts such as Martin Shadwick have suggested the RCAF could become a player in any future Mali mission.

In mid-July the UN confirmed the Dutch were withdrawing their four Apache attack helicopters and three Chinooks from the UN mission in Mali.

The RCAF doesn’t operate Apaches but it has Chinooks and those are the type of aircraft needed to transport UN troops around Mali. There are also Griffon gunships available from the RCAF to accompany the Chinooks on operations.

The UN has been consulting countries on how to replace the Dutch air assets. Whether Canada comes forward with such aircraft remains to be seen.

But the RCAF has been involved before in Mali. In 2013 the Royal Canadian Air Force provided transport support to a French military operation in Mali aimed at dealing with insurgents who threatened to overrun the African nation.

(...)
Fonte: http://ottawacitizen.com/news/national/defence-watch/theres-a-role-for-the-rcaf-to-play-in-un-operations (http://ottawacitizen.com/news/national/defence-watch/theres-a-role-for-the-rcaf-to-play-in-un-operations)

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Setembro 01, 2016, 08:35:49 pm
A nossa tropa avança em Outubro.  :G-beer2:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Setembro 09, 2016, 11:08:11 am
No Jornal de Noticias de hoje, numa noticia referente a este caso dos Comandos, refere num canto que a missão na RCA está assegurada independentemente da suspenção dos cursos, a 1ª força a ir está em preparação, e a seguinte também seguirá sendo de certeza uma unidade de elite.

Não sei ao certo quantos comandos estão a prestar serviço no Regimento, mas uns vão acabando contrato e indo embora, tem que haver sempre pessoal a entrar, pode-se ver uma situação como a do Afeganistão no inicio, em que os Comandos não tinham pessoal suficiente para assegurar todas as rotações, é uma das vantagens de termos várias unidades especiais, se por alguma razão uma ficar impedida de realizar determinada missão, há sempre outra para avançar.

Vamos ver quando tiverem que a preparar a força de rendição quem irá.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Setembro 09, 2016, 05:45:08 pm
Pelos visto parece que já não será em Outubro...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Setembro 09, 2016, 06:31:59 pm
No Jornal de Noticias de hoje, numa noticia referente a este caso dos Comandos, refere num canto que a missão na RCA está assegurada independentemente da suspenção dos cursos, a 1ª força a ir está em preparação, e a seguinte também seguirá sendo de certeza uma unidade de elite.

Não sei ao certo quantos comandos estão a prestar serviço no Regimento, mas uns vão acabando contrato e indo embora, tem que haver sempre pessoal a entrar, pode-se ver uma situação como a do Afeganistão no inicio, em que os Comandos não tinham pessoal suficiente para assegurar todas as rotações, é uma das vantagens de termos várias unidades especiais, se por alguma razão uma ficar impedida de realizar determinada missão, há sempre outra para avançar.

Vamos ver quando tiverem que a preparar a força de rendição quem irá.

Eu apontava para uma rotação entre paras/comandos/fuzileiros
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Setembro 09, 2016, 06:36:18 pm
O previsto inicialmente era ser enviada também a Policia do Exército.
Enviar Fuzileiros também faz sentido.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Setembro 09, 2016, 08:12:44 pm
Pelos visto parece que já não será em Outubro...
Então quando é que avança a nossa tropa ?
E qual é a razão de não avançar em outubro?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Setembro 09, 2016, 08:40:05 pm
Este ano já é difícil. Razões logísticas.
Ainda falta material. Lembrem-se que já não vamos para a selva desde Timor.
E depois é uma missão da ONU...  :-\
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Setembro 10, 2016, 09:51:28 am
Até estranhava se não fosse assim.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Setembro 10, 2016, 03:40:58 pm
No Jornal de Noticias de hoje, numa noticia referente a este caso dos Comandos, refere num canto que a missão na RCA está assegurada independentemente da suspenção dos cursos, a 1ª força a ir está em preparação, e a seguinte também seguirá sendo de certeza uma unidade de elite.

Não sei ao certo quantos comandos estão a prestar serviço no Regimento, mas uns vão acabando contrato e indo embora, tem que haver sempre pessoal a entrar, pode-se ver uma situação como a do Afeganistão no inicio, em que os Comandos não tinham pessoal suficiente para assegurar todas as rotações, é uma das vantagens de termos várias unidades especiais, se por alguma razão uma ficar impedida de realizar determinada missão, há sempre outra para avançar.

Vamos ver quando tiverem que a preparar a força de rendição quem irá.

Eu apontava para uma rotação entre paras/comandos/fuzileiros

Eu nesse trio acrescentava mais qualquer coisa....para um quarteto...mas vou esperar sentado.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: saojorgexercito em Setembro 13, 2016, 10:57:55 am
Esperemos que não faça muito calor e não exijam muito ao pessoal porque os tempos da guerra Colonial já foram.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: FoxTroop em Setembro 13, 2016, 01:45:04 pm
Esperemos que não faça muito calor e não exijam muito ao pessoal porque os tempos da guerra Colonial já foram.

Esperemos que quem tem responsabilidades de liderança saiba que o objectivo da coisa é fazer rebentar os outros e não fazer com que os próprios subordinados se rebentem antes mesmo de chegar a combate.  ::)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 13, 2016, 01:57:40 pm
Para além do que o FoxTroop escreveu, espero que não haja as mesmas palhaçadas que houve no Afeganistão. Espero que as viaturas usadas sejam nossas e não emprestadas, que não haja problemas com a comida/ração de combate, que a rapaziada esteja devidamente equipada e armada para uma missão naquele território. :N-icon-Axe:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Setembro 13, 2016, 02:36:15 pm
que não haja problemas com a comida/ração de combate, que a rapaziada esteja devidamente equipada e armada para uma missão naquele território. :N-icon-Axe:

Até parece os textos sobre a nossa campanha em Moçambique durante a 1ª Guerra Mundial ;D.

https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-grande-guerra-que-portugal-quis-esquecer-1664212
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: saojorgexercito em Setembro 13, 2016, 09:51:35 pm
Esperemos que não faça muito calor e não exijam muito ao pessoal porque os tempos da guerra Colonial já foram.

Esperemos que quem tem responsabilidades de liderança saiba que o objectivo da coisa é fazer rebentar os outros e não fazer com que os próprios subordinados se rebentem antes mesmo de chegar a combate.  ::)
Subscrevo caro Foxtroop. Esperemos que as coisas, no mínimo, corram da mesma forma que no passado recente e voltemos a ser elogiados por chefias internacionais.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Outubro 07, 2016, 07:53:35 pm
Com o Guterres na ONU é desta que o contingente avança!  8)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 07, 2016, 11:51:22 pm
(https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/14520399_10209341267963195_7125625527817525121_n.jpg?oh=9a2a631f628d91c88247b73e9812c6f6&oe=58660E5F)

(https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/14492388_10209341268003196_3078815637794698815_n.jpg?oh=0a3236094a05ff8dde7c069c1ce73456&oe=586506B2)

(https://scontent-mad1-1.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/14494638_10209341269123224_2475751704656579775_n.jpg?oh=3a31d0437fc84ceeb6a43c80d1f8525c&oe=589F623C)

Fonte : Serrano Rosa
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Outubro 24, 2016, 08:44:50 pm

Calma que nós já vamos pôr ordem nisso...  :N-icon-Gun:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Novembro 01, 2016, 08:57:24 pm
Se as rações de combate utilizadas ainda forem estas mais vale levarem o farnel de casa ou cravarem aos franceses.

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Novembro 01, 2016, 09:21:08 pm
É essa mesmo. A ração portuguesa feita pelos espanhóis. Se bem que nunca a vi embalada dessa maneira...

Qual substituir a G-3, Alouettes e radares para o F-16?!?!?
Substituir esta ração de combate é que devias ser prioridade! Que só de me lembrar da jardineira de ervilhas já fiquei com azia....
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Novembro 01, 2016, 09:25:24 pm
Qual é a dificuldade ? https://www.continente.pt/pt-pt/public/Pages/homepage.aspx

Essa ração é saída de um qualquer supermercado castelhano . 
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 02, 2016, 10:24:50 am
É essa mesmo. A ração portuguesa feita pelos espanhóis. Se bem que nunca a vi embalada dessa maneira...

Qual substituir a G-3, Alouettes e radares para o F-16?!?!?
Substituir esta ração de combate é que devias ser prioridade! Que só de me lembrar da jardineira de ervilhas já fiquei com azia....

E ainda dão aos recrutas ração de combate com o prazo de validade expirada à anos?

Beber aquele leite achocolatado azedo encostado ao pinheiro em Santa Guida soube-me tão bem depois de horas a rastejar... 8)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: saojorgexercito em Novembro 03, 2016, 10:44:26 pm
É essa mesmo. A ração portuguesa feita pelos espanhóis. Se bem que nunca a vi embalada dessa maneira...

Qual substituir a G-3, Alouettes e radares para o F-16?!?!?
Substituir esta ração de combate é que devias ser prioridade! Que só de me lembrar da jardineira de ervilhas já fiquei com azia....
Bom, bom era bacalhau à biscainha.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Clausewitz em Novembro 04, 2016, 12:58:40 am
E ainda dão aos recrutas ração de combate com o prazo de validade expirada à anos?

Cabeça de Martelo, havendo práticas como facturar o triplo do valor dos abastecimentos efectivamente entregues, queres o quê? UCAL? Há meninos querem ver?  :N-icon-Axe:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 06, 2016, 10:38:35 am
DEFESA NACIONAL
Gabinete do Ministro
Despacho (extrato) n.º 14708/2016
Considerando os compromissos assumidos em sede das Nações Unidas
relativamente à participação de Portugal com uma Força Nacional
Destacada, na missão designada por United Nations Multidimensional
Integrated Stabilization Mission in Mali (MINUSMA), aprovada
pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, através da Resolução
2100 (2013);
Considerando a assinatura em 20 de junho de 2016, em nome do
Governo de Portugal, da Carta de Intenções entre Noruega, Dinamarca,
Suécia, Bélgica e Portugal, com vista à utilização do “Campo Bifrost”,
em Bamako, no Mali, no quadro da participação na MINUSMA;
Considerando que, nos termos da referida Carta de Intenções, os
Estados participantes assumiram a necessidade de estabelecer entre
si um acordo técnico para a definição das responsabilidades, procedimentos
e aspetos administrativos e financeiros, a implementar no
“Campo Bifrost”;
Assim, atento o anteriormente exposto e verificando -se não existirem
aspetos normativos e de natureza financeira e orçamental que justifiquem
a sua inviabilidade pelo Estado Português:
1 — Aprovo, nos termos do disposto na alínea f) do n.º 3 do artigo 14.º
da Lei de Defesa Nacional, aprovada pela Lei Orgânica n.º 1 -B/2009,
de 7 de julho, alterada e republicada pela Lei Orgânica n.º 5/2014, de
29 de agosto, o texto da minuta do Technical Agreement between the
Portuguese Armed Forces and the Norwegian Armed Forces regarding
norwegian support to MINUSMA/Mali/Camp Bifrost, conforme o Ofício
n.º 4026/GC -G, de 18 de novembro de 2016, do Gabinete do General
Chefe do Estado -Maior -General das Forças Armadas.
2 — Delego no General Chefe do Estado -Maior -General das Forças
Armadas, com a faculdade de subdelegação, a assinatura do Technical
Agreement mencionado no número anterior, nos termos do disposto nos
artigos 44.º a 50.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado
pelo Decreto -Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro.
23 de novembro de 2016. — O Ministro da Defesa Nacional, José
Alberto de Azeredo Ferreira Lopes
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Dezembro 06, 2016, 11:28:34 am
Citar
Secreta contra tropas no ‘inferno’ em África
Portugal envia 160 comandos para combater em país sem apoios nem meios de evacuação.


O Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) desaconselhou em absoluto, por sérias razões de segurança e pela total falta de interesse estratégico económico nacional, o envio de 160 tropas comandos portugueses para a República Centro-Africana (RCA), numa missão da ONU com início previsto já para este mês.

O CM apurou que a secreta militar recomendou que a intervenção portuguesa fosse repensada face ao risco iminente num teatro de operações muito instável. Um dos cenários mais preocupantes é o da possibilidade de tomada do aeroporto da capital pelas forças rebeldes. Sendo o aeroporto de Bangui a única possibilidade de evacuação no país, o apoio aéreo só poderia ser feito por dois helicópteros cuja capacidade é insuficiente e o auxílio por via marítima está a 1500 km das bases. Em caso de necessidade de evacuação ou de reforço dos militares, os Comandos não teriam meios para reagir.

O SIED considera que há falta de instalações e de apoio médico. Em casos de maior gravidade, os militares teriam de seguir para outro país. Os problemas estendem-se às forças de segurança da RCA, vistas pelas secretas como não confiáveis. A decisão de enviar Comandos foi tomada numa reunião em França, com interesses energéticos na RCA, ao contrário de Portugal, sem qualquer interesse na zona. Ainda assim, desde os atentados de Paris que França decidiu reduzir o contingente de 2000 elementos para 80 até ao fim do ano.

Portugal tem ainda os 23 graduados do 127º curso – no qual morreram os instruendos Hugo Abreu e Dylan Silva, nos treinos, a 4 de setembro –, que estão agora a iniciar o treino operacional e poderão também vir a integrar a missão.

Fonte oficial do Ministério da Defesa disse ao CM desconhecer o parecer do SIED.

http://www.cmjornal.pt/exclusivos/imprimir/secreta-contra-tropas-no-inferno-em-africa?ref=hp_outros
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Dezembro 06, 2016, 11:30:20 am
Citar
Secreta contra tropas no ‘inferno’ em África
Portugal envia 160 comandos para combater em país sem apoios nem meios de evacuação.


O Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) desaconselhou em absoluto, por sérias razões de segurança e pela total falta de interesse estratégico económico nacional, o envio de 160 tropas comandos portugueses para a República Centro-Africana (RCA), numa missão da ONU com início previsto já para este mês.

O CM apurou que a secreta militar recomendou que a intervenção portuguesa fosse repensada face ao risco iminente num teatro de operações muito instável. Um dos cenários mais preocupantes é o da possibilidade de tomada do aeroporto da capital pelas forças rebeldes. Sendo o aeroporto de Bangui a única possibilidade de evacuação no país, o apoio aéreo só poderia ser feito por dois helicópteros cuja capacidade é insuficiente e o auxílio por via marítima está a 1500 km das bases. Em caso de necessidade de evacuação ou de reforço dos militares, os Comandos não teriam meios para reagir.

O SIED considera que há falta de instalações e de apoio médico. Em casos de maior gravidade, os militares teriam de seguir para outro país. Os problemas estendem-se às forças de segurança da RCA, vistas pelas secretas como não confiáveis. A decisão de enviar Comandos foi tomada numa reunião em França, com interesses energéticos na RCA, ao contrário de Portugal, sem qualquer interesse na zona. Ainda assim, desde os atentados de Paris que França decidiu reduzir o contingente de 2000 elementos para 80 até ao fim do ano.

Portugal tem ainda os 23 graduados do 127º curso – no qual morreram os instruendos Hugo Abreu e Dylan Silva, nos treinos, a 4 de setembro –, que estão agora a iniciar o treino operacional e poderão também vir a integrar a missão.

Fonte oficial do Ministério da Defesa disse ao CM desconhecer o parecer do SIED.

http://www.cmjornal.pt/exclusivos/imprimir/secreta-contra-tropas-no-inferno-em-africa?ref=hp_outros

 :N-icon-Axe:

A RCA não é o Mali e a missão é feita no âmbito da ONU.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Dezembro 06, 2016, 11:35:38 am
DEFESA NACIONAL
Gabinete do Ministro
Despacho (extrato) n.º 14708/2016
Considerando os compromissos assumidos em sede das Nações Unidas
relativamente à participação de Portugal com uma Força Nacional
Destacada, na missão designada por United Nations Multidimensional
Integrated Stabilization Mission in Mali (MINUSMA), aprovada
pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, através da Resolução
2100 (2013);
Considerando a assinatura em 20 de junho de 2016, em nome do
Governo de Portugal, da Carta de Intenções entre Noruega, Dinamarca,
Suécia, Bélgica e Portugal, com vista à utilização do “Campo Bifrost”,
em Bamako, no Mali, no quadro da participação na MINUSMA;
Considerando que, nos termos da referida Carta de Intenções, os
Estados participantes assumiram a necessidade de estabelecer entre
si um acordo técnico para a definição das responsabilidades, procedimentos
e aspetos administrativos e financeiros, a implementar no
“Campo Bifrost”;
Assim, atento o anteriormente exposto e verificando -se não existirem
aspetos normativos e de natureza financeira e orçamental que justifiquem
a sua inviabilidade pelo Estado Português:
1 — Aprovo, nos termos do disposto na alínea f) do n.º 3 do artigo 14.º
da Lei de Defesa Nacional, aprovada pela Lei Orgânica n.º 1 -B/2009,
de 7 de julho, alterada e republicada pela Lei Orgânica n.º 5/2014, de
29 de agosto, o texto da minuta do Technical Agreement between the
Portuguese Armed Forces and the Norwegian Armed Forces regarding
norwegian support to MINUSMA/Mali/Camp Bifrost, conforme o Ofício
n.º 4026/GC -G, de 18 de novembro de 2016, do Gabinete do General
Chefe do Estado -Maior -General das Forças Armadas.
2 — Delego no General Chefe do Estado -Maior -General das Forças
Armadas, com a faculdade de subdelegação, a assinatura do Technical
Agreement mencionado no número anterior, nos termos do disposto nos
artigos 44.º a 50.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado
pelo Decreto -Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro.
23 de novembro de 2016. — O Ministro da Defesa Nacional, José
Alberto de Azeredo Ferreira Lopes

PereiraMarques de certeza que é para colocar isso aqui? É que é sobre o destacamento da Força Aérea no Mali, não é sobre a RCA.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Dezembro 06, 2016, 10:05:49 pm
Mais um excelente artigo do The Way of Warriors  :palmas: :palmas: :palmas:
E com fotos impressionantes !!

http://warriors.pt/revistas/no16-dezembro-de-2016/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 07, 2016, 03:22:45 pm
Vejam a fotografia na página 10.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Dezembro 07, 2016, 03:51:27 pm
Vejam a fotografia na página 10.

Já tem aqueles capacetes catitas ;D.

Na pág.11 diz a organização da força, e vai um FAC da Força Aérea, lá existe aviação CAS?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Dezembro 07, 2016, 04:19:04 pm
Novos capacetes, an peq, miras e fardamento.
As miras são "normais" ou são no noturnas ?
 Porque a escolha daquele camuflado paras as combat shirts ??
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 07, 2016, 05:10:52 pm
Novos capacetes, an peq, miras e fardamento.
As miras são "normais" ou são no noturnas ?
 Porque a escolha daquele camuflado paras as combat shirts ??

As que aparecem na página 10 são nocturnas, mas as poucas que aparecem nas outras páginas parecem-me simples miras da trijicon.

Esse camuflado deixou-me parvo, é que até aqui o que algumas unidades estavam a testar eram com outro padrão Multicam), esse aí é o camuflado Francês! :o
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Dezembro 07, 2016, 10:32:43 pm
A mim também me deixou parvo e muito surpreso. Pois até já tinha visto os Comandos completamente equipados, combat shirt e calças em multicam pensei que seria o camuflado escolhido para esta missão na RCA. Infelizmente pensei mal, pois pessoalmente gosto muito do multicam. Mas porque o camuflado francês ?? Não percebo mesmo ? E também os capacetes são multicam logo tinha mais sentido ser tudo o mesmo camuflado certo ?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Dezembro 07, 2016, 10:49:14 pm
Devem ser algumas sobras dos franceses.  :-X
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Dezembro 08, 2016, 12:30:47 am
Deve ser para passarmos por Franceses.

Não sei se seria bom ou mau.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Dezembro 08, 2016, 07:04:26 pm
Como esperamos que umas FA de um país resolvam situações mais complexas se nem um simples uniforme conseguem ter em condições??

Desde que se fala no aprontamento já vi mais 10 combinações em fotos durante o treino para o RCA. Honestamente? Custa-me ver o ponto tão baixo que as FA estão a atingir.

Não é falta de orçamento (podíamos falar nos MILHÕES desviados na Força aérea..) é sim falta de competência!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 08, 2016, 10:28:38 pm
Vejam a fotografia na página 10.

Já tem aqueles capacetes catitas ;D.

Na pág.11 diz a organização da força, e vai um FAC da Força Aérea, lá existe aviação CAS?

Boa questão...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 09, 2016, 10:30:31 am


PereiraMarques de certeza que é para colocar isso aqui? É que é sobre o destacamento da Força Aérea no Mali, não é sobre a RCA.

Tinha feito pesquisa por "Mali" e foi o primeiro post que apareceu....  :-\
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 09, 2016, 02:53:19 pm
(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/GabCEME/RCRPP/Fotos_Noticias/visitaDPKOnov16_01.JPG)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/GabCEME/RCRPP/Fotos_Noticias/visitaDPKOnov16_02.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/GabCEME/RCRPP/Fotos_Noticias/visitaDPKOnov16_03.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/GabCEME/RCRPP/Fotos_Noticias/visitaDPKOnov16_04.jpg)

O Exército recebeu, nos dias 17 e 18 de novembro, pela primeira vez em Portugal, uma visita de trabalho do Departamento de Operações de Manutenção de Paz da Organização das Nações Unidas (Department of Peace Keeping Operations - DPKO)

Coordenada pelo Comando das Forças Terrestres, visita decorreu no Regimento de Comandos, e teve por finalidade determinar a capacidade e decidir sobre a prontidão da Companhia de Comandos, constituída como Força de Reação Rápida (Quick Reaction Force), para ser enviada para a República Centro Africana (RCA) no âmbito da United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic (MINUSCA).

No final da visita, os elementos do DPKO salientaram a evidente prontidão da Unidade de Comandos que foi considerada apta a iniciar os preparativos finais para ser projetada para a República Centro Africana.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Dezembro 10, 2016, 10:21:52 am
Espero que aproveitem para divulgar a missão como fizeram os holandeses no Mali.


Tem que se aproveitar estas ocasiões para promover as Forças Armadas, incentivar o recrutamento e neste caso limpar um bocadinho a imagem dos comandos.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: typhonman em Dezembro 10, 2016, 12:40:36 pm
Se tivessemos UH-60 ou NH-90, podiamos ter enviado 2 para dar algum apoio aos comandos (medeva, transporte e mesmo apoio de fogo)...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Dezembro 10, 2016, 03:05:26 pm
Se tivéssemos dinheiro e tripulações suficientes para os operar até podíamos ter enviado dois Merlin.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Portucale em Dezembro 10, 2016, 04:30:51 pm
Muitos parabéns à Warriors por mais Um excelente trabalho de promover as Forças Armadas nacionais.

Apenas uma ideia...... e se disponibilizassem uma versão em Inglês!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: dc em Dezembro 11, 2016, 02:34:17 pm
Se tivessemos UH-60 ou NH-90, podiamos ter enviado 2 para dar algum apoio aos comandos (medeva, transporte e mesmo apoio de fogo)...

Algo ao nível dos EC-635 talvez já fosse o suficiente, até porque são mais versáteis nas missões de apoio de fogo, e mais baratos de operar e manter no local.

Se tivéssemos dinheiro e tripulações suficientes para os operar até podíamos ter enviado dois Merlin.

Isso estoirava o orçamento da força destacada. Parece-me demasiado grande e dispendioso para as funções mencionadas pelo typhonman. Ainda para mais destacar 2 para uma missão dessas, seria abdicar de 1/6 da frota que por sua vez já tem muito trabalho com SAR.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Dezembro 11, 2016, 04:41:44 pm
Estamos a falar de uma 'força reacção rápida' num país maior que a França. Ter a capacidade de deslocar um terço da força por via heli-transportada, na forma de dois Merlin, não parece ser assim tão descabido. É caro?  É! Mas as razões que apontas, vão, essencialmente, ao encontro do meu comentário inicial: falta de dinheiro!

Quanto às questões operacionais, os dinamarqueses (os tais que não têm guito para armar devidamente as suas fragatas de defesa aérea), destacaram, há pouco tempo, 2 Merlin (de um total de 14) para o Afeganistão, para desempenhar missões de evacuação e CSAR. Ah, e para finalizar, o programa Merlin também foi muito criticado na Dinamarca, devido aa elevado custo e à baixa operacionalidade, resultante da falta de peças e manutenção.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Dezembro 11, 2016, 06:07:35 pm
Esta missão tem tudo o que é preciso para correr mal!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Dezembro 11, 2016, 07:13:15 pm
Ainda para mais destacar 2 para uma missão dessas, seria abdicar de 1/6 da frota que por sua vez já tem muito trabalho com SAR.

A Esquadra 751 tem 12 helicópteros e para SAR precisa de ter em permanência 5 prontos (2 no Montijo, 2 nos Açores e 1 no Porto Santo), por isso o problema não é destacar 2 (se a ideia sempre foi só fazerem SAR nem valia pena ter adquirido a versão CSAR), um dos problemas é que raramente se conseguiu mais que 6 aeronaves operacionais, e por isso não se consegue destacar 2 sem por em causa o SAR, se tivéssemos 8 aparelhos capazes de voar, já tínhamos aparelhos para esse destacamento. Outra problema é saber se temos tripulações suficientes para o destacamento sem por em causa a missão SAR.
Por exemplo os C-130 e P-3C, trabalham com valores inferiores desse, sempre que eles enviam um avião para algum lado é logo 1/5 da frota, até os F-16 lembro-me de em 2014 terem 4 aparelhos na Holanda a participar no FWIT e 6 nos Balticos a fazer policiamento aéreo, o que dá 1/4 da frota de 40 fora da Base. Por isso para mim o que faz a diferença são outros factores como quantidade de aeronaves prontas, quantas aeronaves são necessárias para missões nacionais, quantas se podem enviar para fora, se existem tripulações necessárias para cumprir essa missão, quanto custa movimentar essa força, etc.

Em relação ao custo, se a ONU pagar as despesas está resolvido ;D, mas acho que eles preferem Mi-8.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Dezembro 11, 2016, 09:52:13 pm
Um pergunta (talvez parva), como os Comandos vão para uma missão da ONU, vão ter que usar capacetes azuis?

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/GabCEME/RCRPP/Fotos_Noticias/visitaDPKOnov16_03.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Dezembro 11, 2016, 09:54:38 pm
Pois vão andar de capacete e boina azul.  8)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Dezembro 11, 2016, 10:13:09 pm
E estes capacetes não vão ser usados ?? Então porque é que estão com eles nesta foto ??
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Dezembro 11, 2016, 10:21:02 pm
Porque é uma foto... Só para a foto...
O material da ONU ainda não deve ter sido distribuído.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: saojorgexercito em Dezembro 11, 2016, 10:29:31 pm
Esta missão tem tudo o que é preciso para correr mal!
Porquê?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Dezembro 11, 2016, 10:54:25 pm

A começar naquele relatório do SIED.
Depois o vai não vai, até ao ser um teatro que não tem qualquer interesse para nós, (aquilo não era dos franceses?! Então eles que tomem conta dos filhos), depois a força em que estamos inseridos... Marroquinos, paquistaneses, tropas africanas...
Não é o mesmo que andar à sombra dos espanhóis, italianos, romenos e húngaros e com apoio aéreo dos américas.


Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: FoxTroop em Dezembro 11, 2016, 11:57:31 pm

A começar naquele relatório do SIED.
Depois o vai não vai, até ao ser um teatro que não tem qualquer interesse para nós, (aquilo não era dos franceses?! Então eles que tomem conta dos filhos), depois a força em que estamos inseridos... Marroquinos, paquistaneses, tropas africanas...
Não é o mesmo que andar à sombra dos espanhóis, italianos, romenos e húngaros e com apoio aéreo dos américas.

Nos paquistaneses até confio. Apesar de só por umas duas vezes ter estado com pessoal desse, fiquei impressionado com o profissionalismo e conduta deles. Não tanto por ser uma coisa fora do normal mas sim porque estava à espera de uma tropa do "pé rapado", coisa que decididamente aqueles contingentes deles não eram.

Quanto ao resto... bem marroquinos não sei, agora tropas africanas...... não é algo que gostasse de ter como backup..

O meu maior receio nisto é que nos estejam a enfiar num esquema "a la Sebrenica" em que um pequeno contingente de uma país europeu assim para o quase insignificante é lançado às feras e sacrificado para depois poder justificar outras coisas por parte do grandes jogadores. Os holandeses em Potocari assim como os irlandeses em Jadotville são dois bons exemplos...... ou não......
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Dezembro 12, 2016, 08:39:08 am

O meu maior receio nisto é que nos estejam a enfiar num esquema "a la Sebrenica" em que um pequeno contingente de uma país europeu assim para o quase insignificante é lançado às feras e sacrificado para depois poder justificar outras coisas por parte do grandes jogadores. Os holandeses em Potocari assim como os irlandeses em Jadotville são dois bons exemplos...... ou não......

Era mesmo isso que me faltou dizer mas não me lembrava do nome!!

http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=904
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: saojorgexercito em Dezembro 12, 2016, 12:44:37 pm
Sobre o "parecer" do SIED há 3 pontos que merecem comentário:

Primeiro é que o que o SIED passa cá para fora pelo prestigiadissimo CM vale o que vale. Para além disso o MDN diz desconhecer este parecer do SIED. Portanto, reitero, o SIED Leak" vale o que vale.

Segundo: de facto não vamos defender nenhum interesse nacional na RCA, mas sim cumprir as nossas obrigações como membros da ONU. Notem que a defesa do interesse nacional  nunca foi critério de decisão para envio de Forças Nacionais Destacadas: vide Timor, BiH, Kosovo, Afeganistão, Iraque. Possivelmente o interesse nacional devia ser um critério importante, isto se houvesse por parte dos nosso politiquinhos uma visão estratégica sólida sobre Portugal e o seu posicionamento no mundo, mas isso é coisa que não existe, temos pena. Portanto só nos resta seguir os outros. Eu sei, é triste.

Terceiro, os riscos. Se o parecer do SIED até for correcto, então os risco são de facto elevados. Mas então para que serve gastar dinheiro dos contribuintes a preparar forças aguerridas, treinadas e "bem equipadas" para actuar em cenários de elevado risco? Ah! Para defender o interesse nacional? É mesmo? Então voltem a ler o meu segundo ponto.  :) Ah! Afinal é para cumprir os nossos compromissos internacionais! ... Então voltem ao meu ponto 2. :-)

Se o houver pessoal a voltar em sacos de plástico, então acontecerá o habitual: os militares cumpriram o seu dever e a pátria faz o que é habitual: é-lhes ingrata, ... mas afinal é para isto que nos pagam.
Para aqueles que querem ser comandos e outras coisas especiais fica o aviso: que tem calos não se deve meter em apertos.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Dezembro 12, 2016, 07:00:52 pm
Vocês com essa conversa, Uma Companhia de Elite, num pais africano desértico com facções rivais, lembrei-me do Black Hawk Down.


PS: Não quero ser spoiler (o filme também já tens uns 10 anos ;D), mas acho que no fim também são os capacetes azuis paquistaneses que safam a coisa.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: FoxTroop em Dezembro 14, 2016, 03:17:13 pm

O meu maior receio nisto é que nos estejam a enfiar num esquema "a la Sebrenica" em que um pequeno contingente de uma país europeu assim para o quase insignificante é lançado às feras e sacrificado para depois poder justificar outras coisas por parte do grandes jogadores. Os holandeses em Potocari assim como os irlandeses em Jadotville são dois bons exemplos...... ou não......

Era mesmo isso que me faltou dizer mas não me lembrava do nome!!

http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=904

 :o :o ??? Talvez devessem perguntar a esse general porque razão as forças de socorro (páras britânicos e franceses), que já estavam em prontidão zero horas para serem inseridas em Potocari com o respectivo apoio aéreo, foram impedidas à ultima da hora por uma ordem "vinda de cima". E já agora de quem veio essa ordem que deixou o operacionais a olharem uns para os outros.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: saojorgexercito em Dezembro 16, 2016, 09:51:47 pm
http://expresso.sapo.pt/palavra/entity/people/Carlos-Branco
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Dezembro 18, 2016, 01:42:18 pm
Citar
UN's peacekeeping mission in the Central African Republic MINUSCA said Wednesday that the country has seen an "alarming increase" in human rights violations since August, with at least 100 people killed.

The agency said in a report that the abuses have been committed by various factions of the ex-Seleka (rebellion), the anti-Balaka (militia) and their affiliates.

Está bonito...  ::)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: night_runner em Dezembro 24, 2016, 02:44:27 am
Citar
Central African Republic: Mayhem by New Group
Citar
A recently formed armed group called “Return, Reclamation, Rehabilitation,” or 3R, has killed civilians, raped, and caused largescale displacement over the past year in northwest Central African Republic. United Nations peacekeepers in the area have been unable to fully protect civilians.
https://www.hrw.org/news/2016/12/20/central-african-republic-mayhem-new-group
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Janeiro 05, 2017, 09:02:47 pm
Citar
Emboscada contra forças de paz da ONU na República Centro-Africana deixa dois mortos

Outros dois integrantes das forças de paz foram feridos, um deles em estado grave. O representante da ONU no país ressaltou que “todos os esforços” serão feitos para rastrear os responsáveis e levá-los à justiça, acrescentando que a presença da ONU visa a acabar com o ciclo de violência na República Centro-Africana.

A missão de paz das Nações Unidas na República Centro-Africana condenou nessa quarta-feira (4) uma emboscada mortal contra um comboio na região sudeste do país. O ataque deixou dois capacetes-azuis de Marrocos mortos e feriu outros dois.

“Nenhuma reivindicação pode justificar que indivíduos dirijam seus ataques contra os pacificadores cuja presença [aqui] não tem outro objetivo senão ajudar o país a acabar com este ciclo de violência”, alertou o representante especial do secretário-geral da ONU no país, Parfait Onanga-Anyanga.

Onanga-Anyanga, que também é chefe da missão da ONU no país, acrescentou que “todos os esforços” serão feitos para rastrear os responsáveis e levá-los à justiça. Um ataque a uma força de paz pode constituir um crime de guerra, acrescentou ele.

De acordo com a MINUSCA, o ataque ocorreu a aproximadamente 60 quilômetros a oeste de Obo. O comboio estava indo para a cidade após abastecer em Zemio, quando insurgentes desconhecidos os surpreenderam, mataram dois pacificadores e escaparam para a floresta em seguida.

Falando ao centro de notícias da ONU de Bangui, o porta-voz da MINUSCA, Vladimir Monteiro, disse que os dois soldados de paz feridos estão recebendo tratamento, sendo um deles por ferimentos graves.
https://nacoesunidas.org/emboscada-contra-forcas-de-paz-da-onu-na-republica-centro-africana-deixa-dois-mortos/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Janeiro 07, 2017, 06:39:59 pm
O material carregado saiu hoje num An-124 de Lisboa.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jpthiran em Janeiro 08, 2017, 09:19:40 pm
...também ouve um caso com Belgas no Congo...
...que acabou muito mal, por sinal...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Janeiro 08, 2017, 11:17:25 pm
O material carregado saiu hoje num An-124 de Lisboa.
Que material é que levava ? Armamento e equipamento dos militares e mais o que... ?
Os militares quando é que partem ? E os veículos vão por via marítima ??
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Janeiro 08, 2017, 11:38:12 pm
Os militares vão em várias levas. Uma parte já foi e durante este mês vão mais.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Janeiro 09, 2017, 12:09:20 pm
E vai tudo de Antonov. A via marítima  foi proposta mas o  An acabou por estar disponível.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Janeiro 09, 2017, 04:32:53 pm
Se tivéssemos dinheiro e tripulações suficientes para os operar até podíamos ter enviado dois Merlin.
Por falar em Merlin dinamarqueses no Afeganistão...  ;D ;)

(http://defencetalk.net/attachments/n1-jpg.4950/)
(http://defencetalk.net/attachments/n2-jpg.4951/)
(http://defencetalk.net/attachments/n3-jpg.4952/)
(http://defencetalk.net/attachments/n4-jpg.4953/)
(http://defencetalk.net/attachments/n5-jpg.4954/)
(http://defencetalk.net/attachments/n6-jpg.4955/)

Citar
Danish EH-101 Merlin TTT in Afghanistan

http://defencetalk.net/threads/danish-eh-101-merlin-ttt-in-afghanistan.2411/ (http://defencetalk.net/threads/danish-eh-101-merlin-ttt-in-afghanistan.2411/)

Saudações  :G-beer2:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 09, 2017, 05:08:00 pm
O material carregado saiu hoje num An-124 de Lisboa.
Que material é que levava ? Armamento e equipamento dos militares e mais o que... ?
Os militares quando é que partem ? E os veículos vão por via marítima ??

(https://scontent.flis2-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/15844002_10206568892974917_4398167621361678002_o.jpg?oh=52d14bd320c78bcb41f9f585164672a3&oe=58DC23C2)

do grupo do facebook Portugal spotters
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Janeiro 09, 2017, 06:28:26 pm
O material carregado saiu hoje num An-124 de Lisboa.
Que material é que levava ? Armamento e equipamento dos militares e mais o que... ?
Os militares quando é que partem ? E os veículos vão por via marítima ??

(https://scontent.flis2-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/15844002_10206568892974917_4398167621361678002_o.jpg?oh=52d14bd320c78bcb41f9f585164672a3&oe=58DC23C2)

do grupo do facebook Portugal spotters

Como podem ver na foto, vão Hummvees, Unimog, Defenders, contentores...
Cabe tudo lá dentro!   
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 09, 2017, 07:38:41 pm
A PSP partilhou esta imagem do Antonov  :) ;)



(http://imgur.com/FDWfnOD.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Janeiro 09, 2017, 10:17:29 pm
E esta foto é de Sábado.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Janeiro 09, 2017, 11:44:17 pm
Partiu por volta da 23h.
Indicativo ADB3761.
https://www.flightradar24.com/ADB3761/c200fd8
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 12, 2017, 12:59:43 pm
Citar
Missão de paz do Exército pela ONU obriga a levar 700 toneladas de material e 55 viaturas para a República Centro-Africana. Uma missão de transporte rara em Portugal.
Os céus de Lisboa têm assistido na última semana a aterragens e descolagens de um avião pouco comum em Portugal: um Antonov, uma aeronave de carga de origem ucraniana, com 24 rodas, mas que neste caso tem tripulação.
Ao todo serão dez voos, um de dois em dois dias, e o objetivo é levar mais de 700 toneladas de material do Exército português para a República Centro-Africana.

