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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Mundo => Tópico iniciado por: Viajante em Junho 21, 2016, 12:17:05 am

Título: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Junho 21, 2016, 12:17:05 am
Foi actualizada a lista dos 500 supercomputadores do mundo inteiro. E sem surpresas, a China continua a monopolizar a lista (já desde 2010). Começou com o Tianhe-1 a liderar a partir de 2010 e em Junho de 2013 foi suplantado pelo Tianhe-2 até agora. Agora nasceu o Sunway TaihuLight que é só 3 vezes mais rápido que o 2º supercomputador, ao resolver 93 mil biliões de cálculos por segundo!!!!! Em comparação, supostamente o supercomputador português mais rápido, encontra-se em Coimbra e consegue processar 72 Teraflop/s em oposição a 93 014,6....... ou então ao velhinho Deep Blue, que em 1997 venceu o campeão do mundo de xadrez Garry Kasparov e “só” conseguia realizar 200 milhões de operações por segundo (processamento de 0,011 Teraflop/S)!!!!!!

A China tem pelo menos 8 Centros de Supercomputação. Só o National Super Computer Center em Guangzhou, controlado pela National University of Defense Technology (Universidade do Ministério da Defesa), tem mais de 33.000 pessoas, entre alunos, professores e investigadores.

O novo nº 1 da supercomputação, tem uma particularidade, é que pela 1ª vez a China tem um supercomputador recorrendo apenas a material informático feito na China!

O Centro de Dados da NSA (UTAH Data Center), custou 1,5 mil milhões de dólares a construír, consegue "escutar" dados intercontinentais em tempo real, mas a real capacidade do sistema é desconhecida! O UTAH Data Center corre os seguintes sistemas: XKeyscore, PRISM, ECHELON, Carnivore, DISHFIRE, STONEGHOST, Tempora, Frenchelon, Fairview, MYSTIC, DCSN, Boundless, Informant, BULLRUN, PINWALE, Stingray.

TOP 10 dos Supercomputadores:
1º Sunway TaihuLight (National Supercomputing Center em Wuxi) – China (93.014,6 Teraflop/s)
2º Tianhe-2 (National Super Computer Center em Guangzhou) – China (33.862,7 Teraflop/s)
3º Titan (DOE/SC/Oak Ride National Laboratory) – EUA (17.590 Teraflop/s)
4º Sequoia (DOE/NNSA/LLNL) – EUA (17.173,2 Teraflop/s)
5º K Computer (Riken Advanced Institute for Computational Science) – Japão (10.510 Teraflop/s)
6º Mira (DOE/SC/Argonne National Laboratory) – EUA (8.586,6 Teraflop/s)
7º Trinity (DOE/NNSA/LANL/SNL) – EUA (8.100,9 Teraflop/s)
8º Piz Daint (Swiss National Supercomputing Centre) – Suiça (6.271 Teraflop/s)
9º Hazel Hen (HLRS - Höchstleistungsrechenzentrum Stuttgart) – Alemanha (5.640,2 Teraflop/s)
10º Shaheen II (King Abdullah University os Science and Technology) – Arábia Saudita (5.537 Teraflop/s)


Fontes:
http://pplware.sapo.pt/informacao/sunway-taihulight-novo-supercomputador-lider-do-top-500/#comment-1702486
http://www.top500.org/lists/2016/06/
http://supercomputer.pt/a-supercomputacao-em-coimbra/
https://en.wikipedia.org/wiki/Supercomputing_in_China
https://en.wikipedia.org/wiki/National_Supercomputer_Center_in_Guangzhou
https://en.wikipedia.org/wiki/Utah_Data_Center
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Maio 13, 2017, 02:46:40 pm
Europol: Ciberataque foi de "um nível sem precedentes"

O ciberataque lançado na sexta-feira contra vários países e organizações foi de "um nível sem precedentes", revelou hoje o gabinete europeu da Europol.

(http://thumbs.web.sapo.io/?epic=NDgxabRIf/xvRyxnHZ1yWmQPijCPMbkdZm2oRYUqk8No14fZ4HTu3bIT23QSnXdtJnaMrV4domaP1oMiR9aL7eHVOqUm2VzYxR6XISGdssoBk1s=&W=800&H=0&delay_optim=1)

“O ataque recente é de um nível sem precedentes e vai exigir uma investigação internacional complexa para identificar os culpados”, indica um comunicado do gabinete europeu de polícias Europol.

O Centro Europeu contra a Cibercriminalidade (EC3) “colabora com as unidades de cibercriminalidade dos países afetados e com os maiores parceiros industriais de forma a atenuar a ameaça e socorrer as vítimas”, acrescenta o comunicado.

O ataque informático de grandes dimensões à escala internacional atingiu principalmente empresas de telecomunicações e energia mas também a banca, segundo a multinacional de serviços tecnológicos Claranet.

Em Portugal, a empresa de energia EDP cortou os acessos à Internet da sua rede para prevenir eventuais ataques informáticos e garantiu que não foi registado qualquer problema, já a Portugal Telecom alertou os seus clientes para o vírus perigoso (‘malware’) a circular na Internet, pedindo aos utilizadores que tenham cautela na navegação na rede e na abertura de anexos no ‘email’.

A Polícia Judiciária está a acompanhar e a tentar perceber o alcance do ciberataque que tem como alvo empresas, segundo o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime da PJ.

No Reino Unido foram reportados importantes problemas informáticos em Hospitais do serviço nacional de saúde.

Em Espanha, a multinacional de telecomunicações Telefónica foi obrigada a desligar os computadores da sua sede em Madrid, depois de detetar um vírus informático que bloqueou alguns equipamentos.

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/europol-ciberataque-foi-de-um-nivel-sem-precedentes
https://pplware.sapo.pt/informacao/ataque-empresas-portuguesas-nao-so-afinal-aconteceu/

Nota: Secalhar já era tempo de se investir uma bocado mais em segurança e não confiar apenas no que algumas empresas privadas podem fazer (nada!) perante um ataque massivo destes!!!!! Era importante identificar a origem dos ataques.....
O impacto entre nós não foi maior, porque parece que o terroristas informáticos não contaram com o encerramento dos serviços públicos em dia de tolerância de ponto pela vinda do Papa! Secalhar é melhor começarem a prestar atenção onde é que estão instalados os maiores centros de dados do mundo e o que é que eles fazem..........
O que é irónico é que este ataque não teria ocorrido se os computadores com windows tivessem sido actualizados, principalmente com a release de Março, distribuída gratuítamente pela Microsoft!!!!!!!!!! E também se os utilizadores abrissem qualquer mail como fidedigno.........
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Maio 15, 2017, 09:40:54 am
Reproduzo um aviso difundido pelo Ministério da Educação, sobre o ataque de ransomware:

"Devido ao ataque de ransomware de sexta-feira passada que afetou mais de 200 mil sistemas informáticos por todo o mundo, inclusive Portugal, agradecemos que tenham em atenção qualquer email de origem desconhecida ao utilizador, não devendo abrir a mensagem e apagá-la de imediato.

Não abra emails suspeitos, grande quantidade de ameaças estão distribuir o ransomware “Jaff/WannaCryptor”

NOTAS:

1 – Não faz mal abrir uma mensagem de email, mesmo que tenha caído na pasta SPAM ou Correio indesejado. O simples acto de ler a mensagem não provoca dano nem infecta o computador.

2 – O que NUNCA deve fazer é abrir ficheiros que venham anexos, nem que a mensagem pareça ser confiável e tenha o remetente de uma pessoa que conhece. Tenha especial atenção a emails que parecem ser do seu banco e lhe pedem para clicar num link para alterar o código de acesso.

3 – E também NÃO deve fazer cliques sobre links dessas mensagens, principalmente se forem para actualizar dados de acesso (bancos, PayPal, etc.) pois provavelmente vai ceder a sua informação a larápios."

Eu acrescento, actualizem os computadores! A Microsoft actualizou todos os windows em Março para combater propositadamente os computadores deste ataque!
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Maio 22, 2017, 04:11:29 pm
Militares "combatem" no ciberespaço para proteger redes das Forças Armadas Portuguesas


Instalados num 'bunker', dez militares conduzem desde há dois anos operações no ciberespaço para proteger as redes das Forças Armadas, alvo de um único ataque de 'ciberespionagem', no início de 2016, sem consequências.

O ataque tinha como "objetivo concreto o acesso a informação sensível, não autorizada" de um ramo militar mas foi detetado a tempo e "não teve consequências porque foi mitigado", revelou, em entrevista à Lusa, o diretor do Centro de Ciberdefesa, tenente-coronel Paulo J. Branco.

Este foi o único ataque com o intuito de espionagem em dois anos de funcionamento do Centro de Ciberdefesa mas todos os dias as redes e sistemas quer das estruturas militares quer das da Defesa Nacional registam "16 milhões de eventos de segurança" que são filtrados por tecnologia que ajuda a "descartar os falsos positivos" e a perceber o grau de gravidade de cada anomalia detetada.

Dessa filtragem automática, resultam diariamente "200 incidentes que traduzem alguma preocupação", chegando-se a "10 ou 20 eventos por dia que têm um tratamento mais personalizado" de "correção, mitigação e boas práticas" para manter o ciberespaço onde operam as Forças Armadas "livre e seguro".

Infeções por vírus informáticos, "código malicioso" que é transmitido nas redes e que pode ser armazenado nos sistemas e danificá-los para obter informação de forma ilícita, e "ultimamente alguns ataques de 'ransom ware'" como o que se verificou a nível internacional na semana passada, são os vários tipos de "incidentes" de segurança monitorizados pelo Centro de Ciberdefesa.

Com o acesso mediado por duas portas blindadas, num verdadeiro `bunker´ no edifício do Estado-Maior das Forças Armadas, no Restelo, sem janelas e isolado de forma a impedir interferências eletromagnéticas, o Centro de Ciberdefesa conta com dez militares, três de cada ramo, e coordena as capacidades de ciberdefesa existentes em cada um dos ramos militares.

Segundo o tenente coronel Paulo J. Branco, as redes das Forças Armadas também foram alvo do ciberataque lançado no passado dia 12 à escala global mas "as tecnologias e os processos que estavam implementados permitiram que o ataque não tivesse consequências" nas redes protegidas pelo Centro de Ciberdefesa.

O responsável afirmou que até hoje nenhuma máquina das Forças Armadas ficou infetada devido a um ataque desta natureza, estando garantidas a "integridade e a confidencialidade dos sistemas e comunicações".

Em meados de 2016, na cimeira de Varsóvia, a NATO, cujas redes registam cerca de 200 milhões de "incidentes" por dia, declarou o ciberespaço como um domínio operacional onde se pode combater, tal como ar, o mar e a terra.

Países como a França e a Alemanha optaram por criar comandos próprios só para as operações de Ciberdefesa, com uma capacidade maior.


Portugal estuda atualmente se mantém o atual modelo, também seguido por outros países da NATO, ou se evolui para um Comando de Ciberdefesa, revelou o tenente-coronel Paulo J. Branco.

"Não tenho datas concretas para esse estudo estar terminado mas sem errar muito é para ser conduzido e terminar dentro de pouco tempo, até pelas implicações que tem, do facto de Portugal pertencer à NATO e ter que participar em operações da NATO", disse.

"Participamos efetivamente e temos um compromisso muito grande junto da NATO para esta componente específica da Ciberdefesa. Portugal quer-se destacar e ter competências nestas áreas e não é por acaso que Portugal é líder de um dos `smart defense projects´ que é o da educação e treino e portanto este estudo há de ficar concluído muito em breve", acrescentou.

Na próxima terça-feira, o primeiro-ministro, António Costa, vai estar no Reduto Gomes Freire, Oeiras, para lançar a primeira pedra da Escola de Comunicações e Sistemas de Informação da NATO, atualmente sediada em Itália.

