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Economia => Mundo => Tópico iniciado por: Cabeça de Martelo em Junho 16, 2016, 01:47:40 pm

Título: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 16, 2016, 01:47:40 pm
https://www.facebook.com/theguardian/videos/10154257090911323/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 16, 2016, 04:29:33 pm
Campanha do Brexit suspensa após deputada ter sido atingida a tiro

A campanha foi suspensa após uma deputada do Partido do Trabalhista, Jo Cox, ter sido baleada esta quinta-feira em Leeds. David Cameron cancelou a viagem a Gibraltar.

http://observador.pt/2016/06/16/campanha-do-brexit-suspensa-apos-deputada-ter-sido-atingida-a-tiro/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 18, 2016, 12:04:16 pm
Votos da Escócia e Irlanda do Norte poderão ser insuficientes para impedir saída da UE

Escócia e Irlanda do Norte são as nações do Reino Unido mais euro-entusiásticas, mas os votos escoceses e irlandeses no referendo de quinta-feira poderão ser insuficientes para garantir a permanência do Reino Unido na União Europeia.

http://24.sapo.pt/article/lusa-sapo-pt_2016_06_18_928174574_votos-da-escocia-e-irlanda-do-norte-poderao-ser-insuficientes-para-impedir-saida-da-ue
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 21, 2016, 09:53:03 pm
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 23, 2016, 03:28:54 pm
Brexit: sondagem final dá vantagem à permanência com 52% dos votos

A última sondagem realizada na campanha eleitoral do referendo britânico sobre a União Europeia mostra uma vantagem de 4% dos partidários da permanência do país.

Brexit: sondagem final dá vantagem à permanência com 52% dos votos



A sondagem realizada pelo instituto Ipsos-Mori nas últimas 48 horas de campanha, aponta 52% das intenções de voto para o "Remain" ("Permanecer") e 48% para o "Leave" ("sair"), com 53% dos entrevistados convencidos de que a "Permanência" será vitoriosa, 26% pela saída da UE e 21% sem opinião.

O resultado contrasta com as pesquisas divulgadas na quarta-feira, o que demonstra a volatilidade das sondagens. Nos índices divulgados na véspera, os partidários do Brexit estavam com uma vantagem de 1 a 2%, com uma percentagem de indecisos que oscilava entre 9% e 16%.

Uma nova sondagem deve ser divulgada esta noite, que não será à boca da urna. No total, 46,5 milhões de britânicos serão chamados a votar no referendo desta quinta-feira.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 23, 2016, 03:34:39 pm
O dia de todas as decisões

Pedro Rolo Duarte


Hoje é o dia. Hoje vamos saber se a Grã-Bretanha vai fazer desmoronar a União Europeia - ou se, não a desfazendo, a vai deixar ferida, enquanto o país recupera da explosão programada que criou no reino de vários reinos…


As sondagens foram variando ao longo do tempo, mas é evidente que todas mostram o mesmo cenário: uma profunda divisão interna, provocada por fenómenos tão díspares quanto a imigração e a moeda única, o terrorismo e a balança comercial. Neste quadro, o debate foi de tal forma confuso, que até a intenção de voto dos ingleses se foi dispersando ao longo do tempo.

Como português, e defensor da causa europeia, espero que o referendo mantenha o Reino Unido debaixo da bandeira azul estrelada. Mas não deixo de pensar nos paradoxos desta "união", um mês depois de ter aterrado em Manchester, onde estuda o meu filho, e me ter voltado a confrontar com duas moedas, câmbios e taxas de juros nas operações bancárias. Na verdade, a Grã-Bretanha tem estado sempre com um pé dentro e outro fora do projecto europeu, numa fina mistura entre o "adepto" e o "sócio". Sem colocar numa balança o que ganha e perde com esta postura, ela traduz uma eterna desconfiança em relação à UE, e uma ameaça permanente sobre a ideia fundadora desta União. Por outro lado, ao mesmo tempo, enquanto trocava euros por libras, não deixava de notar em placas como a que está pregada numa pequena ponte no MediaCityUK, uma renovada zona da cidade onde hoje funcionam, entre outras, a BBC: "This project has been part-financed by the European Community"...

… O melhor dos dois mundos, portanto. Não deixa de recorrer aos financiamentos possíveis na Europa, como não deixa de criticar políticas sociais que podem levar a um fluxo migratório indesejável neste momento. Duvida da União, mas beneficia por lhe pertencer, ainda que parcialmente.

O que daqui resulta, neste dia de referendo, é uma questão mais global e abrangente: saber até que ponto o Reino Unido, centro da democracia mundial, vai saber, com a palavras dos seus cidadãos, mostrar que permanece fiel às ideias humanistas que também orientam a União Europeia, mesmo quando falha nas suas intenções. E tem falhado bastante.

Porém, há que reconhecer a evidência: estaríamos hoje bem piores se não tivesse havido quem pensasse um projecto europeu. E não falo apenas dos países mais pobres. Falo também daqueles que, no equilíbrio possível entre economias diferentes, puderam crescer num espaço sem ameaças maiores nem abismos nas fronteiras. Nesta Europa cheia de imperfeições, todos ganhamos com a União - ao contrário da ideia feita segundo a qual os países mais pobres beneficiam mais do que os ricos… -, e até o dividido Reino Unido faz parte dos que têm mais a ganhar do que a perder. Mais logo saberemos se os britânicos pensam o mesmo…

Leituras boas da semana

Excelente o artigo de Nora Kelly na revista norte-americana The Atlantic sobre a relação entre Donald Trump e a televisão, e como pensa o putativo candidato resolver a questão…

José Milhazes é, indiscutivelmente, o português que melhor conhece a Russia e o que a rodeia. Num excelente artigo publicado há dias no jornal online Observador, explica com clareza as relações entre o país de Putin e os seus vizinhos - ou seja, nós, os europeus…

Aconteça o que acontecer com a nossa selecção no próximo sábado, o conselho serve: perdoar, esquecer, prolonga a vida. O artigo vem na insuspeita Time e serve para qualquer resultado: se sairmos vitoriosos, podemos perdoar os erros passados. Se perdermos, é mais saudável esquecer do que ficar a remoer e a culpar os Ronaldos desta vida…
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 24, 2016, 10:22:42 am
É oficial, o Reino Unido está fora da União Europeia!

David Cameron já pediu a demissão.....

O que se segue? A desintegração da UE ou o acelerar de integração, uma vez que o membro mais eurocéptico vai saír?

Vamos ter uma Federação Europeia como os EUA? Exército Único?
Título: Re: Brexit
Enviado por: Get_It em Junho 24, 2016, 10:44:00 am
Não faço ideia. Só sei que Portugal ficou a perder:

Cumprimentos,
Título: Re: Brexit
Enviado por: HSMW em Junho 24, 2016, 11:00:25 am
E os ingleses que vinham passar férias ao Algarve e mesmo aqueles com residência permanente?
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 24, 2016, 11:16:34 am
Sem dúvida que Portugal vai perder imenso, mas acho que o Reino Unido vai perder mais ainda.

É que é preciso olharem para os resultados e perceberem que a Escócia escolheu ficar na UE com 62%! Acho que os Ingleses não olharam para os danos colaterais que vão sofrer.

Quanto aos emigrantes, sejam portugueses lá ou ingleses cá, para já vai haver um período de transição, o Brexit vai demorar muito tempo, podem sempre pedir a residência permanente, mas sim, fiscalmente vai ser prejudicial e não acredito que a UE vá ser meiga! E não tenho dúvidas que a Alemanha vai ficar ainda mais forte (forte com pés de barro em termos de defesa).

Eu acho que ou a integração europeia vai acelerar ou então os eurocépticos que existem na Alemanha vão fartar-se e correrem com os países mais fracos e criarem um núcleo duro mais coeso! Apesar de ter muitas dúvidas de que interesse à Alemanha uma UE mais fraca (expulsão dos países do sul, ou a Alemanha pura e simplesmente saír do Euro), porque o enorme superávite Alemão só é possível com déficits por outras paragens.............

Para já a bolsa na Inglaterra está a caír a pique, 2 dígitos!!!!! Por cá cái 7%!!!! É sem dúvida um dia negro.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Junho 24, 2016, 01:53:09 pm
NATO Secretary General’s statement on the outcome of the British referendum on the EU



Título: Re: Brexit
Enviado por: Get_It em Junho 24, 2016, 04:27:07 pm
Eu acho que ou a integração europeia vai acelerar ou então os eurocépticos que existem na Alemanha vão fartar-se e correrem com os países mais fracos e criarem um núcleo duro mais coeso! Apesar de ter muitas dúvidas de que interesse à Alemanha uma UE mais fraca (expulsão dos países do sul, ou a Alemanha pura e simplesmente saír do Euro), porque o enorme superávite Alemão só é possível com déficits por outras paragens.............
Não me parece que os «eurocépticos» na Alemanha tenham peso suficiente para conseguirem correr com os países mais fracos, ou algo do género, e não acho que os alemães sejam tão burros como os britânicos para deixarem-se ser influenciados pelos medias e por campanhas anti-EU.

Também é contra o interesse da Alemanha que os países, por mais fracos que sejam, saíam da UE, pois deixaria de ter um poder directo de influência nesses países que estão bastante dependentes de Bruxelas (e da França e Alemanha).

Entretanto:
Academics fear new Brexit – a brain exit – after referendum vote
(24 de Junho de 2016)
Citação de: The Independent
A new form of Brexit – a brain exit or brain drain – could hit Britain’s universities and wider scientific community following the referendum vote to leave the European Union, academics have warned.

Professor Simon Wessely, president of the Royal College of Psychiatrists and chair psychological medicine at King’s College London, joked that he wanted “a one-way flight to Zurich please”.

And, while he stressed this had been meant as a “gag”, he told The Independent in an email there was serious concern that academics from other European Union countries might decide to leave the UK.

[continua]
Fonte: http://www.independent.co.uk/news/science/brain-drain-brexit-universities-science-academics-referendum-eu-a7100266.html (http://www.independent.co.uk/news/science/brain-drain-brexit-universities-science-academics-referendum-eu-a7100266.html)

Cumprimentos,
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 25, 2016, 12:59:33 am
o povo ingles tomou a decisao correcta.
Ja era tempo de vez de livrarem-se duma instituicao burocratica, nao democratica, decadente que esta a milhas de perceber as necessidades do comum cidadao.

Em Portugal, pequenos e cobardes como sois, continuam subjugados a Bruxelas. Portugal na miseria, Reino Unido vai construirum futuro melhor. E faco votos que mais paises sigam o exemplo- Suecia, Franca etc

Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 25, 2016, 10:48:20 am
Ó Pedro faz-me um pequeno favor, vai chamar cobarde a quem te fez as orelhas! Se não sabes comportar-te então estás no sitio errado.

Tu sabes as consequências práticas que aconteceriam a Portugal se saíssemos da UE? Se não sabes, pesquisa um pouco antes de dizeres asneiras e das grandes.

EU fui contra a entrada no Euro (€) desde o primeiro dia, mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos. E em relação à UE é ainda pior, afinal entre o dinheiro que recebemos e o que temos para pagar em divida... é algo pura e simplesmente impensável sairmos, porque a nossa economia iria colapsar.

O RU é bem provável que vá pagar e muito pela saída da UE, Desde a economia que vai ser e muito afectada (tanto a industria como a banca vão levar um rombo colossal), passando pela integridade territorial (pode haver uma secessão com a Escócia e o Norte da Irlanda a saírem do RU).

É muito engraçado dizer que a UE é a responsável pela emigração em massa para o RU, mas na verdade não é saindo da UE que isso vai acabar com esse fenómeno.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Get_It em Junho 25, 2016, 11:10:50 am
É muito engraçado dizer que a UE é a responsável pela emigração em massa para o RU, mas na verdade não é saindo da UE que isso vai acabar com esse fenómeno.
Não vai demorar muito para eles voltarem atrás nisso da imigração quando virem que não conseguem ter mão-de-obra barata e ser competitivos contra empresas estrangeiras sem esses imigrantes. Sem falar a falta que eles têm em várias áreas de pessoal qualificado.

Quanto a Portugal: alguns devem ter sentido na pele como era Portugal antes do 25 de Abril ou pelo menos ouvido falar da miséria e da fome que existia. Pois bem, Portugal saindo da UE não iria conseguir manter muitos dos programas que tem e iríamos ter de baixar o nível de qualidade de vida e provavelmente iríamos chegar à miséria que isto era durante o Estado Novo. Depois, à boa moda portuguesa, iam ser greves atrás de greves, elites a puxar a brasa para sua sardinha e mudanças de governo atrás de mudanças de governo, e nunca íamos conseguir quebrar o ciclo e reconstruir a economia.

Se realmente querem sair da UE e do euro, então é preciso criar uma economia forte e independente, o que implica acabar com o mamanço abusivo dos subsídios estatais e europeus e com a corrupção que anda por aí. Acredito que até exista por aí muito pessoal com interesses e energia para uma campanha anti-EU (partidos da esquerda, nem que seja pela publicidade e popularidade que isso lhes trás), mas quando chega à hora de combater nem que seja um bocado da corrupção estão quietinhos e caladinhos.

Cumprimentos,
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 25, 2016, 11:28:42 am
Exacto, basta ver o que aconteceu na Grécia, o Syriza berrou, esperneou, mas no momento "h" baixou as calças e foi fornicado a sangue frio. Uma coisa é falar, outra coisa é fazer e acartar com as consequências.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 25, 2016, 01:02:08 pm
Ó Pedro faz-me um pequeno favor, vai chamar cobarde a quem te fez as orelhas! Se não sabes comportar-te então estás no sitio errado.

Tu sabes as consequências práticas que aconteceriam a Portugal se saíssemos da UE? Se não sabes, pesquisa um pouco antes de dizeres asneiras e das grandes.

EU fui contra a entrada no Euro (€) desde o primeiro dia, mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos. E em relação à UE é ainda pior, afinal entre o dinheiro que recebemos e o que temos para pagar em divida... é algo pura e simplesmente impensável sairmos, porque a nossa economia iria colapsar.

O RU é bem provável que vá pagar e muito pela saída da UE, Desde a economia que vai ser e muito afectada (tanto a industria como a banca vão levar um rombo colossal), passando pela integridade territorial (pode haver uma secessão com a Escócia e o Norte da Irlanda a saírem do RU).

É muito engraçado dizer que a UE é a responsável pela emigração em massa para o RU, mas na verdade não é saindo da UE que isso vai acabar com esse fenómeno.

Islandia, Noruega, Suica, tudo paises com boa qualidade de vida e fora da uniao europeia

"mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos" , que discurso de subserviencia, que mentalidade de medo e pouca valentia. continuai por portugal a gozar da boa vida que com certeza tendes

Haja politicos ingleses a altura de levar a cabo a vontade do povo britanico em desligarem-se duma organizacao que esta a prejudicar o desenvolvimento na europa.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 25, 2016, 02:09:53 pm
Ó Pedro faz-me um pequeno favor, vai chamar cobarde a quem te fez as orelhas! Se não sabes comportar-te então estás no sitio errado.

Tu sabes as consequências práticas que aconteceriam a Portugal se saíssemos da UE? Se não sabes, pesquisa um pouco antes de dizeres asneiras e das grandes.

EU fui contra a entrada no Euro (€) desde o primeiro dia, mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos. E em relação à UE é ainda pior, afinal entre o dinheiro que recebemos e o que temos para pagar em divida... é algo pura e simplesmente impensável sairmos, porque a nossa economia iria colapsar.

O RU é bem provável que vá pagar e muito pela saída da UE, Desde a economia que vai ser e muito afectada (tanto a industria como a banca vão levar um rombo colossal), passando pela integridade territorial (pode haver uma secessão com a Escócia e o Norte da Irlanda a saírem do RU).

É muito engraçado dizer que a UE é a responsável pela emigração em massa para o RU, mas na verdade não é saindo da UE que isso vai acabar com esse fenómeno.

Islandia, Noruega, Suica, tudo paises com boa qualidade de vida e fora da uniao europeia

"mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos" , que discurso de subserviencia, que mentalidade de medo e pouca valentia. continuai por portugal a gozar da boa vida que com certeza tendes

Haja politicos ingleses a altura de levar a cabo a vontade do povo britanico em desligarem-se duma organizacao que esta a prejudicar o desenvolvimento na europa.

Como? Estás a falar da Suiça que é talvez a maior offshore do mundo e não é pelos melhores motivos? A Noruega tem petróleo, que nós para já ainda não temos e para além disso são gestores exímios, a Noruega tem só o maior fundo soberano do mundo e que vale mais de 800 mil milhões de euros, graças ao petróleo e está sempre a aumentar todos os anos!

A Islãndia é um pequeníssimo país e que por acaso já faliu por causa ....... dos bancos com uma dimensão muito grande para o tamanho do país!

Eu não sei se te lembras do modo de vida antes de 1986 em Portugal. Um país pobre, fechado e ...... atrasado (economicamente, politicamente, na educação, insfraestruturas, etc, etc.....), vê o salto que demos depois de 1986. Isto obviamente e à parte a boa ou a assim-assim gestão dos fundos comunitários.

Por falar em fundos comunitários, é bom que os portugueses saibam que em cada quadro comunitário (o actual é o Portugal2020 e vai de 2014 a 2020), na pratica faz com que Portugal vá contribuír para o Orçamento Comunitário com mais de 2 mil milhões de euros (2014 a 2020) mas em troca vai receber mais de 27 mil milhões de euros! Sabes o impacto que é para o país deixarmos de receber por ano mais de 4 mil milhões de euros? Sabes como era viver no pré-1986?

E já agora, diz-me lá 1 projecto de grande envergadura e feito no país que não tenha uma placa azul de co-financiamento da UE. Tens desde Escolas, tribunais, edifícios públicos, estradas, auto-estradas, obras municipais..... até rotundas, saneamento, águas, etc, etc, tudo co-financiado pela UE. Passando pelo ensino (bolsas de doutoramento e mestrado financiadas, o ensino profissional é financiado a 85% pela UE), subsídios de desemprego, formação profissional, ...... e se imaginasses os subsídios que as empresas portuguesas recebem....... a agricultura provavelmente desaparecia sem os subsídios. Há subsídios para tudo....... pescas idem aspas..... agora se nós não utilizamos bem esse dinheiro, é um problema nosso!!!!

Realmente a UE é tão má, tão má que eu nem percebo porque não saímos dela!!!!!

1 à parte, a maior parte da legislação portuguesa vem da UE (e ainda bem por uma questão de uniformidade de regras e de livre circulação de bens e pessoas). E um assunto importante, a UE por norma não defende as empresas (como normalmente fazem os países mais fechados com impostos sobre importações, bastante elevados, para favorecerem as empresas nacionais), a UE defende a cima de tudo o consumidor, para termos produtos o mais barato possível!!!

Pedro, imagina que eras Alemão (é só o maior contribuinte líquido da UE) e vê que é todos os dias atacado pelos outros países...... imagina que se farta e pensa e tomar um rumo sozinho...... é o risco que corremos com os radicalismos e as tuas ideias......
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 25, 2016, 02:26:14 pm
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 25, 2016, 03:15:27 pm
Algumas das consequências do Brexit:

http://rr.sapo.pt/noticia/57407/novo_referendo_a_independencia_na_escocia_esta_em_cima_da_mesa

http://bandalargablogue.blogs.sapo.pt/a-escocia-e-londres-querem-manter-se-na-1677324

http://24.sapo.pt/article/lusa-sapo-pt_2016_06_25_1695419156_mais-de-um-milhao-de-britanicos-ja-subscreveu-peticao-para-realizacao-de-segundo-referendo

http://rr.sapo.pt/noticia/57452/promessas_do_brexit_caem_24_horas_depois_do_referendo
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 25, 2016, 03:23:37 pm
Ó Pedro faz-me um pequeno favor, vai chamar cobarde a quem te fez as orelhas! Se não sabes comportar-te então estás no sitio errado.

Tu sabes as consequências práticas que aconteceriam a Portugal se saíssemos da UE? Se não sabes, pesquisa um pouco antes de dizeres asneiras e das grandes.

EU fui contra a entrada no Euro (€) desde o primeiro dia, mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos. E em relação à UE é ainda pior, afinal entre o dinheiro que recebemos e o que temos para pagar em divida... é algo pura e simplesmente impensável sairmos, porque a nossa economia iria colapsar.

O RU é bem provável que vá pagar e muito pela saída da UE, Desde a economia que vai ser e muito afectada (tanto a industria como a banca vão levar um rombo colossal), passando pela integridade territorial (pode haver uma secessão com a Escócia e o Norte da Irlanda a saírem do RU).

É muito engraçado dizer que a UE é a responsável pela emigração em massa para o RU, mas na verdade não é saindo da UE que isso vai acabar com esse fenómeno.

Islandia, Noruega, Suica, tudo paises com boa qualidade de vida e fora da uniao europeia

 :rir:

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"mas agora que entramos não outra solução senão aguentarmos" , que discurso de subserviencia, que mentalidade de medo e pouca valentia. continuai por portugal a gozar da boa vida que com certeza tendes

Rapaz, os heróis morreram todos na guerra. Tu que pelos vistos és emigrante podes mandar umas bocas para o ar que ao contrário de mim e da minha família, não és afectado. O que tu defendes não é "heroismo", é burrice pura e dura. Faz as contas e diz-me como é que o Estado iria pagar aos seus FP, aos reformados, aos que estão no desemprego no final do mês, diz-me como é que o estado iria pagar a divida que tem, ou financiar-se lá fora. Diz-me lá, ó cabecinha pensadora.

falar é fácil, o difícil é concretizar.

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Haja politicos ingleses a altura de levar a cabo a vontade do povo britanico em desligarem-se duma organizacao que esta a prejudicar o desenvolvimento na europa.

Pois é, depois quando a escócia e o Norte da Irlanda sair do RU, vão ter uma grande país... :bang:
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 25, 2016, 03:51:38 pm
Para o Viajante:

fala como se não houvesse mundo para lá da união europeia, vende a falácia de que é impossível crescer sem fazer parte dessa organização, quando actualmente a ue não apresenta crescimento económico e está cheia de problemas sociais e afins. a união europeia a meu ver foi um instrumento criado para matar a soberania dos países. onde está a produção nacional?


Para o Cabeça de Martelo:

nem a irlanda do norte nem a escócia vão sair do reino unido
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 25, 2016, 04:23:40 pm
Para o Viajante:

fala como se não houvesse mundo para lá da união europeia, vende a falácia de que é impossível crescer sem fazer parte dessa organização, quando actualmente a ue não apresenta crescimento económico e está cheia de problemas sociais e afins. a união europeia a meu ver foi um instrumento criado para matar a soberania dos países. onde está a produção nacional?

A UE apresenta toda uma série de problemas que estão identificados, mas que a Alemanha e outros temem em não fazerem frente porque estão a lucrar com os mesmo ou os políticos desses países não têm coragem politica para executar as reformas necessárias. Dito isto, uma vez que um país pertence à UE e ao euro (€), é praticamente impossível sair. O RU pelo contrário, sempre teve um pé dentro e outro fora. Países como por exemplo a Noruega também fazem o mesmo ao não serem membros da UE, nem do euro, mas fazem parte do espaço Schengen.

Dito isto o RU apesar de estarem muito menos integrados no projecto Europeu, sofreram um desvalorização brutal da sua moeda nacional, vão ver o aumento muito substancial do desemprego, ao enfraquecimento da banca e da sua industria.


Citar
Para o Cabeça de Martelo:

nem a irlanda do norte nem a escócia vão sair do reino unido

Talvez devesses dizer isso a esta senhora:

http://rr.sapo.pt/noticia/57407/novo_referendo_a_independencia_na_escocia_esta_em_cima_da_mesa

É "apenas" a primeira-ministra escocesa...
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 25, 2016, 04:34:12 pm
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Governo e executivos preveem nova crise econômica no Japão
Iene sofreu forte alta após saída do Reino Unido da União Europeia
Crédito: Redação - 25/06/2016 - Sábado, 14:37h

Tóquio - “Existe a probabilidade de que ocorra uma crise econômica semelhante a do Lehman Brothers (2008)”, declarou na sexta-feira (24) durante coletiva à imprensa, Hiroshige Sekou, vice-chefe do Gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe, referindo-se à forte alta do iene provocada pela desvalorização repentina do euro e do dólar.

A alta do iene está relacionada à decisão do Reino Unido, em referendo, de deixar a União Europeia. A valorização da moeda japonesa pode trazer graves consequencias à economia local, a maior delas o desemprego, principalmente para trabalhadores ligados ao setor exportador e que possuem contratos de trabalho temporário, como ocorreu na crise de 2008. Neste perfil se enquadra grande parte da mão de obra brasileira residente no país.

Com o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia, os investidores passaram a procurar o iene como alternativa de investimento.

A fuga dos investidores do euro provocou forte queda do dólar que, na sexta-feira, recuou de 106,60 ienes para 99 ienes, fato que não ocorria desde novembro de 2013.

O iene fechou o dia a 101,50 por dólar, marcando perda recorde de 3,4 pontos em apenas um dia. De uma cesta de 10 principais moedas, entre elas a libra esterlina inglesa, o franco francês e o marco alemão, a maior alta foi a do iene.

Yoshimitsu Kobayashi, diretor da Associação Japonesa de Executivos Empresariais (Keizai Doyukai), instituição que reúne os executivos das principais empresas japonesas, disse ao jornal Asahi que a decisão do Reino Unido “é o prenúncio de uma guinada repentina na economia mundial”.

Esta é a mesma posição do presidente da Federação Empresarial do Japão (Keidanren), Sadayuki Sakakibara. Para ele, o impacto da decisão sobre as empresas japonesas será forte. “Com a valorização repentina do iene, o produto japonês fica mais caro no exterior, perdendo competitividade”, explicou o executivo.

Segundo o Teikoku Databank, instituição que monitora os principais dados econômicos do país, cerca de 1.380 empresas japonesas que planejavam investir ou mantêm negócios relacionados à exportação no Reino Unido devem mudar de posição. Esses negócios envolvem desde o setor petrolífero ao automobilístico.

A redução das vendas no setor exportador, principalmente de veículos, pode provocar o fechamento de postos de trabalho no Japão, atingindo principalmente os trabalhadores com contratos de trabalho por tempo determinado ou temporário.

Para o Banco do Japão, a cotação do iene a partir de 105 por dólar, dependendo do produto a ser oferecido no exterior, já é o suficiente para o início da redução de postos de trabalho no setor exportador.

http://www.alternativa.co.jp/Noticia/View/58753/Governo-e-executivos-preveem-nova-crise-economica-no-Japao (http://www.alternativa.co.jp/Noticia/View/58753/Governo-e-executivos-preveem-nova-crise-economica-no-Japao)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 25, 2016, 05:15:02 pm
Ataques de pânico, reuniões familiares de urgência e choro. Portugueses no Reino Unido falam das reações dos amigos britânicos

http://ionline.sapo.pt/artigo/514514/ataques-de-p-nico-reunioes-familiares-de-urg-ncia-e-choro-portugueses-no-reino-unido-falam-das-reacoes-dos-amigos-brit-nicos?seccao=Mundo_i

Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 25, 2016, 11:43:37 pm
Para o Viajante:

fala como se não houvesse mundo para lá da união europeia, vende a falácia de que é impossível crescer sem fazer parte dessa organização, quando actualmente a ue não apresenta crescimento económico e está cheia de problemas sociais e afins. a união europeia a meu ver foi um instrumento criado para matar a soberania dos países. onde está a produção nacional?

A UE apresenta toda uma série de problemas que estão identificados, mas que a Alemanha e outros temem em não fazerem frente porque estão a lucrar com os mesmo ou os políticos desses países não têm coragem politica para executar as reformas necessárias. Dito isto, uma vez que um país pertence à UE e ao euro (€), é praticamente impossível sair. O RU pelo contrário, sempre teve um pé dentro e outro fora. Países como por exemplo a Noruega também fazem o mesmo ao não serem membros da UE, nem do euro, mas fazem parte do espaço Schengen.

Dito isto o RU apesar de estarem muito menos integrados no projecto Europeu, sofreram um desvalorização brutal da sua moeda nacional, vão ver o aumento muito substancial do desemprego, ao enfraquecimento da banca e da sua industria.


Citar
Para o Cabeça de Martelo:

nem a irlanda do norte nem a escócia vão sair do reino unido

Talvez devesses dizer isso a esta senhora:

http://rr.sapo.pt/noticia/57407/novo_referendo_a_independencia_na_escocia_esta_em_cima_da_mesa

É "apenas" a primeira-ministra escocesa...

ha coisas que nao tem preco, uma delas e a liberdade. os cenarios economicos pessimistas que avancam para o reino unido serao (acredito) de curto-medio prazo. o povo britanico e lutador e trabalhador e resistente o suficiente para dar a volta por cima. resta saber em que estado estara a economia da uniao europeia daqui a dois, cinco anos. pior ou melhor do que o reino unido? veremos

la pela primeira ministra da escocia querer um segundo referendo nao lhe da direito automatico a nada
as probabilidades disso acontecer sao muito reduzidas (ficarei bastante surpreendido se se realizar)
os escoceses tiveram a oportunidades deles pela independencia- se tivessem vencido eram livres de adoptar o euro ou nao, fazerem os acordos economicos que quisessem. eram soberanos. no entanto escolheram fazer parte do reino unido, o reino unido votou para sair da uniao europeia. logo a escocia tem que sair da uniao europeia tambem. e a vida.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 26, 2016, 01:21:48 pm
Pedro? Ninguém prende Portugal, quando quiser, pode saír da UE (apesar dos tratados não preverem essa situação devido ao facto de termos o euro).

Mas eu e muitos outros que compraram casa a crédito, não me agrada nada ter uma dívida em euros e passar a ganhar o meu salário numa moeda que pelo menos vai valer metade da actual, ou seja, na prática é como se as nossas dívidas passassem de um dia para o outro para o dobro (quem pede a saída do euro defende a desvalorização da nova moeda, para evitar cortar salários). Este é só um dos aspectos negativos da saída, mas há muitos mais, por exemplo as taxas de juro do euro são praticamente zero! Com a nova moeda..... lembras-te dos juros em 1986? Eram de 2 dígitos, caso não saibas. E o petróleo pago em dólares (taxa de câmbio estável em relação ao euro)? Já para não falar nos mais de 4 mil milhões de euros que entram anualmente no país.

Resumindo, nós podemos sair? Podemos, mas convém fazerem bem as contas..........

Como é que é? Falas em liberdade e recusas a liberdade da Escócia e Irlanda do Norte? Esse argumento é engraçado!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 26, 2016, 05:13:02 pm
nao me revejo nesse tipo de discurso e mentalidade. e obvio que qualquer mudanca brusca acarreta riscos graves mas nao valera a pena pagar o preco a bem dum futuro melhor? a historia esta cheia de exemplos, deste dilemas e a licao a tirar e que vencendo os medos e a opressao e que ha progressos.

a retorica do viajante e do cabeca do martelo e a dos apaticos e dos derrotadas,  fazem lembrar um treinador de futebol que depois de sofrer o primiero golo concede imediatamente o jogo. para que continuar? ja estamos a perder, eles sao mais fortes,. nao conseguem ver mais alem, vao logo abaixo ao primeiro empurrao, preferem continuar na miseria certinha e sabida do que dar o salto, do que desafiar, construir, ganhar.

na lituania, aderiram ao euro, os precos triplicaram assim de repente. bem vindos ao mundo da ilusao da uniao europeia e o que para ai vem- kosovos, albaneses, turcos, um sistema completamente disfuncional, que procura amalgar realidades tao distintas  sem medir as consequencias.

quanto a escocia nao deves ter lido o que escrevi anteriormente. ha menos de dois anos fizeram la um referendo pela INDEPENDENCIA e votaram para FICAR NO REINO UNIDO. os escoceses tiveram toda a LIBERDADE para decidir o seu futuro.
o que defendes? referendos de dois em dois anos ou de 6 em 6 meses ate que a tua vontade prevaleca? respeitar a decisao da maioria e bonito tambem.

sobre a irlanda do norte  estou convencido que a realizar-se um semelhante referendo a maioria votava para ficar no reino unido. mas uma vez que o ultimo deste genero foi ha cerca de 40 anos nao vejo com maus olhos essa possibilidade
Título: Re: Brexit
Enviado por: Clausewitz em Junho 26, 2016, 06:24:59 pm
Acredito que as previsões mais catastrofistas para o Reino Unido não se venham a realizar e que o impacto maior seja a curto ou médio prazo. O Reino Unido sempre teve um pé dentro e outro fora da UE, tem uma grande dimensão económica e política no contexto europeu e até mesmo mundial e os britânicos são extremamente pragmáticos. Acredito que se virem mais ainda para os Estados Unidos e que negoceiem acordos favoráveis com a Europa. A matriz política e económica deles não muda com isto, continuarão a ser uma democracia e economia liberal, não vão passar a ser um país isolacionista ou uma república das bananas ao estilo Chavez. O Farage já veio admitir que a promessa de aplicar os milhões gastos com a UE no serviço de saúde era falsa e provavelmente não será cumprida. Acho que vários outros pontos da campanha pela saída também não o serão, até porque eram mentirosos e impossíveis de cumprir. O Reino Unido deve continuar no mercado único, tal como a Noruega ou a Islândia estão, o que implica contribuir para o orçamento da União e ter livre circulação de pessoas com o resto dos países... Se quiserem mesmo sair do mercado único, aí as consequências podem ser bem piores.

Politicamente talvez seja um abalo grande que leve à independência ou ao aumento de tensões na Escócia e Irlanda do Norte. 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido e agora 62% votaram pela permanência na União Europeia. Parece que a permanência na União Europeia tem mais apoio lá do que a permanência no Reino Unido. Aliás quando os escoceses votaram no referendo da independência, um dos principais argumentos da campanha pela permanência no RU era exactamente a questão europeia, sendo dito que se ficassem independentes estariam fora da União Europeia e teriam que negociar a adesão tal como qualquer outro país externo e esse foi um ponto que pesou para continuarem no Reino Unido.

A questão que nos devia preocupar é mais qual é o impacto no resto da Europa e em Portugal em particular. Preocupa-me que isto abra uma vaga de saídas guiadas por populistas encartados e que seja a machadada na integração europeia. Parece que há muita gente com saudades dos anos 30 ou com uma vontade imensa de aplicar na Europa as maravilhas do socialismo latino-americano - isto no Sul da Europa é claro.

A União Europeia tem problemas de vários tipos, mas quanto a mim também tem servido de desculpa para muita coisa que é culpa dos governos nacionais ou para problemas que existiriam de qualquer forma independentemente da União Europeia. Penso que há muita gente na Europa a quem ainda não caiu a ficha sobre o que tem sido a evolução do mundo e como isso acaba por nos afectar, gostemos ou não.

Na década de 50, quando começou a integração europeia, o mundo tinha 2,5 mil milhões de pessoas e a Europa representava em torno de 15% da população e tinha um grande peso económico. Hoje o mundo tem mais de 7 mil milhões de pessoas e a Europa representa menos de 7% dessa população. A população mundial continuará a aumentar e o peso económico da Europa no mundo a cair. O potencial de conflitos e instabilidade que isto gera não é pequeno, com consequências ao nível de acesso a recursos naturais ou crises de refugiados, por exemplo. Depois, há a questão económica. Mais de 60% da população está na Ásia e o centro económico do mundo tem-se deslocado para lá. Trata-se de populações com uma cultura, determinação e capacidade de sacrifício pouco condizentes com os modelos de bem-estar social e com as liberdades e garantias que tanto prezamos, e que tem colocado uma pressão tremenda ao nível da competição comercial. Neste quadro, e estando a UE próxima de zonas de instabilidade e fundamentalismo religioso, como existem no Norte de África e Médio Oriente, e à beira de uma Rússia guiada por um proto-fascista com saudades do império, há alguém que ache mesmo que estaremos melhor cada um por si ou numa associação da tanga, tipo CPLP da Europa? Eu penso que não e se for esse o caminho receio até pela manutenção da paz na Europa, não devemos dar nada por adquirido. Para Portugal pior ainda, juntar isto tudo à chico-esperteza nacional é uma mistura tóxica.
Título: Re: Brexit
Enviado por: FoxTroop em Junho 26, 2016, 06:35:23 pm
Concordo com o Cabeça e o Viajante. Tal como o Cabeça fui completamente contra a entrada na moeda única mas agora estamos nela e é como um TGV a 300 km/h. Não se salta de um, quer dizer, saltar até se salta, o resultado será o previsível. Se Portugal saísse, como é óbvio não iria desaparecer nem acredito sequer num colapso completo, tipo anarquia. Mas, no mínimo voltaria a ver o que vi quando miúdo, até meados dos 80. Inflação a roçar o 30% e taxas de juros a 25%,, para não falar de episódios de fome nos trabalhadores de grandes centros industriais (Setúbal, por exemplo).

Quanto ao RU, o "Camarão" consegui o quase impensável. Tirar o RU da UE onde tinha um estatuto de privilégio comendo apenas o bom e descartando o mau (moeda única, fronteiras abertas, controlo financeiro da UE à City, etc.) e, ao mesmo tempo, acabar com o RU. O garante de uma permanência da Escócia no RU foi a garantia do "Camarão" que o RU nunca sairia da UE. Esse garantia foi ao ar e tanto escoceses como nor-irlandeses sentem que o seus interesses foram fortemente prejudicados e que o governo de Londres deixou de representar por completo os seus povos.

Quanto à industria inglesa, sugiro ao Pedro que veja quem são os seus donos e qual a razão das grandes montadoras japonesas terem instalado lá as suas fábricas (em detrimento de países como Portugal por exemplo). Esse pessoal avisou e deixou bem claro que, caso o RU abandonasse a UE teria abandonar o RU e instalar-se no espaço da UE. Tens uma ideia de quantas centenas de milhares de empregos directos estamos a falar? E indirectos?!

E quanto à City, sabes para onde já estão feitos os planos de mudança visto França e Alemanha quererem um "divórcio" completo e radical com o RU, ou seja, alfandegas, controlo de movimento de capitais, etc, etc? Frankfurt e Paris. Entendes agora bem o pânico nas bolsas e como, após um tempo que será de estabilização, se vai agravar com as condições do divórcio?

Já agora, no RU é normal a falta crónica de alguns bens alimentares, hoje é o arroz, amanhã serão os frescos, depois de amanhã talvez sejam as batatas, etc, isto com as fronteiras actuais. Basta haver greve no euro-túnel conjugado com mau tempo no Canal a impedir a travessias dos ferrys e então chega a só haver latas para comer nos supermercados. Quero ver como isto vai parar......

Título: Re: Brexit
Enviado por: Crypter em Junho 26, 2016, 08:59:20 pm

Quanto ao RU, o "Camarão" consegui o quase impensável. Tirar o RU da UE onde tinha um estatuto de privilégio comendo apenas o bom e descartando o mau (moeda única, fronteiras abertas, controlo financeiro da UE à City, etc.)

O que mais surpreendeu neste referendum é que o RU de facto tinha esse estatuto especial. Aliás, no "core business" da coisa, o RU nunca foi muito pro-europeu! Mas daí a saltarem fora do barco..

Para mim a peça chave foram duas: refugiados, excesso de influência muçulmana no país.. A europa é demasiado mole e a velha escola não estava a gostar do estado das coisas
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 26, 2016, 11:21:32 pm
A Uniao Europeia e neste momento (se nao mudar ainda vai-se acentuar mais) um ponto de estagnacao. Tanto economico como social.

O eixo de decisao, poder e crescimento mudou para leste ( Russia,China, India). Estando a margem da uniao europeia o reino unido continuara a comercializar com a europa mas ha um mundo maior la fora cheio de tantas outras mais oportunidades que Londres pode agora explorar livremente sem as redeas de bruxelas.

Canada, Australia, China,India, EUA  (o Trump vai dar uma mao) sao parceiros e  enormes mercados que se abrem para o reino unido. Para que estar confinado a uma organizacao que esta em decadencia?

Importante agora e haver gente competente para negociar com bruxelas e fazer a transicao da saida da Uniao Europeia.

Nao descortino no entanto no fraco quadro politico ingles um lider a altura deste momento e receio por isso.

Interessante observar que foram os mais seniores que votaram em larga escala pelo Leave. Estamos a falar de gente que passou por pelo menos uma grande guerra mundial, a recessao dos anos 80, a entrada do pais na Uniao Europeia entre outras atribulacoes. Eles viram mais, sabem qual e o rumo agora que o pais precisa mesmo face aos obstaculos que se avizinham. Os jovens curiosamente mostram-se com mais medo, coitados foram sedados pelos media.

Quanto a escocia, mais uma vez, na pergunta do referendo nao havia referencias a uniao europeia. Se as pessoas pressupoe coisas so se podem queixar delas mesmas. E quem e que garante a escocia que tem entrada na Uniao Europeia de qualqer das formas?.  So lhes interessa estar vinculados ao reino unido estando este na uniao europeia. Esse e o comportamento dum chulo.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 26, 2016, 11:53:11 pm
A Uniao Europeia e neste momento (se nao mudar ainda vai-se acentuar mais) um ponto de estagnacao. Tanto economico como social.

O eixo de decisao, poder e crescimento mudou para leste ( Russia,China, India). Estando a margem da uniao europeia o reino unido continuara a comercializar com a europa mas ha um mundo maior la fora cheio de tantas outras mais oportunidades que Londres pode agora explorar livremente sem as redeas de bruxelas.

Canada, Australia, China,India, EUA  (o Trump vai dar uma mao) sao parceiros e  enormes mercados que se abrem para o reino unido. Para que estar confinado a uma organizacao que esta em decadencia?

Importante agora e haver gente competente para negociar com bruxelas e fazer a transicao da saida da Uniao Europeia.

Nao descortino no entanto no fraco quadro politico ingles um lider a altura deste momento e receio por isso.