As viaturas, por exemplo, já partem pintadas com as cores da ONU.

A maioria do contingente português, que inclui uma centena de Comandos, parte na próxima terça-feira (17 de janeiro), e vai juntar-se aos cerca de 12 mil capacetes azuis que nos últimos tempos foram mesmo alvo de emboscadas naquele país africano.

No último carregamento em Lisboa, o comandante da força portuguesa, Tenente Coronel Paulino, explicou à TSF que foi um "desafio" montar toda esta logística e aplicar, na prática, algo que antes só conheciam na teoria: uma projeção ou transporte de tantos meios por via aérea que em perto de 20 dias vai permitir colocar, "rapidamente", mais de 700 toneladas de material que inclui, por exemplo, 55 viaturas, a maioria de combate.

Com o material e os três primeiros voos já começaram a ir, também, alguns militares. A maioria dos que irão para África são do Exército, quase todos dos Comandos (cerca de uma centena), mas também há alguns membros da Força Aérea.

Cada viagem do Antonov leva mais de 70 toneladas de material e todas as partidas estão rodeadas de intensas medidas de segurança no Aeroporto de Lisboa.

Por coincidência, um dos jovens militares dos Comandos que vai para a República Centro-Africana, Vadim Zalozny, é português mas tem pais ucranianos, o que tem ajudado na tradução e nos contactos com a tripulação ucraniana do avião de carga.

(http://static.globalnoticias.pt/storage/TSF/2017/big/ng8126452.JPG)
(http://static.globalnoticias.pt/storage/TSF/2017/big/ng8126450.JPG)
(http://static.globalnoticias.pt/storage/TSF/2017/big/ng8126451.JPG)
(http://static.globalnoticias.pt/storage/TSF/2017/big/ng8126452.JPG)
http://www.tsf.pt/sociedade/interior/ha-um-aviao-diferente-a-sobrevoar-lisboa-dia-sim-dia-nao-aterra-na-portela-5600647.html?utm_campaign=Echobox&utm_content=TSF&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1484211156
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 13, 2017, 09:51:27 am
Citar
Zaloznyi, o soldado que veio da Ucrânia para os Comandos
Atirador especial integra a força de 160 militares portugueses que vai integrar missão da ONU na República Centro Africana.

Vadym Zaloznyi é atirador especial dos Comandos e parte dia 17 para a República Centro Africana (RCA). A sua origem ucraniana, contudo, leva-o a iniciar funções em Lisboa como... tradutor.

Naturalizado português, há oito anos em Portugal, o soldado tem estado no aeroporto de Lisboa para evitar eventuais problemas de comunicação entre os militares portugueses e a tripulação ucraniana do Antonov - a gigantesca aeronave que hoje realiza o quarto voo de transporte do material de guerra da nova Força Nacional Destacada (FND) portuguesa e que, dada a envergadura das asas, estaciona num canto do aeroporto de Lisboa por impossibilidade de entrar na área militar que está a abarrotar de jipes e camiões cheios de material.

(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2017/medium/ng8130890.JPG)

"Nos primeiros dias era útil, agora já não é necessário", diz ao DN o militar de 23 anos, que fala ucraniano e russo (línguas faladas pela tripulação), num canto do aeroporto de Lisboa. Há ano e meio nas fileiras, "primeiro militar da família" que o Exército não deixou fotografar, Zaloznyi ofereceu-se para os Comandos porque tinha vontade de "ir para as forças especiais".

Vadym Zaloznyi é um dos 90 militares da 2.ª companhia de Comandos que vão atuar como força de reação rápida da ONU em toda a RCA, no âmbito da missão integrada de estabilização deste país africano (MINUSCA, sigla em inglês). A acompanhá-los, quatro controladores aéreos avançados da Força Aérea e 66 militares de outras unidades do Exército (responsáveis pelo apoio logístico e operacional).

O contingente - 14 oficiais, 37 sargentos e 109 praças - tem apenas oito mulheres (5% do total). Com dois terços (66%) dos efetivos a cumprir a primeira missão no estrangeiro, esta FND está equipada e armada para executar operações de combate, patrulhas de segurança, vigilância e reconhecimento, proteção de entidades ou forças, infraestruturas e áreas sensíveis, escoltas de colunas, operações de cerco e busca, dirigir aeronaves em apoio aéreo e helicópteros de ataque.

Sob o comando do tenente-coronel Musa Paulino, que dia 30 cumpre oito anos no posto e já esteve em missões na Bósnia e Herzegovina e Angola, esta FND vai atuar "sem caveats" - leia-se restrições de emprego operacional - para além das impostas por falta de capacidade para cumprir determinada missão, explica o oficial superior.

Enquanto um camião TIR com um contentor se aproxima da traseira da aeronave, em marcha-atrás, Musa Paulino adianta ao DN que a RCA "é um teatro de operações com alguma complexidade". Se "variáveis como a salubridade e o clima" são por si um desafio, os grupos rebeldes e o crime organizado constituem os principais riscos.

Explosivos improvisados e atiradores solitários constituem "uma ameaça de baixo risco", pois a tipologia da missão "não é a mesma do Médio Oriente", continua Musa Paulino, enquanto um dos guindastes no teto do Antonov pousa no interior um contentor - que pode ser o da padaria de campanha, da cozinha, lavandaria, banhos, latrina ou um gerador elétrico.

Lá dentro, colocadas pela rampa dianteira sob a cabina de pilotagem, já estão viaturas blindadas e não blindadas que os militares portugueses vão usar na RCA: Humvees (transporte de pessoal, ambulância) e jipes, autotanques de combustível e água, centro de comunicações, empilhador e pronto-socorro.

A coordenar toda a operação está um funcionário australiano da ONU, em Lisboa há cerca de um mês porque a organização de Nova Iorque "é que assume o planeamento e execução da operação" - e os custos - para projetar a força, informa o coronel Paulo Ramos.
(http://static.globalnoticias.pt/storage/DN/2017/medium/ng8132333.jpg)
Coordenador do aprontamento, treino e projeção da FND e do contacto com a MINUSCA, Paulo Ramos lembra que esta é a primeira missão ao serviço da ONU desde 2012, quando terminou a do Líbano. "Os procedimentos são novos", até para os responsáveis daquela missão que só agora vai ter uma força de reação rápida - e cuja "urgência" em a ter no terreno "levou à opção, mais cara", de a projetar por via aérea e não por via marítima como previsto, refere o coronel.
http://www.dn.pt/portugal/interior/zaloznyio-soldadoque-veio-da-ucrania-paraos-comandos-5602109.html (http://www.dn.pt/portugal/interior/zaloznyio-soldadoque-veio-da-ucrania-paraos-comandos-5602109.html)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Janeiro 17, 2017, 08:10:24 pm
Comandos vão “servir Portugal” em missão “importantíssima” na República Centro-Africana
https://www.publico.pt/2017/01/17/sociedade/noticia/comandos-vao-servir-portugal-em-missao-importantissima-na-republica-centroafricana-1758553

Comandos em África vão custar 12 milhões
http://www.jn.pt/nacional/interior/comandos-em-africa-em-apoio-a-franca-5609519.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Janeiro 26, 2017, 06:59:19 pm
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Comandos avaliam riscos de missão na ONU

Os comandos já começaram a realizar ações de reconhecimento na República Centro Africana, no sentido de fazer uma avaliação dos riscos que esperam a força de intervenção portuguesa no âmbito da missão missão das Nações Unidas para aquele país africano, soube o JN.

http://www.jn.pt/justica/interior/comandos-avaliam-riscos-de-missao-na-onu-5628468.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 12, 2017, 05:30:16 pm
Primeiro-ministro visita militares na República Centro-Africana


Foi uma visita guardada em segredo e só anunciada à comunicação social quando o primeiro-ministro, António Costa, já estava no ar a caminho de Bangui, a capital da República Centro-Africana, onde vai visitar os cerca de 160 militares portugueses que fazem parte da missão de estabilização das Nações Unidas naquele país.

Com António Costa viajaram o ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, e o chefe de Estado Maior das Forças Armadas, Artur Pina Monteiro. Os três vão jantar no aquartelamento das forças portuguesas em Bangui, onde vão também pernoitar.

Portugal tem, desde Janeiro, 160 militares integrados na Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-africana (Minusca). São, sobretudo, esses que vão ser visitados pelos responsáveis políticos e militares. “Os governantes conhecerão directamente no terreno as circunstâncias que envolvem a missão daquela que é a primeira força nacional destacada para a RCA e terão a possibilidade de partilhar um pouco do quotidiano dos militares”, lê-se na nota do gabinete do primeiro-ministro.

O contingente português na Minusca tem 156 militares do Exército, 90 dos quais com a especialidade “Comandos", e quatro da Força Aérea Portuguesa.

A esses acresce ainda um destacamento de oito militares portugueses na missão de aconselhamento e treino da União Europeia. Essa missão tem a função de aconselhar e assessorar as autoridades militares da República Centro-africana no processo de transformação das forças armadas num exército profissional, democraticamente controlado e etnicamente representando. Portugal participa nessa missão desde o primeiro semestre de 2016.

A participação de Portugal na Minusca tem o prazo de um ano, podendo ser renovada por iguais períodos de tempo, e foi decidida na sequência dos atentados de Paris em Novembro de 2015. Depois dos atentados, França fez um pedido de assistência aos Estados membros da União Europeia e foi pedido a Portugal que participasse com meios militares de apoio ao contingente francês já empenhado na RCA no âmbito da Minusca, que tem mandato até Setembro focado, sobretudo, na protecção de civis, na protecção de pessoal, instalações e equipamento das Nações Unidas, no desarmamento, desmobilização e reintegração das partes em conflito naquele país há vários anos.

Depois de anos de guerra civil, que terminou em 2007, em 2012 novos conflitos voltaram á República Centro-Africana, nomeadamente entre milícias da minoria muçulmana e da maioria cristã. Mas as divisões são não só religiosas, mas também étnicas.

Em 2014, Catherine Samba-Panza foi eleita pelo Conselho Nacional de Transição da República Centro-Africana como presidente interina do pais, iniciando um novo período de tentativa de paz, mas que tem sido muitas vezes interrompido por períodos de maior violência. Ainda assim, foi possível em Novembro de 2015 o Papa francisco visitar Bangui e iniciar, simbolicamente, naquele país o Ano da Misericórdia.


>>>>>>  http://rr.sapo.pt/noticia/75886/primeiro_ministro_visita_militares_na_republica_centro_africana?utm_source=rss
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 14, 2017, 04:14:25 pm
https://www.flickr.com/photos/unminusca/with/29406576175/

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 14, 2017, 04:26:48 pm


(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2011.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2012.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2014.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2016.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2019.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2021.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2022.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2023.jpg)

Caixinhas com bombons para toda a gente!...

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2027.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%201.jpg)

Fonte: Exercito
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Fevereiro 14, 2017, 07:17:14 pm
PRIMEIRO-MINISTRO VISITA MILITARES PORTUGUESES NA REPÚBLICA CENTRO AFRICANA
http://www.operacional.pt/primeiro-ministro-visita-militares-portugueses-na-republica-centro-africana/

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2017/02/Organica-logo.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 14, 2017, 09:11:07 pm
(http://imgur.com/hv6AFR8.jpg)


(http://imgur.com/HpRdzVR.jpg)


(http://imgur.com/apnZuyY.jpg)


(http://imgur.com/JoO75wC.jpg)


(http://imgur.com/G3iAXsS.jpg)


(http://imgur.com/tBYQsiX.jpg)


(http://imgur.com/vUlAJR6.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: alphaiate em Fevereiro 16, 2017, 08:05:21 pm
Foram adquiridas "combat shirts" em CCE à França? Já não há o cuidado de fazer o padrão bater certo?



(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2011.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2012.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2014.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2016.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2019.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2021.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2022.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2023.jpg)

Caixinhas com bombons para toda a gente!...

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%2027.jpg)

(http://assets.exercito.pt/SiteAssets/CFT/Operacoes/RCA%20FND/2017%20MINUSCA%201.jpg)

Fonte: Exercito
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: AtInf em Fevereiro 17, 2017, 02:11:01 pm
"Alguém" achou que ficavam mais "enquadrados" com a força que iriam substituir e optou pela aquisição do padrão francês :N-icon-Axe:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 17, 2017, 02:51:26 pm
"Alguém" achou que ficavam mais "enquadrados" com a força que iriam substituir e optou pela aquisição do padrão francês :N-icon-Axe:

Pelos vistos só das combat shirt, porque as calças são com o "nosso" padrão.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Fevereiro 17, 2017, 06:50:07 pm
"Alguém" achou que ficavam mais "enquadrados" com a força que iriam substituir e optou pela aquisição do padrão francês :N-icon-Axe:

Pelos vistos só das combat shirt, porque as calças são com o "nosso" padrão.

Realmente calças do Irão e camisola do Iraque é uma coisa linda de ser ver...
Fica muito bem enquadrado é com as restantes tropas africanas!!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Fevereiro 17, 2017, 08:52:45 pm
Eu continuo a não entender é como Portugal com uma industria textil tão forte se sujeita a isto! Honestamente, há muita coisa que me faz comichão nas FA, mas esta é daquelas que me tira do sério..
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 17, 2017, 08:56:34 pm
Eu continuo a não entender é como Portugal com uma industria textil tão forte se sujeita a isto! Honestamente, há muita coisa que me faz comichão nas FA, mas esta é daquelas que me tira do sério..

Uma coisa é verdade, nós com essa variedade de camuflados, integramos-nos bem com os Africanos.

quanto ao camuflado as comichões valem muito cá no burgo.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: rbp em Fevereiro 19, 2017, 03:41:57 pm
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-02-19-Risco-de-baixas-nao-pode-ser-afastado
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: rbp em Fevereiro 20, 2017, 09:48:21 pm
http://www.dn.pt/portugal/interior/secretas-ficaram-a-margem-da-viagem-de-costa-a-africa-5678291.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Março 03, 2017, 09:46:33 pm
Video (em francês) da ONU na RCA, aparecem os Comandos

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: carlospires em Março 05, 2017, 06:03:18 pm
Já houve contacto com rebeldes.

http://www.jn.pt/nacional/interior/comandos-abrem-fogo-e-travam-rebeldes-armados-em-missao-da-onu-5706448.html

Um abraço
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Março 05, 2017, 08:04:19 pm
Já houve contacto com rebeldes.

http://www.jn.pt/nacional/interior/comandos-abrem-fogo-e-travam-rebeldes-armados-em-missao-da-onu-5706448.html

Um abraço

Fico feliz que nada lhes tenha acontecido.

Por outro lado podemos dizer, que os comandos são das forças portuguesas com mais experiência em combate.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Março 05, 2017, 10:37:38 pm
Citar
CONTINGENTE PORTUGUÊS NA RCA
LOUVADO NA PRIMEIRA MISSÃO OPERACIONAL
O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, felicita em nome do Governo o contingente português que se encontra na República Centro-Africana (RCA) ao serviço das Nações Unidas, na Missão Multidimensional Integrada de Estabilização (MINUSCA), pela distinção recebida esta semana por parte do Comandante da Força, devido ao desempenho e aos resultados atingidos na primeira missão operacional em que participou.
O Comandante da MINUSCA, Tenente-general Balla Keita, decidiu louvar o contingente português, que constitui a força de reação rápida da missão, pelo “profissionalismo e empenho” demonstrados na operação levada a cabo nos últimos dias em Bambari, com o objetivo de proteger a população civil desta cidade dos conflitos e da influência de grupos armados.
O reconhecimento da sua “prontidão operacional e do excelente desempenho” na operação em Bambari, como é sublinhado pelo Comandante da Força na sua carta de louvor, constitui, sem dúvida, motivo de grande satisfação e de orgulho, não só para os 160 capacetes azuis que compõem o contingente português, mas também para as Forças Armadas, o Governo e todos os portugueses.
A missão que os militares portugueses diariamente desempenham em defesa das populações, da sua proteção física e da estabilização das suas vidas, em prol da paz e do progresso da democracia na RCA tem uma importância vital para a estabilidade do continente africano, contribuindo decisivamente para a redução dos fluxos de populações deslocadas, tanto em África como na Europa, e para a contenção do terrorismo transnacional.
O primeiro contingente português destacado para a RCA integra a missão de paz das Nações Unidas desde finais de janeiro de 2017 e é constituído por 160 militares – 156 do Exército, entre os quais 111 Comandos, e 4 da Força Aérea. Portugal tem mais 11 militares na RCA ao serviço da missão de treino da União Europeia (EUTM RCA).

facebook Defesa Nacional
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Março 06, 2017, 07:55:10 am
Fico agora à espera de uma super reportagem da Felgueiras.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: saojorgexercito em Março 06, 2017, 12:58:00 pm
Fico agora à espera de uma super reportagem da Felgueiras.
Meu caro não comece a falar muito cedo. A missão ainda agora começou: os abutres e os invejosos só estão a espera que algo corra mal, o que pode perfeitamente acontecer uma vez que quem vai à guerra dá e leva. ;-)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Março 06, 2017, 01:07:58 pm
Fico agora à espera de uma super reportagem da Felgueiras.
Meu caro não comece a falar muito cedo. A missão ainda agora começou: os abutres e os invejosos só estão a espera que algo corra mal, o que pode perfeitamente acontecer uma vez que quem vai à guerra dá e leva. ;-)

Completamente consciente da situação.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: vmpsm em Março 06, 2017, 01:11:07 pm
(https://c1.staticflickr.com/1/630/33130305251_9b7b80426a_b.jpg)
(https://c2.staticflickr.com/4/3852/33217347256_d98f79a263_b.jpg)
(https://c2.staticflickr.com/4/3863/32444171033_d3e39af56e_b.jpg)
(https://c2.staticflickr.com/4/3913/32875778470_88ef0f7b56_b.jpg)
(https://c2.staticflickr.com/4/3807/33102888192_a61240ed3d_b.jpg)
(https://c2.staticflickr.com/4/3903/32875773670_f768578e61_b.jpg)
(https://c1.staticflickr.com/3/2830/33130290771_4185b0ea96_b.jpg)
(https://c2.staticflickr.com/4/3750/32875765240_6f260c1b28_b.jpg)

https://www.flickr.com/photos/unminusca/albums/72157680955472976 (https://www.flickr.com/photos/unminusca/albums/72157680955472976)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Março 06, 2017, 01:37:57 pm
já percebi porque é que os FACs andam lá, realmente com aqueles Mi-24 por ali é melhor ter a certeza que estão virados para o lado certo quando cospem fogo.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Março 06, 2017, 03:06:53 pm
Já houve contacto com rebeldes.

http://www.jn.pt/nacional/interior/comandos-abrem-fogo-e-travam-rebeldes-armados-em-missao-da-onu-5706448.html

Um abraço

A noticia já vem é com quase duas semanas  de atraso.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Março 06, 2017, 03:11:04 pm
Fico agora à espera de uma super reportagem da Felgueiras.
Meu caro não comece a falar muito cedo. A missão ainda agora começou: os abutres e os invejosos só estão a espera que algo corra mal, o que pode perfeitamente acontecer uma vez que quem vai à guerra dá e leva. ;-)

É verdade. Assim que haja danos colaterais, a Felgueiras volta com uma super reportagem.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Março 07, 2017, 12:15:02 am
E hoje Comandos?
http://merlin37.com/home-1/rcacomandos

PS: a carta a louvar a acção dos comandos encontra-se no link  :)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Luso em Março 07, 2017, 12:43:11 pm
E hoje Comandos?
http://merlin37.com/home-1/rcacomandos

PS: a carta a louvar a acção dos comandos encontra-se no link  :)

Morrer pela Africa Portuguesa era imoral.
Agora morrer pelos outros já é fino.
Povo degenerado.

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: typhonman em Março 12, 2017, 03:07:39 pm
Morrer para defender o que em África ?

O património dos "retornados" ?

Como nos gostamos da nossa independência, os povos africanos também tinham direito a ela, pena é o poder político de então não ter percebido isso antes, e terem morrido mais de 9000 soldados portugueses.

Se bem que não entendo a deriva deste governo de apostar em missões ONU, quando os problemas nas portas da NATO continuam a crescer, Rússia, Ucrânia e Problemas no mediterrâneo...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Março 19, 2017, 09:30:21 pm
(https://scontent.flis6-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/17191094_1522458231106329_2110375455451780526_n.jpg?oh=8bb78bff8dda1db87bb9722ddf76f6b0&oe=59253C51)
(https://scontent.flis6-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/17265203_1522458714439614_7574189260419400202_n.jpg?oh=bdfbd25322c70d63fa4612ba00c30f9d&oe=596DC091)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Abril 02, 2017, 03:04:33 pm
Citar
Os Comandos Portugueses, que estão na Missão da ONU na Republica Centro Africana, terminaram, com sucesso, uma operação militar em Bambari, a segunda cidade do país.

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/equipa-da-rtp-acompanha-missao-da-onu-na-republica-centro-africana_v992680 (https://www.rtp.pt/noticias/mundo/equipa-da-rtp-acompanha-missao-da-onu-na-republica-centro-africana_v992680)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 07, 2017, 02:43:04 pm
Nós vamos ficar por lá muito tempo!!!

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ue-forma-novas-tropas-na-republica-centro-africana_v993469

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Maio 17, 2017, 10:26:00 pm
Comandos portugueses resgatam bispo de ataque na República Centro-Africana
http://rr.sapo.pt/noticia/83881/comandos_portugueses_resgatam_bispo_de_ataque_na_republica_centro_africana
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Maio 18, 2017, 01:25:50 pm
Peço desculpa por este jogo de imaginação bastante intenso.. Mas tenham lá um bocadinho de paciência comigo..

Visto que este TO é dos mais intensos, e perigosos, que tivemos nos últimos anos (muito mais que kosovos e companhias..) continuo a não entender como é enviamos uma força para aqui deixando o tão vital apoio aéreo nas mãos de outras forças cuja fiabilidade será sempre duvidosa!

Ultimamente tenho seguido uma arma com particular atenção devido ao zumzum da reforma do A-10, o Super Tucano. A minha questão que gostava de expor aqui é, não seria este aparelho um 2 em 1 ideal para as nossas FA neste momento?? não conseguiriamos com 6/7 aparelhos resolver o problema da substituição do Alpha e ter nas FA uma arma capaz e barata (400/500€ à hora...) para apoio de fogo aéreo para terrenos como este da RCA?? Visto que levar Helis (além de não o termos eu sei...) fica extremamente custoso, não seria o Tucano uma boa opção parra este tipo de situações?


Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Maio 18, 2017, 02:40:36 pm
Peço desculpa por este jogo de imaginação bastante intenso.. Mas tenham lá um bocadinho de paciência comigo..

Visto que este TO é dos mais intensos, e perigosos, que tivemos nos últimos anos (muito mais que kosovos e companhias..) continuo a não entender como é enviamos uma força para aqui deixando o tão vital apoio aéreo nas mãos de outras forças cuja fiabilidade será sempre duvidosa!

Ultimamente tenho seguido uma arma com particular atenção devido ao zumzum da reforma do A-10, o Super Tucano. A minha questão que gostava de expor aqui é, não seria este aparelho um 2 em 1 ideal para as nossas FA neste momento?? não conseguiriamos com 6/7 aparelhos resolver o problema da substituição do Alpha e ter nas FA uma arma capaz e barata (400/500€ à hora...) para apoio de fogo aéreo para terrenos como este da RCA?? Visto que levar Helis (além de não o termos eu sei...) fica extremamente custoso, não seria o Tucano uma boa opção parra este tipo de situações?
Capaz e barata estiveram várias boa máquinas em uso (ou ainda estão) e a sua utilização foi, enfim, nula. Além dos Puxa-Empurra que até os "americas" levaram para o Vietname (já os despachamos, mas depois fomos reactivar 3 e dar a Moçambique em vez de  por exemplo ficarem para nós elevados a um padrão mais pesado baseado no Lynx da Rodésia, metendo uns FLIR e capacita-los para disparar umas armas guiadas como os iraquianos fazem com os seus aparelhos a hélice), a Nigéria usa os Alphajet para ataque ao solo e imagine-se, ouve uns "pés rapados" que quando adquiriam os Epsilon, fizeram-no numa versão que pode levar armas. Nós somos finório como os "francius" e é para treino é para treino  :jok: . Assim seja, e concordando em pleno com qualquer que seja a opção treino /ataque ligeiro, com Super Tucano,  AT6 ou até os Pilatos suíços, da forma como são as coisas cá no Burgo, ainda vinham desarmados, sem contratos de manutenção, peças, motores e afins para poupar uns cobres. Já agora, a potência Dinamarca, usa os Merlin no Afeganistão, nós só fazemos milagres, quando cá vem o papa pelo que nem a versão CSAR, foi vista com uma fusca. Resumindo, o problema por aqui é desde a populaça, passando pelos políticos a acabar alguns iluminados nas F.A. (com as devidas poucas excepções), pois bastava não se ter criado a UALE e gasto os cerca de 200 milhões em material que nunca foi entregue, para se ter meios, treino e pessoal. Só desejo é que fruto das asneiras e inactividade desta maioria de abeclas que estão na defesa nacional  e das suas opções mirambolescas, não morra ninguém na RCE  ::)
(http://i.imgur.com/asP0gll.jpg)
(http://u0v052dm9wl3gxo0y3lx0u44wz.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2014/09/AC208B-Cessna-Caravan-01.jpg)
(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8d/Nigerian_Air_Force_Dassault-Dornier_Alpha_Jet_Iwelumo-2.jpg)(https://abpic.co.uk/pictures/full_size_071/1107701-large.jpg)

Saudação


 
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 18, 2017, 02:58:31 pm
Peço desculpa por este jogo de imaginação bastante intenso.. Mas tenham lá um bocadinho de paciência comigo..

Visto que este TO é dos mais intensos, e perigosos, que tivemos nos últimos anos (muito mais que kosovos e companhias..) continuo a não entender como é enviamos uma força para aqui deixando o tão vital apoio aéreo nas mãos de outras forças cuja fiabilidade será sempre duvidosa!

Quando eu li que junto com os Comandos iam também os FAC da FAP, fiquei confuso, já que nem sabia se havia meios aéreos no local. Pelos vistos há e são "fiáveis".

(https://static1.squarespace.com/static/565dd00de4b02dbd7a67774f/t/58bdb640be6594678d05bf0c/1488827977948/UN?format=1000w)

Citar
Ultimamente tenho seguido uma arma com particular atenção devido ao zumzum da reforma do A-10, o Super Tucano. A minha questão que gostava de expor aqui é, não seria este aparelho um 2 em 1 ideal para as nossas FA neste momento?? não conseguiriamos com 6/7 aparelhos resolver o problema da substituição do Alpha e ter nas FA uma arma capaz e barata (400/500€ à hora...) para apoio de fogo aéreo para terrenos como este da RCA?? Visto que levar Helis (além de não o termos eu sei...) fica extremamente custoso, não seria o Tucano uma boa opção parra este tipo de situações?

Seria porreiro, mas ter o Super Tucano, não significa USAR o dito aparelho em África ou em outra missão internacional. Nas missões da ONU/OTAN cada um leva algo, de forma a cobrir todas as necessidades da missão. É verdade que levamos Alouette para Timor, mas também é verdade que já fomos a QRF em sitios tão diferentes como o Kosovo ou o Afeganistão e os meios aéreos eram sempre de outros países.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Maio 18, 2017, 03:46:06 pm
Esperemos então que os Mi24 do Senegal continuem fiáveis...  ;)

(https://scontent.cdninstagram.com/t51.2885-15/s320x320/e35/c37.0.577.577/16583844_377571835934864_3809508005821546496_n.jpg)
Citar
Les hélicoptères d'attaque #sénégalais engagés pour le compte de la #MINUSCA ont aujourd'hui neutralisé une colonne de 300 hommes du Front Populaire pour la Renaissance de Centrafrique (#FPRC) qui se dirigeaient vers la ville de #Bambari . Les assaillants ont essuyé de lourdes pertes. Le général Balla Keïta qui commande la force lance un appel aux groupes armés pour qu'ils

http://www.pictaram.club/p/MINUSCA (http://www.pictaram.club/p/MINUSCA)
(https://scontent.cdninstagram.com/t51.2885-15/s320x320/e35/18014079_408055129564844_50239868843851776_n.jpg)
Assim como os Mi17 do Sri Lanka.
Citar
#UN #MINUSCA #CentralAfrica #CAR 🇨🇫 #SriLanka 🇱🇰 #Aviation #MI17 #Helicopter #Landing #Bria #AirField #Dusty #Eveninghttp://www.pictaram.club/p/MINUSCA (http://www.pictaram.club/p/MINUSCA)


Saudações
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Get_It em Maio 18, 2017, 07:17:07 pm
A minha questão que gostava de expor aqui é, não seria este aparelho um 2 em 1 ideal para as nossas FA neste momento?? não conseguiriamos com 6/7 aparelhos resolver o problema da substituição do Alpha e ter nas FA uma arma capaz e barata (400/500€ à hora...) para apoio de fogo aéreo para terrenos como este da RCA??
Para isso eram mas é os EC-635 que foram cancelados. Não eram assim tão caros de operar no estrangeiro, podiam fazer transporte, alguma evacuação médica limitada e fazer apoio próximo.

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Maio 18, 2017, 08:26:51 pm
Peço desculpa por este jogo de imaginação bastante intenso.. Mas tenham lá um bocadinho de paciência comigo..

Visto que este TO é dos mais intensos, e perigosos, que tivemos nos últimos anos (muito mais que kosovos e companhias..) continuo a não entender como é enviamos uma força para aqui deixando o tão vital apoio aéreo nas mãos de outras forças cuja fiabilidade será sempre duvidosa!

Ultimamente tenho seguido uma arma com particular atenção devido ao zumzum da reforma do A-10, o Super Tucano. A minha questão que gostava de expor aqui é, não seria este aparelho um 2 em 1 ideal para as nossas FA neste momento?? não conseguiriamos com 6/7 aparelhos resolver o problema da substituição do Alpha e ter nas FA uma arma capaz e barata (400/500€ à hora...) para apoio de fogo aéreo para terrenos como este da RCA?? Visto que levar Helis (além de não o termos eu sei...) fica extremamente custoso, não seria o Tucano uma boa opção parra este tipo de situações?

Independentemente de ser tecnicamente possível ou boa ideia é duvidoso que a FAP siga esse caminho. Institucionalmente as Forças Aéreas são avessas a sujar  as botas na lama, se tiverem que escolher entre um interceptor e um avião de ataque ao solo escolhem sempre o primeiro mesmo que estejam em conflito com um oponente que nem sequer tem força aérea. Só as Forças Aéreas "pobrezinhas" e com um problema real de guerrilhas/terrorismo é que se sujeitam a armar os seus jactos de treino e turbo-hélices para as situações descritas.

A FAP seria mais flexível devido às guerras coloniais e a ter os "seus" pára-quedistas  mas como tudo isso já acabou provavelmente mais depressa vemos F-35 em Portugal do que Super-Tucanos com a cruz de Cristo em África ou noutro conflito qualquer. Claro que se houver uma grande bronca com dezenas de baixas a conversa passa a ser outra e pelo menos armam-se os futuros helicópteros ligeiros, mas isso deve-se a pressões externas e não por mérito da FAP.

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Maio 18, 2017, 08:32:56 pm
Não concordo nada com isso, acho mais fácil ver a Força Aérea a operar Super Tucanos do que F-35, pelo menos a médio prazo.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Maio 18, 2017, 10:53:28 pm
A missão primária atribuída à Força Aérea é assegurar a soberania do espaço aéreo nacional, tudo o resto é secundário, SAR, transporte aéreo, apoio aéreo próximo em missões internacionais, etc.  Enquanto acharem o F-16 com as várias modernizacões possíveis suficiente , temos uma "janela" para os outros tipos de aeronaves, porque no dia que for para substituir os F-16, isso vai passar à frente de todos os outros.

Aliás para a FAP, se o governo quiser, apoio aéreo próximo faz-se muito bem com F-16 equipado com Targeting Pod e bombas guiadas por laser e um FAC junto das forças terrestres, não é preciso mais nada, já viram o dinheiro que a FAP ajudou o governo a poupar por não ter que comprar um outro tipo de aeronave? :D
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Maio 19, 2017, 08:26:24 am
A missão primária atribuída à Força Aérea é assegurar a soberania do espaço aéreo nacional, tudo o resto é secundário, SAR, transporte aéreo, apoio aéreo próximo em missões internacionais, etc.  Enquanto acharem o F-16 suficiente com as várias modernizacoes possíveis suficiente , temos uma "janela" para os outros tipos de aeronaves, porque no dia que for para substituir os F-16, isso vai passar à frente de todos os outros.

Aliás para a FAP, se o governo quiser, apoio aéreo próximo faz-se muito bem com F-16 equipado com Targeting Pod e bombas guiadas por laser e um FAC junto das forças terrestres, não é preciso mais nada, já viram o dinheiro que a FAP ajudou o governo a poupar por não ter que comprar um outro tipo de aeronave? :D

De acordo, não vejo a aquisição de ST com o objectivo de efectuar CAS, mas antes uma maneira e substituir os Alpha Jet e os Epsilon que por acaso pode efetuar essa missão.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Maio 19, 2017, 05:14:34 pm
Não concordo nada com isso, acho mais fácil ver a Força Aérea a operar Super Tucanos do que F-35, pelo menos a médio prazo.

Era só uma opinião, não é um facto, se a Força aérea quiser continuar a treinar pilotos em Portugal, vai ter que substituir os alphajet e os epsilon antes de pensar em novos caças, mas vê-los a voar numa missão da ONU armados para o ataque ao solo  :no:

A missão primária atribuída à Força Aérea é assegurar a soberania do espaço aéreo nacional, tudo o resto é secundário, SAR, transporte aéreo, apoio aéreo próximo em missões internacionais, etc.  Enquanto acharem o F-16 com as várias modernizacões possíveis suficiente , temos uma "janela" para os outros tipos de aeronaves, porque no dia que for para substituir os F-16, isso vai passar à frente de todos os outros.

Aliás para a FAP, se o governo quiser, apoio aéreo próximo faz-se muito bem com F-16 equipado com Targeting Pod e bombas guiadas por laser e um FAC junto das forças terrestres, não é preciso mais nada, já viram o dinheiro que a FAP ajudou o governo a poupar por não ter que comprar um outro tipo de aeronave? :D

Tenho a impressão que essa era a argumentação da USAF, e até um dos motivos porque queriam acabar com o A-10 ( o outro é terem dinheiro para pagar o F-35), mas aposto que até os nossos políticos eram capazes de perceber o pequeno problema de passar um ano a usar JDAMS para destruir toyotas hilux quando lhes aparecesse a factura. ;D

Para quem gostar de se divertir com números está aqui um link:
https://warontherocks.com/2017/04/playing-moneyball-the-scouting-report-on-light-attack-aircraft/ (https://warontherocks.com/2017/04/playing-moneyball-the-scouting-report-on-light-attack-aircraft/)

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Maio 19, 2017, 05:56:42 pm
Tenho a impressão que essa era a argumentação da USAF, e até um dos motivos porque queriam acabar com o A-10 ( o outro é terem dinheiro para pagar o F-35), mas aposto que até os nossos políticos eram capazes de perceber o pequeno problema de passar um ano a usar JDAMS para destruir toyotas hilux quando lhes aparecesse a factura. ;D

É verdade acho que foi o que os Americanos disseram, mas o A-10 tem um canhão de 30mm e os Americanos estavam enfiados até ao pescoço em duas guerras de insurreição, nós não estamos nessa situação.

Em relação ao Super Tucano como é que vai destruir as toyotas? É que o preço das bombas largadas pelo super tucano custam o mesmo que as bombas largadas pelo F-16. E canhão o F-16 também tem. Aceito esse exemplo de um ano, talvez mais pelo custo da hora de voo ainda mais num TO distante com poucas infraestruturas, mas para uma operação ocasional, curta ou média duração, para mim, na actual situação de Portugal, o F-16 serve.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Maio 19, 2017, 06:07:44 pm

É verdade, mas o A-10 tem um canhão de 30mm, o Super Tucano como é que vai destruir as toyotas? É que o preço das bombas largadas pelo super tucano custam o mesmo que as bombas largadas pelo F-16. E canhão o F-16 também tem. Aceito esse exemplo de um ano, talvez mais pelo custo da hora de voo ainda mais num TO distante com poucas infraestruturas, mas para uma operação ocasional, curta ou média duração, para mim, o F-16 serve.

20mm é mais que suficiente para os Toyotas...  ;) 

Se fosse algo blindado é que era outro assunto, agora para este TO a nível de armamento o Tucano era mais que suficiente rodando perto do ideal..
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Maio 19, 2017, 06:09:04 pm
Era só uma opinião, não é um facto, se a Força aérea quiser continuar a treinar pilotos em Portugal, vai ter que substituir os alphajet e os epsilon antes de pensar em novos caças, mas vê-los a voar numa missão da ONU armados para o ataque ao solo  :no:

Concordo, até porque os F-16 devem durar até 2030 ou mais, os Alpha Jet já estão em fim de vida, os Epsilon devem durar mais mas não até 2030.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Maio 19, 2017, 06:19:46 pm
Essa história do preço das bombas faz-me lembrar outra do género, quando a infantaria americana no Afeganistão usava misseis anti-carro para destruir barracas, ao fim de alguns anos lá adoptaram o Carl Gustav  ;D.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Get_It em Maio 19, 2017, 07:39:19 pm
Era só uma opinião, não é um facto, se a Força aérea quiser continuar a treinar pilotos em Portugal, vai ter que substituir os alphajet e os epsilon antes de pensar em novos caças, mas vê-los a voar numa missão da ONU armados para o ataque ao solo  :no:
É o que a FAP tem praticamente feito nos últimos anos, enviado o pessoal lá para fora. Muitos pilotos a fazerem a formação em T-6, T-38 e inclusive King Air nos EUA. Mesmo até alguns pilotos que depois foram para os C-295 e P-3.

Mais valia adquirir o PC-21, que provavelmente vai mais de encontro ao fim de substituir o Epsilon e o Alpha Jet em termos de performance, aviónicos e sistemas de treino.

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Maio 19, 2017, 07:58:27 pm
Não querendo parecer defensor e meramente para adicionar informação, também usam ST os que vão para o Brasil.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Get_It em Maio 19, 2017, 08:16:35 pm
Nos últimos anos também temos tido pessoal a ir fazer o tirocínio no Brasil. EUA, França, Canadá (escola "da" NATO) e Brasil.