A decisão sobre o futuro da capacidade de Ciberdefesa portuguesa surge num contexto em que "a ameaça é exponencial": "Na verdade é sempre a aumentar, há picos, com certeza que o ataque da semana passada é um pico, mas todos os dias estão a aparecer novos vetores de ataque, novas ameaças, são dezenas de versões novas de `malware´ que são criadas por minuto a nível mundial. A ameaça é exponencial", disse.

"As operações no ciberespaço permitem que os comandantes que conduzem operações ditas convencionais possam utilizar o ciberespaço em prol das operações para benefício da sua supremacia", frisou, acentuando que "a guerra da informação é essencial hoje para se ganhar os combates e as batalhas".

Nesse sentido, a ciberdefesa "não deixa de ser mais um meio à disposição do comandante para conduzir operações".

Quanto se combate o inimigo no ciberespaço, a principal dificuldade é "fazer a atribuição", ou seja, identificar sem margem para dúvidas e com provas quem é, de facto, o atacante, sendo este "um problema global".

"Os ataques têm origem internacional, com objetivos muito concretos, estamos a falar de atores Estado, que patrocinam grupos de `hackers´ para efetivarem essas ações. Não vou dizer claramente quem são. Alguns grupos conhecidos e é pública a sua atividade. Não de Portugal, felizmente. Há uma prioridade nos alvos, é óbvio que países como os EUA, a Inglaterra, a Alemanha por diversas razões são alvos prioritários", disse.

"Não é que não possamos ser como membro de organizações [como a NATO ou a União Europeia, por exemplo] também somos um potencial alvo. Até hoje não temos casos de registo significativos. Os casos que aconteceram foram detetados e mitigados no próprio dia. Não tivemos nenhuma concretização desses ataques", acrescentou.

O Centro de Ciberdefesa opera exclusivamente no "ciberespaço" das Forças Armadas e das estruturas da Defesa Nacional mas, como não há fronteiras no "éter", a partilha de informação e cooperação com outros serviços congéneres é uma necessidade, sustentou.

Nesse sentido, foi assinado há duas semanas um memorando de entendimento com o Centro Nacional de Cibersegurança para partilha de informação entre o lado militar e o lado civil visando obter, na gíria militar, "uma common operation picture", um mapa global da ameaça no ciberespaço nacional, revelou.


>>>>>  http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/estes-militares-combatem-no-ciberespaco-para-proteger-redes-das-forcas-armadas
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Maio 23, 2017, 08:55:33 pm
António Costa: Defesa precisa de "um novo arsenal" e a ciberdefesa é "área crítica"


O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que a Defesa precisa de "um novo arsenal" para enfrentar as novas formas de ameaça e apontou a 'ciberdefesa' como uma área crítica de futuro.

"É que, hoje, às ameaças tradicionais juntaram-se novas formas de ameaça e a Defesa exige um novo arsenal", afirmou António Costa, intervindo numa cerimónia que assinalou o arranque da construção da nova academia da NATO, em Oeiras, vocacionada para as comunicações, sistemas de informação e ciberdefesa.

Um dia depois do ataque ocorrido em Manchester, durante um concerto, o primeiro-ministro assinalou que "a ameaça terrorista continua a ser uma ameaça de primeiro grau nos países europeus".

Os conflitos étnicos de natureza civil perturbam a paz e ameaçam a segurança de muitas populações, acrescentou o primeiro-ministro, assinalando que, a par das ameaças tradicionais, "há hoje um novo tipo de ameaças" que exige uma resposta na "área crítica" da ciberdefesa.

"Ainda muito recentemente muitos países do mundo à escala global foram vítimas de um `ciberataque´ e, por isso, `ciberdefesa´ é uma das áreas de futuro", afirmou António Costa.

O projeto para a construção da NCI Academy (Nato Communications and Information Academy), no espaço do antigo comando da NATO em Oeiras, no Reduto Gomes Freire, "não é um projeto fechado sobre si próprio", disse António Costa, que esteve acompanhado pelo ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e pelo general Pina Monteiro, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

O primeiro-ministro adiantou que já há "boa colaboração com a Universidade Católica tendo em vista a formação de quadros empresariais na área da Ciberdefesa".

A escola da NATO, acrescentou, "será uma oportunidade para reforçar a capacitação" portuguesa, quer do ponto de vista empresarial quer do ponto de vista da academia "numa área que é absolutamente crítica".

Na cerimónia, o diretor-geral da Agência de Comunicações e Informação da NATO, Koen Gijbers, afirmou que a nova escola pretende ser "um pilar" e "um elemento vital" na modernização da própria Organização nos domínios avançados dos sistemas de informação e tecnologia de comunicações, mas também da ciberdefesa.

Segundo o responsável, o modelo de financiamento da futura NCI Academy vai incluir as parcerias com a indústria e a universidade, visando constituir-se como "um pólo e uma incubadora" virada para as novas tecnologias `ciber´.

Em declarações aos jornalistas, o subdiretor de Recursos da Defesa Nacional, Henrique Macedo, precisou que o objetivo é incluir no modelo de negócio da futura academia "o tecido universitário, científico e tecnológico", visando que a escola "não dependa exclusivamente dos recursos" próprios.

A NCI Academy sucederá à Escola de Comunicações e Sistema de Informação da Aliança Atlântica, atualmente sediada em Itália, prevendo-se que receba entre 5.500 a 6.000 alunos por ano, quando estiver operacional, em 2019.

A formação de pessoal civil e militar nas áreas de sistemas de informação, comunicação e ciberdefesa é o objetivo da nova Academia, que pretende estabelecer parcerias com a universidade, a ciência e a indústria, não só portuguesas, mas de todos os países membros da NATO.

A nova academia é financiada na totalidade pela NATO, num investimento global de 24 milhões de euros, e prevê a construção de um novo edifício e a adaptação da messe existente no Reduto Gomes Freire.

O projeto de construção, a cargo da Mota-Engil, prevê gabinetes para 100 funcionários e instrutores, 43 laboratórios, 26 salas de aula, um auditório com 250 lugares numa área de 12.800 m2.


>>>>   http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/costa-costa-defesa-precisa-de-um-novo-arsenal-e-a-ciberdefesa-e-area-critica
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Maio 24, 2017, 10:49:16 am
É um princípio, mas ainda é muito pouco. 6000 quadros por ano de todos os países da NATO é pouco. Só a NSA tem vários supercomputadores no TOP 10 a custarem várias centenas de milhões de dólares cada um (não estão disponíveis para a NATO)!!!!!!!! Só 1 centro de investigação Chinês tem mais de 20.000 investigadores e estudantes.... e eles têem pelo menos 8 centros de investigação públicos.

Os países que investem a sério em cibersegurança (EUA, Japão, China, Alemanha e também a Suiça), têem máquinas que custam desde várias centenas de milhões de dólares até mais de mil milhões de dólares! Com 24 milhões de euros dá para as obras de construção civil e mobiliário e para escolher uma máquina do catálogo da HP :)

O aspecto muito positivo é que permite a qualquer cidadão, civil ou militar, aprofundar os seus conhecimentos de segurança informática.

http://bloggersarena.com/technology/Most-Expensive-Super-Computers-Ever/
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: perdadetempo em Maio 24, 2017, 03:55:14 pm
É um princípio, mas ainda é muito pouco. 6000 quadros por ano de todos os países da NATO é pouco. Só a NSA tem vários supercomputadores no TOP 10 a custarem várias centenas de milhões de dólares cada um (não estão disponíveis para a NATO)!!!!!!!! Só 1 centro de investigação Chinês tem mais de 20.000 investigadores e estudantes.... e eles têem pelo menos 8 centros de investigação públicos.

Os países que investem a sério em cibersegurança (EUA, Japão, China, Alemanha e também a Suiça), têem máquinas que custam desde várias centenas de milhões de dólares até mais de mil milhões de dólares! Com 24 milhões de euros dá para as obras de construção civil e mobiliário e para escolher uma máquina do catálogo da HP :)

O aspecto muito positivo é que permite a qualquer cidadão, civil ou militar, aprofundar os seus conhecimentos de segurança informática.

http://bloggersarena.com/technology/Most-Expensive-Super-Computers-Ever/

Uma coisa que a malta se esquece agora que andamos todos modernos a usar o os S.O Windows e o  Linux é que muitas organizações bancárias (senão todas) ainda se baseiam muito em sistemas Legacy IBM ou outros recorrendo ainda nalguns casos ao velhinho COBOL que só alguns cada vez menos velhos do Restelo é que sabem operar/programar. Isto independentemente das diversas tentativas para fazer a passagem aos novos sistemas.

A cybersegurança é apenas mais um problema a juntar aos que existem nas organizações actuais em tudo o que se ligue ao uso da informática. A título de comparação muito dos decisores nesta matéria têm um grau de conhecimento na matéria comparável ao de qualquer ministro da defesa que se preze, e nestes casos não há 20 milhões para ninguém. Mais depressa mudam os carros da administração que os servidores do datacenter.

Cumprimentos,
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Maio 25, 2017, 03:59:51 pm
O que mais preocupa é que apenas vejo pequenos sistemas relativamente protegidos, mas não existe protecção em tempo real para a rede das instituições, por exemplo. E são poucas as empresas/instituições que têem firewall física à entrada da rede e que mesmo assim não garante uma protecção eficaz contra um ataque. Basta alguém com poderes de administrador, abrir um anexo infectado e lá se vai a rede toda.......

Nos bancos..... eu à uns 2 anos atrás estava a actualizar os dados no maior banco privado e vi o funcionário a utilizar uma base de dados em Cobol :)

Mas os Bancos por acaso estão bastante avançados e têem muitas redundâncias e protecções contra falhas e intrusões, só não têem é contra quem gere "mal" esses bancos :)
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Maio 25, 2017, 04:07:27 pm
Mas em 2015, por exemplo um aeroporto Francês (Orly) teve muitos problemas e teve mesmo de encerrar temporariamente, devido a problemas de transmissão de dados do DECOR para os pilotos. Eles ainda utilizam o velhinho Windows 3.1!!!!!!! :)

https://pplware.sapo.pt/informacao/falha-no-windows-3-1-coloca-aeroporto-frances-de-joelhos/
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Maio 25, 2017, 05:45:17 pm
Empresas portuguesas pouco preparadas para novas regras na proteção de dados


A um ano da entrada em vigor do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), só 3% das empresas assegurou a conformidade com as futuras exigências de privacidade de informações pessoais, conclui um inquérito a divulgar hoje.

“Genericamente, verifica-se que o desconhecimento sobre o RGPD ou os seus detalhes é elevado e que, embora haja uma perceção da importância a atribuir à proteção de dados, não há mecanismos desenvolvidos para desempenhar nas operações da organização”, conclui o trabalho, elaborado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) e pelas associações para a Promoção e desenvolvimento da Sociedade de Informação (APDSI) e Portuguesa de Gestão das Pessoas (APG).

As respostas das mais de 1.600 pequenas e médias empresas inquiridas evidenciam que apenas 3% têm “um plano a decorrer para garantir conformidade com o RGPD em maio de 2018”, sendo que 44% admitem “não ter qualquer plano” e cerca de 14% refere “ter apenas ações pontuais em áreas específicas”.

Ainda assim, só 6% das empresas afirmam que “não estarão preparadas” para o RGPD em maio de 2018, considerando mais de 22% que vão estar “totalmente preparadas”, apesar de quase 23% destas admitir “não ter qualquer plano em curso para garantir esta conformidade”.