Interessante observar que foram os mais seniores que votaram em larga escala pelo Leave. Estamos a falar de gente que passou por pelo menos uma grande guerra mundial, a recessao dos anos 80, a entrada do pais na Uniao Europeia entre outras atribulacoes. Eles viram mais, sabem qual e o rumo agora que o pais precisa mesmo face aos obstaculos que se avizinham. Os jovens curiosamente mostram-se com mais medo, coitados foram sedados pelos media.

Quanto a escocia, mais uma vez, na pergunta do referendo nao havia referencias a uniao europeia. Se as pessoas pressupoe coisas so se podem queixar delas mesmas. E quem e que garante a escocia que tem entrada na Uniao Europeia de qualqer das formas?.  So lhes interessa estar vinculados ao reino unido estando este na uniao europeia. Esse e o comportamento dum chulo.

Que parte dos 62% de votos da Escócia permanecer na UE é que não percebeste? Irlanda do Norte idem.... não ouviste as declarações da Primeira-Ministra da Escócia? Não percebo, o RU vota pela saída e a Escócia tem de acatar a decisão? Interessante conceito de liberdade......

Crescimento na Rússia? Já ouviste falar em bloqueio ocidental á Rússia devido à anexação da Crimeia.

China parceira dos EUA? Estás a falar da Apple e Foxconn? Austrália parceira da China? Parece-me que a China na Ásia não tem quase nenhum parceiro!

Economicamente a UE é o maior parceiro comercial. Os Brics eram para descolar, mas....... algo correu muito mal

Não sei se olhaste para o mapa, mas as fronteiras mais próximas do RU são com países da UE.........
Título: Re: Brexit
Enviado por: mafets em Junho 27, 2016, 09:49:14 am
A UE precisa do RU e o RU precisa da União Europeia. Na génese isto deverá dar um acordo semelhante ao que os Suíços têm quanto à livre circulação e os Noruegueses quanto ao livre comercio. É esperar para ver como vão correr as negociações e duvido que antes exista algum tipo de referendo às questões da Escócia e Irlanda do Norte.  ;)
Citar
http://www.europarl.europa.eu/ftu/pdf/pt/FTU_6.5.3.pdf (http://www.europarl.europa.eu/ftu/pdf/pt/FTU_6.5.3.pdf)
Culpas são muitas e extensas, mas as maiores recaem nuns certos lideres europeus e nas instituições comunitárias, os mesmo que numa Europa de 26 marcam uma reunião de 6, os que colocaram a Grécia 5 meses à mingua dos mercados e que fartaram-se de cascar nos países gastadores do sul mas agora têm o exemplo da Finlândia a aplicar austeridade aos seus muchachos. No RU os euro-cépticos só tiveram que explorar muito bem estas questões, jogando uma pitada de refugiados, parte deles vindo de uma Líbia onde 3 das principais empresas de armamento europeias pressionaram os respectivos governos para lá irem lançar bombas e depois vendas conseguidas "meteram-se ao fresco". É claro que os totós do costume agora dizem que são os velhos e campónios que votaram mal ( esta democracia...  ;D), mas esquecem-se que quando o Cameron foi eleito, o que o elegeu foi primeiro a promessa de referendar a Escócia e em 2015 a UE com ampla maioria (desde 2012 que lançava a escada para a eleição de 2015, a bem do tacho  ::) ). (deve ter existido na altura muita gente a contar quantos ingleses foram ao google...  :P). O resto, o ruído do costume.   8)
Citar
Pressionado por eurocéticos dentro do seu próprio Partido Conservador, o primeiro-ministro britânico admite pela primeira vez a realização de um referendo sobre as relações entre Reino Unido e União Europeia. Reconhecendo que ele próprio, como a maioria dos cidadãos britânicos, quer uma mudança nas relações com o bloco europeu, David Cameron sublinha no entanto que "estão em causa os interesses da Grã-Bretanha". Por isso, afirma, poderá vir a ser realizado um referendo, "mas não para já".

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/cameron-admite-referendar-lacos-com-uniao-europeia_n566988 (http://www.rtp.pt/noticias/mundo/cameron-admite-referendar-lacos-com-uniao-europeia_n566988)

Cumprimentos
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 27, 2016, 10:52:45 am
A UE precisa do RU e o RU precisa da União Europeia. Na génese isto deverá dar um acordo semelhante ao que os Suíços têm quanto à livre circulação e os Noruegueses quanto ao livre comercio. É esperar para ver como vão correr as negociações e duvido que antes exista algum tipo de referendo às questões da Escócia e Irlanda do Norte.  ;)
Citar
http://www.europarl.europa.eu/ftu/pdf/pt/FTU_6.5.3.pdf (http://www.europarl.europa.eu/ftu/pdf/pt/FTU_6.5.3.pdf)
Culpas são muitas e extensas, mas as maiores recaem nuns certos lideres europeus e nas instituições comunitárias, os mesmo que numa Europa de 26 marcam uma reunião de 6, os que colocaram a Grécia 5 meses à mingua dos mercados e que fartaram-se de cascar nos países gastadores do sul mas agora têm o exemplo da Finlândia a aplicar austeridade aos seus muchachos. No RU os euro-cépticos só tiveram que explorar muito bem estas questões, jogando uma pitada de refugiados, parte deles vindo de uma Líbia onde 3 das principais empresas de armamento europeias pressionaram os respectivos governos para lá irem lançar bombas e depois vendas conseguidas "meteram-se ao fresco". É claro que os totós do costume agora dizem que são os velhos e campónios que votaram mal ( esta democracia...  ;D), mas esquecem-se que quando o Cameron foi eleito, o que o elegeu foi primeiro a promessa de referendar a Escócia e em 2015 a UE com ampla maioria (desde 2012 que lançava a escada para a eleição de 2015, a bem do tacho  ::) ). (deve ter existido na altura muita gente a contar quantos ingleses foram ao google...  :P). O resto, o ruído do costume.   8)
Citar
Pressionado por eurocéticos dentro do seu próprio Partido Conservador, o primeiro-ministro britânico admite pela primeira vez a realização de um referendo sobre as relações entre Reino Unido e União Europeia. Reconhecendo que ele próprio, como a maioria dos cidadãos britânicos, quer uma mudança nas relações com o bloco europeu, David Cameron sublinha no entanto que "estão em causa os interesses da Grã-Bretanha". Por isso, afirma, poderá vir a ser realizado um referendo, "mas não para já".

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/cameron-admite-referendar-lacos-com-uniao-europeia_n566988 (http://www.rtp.pt/noticias/mundo/cameron-admite-referendar-lacos-com-uniao-europeia_n566988)

Cumprimentos

Já para não falar no facto de nós termos atingido um défice de 3,2%, a UE está a ponderar aplicar sanções a Portugal (se fosse votada na última reunião do eurogrupo, a maioria queria impor sanções a Portugal e Espanha), mas a França que é França (como diz o Junker) pode atingir um défice de 3,6% em 2015 e ninguém ousa impor sanções!!!!!

A Alemanha também teve um défice em 2010 de 4,1% sem consequências, assim como tem agora um excedente "pornográfico".

Mas concordo contigo, mas também digo que há forças muito poderosas que não querem que a UE resulte. Os britânicos a brincar lá assumem:


Mas apesar de todas as imperfeições, ninguém quer saír da UE.... e pelos vistos nem o RU quer saír ou não era bem a intenção deles!!!!!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 27, 2016, 01:53:56 pm
a escolha era facil  8)

(http://indy100.independent.co.uk/image/12258-1w9gnil.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Junho 27, 2016, 03:23:31 pm
Reino Unido. A saída “rápida” da UE
Alexandre Reis Rodrigues



O Presidente do Conselho Europeu, Jean Claude Juncker, foi a primeiro a defender a necessidade de se resolver rapidamente o processo de saída do Reino Unido. O Presidente da Comissão, Donald Tusk, já nomeou uma diplomata belga, Didier Seews, para chefiar a “Task Force” que coordenará o processo. O Presidente Holland também já deixou claro que não se pode protelar o assunto. Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos seis Estados-membros fundadores, reunidos em Berlim a 25 de junho, pediram uma saída o mais rápida possível.

A rapidez desejada varia entre o “imediato” (posição de Juncker) e “alguns dias” (França). Estão todos preocupados com a possibilidade do chamado “efeito de dominó”, sobretudo nos Estados membros onde a corrente dos eurocéticos está mais forte, e com o clima de incerteza que se instalará enquanto as condições do acordo não estiverem esclarecidas. Sendo cenários de que os investidores se afastam, tornar-se-á mais difícil sair da crise económica.

Não obstante toda esta pressão, nada se vai clarificar brevemente. A maior ou menor velocidade com que o assunto será tratado está mais nas mãos do Reino Unido do que nas da União Europeia. Cameron já informou que deixa a decisão de notificação da União Europeia para o seu sucessor. Como o processo só se iniciará depois dessa notificação, nada acontecerá de imediato ou mesmo a curto prazo.

Primeiro, porque não há ainda uma decisão formal. Esta cabe apenas ao Parlamento que, em teoria, até pode não aceitar o resultado do referendo. O Parlamento não vai, certamente, por esse caminho, mas, entretanto, terá – espera-se - que discutir uma petição que reclama a realização de um segundo referendo, impondo um mínimo de 60% de votos favoráveis à saída para esta se consumar. Em qualquer caso, a maioria no Parlamento, que está contra a saída, nada fará para apressar os respetivos procedimentos. Bem pelo contrário.

Segundo, porque os ingleses querem manter em aberto todas as possibilidades de negociar informalmente, evitando ficar reféns dos votos dos restantes 27 Estados membros que serão chamados a aprovar o acordo de saída. Um dos grandes advogados da “saída”, Boris Johnson, já veio dizer que não há qualquer pressa em invocar o muito falado artigo 50 do Tratado de Lisboa.

A substituição de Cameron terá que passar, pelo menos, por duas fases, eleições entre os conservadores, no seio do Parlamento e no Partido. A possibilidade de serem necessárias novas eleições legislativas não pode ser descartada. Quem for escolhido para substituir Cameron terá certamente que ser “pró-saída” mas tem que, paralelamente, estar pronto para o desafio de ter que lidar com uma maioria contrária. O desfecho da situação política interna é imprevisível e complexo porque o entendimento sobre o que fazer depois da saída não reúne consenso, mesmo entre os que mais lutaram por esse desfecho. Para não falar do problema do referendo escocês que voltou com maior força, a partir da ideia de que não querem ficar fora da Europa.

A Europa não pode deixar de desde já preparar-se para enfrentar o rude golpe que representa a saída do Reino Unido, mas, formalmente, está de mãos mais ou menos atadas à espera que este formalize a sua posição. Pode continuar a fazer pressão política para que o Reino Unido não enverede por manobras dilatórias, mas não existe qualquer mecanismo legal que permita exigir qualquer prazo para a formalização da notificação de saída. A partir daí, são pelo menos dois anos. Pode ser mais se houver consenso entre as partes, porque o número 3 do artigo 50º assim o permite.

A senhora Merkel, aparentemente divergindo do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, quer uma posição, digamos mais “amigável” com o Reino Unido. Diz que a questão não poderá eternizar-se mas não vê razão para apressar os procedimentos. Defende um processo metódico que tenha em conta a importância do Reino Unido («close economic partner»), como a 5ª maior economia mundial (45% de exportações para o bloco europeu e 53% de importações). Sem nada fazer por isso, o Reino Unido já ganhou uma aliada de peso.

Tudo isto nos diz que o processo vai ser bem mais lento do que se imaginou inicialmente. Londres vai tentar “comprar” tempo para identificar de que forma melhor preservará os seus interesses. Presume-se que quererá integrar a European Economic Area, mas com um mínimo de obrigações. Um estatuto como o da Noruega não lhes serve, porque colidiria com a mais importante motivação que levou à saída. Obrigaria a aceitar a livre circulação de pessoas e implicaria também um contributo
para o orçamento comunitário.

A Europa precisa de encontrar uma resposta que desencoraje futuras saídas e favoreça a formação de uma frente unida, mas os sinais que começou a dar não vão nessa direção, como mostra a reunião dos seis ministros dos Negócios Estrangeiros no dia 25, à margem das instituições europeias e com exclusão de todos os outros, sob um critério difícil de sustentar. Se os excluídos não se mostrarem descontentes não estarão a mostrar-se empenhados na procura de uma posição comum (a exceção foi a Estónia que pediu publicamente ao ministro Steinmeier (Alemanha) que tenha presente que a UE tem 28 membros).

Há um ponto prévio que é preciso discutir e deixar claro. Decidir se a questão da continuação do trajeto de crescente integração, a caminho da solução federalista, é a solução para sair da crise ou é o problema que a originou. Aparentemente, o conjunto dos seis atrás referidos, ao reconhecer que os níveis de ambição quanto a mais integração não são uniformes, opta por o considerar um problema. Ou seja, preferem dar prioridade à contenção dos eurocéticos, pelo menos até haver uma  opinião pública mais favorável ao caminho alternativo. Faz sentido, mas é preciso que todos se unam à volta dessa ideia e trabalhem objetivamente para a concretizar.


>>>>  http://database.jornaldefesa.pt/organizacoes_internacionais/ue/JDRI%20195%20270616%20europa.pdf
Título: Re: Brexit
Enviado por: Clausewitz em Junho 27, 2016, 05:15:41 pm
Citação de: Pedro E.
Islandia, Noruega, Suica, tudo paises com boa qualidade de vida e fora da uniao europeia

Tudo países dentro do mercado único, portanto contribuindo para o orçamento da união e tendo livre circulação de pessoas também. Para além de que por exemplo no caso da Noruega acabam por adoptar grande parte da legislação comunitária sem sequer terem voz sobre a mesma. Logo, exemplos que não podem ser citados, tendo em conta as bases da campanha pela saída. A não ser que fosse tudo mentira e no fim as coisas não são como foram ditas... Mas isso não pode ser, porque quem faz essas coisas são lá os Senhores de Bruxelas...

Citação de: Pedro E.
a historia esta cheia de exemplos, deste dilemas e a licao a tirar e que vencendo os medos e a opressao e que ha progressos.

Sim, o povo alemão venceu o medo e a opressão dos sionistas e elegeu um austríaco de bigode ridículo e discurso populista. Foi um assinalável progresso para eles e para o mundo. Os Venezuelanos venceram o medo e a opressão dos imperialistas reacionários e elegeram o Chaves e depois o Maduro dos passarinhos e tem sido um progresso de fazer inveja ao mundo. Os norte-americanos venceram o medo das armas químicas e do isolamento internacional e avançaram corajosos contra a opressão do Saddam e para provocar uma mudança política em toda a região. Desde então o progresso no Médio Oriente tem sido sempre em crescendo. Por cá, vencemos o medo e a opressão dos Medinas Carreiras e outros Velhos do Restelo e elegemos o trafulha do Sócrates, para construir auto-estradas SCUT, TGVs, aeroporto em Beja e outro em Alcochete, afinal há mais vida para além do défice. Os progressos foram tantos que os meus filhos ainda os estarão a pagar. A lição a tirar é que dar ouvidos a demagogos de discurso inflamado, que propõe soluções radicais e simplórias para problemas complexos é meio caminho andado para o desastre.

Citação de: Pedro E.
Canada, Australia, China,India, EUA  (o Trump vai dar uma mao) sao parceiros e  enormes mercados que se abrem para o reino unido. Para que estar confinado a uma organizacao que esta em decadencia?

Que se abrem? Mas desde quando é que esses mercados estão fechados para o Reino Unido ou para qualquer outro país europeu? A União Europeia tem acordos comercias externos e tem um peso negocial muito mais forte do que qualquer dos seus integrantes individualmente. Se Portugal saisse da UE como defende, qual é que acha que seria a nossa força negocial perante uma China, um Brasil, ou uns Estados Unidos, por exemplo? Acha mesma que conseguiamos condições mais favoráveis para defender direitos laborais e ganhos economicos? Se a UE está em decadencia o que precisamos de fazer é melhorá-la, não atirar o bebe fora com a água. Fugir cada um para o seu quintal é que é ser apático e derrotado, seria o maior sinal de declínio da Europa e há muita besta no mundo que esfregaria as mãos de contentamento.

Citação de: Pedro E.
Nao descortino no entanto no fraco quadro politico ingles um lider a altura deste momento e receio por isso.

Concordo, os líderes do Brexit Boris Johnson e Nigel Farage são uma corja inenarrável e mentirosa. Aliás este referendo é o exemplo acabado de como jogos de poder mesquinhos podem sair fora de controlo e dar mau resultado. Até acredito, com base em várias intervenções contraditórias anteriores, que o Boris no fundo não desejasse a saída da UE e que tenha tentado apenas reforçar o seu poder no partido para suceder ao Cameron no futuro. Numa tacada só, talvez consigam também enterrar o Reino Pouco Unido. É obra.

Citação de: Pedro E.
So lhes interessa estar vinculados ao reino unido estando este na uniao europeia. Esse e o comportamento dum chulo.

Pois, e o comportamento de quem está dentro de uma união com um pé fora, quer comer a carne e largar os ossos para os outros e ainda chantageia e acha-se no direito de impor condições que mais ninguém tem? É um comportamento de cavalheiro certamente. Um dos argumentos fundamentais contra a independência da Escócia foi exatamente a permanência na União Europeia. Esse argumento deixou de existir. Como em tudo, pode haver consequências, nem que seja um aumento de tensões políticas e sociais.

Citação de: Pedro E.
a escolha era facil  8)

Mais areia para os olhos, o RU não está sequer no espaço Schengen. A migração extra-comunitária não muda uma virgula com isto, o Boris Johnson até fez uns acenos às comunidades indiana e paquistanesa no país, típicos de alguém para quem os fins justificam os meios, e parece que essas comunidades votaram maioritariamente na saída da UE.
Quanto à escolha, mesmo sabendo que não se conhece a prenda antes de abrir o embrulho, para mim seria clara por uma série de motivos. Mas também não deixa de ser caricato o exemplo que escolheu, é que a moça que tem o Reino Unido “no coração” não tem muito ar de anglo-saxónica e vai na volta ainda é uma ovelha tresmalhada, descendente dos malvados estrangeiros.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 27, 2016, 06:17:17 pm
A Uniao Europeia e neste momento (se nao mudar ainda vai-se acentuar mais) um ponto de estagnacao. Tanto economico como social.

O eixo de decisao, poder e crescimento mudou para leste ( Russia,China, India). Estando a margem da uniao europeia o reino unido continuara a comercializar com a europa mas ha um mundo maior la fora cheio de tantas outras mais oportunidades que Londres pode agora explorar livremente sem as redeas de bruxelas.

Canada, Australia, China,India, EUA  (o Trump vai dar uma mao) sao parceiros e  enormes mercados que se abrem para o reino unido. Para que estar confinado a uma organizacao que esta em decadencia?

Importante agora e haver gente competente para negociar com bruxelas e fazer a transicao da saida da Uniao Europeia.

Nao descortino no entanto no fraco quadro politico ingles um lider a altura deste momento e receio por isso.

Interessante observar que foram os mais seniores que votaram em larga escala pelo Leave. Estamos a falar de gente que passou por pelo menos uma grande guerra mundial, a recessao dos anos 80, a entrada do pais na Uniao Europeia entre outras atribulacoes. Eles viram mais, sabem qual e o rumo agora que o pais precisa mesmo face aos obstaculos que se avizinham. Os jovens curiosamente mostram-se com mais medo, coitados foram sedados pelos media.

Quanto a escocia, mais uma vez, na pergunta do referendo nao havia referencias a uniao europeia. Se as pessoas pressupoe coisas so se podem queixar delas mesmas. E quem e que garante a escocia que tem entrada na Uniao Europeia de qualqer das formas?.  So lhes interessa estar vinculados ao reino unido estando este na uniao europeia. Esse e o comportamento dum chulo.

Que parte dos 62% de votos da Escócia permanecer na UE é que não percebeste? Irlanda do Norte idem.... não ouviste as declarações da Primeira-Ministra da Escócia? Não percebo, o RU vota pela saída e a Escócia tem de acatar a decisão? Interessante conceito de liberdade......

Crescimento na Rússia? Já ouviste falar em bloqueio ocidental á Rússia devido à anexação da Crimeia.

China parceira dos EUA? Estás a falar da Apple e Foxconn? Austrália parceira da China? Parece-me que a China na Ásia não tem quase nenhum parceiro!

Economicamente a UE é o maior parceiro comercial. Os Brics eram para descolar, mas....... algo correu muito mal

Não sei se olhaste para o mapa, mas as fronteiras mais próximas do RU são com países da UE.........

Imagina tu que portugal fazia um referendo sobre a permanencia na uniao europeia e o sim ganhava mas na madeira votou-se para a saida. davas independencia ao arquipelago? fazias um referendo pela independencia?

olha para as ultimas legislativas portuguesas, o pais esta bastante dividido a norte passos coelho a sul os socialistas. o passos coelho foi o mais votado mas nem faz parte do actual governo. deve o minho exigir novas eleicoes? iniciar um movimento separatista?

no referendo pela independencia da escocia nao havia na questao nada que remetesse para a uniao europeia. os escoceses votaram para ficar no reino unido. o reino unido votou para sair da uniao europeia. a escocia so tem que carregar com a responsabilidade do compromisso que estabeleceu em continuar parte do reino unido. nao me facas ter que repetir mais isto.

ves como ha mais mundo para la da uniao europeia. o mercado europeu ficou um pouco comprometido eles os russos, arranjaram alternativas, a producao nacional foi forcada a crescer e estabeleceram aliancas na regiao. o bloco sino-russo e o mais poderoso actualmente. digo te mais o futuro da russia e bastante promissor.

os brics ja descolaram ha muito tempo, acorde homem e o irao tem potencial para fazer parte desse grupo tambem

eu conheco bem o mapa do mundo e ja nos quinhentos portugal comercializava no brasil,africa,india. falar em fronteiras comerciais nos dias de hoje e estar fora da realidade.  nao e a uniao europeia que esta em negociacoes com os eua a proposito do ttip? sem as regras de bruxelas reino unido e mais livre de negociar com os paises que estao a crescer e tem os seus parceiros tradicionais como retaguarda.

Título: Re: Brexit
Enviado por: FoxTroop em Junho 27, 2016, 09:38:02 pm
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Imagina tu que portugal fazia um referendo sobre a permanencia na uniao europeia e o sim ganhava mas na madeira votou-se para a saida. davas independencia ao arquipelago? fazias um referendo pela independencia

Uótii?!! Comparar uma região autónoma, que nunca foi, nem esteve perto de ser, uma Nação ou Povo (nem reúne uma única condição para isso) com um Povo e Nação historicamente reconhecida, que se uniu ao RU por tratado e que, no ultimo referendo, só se manteve por garantias expressas do governo que se manteriam na UE?!!

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olha para as ultimas legislativas portuguesas, o pais esta bastante dividido a norte passos coelho a sul os socialistas. o passos coelho foi o mais votado mas nem faz parte do actual governo. deve o minho exigir novas eleicoes? iniciar um movimento separatista?

Não, deves mesmo começar é por entender o nosso sistema e perceberes como funciona. Aliás, não é só cá, mas também na maioria das democracias parlamentares. As eleições legislativas servem para eleger o Parlamento e é desse parlamento que saí depois um Governo. Por norma, costuma ser o do partido mais votado mas é a maioria expressa e absoluta emanada pelo colégio parlamentar eleito quem na realidade decide que e quem forma Governo. Se fosse essa lógica simplista que debitas, aqui os nossos vizinhos do lado não estavam entalados como estão para formar um Governo.

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no referendo pela independencia da escocia nao havia na questao nada que remetesse para a uniao europeia. os escoceses votaram para ficar no reino unido. o reino unido votou para sair da uniao europeia. a escocia so tem que carregar com a responsabilidade do compromisso que estabeleceu em continuar parte do reino unido. nao me facas ter que repetir mais isto

Todos aqui, que estejam a discutir isto de boa fé e com intuito de perceber e trocar ideias, sabem muito bem que essa promessa foi feita pelo Governo de Londres. Todos os que acompanharam minimamente a questão, viram nos diversos noticiários essas afirmações serem feitas, inclusive com ameaças veladas de altos cargos da UE a dizer que seria virtualmente impossível uma Escócia independente na UE pois Londres vetaria a entrada como retaliação à sua saída do RU e todos nós sabemos que isso teve um peso enorme para que muitos dos indecisos tenham optado pela permanência. A tua ultima tirada, que eu sublinhei, é simplesmente descabida e deselegante, para ser comedido nas palavras.

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os brics ja descolaram ha muito tempo, acorde homem e o irao tem potencial para fazer parte desse grupo tambem

Já descolaram?! A começar pela letra B, a única descolagem que vejo é em direcção ao fundo oceânico e, a este ritmo, ainda acabam é bem aconchegados no núcleo do Planeta. Uma espécie de reedição, versão economia, da Viagem ao centro da Terra.

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eu conheco bem o mapa do mundo e ja nos quinhentos portugal comercializava no brasil,africa,india. falar em fronteiras comerciais nos dias de hoje e estar fora da realidade.

Não sei sinceramente o que responder a isso. Aliás, nem sei porque raio param os produtos comprados fora da UE na hóstia da alfandega e depois tem de se ir lá pagar o processo de desalfandegar.... E lá fica o raio do iphone xing ling mais caro que um original......
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 27, 2016, 10:23:59 pm
SURPRESA! Um novo BREXIT..... e merecido :)

peço desculpa pelo offtopic!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 28, 2016, 10:25:14 am
É impossível eu não ficar com um sorriso nos lábios... a Islândia, país que escolheu os seus jogadores através de uma votação democrática, treinados por um dentista venceu uma selecção das mais poderosas do mundo. Brutal!

Em relação ao tópico, a minha irmã, a primeira da família que entrou e concluiu com sucesso a universidade, foi forçada a emigrar à uns anos atrás. Ela está a trabalhar numa conhecida multinacional no norte da Europa, juntamente com meio mundo. Segundo ela os dois colegas Inglesas com quem ela trabalha estão a tentar a dupla nacionalidade. Um Irlandesa outro a Portuguesa. Os mesmos estão desesperados e não têm qualquer confiança em todo este processo e estamos a falar tudo de pessoas entre os 25 e os 30 anos.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Junho 28, 2016, 11:18:38 am
(http://i.imgur.com/jTdjUwk.jpg)


 :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2: :Soldado2:
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 28, 2016, 11:55:24 am
Brexit: Parlamento Europeu quer "aplicação imediata" do mecanismo de saída

http://economico.sapo.pt/noticias/brexit-parlamento-europeu-quer-aplicacao-imediata-do-mecanismo-de-saida_253131.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: HSMW em Junho 28, 2016, 12:18:38 pm
SURPRESA! Um novo BREXIT..... e merecido :)

peço desculpa pelo offtopic!

Por acaso acho que é bastante on topic pois este momento da história é um "momento de viragem". ("turning point").
Tudo o que está a acontecer terá consequências.

E também porque mete-me nojo esta mentalidade de que somos superiores. Com disse um dos comentadores da RTP num dos primeiros jogos:
32 equipas é demasiado, deveriam ser só 16, apenas a elite do futebol europeu.   

Está-se a ver a elite...  :N-icon-Axe:
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabecinhas em Junho 28, 2016, 12:46:13 pm
E os ingleses que vinham passar férias ao Algarve e mesmo aqueles com residência permanente?

O tipo de turismo que se faz no Algarve é do meu ponto de vista criminoso... talvez seja a forma de se varrer de vez com o erro do passado em querer turismo de massas por aquelas bandas.

Os mais velhos, esses vão para a Madeira.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 28, 2016, 12:54:20 pm
Uma das consequências do Brexit?

http://www.express.co.uk/news/world/683858/EU-army-Brussels-diplomats-spell-out-plan-coordination-defence

Sem o veto Britânico, aposto que isto vai para a frente.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 28, 2016, 12:59:16 pm
Não tenho grandes dúvidas de que sem o RU, a UE quase de certeza vai transformar-se numa Federação e com um exército único ou semelhante ao da NATO.

Não sei é se os Russos e Americanos deixam! Mas que é a consequência lógica a evitar a desagregação, isso é!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 28, 2016, 01:00:53 pm
http://www.express.co.uk/news/world/682541/REVEALED-EU-to-rubber-stamp-its-HUGE-1trillion-budget-NEXT-week-after-referendum-delay
Título: Re: Brexit
Enviado por: Alvalade em Junho 28, 2016, 01:02:23 pm
Não tenho grandes dúvidas de que sem o RU, a UE quase de certeza vai transformar-se numa Federação e com um exército único ou semelhante ao da NATO.

Não sei é se os Russos e Americanos deixam! Mas que é a consequência lógica a evitar a desagregação, isso é!

Porque os franceses querem partilhar um exército com os alemães.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 28, 2016, 01:04:55 pm
SURPRESA! Um novo BREXIT..... e merecido :)

peço desculpa pelo offtopic!

Por acaso acho que é bastante on topic pois este momento da história é um "momento de viragem". ("turning point").
Tudo o que está a acontecer terá consequências.

E também porque mete-me nojo esta mentalidade de que somos superiores. Com disse um dos comentadores da RTP num dos primeiros jogos:
32 equipas é demasiado, deveriam ser só 16, apenas a elite do futebol europeu.   

Está-se a ver a elite...  :N-icon-Axe:

Sem dúvida e concordo. Deve-se evitar o que fizeram com a liga dos "milhões" perdão, dos campeões (alguns nem conseguem entrar lá, mesmo sendo campeões de facto).

O que tem feito a Islãndia é notável! Sem estrelas, tem abafado selecções de estrelas...... acho que a selecção portuguesa enquanto tiver lá o Ronaldo, não vai longe.... claramente ele é que manda (marca faltas, livres, penaltis...... daqui a pouco vai à baliza) só para o venerar-mos. Apesar de ele ser um jogador fora de série, faz mais mal que bem à selecção. Precisamos de jogadores mais humildes, que trabalhem de facto...... (o que a selecção fez no Brasil e agora no europeu....... como diz o outro, tem sido nojento). Acho que as cores nacionais mereciam mais respeito e dedicação!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 28, 2016, 01:07:28 pm
Não tenho grandes dúvidas de que sem o RU, a UE quase de certeza vai transformar-se numa Federação e com um exército único ou semelhante ao da NATO.

Não sei é se os Russos e Americanos deixam! Mas que é a consequência lógica a evitar a desagregação, isso é!

Porque os franceses querem partilhar um exército com os alemães.

Já o fazem na NATO. E politicamente o que segura a UE, para o bem e para o mal, é o eixo Berlim-Paris
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 28, 2016, 01:39:58 pm
ontem estava com pressa e esqueci-me de falar dalgumas coisas

1- o off topic futebol, merecida vitoria islandesa, a inglaterra nao jogou nada nesse jogo, sem alma, sem confianca, sem qualidade, foram eliminados justamente. parabens islandia,  era bonito se a islandia vencesse a franca tambem mas a festa deve acabar frente aos anfitrioes.

2- o viajante "esqueceu-se" das perguntas que lhe fiz, esta na sua liberdade de ponderativa

 
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Imagina tu que portugal fazia um referendo sobre a permanencia na uniao europeia e o sim ganhava mas na madeira votou-se para a saida. davas independencia ao arquipelago? fazias um referendo pela independencia?

olha para as ultimas legislativas portuguesas, o pais esta bastante dividido a norte passos coelho a sul os socialistas. o passos coelho foi o mais votado mas nem faz parte do actual governo. deve o minho exigir novas eleicoes? iniciar um movimento separatista?

3- o poder da russia. quer se goste ou nao e incontornavel. quem e que impediu os eua de bombardear assad? os americanos ja nao mandam nada. outros jogadores mais fortes tomaram a dianteira. erdogan ja chegou a mesma conclusao e procura reaproximacao com moscovo
http://sputniknews.com/world/20160628/1042066246/ergodan-putin-su-24.html

tel aviv, tambem sabe quem tem poder de decisao no medio oriente e fomenta boas relacoes com putin
http://sputniknews.com/world/20160628/1042066246/ergodan-putin-su-24.html

4- brics. um media para a malta do forum seguir
http://thebricspost.com/

5- escocia. nao e tao facil haver um segundo referendo como pensam
http://www.reuters.com/article/us-britain-eu-scotland-poll-idUSKCN0ZC14G

6- e verdade, ha muitos ingleses que estao a pedir dupla nacionalidade para paises da uniao europeia.
na irlanda do norte pedem cidadania irlandesa e em inglaterra sei de varios casos de pedidos para a belgica ou franca
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 28, 2016, 02:33:43 pm
ontem estava com pressa e esqueci-me de falar dalgumas coisas

1- o off topic futebol, merecida vitoria islandesa, a inglaterra nao jogou nada nesse jogo, sem alma, sem confianca, sem qualidade, foram eliminados justamente. parabens islandia,  era bonito se a islandia vencesse a franca tambem mas a festa deve acabar frente aos anfitrioes.

2- o viajante "esqueceu-se" das perguntas que lhe fiz, esta na sua liberdade de ponderativa
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Imagina tu que portugal fazia um referendo sobre a permanencia na uniao europeia e o sim ganhava mas na madeira votou-se para a saida. davas independencia ao arquipelago? fazias um referendo pela independencia?

olha para as ultimas legislativas portuguesas, o pais esta bastante dividido a norte passos coelho a sul os socialistas. o passos coelho foi o mais votado mas nem faz parte do actual governo. deve o minho exigir novas eleicoes? iniciar um movimento separatista?


Não vou responder a isto porque estas questões não foram colocadas a mim e porque as mesmas são absolutamente ridículas.

Citação de: Pedro E.
3- o poder da russia. quer se goste ou nao e incontornavel. quem e que impediu os eua de bombardear assad? os americanos ja nao mandam nada. outros jogadores mais fortes tomaram a dianteira. erdogan ja chegou a mesma conclusao e procura reaproximacao com moscovo

http://sputniknews.com/world/20160628/1042066246/ergodan-putin-su-24.html

Os EUA já não mandam nada?! És pouco faccioso és... :rir:

O Putin teve jogadas brilhantes pelo menos duas vezes na Siria, primeiro impediu que o plano que estava em andamento fosse para a frente, depois salvando pela segunda vez o Assad, bombardeando todas as outras facções que proliferam na Siria. O Erdogan o que quer é no máximo dos máximos apaziguar os Russos, depois de ter feito bosta e da grande ao ter deixado à Força Aérea Turca abater o caça Russo.

Citação de: Pedro E.
tel aviv, tambem sabe quem tem poder de decisao no medio oriente e fomenta boas relacoes com putin

O maior aliado Israelita é os EUA, dito isto Israel fez negociatas com meio mundo mesmo quando os EUA não queriam e fez negociatas com os seus inimigos a pedido dos EUA. Ou seja, é uma relação complexa mas muito forte.


Citação de: Pedro E.
4- brics. um media para a malta do forum seguir
http://thebricspost.com/

Os BRICs são uma invenção que já foi negada pelo próprio autor, visto que junta países que nada têm a ver entre si no mesmo bloco económico.

Citação de: Pedro E.
5- escocia. nao e tao facil haver um segundo referendo como pensam
http://www.reuters.com/article/us-britain-eu-scotland-poll-idUSKCN0ZC14G

É claro que agora os Ingleses vão fazer o possível para impedir a sessação, mas isto pode ser pior a médio/longo prazo para a própria estabilidade do país.

Citação de: Pedro E.
6- e verdade, ha muitos ingleses que estao a pedir dupla nacionalidade para paises da uniao europeia.
na irlanda do norte pedem cidadania irlandesa e em inglaterra sei de varios casos de pedidos para a belgica ou franca

Então, afinal eles não eram corajosos e tal em relação aos cobardolas dos Portugueses?!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 28, 2016, 03:00:52 pm
Pedro? Eu não fujo às questões. Já percebi que defendes a Rússia acima de tudo, portanto os meus argumentos de nada servem. Eu venho para este fórum para aprender e discutir argumentos, mas como não tenho pretensão de chegar a padre, não conto nem venho para aqui para converter-te.

As tuas fontes já reparaste que são apenas russófonas? Ganhavas muito mais em abrir os horizontes, seres mais humilde ..... aprendias mais.

Eu sei que estás todo contente pela saída do RU, não por causa da possível liberdade que estes ganhem fora da UE, mas porque esse passo é um prego no caixão da UE, para contentamento do teu Czar!

Fico contente por nós termos como parceiros os EUA e temos a liberdade de escolher, mas não confundas isso com o facto de pretender que nós sejamos submissos para com os EUA ou qualquer outro país. Acredito que estamos do lado correcto dos parceiros (UE e NATO) e a razão é que todos os ex-países do leste querem fugir a 7 pés da influência Russa e até querem aderir à NATO! Até a ex-Jugoslávia que foi bombardeada pela NATO e teve a Rússia a seu lado, quer aderir à UE!

Acima de tudo pretendo que estejamos melhor, mais liberdade, mais bem estar e isso é incompatível com um país que priva a liberdade como a Rússia.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 28, 2016, 03:06:53 pm
Ó Pedro, Já que falas tanto nos BIRCS, nem vou prolongar-me muito na análise. O B é Brasil....... tem uma indústria poderosa (apesar da protecção estatal, ao contrário do que acontece cá, em que em primeiro lugar defende-se o consumidor), não invejo quase nada do Brasil, podes escolher o indicador que quiseres......

R é da Rùssia. Sabias que a Rússia de Putin (quando ele era presidente pela 1ª vez, antes da passagem por Primeiro-Ministro para trocar as voltas à constituição), tinha como objectivo principal os russos atingirem o PIB de.............. Portugal? Se era o objectivo do 1º mandato, ainda tem de passar muitos anos no poder para ultrapassarmos, mesmo com todas as nossas dificuldades........
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 28, 2016, 03:43:59 pm
Merkel ensaia castigo a Cameron a partir do Parlamento alemão

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/merkel-ensaia-castigo-a-cameron-a-partir-do-parlamento-alemao_n929670
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 28, 2016, 05:47:23 pm

Eles estão espicaçados e isto vai dar "#$!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 28, 2016, 05:58:47 pm
Pedro? Eu não fujo às questões. Já percebi que defendes a Rússia acima de tudo, portanto os meus argumentos de nada servem. Eu venho para este fórum para aprender e discutir argumentos, mas como não tenho pretensão de chegar a padre, não conto nem venho para aqui para converter-te.

As tuas fontes já reparaste que são apenas russófonas? Ganhavas muito mais em abrir os horizontes, seres mais humilde ..... aprendias mais.

Eu sei que estás todo contente pela saída do RU, não por causa da possível liberdade que estes ganhem fora da UE, mas porque esse passo é um prego no caixão da UE, para contentamento do teu Czar!

Fico contente por nós termos como parceiros os EUA e temos a liberdade de escolher, mas não confundas isso com o facto de pretender que nós sejamos submissos para com os EUA ou qualquer outro país. Acredito que estamos do lado correcto dos parceiros (UE e NATO) e a razão é que todos os ex-países do leste querem fugir a 7 pés da influência Russa e até querem aderir à NATO! Até a ex-Jugoslávia que foi bombardeada pela NATO e teve a Rússia a seu lado, quer aderir à UE!

Acima de tudo pretendo que estejamos melhor, mais liberdade, mais bem estar e isso é incompatível com um país que priva a liberdade como a Rússia.

as minhas fontes nao sao exclusivamente russas. e que tal se em vez da origem das noticias se centrares no conteudo? se em vez de rejeitares a priori informacao vinda da russia, estudasses a mensagem, podias sempre aprender um bocadinho mais.  mas ja vi que discernir com dois olhos e um grande desafio intelectual para ti.

ja percebi de que lado estas ( eua/nato/ ue) . se soubesses da verdadeira natureza dessas entidades talves pensasses de maneira diferente. violacao dos direitos humanos e da lei internacional, guerras criadas para proveito das elites, vigilancia em larga escala,  sistemas nada democraticos.

a russia priva a liberdade? e assim tao diferente do paraiso ocidental? quem e que te anda a meter essas coisas na cabeca?
a titulo de exemplo le esta noticia. o que seria se este homem tivesse feito algo semelhante na casa branca, sede do fbi/cia?
ia ver o sol aos quadradinhos de certeza no minimo
http://www.themoscowtimes.com/news/article/russian-court-frees-radical-artist-pyotr-pavlensky/571454.html

estou contente com o voto do brexit, nao pelas tuas teorias da conspiracao russas, mas porque acredito que esta decisao e o melhor para o reino unido que enfrenta varios problemas prementes- imigracao excedentaria, comunidades descaracterizadas, perda de soberania, oportunidades comerciais mundias falhadas, para mencionar so alguns dos assuntos.

vos estais descontentes pelos impactos que o brexit tem para portugal, e uma visao egoista. nao estais verdadeiramente interessados em saber dos problemas britanicos. eu sou europeista, mas esta ue como esta assim nao interessa a ninguem
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 28, 2016, 08:00:50 pm
Pedro? Eu não fujo às questões. Já percebi que defendes a Rússia acima de tudo, portanto os meus argumentos de nada servem. Eu venho para este fórum para aprender e discutir argumentos, mas como não tenho pretensão de chegar a padre, não conto nem venho para aqui para converter-te.

As tuas fontes já reparaste que são apenas russófonas? Ganhavas muito mais em abrir os horizontes, seres mais humilde ..... aprendias mais.

Eu sei que estás todo contente pela saída do RU, não por causa da possível liberdade que estes ganhem fora da UE, mas porque esse passo é um prego no caixão da UE, para contentamento do teu Czar!

Fico contente por nós termos como parceiros os EUA e temos a liberdade de escolher, mas não confundas isso com o facto de pretender que nós sejamos submissos para com os EUA ou qualquer outro país. Acredito que estamos do lado correcto dos parceiros (UE e NATO) e a razão é que todos os ex-países do leste querem fugir a 7 pés da influência Russa e até querem aderir à NATO! Até a ex-Jugoslávia que foi bombardeada pela NATO e teve a Rússia a seu lado, quer aderir à UE!