Entre os três aviões de treino mais utilizados (T-6, ST, e PC-21) que não venha o Diabo e que escolha; que seja é feito um concurso como deve ser e não uma aquisição como as últimas que têm sido feitas e que estão (supostamente) para ser concluídas.

Se não é para aproveitar as capacidades do ST em termos de COIN então acho que o PC-21 mais apto e até mais económico para o que tencionam.

Agora, para apoio aéreo próximo numa missão como esta na RCA, a nossa melhor hipótese é um helicóptero ligeiro. Se quiserem, podíamos também adquirir uns kits e converter um dos C-295 numa gunship. Sempre tinha mais autonomia e podia fazer ISR. :)

(http://ic.pics.livejournal.com/pavelaviator/77282130/32635/32635_900.jpg)

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Maio 19, 2017, 08:18:40 pm
Eu gosto do F-16, mas não sou anti- Super Tucano, se se decidir que é o melhor para substituir os epsilon, trazendo a mais valia de ser capaz de combate, sou todo a favor.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Maio 19, 2017, 08:50:40 pm
Por 20 milhões (com iva incluído) deve dar aí para um ST, ou PC-21. Com jeitinho talvez um e meio.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 06, 2017, 09:24:29 pm
Soldado português ferido a tiro na República Centro Africana
Militar ficou ferido num braço e encontra-se livre de perigo.


http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/soldado-portugues-ferido-a-tiro-na-republica-centro-africana
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Julho 09, 2017, 10:27:27 am
Alguém sabe mais alguma coisa do militar ferido? Circunstâncias, estado? Ficou? Regressou?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 09, 2017, 10:54:38 am
Alguém sabe mais alguma coisa do militar ferido? Circunstâncias, estado? Ficou? Regressou?

Vi numa notícia que o foi buscar um C-130 com equipa médica.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Julho 09, 2017, 12:39:17 pm
Vai regressar a Portugal, possivelmente já regressou, o caso não é grave, mas também não é apropriado politicamente ter feridos na zona.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Julho 09, 2017, 07:14:21 pm
Não seria mais prático terem enviado um FALCON?

Citar
Vi numa notícia que o foi buscar um C-130 com equipa médica.

Para se ter uma ideia do vespeiro em que aquele país se transformou e com alguns contigentes da MINUSCA acusados de se juntarem à festa:
Citar
Centrafrique: manifestation populaire contre la Minusca
Par Journaldebangui.com avec APA - 07/07/2017
Les populations de Bria et de Bambari ont manifesté jeudi pour dénoncer ce qu’ils considèrent comme la partialité des casques bleu dans la protection civile

 

Des manifestations populaires ont été organisées jeudi, 06 juillet, dans les villes de Bria et Bambari pour dénoncer les manquements de certains contingents de la Mission multidimensionnelle intégrée des Nations unies pour la stabilisation en République centrafricaine (Minusca) dans leurs actions de protection des populations.

A Bria, les habitants ont manifesté devant la base pour exiger le départ du contingent marocain basé dans la région.

Les manifestants dénoncent le fait que ce contingent n’a pas fait assez pour bloquer des mercenaires venus du Tchad. Lesquels ont voulu attaquer le site des déplacés situé tout près de leur base, mercredi.
Cette attaque a causé la mort de trois personnes dont une femme présentes sur le site.
(http://www.journaldebangui.com/images/articles/3/1499436129737.jpg)
 © ©Droits réservés

Par contre à Bambari, la population exige le retrait du contingent mauritanien qu’elle accuse d’être de connivence avec certains groupes armés à qui il distribue des armes, selon les manifestants.

Les habitants de Bambari demandent par ailleurs le maintien des forces spéciales du Portugal et les contingents burundais et congolais.

Dans ces deux villes, les manifestants ont remis un mémorandum aux autorités administratives pour que leurs revendications soient relayées aux autorités de Bangui.

Depuis plus de six mois les régions Est de la RCA sont en proie à des violences qui ont aggravé encore plus les conditions de vie précaires et ajouté au drame que vivent les populations. Ce regain de violence a un impact dramatique et entrave l’accès des humanitaires.

O Tradutor do Google faz um trabalho razoável se for necessário traduzir
https://translate.google.pt/?hl=pt-PT (https://translate.google.pt/?hl=pt-PT)

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Julho 09, 2017, 09:24:03 pm
Não seria mais prático terem enviado um FALCON?

Citar
Vi numa notícia que o foi buscar um C-130 com equipa médica.

Parra se ter uma ideia do vespeiro em que aquele país se transformou e com alguns contigentes da MINUSCA acusados de se juntarem à festa:
Citar
Centrafrique: manifestation populaire contre la Minusca
Par Journaldebangui.com avec APA - 07/07/2017
Les populations de Bria et de Bambari ont manifesté jeudi pour dénoncer ce qu’ils considèrent comme la partialité des casques bleu dans la protection civile

 

Des manifestations populaires ont été organisées jeudi, 06 juillet, dans les villes de Bria et Bambari pour dénoncer les manquements de certains contingents de la Mission multidimensionnelle intégrée des Nations unies pour la stabilisation en République centrafricaine (Minusca) dans leurs actions de protection des populations.

A Bria, les habitants ont manifesté devant la base pour exiger le départ du contingent marocain basé dans la région.

Les manifestants dénoncent le fait que ce contingent n’a pas fait assez pour bloquer des mercenaires venus du Tchad. Lesquels ont voulu attaquer le site des déplacés situé tout près de leur base, mercredi.
Cette attaque a causé la mort de trois personnes dont une femme présentes sur le site.
(http://www.journaldebangui.com/images/articles/3/1499436129737.jpg)
 © ©Droits réservés

Par contre à Bambari, la population exige le retrait du contingent mauritanien qu’elle accuse d’être de connivence avec certains groupes armés à qui il distribue des armes, selon les manifestants.

Les habitants de Bambari demandent par ailleurs le maintien des forces spéciales du Portugal et les contingents burundais et congolais.

Dans ces deux villes, les manifestants ont remis un mémorandum aux autorités administratives pour que leurs revendications soient relayées aux autorités de Bangui.

Depuis plus de six mois les régions Est de la RCA sont en proie à des violences qui ont aggravé encore plus les conditions de vie précaires et ajouté au drame que vivent les populations. Ce regain de violence a un impact dramatique et entrave l’accès des humanitaires.

O Tradutor do Google faz um trabalho razoável se for necessário traduzir
https://translate.google.pt/?hl=pt-PT (https://translate.google.pt/?hl=pt-PT)

Cumprimentos,
Pelo que eu sei perdadetempo o C 130 foi enviado com mantimentos e logística para a continuação da missão e aproveitaram a viagem e levaram uma equipa médica e evacuaram o militar ferido. Acho que foi isso o que aconteceu .
Pelo menos estão a gostar do nosso trabalho pelo que querem a nossa continuação em Bambari !!! Somos os melhores sem dúvidas !!! :G-bigun: :G-beer2:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 11, 2017, 06:21:07 pm
A operação de evacuação médica do C-130 à Republica Centro-Africana.

Esquadra 501 - “Bisontes”. 9 mil Km e 20 horas de voo para recuperar militar ferido na República Centro Africana
https://www.facebook.com/notes/for%C3%A7a-a%C3%A9rea-portuguesa/esquadra-501-bisontes-9-mil-km-e-20-horas-de-voo-para-recuperar-militar-ferido-n/999148980224926/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 30, 2017, 06:22:03 pm
Vi no programa olhar o mundo rtp3, dizer que quem vai substituir os Comandos na RCA vão ser paraquedistas.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Julho 30, 2017, 08:59:58 pm
Também não faz sentido os Comandos não serem substituídos porque alguns elementos estão a ser investigados, até parece que só há meia dúzia de efectivos.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: asalves em Julho 31, 2017, 03:02:04 am
http://observador.pt/2017/07/30/organizacoes-humanitarias-pilhadas-na-republica-centro-africana/
 (http://observador.pt/2017/07/30/organizacoes-humanitarias-pilhadas-na-republica-centro-africana/)
Citar
Organizações humanitárias declararam ter sido pilhadas à margem dos “violentos combates” de sábado na República Centro-Africana, país que um alto responsável das Nações Unidas descreveu hoje estar numa “situação perigosa” e com riscos de retrocesso.

“A 29 de julho à tarde, ocorreram violentos combates na cidade de Batangafo (noroeste). As residências das organizações humanitárias foram pilhadas e centenas de deslocados pediram refúgio num antigo hospital”, disse à AFP a organização não-governamental Médicos.

“A nossa equipa acolheu três feridos que conseguiram chegar ao hospital. Pensamos que há outros na cidade, mas não sabemos onde”, esclareceram os Médicos sem Fronteira (MSF).

“A MSF apela a todos os combatentes para respeitarem a população civil, o hospital e o trabalho humanitária”, acrescenta a organização.

A República Centro-Africana saiu de um conflito que teve início em 2013 e que opôs os grupos armados ‘Seleka’, maioritariamente muçulmanos e ‘anti-Balaka’, predominantemente cristãos, apesar da intervenção da França (2013-2016) e da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana MINUSCA, que tem 12.500 homens, entre os quais um grupo de militares portugueses.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 01, 2017, 10:51:47 am
Também não faz sentido os Comandos não serem substituídos porque alguns elementos estão a ser investigados, até parece que só há meia dúzia de efectivos.

Penso que o que vai acontecer é que a força que irá substituir os Comandos que vão agora arrancar para a RCA serão uma Companhia de Páraquedistas.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Agosto 01, 2017, 11:00:22 am
Também não faz sentido os Comandos não serem substituídos porque alguns elementos estão a ser investigados, até parece que só há meia dúzia de efectivos.

Penso que o que vai acontecer é que a força que irá substituir os Comandos que vão agora arrancar para a RCA serão uma Companhia de Páraquedistas.

Isso só iria acentuar o mau planeamento do Exército e a questão das "quintas"...ou seja, o Exército já tem a malta dos Comandos para a rotação treinados e aprontados, mas como implica uma comissão de serviço com as vantagens associadas, os Páras ao mesmo tempo foram fazendo o aprontamento para uma eventualidade ou pior estão a aprontá-los à pressão para irem render os Comandos no teatro de operações...
Para mim se a missão foi entregue aos Comandos deveriam ser eles a executar a rotação e concluir esta missão, na próxima logo mandavam os Páras.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 01, 2017, 11:34:12 am
Quando é que começa a missão no Afeganistão? Pode ter a ver com isso.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 01, 2017, 11:48:48 am
Também não faz sentido os Comandos não serem substituídos porque alguns elementos estão a ser investigados, até parece que só há meia dúzia de efectivos.

Penso que o que vai acontecer é que a força que irá substituir os Comandos que vão agora arrancar para a RCA serão uma Companhia de Páraquedistas.

Isso só iria acentuar o mau planeamento do Exército e a questão das "quintas"...ou seja, o Exército já tem a malta dos Comandos para a rotação treinados e aprontados, mas como implica uma comissão de serviço com as vantagens associadas, os Páras ao mesmo tempo foram fazendo o aprontamento para uma eventualidade ou pior estão a aprontá-los à pressão para irem render os Comandos no teatro de operações...
Para mim se a missão foi entregue aos Comandos deveriam ser eles a executar a rotação e concluir esta missão, na próxima logo mandavam os Páras.

Atenção eu escrevi que para mim a Companhia de Páraquedistas só irá na próxima vez e não agora. Eles nunca deviam ter designado os militares em questão para esta missão e agora vão buscar nem que seja o fulano da secretaria para os substituir.

Tenho que referir que eu NÃO tenho qualquer tipo de informação de dentro, estou meramente a especular.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 04, 2017, 01:08:57 pm
Partiu novo contingente militar para a República Centro Africana


Força partiu com um mês de atraso porque teve de substituir seis militares acusados da morte de dois recrutas.

O grosso do segundo contingente militar português na República Centro Africana (RCA) deixou Lisboa na madrugada desta segunda-feira, informaram fontes militares.

Os 138 efetivos vão juntar-se aos 21 do destacamento avançado que estão em Bangui há alguns dias, para os quais já foi feita a transferência de autoridade (TOA) da primeira Força Nacional Destacada (FND) naquele país africano, adiantou uma das fontes ouvidas pelo DN.

A primeira força, enviada em janeiro para a RCA sob o comando do tenente-coronel Musa Paulino, chega a Lisboa ao fim da tarde desta segunda-feira, anunciou o Estado-Maior General das Forças Armadas.

O novo contingente comandado pelo tenente-coronel Alexandre Varino, maioritariamente composto por militares comandos e com três controladores aéreos táticos da Força Aérea, partiu com mais de um mês de atraso porque seis dos seus elementos tiveram de ser substituídos devido a regras da ONU.

Esses seis militares comandos - três oficiais, dois sargentos e uma praça - estão acusados da morte de dois recrutas no curso iniciado em setembro de 2016 e as normas da ONU, relativas à certificação das forças de capacetes azuis, não permitem a sua presença nos seus contingentes.

Nesse documento, datado de janeiro de 2016, a organização "pede que os governos dos Estados membros certifiquem, por escrito, que nenhum dos militares destacados ou a destacar" para as operações de paz da ONU "tenham estado envolvidos" em casos envolvendo ofensas criminais, "incluindo de natureza sexual".

A orientação da ONU abrange também os militares que "tenham sido condenados, ou estejam presentemente sob investigação ou sejam acusados por qualquer ofensa criminal".


>>>>  http://www.dn.pt/portugal/interior/partiu-novo-contingente-militar-para-a-republica-centro-africana-8747000.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Setembro 04, 2017, 08:53:07 pm
Vá lá, pensei que o país não tivesse 6 elementos para substituir os Comandos que se encontram sob investigação...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Setembro 06, 2017, 10:40:45 am
Falta de efetivos nos Comandos obriga a integrar paraquedistas em missão da ONU
http://www.dn.pt/portugal/interior/falta-de-efetivos-nos-comandos-obriga-a-integrar-paraquedistas-em-missao-da-onu-8749999.html

PS: O texto tem um erro, os Páras podem ser a FND a enviar para a RCA no inicio de 2018 e não no inicio de 2017, ainda não conseguimos viajar no tempo.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Setembro 08, 2017, 08:51:03 pm
Domingo na TVI vai dar uma reportagem sobre os Comandos na RCA.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Setembro 11, 2017, 10:41:43 am
http://tviplayer.iol.pt/programa/reporter-tvi/53c6b3483004dc006243bd77/episodio/t4e23
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Outubro 03, 2017, 03:26:18 pm
http://nationalinterest.org/feature/how-america-can-act-fast-avert-genocide-the-central-african-22367

 "Portugal’s contingent of 150 special forces in MINUSCA shows that a small contingent can make a big difference saving lives on the ground, if the troops have the right skills and mindset."
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Get_It em Outubro 09, 2017, 09:14:07 pm
Militares portugueses envolvidos em operação na República Centro-Africana
(9 de Outubro de 2017)
Citar
A missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca), que incluiu militares portugueses, anunciou esta segunda-feira que foi efectuada uma missão militar de "grande envergadura" na região de Bocaranga, para expulsar um grupo armado do local.

As Nações Unidas estão no terreno com a Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), com mais de 11.500 homens, entre os quais 160 portugueses, a maioria dos quais Comandos.

No sábado passado, a força realizou uma operação militar, que contou com a presença da 2.ª Força Nacional Destacada (FND) integrada na missão, com o objectivo de restabelecer a ordem e a segurança, assim como a protecção da população que reside na região de Bocaranga.

A operação destinou-se a expulsar do local o grupo armado 3R (Retorno, Reclamação e Reabilitação), entre outros elementos e grupos armados.

[continua]
Fonte: http://rr.sapo.pt/noticia/95317/militares_portugueses_envolvidos_em_operacao_na_republica_centro_africana (http://rr.sapo.pt/noticia/95317/militares_portugueses_envolvidos_em_operacao_na_republica_centro_africana)

Cumprimentos,
Título: Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
Enviado por: alphaiate em Novembro 27, 2017, 11:29:28 am
Gostaria de colocar uma dúvida,

consideram a galil armamento adequado para a missão na RCA? ou estou muito enganado ou a rotação do cano é 1/12', o que teoricamente limita a arma ao uso de m193, certo? Que tem uma transferência de energia ao impacto muito reduzida, quando comparada até com outras versões mais modernas do 5.56 nato. Não seria mais adequado aquele tipo de cenário a utilização da G3 como fizeram os comandos, com mais alcance útil, e muito superior transferência de energia do projéctil aquando do impacto? A utilização da galil não deixa as secções de atiradores demasiado dependentes do poder de fogo da mg3?

E em termos de viaturas? os comandos deixam para traz as suas viaturas para utilização pelos paras (incluindo os seus land rover Commando Assault Vehicle)? Se sim, com armamento orgânico às viaturas? Os paras tiveram contacto com as mesmas (por exemplo a mg4 é pouco comum)? Exploraram a sua doutrina operacional para utilização deste tipo de meios?
 
Ao ver as fotos foram coisas que me preocuparam...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Novembro 27, 2017, 09:25:51 pm
Pessoalmente não posso falar pois nunca vi sequer uma Galil, quanto mais disparar com ela  ;D !

Mas aqui fica um excerto recente do The way of the Warriors

Citar
. Os Paraquedistas estão em vantagem sobre a maioria das outras Forças Especiais Portugueses pois, para além das Forças de Operações Especiais do Exército e da Marinha, são a única força que está equipada com uma espingarda de assalto.
A Galil em 5,56x45mm é uma arma antiga, no entanto ainda com bastante polivalência (especialmente as que já estão equipadas com rails da Brügger & Thomet),  mas que em tudo é superior ao uso da espingarda automática G3. Neste caso, os militares do 2º Batalhão de Paraquedistas conseguiram cada um transportar 9 carregadores ( 315 munições prontas para combate) o que se revelou fundamental para garantir um volume de fogos suficientes para dar resposta às ações de contacto que foram aparecendo ao longo da missão. Para além da evidente facilidade em transportar mais munições, também é muito mais fácil fazer fogo eficaz com esta arma, o que faz com que qualquer supressão do inimigo seja empregue com mais letalidade. Para além disso, se pensarmos que às distancias normais de combate moderno, a energia cinética da munição 5,56x45mm é tal que permite perfurar a maioria da blindagem individual, coisa que não acontece com o calibre 7,62x51mm que é mais lento e pesado e é apenas útil para grandes distancias (o que apenas acontece em confrontos em situações muito esporádicas e em teatros mais desérticos ou árticos), o uso do calibre 5,56x45mm é mais indicado para a maioria dos confrontos da actualidade.

A validade disto fica para quem já teve contacto com as duas soluções...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: alphaiate em Novembro 28, 2017, 11:04:19 am
Pessoalmente não posso falar pois nunca vi sequer uma Galil, quanto mais disparar com ela  ;D !

Mas aqui fica um excerto recente do The way of the Warriors

Citar
. Os Paraquedistas estão em vantagem sobre a maioria das outras Forças Especiais Portugueses pois, para além das Forças de Operações Especiais do Exército e da Marinha, são a única força que está equipada com uma espingarda de assalto.
A Galil em 5,56x45mm é uma arma antiga, no entanto ainda com bastante polivalência (especialmente as que já estão equipadas com rails da Brügger & Thomet),  mas que em tudo é superior ao uso da espingarda automática G3. Neste caso, os militares do 2º Batalhão de Paraquedistas conseguiram cada um transportar 9 carregadores ( 315 munições prontas para combate) o que se revelou fundamental para garantir um volume de fogos suficientes para dar resposta às ações de contacto que foram aparecendo ao longo da missão. Para além da evidente facilidade em transportar mais munições, também é muito mais fácil fazer fogo eficaz com esta arma, o que faz com que qualquer supressão do inimigo seja empregue com mais letalidade. Para além disso, se pensarmos que às distancias normais de combate moderno, a energia cinética da munição 5,56x45mm é tal que permite perfurar a maioria da blindagem individual, coisa que não acontece com o calibre 7,62x51mm que é mais lento e pesado e é apenas útil para grandes distancias (o que apenas acontece em confrontos em situações muito esporádicas e em teatros mais desérticos ou árticos), o uso do calibre 5,56x45mm é mais indicado para a maioria dos confrontos da actualidade.

A validade disto fica para quem já teve contacto com as duas soluções...

Caro Crypter,

aqui o busilis é mesmo  a transferencia de energia cinética, a galil, está limitada a m193, por causa do seu cano, que é praticamente um .223 remingthon, com 55grãos, enquanto que as armas modernas (pós m16A2) com um estriado de 1/7, estão optimisadas para m885, com 63grãos.

Tive que recorrer à wikipédia mas perfil de "ferida de entrada" no m193:
https://en.wikipedia.org/wiki/File:M16_5.56x45mm_wound_ballistics.gif

se reparar penetra 10 cm antes de causar danos de monta...

já no m885 ss109 (o 5.56 "moderno", utilizado pós m16 a2, conhecido como "green tip"):
https://en.wikipedia.org/wiki/File:M16A2_M855_5.56X45mm_NATO_wound_ballistics.gif

ao fim de 5cm já começa a causar estragos consideráveis, com maior transferência de energia!

É que 5.56 nato não é todo igual.. e nesse aspecto estamos a falar de uma arma que está ao nível da m16 utilizada no vietnam, limitada a um uso eficaz de uma munição que embora do mesmo calibre das 5.56 modernas, tem um comportamento muito diferente, pensado mais para ferir ( nessa altura, e para um teatro de guerra contra os soviéticos, pretendia-se criar o caos logístico com feridos, que dão muito mais trabalho que mortos.) que para parar uma ameaça.

Quanto à ideia da penetração de blindagem, haverá versões do 5.56 que o façam, mas creio que essa noção nasceu do facto de quando a m885 foi desenvolvida ter como objectivo ser capaz de penetrar um capacete de aço sovietico a uma distancia de combate, sendo assim, mais efectiva em combate que a até ai utilizada m193 (a tal que o cano da galil está construído para usar). 

recomendo a leitura deste artigo simples que encontrei:

http://weaponsman.com/?p=7291
Título: Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 28, 2017, 11:14:13 am
Gostaria de colocar uma dúvida,

consideram a galil armamento adequado para a missão na RCA? ou estou muito enganado ou a rotação do cano é 1/12', o que teoricamente limita a arma ao uso de m193, certo?


Certo.

Citar
Que tem uma transferência de energia ao impacto muito reduzida, quando comparada até com outras versões mais modernas do 5.56 nato. Não seria mais adequado aquele tipo de cenário a utilização da G3 como fizeram os comandos, com mais alcance útil, e muito superior transferência de energia do projéctil aquando do impacto? A utilização da galil não deixa as secções de atiradores demasiado dependentes do poder de fogo da mg3?

Muito reduzida? Não gostava de estar do outro lado do cano, especialmente depois de ter visto o resultado do impacto de um projéctil disparado pelas Galils. As versões mais modernas que falas, foram feitas muitas das vezes para compensar o cano relativamente mais curto do que as espingardas-automáticas usadas na geração anterior (confronta o tamanho de uma M16, de uma Galil e de uma M4A1). É claro que essas munições têm vantagens e desvantagens em comparação com o que se usa nas Galil usadas pelos Páras Portugueses. Já agora, não esqueças que não há Galil com lança-granadas nos BIParas e que essa função é cumprida pelas G3 com a  HK-79.

(http://i205.photobucket.com/albums/bb309/Mergeri/Forum/Qb6by0219815-02.jpg)

(https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcT81tj2KIw72W2FFN57Nk3f9l8eha-kWAVan1l6PlwbMhkCKPMAcg)

Em relação à MG-3, para mim o que falta são as MG4 que os Comandos já têm e os Páras não.

Citar
E em termos de viaturas? os comandos deixam para traz as suas viaturas para utilização pelos paras (incluindo os seus land rover Commando Assault Vehicle)? Se sim, com armamento orgânico às viaturas? Os paras tiveram contacto com as mesmas (por exemplo a mg4 é pouco comum)? Exploraram a sua doutrina operacional para utilização deste tipo de meios?

Essas viaturas são do Exército Português e por exemplo a primeira unidade a usar os Humwee foram os Páras em Timor. De memória penso que os Land Rover têm uma metralhadora Browning 12,7mm e várias MG-4. Presumo que também dê para usar as MG-3, mas sinceramente não faço menor idéia.
 
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Novembro 28, 2017, 11:20:44 am
Antes de qualquer missão há sempre um longo periodo de aprontamento, de certeza que nesse tempo os Páras vão treinar com o equipamento que não é orgânico das unidades pára-quedistas, como os Land Rover e as MG-4 caso fiquem na RCA.
Título: Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
Enviado por: alphaiate em Novembro 28, 2017, 01:38:36 pm
Grande Cabeça de Martelo,

sempre atento! obrigado pela resposta, só tenho algo a apontar.

Citar
As versões mais modernas que falas, foram feitas muitas das vezes para compensar o cano relativamente mais curto do que as espingardas-automáticas usadas na geração anterior (confronta o tamanho de uma M16, de uma Galil e de uma M4A1). É claro que essas munições têm vantagens e desvantagens em comparação com o que se usa nas Galil usadas pelos Páras Portugueses. Já agora, não esqueças que não há Galil com lança-granadas nos BIParas e que essa função é cumprida pelas G3 com a  HK-79.

Esta versão foi desenvolvida originalmente para um cano de 20 polegadas, tal como a galil, que estava instalado na M16A2 (e posteriormente usado também na M16A4 dos Marines, também com 20 polegadas), que substitui a m16A1 que tinha a mesma rotação que o cano da galil, exactamente para dar mais energia ao projéctil, que se considerava anémico. Para canos mais curtos foi até desenvolvida uma outra versão (supostamente até utilizada no raid ao complexo do Bin Laden, com 77 grãos de projectil conhecidas como "brown tip", compensando a menor estabilização do projectil com mais peso), embora sim, tem razão no sentido em que a m885 continua a ser o padrão usado nas armas de menor tamanho de cano (m4a1, etc).

No entanto mantenho o que disse... sim faz estrago, mas faz estrago o suficiente? A energia transferida é muito menor. Imagine o seguinte cenário, um individuo, completamente drogado e doutrinado para acreditar que a sua arma não lhe faz estrago corre em direcção a um militar. Com a energia transferida (o m193 privilegia a penetração) pela munição da galil (nem quero imaginar que vão usar green tips na galil...) o individuo será atingido múltiplas vezes antes de cair morto no chão, uma vez que a maioria dos tiros o vão atravessar antes de expandirem. Com m885 essa expansão da-se mais cedo, é mais pesado, vai ter mais impacto. Com 7.62 Nato, provavelmente ao primeiro tiro para de correr, mesmo que não o mate, a energia transferida é tanta que é como atingir uma parede. Neste tipo de cenários, como na RCA, importa parar rapidamente o atacante que corre em direcção a si.

Mas sou um leigo, neste aspecto apenas sei o que a matemática e a física nos dizem.

Quanto à g3 com o hk79, será o quê? um por secção de atiradores? assim como uma mg3?

Gostava, isso sim, de não ver a nossa rapaziada armada com equipamento que é praticamente obsoleto!

Peço desculpa insistir nisto, mas é algo que me preocupa.


Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 28, 2017, 02:46:51 pm
Tática Paraquedista
A Metralhadora Ligeira

TEN PÁRA GONÇALO SANTOS

Hiram S. Maxim foi um dos pioneiros na conceção de metralhadoras, tendo desenvolvido a sua arma no período de 1883 a 1885, a qual apenas necessitava da ação continua do dedo do atirador no gatilho para que disparasse os projéteis, a uma grande cadência e continuamente.
Pese embora estas armas tenham sido usadas em combate anteriormente, foi efetivamente na I Grande Guerra que o seu emprego de forma sistemática provou a sua eficácia e superioridade relativamente a outras armas de fogo da altura. As metralhadoras provocavam um elevado número de baixas, especialmente às forças de infantaria, sendo que algumas ainda usavam a técnica do assalto napoleónico, privilegiando o princípio da massa. A ação das metralhadoras nesta guerra de trincheiras, defensiva e estática, revelou-se fundamental, pois eram estas que não permitiam o assalto das forças inimigas às posições entrincheiradas.

As forças portuguesas que participaram na I Grande Guerra, integradas no Corpo Expedicionário Português, estavam equipadas com a metralhadora Lewis 7,7 mm m/917.
Durante a II Grande Guerra as metralhadoras, agora mais desenvolvidas, com maior capacidade de fogo, mais leves e mais versáteis, continuaram a ser usadas de forma sistemática, mas desta vez não só pelas forças de infantaria, como por outras forças terrestres, pela aviação e pela marinha de guerra, para operações defensivas e ofensivas. Nesta guerra, dos vários modelos de metralhadoras usadas, destacaram-se as MG34 e a já nossa conhecida MG42 ambas de fabrico alemão.

Durante a Guerra do Ultramar, a metralhadora ligeira utilizada inicialmente pelas forças portuguesas, foi a Dreyse m/938, conhecida como MG13, contudo em 1962 esta arma foi substituída pela metralhadora ligeira MG42/59. Atualmente a metralhadora continua a equipar todos os exércitos modernos e em especial as forças de infantaria, constituindo para os baixos escalões, uma das suas principais armas ao dispor do respetivo comandante.

Efetivamente as metralhadoras ligeiras têm vantagens claras relativamente às espingardas automáticas que equipam os atiradores, desde logo a sua maior cadência de tiro e alcance permite ter um efeito mais eficaz, em ações ofensivas e defensivas; no entanto alguns dos aspetos negativos das metralhadoras, têm a ver as características da arma, nomeadamente o seu peso, (quer da própria arma quer das munições que terá que ter ao dispor para a sua rentabilização em combate), e o facto de, normalmente, ser uma arma coletiva, exigindo mais do que um militar para que se possa rentabilizar ao máximo a sua potencialidade. Estes aspetos negativos das metralhadoras podem não ser significativos para forças que combatam montadas, mas é para forças que combatam apeadas e particularmente para forças que atuam ou podem atuar de forma isolada, a baixos escalões (Pelotão e Secção).

Assim, as forças de infantaria ligeira, se por um lado não podem abdicar das enormes vantagens que as metralhadoras oferecem aos baixos escalões, nomeadamente o seu poder de fogo e alcance, terão que equilibrar a sua existência com a natureza da sua missão e das condições em que combatem, ou seja, terão que ter o potencial suficiente para vencer, que as metralhadoras proporcionam, mas com o tipo de arma adequada, sob pena de estas constituírem um obstáculo à manobra da força, ou de não ser possível rentabilizá-la em combate.

As Secções de Paraquedistas, dos Pelotões das Companhias dos Batalhões Paraquedistas, sendo uma força de infantaria ligeira, que combate apeada, podendo atuar de forma isolada, que combate com o que transporta, e constituída apenas por oito militares, têm efetivamente que possuir metralhadoras para que possa dispor de potencial de combate capaz de vencer, mas não pode despender quatro militares para operar apenas duas armas, empenhando 50% do seu efetivo.

De acordo com os Quadro Orgânico do Batalhão de Infantaria Paraquedista, nº 24.0.21 de 03 de dezembro de 2009 do 1ºBIPara e nº 24.0.22 de 03 de dezembro de 2009 do 2BIPara, as Secções de Paraquedistas são constituídas por oito militares, sendo o seu comandante 01 Sargento, acumulando com o comando de uma Equipa ou Esquadra.

(http://i205.photobucket.com/albums/bb309/Mergeri/ETP/secccedilatildeo%20de%20atiradores_zpshqmid1rn.png)

A Secção de Paraquedistas contempla dois apontadores de metralhadora ligeira, metralhadora esta, que deve ser individual, atribuídas uma a cada Equipa ou Esquadra, o que aumenta substancialmente o seu potencial de combate e substancialmente o seu poder de fogo, permitindo assim que a unidade tenha a sua capacidade para executar o fogo e movimento, e de empenhar o inimigo a maiores distâncias devido ao seu maior alcance.

É importante sublinhar que as metralhadoras das Secções de Paraquedistas devem ser individuais, o que permite que para o seu manejo e rentabilização máxima, apenas necessite de um elemento da Secção e que tenha o mesmo calibre das restantes espingardas automáticas existentes na Secção, este ultimo aspeto, fundamentalmente por razões logísticas e flexibilidade na redistribuição de munições.

As missões das forças Paraquedistas, podem genericamente enunciar-se como missões executadas de forma isolada, normalmente recorrendo ao assalto aéreo através de salto tático em paraquedas ou por aterragem de assalto, em todo o tipo de conflito, qualquer tipo de terreno e condições meteorológicas, missões apeadas e/ou montadas de alta agressividade, contra forças blindadas, mecanizadas ou apeadas, missões que exijam a conquista e posse do terreno importante e pontos sensíveis, golpes-demão a Postos de Comando, Bases de Fogos e outros objetivos importantes, ou missões de combate aoterrorismo e outras ameaças assimétricas. As Secções de Paraquedistas devem estar preparadas para estas missões, o que significa que devem estar formadas, treinadas, equipadas e armadas para as executarem com sucesso, pelo que, além do processo formativo, processo de treino e equipamento, a escolha do armamento deve ser criterioso, especialmente para a Secção de Paraquedistas, sendo a unidade mínima de emprego de forma isolada e sendo a metralhadora a sua arma principal, a sua escolha reveste-se de grande importância pois irá influenciar a capacidade para executar as missões atribuídas. A definição dos critérios técnicos e operacionais para a escolha da metralhadora para a Secção de Paraquedistas deve ter em conta a natureza das missões e as condições em que são executadas pelas Secções.

De uma forma geral, entende-se que as metralhadoras para a Secção de Paraquedistas devem ser individuais (permite a rentabilização máxima quando operada por apenas um paraquedista, incluindo o municiamento e alimentação); que a falha de disparo possa ser resolvida de forma fácil e rápida; que a sua montagem e desmontagem seja simples e com o mínimo possível de peças separáveis; que seja de manutenção fácil; que tenha dimensões reduzidas para permitir a transposição de obstáculos e movimentação em terreno restritivo, sem comprometer a capacidade de fogo, alcance e precisão; que seja leve; que tenha um sistema de alimentação fiável e longo na autonomia e que possa ser facilmente transportada durante o lançamento pelo Paraquedista.

Entende-se também que tecnicamente a metralhadora para a secção de Paraquedistas deve ter um calibre 5,56x45 NATO; o seu peso não deve exceder os 8,5Kg; deverá ter um comprimento máximo de 1050mm, a sua cadência de tiro deverá ser no mínimo de 700 tiros por minuto, alimentada por fita e com capacidade para acoplar as caixas que contêm as fitas; ter possibilidade de efetuar tiro automático e tiro controlado selecionável pelo apontador e ter a capacidade para acoplar diferentes acessórios e aparelhos de pontaria através das calhas picatinny.

Alguns exemplos de metralhadoras ligeiras usadas pelas de Secções de Paraquedistas de Exércitos de outros países e respetivos dados técnicos.

http://www.exercito.pt/sites/ETP/Documents/BV/pdf_243_site.pdf 
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 28, 2017, 03:13:22 pm
Comparações:

https://rifleshooter.com/2014/04/223-remington5-56-nato-velocity-versus-barrel-length-a-man-his-chop-box-and-his-friends-rifle/ 
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: alphaiate em Novembro 28, 2017, 03:24:53 pm
Cabeça de Martelo... sem zangar pá :P
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 28, 2017, 04:11:01 pm
Cabeça de Martelo... sem zangar pá :P

As zangas são para as minhas Marias... eu sou mais paz e amor. :G-beer2:

Agora a sério, limitei-me a colocar um texto e um link que fala directamente sobre as questões por ti colocadas. Agora cabe a cada um chegar à "luz". Eu vou esperar calmamente para ver se as MG-4 vão ser ou não usadas pelas secções Para-quedistas, se as mesmas vão ser usadas nas viaturas, etc. Penso que o tempo em que as MG-4 ou semelhantes fossem adquiridas e entregues a quem de direito já passou à muito. Também penso que as 10000 armas que o Exército diz que vão ser adquiridas já é coisa para ontem, não para amanhã, mas estou a ver o programa a estender-se demasiado para o meu gosto.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: alphaiate em Novembro 28, 2017, 04:18:42 pm
Cabeça de Martelo... sem zangar pá :P

As zangas são para as minhas Marias... eu sou mais paz e amor. :G-beer2:

Agora a sério, limitei-me a colocar um texto e um link que fala directamente sobre as questões por ti colocadas. Agora cabe a cada um chegar à "luz". Eu vou esperar calmamente para ver se as MG-4 vão ser ou não usadas pelas secções Para-quedistas, se as mesmas vão ser usadas nas viaturas, etc. Penso que o tempo em que as MG-4 ou semelhantes fossem adquiridas e entregues a quem de direito já passou à muito. Também penso que as 10000 armas que o Exército diz que vão ser adquiridas já é coisa para ontem, não para amanhã, mas estou a ver o programa a estender-se demasiado para o meu gosto.

No que toca às mg4 estamos os dois na mesma expectativa. Mas não mudei de opinião quanto à galil, continua a ser mais ao mesmo um .223 remington... muito anémico para aquele teatro, quando qualquer g36 ou m4 e afins dispara m885. A realidade é que me custa esta história de não termos o necessário para que a nossa rapaziada vá e volte com as melhores hipóteses de sucesso. Não necessitamos de rolls royce, mas se for um clio que seja com menos de 10 anos, com um motor mais moderno que o renault 5 que estão a mandar...

um forte abraço
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 29, 2017, 12:46:15 pm
Eu penso que anémico é um pouco excessivo, especialmente quando eles vão para um país onde os confrontos são abaixo dos 300 metros como a RCA. O único Comando ferido em combate foi a curta distância (menos de 10 metros), aquilo é um país de florestas.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: alphaiate em Novembro 29, 2017, 01:06:09 pm
Eu penso que anémico é um pouco excessivo, especialmente quando eles vão para um país onde os confrontos são abaixo dos 300 metros como a RCA. O único Comando ferido em combate foi a curta distância (menos de 10 metros), aquilo é um país de florestas.

a verdade é que elas foram ao Afeganistão e voltaram... talvez esteja a ser demasiado "zeloso"....
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 03, 2017, 12:13:32 am
hoje vi um vídeo que adorei, os comandos a utilizar um UAV como forma de proteção.

https://www.facebook.com/ExercitoRecrutamento/videos/1900589800258158/

Parabéns!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 04, 2017, 11:55:34 am
hoje vi um vídeo que adorei, os comandos a utilizar um UAV como forma de proteção.

https://www.facebook.com/ExercitoRecrutamento/videos/1900589800258158/

Parabéns!