Segundo as conclusões do estudo - que vão ser apresentadas hoje em Lisboa numa conferência organizada pelo IAPMEI e LCG Consulting – no que respeita à implementação do RGPD pelas empresas é “marcante” a “tendência para a dúvida e a incerteza”, já que mais de 46% das inquiridas afirmam que “talvez venham a estar preparadas ou não saber se estarão”.

Do total de inquiridos, apenas 4,8% respondeu “conhecer detalhadamente o RGPD e as suas principais obrigações”, enquanto cerca de 38% “não conhece o regulamento (32%) ou não sabe se conhece” e quase 48% diz “ter conhecimento sobre o RGPD, mas desconhece os detalhes”.

Analisando apenas as maiores empresas, com mais de 250 trabalhadores, a percentagem das que afirmam conhecer bem o regulamento sobe para quase 30%, mas totaliza, ainda assim, “menos de um terço”, notam os autores do trabalho.

Já numa análise por setores económicos, o que “aparenta mais conhecimento” sobre o RGPD é o das ‘atividades de informação e de comunicação’, no qual 15% das empresas afirmam estar bem informadas.

Apesar desta incerteza, o inquérito conclui que a proteção de dados “aparenta ser uma prioridade” para a maioria das empresas questionadas, já que mais de 61% o afirmam (20% prioridade elevada e 41% prioridade moderada) e apenas 5% dizem “não ser prioritário” e 15% ter “pouca prioridade”.

“Também aqui a dimensão da empresa aparenta influenciar a consciência e a importância dada ao tema da proteção de dados”, refere o trabalho, notando que “nenhuma das grandes empresas afirma que a proteção de dados não é uma prioridade”.

Questionadas sobre se os procedimentos atuais da empresa satisfazem os requisitos do RGPD, foi evidente “um desconhecimento grande” sobre o nível de cumprimento das exigências, com praticamente metade (49%) a afirmar “não saber” e apenas 10% a dizer estar “totalmente preparados”.

Já no que respeita às penalizações no caso de incumprimento do RGPD, “o desconhecimento parece ser uma vez mais o maior problema”, já que 42% dos inquiridos afirmam “desconhecer” que há penalizações, 35% referem a sua existência, mas “desconhecem os detalhes”, e apenas 7% dizem estar “bem informadas”.

Caso o RGPD fosse hoje aplicado, 47% afirmaram não saber se a sua organização seria penalizada financeiramente, 19,4% aparentaram estar convictas de que não seriam penalizadas e apenas 2% tinha consciência de que não cumpre e sofreria penalizações.

Atualmente, apenas 17% das organizações reportam ter políticas formais de proteção de dados pessoais transversais a todas as áreas e departamentos, enquanto 32% afirmam que estas existem, mas apenas para algumas áreas/departamentos, e 25% referem não ter qualquer plano formal a este nível.

Se 16% das empresas que participaram no inquérito disseram planear aumentar o orçamento dedicado ao programa de proteção de dados, a maioria afirmou que não ou que não sabia, destacando-se as ‘atividades de informação e de comunicação’ (30%) e as ‘atividades de saúde humana e apoio social’ (25%) como “os setores mais conscientes da necessidade de aumento de orçamento para o programa de proteção de dados pessoais”.

Quanto ao nível de adequação das medidas adotadas internamente para garantir a privacidade dos dados, o trabalho conclui que apenas 6% dos inquiridos as considerou “perfeitamente adequadas”, tendo 40% sustentado que são “razoavelmente adequadas”, denotando “a consciência da necessidade de fazer algo mais e eventualmente algum desconhecimento sobre as implicações”.

Quando questionadas se planeiam aumentar o número de empregados dedicados a programas de privacidade de dados, a grande maioria das empresas (56%) disse não o pretender fazer.

O novo regulamento, que vai ser aplicado a partir de 25 de maio de 2018, obriga bancos, hospitais, laboratórios farmacêuticos, entre outras empresas, a ter um responsável pelo tratamento de dados pessoais, uma função criada pelo regulamento comunitário e destinada a juristas ou engenheiros informáticos.


>>>>> http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/empresas-portuguesas-pouco-preparadas-para-novas-regras-na-protecao-de-dados
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: perdadetempo em Maio 25, 2017, 07:40:10 pm
Empresas portuguesas pouco preparadas para novas regras na proteção de dados

........O novo regulamento, que vai ser aplicado a partir de 25 de maio de 2018, obriga bancos, hospitais, laboratórios farmacêuticos, entre outras empresas, a ter um responsável pelo tratamento de dados pessoais, uma função criada pelo regulamento comunitário e destinada a juristas ou engenheiros informáticos.


>>>>> http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/empresas-portuguesas-pouco-preparadas-para-novas-regras-na-protecao-de-dados

Porque é que será que eu estou a ficar com a sensação que de repente acabou de se lançar  criação de uma nova vaga de postos de trabalho para os licenciados em direito deste país?? :D
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Maio 26, 2017, 12:21:07 pm
Empresas portuguesas pouco preparadas para novas regras na proteção de dados

........O novo regulamento, que vai ser aplicado a partir de 25 de maio de 2018, obriga bancos, hospitais, laboratórios farmacêuticos, entre outras empresas, a ter um responsável pelo tratamento de dados pessoais, uma função criada pelo regulamento comunitário e destinada a juristas ou engenheiros informáticos.


>>>>> http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/empresas-portuguesas-pouco-preparadas-para-novas-regras-na-protecao-de-dados

Porque é que será que eu estou a ficar com a sensação que de repente acabou de se lançar  criação de uma nova vaga de postos de trabalho para os licenciados em direito deste país?? :D

Tenho esse assunto à minha frente para resolver!!!! :(

Temos de construir um Plano de Acção para Implementação do Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados. Uma empresa contactou-nos para umas acções de formação a custarem 600€/dia por pessoa para implementar a norma (agradeço o convite da empresa, mas tenho !!!! Não tenho dúvidas que há um aumento súbito de trabalho para os juristas. Mas para já é apenas uma norma europeia (Regulamento 2016/679 da UE) que com certeza será transposta para as nossas normas. Cada instituição vai ter de passar a contar com um responsável pelo tratamento dos dados. Mas o mais interessante vai ser a possibilidade de qualquer pessoa poder pedir "para ser esquecida"! Numa Escola...... vamos apagar as pautas, os diplomas........ certamente os advogados podem ganhar muito dinheiro com este regulamento!
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Junho 06, 2017, 11:25:44 am
Um pequeno vídeo, já não é recente, mas que explica muito bem o que é um supercomputador e qual é a lista de supercomputadores actuais. Entretanto os Chineses criaram o mais potente que existe actualmente e que não faz parte desta lista (o Sunway TaihuLight).

Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 26, 2017, 12:40:07 am
"Bad Rabbit": Cerca de 200 entidades afetadas por ciberataque


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Outubro 26, 2017, 04:03:39 pm
"Bad Rabbit": Cerca de 200 entidades afetadas por ciberataque



O vírus tenta infiltrar-se, pedindo ao utilizador da máquina para actualizar o Adobe Flash. Basta não actualizar ou actualizarem directamente no site da Adobe.
Mas mesmo tendo a máquina infectada, é fácil de resolver o problema:
https://pplware.sapo.pt/informacao/bad-rabbit-ransomware-atacar-europa/
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Outubro 27, 2017, 11:53:12 am
Medidas de segurança que todos podem seguir para evitar contaminar um computador/terminal com um vírus ou trojan:

- Pessoalmente só utilizo sistemas operativos (SO) de 64 bits da Microsoft. Desta forma evito muitos códigos maliciosos, principalmente mais antigos que existem pela internet. Mas se querem aumentar de forma significativa a vossa segurança, utilizem só o Linux (apesar de reconhecer que não é um sistema operativo ao alcance dos conhecimentos técnicos do comum dos mortais). O Ubuntu (https://www.ubuntu.com/) ou o xubuntu que é mais leve ainda (funcionam sem problemas em máquinas com 20 anos!!!!!) (https://xubuntu.org/). São muito bons e parecidos com o windows 10 e MAC OS, e têem a enorme vantagem de serem completamente gratuítos e até já trazem todo o software necessário na instalação, como browser, equivalente ao office, etc.

Tinha de defender o Linux, porque o meu avatar representa 3 aspectos: a bandeira nacional, o linux porque é livre e ninguém controla e por fim o futebol (menos importante) :)
Para instalarem qualquer SO, seja windows ou linux (Ubuntu, xubuntu ou outro. Aconselho os 2 primeiros, porque são os mais "amigáveis"), aconselho a prepararem uma pen usb de 4 ou 8 giga com o Rufus (https://rufus.akeo.ie/). Retiram da internet o SO que pretendem, de preferência o ficheiro ISO e retiram e instalam o Rufus na máquina. De seguida executam o Rufus e escolhem o SO que pretendem instalar na pen de arranque (o ficheiro ISO que retiraram na internet). Quando o Rufus terminar, criaram uma pen de arranque que podem utilizar em qualquer computador (eu escolho sempre sistema de ficheiros NTFS e só em alternativa o FAT32. E tenham cuidado para não formatarem a pen errada como aconteceu comigo :)

- Outra medida importante que aconselho a quem instalou o windows é instalarem um bom antivírus/firewall. Eu utilizo o Comodo (https://antivirus.comodo.com/antivirus-for-windows-10/), versão gratuíta. É muito bom, apesar de confessar que é um bocado paranóico e bloqueia alguns programas inocentes! Outros antivírus muito bons e todos gratuítos: Avira (https://www.avira.com/), Avast (https://www.avast.com/pt-pt/index), AVG (https://www.avg.com/pt-pt/free-antivirus-download).

- Convém manterem também a firewall do windows activa, o windows defender;

Com estas medidas já estão minimamente protegidos, mas se querem aumentar ainda mais a segurança, aconselho o seguinte:

- Não utilizem uma conta com poderes de administrador. Criem uma conta convidado, sem poderes para instalar programas. Dessa forma resolvem muitos dos potenciais problemas;

- Utilizem uma firewall física (com white list e black list e com protecção a IP's ou mac address). Para redes, costumam custar milhares de euros, mas entre os 1000 e os 3.000€ já se consegue uma Draytek ou uma cyberoam. Para os utilizadores domésticos, o Comodo que referi em cima já tem uma firewall muito poderosa;

- Outra medida é restringirem os vossos dados mais críticos, incluindo o browser com os favoritos, dentro de uma pasta protegida. Ou utilizam uma máquina virtual ou outra forma muito mais simples é criarem uma pasta encriptada com o veracrypt (descendente do famoso truecrypt) (https://veracrypt.codeplex.com/). Criam uma pasta com o tamanho que pretenderem (de preferência numa pen usb 3.0 (atenção que para aceitar ficheiros grandes, neste caso a pasta encryptada vai ser tratada como um ficheiro, têem de utilizar uma pen formatada em NTFS) e colocam lá todos os vossos ficheiros, incluindo os browsers, como por exemplo o firefox portable: https://portableapps.com/apps/internet/firefox_portable/localization

Todo este software é completamente gratuíto, com excepção da licença do windows!

Um pormenor, instalem sempre um SO limpo, ou seja, não façam actualizações de SO, por exemplo do windows 8 para o 10, em vez de actualizarem, instalem o windows 10 de raíz, com todas as partições formatadas. Desta forma o SO fica muito mais rápido, estável e ocupa muito menos espaço, já que não tem de guardar a tralha do SO antigo! Isto é válido também para o Linux!
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 25, 2017, 05:27:14 pm
Dos Estados Unidos ao Minho para criar "capacidade de supercomputação" em Portugal


A Universidade do Minho terá a funcionar o primeiro supercomputador em Portugal no primeiro semestre de 2018, anunciou hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

O governante explicou, em Braga, que o supercomputador (computador com grande capacidade de processamento de dados e memória) será cedido pela Universidade do Texas em Austin (Estados Unidos da América) e vai integrar um centro de computação avançada que nascerá na Universidade do Minho (UMinho).