Acima de tudo pretendo que estejamos melhor, mais liberdade, mais bem estar e isso é incompatível com um país que priva a liberdade como a Rússia.

as minhas fontes nao sao exclusivamente russas. e que tal se em vez da origem das noticias se centrares no conteudo? se em vez de rejeitares a priori informacao vinda da russia, estudasses a mensagem, podias sempre aprender um bocadinho mais.  mas ja vi que discernir com dois olhos e um grande desafio intelectual para ti.

ja percebi de que lado estas ( eua/nato/ ue) . se soubesses da verdadeira natureza dessas entidades talves pensasses de maneira diferente. violacao dos direitos humanos e da lei internacional, guerras criadas para proveito das elites, vigilancia em larga escala,  sistemas nada democraticos.

a russia priva a liberdade? e assim tao diferente do paraiso ocidental? quem e que te anda a meter essas coisas na cabeca?
a titulo de exemplo le esta noticia. o que seria se este homem tivesse feito algo semelhante na casa branca, sede do fbi/cia?
ia ver o sol aos quadradinhos de certeza no minimo
http://www.themoscowtimes.com/news/article/russian-court-frees-radical-artist-pyotr-pavlensky/571454.html

estou contente com o voto do brexit, nao pelas tuas teorias da conspiracao russas, mas porque acredito que esta decisao e o melhor para o reino unido que enfrenta varios problemas prementes- imigracao excedentaria, comunidades descaracterizadas, perda de soberania, oportunidades comerciais mundias falhadas, para mencionar so alguns dos assuntos.

vos estais descontentes pelos impactos que o brexit tem para portugal, e uma visao egoista. nao estais verdadeiramente interessados em saber dos problemas britanicos. eu sou europeista, mas esta ue como esta assim nao interessa a ninguem

Não sei se o Putin paga-te em Rublos ou P... Russas

Deixo-te alguns casos para investigares como é que a Rússia mata todo os opositores, estejam eles onde estiverem:
- Alexander Litvinenko (morto em 2006 na Inglaterra), antigo Tenente-Coronel da FSB, morto por envenenamento de Plutónio;
- Anna Politkovskaia (morta em 2006 na Rússia), jornalista crítica de Putin, baleada no prédio onde morava na altura em que investigava a guerra na Chechénia;
- Boris Nemtsov (morto em 2015 na Rússia), líder da oposição Russa, morto a tiro por criticar a crise financeira na Rússia e a invasão da Ucrãnia;
- Markelov e Baburova (mortos em 2009);
- Natalia Estemirova (morta em Moscovo em 2009).

Já para não falar nos milhares de presos políticos.
Lembras-te de ver na TV a mãe de um marinheiro russo a gritar pelo filho (estava na altura a prestar serviço no Kursk) que desfaleceu depois de uma agente lhe ter injectado algo?

Agora se vamos atrás na história, vez países do leste onde a oposição era fuzilada, mutilada e silenciada pela presença de tanques Russos....

Tens também o caso muito conhecido do ex-Presidente da Ucrãnia Viktor Yanukovych, que foi envenenado em 2004 com TCDD.

E se quiseres falar dos comunistas nacionais, também me lembro muito bem de todas as greves feitas em sectores cirúrgicos e com piquetes a ameaçar quem ousar furar a greve! Os passeios em frente à Assembleia da República........ ou então casos como o de Frederico Carvalhão Gil, ou então os comunistas que enviaram quase 500 Kg de arquivos da antiga PIDE para a Rússia. Tudo gente patriótica e até agora sem qualquer consequência!!!! Gente dessa e de Putin, no mínimo só esperaria a lendária recepção Soviética nos Gulags!
Título: Re: Brexit
Enviado por: FoxTroop em Junho 28, 2016, 09:19:13 pm
Está bonito isto está. Discussão cheia de "idiologisses" e estereótipos.  ::) ::)

Viajante, a Rússia está satisfeita com a saída do RU não porque seja "um prego para o caixão da UE" como pensas, mas sim porque o principal sabotador de um entendimento geopolítico mais que necessário a ambos (UE e Rússia) tem sido o RU.
Quanto a assassinar malta opositora, que eu me lembre os russos ainda não andam a matar opositores com drones e a levar mais umas dúzias de "zezinhos" no acto como "danos colaterais" ou já te esqueceste da lei aprovada pelo Obama que permite matar, inclusive cidadãos americanos, sem julgamento, onde quer que eles se encontrem? Só posso imaginar a baba e ranho, junto com o rasgar de vestes se fossem o russos a fazer uma campanha dessas  ::) ::) ::)

Pedro E. o Brexit vai ser bom para Portugal. Muito do investimento em unidades de produção de japoneses, só para dar o exemplo, vai sair do RU e um dos países melhor colocado para relocalizar toda essa industria é justamente Portugal.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 28, 2016, 11:37:08 pm
Pedro? Eu não fujo às questões. Já percebi que defendes a Rússia acima de tudo, portanto os meus argumentos de nada servem. Eu venho para este fórum para aprender e discutir argumentos, mas como não tenho pretensão de chegar a padre, não conto nem venho para aqui para converter-te.

As tuas fontes já reparaste que são apenas russófonas? Ganhavas muito mais em abrir os horizontes, seres mais humilde ..... aprendias mais.

Eu sei que estás todo contente pela saída do RU, não por causa da possível liberdade que estes ganhem fora da UE, mas porque esse passo é um prego no caixão da UE, para contentamento do teu Czar!

Fico contente por nós termos como parceiros os EUA e temos a liberdade de escolher, mas não confundas isso com o facto de pretender que nós sejamos submissos para com os EUA ou qualquer outro país. Acredito que estamos do lado correcto dos parceiros (UE e NATO) e a razão é que todos os ex-países do leste querem fugir a 7 pés da influência Russa e até querem aderir à NATO! Até a ex-Jugoslávia que foi bombardeada pela NATO e teve a Rússia a seu lado, quer aderir à UE!

Acima de tudo pretendo que estejamos melhor, mais liberdade, mais bem estar e isso é incompatível com um país que priva a liberdade como a Rússia.

as minhas fontes nao sao exclusivamente russas. e que tal se em vez da origem das noticias se centrares no conteudo? se em vez de rejeitares a priori informacao vinda da russia, estudasses a mensagem, podias sempre aprender um bocadinho mais.  mas ja vi que discernir com dois olhos e um grande desafio intelectual para ti.

ja percebi de que lado estas ( eua/nato/ ue) . se soubesses da verdadeira natureza dessas entidades talves pensasses de maneira diferente. violacao dos direitos humanos e da lei internacional, guerras criadas para proveito das elites, vigilancia em larga escala,  sistemas nada democraticos.

a russia priva a liberdade? e assim tao diferente do paraiso ocidental? quem e que te anda a meter essas coisas na cabeca?
a titulo de exemplo le esta noticia. o que seria se este homem tivesse feito algo semelhante na casa branca, sede do fbi/cia?
ia ver o sol aos quadradinhos de certeza no minimo
http://www.themoscowtimes.com/news/article/russian-court-frees-radical-artist-pyotr-pavlensky/571454.html

estou contente com o voto do brexit, nao pelas tuas teorias da conspiracao russas, mas porque acredito que esta decisao e o melhor para o reino unido que enfrenta varios problemas prementes- imigracao excedentaria, comunidades descaracterizadas, perda de soberania, oportunidades comerciais mundias falhadas, para mencionar so alguns dos assuntos.

vos estais descontentes pelos impactos que o brexit tem para portugal, e uma visao egoista. nao estais verdadeiramente interessados em saber dos problemas britanicos. eu sou europeista, mas esta ue como esta assim nao interessa a ninguem

Não sei se o Putin paga-te em Rublos ou P... Russas

Deixo-te alguns casos para investigares como é que a Rússia mata todo os opositores, estejam eles onde estiverem:
- Alexander Litvinenko (morto em 2006 na Inglaterra), antigo Tenente-Coronel da FSB, morto por envenenamento de Plutónio;
- Anna Politkovskaia (morta em 2006 na Rússia), jornalista crítica de Putin, baleada no prédio onde morava na altura em que investigava a guerra na Chechénia;
- Boris Nemtsov (morto em 2015 na Rússia), líder da oposição Russa, morto a tiro por criticar a crise financeira na Rússia e a invasão da Ucrãnia;
- Markelov e Baburova (mortos em 2009);
- Natalia Estemirova (morta em Moscovo em 2009).

Já para não falar nos milhares de presos políticos.
Lembras-te de ver na TV a mãe de um marinheiro russo a gritar pelo filho (estava na altura a prestar serviço no Kursk) que desfaleceu depois de uma agente lhe ter injectado algo?

Agora se vamos atrás na história, vez países do leste onde a oposição era fuzilada, mutilada e silenciada pela presença de tanques Russos....

Tens também o caso muito conhecido do ex-Presidente da Ucrãnia Viktor Yanukovych, que foi envenenado em 2004 com TCDD.

E se quiseres falar dos comunistas nacionais, também me lembro muito bem de todas as greves feitas em sectores cirúrgicos e com piquetes a ameaçar quem ousar furar a greve! Os passeios em frente à Assembleia da República........ ou então casos como o de Frederico Carvalhão Gil, ou então os comunistas que enviaram quase 500 Kg de arquivos da antiga PIDE para a Rússia. Tudo gente patriótica e até agora sem qualquer consequência!!!! Gente dessa e de Putin, no mínimo só esperaria a lendária recepção Soviética nos Gulags!

mais uma mente afectada pelo sindrome Putin. estou a ver que isso bate forte na tugalandia. nao es o primeiro portugues a quem oico este discurso
- a mulher pede divorcio a culpa e do putin
- portugal perde no futebol a culpa e do putin
- o tempo esta uma desgraca a culpa e do putin
- os juros aumentam, o desemprego sobe, a culpa e do... isso

que vos aconteceu o gente lusitana? porque  tendes a mente tao permissiva?

e diz-me la o que e que eu tenho a ver com comunistas?  sera que nao se pode ter uma conversa neste pais que envolva a russia sem que os histericos anti-comunas falem do pcp e da uniao sovietica? sabias que o comunismo acabou na russia ha mais de vinte anos? sabias que a russia e uma sociedade capitalista e democrata ao estilo do ocidente? ( so que com menos influencia maconica)

falas em personalidades russas que foram mortas, nao entendo,so na russia e que morrem pessoas controversas?
olha para a america -martin luther king, malcolm x, david kelly, john kennedy

ah espera, se calhar pensas que o putin ( ja me esquecia que sofres do sindrome putin) tem alguma coisa a ver com isso.
se tens provas mostra-nos. deixo-te uns links para repensares os teus mitos

olha sobre o litvinenko ve o video

Anna Politkovskaia
http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-27760498

Boris Nemtsov (achei comico teres a presuncao de saberes os motivos porque ele foi morto, sabias que a namorada ucraniana com quem ele andava fez um aborto numa clinica na suica? no entanto segundo dadaev foram motivos religiosos)
https://www.theguardian.com/world/2015/mar/08/boris-nemtsov-five-suspects-appear-in-court-over-opposition-leaders-killing

Markelov e Baburova
http://www.themoscowtimes.com/news/article/nationalist-suspected-in-hgh-profile-killings-extradited/489332.html

 Estemirova ( nao foi morta em moscovo, como dizes, mas essas confusoes sao tipicas de quem esta baralhado)
https://www.rt.com/politics/investigation-estemirovas-killing-extended/

Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 29, 2016, 02:31:59 pm

Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 29, 2016, 03:17:47 pm
(http://i279.photobucket.com/albums/kk131/HEIPED1974/Mobile%20Uploads/FB_IMG_1466885488835.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Junho 29, 2016, 03:27:10 pm
(http://i.imgur.com/GrazOyO.gif)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 29, 2016, 03:52:43 pm
Brexit. Guerra pelo trono da nova capital financeira já começou

A pilhagem pelos despojos do Brexit já começou, na luta pela próxima capital financeira que irá substituir a City londrina

Veja mais em: https://www.dinheirovivo.pt/economia/brexit-patrao-da-virgin-cancela-investimento-no-reino-unido/#sthash.fykNfAA6.dpuf
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 29, 2016, 04:32:35 pm

Eles estão espicaçados e isto vai dar "#$!

claro que estao espicacados. essa gente dos gabinetes de bruxelas repudia a vontade popular. a democracia plena e um soco no estomago para eles

(http://russia-insider.com/sites/insider/files/styles/1200xauto/public/main/2016-Jun-23/cln47f6wmaa-cqg.jpg?itok=CgaVOGmn)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 29, 2016, 04:51:19 pm
(http://i279.photobucket.com/albums/kk131/HEIPED1974/Mobile%20Uploads/FB_IMG_1466885488835.jpg)

o novo primeiro ministro tem que ser um brexiter. parece-me que john baron e o homem certo. tem um bom perfil, se vier a acontecer de certo que vai-se entender bem com Trump ( outro defensor do brexit) e por o reino unido no rumo certo, nacao independente,livre e prospera economicamente.

Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 29, 2016, 04:56:18 pm
(http://i.imgur.com/GrazOyO.gif)

alguns espertinhos do forum pensavam que um segundo referendo na escocia era ao virar da esquina

Brexit: Spain and France oppose Scotland EU talks
http://www.bbc.co.uk/news/uk-scotland-scotland-politics-36656980
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 29, 2016, 05:25:43 pm
Pois, prosperidade, ao mesmo tempo já França e a Alemanha estão a colocar-se a jeito para receber a banca que vai fugir do RU, só isso representa milhares de empregos muito bem remunerados.

O governo Britânico já disse que vai aumentar os impostos para fazer face à crise que vem aí, isso é o oposto que o UKIP disse antes do referendo.

A UE não vai permitir o RU ter um acordo que pretende, já que no essencial a livre circulação de pessoas e bens é essencial para a Europa e é exactamente isso que os Britânicos não querem.

Eu perdi alguma coisa ou o Pedro está um pouco aluado em relação à realidade?!

Depois de ler o que alguns Russos escreveram no "mess", é óbvio que eles querem a desintegração da UE, é óbvio que o Putin e o governo Russo quer isso. É óbvio que Bruxelas vai tentar evitar isso ao máximo!

Eis o resumo da Reuters da dita reunião dos "fundadores":

1. A European Security Compact, under which:
 
- The EU should establish agreed strategic EU priorities for foreign and security policy and promote an integrated EU policy in these areas.

- Those EU member states willing to establish permanent structured cooperation in the field of defense should be able to do so in a flexible manner.

- If needed, EU member states should consider establishing standing maritime forces or acquiring EU-owned capabilities in other key areas.


2. A common European asylum and migration policy. The ministers said:
 
- We are determined that the EU should establish the world's first multinational border and coast guard.

- The EU must find a common answer to the rising number of migrants seeking to enter the EU for economic reasons.

- We will work to reduce push factors for irregular migration.

 
3. Fostering growth and completing the Economic and Monetary Union (EMU). The ministers said:

- To unlock growth and to increase the productivity of the European economy, a renewed effort for more investment, both private and public, is necessary.

- A deepening of EMU will not come as a big bang but as the result of a pragmatic and gradual evolution.

- An EMU fiscal capacity should start by 2018 at the latest to support investment in the member states most severely hit by the crisis.




(Reporting by Andreas Rinke; Writing by Paul Carrel; Editing by Janet Lawrence)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 29, 2016, 05:39:24 pm
http://www.bbc.com/news/uk-politics-eu-referendum-36654901



Título: Re: Brexit
Enviado por: Crypter em Junho 29, 2016, 05:45:11 pm
Tinha ideia que o Rádio Moscovo já tinha terminado. Mas afinal parece que não..

Adiante.. Pelo lado positivo do Brexit é a vontade em levar esta UE para um patamar superior de uma verdadeira união (1 parlamento, 1 moeda, 1 BC, etc..). Só assim a UE poderá afirmar-se. no espaço internacional.

Quanto à defesa, ouvi inclusive um deputado Europeu que está na hora de se formar um exército europeu pois os EUA estão cansados de serem os nossos guarda-costas.. Aguardar e ver o que nos reserva o futuro.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 29, 2016, 11:53:35 pm
Pois, prosperidade, ao mesmo tempo já França e a Alemanha estão a colocar-se a jeito para receber a banca que vai fugir do RU, só isso representa milhares de empregos muito bem remunerados.

O governo Britânico já disse que vai aumentar os impostos para fazer face à crise que vem aí, isso é o oposto que o UKIP disse antes do referendo.

A UE não vai permitir o RU ter um acordo que pretende, já que no essencial a livre circulação de pessoas e bens é essencial para a Europa e é exactamente isso que os Britânicos não querem.

Eu perdi alguma coisa ou o Pedro está um pouco aluado em relação à realidade?!

Depois de ler o que alguns Russos escreveram no "mess", é óbvio que eles querem a desintegração da UE, é óbvio que o Putin e o governo Russo quer isso. É óbvio que Bruxelas vai tentar evitar isso ao máximo!

Eis o resumo da Reuters da dita reunião dos "fundadores":

1. A European Security Compact, under which:
 
- The EU should establish agreed strategic EU priorities for foreign and security policy and promote an integrated EU policy in these areas.

- Those EU member states willing to establish permanent structured cooperation in the field of defense should be able to do so in a flexible manner.

- If needed, EU member states should consider establishing standing maritime forces or acquiring EU-owned capabilities in other key areas.


2. A common European asylum and migration policy. The ministers said:
 
- We are determined that the EU should establish the world's first multinational border and coast guard.

- The EU must find a common answer to the rising number of migrants seeking to enter the EU for economic reasons.

- We will work to reduce push factors for irregular migration.

 
3. Fostering growth and completing the Economic and Monetary Union (EMU). The ministers said:

- To unlock growth and to increase the productivity of the European economy, a renewed effort for more investment, both private and public, is necessary.

- A deepening of EMU will not come as a big bang but as the result of a pragmatic and gradual evolution.

- An EMU fiscal capacity should start by 2018 at the latest to support investment in the member states most severely hit by the crisis.




(Reporting by Andreas Rinke; Writing by Paul Carrel; Editing by Janet Lawrence)

sejam felizes assim, alemanha e franca com a possivel fuga da banca do reino unido.

aumento de impostos e um sacrificio temporario para um bem maior. acabei de falar ha minutos pela net com um ingles do nordeste. o espirito esta bom, nao subestimem a resilencia britanica. o essencial para mim agora e ter a gente certa a liderar o pais nesta fase critica. tou muito ceptico com as qualidades politicas das figuras do brexit. o john baron parece-me ser o homem certo mas nem ser se vai ser candiadato.

russia/putin e o brexit
http://sputniknews.com/politics/20160629/1042176733/putin-uk-brexit.html

Zakharova
Citar
"As for results and consequences — this decision hasn't been formalized. What should be done — we should wait until the public decision will be formalized by the British government. Only after that can we speak about the Russian reaction. As far as we understand, this decision will affect the European Union. In any case, we are for the development of cooperation with the EU and United Kingdom,"

Peskov
Citar
"We note the statements that come from the British Parliament. They are very mixed, that is why based on this, we say that the situation is yet unclear and unpredictable,"

Putin
Citar
"Prior to the vote in the United Kingdom and after the vote, I have already said that we have never interfered, never discussed this, we acted very properly in my opinion. Of course, we closely followed what was going on, but did not influence this process and did not even attempt to do so,"

Citar
"The percentage of mandatory decisions made by the European Parliament is larger than that of mandatory decisions made by the High Council of the USSR in regard to its member-republics. This means that the powers are highly concentrated within [the administrative body of the EU],"
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2016, 10:51:59 am
Três dias depois do Brexit

Lucy Pepper



Muitas pessoas, nunca saberemos quantas, escolheram “sair” apenas como um voto de protesto, e estão agora em choque por causa dos resultados.


 



À luz do dia, três dias depois do referendo, e com duas noites de bom sono, ainda estou a lutar para entender o que aconteceu.

Não me interpretem mal. Percebo *como* aconteceu. David Cameron, o primeiro ministro demissionário, e Boris Johnson, o seu provável sucessor, tinham os seus pequenos planos (uma coisa deu para entendermos no discurso de “vitória” do Boris, um discurso pronunciado em estado de choque: ele nunca quis nem esperou “sair” da UE). Nigel Farage, o líder do UKIP; desempenhou o seu papel previsível, agitando fascismo e racismos latentes. Pela sua parte, Jeremy Corbyn, o líder do Partido Trabalhista, não fez quase nada. No meio de tantas mentiras, factos escondidos e propaganda enganadora, o voto foi para “Sair”.

Muitas pessoas, nunca saberemos quantas, escolheram “sair” apenas como um voto de protesto, e estão agora em choque por causa dos resultados. Tanta gente que googlou “o que é a UE?” no dia a seguir ao referendo! A internet tem reportado muitos casos de insultos racistas nas ruas do Reino Unido, do género “ganhámos, vocês têm de sair”, dirigidos a a imigrantes da UE e a cidadãos britânicos de ascendência africana ou asiática.

Nunca vou compreender como uma decisão de tanta importância e com consequências irreversíveis foi posta directamente nas mãos dos eleitores – um tipo de decisão que é normalmente recusada aos mesmos eleitores nas legislativas. Sim, a democracia representativa é um sistema com muitas falhas, mas pelo menos permite que os resultados possam ser rectificados quatro anos depois, e constitui assim uma espécie de almofada entre o eleitor desinformado e a legislação. Mas o voto deste referendo não pode ser rectificado daqui a quatro anos. Mesmo se, por algum milagre, o Reino Unido permanecesse dentro ou ligado à UE, os danos já foram causados, e os monstros já estão à solta.

Os insultos racistas são exatamente o que eu receava. Os eleitores do Brexit vão perceber em breve que não vão ter o que desejavam, que os “estrangeiros” não vão ser deportados para a semana, e que vai haver novos estrangeiros a chegar, e legalmente. Preocupo-me, por isso, que as agressões racistas e xenófobas piorem. O aparente reforço da extrema-direita no Reino Unido animou a extrema-direita no resto da UE, algo que nos deve preocupar a todos.

Os eleitores que acreditaram nas promessas nefastas de que o dinheiro poupado com as contribuições para a União Europeia iria financiar o Serviço Nacional de Saúde descobrirão em breve que o SNS continuará, depois do Brexit, nos seus apuros de sempre, senão ainda piores. O país vai passar por dificuldades económicas, pelo menos durante algum tempo, e isso não vai trazer de volta o dinheiro que foi cortado aos deficientes, não vai trazer de volta os empregos perdidos, e os negócios que desaparecerem por ser mais difícil negociar com Europa não vão criar novos empregos para ninguém.

A Escócia já está para sair do Reino Unido, e vai ter problemas em reentrar na UE. A Irlanda de Norte até é capaz de fazer uma coisa impensável na minha vida, e juntar-se à Irlanda. A união britânica acabará de vez.

Os eleitores que acham que ganharam a “independência” da Europa continental vão perceber dentro de dias que a sua ilha não está mais perto do meio do Atlântico.

E o mundo inteiro perdeu confiança no Reino Unido, e seja no que for. E sempre que os nossos governos nos assegurarem, por exemplo, que as relações entre Portugal e o Reino Unido não correm perigo, como acreditar? A confiança que tínhamos em que os nossos governos iriam pelo menos *tentar* fazer alguma coisa certa já não existe.

(traduzido do original inglês pela autora)

Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 30, 2016, 12:08:33 pm
a escocia bem pode ir sonhando

(http://66.media.tumblr.com/aa5b6cf461a721ef7ec0c6631381115a/tumblr_o9jylrGTsv1u5f06vo1_1280.jpg)

(http://67.media.tumblr.com/4069c33d308d8b540de583cec820f4bb/tumblr_o9k14dui1Z1u5f06vo1_1280.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2016, 12:56:52 pm
Eis um dos trunfos que o RU tem sob a UE. Ao ser um importante mercado para a Alemanha, pode ser que a mesma esteja menos ciosa das retaliações contra o RU, como é vontade de muito politico por esta Europa fora.

Citação de: akivrx78
Citar
FMI afirma que "brexit" afetará negativamente a economia da Alemanha

29/06/201622h40

Washington, 29 jun (EFE).- A saída do Reino Unido da União Europeia (UE) irá afetar negativamente o desempenho da economia da Alemanha e poderia obrigar uma revisão para baixo do Produto Interno Bruto (PIB) do país, indicou o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na apresentação nesta quarta-feira do relatório do órgão sobre a economia alemã, a chefe da missão no país, Enrica Detragiache, afirmou que "as mudanças entre as duas maiores economias europeias não vão passar despercebidas".

Detragiache disse que o FMI está considerando revisar para baixo as previsões de crescimento da economia da Alemanha em 2016. Atualmente, o órgão prevê um avanço de 1,7%. Mas, mesmo sem ter avaliado a saída do Reino Unido da UE, a instituição avaliou que o PIB alemão cresceria 1,5% em 2017, contra 1,6% do último relatório.

"O ritmo de crescimento se manteve constante graças à forte demanda interna, compensou a fraqueza da demanda externa", indicou o relatório anual do FMI.

A Alemanha conseguiu manter a inflação em cerca de 1% e promover o consumo apoiada na força do mercado de trabalho, nos baixos preços da energia e no aumento do crédito. No entanto, a incerteza gerada pelo resultado do referendo irá restringir as previsões positivas, assim como o "envelhecimento da população e o influxo de refugiados são desafios que devem ser levados em conta".

Mais ao longo prazo, o FMI também aponta o envelhecimento da população como grande empecilho da economia alemã a partir de 2020, que terá impactos no mercado de trabalho e no potencial de crescimento.

http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2016/06/29/fmi-afirma-que-brexit-afetara-negativamente-a-economia-da-alemanha.htm (http://economia.uol.com.br/noticias/efe/2016/06/29/fmi-afirma-que-brexit-afetara-negativamente-a-economia-da-alemanha.htm)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2016, 12:58:33 pm
a escocia bem pode ir sonhando

Mas em que aspecto isso afecta-te? Tens algum problema que a Escócia ou a Irlanda do Norte saia do RU? E se sim, porquê?
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 30, 2016, 01:39:31 pm
boas noticias para o brexit. boris esta fora da corrida. ele nunca acreditou a fundo no leave. e altura dos hardliners se chegarem a frente

Boris Johnson rules himself out of Conservative leader race
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-36672591
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 30, 2016, 01:49:31 pm
a escocia bem pode ir sonhando

Mas em que aspecto isso afecta-te? Tens algum problema que a Escócia ou a Irlanda do Norte saia do RU? E se sim, porquê?

afecta-me porque vivo no ru. o problema que tenho com a escocia e certas pessoas querem fugir aos compromissos. ainda ha menos de dois anos houve um referendo pela independencia da escocia. as pessoas votaram para fazer parte do reino unido. nao deve essa vontade ser respeitada?
imagina que daqui a dois anos fazem um referendo para sair do reino unido e ganham mas por pouca margem. e depois sao os escoces pro reino unido que convocam outro referendo porque querem fazer parte do reino unido. quando e que isto acaba? aceitem os resultados, honrem os compromissos, assumam as responsabilidades.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2016, 02:13:15 pm
a escocia bem pode ir sonhando

Mas em que aspecto isso afecta-te? Tens algum problema que a Escócia ou a Irlanda do Norte saia do RU? E se sim, porquê?

afecta-me porque vivo no ru. o problema que tenho com a escocia e certas pessoas querem fugir aos compromissos. ainda ha menos de dois anos houve um referendo pela independencia da escocia. as pessoas votaram para fazer parte do reino unido. nao deve essa vontade ser respeitada?
imagina que daqui a dois anos fazem um referendo para sair do reino unido e ganham mas por pouca margem. e depois sao os escoces pro reino unido que convocam outro referendo porque querem fazer parte do reino unido. quando e que isto acaba? aceitem os resultados, honrem os compromissos, assumam as responsabilidades.

Se vives no RU, então devias pensar duas vezes em apoiar a saída do dito país da UE, devias preocupar-te com os ataques racistas que têm acontecido um pouco por todo o RU, devias preocupar-te com o aumento de impostos, perda de postos de trabalho, etc.

O referendo na Escócia teve como uma das promessas o RU não sair da UE, como tal quem falhou à promessa não foi os Escoceses.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Junho 30, 2016, 02:52:16 pm
Vodafone: qual o futuro da sua sede no Reino Unido pós Brexit?

O termo “brexit”, que temos ouvido de forma insistente desde há uns meses para cá em relação à zona Euro, é uma fusão de duas palavras inglesas, neste caso, “britain”, diminutivo para o Reino Unido, e “exit”, que significa saída. De facto, foi na saída do Reino Unido da União Europeia que os ingleses votaram e com isso todo o mercado está a reagir.

Agora a saída poderá ser da Vodafone. Qual será o futuro desta e de outras empresas no Reino Unido?

A Europa está a atravessar uma fase sem precedentes depois do referendo que levou os ingleses a decidir o futuro do país em relação à União Europeia. Agora vive-se um período de profunda incerteza que tem vindo a levantar questões sobre a permanência de várias grandes empresas no país.

A Vodafone, fundada em 1983 no Reino Unido, mantém a sua sede em Newbury, mas neste momento está a avaliar todos os factores e a ponderar a alteração da localização da sua sede para outro país.

Em comunicado, a empresa defendeu o acesso “ao movimento livre de pessoas, capital e mercadorias” porque foram estes factores ajudaram a impulsionar o crescimento da empresa. A somar ao crescimento programado, está o factor financeiro, já que a maior parte das suas receitas são geradas além-fronteiras.

Segundo a declaração enviada à imprensa, a Vodafone diz que vai “continuar a avaliar a situação e que tomará as decisões que forem apropriadas que respondam aos interesses de clientes, accionistas e colaboradores”.

 
13 mil trabalhadores no Reino Unido

Obviamente que a empresa não pode esquecer os 13 mil trabalhadores e os milhares de clientes que tem no país, e essa é uma questão que também está na balança da decisão final da empresa.

Contudo, o Reino Unido representa apenas uma pequena parte de todo o mercado do grupo Vodafone.

Fora das terras de sua majestade a empresa tem a grande maioria dos seus 462 milhões de clientes, 108 mil empregados e 15 mil fornecedores. A balança de proveitos aponta para a operação europeia total a representar cerca de 55% dos lucros, enquanto a operação do Reino Unido só conta 11% para o bolo total.

Segundo a Vodafone, ainda não é possível prever a permanência da sede no país, as vantagens ainda são muitas e não se sabe elas se vão manter depois das negociações entre o país e a União Europeia.

Como nota final, a Vodafone garante que quer fortalecer a posição da empresa junto às entidades políticas e reguladoras em Bruxelas para garantir que as empresas da UE estão a ser bem representadas neste debate.

Fonte: PPLWARE
E a Vodafone é só uma das empresas que está a ponderar mudar a sua sede para a UE!

Pedro? Podes parar, vais ser condecorado com o título de Herói da Federação Russa!!!!!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2016, 03:34:20 pm
O Boris liderou a campanha pelo Brexit, agora que a  :new_argue: está feita, tira o cavalinho da chuva. Pode juntar-se ao Varousakis que fez o mesmo na Grécia. Só o Nigel Farage é que continua todo contente com o resultado, ele é que devia ir para o governo para aguentar os próximos tempos e os problemas que aí vêm!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 30, 2016, 06:16:17 pm
a escocia bem pode ir sonhando

Mas em que aspecto isso afecta-te? Tens algum problema que a Escócia ou a Irlanda do Norte saia do RU? E se sim, porquê?

afecta-me porque vivo no ru. o problema que tenho com a escocia e certas pessoas querem fugir aos compromissos. ainda ha menos de dois anos houve um referendo pela independencia da escocia. as pessoas votaram para fazer parte do reino unido. nao deve essa vontade ser respeitada?
imagina que daqui a dois anos fazem um referendo para sair do reino unido e ganham mas por pouca margem. e depois sao os escoces pro reino unido que convocam outro referendo porque querem fazer parte do reino unido. quando e que isto acaba? aceitem os resultados, honrem os compromissos, assumam as responsabilidades.

Se vives no RU, então devias pensar duas vezes em apoiar a saída do dito país da UE, devias preocupar-te com os ataques racistas que têm acontecido um pouco por todo o RU, devias preocupar-te com o aumento de impostos, perda de postos de trabalho, etc.

O referendo na Escócia teve como uma das promessas o RU não sair da UE, como tal quem falhou à promessa não foi os Escoceses.

eu sei as linhas com que me coso. o cabeca de martelo tem as suas preocupacoes legitimas , as minhas sao diferentes - soberania, imigracao descontrolada, economia presa a uma organizacao burocratica, antidemocratica, caducada

mais uma vez - o referendo da escocia era sobre a independencia. quem e que pode tomar alguma coisa como certo (permanencia do reino unido na uniao europeia) numa sociedade britanica euroceptica? e volto a perguntar- quem garante que a escocia independente entre na uniao europeia? foi-lhes dada uma oportunidade numa geracao para decidirem o seu futuro- independentes ou parte do reino unido ( com ou sem ue,era imprevisivel). os escoceses escolheram ser do reino unido. acho que devia-se respeitar essa decisao.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Crypter em Junho 30, 2016, 10:03:49 pm


eu sei as linhas com que me coso. o cabeca de martelo tem as suas preocupacoes legitimas , as minhas sao diferentes - soberania, imigracao descontrolada, economia presa a uma organizacao burocratica, antidemocratica, caducada


Então, mas tu não és emigrante?
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Junho 30, 2016, 11:37:54 pm
eu trabalho (legalmente) em inglaterra, pago os impostos, cumpro as minhas obrigacoes para com a sociedade. nao ando por aqui a parasitar e a explorar o bondoso sistema de previdencia britanico, como ha tantos estrangeiros (e ingleses) a fazerem.

a partida nao tenho nada contra estrangeiros trabalharem noutro pais ( pode ser tanto por necessidade de  mao de obra qualificada numa area ou simplesmente por falta de mao de obra )

agora quando ha excesso de imigracao desnecessaria ou que sobrecarrega os servicos do estado e natural que haja que estabelecer controlos. o fundamental para mim e que haja um ajuste, um equilibrio entre a procura e a oferta. estrangeiros para mim sao bem vindos se forem necessarios e contribuirem para a sociedade.

no entanto penso que o reino unido atingiu um ponto de saturacao. anda por aqui muita gente a mamar e a nao fazer nada.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 01, 2016, 12:15:26 pm
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Uma semana depois do "Brexit", receio pelo futuro do meu país

Stewart Lloyd-Jones

01/07/2016 - 08:30

Uma semana depois do referendo, ficamos numa terra de ninguém. Sem governo a funcionar, sem plano B, sem liderança. Receio pelo futuro do meu país.

Estou muito inquieto relativamente ao que está a acontecer no meu país, Escócia, e em todo o Reino Unido, após o referendo de 23 de Junho, e à possibilidade de poder vir a perder a minha cidadania europeia e, como consequência, o meu direito a viver e trabalhar em Portugal, ou em qualquer um dos outros 27 estados membros da União Europeia.

Politicamente, financeiramente, socialmente e economicamente, o Reino Unido está um caos. Existe um vazio de poder em Londres e também a possibilidade da Escócia e da Irlanda do Norte optarem por sair do Reino Unido para protegerem o seu estatuto dentro da UE.

Entretanto, os dois principais líderes da campanha “Leave”, Boris Johnson e Michael Gove, assim como muitos dos seus apoiantes, parecem ter admitido recentemente que nunca esperaram ou desejaram o resultado que obtiveram. Afinal, aparece que a sua campanha tinha mais a ver com a vontade de afastar David Cameron e George Osborne da liderança do Partido Conservador e consequentemente do país. A renúncia do Primeiro-Ministro, na sexta-feira, estragou a festa e deixou bem claro aos partidários do “Brexit” que os problemas agora seriam seus para o resolver. Além da breve aparição de Boris Johnson à saída da sua casa, afirmando que a moeda e os mercados ficariam estáveis – precisamente no mesmo momento em que o valor da libra caía fortemente em relação ao dólar e ao euro – nenhum dos principais líderes do movimento “Leave” tem sido visto desde a sua conferência da imprensa bastante discreta na manhã do dia 24. Os porta-vozes que surgiram, ou abstiveram-se de falar ou recuaram nas promessas feitas durante a campanha, quer no que respeita à imigração, investimento na saúde, acesso ao mercado único, quer até no que respeita à importância do Reino Unido accionar o Artigo 50.º do Tratado de Lisboa.

O consenso geral é de que nenhum pedido formal para activar o Artigo 50.º será – ou pode ser – efectuado, pelo menos até que o novo líder do Partido Conservador seja escolhido (o que não acontecerá até Setembro). Em todo o caso é possível, senão mesmo provável, que haja necessidade de realizar eleições legislativas para dar legitimidade ao novo governo. Só nessa altura é que o novo parlamento – a única instituição que pode adoptar leis constitucionais – estará em posição de autorizar o governo a accionar o Artigo 50.º, o que pode demorar até 7 a 8 meses. A complicar ainda mais as contas, está o facto de alguns líderes da UE insistirem em que não haverá lugar a novas negociações, formais ou não, até o Artigo 50.º ser formalmente activado; e a insistência de Westminster de que não será possível autorizar o governo a iniciar o processo de “Brexit”, sem que haja uma negociação prévia com as instâncias europeias para esse efeito. Convém referir que o parlamento britânico tem actualmente uma maioria de deputados a favor de UE, não existindo qualquer garantia que esta situação se altere depois das eleições. É sempre possível que o parlamento possa recusar a autorização, rejeitando assim o resultado do referendo. Sem autorização parlamentar, o “Brexit” não passará de uma declaração de intenções.

Boris Johnson, o ex-Mayor de Londres e ex-líder do “Leave”, disse que não há pressa em sair da UE, e que a sua preferência é negociar mais concessões para o Reino Unido, principalmente no que respeita ao direito de livre circulação de cidadãos europeus. É importante lembrar que apenas 15 dias antes da sua entrada na campanha “Leave”, Johnson escreveu na sua coluna no Daily Telegraph: “Durante os últimos anos eu tenho dito que, globalmente, estaremos melhor dentro de uma UE reformada”.

No entanto, Johnson, que foi favorito para substituir David Cameron, desistiu da corrida à liderança do Partido Conservador depois de uma troca de mensagens em que o seu deputado Michael Gove disse que o não podia apoiar. Numa decisão que apanhou quase todos por surpresa, Johnson declarou que ele próprio não é o homem certo para liderar o país durante estes momentos difíceis. Há rumores de que alguns apoiantes poderosos do “Brexit” não acreditavam que Johnson estava totalmente empenhado na causa. No seu lugar como candidato surgiu Gove, com a actual Ministra do Interior como principal adversária.

Quanto ao Partido Trabalhista, os chamados ‘moderados’ levantaram-se contra o líder, Jeremy Corbyn, pelo que é agora um partido em “guerra civil”. Corbyn fez uma campanha muito medíocre para em prol do “Remain”. Isto teve repercussões ao nível eleitoral, e as regiões onde o Partido Trabalhista tradicionalmente tem mais força – o noroeste, os Midlands e o nordeste de Inglaterra e o País de Gales  –  enviaram-lhe uma mensagem de desafeição inequívoca e votaram em massa para sair da EU. O voto a favor do “Leave” nestas regiões não foi tanto a afirmação de uma vontade de sair da comunidade, como um voto de protesto por se sentirem negligenciados durante anos e verem no referendo uma oportunidade de manifestar o seu descontentamento para com a elite política, talvez não estando sequer conscientes das potenciais consequências desse mesmo acto.

O golpe dos ‘moderados’ contra Corbyn é entendido como puro oportunismo político e, em vez de se envolver em conflitos internos, o partido devia estar a explorar o vazio político agora instalado para se posicionar como governo alternativo. No entanto, restam poucas dúvidas de que um partido chefiado por Corbyn não conseguirá vencer eleições. Uma sondagem recente revelou que até 29% dos eleitores que votaram anteriormente no Partido Trabalhista não vão votar nele na próxima vez.

No entanto, mesmo que o “golpe” seja bem sucedido, com a esmagadora maioria dos deputados do partido a votarem contra ele numa moção de confiança, é quase garantido que Corbyn ganhará as primárias, pela simples razão de que há uma desunião enorme entre os membros do partido (maioritariamente jovem e mais radical) que elegem o líder, o eleitorado (na sua maioria da classe trabalhadora, socialmente e economicamente conservador) e a elite partidária (na sua maioria neoliberais e políticos de carreira).

A situação na Irlanda do Norte está repleta de dificuldades. Aqui existe a única fronteira terrestre entre o Reino Unido e a UE. O desmantelamento desta fronteira “dura” foi crucial para o chamado “Acordo de Sexta-feira Santa” que pôs fim a 70 anos de conflito e mortes, eufemisticamente conhecido como “The Troubles”. Há um forte receio de que a reintrodução desta fronteira “dura”, com pontos de verificação, controlo de passaportes, alfândegas, vedações e patrulhas, possa resultar num retorno à violência. O resultado do referendo na Irlanda do Norte, onde 56% de eleitorado votou a favor da UE, levou a pedidos renovados para um “Border Poll”, ou seja, um referendo para remover a fronteira com a República o que, no contexto do Brexit, significará a sua reunificação com o sul.

Na Escócia as coisas parecem bem mais claras, mas nem por isso menos difíceis. Os escoceses votaram em força para permanecer na UE – com 62% do eleitorado a votar para ficar. O governo do Scottish National Party (SNP) foi reeleito em Maio, com quase 50% do voto popular depois de nove anos no poder, com um programa que disse claramente que será realizado um referendo relativo à independência do país caso a Escócia seja puxada para fora da UE contra a vontade da maioria dos escoceses. Agora que isto está a acontecer, a Primeira-Ministra, Nicola Sturgeon, disse que vai fazer o possível para assegurar que a vontade do povo escocês seja respeitada, e que se não há solução como parte do Reino Unido, haverá como país independente. Ela deixou bem claro que um referendo sobre a independência é a última opção, mas diz que vai avançar com os preparativos para assegurar que o país está pronto para ter esse debate antes de o Reino Unido sair da UE. Actualmente a Primeira-Ministra está envolvida em reuniões e discussões com líderes e altas entidades da UE e dos estados-membros a fim de encontrar possibilidades para que Escócia possa permanecer na UE.