Isso já é feito à anos...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 24, 2017, 03:49:58 pm
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Quando foi preciso recorrer às armas para trazer o Natal de volta: os 90 comandos portugueses que libertaram uma cidade
http://expresso.sapo.pt/dossies/diario/2017-12-22-Quando-foi-preciso-recorrer-as-armas-para-trazer-o-Natal-de-volta-os-90-comandos-portugueses-que-libertaram-uma-cidade
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 27, 2017, 12:31:49 pm
Quando foi preciso recorrer às armas para salvar o Natal: os 90 comandos portugueses que libertaram uma cidade

(http://images-cdn.impresa.pt/expresso/2017-12-23-Comandos-Operacao-Damakongo-2/original/mw-860)

Eles vão passar o Natal fora do país para que outros consigam por sua vez regressar a casa no Natal: os militares portugueses na República Centro-Africana realizaram este ano a única operação ofensiva levada a cabo pela força da ONU naquele país, libertando a cidade de Bocaranga e permitindo que centenas de cristãos pudessem retornar às suas habitações a tempo do Natal. Há dias, os militares foram novamente projetados numa nova missão, para outro ponto remoto do país

silêncio é subitamente interrompido por um barulho que se começa a ouvir ao longe, primeiro baixinho, depois cada vez mais intenso. Não demorará muito até eles se aperceberem que se trata de helicópetros de combate, que em poucos minutos já estão por cima das casas e começam a disparar. Alguns elementos do grupo armado terão batido logo ali em retirada, outros ainda resistem. Quando os portugueses entram em ação, já os helis MI-35 tinham feito um ataque aéreo inicial, mas os aparelhos senegaleses irão manter-se sempre no ar como os olhos dos militares que estão cá em baixo no terreno. A partir dali serão precisas sete horas até que a operação de libertação esteja concluída. E os portugueses serão forçados a abrir fogo.

A cidade chama-se Bocaranga e fica na noroeste da República Centro-Africana, já bem perto da fronteira com o Chade e os Camarões. Tinha sido ocupada por um grupo armado muçulmano autodenominado 3R (que significa “Retorno, Reclamação e Reabilitação”), e liderado pelo general Sidiki. Os cristãos foram obrigados a abandonar as suas casas, levando consigo tudo o que puderam, do pouco que ainda têm. Estavam a viver num campo de deslocados situado a alguns quilómetros dali. Era aí que provavelmente passariam este ano o Natal, não tivesse sido a intervenção das forças portuguesas que estão destacadas no país.

As negociações para a libertação da cidade entre o líder do grupo armado e o governo, e mediadas pelos representantes da Nações Unidas, prolongaram-se por várias semanas, mas foram infrutíferas.

Entre eles estava também o homem responsável pela Força Portuguesa destacada neste momento na República Centro Africana, Tenente-Coronel Alexandre Varino. “Participei na última negociação. Pude ver que, à excepção do centro, onde estavam concentrados os elementos do grupo armado, a cidade estava completamente deserta. O governo ainda se comprometeu a ceder a algumas reivindicações, mas o grupo não abandonou a cidade dentro do prazo que lhe foi dado”. A força era o único recurso.

(http://images-cdn.impresa.pt/expresso/2017-12-23-Comandos-ataque-a-Bocaranga-Republica-Centro-Africana/original/mw-680)
FOTO DR

Dos 160 portugueses destacados no país, 90 são Comandos. Constituem neste momento a QRF, Quick Reaction Force da MINUSCA (Missão das Nações Unidas para a Estabilização da República-Centro Africana). Ou seja, podem ser chamados a atuar em qualquer momento para resolver qualquer problema que surja no país. Coube-lhes a eles o planeamento e condução da operação Damakongo, uma ação até agora inédita na atuação da missão das Nações Unidas, que está no país desde 2014. “Tratou-se de uma operação ofensiva. Foi a primeira vez que aconteceu na República Centro-Africana, sob comando da MINUSCA. As outras têm sido mais operações de reação a determinadas ações por parte dos grupos armados”, explica ao Expresso o tenente-coronel Varino.

Os portugueses entraram de rompante e começaram a bater casa a casa. Foram encontrando uma cidade praticamente fantasma, até ao momento em que se aproximaram do centro. O fogo inimigo teve resposta imediata. Estima-se que cerca de 150 elementos do grupo armado estivessem na cidade, mas foram fugindo à medida que os portugueses iam avançando. Os militares ainda encontraram e libertaram um refém que estava preso num anexo junto à igreja. Apreenderam munições, motas e armamento que foram deixadas para trás pelo grupo 3R.

A operação demorou sete horas e foi um sucesso. Os portugueses libertaram a cidade e dali seguiram para norte numa nova missão para Bang, uma localidade mais pequena situada já mesmo na zona de fronteira com o Chade, que estava ocupada por um outro grupo, o MPC, liderado pelo general Bahar. O grupo ocupou este posto fronteiriço e cobrava entrada dos produtos e das pessoas que vinham do Chade e dos Camarães. O ataque demorou menos tempo, apenas 4 horas, mas a operação foi igualmente bem-sucedida.

(http://cdn.impresa.pt/5ec/44e/11676875/RCA.gif)

NO MEIO DE UM BARRIL DE PÓLVORA
Esta operação decorreu já há várias semanas, mas foi contada agora em detalhe ao Expresso pelo comandante da força portuguesa. Os comandos permitiram a vários cristãos de Bocaranga regressarem às suas casas para passarem o Natal. Pelo contrário, os militares vão estar fora do país e longe das famílias este ano - além disso, vão passar esta quadra projetados para uma nova missão. como vão passar esta quadra projetados para uma nova missão. O Expresso sabe que saíram há dias de Bangui, a capital, para uma nova operação num outro ponto do país.

Para o próprio comandante da Força, esta é a primeira vez que o Natal é passado fora de casa. “Foi entendido que nossa presença era necessária noutra parte do país e não em Bangui, e por isso vamos ter de o fazer, preparar-nos para passar um Natal diferente e uma passagem do ano também diferente, longe da nossa base.

Em Bangui, felizmente, temos boas condições. Quando somos projetados não temos as mesmas condições, naturalmente. É um desafio grande, todos estão preparados mentalmente, com grande motivação para cumprir esta nova missão. Isto é encarado com naturalidade. Sabemos que podíamos ser chamados a intervir noutra parte do país a qualquer momento. Já estávamos preparados psicologicamente para isso.”

As famílias também foram avisadas antes de eles partirem. Em Bangui, o tenente-coronel Varino fala todos os dias com os filhos, inclusivamente por videoconferência, mas o mesmo não pode acontecer quando está projetado num ponto remoto do país. Ainda assim, apesar de as condições de comunicação não serem as mesmas de quando estão no Campo M´Poko, o comandante da força garante que, estejam onde estiverem, terão sempre forma de contatar os familiares no dia de Natal, nem que seja através de um simples telefonema ou mensagem.

(http://images-cdn.impresa.pt/expresso/2017-12-23-Comandos-portugueses-na-Republica-Centro-Africana-1/original/mw-680)
FOTO DR

Quando estão em Bangui os portugueses participam também em várias missões de patrulhamento para manter a ordem numa cidade que é um autêntico barril de pólvora. Qualquer simples acidente no trânsito caótico pode servir de pretexto para o início de um conflito de maior escala entre grupos rivais, porque há anos que o país está mergulhado no caos.

Em outubro de 2013, o grupo muçulmano Seleka derrubou o governo, acusando-o de corrupção. O que se seguiu foram no entanto saques de cidades e aldeias, que levaram por sua vez à formação de milícias cristãs, conhecidas como “movimentos anti-Balaka”. Inicialmente proclamavam-se um grupo de defesa composto por cristãos. Mais tarde, a milícia caiu nas mãos de gangues de jovens armados.

Há agora pelo menos 14 grupos armados rebeldes ativos em todo o país. De acordo com a Human Rights Watch, só nos últimos três meses os confrontos entre os dois grupos étnicos fizeram 45 mortos, e cerca de 11 mil deslocados. No total, o número de pessoas deslocadas no país aumentou de 400 mil em janeiro para mais de 600 mil em agosto, segundo organizações não-governamentais. Os deslocados não são apenas cristãos, mas também milhares de muçulmanos, dependendo da religião dos grupos que dominam as diferentes partes do país.

A libertação da cidade de Bocaranga, e da localidade mais pequena de Bang, que ficou conhecida como a “Operação Damakongo”, foi louvada pelo comando das Nações Unidas, que em comunicado destacou mesmo a “iniciativa, liderança e profissionalismo” dos militares portugueses. Mas, mais ainda do que isso, ajudou a melhorar a imagem junto da população, que em muitos casos olha para os capacetes azuis como um invasor externo.

O tenente-coronel Alexandre Varino afirma que “a perceção das pessoas em relação à MINUSCA não é muito favorável, mas nós não sentimos essa animosidade quando fazemos patrulhamentos na cidade”. Sempre que a situação tática permite, procuramos fazer patrulhamentos apeados no meio das pessoas, para que possa haver contacto com a população, para que as pessoas nos reconheçam. Quando as pessoas reconhecem que somos portugueses, a postura é diferente. Quando andamos com os carros todos brancos é tudo igual, mas quando se apercebem que são os portugueses que estão a fazer a patrulha, a postura muda e não temos tido qualquer problema de animosidade.”

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-12-24-Quando-foi-preciso-recorrer-as-armas-para-salvar-o-Natal-os-90-comandos-portugueses-que-libertaram-uma-cidade
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: ACADO em Dezembro 27, 2017, 04:44:02 pm
Reportagem de Maio deste ano na Revista The Way of the Warriors

http://warriors.pt/revistas/no20-forca-nacional-destacada-na-republica-centro-africana/ (http://warriors.pt/revistas/no20-forca-nacional-destacada-na-republica-centro-africana/)

(http://warriors.pt/wp-content/uploads/2017/09/C57I2252-2-604x270.jpg)


E também na revista alemã Kommandos:

(https://scontent.flis8-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/25594088_1550760608304595_5147767525363398506_n.jpg?oh=83443546ad7672372adafdbb1736c6e4&oe=5AC2427B)

http://k-isom.com/heftarchiv (http://k-isom.com/heftarchiv)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: ACADO em Dezembro 27, 2017, 04:49:50 pm
E videos:

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Janeiro 28, 2018, 08:09:30 pm
PÁRAS PRONTOS PARA A REPÚBLICA CENTRO AFRICANA

Citar
«Não há duas missões iguais», frase tantas vezes ouvida a militares que em várias missões expedicionárias têm participado, é uma verdade comprovada agora na República Centro Africana. “As experiências quer da primeira quer da segunda força estão traduzidas nesta instrução que estamos aqui a desenvolver e se há coisas em comum nos dois contingentes que nos antecederam, há outras bem diferentes que nos foram relatadas. A situação está em permanente evolução e é preciso profissionalismo, motivação, grande capacidade de adaptação e…bom senso para enfrentar o imprevisto”.

http://www.operacional.pt/paras-prontos-para-a-republica-centro-africana/

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2018/01/1-Paras-RCA-Alcochete-DSC_8225.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Janeiro 28, 2018, 08:13:01 pm
BRIGADEIRO-GENERAL PORTUGUÊS COMANDA EUTM-REPÚBLICA CENTRO AFRICANA

Citar
Sob o comando do Brigadeiro-General Hermínio Maio do Exército Português, partem na primeira semana de Janeiro de 2018 para a República Centro Africana, os militares portugueses que vão integrar o novo e reforçado contingente nacional na Missão de Treino da União Europeia neste país africano.

http://www.operacional.pt/brigadeiro-general-portugues-comanda-eutm-republica-centro-africana/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: ACADO em Janeiro 31, 2018, 01:17:51 am
Aprontamento da 3ª Força Nacional Destacada para a Republica Centro Africana

(https://scontent.flis8-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/27021493_919239918244952_6588503489382926917_o.jpg?oh=f365544bdb1eddb97a168401d36206de&oe=5ADAFECA)

(https://scontent.flis8-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/27356300_919239314911679_3295319774504006656_o.jpg?oh=7775ebfaff0509ac6298fb466cb76d14&oe=5ADC5295)

(https://scontent.flis8-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/27173977_919213458247598_3266665772901897169_o.jpg?oh=698ae29ba9c036e51c158a2029eb34a2&oe=5B1E4D8C)

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Alvalade em Fevereiro 10, 2018, 09:03:46 am
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: LM em Fevereiro 27, 2018, 06:09:29 pm
https://www.facebook.com/sergio.silva.7315/videos/vb.100001044095671/1801336753244444/?type=2&theater (https://www.facebook.com/sergio.silva.7315/videos/vb.100001044095671/1801336753244444/?type=2&theater)

Nuno Rogeiro G3 vs Galil
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Fevereiro 27, 2018, 08:59:09 pm
Independentemente de qual arma é melhor, até parece que um soldado não consegue habituar a outra arma lool, basta tempo e treino.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: ACADO em Março 07, 2018, 08:51:29 pm
Independentemente de qual arma é melhor, até parece que um soldado não consegue habituar a outra arma lool, basta tempo e treino.

Habituar, habitua. Mas nunca conseguirá fazer o mesmo com o trambolho da G3 que fariam com a Galil. Isso é visivel até para um cego...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: ACADO em Março 07, 2018, 08:54:52 pm
A revista Warriors acompanhou o aprontamento do 1º BIPara para a missão na RCA.
Aqui ficam algumas imagens:

http://warriors.pt/galerias/republica-centro-africana-3a-forca-nacional-destacada/ (http://warriors.pt/galerias/republica-centro-africana-3a-forca-nacional-destacada/)

(http://warriors.pt/wp-content/uploads/2018/03/Tiro-de-CAV-2.jpg)

(http://warriors.pt/wp-content/uploads/2018/03/C57I1837-4.jpg)

(http://warriors.pt/wp-content/uploads/2018/03/C57I2092-3.jpg)

(http://warriors.pt/wp-content/uploads/2018/03/C57I2576-2.jpg)

(http://warriors.pt/wp-content/uploads/2018/03/C57I1648-3.jpg)

(http://warriors.pt/wp-content/uploads/2018/03/C57I1364-2.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 08, 2018, 10:26:11 am
As G3 parecem ter pouco uso, pelo menos comparadas com as que eu tive na Recruta...Agora deixem-me ir ali e chorar um pouco... Páras com G3 é algo que deixa-me... sem palavras!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Março 08, 2018, 12:11:34 pm
As G3 parecem ter pouco uso, pelo menos comparadas com as que eu tive na Recruta...Agora deixem-me ir ali e chorar um pouco... Páras com G3 é algo que deixa-me... sem palavras!

É peso extra....preferias G36 KA4?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 08, 2018, 01:01:16 pm
As G3 parecem ter pouco uso, pelo menos comparadas com as que eu tive na Recruta...Agora deixem-me ir ali e chorar um pouco... Páras com G3 é algo que deixa-me... sem palavras!

É peso extra....preferias G36 KA4?

Qualquer coisa em 5.56mm, estilo as Galil.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Março 08, 2018, 02:51:58 pm
Será que a opção pelas G3 teve a ver com o facto de praticamente ninguém utilizar o M193, enquanto o SS109 e o 7.62 NATO estão facilmente disponíveis?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 08, 2018, 02:57:14 pm
Será que a opção pelas G3 teve a ver com o facto de praticamente ninguém utilizar o M193, enquanto o SS109 e o 7.62 NATO estão facilmente disponíveis?

A mim mais parece-me que querem poupar no custo dos transportes...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Março 08, 2018, 03:25:00 pm
A malta por lá usam Ak47. Não se arranjam lá umas para o nosso pessoal, munição incluída? Já deve dar para um terço das obras da ponte 25 de Abril (até dava para rir se não fosse trágico)...  ;D :P

(https://ogimg.infoglobo.com.br/in/11098755-a79-b26/FT1500A/550/CENTRAFRICA-UNREST.jpg)
Citar
Milicianos ex-membros das Forças Armadas Centro-Africana participam de uma sessão de treinamento

Saudações  8) :snipersmile:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Março 08, 2018, 03:35:38 pm
Reportagem da mediotejo sobre a preparação para a missão na RCA. É feito numa perspectiva do RI15 e com tendência a focar-se nos factores  "humanos" ( inclusive nomeando todo o pessoal médico que faz parte do contingente ), mas que poderá acrescentar mais alguns detalhes ao que já se sabe, nomeadamente a menção às unidades donde vêm os elementos de apoio.

http://www.mediotejo.net/tomar-reportagem-capacetes-azuis-portugueses-partiram-do-ri15-para-a-republica-centro-africana/ (http://www.mediotejo.net/tomar-reportagem-capacetes-azuis-portugueses-partiram-do-ri15-para-a-republica-centro-africana/)

Cumprimentos,

nota: Na reportagem não aparece nenhuma razão para levarem a G3. À conta do interesse "humano" da reportagem pelo menos deu para verificar que um dos médicos destacados é cirurgião.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Ramos em Março 08, 2018, 04:07:16 pm
Boa tarde.

Vejo por aqui tantos comentários sobre a utilização da G3 na missão na RCA, e não vejo ninguém a interrogar-se sobre o porquê de continuar a existir uma clara preferência na utilização da G3 em missões mais "musculadas", em deterimento de outras armas (como por exemplo a Galil).
E curiosamente, as (muito poucas) pessoas que conheço que passaram nos últimos anos pelo Afeganistão, com quem tive oportunidade de falar sobre o assunto, comentaram (unânimemente, já agora), que naquele ambiente, não trocavam a G3 pela Galil ou pela SIG.
Isso, para mim, quer dizer uma coisa - apesar de claramente ultrapassada, a G3 continua a ser uma arma altamente fiável e confiável (para além de existir em depósito aos pontapés).
Atrevo-me aliás a afirmar que, no pódio das melhores aquisições de material de guerra feitas por Portugal nos últimos 100 anos, a G3 deve estar em 1º. lugar (já agora, com o Alouette III em 2º)  :G-Ok:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 08, 2018, 05:33:18 pm
Boa tarde.

Vejo por aqui tantos comentários sobre a utilização da G3 na missão na RCA, e não vejo ninguém a interrogar-se sobre o porquê de continuar a existir uma clara preferência na utilização da G3 em missões mais "musculadas", em deterimento de outras armas (como por exemplo a Galil).

Preferência? O Exército é armado com as G3, por isso eles vão com o que há, da mesma forma que os Páras vão com a a sua espingarda-automática que substituiu a G3 à mais de 30 anos.

Citar
E curiosamente, as (muito poucas) pessoas que conheço que passaram nos últimos anos pelo Afeganistão, com quem tive oportunidade de falar sobre o assunto, comentaram (unânimemente, já agora), que naquele ambiente, não trocavam a G3 pela Galil ou pela SIG.

Até parece que eles tinham hipotese... já os Páras foram com a Galil.

Citar
Isso, para mim, quer dizer uma coisa - apesar de claramente ultrapassada, a G3 continua a ser uma arma altamente fiável e confiável (para além de existir em depósito aos pontapés).
Atrevo-me aliás a afirmar que, no pódio das melhores aquisições de material de guerra feitas por Portugal nos últimos 100 anos, a G3 deve estar em 1º. lugar (já agora, com o Alouette III em 2º)  :G-Ok:

Fale com um certo veterano da guerra do Ultramar, Paraquedista dos sete costados e ele diz-lhe logo que a melhor espingarda-automática que passou-lhe pelas mãos foi a Armalite AR-10.

(http://24.media.tumblr.com/tumblr_m5mi7eaWQ01rypxroo1_500.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Ramos em Março 08, 2018, 06:21:08 pm

Preferência? O Exército é armado com as G3, por isso eles vão com o que há, da mesma forma que os Páras vão com a a sua espingarda-automática que substituiu a G3 à mais de 30 anos.

Os Páras até podem levar a Galil. Mas no caso do Afeganistão, garanto-lhe que houve quem utiliza-se a G3. Já agora, um familiar meu que por lá andou (e que é militar de carreira e páraquedista), afirmou categóricamente, quando lhe perguntei sobre a razão de andar com uma G3 em vez da Galil, que naquele sítio, "não trocava a G3 pela Galil em nenhuma circunstância". Já agora, dois camaradas dele, também militares de carreira, um outro pára e um comando, "assinaram" por baixo.

Citar
Até parece que eles tinham hipotese... já os Páras foram com a Galil.

Pois foram. Mas a malta que foi para lá dar formação foi com G3.

Citar
Fale com um certo veterano da guerra do Ultramar, Paraquedista dos sete costados e ele diz-lhe logo que a melhor espingarda-automática que passou-lhe pelas mãos foi a Armalite AR-10.

(http://24.media.tumblr.com/tumblr_m5mi7eaWQ01rypxroo1_500.jpg)
[/quote]

Como nunca toquei em nenhuma Armalite, nem vou tentar entrar por aí - não tenho conhecimentos para me pronunciar. Do que li e ouvi, a malta que teve o privilégio de as poder usar em combate em África também diz que não as trocava por nada e que foi a melhor espingarda de assalto que por cá passou. OK, nem sequer discuto. Mas comparar a Armalite AR-10, que veio para Portugal em quantidade muito reduzida (pelo que li, umas 1.500 a 2.000 armas), com a G3, que ao fim de quase 60 anos, continua a ser amplamente utilizada (pese todos os defeitos), é comparar o incomparável.
Como as opiniões são como as cerejas, já agora (e agradecendo a lembrança da Armalite), partilho o que um amigo meu, ex-combatente do ultramar, oficial miliciano comando, que posteriormente ao periodo de serviço militar passou durante vários anos pela administração colonial (e que utilizou em combate um pouco de tudo o que havia disponível há época), costumava dizer quando falava de armas ligeiras e da respectiva utilização em combate: "a AK-47 é a melhor arma do mundo, feita a pensar nos mais tocos dos toscos; a FN é uma senhora, que sendo tratada com carinho, nunca nos deixa ficar mal. A G3 é uma p.... que anda com todos".
Mas o facto é que a G3 continua a ser pau para toda a obra ao fim de quase 60 anos.
E com a história que tem em Portugal, não tenho dúvida que a colocaria no 1º. lugar do pódio como a melhor compra de material militar feita em Portugal nos últimos 100 anos (e isto não quer dizer que seja a melhor arma de fogo que adquirimos nos últimos 100 anos).

PS - Alouette III em 2º. Lugar e Unimog em 3º! :)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: diogo13350 em Março 08, 2018, 06:40:44 pm
5.56 vs . 308
 não é preciso pensar muito!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Março 08, 2018, 08:53:03 pm
Exacto os Páras abriram os TO da Bósnia, Kosovo e Timor armados com Galil, os Comandos foram para o Afeganistão e RCA com G-3, não é dizer que uma é melhor que a outra, é cada unidade vai com o que normalmente usa, tal como a Infantaria e outras armas do Exército vão de G-3.

Em relação aos Páras do ultramar, conheço um que fez tropa nos anos 60, ele chegou a fazer tiro de Mauser em Tancos, e diz que foi a arma com que fez melhor tiro, era uma arma velha, devia ter uns 20 anos ;D, também disparou a AR-10 e era uma boa arma, principalmente era bem mais leve que a G-3, mas na Guiné em combate o batalhão estava equipado com G-3 com coronha retráctil, as AR-10 estavam em Angola e Moçambique.

Pessoalmente penso que temos as G-3 à 60 anos não é por elas serem muito boas, é porque não há outra opção, mas mais ou menos boas devem ser, senão não duravam 60 anos, actualmente na recruta o normal é usarem G-3 de construção dos anos 70, havia para ai uns mitos urbanos que o Exército ainda tinha G-3 novas, sem uso, armazenadas algures, devem ser essas que andam ai nestas missões.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Março 08, 2018, 10:24:33 pm
Portugal teve umas centenas de homens (ou talvez uns poucos milhares) de soldados no Afeganistão ao longo dos anos. Outros exércitos que tiveram dezenas, ou mesmo centenas de milhares de soldados não trocaram as suas armas 5.56 por G3, ou outras espingardas em 7.62. Podem ter incorporado espingardas neste último calibre em numero limitado, mas não mais que isso. Os Marines até trocaram as metralhadoras MiniMi (5.56) por HK416 também em 5.56.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Março 09, 2018, 12:06:38 pm
Recordando. Deve ter começado por aqui a ideia (estranha, de facto), de meter os paras todos de G3 (digo eu).  :o

Citação de: zedascouves

Os Páras usam G3 porque a Galil não é compativel com a HK-79.


(http://i205.photobucket.com/albums/bb309/Mergeri/Forum/Qb6by0219815-02.jpg)

Saudações
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Migas em Março 15, 2018, 01:02:29 pm
G3 ultrapassada? Pareceu-me ver o "soldado do futuro" português equipada com ele!  ;D
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Março 15, 2018, 02:04:22 pm
G3 ultrapassada? Pareceu-me ver o "soldado do futuro" português equipada com ele!  ;D

Nada que um upgrade não resolva...a fiabilidade está lá...é torná-la mais user friendly.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 15, 2018, 03:05:40 pm
G3 ultrapassada? Pareceu-me ver o "soldado do futuro" português equipada com ele!  ;D

Se estás a referir naquela exposição que o Exército fez a mostrar os futuros equipamento/fardamento a serem usados a partir de 2019... não, não estava.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Março 15, 2018, 08:37:58 pm
G3 ultrapassada? Pareceu-me ver o "soldado do futuro" português equipada com ele!  ;D

Se estás a referir naquela exposição que o Exército fez a mostrar os futuros equipamento/fardamento a serem usados a partir de 2019... não, não estava.

Neste video aparece um soldado "do presente" mas penso que é apenas para servir de comparação com o soldado "do futuro".
https://www.facebook.com/ExercitoRecrutamento/videos/1934773840173087/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Março 19, 2018, 11:10:41 am
FORÇA PORTUGUESA NA REPÚBLICA CENTRO AFRICANA

 3.ª Força Nacional Destacada portuguesa na República Centro Africana, projectada para este país no início de Março de 2018, tem estado nestas duas primeiras semanas de missão a preparar-se para muito em breve iniciar a actividade operacional e ao mesmo tempo a concluir a sua instalação naquela que vai ser a sua base principal nos próximos 6 meses, campo M’Poko, Bangui, RCA. A FND na MINUSCA (United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic) é em 80% constituída por militares paraquedistas da Brigada de Reação Rápida mas integra também elementos das armas e serviços do Exército e um Destacamento de Controlo Aéreo Táctico da Força Aérea Portuguesa.

http://www.operacional.pt/forca-portuguesa-na-republica-centro-africana/

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2018/03/2-A-FND-RCA-MAR-2018.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Março 28, 2018, 11:59:23 pm
Muito lamentável é o que é !!!!!!


https://www.noticiasaominuto.com/pais/982643/forcas-armadas-justificam-atraso-na-pensao-de-militar-morto-no-mali
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Março 29, 2018, 12:08:20 am
Vergonha! Quando o governo demora menos tempo a despachar que as FFAA está tudo dito.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Março 30, 2018, 10:41:42 am
(https://scontent.flis3-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/29598274_952844108217866_3608763625371681701_n.jpg?_nc_cat=0&oh=3a2db3ada9265c16d97aee80a9a2b8a9&oe=5B6D5B70)

Citar
Elementos do 1º Batalhão Paraquedistas e do TACP da 3ª Força Nacional destacada na Republica Centro Africana realizaram uma operação para recuperação de UAV (Unmaned Aerial Vehicle).

https://www.facebook.com/TWOTWarriors/ (https://www.facebook.com/TWOTWarriors/)

Saudações
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Março 30, 2018, 11:34:22 pm
E para se ter uma melhor ideia daquilo que a MINUSCA tem que enfrentar sem precisar sequer de sair de casa. Em pleno centro de Bangui também têm com que se entreter.

(http://img.over-blog-kiwi.com/0/53/50/55/20180329/ob_09736d_force-du-km-5.JPG)

Citar
Traduzido do françês:

O principal grupo armado do bairro muçulmano de Bangui disse na quarta-feira que está "pronto para lutar" contra a missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca), que ameaçou desarmar esses grupos.

Se as forças dos Minusca "querem a guerra, eles só têm que dizer às populações para deixarem o distrito e nós lutaremos", disse à AFP Nimery Matar Jamous, vulgo "Força", líder da guerra. um dos principais grupos armados do PK5, distrito muçulmano e pulmão econômico da capital.

De acordo com vários moradores do PK5 interrogados pela AFP, a Minusca colocou no domingo um ultimato para os grupos armados do bairro se desarmarem, caso contrário suas bases serão desmanteladas à força. O Minusca não quis comentar esta informação.

Em 21 de março, a ONU na África Central denunciou as "práticas da máfia" desses grupos armados. Eles "devem entender que chegou a hora de parar com suas práticas violentas e fraudulentas" disse à imprensa Hervé Verhoosel, porta-voz da Minusca.

 "Crianças (do bairro) têm armas. Se a Minusca começar a atirar, as crianças também começarão a atirar em todos os lugares, afetará a todos", disse à AFP Ibrahim Bala, chefe do distrito de Bayadoumbia. PK5, que abriga a base do grupo de "Força".

O minusca enviou tropas no final de janeiro PK5 após um surto de violência início em 2018.

Em meados de fevereiro, por causa de sua persistência, a associação de comerciantes PK5 (ACK) hfez um ultimato à MINUSCA para desmantelar os grupos de vigilantes auto-nomeados acusados ​​de violência e abuso contra os comerciantes e a população.

Segundo eles, os grupos armados do PK5 são acusados de tentar intimidar os comerciantes desde a decisão destes em 18 de Janeiro de parar de pagar "proteção".

Desde então, alguns comerciantes retomaram os pagamentos por medo de retaliação, segundo traders entrevistados pela AFP.

"As pessoas preferem estar em paz, pagando", lamenta uma vítima da violência em janeiro, durante o qual parte do mercado foi queimada e várias pessoas foram mortas em confrontos entre grupos armados.

 Os muçulmanos da África Central são frequentemente associados com a rebelião Seleka que depôs o Presidente Bozizé em 2013 e mergulhou o país na violência. A ex-rebelião foi expulsa de Bangui em 2014 por uma intervenção militar internacional.

 PK5 tem estado muitas vezes no centro das tensões na capital Africano Central e as últimas populações muçulmanas que vivem na cidade estão aí entrincheirados.

http://centrafrique-presse.over-blog.com/2018/03/un-groupe-arme-pret-a-se-battre-avec-la-minusca-au-pk5-a-bangui.html (http://centrafrique-presse.over-blog.com/2018/03/un-groupe-arme-pret-a-se-battre-avec-la-minusca-au-pk5-a-bangui.html)

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jpthiran em Março 31, 2018, 04:36:30 pm
...claramente, vêm aí problemas!...
...as coisas vão aquecer...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Abril 01, 2018, 08:30:03 pm
Militares portugueses atacados na República Centro-Africana



Em comunicado, o EMGFA adianta que os militares portugueses realizavam uma patrulha de rotina no terceiro distrito da capital da República Centro-Africana, quando, pelas 19:10 locais, foram alvejados por tiros de armas ligeiras, disparados por um grupo armado que “utilizou a população civil (mulheres e crianças) como escudo humano” para se proteger.

“Logo que esclarecida a situação e com alvos bem definidos, constituídos por elementos armados que disparavam, os militares portugueses abriram fogo controlado sobre os mesmos e largaram gás lacrimogéneo, tendo como resultado a desorganização das posições de tiro e a fuga dos elementos do grupo armado”, lê-se no comunicado.

O EMGFA refere que outros elementos portugueses, constituídos como força de reação rápida, foram enviados para o local e que a patrulha terminou a missão à hora prevista, cerca das 23:00.

Na nota é ainda referido que “todos os militares portugueses encontram-se bem, não existindo baixas a lamentar”.

A missão das Nações Unidas na República Centro Africana (MINUSCA) já tinha avançado, hoje ao princípio da tarde, à agência France Presse, que uma patrulha esteve “sob fogo de artilharia” no bairro muçulmano PK5, mas sem apontar as nacionalidades dos militares envolvidos.

Segundo a France Presse, este é o primeiro ataque contra os ‘capacetes azuis’ no PK5, um bairro comercial de maioria muçulmana de Bangui, desde o reacendimento da violência naquela zona em finais de 2017.

“Estes ataques (…) mostram a natureza criminosa dos grupos armados no bairro PK5", disse o diretor de comunicação da MINUSCA, Hervé Verhoosel, relembrando que o líder do grupo envolvido no ataque, Nimery Matar Jamous, tinha alertado, na passada quarta-feira, que “atacaria os ‘capacetes azuis’”.

Em finais de março, a missão da ONU ameaçou desmantelar todas as bases dos grupos armados presentes no bairro PK5, acusados de atos de violência e abusos contra os habitantes locais, caso estes não entregassem as armas.

A República Centro-Africana é um país atormentado por um conflito desde 2013.

As autoridades centro-africanas apenas controlam uma pequena parte do território nacional. Num dos países mais pobres do mundo, vários grupos armados disputam províncias pelo controlo de diamantes, ouro e gado.

Portugal integra a MINUSCA. No início de março, a 3.ª Força Nacional Destacada (FND) partiu para a República Centro-Africana: um contingente composto por 138 militares, dos quais três da Força Aérea e 135 do Exército, a maioria oriunda do 1.º batalhão de Infantaria Paraquedista.

Estes militares juntaram-se aos 21 que já estavam no terreno, sediados no aquartelamento de Bangui, desde o dia 18 de fevereiro.

O atual contingente foi substituir a 2.ª FDN, força integrada por um contingente de 156 militares do Exército, na sua maioria do regimento de Comandos, após seis meses de empenhamento nas regiões de Bangui, Bocaranga e Bangassou.

No terreno está também uma missão de treino da União Europeia (European Union Training Mission – EUTM), iniciada em 2014 e que conta atualmente com 14 militares portugueses.

O mapa das FND, divulgado no passado dia 15 de dezembro, prevê que Portugal reforce a missão de treino da UE até 50 militares.

Em janeiro, Portugal assumiu pela primeira vez o comando (durante um ano) da EUTM, onde estão presentes cerca de 170 militares oriundos de 12 países da UE e de estados parceiros.

Em finais de março, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou a força portuguesa que integra a MINUSCA e os militares que comandam a missão de treino na União Europeia.

>>>>>>>>>  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/militares-portugueses-atacados-na-republica-centro-africana
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Abril 01, 2018, 09:43:01 pm
Estou com curiosidade em ver como vai ser a coordenação das FND com o futuro contingente brasileiro. Provavelmente, vai ser uma combinação mortífera que poderá causar grandes danos nas forças rebeldes. O cenário ideal seria os brasileiros enviarem um forte contingente de helis, mas não sei se é isso que está previsto.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Abril 01, 2018, 09:52:50 pm
Sem treino constante não há combinações mortíferas...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Abril 01, 2018, 10:38:44 pm
Sem treino constante não há combinações mortíferas...

Afirmativo só quando conheces muito bem a tua parelha, ou a equipa/patrulha/secção que integras, e, isso só acontece depois de treinares e durante muito tempo, no meu caso foram mesmo meses, até teres toda a confiança no homem ao teu lado, a tua parelha, no teu cmdt de patrulha/equipa/pelotão, é que a máquina está oleada, pois basta um simples olhar e sabes o que a outra parelha/equipa vai fazer, vai envolver, adquirir posição de tiro de cobertura, avançar,......... nem necessitas de falar, parece que o pessoal já se conhece há anos, e vai até ao fim do mundo pois sabes que podes contar com aqueles Homens, falo por mim !!!!!
Instrução dura combate fácil, antes suor que Sangue !!!
Grandes tempos, grandes e verdadeiras amizades.

Desculpem o desabafo.

Abraços 
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Vitor Santos em Abril 02, 2018, 02:16:16 am
Estou com curiosidade em ver como vai ser a coordenação das FND com o futuro contingente brasileiro. Provavelmente, vai ser uma combinação mortífera que poderá causar grandes danos nas forças rebeldes. O cenário ideal seria os brasileiros enviarem um forte contingente de helis, mas não sei se é isso que está previsto.

Sim, está previsto. Falou-se em 2 Sikorsky UH-60 Black Hawk e 2 Embraer EMB 314 Super Tucano da FAB. Tudo indica que, por hora, o EB não enviará helicópteros.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 03, 2018, 11:56:25 am
Diamantes, sangue e militares portugueses sob fogo
02 Abril

Pedro Raínho
 
Nuno André Martins

60 militares portugueses foram atacados este sábado na República Centro Africana. Marcelo esteve com eles há uma semana. O que se passa naquele que é um dos países mais pobres e violentos do mundo?

Os primeiros disparos sobre os militares portugueses pareciam sair das casas que percorriam a rua por onde passava a patrulha ao serviço da ONU. No final da tarde deste sábado, já com o sol a desaparecer por detrás dos edifícios, os elementos da força especial de pára-quedistas colocaram os óculos de visão noturna e rapidamente perceberam que não podiam responder em força: havia mulheres e crianças entre os atacantes que apontavam aos 15 portugueses, do interior das casas do bairro comercial, nos arredores de Bangui, capital da República Centro Africana, um dos países mais pobres do mundo, apesar dos seus extensos recursos naturais, que tem assistido a sangrentos golpes desde que se tornou independente, nos anos 60, e onde a violência tem vindo a aumentar.

Execuções, raptos, violações, milhares de crianças obrigadas a tornarem-se crianças soldado para grupos armados que reclamam a sua parte do território, mais de metade da população a precisar de ajuda humanitária e um milhão de pessoas desalojadas é o retrato do país africano mais longe do mar e onde estes portugueses arriscam a sua vida.

60 portugueses na linha do fogo

Num primeiro momento, a patrulha portuguesa chamou outros 15 militares para reforçar a posição. Não foi suficiente. Passados poucos minutos chegavam mais pára-quedistas da Quick Reaction Force. Eram já 60 militares portugueses, apoiados por 12 viaturas blindadas de combate, e estiveram quatro horas a resistir ao fogo de um “grupo fortemente armado” que aproveitou a passagem daquela patrulha integrada na missão de paz na República Centro Africana para tentar vincar uma mensagem: “Nós mandamos aqui.” O gás lacrimogéneo e o poder de fogo dos militares portugueses acabaram por obrigar o grupo a dispersar — sem que houvesse baixas de qualquer dos lados.