“Vamos criar, pela primeira vez, capacidade de supercomputação em Portugal”, sublinhou o ministro.

Manuel Heitor falava na UMinho, durante a assinatura do memorando de entendimento entre aquela academia, a Universidade do Texas e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, para a instalação do Centro de Computação Avançada do Minho.

Segundo o governante, Portugal dá assim um passo para se afirmar “naquilo que melhor se faz no mundo para servir a comunidade científica e o tecido empresarial”.

Manuel Heitor disse que o memorando foi também “o primeiro passo” para a participação ativa de Portugal no Air Center - Centro de Investigação Internacional do Atlântico, formalizado na segunda-feira, no Brasil, e que reúne nove países e 25 instituições de todo o mundo.

O objetivo do Air Center é criar uma rede para processar dados para o Atlântico, em matérias que vão desde a segurança marítima à identificação de recursos biológicos, às pescas, ao impacto das alterações climáticas e à prevenção de incêndios.

“O Minho vai ser um ponto importante naquela rede”, disse ainda o ministro.

Nesta deslocação à Universidade do Minho, Manuel Heitor entregou ao reitor cessante daquela academia, António Cunha, a Medalha de Mérito Científico, pelo seu “excecional contributo” para o desenvolvimento da ciência em Portugal.

António Cunha foi reitor da UMinho durante oito anos, mas a partir de terça-feira o cargo será assumido por Rui Vieira de Castro.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lembrou que 2018 será o ano de concretização do programa de estímulo ao emprego científico, com a contratação de 3.000 novos investigadores.

“O processo legislativo está prestes a ser concluído, com a aprovação do Orçamento do Estado para 2018, e o que este Orçamento traz verdadeiramente de novo é o financiamento necessário para, em 2018, podermos fazer 3.000 novos contratos”, referiu.

“Temos já em aberto o processo de criação e avaliação de unidades de investigação e desenvolvimento, que introduz, pela primeira vez, um processo de financiamento associado à contratação de investigadores”, acrescentou.

No dia 14, no parlamento, o governante tinha já apontado o “princípio de 2018” como a data para iniciar a contratação, a termo, de 3.000 investigadores, processo que será completado e, 2019 com a contratação de mais 2.000 doutorados.


>>>>>>  http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/dos-estados-unidos-para-o-minho-para-criar-capacidade-de-supercomputacao-em-portugal
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 18, 2017, 08:37:10 pm
Thales investe €4,8 mil milhões para liderar segurança digital


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 19, 2017, 03:39:27 pm
Medidas de segurança que todos podem seguir para evitar contaminar um computador/terminal com um vírus ou trojan:

- Pessoalmente só utilizo sistemas operativos (SO) de 64 bits da Microsoft. Desta forma evito muitos códigos maliciosos, principalmente mais antigos que existem pela internet. Mas se querem aumentar de forma significativa a vossa segurança, utilizem só o Linux (apesar de reconhecer que não é um sistema operativo ao alcance dos conhecimentos técnicos do comum dos mortais). O Ubuntu (https://www.ubuntu.com/) ou o xubuntu que é mais leve ainda (funcionam sem problemas em máquinas com 20 anos!!!!!) (https://xubuntu.org/). São muito bons e parecidos com o windows 10 e MAC OS, e têem a enorme vantagem de serem completamente gratuítos e até já trazem todo o software necessário na instalação, como browser, equivalente ao office, etc.

Na minha casa temos um portátil do tempo em que o Socas dava isso a quem andava nos cursos tecno-profissionais. Ele está a dar o berro e penso por ter um windows completamente desactualizado. Recomendas que instale o Ubuntu?
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: HSMW em Dezembro 19, 2017, 03:47:02 pm
Eu instalei o Ubunto numa máquina mais antiga que tenho aqui. Vais ter é de aprender a mexer num computador inicio.
Mas acho que compensa.
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Dezembro 19, 2017, 04:32:14 pm
Medidas de segurança que todos podem seguir para evitar contaminar um computador/terminal com um vírus ou trojan:

- Pessoalmente só utilizo sistemas operativos (SO) de 64 bits da Microsoft. Desta forma evito muitos códigos maliciosos, principalmente mais antigos que existem pela internet. Mas se querem aumentar de forma significativa a vossa segurança, utilizem só o Linux (apesar de reconhecer que não é um sistema operativo ao alcance dos conhecimentos técnicos do comum dos mortais). O Ubuntu (https://www.ubuntu.com/) ou o xubuntu que é mais leve ainda (funcionam sem problemas em máquinas com 20 anos!!!!!) (https://xubuntu.org/). São muito bons e parecidos com o windows 10 e MAC OS, e têem a enorme vantagem de serem completamente gratuítos e até já trazem todo o software necessário na instalação, como browser, equivalente ao office, etc.

Na minha casa temos um portátil do tempo em que o Socas dava isso a quem andava nos cursos tecno-profissionais. Ele está a dar o berro e penso por ter um windows completamente desactualizado. Recomendas que instale o Ubuntu?

Ubuntu não, que é um bocado pesado para uma máquina já datada.
Aconselho antes o Xubuntu, que é semelhante ao ubuntu, mas mais leve. E mesmo assim pode não ser possível correr o mais actual. Se for esse o caso, basta escolher um xubuntu mais antigo. Só nos computadores mais antigos, de 2002 é que tive de instalar o xubuntu 12. Se o seu computador for de 2006 ou mais recente, vai conseguir instalar o xubuntu mais recente: https://xubuntu.org/ (versão 16.04.3 LTS em língua portuguesa. Pode ser incompatível com a versão de 64 bits).
Ele já tem equivalente ao office, browser, etc, tem tudo o que precisa para navegar pela net........

Forma de limpar a máquina:
1º Recolher todos os ficheiros que precisa e andam perdidos pelo pc;
2º efectuar o download do xubuntu: https://xubuntu.org/
3º efectuar o download do rufus: https://rufus.akeo.ie/
4º instale o rufus no seu pc actual e crie uma pen usb de instalação do xubuntu (precisa de colocar uma pen usb no computador que não tenha ficheiros que precise deles, pois vão ser eliminados)
5º Corra o rufus e como aparece na imagem do link, escolha a pen logo no início, no sistema de ficheiros escolha Fat32 (e só se não aceitar é que deve escolher fat), e mais em baixo onde aparece freedos, clique no logo do disco e indique o local onde está o ficheiro ISO de instalação do Xubuntu (que descarregou). Basta clicar em iniciar e o rufus cria a pen.
6º Depois de ter a pen criada, só precisa que o computador arranque pela pen usb. Se a máquina não tiver predefinida para arrancar pela pen usb, vai ter de entrar na bios da máquina e activar o arranque por pen usb.

Se tiver dificuldades, basta dizer-me o modelo exacto da máquina que eu pesquiso os passos a dar para entrar na bios (cada máquina/marca tem a sua sequência de teclas)
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Dezembro 19, 2017, 04:34:49 pm
Eu instalei o Ubunto numa máquina mais antiga que tenho aqui. Vais ter é de aprender a mexer num computador inicio.
Mas acho que compensa.

Sim, mas o ubuntu é dos mais pesados linux, principalmente se for o de 64 bits, mas compensa para quem não precisa por exemplo do office, como é o meu caso :(
E tem a enorme vantagem de já ter tudo instalado de raíz, incluindo o equivalente ao office. E tudo de borla!

Mas se as máquinas forem muito antigas (mais de 10 anos), o ubuntu pode ser algo pesado.
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 28, 2017, 04:35:08 pm
"The Chaos Computer Club", o maior encontro europeu de "hackers"


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 09, 2018, 11:58:42 am
Coreia do Norte estará a financiar-se com criptomoedas


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 12, 2018, 12:47:35 pm
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 25, 2018, 08:27:49 pm
Fórum Económico Mundial lança Centro Global para a Cibersegurança a partir de março


O Fórum Económico Mundial anunciou hoje a criação de um Centro Global para o Ciberespaço que pretende fomentar a colaboração público-privada na luta contra as ameaças cibernéticas.

Alois Zwinggi, diretor geral do fórum, disse em conferência de imprensa, em Davos, que a “cibersegurança transformou-se num dos assuntos mais importantes em todo o mundo”, acrescentando que o custo dos crimes informáticos atinge 500 mil milhões de dólares todos os anos.

A cibersegurança “afeta todos os aspetos da sociedade, incluindo o crescimento económico”, afirmou sublinhando que o fórum — como organização internacional — considera ser necessária uma melhor cooperação entre os setores público e privado sobre o assunto.

O Fórum Económico Mundial, com sede em Genebra, disse o responsável, “compromete-se a criar um ciberespaço mais robusto e resistente”, através de soluções “comuns”.

Em concreto, o Fórum de Davos quer criar um “depósito” para a informação cibernética porque “é crucial que os setores público e privado venham a compartir dados a nível global”.

O centro vai ficar localizado em Genebra e pode começar a funcionar a partir de março, disse Zwinggi.

Apesar da ligação ao Fórum Económico e Mundial, a nova entidade vai ficar dotada de organização e infraestruturas próprias.

O novo organismo vai ser constituído pelas empresas globais que se encontram mais afetadas pelas ameaças cibernéticas e governos do G20, assim como por “países relevantes”, além de organizações internacionais.

O diretor da Europol, Rob Wainwright, qualificou a criação do centro como um “passo importante” na luta contra as ameaças cibernéticas, “cada vez mais complexas” e recordou que cerca de quatro mil ciberataques com o “vírus randsomware” recorrem ao uso ilícito de moedas virtuais.

Wainwright mencionou especificamente o caso ocorrido no passado mês de maio quando o “vírus WannaCry afetou serviços públicos e privados em todo o mundo” e que bloqueava os computadores exigindo resgates.

“Assistimos ao roubo de dados que afetam milhões de utilizadores” e há uma tendência para ataques contra serviços fundamentais, estando o setor bancário “na primeira linha de fogo dos criminosos”.


>>>>>>   http://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/forum-economico-mundial-lanca-centro-global-para-a-ciberseguranca-a-partir-de-marco
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 07, 2018, 11:43:05 am
Russos piratearam e-mails de peritos em drones


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 27, 2018, 12:30:29 pm
A proteção de dados no World Mobile Congress


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2018, 08:57:11 pm
Alemanha confirma ter sido alvo de mais um ciberataque


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Março 21, 2018, 08:06:30 am
Presidente da Cambridge Analytica afastado


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Março 27, 2018, 10:12:48 pm
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Abril 05, 2018, 11:43:26 am
Cambridge Analytica terá acedido a 87 milhões de perfis do Facebook


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Abril 10, 2018, 10:32:03 am
Mark Zuckerberg pede desculpa por "erros" do Facebook


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2018, 08:50:05 pm
Rússia pede à Google e Apple para remover Telegram das lojas de aplicações


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2018, 03:17:58 pm
Cambridge Analytica vai encerrar


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 04, 2018, 11:29:26 am
Apenas mudou de nome...
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Maio 16, 2018, 10:00:08 pm
Zuckerberg será ouvido no Parlamento Europeu


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Maio 23, 2018, 09:49:39 am
Microsoft e Google revelam novas falhas nos processadores da Intel

Os últimos meses não têm sido simples para a Intel. São muitas as falhas graves descobertas nos seus processadores e que tardam a ser resolvidas. A empresa tem-se empenhado em tornar públicas estas falhas e em resolvê-las, mas este esforço não parece ter sido até agora suficiente.