Voltando à Inglaterra. A UKIP e outros partidos de direita exploraram o descontentamento e a impotência sentidos nas zonas desindustrializadas no norte da Inglaterra e País de Gales, sugerindo que os problemas – salários baixos, elevadas taxas de desemprego, escassez de casas económicas, entre outros – são em grande parte causados pela imigração. Testemunhando a partir da Escócia o desenrolar dos acontecimentos em Inglaterra, estou chocado com o quão desagradáveis estes se tornaram. Há cada vez mais notícias de pessoas cuja aparência física não se coaduna com o estereótipo do “britânico” a ser importunados e insultadas com ameaças como “go home”, assim como turistas a serem incomodados na rua e aconselhados a deixar o país.

Deste modo, uma semana depois do referendo, ficamos numa terra de ninguém. Sem governo a funcionar, sem plano B, com os dois partidos principais atolados em conflitos internos, sem liderança, sem ninguém a assumir qualquer responsabilidade. Receio pelo futuro do meu país, qualquer que seja o resultado.

Director, Contemporary Portuguese History Research Centre, Universidade de Stirling, Escócia, Reino Unido
https://www.publico.pt/mundo/noticia/uma-semana-depois-do-brexit-receio-pelo-futuro-do-meu-pais-1736891?page=-1 (https://www.publico.pt/mundo/noticia/uma-semana-depois-do-brexit-receio-pelo-futuro-do-meu-pais-1736891?page=-1)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 01, 2016, 01:21:40 pm
dois do remain e 3 brexiteers. faco votos que ganhe alguem da ala anti-eu

Conservative leader: Who might succeed David Cameron?
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-36618738
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 02, 2016, 02:23:46 pm
http://rr.sapo.pt/video/107168/brexit_no_meio_da_incerteza_ha_portugueses_a_ponderar_fazer_as_malas
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 02, 2016, 03:21:33 pm
http://sol.sapo.pt/artigo/514682/brexit-servicos-financeiros-brit-nicos-podem-perder-ate-100-mil-empregos
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 03, 2016, 09:13:09 pm


Brexit: The immigrants who voted Leave
http://www.bbc.co.uk/news/magazine-36686361
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 03, 2016, 10:01:27 pm
ora ai esta o problema de um dos remain ser o novo chefe de governo. o artigo 50 pode esperar.

Tory leadership: Theresa May says voters want more than 'Brexit PM'
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-36696908

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Mrs May also said the UK had to finalise its "negotiating stance" before formally triggering the UK's departure from the EU by invoking Article 50 of the Lisbon Treaty.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 04, 2016, 01:42:36 pm
UKIP's Nigel Farage Resigns as Party Leader
http://sputniknews.com/europe/20160704/1042392256/uk-brexit-party-resignation.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Clausewitz em Julho 04, 2016, 02:46:09 pm
Os ratos todos a saltar borda fora. Agora que conseguiram livrar o RU da fonte dos seus problemas e encaminhar o país para um futuro risonho, não querem ficar com o menino nos braços. Extraordinário e significativo.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 04, 2016, 08:38:05 pm

Indeed. Os politicos sao em certa medida o reflexo do povo. Ja nao os ha com tomates acima do canal da mancha. As unicas partes redondas vermelhas dos actuais politicos sao as bochechas devido a copofonia. Ajuda a explicar muito o declinio do Reino Unido no panorama internacional. Estao em fase pos fim de imperio. Portugal passou pelo mesmo. As coisas estao feitas para a Teresinha ser a segunda thatcher e o artigo 50 vai ficar em aguas de bacalhau. O(a) proximo(a) primeiro(a) ministro(a) deve ser alguem que acredita na saida do reino unido da uniao europeia como foi vontade expressa pelos britanicos. Que mais intrigas nos esperam pelas ilhas? depois do brexit que ganhou mas nao devia ter ganho (aberracao democratica, politicamente incorrecta),  dos assassinatos politicos nos conservadores,dos golpes palacianos no labour, da rebeliao escocesa, o que vem mais por ai?
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 05, 2016, 11:07:14 am
De um senhor da minha tropa...

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O Boris e o Nigel lideraram o Brexit. Agora que perceberam que não faziam a minima ideia das consequências piraram-se. A cambada que votou por eles agora agarram-se ao pau.
E ainda dizem mal dos politicos portugueses...
E parece que Nigel Farage é a tradução em inglês de Paulo Portas. O gajo já vai na 3ª ameaça de demissão.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 05, 2016, 01:21:54 pm
o vendedor de bananas David e a sua (e do establishment) crise existencial article 50

Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 06, 2016, 12:59:08 pm
Um terço dos portugueses no Reino Unido falha requisitos exigidos a extracomunitários

05 jul, 2016 - 22:59
Número é avançado pelo secretário de Estado das Comunidades, que desdramatiza a situação.

http://rr.sapo.pt/noticia/58378/?utm_source=rss
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Julho 06, 2016, 03:05:07 pm
Depois da infantilidade de todos os responsáveis britânicos envolvidos no Brexit que faz lembrar o Comandante Francesco Schettino, ao abandonar o barco à menor contrariedade, do Brexit da Inglaterra confirmado pelos seus cidadãos, já só falta o Brexit de logo para o outro país que também votou maioritariamente pelo Brexit...... o País de Gales!

PORTUGAL!!!!!!!!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 06, 2016, 04:45:17 pm
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Tempestade nos mercados: libra em novo mínimo de 31 anos, vaga de juros negativos aumenta

06.07.2016 às 8h01

A divisa britânica caiu durante a sessão asiática para 1,2797 dólares, um câmbio que não se registava desde junho de 1985. Juros das obrigações japonesas e alemãs fixam novos mínimos históricos em terreno negativo. Ouro em máximo de dois anos

Jorge Nascimento Rodrigues

A libra esterlina atingiu um novo mínimo de 31 anos durante a sessão asiática desta terça-feira. O cambio da libra face ao dólar caiu para 1,2797 dólares, o que já não se registava desde junho de 1985. A moeda britânica já perdeu 14% face à divisa norte-americana desde 23 de junho, o dia anterior à vitória do Brexit no referendo no Reino Unido. A 23 de junho, a libra trocava-se por 1,49 dólares. Depois do mínimo na sessão asiática de hoje, a libra abriu a sessão europeia em 1,29 dólares.

O preço do ouro atingiu no final da sessão asiática um máximo de dois anos. A onça do metal precioso cotava-se em 1373,7 dólares pelas 6h30 (hora de Portugal), uma subida de 8,9% em relação a 23 de junho, antes do referendo britânico. No início do ano, a onça valia 1060,30 dólares. O aumento de mais de 310 dólares significa uma subida do preço de quase 30%. O metal amarelo é considerado um valor refúgio.

No mercado secundário da dívida soberana prossegue a deriva para mínimos históricos em yields negativas em algumas das principais economias desenvolvidas, com destaque para Alemanha e Japão na sessão asiática desta quarta-feira. Taxas negativas de remuneração das obrigações significam que o investidor não só não recebe um juro nominal pelo título que adquire aos Estados como “paga” uma taxa para comprar e deter em carteira esses ativos que entende serem seguros.

Durante a sessão asiática de hoje, as yields das obrigações nipónicas a 10 anos fixaram um novo mínimo histórico em -0,281% e as relativas às obrigações a 20 anos aproximaram-se de 0%. O Japão regista taxas negativas na sua dívida até ao prazo de 15 anos inclusive.

Na Europa, as yields das obrigações alemãs a 10 anos fixaram um novo mínimo em -0,192% e as relativas ao prazo a 15 anos estão em mínimo histórico de 0,03% fixado na terça-feira. A dívida germânica regista taxas negativas até ao prazo de 15 anos inclusive, tal como o Japão. Até ao prazo de 7 anos, as yields das obrigações alemãs já estão abaixo de -0,4%, o limite negativo inferior para o Banco Central Europeu adquirir títulos no mercado secundário ao abrigo do programa em vigor desde março do ano passado.
Dez economias têm mais de 50% da dívida com taxas negativas

Segundo a Bloomberg, o valor da dívida nas economias desenvolvidas que regista taxas abaixo de 0% subiu de 9 biliões para 10 biliões de dólares em uma semana. A yield até à maturidade de toda a dívida obrigacionista das economias desenvolvidas caiu para 0,4%, segundo o índice da Bloomberg que abarca 1100 linhas emitidas, com uma duração média de 9,8 anos. A título comparativo, a yield até à maturidade da dívida obrigacionista portuguesa está em 2,16% e o prazo médio é de 7,54 anos, ainda segundo o índice da Bloomberg.

Segundo o Citi Research, citado pelo “Financial Times” de hoje, 35% do valor (em dólares) do World Global Bonds Index abrange dívida obrigacionista com taxas negativas. Uma subida de 6 pontos percentuais em relação ao valor registado antes do Brexit. O valor total com taxas negativas é de 7,5 biliões de dólares. O City refere que, agora, 10 economias desenvolvidas - Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Japão e Suíça - registam mais de 50% da sua dívida em obrigações com yields negativas. A Suíça tem 100% da dívida obrigacionista com taxas negativas e o Japão, Alemanha, Finlândia e Suécia registam mais de 70%.

http://expresso.sapo.pt/economia/2016-07-06-Tempestade-nos-mercados-libra-em-novo-minimo-de-31-anos-vaga-de-juros-negativos-aumenta (http://expresso.sapo.pt/economia/2016-07-06-Tempestade-nos-mercados-libra-em-novo-minimo-de-31-anos-vaga-de-juros-negativos-aumenta)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 06, 2016, 05:15:05 pm
Depois da infantilidade de todos os responsáveis britânicos envolvidos no Brexit que faz lembrar o Comandante Francesco Schettino, ao abandonar o barco à menor contrariedade,



(http://i.imgur.com/i0esum4.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 06, 2016, 05:34:46 pm

and then there were three

Andrea Leadsom and Michael Gove vie to take on May
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-36722585
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Julho 09, 2016, 12:54:39 am
Pânico imobiliário no Reino Unido faz soar alarmes na banca e nas seguradoras

O congelamento dos resgates dos fundos imobiliários está a gerar alarmes nos bancos britânicos que tinham concedido 105 mil milhões de euros de créditos ao sector do imobiliário comercial no fim do ano passado.

O pânico eclodiu nos fundos imobiliários britânicos, que já decretaram o congelamento dos resgates o que impede os seus titulares de recuperar o investimento. Isso pôs a claro a vulnerabilidade do sector dos imóveis comerciais, principalmente financiados por bancos locais, mas cada vez mais por bancos estrangeiros e as seguradoras.

A confiança dos consumidores britânicos sofreu a sua maior queda em 21 anos.

Os bancos britânicos e as suas sociedades imobiliárias concederam cerca de 90.000 milhões de libras (105.000 milhões de euros) de crédito ao sector do imobiliário comercial no fim de 2015, segundo um estudo da Universidad de Montfort citado pelo El Economista.

Os bancos alemães, norte-americanos, e de outros países revelam uma exposição ao sector de 55.000 milhões de libras (58.000 milhões de euros), depois de ter aumentado os seus investimentos no sector desde a crise financeira de de 2008.

As seguradoras totalizavam 25.900 milhões de libras (30.000 milhões de euros) em créditos.

Isto significa que todos podem vir a ser afectados com a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia e acabará por afectar o investimento empresarial e reduzir a procura por escritórios e zonas comerciais

O valor total da dívida do sector do imobiliário comercial situa-se nos 183.300 milhões de libras (214.000 milhões de euros) em 2015.

A incerteza está a gerar o pânico entre os investidores em imobiliário comercial. Na semana passada mais de 18.000 milhões de libras (21.000 milhões de euros) de investimento em imobiliário comercial foram congelados ao suspender a negociação dos fundos geridos pelas M&G Investments, Standard Life Investments e Threadneedle Investments, entre outros.

Ainda que a exposição dos bancos britânicos no sector seja elevada alta - 45% do crédito no ano passado - tem vindo a baixar.

Os bancos alemães fecharam 2015 com mais de 18.000 milhões de libras (21.000 milhões de euros) de crédito ao mercado imobiliário britânico, à frente dos 10.500 milhões (12.000 milhões de euros) concedidos pelos seus homólogos norte-americanos, diz o estudo citado pelo site espanhol.

http://economico.sapo.pt/noticias/panico-imobiliario-no-reino-unido-faz-soar-alarmes-na-banca-e-nas-seguradoras_254151.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 11, 2016, 01:18:23 pm

Brexit: Petition for second EU referendum rejected
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-36754376
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 14, 2016, 01:46:34 pm
Theresa May's cabinet: Who's in and who's out?
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-36785814
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 14, 2016, 03:32:38 pm
Eu apostei o meu dinheiro no brexit"

Líderes da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, Jean-Claude Juncker e Martin Schulz, conversaram com o DN

Sr. Juncker, quem foi a primeira pessoa com quem falou após ouvir a notícia do brexit?

Juncker: Com Martin Schulz. Ele tem o hábito de falar comigo ao telefone todas as manhãs entre as sete e as oito. É um hábito que eu por vezes desejo que ele abandonasse.

Schulz: Lembro-me que foi entre as seis e as sete. Fiquei chocado. Nos dias anteriores à votação apostei que os britânicos ficariam na UE.

Juncker: Eu apostei o meu dinheiro no brexit. O Comissário da Estabilidade Financeira da UE, Jonathan Hill do Reino Unido, ainda me deve uma libra. (Nota do editor: Hill anunciou a sua demissão da Comissão na sequência da vitória do brexit.)

O que disse nesse telefonema?

Schulz: Disse: "Jean-Claude, eu acho que isto não está a correr bem." Depois defendi uma resposta rápida da UE. A última coisa de que precisamos agora é de incerteza.

Juncker: Eu partilhei a opinião dele. Era importante para os britânicos acionassem o artigo 50° o mais rapidamente possível, a fim de evitar quaisquer incertezas. Foi também esse o teor do comunicado de imprensa que a Comissão Europeia, o Parlamento e o Conselho emitiram depois.

Tal como naquela sexta-feira, apresentam-se frequentemente como parceiros políticos extremamente próximos. Conseguem perceber que haja na Europa quem veja o vosso relacionamento como nepotismo?

Juncker: Disparate. Martin e eu lideramos as duas instituições importantes da comunidade, cujas incumbências incluem a de trabalharmos juntos com plena confiança. Depois de 30 anos em Bruxelas, posso dizer-lhe: a relação entre a Comissão e o Parlamento provavelmente nunca foi tão boa como é agora.

É exatamente isso que muitas pessoas acham problemático. Os parlamentos são, em última instância, responsáveis por manter os governos sob controlo e não agir como seus reforços.

Schulz: Não se pode falar de reforços. Jean-Claude e eu estamos plenamente conscientes de que temos papéis diferentes. Também há atrito entre nós, por exemplo, com o acordo para a liberalização de vistos para a Turquia. A Comissão enviou-nos uma proposta. Embora 66 das nossas 72 condições tenham sido cumpridas, muitas das mais importantes não o foram, incluindo a reforma das leis antiterroristas. Por isso nós congelámos o acordo. A Comissão passa frequentemente momentos muito desagradáveis no Parlamento.

Juncker: Eu não me deixo afetar por isso. Eu disse no meu discurso de posse que não sou o secretário do Conselho, nem sou lacaio do Parlamento. O que, às vezes, pode levar a conflitos, que são atenuados através do diálogo. Martin sabe sempre o que a Comissão pensa, e eu estou bem informado sobre as sensibilidades do Parlamento.

No dia a seguir ao brexit, Martin Schulz e Sigmar Gabriel, líder do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), ao qual pertence Schulz, apresentou planos para uma reforma radical na UE. Esses planos preveem transformar a Comissão num verdadeiro governo europeu, regulado pelo Parlamento Europeu e por uma espécie de conselho federal dos Estados-membros. O plano significaria uma perda significativa de poder para os governos dos Estados-membros. O que acha do plano?

Juncker: A proposta em si é convincente, mas não se adequa ao momento. Para implementar isso, os tratados europeus teriam de ser alterados. O plano de Martin é um projeto a longo prazo que não pode ser implementado atualmente devido ao clima no continente. Mas onde a comunidade pode conseguir fazer mais com base nos tratados existentes, deve fazê-lo.

Schulz: Concordo totalmente com o Jean-Claude. Estou plenamente consciente de que a minha visão de um Parlamento Europeu bicameral não pode ser implementada amanhã. Eu também não sou um fanático da integração. Estamos de acordo: Bruxelas não pode regular tudo. A minha motivação é outra: há forças na Europa que querem, na generalidade, dar prioridade à política nacional sobre uma abordagem comum europeia. Temos de evitar isso.

Ainda assim, muitos na Europa veem-no como um símbolo da política tecnocrática de bastidores que está associada com a União Europeia e o euro. Houve mesmo quem o tivesse acusado de ser responsável pelo brexit. Confessa-se culpado?

Juncker: Não, porque haveria de o fazer? Afinal de contas, os britânicos não votaram pela saída por causa do euro. Eles nem sequer são membros da união monetária. Mesmo a crise dos refugiados quase não afetou o país. Eu tenho outra explicação: nos seus 43 anos de adesão à União Europeia, o Reino Unido nunca foi capaz de decidir se quer pertencer totalmente ou apenas parcialmente à União Europeia.

Schulz: A responsabilidade principal pelo brexit é dos conservadores britânicos, que tomaram como refém todo um continente. Primeiro, David Cameron deu origem ao referendo, a fim de garantir o seu lugar. Agora, os seus colegas conservadores querem atrasar o início das negociações de saída até realizarem um congresso do partido. E a respeito dos detratores: Estou orgulhoso do facto de Marine Le Pen me insultar em França e de o Sr. Wilders na Holanda me chamar seu adversário. A maneira como eu vejo isso é esta: se essas pessoas não estivessem a atacar-me, era porque eu estaria a fazer alguma coisa errada.

As críticas não vêm só de populistas de direita. Sr. Juncker, os ministros dos Negócios Estrangeiros polaco e checo pediram a sua demissão. Eles sentem que a Comissão é demasiado dominadora.

Juncker: Depois de essas notícias terem vindo a público passei horas sentado à mesma mesa com a primeira-ministra polaca, no Conselho Europeu. Ela não fez nenhuma menção a qualquer demissão. E o primeiro-ministro checo garantiu-me, durante uma visita recente, que pensava que eu deveria decididamente permanecer no cargo.

O senhor nega que uma série de países da Europa de Leste sentem que a Comissão tem sido muito dominadora - com a especificação do estabelecimento de quotas para aceitar os refugiados, por exemplo?

Juncker: Eu tenho um entendimento diferente da palavra "especificação." É verdade que a Comissão sugeriu a quota, mas foi o conselho de ministros do Interior que a ratificou com uma maioria qualificada. Além disso, a Comissão ajudou a negociar o acordo com a Turquia e, portanto, deu a contribuição decisiva para a resolução da crise de refugiados.

Os europeus de Leste veem a coisa de forma diferente. Aos olhos deles, foi o encerramento das fronteiras ao longo da rota dos Balcãs que levou à queda dos números.

Juncker: Sem o acordo com a Turquia, dezenas de milhares de refugiados ainda estariam presos na Grécia. A Comissão apresentou propostas para a segurança das fronteiras externas da Europa logo no início, mas elas estagnaram no Conselho durante meses. Como pode ver, a Comissão não está a dormir. Muitas vezes ela tem de acordar os outros.

Também precisa de ser acordado, Sr. Schulz?

Schulz: De maneira nenhuma. Já há muito que se tornou rotineiro os Estados-membros culparem a Comissão por tudo com que não concordam. O bode expiatório é sempre Jean-Claude Juncker. Quer que lhe dê alguns exemplos?

Por favor.

Schulz: O plano para um imposto sobre transações financeiras está pronto há anos, mas os Estados-membros não conseguem chegar a um acordo. Para combater o terrorismo, o Parlamento Europeu aprovou apressadamente uma lei para a recolha de dados dos passageiros mas, depois, os ministros do interior levaram meses para o assinar e, ao mesmo tempo, a troca automática de dados foi rejeitada. Esses são dois exemplos entre muitos. Se a cooperação entre os governos fosse o conceito principal para o progresso na Europa, eu estaria a bordo imediatamente. Mas o problema é que a cooperação não está a funcionar.

Para os cidadãos da Europa, não é assim tão importante saber de quem é a culpa. O que os incomoda é a disputa constante pelo poder e pela jurisdição e o facto de os processos europeus serem tão longos e opacos.

Schulz: É verdade. Para muitas pessoas, a política em Bruxelas e Estrasburgo poderia muito bem estar a acontecer noutro planeta. Basta chegar a Bruxelas após uma reunião do Conselho. Sabe o que acontece? Cada chefe de governo convoca a sua própria conferência de imprensa. Todos dizem a mesma coisa, em 24 idiomas: Eu fui capaz de fazer valer a minha agenda. E se o resultado tiver sido diferente daquele que desejavam, a mensagem é: Bruxelas é a culpada. Tem sido assim há mais de 20 anos. Estas mensagens ficam com as pessoas e isso é fatal para a Europa.

Juncker: Além disso, há uma perceção distorcida do que se passa em Bruxelas. Ninguém fala de a Comissão tirar uma centena de iniciativas do seu antecessor de cima da mesa, a fim de transferir competências de volta para os governos dos Estados-membros. Inventam-se histórias: Juncker quer introduzir o euro em todos os países ou aprofundar imediatamente a UE, embora eu tenha declarado publicamente o contrário nesse mesmo dia. Isso não acontece por acaso, acontece com o objetivo de enfraquecer as instituições europeias.

O que estão a fazer para acabar com isso?

Schulz: Não sermos oportunistas. Neste momento não é atraente defender a ideia europeia. Eu ainda o faço, porque acredito que nada seria melhor para o nosso continente. Complementar o Estado-nação quando este atinge os seus limites face à globalização: é isso o que a Europa deve oferecer.

Sr. Juncker, sempre se declarou um admirador do grande político europeu Helmut Kohl. Mas Kohl tem sido bastante crítico recentemente. Hoje, menos Europa é mais Europa, disse ele. E criticou algumas pessoas em Bruxelas que, segundo ele, estavam a confundir uma Europa unida com uma Europa uniforme. Sente-se como se ele estivesse a falar sobre si?

Juncker: De maneira nenhuma. Concordo plenamente com Helmut Kohl. Eu não sou um defensor dos "Estados Unidos da Europa", nem sou um fanático da integração. Não se pode aprofundar a União Europeia contra os desejos dos países europeus.

Kohl também disse que a Europa tem de voltar a ser uma comunidade comprometida com a estabilidade e o Estado de Direito. O ex-chanceler alemão estava a referir-se às exceções que o senhor concedeu a França, Espanha e Portugal nos critérios do défice da zona euro.

Juncker: Não foram exceções. Pelo contrário, a Comissão aplicou o Pacto de Estabilidade tal como está formulado atualmente. Já não temos o pacto de 1997; ele foi radicalmente alterado em 2005 e a Comissão está a aplicar este Pacto de Estabilidade com sabedoria e racionalidade. A França encontra-se numa situação económica difícil e o governo tomou várias medidas para pôr em ordem o orçamento público. Ao fazê-lo, a França está em conformidade com a lei. E a Comissão está a tomar decisões com base na legislação aplicável, da qual eu recomendo a leitura.

Não justificaram as exceções economicamente, mas com o facto de o país estar prestes a realizar as eleições presidenciais.

Juncker: Não me recordo de a Comissão alguma vez ter referido eleições em qualquer uma das suas resoluções. Pode ser que alguns comissários tenham dito alguma coisa nesse sentido. Também não seria prudente deitar um país abaixo antes das eleições. Mas não foi esse o motivo para a nossa decisão. O motivo foi o de o Pacto de Estabilidade fornecer a justificação para esta decisão.

O pacto codifica os limites da dívida soberana. A França pretende ultrapassá-los. Isso é uma clara violação, não é?

Juncker: O pacto permite a consideração de previsões positivas quando se sancionam violações anteriores. É por isso que em breve estaremos a falar com os governos português e espanhol para verificar se os dois países têm a vontade e a capacidade de pôr as suas economias estruturalmente de volta ao caminho certo.

O acordo de livre comércio com o Canadá, conhecido como CETA, também é controverso. Primeiro, o senhor disse que a decisão final devia ser tomada pela UE. Mas a seguir, depois de Sigmar Gabriel, líder do Partido Social Democrata da Alemanha (SPD), ter apelidado a sua abordagem de "incrivelmente errada", vai ser permitido agora aos parlamentos dos Estados-membros terem uma palavra a dizer na decisão. Qual foi a razão para a reviravolta?

Juncker: A sua narrativa não está correta. O facto é que, de acordo com um parecer jurídico da Comissão, este tratado é um tratado apenas da UE. Mas eu não sou surdo e a Comissão não está a operar num mundo paralelo de textos jurídicos. Foi por isso que decidimos tratar este acordo como um tratado híbrido. Todos os chefes de Estado e de Governo da UE concordaram comigo em que este acordo é o melhor que poderíamos ter negociado. Agora, eles têm a oportunidade de mostrar uma liderança forte e tornarem o acordo seu.

Schulz: Jean-Claude está certo. O governo canadiano fez concessões significativas sobre a questão controversa dos tribunais de resolução de litígios e reconheceu as normas da Organização Internacional do Trabalho. Ambas eram exigências europeias que agora foram totalmente cumpridas. Como tal, o CETA também definiu o padrão para as próximas negociações comerciais com os EUA.

Os senhores não se limitam a estar de acordo sobre as questões das políticas europeias e comerciais. Têm enfatizado também que estão unidos por uma ligação pessoal próxima. O que há de especial na vossa amizade?

Schulz: Eu concordo com o aforismo: "Os amigos são aqueles que ficam quando todos os outros se vão embora". Eu nunca estive numa situação em que os companheiros me tivessem abandonado. Mas estou certo de que, se chegasse a esse ponto, o Jean-Claude estaria lá.

Juncker: Na política, existem diferentes categorias de amizade. A minha amizade com o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, por exemplo...

... que foi especialmente evidente no auge da crise grega...

Juncker: ...eu descrevê-la-ia como uma amizade utilitária. Na época, o país dele estava a enfrentar a perspetiva de sair da zona euro e muitos gregos sentiram-se abandonados pela Europa. Numa tal situação, pareceu-me apropriado apresentar-me como um amigo da Grécia. Tinha a ver com a dignidade do país. A minha amizade com Martin, pelo contrário, é completamente diferente na medida em que vai muito além da política.

Como é que ela começou?

Schulz: Conhecemo-nos numa cerimónia de entrega de prémios em Aachen (Nota do editor: o prestigiado Prémio Carlos Magno, concedido anualmente pela cidade alemã de Aachen). Na época, Jean-Claude já era um homem importante em Bruxelas. Eu era um jovem deputado no Parlamento Europeu. Conversámos longamente e daí em diante, a nossa ligação tornou-se cada vez mais profunda. Mas as nossas origens da classe trabalhadora são também muito importantes para o nosso vínculo.

Juncker: O meu pai era um trabalhador siderúrgico e o avô de Martin era um mineiro no Sarre. Nestas profissões, há uma consciência especial de solidariedade. Isso cria ligações que não estão presentes noutros relacionamentos.

Schulz: Há um paralelo biográfico adicional. O seu pai, Jean-Claude, foi alistado à força na Wehrmacht (Nota do editor: forças armadas da Alemanha nazi). Ele foi gravemente ferido e acabou como prisioneiro de guerra na Rússia. O irmão da minha mãe foi morto enquanto removia minas em 1945. Isso são coisas que marcam a infância e ajudam a explicar por que somos tão devotados à unidade europeia.

Juncker: Eu sempre considerei ser um pequeno milagre o facto de, depois da guerra, as pessoas nas regiões fronteiriças da Europa terem sido capazes de esquecer tudo e, de acordo com a divisa "Guerra Nunca Mais", terem desenvolvido um programa que ainda hoje funciona. Sempre se disse que a Europa é um projeto das elites. Isso é incorreto. Na verdade, era uma preocupação dos soldados que lutaram na frente, dos prisioneiros dos campos de concentração e das Trümmerfrauen (Nota do editor: As mulheres que ajudaram a limpar os escombros na Alemanha após a Segunda Guerra Mundial). Foram eles que disseram, vamos fazer tudo diferente de agora em diante. De Gaulle e Adenauer limitaram-se a agir segundo esse desejo.

Oskar Lafontaine, ex-líder do SPD, que se demitiu de líder do partido em 1999 e se mudou para o Die Linke em 2005, disse uma vez que não existem amizades reais na política, meramente alianças temporárias de conveniência.

Juncker: Lafontaine provou claramente que adere à sua máxima.

Schulz: Eu consigo entender Oskar. Na vida política é extremamente difícil permanecer fiel a uma amizade quando grupos de poder ou de interesses se atravessam no caminho. Tenho amigos na política que colocam realmente a amizade à prova com o seu comportamento.

A que amigos se refere?

Schulz: Um dos componentes da amizade é não falar sobre tudo publicamente.

O seu amigo Juncker também o dececionou no passado. Na sequência das últimas eleições para o Parlamento Europeu concordaram que ele o nomearia como seu vice-presidente da Comissão. Ficou zangado com ele?

Schulz: Inicialmente, sim. Mas depois conversámos sobre isso. Eu disse-lhe que ele me tinha prometido. Ele respondeu que era verdade, mas que não podia manter a promessa porque não iria ser capaz de me fazer passar internamente. Eu entendi isso. A coisa mais importante é a franqueza. Nos casos em que há mentira e enganos, pelo contrário, a amizade normalmente chega ao fim.

Por vezes, na política, tem de se competir por um lugar com o seu melhor amigo. O poder acaba por ser mais importante do que a amizade?

Schulz: Se eu sacrificaria uma amizade para dar um passo em frente na minha carreira política? Até agora, na minha carreira política, fui poupado a ter de tomar uma tal decisão, graças a Deus. E não consigo imaginar o que isso deve ser.

Alguma vez fez isso, Sr. Juncker?

Juncker: Não, até agora os meus amigos protegeram-me de tais decisões. Não se pode permitir que a lealdade cega a uma amizade nos impeça de agir de acordo com o interesse público. Se Martin viesse propor alguma coisa totalmente absurda, a nossa amizade não me impediria de fazer o oposto.

Já alguma vez teve de rejeitar uma proposta de Schulz?

Juncker: Não sermos sempre da mesma opinião é algo que acontece constantemente. Aí, nós falamos sobre isso. A Europa é uma democracia e as diferenças de opinião fazem parte dela. O problema é que quando dois governos ou instituições na Europa têm opiniões divergentes surge uma crise de imediato. Se na Alemanha o governo, o Bundesrat (Nota do editor: segundo órgão parlamentar da Alemanha que representa os interesses dos estados) e os parlamentos dos estados não estão de acordo, ninguém questiona a sobrevivência da república. Fico sempre muito espantado por as pessoas na Europa ficarem nervosas quando duas instituições ou duas pessoas têm pontos de vista diferentes.

...

Exclusivo DN/Der Spiegel
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 14, 2016, 08:34:30 pm
O plano do ministro do brexit

David Davis: Trade deals. Tax cuts. And taking time before triggering Article 50. A Brexit economic strategy for Britain
http://www.conservativehome.com/platform/2016/07/david-davis-trade-deals-tax-cuts-and-taking-time-before-triggering-article-50-a-brexit-economic-strategy-for-britain.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 15, 2016, 11:13:30 am
Ministro francês diz que o novo homólogo Boris Johnson é um “mentiroso encurralado”

14.07.2016 às 15h50

A nomeação do polémico ex-autarca londrino como ministro dos Negócios Estrangeiros gerou fortes reações dentro e fora do Reino Unido  Alexandre Costa
Jornalista
A escolha da nova primeira-ministra britânica Theresa May do polémico ex-autarca londrino e ex-jornalista, Boris Johnson, como o seu ministro dos Negócios Estrangeiros gerou fortes criticas. Teme-se que as posições que assumiu durante o referendo irão condicioná-lo na execução do novo cargo.

“Durante a campanha, vocês sabem que ele disse uma data de mentiras ao povo britânico e agora ele está encurralado. Ele tem isso contra si na defesa do seu país e também na relação com a Europa”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Marc Ayrault, em declarações a uma rádio francesa, comentando a nomeação de Boris Johnson para chefe da diplomacia britânica.

O ministro francês, que interagiu com o seu novo homólogo britânico na altura em que eram ambos autarcas, declarou que “conhece muito bem o estilo e os métodos” de atuação, frisando não estar preocupado com a sua nomeação, considerando-a no entanto “um sinal da crise política que saiu da votação no referendo”. Ayrault acrescentou que a França precisa de um parceiro negocial “claro, credível e em quem se possa confiar”.

Johnson acabou por ser uma das figuras que mais se destacou no seio do Partido Conservador na campanha pelo ‘Brexit’, indo contra a posição tanto do ex-líder do partido e ex-primeiro-ministro britânico, David Cameron, como da sua sucessora Theresa May.

Entretanto, o líder do Partido Liberal Democrata britânico considerou que, com a nomeação de Johnson, Theresa May “perdeu a sua credibilidade apenas 90 minutos depois de se ter tornado primeira-ministra”. Tim Farron declarou mesmo que a decisão indica que May não está a encarar “com seriedade” as negociações para os acordos com a Europa e com o resto do mundo.

O comunicado do partido recordou as declarações de Johnson fez durante a campanha para o referendo, nas quais comparou os líderes da União Europeia aos nazis, ao mesmo tempo que se referiu ao Presidente Barack Obama como “parcialmente queniano”. “Eu não acredito que Boris Johnson vai agora ser a pessoa a representar a Grã-Bretanha no estrangeiro (…) Presumivelmente, o primeiro ato de Boris Johnson como ministro dos Negócios Estrangeiros será pedir desculpas ao Presidente dos Estados Unidos, e depois aos líderes dos nossos parceiros europeus”, referiu Farron.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-07-14-Ministro-frances-diz-que-o-novo-homologo-Boris-Johnson-e-um-mentiroso-encurralado
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 21, 2016, 10:20:11 am
Reino Unido só deve formalizar pedido de saída da UE em 2017 - Theresa May

A chanceler alemã Angela Merkel afirmou hoje disponibilidade para dar tempo ao Reino Unido para formalizar a sua saída da União Europeia, enquanto a primeira-ministra britânica Theresa May disse que o pedido só deverá ser feito em 2017.

Reino Unido só deve formalizar pedido de saída da UE em 2017 - Theresa May

"É do interesse de todos que o Reino Unido formalize a saída quando tiver posições de negociação bem definidas", disse Angela Merkel, em conferência de imprensa conjunta, com Theresa May.

A primeira-ministra britânica realizou hoje a sua primeira visita oficial, desde que assumiu o cargo, à Alemanha.

"Uma boa preparação é importante e, portanto, nós também esperamos pelo momento" em que Londres vai decidir formalizar o seu pedido de saída da União Europeia, depois de os cidadãos britânicos o terem assim decidido, em referendo realizado em junho, salientou Angela Merkel.

Theresa May reafirmou que o Reino Unido vai fazer o pedido final no início de 2017 e "nunca antes do final deste ano".

"Isto vai levar algum tempo é preciso realizar um trabalho muito específico para definir a posição do Reino Unido nas relações com a União Europeia", afirmou Theresa May.

Assim que o Reino Unido invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que permite a saída de um estado-membro da União Europeia, ambas as partes têm até dois anos para concluir o processo.


MSE // SB

Lusa/Fim
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 21, 2016, 12:04:12 pm
A dama de pés de tigre e os três brexiteiros

José Couto Nogueira


A guerra entre a Inglaterra e a Escócia, uma tradição que remonta à alta Idade Média, está de volta. E não é somente por causa do Brexit e dos submarinos; é porque de facto a diferença entre Sturgeon, uma liberal de esquerda (só em Portugal é que o termo liberal se aplica à direita) e a ultra conservadora Theresa May não só tem um conceito imperial da Grã Bretanha como escolheu um Gabinete dos tempos pré-União Europeia. Se havia políticos contemporâneos no Partido, da linha de Cameron, evaporaram-se. Long Live Britania.

A dama de pés de tigre e os três brexiteiros






Nicola Sturgeon, a pespineta primeira-ministra da Escócia, não hesitou nas palavras: "A escolha de Theresa May é a tomada do poder pela ala mais conservadora do partido conservador". Sturgeon está furiosa com o Brexit, como toda a gente sabe, e tem a seu favor a derrota completa da proposta na Escócia. Já depois do referendo, esta semana, houve uma votação sobre gastar 31 mil milhões de libras na renovação da frota de submarinos nucleares, estacionada em Clyde, na Escócia. Todos os parlamentares escoceses – menos um – votaram contra o projecto, apesar de representar milhares de empregos. Disse Sturgeon, numa manifestação londrina que a juntou a Jeremy Corbyn, o (ainda) líder dos Trabalhistas: "Estas armas têm um inenarrável poder e brutalidade, e são capazes de provocar terror e sofrimento numa escala fora da nossa compreensão".

Isto, quando Teresa May afirma, peremptoriamente, que se preciso fosse não hesitaria um minuto em carregar no botão vermelho.

Na área da moda e das modas, onde também há um fosso cheio de crocodilos entre Ralph Lauren e Vivienne Westwood, os especialistas não deixaram de notar a preferência de May pelos sapatos de pele de tigre e saltos rasos – um símbolo das classes superiores que frequentaram colégios finos e coleccionam prataria. Ou não fosse o marido da senhora, Philip, gestor de topo no Capital Group, uma empresa que "gere portfolios". (O equivalente em Portugal seria se Costa fosse casado com Maria Luís) Mas o Capital Group já veio dizer que marido e mulher não falam de trabalho em casa e que ele não tem influência nos milhares de milhões de que a empresa toma conta.

As opiniões de May são conhecidas há muito tempo e ela até se encarregou de as por em dia depois de escolhida pelos seus pares. É a favor de um controle apertado na emigração, pouco preocupada com as chamadas "liberdades civis" e contra a convenção europeia de Direitos Humanos. Quando foi Ministra do Interior, apresentou um projecto que incluía sanções para "extremistas que incitam verbalmente ao ódio". Na prática, propunha-se fazer censura prévia da programação das rádios e televisões – não de cada programa, mas dos autores e conceito dos programas. Também queria que os senhorios reportassem e fossem responsáveis por arrendar casas a imigrantes ilegais. E a deportação para quem incita ao ódio e – aqui o mais complicado – de todos os imigrantes que não consigam ter um rendimento anual mínimo. Dentre desse grupo, os pior remunerados teriam de se ir embora, e os remunerados assim-assim podiam ficar, mas não trazer a família.

É natural que estas medidas agora sejam postas em prática, uma vez que não só May tem mais poder como também teve o cuidado de escolher um ministério que pensa como ela. Três deles já têm um nome colectivo: os Três Brexiteiros. Porque estão encarregados de assuntos directa ou indirectamente ligados a separação do Reino Unido do Continente. E porque são a favor da Grã Bretanha imperial que terá morrido algures entre 1945 e a entrada para a União Europeia.

Boris Johnson, o mais mediático, toda a gente conhece. Fica muito bem como Ministro dos Negócios Estrangeiros, um homem que se notabilizou por insultar vários países e dirigentes, amigos e inimigos (como tão bem o Independent retratou neste mapa)

Alguns exemplos mostram como vai ser fácil o seu relacionamento nas águas da política internacional. Não gosta de nenhum dos candidatos americanos. Acha que "Hillary Clinton tem o sorriso olhar metálico de uma enfermeira sádica num hospício para malucos", mas também considera que "Donald Trump é uma boa razão para evitar Nova Iorque". Quanto ao actual Presidente, Boris atirou outro dia que "Obama tem um ódio ancestral aos ingleses porque é meio queniano". Poder-se-ia pensar que talvez seja por Obama ser democrata (além de meio queniano). Mas não. Também disse, na devida altura, que "George W Bush é um brutamontes texano vesgo". Quanto ao Presidente turco, não é a sua política que o incomoda, mas a vida pessoal: "Erdogan não passa dum masturbador que gosta de bodes". Lindo.

E a China? "Todos os desportos foram inventados pelos ingleses e os chineses só são bons a jogar ping-pong."

Só mais uma pérola: "A Papua Nova Guiné faz orgias de canibalismo."

David Davies, mais discreto, ficou com a pasta específica do Brexit. Já tem uma solução maravilhosa: a Grã-Bretanha pode fazer acordos comerciais bi-laterais com os países da União Europeia, um a um. O facto de os ditos países estarem impedidos pelo Tratado Europeu de fazer acordos individuais de comércio não o incomoda. Por acaso – a História tem destas voltas – neste momento está pendente no Tribunal Europeu um processo de Davies contra May, a propósito das leis de vídeo-vigilância que ela queria implantar e ele discordava. Mas é a favor da pena de morte e contra a adopção por gays.

O terceiro Brexiteiro é Liam Fox, no cargo de ministro para o Comércio Internacional. Médico de formação, Fox tem contudo um fino sentido comercial. Em 2009 descobriu-se que gastava mais do que devia em despesas pessoais como ministro-sombra (sim, são pagos pelo erário) e teve de devolver algum. Em 2011 resignou do cargo de ministro da Defesa de Cameron, porque fazia negócios com um fornecedor do ministério, Adam Werritty. Ficou a saber-se que até o levava nas suas viagens ao estrangeiro e o deixava participar em reuniões do seu gabinete. Politicamente, Fox é contra o casamento de pessoas do mesmo sexo ("igual a incesto") e quis processar o "The Guardian" por publicar textos de Edward Snowden sobre a vigilância norte-americana em Inglaterra.