O ataque não foi uma surpresa. Nem sequer foi uma estreia, num país onde a violência atingiu um novo pico no último ano e meio. Em outubro do ano passado, a força portuguesa era chamada a participar numa “operação militar de grande envergadura na região de Bocaranga”. A operação serviu para “restabelecer a ordem e a segurança assim como a protecção da população” daquela zona, “através da expulsão do denominado grupo armado 3R (Retorno, Reclamação e Reabilitação), entre outros elementos e grupos armados”, informava o gabinete do Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

Desde que os militares portugueses chegaram a este país africano, no início de 2017, houve vários momentos de tensão e casos em que os grupos armados que controlam algumas zonas de Bangui sofreram pesadas baixas no confronto direto com a força nacional equipada com os capacetes azuis da missão de paz. “Estão bem armados e bem preparados, são uma força especial”, resume fonte militar ao Observador.

Neste momento, 160 militares portugueses integram a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA). São pára-quedistas, mas já foram comandos — coube sempre ao Exército a representação nacional naquele país africano. Compõem a Quick Reaction Force (ou Força de Reação Rápida), aquilo que fontes militares descrevem ao Observador como a “unidade de confiança” do general senegalês que comanda a missão, Balla Keïta.

https://observador.pt/especiais/militares-portugueses-sob-fogo-num-dos-paises-mais-violentos-do-mundo/

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2018, 02:31:10 pm
Paraquedistas atacados por mafiosos que controlam capital centro-africana
https://www.dn.pt/portugal/interior/paraquedistas-atacados-por-mafiosos-que-controlam-capital-centro-africana-9229663.html

Citar
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou "determinação e serenidade" da reação, com recurso a metralhadoras pesadas de 12,7 mm, contra os autores da emboscada
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Abril 03, 2018, 03:02:01 pm
Paraquedistas atacados por mafiosos que controlam capital centro-africana
https://www.dn.pt/portugal/interior/paraquedistas-atacados-por-mafiosos-que-controlam-capital-centro-africana-9229663.html

Citar
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou "determinação e serenidade" da reação, com recurso a metralhadoras pesadas de 12,7 mm, contra os autores da emboscada

"No entanto, os paraquedistas emboscados tiveram de recorrer às metralhadoras pesadas Browning - com calibre 12,7 mm - porque as munições 7,62 das velhinhas G3 davam "pouco jeito"."

No meio do bairro de browning .50....garantidamente repeliram a ameaça, mesmo tiro-a-tiro... que razia.
Realmente ainda não se ouviu o eco do que acertaram do outro lado...se a G-3 dava pouco jeito com as browning devem ter redecorado alguns edificios.

Espetacular terem saído sem fatalidades.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jpthiran em Abril 03, 2018, 05:04:30 pm
se os militares Portugueses não quiserem ter problemas terão urgentemente de preparar um assanto às posições desse grupo, para beneficiar da susrpresa e ganhar o necessário control da situação...
...caso contrário, entra-se na guerra casa a csa em meio urbano, que é uma coisa extremamente perigosa...
...quanto mais cedo se resolver este problema melhor...
...agora que estão com a mão na massa e com a motivação seria o ideal...
...e de noite para ser com surpresa máxima...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 03, 2018, 05:34:15 pm
Paraquedistas atacados por mafiosos que controlam capital centro-africana
https://www.dn.pt/portugal/interior/paraquedistas-atacados-por-mafiosos-que-controlam-capital-centro-africana-9229663.html

Citar
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou "determinação e serenidade" da reação, com recurso a metralhadoras pesadas de 12,7 mm, contra os autores da emboscada

"No entanto, os paraquedistas emboscados tiveram de recorrer às metralhadoras pesadas Browning - com calibre 12,7 mm - porque as munições 7,62 das velhinhas G3 davam "pouco jeito"."

No meio do bairro de browning .50....garantidamente repeliram a ameaça, mesmo tiro-a-tiro... que razia.
Realmente ainda não se ouviu o eco do que acertaram do outro lado...se a G-3 dava pouco jeito com as browning devem ter redecorado alguns edificios.

Espetacular terem saído sem fatalidades.

Porque 7.62x51mm é para meninas!

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jpthiran em Abril 03, 2018, 08:05:13 pm
confeço que fiquei espantado por considerar que 7,65 era pouco!...
pensei que em meio urbano era de mais - muito barulho e pouco pratico!...
afinal só com 12,7 é que a coisa foi ao sítio!...
dá que pensar se o calibre 5,56 é uma boa ideia ou serve para alguma coisa!...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Abril 03, 2018, 08:10:45 pm
Someone get on that 50! ;D

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Abril 04, 2018, 09:46:44 am
12,7mm? Pela conversa do Pota Voz do exercito que fala no uso "de armas pesadas", julgava que tinham usado algum morteiro ou lança granadas no mínimo... :P :jok:

Citar
Uma patrulha portuguesa ao serviço das Nações Unidas foi atacada na Republica Centro-Africana. Os militares foram recebidos a tiro nos arredores da capital.

Abriram fogo sobre os atacantes e utilizaram gás lacrimógeneo. Nenhum deles ficou ferido.

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/emboscada-apanha-portugueses-na-republica-centro-africana_v1067542 (https://www.rtp.pt/noticias/mundo/emboscada-apanha-portugueses-na-republica-centro-africana_v1067542)

(http://i74.servimg.com/u/f74/13/24/52/27/2qkt6w10.jpg)

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2009/05/4-etp-23-maio-2009-172-copy.jpg)

Cumprimentos  ;) :G-Kill:

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Abril 04, 2018, 11:02:57 am
LOL mafets...hás-de exprimentar carregar uma browning .50 e vê se não é "pesada"...brincadeiras à parte é um risco enorme de danos colaterais o uso de 12,7mm em ambiente urbano...mas o cabedal do nosso pessoal é sempre a prioridade máxima...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Abril 04, 2018, 11:31:55 am
LOL mafets...hás-de exprimentar carregar uma browning .50 e vê se não é "pesada"...brincadeiras à parte é um risco enorme de danos colaterais o uso de 12,7mm em ambiente urbano...mas o cabedal do nosso pessoal é sempre a prioridade máxima...

Daí eu achar que a história não está lá muito bem contada !
Não há feridos de parte a parte ????
Quatro horas de tiroteio ????
Sabemos muito bem qual a precisão das 12,7 e, foram usadas em barda neste caso e,........ nem um ferido do IN ou dos " escudos Civis " ????
A que distância estava o IN para se afirmar que as 7,62 não eram eficazes ???
Há aqui algumas pontas soltas e perguntas por responder, mas quem é responsável que as faça eu sei as que faria, bem para não dizer mais, quanto a mim há muitas imprecisões neste pseudo relato da emboscada !!!

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Abril 04, 2018, 11:35:54 am
Paraquedistas atacados por mafiosos que controlam capital centro-africana
https://www.dn.pt/portugal/interior/paraquedistas-atacados-por-mafiosos-que-controlam-capital-centro-africana-9229663.html

Citar
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou "determinação e serenidade" da reação, com recurso a metralhadoras pesadas de 12,7 mm, contra os autores da emboscada


"No entanto, os paraquedistas emboscados tiveram de recorrer às metralhadoras pesadas Browning - com calibre 12,7 mm - porque as munições 7,62 das velhinhas G3 davam "pouco jeito"."

No meio do bairro de browning .50....garantidamente repeliram a ameaça, mesmo tiro-a-tiro... que razia.
Realmente ainda não se ouviu o eco do que acertaram do outro lado...se a G-3 dava pouco jeito com as browning devem ter redecorado alguns edificios.

Espetacular terem saído sem fatalidades.

Será que foi isso mesmo que aconteceu ?????
Será ?????
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Abril 04, 2018, 11:53:51 am
Se calhar os maltrapilhos andaram a disparar armamento ligeiro contra os Humvees com os nossos Páras lá dentro, quando lá se decidiram, deram alguns tiros de .50 para o ar ou contra alguma parede perto do IN e foi vê-los a fugir tipo ratos lol.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Abril 04, 2018, 12:05:44 pm
Isto cheira-me a mais uma "queixinha" dos páras com saudades do peso das Galil..   ;D 8)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 04, 2018, 12:51:33 pm
LOL mafets...hás-de exprimentar carregar uma browning .50 e vê se não é "pesada"...brincadeiras à parte é um risco enorme de danos colaterais o uso de 12,7mm em ambiente urbano...mas o cabedal do nosso pessoal é sempre a prioridade máxima...

Daí eu achar que a história não está lá muito bem contada !
Não há feridos de parte a parte ????
Quatro horas de tiroteio ????
Sabemos muito bem qual a precisão das 12,7 e, foram usadas em barda neste caso e,........ nem um ferido do IN ou dos " escudos Civis " ????
A que distância estava o IN para se afirmar que as 7,62 não eram eficazes ???
Há aqui algumas pontas soltas e perguntas por responder, mas quem é responsável que as faça eu sei as que faria, bem para não dizer mais, quanto a mim há muitas imprecisões neste pseudo relato da emboscada !!!

Abraços

Tenente, diz-me uma única vez em que as Forças Armadas chegaram-se à frente e disseram que tinham eliminado seja quem for desde 96.. uma única vez! E já passamos por todo o tipo de TO. 8)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Abril 04, 2018, 01:48:10 pm
A notícia refere que os bandidos usaram civis como escudos humanos, mas não especifica se as ocorrências se deram na rua, ou se os IN se encontravam entrincheirados em edifícios. A ser esse o caso, os calibres normalmente utilizados em espingardas — quer seja o 5.56 ou 7.62 — nem sempre têm a capacidade pretendida, dependendo do tipo de construção. Se os páras tiveram que recorrer às M2 é porque foi absolutamente necessário para a salvaguarda da sua integridade física.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Abril 04, 2018, 02:42:34 pm
LOL mafets...hás-de exprimentar carregar uma browning .50 e vê se não é "pesada"...brincadeiras à parte é um risco enorme de danos colaterais o uso de 12,7mm em ambiente urbano...mas o cabedal do nosso pessoal é sempre a prioridade máxima...

Daí eu achar que a história não está lá muito bem contada !
Não há feridos de parte a parte ????
Quatro horas de tiroteio ????
Sabemos muito bem qual a precisão das 12,7 e, foram usadas em barda neste caso e,........ nem um ferido do IN ou dos " escudos Civis " ????
A que distância estava o IN para se afirmar que as 7,62 não eram eficazes ???
Há aqui algumas pontas soltas e perguntas por responder, mas quem é responsável que as faça eu sei as que faria, bem para não dizer mais, quanto a mim há muitas imprecisões neste pseudo relato da emboscada !!!

Abraços

Tenente, diz-me uma única vez em que as Forças Armadas chegaram-se à frente e disseram que tinham eliminado seja quem for desde 96.. uma única vez! E já passamos por todo o tipo de TO. 8)

Que eu tenha lido ou tomado conhecimento nenhuma vez foi relatado que as Nossas Forças tenham entrado em combate e feito baixas ao IN, mas não é isso que está em questão o que está em questão é o uso de 12,7 para quê e contra quem, a que distância e contra que tipo de alvos ??
...e mais grave sabendo que estavam civis junto aos atiradores IN, e mesmo assim vais usar as 12,7 ????

Vais disparar para a zona onde estão os atiradores correndo o risco, e muito elevado, de abater algum civil, quem disparou com a browning sabe o que digo, ou recorres a atirador especial, se o tiveres, ou a um atirador teu que se desloque para fora da zona de morte da emboscada para eliminar um ou dois IN's e assim conseguir reduzir o seu fogo ??

Das duas uma ou não estavam civis em lado nenhum e os nossos serventes das 12,7 são uns cócos e não abateram ninguém, ou então foi uma irresponsabilidade e sorte tremendas, é o que eu penso.

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Abril 04, 2018, 02:45:54 pm
A notícia refere que os bandidos usaram civis como escudos humanos, mas não especifica se as ocorrências se deram na rua, ou se os IN se encontravam entrincheirados em edifícios. A ser esse o caso, os calibres normalmente utilizados em espingardas — quer seja o 5.56 ou 7.62 — nem sempre têm a capacidade pretendida, dependendo do tipo de construção. Se os páras tiveram que recorrer às M2 é porque foi absolutamente necessário para a salvaguarda da sua integridade física.

NVF se usas 12,7 contra um edificio para conseguir furar as paredes e chegar aos maus da fita, tens a certeza que vais atingir os alvos ???
como sabes onde estão os civis ????

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 04, 2018, 03:09:14 pm
LOL mafets...hás-de exprimentar carregar uma browning .50 e vê se não é "pesada"...brincadeiras à parte é um risco enorme de danos colaterais o uso de 12,7mm em ambiente urbano...mas o cabedal do nosso pessoal é sempre a prioridade máxima...

Daí eu achar que a história não está lá muito bem contada !
Não há feridos de parte a parte ????
Quatro horas de tiroteio ????
Sabemos muito bem qual a precisão das 12,7 e, foram usadas em barda neste caso e,........ nem um ferido do IN ou dos " escudos Civis " ????
A que distância estava o IN para se afirmar que as 7,62 não eram eficazes ???
Há aqui algumas pontas soltas e perguntas por responder, mas quem é responsável que as faça eu sei as que faria, bem para não dizer mais, quanto a mim há muitas imprecisões neste pseudo relato da emboscada !!!

Abraços

Tenente, diz-me uma única vez em que as Forças Armadas chegaram-se à frente e disseram que tinham eliminado seja quem for desde 96.. uma única vez! E já passamos por todo o tipo de TO. 8)

Que eu tenha lido ou tomado conhecimento nenhuma vez foi relatado que as Nossas Forças tenham entrado em combate e feito baixas ao IN.


Abraços

Eu não teria tantas certezas... e não estou a falar daquelas operações nas serras de Timor, mas sim no Afeganistão.

Em relação ao que falavas, como temos ou nenhuma certeza seja do que for, mais vale esperar para perceber o que aconteceu quando surgirem mais dados (se aparecerem).
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Abril 04, 2018, 10:34:06 pm
A notícia refere que os bandidos usaram civis como escudos humanos, mas não especifica se as ocorrências se deram na rua, ou se os IN se encontravam entrincheirados em edifícios. A ser esse o caso, os calibres normalmente utilizados em espingardas — quer seja o 5.56 ou 7.62 — nem sempre têm a capacidade pretendida, dependendo do tipo de construção. Se os páras tiveram que recorrer às M2 é porque foi absolutamente necessário para a salvaguarda da sua integridade física.

NVF se usas 12,7 contra um edificio para conseguir furar as paredes e chegar aos maus da fita, tens a certeza que vais atingir os alvos ???
como sabes onde estão os civis ????

Abraços

Estava somente a alvitrar mais um cenário, já que a noticia (como é habitual em assuntos militares) não providencia muitos detalhes. Sinceramente, a conversa do 7.62 'não dar muito jeito' cheira-me a treta.

Mas se te estão a alvejar a partir de um edifício e a única maneira de fazer parar o fogo do IN é recorrer a armamento mais pesado eu, se estivesse no comando da força, não hesitaria, independentemente dos civis (não estou, obviamente a falar de artilharia). Mas não faço ideia da situação táctica nem das ROE da força — somente o que a notícia descreve. Mas se foram necessários 60 homens e quatro horas de luta para parar as hostilidades não deve ter sido nada bonito.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 05, 2018, 10:07:56 am
4 horas de troca de tiros... ah e tal não foi nada. :rir:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Abril 05, 2018, 11:08:23 am
4 horas de troca de tiros... ah e tal não foi nada. :rir:

4h "presos" no local, pois os locais barricaram as saídas (emboscada em ambiente urbano...guerrilha) e obviamente trocas de tiros.... a browning foi uma boa forma de manter o IN afastado da posição... mas mesmo com 7.62mm com tracejantes já dava um efeito interessante.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 05, 2018, 11:36:43 am
4 horas de troca de tiros... ah e tal não foi nada. :rir:

4h "presos" no local, pois os locais barricaram as saídas (emboscada em ambiente urbano...guerrilha) e obviamente trocas de tiros.... a browning foi uma boa forma de manter o IN afastado da posição... mas mesmo com 7.62mm com tracejantes já dava um efeito interessante.

Fazer tiro com a G3 sem o tapa-chamas...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Abril 05, 2018, 09:45:22 pm
COMANDANTE DA FND PORTUGUESA NA RCA FALA AO OPERACIONAL
http://www.operacional.pt/comandante-da-fnd-portuguesa-na-rca-fala-ao-operacional/

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2018/04/01-Entrevista-TCor-Bernardino-RCA-Op_Recupera%C3%A7%C3%A3o_UAV8.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: ricardonunes em Abril 08, 2018, 11:54:48 am
Militares portugueses envolvidos em confrontos na capital da República Centro Africana

República Centro Africana (MINUSCA) levou a efeito uma operação no 3º distrito na cidade de Bangui, capital da República Centro Africana, com a finalidade de neutralizar os grupos armados que atuam neste distrito e que no passado dia 31 de março atacaram uma patrulha portuguesa.

A Força de Reação Rápida portuguesa, (constituída na maioria por militares paraquedistas e por três militares da Força Aérea), que inclui para além de outras forças militares e policiais da MINUSCA, estiveram envolvidas na operação, tendo um dos militares portugueses ficado ligeiramente ferido na omoplata direita devido a um fragmento provocado pelo rebentamento de uma granada ofensiva.

O militar encontra-se bem e a recuperar favoravelmente.

Da ação determinada e proeficiente dos militares portugueses resultou a capturada de quatro elementos do grupo armado opositor, diverso material e a destruição de viaturas do inimigo.

"Que nunca por vencidos se conheçam"

Para mais informações: Porta-voz e Relações Públicas do Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Comandante Pedro Coelho Dias: 966 226 463

https://www.emgfa.pt/pt/noticias/1173 (https://www.emgfa.pt/pt/noticias/1173)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Stalker79 em Abril 08, 2018, 04:53:53 pm
Sem querer ser o pessimista do costume. Ou se envia reforços e blindados de jeito para a situação, ou ainda vamos ter um episódio estilo "black hawk down" se lá as milícias decidem saltar em cima dos nossos militares de surpresa.
 s1x2x
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jpthiran em Abril 08, 2018, 05:26:43 pm
o anterior ataque mostrou o risco de as nossas forças ficarem cercadas, com as estradas cortadas por todo o tipo de objectos pesados...
o perigo que uma situação destas coloca é enorme...

se houver a intenção de limpar os bairros será necessário usar meios à altura dos riscos...
não é mandar uns corajosos para lidar com os problemas (fazer umas incursões) e depois logo se vê...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Abril 08, 2018, 07:02:30 pm
LOL mafets...hás-de exprimentar carregar uma browning .50 e vê se não é "pesada"...brincadeiras à parte é um risco enorme de danos colaterais o uso de 12,7mm em ambiente urbano...mas o cabedal do nosso pessoal é sempre a prioridade máxima...

Daí eu achar que a história não está lá muito bem contada !
Não há feridos de parte a parte ????
Quatro horas de tiroteio ????
Sabemos muito bem qual a precisão das 12,7 e, foram usadas em barda neste caso e,........ nem um ferido do IN ou dos " escudos Civis " ????
A que distância estava o IN para se afirmar que as 7,62 não eram eficazes ???
Há aqui algumas pontas soltas e perguntas por responder, mas quem é responsável que as faça eu sei as que faria, bem para não dizer mais, quanto a mim há muitas imprecisões neste pseudo relato da emboscada !!!

Abraços

Tenente, diz-me uma única vez em que as Forças Armadas chegaram-se à frente e disseram que tinham eliminado seja quem for desde 96.. uma única vez! E já passamos por todo o tipo de TO. 8)

Que eu tenha lido ou tomado conhecimento nenhuma vez foi relatado que as Nossas Forças tenham entrado em combate e feito baixas ao IN.


Abraços

Eu não teria tantas certezas... e não estou a falar daquelas operações nas serras de Timor, mas sim no Afeganistão.

Em relação ao que falavas, como temos ou nenhuma certeza seja do que for, mais vale esperar para perceber o que aconteceu quando surgirem mais dados (se aparecerem).

https://www.emgfa.pt/pt/noticias/1173

Bem, afinal sempre houve feridos nesta refrega que se saiba um das nossas Forças, das outras forças amigas nada se sabe assim como do IN, já começam as imprecisões dos primeiros relatos de tiroteio, de quatro horas............ a vir ao de cima, mas deve haver mais imprecisões só pode quatro horas de tiros e " non pasou nada " ?????? Desculpem mas eu não acredito !!!

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Abril 08, 2018, 10:40:24 pm
Segundo esta fonte houve pelo menos cerca de 33 feridos( civis/militares ONU) segundo fontes dos hospitais locais e da associação dos médicos sem fronteiras, e que vários civis do bairro PK5 tentaram impedir a acção dos militares da MINUSCA. A operação terá começado às 2 da manhã e prolongou-se pelo menos até ao meio dia. Terão sido cercadas e tomadas de assalto as bases dos grupos "Force" e do grupo "50/50".

http://www.jeuneafrique.com/549515/politique/centrafrique-operation-militaire-contre-des-groupes-armes-dans-le-quartier-du-pk5-a-bangui/ (http://www.jeuneafrique.com/549515/politique/centrafrique-operation-militaire-contre-des-groupes-armes-dans-le-quartier-du-pk5-a-bangui/)
Está em francês mas o Google deve conseguir fazer uma tradução razoável.

nota: O PK5 é o bairro onde actualmente se concentra toda a população muçulmana de BANGUI na sequência da derrota e expulsão dos SELEKA (actualmente ex-seleka e maioritariamente muçulmanos ) pelos grupos antibalaka a partir de 2013. Inicialmente estes grupos armados de que se fala acima, foram incentivados e apoiados pela comunidade muçulmana como grupos de autodefesa, que os protegessem dos "outros". Como costuma ser habitual em África estes bandos armados tornaram-se um problema ainda maior para a população que supostamente protegiam, transformando-se em grupos criminosos que vendem/exigem pagamento pela sua protecção e que se entretém em escaramuças com grupos rivais para manter o seu negócio.

nota da nota: Fala-se aqui em muçulmanos e anti-balaka ( e supostamente cristãos ou animistas ) mas a realidade é mais complexa tendo-se que contar com os diversos grupos étnicos que não se gramam independentemente da religião oficial que professam e o facto dos diversos grupos estarem muito mais ocupados a tentarem saquear o máximo possível para os seus bolsos do que preocupados com qualquer agenda politica ou religiosa.

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Abril 09, 2018, 10:18:29 am
Pela explicação que vi na TV do porta-voz do EMGFA, resumiu a situação no facto do país estar dividido em 18 regiões, das quais o governo apenas controla duas, as restantes 16 são controladas por 15 grupos diferentes, o que dá uma grande confusão, a única coisa boa deve ser que nenhum grupo deve ser muito forte.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Abril 09, 2018, 08:13:55 pm
Links com várias noticias sobre a operação no PK5 e o seu rescaldo:

http://centrafrique-presse.over-blog.com/ (http://centrafrique-presse.over-blog.com/)

http://www.abangui.com/ (http://www.abangui.com/)

Resumindo após as operação e nessa mesma noite (domingo) o campo FIDEI da ONU foi atacado pelas 23h por indivíduos em motociclos durante cerca de 30 minutos ( segundo a noticia foram vistos pelo menos 4(quatro) indivíduos a disparar)

Segunda feira manifestação de parte da população do 3ºbairro (leia-se KP5) em protesto contra a acção das forças da ONU no Domingo devidamente enquadrados por mulheres e crianças não fosse o diabo, ou os militares da ONU, tecê-las, seguido de tomada de assalto da sede da MINUSCA.

Segundo um dos intervenientes na manifestação
Citar
... estamos de acordo com o desarmamento e o diálogo, mas não com o bombardeamento do Km5; mesmo Hiroshima não viveu o que nós vimos ontem...
::)

Obviamente por aqueles lados os conhecimentos de história mundial ou sobre o que se passou em Hiroshima são um bocado fracos.

Cumprimentos,


Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Abril 09, 2018, 08:49:27 pm
Estas missões da ONU são do mais inútil que há, sempre em países instáveis, com presença de milícias, toda a gente sabe quem eles são e de onde vêm, mas a única missão dos enviados da ONU é proteger civis e não ir atrás do inimigo, não consigo perceber estas brincadeiras.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Abril 10, 2018, 10:12:28 am
Sem querer ser o pessimista do costume. Ou se envia reforços e blindados de jeito para a situação, ou ainda vamos ter um episódio estilo "black hawk down" se lá as milícias decidem saltar em cima dos nossos militares de surpresa.
 s1x2x
Acho que no nosso caso e tendo em conta a magreza das nossas Forças Armadas, nem o "Alouette III down"....  :o :P

(https://2.bp.blogspot.com/-KIKctlvsC-M/WabHDiv62AI/AAAAAAAAt9E/ZJZYS4PZdSgJR4OMsJz5lZDZRtip1kctwCLcBGAs/s1600/1973-01-05%2B-%2BALLIII%2B-%2B%25289372%2529%2B-%2BAcidente%2BLutembo%2B1%2B-%2BCap-horz.jpg)

Quanto muito podemos ter um " Hip Down"... 8) ;)

(https://scontent.flis3-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/29598274_952844108217866_3608763625371681701_n.jpg?_nc_cat=0&oh=3a2db3ada9265c16d97aee80a9a2b8a9&oe=5B6D5B70)

Material mais pesado, se calhar temos de pedir aos Francius.  :) ;)

(https://images.enca.com/encadrupal/styles/600_383/s3/000_Par7764248.jpg)

(http://107.189.40.46/photo/20160331/be830137-b764-4c88-b8a1-57b3e84cabb4.jpg)

http://www.aeronewstv.com/en/industry/helicopteres/2215-french-army-releases-its-had-tigers-in-central-african-republic.html (http://www.aeronewstv.com/en/industry/helicopteres/2215-french-army-releases-its-had-tigers-in-central-african-republic.html)

Cumprimentos

 
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 10, 2018, 10:23:51 am
(https://scontent.flis5-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/30443121_1921217564579806_474453380647878656_n.jpg?_nc_cat=0&_nc_eui2=v1%3AAeFedvxzIIiEKrcPBEfIqxK2ZhaEHD8aqH12krk21lpmGH47OeJRyYWhyanPlQsvUuYx0p9QGdux32VF9ljFADCcm7keBmhQYblx6etqKgvK8g&oh=e863783c93d5fcbd39e94ff728ea03d2&oe=5B6265C0)

Fonte: Operacional
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 10, 2018, 10:30:03 am
Os brasileiros já não vão participar na missão na RCA. Justificação... não têm orçamento para tal. :N-icon-Axe:

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Abril 10, 2018, 10:45:39 am
Os brasileiros já não vão participar na missão na RCA. Justificação... não têm orçamento para tal. :N-icon-Axe:

Cagufas...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 10, 2018, 12:07:15 pm
Os brasileiros já não vão participar na missão na RCA. Justificação... não têm orçamento para tal. :N-icon-Axe:

Cagufas...

A partir de uma certa altura já não esperava que eles fossem, já que com as operações que eles estão a fazer no Rio, dificilmente eles iriam enviar os Páras e os Fuzos para lá.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 10, 2018, 02:15:08 pm
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Abril 10, 2018, 02:45:24 pm
Os brasileiros já não vão participar na missão na RCA. Justificação... não têm orçamento para tal. :N-icon-Axe:

Cagufas...

A partir de uma certa altura já não esperava que eles fossem, já que com as operações que eles estão a fazer no Rio, dificilmente eles iriam enviar os Páras e os Fuzos para lá.

Não têm orçamento? Ainda por cima para uma missão da ONU que paga muitas das despesas?

No entanto já vi nos últimos tempos, mais vídeos de gente a ser decapitada no Brasil que na Síria...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 10, 2018, 02:48:43 pm
A questão do orçamento para mim é apenas uma forma de se descartarem. Tanto os Páras como os Fuzos estão a ser usados no Rio de uma forma bastante intensa e seriam essas duas tropas a fazer esta missão, como tal estava à espera deste desfecho.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Vitor Santos em Abril 10, 2018, 03:24:53 pm
O Brasil está de um jeito que nós temos o nosso próprio RCA: Rio de Janeiro.

Como neste ano tem eleições nacionais no Brasil, em que o cenário político brasileiro também é de terra arrasada, não faltariam críticas na imprensa sobre nossas tropas no RCA enquanto que aqui mesmo, no Brasil, a situação esteja tão brutal quanto (Rio de Janeiro).

É uma pena. Eu gostaria de ver a nossa tropa em teste em um cenário 'quente' como na RCA.

Quem sabe em breve, depois das eleições presidenciais, com o controle maior sobre os ''narcos" do Rio e com um orçamento mais robusto no Ministério da Defesa, o governo não mude de ideia e volte atrás desta decisão.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Abril 10, 2018, 04:27:01 pm
O Brasil está de um jeito que nós temos o nosso próprio RCA: Rio de Janeiro.

Como neste ano tem eleições nacionais no Brasil, em que o cenário político brasileiro também é de terra arrasada, não faltariam críticas na imprensa sobre nossas tropas no RCA enquanto que aqui mesmo, no Brasil, a situação esteja tão brutal quanto (Rio de Janeiro).

É uma pena. Eu gostaria de ver a nossa tropa em teste em um cenário 'quente' como na RCA.

Quem sabe em breve, depois das eleições presidenciais, com o controle maior sobre os ''narcos" do Rio e com um orçamento mais robusto no Ministério da Defesa, o governo não mude de ideia e volte atrás desta decisão.

Vitor,
é preferível ser honestos e não avançar com uma missão deste tipo que nem sequer serve os objectivos estratégicos do Brasil, do que (como acontece com muitos países) avançar sem condições políticas e financeiras e fazer má figura!
Mais vale arrumar a casa e depois projectar o Brasil para missões exteriores!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Vitor Santos em Abril 10, 2018, 04:37:16 pm
O Brasil está de um jeito que nós temos o nosso próprio RCA: Rio de Janeiro.

Como neste ano tem eleições nacionais no Brasil, em que o cenário político brasileiro também é de terra arrasada, não faltariam críticas na imprensa sobre nossas tropas no RCA enquanto que aqui mesmo, no Brasil, a situação esteja tão brutal quanto (Rio de Janeiro).

É uma pena. Eu gostaria de ver a nossa tropa em teste em um cenário 'quente' como na RCA.

Quem sabe em breve, depois das eleições presidenciais, com o controle maior sobre os ''narcos" do Rio e com um orçamento mais robusto no Ministério da Defesa, o governo não mude de ideia e volte atrás desta decisão.

Vitor,
é preferível ser honestos e não avançar com uma missão deste tipo que nem sequer serve os objectivos estratégicos do Brasil, do que (como acontece com muitos países) avançar sem condições políticas e financeiras e fazer má figura!
Mais vale arrumar a casa e depois projectar o Brasil para missões exteriores!

Concordo com você. O Brasil retraiu internacionalmente nos últimos quatro anos por conta de convulsões internas. O momento é de arrumar a casa.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 10, 2018, 05:05:24 pm
Mas vão para o Congo:

http://www.defesanet.com.br/onu/noticia/28955/Exclusivo-ONU-%E2%80%93-Brasil-ira-para-a-RD-Congo---MONUSCO/ 
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Vitor Santos em Abril 10, 2018, 05:57:44 pm
Mas vão para o Congo:

http://www.defesanet.com.br/onu/noticia/28955/Exclusivo-ONU-%E2%80%93-Brasil-ira-para-a-RD-Congo---MONUSCO/

Se isso de fato se confirmar, muito será por conta do general force commander ser brasileiro. 

Inclusive a Missão das Nações Unidas de Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO) já teve um comandante brasileiro: o general de Exército Carlos Alberto dos Santos Cruz.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Abril 10, 2018, 08:59:47 pm
Vários artigos de jornal sobre a operação do para-quedista ferido

Estilhaço de granada fere páraquedista português
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/estilhaco-de-granada-fere-para-portugues


Militar português ferido na República Centro Africana
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/militar-portugues-ferido-na-republica-centro-africana
(no fim tem um video em que se ouve muito tiroteio)


Português ferido em ação da ONU na República Centro-Africana
https://www.dn.pt/portugal/interior/portugues-ferido-em-acao-da-onu-na-republica-centro-africana-9243892.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Abril 10, 2018, 09:37:44 pm
Há uns posts atrás falámos sobre a utilização das Pandur e eu disse que para que este cenário não serviriam..

Retiro tudo o que disse! Que jeitão que davam as Pandur no meio de Bangui especialmente com as suas torres RWS

P.s. - Já para o meio do mato continuo a dizer os 4x4 são mais práticos  ;D ;D 8)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 12, 2018, 11:13:31 am
http://tecnodefesa.com.br/brasil-desiste-da-missao-de-paz-na-republica-centro-africana-minusca/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Abril 12, 2018, 04:23:32 pm
https://www.washingtonpost.com/world/africa/1-un-peacekeeper-killed-8-hurt-in-central-african-republic/2018/04/11/6c0807de-3d74-11e8-955b-7d2e19b79966_story.html?utm_term=.462fa5d6f56c

Parece que outros não tiveram tanta sorte...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 13, 2018, 10:06:30 am
Portugueses separam fações rivais em Bangui. Morreram dezenas de civis

Um 'capacete azul' do Ruanda e pelo menos três dezenas de civis morreram nos confrontos desta madrugada entre muçulmanos e católicos em Bangui.

'Capacetes azuis' portugueses intervieram na madrugada desta quarta-feira para separar grupos rivais muçulmanos e católicos em Bangui, cujos confrontos resultaram na morte de um militar ruandês e pelo menos três dezenas de civis, informaram fontes militares.

Os corpos das vítimas civis foram depositados esta manhã junto ao quartel-general das forças da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA), transportados em camionetas e por populares durante uma manifestação pacífica, disse ao DN o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

O comandante Coelho Dias adiantou que os paraquedistas portugueses envolvidos na operação tiveram como "missão primária a proteção dos civis" na zona dos confrontos, envolvendo grupos do 3º e do 5º distritos de Bangui (muçulmano e católico, respetivamente)

Note-se que os militares portugueses ao serviço da ONU estão aquartelados junto ao aeroporto de Bangui, na zona norte, enquanto o quartel-general da MINUSCA se situa a oeste da cidade.

Nos confrontos desta noite ficaram feridos oito militares ruandeses da MINUSCA e dezenas de civis, desconhecendo-se se estes são apoiantes dos grupos rivais ou populares apanhados no fogo cruzado.

Citar
"Esta noite foi trágica", assumiu uma das fontes militares ouvidas pelo DN

https://www.dn.pt/portugal/interior/portugueses-separam-facoes-rivais-na-capital-da-republica-centro-africana-9250556.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 13, 2018, 10:07:14 am
Citar
Ah e tal...afinal a "frouxidão do arremacho", da tropa do "se elas conseguem,nós também"...aquela "tropa" que é banalizada por mt...e amada por poucos...aquele corpo que perdeu todo o valor e mística do "verdadeiro Ser Páraquedista"...afinal estes "arremachos saltitantes de boina verde na cabeça"...ainda dão cartas nas emboscadas que sofrem...ainda ripostam ao fogo direto...e ainda se conseguem afirmar enquanto militares de elite...imagino só se os rapazes não fossem apelidados de frouxos!!!!QNPVSC....Força rapaziada...mostrem ao "mundo" a mística do ser páraquedista e calem mt bocas que só lançam palavras (contra nós do Exército)ao vento!!!se com o pouco fazemos mt...imagino se tivéssemos recursos á altura!!!!

 :palmas: :palmas: :palmas:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Abril 23, 2018, 04:11:47 pm
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Abril 23, 2018, 07:06:36 pm
Será que Portugal poderá enviar mais soldados para a RCA, devido ao cancelamento do envio de tropas brasileiras e também devido à tensão ter vindo a aumentar nos últimos tempos ?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Abril 23, 2018, 09:55:16 pm
Acho que, de momento, não temos capacidade para aumentar significativamente o contingente com tropas de combate. Os Fuzileiros estão (merecidamente) de partida para a Lituânia e o Exército não parece muito preocupado com isso, porque simplesmente não tem efectivos para mais. Qualquer dia voltamos a enviar a GNR para zonas de conflito, só que desta vez não por razões  políticas mas, simplesmente, porque não temos exército.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Abril 23, 2018, 11:31:31 pm
Também há o facto que a RCA não é um país assim tão importante para a geopolítica portuguesa, não fica na Europa, não é PALOP. Nós só estamos por apoio aos franceses que se quiseram concentrar noutros pontos de África. Podíamos reforçar com mais uma companhia talvez, mas seria para ficarmos bem vistos pela França e pela ONU, e teríamos que deixar de enviar forças para outros compromissos como a Lituânia ou o Afeganistão.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Abril 24, 2018, 09:57:20 am
(https://scontent.flis5-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/30744003_964266640408946_2216172842942476686_n.jpg?_nc_cat=0&oh=f9142d1605985002518ba079ee71623f&oe=5B5EC657)

(https://scontent.flis5-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/30743933_964266623742281_8875087852227282610_n.jpg?_nc_cat=0&oh=6d958c5b1c8c3daf0bd30a8c3966a630&oe=5B5F6F0C)

(https://scontent.flis5-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/31166882_964266610408949_3503679643472347756_n.jpg?_nc_cat=0&oh=0c9c5583b3bd15761c7bf95752f4cc8b&oe=5B56D77B)

https://www.facebook.com/TWOTWarriors/?hc_ref=ARTNfRrpm4ytOIDz4cl4ufIrw9aZFJfiaYS_vfhtk4BJ63XAKKqv1HmQ6NsyfMagya4&fref=nf (https://www.facebook.com/TWOTWarriors/?hc_ref=ARTNfRrpm4ytOIDz4cl4ufIrw9aZFJfiaYS_vfhtk4BJ63XAKKqv1HmQ6NsyfMagya4&fref=nf)

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Republica Centro Africana: Militares do TACP (Tactical Air Control Party) ou em Português, Destacamento de Controlo Aéreo Tático Avançado, da Força Aérea Portuguesa destacados na missão da 3ª FND executaram um exercício conjunto e combinado com a Força Aérea Francesa que mereceu um amplo destaque por parte do ministério da defesa Francês.