Depois de todo o problema em volta de todas as variantes do Spectre e do Meltdown, surgiram novas falhas, desta vez apresentadas em conjunto pela Google e pela Microsoft.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/05/intel_processador_1.jpg)

Foram estes dois gigantes da tecnologia que apresentaram a mais recente falha nos processadores da Intel, que pelo que é descrito, são em muito similares às anteriormente conhecidas Meltdown e Spectre.

A nova falha dos processadores da Intel

De nome Speculative Store Bypass (variante 4), esta nova vulnerabilidade é em muito similar ao que o Spectre explorava e permite a execução especulativa, que os processadores recentes têm presentes.


Um novo vetor de exploração da falha

Desta vez a exploração da falha pode ser feita em browsers com o Safari, o Edge ou o Chrome, e é feita via a execução de código, como, por exemplo, o JavaScript.

A Intel terá já iniciado o processo de correcção desta falha, que foi conhecida no final do ano passado, tendo enviado código de actualização para os fabricantes integrarem nos seus equipamentos.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/05/intel_processador_2.jpg)

A correção vai trazer perda de performance

O problema maior desta actualização é que desta vez vai mesmo existir uma degradação de desempenho, como se falava que seria possível em correções anteriores. Testes realizados mostraram uma degradação na ordem dos 8%.

A Intel está já a preparar os seus processadores para que de futuro estas falhas não existam e que estes estejam protegidos contra novos problemas que sejam revelados. Espera-se que na segunda metade de 2018 estes novos processadores cheguem ao mercado.

https://pplware.sapo.pt/informacao/microsoft-google-falhas-processadores-intel/

Mais uma falha grave revelada pela RedHat, que coloca a nu uma forma de qualquer pessoa entrar numa máquina sem ser detectada pelo sistema e aceder aos nossos dados. O vídeo explica muito bem como é que funciona o bug!
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Julho 13, 2018, 11:10:20 pm
EUA acusam 12 espiões russos por pirataria informática


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Julho 21, 2018, 04:50:50 pm
Ciberataque em Singapura rouba dados a 1,5 milhões de pacientes


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Daniel em Agosto 23, 2018, 02:36:49 pm
Austrália afasta chinesa Huawei de operar rede 5G por razões de segurança nacional
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/australia-afasta-chinesa-huawei-de-operar-rede-5g-por-razoes-de-seguranca-nacional-347080
(https://oje-50ea.kxcdn.com/wp-content/uploads/2017/07/huawei_smartphones-925x578.jpg)

Citar
A Huawei, gigante de telecomunicações chinesa, foi impedida de lançar a rede 5G na Austrália por razões de segurança nacional.O Governo australiano disse hoje que o envolvimento de uma empresa “provavelmente sujeita a instruções extrajudiciais de um Governo estrangeiro” representava um risco excessivo.

A Huawei tinha garantido que nunca entregaria dados de clientes australianos a agências de informação chinesas, mas o Governo de Camberra respondeu que nenhuma combinação de controlos de segurança mitigaria suficientemente o risco.

Decisão bastante inteligente.  8)
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 24, 2018, 02:03:42 pm
"Trolls" russos promoveram discórdia acerca das vacinas nos EUA


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Setembro 18, 2018, 08:03:32 pm
Google reduz os seus gastos com refrigeração em 40% graças a um algoritmo

A boa gestão de recursos permite economizar muito dinheiro. Nesse sentido a Google passou o controlo da gestão do arrefecimento dos seus datacenters para a Inteligência Artificial.

Com um fantástico algoritmo criado para o efeito, a gigante das pesquisas conseguiu que as suas infraestruturas de refrigeração tivessem um gasto de menos 40%.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/09/pplware_google_datacenters00.jpg)

Tendo em conta a forma como o mundo funciona, é fácil perceber que o consumo de electricidade nos data centers se tornou num grande problema para a indústria de tecnologia em geral. Dados referenciados num relatório de 2016 do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley do Departamento de Energia dos EUA, deixou a nu uma realidade que nem não passa pela cabeça de ninguém.

Segundo estes dados apenas nos EUA estas infraestruturas de dados consumiram cerca de 70 mil milhões de quilowatts-hora em 2014, quase 1,8% do consumo total de todo o país.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/09/pplware_google_datacenters01.jpg)

Estes gastos traduzidos em dólares são contas que englobam muitos milhões que obrigam a uma gestão muito eficiente, exigindo estudos e tecnologias modernas. Nesse sentido, a Google há anos que vem a testar um algoritmo que aprende a tornar os sistemas de refrigeração mais eficientes – ventiladores, aparelhos de ar condicionado e outros equipamentos – para reduzir o consumo de energia.

Até agora, o sistema fazia recomendações aos administradores do data center, que decidiam se os implementariam ou não, o que se traduzia em economia de energia de cerca de 40% nesses sistemas de refrigeração. Agora, o Google deu o controlo total ao algoritmo, que gere a refrigeração em vários dos seus data centers de forma autónoma.

"Esta é a primeira vez que um sistema de controlo industrial autónomo foi implantado nesta escala."

Referiu Mustafa Suleyman, chefe de inteligência artificial da DeepMind, empresa de inteligência artificial com sede em Londres, adquirida em 2014 pelo Google.

Um problema que tende a crescer de forma descontrolada

O consumo de electricidade nos data centers tornou-se num grande problema para a indústria de tecnologia em geral e não há em vista uma forma mágica para resolver, há quem coloque as infraestruturas em zonas geladas e outros estão mesmo a “afundar” os seus datacenters, como vimos há algum tempo a atrás a Microsoft a testar.

Este projecto nos mostra o grande potencial que o IA tem para gerir infraestruturas. Embora o algoritmo trabalhe de forma independente, a pessoa o administra e pode intervir se o sistema fizer algo que não seja considerado apropriado.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/09/datacenter-google.jpg)

As informações que já conhecem o modus operandi deste algoritmo explicam que este sistema usa tentativa e erro para aprender. A tecnologia permite determinar quais as configurações de refrigeração que reduziriam o consumo de energia. O sistema poderá assim gerar milhões de dólares em economia de energia e poderá ajudar a Google e outras empresas a reduzir as suas emissões de carbono, diz Joe Kava, vice-presidente de datacenters do Google.

O esforço para melhorar a eficiência energética destes datacenters tem sido muito grande. E os resultados afirmam que a eficiência atrasa já o aumento do consumo de energia nos novos datacenters.

Claro que estas notícias são sempre muito positivas, contudo, a realidade diz-nos que a refrigeração destes espaço representa “apenas” 10% do consumo. Assim, o próximo objectivo passará por optimizar o comportamento dos chips dos servidores de elevado consumo energético. As possibilidades de economizar neste ramo são até dez vezes maiores do que na refrigeração.

Sabemos também que a Google trabalha 100% com energia renovável, feito conseguido no ano passado, como demos aqui a conhecer.

Num futuro próximo a intenção é trazer a Inteligência Artificial para a gestão do consumo energético noutro tipo de instalações da empresa. A base de toda a sustentabilidade e desenvolvimento é a energia, bem escasso e que tem de ser cada vez mais preservado. Em breve a economia de electricidade em todo o mundo será algo urgente, estamos a desenvolver um mundo cada vez mais voraz de energia e não haverá tantos recursos assim para desperdiçar.

https://pplware.sapo.pt/google/google-reduz-os-seus-gastos-com-refrigeracao-em-40-gracas-a-um-algoritmo/
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Setembro 18, 2018, 08:51:26 pm
Visitámos o “cérebro” do Facebook. É aqui que moram todos os nossos dados

São 200 mil quilómetros de cabos que distribuem tudo o que fazemos no Facebook, Instagram e WhatsApp por milhares de servidores. Neste centro, estão guardados os dados de 2,5 mil milhões de pessoas.

Por favor, não toquem em nada, este é o sítio onde o Facebook vive — três edifícios assentes em 101 hectares de terra, nos arredores de Dublin, na Irlanda, a partir de 11.800 toneladas de aço. São duas Torre Eiffel deitadas em 22,5 estádios da Luz, num só prado verde. Não há sinalização à chegada, nem logótipos, nem as cores que nos habituámos a associar a Mark Zuckerberg. Há um posto de segurança pelo qual temos de passar no início. Identificação verificada, autorização dada, seguimos. No campo onde está o centro de processamento de dados da maior rede social do mundo, ninguém nos abre a porta. Ela abre-se sozinha. Um toque na campainha, uma tentativa de empurrar, uma luz num intercomunicador que se acende: “Esperem que a porta abra”. Está gente em casa, mas ninguém aparece.

(https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/09/17204636/img_0619_1280x720_acf_cropped.jpg)
Só depois de entrarmos no Clonee Data Center é que encontramos as referências ao Facebook

O tapete azul que pisamos à entrada dá-nos o “bem-vindos” que esperávamos: estamos no Clonee Data Center, que agrega os dados de 2,5 mil milhões de utilizadores do Facebook, Instagram e WhatsApp — e um dos seis centros que a rede tem atualmente em funcionamento pelo mundo. Até 2020, Mark Zuckerberg espera ter 14 centros destes operacionais. O de Dublin abriu em abril de 2016 e ainda só tem dois edifícios em funcionamento. É a maior construção privada alguma vez feita na Irlanda, na qual trabalharam 1.550 pessoas, durante 7,2 milhões de horas, e onde foram utilizados 58 mil metros cúbicos de cimento para erguer os três blocos, o suficiente para encher 23,6 piscinas olímpicas.

O que é que um centro destes faz, afinal? Garante que os nossos dados não se perdem, caso algo aconteça. “Um centro de processamento de dados é onde a Internet vive, é onde se torna uma coisa física”, explica aos jornalistas Niall McEntergart, diretor das operações dos centros de dados do Facebook para a Europa, Médio Oriente e África.

“Aqui é onde o Facebook vive.” Estranho? Nem por isso. Pense na foto que partilhou no Instagram, nas mensagens que troca no WhatsApp e nos “Parabéns” que hoje deu a alguém no Facebook — no momento em que concretiza essas ações no telemóvel ou no computador, elas seguem pela rede para as centenas de milhar de servidores que a empresa tem nos vários data centers. São eles “o cérebro” da rede social. Todos os elementos diferentes das publicações ou mensagens enviadas pelos utilizadores seguem quase em tempo real para sítios diferentes. “E isso requer que o site os carregue, envie pela rede, que eles cheguem ao centro de dados, que este saiba quem tu és, que utilizador és, quem são os teus amigos (…) Ele puxa toda essa informação para talvez mais de 100 servidores diferentes em múltiplos centros de dados, reúne-os todos para ti, num par de milissegundos”, acrescenta.

Niall McEntergart explica o funcionamento dos servidores do Facebook

Quando o Observador chega ao cérebro da maior rede social do mundo, o cinzento do céu irlandês confunde-se com o cinzento da estrutura metálica que nos recebe. A gama cromática é escassa, com exceção para a receção e para a parte dos escritórios — aí, não existem tonalidades em falta, nem mensagens, nem arte urbana. “Move fast and build things” (muda rápido e cria coisas, em português), lê-se num cartaz cor de laranja à entrada. Estamos no Facebook, mas num Facebook que tentar recuperar de polémicas, num Facebook que tem sofrido um rol de crítica em várias áreas, um Facebook que trocou o slogan inicial “Move Fast and Break Things” (Muda rápido e parte coisas, em português) por este, porque queria certificar-se que, além de estar a lançar coisas novas no mercado, estava a fazê-lo bem. A preocupação, no entanto, só surgiu depois das críticas.