Voltando aos submarinos, o ministro da Defesa, Michael Fallon, é favor do investimento nos novos equipamentos, como seria de esperar. Talvez seja por aí que Nicola Sturgeon pegue para separar a Escócia, sem mesmo esperar que os Três Brexiteiros cumpram os seus papéis. A dama dos pés de tigre apoia-o, evidentemente.

Se não, não terá botão vermelho para apertar quando os amigos do masturbador de bodes vierem por aí acima.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 24, 2016, 11:12:48 pm
UK explores multi-billion pound free trade deal with China
http://www.bbc.co.uk/news/business-36877573
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Julho 26, 2016, 01:54:14 pm

98 per cent say NO to EU deal: Forget talks with Brussels and quit NOW, urges new poll
http://www.express.co.uk/news/uk/693193/NO-EU-deal-talks-Brussels-quit-NOW-new-poll-readers
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 09, 2016, 03:39:07 pm
“Não acredito que o Brexit vá acontecer”

Timothy Snyder releu a II Guerra Mundial a partir do Leste europeu. Identifica uma mudança de padrão na Rússia, mas vê mais perigo imediato numa eventual paragem do processo de integração europeia.

Tive muita sorte em pertencer à minha geração”, diz Timothy Snyder olhando em frente, sentado num sofá da biblioteca do Instituto de Ciências Humanas de Viena. Numa tarde escaldante deste mês de julho em que os 36 graus de temperatura do ar acabariam regados com um dilúvio próprio dos trópicos, Snyder falou sobre o que entende por história, esse “misto de ciência e de arte” no qual é possível determinar padrões que nos permitem ler melhor o presente. É na Áustria que passa a maior parte do tempo fora dos Estados Unidos e não é exagero imaginá-lo mais conhecido deste lado do Atlântico. O historiador norte-americano, professor em Yale, conta que frequentava a universidade “na altura da revolução de 1989”, e logo decidiu trabalhar e viver no Leste da Europa. Fez o doutoramento sobre a Polónia enquanto aperfeiçoava dez línguas e acha que foi tudo “uma sorte”. Hoje com 47 anos, acredita que, com outros historiadores que, como ele, aprenderam línguas, se fez “uma nova espécie de trabalho transnacional com a história”. Em 2012, escreveu com Tony Judt o derradeiro livro deste, “Pensando o Século XX”. Em 2010 lançara “Terra Sangrenta — A Europa entre Hitler e Estaline” e em 2015 foi a vez de “Terra Negra, o Holocausto como História e Aviso”, onde analisa os fatores no mundo global de hoje que podem levar a um “pânico ecológico”.

A NATO deliberou na cimeira de Varsóvia enviar tropas rápidas para a fronteira nordeste da Europa para responder à imprevisibilidade das forças russas. Os russos alegam estar a responder a provocações ocidentais... Como é que as sociedades interpretam o mundo?
 Na América do Norte e na Europa estamos a entender o mundo como alienígena, ameaçador, estrangeiro e perigoso... É uma tendência geral que a Rússia está a liderar. Na origem da crise na Ucrânia está a decisão russa em 2012/13 de enfrentar a União Europeia e não a NATO. A Rússia vê a UE como ameaça, no sentido em que ela atrai a sociedade civil e a classe média russas, ameaçando o atual regime russo. Sendo a Europa uma ameaça, passa-se a percecionar a Ucrânia mais próxima da Europa e como uma ameaça também. Quando os ucranianos se manifestaram a favor de um acordo com a UE, a reação russa faz sentido lida à luz da Europa vista como uma ameaça pela Rússia. A Ucrânia em si não ameaça a Rússia. Uma série de acontecimentos levam à invasão da Crimeia no final de fevereiro de 2014, à invasão no sudeste da Ucrânia em março de 2014, e há conflito militar. Durante esse conflito, é acentuada a perceção russa de que o resto do mundo é hostil, porque aquilo que se diz aos cidadãos russos é que o país está a lutar contra a NATO e os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a NATO e os EUA nem imaginam que já lhes foi atribuído o papel de vilões desta história.


O que é então suposto a NATO e os Estados Unidos fazerem?
 É uma pergunta muito difícil de responder, porque eles já estão no papel de vilão sem terem feito nada. Se não reagirem, equivale a afirmar que a agressão militar é aceitável, e uma aliança militar que queira continuar a existir não pode fazer isso. O paradoxo é que, ao reivindicar que está a ser ameaçada pelo Ocidente, a liderança russa deixou o Ocidente numa situação militarmente mais consolidada do que antes. Não acho que o verdadeiro risco seja vir a haver algum tipo de confronto militar entre o Ocidente e a Rússia. O verdadeiro risco é o insucesso da integração, que as pessoas deixem de acreditar que a integração é possível.

Está a referir-se à Europa Ocidental?
 Sim, estou a falar da Europa. Quando a Rússia decide que não tem futuro europeu toma a importante decisão de parar de tentar fingir que dá aos seus cidadãos uma vida europeia, ou seja, um Estado de direito. Acho isto tão importante — se não mais importante — quanto a Frente Nacional em França ou o ‘Brexit’. Os três assuntos fazem parte da mesma imagem. O projeto europeu só existe na medida em que se expande e não pode parar. Se funciona, é atraente. E, se é atraente, outros países vão querer aderir, tal como aconteceu com Espanha e Portugal nos anos 70 e com a Europa de Leste nos anos 90. A decisão russa de se afastar da Europa e de tentar enfraquecê-la é uma novidade difícil de processar. Pela primeira vez, um país da vizinhança europeia diz que “seria bom se o Reino Unido deixasse a Europa, se a França saísse, se a direita chegasse ao poder em toda a parte, se tudo se desfizesse, se voltássemos a um mundo de Estados-nação”. De repente, esta visão alternativa existe pela primeira vez na história da integração europeia.

Acha possível que venha a haver um efeito de contágio? A Rússia tentou criar uma União da Eurásia.
 Nós no Ocidente temos um problema com as ideias. Achamos que as nossas ideias estão certas e que o único problema é, às vezes, as outras pessoas não as perceberem [risos]. Eu gosto das nossas ideias, gosto do pluralismo, do Estado de direito... O problema é que não admitimos que possam existir outras ideias. O que aconteceu na Rússia nos últimos anos — a partir da segunda presidência de Putin — é que os russos abraçaram outro conjunto de ideias. Usou a palavra Eurásia, e é muito adequada, porque significa que a Rússia é uma cultura distinta que não faz parte da Europa, nem mesmo do mundo eslavo. A Rússia é uma civilização que está no meio da massa eurasiática e que integra magicamente em si todas as coisas boas da Europa e todas as coisas boas da Ásia. O que isto significa na prática é que a Rússia tem algum sucesso a comunicar com a Europa e com a América. Significa que nós temos a melhor parte da Europa, ou seja, os valores europeus. De certa maneira, isto cria uma alternativa, ainda que não seja muito atraente. Não estou a ver cidadãos de países como Portugal ou Dinamarca a viajarem para a Rússia e a dizerem: “Ai, sim, este é um país muito melhor”, mas é razoavelmente eficaz nos media.

A partir do que é que construímos a nossa imagem da Rússia?
 A imagem que temos dela não vem do que conhecemos, vem do que vemos e lemos nos media. Os media russos têm sido muito eficazes a sugerir não que a Rússia é fantástica mas que as coisas no Ocidente são piores do que se pensa.

No Ocidente também se distorce a realidade. Estamos a falar dela ou da perceção que temos dela?
 Outra maneira de definir este choque entre a Europa e a Eurásia é chamar-lhe um choque epistemológico. O tipo de sociedade que tomamos como garantida e que é baseada em direitos individuais — Estado de direito, instituições pluralistas... — depende de uma ideia de verdade. Todos nós sabemos que os políticos mentem e pensamos que mentem por razões ligadas a interesses. Acreditamos que podemos perceber que interesses são esses, seja porque temos uma imprensa livre ou porque temos um sistema judicial independente que os investigam. Tudo isto depende de nós pensarmos que conseguimos perceber as coisas. Para se poder ser cidadão, é preciso acreditar até certo ponto que se percebe aquilo que se passa à nossa volta e, depois, assume-se essa possibilidade. A postura dos media russos é completamente diferente, têm uma abordagem do tipo “é impossível saber com certeza, é provável que haja conspirações nos bastidores a tomarem conta de tudo, mas nunca as conheceremos”. Entretanto, “viva-se o dia a dia, olhando para um e outro escândalo e criticando as outras pessoas”...

De que falam então as notícias russas?
 As notícias russas não são sobre a Rússia, mas sobre o resto do mundo e, em particular, sobre aquilo que está mal no resto do mundo. Não se percebe muito bem porque é que corre tão mal, mas provavelmente é porque há forças invisíveis nos bastidores. Não se trata de reportar a partir de um ponto de vista diferente, mas de partir de uma premissa diferente: “Quem sabe? Ninguém sabe!” E, como ninguém sabe, o importante é a embalagem, o estilo, as emoções diárias a gerar. Os nossos media também fazem isso, só que a Rússia fez disso uma conclusão e diz: as notícias são entretenimento, é só espetáculo, não há nem pode haver informação porque ela não existe enquanto tal. E isso também é contagiante.

Estamos a falar de falta de interesse ou de dificuldades dos media russos?
 A tendência a que me refiro vem de uma prática consciente de que as notícias televisivas são sobre o resto do mundo. Ainda há jornalistas corajosos que tentam escrever sobre o que se passa na Rússia, mas é muito difícil, não só porque fazem autocensura mas porque não interessa ao Estado, que controla os grupos de media mais importantes. Impressiona-me muito a coragem dos jornalistas russos. Eu li a cobertura russa — não ucraniana nem alemã nem polaca — da guerra na Ucrânia. Em 2014, segui só a televisão e estava escandalizado por ser só propaganda. Depois li a imprensa escrita e impressionou-me que houvesse de facto jornalistas russos que viajavam até à fronteira com a Ucrânia e faziam um trabalho ótimo. O problema é que o que escrevem não chega à população, que não lê jornais.

Até onde chegam eles?
 Até onde podem. Depois param. A guerra com a Ucrânia teve uma belíssima cobertura, mas quando começaram a reportar sobre os soldados russos mortos foram obrigados a parar. A partir do outono de 2014, todos os jornalistas que o fizeram tinham sido espancados ou intimidados.

O mesmo já acontecera com os soldados russos mortos na guerra com o Afeganistão. A Svetlana Alexievich [Prémio Nobel da Literatura 2015] escreve sobre isso.
 É por isso que a Svetlana é tão importante, essa era a história dela, aquela guerra que não estava a acontecer, mas que estava a acontecer. O que ela conseguiu foi transformar uma espécie de império de mentiras em histórias singulares de indivíduos russos.

Na política real, ninguém ataca ninguém, os líderes da NATO querem regressar à cooperação com a Rússia que existia há quatro anos, Putin declara que nunca atacaria um país da NATO, mas numa guerra de baixa intensidade no leste da Ucrânia vão morrendo pessoas...
 A Rússia de 2016 já não é a mesma de 2010. O ponto de viragem foi 2011/12, quando tiveram de falsear as eleições legislativas, quando foram obrigados a silenciar o movimento de protesto e a falsear as presidenciais para que Putin ganhasse na primeira volta. Mudou quando Putin percebeu que não era tão popular como pensava e que muitos russos preferiam ter um modelo europeu. Não vejo como inverter isto, porque a propaganda entretanto funcionou. Já se disse tanto horror aos russos sobre a Europa que neste momento só uns 6% ou 7% deles prefeririam um regime europeu. E os russos têm um problema para resolver na Ucrânia, porque perderam uma guerra na qual dizem não ter estado. A opinião pública russa sabe e não sabe ao mesmo tempo que ganhou esta guerra. A Rússia ganhou porque tem agora a Crimeia e perdeu porque não conseguiu vencer um exército muito impreparado como o ucraniano.


É difícil para a Rússia e também para o Ocidente?
 Um chefe de Estado deveria dizer nesta altura: “Agora vamos declarar paz e retirar”, mas não pode fazê-lo, porque tem estado a negar que esteve em guerra. É isto que põe o Ocidente numa posição tão delicada, porque é difícil ter um compromisso com alguém que não admite ter feito o que fez. A Rússia tem consciência de que perderá um confronto diplomático ou económico, daí estar à espera que o Ocidente se desfaça por si. É por isso que o ‘Brexit’ lhe agrada e que apoia a direita.

Acha que o ‘Brexit’ é um ponto de viragem para a Europa?
 Os russos esperam que sim. Correndo o risco de me enganar, eu não acredito que o ‘Brexit’ vá acontecer. Neste momento, os russos estão a comemorar o ‘Brexit’, e é um erro, porque uma maioria dos cidadãos britânicos vai aperceber-se de que é genericamente boa ideia fazer o contrário daquilo que agrada aos russos [risos].


Donald Trump encaixa no culto de personalidade de Putin?
 Os russos não vão entrar numa relação diplomática convencional, preferem levar a UE a desfazer-se por si. É também por isso que gostam tanto de Trump. Há neste momento aquilo a que os americanos chamam um bromance [uma relação próxima não sexual entre dois homens] entre Putin e Trump. Trump adora Putin, chega a ser um embaraço! Putin gosta de Trump, porque ele quer ser Presidente dos EUA, e os russos sabem que se isso acontecer levará os EUA ao caos, já para não falar no provável fim das relações entre a UE e os EUA.

O que podem os 27 do pós-referendo britânico fazer?
 Repito que tanto o ‘Brexit’ como o ‘Não-Brexit’ são ainda possíveis. O referendo foi não vinculativo, o então primeiro-ministro David Cameron disse que invocaria o artigo 50º do Tratado de Lisboa no dia seguinte e não o fez. Deixou a tarefa ao seu presumível sucessor, Boris Johnson, que em vez de o fazer demitiu-se. A nova líder do Partido Conservador, Theresa May, era contra a saída da União. Espero que ela passe os próximos quatro meses a discutir o significado da saída do Reino Unido da UE, o que seria sem dúvida um desastre para a maioria dos cidadãos britânicos. Quanto mais tempo demorar a discussão, menos pessoas estarão a favor do ‘Brexit’. Durante a campanha, os eleitores compararam uma situação conhecida com uma fantasia. Agora é que começam a comparar termos da realidade, como o facto de a libra já ter desvalorizado 20%, que chegará a 50% se efetivarem a saída. Tenho a sensação de que os ingleses não vão sair. E, se eles não saírem, a Europa não pode obrigá-los. Só porque os ingleses fizeram um referendo não dá direito a Bruxelas, Berlim ou Paris de lhes dizer que têm de sair da UE...

O Reino Unido ficará numa má posição negocial?
 Qualquer primeiro-ministro que acione o artigo 50º será lembrado como Neville Chamberlain, o pior homem de Estado da história britânica. Os britânicos terão de tentar a melhor negociação possível, mas vão estar numa posição terrível assim que acionarem o artigo 50º. Dois anos depois, estarão na terra de ninguém do capitalismo chinês e americano, porque fora da UE fica-se naquele caldo neoliberal da globalização sem instrumentos de proteção. A União está longe de ser perfeita, mas é a maneira que os europeus têm de se protegerem do capitalismo não regulado. Os cidadãos dos Estados-membros não têm a mínima ideia de como tudo é tão bom! Não fazem ideia do que se passa em grandes partes da América, onde o Estado não funciona, já para não falar do que se passa nos Estados de fronteira europeus como a Ucrânia ou a Bielorrússia!

Porque é que um livro como “Terra Sangrenta” teve de esperar 60 anos para ser escrito? O que podem os governos determinar na leitura da história?
 A história não acontece por si própria, a compreensão do passado só acontece graças a indivíduos e a instituições, que pesquisam e têm tempo para pensar. O resultado será sempre imprevisível, surpreendente e desconfortável. Isso é que é a história. Os governos agem bem quando apoiam a história, tal como apoiam a ciência básica. Aconteceu aquela tremenda divisão entre Ocidente e Leste, e a narrativa da história europeia gerada a seguir a 1945, a que vingou, foi a dos membros da NATO, a da civilização ocidental. Lá não existe Rússia, nem Polónia, Roménia, Checoslováquia, nem uma data de países que são tanto parte da Europa como Portugal ou a Holanda antes de 1945. Tivemos uma história ocidental falsa. A segunda coisa que aconteceu e continua a acontecer é a história ser compartimentada e nacionalizada. Acontecimentos transnacionais e internacionais como o Holocausto são falados como se fosse só história judia. Na Europa de Leste criaram-se recentemente os ministérios da Memória. O Instituto para a Memória Nacional, na Polónia, tem um orçamento superior ao do Ministério da Educação para tratar da história contemporânea. Isto é muito arriscado, porque o foco está só no passado recente. E, como é uma empresa de gestão estatal ligada à memória, é desde logo politizada. Noutro extremo está o que se passa na Rússia, onde é agora ilegal falar de grande parte da história soviética.

É possível escrever sobre o Holocausto com distância?
 Temos de esperar décadas para compreender o passado. É a natureza da história, não temos acesso aos documentos até um tempo depois, e é difícil ter distância quando as emoções estão ainda em alta. A neutralidade é impossível, mas há regras, e uma delas é aprender a língua da matéria que se estuda, porque aprender línguas força-nos a ter diferentes pontos de vista. Faz parte do método histórico, aprende-se a língua não só pela epistemologia neutra mas também para o lado subjetivo simpático, para tentar habitar as várias perspetivas, mesmo quando não se gosta delas. No final, escreve-se tentando explicar porque é que aconteceu aquilo que aconteceu.

No livro “Terra Negra” enumera uma série de fatores do mundo atual que poderão conduzir ao “próximo genocídio”. Quer desenvolver?
 Fiz o exercício difícil de ler a literatura sobre o Holocausto, a velha literatura em alemão e inglês e a nova literatura em polaco e noutras línguas. Li muitas fontes primárias, incluindo as escritas em ídiche e russo, e desemboquei num novo argumento. Se estou certo ou errado, é outra coisa. A ideologia do Estado nazi transforma e destrói os Estados, é uma ideologia que cria um sentimento de pânico ecológico. É um argumento novo com o qual olhei para o nosso mundo, e ele passou a ser diferente. Vi padrões causais que não tinha visto antes. E escrevi esse capítulo com considerável resistência. Estou convicto de que, quanto mais relevante é o assunto, mais temos de aprender com ele. Aquelas causas do Holocausto deram mais sentido ao que se passou décadas depois no Sudão e no Ruanda. O que se passou desde que eu escrevi o livro, como a guerra civil na Síria e a crise dos refugiados, infelizmente todos confirmam isso. As pessoas aceitam o Holocausto como uma coisa importante, mas para quê? Precisamos de uma fonte de confiança que assegure o nosso juízo sobre o perigo antes de podermos agir.

Qual é o sentido da história na construção da memória?
 A memória nunca é demais. Ela depende de indivíduos e é muitas vezes uma forma de esquecimento: eu lembro uma coisa de modo a esquecê-la. As pessoas lembram um certo aspeto da II Guerra Mundial de maneira a não se lembrarem de outros aspetos dela. A experiência individual é importante, mas acho que, sem a história, ela rapidamente se transforma em mito. O que a história faz é autorizar-nos a pegar nas memórias, em especial se tiverem sido escritas, e a integrá-las com outras fontes para produzir um relato durável. Nos últimos 20 anos de educação sobre o Holocausto houve um investimento tremendo nas vozes dos sobreviventes. O que é paradoxal, porque eles são mortais e porque, se se investe demais nas memórias das pessoas que o viveram, quando elas morrerem os acontecimentos deixam de existir. Isto foi muito claro para mim quando estava a escrever “Terra Negra”, porque falei com muitos sobreviventes do Holocausto em todo o mundo. O livro não é suposto ser um tributo a eles, mas é suposto ser uma coisa que acho mais profunda: uma maneira de garantir que as suas recordações têm uma forma mais sólida e durável.

Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 09, 2016, 09:32:41 pm
Antes de mais, qual a fonte desta entrevista?

As banalidades que este senhor Snyder diz. Vou focar-me nas passagens a negrito que foi as que li.

Citar
Na origem da crise na Ucrânia está a decisão russa em 2012/13 de enfrentar a União Europeia e não a NATO. A Rússia vê a UE como ameaça, no sentido em que ela atrai a sociedade civil e a classe média russas, ameaçando o atual regime russo. Sendo a Europa uma ameaça, passa-se a percecionar a Ucrânia mais próxima da Europa e como uma ameaça também. Quando os ucranianos se manifestaram a favor de um acordo com a UE, a reação russa faz sentido lida à luz da Europa vista como uma ameaça pela Rússia. A Ucrânia em si não ameaça a Rússia. Uma série de acontecimentos levam à invasão da Crimeia no final de fevereiro de 2014, à invasão no sudeste da Ucrânia em março de 2014, e há conflito militar. Durante esse conflito, é acentuada a perceção russa de que o resto do mundo é hostil, porque aquilo que se diz aos cidadãos russos é que o país está a lutar contra a NATO e os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a NATO e os EUA nem imaginam que já lhes foi atribuído o papel de vilões desta história.

Na origem da crise ucraniana esta a decisao do ocidente em levar para a sua esfera de influencia a Ucrania. A Russia nao pos entraves a uma cooperacao economica abrangente entre o bloco europeu e si. Americanos e Uniao Europeia e que nao gostaram de que o Yanukovich lhes tivessem virado as costas a ultima da hora e cedo procuraram uma solucao para o destituir. A Russia ainda apoiou eleicoes presidenciais antecipadas, mas mais uma vez as hienas deram um golpe a democracia e fizeram um golpe de estado em kiev. Nao houve invasao da crimeia. Houve um referendo e a populacao decidiu-se pela reunificacao com a federacao russa. ( tipica dificuldade cronica que estes opinion makers ocidentais tem em aceitar consultas populares que nao vao de acordo com os resultados pretendidos). Invasao do sudeste ucraniano e outro mito. Houve diverso tipo de apoio dado aos separatistas, mas nao se pode falar duma invasao. Realmente na percepcao russa o mundo ocidental e hostil pois a expansao da nato prossegue para as fronteiras russas.

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Na política real, ninguém ataca ninguém, os líderes da NATO querem regressar à cooperação com a Rússia que existia há quatro anos, Putin declara que nunca atacaria um país da NATO, mas numa guerra de baixa intensidade no leste da Ucrânia vão morrendo pessoas...
 A Rússia de 2016 já não é a mesma de 2010. O ponto de viragem foi 2011/12, quando tiveram de falsear as eleições legislativas, quando foram obrigados a silenciar o movimento de protesto e a falsear as presidenciais para que Putin ganhasse na primeira volta. Mudou quando Putin percebeu que não era tão popular como pensava e que muitos russos preferiam ter um modelo europeu. Não vejo como inverter isto, porque a propaganda entretanto funcionou. Já se disse tanto horror aos russos sobre a Europa que neste momento só uns 6% ou 7% deles prefeririam um regime europeu. E os russos têm um problema para resolver na Ucrânia, porque perderam uma guerra na qual dizem não ter estado. A opinião pública russa sabe e não sabe ao mesmo tempo que ganhou esta guerra. A Rússia ganhou porque tem agora a Crimeia e perdeu porque não conseguiu vencer um exército muito impreparado como o ucraniano.

Vao morrendo pessoas na Ucrania e quem tem mais contribuido para esses numeros sao o exercito ucraniano e os batalhoes neo-nazis. Se as eleicoes russas de 2012 foram falseadas devem haver amplas provas dessas acusacoes. Onde estao elas? Sera que aquilo que o senhor Snyder diz se transforma em verdade biblica? Nao me parece. Lancar rumores todos podem, mostrar de forma articulada e inequivoca as acusacoes que se fazem ja e outra historia. Palavras lancadas para cair nas mentes mais impreparadas. A verdade e que Putin sempre gozou de largo apoio popular porque no seu poder na russia a qualidade de vida aumentou significativamente para o comum cidadao russo. Putin e um patriota presidente russo que poe os interesses do seu pais afrente.
Se o exercito russo de facto tivesse estado na ucrania esta guerra nao teria durado mais de duas semanas. Como nao foi isso que aconteceu quem perdeu a guerra foi a ucrania que perdeu controlo do que era seu territorio- crimeia e as republicas de lugansk e donetsk. No mundo do senhor snyder e ao contrario- quem perde territorio e quem ganha as guerras . Este homem e brilhante.

Citar
Acha que o ‘Brexit’ é um ponto de viragem para a Europa?
 Os russos esperam que sim. Correndo o risco de me enganar, eu não acredito que o ‘Brexit’ vá acontecer. Neste momento, os russos estão a comemorar o ‘Brexit’, e é um erro, porque uma maioria dos cidadãos britânicos vai aperceber-se de que é genericamente boa ideia fazer o contrário daquilo que agrada aos russos [risos].

quem esta a comemorar o brexit mais do que ninguem sao os britanicos que votaram em maioria nesse sentido. se vai acontecer ou nao nao sei, espero que sim, mas nao sei. se nao acontecer sera por culpa do governo pois esta mandatado pelo povo britanico para levar a cabo essa decisao. o toque de russofobia do senhor snyder e indisfarcavel na ultima frase. vira nacoes umas contra as outras e julga-se senhor das vontades e das necessidades dos povos. tristes criaturas as que consomem estas opinioes armadilhadas dos senhores snyders e companhias.
Título: Re: Brexit
Enviado por: overlord em Agosto 09, 2016, 10:30:57 pm
Epa so tenho uma coisa a dizer o topico é sobre o BREXIT
e depois na crimeia o ocidente não aceitou o resultado das eleições porque as pessoas foram coagidas a votar no resultado pretendido e so havia a opção de:
Aceitar a anexação pela russia ou independençia da ucrania, nao havia a opção de permanecer na ucrania.

Que acha que foi um referendo justo e livre é mesmo tapadinho dos olhos ou pior nao vÊ aquilo que não quer ver
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 09, 2016, 11:18:47 pm
infelizmente estamos a desviar-nos do tema.

Para encerrar o topico crimeia.

O Overlord sabe ler ucraniano, russo ou tartaro?
Traduza-nos la as duas perguntas do referendo!

(http://www.kyivpost.com/media/images/2014/03/07/p18ienqsn31bm21re10r8193pj6s4/big.jpg)

Explico-lhe as opcoes- pergunta-se aos votantes se querem a reunificacao com a russia ou se querem a restauracao da constituicao da crimeia de 1992 e o estatuto da crimeia como parte da Ucrania.

Se o Overlord soubesse do que fala nao dizia a barbaridade "nao havia a opção de permanecer na ucrania."

O Overlord e outro dos tais que acredita nas coisas que ouve e le por ai nos media do costume. Tem bom remedio.
Viaje ate a crimeia e va ver e sentir se aquela gente votou ou nao para se reunir com a russia.

Alias as pessoas da peninsula ficaram tao revoltadas com este processo de reunificacao que causaram imensos disturbios. Sabe-me dizer quantas pessoas morreram  na crimeia nesta coacao colectiva?  :toto:

mas que grande aversao que aquela gente deve ter a russia
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 10, 2016, 02:23:32 pm
https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2016/aug/07/yes-minister-brexit-eu-jonathan-lynn-sir-humphrey?CMP=fb_gu
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 10, 2016, 03:44:27 pm

Shoppers brush off Brexit as retail figures rise by most in six months in July
http://www.independent.co.uk/news/business/news/brexit-shopping-retail-figures-brc-kpmg-barclaycard-visa-eu-referendum-a7180456.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 10, 2016, 10:13:19 pm
Ministry of Defence 'facing extra £700m costs post Brexit'
http://www.bbc.co.uk/news/uk-37034337
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 11, 2016, 11:22:15 am
Antes de mais, qual a fonte desta entrevista?

Expresso.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 11, 2016, 11:36:56 am

Obrigado pela informacao Cabeca.

Apenas um conselho. Tenho muitas reservas em ler noticias portuguesas sobre assuntos de politica internacional, sobretudo quando EUA, e Russia sao chamadas ao barulho.

Os media portugueses (Publico, Dn, Expresso etc) pautam a sua linha editorial por serem alinhados com Washington.

Branqueiam os seus crimes, criam enemigos falsos, mentem, distorcem informacao enfim sao meios de propaganda. E essa a experiencia que tenho quando consulto esses jornais, mais uma vez comprovada atraves desta entrevista que tenta moldar a opiniao publica em ganhar anti corpos a Russia baseada em argumentos falaciosos.

Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Agosto 11, 2016, 11:57:52 am
Branqueiam os seus crimes, criam enemigos falsos, mentem, distorcem informacao enfim sao meios de propaganda. E essa a experiencia que tenho quando consulto esses jornais, mais uma vez comprovada atraves desta entrevista que tenta moldar a opiniao publica em ganhar anti corpos a Russia baseada em argumentos falaciosos.

Estás a falar da Rússia? :)

Ora deixa cá ver porque é que a imprensa ocidental não aprecia a Rússia.... será porque invadiu a Abecásia, Ossétia do Sul? Ou porque assassinam todos os jornalistas que são contra o regime? Ou porque assassinam os líderes da oposição? (Boris Nemtsov) Ou porque assassinam os dissidentes? (Alexander Valterovich Litvinenko, Ex-Coronel da FSB) Ou porque invadem a Ucrãnia e anexam a Crimeia à força (os Ucranianos foram varridos da Crimeia e quem ofereceu resistência foi morto)? Ou pela guerra no leste da Ucrãnia?

Repara que até os antigos países de leste querem uma forte presença militar da NATO para se sentirem seguros, porque será?
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 11, 2016, 01:10:00 pm

Estou a falar do Ocidente e da sua maquina de propaganda que faz a cabeca as pessoas. O Viajante e um case study perfeito

Os teus argumentos sao baseados em premissas falsas. A Russia nao invadiu a Abecassia nem a Ossetia do Sul. Limitou-se a responder a agressao que a Georgia fez a essas republicas. Sobre as mortes de figuras dissidentes ja lhe respondi noutra ocasiao com mais detalhe caso a caso.Reitero o pedido de tu nos fazeres chegar provas que esses assassinatos foram obra do Kremlin. Por favor faca-o. E mais facil para ti apontar culpas a uma entidade do que estudar a complexidade dessas investigacoes e descobrir os verdadeiros autores desses crimes. A Russia nao invadiu a Ucrania ( e um pais irmao) nem a Crimeia, muito menos a forca, pois teve a  dignidade de dar voz aquelas pessoas atraves do referendo. De que mortos esta a falar quando diz que morreram por terem oferecido resistencia? Os ucranianos que querem la viver, vivem, os que nao querem nao vivem. Se alguem se sente desconfortavel com as leis russas, que sao aceites pela maioria, nao e obrigado a viver na Crimeia. E tao simples quanto isso.

Resumindo, o Viajante assume coisas (que lhe chegam atraves da propaganda ocidental) sem ter solido fundamentos.

Sera que os paises do Leste querem mesmo uma forte presenca da Nato? Sera essa a real vontade das populacoes? Foram consultadas? Houve referendos? Ou sera que os governos desses paises estao comprados por Washington para assim continuarem a alimentar a maquina da guerra?
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 11, 2016, 01:57:24 pm
uma das coisas boas do brexit e que o pais pode gerir a sua politica externa sem ter que ser rebanho de bruxelas

Boris Johnson says Britain must 'normalise' its relationship with Russia 
http://www.telegraph.co.uk/news/2016/08/11/boris-johnson-says-britain-must-normalise-its-relationship-with/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Agosto 11, 2016, 03:10:41 pm

Estou a falar do Ocidente e da sua maquina de propaganda que faz a cabeca as pessoas. O Viajante e um case study perfeito

Os teus argumentos sao baseados em premissas falsas. A Russia nao invadiu a Abecassia nem a Ossetia do Sul. Limitou-se a responder a agressao que a Georgia fez a essas republicas. Sobre as mortes de figuras dissidentes ja lhe respondi noutra ocasiao com mais detalhe caso a caso.Reitero o pedido de tu nos fazeres chegar provas que esses assassinatos foram obra do Kremlin. Por favor faca-o. E mais facil para ti apontar culpas a uma entidade do que estudar a complexidade dessas investigacoes e descobrir os verdadeiros autores desses crimes. A Russia nao invadiu a Ucrania ( e um pais irmao) nem a Crimeia, muito menos a forca, pois teve a  dignidade de dar voz aquelas pessoas atraves do referendo. De que mortos esta a falar quando diz que morreram por terem oferecido resistencia? Os ucranianos que querem la viver, vivem, os que nao querem nao vivem. Se alguem se sente desconfortavel com as leis russas, que sao aceites pela maioria, nao e obrigado a viver na Crimeia. E tao simples quanto isso.

Resumindo, o Viajante assume coisas (que lhe chegam atraves da propaganda ocidental) sem ter solido fundamentos.

Sera que os paises do Leste querem mesmo uma forte presenca da Nato? Sera essa a real vontade das populacoes? Foram consultadas? Houve referendos? Ou sera que os governos desses paises estao comprados por Washington para assim continuarem a alimentar a maquina da guerra?

Quem? Eu investigar as mortes de alguém que foi assassinado pela Rússia!!?!?
Tenho um filho para criar!

Estás enganado, a tua cegueira é que te tolda o raciocínio. Eu percebo que a Rússia tenha indivíduos que saibam todas as línguas e estejam inseridos em comunidades/fóruns que tem apenas como finalidade a desinformação e tentar virar a população contra quem os governa escolhidos democraticamente (não é como num certo país que tem um fantoche que ora é Primeiro-Ministro quando o outro é Presidente, ora invertem os papeis).

Já toda a gente deste fórum percebeu que estás a tentar por todos os meios minar a opinião de todos os que nem podem ver a Rússia à frente. Não sei quanto ganhas com isso, mas a contar com os cromos que vais coleccionando por aqui, parece que não está a resultar!

Não vale a pena alongar-me mais, os teus comentários não me fazem gostar mais da Rússia ou dos Comunistas (agora novos comunistas e capitalistas, a começar pela cúpula do poder do Czar Putin), bem pelo contrário!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 11, 2016, 04:11:10 pm

Olhem como eu adivinhei. Para ti a Russia e logo a partida culpada. Essa tua visao e no minimo sinal de falta de honestidade intelectual. Eu bem sei o trabalho que da investigar as coisas a fundo e no fim descobrir as mentiras com que somos alimentados diariamente na comunicacao social.

As eleicoes presidenciais russas sao do mesmo genero das que ha no Ocidente. A transicao de poder entre presidente e primeiro-ministro nao viola a constituicao russa, caso nao saibas. Pessoalmente nao acho que uma figura de estado deva estar limitada a numero de anos/mandatos. Se a governacao e bem sucedida porque quebrar esse ciclo? E como aquela maxima no futebol " em equipa que ganha nao se mexe".

O meu objectivo neste forum e discutir os temas que me interessam. A unica coisa que ganhei ate ao momento foi cansaco e algumas gargalhadas convenhamos.

Chego a conclusao que o Viajante e outros tem uma visao ignorante da Russia. Ainda tem a mentalidade da Guerra Fria e associam automaticamente a Russia de Putin com o comunismo ( sistema de que nao sou adepto, ficas a saber).

No fundo a causa do teu odio primario a Russia e um trauma com os comunistas. Tens o direito a isso (quem sabe ate justificado ). Agora permitir que isso tolde a tua visao do que sao os conflitos actuais mundias e internos da russia e um pensamento basico.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 11, 2016, 09:39:15 pm

House prices pause for breath post-Brexit, say surveyors
http://www.bbc.co.uk/news/business-37037964
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Agosto 12, 2016, 10:14:37 am
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 12, 2016, 02:00:35 pm

Brexit: Norway could block the UK from rejoining the Economic Free Trade Area
http://www.independent.co.uk/news/world/europe/brexit-norway-uk-eu-block-veto-economic-free-trade-area-freedom-of-movement-a7181546.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 16, 2016, 05:48:41 pm
Brexit ‘could be delayed until late 2019’ with Whitehall departments not yet ready to trigger Article 50
http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/brexit-date-article-50-eu-referendum-result-europe-theresa-may-a7189851.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 23, 2016, 11:18:39 am

Brexit weekly briefing: is Canada's EU trade deal a blueprint for the UK?
http://www.theguardian.com/politics/2016/aug/23/brexit-weekly-briefing-is-canadas-eu-trade-deal-a-blueprint-for-the-uk
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 27, 2016, 11:43:13 am

Theresa May will trigger Brexit negotiations without Commons vote
http://www.telegraph.co.uk/news/2016/08/26/theresa-may-will-trigger-brexit-negotiations-without-commons-vot/

Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Agosto 31, 2016, 12:07:28 pm

Theresa May tells ministers UK must make success of Brexit
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-37219143
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Setembro 02, 2016, 01:42:35 pm

BRITAIN’S ECONOMY BOOMS: New figures show RECORD RISE in manufacturing results
http://www.express.co.uk/news/uk/706381/britains-economy-booms-figures-record-manufacturing-results-brexit
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Setembro 10, 2016, 12:30:55 pm

Britain 'too lazy and fat', says Trade Secretary Liam Fox
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-37324491
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Setembro 14, 2016, 12:38:15 pm
No 'Brexit effect' in latest jobs data
http://www.bbc.co.uk/news/business-37360153
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Setembro 21, 2016, 12:45:39 pm

Brexit has had 'no major effect' on economy so far
http://www.bbc.co.uk/news/business-37428764
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 21, 2016, 02:25:27 pm
Mas o RU já saiu da UE? Penso que não.
Título: Re: Brexit
Enviado por: mafets em Setembro 21, 2016, 02:54:30 pm
Mas o RU já saiu da UE? Penso que não.
Têm dois anos para sair e aparentemente não têm pressa...  ;D ;)

Saudações
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Setembro 22, 2016, 12:39:16 am
Mas o RU já saiu da UE? Penso que não.
Têm dois anos para sair e aparentemente não têm pressa...  ;D ;)

Saudações

Que nao tem pressa nao e novidade  8)

ora ai esta o problema de um dos remain ser o novo chefe de governo. o artigo 50 pode esperar.

Tory leadership: Theresa May says voters want more than 'Brexit PM'
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-36696908

Citar
Mrs May also said the UK had to finalise its "negotiating stance" before formally triggering the UK's departure from the EU by invoking Article 50 of the Lisbon Treaty.

As coisas estao feitas para a Teresinha ser a segunda thatcher e o artigo 50 vai ficar em aguas de bacalhau.

O que eu gostava de saber e quando e que o expert de assuntos britanicos Cabecinha Hammer Pensadora nos diz a data do referendo escoces ou do da irlanda do norte.

O RU é bem provável que vá pagar e muito pela saída da UE, Desde a economia que vai ser e muito afectada (tanto a industria como a banca vão levar um rombo colossal), passando pela integridade territorial (pode haver uma secessão com a Escócia e o Norte da Irlanda a saírem do RU).

Pois é, depois quando a escócia e o Norte da Irlanda sair do RU, vão ter uma grande país... :bang:


Para o Cabeça de Martelo:

nem a irlanda do norte nem a escócia vão sair do reino unido

Talvez devesses dizer isso a esta senhora:

http://rr.sapo.pt/noticia/57407/novo_referendo_a_independencia_na_escocia_esta_em_cima_da_mesa

É "apenas" a primeira-ministra escocesa...


la pela primeira ministra da escocia querer um segundo referendo nao lhe da direito automatico a nada
as probabilidades disso acontecer sao muito reduzidas (ficarei bastante surpreendido se se realizar)
os escoceses tiveram a oportunidades deles pela independencia- se tivessem vencido eram livres de adoptar o euro ou nao, fazerem os acordos economicos que quisessem. eram soberanos. no entanto escolheram fazer parte do reino unido, o reino unido votou para sair da uniao europeia. logo a escocia tem que sair da uniao europeia tambem. e a vida.

Fiquei nostalgico a ler os entendidos na materia.
Com tanta risada hoje vou dormir bem de certeza.
Sweet dreams ;D
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 23, 2016, 10:51:22 am
Boris Johnson: Reino Unido vai acionar o artigo 50.º no início de 2017

Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico assume meta para início do processo de saída do país da União Europeia

O chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson, afirmou hoje que o Reino Unido conta acionar no início de 2017 o artigo 50.º, que desencadeia formalmente o processo de negociação da saída daquele país da União Europeia (UE).

"Estamos a discutir com os nossos amigos e parceiros europeus na expectativa de enviar a carta do artigo 50.º no início do próximo ano", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico em declarações ao canal de notícias britânico Sky News a partir de Nova Iorque.

Num referendo realizado a 23 de junho deste ano, 51,9% dos eleitores britânicos votaram a favor da saída do Reino Unido do bloco comunitário, processo que ficou conhecido como 'Brexit'.

http://www.dn.pt/mundo/interior/boris-johnson-reino-unido-vai-acionar-o-artigo-50o-no-inicio-de-2017-5404107.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Setembro 23, 2016, 01:16:15 pm
Britain has the edge over EU nations in trade talks, says Civitas
http://www.telegraph.co.uk/business/2016/09/22/britain-has-the-edge-over-eu-nations-in-trade-talks-says-civitas/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Edu em Setembro 25, 2016, 01:15:50 pm
Quanto a Portugal: alguns devem ter sentido na pele como era Portugal antes do 25 de Abril ou pelo menos ouvido falar da miséria e da fome que existia. Pois bem, Portugal saindo da UE não iria conseguir manter muitos dos programas que tem e iríamos ter de baixar o nível de qualidade de vida e provavelmente iríamos chegar à miséria que isto era durante o Estado Novo. Depois, à boa moda portuguesa, iam ser greves atrás de greves, elites a puxar a brasa para sua sardinha e mudanças de governo atrás de mudanças de governo, e nunca íamos conseguir quebrar o ciclo e reconstruir a economia.