Cumprimentos
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Abril 26, 2018, 10:19:18 am
NA REPUBLICA CENTRO AFRICANA OS PORTUGUESES NÃO PARAM!
http://www.operacional.pt/na-republica-centro-africana-os-portugueses-nao-param/

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Quer em Bangui quer fora da capital da República Centro Africana, por vezes a centenas de quilómetros da sua base no aeroporto internacional de M’Poko, a Força de Reacção Rápida da MINUSCA continua as operações para neutralizar grupos armados ou para prevenir as suas acções. Aqui fica uma foto-reportagem das últimas semanas de operações na RCA para os portugueses da 3.ª Força Nacional Destacada.

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2018/04/10-FND-MINUSCA-ABR2018-2018.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 26, 2018, 03:18:54 pm
R.C.A. O dia-a-dia dos militares portugueses num barril de pólvora à beira de explodir

São cerca de 200 os militares portugueses destacados na República Centro Africana, um país em conflito permanente e em que a escalada de violência dos últimos meses é descrita como “chocante”. O i falou com representantes das missões no terreno.

A República Centro-Africana é umas zonas de conflito mais tensas do mundo. Os fios da sociedade do sexto país mais pobre do mundo – apesar de possuir um extenso leque de recursos naturais – e em que a esperança média de vida não vai para lá de 51 anos estão repuxados ao extremo e, não raras vezes, rebentam. As táticas de guerra há muito que vão para lá dos braços armados das milícias, que usam mulheres como escravas sexuais e treinam exércitos de crianças-soldado.

Anatomia de uma guerra Há décadas que a República Centro Africana (RCA) é palco de sucessivos e sangrentos golpes de Estado. O conflito tem vindo a escalar desde 2013, ano em que os rebeldes Seleka, de maioria muçulmana, derrubaram o presidente François Bozizé – que também já tinha chegado de forma violenta ao cargo. Num país de maioria cristã, o golpe desencadeou uma contraofensiva das milícias anti-Balaka, também maioritariamente cristã. Com os dois grupos a extremarem os ataques, veio a execução e tortura de muitos civis. Os Seleka escolheram Michel Djotodi, um muçulmano, para suceder a Bozizé, e acabou por ser o próprio Djotodi a desmantelar a milícia que o tinha posto no poder. Por isso, vários membros criaram novos grupos armados, que passaram a ser conhecidos por ex-Seleka e que continuaram a alimentar o conflito interno com os anti-Balaka e a semear o caos pelo país. Neste momento, as autoridades apenas controlam uma pequena parte do território – o restante é dominado pelos grupos armados, que cobram ilegalmente impostos e lutam pelo controlo de diamantes, ouro e gado.

Em fevereiro de 2016, Faustin Archange Trouadéra foi eleito presidente. Era esperado um novo ciclo, mais harmonioso, para o país. Até à data, tem acontecido o contrário.

(https://cdn1.newsplex.pt/fotos//2018/4/26/636650.jpg)

A montanha de problemas não pára de crescer e as notícias sobre o país carregam continuamente palavras que são cruzes: genocídio e crimes contra a humanidade talvez sejam as mais pesadas. Segundo um relatório da Human Rights Watch (HRW) publicado em outubro do ano passado, há vários grupos armados no país a usar a “violência e escravidão sexual como táticas de guerra” e ainda há, vem alertando a UNICEF nos últimos anos, milhares de crianças soldado ao serviço das milícias. As escolas e centros de saúde são continuamente saqueados, pelo que fecham portas constantemente, as aldeias são pilhadas pelas guerrilhas e os habitantes torturados e executados. Um em cada cinco habitantes da RCA está “ internamente deslocado ou refugiado devido à violência”, alertava há meses Donaig Le Du, chefe de comunicação da UNICEF neste país. Desde – e principalmente – os últimos meses do ano passado, a situação agudizou-se com as ONG’s locais a reportarem “um aumento dramático da violência” e uma situação “fora de controlo”.
É neste barril de pólvora que atuam cerca de duzentos militares portugueses, integrados em duas missões distintas: a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) da ONU; e a EUTM RCA, a cargo da União Europeia. Missões diferentes, propósitos distintos: enquanto as patrulhas dos capacetes azuis saem diariamente para apaziguar os pontos de tensão no terreno, a missão europeia – pela primeira vez liderada por Portugal [ver página seguinte] – presta diretamente apoio às Forças Armadas da RCA.

MINUSCA

Os 160 militares portugueses que integram atualmente a MINUSCA são pára-quedistas – antes, a missão foi assegurada pelos Comandos. Portugal integra esta missão desde 30 de janeiro de 2017 e o envio de militares tem ficado, desde o início, a cargo do Exército.

Atualmente liderados pelo general senegalês Balla Keïta, os militares portugueses fazem parte da chamada Quick Reaction Force (QRF), o que significa que estão sempre prontos a deixar a base – situada junto ao aeroporto internacional de Bangui, a capital – e intervir em situações de tensão.

“Como força de reação imediata (QRF) estamos sempre prontos para intervir de acordo com as orientações do Comandante da Força militar da MINUSCA [General Balla Keita]. Para isso é necessário mantermo-nos com elevado grau de prontidão”, explica por e-mail o tenente-coronel João Bernardino, Comandante da QRF.

O “aumento dramático da violência” é transversal ao país e aos oito distritos que compõem Bangui. O bairro PK5, de maioria muçulmana, é um dos locais em que o conflito tem atingindo temperaturas vulcânicas. Situado no 3.º distrito, esta é uma zona em que a “situação é complexa e imprevisível”, diz o comandante, que aponta como principais problemas do bairro a “criminalidade e o confronto armado entre gangues”. “Há vários grupos armados no 3ª distrito, cada um com a sua área de influência”, prossegue o comandante. Assim, “é frequente a presença de forças militares e policiais das Nações Unidas (MINUSCA) no PK5 para manter a estabilidade e segurança na área”.

(https://cdn1.newsplex.pt/fotos//2018/4/26/636646.jpg?type=L)

Confrontos

Os capacetes azuis já foram por diversas vezes atacados em várias locais na RCA e também no PK5. No dia 31 de março, 60 militares portugueses resistiram a quatro horas de fogo. O grupo armado “utilizou a população civil (mulheres e crianças) como escudos humanos para se protegerem”, explicou à data o Estado-Maior General das Forças Armadas em comunicado.

Na terça feira seguinte, 3 de abril, um membro da ONU foi morto num ataque em Tagbara, 387 quilómetros a nordeste de Bangui. Segundo um comunicado internacional da MINUSCA, o ataque foi lançado por membros da milícia anti-Balaka. No confronto, que durou diversas horas, foram mortos 22 membros do grupo armado e ficaram feridos 11 militares dos capacetes-azuis. “Além deste incidente, nessa manhã a MINUSCA descobriu os corpos de 21 civis perto de uma igreja em Tagbara. De acordo com os indícios, foram usadas armas tradicionais na execução”, lê-se no mesmo documento.
No fim de semana seguinte, numa operação efetuada a 8 de abril no PK5, a QR foi chamada a intervir e um militar português ficou ligeiramente ferido, mas “encontra-se bem de saúde e brevemente estará completamente recuperado para continuar a efetuar as tarefas com os seus irmãos de armas”, assegurou ao i o comandante da QRF.

Os confrontos na RCA têm sido uma constante neste mês de abril e os braços do conflito parecem estar cada vez mais armados. Esta terça-feira, o The Telegraph contava que o presidente Touadéra é protegido por um exército de cerca de 200 antigos agentes oriundos das forças especiais russas. E de acordo com o Daily Nation, que cita fonte diplomática, nos arredores do “palácio imperial”, perto de Bangui, há cerca de 150 instrutores a treinar soldados para usarem armas russas.

Também na terça-feira, a Deutsche Welle dava conta de mais um grupo armado, recém-formado no sudoeste do país, e reportava que, há uma semana, “várias fações da ex-coligação rebelde Seleka, maioritariamente muçulmana, prometeram marchar na capital, Bangui, em resposta às ofensivas da Missão de Paz da ONU (MINUSCA)”, e que “grupos cristãos seguiram o exemplo”. Segundo a estação pública alemã, a população “aponta o dedo às forças do Governo e aos capacetes azuis da MINUSCA, por não conseguirem controlar a situação”. A população pede uma “uma ação robusta contra os responsáveis pela violência”, mas a missão dos capacetes azuis não é ofensiva e os militares só podem agir se estiverem sob ameaça direta.

E é nesse quadro que se têm dado os confrontos no PK5. “Os capacetes azuis, para o cumprimento da sua missão tem de fazer patrulhamentos diários na área. Apesar destes grupos poderem dar a ideia que de alguma forma defendem a população das rivalidades étnicas, também ameaçam a população pela força. Como a missão primária dos capacetes azuis é de proteger a população da RCA, veem-se confrontados com estes grupos”, resume o tenente-coronel João Bernardino.

O Dia-a-dia da QRF

Dada a natureza da missão, os militares da QRF têm de estar sempre prontos a intervir quando a situação aperta, pelo que não “há dias de folga propriamente ditos”, conta João Bernardino. “Normalmente, parte da força está pronta a intervir, outra faz as suas rotinas normais: manutenção das viaturas, confeção das refeições, pequenos arranjos para manutenção das infraestruturas onde habitamos, reabastecimento e aquisição dos géneros alimentícios, manutenção permanente dos sistemas de comunicações para Portugal, para a MINUSCA e entre as unidades da QRF no terreno e o centro de operações tático da força. Também existem tarefas específicas diárias de apoio ao comando nas várias tarefas de Estado-Maior, aquisição de material e equipamentos locais”, diz o comandante.

Apesar de serem uma força de reação, “quando é necessário” também efetuam “patrulhas de presença e dissuasão para incrementar um ambiente calmo e seguro na cidade”, explica. “E quando possível nas horas de lazer, efetuamos treino físico, ouvimos música, descontraímos um pouco no nosso cantinho de convívio”. De tempos a tempos, e “quando o ambiente operacional assim o permite”, os militares têm um dia por semana para quebrar a sua rotina. “Mas sempre dentro do quartel e prontos se necessário a efetuar tarefas. Nesse dia os militares ficam a descontrair nos seus alojamentos, falam com os seus familiares e amigos, veem filmes, leem livros, andam de fato de treino e executam atividade de lazer fora das rotinas diárias”.

No final de março, Marcelo Rebelo de Sousa visitou as forças portuguesas na RCA. No centro de Bangui, quebrou o protocolo: saiu do carro para andar entre a população, uma situação recorrente em Portugal. Mas em Bangui é algo que nem os militares estão autorizados a fazer. “Devido ao risco, os militares portugueses da QRF da MINUSCA não podem circular livremente pela cidade. Só vão à cidade quando têm tarefas especificas no âmbito da missão para executar”, explica o comandante da QRF.
Os paraquedistas ficarão em missão com a MINUSCA até ao final deste ano.

EUTM RCA

A 11 de janeiro deste ano, o brigadeiro-general Hermínio Maio assumiu o comando da EUTM (ver entrevista ao lado), “pese embora já participamos nessa missão desde abril de 2015 pontualmente com militares dos diferentes ramos das nossas Forças Armadas”, esclareceu ao i o comandante Coelho Dias, porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas (EMGFA).

Hermínio Maio, que veio substituir o Major General Garcia Blazquez (Espanha), vai liderar a força até ao final deste ano, tendo a seu cargo 154 militares oriundos de 11 países: Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Espanha, França, Geórgia, Lituânia, Polónia, Portugal (com 45 militares), Roménia, Sérvia e Suécia.

A abrangência da EUTM é multidisciplinar. “Vai do nível político-diplomático (Presidência da República, Ministérios da Defesa e da Segurança Interna) à interação com os diversos representantes da Comunidade Internacional (MINUSCA, Delegação da UE e diversas Embaixadas no país) e aos diversos patamares em termos militares (Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Estado-Maior, Comandantes de Unidade e Instrutores)”, explica o brigadeiro-general ao i. Assim, a agenda diária entre estes órgãos “é intensa” e é ainda necessário “manter a ligação com o comando operacional da Missão de que dependemos, o Military Planning and Conduct Capability com sede em Bruxelas. Este órgão é uma estrutura fixa de comando e controlo, a nível estratégico militar, responsável pelo planeamento e condução operacional de parte das missões militares da UE”. Na RCA, a EUTM produz documentação “estruturante no âmbito da segurança e defesa e na implementação das estruturas superiores da Defesa e das Forças Armadas Centrafricanas, na execução dos cursos de Formação e de Treino Operacional, onde é dado um foco especial ao Direito Internacional Humanitário e à Prevenção das Violências Sexuais”. Resumidamente, continua o responsável, a ideia é reconstruir as Forças Armadas (FA) da RCA para que “sejam o garante de um Estado de Direito, contribuindo para o desenvolvimento e bem-estar” do país.

Para tal, a EUTM está a formar quadros das Forçar Armadas locais. “Neste momento foram treinados dois batalhões, cerca de 1300 militares. Em finais de Julho 2018 termina o treino operacional do terceiro Batalhão de Infantaria Territorial, perfazendo um total de cerca de 2000 militares das Forças Armadas da RCA, preparados para serem empenhados em conformidade com o Plano Nacional de Defesa aprovado pelo Presidente da República”.

https://ionline.sapo.pt/609738
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 28, 2018, 02:30:34 pm
Citar
Assim é dificil...
Ontem, um Sargento Ajudante do contingente do Gabão da MINUSCA, foi detido por ir fornecer 2000 munições aos grupos criminosos do PK5 em Bangui.
*Foto- elemento detido, na posse das munições

(https://scontent.flis5-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/30710809_1634609236620864_6083542098340892434_n.jpg?_nc_cat=0&_nc_eui2=v1%3AAeH1VW0dQyI43MhsaBqSlo3ebQ4ryGrqnMPQJKh0H9KZE-k0tS2-bbYHwpxPVOA1eX_9ShHCK4tfhaM6OmF8fODcYhd8YH8mV_ZzoTwb7GNKXQ&oh=7db684f45db3fc8a56b077f8638c326b&oe=5B4F2ABB)

Fonte: Paraquedistas não são arremachos
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: perdadetempo em Abril 29, 2018, 09:17:52 pm
Os russos também andam por lá entretidos a ajudar à confusão. Actualmente parece que servem de guarda presidencial ao presidente do país e de instrutores do exército centro-africano. A dúvida é se se trata duma presença oficial, tropas Spetnasz como na Síria, ou oficiosa, com mercenários dos Sewa security Services et Lobaye Ltd como também acontece na Síria.

http://www.opex360.com/2018/04/27/russie-cherche-a-etendre-influence-centrafrique/ (http://www.opex360.com/2018/04/27/russie-cherche-a-etendre-influence-centrafrique/)

Cumprimentos,
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Abril 29, 2018, 09:23:27 pm
Citar
Assim é dificil...
Ontem, um Sargento Ajudante do contingente do Gabão da MINUSCA, foi detido por ir fornecer 2000 munições aos grupos criminosos do PK5 em Bangui.
*Foto- elemento detido, na posse das munições


É como eu disse umas páginas atrás...  ::)



Depois o vai não vai, até ao ser um teatro que não tem qualquer interesse para nós, (aquilo não era dos franceses?! Então eles que tomem conta dos filhos), depois a força em que estamos inseridos... Marroquinos, paquistaneses, tropas africanas...

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: jorgeshot1 em Abril 29, 2018, 10:54:13 pm
Os russos também andam por lá entretidos a ajudar à confusão. Actualmente parece que servem de guarda presidencial ao presidente do país e de instrutores do exército centro-africano. A dúvida é se se trata duma presença oficial, tropas Spetnasz como na Síria, ou oficiosa, com mercenários dos Sewa security Services et Lobaye Ltd como também acontece na Síria.

http://www.opex360.com/2018/04/27/russie-cherche-a-etendre-influence-centrafrique/ (http://www.opex360.com/2018/04/27/russie-cherche-a-etendre-influence-centrafrique/)

Cumprimentos,
Ao que alguns media centro-africanos referem são os mercenários dos Sewa Security Services e a Lobae Ltd.
(A tradução é do Google pelo que é normal ter alguns erros.)

Sua presença e apetrechamento fizeram os Banguio entender que os enviados de Moscou não eram, como eles supunham, oficiais do exército oficial russo. Neste ponto, por suas intervenções no exterior - como na Síria - a Rússia foi totalmente "americanizada"  : para cinco oficiais considerados pertencentes aos serviços de inteligência militar, quase todos os outros homens presentes na República Centro-Africana estão empregados. duas empresas privadas, a Sewa Security Services e a Lobaye Ltd.

Ao que parece o EUA não devem estar nada contentes

Se o objetivo era contrariar a influência russa, o único resultado visível é o paradoxo: no novíssimo Ford entregue pelos americanos a soldados da África Central, circulam agora tipos parecidos com os Spetsnaz (forças especiais russas), olho meio atordoado meio satisfeito com os Banguiois, que, em sua maioria, duvidam, desde a retirada militar da França, que só Minusca é capaz de protegê-los da rebelião.

Este é o link de onde retirei estas informações. http://centrafrique-presse.over-blog.com/2018/04/lu-pour-vous-soldats-mercenaires-et-conseillers-russes-se-multiplient-dans-la-capitale-centrafricaine.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 02, 2018, 11:52:33 am
República Centro Africana. Militares portugueses envolvidos em tiroteio

Os militares portugueses foram “flagelados com vários disparos de armas ilegais”.

Os militares portugueses integrados a missão das Nações Unidas ao serviço na República Centro Africana estiveram envolvidos num tiroteio na capital do país, Bangui.

A força de paraquedistas portugueses foi ativada pelas 11h45 “para responder a uma situação de troca de tiros próximo de uma igreja católica a sul do 3º distrito na capital de Bangui”, informou em comunicado o Estado Maior General das Forças Armadas.

“A Força portuguesa foi flagelada com vários disparos de armas ligeiras”, refere o comunicado.

O Estado Maior General das Forças Armadas garante que “todos os militares portugueses se encontram bem”.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 02, 2018, 02:12:10 pm
¿Qué hacen fuerzas especiales rusas protegiendo a un presidente africano?

Rusia despliega cerca de 200 uniformados y envía armas ligeras a República Centroafricana, uno de los rincones más pobres de África, sumido en una larga guerra por su tierra y recursos minerales.

...

https://elpais.com/internacional/2018/04/20/actualidad/1524247316_529411.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: ACADO em Maio 03, 2018, 05:13:27 pm
(https://scontent.flis8-2.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/31924645_970640709771539_8153546175056707584_n.jpg?_nc_cat=0&oh=e10f13502a05a1ad77ff0b3145cfb307&oe=5B617E06)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Maio 11, 2018, 04:26:08 pm
https://www.rtp.pt/noticias/pais/governo-prepara-envio-de-viaturas-de-capacidade-reforcada-para-missao-na-republica-centro-africana_n1075022 (https://www.rtp.pt/noticias/pais/governo-prepara-envio-de-viaturas-de-capacidade-reforcada-para-missao-na-republica-centro-africana_n1075022)

Citar
"Está em estudo o envio de algumas viaturas de capacidade reforçada para a República Centro Africana (RCA) justamente porque, perante maior potencial de insegurança, podermos nós responder com aquilo que ao nosso alcance estiver para reforçar os patamares de segurança", disse o ministro da Defesa.

Azeredo Lopes, que falava aos jornalistas à margem da sessão de encerramento do Curso de Defesa Nacional, no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, disse que as viaturas serão enviadas "o mais breve possível", estando nesta altura "em estudo qual o tipo de material que poderá ser mais útil".

Contactado pela Lusa, o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas precisou que está a ser equacionado o envio de cinco viaturas blindadas `HUMVEE´, a partir do início de junho.

No início de maio, o Estado-Maior General das Forças Armadas divulgou que militares portugueses na missão da ONU na RCA estiveram envolvidos numa troca de tiros na capital, Bangui, durante uma operação de proteção de civis.

Aquela foi a segunda vez, em pouco mais de um mês, que militares portugueses em missão na República Centro-Africana estiveram envolvidos numa troca de tiros.

No início de abril, uma patrulha de militares portugueses tinha sido atacada por um grupo armado em Bangui, sem baixas a registar, segundo informou então o EMGFA.

Questionado sobre a situação de segurança naquele teatro de operações, Azeredo Lopes sublinhou que "quando uma situação de segurança se agrava numa das missões" das Forças Nacionais Destacadas, as chefias militares e os responsáveis políticos discutem entre si para "ver o que se pode fazer para reforçar a segurança" dos militares em missão.

Segundo Azeredo Lopes, "o comando operacional tem sido exemplar, quer a enfrentar situações imprevistas, que podem acontecer, quer a responder" a necessidades concretas.


(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2009/07/16-copy.jpg)

Saudações
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Stalker79 em Maio 11, 2018, 04:31:24 pm
Ou seja, para responderem ao problema dos Hummers vão.... mandar mais Hummers!
Faz sentido sim senhor....
 :G-bigun: :domador:
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Maio 11, 2018, 05:01:16 pm
Deve ser para substituir os Land Rover que não são blindados nalgumas missões. Mas quando li "viaturas de capacidade reforçada" ainda pensei nos Pandur, ou mesmo num par de V150 para apoio de fogo.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 11, 2018, 05:45:43 pm
E vocês a darem-lhe com as V150... então se é para ter algo mais rubusto que se envia-se disto:

(https://assets.exercito.pt/SiteAssets/DMT/VBR%20Pandur%20II%208x8/VBR%20Pandur%20II%208x8-galeria_IFV-04.png)

Mas sim, o que faz sentido é enviarem mais Humwee para substituir os Land Rover.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Stalker79 em Maio 11, 2018, 05:57:22 pm
Peço desculpa por na minha opinião não considerar um Hummer blindado como algo robusto. Tendo em vista o cenário o Hummer é o mínimo aceitável!
O ideal seria mandar algumas Pandur com o kit SLAT contra rpg´s pelo menos. Mas os cérebros no MDN é que sabem....
 :-X
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Maio 11, 2018, 09:46:00 pm
Naquelas picadas estreitas africanas, com baixas capacidades de carga, um carro com as dimensões e massa do V150 para apoio de fogo faz mais sentido do que um carro de massa superior a 20 toneladas (mesmo tendo este 8 rodas). Por isso, não me chocaria nada que se enviassem uns V150. Mas do ponto vista estritamente militar deixo os especialistas pronunciarem-se.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Maio 11, 2018, 10:00:44 pm
Naquelas picadas estreitas africanas,

Ora aí está um problema. Não é aconselhável fazer fogo com a peça de 90mm sem ser no arco frontal.
Problemas de suspensão e integridade do casco.
A V-150 não é bem um IFV. Basicamente serve para fazer apoio de fogos, estática, e a partir de uma posição dominante.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Maio 11, 2018, 10:06:34 pm
Mas os franceses...

Here we see a Panhard ERC 90 6×6 Armored Car of the French army during Operation Sangaris in the Central African Republic, 6 Aug 2014. The ERC90 (Engin de Reconnaissance à Canon de 90 mm) “Sagaie” is a 1970s design 6×6 with a hard hitting 90mm gun.

(https://laststandonzombieisland.files.wordpress.com/2014/08/panhard-erc-90-6x6-armored-car-french-army-forces-operation-sangaris-central-african-republic-6-aug-2014-2.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Maio 11, 2018, 11:04:11 pm
Pois é quase a mesma coisa. :)
Não sei qual a experiência de combate deles com a Panhard. Serve sempre para meter medo só que são viaturas que não fazem parte da doutrina tropas como os Comandos ou os PQ.
É o quase como lhes dar um Leopard para as mãos!

Mas sei que estamos a ter muitos problemas de manutenção com os Humvee e é uma viatura muito mais simples de manter que uma Pandur. Especialmente num teatro com pouco apoio de serviços como este. Muitos milagres têm sido feitos pelos mecânicos que lá estão.
Também resultado dos atrasos nos voos de sustentação.   
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Maio 11, 2018, 11:38:37 pm
Provavelmente os Land Rover são mais fáceis de manter (os americas às vezes gostam de ligar o complicómetro) mas como não são blindados... E o que achas dos VBL? Não leva muitos infantes, mas tem boa blindagem e pode ser equipado com uma M2.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Maio 12, 2018, 12:12:27 am
Sempre me dei bem com a M11. Era simples em tudo. A nível de blindagem deve ser um pouco inferior ao humvee. E em capacidade de transporte de pessoal também.
Mas até a acho uma viatura adequada para este teatro.
Aceito a .50 mas desde que tenha protecção para o operador pois sou completamente contra esta mania tuga de andar de peito feito na escotilha da arma.

Só que ainda utilizamos principalmente a .30 tal como no Afeganistão.

(https://scontent.flis9-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/31841996_1991712550900461_2309022917100306432_n.jpg?_nc_cat=0&oh=5c94cbe8036a951c4cdc6ae31109bae3&oe=5B529124)
(https://scontent.flis9-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/31675852_1991712650900451_7340830275506536448_n.jpg?_nc_cat=0&oh=25c0c051ca3341aa3f5544cbe6c87de2&oe=5B87E478)

https://www.facebook.com/Mecanizada/photos/pcb.1991712667567116/1991712644233785/?type=3&theater
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Maio 12, 2018, 12:50:02 am
De facto nunca vi as nossas VBL com outra coisa que não a velhinha M1919 e, tal como tu, não acho piada nenhuma à mania tuga do peito feito (o caso dos Pandur é absolutamente ridículo). Mas os francius têm umas protecções todas catitas para as VBL.

(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c6/VBL_p1040672.jpg/800px-VBL_p1040672.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2018, 11:14:46 am
De facto nunca vi as nossas VBL com outra coisa que não a velhinha M1919 e, tal como tu, não acho piada nenhuma à mania tuga do peito feito (o caso dos Pandur é absolutamente ridículo). Mas os francius têm umas protecções todas catitas para as VBL.

(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c6/VBL_p1040672.jpg/800px-VBL_p1040672.jpg)

Mas nós também temos M11 mais recentes assim.

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2014/06/15-sess%C3%A3o-de-tiro-Santa-Margarida-19JUN14-251-copy.jpg)

Fonte : http://www.operacional.pt/paras-pandur-treinam-para-o-kosovo/

Recuso-me a acreditar que as V150 tenham mais blindagem que os Humwee, ou até mobilidade.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Maio 12, 2018, 05:36:01 pm
Se bem me lembro, a versão com a .50 é versão de combate e a da .30 é a de exploração.
Como sabem são operadas pelo ERec da BrigInt que está em Estremoz.
É uma viatura de reconhecimento. De combate só para o "bate e foge". Não para resistir a emboscadas...

Quanto à protecção da V-150 em relação ao hummvee. É muito superior apenas na parte frontal da torre.
O que difere aqui é a natureza das viaturas. Muito basicamente: uma para estar a espreitar e fazer tiro e outra para observar sem ser vista.
O hummvee parece-me a viatura mais polivalente do nosso inventário, tendo já sido testada neste tipo de missão.

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: mafets em Maio 12, 2018, 06:42:57 pm
Querem ver que...  ;D :rir: :nice: :jok:

(http://www.tanks-encyclopedia.com/wp-content/uploads/2016/04/Bravia_Chaimite.jpg)

Cumprimentos
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 07, 2018, 02:55:50 pm
Exército prepara reforço da missão na República Centro Africana
6/7/2018

Força de 159 militares destacada no país pode receber meia dúzia de viaturas Pandur e um efetivo de 18 homens para tripular os blindados

Seis Pandur com direito a pintura nova — branca, como mandam as regras das Nações Unidas. E outra meia dúzia já instalada em São Jacinto, casa do 2º Batalhão de Infantaria de Paraquedistas que se prepara para concluir o aprontamento para a missão e que já tem data marcada para a partida para a República Centro Africana. São os dois sinais mais evidentes de que o Exército se prepara para reforçar o efetivo naquele país, onde estão atualmente destacados 160 militares portugueses.

As Pandur foram entregues há uma semana em S. Jacinto. E os 18 homens que vão ficar responsáveis por conduzir aquelas viaturas blindadas também já lá estão. A serem destacados para a República Centro Africana — como o Exército se está a preparar para fazer —, isso representa o primeiro reforço do efetivo colocado naquele país desde que Portugal integrou a missão de paz das Nações Unidas, no início de 2017, e está a ser interpretado como a consequência direta de um agravar da instabilidade na região.

Há cerca de duas semanas — quando o general Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas da RCA visitou Portugal —, a rádio Renascença avançou a informação de que Portugal ponderava um aumento do efetivo naquela que é, neste momento, uma das missões internacionais de maior risco para os militares portugueses. Ao Observador, fontes oficiais do Exército (responsável pelo aprontamento das forças) e do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) garantiram nessa altura que não havia “qualquer fundamento” para aquela informação.

Mas, apenas uma semana mais tarde, começava a circular internamente a informação de que estaria a ser preparado um reforço do efetivo, com o envio das Pandur e das três equipas de seis homens para tripular os blindados.

A meio da semana passada, no Campo de Tiro de Alcochete onde a 4ª Força Nacional Destacada estava a fazer um exercício conjunto, o comandante da próxima força de paraquedistas a ser destacada para a RCA, em declarações ao Observador, mostrava-se alheio a qualquer decisão que estivesse para ser tomada e que levasse a um reforço do efetivo.

Não se sei Portugal está a equacionar aumentar a força ou que tipo de aumento estará a ser planeado”, disse o tenente-coronel ao Observador. “Tenho aqui a força toda, não está aqui mais ninguém”, assinalou o comandante da força.

A partida da força comandada pelo tenente-coronel Óscar Fontoura para a RCA está agendada para o início de setembro. Isso significa que os militares que acabam de chegar a S. Jacinto — e que nem sequer pertencem ao 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista — se apresentaram a cerca de um mês e meio da data prevista para o destacamento. Ora, a força está em aprontamento desde fevereiro e, ainda antes da partida, estão previstas duas semanas de férias para os 160 militares, o que dificulta a integração dos 18 militares na estrutura inicial (admitindo que essa é uma das opções a ser estudada pelo Exército).

Há estudos, há conversas, mas não há decisões
Os sinais de que está em marcha um reforço vão sendo cada vez mais evidentes, mas o Exército e o Estado-Maior-General das Forças Armadas mantém o silêncio a este respeito. O Observador tentou saber junto da estrutura do ramo se se confirmavam alterações no efetivo na RCA, mas não obteve resposta até à publicação deste texto. Da parte do EMGFA, relativiza-se.


Fonte oficial do EMGFA confirma que “há estudos e propostas para se readaptar a força” ao contexto atual, mas também se sublinha que qualquer alteração ao efetivo acordado com as Nações Unidas e validado politicamente pelo Ministério da Defesa Nacional e pelo Parlamento obriga a que ambos os organismos se pronunciem.

Mas não só. O próprio Conselho Superior de Defesa Nacional — onde têm assento o Presidente da República, o primeiro-ministro, os ministros da Defesa Nacional, dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna e das Finanças, o almirante CEMGFA, entre outros —, terá de pronunciar-se sobre o assunto. O Observador sabe que está marcada uma reunião deste órgão de consulta para dia 12 de julho,  quinta-feira, e o reforço da força na RCA estará em cima da mesa.

Pandur podem apoiar missão da União Europeia
Uma questão é perceber em que condições será feito o aprontamento desta nova componente militar de reforço da missão na República Centro Africana. Outra questão passa pelo papel que estas Pandur podem desempenhar naquele teatro de operações. Fontes militares apontam uma função, sobretudo, a um papel de apoio a outras missões no país, em que também estão envolvidos militares portugueses.

A portaria do Ministério da Defesa Nacional publicada esta quinta-feira em Diário da República ainda é omissa relativamente a esta nova realidade. O documento confirma apenas que “o Conselho Superior de Defesa Nacional emitiu parecer favorável sobre a continuação da participação de Portugal na MINUSCA” e que o almirante CEMGFA fica “autorizado a empregar e sustentar, como contributo de Portugal para a MINUSCA, durante o ano de 2018, uma unidade terrestre de escalão companhia de infantaria, incluindo os respetivos elementos de ligação, apoio logístico e sustentação, com um efetivo até 160 militares, que se constituem como Quick Reaction Force [Força de Reação Rápida] da MINUSCA, sedeada em Bangui”.



É preciso recuar um ano para perceber onde se pode enquadrar esta nova configuração da força nacional. Na portaria 29/2017, o ministro José Azeredo Lopes refere que “o Estado português, empenhado nos esforços internacionais na manutenção da paz e com vista a responder ao pedido formulado por França, participará na MINUSCA com uma companhia de infantaria, a operar a partir de Bangui, com a missão de Quick Reaction Force“. E explica que “esta força militar, adicionalmente e quando determinado, prestará apoio à European Union Training Mission” na RCA.

A utilidade das Pandur pode revelar-se aqui — no transporte de militares que estão a treinar as forças armadas do país. Outra possibilidade é a de que estes blindados venham a ser utilizados no transporte de personalidades de relevo naquele país: chefias militares ou mesmo responsáveis políticos, por exemplo. Em última análise, podem ser usadas para a concretização de operações da própria MINUSCA.

As Pandur vão juntar-se aos 25 Humvees que estão à disposição da 3ª Força Nacional Destacada no país. Eram 20 (dois para o comando e as restantes 18 distribuídas por cada um das equipas de militares paraquedistas da força portuguesa), mas no final do mês passado foram transportadas outras cinco viaturas para a República Centro Africana, para permitir que os blindados já bastante danificados pelos confrontos com os grupos armados do país pudessem ser reparados sem que se a companhia perdesse capacidade de resposta.

https://observador.pt/2018/07/06/exercito-prepara-reforco-da-missao-na-republica-centro-africana/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Julho 13, 2018, 03:28:32 pm
Reportagem da RTP no Linha da Frente

https://www.rtp.pt/play/p4231/linha-da-frente
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Julho 16, 2018, 06:59:35 am
O Facebook do The Way of the Warrior, disse que a próxima FND para a RCA vai ser reforçada com 6 Pandur, 2 RWS, 2 APC, 1 ambulância e 1 recuperação.

Num jornal que também falava no assunto referia que o efectivo ia ter um aumento de até 30 militares.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Julho 16, 2018, 07:13:55 pm
O Facebook do The Way of the Warrior, disse que a próxima FND para a RCA vai ser reforçada com 6 Pandur, 2 RWS, 2 APC, 1 ambulância e 1 recuperação.

Num jornal que também falava no assunto referia que o efectivo ia ter um aumento de até 30 militares.

Lá vamos ter de pagar um 124 para transportar as viaturas e são precisos pelo menos dois voos.


Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Pedro Monteiro em Julho 16, 2018, 10:18:24 pm
No caso das missões da ONU - ou pelo menos no tempo do Líbano e Timor - os custos das operações e projecção das forças são devolvidos/cobertos pela ONU.

Cumprimentos.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: sivispacem em Julho 16, 2018, 10:55:10 pm
O Facebook do The Way of the Warrior, disse que a próxima FND para a RCA vai ser reforçada com 6 Pandur, 2 RWS, 2 APC, 1 ambulância e 1 recuperação.

E será que é desta que se vão ver as Pandur equipadas com placas de blindagem adicionais, como será aconselhável, creio.... Ou irão nas versão de blindagem 'básica'?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Pedro Monteiro em Julho 17, 2018, 12:51:53 am
No início as Pandur andavam com placas de blindagem - e todas foram recebidas com as mesmas. Ainda as fotografei em 2011 em Viseu com a blindagem colocada em treinos de rotina. A única razão para, nestes dias, não as usarem é o seu peso que provoca um maior consumo de combustível - custos operacionais, portanto.

No Kosovo, de facto, não as usaram (mas também não saíam à rua com armamento montado, o nível de risco era mínimo) mas na RCA face aos impactos recebidos pelos HMMWV em ataques é muito provável - e aconselhável - que as coloquem... até porque é mais barato substituir placas que reparar danos num casco.

Cumprimentos.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: HSMW em Julho 17, 2018, 02:20:23 am
Isso e uma torre em condições para o operador da .50!
Essa mania tuga de andar de peito feito a segurar na Browning...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Julho 17, 2018, 04:16:30 pm
Isso e uma torre em condições para o operador da .50!
Essa mania tuga de andar de peito feito a segurar na Browning...

Isso bem feito até era uma torre autónoma com o operador no interior...mas não necessariamente .50... duas MG-5 paralelas teriam o efeito desejado...
É que ter uma arma com alcance útil de 1500m e um máximo de 7mil m....pode originar danos não previstos.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Julho 27, 2018, 01:35:13 pm
Exército português com mais de 500 missões na Rep. Centro-Africana desde março


A 3.ª Força Nacional Destacada na capital da República Centro-Africana, Bangui, realizou, desde março, mais de meio milhar de missões, entre as quais patrulhas motorizadas, escoltas e operações de defesa e controlo de terreno ou infraestruturas chave.

O comando da 3.ª Força, constituída pelo Regimento de Infantaria 15 e o 1.º Batalhão de Infantaria Paraquedista, indica que os militares portugueses "tiveram 18 contactos e incidentes" com alguns dos mais dos 15 grupos armados, que lutam pelo poder e controlam quase todo o território da República Centro-Africana, com o tamanho da França e 4,6 milhões de habitantes.

Entre os registos dos contactos com as milícias, que não controlam apenas um quinto do território, os 'capacetes azuis' da Força Nacional Destacada, composta por 159 militares - 156 pertencem ao Exército, com 126 paraquedistas da Brigada de Reação Rápida, e três integram a Força Aérea, especializados em controlo aéreo tático - foram obrigados a recorrer ao "uso de armas de fogo em 12 ocasiões", de acordo com o comandante do contingente português, tenente-coronel João Bernardino.

Desses confrontos resultaram apenas ferimentos em dois militares portugueses, que integram a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (Minusca), que tem como comandante o tenente-general senegalês Balla Keita, instalada no Campo M'Poko, junto ao aeroporto internacional de Bangui.

Os militares portugueses, que terminam a comissão de seis meses no início de setembro, ainda não tinham completado um mês de permanência em Bangui quando uma patrulha foi alvejada por tiros de arma ligeira, disparados por um grupo armado, que utilizou civis, entre os quais mulheres e crianças, como escudo humano, referem as autoridades nacionais.

Em 31 de março, a patrulha realizava uma missão de vigilância de rotina no bairro de maioria muçulmana PK5, no terceiro distrito da capital da República Centro Africana, quando, pelas 19:10 locais (mesma hora em Lisboa), foi atingida por tiros, tendo respondido com fogo controlado.

Depois de os militares portugueses terem lançado gás lacrimogéneo em direção aos elementos do grupo armado, os rebeldes dispersaram.

Sem que tenham sido registados oficialmente feridos ou mortos entre os rebeldes, este foi o primeiro ataque contra os 'capacetes azuis' no PK5 desde o recrudescer da violência naquele distrito, em finais do ano passado.