Os olhos foram obrigados a desviar-se do painel laranja para o vídeo de três minutos que fomos obrigados a ver. É aí que o centro  apresenta todos os procedimentos de segurança do edifício. A partir deste momento, seguem-se corredores e corredores cinzentos com paredes brancas e cruas, e portas metalizadas que se abrem maioritariamente sozinhas. Numa das vezes, bastou um estalar de dedos do segurança para que se abrisse (e não foi magia). “Por favor, não toquem em nada.” De facto, não tocámos. Também não andámos sozinhos, nem queríamos: os corredores do centro são um autêntico labirinto, cada um dos edifícios tem cerca de 25 mil metros quadrados, o equivalente a três campos de futebol e meio. E nós só temos duas horas, porque ainda há um avião para apanhar nesse dia.

Por razões relacionadas com a segurança do data center, o Facebook não divulga quantos servidores tem em cada um dos edifícios. Uma coisa é certa: cada uma das coisas que fazemos online é guardada em sítios diferentes e copiada várias vezes. “Não queremos perder os teus dados caso algo aconteça, há várias cópias guardadas , que dependem do quão velhos os teus dados são”, explica Niall, que antes de trabalhar no Facebook passou por empresas como a Xerox e a Yahoo!. Os  dados dos utilizadores são divididos em duas categorias: os quentes e os frios.

Os quentes dizem respeito às coisas que as pessoas estão a fazer agora, ontem, na semana passada: os likes que fez nas publicações dos amigos, os comentários que deixou, as páginas que visitou, as conversas que teve, as músicas que partilhou, os artigos ou as fotografias. Os frios são tudo aquilo que fez no ano passado, há dois, três ou quatro anos, é toda a atividade mais antiga. Os dados quentes são copiados mais vezes pelos servidores: são feitas entre 3,2 e 3,6 cópias. Os mais antigos são menos: cerca de 1,8 cópias, “que é o suficiente para serem regenerados mesmo que os percamos”.

(https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/09/17211234/niall_1280x720_acf_cropped.jpg)
Niall McEntergart, diretor das operações dos centros de dados do Facebook para a Europa, Médio Oriente e África, com um dos servidores na mão

“Os dados mais recentes são aqueles para os quais os utilizadores olham mais. Não olham tanto para os mais antigos, que são comprimidos e armazenados em sistemas um pouco mais lentos, mas que requerem menos intensidade de energia e são, por isso, mais eficientes”, explica o responsável. Descobri-los nos diferentes servidores e reuni-los quando é preciso é feito através de um processo matemático. E pode alguém entrar no edifício, ligar um cabo USB aos servidores e copiar os dados dos utilizadores? Niall McEntergart ri-se: “Seria impossível alguém entrar aqui. Temos, como já dissemos, uma segurança muito, muito rigorosa. Construímos estes edifícios num sistema de redundância e mesmo que alguém tente tirar algo daqui, temos múltiplos níveis de redundância [dos dados] para garantirmos que tudo continua. Se este edifício deixar de trabalhar, podemos continuar a operar tudo de outro. É por isso que temos tantas cópias”.

À entrada de cada uma das salas onde moram os cabos de fibra, que fazem circular a informação e os servidores, está papel autocolante no chão. Os pés colam sem darmos por isso — é para ninguém entrar nas salas com pó vindo da rua.

“Ainda nada me assustou ao ponto de acordar a meio da noite num suor frio”

No ano em que a polémica entre o Facebook e a empresa de análise de dados britânica Cambridge Analytica marcou a atualidade tecnológica um pouco por todo o mundo, as atenções estão viradas para a forma como a rede social utiliza os dados dos 2,5 mil milhões de utilizadores. Em março, o The Observer e o The New York Times revelaram que a empresa britânica tinha usado indevidamente dados de 50 milhões (soube-se mais tarde que eram 87 milhões) de contas do Facebook para ajudar a eleger Donald Trump nas presidenciais dos Estados Unidos, em 2016. Em Portugal, acredita-se que a empresa poderá ter acedido aos dados de mais de 63 mil portugueses. O Facebook já sabia da existência destes dados desde 2015 e, apesar de ter pedido à empresa para os apagar, não verificou se isso tinha de facto acontecido.

Em 2013, os utilizadores participaram num teste de personalidade disponível no Facebook, acreditando que se tratava de uma investigação académica. Os dados fornecidos ao programador do teste foram depois vendidos à Cambridge Analytica para prever e influenciar o sentido de voto dos norte-americanos indecisos nas eleições de 2016, abrindo a discussão em torno da privacidade e do papel das tecnológicas na proteção da mesma. Sobre esta falha na segurança, Mark Zuckerberg pediu várias vezes desculpa: em entrevistas, no Facebook, no Congresso norte-americano — onde foi ouvido duas vezes num total de 10 horas — e no Parlamento Europeu. Prometeu melhoras, anunciou novas medidas na verificação dos programadores que podem utilizar a plataforma da rede social para desenvolver aplicações e mais escrutínio.

Como é que um escândalo como o do Cambridge Analytica afeta a atividade de um data center como o de Dublin, perguntou o Observador. NiallMcEntergart tenta fintar a pergunta, dizendo que os colaboradores da empresa têm muito orgulho em trabalhar para o Facebook e do que fazem, mas reconhece o constrangimento. “É óbvio que são coisas que ninguém gosta de ver acontecer, mas este mundo é muito diferente. A Cambridge Analytica depende das API [plataforma aberta de programação], por exemplo, são outras pessoas que usam os dados do Facebook. Estamos muito mais focados no mundo físico, isto é o sítio onde gerimos os ativos físicos, onde o Facebook vive fisicamente”, diz. E dá aquela tarde daquela quinta-feira como exemplo: “Podes ver por ti própria, enquanto caminhas por aqui, o nível de escrutínio e de segurança que vês em múltiplas ocasiões. Quando precisamos de desmantelar equipamento, por exemplo, reescrevemos a mesma drive sete vezes, para assegurarmos que não deixámos nenhum dado em lugar nenhum e que estão 100% seguros”.

O Facebook começou a utilizar o centro irlandês como suporte para todas as aplicações da empresa, onde se inclui o Instagram e o WhatsApp, em dezembro de 2017. Apesar da dimensão da estrutura que tem de gerir, Niall McEntergart diz ao Observador que ainda não teve de lidar com nenhum problema que lhe tirasse o sono. “Ainda nada me assustou ao ponto de acordar a meio da noite preocupado, num suor frio. Somos bons a gerir isto, as pessoas que estão aqui têm muitos, muitos anos de experiência e construímos uma equipa muito forte a nível global. Acabámos de abrir um centro em Singapura e estamos a construir outro na Dinamarca, tudo isto soma cada vez mais segurança e resiliência à nossa infraestrutura”, diz.

(https://observador.pt/especiais/visitamos-o-cerebro-do-facebook-e-aqui-que-moram-todos-os-nossos-dados/#)
Niall McEntergart e Mark Hunter, responsável pela gestão do Clonee Data Center

Mas os dias não passam sem preocupações. O que assusta mais o cérebro que está ao leme de outro cérebro? Os fatores externos, que não estão sob o seu controlo, responde. “Coisas como desastres naturais mas também coisas mais simples, como continuar a encontrar pessoas soberbas, com as melhores competências do mercado, no ambiente tão competitivo em que estamos hoje. Andamos sempre à procura de boas pessoas, como as encontramos e como as mantemos”, diz. Quanto aos dados, “estão absolutamente sob o comando das nossas mentes”, acrescenta. Um comando que é difícil, mas que também é divertido pela escala que tudo tem: “Temos dezenas de milhar de servidores neste edifício, que estão todos ligados por 200 mil quilómetros de cabos de fibra. Gerir este tipo de escala de uma forma eficiente, inteligente e com as ferramentas certas é o mais difícil, mas também é o melhor, o mais divertido”.

Os dados gerados pelos 2,5 mil milhões de utilizadores da rede social passam por 200 mil quilómetros de cabos de fibra, aos quais Niall McEntergart chama “a super autoestrada da informação partilhada no Facebook“, porque são eles os responsáveis por transportar os dados por todo o edifício. “Dependendo daquilo que as pessoas estão a fazer, a informação é distribuída para vários sítios. São 200 mil quilómetros, o suficiente para dar a volta ao mundo cinco vezes. Seriam precisas duas pessoas a trabalhar ininterruptamente durante 12 anos para desmontar todos estes cabos”, explica. E quando o Facebook aumentar o número de utilizadores? Não há outra solução que não seja a expansão e a construção de mais cérebros.

Niall McEntergart explica como circula a informação dentro do centro de dados

“Estamos sempre a olhar para os novos utilizadores que vêm não só do Facebook, mas também do Instagram e do WhatsApp. E também para os dados que estão a ser gerados. Quando pensas nisto em termos da tecnologia que se utiliza, por exemplo, percebes que se olhares para o teu telefone há cinco anos, vês que a qualidade e resolução das fotografias e vídeos era muito pior do que agora“, explica Niall, que detalha como o tamanho dos ficheiros e dos dados cresceu nos últimos anos. “Temos de estar constantemente com atenção a isto, para nos assegurarmos que estamos a construir uma tecnologia e infraestrutura que faz face a essas necessidades. Estamos constantemente a olhar para novos mercados, novos países, sítios para onde podemos expandir e onde faz sentido estarmos”, acrescenta.

500 mil abelhas e uma subestação de energia própria

Vinte e cinco segundos. É mais ou menos este o tempo que demora a remover um dos servidores das várias prateleiras, caso precise de ser reparado manualmente, o que só acontece em 40% das vezes. Na maioria das avarias, a intervenção é feita através de um procedimento automático. “Temos muitos processos automatizados, contratamos o melhor talento que conseguimos encontrar e queremos que eles progridam. Não queremos que façam tarefas repetitivas e, por isso, desenvolvemos muita automação. Por causa da nossa escala, esta automação permite-nos ser mais eficientes na forma como reparamos estes sistemas: 60% dos erros que detetamos são reparados com processos automáticos que desenvolvemos aqui na Irlanda”, explica.

O hardware utilizado para processar os dados vem do Open Compute Project (OCP), um sistema de open source (sistemas de desenvolvimento aberto, para o qual várias pessoas podem contribuir) que a empresa ajudou a fundar em 2011 e que conta com o conhecimento de uma comunidade de 200 engenheiros. A missão do OCP é promover a abertura, inovação e um maior foco na eficiência energética nas tecnologias de computação. A infraestrutura necessária para fazer trabalhar um centro destes vem desta rede aberta de conhecimento. “Pusemos todo o nosso hardware hiper eficiente e o design dos centros de dados em open source, na esperança de ajudar empresas de todas as dimensões a usar a energia de uma forma mais eficiente e que essa eficiência leve a melhoramentos em toda a indústria”, explica fonte do Facebook.

(https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2018/09/18004843/facebook31_1280x720_acf_cropped.jpg)
Andar de cima do edifício, onde dentro destas caixas metálicas estão os centros de refrigeração

A energia necessária para fazer correr todos estes servidores e cabos também é  produzida no próprio centro. Movido 100% a energia renovável, o Clonee Data Center é um dos centros de dados mais eficientes do mundo no que à corrente elétrica diz respeito, explica Niall. Para fazer face ao consumo energético, Mark Zuckerberg construiu uma subestação de 220 quilovoltes no parque irlandês. “Creio que somos única empresa privada a ter uma subestação própria de energia. Se não tivermos eletricidade na qual podemos confiar, também não temos um centro de dados no qual podemos confiar“, diz o responsável. E sem centro de dados, não há Facebook.

Os milhares de servidores do centro de Dublin precisam de energia para operar ininterruptamente, o que acaba por gerar calor nos edifícios. Muito calor. Este calor provoca tipicamente um dos maiores desperdícios de energia dos centros de processamento de dados. Mas não naquele centro. Em Dublin, o calor gerado pelos servidores é arrefecido num sistema de refrigeração que usa vento e água para fazer recircular o ar. Como estes aparelhos refrigeradores estão colocados mesmo por cima dos servidores, o sistema de refrigeração desce diretamente para o sítio que precisa de ter a temperatura controlada. É assim que mantêm o ambiente estável dentro do edifício, numa temperatura nunca acima dos 27 graus. Quando estes valores e os da humidade oscilam, os alertas disparam.