Portugal, sem estar integrado na UE, gostem ou não, só conseguiria "quebrar o ciclo" com um modelo de governação mais autoritário. Talvez não tão autoritário como no estado novo, mas não muito longe disso. De outra forma é exactamente como o Get It disse, greves, corrupção, e quiçá violência (o que levaria ao tal regime autoritário. Veja-se o que foi o nosso país entre 1974 e 1986.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Setembro 25, 2016, 05:28:18 pm
Quanto a Portugal: alguns devem ter sentido na pele como era Portugal antes do 25 de Abril ou pelo menos ouvido falar da miséria e da fome que existia. Pois bem, Portugal saindo da UE não iria conseguir manter muitos dos programas que tem e iríamos ter de baixar o nível de qualidade de vida e provavelmente iríamos chegar à miséria que isto era durante o Estado Novo. Depois, à boa moda portuguesa, iam ser greves atrás de greves, elites a puxar a brasa para sua sardinha e mudanças de governo atrás de mudanças de governo, e nunca íamos conseguir quebrar o ciclo e reconstruir a economia.

Portugal, sem estar integrado na UE, gostem ou não, só conseguiria "quebrar o ciclo" com um modelo de governação mais autoritário. Talvez não tão autoritário como no estado novo, mas não muito longe disso. De outra forma é exactamente como o Get It disse, greves, corrupção, e quiçá violência (o que levaria ao tal regime autoritário. Veja-se o que foi o nosso país entre 1974 e 1986.

Sem dúvida nenhuma!!!
Muita gente fala mal da UE sem conhecimento de causa. Bem ou mal, a nossa legislação é 70% feita na UE e só o restante no parlamento nacional..... e só neste quadro comunitário, em 7 anos, o país vai pagar 2 mil milhões de euros à UE, mas ao mesmo tempo recebemos 27 mil milhões de euros (diferença positiva a favor de Portugal de 25 mil milhões de euros). Pode não parecer, mas é imenso dinheiro, a título de exemplo o estado português tem 65 mil milhões de euros de receitas!

Se sairmos da UE, ficamos sem esse dinheiro e.... a verdade é que bem gasto ou mal gasto, ele vem sempre para cá!!!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Setembro 25, 2016, 06:18:57 pm
Brexit: Stop blaming Theresa May, says Iain Duncan Smith
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-37467502
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Setembro 29, 2016, 08:33:07 pm

Liam Fox predicts free EU trade post-Brexit
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-37504966
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 02, 2016, 10:15:36 am
Brexit: May to trigger Article 50 by end of March
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-37532364
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 03, 2016, 05:44:44 pm
Philip Hammond spells out plans to tackle Brexit 'turbulence
http://news.sky.com/story/philip-hammond-spells-out-plans-to-tackle-brexit-turbulence-10604388
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 05, 2016, 01:15:14 pm
(http://imgur.com/cxJnJnv.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 05, 2016, 05:56:32 pm

'Hard' Brexit talk pushes pound to 31-year low
http://money.cnn.com/video/news/2016/10/04/brexit-2019-pound-31-year-low.cnnmoney/index.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 11, 2016, 12:47:45 am
Manufacturing giant JCB ends CBI membership over anti-Brexit stance
http://www.telegraph.co.uk/business/2016/10/10/manufacturing-giant-jcb-ends-cbi-membership-over-anti-brexit-sta/
Título: Re: Brexit
Enviado por: yami em Outubro 11, 2016, 01:08:54 am
 Fazer parte da UE = escravatura e genocídio/suicídio.

só não percebe quem não quer ,que a UE esta desenhada para impedir os estados membros ,de sair. é preciso coragem, coisa que o marcelo rabanete da esposa, o palhaço saído do circo ,não tem.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 11, 2016, 01:52:50 am
Concordo no geral  :)

Que a UE fosse apenas uma uniao economica tudo bem, agora tornar esta organizacao como supra-entidade poltica e aberrante.
Eu prezo muito a independencia e soberania. Os palermas de Bruxelas que vao mandar para as couves deles. :2gunsfiring:
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 12, 2016, 01:33:23 pm

British MPs denied vote to trigger Brexit – May spokeswoman
https://www.rt.com/uk/362468-british-mps-vote-brexit/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 13, 2016, 10:30:20 am
Boycott Marmite! Shoppers turn fury on Unilever after Tesco pulls traditional Brit favourite from shelves in protest at Anglo-Dutch giant's 10% price rise demand it blames on Brexit

Unilever has stopped delivery of 200 much-loved products to Tesco stores
Manufacturer allegedly demanded 10% price rise - blaming post-Brexit era
But Tesco refused to pay the increase prompting Unilever to halt supplies
Persil, Marmite, Surf, Persil, Flora among the products pulled from shelves
Critics claim Unilever is 'exploiting customers' and 'using Brexit as excuse'
The £2billion-a-year firm supported Remain group during EU referendum
Analysts questioning why it needs price rise when many goods are British


Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3835034/Major-brands-axed-Tesco-shelves-row-supplier-Unilever-demanded-10-cent-price-rise-falling-pound.html#ixzz4MxKIMtEc
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 13, 2016, 08:48:10 pm

It's hard Brexit or no Brexit at all, says EU council president
https://www.theguardian.com/politics/2016/oct/13/its-hard-brexit-or-no-brexit-at-all-says-eu-council-president
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 15, 2016, 03:53:08 pm
May assures Nissan of shield against Brexit tariffs
https://www.ft.com/content/68c12fbe-920e-11e6-8df8-d3778b55a923
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 17, 2016, 10:22:53 am

Northern Ireland should push for special EU status, says Martin McGuinness
https://www.theguardian.com/world/2016/oct/16/martin-mcguinness-calls-for-special-eu-status-for-northern-ireland
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 17, 2016, 08:59:29 pm
Brexit jitters pushed aside as consumer confidence hits five-year high
http://www.nwemail.co.uk/news/national/article/Brexit-jitters-pushed-aside-as-consumer-confidence-hits-five-year-high-e1b3bdd5-5a48-4736-a934-f44ef9eacba1-ds
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 19, 2016, 01:33:37 pm
(http://img.kiosko.net/2016/10/19/uk/i_paper.750.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 20, 2016, 12:56:05 pm

UK economy to enter prolonged period of weaker growth says EY ITEM Club
http://www.ey.com/uk/en/newsroom/news-releases/16-10-17---uk-economy-to-enter-prolonged-period-of-weaker-growth-ey-item-club
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 21, 2016, 03:12:29 pm
(http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2016/10/20/22/398E5F4000000578-3857252-image-m-11_1476997774423.jpg)

Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 22, 2016, 12:53:22 pm

Call for Brexit talks in French slapped down by Theresa May
https://inews.co.uk/essentials/news/politics/call-brexit-talks-french-slapped-theresa-may/

(http://img.kiosko.net/2016/10/22/uk/i_paper.750.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 23, 2016, 09:32:06 pm


Brexit: leading banks set to pull out of UK early next year
https://www.theguardian.com/politics/2016/oct/22/leading-banks-set-to-pull-out-of-brexit-uk
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 25, 2016, 10:11:56 pm
Potential post-Brexit tariff costs for EU-UK trade
http://www.civitas.org.uk/content/files/potentialpostbrexittariffcostsforeuuktrade.pdf
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 26, 2016, 01:26:50 pm
Theresa May faces 'Brexit by-election' over Heathrow third runway
http://www.telegraph.co.uk/news/2016/10/25/theresa-may-faces-brexit-by-election-over-heathrow-third-runway/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 27, 2016, 10:41:48 am


Pressing the reset button
The public finance options facing the new Chancellor at the Autumn Statement

http://www.resolutionfoundation.org/wp-content/uploads/2016/10/Pressing-the-reset-button.pdf
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 28, 2016, 10:00:29 am

Exclusive: what Theresa May really thinks about Brexit shown in leaked recording
https://www.theguardian.com/politics/2016/oct/25/exclusive-leaked-recording-shows-what-theresa-may-really-thinks-about-brexit
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 28, 2016, 01:49:56 pm


(http://img.kiosko.net/2016/10/28/uk/i_paper.750.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 29, 2016, 12:05:41 am
UK economy grows 0.5% in three months after Brexit vote
http://www.bbc.co.uk/news/business-37786467
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Outubro 29, 2016, 07:49:27 pm
The Poles looking to leave the UK after Brexit
http://www.bbc.co.uk/news/uk-37787008
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 03, 2016, 10:18:46 am
Government loses Article 50 court fight
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-37857785
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 04, 2016, 01:26:33 pm
estao f****** ;D ;D

(http://img.kiosko.net/2016/11/04/uk/daily_mail.750.jpg)

(http://img.kiosko.net/2016/11/04/uk/sun.750.jpg)

(http://img.kiosko.net/2016/11/04/uk/daily_express.750.jpg)

Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 06, 2016, 07:31:42 pm
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 07, 2016, 01:25:01 pm
What Brexit Britain wants from India
http://money.cnn.com/2016/11/04/news/economy/theresa-may-india-trade/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 08, 2016, 01:29:00 pm
100,000 to march for EU exit: Britons demand NO more delays as Farage calls for urgency
http://www.express.co.uk/news/uk/729834/Hundred-thousand-fed-up-brexit-supporters-march-justice
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 08, 2016, 09:51:01 pm
Brexit court ruling appeal date set for 5 December

http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-37913911
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 09, 2016, 10:07:27 pm

Scottish government to intervene in article 50 case, says Sturgeon
https://www.theguardian.com/politics/2016/nov/08/scottish-parliament-nicola-sturgeon-article-50-case
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 10, 2016, 08:27:45 pm

Permits, Points and Visas
Securing practical immigration for post-Brexit London
http://www.londonchamber.co.uk/docimages/14742.pdf
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 14, 2016, 12:12:11 am


Farage: 'Real opportunity' for UK business with Donald Trump
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-37965089
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Novembro 14, 2016, 07:48:59 pm

'£65.5bn worth of investments' abandoned by UK businesses since Brexit vote
http://www.belfasttelegraph.co.uk/business/news/655bn-worth-of-investments-abandoned-by-uk-businesses-since-brexit-vote-35212950.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 15, 2016, 03:11:25 pm
Italexit? Referendo pode colocar a Europa (de novo) em risco
Jornal Económico

A subida das intenções de voto que dizem “não” ao referendo italiano sobre alterações constitucionais pode levar à ascensão do partido anti-Europa do comediante Beppe Grillo, tornando cada vez mais provável o ‘Italexit’.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/referendo-italia-pode-colocar-europa-novo-sobressalto-89714
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Novembro 15, 2016, 05:06:20 pm
União Europeia poderá pedir até 60 mil milhões ao Reino Unido pelo Brexit

Bruxelas quer que seja a Grã-Bretanha a pagar o preço do buraco financeiro nas contas da UE criado pela saída do país, estimado entre 49 mil milhões e 60 mil milhões de euros. A notícia é do Financial Times, citada pela RTP.

(http://oje-50ea.kxcdn.com/wp-content/uploads/2016/10/Brexit.jpg)

A notícia é do Financial Times: Devido ao Brexit, Bruxelas poderá exigir a Londres compensações até 60 mil milhões de euros (52 mil milhões de libras) por incumprimento de compromissos orçamentais, avança a RTP. O jornal afirma que Michel Barnier, comissário europeu para o Comércio e Serviços e um dos principais negociadores da Comissão Europeia para o Brexit, quer que seja a Grã-Bretanha a pagar o preço do buraco financeiro nas contas da UE criado pela saída do país, estimado entre 49 mil milhões e 60 mil milhões de euros (34 mil milhões e 52 mil milhões de libras).

Outra modalidade em cima da mesa é um acordo de transição, como pretendem as sociedades financeiras da City, que poderá implicar que a Grã-Bretanha continue a pagar na totalidade e durante vários anos as suas contribuições para o orçamento da UE, em vez de pagar os até 60 mil milhões de euros exigidos. O que pode ser mal-visto por muitos que votaram no Brexit.

A RTP, citando fontes contactadas pelo Financial Times, diz que a Comissão Europeia recomenda que não se conduzam negociações detalhadas sobre acordos comerciais com o Reino Unido, antes de um esboço de entendimento do “divórcio”, ao contrário do que Londres tem anunciado.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/uniao-europeia-podera-pedir-ate-60-mil-milhoes-ao-reino-unido-pelo-brexit-89770
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 17, 2017, 12:54:01 pm
Brexit. Theresa May anuncia saída do Reino Unido do mercado único

17 jan, 2017 - 12:02

A primeira-ministra Theresa May fala ao país sobre a estratégia que vai seguir nas negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou a saída do Reino Unido do mercado único. A possíção foi assumida pela líder num discurso ao país que estabeleceu 12 objectivos para o Brexit.

May explicou que permencer como membro do mercado único significaria continuar ligada às leis europeias. "Na prática significaria que não saíamos da União Europeia", disse.

Theresa May referiu-se a “uma nova parceria entre iguais” com a União Europeia (UE), mas que o referendo de 2016 deixou claro que o país não pode continuar “metade dentro, metade fora” da comunidade.
A primeira-ministra revelou também que as duas câmaras do Parlamento britânico vão votar o resultado final do acordo que vier a ser negociado com Bruxelas.
Num discurso de cerca de 40 minutos, May garantiu ainda que o país quer ser "o melhor amigo e vizinho dos parceiros europeus" e reafirma que estão a sair da "União Europeia mas não da Europa".

"Eu quero que o Reino Unido saía deste período de mudança mais forte, justo, mais unido do que nunca. Eu quero que sejamos um país seguro, próspero e tolerante", disse. O discurso de Theresa May era muito aguardado porque se esperava que torna-se mais claras algumas linhas de negociação de Londres no processo de saída da UE.

Em Outubro, a primeira-ministra já tinha manifestado a determinação em retomar o controlo da política de imigração, incluindo dos cidadãos europeus, e acabar com a soberania do Tribunal Europeu de Justiça. No entanto, também mostrou interesse em manter, tanto quanto possível, o acesso dos bens e serviços britânicos ao mercado único, deixando alguma indefinição sobre qual dos interesses iria predominar.

O discurso antecede também a decisão do Supremo Tribunal britânico, que deverá anunciar ainda este mês a decisão sobre se o artigo 50.º do Tratado de Lisboa pode ser activado pelo governo ou se necessita de autorização prévia do Parlamento britânico.

http://rr.sapo.pt/noticia/73607/brexit_theresa_may_anuncia_saida_do_reino_unido_do_mercado_unico?utm_source=rss
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 18, 2017, 11:47:54 am
Londres avança para "hard Brexit" mas recusa ser punida pela UE

Theresa May anunciou que o Reino Unido vai sair do mercado único, mas espera negociar um acordo que lhe garante "o maior acesso possível" ao espaço europeu. Acordo final será votado no Parlamento.

Há meses que lhe pediam uma prova de que o Governo britânico tinha um plano para as negociações que está prestes a iniciar com a União Europeia. Nesta terça-feira, Theresa May respondeu ao repto e revelou os seus objectivos para o “Brexit”, confirmando a decisão, que já se anunciava, de abandonar o mercado único europeu. Aos ainda parceiros deixou garantias de que não está a virar costas nem deseja o fracasso da União, mas ao mesmo tempo avisou que qualquer tentativa de punir Londres pela decisão de sair seria um “calamitoso acto de automutilação” para a Europa.

PUB

Foi na Lancaster House, um palacete do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que May começou a delinear aquela que será uma viragem histórica para a economia britânica. Uma escolha que não foi feita ao acaso. Foi naquele exacto local que, em Abril de 1988, a então primeira-ministra Margaret Thatcher proferiu um discurso louvando os benefícios do nascente mercado único – “Teremos acesso directo e sem entraves ao poder de compra de mais de 300 milhões das pessoas mais ricas e prósperas em todo o mundo. Um mercado maior do que o Japão, maior do que os EUA. À nossa porta”.

Os 300 milhões cresceram para mais de 500 milhões, os 11 parceiros de então aumentaram para 27, a economia britânica tornou-se uma das mais prósperas da UE, canalizando investimento, fazendo nascer em Londres uma das maiores praças financeiras em todo o mundo. Com o crescimento vieram centenas de milhares de trabalhadores europeus, transformando a imigração no detonador para o “Brexit”.

Desde Outubro, quando disse no congresso do Partido Conservador que iria dar prioridade ao controlo da imigração, que se adivinhava que o Governo britânico se encaminhava para um “hard Brexit”, mas até agora May insistia que não se tratava de uma escolha binária. Só que os líderes dos restantes 27 países mantiveram-se irredutíveis: sem livre circulação de pessoas, um dos quatro pilares do mercado único, Londres perderia o direito a comprar e vender, a negociar contratos ou oferecer os seus serviços financeiros sem qualquer entrave no espaço europeu. 

May reconheceu-o agora, tal como admitiu que se o país quisesse manter-se no mercado único, estando fora da UE, teria de aceitar regras sobre as quais não tem poder de voto e seria obrigado a aceitar a jurisdição do Tribunal Europeu de Justiça, o que ela sempre rejeitou. “Para todos os efeitos isto significaria que não iriamos deixar a UE.”

Não se tratou, no entanto, de uma capitulação. Se o Reino Unido não pode ser membro do mercado único, May vai batalhar por um “acordo de livre comércio, abrangente e ambicioso com a UE” que lhe garanta “o maior acesso possível” aos consumidores europeus – um entendimento que, deixou claro, gostaria que abrangesse a indústria automóvel e desse à City londrina “liberdade para fornecer serviços financeiros através das fronteiras”.

A primeira-ministra britânica adiantou ainda que, apesar da prioridade que dá à negociação de acordos comerciais com países terceiros, gostaria que o país pudesse manter-se parcialmente ligado à união aduaneira europeia, a fim de garantir “um comércio livre de tarifas e com o mínimo de fricção possível”. Da mesma forma, admitiu manter o financiamento a “programas europeus específicos” e assegurou que o Reino Unido quer garantir, tão cedo quanto possível nas negociações com Bruxelas, os direitos dos cidadãos europeus que vivem no país.

“A decisão de sair da UE não foi uma rejeição dos valores que partilhamos, nem o desejo de nos tornarmos mais distantes dos nossos amigos e vizinhos”, assegurou May dirigida à plateia onde se sentavam, além dos seus ministros, vários embaixadores estrangeiros. “Queremos continuar a ser parceiros fiáveis […] queremos comprar os vossos produtos e vender-vos os nossos, num comércio tão livre quanto possível.”

As primeiras reacções foram comedidas, prudentes. Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu, que encabeçará a UE no processo de saída do Reino Unido, saudou o discurso “mais realista” de May; o chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeier, destacou a “parceria construtiva” prometida pela primeira-ministra britânica. O antigo chefe da diplomacia sueca Carld Bildt lamentou que o Reino Unido tenha optado por uma relação com a UE que “é algo ligeiramente inferior ao acordo de parceria com a Ucrânia”.

O que quase todos optaram por não referir foram os caminhos alternativos que a líder britânica admitiu explorar se não considerar satisfatório o resultado das negociações. “Quero deixar claro que para o Reino Unido é melhor não haver um acordo do que [aceitar] um mau acordo”, disse, aludindo a uma saída desordenada que seria tão prejudicial para Londres como para a UE. Um aviso que levou mais longe ao sugerir que, se Bruxelas lhe negar o acesso ao mercado único, “o Reino Unido ficará livre para mudar a base do seu modelo económico”, adoptando “taxas competitivas e políticas que iriam atrair as melhores empresas e os maiores investidores”.

Esta ameaça, disse Philippe Lamberts, co-presidente dos Verdes no Parlamento Europeu, representa “uma chapada na cara de todos os que querem negociar uma nova relação entre a UE e o Reino Unido que preserve não só a cooperação económica, mas outros elementos positivos da política social europeia”. Também Jeremy Corbyn, o líder dos Trabalhistas, acusou a primeira-ministra de querer transformar o país num “paraíso fiscal barato” que terá como primeiras vítimas os trabalhadores britânicos.

Dentro de dias, o Supremo Tribunal britânico decidirá se o Governo pode accionar o artigo 50 [do Tratado de Lisboa]  sem o aval do Parlamento – o mesmo que May promete que vai votar, com carácter vinculativo, o acordo final negociado com Bruxelas, ainda que nessa altura a única opção disponível seja a saída sem acordo. Depois, os restantes 27 Estados-membros terão de decidir uma posição comum para negociar com Londres. “Este foi efectivamente o último grande momento em que May deteve o controlo político antes de o artigo 50 ser accionado”, escreveu o colunista do Guardian John Harris. Quando as negociações efectivamente começarem “o discurso de hoje parecerá vindo de outra era”.

https://www.publico.pt/2017/01/17/mundo/noticia/londres-avanca-para-hard-brexit-mas-recusa-ser-punido-pela-ue-1758662
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 18, 2017, 11:48:43 am
"Brexit": Escócia mais perto de um segundo referendo à independência

Gales e Irlanda do Norte também expressam dúvidas sobre a opção de sair do mercado comum.

https://www.publico.pt/2017/01/17/mundo/noticia/escocia-mais-perto-de-um-segundo-referendo-a-independencia-1758669

Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 18, 2017, 01:31:48 pm

no papel o plano da theresa may agrada-me. so far so good. ja era tempo de alguem proteger os seus interesses e frente a uma uniao europeia decrepita.

quanto ao referendo da escocia, Cabeca, ja te disse muitas vezes que nao vai acontecer. e deixar a pardalita nicola palrar a vontade.

Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 18, 2017, 02:34:00 pm
A ver vamos... tudo depende de como as coisas irão correr no futuro. Se a economia Britânica estiver em expansão, duvido que as vozes dissonantes vão obter apoio popular, mas se o mesmo não acontecer...
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 19, 2017, 01:18:33 pm

recapitulando

para a escocia ter segundo referendo tem que ter aprovacao de londres, nao vai acontecer.
mesmo que o referendo va para a frente, ha que ganhar, nao e garantido que o sim venca
mesmo que o voto de independencia ganhe nao da entrada automatica na ue. a escocia vai ter acesso vetado pela espanha (franca e italia tambem se vao opor possivelmente)

as probabilidades da pardalita nicola levar a agua ao seu moinho sao 1/10
ha pessoas que tem dificuldades cronicas em aceitar a derrota (once in a generation referendum). e deixa-las palrar
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 19, 2017, 01:28:41 pm

quanto ao brexit the harder the better

se a ue quiser continuar a comercializar a bem com o reino unido e bom para ambos os lados, senao o reino unido tem muito sitio para onde se virar - china, india, australia, nova zelandia, medio oriente, america do sul e claro estados unidos da america.

espero que os inteligentes, independentes sacanas dos britanicos deem uma licao aos autocratas, fascistas de bruxelas.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 20, 2017, 01:33:39 pm

quem e que precisa da ue com aliados destes?

a uniao europeia e um projecto falhado que vai acartar com os erros que cometeu

Brave new Anglosphere: Israel revels in fresh support from US-UK-Australia triumvirate
http://www.timesofisrael.com/brave-new-anglosphere-israel-revels-in-fresh-support-from-us-uk-australia-triumvirate/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 20, 2017, 02:18:16 pm

quem e que precisa da ue com aliados destes?

a uniao europeia e um projecto falhado que vai acartar com os erros que cometeu

Brave new Anglosphere: Israel revels in fresh support from US-UK-Australia triumvirate
http://www.timesofisrael.com/brave-new-anglosphere-israel-revels-in-fresh-support-from-us-uk-australia-triumvirate/

Mas há alguma coisa nova? Os Norte-Americanos a partir de uma certa altura apoiaram de uma forma canina israel. Afinal quem é o maior financiador das IDF?!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Janeiro 20, 2017, 03:50:09 pm

quem e que precisa da ue com aliados destes?

a uniao europeia e um projecto falhado que vai acartar com os erros que cometeu

Brave new Anglosphere: Israel revels in fresh support from US-UK-Australia triumvirate
http://www.timesofisrael.com/brave-new-anglosphere-israel-revels-in-fresh-support-from-us-uk-australia-triumvirate/

Isso é o teu desejo de colapso da UE, fazes tudo para que aconteça..... porque será que não me admiro!?

Vamos ver quem é que irá falhar, a UE ou uma PM quem nem sequer foi a votos!!!!!

Só quem não for muito inteligente é que não percebe esta possível estranha aliança: USA + UK com a Rússia a cercarem a UE. Com os Estados Unidos a identificarem claramente que o seu inimigo é a China!!!!!!

Depois das eleições de Setembro na Alemanha, vamos ver como fica o Brexit.

Quanto aos acordos comerciais...... vê quem são os principais parceiros dos britãnicos:

http://atlas.media.mit.edu/en/profile/country/gbr/

Quem é que são os maiores parceiros comerciais?........
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 20, 2017, 09:43:17 pm
Viajante

o melhor que podia acontecer a ue era colapsar, para depois se reconstruir.
considero-me europeista, acho que no plano economico uma uniao europeia e saudavel, mas ao nivel politico nao resulta

bem, a theresa may nao e a unica primeira-ministra que chegou ao poder sem ir a votos. em portugal ate tens exemplos. e se formos a ver bem, ela foi a votos internos (do partido) e os britanicos quando votaram nas gerais votam no partido. eu nao me recordo e de nunca ter sido chamado para votar nesse estranho cargo chamado presidente da comissao europeia. quem foram os cidadaos europeios que legitimaram o senhor juncker?

vamos a ver sim e se a ue nao vai levantar as sancoes a russia depois dos eua chegarem a algum tipo de acordo. qual e a actual taxa de crescimento da ue?
 paises com melhor qualidade de vida da europa (e do mundo) como a suica, noruega, islandia e agora reino unido nao fazem parte dessa coisa chamada uniao europeia. sei que pode parecer dificil para ti entenderes, mas sair da ue nao e o fim do mundo.

quanto aos parceiros comerciais  do reino unido um novo modelo vai emergir, as coisas nao sao estaticas.
o reino unido tem muita leverage para usar nas negociacoes com bruxelas. ate podem baixar o corporate tax. sera que as empresas vao mesmo sair em massa do reino unido? think again
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 24, 2017, 01:10:48 pm
Supreme Court Brexit ruling: What happens next?
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-38721650
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 25, 2017, 11:09:35 am

Supreme Court ruling raises 'fundamental issues' for Scotland, says Nicola Sturgeon
http://www.heraldscotland.com/news/15043704.Supreme_Court_ruling_raises__fundamental_issues__for_Scotland__says_Sturgeon/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Janeiro 25, 2017, 04:23:30 pm
Viajante

o melhor que podia acontecer a ue era colapsar, para depois se reconstruir.
considero-me europeista, acho que no plano economico uma uniao europeia e saudavel, mas ao nivel politico nao resulta

bem, a theresa may nao e a unica primeira-ministra que chegou ao poder sem ir a votos. em portugal ate tens exemplos. e se formos a ver bem, ela foi a votos internos (do partido) e os britanicos quando votaram nas gerais votam no partido. eu nao me recordo e de nunca ter sido chamado para votar nesse estranho cargo chamado presidente da comissao europeia. quem foram os cidadaos europeios que legitimaram o senhor juncker?

vamos a ver sim e se a ue nao vai levantar as sancoes a russia depois dos eua chegarem a algum tipo de acordo. qual e a actual taxa de crescimento da ue?
 paises com melhor qualidade de vida da europa (e do mundo) como a suica, noruega, islandia e agora reino unido nao fazem parte dessa coisa chamada uniao europeia. sei que pode parecer dificil para ti entenderes, mas sair da ue nao e o fim do mundo.

quanto aos parceiros comerciais  do reino unido um novo modelo vai emergir, as coisas nao sao estaticas.
o reino unido tem muita leverage para usar nas negociacoes com bruxelas. ate podem baixar o corporate tax. sera que as empresas vao mesmo sair em massa do reino unido? think again

É engraçado que desvalorizes completamente o que a PM da Escócia diz ao pedir um novo referendo sobre a permanência da Escócia no Reino-Unido e falas da desintegração da UE baseado no facto de se ter dado o Brexit, e a seguir vão outros países....... mas quais outros países? Vês mais algum país interessado em saír? A Alemanha que é contribuinte líquida do orçamento Europeu? A França? A Itália? A Grécia que tão mal tratada foi? Portugal? Vês algum país interessado em saír? Aliás, vês ainda hoje o Presidente a apoiar a adesão da Sérvia, repara bem, a Sérvia quer entrar na UE!!!!!

Nenhum país quer saír da UE, não porque os políticos actuais são brilhantes, longe disso, mas neste momento são muitos mais os laços que nos unem do que os que nos separam, para além de que não vejo o que é que um país ganharia ao saír do Euro e da UE, para além da desvalorização da sua moeda e aplicação do proteccionismo das suas empresas em desfavor da população/consumidor.

Até os ingleses têem enormes dúvidas se querem mesmo saír da UE..... pelo menos não vejo pressa nenhuma em saírem!!!!!

E pode ser que o Brexit + Trump sejam o incentivo certo para a UE avançar em áreas óbvias, como a defesa comum por exemplo!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 25, 2017, 08:04:44 pm
desvalorizo o que a pm da escocia diz porque como ja expliquei noutros comentarios as possibilidades da escocia aceder a ue atraves da vitoria num segundo referendo pela independencia sao praticamente nulas.  esse segundo referendo de que ela fala nao vai sequer acontecer.

nao me lembro de ter falado da desintegracao da ue por se ter dado o brexit e a seguir vao outros paises, isso sao palavras que tu poes na minha boca. onde e que eu disse isso? consegues buscar esse comentario meu?relembra-me!
o que eu acho e que a ue esta em curva descendente e o voto britanico e uma reaccao a isso ( sair do barco quando ele se esta a afundar). a ue actualmente esta cheia de problemas (economicos- fraco crescimento,sociais- imigracao descontrolada, seguranca permissiva,politicos- perda de relevo internacional, federalismo autocratico) e a maioria do povo britanico nao quer dessa lama.

a grecia quis sair da ue.  houve uma votacao popular contra as politicas de austeridade. o tsipras nao tinha o trabalho de casa feito e nao esteve a altura dos acontecimentos. rebaixou-se e acobardou-se em bruxelas, traiu a vontade popular e condenou a grecia a mais decadas de humilhacao e miseria.

na franca a le pen diz que se ganhar as eleicoes presidenciais vai levar a referendo a continuidade do pais na uniao europeia

na holanda ha tambem um forte sentimento euroceptico. o que se passa e que as grandes decisoes sao tomadas por um grupo restrito. os politicos tem medo de arriscar. que rica democracia.
http://www.express.co.uk/news/world/684701/Dutch-parliament-rejects-EU-Referendum

ha mais eurocepticismo pela europa (italia e outro exemplo) do que tu pensas. o problema e que nem sequer e dada uma oportunidade as pessoas para decidirem
https://www.theparliamentmagazine.eu/articles/news/euroscepticism-rise-across-europe

se a servia acha que o melhor para eles e aderirem a ue sejam felizes assim. so espero que submetam a decisao ao voto popular.

a vontade inglesa em sair da ue e clara e a maioria quer um brexit rapido e total. mais uma vez estas a confundir o que sao actuacoes de figuras politicas ( a teresa maio esta a prolongar o processo) com o real desejo do povo.

nao ficarei surpreendido se a ue avancar para uma politica de defesa comum. tem-se falado nisso. acho um passo errado porque ja ha mecanismos de defesa internacionais. a ue esta a tornar-se um monstro. estao a tomar decisoes profundas (de grande importancia) com enorme impacto na vida das pessoas sem as consultar.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 26, 2017, 09:53:04 am
UK economy grows by 0.6%
http://www.bbc.co.uk/news/business-38755242
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 26, 2017, 12:00:39 pm
Theresa May says US and UK can lead world again, ahead of Trump meeting
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-38747979

 :) :)
Citar
Becoming the first foreign leader to be invited to visit the White House since Mr Trump's inauguration has been seen as something of a coup for Mrs May.

The government is keen to capitalise on the US president's strong personal and business links to the UK and his support for Brexit - which he has described as a "smart move".
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 28, 2017, 12:25:19 am
 Don & Maggie, best buddies  :Amigos: :)

Donald Trump tells Theresa May: 'Brexit is going to be a wonderful thing for your country' as two leaders hold hands at White House
http://www.telegraph.co.uk/news/2017/01/27/theresa-may-meets-donald-trump-white-house-live/

(http://www.telegraph.co.uk/content/dam/news/2017/01/27/May-Trump-3-xlarge_trans_NvBQzQNjv4Bq2qvz4bXRIsNnBmEpYMp8zKSGk4QGJSZvhkANHGk6EPQ.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 28, 2017, 10:18:31 am

Theresa May arrives in Turkey for trade and security talks
http://news.sky.com/story/theresa-may-heads-to-turkey-for-trade-and-security-talks-10745610
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 28, 2017, 03:06:35 pm

UK and Turkey to enhance trade links, says Theresa May
http://www.bbc.co.uk/news/uk-38779669

Theresa May signs £100m fighter jet deal with Turkey's Erdoğan
https://www.theguardian.com/politics/2017/jan/28/theresa-may-signs-100m-fighter-jet-deal-with-turkeys-erdogan

(http://ichef-1.bbci.co.uk/news/660/cpsprodpb/1DB5/production/_93850670_hi037554406.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 30, 2017, 01:25:52 pm

ja era tempo de fazer uma purga interna e limpar o partido trabalhista destes infiltrados

Jeremy Corbyn threatens his Shadow cabinet with the sack if they defy whip and don’t vote to trigger Brexit
https://www.thesun.co.uk/news/2736246/jeremy-corbyn-threatens-his-shadow-cabinet-with-the-sack-if-they-defy-whip-and-dont-vote-to-trigger-brexit/


do you understand now?

Theresa May to warn devolved nations: you have no veto on Brexit
https://www.theguardian.com/politics/2017/jan/30/theresa-may-devolved-nations-veto-brexit-scotland-northern-ireland-wales-article-50
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Janeiro 31, 2017, 10:43:27 am
Brexit: MPs to begin formal process with two-day debate
http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-38799686
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Fevereiro 01, 2017, 01:14:41 pm
Bem sei que tudo fazes para promover a queda da UE e do Euro. Mas porque será? Estás preocupado pela perda de soberania de cada país em detrimento de uma UE uniforme, segura e que tem permitido que todos os países europeus deixem de se ver como adversários e até inimigos e tornem-se parceiros?! E ao mesmo tempo defendes Putin, porquê? Dá mais segurança e liberdade aos vizinhos da Rússia? Muito estranho........

Agora vem um Presidente americano, fora do normal, extravagante ou outro adjectivo qualquer, defender o que os economistas americanos sempre defenderam, o fim da UE e do Euro, porque os americanos sempre souberam que os arquitectos da UE nunca pensaram criar apenas um espaço económico comum, não, pensaram a prazo numa união política! E isso incomoda quer americanos quer os Russos. Aos Russos, incomoda a UE ser uma potência económica e de futuro poder ser uma potência militar. Aos americanos incomoda o facto de sermos uma potência económica, por isso é tão fácil atacar o Euro. O Euro é o culpado de tudo, sem perceberem que o principal meio de domínio mundial advém do poder da moeda. Aos americanos incomoda e muito que alguns países produtores de petróleo aceitem o Euro e não o dólar como moeda de troca! As pessoas, mesmos a generalidade dos europeus, não fazem ideia o poder que dá o simples facto do Euro ser por exemplo uma moeda universal, ao lado do dólar! Permite ir a qualquer lado com uma moeda forte (Euro) e comprar qualquer coisa e até permite o descaramento de ignorar o déficit, a dívida pública, etc, porque controlo a emissão de moeda e essa moeda é aceite em todo o mundo!!!!!!!

Já agora, investiga lá no meio da tua propaganda Russófila, qual foi o motivo para o Iraque ter sido invadido na 2ª vez! Dou-te uma ajuda, não foi por causa das armas de destruição maciça! E já agora porque é que a Líbia de Kadafi foi atacada? Não terá sido porque o ditador sonhava criar um Banco Africano, que juntasse todos os países africanos?..........

O teu esforço para a UE e Euro fracassarem, julgo estarem condenados ao insucesso! Estás preocupado com a falta de legitimidade dos líderes europeus, mas não estás com a da senhora May, e mandares às malvas o que pensam os escoceses ......... estou esclarecido!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 01, 2017, 01:18:34 pm
Brexit Bulletin: The Price of Article 50
https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-02-01/brexit-bulletin-the-price-of-article-50
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 01, 2017, 02:15:06 pm
Viajante

comecando pelo fim. mas tu es escoces? os escoceses VOTARAM em 2014 CONTRA a independencia. querem ser parte do Reino Unido que votou a favor do Brexit em 2016. a escocia faz parte do reino unido logo o brexit extende-se a escocia. a actuacao do snp resume-se a populismo e azia. fim de conversa.

o iraque e a libia foram invadidos porque quiseram sair do cartel da mafia do petrodollar. tipica actuacao dos eua que destroi outros paises para manter a sua hegemonia. elementar observacao.

estou preocupado com a perda de soberania de cada pais. raramente vejo o noticiario portugues (quando o rei faz anos) mas nao pude deixar de reparar no outro dia que passaram mais de metade do telejornal a falar de economia, e do deficit e da divida e das metas e o camandro. as coisas devem ir mesmo bem pela lusitania. rico euro. so quem nao tiver olhos para ver e que nao percebe que esta jogada do euro foi uma criacao para erodir a autonomia das nacoes e passar o controlo as elites financeiras . entao os paises da europa nao podem ser seguros, unidos, amigos e parceiros mantendo a sua moeda e leis ? que raio. se a ilusao duma ue uniforme, fraterna e feita as custas do desrespeito da diferenca e da supressao de vozes discordantes entao e uma organizacao autoritaria, fantoche, minada por dentro, em conflito interno e  sem grande futuro. que e exactamente o que estamos a assistir. claro em portugal seguir o rebanho e cool, em inglaterra as pessoas aindam pensam duas vezes diante um precipicio.
Título: Re: Brexit
Enviado por: HSMW em Fevereiro 01, 2017, 06:24:07 pm
Viajante

comecando pelo fim. mas tu es escoces? os escoceses VOTARAM em 2014 CONTRA a independencia. querem ser parte do Reino Unido que votou a favor do Brexit em 2016. a escocia faz parte do reino unido logo o brexit extende-se a escocia. a actuacao do snp resume-se a populismo e azia. fim de conversa.


Os escoceses votaram em 2014 para permanecer num Reino Unido que esta na UE em 2014!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Fevereiro 01, 2017, 10:03:07 pm
Então um país ao permanecer na UE perde a independência (obviamente terá de ser assim para se criar algo em comum, tal e qual como num casamento, tem de haver cedências), e a Escócia ao permanecer no UK não perde? Não percebi essa lógica!!!!!

O que tu querias era ver-nos nos anos 70 e 80, onde tínhamos o todo poderoso escudo e com a inflação a 30 ou 40% e já ficávamos todos contentes com aumentos de 20% e perdíamos dessa forma poder de compra!!!!!!!
Achas que se não estivéssemos no euro, seria possível tanto português comprar casa com juros a zero ou mesmo negativos!?!?!?!!!! E com o BCE a emprestar dinheiro aos bancos portugueses a taxas de juro de 0%!?!?!?!? Diz lá em que planeta isso existe? Sabes quanto pagávamos em juros nos anos 80?
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 01, 2017, 10:20:44 pm
HSMW

em setembro de 2014 westminster deu uma oportunidade unica para a autodeterminacao dos escoceses.
a pergunta do referendo nao podia ser mais clara- should scotland be an independent country?
o nao ganhou com 55% dos votos

se o sim  tivesse ganho a escocia era livre de definir as suas politicas sem ter que prestar contas ao governo central.
a vitoria contra a independencia significa que os escoceses aceitam continuar a ser parte do reino unido com os imponderaveis que dai advem. oportunidade nao lhes faltou para nao se virem a queixar depois.

relembro ( muita gente nao foca isto) que em maio de 2014 tiveram lugar as eleicoes para o parlamento europeu e o ukip (pro-brexit) venceu. sinal do crescente eurocepticismo e dos tempos que vinham para o reino unido.
https://www.theguardian.com/politics/2014/may/26/ukip-european-elections-political-earthquake

a possibilidade dum referendo sobre a continuidade do reino unido na uniao europeia ja estava mais do que no ar (a data final ainda era discutivel)

http://uk.reuters.com/article/us-eurozone-summit-farage-idUKBREA1B1K120140212
Citar
Conservative Prime Minister David Cameron has promised voters an "in or out" referendum on EU membership by the end of 2017
.

portanto quando os escoceses votaram nao a independencia nao era garantido que o reino unido permanecesse na uniao europeia. a questao iria a referendo num horizonte proximo. votar pelo sim era a liberdade total (escocia independente). votar nao significa pactuar com londres e correr os riscos.

acho que se deve honrar o resultado de 2014 senao andamos a brincar com coisas serias. os escoceses sabem disto
http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/scottish-independence-referendum-not-wanted-snp-survey-sunday-times-a7552161.html

o que temos depois e uma pardalita populista que os mass media empolgam e que os leigos do continente (portugal incluido) consomem e aceitam como a verdade e a real vontade do povo escoces.

rconclusao- nao vai haver segundo referendo
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 02, 2017, 10:02:08 am
Viajante

o teu mundo gira a volta da economia. o teu lema de vida e Eu poupo, logo existo. ao ler os teus comentarios as vezes fico a pensar se nao tens accoes nalgum banco alemao tal e a tua vanglorizacao do euro.Ha mais vida para la das estatisticas, juros, dividas e afins.

por alma de quem e que o reino unido tem que estar sob a jurisdicao do tribunal europeu de justica? um pais nao pode decidir quem e que entra e sai das suas fronteiras? ainda bem que esse cordao vai ser cortado.

como ja disse noutros comentarios acho que uma uniao ao nivel das trocas comerciais funciona (os tempos da cee era fixes), e benefica para todos. Repara tu que ate neste aspecto o euro nao e imprescindivel  ( suecia , republica checa entre outros nao fazem parte da eurozone). nao estou e para ser uniformizado a nivel politico e alimentar a classe de burocratas de bruxelas e estrasburgo cujo contributo para o bem da europa nao consigo ver.

simples. a escocia nao perde independencia porque nao e independente por VONTADE propria. eles ja tem ampla autonomia, tem o seu proprio parlamento. esta estoria do segundo referendo e uma brincadeira politica de ressabiados do snp. time to move on folks
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 02, 2017, 10:13:21 am
no bom caminho  :D 8)

(http://img.kiosko.net/2017/02/02/uk/daily_mail.750.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 02, 2017, 01:33:37 pm

Bank of England raises growth outlook
http://www.bbc.co.uk/news/live/business-38772365
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 03, 2017, 10:47:51 am
Há uma razão para o qual os Ingleses não querem a saída da Escócia do RU, a mesma é demasiado importante, é onde há uma boa fatia do complexo Industrial-Militar. O problema é que o Cameron tinha feito um trabalho espectacular para colocar esta questão fora da ribalta durante as próximas décadas com o referendo. Ora uma das principais armas durante o referendo era que a Escócia ao sair do RU teria de sair da UE e só já como país independente negociar a entrada na UE. Isso poderia arrastar-se durante algum tempo, especialmente porque os ingleses fariam pressão para que tal não acontece-se. Para além disso a economia Escocesa está integrada na do RU, e haveria muita coisa que teria que ser reorganizada de forma a adaptar-se à nova realidade. No final e vistos todos os contras os Escoceses votaram na manutenção no RU.