Poucos dias depois, em 08 de abril, um 'capacete azul' português sofreu ferimentos ligeiros durante operação no bairro PK5, considerado o 'coração' económico da capital da República Centro-Africana.

O militar foi atingido na omoplata direita por estilhaços de uma granada ofensiva durante a Operação Sukula da Minusca, para eliminar radicais islâmicos no PK5.

Nos incidentes de 01 de maio, que se estenderam às imediações de uma igreja católica, sem a intervenção dos 'capacetes azuis', pelo menos 24 pessoas morreram e 170 ficaram feridos.

No final desse mesmo mês, a 29, um segundo militar português sofreu ferimentos ligeiros durante confrontos entre rebeldes armados, na cidade de Bambari, a 384 quilómetros de Bangui.

Houve troca de tiros e alguns civis afetos ao movimento rebelde islâmico Séléka arremessaram pedras para os veículos blindados da Força Nacional Destacada.

Na noite de 18 para 19 de julho, uma pessoa foi atingida mortalmente, num ataque que durou cerca de uma hora, perpetrado por homens armados não identificados, a uma base da milícia de Nimery Matar Djamous, conhecida também por Force.

Até ao presente, a Força Nacional Destacada realizou "um total de 66 patrulhas motorizadas, uma operação de cerco e busca e 62 missões de reconhecimento (quatro das quais de longo raio de ação)".

Desde da rendição da força da comissão anterior, em 06 de março deste ano, os militares portugueses estiveram ainda envolvidos em "nove operações para controlar terreno ou infraestruturas chave e seis de defesa de território ou de espaços sensíveis".

Também realizaram quatro ações de apoio às populações, três operações helitransportadas e duas missões de apoio aéreo próximo.

No total, a Força Nacional Destacada - equipada com viaturas blindadas norte-americanas HMMWV (Veículo Automóvel Multifunção de Alta Mobilidade), com uma peça de artilharia - percorreram "61.467 quilómetros em operações e 3.741 em ações administrativas".

Na sua maioria, os grupos armados desenvolvem ações criminais para reunirem dinheiro, como raptos (de governantes locais e membros de organizações não-governamentais), extorsões, furto de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Os rebeldes realizam também ações de bloqueio de vias de comunicação, para impedir a ajuda humanitária, e recorrem também ao tráfico de diamantes e ouro.

A República Centro-Africana caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do Presidente François Bozizé, por vários grupos juntos na Séléka (coligação, na língua local), de maioria islâmica.

Depois, um grupo de milícias cristãs (anti-balaka) opuseram-se aos vencedores, desencadeando uma guerra civil ainda por terminar.

O Governo do Presidente Faustin Touadera, antigo primeiro-ministro e vencedor das eleições presidenciais de 2016, controla apenas um quinto do território.

A missão da ONU está no país desde 2014 e Portugal enviou três forças nacionais destacadas.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/exercito-portugues-com-mais-de-500-missoes-na-rep-centro-africana-desde-marco
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Julho 30, 2018, 11:27:35 pm
UE prolonga missão na República Centro Africana até 2020


A União Europeia prolongou a sua missão na República Centro Africana por mais dois anos, até 19 de setembro de 2020, para poder “aconselhar estrategicamente” o Ministério da Defesa, as forças armadas e o Presidente da República daquele país.

Em comunicado, o Conselho Europeu, no qual estão representados os 28 Estados-membros da União Europeia (UE), indicou que a missão de formação naquele país africano (EUTM RCA) será alargada por mais dois anos, tendo sido também alterado “o mandato da missão”, de forma a que possa “fornecer aconselhamento estratégico não apenas ao Ministério da Defesa e às forças armadas, mas também ao gabinete do Presidente”.

Pretende-se ainda que a EUTM RCA possa prestar aconselhamento sobre “cooperação entre civis e militares, incluindo o Ministério do Interior e a polícia”.

O Conselho Europeu desbloqueou um envelope financeiro de cerca de 25,4 milhões de euros para cobrir os custos da missão, sediada em Bangui, capital da República Centro Africana (RCA).

A missão de treino e formação das forças armadas centro-africanas foi lançada a 16 de julho de 2016 e integra cerca de 170 pessoas.

A EUTM RCA pretende contribuir para a reestruturação do setor da Defesa em três domínios: o conselho estratégico, o treino operacional e a formação.

Ao fim de dois anos de missão, foram formados e treinados mais de três mil soldados, homens e mulheres das Forças Armadas do país.

Por seu lado, as Nações Unidas também enviaram uma missão de paz (Minusca, com 10 mil soldados), presentes na RCA desde 2014, mas tem encontrado dificuldades em manter a segurança num país onde o Estado não controla uma grande parte do território.

Os grupos rebeldes controlam a maioria do país, combatendo pelo domínio dos seus recursos, especialmente diamantes, ouro e gado.

Constituída por 170 militares de 11 nacionalidades, entre os quais de Portugal, França, Roménia, Geórgia, Sérvia, Espanha, Suécia e Itália, a EUTM-RCA, que, desde janeiro deste ano, tem como comandante o brigadeiro-general Hermínio Maio, forma quadros do exército da República Centro Africana.

Na passada semana, o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, disse que o exército vai reforçar com 20 militares e seis veículos blindados de transporte de infantaria “Pandur” o contingente português presente na RCA.

Segundo Rovisco Duarte, as propostas de alteração à estrutura orgânica da força para “incrementar a capacidade de transporte, evacuação, proteção e segurança”, foram aprovadas no último Conselho Superior de Defesa Nacional, em 13 de julho.


:arrow:  https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ue-prolonga-missao-na-republica-centro-africana-ate-2020
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 31, 2018, 10:03:55 am
(https://scontent.fopo1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/37982847_1038861932949416_5495580413814374400_n.jpg?_nc_cat=0&oh=a75e28d3a41891acfaebdbbaae16c249&oe=5C070C1D)

Citação de: The Way of the Warriors
O 2º Batalhão de Paraquedistas irá em breve partir para a Republica Centro Africana. Fica aqui uma imagem do treino de adaptação as miras Aimpoint que irão usar no teatro de operações. Este treino está integrado no aprontamento da 4ª Força Nacional Destacada para a RCA.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: AtInf em Julho 31, 2018, 10:44:54 am
Acho muito bem que se treine com o novo equipamento, mas..
porquê usar a Galil se na RCA vão usar a G3???? ;D
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Julho 31, 2018, 12:12:23 pm
Acho muito bem que se treine com o novo equipamento, mas..
porquê usar a Galil se na RCA vão usar a G3???? ;D

Será? Pode ser que desta vez os Páras levem a deles avante e mantenham a Galil que é a sua arma orgânica.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 31, 2018, 03:10:11 pm
Paraquedistas na República Centro Africana. Treinar para descer ao inferno
31 Julho

Pedro Raínho

Risco permanente e "imprevisível". A República Centro Africana é o mais duro cenário com militares portugueses. Em setembro, uma força parte em missão. Acompanhámos o treino desta unidade especial.

O cartão de cidadão diz André Ferreira, mas no pelotão todos o conhecem por Xico, a alcunha de infância que um tio lhe colou à pele, Xico da Gafanha. Um metro e setenta, mais alguns centímetros de altura, é um dos que mais se destacam no pelotão, não pára um segundo. Tem agora pouco mais que os 52 quilos com que entrou no curso de paraquedistas, há seis anos. Nesse dia, olharam-no de lado. “O que é que estás aqui a fazer?”, provocavam os outros recrutas. Tinha 19 anos. “Eu dizia-lhes: ‘Vou-te mostrar quem sou’”, recorda ao Observador. E mostrou. É um dos “bravos” do grupo, quer fazer mais tiro e mais tiro e ainda mais tiro. E no meio deste entusiasmo perde, por momentos, a noção. No treino de hoje tem de atacar uma casa onde estão três inimigos que a equipa tem de abater.  Mas já não tem munições nem recargas quando cruza a porta. O chefe de pelotão — um robocop de uniforme, pose rígida e expressão de aço –  perde as estribeiras e sai disparado, voz agressiva, na direção da equipa. “Passaste três vezes com a arma nas costas do Jesus! O teu camarada morreu!”, grita para um dos homens. Silêncio no largo descampado do Campo de Tiro de Alcochete, silêncio de espanto,  que ninguém está habituado a ver o sargento Rui Carvalho exaltado.

Ao lado do colega de equipa, Xico não tira os olhos do chão. Fez asneira e vem aí castigo na certa. Mas a punição sai ao contrário. “É até ao campo”, grita o sargento. Afinal, não é com ele que o chefe de pelotão fala. Como ficou sem munições, acabou por também ser abatido e é Flávio Santos quem sentirá, literalmente, o peso dessa responsabilidade. O soldado levanta o corpo do Xico, encaixa-o nas costas e começa a carregá-lo rampa acima. São quatro quilómetros até às tendas onde estão instalados. Entre as armas, o colete, o capacete, e as munições, Flávio transporta sozinho uns 80 quilos. “É assim que eles aprendem”, diz o comandante do pelotão do segundo batalhão de infantaria de paraquedistas.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/1300x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2018/07/28124727/img_5750_1280x720_acf_cropped.jpg)

Flávio Santos paga o castigo: 80 quilos às costas porque o colega de equipa foi abatido depois de ficar sem munições

Faltavam dois meses para o grupo partir em missão para a República Centro Africana (RCA) quando o Observador acompanhou o treino da força especial, e ainda havia muitas arestas por limar. Nessa semana, o grupo desceu da Base de São Jacinto, em Aveiro, até ao Campo de Tiro da Força Aérea, em Alcochete. Treinavam em contra-relógio e com a pressão em alta — a partir de setembro, não há margem para deslizes. Estão a preparar-se para o “pior” dos cenários. “O ambiente é volátil, muito incerto, com uma ameaça por vezes muito difícil de identificar”, resume o tenente-coronel Óscar Fontoura. É ele o topo da hierarquia na força portuguesa que esta sexta-feira recebeu o estandarte nacional.

Flávio Santos já se afastou uns bons 100 metros do descampado quando Rui Carvalho dá nova ordem: pode voltar. “Porra, como é que eu vou pegar naquilo?”, desabafa Xico, já de pés no chão e com os olhos postos na G3. O cabo está abalado, sabe que o seu erro podia ter custado a vida a um companheiro de equipa. Mas o ar de desânimo também significa que a mensagem das últimas semanas está a fazer o seu caminho, através da cadeia de comando. “O meu farol desde o início do aprontamento foi sempre um: tenho a certeza de que a questão não é ‘e se nos acontecer’, a questão é ‘quando nos acontecer’, e nesse momento quero ter a certeza de que estamos preparados”, diz o tenente Pedro Fragosa.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2018/07/28091651/img_6980_1280x720_acf_cropped.jpg)

Pedro Fragosa comanda o primeiro pelotão da força que parte em setembro para a missão. A vida de 30 homens depende das decisões que o tenente tomar

O treino é duro. Para perceber o que o justifica, é preciso desviar o olhar para quase sete mil quilómetros a sudeste. É preciso ver o que é a República Centro Africana. Fragosa comanda um dos três pelotões que parte em missão daqui a poucas semanas. Tem 30 homens à sua responsabilidade, um terço dos paraquedistas que vai atuar num cenário de ameaça constante e em que o inimigo já mostrou ao que vem. “Quero ter a certeza de que tenho a minha tropa pronta e confio nos homens que levo”, diz o oficial paraquedista.

Os mecanismos têm de estar afinados quando os paraquedistas pisarem solo centro africano. Usar um capacete ou uma bóina azuis na RCA é trazer um alvo ao peito. Sobretudo, a partir do momento em que o comandante da missão atribuiu à força portuguesa a responsabilidade de erradicar os grupos armados que ameaçam a estabilidade no país. Os cerca de 90 paraquedistas são a Força de Reação Rápida da missão das Nações Unidas, o braço-direito do general senegalês.

Os militares que estiveram em aprontamento desde fevereiro foram recebendo informações da força na RCA, e isso permitiu-lhes adaptar o treino em Portugal à realidade que vão encontrar na missão: emboscadas, ataques surpresa em bairros críticos da capital — como o de abril, que acabou numa troca de tiros durante quatro horas — e uma população controlada por grupos armados que rapidamente se torna hostil. Fora de Bangui, a capital, há ainda missões de alto risco que obrigam a força portuguesa a deslocações internas de 30 dias. Nessas semanas, em que dormem em “burros de mato” dentro de tendas de campanha, os militares mergulham no silêncio. Não há comunicações, não há contacto com ninguém de fora do grupo.

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Fora da capital, Bangui, vai ser assim. Dormir em "burros de mato" dentro de tendas em missões de alto risco que podem estender-se por 30 dias

Treinar para sobreviver ao inferno
Não foi fácil o momento em que Hugo Pinto teve de contar à mãe a sua decisão. Mas difícil, mesmo difícil, foi quando teve de dizer à namorada que ia para a guerra, seis longos meses na República Centro Africana. “Ela não gostou muito ao início”, conta. Pinto tem 20 anos, é o “cheka”, o mais novo do grupo — e é a primeira missão internacional em que embarca, dois anos depois de se juntar à força de tropas paraquedistas.

A família do soldado já estava habituada à vida de militar, a namorada não. “Ela está a estudar, quer ir de Erasmus e vamos tentar conciliar as coisas da melhor maneira, temos internet no aquartelamento, vamos tentar manter o contacto e comunicar sempre que possa”, diz o militar. “Temos de estar preparados para tudo.”

Na República Centro Africana, a vida vale muito pouco. É um dos mais pobres e mais violentos países do mundo, e tem sido incapaz de se encontrar com a estabilidade política duradoura. É o país onde ainda se vive a ressaca de um golpe de Estado que, há cinco anos, afastou do poder o general François Bozizé. Os Séléka (“coligação”, traduzindo da língua local) são uma aliança de grupos rebeldes maioritariamente muçulmanos (pelo menos, na sua origem) que foi crescendo em número, com fileiras reforçadas por traficantes de diamantes e contrabandistas que, fora de Bangui e são, em muitas regiões, os verdadeiros donos de largas parcelas de um território sem lei. Do outro lado estão os anti-Balaka, uma milícia de inspiração cristã que nasceu por oposição ao primeiro. Nos últimos anos, o conflito entre os dois grupos escalou para um clima de guerra civil.

Pedro Fragosa não tira os olhos do seu pelotão. Deu sete minutos aos homens para se equiparem e estarem prontos a arrancar e o grupo falha a missão. "Eu não estou aqui para vos f..., mas isto é um treino!". Na República Centro Africana, o erro pode pagar-se caro. E tudo conta.
Num ambiente explosivo como este, as mesmas redes sociais que Hugo Pinto espera poder usar para matar saudades de casa são usadas por alguns agitadores nacionais para difundir as imagens do terror. Verdadeiras carnificinas e atos de canibalismo escapam ao controlo do algoritmo do Facebook, como a fotografia de um homem que posa para a câmara com um sorriso que mostra, entre os seus dentes, e separada do resto do corpo, a perna de um inimigo que matou minutos antes.

Nada disto passa despercebido aos militares portugueses que se estão a preparar para render os camaradas já em setembro. “É algo que nos preocupa, mas tentamos manter o mesmo espírito e trabalhar da melhor maneira para evitar essas situações, porque o risco vai estar sempre lá. Mas temos de confiar no nosso trabalho, nos comandantes que estão ali, que nos querem proteger, temos de confiar uns nos outros e em quem está à nossa frente”, diz Hugo Pinto.

Passam poucos minutos das oito da manhã. O pelotão esteve até às primeiras horas da madrugada a rever os exercícios do dia e já está pronto para retomar o treino. O comandante está de costas para as tendas de campanha onde os 30 homens estão instalados nessa semana para finalmente treinarem com fogo real. Pedro Fragosa dá a ordem: as equipas têm de passar em revista os jipes com que vão sair para o terreno — muito diferentes daqueles que vão encontrar na missão da ONU — e preparar-se para arrancar. Tinham sete minutos, mas já esgotaram esse tempo. O tenente reage frustrado. “Eu não estou aqui para vos f…, mas isto é um treino e eu dei-vos sete minutos, quando lá não vão ter mais de cinco!”

Fragosa faz questão de não esconder nada aos seus “meninos”. É preciso que vejam o que os espera para saber como devem agir quando a ameaça se concretizar. Treinar o corpo, treinar a mente.

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O grupo recolhe todo o armamento que já tinha instalado nos jipes, desequipa-se e volta à estaca zero. Segunda tentativa. Deste vez, em passo acelerado, voltam a colocar os coletes anti-balísticos, apertam os capacetes, pegam nas G3 — as armas que vão usar na RCA, mas que eram praticamente estranhas quando o aprontamento começou —, verificam as luzes do jipe, o nível do óleo, instalam as metralhadoras ligeiras na traseira, testam o sinal dos rádios. O cronómetro marca exatamente cinco minutos e vinte segundos. Estão todos prontos. Durante aquele tempo, Pedro Fragosa não desviou o olhar dos seus homens, e sabe que nem todos vão passar na prova. “Porque é que não abriste o capot?”, pergunta a um dos militares. Conhecem-se há anos, mas mesmo assim as mãos do cabo tremem. Não há resposta, há castigo: “30 cangurus.”

A punição do erro é sempre física. O cabo ainda está aos saltos — perna à frente, perna atrás, vai abaixo e troca, sempre com a arma junto ao peito. “É agora que eles têm de interiorizar os procedimentos”, explica o comandante do pelotão. E a regra aplica-se quando os militares têm de avaliar o estado do jipe que lhes está atribuído, quando aprendem como se aplica um torniquete na perna de um camarada ferido em combate ou quando revêm os passos a cumprir depois de um ataque contra um grupo armado. “É importante que o erro aconteça”, reconhece o sargento Mário Silva, chefe de uma das seis equipas do pelotão comandado por Fragosa. É que aqui, há segundas hipóteses.



A vida de todos nas mãos de cada um
Pedro Fragosa tem, sob o seu comando direto, um pelotão. São seis equipas, cada uma com o seu chefe. Rui Carvalho, Bruno Fontoura, Nelson Pego, Marco Silva e Mário Silva são os cinco sargentos que o comandante conhece há mais de uma década, desde o tempo em que estiveram juntos em S. Jacinto — ainda como soldados –, antes de Fragosa entrar para a Academia Militar e de os seus “homens” optarem pelo curso de sargentos. São os seus homens de confiança. Num certo momento, seguiram caminhos diferentes, acabando por reencontrar-se em papéis diferentes. Mas a origem comum está sempre presente. “Eu estive lá [como soldado], sei o que eles pensam”, sublinha Pedro Fragosa.

159
A quarta Força Nacional Destacada tem 159 militares. A esmagadora maioria (156) pertence ao Exército e, nesse grupo, há 126 paraquedistas da Brigada de Reação Rápida. Há, ainda, outros três militares da Força Aérea, que se vai dedicar ao controlo aéreo tático.

Cada um dos chefes de equipa comanda outros quatro militares. E aí começam a notar-se contrastes dentro do pelotão. Hugo Pinto, o soldado que este ano se estreia numa missão, nasceu em 1998. Por essa altura, Rui Carvalho, chefe de outra equipa, já tinha regressado da sua primeira missão na Bósnia e preparava-se para uma segunda incursão internacional. Depois, somou mais cinco missões, entre Timor (duas), Uganda e Kosovo (outras duas). Rui Carvalho tem 41 anos. Em algum momento, na RCA, a vida do sargento vai depender das decisões tomadas por um militar com menos de metade da sua idade e que, pela primeira vez, vai experimentar a sensação de um combate real, com riscos igualmente reais.

“Cabe-me a mim ensinar-lhe o que tenho vindo a aprender ao longo do tempo”, diz o sargento. “Mas também aprendo com eles, porque têm sempre alguma coisa a ensinar-me”, admite, relativizando a distância que o separa da maior parte dos militares do pelotão que estão às ordens dos sargentos. Isso “implica que uma pessoa tenha maior preocupação com aquilo que pode ensinar-lhes e que eles possam assimilar”, mas Rui Carvalho garante que não perde o sono com o assunto. “Preocupações [com aquilo que pode acontecer] no terreno, não, porque se houvesse essa preocupação, esse homem já não ia, ficava cá. Lembro-me de que em 1996 eu era como ele (um cheka), na primeira missão em muitos anos em que Portugal enviava alguém para fora.”

As "relações interpessoais" são uma das maiores ameaças à estabilidade do grupo. Vão passar seis meses juntos e qualquer "quezília" pode transformar-se num obstáculo e ameaçar a segurança da força. O sargento-chefe Luís Neves, o veterano do grupo, vai estar atento aos sinais. “Como eu lido mais com eles, apercebo-me de coisas que escapam aos oficiais, rapidamente me dou conta quando há qualquer coisa que não está a bater certo.”
Se Pedro Fragosa é o comandante de um pelotão, Óscar Fontoura é o comandante da 4ª Força Nacional Destacada, o conjunto de três pelotões de paraquedistas e pessoal de apoio de diferentes unidades do Exército que, no início de setembro, vão render os militares atualmente na RCA. Ao Observador, o tenente-coronel põe a tónica nas “relações interpessoais”, o alfa e o ómega de uma missão bem sucedida. “Nas unidades, se não houver nada em contrário, às cinco horas vamos para casa. No dia a seguir voltamos e aquilo que era uma chatice sem importância, nesse dia já não é nada”, explica. Lá é diferente. “Lá é H24 [24 horas por dia] durante muito tempo, e o que pode ser uma pequena chatice, se não for cuidada, se as pessoas não estiverem atentas, se não forem amigas, cordiais umas com as outras, passados seis meses transforma-se num obstáculo”, explica. “Quando, no final, se diz que a missão correu bem ou correu menos bem, este ‘menos bem’ está sempre relacionado com questões de pessoas que tiveram algumas quezílias”, sublinha o comandante da força.

Para evitar “quezílias” — ou para antecipar essas situações de tensão —, Óscar Fontoura apoia-se no sargento-chefe Luís Neves. Com 50 anos de idade, 30 de vida militar, é o veterano. E, também por isso, é um psicólogo, um olhar e um ouvido atento, uma ponte entre praças, sargentos e oficiais. É, numa ideia, o maior garante da estabilidade do grupo. “Como eu lido mais com eles e como sou o mais velho, por vezes apercebo-me de coisas que escapam aos oficiais, dou conta rapidamente quando há qualquer coisa que não está a bater certo”, explica.

Luís Neves fala com a experiência de quem já soma mais de meia dúzia de missões na carreira. A RCA, admite, é uma “incógnita” para si. É um teatro “imprevisível”, onde “uma situação normal pode escalar” para uma troca de tiros intensa como aquela em que, há dois meses, a força portuguesa se viu envolvida e que acabou com a morte de 25 membros de um grupo armado. Para já, os militares em aprontamento revelam-lhe outras preocupações com a partida.

“O contacto com a família é muito importante”, sublinha o adjunto do comandante Óscar Fontoura. “Se eles conseguirem ter todos os dias um bocadinho de Skype e ver família ou a namorada, isso dá-lhes um equilibro interior muito grande e consegue apaziguá-los para a missão que vão ter a seguir.” Esse “equilíbrio” significa muito mais do que uma mera satisfação pessoal. “Quando se trabalha em equipa, se um não está focado, vai desguarnecer um lado”, explica Luís Neves. É a segurança de todo o grupo que fica ameaçada.

Mas, num grupo de 90 homens que podem ser chamados para o combate, onde é que podem encontrar-se os sinais de algo que não está bem? “Basta estar presente na linha de alimentação ou passando por ali quando estão a limpar uma arma ou num período mais soft de descanso, nota-se logo”, garante Luís Neves. E dá um exemplo: “Se repararmos que estão todos na conversava, a jogar ou a dormir e virmos um dos homens lá fora, mais encostado a uma árvore, mais cabisbaixo, com o telemóvel, e que não se está a ligar com o grupo, há ali qualquer coisa que não está a funcionar bem, nota-se perfeitamente”.

Jipes, armas e o day after da missão
A noite já se instalou no Campo de Tiro de Alcochete e um grupo de seis militares paraquedistas está reunido à entrada de uma das seis tendas de campanha, do lado de dentro. Há um burburinho no ar, o ambiente é tranquilo: trocam-se piadas sobre miúdas, os homens cortam fatias de presunto diretamente de um pernil pendurado ao canto — um presente de um camarada do pelotão — e antecipam-se os exercícios do dia seguinte.

A boa disposição das bases contrasta com a apreensão do comando em relação a certos momentos do aprontamento. Durante alguns meses, na força alimentou-se a esperança de que, ao contrário do que aconteceu com as primeiras três forças destacadas (que usaram a G3, a arma dos Comandos, mas não dos paraquedistas), fosse dada luz verde para que essa arma desse lugar à Galil.

...

Texto de Pedro Raínho, fotografia de João Porfírio.

https://observador.pt/especiais/paraquedistas-na-republica-centro-africana-treinar-para-descer-ao-inferno/
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: LM em Agosto 02, 2018, 11:46:14 am
O  Operacional informa que "Uma das armas de apoio em uso na RCA pelas sucessivas FND é a ML HK MG4 calibre 5,56mm." - ora se levarem a G3 quer dizer que a arma individual é 7,62mm e a arma de apoio (a nível de 1 por secção, presumo) é 5,56mm...? Ou é nas viaturas e a arma de apoio é a MG-3?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 02, 2018, 12:16:34 pm
Qual a novidade? Já é assim nos Comandos à anos.

(https://cdn4.sabado.pt/images/2015-10/img_797x448$2015_10_09_11_25_42_139516.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 10, 2018, 06:52:04 pm
Militares portugueses na República Centro Africana recebem medalha da ONU


Os militares portugueses destacados na República Centro Africana foram condecorados com a medalha das Nações Unidas pela sua missão naquele país africano, que termina no início de setembro, informou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

A condecoração foi entregue pelo representante especial do secretário-geral da ONU na República Centro-Africana, Parfait Onanga-Anyanga, que realçou o contributo do contingente português para “o sucesso da missão", “em particular na proteção da população local indefesa”, segundo o comunicado do EMGFA.

A cerimónia aconteceu na quinta-feira no complexo militar Camp M’Poko, em Bangui.

Portugal está presente no país, no quadro da MINUSCA, com a 3.ª Força Nacional Destacada Conjunta, composta por 156 militares, dos quais 153 do Exército, sendo 123 paraquedistas, e três da Força Aérea, que iniciaram a missão em 05 de março de 2018 e têm a data prevista de finalização no início de setembro deste ano.

Os militares que estão no terreno compõem a Força de Reação Rápida da MINUSCA, têm a base principal na capital, junto ao aeroporto, e já estiveram envolvidos em quase duas dezenas de confrontos.

O governo do Presidente Faustin Touadera, um antigo primeiro-ministro, que venceu as presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território.

O resto é dividido por pelo menos 14 milícias, que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

O conflito neste país, que tem o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/militares-portugueses-na-republica-centro-africana-recebem-medalha-da-onu
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Agosto 10, 2018, 08:51:40 pm
Medalhas deviam receber quando entrarem nos redutos dos extremistas e começarem a limpar aquilo tudo. O que estão a fazer ou nada é igual, o problema apenas está a piorar.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 11, 2018, 02:42:58 pm
Medalhas deviam receber quando entrarem nos redutos dos extremistas e começarem a limpar aquilo tudo. O que estão a fazer ou nada é igual, o problema apenas está a piorar.

Camuflage, lê um pouco sobre a RCA, ali não são os malvados dos Muçulmanos contra todos os outros (os bonzinhos), ali são uma carrada de gangs armadas que lutam entre si por mais território.

E sim, tanto os Comandos como os Paraquedistas fizeram isso, é por isso que houve reforço nos meios, primeiro com mais Humwees e agora com os Pandur.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Agosto 13, 2018, 09:06:20 pm
Medalhas deviam receber quando entrarem nos redutos dos extremistas e começarem a limpar aquilo tudo. O que estão a fazer ou nada é igual, o problema apenas está a piorar.

Camuflage, lê um pouco sobre a RCA, ali não são os malvados dos Muçulmanos contra todos os outros (os bonzinhos), ali são uma carrada de gangs armadas que lutam entre si por mais território.

E sim, tanto os Comandos como os Paraquedistas fizeram isso, é por isso que houve reforço nos meios, primeiro com mais Humwees e agora com os Pandur.

Não te preocupes pois li, mas a missão da ONU tem regras e não permite a proactividade, mas sim a reacção. É necessário uma campanha militar que assuma posições e não apenas que se limita a reagir. Os meios disponíveis no país são poucos e é preciso começar abordar os cenário com ajuda da intelligence para dar vazão mais rapidamente.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Agosto 14, 2018, 10:23:51 am
Medalhas deviam receber quando entrarem nos redutos dos extremistas e começarem a limpar aquilo tudo. O que estão a fazer ou nada é igual, o problema apenas está a piorar.

Camuflage, lê um pouco sobre a RCA, ali não são os malvados dos Muçulmanos contra todos os outros (os bonzinhos), ali são uma carrada de gangs armadas que lutam entre si por mais território.

E sim, tanto os Comandos como os Paraquedistas fizeram isso, é por isso que houve reforço nos meios, primeiro com mais Humwees e agora com os Pandur.

Não te preocupes pois li, mas a missão da ONU tem regras e não permite a proactividade, mas sim a reacção. É necessário uma campanha militar que assuma posições e não apenas que se limita a reagir. Os meios disponíveis no país são poucos e é preciso começar abordar os cenário com ajuda da intelligence para dar vazão mais rapidamente.

Camuflage, parece que leste mas não prestaste atenção a um detalhe: a MINUSCA é uma missão de MANUTENÇÃO DE PAZ e não de IMPOSIÇÃO DE PAZ. Isso faz toda a diferença porque altera as regras de empenhamento das forças no terreno. Só se a ONU alterasse o âmbito da missão é que as forças no terreno poderiam actuar da forma que pretendes.
Por isso é que os franceses no Sahel não estão enquadrados na missão da ONU, mas têm a sua própria operação.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Agosto 15, 2018, 12:39:54 pm
Eu sei que é uma missão de paz, mas eu penso na população. As missões típicas de paz da ONU normalmente nunca dão em nada por isso a participação de Portugal, é apenas inútil pois pouco ou nada irá contribuir para a melhoria da vida das pessoas. Por outro lado, os franceses estão lá por interesses que nós não vamos usufruir, estamos lá todos pelo mesmo ou não estamos.
Conclusão não vale a pena louvar esforços feitos em vão e em nome da promoção e propaganda da máquina militar, quando não estão a contribuir para a melhoria de todo.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Agosto 16, 2018, 12:02:18 am
Eu sei que é uma missão de paz, mas eu penso na população. As missões típicas de paz da ONU normalmente nunca dão em nada por isso a participação de Portugal, é apenas inútil pois pouco ou nada irá contribuir para a melhoria da vida das pessoas. Por outro lado, os franceses estão lá por interesses que nós não vamos usufruir, estamos lá todos pelo mesmo ou não estamos.
Conclusão não vale a pena louvar esforços feitos em vão e em nome da promoção e propaganda da máquina militar, quando não estão a contribuir para a melhoria de todo.

Camuflage, estes grupos têm mais armamento que as Forças Armadas da RCA. Onde é que achas que eles as arranajaram? A RCA é um país rico em recursos naturais como ouro, diamantes, urânio, etc. Há muitos interessados em que a situação se mantenha morna. Os russos têm já lá a Wagner, os franceses também lá têm interesses e podes apostar que os americanos e os chineses também lá metem o bedelho. Todos são membros do Conselho de Segurança e todos têm uma palavra a dizer no tipo de missões que são autorizadas pela ONU. Nós estamos lá para pagar a nomeação do Guterres como Secretário Geral da ONU...
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 16, 2018, 10:42:15 am
A partir do min. 10:

https://sicnoticias.sapo.pt/opiniao/2018-06-24-Leste-Oeste-com-Nuno-Rogeiro

Ou então:

http://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/capacetes-azuis-portugueses-deixam-bambari-pacificado?utm_medium=Social

https://www.dn.pt/portugal/interior/populacao-quer-militares-portugueses-em-bambari-9420183.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Agosto 16, 2018, 11:15:29 am
A partir do min. 10:

https://sicnoticias.sapo.pt/opiniao/2018-06-24-Leste-Oeste-com-Nuno-Rogeiro

Ou então:

http://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/capacetes-azuis-portugueses-deixam-bambari-pacificado?utm_medium=Social

https://www.dn.pt/portugal/interior/populacao-quer-militares-portugueses-em-bambari-9420183.html

O problema é que o contingente português não consegue estar em todo o lado. Se tivéssemos uma brigada para controlar o território os resultados poderiam ser outros. Assim, quando estabilizamos um ponto do país temos de partir para outro lado, e no mês seguinte começa tudo de novo. Além disso algumas das forças da ONU no terreno ainda desestabilizam, nomeadamente contigentes de alguns países africanos.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 16, 2018, 11:25:07 am
Exacto!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 16, 2018, 11:25:57 am
Temos que ter a noção que os militares não se estão a representar a eles proprios nem aos seus desejos pessoais, eles representam sim o país e os interesses do país, acredito que eles façam o melhor possivel pela população no que está ao seu nivel pessoal, entregar umas garrafas de água, brincar com os miudos, dar-lhes um sorriso, os militares até podem saber que na provincia X está lá um grupo que devia ser eliminado, mas se a MINUSCA quer que eles vão para a provincia B, é para a B que eles vão, o soldado até pode não entender a situação a nivel macro, mas para alguém de topo (poder politico, comando da MINUSCA, etc) algum sentido deve ter, isto por vezes até pode interferir com interesses de grandes potências estrangeiras como o Lusitan falou, nós até podemos querer ajudar, mas até um certo ponto, a Portugal não interessa criar uma zanga com a Russia ou outro qualquer por causa da RCA, nem o governo da RCA quer dar-se mal com esses. Quem quer fazer o que lhe dá na cabeça faz como o outro, deserta e vai para as YPG, mas um país, neste caso uma força militar que representa um país, não pode actuar assim, estamos a falar em operações em territorio estrangeiro, logo tem que estar autorizado pelo governo desse país a operar e como operar, ou com acordos bilaterais ou integrados em forças multinacionais.

Acredito que os portugueses merecem muito mais esta medalha do que muitos outros contingentes que por lá andam e se calhar também a vão receber.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Agosto 16, 2018, 09:31:56 pm
Para confortar a população local enviam-se ONG's.
A missão da ONU é clara: The mission is authorized, by virtue of Chapter VII of the UN Charter, to take all necessary means to protect the civilian population from threat of physical violence and to “implement a mission-wide protection strategy.”

Até agora percebe-se que nenhum líder rebelde é atacado e vários generais rebeldes têm sido poupados por parte das forças no terreno.

Portugal não deve aceitar ser colaboracionista em crimes e muito menos parte de uma guerra suja que não é sua onde não ganha nada. Se quer marcar a diferença então deve enviar meios adequados para começar a eliminar generais desertores que integram forças inimigas, doa a quem doer. Se não o pode fazer, não aceite medalhas nem participe, pois pousar para a foto enquanto dá um chocolate a crianças, depois vai embora e as mesmas acabam mortas, não muda nada!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 17, 2018, 01:08:55 am
Penso que Portugal também nunca prometeu que a nossa força ia resolver todos os problemas da RCA.
Quando 2000 Franceses não conseguiram, 150 portugueses ainda menos.
https://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Sangaris
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Agosto 17, 2018, 06:09:18 am
Para confortar a população local enviam-se ONG's.
A missão da ONU é clara: The mission is authorized, by virtue of Chapter VII of the UN Charter, to take all necessary means to protect the civilian population from threat of physical violence and to “implement a mission-wide protection strategy.”

Até agora percebe-se que nenhum líder rebelde é atacado e vários generais rebeldes têm sido poupados por parte das forças no terreno.

Portugal não deve aceitar ser colaboracionista em crimes e muito menos parte de uma guerra suja que não é sua onde não ganha nada. Se quer marcar a diferença então deve enviar meios adequados para começar a eliminar generais desertores que integram forças inimigas, doa a quem doer. Se não o pode fazer, não aceite medalhas nem participe, pois pousar para a foto enquanto dá um chocolate a crianças, depois vai embora e as mesmas acabam mortas, não muda nada!

Portugal não está em estado de Guerra com nenhuma Nação ou grupo organizado, seja ele Terrorista ou não.
Posso afirmar que nem o mandato que possui da ONU, lhe permite, adoptar no TO, esse tipo de intervenção ofensiva, quer queiramos/aceitemos ou não, esta é a realidade !

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 17, 2018, 12:26:54 pm
Ex-chefe rebelde chadiano, detido na República Centro-Africana, vai ser julgado
https://www.dn.pt/lusa/interior/ex-chefe-rebelde-chadiano-detido-na-republica-centro-africana-vai-ser-julgado-9727067.html
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Agosto 17, 2018, 09:51:05 pm
Óbvio que não podemos esperar milagres por parte de 150 elementos. Fazem o que podem dentro dos seus limites, isso não está em causa. O que eu me oponho é ao colaboracionismo por parte de Portugal com nações que têm interesses dos quais não vamos usufruir e estamos a obter um destaque que poderá resultar em futuros danos na nossa população. Por outro lado não estamos ajudar rigorosamente em nada a população local, por isso, se não é para melhorar, não vale a pena participar.

Depois podemos alegar que isto é somente culpa da parte politica, blablabla que os militares fazem o que lhes mandam, blablabla, o ponto fulcral é que na prática são humanos, a participação é do foro voluntário e todos vão ao interesse do beneficio pessoal. A missão não serve para nada senão currículo à custa da morte de tantos outros.

O que eu acho que seria correcto? Recusarem participar na missão e baterem o pé aos políticos, deixarem de ser mercantilistas.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 18, 2018, 11:01:17 am
Tu já viste a quantidade de material que foi adquirido por causa desta missão? E não é só isso, mas o treino, experiências reais que vão ser obtidas, a reputação das nossas tropas, tudo isso sofre uma melhoria significativa. Ou tu achas que os Chineses/Franceses/Belgas/etc costumam fazer reportagens acerca das Forças Armadas Portuguesas?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 18, 2018, 11:55:57 am
O que eu acho que seria correcto? Recusarem participar na missão e baterem o pé aos políticos, deixarem de ser mercantilistas.