Cá fora, ao verde dos várias dezenas de hectares que rodeiam os edifícios do Clonee Data Center há 10 colmeias que são a casa de 50 mil abelhas (em cada colmeia), tratadas por cerca de 20 colaboradores do Facebook. “E o mel é delicioso”, diz Niall, explicando que um dos compromissos da empresa é promover a fauna local. Não chegámos a ver o mel nem as abelhas, mas visitámos o centro no dia em que o Facebook anunciou um programa de doações para ações comunitárias na Irlanda, no valor de 2,5 milhões de euros, tal como faz nas outras regiões em que tem centros de processamento de dados. O objetivo é promover projetos locais relacionados com tecnologia e cultura.

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https://observador.pt/especiais/visitamos-o-cerebro-do-facebook-e-aqui-que-moram-todos-os-nossos-dados/
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: HSMW em Setembro 22, 2018, 07:15:09 pm

We’re Close to a Universal Quantum Computer, Here’s Where We're At
Quantum computers are just on the horizon as both tech giants and startups are working to kickstart the next computing revolution.
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Novembro 06, 2018, 12:29:56 am
O Supercomputador que imita o cérebro humano já está em funcionamento

Não tenhamos dúvidas que estamos às portas de uma época de grandes descobrimentos sobre o cérebro humano e sobre a sua actividade que ainda tem muitos segredos. Há quem queira ligar o cérebro a um computador, há quem queira mesmo ligar a nossa massa encefálica à Internet e há quem esteja amplamente empenhado em perceber o complexo órgão humano.

Foi ligado o maior supercomputador neuromórfico do mundo. Máquina projectada e construída para funcionar tal e qual como funciona um cérebro. Um computador que tem um milhão de núcleos processadores.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/11/pplware_spinnaker00.jpg)

SpiNNaker – o maior supercomputador neuromórfico do mundo

O cérebro é o órgão mais complexo do corpo e o mais difícil de ser desvendado. Os cientistas desenvolveram uma variedade de métodos para tentar entender melhor o cérebro, incluindo o uso de supercomputadores. O maior computador do mundo neuromórfico, que se chama SpiNNaker (Neural Network Architecture) ou numa tradução livre “arquitectura de rede neuronal por picos de tensão”, em referência aos “disparos” eléctricos das sinapses, que fazem a comunicação entre os neurónios, foi ligado ontem pela primeira vez.

O supercomputador será capaz de completar mais de 200 milhões de acções por segundo graças ao seu conjunto de um milhão de núcleos processadores, cada um deles tem 100 milhões de componentes. Esta superestrutura é capaz de executar 200 biliões de acções por segundo.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/11/pplware_spinnaker01.jpg)

O SpiNNaker tem 20 anos e perto de 19,5 milhões de dólares de custo em produção. O projecto foi originalmente apoiado pelo Conselho de Investigação de Engenharia e Ciências Físicas (EPSRC), mas foi financiado mais recentemente pelo European Human Brain Project.

O supercomputador foi projectado e construído pela Escola de Informática da Universidade de Manchester. A construção começou em 2006 e o ​​supercomputador foi finalmente ligado ontem.

O SpiNNaker não é o primeiro supercomputador a incorporar um milhão de núcleos de processador, mas ainda é incrivelmente único, pois, é projectado para imitar o cérebro humano.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/11/pplware_spinnaker02.jpg)

A maioria dos computadores envia informações de um ponto para outro usando uma rede padrão. O SpiNNaker envia pequenos bits de informação para milhares de pontos, semelhante à forma como os neurónios passam produtos químicos e sinais eléctricos através do cérebro.

Este supercomputador usa circuitos electrónicos para imitar os neurónios.

"O SpiNNaker repensa completamente a forma como os computadores convencionais funcionam. Basicamente, criamos uma máquina que funciona mais como um cérebro do que um computador tradicional, o que é extremamente estimulante."

Observou Steve Furber, professor de engenharia da computação.

A equipa por trás do SpiNNaker espera que a máquina os ajude a “desvendar alguns dos segredos de como o cérebro humano funciona, executando simulações sem precedentes em grande escala”. O Spinnaker foi usado até agora para imitar o processamento de redes cerebrais mais isoladas, como o córtex.

Também foi usado para controlar o SpOmnibot, um robô que processa informações visuais e navega em direcção aos seus alvos.

Perceber o cérebro e os seus 100 mil milhões de neurónios

Os responsáveis pelo SpiNNaker planeiam criar um supercomputador que emula um mil milhões de neurónios biológicos. O cérebro humano contém cerca de 100 mil milhões de neurónios ligados através de 1 bilião de sinapses. O Spinnaker aproxima-nos mais um passo de uma melhor compreensão do cérebro humano.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2018/11/pplware_summit00.jpg)

O coração do “supercérebro digital”

Os supercomputadores foram introduzidos pela primeira vez na década de 1960, mas tornaram-se cada vez mais populares e poderosos na última década.

O supercomputador “Summit” do Oak Ridge National Laboratory (ORNL), do Departamento de Energia dos Estados Unidos, recebeu recentemente a distinção de ser o supercomputador mais rápido do mundo.

Esta obra da engenharia computacional orgulha-se de uma pontuação de benchmark LINPACK de 122,3 PFLOPS. O Departamento de Energia dos EUA planeia usar o Summit para investigação em energia, materiais avançados, inteligência artificial e aprender mais sobre doenças como cancro e Alzheimer.

SpiNNaker, Summit e outros supercomputadores fazem parte, de acordo com o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, de “… uma corrida para todo o conhecimento humano – uma corrida para entender tudo”.

https://pplware.sapo.pt/ciencia/o-supercomputador-que-imita-o-cerebro-humano-ja-esta-em-funcionamento/
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 27, 2018, 08:46:35 pm
"Congresso da Comunicação do Caos" está de volta


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 28, 2018, 07:00:21 pm
Reconstruções 3D de crimes em Itália



Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 14, 2019, 11:15:21 pm
Software identificou George num aquário com uma centena de peixes


Mais difícil do que encontrar uma agulha num palheiro será identificar e distinguir cada uma das palhas nesse mesmo palheiro. Foi mais ou menos isso que a equipa de investigadores do Centro Champalimaud conseguiu fazer numa experiência que envolveu uma centena de peixes-zebra dentro de um tanque no laboratório. No artigo publicado esta segunda-feira na revista Nature Methods, os cientistas apresentam (e disponibilizam a outros investigadores) uma ferramenta de trabalho que promete ser muito útil para identificar e acompanhar indivíduos em grupos com um tamanho considerável. Aqui trata-se de um pequeno peixe a que chamaram George num cardume de uma centena, mas também poderíamos estar a falar numa pessoa no meio de uma multidão.

George é um peixe-zebra, um dos modelos animais mais usados em estudos de laboratório, sobretudo no campo da genética e da biologia do desenvolvimento. Estes animais brilhantes com umas listras ao longo do corpo medem pouco mais do que 20 milímetros e (não será nenhuma ofensa dizê-lo) parecem todos iguais. Agora imagine tentar seguir um peixe-zebra num aquário com uma centena para tentar perceber como se comporta enquanto se cruza e toca noutros peixes iguais a ele.

O exercício seria desumano, mas uma equipa de investigadores do Centro Champalimaud provou que este desafio pode ser resolvido com sucesso por um software. Chama-se idtracker.ai, o que desfazendo a sigla e traduzindo significa que temos um programa de identificação e rastreio com recurso a inteligência artificial. O software está apoiado também em algoritmos convencionais, aliás, começou por aí segundo explicou ao PÚBLICO Gonzalo de Polavieja, investigador principal do Laboratório de Comportamento Colectivo no Centro Champalimaud e o principal autor do artigo publicado na Nature Methods. “Em 2014 desenvolvemos um sistema que chamámos idtracker, mas tínhamos muitos erros porque quando eles se tocam e cruzam é muito difícil segui-los. A novidade agora é que temos um software que reescrevemos usando a inteligência artificial. Com isso, conseguimos uma identificação muito melhor. Assim, em vez de pequenos grupos podemos acompanhar grupos maiores.”

A primeira versão do programa já conseguia seguir e identificar dez peixes, com o upgrade da inteligência artificial a nova versão chega aos 100. O programa funciona através da análise das imagens registadas por uma câmara de vídeo e, segundo o artigo, a precisão é enorme. “Em mais ou menos uma hora, o idtracker.ai identifica todos e cada um dos 100 peixes-zebra que aparecem no vídeo, a cada momento, com quase 100% de precisão”, assinala o comunicado de imprensa. Gonzalo de Polavieja confessa-se surpreendido com os resultados: “Não acreditava que seríamos capazes de alcançar estes números. Foi uma surpresa. Pensava que não havia informação suficiente nas imagens.” 

Redes e limites

Além dos algoritmos, o idtracker.ai é composto por duas redes neurais de aprendizagem profunda (em inglês, deep learning), simulações computacionais de redes de neurónios cerebrais que são capazes de aprender com a experiência. “Utilizando as imagens de vídeo dos peixes-zebra no tanque, a primeira rede na cadeia de processamento das imagens aprende a distinguir, ao nível de cada pequeno ponto nelas visível, aqueles que correspondem a apenas um animal e os que correspondem a vários. A partir dos resultados da primeira, a segunda rede neural aprende então a atribuir um nome (ou um número) a cada manchinha nas imagens que contém apenas um peixe”, explica o comunicado. E assim se concretiza um processo de identificação de cada um dos peixes que aos nossos olhos nada tem de diferente do outro que nada ao seu lado.


Gonzalo de Polavieja dá um exemplo: “Se mostrarmos à rede [neural] uma parte do vídeo que nunca viu e lhe perguntarmos ‘quem é aquele?’, a rede irá atribuir correctamente um nome (ou um número) a esse peixe 99,997% das vezes.” O comunicado de imprensa brinca com o peixe-zebra. Fala do George e tenta distingui-lo dos seus “companheiros” de tanque, o Tom e outros 98 animais. Na imagem que acompanha o artigo, os peixes não têm nome mas números, mas isso pouco importa na tarefa de uma identificação de sucesso.

E qual é a utilidade de seguir um determinado peixe num grupo de uma centena? “Estamos a tentar perceber quais são as regras do processo da tomada de decisão em grandes colectivos e também como é que eles aprendem juntos”, explica o investigador. No artigo, relata-se ainda uma experiência num cenário de “luta”. “Também usámos para estudar lutas de peixes e tentar perceber como lutam, quais são as regras, como podemos descrever esse comportamento, mas essa análise faz-se com grupos mais reduzidos, de dois ou três indivíduos apenas”, disse ao PÚBLICO. Reduzir é fácil, no entanto, será que podemos aumentar o número de animais e manter a precisão na identificação? “Temos provas de que pode ser feito em grupos de 150, mas não estudámos ainda o quão grande pode ser esse grupo. Mas, para nossa surpresa, nos testes que já fizemos as redes conseguiam identificar em grupos de dez ou 150, não havia grande diferença.”

E nós? É possível encontrar o Wally?

Há pelo menos duas possíveis perspectivas “humanas” neste trabalho. A primeira tem a ver com os nossos limites e com o que nós (não) conseguíamos fazer sem este software. “Para o cérebro humano – ou mesmo para um programa de computador convencional –, seria impossível reconhecer cada indivíduo no meio de dezenas de outros muito parecidos”, refere o comunicado. “Daríamos em doidos a tentar”, acrescenta Gonzalo de Polavieja.