Citar
Key Industries

Building on a long tradition of innovation, commercialisation and entrepreneurial dynamism, Scottish industry is a worldleader in an impressive range of sectors.

Key Scottish industries

Financial & business services
Scotland is immensely proud of a successful 300-year history in financial services. Today, our country is of Europe’s 4th largest asset management centres, employing 95,000 people directly and 70,000 indirectly. Companies based or headquartered in Scotland include RBS, Standard Life, Aberdeen Asset Management and Aegon.

Renewable energy
Scotland accounts for 60% of the UK's onshore wind capacity and is home to two of Europe's biggest wind farms, Whitelee and Clyde, both near Glasgow. We already generate nearly 50% of our gross electricity consumption from renewables so it's no wonder Scotland is at the forefront of green energy innovation and commited to the widespead adoption of renewable energy sources.

Life sciences
Scotland is home to one of Europe’s largest life science clusters - more than 650 organisations employing over 35,000 staff - and is an acclaimed leader in research, development and manufacturing. Pioneering scientific breakthroughs include the cloning of Dolly the sheep, the development of MRI scanners and the discovery of p53 cancer suppressor gene.

Education
Our world-class academic sector makes a major economic contribution - our 19 universities create an annual economic impact of £7.2bn. Our higher education institutes work with over 26,000 companies every year to turn R&D into new products. In fact, Scotland scores 5.8 out of 7 for university-industry collaboration in research and development - above OECD countries such as the US, Germany and Japan.

Gas & oil
Scotland is estimated to have the largest oil reserves in the EU and our energy sector is internationally renowned for research and innovation. With 40 years' experience, Scotland has a reputation for expertise and energy education. Scotland's gas and oil sector supports 2,000 supply chain companies, 225,000 jobs and has exports to 100 countries worldwide. The city of Aberdeen is world-renowned as an international gas and oil centre of excellence and is widely regarded as the 'oil capital' of Europe.

Food & Drink
The food and drink sector is of huge importance to the Scottish economy, contributing nearly £16.5bn worth of turnover annually, with ambitious targets to be reached by 2017. With the worldwide acclaim as the 'Home of Whisky', Scotland exports 38 bottles of whisky overseas every second. Scotland is also one of the largest seafood producers in Europe, exporting Scottish Salmon to over 60 countries.

Sustaintable tourism
Tourism makes a significant contribution to Scotland's economic prosperity, employing over 210,000 people and generating almost £6.4bn annually. Scotland's rich culture and heritage is a huge draw for international audiences - Scotland is home to over 350 annual festivals, including the world's biggest arts festival, the Edinburgh Festival Fringe.

Creative industries
This rapidly growing sector builds on Scotland’s proven track record in digital media innovation and creative enterprise. Supporting more than 57,000 jobs, this industry covers a broad spectrum of businesses including gaming, film, TV, music, architecture, design and the arts. Scotland is home to one of the finest 3D animation studios and best-selling action series Grand Theft Auto.

ICT and electronic technologies
Thanks to 50 years of electronics manufacturing and an enviable academic record in research, Scotland is a world leader in the electronics field. Recently, the industry has reinvented itself as a successful producer of high-end electronic technologies.

Textiles
Scotland has long been credited with amazing creativity and superb production in the textile industry – and exports to more than 150 countries worldwide. Today, the sector is leading the way in luxury textile fashion and boasts an enviable client list which includes Chanel, Hermès, YSL, as well as BMW, Boeing and Emirates Airlines.

http://www.scotland.org/live-and-work-in-scotland/key-industries

parceiros comerciais

Citar
cotland’s leading export industries

There are five sectors that account for almost two-thirds of Scotland’s exports:

• Food and beverages
• Chemicals
• Business services
• Electronics and instrument engineering
• Mechanical engineering.
Other important Scottish exports

• Textiles
• Oil and gas and fuel-based equipment
• Renewable energies, equipment and technology

Scotland's top export markets:

* USA
* Netherlands
* France
* Germany

Other growing export markets include Australia, China, India, Japan, Russia and United Arab Emirates.

http://www.scotland.org/live-and-work-in-scotland/scottish-exports
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 03, 2017, 12:17:56 pm

eu nao vos disse?  8)

(http://img.kiosko.net/2017/02/02/uk/herald.750.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 06, 2017, 02:52:10 pm
duncan smith, um homem coerente que zela pelos interesses do reino unido

MPs Iain Duncan Smith and Stella Creasy clash over Brexit bill #Ridge
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 09, 2017, 01:34:13 am

MPs reject Brexit bill amendment to protect EU citizens in UK
https://www.theguardian.com/politics/2017/feb/08/mps-reject-brexit-bill-amendment-to-protect-eu-citizens-in-uk
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 09, 2017, 11:02:21 am
Brexit Bulletin: Victory, But at What Price?
https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-02-09/brexit-bulletin-article-50-victory-for-theresa-may
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Fevereiro 11, 2017, 11:23:37 am

http://rr.sapo.pt/video/127810/hino_da_alegria_entoado_no_parlamento_britanico_por_deputados_escoceses

Até no Parlamento Britãnico :)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Pedro E. em Fevereiro 11, 2017, 02:42:46 pm

nao pagaaaaaaamos  ;D

(http://img.kiosko.net/2017/02/11/uk/daily_express.750.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 15, 2017, 02:21:34 pm
The pound is dropping after UK wage growth disappointed

LONDON — The pound is dropping on Wednesday after the latest data on the UK's labour market was released earlier in the morning.

According to the Office for National Statistics, headline employment rose to 74.6%, while headline unemployment was unchanged at 4.8%. However, what spooked the markets was the lower than expected wage growth recorded. Averages weekly earnings grew just 2.6%, against an expected 2.8% and a reading of 2.7% in January.

Sterling slipped on that news, moving from virtually flat on the day, to a fall of roughly 0.4% against the dollar. Just before 12.25 p.m. GMT, it remains subdued and is down 0.47% to trade at $1.2415.

(http://static2.businessinsider.com/image/58a4484bdd0895f9288b4614-879/screen%20shot%202017-02-15%20at%20122134.png)

Writing after the release, Samuel Tombs of Pantheon Macroeconomics said in an emailed research note:

"The renewed weakening of wage growth in December is another sign that the U.K.’s period of strong, consumer-led growth is about to draw to a close. Year-over-year growth in average weekly wages fell to just 1.9% in December—the lowest rate since February—from 2.9% in November. Admittedly, the weakness was concentrated in the financial and business services sector, where wages were 0.3% lower than in December 2015."

http://www.businessinsider.com/pound-price-movements-on-wednesday-february-15-2017-2
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 16, 2017, 03:30:32 pm
Crimes de ódio no Reino Unido atingiram “nível recorde” após referendo ao Brexit

Entre julho e setembro houve mais de 15 mil denúncias, um aumento de quase 25% em relação ao mesmo período em 2015

Joana Azevedo Viana

Os crimes de ódio no Reino Unido atingiram níveis recorde após o referendo de junho no qual 52% da população britânica que foi às urnas votou a favor da saída da União Europeia. De acordo com dados compilados pela agência noticiosa do Reino Unido, a Press Association, com base em números da polícia, entre julho e setembro de 2016 foram denunciadas 14295 instâncias de crimes de ódio às autoridades em comparação com os 10973 crimes de ódio registados no mesmo período do ano anterior — um aumento de 24,5%.

A agência avança que 33 das 44 unidades da polícia britânica testemunharam nesses três meses números recorde deste tipo de crimes. Em três áreas específicas as autoridades britânicas dizem ter recebido denúncias de mais de mil incidentes cada durante esse período. No caso da Grande Manchester e de West Yorkshire, as forças policiais lidaram cada uma com pouco mais de mil casos cada, um número que é exponencialmente superior na área metropolitana de Londres, onde foram registados 3356 casos.

"Os crimes motivados pela hostilidade e pelo preconceito em relação a qualquer grupo da sociedade não têm lugar numa Grã-Bretanha que trabalha para toda a gente", disse um porta-voz do Ministério do Interior quando confrontado com a investigação da Press Association. "O que estamos a fazer [para combater os crimes de ódio] está a funcionar e cada vez mais vítimas estão a encontrar a confiança para avançarem com denúncias deste tipo de crimes", garantiu a fonte.

O estudo demonstra que os migrantes da Europa de Leste foram particularmente afetados no rescaldo da votação que deu a vitória ao Brexit a 23 de junho e que acabou por ser também uma consulta às políticas de imigração seguidas no Reino Unido. Em poucos dias a seguir à ida às urnas, as comunidades polacas no Reino Unido foram particularmente atingidas por uma série de ataques e incidentes, entre eles a distribuição de panfletos onde estes imigrantes eram descritos como "vermes".

Apenas três dias depois da votação, as paredes de um centro cultural polaco fundado em 1964 em Hammersmith, na parte ocidental da capital londrina, foram pintadas com graffiti racistas. Em setembro, um homem polaco que reside na cidade de Leeds, no norte de Inglaterra, teve de ser internado e receber tratamento médico após ter sido atacado por um grupo de 20 jovens. Num outro ataque na cidade de Harlow, perto de Londres, em dezembro, um outro homem de nacionalidade polaca foi esfaqueado e espancado até à morte perto de um centro comercial, segundo a sua família por ter falado polaco.

"Temos de denunciar aqueles que instigam tal ódio, quer seja no espectro político quer seja dentro de grupos de extrema-direita", defende um porta-voz do grupo anti-racismo Hope not Hate. "É igualmente imperativo que se discutam questões como a imigração de forma sensível, longe de hipérboles e injúrias."

A campanha a favor da saída da UE foi duramente criticada antes e depois da consulta popular pela sua forte retórica anti-imigração, uma questão que desempenhou um importante papel na vitória dos que defendiam o abandono do bloco, aponta a Al-Jazeera. A poucos dias da votação — no mesmo dia em que a deputada Jo Cox foi morta a tiro alegadamente por defender a integração de imigrantes e refugiados — Nigel Farage, na altura líder do Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP), foi duramente criticado após apresentar um cartaz onde se viam centenas de refugiados a entrarem na Europa sob a legenda "Ponto de rutura".

A imagem e respetivo texto foram condenados pela classe política britânica, incluindo por membros do UKIP, e por ativistas nas redes sociais, que rapidamente compararam o cartaz às imagens de propaganda usadas pelos nazis. Reagindo à investigação da Press Association na quarta-feira, Paul Nuttall, o atual líder do partido anti-imigração e anti-UE, disse que os dados recolhidos pelas forças policiais e analisados pela agência são "fabricados". "Estão a ser exagerados com o intuito específico de falar mal do Brexit", disse ao jornal "The Independent".

http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-02-16-Crimes-de-odio-no-Reino-Unido-atingiram-nivel-recorde-apos-referendo-ao-Brexit
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 23, 2017, 02:29:05 pm
Pode o brexit fazer da Escócia uma Gronelândia ao contrário?

Em 1985, os gronelandeses disseram adeus a Bruxelas, mas continuaram a fazer parte do reino da Dinamarca. As duras negociações para a saída demoraram três anos

De repente, a então CEE perdeu cerca de metade do território. Faz hoje 35 anos que a Gronelândia, zangada com as quotas de pesca, votou para dizer adeus à Comunidade Económica Europeia. Depois de 53% dizerem que sim ao divórcio, seguiram-se as negociações que culminaram com a saída em 1985. A Gronelândia, com 56 mil habitantes, deixou de fazer parte do bloco, mas continuou a pertencer ao reino da Dinamarca. Três décadas e meia mais tarde coloca-se um problema semelhante. Será possível uma geringonça jurídica, inspirada no caso gronelandês, que permita à Escócia, à Irlanda do Norte e a Gibraltar - que votaram pela permanência - continuarem na UE apesar do brexit?

"É difícil pensar que a Gronelândia possa servir de exemplo para os britânicos porque as situações são muito diferentes mas há um aspeto onde de facto pode funcionar como inspiração", explica ao DN Ulrik Pram Gad. Este professor de Ciência Política na Universidade de Aalborg, na Dinamarca, e especialista em assuntos europeus, sublinha que o caso dinamarquês mostrou que é possível - "com vontade política e nuances constitucionais" - dentro de um estado soberano haver territórios que se relacionam com a Europa de forma distinta. "Em teoria é possível imaginar um engwexit (saída da Inglaterra e do País de Gales, que votaram pelo adeus). Nesse caso, a Escócia e a Irlanda do Norte assumiriam o lugar do Reino Unido na UE", acrescenta Gad.

É quase impossível comparar a Europa de 1982 com a de 2017, mais não seja pela dimensão: a CEE era formada apenas por dez países. Apesar da menor dimensão, de o nível de integração ser muito inferior e de a Gronelândia estar longe de ser um jogador-chave, as negociações para a saída arrastaram-se durante três anos. Por este exemplo, parece difícil que o Reino Unido consiga assinar todos os papéis no prazo de dois anos após a ativação do artigo 50, tal como prevê o Tratado de Lisboa. "As negociações foram muito desagradáveis. Os britânicos têm que ter presente que a UE foi criada para benefício dos Estados-membros e não daqueles que estão fora. Ninguém recebe nada sem dar nada em troca", diz, citado pelo Politico, Lars Vesterbirk, que na altura conduziu as negociações pelo lado gronelandês. No fim do processo, a Gronelândia autorizou uma quota de pesca nas suas águas para os membros da CEE em troca de fundos comunitários. Ainda hoje continua a receber financiamento de Bruxelas - 218 milhões de euros para o período de 2014 a 2020.

Foi em 1972 que a Dinamarca, através de um referendo, decidiu que queria aderir à CEE: 63% votou a favor e a união concretizou-se no ano seguinte. Apesar de contrariados, os gronelandeses foram obrigados a dar o nó com Bruxelas. Contudo, a resistência ao casamento levou a que a Gronelândia reclamasse mais autonomia junto de Copenhaga. O auto-governo foi-lhes concedido em 1979, decisão essa que abriu o caminho para o referendo de 23 de fevereiro de 1982. "Todos os meses tinha que ir a Bruxelas pedir autorização para pescar nas nossas águas. No fundo elas já não eram nossas", conta ao Daily Mail Lars-Emil Johansen, ex-primeiro-ministro gronelandês. A solução passou pelo divórcio.

Hoje a Gronelândia tem o seu próprio Governo e Parlamento, mas as políticas externa e monetária e as decisões nas áreas da defesa, segurança e justiça continuam a ser definidas em Copenhaga.

Em agosto do ano passado, ainda na ressaca do referendo do brexit, Nicola Sturgeon partilhou no Twitter um artigo de Ulrik Pram Gad para a London School of Economics. "Peça interessante de um académico dinamarquês - Pode uma solução do género Gronelândia ao contrário manter a Escócia no Reino Unido?", escreveu então a primeira-ministra escocesa.

Paulo Almeida Sande, ex-diretor do Parlamento Europeu em Portugal, admite que "a analogia pode ser feita", mas que do ponto de vista político as diferenças são muitas. "É uma situação complexa do ponto de vista constitucional europeu. Formalmente pode argumentar-se que hoje, ao contrário do que acontecia, existe o artigo 50 e que ele fala apenas na saída de países e não de partes de países. Mas isto é apenas um argumento formal. É uma questão interessante, que merece reflexão", acrescenta o especialista em assuntos europeus.

http://www.dn.pt/mundo/interior/pode-o-brexit-fazer-da-escocia-uma-gronelandia-ao-contrario-5685116.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 17, 2017, 02:04:50 pm
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 19, 2017, 12:20:10 pm
Nicola Sturgeon: "Reino Unido está à beira da fragmentação"


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 20, 2017, 02:05:31 pm
Gibraltar não queria o brexit, mas terá de aceitar as regras do jogo


Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 21, 2017, 04:10:59 pm
Bye Bye Londres. Grandes bancos preparam-se para deixar o Reino Unido
Joana Almeida

Vários bancos de investimento estão de 'malas feitas' para abandonar as operações em Londres e rumar a novos centros europeus.

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, cujo processo formal deve iniciar-se já na próxima quarta-feira, dia 29 de março, os grandes bancos de investimento começam a fazer as malas para abandonar as operações em Londres e rumar a novos centros europeus. Frankfurt e Dublin surgem no topo das preferências das instituições financeiras, que se mostram reticentes em relação aos resultados do “hard Brexit” proposto pela primeira-ministra britânica, Theresa May, no setor da banca.

Perante a perda de direito de comercializar serviços de forma livre na União Europeia, bancos norte-americanos como o Bank of America e o Morgan Stanley, assim como os britânicos Barclays e o Standard Chartered admitem estar em negociações com entidades em Dublin, para abrir novas sucursais na Irlanda, dá conta a agência Bloomberg.

O CEO do Barclays, Jes Staley, que contrariamente a outros responsáveis financeiros considerou no Fórum de Davos que seria “muito difícil” desalojar um centro financeiro como Londres, admite agora a possibilidade de vir a tornar Dublin no seu principal hub na União Europeia. A hipótese de que isso venha a acontecer ainda antes de 2019 – data em que se prevê que esteja concluída a maratona de negociações do Brexit – é apontada por Jes Staley bastante provável e já alertou os cerca de 150 funcionários dos balcões de Londres para a possibilidade de virem a ser recolocados na Irlanda.

Já os norte-americanos Goldman Sachs, JP Morgan e Citigroup tencionam fazer de Frankfurt o seu centro financeiro na União Europeia. Nos dois longos anos que se avizinham para a finalização do Brexit, estes bancos quer deslocar a sua atividade financeira para o continente e normalizar o seu trabalho na comunidade europeia. O CEO do JP Morgan, Jamie Dimon adianta que pretende mover cerca de 4.000 dos seus 16.000 funcionários para Frankfurt se a legislação europeia assim o permitir.

Entre bancos japoneses como o Mizuho Financial Group e o Mitsubishi UFJ fala-se também da possibilidade de virem a reforçar a sua presença na capital holandesa, Amesterdão. O Mizuho, que mudou recentemente o nome da sua filial na Holanda para Mizuho Bank Europe, no início de janeiro, quer que seja esta a sua subsidiária que supervisione as atividades do grupo nos diferentes países da União Europeia, aquando se consumar o divórcio entre o Reino Unido e a comunidade europeia.

Os analistas alertam para que Londres possa perder cerca de 10 mil postos bancários, assim que acionar o artigo 50º do Tratado de Lisboa, que dará início ao processo do Brexit, e perder 1,8 biliões de euros.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/bye-bye-londres-grandes-bancos-preparam-se-para-deixar-o-reino-unido-135762
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 28, 2017, 03:35:14 pm
May defende na Escócia "unidade" do Reino Unido


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 28, 2017, 09:05:39 pm
Parlamento escocês autoriza Nicola Sturgeon a avançar com novo referendo à independência


Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Março 28, 2017, 10:15:50 pm
Dois pesos, duas medidas? May abre ‘porta de saída’ à Irlanda do Norte

Enquanto nega a pretensão dos escoceses em deixar o Reino Unido, May abre a porta à saída da Irlanda do Norte via reunificação com a República da Irlanda.

(http://oje-50ea.kxcdn.com/wp-content/uploads/2017/03/Theresa-May.jpg)

O Governo britânico liderado por Theresa May admite que a Irlanda do Norte poderá juntar-se à União Europeia após o Brexit se o país aprovar o referendo referente à reunificação com a República da Irlanda. Assim, abre-se uma nova frente separatista para Londres.

No momento em que a Escócia parece determinada em levar adiante o referendo que poderá conduzir à sua independência do Reino Unido, o Governo de May admitiu que as pretensões separatistas por parte da Irlanda do Norte com a reunificação da Irlanda podem concretizar-se.

O ministro do Brexit, David Davis, terá escrito ao parlamentar de Ulster e líder socialista, Mark Duncan, a indicar que “se a maioria dos cidadãos da Irlanda do Note está a favor da Reunificação com a República da Irlanda, o Governo do Reino Unido tem o compromisso de permitir que ocorra”, numa carta divulgada pelo The Times.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/dois-pesos-duas-medidas-may-abre-porta-de-saida-a-irlanda-do-norte-139175

Nota: O Reino "Unido" está na iminência da desagregação! Já assume a união da Irlanda com a Irlanda do Norte, mas não deixam saír a Escócia, ....... provavelmente o petróleo tem uma influência decisiva!!!!!!
Agora percebe-se porque o Cameron saíu e o suposto vencedor do Brexit, o Nígel Farage, também saíu porque já previam a tempestade que aí vinha, ou a caixa de pandora que acabavam de abrir!!!!!!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 29, 2017, 01:23:08 pm
Brexit: "não poderia estar mais feliz" diz Nigel Farage


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 29, 2017, 02:17:25 pm
Mais britânicos pedem nacionalidade de países da UE


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 29, 2017, 06:07:28 pm
Tusk promete resposta "determinada" à carta do Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Março 30, 2017, 03:58:24 pm
Europa do sul reúne-se em Madrid para discutir o 'Brexit' e o futuro da UE

Os chefes de Estado e de Governo do sul da Europa, entre eles o primeiro-ministro de Portugal reúnem-se dia 10 de abril em Madrid para debater o 'Brexit' e o futuro do 'velho continente'.

Fonte do Governo espanhol disse à Lusa que o Presidente do executivo de Madrid estava a preparar este encontro há várias semanas e que só hoje é que foi possível confirmá-lo, o que aconteceu numa conferência de imprensa de Mariano Rajoy em La Valetta.

Trata-se da terceira cimeira entre os líderes de Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre e Malta depois de encontros idênticos realizados em 09 de setembro do ano passado em Atenas e em 28 de janeiro último em Lisboa.

A mesma fonte revelou que os chefes de Estado e de Governo irão partilhar ideias sobre os desafios que se colocam neste momento à União Europeia e sobre quais devem ser os seus interesses comuns.

Na última cimeira entre este grupo de países, em Lisboa, os líderes concordaram na necessidade de cooperarem para alcançar uma União Europeia "forte e unida", capaz de devolver a esperança aos cidadãos e combater populismos, num momento de instabilidade.

"Confirmamos o nosso objetivo de aumentar a nossa cooperação e de contribuir para uma União Europeia forte e unida", lê-se na Declaração de Lisboa, divulgada no final da cimeira, que reuniu os Presidentes de França, François Hollande, e de Chipre, Nikos Anastasiades, dos primeiros-ministros português, António Costa; espanhol, Mariano Rajoy; italiano, Paolo Gentiloni; grego, Alexis Tsipras, e maltês, Joseph Muscat.

Em Portugal o Parlamento promete acompanhar o processo britânico através da comissão de assuntos europeus que vai ouvir na próxima semana, um membro da câmara os Lordes e a embaixadora britânica em Lisboa

A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou hoje que a ativação do artigo 50.º do Tratado de Lisboa, que lança formalmente o processo de saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit'), "é irreversível".

May falava no parlamento britânico depois de notificar Bruxelas formalmente do 'Brexit'.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Março 30, 2017, 05:22:58 pm
Lloyd’s of London: de malas aviadas de Londres para Bruxelas

A maior e mais antiga seguradora do mundo anuncia hoje que vai trocar Londres por Bruxelas para sediar as suas operações na Europa a partir de janeiro de 2019. O impacto do Brexit começa a sentir-se.

(http://img.obsnocookie.com/s=w800,pd1/o=80/http://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2017/03/30093158/633145746_770x433_acf_cropped.jpg)

A seguradora Lloyd’s of London vai abrir uma delegação em Bruxelas no início de 2019 para fazer face à saída do Reino Unido da União Europeia, anunciou esta quinta-feira o grupo britânico. “Na sequência da decisão do Reino Unido em abandonar a União Europeia, uma delegação vai ser aberta em Bruxelas e pretende-se que esteja operacional no dia 2 de janeiro de 2019”, refere o Lloyd’s na comunicação anual de resultados.

Segundo o Guardian, a maior seguradora do mundo irá transferir 100 dos 600 postos de trabalho que tem em Londres para Bruxelas. Ainda assim, a sede do Lloyd’s of London irá continuar na capital britânica.

O grupo Lloyd’s, que não indicou os eventuais efeitos que o Brexit pode vir a provocar nos postos de trabalho da companhia, tem repetido ao longo dos últimos meses que, devido ao resultado do referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, “algumas operações iriam ser deslocalizadas”.

“É importante que sejamos capazes de dar ao mercado e aos clientes uma solução eficaz, isto é, que o negócio pode continuar sem interrupção quando o Reino Unido sair da União Europeia”, afirmou Inga Beale, presidente-executiva da Lloyd’s. O grupo acrescenta que a nova delegação de Bruxelas vai garantir seguros de risco nos 27 países da União Europeia, depois da saída do Reino Unido. Na quarta-feira, nove meses após o referendo que deu a vitória ao Brexit a primeira-ministra britânica ativou o artigo 50 do Tratado de Lisboa, o que significa que o Reino Unido se prepara para abandonar a União Europeia em 2019.

A Lloyd’s of London é a seguradora mais antiga do mundo. Fundada em 1688, começou num café onde se encontravam comerciantes e proprietários de navios, bem no coração da ‘city’.

http://observador.pt/2017/03/30/lloyds-of-london-de-malas-aviadas-de-londres-para-bruxelas/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Abril 03, 2017, 10:53:23 am
Theresa May diz que Gibraltar faz parte do processo de ativação do artigo 50


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Abril 04, 2017, 07:42:20 pm
Reino Unido tenta reforçar laços comerciais com a Índia


Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 28, 2017, 03:54:25 pm
Brexit: Líderes da UE vão discutir adesão automática de uma "Irlanda unida"

Os líderes europeus vão discutir na cimeira extraordinária sobre o 'Brexit' deste sábado a possibilidade de uma adesão automática da Irlanda do Norte à União Europeia em caso de reunificação com a Irlanda, anunciaram hoje fontes europeias.

O primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, vai pedir o apoio dos seus 26 parceiros europeus a esta possibilidade na reunião que se realiza no sábado para aprovar as diretrizes das negociações de saída do Reino Unido da UE.

“Esperamos que a Irlanda peça a junção às minutas da reunião do Conselho Europeu de uma passagem estipulando que, em caso de reunificação da Irlanda, no âmbito do acordo de paz norte-irlandês, o chamado Acordo de Sexta-Feira Santa [1998], a Irlanda será membro da UE”, disse à agência France-Presse fonte do Conselho Europeu.

“Não pensamos que isso vá modificar o ‘caderno de encargos’ em si, mas que será apenas uma adenda às minutas da reunião”, acrescentou a fonte, que pediu anonimato.

A saída do Reino Unido da UE, aprovada no referendo britânico de junho de 2016, fez ressurgir a questão sensível do futuro da Irlanda do Norte e do enquadramento da fronteira com a República da Irlanda.

A UE considera que as questões relativas à Irlanda do Norte devem ser tratadas no âmbito das negociações do ‘Brexit’.

Bruxelas assegura, no entanto, que, se for decidido juntar às minutas um “texto Kenny” (em referência ao primeiro-ministro irlandês), isso não altera em nada a situação da Irlanda ou da Irlanda do Norte.

“Iria apenas confirmar uma evidência, a de que uma (eventual) Irlanda unida continuaria a ser membro da União Europeia”, segundo a fonte.

Uma outra fonte, citada pela agência EFE, considerou que uma adesão automática de Belfast em caso de reunificação com Dublin não colocaria “nenhuma dificuldade jurídica nem política”.

“A UE não toma, naturalmente, posição sobre a possibilidade de uma Irlanda unida. Se essa questão se colocar, caberá aos povos da Irlanda e da Irlanda do Norte pronunciarem-se, em conformidade com o chamado Acordo de Sexta-Feira Santa”, acrescentou.

As diretrizes para as negociações do ‘Brexit’ incluem apenas, até ao momento, uma menção muito geral à Irlanda do Norte, afirmando que “são necessárias soluções flexíveis e imaginativas para evitar uma fronteira rígida” entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte.

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/brexit-lideres-da-ue-vao-discutir-adesao-automatica-de-uma-irlanda-unida
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Maio 02, 2017, 09:00:29 pm
Madrid tenciona tirar vantagens do Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Maio 04, 2017, 07:53:34 pm
City poderá perder milhares de empregos


Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Maio 15, 2017, 03:27:28 pm
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 07, 2017, 05:52:22 pm
An Ignorant American's Guide to the UK Election
OSCAR RICKETT
Jun 7 2017

A Brit explains who Jeremy Corbyn is and why everyone is so mad at him all the time.

To many Americans, the UK is like an alternate reality where there is a Parliament and a Queen and everyone cares a great deal about baking. (It sounds pretty nice, to be honest.) But though British politics resembles the US version in some way—the Conservatives (Tories) and Labour are rough analogues of the Republicans and Democrats, respectively—there are a bunch of structural differences between the systems that make it tricky for Yanks to grasp what's going on in the UK, which is set to have an election this Thursday.

The UK's parliamentary system is in some ways simpler than the American model. If a party wins a majority of the seats in Parliament, it gets to control the government and its leader becomes prime minister. (If no party has a majority, the Tories or Labour would have to create a coalition government with minor parties—we'll get into that.) The UK is supposed to have an electoral calendar like the US does, but Prime Minister Theresa May, the Conservative leader, cast that aside and got Parliament vote to call a fresh election.


On the eve of the election, we emailed Oscar Rickett, a writer and journalist who has covered politics on both sides of the Atlantic, to sort out some of the issues at play when Britons head to the polls.

Continuação : https://www.vice.com/en_uk/article/an-ignorant-americans-guide-to-the-uk-election
Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 08, 2017, 12:28:08 pm
Investidores fogem do Reino Unido e dos EUA, mas zona euro fica a salvo
Leonor Mateus Ferreira

As eleições no Reino Unido e a audição do ex-diretor do FBI James Comey no Senado norte-americano estão a criar instabilidade nos mercados, mas a Europa continental parece estar imune aos receios após ter afastado as ameaças anti-euro.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/investidores-fogem-do-reino-unido-e-dos-eua-mas-zona-euro-fica-a-salvo-169017
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Junho 14, 2017, 04:12:36 pm
Parlamento Europeu pede clareza e rapidez a Londres


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Junho 27, 2017, 01:27:51 pm
Barnier exige a May maior nível de proteção dos cidadãos


Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 14, 2017, 11:28:05 am
Brexit bill to cause constitutional clash with Scotland and Wales

Great repeal bill rejected by Nicola Sturgeon and Carwyn Jones over concerns about human rights and Westminster ‘power grab’

Theresa May appeared to be heading for an explosive constitutional clash over Brexit after the Scottish and Welsh governments said they could not support the great repeal bill – the key proposals drawn up to extricate Britain from the EU.

The historic legislation, formally known as the European Union (withdrawal) bill, came under sustained attack after it was published on Thursday, with MPs and human rights campaigners, as well as leaders in Edinburgh and Cardiff, dismissing it as a Westminster power grab.

Just hours after the government published the 66-page bill that will repeal the European Communities Act of 1972, and bring decades of EU law on to the UK statute book, the Scottish and Welsh leaders, Nicola Sturgeon and Carwyn Jones, rejected it.

Campaigners and parliamentarians raised a series of other concerns about the legislation, including the risk that human rights could be undermined and the threat that ministers could seize sweeping powers to tweak laws without full parliamentary scrutiny.

In a joint statement, Sturgeon and Jones said: “We have repeatedly tried to engage with the UK government on these matters and have put forward constructive proposals about how we can deliver an outcome which will protect the interests of all the nations in the UK, safeguard our economies and respect devolution.

“Regrettably, the bill does not do this. Instead, it is a naked power grab, an attack on the founding principles of devolution and could destabilise our economies.”

The government confirmed that it would seek the backing of Holyrood and the Welsh assembly for the aspects of the legislation that affect devolved powers, through a “legislative consent motion”. But Sturgeon and Jones made clear they would not offer their approval unless the legislation was substantially redrafted.

The government could still insist on pressing ahead – but doing so would underline the divisions within the United Kingdom, just as May battles to shore up her position and present a united front in Brussels.

Catherine Barnard, professor of European law at the University of Cambridge, said: “The legal position is one thing, and the political position is quite another, particularly with a weakened prime minister.”

It is becoming increasingly clear that the government faces a series of tough parliamentary hurdles at home, as well as the prospect of difficult negotiations in Brussels, before Brexit can be achieved.

Europhile Conservative backbenchers are calling for a clear signal that May has softened her approach to Brexit – and regard the election of two centrists, Nicky Morgan and Tom Tugendhat, to chair the Treasury and foreign affairs select committees respectively as a signal that the makeup of the House of Commons has shifted decisively.

The Broxtowe MP, Anna Soubry, said: “How many times do people like me have to tell them this? It’s all changed since 8 June. If [May is] going to stay and see this through, she’s got to step up. She’s got to get herself fully briefed; and she’s got to put David Davis back in his box and listen to Greg Clark, Amber Rudd, Philip Hammond. They should be giving the directions.”

One signal that the government may be moving towards a more conciliatory position came in a written statement from the Brexit minister Lady Anelay acknowledging that Britain would continue to have financial obligations to the EU after Brexit. The statement said: “The UK has obligations to the EU ... that will survive the UK’s withdrawal – and that these need to be resolved.”

That appeared to contradict a remark by the foreign secretary, Boris Johnson, earlier in the week that the EU could “go whistle” if it expected Britain to pay a hefty divorce bill. May has always said she would honour any obligations as Brexit takes place, but the new statement appeared to go further – and to be aimed at averting a row over the issue when negotiations resume in Brussels next week.

Davis himself struck an emollient tone on Thursday, seeking to reassure MPs about the scope of the so-called Henry VIII powers, which will allow ministers to make changes to any laws necessary to achieve Brexit – and for two years afterwards.


He told the BBC that the powers would be used for “technical changes to make the law work,” adding: “It’s up to the House of Commons. If a statutory instrument is placed in front of the House of Commons, then the Commons decides if it debates or votes on it.”

Human rights groups Amnesty International and Liberty joined Labour and the Liberal Democrats in urging the government to give further reassurances that human rights will not be undermined and, in particular, to incorporate the EU charter of fundamental rights into UK law.

Kerry Moscogiuri, Amnesty’s campaigns director?, said: “It is now vital that Parliament ensures our hard-won human rights don’t diminish after Brexit. The broad powers that the repeal bill grants ministers to change our laws are dangerously vague; they must not be used to roll back human rights that are in place to protect us all.”

The legislation makes clear that “the charter of fundamental rights is not part of domestic law on or after exit day”. Government lawyers believe that will make little difference in practice, as the charter sets out rights that are already enshrined elsewhere in EU law and will brought into domestic law.

But Emmy Gibbs, of the anti-trafficking charity ATLEU, who used the charter to bring a case about mistreated workers in foreign embassies to the supreme court, said: “It is not right that the removal of the charter under the great repeal bill will make no difference to workers.

“Without the charter, our clients – who complained of unlawful discrimination and breach of working time regulations – would have been left without any remedy, because the UK’s state immunity law prevents them enforcing those rights in the employment tribunal.”

Asked about the risk of a constitutional clash over the devolution aspects of Brexit, May’s spokeswoman said there was no plan for what might happen if Scotland or Wales refused legislative consent.

“That’s very pessimistic. We’re optimistic,” she said of such a scenario. Pressed on whether there was a contingency plan for this, she said: “Not that I’m aware of, no.”

This idea was, she stressed, still a long way off: “We’ve set out the bill today for the first time. It has to go through a process now. Within that process we will continue talking to the devolved administrations, who we hope will get behind it.”

Since you’re here …
… we have a small favour to ask. More people are reading the Guardian than ever but advertising revenues across the media are falling fast. And unlike many news organisations, we haven’t put up a paywall – we want to keep our journalism as open as we can. So you can see why we need to ask for your help. The Guardian’s independent, investigative journalism takes a lot of time, money and hard work to produce. But we do it because we believe our perspective matters – because it might well be your perspective, too.

I appreciate there not being a paywall: it is more democratic for the media to be available for all and not a commodity to be purchased by a few. I’m happy to make a contribution so others with less means still have access to information.
Thomasine F-R.
If everyone who reads our reporting, who likes it, helps to support it, our future would be much more secure.

https://www.theguardian.com/politics/2017/jul/13/scotland-wales-brexit-great-repeal-bill-naked-power-grab-nicola-sturgeon-carwyn-jones
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 15, 2017, 03:50:24 pm
Tony Blair diz que Reino Unido deve ponderar não sair da União Europeia


O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair afirmou que o Reino Unido deve manter em aberto a opção de permanecer um Estado-Membro da União Europeia para que o Brexit possa ser cancelado caso a opinião dos eleitores se altere durante este período de negociação de dois anos.

“A consideração racional das opções incluiria sensivelmente a hipótese de negociar que o Reino Unido permaneça dentro de uma Europa preparada para se reformar e encontrar-nos a meio caminho” escreveu Tony Blair num ensaio enviado pelo seu gabinete, de acordo com a agência Bloomberg.

O texto divulgado este sábado revela ainda que, segundo o ex-governante britânico, o prejuízo para a economia e para os meios de subsistência causados ​​por uma ruptura com o bloco de 28 países está a tornar-se mais claro à medida que os processos de divórcio continuam. Nesse sentido, um compromisso com a comunidade única não deve ser descartada.

“Tendo em conta o que está em jogo e o que, diariamente, estamos a descobrir sobre os custos do Brexit, como é que se pode estar deliberadamente a tirar a mesa a opção de um compromisso entre o Reino Unido e a Europa para que o Reino Unido permaneça?”, questiona-se Tony Blair sobre a saída do país que liderou do projeto europeu.

Através deste texto, Tony Blair reitera esforços para implementar reformas ao país que governou durante dez anos, entre 1997 e 2007, que disse estar “a perder o equilíbrio e estar a tropeçar, mas aparentemente sem qualquer escolha a não ser cambalear”.


>>>> http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/tony-blair-diz-que-reino-unido-deve-ponderar-nao-sair-da-uniao-europeia-185465
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 19, 2017, 02:15:33 pm
(http://img.pixady.com/2017/07/765128_177959231323095541116040796368597870349837n.jpg)
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Julho 25, 2017, 11:05:59 am
Deutsche Bank vai transferir 300 mil milhões do seu balanço para Frankfurt (retira de Londres)

A transferência de operações e activos para Frankfurt implicará a deslocação de centenas de traders e as contas de pelo menos 20 mil clientes.

(http://cdn.jornaldenegocios.pt/images/2016-09/img_817x460$2016_09_30_09_05_48_294976.jpg)

O alemão Deutsche Bank poderá transferir cerca de 300 mil milhões de euros do balanço da sua unidade de Londres para Frankfurt, na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia, que levará a instituição a migrar uma parte das operações de corretagem e activos para aquela cidade da Alemanha, avança a Bloomberg.

No final da semana passada, John Cryan, CEO do Deutsche Bank, já havia informado os funcionários, através de uma mensagem em vídeo, que a instituição se estava a preparar para o "hard" Brexit, e que deveria transferir grande parte dos seus serviços de Londres para Frankfurt.

"Assumiremos o pior cenário", admitiu o responsável. "E é provável que o pior seja pior do que as pessoas imaginam".

"Ainda há muitos detalhes por resolver e acordar; dependendo das alterações das regras e regulamentos, tentaremos minimizar as perturbações para os nossos clientes e para os nossos próprios funcionários", garantiu ainda o responsável, acrescentando que terão de ser "transferidos" ou pelo menos "acrescentados" cargos em Frankfurt, por causa da saída do Reino Unido da UE.

Fontes citadas pela Bloomberg referem que a transferência de operações e activos para Frankfurt implicará a deslocação de centenas de traders e as contas de pelo menos 20 mil clientes.

A migração deverá ter início em Setembro de 2018, a seis meses do Brexit. O banco pretende começar a avisar os clientes em Setembro deste ano de que as suas contas serão transferidas.

Grande parte das operações de corretagem do Deutsche Bank na Europa são feitas através de Londres, uma cidade que ganhou dimensão para o banco sob a liderança dos antecessores de Cryan, Anshu Jain e Josef Ackermann.