Recusar uma missão é sinal de revolta contra o poder político e que não reconhecem autoridade ao governo, democraticamente eleito, já não estamos no 25 de Abril. Umas Forças Armadas democráticas obedecem ao poder político eleito, só se lhes exigirem cometer crimes tipo matar criancinhas é que se podem negar.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 18, 2018, 11:58:58 am
Óbvio que não podemos esperar milagres por parte de 150 elementos. Fazem o que podem dentro dos seus limites, isso não está em causa. O que eu me oponho é ao colaboracionismo por parte de Portugal com nações que têm interesses dos quais não vamos usufruir e estamos a obter um destaque que poderá resultar em futuros danos na nossa população. Por outro lado não estamos ajudar rigorosamente em nada a população local, por isso, se não é para melhorar, não vale a pena participar.

Quem decide isso é o poder político não são os militares, os militares não tem que saber todos os pormenores a nível de relações internacionais para decidir se cumprem ou não uma missão, os militares não tem que decidir, os militares executam a decisão tomanda pelo poder político. Os militares podem é dizer, mas para fazer isto preciso de X pessoas, y material, etc, mas cumprem, a não ser que seja cometer crimes, isso não podem cumprir.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 18, 2018, 12:17:49 pm
E isso das missões serem de foro voluntário, eu diria isso com uma pitada de sal, pois já houve casos de pessoal obrigado a ir.

Acham que quando o governo diz que vai enviar uma companhia de Comandos para o Afeganistão ou RCA que fazem alguma pesquisa no quartel para saber os desejos do soldados? Claro que não, os generais é que dizem, tenho estas unidades disponíveis, e apesar de poder existir alguma saída e entrada de elementos pois a força que se vai enviar não é igual à que está no quartel.

Um militar até pode conseguir trocar com outro, mas se muitos se negarem, imaginemos todos os Comandos se negarem a constituir uma companhia, a primeira coisa era o governo enviar outra força, Paras, fuzos, etc, e esses militares iam ter muitos problemas disciplinares, legais, etc.

Voces nos vossos trabalhos só fazem as partes que gostam e recusam as partes que não gostam? Ah ah ah
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Agosto 19, 2018, 08:42:12 pm
Acho piada ao medo latente de supostas repercussões que podem acontecer aos que negam participar numa missão militar de colaboracionismo. Ainda por cima com um sistema de justiça que tanto é criticado por cá.
Dá a sensação que se está a falar de um bando de meninos que tem medo de ser chamado ao sr General e levar umas reguadas por serem insurrectos.

É mais certo que fizessem cair ministros e mudassem o plano de Portugal do foro internacional, do que algum menino fosse condenado.

Quanto ao material adquirido e suposta "obtenção de conhecimentos", há mais marés que marinheiros, portanto é sempre possível reutilizar em missões com carácter mais útil.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 19, 2018, 09:50:31 pm
A mim parece-me é que o Camuflage não percebe nada do que é ser um militar.

Não é medo de reguadas do senhor general pois isto não é a escolinha, os militares têm que estar sientes que insubordinação está contemplado no código de justiça militar que tem consequências penais.

Um militar deve obedecer aos seus superiores e cumprir as missões que lhe são atribuídas. Se é só para fazer o que lhe apetece e quando lhe apetece o melhor é deixar de ser militar.

Acha que um grupo de soldados fazer com que não vão para uma missão internacional muda alguma coisa na política internacional de um país? Acho isso de uma ingenuidade gritante, no fim acabava por ir a GNR e pronto.

O governo tem muitas cartas no baralho para jogar.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Camuflage em Agosto 21, 2018, 10:59:02 pm
A mim parece-me é que o Camuflage não percebe nada do que é ser um militar.

Não é medo de reguadas do senhor general pois isto não é a escolinha, os militares têm que estar sientes que insubordinação está contemplado no código de justiça militar que tem consequências penais.

Um militar deve obedecer aos seus superiores e cumprir as missões que lhe são atribuídas. Se é só para fazer o que lhe apetece e quando lhe apetece o melhor é deixar de ser militar.

Acha que um grupo de soldados fazer com que não vão para uma missão internacional muda alguma coisa na política internacional de um país? Acho isso de uma ingenuidade gritante, no fim acabava por ir a GNR e pronto.

O governo tem muitas cartas no baralho para jogar.

A pensar assim nunca se irá muito longe, alias nem nenhuma revolução teria ocorrido.
A lei tem interpretação, não é estritamente aplicada, a insubordinação desde que justificada, pode não conceder qualquer pena, alias um advogado com experiência saberá tirar partido do assunto e basta envolver os media para a coisa correr mal para as outras partes.
Não vale a pena julgar-me por ter pensamento livre, mas sim reflectir porque continuam a subjugar-se ao pensamento medieval do tem que ser, o morrer em vão e dar o corpo por algo que não estão a defender, quando estamos no século XXI.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 22, 2018, 01:14:59 am
Temos opiniões diferentes e pronto.

Vou ficar à espera que isso do colaboracionismo e insubordinação dê nas notícias.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 22, 2018, 10:27:50 am
A mim parece-me é que o Camuflage não percebe nada do que é ser um militar.

Não é medo de reguadas do senhor general pois isto não é a escolinha, os militares têm que estar sientes que insubordinação está contemplado no código de justiça militar que tem consequências penais.

Um militar deve obedecer aos seus superiores e cumprir as missões que lhe são atribuídas. Se é só para fazer o que lhe apetece e quando lhe apetece o melhor é deixar de ser militar.

Acha que um grupo de soldados fazer com que não vão para uma missão internacional muda alguma coisa na política internacional de um país? Acho isso de uma ingenuidade gritante, no fim acabava por ir a GNR e pronto.

O governo tem muitas cartas no baralho para jogar.

A pensar assim nunca se irá muito longe, alias nem nenhuma revolução teria ocorrido.
A lei tem interpretação, não é estritamente aplicada, a insubordinação desde que justificada, pode não conceder qualquer pena, alias um advogado com experiência saberá tirar partido do assunto e basta envolver os media para a coisa correr mal para as outras partes.
Não vale a pena julgar-me por ter pensamento livre, mas sim reflectir porque continuam a subjugar-se ao pensamento medieval do tem que ser, o morrer em vão e dar o corpo por algo que não estão a defender, quando estamos no século XXI.

Parafraseando alguém que sabe um pouco mais disto do que eu ou tu:

Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Aristóteles, 384-322 a.C.  - Política. [S.l.] : Vega, 1998. 664 p. . ISBN 972-699-561-2

Ou então algo bastante mais simples, um tipo com 18/20 anos dá-se como voluntário para uma Tropa Especial, tem o sangue na guelra e quer ser operacional. Das duas uma, ou vai para uma missão num TO muito complicado, mas onde pode fazer a diferença, ou então fica em Portugal a capinar na unidade e a fazer trabalho que não devia ser o seu (ajudar no combate aos fogos florestais). Eu sei muito bem para onde queria ir! Se a missão na RCA não presta para ti, então qual é que presta?! Eles estão a defender a estabilização de um país onde se mata e morre por cêntimos! Entre uma RCA e um Iraque, penso que faz muito mais sentido irmos para a RCA.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 24, 2018, 04:08:50 pm
Quem não tem tropas/armamento oferece mais um general...

7. Foi aprovada a deliberação que propõe a Sua Excelência o Presidente da República, após proposta do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, a nomeação do Major-general Marco António Mendes Paulino Serronha para o cargo de Deputy Force Commander da United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic (MINUSCA).

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc21/governo/comunicado-de-conselho-de-ministros?i=223


Militar do Exército Português no comando da MINUSCA
24-08-2018   12:00   PARTILHAR
O Major-General Marco Serronha foi proposto pelo Governo Português para o cargo de 2º Comandante da Missão das Nações Unidas na RCA

​O Major-General Marco António Mendes Paulino Serronha, do Exército, foi proposto ontem, 23 de agosto, pelo Governo Português, para assumir o cargo de 2º Comandante da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA).

A missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Centro-Africana (RCA) iniciou-se em 15 de setembro de 2014 com o mandato para a proteção dos civis, promoção dos direitos humanos, desarmamento, desmobilização, reintegração e repatriação.

Portugal participa na MINUSCA desde o início de 2017, com uma Força Nacional Destacada composta por cerca de 160 militares, na sua quase totalidade do Exército, a quem foi atribuída a missão de Força de Reação Rápida (Quick Reaction Force), executando, a partir da capital, Bangui, missões atribuídas pelo Comandante Militar da MINUSCA em qualquer região da Área de Operações, como contributo para a estabilização da segurança e controlo do território da RCA por parte da Autoridade do Estado.

A seleção, por parte das Nações Unidas, do Major-General Marco Serronha, atual 2º Comandante das Forças Terrestres, e a sua consequente nomeação para este cargo, constitui, uma vez mais, o reconhecimento implícito da ONU do extraordinário desempenho e significativo contributo dos militares portugueses para o sucesso da sua missão na RCA.

http://www.exercito.pt/pt/informa%C3%A7%C3%A3o-p%C3%BAblica/not%C3%ADcias/643
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Agosto 29, 2018, 03:54:04 pm
https://www.janes.com/article/82636/car-russia-military-agreement-increases-prospects-for-militia-unity-and-associated-civil-war-risk-in-six-month-outlook

CAR-Russia military agreement increases prospects for militia unity and associated civil war risk in six-month outlook

Key Points
-Militia groups in CAR are likely to become more willing to join forces and establish a united front against government troops following Russia's military agreement with CAR, increasing associated risk of escalation to all-out civil war, impacting on the capital, Bangui.
-Declaration of a formal ex-Séléka militia alliance and co-operation with anti-Balaka groups already opposed to the government would be strong indicators of rapidly rising civil war risk.
-UN and foreign organisations' assets and staff face continued severe risk of deliberate opportunistic targeting by non-state armed groups for looting and theft, as well as collateral damage from fighting, including in Bangui.


Vai sobrar para a ONU e para nós... É bom que se elaborem planos de contingência para reforçar rapidamente unidades no terreno, caso seja necessário.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: sivispacem em Agosto 29, 2018, 06:25:53 pm
https://www.janes.com/article/82636/car-russia-military-agreement-increases-prospects-for-militia-unity-and-associated-civil-war-risk-in-six-month-outlook

CAR-Russia military agreement increases prospects for militia unity and associated civil war risk in six-month outlook

Key Points
-Militia groups in CAR are likely to become more willing to join forces and establish a united front against government troops following Russia's military agreement with CAR, increasing associated risk of escalation to all-out civil war, impacting on the capital, Bangui.
-Declaration of a formal ex-Séléka militia alliance and co-operation with anti-Balaka groups already opposed to the government would be strong indicators of rapidly rising civil war risk.
-UN and foreign organisations' assets and staff face continued severe risk of deliberate opportunistic targeting by non-state armed groups for looting and theft, as well as collateral damage from fighting, including in Bangui.


Vai sobrar para a ONU e para nós... É bom que se elaborem planos de contingência para reforçar rapidamente unidades no terreno, caso seja necessário.

Pois.

Se calhar Portugal podia preventivamente posicionar algumas tropas em S. Tomé e Príncipe - assim uns 2 C130 + 2 C295, um Navpol e uns 4 EH101 CSAR e assim poder intervir (reforçar dispositivo ou mesmo evacuá-lo em caso de necessidade)....
Ah, espera.... só dava para os C295???

:(
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Agosto 29, 2018, 06:43:51 pm
https://www.janes.com/article/82636/car-russia-military-agreement-increases-prospects-for-militia-unity-and-associated-civil-war-risk-in-six-month-outlook

CAR-Russia military agreement increases prospects for militia unity and associated civil war risk in six-month outlook

Key Points
-Militia groups in CAR are likely to become more willing to join forces and establish a united front against government troops following Russia's military agreement with CAR, increasing associated risk of escalation to all-out civil war, impacting on the capital, Bangui.
-Declaration of a formal ex-Séléka militia alliance and co-operation with anti-Balaka groups already opposed to the government would be strong indicators of rapidly rising civil war risk.
-UN and foreign organisations' assets and staff face continued severe risk of deliberate opportunistic targeting by non-state armed groups for looting and theft, as well as collateral damage from fighting, including in Bangui.


Vai sobrar para a ONU e para nós... É bom que se elaborem planos de contingência para reforçar rapidamente unidades no terreno, caso seja necessário.

Pois.

Se calhar Portugal podia preventivamente posicionar algumas tropas em S. Tomé e Príncipe - assim uns 2 C130 + 2 C295, um Navpol e uns 4 EH101 CSAR e assim poder intervir (reforçar dispositivo ou mesmo evacuá-lo em caso de necessidade)....
Ah, espera.... só dava para os C295???

:(

Será que ninguém está a ver que se aproxima e a passos largos, o inicio de uma guerra civil !!!

É bom que o (des)governo Nacional prepare planos de contingência, e arranje meios de evacuação para os nossos Militares em devido tempo!

Não nos podemos nem devemos envolver em quezílias/lutas internas pelo poder na RCA. Quando a guerra a sério eclodir, se as nossas tropas estiverem no terreno, e, nada estiver planeado e organizado, não só vai ser muito complicado extrairmos o nosso pessoal, como vai ser ainda mais complicado tirar de lá o nosso material rolante.... bem podemos dizer adeus aos seis Pandur e não só, que para lá enviamos, mas isso das viaturas é o menos importante, é o que eu acho !!

Mas preocupo-me para quê???
Temos meios navais e aéreos suficientes e adequados para retirar de lá o nosso pessoal portanto, non pasa nada !!

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: NVF em Agosto 29, 2018, 08:28:04 pm
Porquê S. Tomé se temos a Guiné Equatorial que, supostamente, é membro oficial da CPLP? Fica mais perto e no continente propriamente dito e com as devidas autorizações dos países vizinhos (Camarões, Gabão, etc) podia organizar-se facilmente uma coluna terrestre de socorro e evacuação -- dadas as distâncias envolvidas e as condições das estradas/caminhos é viagem para uma semana, ou mais. Um destacamento de 4 Vipers devia dar para assustar quem tivesse segundas ideias. Os 4 Merlin CSAR também davam jeito, mas não deve haver tripulações suficientes para enviar dois sequer. Concordo com os dois Hercules e os dois C-295 e até um P-3.

Esperemos que haja planos de contingência e que o titular do MDN não seja envolvido de forma alguma, sob pena de lixar tudo com um F dos grandes. As forças da ONU no terreno têm certamente planos de emergência que passam, de certeza, por manter o controlo dos aeroportos.

Se fosse eu, uma Força de Fuzileiros já estaria a ser preparada para embarcar a bordo de fragatas e NPO's, um navio de carga já estaria a ser fretado e a preparar-se o respectivo carregamento com Pandurs, camiões, HUMVV's e afins. Os F-16's, Merlins e aviões de transporte estariam em estado de alerta e uma companhia de comandos composta por militares com experiência prévia no terreno estaria pronta a embarcar nos aviões de transporte. A companhia de páras em preparação para o próximo contingente seria a força de reserva para uma eventual operação aero-transportada.

Enfim, esperemos que nada disto seja necessário e que haja visão e bom senso por parte do PR, do PM e das chefias militares (sim, eu sei que é pedir muito).
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Agosto 29, 2018, 10:50:30 pm
Lá vamos, uma vez mais depender de terceiros para extrair do terreno os nossos efectivos !

É mais do mesmo somos uma Nação que não tem meios materiais e humanos para desencadear uma operação de resgate para 150 pessoas, é mesmo muito triste é o estado de limitação operacional que as nossas FFAA chegaram !!

O objectivo a que os nossos políticos se comprometeram de destruir as nossas FFAA está prestes a ser conseguido, esta situação é mais uma prova dessa vontade !!

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Agosto 29, 2018, 11:03:06 pm
Porquê S. Tomé se temos a Guiné Equatorial que, supostamente, é membro oficial da CPLP? Fica mais perto e no continente propriamente dito e com as devidas autorizações dos países vizinhos (Camarões, Gabão, etc) podia organizar-se facilmente uma coluna terrestre de socorro e evacuação -- dadas as distâncias envolvidas e as condições das estradas/caminhos é viagem para uma semana, ou mais. Um destacamento de 4 Vipers devia dar para assustar quem tivesse segundas ideias. Os 4 Merlin CSAR também davam jeito, mas não deve haver tripulações suficientes para enviar dois sequer. Concordo com os dois Hercules e os dois C-295 e até um P-3.

Esperemos que haja planos de contingência e que o titular do MDN não seja envolvido de forma alguma, sob pena de lixar tudo com um F dos grandes. As forças da ONU no terreno têm certamente planos de emergência que passam, de certeza, por manter o controlo dos aeroportos.

Se fosse eu, uma Força de Fuzileiros já estaria a ser preparada para embarcar a bordo de fragatas e NPO's, um navio de carga já estaria a ser fretado e a preparar-se o respectivo carregamento com Pandurs, camiões, HUMVV's e afins. Os F-16's, Merlins e aviões de transporte estariam em estado de alerta e uma companhia de comandos composta por militares com experiência prévia no terreno estaria pronta a embarcar nos aviões de transporte. A companhia de páras em preparação para o próximo contingente seria a força de reserva para uma eventual operação aero-transportada.

Enfim, esperemos que nada disto seja necessário e que haja visão e bom senso por parte do PR, do PM e das chefias militares (sim, eu sei que é pedir muito).

NVF a realidade é só uma não tens capacidade militar de extrair a companhia de paras da RCA essa é a dura verdade, o resto é conversa para boi dormir !!!

Uma vez mais a incompetência das chefias militares e civis se revelou quando ninguém pensou sequer em que se algo corresse mal qual era o nosso sistema de forças que tínhamos disponível para em caso de emergência, socorrer a companhia destacada !

É que isto de depender sempre de terceiros via acabar por um dia correr mal para o nosso lado, é muito bonito...... isto de dizer que temos duas, três, quatro centenas de efectivos aqui, ali e acolá, é muito bonito e fica muito bem, dá muita panache e cagança a quem faz essas comissões, mas temos meios logísticos e de combate para os apoiar e socorrer em caso de necessidade ??

NÃO, NÃO TEMOS, POR ISSO ESQUEÇAM ESSAS MERDAS DE MISSÕES PARA FND, POIS NÃO TEMOS ONDE CAIR MORTOS MEUS SENHORES É A DURA E TRISTE REALIDADE !!!

Que continuemos com as cativações e promessas vãs de compras de equipamentos, dos VBL's, dos sistemas de misseis AA, da compra da puta da substituta da G3, dos Patrulhas oceânicos, e suas peças do Yamato, do bendito NPL, da horda de helis ligeiros, dos upgrades das muitas Fragatas que possuimos, do aparelhamento dos sofisticadíssimos classe Tejo, do recompletamento dos efectivos em falta nos três ramos das FFAA, nada destas situações está em vias de resolução, pois os nossos Irresponsáveis políticos o que fazem é empurrar a resolução dos problemas e das limitações das FFAA, com a barriga, só possivel com a conivência dos Generalzecos de gabinete !!

Abraços eu acredito no que vejo e não na papagueação a que os políticos nos sujeitam !!!
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Agosto 29, 2018, 11:04:17 pm
Calma gente!

Ainda agora a rendição chegou e já os querem tirar de lá?

O exército Português é uma instituição com centenas de anos! A capacidade aparece quando é realmente necessária! Temos visto isso na última vintena de anos!

Se houver realmente necessidade de uma retirada, ela acontecerá.

Agora podemos extrapolar o "cenário ideal" para algo semelhante! Obviamente que em caso emergente, as viaturas seriam abandonadas e o nosso pessoal retirado por via aérea (sim, ainda temos capacidade actual para o fazer com o que resta dos C-130 e em ultima caso os C295.) Mas não tou a ver um cenário no tipo de guerra actual em que isso tenha que acontecer. Não se esqueçam que ainda anda por lá um grande player da NATO (França) com cerca de 300 homens! E como tal toda a envolvência necessária para recuperar a logistica e pessoal deles poderia ser utilizada para retirar também o nosso material/pessoal.

Agora enviar F-16, merlins, fragatas (não se esqueçam que a RCA está a quase 1500km do mar) etc para mim é completamente ilógico..
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Agosto 29, 2018, 11:29:35 pm
Calma gente!

Ainda agora a rendição chegou e já os querem tirar de lá?

O exército Português é uma instituição com centenas de anos! A capacidade aparece quando é realmente necessária! Temos visto isso na última vintena de anos!

Se houver realmente necessidade de uma retirada, ela acontecerá.

Agora podemos extrapolar o "cenário ideal" para algo semelhante! Obviamente que em caso emergente, as viaturas seriam abandonadas e o nosso pessoal retirado por via aérea (sim, ainda temos capacidade actual para o fazer com o que resta dos C-130 e em ultima caso os C295.) Mas não tou a ver um cenário no tipo de guerra actual em que isso tenha que acontecer. Não se esqueçam que ainda anda por lá um grande player da NATO (França) com cerca de 300 homens! E como tal toda a envolvência necessária para recuperar a logistica e pessoal deles poderia ser utilizada para retirar também o nosso material/pessoal.

Agora enviar F-16, merlins, fragatas (não se esqueçam que a RCA está a quase 1500km do mar) etc para mim é completamente ilógico..

Assim que as situações de combate se começarem a generalizar é cada força por si, uma coisa é um combate convencional outra são grupos armadas dispersos pelo território da RCA, as forças destacadas nem tempo vão ter para ocorrer ás situações de emergência, o objectivo cada força de vai ser sair dali ASAP. A França se tiver meios, extrai os seus efectivos e os seus nacionais ........depois, só depois pensará nos outros, mas, como sempre, vamos cair no mesmo, há sempre alguém para nos ajudar até um dia, e depois, bem mas........ palavras para quê pois como dizes, há sempre quem sabe que fazer, e a instituição militar há-de saber o que fazer qual Churchill durante a retirada de Dunkerque........, coitada da instituição militar, que depauperada como está não consegue mobilizar três batalhões de Infantaria !!!!!!  :down: :down:
Mas tudo bem, contamos com a ajuda da Nossa Senhora, e tudo vai correr bem !!

Quanto aos 1500 kms do mar é que não entendo, então a força de extracção tem de vir directamente do mar ??? Porquê ??
Não será melhor montar uma base logística mais perto para apoiar as operações no terreno ???
Digo eu, mas eu não percebo nada disto apenas mando uns papos nada mais !

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Agosto 30, 2018, 12:15:47 am
Viva Tenente,

referia-me a esta frase do camarada NVP.

Citar
Se fosse eu, uma Força de Fuzileiros já estaria a ser preparada para embarcar a bordo de fragatas e NPO's, um navio de carga já estaria a ser fretado e a preparar-se o respectivo carregamento com Pandurs, camiões, HUMVV's e afins.

De resto, que nunca seja preciso tal acção e que nunca passe de cenários parvalhões desenhados por velhotes já com caruncho como nós (pelo menos como eu  ;) ).

Continuação
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Agosto 30, 2018, 12:48:45 am
A MINUSCA é uma força de cerca de 10.000 militares, enquanto ela estiver operacional, mesmo que retire, será feito de um modo organizado e de toda a força, o pior cenário que é se a MINUSCA se desagregar e for cada um por si, ai também não vejo grande utilidade à Força Naval devido à distância, nesse caso deveríamos manter o controlo do aeroporto com as forças da ONU que ainda sobrarem para retirar as forças, o resto do país é dispensável, para retirar as viaturas o ideal seria da mesma maneira que entraram, com um Antonov, mas pode demorar tempo a fretar o meio, numa emergência podemos não nos dar ao luxo desse tempo, ai penso que pedirmos a um aliado aviões A400M ou C-17, no pior cenário em que nem isso seja possível, é destruir as viaturas para não ficarem em mãos erradas.

A única força que podemos enviar de reforço em tempo útil é a FRI (Força de Reacção Imediata) que (no caso da RCA excluo os navios) normalmente é composta por 2 aviões C-130, uma Task Unit de OE, uma Companhia de Páras ou Comandos e uma Companhia de Fuzileiros (que também podem ser transportados por via aérea), posto de comando, equipa médica, etc. Em caso de necessidade esses militares seriam usados no reforço do controlo do aeroporto.

Outra ideia em caso de emergência e de não se conseguir segurar o aeroporto talvez fosse toda nossa FND se movimentar para fora da RCA pelos seus próprios meios, para o local seguro mais próximo, talvez algum sitio onde estejam os Franceses naqueles países vizinhos, e a partir daí, de uma maneira organizada, extrair a força por via marítima e/ou aérea.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitan em Agosto 30, 2018, 09:35:13 am
A MINUSCA é uma força de cerca de 10.000 militares, enquanto ela estiver operacional, mesmo que retire, será feito de um modo organizado e de toda a força, o pior cenário que é se a MINUSCA se desagregar e for cada um por si, ai também não vejo grande utilidade à Força Naval devido à distância, nesse caso deveríamos manter o controlo do aeroporto com as forças da ONU que ainda sobrarem para retirar as forças, o resto do país é dispensável, para retirar as viaturas o ideal seria da mesma maneira que entraram, com um Antonov, mas pode demorar tempo a fretar o meio, numa emergência podemos não nos dar ao luxo desse tempo, ai penso que pedirmos a um aliado aviões A400M ou C-17, no pior cenário em que nem isso seja possível, é destruir as viaturas para não ficarem em mãos erradas.

A única força que podemos enviar de reforço em tempo útil é a FRI (Força de Reacção Imediata) que (no caso da RCA excluo os navios) normalmente é composta por 2 aviões C-130, uma Task Unit de OE, uma Companhia de Páras ou Comandos e uma Companhia de Fuzileiros (que também podem ser transportados por via aérea), posto de comando, equipa médica, etc. Em caso de necessidade esses militares seriam usados no reforço do controlo do aeroporto.

Outra ideia em caso de emergência e de não se conseguir segurar o aeroporto talvez fosse toda nossa FND se movimentar para fora da RCA pelos seus próprios meios, para o local seguro mais próximo, talvez algum sitio onde estejam os Franceses naqueles países vizinhos, e a partir daí, de uma maneira organizada, extrair a força por via marítima e/ou aérea.

A verdade é que a capacidade efectiva de combate da MINUSCA é muito baixa. Por alguma razão uma força de 150 militares portugueses tem tido tanto impacto e é chamada para tudo e mais alguma coisa. Os egipcios, paquistaneses e bangladeshis (cada um com mais de 1000 efectivos) não têm impacto quase nenhum na estabilização da situação. Estas missões da ONU no papel parecem sempre muito melhor do que são na realidade. Ou estão a ver os militares do Ruanda, Gabão ou Burundi a contribuirem eficazmente numa guerra civil, se eles até nesta fase não têm capacidade efectiva de combate?

O grande problema é se a guerra civil estala quando tivermos as nossas forças dispersas e as vias de comunicação forem cortadas por vários grupos. É que manter um aeroporto é mais ou menos pacífico com uma força de 150 homens, mas e quando tens boa parte dos homens espalhados por um país do tamanho do Afeganistão? Temos planos de contingência para tirar o pessoal de lá se tiver por exemplo, metade do pessoal em Bambari e outra metade em Bangui? E se os rebeldes, por obra do espírito santo, obtiverem manpads e não for possível extracção por via aérea?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: LM em Agosto 30, 2018, 02:14:19 pm
Uma coisa é capacidade operacional que as restantes forças de "quadricula" da ONU demonstram no "dia-a-dia" - outra coisa é os 3000 "egipcios, paquistaneses e bangladeshis" serem "apertados" por ataques directos às bases... também é preciso capacidade operacional do "outro lado" para obrigar a uma retirada +- precipitada de 10.000 homens.

E nestas coisa há sempre um escalar da situação - e aí a companhia tem de se manter junta, as várias unidades ONU serem mais concentradas, etc.

Agora mais ataques, uma maior capacidade tipo guerrilha isso é um cenário muito possível - e duvido que as forças ONU tenham unhas para esse tipo de guitarra.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: raphael em Agosto 30, 2018, 03:06:41 pm
Na Somália quem é que foi resgatar os americanos que estavam para lá enterrados até ao pescoço com as tribos locais?  Uma versão hardcore e real  do "Blackhawk Down".
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Crypter em Agosto 30, 2018, 11:34:34 pm
Citar
Paraquedista ferido em acidente na República Centro-Africana

Um soldado Paraquedista, do Exército Português, sofreu hoje um acidente na República Centro-Africana, no seguimento da libertação acidental de uma peça do carregador da arma, que atingiu o militar no olho esquerdo.

O militar já falou com a sua família.

O militar está em observação permanente por parte da equipa médica da Força, regressando manhã ao final da noite a Portugal em voo militar da Força Aérea Portuguesa, para recuperar de todas as suas capacidades visuais.

Fazemos votos de rápidas melhoras para o nosso militar!

Mais em: https://www.emgfa.pt/pt/noticias/1255
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: tenente em Agosto 30, 2018, 11:40:35 pm
Na Somália quem é que foi resgatar os americanos que estavam para lá enterrados até ao pescoço com as tribos locais?  Uma versão hardcore e real  do "Blackhawk Down".

pois, pois....... filmes e nada mais, a realidade é dura e crua e os projecteis são letais !!!!!

Abraços
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: asalves em Agosto 31, 2018, 09:25:47 am
Citar
Paraquedista ferido em acidente na República Centro-Africana

Um soldado Paraquedista, do Exército Português, sofreu hoje um acidente na República Centro-Africana, no seguimento da libertação acidental de uma peça do carregador da arma, que atingiu o militar no olho esquerdo.

O militar já falou com a sua família.

O militar está em observação permanente por parte da equipa médica da Força, regressando manhã ao final da noite a Portugal em voo militar da Força Aérea Portuguesa, para recuperar de todas as suas capacidades visuais.

Fazemos votos de rápidas melhoras para o nosso militar!

Mais em: https://www.emgfa.pt/pt/noticias/1255

Sem perceber nada disto e sem perceber exactamente o que aconteceu, não terá isto acontecido por os paras não estarem "habituados" a G3?
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Luso em Agosto 31, 2018, 09:45:37 am
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Paraquedista ferido em acidente na República Centro-Africana

Um soldado Paraquedista, do Exército Português, sofreu hoje um acidente na República Centro-Africana, no seguimento da libertação acidental de uma peça do carregador da arma, que atingiu o militar no olho esquerdo.

O militar já falou com a sua família.

O militar está em observação permanente por parte da equipa médica da Força, regressando manhã ao final da noite a Portugal em voo militar da Força Aérea Portuguesa, para recuperar de todas as suas capacidades visuais.

Fazemos votos de rápidas melhoras para o nosso militar!

Mais em: https://www.emgfa.pt/pt/noticias/1255

Sem perceber nada disto e sem perceber exactamente o que aconteceu, não terá isto acontecido por os paras não estarem "habituados" a G3?

Acidentes estúpidos acontecem. E a qualquer um.
Mas, caramba, as únicas peças que estou a ver que possam ser projectada com facilidade são a base do carregador e a mola com a sua base que tem o "botãozinho".
Estou a ver o militar a deslizar a tampa do carregador e a mola a sair disparada. Parece-me uma coisa tão básica que não é preciso treino especial para lidar com isso.
Para mim foi distração e o acidente estúpido que pode acontecer a qualquer por distração ou simples e comum aselhice.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Portucale em Setembro 01, 2018, 11:02:51 am
Os acidentes e incidentes acontecem a todos os que fazem independentemente da especialidade, aliás creio que a arma de instrução inicial dos paraquedistas é a G3.

Quanto á realidade na RCA ela é simples, o ‘governo’ controla a capital e pouco mais, o restante território está nas mãos de uma dúzia de grupos.
A missão das Nações Unidades tenta estabelecer pontes para unir o país.

O fortalecimento de alguns de estes grupos pode levar a um aumento da violência no terreno, caso isso aconteça dois ‘players’ terão de agir;
A)   A força das Nações Unidas irá passar a uma posição meramente defensiva na área dos seus aquartelamentos mantendo uma posição mais forte na capital, onde o nosso contingente está baseado.
B)   Dependendo do interesse da França esta irá atuar em conformidade, como fez com a operação Sangaris em 2013, foi reforçando o seu contingente e quando a situação entrou em rotura passou de 600 militares para 1200 em 24Horas, aumentando posteriormente os meios e o efetivo até a situação acalmar.

Portugal neste caso pode, ou não, colaborar ativamente com essa força Francesa, e para isso para além da FND temos a FRI disponível.

Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Setembro 01, 2018, 12:33:45 pm
Já é certo que foi um acidente com G-3 ou o pessoal só está a supor? É que eles têm outras armas, MG-3, Browning, etc.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Setembro 01, 2018, 12:36:48 pm
Reportagem sobre a FND dos Comandos na RCA, onde também estiveram militares que fizeram o curso 127 onde morreram dois militares em instrução.

https://sicnoticias.sapo.pt/programas/reportagemsic/2018-08-30-Comandos-127---1.-parte-1
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: ACADO em Setembro 02, 2018, 08:30:38 am
(https://scontent.flis8-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/40644797_1072497416252534_306360691533545472_o.jpg?_nc_cat=0&oh=abd6d67f4aa09746c0805e614371fa1b&oe=5C391A2F)

Reportagem sobre o aprontamento da 4ª Força Nacional Destacada para a RCA:

http://warriors.pt/revistas/no-25-aprontamento-do-2obipara-para-a-missao-na-republica-centro-africana/ (http://warriors.pt/revistas/no-25-aprontamento-do-2obipara-para-a-missao-na-republica-centro-africana/)

Link para Download gratuito:
http://warriors.pt/wp-content/uploads/2018/09/Revista-Warriors-n%C2%BA25-Aprontamento-4%C2%AA-FND-RCA.pdf (http://warriors.pt/wp-content/uploads/2018/09/Revista-Warriors-n%C2%BA25-Aprontamento-4%C2%AA-FND-RCA.pdf)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 02, 2018, 06:07:23 pm
Força portuguesa realiza ação de ajuda humanitária na República Centro-Africana


Três dezenas de paraquedistas portugueses, que integram a 3.ª Força Nacional Destacada na República Centro-Africana, realizaram uma operação de ajuda humanitária na passada sexta-feira, na aldeia de Mingala, aldeia a 500 quilómetros da capital, Bangui.

Em comunicado hoje divulgado, o Estado Maior General das Forças Armadas refere que a ação na aldeia, solicitada pelas Nações Unidas, teve como "principal objetivo avaliar e recolher elementos de informação para posterior análise e determinação das mortes na região e fornecer medicamentos de emergência para salvar vidas".

Na aldeia de Mingala, "acessível apenas pelo meio da selva", tem-se registado "um número indeterminado de mortos, principalmente de crianças, por causas desconhecidas".

Face ao perigo de grupos armados na região, os militares portugueses asseguraram "as operações de reconhecimento das zonas de aterragem, a segurança da área, bem como a escolta e a proteção próxima do grupo de especialistas civis das Nações Unidas e dos elementos de várias agências humanitárias em missão na República Centro-Africana".

A 3.ª Força Nacional Destacada na capital da República Centro-Africana, Bangui, realizou, desde março, mais de meio milhar de missões, entre as quais patrulhas motorizadas, escoltas e operações de defesa e controlo de terreno ou infraestruturas chave.

Na maioria, os grupos armados na República Centro-Africana desenvolvem ações criminais para reunirem dinheiro, como raptos (de governantes locais e membros de organizações não-governamentais), extorsões, furto de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

Os rebeldes realizam também ações de bloqueio de vias de comunicação, para impedir a ajuda humanitária, e recorrem também ao tráfico de diamantes e ouro.

A República Centro-Africana caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do Presidente François Bozizé, por vários grupos juntos na Séléka (coligação, na língua local), de maioria islâmica.

Depois, um grupo de milícias cristãs (anti-balaka) opuseram-se aos vencedores, desencadeando uma guerra civil ainda por terminar.

O Governo do Presidente Faustin Touadera, antigo primeiro-ministro e vencedor das eleições presidenciais de 2016, controla apenas um quinto do território.

A missão da ONU está no país desde 2014 e Portugal enviou três forças nacionais.


:arrow: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/forca-portuguesa-realiza-acao-de-ajuda-humanitaria-na-republica-centro-africana
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: Lightning em Setembro 06, 2018, 08:44:40 pm
OS PÁRAS EM COMBATE NA RCA, A OPERAÇÃO “SUKULA”

«…Os elementos dos grupos armados tinham posições de tiro ao longo do enfiamento da rua e lateralmente. Disparavam e deslocavam-se para outras posições utilizado os labirintos existentes entre as habitações…lançavam granadas dos telhados… …mal a nossa primeira viatura entrou na rua foi alvejada, respondemos de imediato…». Neste artigo vamos tentar dar uma ideia aos nossos leitores do que foi uma das acções de combate dos paraquedistas da 3.ª Força Nacional Destacada (Conjunta) na MINUSCA em Bangui, a Operação “Sukula”.

http://www.operacional.pt/os-paras-em-combate-na-rca-a-operacao-sukula/

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2018/09/1-Os-Paras-em-combate-GOPR3731.jpg)
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: asalves em Setembro 07, 2018, 10:02:55 am
OS PÁRAS EM COMBATE NA RCA, A OPERAÇÃO “SUKULA”

«…Os elementos dos grupos armados tinham posições de tiro ao longo do enfiamento da rua e lateralmente. Disparavam e deslocavam-se para outras posições utilizado os labirintos existentes entre as habitações…lançavam granadas dos telhados… …mal a nossa primeira viatura entrou na rua foi alvejada, respondemos de imediato…». Neste artigo vamos tentar dar uma ideia aos nossos leitores do que foi uma das acções de combate dos paraquedistas da 3.ª Força Nacional Destacada (Conjunta) na MINUSCA em Bangui, a Operação “Sukula”.

http://www.operacional.pt/os-paras-em-combate-na-rca-a-operacao-sukula/

(http://www.operacional.pt/wp-content/uploads/2018/09/1-Os-Paras-em-combate-GOPR3731.jpg)

Claramente se nota a insuficiência de meios na RCA, entre a 1ª FND e a 3ª FND nota-se bem como as missões mudaram, é de esperar que os GA venham a reforçar-se e com o tempo venham a ter mais experiência e treino.

Ou abandonamos aquilo ou temos de dar as melhores condições aos nossos Homens.

PS: próxima vez que algum deputado lá aparecesse era manda-lo para dentro de um HMMWV no meio de um bairro com RPG's, no dia a seguir havia blindados de certeza.
Título: Re: Missão militar portuguesa na RCA
Enviado por: nelson38899 em Setembro 07, 2018, 10:27:59 am
Que Blindados, era mesmo os leopard.