A segunda perspectiva tem a ver com a aplicação deste software nos humanos, ou seja, no trabalho de identificação de um indivíduo numa multidão. “Vamos por partes”, pede Gonzalo de Polavieja. “Primeiro, ainda não o tentámos. Portanto, não sabemos a resposta para isso. Mas imagine que fazemos experiências em laboratório com humanos semelhantes a estas que fizemos com os peixes. Imagino – sem as ter feito – que seria ainda mais fácil do que com os peixes, porque os peixes são muito parecidos uns com os outros. Mas, por outro lado, na natureza é diferente. Se pusermos humanos a mexer-se na rua estamos perante um problema mais difícil.”


:arrow: https://www.publico.pt/2019/01/14/ciencia/noticia/software-identificou-george-aquario-centena-peixes-1857817?fbclid=IwAR3oVFf_brRogp-Uzu8Xicz1qTznPPoLFWtsR3TGo9zjt2Cvd40ovZvcOIE
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Março 14, 2019, 04:17:52 pm
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Junho 16, 2019, 03:44:04 pm
Tecnologia 5G chega a Espanha



Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Junho 23, 2019, 07:17:31 pm
Depois da Huawei, governo dos EUA boicota empresas chinesas de supercomputadores

O impasse comercial entre os EUA e a China continua, depois de ter culminado com o bloqueio à Huawei. O mais recente boicote do governo dos Estado Unidos é referente a empresas de supercomputadores chinesas.

O departamento comercial dos EUA indicou na passada sexta-feira que empresas chinesas de supercomputadores não poderão comprar componentes a empresas americanas sem a autorização do governo.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2016/06/Sunway-TaihuLight_00.jpg)

A quebra nas relações entre EUA e China é já deveras conhecida, tendo estado na ordem do dia quando foi efectuado um boicote à gigante Huawei.

Este impasse aparenta continuar, visto que na passada sexta-feira o governo dos EUA alargou esse boicote a mais firmas chinesas. Desta feita, os alvos foram empresas de supercomputadores, especialmente as que se dedicam ao desenvolvimento de supercomputadores destinados à utilização militar.

A administração Trump adicionou um conjunto de empresas à sua “lista negra”, nas quais constam a Sugon, Wuxi Jiangnan Institute of Computing Technology, Higon, Chengdu Haiguang Integrated Circuit e Chengdu Haiguang Microelectronics Technology.

(https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2019/02/china_eua_huawei_3.jpg)

A principal justificação para tal demanda prende-se com as preocupações acerca da utilização dos supercomputadores destas empresas para fins militares, afectando a segurança nacional dos EUA.

Assim sendo, estas empresas ficam impedidas de recorrer a componentes e serviços de empresas norte-americanas. Em declarações, a estação de rádio China Radio International afirmou que esta jogada dos EUA vai contra o consenso entre Donald Trump e Xi Jinping, acordado na Argentina no passado mês de Dezembro.

No matter whether it is aimed at suppressing Chinese technology or its long-term economic development, or put pressure on China in the trade negotiations, the United States will not achieve its aims,

A guerra comercial entre as duas potências mundiais não parece ter um final próximo, com o braço de ferro a perdurar nas relações entre ambos.

No que toca ao segmento de supercomputadores, tal já não é propriamente novo: é comum que o top mundial de supercomputadores seja composto essencialmente por terminais da China e EUA.

https://pplware.sapo.pt/informacao/governo-eua-boicota-empresas-supercomputadores-chinesas/
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Junho 24, 2019, 08:57:15 pm
Os dois supercomputadores mais rápidos do mundo continuam a ser da IBM

A nova lista do Top500 foi revelada na Alemanha, sem alterações nas duas primeiras posições que continuam a ser ocupadas por supercomputadores americanos. No entanto, a China é o país com mais sistemas na lista, totalizando 219 contra 116 dos Estados Unidos.

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=YWM0QYbErgQC+wOAXZ68PeeYiq9YO3VXcUM98DWJkRCPLSnJ3wuw2/PdLcYokHw9HiYNO1DXvdfK5U3AB8+bFH/mwdG5fPJrrlRg/dYVGgfp20k=&W=800&H=0&png=1&delay_optim=1)

Na abertura da Conferência Internacional de Supercomputação (ISC), a decorrer em Frankfurt, foi apresentada a 53ª lista bianual do Top500 – um projeto lançado em 1993 para classificar os sistemas de computador mais poderosos do mundo. Pela primeira vez, todos os 500 sistemas da lista apresentam um petaflop ou mais no benchmark High Performance Linpack (HPL).

A chinesa Lenovo revelou-se o maior fornecedor global de supercomputadores, contando com 173 dos 500 mais poderosos da lista. Seguem-se a Inspur com 71, a Sugon com 63 e a Hewlett Packard Enterprises (HPE) com 40. Em termos de petaflops, os equipamentos da Lenovo combinados ascendem aos 302, seguidos pela IBM com 207, a Cray com 183,4, a HPE com 120,1 e a Sugon com 96 petaflops.

O Summit (148,6 petaflops) e o Sierra (94,6 petaflops), ambos da IBM, mantêm as duas primeiras posições. O terceiro lugar é agora ocupado pelo Sunway TaihuLight (93 petaflops), desenvolvido pelo Centro Nacional de Investigação de Engenharia de Computação e Tecnologia da China (NRCPC). Em quarto está o Tianhe-2A, também de origem chinesa, que utiliza processadores Intel Xeon e Matrix-2000 para atingir 61,4 petaflops.

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=NWY1czk2+FYS9wxZ2wzLIRE9CXekDqnVen3Wv7yisp1n6bD1B8tWrqw2FCI3LogLGXb1TX/idIBPvkMCEe4TEEbeA+VioEfGe9BEH8zTjSU8pmA=&W=770&H=0&png=1&delay_optim=1)

Analisando por países, a China lidera com 219 sistemas no Top500. Em segundo lugar estão os Estados Unidos, com 116, seguindo-se Japão com 29, França com 19, Reino Unido com 18 e Alemanha com 14. No entanto, em termos de total de capacidade HPL, os americanos detêm 38,4% da lista (sendo que só o Sierra e o Summit juntos perfazem 15,6%), ultrapassando os 29,9% dos chineses.

https://tek.sapo.pt/noticias/computadores/artigos/os-dois-supercomputadores-mais-rapidos-do-mundo-continuam-a-ser-da-ibm
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Julho 18, 2019, 06:52:43 pm
G7 chega a acordo para a criação de imposto digital



Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitano89 em Julho 29, 2019, 05:40:22 pm
Tecnologias quânticas estão a mudar as nossas vidas digitais


Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Lusitan em Agosto 08, 2019, 05:06:03 pm
The Coming Automation of Propaganda

https://warontherocks.com/2019/08/the-coming-automation-of-propaganda/

Deixo aqui uma passagem do texto para que apreciem o perigo desta tecnologia:

To appreciate the threat at the intersection of deepfakes and machine personas, consider your daily diet of online information. You probably know enough to avoid following small, suspicious accounts on Twitter or browsing links to sites of which you’ve never heard. You probably don’t accept Facebook friend requests from people you’ve never met and generally stay out of the seedier parts of Reddit. However, the Internet is an ecosystem built for virality. A disruption somewhere can have impacts almost anywhere.

Imagine an influence-actor posts a deepfake video of the NYPD beating a young minority man to death in an alley. The alley in the background is real. The faces of the police doing the beating are real. The face of the man beaten to death is real, taken from a list of missing persons. The video need only be dropped in a forum somewhere for the Internet to do the rest. Machine personas can then set about controlling the dialogue, goading opposition, reinforcing extremists, and generally shaping the conversation in the most confrontational direction possible. In popular forums such as Reddit, they automatically identify and signal-boost comments about the incident that threaten violence against the police and government. Users claiming the footage is deepfaked are targeted by these same machine personas with downvotes and accusations of supporting a cover up. The omnipresent machine personas fake a public consensus and make dissenters feel they are an unwelcome minority. Posts about the incident reach the front page of Reddit where real users pick up and spread the “news” across Facebook and Twitter, reaching an audience of millions in just a few hours.

As the NYPD struggles to evaluate the video and debunk it, an operative assuming the identity of a concerned NYPD officer sends a deepfake audio file to a major U.S. news publication. The file contains the supervisor of the framed officers engaging in a racial epithet-laden rant about the alleged cover-up. The deceived news organization vouches for its credibility, lending its authority to the outrage. Machine personas automatically identify and signal-boost tweets and comments advocating for protest marches. In the following days, a video surfaces on 4chan of immigrants kidnapping and sexually assaulting a young girl, though nobody in the video actually exists to undermine its authenticity. Machine personas then begin advocating on 4chan and 8chan for acts of revenge against the planned protesters, who the machine personas label politically responsible for advocating pro-immigration policies.

Whether a malicious group would engage in such an overtly provocative act or merely patiently stoke the same resentments is debatable. The danger is that these technologies exist now. Though they may only be prototypes, it is ill-advised to bet against technological progress. In a world where the above scenario is possible, curating your social media contacts is insufficient to insulate yourself from the effects of malign actors. If you are American, you also may have imagined Russia behind this fictional attack, but we ask you to think more broadly. While the resources of a state actor made possible the interference into the 2016 U.S. presidential campaign, AI technologies could put this power into the hands of minor state or even non-state actors. In fact, nothing about this vignette couldn’t be done by a talented lone wolf lacking any intelligence footprint whatsoever.
Título: Re: Supercomputação
Enviado por: Viajante em Agosto 27, 2019, 10:40:44 am
Aitken: Supercomputador da NASA que ajudará a levar o homem à Lua

Supercomputadores não existem em muitos países, mas Portugal já tem um! Neste segmento da supercomputação, a NASA deu a conhecer recentemente o seu novo supercomputador, o Aitken.
Esta super-máquina destaca-se por ter 46 080 núcleos e um poder computacional de 3,69 petaflops. Este supercomputador irá ajudar na missão Artemis cujo objectivo é levar novamente o homem à Lua.

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Aitken foi o nome escolhido para o novo supercomputador da NASA. De acordo com o que foi revelado, esta máquina tem como base o sistema HPE SGI 8600. Ao nível do processamento este supercomputador tem então 46 080 núcleos e a capacidade de armazenamento chegará aos 221 TB. A performance (teórica) pode chegar aos 3,69 petaflops. O Aitken está instalado no Centro de investigação Ames, em Silicon Valley, nos Estados Unidos.
Sabe-se também que esta super-máquina tem um sistema de refrigeração altamente evoluído e contará com o suporte da Hewlett Packard Enterprise. O design do sistema é modular o que, segundo a NASA, garante uma melhor eficiência energética e um consumo mais reduzido.

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Aitken vai ajudar na missão Artemis

A NASA tem prevista uma missão à Lua já em 2024. O Aitken irá ajudar nos cálculos e simulações, garantindo a maior rapidez na apresentação dos resultados. De acordo com informações, este novo supercomputador será usado por mais de 1500 cientistas e engenheiros que fazem parte da missão.
Os planos da NASA para retornar à Lua estão traçados e bem definidos. A Agência Espacial Norte Americana já revelou como tudo irá acontecer. Nos planos que já foram apresentados, foi revelado que a primeira missão Artemis irá levar uma cápsula não tripulada à órbita da Lua já em 2020. A segunda, Artemis 2, irá acontecer em 2022 e irá repetir a viagem, desta vez com uma tripulação humana presente.

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Por fim, em 2024, será a vez da Artemis 3 completar a missão proposta. Esta aterrará na Lua, completando a proposta feita para regresso ao satélite da Terra. Espera-se que nesta missão esteja presente, pela primeira vez, uma astronauta feminina.

https://pplware.sapo.pt/informacao/aitken-supercomputador-da-nasa-que-ajudara-a-levar-o-homem-a-lua/