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca---financas/detalhe/deutsche-bank-vai-transferir-300-mil-milhoes-do-seu-balanco-para-frankfurt
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2017, 07:35:15 pm
'Brexit' trava crescimento da economia britânica


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 28, 2017, 09:12:21 pm
UE pede mais clareza e seriedade a Londres


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 09, 2017, 12:35:10 am
Presidente da Geórgia teme que Brexit desacelere o alargamento da UE a leste


Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 20, 2017, 02:56:31 pm
Theresa May oferece 20 mil milhões de euros para sair da União Europeia

A primeira-ministra britânica, Theresa May, vai oferecer esta semana pelo menos 20 mil milhões de euros na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia, avança o jornal britânico Financial Times.

De acordo com o jornal, a chanceler alemã, Angela Merkel, é uma das líderes europeias que já foi informada de que o discurso de May em Florença, na sexta-feira, vai incluir uma proposta de envelope para selar financeiramente o 'divórcio' entre o Reino Unido e a União Europeia.

A equipa da líder britânica espera que esta oferta possa desbloquear as negociações, que estão num impasse há três meses, e permita "avançar para uma segunda fase e abrir as discussões sobre um futuro acordo de comércio com a UE", escreve o FT.

O valor de 20 mil milhões de euros representa o valor necessário para que nenhum Estado membro tenha de pagar mais ou receber menos para compensar a saída do Reino Unido, entre 2018 e 2020, o último ano já orçamentado.

Na notícia, o FT esclarece que vários responsáveis britânicos mostraram-se "surpreendidos" pela possibilidade de algumas capitais europeias já terem conhecimento de detalhes do discurso de sexta-feira, uma vez que só na quinta-feira está prevista uma reunião do gabinete de May sobre o discurso de Florença.

O artigo do jornal britânico surge também poucos dias depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, ter escrito um artigo no qual defende que o Reino Unido não devia pagar qualquer valor à UE para poder aceder ao mercado comum depois de um período transição.

http://24.sapo.pt/economia/artigos/theresa-may-oferece-20-mil-milhoes-de-euros-para-sair-da-uniao-europeia

20 mil milhões!... :o
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Setembro 20, 2017, 04:52:38 pm
Theresa May oferece 20 mil milhões de euros para sair da União Europeia

..............

20 mil milhões!... :o

Não é muito dinheiro, nos últimos anos, o Reino Unido já pagava por ano quase 16,5 mil milhões de euros para fazer parte da UE (na realidade pagava 22,5 mil milhões e tinha um retorno garantido na época de Thatcher de cerca de 6 mil milhões de euros: http://www.telegraph.co.uk/news/0/how-much-do-we-spend-on-the-eu-and-what-else-could-it-pay-for/)

Portanto aquilo que oferecem é pouco mais de 1 ano de contribuições e ainda querem ficar com os aspectos positivos da UE, que é o total acesso ao mercado único!

Quem tem mais a perder, são os países pequenos e com pouco poder negocial como é o nosso caso. Os grandes países como a Alemanha, nada tem a temer do RU (economicamente falando), porque não estou a ver as empresas inglesas imporem-se às empresas alemãs que até são mais fortes. Também para os maiores contribuintes da UE, como é mais uma vez o caso da Alemanha, não estou a ver que esta vá compensar a saída do RU e passar a transferir mais dinheiro para a UE. Não acredito que os alemães aceitem isso.

Já para os pequenos países, vão ser duplamente penalizados:
Em primeiro lugar porque a UE perde um contribuinte líquido (de subsídios) para os países mais carenciados. São "só" 16,5 mil milhões de euros por ano que entrava vindo do RU;
Em segundo lugar, porque o RU quer pagar para continuar no mercado único, ou seja, as empresas do RU continuam a vender para a UE sem serem tributadas extraordinariamente, como acontece com as nossas importações de fora da UE! A Noruega por exemplo não faz parte da UE, e paga por ano 900 milhões de euros só para fazer parte do mercado único! (se pagam é porque não perdem dinheiro!!!!!).

Por isso resta-nos estar muito atentos, porque só temos a perder com estas negociações, para além de que não estou mesmo a ver a Alemanha que já paga 25 mil milhões por ano para a UE, pagar também os 16,5 mil milhões do RU!!!!!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 04, 2017, 05:53:28 pm
May (quase) preparada para todas as eventualidades


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 12, 2017, 06:45:51 pm
Negociações do Brexit a passo de caracol


Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 13, 2017, 12:43:30 pm
Opositores ao Brexit vão processar governo britânico se não divulgar relatórios secretos
Mariana Bandeira

O movimento 'The Good Law Project' quer a publicação dos 57 estudos secretos sobre o impacto da saída em 85% da economia local, e um relatório do Departamento do Tesouro que compara os benefícios económicos previstos nos acordos alternativos de livre comércio.

“O Parlamento sem oposição é mera cerimónia”. O slogan é do movimento The Good Law Project, uma iniciativa de opositores à saída do Reino Unido da União Europeia que diz que vai processar o governo britânico caso não divulgue os relatórios internos sobre o impacto do ‘Brexit’ na economia.

A iniciativa liderada pelo advogado de Direito Fiscal Jolyon Maugham e por Molly Scott Cato, membro do Parlamento Europeu, escreveu ao Departamento para a saída da União Europeia a pedir que os documentos fossem divulgados no prazo de 14 dias, informa esta sexta-feira a Bloomberg.

“Não é correto que eles estejam a ser escondidos do público”, explicou o fiscalista à agência noticiosa, acrescentando que a população deve ser capaz e ter ferramentas “de perceber o que significa o Brexit”.

Jolyon Maugham chegou a avançar com ações judiciais sobre os planos do governo de deixar o bloco europeu. Agora, através do The Good Law Project, vai tentar que sejam divulgados os 57 estudos secretos sobre 85% da economia local – aos quais fez referência o principal negociador, David Nexit, em dezembro – e um relatório do Departamento do Tesouro que compara os benefícios económicos previstos nos acordos alternativos de livre comércio.

De acordo com as estimativas do Rabobank, o impasse a que chegaram as negociações do Reino Unido com a União Europeia, aumentando o risco de um não-acordo entre as partes, pode custar até 15 mil milhões de dólares (cerca de 12.600 euros) por cada trabalhador, de acordo com as estimativas do Rabobank.

Com a saída no período de 18 meses, o executivo britânico ainda não chegou a um acordo, mesmo no que toca a questões prioritárias do divórcio. Ainda esta manhã veio a público que um documento preliminar interno, a que a BBC teve acesso, sugere que os 27 países da União Europeia devem discutir o comércio entre eles.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/opositores-ao-brexit-vao-processar-governo-britanico-se-nao-divulgar-relatorios-secretos-220172
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 15, 2017, 11:03:39 am
Hillary Clinton sobre o Brexit: "Defendo a ideia de uma Europa unida"


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 16, 2017, 10:25:11 am
Theresa May em Bruxelas para dinamizar o Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 23, 2017, 09:03:11 pm
Haverá uma fronteira física com a Irlanda do Norte depois do Brexit diz Theresa May


Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Novembro 08, 2017, 12:54:23 pm
Brexit: 50 bancos planeiam deixar o Reino Unido

O Banco Central Europeu recebeu cerca de meia centena de consultas de entidades que se preparam para abandonar o Reino Unido, antes da sua saída de União Europeia.

(http://oje-50ea.kxcdn.com/wp-content/uploads/2017/03/Brexit_Reino-Unido-925x578.jpg)

Cerca de meia centena de instituições financeiras levaram a cabo consultas junto do Banco Central Europeu (BCE) no sentido de aferirem sobre a possibilidade de transferir a sua sede do Reino Unido para a União Europeia. À conta do Brexit, perto de vinte instituições financeiras já iniciaram os procedimentos para iniciar a mudança anunciada.

“Cerca de 50 bancos estiveram no BCE para discutir os seus planos de deslocalização, melhorando assim os seus conhecimentos sobre o que necessitam para concretizar essa alteração”, indicou a presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu, Daniéle Nouy.

“Algumas dessas entidades ainda não decidiram o seu destino, mas levaram a cabo um conjunto de trâmites que deverão ser formalizados rapidamente”, acrescentou a banqueira francesa, que qualificou de “muito triste” a decisão dos cidadãos britânicos de abandonar a União Europeia.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/brexit-50-bancos-planeiam-deixar-o-reino-unido-230208
Título: Re: Brexit
Enviado por: Daniel em Novembro 08, 2017, 06:12:07 pm
Brexit: Bruxelas rejeita proposta do Reino Unido para cidadãos da UE
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/brexit-bruxelas-rejeita-proposta-do-reino-unido-para-cidadaos-da-ue-230577
(http://oje-50ea.kxcdn.com/wp-content/uploads/2017/02/Parlamento-Europeu-925x578.jpeg)
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Guy Verhofstadt, coordenador dos assuntos do Brexit pelo Parlamento Europeu, diz que não é verdade que um acordo para o Brexit está próximo.A proposta do Reino Unido para os cidadãos da União Europeia a viver no país foi rejeitada pelo Parlamento Europeu, segundo noticia a BBC. Bruxelas terá considerado que os direitos dos europeus não estão salvaguardados e defende que os cidadãos da UE a viver no Reino Unido tenham direito a permanecer depois do Brexit.

O governo britânico divulgou esta terça-feira um documento que propõe um período de transição de dois anos para os nacionais de países da UE pedirem um estatuto que lhes permita continuar a trabalhar e viver no Reino Unido depois do Brexit. No entanto, o Parlamento Europeu terá considerado a proposta “inadequada”.

“Foi dito aos cidadãos da UE no Reino Unido e aos cidadãos do Reino Unido na UE que nada mudaria com o Brexit”, disse o eurodeputado belga e coordenador dos assuntos do Brexit pelo Parlamento Europeu, Guy Verhofstadt, em entrevista ao Independent. “O facto de o governo britânico precisar de 25 parágrafos para explicar como as vidas vão mudar prova que isto é uma fabricação”.

“É difícil de acreditar que esta nova proposta será suave e eficiente. O Parlamento Europeu continua profundamente preocupado com a falta de progressos nos assuntos sobre os direitos dos cidadãos. É erróneo dizer que um acordo está próximo”, acrescentou.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Daniel em Novembro 10, 2017, 05:34:06 pm
Reino Unido sai da União Europeia às 23h00 do dia 29 de março de 2019
http://www.sapo.pt/noticias/economia/ja-ha-dia-e-hora-para-a-saida-do-reino-unido-_5a057452518e35c7786cf2d1
(http://thumbs.web.sapo.io/?H=1440&epic=+Dla/L6eO7CtkrLhabZfkdW6YdMgi54YyLFhZ2AeE+3MdlzfEsYO3xXJgHkkpjDWRhh+WWjJ10G/yw0/t5JfZ6kgBuwvTQKhIvk7+n0VYRzxSe0=)
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A data anunciada está incluída no projeto de lei sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e que será debatido numa sessão no parlamento britânico agendada para a próxima semana.A data anunciada está incluída no projeto de lei sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e que será debatido numa sessão no parlamento britânico agendada para a próxima semana.

A saída do Reino Unido da União Europeia vai acontecer às 23h00 do dia 29 de março de 2019, disse hoje a primeira-ministra britânica, Theresa May. A data anunciada está incluída no projeto de lei sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e que será debatido numa sessão no parlamento britânico agendada para a próxima semana e que deve autorizar o “Brexit”.

Theresa May, num artigo publicado no jornal Daily Telegraph, escreve que a decisão em informar sobre o exato momento em que o “Brexit” é aplicado tem como objetivo demonstrar a “determinação” do governo em completar “o processo” de retirada da União Europeia. “Que ninguém duvide da nossa determinação ou questione as nossas intenções sobre o processo”, escreve a primeira-ministra.

“A data vai ficar escrita ‘preto no branco’ no topo deste texto legislativo. O Reino Unido vai sair da União Europeia no dia 29 de março de 2019, às 23h00”, acrescenta Theresa May. O texto que vai ser debatido na próxima semana tem como título “Projeto de Lei sobre a Retirada da União Europeia” e vai ser discutido em sede de comissão parlamentar, esperando-se algumas emendas ao texto.

May alerta que “as pessoas esperam que os políticos se unam” no sentido de conseguirem um bom acordo com a União Europeia. A chefe do executivo diz também que está disposta a escutar as propostas parlamentares para “melhorar o projeto de lei”, mas refere que não aceita as tentativas que possam travar o processo.

“Não vamos tolerar tentativas de onde quer que seja e que venham a utilizar o processo de alterações ao projeto de lei como forma de bloqueio da vontade democrática do povo britânico, tentando atrasar ou obstaculizar a nossa saída da União Europeia”, avisa. A primeira-ministra frisa ainda que o projeto legislativo é “fundamental” para a obtenção de “um ‘Brexit’ correto e ordenado”.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Daniel em Novembro 20, 2017, 03:37:33 pm
UE pronta a oferecer "acordo comercial ambicioso" se Londres respeitar divórcio
http://24.sapo.pt/economia/artigos/ue-pronta-a-oferecer-acordo-comercial-ambicioso-se-londres-respeitar-divorcio
(http://thumbs.web.sapo.io/?epic=OGNk82V0j9v7gg8fHKaYKeLxHaptp3A4FafXJvt2Pq/sIhFW/0C/WSP6lCZowiMpP0a7WnXtRI+QTBZwo13gcH7huNhJ/x6MYQUYUqoT3IzWrcI=&W=800&H=0&delay_optim=1)
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“Se conseguirmos negociar uma saída ordenada e estabelecer regras de jogo que sejam justas, a nossa relação futura terá todas as razões para ser ambiciosa”, afirmou Michel Barnier num discurso em Bruxelas.

Nestas condições “a União Europeia (UE) estará pronta a oferecer [ao Reino Unido] a abordagem mais ambiciosa [no que diz respeito] aos tratados de livre-comércio”, salientou o responsável comunitário.
A abertura das negociações comerciais com Londres requer um prévio estabelecimento de regras quanto às condições do divórcio, como por exemplo as regras financeiras ou quais as consequências de uma separação para a Irlanda.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, deu ao Reino Unido até ao início de dezembro para avançar com estes ‘dossiers’ prioritários.

Se Londres não avançar com este processo, Tusk diz que não poderá propor aos dirigentes dos 27 restantes Estados-membros que deem luz verde ao início da segunda fase de negociações com o Reino Unido. Esta proposta poderia surgir no decorrer da próxima cimeira da UE, em meados de dezembro.

Londres tem vindo a reclamar, de forma insistente, a abertura de negociações paralelas sobre a futura relação comercial com o bloco da UE, algo que Bruxelas tem recusado.

Os restantes 27 querem primeiro fechar o acordo do Brexit e só depois negociar um tratado comercial.

No entanto, na última cimeira europeia — em outubro — os Estados-membros aceitaram — como um gesto de boa vontade — iniciar os “preparativos internos” com vista às negociações futuras.

De qualquer forma, disse Michel Barnier, a UE está pronta para o cenário de “fim das negociações sem acordo”, mesmo que não o deseje.

“O ‘no deal’ não é o nosso cenário, ainda que estejamos prontos para isso mesmo”, recordou Barnier.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 04, 2017, 09:27:13 pm
Irlanda desiludida com falta de acordo no Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Dezembro 09, 2017, 07:12:06 pm
Fatura do Brexit é de 40 a 45 mil milhões de euros, diz o porta-voz do governo britânico

A fatura que Londres terá de pagar a Bruxelas devido ao Brexit situa-se entre os 40 e os 45 mil milhões de euros, indicou um porta-voz do governo.

https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2017/12/08180417/GettyImages-888188922_770x433_acf_cropped.jpg

A fatura que Londres terá de pagar a Bruxelas devido ao Brexit situa-se entre os 40 e os 45 mil milhões de euros, indicou nesta sexta-feira um porta-voz do governo, questionado pela agência France Press. Durante a manhã, foi anunciada a conclusão de um acordo de princípio para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), sem que tenham sido indicados números.

O montante agora avançado pelo porta-voz governamental é inferior ao reclamado em outubro pelo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, que indicou valores entre os 50 e os 60 mil milhões de euros. Os 40 a 45 mil milhões de euros agora referidos são, no entanto, mais do dobro da proposta original apresentada pelo governo do Reino Unido, que era de cerca de 20 mil milhões de euros.

“Não podemos calcular exatamente os montantes em questão, todos esses números vão mexer”, disse hoje o principal negociador da União Europeia, Michel Barnier, para justificar por que nenhum valor foi divulgado. O acordo prevê que o Reino Unido continue a participar no orçamento anual da UE em 2019 e 2020, “como se tivesse permanecido na União”.

Após este período, Londres permanecerá endividada por compromissos financeiros assumidos no contexto de orçamentos passados, mas ainda não pagos. Os orçamentos anuais europeus distinguem entre as dotações de pagamento e as dotações de autorização, que podem ser repartidas ao longo de vários anos.

O Regulamento Financeiro do Brexit será calculado em 31 de dezembro de 2020 e pago gradualmente à medida que esses compromissos se tornem devidos, como se o Reino Unido tivesse permanecido como um Estado membro. O acordo estipula que todos esses montantes serão liquidados em euros.

http://observador.pt/2017/12/08/fatura-do-brexit-e-de-40-a-45-mil-milhoes-de-euros-diz-o-porta-voz-do-governo-britanico/

Não fica nada barata a brincadeira!
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Janeiro 03, 2018, 05:25:30 pm
Troca de galhardetes entre os Ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido e da Rússia!!!!!

Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 11, 2018, 02:57:19 pm
Farage quer segundo referendo para reforçar saída da UE


Título: Re: Brexit
Enviado por: perdadetempo em Janeiro 15, 2018, 03:43:27 pm
Carilion entra em liquidação Resumindo uma empresa com cerca de 43000 trabalhadores, dos quais 20000 no R. Unido e que era uma das maiores prestadoras de serviços ao governo britânico fecha portas.

Citar
What You Need To Know About the Collapse of Carillion, a U.K. Construction Giant

On Monday, Carillion, the U.K.’s second-largest construction company, announced that it would go into compulsory liquidation.

A last-ditch effort to secure a deal with the U.K. government and the company’s bank lenders failed over the weekend. The collapse raises fears for the jobs and pensions of the 43,000 people employed by the company worldwide as well as questions over what will become of the 450 projects the U.K. government has employed the company to carry out.
What is Carillion?

Although Carillion is a construction company, it also provides facilities management and maintenance services such as cleaning and catering in the U.K.’s National Health Service hospitals, providing meals in 900 schools, and maintaining prisons. It holds a number of government contracts, including for the construction of a high-speed rail link and for the maintenance of roads.

Of the company’s 43,000 employees worldwide, 20,000 work in the U.K.; the company also has a significant presence in the Middle East and Canada. The company has built iconic buildings in the U.K. and abroad, including the Tate Modern in London and the Grand Mosque in Oman. It is also responsible for the revitalization of Toronto’s Union Station.
How did Carillion go bankrupt?

Payment delays from Middle East contracts and overreaching on projects that proved unprofitable led to financial woes for the company in 2017.

Carillion has been in trouble since July, when it announced it was losing money and its debts were rising. In the subsequent five months, it issued two more profit warnings. By this past weekend, the company had £900 million ($1.2 billion) in debt and a £587 million ($808 million) pension deficit. By Friday, the company’s market capitalization had dropped to £61 million, down from £2 billion in 2016.

With debts and pension obligations outweighing the company’s value, it approached the government and its lenders for a bail-out, but failed to reach a deal.
Why does it matter?

Carillion’s liquidation carries implications for U.K. public services, the company’s current and former employees, and the British taxpayer.

David Lidington, a minister for the Cabinet Office, which supports the government and the prime minister, said there were plans to bring some of the public services provided by the company in-house, while others would be given to other contractors. Where Carillion is the sole contractor, the government may be forced to nationalize some contracts temporarily.

The jobs of Carillion’s 20,000 employees in the U.K. may depend on swift action from the government. For the time being, employees have been instructed to continue working as usual, but if the government or other contractors don’t step in and take on those employees, it is unclear what will happen to their jobs. Pensions Regulator Executive Director Nicola Parish said it was too soon to tell what would happen to Carillion’s pensions, but another spokesperson said the pensions were protected under the Pension Protection Scheme.

The British government provided financial support to Carillion to help win business in the Middle East, most recently in July, shortly before the company’s first profit warning. However, Construction News reports that the $180 million in financing was for the client, preventing direct taxpayer exposure to Carillion.

http://fortune.com/2018/01/15/what-you-need-to-know-about-the-collapse-of-carillion-a-u-k-construction-giant/ (http://fortune.com/2018/01/15/what-you-need-to-know-about-the-collapse-of-carillion-a-u-k-construction-giant/)

Também na BBC:
http://www.bbc.com/news/business-42666275 (http://www.bbc.com/news/business-42666275)

e no Bloomberg
https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-01-15/carillion-s-suppliers-fear-domino-effect-after-liquidation (https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-01-15/carillion-s-suppliers-fear-domino-effect-after-liquidation)

Cumprimentos,

Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2018, 05:57:55 pm
UE estende a mão aos britânicos


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 29, 2018, 11:30:48 am
Maioria de britânicos quer novo voto sobre o Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Janeiro 30, 2018, 12:05:14 pm
Estudo do governo admite Reino Unido pior fora da União Europeia em qualquer cenário

Estudo confidencial do governo britânico analisou impacto do Brexit na economia britânica e, em qualquer um dos cenários considerados plausíveis, assume que o Reino Unido estará pior fora da União.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2018/01/23123910/22161995_770x433_acf_cropped.jpg)

O Reino Unido ficará pior fora da União Europeia em qualquer cenário considerado plausível pelo próprio governo britânico, de acordo com um estudo confidencial que foi realizado pelo governo inglês para estudar os impactos do Brexit na economia britânica. O estudo foi dado a conhecer esta segunda-feira pelo Buzzfeed.

Depois de uma campanha intensa e polémica que levou ao ‘sim’ no abandono do Reino Unido da União Europeia, o governo mudou e os que defendiam a saída acabaram por assumir cargos governamentais, sendo o caso mais proeminente o de Boris Johnson, antigo presidente da câmara de Londres que atualmente desempenha o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros.

No entanto, e apesar dos vários pedidos dos grupos políticos e da comunicação social, o governo de Theresa May tem-se recusado divulgar a análise ao impacto do Brexit na economia. Esta segunda-feira, o Buzzfeed dá a conhecer os resultados de um estudo com data de janeiro de 2018, indicando que em qualquer um dos três cenários mais plausíveis — em que o Reino Unido consegue um acordo de livre comércio abrangente com a União Europeia, um Brexit sem qualquer acordo, ou um Brexit com o Reino Unido a continuar no mercado único –, o governo britânico antecipa que o Reino Unido estará pior num prazo de 15 anos do que se continuasse na União Europeia.

Sem um acordo com a União Europeia, a situação seria ainda mais negra. De acordo com a análise do governo britânico, o crescimento económico cairia 8%, em comparação com as atuais projeções. Mesmo continuando no mercado único, o melhor dos mundos num cenário de Brexit — e que a União Europeia já rejeitou –, a economia cresceria menos 2% que o previsto.

A partir do momento em que o Reino Unido sair da União Europeia estará sujeito às regras da Organização Mundial do Comércio. Sem um acordo com o bloco, e com os restantes países, a economia britânica fica sujeita a condições mais duras nas transações com os países, incluíndo tarifas mais pesadas sobre as suas exportações.

Na análise feita pelo governo britânico, mesmo com a assinatura de acordos de comércio, a melhoria do crescimento não seria muito expressiva. No caso de um acordo com os Estados Unidos, parceiro tradicional do Reino Unido e a maior economia do mundo, a economia só cresceria mais 0,2% que num cenário de ausência de acordos, o mesmo em que estaria a crescer menos 8%.

O mesmo documento prevê que os quase todos os setores da economia fiquem pior do que estão em todos os cenários contemplados. Os mais afetados são precisamente onde estão os trabalhadores com menos qualificações e que se aponta que tenham sido os que votaram a favor desta medida, em setores como a indústria, retalho, automóvel, bebida e restauração. Só a agricultura não seria afetada negativamente pela saída da União Europeia.

http://observador.pt/2018/01/30/estudo-do-governo-admite-reino-unido-pior-fora-da-uniao-europeia-em-qualquer-cenario/
Título: Re: Brexit
Enviado por: perdadetempo em Janeiro 30, 2018, 07:33:42 pm
Pelos vistos no estudo esqueceram-se  que os trabalhadores sazonais que trabalham na agricultura também vêm de países da CEE, incluindo Portugal.

Cumprimentos,
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Janeiro 30, 2018, 09:27:37 pm
Pelos vistos no estudo esqueceram-se  que os trabalhadores sazonais que trabalham na agricultura também vêm de países da CEE, incluindo Portugal.

Cumprimentos,

:)

À pouco, deu nas noticias da RTP, uma reportagem precisamente sobre este tema, que o governo britânico tenta esconder a todo o custo. Referiram inclusive que o governo estima que sair da UE vai provocar uma queda do PIB de 8% em 15 anos. Estive a fazer as contas e isso significa um buraco de 228 mil milhões de dólares!!!!!!! É a riqueza criada por Portugal inteiro em 1 ano!!!!!! Uma brutalidade. Eu não tenho a menor dúvida de que não sabem no buraco em que se meteram. A indemnização a pagar à UE é o menor dos problemas.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 08, 2018, 05:42:24 pm
George Soros, um "mecenas" anti-Brexit?


Título: Re: Brexit
Enviado por: perdadetempo em Fevereiro 10, 2018, 12:21:35 pm
E continuando a bater no ceguinho... ;D

Citar
The U.K. Is Down Since Brexit. Guess Who's Up.

hen British voters decided in June 2016 to exit the European Union, investors who had anticipated the opposite result stampeded out of sterling and the currency plummeted a record 8.05 percent to a 31-year low. Almost 20 months later, the pound has mostly recovered, providing some satisfaction to commentators who'd predicted that Brexit would prove more distressing to the EU.

QuickTake Brexit

So much for wishful thinking. In a role reversal not even the most prescient dared to anticipate, Greece is growing faster than the U.K. and outperforming it in financial markets. That's because Greek citizens, who rejected bailout terms from EU creditors in a July 2015 referendum, never embraced a rupture with Europe or the return to a drachma-based economy. Now that Europe is leading the developed world in growth, productivity and job creation after the euro gained 14.2 percent last year — the most among 16 major currencies and the strongest appreciation since 2003 — Greece is the biggest beneficiary and Britain is the new sick man of Europe.

(continua....)

https://www.bloomberg.com/view/articles/2018-02-09/greece-is-up-and-the-u-k-is-down-since-brexit-vote (https://www.bloomberg.com/view/articles/2018-02-09/greece-is-up-and-the-u-k-is-down-since-brexit-vote)

Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 14, 2018, 06:33:29 pm
Boris Johnson diz que Brexit é "motivo de esperança"


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 21, 2018, 07:27:39 pm
Theresa May quer cidadãos da UE no Reino Unido pós "Brexit"


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2018, 04:21:05 pm
May fala de um ataque à integridade constitucional do Reino Unido


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 01, 2018, 10:57:43 pm
Theresa May reafirma compromisso em evitar fronteira entre as irlandas


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 22, 2018, 05:00:24 pm
Empresa europeia vai produzir novos passaportes britânicos


Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Março 27, 2018, 03:22:22 pm
Cambridge Analytica teve papel decisivo no referendo sobre o Brexit. Garantia de ex-funcionário

A Cambridge Analytica, acusada de recolher dados pessoais de 50 milhões de utilizadores do Facebook, teve um "papel decisivo" no referendo sobre o 'Brexit', garantiu Christopher Wylie.

(https://imageproxy-observadorontime.netdna-ssl.com/800x,q85/https://s3cdn-observadorontime.netdna-ssl.com/wp-content/uploads/2018/03/27143640/23936498_770x433_acf_cropped.jpg)

A Cambridge Analytica, acusada de recolher dados pessoais de 50 milhões de utilizadores do Facebook, teve um “papel decisivo” no referendo sobre o ‘Brexit’, afirmou o ex-funcionário da empresa Christopher Wylie.

Numa entrevista a vários jornais europeus, Wylie, que denunciou a polémica, foi questionado sobre se a saída do Reino Unido da União Europeia teria sido aprovada pelos eleitores britânicos em 2016 sem a interferência da Cambridge Analytica.

“Não, eles tiveram um papel decisivo, tenho a certeza”, disse Wylie, que foi diretor de pesquisa na empresa, numa entrevista de que publicam hoje diferenets excertos os jornais franceses Libération e Le Monde, alemão Die Welt, espanhol El Pais e italiano La Repubblica, entre outros.

Na entrevista, o denunciante afirma que a empresa canadiana Aggregate IQ (AIQ) trabalhou com a Cambridge Analytica para ajudar a campanha a favor do ‘Brexit’, “Leave EU”.

“Sem a Aggregate IQ, a campanha do ‘Leave’ não teria conseguido ganhar o referendo, que foi decidido por menos de 2% dos votos”, disse.

Wylie defende que “é preciso arranjar o Facebook, não eliminá-lo” e recusa a opinião daqueles que aconselham os utilizadores a apagar a conta na rede social: “Tornou-se impossível viver sem estas plataformas, mas é preciso enquadrá-las”.

O ‘whistleblower’ (expressão inglesa que designa aqueles que denunciam ilegalidades em nome do interesse público) conta por outro lado as circunstâncias da sua contratação em 2013 pela SCL, a “casa-mãe” da Cambridge Analytica para cuja criação contribuiu.

Segundo contou ao Le Monde, descobriu mais tarde que o seu antecessor “morreu em condições não explicadas no seu quarto de hotel em Nairobi, quando trabalhava para Uhuru Kenyatta”, o atual presidente do Quénia.

Wylie reitera por outro lado o envolvimento com a empresa britânica de Steve Bannon, antigo conselheiro do presidente norte-americano, Donald Trump, e antigo diretor do ‘site’ de extrema-direita norte-americano Breitbart. “Ele [Bannon] vinha a Londres pelo menos uma vez por mês”, disse ao Líbération.

https://observador.pt/2018/03/27/cambridge-analytica-teve-papel-decisivo-no-referendo-sobre-o-brexit-garantia-de-ex-funcionario/
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 28, 2018, 11:53:05 pm
Reino Unido a um ano do Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 29, 2018, 03:55:54 pm
PM britânica otimista em relação ao futuro


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Março 29, 2018, 08:57:15 pm
Economia britânica abranda perante a incerteza do Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 09, 2018, 08:08:18 pm
Bruxelas desvaloriza demissões de ministros


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 10, 2018, 11:35:04 am
Um Brexit mais complicado para May com a demissão de Johnson


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 13, 2018, 11:22:22 pm
Trump e o comércio pós-Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 18, 2018, 08:55:43 pm
Boris Johnson fez o discurso da demissão no Parlamento


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 19, 2018, 05:18:42 pm
UE prepara-se para cenário de não acordo


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 22, 2018, 09:18:45 pm
Reino Unido quer acordo comercial assinado


Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 27, 2018, 12:23:04 pm
Barnier insiste que integridade do mercado único é inegociável

Dominic Raab provou pela primeira vez o "veneno" do negociador da UE para o "Brexit".

 Rita Siza

De sorriso nos lábios, no seu estilo inconfundível que tem tanto de elegante como de demolidor, o negociador chefe da Comissão Europeia para o “Brexit”, Michel Barnier, elogiou as ideias britânicas para a relação futura entre Londres e Bruxelas que, segundo o novo secretário de Estado para a Saída da União Europeia, Dominic Raab, imprimiram “uma nova dinâmica” às conversações entre os dois blocos, para imediatamente as descrever como impraticáveis, inexequíveis e… inegociáveis.

“O Reino Unido conhece muito bem as condições em que trabalhamos e conhece muito bem as regras do nosso mercado único do qual decidiu sair, nomeadamente a indivisibilidade das quatro liberdades [de circulação de pessoas, bens, serviços e capitais]”, observou o diplomata europeu, à saída da sua segunda reunião, em duas semanas, com Dominic Raab, brindado com um resumo simples da postura europeia, em jeito de avaliação do Livro Branco para o “Brexit” divulgado pela primeira-ministra, Theresa May.

“A UE constituiu um ecossistema de leis, standards e regulamentos e em cima dele estabeleceu uma jurisdição comum. Para nós é inaceitável que este ecossistema seja desestabilizado ou destruído porque o Reino Unido decidiu”, explicou Barnier, insistindo no argumento que os 27 têm repetido desde o arranque das negociações e que os britânicos ainda acreditam poder ultrapassar com “boa-vontade e soluções pragmáticas e imaginativas”.

“Estamos num momento crucial das negociações. Sabemos que não haverá acordo de saída sem um consenso em todos os pontos, e por isso estamos a acelerar os nossos esforços, conscientes das fortes pressões que existem de todos os lados”, afirmou Dominic Raab, nomeado por May após a onda de demissões no Governo provocada pela apresentação do Livro Branco com a sua estratégia para o “Brexit”.

Não fossem as pequenas picardias de Barnier e pouco haveria a reportar da conferência de imprensa conjunta após a reunião. O segundo round entre os dois homens que lideram as negociações do “Brexit” do lado da União Europeia e do Reino Unido, em Bruxelas, terminou sem novidades e muito menos progressos: no que diz respeito ao acordo de saída, continua a faltar uma solução para evitar a reposição de uma fronteira física entre Irlanda e Irlanda do Norte; no que tem a ver com a relação futura, as propostas de Londres mantêm-se irreconciliáveis com as linhas vermelhas de Bruxelas. “Também é nossa ambição poder fechar um acordo comercial ambicioso com o Reino Unido. Mas a proposta do Livro Branco está em contradição com o meu mandato, que é manter a integridade do mercado único”, insistiu Barnier.

“O Reino Unido quer recuperar o controlo do seu dinheiro, das suas leis e das suas fronteiras. E a União Europeia quer manter o controlo do seu dinheiro, das suas leis e das suas fronteiras, o que significa por exemplo que não delegará nunca a aplicação da sua política aduaneira ou da recolha dos seus impostos e taxas a um país terceiro que não está sujeito às mesmas estruturas de governação e supervisão”, explicou, deitando por terra a proposta de uma “facilidade aduaneira inovadora” que consta no Livro Branco.

Antes do encontro bilateral em Bruxelas, o diplomata europeu vira a sua posição reforçada pelas palavras da ministra francesa para a Europa, Nathalie Loiseau, que numa entrevista ao programa “Today” da BBC, lembrou que Michel Barnier negoceia com Downing Street em nome da Comissão Europeia e com um mandato claro atribuído pelos 27. “Para que não reste qualquer equívoco, queria dizer que Michel Barnier é o negociador da União Europeia e que as suas orientações vêm dos chefes de Estado e de governo. Não há diferença nenhuma entre o que ele diz, e o que cada um dos Estados membros diz individualmente”, frisou.

A gaulesa respondia a notícias publicadas no Reino Unido sobre o possível descontentamento e insatisfação da chanceler de Alemanha com o rumo das negociações e a postura intransigente de Barnier nos seus contactos com os britânicos — e do suposto interesse de Angela Merkel em dar uma mão à fragilizada Theresa May, para que esta possa ultrapassar o actual impasse político em Londres e em Bruxelas.

E como as negociações estão a revelar aos britânicos os elevados custos da saída da UE, Nathalie Loiseau fez questão de lembrar que o país ainda pode mudar de opinião em relação ao “Brexit” e desistir do processo. “Nós sempre dissemos que a nossa porta estaria sempre aberta. Não fomos nós que quisemos divergir do Reino Unido”, recordou.

https://www.publico.pt/2018/07/26/mundo/noticia/barnier-insiste-que-integridade-do-mercado-unico-e-inegociavel-1839251
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Julho 29, 2018, 08:37:09 pm
Exército britânico pronto para cenário de não acordo sobre o brexit


Jornal Sunday Times diz que, no âmbito de planos de contingência que estão a ser preparados, militares britânicos poderão ser chamados a ajudar as autoridades civis a distribuir alimentos, medicamentos ou combustível em caso de perturbações causadas pela eventual ausência de um acordo sobre o brexit entre o Reino Unido e a União Europeia.

um cenário de não acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) entre Londres e os restantes 27, os militares poderiam ser chamados a intervir, juntamente com as autoridades civis, para responder a eventuais problemas de escassez de alimentos, de medicamentos ou de combustíveis causados por perturbações nos portos britânicos.

Poderiam, nesse caso, ser utilizados veículos e helicópteros militares para fazer chegar esses bens a pessoas em zonas mais remotas e distantes que poderiam ter, por exemplo, dificuldade no acesso a medicamentos.

Na semana passada, Bruxelas pediu aos restantes Estados membros da UE que preparem planos de contingência em várias áreas, no caso de não haver acordo sobre a saída do Reino Unido da UE. Mas Londres também avisou, desde logo, que estava igualmente a preparar os seus próprios planos de contingência.

A data prevista para a saída dos britânicos do bloco europeu é 29 de março de 2019 e, até agora, as negociações pouco ou nada têm avançado em termos concretos e definitivos.

Em declarações àquele mesmo jornal, o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, acusou a UE de não estar de boa-fé nas negociações com o governo liderado por Theresa May.

"Espero que as negociações acabem bem para o lado do Reino Unido e sirvam de exemplo de como as pessoas estão acima da UE", declarou o também líder do partido nacionalista Liga, na entrevista publicada no Sunday Times.


:arrow: https://www.dn.pt/mundo/interior/exercito-britanico-pronto-para-cenario-de-nao-acordo-sobre-o-brexit-9653179.html
Título: Re: Brexit
Enviado por: Viajante em Agosto 19, 2018, 04:55:28 pm
Empresário britânico doa um milhão de libras para novo referendo sobre Brexit

O empresário britânico Julian Dunkerton, cofundador da marca de roupas Superdry, anunciou neste domingo que apoia financeiramente a organização People's Vote, que defende a realização de um novo referendo sobre o Brexit.

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=NTdhjJpVbQk6n5oR6OvdCc2ZD3zS6Su8vjAXgDNyw100MnVlppzpQlUvSs9M6wjWor891ks9jWfdPN5Rh6xGfQEhwqZimAna5+QUVqxp8pDCBNY=&W=800&H=0&delay_optim=1)

O empresário britânico Julian Dunkerton fez uma doação de um milhão de libras (1,11 milhão de euros) para apoiar a realização de um segundo referendo sobre o Brexit, anunciou a People's Vote no Twitter.

"Dou um pouco do meu dinheiro para a campanha da People's Vote, porque sei que temos uma verdadeira oportunidade de mudar o curso das coisas", explicou Julian Dunkerton ao  jornal Sunday Times. "As pessoas dão-se conta, cada vez mais, de que o Brexit vai ser um desastre", acrescentou.

Fundada em 2003, a Superdry tem 515 lojas em 46 países, segundo a página online da empresa que está cotada na Bolsa de Londres.

A ideia de um novo referendo sobre o resultado final das negociações do Brexit ganha terreno no Reino Unido, dois anos depois do referendo de 23 de junho de 2016 favorável a uma retirada da União Europeia (UE).

Essa possibilidade foi claramente rejeitada pelo governo da primeira-ministra Theresa May, que trava difíceis negociações com Bruxelas sobre o Brexit.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/empresario-britanico-doa-um-milhao-de-libras-para-novo-referendo-sobre-brexit
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 23, 2018, 02:25:08 pm
Governo britânico divulga lista de conselhos para eventual falta de acordo


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 28, 2018, 07:23:34 pm
May quer Reino Unido como primeiro investidor do G7 em África


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 02, 2018, 04:17:34 pm
Theresa May não cede a pressões de Bruxelas em relação ao Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2018, 10:05:55 pm
"O 'Brexit' foi sobre a independência" - Nigel Farage


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 11, 2018, 11:00:29 am
Barnier otimista sobre o acordo do Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 14, 2018, 11:53:32 pm
Governo de May alertado para o pior dos cenários


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 16, 2018, 04:30:47 pm
"Mayor" de Londres apela a novo referendo


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 17, 2018, 08:06:55 pm
Negociações do Brexit seguem num espírito de cooperação


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 17, 2018, 11:30:22 pm
FMI alerta Londres para o impacto do Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 18, 2018, 11:22:31 pm
Limam-se as arestas da "fronteira" irlandesa


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 20, 2018, 10:35:08 am
Theresa May pressiona UE a aceitar acordo proposto para o 'Brexit'


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 21, 2018, 08:11:05 pm
Libra esterlina cai com desacordo sobre o Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2018, 10:35:17 am
Theresa May quer propostas concretas da UE


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 23, 2018, 01:58:36 pm
Farage e Davis em campanha pelo Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 23, 2018, 09:09:51 pm
Líder da oposição britânica prefere eleições mas admite novo referendo


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 24, 2018, 08:22:06 pm
Mario Draghi sem receio do Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 26, 2018, 11:15:15 am
Partido Trabalhista admite novo referendo ao Brexit


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 26, 2018, 05:17:22 pm
Poderá o Brexit ser feito com o "modelo da Noruega"?


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 01, 2018, 03:13:03 pm
Hunt compara UE à União Soviética


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2018, 02:55:29 pm
Theresa May anuncia fim da imigração desqualificada


Título: Re: Brexit
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 02, 2018, 04:11:47 pm
Hunt compara UE à União Soviética



Repetiu o que o Vladimir Bukovsky já disse à muitos anos atrás.
Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2018, 07:22:26 pm
Boris Johnson pressiona Theresa May


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 07, 2018, 05:18:06 pm
Milhares apoiam independência na Escócia


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 14, 2018, 09:20:42 pm
Ainda não há acordo sobre o "Brexit"


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 15, 2018, 05:05:15 pm
Fronteira irlandesa no caminho de um Brexit demorado


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 17, 2018, 12:50:35 pm
Brexit: à procura de um acordo impossível em Bruxelas


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 17, 2018, 10:03:31 pm
Theresa May acredita que acordo sobre o Brexit é possível


Título: Re: Brexit
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 18, 2018, 11:35:58 am
Londres disponível para uma extensão do período de transição para o Brexit